<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Tempo.pt - Meteored</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Tue, 16 Jun 2026 13:01:44 +0000</lastBuildDate><pubDate>Tue, 16 Jun 2026 13:01:44 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Tempo.pt - Meteored</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Mais de 40 ºC: a partir de domingo 21 uma crista subtropical poderá fazer disparar as temperaturas em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mais-de-40-c-a-partir-de-domingo-21-uma-crista-subtropical-podera-fazer-disparar-as-temperaturas-em-portugal.html</link><pubDate>Tue, 16 Jun 2026 12:35:28 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>No domingo 21 uma crista anticiclónica de origem subtropical instalar-se-á em Portugal e em grande parte do continente europeu, fazendo com que as temperaturas disparem: estão previstos 40 ºC em algumas zonas, ou até mesmo valores ligeiramente superiores.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xag51em"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xag51em.jpg" id="xag51em"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Na presente semana mantém-se um ambiente marcado por grandes contrastes meteorológicos em Portugal continental</strong>. Nas regiões do litoral mantêm-se as temperaturas amenas e as condições de estabilidade atmosférica, com manhãs marcadas pelo aparecimento e persistência de nevoeiro e nebulosidade baixa.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>Uma massa de ar muito quente irá afetar Portugal continental a partir do próximo fim de semana, sobretudo as regiões do interior, provocando temperaturas iguais ou superiores a 40 ºC em algumas zonas e a possibilidade de noites tropicais.</div><p>Por outro lado, as regiões do interior têm sido afetadas pelo aparecimento de aguaceiros pontualmente fortes, acompanhados de trovoada e queda de granizo, sobretudo durante as tardes. No entanto, ao longo do próximo fim de semana, são vários os modelos meteorológicos que sugerem<strong> a ocorrência de um novo episódio de calor intenso em Portugal</strong>.</p><h2>Uma crista subtropical vai tingir os mapas de vermelho em Portugal e em quase toda a Europa</h2><p>Apesar de ainda faltarem cerca de 5 dias para o início deste potencial episódio de tempo quente e de poderem ocorrer ajustes significativos na previsão, <strong>tanto o modelo Europeu (ECMWF), como o americano (GFS), continuam a convergir na possibilidade de uma massa de ar muito quente procedente do Norte de África atingir a geografia de Portugal continental</strong>, podendo dar origem ao registo de temperaturas elevadas ou muito elevadas. </p><p>Isto é bem visível nos mapas de geopotencial e temperatura a 850 hPa ou de anomalia térmica a 850 hPa, pelo que é expectável que, à superfície, <strong>a temperatura dos termómetros suba drasticamente em muitas regiões do território português</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mais-de-40-c-a-partir-de-domingo-21-uma-crista-subtropical-podera-fazer-disparar-as-temperaturas-em-portugal-1781612507897.png" data-image="xfuj90o0wr7m"><figcaption>Uma massa de ar muito quente, impulsionada em direção à Península Ibérica e para vários outros países da Europa através de uma crista subtropical, poderá fazer disparar as temperaturas em várias regiões e em grande parte do continente.</figcaption></figure><p>De momento, o modelo europeu prevê para o <strong>próximo domingo (21) anomalias positivas de temperatura à superfície de cerca de</strong> <strong>7 a 11 ºC em quase toda a geografia de Portugal continental</strong>, exceto nalgumas zonas da faixa costeira ocidental e no Algarve onde as anomalias térmicas positivas serão mais moderadas. </p><h2>Várias localidades portuguesas rondarão os 40 ºC no próximo domingo, 21 de junho</h2><p>Caso este cenário se confirme, o tempo ficaria muito quente em grande parte do território de Portugal continental, sendo <strong>as zonas particularmente mais afetadas aquelas que estão próximas ou se situam em vales fluviais, tais como o Douro, Tejo, Sado e Guadiana</strong>, onde se poderão registar temperaturas muito elevadas para esta época do ano (máximas entre <strong>38 e 42 ºC</strong>).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774186" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-16-c-acima-da-media-de-acordo-com-o-modelo-gfs-veja-como-o-episodio-de-calor-previsto-na-europa-afetara-portugal.html" title="Até 16 °C acima da média, de acordo com o modelo GFS: veja como o episódio de calor previsto na Europa afetará Portugal">Até 16 °C acima da média, de acordo com o modelo GFS: veja como o episódio de calor previsto na Europa afetará Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-16-c-acima-da-media-de-acordo-com-o-modelo-gfs-veja-como-o-episodio-de-calor-previsto-na-europa-afetara-portugal.html" title="Até 16 °C acima da média, de acordo com o modelo GFS: veja como o episódio de calor previsto na Europa afetará Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-16-c-acima-da-media-de-acordo-com-o-modelo-gfs-veja-como-o-episodio-de-calor-previsto-na-europa-afetara-portugal-1781611216248_320.jpg" alt="Até 16 °C acima da média, de acordo com o modelo GFS: veja como o episódio de calor previsto na Europa afetará Portugal"></a></article></aside><p>Colocando agora a atenção nas capitais de distrito: <strong>no domingo, 21 de junho, cidades como Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja poderão aproximar-se bastante (38/39 ºC) ou até mesmo atingir o patamar dos 40 ºC</strong>. Não se exclui a possibilidade de outros municípios das regiões do interior Norte, Centro e Alentejo, tais como <strong>Mirandela, Vila Velha de Ródão, Ponte de Sor e Mora</strong>, poderem pontualmente igualar ou ultrapassar ligeiramente esse valor dos <strong>40 ºC (40 ou 41 ºC)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mais-de-40-c-a-partir-de-domingo-21-uma-crista-subtropical-podera-fazer-disparar-as-temperaturas-em-portugal-1781612737887.png" data-image="466lwu7sqtms"><figcaption>Este domingo, 21 de junho, não se descarta a possibilidade de serem atingidas temperaturas máximas próximas ou ligeiramente superiores ao patamar dos 40 ºC em diversas localidades de Portugal continental.</figcaption></figure><p>Estes possíveis registos de temperatura máxima elevada dão <strong>uma ideia aproximada da magnitude que este episódio de calor poderá alcançar</strong>. É um episódio cuja evolução terá de continuar a ser monitorizada de perto nos próximos dias.</p><p>Por fim, analisando as mais recentes saídas dos modelos, tanto o ECMWF como o GFS sugerem que <strong>esta possível subida acentuada das temperaturas poderá não ser um evento isolado</strong>, uma vez que a massa de ar quente poderá intensificar-se na segunda-feira (22), existindo inclusive a possibilidade de prolongar a sua influência, no mínimo, até quarta-feira, 24 de junho.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mais-de-40-c-a-partir-de-domingo-21-uma-crista-subtropical-podera-fazer-disparar-as-temperaturas-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 16 °C acima da média, de acordo com o modelo GFS: veja como o episódio de calor previsto na Europa afetará Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-16-c-acima-da-media-de-acordo-com-o-modelo-gfs-veja-como-o-episodio-de-calor-previsto-na-europa-afetara-portugal.html</link><pubDate>Tue, 16 Jun 2026 12:13:21 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A Europa poderá estar a aproximar-se de um episódio de calor intenso, segundo o modelo americano GFS. Portugal poderá alcançar ou ultrapassar os 40 ºC no próximo fim de semana.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xag4nvq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xag4nvq.jpg" id="xag4nvq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como avançamos em previsões anteriores, está prevista uma nova subida dos valores máximos de temperatura. No entanto, e segundo as mais recentes atualizações dos modelos meteorológicos, <strong>esta subida deverá afetar uma boa parte da Europa</strong>, levando países a registar anomalias bastante pronunciadas.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>França poderá ser um dos países mais afetados por este episódio de calor extremo previsto pelo modelo americano GFS, onde o mesmo aponta para <strong>anomalias de até 16 ºC acima da média</strong>, para o dia 22 de junho. </p><h2>Portugal enfrentará dias de calor intenso</h2><p>Como podemos observar no mapa abaixo, que indica as anomalias térmicas previstas para o dia 22 de junho, segunda-feira, a maior parte dos países europeus registará valores de temperatura acima da normal climatológica. Ainda assim, <strong>Portugal poderá contar com anomalias mais contidas</strong>, devido à influência marítima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-16-c-acima-da-media-de-acordo-com-o-modelo-gfs-veja-como-o-episodio-de-calor-previsto-na-europa-afetara-portugal-1781609057606.jpg" data-image="bnpmybpoq1up" alt="anomalia térmica GFS" title="anomalia térmica GFS"><figcaption>O modelo americano, GFS, aponta para anomalias térmicas positivas bastante pronunciadas em praticamente toda a Europa.</figcaption></figure><p>No entanto, e apesar das anomalias no nosso país poderem ser mais baixas face a França, por exemplo, <strong>não significa que as temperaturas não serão elevadas</strong>. Na verdade, tanto para Portugal como para França esperam-se temperaturas máximas na ordem dos 40 ºC a partir de sábado. A diferença é que estes valores são mais "normais" no nosso território, ou seja, mais próximos aos valores registados na normal climatológica de referência, especialmente ao longo da faixa interior. <strong>Daí esta disparidade de valores anómalos entre um país e outro, quando as temperaturas previstas são idênticas</strong>.</p><p>Até onde conseguimos observar, nos modelos a mais longo prazo,<strong> as temperaturas deverão manter-se elevadas, pelo menos, até ao final do mês</strong>, com tendência a que estas aumentem ainda mais no arranque da próxima semana.</p><h2>Temperaturas elevadas representam risco para a saúde</h2><p>Como sabemos,<strong> o calor extremo pode causar vários problemas e levar várias pessoas a procurar serviços de saúde</strong>. Claro que os grupos mais vulneráveis necessitam de atenção extra, no entanto, em casos específicos como este, é recomendado seguir as instruções da DGS, face ao calor.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774185" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/5-distritos-de-portugal-em-destaque-devido-as-trovoadas-entre-hoje-e-quinta-cairao-mais-de-20-mm-com-risco-de-granizo.html" title="5 distritos de Portugal em destaque devido às trovoadas: entre hoje e quinta cairão mais de 20 mm, com risco de granizo">5 distritos de Portugal em destaque devido às trovoadas: entre hoje e quinta cairão mais de 20 mm, com risco de granizo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/5-distritos-de-portugal-em-destaque-devido-as-trovoadas-entre-hoje-e-quinta-cairao-mais-de-20-mm-com-risco-de-granizo.html" title="5 distritos de Portugal em destaque devido às trovoadas: entre hoje e quinta cairão mais de 20 mm, com risco de granizo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/5-distritos-de-portugal-em-destaque-devido-as-trovoadas-entre-hoje-e-quinta-cairao-mais-de-20-mm-com-risco-de-granizo-1781607943989_320.png" alt="5 distritos de Portugal em destaque devido às trovoadas: entre hoje e quinta cairão mais de 20 mm, com risco de granizo"></a></article></aside><p>Os maiores riscos associados a estes eventos passam por: </p><ul><li><strong>Problemas cardiovasculares</strong>: o esforço para o corpo arrefecer aumenta a pressão e o esforço do coração, podendo agravar doenças crónicas e aumentar o risco de eventos cardíacos; </li><li><strong>Desidratação</strong>: o aumento da transpiração pode levar à perda de líquidos e eletrólitos essenciais, resultando em sintomas como sede intensa, boca seca, fadiga e tontura. Se não tratada, a desidratação pode levar a problemas mais graves, incluindo insuficiências renais, convulsões e hipotermia;</li><li><strong>Golpe de calor</strong>: o golpe de calor é a forma mais grave de lesão por calor e é uma emergência médica. Ocorre quando a temperatura corporal está acima de 40°C, e o sistema de termorregulação do corpo falha. Os sintomas incluem pele quente e seca, confusão, convulsões e perda de consciência. Sem tratamento imediato, o golpe de calor pode causar danos físicos, órgãos importantes e, eventualmente, à morte.</li></ul><p>Desta forma, <strong>a prevenção é o caminho a seguir</strong>. Mantermo-nos hidratados, protegidos do calor (em locais mais frescos) e usar roupas leves são algumas formas de ultrapassar estes episódios de forma segura.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-16-c-acima-da-media-de-acordo-com-o-modelo-gfs-veja-como-o-episodio-de-calor-previsto-na-europa-afetara-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[5 distritos de Portugal em destaque devido às trovoadas: entre hoje e quinta cairão mais de 20 mm, com risco de granizo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/5-distritos-de-portugal-em-destaque-devido-as-trovoadas-entre-hoje-e-quinta-cairao-mais-de-20-mm-com-risco-de-granizo.html</link><pubDate>Tue, 16 Jun 2026 11:07:22 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Entre hoje e quinta-feira as trovoadas voltarão a atingir com força os distritos do interior Norte e Centro, deixando pelo caminho aguaceiros fortes, granizo e rajadas intensas. A atividade elétrica será considerável, mantenha-se atento ao risco de incêndios.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xag4it6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xag4it6.jpg" id="xag4it6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nas próximas horas e dias - <strong>especialmente entre hoje (terça-feira, 16) e a próxima quinta-feira, dia 18 - prevê-se a continuidade da instabilidade meteorológica</strong> devido à presença de ar frio em altitude, ao forte aquecimento diurno, à convergência de vento à superfície e ao forçamento orográfico.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>Nas tardes de terça (16), quarta (17) e quinta-feira (18) são expectáveis aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados de trovoadas nos distritos do interior Norte e Centro. Haverá ainda a possibilidade de queda de granizo e rajadas intensas, com células convectivas que poderão exibir um certo grau de organização. </div><p>Esta combinação de fatores será favorável ao crescimento de mais células convectivas, estando por isto previstos mais aguaceiros, trovoadas e eventual queda de granizo, em particular no interior Norte e Centro, com destaque para estes 5 distritos: <strong>Vila Real, Viseu, Bragança, Guarda e Castelo Branco</strong>. <strong>Atenção também ao risco de incêndio, uma vez que se preveem muitas descargas elétricas</strong>.</p><h2>Nas próximas horas a precipitação convectiva repete-se no interior Norte e Centro</h2><p>Nesta tarde de terça-feira (16) as nuvens irão adquirir bastante energia, mas hoje, os aguaceiros potencialmente acompanhados de trovoada ainda serão geralmente dispersos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/5-distritos-de-portugal-em-destaque-devido-as-trovoadas-entre-hoje-e-quinta-cairao-mais-de-20-mm-com-risco-de-granizo-1781607143902.png" data-image="w5w1x3o92w5w"><figcaption>Até ao final do dia de quinta-feira, 18 de junho, os acumulados mais expressivos deverão concentrar-se nos distritos de Guarda, Bragança e Castelo Branco.</figcaption></figure><p>Em abrangência geográfica, <strong>o distrito da Guarda poderá será o mais atingido pela precipitação convectiva (localidades de Pinhel e Almeida como algumas das mais expostas)</strong>, seguido dos distritos de Vila Real e Viseu. Em menor medida, também se prevê a possibilidade de ocorrência de aguaceiros acompanhados de trovoada nos distritos de Bragança e Castelo Branco.</p><p>Localmente, alguns núcleos poderão deixar <strong>acumulados a rondar os 10/20 mm</strong> (possivelmente no distrito da <strong>Guarda</strong>), bem como possibilidade de queda de granizo e rajadas intensas.</p><p>Os mapas insistem que a<strong> instabilidade poderá intensificar amanhã, quarta-feira 17 de junho, com o risco de ocorrência de trovoadas a aumentar a partir do meio-dia/13:00</strong>. Nesse início da tarde formar-se-ão nuvens de desenvolvimento vertical, que irão avançar de su-sudoeste para nor-nordeste, desde os distritos de Viseu, Castelo Branco e Vila Real para os de Bragança e Guarda.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/5-distritos-de-portugal-em-destaque-devido-as-trovoadas-entre-hoje-e-quinta-cairao-mais-de-20-mm-com-risco-de-granizo-1781607008423.png" data-image="bkysswpfy1zd"><figcaption>Prevê-se uma atividade elétrica bastante significativa no interior Norte e Centro: atenção ao risco de incêndios.</figcaption></figure><p>Os modelos de alta resolução avisam para a provável formação de células mais organizadas, não excluindo a possibilidade de <strong>em algumas zonas dos distritos de Vila Real, Viseu, Bragança e Guarda caírem mais de 20-30 mm, especialmente entre as 16:00 e as 18:00</strong>.</p><p>Será mais uma jornada com risco de trovoada, queda de granizo e rajadas intensas. Em todos estes distritos, e também no de <strong>Castelo Branco, o IPMA já emitiu </strong><strong>aviso amarelo</strong> <strong>para esta quarta-feira (17)</strong>.</p><h2>Quinta-feira com nova vaga de descargas elétricas, embora mais dispersa e menos intensa</h2><p><strong>Na tarde de quinta-feira (18) prevê-se que a instabilidade se torne mais localizada, mas sem se dissipar totalmente</strong>. À semelhança dos dias anteriores, a distribuição dos fenómenos meteorológicos potencialmente severos deverá ser muito irregular, dificultando a identificação precisa das localidades mais afetadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/5-distritos-de-portugal-em-destaque-devido-as-trovoadas-entre-hoje-e-quinta-cairao-mais-de-20-mm-com-risco-de-granizo-1781606731227.png" data-image="7l883xjm9t28"><figcaption>Neste mapa de previsão para quarta-feira, 17 de junho, as áreas manchadas a vermelho evidenciam uma probabilidade de ocorrência de precipitação convectiva superior a 85%, pelo que são expectáveis aí aguaceiros, por vezes localmente fortes, potencialmente acompanhados de trovoada e eventualmente sob a forma de granizo.</figcaption></figure><p>O modelo europeu continua a insistir na <strong>possibilidade de formação de células convectivas capazes de produzir trovoadas, aguaceiros fortes e eventual queda de granizo</strong>, concentrando-se especialmente nos pontos montanhosos e de maior altitude do interior Norte e Centro, bem como junto à fronteira luso-espanhola, sobretudo no distrito de Bragança.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774057" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/trovoadas-fortes-no-interior-norte-e-centro-as-nuvens-crescem-esta-terca-feira-a-partir-das-13-horas.html" title="Trovoadas fortes no interior Norte e Centro: as nuvens crescem esta terça-feira a partir das 13 horas">Trovoadas fortes no interior Norte e Centro: as nuvens crescem esta terça-feira a partir das 13 horas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/trovoadas-fortes-no-interior-norte-e-centro-as-nuvens-crescem-esta-terca-feira-a-partir-das-13-horas.html" title="Trovoadas fortes no interior Norte e Centro: as nuvens crescem esta terça-feira a partir das 13 horas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/trovoadas-fortes-no-interior-norte-e-centro-as-nuvens-crescem-esta-terca-feira-a-partir-das-13-horas-1781546863290_320.png" alt="Trovoadas fortes no interior Norte e Centro: as nuvens crescem esta terça-feira a partir das 13 horas"></a></article></aside><p>Como já é habitual em episódios de precipitação convectiva, espera-se uma <strong>distribuição pluviométrica muito irregular</strong>. Enquanto algumas localidades poderão receber apenas alguns milímetros de chuva ou até mesmo registar tempo seco, outras poderão ser afetadas por aguaceiros fortes e repentinos num curto espaço de tempo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/5-distritos-de-portugal-em-destaque-devido-as-trovoadas-entre-hoje-e-quinta-cairao-mais-de-20-mm-com-risco-de-granizo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este é o impressionante comboio-bala submarino que a China construirá sob a água: viajará a 250 km/h]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/este-e-o-impressionante-trem-bala-submarino-que-a-china-construira-sob-a-agua-ele-viajara-a-250-km-h.html</link><pubDate>Tue, 16 Jun 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A China está a avançar com um dos projetos ferrovi��rios mais ambiciosos do mundo: um comboio-bala submarino que cruzará o Mar de Bohai, ligará economias e reduzirá o tempo de viagem.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/asi-es-el-impresionante-tren-bala-submarino-que-china-construira-bajo-el-mar-viajara-a-250-km-h-1781102273292.png" data-image="wbcg3i6bbq3b"><figcaption>O Túnel do Estreito de Bohau será inaugurado em 2035 e atingirá velocidades de 250 km/h. Foto: imagem ilustrativa.</figcaption></figure><p><strong>China </strong>e inovação sempre pareceram ser sinónimos. Prova disso é o <strong>revolucionário e impressionante comboio-bala subaquático, que deverá atingir velocidades de 250 km/h</strong> e <strong>cruzar o Mar de Bohai em apenas 40 minutos</strong>, conforme anunciado no país asiático.</p><p>O '<strong>Túnel do Estreito de Bohai' </strong>é o nome deste ambicioso e surpreendente projeto de comboio subaquático que poderá <strong>ligar dois centros estratégicos, Dalian e Yantai</strong>, em menos de uma hora.</p><p>Atualmente, estas duas cidades só podem ser ligadas por longas viagens que incluem travessias de ferry e podem levar até 10 horas.</p><h2>Porque é que este comboio subaquático será revolucionário</h2><p>Num contexto global em que as principais cidades continuam a expandir as suas redes ferroviárias de superfície, a visão da China representa um paradigma completamente disruptivo.</p><p>O <strong>projeto de infraestrutura </strong>proposto pelo gigante asiático <strong>tornou-se um dos mais surpreendentes das últimas décadas</strong>, não só por se tratar de um comboio subaquático, mas também pela velocidade a que irá operar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/asi-es-el-impresionante-tren-bala-submarino-que-china-construira-bajo-el-mar-viajara-a-250-km-h-1781102345698.png" data-image="6k0fe6pizyuw"><figcaption>Atravessando o Mar de Bohai, o comboio-bala submarino chinês ligará Daian a Yantai (mais de 120 km) em apenas 40 minutos. Foto: X/@akech_andrew</figcaption></figure><p>Assim, os <strong>123 quilómetros que separam as duas principais cidades em território chinês </strong>— através do mar — <strong>poderão ser percorridos em apenas 40 minutos</strong>. Esta será uma excelente oportunidade para o comércio e as ligações de mercadorias, bem como para o turismo e o transporte de passageiros.