<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Fri, 04 Sep 2026 20:00:20 +0000</lastBuildDate><pubDate>Fri, 04 Sep 2026 20:00:20 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Reservas das barragens descem para 77% em agosto: apenas duas bacias estão abaixo da média]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/reservas-das-barragens-descem-para-77-em-agosto-apenas-duas-bacias-estao-abaixo-da-media.html</link><pubDate>Fri, 04 Sep 2026 15:39:26 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>As reservas de água voltaram a diminuir durante agosto em Portugal continental, mas a situação mantém-se favorável na maioria das bacias hidrográficas, com apenas duas a registarem níveis inferiores às respetivas médias históricas mensais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/reservas-das-barragens-descem-para-77-em-agosto-apenas-duas-bacias-estao-abaixo-da-media-1788536085223.jpg" data-image="9tc4y8ayv7yy" alt="Barragens portuguesas mantêm reservas elevadas apesar da descida em agosto" title="Barragens portuguesas mantêm reservas elevadas apesar da descida em agosto"><figcaption>As reservas de água nas barragens de Portugal continental diminuíram durante agosto, terminando o mês nos 77% da capacidade total monitorizada. Apesar da descida, a maioria das bacias mantém níveis superiores às respetivas médias históricas.</figcaption></figure><p>As reservas de água nas barragens de Portugal continental continuaram a descer em agosto. No final do mês<strong>, o volume armazenado era de 10 241 hm³, o equivalente a cerca de 77% da capacidade total monitorizada, de 13 238 hm³.</strong> </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/reservas-das-barragens-descem-para-77-em-agosto-apenas-duas-bacias-estao-abaixo-da-media-1788533250580.jpg" data-image="5u10xdbu2o73"><figcaption>As barragens de Portugal continental terminaram agosto com 77% da capacidade total armazenada, correspondente a 10 241 hm³ de água. O mapa evidencia diferenças entre bacias, com níveis particularmente elevados no Mira, Guadiana e Barlavento, enquanto o Lima e o Mondego apresentavam valores inferiores às respetivas médias. Fonte: APA/SNIRH.</figcaption></figure><p>Em apenas um mês, as albufeiras perderam aproximadamente 521 hm³ de água, já que no final de julho o armazenamento se situava nos 82%. Segundo o boletim mensal do Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos (SNIRH), <strong>a redução foi transversal a todas as bacias hidrográficas monitorizadas. </strong></p><h2>Lima e Mondego permanecem abaixo da média</h2><p>Apesar desta descida, os níveis mantêm-se acima do habitual em grande parte do território. Das bacias analisadas, apenas Lima e Mondego terminaram agosto abaixo das respetivas médias históricas para este mês, calculadas para o período entre 1990/91 e 2024/25. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações<br></div><p><strong>Entre as bacias abaixo da média, o maior desvio registava-se no Lima</strong>, <strong>onde as reservas desceram para 49,6%, perante uma média de 59,6%</strong>. No Mondego, o armazenamento fixou-se em 63,1%, também abaixo dos 68% habituais. Em contraste, o Mira apresentava 92,6%, enquanto Guadiana e Barlavento mantinham 81,9% e 81,6%, respetivamente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/reservas-das-barragens-descem-para-77-em-agosto-apenas-duas-bacias-estao-abaixo-da-media-1788533813503.jpg" data-image="cc64s6qic8q3"><figcaption>A bacia do Mondego terminou agosto abaixo da respetiva média histórica. Fronhas destacava-se com apenas 33,2% da capacidade, o nível de armazenamento mais baixo entre as 60 albufeiras consideradas no boletim mensal do SNIRH. Na bacia, os valores variavam entre cerca de 33% em Fronhas e 95% em Raiva. Fonte: APA/SNIRH</figcaption></figure><p>Entre as 60 albufeiras consideradas no boletim mensal, <strong>14 conservavam mais de 80% da capacidade.</strong> Apenas duas estavam abaixo dos 40%: Fronhas, na bacia do Mondego, com 33,2%, e Vigia, na bacia do Guadiana, com 38,8%. </p><h2>Julho extremamente seco antecedeu nova descida das reservas</h2><p>A descida das reservas <strong>em agosto</strong> foi antecedida por <strong>julho</strong> marcado por uma <strong>acentuada escassez de precipitação</strong>. <strong>Julho foi classificado pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) como <strong>extremamente seco</strong></strong>, com apenas 0,8 mm de precipitação média em Portugal continental, menos de 8% do valor normal de 1991-2020. Foi o oitavo julho mais seco desde 1931 e o mais seco desde 2000.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/reservas-das-barragens-descem-para-77-em-agosto-apenas-duas-bacias-estao-abaixo-da-media-1788533681460.jpg" data-image="g7z613zpkdcb"><figcaption>Julho foi marcado por precipitação muito reduzida em quase todo o território continental. Os mapas mostram a quantidade total registada durante o mês e a respetiva percentagem face à média de 1991-2020, evidenciando valores inferiores ao normal na generalidade do país. Fonte: IPMA, Boletim Climatológico de julho de 2026.</figcaption></figure><p>A ausência de precipitação foi expressiva: <strong>48% das estações não registaram chuva durante todo o mês.</strong> Na maioria das restantes, os valores ficaram abaixo de 30% da média, sendo Sagres e Pegões as únicas exceções.</p><p>Em julho, o contraste regional foi evidente: <strong>a precipitação correspondeu a apenas 5% do valor médio no Norte e a 16% no Sul</strong>, prolongando um verão com totais mensais inferiores aos valores climatológicos de referência.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786842" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-ceu-se-tingiu-de-rosa-na-china-o-fenomeno-impressionante-que-surgiu-antes-de-uma-forte-tempestade.html" title="O céu tingiu-se de rosa na China: o fenómeno impressionante que surgiu antes de uma forte tempestade">O céu tingiu-se de rosa na China: o fenómeno impressionante que surgiu antes de uma forte tempestade</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-ceu-se-tingiu-de-rosa-na-china-o-fenomeno-impressionante-que-surgiu-antes-de-uma-forte-tempestade.html" title="O céu tingiu-se de rosa na China: o fenómeno impressionante que surgiu antes de uma forte tempestade"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-cielo-se-tino-de-rosa-en-china-el-llamativo-fenomeno-que-aparecio-antes-de-una-fuerte-tormenta-1788267337265_320.jpg" alt="O céu tingiu-se de rosa na China: o fenómeno impressionante que surgiu antes de uma forte tempestade"></a></article></aside><p>Ainda assim, a escassez de chuva dos últimos meses contrasta com o acumulado do ano hidrológico. Entre 1 de outubro de 2025 e 31 de julho de 2026 registaram-se 1048,8 mm, correspondentes a 137% do normal. Até essa data, <strong>2025/26 era o segundo ano hidrológico mais chuvoso desde 2000</strong>, com acumulados acima da média em todo o território continental.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/reservas-das-barragens-descem-para-77-em-agosto-apenas-duas-bacias-estao-abaixo-da-media.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este sábado, as temperaturas vão subir até 5°C em Lisboa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/este-sabado-as-temperaturas-vao-subir-ate-5-c-em-lisboa.html</link><pubDate>Fri, 04 Sep 2026 12:01:50 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de uma breve descida das temperaturas esperada para o dia de hoje, o nosso modelo de confiança aponta para uma nova recuperação das temperaturas para amanhã, sábado.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb3vioe"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb3vioe.jpg" id="xb3vioe"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Esta sexta-feira amanheceu com o <strong>horizonte turvo devido à presença das poeiras do Saara</strong>, que deverão permanecer no nosso território ao longo dos próximos dias, ainda que a sua concentração seja mais elevada hoje.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Além disto, os termómetros registaram uma <strong>descida generalizada dos valores máximos de temperatura</strong>, pelo que se esperam entre os 24 ºC em Viana do Castelo e os 35 ºC em Castelo Branco nas próximas horas. Na capital, Lisboa, também se verificou uma descida térmica entre ontem e hoje, esperando-se uma recuperação deste valor já amanhã.</p><h2>Sábado traz recuperação das temperaturas</h2><p>Entre hoje e amanhã as regiões do <strong>Ribatejo e Alentejo deverão registar uma subida acentuada dos termómetros</strong>, de acordo com a mais recente atualização dos nossos mapas, baseados no ECMWF. Esta subida poderá ser de até 6 ºC em Santarém, que hoje contará com máxima de 30 ºC e amanhã com 36 ºC. Évora e Beja podem registar uma subida de 4 a 5 ºC também entre hoje e amanhã.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-sabado-as-temperaturas-vao-subir-ate-5-c-em-lisboa-1788521867695.jpg" data-image="3efccg3pkqif" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Lisboa poderá registar uma subida de temperatura de 5 ºC entre hoje e amanhã, sendo que para hoje são esperados até 31 ºC de máxima e para amanhã prevêem-se até 36 ºC.</figcaption></figure><p>Para além destas regiões, <strong>também a cidade de Lisboa deverá registar uma subida evidente, de cerca de 5 ºC</strong>, passando de 31 ºC esperados para hoje, para 36 ºC de máxima esperados para amanhã. Espera-se ainda que <strong>a noite de hoje seja quente, esperando-se cerca de 28 ºC pelas 23h</strong>. Entre hoje e amanhã, é expectável que a temperatura mais baixa na cidade possa ser de 23 ºC, pelas 6h de amanhã, voltando os termómetros a subir de forma acentuada nas horas seguintes.</p><h2>No domingo, as temperaturas voltam a descer</h2><p>Os próximos dias serão de altos e baixos nas temperaturas, uma vez que após esta subida esperada para sábado, os valores voltam a descer no domingo, sendo esperadas máximas entre os 21 ºC em Viana do Castelo e os 38 ºC em Beja, sendo o Sul do país das poucas regiões a registar uma manutenção dos valores.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786978" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-dia-5-as-trovoadas-vao-intensificar-se-a-partir-das-15h00-no-norte-e-centro-de-portugal.html" title="Amanhã, dia 5, as trovoadas vão intensificar-se a partir das 15h00 no Norte e Centro de Portugal">Amanhã, dia 5, as trovoadas vão intensificar-se a partir das 15h00 no Norte e Centro de Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-dia-5-as-trovoadas-vao-intensificar-se-a-partir-das-15h00-no-norte-e-centro-de-portugal.html" title="Amanhã, dia 5, as trovoadas vão intensificar-se a partir das 15h00 no Norte e Centro de Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-as-trovoadas-vao-intensificar-se-a-partir-das-15h00-no-norte-e-centro-de-portugal-1788447801424_320.jpg" alt="Amanhã, dia 5, as trovoadas vão intensificar-se a partir das 15h00 no Norte e Centro de Portugal"></a></article></aside><p>Em Lisboa, para <strong>domingo, esperam-se máximas de 33 ºC</strong> e uma noite mais fresca, com possíveis 21 ºC pelas 23h e cerca de 19 ºC pelas 6h de segunda-feira. Estes valores mais elevados, segundo os nossos mapas, são <strong>valores acima da normal climatológica de referência</strong>. Especialmente na tarde de sábado, com os cerca de 36 ºC previstos, a anomalia térmica é de 10 ºC acima da média. No entanto, com a descida gradual prevista, as anomalias também vão tornar-se mais próximas do normal.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/este-sabado-as-temperaturas-vao-subir-ate-5-c-em-lisboa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As poeiras do Saara vão permanecer sobre Portugal até à próxima terça-feira, dia 8]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-poeiras-do-saara-vao-permanecer-sobre-portugal-ate-a-proxima-terca-feira-dia.html</link><pubDate>Fri, 04 Sep 2026 11:26:17 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal continental continuará sob a influência de poeiras do Saara durante o fim de semana, com maior expressão em algumas regiões. Na segunda-feira, a mudança da circulação atmosférica deverá favorecer a dispersão progressiva das partículas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb3vbfy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb3vbfy.jpg" id="xb3vbfy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal continental vai continuar sob a influência de poeiras do Saara nos próximos dias. O episódio prolonga-se pelo fim de semana, com períodos de maior concentração e diferenças significativas entre regiões. <strong>A tendência deverá inverter-se a partir de segunda-feira.</strong></p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Esta intrusão resulta do transporte de partículas minerais provenientes do Norte de África. <strong>Nos últimos dias, a circulação atmosférica favoreceu o avanço de uma massa de ar quente e seco em direção à Península Ibérica, arrastando consigo poeiras do Saara até Portugal.</strong> A configuração responsável por este transporte deverá persistir durante o fim de semana, mas começará a alterar-se na segunda-feira, com a aproximação de uma perturbação atlântica a favorecer a entrada gradual de ar marítimo mais limpo.</p><h2>Poeiras mantêm-se durante o fim de semana</h2><p>Esta sexta-feira, a pluma deverá abranger praticamente todo o território continental, <strong>com maior expressão no Centro e Sul</strong>. Durante a tarde, Lisboa, Alentejo e o Algarve deverão estar entre as zonas mais afetadas, mantendo-se uma carga significativa de poeiras em suspensão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-poeiras-do-saara-vao-permanecer-sobre-portugal-ate-a-proxima-terca-feira-dia-1788517587645.jpg" data-image="21giqjfqlk27"><figcaption>Ao final da tarde de sábado, a carga de poeiras deverá ser mais elevada no Sul, sobretudo no Baixo Alentejo, onde o AOD poderá aproximar-se de 0,27. A pluma continuará, contudo, a abranger grande parte de Portugal continental.</figcaption></figure><p>No sábado, a intrusão continuará ainda definida. Entre o final da manhã e a tarde,<strong> o Alentejo e o Algarve deverão concentrar os valores mais elevados. </strong>O AOD, indicador da quantidade de partículas em suspensão na coluna atmosférica, deverá atingir valores próximos de 0,27 no Baixo Alentejo e 0,24 no Algarve ao final da tarde, traduzindo uma presença significativa de poeiras, suficiente para deixar a <strong>atmosfera mais turva e o céu esbranquiçado, com possível redução da visibilidade horizontal.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-poeiras-do-saara-vao-permanecer-sobre-portugal-ate-a-proxima-terca-feira-dia-1788520946684.jpg" data-image="pl87cyt1w3yz"><figcaption>Na madrugada de domingo, as partículas finas deverão atingir concentrações mais elevadas no litoral Norte e Noroeste, sobretudo entre Porto e Braga.</figcaption></figure><p><strong>A fase mais crítica deverá estender-se entre a tarde de sábado e a manhã de domingo</strong>, acompanhada por uma alteração na distribuição das partículas. Durante a madrugada de domingo, os modelos apontam para um aumento das partículas finas no litoral Norte e Noroeste, com destaque para a região entre Porto e Braga. Lisboa também deverá registar concentrações elevadas nas primeiras horas do dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-poeiras-do-saara-vao-permanecer-sobre-portugal-ate-a-proxima-terca-feira-dia-1788518102935.jpg" data-image="b6o4ltefglhd"><figcaption>Ao meio-dia de segunda-feira, a pluma deverá já ter perdido expressão no Norte e Centro, enquanto a presença de poeiras continuará mais evidente no Sul. A entrada gradual de ar marítimo deverá favorecer a sua dispersão ao longo do dia.</figcaption></figure><p><strong>A partir das 12h de domingo, as concentrações deverão começar a diminuir no Norte e Centro</strong>. Durante a tarde, o Alentejo e o Algarve deverão permanecer como as regiões com maior presença de poeiras.</p><h2>Mudança da circulação favorece dispersão das poeiras</h2><p>Na segunda-feira, a mudança torna-se mais evidente, com a pluma a perder expressão. <strong>A melhoria deverá começar pelo litoral Norte e Centro</strong> e avançar para o interior e Sul, acompanhando a renovação da massa de ar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786978" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-dia-5-as-trovoadas-vao-intensificar-se-a-partir-das-15h00-no-norte-e-centro-de-portugal.html" title="Amanhã, dia 5, as trovoadas vão intensificar-se a partir das 15h00 no Norte e Centro de Portugal">Amanhã, dia 5, as trovoadas vão intensificar-se a partir das 15h00 no Norte e Centro de Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-dia-5-as-trovoadas-vao-intensificar-se-a-partir-das-15h00-no-norte-e-centro-de-portugal.html" title="Amanhã, dia 5, as trovoadas vão intensificar-se a partir das 15h00 no Norte e Centro de Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-as-trovoadas-vao-intensificar-se-a-partir-das-15h00-no-norte-e-centro-de-portugal-1788447801424_320.jpg" alt="Amanhã, dia 5, as trovoadas vão intensificar-se a partir das 15h00 no Norte e Centro de Portugal"></a></article></aside><p>No início de terça-feira, dia 8, <strong>a intrusão estará praticamente dissipada</strong>, com os modelos a apontarem apenas para concentrações residuais na generalidade de Portugal continental.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-poeiras-do-saara-vao-permanecer-sobre-portugal-ate-a-proxima-terca-feira-dia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Arco-íris num vaso de flores: como cuidar da Croton Petra para que as suas folhas continuem a ser as estrelas da varanda]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/arco-iris-num-vaso-de-flores-como-cuidar-da-croton-petra-para-que-as-suas-folhas-continuem-a-ser-as-estrelas-da-varanda.html</link><pubDate>Fri, 04 Sep 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>As suas folhas parecem pintadas à mão, mas manter as suas cores vibrantes pode ser um grande desafio. Aprenda a cuidar desta planta e faça dela a estrela do seu jardim.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-arcoiris-en-una-maceta-como-cuidar-el-croton-petra-para-que-sus-hojas-sigan-siendo-las-protagonistas-del-balcon-1788067816881.png" data-image="nji1r610lnrh" alt="Os crótons podem transformar qualquer canto do jardim numa mistura vibrante de verdes, amarelos, laranjas e vermelhos." title="Os crótons podem transformar qualquer canto do jardim numa mistura vibrante de verdes, amarelos, laranjas e vermelhos."><figcaption>Estas plantas podem transformar qualquer canto do jardim numa mistura vibrante de verdes, amarelos, laranjas e vermelhos.</figcaption></figure><p>O Croton Petra (<em>Codiaeum variegatum ‘Petra’</em>) parece uma <strong>obra de arte em miniatura</strong>, quase como se tivesse sido pintado à mão. Possui folhas grandes e brilhantes que exibem uma paleta de verdes, amarelos, laranjas e vermelhos, realçada por nervuras distintas. É por isso que é conhecido como um <strong>arco-íris num vaso</strong>.</p><p>Embora tenha fama de ser uma <strong>planta frágil e delicada</strong>, na verdade só precisa de condições estáveis para prosperar. Não é uma espécie que deva ser esquecida durante semanas, mas também não exige cuidados extraordinários.<strong> </strong></p><div class="texto-destacado">Se receber luz suficiente, humidade ambiente adequada e rega apropriada, pode manter a sua folhagem colorida durante todo o ano.</div><p><strong>Em climas quentes, prospera em varandas protegidas</strong>, idealmente onde receba luz solar nas primeiras horas da manhã. <strong>Em climas temperados ou frios, o melhor é cultivá-la em ambientes interiores</strong>, perto de uma janela bem iluminada. É importante evitar mudanças bruscas de temperatura, pois não tolera bem o frio nem as correntes de ar.</p><p>É também importante compreender que <strong>a cor de uma planta não é fixa</strong>. Ela precisa de produzir pigmentos como as antocianinas e os carotenoides, responsáveis pelos tons de vermelho, amarelo e laranja. No entanto, <strong>quando a planta recebe pouca luz, a clorofila torna-se dominante</strong>, fazendo com que as folhas pareçam mais verdes e baças.</p><p>Por isso, <strong>observar atentamente a folhagem é uma das melhores formas de compreender as suas necessidades</strong>. Folhas que perdem a cor, se enrolam, têm as pontas secas ou começam a cair são sinais claros. </p><h2>Luz, temperatura e rega: o equilíbrio que mantém as suas cores</h2><p>A<strong> luz é o fator mais importante para preservar a cor das suas folhas</strong>. Simplificando, quanto mais luz receber, mais intensos serão os seus tons de amarelo, laranja e vermelho. O ideal é que receba entre quatro a seis horas de boa luz diariamente, de preferência o sol suave da manhã. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-arcoiris-en-una-maceta-como-cuidar-el-croton-petra-para-que-sus-hojas-sigan-siendo-las-protagonistas-del-balcon-1788067849504.png" data-image="hgn1xd8t8vws" alt="Cada folha desenvolve um padrão único, sendo quase impossível encontrar duas plantas exatamente iguais." title="Cada folha desenvolve um padrão único, sendo quase impossível encontrar duas plantas exatamente iguais."><figcaption>Cada folha desenvolve um padrão único, sendo quase impossível encontrar duas plantas exatamente iguais.</figcaption></figure><p>Dentro de casa, <strong>coloque-a perto de uma janela onde receba bastante luz</strong>. Se o sol estiver direto e muito forte, pode pendurar uma cortina leve para amenizar o calor. Também é uma boa ideia rodar ligeiramente o vaso a cada semana. Desta forma, todas as partes da planta receberão luz e esta crescerá uniformemente.</p><div class="texto-destacado">Evite o sol forte do meio-dia, que pode queimar as folhas e deixar manchas secas.</div><p>Esta planta precisa de um <strong>ambiente quente, sem mudanças bruscas de temperatura</strong>. Mantenha-a longe do ar condicionado, das portas que estão constantemente abertas e das janelas abertas durante o inverno. As <strong>correntes de ar frio podem stressá-la </strong>e provocar a perda de várias folhas em pouco tempo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786056" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/5-suculentas-suspensas-para-transformar-a-sua-varanda-num-oasis-de-baixa-manutencao.html" title="5 suculentas suspensas para transformar a sua varanda num oásis de baixa manutenção">5 suculentas suspensas para transformar a sua varanda num oásis de baixa manutenção</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/5-suculentas-suspensas-para-transformar-a-sua-varanda-num-oasis-de-baixa-manutencao.html" title="5 suculentas suspensas para transformar a sua varanda num oásis de baixa manutenção"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quieres-un-balcon-espectacular-sin-demasiado-esfuerzo-estas-5-suculentas-colgantes-son-ideales-para-mexico-1787279034224_320.png" alt="5 suculentas suspensas para transformar a sua varanda num oásis de baixa manutenção"></a></article></aside><p>O solo deve permanecer ligeiramente húmido. <strong>Utilize água à temperatura ambiente e deixe o excesso escorrer pelos orifícios de drenagem do vaso</strong>. De seguida, esvazie o pratinho, pois a água que se acumula no fundo pode provocar o apodrecimento das raízes e enfraquecer a planta.</p><h3>Humidade, nutrição e soluções para problemas comuns</h3><p>Por ser uma espécie originária de zonas tropicais, <strong>prospera em ambientes húmidos</strong>. Idealmente, a humidade ambiente deve estar <strong>acima dos 50%</strong>, o que significa que o ar não deve estar demasiado seco.<strong> </strong></p><p>Para isso, <strong>pode colocá-la perto de outras plantas, usar um humidificador </strong>ou colocar um tabuleiro com pedras e um pouco de água por baixo, sem que a base do vaso toque no líquido.</p><p>O <strong>solo deve ser leve e permitir que a água drene facilmente</strong>. Pode misturar um substrato universal para vasos com perlite, pequenos grânulos brancos que ajudam a melhorar a drenagem e um pouco de casca fina.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-arcoiris-en-una-maceta-como-cuidar-el-croton-petra-para-que-sus-hojas-sigan-siendo-las-protagonistas-del-balcon-1788067905970.png" data-image="rjx924hjegcv" alt="As folhas das diferentes variedades apresentam uma variedade de formatos, desde largas a longas e pontiagudas, como setas coloridas." title="As folhas das diferentes variedades apresentam uma variedade de formatos, desde largas a longas e pontiagudas, como setas coloridas."><figcaption>As folhas das diferentes variedades apresentam uma variedade de formatos, desde largas a longas e pontiagudas, como setas coloridas.</figcaption></figure><p>O<strong> vaso deve ter orifícios de drenagem no fundo</strong> para permitir que o excesso de água escoe. A replantação pode ser feita a cada um ou dois anos, especialmente quando as raízes enchem quase todo o vaso.</p><p>As suas <strong>folhas mostram claramente quando algo está errado</strong>:</p><ul> <li><strong>Perdem as suas cores </strong>e ficam mais verdes: precisam de mais luz.</li> <li><strong>Começam a cair repentinamente</strong>: pode dever-se ao frio, às correntes de ar ou a alterações na rega.</li> <li><strong>Têm manchas claras e secas</strong>: estão a receber muita luz solar direta.</li> <li><strong>Têm pontas castanhas</strong>: o ambiente é muito seco ou a água contém muitos sais.