<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Sun, 13 Sep 2026 18:20:16 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sun, 13 Sep 2026 18:20:16 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Um pedaço de gengibre pode transformar-se numa planta: um vaso, terra e água são tudo o que precisa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/um-pedaco-de-gengibre-pode-transformar-se-numa-planta-um-vaso-terra-e-agua-sao-tudo-o-que-precisa.html</link><pubDate>Sun, 13 Sep 2026 13:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>O gengibre acrescenta muito mais do que apenas sabor à cozinha: um pequeno pedaço pode criar raízes e transformar-se numa nova planta com alguns cuidados domésticos simples.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-trozo-de-jengibre-puede-convertirse-en-una-planta-maceta-sustrato-y-riego-en-equilibrio-es-todo-lo-que-necesitas-1789062518156.jpeg" data-image="zhd9q3aqg75x" alt="gengibre" title="gengibre"><figcaption>Além de dar sabor aos seus pratos, o gengibre pode ser cultivado em casa.</figcaption></figure><p>Cultivar gengibre em casa é muito mais simples do que pode parecer à primeira vista. Esta planta tropical — cujo rizoma é comummente utilizado como especiaria culinária — <strong>pode ser cultivada a partir de um pequeno pedaço de gengibre fresco</strong>.</p><p>Para se desenvolver adequadamente, basta um <strong>vaso adequado, um substrato aerado e regas equilibradas</strong>. Seguindo estes passos simples, pode acompanhar o seu crescimento em ambientes interiores e, com um pouco de paciência, obter novos rizomas.</p><h2>Escolha gengibre fresco com rebentos</h2><p>O primeiro passo é <strong>escolher um pedaço de gengibre fresco e firme, sem sinais de apodrecimento</strong>. O ideal é que apresente pequenos rebentos ou gemas visíveis — semelhantes a pontos ou saliências à superfície —, pois são precisamente estes pontos que podem dar origem a novos caules.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Scopri di più sulla coltivazione dello <a href="https://x.com/hashtag/jengibre?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#jengibre</a> nella seguente <a href="https://x.com/hashtag/Infograf%C3%ADa?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Infograf%C3%ADa</a> <a href="https://t.co/Dr6FpynV5s">pic.twitter.com/Dr6FpynV5s</a></p>— PromueveHidroponía (@PromueveHidro) <a href="https://x.com/PromueveHidro/status/781901664634757120?ref_src=twsrc%5Etfw">30 settembre 2016</a></blockquote></figure><p>Se o rizoma for grande, pode ser dividido em vários pedaços, garantindo que cada fragmento mantém pelo menos uma gema. Antes da plantação, recomenda-se <strong>deixar os pedaços expostos ao ar durante algumas horas</strong> para que as superfícies de corte sequem ligeiramente, reduzindo assim o risco de apodrecimento.</p><h2>Um vaso largo é melhor do que um muito fundo</h2><p>O gengibre desenvolve os seus rizomas principalmente na horizontal, pelo que um vaso largo é particularmente adequado. Não é necessário começar com um recipiente enorme, mas <strong>deve ter orifícios de drenagem no fundo para evitar a acumulação de água</strong>.</p><p>Coloque o pedaço de gengibre sobre o substrato, <strong>com os rebentos virados para cima</strong>, e cubra-o ligeiramente com uma camada de terra. Não é necessário enterrá-lo muito fundo; alguns centímetros são suficientes para estimular o crescimento.</p><h2>Substrato leve e bem drenado</h2><p>Um dos fatores-chave para promover o crescimento do gengibre é utilizar um <strong>substrato capaz de reter uma certa quantidade de humidade</strong>, permitindo, ao mesmo tempo, que o excesso de água escoe.</p><div class="texto-destacado">Uma mistura de terra para vasos de uso geral com matéria orgânica e um material que melhore a drenagem pode funcionar perfeitamente.</div><p><strong>O objetivo é obter um solo aerado, fértil e solto</strong>, uma vez que solos excessivamente compactados podem prejudicar o desenvolvimento dos rizomas e favorecer problemas relacionados com o excesso de humidade.</p><h2>Rega: nem seca nem encharcamento</h2><p>Durante as primeiras semanas, é <strong>importante manter o substrato ligeiramente húmido</strong>, especialmente à medida que o rizoma começa a desenvolver raízes e rebentos. No entanto, o <strong>excesso de rega pode ser contraproducente</strong>.</p><p>Uma boa regra prática é verificar a humidade dos primeiros centímetros do substrato antes de voltar a regar. <strong>Se ainda estiverem húmidos, é melhor esperar</strong>; assim que a superfície começar a secar, pode adicionar uma quantidade moderada de água.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-trozo-de-jengibre-puede-convertirse-en-una-planta-maceta-sustrato-y-riego-en-equilibrio-es-todo-lo-que-necesitas-1789062664613.jpeg" data-image="g6k3m90rn5o8" alt="gengibre" title="gengibre"><figcaption>Cultivar o seu próprio gengibre é mais fácil do que imagina.</figcaption></figure><p>A <strong>frequência da rega dependerá da temperatura, da ventilação, do tamanho do vaso e das condições ambientais</strong>. Em todo o caso, nunca se deve permitir que a água se acumule no prato.</p><h2>Luz, temperatura e paciência</h2><p>O <strong>gengibre é originário de regiões muito quentes e requer temperaturas amenas para se desenvolver adequadamente</strong>. Em ambientes interiores, pode ser colocado num local bem iluminado, embora seja aconselhável evitar a exposição demasiado intensa, especialmente durante as horas mais quentes do dia.</p><div class="texto-destacado">O aparecimento dos primeiros rebentos pode demorar várias semanas; por isso, não desanime se o crescimento não for imediato.</div><p>À medida que a planta se começa a desenvolver, surgirão caules verdes e folhas alongadas, que podem atingir um tamanho considerável.</p><h2>Quando pode ser colhido?</h2><p>O gengibre necessita de tempo para formar novos rizomas; portanto, se o objetivo for colhê-lo, terá de esperar vários meses e observar o desenvolvimento da planta.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="741863" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/gengibre-em-portugal-da-horta-ao-sabor-que-conquista.html" title="Gengibre em Portugal: da horta ao sabor que conquista ">Gengibre em Portugal: da horta ao sabor que conquista </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/gengibre-em-portugal-da-horta-ao-sabor-que-conquista.html" title="Gengibre em Portugal: da horta ao sabor que conquista "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/gengibre-em-portugal-da-horta-ao-sabor-que-conquista-1764517344463_320.png" alt="Gengibre em Portugal: da horta ao sabor que conquista "></a></article></aside><p>Quando o crescimento cessa e as folhas começam a amarelecer e a secar, o <strong>rizoma pode estar pronto para a colheita</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-trozo-de-jengibre-puede-convertirse-en-una-planta-maceta-sustrato-y-riego-en-equilibrio-es-todo-lo-que-necesitas-1789062829879.jpeg" data-image="e6ctd6y61uio" alt="gengibre" title="gengibre"><figcaption>Colher o seu próprio gengibre implica seguir alguns passos simples de cultivo.</figcaption></figure><p>Para obter colheitas sucessivas, é também possível <strong>conservar uma parte do rizoma e replantar fragmentos com gemas </strong>para iniciar um novo ciclo.</p><p>No final do dia, <strong>transformar um pedaço de gengibre numa nova planta é uma forma simples e divertida de experimentar o cultivo doméstico</strong>. Um vaso com boa drenagem, solo fértil e bem aerado, humidade moderada e temperaturas amenas são os elementos-chave para trazer aquele pequeno rizoma de volta à vida.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/um-pedaco-de-gengibre-pode-transformar-se-numa-planta-um-vaso-terra-e-agua-sao-tudo-o-que-precisa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[IPMA aumenta o número de avisos de calor: agora são 15 os distritos sob aviso amarelo até amanhã, dia 14]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-aumenta-o-numero-de-avisos-de-calor-agora-sao-15-os-distritos-sob-aviso-amarelo-ate-amanha-dia.html</link><pubDate>Sun, 13 Sep 2026 12:00:14 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Entre hoje e amanhã, segunda-feira, 15 distritos encontram-se sob aviso amarelo de tempo quente, segundo a mais recente atualização do IPMA. A Madeira também continuará sob o mesmo aviso.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb79n7u"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb79n7u.jpg" id="xb79n7u"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como temos vindo a avançar, o calor atingirá o seu pico entre hoje e amanhã, segunda-feira, tendo o IPMA emitido uma <strong>série de avisos de tempo quente, agora em vigor em 15 distritos</strong>, deixando fora desta lista apenas Faro, Bragança e Guarda. Estes avisos estarão em vigor até às 18h de amanhã, dia 14.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Além de Portugal Continental,<strong> também o arquipélago da Madeira se encontra sob o mesmo aviso</strong>, devido à persistência de valores elevados de temperatura nestas ilhas. Aqui, o aviso deverá prolongar-se até às 18h de terça-feira, dia 15, de acordo com a mais recente atualização deste instituto.</p><h2>Continente contará com anomalias térmicas pronunciadas na maior parte do território</h2><p>Ao longo das próximas horas deste domingo, as anomalias térmicas positivas, ou valores acima da média, <strong>deverão intensificar-se e abranger uma área mais extensa do território</strong>. Além disto, mesmo nas horas noturnas e madrugada, esta tendência de valores acima da média irá manter-se. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-aumenta-o-numero-de-avisos-de-calor-agora-sao-15-os-distritos-sob-aviso-amarelo-ate-amanha-dia-1789298175303.jpg" data-image="0aw7i13nc9of" alt="anomalia de temperatura" title="anomalia de temperatura"><figcaption>As temperaturas elevadas que se registarão entre hoje e amanhã levaram o IPMA a emitir aviso amarelo de calor para 15 distritos. Apenas Faro, Bragança e Guarda se mantém isentos de aviso até ao momento.</figcaption></figure><p> As temperaturas máximas esperadas para hoje deverão manter-se entre os 27 ºC em Viana do Castelo e os 36 ºC em Coimbra, Santarém, Évora e Beja. Localmente, os termómetros poderão alcançar os<strong> 38 ºC em alguns pontos do Alentejo</strong>. </p><p>Para amanhã, segunda-feira, esperam-se máximas entre os 24 ºC em Viana do Castelo e os 37 ºC em Santarém e Évora. Localmente, <strong>os 38 ºC poderão surgir em vários pontos do interior de Norte a Sul, desde o Vale do Douro até ao Baixo Alentejo, passando pela Beira Baixa e Ribatejo</strong>. Assim, as anomalias térmicas positivas manter-se-ão bastante evidentes, tal como podemos observar no mapa acima, com valores até 10 ºC acima da média.</p><h2>Mapas continuam a insistir no regresso das anomalias térmicas negativas em breve</h2><p>Apesar desta previsão de temperaturas elevadas entre hoje e amanhã, espera-se uma <strong>descida considerável dos valores no litoral entre Aveiro e Leiria</strong>, essencialmente, onde as anomalias térmicas negativas, ou valores abaixo da média, poderão registar-se, variando entre <strong>1 ºC a 3 ºC abaixo da normal climatológica</strong> de referência.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788460" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-sob-tempo-quente-maximas-de-38-c-antes-de-uma-mudanca-na-circulacao-atmosferica.html" title="Portugal continental sob tempo quente: máximas de 38 ºC antes de uma mudança na circulação atmosférica">Portugal continental sob tempo quente: máximas de 38 ºC antes de uma mudança na circulação atmosférica</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-sob-tempo-quente-maximas-de-38-c-antes-de-uma-mudanca-na-circulacao-atmosferica.html" title="Portugal continental sob tempo quente: máximas de 38 ºC antes de uma mudança na circulação atmosférica"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-sob-tempo-quente-maximas-de-38-c-antes-de-uma-mudanca-na-circulacao-atmosferica-1789294600241_320.jpg" alt="Portugal continental sob tempo quente: máximas de 38 ºC antes de uma mudança na circulação atmosférica"></a></article></aside><p>Em contraste, a<strong> faixa interior continuará a registar valores muito acima da média, à semelhança das próximas horas</strong>. Além disto, nos dias seguintes, espera-se uma normalização das temperaturas junto à costa, com valores dentro do expectável, ainda que no restante território se mantenham acima da média.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-aumenta-o-numero-de-avisos-de-calor-agora-sao-15-os-distritos-sob-aviso-amarelo-ate-amanha-dia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal continental sob tempo quente: máximas de 38 ºC antes de uma mudança na circulação atmosférica]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-sob-tempo-quente-maximas-de-38-c-antes-de-uma-mudanca-na-circulacao-atmosferica.html</link><pubDate>Sun, 13 Sep 2026 10:36:57 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal continental prepara-se para máximas que poderão chegar aos 38 ºC, num episódio de calor com anomalias térmicas expressivas. A partir de terça-feira, uma mudança na circulação atmosférica começará a fazer descer as temperaturas. </p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb799l6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb799l6.jpg" id="xb799l6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O calor vai marcar o estado do tempo entre hoje e amanhã em Portugal Continental, com <strong>temperaturas elevadas tanto no litoral como no interior e anomalias térmicas que poderão atingir 10 ºC acima da normal climatológica.</strong> Os valores mais elevados deverão concentrar-se nas regiões interiores, onde as máximas poderão chegar aos 38 ºC na segunda-feira.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Este episódio está <strong>associado ao reforço de uma dorsal anticiclónica sobre a Península Ibérica, que favorece a estabilidade atmosférica e a presença de uma massa de ar muito quente.</strong> A cerca de 1500 metros, as temperaturas deverão superar os 20 ºC, atingindo 23–24 ºC no interior. A persistência deste ar quente, combinada com a forte insolação, favorecerá um aquecimento acentuado à superfície.</p><h2>Calor intensifica-se e máximas poderão chegar aos 38 ºC</h2><p>As anomalias térmicas deverão ser bastante expressivas este domingo, atingindo 8 a 10 ºC acima da normal em algumas zonas do Norte e Centro e 7 a 8 ºC no Sul. À superfície, as <strong>máximas deverão atingir 33 ºC em Vila Real, 34 ºC em Castelo Branco e 35 a 36 ºC entre Santarém, Portalegre, Évora e Beja</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-sob-calor-intenso-maximas-de-38-c-antes-de-uma-mudanca-na-circulacao-atmosferica-1789293948229.jpg" data-image="1qqcwhlrxxgo"><figcaption>As temperaturas deverão permanecer muito acima da normal na segunda-feira, com anomalias térmicas de 9 a 10 ºC em várias zonas do interior Norte e Centro e valores igualmente elevados em grande parte do Sul.</figcaption></figure><p>Na segunda-feira, o calor deverá acentuar-se, com o interior Centro, o Ribatejo e o Alentejo a concentrarem os valores mais elevados, <strong>com máximas que poderão chegar aos 38 ºC</strong>. As anomalias térmicas deverão alcançar 9 a 10 ºC acima da normal em algumas áreas do interior Norte e Centro.</p><h2>Calor perde intensidade a partir de terça-feira, sobretudo no litoral</h2><p>A partir de terça-feira, <strong>deverá iniciar-se uma descida térmica</strong>, mais expressiva no litoral Norte e Centro e menos significativa no interior. <strong>Ainda assim, as anomalias térmicas permanecerão elevadas</strong>, podendo atingir cerca de 9 ºC em Castelo Branco, 8 ºC na Guarda e 7 ºC em Portalegre, Évora e Beja. À superfície, o calor continuará intenso no interior Centro e Sul, com máximas que poderão alcançar localmente 35 a 37 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-sob-calor-intenso-maximas-de-38-c-antes-de-uma-mudanca-na-circulacao-atmosferica-1789293984765.jpg" data-image="3eeja48a400n"><figcaption>Na terça-feira, a entrada de ar menos quente começará a fazer descer as temperaturas no litoral Norte e Centro, enquanto o calor persistirá no interior, onde as máximas poderão alcançar localmente 35 a 37 ºC.</figcaption></figure><p>A <strong>alteração da circulação atmosférica deverá tornar-se mais evidente na quarta-feira</strong>, com o vento a rodar para norte/noroeste, favorecendo a entrada de uma massa de ar menos quente em Portugal Continental. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788248" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-10-c-acima-da-media-os-proximos-dias-registarao-valores-anomalos-de-temperatura-em-portugal-continental.html" title="Até 10 ºC acima da média: os próximos dias registarão valores anómalos de temperatura em Portugal Continental">Até 10 ºC acima da média: os próximos dias registarão valores anómalos de temperatura em Portugal Continental</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-10-c-acima-da-media-os-proximos-dias-registarao-valores-anomalos-de-temperatura-em-portugal-continental.html" title="Até 10 ºC acima da média: os próximos dias registarão valores anómalos de temperatura em Portugal Continental"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-10-c-acima-da-media-os-proximos-dias-registarao-valores-anomalos-de-temperatura-em-portugal-continental-1789152919218_320.png" alt="Até 10 ºC acima da média: os próximos dias registarão valores anómalos de temperatura em Portugal Continental"></a></article></aside><p><strong>As anomalias térmicas deverão diminuir, embora o interior permaneça acima da normal até sexta-feira</strong>, localmente entre 5 e 7 ºC, com máximas de 30 a 33 ºC no Centro e Sul. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-sob-calor-intenso-maximas-de-38-c-antes-de-uma-mudanca-na-circulacao-atmosferica-1789294031981.jpg" data-image="qam9lh1kfc8i"><figcaption>A mudança da circulação atmosférica favorecerá um reforço do vento na quarta-feira, sobretudo no Centro e nas terras altas, onde as rajadas poderão atingir valores próximos dos 50 km/h.</figcaption></figure><p><strong>O vento ganhará intensidade sobretudo no Centro, terras altas e faixa litoral</strong><strong>,</strong> <strong>onde as rajadas poderão aproximar-se dos 50 km/h</strong><strong>,</strong> mantendo-se períodos de vento mais intenso até sexta-feira. Não se prevê precipitação significativa até ao final da semana.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-sob-tempo-quente-maximas-de-38-c-antes-de-uma-mudanca-na-circulacao-atmosferica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A ciência encontra novas evidências de que Vénus possivelmente albergou vida no passado]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/la-ciencia-encuentra-nuevas-pruebas-de-que-venus-posiblemente-albergo-vida-en-el-pasado.html</link><pubDate>Sun, 13 Sep 2026 10:07:06 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um estudo sugere que certas fraturas em Vénus poderão preservar vestígios de oceanos antigos. Trata-se de uma descoberta que reabre questões sobre a habitabilidade do planeta, embora não comprove que este tenha albergado vida.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-ciencia-encuentra-nuevas-pruebas-de-que-venus-posiblemente-albergo-vida-en-el-pasado-1789170853417.jpg" data-image="m5ojpxepmqog"><figcaption>As condições de Vénus e novos estudos mostram evidências de possível vida no passado do planeta.</figcaption></figure><p>Vénus volta a suscitar questões sobre o seu passado graças a uma nova investigação, publicada na <em>Earth and Planetary Science Letters</em>, que propõe interpretar certas<strong> fraturas superficiais como possíveis vestígios de antigos depósitos oceânicos</strong>.</p><p>A ideia baseia-se em imagens de radar obtidas pela missão Magellan, em que algumas redes de polígonos poderão corresponder a sedimentos que se contraíram após se acumularem debaixo de água. Embora seja uma <strong>interpretação geológica sugestiva</strong>, não deixa de exigir medições capazes de distinguir materiais específicos.</p><p>Convém separar três questões que costumam misturar-se: </p><ol><li><p><strong>Houve água líquida?</strong></p></li><li><p><strong>Existiram condições habitáveis?</strong></p></li><li><strong>A vida surgiu mesmo?</strong></li></ol><div class="texto-destacado">Um oceano antigo, mesmo que confirmado, não demonstraria automaticamente a presença de microrganismos nem permitiria reconstruir completamente o seu ambiente.</div><p>A superfície atual é extremamente hostil, <strong>atingindo os 465 ºC e suportando uma pressão cerca de 90 vezes superior à da Terra</strong>, enquanto a sua atmosfera, dominada pelo dióxido de carbono, retém intensamente o calor. Compreender como chegou a este estado é parte do problema.</p><p>A semelhança de tamanho entre Vénus e a Terra torna especialmente interessante esta comparação, na qual <strong>dois planetas rochosos relativamente próximos do Sol acabaram por ter ambientes muito diferentes</strong>. Investigar esta divergência ajudar-nos-á a reconhecer quais as condições que permitem conservar água e quais o impedem.</p><h2>O que nos revelam os mapas</h2><p><strong>As nuvens de Vénus ocultam o solo da observação</strong>; para o mapear, é necessário um radar, uma vez que os seus sinais atravessam esta camada e registam características do relevo e da superfície. No entanto, uma imagem de radar não equivale a analisar uma amostra.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-ciencia-encuentra-nuevas-pruebas-de-que-venus-posiblemente-albergo-vida-en-el-pasado-1789170676833.png" data-image="w3cviiy25loa"><figcaption>Os padrões observados nas planícies preservam evidências de antigos oceanos e do seu desaparecimento. Crédito: Ghail et al.</figcaption></figure><p>A hipótese oceânica compara as fraturas a estruturas terrestres associadas a sedimentos marinhos. A semelhança permite propor um mecanismo para as investigar, mas causas distintas podem produzir formas semelhantes; portanto, <strong>o arrefecimento e os processos vulcânicos devem continuar a ser considerados</strong> ao estudar as fendas.</p><p>Para responder à questão sobre se os terrenos contêm materiais compatíveis com depósitos aquosos,<strong> é necessário combinar mapas mais detalhados com informação sobre a composição</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764201" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-atmosfera-de-venus-apresenta-semelhancas-fundamentais-com-a-da-terra-e-podera-albergar-diferentes-formas-de-vida.html" title="A atmosfera de Vénus apresenta semelhanças fundamentais com a da Terra (e poderá albergar diferentes formas de vida)">A atmosfera de Vénus apresenta semelhanças fundamentais com a da Terra (e poderá albergar diferentes formas de vida)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-atmosfera-de-venus-apresenta-semelhancas-fundamentais-com-a-da-terra-e-podera-albergar-diferentes-formas-de-vida.html" title="A atmosfera de Vénus apresenta semelhanças fundamentais com a da Terra (e poderá albergar diferentes formas de vida)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-atmosfera-de-venus-presenta-similitudes-clave-con-la-de-la-tierra-y-podrian-albergar-diferentes-formas-de-vida-1775807527870_320.jpeg" alt="A atmosfera de Vénus apresenta semelhanças fundamentais com a da Terra (e poderá albergar diferentes formas de vida)"></a></article></aside><p>O estudo infere a presença de sedimentos a partir de formas, sem confirmar diretamente a existência de argilas; assim, a sua leitura permite compreender a atenção que esta nova proposta merece e porque é ainda prematuro anunciar a comprovação de oceanos ou de vida.</p><h3>Um passado temperado</h3><p>Em 2016, Michael Way e a sua equipa publicaram simulações climáticas em que <strong>um planeta Vénus com um oceano inicial pouco profundo poderia manter temperaturas moderadas</strong>. Os resultados dependiam de condições presumidas, entre estas a rotação, a atmosfera e a distribuição do terreno.</p><p>Os modelos mostram uma possibilidade física sob determinadas premissas, não uma observação do passado. <strong>O facto de uma simulação conservar água não confirma que Vénus tenha começado com este inventário ou com esta atmosfera</strong>; assim, para reconstruir uma história real, as soluções devem ser verificadas com observações.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-ciencia-encuentra-nuevas-pruebas-de-que-venus-posiblemente-albergo-vida-en-el-pasado-1789170979355.png" data-image="spurpfsg4hgk"><figcaption>Distribuição global dos terrenos poligonais, canais e cristas de rugas. Crédito: Ghail et al.</figcaption></figure><p>Em 2021, a equipa de Martin Turbet estudou outra etapa que considerava a possibilidade de o vapor inicial chegar a condensar. As suas simulações constataram que <strong>certas nuvens reforçavam o aquecimento e podiam impedir a formação de oceanos</strong>. Como podemos ver, existem histórias climáticas diferentes.</p><p>Estas investigações permitem formular uma <strong>distinção crucial entre conservar um oceano já existente e fazê-lo aparecer pela primeira vez</strong>. O novo argumento geológico é interessante porque procura vestígios físicos para contrastar ambas as histórias.</p><h3>O elo que nos falta</h3><p>Encontrar um ambiente potencialmente habitável significaria reconhecer condições compatíveis com alguma forma de vida conhecida. <strong>Detetar vida exige sinais biológicos e descartar explicações não biológicas plausíveis</strong>. No caso de Vénus, o estudo das fraturas não apresenta fósseis, organismos nem um sinal biológico confirmado.</p><p>Foi assim que se concebeu a missão DAVINCI da NASA, que servirá para estudar a atmosfera através de uma sonda de descida e observações complementares. <strong>Ao medir a sua composição, poderemos reconstruir a evolução do planeta</strong> e, finalmente, confrontar as hipóteses sobre a perda ou a ausência de água.