</p><h2>A revolução em forma de túnel subaquático</h2><p>A ligação atual entre Dalian e Yantai — duas cidades localizadas em penínsulas — pode levar de 6 a 10 horas. Por terra, por exemplo, envolve inúmeros desvios — evitáveis — em estradas e rodovias.</p><p>É por isso que <strong>a construção do Túnel do Estreito de Bohai está destinada a ser revolucionária</strong>, encontrando finalmente uma solução para este gargalo logístico histórico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/asi-es-el-impresionante-tren-bala-submarino-que-china-construira-bajo-el-mar-viajara-a-250-km-h-1781102442641.png" data-image="czc9jxq9wen9"><figcaption>A construção do túnel subaquático e a extensão da linha ferroviária de alta velocidade na China custarão entre 32 e 43 mil milhões de dólares. Foto: imagem ilustrativa.</figcaption></figure><p>O projeto envolve um<strong> investimento multimilionário estimado entre 32 e 43 mil milhões de dólares</strong>. Valores tão expressivos demonstram claramente a imensa complexidade do projeto.</p><p>De facto, a <strong>espinha dorsal do projeto</strong> será a<strong> construção de um túnel subaquático gigantesco</strong>, que exigirá a maior parte do tempo e dos recursos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/asi-es-el-impresionante-tren-bala-submarino-que-china-construira-bajo-el-mar-viajara-a-250-km-h-1781102524471.png" data-image="dl4hi89bt4sr"><figcaption>O túnel terá três faixas: duas para comboios e uma para controlo e manobras de evacuação. Foto: Cortesia de X/@akech_andrew</figcaption></figure><p>Isto ocorre porque os engenheiros terão que trabalhar — e garantir a segurança ferroviária — <strong>n</strong><strong>um ambiente geológico complexo, onde falhas sísmicas, grandes profundidades e condições exigentes convergem</strong>.</p><p>Neste sentido, os planos preliminares incluem sistemas de ventilação de última geração, sensores de deteção de fugas em tempo real, monitorização estrutural contínua e centros de controlo remoto. Além disso, <strong>protocolos específicos de evacuação e resgate foram desenvolvidos</strong>.</p><h2>Assim será o novo comboio-bala submarino chinês</h2><p>Embora a previsão seja de que o comboio-bala submarino chinês só<strong> entre em operação em 2035</strong>, todos os detalhes do projeto já foram confirmados. O planeamento já está em andamento.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773421" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/atravessar-meia-europa-sem-trocar-de-comboio-ja-e-possivel.html" title="Atravessar meia Europa sem trocar de comboio? Já é possível">Atravessar meia Europa sem trocar de comboio? Já é possível</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/atravessar-meia-europa-sem-trocar-de-comboio-ja-e-possivel.html" title="Atravessar meia Europa sem trocar de comboio? Já é possível"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/atravessar-meia-europa-sem-trocar-de-comboio-ja-e-possivel-1781192372396_320.jpg" alt="Atravessar meia Europa sem trocar de comboio? Já é possível"></a></article></aside><p>O <strong>sistema completo será composto por três túneis paralelos</strong>: dois para comboios de alta velocidade e um terceiro central para manutenção, evacuação e operações de emergência.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/asi-es-el-impresionante-tren-bala-submarino-que-china-construira-bajo-el-mar-viajara-a-250-km-h-1781102649457.png" data-image="yzwvmaltwosj"><figcaption>A linha será integrada na rede ferroviária, portanto os passageiros não precisarão de trocar de comboio durante as suas viagens. Foto: Cortesia de X/@estratsferaok (imagem ilustrativa)</figcaption></figure><p>A intenção é que esta nova linha seja totalmente integrada na extensa rede ferroviária de alta velocidade da China, a maior do mundo. Desta forma, os passageiros poderão continuar a sua viagem sem precisar de trocar de comboio.</p><h2>Um sistema inteligente para antecipar problemas</h2><p>Dentre os muitos aspetos inovadores do projeto do comboio-bala submarino da China, destaca-se a<strong> incorporação de ferramentas de manutenção preditiva</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/asi-es-el-impresionante-tren-bala-submarino-que-china-construira-bajo-el-mar-viajara-a-250-km-h-1781102772568.png" data-image="t1zlf7vxy4ng"><figcaption>O projeto irá gerar milhares de empregos durante a sua construção e impulsionará as economias locais. Foto: Cortesia de @NextMetropoli (imagem ilustrativa)</figcaption></figure><p>Através de <strong>sensores distribuídos ao longo do túnel e sistemas de análise de dados em tempo real, desgastes, deformações ou anomalias</strong> podem ser detetados antes de se tornarem problemas operacionais.</p><p>Além de melhorar a ligação entre regiões (não apenas entre as duas cidades mencionadas, mas em todo o país),<strong> o projeto gerará milhares de empregos durante a sua construção</strong>. Também impulsionará as economias locais e consolidará novos corredores logísticos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/este-e-o-impressionante-trem-bala-submarino-que-a-china-construira-sob-a-agua-ele-viajara-a-250-km-h.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Dois anos depois de obras de conservação e restauro, o Palácio Nacional de Mafra reabre em julho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/dois-anos-depois-de-obras-de-conservacao-e-restauro-o-palacio-nacional-de-mafra-reabre-em-julho.html</link><pubDate>Tue, 16 Jun 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>É a maior intervenção alguma vez realizada no edifício mandado erguer por D. João V. Um trabalho paciente e minucioso, conduzido por uma equipa multidisciplinar, devolve agora a dignidade ao maior monumento nacional.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/dois-anos-depois-de-obras-de-conservacao-e-restauro-o-palacio-nacional-de-mafra-reabre-em-julho-1781185788971.jpg" data-image="3l37u922m870" alt="Palácio de Mafra" title="Palácio de Mafra"><figcaption>O Palácio Nacional de Mafra é o maior monumento nacional, com mais de 1200 divisões, 156 escadarias e dezenas de pátios e saguões. Foto: Pedro S Bello, obra do próprio, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>O barulho das ferramentas funde-se com o som do raspar de escovas na pedra e cruza-se com as vozes que chegam de diferentes equipas. Estão todos atarefados, acertando os últimos detalhes de uma <strong>obra</strong> que <strong>ficará, certamente, para a História</strong>. </p><p>Há poeira suspensa no ar, andaimes que recortam a luz e mãos experientes que percorrem superfícies antigas, decifrando os sinais de um tempo esquecido. <strong>Técnicos, especialistas e operários trabalham lado a lado</strong>, num compasso coordenado, empenhados em devolver a nobreza a paredes e tetos que se desgastaram com os séculos.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Recuperaram-se abóbadas, corrigiram-se fissuras, limparam-se cantarias em portas e janelas, restauraram-se carpintarias. Tudo converge para um único objetivo, a reabertura do Palácio Nacional de Mafra.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência, o monumento atravessa a sua <strong>primeira grande intervenção de conservação e restauro</strong>. O inverno rigoroso atrasou algumas frentes de obra, mas o calendário manteve-se inalterado. Depois de dois anos encerrado, o palácio irá finalmente reabrir aos visitantes em julho.</p><h2>Uma promessa real</h2><p>Para compreender a escala deste lugar, é preciso regressar ao início do século XVIII. Em 1717, o <strong>rei D. João V</strong> ordenou a construção do palácio após prometer erguer um grande convento caso tivesse descendência com a rainha D. Maria Ana de Áustria. O projeto cresceu para lá da promessa inicial, tornando-se uma das <strong>obras mais ambiciosas da monarquia portuguesa</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O resultado é um conjunto que desafia as medidas convencionais. O edifício estende-se por cerca de 1 200 divisões, atravessadas por mais de 4 700 portas e janelas, ligadas por 156 escadarias e organizadas em 29 pátios e saguões. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>No alto do edifício, o <strong>maior conjunto sineiro do mundo</strong>, distribuído por dois carrilhões e<strong> 119</strong><strong> sinos</strong>, organizados entre horas, liturgia e música. No interior, ainda há<strong> seis</strong><strong> órgãos </strong><strong>históricos </strong>e uma biblioteca que se destaca entre as mais relevantes do Iluminismo europeu.</p><h2>Modernidade e antiguidade</h2><p>Séculos depois, o desafio não foi apenas preservar, mas adaptar sem provocar danos. A empreitada abrangeu a <strong>biblioteca</strong>, a <strong>basílica</strong> e a <strong>envolvente</strong>, incluindo coberturas e fachadas que exigiam atenção urgente. </p><p>Em curso está ainda a transferência do <strong>Museu Nacional da Música</strong> para uma área da ala norte, onde será instalada uma coleção de cerca de mil instrumentos, datados entre os séculos XVI e XX, reunindo tradições eruditas e populares da Europa.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/dois-anos-depois-de-obras-de-conservacao-e-restauro-o-palacio-nacional-de-mafra-reabre-em-julho-1781186098197.jpg" data-image="nrqi6rqpntvx" alt="Nave central do Mosteiro de Mafra" title="Nave central do Mosteiro de Mafra"><figcaption>Obra de conservação e restauro da nave da Basílica do Palácio de Mafra. Foto: reprodução de Facebook/Palácio Nacional de Mafra</figcaption></figure><p><strong>Arquitetos</strong>, <strong>engenheiros</strong> e <strong>especialistas</strong> em conservação <strong>trabalharam em conjunto</strong> num exercício de equilíbrio delicado. Muitas das intervenções ocorreram ao nível do chão, onde os pavimentos, marcados por anos de ocupação militar, apresentavam maior desgaste. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="492572" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/palacio-de-versalhes-uma-nova-vitima-do-aquecimento-global-clima-franca.html" title="Palácio de Versalhes: uma nova vítima do aquecimento global?">Palácio de Versalhes: uma nova vítima do aquecimento global?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/palacio-de-versalhes-uma-nova-vitima-do-aquecimento-global-clima-franca.html" title="Palácio de Versalhes: uma nova vítima do aquecimento global?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-chateau-de-versailles-nouvelle-victime-du-rechauffement-climatique-climat-culture-environnement-france-1682413118053_320.jpg" alt="Palácio de Versalhes: uma nova vítima do aquecimento global?"></a></article></aside><p>Foi aí que se integraram as infraestruturas mais complexas. O maior desafio consistiu em compatibilizar um edifício do século XVIII com as exigências contemporâneas. <strong>Sistemas de climatização</strong>, <strong>controlo de humidade</strong> <strong>e temperatura</strong> implicaram a introdução de cablagens, equipamentos e materiais pesados num espaço que nunca fora preparado para tal.</p><h2>As cores devolvidas à pedra</h2><p>Pela primeira vez, realizou-se uma ação global no interior da basílica, centrada na proteção e na <strong>valorização do património</strong>. Mais do que reparar danos visíveis, tratou-se de <strong>prevenir riscos</strong>. Fragmentos soltos, juntas abertas e infiltrações foram tratados caso a caso, enquanto as superfícies pétreas foram alvo de cuidados minuciosos.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/dois-anos-depois-de-obras-de-conservacao-e-restauro-o-palacio-nacional-de-mafra-reabre-em-julho-1781186283674.jpg" data-image="ez7kbmzwec5z" alt="Obras de restauro do Palácio de Mafra" title="Obras de restauro do Palácio de Mafra"><figcaption>O desafio no restauro não foi apenas preservar, mas adaptar os trabalhos e instalar equipamentos e andaimes sem provocar danos. Foto: reprodução de Facebook/Palácio Nacional de Mafra</figcaption></figure><p>O palácio foi <strong>construído com pedra</strong> de diferentes tonalidades, escolhidas para criar <strong>variações cromáticas</strong> sem recorrer à pintura. Poeiras acumuladas e ausência de limpezas sistemáticas apagaram essa intenção original. O <strong>amarelo e o vermelho do lioz</strong> tornaram-se quase indistintos sob uma camada cinzenta. O restauro revelou novamente essas cores, devolvendo profundidade e contraste às superfícies.</p><h2>Um investimento para o futuro</h2><p>O financiamento de <strong>7,3 milhões de euros</strong>, assegurado pelo <strong>Plano de Recuperação e Resiliência</strong>, permitiu finalmente avançar com uma intervenção desta envergadura. Mais do que resolver problemas imediatos, o objetivo passa por preparar o monumento para um marco simbólico, os <strong>300 anos da sagração da basílica</strong>, a assinalar em 2030.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ainda assim, há uma consciência clara de que este é apenas um capítulo. A dimensão do edifício implica um trabalho contínuo, e muitas fragilidades persistem, sobretudo ao nível das infiltrações agravadas pelo inverno recente. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>As <strong>próximas etapas</strong> deverão estender-se tanto ao <strong>interior</strong> como ao <strong>exterior</strong>, abrangendo fachadas, cornijas, sistemas de drenagem e caixilharias. O palácio exige uma atenção constante, quase orgânica, ao ritmo das estações do ano.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/dois-anos-depois-de-obras-de-conservacao-e-restauro-o-palacio-nacional-de-mafra-reabre-em-julho-1781186371783.jpg" data-image="nwk4wo521bt4" alt="Obras de restauro do Palácio Nacional de Mafra" title="Obras de restauro do Palácio Nacional de Mafra"><figcaption>Após dois anos de obras e um inverno difícil, o Palácio de Mafra está pronto e reabre em julho. Foto: reprodução de Facebook/Palácio Nacional de Mafra</figcaption></figure><p>O que emerge, no final, não é apenas um edifício recuperado, mas uma presença que se prolonga para além da pedra. Desde 2019, o palácio integra a lista do <strong>Património Cultural Mundial da UNESCO</strong>, um reconhecimento que não encerra o passado, mas implica uma responsabilidade sobre o seu futuro. Este é, afinal, o maior monumento nacional português. </p><h3><em>Referências do artigo</em></h3><p><em>I<a href="https://samthiago.com/intervencao-de-conservacao-e-restauro-no-palacio-nacional-de-mafra/" target="_blank">ntervenção de Conservação e Restauro no Palácio Nacional de Mafra</a>. SamThiago – Ateliê de Conservação e Restauro</em></p><p><em><a href="https://recuperarportugal.gov.pt/2024/08/06/palacio-nacional-de-mafra-restaurado-com-financiamento-prr/" target="_blank">Palácio Nacional de Mafra restaurado com financiamento do PRR</a>. Recuperar Portugal</em></p><p><em><a href="https://www.facebook.com/PalacioNacionaldeMafra/photos/bas%C3%ADlica-do-pal%C3%A1cio-nacional-de-mafra-encerra-para-obras-de-restauroo-pal%C3%A1cio-na/1063933859112417/" target="_blank">Basílica do Palácio Nacional de Mafra Encerra para Obras de Restauro</a>. Página de Facebook do Palácio Nacional de Mafra</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/dois-anos-depois-de-obras-de-conservacao-e-restauro-o-palacio-nacional-de-mafra-reabre-em-julho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Trovoadas fortes no interior Norte e Centro: as nuvens crescem esta terça-feira a partir das 13 horas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/trovoadas-fortes-no-interior-norte-e-centro-as-nuvens-crescem-esta-terca-feira-a-partir-das-13-horas.html</link><pubDate>Tue, 16 Jun 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As trovoadas deverão regressar ao interior Norte e Centro entre terça e quinta-feira, com maior probabilidade durante as tardes e risco de aguaceiros fortes, granizo e atividade elétrica nos distritos mais expostos.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xafw39m"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xafw39m.jpg" id="xafw39m"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p> O forte aquecimento diurno e a presença de ar mais frio em altitude deverão favorecer <strong>aguaceiros, trovoadas e possível queda de granizo</strong> no interior Norte e Centro entre terça e quinta-feira. </p><h2>Terça-feira será o dia mais ativo desta sequência de trovoadas</h2><p>Os sinais de instabilidade tornam-se mais evidentes a partir do início da tarde, altura em que começam a desenvolver-se <strong>as primeiras nuvens de evolução vertical sobre o interior Norte e Centr</strong>o.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/trovoadas-fortes-no-interior-norte-e-centro-as-nuvens-crescem-esta-terca-feira-a-partir-das-13-horas-1781546649463.png" data-image="37w2f23mq3t0" alt="Densidade de raios prevista para terça-feira, às 16h" title="Densidade de raios prevista para terça-feira, às 16h"><figcaption>A atividade elétrica deverá atingir o seu pico durante a segunda metade da tarde no interior Norte e Centro.</figcaption></figure><p>Os modelos meteorológicos indicam que a instabilidade começará a desenvolver-se entre as <strong>13h e as 14h</strong>, tornando-se progressivamente mais intensa durante a tarde. Os mapas de atividade elétrica mostram os sinais mais expressivos sobre o <strong>Nordeste Transmontano</strong>, a <strong>Beira Alta</strong> e áreas próximas da fronteira com Espanha.</p><p>Durante este período poderão formar-se células de trovoada capazes de produzir <strong>aguaceiros localmente fortes, rajadas de vento e granizo</strong>, sobretudo nas regiões montanhosas do interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/trovoadas-fortes-no-interior-norte-e-centro-as-nuvens-crescem-esta-terca-feira-a-partir-das-13-horas-1781546740102.png" data-image="mjx5ltfcoksq" alt="Precipitação acumulada prevista para terça-feira, até às 23h" title="Precipitação acumulada prevista para terça-feira, até às 23h"><figcaption>Os maiores acumulados deverão concentrar-se nos distritos da Guarda, Bragança e Vila Real.</figcaption></figure><p><strong>A precipitação deverá apresentar uma distribuição bastante irregular, característica típica deste tipo de situações convectivas</strong>. Enquanto algumas localidades poderão receber apenas alguns milímetros de chuva, outras poderão ser afetadas por aguaceiros intensos num curto espaço de tempo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773989" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-cupula-de-calor-sobre-portugal-dentro-de-7-dias-os-modelos-europeu-e-gfs-apontam-para-temperaturas-muito-elevadas.html" title="Uma cúpula de calor sobre Portugal dentro de 7 dias: os modelos europeu e GFS apontam para temperaturas muito elevadas">Uma cúpula de calor sobre Portugal dentro de 7 dias: os modelos europeu e GFS apontam para temperaturas muito elevadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-cupula-de-calor-sobre-portugal-dentro-de-7-dias-os-modelos-europeu-e-gfs-apontam-para-temperaturas-muito-elevadas.html" title="Uma cúpula de calor sobre Portugal dentro de 7 dias: os modelos europeu e GFS apontam para temperaturas muito elevadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uma-onda-de-calor-sobre-portugal-dentro-de-7-dias-os-modelos-europeu-e-gfs-apontam-para-temperaturas-extremas-1781527559059_320.jpg" alt="Uma cúpula de calor sobre Portugal dentro de 7 dias: os modelos europeu e GFS apontam para temperaturas muito elevadas"></a></article></aside><p>Os maiores acumulados previstos surgem sobretudo nos distritos da <strong>Guarda, Bragança e Vila Real</strong>, onde localmente poderão ocorrer os fenómenos mais expressivos.</p><h2>Quarta e quinta-feira manterão risco de trovoadas no Norte e Centro</h2><p>Apesar de a instabilidade se tornar menos abrangente após terça-feira, <strong>os modelos continuam a apontar para condições favoráveis ao desenvolvimento de trovoadas durante as tardes de quarta e quinta-feira</strong>. A instabilidade não desaparecerá após terça-feira, mantendo-se condições favoráveis ao desenvolvimento de novas células convectivas durante as tardes seguintes. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/trovoadas-fortes-no-interior-norte-e-centro-as-nuvens-crescem-esta-terca-feira-a-partir-das-13-horas-1781546863290.png" data-image="i89281s0fhob" alt="Densidade de raios prevista para quarta-feira, às 16h" title="Densidade de raios prevista para quarta-feira, às 16h"><figcaption>A atividade elétrica deverá concentrar-se sobretudo nas áreas montanhosas do Norte.</figcaption></figure><p>Na quarta-feira, os distritos de <strong>Bragança, Vila Real, Guarda e Viseu</strong> continuam a surgir entre as regiões com maior probabilidade de ocorrência de aguaceiros e trovoadas. Contudo, os fenómenos deverão apresentar uma distribuição mais irregular e uma menor abrangência geográfica do que na terça-feira.</p><p>Os mapas sugerem que a atividade elétrica poderá voltar a concentrar-se junto à fronteira luso-espanhola e nas áreas montanhosas do Norte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/trovoadas-fortes-no-interior-norte-e-centro-as-nuvens-crescem-esta-terca-feira-a-partir-das-13-horas-1781546934240.png" data-image="00x1cshlyjtw" alt="Densidade de raios prevista para quinta-feira, às 16h" title="Densidade de raios prevista para quinta-feira, às 16h"><figcaption>A instabilidade continuará presente na quinta-feira, embora de forma mais localizada.</figcaption></figure><p>Na quinta-feira, a instabilidade deverá tornar-se ainda mais localizada, mas sem desaparecer completamente. Os modelos continuam a indicar a possibilidade de formação de células convectivas capazes de produzir <strong>trovoadas, aguaceiros fortes e granizo</strong> em alguns pontos do interior Norte e Centro.</p><p>Tal como nos dias anteriores, a distribuição dos fenómenos deverá ser muito irregular, dificultando a identificação exata das localidades mais afetadas.