<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Sat, 09 May 2026 03:00:36 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sat, 09 May 2026 03:00:36 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Existe um "GPS" da Idade do Bronze: eis o disco de Nebra e o seu mapa celeste com 3600 anos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/existe-um-gps-da-idade-do-bronze-eis-o-disco-de-nebra-e-o-seu-mapa-celeste-com-3600-anos.html</link><pubDate>Fri, 08 May 2026 16:19:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O disco de Nebra, descoberto em 1999, é o mapa celeste mais antigo. Representa o Sol, a Lua e as Plêiades e foi utilizado para sincronizar os calendários lunar e solar na Idade do Bronze.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-gps-dell-eta-del-bronzo-esiste-il-disco-di-nebra-e-la-sua-mappa-del-cielo-risalente-a-3-600-anni-fa-1777016761194.png" data-image="lkzardghqg6l" alt="Disco de Nebra" title="Disco de Nebra"><figcaption>O disco de Nebra data da Idade do Bronze.</figcaption></figure><p>É considerado um dos mais importantes achados arqueológicos do século XX, e ainda bem que a sua existência é hoje do conhecimento público. Estamos a falar do <strong>disco de Nebra, um objeto não só de grande valor artístico, mas também de extrema utilidade prática na época</strong>.</p><p>De facto, <strong>remonta à Idade do Bronze e foi criado como uma espécie de GPS temporário para corrigir o calendário</strong> e planear todas as atividades relacionadas com a mudança das estações.</p><h2>Uma descoberta surpreendente e revolucionária</h2><p><strong>O disco de Nebra foi descoberto em 1999 na colina de Mittelberg, na Áustria, perto da fronteira alemã</strong>. No entanto, não foi encontrado por arqueólogos, mas sim pelos chamados “ladrões de túmulos”. Em 2002, após várias vendas no mercado negro, foi recuperado pela polícia e colocado à disposição do público para que a ciência pudesse ter acesso a ele. Hoje faz parte do Registo da "Memória do Mundo" da UNESCO.</p><p><strong>Este artefacto data de um período entre 1800 e 1600 a.C.</strong>, o que faz com que tenha aproximadamente 3600 anos, durante a chamada Idade do Bronze.</p><div class="texto-destacado">A Idade do Bronze (aproximadamente 2300-900 a.C. na Europa) é o período pré-histórico caracterizado pela descoberta e difusão da metalurgia do bronze, uma liga de cobre e estanho.</div><p><strong>Trata-se de um disco de 30 cm de diâmetro, feito de bronze com incrustações de ouro</strong>. Estudos publicados em 2024 na revista<em> Scientific Reports</em> revelaram que foram empregues <strong>técnicas de fabrico surpreendentemente sofisticadas na sua criação,</strong> o que evidencia uma cultura tecnologicamente avançada para a época.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-gps-dell-eta-del-bronzo-esiste-il-disco-di-nebra-e-la-sua-mappa-del-cielo-risalente-a-3-600-anni-fa-1777016921990.jpg" data-image="u38a58lc8vdb" alt="Mittelberg" title="Mittelberg"><figcaption>A região de Mittelberg, na Alta Áustria, onde foi encontrado o disco Nebra.</figcaption></figure><p>Mas não se trata apenas de um objeto de valor artístico, pois oferece <strong>uma representação fiel do céu com o Sol, a Lua cheia e a Lua crescente, o aglomerado estelar das Plêiades</strong> e uma indicação da posição do Sol nascente nos solstícios e equinócios.</p><h2>Sol, Lua e Plêiades: um calendário no céu</h2><p>De acordo com a teoria mais aceite,<strong> os corpos celestes representados no disco de Nebra não foram dispostos aleatoriamente apenas para fins artísticos</strong>, mas sim de forma a que o disco pudesse ser utilizado como sincronizador entre o ciclo lunar e o ciclo das estações.</p><p>Qual é o problema? <strong>O ciclo lunar</strong>, o tempo entre uma lua cheia e a seguinte, <strong>sempre foi o método mais simples e acessível para medir a passagem do tempo</strong>. No entanto, dado que o ciclo lunar dura aproximadamente 29,5 dias, após 12 luas cheias terão decorrido 354 dias, ou seja, 11 dias a menos do que o ano solar.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Nebra Sky Disk :<br><br>In 1999, on a hilltop in eastern Germany, two looters unearthed an object that would quietly rewrite what we thought we knew about Bronze Age Europe.<br><br>It wasnt gold in the traditional sense.<br>It was a bronze disk, about 30 centimetres across, its surface <a href="https://t.co/BUHHmKi9In">pic.twitter.com/BUHHmKi9In</a></p>— Dr. M.F. Khan (@Dr_TheHistories) <a href="https://twitter.com/Dr_TheHistories/status/2038326352143876150?ref_src=twsrc%5Etfw">March 29, 2026</a></blockquote></figure><p>Se se quisesse utilizar a Lua para calcular a data do equinócio da primavera (uma referência temporal fundamental para planear, por exemplo, as atividades agrícolas ao longo do ano), após 12 luas cheias, a data do equinócio estaria antecipada em 11 dias, e mais 11 dias no ano seguinte (11+11), e mais 11 dias no terceiro ano consecutivo (11+11+11). Para simplificar, <strong>a cada três anos seria necessário adicionar um ciclo lunar fictício (o chamado ciclo intercalar) para realinhar os calendários lunar e solar</strong>.</p><p>Parece que o disco de Nebra <strong>foi criado precisamente para saber quando realizar esta sincronização</strong>. A posição relativa do aglomerado estelar das Plêiades (na direção da constelação de Touro) é claramente visível e reconhecível a olho nu, enquanto a posição da lua crescente ou da lua cheia muda com o tempo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-gps-dell-eta-del-bronzo-esiste-il-disco-di-nebra-e-la-sua-mappa-del-cielo-risalente-a-3-600-anni-fa-1777017291792.png" data-image="bnburzd30ram" alt="Disco de Nebra" title="Disco de Nebra"><figcaption>Representação artística da utilização do disco de Nebra. Este era comparado periodicamente com o céu, aguardando o momento em que a disposição da Lua, das Plêiades e do Sol coincidisse com a gravada no disco, introduzindo assim o ciclo lunar intercalar.</figcaption></figure><p>Quando as suas posições relativas coincidiam exatamente com as representadas no disco, isso significava que <strong>era necessário inserir o ciclo lunar intercalar, ressincronizando assim os dois calendários</strong>. E não só isso.</p><p><strong>Acredita-se que os arcos dourados nas laterais do disco indiquem o horizonte e os pontos de nascer e pôr do sol</strong>, o que permite identificar também as datas dos solstícios e equinócios.</p><h3>O primeiro GPS da história? Significado e interpretações</h3><p>Para usar uma metáfora,<strong> o disco de Nebra poderia ser considerado um "GPS" da Idade do Bronze, não espacial, mas temporal</strong>. Uma ferramenta valiosa que permitia coordenar as atividades humanas com a mudança das estações.</p><p>O seu significado é provavelmente duplo. Embora fosse um instrumento científico, ligado à observação celeste e à gestão do calendário, <strong>era também provável que tivesse um significado simbólico e religioso</strong>. Os estudos realizados sobre este disco revelaram que foi modificado várias vezes ao longo do tempo, o que sugere uma utilização prolongada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767501" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/descoberta-astronomica-um-telescopio-da-nasa-descobre-mais-de-10-000-novos-exoplanetas.html" title="Descoberta astronómica: um telescópio da NASA descobre mais de 10.000 novos exoplanetas">Descoberta astronómica: um telescópio da NASA descobre mais de 10.000 novos exoplanetas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/descoberta-astronomica-um-telescopio-da-nasa-descobre-mais-de-10-000-novos-exoplanetas.html" title="Descoberta astronómica: um telescópio da NASA descobre mais de 10.000 novos exoplanetas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/incroyable-un-telescope-de-la-nasa-decouvre-plus-de-10-000-nouvelles-exoplanetes-1777580554188_320.jpeg" alt="Descoberta astronómica: um telescópio da NASA descobre mais de 10.000 novos exoplanetas"></a></article></aside><p>As investigações mais recentes confirmam que não se trata de um simples objeto artístico, mas sim de <strong>um testemunho concreto do conhecimento astronómico pré-histórico europeu</strong>.</p><p><strong>O disco de Nebra é um valioso testemunho de como, na Idade do Bronze, os seres humanos eram capazes de interpretar o céu</strong> e utilizar esse conhecimento em seu benefício, como uma ferramenta útil para as atividades quotidianas. Hoje, revela-nos a sofisticação da ciência primitiva.</p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><em> Dieck, S., Michael, O., Wilke, M. <em>et al.</em> (2024). Archaeometallurgical investigation of the Nebra Sky Disc. <em>Sci Rep</em>14, 28868. <a href="https://doi.org/10.1038/s41598-024-80545-5" target="_blank" rel="nofollow">doi:10.1038/s41598-024-80545-5</a></em> </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/existe-um-gps-da-idade-do-bronze-eis-o-disco-de-nebra-e-o-seu-mapa-celeste-com-3600-anos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A incrível jornada da rolha do vinho: como chega à garrafa e porque vale a pena reutilizá-la no jardim]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-incrivel-jornada-da-rolha-do-vinho-como-chega-a-garrafa-e-porque-vale-a-pena-reutiliza-la-no-jardim.html</link><pubDate>Fri, 08 May 2026 15:13:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Por trás de cada rolha de cortiça há anos de crescimento: porque reutilizá-la e como aproveitá-la no jardim.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-vale-la-pena-reutilizar-los-corchos-de-vino-5-formas-de-aprovecharlos-en-el-jardin-1777902753249.jpg" data-image="4vn6e5iil1x4" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Leve, resistente e composto em grande parte por ar, a rolha isola e conserva o vinho.</figcaption></figure><p>Sempre que abrimos uma garrafa, tornamo-nos parte de <strong>um processo que começou há mais de uma década</strong>.</p><p>A cortiça provém do sobreiro, <strong>uma árvore que demora entre 15 e 20 anos a formar a sua primeira casca</strong>; uma espécie de camada protetora e espessa, que é precisamente o que se retira para obter a cortiça.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-vale-la-pena-reutilizar-los-corchos-de-vino-5-formas-de-aprovecharlos-en-el-jardin-1777902825315.jpg" data-image="3zfmcxem2y56" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>O sobreiro regenera a sua casca com o tempo, num ciclo que pode repetir-se durante décadas sem prejudicar a árvore.</figcaption></figure><p> Quando essa casca é extraída, a árvore não é abatida: <strong>fica exposta, mas viva, e começa a regenerar a sua camada protetora</strong>. A partir daí, são necessários entre 9 e 12 anos até atingir a espessura adequada para uma nova colheita. É um ciclo lento, que se repete várias vezes ao longo da sua vida. </p><div class="texto-destacado">A primeira casca extraída do sobreiro é conhecida como «cortiça virgem» e, devido à sua textura mais irregular, não é utilizada para fabricar rolhas de vinho de melhor qualidade. </div><p>Por isso, cada rolha que retiramos de uma garrafa traz consigo essa história e levanta uma pergunta simples:<strong> vale a pena usá-la apenas uma vez?</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-vale-la-pena-reutilizar-los-corchos-de-vino-5-formas-de-aprovecharlos-en-el-jardin-1777902886277.jpg" data-image="xgd6ohhgvjcg" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Após a remoção, a árvore fica exposta e começa a regenerar a sua "cobertura" natural.</figcaption></figure><p>No jardim, esse pequeno <strong>cilindro leve e resistente pode ganhar uma segunda vida útil</strong>, prolongando — à sua escala — essa lógica de aproveitamento e continuidade.</p><p>Além disso, tem uma vantagem fundamental: <strong>resiste à humidade sem se degradar rapidamente</strong>, o que o torna um aliado na resolução de pequenos problemas do dia a dia.</p><h3>Base para vasos</h3><p>Muitos vasos que ficam diretamente apoiados no chão ou <strong>no pavimento acumulam humidade na base</strong>, o que pode afetar tanto a planta como a superfície onde estão apoiados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-vale-la-pena-reutilizar-los-corchos-de-vino-5-formas-de-aprovecharlos-en-el-jardin-1777903016775.jpg" data-image="9tlr43mv2n2p" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Um material que demora anos a formar-se e cuja vida útil pode ser muito superior a uma vida humana.</figcaption></figure><p>Colocar rolhas por baixo,<strong> como pequenas “patas”, ajuda a elevá-los alguns milímetros</strong>. Esse espaço melhora a drenagem e permite que a água circule melhor. Não é necessário fixá-las, embora possam ser coladas se se pretender uma solução mais estável.</p><h3>Enchimento para vasos grandes</h3><p>Em vasos profundos, nem sempre é necessário enchê-los totalmente com substrato. <strong>Usar rolhas na base</strong> permite reduzir a quantidade de terra, aliviar o peso e manter uma boa drenagem.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-vale-la-pena-reutilizar-los-corchos-de-vino-5-formas-de-aprovecharlos-en-el-jardin-1777903117640.jpg" data-image="5bt0ze8674pg" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Utilizados como base ou enchimento, as rolhas melhoram a drenagem e reduzem o peso dos vasos.</figcaption></figure><p>O ar que contêm — grande parte da sua estrutura é composta por ar — <strong>faz com que não retenham água em excesso</strong>. Por cima dessa camada, coloca-se o substrato habitual, e a planta cresce sem notar a diferença.</p><h3>Cobertura leve</h3><p>Trituradas ou cortadas, as cortiças <strong>podem funcionar como uma cobertura leve</strong>. Ajudam a cobrir o solo, a reduzir a evaporação e a limitar o crescimento de ervas daninhas.</p><p>Mas atenção: por serem leves,<strong> não é aconselhável usá-los em zonas expostas a chuvas intensas</strong> ou vento forte, pois podem ser deslocados. Funcionam melhor em canteiros delimitados ou vasos grandes.</p><h3>Elementos decorativos</h3><p>Para além da funcionalidade, as rolhas têm um valor estético que pode ser aproveitado. <strong>Podem ser usadas para revestir vasos, criar pequenos objetos decorativos</strong> ou adicionar textura a algum recanto do jardim.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-vale-la-pena-reutilizar-los-corchos-de-vino-5-formas-de-aprovecharlos-en-el-jardin-1777903398147.jpg" data-image="8bj9ifvu61tq" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Uma solução simples para reutilizar rolhas e resolver problemas do dia-a-dia no jardim.</figcaption></figure><p>Não alteram o crescimento das plantas, <strong>mas sim o aspeto geral do espaço</strong>. E, por vezes, isso também conta.</p><h3>Etiquetas para plantas</h3><p>Uma das formas mais práticas de os reutilizar. <strong>A cortiça funciona como uma etiqueta resistente</strong> que não se estraga com a rega nem com as intempéries.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-vale-la-pena-reutilizar-los-corchos-de-vino-5-formas-de-aprovecharlos-en-el-jardin-1777903525536.jpg" data-image="clxyeoobauow" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>O sobreiro regenera a sua casca com o tempo, num ciclo que pode repetir-se durante décadas sem prejudicar a árvore.</figcaption></figure><p>Basta colocá-la numa vareta — de madeira ou metal — e <strong>escrever o nome da planta com um marcador indelével</strong>. Ao contrário de outras etiquetas improvisadas, não se deforma nem se apaga facilmente, além de conferir um toque estético simples, mas eficaz.</p><h3>Podem ser compostadas?</h3><p>Sim, mas com algumas nuances. <strong>A cortiça natural é biodegradável, embora a sua decomposição seja lenta</strong>. Uma rolha inteira pode demorar anos a degradar-se. Além disso, apenas as rolhas naturais são compostáveis; as sintéticas não.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-vale-la-pena-reutilizar-los-corchos-de-vino-5-formas-de-aprovecharlos-en-el-jardin-1777903609231.jpg" data-image="6hl1ml2ghqqw" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>A cortiça natural é biodegradável, mas a sua decomposição é lenta e pode demorar anos.</figcaption></figure><p>Se pretender incorporá-lo no composto, <strong>o melhor é cortá-lo ou triturá-lo para acelerar o processo</strong>. Mesmo assim, não é o material mais eficiente para esse fim, pelo que, muitas vezes, convém dar prioridade à sua reutilização.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765629" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/jardins-secos-como-utilizar-rochas-e-plantas-de-baixa-manutencao-para-criar-um-jardim-original-e-elegante.html" title="Jardins secos: como utilizar rochas e plantas de baixa manutenção para criar um jardim original e elegante">Jardins secos: como utilizar rochas e plantas de baixa manutenção para criar um jardim original e elegante</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/jardins-secos-como-utilizar-rochas-e-plantas-de-baixa-manutencao-para-criar-um-jardim-original-e-elegante.html" title="Jardins secos: como utilizar rochas e plantas de baixa manutenção para criar um jardim original e elegante"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/jardines-secos-con-piedras-y-plantas-de-bajo-mantenimiento-como-crear-un-jardin-original-y-con-estilo-1776631525727_320.jpg" alt="Jardins secos: como utilizar rochas e plantas de baixa manutenção para criar um jardim original e elegante"></a></article></aside><p>Não é preciso acumular grandes quantidades <strong>nem embarcar em projetos complexos</strong>. Com apenas algumas rolhas, já é possível resolver detalhes específicos do jardim, como melhorar a drenagem, organizar as plantas ou acrescentar alguma textura. Este tipo de soluções não muda tudo, <strong>mas muda a forma como usamos o que já temos à mão</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-incrivel-jornada-da-rolha-do-vinho-como-chega-a-garrafa-e-porque-vale-a-pena-reutiliza-la-no-jardim.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A corrida contra o tempo para recuperar a costa portuguesa antes do início da época balnear]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-corrida-contra-o-tempo-para-recuperar-a-costa-portuguesa-antes-do-inicio-da-epoca-balnear.html</link><pubDate>Fri, 08 May 2026 14:53:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>De norte a sul do país, as intervenções nas praias visam reparar danos estruturais que se acentuaram com as tempestades de inverno.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-corrida-contra-o-tempo-para-recuperar-a-costa-portuguesa-antes-do-inicio-da-epoca-balnear-1778247095162.jpg" data-image="s19q689f2bw4" alt="enchimento artificial nas praias da Costa da Caparica, em Almada" title="enchimento artificial nas praias da Costa da Caparica, em Almada"><figcaption>O enchimento das praias da Caparica, em Almada, visa não só preparar a época balnear, como também proteger os esporões e as habitações da linha de costa. Foto: APA</figcaption></figure><p>Desde os primeiros dias de maio, a <strong>praia do Algodio</strong>, no município de Mafra, transformou-se num autêntico teatro de operações. O movimento é incessante, com equipas de técnicos e operários num vaivém coordenado sob a supervisão da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).</p><p>A empreitada, com um <strong>investimento de um milhão de euros</strong>, centra-se na aplicação de betão projetado reforçado com fibras metálicas e na instalação de pregagens profundas. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O objetivo é assegurar que as habitações situadas no cume e os acessos inferiores permaneçam seguros. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Em determinadas secções, a <strong>pedra argamassada</strong> é <strong>aplicada manualmente</strong> para garantir a integração visual na paisagem, enquanto os sistemas de drenagem são montados para prevenir futuras infiltrações. </p><p>Os trabalhos estão sob a <strong>pressão do calendário</strong>, pois a meta é devolver a normalidade ao local antes da época balneária. É uma corrida contra o tempo, não só aqui, em Algodio, mas também em mais de uma <strong>centena de zonas do litoral</strong>, afetadas pelas recentes tempestades. O inverno deixou arribas instáveis, destruiu passadiços, caminhos ou apoios de praia e encurtou o areal em várias dezenas de metros.</p><h2>A transformação física da orla marítima</h2><p>A norte, no litoral de <strong>Esposende</strong>, a autarquia assumiu a urgência de um plano de recuperação que inclui a <strong>substituição integral do passadiço de Apúlia</strong>. São 320 metros de estrutura que exigem uma renovação estrutural. Os técnicos instalaram ainda geocilindros e sistemas de estacaria para criar barreiras invisíveis e aumentar a resistência dunar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-corrida-contra-o-tempo-para-recuperar-a-costa-portuguesa-antes-do-inicio-da-epoca-balnear-1778247199015.jpg" data-image="41va0iynz2e8" alt="obras estabilização da Arriba da Bafureira, Cascais" title="obras estabilização da Arriba da Bafureira, Cascais"><figcaption>Estabilização da Arriba da Bafureira reforça a falésia com redes metálicas e betão, garantindo segurança antes da época balnear. Foto: União das Freguesias de Carcavelos e Parede</figcaption></figure><p>Descendo pela costa, a <strong>Arriba da Bafureira</strong>, em <strong>Cascais</strong>, apresenta um desafio de engenharia complexo devido ao risco de rutura iminente. Ali, o município substituiu a administração central para garantir celeridade na execução do programa Litoral XXI. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="754437" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/as-arribas-da-costa-da-caparica-estao-mais-instaveis-com-as-ultimas-chuvas-e-e-urgente-uma-intervencao-de-longo-prazo.html" title="As arribas da Costa da Caparica estão mais instáveis com as últimas chuvas e é urgente uma intervenção de longo prazo">As arribas da Costa da Caparica estão mais instáveis com as últimas chuvas e é urgente uma intervenção de longo prazo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/as-arribas-da-costa-da-caparica-estao-mais-instaveis-com-as-ultimas-chuvas-e-e-urgente-uma-intervencao-de-longo-prazo.html" title="As arribas da Costa da Caparica estão mais instáveis com as últimas chuvas e é urgente uma intervenção de longo prazo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-arribas-da-costa-da-caparica-estao-mais-instaveis-com-as-ultimas-chuvas-e-e-urgente-uma-intervencao-de-longo-prazo-1771253526815_320.jpg" alt="As arribas da Costa da Caparica estão mais instáveis com as últimas chuvas e é urgente uma intervenção de longo prazo"></a></article></aside><p>Os trabalhos incluem <strong>desmontar blocos instáveis</strong> e preencher cavidades profundas. A utilização de redes metálicas de alta resistência surge como a solução técnica para dissipar a energia de eventuais desprendimentos rochosos, acautelando a segurança de quem circula na marginal.</p><h2>A defesa das falésias do Alentejo ao Algarve </h2><p>Mais abaixo, no Alentejo, a <strong>praia de Morgavel</strong> reflete a gravidade dos galgamentos costeiros que destruíram parte da Estrada Municipal 1109. Em <strong>Porto Covo</strong>, Sines, a intervenção de emergência foca-se na reconstrução de paredões e passeios marginais. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As obras integram um pacote mais vasto de 28 locais identificados com danos severos na região alentejana, onde o reforço das bases das arribas é prioritário para manter a ligação rodoviária e pedonal.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>No <strong>Algarve</strong>, os trabalhos procuram um equilíbrio entre a segurança imediata e o planeamento a longo prazo. <strong>Albufeira</strong> concentra esforços nas praias da Maria Luísa e do Peneco, com o saneamento preventivo das falésias. </p><p>A natureza geológica de calcário e arenito torna estas arribas particularmente vulneráveis, obrigando a interdições temporárias em áreas onde o recuo da linha de costa foi mais pronunciado. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-corrida-contra-o-tempo-para-recuperar-a-costa-portuguesa-antes-do-inicio-da-epoca-balnear-1778247352554.jpg" data-image="rat4ap9v98f6" alt="Reparação de caminhos destruídos pelo galgamento do mar, em Sines" title="Reparação de caminhos destruídos pelo galgamento do mar, em Sines"><figcaption>Durante a tempestade Kristin, os galgamentos da praia de Morgavel, em Sines, destruíram o Caminho Municipal 1109, que está agora a ser reconstruído. Foto: Município de Sines</figcaption></figure><p>O Governo mobilizou verbas do Fundo Ambiental para acelerar as intervenções, reconhecendo que a erosão nesta região atingiu níveis preocupantes durante as tempestades de 2025 e 2026.</p><h2>Areais mais largos protegem as infraestruturas</h2><p>A <strong>alimentação artificial</strong> é outra estratégia que está a ser seguida em várias dezenas de praias do país. Em <strong>Portimão</strong>, entre a Rocha e o Vau, cerca de 220 mil metros cúbicos de sedimentos estão a ser depositados num troço de 1350 metros. </p><p>A barreira arenosa irá atuar como um <strong>amortecedor natural</strong>, reduzindo a força com que as ondas atingem o sopé das falésias. O investimento de dois milhões de euros nesta zona específica pretende travar o desgaste acelerado das bases rochosas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-corrida-contra-o-tempo-para-recuperar-a-costa-portuguesa-antes-do-inicio-da-epoca-balnear-1778247457996.jpg" data-image="wkq8q1h7wkdv" alt="Praia do Vau, Portimão" title="Praia do Vau, Portimão"><figcaption>A alimentação artificial das praias portimonenses é assumida como vital para impedir a erosão acelerada no sopé das falésias. Foto: Junta de Freguesia de Portimão</figcaption></figure><p>Na <strong>Costa da Caparica</strong>, em Almada, decorre uma das maiores operações deste género em território nacional. Com um orçamento de quase nove milhões de euros, a <strong>deposição de um milhão de metros cúbicos de areia</strong> visa mitigar a erosão severa. </p><p>Os trabalhos avançam de norte para sul do município, implicando o <strong>encerramento faseado de zonas balneares</strong> devido à necessidade de instalar tubagens de grande dimensão. Esta intervenção é essencial não apenas para o lazer, mas principalmente para proteger os esporões e as habitações situadas na primeira linha de costa.</p><h2>O planeamento de curto e médio prazo</h2><p>Os trabalhos em Mafra, Sines, Almada ou Esposende são apenas uma pequena parte de uma operação muito mais vasta. A Agência Portuguesa do Ambiente identificou <strong>147 áreas afetadas</strong> e <strong>570 pontos danificados</strong> ao longo da costa portuguesa. A fatura total para reparar os estragos provocados pela sucessão de tempestades ascende a 84 milhões de euros, segundo o balanço mais recente da APA.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Embora boa parte das obras esteja a avançar em bom ritmo, nada está garantido. O mar de inverno é um obstáculo para algumas operações, como a colocação de areia, que começou em maio, podendo se prolongar até meados de junho. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Não é, portanto, certo que todas as intervenções em praias, acessos, arribas e apoios de praia estejam concluídas a tempo do arranque da época balnear. Nem é, aliás, intenção da Agência Portuguesa do Ambiente fazer tudo de uma assentada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-corrida-contra-o-tempo-para-recuperar-a-costa-portuguesa-antes-do-inicio-da-epoca-balnear-1778247611850.jpg" data-image="uc3zrab7iuk1" alt="Praia do Peneco, Albufeira" title="Praia do Peneco, Albufeira"><figcaption>A intervenção na praia do Peneco, em Albufeira, inclui a estabilização de arribas e requalificação dos acessos. A prioridade é a consolidação do rochedo emblemático devido ao alto risco de derrocada. Foto: Município de Albufeira</figcaption></figure><p>A estratégia está dividida em três eixos de intervenção na orla costeira, com diferentes graus de celeridade. A <strong>segurança das arribas e a recuperação das praias com o enchimento de areia são a prioridade</strong>. Seguir-se-ão os projetos planeados para o médio prazo, com estudos de impacto ambiental, que só deverão estar prontos na época balnear do próximo ano.</p><h3><em>Referências do artigo</em></h3><p><em><a href="https://apambiente.pt/sites/default/files/_A_APA/Comunicacao/Media/NotasOCS2025/notaocs_146_2025_estabilizacaodaarribadapraiadoalgodio-mafra.pdf" target="_blank">Estabilização da arriba da praia do Algodio – Mafra</a> – Agência Portuguesa do Ambiente</em></p><p><em><a href="https://almadense.sapo.pt/cidade/alimentacao-artificial-das-praias-da-costa-da-caparica-suspensa-ate-abril-de-2026-devido-ao-inverno-maritimo/" target="_blank">Alimentação artificial das praias da Costa da Caparica suspensa até abril de 2026 devido ao inverno marítimo</a> – Jornal Almadense</em></p><p><em><a href="https://apambiente.pt/sites/default/files/_A_APA/Informacao_institucional/Editais/ARHAlentejo/notaocs_84_2025_alimentacaoartificialdaspraiasdacostadacaparicaesjoao.pdf" target="_blank">APA inicia empreitada de alimentação artificial das praias da Costa da Caparica e de S. João da Caparica</a> - Agência Portuguesa do Ambiente</em></p><p><em><a href="https://www.cascais.pt/estabilizacao-de-arriba-da-bafureira-a45" target="_blank">Estabilização de arriba da Bafureira (A45)</a> – Câmara Municipal de Cascais</em></p><p><em><a href="https://www.municipio.esposende.pt/viver/atualidade/noticias/noticia/municipio-de-esposende-avanca-com-renovacao-integral-do-passadico-de-apulia-para-reforcar-seguranca-e-acessibilidade" target="_blank">Município de Esposende avança com renovação integral do passadiço de Apúlia para reforçar segurança e acessibilidade</a> – Câmara Municipal de Esposende</em></p><p><em><a href="https://sapo.pt/artigo/municipio-de-sines-lanca-concurso-de-84m-para-requalificacao-dos-acessos-as-praias-de-porto-covo-69c1086734429fbf4e800a81" target="_blank">Município de Sines lança concurso de 84m€ para requalificação dos acessos às praias de Porto Covo</a> – O Digital</em></p><p><em><a href="https://www.cm-albufeira.pt/artigo/ministra-do-ambiente-e-energia-visitou-albufeira-e-avaliou-os-impactos-das-mais-recentes" target="_blank">Ministra do Ambiente e Energia visitou Albufeira e avaliou os impactos das mais recentes intempéries</a> – Câmara Municipal de Albufeira</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-corrida-contra-o-tempo-para-recuperar-a-costa-portuguesa-antes-do-inicio-da-epoca-balnear.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Zona sísmica no Alasca intriga geólogos: ​​insuficiência de fluidos para explicar o deslizamento da Falha de Shumagin]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/zona-sismica-no-alasca-intriga-geologos-insuficiencia-de-fluidos-para-explicar-o-deslizamento-da-falha-de-shumagin.html</link><pubDate>Fri, 08 May 2026 13:49:15 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma falha silenciosa no Alasca não apresenta os fluidos que os cientistas esperavam e isso está a mudar o que sabemos sobre as zonas sísmicas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/zona-sismica-no-alasca-intriga-geologos-nao-ha-vestigios-de-fluidos-que-devam-lubrificar-grandes-sismos-1778240173193.jpg" data-image="39lfo8k52lhz" alt="Alasca" title="Alasca"><figcaption>A Falha de Shumagin, um segmento em movimento lento da zona de subducção do Alasca caracterizado por estruturas tsunamigénicas, sofreu uma ruptura profunda durante o sismo de magnitude 7,8 em julho de 2020. No entanto, o comportamento de deslizamento superficial e o limite superior da rutura permanecem pouco compreendidos.</figcaption></figure><p> Durante anos, a principal explicação para as falhas de movimento lento tem sido a de que os fluidos de alta pressão ao longo da falha a lubrificam, <strong>permitindo que as placas deslizem de forma constante</strong>, em vez de acumularem tensão até que essa tensão seja eventualmente libertada num grande sismo destrutivo. </p><p>Mas num novo estudo da Falha de Shumagin, uma secção silenciosa da zona de subducção Alasca-Aleutas – a área onde uma placa tectónica mergulha sob outra – uma equipa de cientistas descobriu que a falha não contém fluido suficiente para explicar porque razão desliza lentamente. Desta forma,<strong> os cientistas podem precisar de repensar esta suposição sobre as zonas de subducção em todo o mundo</strong>.</p><p><strong> Compreender porque é que as falhas se movem lentamente é importante para a forma como os cientistas constroem modelos das zonas sísmicas</strong> mais poderosas do mundo para avaliar os riscos de sismos e tsunamis a longo prazo, do Alasca ao Japão e ao Noroeste do Pacífico. Saber como é provável que os sismos se comportem é essencial para ajudar as comunidades a decidir onde e como construir casas e outras infraestruturas para que possam resistir a um terramoto e a um tsunami. </p><h2>Como acontecem os sismos ao longo de falhas geológicas</h2><p>Uma falha geológica é uma rutura na camada rochosa exterior da Terra, onde dois blocos de rocha deslizam um sobre o outro.<strong> A forma como deslizam determina que tipo de tremor</strong>, se algum, chega à superfície.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/zona-sismica-no-alasca-intriga-geologos-nao-ha-vestigios-de-fluidos-que-devam-lubrificar-grandes-sismos-1778241218410.jpg" data-image="f136a6a67lqi" alt="imagem ilustrativa; tsunami" title="imagem ilustrativa; tsunami"><figcaption>Quando um troço bloqueado de uma falha de subducção desliza repentinamente, o fundo do mar pode ser sacudido para cima e pode ocorrer um tsunami.</figcaption></figure><p>Algumas falhas são "bloqueadas". Não se movem até que a tensão se acumule até um ponto de rutura, libertando-a subitamente. <strong>É isto que acontece durante a maioria dos sismos destrutivos</strong>. Outras falhas deslizam uma sobre a outra de forma constante, libertando a tensão de forma gradual.</p><p><strong> Os maiores e mais destrutivos sismos da Terra acontecem ao longo de zonas de subducção</strong>, onde uma placa tectónica mergulha sob outra. A margem Alasca-Aleutas, a Fossa do Japão, a zona de subducção ao largo do Chile e a zona de Cascadia, no noroeste do Pacífico, são exemplos. </p><h2> Uma falha silenciosa desafia uma suposição comum </h2><p> Em profundidades subterrâneas,<strong> o comportamento das falhas é difícil de observar diretamente</strong>, especialmente em alto-mar, onde se encontram frequentemente sob quilómetros de água do mar e sedimentos. </p><p> Os cientistas dependem de <strong>medições de estações GPS, sismógrafos e sensores no fundo do mar</strong> e depois constroem modelos computacionais do que deve estar a acontecer abaixo da superfície. Durante décadas, <strong>a principal explicação para o deslizamento lento em falhas tem sido a de que os fluidos de alta pressão ao longo da falha reduzem o atrito</strong>, da mesma forma que uma película de água faz com que os pneus aquaplanem. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/zona-sismica-no-alasca-intriga-geologos-nao-ha-vestigios-de-fluidos-que-devam-lubrificar-grandes-sismos-1778241953047.jpg" data-image="d15zz9ivrz7s" alt="alasca" title="alasca"><figcaption>Os cientistas dependem de vários métodos de investigação para conseguirem perceber o que acontece no fundo do mar, em relação às falhas sísmicas.</figcaption></figure><p>Testar esta ideia exige observar os fluidos, e foi aí que esta equipa entrou em ação. Utilizaram imagens eletromagnéticas marinhas, <strong>um método que mapeia a facilidade com que os materiais subterrâneos conduzem eletricidade</strong>. Um navio reboca um instrumento junto ao fundo do mar, enviando sinais eletromagnéticos para as rochas que se encontram por baixo, enquanto outros instrumentos no leito marinho registam a resposta. </p><p> Diferentes materiais abaixo do fundo do mar conduzem a eletricidade de forma diferente, e isso reflete-se nas medições. Como <strong>a água salgada conduz muito bem a eletricidade</strong>, o método é especialmente eficaz para mapear onde os fluidos estão presentes e onde não estão. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Para surpresa dos investigadores, a falha na Falha de Shumagin não era tão rica em fluidos como a principal explicação previa.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p> Exploraram um troço de 120 quilómetros do fundo do mar ao longo da Falha de Shumagin, que se tem vindo a mover lentamente há mais de um século. Esta falha era considerada há muito tempo uma parte tranquila da margem, <strong>embora os segmentos vizinhos produzissem sismos de magnitude 8 ou superior</strong>. </p><p> Para surpresa dos investigadores, <strong>a falha na Falha de Shumagin não era tão rica em fluidos como a principal explicação previa</strong>. As imagens mostram que a parte pouco profunda da falha, mais próxima do oceano, tem pouco espaço vazio na rocha para o fluido ocupar. E o fluido presente está sob uma pressão aproximadamente normal, e não sob a alta pressão prevista pelo modelo de "fluido escorregadio".</p><h2> O que significa isto para a avaliação dos riscos de sismos </h2><p>Estas descobertas têm <strong>consequências para a avaliação dos riscos de sismos e tsunamis de uma forma mais ampla</strong>. Muitos modelos baseiam-se na ideia de que a pressão dos fluidos ajuda a determinar se uma falha de subducção desliza repentinamente ou se se move lentamente. Se os fluidos não forem o principal fator que mantém a falha de Shumagin estável, outras falhas estáveis poderão apresentar a mesma falta de fluidos, <strong>levantando questões sobre a estabilidade real dessas falhas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="748759" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/tempestades-de-inverno-estao-se-deslocando-para-o-norte-e-alterando-as-geleiras-do-alasca-diz-novo-estudo.html" title="Tempestades de inverno estão a deslocar-se para norte e a alterar os glaciares do Alasca, diz novo estudo">Tempestades de inverno estão a deslocar-se para norte e a alterar os glaciares do Alasca, diz novo estudo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/tempestades-de-inverno-estao-se-deslocando-para-o-norte-e-alterando-as-geleiras-do-alasca-diz-novo-estudo.html" title="Tempestades de inverno estão a deslocar-se para norte e a alterar os glaciares do Alasca, diz novo estudo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/winter-storms-tracks-are-shifting-north-and-reshaping-alaska-s-glaciers-according-to-new-study-1767906363186_320.png" alt="Tempestades de inverno estão a deslocar-se para norte e a alterar os glaciares do Alasca, diz novo estudo"></a></article></aside><p>Tsunamis provenientes de sismos no Alasca-Aleutas já atingiram costas distantes anteriormente. <strong>Grandes sismos em 1946, 1957 e 1964 geraram tsunamis que danificaram as costas do Havai e da Califórnia</strong>.</p><p> Como mostram estes resultados, não existe uma única explicação simples para as falhas de deslizamento lento. <strong>Mais e melhores dados ajudarão os cientistas a avaliar com maior precisão os riscos de sismos e tsunamis em todo o mundo</strong> e a ajudar as comunidades muito para além do Alasca a prepararem-se. </p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Li, Y., Naif, S., Key, K. et al. <a href="https://doi.org/10.1038/s41467-026-71176-7" target="_blank">Electromagnetic imaging reveals insufficient fluids to explain shallow megathrust creep at the Shumagin Gap</a>. Nature Communications (2026).</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/zona-sismica-no-alasca-intriga-geologos-insuficiencia-de-fluidos-para-explicar-o-deslizamento-da-falha-de-shumagin.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[IPMA multiplica os avisos: vários distritos em risco por chuva, trovoada e vento entre hoje e as 21:00 de domingo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-multiplica-os-avisos-varios-distritos-em-risco-por-chuva-trovoada-e-vento-entre-hoje-e-as-21-00-de-domingo.html</link><pubDate>Fri, 08 May 2026 11:59:23 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O IPMA alargou os avisos amarelos a 14 distritos de Portugal continental devido à previsão de chuva forte, trovoada e rajadas até 75 km/h. O período mais crítico dos próximos dias deverá ocorrer entre a madrugada e a manhã de sábado.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa8m5lk"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa8m5lk.jpg" id="xa8m5lk"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou 14 distritos de Portugal continental sob <strong>aviso amarelo</strong> devido à previsão de períodos de chuva por vezes forte, trovoada e <strong>rajadas de vento até 75 km/h</strong>, associados à aproximação e passagem de uma depressão atlântica a oeste da Península Ibérica. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-multiplica-os-avisos-9-distritos-em-risco-por-chuva-trovoada-e-vento-ate-as-15-horas-de-amanha-1778240621205.png" data-image="6x9rxkb548k7"><figcaption>A imagem de satélite revela a vasta estrutura nebulosa associada à depressão atlântica responsável pelo agravamento do estado do tempo em Portugal continental. Os tons mais intensos indicam nuvens muito desenvolvidas, capazes de originar chuva forte, trovoada e instabilidade persistente.</figcaption></figure><p>Os distritos sob aviso amarelo são Aveiro, Beja, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Faro, Guarda, Leiria, Lisboa, Porto, Santarém, Setúbal e Viana do Castelo. Segundo o IPMA, <strong>os avisos de precipitação estarão ativos entre as 21h desta sexta-feira e as 12h de sábado</strong>, enquanto <strong>os avisos de vento prolongam-se até às 18h de sábado</strong> em vários distritos do litoral e do interior Centro e Sul.</p><h2>Chuva forte e trovoada deverão agravar-se entre a madrugada e a manhã de sábado</h2><p>Os modelos meteorológicos indicam que o <strong>período mais crítico deverá ocorrer entre as 03h00 e as 10h00 de sábado</strong>, altura em que as áreas de precipitação poderão tornar-se mais organizadas e persistentes. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações</div><p>Os maiores impactos são esperados no litoral Centro, região de Lisboa e Vale do Tejo, Baixo Alentejo e Algarve, onde poderão acumular-se entre 20 e 40 mm de precipitação em poucas horas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-multiplica-os-avisos-9-distritos-em-risco-por-chuva-trovoada-e-vento-ate-as-15-horas-de-amanha-1778240521145.png" data-image="2z8xyfl75ucy"><figcaption>Os modelos meteorológicos apontam para acumulados expressivos de precipitação até à tarde de sábado, com vários locais do Norte e Centro a poderem ultrapassar 20 a 30 mm. A persistência da chuva poderá aumentar temporariamente o risco de inundações urbanas e formação de lençóis de água.</figcaption></figure><p>Em alguns locais, a chuva poderá cair com forte intensidade durante curtos períodos de tempo, aumentando temporariamente o <strong>risco de inundações urbanas, formação de lençóis de água e dificuldades na circulação rodoviária</strong>. A ocorrência de trovoada não está excluída, sobretudo durante a passagem dos núcleos mais ativos associados à depressão.</p><h2>Rajadas até 75 km/h poderão acompanhar os aguaceiros mais intensos</h2><p>O vento também deverá ganhar intensidade durante a madrugada e manhã de amanhã. O <strong>IPMA prevê rajadas até 75 km/h</strong>, especialmente no litoral e nas zonas mais expostas. Apesar de não se esperar um episódio de vento extremo generalizado, as rajadas poderão ser localmente fortes durante os aguaceiros mais intensos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-multiplica-os-avisos-9-distritos-em-risco-por-chuva-trovoada-e-vento-ate-as-15-horas-de-amanha-1778240548540.png" data-image="0dy70vtfeimf"><figcaption>O vento irá intensificar-se significativamente durante o sábado, com rajadas até 75 km/h em várias regiões do continente, sobretudo no litoral oeste e terras altas. As condições mais adversas deverão coincidir com a passagem dos núcleos de precipitação mais ativos associados à depressão atlântica.</figcaption></figure><p>Os mapas meteorológicos mostram ainda um corredor de vento muito intenso nos níveis altos da atmosfera, associado ao jato polar, que ajudará a <strong>reforçar a organização das áreas de chuva e a manter a instabilidade ativa durante várias horas</strong>. Ao longo da tarde de sábado, a tendência será para uma diminuição gradual da intensidade da precipitação, embora continuem a ocorrer aguaceiros dispersos em diferentes regiões do continente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767840" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-em-lisboa-este-fim-de-semana-em-que-intervalo-horario-sera-mais-provavel-no-sabado-e-no-domingo.html" title="Chuva em Lisboa este fim de semana: em que intervalo horário será mais provável no sábado e no domingo?">Chuva em Lisboa este fim de semana: em que intervalo horário será mais provável no sábado e no domingo?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-em-lisboa-este-fim-de-semana-em-que-intervalo-horario-sera-mais-provavel-no-sabado-e-no-domingo.html" title="Chuva em Lisboa este fim de semana: em que intervalo horário será mais provável no sábado e no domingo?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-em-lisboa-este-fim-de-semana-em-que-intervalo-horario-sera-mais-provavel-no-sabado-e-no-domingo-1778239250904_320.png" alt="Chuva em Lisboa este fim de semana: em que intervalo horário será mais provável no sábado e no domingo?"></a></article></aside><p>Face a este cenário, <strong>as autoridades recomendam precaução nas deslocações</strong>, sobretudo durante a madrugada e manhã de sábado. É aconselhável conduzir com velocidade reduzida, evitar zonas inundáveis e <strong>acompanhar a evolução das previsões e dos avisos meteorológicos emitidos pelo IPMA e pela Proteção Civil</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-multiplica-os-avisos-varios-distritos-em-risco-por-chuva-trovoada-e-vento-entre-hoje-e-as-21-00-de-domingo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva em Lisboa este fim de semana: em que intervalo horário será mais provável no sábado e no domingo?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-em-lisboa-este-fim-de-semana-em-que-intervalo-horario-sera-mais-provavel-no-sabado-e-no-domingo.html</link><pubDate>Fri, 08 May 2026 11:25:41 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma depressão fria centrada a oeste de Portugal continental começa a influenciar o tempo no país a partir das últimas horas desta sexta-feira, 8 de maio. Saiba quando será mais provável a ocorrência de chuva este fim de semana em Lisboa.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa8m26w"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa8m26w.jpg" id="xa8m26w"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Entre as últimas horas de sexta (8) e as primeiras horas de sábado (9) prevê-se a chegada da primeira frente mais estruturada associada a uma depressão fria</strong>, bem organizada e centrada a oeste de Portugal continental, onde se manterá estacionada em altitude e a gerar frentes frias em torno do seu núcleo durante vários dias (possivelmente até quarta-feira, 13 de maio).</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>A depressão fria centrada a oeste de Portugal continental manterá um carácter estacionário nas imediações da nossa geografia, gerando sucessivos sistemas frontais em torno do seu núcleo nos próximos dias. Esta configuração sinóptica traduzir-se-á em vários períodos frequentes de chuva ou aguaceiros fracos a moderados, podendo ser ocasionalmente fortes e acompanhados de trovoada, granizo e rajadas fortes. Não obstante, também haverá várias abertas.