</li> <li><strong>Parecem pegajosas ou têm pequenas manchas</strong>: verifique se há cochonilhas ou ácaros, pequenos insetos que se alimentam da planta.</li> </ul><p>Se a planta crescer demasiado ou perder a forma, <strong>pode podar alguns ramos na primavera</strong>. Utilize sempre tesouras de poda limpas para evitar doenças e use luvas, pois o corte dos caules liberta uma seiva branca que pode irritar a pele. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786149" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/flores-nectar-e-vida-as-plantas-que-transformam-a-sua-varanda-num-refugio-para-abelhas-e-outros-polinizadores.html" title="Flores, néctar e vida: as plantas que transformam a sua varanda num refúgio para abelhas e outros polinizadores">Flores, néctar e vida: as plantas que transformam a sua varanda num refúgio para abelhas e outros polinizadores</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/flores-nectar-e-vida-as-plantas-que-transformam-a-sua-varanda-num-refugio-para-abelhas-e-outros-polinizadores.html" title="Flores, néctar e vida: as plantas que transformam a sua varanda num refúgio para abelhas e outros polinizadores"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/flores-nectar-y-vida-las-plantas-que-convierten-tu-balcon-en-un-refugio-para-abejas-y-otros-polinizadores-1787587281922_320.jpeg" alt="Flores, néctar e vida: as plantas que transformam a sua varanda num refúgio para abelhas e outros polinizadores"></a></article></aside><p>Em suma, <strong>esta bela planta precisa de boa iluminação, temperatura quente e estável, humidade adequada e rega moderada</strong>. Proteja-a da luz solar direta, das temperaturas frias e do encharcamento. Embora exija um pouco mais de cuidado do que outras plantas, a verificação das suas folhas e da humidade ajuda a detetar problemas precocemente.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/arco-iris-num-vaso-de-flores-como-cuidar-da-croton-petra-para-que-as-suas-folhas-continuem-a-ser-as-estrelas-da-varanda.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O dia em que o Sol desligar o seu dínamo: o que aconteceria à Terra se a nossa estrela perdesse o seu campo magnético?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-dia-em-que-o-sol-desligar-o-seu-dinamo-o-que-aconteceria-a-terra-se-a-nossa-estrela-perdesse-o-seu-campo-magnetico.html</link><pubDate>Fri, 04 Sep 2026 09:08:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um estudo revela que as estrelas semelhantes ao nosso Sol reduzem abruptamente a sua força de travagem ao atingirem um limiar crítico. Isto altera o que sabemos sobre a sua rotação, magnetismo, atividade e evolução.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-dia-que-el-sol-apague-su-dinamo-que-ocurriria-con-la-tierra-si-nuestra-estrella-pierde-su-campo-magnetico-1788029602068.jpg" data-image="8xt36ft34lgd"><figcaption>As tempestades solares são o produto de alterações magnéticas na cromosfera da estrela, que provocam ventos solares.</figcaption></figure><p>Os estudos sobre a dinâmica estelar ensinaram-nos que os <strong>ventos magnetizados que as estrelas expelem geralmente diminuem a sua rotação</strong> devido à conservação do momento angular. Uma regra simples: com o tempo, as estrelas de baixa massa giram mais lentamente.</p><p>Esta ideia foi consolidada pelo trabalho de Andrew Skumanich em 1972, que descobriu que <strong>a rotação e vários indicadores de atividade diminuem aproximadamente com a raiz quadrada inversa da idade</strong>. Assim, nasceu a girocronologia, uma técnica para estimar a idade das estrelas através da medição da sua rotação.</p><p>No entanto, as observações do telescópio Kepler revelaram uma anomalia: <strong>algumas estrelas antigas e inativas estavam a girar mais depressa do que o esperado</strong>. Os modelos clássicos pareciam sobrestimar o quanto deveriam ter abrandado, indicando que o mecanismo de perda de momento angular não era totalmente preciso.</p><div class="texto-destacado">Para explicar esta discrepância, a travagem magnética enfraquecida (FME) foi proposta em 2016. Esta hipótese postula que, ao atingir um certo estágio evolutivo, a capacidade do vento estelar de abrandar a rotação diminui significativamente, embora o efeito de travagem não desapareça completamente.</div><p>Um novo estudo, liderado por Travis Metcalfe, analisou de forma homogénea 17 estrelas, desde as do tipo F tardio até às do tipo K inicial, combinando períodos de rotação, propriedades estelares, campos magnéticos de grande escala, luminosidade de raios X e modelos de vento estelar.</p><h2>O número que marca a mudança</h2><p>O número de Rossby é uma variável que ajuda a compreender este comportamento. É definido como<strong> a razão entre o período de rotação de uma estrela e o tempo característico de circulação convectiva do plasma</strong>, ligando assim a rotação e a dinâmica interna.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-dia-que-el-sol-apague-su-dinamo-que-ocurriria-con-la-tierra-si-nuestra-estrella-pierde-su-campo-magnetico-1788029724746.jpg" data-image="lra25voo9b0f"><figcaption>Binário de travagem magnético relativo de acordo com o número de Rossby, comparado com modelos standard e dados solares, agrupados por tipo espectral. Crédito: Finley et al.</figcaption></figure><p>Ao colocar todas as estrelas na mesma escala de Rossby, foi encontrado um limiar crítico de 1,014 vezes o valor solar. Perto deste ponto, <strong>o binário observado começa a divergir das previsões dos modelos padrão</strong>.</p><p>A mudança é significativa porque<strong> as estrelas ativas com valores de Rossby mais baixos concordam geralmente com os modelos tradicionais</strong>. No entanto, à medida que se aproximam do valor crítico, o binário pode diminuir quase duas ordens de grandeza, ou até cem vezes em comparação com o previsto.</p><p>Quando uma estrela entra neste regime e a sua velocidade não diminui, <strong>o seu período de rotação pode manter-se constante durante muito tempo</strong>. Como resultado, duas estrelas de idades diferentes podem apresentar períodos semelhantes, pelo que este parâmetro não é útil como indicador de idade.</p><h3>A força motriz global está a começar a perder eficiência</h3><p>O estudo relaciona esta transição com a eficiência do dínamo estelar, o <strong>mecanismo que converte os movimentos e a rotação do plasma em campos magnéticos organizados</strong>. Quando a rotação diminui, a influência da força de Coriolis na convecção também diminui.</p><p>Uma consequência disto aparece na inclinação das regiões magnéticas bipolares que emergem na superfície. <strong>Se esta inclinação diminuir, o cancelamento entre as polaridades aumenta antes que a rotação diferencial as possa separar</strong>, reduzindo o fluxo magnético disponível para reconstruir o campo global.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-dia-que-el-sol-apague-su-dinamo-que-ocurriria-con-la-tierra-si-nuestra-estrella-pierde-su-campo-magnetico-1788030169375.jpg" data-image="z6lbjjhsa61p"><figcaption>As correntes convectivas internas são frequentemente expelidas nas erupções solares, tornando-se Ejecções de Massa Coronal.</figcaption></figure><p>A <strong>circulação que transporta o fluxo magnético para os pólos também enfraquece</strong>. Com menos material magnético a acumular-se aí, a componente dipolar (magnética) perde intensidade. Este campo é especialmente importante porque permite que o vento estelar exerça uma alavanca eficaz sobre a rotação.</p><p>O magnetismo total da superfície, no entanto, pode <strong>sofrer alterações muito menores</strong>. Os indicadores cromosféricos continuam a responder a campos pequenos e desordenados distribuídos pela superfície, enquanto o dipolo pode enfraquecer significativamente sem apresentar qualquer alteração nas medições de atividade.</p><h3>O que significaria para o Sol e para a Terra?</h3><p>O Sol ocupa uma posição interessante porque, como vimos, à escala utilizada pelo estudo, o seu número de Rossby é definido como um e o valor crítico calculado é apenas ligeiramente superior, pelo que <strong>a nossa estrela está muito próxima deste regime, onde se inicia o enfraquecimento da travagem</strong>.</p><p>Isto não significa que o campo magnético solar desapareça tão cedo. Os autores propõem que<strong> o dínamo global pode estar a aproximar-se de uma transição de eficiência</strong>, capaz de reduzir o campo dipolar, o aquecimento coronal, a emissão de raios X e o vento solar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779245" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/criam-um-escudo-de-plasma-para-proteger-a-terra-e-evitar-o-fim-da-internet-em-caso-de-tempestades-solares.html" title="Criam um 'escudo de plasma' para proteger a Terra e evitar o fim da Internet em caso de tempestades solares">Criam um "escudo de plasma" para proteger a Terra e evitar o fim da Internet em caso de tempestades solares</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/criam-um-escudo-de-plasma-para-proteger-a-terra-e-evitar-o-fim-da-internet-em-caso-de-tempestades-solares.html" title="Criam um 'escudo de plasma' para proteger a Terra e evitar o fim da Internet em caso de tempestades solares"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-proponen-un-metodo-para-proteger-artifivalmente-a-la-tierra-de-las-tormentas-solares-intensas-1784232534224_320.jpg" alt="Criam um 'escudo de plasma' para proteger a Terra e evitar o fim da Internet em caso de tempestades solares"></a></article></aside><p>O<strong> estudo não calcula as consequências diretas para a Terra</strong>; no entanto, uma redução prolongada do vento solar e do campo magnético modificaria a heliosfera. O campo magnético da Terra ainda existiria, mas a sua interação com o meio interplanetário, e possivelmente com os raios cósmicos galácticos, seria alterada.</p><p>Para verificar se este padrão é realmente geral, será necessário alargar a amostra; para tal, <strong>a missão PLATO da ESA poderá fornecer novos dados sobre estrelas com períodos de rotação</strong> e propriedades determinadas por asterosismologia, espectropolarimetria e observações de raios X.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Travis%20S.%20Metcalfe%2C%20Jennifer%20L.%20van%20Saders%2C%20Marc%20H.%20Pinsonneault%2C%20Thomas%20R.%20Ayres%2C%20Oleg%20Kochukhov%2C%20Keivan%20G.%20Stassun%2C%20Adam%20J.%20Finley%2C%20Victor%20See%2C%20Ilya%20V.%20Ilyin%2C%20and%20Klaus%20G.%20Strassmeier" data-year="2025" data-title="Weakened%20Magnetic%20Braking%20Signals%20the%20Collapse%20of%20the%20Global%20Stellar%20Dynamo" data-url="https%3A%2F%2Fiopscience.iop.org%2Farticle%2F10.3847%2F2041-8213%2Fae03bc">Travis S. Metcalfe, Jennifer L. van Saders, Marc H. Pinsonneault, Thomas R. Ayres, Oleg Kochukhov, Keivan G. Stassun, Adam J. Finley, Victor See, Ilya V. Ilyin, and Klaus G. Strassmeier. (2025). <a href="https://iopscience.iop.org/article/10.3847/2041-8213/ae03bc" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Weakened Magnetic Braking Signals the Collapse of the Global Stellar Dynamo</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-dia-em-que-o-sol-desligar-o-seu-dinamo-o-que-aconteceria-a-terra-se-a-nossa-estrela-perdesse-o-seu-campo-magnetico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como se calcula o excesso de mortalidade devido ao calor em Portugal?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-se-calcula-o-excesso-de-mortalidade-devido-ao-calor-em-portugal.html</link><pubDate>Fri, 04 Sep 2026 08:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Em ondas de calor, os óbitos podem aumentar. Como separar esse impacto da oscilação habitual? Saiba como especialistas medem o risco para a população portuguesa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-se-calcula-o-excesso-de-mortalidade-devido-ao-calor-em-portugal-1788367212565.jpg" data-image="etj1glwcbyfj" alt="Termómetro urbano regista 41 graus" title="Termómetro urbano regista 41 graus"><figcaption>Quando os termómetros sobem e ultrapassam os 40 °C, aumenta também a preocupação com o impacto do calor na mortalidade. Foto: Adobe Stock</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Uma mulher com <strong>doença cardíaca</strong> morre durante uma onda de calor. Um idoso com <strong>problemas respiratórios</strong> não resiste a vários dias de temperaturas extremas. O <strong>calor</strong> pode não surgir como <strong>causa direta</strong> nas respetivas certidões de óbito. Ainda assim, quando o número de mortes sobe acima do habitual, os epidemiologistas podem encontrar a marca estatística deixada pelas temperaturas elevadas.</p><p>É essa, precisamente, a pergunta a que o <strong>sistema de vigilância ÍCARO</strong> procura responder. O ponto de partida não é quantas pessoas morreram oficialmente por causa do calor. É quantas <strong>mortes</strong> ocorreram <strong>acima do número esperado</strong> para aquele período.</p><h2>Primeiro, é preciso detetar o risco</h2><p>Coordenado pelo <strong>Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge</strong>, o sistema ÍCARO acompanha o <strong>efeito potencial das temperaturas na mortalidade</strong>. Criado em 1999, identifica períodos de calor extremo suscetíveis de afetar a saúde da população. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Para fazer essa avaliação, recorre a dados meteorológicos do Instituto Português do Mar e da Atmosfera e à informação sobre a mortalidade diária.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A peça central é o <strong>Índice-ÍCARO</strong>. Os valores diários correspondem a excessos relativos do risco de morte e são calculados a partir das <strong>temperaturas registadas e previstas</strong> para os três dias seguintes nas capitais de distrito de Portugal continental. O indicador não é uma simples escala de temperatura, mas traduz, antes, o risco associado às condições térmicas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-se-calcula-o-excesso-de-mortalidade-devido-ao-calor-em-portugal-1788367411991.jpg" data-image="wn12w3i947ld" alt="Calor na cidade" title="Calor na cidade"><figcaption>Sob temperaturas extremas, o calor pode agravar problemas de saúde e contribuir para um aumento de mortes acima do esperado. Foto: Adobe Stock</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Um dia com 40 °C não tem necessariamente o mesmo efeito em toda a população. A <strong>relação entre temperatura e mortalidade varia entre regiões e depende de vários fatores</strong>, incluindo a capacidade de adaptação das populações às condições climáticas locais.</p><p>A identificação de um período de calor extremo com potencial impacto na mortalidade resulta da <strong>análise conjunta do Índice-Alerta-ÍCARO e das temperaturas máximas</strong> registadas. Entre os critérios utilizados estão valores elevados do índice e determinados limiares de temperatura, avaliados ao longo de vários dias consecutivos.</p><h2>Depois, começa a verdadeira conta</h2><p>O alerta gerado ainda não é o número de mortes. Essa estimativa exige uma segunda operação. Os investigadores <strong>comparam os óbitos observados</strong> durante o período de calor com o <strong>número de mortes</strong> que seria <strong>esperado</strong> em condições semelhantes, mas sem aquele episódio de temperaturas extremas. A diferença entre os dois valores revela o excesso de mortalidade.</p><p>A conta, em termos simples, é esta:</p><ul><li><strong>Óbitos observados − óbitos esperados = excesso de mortalidade</strong></li></ul><p>O valor esperado, no entanto, não é escolhido arbitrariamente. É estimado através de <strong>modelos estatísticos</strong> que consideram a <strong>tendência da mortalidade</strong> e os seus <strong>padrões sazonais</strong>. </p><p>Os dados dos óbitos são obtidos através do sistema de Vigilância Diária da Mortalidade, gerido pelo<strong> Departamento</strong><strong> de Epidemiologia do INSA,</strong> e baseado nos registos das conservatórias do registo civil.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Se fossem esperadas 1000 mortes num determinado período e ocorressem 1100, o excesso estimado seria de 100 óbitos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Isso não significa, porém, que seja possível identificar individualmente essas 100 pessoas e comprovar que morreram por causa do calor. Trata-se de uma <strong>estimativa estatística</strong> do impacto das temperaturas na população.</p><p>A análise também não termina necessariamente quando os termómetros descem. Os <strong>efeitos da exposição ao calor podem prolongar-se por vários dias</strong>. Um estudo desenvolvido para aperfeiçoar o sistema ÍCARO encontrou efeitos relevantes de temperaturas muito elevadas até quatro dias depois da exposição, com o risco máximo associado a 43 °C no dia seguinte.</p><h2><strong>Os números variam de episódio para episódio</strong></h2><p>A magnitude do excesso depende da <strong>intensidade e da duração do calor</strong>, da <strong>população exposta</strong> e das <strong>condições de saúde</strong>. As pessoas mais velhas, sobretudo com 75 ou mais anos, estão entre os grupos mais vulneráveis, tal como quem sofre de doenças crónicas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os dados de anos anteriores mostram por que não basta contar os dias quentes. Durante um episódio de calor extremo em agosto de 2021, o INSA estimou um excesso de 153 óbitos entre pessoas com 75 ou mais anos. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>No <strong>verão de 2022</strong>, entre 4 de julho e 7 de agosto, foram estimados <strong>2401 óbitos</strong> <strong>acima do esperado</strong>, correspondentes a um excesso de 25 por cento. São valores relativos a períodos e populações diferentes e não devem ser lidos como uma série anual diretamente comparável.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777246" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-ar-condicionado-tornou-se-uma-questao-politica-na-europa-a-onda-de-calor-que-mudou-o-debate.html" title="O ar condicionado tornou-se uma questão política na Europa: a onda de calor que mudou o debate">O ar condicionado tornou-se uma questão política na Europa: a onda de calor que mudou o debate</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-ar-condicionado-tornou-se-uma-questao-politica-na-europa-a-onda-de-calor-que-mudou-o-debate.html" title="O ar condicionado tornou-se uma questão política na Europa: a onda de calor que mudou o debate"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-aire-acondicionado-se-volvio-tema-politico-en-europa-la-ola-de-calor-que-cambio-el-debate-1783239402108_320.jpg" alt="O ar condicionado tornou-se uma questão política na Europa: a onda de calor que mudou o debate"></a></article></aside><p>Em <strong>2025</strong>, uma estimativa divulgada pela Direção-Geral da Saúde apontou para 264 óbitos em excesso entre 26 e 30 de julho, mais 21,2 por cento do que o esperado. O valor correspondia apenas àquele período e não ao conjunto do verão.</p><p>O sistema ÍCARO está novamente ativo durante a época de vigilância de <strong>2026</strong>, desde 1 de maio. Mas ainda <strong>não há estatísticas oficiais</strong> consolidadas que permitam fazer um balanço da mortalidade associada aos episódios de calor deste ano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-se-calcula-o-excesso-de-mortalidade-devido-ao-calor-em-portugal-1788367766032.jpg" data-image="a5q39gv20kkv" alt="Criança refresca-se numbebedouro de jardim" title="Criança refresca-se numbebedouro de jardim"><figcaption>A hidratação ajuda a proteger o organismo durante o calor, sobretudo entre as pessoas mais vulneráveis às temperaturas elevadas. Foto: Adobe Stock</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp" style="visibility: visible !important; display: contents; --rem: 16;"></superhuman-go-underlines></figure><p>A ausência de um número imediato não quer dizer que o calor não tenha consequências. Significa antes que, para estimar o impacto de temperaturas extremas, é preciso <strong>esperar pelos dados e compará-los</strong> com aquilo que teria acontecido num período normal.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="INSA" data-year="" data-title="Avalia%C3%A7%C3%A3o%20da%20%C3%A9poca%20de%20vigil%C3%A2ncia%20%C3%8DCARO%202021" data-url="https%3A%2F%2Frepositorio.insa.pt%2Fentities%2Fpublication%2F4d4bcd59-9667-499c-bded-420eed1424d1">INSA. <a href="https://repositorio.insa.pt/entities/publication/4d4bcd59-9667-499c-bded-420eed1424d1" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Avaliação da época de vigilância ÍCARO 2021</a>.</cite><br><cite data-author="INSA" data-year="" data-title="Avalia%C3%A7%C3%A3o%20da%20%C3%A9poca%20de%20vigil%C3%A2ncia%20%C3%8DCARO%202018%20e%20metodologia%20de%20c%C3%A1lculo%20do%20excesso%20de%20mortalidade" data-url="https%3A%2F%2Frepositorio.insa.pt%2Fentities%2Fpublication%2F43a50ac1-e907-431f-8e59-14d780bb0e08%2Frequest-a-copy%3Fbitstream%3D81b28e49-0a8e-4658-9f21-b16c3d9fbf7a">INSA. <a href="https://repositorio.insa.pt/entities/publication/43a50ac1-e907-431f-8e59-14d780bb0e08/request-a-copy?bitstream=81b28e49-0a8e-4658-9f21-b16c3d9fbf7a" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Avaliação da época de vigilância ÍCARO 2018 e metodologia de cálculo do excesso de mortalidade</a>.</cite><br><cite data-author="INSA" data-year="" data-title="Estudo%20sobre%20o%20impacto%20das%20ondas%20de%20calor%20na%20mortalidade%20e%20aperfei%C3%A7oamento%20do%20sistema%20%C3%8DCARO" data-url="https%3A%2F%2Frepositorio.insa.pt%2Fentities%2Fpublication%2Fb21e5f80-0e60-4f33-922f-a6d58bb930ef">INSA. <a href="https://repositorio.insa.pt/entities/publication/b21e5f80-0e60-4f33-922f-a6d58bb930ef" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Estudo sobre o impacto das ondas de calor na mortalidade e aperfeiçoamento do sistema ÍCARO</a>.</cite><br><cite data-author="INSA" data-year="" data-title="Monitoriza%C3%A7%C3%A3o%20da%20mortalidade%20%20e%20sistema%20%C3%8DCARO" data-url="https%3A%2F%2Fwww.oasisbr.ibict.br%2Fvufind%2FRecord%2FRCAP_48e4fca0fe2b453c1ee1b2c0e91cb54b%2FDetails%3Flng%3Den%26print%3D1">INSA. <a href="https://www.oasisbr.ibict.br/vufind/Record/RCAP_48e4fca0fe2b453c1ee1b2c0e91cb54b/Details?lng=en&print=1" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Monitorização da mortalidade e sistema ÍCARO</a>.</cite><br><cite data-author="INSA" data-year="" data-title="An%C3%A1lise%20da%20mortalidade%20em%202022" data-url="https%3A%2F%2Frepositorio.insa.pt%2Fentities%2Fpublication%2F5a828710-6d52-4056-8615-364937d35a34">INSA. <a href="https://repositorio.insa.pt/entities/publication/5a828710-6d52-4056-8615-364937d35a34" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Análise da mortalidade em 2022</a>.</cite><br><cite data-author="DGS" data-year="" data-title="Excesso%20da%20mortalidade%20associado%20ao%20calor" data-url="https%3A%2F%2Fwww.dgs.pt%2Fa-direccao-geral-da-saude%2Fcomunicados-e-despachos-do-director-geral%2Fcomunicado-sobre-o-excesso-de-mortalidade-associado-ao-calor-pdf.aspx">DGS. <a href="https://www.dgs.pt/a-direccao-geral-da-saude/comunicados-e-despachos-do-director-geral/comunicado-sobre-o-excesso-de-mortalidade-associado-ao-calor-pdf.aspx" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Excesso da mortalidade associado ao calor</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-se-calcula-o-excesso-de-mortalidade-devido-ao-calor-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas descobrem “fábrica de nuvens” natural no Ártico que não aparecia em modelos climáticos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-fabrica-de-nuvens-natural-no-artico-que-nao-aparecia-em-modelos-climaticos.html</link><pubDate>Fri, 04 Sep 2026 07:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Cientistas descobriram que o degelo marinho do Ártico desencadeia um processo natural capaz de multiplicar por cinquenta, num único dia, o número de partículas formadoras de nuvens na atmosfera.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/uk-scientists-discover-a-natural-arctic-cloud-factory-missing-from-climate-models-1787704334813.png" data-image="rn94a03v9vxb"><figcaption>Cientistas identificaram um processo ártico anteriormente não documentado que pode multiplicar rapidamente partículas formadoras de nuvens perto da borda do gelo marinho em derretimento.</figcaption></figure><p>Segundo os dados climáticos mais recentes, o <strong>Ártico </strong>está a aquecer mais de três vezes mais rápido do que o resto do planeta. No entanto, há algo que os cientistas ainda não compreendem totalmente: <strong>o que está a acontecer com as nuvens da região</strong>.</p><p>Investigadores observaram a influência significativa que estas nuvens exercem sobre a quantidade de calor absorvido ou refletido de volta para o espaço, mas têm encontrado <strong>dificuldades para determinar a verdadeira origem das minúsculas partículas que as formam</strong> — especialmente numa região tão remota do globo.</p><p>Contudo, uma nova investigação liderada pela Universidade de Birmingham parece ter<strong> identificado uma fonte importante </strong>— uma que, segundo a equipa, havia sido demonstrada anteriormente apenas em condições de laboratório. Até agora.</p><h2>50 vezes mais partículas num único dia</h2><p>Na primavera e no verão de 2022, a equipa de investigação partiu a bordo do navio de pesquisa <em>Discovery </em>para examinar as <strong>águas ao redor da Gronelândia e do Estreito de Davis</strong> e realizar medições. Perto da borda do gelo marinho — onde este dá lugar a águas abertas —, observaram algo que lhes chamou a atenção.