</p><p>Apesar da persistência do calor em grande parte do território, as tardes entre terça e quinta-feira deverão ser marcadas por um aumento da instabilidade atmosférica no interior Norte e Centro. Os distritos de <strong>Vila Real, Bragança, Guarda e Viseu</strong> surgem como as regiões potencialmente mais expostas à ocorrência de <strong>aguaceiros fortes, trovoadas e granizo</strong>, sendo aconselhável acompanhar as próximas atualizações dos modelos meteorológicos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/trovoadas-fortes-no-interior-norte-e-centro-as-nuvens-crescem-esta-terca-feira-a-partir-das-13-horas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[FIPA debate papel estratégico da indústria agroalimentar no futuro da economia portuguesa e europeia]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/fipa-debate-papel-estrategico-da-industria-agroalimentar-no-futuro-da-economia-portuguesa-e-europeia.html</link><pubDate>Tue, 16 Jun 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A fileira agroalimentar em Portugal representa uma componente relevante do tecido empresarial, reunindo cerca de 124 mil empresas e aproximadamente 7,9% do total nacional. Só as indústrias agroalimentares e das bebidas empregam entre 118.000 a 120.000 pessoas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/fipa-debate-papel-estrategico-da-industria-agroalimentar-no-futuro-da-economia-portuguesa-e-europeia-1781550467183.jpg" data-image="3o7lgbev8ow3" alt="Alimentos" title="Alimentos"><figcaption>A fileira agroalimentar em Portugal representa uma componente relevante do tecido empresarial português, reunindo cerca de 124 mil empresas.</figcaption></figure><p>A Federação das Indústrias Portuguesas Agroalimentares (FIPA) realiza na próxima <strong>quarta-feira, 17 de junho, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, a 8.ª Conferência</strong> para a Competitividade.</p><p>O evento deste ano é subordinado ao tema “<strong>O valor acrescentado da indústria agroalimentar” e é marcado pelos desafios da competitividade</strong>, da inovação e da sustentabilidade.</p><p>A presença de José Manuel Fernandes, ministro da Agricultura e Mar, está confirmada na abertura da conferência, à qual se segue a <strong>intervenção de Jorge Tomás Henriques, presidente da FIPA</strong>, a que assistirão dezenas de líderes empresariais e especialistas para ouvir e debater o<strong> papel estratégico da indústria agroalimentar</strong> na economia portuguesa e europeia.</p><p>Ao longo da manhã, o debate estará centrado em dois grandes temas: “<strong>O impacto económico da indústria agroalimentar</strong>” e <strong>“Uma indústria para o futuro</strong>”.</p><h2> 118.000 a 120.000 postos de trabalho</h2><p>Eduardo Diniz, diretor-geral do Gabinete de Políticas e Planeamento (GPP) do Ministério da Agricultura também intervém durante a manhã para dissertar sobre <strong>o impacto económico da indústria agroalimentar na economia nacional</strong> e ao nível das exportações.</p><div class="texto-destacado">O programa divulgado pela FIPA integra <strong>intervenções e painéis de debate com responsáveis de entidades públicas e privadas, incluindo representantes da AICEP</strong>, Banco Português de Fomento, CIP, Nestlé Portugal, Portugal Foods e Sociedade Ponto Verde. Armindo Monteiro, o presidente executivo do Banco Português de Fomento, Gonçalo Regalado, o presidente da Portugal Foods, Amândio Santos, entre outros.</div><p>Os dados divulgados pela FIPA revelam que a <strong>indústria agroalimentar e das bebidas é responsável por entre 118.000 a 120.000 postos de trabalh</strong><strong>o.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769020" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/exportacoes-da-industria-alimentar-e-das-bebidas-crescem-2-03-ate-marco-para-1-964-milhoes-de-euros.html" title="Exportações da indústria alimentar e das bebidas crescem 2,03% até março, para 1.964 milhões de euros">Exportações da indústria alimentar e das bebidas crescem 2,03% até março, para 1.964 milhões de euros</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/exportacoes-da-industria-alimentar-e-das-bebidas-crescem-2-03-ate-marco-para-1-964-milhoes-de-euros.html" title="Exportações da indústria alimentar e das bebidas crescem 2,03% até março, para 1.964 milhões de euros"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/exportacoes-da-industria-alimentar-e-das-bebidas-crescem-2-no-arranque-do-ano-para-1-964-milhoes-de-euros-1778870663312_320.jpg" alt="Exportações da indústria alimentar e das bebidas crescem 2,03% até março, para 1.964 milhões de euros"></a></article></aside><p>Muitos desses postos de trabalho são, aliás, altamente qualificados e as empresas estão a sentir dificuldade na contratação de <strong>mão-de-obra especializada em áreas tecnológicas, da investigação e da robotizaçã</strong>o, que são essenciais para uma “indústria de futuro”.</p><h2>5.000 milhões de euros de VAB</h2><p>Ainda assim, Jorge Henriques revelou à agência Lusa que,<strong> em 2025, o Valor Acrescentado Bruto (VAB) da indústria agroalimentar e das bebidas terá atingido cerca de 4.870 milhões de euros</strong> e que esperam ultrapassar a barreira dos <strong>5.000 milhões de euros </strong>de VAB até 2030, o que coloca este setor “numa posição importante e fundamental para a economia”.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fipa-debate-papel-estrategico-da-industria-agroalimentar-no-futuro-da-economia-portuguesa-e-europeia-1781550520996.jpg" data-image="59wjokbfa8rx" alt="Arroz" title="Arroz"><figcaption>A Federação das Indústrias Portuguesas Agroalimentares (FIPA) realiza na próxima quarta-feira, 17 de junho, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, a 8.ª Conferência para a Competitividade.</figcaption></figure><p>Para alcançar estes desiderato, o presidente da Federação refere que é necessária <strong>uma “conjugação de fatores”, nomeadamente a “desburocratização” e a “simplificação</strong>”, a nível nacional, ou o “fim do conflito no Médio Oriente" e o desbloqueio do estreito de Ormuz, a nível internacional. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Na vertente das exportações, o setor tem registado números positivos ao longo dos anos, mas, em 2025, houve um recuo assinalável - de 4,5% - face a 2024, tendo-se atingido apenas 7,8 mil milhões de euros de vendas para o exterior. Em 2024 tinha havido um recorde de 8.190 milhões de euros de exportações na indústria alimentar e das bebidas, mais 8,73% face a 2023.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para 2026, o <strong>presidente da FIPA volta a colocar a fasquia nos 10.000 milhões de euros</strong>, que já tinha sido definida antes da instabilidade geopolítica (guerra de tarifas com os Estados Unidos da América e o <strong>conflito no Médio Oriente</strong>) e mesmo antes da pandemia de covid-19.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fipa-debate-papel-estrategico-da-industria-agroalimentar-no-futuro-da-economia-portuguesa-e-europeia-1781550928529.jpg" data-image="2va0bvhe1v16" alt="Queijo" title="Queijo"><figcaption>Em matéria de exportações o setor agroalimentar tem registado números positivos ao longo dos anos, mas em 2025 houve um recuo de 4,5% face a 2024, tendo-se atingido apenas 7,8 mil milhões de euros de vendas para o exterior.</figcaption></figure><p>Jorge Tomás Henriques diz que esse crescimento nas vendas para o exterior “vai <strong>permitir que o setor crie mais emprego e assegure aos consumidores</strong> o abastecimento agroalimentar”, referiu à agência Lusa o presidente da FIPA.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763031" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/universidade-do-minho-desenvolve-lingua-eletronica-para-detetar-bebidas-falsificadas.html" title="Universidade do Minho desenvolve língua eletrónica para detetar bebidas falsificadas">Universidade do Minho desenvolve língua eletrónica para detetar bebidas falsificadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/universidade-do-minho-desenvolve-lingua-eletronica-para-detetar-bebidas-falsificadas.html" title="Universidade do Minho desenvolve língua eletrónica para detetar bebidas falsificadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/universidade-do-minho-desenvolve-lingua-eletronica-para-detetar-bebidas-falsificadas-1775737033259_320.jpg" alt="Universidade do Minho desenvolve língua eletrónica para detetar bebidas falsificadas"></a></article></aside><p>Os últimos números da AICEP revelam que o <strong>setor da alimentação e bebidas em Portugal representa cerca de 14% do valor acrescentado gerado pela indústria transformadora</strong>.</p><p>O seu desenvolvimento e o reforço da sua capacidade produtiva têm sido potenciados por um conjunto de associações setoriais. Entre elas, a PortugalFoods - Associação do Setor Agroalimentar Português e a FIPA - Federação das Indústrias Portuguesas Agro-alimentares.</p><p>A par destas organizações, um conjunto de<strong> centros de I&D e laboratórios colaborativos especializados</strong> - o Colab4Food e o SmartFarm Colab - são também responsáveis pelo desenvolvimento e transferência de conhecimento para o tecido empresarial neste setor.<br> </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/fipa-debate-papel-estrategico-da-industria-agroalimentar-no-futuro-da-economia-portuguesa-e-europeia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal e Espanha detêm o mais completo registo geológico mundial de um período crítico do Jurássico]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/portugal-e-espanha-detem-o-mais-completo-registo-geologico-mundial-de-um-periodo-critico-do-jurassico.html</link><pubDate>Mon, 15 Jun 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A investigação, liderada pela Universidade Complutense de Madrid, em colaboração com o Centro de Ciências do Mar e do Ambiente da Universidade de Coimbra (MARE-UCoimbra), demonstra que estas regiões ibéricas são autênticos "laboratórios naturais".</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-e-espanha-detem-o-mais-completo-registo-geologico-mundial-de-um-periodo-critico-do-jurassico-1781522716186.jpg" data-image="bkrs8mk7wxed"><figcaption>Imagem de uma das sucessões estratigráficas estudadas (Sinemuriano de São Pedro de Moel). Imagem: © Direitos Reservados</figcaption></figure><p>Um novo estudo internacional, publicado na revista Earth-Science Reviews, revela que <strong>as arribas costeiras de São Pedro de Moel (Portugal) e das Astúrias (Espanha) conservam o registo mais completo conhecido a nível mundial</strong> de um período crítico da história da Terra: a transição entre os andares Sinemuriano e o Pliensbaquiano, ocorrida há cerca de 193 milhões de anos, no Jurássico Inferior.</p><p>O estudo realça também que as secções de <strong>Água de Madeiros</strong>, no concelho da Marinha Grande, e<strong> Pedra do Ouro</strong>, no concelho de Alcobaça, são referências globais pela sua <strong>continuidade estratigráfica e riqueza fóssil</strong>, superando em detalhe muitas outras regiões europeias.</p><div class="texto-destacado">“Este trabalho mostra a importância destas secções geológicas como referências internacionais para melhorar a forma como medimos o tempo no Jurássico Inferior. Como os <strong>fósseis estão muito bem preservados e aparecem de forma contínua, é possível comparar com grande precisão estas camadas em Portugal e noutros países da Europa</strong>, ajudando a construir uma escala do tempo geológico mais exata a nível global.”<br><br>Luís Vítor Duarte, coautor do estudo e investigador do MARE-UCoimbra e do Departamento de Ciências da Terra da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.</div><p>Recorrendo à análise detalhada de <strong>fósseis de amonites</strong>, que são antigos moluscos cefalópodes marinhos, os investigadores foram capazes de refinar a escala do tempo geológico com uma <strong>precisão sem precedentes</strong>.</p><h2>Dinâmica ambiental e evolução marinha no Jurássico Inferior</h2><p>Este estudo ibérico demonstra que<strong> variações significativas do nível do mar e perturbações no ciclo global de carbono</strong>, identificadas através de análises geoquímicas, estiveram intimamente associadas a episódios de<strong> extinção e renovação faunística de amonites</strong> há cerca de<strong> 190 milhões de anos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-e-espanha-detem-o-mais-completo-registo-geologico-mundial-de-um-periodo-critico-do-jurassico-1781522946358.jpg" data-image="g9xpjkh67rpp"><figcaption>Analisando pormenorizadamente fósseis de amonites, antigos moluscos cefalópodes marinhos, os cientistas conseguiram refinar a escala do tempo geológico com um nível de precisão sem precedentes. A variação do nível do mar e as alterações no ciclo global de carbono associaram-se umbilicalmente a episódios de extinção de grupos de amonites e ao aparecimento de outras espécies mais adaptadas às mudanças ambientais.</figcaption></figure><p>As alterações ambientais foram favoráveis ao desaparecimento de alguns grupos e ao aparecimento de novas espécies mais adaptadas às condições em mudança, evidenciando<strong> o papel das crises ambientais como motores da evolução dos ecossistemas marinhos</strong> do Jurássico Inferior.</p><h2>Registos ibéricos como referência para a escala do tempo geológico </h2><p>Os investigadores estimam que <strong>cada horizonte de amonites</strong>, considerada uma unidade fundamental para a datação destes registos geológicos, corresponde, em média, <strong>a cerca de 100 mil anos</strong>, permitindo uma construção temporal de elevada resolução do passado terrestre.</p><p>Esta precisão reforça <strong>a relevância das secções ibéricas como uma das mais importantes referências mundiais</strong> para o estudo do Jurássico Inferior. Os resultados obtidos pelos cientistas fornecem ainda <strong>novos dados sobre as ligações paleobiogeográficas entre bacias marinhas</strong>, incluindo o papel do chamado Corredor Hispânico, uma antiga conexão entre o Tétis e o Pacífico que poderá ter sido favorável à dispersão de organismos marinhos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762862" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/origens-dos-animais-antigos-os-fosseis-recuam-a-cronologia-evolutiva-em-4-milhoes-de-anos.html" title="Origens dos animais antigos: os fósseis recuam a cronologia evolutiva em 4 milhões de anos">Origens dos animais antigos: os fósseis recuam a cronologia evolutiva em 4 milhões de anos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/origens-dos-animais-antigos-os-fosseis-recuam-a-cronologia-evolutiva-em-4-milhoes-de-anos.html" title="Origens dos animais antigos: os fósseis recuam a cronologia evolutiva em 4 milhões de anos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ancient-animal-origins-fossils-push-the-evolutionary-timeline-back-by-4-million-years-1775390180198_320.jpg" alt="Origens dos animais antigos: os fósseis recuam a cronologia evolutiva em 4 milhões de anos"></a></article></aside><p>Em suma, o trabalho levado a cabo pelos cientistas ibéricos salienta <strong>a importância destes registos para a calibração da escala do tempo geológico</strong> e para a compreensão da resposta dos <strong>ecossistemas marinhos a mudanças climáticas e oscilações do nível do mar</strong>, contribuindo para aprimorar a interpretação da resposta da biodiversidade face aos desafios ambientais da atualidade.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://noticias.uc.pt/artigos/arribas-de-sao-pedro-de-moel-guardam-o-registo-geologico-mais-completo-do-mundo-de-um-periodo-critico-do-jurassico/" target="_blank">Arribas de São Pedro de Moel guardam o registo geológico mais completo do mundo de um período crítico do Jurássico</a>. FCTUC. Notícias UC. 1 de junho de 2026.</em></p><p><em>Íñigo Vitón, María José Comas-Rengifo, Luís V. Duarte, Ricardo L. Silva, Antonio Goy, <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0012825226001182" target="_blank">The uppermost Sinemurian and Sinemurian–Pliensbachian transition in Western and Northern Iberia: A chronostratigraphic review and correlation framework</a></em><em>, Earth-Science Reviews, Volume 279, 2026, 105507, ISSN 0012-8252, https://doi.org/10.1016/j.earscirev.2026.105507.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/portugal-e-espanha-detem-o-mais-completo-registo-geologico-mundial-de-um-periodo-critico-do-jurassico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma cúpula de calor sobre Portugal dentro de 7 dias: os modelos europeu e GFS apontam para temperaturas muito elevadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-cupula-de-calor-sobre-portugal-dentro-de-7-dias-os-modelos-europeu-e-gfs-apontam-para-temperaturas-muito-elevadas.html</link><pubDate>Mon, 15 Jun 2026 15:15:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As previsões do ECMWF e do GFS apontam para a possível chegada de uma massa de ar quente africana a Portugal entre 21 e 23 de junho. Caso o cenário se confirme, várias regiões poderão registar temperaturas excecionalmente elevadas.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-onda-de-calor-sobre-portugal-dentro-de-7-dias-os-modelos-europeu-e-gfs-apontam-para-temperaturas-extremas-1781527559059.jpg" data-image="t7zhruraqa9m" alt="Onda de calor" title="Onda de calor"><figcaption>Possível onda de calor chega a Portugal dentro de 7 dias, segundo os modelos europeu e GFS. O episódio poderá prolongar-se por mais de quatro dias e trazer temperaturas muito elevadas, com máximas que poderão superar os 42 °C em várias regiões do país.</figcaption></figure><p>A partir de 21 de junho, Portugal Continental poderá entrar num <strong>episódio de calor muito intenso</strong>, segundo as mais recentes previsões dos <strong>modelos meteorológicos ECMWF (europeu) e GFS (americano)</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a>.</strong> Siga-nos e ative as notificações. <br></div><p>Apesar de ainda faltar cerca de uma semana e de poderem ocorrer ajustes na previsão<strong>, ambos os modelos convergem na possibilidade de uma massa de ar muito quente proveniente do Norte de África</strong> atingir o território nacional, podendo dar origem a temperaturas excecionais.</p><h2>Uma massa de ar africana deverá instalar-se sobre Portugal</h2><p>O modelo europeu mostra que esta massa de ar quente começa a impor-se durante o dia 21, <strong>cobrindo praticamente todo o território continental no dia 22</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-onda-de-calor-sobre-portugal-dentro-de-7-dias-os-modelos-europeu-e-gfs-apontam-para-temperaturas-extremas-1781525555081.jpg" data-image="6op77b5he8v9" alt="Geopotencial e temperatura a 850 hPa" title="Geopotencial e temperatura a 850 hPa"><figcaption>Mapa de geopotencial e temperatura a 850 hPa do ECMWF para 22 de junho mostra a expansão de uma massa de ar muito quente proveniente do Norte de África sobre Portugal Continental.</figcaption></figure><p>Esta evolução é bem visível nos <strong>mapas de geopotencial e temperatura a 850 hPa,</strong> um nível atmosférico situado aproximadamente entre os 1400 e os 1500 metros de altitude, utilizado pelos meteorologistas para acompanhar o transporte de massas de ar sem a influência direta do relevo e do aquecimento local da superfície.</p><p>Já o modelo <strong>GFS</strong>, desenvolvido pelos Estados Unidos, apresenta um <strong>cenário muito semelhante</strong>, embora antecipe a chegada desta massa de ar cerca de um dia mais cedo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-onda-de-calor-sobre-portugal-dentro-de-7-dias-os-modelos-europeu-e-gfs-apontam-para-temperaturas-extremas-1781525614757.jpg" data-image="cshkls8wzbdv" alt="Geopotencial e temperatura 850 hPa" title="Geopotencial e temperatura 850 hPa"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-720725">O modelo GFS antecipa a chegada da massa de ar quente um dia mais cedo, prevendo a sua persistência até 25 ou 26 de junho, o que reforça um cenário de calor intenso.</figcaption></figure><p>Ambos os modelos sugerem ainda que <strong>o calor poderá prolongar-se até 25 ou 26 de junho,</strong> aumentando a confiança na possibilidade de um episódio de temperaturas excecionalmente elevadas.</p><h2>Temperaturas poderão ultrapassar os 42 °C em vários locais</h2><p>À superfície, o modelo europeu prevê para o dia 22 um país praticamente coberto por temperaturas muito elevadas, com várias regiões do <strong>interior centro e sul a poderem atingir ou ultrapassar os 42 °C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-onda-de-calor-sobre-portugal-dentro-de-7-dias-os-modelos-europeu-e-gfs-apontam-para-temperaturas-extremas-1781525727258.jpg" data-image="6qibhhpm2enc" alt="Temperatura 2m" title="Temperatura 2m"><figcaption>À superfície, o ECMWF prevê temperaturas muito elevadas para 22 de junho, com várias regiões do interior centro e sul a poderem ultrapassar os 42 °C durante a tarde.</figcaption></figure><p>Importa ainda salientar que <strong>estes mapas representam a temperatura prevista ao meio-dia</strong>, quando normalmente ainda não ocorre o pico diário de calor. Em Portugal, durante o verão, <strong>as temperaturas máximas costumam verificar-se entre as 15 e as 17 horas,</strong> pelo que os valores efetivos poderão ser ainda superiores.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773955" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-cinco-tardes-de-trovoadas-que-deixarao-aguaceiros-fortes-granizo-e-rajadas-intensas-em-portugal.html" title="Vêm aí cinco tardes de trovoadas que deixarão aguaceiros fortes, granizo e rajadas intensas em Portugal">Vêm aí cinco tardes de trovoadas que deixarão aguaceiros fortes, granizo e rajadas intensas em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-cinco-tardes-de-trovoadas-que-deixarao-aguaceiros-fortes-granizo-e-rajadas-intensas-em-portugal.html" title="Vêm aí cinco tardes de trovoadas que deixarão aguaceiros fortes, granizo e rajadas intensas em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vem-ai-cinco-tardes-de-trovoadas-que-deixarao-aguaceiros-fortes-granizo-e-rajadas-intensas-em-portugal-1781517612583_320.jpg" alt="Vêm aí cinco tardes de trovoadas que deixarão aguaceiros fortes, granizo e rajadas intensas em Portugal"></a></article></aside><p><strong>O modelo GFS</strong> apresenta um cenário igualmente extremo, chegando mesmo a calcular <strong>temperaturas próximas dos 44 °C</strong> em alguns pontos do Vale do Tejo e do interior leste, enquanto o modelo europeu concentra os valores mais elevados sobretudo no interior centro e sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-onda-de-calor-sobre-portugal-dentro-de-7-dias-os-modelos-europeu-e-gfs-apontam-para-temperaturas-extremas-1781525809887.jpg" data-image="gpm6ztq6rpga" alt="Temperatura 2m" title="Temperatura 2m"><figcaption>O modelo GFS apresenta um cenário semelhante, mas concentra as temperaturas mais extremas no Vale do Tejo e interior leste, chegando a calcular valores próximos dos 44 °C.</figcaption></figure><p>Apesar das diferenças regionais, <strong>ambos concordam na possibilidade de um evento de calor</strong> muito significativo.