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783680" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/mercurio-esta-mais-perto-do-sol-mas-venus-e-mais-quente-o-fenomeno-extremo-que-explica-este-paradoxo.html" title="Mercúrio está mais perto do Sol, mas Vénus é mais quente: o fenómeno extremo que explica este paradoxo">Mercúrio está mais perto do Sol, mas Vénus é mais quente: o fenómeno extremo que explica este paradoxo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/mercurio-esta-mais-perto-do-sol-mas-venus-e-mais-quente-o-fenomeno-extremo-que-explica-este-paradoxo.html" title="Mercúrio está mais perto do Sol, mas Vénus é mais quente: o fenómeno extremo que explica este paradoxo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mercurio-esta-mas-cerca-del-sol-pero-venus-es-mas-caliente-el-fenomeno-extremo-que-explica-esta-paradoja-1786116756810_320.jpg" alt="Mercúrio está mais perto do Sol, mas Vénus é mais quente: o fenómeno extremo que explica este paradoxo"></a></article></aside><p>São também necessárias <strong>observações capazes de detalhar melhor o terreno e relacioná-lo com a sua história geológica</strong>, de forma a submeter as interpretações a ensaios concretos. Um resultado contrário à hipótese oceânica seria igualmente valioso, pois reduziria as histórias possíveis de Vénus.</p><p>Por enquanto, <strong>o avanço consiste numa nova proposta sobre oceanos antigos que merece ser verificada</strong>, e a questão de saber se Vénus albergou vida permanece em aberto e sem provas que a confirmem. Desvendar a história da água ajudará a abordar esta questão com base em fundamentos mais sólidos e verificáveis. A partir da Terra, continuaremos a informar.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Richard%20C.%20Ghail%20a%2C%20Eloise%20J.P.%20Crouch%20a%2C%20Philippa%20J.%20Mason%20b" data-year="2026" data-title="The%20lost%20oceans%20of%20Venus" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedirect.com%2Fscience%2Farticle%2Fpii%2FS0012821X2600436X">Richard C. Ghail a, Eloise J.P. Crouch a, Philippa J. Mason b. (2026). <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0012821X2600436X" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The lost oceans of Venus</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/la-ciencia-encuentra-nuevas-pruebas-de-que-venus-posiblemente-albergo-vida-en-el-pasado.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Podridão cinzenta na vindima: a corrida entre a maturação e a chuva]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/podridao-cinzenta-na-vindima-a-corrida-entre-a-maturacao-e-a-chuva.html</link><pubDate>Sun, 13 Sep 2026 08:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Nas últimas semanas antes da colheita joga-se uma corrida com duas frentes. Cada dia a mais na planta melhora a maturação, mas também aumenta o risco de perder o cacho.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/podridao-cinzenta-na-vindima-a-corrida-entre-a-maturacao-e-a-chuva-1789062290918.png" data-image="3rfbehgb8vj4"><figcaption>Bagos acastanhados e murchos no meio de um cacho ainda são, o primeiro sinal a aparecer na vinha. Fonte: Canva.</figcaption></figure><p>Setembro põe qualquer produtor diante da mesma decisão difícil. As uvas ainda não estão no ponto ideal e cada dia que passa melhora o açúcar e os aromas. Mas<strong> anuncia-se chuva, e a partir daí o tempo deixa de estar do seu lado</strong>.</p><p>É a corrida clássica da vindima: esperar para ganhar qualidade ou colher para não perder tudo.</p><h2>Um fungo que muda de personalidade</h2><p>O responsável é um fungo que está sempre presente na vinha, em restos de poda, folhas velhas e bagos danificados. <strong>Passa o verão discreto porque lhe falta humidade, e é a chuva que o liberta</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Podridão cinzenta</strong><br>Doença que ataca os cachos na fase final da maturação, coberta por um bolor cinzento acinzentado. Ao contrário de outras doenças, não precisa de infetar uma planta saudável, porque entra sobretudo por feridas: bagos rachados, picadas de insetos ou fendas provocadas por excesso de água.</div><p>Há um pormenor curioso. Em condições muito particulares, com manhãs húmidas e tardes secas e ventosas, <strong>o mesmo fungo produz a chamada podridão nobre</strong>, que concentra os açúcares e dá origem a vinhos doces de grande qualidade. Mas isso exige uma combinação rara, e em Portugal continental o que aparece é quase sempre a versão indesejada.</p><h2>Porque é que a chuva muda tudo em poucos dias</h2><p>A sequência é sempre a mesma e vale a pena conhecê-la, porque permite <strong>antecipar o problema em vez de o descobrir tarde</strong>. Na tabela abaixo pode encontrar alguns dos principais "acontecimentos" e como impactam a vinha.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>O que acontece</p></th><th scope="col"><p>Consequência</p></th><th scope="col"><p>Tempo</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Chuva forte depois de seca</p></td><td><p>Bagos incham e a pele racha</p></td><td><p>Horas</p></td></tr><tr><td><p>Feridas abertas nos bagos</p></td><td><p>Porta de entrada para o fungo</p></td><td><p>Um a dois dias</p></td></tr><tr><td><p>Noites húmidas seguidas</p></td><td><p>Fungo desenvolve-se e alastra</p></td><td><p>Três a cinco dias</p></td></tr><tr><td><p>Cacho compacto e apertado</p></td><td><p>Não seca por dentro, alastra depressa</p></td><td><p>Contínuo</p></td></tr><tr><td><p>Bolor cinzento visível</p></td><td><p>Já há perda de qualidade</p></td><td><p>Cinco a sete dias</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">O aparecimento de podridão cinzenta na vinha pode impactar muito seriamente a qualidade das uvas e do vinho. Fonte: Elaboração própria</td></tr></tbody></table><p>Repare no fator que aparece a meio da tabela: os cachos compactos. Numa casta de bagos muito juntos, <strong>o interior do cacho nunca seca depois de uma chuva, e um único bago afetado contamina os vizinhos</strong> por contacto direto. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O fungo não precisa de atacar uma uva sã. Basta-lhe uma pele rachada, e é a chuva que abre essa porta.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p> É por isso que castas de cacho solto aguentam muito melhor um setembro chuvoso do que castas de cacho apertado. </p><h2>Onde olhar, e o que se vê</h2><p>Comece pelo<strong> interior dos cachos e pela parte que fica virada para dentro</strong> da planta, onde o ar circula menos.</p><p>No início, aparece um bago acastanhado e mole, muitas vezes com a pele a soltar-se da polpa. Se lhe tocar, o bago desfaz-se com facilidade. Poucos dias depois surge o bolor cinzento característico, que se levanta em pó quando se mexe no cacho.</p><p>Um sinal de aviso a não ignorar são as vespas. Andam atrás do açúcar dos bagos rachados, e <strong>onde há vespas insistentes há feridas abertas</strong>. Elas próprias agravam o problema, porque transportam esporos de cacho em cacho.</p><h2>A decisão de colher, e como se toma</h2><p>Não há uma regra universal, mas há uma forma sensata de pensar o problema.</p><p>Se a previsão indicar chuva significativa e as noites forem húmidas, e se já houver focos visíveis na vinha, esperar raramente compensa. Perde-se algum grau de álcool potencial, mas colhe-se uva sã. Uma vindima antecipada dá um vinho mais leve. <strong>Uma vindima com podridão dá um vinho com defeito, e isso não se corrige na adega</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/podridao-cinzenta-na-vindima-a-corrida-entre-a-maturacao-e-a-chuva-1789062436788.png" data-image="7vq33gln3m5e"><figcaption>Cacho já com bolor acinzentado visível, fase em que a perda de qualidade é inevitável. Fonte: Canva</figcaption></figure><p>Se, ao contrário, vier chuva ligeira seguida de dias de vento e sol, o cenário é outro. <strong>O vento é o melhor aliado que existe nesta altura, porque seca os cachos e trava o fungo</strong>. Nessas condições, e sem focos visíveis, vale a pena esperar.</p><p>Ao vindimar em situação de risco, separe. <strong>Não deixe cachos afetados entrarem na mesma caixa dos sãos</strong>, porque a podridão transmite ao vinho aromas e alterações que nenhuma correção posterior resolve.</p><h2>O que se prepara para o ano seguinte</h2><p>A prevenção real faz-se muito antes, e é sobretudo trabalho de arejamento.</p><p>Uma desfolha ligeira na zona dos cachos, feita no verão, deixa o ar circular e a humidade sair, e é a medida com maior efeito de todas. <strong>Evitar excesso de azoto também conta</strong>, porque folhagem exagerada mantém tudo húmido e produz bagos com pele mais fina.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="724865" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/vindimas-a-porta-no-douro-e-os-viticultores-com-perspetivas-de-enormes-dificuldades-no-escoamento-das-uvas.html" title="Vindimas à porta no Douro e os viticultores “com perspetivas de enormes dificuldades no escoamento das uvas”">Vindimas à porta no Douro e os viticultores “com perspetivas de enormes dificuldades no escoamento das uvas”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/vindimas-a-porta-no-douro-e-os-viticultores-com-perspetivas-de-enormes-dificuldades-no-escoamento-das-uvas.html" title="Vindimas à porta no Douro e os viticultores “com perspetivas de enormes dificuldades no escoamento das uvas”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vindimas-a-porta-no-douro-e-os-viticultores-com-perspetivas-de-enormes-dificuldades-no-escoamento-das-uvas-1755285263897_320.jpg" alt="Vindimas à porta no Douro e os viticultores “com perspetivas de enormes dificuldades no escoamento das uvas”"></a></article></aside><p>Nas próximas semanas, olhe para três valores na previsão da sua zona: a <strong>precipitação acumulada, a humidade das noites e o vento</strong>. Em regiões como o Douro ou o Dão, uma semana de vento depois da chuva pode salvar uma colheita que parecia perdida.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/podridao-cinzenta-na-vindima-a-corrida-entre-a-maturacao-e-a-chuva.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Anna Atkins, a pioneira que fez da luz uma ferramenta para a ciência]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/anna-atkins-a-pioneira-que-fez-da-luz-uma-ferramenta-para-a-ciencia.html</link><pubDate>Sun, 13 Sep 2026 07:02:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>No século XIX, Anna Atkins encontrou nas algas uma matéria-prima inesperada para revolucionar a representação científica através da fotografia. Vamos descobrir mais um pouco sobre a sua história!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/anna-atkins-a-pioneira-que-fez-da-luz-uma-ferramenta-para-a-ciencia-1789109956802.jpg" data-image="wbbqoszfkqbl" alt="Anna Atkins" title="Anna Atkins"><figcaption>Anna Atkins utilizou as algas e a luz do sol para criar algumas das primeiras imagens fotográficas da história, transformando ciência em arte. Fonte: Revista CULT</figcaption></figure><p>Quando se pensa na <strong>história da fotografia</strong>, é fácil imaginar câmaras antigas e retratos a preto e branco. Mas algumas das imagens mais importantes dos primeiros tempos da fotografia não foram feitas com uma câmara. Foram <strong>criadas com plantas, luz solar, água e uma folha de papel sensível</strong>.</p><p>Assim, a 16 de março de 1799, Anna Atkins nasceu em Tonbridge, no condado de Kent, em Inglaterra, e <strong>cresceu num ambiente pouco comum para uma mulher do seu tempo</strong>.</p><p>O seu pai, John George Children, era cientista e trabalhava no <em>British Museum</em>, e mantinha contactos próximos com investigadores e instituições científicas. Foi através dele que Anna <strong>teve acesso desde bem cedo ao mundo da ciência</strong>, desenvolvendo um particular interesse pela botânica e pela ilustração científica.</p><p>Ainda jovem, revelou <strong>talento para representar espécies naturais com grande rigor</strong>. Participou na ilustração da tradução inglesa de uma <strong>obra de Jean-Baptiste de Lamarck dedicada às conchas, produzindo centenas de desenhos cientificamente detalhados</strong>. No entanto foi uma nova tecnologia, que mudou o rumo do seu trabalho.</p><h2>A descoberta do azul</h2><p>Na década de 1830, a fotografia começava a transformar a forma como o mundo podia ser registado. Anna Atkins <strong>encontrava-se próxima de algumas das figuras fundamentais desse processo, entre elas William Henry Fox Talbot e John Herschel</strong>. Este último desenvolveu, em 1842, uma técnica fotográfica conhecida como <strong>cianotipia</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="607971" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/botanica-a-area-que-deveria-ser-mais-estudada-para-consciencializar-sobre-as-alteracoes-climaticas-ensino.html" title="Botânica: a área que deveria ser mais estudada para consciencializar sobre as alterações climáticas">Botânica: a área que deveria ser mais estudada para consciencializar sobre as alterações climáticas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/botanica-a-area-que-deveria-ser-mais-estudada-para-consciencializar-sobre-as-alteracoes-climaticas-ensino.html" title="Botânica: a área que deveria ser mais estudada para consciencializar sobre as alterações climáticas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/botany-should-be-taught-more-widely-schools-promote-climate-change-awareness-study-1701866883509_320.jpeg" alt="Botânica: a área que deveria ser mais estudada para consciencializar sobre as alterações climáticas"></a></article></aside><p>O processo era relativamente simples. Um <strong>papel era revestido com uma solução de sais de ferro e colocado ao sol com um objeto diretamente sobre a sua superfície</strong>. A luz provocava uma reação química que deixava o papel com uma intensa tonalidade azul, enquanto as zonas protegidas pelo objeto permaneciam claras. Depois de lavado e seco, surgia a silhueta do espécime.</p><p>Atkins percebeu rapidamente o potencial desta técnica para a botânica. Em vez de desenhar uma planta, <strong>podia colocá-la diretamente sobre o papel e deixar que a própria natureza produzisse a imagem</strong>. E escolheu como protagonistas as <strong>algas</strong>.</p><h2>Um livro feito de luz</h2><p>Em 1843, Anna Atkins começou a publicar <em>Photographs of British Algae: Cyanotype Impressions</em>. A obra pretendia complementar o <strong>manual de algas britânicas de William Henry Harvey, publicado em 1841</strong>, que não possuía as ilustrações que Atkins considerava necessárias.</p><p>O resultado era extraordinariamente diferente dos livros científicos tradicionais, pois em vez de gravuras ou desenhos, <strong>cada página apresentava uma impressão fotográfica azul e branca do espécime</strong>.</p><div class="texto-destacado">“<strong>A dificuldade de fazer desenhos rigorosos de objetos tão pequenos como muitas das algas e confervas levou-me a recorrer ao belo processo de cianotipia de Sir John Herschel.</strong>” <br><br>De acordo com a sua publicação na Royal Society, <em>Enlightened letters</em>.</div><p>Atkins produziu o trabalho ao longo de cerca de uma década, até 1853, organizando-o em três volumes. A <em>Royal Society</em> <strong>refere mais de 400 imagens fotográficas</strong>, enquanto o exemplar da própria instituição reúne 425 placas, além de algumas duplicadas.</p><p>Cada impressão tinha, porém, uma particularidade, como não existia um negativo a partir do qual fossem feitas várias cópias, cada imagem precisava de ser produzida individualmente. <strong>A delicadeza das algas, a necessidade de as posicionar cuidadosamente e a dependência da luz solar </strong>tornavam o processo minucioso e imprevisível.</p><h2>Ciência com uma dimensão artística</h2><p>O trabalho de Atkins não era apenas uma forma de catalogar espécies. As suas composições mostram também uma preocupação estética evidente. <strong>As delicadas estruturas das algas destacam-se contra fundos de azul profundo</strong>, criando imagens que parecem simultaneamente científicas e artísticas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/anna-atkins-a-pioneira-que-fez-da-luz-uma-ferramenta-para-a-ciencia-1789110172103.jpg" data-image="n1b0hbbmbhoo" alt="Utilização de algas" title="Utilização de algas"><figcaption>As delicadas silhuetas azuis das algas revelam o pioneirismo de Anna Atkins e a sua forma inovadora de documentar o mundo natural. Fonte: The Guardian</figcaption></figure><p>Essa combinação ajudou a dar à <strong>cianotipia</strong> uma vida muito para além da obra de Atkins. <strong>A técnica viria a ser utilizada posteriormente na reprodução de desenhos técnicos e plantas de arquitetura e engenharia</strong>, originando o termo inglês <em>blueprint</em>.</p><p>Atkins continuou também a trabalhar com outras plantas, incluindo fetos, em colaboração com a amiga Anne Dixon. A sua <strong>coleção botânica chegou a reunir cerca de 1500 exemplares</strong> de plantas e algas.</p><h2>Uma pioneira durante muito tempo esquecida</h2><p>A importância de Anna Atkins ultrapassa a própria botânica. O seu livro é considerado a <strong>primeira publicação ilustrada fotograficamente</strong> e é frequentemente apontado como o <strong>primeiro verdadeiro <em>photobook</em> da história</strong>.</p><p>A sua obra surgiu numa época em que <strong>as mulheres enfrentavam fortes limitações no acesso à ciência e à educação</strong>. A botânica e a ilustração eram algumas das poucas áreas científicas socialmente aceitáveis para mulheres, mas Atkins conseguiu transformar esse espaço numa oportunidade para experimentar uma tecnologia completamente nova.</p><p>Anna morreu a 9 de junho de 1871, mas <strong>as suas imagens sobreviveram</strong>. Hoje, as cianotipias de Anna Atkins são observadas tanto como documentos científicos como obras de arte.</p><p>O que começou como uma tentativa de representar fielmente algumas das formas mais delicadas do mundo vegetal acabou por mudar a própria história da fotografia.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/anna-atkins-a-pioneira-que-fez-da-luz-uma-ferramenta-para-a-ciencia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Astronauta Don Pettit compara de que forma as luzes noturnas das cidades mudaram após 23 anos no espaço]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/astronauta-don-pettit-compara-como-as-luzes-noturnas-das-cidades-mudaram-apos-23-anos-no-espaco.html</link><pubDate>Sun, 13 Sep 2026 06:02:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Por mais de duas décadas, o astronauta Donald Roy Pettit fotografou as cidades da Terra a partir da Estação Espacial Internacional. As suas imagens permitem observar uma transformação silenciosa: o característico brilho amarelo da iluminação de rua está a desaparecer.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-astronauta-de-la-nasa-compara-las-vistas-nocturnas-de-las-ciudades-tras-23-anos-de-observacion-1788802149759.jpg" data-image="fyyzjhh9h2p0"><figcaption>Iluminação noturna nos países do sul da Europa e do norte da África.</figcaption></figure><p>Quando, há 23 anos, o <strong>astronauta da NASA Donald Roy Pettit</strong> começou a construir um verdadeiro arquivo visual sobre a evolução da iluminação noturna da Terra, mal podia imaginar que chegaria a uma conclusão inusitada: as cidades mudam de cor. <strong>Ao longo das suas quatro missões à Estação Espacial Internacional </strong>(ISS, na sigla em inglês), Pettit <strong>fotografou cidades de todo o mundo</strong>.</p><p>Agora, ele<strong> reuniu algumas dessas imagens</strong> para mostrar uma transição que se torna especialmente evidente a partir do espaço: a mudança das tradicionais lâmpadas de vapor de sódio — responsáveis por grande parte do característico tom amarelado e alaranjado das cidades — para os sistemas de iluminação LED, muito mais variados em termos de cor.</p><h2>23 anos a observar como a Terra muda</h2><p>Pettit<strong> começou a fotografar cidades à noite </strong>durante a sua primeira estadia na ISS, a Expedição 6, entre 2002 e <strong>2003</strong>. Estas primeiras imagens também apresentaram um desafio técnico significativo: a estação espacial move-se a cerca de 28.000 quilómetros por hora, pelo que exposições relativamente longas poderiam transformar as luzes urbanas em pontos desfocados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-astronauta-de-la-nasa-compara-las-vistas-nocturnas-de-las-ciudades-tras-23-anos-de-observacion-1788802359051.png" data-image="kfbuoxqaihya"><figcaption>Durante a sua carreira como astronauta, Donald Roy Pettit documentou a mudança na iluminação das cidades a partir do espaço.</figcaption></figure><p>Para resolver o problema, o astronauta usou peças disponíveis na estação para construir um sistema de rastreamento conhecido como<em> barn door tracker </em>(ou rastreador de "porta de celeiro"), capaz de compensar o movimento orbital e permitir exposições mais longas. Graças a essa solução artesanal, ele obteve algumas das <strong>primeiras fotografias nítidas de cidades à noite feitas a partir da ISS</strong>.</p><p>Mais de duas décadas depois, a tecnologia fotográfica mudou radicalmente. Pettit regressou à estação em setembro de 2024 e, durante a sua última missão — correspondente às Expedições 71 e 72 —, continuou a fotografar as luzes de <strong>cidades como Paris, Istambul, Lima, Osaka, Pequim, Casablanca, Riad e Maracaibo </strong>a partir da órbita da Terra.</p><h2>Miami, o exemplo mais marcante</h2><p>Uma das comparações que ele compartilhou agora na sua conta na rede social X (antigo <em>Twitter</em>) é especialmente reveladora: <strong>Miami, fotografada a partir da ISS em 2012 e novamente em 2025</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">I have spent 23 years documenting the global LED transition of city lighting from space.<br><br>Across my 4 missions to the ISS, I have photographed every major city on Earth, building a data set of the gradual replacement of sodium vapor lighting with LEDs.<br><br>The warmer, yellow-orange <a href="https://t.co/gNNiEULpkr">https://t.co/gNNiEULpkr</a> <a href="https://t.co/ChFbj8Jtgs">pic.twitter.com/ChFbj8Jtgs</a></p>— Don Pettit (@astro_Pettit) <a href="https://x.com/astro_Pettit/status/2096763479143469206?ref_src=twsrc%5Etfw">September 7, 2026</a></blockquote></figure><p>Na <strong>imagem mais antiga</strong>, predomina o<strong> tom amarelo-alaranjado das lâmpadas de vapor de sódio</strong>. Já na <strong>fotografia mais recente, a cidade apresenta um aspecto muito mais branco e multicolorido</strong>. O próprio Pettit aponta que a mudança é especialmente visível na malha urbana, que agora parece se destacar com muito mais intensidade.</p><p>Não se trata de uma transformação exclusiva de Miami. O astronauta explica que observou o <strong>mesmo processo de substituição progressiva das antigas tecnologias de iluminação por LED em cidades de todo o mundo</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/raios-incendios-e-luzes-de-cidades-imagens-de-tirar-o-folego-vistas-da-estacao-espacial-internacional-confira.html" title="Raios, incêndios e luzes de cidades: imagens de tirar o fôlego vistas da Estação Espacial Internacional; confira">Raios, incêndios e luzes de cidades: imagens de tirar o fôlego vistas da Estação Espacial Internacional; confira</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/raios-incendios-e-luzes-de-cidades-imagens-de-tirar-o-folego-vistas-da-estacao-espacial-internacional-confira.html" title="Raios, incêndios e luzes de cidades: imagens de tirar o fôlego vistas da Estação Espacial Internacional; confira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/video-impactante-espectaculo-de-llamas-relampagos-y-luces-en-el-sudeste-de-asia-vistos-desde-el-espacio-por-la-iss-1760687340051_320.png" alt="Raios, incêndios e luzes de cidades: imagens de tirar o fôlego vistas da Estação Espacial Internacional; confira"></a></article></aside><p>A NASA também documentou esta mudança a partir da órbita. Nos seus materiais sobre <strong>poluição luminosa</strong>, a agência aponta que as novas luzes LED podem destacar-se claramente em relação às antigas luminárias, mesmo quando vistas do espaço.</p><h2>Fotografias de interesse científico</h2><p>As imagens noturnas tiradas pelos astronautas também têm interesse científico. <strong>As luzes permitem estudar a expansão urbana, a distribuição populacional e as características das cidades</strong>. Da ISS, as fotografias podem oferecer altíssima resolução espacial e fornecer informações complementares às obtidas por satélites especializados.</p><p>A iluminação também conta uma história sobre as <strong>decisões energéticas de cada território</strong>. A mudança para LEDs responde, entre outros fatores, à sua maior eficiência, à possibilidade de controlar melhor a intensidade e o funcionamento das luminárias e às significativas poupanças de energia e manutenção que acarretam.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Hong Kong Bay Area, China 2025 vs 2003<br><br>Hong Kong has retained much of its older lighting while the nearby city of Shenzhen is entirely multi-colored LEDs! A unique visual of the differences between the special administrative region and the Chinese mainland. <a href="https://t.co/5AoNHNsCpq">pic.twitter.com/5AoNHNsCpq</a></p>— Don Pettit (@astro_Pettit) <a href="https://x.com/astro_Pettit/status/2096763486843891850?ref_src=twsrc%5Etfw">September 7, 2026</a></blockquote></figure><p>O lado negativo desta transição é que o excesso de luz e o brilho noturno decorrentes do uso de LEDs têm <strong>consequências para a observação do céu e para os ecossistemas</strong>. De fato, o próprio Pettit apontou que, quanto mais visível uma cidade é do espaço, mais difícil se torna contemplar as estrelas a partir dela.