</p><p>Segundo o estudo, <strong>iodo, enxofre e compostos orgânicos provenientes do oceano</strong>, das algas que nele habitam e do próprio gelo<strong> reagiram com a luz solar para gerar partículas atmosféricas </strong>a uma taxa que, segundo os investigadores, jamais haviam visto fora de um laboratório.</p><p>Num certo momento desta zona marginal de gelo, as<strong> concentrações de partículas formadoras de nuvens</strong> saltaram de aproximadamente <strong>50 por centímetro cúbico para cerca de 1.500 no decorrer de um único dia</strong>, constatou o estudo. A equipa relatou ter observado a formação de novas partículas em mais de 80% dos dias ensolarados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uk-scientists-discover-a-natural-arctic-cloud-factory-missing-from-climate-models-1787704372311.png" data-image="vcy7jzg6ex79"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-191570">Segundo os cientistas, os fenómenos químicos recém-observados acrescentaram mais uma camada de incerteza às projeções climáticas para o Ártico, uma vez que os modelos atuais ainda não consideram esta fonte de partículas de nucleação de nuvens.</figcaption></figure><p>O Dr. James Brean, coautor do estudo e investigador da Universidade de Birmingham, afirmou que as descobertas oferecem uma "validação em condições reais" de um mecanismo químico envolvendo oxoácidos de iodo e ácido sulfúrico — <strong>um processo que, até então, havia sido demonstrado apenas em experiências de laboratório</strong> no CERN (Organização Europeia para a Investigação Nuclear).</p><p>A equipa também detetou<strong> uma classe de compostos atmosféricos que não havia sido observada anteriormente: moléculas orgânicas oxigenadas que contém iodo</strong>, ou I-OOMs. Segundo Brean, estas parecem ajudar as partículas recém-formadas a crescer o suficiente para dar origem a nuvens.</p><h2>O que é que isto significa para o aquecimento do Ártico?</h2><p>Cientistas confirmam que o <strong>Ártico tem vindo a aquecer mais de três vezes mais rápido do que o resto do planeta</strong> nas últimas quatro décadas. E, à medida que este aquecimento derrete mais gelo marinho, a zona marginal de gelo — onde este processo de formação de partículas é desencadeado — expande-se, proporcionando mais espaço para que o mesmo ocorra.</p><p>Cientistas alertam que<strong> uma quantidade maior destas partículas formadoras de nuvens poderia resultar em nuvens mais abundantes</strong> ou mais densas durante a estação de aquecimento. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-geoengenharia-no-artico-funciona-a-experiencia-historica-que-aumentou-a-espessura-do-gelo-em-32-cm.html" title="A geoengenharia no Ártico funciona: a experiência histórica que aumentou a espessura do gelo em 32 cm">A geoengenharia no Ártico funciona: a experiência histórica que aumentou a espessura do gelo em 32 cm</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-geoengenharia-no-artico-funciona-a-experiencia-historica-que-aumentou-a-espessura-do-gelo-em-32-cm.html" title="A geoengenharia no Ártico funciona: a experiência histórica que aumentou a espessura do gelo em 32 cm"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-geoingenieria-en-el-artico-funciona-el-historico-experimento-que-engroso-el-hielo-32-cm-1784645455704_320.jpg" alt="A geoengenharia no Ártico funciona: a experiência histórica que aumentou a espessura do gelo em 32 cm"></a></article></aside><p>Segundo o autor principal, o professor Zongbo Shi,<strong> isto poderia acelerar o degelo e, potencialmente, arrefecer o oceano aberto</strong> — um ciclo de retroalimentação complexo que os modelos climáticos atuais não têm em consideração, uma vez que o processo não está incluído neles. A equipa está a trabalhar para que o mesmo seja incorporado.</p><p>"Compreender como as emissões naturais influenciam as nuvens é fundamental para prever as mudanças climáticas nesta região", disse Shi.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="University%20of%20Birmingham" data-year="2026" data-title="Arctic%20cloud%20condensation%20nuclei%20enhanced%20by%20iodine%2C%20sulfur%20and%20organic%20precursors" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41561-026-02062-6">University of Birmingham. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41561-026-02062-6" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Arctic cloud condensation nuclei enhanced by iodine, sulfur and organic precursors</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-fabrica-de-nuvens-natural-no-artico-que-nao-aparecia-em-modelos-climaticos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Amanhã, dia 5, as trovoadas vão intensificar-se a partir das 15h00 no Norte e Centro de Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-dia-5-as-trovoadas-vao-intensificar-se-a-partir-das-15h00-no-norte-e-centro-de-portugal.html</link><pubDate>Fri, 04 Sep 2026 06:04:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>De acordo com a mais recente atualização do ECMWF, as primeiras horas da tarde de sábado trarão de volta a trovoada ao Norte e Centro do país, com possibilidade de chegar ao Sul.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-as-trovoadas-vao-intensificar-se-a-partir-das-15h00-no-norte-e-centro-de-portugal-1788447801424.jpg" data-image="rpyuj0bizovg" alt="trovoadas; imagem ilustrativa" title="trovoadas; imagem ilustrativa"><figcaption>A instabilidade atmosférica regressa amanhã, dia 5, a Portugal Continental.</figcaption></figure><p>Como temos vindo a avançar em previsões anteriores, <strong>há possibilidade de ocorrência de trovoada já amanhã</strong>, sábado, em Portugal Continental, com um agravamento do estado de tempo esperado a partir das 15h, ainda que os primeiros núcleos convectivos possam surgir a partir das 13h, na região Centro.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Apesar de <strong>14 distritos estarem sob aviso amarelo de tempo quente até às 18h de sábado</strong>, é esperada a ocorrência de chuva a partir das 17h, especialmente ao longo da faixa interior Norte e Centro, devendo esta ser acompanhada de trovoada, por vezes, intensa. Não obstante, esperam-se máximas entre os 27 ºC em Viana do Castelo e Aveiro e os 38 ºC em Évora e Beja.</p><h2>Trovoada poderá afetar mais o Norte e Centro do país</h2><p>Ainda que hoje, sexta-feira, o dia possa contar com uma atmosfera mais estável em praticamente todo o país, <strong>não se descarta a possibilidade de ocorrência de trovoada entre as 13h e as 17h</strong> em alguns pontos do Norte e Centro, especialmente entre Vila Real, Viseu e Bragança.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-as-trovoadas-vao-intensificar-se-a-partir-das-15h00-no-norte-e-centro-de-portugal-1788447878513.jpg" data-image="gywunh4mb4cy" alt="densidade de raios" title="densidade de raios"><figcaption>O nosso mapa de densidade de raios aponta para uma atividade elétrica crescente a partir das 15h em boa parte das regiões Norte e Centro do país.</figcaption></figure><p>Contudo, será amanhã, <strong>sábado, que este fenómeno deverá ocorrer de forma mais expressiva</strong>, como podemos observar no mapa acima, especialmente entre as 15h e as 18h, e em boa parte da faixa interior de Norte a Sul, ainda que antes e depois desse horário se possa registar alguma atividade elétrica no Norte e Centro.</p><p>O contraste entre as temperaturas elevadas à superfície e o ar mais frio em altitude aumenta a instabilidade atmosférica, favorecendo movimentos ascendentes rápidos do ar e o desenvolvimento de células convectivas, <strong>que podem dar origem a aguaceiros e trovoadas</strong>.</p><h2>No domingo dar-se-á uma melhoria no estado do tempo</h2><p>Após este episódio mais tempestuoso, é esperada uma melhoria significativa do estado de tempo no dia seguinte, domingo. Este poderá ser um dia com céu geralmente limpo, ainda que deva contar com uma <strong>descida dos termómetros, especialmente no litoral Norte e Centro</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786950" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-o-fim-de-semana-e-arranque-da-proxima-semana-o-calor-vai-atenuar-se-mas-antes-chegam-trovoadas-a-portugal.html" title="Tempo para o fim de semana e arranque da próxima semana: o calor vai atenuar-se, mas antes chegam trovoadas a Portugal">Tempo para o fim de semana e arranque da próxima semana: o calor vai atenuar-se, mas antes chegam trovoadas a Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-o-fim-de-semana-e-arranque-da-proxima-semana-o-calor-vai-atenuar-se-mas-antes-chegam-trovoadas-a-portugal.html" title="Tempo para o fim de semana e arranque da próxima semana: o calor vai atenuar-se, mas antes chegam trovoadas a Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-o-fim-de-semana-e-arranque-da-proxima-semana-o-calor-vai-atenuar-se-mas-antes-chegam-trovoadas-a-portugal-1788440027351_320.jpg" alt="Tempo para o fim de semana e arranque da próxima semana: o calor vai atenuar-se, mas antes chegam trovoadas a Portugal"></a></article></aside><p>Desta forma, esperam-se temperaturas máximas entre os 21 ºC em Viana do Castelo e os 37 ºC em Évora e Beja. Nos dias seguintes, <strong>as temperaturas deverão manter-se elevadas no interior do país</strong>, enquanto no litoral poderão descer de forma gradual.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-dia-5-as-trovoadas-vao-intensificar-se-a-partir-das-15h00-no-norte-e-centro-de-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Esta praia portuguesa esconde um segredo que continua a atrair milhares de pessoas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-praia-portuguesa-esconde-um-segredo-que-continua-a-atrair-milhares-de-pessoas.html</link><pubDate>Fri, 04 Sep 2026 05:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Há décadas que este areal de Sesimbra atrai visitantes por um motivo pouco comum: um ritual de lama que continua bem vivo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-praia-portuguesa-esconde-um-segredo-que-continua-a-atrair-milhares-de-pessoas-1785603447700.jpg" data-image="8bv3u7jz2e4z" alt="Praia" title="Praia"><figcaption>Já a conhece? Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Há quem leve uma geleira para a praia. Outros não dispensam uma bola ou uma prancha de <em>surf</em>. Mas, no <strong>Meco</strong>, há quem chegue de propósito para outra coisa. Para o quê? Para se cobrir de lama. </p><p>Sim, leu bem. Nesta praia de <strong>Sesimbra</strong>, um ritual que atravessa gerações continua a despertar a curiosidade de quem passa por lá e alimenta a fama de um dos areais mais singulares do país.</p><div class="texto-destacado">Muito antes de as máscaras de argila se tornarem tendência nos <em>spas</em> ou nos produtos de beleza, já havia quem aproveitasse aquilo que a natureza oferece no Meco. </div><p>A poucos passos da <strong>Praia do Moinho de Baixo</strong>, o nome oficial da Praia do Meco, é comum encontrar pessoas a espalhar uma lama esverdeada pelo corpo, deixá-la secar ao sol e, no final, mergulhar no mar para a remover. Para uns é uma tradição de verão. Para outros, um pequeno ritual de bem-estar.</p><h2>A tradição da lama que continua a atrair visitantes</h2><p>E de onde é que surgiu esta prática? Este hábito está sobretudo associado à vizinha Praia da Tramagueira, onde as arribas argilosas fornecem a matéria-prima utilizada por muitos banhistas. </p><div class="texto-destacado">A argila é rica em minerais como sílica, magnésio, ferro, cálcio e alumínio, elementos que também estão presentes em diversos produtos cosméticos.</div><p>Ao longo dos anos, ganhou fama pelas suas <strong>propriedades purificantes e esfoliantes</strong>. Muitas pessoas acreditam, aliás, que ajuda a deixar a pele mais suave, a absorver o excesso de oleosidade e a eliminar impurezas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="666875" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/esta-praia-portuguesa-alem-de-bela-tem-propriedades-terapeuticas-unicas-turismo.html" title="Esta praia portuguesa, além de bela, tem propriedades terapêuticas únicas">Esta praia portuguesa, além de bela, tem propriedades terapêuticas únicas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/esta-praia-portuguesa-alem-de-bela-tem-propriedades-terapeuticas-unicas-turismo.html" title="Esta praia portuguesa, além de bela, tem propriedades terapêuticas únicas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esta-praia-portuguesa-alem-de-bela-tem-propriedades-terapeuticas-unicas-1721891241490_320.jpg" alt="Esta praia portuguesa, além de bela, tem propriedades terapêuticas únicas"></a></article></aside><p>No entanto, importa distinguir tradição de evidência científica: apesar de a argila ser utilizada em tratamentos cosméticos e dermatológicos, não existem estudos que comprovem que a lama do Meco tenha propriedades terapêuticas exclusivas ou benefícios médicos específicos.</p><p>Ainda assim, isso não impede que, verão após verão, dezenas de pessoas mantenham este ritual. É algo que faz parte da identidade da praia e é uma das imagens que mais surpreende quem a visita pela primeira vez.</p><p>Outro detalhe curioso são as<strong> pequenas nascentes de água doce </strong>que escorrem das arribas. Muitos visitantes aproveitam-nas para retirar o sal da pele depois dos mergulhos, um costume antigo que continua a fazer parte da experiência de um dia passado no Meco.</p><h2>Muito mais do que uma praia naturista</h2><p>E não é só pelas práticas terapêuticas que esta praia é conhecida. Se perguntar a alguém porque conhece a Praia do Meco, é provável que a resposta passe pelo <strong>naturismo</strong>. E não é por acaso. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-praia-portuguesa-esconde-um-segredo-que-continua-a-atrair-milhares-de-pessoas-1785603363769.jpg" data-image="yjxvyenlivws" alt="Praia do Meco" title="Praia do Meco"><figcaption>Quem passa por esta praia portuguesa fica sempre surpreendido com o que vê. Foto: Wikimedia // Rui Omelas</figcaption></figure><p>Desde 1995 existe uma zona oficialmente destinada a esta prática, embora o Meco já fosse frequentado por naturistas desde a década de 1970. Hoje, continua a ser uma das principais <strong>referências do naturismo em Portugal</strong> e uma das praias portuguesas mais conhecidas entre praticantes estrangeiros.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781317" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-fim-de-semana-fuja-ao-calor-sem-ir-para-as-praias-mais-obvias.html" title="Este fim de semana fuja ao calor sem ir para as praias mais óbvias">Este fim de semana fuja ao calor sem ir para as praias mais óbvias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-fim-de-semana-fuja-ao-calor-sem-ir-para-as-praias-mais-obvias.html" title="Este fim de semana fuja ao calor sem ir para as praias mais óbvias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/este-fim-de-semana-fuja-ao-calor-sem-ir-para-as-praias-mais-obvias-1785433606206_320.jpg" alt="Este fim de semana fuja ao calor sem ir para as praias mais óbvias"></a></article></aside><p>No entanto, a ideia de que o Meco é apenas uma praia naturista está longe da realidade. O extenso areal recebe diariamente famílias, casais, grupos de amigos, surfistas e visitantes que procuram apenas um dia tranquilo junto ao mar. E, sim, é possível ter esta variedade de público.</p><div class="texto-destacado">A coexistência entre diferentes públicos acontece de forma natural, graças à dimensão da praia e ao ambiente descontraído que caracteriza esta zona da costa de Sesimbra.</div><p>A envolvente também ajuda a explicar o sucesso. As arribas altas, a paisagem praticamente intocada e a sensação de espaço fazem do Meco u<strong>m dos areais mais bonitos da região</strong>, sobretudo para quem prefere praias menos urbanizadas.</p><p>“Além de impressionar pela sua beleza quase selvagem, pelo extenso areal e pelas águas azuis, este é um daqueles lugares que esconde muito mais do que aquilo que se vê à primeira vista”, lê-se na ‘Versa’.</p><p>"O areal a perder de vista obriga a uma paragem para contemplar a paisagem, antes de escolher o melhor lugar para estender a toalha", acrescenta a Câmara Municipal de Sesimbra. "Aqui, os veraneantes poderão ainda encontrar uma série de infraestruturas de apoio, bem perto do acesso à praia."</p><h2>Um areal premiado, mas onde o mar merece respeito</h2><p>A <strong>qualidade da Praia do Meco</strong> continua a ser reconhecida. Em 2026, a Praia do Moinho de Baixo voltou a hastear a Bandeira Azul e a distinção Qualidade Ouro, atribuída pela Quercus, que refletem a excelente qualidade da água balnear. Recebeu ainda a bandeira Praia Acessível – Praia para Todos, garantindo melhores condições de acesso a pessoas com mobilidade condicionada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-praia-portuguesa-esconde-um-segredo-que-continua-a-atrair-milhares-de-pessoas-1785603992033.jpg" data-image="nlvp16dw6vc1" alt="Praia do Meco" title="Praia do Meco"><figcaption>"Estas certificações reforçam a reputação de Sesimbra como um destino balnear de excelência." Foto: CM Sesimbra</figcaption></figure><p>Apesar de todos os elogios, há um aspeto que nunca deve ser ignorado: o mar. <strong>A ondulação é frequentemente forte</strong> e podem formar-se correntes de retorno, pelo que é essencial respeitar a sinalização existente e as indicações dos nadadores-salvadores durante a época balnear.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Versa%2C%20Teixeira%2C%20In" data-year="2026" data-title="Esta%20praia%20portuguesa%20tem%20propriedades%20terap%C3%AAuticas%20e%20um%20segredo%20que%20a%20tornou%20famosa%20em%20todo%20o%20mundo" data-url="https%3A%2F%2Fversa.iol.pt%2Fpraia-do-meco%2Fsesimbra%2Festa-praia-portuguesa-tem-propriedades-terapeuticas-e-um-segredo-que-a-tornou-famosa-em-todo-o-mundo%2F20260710%2F6a4e6712d34ef04b4f3f527c">Versa, Teixeira, In. (2026). <a href="https://versa.iol.pt/praia-do-meco/sesimbra/esta-praia-portuguesa-tem-propriedades-terapeuticas-e-um-segredo-que-a-tornou-famosa-em-todo-o-mundo/20260710/6a4e6712d34ef04b4f3f527c" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Esta praia portuguesa tem propriedades terapêuticas e um segredo que a tornou famosa em todo o mundo</a>.</cite><br><cite data-author="Di%C3%A1rio%20do%20Distrito" data-year="2026" data-title="Meco%20e%20Lagoa%20de%20Albufeira%20voltam%20a%20destacar-se%20entre%20as%20melhores%20praias" data-url="https%3A%2F%2Fdiariodistrito.sapo.pt%2Fmeco-e-lagoa-de-albufeira-voltam-a-destacar-se-entre-as-melhores-praias%2F">Diário do Distrito. (2026). <a href="https://diariodistrito.sapo.pt/meco-e-lagoa-de-albufeira-voltam-a-destacar-se-entre-as-melhores-praias/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Meco e Lagoa de Albufeira voltam a destacar-se entre as melhores praias</a>.</cite><br><cite data-author="Time%20Out%2C%20Dias%20da%20sILVA%2C%20r" data-year="2026" data-title="As%20melhores%20praias%20no%20Meco%20para%20mergulhar%20com%20e%20sem%20fato%20de%20banho" data-url="https%3A%2F%2Fwww.timeout.pt%2Flisboa%2Fpt%2Fcoisas-para-fazer%2Fpraias-no-meco">Time Out, Dias da sILVA, r. (2026). <a href="https://www.timeout.pt/lisboa/pt/coisas-para-fazer/praias-no-meco" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">As melhores praias no Meco para mergulhar com e sem fato de banho</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-praia-portuguesa-esconde-um-segredo-que-continua-a-atrair-milhares-de-pessoas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo para o fim de semana e arranque da próxima semana: o calor vai atenuar-se, mas antes chegam trovoadas a Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-o-fim-de-semana-e-arranque-da-proxima-semana-o-calor-vai-atenuar-se-mas-antes-chegam-trovoadas-a-portugal.html</link><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 13:44:15 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O fim de semana será marcado por fortes contrastes em Portugal continental. O sábado combina calor intenso com aguaceiros, trovoadas e possível granizo, enquanto no domingo a instabilidade desaparece e as temperaturas começam a descer.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-o-fim-de-semana-e-arranque-da-proxima-semana-o-calor-vai-atenuar-se-mas-antes-chegam-trovoadas-a-portugal-1788440027351.jpg" data-image="mpgwr2wyyv7f" alt="Trovoadas" title="Trovoadas"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-981292">O calor intenso dará lugar a um fim de semana marcado por forte instabilidade atmosférica, com aguaceiros e trovoadas de Norte a Sul, porém mantendo o calor. No domingo, o cenário muda, com o regresso de condições mais estáveis e uma descida das temperaturas em várias regiões.</figcaption></figure><p>Portugal continental prepara-se para um fim de semana marcado por fortes contrastes meteorológicos. O sábado será o dia mais agitado, combinando <strong>temperaturas muito elevadas, aguaceiros e trovoadas</strong>, enquanto no domingo a instabilidade deverá desaparecer e o calor começará a perder intensidade. No arranque da próxima semana, prevê-se maior estabilidade atmosférica.</p><h2>Sábado, calor intenso continua, mas não será o único protagonista</h2><p>Este sábado, dia 5 de setembro, será um dia particularmente dinâmico do ponto de vista meteorológico. As <strong>temperaturas máximas continuarão bastante elevadas</strong>, prolongando o episódio de calor que tem marcado os últimos dias em Portugal continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-o-fim-de-semana-e-arranque-da-proxima-semana-o-calor-vai-atenuar-se-mas-antes-chegam-trovoadas-a-portugal-1788439155575.jpg" data-image="unj33yq2x0h3" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O calor mantém-se muito intenso no sábado, com vários locais do interior a aproximarem-se ou atingirem os 40 ºC. Bragança, Castelo Branco, Évora e Beja estarão entre as regiões mais quentes.</figcaption></figure><p>Os avisos de tempo quente emitidos pelo IPMA mantêm-se, abrangendo <strong>14 distritos</strong>, devido à persistência de valores elevados. De acordo com as previsões, vários locais poderão aproximar-se ou mesmo atingir os <strong>40 ºC</strong>, nomeadamente nos distritos de Bragança, Castelo Branco, Évora e Beja.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Mesmo junto ao litoral, Lisboa poderá alcançar valores próximos dos <strong>35 ºC</strong>, enquanto Santarém poderá aproximar-se dos 37 ºC. No litoral Norte e Centro, a influência marítima deverá limitar mais a subida, com Porto e Aveiro a registarem valores consideravelmente mais baixos.</p><p>O calor também deverá prolongar-se pela noite, sobretudo no <strong>interior Centro e Sul</strong>, onde o arrefecimento noturno será reduzido e, localmente, as temperaturas poderão permanecer próximas dos 30 ºC durante parte da noite.</p><h2>Chuva e trovoadas ganham força durante a tarde de sábado</h2><p>Apesar do calor, o sábado estará longe de ser um dia exclusivamente soalheiro. A atmosfera deverá tornar-se bastante instável ao longo da tarde, favorecendo o desenvolvimento de <strong>células convectivas</strong>, capazes de provocar aguaceiros e trovoadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-o-fim-de-semana-e-arranque-da-proxima-semana-o-calor-vai-atenuar-se-mas-antes-chegam-trovoadas-a-portugal-1788439177726.jpg" data-image="yghp7dub6c82" alt="Precipitação" title="Precipitação"><figcaption>Durante a tarde, a instabilidade aumenta no interior Norte e Centro. Alguns aguaceiros poderão ser moderados a fortes durante curtos períodos, com acumulados horários localmente próximos dos 8 mm.</figcaption></figure><p>A precipitação deverá começar a ganhar expressão a partir das primeiras horas da tarde no interior Norte, progredindo posteriormente para outras zonas do interior Centro. Alguns dos núcleos mais ativos poderão produzir precipitação moderada a forte durante curtos períodos, com valores pontualmente próximos dos <strong>8 mm numa hora</strong>.</p><p>As trovoadas poderão abranger uma área ainda mais extensa. As projeções mostram atividade elétrica desde o Norte até ao Sul, com maior expressão durante a tarde. No Norte e Centro, alguns núcleos poderão apresentar uma <strong>densidade de raios superior a 15 raios/km²</strong>, sinal de convecção localmente intensa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-o-fim-de-semana-e-arranque-da-proxima-semana-o-calor-vai-atenuar-se-mas-antes-chegam-trovoadas-a-portugal-1788439192282.jpg" data-image="4qsgmjs3vnqz" alt="Densidade de raios" title="Densidade de raios"><figcaption>As trovoadas poderão desenvolver-se de Norte a Sul durante a tarde, com maior atividade no Norte e Centro. Alguns núcleos poderão apresentar densidades superiores a 15 raios/km², acompanhados localmente por granizo e rajadas fortes.</figcaption></figure><p> O<strong> forte aquecimento junto à superfície, combinado com condições mais frias e instáveis em altitude, favorece movimentos ascendentes rápidos do ar</strong>. É este contraste que permite o crescimento vertical das nuvens de tempestade e pode originar chuva intensa em pouco tempo, descargas elétricas e granizo. </p><h2>Domingo desaparecem as trovoadas e o calor começa a ceder</h2><p>No domingo, dia 6, o cenário deverá mudar substancialmente. A instabilidade atmosférica perde expressão e, à partida, <strong>as trovoadas e os aguaceiros deixam de ser protagonistas</strong>.