</p><h2>Tempo seco poderá favorecer o aquecimento</h2><p><strong>Entre 21 e 23 de junho, o modelo europeu prevê tempo maioritariamente seco em praticamente todo o território continental</strong>, apenas com possibilidade de aguaceiros muito localizados e isolados. </p><div class="texto-destacado"><strong>Segundo o IPMA, a temperatura máxima absoluta alguma vez registada em Portugal Continental foi de 47,3 °C, na Amareleja, em Beja, a 1 de agosto de 2003</strong>. Embora ainda seja cedo para antecipar valores dessa magnitude, caso este cenário se confirme, não é totalmente de excluir que algumas localidades possam aproximar-se de temperaturas historicamente muito elevadas.</div><p><strong>As temperaturas efetivamente observadas podem ser superiores ou inferiores devido a fatores locais</strong>, como a topografia, o tipo de solo, a humidade, o vento e a intensidade da radiação solar. Em situações extremas, alguns locais podem exceder os valores previstos pelos modelos. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-cupula-de-calor-sobre-portugal-dentro-de-7-dias-os-modelos-europeu-e-gfs-apontam-para-temperaturas-muito-elevadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo em Portugal esta semana: trovoada, chuva e subida das temperaturas; eis as zonas mais afetadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-trovoada-chuva-e-subida-das-temperaturas-eis-as-zonas-mais-afetadas.html</link><pubDate>Mon, 15 Jun 2026 13:35:23 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal Continental inicia mais uma semana que poderá mostrar-se bastante díspar entre a faixa interior e a faixa litoral. Entre chuva, trovoada e subida das temperaturas, saiba quais as zonas mais afetadas!</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/_so_8l4FXTc/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=_so_8l4FXTc" id="_so_8l4FXTc"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Portugal Continental inicia esta semana com alguma nebulosidade, especialmente no litoral, ainda que <strong>não haja previsão de chuva</strong> para esta zona do país.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No entanto, espera-se que <strong>a partir das primeiras horas da tarde, a chuva e a trovoada regressem ao interior Norte e Centro</strong>, estando os distritos de Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda e Castelo Branco sob <strong>aviso amarelo de chuva e trovoada</strong> até às 21h de hoje. Ainda assim, é expectável que esta instabilidade continue, pelo menos, até quarta-feira, na mesma região.</p><h2>Para além da chuva e trovoada espera-se uma subida das temperaturas</h2><p> Para além destes fenómenos, é também esperada uma <strong>s</strong><strong>ubida gradual das temperaturas máximas</strong>, que se deverá manter até ao fim de semana, podendo trazer valores próximos dos 40 ºC na reta final da mesma, a regiões como a Beira Baixa e o Alentejo, contribuindo para uma disparidade entre interior e litoral. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-esta-semana-trovoada-chuva-e-subida-das-temperaturas-eis-as-zonas-mais-afetadas-1781527168328.png" data-image="ynvmcm6k3wj0" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>São esperados valores próximos dos 40 ºC no fim de semana. As temperaturas vão subir de forma gradual, especialmente no interior e sul do país entre hoje, segunda-feira, e sábado, dia 20.</figcaption></figure><p>Esta subida deverá<strong> s</strong><strong>entir-se no Norte do país com maior evidência na quarta-feira</strong>, onde o noroeste, nas cidades mais afastadas do mar, poderá registar valores na ordem dos 30 ºC. Nos dias seguintes é esperada uma descida das temperaturas nesta região, especialmente junto ao litoral, enquanto as mesmas poderão continuar a subir ao longo da faixa interior.</p><h2>Semana ficará marcada por contrastes térmicos e de instabilidade atmosférica</h2><p>Desta forma, esta<strong> semana contará com vários contrastes entre o litoral e interior</strong>, especialmente em relação à instabilidade atmosférica prevista e às temperaturas. Onde no interior se esperam vários períodos de chuva e trovoada enquanto no litoral não, ainda que a nebulosidade possa marcar presença em boa parte da semana nesta região, especialmente no litoral Norte e Centro.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773955" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-cinco-tardes-de-trovoadas-que-deixarao-aguaceiros-fortes-granizo-e-rajadas-intensas-em-portugal.html" title="Vêm aí cinco tardes de trovoadas que deixarão aguaceiros fortes, granizo e rajadas intensas em Portugal">Vêm aí cinco tardes de trovoadas que deixarão aguaceiros fortes, granizo e rajadas intensas em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-cinco-tardes-de-trovoadas-que-deixarao-aguaceiros-fortes-granizo-e-rajadas-intensas-em-portugal.html" title="Vêm aí cinco tardes de trovoadas que deixarão aguaceiros fortes, granizo e rajadas intensas em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vem-ai-cinco-tardes-de-trovoadas-que-deixarao-aguaceiros-fortes-granizo-e-rajadas-intensas-em-portugal-1781517612583_320.jpg" alt="Vêm aí cinco tardes de trovoadas que deixarão aguaceiros fortes, granizo e rajadas intensas em Portugal"></a></article></aside><p>Em relação ao contraste térmico, este será evidente durante boa parte da semana. Contudo, <strong>espera-se que a médio prazo, as temperaturas possam recuperar também no litoral Norte e Centro </strong>do país entre o fim da semana e o início da próxima. No entanto, e tendo em conta a distância temporal, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações em <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/" target="_blank" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">tempo.pt</a>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-trovoada-chuva-e-subida-das-temperaturas-eis-as-zonas-mais-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A trajetória dos ciclones tropicais: onde causam maiores estragos e como se mede a sua intensidade]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-trajetoria-dos-ciclones-tropicais-onde-causam-maiores-estragos-e-como-se-mede-a-sua-intensidade.html</link><pubDate>Mon, 15 Jun 2026 11:45:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Os ciclones tropicais têm nomes diferentes consoante a bacia oceânica onde se formam. Diferem substancialmente dos ciclones extratropicais (tempestades): explicamos-lhes aqui.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nociones-basicas-sobre-los-ciclones-tropicales-1781360074663.jpg" data-image="aovy80gejiuh" alt="Huracán en el Golfo de México" title="Huracán en el Golfo de México"><figcaption>Imagem de satélite do furacão Laura no Golfo do México, antes de atingir a costa da Louisiana (EUA) – como furacão de categoria 4 – em 27 de agosto de 2020. © CSU/CIRA e NOAA/NESDIS</figcaption></figure><p><strong>Os ciclones e os anticiclones formam-se naturalmente na atmosfera terrestre</strong>. O tipo de tempo associado a um ciclone ("mau tempo") é radicalmente diferente do associado a um anticiclone (céu limpo ou parcialmente nublado e ventos calmos). Os sistemas de baixa pressão e os furacões são tipos específicos de ciclones. Cada um forma-se em regiões diferentes da Terra. <strong>Um sistema de baixa pressão é um ciclone extratropical, enquanto um furacão é um ciclone tropical</strong>.</p><p>Os ciclones tropicais são morfologicamente distintos dos ciclones subtropicais. O seu núcleo é quente, ao contrário do dos sistemas de baixa pressão, que é composto por ar frio de origem polar. Além disso, <strong>na parte central de um furacão, as correntes de ar descendentes dissipam a cobertura de nuvens nessa área, formando o característico "olho"</strong> visível nas imagens de satélite. Em torno deste olho rodopiam gigantescas nuvens cumulonimbus, que se espalham em espiral para o exterior e são responsáveis pelos ventos com força de furacão e pelas chuvas torrenciais que os furacões geram no seu caminho.</p><h2>Regiões tropicais de ciclogénese e nomenclatura</h2><p>Embora os ciclones tropicais sejam genericamente conhecidos como furacões, <strong>dependendo das bacias e sub-bacias oceânicas onde se formam, são designados por furacões, ciclones ou tufões</strong>. Os furacões referem-se aos ciclones tropicais que se formam na bacia do Oceano Atlântico (na sua faixa tropical do Hemisfério Norte), bem como na parte oriental do Pacífico Norte (na costa mexicana que banha esse oceano). Os ciclones são aqueles que se formam na bacia do Oceano Índico, e os tufões são aqueles que se originam e se desenvolvem na parte ocidental da bacia do Pacífico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nociones-basicas-sobre-los-ciclones-tropicales-1781360121100.jpg" data-image="ocwdc8fefmsi" alt="Regiones oceánicas con ciclones tropicales" title="Regiones oceánicas con ciclones tropicales"><figcaption>Os Centros Regionais de Alerta de Ciclones Tropicais (RCWC) da OMM são áreas oceânicas para as quais são emitidos alertas e são elaboradas listas de nomes e frequência dos ciclones tropicais. Fonte: Organização Meteorológica Mundial.</figcaption></figure><p>O mapa em anexo mostra a divisão do oceano em regiões para as quais a Organização Meteorológica Mundial (OMM) compila listas de nomes. Estes nomes são atribuídos às tempestades tropicais e aos furacões (ciclones, tufões) que se formam em cada época, a qual abrange diferentes períodos do ano, dependendo da bacia ou sub-bacia.<strong> No Atlântico, a época dos furacões começa oficialmente a 1 de junho e termina a 30 de novembro</strong>.</p><h2>Como é medida a intensidade dos ciclones tropicais?</h2><p>Com base na intensidade do vento que um ciclone tropical é capaz de gerar, desde a sua fase embrionária até à maturidade, <strong>a OMM estabeleceu uma classificação que considera quatro designações distintas</strong>. Uma <strong>perturbação tropical é definida como </strong>um aglomerado de tempestades com algum grau de organização que se forma numa região marítima tropical com um diâmetro entre 200 e 600 km, gerando ventos na área.</p><p><strong>A fase seguinte de desenvolvimento é uma depressão tropical</strong>. Trata-se de um ciclone tropical fraco com uma circulação superficial definida e fechada e velocidades máximas sustentadas do vento (em média ao longo de um período de um minuto ou mais) de até 63 km/h.</p><p>Se o sistema continuar a intensificar-se, <strong>forma-se uma tempestade tropical</strong>; trata-se de um ciclone tropical com isóbaras fechadas e velocidades máximas sustentadas do vento entre 63 e 118 km/h.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nociones-basicas-sobre-los-ciclones-tropicales-1781360177900.jpg" data-image="sijxs5en7zwk" alt="Trayectorias de ciclones tropicales" title="Trayectorias de ciclones tropicales"><figcaption>Trajetórias globais de tempestades tropicais entre 1848 e 2013. As tempestades de categoria 4 e 5 na escala de Saffir-Simpson são apresentadas a vermelho e laranja; as de categoria 1 a 3, a amarelo e verde; e as tempestades tropicais e depressões, a azul. Fonte: NOAA Digital GeoZone.</figcaption></figure><p><strong>O ponto culminante da ciclogénese nos trópicos ocorre quando se forma um ciclone tropical (furacão, ciclone, tufão), com ventos máximos sustentados superiores a 119 km/h</strong>.</p><p>Se o furacão continuar a intensificar-se à medida que avança, devido a condições favoráveis, atinge a categoria 2, 3, 4 ou 5, a categoria mais elevada na escala de Saffir-Simpson. Os furacões de categoria 3 e superiores são conhecidos como grandes furacões e são devastadores.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-trajetoria-dos-ciclones-tropicais-onde-causam-maiores-estragos-e-como-se-mede-a-sua-intensidade.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Porque é que não haverá mulheres na missão Artemis III, que regressará à Lua: a NASA tenta esclarecer a polémica]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/porque-e-que-nao-havera-mulheres-na-missao-artemis-iii-que-regressara-a-lua-a-nasa-tenta-esclarecer-a-polemica.html</link><pubDate>Mon, 15 Jun 2026 10:49:14 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A ausência de mulheres na missão Artemis III suscitou um intenso debate internacional. A NASA pronunciou-se sobre a controvérsia para explicar como foi selecionada a tripulação e defender que os critérios foram exclusivamente profissionais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-no-habra-mujeres-en-la-mision-artemis-iii-que-regresara-a-la-luna-la-nasa-intenta-aclarar-la-polemica-1781286379489.jpg" data-image="zl72nt97hrss"><figcaption>A tripulação da Artemis III (da esquerda para a direita): Andre Douglas, Luca Parmitano, Randy Bresnik e Frank Rubio. NASA/Bill Stafford</figcaption></figure><p>Quando <strong>a NASA apresentou oficialmente a tripulação da Artemis III</strong>, a missão que pretende levar novamente seres humanos à superfície da Lua pela primeira vez desde 1972, a surpresa foi enorme:<strong> todos os astronautas encarregados de alunizar são homens</strong>.</p><p>Uma circunstância que suscitou críticas porque, durante anos, o programa Artemis foi apresentado, precisamente, como <strong>o projeto que tornaria possível que uma mulher caminhasse na Lua</strong>.</p><p>Perante esta controvérsia, <strong>a agência espacial norte-americana quis esclarecer publicamente os motivos desta decisão</strong> e pediu respeito para com uma tripulação que, segundo insiste, foi escolhida pelas suas capacidades técnicas e experiência, sem ter em conta critérios de género.</p><h2>Uma promessa que alimentou as expectativas de justiça</h2><p>Desde o lançamento do programa Artemis, <strong>a NASA tornou a diversidade uma das suas mensagens mais reconhecíveis</strong>.</p><p>Durante a apresentação dos seus objetivos, a agência falou em levar «a primeira mulher e a primeira pessoa de cor» à superfície lunar, uma declaração que <strong>simbolizava uma nova etapa na exploração espacial</strong>, muito diferente daquela protagonizada pelas históricas missões Apollo.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Introducing Artemis III.<br><br>Four astronauts. Three launches. Two dockings. One splashdown.<br><br>In 2027, the Artemis III mission will practice docking the Orion spacecraft with two lunar landers in low Earth orbit the capability we need to return humanity to the Moons surface. <a href="https://t.co/8uhMUxuuWX">pic.twitter.com/8uhMUxuuWX</a></p>— NASA (@NASA) <a href="https://x.com/NASA/status/2064422103416238295?ref_src=twsrc%5Etfw">June 9, 2026</a></blockquote></figure><p>Essa promessa gerou enormes expectativas, tanto dentro como fora do setor aeroespacial. Por isso, a composição final da Artemis III revelou-se decepcionante para aqueles que acreditavam que <strong>os anúncios da NASA representavam uma forma de corrigir uma dívida histórica</strong>: as doze pessoas que pisaram na Lua entre 1969 e 1972 eram homens norte-americanos.</p><h2>A explicação da NASA</h2><p>A agência espacial respondeu às críticas, garantindo que a seleção da tripulação foi feita <strong>com base em critérios exclusivamente profissionais</strong>. Segundo explicou, os astronautas selecionados possuem as competências necessárias para enfrentar uma missão considerada uma das mais complexas da história recente da exploração espacial.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Ambitious is what we do at NASA.<br><br>Artemis III will be unlike anything weve ever undertaken. A multi-launch campaign bringing together the most powerful rockets in the world to test rendezvous, docking, and interoperability across multiple systems close to Earth before we return <a href="https://t.co/wzYoDpiXyv">pic.twitter.com/wzYoDpiXyv</a></p>— NASA Administrator Jared Isaacman (@NASAAdmin) <a href="https://x.com/NASAAdmin/status/2064714662227124617?ref_src=twsrc%5Etfw">June 10, 2026</a></blockquote></figure><p>A NASA também<strong> solicitou que o debate não ponha em causa a preparação dos membros da equipa</strong>, sublinhando que todos eles possuem uma longa experiência em operações espaciais, formação técnica e gestão de situações de grande exigência.</p><p>A instituição insiste que a ausência de mulheres nesta missão específica<strong> não implica qualquer alteração no seu compromisso com a igualdade de oportunidades</strong> nem com a integração de perfis diversificados nas suas futuras expedições.</p><h3>O debate sobre a representatividade</h3><p>Apesar das explicações oficiais, a controvérsia continua em aberto. Vários especialistas recordam que <strong>a representatividade também deve desempenhar um papel relevante em programas científicos financiados com recursos públicos </strong>e com enorme projeção internacional.</p><p>O facto é que, <strong>dos 37 astronautas ativos da NASA, 15 são mulheres</strong>, o que representa 40 por cento. Então, como é possível que na seleção da tripulação da Artemis III, um programa de grande impacto público, não se verifique um mínimo de equilíbrio de género?</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-no-habra-mujeres-en-la-mision-artemis-iii-que-regresara-a-la-luna-la-nasa-intenta-aclarar-la-polemica-1781337926953.jpg" data-image="wekeke7mg5ok"><figcaption>A engenheira Belinda Esparza Estrada posa ao lado da astronauta Jessica Watkins. NASA.</figcaption></figure><p>Por isso, não é de admirar que, para algumas vozes, como as das cientistas divulgadoras <strong>Emily Calandrelli e Camille Bergin</strong>, ou a da astronauta comercial <strong>Sian Proctor</strong>, o facto de, afinal, não haver nenhuma mulher na missão à Lua represente um retrocesso em relação à mensagem de inclusão que acompanhou o nascimento do programa Artemis.</p><h2>A importância de deixar de trabalhar nas sombras</h2><p>Na NASA, <strong>a mulher já não desempenha um papel excecional ou simbólico, mas sim estrutural</strong>. Participa em todas as fases da exploração espacial, desde a conceção de uma missão até à sua execução no espaço, e é uma peça fundamental nos projetos que marcarão o futuro da exploração humana do Sistema Solar.</p><p>Por isso, incorporá-las na parte mais visível das missões é importante pelo que isso representa em termos de igualdade, justiça, representação e também progresso científico.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="742146" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/as-mulheres-que-foram-pagas-para-contar-estrelas-e-acabaram-por-descobrir-como-funciona-o-universo.html" title="As mulheres que foram pagas para contar estrelas e acabaram por descobrir como funciona o universo">As mulheres que foram pagas para contar estrelas e acabaram por descobrir como funciona o universo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/as-mulheres-que-foram-pagas-para-contar-estrelas-e-acabaram-por-descobrir-como-funciona-o-universo.html" title="As mulheres que foram pagas para contar estrelas e acabaram por descobrir como funciona o universo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/las-mujeres-a-las-que-pagaban-por-contar-estrellas-y-que-terminaron-descubriendo-como-funciona-el-universo-1764180238727_320.jpg" alt="As mulheres que foram pagas para contar estrelas e acabaram por descobrir como funciona o universo"></a></article></aside><p>E, além disso, porque a sua presença é uma fonte de inspiração. Ver mulheres a participar em algumas das missões científicas mais complexas do mundo <strong>contribui para que mais raparigas e jovens se interessem por carreiras STEM</strong> (ciência, tecnologia, engenharia e matemática) quando, em muitos países, ainda existe uma <strong>disparidade de género</strong> nas universidades que está a fazer com que se perca o seu talento.</p><p>O facto de uma mulher participar numa missão lunar não irá alterar a ciência que será realizada no satélite, mas corrigiria a sua ausência histórica, que <strong>nunca foi uma questão de capacidade, mas sim de oportunidades</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/porque-e-que-nao-havera-mulheres-na-missao-artemis-iii-que-regressara-a-lua-a-nasa-tenta-esclarecer-a-polemica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vêm aí cinco tardes de trovoadas que deixarão aguaceiros fortes, granizo e rajadas intensas em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-cinco-tardes-de-trovoadas-que-deixarao-aguaceiros-fortes-granizo-e-rajadas-intensas-em-portugal.html</link><pubDate>Mon, 15 Jun 2026 10:01:17 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Aguardam-nos várias tardes tempestuosas em vastas zonas do interior de Portugal continental. Está prevista a possibilidade de ocorrência de aguaceiros localmente fortes, queda de granizo e rajadas intensas de vento.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaft2jm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaft2jm.jpg" id="xaft2jm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A gota fria que afetou o nosso país durante o fim de semana está a ser reabsorvida pela circulação principal, mas o ar frio em altitude irá manter-se, contribuindo para que, nos próximos dias, <strong>continuem a ocorrer trovoadas localmente fortes em várias regiões portuguesas</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br><strong>Para os próximos dias preveem-se trovoadas fortes em vastas zonas do interior. Haverá aguaceiros, por vezes fortes, possibilidade de queda de granizo e de rajadas intensas, com algumas células convectivas a poderem evidenciar um certo grau de organização.</strong></div><p>Além disto, caso as previsões se concretizem, <strong>a partir do fim de semana chegará um período de calor muito intenso a Portugal</strong>, com os aguaceiros remanescentes a tornarem-se mais localizados.</p><h2>Aguaceiros e trovoadas pontualmente fortes e granizo marcam o arranque da semana</h2><p>Esta segunda-feira (15) espera-se, uma vez mais, o crescimento de nuvens de desenvolvimento vertical a partir do meio-dia numa parte significativa do interior. <strong>Preveem-se aguaceiros, por vezes localmente fortes e acompanhados de trovoada, nos distritos de Vila Real, Viseu, Bragança, Guarda e Castelo Branco</strong>.</p><p>Noutras zonas - como a <strong>Peneda-Gerês e o Alto Alentejo</strong> - também se perspetiva a possibilidade de ocorrência de aguaceiros, mas mais fracos e dispersos. Atenção ao risco de queda de <strong>granizo</strong> e à possibilidade de <strong>inundações repentinas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vem-ai-cinco-tardes-de-trovoadas-que-deixarao-aguaceiros-fortes-granizo-e-rajadas-intensas-em-portugal-1781516170425.png" data-image="7q810rurprx3"><figcaption>Os aguaceiros acompanhados de trovoadas afetarão o interior Norte e Centro e o Alto Alentejo ao longo desta semana com muita frequência.