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="NASA" data-year="2024" data-title="The%20Non-Stop%20Scientist" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nasa.gov%2Fpodcasts%2Fhouston-we-have-a-podcast%2Fthe-non-stop-scientist%2F">NASA. (2024). <a href="https://www.nasa.gov/podcasts/houston-we-have-a-podcast/the-non-stop-scientist/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The Non-Stop Scientist</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/astronauta-don-pettit-compara-como-as-luzes-noturnas-das-cidades-mudaram-apos-23-anos-no-espaco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nesta ilha grega viaja-se de bicicleta ou a cavalo. E talvez seja isso que a torna tão especial]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nesta-ilha-grega-viaja-se-de-bicicleta-ou-a-cavalo-e-talvez-seja-isso-que-a-torna-tao-especial.html</link><pubDate>Sun, 13 Sep 2026 05:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Praias de águas cristalinas, ruas tranquilas e um ritmo de vida sem pressas fazem deste destino um dos segredos melhor guardados da Grécia.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nesta-ilha-grega-viaja-se-de-bicicleta-ou-a-cavalo-e-talvez-seja-isso-que-a-torna-tao-especial-1785776082781.jpg" data-image="7xds2kxg8i0d" alt="Spetses" title="Spetses"><figcaption>A ilha grega onde os cavalos ainda fazem parte do trânsito. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Santorini, Mykonos ou Creta? Quando pensa nas <strong>ilhas gregas</strong>, qual destes nomes lhe surge primeiro? </p><p>Independentemente da resposta, apostamos que será sempre uma destas opções. O que nem sempre é bom. Afinal, longe da ribalta dos destinos mais conhecidos, há nomes que merecem um pouco de atenção. É o caso desta pequena ilha no Golfo Sarónico. </p><p>E porque é que o dizemos? Porque <strong>continua longe das multidões</strong>. Aliás, aqui o maior luxo é outro: o silêncio. Curioso?</p><div class="texto-destacado">Estamos a falar da ilha Spetses, um daqueles destinos onde a frase “o tempo parece andar mais devagar”, deixa de ser um cliché para se tornar realidade.</div><p>Situada a cerca de duas horas de<em> ferry</em> de Atenas, Spetses conquistou fama pela sua elegância discreta, pelas mansões neoclássicas, pelos pinhais que chegam quase ao mar e por uma particularidade que continua a surpreender muitos visitantes:<strong> os carros particulares praticamente não circulam na ilha</strong>. Na verdade, a maior parte das deslocações faz-se a pé, de bicicleta, de mota, em táxi, de barco ou nas tradicionais carruagens puxadas por cavalos, que continuam a fazer parte da paisagem local.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="759458" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nem-carros-nem-motas-nesta-ilha-todos-andam-a-cavalo.html" title="Nem carros, nem motas: nesta ilha todos andam a cavalo">Nem carros, nem motas: nesta ilha todos andam a cavalo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nem-carros-nem-motas-nesta-ilha-todos-andam-a-cavalo.html" title="Nem carros, nem motas: nesta ilha todos andam a cavalo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nem-carros-nem-motas-nesta-ilha-todos-andam-a-cavalo-1773786592720_320.jpg" alt="Nem carros, nem motas: nesta ilha todos andam a cavalo"></a></article></aside><p>É precisamente essa ausência de trânsito intenso que transforma qualquer passeio numa experiência diferente. <strong>Em vez de buzinas, ouvem-se as ondas, o som dos cascos dos cavalos nas ruas</strong> empedradas e as conversas descontraídas nas esplanadas junto ao porto.</p><p>“Em Spetses, o luxo não se mede em<em> beach clubs </em>nem em filas para fotografias”, garante a ‘Travel Magg’. “Mede-se no silêncio. No som das ferraduras a ecoar nas ruas de pedra. No facto raro de ainda existir uma ilha grega onde<strong> os carros praticamente não entram</strong>.”</p><h2>Uma ilha que merece entrar na sua bucket list</h2><p>Quando se fala em Spetses, <strong>Dapia</strong> é mencionado frequentemente como o coração da ilha. É aqui, neste porto principal, afinal, que chegam os ferries vindos do Pireu e onde começa praticamente toda a vida da ilha. </p><div class="texto-destacado">Cafés, restaurantes, pequenas lojas e edifícios históricos rodeiam a marginal, enquanto os tradicionais mosaicos de seixos decoram parte do passeio marítimo.</div><p>Se quer um conselho, anote: vale a pena perder-se pelas ruas estreitas, observar as casas senhoriais e seguir até ao Porto Antigo (Palio Limani), uma das zonas mais fotogénicas da ilha. Ao final da tarde, os barcos de pesca dividem espaço com elegantes iates e o ambiente torna-se especialmente animado, mas sem perder o charme tranquilo que distingue Spetses.</p><p>Além disso, uma das melhores formas de conhecer a ilha é <strong>percorrer a estrada costeira</strong>, com cerca de 25 quilómetros, de bicicleta ou numa<em> scooter</em>. Este percurso permite descobrir enseadas escondidas, pequenas capelas, miradouros e praias paradisíacas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nesta-ilha-grega-viaja-se-de-bicicleta-ou-a-cavalo-e-talvez-seja-isso-que-a-torna-tao-especial-1785776786362.jpg" data-image="0f212lhcqguq" alt="Spetses" title="Spetses"><figcaption>Vale a pena conhecer. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Sim, porque, apesar de pequena,<strong> Spetses reúne praias para todos os gostos</strong>. Agia Paraskevi, por exemplo, é uma das mais procuradas graças às águas calmas e transparentes. Já Zogeria, rodeada por um pinhal, mantém um ambiente mais selvagem e é frequentemente considerada uma das mais bonitas da ilha. Em Agioi Anargyroi, além dos mergulhos, pode aproveitar para visitar a gruta de Bekiris, acessível por mar ou através de um pequeno trilho.</p><p>Para quem prefere ficar perto da vila, é possível encontrar também boas opções. Agios Mamas ou Agia Marina são duas delas.</p><p>Entre tantas opções, não nos surpreende saber, portanto, que <strong>Spetses também conquistou Hollywood</strong>. Aliás, algumas cenas dos filmes "A Filha Perdida" (realizado por Maggie Gyllenhaal) e “Glass Onion: Um Mistério Knives Out” foram gravadas na ilha.</p><h2>Não é caso único</h2><p>Spetses não está sozinha nesta forma de viver sem trânsito. A poucos quilómetros de distância fica<strong> Hydra</strong>, outra ilha do Golfo Sarónico onde o automóvel também praticamente desapareceu da paisagem.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="720105" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/esta-e-a-praia-mais-estranha-e-hipnotizante-da-grecia.html" title="Esta é a praia mais estranha (e hipnotizante) da Grécia">Esta é a praia mais estranha (e hipnotizante) da Grécia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/esta-e-a-praia-mais-estranha-e-hipnotizante-da-grecia.html" title="Esta é a praia mais estranha (e hipnotizante) da Grécia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esta-e-a-praia-mais-estranha-e-hipnotizante-da-grecia-1752687698690_320.jpg" alt="Esta é a praia mais estranha (e hipnotizante) da Grécia"></a></article></aside><p>A diferença é que <strong>Hydra leva a ideia ainda mais longe</strong>. Desde a década de 1950 que carros, motas e até bicicletas estão proibidos, com raras exceções para alguns veículos de serviço. </p><div class="texto-destacado">Quem chega desloca-se exclusivamente a pé, de barco, ou recorre aos burros, mulas e cavalos que continuam a assegurar grande parte do transporte de pessoas e mercadorias.</div><p>Apesar de ambas as ilhas partilharem um ambiente tranquilo e um património arquitetónico muito bem preservado, as duas oferecem <strong>experiências diferentes</strong>. Enquanto Hydra é totalmente dedicada aos percursos pedestres, Spetses permite maior liberdade para explorar a costa de bicicleta ou de scooter, mantendo ainda assim uma forte limitação ao uso de automóveis particulares.</p><h2>Como chegar a Spetses</h2><p>E<strong> como é que pode chegar a Spetses</strong>? A forma mais simples passa por voar de Lisboa para Atenas e seguir até ao porto do Pireu, de onde partem diariamente ferries rápidos para Spetses. A viagem demora, em média, entre duas e três horas.</p><p>Outra alternativa bastante utilizada consiste em seguir de carro até Kosta, no Peloponeso, estacionar no continente e fazer a curta travessia de ferry ou táxi aquático até à ilha, que demora apenas alguns minutos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Travel%20Magg%2C%20Costa%2C%20R" data-year="2026" data-title="Nesta%20ilha%20grega%20pouco%20conhecida%20n%C3%A3o%20h%C3%A1%20carros%20(mas%20h%C3%A1%20praias%20paradis%C3%ADacas)" data-url="https%3A%2F%2Ftravelmagg.sapo.pt%2Feuropa%2Fartigos%2Filha-grega-sem-carros-spetses-o-que-ver">Travel Magg, Costa, R. (2026). <a href="https://travelmagg.sapo.pt/europa/artigos/ilha-grega-sem-carros-spetses-o-que-ver" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Nesta ilha grega pouco conhecida não há carros (mas há praias paradisíacas)</a>.</cite><br><cite data-author="National%20Geographic%20Portugal%2C%20Buckley%2C%20Julia" data-year="2026" data-title="Bem-vindo%20a%20Hydra%2C%20a%20ilha%20grega%20que%20disse%20%E2%80%98n%C3%A3o%2C%20obrigada%E2%80%99%20aos%20carros" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nationalgeographic.pt%2Fviagens%2Fbem-vindo-hydra-ilha-grega-que-disse-nao-obrigada-carros_4904">National Geographic Portugal, Buckley, Julia. (2026). <a href="https://www.nationalgeographic.pt/viagens/bem-vindo-hydra-ilha-grega-que-disse-nao-obrigada-carros_4904" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Bem-vindo a Hydra, a ilha grega que disse ‘não, obrigada’ aos carros</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nesta-ilha-grega-viaja-se-de-bicicleta-ou-a-cavalo-e-talvez-seja-isso-que-a-torna-tao-especial.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Primeiro estudo do Lancet Countdown sobre alterações climáticas alerta: as cidades estão a sufocar e a adoecer]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/primeiro-estudo-do-lancet-countdown-sobre-mudanca-climatica-alerta-as-cidades-estao-sufocando-e-adoecendo.html</link><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 12:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O primeiro relatório do Lancet Countdown sobre Saúde e Mudanças Climáticas nas Cidades da Europa acaba de apresentar dados científicos e transmite uma mensagem clara: os riscos para a saúde crescem mais rapidamente do que a resposta dada aos mesmos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-primer-estudio-de-lancet-countdown-sobre-salud-y-cambio-climatico-alerta-esta-asfixiando-y-enfermando-a-las-ciudades-1789018922838.jpg" data-image="5r3lzgat34le"><figcaption>As cidades estão doentes e não estamos a agir rápido. É o alerta deste primeiro estudo do Lancet Countdown.</figcaption></figure><p>Durante anos, falamos sobre as <strong>alterações</strong><strong> climáticas </strong>como um problema ambiental. No entanto, a realidade é que estas <strong>estão a afetar a nossa saúde</strong>, especialmente nas cidades. O primeiro<strong> relatório do </strong><em><strong>Lancet Countdown</strong></em> sobre Saúde e Mudanças Climáticas nas Cidades da Europa quantifica uma situação que se torna mais evidente a cada verão.</p><p>Por trás disto, há dezenas de investigadores, universidades e organismos internacionais a analisar indicadores comparáveis ao longo do tempo para entender de que forma as alterações climáticas afetam a saúde. O relatório europeu completo utiliza 43 indicadores estruturados em cinco grandes áreas, abrangendo desde <strong>impactos diretos até ao financiamento ou políticas públicas</strong>.</p><p>Na versão específica para cidades, estes indicadores são aplicados à escala urbana: mais de 850 cidades, dados históricos, comparações entre décadas e métricas que permitem identificar tendências, contribuindo para a tomada de decisões. O <strong>calor extremo, a poluição, os incêndios florestais e as doenças transmitidas por vetores </strong>estão a intensificar os seus efeitos sobre a população, enquanto as medidas de adaptação avançam com demasiada lentidão.</p><h2>"Sempre esteve quente." Mas não desta forma</h2><p>As temperaturas elevadas sempre fizeram parte do verão. O que está a mudar é a sua<strong> intensidade e frequência</strong>, e isto afeta diretamente o impacto na saúde.</p><p>Um dos dados mais preocupantes é que a<strong> mortalidade associada ao calor aumentou 160,6% no sul da Europa </strong>em relação à década de 1990. E o problema não são apenas as ondas de calor.</p><div class="texto-destacado">Como aponta o Dr. José Chen (investigador do <em>Lancet Countdown Europe</em> no ISGlobal), os eventos extremos atuais não são fenómenos isolados, mas sim sintomas evidentes de um clima alterado que exige uma resposta urgente e integradora.</div><p>As <strong>noites equatoriais</strong> — aquelas em que a temperatura não cai abaixo de 25°C — <strong>estão a tornar-se cada vez mais frequentes</strong>. Sem este arrefecimento noturno, o organismo não se consegue recuperar adequadamente: o sono é prejudicado, o stress fisiológico aumenta e o sistema cardiovascular permanece sob esforço contínuo.</p><p>As <strong>consequências </strong>são particularmente significativas para idosos, pessoas com doenças crónicas ou trabalhadores que exercem as suas atividades ao ar livre.</p><h2>Cidades que são ilhas de calor</h2><p>Se no verão percebe uma diferença de temperatura entre um parque e uma avenida cercada por prédios, está a sentir o efeito da<strong> ilha de calor urbana</strong>.</p><p>As<strong> superfícies de alcatrão, o cimento e as construções</strong> acumulam energia durante o dia e libertam-na lentamente à noite. Como resultado, as cidades permanecem significativamente mais quentes do que as áreas ao seu redor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-primer-estudio-de-lancet-countdown-sobre-salud-y-cambio-climatico-alerta-esta-asfixiando-y-enfermando-a-las-ciudades-1789018708592.jpeg" data-image="ma4szx4zja2b"><figcaption>O investimento é imprescindível para evitar as ilhas de calor nas cidades.</figcaption></figure><p>A boa notícia é que existem soluções eficazes. Sítios onde as<strong> áreas verdes</strong> foram ampliadas ou determinadas superfícies urbanas foram transformadas, o calor do verão diminuiu. De facto, isto ocorreu em 88% das cidades analisadas.</p><h2>Castellón e Granada: duas faces do mesmo fenómeno</h2><p>O relatório destaca dois casos em <strong>Espanha</strong>. Um deles é <strong>Castellón</strong>, onde a <strong>mortalidade atribuível ao calor extremo aumentou 553%</strong>. A alta humidade, a sucessão de noites quentes e o envelhecimento da população aumentam a vulnerabilidade às temperaturas elevadas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Definición gráfica de "Isla de calor urbana" podemos observar en la capital como puede variar la temperatura según los barrios, en zonas más abiertas y expuestas como es el Albaicin hay 25° actuales a las 2:00 de la madrugada y por ejemplo en Arabial, Camino de Ronda 28° <a href="https://t.co/HO1XFPw1RN">pic.twitter.com/HO1XFPw1RN</a></p>— tiempo en Granada (@Granada_Meteo) <a href="https://x.com/Granada_Meteo/status/2069573273138991229?ref_src=twsrc%5Etfw">June 24, 2026</a></blockquote></figure><p>Em <strong>Granada</strong>, por sua vez, a <strong>escassez de arborização e a abundância de superfícies de cimento</strong> favorecem o acúmulo de calor durante o dia e dificultam o arrefecimento noturno. Alguns bairros chegam a comportar-se como verdadeiras armadilhas térmicas.</p><p>São dois exemplos concretos de uma realidade que se repete em numerosos centros urbanos europeus. Todos nós estamos a pensar na nossa cidade, e todos temos razão.</p><h2>O calor e as doenças emergentes</h2><p>O aumento das temperaturas favorece a expansão de espécies como o mosquito-tigre (<em>Aedes albopictus</em>), <strong>ampliando as áreas com condições favoráveis</strong> para doenças como a <strong>dengue ou a febre do Nilo Ocidental</strong>, que já causaram um aumento enorme de casos e mortes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-primer-estudio-de-lancet-countdown-sobre-salud-y-cambio-climatico-alerta-esta-asfixiando-y-enfermando-a-las-ciudades-1789018768141.jpg" data-image="2yjl257c6vad"><figcaption>Eventos extremos transformam as alterações climáticas num problema de saúde pública, além de ambiental: doenças, alergias, incêndios, inundações.</figcaption></figure><p>A forma como convivemos com o <strong>pólen </strong>também está a mudar. Muitas <strong>espécies de plantas alergénicas florescem mais cedo e prolongam a sua atividade por mais tempo</strong>, estendendo as temporadas das alergias e aumentando a exposição de milhões de pessoas. São mudanças com consequências para a saúde cada vez mais visíveis, às quais também é preciso adaptarmo-nos.</p><h2>Um toque de otimismo</h2><p>Nem todas as informações são negativas. As zonas de baixas emissões, a redução progressiva de poluentes atmosféricos e as <strong>melhorias na mobilidade urbana</strong> estão a contribuir para diminuir parte dos riscos relacionados com a qualidade do ar.</p><div class="texto-destacado">As normas de baixas emissões reduziram significativamente os picos letais de partículas finas e nitratos, diminuindo as mortes causadas pela má qualidade do ar.<ol></ol></div><p>Além disso, cada vez mais cidades apostam em modelos que favorecem tanto o clima quanto a saúde: mais transporte público, mais deslocações a pé, mais uso de bicicleta e <strong>menos dependência de veículos particulares</strong>. Os dados indicam benefícios para as cidades que adotam estas medidas, e estas devem ser exigidas.</p><h2>Um problema de financiamento... ou de distribuição de recursos</h2><p><strong>A maioria das cidades já conhece os riscos que enfrenta</strong>. Mais de 80% realizaram avaliações climáticas e dispõem de informações suficientes para planear ações. No entanto, concretizá-las é outra história.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787344" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-glaciologista-alerta-para-o-impacto-das-alteracoes-climaticas-nos-desastres-glaciares-entre-o-nepal-e-o-tibete.html" title="Um glaciologista alerta para o impacto das alterações climáticas nos desastres glaciares entre o Nepal e o Tibete">Um glaciologista alerta para o impacto das alterações climáticas nos desastres glaciares entre o Nepal e o Tibete</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-glaciologista-alerta-para-o-impacto-das-alteracoes-climaticas-nos-desastres-glaciares-entre-o-nepal-e-o-tibete.html" title="Um glaciologista alerta para o impacto das alterações climáticas nos desastres glaciares entre o Nepal e o Tibete"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-glaciologo-mette-in-guardia-sull-impatto-dei-cambiamenti-climatici-nei-disastri-glaciali-tra-nepal-e-tibet-1788368902482_320.png" alt="Um glaciologista alerta para o impacto das alterações climáticas nos desastres glaciares entre o Nepal e o Tibete"></a></article></aside><p>A <strong>falta de financiamento continua a ser a principal barreira</strong>. 41,2% dos municípios apontam os recursos financeiros como o maior obstáculo para avançar em medidas de adaptação.</p><p>Em muitos casos, o conhecimento existe. O que falta é capacidade para transformá-lo em ação.</p><h2>Um problema ambiental... e sanitário</h2><p>Ou reconhecemos isto agora, ou estaremos atrasados: <strong>as alterações climáticas são um problema de saúde pública</strong>. Por isso, a adaptação climática não pode ser considerada uma questão exclusivamente ambiental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-primer-estudio-de-lancet-countdown-sobre-salud-y-cambio-climatico-alerta-esta-asfixiando-y-enfermando-a-las-ciudades-1789018553724.jpeg" data-image="jmfdjdeyyz3v"><figcaption>Falta financiamento para adotar as medidas necessárias para proteger a nossa saúde nas cidades.</figcaption></figure><p><strong>Mais árvores, menos alcatrão</strong>, refúgios climáticos acessíveis e cidades projetadas a pensar nas pessoas são medidas que protegem tanto o planeta quanto a nossa saúde. Não merecemos menos.</p><p>As <strong>evidências são sólidas</strong>. Sabemos o que está a acontecer e conhecemos muitas das soluções. Já entendemos o problema; falta avançar com soluções.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Chen-Xu%2C%20et%20al" data-year="2026" data-title="The%202026%20Europe%20Cities%20Report%20of%20the%20Lancet%20Countdown%20on%20health%20and%20climate%20change%3A%20cities%20at%20the%20forefront%20of%20climate%20change%20action" data-url="https%3A%2F%2Fwww.thelancet.com%2Fjournals%2Flanpub%2Farticle%2FPIIS2468-2667(26)00100-3%2Ffulltext">Chen-Xu, et al. (2026). <a href="https://www.thelancet.com/journals/lanpub/article/PIIS2468-2667(26)00100-3/fulltext" target="blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The 2026 Europe Cities Report of the Lancet Countdown on health and climate change: cities at the forefront of climate change action</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/primeiro-estudo-do-lancet-countdown-sobre-mudanca-climatica-alerta-as-cidades-estao-sufocando-e-adoecendo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Saiba porque é que a qualidade do ar está comprometida ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/saiba-porque-e-que-a-qualidade-do-ar-esta-comprometida.html</link><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 11:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Diferentes estudos científicos mostram que os poluentes atmosféricos são extremamente prejudiciais para o homem e para os ecossistemas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-porque-e-que-a-qualidade-do-ar-esta-comprometida-1789143774697.jpg" data-image="4w3sk0h26bn9" alt="Poluição" title="Poluição"><figcaption>A poluição atmosférica causa impactos a nível ambiental e a nível da saúde, podendo causar a morte.</figcaption></figure><p>O Boletim Anual sobre a Qualidade do Ar e do Clima da Organização Meteorológica Mundial, OMM, esclarece os<strong> impactos negativos dos aerossóis</strong>, incluindo as partículas finas, e do ozono troposférico na saúde humana.</p><h2>Boletim nº 6 da Qualidade do Ar e Clima da OMM</h2><p>Este boletim, que se baseia em observações de satélite, modelos atmosféricos, produtos de assimilação de dados, redes de monitorização e uma série de artigos escritos pela comunidade científica que aconselha a OMM em questões de qualidade do ar, foi divulgado no Dia Internacional do Ar Limpo para Céus Azuis, a 7 de setembro.</p><p>O sexto boletim da série apresenta uma visão geral dos aspetos mais importantes da qualidade do ar e das alterações climáticas em 2025, <strong>enfatizando as fortes ligações entre a qualidade do ar, o clima e a ação humana.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="725663" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-cientistas-advertem-o-calor-extremo-pode-piorar-a-qualidade-do-ar-que-respiramos.html" title="Os cientistas advertem: o calor extremo pode piorar a qualidade do ar que respiramos">Os cientistas advertem: o calor extremo pode piorar a qualidade do ar que respiramos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-cientistas-advertem-o-calor-extremo-pode-piorar-a-qualidade-do-ar-que-respiramos.html" title="Os cientistas advertem: o calor extremo pode piorar a qualidade do ar que respiramos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-cientistas-advertem-o-calor-extremo-pode-piorar-a-qualidade-do-ar-que-respiramos-1755766363215_320.png" alt="Os cientistas advertem: o calor extremo pode piorar a qualidade do ar que respiramos"></a></article></aside><p>O boletim centra-se particularmente nos aerossóis, incluindo concentrações globais de material particulado, interações aerossol-nuvem, deposição atmosférica, monitorização de bio aerossóis, fumo de incêndios florestais e ozono troposférico.</p><p>Além disso, destaca <strong>como a composição atmosférica afeta o clima</strong>, a saúde e a produtividade agrícola.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>São esclarecidos ainda os impactos negativos dos aerossóis, incluindo o material particulado, e do ozono troposférico na saúde humana.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O Material Particulado PM2,5 é composto por partículas e gotículas microscópicas com menos de 2,5 micrómetros (μm) de diâmetro, representando um risco para a saúde, uma vez que <strong>pode penetrar profundamente nos pulmões e na corrente sanguínea</strong>. É emitido por diversas fontes, como atividades industriais, agricultura, aquecimento residencial e transportes, bem como incêndios florestais e tempestades de poeira.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-porque-e-que-a-qualidade-do-ar-esta-comprometida-1789143945856.jpg" data-image="t5hgc08l4pi1" alt="Incêndios florestais" title="Incêndios florestais"><figcaption>Os incêndios florestais são umas das fontes que emitem as partículas microscópicas PM2,5 para a atmosfera.</figcaption></figure><p>O boletim refere que, em linha com as tendências dos últimos anos, as concentrações de PM2,5 em 2025 estiveram acima da média a longo prazo no Norte do Canadá, em parte da Federação Russa e na África centro-ocidental <strong>devido ao aumento da atividade dos incêndios</strong>. O noroeste de Espanha foi também um ponto crítico <strong>devido a incêndios excecionais no final do verão de 2025.</strong></p><p>Na Amazónia sul-americana, os incêndios foram relativamente menores em 2025 do que nos anos anteriores.</p><p>Os níveis de PM2,5 permaneceram abaixo da média de longo prazo na China em 2025, refletindo uma redução das emissões provenientes de atividades humanas. A Índia continua a apresentar níveis acima da média devido à queima de biomassa e a outros tipos de poluição. </p><div class="texto-destacado">Atendendo às alterações climáticas, os incêndios florestais extremos estão a tornar-se cada vez mais frequentes, acarretando graves consequências para a saúde devido à elevada toxicidade do fumo.