<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Sun, 19 Apr 2026 19:00:11 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sun, 19 Apr 2026 19:00:11 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Depressão atinge os Açores com pico entre terça e quarta: vento forte e ondas até 10 metros]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atinge-os-acores-com-pico-entre-terca-e-quarta-vento-forte-e-ondas-ate-10-metros.html</link><pubDate>Sun, 19 Apr 2026 15:37:10 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma depressão deverá influenciar o estado do tempo nos Açores nos próximos dias, alterando gradualmente o padrão atmosférico. A evolução do sistema sobre o arquipélago será progressiva, com sinais de agravamento à medida que se instala e ganha expressão.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atinge-os-acores-com-pico-entre-terca-e-quarta-vento-forte-e-ondas-ate-10-metros-1776609958665.jpeg" data-image="ee09hxfpokd3" alt="Depressão agrava o tempo nos Açores com pico entre terça e quarta-feira" title="Depressão agrava o tempo nos Açores com pico entre terça e quarta-feira"><figcaption>Ao longo desta semana, prevê-se um agravamento do estado do tempo no arquipélago dos Açores, marcado por ondulação muito elevada, vento forte e precipitação, associado à passagem de uma depressão atlântica ativa. O pico deverá ocorrer entre terça e quarta-feira, com intensificação da agitação marítima e do vento.</figcaption></figure><p>Ao longo da próxima semana, o arquipélago dos Açores deverá manter-se sob a influência de uma circulação atlântica ativa, associada à aproximação e passagem de uma <strong>depressão entre terça e quarta-feira</strong>. Este sistema será responsável por um agravamento do estado do tempo, num contexto marcado por <strong>descida da temperatura, pelo reforço do vento e por uma intensificação muito significativa da agitação marítima</strong>, sobretudo entre o grupo Ocidental e o grupo Central.</p><h2>Depressão aproxima-se e prepara agravamento do estado do tempo</h2><p>Na segunda-feira, espera-se céu com períodos de muita nebulosidade e algumas abertas. Os <strong>aguaceiros deverão ser em geral fracos e mais prováveis a partir da tarde</strong>, sobretudo nos grupos central e oriental. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atinge-os-acores-com-pico-entre-terca-e-quarta-vento-forte-e-ondas-ate-10-metros-1776608709602.png" data-image="2xi27wk0px3z"><figcaption>Distribuição da precipitação prevista para segunda-feira à noite, com aguaceiros dispersos associados à aproximação de uma depressão atlântica. A precipitação deverá ser, em geral, fraca a moderada, antecipando um agravamento gradual do estado do tempo.</figcaption></figure><p>O vento soprará de norte moderado a fresco, entre 20 e 40 km/h, com rajadas até 60 km/h, podendo atingir <strong>70 km/h no grupo ocidental</strong>, rodando gradualmente para noroeste.As temperaturas máximas deverão situar-se entre 14 e 15 ºC, enquanto as mínimas rondarão os 10 ºC. <strong>A agitação marítima já dará sinais de agravamento</strong>, com altura máxima da onda geralmente entre 3 e 5 metros, podendo atingir 4 a 6 metros nas zonas mais expostas.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Na terça-feira, o arquipélago entrará na <strong>fase mais severa do episódio</strong>. O céu deverá manter-se muito nublado, com aguaceiros no grupo Ocidental e períodos de chuva e aguaceiros nos grupos Central e Oriental. O vento intensificar-se-á de forma clara, soprando de noroeste ou oeste muito fresco a forte, entre 40 e 65 km/h, com r<strong>ajadas até 90 km/h</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atinge-os-acores-com-pico-entre-terca-e-quarta-vento-forte-e-ondas-ate-10-metros-1776608616512.png" data-image="tuqg6neosz0r"><figcaption>Previsão de rajadas de vento fortes a muito fortes para terça-feira ao final do dia, associadas à aproximação e passagem de uma depressão atlântica ativa. Esperam-se valores mais elevados sobretudo nos grupos Ocidental e Central.</figcaption></figure><p>No mar, são esperadas ondas entre 6 e 8 metros em grande parte da região, podendo atingir valores próximos dos <strong>9 a 10 metros nas Flores e no Corvo, sobretudo entre a tarde e a noite.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atinge-os-acores-com-pico-entre-terca-e-quarta-vento-forte-e-ondas-ate-10-metros-1776608471741.png" data-image="4n0b0ckswla6"><figcaption>Mapa da agitação marítima prevista para terça-feira ao final do dia, com ondulação muito elevada em todo o arquipélago. As ondas poderão atingir 6 a 8 metros, localmente 9 a 10 metros no grupo Ocidental.</figcaption></figure><p>Na quarta-feira, são esperados novos períodos de chuva ou aguaceiros, acompanhados por <strong>vento forte, com rajadas até 80 a 90 km/h</strong>. A ondulação manter-se-á muito elevada, com valores entre 7 e 9 metros, podendo localmente ser superiores, começando a diminuir gradualmente ao longo da tarde.</p><h2>Após o pico, condições melhoram mas mar continua agitado</h2><p>Na quinta e sexta-feira, o <strong>estado do tempo deverá evoluir para um regime pós-frontal</strong>, com aguaceiros mais dispersos, abertas mais frequentes e vento gradualmente menos intenso. Ainda assim, <strong>o mar continuará agitado</strong> na quinta-feira, com ondas entre 5 e 7 metros, diminuindo progressivamente para 4 a 6 metros. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764640" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos.html" title="Mudanças em Portugal na próxima semana: emergem nos mapas uma tempestade e um anticiclone anómalos">Mudanças em Portugal na próxima semana: emergem nos mapas uma tempestade e um anticiclone anómalos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos.html" title="Mudanças em Portugal na próxima semana: emergem nos mapas uma tempestade e um anticiclone anómalos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos-1776602106323_320.png" alt="Mudanças em Portugal na próxima semana: emergem nos mapas uma tempestade e um anticiclone anómalos"></a></article></aside><p>Na sexta-feira, a tendência será de melhoria mais evidente, com altura máxima da onda entre 3 e 5 metros e condições progressivamente menos adversas, embora o ambiente se mantenha fresco e húmido.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atinge-os-acores-com-pico-entre-terca-e-quarta-vento-forte-e-ondas-ate-10-metros.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O impacto devastador da floração de algas na Austrália meridional]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-impacto-devastador-da-floracao-de-algas-na-australia-meridional.html</link><pubDate>Sun, 19 Apr 2026 15:35:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Do colapso biológico à crise económica: o impacto da alga Karenia mikimotoi no litoral e na vida dos residentes sul-australianos. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-impacto-devastador-da-floracao-de-algas-na-australia-meridional-1776375978413.png" data-image="bgkghuim1wcz"><figcaption>As toxinas espalham-se pelo ar, causando problemas respiratórios e irritações oculares a banhistas, mesmo sem estes entrarem na água.</figcaption></figure><p>Desde março de 2025, as águas dos Golfos de St Vincent e Spencer, bem como da Ilha Kangaroo, <strong>foram fustigadas por uma floração de algas nocivas</strong> (HAB), composta principalmente pela espécie Karenia mikimotoi. Este fenómeno, descrito como um dos eventos de mortalidade marinha mais graves à escala global, provocou a morte de milhões de espécimes, afetando toda a cadeia trófica, desde pequenos bivalves e moluscos até predadores de topo, como golfinhos e tubarões-brancos.</p><div class="texto-destacado">No Golfo de St Vincent, registou-se um colapso quase total de espécies comercialmente vitais: as capturas de <strong>lula-do-sul (Southern Calamari), agulha-do-sul (Southern Garfish) e do caranguejo-azul diminuíram mais de 80%</strong> face à média histórica.</div><p>Como resultado, a pesca comercial nestas zonas foi interditada até meados de 2026, paralisando a indústria do marisco.</p><h2>Impacto humano e saúde mental </h2><p>O custo humano vai muito além do prejuízo financeiro. Mais de 60% dos residentes locais sofreram de <strong>"eco-ansiedade" e ruminação obsessiva sobre o estado do oceano</strong>. O mar, historicamente um pilar de lazer e identidade para os sul-australianos, transformou-se numa fonte de angústia. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-impacto-devastador-da-floracao-de-algas-na-australia-meridional-1776376084609.png" data-image="0530z49mjfzf"><figcaption>Esta algas podem afetar toda a cadeia trófica, desde pequenos bivalves e moluscos até predadores de topo, como focas, golfinhos e tubarões-brancos.</figcaption></figure><p>Foram reportados sintomas físicos graves em surfistas e banhistas, incluindo <strong>dificuldades respiratórias, inflamações na garganta e irritações oculares</strong>, causadas pela inalação de toxinas aerosolizadas. </p><div class="texto-destacado">Aproximadamente metade da população afetada cessou atividades como a natação e a pesca recreativa, o que intensificou sentimentos de isolamento. </div><p>Muitos residentes descreveram o trauma da <strong>"caminhada matinal da morte"</strong>, referindo-se à visão quotidiana de carcaças de animais acumuladas na areia. </p><h2>Consequências económicas e causas </h2><p>O impacto financeiro total é estimado em <strong>mais de 250 milhões de dólares</strong>. As perdas distribuem-se entre o setor das pescas (mais de 100 milhões), o turismo (cerca de 46,8 milhões) e os custos governamentais diretos com a monitorização e apoio de emergência (102,5 milhões). </p><div class="texto-destacado">Embora as florações de algas sejam fenómenos naturais, a escala e a persistência deste evento sem precedentes são atribuídas às alterações climáticas e ao aquecimento global, que criaram condições oceânicas propícias à proliferação destas toxinas. </div><p>O debate público centra-se agora na <strong>urgência de implementar sistemas de aviso prévio mais robustos</strong> e na necessidade de uma resposta política coordenada para enfrentar a "nova normalidade" de eventos climáticos extremos. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="704426" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/uma-proliferacao-mortal-de-algas-atinge-o-sul-da-california-envenenando-leoes-marinhos-e-golfinhos.html" title="Uma proliferação mortal de algas atinge o sul da Califórnia, envenenando leões-marinhos e golfinhos">Uma proliferação mortal de algas atinge o sul da Califórnia, envenenando leões-marinhos e golfinhos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/uma-proliferacao-mortal-de-algas-atinge-o-sul-da-california-envenenando-leoes-marinhos-e-golfinhos.html" title="Uma proliferação mortal de algas atinge o sul da Califórnia, envenenando leões-marinhos e golfinhos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/deadly-algae-bloom-strikes-southern-california-poisoning-sea-lions-and-dolphins-1743616543019_320.jpg" alt="Uma proliferação mortal de algas atinge o sul da Califórnia, envenenando leões-marinhos e golfinhos"></a></article></aside><p>Em suma, a crise de 2026 é um <strong>aviso trágico sobre a interdependência</strong> entre a saúde dos ecossistemas marinhos, a resiliência económica regional e a saúde mental das populações costeiras.</p><p><em><br></em></p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><a href="https://pir.sa.gov.au/__data/assets/pdf_file/0003/488541/summary-report-algal-bloom-impact-on-key-fish-stocks-sa-jan-2026.pdf"><em>https://pir.sa.gov.au/__data/assets/pdf_file/0003/488541/summary-report-algal-bloom-impact-on-key-fish-stocks-sa-jan-2026.pdf</em></a></p><p><em><a href="https://pir.sa.gov.au/__data/assets/pdf_file/0003/488541/summary-report-algal-bloom-impact-on-key-fish-stocks-sa-jan-2026.pdf"></a></em></p><p><em><a href="https://pir.sa.gov.au/__data/assets/pdf_file/0003/488541/summary-report-algal-bloom-impact-on-key-fish-stocks-sa-jan-2026.pdf"></a><a href="https://adelaide.edu.au/about/news/2026/toxic-algal-bloom-has-taken-a-heavy-toll-on-south-australians--m/">https://adelaide.edu.au/about/news/2026/toxic-algal-bloom-has-taken-a-heavy-toll-on-south-australians--m/</a></em></p><p><em><a href="https://pir.sa.gov.au/__data/assets/pdf_file/0003/488541/summary-report-algal-bloom-impact-on-key-fish-stocks-sa-jan-2026.pdf"></a></em></p><p><em><a href="https://pir.sa.gov.au/__data/assets/pdf_file/0003/488541/summary-report-algal-bloom-impact-on-key-fish-stocks-sa-jan-2026.pdf"></a></em></p><p><em><a href="https://pir.sa.gov.au/__data/assets/pdf_file/0003/488541/summary-report-algal-bloom-impact-on-key-fish-stocks-sa-jan-2026.pdf"></a><a href="https://archive.ph/BH0HK">https://archive.ph/BH0HK</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-impacto-devastador-da-floracao-de-algas-na-australia-meridional.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Descoberto novo material de carbono que oferece um modelo promissor para a próxima geração de tecnologia climática]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/descoberto-novo-material-de-carbono-que-oferece-um-modelo-promissor-para-a-proxima-geracao-de-tecnologia-climatica.html</link><pubDate>Sun, 19 Apr 2026 14:25:59 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma equipa de cientistas japoneses considera ter encontrado uma forma de mudar a forma como capturamos o carbono, com um material redesenhado que quase não necessita de calor para funcionar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/scientists-uncover-new-carbon-material-offering-potentially-powerful-blueprint-for-next-gen-climate-tech-1776270709323.jpg" data-image="shx262k24dhq" alt="Researchers have developed a new carbon-based material designed to capture CO2 more efficiently while dramatically reducing the energy needed to release it." title="Researchers have developed a new carbon-based material designed to capture CO2 more efficiently while dramatically reducing the energy needed to release it."><figcaption>Os investigadores desenvolveram um novo material à base de carbono concebido para capturar CO2 de forma mais eficiente, reduzindo drasticamente a energia necessária para o libertar.</figcaption></figure><p>A captura de carbono como potencial solução para o clima não é novidade, sendo a ideia básica apanhar o CO2 antes de este chegar à atmosfera. O problema tem sido sempre <strong>o custo elevadíssimo de funcionamento do kit</strong>, razão pela qual ainda não foi possível atingir a escala esperada.</p><p>A maioria dos sistemas existentes <strong>baseia-se num processo chamado depuração de aminas aquosas</strong>, que implica o aquecimento de grandes volumes de líquido a mais de 100°C só para libertar o CO2 capturado.</p><p>É nesta fase de aquecimento que o dinheiro desaparece. E é esta a parte que uma equipa da Universidade de Chiba, no Japão, tem vindo a reduzir, com um <strong>novo tipo de material de carbono a que chamam viciazites</strong>.</p><h2>Um material que liberta o CO2 a baixa temperatura</h2><p>Os materiais de carbono sólido já estão no radar dos investigadores como uma alternativa mais barata à depuração líquida. São económicos, têm uma grande área de superfície para reter o gás e, quando se lhes adicionam grupos funcionais à base de azoto, ficam ainda mais aptos a reter o CO2. O problema, <strong>segundo os investigadores</strong>, é que o fabrico tradicional dispersa esses grupos de azoto de forma aleatória, o que torna quase impossível descobrir qual a disposição que funciona melhor.