</figcaption></figure><p><strong>Já na tarde de terça-feira (16) - amanhã - os aguaceiros e trovoadas deverão atingir as mesmas regiões</strong>, mas serão geralmente mais dispersos e menos intensos, exceto na Beira Alta (distrito da Guarda), onde poderão ser pontualmente mais fortes. Além disto, também não se exclui a possibilidade de surgirem de forma fraca e dispersa por grande parte do interior alentejano (distritos de Portalegre, Évora e Beja).</p><p>Mantém-se <strong>o risco de ocorrência de fenómenos localmente severos, tais como a queda de granizo e/ou rajadas intensas de vento</strong>. Saliente-se que, neste início de semana, algumas células convectivas poderão apresentar um certo grau de organização.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vem-ai-cinco-tardes-de-trovoadas-que-deixarao-aguaceiros-fortes-granizo-e-rajadas-intensas-em-portugal-1781516157903.png" data-image="87rpx4cdstvl"><figcaption>Tarde de quarta-feira (17) poderá registar atividade elétrica em grande parte das Regiões Norte e Centro, podendo surgir de forma isolada em pontos a sul do Tejo.</figcaption></figure><p>Os mapas insistem que, durante a <strong>tarde de quarta-feira (17), os aguaceiros e trovoadas serão novamente mais prováveis nos distritos de Vila Real, Viseu, Bragança, Guarda e Castelo Branco</strong>, podendo ser localmente fortes e acompanhadas de fenómenos severos (granizo e rajadas intensas).</p><p>A atividade elétrica tenderá a espalhar-se neste dia, podendo surgir - embora de forma mais fraca e dispersa - <strong>no interior dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Viseu e Coimbra</strong>, sobretudo em áreas montanhosas (serras, planaltos e vales).</p><h2>A partir de sexta-feira, 19 prevê-se uma diminuição significativa dos aguaceiros e trovoadas</h2><p>Para a segunda metade do dia de quinta-feira (18) os primeiros sinais plasmados nos mapas indicam que os aguaceiros e trovoadas, menos frequentes, mas potencialmente fortes, terão tendência a ser mais localizados, <strong>concentrando-se nas zonas limítrofes orientais (de fronteira com Espanha) dos distritos de Bragança, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja</strong>, podendo também estender-se a zonas de maior altitude, como a Serra da Estrela. Noutros pontos do interior não se exclui a possibilidade de surgirem aguaceiros e trovoadas fracos e dispersos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773819" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-15-a-20-de-junho-sera-atipica-em-portugal-chuva-trovoadas-e-calor-vao-continuar-a-coexistir.html" title="Semana de 15 a 20 de junho será atípica em Portugal: chuva, trovoadas e calor vão continuar a coexistir">Semana de 15 a 20 de junho será atípica em Portugal: chuva, trovoadas e calor vão continuar a coexistir</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-15-a-20-de-junho-sera-atipica-em-portugal-chuva-trovoadas-e-calor-vao-continuar-a-coexistir.html" title="Semana de 15 a 20 de junho será atípica em Portugal: chuva, trovoadas e calor vão continuar a coexistir"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-15-a-20-de-junho-sera-atipica-em-portugal-chuva-trovoadas-e-calor-vao-continuar-a-coexistir-1781438863562_320.png" alt="Semana de 15 a 20 de junho será atípica em Portugal: chuva, trovoadas e calor vão continuar a coexistir"></a></article></aside><p><strong>Os acumulados de precipitação serão muito irregulares, como é típico de episódios de trovoada</strong>, estando previstos entre 5 e 20 mm nas zonas onde chover, não se descartando que nalguns locais o valor possa ser superior. Nos arquipélagos, choverá com alguma frequência ao longo da semana nos Açores devido à passagem de sistemas frontais enfraquecidos, enquanto na Madeira raramente choverá, podendo surgir precipitação isolada nalgumas zonas da ilha na terça e na sexta-feira, dias 16 e 19.</p><p>Com o aumento do horizonte temporal da previsão, a incerteza torna-se mais elevada, mas o cenário mais provável indica que, <strong>a partir de sexta-feira (19), as células convectivas irão diminuir de frequência em Portugal continental, abrindo caminho à chegada de calor intenso</strong>.</p><h2>O calor intenso poderá ganhar terreno a partir do próximo fim de semana</h2><p><strong>O modelo europeu sugere que as temperaturas manter-se-ão superiores à média climatológica de referência em grande parte de Portugal no curto e médio prazo</strong>, com as anomalias mais expressivas previstas para o interior Norte e Centro da geografia continental. Os mapas mostram que, para a presente semana e em grande parte do território de Portugal continental, as temperaturas poderão ficar entre<strong> 3 e 6 ºC acima da média para a época</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vem-ai-cinco-tardes-de-trovoadas-que-deixarao-aguaceiros-fortes-granizo-e-rajadas-intensas-em-portugal-1781516716365.jpg" data-image="j38ns9ax1fm2"><figcaption>Os modelos indicam uma gradual intensificação do calor a partir do próximo fim de semana e durante boa parte da próxima semana (mapa de temperatura prevista para terça-feira, 23 de junho). Caso as previsões se mantenham, poderão registar-se 40 ºC (ou valores superiores) em várias localidades do interior Centro e Sul durante vários dias consecutivos. </figcaption></figure><p>Resta saber o que acontecerá a partir do fim de semana e nos primeiros dias da próxima semana. De momento, o modelo de referência da Meteored sugere uma subida das temperaturas em grande parte do país, com os valores mais expressivos previstos para <strong>a Beira Baixa e o Alentejo, onde durante vários dias consecutivos, não se exclui a possibilidade de serem registados 40 ºC ou até mesmo valores superiores</strong> em diversas localidades.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-cinco-tardes-de-trovoadas-que-deixarao-aguaceiros-fortes-granizo-e-rajadas-intensas-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A guerra dos robôs começou, e não é com um T-1000: este é o soldado humanoide de aço testado em combate na Ucrânia]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-guerra-dos-robos-comecou-e-nao-e-com-um-t-1000-este-e-o-soldado-humanoide-de-aco-testado-em-combate-na-ucrania.html</link><pubDate>Mon, 15 Jun 2026 07:33:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Pela primeira vez na história militar, um robô humanoide projetado para combate entrou em campo de batalha. O que antes era ficção científica com os Exterminadores do Futuro tornou-se tecnologia de guerra real.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-guerra-de-los-robots-empezo-y-no-es-con-un-t-1000-asi-es-el-soldado-humanoide-de-acero-que-ya-opera-en-ucrania-1781292984633.jpg" data-image="yp88pjmu3kb0" alt="PH MK1" title="PH MK1"><figcaption>O Phantom MK1 é o primeiro robô humanoide autónomo testado em combate (Ucrânia, fevereiro de 2026). Ele pode ser treinado para desarmar bombas.</figcaption></figure><p>É totalmente preto, tem <strong>1,8 metros de altura e pode empunhar desde uma pistola até um fuzil M-16</strong>.</p><p>Não se trata de um personagem de filme: é o Phantom MK-1, e em fevereiro de 2026 duas unidades deste robô humanoide <strong>chegaram à linha da frente na Ucrânia</strong>, no que é considerado o primeiro emprego de um androide num conflito armado ativo na história.</p><p>Por trás do projeto está Sankaet Pathak, CEO da Foundation Robotics, uma startup de São Francisco com apenas dois anos de existência e US$ 24 milhões em contratos com o Exército, a Marinha e a Força Aérea dos Estados Unidos.</p><p>O argumento de Pathak é desconcertante na sua simplicidade:<strong> o mundo foi construído para os seres humanos</strong>, então um robô humanoide pode utilizar as mesmas armas e cruzar os mesmos limites sem redesenhar a infraestrutura. É mais fácil moldar a máquina do que mudar a guerra.</p><h2>Poderoso no papel, frágil na prática</h2><p>Testes realizados na Ucrânia revelaram um robô que, em teoria, era poderoso, mas apresentava limitações claras na prática.</p><p>O Phantom MK-1 pode transportar até 40 quilos, não é à prova de água, não consegue endireitar-se em caso de queda e a sua bateria não dura para operações prolongadas. Mesmo assim, missões de reconhecimento e reabastecimento demonstraram algo que Pathak considera crucial:<strong> o sistema pode executar as tarefas mais letais de um soldado</strong>, aquelas em que recuperar suprimentos numa zona de combate equivale a arriscar a própria vida.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">We took Phantom MK1 to Vegas and then this happened... <a href="https://x.com/hashtag/lasvegas?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#lasvegas</a> <a href="https://x.com/hashtag/humanoidrobot?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#humanoidrobot</a> <a href="https://t.co/3EamvfZCv3">pic.twitter.com/3EamvfZCv3</a></p>— Foundation Robotics (@foundation_robo) <a href="https://x.com/foundation_robo/status/2062953945383972963?ref_src=twsrc%5Etfw">June 5, 2026</a></blockquote></figure><p>A Fundação já está a trabalhar no Phantom 2, com o dobro da capacidade de carga e recursos que Pathak chama de "sobre-humanos", e<strong> planeia enviá-los para a Ucrânia até ao final de 2026</strong>. A meta de produção é de 50.000 unidades até 2027, a menos de US$ 20.000 cada.</p><div class="texto-destacado">Até 2027, está previsto produzir 50.000 unidades do Phantom 2, um soldado humanoide com capacidades "sobre-humanas", a um custo inferior a 20.000 dólares cada.</div><p>O Goldman Sachs — um dos maiores grupos de banco de investimento e valores mobiliários do mundo — <strong>prevê que entre 50.000 e 100.000 robôs humanoides</strong> serão comercializados globalmente somente até 2026, sendo as aplicações militares um dos segmentos de crescimento mais rápido.</p><h2>A questão que a tecnologia não consegue responder sozinha</h2><p>A expansão da robótica militar não está a acontecer sem resistência. Em 2023, a Boston Dynamics, a Agility Robotics e outras empresas líderes assinaram um pacto comprometendo-se a não militarizar as suas plataformas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-guerra-de-los-robots-empezo-y-no-es-con-un-t-1000-asi-es-el-soldado-humanoide-de-acero-que-ya-opera-en-ucrania-1781293041562.jpg" data-image="2rgxb3ow3n33" alt="Robot soldado" title="Robot soldado"><figcaption>O MK1 tem 1,8 m de altura, pesa 80 kg, pode transportar uma carga de 40 kg e funciona a uma velocidade máxima de 100 km/h.</figcaption></figure><p>A fundação escolheu o caminho oposto. <strong>O cofundador Mike LeBlanc fala de um "imperativo moral" para enviar robôs para a linha de frente em vez de soldados</strong>. É um argumento sedutor, mas que ignora a questão mais difícil: quem é responsabilizado quando um algoritmo mata um civil?</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769406" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-portugueses-lancam-iris-ao-mar-o-robo-que-recupera-redes-de-pesca-fantasma.html" title="Investigadores portugueses lançam Íris ao mar: o robô que recupera redes de pesca fantasma">Investigadores portugueses lançam Íris ao mar: o robô que recupera redes de pesca fantasma</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-portugueses-lancam-iris-ao-mar-o-robo-que-recupera-redes-de-pesca-fantasma.html" title="Investigadores portugueses lançam Íris ao mar: o robô que recupera redes de pesca fantasma"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-portugueses-lancam-iris-ao-mar-o-robo-que-recupera-redes-de-pesca-fantasma-1779108672893_320.jpg" alt="Investigadores portugueses lançam Íris ao mar: o robô que recupera redes de pesca fantasma"></a></article></aside><p>A ONU também está ciente disso. Em maio de 2025, representantes de 96 países reuniram-se na Assembleia Geral para discutir sistemas de armas autónomas letais.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/la-guerra-de-los-robots-empezo-y-no-es-con-un-t-1000-asi-es-el-soldado-humanoide-de-acero-que-ya-opera-en-ucrania-1781293087396.jpg" data-image="0x9g04mxkfq6" alt="Phantom Robot" title="Phantom Robot"><figcaption>Num futuro não muito distante, cenas com tropas mistas de humanos e robôs provavelmente deixarão de ser uma fantasia reservada apenas à ficção científica.</figcaption></figure><p>O Secretário-Geral António Guterres classificou-os como "politicamente e moralmente inaceitáveis" e estabeleceu 2026 como prazo limite para a obtenção de um tratado vinculativo. <strong>Este é precisamente o ano em que estes robôs já estão a operar numa frente de combate real</strong>.</p><p>O paradoxo não tem solução fácil: enquanto a diplomacia corre contra o tempo, a tecnologia leva vantagem. O<strong> Phantom MK-1 ainda não é um soldado autó</strong><strong>nomo</strong>. Mas é o primeiro passo nessa direção. E esse passo já foi dado, numa trincheira ucraniana, em fevereiro de 2026.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-guerra-dos-robos-comecou-e-nao-e-com-um-t-1000-este-e-o-soldado-humanoide-de-aco-testado-em-combate-na-ucrania.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estudo recente mostra como pode um vulcão dar vida ao oceano ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-recente-mostra-como-pode-um-vulcao-dar-vida-ao-oceano.html</link><pubDate>Mon, 15 Jun 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo revela uma forte conexão entre o gelo, os vulcões submarinos e o clima no fundo do oceano. Fique aqui a saber mais sobre este tema!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-recente-mostra-como-pode-um-vulcao-dar-vida-ao-oceano-1781437206441.jpg" data-image="5a6keb5qn83a" alt="Vulcões submarinos" title="Vulcões submarinos"><figcaption>Entre vulcões submarinos e sedimentos milenares, o Pacífico revela uma história profunda sobre a ligação entre a geologia, a vida e o clima.</figcaption></figure><p>Durante as <strong>eras glaciais da Terra,</strong> o planeta não mudou apenas à superfície.</p><p>Enquanto enormes mantos de gelo cobriam continentes inteiros e o nível do mar descia dezenas a centenas de metros, uma <strong>transformação silenciosa ocorria milhares de metros abaixo das ondas, o fundo oceânico tornava-se mais ativo</strong>, os vulcões submarinos libertavam mais ferro e esse elemento pode ter alimentado pequenas formas de vida que ajudaram a regular o clima global.</p><p>Uma investigação publicada na revista <em>Nature Geoscience</em> fundamenta uma <strong>ligação inesperada entre o gelo das eras glaciais, o vulcanismo submarino, o ferro no oceano e o clima global</strong>.</p><p>Os investigadores propõem que, durante períodos em que o nível do mar baixou devido à formação de grandes mantos de gelo, a <strong>atividade vulcânica nas dorsais oceânicas aumentou</strong>, libertando aissim mais ferro para o oceano profundo.</p><h2>O ferro que alimentava o fundo oceânico </h2><p>Esse ferro pode ter estimulado o <strong>crescimento do fitoplâncton e contribuído para a remoção de dióxido de carbono (CO₂) da atmosfera</strong>.</p><p>O ferro é um elemento pequeno, mas com um <strong>impacto climático muito grande</strong>. Em várias regiões do oceano, especialmente nas chamadas zonas de “<em>alto teor de nutrientes mas baixa clorofila</em>”, existem <strong>grandes quantidades de nutrientes como azoto e fósforo, mas o crescimento do fitoplâncton é limitado pela falta de ferro</strong>. Para estes organismos microscópicos, o ferro funciona quase como uma vitamina essencial.</p><div class="texto-destacado">"<strong>As alterações no nível do mar durante os ciclos glaciais podem ter moldado a atividade hidrotermal do fundo oceânico, influenciando a disponibilidade de ferro e a produtividade biológica do oceano.</strong>" Nature Geoscience </div><p>O fitoplâncton é uma das peças fundamentais do sistema climático terrestre. Através da fotossíntese, estes <strong>organismos absorvem dióxido de carbono da atmosfera e transformam-no em matéria orgânica</strong>.<br>Quando parte desse material afunda para o oceano profundo, <strong>o carbono pode ficar armazenado durante longos períodos</strong>, um processo conhecido como bomba biológica de carbono.</p><p>Durante muito tempo, os cientistas pensaram sobretudo que o ferro que fertilizava estas regiões vinha da poeira transportada pelo vento dos continentes.</p><h2>Um ciclo natural entre o gelo, o fogo e o carbono</h2><p>No entanto este novo estudo científico apresenta uma possibilidade diferente, <strong>o próprio fundo do oceano poderia ter sido uma fonte importante desse elemento em determinados momentos da história climática da Terra</strong>.</p><p>A chave está na relação entre o gelo e a pressão. Durante uma era glacial, <strong>enormes volumes de água ficam presos nas calotas de gelo</strong>, fazendo com que o nível médio do mar baixasse. Essa alteração reduz a pressão sobre certas zonas da crosta oceânica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-recente-mostra-como-pode-um-vulcao-dar-vida-ao-oceano-1781436188331.jpg" data-image="bkhh69htq0z5" alt="Vulcão" title="Vulcão"><figcaption> Localização dos estudos sobrepostas às concentrações médias anuais de nitrato à superfície do oceano (Atlas Mundial dos Oceanos 2018) e Topografia do fundo oceânico indicando a Dorsal Meso-Oceânica do Pacífico Oriental. Fonte: <em>Kong, T., Ruan, X., Farmer, J.R. at al.</em></figcaption></figure><p>Segundo os investigadores, essa mudança pode <strong>favorecer alterações na circulação de fluidos subterrâneos e aumentar a atividade hidrotermal nas dorsais oceânicas</strong>. Os sistemas libertam fluidos quentes ricos em minerais, incluindo ferro.</p><p>Os investigadores estudaram ainda um arquivo natural escondido nos sedimentos do Pacífico equatorial oriental, analisando cerca de 200 mil anos de história ambiental.</p><h2>No fundo do Pacífico </h2><p>Pequenos fósseis marinhos preservaram sinais químicos que permitem reconstruir como o fitoplâncton utilizava nutrientes no passado. Quando esses registos foram comparados com evidências de emissão hidrotermal de ferro, os investigadores encontraram uma <strong>coincidência temporal entre períodos de maior libertação de ferro e fases de transição entre eras glaciais e períodos mais quentes</strong>.</p><p>Esta descoberta revela um possível <strong>ciclo de feedback planetário</strong>, ou seja, o gelo baixa o nível do mar; a mudança no oceano aumenta a atividade vulcânica submarina; os vulcões libertam ferro; o fitoplâncton cresce mais; o oceano captura mais carbono; e a atmosfera pode sofrer alterações de dióxido de carbono.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="657672" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/preocupacao-crescente-na-zona-do-maior-supervulcao-da-europa-os-terramotos-estao-a-aumentar-o-que-dizem-os-geologos-geologia.html" title="Preocupação crescente na zona do maior “supervulcão” da Europa: os terramotos estão a aumentar, o que dizem os geólogos?">Preocupação crescente na zona do maior “supervulcão” da Europa: os terramotos estão a aumentar, o que dizem os geólogos?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/preocupacao-crescente-na-zona-do-maior-supervulcao-da-europa-os-terramotos-estao-a-aumentar-o-que-dizem-os-geologos-geologia.html" title="Preocupação crescente na zona do maior “supervulcão” da Europa: os terramotos estão a aumentar, o que dizem os geólogos?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/terremoti-suolo-che-si-deforma-cresce-la-preoccupazione-nell-area-del-superivulcano-1716375889533_320.jpg" alt="Preocupação crescente na zona do maior “supervulcão” da Europa: os terramotos estão a aumentar, o que dizem os geólogos?"></a></article></aside><p>O mais fascinante é que esta ligação une processos que normalmente estudamos separadamente. <strong>A tectónica das placas parece distante da vida microscópica à superfície do mar, mas o planeta funciona como um sistema integrado</strong>. Um evento geológico profundo pode influenciar organismos invisíveis a olho nu, que por sua vez podem alterar a composição da atmosfera.</p><p>Contudo, os investigadores alertam que <strong>este mecanismo não deve ser interpretado como uma solução simples para a crise climática atual</strong>. O estudo analisa processos naturais que ocorreram ao longo de milhares de anos e não uma forma imediata de remover carbono da atmosfera.</p><p>A importância da descoberta está em <strong>compreender melhor os mecanismos que controlaram o clima da Terra no passado</strong>.</p><h3><em>Referência do artigo:</em></h3><p><em>Kong, T., Ruan, X., Farmer, J.R. et al. "<a href="https://doi.org/10.1038/s41561-026-01982-7" target="_blank">Ocean iron fertilization from enhanced mid-ocean-ridge volcanism due to ice-age sea-level falls.</a>" Nat. Geosci. 19, 706–714 (2026). </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-recente-mostra-como-pode-um-vulcao-dar-vida-ao-oceano.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Porque é que os neandertais da Península Ibérica foram os últimos a desaparecer da Europa?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/porque-e-que-os-neandertais-da-peninsula-iberica-foram-os-ultimos-a-desaparecer-da-europa.html</link><pubDate>Mon, 15 Jun 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Nem só o clima e a competição com o <em>Homo sapiens</em> contribuíram para a extinção das populações europeias. Novo estudo sugere que houve um fator humano determinante na resistência ibérica.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/porque-e-que-os-neandertais-da-peninsula-iberica-foram-os-ultimos-a-desaparecer-da-europa-1781184563439.jpg" data-image="gdrnwbfkibkv" alt="Neandertais" title="Neandertais"><figcaption>Os neandertais ibéricos parecem ter resistido cerca de três mil e sete mil anos mais do que os restantes grupos europeus. Imagem gerada por IA: Adobe Stock</figcaption></figure><p>O desaparecimento dos <strong>neandertais</strong> não foi simultâneo em toda a Europa, mas antes um <strong>processo regional e desigual</strong>, que culminou na sua extinção há cerca de 40 mil anos. Os primeiros grupos a desaparecer parecem ter sido os do Sudeste Europeu (Balcãs), da Europa Oriental e de parte da Europa Central.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As evidências científicas mostram que o sul da Península Ibérica foi um dos últimos enclaves dos neandertais durante o Pleistoceno, período marcado por sucessivas oscilações climáticas entre fases glaciais e interglaciares.