</p><p>Também será percetível uma alteração no padrão térmico. As temperaturas máximas deverão descer no litoral e em várias regiões do Norte e Centro, deixando de existir, segundo as atuais projeções, valores próximos dos 40 ºC em território nacional.No litoral Norte, Porto poderá ficar pelos <strong>23 ºC</strong>, enquanto Aveiro rondará os 22 ºC. Mais para sul, Lisboa poderá atingir cerca de 30 ºC. No interior continuará bastante mais quente: Castelo Branco poderá chegar aos 35 ºC e Évora e Beja aos <strong>36 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-o-fim-de-semana-e-arranque-da-proxima-semana-o-calor-vai-atenuar-se-mas-antes-chegam-trovoadas-a-portugal-1788440146869.jpg" data-image="41dcdq64dnyb" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-841685">No domingo, o calor começa a perder intensidade e deixam de ser previstos valores próximos dos 40 ºC. O arrefecimento será mais evidente no litoral Norte e Centro, enquanto o interior Sul continuará quente.</figcaption></figure><p>O arrefecimento será igualmente sentido durante a noite nas regiões costeiras. A exceção será sobretudo o <strong>interior alentejano</strong>, em particular o distrito de Beja, onde o calor acumulado poderá manter as temperaturas bastante elevadas durante as primeiras horas da noite.</p><h2>Segunda e terça-feira: tempo mais estável no arranque da semana</h2><p>A próxima semana deverá arrancar sem grandes alterações no padrão térmico estabelecido no domingo. <strong>Segunda e terça-feira deverão apresentar temperaturas semelhantes</strong>, mantendo-se o contraste entre um litoral mais fresco e um interior ainda quente. Para já, os modelos não apontam para um novo episódio significativo de instabilidade atmosférica nestes dois dias, pelo que <strong>aguaceiros e trovoadas deverão dar lugar a condições mais secas e estáveis</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786942" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-5-c-de-anomalia-termica-as-temperaturas-nos-acores-continuarao-acima-da-media-nos-proximos-dias.html" title="Até 5 ºC de anomalia térmica: as temperaturas nos Açores continuarão acima da média nos próximos dias">Até 5 ºC de anomalia térmica: as temperaturas nos Açores continuarão acima da média nos próximos dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-5-c-de-anomalia-termica-as-temperaturas-nos-acores-continuarao-acima-da-media-nos-proximos-dias.html" title="Até 5 ºC de anomalia térmica: as temperaturas nos Açores continuarão acima da média nos próximos dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-5-c-de-anomalia-termica-as-temperaturas-nos-acores-continuarao-acima-da-media-nos-proximos-dias-1788434755777_320.jpg" alt="Até 5 ºC de anomalia térmica: as temperaturas nos Açores continuarão acima da média nos próximos dias"></a></article></aside><p>Assim, depois de um sábado meteorologicamente agitado, o domingo marcará a transição para um início de semana mais tranquilo. O calor não desaparecerá, sobretudo no interior, mas <strong>perderá a intensidade extrema observada nos últimos dias</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-o-fim-de-semana-e-arranque-da-proxima-semana-o-calor-vai-atenuar-se-mas-antes-chegam-trovoadas-a-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 5 ºC de anomalia térmica: as temperaturas nos Açores continuarão acima da média nos próximos dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-5-c-de-anomalia-termica-as-temperaturas-nos-acores-continuarao-acima-da-media-nos-proximos-dias.html</link><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 12:12:48 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas acima da média deverão manter-se em boa parte do território português nos próximos dias, incluindo o arquipélago dos Açores.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb3kf42"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb3kf42.jpg" id="xb3kf42"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As nove ilhas que compõem o arquipélago dos Açores deverão contar com temperaturas acima da média ao longo dos próximos dias, ainda que <strong>entre sábado e a manhã de domingo os valores possam ser mais contidos</strong>, aproximando-se de temperaturas dentro da normal climatológica de referência ou mesmo um pouco abaixo, contrariando a principal tendência.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>De acordo com a mais recente atualização do nosso modelo de confiança, ECMWF, os <strong>grupos Ocidental e Central poderão contar com as anomalias mais acentuadas de todo o arquipélago</strong>. Entre hoje e amanhã, a anomalia mais pronunciada deverá ser de até 3 ºC acima da média. Como mencionamos acima, entre sábado e a manhã de domingo dar-se-á uma descida dos valores, resultando em anomalias praticamente nulas. No entanto, <strong>a partir da tarde de domingo dá-se uma nova mudança</strong>.</p><h2>Anomalias térmicas positivas de até 5 ºC nos grupos Ocidental e Central</h2><p>O <strong>afastamento de uma depressão para nordeste do arquipélago contribuirá para um novo aumento das temperaturas </strong>na tarde de domingo e, consequentemente, para uma intensificação das anomalias térmicas positivas. O Grupo Ocidental, poderá contar com máximas de até 29 ºC nas Lajes das Flores. Este valor corresponderá a uma <strong>anomalia de 3 ºC</strong>. No Grupo Central, na Ilha de São Jorge, a temperatura máxima esperada para Velas e Topo é de 25 ºC e 26 ºC, respetivamente, correspondendo também a uma anomalia positiva de 3 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-5-c-de-anomalia-termica-as-temperaturas-nos-acores-continuarao-acima-da-media-nos-proximos-dias-1788434755777.jpg" data-image="6y03tbciijl3" alt="anomalia térmica positiva" title="anomalia térmica positiva"><figcaption>No arquipélago dos Açores vão imperar as temperaturas acima da média ao longo dos próximos dias. Ainda assim, poderá haver momentos em que os valores estejam dentro ou um pouco abaixo da normal climatológica.</figcaption></figure><p>Na <strong>segunda-feira as anomalias poderão intensificar-se no Grupo Central</strong>, onde na Ilha de São Jorge, na zona de São Mateus, as <strong>anomalias térmicas positivas poderão contar com valores até 5 ºC</strong>, esperando-se uma máxima de 26 ºC para a mesma localidade. Uma boa parte da mesma ilha deverá contar com anomalias de até 4 ºC. Já no Grupo Ocidental, o <strong>Corvo também poderá contar com anomalias até 4 ºC</strong>, enquanto as restantes ilhas destes dois grupos deverão manter valores de até 3 ºC acima da média. O Grupo Oriental poderá contar com anomalias positivas de até 2 ºC.</p><p>Na<strong> terça-feira esta tendência deverá manter-se</strong>, ainda que com anomalias na ordem dos 3 ºC em todas as ilhas dos grupos Ocidental e Central, enquanto o Oriental deverá manter valores até 2 ºC acima do expectável.</p><h2>Na Madeiras as temperaturas deverão manter-se mais próximas da média durante o dia</h2><p>No arquipélago madeirense o cenário será um pouco diferente. De grosso modo, <strong>entre hoje e terça-feira esperam-se valores próximos da média durante o dia</strong>, com a maior parte do território a registar valores dentro da média ou até 1 ºC acima. Apenas Porto Santo poderá registar temperaturas até 2 ºC acima da média no arranque da próxima semana.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786871" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-aumenta-para-14-o-n-de-distritos-sob-avisos-de-tempo-quente-calor-intenso-podera-superar-os-40-c.html" title="IPMA aumenta para 14 o número de distritos sob aviso de tempo quente: calor intenso poderá superar os 40 ºC">IPMA aumenta para 14 o número de distritos sob aviso de tempo quente: calor intenso poderá superar os 40 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-aumenta-para-14-o-n-de-distritos-sob-avisos-de-tempo-quente-calor-intenso-podera-superar-os-40-c.html" title="IPMA aumenta para 14 o número de distritos sob aviso de tempo quente: calor intenso poderá superar os 40 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-aumenta-para-14-o-n-de-distritos-sob-avisos-de-tempo-quente-calor-intenso-podera-superar-os-40-c-1788393817749_320.jpg" alt="IPMA aumenta para 14 o número de distritos sob aviso de tempo quente: calor intenso poderá superar os 40 ºC"></a></article></aside><p>No entanto, <strong>durante a noite o cenário muda</strong>, especialmente na Ilha da Madeira, onde as anomalias térmicas negativas poderão ganhar terreno, indicando valores abaixo da média. A noite com os valores mais baixos poderá ser de sexta para sábado, onde as <strong>anomalias poderão ser de até 5 ºC abaixo da média</strong>. Ainda assim, espera-se que nas noites seguintes esta anomalia diminua para valores até 2 ºC ou 3 ºC abaixo da média.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-5-c-de-anomalia-termica-as-temperaturas-nos-acores-continuarao-acima-da-media-nos-proximos-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Plutão e o seu ano interminável: porque é que ainda não completou uma órbita desde que foi descoberto?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/plutao-e-o-seu-ano-interminavel-porque-e-que-ainda-nao-completou-uma-orbita-desde-que-foi-descoberto.html</link><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 11:04:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Plutão demora cerca de 248 anos a completar uma órbita. Desde a sua descoberta em 1930, a humanidade ainda não testemunhou uma órbita completa, mas podemos calcular quando isso acontecerá.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/pluton-y-su-ano-interminable-por-que-todavia-no-completo-una-vuelta-desde-que-fue-descubierto-1788186839660.jpg" data-image="5ml34nx3etbm" alt="A sonda New Horizons da NASA sobrevoa a face de Plutão, com a sua maior lua, Caronte, visível em segundo plano. Crédito: NASA." title="A sonda New Horizons da NASA sobrevoa a face de Plutão, com a sua maior lua, Caronte, visível em segundo plano. Crédito: NASA."><figcaption>A sonda New Horizons da NASA sobrevoa a face de Plutão, com a sua maior lua, Caronte, visível em segundo plano. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>A 18 de fevereiro de 1930, Clyde Tombaugh <strong>detetou o que parecia ser apenas um ponto fugaz entre as estrelas</strong>. O jovem astrónomo trabalhava no Observatório Lowell, no Arizona, em busca do suposto Planeta X, um mundo desconhecido que se acreditava estar localizado para lá de Neptuno.</p><p>Tombaugh comparou fotografias tiradas em noites diferentes, utilizando um dispositivo que permitia a troca rápida de matrículas. As estrelas permaneceram praticamente imóveis, enquanto um objeto no sistema solar podia ser identificado pelo seu movimento. <strong>Foi assim que Plutão foi descoberto</strong>.</p><div class="texto-destacado">Mas há um pormenor que pode causar confusão: Plutão não começou a orbitar o Sol nesse dia. Ele já o fazia há milhares de milhões de anos. O que começou em 1930 foi a nossa monitorização sistemática deste mundo distante.</div><p>E é aí que surge uma extraordinária peculiaridade. Um ano terrestre dura cerca de 365 dias. <strong>O ano de Plutão dura aproximadamente 248 anos terrestres</strong>. </p><h2>Por que razão dura tanto tempo?</h2><p>A explicação reside na sua <strong>enorme distância ao Sol</strong>. Plutão situa-se, em média, a cerca de 39 unidades astronómicas da nossa estrela, ou seja, a cerca de 5,9 mil milhões de quilómetros.</p><p>Em termos simples, <strong>quanto mais afastado um objeto estiver do Sol, maior será a sua órbita</strong> e, além disso, menor tenderá a ser a sua velocidade orbital. A terceira lei de Kepler permite relacionar matematicamente esta distância com o tempo necessário para completar uma revolução.</p><p>É por isso que os anos não duram o mesmo tempo em todos os planetas. Mercúrio completa uma órbita em cerca de 88 dias terrestres; Neptuno demora cerca de 165 anos e Plutão, quase um quarto de milénio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pluton-y-su-ano-interminable-por-que-todavia-no-completo-una-vuelta-desde-que-fue-descubierto-1788186898030.jpg" data-image="xsoapjflfe0i" alt="Plutão foi despromovido à categoria de planeta anão em 2006." title="Plutão foi despromovido à categoria de planeta anão em 2006."><figcaption>Plutão foi despromovido à categoria de planeta anão em 2006. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>Além disso, a sua trajetória não é perfeitamente circular. <strong>A órbita de Plutão é bastante excêntrica</strong>, pelo que a sua distância ao Sol varia consideravelmente ao longo do seu percurso. De facto, <strong>entre 1979 e 1999, esteve mais próximo do Sol do que Neptuno</strong>.</p><p>Isto não significa que os dois mundos estivessem destinados a encontrar-se. As suas órbitas mantêm uma ressonância de 3:2: <strong>enquanto Plutão completa duas revoluções, Neptuno completa três</strong>. Esta relação orbital ajuda a evitar encontros próximos entre eles.</p><h2>Não há necessidade de esperar 248 anos</h2><p>A questão inevitável é como podem os astrónomos saber a duração de um ano plutoniano se ainda não observaram um ciclo completo.</p><p>A resposta está na física. Cada observação de Plutão proporciona uma posição específica no espaço. Combinando medições feitas ao longo de décadas e aplicando as leis da gravidade, os cientistas podem determinar a órbita que melhor explica estes dados. A partir daí, <strong>é possível calcular para onde o objeto continuará a mover-se, tanto no futuro como no passado</strong>.</p><p>Além disso, existem placas fotográficas anteriores a 1930 nas quais Plutão foi registado sem ser identificado. Estas observações pré-descoberta permitem-nos <strong>ampliar ainda mais o período utilizado para reconstruir a sua trajetória</strong>.</p><h2>Um ciclo que terminará em 2178</h2><p>Do ponto de vista do nosso calendário, <strong>o regresso de Plutão ao ponto orbital que ocupava quando Tombaugh o identificou ocorrerá em 2178</strong>. Nessa altura, terão decorrido quase dois séculos e meio desde essa descoberta.</p><p>Ninguém que esteja vivo hoje estará lá para verificar isso diretamente. Mas não há necessidade de esperar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767097" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/plutao-podera-recuperar-o-seu-estatuto-de-planeta-no-sistema-solar-o-diretor-da-nasa-reabre-o-debate.html" title="Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate">Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/plutao-podera-recuperar-o-seu-estatuto-de-planeta-no-sistema-solar-o-diretor-da-nasa-reabre-o-debate.html" title="Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pluton-podria-volver-a-ser-planeta-la-nasa-reabre-el-debate-1777885919279_320.jpeg" alt="Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate"></a></article></aside><p>A trajetória de Plutão está suficientemente bem determinada para prever a sua posição com grande precisão. <strong>O ano de 2178 não é uma data misteriosa nem uma aposta no futuro</strong>: é uma consequência das leis que regem o seu movimento em torno do Sol.</p><h2>A humanidade chegou antes do seu próprio relógio</h2><p>O paradoxo tornou-se especialmente evidente em 2015. Nesse ano, a missão New Horizons da NASA sobrevoou Plutão, permitindo que fosse observado de perto pela primeira vez.</p><p>A sonda, lançada em 2006, percorreu milhares de milhões de quilómetros até chegar ao remoto mundo gelado. As suas imagens revelaram <strong>montanhas de gelo, vastas planícies e a enorme região brilhante em forma de coração</strong> que rapidamente se tornou uma das paisagens mais reconhecíveis do sistema solar.</p><p>Tinham passado apenas 85 anos desde que Tombaugh avistara aquele minúsculo ponto entre as estrelas. <strong>Plutão, por outro lado, ainda não tinha completado nem metade da sua viagem desde então</strong>.</p><div class="texto-destacado">A comparação é quase poética: enquanto o relógio da humanidade avançava das placas fotográficas para uma sonda capaz de se aproximar de Plutão, o planeta anão continuava no seu ritmo lento, indiferente às nossas gerações.</div><p>Não é que Plutão se mova muito lentamente. É que <strong>vivemos uma fração ínfima do seu tempo</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/plutao-e-o-seu-ano-interminavel-porque-e-que-ainda-nao-completou-uma-orbita-desde-que-foi-descoberto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Poeiras do Saara estabelecem-se hoje, mas intensificam-se amanhã, sexta-feira: eis as regiões mais afetadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/poeiras-do-saara-estabelecem-se-hoje-mas-intensificam-se-amanha-sexta-feira-eis-as-regioes-mais-afetadas.html</link><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 10:07:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nas últimas horas do dia de ontem, o Sul do país registou a entrada de uma "língua" de poeiras saarianas. Nas próximas horas, estas deverão alcançar todo o território, no entanto, espera-se uma intensificação da sua concentração amanhã, sexta-feira.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb3fv1m"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb3fv1m.jpg" id="xb3fv1m"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As<strong> poeiras do Saara estão de volta a Portugal Continental </strong>e assim deverão continuar pelo menos até ao arranque da próxima semana. A chegada desta pluma de poeira está associada à crista anticiclónica que se estenderá desde o Atlântico e o Norte de África até à Europa Central, favorecendo não só o <strong>transporte das poeiras para latitudes mais elevadas, como também a intensificação do calor</strong>, devido à massa de ar quente associada. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ao longo das próximas horas esta pluma <strong>deverá estender-se a todo o território, cobrindo totalmente a nossa geografia continental</strong>. No entanto, espera-se que a sua concentração seja baixa.</p><h2>Concentração de poeiras aumenta amanhã, dia 4 de setembro</h2><p>De acordo com a mais recente atualização do nosso modelo de confiança, o ECMWF, estima-se que <strong>a partir das primeiras horas da madrugada de amanhã, sexta-feira, a concentração de poeiras em suspensão comece a aumentar</strong>, especialmente na faixa litoral Sul, subindo rapidamente em latitude para o litoral Centro, abrangendo ainda toda a região Sul e uma boa parte do Centro do país. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/poeiras-do-saara-chegam-hoje-mas-intensificam-se-amanha-sexta-feira-eis-as-regioes-mais-afetadas-1788386702884.jpg" data-image="i38q08n2puiu" alt="névoa seca; poeira" title="névoa seca; poeira"><figcaption>Ainda que as poeiras do Saara regressem à nossa geografia continental no dia de hoje, quinta-feira, é esperado um aumento da sua concentração durante o dia de amanhã, sexta-feira.</figcaption></figure><p> <strong>A partir das 16h, praticamente todo o país contará com uma concentração mais elevada destas partículas</strong>, como podemos observar no mapa acima. Apenas o noroeste do país, assim como uma pequena parte do interior do Baixo Alentejo e Algarve deverão manter uma concentração menor das mesmas. </p><p>No entanto,<strong> nas horas seguintes esta concentração voltará a diminuir</strong>, tornando-se idêntica à concentração prevista para hoje e assim permanecendo até segunda-feira, dia 7 de setembro.</p><h2>Efeitos na qualidade do ar</h2><p>Tendo tudo isto em conta, o <strong>Índice de Qualidade do Ar da Meteored aponta para uma deterioração da mesma</strong>, especialmente durante a tarde de sexta-feira, momento em que a concentração de poeiras será maior. Desta forma, a qualidade do ar passará de "Boa" para "Moderada", especialmente ao longo da faixa litoral Norte e Centro e no Alentejo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786711" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-12-c-acima-da-media-o-aumento-da-temperatura-previsto-para-amanha-dia-3-reforcara-as-anomalias-termicas-positivas.html" title="Até 12°C acima da média: o aumento da temperatura previsto para amanhã, dia 3, reforçará as anomalias térmicas positivas">Até 12°C acima da média: o aumento da temperatura previsto para amanhã, dia 3, reforçará as anomalias térmicas positivas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-12-c-acima-da-media-o-aumento-da-temperatura-previsto-para-amanha-dia-3-reforcara-as-anomalias-termicas-positivas.html" title="Até 12°C acima da média: o aumento da temperatura previsto para amanhã, dia 3, reforçará as anomalias térmicas positivas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-12-c-acima-da-media-preve-se-um-aumento-da-temperatura-amanha-dia-3-reforcando-as-anomalias-termicas-positivas-1788302148323_320.jpg" alt="Até 12°C acima da média: o aumento da temperatura previsto para amanhã, dia 3, reforçará as anomalias térmicas positivas"></a></article></aside><p>Ainda assim, é expectável que, <strong>à medida que a concentração comece a diminuir, a qualidade do ar comece a recuperar</strong>. No entanto, aconselhamos os grupos vulneráveis, especialmente as pessoas com problemas respiratórios, a seguirem as recomendações das autoridades de saúde, que passam por permanecer em casa durante o período de maior concentração ou pelo uso de máscara caso seja necessário sair à rua, enquanto a qualidade do ar não melhorar. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/poeiras-do-saara-estabelecem-se-hoje-mas-intensificam-se-amanha-sexta-feira-eis-as-regioes-mais-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[IPMA aumenta para 14 o número de distritos sob aviso de tempo quente: calor intenso poderá superar os 40 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-aumenta-para-14-o-n-de-distritos-sob-avisos-de-tempo-quente-calor-intenso-podera-superar-os-40-c.html</link><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 08:32:54 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O calor atinge o pico esta quinta-feira, com máximas que poderão chegar aos 42/43 ºC. O IPMA aumentou para 14 o número de distritos sob aviso amarelo, depois a instabilidade irá trazer aguaceiros, trovoadas e possível granizo no sábado.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb3gdsy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb3gdsy.jpg" id="xb3gdsy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><br>O calor intensifica-se durante o dia de hoje (3) em Portugal continental, levando o IPMA a aumentar para <strong>14 o número de distritos sob aviso amarelo devido ao tempo quente</strong>. As temperaturas poderão superar os 40 ºC em vários locais, antes de uma mudança gradual do cenário meteorológico durante o fim de semana, com o regresso da instabilidade e uma posterior descida das máximas.</p><h2>Quinta-feira marca o pico do calor: máximas poderão chegar aos 42 ou 43 ºC</h2><p>Esta quinta-feira, dia 3 de setembro, deverá corresponder ao <strong>pico deste episódio de calor</strong> em grande parte do território. A massa de ar muito quente que se instalou sobre a Península Ibérica está a favorecer temperaturas excecionalmente elevadas, sobretudo nas regiões interiores.</p><p>O calor será evidente desde as primeiras horas do dia. Em alguns locais dos distritos de <strong>Portalegre, Évora e Faro</strong>, os termómetros poderão já superar os 30 ºC durante a manhã.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-aumenta-para-14-o-n-de-distritos-sob-avisos-de-tempo-quente-calor-intenso-podera-superar-os-40-c-1788393804970.jpg" data-image="unp7pya4l52n" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O calor atinge o pico esta quinta-feira, com grande parte do Alentejo e Vale do Tejo a aproximar-se ou superar os 40 ºC. Pontualmente, os termómetros poderão chegar aos 42/43 ºC.</figcaption></figure><p>Será, contudo, entre aproximadamente as 14 e as 16 horas que se deverão registar os valores mais elevados. De acordo com as previsões, grande parte do <strong>Alentejo e do Vale do Tejo</strong> poderá alcançar ou superar os 40 ºC, com alguns locais a aproximarem-se dos <strong>42 ou mesmo 43 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-aumenta-para-14-o-n-de-distritos-sob-avisos-de-tempo-quente-calor-intenso-podera-superar-os-40-c-1788393817749.jpg" data-image="vylsuqu3etj6" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O interior alentejano concentra alguns dos valores mais extremos, com vários locais acima dos 40 ºC. Mesmo regiões mais próximas do litoral poderão registar temperaturas bastante elevadas.</figcaption></figure><p>É neste contexto que o <strong>IPMA aumentou para 14 o número de distritos sob aviso amarelo devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima</strong>. De fora ficam apenas Viana do Castelo, Braga, Porto e Aveiro. <strong>Os avisos prolongam-se até às 18h sábado, dia 5.</strong></p><p><strong>As condições exigem especial atenção</strong> por parte das populações mais vulneráveis ao calor, além de coincidirem com condições meteorológicas favoráveis a um aumento do perigo de incêndio rural.</p><h2>Noite muito quente. Os termómetros poderão rondar os 30 ºC às 23 horas</h2><p>Outro aspeto relevante deste episódio será a <strong>dificuldade de arrefecimento depois do pôr do sol</strong>. Durante a noite de quinta para sexta-feira, o calor acumulado ao longo do dia deverá manter as temperaturas muito elevadas durante várias horas.