</p><p>Assim, a equipa de Chiba, liderada pelo Professor Associado Yasuhiro Yamada, decidiu controlar exatamente onde se encontravam esses átomos de azoto. Construíram três versões de viciazitas, cada uma com grupos de nitrogénio emparelhados uns ao lado dos outros em diferentes configurações, com taxas de <strong>seletividade que chegaram a atingir 82%</strong> em alguns casos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/scientists-uncover-new-carbon-material-offering-potentially-powerful-blueprint-for-next-gen-climate-tech-1776270719474.jpg" data-image="4zho108hgs39" alt="The breakthrough in molecular design has enabled scientists to control how nitrogen groups are arranged, unlocking lower-temperature carbon capture using existing industrial waste heat." title="The breakthrough in molecular design has enabled scientists to control how nitrogen groups are arranged, unlocking lower-temperature carbon capture using existing industrial waste heat."><figcaption>O avanço na conceção molecular permitiu aos cientistas controlar a forma como os grupos de azoto estão dispostos, permitindo a captura de carbono a baixa temperatura utilizando o calor residual industrial existente.</figcaption></figure><p>Quando testadas, as diferenças eram gritantes. A versão com grupos NH2 adjacentes <strong>captou visivelmente mais CO2 do que as fibras de carbono não tratadas</strong> - mas o que é realmente interessante é a facilidade com que o devolveu.</p><p>"A avaliação do desempenho revelou que nos materiais de carbono em que os grupos NH2 são introduzidos adjacentemente, <strong>a maior parte do CO2 adsorvido é dessorvido a temperaturas inferiores a 60 °C</strong>. Combinando esta propriedade com o calor residual industrial, pode ser possível obter processos eficientes de captura de CO2 com custos de funcionamento substancialmente reduzidos", afirmou o Dr. Yamada.</p><p>Sessenta graus é o tipo de calor que já sai das<strong> fábricas e centrais elétricas como resíduo</strong>. Por isso, em vez de queimar mais combustível para libertar o carbono capturado, teoricamente, poder-se-ia simplesmente ligar o sistema ao calor que já está a ser desperdiçado.</p><h2>Porque é que a conceção é importante para além do CO2</h2><p>A equipa também testou uma versão que utilizava azoto pirrólico, que necessitava de temperaturas mais elevadas para libertar CO2, mas que <strong>poderia aguentar melhor a longo prazo graças</strong> à sua química mais resistente. Uma terceira configuração, utilizando azoto piridínico, quase não melhorou o desempenho - uma informação útil por si só.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762167" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-a-ia-esta-ajudando-cientistas-a-entender-como-o-carbono-organico-dissolvido-se-move-no-oceano.html" title="Como a IA está a ajudar os cientistas a entender de que forma o carbono orgânico dissolvido se move no oceano">Como a IA está a ajudar os cientistas a entender de que forma o carbono orgânico dissolvido se move no oceano</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-a-ia-esta-ajudando-cientistas-a-entender-como-o-carbono-organico-dissolvido-se-move-no-oceano.html" title="Como a IA está a ajudar os cientistas a entender de que forma o carbono orgânico dissolvido se move no oceano"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/how-ai-is-helping-scientists-see-how-dissolved-organic-carbon-moves-in-the-ocean-1774964351777_320.jpeg" alt="Como a IA está a ajudar os cientistas a entender de que forma o carbono orgânico dissolvido se move no oceano"></a></article></aside><p>O que os investigadores parecem mais satisfeitos é <strong>a prova de que é possível colocar estes grupos de azoto deliberadamente</strong>, em vez de esperar pelo melhor.</p><p>“A nossa motivação é contribuir para a sociedade do futuro”, disse Yamada, acrescentando que o trabalho oferece “o controlo a nível molecular essencial para o <strong>desenvolvimento de tecnologias de captura de CO2 da próxima geração, rentáveis e avançadas”</strong>.</p><h3><i>Referência da notícia:</i></h3><p><em>This new carbon material could make carbon capture far more affordable, published by <a href="https://www.sciencedaily.com/releases/2026/03/260328.htm" target="_blank">Chiba University</a>, April 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/descoberto-novo-material-de-carbono-que-oferece-um-modelo-promissor-para-a-proxima-geracao-de-tecnologia-climatica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[NASA anuncia mudança no lançamento de redes de satélites de investigação atmosférica]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/nasa-anuncia-mudanca-no-lancamento-de-redes-de-satelites-de-investigacao-atmosferica.html</link><pubDate>Sun, 19 Apr 2026 14:17:33 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A NASA planeia missões centradas no lançamento de satélites destinados a recolher dados atmosféricos e geológicos a partir da superfície. As missões são um ajustamento da iniciativa anteriormente planeada do Sistema de Observação da Atmosfera.