</div><p>Quanto ao cenário mais a curto prazo em relação à <strong>primeira frente fria mais estruturada</strong>, os mapas apontam para a entrada no nosso território de uma extensa banda de precipitação com elevada probabilidade de ocorrência na metade centro e sul da faixa costeira ocidental, <strong>algures entre Coimbra e Sagres</strong>.</p><h2>Chuva intensifica nas últimas horas de sexta-feira em Lisboa. O que se espera para sábado na capital?</h2><p>Para amanhã - <strong>sábado, 9 de maio, - entre a meia-noite e as 16:00 observa-se uma probabilidade elevada a muito elevada</strong> de ocorrência de precipitação em Lisboa (entre 50 e 70% e entre 70 e 90%, respetivamente).</p><p>De acordo com a atual previsão do modelo de referência da Meteored, os intervalos horários em que a probabilidade de ocorrência de chuva será mais elevada na cidade de Lisboa são: <strong>entre as 21:00 da noite de sexta-feira (8) e as 02:00 da manhã de sábado (9)</strong> e <strong>entre as 06:00 e as 08:00 da manhã de sábado (9)</strong>.</p><p>Em ambos estes intervalos a probabilidade de ocorrência de precipitação será muito elevada, oscilando entre 70 e 90%, o que significa períodos de <strong>chuva ou aguaceiros muito frequentes</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-em-lisboa-este-fim-de-semana-em-que-intervalo-horario-sera-mais-provavel-no-sabado-e-no-domingo-1778238721724.png" data-image="4bfi1s7mzvjo"><figcaption>A madrugada e manhã de sábado, 9 de maio, são os períodos em que a precipitação terá uma probabilidade mais elevada de ocorrência na cidade de Lisboa.</figcaption></figure><p>No que diz respeito à <strong>intensidade da precipitação, prevê-se chuva geralmente fraca (menos de 0,5 mm/h)</strong>, podendo ser pontualmente moderada entre as 21:00 e 22:00 de sexta-feira (8), entre as 06:00 e as 09:00 da manhã (entre 0,5 e 2 mm/h) de sábado (9) e novamente ao início da tarde, entre as 12:00 e as 13:00, e ainda a meio da tarde, por volta das 16:00 (entre 0,5 e 1,2 mm/h).</p><p>A partir das 17:00, e até à meia-noite de sábado (9) para domingo (10), a probabilidade de precipitação torna-se moderada, reduzindo gradualmente até aos 40%. <strong>Isto significa que na tarde e noite de sábado (9) ainda ocorrerão períodos de aguaceiros fracos e intermitentes em Lisboa</strong>, com o céu frequentemente muito nublado.</p><h2>No domingo, 10 de maio, a instabilidade terá tendência a desagravar progressivamente</h2><p><strong>Entre a meia-noite e o meio-dia de domingo espera-se uma diminuição substantiva da probabilidade de ocorrência de precipitação em Lisboa</strong>, que será geralmente moderada e por vezes baixa (entre 25 e 40%). Neste intervalo de 12 horas, a instabilidade será mais residual, havendo vários períodos de precipitação fraca e irregular na cidade, sendo rara a ocorrência de precipitação moderada.</p><p>Inclusive, dentro da <strong>primeira metade do dia de domingo (10)</strong>, os mapas sugerem várias horas em que não deverá chover em Lisboa, mantendo-se o <strong>céu parcialmente nublado e com boa possibilidade de abertas ocasionais</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-em-lisboa-este-fim-de-semana-em-que-intervalo-horario-sera-mais-provavel-no-sabado-e-no-domingo-1778238874919.png" data-image="akzj5c4acm1v"><figcaption>No domingo (10) a precipitação persistirá em Lisboa, embora tenda a ser menos provável, frequente e intensa.</figcaption></figure><p><strong>Entre o início da tarde e as 18:00</strong>, a probabilidade de precipitação manter-se-á moderada (entre 30 e 50%). Porém, segundo os mapas de intensidade de precipitação horária, <strong>a chuva tenderá a escassear na cidade de Lisboa, sendo geralmente fraca (inferior a 0,5 mm/h) e em muitas ocasiões até mesmo inexistente</strong>, com o céu a apresentar-se parcialmente nublado e com boa possibilidade de novas abertas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767656" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-fria-entre-sexta-8-e-domingo-10-as-zonas-mais-afetadas-por-chuva-vento-e-trovoada.html" title="Depressão fria entre sexta 8 e domingo 10: as zonas mais afetadas por chuva, vento e trovoada">Depressão fria entre sexta 8 e domingo 10: as zonas mais afetadas por chuva, vento e trovoada</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-fria-entre-sexta-8-e-domingo-10-as-zonas-mais-afetadas-por-chuva-vento-e-trovoada.html" title="Depressão fria entre sexta 8 e domingo 10: as zonas mais afetadas por chuva, vento e trovoada"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-fria-entre-sexta-8-e-domingo-10-as-zonas-mais-afetadas-por-chuva-vento-e-trovoada-1778150489250_320.png" alt="Depressão fria entre sexta 8 e domingo 10: as zonas mais afetadas por chuva, vento e trovoada"></a></article></aside><p><strong>Das 19:00 até às 23:00 de domingo (10) a probabilidade de ocorrência de precipitação em Lisboa reduz drasticamente</strong>, apresentando-se baixa (igual ou inferior a 20%) ou praticamente nula (entre 0 e 10%).</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-em-lisboa-este-fim-de-semana-em-que-intervalo-horario-sera-mais-provavel-no-sabado-e-no-domingo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Que tipo de modelo meteorológico é mais eficaz para prever eventos meteorológicos extremos?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/que-tipo-de-modelo-meteorologico-e-mais-eficaz-para-prever-eventos-meteorologicos-extremos.html</link><pubDate>Fri, 08 May 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A inteligência artificial (IA) está a ganhar espaço na previsão do tempo. Modelos como GraphCast, Pangu-Weather e Fuxi já superam os modelos climáticos tradicionais baseados em princípios físicos nas previsões meteorológicas diárias, embora ainda não sejam perfeitos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/what-type-of-weather-model-is-better-at-predicting-extreme-weather-events-a-new-study-has-the-answer-1778027509424.jpg" data-image="xbg7olofoz1a"><figcaption>Um novo estudo destaca a diferença entre os modelos tradicionais baseados na física e os modelos de inteligência artificial quando se trata de prever eventos meteorológicos extremos.</figcaption></figure><p>Um novo estudo publicado na revista científica <em>Science Advances</em> afirma que a <strong>Inteligência Artificial (IA) frequentemente falha em prever eventos meteorológicos extremos</strong> sem precedentes. Estes eventos, como ondas de calor e tempestades de vento recordes, estão a tornar-se mais frequentes devido às alterações climáticas.</p><p>Avisos precisos são cruciais para proteger vidas, propriedades e infraestrutura. A <strong>natureza sem precedentes destes eventos representa um desafio para a IA</strong>.</p><p><strong> </strong></p><h2> O novo estudo</h2><p>Cientistas <strong>compararam os principais modelos de IA com o HRES </strong><em>(High Resolution Forecast</em>), um dos sistemas de previsão meteorológica baseados em física mais avançados do mundo.</p><p>Eles criaram um extenso banco de dados de eventos extremos de calor, frio e vento ocorridos em 2018 e 2020. Em seguida, os investigadores compararam as previsões do HRES e dos modelos de IA para esses anos, a fim de determinar <strong>qual deles se aproximava mais do resultado real</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Os modelos de IA são geralmente mais precisos para previsões meteorológicas do dia a dia e muito mais rápidos do que o HRES. No entanto, o HRES teve um desempenho significativamente superior ao da IA em eventos que quebraram recordes.</strong></div><p>Em ondas de calor sem precedentes, os<strong> modelos de IA previram consistentemente temperaturas muito mais baixas do que as realmente observadas</strong>. Quanto mais recordes eram quebrados, menos precisa a IA se tornava.</p><p>O <strong>HRES teve um desempenho melhor nessas situações </strong>graças à sua base nas leis da física. As <strong>leis da física são imutáveis</strong>. Modelos baseados em física são mais capazes de simular cenários que o mundo ainda não vivenciou. Os modelos de IA que se depararam com eventos não incluídos nos seus dados de treino tentaram compensar utilizando médias históricas.</p><h2>O que dizem os cientistas</h2><p>“Os nossos resultados destacam as<strong> limitações atuais dos modelos de IA </strong>para previsão do tempo em extrapolar além do seu domínio de treino e prever eventos meteorológicos sem precedentes com impacto potencialmente maior”, explica a equipa de investigadores.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/monitoramento-agricola-inteligencia-artificial-avanca-na-leitura-de-doencas-foliares.html" title="Monitorização agrícola: inteligência artificial avança na leitura de doenças foliares">Monitorização agrícola: inteligência artificial avança na leitura de doenças foliares</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/monitoramento-agricola-inteligencia-artificial-avanca-na-leitura-de-doencas-foliares.html" title="Monitorização agrícola: inteligência artificial avança na leitura de doenças foliares"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/monitoramento-agricola-inteligencia-artificial-avanca-na-leitura-de-doencas-foliares-1776460030865_320.jpg" alt="Monitorização agrícola: inteligência artificial avança na leitura de doenças foliares"></a></article></aside><p>Os investigadores alertam para os riscos de se depender exclusivamente de IA para tarefas tão críticas, visto que eventos extremos irão tornar-se cada vez mais frequentes. Eles sugerem uma abordagem híbrida que combine a velocidade da IA com a base sólida das leis da física.</p><p>“Uma verificação mais rigorosa e o desenvolvimento adicional dos modelos são necessários antes de poderem ser usados exclusivamente para aplicações críticas, como sistemas de alerta precoce e gestão de desastres”, afirmam eles.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.aec1433" target="_blank">Physics-based models outperform AI weather forecasts of record-breaking extremes</a>. 29 de abril, 2026. Zhang, et al.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/que-tipo-de-modelo-meteorologico-e-mais-eficaz-para-prever-eventos-meteorologicos-extremos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este país inventou o vinho há milhares de anos, mas continua fora do radar turístico]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-pais-inventou-o-vinho-ha-milhares-de-anos-mas-continua-fora-do-radar-turistico.html</link><pubDate>Fri, 08 May 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Entre a Europa e a Ásia, a Geórgia combina história milenar, paisagens de cortar a respiração e uma cultura vínica única que poucos viajantes conhecem.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-pais-inventou-o-vinho-ha-milhares-de-anos-mas-continua-fora-do-radar-turistico-1778004765236.jpg" data-image="8w5cnq92hqgx" alt="Geórgia" title="Geórgia"><figcaption>Continua a ser um dos destinos mais ignorados da Europa. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Nos roteiros, nos<em> feeds</em> ou até nos grupos de amigos do WhatsApp. Há países que aparecem em todo o lado. Depois, há outros que raramente são mencionados.</p><p><strong>Geórgia</strong> é um deles, mas parece viver confortavelmente fora desse radar. O curioso é que não lhe falta currículo: estamos a falar de um dos lugares mais antigos do mundo na arte de fazer vinho, com provas arqueológicas que recuam a cerca de 6000 a.C. Ainda assim, continua a ser aquele destino que quase ninguém menciona. Isto é, até lá ir.</p><div class="texto-destacado">“O país que inventou o vinho há oito mil anos ainda não aparece nos roteiros de ninguém”, escreveram os autores do<em> blogue </em>‘Volto Já’.</div><p>Geograficamente, a Geórgia também gosta de baralhar expectativas. Fica ali <strong>entre a Europa e a Ásia</strong>, encaixada entre o Mar Negro e a cordilheira do Cáucaso, a fazer fronteira com países como Turquia, Arménia, Azerbaijão e Rússia. Este posicionamento fez dela, durante séculos, uma espécie de encruzilhada cultural onde tudo passava. O resultado? Um<strong> mosaico improvável de influências</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="757248" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/estes-sao-os-10-paises-mais-seguros-do-mundo-em-caso-de-um-conflito-global.html" title="Estes são os 10 países mais seguros do mundo em caso de um conflito global">Estes são os 10 países mais seguros do mundo em caso de um conflito global</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/estes-sao-os-10-paises-mais-seguros-do-mundo-em-caso-de-um-conflito-global.html" title="Estes são os 10 países mais seguros do mundo em caso de um conflito global"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/questi-sono-i-10-paesi-piu-sicuri-al-mondo-in-caso-di-conflitto-globale-1772453163685_320.jpg" alt="Estes são os 10 países mais seguros do mundo em caso de um conflito global"></a></article></aside><p>“Tbilisi, a capital, é o resultado visível dessa acumulação: igrejas ortodoxas do século V partilham a silhueta da cidade com mesquitas otomanas, sinagogas, uma catedral católica e um museu de arte moderna que ficaria bem em Berlim.<strong> A contradição não incomoda</strong>. Faz parte do caráter de um lugar que aprendeu a conter multidões”, lê-se no mesmo artigo, publicado no ‘Sapo’.</p><h2>O vinho como identidade</h2><p>No meio deste contraste, há algo que a Geórgia leva particularmente a sério: o <strong>vinho</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-pais-inventou-o-vinho-ha-milhares-de-anos-mas-continua-fora-do-radar-turistico-1778004874634.jpg" data-image="tgds0beq4fk8" alt="Geórgia" title="Geórgia"><figcaption>O vinho é o argumento mais antigo do país. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>O país é amplamente reconhecido como <strong>o berço da viticultura</strong>. Escavações arqueológicas em locais como Gadachrili Gora revelaram vestígios químicos de vinho em recipientes de barro com mais de oito mil anos. </p><p>Tudo indica que, muito antes de a escrita existir, já ali se fermentava uva. E não de forma improvisada, mas sim com técnica.</p><p>O mais interessante é que este método ancestral continua vivo. Sim, é verdade, a técnica ainda hoje existe e tem nome: <strong>qvevri</strong>. No fundo, trata-se de grandes ânforas de barro enterradas no solo, onde o vinho fermenta e envelhece. </p><div class="texto-destacado">O método é tão relevante que foi classificado como património cultural imaterial pela UNESCO. </div><p>“Um copo de Rkatsiteli laranja, produzido numa adega familiar na região de Kakheti, a leste de Tbilisi, não tem paralelo em qualquer vocabulário convencional de prova.”</p><p>E, se o vinho é uma porta de entrada, a<strong> comida</strong> trata de o convencer a ficar. Pratos como o khinkali, uma espécie de <em>dumpling</em> recheado com carne e caldo, exigem técnica e alguma coragem. Sim, há uma forma certa de os comer. “É o teste de integração informal que todos os visitantes passam mal na primeira tentativa.”</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="719780" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-peloponeso-o-novo-refugio-dos-amantes-de-vinho-na-europa-com-sol-e-praias-paradisiacas.html" title="O Peloponeso: o novo refúgio dos amantes de vinho na Europa com sol e praias paradisíacas">O Peloponeso: o novo refúgio dos amantes de vinho na Europa com sol e praias paradisíacas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-peloponeso-o-novo-refugio-dos-amantes-de-vinho-na-europa-com-sol-e-praias-paradisiacas.html" title="O Peloponeso: o novo refúgio dos amantes de vinho na Europa com sol e praias paradisíacas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-peloponeso-o-novo-refugio-dos-amantes-de-vinho-na-europa-com-sol-e-praias-paradisiacas-1752499636447_320.jpeg" alt="O Peloponeso: o novo refúgio dos amantes de vinho na Europa com sol e praias paradisíacas"></a></article></aside><p>Já o khachapuri, especialmente na versão adjaruli, chega à mesa com queijo derretido, ovo e manteiga num pão em forma de barco. </p><p>E depois há a <strong>hospitalidade</strong>. Não pense que esta é encenada, nem adaptada ao turismo. Faz parte da estrutura social. Numa refeição tradicional, há sempre um tamada, o “mestre dos brindes”, que conduz a conversa, os discursos e, claro, os copos. </p><h2>Paisagens que ainda surpreendem</h2><p>Fora da cidade, o país revela-se ainda mais imprevisível. Em poucas horas, passa de vales suaves a montanhas dramáticas. Na região de<strong> Kazbegi</strong>, por exemplo, a paisagem parece saída de um postal: picos cobertos de neve, ar puro e a silhueta de uma igreja isolada no topo de uma colina.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-pais-inventou-o-vinho-ha-milhares-de-anos-mas-continua-fora-do-radar-turistico-1778004634141.jpg" data-image="udnk5x0zlw16" alt="Trinity Gergeti Church, Kazbegi, Georgia" title="Trinity Gergeti Church, Kazbegi, Georgia"><figcaption>Um país de contrastes. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Mais a oeste, regiões como <strong>Svaneti </strong>guardam torres medievais únicas, construídas para defesa e sobrevivência em tempos difíceis. Hoje, são testemunhos de uma cultura resiliente, e ainda relativamente intacta, longe das multidões.</p><p>E depois há o vinho outra vez. Porque lá está, ele está sempre presente. Regiões como<strong> Kakheti </strong>concentram grande parte da produção, mas o país inteiro é um mosaico de microclimas e castas raras. Feitas as contas, são<strong> mais de 500 variedades de uva</strong>, muitas exclusivas deste território.</p><div class="texto-destacado">Talvez seja isso que torna a Geórgia tão difícil de encaixar em descrições rápidas. Não é um destino óbvio, nem imediato.</div><p>Apesar de tudo o que tem (história, paisagens, gastronomia, vinho), a <strong>Geórgia continua fora do circuito turístico de massas</strong>. E isso, longe de ser um problema, é precisamente o que a torna especial. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="588152" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/turismo-de-massas-ameaca-lugares-unicos-do-planeta-economia-sustentabilidade.html" title="Turismo de massas ameaça lugares únicos do planeta">Turismo de massas ameaça lugares únicos do planeta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/turismo-de-massas-ameaca-lugares-unicos-do-planeta-economia-sustentabilidade.html" title="Turismo de massas ameaça lugares únicos do planeta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/turismo-de-massas-ameaca-lugares-unicos-economia-sustentabilidade-1700007242805_320.jpg" alt="Turismo de massas ameaça lugares únicos do planeta"></a></article></aside><p>“A Geórgia tem um problema que os seus melhores destinos partilham: é difícil de explicar a quem não foi. A descrição convence menos do que a experiência, o que é a definição de um lugar que vale a pena.”</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-pais-inventou-o-vinho-ha-milhares-de-anos-mas-continua-fora-do-radar-turistico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As cidades mais antigas da Europa: uma viagem às raízes da civilização]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/as-cidades-mais-antigas-da-europa-uma-viagem-as-raizes-da-civilizacao.html</link><pubDate>Fri, 08 May 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>As raízes profundas do velho continente através de um roteiro pelas cidades habitadas continuamente desde os tempos da pré-história. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-cidades-mais-antigas-da-europa-uma-viagem-as-raizes-da-civilizacao-1777995571974.png" data-image="x72xwj53uc2s"><figcaption>O nome do continente homenageia a princesa fenícia Europa, que, segundo a mitologia grega, foi levada por Zeus para Creta.</figcaption></figure><p>A Europa é frequentemente descrita como um "velho continente", mas a profundidade da sua história é verdadeiramente compreendida quando olhamos para as suas cidades mais resilientes. </p><div class="texto-destacado">Os centros urbanos que, apesar de guerras, desastres naturais e a queda de impérios, mantiveram uma ocupação humana contínua ao longo de milénios.</div><p>Determinar qual é a <strong>cidade mais antiga é um desafio arqueológico e histórico</strong>, pois a linha entre um assentamento temporário e uma cidade organizada é, muitas vezes, ténue. </p><h2>O domínio dos Balcãs e da Grécia </h2><p>No topo da lista surge, invariavelmente, Plovdiv, na Bulgária. Com mais de 6.000 a 8.000 anos de história, Plovdiv é considerada por muitos historiadores como a cidade mais antiga da Europa continuamente habitada. </p><div class="texto-destacado">Originalmente um assentamento trácio conhecido como Eumolpias, a cidade viu passar macedónios, romanos, bizantinos e otomanos. </div><p>Hoje, o seu teatro romano e as ruas de calçada do centro histórico são testemunhos vivos dessa sobreposição de épocas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-cidades-mais-antigas-da-europa-uma-viagem-as-raizes-da-civilizacao-1777995677217.png" data-image="77hcrf444f8g"><figcaption>Plovdiv: Plovdiv, na Bulgária, é mais antiga que Roma e Atenas, tendo sido construída sobre sete colinas há seis mil anos.</figcaption></figure><p>A Grécia, como berço da civilização ocidental, domina grande parte deste roteiro. Atenas é o exemplo mais icónico, com uma presença humana documentada há pelo menos 5.000 a 7.000 anos. </p><div class="texto-destacado">Mais do que a sua longevidade, Atenas destaca-se por ter sido o centro intelectual do mundo antigo. </div><p>No entanto, cidades como Argos disputam o título de cidade mais antiga da Grécia, com evidências de habitação contínua que remontam a tempos neolíticos, mantendo-se como um centro de poder importante durante a era micénica. </p><h2>O Mediterrâneo e a herança fenícia </h2><p>A importância dos fenícios na fundação de cidades estratégicas, como por exemplo Lárnaca, em Chipre (antiga Kition), foi estabelecida no século XIII a.C. e serviu como um porto vital no Mediterrâneo Oriental. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-cidades-mais-antigas-da-europa-uma-viagem-as-raizes-da-civilizacao-1777995762504.png" data-image="1cp6qhzumqzm"><figcaption>Fundada no século treze antes de Cristo, a antiga Kition foi um dos portos mais estratégicos para o comércio fenício</figcaption></figure><p>Na Península Ibérica, a influência fenícia é fundamental para entender a antiguidade de Cádis, em Espanha. Fundada por volta de 1100 a.C. como Gadir, é frequentemente citada como a cidade mais antiga da Europa Ocidental. <strong>A sua localização estratégica entre o Atlântico e o Mediterrâneo conferiu-lhe uma importância comercial</strong> que perdurou através dos séculos, desde os cartagineses até à exploração das Américas. </p><h2>Portugal e o enigma de Ulisses </h2><p>Lisboa ocupa um lugar de destaque nesta cronologia. Segundo a lenda, a cidade teria sido fundada por Ulisses, mas a arqueologia aponta para raízes fenícias sólidas (Olissipo). </p><div class="texto-destacado">Lisboa é mais antiga do que Roma (fundada em 753 a.C.), tendo sido um entreposto comercial crucial muito antes da chegada das legiões romanas. </div><p>A sua capacidade de se reinventar após o terramoto de 1755 é apenas o capítulo mais recente de uma história que já conta com três milénios. </p><h2>A singularidade de Matera </h2><p>Em Itália, o destaque vai para Matera. Famosa pelos seus Sassi (casas escavadas na rocha), <strong>Matera é um dos assentamentos mais antigos do mundo, com evidências de habitação que recuam ao Paleolítico</strong>. Embora tenha passado por períodos de declínio acentuado no século XX, a sua continuidade habitacional e a adaptação única ao terreno geológico tornam-na um caso extraordinário de sobrevivência humana. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="755954" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/braga-e-a-cidade-mais-antiga-de-portugal-eis-o-que-diz-a-historia.html" title="Braga é a cidade mais antiga de Portugal? Eis o que diz a história">Braga é a cidade mais antiga de Portugal? Eis o que diz a história</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/braga-e-a-cidade-mais-antiga-de-portugal-eis-o-que-diz-a-historia.html" title="Braga é a cidade mais antiga de Portugal? Eis o que diz a história"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/braga-e-a-cidade-mais-antiga-de-portugal-eis-o-que-diz-a-historia-1772008052274_320.jpg" alt="Braga é a cidade mais antiga de Portugal? Eis o que diz a história"></a></article></aside><p>Em suma, visitar estas cidades não é apenas um exercício de turismo, mas uma imersão na memória coletiva da humanidade. Da Bulgária a Portugal, estas metrópoles provam que, e<strong>mbora as fronteiras mudem e as línguas evoluam, a necessidade humana de comunidade e comércio em locais privilegiados permanece inalterada há milhares de anos</strong>. Estas cidades são os alicerces sobre os quais a identidade europeia foi construída.</p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><a href="https://www.traveler.es/articulos/las-ciudades-mas-antiguas-de-europa" target="_blank"><em>https://www.traveler.es/articulos/las-ciudades-mas-antiguas-de-europa</em></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/as-cidades-mais-antigas-da-europa-uma-viagem-as-raizes-da-civilizacao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O projeto que parece saído de um filme: cientistas querem trazer de volta uma espécie que já não existe, utilizando ADN]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-projeto-que-parece-saido-de-um-filme-cientistas-querem-trazer-de-volta-uma-especie-que-ja-nao-existe-utilizando-adn.html</link><pubDate>Thu, 07 May 2026 16:15:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O que parecia ser algo exclusivo da ficção científica já está a ser testado em laboratórios reais: recuperar espécies extintas através de ADN antigo. A chamada «desextinção» abre um debate científico, ético e ambiental que divide especialistas de todo o mundo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-proyecto-que-parece-de-pelicula-devolver-a-la-vida-una-especie-que-ya-no-existe-con-adn-1778017594271.jpg" data-image="xr4wotej0bel"><figcaption>O CRISPR é uma ferramenta de edição genética que funciona como uma espécie de "tesoura molecular" para cortar e modificar o ADN de organismos vivos.</figcaption></figure><p>O que parecia uma ideia reservada ao cinema de ficção científica já está a ser desenvolvido em laboratórios reais. <strong>Recuperar espécies extintas através de ADN antigo já não é apenas uma fantasia</strong> ao estilo de <em>Jurassic Park</em>, mas sim uma linha de investigação que avança a passos largos graças à <strong>biotecnologia</strong>.</p><p>Um dos nomes que mais se tem destacado nesta corrida é o de <strong>Ben Lamm</strong>, um empresário norte-americano multimilionário (estima-se que a sua fortuna ultrapasse os 3,7 mil milhões de dólares americanos) e <strong>CEO da Colossal Biosciences</strong>.</p><h2>Uma empresa dedicada à ‘desextinção’</h2><p>O caso que mais repercussão teve para esta empresa foi o do chamado<strong> lobo terrível ou lobo gigante</strong> <em>(Aenocyon dirus)</em>, uma espécie extinta há mais de 10 000 anos e popularizada pela cultura pop graças à sua semelhança com uma espécie fantástica: os lobos-gigantes de<em> Game of Thrones</em>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-proyecto-que-parece-de-pelicula-devolver-a-la-vida-una-especie-que-ya-no-existe-con-adn-1778016022525.jpg" data-image="7xbia5nbtez0"><figcaption>Ben Lamm com um dos filhotes de lobo gigante resgatados pela sua empresa. Foto: Colossal Biosciences.</figcaption></figure><p>Em 2025, a empresa anunciou o <strong>nascimento de três crias com características físicas semelhantes às deste predador pré-histórico</strong>: maior porte, pelagem mais densa e uma constituição física muito mais robusta do que a do lobo cinzento moderno.</p><p>Agora, a Colossal Biosciences — também conhecida pelos seus experiências com o mamute-lanudo, o dodô ou o tilacino — colocou o <strong>antílope-azul ou <em>bluebuck</em>, extinto há mais de dois séculos</strong>, no centro do seu novo grande projeto de «desextinção».</p><h2>O antílope azul, extinto devido à caça intensiva</h2><p>O antílope azul, com a sua característica pelagem cinzenta-azulada que o tornou <strong>uma das espécies mais fascinantes da fauna africana</strong>, foi o primeiro grande mamífero extinto pela ação humana na história moderna deste continente.</p><p>Vítima da<strong> caça intensiva, da destruição do seu habitat e da expansão do gado doméstico</strong> na África do Sul, os últimos exemplares desta espécie desapareceram por volta do ano 1800.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-proyecto-que-parece-de-pelicula-devolver-a-la-vida-una-especie-que-ya-no-existe-con-adn-1778016976282.jpg" data-image="jmyy0qk9bdqt"><figcaption>A fertilização in vitro de células geneticamente modificadas é uma das etapas do processo de recuperação de espécies extintas.</figcaption></figure><p>O objetivo de Lamm é utilizar a genética para "corrigir erros humanos do passado", especialmente <strong>aqueles relacionados com extinções provocadas pela atividade humana</strong>.</p><p>Em declarações recolhidas por vários meios de comunicação, o empresário afirma que o antílope azul era considerado, por quem o viu, como um dos animais mais impressionantes da sua época e <strong>defende que a tecnologia atual permite tentar o seu regresso</strong>.</p><h2>Como se pode trazer de volta uma espécie extinta?</h2><p>O processo não consiste numa clonagem direta. Os cientistas da Colossal trabalham com ADN antigo recuperado de restos conservados em museus, como peles ou ossos. A partir desse material fragmentado, <strong>reconstruem o genoma da espécie extinta e comparam-no com o do seu parente vivo mais próximo</strong>. Neste caso, esse papel é desempenhado pelo antílope ruano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-proyecto-que-parece-de-pelicula-devolver-a-la-vida-una-especie-que-ya-no-existe-con-adn-1778016398545.jpg" data-image="omdq5dad1fcg"><figcaption>Várias subespécies de antílope estão em risco de extinção.</figcaption></figure><p>Depois de identificadas as principais diferenças genéticas, entra em ação o CRISPR, a conhecida<strong> ferramenta de edição genética </strong>que funciona como uma espécie de "tesoura molecular".</p><p>Graças a ela, os investigadores modificam células do antílope ruano para introduzir características próprias do antílope azul, como a sua pelagem cinzenta-azulada, o tipo de crânio e o seu tamanho corporal. Depois, <strong>essas células são implantadas num óvulo e o embrião é transferido para uma fêmea substituta</strong>, que o gestaria durante aproximadamente nove meses.</p><h2>Ressurreição biológica ou reconstrução funcional? </h2><p>Se tudo correr bem, o resultado seria uma cria com características biológicas muito semelhantes às do antigo antílope azul. <strong>Não seria uma cópia genética perfeita, mas sim uma reconstrução funcional da espécie</strong>. Por isso, muitos cientistas preferem falar de "desextinção funcional" e não de uma verdadeira ressurreição biológica.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Were bringing the bluebuck back from extinction. A literal blue, furry grazer with royal-level horns.<br><br>Humans wiped it out 200 years ago. Now genomics + IVF will help us bring it back. And the tech build along the way could boost antelope conservation across Africa. <a href="https://t.co/ymt2hLJnxK">pic.twitter.com/ymt2hLJnxK</a></p>— Colossal Biosciences (@colossal) <a href="https://twitter.com/colossal/status/2050315572617806191?ref_src=twsrc%5Etfw">May 1, 2026</a></blockquote></figure><p>É precisamente aí que surge o grande debate científico. Alguns especialistas consideram que <strong>não se está realmente a recuperar uma espécie extinta</strong>, mas sim a criar uma nova versão inspirada nela.</p><p>Ou seja,<strong> não seria exatamente o mesmo animal que desapareceu</strong> há dois séculos, mas sim um descendente geneticamente modificado com características muito semelhantes.</p><h3>Dúvidas de natureza ética e ecológica</h3><p>Além disso, <strong>também existem dúvidas éticas e ecológicas</strong>: faz sentido investir milhões na recuperação de espécies desaparecidas enquanto muitas das atuais estão à beira da extinção? E que impacto teria reintroduzir um grande herbívoro desaparecido em ecossistemas completamente transformados?</p><p>A Colossal defende que o projeto não visa apenas recuperar uma espécie perdida, mas desenvolver ferramentas úteis para salvar outras. Segundo a empresa, <strong>cerca de um terço das aproximadamente 90 espécies de antílopes do mundo estão ameaçadas ou em perigo</strong>, e os avanços genéticos desenvolvidos com o antílope azul poderiam ser aplicados também à sua conservação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767513" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/serra-da-malcata-prepara-o-regresso-do-lince-iberico-mais-de-duas-decadas-apos-a-sua-extincao-local.html" title="Serra da Malcata prepara o regresso do lince ibérico mais de duas décadas após a sua extinção local">Serra da Malcata prepara o regresso do lince ibérico mais de duas décadas após a sua extinção local</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/serra-da-malcata-prepara-o-regresso-do-lince-iberico-mais-de-duas-decadas-apos-a-sua-extincao-local.html" title="Serra da Malcata prepara o regresso do lince ibérico mais de duas décadas após a sua extinção local"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/serra-da-malcata-prepara-o-regresso-do-lince-iberico-mais-de-duas-decadas-apos-a-sua-extincao-local-1778073673040_320.jpg" alt="Serra da Malcata prepara o regresso do lince ibérico mais de duas décadas após a sua extinção local"></a></article></aside><p>Por enquanto, ainda será preciso esperar anos até ao nascimento do primeiro novo antílope azul. Mas projetos como este demonstram <strong>as possibilidades da biotecnologia para tornar a extinção algo menos definitivo</strong> do que parecia.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-projeto-que-parece-saido-de-um-filme-cientistas-querem-trazer-de-volta-uma-especie-que-ja-nao-existe-utilizando-adn.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vasco Gonçalves deu um passo determinante para compreender a memória do Universo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/vasco-goncalves-deu-um-passo-determinante-para-compreender-a-memoria-do-universo.html</link><pubDate>Thu, 07 May 2026 15:27:06 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Esta é a história de como um encontro casual entre um investigador do Porto e três colegas europeus deu origem a um modelo mais eficiente para resolver um desafio global na física.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/vasco-goncalves-deu-um-passo-determinante-para-compreender-a-memoria-do-universo-1778159416067.jpg" data-image="nvhq2dqckzsc" alt="ondas gravitacionais" title="ondas gravitacionais"><figcaption>Ilustração das ondas gravitacionais produzidas por um binário de buracos negros. Os buracos negros são tão densos que não emitem luz e, portanto, não podemos vê-los. Mas as perturbações que se geram no espaço-tempo podem chegar até nós. Imagem: Henze/NASA</figcaption></figure><p>O Universo tem memória e guarda cicatrizes que, embora impercetíveis, não desaparecem na estrutura do espaço-tempo. São <strong>marcas ancestrais </strong>que ficaram dos <strong>eventos cósmicos violentos</strong>, como fusões de buracos negros, tempestades solares extremas ou colisões entre galáxias. </p><p>Estes poderosos fenómenos estelares geram vibrações na estrutura do Universo e um efeito que, entre os académicos, é conhecido como <strong>memória gravitacional</strong>. Os modelos teóricos convencionais, no entanto, não conseguem calcular a extensão rigorosa destas reminiscências, tampouco avaliar com precisão os eventos na sua origem.</p><div class="texto-destacado">Ao contrário da luz, as ondas gravitacionais não viajam <em>pelo</em> espaço-tempo, mas são vibrações <em>do próprio</em> tecido do espaço-tempo, que atravessam o Universo quase sem interferências, transportando informações valiosas sobre a sua origem, permitindo estudar fenómenos invisíveis. </div><p>Os métodos tradicionais recorrem a velocidades muito baixas para estudar objetos celestes, o que dificulta a precisão dos cálculos na descrição de eventos astrofísicos extremos.</p><h2>Um encontro luminoso no intervalo de uma conferência</h2><p>Foram justamente esses obstáculos da física teórica que levaram <strong>Vasco Gonçalves</strong>, investigador da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), a criar uma parceria com colegas do Reino Unido e da França. </p><p>A colaboração surgiu da forma mais inesperada, durante um <strong>encontro casual</strong> entre os <strong>quatro cientistas</strong> no coffee-break da conferência <em>Iberian Strings</em>, realizada em 2024 na cidade do Porto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vasco-goncalves-deu-um-passo-determinante-para-compreender-a-memoria-do-universo-1778159607118.jpg" data-image="kxzzdli0b0v9" alt="Vasco Gonçalves, investigador do Centro de Física das Universidades do Minho e do Porto" title="Vasco Gonçalves, investigador do Centro de Física das Universidades do Minho e do Porto"><figcaption>Vasco Gonçalves é investigador do Centro de Física das Universidades do Minho e do Porto. Foto: SIC.FCUP</figcaption></figure><p>Os investigadores estiveram, desde então, em contacto permanente, traçando as linhas da investigação, que <strong>cruzaram diferentes áreas da física</strong>, da Astrofísica de Ondas Gravitacionais à Gravidade Quântica e Teoria das Cordas, passando pela Matemática e Relatividade Numérica. </p><p>A <strong>Física de Partículas</strong>, a área de investigação de Vasco Gonçalves, revelou-se determinante para avançar no estudo, que envolveu a participação de físicos da Queen Mary University of London (Reino Unido) e dos institutos IPhT (CEA/CNRS) e IHES, em França.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O resultado da colaboração culminou num método mais eficiente, capaz de analisar e descrever, com maior precisão, a chamada memória gravitacional não linear.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Este efeito caracteriza-se essencialmente pela capacidade das próprias ondas gravitacionais de gerar gravidade, absorvendo um impacto secundário na estrutura do espaço-tempo.</p><h2>Novas possibilidades para as áreas da física e astrofísica</h2><p>O novo método distingue-se, acima de tudo, pelo <strong>rigor no cálculo teórico</strong>, permitindo estudar os efeitos em todas as velocidades, ao contrário dos métodos tradicionais, que limitam a análise a velocidades reduzidas. Ao garantir maior precisão, <strong>diminui-se a margem de erro</strong> e aumentam-se as possibilidades de expandir o conhecimento nos campos da física e da astrofísica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="510822" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/inedito-eco-do-universo-captado-pela-primeira-vez-em-ondas-gravitacionais-astronomia-nanograv.html" title="Inédito! Eco do Universo captado pela primeira vez em ondas gravitacionais">Inédito! Eco do Universo captado pela primeira vez em ondas gravitacionais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/inedito-eco-do-universo-captado-pela-primeira-vez-em-ondas-gravitacionais-astronomia-nanograv.html" title="Inédito! Eco do Universo captado pela primeira vez em ondas gravitacionais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/encontrado-eco-do-universo-foi-captado-em-ondas-gravitacionais-1688045737314_320.png" alt="Inédito! Eco do Universo captado pela primeira vez em ondas gravitacionais"></a></article></aside><p>Quando os cálculos atingem um elevado grau de rigor – defende Vasco Gonçalves –, <strong>abre-se espaço para mais descobertas</strong>, pois as limitações impostas pelos métodos anteriores já não constituem um obstáculo à investigação. </p><p>Este desenvolvimento representa, segundo o comunicado da Universidade do Porto, uma <strong>oportunidade para aprofundar a investigação</strong> sobre <strong>fenómenos extremos do Universo</strong> e as marcas invisíveis deixadas na estrutura do espaço-tempo.</p><div class="texto-destacado">Einstein previu a existência de ondas gravitacionais em 1916, como uma consequência direta de sua Teoria da Relatividade Geral, publicada no ano anterior. A observação direta do fenómeno, no entanto, só viria a acontecer a 14 de setembro de 2015, quando o observatório LIGO detetou as ondas resultantes da fusão de dois buracos negros com cerca de 29 e 36 vezes a massa do Sol, a aproximadamente 1,3 mil milhões de anos-luz da Terra.</div><p>A investigação não significa, por isso, apenas um avanço teórico. Tal como os cálculos teóricos aplicados a esta área servem de comparação, por exemplo, em experiências no acelerador de partículas do laboratório CERN, o mesmo pode vir a ser realizado na <strong>medição de ondas gravitacionais</strong>, com os seus efeitos a poderem ser <strong>comparados com dados reais</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vasco-goncalves-deu-um-passo-determinante-para-compreender-a-memoria-do-universo-1778159813535.jpg" data-image="2lx58674gwqo" alt="Representação bidimensional do poço gravitacional gerado pelo peso do Sol e da Terra" title="Representação bidimensional do poço gravitacional gerado pelo peso do Sol e da Terra"><figcaption>Representação bidimensional do poço gravitacional gerado pelo peso do Sol e da Terra. Os corpos com massa curvam a quadrícula do espaço-tempo, dilatando o tempo e contraindo o espaço. Imagem: T. Pyle/Caltech/MIT/ LIGO Lab</figcaption></figure><p>O trabalho, publicado na prestigiada revista <strong>Physical Review Letters</strong>, poderá ser particularmente útil para compreender a informação obtida pelo <strong>LIGO</strong> (Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory), que opera dois grandes interferômetros a laser nos Estados Unidos, com a missão de detetar ondas gravitacionais geradas por eventos cósmicos violentos.</p><h3><em>Referências do artigo</em></h3><p><em>Renata Silva. <a href="https://noticias.up.pt/2026/04/09/como-a-fisica-de-particulas-ajuda-a-entender-a-memoria-do-universo/" target="_blank">Como a física de partículas ajuda a entender a “memória” do Universo</a>. Universidade do Porto</em></p><p><em>Alessandro Georgoudis, Vasco Goncalves, Carlo Heissenberg & Julio Parra-Martinez. <a href="https://journals.aps.org/prl/abstract/10.1103/8m17-s2y8" target="_blank">Nonlinear Gravitational Memory in the Post-Minkowskian Expansion</a>. Physical Review Letters</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/vasco-goncalves-deu-um-passo-determinante-para-compreender-a-memoria-do-universo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Dicas engenhosas para armários de cozinha: canecas velhas transformadas em lindos objetos decorativos para casa e jardim]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/dicas-engenhosas-para-armarios-de-cozinha-canecas-velhas-transformadas-em-lindos-objetos-decorativos-para-casa-e-jardim.html</link><pubDate>Thu, 07 May 2026 15:03:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Ainda há loiça velha e inutilizada nos armários com teias de aranha? Bem, aqui estão algumas formas engenhosas de lhes dar algum uso extra.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/the-clever-kitchen-cupboard-hack-that-turns-old-mugs-into-beautiful-garden-decor-1778079404702.jpg" data-image="r7fxcazgycrz" alt="Mug" title="Mug"><figcaption>Existem formas divertidas e inventivas de reutilizar e reorientar a sua loiça antiga, por isso guarde as suas canecas e chávenas de chá favoritas! Crédito: <a href="https://pixabay.com/photos/mug-table-drink-caffeine-breakfast-5089934/" target="_blank">Pixabay</a></figcaption></figure><p>Já alguma vez pensou em deitar fora uma caneca ou uma chávena de chá preferida, mas não consegue fazê-lo? Embora aquela pequena marca, arranhão ou lasca possa causar um ligeiro aborrecimento, não é suficiente para deitar fora um recipiente perfeitamente funcional, alguns dos quais evocam boas recordações ou outros de que simplesmente gosta demasiado! <strong>Bem, e se pudesse reutilizar a sua loiça de uma forma divertida, inventiva e artística?</strong></p><h2>Faça a sua própria obra-prima de mosaico </h2><p>Se se sentir suficientemente corajoso, <strong>porque não colecionar as suas canecas e chávenas de chá usadas para fazer um vaso de plantas em mosaico?</strong> Pode começar por colocar a loiça entre as dobras de uma toalha e depois usar um martelo ou um rolo de massa para a partir cuidadosamente em pedaços mais pequenos.</p><p>Também pode utilizar um corta-azulejos para o fazer. Quando abrir a toalha dobrada, retire cuidadosamente os pedaços desejáveis, tendo o cuidado de não os recolher para evitar cortar os dedos em arestas dentadas ou afiadas. Para o efeito, pode utilizar uma pinça.</p><p>Depois de ter recolhido uma <strong>boa seleção de azulejos coloridos feitos à mão, pode começar a colocar os azulejos no seu vaso de flores</strong>. Pode utilizar argamassa de cimento fino fortificada para aplicar os azulejos num vaso de terracota, utilizando cores e padrões específicos, onde quer que o seu artista interior o leve! Depois de ter coberto o vaso com azulejos, pode aplicar argamassa branca fortificada e depois um vedante de argamassa para terminar a sua obra-prima de mosaico.</p><h2>Vaso de plantas improvisado</h2><p>Também pode reutilizar as suas canecas e chávenas de chá para servirem de vasos bonitos para pequenas plantas ou suculentas.<strong> Tudo o que precisa é de um pouco de areia para drenagem e um pouco de terra</strong>. Coloque a areia na chávena ou caneca, talvez criando uma camada de 2 cm de altura (para ajudar a drenagem), e depois encha o resto do recipiente com terra.</p><p>Pode ser útil ir ao seu centro de jardinagem local para escolher algumas plantas adequadas, informando-se sobre as que podem ser cultivadas no interior de certos locais, como cozinhas e casas de banho, que proporcionam ambientes favoráveis às plantas que gostam de humidade.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/MBlVD5Ks3mQ/sddefault.jpg" alt="youtube video id=MBlVD5Ks3mQ" id="MBlVD5Ks3mQ"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Que tal reutilizar a sua<strong> loiça para servir de recipiente para utensílios de cozinha e/ou de casa de banho?</strong></p><p>Pode organizar os utensílios de cozinha do dia a dia numa caneca e colocá-la em exposição junto ao fogão para facilitar o acesso. Já não vai precisar de remexer nas gavetas da cozinha para encontrar o que precisa!</p><p><strong>Talvez possa guardar pincéis de maquilhagem ou pentes e outros utensílios de beleza noutra caneca</strong>, talvez organizando os armários da casa de banho desta forma, alargando-os a escovas de dentes, cotonetes, lâminas de barbear e outros artigos.</p><p>Também pode utilizar a sua biscoteira para fazer velas, o que é um toque agradável para a casa e uma ótima ideia para oferecer a amigos e familiares. <strong>Reciclar, reutilizar e ser criativo!</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/dicas-engenhosas-para-armarios-de-cozinha-canecas-velhas-transformadas-em-lindos-objetos-decorativos-para-casa-e-jardim.