</p><p>Em alguns locais dos distritos de <strong>Portalegre, Santarém, Lisboa, Évora e Beja</strong>, poderão ainda observar-se valores próximos dos <strong>30 ºC pelas 23 horas</strong>. Este arrefecimento noturno limitado aumenta o desconforto térmico, sobretudo após um dia com máximas próximas ou superiores aos 40 ºC.</p><h2>Sexta-feira (4), o calor desloca-se para o interior Norte e Centro</h2><p>Na sexta-feira, dia 4, haverá uma alteração na distribuição das temperaturas. O Sul deverá beneficiar de um <strong>ligeiro alívio das máximas</strong>, enquanto o calor mais intenso se concentra no interior Norte e Centro.</p><p>Distritos como <strong>Bragança e Guarda</strong> destacam-se pelas anomalias térmicas previstas. Em alguns locais, as temperaturas poderão situar-se cerca de <strong>9 a 12 ºC acima da média climatológica</strong> para esta altura do ano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-aumenta-para-14-o-n-de-distritos-sob-avisos-de-tempo-quente-calor-intenso-podera-superar-os-40-c-1788393910582.jpg" data-image="kkpyszosjcvu" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"><figcaption>Na sexta-feira, o calor anómalo desloca-se sobretudo para o interior Norte e Centro. Em zonas dos distritos de Bragança e Guarda, as temperaturas poderão ficar até cerca de 12 ºC acima da média.</figcaption></figure><p>No nordeste transmontano, as máximas poderão novamente aproximar-se ou mesmo <strong>superar os 40 ºC</strong>. Assim, apesar da descida prevista no Sul, Portugal continuará sob a influência de uma massa de ar anormalmente quente.</p><h2>Sábado traz novo aquecimento no Sul, mas também aguaceiros e trovoadas</h2><p>No sábado, dia 5, as temperaturas deverão voltar a subir em vários locais do Sul. No entanto, o destaque meteorológico não se foca apenas no calor.</p><p>A presença de ar muito quente junto à superfície, combinada com condições mais frias e instáveis em altitude, poderá favorecer o desenvolvimento de <strong>células convectivas</strong>. Consequentemente, estão previstos aguaceiros dispersos, acompanhados localmente por trovoada.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-aumenta-para-14-o-n-de-distritos-sob-avisos-de-tempo-quente-calor-intenso-podera-superar-os-40-c-1788394005932.jpg" data-image="1s0mzb5erzho" alt="Densidade de raios" title="Densidade de raios"><figcaption>A instabilidade aumenta no sábado, com possibilidade de aguaceiros e trovoadas em vários pontos do território. As células convectivas poderão ser acompanhadas localmente por granizo e rajadas fortes de vento.</figcaption></figure><p>Os atuais mapas mostram potencial para atividade elétrica em diferentes regiões do país, sobretudo no <strong>Norte</strong>, mas também através de núcleos mais localizados no Centro e Sul. Algumas células poderão produzir precipitação intensa durante curtos períodos, <strong>rajadas de vento e eventualmente granizo</strong>.</p><h2>Domingo chega com uma descida mais evidente das temperaturas</h2><p>Finalmente, no domingo, dia 6, deverá começar a sentir-se uma mudança mais generalizada no panorama térmico. O <strong>litoral Norte e Centro</strong> estará entre as regiões onde o arrefecimento será mais percetível, mas a descida das temperaturas deverá também alcançar vários setores do interior.</p><p>As regiões próximas da fronteira espanhola continuarão a apresentar valores relativamente elevados, embora também aí seja esperada uma redução das máximas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786809" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atlantica-chega-aos-acores-na-sexta-feira-estas-serao-as-ilhas-mais-afetadas.html" title="Depressão atlântica chega aos Açores na sexta-feira: estas serão as ilhas mais afetadas">Depressão atlântica chega aos Açores na sexta-feira: estas serão as ilhas mais afetadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atlantica-chega-aos-acores-na-sexta-feira-estas-serao-as-ilhas-mais-afetadas.html" title="Depressão atlântica chega aos Açores na sexta-feira: estas serão as ilhas mais afetadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atlantica-chega-aos-acores-na-sexta-feira-estas-serao-as-ilhas-mais-afetadas-1788362119008_320.jpg" alt="Depressão atlântica chega aos Açores na sexta-feira: estas serão as ilhas mais afetadas"></a></article></aside><p>Assim, depois do pico de calor desta quinta-feira, Portugal atravessará alguns dias de<strong> contrastes meteorológicos.</strong> Primeiro temperaturas superiores a 40 ºC e noites muito quentes, depois o aumento da instabilidade com aguaceiros, trovoadas e possível granizo, antes de um domingo progressivamente mais fresco.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-aumenta-para-14-o-n-de-distritos-sob-avisos-de-tempo-quente-calor-intenso-podera-superar-os-40-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Guia fácil para cultivar alho em casa (mesmo em vaso) e colher o melhor sabor para os seus pratos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/guia-facil-para-cultivar-alho-em-casa-mesmo-em-vaso-e-colher-o-melhor-sabor-para-os-seus-pratos.html</link><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 08:05:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Três formas fáceis de plantar alho na sua varanda ou no jardim, cuidar dos rebentos e cultivar bolbos grandes e saborosos usando o que já tem na sua cozinha.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/guia-facil-para-cultivar-ajo-en-casa-incluso-en-maceta-y-cosechar-el-mejor-sabor-para-tus-platos-1786975989386.jpg" data-image="3ybiem237qet" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Um vaso padrão é suficiente para cultivar várias plantas de alho, mesmo no centro da cidade.</figcaption></figure><p>É o rei indiscutível da despensa, acrescentando personalidade a quase qualquer prato e, com o seu aroma forte, ajudando a manter as pragas de jardim afastadas. O alho tem tudo, e para completar,<strong> tudo o que precisa para o cultivar em casa é um vaso na sua varanda ou um local ensolarado perto de uma janela</strong>.</p><p>Preste atenção, porque vamos explicar-lhe tudo o que precisa de saber para o cultivar com sucesso e sem complicações.</p><h2>Escolher a matéria-prima: nem todos os alhos são iguais</h2><p>O seu ponto de partida é provavelmente já a sua cozinha. No entanto, há alguns detalhes importantes a considerar na hora de escolher o alho certo.</p><p>O <strong>ideal é utilizar cabeças de alho biológicas ou compradas em feiras de produtores locais</strong>. Por quê? Porque o alho comercial dos supermercados é por vezes tratado com baixas temperaturas ou produtos químicos para retardar a germinação enquanto está nas prateleiras.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guia-facil-para-cultivar-ajo-en-casa-incluso-en-maceta-y-cosechar-el-mejor-sabor-para-tus-platos-1786976125601.jpg" data-image="4pieqdj572ad" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Não utilize qualquer alho; procure cabeças grandes e firmes. Os dentes externos produzem, geralmente, cabeças maiores.</figcaption></figure><p><strong>Selecione sempre os dentes de alho maiores, mais firmes e com o aspeto mais robusto</strong>. Evite aqueles que pareçam enrugados, moles ou com manchas invulgares, pois é improvável que se desenvolvam bem.</p><p>Um pormenor importante:<strong> não retire a fina casca que cobre os dentes de alho</strong>. Esta camada exterior oferece proteção natural contra os fungos do solo durante os primeiros dias em que os dentes estão enterrados.</p><h3>Qual é o melhor momento para começar?</h3><p><strong>O alho é uma cultura que se desenvolve bem no outono e no inverno</strong>. Necessita da exposição às temperaturas mais frias destas estações para que o dente original se possa dividir internamente e se desenvolver num bolbo completo com vários dentes.</p><figure class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/eWzMwW3xv1E/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=eWzMwW3xv1E" id="eWzMwW3xv1E"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Se começar na primavera, obterá deliciosos rebentos verdes, mas é improvável que o bolbo subterrâneo se desenvolva completamente.</p><h2>Método 1: cultivo em vaso, ideal para espaços pequenos</h2><p>Cultivar alho em vaso é muito fácil e perfeito para quem quer aproveitar ao máximo o espaço da varanda.</p><p>O vaso ideal: procure um recipiente com pelo menos <strong>15 a 20 centímetros de profundidade</strong>. Certifique-se de que tem <strong>furos de drenagem </strong>no fundo. O alho gosta de <strong>humidade constante</strong>, mas não tolera água parada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guia-facil-para-cultivar-ajo-en-casa-incluso-en-maceta-y-cosechar-el-mejor-sabor-para-tus-platos-1786977427574.jpg" data-image="haoa47r2plyq" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>O alho ou alho biológico proveniente de mercados de produtores locais é ideal para começar, uma vez que não foi tratado para atrasar a germinação.</figcaption></figure><p>A mistura de solo ideal: prepare uma mistura leve e solta. <strong>Pode combinar terra de jardim comum com um pouco de composto orgânico</strong> e perlite para melhorar a drenagem.</p><p>Hora de plantar: <strong>enterre cada dente de alho a uma profundidade de 3 a 4 centímetros</strong>. Coloque sempre a extremidade plana, onde as raízes emergem, virada para baixo e a extremidade pontiaguda virada para cima. Deixe 10 a 15 centímetros de distância entre cada dente para que os bolbos tenham espaço suficiente para se desenvolverem.</p><p>Luz solar e rega: coloque o vaso num<strong> local que receba pelo menos seis horas de luz solar direta por dia</strong>. Regue moderadamente: a terra deve estar húmida ao toque, mas nunca encharcada.</p><h2>Método 2: cultivar alho no jardim</h2><p>Se tiver um pequeno pedaço de terra exposta ou um canteiro no seu quintal, o <strong>alho terá bastante espaço para crescer e poderá produzir bolbos consideravelmente maiores</strong>.</p><p>Prepare o solo: <strong>utilize uma pá ou um ancinho para soltar a terra até que fique macia e bem aerada</strong>. Adicione uma quantidade generosa de húmus de minhoca para fornecer nutrientes desde o início.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guia-facil-para-cultivar-ajo-en-casa-incluso-en-maceta-y-cosechar-el-mejor-sabor-para-tus-platos-1786976568557.jpg" data-image="1id7p2wbqk4y" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Após a plantação, regue delicadamente, mas abundantemente, para ajudar a terra a assentar à volta de cada dente de alho.</figcaption></figure><p>Dê-lhes espaço suficiente:<strong> faça buracos com cerca de 4 centímetros de profundidade e espace-os aproximadamente 15 centímetros entre si</strong>. Coloque os dentes de alho com a ponta virada para cima e cubra-os delicadamente, sem compactar demasiado o solo.</p><p>Adicione uma boa camada de cobertura morta: <strong>cubra o canteiro com palha, erva seca ou folhas caídas</strong>. Esta cobertura caseira ajuda a reter a humidade do solo, a suprimir as ervas daninhas e a proteger os rebentos jovens das geadas mais rigorosas do inverno.</p><h2>Método 3: cultivo em água para rebentos verdes rápidos</h2><p>Existe um truque simples para quem pretende resultados mais rápidos ou simplesmente saborosos rebentos verdes para adicionar a saladas ou salteados.</p><p>Pegue numa cabeça de alho inteira ou em vários dentes individuais e coloque-os num copo ou frasco pequeno. <strong>Adicione água da torneira até cobrir apenas a base plana do alho</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guia-facil-para-cultivar-ajo-en-casa-incluso-en-maceta-y-cosechar-el-mejor-sabor-para-tus-platos-1786976880432.jpg" data-image="8ydp0uanzcn1" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Cultivar alho em casa é um dos projetos mais fáceis e acessíveis que pode experimentar numa horta urbana.</figcaption></figure><p>Coloque o copo perto de uma janela bem iluminada. Mude a água a cada dois dias para a manter limpa e <strong>evitar odores desagradáveis ou o crescimento de fungos</strong>.</p><p>Em poucos dias, verá raízes brancas e rebentos verdes perfumados começarem a surgir. Pode <strong>cortar as pontas verdes e usá-las para temperar os seus pratos</strong>. Também pode transferir os cravos-da-índia enraizados para um vaso com terra e deixá-los crescer naturalmente.</p><h2>A paciência compensa: a colheita e a cura</h2><p>O ciclo completo de crescimento demora geralmente sete a nove meses. Mas não se preocupe — <strong>o alho dá sinais claros quando está pronto para a colheita</strong>.</p><p>Irá notar que as folhas inferiores começarão a secar e a amarelecer. Quando mais de metade da planta estiver dourada, <strong>pare de regar completamente durante uma semana</strong>. Isto permite que o bolbo termine de amadurecer e reduz o risco de apodrecimento devido à humidade residual.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768852" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/da-sabedoria-tradicional-as-evidencias-cientificas-o-alho-repele-insetos-e-perturba-o-seu-comportamento-reprodutivo.html" title="Da sabedoria tradicional às evidências científicas: o alho repele insetos e perturba o seu comportamento reprodutivo">Da sabedoria tradicional às evidências científicas: o alho repele insetos e perturba o seu comportamento reprodutivo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/da-sabedoria-tradicional-as-evidencias-cientificas-o-alho-repele-insetos-e-perturba-o-seu-comportamento-reprodutivo.html" title="Da sabedoria tradicional às evidências científicas: o alho repele insetos e perturba o seu comportamento reprodutivo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/from-traditional-wisdom-to-scientific-evidence-garlic-repels-insects-and-disrupts-their-reproductive-behavior-1778623572044_320.jpeg" alt="Da sabedoria tradicional às evidências científicas: o alho repele insetos e perturba o seu comportamento reprodutivo"></a></article></aside><p>Após estes poucos dias, desenterre os bolbos com cuidado, utilizando uma pequena pá de jardim para evitar cortá-los ou danificá-los. <strong>Retire o excesso de terra e coloque-os num local fresco, seco e com sombra</strong> durante cerca de 15 dias.</p><p><strong>Este processo chama-se "cura" </strong>e é o segredo para manter o alho fresco na sua despensa durante meses sem que se estrague. E já está: delicie-se com o alho que cultivou em casa!</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/guia-facil-para-cultivar-alho-em-casa-mesmo-em-vaso-e-colher-o-melhor-sabor-para-os-seus-pratos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O céu tingiu-se de rosa na China: o fenómeno impressionante que surgiu antes de uma forte tempestade]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-ceu-se-tingiu-de-rosa-na-china-o-fenomeno-impressionante-que-surgiu-antes-de-uma-forte-tempestade.html</link><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 07:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O céu sobre Changzhou assumiu tons intensos de rosa e avermelhado à medida que nuvens de tempestade se aproximavam. Minutos depois, uma chuva forte caiu sobre a cidade chinesa.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb2zga2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb2zga2.jpg" id="xb2zga2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Por alguns minutos, moradores de <strong>Changzhou</strong>,<strong> na província chinesa de Jiangsu</strong>, presenciaram uma cena que rapidamente começou a circular nas redes sociais: o <strong>céu assumiu tons intensos de rosa e vermelho enquanto grandes nuvens escuras avançavam</strong> sobre a cidade. O fenómeno ocorreu na manhã de 31 de agosto, por volta das 5h30, e durou cerca de sete ou oito minutos.</p><p>A coloração espetacular não estava ligada a nenhum fenómeno extraordinário, mas sim a<strong> uma combinação da posição do Sol, da alta humidade e das partículas e gotículas de água presentes na atmosfera</strong>. O contraste com as nuvens de tempestade tornou a paisagem ainda mais impressionante.</p><h2>Por que o céu em Changzhou ficou rosa?</h2><p>A explicação começa com a própria<strong> luz solar</strong>, que é composta por diferentes cores e comprimentos de onda. Ao atravessar a atmosfera, as moléculas de ar dispersam mais facilmente os comprimentos de onda mais curtos — principalmente o violeta e o azul — através de um processo conhecido como <strong>espalhamento de Rayleigh</strong>.</p><div class="texto-destacado">Quando o Sol está muito próximo do horizonte, como ocorre ao nascer ou no por do Sol, os seus raios precisam de atravessar uma porção muito maior da atmosfera. Durante este trajeto, uma quantidade significativa da luz azul e violeta é espalhada para fora da linha de visão, enquanto predominam os comprimentos de onda mais longos, correspondentes aos tons de amarelo, laranja, vermelho e rosa.</div><p>Em Changzhou, outro fator importante entrou em jogo: uma <strong>atmosfera extremamente húmida</strong>, carregada de gotículas de água e partículas, que precedia uma tempestade severa. Estes elementos podem alterar ainda mais a forma como a luz se dispersa e reflete entre as diversas camadas de nuvens.</p><p>As <strong>nuvens </strong>também desempenharam um papel fundamental. O <em>Met Office</em> (o Serviço Nacional de meteorologia e clima do Reino Unido)<em> </em>explica que as gotículas de água que formam uma nuvem são muito maiores do que as moléculas de ar e <strong>dispersam praticamente todos os comprimentos de onda</strong> da luz, embora, ao nascer do sol, possam receber principalmente a luz avermelhada vinda do horizonte.</p><h2>De um céu cor-de-rosa a uma chuva torrencial</h2><p>Esta cena espetacular também serviu de <strong>prelúdio para condições meteorológicas muito mais adversas</strong>. Cerca de vinte minutos após a observação dos tons avermelhados, partes de Changzhou começaram a registar chuvas fortes acompanhadas de trovoada.</p><p>O Serviço Meteorológico de Changzhou havia emitido anteriormente um aviso amarelo para <strong>chuvas intensas</strong>, prevendo a possibilidade de acumulados superiores a 100 mm num período de seis horas ou taxas de precipitação horária acima de 50 mm. Também foram emitidos avisos sobre <strong>tempestades </strong>e fortes rajadas de vento associadas aos sistemas convectivos.</p><div class="texto-destacado">Os registos confirmaram a magnitude do evento. Entre as 8h do dia 30 de agosto e as 8h do dia seguinte, Changzhou registou uma média de 57 mm de chuva, embora em Henglin os totais tenham chegado a 150 mm.</div><p>Volumes particularmente elevados também foram registados em períodos muito curtos. Em Weicun, por exemplo, foram registrados 61,1 mm apenas entre as 05h00 e as 06h00 — uma taxa suficiente para provocar<strong> inundações urbanas</strong> caso os sistemas de drenagem não consigam escoar rapidamente tal volume de água.</p><h2>Uma cor espetacular que, por si só, não permite prever tempestades</h2><p>Existe uma associação popular bem conhecida entre céus avermelhados e mudanças no tempo, mas a cor do céu, por si só, não é um indicador confiável de que uma tempestade está iminente. <strong>A tonalidade depende principalmente da posição do Sol e das características óticas da atmosfera</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785256" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/china-adia-missao-lunar-change-7-por-questoes-de-seguranca-entenda-porque-e-os-objetivos-desta-ambiciosa-exploracao.html" title="China adia missão lunar Chang'e-7 por questões de segurança: entenda porquê e os objetivos desta ambiciosa exploração">China adia missão lunar Chang'e-7 por questões de segurança: entenda porquê e os objetivos desta ambiciosa exploração</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/china-adia-missao-lunar-change-7-por-questoes-de-seguranca-entenda-porque-e-os-objetivos-desta-ambiciosa-exploracao.html" title="China adia missão lunar Chang'e-7 por questões de segurança: entenda porquê e os objetivos desta ambiciosa exploração"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/china-adia-missao-lunar-change-7-por-questoes-de-seguranca-entenda-porque-e-os-objetivos-desta-ambiciosa-exploracao-1787581040271_320.jpg" alt="China adia missão lunar Chang'e-7 por questões de segurança: entenda porquê e os objetivos desta ambiciosa exploração"></a></article></aside><p>O Laboratório de Monitorização Global da NOAA observa que <strong>poeira, aerossóis e outras partículas podem intensificar tons avermelhados</strong> quando o Sol está baixo no horizonte. Além disso, em certas situações, sistemas de baixa pressão favorecem a formação de nuvens e a precipitação, embora ambos os fatores devam ser analisados dentro de um contexto meteorológico mais amplo.</p><p>Em <strong>Changzhou</strong>, no entanto, estas duas condições coincidiram de maneira notável: <strong>a luz avermelhada da alvorada encontrou uma atmosfera de alta humidade</strong>, enquanto nuvens de tempestade escuras cobriam parcialmente a cidade. O resultado foi um breve céu rosado que anunciava visualmente uma manhã marcada por chuvas torrenciais.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-ceu-se-tingiu-de-rosa-na-china-o-fenomeno-impressionante-que-surgiu-antes-de-uma-forte-tempestade.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva e trovoada podem regressar no sábado, dia 5: eis as regiões mais afetadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-e-trovoada-podem-regressar-no-sabado-dia-5-eis-as-regioes-mais-afetadas.html</link><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 06:04:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A instabilidade deverá aumentar no sábado em Portugal continental, com possibilidade de aguaceiros e trovoadas, sobretudo nas regiões Norte e Centro. Saiba onde estes fenómenos poderão ser mais prováveis.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb3ebau"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb3ebau.jpg" id="xb3ebau"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A estabilidade atmosférica que tem marcado grande parte dos últimos dias deverá sofrer uma <strong>interrupção temporária no sábado, dia 5</strong>, em algumas regiões de Portugal continental. As previsões do modelo de referência do Meteored apontam para um aumento da instabilidade, que poderá traduzir-se na ocorrência de <strong>aguaceiros dispersos e trovoadas</strong>.</p><p>Contudo, esta mudança não deverá significar o regresso de chuva generalizada ao território. A precipitação prevista apresenta um caráter <strong>muito irregular e localizado</strong>, típico de situações convectivas, pelo que poderão existir diferenças significativas mesmo entre locais relativamente próximos.</p><h2>Sexta-feira ainda será marcada por pouca precipitação</h2><p>Na <strong>sexta-feira, dia 4</strong>, o cenário deverá permanecer relativamente tranquilo na maior parte de Portugal continental. Ao longo do dia poderão surgir alguns núcleos de precipitação muito dispersos, com possibilidade de serem acompanhados de trovoada, mas sem expressão significativa ou distribuição generalizada pelo território.</p><p>Ao final da tarde, o modelo ECMWF sugere alguns aguaceiros pontuais junto à faixa ocidental e em áreas do Norte e Centro. Ainda assim, a precipitação deverá ser <strong>escassa e muito localizada</strong>, mantendo-se grande parte do território sem chuva.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-e-trovoada-podem-regressar-no-sabado-dia-5-eis-as-regioes-mais-afetadas-1788368227035.jpg" data-image="zltq17uecc59" alt="Aguaceiros muito dispersos poderão surgir na sexta-feira" title="Aguaceiros muito dispersos poderão surgir na sexta-feira"><figcaption>Previsão de precipitação para as 19h de sexta-feira, segundo o modelo ECMWF. Os aguaceiros deverão apresentar caráter muito localizado, mantendo-se a precipitação pouco significativa na generalidade do território.</figcaption></figure><p> Este cenário deverá começar a alterar-se no sábado, à medida que as condições atmosféricas se tornam mais favoráveis ao desenvolvimento de <strong>instabilidade convectiva</strong>. Será durante a tarde que aumenta a probabilidade de formação de aguaceiros e células de trovoada em várias zonas do país. </p><h2>Sábado traz maior instabilidade ao Norte e Centro</h2><p>Durante a manhã de <strong>sábado, dia 5</strong>, os primeiros aguaceiros poderão surgir sobretudo no <strong>Norte</strong>, inicialmente de forma bastante irregular. A precipitação deverá ganhar alguma expressão à medida que avançamos para as horas de maior aquecimento diurno.