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nasa-announces-shift-in-the-launch-of-atmospheric-research-satellite-networks-1776366364741.jpeg" data-image="nhjmx4egfv38" alt="NASA FALCON Network" title="NASA FALCON Network"><figcaption>Uma rede de satélites com instrumentação de micro-ondas, laser e radar será lançada pela NASA nos próximos anos como parte do projeto FALCON. Os satélites de observação de nuvens da NASA tiveram origem em 1960 com o lançamento bem sucedido do TIROS-1.</figcaption></figure><p>O entusiasmo em torno do evento <em>Ignition</em> da NASA, no final de março, centrou-se principalmente nas prioridades e prazos recentemente definidos para a próxima fase das missões lunares. <strong>Os anúncios de 24 de março demonstraram, sobretudo, uma mudança de orientação para uma base lunar de superfície, com missões tripuladas e não tripuladas nos próximos anos a apoiar a infraestrutura necessária para tal feito</strong>.</p><p>Durante o evento, a NASA anunciou um novo pedido de informação (RFI) para observações de radiometria de micro-ondas atmosféricas. <strong>De acordo com a NASA, estão “à procura de conceitos de radiómetros de micro-ondas de baixo custo e operados comercialmente para voar em formação com a constelação FALCON da NASA”</strong>.</p><h2>O FALCON voa para a investigação atmosférica</h2><p>A Frota da NASA para a Atmosfera Ligando Observações Comerciais, ou FALCON, tem uma janela de lançamento prevista para o final de 2029. O esforço foi concebido para apoiar operações de ciência atmosférica como parte do programa Earth Venture da NASA. <strong>O RFI indica que a frota desenvolvida pela NASA será provavelmente completada com contribuições de empresas privadas</strong>.</p><p>O Dr. Nicky Fox, Administrador Associado da Direção da Missão Científica da NASA, salienta que a frota FALCON, equipada com instrumentos de lidar e de radar, se centrará especificamente na relação entre nuvens e aerossóis. <strong>A análise dos dados observacionais conduzirá também a uma compreensão mais profunda da convecção atmosférica</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">63 years ago today, NASA launched the Television Infra-Red Observation Satellite (TIROS-1), the worlds first successful weather satellite. ️ <br><br>Read more: <a href="https://t.co/ItSmXObaKA">https://t.co/ItSmXObaKA</a> <a href="https://t.co/Y74LyStTNI">pic.twitter.com/Y74LyStTNI</a></p>— NOAA Satellites (@NOAASatellites) <a href="https://twitter.com/NOAASatellites/status/1642149822357725184?ref_src=twsrc%5Etfw">April 1, 2023</a></blockquote></figure><p>A complexa relação entre nuvens e aerossóis está repleta de mecanismos de feedback que estão na base de uma grande parte da ciência climática. <strong>Um conhecimento preciso a um nível mais granular será fundamental para compreendermos a evolução das alterações climáticas</strong>. Fox observa que as lições aprendidas também se traduzirão na seleção de locais críticos e na avaliação de riscos para futuras missões à Lua e a Marte.</p><h2>Substituição do Sistema de Observação da Atmosfera</h2><p>O FALCON substitui formalmente os objetivos do Sistema de Observação Atmosférica (AOS) do Observatório do Sistema Terrestre (ESO). <strong>Embora os objetivos da iniciativa FALCON sejam semelhantes aos do AOS, os custos do projeto original estavam a aumentar significativamente, o que levou a uma mudança</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Thank you for following Artemis II. Were just getting started. Welcome to the Artemis generation. <a href="https://t.co/hrbvNSwdUI">pic.twitter.com/hrbvNSwdUI</a></p>— NASA Administrator Jared Isaacman (@NASAAdmin) <a href="https://twitter.com/NASAAdmin/status/2043444930400461252?ref_src=twsrc%5Etfw">April 12, 2026</a></blockquote></figure><p>A frota FALCON será constituída por dois satélites da NASA: o lidar construído pelo Goddard Space Flight Center e pelo Langley Research Center da NASA. <strong>O radiómetro de deteção de nuvens será confiado ao Jet Propulsion Laboratory (JPL) da NASA</strong>.</p><p>Incluída na constelação estará também a Missão de Medição da Precipitação, a ser construída em conjunto com as agências espaciais japonesa (JAXA) e francesa (CNES). <strong>A Missão de Medição da Precipitação consiste em instrumentos de radar, bem como em radiómetros multiespectrais para medir as taxas de água e de precipitação e as propriedades das partículas das nuvens</strong>.</p><p><strong>Embora o evento de ignição se tenha centrado fortemente em futuras missões à Lua e a Marte, a NASA foi inflexível quanto ao facto de as ciências da Terra continuarem a ser uma grande prioridade</strong>. O FALCON será fundamental para a próxima fase de compreensão da atmosfera, dos fenómenos meteorológicos extremos e das alterações climáticas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/nasa-anuncia-mudanca-no-lancamento-de-redes-de-satelites-de-investigacao-atmosferica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mudanças em Portugal na próxima semana: emergem nos mapas uma tempestade e um anticiclone anómalos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos.html</link><pubDate>Sun, 19 Apr 2026 12:58:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A aproximação das baixas pressões provocará um tempo instável no interior e nas zonas montanhosas de Portugal continental durante as tardes, por vezes até mesmo junto ao litoral, com aguaceiros e trovoadas localmente fortes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos-1776603248288.jpg" data-image="lc0hx9mabxyt"><figcaption>As trovoadas em Portugal continental vão ganhar outra relevância nos próximos dias, pois a sua probabilidade e frequência deverão aumentar.