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O jato polar influencia o modelo europeu: Portugal entra numa fase de rápida transição atmosférica]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-jato-polar-influencia-o-modelo-europeu-portugal-entra-numa-fase-de-rapida-transicao-atmosferica.html</link><pubDate>Thu, 07 May 2026 12:29:18 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O comportamento mais ondulado do jato polar deverá manter o tempo em Portugal bastante variável nas próximas semanas, com alternância entre fases de chuva, descidas de temperatura e períodos temporários de estabilidade atmosférica.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/o-jato-polar-influencia-o-modelo-europeu-portugal-entra-numa-fase-de-rapida-transicao-atmosferica-1778155415735.jpg" data-image="ugbg3nqosqq1" alt="Variabilidade atmosférica em Maio" title="Variabilidade atmosférica em Maio"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-662025">Variabilidade atmosférica em destaque durante maio, com alternância entre períodos de instabilidade, trovoadas e abertas, refletindo a influência de um jato polar dinâmico e padrões em constante mudança sobre Portugal.</figcaption></figure><p>O produto "Weather Regimes" do ECMWF indica uma<strong> elevada variabilidade atmosférica até, pelo menos, dia 25 de maio,</strong> com alternância entre fases de NAO+, períodos sem regime dominante e episódios de bloqueio escandinavo (Block) e Atlantic Ridge (ATR). Esta sucessão rápida de padrões revela uma atmosfera bastante dinâmica à escala sinóptica, marcada por <strong>mudanças frequentes na circulação dominante sobre o Atlântico Norte e a Europa.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-jato-polar-influencia-o-modelo-europeu-portugal-entra-numa-fase-de-rapida-transicao-atmosferica-1778152929882.jpg" data-image="8fx16pd15x6l" alt="Regimes Atmosféricos- ECMWF" title="Regimes Atmosféricos- ECMWF"><figcaption>Evolução da probabilidade dos principais regimes atmosféricos na Europa até final de maio. Destaca-se a alternância entre NAO+, bloqueio escandinavo e Atlantic Ridge, evidenciando elevada variabilidade da circulação.</figcaption></figure><p>Entre os dias 7 e 10 de maio destaca-se a transição de um regime NAO+, normalmente associado a maior estabilidade na Península Ibérica, para um cenário sem padrão atmosférico bem definido (dias 8 e 9) e, posteriormente, para uma maior probabilidade de bloqueio atmosférico (dia 10). Esta evolução está diretamente ligada ao comportamento do jato polar, atualmente mais ondulado e variável.</p><h2> O papel do jato polar: porque está tudo mais dinâmico? </h2><p>O jato polar é uma corrente de ar muito rápida em altitude, geralmente situada entre os 9 e os 12 quilómetros, que separa massas de ar frio polar, de ar mais quente subtropical. Quando apresenta uma trajetória mais retilínea e intensa, tende a favorecer padrões atmosféricos mais estáveis e previsíveis.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Contudo, neste momento, <strong>o jato encontra-se mais meridionalizado, consequência da redução do gradiente térmico entre o Ártico e as latitudes médias.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-jato-polar-influencia-o-modelo-europeu-portugal-entra-numa-fase-de-rapida-transicao-atmosferica-1778152489128.png" data-image="z792227p68o7" alt="Jato polar e circulação em altitude (500 hPa)" title="Jato polar e circulação em altitude (500 hPa)"><figcaption>Mapa do vento em altitude mostra um jato polar bastante ondulado, favorecendo a descida de ar frio para latitudes mais baixas e a formação de depressões próximas da Península Ibérica.</figcaption></figure><p>Esta configuração favorece uma<strong> diminuição da velocidade do fluxo, maior ondulação da corrente e trocas mais acentuadas de massas de ar entre norte e sul.</strong></p><p>Na prática, este comportamento facilita a formação de depressões frias isoladas e reduz a persistência dos padrões atmosféricos, exatamente o cenário sugerido pelos modelos para Portugal nas próximas semanas.</p><h2>De 8 a 13 de maio haverá uma depressão fria e fase instável </h2><p>A partir de 8 de maio, o<strong> jato polar ondulado deverá canalizar ar frio para latitudes mais baixas</strong>, contribuindo para o<strong> desenvolvimento de uma depressão fria</strong> nas proximidades da costa portuguesa. Este cenário enquadra-se num regime do tipo Atlantic Ridge (ATR), em que o anticiclone se posiciona mais a norte, em direção à Gronelândia e Islândia, abrindo espaço à descida de sistemas depressionários sobre a Península Ibérica.</p><p>Como consequência, prevê-se um <strong>período marcado por precipitação frequente,</strong> por vezes moderada ou forte, vento moderado a forte e uma descida das temperaturas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-jato-polar-influencia-o-modelo-europeu-portugal-entra-numa-fase-de-rapida-transicao-atmosferica-1778154134016.jpg" data-image="d1atvp8lx2xr" alt="Precipitação acumulada" title="Precipitação acumulada"> <figcaption>Precipitação acumulada prevista entre 8 e 13 de maio poderá ultrapassar os 50 mm em várias regiões, e ultrapassar os 100 mm localmente, devido à passagem de uma depressão fria sobre a Península Ibérica.</figcaption></figure><p>Não se exclui também a ocorrência de instabilidade convectiva, com aguaceiros localmente intensos e possibilidade de trovoada. <strong>Esta fase mais instável poderá prolongar-se até cerca de 13 de maio,</strong> acompanhada pela passagem de vários sistemas frontais.</p><h2>Regresso temporário da estabilidade de 16 a 19 de maio</h2><p>Já a partir de meados do mês, os sinais atuais apontam para uma reorganização gradual da circulação atmosférica, com o <strong>anticiclone dos Açores a assumir uma posição mais clássica, típica de um regime NAO+.</strong> Este padrão deverá favorecer maior estabilidade atmosférica, redução significativa da precipitação e uma subida gradual das temperaturas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-jato-polar-influencia-o-modelo-europeu-portugal-entra-numa-fase-de-rapida-transicao-atmosferica-1778153250787.jpg" data-image="2lkdtadtu4br" alt="Reorganização do anticiclone dos Açores" title="Reorganização do anticiclone dos Açores"><figcaption>Tendência para reforço e reposicionamento do anticiclone dos Açores em latitudes mais baixas, promovendo um padrão mais estável típico de NAO+.</figcaption></figure><p>Ainda assim, esta estabilização poderá ser apenas temporária.</p><h2> Após 17 de maio o bloqueio escandinavo pode reabrir a instabilidade </h2><p>Os ensembles continuam a indicar, para o <strong>período posterior a 17 de maio, um aumento da probabilidade de bloqueio escandinavo.</strong> Este tipo de regime caracteriza-se pela presença de um anticiclone robusto sobre o norte da Europa, capaz de bloquear a circulação zonal do jato polar e forçar a sua descida para latitudes mais baixas. Quando isso acontece, <strong>as depressões atlânticas tendem a ser redirecionadas para a Península Ibérica.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767656" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-fria-entre-sexta-8-e-domingo-10-as-zonas-mais-afetadas-por-chuva-vento-e-trovoada.html" title="Depressão fria entre sexta 8 e domingo 10: as zonas mais afetadas por chuva, vento e trovoada">Depressão fria entre sexta 8 e domingo 10: as zonas mais afetadas por chuva, vento e trovoada</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-fria-entre-sexta-8-e-domingo-10-as-zonas-mais-afetadas-por-chuva-vento-e-trovoada.html" title="Depressão fria entre sexta 8 e domingo 10: as zonas mais afetadas por chuva, vento e trovoada"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-fria-entre-sexta-8-e-domingo-10-as-zonas-mais-afetadas-por-chuva-vento-e-trovoada-1778150489250_320.png" alt="Depressão fria entre sexta 8 e domingo 10: as zonas mais afetadas por chuva, vento e trovoada"></a></article></aside><p>Em termos práticos, isto significa que, mesmo após uma fase mais estável, Portugal poderá voltar rapidamente a um padrão mais instável, com novas incursões de ar frio e a aproximação de sistemas depressionários vindos do Atlântico.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-jato-polar-influencia-o-modelo-europeu-portugal-entra-numa-fase-de-rapida-transicao-atmosferica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo nos arquipélagos dos Açores e Madeira: depressão fria afetará as ilhas de forma indireta]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-arquipelagos-dos-acores-e-madeira-depressao-fria-afetara-as-ilhas-de-forma-indireta.html</link><pubDate>Thu, 07 May 2026 12:27:49 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Tanto Açores como Madeira poderão sentir os efeitos indiretos da depressão fria que nos próximos dias vai afetar Portugal Continental. Confira aqui a previsão!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa8ew3i"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa8ew3i.jpg" id="xa8ew3i"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Não só o continente português irá passar pelos efeitos da depressão fria que se avizinha. Os arquipélagos também vão ser afetados, especialmente pela chuva, ainda que <strong>de forma mais moderada</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br><br>É possível vermos o centro de baixa pressão, que irá influenciar o estado de tempo em Portugal, a rodopiar sobre a nossa geografia, contribuindo para uma persistência dos seus efeitos, como por exemplo, a chuva.</div><p>Pelo menos até domingo esperam-se <strong>vários episódios de chuva </strong>em várias ilhas dos arquipélagos, especialmente nos Açores. A <strong>velocidade de rajada de vento também deverá aumentar</strong> em ambos os arquipélagos, no entanto, com maior expressão nos Açores.</p><h2>Açores poderão contar com maior instabilidade atmosférica nos próximos dias</h2><p>Nas próximas horas, todas as ilhas deste arquipélago deverão contar com chuva fraca a moderada. No entanto, é expectável que na madrugada de amanhã, sexta-feira,<strong> o Grupo Oriental possa ser o mais afetado pela chuva</strong>, ainda que sem risco significativo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nos-arquipelagos-dos-acores-e-madeira-depressao-fria-afetara-as-ilhas-de-forma-indireta-1778153818164.png" data-image="glco53r0cqug" alt="probabilidade de chuva" title="probabilidade de chuva"><figcaption>Nos próximos dias, a permanência de um centro de baixas pressões na nossa geografia irá contribuir para instabilidade atmosférica tanto no continente como nas ilhas.</figcaption></figure><p>Ao longo do dia de sexta-feira, os grupos Central e Oriental poderão contar com alguns aguaceiros fracos e irregulares, não se descartando a possibilidade deste mesmo fenómeno no Grupo Ocidental. Em relação ao vento, <strong>as rajadas poderão aumentar de velocidade nas próximas horas em todo o arquipélago</strong>. A Ilha do Pico poderá registar as rajadas mais fortes, de até 90 km/h. É esperada uma diminuição da velocidade do vento a partir das 6h de amanhã.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No sábado, a partir das primeiras horas da tarde, os <strong>grupos Central e Oriental, deverão registar ocorrência de chuva fraca a moderada</strong>. Todavia, é esperado que a meio da tarde, a Ilha Terceira e São Miguel, possam registar um episódio de <strong>chuva mais intensa</strong>, mas de passagem rápida, especialmente na costa norte de cada uma das ilhas. Neste dia, espera-se um novo aumento da velocidade de rajada, com a ilha do Pico e ilha Terceira a registarem cerca de 80 km/h entre as 12h e as 15h.</p><p>No domingo, o Grupo Oriental deverá ser o mais chuvoso, com possibilidade de <strong>chuva forte ao final do dia na Ilha de São Miguel, devendo esta ser a ilha com o maior valor de precipitação acumulada</strong> até ao final do dia de domindo, podendo contar com cerca de 105 mm de acumulação, perto de Salga. </p><h2>Na Madeira os efeitos serão menos evidentes</h2><p>Nas próximas horas a ilha da Madeira contará com chuva fraca a moderada em boa parte da ilha, dissipando-se até ao final da tarde. Contudo, o início da <strong>madrugada de sexta-feira trará novamente a chuva ao arquipélago de forma mais evidente</strong>. Ainda assim, entre as 10h e as 11h, está previsto um episódio de chuva forte entre Porto Moniz e Calheta, mas de passagem rápida. Ao longo do dia a chuva deverá dissipar-se de Porto Santo, mas poderá manter-se na ilha da Madeira, com períodos de chuva fraca. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nos-arquipelagos-dos-acores-e-madeira-depressao-fria-afetara-as-ilhas-de-forma-indireta-1778156289444.png" data-image="1bpno4w2zi9k" alt="rajadas de vento" title="rajadas de vento"><figcaption>Ao início da tarde de sexta-feira, poderão registar-se rajadas com velociadade até 70 km/h na Costa Norte da ilha da Madeira.</figcaption></figure><p>Em relação ao vento, entre as últimas horas da manhã e as primeiras da tarde de sexta-feira, também se espera um aumento da velocidade, devendo as rajadas mais fortes alcançarem os <strong>70 km/h na Costa Norte</strong>. Nas horas seguintes o vento perde força de forma gradual.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767661" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-veja-como-vai-chover-em-portugal-entre-11-e-17-de-maio.html" title="Previsão de precipitação a médio prazo: veja como vai chover em Portugal entre 11 e 17 de maio">Previsão de precipitação a médio prazo: veja como vai chover em Portugal entre 11 e 17 de maio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-veja-como-vai-chover-em-portugal-entre-11-e-17-de-maio.html" title="Previsão de precipitação a médio prazo: veja como vai chover em Portugal entre 11 e 17 de maio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-veja-como-vai-chover-em-portugal-entre-11-e-17-de-maio-1778149074052_320.png" alt="Previsão de precipitação a médio prazo: veja como vai chover em Portugal entre 11 e 17 de maio"></a></article></aside><p>O fim de semana não trará muita diferença no panorama geral. Tanto no sábado como no domingo, esperam-se períodos de chuva fraca a moderada em vários pontos do arquipélago, persistindo mais na Ilha da Madeira. <strong>Até às últimas horas de domingo, esperam-se acumulados máximos de 33 mm na Calheta</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-arquipelagos-dos-acores-e-madeira-depressao-fria-afetara-as-ilhas-de-forma-indireta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Depressão fria entre sexta 8 e domingo 10: as zonas mais afetadas por chuva, vento e trovoada]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-fria-entre-sexta-8-e-domingo-10-as-zonas-mais-afetadas-por-chuva-vento-e-trovoada.html</link><pubDate>Thu, 07 May 2026 10:54:56 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Hoje e amanhã haverá aguaceiros de evolução diurna pré-frontais. Entre sábado e domingo uma depressão fria provocará agravamento generalizado do tempo, trazendo chuva, rajadas fortes e trovoada. Eis as zonas mais afetadas de Portugal continental.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa8es0c"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa8es0c.jpg" id="xa8es0c"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Hoje e amanhã, 7 e 8 de maio, o céu ganhará nebulosidade gradualmente, estando já prevista a ocorrência de alguns <strong>aguaceiros de evolução diurna pré-frontais, fracos e irregularmente distribuídos por Portugal continental</strong>.</p><p>Este tipo de precipitação antecede o iminente agravamento do tempo previsto para o fim de semana, gerado por uma <strong>depressão fria</strong> que se descolará da corrente de jato polar, posicionando-se, <strong>de forma estacionária, a oeste de Portugal continental</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p><strong>Esta baixa pressão bem organizada aproximar-se-á rapidamente da nossa geografia nas próximas horas</strong>, transportando uma massa de ar instável e rica em humidade, alimentada por um fluxo de origem polar.</p><h2>Sábado, 9 de maio, será o dia mais intenso em termos de chuva, vento e trovoada</h2><p>Entre as últimas horas de sexta (8) e as primeiras horas de sábado (9) <strong>prevê-se a chegada da primeira frente mais estruturada associada à depressão fria bem organizada e localizada a oeste de Portugal continenta</strong>l. Observa-se a entrada no nosso território de uma extensa banda de precipitação com elevada probabilidade de ocorrência na faixa costeira ocidental, algures entre Lisboa e Algarve.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-fria-entre-sexta-8-e-domingo-10-as-zonas-mais-afetadas-por-chuva-vento-e-trovoada-1778150282440.png" data-image="mcti464ph2cc"><figcaption>Depressão fria manter-se-á estacionada a oeste da Península Ibérica, gerando sucessivas frentes entre sexta (8) e segunda-feira (11).</figcaption></figure><p><strong>A frente espalhará precipitação do litoral para o interior, deslocando-se de sudoeste para nordeste e acabando por alcançar todo o país ao longo do dia de sábado (9)</strong>. Na primeira metade de sábado, 9 de maio, os períodos de chuva ou aguaceiros serão mais prováveis, frequentes e relativamente persistentes no Algarve, Área Metropolitana de Lisboa, Beira Baixa e Beira Alta.</p><p>A precipitação será acompanhada de vento moderado a forte do quadrante Sul.<strong> A mais recente atualização do modelo de referência da Meteored trouxe alterações significativas quanto ao cenário de vento</strong>. À data de hoje, o modelo europeu antecipa que uma grande parte da geografia do Continente registe, entre as 09:00 e as 18:00, rajadas entre 55 a 70 km/h.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-fria-entre-sexta-8-e-domingo-10-as-zonas-mais-afetadas-por-chuva-vento-e-trovoada-1778150489250.png" data-image="tchpyqfn2kf3"><figcaption>Vento do quadrante Sul afetará todo o território de Portugal continental no sábado, 9 de maio, com rajadas mais fortes especialmente entre as 09:00 e as 18:00.</figcaption></figure><p><strong>Os mapas revelam ainda que, entre as 12:00 e as 16:00 de sábado, 9 de maio</strong>, os distritos mais expostos ao vento forte do quadrante Sul serão <strong>Leiria, Coimbra e Aveiro, com rajadas entre 70 a 85 km/h</strong>, bem como algumas áreas da zona da Serra da Estrela.</p><p><strong>Na segunda metade de sábado (9)</strong> a precipitação continuará a impactar a Beira Alta e a Beira Baixa, especialmente as áreas adjacentes à Serra da Estrela. Fruto da trajetória da frente impulsionada pela depressão, a<strong> precipitação surgirá noutras zonas do Norte e Centro</strong>, com maior destaque para o Minho, Douro Litoral e Regiões de Aveiro e Coimbra, onde registará uma intensidade pontualmente moderada ou forte.</p><p>Alguns aguaceiros poderão traduzir-se em queda de <strong>granizo</strong>. Prevê-se ainda risco de <strong>trovoada</strong>, associadas a convecção embebida nas massas de ar instáveis, com maior probabilidade de ocorrência no período entre as <strong>12:00 e as 17:00</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-fria-entre-sexta-8-e-domingo-10-as-zonas-mais-afetadas-por-chuva-vento-e-trovoada-1778150680597.png" data-image="iw3j65wyv612"><figcaption>Uma parte significativa das Regiões Norte e Centro estará exposta à ocorrência de descargas elétricas no sábado, 9 de maio, sobretudo entre as 12:00 e as 17:00.</figcaption></figure><p>Os nossos mapas preveem agora que as <strong>descargas elétricas </strong>terão tendência a concentrar-se ao longo da faixa do litoral Norte e Centro que abrange grande parte dos distritos <strong>entre Coimbra e Viana do Castelo</strong>, bem como <strong>todo o interior Norte e Centro e ainda o Alto Alentejo</strong>.</p><p>De um modo geral, no conjunto global do território de Portugal continental, observa-se que o período de <strong>precipitação mais provável, frequente e intensa será desde o início da tarde até à noite de sábado (9)</strong>.</p><h2>Domingo 10 com chuva a persistir. Será menos intensa, mas mais uniforme</h2><p><strong>No domingo (10) a depressão fria manterá um carácter relativamente estacionário</strong>, continuando posicionada a oeste de Portugal continental à medida que prepara o impulsionamento de uma segunda frente.</p><p>O cenário de instabilidade generalizada irá manter-se, com a frente a gerar chuva mais contínua e organizada pelo território, <strong>sendo mais provável e frequente nas regiões Norte e Centro</strong>. A chuva persistirá no país durante quase o dia inteiro. </p><p>Porém, haverá <strong>abertas ocasionais </strong>em qualquer zona do território e a qualquer momento do dia 10 de maio. Neste dia <strong>o vento Sul registará uma diminuição da intensidade, prevendo-se rajadas máximas de até 55 km/h </strong>no litoral Oeste, Alentejo, Algarve e Alto Minho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-fria-entre-sexta-8-e-domingo-10-as-zonas-mais-afetadas-por-chuva-vento-e-trovoada-1778150804547.png" data-image="wnhsrqjocv2x"><figcaption>Previsão da distribuição de chuva acumulada em Portugal continental até às 22:00 de domingo, 10 de maio.</figcaption></figure><p>De acordo com a mais recente atualização,<strong> até às 22:00 de domingo, 10 de maio</strong>, os mapas antecipam uma distribuição pluviométrica semelhante à observada nas últimas previsões. Fruto da típica trajetória errática das depressões frias, <strong>mantém-se alguma incerteza relativamente à distribuição espacial e à intensidade da precipitação</strong>, pois estamos dentro de um período temporal em que ainda é possível a introdução de ajustes de última hora na previsão.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767517" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudanca-drastica-em-portugal-o-caminho-para-o-verao-sera-interrompido-na-terca-feira-dia.html" title="Mudança drástica em Portugal: o caminho para o verão será interrompido na terça-feira, dia 12">Mudança drástica em Portugal: o caminho para o verão será interrompido na terça-feira, dia 12</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudanca-drastica-em-portugal-o-caminho-para-o-verao-sera-interrompido-na-terca-feira-dia.html" title="Mudança drástica em Portugal: o caminho para o verão será interrompido na terça-feira, dia 12"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-drastica-em-portugal-o-caminho-para-o-verao-sera-interrompido-na-terca-feira-dia-1778082302901_320.png" alt="Mudança drástica em Portugal: o caminho para o verão será interrompido na terça-feira, dia 12"></a></article></aside><p>Ainda assim, à data, o modelo europeu continua a indicar que alguns dos distritos potencialmente mais expostos à depressão fria são <strong>Aveiro, Viseu, Guarda e Castelo Branco</strong> prevendo-se acumulados de precipitação entre <strong>45 e 55 mm no período em análise</strong>. Algumas áreas dos distritos de Viana do Castelo e Braga poderão somar registos semelhantes.</p><p>Quanto às <strong>trovoadas no domingo (10)</strong>, para já, os mapas vislumbram descargas elétricas dispersas pela Região Centro, embora com a zona de Coimbra como um dos possíveis focos de maior atividade elétrica.</p><h3>A instabilidade prolongar-se-á pelo menos até segunda-feira, 11 de maio</h3><p><strong>Para segunda-feira (11) prevê-se outro dia de tempo instável</strong>. Espera-se a chegada de uma nova frente, ainda mais ativa, gerada em torno da depressão fria, que continuará estacionada a oeste da nossa geografia continental a alimentar a precipitação generalizada.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-fria-entre-sexta-8-e-domingo-10-as-zonas-mais-afetadas-por-chuva-vento-e-trovoada.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Previsão de precipitação a médio prazo: veja como vai chover em Portugal entre 11 e 17 de maio]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-veja-como-vai-chover-em-portugal-entre-11-e-17-de-maio.html</link><pubDate>Thu, 07 May 2026 10:45:27 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A chuva deverá continuar a fazer parte do cenário atmosférico do mês de maio. Saiba aqui qual a tendência para a semana entre 11 e 17 deste mês.