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>As populações ibéricas parecem ter resistido cerca de <strong>três mil e sete mil anos mais do que os restantes grupos do centro e do leste da Europa</strong>. A persistência tardia levou os paleontólogos das universidades de Montreal e de Cambridge a questionar por que estas populações se diferenciaram e demonstraram maior resiliência demográfica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/porque-e-que-os-neandertais-da-peninsula-iberica-foram-os-ultimos-a-desaparecer-da-europa-1781184717401.jpg" data-image="4a5ag1mt2zz1" alt="neandertais na Idade do Gelo" title="neandertais na Idade do Gelo"><figcaption>A Península Ibérica é apontada como o último refúgio dos neandertais da Europa. Ilustração: Adobe Stock</figcaption></figure><p>Essa resistência prolongada torna-se ainda mais intrigante uma vez que o seu modo de vida não diferia substancialmente do de outros grupos neandertais europeus. Eram <strong>caçadores-recoletores</strong> altamente adaptados às condições ambientais. Viviam em pequenos grupos, deslocavam-se sazonalmente para tirar melhor partido dos recursos, <strong>ocupavam grutas</strong> ou estabeleciam acampamentos ao ar livre.</p><h2>O peso do fator humano</h2><p>Não há uma única causa que justifique, por si só, por que a Península Ibérica foi um dos últimos redutos dos neandertais da Europa, mas, segundo um novo estudo internacional, o<strong> fator </strong><strong>humano </strong>pode ter sido decisivo.</p><p>As<strong> populações </strong><strong>ibéricas </strong>parecem ter mantido<strong> redes</strong><strong> de </strong><strong>contacto </strong>mais estáveis do que na Europa Oriental e no Sudeste Europeu. Nem o stress climático nem a concorrência direta com o <em>Homo sapiens</em> explicam inteiramente o desaparecimento dos neandertais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="722378" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ha-80-mil-anos-uma-crianca-neandertal-percorreu-as-dunas-do-algarve-as-suas-pegadas-foram-agora-encontradas.html" title="Há 80 mil anos, uma criança neandertal percorreu as dunas do Algarve. As suas pegadas foram agora encontradas">Há 80 mil anos, uma criança neandertal percorreu as dunas do Algarve. As suas pegadas foram agora encontradas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ha-80-mil-anos-uma-crianca-neandertal-percorreu-as-dunas-do-algarve-as-suas-pegadas-foram-agora-encontradas.html" title="Há 80 mil anos, uma criança neandertal percorreu as dunas do Algarve. As suas pegadas foram agora encontradas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ha-80-mil-anos-uma-crianca-neandertal-percorreu-as-dunas-do-algarve-as-suas-pegadas-foram-agora-encontradas-1753895865917_320.jpg" alt="Há 80 mil anos, uma criança neandertal percorreu as dunas do Algarve. As suas pegadas foram agora encontradas"></a></article></aside><p>A diferença crucial pode estar na forma como as populações se ligavam entre si. A investigação publicada na revista científica Quaternary Science Reviews sugere que, sob pressão, as <strong>populações neandertais europeias se ramificaram em dois grupos</strong>, um no ocidente e outro no oriente.</p><p>As comunidades do <strong>Leste</strong>, menos conectadas, terão sido as primeiras a desaparecer. Essas populações tornaram-se mais vulneráveis a <strong>declínios demográficos</strong>, ao isolamento e à <strong>assimilação genética</strong> por parte dos <em>Homo</em> <em>sapiens</em>.</p><h2>O trunfo das comunidades ibéricas</h2><p>As comunidades da Península Ibérica, no extremo ocidental da Europa, desenvolveram, em contrapartida, <strong>redes sociais mais sólidas</strong>. Essa foi a estratégia que lhes permitiu sobreviver mais tempo, tornando-se uma das últimas populações de neandertais da Europa.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A Ibéria, sobretudo o sudoeste e o sul da península, constituiu uma zona de sobrevivência durante o MIS 3, um período de fortes oscilações climáticas entre 57 mil e 29 mil anos atrás.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os <strong><em>Homo sapiens </em></strong>também tendiam a ocupar territórios mais interligados, muitas vezes em torno de corredores costeiros do sul da Europa, o que facilitava o contacto entre grupos vizinhos. </p><p>Estas ligações foram vitais para construir uma <strong>rede de segurança</strong>, possibilitando a troca de informações sobre recursos disponíveis ou rotas de migrações de animais. Os vínculos entre diferentes populações, num ambiente inóspito, foram decisivos para <strong>firmar alianças</strong> e ter acesso a territórios menos hostis durante períodos de escassez ou de crises.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/porque-e-que-os-neandertais-da-peninsula-iberica-foram-os-ultimos-a-desaparecer-da-europa-1781184905520.jpg" data-image="ni31kq3epwj7" alt="neandertais" title="neandertais"><figcaption>A rede de entreajuda foi determinante para a população de neandertais resistir mais tempo na Península Ibérica. Imagem: Adobe Stock</figcaption></figure><p>O estudo intitulado “Spatial resilience and population replacement in Europe during MIS 3: a comparative study of Neanderthals and <em>H. sapiens</em>” ressalva que <strong>os neandertais não eram uma espécie menos avançada que os Homo sapiens</strong>. Mas, apesar da sua grande capacidade de adaptação, tinham um ponto fraco, que ditou o seu fim: estavam fragmentados no território e menos conectados entre si.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="650552" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/alguma-vez-se-perguntou-porque-e-que-os-humanos-modernos-substituiram-os-neandertais-evolucao.html" title="Alguma vez se perguntou porque é que os humanos modernos substituíram os Neandertais?">Alguma vez se perguntou porque é que os humanos modernos substituíram os Neandertais?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/alguma-vez-se-perguntou-porque-e-que-os-humanos-modernos-substituiram-os-neandertais-evolucao.html" title="Alguma vez se perguntou porque é que os humanos modernos substituíram os Neandertais?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alguma-vez-se-perguntou-porque-e-que-os-humanos-modernos-substituiram-os-neandertais-evolucao-1712006888228_320.jpg" alt="Alguma vez se perguntou porque é que os humanos modernos substituíram os Neandertais?"></a></article></aside><p>A chave da resiliência, para os autores desta investigação, está, por isso, nas <strong>redes sociais mais alargadas e fortalecidas</strong>. Uma característica, aliás, que continua a ser determinante também na modernidade.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em>Ariane Burke, Emma Pomeroy, Timothée Poisot, Benjamin Albouy & Simon Paquin. <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0277379126000594?via%3Dihub" target="_blank">Spatial resilience and population replacement in Europe during MIS 3: a comparative study of Neanderthals and H. sapiens</a>. Quaternary Science Reviews</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/porque-e-que-os-neandertais-da-peninsula-iberica-foram-os-ultimos-a-desaparecer-da-europa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Semana de 15 a 20 de junho será atípica em Portugal: chuva, trovoadas e calor vão continuar a coexistir]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-15-a-20-de-junho-sera-atipica-em-portugal-chuva-trovoadas-e-calor-vao-continuar-a-coexistir.html</link><pubDate>Sun, 14 Jun 2026 16:26:21 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A semana arranca com aguaceiros e trovoadas no Norte e Centro, mas o calor mantém-se no interior e Sul. Entre terça (16) e sexta (19), Portugal deverá viver uma combinação invulgar de instabilidade e máximas até 36 ºC.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xafkuem"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xafkuem.jpg" id="xafkuem"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A semana arranca com um <strong>padrão meteorológico pouco habitual para a segunda quinzena de junho.</strong> Durante a tarde de segunda-feira, dia 15, prevê-se a ocorrência de aguaceiros no Norte e Centro do país, sobretudo nas regiões do interior, onde poderão ser localmente moderados.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>O distrito de Bragança deverá concentrar os maiores acumulados horários, que poderão atingir cerca de<strong> 7 mm de chuva por hora durante a tarde.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-15-a-20-de-junho-sera-atipica-em-portugal-chuva-trovoadas-e-calor-vao-continuar-a-coexistir-1781438523812.png" data-image="b3qmt9r9wouk" alt="Chuva e núvens" title="Chuva e núvens"><figcaption>A segunda-feira será marcada por aguaceiros dispersos nas regiões Norte e Centro, especialmente no interior, onde localmente poderão ser moderados. O Sul do país deverá permanecer estável e com ambiente tipicamente seco.</figcaption></figure><p>Em contraste, a Grande Lisboa, Oeste, Alentejo e Algarve deverão permanecer estáveis, com tempo seco e temperaturas típicas de verão, embora mais amenas junto ao litoral.</p><h2>Entre terça e quinta-feira persistem aguaceiros e trovoadas</h2><p>Na terça, quarta, quinta e sexta-feira a <strong>instabilidade deverá manter-se, sobretudo no Norte e Centro.</strong> Além de haver probabilidade de chuva, continuam previstas trovoadas dispersas no interior Norte e Centro, podendo pontualmente estender-se ao Alentejo, incluindo zonas dos distritos de Beja e Évora, embora com baixa densidade de descargas elétricas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-15-a-20-de-junho-sera-atipica-em-portugal-chuva-trovoadas-e-calor-vao-continuar-a-coexistir-1781438622074.png" data-image="04lseo10b76h" alt="Probabilidade de chuva" title="Probabilidade de chuva"><figcaption>A instabilidade mantém-se na terça-feira, sobretudo no Norte e Centro, com possibilidade de aguaceiros e trovoadas localizadas. Apesar da chuva prevista, o fenómeno será irregular e típico da convecção de verão.</figcaption></figure><p>Importa salientar que a precipitação prevista não será contínua como acontece frequentemente no inverno. Nesta época do ano, a chuva surge maioritariamente sob a forma de aguaceiros irregulares e localizados, muitas vezes associados ao desenvolvimento de nuvens convectivas e trovoadas.</p><h2>Calor continua dominante apesar da instabilidade</h2><p>Apesar da chuva prevista, <strong>as temperaturas durante esta semana deverão manter-se elevadas na maior parte do território nacional.</strong> Apenas a faixa costeira entre Lisboa e Viana do Castelo continuará sob influência marítima, registando máximas mais moderadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-15-a-20-de-junho-sera-atipica-em-portugal-chuva-trovoadas-e-calor-vao-continuar-a-coexistir-1781438693480.png" data-image="aij9hcm7brxl" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>As temperaturas continuarão elevadas durante a semana, com máximas acima dos 30 °C em grande parte do território. Apenas a faixa costeira entre Lisboa e Viana do Castelo beneficiará da influência atlântica, registando valores mais amenos.</figcaption></figure><p>No restante território, especialmente no interior e Sul, <strong>as máximas deverão situar-se entre os 32 e os 36 °C,</strong> verificando-se um aumento gradual das temperaturas desde segunda-feira (15) até quinta-feira (19).</p><h2>Acumulados de precipitação elevados para junho</h2><p>Até ao final de sexta-feira, dia 19, os acumulados previstos poderão ser relativamente elevados para uma semana de junho, sobretudo no interior Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-15-a-20-de-junho-sera-atipica-em-portugal-chuva-trovoadas-e-calor-vao-continuar-a-coexistir-1781438863562.png" data-image="vzuv9hkfk9h1" alt="Precipitação acumulada" title="Precipitação acumulada"><figcaption>Os acumulados de precipitação previstos até ao final de sexta-feira serão relativamente elevados para junho, concentrando-se sobretudo no Norte e Centro do país. Em contraste, regiões como Lisboa, Santarém, a costa alentejana e grande parte do Algarve deverão terminar a semana praticamente sem chuva.</figcaption></figure><p>Ainda assim, a distribuição da precipitação será bastante irregular. Regiões como <strong>Lisboa, Santarém, Leiria, a costa alentejana, parte dos distritos de Beja e Évora e todo o Algarve poderão terminar a semana praticamente sem chuva,</strong> enquanto alguns distritos como,<strong> Vila real, Viseu e Guarda poderão acumular mais de 25-30</strong> mm devido à sucessão de aguaceiros e trovoadas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773739" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/gota-fria-devera-influenciar-o-tempo-ate-amanha-ipma-emite-aviso-amarelo-de-chuva-e-trovoada-para-5-distritos.html" title="Gota fria deverá influenciar o tempo até amanhã: IPMA emite aviso amarelo de chuva e trovoada para 5 distritos ">Gota fria deverá influenciar o tempo até amanhã: IPMA emite aviso amarelo de chuva e trovoada para 5 distritos </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/gota-fria-devera-influenciar-o-tempo-ate-amanha-ipma-emite-aviso-amarelo-de-chuva-e-trovoada-para-5-distritos.html" title="Gota fria deverá influenciar o tempo até amanhã: IPMA emite aviso amarelo de chuva e trovoada para 5 distritos "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/gota-fria-devera-influenciar-o-estado-de-tempo-em-portugal-ate-amanha-eis-as-horas-mais-criticas-e-regioes-afetadas-1781392159578_320.png" alt="Gota fria deverá influenciar o tempo até amanhã: IPMA emite aviso amarelo de chuva e trovoada para 5 distritos "></a></article></aside><p>Tudo indica, por isso, que esta será uma semana meteorologicamente invulgar para junho, marcada pela coexistência de temperaturas elevadas com episódios frequentes de instabilidade atmosférica.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-15-a-20-de-junho-sera-atipica-em-portugal-chuva-trovoadas-e-calor-vao-continuar-a-coexistir.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Qual o impacto na atmosfera das partículas de microplástico e nanoplástico que nela existem?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/qual-o-impacto-na-atmosfera-das-particulas-de-microplastico-e-nanoplastico-que-nela-existem.html</link><pubDate>Sun, 14 Jun 2026 11:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Os microplásticos e os nanoplásticos têm origem na fragmentação de resíduos plásticos de maiores dimensões que poluem os rios, os oceanos e a terra e estão amplamente presentes na atmosfera.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/qual-o-impacto-na-atmosfera-das-particulas-de-micro-plastico-e-nano-plastico-que-nela-existem-1780608530322.jpg" data-image="hok1v8re3jie" alt="Atmosfera" title="Atmosfera"><figcaption>A atmosfera terrestre contém microplásticos e nanoplásticos, que se deslocam com o vento.</figcaption></figure><p>Um novo estudo, publicado na <em>Nature Climate Change</em>, pretende analisar qual o efeito que todas estas micro partículas de plástico estão a ter na atmosfera.</p><h2>Os plásticos não são apenas um poluente ambiental</h2><p>Os nanoplásticos e os microplásticos são designados com base na sua dimensão e variam em tamanho, desde 1 nanómetro (10 <sup>-6</sup> mm) a um mícron (0,001 mm) respetivamente no seu diâmetro.</p><p><strong>Existem muitos locais no globo onde estas minúsculas partículas de plástico podem ser criadas e levadas para a atmosfera</strong>, desde os aterros sanitários, lixo à beira da estrada, tecidos sintéticos, sacos de plástico, garrafas até pneus de borracha.</p><p>Mas, particularmente no Oceano Pacífico, entre o Havai e a Califórnia, existe a Grande Mancha de Lixo do Pacífico, <strong>um redemoinho de lixo plástico com mais do dobro da área do Texas, responsável por grande parte das partículas na atmosfera.</strong> À medida que os pedaços de plástico se chocam uns contra os outros, fragmentam-se em partículas suficientemente pequenas e entram na atmosfera, levadas pelo vento. </p><p>Uma vez no ar, os microplásticos e os nanoplásticos têm um <strong>impacto climático que pode afetar-nos a todos </strong>e têm sido detetados em vários ambientes em todo o mundo, desde cidades a regiões remotas, transportados por processos atmosféricos.</p><p>Até agora, os investigadores não tinham a certeza do efeito que todas estas partículas de plástico estavam a ter num clima que já se encontra em aquecimento.</p><div class="texto-destacado">Com esta investigação, uma equipa de cientistas da China e dos EUA estudou a composição e o comportamento destas micro e nano partículas de diferentes cores e descobriu que estão a contribuir para o aquecimento global.</div><p>A maior parte dos estudos anteriores sobre microplásticos centraram-se nos riscos para a saúde e o ambiente, mas este revela uma <strong>ligação, há muito ignorada, entre a poluição por plástico e as alterações climáticas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764325" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-projeto-pioneiro-para-salvar-o-paraiso-tropical-do-havai-dos-microplasticos.html" title="O projeto pioneiro para salvar o paraíso tropical do Havai dos microplásticos">O projeto pioneiro para salvar o paraíso tropical do Havai dos microplásticos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-projeto-pioneiro-para-salvar-o-paraiso-tropical-do-havai-dos-microplasticos.html" title="O projeto pioneiro para salvar o paraíso tropical do Havai dos microplásticos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/il-progetto-pionieristico-per-salvare-il-paradiso-tropicale-della-hawaii-dalle-microplastiche-1775810229090_320.jpg" alt="O projeto pioneiro para salvar o paraíso tropical do Havai dos microplásticos"></a></article></aside><p>Neste estudo, os autores <strong>analisaram a cor, o tamanho e a composição química dos micro e nanoplásticos para compreenderem melhor como interagem com a luz solar</strong> e saberem se as partículas refletiam a luz solar de volta para o espaço, e neste caso teriam um efeito de arrefecimento no planeta ou se absorviam a luz solar, o que teria um impacto de aquecimento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/qual-o-impacto-na-atmosfera-das-particulas-de-micro-plastico-e-nano-plastico-que-nela-existem-1780608815865.jpg" data-image="xvpj8h3o2sjd" alt="Micro plásticos" title="Micro plásticos"><figcaption>Os microplásticos e os nanoplásticos são constituídos por partículas coloridas e outras sem pigmentação</figcaption></figure><p>Ao analisarem as propriedades óticas dos diferentes tipos de micro e nanoplásticos, desde os sem pigmentação, até aos coloridos, os autores revelaram que<strong> os plásticos coloridos, especialmente os vermelhos, amarelos, azuis e pretos, absorviam a luz solar</strong>, enquanto os sem pigmentação refletiam a luz solar.</p><h2>Impacto no aquecimento da atmosfera</h2><p>O impacto no aquecimento é pequeno, muito menor do que o impacto das emissões de dióxido de carbono e apenas uma fração do impacto da fuligem. <strong>As emissões de microplásticos produzidas globalmente a cada ano têm aproximadamente o mesmo efeito de aquecimento que a operação de 200 centrais a carvão durante esse ano.</strong></p><div class="texto-destacado">De acordo com o estudo, os micro e nanoplásticos coloridos libertam cerca de 0,04 W m⁻² em comparação com o carbono negro, que este estudo considerou libertar 0,27 W m⁻², o que equivale a cerca de 16% do efeito do carbono negro, ou fuligem no aquecimento da atmosfera.</div><p>O impacto das partículas no aquecimento global pode mudar com o tempo, atendendo que os micro e nanoplásticos também podem alterar a cor, como, por exemplo, <strong>as partículas brancas tendem a amarelar, o que significa que absorvem mais luz solar</strong>, com o consequente aquecimento e algumas coloridas, por outro lado, por vezes a descolorar, o que significa que refletem mais luz, com tendência para arrefecer.</p><div class="texto-destacado">Uma das conclusões do estudo é que quase todas estas partículas estão a contribuir mais para o aquecimento do que para o arrefecimento da atmosfera, atendendo que a maioria das partículas é mais escura, quer porque já o são de início, quer porque escurecem à medida que flutuam na atmosfera e envelhecem.</div><p>Este estudo é inovador, especialmente no que diz respeito aos possíveis impactos da cor dos micro e nanoplásticos no potencial de aquecimento. Os autores alertam a comunidade científica que <strong>este aquecimento da atmosfera provocado pelos microplásticos e nanoplásticos deveria ser incorporado em futuras avaliações climáticas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/qual-o-impacto-na-atmosfera-das-particulas-de-micro-plastico-e-nano-plastico-que-nela-existem-1780609115926.jpg" data-image="cii95qrz9d9p" alt="Poluição por plástico" title="Poluição por plástico"><figcaption>É urgente terminar com a acumulação de resíduos plásticos no meio ambiente</figcaption></figure><p>Os resultados do estudo apontam que se <strong>pode reduzir o aquecimento da atmosfera removendo o plástico das nossas vidas.</strong></p><p>Além de contribuir para o aquecimento da atmosfera, os cientistas já tinham demonstrado anteriormente que os microplásticos podem percorrer milhares de quilómetros pela atmosfera e atuar como <strong>núcleos de condensação para formação das nuvens</strong>, o que significa que têm o potencial de influenciar também a precipitação. </p><h3><em>Referência da notícia: </em></h3><p><em><a href="https://doi.org/10.1038/s41558-026-02620-1">Yu Liu, Hongbo Fu et al.. “Atmospheric warming contributions from airborne microplastics and nanoplastics”, Nature Climate Change. Published: 04 May 2026 </a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/qual-o-impacto-na-atmosfera-das-particulas-de-microplastico-e-nanoplastico-que-nela-existem.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O “culpado oculto” que contribui para a subida do nível do mar: nem tudo é degelo, o oceano também está a expandir-se]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-culpado-oculto-que-faz-subir-o-nivel-do-mar-nem-tudo-e-degelo-o-oceano-tambem-esta-se-expandindo.html</link><pubDate>Sun, 14 Jun 2026 10:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A elevação do nível do mar não se deve apenas ao degelo. A expansão térmica do oceano, impulsionada pelo calor acumulado, também eleva lentamente a superfície do mar e ameaça litorais, cidades portuárias, zonas húmidas e infraestrutura em todo o mundo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-culpable-oculto-que-hace-subir-el-nivel-del-mar-no-todo-es-deshielo-el-oceano-tambien-se-esta-expandiendo-1781195010745.png" data-image="j7yv37oha0pc"><figcaption>As áreas costeiras baixas são especialmente vulneráveis à elevação do nível do mar. Embora o degelo seja uma das principais causas, a expansão térmica do oceano também contribui para que a água ocupe mais espaço e avance lentamente ao longo da linha costeira.</figcaption></figure><p>Quando pensamos na <strong>elevação do nível do mar</strong>, a imagem que quase imediatamente nos vem à mente é a de um glaciar a derreter ou de enormes blocos de gelo a cair no oceano. E sim, <strong>o degelo é uma parte fundamental do problema</strong>. Mas <strong>existe outro fator, menos visível, oculto sob a superfície: o próprio oceano está a aquecer</strong> e, à medida que isso acontece, ocupa mais espaço.