</div><p>Embora as regulamentações na Europa e na América do Norte tenham reduzido as emissões industriais e de transporte de PM2,5, <strong>a exposição a PM2,5 proveniente de incêndios aumentou.</strong></p><div class="texto-destacado">Um estudo citado pelo Boletim da OMM indica que os eventos extremos de fumo de incêndios triplicaram globalmente desde a década de 1990, contribuindo para um número estimado de quase 100.000 mortes adicionais por ano entre 2010 e 2018, embora este número possa ser subestimado.</div><p>Também a poluição por ozono troposférico afeta a saúde humana, a agricultura e os ecossistemas e é um problema crescente devido às ondas de calor. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A exposição prolongada à poluição por ozono está associada a um aumento da mortalidade, principalmente por doenças respiratórias.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O aumento das temperaturas, as condições atmosféricas estagnadas e a intensa radiação solar promovem a formação de ozono troposférico, como demonstram estudos recentes durante as ondas de calor no sudeste dos EUA, na Europa e na China. <strong>Esta maior exposição à poluição por ozono tem o potencial de levar a dezenas de milhares de mortes prematuras adicionais.</strong></p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>De acordo com um dos estudos do boletim, olhando para o futuro, espera-se que os riscos para a saúde relacionados com o ozono se intensifiquem.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O boletim, fazendo referência aos aerossóis, alerta que <strong>as partículas de aerossol podem viajar longas distâncias desde as suas fontes, através dos oceanos e continentes</strong>, e podem alterar a forma como a atmosfera reflete a luz solar. Podem também alterar as propriedades químicas da terra e dos corpos de água, poluindo ambientes que, de outra forma, seriam limpos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-porque-e-que-a-qualidade-do-ar-esta-comprometida-1789144171266.jpg" data-image="5b9w1ezizq8n" alt="Poluição - plástico" title="Poluição - plástico"><figcaption>Com o aumento da produção de plástico e, principalmente, da deposição inadequada de resíduos plásticos aumenta a emissão de microplásticos para a atmosfera</figcaption></figure><p>Um exemplo são os microplásticos, formados quando os plásticos se degradam devido à luz solar e a outros fatores. Encontram-se em todo o lado, na atmosfera, na terra e no oceano. <strong>Estimam-se 51 milhões de toneladas de plástico em terra e 22 milhões de toneladas no oceano, que, por sua vez, são uma fonte de microplásticos para a atmosfera.</strong></p><h2>Conclusões e recomendações</h2><p>Uma das importantes conclusões deste relatório, é que o aumento da poluição provocada pelos incêndios florestais e pelas ondas de calor ameaçam <strong>comprometer os esforços internacionais para melhorar a qualidade do ar e proteger a saúde humana</strong> e os ecossistemas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É fundamental uma permanente monitorização a nível global de poluentes na atmosfera.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>A OMM destaca a necessidade de melhorar, a nível global, as observações atmosféricas de poluentes</strong> como o material particulado fino e o ozono troposférico, bem como de aerossóis como o carbono negro e os micro plásticos, que não são suficientemente monitorizados, apesar de serem disseminados e potencialmente prejudiciais para os ecossistemas.</p><p>O relatório sublinha a importância de políticas complementares e coordenadas sobre a qualidade do ar e o clima, uma vez que não podem ser tratadas isoladamente, pois estão interligados.</p><p>O boletim alerta que os <strong>eventos extremos de fumo dos incêndios triplicaram globalmente desde a década de 1990 e que os riscos para a saúde relacionados com o ozono devem intensificar-se com as alterações climáticas e as ondas de calor mais frequentes.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="WMO" data-year="2026" data-title="WMO%20Air%20Quality%20and%20Climate%20Bulletin%2C%20No.%206%20-%20September%202026" data-url="https%3A%2F%2Fwmo.int%2Fresources%2Fpublication-series%2Fwmo-air-quality-and-climate-bulletin%2Fwmo-air-quality-and-climate-bulletin-no-6-september-2026">WMO. (2026). <a href="https://wmo.int/resources/publication-series/wmo-air-quality-and-climate-bulletin/wmo-air-quality-and-climate-bulletin-no-6-september-2026" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">WMO Air Quality and Climate Bulletin, No. 6 - September 2026</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/saiba-porque-e-que-a-qualidade-do-ar-esta-comprometida.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nem aborrecidos nem perigosos: os 5 países mais seguros e fáceis de percorrer se viaja sozinho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nem-aborrecidos-nem-perigosos-os-5-paises-mais-seguros-e-faceis-de-percorrer-se-viaja-sozinho.html</link><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 10:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Albânia, Alemanha, Vietname, Nova Zelândia e Uruguai são países que reúnem bons transportes, natureza, praias e opções para os percorrer sozinho e em total segurança.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ni-aburridos-ni-peligrosos-los-5-paises-mas-seguros-y-faciles-de-recorrer-si-viajas-solo-1787998279710.jpg" data-image="i8v5jmhgtpyd" alt="Mulher a viajar sozinha" title="Mulher a viajar sozinha"><figcaption>Cinco países seguros para viajar sozinho, com praias, natureza, cidades, cultura e opções para desfrutar da viagem ao seu ritmo.</figcaption></figure><p><strong>Viajar sozinho já não significa limitar a viagem a um único tipo de destino</strong>. Hoje em dia, a Albânia permite alternar entre praias, património histórico e águas termais, enquanto a Alemanha combina grandes cidades e uma rede de transportes públicos que facilita as deslocações. Por outro lado, o Vietname reúne gastronomia, história e paisagens naturais, enquanto a Nova Zelândia oferece roteiros, fiordes e atividades ao ar livre.</p><p><strong>O Uruguai propõe uma outra forma de viajar sozinho, com grande parte do seu atrativo ligado à costa atlântica e a Montevideu</strong>. Punta del Este, José Ignacio, Rocha e a capital oferecem alternativas para combinar o descanso e as visitas culturais. Esta seleção reúne cinco países com propostas muito diferentes para organizar uma viagem rápida sem depender de horários nem da companhia de outras pessoas.</p><h2>Albânia: viajar sozinho entre praias e património</h2><p>A Albânia destaca-se pela <strong>hospitalidade local e por uma combinação atraente de costa e áreas naturais</strong>. De facto, o país desperta cada vez mais interesse entre quem viaja sozinho. Perto de Saranda, o Olho Azul surpreende pelas suas águas transparentes e de um azul intenso. Para desfrutar do mar, a linha de costa oferece praias em Himarë, Dhërmi e Ksamil, a sul, e em Shëngjin, a norte.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/DVV-rHBA9KM/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=DVV-rHBA9KM" id="DVV-rHBA9KM"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Durante os meses frios, as Termas de Benja, em Përmet, permitem trocar a linha de costa pelas águas termais. Outro possível passeio parte de Tirana em direção a Berat, situada a cerca de duas horas de carro. A sua arquitetura reúne edifícios otomanos, castelos medievais, mesquitas e a Igreja da Santíssima Trindade. Além disso,<strong> Berat e Gjirokastër são cidades que integram o Património Mundial da UNESCO</strong>.</p><h2>Alemanha: cidades fascinantes e mais de 20.000 castelos</h2><p>Berlim permite percorrer museus, locais históricos, parques, cafés e outros pontos de interesse de bicicleta. Munique é um excelente destino durante o Oktoberfest, embora não se deva esquecer que as suas animadas cervejarias ao ar livre funcionam durante o resto do ano. <strong>A cidade de Frankfurt oferece atrações como museus, boutiques, restaurantes, cafés e um belíssimo jardim botânico</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ni-aburridos-ni-peligrosos-los-5-paises-mas-seguros-y-faciles-de-recorrer-si-viajas-solo-1787998115496.jpeg" data-image="y30d7iln9uhn" alt="Castelo de Neuschwanstein, na Alemanha" title="Castelo de Neuschwanstein, na Alemanha"><figcaption>O Castelo de Neuschwanstein é uma das muitas atrações que a Alemanha oferece a todos aqueles que viajam sozinhos.</figcaption></figure><p>Para quem prefere fazer tours,<strong> a Alemanha tem mais de 20.000 castelos</strong>. Entre as visitas mais recomendadas estão as aos castelos do Liechtenstein e de Neuschwanstein. Além disso, os <strong>transportes públicos alemães facilitam as deslocações </strong>sem a necessidade de alugar um veículo — uma opção que pode sair cara quando se viaja sem dividir as despesas.</p><h2>Vietname: viajar sozinho entre a história, a gastronomia e a natureza</h2><p>Um bom ponto de partida no Vietname são as baías de Hạ Long e Bai Tu Long, de onde partem barcos que realizam passeios por paisagens naturais e águas azuis. <strong>O Vietname oferece ainda a possibilidade de visitar Sơn Đoòng, a maior gruta natural do mundo</strong>, através de uma excursão guiada. Em Hội An, o festival mensal da lua cheia transforma o rio Thu Bồn com centenas de lanternas flutuantes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ni-aburridos-ni-peligrosos-los-5-paises-mas-seguros-y-faciles-de-recorrer-si-viajas-solo-1787998497107.jpeg" data-image="yzts4t4xaf1g" alt="Sơn Đoòng, a maior gruta natural do mundo, é uma das muitas e espetaculares opções que o Vietname oferece a todos aqueles que descobrem o país por conta própria." title="Sơn Đoòng, a maior gruta natural do mundo, é uma das muitas e espetaculares opções que o Vietname oferece a todos aqueles que descobrem o país por conta própria."><figcaption>Sơn Đoòng, a maior gruta natural do mundo, é uma das muitas e espetaculares opções que o Vietname oferece a todos aqueles que descobrem o país por conta própria.</figcaption></figure><p>A cidade de Ho Chi Minh reúne gastronomia e história em torno do mercado de Bến Thành, onde se podem provar iguarias locais como o bánh xèo e o pho. O Museu de Vestígios da Guerra e os Túneis de Củ Chi são duas opções que permitem conhecer mais de perto a história da Guerra do Vietname. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781703" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ha-uma-tendencia-a-crescer-em-portugal-viajar-sozinho-nunca-fez-tanto-sentido.html" title="Há uma tendência a crescer em Portugal: viajar sozinho nunca fez tanto sentido">Há uma tendência a crescer em Portugal: viajar sozinho nunca fez tanto sentido</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ha-uma-tendencia-a-crescer-em-portugal-viajar-sozinho-nunca-fez-tanto-sentido.html" title="Há uma tendência a crescer em Portugal: viajar sozinho nunca fez tanto sentido"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ha-uma-tendencia-a-crescer-em-portugal-viajar-sozinho-nunca-fez-tanto-sentido-1785696802589_320.jpg" alt="Há uma tendência a crescer em Portugal: viajar sozinho nunca fez tanto sentido"></a></article></aside><p>Em Hanói, o lago Hoàn Kiếm e os locais históricos e culturais da capital completam o roteiro.</p><h2>Nova Zelândia: um país muito seguro para viajar sozinho</h2><p>A Nova Zelândia surge como uma opção comum entre os mochileiros, excursionistas e viajantes que percorrem o país por conta própria e sozinhos. Segundo o Índice Global da Paz de 2025, <strong>ocupa a terceira posição entre os países mais pacíficos do mundo</strong>. Milford Sound é um fiorde situado no sudoeste da Ilha do Sul da Nova Zelândia e é o local mais famoso do país. As suas paisagens reúnem águas de tonalidade escura, paredes rochosas que ultrapassam os 1.200 metros de altura e grandes cumes esculpidos ao longo de milhares de anos pela ação dos glaciares. </p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">In a hole in the ground... <br><br>Hobbiton Movie Set,<br>Matamata, NZ. <a href="https://t.co/y0AgaE2HfT">pic.twitter.com/y0AgaE2HfT</a></p>— Hobbiton Movie Set (@HobbitonTours) <a href="https://x.com/HobbitonTours/status/1235686689571512325?ref_src=twsrc%5Etfw">March 5, 2020</a></blockquote></figure><p>O glaciar Franz Josef pode ser visitado de helicóptero, enquanto a Tongariro Alpine Crossing oferece um percurso a pé. Waitomo conta com as suas famosas grutas, e a Baía de Plenty permite a observação de baleias. <strong>Um passeio dos mais originais é o ao Hobbiton Movie Set</strong>, o cenário de filmagem real utilizado para recriar o Shire nas trilogias cinematográficas de O Senhor dos Anéis e O Hobbit.</p><h2>Uruguai: praias para viajar sozinho e sem pressas</h2><p>O Uruguai oferece uma <strong>excelente alternativa para quem procura passar uns dias perto da costa, com praias e muitas horas de sol</strong>. Punta del Este concentra grande parte da oferta costeira, tendo a Playa Mansa e a Playa Brava como algumas das suas principais referências. Para quem procura zonas menos movimentadas, é possível seguir em direção a José Ignacio e Rocha, onde a costa atlântica oferece praias mais tranquilas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ni-aburridos-ni-peligrosos-los-5-paises-mas-seguros-y-faciles-de-recorrer-si-viajas-solo-1787998706196.jpeg" data-image="6o9uivdpdllp" alt="Punta del Este, no Uruguai" title="Punta del Este, no Uruguai"><figcaption>Punta del Este, no Uruguai, é um verdadeiro paraíso para os viajantes solitários que procuram praias bonitas e animadas.</figcaption></figure><p>A cidade de Montevideu oferece a possibilidade de combinar mar e cultura. <strong>A capital do Uruguai conta com praias, museus e locais históricos</strong>, bem como opções relacionadas com a música e a dança tradicional do candombe. Assim, este país sul-americano completa uma lista na qual cada país propõe uma forma diferente e segura de organizar uma viagem totalmente a solo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nem-aborrecidos-nem-perigosos-os-5-paises-mais-seguros-e-faceis-de-percorrer-se-viaja-sozinho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Porque é que os especialistas recomendam aplicar fita adesiva nas rodas da mala antes de viajar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/porque-e-que-os-especialistas-recomendam-aplicar-fita-adesiva-nas-rodas-da-mala-antes-de-viajar.html</link><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A mala é um dos itens mais importantes para as nossas viagens. Graças a esta dica de especialista, pode evitar imprevistos e situações desagradáveis ao partir para a sua próxima viagem.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-recomiendan-poner-cinta-adhesiva-en-las-ruedas-de-tu-maleta-antes-de-documentarla-1788198859913.jpg" data-image="dnmtinq5ios5" alt="A aplicação da fita também ajuda a evitar que as rodas percam tração." title="A aplicação da fita também ajuda a evitar que as rodas percam tração."><figcaption>A aplicação da fita também ajuda a evitar que as rodas percam tração.</figcaption></figure><p>Com a chegada do fim de semana ou de um feriado, estamos a ultimar os preparativos para a nossa escapadinha — a arrumar os itens que queremos levar para romper com a rotina do dia a dia. <strong>Um dos elementos fundamentais para organizar a viagem é, sem dúvida, a mala</strong>, que nos acompanha até aquele destino inesquecível.</p><p>Para proteger e cuidar deste precioso item, existem várias recomendações e métodos que também ajudam a preservá-lo por mais tempo. Um deles, que se tornou recentemente viral, consiste na<strong> aplicação de fita adesiva nas rodas</strong>. Este truque ajuda a reduzir o ruído produzido pelas rodas.</p><div class="texto-destacado">Ao proteger a superfície de rolamento, evitamos transtornos e prolongamos a vida útil da bagagem, evitando assim despesas desnecessárias.</div><p>Além de proteger o material de que são feitas, <strong>isto melhora o deslocamento em superfícies desafiantes</strong>. Isto porque o plástico rígido das rodas gera ruído significativo ao entrar em contacto com diversas superfícies, como asfalto irregular, paralelos ou pisos de aeroportos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-recomiendan-poner-cinta-adhesiva-en-las-ruedas-de-tu-maleta-antes-de-documentarla-1788198450760.jpg" data-image="4vn9q1j788y5" alt="Com o tempo, as rodas desgastam-se e ficam obstruídas por pó e sujidade." title="Com o tempo, as rodas desgastam-se e ficam obstruídas por pó e sujidade."><figcaption>Com o tempo, as rodas desgastam-se e ficam obstruídas por pó e sujidade.</figcaption></figure><p>A aplicação de fita adesiva nas rodas da bagagem faz com que estas se comportem como pneus pneumáticos, <strong>ajudando a absorver as vibrações e eliminando quase por completo o ruído incómodo</strong> produzido durante a deslocação. A fita também ajuda a proteger as rodas contra o desgaste.</p><h2>Elimina praticamente todo o ruído e protege as rodas</h2><p>Este<strong> truque de muito baixo custo prolonga a vida útil das rodas</strong>, uma vez que o desgaste pode ser acelerado pelo atrito constante contra superfícies irregulares, pela presença de pequenas pedras ou pela abrasão provocada ao rodar sobre materiais como o asfalto.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Embora se possa pensar que qualquer tipo de fita adesiva serviria, na realidade, apenas certos tipos servem este propósito e aderem de forma eficaz. A opção mais recomendada é a fita de alta resistência conhecida por "duct tape" (fita americana).<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A aplicação de fita adesiva nas rodas <strong>também melhora a tração e a aderência</strong>: isso proporciona maior estabilidade em determinadas superfícies — como as lisas ou molhadas —, evitando que a mala deslize ou se desloque lateralmente, algo comum nos aeroportos, sobretudo quando se está com pressa.</p><h2>Evite problemas inesperados ou surpresas desagradáveis</h2><p>Isto também prolonga a vida útil da mala e, ao mesmo tempo,<strong> reduz o risco de uma ou mais rodas se partirem ou se soltarem durante a viagem</strong>. Além disso, no caso de a fita se soltar ou deteriorar, basta aplicar uma nova camada de fita adesiva.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-recomiendan-poner-cinta-adhesiva-en-las-ruedas-de-tu-maleta-antes-de-documentarla-1788198571447.jpg" data-image="m1aonlw9cpii" alt="Os pisos dos aeroportos são normalmente escorregadios, e as malas tendem a tombar." title="Os pisos dos aeroportos são normalmente escorregadios, e as malas tendem a tombar."><figcaption>Os pisos dos aeroportos são normalmente escorregadios, e as malas tendem a tombar.</figcaption></figure><p>Embora se possa pensar que qualquer tipo de fita adesiva serviria, na realidade, apenas certos tipos servem este propósito e aderem de forma eficaz. <strong>A opção mais recomendada é a "fita silver tape"</strong> (ou fita americana), devido à sua elevada resistência, impermeabilidade (como à água) e espessura.</p><h2>Os tipos de fita mais recomendados</h2><p>Outra boa alternativa é a <strong>fita de silicone autofusível</strong>: adere facilmente a si própria, criando uma camada de borracha elástica e altamente durável. Tem ainda a vantagem de não deixar resíduos pegajosos nas rodas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784580" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-turismo-comunitario-conheca-o-novo-paradigma-global-em-que-a-populacao-local-define-as-regras-da-viagem.html" title="O turismo comunitário: conheça o novo paradigma global em que a população local define as regras da viagem">O turismo comunitário: conheça o novo paradigma global em que a população local define as regras da viagem</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-turismo-comunitario-conheca-o-novo-paradigma-global-em-que-a-populacao-local-define-as-regras-da-viagem.html" title="O turismo comunitário: conheça o novo paradigma global em que a população local define as regras da viagem"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-turismo-comunitario-as-origens-de-regresso-1787309133056_320.png" alt="O turismo comunitário: conheça o novo paradigma global em que a população local define as regras da viagem"></a></article></aside><p>É importante <strong>evitar fitas como a fita-cola comum</strong>, pois rompem devido à fricção e à água. A fita isoladora preta comum também não é recomendada; é muito fina e tende a descolar das rodas quando exposta ao calor ou ao aumento da temperatura ambiente.</p><h3>Outras sugestões gerais</h3><p>É aconselhável <strong>limpar bem a superfície das rodas antes de utilizar esta técnica</strong>, especialmente para remover qualquer pó acumulado. O uso de um pano seco é uma boa opção para este efeito; garantir a aderência perfeita da fita é fundamental.</p><div class="texto-destacado">Assim que as rodas estiverem limpas, aplique a fita na superfície de rolamento, pressionando firmemente para evitar a formação de bolhas ou bolsas de ar. É fundamental não deixar as camadas de fita demasiado espessas; o excesso de volume pode fazer com que a roda bloqueie.</div><p>No final da viagem, verifique o estado das rodas: <strong>após vários dias de utilização, a fita pode acumular pó ou simplesmente soltar-se; a melhor opção é removê-la utilizando uma pequena quantidade de álcool</strong>. Com o tempo, esta técnica simples pode gerar poupanças, uma vez que a substituição de uma ou mais rodas pode representar uma despesa inesperada.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/porque-e-que-os-especialistas-recomendam-aplicar-fita-adesiva-nas-rodas-da-mala-antes-de-viajar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Picadas de mosquito podem revelar reação do nosso sistema imunitário ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/picadas-de-mosquito-podem-revelar-reacao-do-nosso-sistema-imunitario.html</link><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 08:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Nem todas as pessoas reagem da mesma forma às picadas de mosquito, sendo que, segundo os cientistas, a explicação está na complexa interação entre a saliva do inseto e o nosso sistema imunitário. Vem descobrir mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/picadas-de-mosquito-podem-revelar-reacao-do-nosso-sistema-imunitario-1788766103355.jpg" data-image="q2x5ypxh6548" alt="Picada de inseto" title="Picada de inseto"><figcaption>Uma picada de mosquito pode causar uma reação diferente em cada pessoa. </figcaption></figure><p><br>Para algumas pessoas, uma picada de mosquito desaparece quase sem deixar vestígios. No entanto para outras, <strong>transforma-se numa área vermelha, inchada e extremamente pruriginosa</strong> que pode permanecer durante vários dias.</p><p>A diferença não está necessariamente no número de picadas, mas na forma como o <strong>organismo reage à saliva do inseto</strong>.</p><h2>Tudo começa no momento da picada</h2><p>Quando um mosquito fêmea encontra uma pessoa, <strong>perfura a pele com a sua probóscide para conseguir chegar ao sangue</strong>. Durante este processo, injeta saliva no local. Essa saliva não serve apenas para facilitar a alimentação <strong>contém várias substâncias biologicamente ativas, incluindo proteínas</strong> que ajudam a impedir a coagulação do sangue e a manter o fluxo sanguíneo enquanto o mosquito se alimenta.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777071" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/porque-os-mosquitos-picam-mais-algumas-pessoas-do-que-outras-assim-e-o-sistema-sensorial-do-animal-mais-letal-do-mundo.html" title="Porque os mosquitos picam mais algumas pessoas do que outras: assim é o sistema sensorial do animal mais letal do mundo">Porque os mosquitos picam mais algumas pessoas do que outras: assim é o sistema sensorial do animal mais letal do mundo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/porque-os-mosquitos-picam-mais-algumas-pessoas-do-que-outras-assim-e-o-sistema-sensorial-do-animal-mais-letal-do-mundo.html" title="Porque os mosquitos picam mais algumas pessoas do que outras: assim é o sistema sensorial do animal mais letal do mundo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-los-mosquitos-suelen-picar-mas-a-unas-personas-que-a-otras-1782901538130_320.jpeg" alt="Porque os mosquitos picam mais algumas pessoas do que outras: assim é o sistema sensorial do animal mais letal do mundo"></a></article></aside><p>De acordo com um artigo avançado pelo <em>The Conversation</em>, é precisamente essa <strong>mistura de proteínas que desencadeia a resposta do sistema imunitário</strong>.<br>O organismo reconhece componentes da saliva como substâncias estranhas e desencadeia uma resposta inflamatória.</p><p>Entre os mecanismos envolvidos está a <strong>libertação de histamina</strong>, uma substância associada a sintomas como comichão, vermelhidão e inchaço. Mas a reação é mais complexa do que uma simples resposta alérgica.</p><h2>A saliva consegue alterar a resposta imunitária</h2><p>As substâncias presentes na saliva do mosquito <strong>conseguem modificar o ambiente imunitário junto à picada em poucos minutos</strong>. Entre os efeitos está a promoção de uma resposta conhecida como <em>Th2</em>, frequentemente associada a processos alérgicos.</p><div class="texto-destacado">“<strong>O tamanho da picada, a intensidade da comichão e a perceção de atratividade para os mosquitos estão fortemente relacionados.</strong>” <br><br>Segundo o estudo publicado na Oxford Academic.</div><p>Os vasos sanguíneos próximos tornam-se temporariamente mais permeáveis, permitindo a <strong>passagem de células e substâncias do sistema imunitário para os tecidos</strong>. O resultado é aquilo que conhecemos tão bem, a pele fica vermelha, quente, inchada e com uma vontade quase irresistível de coçar.