</p><p>É durante a tarde que o cenário se torna mais interessante. As projeções mostram o aparecimento de vários núcleos convectivos, sobretudo nas <strong>regiões Norte e Centro</strong>, podendo alguns desenvolver-se rapidamente e ser acompanhados por <strong>trovoada</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786764" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/padrao-nao-vai-manter-se-ate-11-de-setembro-alerta-marta-godinho-com-efeitos-evidentes-no-clima-em-portugal.html" title="Padrão NAO+ vai manter-se até 11 de setembro, alerta Marta Godinho: 'com efeitos evidentes no tempo em Portugal'">Padrão NAO+ vai manter-se até 11 de setembro, alerta Marta Godinho: "com efeitos evidentes no tempo em Portugal"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/padrao-nao-vai-manter-se-ate-11-de-setembro-alerta-marta-godinho-com-efeitos-evidentes-no-clima-em-portugal.html" title="Padrão NAO+ vai manter-se até 11 de setembro, alerta Marta Godinho: 'com efeitos evidentes no tempo em Portugal'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/padrao-nao-vai-manter-se-ate-11-de-setembro-alerta-marta-godinho-com-efeitos-evidentes-no-clima-em-portugal-1788346611274_320.jpg" alt="Padrão NAO+ vai manter-se até 11 de setembro, alerta Marta Godinho: 'com efeitos evidentes no tempo em Portugal'"></a></article></aside><p>Entre as áreas onde a instabilidade parece mais provável destacam-se zonas do <strong>Minho, Trás-os-Montes, Douro, Beiras e regiões montanhosas do Norte e Centro</strong>. Pontualmente, poderão também formar-se células noutras zonas do interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-e-trovoada-podem-regressar-no-sabado-dia-5-eis-as-regioes-mais-afetadas-1788368295101.jpg" data-image="y2c2xn5637pm" alt="Trovoadas poderão desenvolver-se no Norte e Centro durante a tarde" title="Trovoadas poderão desenvolver-se no Norte e Centro durante a tarde"><figcaption>Previsão da densidade de raios para as 13h de sábado, segundo o ECMWF. O maior potencial de atividade elétrica concentra-se sobretudo no Norte e Centro de Portugal continental.</figcaption></figure><p> Com o avançar da tarde, a área potencialmente afetada poderá tornar-se mais extensa. A natureza convectiva desta situação implica, contudo, uma <strong>elevada irregularidade espacial</strong>: enquanto alguns locais poderão registar aguaceiros e trovoada, outros relativamente próximos poderão permanecer praticamente secos. </p><h2>Trovoadas poderão estender-se a outras regiões durante a tarde</h2><p>Por volta das <strong>14h</strong>, o modelo continua a sinalizar atividade elétrica em várias áreas do Norte e Centro, mas surgem também alguns núcleos mais a sul. Isto sugere que a instabilidade poderá pontualmente atingir outras regiões, embora com menor expressão.</p><p>A <strong>Beira Interior</strong> continua entre as zonas a acompanhar, enquanto alguns núcleos poderão desenvolver-se mais para sul, incluindo pontualmente áreas do <strong>Alentejo</strong>. Ainda assim, é no Norte e Centro que o sinal de instabilidade se apresenta mais consistente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-e-trovoada-podem-regressar-no-sabado-dia-5-eis-as-regioes-mais-afetadas-1788368351504.jpg" data-image="n1pu34dhr1sy" alt="A instabilidade poderá atingir outras regiões durante a tarde de sábado" title="A instabilidade poderá atingir outras regiões durante a tarde de sábado"><figcaption>O ECMWF prevê vários núcleos com potencial para atividade elétrica durante a tarde de sábado, sobretudo no Norte e Centro, embora algumas células possam surgir mais a sul.</figcaption></figure><p> A presença de trovoadas não significa, necessariamente, acumulados elevados de precipitação em todo o território. Pelo contrário, os mapas mostram uma <strong>distribuição bastante irregular da chuva</strong>, característica de aguaceiros convectivos, podendo os maiores acumulados ficar circunscritos às áreas diretamente afetadas pelas células mais ativas. </p><h2>Chuva pouco expressiva, mas localmente mais significativa</h2><p>O mapa de precipitação acumulada reforça precisamente esta ideia. Até ao final de sábado, grande parte do território deverá registar <strong>quantidades reduzidas de precipitação</strong>, existindo áreas do Centro e Sul onde poderá mesmo não chover.</p><p>Os maiores acumulados previstos pelo ECMWF concentram-se sobretudo no <strong>extremo Norte e em alguns setores do litoral Norte</strong>, embora mesmo aí os valores apresentados pelo modelo sejam relativamente modestos.</p><p>Importa, contudo, salientar que em situações de natureza convectiva os acumulados podem variar consideravelmente à escala local, sendo mais difícil determinar com antecedência os pontos exatos onde os aguaceiros mais intensos poderão ocorrer.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-e-trovoada-podem-regressar-no-sabado-dia-5-eis-as-regioes-mais-afetadas-1788368624090.jpg" data-image="g884umqv0p9a" alt="Precipitação deverá apresentar uma distribuição muito irregular" title="Precipitação deverá apresentar uma distribuição muito irregular"><figcaption>Precipitação acumulada prevista pelo ECMWF até ao final de sábado. Os maiores acumulados concentram-se sobretudo no Norte, enquanto muitas regiões deverão receber quantidades reduzidas ou nulas.</figcaption></figure><p> Esta instabilidade ocorrerá, além disso, num contexto de <strong>temperaturas elevadas</strong>. Apesar dos aguaceiros e trovoadas previstos, sábado continuará a ser um dia quente em grande parte do território, particularmente nas regiões do interior. </p><h2>Instabilidade não impedirá temperaturas elevadas</h2><p>Às 16h de sábado, o ECMWF projeta valores próximos ou superiores a <strong>35 ºC em várias regiões do interior</strong>, podendo rondar os <strong>38 ºC em Castelo Branco e Portalegre</strong> e aproximar-se dos <strong>39 ºC em Évora e Beja</strong>.</p><p>Em contraste, a faixa litoral deverá apresentar temperaturas bastante mais moderadas, com valores na ordem dos <strong>23 a 29 ºC</strong> em várias cidades próximas da costa.</p><p>Esta combinação de <strong>calor à superfície e condições favoráveis à instabilidade atmosférica</strong> ajudará a criar o cenário propício à formação dos aguaceiros e trovoadas previstos para a tarde.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-e-trovoada-podem-regressar-no-sabado-dia-5-eis-as-regioes-mais-afetadas-1788368685825.jpg" data-image="4vtfk4kcnp4k" alt="Apesar da instabilidade, o calor continuará intenso no interior" title="Apesar da instabilidade, o calor continuará intenso no interior"><figcaption>Temperaturas previstas pelo ECMWF para as 16h de sábado. O interior continuará muito quente, com valores próximos dos 40 ºC em alguns setores do Alentejo.</figcaption></figure><p> Em altitude, a massa de ar permanecerá igualmente bastante quente. Aos <strong>850 hPa</strong>, nível situado aproximadamente a 1500 metros de altitude, o modelo projeta valores superiores a 20 ºC sobre grande parte de Portugal continental, evidenciando a persistência de ar quente sobre a Península Ibérica. </p><h2>Domingo traz novamente tempo mais estável</h2><p>A instabilidade deverá ter uma duração relativamente curta. Durante a noite de sábado para domingo, os aguaceiros e trovoadas deverão perder progressivamente expressão e, no <strong>domingo, dia 6</strong>, o cenário previsto volta a ser significativamente mais estável em Portugal continental.</p><p>Os mapas do ECMWF praticamente não mostram precipitação sobre o território durante o dia, ficando os eventuais aguaceiros essencialmente afastados de Portugal continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-e-trovoada-podem-regressar-no-sabado-dia-5-eis-as-regioes-mais-afetadas-1788368767062.jpg" data-image="gmqklebvk0bk" alt="Tempo mais estável deverá regressar no domingo" title="Tempo mais estável deverá regressar no domingo"><figcaption>Previsão de precipitação para as 16h de domingo. Segundo o ECMWF, a instabilidade deverá afastar-se, deixando Portugal continental praticamente sem chuva.</figcaption></figure><p> Assim, tudo indica que o episódio de instabilidade será <strong>essencialmente passageiro e concentrado no sábado</strong>, com maior probabilidade de aguaceiros e trovoadas nas regiões Norte e Centro. Dada a natureza localizada destes fenómenos, a distribuição e intensidade da precipitação poderão ainda sofrer alterações nas próximas atualizações dos modelos. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-e-trovoada-podem-regressar-no-sabado-dia-5-eis-as-regioes-mais-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Recifes artificiais ajudam a preservar biodiversidade na Madeira, mas não substituem os naturais]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/recifes-artificiais-ajudam-a-preservar-biodiversidade-na-madeira-mas-nao-substituem-os-naturais.html</link><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 05:07:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Estruturas submersas na Madeira e no Porto Santo revelam como ambientes construídos apoiam a vida marinha, embora não reproduzam totalmente a complexidade ecológica dos sistemas naturais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/recifes-artificiais-ajudam-a-preservar-biodiversidade-na-madeira-mas-nao-substituem-os-naturais-1788368458273.jpg" data-image="pgqm2xkcm4en" alt="Investigador monitoriza biodiversidade de corais" title="Investigador monitoriza biodiversidade de corais"><figcaption>Investigador monitoriza a biodiversidade em recifes artificiais da ilha de Porto Santo. Foto: CIIMAR-Madeira</figcaption></figure><p>Ao longo de quase dez anos, uma equipa de investigadores portugueses e espanhóis acompanhou a vida marinha na <strong>Madeira</strong> e no <strong>Porto Santo</strong> com o intuito de comparar recifes naturais e artificiais.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os cientistas quiseram perceber se estruturas criadas pelo ser humano, sobretudo navios afundados, conseguem cumprir funções semelhantes às das formações geológicas naturais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Ao fim de quase uma década de monitorização, as conclusões foram inequívocas: as <strong>estruturas artificiais</strong> ajudam a manter a biodiversidade, mas <strong>não substituem a complexidade ecológica</strong> dos recifes naturais.</p><h2>Comparar dois mundos subaquáticos</h2><p>O trabalho, publicado na revista <em>Biodiversity and Conservation</em>, resulta de <strong>nove anos de monitorização contínua </strong>de peixes em dois recifes naturais e um recife artificial em cada ilha. A investigação foi conduzida pelo programa BioMa, em colaboração com o Instituto de Florestas e Conservação da Natureza da Madeira e a Universidade de Las Palmas.</p><div class="texto-destacado">Os recifes artificiais analisados nasceram do afundamento de duas antigas corvetas da Marinha Portuguesa: a Afonso Cerqueira, na Madeira, e a General Pereira d’Eça, no Porto Santo. Estas embarcações, hoje populares entre mergulhadores, foram transformadas em laboratórios vivos para avaliar o seu papel ecológico.</div><p>A monitorização revelou que os <strong>recifes artificiais</strong> atraem muitas das <strong>mesmas espécies </strong>que os naturais e, em alguns processos, comportam‑se de forma semelhante. No entanto, <strong>não conseguem replicar</strong> totalmente as <strong>funções ecológicas</strong> dos recifes naturais – sobretudo no que diz respeito à diversidade funcional e à complexidade das interações entre espécies.</p><h2>Duas ilhas, duas realidades</h2><p>O estudo mostra que o desempenho dos recifes artificiais depende fortemente do contexto ecológico de cada ilha. Na <strong>Madeira</strong>, onde as comunidades de peixes são mais ricas e diversificadas, as diferenças entre os dois ecossistemas foram menos marcadas. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Aqui, as estruturas artificiais funcionam como uma extensão da rede de habitats já existente, complementando o mosaico ecológico da ilha.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>No <strong>Porto Santo</strong>, as diferenças entre recifes naturais e artificiais foram mais evidentes, e o recife artificial <strong>apresentou valores elevados de diversidade funcional</strong> quando comparado com um recife natural sujeito a maior pressão de pesca. Em <strong>ambientes mais vulneráveis</strong>, os recifes artificiais parecem desempenhar um papel mais relevante na manutenção da biodiversidade.</p><h2>O que foi observado debaixo de água</h2><p>Ao longo dos nove anos, foram registadas <strong>52 espécies de peixes</strong>, incluindo castanhetas, peixes‑verdes, porquinhos, castanhetas‑pretas e bodiões – as mais abundantes. O estudo identificou também espécies de grande importância ecológica e de conservação, como o <strong>mero</strong>, o <strong>badejo</strong>, o <strong>peixe‑cão</strong>, o <strong>peixe‑porco</strong> e várias espécies de <strong>raias</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/recifes-artificiais-ajudam-a-preservar-biodiversidade-na-madeira-mas-nao-substituem-os-naturais-1788368576383.jpg" data-image="sk9rht5vyh9r" alt="curveta Afonso Cerqueira afundada serve de coral artificial" title="curveta Afonso Cerqueira afundada serve de coral artificial"><figcaption>A curveta Afonso Cerqueira é uma das três embarcações da Marinha Portuguesa afundadas na região da Madeira para impulsionar a biodiversidade e promover o turismo. Imagem: DRP/Madeira</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A presença destas espécies demonstra que os <strong>recifes artificiais</strong> conseguem atrair <strong>fauna diversa</strong> e desempenhar funções relevantes, mas <strong>não atingem o mesmo nível de complexidade ecológica</strong> dos recifes naturais, que acumulam séculos de formação e interações biológicas.</p><h2>Como se estuda um recife</h2><p>O estudo integra o trabalho do <strong>BioMa</strong>, um programa que monitoriza a biodiversidade marinha da Madeira desde 2016. Duas vezes por ano – no verão e no outono – a equipa mergulha nos mesmos locais para fotografar e registar a vida marinha. Atualmente, são monitorizados <strong>19 locais</strong> na Madeira e no Porto Santo, incluindo recifes rochosos, fundos de areia, campos de rodólitos e estruturas artificiais.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O BioMa já catalogou 85 espécies de peixes e mais de 70 espécies de invertebrados costeiros, incluindo novas espécies para a região e para a ciência. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Apesar da vasta informação recolhida, os investigadores ressalvam que só uma observação prolongada permite tirar conclusões robustas sobre tendências populacionais ou impactos da atividade humana.</p><p>A próxima fase do estudo passa por <strong>converter dados científicos em informação acessível para decisores políticos</strong>, facilitando a criação de medidas de gestão costeira e conservação.</p><h2>Proteger mosaicos, não peças isoladas</h2><p>Uma das principais conclusões do estudo é que a proteção da biodiversidade não pode centrar‑se apenas num tipo de habitat. <strong>Recifes </strong><strong>artificiais </strong>são úteis para criar novos espaços de vida marinha, mas<strong> não</strong><strong> substituem a necessidade de proteger recifes naturais</strong>, fundos de areia, campos de algas e outras estruturas essenciais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="702308" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-guardia-do-oceano-conheca-a-estatua-subaquatica-que-esta-a-salvar-os-recifes.html" title="A guardiã do oceano: conheça a estátua subaquática que está a salvar os recifes">A guardiã do oceano: conheça a estátua subaquática que está a salvar os recifes</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-guardia-do-oceano-conheca-a-estatua-subaquatica-que-esta-a-salvar-os-recifes.html" title="A guardiã do oceano: conheça a estátua subaquática que está a salvar os recifes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-guardia-do-oceano-conheca-a-estatua-subaquatica-que-esta-a-salvar-os-recifes-1742505313208_320.jpg" alt="A guardiã do oceano: conheça a estátua subaquática que está a salvar os recifes"></a></article></aside><p>Os investigadores defendem a criação de <strong>mosaicos de áreas protegidas</strong>, que integrem vários habitats e atuem como redes ecológicas completas. Proteger apenas um recife natural porque tem mais espécies, ou apenas um recife artificial porque tem maior densidade, é insuficiente. A conservação eficaz exige uma abordagem integrada.</p><h2>Décadas de experiência </h2><p>A Região Autónoma da Madeira tem uma longa experiência na implementação de recifes artificiais. Os primeiros foram <strong>instalados nos anos 1980</strong> pela Direção Regional de Pescas, com o objetivo de repovoar áreas costeiras afetadas pela atividade humana. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Desde então, várias embarcações foram afundadas para criar habitats marinhos. Entre elas destaca‑se o <em>Madeirense</em>, um antigo navio de carga afundado no Porto Santo, hoje considerado um verdadeiro santuário de biodiversidade. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Na costa sul da Madeira, as zonas do <strong>Paul do Mar</strong> e <strong>do Jardim do Mar</strong> receberam recifes artificiais entre os 18 e os 22 metros de profundidade, compostos por módulos de betão que contribuíram para um aumento significativo da biodiversidade local.</p><p>Mais recentemente, foi afundada a <strong>corveta <em>Pereira d’Eça</em></strong>, em 2016, no Porto Santo, que tem ajudado a simular a diversidade dos recifes naturais adjacentes. Dois anos mais tarde, as autoridades regionais fizeram o mesmo com a <strong>corveta <em>Afonso Cerqueira</em></strong>, na área marinha protegida do Cabo Girão, onde têm reforçado a produção local de espécies e dinamizado o turismo de mergulho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/recifes-artificiais-ajudam-a-preservar-biodiversidade-na-madeira-mas-nao-substituem-os-naturais-1788368834660.jpg" data-image="e5ohyzxoucq4" alt="ilha da Madeira" title="ilha da Madeira"><figcaption>A costa da ilha da Madeira é constituída por extensos habitats costeiros de recifes rochosos e fundos marinhos naturais ao longo de toda a sua extensão. Foto: C MSROSA, trabalho do próprio, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Esta experiência acumulada, segundo os investigadores, demonstra que os recifes artificiais podem ser recursos valiosos para a conservação, o turismo e a investigação científica, mas terão de estar obrigatoriamente <strong>integrados numa estratégia mais ampla </strong>de proteção dos ecossistemas naturais.</p><h2>Um futuro de ciência e gestão integrada</h2><p>Os recifes artificiais são aliados importantes, mas não substitutos dos recifes naturais. A preservação da biodiversidade marinha depende da proteção de todos os habitats <span style="margin: 0px; padding: 0px;">do<strong> ecossistema</strong></span><strong> </strong><span style="margin: 0px; padding: 0px;"><strong>costeiro </strong>da</span> Madeira e do Porto Santo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="698627" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/participe-no-censo-da-grande-barreira-do-coral-e-ajude-a-salvar-o-maior-sistema-de-recifes-do-mundo.html" title="Participe no Censo da Grande Barreira de Coral e ajude a salvar o maior sistema de recifes do mundo">Participe no Censo da Grande Barreira de Coral e ajude a salvar o maior sistema de recifes do mundo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/participe-no-censo-da-grande-barreira-do-coral-e-ajude-a-salvar-o-maior-sistema-de-recifes-do-mundo.html" title="Participe no Censo da Grande Barreira de Coral e ajude a salvar o maior sistema de recifes do mundo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/participe-no-censo-da-grande-barreira-do-coral-e-ajude-a-salvar-o-maior-sistema-de-recifes-do-mundo-1740423533362_320.jpg" alt="Participe no Censo da Grande Barreira de Coral e ajude a salvar o maior sistema de recifes do mundo"></a></article></aside><p>Com mais dados recolhidos e novas áreas prestes a serem monitorizadas, como a<strong> costa</strong><strong> norte</strong>, <span style="margin: 0px; padding: 0px;">as<strong> Desertas</strong></span><strong> </strong>e as <strong>Selvagens</strong>, a região prepara‑se para aprofundar o conhecimento sobre os seus ecossistemas e transformar ciência em políticas públicas eficazes.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Pedro%20Neves%2C%20Rodrigo%20Riera%20%26%20Claudia%20Ribeiro" data-year="" data-title="Artificial%20reefs%20as%20functional%20substitutes%3F%20insights%20from%20a%20nine-year%20reef%20fish%20monitoring%20in%20Madeira.%20Biodiversity%20and%20Conservation" data-url="https%3A%2F%2Flink.springer.com%2Farticle%2F10.1007%2Fs10531-026-03376-y">Pedro Neves, Rodrigo Riera & Claudia Ribeiro. <a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s10531-026-03376-y" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Artificial reefs as functional substitutes? insights from a nine-year reef fish monitoring in Madeira. Biodiversity and Conservation</a>.</cite><br><cite data-author="CIIMAR%20MADEIRA" data-year="" data-title="Programa%20de%20Monitoriza%C3%A7%C3%A3o%20de%20recifes%20naturais%20da%20Madeira%20e%20Porto%20Santo" data-url="https%3A%2F%2Famaco.pt%2Fwp-content%2Fuploads%2F2024%2F10%2F02_Relatorio_Recifes_artificiais_IFCN_2016-2019-optimized.pdf">CIIMAR MADEIRA. <a href="https://amaco.pt/wp-content/uploads/2024/10/02_Relatorio_Recifes_artificiais_IFCN_2016-2019-optimized.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Programa de Monitorização de recifes naturais da Madeira e Porto Santo</a>.</cite><br><cite data-author="Dire%C3%A7%C3%A3o%20Regional%20de%20Pescas" data-year="" data-title="Recifes%20Artificiais%20da%20Regi%C3%A3o%20Aut%C3%B3noma%20da%20Madeira" data-url="https%3A%2F%2Fmarmadeira.madeira.gov.pt%2Frecifes-artificiais-e-patrimonio-subaquatico%2F">Direção Regional de Pescas. <a href="https://marmadeira.madeira.gov.pt/recifes-artificiais-e-patrimonio-subaquatico/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Recifes Artificiais da Região Autónoma da Madeira</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/recifes-artificiais-ajudam-a-preservar-biodiversidade-na-madeira-mas-nao-substituem-os-naturais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Depressão atlântica chega aos Açores na sexta-feira: estas serão as ilhas mais afetadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atlantica-chega-aos-acores-na-sexta-feira-estas-serao-as-ilhas-mais-afetadas.html</link><pubDate>Wed, 02 Sep 2026 15:21:57 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A partir do final da tarde de sexta-feira, uma depressão deverá agravar o tempo nos Açores. O Grupo Ocidental será o primeiro e mais afetado, com chuva, trovoada, vento forte e ondas próximas dos 5 metros.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb3d2dm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb3d2dm.jpg" id="xb3d2dm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma depressão atlântica deverá alterar o estado do tempo nos Açores entre sexta-feira e domingo, trazendo chuva, vento mais intenso e um agravamento do estado do mar. <strong>Os efeitos deverão ser mais marcados nos grupos Ocidental e Central</strong>, enquanto as ilhas de São Miguel e Santa Maria ficarão mais afastadas da fase mais ativa do sistema.</p><h2>Depressão traz chuva, vento e forte agitação marítima aos Açores</h2><p>O agravamento deverá começar ao final da tarde de sexta-feira, com a aproximação da depressão pelo oeste/noroeste e a entrada de ar mais frio e instável em altitude. Esta configuração deverá aumentar a instabilidade atmosférica, <strong>favorecendo aguaceiros pontualmente mais intensos e a possibilidade de trovoada</strong>, sobretudo entre a tarde e a madrugada de sábado. No Grupo Ocidental, Flores e Corvo estarão particularmente expostos nesta primeira fase, enquanto as <strong>rajadas poderão atingir 55 a 60 km/h</strong> nas Flores e as ondas aproximar-se dos 5 metros. As temperaturas irão manter-se elevadas com <strong>28 ºC no Corvo, Flores e Horta, mantendo-se entre 25 e 26 ºC no Central.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atlantica-chega-aos-acores-na-sexta-feira-estas-serao-as-ilhas-mais-afetadas-1788358032061.jpg" data-image="1jlwxqm1d0eu"><figcaption>Ao final da tarde de sexta-feira, o vento deverá intensificar-se sobretudo no Grupo Ocidental, com rajadas que poderão aproximar-se dos 60 km/h nas Flores e dos 50 km/h no Corvo.</figcaption></figure><p><strong>No sábado, a instabilidade deverá estender-se ao Grupo Central</strong>, com Faial e Pico a concentrarem a precipitação mais significativa. O vento deverá também reforçar, sobretudo durante a madrugada e a manhã, com <strong>rajadas entre 35 e 45 km/h</strong> em várias ilhas. O estado do mar permanecerá mais adverso no Grupo Ocidental, embora o aumento da ondulação se faça sentir também no Grupo Central. As temperaturas deverão descer temporariamente no Grupo Ocidental, com máximas próximas de 24 ºC no Corvo e 25 ºC nas Flores, enquanto São Miguel poderá alcançar 27 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atlantica-chega-aos-acores-na-sexta-feira-estas-serao-as-ilhas-mais-afetadas-1788362378145.jpg" data-image="cttperrin5in" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>Durante a noite de sexta-feira e a madrugada de sábado, a instabilidade deverá começar a estender-se ao Grupo Central, atingindo inicialmente Faial e Pico, enquanto a precipitação se mantém mais intensa no Grupo Ocidental.</figcaption></figure><p>Entre sábado à noite e domingo deverão registar-se os maiores acumulados de precipitação do episódio, podendo atingir entre <strong>50 a 55 mm nas Flores e no Faial, e os 60 mm na Ilha do Pico</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atlantica-chega-aos-acores-na-sexta-feira-estas-serao-as-ilhas-mais-afetadas-1788362119008.jpg" data-image="u2hvfzg8107t" alt="precipitação acumulada" title="precipitação acumulada"><figcaption>Até ao final de domingo, os maiores acumulados deverão registar-se nas ilhas das Flores, Faial e Pico, onde poderão superar os 50 mm e aproximar-se dos 60 mm nesta última.