</p><div class="texto-destacado"><strong>O que é expansão térmica?</strong><br>É o aumento de volume que um corpo sofre quando aquecido. No caso do oceano, isto ocorre porque a água absorve calor, as suas moléculas movem-se mais e separam-se ligeiramente, fazendo com que a mesma quantidade de água ocupe mais espaço.<br></div><p>Este fenómeno chama-se<strong> expansão térmica</strong>. Parece um termo técnico, mas a ideia é simples: quando a água é aquecida, as suas moléculas movem-se mais, separam-se e o volume aumenta. Numa panela ou num copo, isto pode parecer insignificante;<strong> n</strong><strong>um vasto oceano, o efeito torna-se enorme</strong>.</p><h2>O nível do mar também sobe porque a água "cresce"</h2><p>A <strong>expansão térmica é um dos principais fatores que impulsionam a elevação do nível do mar</strong>. À medida que a Terra acumula calor, os oceanos atuam como uma esponja térmica gigante: absorvem grande parte desse excesso de energia e armazenam-na nas suas camadas superficiais e profundas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-culpable-oculto-que-hace-subir-el-nivel-del-mar-no-todo-es-deshielo-el-oceano-tambien-se-esta-expandiendo-1781193874709.png" data-image="wyrbt3ddvj2o"><figcaption>A expansão térmica ocorre quando o oceano absorve calor e as suas moléculas se espalham ligeiramente, fazendo com que a água ocupe um volume maior. Este processo contribui para a elevaç��o do nível do mar, mesmo sem a adição de nova água proveniente do degelo. Crédito: NASA Science.</figcaption></figure><p>O problema é que <strong>este calor não desaparece. Preso no oceano, aquece a água e faz com que a mesma se expanda</strong>. Não é que água nova apareça, mas sim que a água existente ocupe mais espaço. É por isso que o nível do mar pode subir mesmo sem imaginarmos um bloco de gelo a derreter diante dos nossos olhos.</p><p>A NASA explica que <strong>mais de 90% do calor retido pelos gases de efeito estufa foi absorvido pelos oceanos</strong>. Esta absorção eleva a temperatura da água e contribui diretamente para a elevação do nível global do mar.</p><h2>Então, o degelo não importa?</h2><p><strong>Sim, importa, e muito</strong>. A elevação do nível do mar explica-se principalmente por dois processos: o degelo terrestre — como glaciares e as calotas polares da Gronelândia e da Antártida — e a expansão térmica do oceano.</p><p>A principal <strong>diferença está na origem da água</strong>. Quando <strong>o gelo em terra derrete, essa água flui para o mar e aumenta o seu volume</strong>. Em contrapartida, quando o gelo marinho flutuante derrete, como parte do gelo do Ártico, o seu impacto direto no nível do mar é menor, porque esse gelo já estava a deslocar água.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-culpable-oculto-que-hace-subir-el-nivel-del-mar-no-todo-es-deshielo-el-oceano-tambien-se-esta-expandiendo-1781192548701.png" data-image="dqig13o329tu"> <figcaption>O gráfico mostra como a elevação do nível do mar observada por satélites desde 1993 é explicada principalmente por dois fatores: a água adicionada pelo degelo dos glaciares e calotas polares e a expansão térmica do oceano. Crédito: NOAA Climate.gov, adaptado de State of the Climate em 2018.</figcaption></figure><p>Mas <strong>a expansão térmica tem uma característica única: é silenciosa e global</strong>. Nem sempre produz imagens dramáticas, mas progride à escala planetária e pode amplificar os impactos em litorais, cidades portuárias, zonas húmidas e áreas baixas.</p><h2>Um problema com efeitos diferentes em cada costa</h2><p><strong>O nível do mar não sobe na mesma proporção em todos os lugares</strong>. Além do aquecimento dos oceanos e do degelo, fatores como correntes oceânicas, ventos, mudanças na gravidade da Terra, subsidência (quando o solo afunda) e movimentos tectónicos também desempenham um papel importante.</p><p>Isso significa que duas <strong>cidades costeiras</strong> podem viver realidades muito diferentes.<strong> Algumas podem apresentar uma elevação mais rápida</strong> devido à subsidência do solo; outras podem experimentar variações devido a mudanças nas correntes oceânicas ou no formato da linha costeira.</p><div class="texto-destacado">No Chile, com milhares de quilómetros de litoral, compreender estes processos é fundamental para pensar no planeamento costeiro, na infraestrutura portuária, nas tempestades, na erosão e no futuro das comunidades localizadas à beira-mar.</div><p>A expansão térmica demonstra que <strong>o oceano não apenas recebe calor, como também o armazena</strong>. À medida que aquece, a água ocupa mais espaço e eleva lentamente o nível do mar, deixando um sinal silencioso, persistente e difícil de ignorar.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>NOAA. <a href="https://www.climate.gov/news-features/understanding-climate/climate-change-global-sea-level" target="_blank">Climate Change: Global Sea Level</a></em></p><p><em>NASA. <a href="https://sealevel.nasa.gov/understanding-sea-level/global-sea-level/thermal-expansion/" target="_blank">Understanding Sea Level.</a></em></p><p><em>WHOI. <a href="https://www.whoi.edu/ocean-learning-hub/ocean-topics/climate-weather/sea-level-rise/" target="_blank">Sea Level Rise.</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-culpado-oculto-que-faz-subir-o-nivel-do-mar-nem-tudo-e-degelo-o-oceano-tambem-esta-se-expandindo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O Enigma de Anticítera: um mecanismo com 2000 anos que previa eclipses e ciclos celestes]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-enigma-de-anticitera-um-mecanismo-com-2000-anos-que-previa-eclipses-e-ciclos-celestes.html</link><pubDate>Sun, 14 Jun 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Descoberto num naufrágio perto de uma ilha grega, o Mecanismo de Anticítera desafiou os cientistas durante décadas com uma máquina capaz de prever eclipses há mais de 2000 anos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-enigma-de-anticitera-un-mecanismo-de-hace-2000-anos-que-ya-predecia-eclipses-y-ciclos-celestes-1781342096783.png" data-image="hw589l3r7n7z"><figcaption>O Mecanismo de Anticítera é considerado a primeira calculadora ou computador analógico de sempre. Encontra-se preservado no Museu Arqueológico Nacional de Atenas.</figcaption></figure><p><span style="letter-spacing: 0.03em;"></span>Tudo começou em 1901, quando mergulhadores de esponjas descobriram um <strong>antigo naufrágio perto da ilha grega de Anticítera</strong>, situada entre Creta e o Peloponeso, contendo cerâmicas e outros objetos de grande valor arqueológico.<span style="letter-spacing: 0.03em;"></span></p><p>O que chamou a atenção dos especialistas foi um <strong>bloco de bronze que tinha passado despercebido há muito tempo e que escondia engrenagens</strong> de precisão no seu interior. Até então, acreditava-se que tal tecnologia mecânica avançada não existia há mais de mil anos.</p><h2>O que era exatamente o Mecanismo de Anticítera?</h2><p><strong>O dispositivo consistia em dezenas de engrenagens de bronze cuidadosamente montadas e alojadas dentro de uma caixa de madeira</strong>. Utilizando uma manivela, o utilizador podia rodar os mecanismos internos e obter informações astronómicas extremamente complexas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">️ ¿Sabías que hace más de 2 000 años los griegos construyeron algo parecido a una computadora mecánica?<br> Su nombre es el mecanismo de Anticitera, descubierto en un naufragio en 1901 <br>️ Estaba compuesto por engranes de bronce de gran precisión<br> Servía para calcular <a href="https://t.co/Adik9bRx2V">pic.twitter.com/Adik9bRx2V</a></p>— Jugando con Ciencia | Ciencia & Gaming (@JugandoCiencia) <a href="https://x.com/JugandoCiencia/status/2018564266560016552?ref_src=twsrc%5Etfw">February 3, 2026</a></blockquote></figure><p>Entre as suas capacidades mais surpreendentes estavam o <strong>cálculo das posições do Sol e da Lua, a previsão de eclipses solares e lunares, o rastreio de ciclos astronómicos de vários anos</strong>, a exibição das fases da Lua e a relação dos fenómenos celestes com calendários utilizados no mundo grego.</p><ul> </ul><p>As <strong>funcionalidades são surpreendentes</strong>, pois é preciso ter em conta que a sua construção ocorreu entre os séculos II e I a.C., algo de extraordinário.</p><h2>Uma precisão que parecia impossível para a época</h2><p>O aspeto que mais impactou os investigadores nos últimos anos foi a <strong>sofisticação matemática incorporada no mecanismo</strong>, uma vez que existem estudos com recurso a tomografia computorizada de alta resolução que revelaram que o aparelho utilizava sistemas de engrenagens capazes de reproduzir irregularidades no movimento da Lua e do Sol.</p><div class="texto-destacado"><strong>O que é a tomografia computorizada? </strong><br><br>É uma técnica de imagem que utiliza raios X e processamento computacional para criar imagens detalhadas do interior de um objeto ou do corpo humano sem a necessidade de o abrir. <br><br></div><p>Além disso, o mecanismo incorporava<strong> ciclos conhecidos pelos astrónomos antigos</strong>, como o ciclo metónico, que relaciona os movimentos da Lua e do Sol ao longo de 19 anos, e o ciclo de Saros, utilizado para prever eclipses.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773559" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/porque-e-que-os-eclipses-nos-fascinam-um-neurobiologista-explica-como-o-cerebro-reage-a-este-fenomeno-astronomico.html" title="Porque é que os eclipses nos fascinam: um neurobiologista explica como o cérebro reage a este fenómeno astronómico">Porque é que os eclipses nos fascinam: um neurobiologista explica como o cérebro reage a este fenómeno astronómico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/porque-e-que-os-eclipses-nos-fascinam-um-neurobiologista-explica-como-o-cerebro-reage-a-este-fenomeno-astronomico.html" title="Porque é que os eclipses nos fascinam: um neurobiologista explica como o cérebro reage a este fenómeno astronómico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-los-eclipses-nos-fascinan-asi-reacciona-el-cerebro-ante-este-fenomeno-astronomico-1780999669045_320.jpeg" alt="Porque é que os eclipses nos fascinam: um neurobiologista explica como o cérebro reage a este fenómeno astronómico"></a></article></aside><p>A precisão destes cálculos demonstra que os construtores possuíam um <strong>conhecimento muito mais avançado da ciência helenística</strong> do que se pensava anteriormente.</p><h3>Quem construiu esta maravilha tecnológica?</h3><p>A identidade exata dos criadores é obviamente desconhecida e continuará a ser um dos grandes mistérios a resolver. No entanto, sabe-se que foi <strong>construído numa oficina especializada no mundo grego oriental</strong>, possivelmente ligada a centros de aprendizagem como Rodes ou Siracusa.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Long before silicon chips, ancient Greeks built a complex device now known as the Antikythera mechanism. This corroded bronze relic, discovered in a shipwreck in 1901, is considered the world's oldest analog computer. <br><br>Dating back to between 205 and 87 BC, it used a <a href="https://t.co/fZ3OTFB1zk">pic.twitter.com/fZ3OTFB1zk</a></p>— Physics In History (@PhysInHistory) <a href="https://x.com/PhysInHistory/status/2039749778876010976?ref_src=twsrc%5Etfw">April 2, 2026</a></blockquote></figure><p>Mas alguns investigadores sugeriram <strong>ligações indiretas com as tradições científicas desenvolvidas por figuras como Hiparco de Niceia ou Arquimedes</strong>, embora não existam provas conclusivas para lhes atribuir o projeto.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-enigma-de-anticitera-um-mecanismo-com-2000-anos-que-previa-eclipses-e-ciclos-celestes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O roteiro alfabético da beleza natural: os destinos mais deslumbrantes de A a J]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-roteiro-alfabetico-da-beleza-natural-os-destinos-mais-deslumbrantes-de-a-a-j.html</link><pubDate>Sun, 14 Jun 2026 08:08:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Os cenários extraordinários que provam a riqueza e a incrível biodiversidade do planeta e as suas curiosidades. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-roteiro-alfabetico-da-beleza-natural-os-destinos-mais-deslumbrantes-de-a-a-j-1781193373605.png" data-image="jckeg1n4aykg"><figcaption>O glaciar Perito Moreno na Patagónia é dos poucos no mundo que está em equilíbrio estável, não recuando devido às alterações climáticas.</figcaption></figure><p>Existem 28 letras no alfabeto mas neste caso <strong>este roteiro foca-se exclusivamente na primeira metade do alfabeto</strong>, dos destinos começados por "A" até ao "J". Mesmo limitando a nossa viagem, o que encontramos é uma montra impressionante dos maiores espetáculos naturais e heranças culturais da Terra.</p><h2> Gigantes da natureza: dos glaciares à vastidão tropical </h2><p>A aventura começa com a letra A, onde a grandiosidade dita as regras. A Argentina deslumbra com os <strong>picos gelados da Patagónia</strong> e a força incontrolável das Cataratas do Iguaçu.</p><div class="texto-destacado">Do outro lado do mundo, a Austrália transporta-nos dos desertos poeirentos do Outback para a explosão colorida da Grande Barreira de Coral. </div><p>Avançando para o B, a América do Sul volta a impor-se: a Bolívia parece tocar o céu com a magia espelhada do Salar de Uyuni, enquanto o Brasil exibe uma <strong>imensidão verde incomparável na Amazónia</strong>, em contraste com as surreais lagoas cristalinas dos Lençóis Maranhenses.</p><h2> A biodiversidade e os mares transparentes</h2><p>Na letra C, o roteiro divide-se por vários continentes. O Canadá oferece a tranquilidade dos seus lagos glaciares e vastas montanhas. A China impressiona com as suas formações calcárias e vales que parecem saídos de aguarelas antigas. </p><div class="texto-destacado">A Colômbia e a Costa Rica afirmam-se como os derradeiros santuários da biodiversidade mundial, autênticos paraísos para o ecoturismo.</div><p>Na Europa, a Croácia junta-se ao grupo, exibindo com orgulho as águas translúcidas do mar Adriático.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-roteiro-alfabetico-da-beleza-natural-os-destinos-mais-deslumbrantes-de-a-a-j-1781193441799.png" data-image="ofmc8jmnb3rq"><figcaption>Os Lagos de Plitvice, na Croácia mudam constantemente de cor, variando entre azul e verde devido aos minerais e microrganismos na água.</figcaption></figure><p>As letras E e F unem cenários épicos ao romance clássico. Os Estados Unidos conquistam o seu lugar devido à <strong>escala monumental dos seus parques nacionais (do Grand Canyon às florestas de sequoias). </strong></p><div class="texto-destacado">A Espanha e a França representam o charme europeu no seu expoente máximo, com paisagens que vão desde as praias mediterrânicas banhadas de sol até à imponência dos Pirenéus e dos Alpes. </div><p>A letra G prolonga esta magia europeia através da Grécia, onde a arquitetura imaculada se funde com o azul profundo do mar Egeu.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-roteiro-alfabetico-da-beleza-natural-os-destinos-mais-deslumbrantes-de-a-a-j-1781193546759.png" data-image="jyiaemvkf99r"><figcaption>A Índia é o único país do mundo onde coexistem, no mesmo território selvagem, tigres de Bengala e leões asiáticos.</figcaption></figure><p>Chegando à letra I, o mundo expande-se em contrastes absolutos. A Índia surge como uma <strong>explosão sensorial</strong>, repleta de ecossistemas vibrantes. A Indonésia, espalhada por milhares de ilhas, é o éden tropical, dos arrozais verdejantes de Bali aos corais intocados de Raja Ampat. </p><div class="texto-destacado">A Islândia traz o dramatismo selvagem, num espetáculo bruto de fogo e gelo. </div><p>Por fim, a Itália prova ser imbatível, combinando a maior concentração de <strong>Património da UNESCO com as escarpas vertiginosas da Costa Amalfitana e das Dolomitas.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-roteiro-alfabetico-da-beleza-natural-os-destinos-mais-deslumbrantes-de-a-a-j-1781193636419.png" data-image="bmjoa7r189nw"><figcaption>No inverno, os macacos-da-neve japoneses usam as fontes termais vulcânicas naturais de Nagano para relaxar e combater o frio gelado.</figcaption></figure><p>Esta viagem encerra na letra J com a harmonia sublime do Japão. O arquipélago fascina pelo equilíbrio imaculado entre a tradição de templos ancestrais rodeados por <strong>florestas de bambu</strong> e a força adormecida do imponente Monte Fuji.</p><p>Em suma, a análise dos países selecionados nesta primeira metade do abecedário, entre as letras "A" e "J", evidencia a enorme diversidade geográfica, climática e ecológica que caracteriza o planeta. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772557" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-melhor-praia-da-europa-fica-mesmo-em-portugal.html" title="A melhor praia da Europa fica mesmo em Portugal">A melhor praia da Europa fica mesmo em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-melhor-praia-da-europa-fica-mesmo-em-portugal.html" title="A melhor praia da Europa fica mesmo em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-melhor-praia-da-europa-fica-mesmo-em-portugal-1780733980402_320.jpg" alt="A melhor praia da Europa fica mesmo em Portugal"></a></article></aside><p>Ao agrupar <strong>nações com perfis territoriais tão distintos, que incluem desde os vastos recursos naturais e florestas tropicais</strong> da América do Sul até aos complexos ecossistemas da Oceânia e da Ásia, esta amostra inicial cumpre o propósito de ilustrar a riqueza do património mundial. Dessa forma, o recorte demonstra de maneira clara e fundamentada que mesmo uma seleção parcial é suficiente para mapear a grande variedade de paisagens, relevos e culturas.</p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><em><a href="https://www.traveler.es/galerias/paises-mas-bonitos-del-mundo">https://www.traveler.es/galerias/paises-mas-bonitos-del-mundo</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-roteiro-alfabetico-da-beleza-natural-os-destinos-mais-deslumbrantes-de-a-a-j.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Gota fria deverá influenciar o tempo até amanhã: IPMA emite aviso amarelo de chuva e trovoada para 5 distritos ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/gota-fria-devera-influenciar-o-tempo-ate-amanha-ipma-emite-aviso-amarelo-de-chuva-e-trovoada-para-5-distritos.html</link><pubDate>Sun, 14 Jun 2026 06:55:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de um sábado com alguns períodos de chuva e trovoada em alguns locais do país, espera-se um domingo com uma instabilidade idêntica, onde se prevêem trovoadas, por vezes, fortes e chuva, especialmente ao longo da faixa interior.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xafddia"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xafddia.jpg" id="xafddia"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A <strong>gota fria </strong>que estava prevista e que mencionamos nos últimos dias nas nossas previsões, <strong>deverá continuar a influenciar o tempo em Portugal Continental ao longo das próximas horas</strong> e, provavelmente, no dia de amanhã, segunda-feira.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br><br>Os valores de precipitação acumulada prevista mostram uma maior incidência da mesma ao longo da faixa interior nas próximas horas. Esta chuva deverá ser acompanhada de trovoada, por vezes, forte, especialmente na Beira Interior, segundo a atual previsão.</div><p>Para além da chuva e da trovoada prevista, <strong>espera-se ainda uma descida generalizada das temperaturas</strong>, onde as mesmas se deverão manter entre os 22 ºC em Viana do Castelo e os 31 ºC em Castelo Branco, Santarém, Évora e Beja, trazendo algum alívio térmico face aos últimos dias.</p><h2>IPMA emite aviso amarelo de chuva e trovoada para 5 distritos</h2><p>No momento da redação desta previsão, o <strong>IPMA tem ativos avisos amarelos de chuva e trovoada para 5 distritos</strong>, dos quais: Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda e Castelo Branco. Estes estarão <strong>em vigor entre as 12h e as 21h de hoje</strong>, dia 14 de junho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gota-fria-devera-influenciar-o-tempo-ate-amanha-ipma-emite-aviso-amarelo-de-chuva-e-trovoada-para-5-distritos-1781393026950.png" data-image="scykelpta0ed" alt="densidade de raios" title="densidade de raios"><figcaption>A trovoada poderá ganhar expressão e terreno nas próximas horas, mantendo-se até ao dia de amanhã, segunda-feira, ainda que com menor expressão.</figcaption></figure><p>No entanto, e de acordo com os nossos mapas baseados no modelo europeu, ECMWF,<strong> espera-se que estes efeitos possam estender-se a outros distritos do país</strong>, tal como podemos observar no mapa acima, e que o horário mais crítico deva ocorrer entre as 13h e as 17h.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ainda assim, e como também é percetível, a Beira Interior, especialmente onde Castelo Branco de insere, poderá ser das <strong>regiões mais críticas, tanto em relação à chuva, como em relação à trovoada</strong>. Além da elevada densidade de raios prevista, também se prevê a acumulação de até <strong>20 mm de chuva</strong> até ao final do dia de hoje.</p><h2>Semana arranca instável, mas não tanto</h2><p>Na segunda-feira espera-se o<strong> regresso da trovoada e da chuva</strong>. As horas com maior probabilidade são entre as 13h e as 18h, ainda que o período mais crítico possa ser entre as 15h e as 16h. Ainda assim, <strong>estas deverão incidir com maior expressão ao longo da faixa interior</strong>, de Norte a Sul, <strong>com mais evidência no Norte e Centro</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773612" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alivio-no-calor-a-partir-de-domingo-em-portugal-continental-saiba-em-que-regioes-e-ate-quando.html" title="Alívio no calor a partir de domingo em Portugal Continental: saiba em que regiões e até quando">Alívio no calor a partir de domingo em Portugal Continental: saiba em que regiões e até quando</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alivio-no-calor-a-partir-de-domingo-em-portugal-continental-saiba-em-que-regioes-e-ate-quando.html" title="Alívio no calor a partir de domingo em Portugal Continental: saiba em que regiões e até quando"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alivio-no-calor-a-partir-de-domingo-em-portugal-continental-saiba-em-que-regioes-e-ate-quando-1781296910582_320.png" alt="Alívio no calor a partir de domingo em Portugal Continental: saiba em que regiões e até quando"></a></article></aside><p>Neste dia espera-se uma<strong> ligeira subida das temperaturas também ao longo da faixa interior</strong>, devendo os valores no litoral Norte e Centro registar uma nova descida. Desta forma, poderemos contar com valores máximos entre os 20 ºC em Viana do Castelo e os 33 ºC em Beja. No entanto, e tendo em conta a variabilidade destes fatores, aconselhamos que se mantenha atento às nossas previsões.