</p><p>De acordo com um estudo genético publicado na <em>Oxford Academic</em>, em que envolveu mais de 84 mil pessoas, mostrou que <strong>há quem desenvolva apenas uma pequena marca e quem apresente grandes áreas inflamadas</strong>. Até no mesmo indivíduo a resposta pode mudar ao longo do tempo.</p><h2>Crianças podem reagir mais intensamente</h2><p>A idade é um dos fatores que pode ajudar a explicar estas diferenças.<br><strong>As crianças tendem a apresentar reações mais fortes</strong> porque tiveram menos oportunidades de exposição à saliva dos mosquitos. Com o contacto repetido, o sistema imunitário pode modificar a sua resposta e as reações tornar-se menos intensas.</p><p>O mesmo fenómeno ajuda a explicar por que razão uma pessoa <strong>pode reagir de forma diferente quando viaja para uma região onde existem outras espécies de mosquitos</strong>.</p><p>A saliva não é exatamente igual entre espécies. Assim, um organismo habituado aos componentes salivares dos mosquitos da sua região pode reagir de <strong>forma mais intensa quando entra em contacto com proteínas diferentes</strong>.</p><p>A genética também parece desempenhar um papel, uma vez que <strong>existem diferenças individuais na forma como o sistema imunitário regula a inflamação</strong>.</p><h2>Quando uma picada se transforma numa reação exagerada</h2><p>Na maioria dos casos, <strong>a reação é incómoda, mas não representa um problema grave</strong>. Existe, contudo, uma pequena percentagem de pessoas que desenvolve respostas locais muito mais intensas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/picadas-de-mosquito-podem-revelar-reacao-do-nosso-sistema-imunitario-1788766144272.jpg" data-image="8xn3yw5n6mou" alt="Comichão" title="Comichão"><figcaption>A saliva injetada pelo mosquito durante a picada contém proteínas que desencadeiam uma resposta inflamatória responsável pela vermelhidão, comichão e inchaço.</figcaption></figure><p>Uma dessas situações é conhecida como <strong>síndrome de Skeeter</strong>. O inchaço pode espalhar-se bastante para além do ponto onde ocorreu a picada e, por vezes, a reação pode ser confundida com uma infeção bacteriana da pele.</p><p>A síndrome está associada a uma <strong>resposta imunitária particularmente intensa às proteínas da saliva do mosquito</strong>. Apesar de impressionantes, as reações alérgicas graves provocadas por picadas são extremamente raras.</p><h2>O problema pode ir além da comichão</h2><p><strong>A saliva dos mosquitos interessa aos cientistas </strong>uma vez que pode influenciar a forma como determinados agentes patogénicos entram no organismo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="749437" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mosquitos-os-humanos-sao-a-sua-principal-fonte-de-alimento-devido-a-falta-de-florestas.html" title="Mosquitos: os humanos são a sua principal fonte de alimento devido à falta de florestas!">Mosquitos: os humanos são a sua principal fonte de alimento devido à falta de florestas!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mosquitos-os-humanos-sao-a-sua-principal-fonte-de-alimento-devido-a-falta-de-florestas.html" title="Mosquitos: os humanos são a sua principal fonte de alimento devido à falta de florestas!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-falta-de-bosque-esta-volviendo-a-los-humanos-el-alimento-principal-de-los-mosquitos-1768483576885_320.jpg" alt="Mosquitos: os humanos são a sua principal fonte de alimento devido à falta de florestas!"></a></article></aside><p>As alterações provocadas pela saliva no sistema imunitário da pele parecem poder facilitar, em determinadas circunstâncias, o <strong>estabelecimento inicial de vírus transmitidos por mosquitos</strong>, como os responsáveis pela dengue, pelo Zika e pela febre do Nilo Ocidental.</p><h3>O que fazer perante uma reação intensa?</h3><p>Uma <strong>compressa fria </strong>aplicada pouco depois da picada pode ajudar a diminuir o inchaço. <strong>Anti-histamínicos e alguns cremes corticosteroides de aplicação local </strong>podem também aliviar a comichão e a inflamação, quando adequados.</p><p>É igualmente importante <strong>evitar coçar, pois para além de prolongar a inflamação</strong>, as unhas podem provocar pequenas lesões na pele e aumentar o risco de infeção. Na eventualidade da zona ficar muito inchada, dolorosa ou se surgirem sintomas como febre, é aconselhável procurar avaliação médica.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Amy%20V.%20Jones%20%2C%20Mera%20Tilley%20%2C%20Alex%20Gutteridge%20%2C%20Craig%20Hyde%20%2C%20Michael%20Nagle%20%2C%20Daniel%20Ziemek%20%2C%20Donal%20Gorman%20%2C%20Eric%20B.%20Fauman%20%2C%20Xing%20Chen%20%2C%20Melissa%20R.%20Miller%20%2C%20Chao%20Tian%20%2C%20Youna%20Hu%20%2C%20David%20A.%20Hinds%20%2C%20Peter%20Cox%20%2C%20Serena%20Scollen" data-year="2017" data-title="GWAS%20of%20self-reported%20mosquito%20bite%20size%2C%20itch%20intensity%20and%20attractiveness%20to%20mosquitoes%20implicates%20immune-related%20predisposition%20loci" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1093%2Fhmg%2Fddx036">Amy V. Jones , Mera Tilley , Alex Gutteridge , Craig Hyde , Michael Nagle , Daniel Ziemek , Donal Gorman , Eric B. Fauman , Xing Chen , Melissa R. Miller , Chao Tian , Youna Hu , David A. Hinds , Peter Cox , Serena Scollen. (2017). <a href="https://doi.org/10.1093/hmg/ddx036" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">GWAS of self-reported mosquito bite size, itch intensity and attractiveness to mosquitoes implicates immune-related predisposition loci</a>.</cite><br><cite data-author="Khalid%20Beshir" data-year="2026" data-title="Por%20que%20algumas%20pessoas%20reagem%20t%C3%A3o%20mal%20%C3%A0s%20picadas%20de%20mosquito%3F%20A%20resposta%20est%C3%A1%20na%20saliva%20dos%20insetos" data-url="https%3A%2F%2Ftheconversation.com%2Fpor-que-algumas-pessoas-reagem-tao-mal-as-picadas-de-mosquito-a-resposta-esta-na-saliva-dos-insetos-290911">Khalid Beshir. (2026). <a href="https://theconversation.com/por-que-algumas-pessoas-reagem-tao-mal-as-picadas-de-mosquito-a-resposta-esta-na-saliva-dos-insetos-290911" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Por que algumas pessoas reagem tão mal às picadas de mosquito? A resposta está na saliva dos insetos</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/picadas-de-mosquito-podem-revelar-reacao-do-nosso-sistema-imunitario.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 10 ºC acima da média: os próximos dias registarão valores anómalos de temperatura em Portugal Continental]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-10-c-acima-da-media-os-proximos-dias-registarao-valores-anomalos-de-temperatura-em-portugal-continental.html</link><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 07:02:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Pelo menos até segunda-feira os valores de temperatura acima da média deverão cobrir praticamente toda a geografia continental de Portugal. Até 10 ºC acima da normal climatológica de referência é o que se espera.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb6v56a"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb6v56a.jpg" id="xb6v56a"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Tendo em conta as últimas previsões acerca do calor esperado para as próximas horas e dias, <strong>os nossos mapas de anomalia térmica mostram valores de temperatura muito acima da média</strong> para esta altura do ano.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Hoje, sábado, dar-se-á uma<strong> intensificação das anomalias térmicas positivas em praticamente todo o território continental</strong> e esta tendência deverá manter-se nos próximos dias, com o pico das anomalias a poder acontecer na segunda-feira, ainda que mesmo hoje e amanhã estas sejam elevadas.</p><h2>Até 10 ºC acima da normal climatológica de referência</h2><p>Ainda sobre o dia de hoje, são esperadas <strong>anomalias evidentes ao longo da faixa litoral e ainda nas regiões Centro e Sul</strong>, entre os 5 ºC e os 9 ºC, sendo que a anomalia mais baixa deverá ser registada em Aveiro e a mais elevada em Leiria e Lisboa, onde se esperam temperaturas máximas de 27 ºC e 34 ºC, respetivamente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-10-c-acima-da-media-os-proximos-dias-registarao-valores-anomalos-de-temperatura-em-portugal-continental-1789152706831.jpg" data-image="wvau5ckvq6tx" alt="anomalia térmica positiva a vermelho; nula a branco e negativa a azul." title="anomalia térmica positiva a vermelho; nula a branco e negativa a azul."><figcaption>As anomalias térmicas positivas vão ganhar expressão ao longo das próximas horas, podendo atingir o seu pico na segunda-feira, dia 14 de setembro, com vários locais a registar até 10 ºC acima da normal climatológica de referência.</figcaption></figure><p>Amanhã, domingo, as<strong> anomalias expressivas estendem-se ao interior Norte e Centro </strong>e aumentam em várias capitais de distrito do litoral. Faro poderá ser a capital com a anomalia positiva menos expressiva, devendo esta ser de até 3 ºC. As <strong>restantes capitais distritais deverão registar anomalias entre os 7 ºC e os 9 ºC</strong>, sendo que na faixa litoral Norte e Centro, à exceção de Leiria que contará com 8 ºC de anomalia, as restantes cidades deverão registar até 9 ºC acima da média.</p><p>Na segunda-feira, deverá haver uma capital de distrito, no caso <strong>Viseu, a alcançar os 10 ºC de anomalia térmica positiva</strong>, indicando temperaturas muito acima da média para esta época do ano. <strong>Faro e Viana do Castelo deverão registar as anomalias positivas mais baixas, com 2 ºC e 3 ºC</strong>, respetivamente. Aveiro vem de seguida com 5 ºC e Braga, Porto e Leiria, com 7 ºC, farão parte da lista de cidades com as anomalias não tão pronunciadas como as restantes, onde os valores deverão ser entre 8 ºC e 9 ºC.</p><h2>Anomalias térmicas negativas regressam na terça-feira</h2><p>De acordo com a mais recente atualização do ECMWF, o nosso modelo de referência, é <strong>esperada uma descida das temperaturas na próxima terça-feira</strong>, dia 15 de setembro. Esta descida contribuirá para um alívio térmico, especialmente no litoral Norte e Centro, <strong>trazendo de volta as anomalias negativas</strong> a esta área geográfica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788180" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/especialista-joana-campos-tranquiliza-este-episodio-de-temperaturas-elevadas-nao-lhe-deve-tirar-o-sono.html" title="Especialista Joana Campos tranquiliza: 'Este episódio de temperaturas elevadas não lhe deve tirar o sono'">Especialista Joana Campos tranquiliza: "Este episódio de temperaturas elevadas não lhe deve tirar o sono"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/especialista-joana-campos-tranquiliza-este-episodio-de-temperaturas-elevadas-nao-lhe-deve-tirar-o-sono.html" title="Especialista Joana Campos tranquiliza: 'Este episódio de temperaturas elevadas não lhe deve tirar o sono'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/especialista-joana-campos-tranquiliza-este-episodio-de-temperaturas-elevadas-nao-lhe-deve-tirar-o-sono-1789121799189_320.jpg" alt="Especialista Joana Campos tranquiliza: 'Este episódio de temperaturas elevadas não lhe deve tirar o sono'"></a></article></aside><p>Desta forma, <strong>Aveiro poderá registar temperaturas até 3 ºC abaixo da média</strong> e Leiria deverá contar com uma anomalia negativa de 1 ºC. As cidades do <strong>Porto e Coimbra poderão apresentar valores normais, resultando em anomalia nula</strong>. No entanto, esta descida poderá ser "sol de pouca dura", uma vez que se espera uma nova recuperação das temperaturas na quarta-feira, dia 16.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-10-c-acima-da-media-os-proximos-dias-registarao-valores-anomalos-de-temperatura-em-portugal-continental.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor coloca o continente e Madeira sob aviso amarelo do IPMA: saiba quais serão as regiões afetadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-coloca-o-continente-e-madeira-sob-aviso-amarelo-do-ipma-saiba-quais-serao-as-regioes-afetadas.html</link><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 06:02:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O calor volta a apertar em Portugal entre 12 e 14 de setembro. O IPMA emitiu avisos amarelos por persistência de temperaturas elevadas em vários distritos do continente e também no arquipélago da Madeira.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-coloca-o-continente-e-madeira-sob-aviso-amarelo-do-ipma-saiba-quais-serao-as-regioes-afetadas-1789159655988.jpg" data-image="1lcozzbl6r6p" alt="Aviso Amarelo de temperaturas altas" title="Aviso Amarelo de temperaturas altas"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-31513">O calor vai marcar os próximos dias em Portugal, com temperaturas acima do habitual para meados de setembro. O IPMA emitiu avisos amarelos devido à persistência de valores elevados da temperatura no continente e na Madeira.</figcaption></figure><p>O calor volta a assumir protagonismo em Portugal neste fim de semana. Entre <strong>12 e 14 de setembro</strong>, as temperaturas deverão atingir valores pouco habituais para esta altura do ano, levando o IPMA a emitir <strong>avisos amarelos por persistência de valores elevados da temperatura</strong> em vários distritos do continente e em diferentes zonas do arquipélago da Madeira.</p><h2>Este sábado teremos 7 distritos do continente sob aviso amarelo</h2><p>Neste <strong>sábado, dia 12</strong>, o aviso amarelo abrange <strong>Coimbra, Castelo Branco, Leiria, Portalegre, Santarém, Setúbal, Lisboa</strong>, <strong>Beja e Évora</strong> mantendo-se nestes distritos até segunda-feira, dia 14.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-coloca-o-continente-e-madeira-sob-aviso-amarelo-do-ipma-saiba-quais-serao-as-regioes-afetadas-1789157977961.jpg" data-image="belnqmf7pznd" alt="Risco moderado de calor" title="Risco moderado de calor"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-47537">Nove distritos do continente estão sob aviso amarelo por tempo quente neste sábado. O alerta abrange Coimbra, Castelo Branco, Leiria, Portalegre, Santarém, Setúbal, Lisboa, Beja e Évora.</figcaption></figure><p>O cenário previsto faz lembrar o pico do verão. Durante a tarde, grande parte das capitais de distrito deverá ultrapassar os <strong>30 ºC</strong>, com valores próximos dos <strong>35 ºC em Santarém, Évora e Beja</strong>, 34 ºC em Lisboa e Portalegre e 33 ºC em Castelo Branco.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-coloca-o-continente-e-madeira-sob-aviso-amarelo-do-ipma-saiba-quais-serao-as-regioes-afetadas-1789157992648.jpg" data-image="7qxl4tdjcew6" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O calor intensifica-se no sábado, com máximas acima dos 30 ºC em grande parte do território e valores localmente próximos dos 38 ºC nas zonas mais quentes do Centro e Vale do Tejo.</figcaption></figure><p>Localmente, sobretudo nas zonas mais quentes do Centro e Vale do Tejo, os termómetros <strong>poderão aproximar-se dos 38 ºC</strong>. Para meados de setembro, são valores particularmente elevados e que justificam apenas alguma atenção, sobretudo devido à persistência do calor durante alguns dias.</p><h2>Domingo: aviso amarelo alarga-se a 13 distritos</h2><p>A partir de <strong>domingo, dia 13</strong>, o calor ganha ainda maior expressão territorial. Aos sete distritos inicialmente abrangidos juntam-se <strong>Aveiro, Porto, Braga e Viana do Castelo,</strong> elevando para <strong>13 o número de distritos sob aviso amarelo</strong>.</p><p>Embora a subida das máximas possa ser relativamente pequena em algumas regiões, a principal diferença será a <strong>generalização do calor</strong>. As temperaturas elevadas deverão alcançar de forma mais evidente o Norte e também o Nordeste Transmontano.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Esta situação prolonga-se até <strong>segunda-feira, dia 14. </strong>Poderão registar-se <strong>38 ºC em alguns pontos da região Centro</strong>, enquanto Santarém, Évora e Beja poderão rondar os 36 ºC. Castelo Branco e Portalegre deverão aproximar-se dos 35 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-coloca-o-continente-e-madeira-sob-aviso-amarelo-do-ipma-saiba-quais-serao-as-regioes-afetadas-1789158085643.jpg" data-image="4lzmr0p7su6z" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O episódio de calor prolonga-se até segunda-feira, com temperaturas ainda muito elevadas no interior. Em alguns pontos do Centro poderão ser atingidos cerca de 38 ºC.</figcaption></figure><p>Perante vários dias consecutivos de calor, recomenda-se <strong>especial atenção à hidratação e evitar exposições prolongadas</strong> ao sol durante o pico máximo de temperatura por volta das 15:00 ou 16:00h, sobretudo no caso de crianças, idosos e pessoas mais vulneráveis.</p><h2>Madeira também sob aviso devido à persistência do calor</h2><p>O episódio de temperaturas elevadas não ficará limitado ao continente. O <strong>arquipélago da Madeira</strong> também será afetado, com o IPMA a emitir avisos amarelos devido à persistência de valores elevados da temperatura.</p><div class="texto-destacado">Neste <strong>sábado, dia 12</strong>, o aviso incide inicialmente sobre a <strong>costa sul da ilha da Madeira</strong>. Contudo, a situação deverá tornar-se mais abrangente no domingo.A partir de <strong>dia 13</strong>, os avisos passam a incluir também a <strong>costa norte, as regiões montanhosas e a ilha de Porto Santo</strong>.</div><p>As previsões do da Meteored apontam para uma tarde quente na Madeira, com temperaturas a rondar os <strong>30 ºC no Funchal</strong>, 28 ºC em Câmara de Lobos e valores próximos dos 27 ºC em várias localidades da costa sul. Pontualmente, poderão ser alcançados ou ultrapassados os <strong>30 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-coloca-o-continente-e-madeira-sob-aviso-amarelo-do-ipma-saiba-quais-serao-as-regioes-afetadas-1789158195329.jpg" data-image="qimbn9a4alzn" alt="Temperatura Madeira" title="Temperatura Madeira"> <figcaption>A ilha da Madeira terá uma tarde quente, com valores próximos dos 30 ºC em alguns locais e temperaturas elevadas sobretudo na costa sul e zonas mais baixas, junto à costa.</figcaption></figure><p>Mais do que os valores absolutos, as <strong>anomalias de temperatura</strong> ajudam a perceber quão invulgar será este episódio para a época. Uma anomalia positiva significa que a temperatura prevista está acima do valor climatologicamente esperado para aquele local e período do ano.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788181" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-38-c-avanca-por-portugal-a-crista-africana-que-na-segunda-14-chegara-ate-ao-mar-do-norte.html" title="Até 38 ºC: avança por Portugal a 'crista africana' que na segunda 14 chegará até ao mar do Norte">Até 38 ºC: avança por Portugal a 'crista africana' que na segunda 14 chegará até ao mar do Norte</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-38-c-avanca-por-portugal-a-crista-africana-que-na-segunda-14-chegara-ate-ao-mar-do-norte.html" title="Até 38 ºC: avança por Portugal a 'crista africana' que na segunda 14 chegará até ao mar do Norte"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-38-c-avanca-por-portugal-a-crista-africana-que-na-segunda-14-chegara-ate-ao-mar-do-norte-1789128739014_320.png" alt="Até 38 ºC: avança por Portugal a 'crista africana' que na segunda 14 chegará até ao mar do Norte"></a></article></aside><p>No domingo, praticamente toda a Madeira apresentará temperaturas acima da média, com desvios de cerca de <strong>+2 a +5 ºC</strong> em várias zonas. Na <strong>segunda-feira, dia 14</strong>, estas anomalias poderão intensificar-se e atingir pontualmente cerca de <strong>+6 ºC, sobretudo em zonas do interior e noroeste da ilha</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-coloca-o-continente-e-madeira-sob-aviso-amarelo-do-ipma-saiba-quais-serao-as-regioes-afetadas-1789158221555.jpg" data-image="qahmjdsjqmtn" alt="Anomalia da Temperatura, Madeira" title="Anomalia da Temperatura, Madeira"><figcaption>Grande parte da Madeira estará mais quente do que o normal para a época. As anomalias positivas poderão rondar os +2 a +5 ºC e intensificar-se ainda mais em alguns locais na segunda-feira.</figcaption></figure><p>Assim, continente e Madeira enfrentarão um fim de semana marcado por <strong>calor anómalo e persistente</strong>, numa altura em que setembro já deveria começar, gradualmente, a dar sinais da transição para condições mais outonais.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-coloca-o-continente-e-madeira-sob-aviso-amarelo-do-ipma-saiba-quais-serao-as-regioes-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ruas coloridas, boa comida e muito charme: esta é a melhor cidade do mundo em 2026]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ruas-coloridas-boa-comida-e-muito-charme-esta-e-a-melhor-cidade-do-mundo-em.html</link><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 05:03:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Mais de 200 mil leitores da ‘Travel + Leisure’ escolheram este destino mexicano como o melhor do mundo para visitar em 2026. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ruas-coloridas-boa-comida-e-muito-charme-esta-e-a-melhor-cidade-do-mundo-em-1785772447608.jpg" data-image="gxv2qmsczvzw" alt="San Miguel de Allende" title="San Miguel de Allende"><figcaption>Esta cidade mexicana foi eleita a melhor do mundo. Saiba porquê. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Não é uma metrópole repleta de arranha-céus, nem um destino de praia com águas azul-turquesa. Ainda assim, há uma cidade mexicana que continua a conquistar viajantes de todos os cantos do mundo. Curioso?</p><p>Chama-se<strong> San Miguel de Allende </strong>e acaba de ser distinguida como a melhor cidade do mundo nos World's Best Awards 2026, promovidos pela revista ‘Travel + Leisure’.</p><p>E como é que funciona esta distinção? O reconhecimento resulta da<strong> votação de mais de 207 mil leitores</strong>, que atribuíram mais de 661 mil votos em diferentes categorias de viagem, desde hotéis e companhias aéreas até ilhas e cidades. </p><div class="texto-destacado">No caso das cidades, os participantes avaliaram aspetos como a oferta cultural, os monumentos, a gastronomia, a simpatia dos habitantes, as compras e a relação entre qualidade e preço. </div><p>“Os leitores da T+L continuam em busca de experiências que os cativem — aquelas com uma história rica, interiores fascinantes e um autêntico senso de lugar”, escrevem os responsáveis pelo <em>ranking</em>.</p><p>Feitas as contas, San Miguel de Allende alcançou uma pontuação de <strong>93,07 em 100</strong>, liderando uma lista onde também surgem nomes como Quioto, Chiang Mai, Hoi An e Oaxaca.</p><h2>Uma cidade onde cada rua parece um postal</h2><p>Situada no estado mexicano de Guanajuato, nas terras altas do centro do país, San Miguel de Allende é sinónimo de ruelas empedradas, cores ousadas e pores do sol nos terraços junto à Parroquia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775880" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/por-que-alguns-locais-nao-querem-mais-fazer-parte-da-lista-do-patrimonio-mundial-da-unesco.html" title="Por que é que alguns locais já não querem fazer parte da Lista do Património Mundial da UNESCO?">Por que é que alguns locais já não querem fazer parte da Lista do Património Mundial da UNESCO?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/por-que-alguns-locais-nao-querem-mais-fazer-parte-da-lista-do-patrimonio-mundial-da-unesco.html" title="Por que é que alguns locais já não querem fazer parte da Lista do Património Mundial da UNESCO?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/perche-alcune-desitazioni-non-vogliono-piu-essere-parte-della-lista-del-patrimonio-unesco-1781773558638_320.jpg" alt="Por que é que alguns locais já não querem fazer parte da Lista do Património Mundial da UNESCO?"></a></article></aside><p>O centro histórico, classificado como <strong>Património Mundial da UNESCO </strong>desde 2008, preserva um conjunto notável de arquitetura colonial e de edifícios pintados em tons quentes que fazem as delícias de quem gosta de passear sem destino.</p><p>Ainda assim, o grande símbolo da cidade é mesmo a<strong> Parroquia de San Miguel Arcángel</strong>, uma igreja de fachada cor-de-rosa e inspiração neogótica que domina a praça principal. Ao longo do dia, a luz transforma-lhe a aparência, tornando-a um dos monumentos mais fotografados de todo o México.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ruas-coloridas-boa-comida-e-muito-charme-esta-e-a-melhor-cidade-do-mundo-em-1785772882214.jpg" data-image="hql3n3iexgt4" alt="Parroquia de San Miguel Arcángel" title="Parroquia de San Miguel Arcángel"><figcaption>A Parroquia de San Miguel Arcángel é considerada uma das igrejas mais bonitas do México. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Mas não se deixe enganar. É que San Miguel de Allende não vive apenas da sua beleza. O <strong>ambiente artístico</strong> faz parte da identidade local, com galerias, <em>ateliers</em>, mercados de artesanato e festivais culturais espalhados pelas ruas. </p><div class="texto-destacado">Há décadas que atrai pintores, escritores, músicos e criativos, o que ajudou a criar uma atmosfera cosmopolita sem perder as raízes mexicanas.</div><p>“Os leitores elogiaram a sua arquitetura de cores vivas, a comida brilhante e o comércio eclético, e qualquer pessoa que já tenha passeado pelas suas ruas calcetadas à hora de ouro, com aquela igreja cor-de-rosa de conto de fadas a erguer-se sobre a praça principal, dificilmente poderá argumentar em contrário”, nota a ‘Time Out’.