</figcaption></figure><p>A agitação marítima deverá atingir o <strong>período mais adverso entre o final de sábado e a manhã de domingo</strong>, começando a diminuir durante a tarde. As temperaturas deverão recuperar no Grupo Ocidental, com máximas de 28 ºC no Corvo e nas Flores, enquanto a Horta poderá atingir 27 ºC.</p><h2>Madeira mantém tempo seco e estável até domingo</h2><p>Na Madeira, pelo contrário, <strong>o tempo deverá manter-se seco e estável entre sexta-feira e domingo</strong>, apesar do aumento da nebulosidade previsto para sábado. No domingo, o vento deverá tornar-se mais intenso, com rajadas próximas dos 40 km/h nas zonas mais expostas. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786764" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/padrao-nao-vai-manter-se-ate-11-de-setembro-alerta-marta-godinho-com-efeitos-evidentes-no-clima-em-portugal.html" title="Padrão NAO+ vai manter-se até 11 de setembro, alerta Marta Godinho: 'com efeitos evidentes no tempo em Portugal'">Padrão NAO+ vai manter-se até 11 de setembro, alerta Marta Godinho: "com efeitos evidentes no tempo em Portugal"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/padrao-nao-vai-manter-se-ate-11-de-setembro-alerta-marta-godinho-com-efeitos-evidentes-no-clima-em-portugal.html" title="Padrão NAO+ vai manter-se até 11 de setembro, alerta Marta Godinho: 'com efeitos evidentes no tempo em Portugal'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/padrao-nao-vai-manter-se-ate-11-de-setembro-alerta-marta-godinho-com-efeitos-evidentes-no-clima-em-portugal-1788346611274_320.jpg" alt="Padrão NAO+ vai manter-se até 11 de setembro, alerta Marta Godinho: 'com efeitos evidentes no tempo em Portugal'"></a></article></aside><p>As temperaturas deverão apresentar poucas variações, com <strong>máximas entre 22 e 26 ºC</strong>, geralmente mais elevadas na costa sul.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atlantica-chega-aos-acores-na-sexta-feira-estas-serao-as-ilhas-mais-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[5 destinos em França ideais durante a época baixa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/5-destinos-em-franca-ideais-durante-a-epoca-baixa.html</link><pubDate>Wed, 02 Sep 2026 12:21:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Após um verão de ondas de calor, as temperaturas em França estão gradualmente a voltar ao normal. Que melhor forma de aproveitar o final da temporada do que visitar destinos populares que são mais tranquilos em setembro?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ces-5-destinations-francaises-sont-ideales-en-arriere-saison-1787911445852.jpeg" data-image="kpa7zf5rf17x" alt="As Cabanes Tchanquées (cabanas sobre estacas) na Île aux Oiseaux, no coração da Baía de Arcachon." title="As Cabanes Tchanquées (cabanas sobre estacas) na Île aux Oiseaux, no coração da Baía de Arcachon."><figcaption>As Cabanes Tchanquées (cabanas sobre estacas) na Île aux Oiseaux, no coração da Baía de Arcachon.</figcaption></figure><p> De Bonifacio a Collioure, com paragens na Baía de Arcachon, Biarritz e no Luberon, eis <strong>cinco destinos ideais para visitar agora</strong>, com temperaturas ainda amenas e as multidões a começarem a diminuir. <br> </p><h2>Bonifácio, um regresso à autenticidade</h2><p>Segundo o portal de viagens Ulysse, a Agência de Turismo da Córsega (ATC) registou<strong> 370 mil visitantes em Bonifacio em agosto</strong>, marcando o pico da época turística de verão.</p><p><strong>A partir de setembro, o número de turistas diminui drasticamente</strong> e as temperaturas tornam-se mais amenas do que no verão, variando entre os 19 °C de manhã e os 27 °C à tarde. A temperatura da água do mar mantém-se muito agradável, cerca de 22–23 °C, criando condições ideais para nadar.</p><p>Os visitantes podem passear pelas ruas estreitas da cidadela e subir os 187 degraus da Escadaria do Rei de Aragão, que oferece <strong>vistas deslumbrantes para o mar</strong>. O trilho Campu Rumanilu, que percorre os penhascos de calcário, proporciona uma caminhada revigorante, ideal para ser apreciada de manhã cedo ou ao pôr-do-sol.</p><p>A<strong> cidade medieval recupera uma atmosfera mais local</strong>, permitindo interações mais autênticas com os residentes e comerciantes. As Ilhas Lavezzi e as suas praias também podem ser exploradas num ambiente muito mais tranquilo.</p><h2>Baía de Arcachon, uma fuga tranquila</h2><p>Após o incêndio florestal de Saumos, que desalojou 220.000 pessoas e queimou 42.000 hectares, <strong>o turismo está a regressar gradualmente à Baía de Arcachon</strong>, onde a zona norte tinha sido evacuada. Nesta zona muito visitada, as comunidades costeiras de La Teste-de-Buch, Gujan-Mestras, Le Teich e Arcachon não foram afetadas pelo fogo.</p><p>Em setembro, <strong>a luz dourada, as praias quase desertas e a maresia criam um ambiente tranquilo</strong>. As temperaturas rondam os 22 °C e as águas da baía mantêm-se suficientemente quentes para nadar. A majestosa Duna de Pilat e as aldeias de cultivo de ostras assumem um carácter mais calmo e intimista.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780081" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pedalar-ate-ao-comboio-vai-ficar-mais-simples-lisboa-prepara-57-novos-abrigos-para-bicicletas.html" title="Pedalar até ao comboio vai ficar mais simples: Lisboa prepara 57 novos abrigos para bicicletas">Pedalar até ao comboio vai ficar mais simples: Lisboa prepara 57 novos abrigos para bicicletas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pedalar-ate-ao-comboio-vai-ficar-mais-simples-lisboa-prepara-57-novos-abrigos-para-bicicletas.html" title="Pedalar até ao comboio vai ficar mais simples: Lisboa prepara 57 novos abrigos para bicicletas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pedalar-ate-ao-comboio-vai-ficar-mais-simples-lisboa-prepara-57-novos-abrigos-para-bicicletas-1784826729659_320.jpg" alt="Pedalar até ao comboio vai ficar mais simples: Lisboa prepara 57 novos abrigos para bicicletas"></a></article></aside><p>Suba à duna para contemplar um espetacular pôr-do-sol sobre a Baía de Arcachon e a floresta de Landes. <strong>Setembro é também uma ótima altura para saborear as deliciosas ostras da baía</strong>. Visite um dos pequenos portos de cultivo de ostras, acomode-se numa cabana rústica e desfrute desta iguaria local com um copo de vinho branco.</p><p>Alugue um barco ou faça um passeio numa tradicional pinasse pelas águas tranquilas da Baía de Arcachon. <strong>Explore a Ilha dos Pássaros, onde mais de 150 espécies podem ser observadas durante este período</strong>, além das suas famosas cabanas e enseadas escondidas que parecem congeladas no tempo.</p><h2>O maciço do Luberon, os tons ocre e a arte provençal de viver</h2><p>Entre setembro e novembro, o Luberon transforma-se em tons de dourado, ocre e vermelho. <strong>Os dias são frequentemente ensolarados, com temperaturas que variam entre os 14 e os 20 °C</strong>. Em Cucuron, o lago rodeado por plátanos centenários reflete nuances douradas; os terraços permanecem abertos e as ruas tranquilas convidam os visitantes a passear. A atmosfera outonal capta a arte provençal de viver na sua forma mais serena.</p><p>As<strong> vinhas e os olivais ganham cores marcantes, enquanto os trilhos se transformam em rotas tranquilas de exploração</strong>. A partir de La Motte-d'Aigues, Grambois ou Ansouis, os visitantes podem caminhar por trilhos marcados pelas colinas ou simplesmente caminhar entre vinhas douradas. O outono é também uma época ideal para a fotografia, contemplação e desligar do dia a dia.</p><p>Em setembro, <strong>o estacionamento perto do Colorado Provençal já não exige reserva antecipada</strong>. Os penhascos ocres do maciço de Luberon, cujas cores lembram as paisagens do Oeste americano, brilham sob a luz do outono, que realça a sua rica paleta de cores.</p><h2>Collioure: caminhadas, natação e sabores locais</h2><p>Em Collioure, <strong>o número de turistas começa a diminuir a partir de 15 de agosto, facilitando o estacionamento e o trânsito na vila</strong>. No outono, o porto e os seus restaurantes retomam um ritmo mais tranquilo. Os visitantes podem saborear especialidades locais com anchovas.</p><p>O bairro de Mouré, com as suas casas coloridas, pode ser explorado sem pressas. <strong>As temperaturas mantêm-se amenas, variando entre os 17 e os 25 °C</strong>, enquanto o mar conserva o calor acumulado durante o verão, com temperaturas da água entre os 20 e os 22 °C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ces-5-destinations-francaises-sont-ideales-en-arriere-saison-1787911900524.jpeg" data-image="ab4xxtlguakt" alt="O Castelo Real de Collioure e a Igreja de Notre-Dame-des-Anges." title="O Castelo Real de Collioure e a Igreja de Notre-Dame-des-Anges."><figcaption>O Castelo Real de Collioure e a Igreja de Notre-Dame-des-Anges.</figcaption></figure><p>Visite o Castelo Real de Collioure, construído no interior das fortificações, e a Igreja de Notre-Dame-des-Anges, que possui uma torre sineira em forma de farol e alberga um retábulo barroco aberto a visitas. <strong>Com a sua luz dourada, o outono é a estação perfeita para a fotografia e para caminhadas no ar mais fresco</strong>. É também a época da colheita da uva nas vinhas em socalcos de Banyuls e Collioure.</p><h2>Biarritz: surf e dança</h2><p><strong>O número de visitantes em Biarritz começa a diminuir em setembro</strong>. As temperaturas médias variam entre os 15 °C de manhã e os 23 °C à tarde, enquanto o mar permanece a uns agradáveis 21 °C. <strong>Setembro é um mês ideal para a prática de surf</strong>, graças à temperatura amena da água e às excelentes condições das ondas.</p><p>Desfrute de <strong>praias icónicas como a Côte des Basques ou a Grande Plage</strong> sem as multidões do verão. O Rocher de la Vierge, que oferece vistas panorâmicas da costa, é muito mais fácil de visitar sem as longas filas típicas da época alta.</p><p><strong>Delicie-se com peixe fresco no porto de pesca</strong>, com as suas encantadoras cabanas e portadas coloridas. Por fim, não perca o festival de dança Le Temps d'Aimer, que anima a região durante todo o mês de setembro.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Odyss%C3%A9e%2C%20Luc%20Rongier" data-year="22%20de%20agosto%20del%202026" data-title="Voyage%20Les%20touristes%20sont%20partis%20mais%20le%20soleil%20reste%2C%20ces%205%20destinations%20fran%C3%A7aises%20sont%20encore%20parfaites%20en%20septembre%20et%20octobre" data-url="https%3A%2F%2Fulysse.com%2Fnews%2Fles-touristes-sont-partis-mais-le-soleil-reste-ces-5-destinations-francaises-sont-encore-parfaites-en-septembre-et-octobre">Odyssée, Luc Rongier. (August 22, 2026). <a href="https://ulysse.com/news/les-touristes-sont-partis-mais-le-soleil-reste-ces-5-destinations-francaises-sont-encore-parfaites-en-septembre-et-octobre" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Travel: The tourists are gone but the sun remains — these 5 French destinations are still perfect in September and October</a>.</cite></p></section><p> <a href="https://ulysse.com/news/les-touristes-sont-partis-mais-le-soleil-reste-ces-5-destinations-francaises-sont-encore-parfaites-en-septembre-et-octobre"></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/5-destinos-em-franca-ideais-durante-a-epoca-baixa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Padrão NAO+ vai manter-se até 11 de setembro, alerta Marta Godinho: "com efeitos evidentes no tempo em Portugal"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/padrao-nao-vai-manter-se-ate-11-de-setembro-alerta-marta-godinho-com-efeitos-evidentes-no-clima-em-portugal.html</link><pubDate>Wed, 02 Sep 2026 11:21:47 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O início de setembro será marcado pela alternância entre os regimes NAO+ e Atlantic Ridge, com predomínio do primeiro. Após alguns dias de calor e um sábado instável, as previsões apontam para temperaturas acima da média e pouca chuva.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb3b4du"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb3b4du.jpg" id="xb3b4du"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><br>As previsões do ECMWF apontam para a manutenção de um padrão atmosférico dominado maioritariamente pela fase positiva da Oscilação do Atlântico Norte (NAO+) durante os próximos dias.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Em Portugal, os seus efeitos serão evidentes e, apesar de um episódio de instabilidade no sábado (5), a tendência para a segunda semana de setembro será de <strong>temperaturas acima da média e precipitação abaixo do normal</strong>.</p><h2>A NAO+ estará presente no início de setembro, mas o Atlantic Ridge também terá influência</h2><p>A previsão sub-sazonal dos regimes meteorológicos do ECMWF mostra que a <strong>NAO+ (fase positiva da Oscilação do Atlântico Norte) será o padrão predominante durante grande parte dos primeiros dias de setembro</strong>, embora não de forma contínua. O gráfico evidencia algumas interrupções, com destaque para a influência temporária do regime <strong>Atlantic Ridge (ATR)</strong>, representado a roxo, particularmente em torno do dia 5/6. Posteriormente, a probabilidade de NAO+ volta a aumentar de forma bastante expressiva, tornando-se novamente o regime dominante aproximadamente entre os dias 7 e 10 de setembro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/padrao-nao-vai-manter-se-ate-11-de-setembro-alerta-marta-godinho-com-efeitos-evidentes-no-clima-em-portugal-1788346310593.jpg" data-image="tyypko6n7iu5" alt="Regimes Euro-Atlânticos" title="Regimes Euro-Atlânticos"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-494288">O NAO+ deverá ser o regime predominante durante grande parte dos primeiros dias de setembro, embora com uma interrupção associada ao Atlantic Ridge. Após o dia 6, a probabilidade de NAO+ volta a aumentar de forma bastante expressiva.</figcaption></figure><p>O regime <strong>NAO+</strong> caracteriza-se, de forma simplificada, por um reforço do contraste de pressão entre as altas pressões subtropicais do Atlântico e as baixas pressões nas latitudes mais elevadas. Esta configuração tende a intensificar e deslocar para norte a circulação das principais depressões e frentes atlânticas, deixando Portugal mais frequentemente sob influência anticiclónica e, consequentemente, com <strong>tempo mais seco e estável</strong>.</p><p>Contudo, o gráfico mostra também alguns dias sob maior influência do <strong>Atlantic Ridge</strong>, um regime caracterizado pelo desenvolvimento de uma dorsal de altas pressões sobre o Atlântico Norte. É precisamente neste contexto que se enquadra a <strong>maior instabilidade prevista para sábado, dia 5.</strong></p><p>Assim, mais do que uma situação de NAO+ permanente, os próximos dias deverão apresentar uma <strong>alternância entre NAO+ e Atlantic Ridge, com clara predominância do primeiro no conjunto do período</strong>, algo que terá efeitos evidentes no tempo em Portugal.</p><h2>Até sexta-feira o anticiclone bloqueia as principais tempestades atlânticas</h2><p>Entre esta quarta-feira, dia 2, e sexta-feira, dia 4, as altas pressões deverão manter uma influência importante sobre a Península Ibérica.</p><p>A configuração atmosférica prevista para sexta-feira é bastante ilustrativa: a noroeste dos Açores encontra-se uma depressão atlântica, acompanhada por uma extensa massa de nebulosidade e precipitação. Contudo, entre este sistema e Portugal estabelece-se uma região de altas pressões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/padrao-nao-vai-manter-se-ate-11-de-setembro-alerta-marta-godinho-com-efeitos-evidentes-no-clima-em-portugal-1788346495290.jpg" data-image="jwu1isyowwmw" alt="Configuração atmosférica: Pressão e chuva" title="Configuração atmosférica: Pressão e chuva"><figcaption>As altas pressões no Atlântico e sobre a Península Ibérica ajudam a desviar as principais depressões e frentes para latitudes mais elevadas. A oeste dos Açores observa-se uma depressão atlântica, sem progressão direta para Portugal continental.</figcaption></figure><p>Este "escudo" anticiclónico deverá impedir que as principais frentes atlânticas avancem diretamente sobre Portugal continental, desviando a circulação mais perturbada para norte.</p><p>Ao mesmo tempo, o território continuará sob influência de uma massa de ar bastante quente. <strong>Quinta-feira deverá ser um dos dias mais quentes deste período</strong>, com o Alentejo a poder registar máximas superiores a 40 ºC em alguns locais. Na sexta-feira (4), apesar da manutenção de um ambiente quente, começarão a surgir alguns sinais de mudança. A nebulosidade deverá aumentar e não se exclui a ocorrência pontual de precipitação fraca.</p><h2>Sábado interrompe temporariamente a estabilidade com trovoadas de norte a sul</h2><p>Será no <strong>sábado, dia 5</strong>, que a situação meteorológica poderá tornar-se bastante mais interessante. As projeções atuais apontam para um aumento significativo da atividade convectiva durante o dia. As primeiras células poderão surgir durante a manhã, incluindo em zonas do litoral, nomeadamente nas regiões de Lisboa e Leiria. Com o avançar das horas, a instabilidade deverá estender-se para o interior e para outras regiões do país.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/padrao-nao-vai-manter-se-ate-11-de-setembro-alerta-marta-godinho-com-efeitos-evidentes-no-clima-em-portugal-1788346611274.jpg" data-image="suvub9wj21mc" alt="Densidade de descargas elétricas" title="Densidade de descargas elétricas"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-243646">A instabilidade aumenta significativamente no sábado, com possibilidade de trovoadas em várias regiões do país. No Norte, a Meteored projeta localmente densidades superiores a 10 raios/km², podendo as células convectivas ser acompanhadas por aguaceiros, granizo e rajadas fortes.</figcaption></figure><p>Durante a tarde, o modelo Meteored projeta <strong>descargas elétricas em vários pontos de Portugal continental</strong>, com maior atividade em algumas zonas do Norte e Centro. Localmente, a densidade de raios prevista ultrapassa os 12 raios/km².</p><p>A combinação de <strong>temperaturas elevadas junto à superfície e ar relativamente mais frio em altitude</strong> favorece movimentos verticais vigorosos na atmosfera. O ar quente ascende, arrefece e condensa, permitindo o rápido desenvolvimento de nuvens convectivas. Por isso, além das trovoadas, poderão ocorrer <strong>aguaceiros localmente intensos, granizo e rajadas fortes de vento</strong> associados às células mais desenvolvidas. </p><h2>Depois da instabilidade, o NAO+ volta a deixar a sua marca</h2><p>O episódio de sábado não deverá representar uma alteração definitiva do padrão atmosférico. Pelo contrário, quando se olha para a escala de vários dias, as projeções continuam a favorecer condições compatíveis com a influência do NAO+. E é aqui que os mapas sub-sazonais do ECMWF para a semana de <strong>7 a 14 de setembro</strong> se tornam particularmente relevantes.</p><p>A previsão das anomalias da temperatura a 2 metros apresenta praticamente todo o território continental sob <strong>anomalia positiva</strong>, indicando temperaturas médias semanais superiores aos valores climatológicos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/padrao-nao-vai-manter-se-ate-11-de-setembro-alerta-marta-godinho-com-efeitos-evidentes-no-clima-em-portugal-1788346743560.jpg" data-image="jze86f1naxtt" alt="Anomalia semanal da temperatura" title="Anomalia semanal da temperatura"><figcaption>A segunda semana de setembro deverá apresentar temperaturas médias acima do normal em Portugal continental. A anomalia positiva será mais evidente no Sul e em partes do interior Norte e Centro, sendo mais discreta junto ao litoral.</figcaption></figure><p>O sinal quente deverá ser mais pronunciado no <strong>Sul e em partes do interior das regiões Norte e Centro</strong>. Junto ao litoral Norte e Centro, a influência marítima deverá contribuir para limitar o aquecimento, pelo que as anomalias serão tendencialmente mais modestas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786711" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-12-c-acima-da-media-o-aumento-da-temperatura-previsto-para-amanha-dia-3-reforcara-as-anomalias-termicas-positivas.html" title="Até 12°C acima da média: o aumento da temperatura previsto para amanhã, dia 3, reforçará as anomalias térmicas positivas">Até 12°C acima da média: o aumento da temperatura previsto para amanhã, dia 3, reforçará as anomalias térmicas positivas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-12-c-acima-da-media-o-aumento-da-temperatura-previsto-para-amanha-dia-3-reforcara-as-anomalias-termicas-positivas.html" title="Até 12°C acima da média: o aumento da temperatura previsto para amanhã, dia 3, reforçará as anomalias térmicas positivas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-12-c-acima-da-media-preve-se-um-aumento-da-temperatura-amanha-dia-3-reforcando-as-anomalias-termicas-positivas-1788302148323_320.jpg" alt="Até 12°C acima da média: o aumento da temperatura previsto para amanhã, dia 3, reforçará as anomalias térmicas positivas"></a></article></aside><p>Importa recordar que uma anomalia positiva semanal não significa necessariamente calor extremo todos os dias. Significa, neste caso, que a <strong>temperatura média do conjunto da semana deverá ficar acima da média climatológica</strong> para esta altura do ano.</p><h2>Até dia 11, setembro poderá continuar mais quente e seco que o normal</h2><p>A precipitação reforça ainda mais este cenário. O mapa semanal do ECMWF aponta para <strong>anomalias negativas de precipitação em Portugal</strong>, sinal de que, no conjunto da semana, deverá chover menos do que seria climatologicamente expectável.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/padrao-nao-vai-manter-se-ate-11-de-setembro-alerta-marta-godinho-com-efeitos-evidentes-no-clima-em-portugal-1788346825973.jpg" data-image="egojip00plff" alt="Anomalia semanal da precipitação" title="Anomalia semanal da precipitação"><figcaption>O ECMWF antecipa uma semana globalmente mais seca do que o habitual em Portugal. As anomalias negativas de precipitação reforçam a tendência para uma primeira metade de setembro com poucos episódios de chuva significativa.</figcaption></figure><p>Assim, depois da exceção mais instável prevista para sábado, a tendência de médio prazo volta a favorecer <strong>tempo predominantemente seco e temperaturas acima da média</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/padrao-nao-vai-manter-se-ate-11-de-setembro-alerta-marta-godinho-com-efeitos-evidentes-no-clima-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 12°C acima da média: o aumento da temperatura previsto para amanhã, dia 3, reforçará as anomalias térmicas positivas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-12-c-acima-da-media-o-aumento-da-temperatura-previsto-para-amanha-dia-3-reforcara-as-anomalias-termicas-positivas.html</link><pubDate>Wed, 02 Sep 2026 10:02:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O IPMA prolongou os avisos amarelos de tempo quente. Inicialmente estes estariam em vigor até às 6h do dia 4 de setembro, mas neste momento, deverão prolongar-se até às 18h do mesmo dia. O número de distritos em alerta mantém-se.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb35nx2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb35nx2.jpg" id="xb35nx2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Neste momento, <strong>são 11 os distritos sob aviso amarelo de tempo quente</strong>, de acordo com o IPMA. Este aviso entra em vigor às 9h de amanhã, dia 3 de setembro e termina pelas 18h do dia seguinte, sexta-feira.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Os distritos em questão são: Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Santarém, Lisboa, Setúbal, Portalegre, Évora e Beja. Os restantes, que fazem parte da faixa litoral Norte e Centro e Faro, encontram-se isentos de qualquer aviso, devido a uma <strong>subida mais contida das temperaturas</strong>.</p><h2>Anomalias térmicas vão intensificar-se entre hoje e amanhã</h2><p>O dia de hoje também registará uma subida das temperaturas máximas, no entanto, esta subida será mais contida, face à que se espera para amanhã. Com isto, as anomalias térmicas positivas, ou valores acima da média, hoje já deverão cobrir a maior parte da nossa geografia continental, com <strong>valores até 6 ºC acima da média</strong>, especialmente em alguns pontos dos distritos de Lisboa e Faro. O litoral de Aveiro deverá contar com uma anomalia negativa, ou valores abaixo da média, de até 3 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-12-c-acima-da-media-preve-se-um-aumento-da-temperatura-amanha-dia-3-reforcando-as-anomalias-termicas-positivas-1788302148323.jpg" data-image="qkoxoaldmsyg" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>Como temos vindo a reforçar, as temperaturas contarão com valores muito acima da média em boa parte do país ao longo da tarde de amanhã, quinta-feira.</figcaption></figure><p>Amanhã, durante as horas de maior calor, as anomalias deverão intensificar-se, à medida que se esperam <strong>temperaturas máximas na ordem dos 42 ºC</strong>, especialmente no Alentejo. E será nesta região que as anomalias térmicas mais evidentes deverão ser registadas, como podemos observar no mapa acima, onde os valores poderão ser de até 12 ºC acima da normal climatológica de referência.