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/gota-fria-devera-influenciar-o-tempo-ate-amanha-ipma-emite-aviso-amarelo-de-chuva-e-trovoada-para-5-distritos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[7 plantas trepadeiras ideais para dar altura, cor e um toque de elegância ao seu jardim]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/7-plantas-trepadeiras-ideais-para-dar-altura-cor-e-um-toque-de-elegancia-ao-seu-jardim.html</link><pubDate>Sun, 14 Jun 2026 06:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Além de embelezarem o ambiente, estas espécies ajudam a regular a temperatura e a criar espaços mais frescos, tanto ao ar livre como dentro de casa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-trepadoras-ideales-para-sumar-altura-color-y-un-toque-de-elegancia-sin-danar-paredes-ni-estructuras-1777848355944.jpg" data-image="7z09jmzskp5t" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Paredes que respiram: as plantas trepadeiras transformam superfícies duras em paisagens vivas.</figcaption></figure><p><strong>Há algo de encantador nas plantas trepadeiras</strong>: numa questão de meses, uma parede nua pode tornar-se um pano de fundo verde, uma pérgula pode transformar-se num refúgio colorido e um canto esquecido pode começar a atrair abelhas, borboletas e atenções.</p><p>Crescem em busca de luz e, ao longo do caminho, trazem frescura e um toque mais vibrante ao jardim. Além disso, <strong>funcionam como isolante natural e ajudam a moderar as temperaturas</strong> tanto no exterior como no interior da casa.</p><p>As<strong> espécies que se seguem destacam-se pela sua floração e folhagem abundante</strong>, tornando-as ideais para revitalizar o jardim, acrescentar altura e criar recantos mais frescos e protegidos.</p><h2>1- Madressilva (<em>Lonicera spp</em>., escolha variedades não invasoras)</h2><p>A madressilva combina fragrância, flores delicadas e grande adaptabilidade, crescendo bem em zonas temperadas e húmidas. As suas flores, geralmente brancas ou amareladas, <strong>atraem abelhas e outros polinizadores</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-trepadoras-ideales-para-sumar-altura-color-y-un-toque-de-elegancia-sin-danar-paredes-ni-estructuras-1777848571660.jpg" data-image="7pcqgx0qy9dz" alt="Plantas" title="Plantas"><figcaption>Flores perfumadas e delicadas que atraem os polinizadores e dão vida às vedações e pérgulas.</figcaption></figure><p><strong>Cresce muito rapidamente, por isso é melhor orientá-la desde o início</strong>. Necessita de sol ou sombra parcial e regas regulares. A poda deve ser feita após a floração para evitar que fique fora de controlo.</p><p>Algumas variedades podem tornar-se invasoras, por isso é importante escolher cultivares adequadas ou mantê-las sob controlo.</p><h2>2- Cipó-de-trombeta (<em>Campsis radicans</em> ou espécies semelhantes)</h2><p><strong>Se a ideia é atrair colibris, esta é uma ótima opção</strong>. A trombeta-trepadora possui flores em forma de trombeta em cores vibrantes como o laranja ou o vermelho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-trepadoras-ideales-para-sumar-altura-color-y-un-toque-de-elegancia-sin-danar-paredes-ni-estructuras-1777849360280.jpg" data-image="yb8k2l5rpwip" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>As suas vistosas flores em forma de trombeta são um íman para os colibris.</figcaption></figure><p><strong>Cresce rápida e vigorosamente</strong>, por isso precisa de estruturas robustas. Adapta-se bem a<strong> diferentes tipos de solo e tolera o calor</strong>. Prefere sol pleno. A poda de inverno ajuda a controlar o seu vigor.</p><p>Sem controlo, pode espalhar-se mais do que o desejado, por isso é melhor plantá-la num local onde tenha espaço suficiente para se desenvolver.</p><h2>3- Hortênsia trepadora (<em>Hydrangea petiolaris</em>)</h2><p>Não é a opção mais comum, mas <strong>em zonas frias e húmidas pode desenvolver-se muito bem</strong>. Ao contrário de outras trepadeiras, tolera muito bem a sombra e cresce lentamente, sendo ideal para quem procura algo mais controlado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-trepadoras-ideales-para-sumar-altura-color-y-un-toque-de-elegancia-sin-danar-paredes-ni-estructuras-1777848800789.jpg" data-image="he0uza9y5txx" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Ideal para paredes sombreadas: cresce lentamente, mas cobre as superfícies com elegância e flores delicadas.</figcaption></figure><p><strong>Fixa-se em paredes ou troncos</strong> sem os danificar. As suas flores brancas aparecem no verão.</p><p><strong>Requer solo rico em matéria orgânica e rega regular</strong>. A poda é mínima e apenas necessária para manutenção. É um investimento a longo prazo: leva tempo a ser estabelecido, mas depois recompensa com elegância.</p><h2>4- Clematite (<em>Clematis spp</em>.)</h2><p><strong>Se procura flores vistosas, a clematite é imbatível</strong>. Existem variedades adaptáveis a climas temperados, com flores grandes em tons de roxo, branco ou rosa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-trepadoras-ideales-para-sumar-altura-color-y-un-toque-de-elegancia-sin-danar-paredes-ni-estructuras-1777848874461.jpg" data-image="d99nvmjx5913" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Flores deslumbrantes e cores variadas para embelezar as estruturas com um toque ornamental.</figcaption></figure><p><strong>Prefere a base à sombra e as flores ao sol</strong>. O seu crescimento é moderado. Necessita de suporte e de solo bem drenado. A poda varia consoante a variedade, mas é geralmente feita para estimular novas florações e evitar que os ramos se enrolem.</p><h2>5- Trepadeira-da-Virgínia (<em>Parthenocissus quinquefolia</em>)</h2><p><strong>Não possui flores espetaculares, mas a sua folhagem compensa</strong>. No outono, as suas folhas ficam vermelho-escuras e transformam qualquer parede.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-trepadoras-ideales-para-sumar-altura-color-y-un-toque-de-elegancia-sin-danar-paredes-ni-estructuras-1777848945035.jpg" data-image="8xrc2rcy95oa" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>No outono, as suas folhas vermelhas transformam qualquer parede num espetáculo natural. Crédito da imagem: Joseeljardinero</figcaption></figure><p>Cresce rapidamente e fixa-se sozinha graças a pequenas gavinhas. <strong>É resistente e tolera diferentes tipos de solo e condições</strong>. É ideal para cobrir grandes superfícies.</p><p><strong>A poda é feita para controlar a sua propagação, geralmente no inverno</strong>. É uma planta de baixa manutenção e muito eficaz para criar sombra e isolamento térmico.</p><h2>6- Jasmim-estrela (<em>Trachelospermum jasminoides</em>)</h2><p>É uma das preferidas, e com razão. <strong>O jasmim-estrela adapta-se muito bem a climas temperados</strong>. Possui folhas verde-brilhantes durante todo o ano e flores brancas muito perfumadas na primavera e no verão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-trepadoras-ideales-para-sumar-altura-color-y-un-toque-de-elegancia-sin-danar-paredes-ni-estructuras-1777849091417.jpg" data-image="43eucqnqn3d7" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Fragrância e folhagem perene: uma trepadeira clássica para adicionar verde durante todo o ano.</figcaption></figure><p>Não está entre as plantas de crescimento mais rápido, mas também não demora uma eternidade. <strong>Necessita de sol ou sombra parcial </strong>e de uma estrutura de suporte, como uma cerca, arame ou pérgula, pois <strong>não se agarra sozinha</strong>.</p><p>A<strong> poda é feita após a floração</strong> para manter a forma e controlar o tamanho da planta. Com o tempo, pode tornar-se densa e perfeita para criar privacidade.</p><h2>7- Buganvília</h2><p>Poucas plantas oferecem tanta cor com tão pouco. <strong>a buganvília é ideal para climas quentes e secos</strong>. As suas "flores" são, na realidade, brácteas de cores vibrantes: fúcsia, laranja, branco ou violeta.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-trepadoras-ideales-para-sumar-altura-color-y-un-toque-de-elegancia-sin-danar-paredes-ni-estructuras-1777849323540.jpg" data-image="q8hpttbw1ail" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Uma explosão de cores em climas quentes, com brácteas vibrantes que iluminam paredes e pérgolas.</figcaption></figure><p><strong>Cresce rapidamente se receber sol e boa drenagem</strong>. Tolera melhor a seca do que o excesso de água. Pode ser cultivada como trepadeira ou deixada como arbusto.</p><p><strong>A poda é fundamental para estimular a floração e controlar a forma da planta</strong>; é feita no final do inverno. Cuidado com os espinhos: não é uma planta muito agradável ao toque.</p><p>Dica prática: <strong>se a parede tiver fissuras, reboco solto ou humidade, é melhor repará-la antes de adicionar uma planta trepadora</strong>. As plantas não criam o problema, mas podem aproveitar estes pontos fracos e agravá-los com o tempo.</p><p><strong>As plantas trepadeiras são uma forma simples de transformar um jardim sem grandes obras</strong>. Quando bem escolhidas e podadas regularmente, podem cobrir paredes, proporcionar sombra e criar privacidade sem causar problemas. Crescem, adaptam-se e, com pouca manutenção, mudam completamente a forma como um espaço exterior é vivenciado.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/7-plantas-trepadeiras-ideais-para-dar-altura-cor-e-um-toque-de-elegancia-ao-seu-jardim.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este festival tailandês está a chegar a Lisboa (e é gratuito): saiba o que pode fazer durante três dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-festival-tailandes-esta-a-chegar-a-lisboa-e-e-gratuito-saiba-o-que-pode-fazer-durante-tres-dias.html</link><pubDate>Sun, 14 Jun 2026 05:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>O Jardim Vasco da Gama, em Belém, recebe três dias dedicados à cultura tailandesa, com gastronomia, música, massagens, muay thai e experiências para todas as idades.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-festival-tailandes-esta-a-chegar-a-lisboa-e-e-gratuito-saiba-o-que-pode-fazer-durante-tres-dias-1781280418781.jpg" data-image="j6kme5p9b5td" alt="Tailândia" title="Tailândia"><figcaption>Comida, massagens e espetáculos: o festival gratuito que traz a Tailândia a Lisboa. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Espetáculos, boa comida e massagens num só evento? Ainda por cima, entrada gratuita? A proposta é mesmo esta e vai encontrá-la no <strong>Jardim Vasco da Gama</strong>, em Belém (Lisboa), entre<strong> 19 e 21 de junho</strong>.</p><div class="texto-destacado">O Jardim Vasco da Gama vai voltar a receber o Thai Festival. E que festival é este? Um evento que celebra o melhor da cultura tailandesa. </div><p>“Durante três dias, Lisboa vai trocar os elétricos pelos tuk-tuks, os pastéis de nata pelo pad thai e os sons habituais da cidade por danças, música e tradições vindas do outro lado do mundo”, lê-se no <em>site </em>‘Vou Sair’.</p><p>A iniciativa irá decorrer entre 19 e 21 de junho, junto do<strong> Pavilhão Tailandês</strong>, e conta com um programa pensado para todas as idades. Sim, estamos a falar das típicas provas de comida, música ao vivo, aulas de muay thai e até de massagens.</p><h2>Muito para fazer</h2><p>Durante três dias, os visitantes terão a oportunidade de explorar dezenas de bancas com atividades e produtos culturais, participar em aulas de desporto, <em>talks</em> e assistir a espetáculos de dança e música tradicionais.</p><div class="texto-destacado">Os visitantes poderão descobrir algumas das tradições mais representativas da Tailândia através de um programa que combina gastronomia, música, dança, desporto, artesanato e experiências interativas.</div><p>Ainda assim, um dos momentos mais esperados será a<strong> Dhamma Talk</strong>, com monges tailandeses. A edição deste ano, contará com membros do Mosteiro de Sumedharama, que irão partilhar ensinamentos em português, com “informações valiosas sobre os princípios budistas e o caminho da prática”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772897" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-mes-pode-explorar-machu-picchu-sem-sair-de-lisboa.html" title="Este mês pode explorar Machu Picchu sem sair de Lisboa">Este mês pode explorar Machu Picchu sem sair de Lisboa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-mes-pode-explorar-machu-picchu-sem-sair-de-lisboa.html" title="Este mês pode explorar Machu Picchu sem sair de Lisboa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/este-mes-pode-explorar-machu-picchu-sem-sair-de-lisboa-1780941769153_320.jpg" alt="Este mês pode explorar Machu Picchu sem sair de Lisboa"></a></article></aside><p>Outro dos pontos altos desta festa será uma <strong>experiência fotográfica interativa com inteligência artificial</strong>. Os visitantes poderão descobrir como ficariam a usar um dos oito estilos oficiais do Chud Thai, o traje tradicional da realeza tailandesa. No final, a imagem criada poderá ser descarregada e guardada como uma recordação personalizada do festival.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/este-festival-tailandes-esta-a-chegar-a-lisboa-e-e-gratuito-saiba-o-que-pode-fazer-durante-tres-dias-1781280519028.jpg" data-image="tszejj3bqym2" alt="Tailândia" title="Tailândia"><figcaption>A entrada é gratuita. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>“Vai ser ainda possível participar no famoso sorteio organizado pela Autoridade de Turismo da Tailândia e em vários passatempos promovidos pela embaixada daquele país, onde serão sorteados diferentes prémios ligados à Tailândia”, acrescenta a revista ‘NiT’. Feitas as contas, serão sorteados <strong>13 prémios</strong>, incluindo uma viagem para duas pessoas à Tailândia com voos, alojamento e seguro incluídos.</p><p>E quanto à <strong>comida</strong>? Esta será, naturalmente, uma das protagonistas do festival. Além de se poderem provar diferentes pratos da cozinha tailandesa, considerada uma das mais apreciadas do mundo, será possível de beber cerveja tailandesa Singha. Também serão servidos, claro, refrigerantes e <em>cocktails </em>no local. </p><h2>Mais informações e detalhes</h2><p>Quanto aos <strong>horários</strong>, o festival vai estar aberto do meio-dia às 20:00 horas, no dia 19; e das 10:30 às 20:00 horas nos dias 20 e 21. <strong>A entrada é livre</strong>.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p>Izabelli Pincelli. <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/festival-da-tailandia-regressa-a-belem-com-espetaculos-comida-e-entrada-livre"><em>Festival da Tailândia regressa a Belém com espetáculos, comida e entrada livre</em></a>. NiT. 4 de junho de 2026.</p><p><a href="https://vousair.pt/thai-festival-regressa-a-belem-com-gastronomia-tailandesa-e-a-oportunidade-de-ganhar-uma-viagem/?doing_wp_cron=1781275910.4678120613098144531250"><em>Thai Festival regressa a Belém com gastronomia tailandesa e a oportunidade de ganhar uma viagem</em></a>. Vou Sair. 3 de junho de 2926.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-festival-tailandes-esta-a-chegar-a-lisboa-e-e-gratuito-saiba-o-que-pode-fazer-durante-tres-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Trovoadas fortes, calor intenso e agitação marítima: Portugal enfrenta um fim de semana de contrastes meteorológicos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/trovoadas-fortes-calor-intenso-e-agitacao-maritima-portugal-enfrenta-um-fim-de-semana-de-contrastes-meteorologicos.html</link><pubDate>Sat, 13 Jun 2026 11:44:58 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal prepara-se para um fim de semana marcado por temperaturas elevadas, trovoadas fortes e agitação marítima. A interação entre uma gota fria a sudoeste da Península Ibérica e uma massa de ar muito quente favorecerá aguaceiros.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaf8adm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaf8adm.jpg" id="xaf8adm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Este sábado, dia 13, fica marcado por uma combinação pouco habitual de temperaturas elevadas e instabilidade atmosférica. O<strong> IPMA mantém avisos amarelos</strong> por tempo quente para todos os distritos do continente, enquanto várias regiões do Norte e Centro estão também sob aviso devido ao risco de trovoadas e aguaceiros.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>O Algarve é o único local com aviso amarelo de agitação marítima, devido à proximidade de uma<strong> gota fria.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/trovoadas-fortes-calor-intenso-e-agitacao-maritima-portugal-enfrenta-um-fim-de-semana-de-contrastes-meteorologicos-1781348888007.png" data-image="bj1w3dupk526" alt="Avisos Meteorologicos" title="Avisos Meteorologicos"><figcaption>O IPMA colocou todo o território continental sob aviso amarelo devido ao tempo quente, enquanto vários distritos do Norte e Centro estão também sob aviso para trovoadas. O Algarve encontra-se ainda sob aviso de agitação marítima devido à influência de uma gota fria a sul da Península Ibérica.</figcaption></figure><p>Este fenómeno corresponde a uma<strong> bolsa de ar frio isolada em altitude que</strong>, ao interagir com uma massa de ar muito quente à superfície, favorece o desenvolvimento de nuvens de grande desenvolvimento vertical, capazes de originar aguaceiros intensos, trovoadas e rajadas fortes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/trovoadas-fortes-calor-intenso-e-agitacao-maritima-portugal-enfrenta-um-fim-de-semana-de-contrastes-meteorologicos-1781349027910.png" data-image="fu3tr4me7bxp" alt="Temperatura a 925 hPa" title="Temperatura a 925 hPa"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-59111">A Península Ibérica permanece sob influência de uma intensa massa de ar quente, enquanto uma gota fria (região isolada a verde) a sudoeste de Portugal favorece o desenvolvimento de instabilidade atmosférica.</figcaption></figure><p>Durante a tarde deste sábado, o período mais crítico deverá ocorrer entre as <strong>15h e as 18h</strong>, especialmente no distrito de Coimbra, onde a densidade de descargas elétricas poderá ultrapassar os <strong>20 raios por km²</strong>, classificando-se como<strong> trovoada forte. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/trovoadas-fortes-calor-intenso-e-agitacao-maritima-portugal-enfrenta-um-fim-de-semana-de-contrastes-meteorologicos-1781349052213.png" data-image="f57pdgb2xkbj" alt="Densidade de raios" title="Densidade de raios"><figcaption>Durante a tarde de sábado prevê-se forte atividade elétrica nas regiões Norte e Centro, com especial destaque para o distrito de Coimbra, onde a densidade de descargas poderá ultrapassar os 20 raios por quilómetro quadrado.</figcaption></figure><p>Apesar disso, a precipitação será muito irregular, não abrangendo todas as áreas onde ocorrer atividade elétrica.</p><h2>Domingo a instabilidade aumenta e as trovoadas tornam-se quase gerais</h2><p>No domingo (14), a instabilidade deverá intensificar-se significativamente. Entre o meio-dia e o final da tarde prevê-se um aumento da atividade convectiva, com <strong>trovoadas dispersas em grande parte do território continental</strong>, sobretudo nas regiões Norte, Centro e Interior.</p><p>Associados a estas células poderão ocorrer <strong>aguaceiros localmente fortes, granizo de pequena dimensão e rajadas intensas de vento</strong>. A distribuição da precipitação continuará muito irregular, típica deste tipo de situações convectivas.</p><p>Apesar da instabilidade, <strong>as temperaturas manter-se-ão elevadas</strong>, fazendo deste sábado e domingo dois dias invulgarmente quentes para a época em praticamente todo o território nacional.</p><h2>Segunda e terça-feira: diminui a instabilidade, mas o calor mantém-se no interior</h2><p>A partir de segunda-feira, a <strong>tendência será de diminuição gradual da instabilidade atmosférica,</strong> com redução significativa da ocorrência de trovoadas. As temperaturas continuarão relativamente elevadas, embora o calor deixe de ser generalizado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/trovoadas-fortes-calor-intenso-e-agitacao-maritima-portugal-enfrenta-um-fim-de-semana-de-contrastes-meteorologicos-1781349195664.png" data-image="gryfxhvzql28" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Terça-feira deverá marcar o regresso de temperaturas mais amenas ao litoral português, com a influência marítima a fazer descer os valores máximos ao longo da faixa costeira. Em contraste, o interior e sobretudo o Sul do país continuarão sob influência de uma massa de ar muito quente.</figcaption></figure><p>O litoral deverá beneficiar de uma maior influência marítima, enquanto as regiões do <strong>interior e do Sul continuarão a registar valores mais elevados</strong>, mantendo um ambiente tipicamente quente para meados de junho.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773612" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alivio-no-calor-a-partir-de-domingo-em-portugal-continental-saiba-em-que-regioes-e-ate-quando.html" title="Alívio no calor a partir de domingo em Portugal Continental: saiba em que regiões e até quando">Alívio no calor a partir de domingo em Portugal Continental: saiba em que regiões e até quando</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alivio-no-calor-a-partir-de-domingo-em-portugal-continental-saiba-em-que-regioes-e-ate-quando.html" title="Alívio no calor a partir de domingo em Portugal Continental: saiba em que regiões e até quando"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alivio-no-calor-a-partir-de-domingo-em-portugal-continental-saiba-em-que-regioes-e-ate-quando-1781296910582_320.png" alt="Alívio no calor a partir de domingo em Portugal Continental: saiba em que regiões e até quando"></a></article></aside><p>Assim, depois de um fim de semana marcado por calor intenso e fenómenos convectivos, <strong>o início da próxima semana deverá trazer um cenário meteorológico mais estável</strong>, embora ainda quente em várias regiões do país.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/trovoadas-fortes-calor-intenso-e-agitacao-maritima-portugal-enfrenta-um-fim-de-semana-de-contrastes-meteorologicos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item></channel></rss>