</figcaption></figure><p>Na próxima semana o estado do tempo será variável em Portugal, <strong>esperando-se um aumento da ocorrência de trovoadas e o registo de temperaturas excecionalmente elevadas nos primeiros dias</strong>. Entre segunda (20) e terça-feira (21) uma massa de ar muito quente atravessará toda a geografia do continente português, elevando consideravelmente as temperaturas e dando origem a anomalias térmicas positivas muito acentuadas.</p><p>Porém, a<strong> partir de quarta-feira (22), esta massa de ar será substituída por uma massa de ar mais frio vinda do Atlântico</strong>, o que resultará numa descida das temperaturas para valores mais próximos do normal.</p><div class="texto-destacado"><strong>Centros de ação cuja pressão baterá recordes<br><br></strong>O anticiclone do Atlântico Norte vai registar uma pressão central muito elevada nas imediações da Islândia na terça-feira (21) e, na quarta-feira (22), a tempestade dos Açores também roçará valores recorde, mas devido a uma pressão central baixa. Isto mostra a grande magnitude dos centros de pressão que irão condicionar o tempo em Portugal na próxima semana.</div><p>A influência de uma depressão a oeste de Portugal continental e a passagem de algumas linhas de instabilidade de fraca atividade darão origem a alguns episódios de trovoada. De um modo geral, <strong>estes fenómenos serão diurnos, sendo potenciados pelo maior aquecimento diurno</strong> que ocorrerá sobre a superfície terrestre do nosso país.</p><h2>Aguaceiros e trovoadas localmente fortes, especialmente nestas duas datas</h2><p><strong>Esta segunda-feira (20) será um dia geralmente estável, embora com propensão a uma maior presença de nebulosidade</strong>. Além disto, a rotação de uma depressão posicionada a sudoeste da Península Ibérica impulsionará <strong>poeiras do Saara</strong> até à nossa geografia, com as partículas em suspensão a emprestarem uma tonalidade esbranquiçada/amarelada ao céu. <strong>Durante a tarde</strong>, os mapas vislumbram a possibilidade de <strong>aguaceiros dispersos e trovoadas</strong> relativamente contidas no interior Norte e Centro, sendo mais prováveis nas áreas de montanha.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos-1776602106323.png" data-image="iwrr3pbm551q"><figcaption>Neste mapa observa-se um anticiclone nas imediações da Islândia (pressão muito alta) e uma depressão a nor-nordeste dos Açores (pressão baixa - 985 hPa).</figcaption></figure><p><strong>Na terça-feira (21)</strong> prevê-se que a depressão que esteve nas redondezas da Madeira este fim de semana descreva uma <strong>deslocação vertiginosa para norte em paralelo à faixa costeira ocidental</strong> de Portugal continental. Ao posicionar-se a oeste do nosso país, os mapas revelam que esta baixa descreverá uma circulação retrógrada (de oeste para leste), fazendo com que parte das<strong> linhas de instabilidade</strong> associadas alcancem a nossa geografia e gerem aguaceiros e trovoadas.</p><p><strong>Serão mais prováveis durante a tarde tanto no interior como no litoral das Regiões Norte e Centro. Também se prevê que surjam no Alentejo e no Ribatejo</strong>. A precipitação convectiva poderá, por vezes, ser localmente forte e surgir sob a forma de granizo. A instabilidade será ainda acompanhada por um aumento da intensidade do vento de Sul e Leste que poderá provocar <strong>rajadas até 90 km/h</strong> nas zonas mais expostas do interior Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos-1776602884735.png" data-image="lv9bmz645ard"><figcaption>A última atualização do modelo europeu mantém a previsão de trovoadas no litoral e interior de boa parte de Portugal continental, reforçando a probabilidade de ocorrência deste fenómeno, especialmente durante a tarde da próxima terça-feira, 21 de abril.</figcaption></figure><p><strong>Na quarta-feira (22) </strong>espera-se que as condições meteorológicas estabilizem gradualmente. A precipitação fraca poderá persistir pelas primeiras horas da madrugada, mas ao longo da manhã <strong>o céu tornar-se-á pouco nublado</strong>. Além disto, prevê-se uma descida significativa das temperaturas máximas, mais notória nas Regiões Norte e Centro.