</p><h2>Gastronomia, compras e experiências para todos os gostos</h2><p>Outro dos motivos que continua a conquistar visitantes é a <strong>gastronomia</strong>. Entre restaurantes tradicionais, cozinhas de autor e esplanadas instaladas em antigos edifícios coloniais, não faltam opções para descobrir sabores mexicanos ou propostas internacionais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="667028" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/conheca-as-melhores-cidades-do-mundo-para-os-foodlovers-turismo-gastronomico.html" title="Conheça as melhores cidades do mundo para os foodlovers">Conheça as melhores cidades do mundo para os foodlovers</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/conheca-as-melhores-cidades-do-mundo-para-os-foodlovers-turismo-gastronomico.html" title="Conheça as melhores cidades do mundo para os foodlovers"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/conheca-as-melhores-cidades-do-mundo-para-os-foodlovers-1721975489453_320.jpg" alt="Conheça as melhores cidades do mundo para os foodlovers"></a></article></aside><p>Além disso, a cidade também é conhecida pelos mercados de artesanato, onde é possível encontrar cerâmica, joalharia, têxteis e peças produzidas por artesãos locais.</p><p>Nos arredores, há ainda vinhas, quintas históricas e estâncias termais alimentadas por águas minerais, ideais para quem pretende prolongar a visita para além do centro histórico. Tudo isto contribui para que San Miguel de Allende seja frequentemente apontada como um<strong> destino que combina património, cultura, gastronomia e descanso numa única viagem</strong>.</p><h2>O México voltou a destacar-se no <em>ranking </em>mundial</h2><p>Não pense, contudo, que a vitória de San Miguel de Allende foi um caso isolado. <strong>O México voltou a afirmar-se como um dos países favoritos</strong> dos leitores da 'Travel + Leisure', colocando quatro cidades entre as 15 melhores do mundo: San Miguel de Allende, Oaxaca, Cidade do México e Guadalajara. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/ruas-coloridas-boa-comida-e-muito-charme-esta-e-a-melhor-cidade-do-mundo-em-1785773201026.jpg" data-image="qtc4fv7il0ji" alt="San Miguel de Allende" title="San Miguel de Allende"><figcaption>San Miguel de Allende não foi um caso isolado. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Já a <strong>Ásia</strong> também teve uma presença muito forte, com cidades como Quioto, Chiang Mai, Hoi An, Banguecoque, Siem Reap e Tóquio entre as mais bem classificadas.</p><p>Curiosamente, <strong>nenhuma cidade europeia conseguiu entrar no top 10 deste ano</strong>. A mais bem posicionada foi Florença, seguida por destinos como Praga, Salzburgo e Cracóvia, que surgem mais abaixo na classificação.</p><h2>O top 10 das melhores cidades do mundo em 2026, segundo os leitores da ‘Travel + Leisure’</h2><ol><li>San Miguel de Allende, México</li><li>Quioto, Japão</li><li>Chiang Mai, Tailândia</li><li>Hoi An, Vietname</li><li>Oaxaca, México</li><li>Banguecoque, Tailândia</li><li>Jerusalém</li><li>Siem Reap, Camboja</li><li>Cidade do México, México</li><li>Tóquio, Japão</li></ol><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Travel%20%2B%20Leisure" data-year="2026" data-title="Melhores%20Pr%C3%A9mios%20do%20Mundo%202026" data-url="https%3A%2F%2Fwww.travelandleisure.com%2Fworlds-best-awards-best-cities-11952492">Travel + Leisure. (2026). <a href="https://www.travelandleisure.com/worlds-best-awards-best-cities-11952492" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Melhores Prémios do Mundo 2026</a>.</cite><br><cite data-author="Time%20Out%2C%20Teeling%2C%20R" data-year="2026" data-title="Esta%20pequena%20cidade%20mexicana%20acaba%20de%20ser%20eleita%20a%20melhor%20do%20mundo%20por%20milhares%20de%20viajantes" data-url="https%3A%2F%2Fwww.timeout.pt%2Flisboa%2Fpt%2Fnoticias%2Festa-pequena-cidade-mexicana-acaba-de-ser-eleita-a-melhor-do-mundo-por-milhares-de-viajantes-071926">Time Out, Teeling, R. (2026). <a href="https://www.timeout.pt/lisboa/pt/noticias/esta-pequena-cidade-mexicana-acaba-de-ser-eleita-a-melhor-do-mundo-por-milhares-de-viajantes-071926" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Esta pequena cidade mexicana acaba de ser eleita a melhor do mundo por milhares de viajantes</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ruas-coloridas-boa-comida-e-muito-charme-esta-e-a-melhor-cidade-do-mundo-em.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A bizarra experiência de 1977 que transportou um bloco de gelo de uma tonelada do Alasca para o Iowa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-bizarra-experiencia-de-1977-que-transportou-um-bloco-de-gelo-de-uma-tonelada-do-alasca-para-o-iowa.html</link><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Em 1977, a Arábia Saudita apresentou uma ideia invulgar aos Estados Unidos: investigar se o transporte de icebergues do Alasca poderia fornecer água potável a regiões áridas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-disparatado-experimento-de-1977-que-traslado-un-bloque-de-hielo-de-una-tonelada-desde-alaska-hasta-iowa-1788163144230.jpg" data-image="gq5sqa6n0ljm" alt="Bloque de hielo desde Alaska a Iowa" title="Bloque de hielo desde Alaska a Iowa"><figcaption>Em 1977, um bloco de gelo de uma tonelada foi transportado do Alasca para o Iowa, para testar se os icebergues poderiam constituir uma fonte de água doce.</figcaption></figure><p>A escassez de água levou a Arábia Saudita, na década de 1970, a explorar uma ideia tão simples de propor quanto difícil de pôr em prática: <strong>transportar icebergues das regiões polares para territórios áridos</strong>. A proposta baseava-se numa gigantesca reserva de água doce armazenada sob a forma de gelo, com o objetivo de a transformar numa fonte de água para áreas com abastecimento limitado.</p><p>O interesse na ideia acabou por reunir cerca de 200 especialistas de 18 países em Iowa, em outubro de 1977. Engenheiros, biólogos marinhos, responsáveis governamentais e empresários participaram na Primeira Conferência Internacional sobre a Utilização de Icebergs, onde estudaram <strong>como grandes blocos de gelo poderiam ser transportados das regiões polares e, acima de tudo, se a proposta poderia ter alguma aplicação prática</strong>.</p><h2>O bloco de gelo do Alasca que chegou ao Iowa</h2><p>A conferência não se limitou a debater o papel potencial dos icebergues. Houve também um <strong>teste prático</strong>. Os organizadores decidiram transportar um bloco de gelo com cerca de uma tonelada do Alasca para o Iowa, para ver como se comportaria durante a viagem.</p><p>A viagem envolveu três meios de transporte diferentes.<strong> O gelo partiu do Alasca de helicóptero e foi protegido com materiais isolantes e gelo seco. Foi depois carregado num avião e, assim que chegou aos Estados Unidos, prosseguiu a sua viagem num camião frigorífico até Ames, no Iowa</strong>. A operação custou cerca de 8 500 dólares, uma quantia considerável para transportar apenas uma tonelada de gelo. O custo valeu ao bloco uma alcunha que resumia a singularidade da experiência: o "cubo de gelo mais caro do mundo".</p><p>Uma vez em Ames, os especialistas puderam examinar o gelo após toda a viagem. Esse teste em pequena escala permitiu estudar um problema muito maior:<strong> se um bloco de uma tonelada podia ser preservado durante o transporte, que dificuldades surgiriam ao tentar fazer o mesmo com um enorme iceberg?</strong></p><p><span style="letter-spacing: 0.03em;"></span></p><h2>Água doce para as regiões mais secas do mundo</h2><p>O interesse da <strong>Arábia Saudita</strong> nesta possibilidade estava ligado à necessidade de <strong>maiores recursos hídricos</strong>. O país já dependia de sistemas como a dessalinização, que requer instalações especializadas, um consumo energético significativo e um investimento financeiro substancial.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-disparatado-experimento-de-1977-que-traslado-un-bloque-de-hielo-de-una-tonelada-desde-alaska-hasta-iowa-1788163241492.jpg" data-image="2gwitld3yxw5" alt="Bloque de hielo de Alaska a Iowa" title="Bloque de hielo de Alaska a Iowa"><figcaption>Na década de 1970, a Arábia Saudita estudou a possibilidade de rebocar icebergues das regiões polares para levar água doce às suas zonas mais áridas.</figcaption></figure><p>Em comparação com essa alternativa, os icebergues ofereciam uma reserva de água doce que já se encontrava nas regiões polares. O problema não era a existência do recurso, mas sim <strong>e</strong><strong>ncontrar uma forma de o transportar de locais remotos para locais onde a água era escassa</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="715851" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-se-sabe-sobre-o-misterioso-iceberg-negro-que-apareceu-flutuando-no-mar-do-labrador.html" title="O que se sabe sobre o misterioso iceberg negro que apareceu a flutuar no Mar do Labrador?">O que se sabe sobre o misterioso iceberg negro que apareceu a flutuar no Mar do Labrador?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-se-sabe-sobre-o-misterioso-iceberg-negro-que-apareceu-flutuando-no-mar-do-labrador.html" title="O que se sabe sobre o misterioso iceberg negro que apareceu a flutuar no Mar do Labrador?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/que-se-sabe-del-misterioso-iceberg-negro-que-aparecio-flotando-en-el-mar-de-labrador-1750155724289_320.jpg" alt="O que se sabe sobre o misterioso iceberg negro que apareceu a flutuar no Mar do Labrador?"></a></article></aside><p>A conferência reuniu perfis muito diversos para analisar a questão: engenheiros, biólogos marinhos, responsáveis governamentais e empresários. <strong>Participaram cerca de 200 pessoas de 18 países</strong>. O objetivo era determinar se o transporte de gelo poderia ter alguma aplicação prática e quais os problemas que seria necessário superar para que isso fosse possível.</p><h2>Por que razão o transporte de icebergues não teve sucesso</h2><p>A experiência de 1977 permitiu estudar o transporte de uma pequena quantidade de gelo, mas a proposta em grande escala apresentava desafios muito diferentes. <strong>Deslocar um icebergue significava enfrentar custos elevados e inúmeros problemas técnicos associados ao transporte de uma enorme massa congelada</strong>. Por esta razão, o projeto nunca se concretizou num sistema de abastecimento de água.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-disparatado-experimento-de-1977-que-traslado-un-bloque-de-hielo-de-una-tonelada-desde-alaska-hasta-iowa-1788163845210.jpg" data-image="egs9xjmr6c3b" alt="Bloque de hielo en 1977 para llevar a Iowa desde Alaska" title="Bloque de hielo en 1977 para llevar a Iowa desde Alaska"><figcaption>O transporte de icebergues para regiões áridas revelou-se demasiado dispendioso e complexo: os enormes custos e as dificuldades técnicas impediram que a ideia se tornasse uma fonte viável de água potável.</figcaption></figure><p><strong>A ideia de rebocar icebergues, no entanto, tem voltado a surgir em várias ocasiões nas discussões sobre a disponibilidade de água doce</strong>. A desertificação e os problemas relacionados com os recursos hídricos têm mantido vivo o debate sobre possíveis fontes alternativas.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/TRjL9xerJuA/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=TRjL9xerJuA" id="TRjL9xerJuA"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p><strong>Quase cinco décadas depois, a experiência serve para nos lembrar até que ponto o projeto saudita foi longe</strong>. Não foi transportado um icebergue inteiro para um país desértico, mas conseguiu-se levar com sucesso uma tonelada de gelo do Alasca para o Iowa, utilizando um helicóptero, um avião e um camião frigorífico. E toda a operação custou 8 500 dólares, uma quantia significativa em 1977.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-bizarra-experiencia-de-1977-que-transportou-um-bloco-de-gelo-de-uma-tonelada-do-alasca-para-o-iowa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Marco histórico: a IA da OpenAI resolve o Problema do Milénio das equações de Navier-Stokes, não sem alguma controvérsia]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/marco-historico-a-ia-da-openai-resolve-o-problema-do-milenio-das-equacoes-de-navier-stokes-nao-sem-alguma-controversia.html</link><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 15:13:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A OpenAI anuncia a resolução de um dos Problemas do Milénio, o das equações de Navier-Stokes. No entanto, surgem dúvidas e controvérsias no mundo académico: será um triunfo da inteligência artificial ou uma iniciativa prematura, desprovida dos requisitos científicos necessários?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/svolta-storica-l-ia-di-openai-risolve-il-problema-del-millennio-delle-equazioni-di-navier-stokes-non-senza-polemiche-1788995492700.jpg" data-image="yx59a6ffapce"><figcaption>Para chegar a esta descoberta, a OpenAI criou e utilizou uma infraestrutura imponente, com 10 000 agentes autónomos de inteligência artificial, coordenados num modelo de nova geração que funcionou em paralelo durante cerca de 88 horas consecutivas, trocando milhões de mensagens, com um custo computacional estimado em milhões de dólares. Crédito: OpenAI</figcaption></figure><p>Foi precisamente nos últimos dias que <strong>a OpenAI anunciou a notícia </strong>que suscitou debate em toda a comunidade científica mundial. A empresa de <strong>Sam Altman</strong>, de facto, <strong>anunciou ter encontrado uma solução formal para um dos famosos problemas do milénio: <em>o problema da existência e regularidade das equações de Navier-Stokes</em></strong>.</p><p><strong>Tudo o que é fluido</strong>, quer corra num tubo quer forme um vórtice, incluindo as correntes atmosféricas, é regido pelas leis do movimento dos fluidos e<strong> é descrito por fórmulas criadas entre os séculos XVIII e XIX</strong>.</p><p>Os primeiros modelos de fluidos ideais e sem atrito, de Eulero, dominaram o cenário até que foram elaboradas as <strong>equações capazes de ter em conta a viscosidade interna dos fluidos</strong>. Foram o francês Claude Louis<strong> Navier</strong> e o físico irlandês George Gabriel <strong>Stokes</strong> os primeiros a concebê-las.</p><h2>As equações de Navier-Stokes: por que razão estavam por resolver?</h2><p>Estamos a falar de<strong> fórmulas que são utilizadas diariamente</strong> há mais de um século <strong>nos domínios da engenharia, da hidráulica, da dinâmica dos fluidos e da meteorologia</strong> e, em geral, em muitos domínios da ciência.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/svolta-storica-l-ia-di-openai-risolve-il-problema-del-millennio-delle-equazioni-di-navier-stokes-non-senza-polemiche-1788995867809.jpg" data-image="4cose0n8licj"><figcaption>No infinitamente pequeno, as colisões moleculares, os efeitos termodinâmicos e todas as flutuações quânticas já não podem ser ignorados. O resultado desta demonstração é que os mecanismos microscópicos são capazes de dissipar energia, um fator obviamente ignorado por Navier-Stokes naquela época.</figcaption></figure><p>No entanto, <strong>permanecia por resolver um dilema matemático fundamental em três dimensões</strong>:</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As soluções são sempre suaves e isentas de singularidades, regulares no tempo, ou podem entrar em colapso, atingindo velocidades infinitas num intervalo de tempo finito?<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Tratava-se de um <strong>desafio</strong> aberto de<strong> um milhão de dólares do Clay Institute</strong>. O vencedor poderia receber o prémio, além de adquirir um enorme prestígio. </p><h2>A solução da OpenAI: 10 000 agentes e verificação automática</h2><p>Para este desafio, a<strong> OpenAI criou e utilizou uma infraestrutura imponente</strong>, com <strong>10 000 agentes autónomos de inteligência artificial</strong>, coordenados<strong> num modelo de nova geração</strong> que funcionou em paralelo<strong> durante cerca de 88 horas consecutivas</strong>, trocando <strong>milhões de mensagens, com um custo computacional estimado em milhões de dólares</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776481" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/uma-grande-gaiola-de-faraday-a-fisica-que-protege-os-visitantes-da-torre-eiffel-quando-um-raio-a-atinge.html" title="Uma grande gaiola de Faraday: a física que protege os visitantes da Torre Eiffel quando um raio a atinge">Uma grande gaiola de Faraday: a física que protege os visitantes da Torre Eiffel quando um raio a atinge</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/uma-grande-gaiola-de-faraday-a-fisica-que-protege-os-visitantes-da-torre-eiffel-quando-um-raio-a-atinge.html" title="Uma grande gaiola de Faraday: a física que protege os visitantes da Torre Eiffel quando um raio a atinge"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/una-gran-jaula-de-faraday-el-mecanismo-que-proteje-a-los-visitantes-de-la-torre-eiffel-cuando-un-rayo-la-impacta-1782782651502_320.png" alt="Uma grande gaiola de Faraday: a física que protege os visitantes da Torre Eiffel quando um raio a atinge"></a></article></aside><p>Segundo a OpenAI, o projeto teria finalmente dado frutos.<strong> O sistema teria sido capaz de demonstrar a existência de uma singularidade</strong>, provando, assim, que <strong>as equações entram em colapso em determinadas condições</strong>, atingindo uma velocidade infinita, ou seja, dando origem a um blow-up (explosão).</p><h2> A transição inevitável para a "física microscópica" e quântica </h2><p><strong>Na realidade física, nenhum fluido real poderá jamais atingir uma velocidade infinita</strong>. De facto, isso <strong>violaria o limite da velocidade da luz</strong>, a conservação microscópica da energia e a estrutura atómica da matéria.</p><div class="texto-destacado"><strong>Este resultado</strong>, na prática,<strong> demonstra o fracasso intrínseco do modelo matemático contínuo de Navier-Stokes. </strong>Por conseguinte, <strong>as equações de Navier-Stokes não são universais. </strong>Demonstra que,<strong> quando um vórtice se reduz até escalas de nível molecular, a hipótese de um fluido regular, isento de singularidades, é demasiado aproximada.</strong></div><p>No <strong>infinitamente pequeno, com as colisões moleculares, os efeitos termodinâmicos e todas as flutuações quânticas, estes já não podem ser ignorados</strong>. O resultado desta demonstração é que <strong>os mecanismos microscópicos são capazes de dissipar energia, fator obviamente ignorado por Navier-Stokes naquela época</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775793" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-do-porto-criam-inteligencia-artificial-que-aprende-a-conversar-com-neuronios.html" title="Cientistas do Porto criam inteligência artificial que aprende a conversar com neurónios">Cientistas do Porto criam inteligência artificial que aprende a conversar com neurónios</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-do-porto-criam-inteligencia-artificial-que-aprende-a-conversar-com-neuronios.html" title="Cientistas do Porto criam inteligência artificial que aprende a conversar com neurónios"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-do-porto-criam-inteligencia-artificial-que-aprende-a-conversar-com-neuronios-1782474802082_320.jpg" alt="Cientistas do Porto criam inteligência artificial que aprende a conversar com neurónios"></a></article></aside><p>Em resumo, o facto de se ter atingido esta velocidade infinita demonstra que <strong>as equações de Navier-Stokes, apesar de serem formidáveis à escala macroscópica </strong>(capazes de fazer funcionar modelos meteorológicos, de resolver cálculos de engenharia e úteis em muitas outras situações), <strong>contêm, no entanto, uma contradição interna</strong>. Isto coloca-nos perante os <strong>limites impostos pela física do infinitamente pequeno</strong>.</p><h2>As controvérsias e as implicações para a fluidodinâmica</h2><p>Enquanto a OpenAI afirma ter comprovado a existência de singularidades nas equações, <strong>a comunidade académica continua cética</strong>, levantando dúvidas sobre a autoria da investigação e também porque <strong>a solução diz respeito apenas ao caso "com força externa"</strong>, ou seja, aquele em que uma força externa ao sistema exerce pressão sobre o fluido, enquanto o problema ainda <strong>não foi abordado nem resolvido no caso de um fluido isolado </strong>e, portanto, sem força externa.</p><p><strong>Se for confirmada</strong>, a descoberta não irá revolucionar as previsões meteorológicas, nem a engenharia. <strong>O impacto será sobretudo conceptual</strong>: de facto, demonstrar que as equações matemáticas de Navier-Stokes podem falhar, <strong>estabelece um limite teórico da dinâmica dos fluidos clássica e estimula ainda mais a procura de soluções na física quântica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/svolta-storica-l-ia-di-openai-risolve-il-problema-del-millennio-delle-equazioni-di-navier-stokes-non-senza-polemiche-1788995972003.jpg" data-image="q5kp6o2v5tv3"><figcaption>As equações de Navier-Stokes são utilizadas diariamente, há mais de um século, nos domínios da engenharia, da hidráulica, da dinâmica dos fluidos, da meteorologia e, em geral, em muitos outros domínios da ciência.</figcaption></figure><p><strong>Ao nível da aplicação prática</strong>, por outro lado<strong>, os benefícios serão provavelmente indiretos e a longo prazo</strong>. Poderão vir a ajudar os físicos e os matemáticos a <strong>aperfeiçoar os algoritmos dos softwares de simulação</strong>, incluindo os utilizados na <strong>fluidodinâmica industrial e nos modelos meteorológicos d</strong>e alta resolução, mas, neste momento, até mesmo especular sobre isso parece prematuro. Aguardamos mais confirmações e explicações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/marco-historico-a-ia-da-openai-resolve-o-problema-do-milenio-das-equacoes-de-navier-stokes-nao-sem-alguma-controversia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[São Miguel, Açores: Vulcão das Furnas sobe para nível de alerta V1 devido a aumento da atividade sísmica]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/sao-miguel-acores-vulcao-das-furnas-sobe-para-nivel-de-alerta-v1-devido-a-aumento-da-atividade-sismica.html</link><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 14:21:51 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O vulcão das Furnas na ilha de São Miguel (Açores) passou para o nível de alerta vulcânico V1 após o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) detetar um aumento da atividade sísmica nesta região insular portuguesa. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sao-miguel-acores-vulcao-das-furnas-sobe-para-nivel-de-alerta-v1-devido-a-aumento-da-atividade-sismica-1789136231114.jpg" data-image="arvox54p9gjb"><figcaption>Miradouro do Pico dos Bodes e montanhas, vista da Ribeira Quente, freguesia portuguesa do município da Povoação, na ilha de São Miguel, Região Autónoma dos Açores. Foto meramente ilustrativa da autoria de José Luís Ávila Silveira e Pedro Noronha e Costa - Wikimedia Commons.</figcaption></figure><p>Desde as <strong>11:47 de terça-feira, 8 de setembro, têm sido registados vários eventos sísmicos no sistema vulcânico das Furnas, no concelho da Povoação (ilha de São Miguel</strong>, Grupo Oriental dos Açores). Desde essa altura, todos apresentaram baixa magnitude.</p><p>O mais energético ocorreu às 16:41, com <strong>magnitude 2,9. O epicentro localizou-se a cerca de quatro quilómetros a oeste-sudoeste das Furnas</strong>, tendo o sismo sido sentido com intensidade máxima V na escala de Mercalli Modificada na freguesia das Furnas.</p><h2>O que significa o nível V1?</h2><p>A escala de alerta vulcânico utilizada pelo CIVISA tem oito níveis, de V0 a V7. O V0 corresponde a um sistema vulcânico em fase de repouso, com atividade normal, enquanto<strong> o V1 significa que o sistema se encontra numa fase de equilíbrio metaestável, associada a atividade fraca</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768485" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/geologos-islandeses-explicam-por-que-razao-os-vulcoes-continuam-a-ser-o-fenomeno-mais-imprevisivel-da-terra.html" title="Geólogos islandeses explicam por que razão os vulcões continuam a ser o fenómeno mais imprevisível da Terra">Geólogos islandeses explicam por que razão os vulcões continuam a ser o fenómeno mais imprevisível da Terra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/geologos-islandeses-explicam-por-que-razao-os-vulcoes-continuam-a-ser-o-fenomeno-mais-imprevisivel-da-terra.html" title="Geólogos islandeses explicam por que razão os vulcões continuam a ser o fenómeno mais imprevisível da Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-los-volcanes-siguen-siendo-el-fenomeno-mas-impredecible-de-la-tierra-1778407583098_320.png" alt="Geólogos islandeses explicam por que razão os vulcões continuam a ser o fenómeno mais imprevisível da Terra"></a></article></aside><p>Deste modo, <strong>a subida para V1 não significa que esteja iminente uma erupção vulcânica, mas sim que registou-se uma alteração na atividade do sistema</strong> que justifica uma monitorização mais atenta. O nível mais elevado, V7, diz respeito a uma erupção magmática ou hidromagmática em curso, com explosividade colossal a mega colossal.</p><h2>São Miguel, uma ilha moldada pelas placas tectónicas</h2><p>É importante compreender que a localização peculiar dos Açores ajuda a explicar porque é tão comum a atividade sísmica e vulcânica na história natural deste arquipélago português. Deitando um olhar em concreto pela ilha de São Miguel, situada no Grupo Oriental, constata-se que <strong>a mesma se insere numa região tectonicamente complexa, próxima da zona de interação entre as placas Norte-Americana, Eurasiática e Africana (ou Núbia)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sao-miguel-acores-vulcao-das-furnas-sobe-para-nivel-de-alerta-v1-devido-a-aumento-da-atividade-sismica-1789135863884.jpg" data-image="ud93pwb3gt0b"><figcaption>A Crista Médio-Atlântica separa a placa Americana das placas Euroasiáticas e Africana, sendo que a falha da Glória limita as placas Euroasiática da Africana. As ilhas das Flores e do Corvo inserem-se na placa Americana, a oeste da Crista Médio-Atlântica, ao contrário das restantes que se dispõem para leste da dorsal. Imagem: Enquadramento tectónico dos Açores (Nunes, 1999).