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/confirma-se-chuva-vento-e-trovoada-entre-sexta-e-domingo-a-depressao-fria-afetara-principalmente-estes-8-distritos.html" target="_blank">Confirma-se chuva, vento e trovoada: entre sexta e domingo a depressão fria afetará principalmente estes 8 distritos</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa8emsw"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa8emsw.jpg" id="xa8emsw"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A instabilidade deu algumas tréguas, ainda que não se tenha dissipado totalmente de Portugal Continental. No entanto, para amanhã, sexta-feira, já se espera um aumento da mesma, com a<strong> chegada de mais chuva ao país</strong>, podendo afetar vários locais de Norte a Sul do país.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Na madrugada de sábado espera-se que ocorram vários episódios de chuva mais intensa e persistente. Ao longo do dia, a <strong>precipitação mais expressiva deverá concentrar-se no Norte e Centro do país</strong>, sendo que a região Sul poderá contar com chuva fraca e irregular.</p><h2>Chuva não deverá dar tréguas tão cedo</h2><p>À medida que o fim de semana se aproxima e os efeitos da depressão fria também, não se vislumbram boas notícias para os amantes de sol. A mais recente atualização do ECMWF, insiste em <strong>chuva persistente ao longo dos próximos dias, contando já com o início da próxima semana</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-veja-como-vai-chover-em-portugal-entre-11-e-17-de-maio-1778150127231.png" data-image="cydjqpys5wkp" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>Ao início da tarde de sábado, esta deverá ser a distribuição de chuva no continente. Podemos observar, a azul escuro, as zonas mais afetadas pela chuva mais intensa, especialmente no Centro do país.</figcaption></figure><p>Domingo, à semelhança de sábado, poderá contar com precipitação generalizada, ainda que possa não ser tão intensa como no dia anterior. No entanto, <strong>espera-se que a mesma deva afetar todo o continente, ainda que com vários períodos de chuva irregular</strong>, podendo o dia contar com algumas abertas de Norte a Sul.</p><h2>Semana de 11 a 17 com chuva prevista em quase todos os dias</h2><p>Para segunda-feira, dia 11, espera-se um dia chuvoso. Neste dia, <strong>a chuva, ainda resultante da baixa pressão que influenciará o tempo no fim de semana</strong>, deverá cobrir o país rapidamente a partir das primeiras horas da manhã, esperando-se que a mesma se comece a dissipar ao final do dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-veja-como-vai-chover-em-portugal-entre-11-e-17-de-maio-1778149115006.png" data-image="zzxzjfrp0gds" alt="chuva prevista; terça-feira, dia 12 de maio" title="chuva prevista; terça-feira, dia 12 de maio"><figcaption>Uma depressão fria irá influenciar o estado de tempo no início da próxima semana. Segunda e terça-feira, poderão ser dos dias mais chuvosos.</figcaption></figure><p>A madrugada de terça-feira, 12, poderá ser mais calma, contando com aguaceiros irregulares em algumas partes do país, contudo, espera-se uma<strong> progressão da chuva semelhante à de segunda-feira</strong>, sendo esperado que a mesma cubra a nossa geografia continental em poucas horas, com períodos de chuva persistente, ainda que de fraca a moderada. Ao final do dia, a mesma também deverá dissipar-se quase totalmente, dando lugar a um início de madrugada de quarta-feira mais calmo.</p><p>Todavia, e segundo o que conseguimos apurar nos nossos modelos de previsão, é expectável que <strong>a partir do início da tarde de quarta-feira a chuva regresse ao país de forma relevante</strong>, devendo, pelas 18h, contar com vários períodos e chuva forte, especialmente no litoral Norte e Centro. Ainda assim, espera-se uma dissipação da mesma até à meia-noite de quinta-feira.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767503" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-fria-podera-trazer-ate-90-mm-de-chuva-sistemas-frontais-associados-chegam-em-varias-vagas-a-portugal.html" title="Depressão fria poderá trazer até 90 mm de chuva: sistemas frontais associados chegam em várias vagas a Portugal">Depressão fria poderá trazer até 90 mm de chuva: sistemas frontais associados chegam em várias vagas a Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-fria-podera-trazer-ate-90-mm-de-chuva-sistemas-frontais-associados-chegam-em-varias-vagas-a-portugal.html" title="Depressão fria poderá trazer até 90 mm de chuva: sistemas frontais associados chegam em várias vagas a Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-fria-podera-trazer-ate-90-mm-de-chuva-sistemas-frontais-associados-chegam-em-varias-vagas-a-portugal-1778068566326_320.png" alt="Depressão fria poderá trazer até 90 mm de chuva: sistemas frontais associados chegam em várias vagas a Portugal"></a></article></aside><p>Este dia, <strong>quinta-feira, 14, poderá marcar o ponto de viragem entre a chuva e o tempo mais estável</strong>. Ainda que esta previsão, sendo a médio prazo, possa contar com uma maior margem de erro, o que a mais recente atualização nos mostra é que a entre quinta-feira e domingo, dia 17, a chuva deva manter-se afastada do país, não se descartando alguns períodos de chuva fraca e irregular na madrugada de quinta e na madrugada de domingo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-veja-como-vai-chover-em-portugal-entre-11-e-17-de-maio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Governo levanta restrições ao licenciamento de furos de captação de água, mas deixa Ribatejo de fora]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/governo-levanta-restricoes-ao-licenciamento-de-furos-de-captacao-de-agua-mas-deixa-ribatejo-de-fora.html</link><pubDate>Thu, 07 May 2026 06:17:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Os agricultores ribatejanos dizem ser “incompreensível” o levantamento de restrições em certas regiões - Algarve - que há menos de um ano se encontravam em seca extrema, sendo que, para os furos localizados na margem esquerda do rio Tejo, “tudo se mantém igual”.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/governo-levanta-restricoes-ao-licenciamento-de-furos-de-captacao-de-agua-mas-deixa-ribatejo-de-fora-1778107677469.jpg" data-image="w1bj5phq27xq" alt="Tubo de água" title="Tubo de água"><figcaption>O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou na última quinta-feira, 30 de abril, na feira Ovibeja, o levantamento das restrições para o licenciamento de furos de captação de água, tendo em consideração a situação hídrica favorável do país. </figcaption></figure><p>O <strong>primeiro-ministro, Luís Montenegro</strong>, anunciou na última quinta-feira, 30 de abril, na feira Ovibeja, o <strong>levantamento das restrições para o licenciamento de furos de captação de água</strong>, tendo em consideração a situação hídrica favorável do país. </p><p>“Estamos em condições de levantar as restrições ao licenciamento de captações de água subterrâneas que vigoraram nos últimos anos devido à situação de seca”, disse Luís Montenegro na <strong>conferência de imprensa que se seguiu à reunião do Conselho de Ministros da última que se realizou na Ovibeja</strong>, em Beja, dedicada à agricultura.</p><p>Já esta nesta quarta-feira, dia 6 de maio, a <strong>Agência Portuguesa do Ambiente (APA) veio oficializar o anúncio feito pelo Primeiro-Ministro em Beja</strong>, a 30 de abril.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>“É levantada a restrição ao licenciamento de novas captações de água subterrânea, determinada no âmbito da situação de contingência decorrente da seca, em todas as massas de água do Algarve”. A exceção vai para a Campina de Faro – Subsistema de Vale de Lobo, bem como para a “área crítica para extração de água subterrânea”, faixa costeira destinada à prevenção da intrusão salina, nas quais se mantêm as restrições aplicáveis”, lê-se no edital agora publicado pela APA, que é liderada por José Pimenta Machado.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A Agência determina ainda que se <strong>mantém a “suspensão da atribuição de novos títulos de utilização dos recursos hídricos subterrâneos</strong> e a interdição da utilização de água subterrânea para rega agrícola em áreas abrangidas pelos regadios públicos”. </p><h2>Medida excecional de contingência </h2><p>A utilização de captações particulares nessas áreas apenas poderá ocorrer “como <strong>medida excecional de contingência, em situações de escassez hídrica</strong>, devidamente aprovada pelas entidades competentes e validada pela APA-ARH Algarve”, refere a mesma Agência.</p><p>Esta decisão é vista como “<strong>uma ótima notícia para o sector agrícola nacional</strong>”, que há muito aguardava por este desbloqueio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/governo-levanta-restricoes-ao-licenciamento-de-furos-de-captacao-de-agua-mas-deixa-ribatejo-de-fora-1778107814336.jpg" data-image="iis9s1vfltn6" alt="Furo de água" title="Furo de água"><figcaption>“Há mais de 10 anos que a Agência Portuguesa do Ambiente promete uma reavaliação dos níveis freáticos no Ribatejo, mas nenhuma medida concreta é implementada”, denuncia a AGROTEJO.</figcaption></figure><p>Mas nem todos os agricultores ficaram satisfeitos. É que esta medida de desbloqueio vai ser aplicada apenas às regiões do Algarve, o que, na opinião dos agricultores do Ribatejo, “<strong>cria desigualdades no país que não se compreendem</strong>”.</p><p>Num comunicado emitido nesta terça-feira, 5 de maio, a <strong>AGROTEJO – União Agrícola do Norte do Vale do Tejo</strong>, associação de agricultores sem fins lucrativos que têm como principal área de abrangência o norte do vale do rio Tejo, lamenta a situação, considerando-a “<strong>incompreensível</strong>”.</p><p>“Há mais de 10 anos que a <strong>Agência Portuguesa do Ambiente (APA) promete uma </strong><strong>reavaliação dos níveis freáticos no Ribatejo</strong>, sendo que nenhuma medida concreta é implementada”, denuncia a AGROTEJO.</p><h2>Restrições “penalizam muito seriamente” </h2><p>A <strong>Associação diz não compreender como é que é produzida uma decisão de “levantamento de restrições</strong> em regiões que há menos de um ano se encontravam em situação de seca extrema e, para os furos que se encontram localizados na margem esquerda do rio Tejo, tudo se mantenha igual”.</p><div class="texto-destacado">Os <strong>agricultores ribatejanos já “não consideram tolerável </strong>a justificação” que é dada, nomeadamente o facto de alguns <strong>piezómetros</strong> - equipamento para medir pressões estáticas ou a compressibilidade dos líquidos - não assinalarem a recuperação das águas subterrâneas. A AGROTEJO lembra que estas <strong>restrições no licenciamento de furos de captação de água, nomeadamente para a agricultura, “penalizam muito seriamente</strong>” a região do Ribatejo, que é “uma das regiões mais produtivas do país do ponto de vista agrícola e que contribui de sobre maneira para o valor agrícola bruto nacional”.</div><p>Mal souberam desta discriminação negativa do Ribatejo em relação ao licenciamento de furos para a captação de água, a <strong>AGROTEJO veio apelar publicamente a que as restrições existentes fossem “levantadas de imediato</strong>”, não só para a legalização de alguns furos existentes, mas, também, para novas captações.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/governo-levanta-restricoes-ao-licenciamento-de-furos-de-captacao-de-agua-mas-deixa-ribatejo-de-fora-1778107886356.jpg" data-image="vtadd1rx3mr3" alt="Furo de água" title="Furo de água"><figcaption>Os agricultores ribatejanos já “não consideram tolerável a justificação” que é dada, nomeadamente o facto de alguns piezómetros não assinalarem a recuperação das águas subterrâneas.</figcaption></figure><p>É que esta <strong>limitação “está a inviabilizar a aposta em novos investimentos</strong> de regadio que, reconhecidamente, tanta falta fazem ao desenvolvimento socioeconómico do interior” do país.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766808" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/barragens-em-portugal-com-92-de-armazenamento-mas-niveis-ja-comecam-a-descer.html" title="Barragens em Portugal com 92% de armazenamento, mas níveis já começam a descer">Barragens em Portugal com 92% de armazenamento, mas níveis já começam a descer</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/barragens-em-portugal-com-92-de-armazenamento-mas-niveis-ja-comecam-a-descer.html" title="Barragens em Portugal com 92% de armazenamento, mas níveis já começam a descer"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/barragens-em-portugal-com-92-de-armazenamento-mas-niveis-ja-comecam-a-descer-1777719323861_320.jpeg" alt="Barragens em Portugal com 92% de armazenamento, mas níveis já começam a descer"></a></article></aside><p>O primeiro-ministro anunciou o levantamento das restrições para o licenciamento de furos de captação de água em virtude da “<strong>situação hídrica favorável do país”, devido à recuperação dos níveis de água nos aquíferos </strong>que a precipitação proporcionou.</p><p>Aliás, em fevereiro último, José Pimenta Machado, presidente da APA, tinha declarado à agência Lusa que o <strong>sul do país tem água armazenada que dá para “dois a três anos”, com todas as barragens “literalmente cheias</strong>”.</p><p>Apesar disso, o primeiro ministro declarou agora que “esta <strong>evolução favorável não deve, contudo, desviar-nos de proceder a uma gestão rigorosa</strong>, equilibrada, cuidada e eficiente dos recursos hídricos, na linha do que é a filosofia da estratégia “Água que Une”.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/governo-levanta-restricoes-ao-licenciamento-de-furos-de-captacao-de-agua-mas-deixa-ribatejo-de-fora.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Flores que desabrocham à noite e perfumam a casa: quais são e como cuidá-las]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/flores-que-desabrocham-a-noite-e-perfumam-a-casa-quais-sao-e-como-cuida-las.html</link><pubDate>Thu, 07 May 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Estas plantas, que florescem ao pôr do sol e libertam fragrâncias intensas, estão a ganhar destaque em residências urbanas devido à sua baixa necessidade de manutenção e ao efeito sensorial único que proporcionam.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/flores-que-se-abren-de-noche-y-perfuman-el-hogar-cuales-son-y-como-cuidarlas-1777974682713.png" data-image="76c2439lnr73"><figcaption>Dama-da-noite (ou jasmim-da-noite) em plena floração noturna: o seu aroma intensifica-se com a queda da temperatura, permitindo que o perfume se espalhe ainda mais.</figcaption></figure><p>Quando a <strong>noite </strong>cai e tudo parece aquietar-se, algumas plantas fazem exatamente o oposto:<strong> abrem as suas flores e libertam fragrâncias intensas que perfumam o ar</strong>. Cada vez mais pessoas procuram flores noturnas para perfumar naturalmente as suas casas, sem recorrer a fragrâncias artificiais.</p><p>Estas<strong> flores noturnas </strong>não apenas agregam um valor ornamental singular, como também oferecem uma <strong>experiência sensorial única, especialmente em ambientes internos ou varandas urbanas</strong>. Em tempos de desejo de reconexão com a natureza, a sua presença ganha espaço como uma alternativa sofisticada e surpreendente.</p><h2>O segredo por trás das flores que desabrocham à noite</h2><p>O comportamento destas plantas é regulado pelo seu ritmo circadiano, um <strong>sistema biológico que responde aos ciclos de luz e escuridão</strong>. Em vez de desabrocharem durante o dia, as suas <strong>flores esperam até à noite para se abrirem e libertarem compostos aromáticos mais intensos</strong>.</p><p><strong>A razão é evolutiva: muitas dependem de polinizadores noturnos</strong>, como borboletas ou morcegos, que são guiados mais pelo aroma do que pela cor. Portanto, estas flores geralmente são brancas ou de cores claras e concentram a sua energia na fragrância, que se dispersa melhor em temperaturas mais baixas e com menos luz solar.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Epiphyllum oxypetalum, the queen of the night, blooms nocturnally, and its flowers wilt before dawn<br><br> <a href="https://t.co/GS1NxVLYi7">pic.twitter.com/GS1NxVLYi7</a></p>— Science girl (@sciencegirl) <a href="https://twitter.com/sciencegirl/status/1977300031225905418?ref_src=twsrc%5Etfw">October 12, 2025</a></blockquote></figure><p>Além disso, <strong>ao florescerem em períodos de menor competição, maximizam as suas chances de reprodução</strong>. Este mecanismo torna-as espécies altamente eficientes e, em muitos casos, surpreendentemente resilientes.</p><h2>As flores noturnas mais perfumadas para ter em casa</h2><p>O interesse por estas plantas está a crescer porque elas <strong>combinam impacto sensorial com baixa manutenção</strong>, uma equação ideal para quem procura incorporar a natureza nas suas vidas sem complicações. Entre as espécies mais populares, algumas destacam-se devido à sua vivacidade e à facilidade de cultivo. São elas:</p><ul><li><strong>Dama-da-noite</strong> (<em>Cestrum nocturnum</em>): a sua fragrância é tão intensa que pode ser sentida a vários metros de distância. É uma planta adaptável, ideal para varandas ou pátios, e requer rega moderada e boa luminosidade.</li></ul><ul><li><strong>Rainha da Noite</strong> (<em>Epiphyllum oxypetalum</em>): uma das mais fascinantes, pois as suas grandes flores brancas duram apenas uma noite. Cultivá-la exige um pouco de paciência, mas o espetáculo que oferece compensa o esforço.</li></ul><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="in" dir="ltr">Mirabilis jalapa <a href="https://t.co/dJfEabzeqZ">pic.twitter.com/dJfEabzeqZ</a></p>— pebble (@_LandscapeArt) <a href="https://twitter.com/_LandscapeArt/status/1711752402141872419?ref_src=twsrc%5Etfw">October 10, 2023</a></blockquote></figure><ul><li><strong>Flor-das-quatro-horas</strong> ou <strong>maravilha </strong>(<em>Mirabilis jalapa</em>): uma opção mais rústica e colorida, capaz de produzir flores de diferentes tonalidades na mesma planta. Cresce rapidamente e adapta-se bem tanto ao solo quanto a vasos.</li></ul><h3>Como cuidá-las para realçar o seu aroma e floração</h3><p>Embora muitas destas espécies sejam resistentes, existem alguns fatores chave que podem melhorar tanto o seu crescimento quanto a intensidade da sua fragrância. O primeiro fator é a luz, pois elas <strong>precisam de boa exposição durante o dia para acumular energia</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/flores-que-se-abren-de-noche-y-perfuman-el-hogar-cuales-son-y-como-cuidarlas-1777974780402.png" data-image="6tjigrj36je3"><figcaption>Flor-das-quatro-horas (ou flor maravilha) num jardim urbano: a sua resistência e facilidade de cultivo tornam-na uma escolha ideal para espaços domésticos.</figcaption></figure><p>A <strong>rega deve ser equilibrada, evitando o encharcamento</strong> que pode danificar as raízes, mas sem deixar o substrato secar completamente. Em geral, elas preferem<strong> solo bem drenado</strong> e certa estabilidade na humidade.</p><div class="texto-destacado">A temperatura também desempenha um papel fundamental, especialmente em regiões onde os invernos podem ser rigorosos. Nestes casos, é aconselhável levá-las para dentro de casa ou colocá-las em locais protegidos para evitar danos causados pela geada.</div><p>Por fim, uma<strong> poda leve</strong> ajuda a manter a forma da planta e estimula o surgimento de novas flores. Esta prática simples prolonga o seu ciclo produtivo e melhora a sua aparência geral.</p><h2>Um fenómeno natural que transforma a experiência doméstica</h2><p>O encanto destas plantas vai além do visual, pois elas introduzem uma dimensão diferente na relação com o meio ambiente. A sua maior virtude revela-se quando tudo se acalma, criando um contraste difícil de encontrar noutras espécies.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765953" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-mit-confirma-as-plantas-ouvem-as-gotas-a-cair-e-germinam-ate-40-mais-depressa.html" title="O MIT confirma: as plantas ouvem as gotas a cair e germinam até 40% mais depressa">O MIT confirma: as plantas ouvem as gotas a cair e germinam até 40% mais depressa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-mit-confirma-as-plantas-ouvem-as-gotas-a-cair-e-germinam-ate-40-mais-depressa.html" title="O MIT confirma: as plantas ouvem as gotas a cair e germinam até 40% mais depressa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-mit-lo-confirma-las-plantas-oyen-caer-las-gotas-y-germinan-hasta-40-mas-rapido-1777036934448_320.jpg" alt="O MIT confirma: as plantas ouvem as gotas a cair e germinam até 40% mais depressa"></a></article></aside><p>Em ambientes urbanos, onde o contacto com a natureza é muitas vezes limitado, estas flores oferecem uma maneira concreta de redescobrir sensações esquecidas. A sua<strong> fragrância noturna</strong> não só perfuma o ar, como também cria uma atmosfera mais relaxante e convidativa. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/flores-que-se-abren-de-noche-y-perfuman-el-hogar-cuales-son-y-como-cuidarlas-1777974560352.png" data-image="7noyvk0psocv"><figcaption>A flor Rainha da Noite abre por poucas horas: uma das flores mais efémeras do mundo vegetal, visível apenas por uma noite.</figcaption></figure><p>É por isto que cada vez mais pessoas as incorporam em varandas, terraços ou interiores bem iluminados, procurando algo além da mera <strong>decoração</strong>. Este gesto revela um desejo claro: redescobrir a passagem do tempo, mesmo dentro dos limites dos seus lares.</p><p>E é justamente aí que está o seu maior valor, porque não precisam de chamar a atenção para si durante o dia para se destacarem. Aguardam o momento certo, em silêncio, e quando finalmente se revelam, transformam o espaço sem pedir permissão.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/flores-que-desabrocham-a-noite-e-perfumam-a-casa-quais-sao-e-como-cuida-las.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mudança drástica em Portugal: o caminho para o verão será interrompido na terça-feira, dia 12]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudanca-drastica-em-portugal-o-caminho-para-o-verao-sera-interrompido-na-terca-feira-dia.html</link><pubDate>Wed, 06 May 2026 15:46:02 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma depressão fria deverá provocar uma mudança significativa do estado do tempo em Portugal continental na terça-feira (12), trazendo chuva mais persistente, vento mais intenso e uma descida das temperaturas em várias regiões do país.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa8bamy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa8bamy.jpg" id="xa8bamy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O verão terá de esperar. Apesar de os próximos dias continuarem marcados por tempo instável em Portugal continental, os mais recentes mapas do modelo europeu apontam para um <strong>agravamento mais organizado das condições atmosféricas </strong>na terça-feira (12), com chuva persistente, vento mais intenso e uma descida das temperaturas em várias regiões do país.