</p><h2>A partir do fim de semana há alívio térmico, mas não em todo o lado</h2><p>Ainda que na sexta-feira se espere uma <strong>descida das temperaturas em boa parte do país, esta será pouco significativa</strong>, uma vez que os valores deverão manter-se próximos dos 40 ºC em vários pontos do interior do país. No Vale do Douro poderá dar-se uma subida, onde os termómetros poderão registar até 41 ºC, sendo esta a zona mais quente do país nesse dia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786607" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-calor-a-partir-das-09-00-de-quinta-feira-3-esperam-se-temperaturas-elevadas-nestes-11-distritos.html" title="Aviso amarelo de calor: a partir das 09:00 de quinta-feira (3) esperam-se temperaturas elevadas nestes 11 distritos">Aviso amarelo de calor: a partir das 09:00 de quinta-feira (3) esperam-se temperaturas elevadas nestes 11 distritos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-calor-a-partir-das-09-00-de-quinta-feira-3-esperam-se-temperaturas-elevadas-nestes-11-distritos.html" title="Aviso amarelo de calor: a partir das 09:00 de quinta-feira (3) esperam-se temperaturas elevadas nestes 11 distritos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-amarelo-de-calor-a-partir-das-09-00-de-quinta-feira-3-esperam-se-temperaturas-elevadas-nestes-11-distritos-1788257305725_320.png" alt="Aviso amarelo de calor: a partir das 09:00 de quinta-feira (3) esperam-se temperaturas elevadas nestes 11 distritos"></a></article></aside><p>No entanto, nos dias seguintes, a <strong>descida térmica será mais evidente, especialmente no litoral Norte e Centro do país</strong>, trazendo de volta as anomalias nulas (valores dentro da média) ou negativas a esta região. Com isto, e tendo em conta a variabilidade destes fatores, aconselhamos que se mantenha atento às próximas previsões em <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/" target="_blank" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">tempo.pt</a>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-12-c-acima-da-media-o-aumento-da-temperatura-previsto-para-amanha-dia-3-reforcara-as-anomalias-termicas-positivas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Poda das roseiras no outono: quanto se pode e deve cortar antes do inverno?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/poda-das-roseiras-no-outono-quanto-se-pode-e-deve-cortar-antes-do-inverno.html</link><pubDate>Wed, 02 Sep 2026 09:06:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>O outono está a chegar, e com ele surge a questão crucial de como e quando devemos podar os nossos arbustos, plantas perenes e árvores. O ideal é que a poda seja adaptada à espécie específica da planta.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/rosen-schneiden-im-herbst-wie-viel-rueckschnitt-vor-dem-winter-erlaubt-und-sinnvoll-ist-1787835147084.jpeg" data-image="bvjdozj4gyts"><figcaption>A época ideal para a poda varia consoante o tipo e a idade da roseira.</figcaption></figure><p>Nem todas as plantas precisam de ser podadas ao mesmo tempo. Mesmo entre os diferentes tipos de rosas, o momento ideal pode variar. <strong>As condições climáticas locais e a localização da planta também influenciam a época ideal</strong>.</p><h2>A poda no outono é possível</h2><p>Algumas roseiras florescem duas ou três vezes por ano, o que significa que a época ideal para a poda também varia. Por isso, <strong>faz sentido esperar até que a planta tenha definitivamente terminado a floração antes de a podar</strong>. As roseiras ainda podem ser podadas no outono. É aconselhável cortar cerca de um terço do seu comprimento. Um corte mais drástico pode enfraquecer a planta e dificultar a sua sobrevivência durante o inverno.</p><h2>Corte a planta apenas num terço</h2><p>Em geral, <strong>o inverno também provoca um pouco de definhamento nas roseiras</strong>. As geadas severas podem afetá-las tanto que o crescimento na primavera seguinte é significativamente menor. Se a planta tiver sido podada apenas num terço, ainda terá a hipótese de ressurgir do inverno com bastante vigor. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/rosen-schneiden-im-herbst-wie-viel-rueckschnitt-vor-dem-winter-erlaubt-und-sinnvoll-ist-1787834996581.jpeg" data-image="ybldpsjts0z3"><figcaption>A poda pode ser realizada várias vezes por ano.</figcaption></figure><p>Uma boa proteção de inverno para as roseiras consiste, sobretudo, em empilhar ramos de coníferas ou de húmus à sua volta. <strong>Uma mistura de terra vegetal e húmus protege as plantas do frio excessivo</strong>, ajudando a evitar que congelem tão rapidamente. </p><h2>As coníferas protegem as roseiras no inverno</h2><p>Os<strong> ramos das coníferas também devem cobrir bem o solo</strong>. Durante invernos rigorosos e ventos fortes, a vegetação adicional de coníferas pode proporcionar proteção extra, juntamente com a cobertura do solo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="754641" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-podar-uma-roseira-sem-medo-o-corte-que-parece-agressivo-mas-ativa-a-sua-vida-a-partir-do-interior.html" title="Como podar uma roseira sem medo: o corte que parece agressivo mas ativa a sua vida a partir do interior">Como podar uma roseira sem medo: o corte que parece agressivo mas ativa a sua vida a partir do interior</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-podar-uma-roseira-sem-medo-o-corte-que-parece-agressivo-mas-ativa-a-sua-vida-a-partir-do-interior.html" title="Como podar uma roseira sem medo: o corte que parece agressivo mas ativa a sua vida a partir do interior"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/guia-definitiva-para-podar-rosales-1771253244123_320.jpeg" alt="Como podar uma roseira sem medo: o corte que parece agressivo mas ativa a sua vida a partir do interior"></a></article></aside><p>Em alguns casos, podem ser colocados ramos de coníferas à volta das plantas e arbustos. Isto proporciona uma <strong>proteção extra para plantas maiores e mais sensíveis</strong>. Outra opção é a utilização de manta geotêxtil. Esta manta respirável pode ser utilizada para cobrir plantas sensíveis de forma prática.</p><h2>As roseiras também podem ser podadas na primavera</h2><p>Uma <strong>poda completa também pode ser feita na primavera</strong>. Os novos rebentos laterais que surgirem podem ser cortados sem preocupação. Isto ajuda a roseira a manter a sua forma original e desejada.</p><p>Por último, mas não menos importante, a poda drástica pode proteger as roseiras da chamada "senescência". As plantas cujos ramos estão verdes e a produzir flores apenas no topo tornam-se lenhosas e desprovidas de folhagem na parte inferior, o que indica que não foram podadas regularmente. <strong>A poda regular ajuda a planta a produzir novos rebentos saudáveis e a desenvolver flores magníficas</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="t-online.de" data-year="2026" data-title="Rosen%20schneiden%20im%20Herbst%3A%20Ja%20oder%20Nein%3F" data-url="https%3A%2F%2Fwww.t-online.de%2Fheim-garten%2Fgarten%2Fid_90831716%2Frosen-schneiden-im-herbst-wie-viel-ist-erlaubt-.html">t-online.de. (2026). <a href="https://www.t-online.de/heim-garten/garten/id_90831716/rosen-schneiden-im-herbst-wie-viel-ist-erlaubt-.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Rosen schneiden im Herbst: Ja oder Nein?</a>.</cite><br><cite data-author="mein-schoener-Garten.de" data-year="2026" data-title="Winterschutz%20f%C3%BCr%20Rosen" data-url="https%3A%2F%2Fwww.mein-schoener-garten.de%2Fgartenpraxis%2Fziergaerten%2Fwinterschutz-fuer-rosen-7441">mein-schoener-Garten.de. (2026). <a href="https://www.mein-schoener-garten.de/gartenpraxis/ziergaerten/winterschutz-fuer-rosen-7441" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Winterschutz für Rosen</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/poda-das-roseiras-no-outono-quanto-se-pode-e-deve-cortar-antes-do-inverno.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Trajeto global do plástico: mais de 400 milhões de toneladas são produzidas por ano, mas menos de 10% são recicladas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/jornada-global-do-plastico-mais-de-400-milhoes-de-toneladas-sao-produzidas-ao-ano-mas-menos-de-10-sao-recicladas.html</link><pubDate>Wed, 02 Sep 2026 08:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Mais de 400 milhões de toneladas de plástico são produzidas na Terra a cada ano, das quais menos de 10% são recicladas. O seu transporte e distribuição são globais. Os menores são os mais perigosos e os mais difíceis de reduzir.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-transporte-global-de-plasticos-por-tierra-mar-y-aire-1786289774004.jpg" data-image="1dc0dn63e53j"><figcaption>Uma grande proporção dos resíduos gerados pelas atividades humanas é composta por plástico.</figcaption></figure><p>A<strong> poluição por plástico</strong> é <strong>um dos principais problemas e desafios do século atual</strong>. Enquanto lê estas linhas, o ar que entra nos seus pulmões contém partículas microscópicas de plástico (microplásticos e nanoplásticos). Qualquer alimento ou bebida que consuma também conterá vestígios dessas partículas. Nem mesmo o lugar mais isolado e intocado da Terra que possa imaginar escapou da presença do plástico.</p><p>A <strong>produção global anual </strong>de plástico ultrapassa atualmente <strong>400 milhões de toneladas</strong>. Apesar dos anos — e até mesmo décadas — que o mundo desenvolvido dedicou à implementação de medidas para reciclar os diversos tipos de resíduos que geramos, as<strong> taxas globais de reciclagem de plástico permanecem abaixo de 10% da produção total</strong>; consequentemente, a quantidade de plástico na Terra aumenta de ano para ano, agravando os problemas associados.</p><h2>Plásticos à mercê da dinâmica do ar e da água</h2><p>Como observam Tania Alonso Cascallana e Juan F. Samaniego na introdução do seu livro recente '<em>A Era do Plástico</em>' (Shackleton Books, 2026): “<strong>Uma grande parte do plástico produzido desde 1950 acabou nos nossos rios e mares</strong>, decompondo-se em fragmentos cada vez mais pequenos que hoje fazem parte da cadeia alimentar e do ciclo da água; estes são transportados pelo vento e correntes ao redor do globo e também chegam aos nossos corpos”.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-transporte-global-de-plasticos-por-tierra-mar-y-aire-1786289805448.jpg" data-image="zrzpqu8ffeh7"><figcaption>A questão das vastas quantidades de materiais plásticos que se acumulam na Terra é analisada de forma rigorosa no livro '<em>La era del plástico</em>' (Shackleton Books, 2026), de autoria de Tania Alonso Cascallana e Juan F. Samaniego.</figcaption></figure><p>Tanto a<strong> circulação geral atmosférica </strong>como o sistema de<strong> correntes oceânicas</strong> que circunda a Terra<strong> transportam e distribuem</strong> de forma eficaz vastas quantidades de plástico, acumulando-o em áreas propícias a esse acúmulo — como os centros dos cinco principais giros oceânicos, dominados por grandes anticiclones subtropicais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-transporte-global-de-plasticos-por-tierra-mar-y-aire-1786290017446.jpg" data-image="8uze5uzi0qkn"><figcaption>Plásticos estão a acumular-se nos oceanos — na superfície, formando ilhas gigantescas, bem como na coluna de água e no fundo do mar.</figcaption></figure><p>Embora vastas áreas da superfície oceânica (situadas no interior desses giros) deem origem ao que foi apelidado de <strong>"ilhas de plástico"</strong>, uma parcela significativa do plástico que chega aos oceanos distribui-se por toda a coluna de água, abaixo da superfície.</p><p>Nessas <strong>profundezas</strong>, não se encontram fragmentos de plástico tão grandes quanto os que flutuam na superfície, mas sim elementos muito menores — frequentemente de tamanho microscópico — resultantes da degradação de itens plásticos maiores.</p><h2>Uma Terra plastificada</h2><p>Não é exagero dizer que <strong>estamos a cobrir a Terra de plástico</strong>. Podemos lidar com resíduos plásticos de maior porte através de diversas<strong> soluções técnicas</strong>; no entanto, a melhor estratégia para reduzir a quantidade de plástico no planeta envolve <strong>conter a produção e melhorar as taxas de reciclagem</strong> — especificamente mediante a implementação de medidas em países em desenvolvimento, onde a reciclagem de plástico é inexistente ou insignificante.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-transporte-global-de-plasticos-por-tierra-mar-y-aire-1786290039726.jpg" data-image="0kyatyapq4t5"><figcaption>Os plásticos chegaram a todos os cantos do planeta, e o seu acúmulo tem um grande impacto em diversos habitats e organismos vivos.</figcaption></figure><p>Além da eliminação visível e progressiva de plásticos em grande escala, enfrentamos um problema de difícil solução: os <strong>microplásticos e nanoplásticos</strong>. <strong>Invisíveis a olho nu</strong>, estes estão cada vez mais presentes em toda parte na Terra — desde as neves perpétuas que cobrem os picos mais altos das montanhas até às águas das profundezas oceânicas, o gelo no interior da Antártida, as areias no coração do Saara e a chuva que irriga as florestas tropicais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/garrafas-plasticas-recicladas-que-nao-sao-reutilizadas-um-verdadeiro-problema-ambiental.html" title="Garrafas plásticas recicladas que não são reutilizadas: um verdadeiro problema ambiental">Garrafas plásticas recicladas que não são reutilizadas: um verdadeiro problema ambiental</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/garrafas-plasticas-recicladas-que-nao-sao-reutilizadas-um-verdadeiro-problema-ambiental.html" title="Garrafas plásticas recicladas que não são reutilizadas: um verdadeiro problema ambiental"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/bouteilles-plastique-recyclees-environnement-planete-1782975808698_320.jpg" alt="Garrafas plásticas recicladas que não são reutilizadas: um verdadeiro problema ambiental"></a></article></aside><p>“Nos próximos anos — para citar novamente Tania e Juan (autores de '<em>La era del plástico</em>') — (...) teremos mais informações sobre o <strong>impacto </strong>que os menores fragmentos desse material — microplásticos e nanoplásticos — exercem sobre a nossa saúde.</p><p>Para isso, estão a ser desenvolvidos novos métodos de deteção, medição e análise que poderão transformar o que sabemos até agora. E, complementando o trabalho dos cientistas, há o esforço de muitas pessoas que procuram alternativas a este material, lutam para<strong> regulamentar a sua produção e a gestão dos seus resíduos</strong>, ou pressionam pela proibição dos aditivos mais poluentes”.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/jornada-global-do-plastico-mais-de-400-milhoes-de-toneladas-sao-produzidas-ao-ano-mas-menos-de-10-sao-recicladas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A fuga das águas do lago Loughareema é um fenómeno (ainda) inexplicável para os cientistas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-fuga-das-aguas-do-lago-loughareema-e-um-fenomeno-ainda-inexplicavel-para-os-cientistas.html</link><pubDate>Wed, 02 Sep 2026 07:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Graças a um sistema de drenagem subterrâneo que os cientistas ainda não compreendem, este lago pode estar cheio de manhã e vazio algumas horas depois.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-fuga-das-aguas-do-lago-loughareema-e-um-fenomeno-ainda-inexplicavel-para-os-cientistas-1788193657617.jpg" data-image="rfi8ld3rpkxt" alt="lago Loughareem" title="lago Loughareem"><figcaption>O lago Loughareema está localizado no Condado de Antrim, na Irlanda do Norte. Foto: discovernorthernireland.com/</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Ao passar pela estrada de <strong>Ballycastle</strong>, que atravessa o lago das terras altas de <strong>Loughareema</strong>, no condado de <strong>Antrim</strong>, é bem possível que se depare com um <strong>lago transbordante e cheio de vida</strong>. Mas pode também dar-se o caso de estar <strong>vazio e coberto por um leito de lama.</strong></p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Nunca saberá, de antemão, como irá encontrar o lago Loughareema, na região de Gateway. Na Irlanda do Norte, este lugar dinâmico e misterioso é popularmente chamado de “The Vanishing Lake”, o lago que desaparece.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Rodeada por um <strong>pântano húmido</strong> e acessos difíceis, a <strong>paisagem</strong> está frequentemente envolta numa <strong>densa neblina</strong>, tornando-a num destino <strong>pouco</strong> <strong>frequentado</strong> para caminhadas ou piqueniques. Loughareema, para os habitantes, é um <strong>território</strong> <strong>assombrado</strong> e desolado onde as <strong>histórias de fantasmas</strong> se multiplicam.</p><h2>Os fantasmas do lago</h2><p>Reza a lenda que, algures, no início do <strong>século XIX</strong>, uma <strong>carruagem puxada a cavalos</strong> <strong>se afundou</strong> nestas terras lamacentas, enquanto o cocheiro tentava atravessar o <strong>lago</strong>. </p><p>A <strong>passagem</strong> poderia ser feita através de uma <strong>estrada que atravessa o lago</strong>, mas, na calada da <strong>noite</strong>, seria <strong>impossível ver se a linha de água</strong> estava <strong>baixa</strong> ou <strong>elevada</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-fuga-das-aguas-do-lago-loughareema-e-um-fenomeno-ainda-inexplicavel-para-os-cientistas-1788193836418.jpg" data-image="ru47c3f2fsr8" alt="lago Loughareema" title="lago Loughareema"><figcaption>O lago Loughareema é um lugar povoado de lendas com figuras mitológicas, típicas do imaginário folclórico irlandês. Imagem: Canva.com</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A tradição oral conta que, desde então, nas <strong>noites em que o lago está cheio</strong>, um <strong>fantasma</strong> assombra este lugar e se alia a um <strong>kelpie</strong>, criatura aquática mítica, semelhante a um cavalo. Juntos unem as suas forças para <strong>atrair os mais incautos até às águas subterrâneas</strong>, que desaparecem sem deixar vestígio.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="750876" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-lagoa-nao-precisa-de-filtros-e-mesmo-rosa.html" title="Esta lagoa não precisa de filtros: é mesmo rosa">Esta lagoa não precisa de filtros: é mesmo rosa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-lagoa-nao-precisa-de-filtros-e-mesmo-rosa.html" title="Esta lagoa não precisa de filtros: é mesmo rosa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esta-lagoa-nao-precisa-de-filtros-e-mesmo-rosa-1769372762610_320.jpg" alt="Esta lagoa não precisa de filtros: é mesmo rosa"></a></article></aside><p>É somente mais uma história do <strong>folclore</strong> <strong>irlandês</strong>, fértil em lendas, mitos e contos populares transmitidos de geração em geração. Para os <strong>cientistas</strong>, o <strong>mistério</strong> verdadeiramente intrigante de<strong> Loughareema</strong> é bem distinto. Considerado um dos <strong>sítios geológicos mais enigmáticos da Irlanda do Norte</strong>, o fenómeno das <strong>águas desaparecidas</strong> <strong>não</strong> é ainda totalmente <strong>compreendido</strong>.</p><h2>Sistema oculto de drenagem</h2><p><strong>Três riachos</strong> desaguam dentro do lago, mas a <strong>única saída</strong> de <strong>Loughareema</strong> é um <strong>dreno</strong> no fundo, que fica intermitentemente <strong>bloqueado</strong> e <strong>desbloqueado</strong>, originando <strong>mudanças dramáticas</strong> no nível da água.</p><p>Uma depressão na base do lago drena toda a água para canais subterrâneos. Através deste <strong>sistema de drenagem subterrâneo</strong>, ainda <strong>pouco estudado</strong>, a água é sugada, <strong>reaparecendo</strong> a 2,5 quilómetros de distância, na <strong>nascente do rio Carey</strong>, resultando num <strong>lago vazio </strong>até voltar a<strong> encher </strong>com as<strong> correntes vindas dos três ribeiros</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-fuga-das-aguas-do-lago-loughareema-e-um-fenomeno-ainda-inexplicavel-para-os-cientistas-1788193978956.jpg" data-image="sotpr33p81f4" alt="The Vanishing Lake" title="The Vanishing Lake"><figcaption>Um novo estudo, ainda a decorrer no British Geological Survey em Belfast, poderá finalmente explicar o fenómeno. Foto: Mike Simms/ Loughareema, The Vanishing Lake / CC BY-SA 2.0, Wikimedia Commons</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>O <strong>mecanismo natural de Loughareema</strong> intriga os cientistas há décadas, ampliando ainda mais o mistério junto das comunidades locais. Mas <strong>tudo pode estar prestes a mudar</strong> com o <strong>estudo</strong> atualmente conduzido por investigadores do British Geological Survey em Belfast.</p><h2>Uma luz sob o enigma</h2><p>A investigação recorre a <strong>imagens</strong> captadas em <strong><em>time-lapse</em></strong>, que, ao longo dos últimos meses, <strong>registaram,</strong> pela primeira vez, os <strong>movimentos</strong> de <strong>enchimento</strong> e de <strong>esvaziamento</strong> do lago. <strong>Sensores</strong> <strong>de nível de água</strong>, instalados em diferentes locais, mediram igualmente a taxa de <strong>saturação</strong> e de <strong>escoamento</strong> do lago. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="659339" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/este-deserto-alucinante-tem-lagoas-naturais-de-agua-cristalina-entre-montanhas-de-areia-com-mais-de-30-metros-geografia.html" title="Este “deserto” alucinante tem lagoas naturais de água cristalina entre montanhas de areia com mais de 30 metros">Este “deserto” alucinante tem lagoas naturais de água cristalina entre montanhas de areia com mais de 30 metros</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/este-deserto-alucinante-tem-lagoas-naturais-de-agua-cristalina-entre-montanhas-de-areia-com-mais-de-30-metros-geografia.html" title="Este “deserto” alucinante tem lagoas naturais de água cristalina entre montanhas de areia com mais de 30 metros"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/descubre-estas-aguas-cristalinas-situadas-en-una-zona-de-la-tierra-que-jamas-lo-dirias-1717258245162_320.jpeg" alt="Este “deserto” alucinante tem lagoas naturais de água cristalina entre montanhas de areia com mais de 30 metros"></a></article></aside><p> Os <strong>resultados</strong>, que se espera que sejam divulgados ainda antes do final de <strong>2026</strong>, poderão não trazer uma explicação científica para as <strong>criaturas fantasmagóricas</strong>. Mas é bem provável que possam resolver finalmente o mistério que faz o <strong>Loughareema</strong> <strong>desaparecer</strong> e <strong>reaparecer</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-fuga-das-aguas-do-lago-loughareema-e-um-fenomeno-ainda-inexplicavel-para-os-cientistas-1788194202520.jpg" data-image="n3i9sv97tzoq" alt="Loughareema, The Vanishing Lake" title="Loughareema, The Vanishing Lake"><figcaption>A única saída do lago é um dreno subterrâneo que fica ora bloqueado, ora desbloqueado, originando mudanças dramáticas no nível da água. horslip5, CC BY 2.0, via Flickr</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Até lá, os irlandeses continuam cautelosos. Se passar pelo local, portanto, lembre-se de que a <strong>estrada de Ballycastle</strong> não é um lugar para se visitar depois do sol posto. Nunca se sabe quando uma <strong>mão</strong> <strong>se erguerá na escuridão</strong> para o <strong>arrastar até às trevas</strong> do sistema subterrâneo do lago Loughareema.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Kirstin%20Lemon" data-year="" data-title="Geological%20Survey%20Northern%20Ireland" data-url="https%3A%2F%2Fwww.geolsoc.org.uk%2Fscience-and-policy%2F100-great-geosites%2Flandscape%2Floughareema%2F">Kirstin Lemon. <a href="https://www.geolsoc.org.uk/science-and-policy/100-great-geosites/landscape/loughareema/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Geological Survey Northern Ireland</a>.</cite><br><cite data-author="Sacha%20Pere" data-year="" data-title="Loughareema%3A%20The%20'vanishing%20lake'%20in%20Northern%20Ireland%20that%20mysteriously%20drains%20and%20refills%20itself%20within%20hours.%20LiveScience" data-url="https%3A%2F%2Fwww.livescience.com%2Fplanet-earth%2Fgeology%2Floughareema-the-vanishing-lake-in-northern-ireland-that-mysteriously-drains-and-refills-itself-within-hours">Sacha Pere. <a href="https://www.livescience.com/planet-earth/geology/loughareema-the-vanishing-lake-in-northern-ireland-that-mysteriously-drains-and-refills-itself-within-hours" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Loughareema: The 'vanishing lake' in Northern Ireland that mysteriously drains and refills itself within hours. LiveScience</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-fuga-das-aguas-do-lago-loughareema-e-um-fenomeno-ainda-inexplicavel-para-os-cientistas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item></channel></rss>