</figcaption></figure><p><strong>A posição de São Miguel, bem como das restantes ilhas açorianas, faz com que estejam expostas a um contexto de intensa dinâmica geológica</strong>, onde a crosta terrestre está em constante transformação (sobretudo através de estruturas tectónicas como a Crista Médio Atlântica, a Falha da Glória, a Zona de Fratura Oeste dos Açores e o Rifte da Terceira), pelo que<strong> o vulcanismo e a sismicidade acabam por ser fenómenos naturais</strong> nesta região insular.</p><p>O alerta vulcânico elevado para V1 nas Furnas <strong>"vigorará por um período de oito dias, caso não haja, entretanto, lugar a nova informação"</strong>, segundo referido pelo <strong>CIVISA </strong>em comunicado. Até lá, os sinais registados nas profundezas de São Miguel continuarão a ser monitorizados de perto.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Lusa%2FAO%20Online" data-year="2026" data-title="Elevado%20alerta%20vulc%C3%A2nico%20para%20V1%20no%20vulc%C3%A3o%20das%20Furnas" data-url="https%3A%2F%2Fwww.acorianooriental.pt%2Fnoticia%2Felevado-alerta-vulcanico-para-v1-no-vulcao-das-furnas-380231">Lusa/AO Online. (2026). <a href="https://www.acorianooriental.pt/noticia/elevado-alerta-vulcanico-para-v1-no-vulcao-das-furnas-380231" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Elevado alerta vulcânico para V1 no vulcão das Furnas</a>.</cite><br><cite data-author="CIVISA" data-year="2026" data-title="Ilha%20de%20S.%20Miguel%20e%20estruturas%20adjacentes" data-url="https%3A%2F%2Fwww.civisa.pt%2Falertas%23s-miguel-features">CIVISA. (2026). <a href="https://www.civisa.pt/alertas#s-miguel-features" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Ilha de S. Miguel e estruturas adjacentes</a>.</cite><br><cite data-author="N%C3%A9lio%20Ara%C3%BAjo" data-year="" data-title="Geologia%20da%20Ilha%20de%20S%C3%A3o%20Miguel" data-url="https%3A%2F%2Fgeologia-da-ilha-de-sao-miguel9.webnode.pt%2Fenquadramento-tectonico%2F">Nélio Araújo. <a href="https://geologia-da-ilha-de-sao-miguel9.webnode.pt/enquadramento-tectonico/" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Geologia da Ilha de São Miguel</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/sao-miguel-acores-vulcao-das-furnas-sobe-para-nivel-de-alerta-v1-devido-a-aumento-da-atividade-sismica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O anticiclone dos Açores vai reforçar-se e influenciará Portugal até três vezes nos próximos 10 dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-anticiclone-dos-acores-vai-reforcar-se-e-influenciara-portugal-ate-tres-vezes-nos-proximos-10-dias.html</link><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 14:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nos próximos dez dias, o anticiclone dos Açores deverá reforçar a sua influência sobre Portugal em três momentos distintos, com o calor anómalo a marcar o início do período, antes de uma descida térmica e de nova estabilidade.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb6s146"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb6s146.jpg" id="xb6s146"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nos próximos dez dias, o anticiclone dos Açores deverá reforçar-se e assumir um papel determinante na evolução do estado do tempo em Portugal continental. <strong>As projeções sugerem até três fases de influência anticiclónica</strong>, intercaladas por alterações na circulação atmosférica. O resultado será uma sucessão de períodos de tempo estável e seco, acompanhada por oscilações de temperatura, com destaque para um episódio de calor anómalo antes de uma descida mais evidente.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>O anticiclone dos Açores é uma área de altas pressões subtropicais do Atlântico Norte. Quando se expande para a Península Ibérica, favorece movimentos descendentes do ar, dificultando a formação de nebulosidade e reduzindo a probabilidade de precipitação. <strong>A sua posição condiciona a origem das massas de ar que chegam a Portugal.</strong></p><h2>Anticiclone reforça-se e favorece um episódio de calor</h2><p>A primeira influência deverá ocorrer neste fim de semana. <strong>O reforço do anticiclone favorecerá a chegada de uma massa de ar quente e a subida das temperaturas.</strong> No domingo, as máximas deverão rondar 33 ºC em Braga e Viseu, 34 ºC em Castelo Branco e Portalegre e 35 a 36 ºC em Santarém, Coimbra e Beja.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-anticiclone-dos-acores-vai-reforcar-se-e-influenciara-portugal-ate-tres-vezes-nos-proximos-10-dias-1789125947288.jpg" data-image="s6f44gshyzgc"><figcaption>A presença de uma massa de ar muito quente, com temperaturas próximas ou superiores a 20 ºC a cerca de 1500 metros, deverá favorecer uma subida acentuada das temperaturas à superfície.</figcaption></figure><p><strong>Este aquecimento será acompanhado por temperaturas próximas dos 20 ºC a cerca de 1500 metros, no nível de 850 hPa, sinal de ar muito quente.</strong> À superfície, regiões do Norte e Centro poderão ficar cerca de 8 a 9 ºC acima do habitual.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-anticiclone-dos-acores-vai-reforcar-se-e-influenciara-portugal-ate-tres-vezes-nos-proximos-10-dias-1789125395251.jpg" data-image="riow08uj1i5j"><figcaption>O reforço da influência anticiclónica favorecerá a chegada de uma massa de ar muito quente, levando as temperaturas à superfície a atingir 35 a 37 ºC em várias regiões do interior.</figcaption></figure><p>O segundo reforço deverá ocorrer entre segunda e terça-feira, prolongando o calor no interior. Na segunda-feira, Santarém poderá rondar 37 ºC, enquanto Castelo Branco e Portalegre poderão atingir 35 ºC e Beja 36 ºC. </p><h2>Reposicionamento do anticiclone altera o padrão térmico</h2><p>Na terça-feira, a mudança começará a sentir-se no litoral Norte e Centro. <strong>No Porto, a máxima poderá passar de 31 ºC no domingo para 22 ºC, enquanto Coimbra poderá descer de 36 ºC para 26 ºC e Leiria de 34 ºC para 24 ºC.</strong> No interior, o calor continuará.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-anticiclone-dos-acores-vai-reforcar-se-e-influenciara-portugal-ate-tres-vezes-nos-proximos-10-dias-1789125813343.jpg" data-image="5v7v5pfk1ruf"><figcaption>A descida das temperaturas deverá acentuar o contraste entre o litoral Norte e Centro e o interior, onde persistirão anomalias positivas muito acentuadas, localmente entre 8 e 9 ºC acima do habitual.</figcaption></figure><p>A partir de quarta-feira, o reposicionamento do anticiclone deverá favorecer uma circulação de norte ou noroeste e a entrada de ar menos quente. <strong>A 850 hPa, a temperatura poderá diminuir cerca de 4 a 6 ºC no Norte face ao pico anterior.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788002" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-indica-o-proximo-pico-de-calor-temperaturas-ficarao-perto-dos-40-c-entre-domingo-e-segunda.html" title="Joana Campos indica o próximo pico de calor: 'temperaturas ficarão perto dos 40 ºC entre domingo e segunda'">Joana Campos indica o próximo pico de calor: "temperaturas ficarão perto dos 40 ºC entre domingo e segunda"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-indica-o-proximo-pico-de-calor-temperaturas-ficarao-perto-dos-40-c-entre-domingo-e-segunda.html" title="Joana Campos indica o próximo pico de calor: 'temperaturas ficarão perto dos 40 ºC entre domingo e segunda'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/joana-campos-indica-o-proximo-pico-de-calor-temperaturas-ficarao-perto-dos-40-c-entre-domingo-e-segunda-1789038240535_320.png" alt="Joana Campos indica o próximo pico de calor: 'temperaturas ficarão perto dos 40 ºC entre domingo e segunda'"></a></article></aside><p><strong>Um terceiro reforço poderá ocorrer entre 19 e 21 de setembro</strong>, com o anticiclone a estender novamente a sua influência à Península Ibérica. Neste período, <strong>deverá favorecer a estabilidade, sem transportar ar tão quente. </strong>As temperaturas ficarão próximas do habitual e a precipitação será escassa.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-anticiclone-dos-acores-vai-reforcar-se-e-influenciara-portugal-ate-tres-vezes-nos-proximos-10-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Especialista Joana Campos tranquiliza: "Este episódio de temperaturas elevadas não lhe deve tirar o sono"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/especialista-joana-campos-tranquiliza-este-episodio-de-temperaturas-elevadas-nao-lhe-deve-tirar-o-sono.html</link><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 13:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas vão subir no fim de semana, tendo levado o IPMA a emitir aviso amarelo de calor em 13 distritos de Norte a Sul. No entanto, no arranque da próxima semana poderá dar-se um alívio nas temperaturas em alguns locais.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb6r8c6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb6r8c6.jpg" id="xb6r8c6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O dia de hoje marca o<strong> início de um episódio de subida das temperaturas</strong> que já levou o IPMA a emitir uma série de avisos de tempo quente para vários distritos de Norte a Sul do país.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Para amanhã, sábado, são 9 os avisos em vigor a partir das 10h e os distritos em questão são: Coimbra, Castelo Branco, Leiria, Lisboa, Santarém, Portalegre, Évora, Setúbal e Beja. <strong>No domingo, o número de distritos sob aviso aumenta para 13</strong>, acrescentando à lista anterior os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto e Aveiro. Todos os avisos estarão em vigor até às 17h deste dia (13 de setembro).</p><h2>Temperaturas poderão alcançar os 38 ºC em alguns pontos do Centro e Sul do país, no domingo</h2><p>Amanhã, dia em que a maior parte dos avisos entra em vigor, esperam-se temperaturas máximas entre os 25 ºC em Viana do Castelo e os 36 ºC em Santarém. No entanto, a nível local, especialmente no <strong>Ribatejo e Alentejo, os termómetros poderão alcançar os 37 ºC em vários sítios</strong>. A Oeste da Barreira de Condensação, os termómetros deverão ultrapassar os 30 ºC facilmente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/especialista-joana-campos-tranquiliza-este-episodio-de-temperaturas-elevadas-nao-lhe-deve-tirar-o-sono-1789121799189.jpg" data-image="96sk1oavqy30" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Entre sábado e domingo vários distritos de Norte a Sul estarão sob aviso amarelo de tempo quente, de acordo com o IPMA. Ainda assim, o arranque da próxima semana poderá trazer algum alívio nas temperaturas.</figcaption></figure><p><strong>No domingo as temperaturas intensificam-se</strong>, sendo esperados valores máximos entre os 28 ºC em Viana do Castelo e os 36 ºC em Coimbra, Santarém, Évora e Beja. Localmente, também entre o Ribatejo e Alentejo, especificamente entre os distritos de Santarém e Portalegre, deverão ser atingidos valores até 38 ºC, fazendo destas zonas as mais quentes do país.</p><p>Neste dia, <strong>também os distritos do litoral Norte deverão aquecer, justificando a emissão de aviso amarelo por parte do IPMA</strong>. Além de Viana do Castelo com 28 ºC, esperam-se até 33 ºC para Braga e 31 ºC para o Porto. Aveiro, ainda que já pertença ao litoral Centro, poderá registar até 30 ºC.</p><h2>Terça-feira as temperaturas descem de forma acentuada no litoral Norte e Centro</h2><p>De acordo com a mais recente atualização dos nossos mapas, ainda que na segunda-feira os termómetros possam aliviar um pouco, especialmente no litoral Norte e Centro, <strong>será na terça que este alívio térmico será mais expressivo</strong>. Para esse dia, 15 de setembro, esperam-se temperaturas entre os 20 ºC em Viana do Castelo e os 36 ºC em Castelo Branco, trazendo de volta o contraste evidente entre litoral e interior.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788002" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-indica-o-proximo-pico-de-calor-temperaturas-ficarao-perto-dos-40-c-entre-domingo-e-segunda.html" title="Joana Campos indica o próximo pico de calor: 'temperaturas ficarão perto dos 40 ºC entre domingo e segunda'">Joana Campos indica o próximo pico de calor: "temperaturas ficarão perto dos 40 ºC entre domingo e segunda"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-indica-o-proximo-pico-de-calor-temperaturas-ficarao-perto-dos-40-c-entre-domingo-e-segunda.html" title="Joana Campos indica o próximo pico de calor: 'temperaturas ficarão perto dos 40 ºC entre domingo e segunda'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/joana-campos-indica-o-proximo-pico-de-calor-temperaturas-ficarao-perto-dos-40-c-entre-domingo-e-segunda-1789038240535_320.png" alt="Joana Campos indica o próximo pico de calor: 'temperaturas ficarão perto dos 40 ºC entre domingo e segunda'"></a></article></aside><p>No litoral Norte, além da temperatura esperada para Viana do Castelo, esperam-se até 26 ºC em Braga e até 22 ºC para o Porto. No litoral Centro, Aveiro não deverá ultrapassar os 21 ºC, Coimbra poderá registar até 26 ºC e Leiria até 25ºC, denotando-se uma <strong>descida acentuada dos valores entre segunda e terça-feira</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/especialista-joana-campos-tranquiliza-este-episodio-de-temperaturas-elevadas-nao-lhe-deve-tirar-o-sono.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 38 ºC: avança por Portugal a 'crista africana' que na segunda 14 chegará até ao mar do Norte]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-38-c-avanca-por-portugal-a-crista-africana-que-na-segunda-14-chegara-ate-ao-mar-do-norte.html</link><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 12:19:20 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nos próximos quatro dias assistir-se-á em Portugal continental a uma subida das temperaturas devido à crista africana, estando à vista máximas de até 38 ºC. O aviso amarelo de tempo quente já está em vigor para 13 distritos.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb6sf36"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb6sf36.jpg" id="xb6sf36"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Hoje - sexta-feira, 11 de setembro </strong>- já se notará um aquecimento mais significativo do estado do tempo em Portugal continental face à jornada de ontem, especialmente na metade norte do país, confirmando-se as previsões anteriormente avançadas pela Meteored que indicavam a possibilidade de temperaturas máximas já próximas ou a tocar os <strong>30 ºC em cidades como Braga, Vila Real ou Viseu</strong>.</p><h2>Saiba o que irá causar o tempo quente dos próximos dias em Portugal e boa parte da Europa</h2><p>A origem do episódio de calor previsto para os próximos dias e cujo pico será atingido entre domingo (13) e segunda-feira (14) estará na <strong>expansão da crista subtropical para norte</strong> - uma extensão alongada de uma região de altas pressões cada vez mais abrangente e robusta e que, aliada ao ar quente e seco procedente do Norte de África - <strong>provocará a subida das temperaturas, a estabilidade atmosférica</strong> e a manutenção do calor junto à superfície durante alguns dias.</p><p>Este episódio terá uma duração curta, <strong>prolongando-se essencialmente ao longo de 3/4 dias, entre sábado (12) e terça (15)</strong>, embora neste último dia já se observe uma tendência para a descida das temperaturas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-38-c-avanca-por-portugal-a-crista-africana-que-na-segunda-14-chegara-ate-ao-mar-do-norte-1789127679557.jpg" data-image="pwxitksju6vc"><figcaption>Embora não de forma tão intensa, a crista africana estender-se-á até latitudes tão a norte como o Mar do Norte, tal como se pode perceber neste mapa da temperatura e geopotencial a 850 hPa.</figcaption></figure><p><strong>Um dos aspetos mais interessantes do fenómeno</strong> que estará na origem deste episódio de tempo quente é que a <strong>‘crista africana’</strong> se expandirá para norte e nordeste desde o Atlântico próximo a Portugal continental, passando pela Península Ibérica, França e outros países da Europa Central e <strong>“esticando-se” para latitudes tão a norte como o Mar do Norte, região que alcançará já na segunda-feira (14)</strong>.</p><h2>Até 13 distritos sob aviso amarelo nos próximos dias e máximas de até 38 ºC</h2><p>Mas atenção: é já durante este <strong>fim de semana de 12 e 13 de setembro </strong>que se registará uma subida ainda mais significativa das temperaturas máximas, situação que já fez também com que o<strong> IPMA emitisse aviso amarelo de tempo quente</strong> para grande parte da nossa geografia. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-38-c-avanca-por-portugal-a-crista-africana-que-na-segunda-14-chegara-ate-ao-mar-do-norte-1789127920654.jpg" data-image="xy3q3mj5pt45"><figcaption>Os mapas de referência da Meteored estimam uma escalada dos registos térmicos para valores claramente acima da média climatológica para esta época do ano, com anomalias positivas de +8 a +9 ºC, iniciando-se em parte do país no sábado (12) e generalizando-se no domingo (13) e segunda-feira (14).</figcaption></figure><p><strong>No sábado (12)</strong> o aviso por previsão de persistência de valores elevados da temperatura máxima estará restrito somente ao Centro e Sul do país - exceto Algarve - abrangendo os distritos de <strong>Coimbra, Castelo Branco, Leiria, Lisboa, Santarém, Setúbal, Portalegre, Évora e Beja</strong>.</p><table><thead><tr><th>Capital de Distrito</th><th>Temperatura Máxima Sábado, 12 de setembro</th><th>Temperatura Máxima Domingo, 13 de setembro</th></tr></thead><tbody><tr><td>Viana do Castelo</td><td>25 ºC</td><td>28 ºC</td></tr><tr><td>Braga</td><td>32 ºC</td><td>33 ºC</td></tr><tr><td>Porto</td><td>30 ºC</td><td>31 ºC</td></tr><tr><td>Aveiro</td><td>29 ºC</td><td>30 ºC</td></tr><tr><td>Coimbra</td><td>30 ºC</td><td>33 ºC</td></tr><tr><td>Castelo Branco</td><td>33 ºC</td><td>34 ºC</td></tr><tr><td>Leiria</td><td>35 ºC</td><td>36 ºC</td></tr><tr><td>Lisboa</td><td>34 ºC</td><td>33 ºC</td></tr><tr><td>Setúbal</td><td>29 ºC</td><td>29 ºC</td></tr><tr><td>Santarém</td><td>35 ºC</td><td>35 ºC</td></tr><tr><td>Portalegre</td><td>34 ºC</td><td>35 ºC</td></tr><tr><td>Évora</td><td>35 ºC</td><td>36 ºC</td></tr><tr><td>Beja</td><td>35 ºC</td><td>36 ºC</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Fonte: Mapas da Meteored - ECMWF.</td></tr></tbody></table><p>Contudo, é para <strong>domingo, 13 de setembro que os mapas da Meteored preveem que os termómetros “deem um passo mais além”</strong>, estimando registos ainda mais elevados, com valores de máxima a rondar os 36 e 37 ºC, numa zona mais abrangente do país, <strong>podendo alguns locais do Centro e do Alentejo a alcançar os 38 ºC</strong>.</p><p>Aliás, o IPMA converge precisamente nesse cenário de intensificação do calor em termos espaciais indo de encontro ao que foi por nós antecipado: nesse dia 13 de setembro também os distritos do <strong>litoral Norte e Centro como Aveiro, Porto, Braga e Viana do Castelo estarão</strong> <strong>sob aviso amarelo, com um total de 13 distritos abrangidos</strong>, incluindo os 9 do dia anterior. A região do Algarve manter-se-á excluída dos avisos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-38-c-avanca-por-portugal-a-crista-africana-que-na-segunda-14-chegara-ate-ao-mar-do-norte-1789128300768.jpg" data-image="h9jdakffpydu"><figcaption>Ribatejo e Alentejo irão sobressair-se como as regiões mais quentes de Portugal continental no próximo domingo, 13 de setembro.</figcaption></figure><p>Ainda para domingo (13), sem ser no que diz respeito às capitais de distrito, sobressaem inúmeras localidades, povoações e aldeias, onde as máximas roçarão os 36 e 37 ºC, tais como Anadia, Pombal, Tomar, Abrantes, Mora, Moura, Serpa e Odemira. <strong>Coruche e Ponte de Sor estarão entre as localidades mais quentes do país nesse dia, estando à vista a possibilidade de serem atingidos até 38 ºC </strong>de temperatura máxima.</p><h2>Distribuição térmica curiosa à vista para a Região Norte no próximo domingo, 13 de setembro</h2><p><strong>É contudo a norte do rio Douro</strong>, em plena região Norte, que se destaca o fenómeno mais interessante deste curto episódio de calor e que também ajuda a <strong>justificar geograficamente a distribuição dos avisos amarelos de tempo quente</strong>.</p><p>Isto porque <strong>algumas zonas do litoral e do oeste da Região Norte</strong>, habitualmente mais influenciadas pela proximidade ao Atlântico, poderão apresentar <strong>temperaturas superiores às de várias zonas do interior</strong>, devido à trajetória e às características da massa de ar quente e seca, e sobretudo, ao domínio de um fluxo de leste.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788002" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-indica-o-proximo-pico-de-calor-temperaturas-ficarao-perto-dos-40-c-entre-domingo-e-segunda.html" title="Joana Campos indica o próximo pico de calor: 'temperaturas ficarão perto dos 40 ºC entre domingo e segunda'">Joana Campos indica o próximo pico de calor: "temperaturas ficarão perto dos 40 ºC entre domingo e segunda"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-indica-o-proximo-pico-de-calor-temperaturas-ficarao-perto-dos-40-c-entre-domingo-e-segunda.html" title="Joana Campos indica o próximo pico de calor: 'temperaturas ficarão perto dos 40 ºC entre domingo e segunda'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/joana-campos-indica-o-proximo-pico-de-calor-temperaturas-ficarao-perto-dos-40-c-entre-domingo-e-segunda-1789038240535_320.png" alt="Joana Campos indica o próximo pico de calor: 'temperaturas ficarão perto dos 40 ºC entre domingo e segunda'"></a></article></aside><p>No Norte do país, o relevo montanhoso (Barreira de Condensação) poderá desempenhar um papel importante, pois <strong>o ar vindo de leste que atravessar as áreas montanhosas e descer em direção às zonas ocidentais, poderá sofrer subsidência e aquecimento adiabático</strong><strong>, contribuindo para acentuar as temperaturas nas zonas a oeste</strong> da barreira montanhosa.</p><p>Deste modo, será possível observar uma discrepância pouco habitual entre localidades como <strong>Felgueiras e Paredes, com 33 e 34 ºC</strong>, e outras do interior Norte como <strong>Macedo de Cavaleiros e Mirandela, ambas com cerca de 31 ºC</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-38-c-avanca-por-portugal-a-crista-africana-que-na-segunda-14-chegara-ate-ao-mar-do-norte.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Monsaraz prepara-se para receber missão análoga a Marte ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/monsaraz-prepara-se-para-receber-a-missao-analoga-a-marte.html</link><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 07:39:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A simulação espacial AMADEE‑27 reunirá cientistas, astronautas análogos e tecnologia avançada para testar operações, robótica e vida em isolamento num cenário inspirado no planeta vermelho.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/monsaraz-prepara-se-para-receber-a-missao-analoga-a-marte-1788202711054.jpg" data-image="6co18p60wnin" alt="Vila de Monsaraz, Alentejo" title="Vila de Monsaraz, Alentejo"><figcaption>Monsaraz, a vila medieval do Alto Alentejo, acolherá a missão AMADEE 27 em 2027. Foto: Município de Reguengos de Monsaraz</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Em abril de 2027, a paisagem alentejana de <strong>Monsaraz</strong> e a zona do <strong>Alqueva</strong> vão transformar-se num dos mais avançados laboratórios de exploração espacial do mundo. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Durante duas semanas, seis astronautas análogos vão viver isolados num habitat fechado, vestir fatos espaciais de última geração e testar tecnologias e procedimentos concebidos para futuras missões humanas a Marte. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A missão, denominada <strong>AMADEE‑27</strong>, é organizada pelo <strong>Fórum Espacial Austríaco (OeWF)</strong> e representa um novo passo na afirmação de Portugal como palco privilegiado para simulações planetárias.</p><h2>Por que razão Portugal foi escolhido?</h2><p>As missões análogas procuram recriar, na Terra, condições operacionais semelhantes às que os astronautas irão enfrentar noutros planetas. No caso da AMADEE‑27, o objetivo é simular uma <strong>missão humano‑robótica a Marte</strong>, testando tecnologias, procedimentos científicos, sistemas de suporte de vida e a interação entre humanos e robôs num ambiente controlado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/monsaraz-prepara-se-para-receber-a-missao-analoga-a-marte-1788202861201.jpg" data-image="0ru1gzk4mecd" alt="Missão AMADEE 27, em Monsaraz" title="Missão AMADEE 27, em Monsaraz"><figcaption>Monsaraz foi selecionada para a missão AMADEE 27 pelas suas condições geológicas semelhantes às de Marte. Foto: OeWF</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A escolha de Monsaraz não foi casual. A região apresenta características geológicas comparáveis às de Marte, com solos ricos em minerais específicos e uma morfologia que facilita a simulação de terrenos marcianos. </p><p>A proximidade do O<strong>bservatório do Lago Alqueva</strong>, que assegura suporte científico e logístico, aliada ao envolvimento do INESC TEC, revelou-se decisiva. Portugal reúne, adicionalmente, excelentes condições geopolíticas e de segurança que viabilizam a operação — fator fundamental para missões que exigem a mobilização de equipas internacionais e o transporte de equipamentos sensíveis.