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg> De acordo com os mapas de referência da Meteored, a densidade de raios será mais frequente, intensa e abrangente em termos de área geográfica nestas duas datas: terça e sexta-feira, dias 21 e 24 de abril. Não obstante, até mesmo amanhã - dia 20 -, já é expectável a ocorrência de aguaceiros e trovoadas, embora com uma magnitude inferior. <br><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Para quinta-feira (23) é expectável que o tempo se mantenha geralmente estável e maioritariamente seco em Portugal continental</strong>, apesar de estar previsto um aumento da nebulosidade durante o período da tarde. Em locais do interior alentejano e do Sotavento Algarvio poderá chuviscar, não se excluindo o risco de trovoadas fracas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764551" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/passarao-4-dias-ate-que-as-temperaturas-baixem-na-cidade-de-coimbra-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-tambem-em-perspetiva.html" title="Passarão 4 dias até que as temperaturas baixem na cidade de Coimbra; aguaceiros e trovoadas fortes também em perspetiva">Passarão 4 dias até que as temperaturas baixem na cidade de Coimbra; aguaceiros e trovoadas fortes também em perspetiva</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/passarao-4-dias-ate-que-as-temperaturas-baixem-na-cidade-de-coimbra-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-tambem-em-perspetiva.html" title="Passarão 4 dias até que as temperaturas baixem na cidade de Coimbra; aguaceiros e trovoadas fortes também em perspetiva"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/passarao-4-dias-ate-que-as-temperaturas-baixem-na-cidade-de-coimbra-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-tambem-em-perspetiva-1776517890623_320.png" alt="Passarão 4 dias até que as temperaturas baixem na cidade de Coimbra; aguaceiros e trovoadas fortes também em perspetiva"></a></article></aside><p><strong>Na sexta-feira (24) prevê-se um aumento da frequência e da intensidade dos aguaceiros e trovoadas</strong>, podendo ser ainda mais significativos em termos de área geográfica abrangida. Não se descarta a possibilidade de estas condições de instabilidade atmosférica se prolongarem para o fim de semana do <em>25 de Abril</em>, mas, por enquanto, uma incerteza elevada rodeia o cenário de previsão para esses dias.</p><h2>30 ºC ou mais em várias zonas de Portugal continental</h2><p>Entre segunda (20) e quinta-feira (23), as temperaturas máximas irão variar entre 25 e 31 ºC nos vales do Douro, Tejo, Sado e Guadiana. <strong>O dia mais quente da semana será segunda-feira, 20 de abril, com temperaturas máximas previstas de 30/31ºC em cidades como Abrantes, Coruche e Alcácer do Sal</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos-1776602761216.png" data-image="ndai02p1uu0r"><figcaption>Temperatura máxima prevista pelo modelo Europeu para segunda-feira, 20 de abril: nos vales do Douro, Tejo, Sado e Guadiana os termómetros registarão valores a rondar os 30 ºC.</figcaption></figure><p><strong>Entre segunda (20) e terça-feira (21) registar-se-ão anomalias de temperatura positivas muito expressivas, geralmente de +8 a +12 ºC</strong> em grande parte da geografia de Portugal continental. Apesar da descida térmica prevista para quarta (22), é a partir de sexta-feira (24) que o modelo europeu antecipa um arrefecimento mais notório do tempo, sendo esperadas temperaturas máximas entre 14 e 25 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que acontece no cérebro quando imaginamos algo? A ciência explica]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-que-acontece-no-cerebro-quando-imaginamos-algo-a-ciencia-explica.html</link><pubDate>Sun, 19 Apr 2026 11:20:49 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo revela que a imaginação não é ilimitada, está profundamente ligada à visão e aos mecanismos cerebrais que utilizamos para interpretar o mundo real. Vemha saber mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-acontece-no-cerebro-quando-imaginamos-algo-a-ciencia-explica-1776584821606.png" data-image="fnf3dklpf0tw" alt="Cérebro" title="Cérebro"><figcaption>Em vez de criar imagens do zero, o cérebro combina e reorganiza experiências visuais anteriores, mostrando que a imaginação está limitada pelo que já vimos e vivemos.</figcaption></figure><p>Durante séculos, a imaginação foi vista como uma <strong>capacidade quase ilimitada do cérebro humano</strong>, uma ferramenta criativa capaz de transcender a realidade.</p><p>No entanto, um estudo recente publicado na <em>revista Science</em> vem desafiar essa ideia ao mostrar que <strong>a imaginação está profundamente ancorada nos mesmos mecanismos biológicos que usamos para ver o mundo</strong>. </p><h2>Um código comum entre ver e imaginar</h2><p>A investigação revela que <strong>a imaginação visual não é um processo independente</strong>, mas sim uma espécie de “reutilização” do sistema visual.</p><p>Quando observamos um objeto, determinados <strong>neurónios são ativados para codificar as suas características</strong>. Surpreendentemente, ao imaginar esse mesmo objeto mais tarde, o cérebro reativa parte desses mesmos neurónios, utilizando um código neural semelhante. </p><div class="texto-destacado">Os cientistas conseguiram demonstrar que cerca de 40% dos neurónios envolvidos na perceção visual voltam a disparar quando uma pessoa imagina uma imagem previamente vista.</div><p>Isto sugere que a imaginação não cria imagens do nada, ela <strong>reconstrói experiências visuais passadas com base em padrões</strong> já armazenados no cérebro.</p><p>Este “código partilhado” foi observado numa região chamada <em>giro fusiforme</em>, <strong>essencial para o processamento visual de alto nível</strong>, como o reconhecimento de rostos e objetos. </p><h2>Porque é que a imaginação parece real, mas não é?