</p><h2>Depressões atlânticas continuam a condicionar o estado do tempo</h2><p>Entre sexta-feira (8) e domingo (10), o estado do tempo deverá continuar condicionado pela influência de <strong>uma depressão fria posicionada a oeste da Península Ibérica</strong>, favorecendo períodos de céu muito nublado e ocorrência de aguaceiros, sobretudo nas regiões Norte e Centro e durante a tarde</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>O vento deverá soprar do quadrante sul, moderado a forte no litoral oeste e terras altas, com rajadas entre 50 e 65 km/h, especialmente durante a tarde</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-drastica-em-portugal-o-caminho-para-o-verao-sera-interrompido-na-terca-feira-dia-1778076083369.png" data-image="qzv4jgidnz0i"><figcaption>Rajadas de vento previstas para a tarde de sábado, 9 de maio, evidenciam uma intensificação do fluxo de sul em Portugal continental, com valores entre 50 e 65 km/h em vários pontos do litoral oeste e terras altas, associados à influência de uma depressão atlântica posicionada a oeste da Península Ibérica.</figcaption></figure><p>Esta circulação deverá manter as temperaturas relativamente contidas para a época do ano. As máximas deverão variar, em geral, entre <strong>16 e 20 °C no litoral Norte e Centro, entre 18 e 22 °C na região Sul</strong>. No litoral oeste, a influência marítima continuará a contribuir para um ambiente mais fresco e húmido.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-drastica-em-portugal-o-caminho-para-o-verao-sera-interrompido-na-terca-feira-dia-1778075695389.png" data-image="vi769u3srwx5"><figcaption>A aproximação de uma depressão fria deverá favorecer o aumento gradual da instabilidade em Portugal continental durante a tarde de segunda-feira, com ocorrência de aguaceiros mais frequentes nas regiões Norte e Centro. O fluxo húmido de sul a sudoeste deverá contribuir para precipitação localmente moderada, sobretudo no litoral e zonas montanhosas</figcaption></figure><p>Na segunda-feira (11), a aproximação do núcleo depressionário à fachada ocidental da Península Ibérica deverá <strong>favorecer um aumento gradual da instabilidade atmosférica</strong>. Os períodos de chuva deverão tornar-se mais frequentes no litoral Norte e Centro ao longo do dia, enquanto o vento poderá intensificar-se temporariamente nas regiões costeiras e terras altas.</p><h2>Terça-feira deverá trazer chuva mais intensa e descida das temperaturas</h2><p>A alteração mais significativa deverá ocorrer na terça-feira (12), altura em que o núcleo depressionário se posicionará mais próximo da Península Ibérica. <strong>A precipitação deverá ganhar maior expressão nas regiões Norte e Centro</strong>, com períodos de chuva e aguaceiros por vezes intensos, especialmente no litoral e zonas montanhosas, onde os acumulados poderão atingir 30 a 60 mm.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-drastica-em-portugal-o-caminho-para-o-verao-sera-interrompido-na-terca-feira-dia-1778076005099.png" data-image="j0fb1d96q4fw"><figcaption>Os mapas de precipitação acumulada do modelo ECMWF apontam para valores significativos até ao final de terça-feira (12), sobretudo nas regiões Norte e Centro de Portugal continental. As áreas mais expostas ao fluxo húmido associado à depressão fria poderão ultrapassar 50 mm, especialmente no litoral e zonas montanhosas.</figcaption></figure><p><strong>O vento soprará moderado a forte</strong>, com rajadas até 70 km/h no litoral oeste e terras altas. Ao mesmo tempo, prevê-se uma <strong>descida das temperaturas máximas</strong>, mais evidente nas regiões do interior Norte e Centro, onde os valores poderão cair entre 2 e 4 °C face aos registados durante o fim de semana.</p><p>Uma vez que se trata de uma previsão a médio prazo, recomenda-se o acompanhamento das próximas atualizações meteorológicas, já que a posição e intensidade da depressão poderão <strong>sofrer ajustes nos próximos dias</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767503" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-fria-podera-trazer-ate-90-mm-de-chuva-sistemas-frontais-associados-chegam-em-varias-vagas-a-portugal.html" title="Depressão fria poderá trazer até 90 mm de chuva: sistemas frontais associados chegam em várias vagas a Portugal">Depressão fria poderá trazer até 90 mm de chuva: sistemas frontais associados chegam em várias vagas a Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-fria-podera-trazer-ate-90-mm-de-chuva-sistemas-frontais-associados-chegam-em-varias-vagas-a-portugal.html" title="Depressão fria poderá trazer até 90 mm de chuva: sistemas frontais associados chegam em várias vagas a Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-fria-podera-trazer-ate-90-mm-de-chuva-sistemas-frontais-associados-chegam-em-varias-vagas-a-portugal-1778068566326_320.png" alt="Depressão fria poderá trazer até 90 mm de chuva: sistemas frontais associados chegam em várias vagas a Portugal"></a></article></aside><p>Pequenas alterações na trajetória do sistema depressionário poderão influenciar a distribuição da precipitação, intensidade do vento e magnitude da descida das temperaturas em Portugal continental, especialmente nas regiões costeiras e áreas montanhosas mais expostas ao Atlântico.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudanca-drastica-em-portugal-o-caminho-para-o-verao-sera-interrompido-na-terca-feira-dia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Serra da Malcata prepara o regresso do lince ibérico mais de duas décadas após a sua extinção local]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/serra-da-malcata-prepara-o-regresso-do-lince-iberico-mais-de-duas-decadas-apos-a-sua-extincao-local.html</link><pubDate>Wed, 06 May 2026 15:11:12 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A reserva natural, no município de Penamacor, volta a ganhar protagonismo com um novo plano que prepara a reintrodução da espécie numa região onde desapareceu há mais de vinte anos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/serra-da-malcata-prepara-o-regresso-do-lince-iberico-mais-de-duas-decadas-apos-a-sua-extincao-local-1778073673040.jpg" data-image="hc83yvpbel1n" alt="Lince ibérico" title="Lince ibérico"><figcaption>A reintrodução na Malcata só é viável porque o lince ibérico vive atualmente uma recuperação histórica. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>Durante grande parte do século XX, a Serra da Malcata foi um dos últimos redutos do lince ibérico em Portugal. A criação da <strong>Reserva Natural da Serra da Malcata</strong>, em 1981, procurou travar o declínio da espécie, mas a pressão acumulada ao longo de décadas acabou por ditar o seu desaparecimento. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>No final dos anos 1990, o felino já era considerado funcionalmente extinto na região.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A perda não resultou de um único fator. A <strong>transformação agrícola</strong> associada à campanha do trigo, promovida pelo Estado Novo entre 1931 e 1935, destruiu extensas áreas de habitat. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/serra-da-malcata-prepara-o-regresso-do-lince-iberico-mais-de-duas-decadas-apos-a-sua-extincao-local-1778073776309.jpg" data-image="hsc99gfb86zm" alt="lince ibérico" title="lince ibérico"><figcaption>Ao longo de 20 anos, Portugal e Espanha têm vindo a trabalhar em parceria para recuperar a população de linces ibéricos. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>A caça furtiva, o uso de armadilhas destinadas a outras espécies e os incêndios recorrentes agravaram a mortalidade. A <strong>fragmentação do território</strong> reduziu os encontros entre machos e fêmeas, impedindo a renovação genética e acelerando o colapso da população local.</p><h2>Um novo plano para proteger uma espécie emblemática</h2><p>Mais de vinte anos depois, a Malcata volta a estar no centro da estratégia de conservação. O novo Plano de Ação para a Conservação do Lince Ibérico em Portugal 2026-2030 define a <strong>criação de uma área de reintrodução</strong> até ao final da década. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O objetivo integra a meta ibérica de estabelecer oito núcleos populacionais estáveis, garantindo conectividade e diversidade genética.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas está a trabalhar com a Câmara Municipal de <strong>Penamacor</strong> para delimitar um <strong>espaço cercado com cerca de 200 hectares</strong>. Esta área servirá para a aclimatação dos animais antes da libertação definitiva na reserva, permitindo que se adaptem ao território e reduzindo os riscos nas primeiras semanas.</p><h2>Uma história luso-espanhola com um final feliz</h2><p>A reintrodução na Malcata só é viável porque o lince ibérico vive atualmente uma recuperação sem precedentes. No início dos anos 2000, a espécie estava à beira de desparecer, com menos de 100 indivíduos em toda a Península Ibérica. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A resposta passou pela criação de um programa conjunto entre Portugal e Espanha, envolvendo entidades públicas, centros de reprodução, organizações científicas e proprietários rurais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A primeira fase centrou-se na <strong>reprodução em cativeiro</strong>. Os primeiros linces foram libertados em 2011 e, até 2014, já tinham sido reintroduzidos 403 animais nascidos em centros especializados.</p><p> A expansão territorial foi rápida e acompanhada por um aumento consistente do número de fêmeas reprodutoras. Em 2024, o censo ibérico registou 2.401 linces, um crescimento de 280% face a 2019. Nesse ano, o número de <strong>fêmeas reprodutoras</strong> atingiu 470, aproximando-se da meta de 750 necessária para garantir um <strong>estado de conservação favorável</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="729639" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-faz-um-lince-iberico-de-silves-nos-pireneus-espanhois.html" title="O que faz um lince ibérico de Silves nos Pirenéus espanhóis?">O que faz um lince ibérico de Silves nos Pirenéus espanhóis?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-faz-um-lince-iberico-de-silves-nos-pireneus-espanhois.html" title="O que faz um lince ibérico de Silves nos Pirenéus espanhóis?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-faz-um-lince-iberico-de-silves-nos-pireneus-espanhois-1757962253133_320.jpg" alt="O que faz um lince ibérico de Silves nos Pirenéus espanhóis?"></a></article></aside><p>O sucesso levou a União Internacional para a Conservação da Natureza a alterar o estatuto da espécie de “Em Perigo” para “Vulnerável” em 2024. Em Portugal, mais de <strong>200 crias já nasceram em liberdade</strong>, o que é visto como um sinal de que as paisagens restauradas oferecem condições adequadas para a sobrevivência e reprodução.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/serra-da-malcata-prepara-o-regresso-do-lince-iberico-mais-de-duas-decadas-apos-a-sua-extincao-local-1778073893375.jpg" data-image="svj5jgsmnrj5" alt="Serra da Malcata" title="Serra da Malcata"><figcaption>O novo plano de proteção da espécie visa devolver a Serra da Malcata ao lince ibérico até 2030. Foto: Município de Penamacor</figcaption></figure><p>O novo plano nacional visa reforçar áreas essenciais como a <strong>proteção legal</strong>, a <strong>melhoria do habitat</strong>, a <strong>gestão genética</strong>, a <strong>monitorização</strong> conjunta e a prevenção de conflitos. A mortalidade continua a ser um desafio, sobretudo devido aos atropelamentos. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Entre 2015 e novembro de 2025, registaram-se 67 casos e, para reduzir este número, foram instalados sinais de aviso e desenvolvidas aplicações que alertam os condutores para a presença de animais através de sistemas de inteligência artificial.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A reintrodução na Malcata representa mais do que o regresso de um <strong>predador icónico de Portugal e de Espanha</strong>. É a oportunidade de restaurar um ecossistema que perdeu uma peça fundamental e de consolidar uma história de recuperação que, há vinte anos, parecia inimaginável.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em><a href="https://areasprotegidas.icnf.pt/lince/index.php/lince-iberico/plano-acao" target="_blank">Novo Plano de Ação para a Conservação do Lince-ibérico (PACLIP) </a>– Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/serra-da-malcata-prepara-o-regresso-do-lince-iberico-mais-de-duas-decadas-apos-a-sua-extincao-local.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Descoberta astronómica: um telescópio da NASA descobre mais de 10.000 novos exoplanetas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/descoberta-astronomica-um-telescopio-da-nasa-descobre-mais-de-10-000-novos-exoplanetas.html</link><pubDate>Wed, 06 May 2026 15:01:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Ao reanalisar os dados do primeiro ano de funcionamento do telescópio TESS, os cientistas terão identificado, segundo consta, mais de 1 000 novos exoplanetas, embora ainda subsistam algumas incertezas quanto à sua natureza exata.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/incroyable-un-telescope-de-la-nasa-decouvre-plus-de-10-000-nouvelles-exoplanetes-1777580554188.jpeg" data-image="1xqy9v2l2x29" alt="Exoplanetas" title="Exoplanetas"><figcaption>O telescópio TESS poderá ter descoberto um número potencialmente impressionante de exoplanetas enquanto observava o céu noturno.</figcaption></figure><p>O telescópio espacial TESS <strong>identificou 11 554 exoplanetas potenciais durante o seu primeiro ano de funcionamento, dos quais 10 091 nunca tinham sido detetados até agora</strong>, estabelecendo assim um novo recorde!</p><h2>Uma descoberta recorde!</h2><p>O telescópio espacial TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite, em inglês), <strong>foi lançado para o espaço a 18 de abril de 2018 com a missão de procurar novos exoplanetas utilizando o método de trânsito</strong>. O seu objetivo específico é detetar planetas rochosos que orbitem dentro das zonas habitáveis de estrelas que sejam, simultaneamente, brilhantes e próximas.</p><div class="texto-destacado">Para tal, o telescópio observa praticamente todo o firmamento, dedicando 27 dias a cada setor da esfera celeste.</div><p>Até à data,<strong> o telescópio tinha identificado oficialmente 750 novos exoplanetas</strong>; no entanto, verifica-se que o número real poderá ser significativamente superior. De facto, de acordo com um estudo recente, uma equipa de investigadores terá conseguido descobrir uma multidão de exoplanetas adicionais após reanalisar os dados correspondentes ao primeiro ano de observações do TESS.</p><p>Aplicaram eficazmente o <strong>método de trânsito</strong>, que consiste em detetar a diminuição de brilho associada à passagem de um planeta à frente da sua estrela, em estrelas mais ténues do que as selecionadas anteriormente pelo TESS, seja porque essas estrelas são mais pequenas ou, simplesmente, porque se encontram a uma distância maior.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr"> Plus de 10 000 nouvelles planètes auraient été découvertes grâce au télescope spatial Tess de la Nasa. Lancé en 2018, celui-ci observe les étoiles dans le ciel afin de détecter des exoplanètes. Une sacrée découverte ! ( New Scientist) <br><br> Image d'illustration <a href="https://t.co/d1qCk9RNsQ">pic.twitter.com/d1qCk9RNsQ</a></p>— Le Média Positif (@LMPositif) <a href="https://twitter.com/LMPositif/status/2049790867569811945?ref_src=twsrc%5Etfw">April 30, 2026</a></blockquote></figure><p>Esta reanálise dos dados do TESS permitiu a esta equipa de investigadores <strong>detetar nada menos do que 11 554 exoplanetas potenciais</strong>; destes, <strong>10 091 nunca tinham sido observados até à data</strong>. Este número é ainda mais impressionante se tivermos em conta que, <strong>no início de 2026, existiam aproximadamente 6.000 exoplanetas oficialmente descobertos</strong>, pelo menos antes deste anúncio.</p><h2>Incertezas persistentes</h2><p>Se for confirmado, este número representaria uma descoberta verdadeiramente extraordinária para o campo da astronomia. De facto, <strong>os investigadores nunca antes tinham descoberto tantos exoplanetas de uma só vez</strong> e, além disso, utilizando um único telescópio, um feito que demonstra claramente o potencial do TESS.</p><p>Segundo os cientistas, é provável que a maioria destes planetas pertença à família dos «Júpiteres quentes»: <strong>gigantes gasosos massivos que orbitam muito perto das suas estrelas anfitriãs</strong>. É de salientar que o telescópio TESS é particularmente adequado para detetar este tipo específico de planetas.</p><p>No entanto, será necessário confirmar a natureza exata destes planetas nos próximos meses, bem como verificar, através de observações realizadas por outros telescópios, <strong>se estes 10 091 novos candidatos são, de facto, exoplanetas genuínos</strong>.</p><div class="texto-destacado">Segundo Joshua Roth, um dos autores do estudo, é provável que apenas entre 3 000 e 5 000 destes candidatos venham a revelar-se novos e autênticos exoplanetas; os restantes são, muito provavelmente, o resultado de artefactos de observação ou de flutuações aleatórias no brilho das estrelas em estudo.</div><p>De qualquer forma, <strong>mesmo que este estudo conduzisse à descoberta de 3.000 exoplanetas em vez de 1.091</strong>, continuaria a constituir uma descoberta de particular relevância no estudo dos planetas situados para além do nosso Sistema Solar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761001" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-testemunham-um-raro-nascimento-gemeo-de-planetas-no-cosmos.html" title="Astrónomos testemunham um raro nascimento gémeo de planetas no cosmos">Astrónomos testemunham um raro nascimento gémeo de planetas no cosmos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-testemunham-um-raro-nascimento-gemeo-de-planetas-no-cosmos.html" title="Astrónomos testemunham um raro nascimento gémeo de planetas no cosmos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/astronomers-witness-a-rare-twin-birth-of-planets-in-the-cosmos-1774449392733_320.jpg" alt="Astrónomos testemunham um raro nascimento gémeo de planetas no cosmos"></a></article></aside><p>Isso permitir-nos-ia aprofundar o nosso conhecimento sobre estes mundos distantes, por exemplo, aprendendo mais sobre como se formam, ou que tipo de «Júpiter quente» dá origem a uma estrela, dependendo da sua natureza; questões que precisam urgentemente de respostas!</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p> <em><a href="https://www.courrierinternational.com/article/astronomie-plus-de-10-000-nouvelles-exoplanetes-decouvertes-grace-au-telescope-tess_243453" target="_blank">Plus de 10 000 nouvelles exoplanètes découvertes grâce au télescope Tess</a></em>, <em>Courrier International, 28/04/2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/descoberta-astronomica-um-telescopio-da-nasa-descobre-mais-de-10-000-novos-exoplanetas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Confirma-se chuva, vento e trovoada: entre sexta e domingo a depressão fria afetará principalmente estes 8 distritos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/confirma-se-chuva-vento-e-trovoada-entre-sexta-e-domingo-a-depressao-fria-afetara-principalmente-estes-8-distritos.html</link><pubDate>Wed, 06 May 2026 14:15:26 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Aguaceiros pré-frontais, na quinta e sexta-feira, antecedem a instabilidade de uma depressão fria, 'estacionada' a oeste de Portugal continental, que trará precipitação generalizada, por vezes forte, entre sábado e segunda-feira. Também haverá vento e trovoadas dispersas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa8avqu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa8avqu.jpg" id="xa8avqu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Após esta quarta-feira (6) estável com céu geralmente pouco nublado ou limpo, <strong>quinta (7) e sexta (8)</strong> já irão registar alterações na dinâmica atmosférica, estando previstos <strong>aguaceiros de evolução diurna pré-frontais, fracos e irregularmente distribuídos </strong>pelo nosso país.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Este tipo de precipitação sinalizará a iminente instabilidade meteorológica provocada por uma <strong>depressão fria que se descolará da corrente de jato polar, posicionando-se a oeste de Portugal continental</strong>. Esta baixa pressão bem organizada aproximar-se-á rapidamente da nossa geografia, transportando uma massa de ar instável e rica em humidade, alimentada por um fluxo de origem polar.</p><h2>Sábado, 9 de maio, marcado pela entrada da primeira frente mais organizada no território do Continente</h2><p>Entre as últimas horas de sexta (8) e as primeiras horas de sábado (9) chegará a<strong> primeira frente mais estruturada</strong>, de fraca a moderada atividade, associada à<strong> depressão fria bem organizada e localizada a oeste de Portugal continental, </strong>começando a entrar no nosso território pelo litoral sudoeste, através do Barlavento Algarvio. A frente espalhará precipitação do litoral para o interior, deslocando-se de sudoeste para nordeste e acabando por alcançar todo o país ao longo do dia de sábado (9).</p><p>Na primeira metade de sábado, 9 de maio, <strong>os períodos de chuva ou aguaceiros serão mais prováveis, frequentes e relativamente persistentes no Algarve, Área Metropolitana de Lisboa, Beira Baixa e Beira Alta</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/confirma-se-chuva-vento-e-trovoada-entre-sabado-e-domingo-a-depressao-fria-afetara-principalmente-estes-8-distritos-1778063284642.png" data-image="litse1cwlq34"><figcaption>Rajadas máximas de 65 km/h no Sul e Centro de Portugal continental, podendo pontualmente superar este valor.</figcaption></figure><p> Na segunda metade do dia 9 de maio a precipitação continuará a impactar a Beira Alta e a Beira Baixa, especialmente as áreas adjacentes à Serra da Estrela. Fruto da trajetória da frente impulsionada pela depressão, a precipitação surgirá noutras zonas do Norte e Centro, com maior destaque para o <strong>Minho, Douro Litoral e Regiões de Aveiro e Coimbra</strong>, onde registará uma intensidade pontualmente moderada ou forte. </p><p>Alguns aguaceiros por vezes assumir a forma de granizo. Prevê-se ainda risco de <strong>trovoada</strong>, associadas a convecção embebida nas massas de ar instáveis, com maior probabilidade de ocorrência no <strong>período entre as 12:00 e as 19:00</strong>, tanto no <strong>litoral como no interior das Regiões Norte e Centro</strong>.</p><h2>No domingo a chuva persistirá, sendo menos intensa, mas assumindo uma distribuição espacial mais uniforme</h2><p><strong>No domingo (10) a depressão fria manterá um carácter relativamente estacionário</strong>, continuando posicionada a oeste de Portugal continental à medida que for descrevendo uma circulação retrógrada (de leste para oeste).</p><p>Espera-se que uma <strong>segunda frente</strong> impulsionada pela depressão dê continuidade ao cenário de instabilidade generalizada, causando <strong>chuva mais contínua e organizada pelo território, mais provável nas regiões a norte do Tejo, especialmente entre as 10:00 e as 16:00</strong>. Durante a tarde não se exclui o risco de mais trovoadas isoladas, tanto no litoral como no interior das regiões Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/confirma-se-chuva-vento-e-trovoada-entre-sabado-e-domingo-a-depressao-fria-afetara-principalmente-estes-8-distritos-1778062813776.png" data-image="fe07rhv5mkxy"><figcaption>Mantém-se alguma incerteza relativamente à distribuição espacial e à intensidade da precipitação, sendo provável a introdução de ajustes de última hora na previsão. Ainda assim, à data, o modelo europeu indica que os 8 distritos de Portugal continental potencialmente mais expostos à depressão fria são Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Viseu, Guarda, Castelo Branco e Portalegre, prevendo-se acumulados de precipitação entre 45 e 60 mm até às 22:00 de domingo, 10 de maio.</figcaption></figure><p>Quanto ao vento, tanto no sábado (9), como no domingo (10), <strong>as regiões Centro e Sul serão as mais expostas, com o vento Sul a produzir rajadas até 65 km/h</strong>, podendo ocasionalmente igualar ou superar os 70 km/h. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767347" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio-uma-depressao-fria-estendera-as-suas-frentes-de-chuva-com-trovoadas-incorporadas.html" title="A partir de sexta-feira, 8 de maio, uma depressão fria estenderá as suas frentes de chuva com trovoadas incorporadas">A partir de sexta-feira, 8 de maio, uma depressão fria estenderá as suas frentes de chuva com trovoadas incorporadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio-uma-depressao-fria-estendera-as-suas-frentes-de-chuva-com-trovoadas-incorporadas.html" title="A partir de sexta-feira, 8 de maio, uma depressão fria estenderá as suas frentes de chuva com trovoadas incorporadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio-uma-depressao-fria-estendera-as-suas-frentes-de-chuva-com-trovoadas-incorporadas-1777994107274_320.png" alt="A partir de sexta-feira, 8 de maio, uma depressão fria estenderá as suas frentes de chuva com trovoadas incorporadas"></a></article></aside><p> Tendo em conta a previsão do mapa de precipitação acumulada até às 22:00 de domingo, os distritos mais expostos às sucessivas frentes enviadas pela depressão fria serão <strong>Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Viseu, Guarda, Castelo Branco e Portalegre</strong>. </p><h3>O tempo em Portugal continental continuará instável pelo menos até segunda-feira, 11 de maio</h3><p>Para<strong> segunda-feira (11) prevê-se outro dia de tempo instável </strong>devido à chegada de uma terceira frente mais ativa impulsionada pela depressão fria, que continuará a oeste da nossa geografia continental a alimentar a precipitação generalizada.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/confirma-se-chuva-vento-e-trovoada-entre-sexta-e-domingo-a-depressao-fria-afetara-principalmente-estes-8-distritos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Depressão fria poderá trazer até 90 mm de chuva: sistemas frontais associados chegam em várias vagas a Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-fria-podera-trazer-ate-90-mm-de-chuva-sistemas-frontais-associados-chegam-em-varias-vagas-a-portugal.html</link><pubDate>Wed, 06 May 2026 13:12:01 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Várias frentes frias, associadas a uma depressão, vão atingir Portugal entre sexta e segunda-feira, trazendo chuva persistente, por vezes intensa, vento e trovoadas. Os acumulados de chuva poderão ultrapassar os 90 mm.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa8ajqw"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa8ajqw.jpg" id="xa8ajqw"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O dia de quinta-feira será ainda de relativa estabilidade, com precipitação residual e muito localizada no Norte e Centro, associada a uma depressão posicionada sobre a Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-fria-podera-trazer-ate-90-mm-de-chuva-sistemas-frontais-associados-chegam-em-varias-vagas-a-portugal-1778068326192.png" data-image="njgvw8yrxa6r" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>Depressão sobre a Península Ibérica mantém instabilidade fraca no Norte e Centro, enquanto um sistema depressionário mais organizado se aproxima a oeste com elevada carga de humidade.</figcaption></figure><p> Durante a noite, a chuva tende a dissipar-se, com céu maioritariamente nublado. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No entanto, <strong>a oeste, uma depressão fria bem organizada aproxima-se rapidamente,</strong> transportando uma massa de ar instável e rica em humidade, alimentada por fluxo de origem polar.</p><h2>Sexta-feira trará a primeira fase de instabilidade e o início do episódio</h2><p> A partir da madrugada de sexta-feira,<strong> inicia-se a primeira fase de instabilidade associada a esta depressão,</strong> com precipitação pré-frontal a atingir o litoral, começando pela região de Lisboa e progredindo para o interior Norte e Centro ao longo da manhã. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-fria-podera-trazer-ate-90-mm-de-chuva-sistemas-frontais-associados-chegam-em-varias-vagas-a-portugal-1778068415863.png" data-image="5m5yy4e6uq10" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>Primeira frente fria entra pelo litoral, com precipitação generalizada a avançar de sudoeste para nordeste, associada a uma depressão fria ativa.</figcaption></figure><p> Esta fase trará precipitação generalizada, embora com intensidade irregular e mais fraca do que os dias adiante. Períodos de chuva mais organizada alternam com fases de precipitação residual. O vento intensifica-se e o estado do mar agrava-se, com possibilidade de trovoadas pontuais (sábado e domingo).</p><h2>Sábado será o dia da primeira vaga mais ativa</h2><p>Durante a madrugada de sábado, <strong>chega a primeira frente mais estruturada,</strong> evidenciada por uma extensa banda de precipitação com elevada probabilidade de ocorrência.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-fria-podera-trazer-ate-90-mm-de-chuva-sistemas-frontais-associados-chegam-em-varias-vagas-a-portugal-1778068474305.png" data-image="mh8p5yh58ggp" alt="Probabilidade de Chuva" title="Probabilidade de Chuva"><figcaption>Segunda frente mais intensa atinge Portugal, com uma banda contínua de precipitação e elevada probabilidade de chuva forte, inicialmente no litoral.</figcaption></figure><p> Esta vaga afetará todo o território, com <strong>chuva contínua durante várias horas em regiões como o Algarve, o sudoeste Alentejano e a região de Lisboa nas primeiras horas do dia</strong>.</p><p> Durante a tarde, o foco desloca-se para o Norte e Centro, onde a precipitação poderá atingir intensidade moderada a forte, com valores próximos de 8 mm/h em áreas costeiras de Coimbra e Aveiro.</p><h2>Domingo a instabilidade persistente </h2><p>O domingo será marcado por um cenário de <strong>instabilidade contínua, com chuva fraca a moderada</strong> ao longo de grande parte do dia em todo o território.<br> Adicionalmente, existe probabilidade de ocorrência de trovoadas, especialmente entre Coimbra e Porto, associadas a convecção embebida nas massas de ar instáveis. Apesar de não tão intensa como no sábado, a precipitação será persistente, contribuindo para o aumento dos acumulados.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767347" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio-uma-depressao-fria-estendera-as-suas-frentes-de-chuva-com-trovoadas-incorporadas.html" title="A partir de sexta-feira, 8 de maio, uma depressão fria estenderá as suas frentes de chuva com trovoadas incorporadas">A partir de sexta-feira, 8 de maio, uma depressão fria estenderá as suas frentes de chuva com trovoadas incorporadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio-uma-depressao-fria-estendera-as-suas-frentes-de-chuva-com-trovoadas-incorporadas.html" title="A partir de sexta-feira, 8 de maio, uma depressão fria estenderá as suas frentes de chuva com trovoadas incorporadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio-uma-depressao-fria-estendera-as-suas-frentes-de-chuva-com-trovoadas-incorporadas-1777994107274_320.png" alt="A partir de sexta-feira, 8 de maio, uma depressão fria estenderá as suas frentes de chuva com trovoadas incorporadas"></a></article></aside><p><strong>Na segunda-feira, uma nova frente mais ativa atravessa o território</strong>, reforçando o episódio de precipitação. A chuva será novamente generalizada, com períodos de maior intensidade, sobretudo nas regiões do litoral e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-fria-podera-trazer-ate-90-mm-de-chuva-sistemas-frontais-associados-chegam-em-varias-vagas-a-portugal-1778068566326.png" data-image="8ygrsdb213rz" alt="Precipitação acumulada" title="Precipitação acumulada"><figcaption>Acumulados totais significativos após o episódio, com valores superiores a 90 mm no Centro e litoral, destacando-se Castelo Branco e regiões adjacentes.</figcaption></figure><p> No final deste episódio, os acumulados poderão ser significativos, com vários distritos costeiros a registarem valores elevados. <strong>O destaque vai para o distrito de Castelo Branco,</strong> onde os modelos apontam para acumulados superiores a <strong>90 mm</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-fria-podera-trazer-ate-90-mm-de-chuva-sistemas-frontais-associados-chegam-em-varias-vagas-a-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[7 árvores e arbustos perfeitos para garantir privacidade na sua casa sem ter de esperar anos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/7-arvores-e-arbustos-perfeitos-para-garantir-privacidade-na-sua-casa-sem-ter-de-esperar-anos.html</link><pubDate>Wed, 06 May 2026 12:50:56 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Crescimento rápido em altura, folhagem densa e uma seleção criteriosa das espécies: três fatores essenciais para criar uma barreira vegetal em menos tempo.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/7-arboles-y-arbustos-perfectos-para-ganar-privacidad-en-tu-hogar-sin-esperar-anos-1777550259687.jpg" alt="plants" title="plants"> <figcaption>Algumas plantas crescem rapidamente; outras ajudam a preencher as lacunas.</figcaption> </figure><p>A ideia de criar uma parede verde para garantir privacidade vem sempre acompanhada de um conselho:<strong> é preciso ter paciência</strong>. Os ramos demoram a crescer e a ganhar volume e, entretanto, as aberturas permitem a visibilidade através da parede.</p><p><strong>A solução mais prática é não depender de uma única espécie</strong>. Algumas crescem rapidamente e proporcionam altura num curto espaço de tempo; outras conferem densidade e ajudam a preencher as lacunas a partir da base. Esta combinação reduz o tempo de espera e proporciona um resultado mais uniforme.</p><p>Estas sete opções têm um bom desempenho e, nas condições certas, podem <strong>crescer entre 60 centímetros e mais de um metro por ano, atingindo 2 a 3 metros em apenas alguns ciclos de crescimento</strong>.</p><h2>1- Elaeagnus (Elaeagnus × ebbingei)</h2><p><strong>Cresce entre 50 e 100 centímetros por ano e pode atingir os 3 metros em dois anos</strong>. A sua folhagem é densa e bem distribuída desde a base, tornando-a muito eficaz para criar biombos.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/7-arboles-y-arbustos-perfectos-para-ganar-privacidad-en-tu-hogar-sin-esperar-anos-1777550561847.jpg" alt="plants" title="plants"> <figcaption>Resistente e compacto, proporciona densidade mesmo em condições difíceis.</figcaption> </figure><p>Além disso, <strong>tolera o vento, a seca e solos pobres</strong>, tornando-a adequada mesmo em condições menos favoráveis.</p><h2>2- Cipreste de Leyland (Cupressus × leylandii)</h2><p>É uma das opções clássicas para criar rapidamente uma parede verde. Em boas condições, pode crescer <strong>entre 80 centímetros e mais de um metro por ano</strong>, atingindo os 3 metros em dois a três anos.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/7-arboles-y-arbustos-perfectos-para-ganar-privacidad-en-tu-hogar-sin-esperar-anos-1777550749130.jpg" alt="plants" title="plants"> <figcaption>De crescimento rápido, forma uma barreira vertical ideal para ganhar altura rapidamente.</figcaption> </figure><p>O seu crescimento é vertical e vigoroso, e a sua folhagem perene proporciona uma <strong>cobertura contínua</strong>. Necessita de alguma poda para manter uma densidade uniforme, mas responde bem e adapta-se a diferentes tipos de solo.</p><h2>3- Fotínia (Photinia × fraseri)</h2><p><strong>A fotínia é uma das opções mais fiáveis para criar sebes vivas densas num curto espaço de tempo</strong>. Pode crescer entre 60 centímetros e 1 metro por ano, atingindo 2 a 3 metros em cerca de dois a três anos.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/7-arboles-y-arbustos-perfectos-para-ganar-privacidad-en-tu-hogar-sin-esperar-anos-1777550953119.jpg" alt="plants" title="plants"> <figcaption>O seu rebrote avermelhado e a sua estrutura uniforme tornam-na ideal para sebes.</figcaption> </figure><p><strong>A sua principal vantagem é a densidade</strong>: ramifica-se a partir da base e forma uma massa compacta que bloqueia a vista sem deixar espaços. Responde muito bem à poda, o que permite que se mantenha densa e na altura desejada. Os seus rebentos avermelhados também conferem-lhe valor ornamental.</p><h2>4 - Laurustinus (Viburnum tinus)</h2><p>O Laurustinus tem um ritmo de crescimento ligeiramente mais moderado, mas proporciona uma densidade muito útil para preencher espaços. <strong>Pode crescer entre 40 e 80 centímetros por ano</strong>.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/7-arboles-y-arbustos-perfectos-para-ganar-privacidad-en-tu-hogar-sin-esperar-anos-1777551150185.jpg" alt="plants" title="plants"> <figcaption>Proporciona um volume constante e ajuda a preencher os espaços ao longo do tempo.</figcaption> </figure><p>A sua folhagem é perene e compacta, o que lhe permite formar sebes densas ao longo do tempo.<strong> É resistente, adaptável e requer pouca manutenção depois de estabelecida</strong>.</p><h2>5- Louro-cerejeira (Prunus laurocerasus)</h2><p><strong>O louro-cerejeira é uma das opções mais utilizadas</strong> para criar sebes bem cuidadas e contínuas. Cresce entre 50 e 80 centímetros por ano, aproximadamente.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/7-arboles-y-arbustos-perfectos-para-ganar-privacidad-en-tu-hogar-sin-esperar-anos-1777551288975.jpg" alt="plants" title="plants"> <figcaption>Um bom projeto desde o início ajuda a garantir a privacidade mais rapidamente.</figcaption> </figure><p><strong>As suas folhas grandes e a sua densidade natural ajudam a proteger a privacidade</strong>. Responde bem à poda e consegue manter formas definidas, tornando-a ideal para quem procura uma solução elegante.</p><h2>6- Bambu não invasivo</h2><p>Embora, tecnicamente, não seja uma árvore, <strong>na jardinagem desempenha esse papel melhor do que muitas outras plantas</strong>. As variedades não invasivas formam aglomerados compactos que crescem rapidamente e proporcionam cobertura desde o solo.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/7-arboles-y-arbustos-perfectos-para-ganar-privacidad-en-tu-hogar-sin-esperar-anos-1777551404427.jpg" alt="plants" title="plants"> <figcaption>Oferece cobertura total e bloqueia a vista rapidamente.</figcaption> </figure><p><strong>Em condições favoráveis, podem atingir 2 a 3 metros em um ou dois anos</strong>. Esta combinação de rapidez e densidade torna-as uma das opções mais eficazes para bloquear rapidamente a vista. O segredo está na escolha de espécies de crescimento controlado.</p><h2>7- Tuia gigante (Thuja ‘Green Giant’)</h2><p>Menos conhecida, mas cada vez mais comum nos viveiros, a tuia gigante <strong>combina velocidade de crescimento e densidade de forma muito equilibrada</strong>. Pode crescer entre 90 centímetros e 1,5 metros por ano, ultrapassando os 3 metros em cerca de dois a três anos.</p><p>Ao contrário de outras variedades de cipreste, mantém uma cobertura mais uniforme desde a base, melhorando a privacidade com menos poda. É uma <strong>opção muito sólida para sebes altas e contínuas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765953" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-mit-confirma-as-plantas-ouvem-as-gotas-a-cair-e-germinam-ate-40-mais-depressa.html" title="O MIT confirma: as plantas ouvem as gotas a cair e germinam até 40% mais depressa">O MIT confirma: as plantas ouvem as gotas a cair e germinam até 40% mais depressa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-mit-confirma-as-plantas-ouvem-as-gotas-a-cair-e-germinam-ate-40-mais-depressa.html" title="O MIT confirma: as plantas ouvem as gotas a cair e germinam até 40% mais depressa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-mit-lo-confirma-las-plantas-oyen-caer-las-gotas-y-germinan-hasta-40-mas-rapido-1777036934448_320.jpg" alt="O MIT confirma: as plantas ouvem as gotas a cair e germinam até 40% mais depressa"></a></article></aside><p>A melhor estratégia não é depender de uma única espécie, mas sim combiná-las. <strong>Para acelerar o efeito, é melhor plantar em linha e manter um espaçamento adequado entre as plantas</strong>: se estiverem demasiado afastadas, a cobertura demorará mais tempo a fechar-se. O resultado dependerá da forma como se complementam entre si.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/7-arvores-e-arbustos-perfeitos-para-garantir-privacidade-na-sua-casa-sem-ter-de-esperar-anos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um plástico mais ecológico? Material à base de cânhamo traz esperança diante da crise da poluição]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-plastico-mais-ecologico-material-a-base-de-canhamo-traz-esperanca-diante-da-crise-da-poluicao.html</link><pubDate>Wed, 06 May 2026 07:33:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Cientistas criaram um plástico à base de cânhamo que é durável, resistente ao calor e altamente elástico, oferecendo uma alternativa mais ecológica aos plásticos convencionais, embora o aumento da produção continue a ser um desafio crucial.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-greener-plastic-hemp-based-material-offers-hope-against-pollution-crisis-1777754373376.jpg" data-image="pvddlnhuro36" alt="plástico" title="plástico"><figcaption>Pritish Aklujkar, um dos autores do estudo, segura uma folha separada de policarbonato feita com canabidiol (CBD). Crédito: Gregory A. Sotzing.</figcaption></figure><p>Num novo estudo publicado na revista <em>Chem Circularity</em>, uma equipa de cientistas identificou uma <strong>solução potencial para a poluição global causada pelo fabrico e descarte de plásticos descartáveis</strong>.</p><p>A equipa desenvolveu uma<strong> alternativa não tóxica ao plástico, derivada da planta de cânhamo</strong>,<strong> um tipo de <em>cannabis </em>não psicoativa</strong>. O material é elástico e pode expandir até 1.600% do seu tamanho. É feito de um termoplástico derivado do cânhamo com alta temperatura de transição vítrea, uma propriedade que mantém o plástico durável e seco quando exposto à água fervente.</p><p>“<strong>Pouquíssimos plásticos, se é que algum, feitos de recursos naturais possuem esta qualidade</strong>”, disse Gregory Sotzing, da Universidade de Connecticut. “O policarbonato atual é feito com bisfenol A, um conhecido disruptor endócrino. A esperança é que o canabidiol (CBD) possa substituir o bisfenol A encontrado nos plásticos processados atualmente”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-projeto-pioneiro-para-salvar-o-paraiso-tropical-do-havai-dos-microplasticos.html" title="O projeto pioneiro para salvar o paraíso tropical do Havai dos microplásticos">O projeto pioneiro para salvar o paraíso tropical do Havai dos microplásticos</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-projeto-pioneiro-para-salvar-o-paraiso-tropical-do-havai-dos-microplasticos.html" title="O projeto pioneiro para salvar o paraíso tropical do Havai dos microplásticos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/il-progetto-pionieristico-per-salvare-il-paradiso-tropicale-della-hawaii-dalle-microplastiche-1775810229090_320.jpg" alt="O projeto pioneiro para salvar o paraíso tropical do Havai dos microplásticos"></a></article></aside><p><strong>Este material pode ser transformado em filmes plásticos transparentes, revestimentos e outros materiais atualmente fabricados a partir de derivados de petróleo</strong>, como o tereftalato de polietileno (PET), usado em garrafas de água descartáveis e recipientes para alimentos. Estas aplicações exigem estabilidade em temperaturas médias ou altas, ou processabilidade por fusão, o que significa que podem ser facilmente derretidos e moldados — algo que a equipa conseguiu pela primeira vez com policarbonato à base de cânhamo.</p><p>"O nosso trabalho consolidou os<strong> copolímeros à base de CBD como substitutos sustentáveis para termoplásticos</strong> amplamente utilizados, como o PET", disse Mukerrem Cakmak, da Universidade Purdue. "Desenvolvemos uma estrutura de processamento científico rigorosa que vincula a arquitetura molecular à processabilidade por fusão, ao desenvolvimento de orientação e à elasticidade, sem comprometer a capacidade de fabrico".</p><h2> PET = Microplásticos </h2><p>A <strong>produção de PET requer grandes quantidades de combustíveis fósseis</strong>, como petróleo bruto e gás natural, e, quando descartado, decompõe-se em minúsculas partículas. Estes microplásticos libertam substâncias químicas, incluindo o PET, que está associado a danos celulares e a inflamação, no ar, na água e nos alimentos.</p><p>Embora os cientistas procurem há tempos uma<strong> alternativa mais ecológica ao PET</strong>, a maioria dos polímeros derivados de plantas não possui a temperatura de transição vítrea e a elasticidade necessárias, e a sua produção é mais cara. Além disso, os catalisadores usados na fabricação de plásticos de base biológica geralmente exigem altas temperaturas e dificultam a sua remoção e purificação do produto final, tornando-os impraticáveis para a produção em larga escala.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-greener-plastic-hemp-based-material-offers-hope-against-pollution-crisis-1777754562408.jpg" data-image="h4umev09pxsx" alt="planta de cânhamo." title="planta de cânhamo."><figcaption>Imagem de uma planta de cânhamo.</figcaption></figure><p>Para superar estes desafios, a equipa desenvolveu<strong> um filme plástico à base de cânhamo </strong>e testou as suas propriedades, garantindo que ele tivesse a estrutura e as características adequadas para o processamento industrial.</p><p>"Este policarbonato, na forma de um filme liso, possui um ângulo de contacto com a água muito alto", disse Sotzing. "Não esperávamos que o nosso policarbonato com CBD tivesse um ângulo de contacto maior do que a maioria das poliolefinas", acrescentou. Materiais com esta propriedade também podem ser usados como nanopartículas para a administração de medicamentos e para revestimento de cateteres.</p><p>A equipa de investigação está atualmente a estudar os produtos que se formam quando o CBD reage com o trifosgénio comercial, um sólido cristalino usado com o cânhamo para produzir o material. Eles também estão a trabalhar para <strong>desenvolver uma versão mais resistente do plástico derivado do cânhamo e testar uma versão em maior escala</strong> do seu processo de fabrico.</p><h2>Saiba mais sobre o CBD</h2><p>Atualmente, a produção global de CBD é insuficiente para substituir completamente o PET no fabrico de plásticos, de acordo com as conclusões do estudo. No entanto, como<strong> o cânhamo está a tornar-se cada vez mais popular para roupas, alimentos e materiais de construção</strong>, o seu cultivo está em plena expansão.</p><p><strong>Esta planta pode ser cultivada numa ampla variedade de climas, requer pouca água e praticamente nenhum pesticida</strong>. Além disso, pode ser cultivada em consórcio com outras culturas, como milho e soja, tornando-se uma cultura versátil para os agricultores.</p><p>"Os custos do CBD diminuiriam à medida que o cultivo de cânhamo aumentasse", concluiu Sotzing.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.cell.com/chem-circularity/fulltext/S3051-2948(26)00014-9?_returnURL=https%3A%2F%2Flinkinghub.elsevier.com%2Fretrieve%2Fpii%2FS3051294826000149%3Fshowall%3Dtrue" target="_blank">High-molecular-weight hemp-derived polycannabidiol carbonate thermoplastic with PET-like heat resistance, strength, and processability: Chem Circularity</a>. 30 de abril, 2026. Davis, et al.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-plastico-mais-ecologico-material-a-base-de-canhamo-traz-esperanca-diante-da-crise-da-poluicao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item></channel></rss>