</p><h2>Como será organizada a missão?</h2><p>O centro da operação será o <strong>Monsaraz Analog Research Station</strong>, um habitat modular fechado instalado num terreno adjacente ao OLA. É ali que os seis astronautas análogos vão viver em isolamento entre <strong>5 e 18 de abril de 2027</strong>, seguindo protocolos rigorosos que simulam uma missão real.</p><p>A missão divide-se em três grandes pilares:</p><p><strong>1. Fator humano</strong></p><p>Os astronautas vão testar a <strong>resistência física e psicológica</strong> em condições semelhantes às de Marte: temperaturas elevadas dentro dos fatos, carga física intensa, isolamento prolongado e gestão de conflitos em ambiente fechado. Serão monitorizados parâmetros como ritmo cardíaco, temperatura corporal e stress, dados essenciais para o desenvolvimento de futuros fatos espaciais e protocolos de saúde.</p><p><strong>2. Robótica e operações remotas</strong></p><p>A missão vai testar a <strong>colaboração entre humanos e robôs</strong>, incluindo rovers autónomos. Um dos desafios centrais é simular o <strong>lapso de tempo</strong> real entre Marte e a Terra – de 4 a 20 minutos por cada comando. Todas as operações serão, por isso, coordenadas a partir do <strong>Centro de Suporte à Missão do OeWF, na Áustria</strong>, recriando os constrangimentos de comunicação de uma missão interplanetária.</p><p><strong>3. Habitat e sistemas de suporte de vida</strong></p><p>Serão testados <strong>sistemas avançados</strong> de biorregeneração, modelos de nutrição sustentável e tecnologias que permitam missões de longa duração. O intuito é perceber como os astronautas se adaptam a viver num ambiente fechado e autónomo.</p><p>No terreno, uma equipa técnica liderada pelo <strong>INESC TEC</strong> e pelo Núcleo Interactivo de Astronomia <strong>(NUCLIO)</strong> assegurará a logística e a segurança, sem interferir na simulação.</p><h2>Como será selecionada a tripulação?</h2><p>O OeWF concluiu recentemente o treino de uma <strong>nova classe de astronautas</strong> análogos. Os candidatos foram selecionados no início do ano e passaram por <strong>formação intensiva</strong> em operações espaciais, protocolos científicos e uso de fatos espaciais simulados. Estão agora certificados e aptos a integrar missões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/monsaraz-prepara-se-para-receber-a-missao-analoga-a-marte-1788203045862.jpg" data-image="7r3yxugyynvs" alt="Missão analóga a Marte realizada em Israel" title="Missão analóga a Marte realizada em Israel"><figcaption>Missões análogas testam tecnologias, procedimentos e a resistência humana em ambientes terrestres que simulam desafios operacionais de futuras explorações planetárias. Foto: © OeWF (Florian Voggeneder)</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A tripulação final da AMADEE‑27, no entanto, não está ainda fechada. A equipa será composta por uma combinação de <strong>astronautas experientes</strong> e os novos elementos desta classe recém-treinada. A seleção terá em conta competências técnicas, capacidade de trabalho em equipa, resistência psicológica e aptidão física.</p><h2>Como o público poderá acompanhar a missão?</h2><p>Apesar do isolamento rigoroso exigido pela simulação, a população poderá acompanhar a AMADEE‑27 de forma muito próxima. O <strong>Observatório do Lago Alqueva</strong> será a principal ponte entre a missão e a comunidade, organizando sessões públicas, palestras e atividades de observação astronómica que permitem compreender o trabalho científico realizado no terreno. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O NUCLIO desenvolverá programas educativos dirigidos a escolas, oferecendo a oportunidade de interagir com investigadores e propor pequenas experiências científicas que poderão ser integradas na missão.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Além disso, o<strong> Fórum</strong><strong> Espacial </strong><strong>Austríaco </strong>fará transmissões digitais diárias, disponibilizando vídeos, relatórios e imagens das operações, incluindo saídas de campo com fatos espaciais, recolha de amostras e testes com rovers autónomos. Desta forma, mesmo sem acesso direto à zona de simulação, o público poderá acompanhar o desenrolar da missão.</p><h2>Portugal no mapa das missões análogas </h2><p>A AMADEE‑27 não é a primeira missão análoga realizada em Portugal. Insere-se, aliás, numa trajetória crescente que tem colocado o país no radar internacional da exploração espacial. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783354" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-simples-fungo-pode-ajudar-a-construir-uma-base-em-marte-a-ciencia-portuguesa-acredita-que-sim.html" title="Um simples fungo pode ajudar a construir uma base em Marte? A ciência portuguesa acredita que sim">Um simples fungo pode ajudar a construir uma base em Marte? A ciência portuguesa acredita que sim</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-simples-fungo-pode-ajudar-a-construir-uma-base-em-marte-a-ciencia-portuguesa-acredita-que-sim.html" title="Um simples fungo pode ajudar a construir uma base em Marte? A ciência portuguesa acredita que sim"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/um-simples-fungo-pode-ajudar-a-construir-uma-base-em-marte-a-ciencia-portuguesa-acredita-que-sim-1786532940282_320.jpg" alt="Um simples fungo pode ajudar a construir uma base em Marte? A ciência portuguesa acredita que sim"></a></article></aside><p>Em 2023, os Açores receberam a <strong>Missão CAMões</strong>, realizada na Gruta do Natal, na Ilha Terceira. O ambiente subterrâneo dos tubos de lava ofereceu condições ideais para simular os abrigos onde astronautas poderão viver na Lua ou em Marte, e a operação contou com forte participação de universidades portuguesas e do INESC TEC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/monsaraz-prepara-se-para-receber-a-missao-analoga-a-marte-1788203212419.jpg" data-image="8s0qwyore9fg" alt="Rover" title="Rover"><figcaption>As missões análogas testam a coordenação entre astronautas e robôs, simulando operações remotas com atrasos de comunicação e tarefas complexas em ambientes extremos. Foto: © OeWF (Florian Voggeneder)</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Dois anos depois, em 2025, Monsaraz acolheu a <strong>Monsaraz Mars Analog Mission</strong>, a primeira missão análoga em habitat fechado realizada em Portugal. Decorreu na mesma área exterior do Observatório do Lago Alqueva, onde agora se prepara a AMADEE‑27, e reuniu cinco astronautas – três portugueses e dois internacionais – para testar tecnologias de suporte de vida e de resistência humana em isolamento.</p><p>Em 2026, o <strong>Alqueva</strong> recebeu ainda uma simulação mais curta, de <strong>carácter pedagógico</strong>, dedicada a estudantes de Portugal, Grécia e Áustria, reforçando a dimensão educativa e de literacia científica associada a estas iniciativas.</p><h2>Impacto para o ecossistema científico e económico português </h2><p>A realização destas missões pode ter <strong>efeitos profundos</strong> no ecossistema científico, académico e económico português. Do ponto de vista da <strong>ciência e tecnologia</strong>, representam uma oportunidade para impulsionar investigação em áreas como robótica, geologia planetária, sistemas de suporte de vida, engenharia espacial e desenvolvimento de novos materiais. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781457" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/ciencia-portuguesa-descobre-uma-nova-forma-de-ler-marte-e-ajuda-a-preparar-futuras-missoes-humanas.html" title="Ciência portuguesa descobre uma nova forma de ler Marte e ajuda a preparar futuras missões humanas">Ciência portuguesa descobre uma nova forma de ler Marte e ajuda a preparar futuras missões humanas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/ciencia-portuguesa-descobre-uma-nova-forma-de-ler-marte-e-ajuda-a-preparar-futuras-missoes-humanas.html" title="Ciência portuguesa descobre uma nova forma de ler Marte e ajuda a preparar futuras missões humanas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ciencia-portuguesa-descobre-uma-nova-forma-de-ler-marte-e-ajuda-a-preparar-futuras-missoes-humanas-1785503968142_320.jpg" alt="Ciência portuguesa descobre uma nova forma de ler Marte e ajuda a preparar futuras missões humanas"></a></article></aside><p>No <strong>plano académico</strong>, envolvem universidades e centros de investigação em projetos internacionais de elevada complexidade, criando oportunidades de formação avançada e atraindo talento jovem para áreas STEM.</p><p>O impacto pode estender-se igualmente à <strong>economia</strong> e à <strong>indústria</strong>, estimulando empresas tecnológicas, serviços especializados, turismo científico e a criação de novos produtos e soluções com potencial de exportação. Estas missões têm, por fim, um efeito direto na <strong>formação</strong> e <strong>educação</strong>, inspirando estudantes, reforçando a literacia científica e aproximando a exploração espacial das comunidades locais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/monsaraz-prepara-se-para-receber-a-missao-analoga-a-marte-1788203324701.jpg" data-image="mpwkr2lpw3vz" alt="Missão analóga a Marte em Marrocos" title="Missão analóga a Marte em Marrocos"><figcaption>O Fórum Espacial Austríaco (OeWF) já organizou 15 missões análogas de campo desde o início do seu programa de simulação planetária em 2006. Foto: © OeWF (Katja Zanella-Kux)</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp" style="visibility: visible !important; display: contents; --rem: 16;"></superhuman-go-underlines></figure><p>Portugal, nos últimos anos, tem-se posicionado, assim, como um <strong>destino estratégico</strong> para missões análogas, combinando condições naturais únicas com capacidade científica crescente.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="INESC%20TEC" data-year="" data-title="INESC%20TEC%20apoia%20segunda%20miss%C3%A3o%20espacial%20an%C3%A1loga%20em%20habitat%20em%20Portugal" data-url="https%3A%2F%2Fwww.inesctec.pt%2Fpt%2Fnoticias%2Finesc-tec-apoia-segunda-missao-espacial-analoga-em-habitat-em-portugal">INESC TEC. <a href="https://www.inesctec.pt/pt/noticias/inesc-tec-apoia-segunda-missao-espacial-analoga-em-habitat-em-portugal" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">INESC TEC apoia segunda missão espacial análoga em habitat em Portugal</a>.</cite><br><cite data-author="F%C3%B3rum%20Espacial%20Austr%C3%ADaco" data-year="" data-title="AMADEE-27%20Mars%20Simulation" data-url="https%3A%2F%2Foewf.org%2Fen%2Famadee-27%2F">Fórum Espacial Austríaco. <a href="https://oewf.org/en/amadee-27/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">AMADEE-27 Mars Simulation</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/monsaraz-prepara-se-para-receber-a-missao-analoga-a-marte.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Primeiras chuvas de setembro: o que fazer na horta antes que o solo encharque]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/primeiras-chuvas-de-setembro-o-que-fazer-na-horta-antes-que-o-solo-encharque.html</link><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 06:25:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Depois de um verão inteiro sem chover, a primeira chuvada raramente é a bênção que parece. Grande parte da água escorre à superfície e leva consigo a melhor camada da terra.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/primeiras-chuvas-de-setembro-o-que-fazer-na-horta-antes-que-o-solo-encharque-1788515901789.jpeg" data-image="v3mbhme2c6jx"><figcaption>A chuva nas primeiras fases de desenvolvimento das plantas pode ser prejudicial cada seja demasiado intensa.</figcaption></figure><p>Chega o aviso de chuva e é natural sentir alívio. Fim das regas diárias, o depósito a encher, a terra a beber. Só que <strong>uma terra que passou três meses ao sol não recebe água como uma terra húmida</strong>.</p><p>Nos primeiros minutos, boa parte do que cai não entra. Corre à superfície, junta-se nos caminhos e vai-se embora,<strong> levando consigo a camada mais fértil do canteiro</strong>.</p><h2>Uma terra seca repele a água</h2><p>Parece contraditório, mas é assim que funciona. Um solo muito seco, sobretudo com matéria orgânica, <strong>torna-se temporariamente resistente à entrada de água</strong>, e as gotas ficam à superfície em vez de penetrarem.</p><div class="texto-destacado"> Escoamento superficial- É a água da chuva que corre à superfície em vez de infiltrar no solo. Acontece quando a intensidade da chuva é maior do que a capacidade de absorção da terra, o que é comum em solos secos, compactados ou descobertos. Além de água perdida, arrasta as partículas mais finas e a matéria orgânica.</div><p>Junte-se a isto o facto de que as chuvas de setembro são frequentemente de trovoada, com <strong>muita água em pouco tempo</strong>, e percebe-se o problema. Vinte milímetros em vinte minutos aproveitam-se muito pior do que vinte milímetros ao longo de uma tarde.</p><h2>O que fazer nos dias antes</h2><p>A boa notícia é que quase tudo se resolve com trabalho feito antes da chuva chegar, e nada disto exige material comprado.<strong> Na tabela abaixo</strong> consegue analisar quais as principais tarefas a fazer durante o mês de setembro, especialmente antes das primeiras chuvas.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Tarefa</p></th><th scope="col"><p>Porquê</p></th><th scope="col"><p>Quando fazer</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Descompactar a superfície</p></td><td><p>Abre caminho à infiltração</p></td><td><p>Dias antes, com solo seco</p></td></tr><tr><td><p>Cobrir o solo com palha</p></td><td><p>Amortece o impacto das gotas</p></td><td><p>Antes da primeira chuvada</p></td></tr><tr><td><p>Abrir valetas de escoamento</p></td><td><p>Conduz o excesso sem arrastar terra</p></td><td><p>Antes, em terrenos inclinados</p></td></tr><tr><td><p>Limpar caleiras e depósitos</p></td><td><p>Aproveita a água que cai no telhado</p></td><td><p>Antes</p></td></tr><tr><td><p>Colher o que está maduro</p></td><td><p>Frutos rachados e podridões</p></td><td><p>Véspera</p></td></tr><tr><td><p>Arrancar tutores frágeis</p></td><td><p>Vento das trovoadas derruba plantas</p></td><td><p>Antes</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Principais tarefas a fazer durante o mês de setembro especialmente antes das primeiras chuvas. Fonte: elaboração própria</td></tr></tbody></table><p>A descompactação merece uma explicação. Não se trata de cavar fundo, que nesta altura seria contraproducente. Basta passar um sacho ou um ancinho pela superfície, quebrando a crosta que se formou ao longo do verão. <strong>Um solo com a superfície aberta absorve muito mais nos primeiros minutos de chuva</strong>.</p><h2>O solo descoberto é o que mais perde</h2><p>Aqui está a parte que faz mais diferença a longo prazo e que quase ninguém liga à chuva.</p><p>Quando uma gota cai numa terra nua, o impacto desfaz os agregados do solo e as partículas finas soltam-se. Depois, ao secar, forma-se uma crosta dura que impede a infiltração das chuvas seguintes. <strong>É um ciclo que se agrava sozinho</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Uma camada de palha não serve só para guardar humidade. Serve para a gota bater na palha em vez de bater na terra.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Uma cobertura de cinco centímetros de palha, folhas ou aparas de relva seca resolve isto</strong>. E se tiver espaço vazio que não vá usar até à primavera, uma sementeira de adubo verde faz o mesmo trabalho com raízes, que é ainda melhor, porque mantêm o solo agarrado.</p><h2>Depois da chuva, o cuidado muda</h2><p>Passada a chuvada, há duas regras que poupam muitos problemas.</p><p>A primeira é não pisar a terra molhada. Um solo saturado é uma esponja cheia,<strong> e o peso de quem caminha nele esmaga os espaços de ar e destrói a estrutura</strong>. Aquilo que se compacta numa tarde de trabalho em terreno encharcado leva meses a recuperar. Espere que a terra esteja maneável, ou seja, que não cole à enxada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/primeiras-chuvas-de-setembro-o-que-fazer-na-horta-antes-que-o-solo-encharque-1788515980348.jpeg" data-image="jmn09nvmtoml"><figcaption>Quando o solo tem dificuldade em escoar o excesso de água que cai na horta é um sinal de que a drenagem tem de ser melhorada</figcaption></figure><p>A segunda é vigiar as culturas ainda em produção. Depois de semanas de sede, <strong>um tomateiro que recebe muita água de repente racha os frutos, e as folhas molhadas durante horas abrem a porta a doenças</strong>. Se tiver frutos quase maduros, colha-os antes.</p><h2>Aproveitar em vez de deixar correr</h2><p><strong>Um telhado de cinquenta metros quadrados que recebe vinte milímetros de chuva rende mil litros de água</strong>. É água que, na maior parte das casas, vai simplesmente para o esgoto.</p><p>Não precisa de instalação complicada. <strong>Um bidão ligado a uma caleira, com uma rede na entrada para travar folhas e uma tampa para não criar mosquitos</strong>, é suficiente para regar uma horta pequena durante semanas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784734" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/voce-consegue-sentir-o-cheiro-da-chuva-antes-dela-cair-eis-a-ciencia-por-tras-disso.html" title="Consegue sentir o cheiro da chuva antes dela cair? Eis a ciência por trás disso">Consegue sentir o cheiro da chuva antes dela cair? Eis a ciência por trás disso</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/voce-consegue-sentir-o-cheiro-da-chuva-antes-dela-cair-eis-a-ciencia-por-tras-disso.html" title="Consegue sentir o cheiro da chuva antes dela cair? Eis a ciência por trás disso"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/si-puo-sentire-l-odore-della-pioggia-prima-che-cade-ecco-la-spiegazione-della-scienza-1785493581567_320.jpg" alt="Consegue sentir o cheiro da chuva antes dela cair? Eis a ciência por trás disso"></a></article></aside><p>Antes de tudo isto, veja dois valores na previsão da sua zona: a<strong> precipitação acumulada em milímetros e a probabilidade</strong>. E lembre-se de que não são a mesma coisa. Oitenta por cento de probabilidade pode significar dois milímetros, uma chuva que praticamente não conta. É o acumulado que diz se vale a pena preparar o terreno ou não.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/primeiras-chuvas-de-setembro-o-que-fazer-na-horta-antes-que-o-solo-encharque.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Crânio revela que tigre da Tasmânia era muito diferente dos lobos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cranio-revela-que-tigre-da-tasmania-era-muito-diferente-dos-lobos.html</link><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Nova análise mostra que o tilacino possuía adaptações únicas para capturar pequenas presas e reforça que o animal não era simplesmente uma versão marsupial dos grandes predadores europeus.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cranio-revela-que-tigre-da-tasmania-era-muito-diferente-dos-lobos-1788712844773.jpg" data-image="k4wl7awskplu" alt="Análises de crânios mostram que os tilacinos eram mais parecidos com cangurus do que com lobos Popperfoto/Getty Images via CNN Newsource" title="Análises de crânios mostram que os tilacinos eram mais parecidos com cangurus do que com lobos Popperfoto/Getty Images via CNN Newsource"><figcaption>Análises de crânios mostram que os tilacinos eram mais parecidos com cangurus do que com lobos. Crédito: Popperfoto/Getty Images via CNN Newsource</figcaption></figure><p>Caçadores exterminaram os <strong>tilacinos</strong>, conhecidos como <strong>tigres da Tasmânia</strong>, na Austrália há quase um século. Agora, uma nova análise de seus crânios revela que <strong>esses animais eram muito diferentes dos lobos </strong>com os quais foram comparados durante décadas.</p><p>A semelhança física com os lobos contribuiu para a criação de um<strong> mito entre colonizadores britânicos na Tasmânia</strong>.<strong> </strong>Por parecerem grandes predadores, os tilacinos foram considerados uma ameaça ao gado e passaram a ser perseguidos, embora estudos indiquem que a sua anatomia era mais adequada à captura de animais pequenos.</p><p>Segundo uma investigação publicada na revista <em>Nature Communications</em>, características do crânio e da mandíbula sugerem que<strong> os tilacinos tinham adaptações especializadas</strong> para caçar presas como coelhos, bandicoots e outros pequenos marsupiais. O resultado ajuda a explicar porque é que a espécie provavelmente não representava a ameaça ao rebanho que lhe foi atribuída.</p><h2>Crânio grande escondia uma anatomia incomum</h2><p>A principal autora do estudo, Vera Weisbecker, professora de biologia evolutiva da Universidade Flinders, percebeu durante uma análise que os crânios dos tilacinos apresentavam<strong> dimensões surpreendentemente grandes</strong>. A princípio, ela chegou a suspeitar que houvesse algum erro nas medições.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cranio-revela-que-tigre-da-tasmania-era-muito-diferente-dos-lobos-1788712994183.jpg" data-image="fieaiw22pvig" alt="Um crânio de tigre-da-Tasmânia - Colossal Biosciences" title="Um crânio de tigre-da-Tasmânia - Colossal Biosciences"><figcaption>Um crânio de tigre-da-Tasmânia. Crédito: Colossal Biosciences</figcaption></figure><p>Os investigadores compararam crânios de tilacinos, raposas e lobos e descobriram que, apesar do seu tamanho, <strong>a estrutura do animal não correspondia à de um grande predador</strong>.<strong> </strong>O focinho era longo e fino, mais próximo do formato observado em raposas e chacais do que do focinho robusto de um lobo-cinzento.</p><p>Outro estudo, realizado em 2020, já tinha indicado que<strong> os tilacinos eram menores do que se imaginava anteriormente</strong>. A estimativa média passou de cerca de 29,5 quilos para aproximadamente 17 quilos, colocando os animais mais próximos do porte de grandes coiotes do que de lobos.</p><p>A combinação entre um crânio grande, mandíbula superior alongada e focinho comprido teria permitido ao tilacino realizar <strong>mordidas rápidas e poderosas</strong>.<strong> </strong>De acordo com os investigadores, o tamanho do crânio ajudava a suportar as forças geradas durante esses movimentos.</p><h2>Espécie extinta aparenta mais semelhanças com crocodilos</h2><p>Ao comparar a alimentação dos tilacinos com a de mamíferos predadores atuais, os cientistas não encontraram um equivalente direto. Algumas características, porém, apresentavam <strong>semelhanças funcionais com animais que capturam presas na água, como determinados crocodilos</strong>.</p><div class="texto-destacado">Para Love Dalén, professor de genómica evolutiva da Universidade de Estocolmo, a descoberta mostra como animais podem apresentar aparência semelhante e, ainda assim, possuir estratégias de sobrevivência completamente diferentes. No caso do tilacino, a anatomia aponta para um caçador especializado em presas menores e ágeis.</div><p><strong>O último tilacino conhecido morreu em cativeiro, em 1936</strong>, no Zoológico de Beaumaris, na Tasmânia. A espécie já tinha desaparecido de outras regiões da Austrália cerca de 2 mil anos antes e sobreviveu exclusivamente na ilha até à sua extinção.</p><h2> Desextinção pode ajudar perda de biodiversidade australiana</h2><p>Atualmente, <strong>o animal ocupa um papel central em estudos de “desextinção”</strong>. O professor Andrew Pask, da Universidade de Melbourne, trabalha com a empresa de biotecnologia Colossal Biosciences em técnicas que combinam genética, ADN antigo e reprodução artificial para tentar recriar características do tilacino.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783350" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tigre-siberiano-e-solto-na-natureza-no-cazaquistao-quase-80-anos-apos-extincao.html" title="Tigre-siberiano é solto na natureza no Cazaquistão quase 80 anos após extinção">Tigre-siberiano é solto na natureza no Cazaquistão quase 80 anos após extinção</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tigre-siberiano-e-solto-na-natureza-no-cazaquistao-quase-80-anos-apos-extincao.html" title="Tigre-siberiano é solto na natureza no Cazaquistão quase 80 anos após extinção"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tigre-siberiano-e-solto-na-natureza-no-cazaquistao-quase-80-anos-apos-extincao-1786286424049_320.jpg" alt="Tigre-siberiano é solto na natureza no Cazaquistão quase 80 anos após extinção"></a></article></aside><p>Para Weisbecker, entretanto, o maior valor desses esforços pode estar no conhecimento produzido durante o processo. Os estudos podem <strong>ampliar a compreensão sobre a genética da conservação e reprodução</strong>, além de chamar atenção para a perda de biodiversidade na Austrália, país que enfrenta uma grave ameaça às espécies de marsupiais.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="R7" data-year="2026" data-title="Cr%C3%A2nio%20do%20tigre%20da%20Tasm%C3%A2nia%20mostra%20que%20ele%20era%20diferente%20de%20qualquer%20mam%C3%ADfero%20vivo" data-url="https%3A%2F%2Fnoticias.r7.com%2Finternacional%2Fcranio-do-tigre-da-tasmania-mostra-que-ele-era-diferente-de-qualquer-mamifero-vivo-06092026%2F">R7. (2026). <a href="https://noticias.r7.com/internacional/cranio-do-tigre-da-tasmania-mostra-que-ele-era-diferente-de-qualquer-mamifero-vivo-06092026/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Crânio do tigre da Tasmânia mostra que ele era diferente de qualquer mamífero vivo</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cranio-revela-que-tigre-da-tasmania-era-muito-diferente-dos-lobos.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item></channel></rss>