</h2><p>Uma das questões mais intrigantes é por que razão as imagens mentais podem parecer tão vívidas.</p><p>A resposta está precisamente nesta sobreposição neural, ao reutilizar os mesmos circuitos da visão, <strong>o cérebro cria experiências internas que se aproximam da perceção real</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="724315" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/raciocinar-sem-um-cerebro-e-possivel-este-fungo-mostra-que-temos-de-repensar-o-que-e-a-inteligencia.html" title="Raciocinar sem um cérebro é possível? Este fungo mostra que temos de repensar o que é a inteligência">Raciocinar sem um cérebro é possível? Este fungo mostra que temos de repensar o que é a inteligência</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/raciocinar-sem-um-cerebro-e-possivel-este-fungo-mostra-que-temos-de-repensar-o-que-e-a-inteligencia.html" title="Raciocinar sem um cérebro é possível? Este fungo mostra que temos de repensar o que é a inteligência"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/raciocinar-sem-um-cerebro-e-possivel-este-fungo-mostra-que-temos-de-repensar-o-que-e-a-inteligencia-1755024388673_320.jpg" alt="Raciocinar sem um cérebro é possível? Este fungo mostra que temos de repensar o que é a inteligência"></a></article></aside><p>No entanto, existe uma diferença crucial. Durante a visão real, a atividade neuronal é mais intensa e completa. Já na imaginação, <strong>apenas uma parte desses neurónios é ativada, o que cria uma versão menos detalhada</strong> e mais “difusa” da imagem. </p><p>É essa diferença de intensidade que permite ao cérebro distinguir entre o que é real e o que é imaginado. Quando esse mecanismo falha, como em certas perturbações psiquiátricas, as <strong>imagens mentais podem tornar-se intrusivas e difíceis de separar da realidade</strong>. </p><h2>O papel da memória e os limites da imaginação</h2><p>O estudo também sugere que <strong>a imaginação está limitada pelo o que já vimos ou experienciámos</strong>. Como depende da reativação de padrões existentes, não conseguimos imaginar algo completamente desligado da nossa experiência visual prévia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-acontece-no-cerebro-quando-imaginamos-algo-a-ciencia-explica-1776584864697.png" data-image="0ry4zdytfm69" alt="Imaginação" title="Imaginação"><figcaption>A imaginação recorre aos mesmos circuitos da visão, ativando neurónios semelhantes, mas com menor intensidade, o que explica porque é que as imagens mentais são menos nítidas do que a realidade.</figcaption></figure><p>Mesmo quando pensamos estar a criar algo totalmente novo, <strong>o cérebro está, na prática, a combinar e reorganizar elementos já armazenados</strong>. Isto coloca um limite biológico à criatividade: ela é poderosa, mas não infinita.</p><h2>Implicações para a saúde e a tecnologia</h2><p>Para além de aprofundar o conhecimento sobre o funcionamento do cérebro, estas descobertas têm <strong>implicações práticas importantes</strong>.</p><p>Ao compreender como o cérebro gera imagens mentais, os investigadores acreditam que <strong>será possível desenvolver novas abordagens para tratar doenças como o stress pós-traumático </strong>(PTSD) ou a perturbação obsessivo-compulsiva, onde imagens mentais vívidas desempenham um papel central. </p><p>Além disso, o uso de inteligência artificial foi essencial neste estudo. Os <strong>cientistas conseguiram traduzir a atividade neuronal em representações visuais e até prever o que uma pessoa estava a imaginar </strong>com base nesses padrões. Isto abre portas a tecnologias futuras capazes de interpretar ou até reconstruir imagens mentais.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-que-acontece-no-cerebro-quando-imaginamos-algo-a-ciencia-explica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[El Zacatón: o abismo mexicano tão profundo que nem os robôs da NASA conseguiram decifrá-lo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/el-zacaton-o-abismo-mexicano-tao-profundo-que-nem-os-robos-da-nasa-conseguiram-decifra-lo.html</link><pubDate>Sun, 19 Apr 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>O impressionante local é uma bela nascente que desafia a humanidade há décadas; e despertou o interesse de cientistas internacionais.</p><figure id="first-image"><a href="https://www.facebook.com/photo/?fbid=577467544411063&set=pcb.577467857744365" target="_blank"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-zacaton-el-abismo-mexicano-tan-profundo-que-ni-los-robots-de-la-nasa-han-logrado-descifrarlo-1772158713056.jpg" data-image="mz5e8a6l9nkf"></a><figcaption>Localizado no município de Aldama, no estado de Tamaulipas. Foto: Governo de Tamaulipas.</figcaption></figure><p>Quando pensamos em cenotes, a nossa mente imediatamente volta-se para a Península de Yucatán. No entanto, esta maravilha natural também pode ser encontrada em estados como <strong>Tamaulipas, no nordeste do México</strong>. Mais especificamente, no<strong> município de Aldama, existe uma caverna natural</strong>.</p><p>A menos de duas horas da cidade de Tampico fica<strong> El Zacatón</strong>, considerado pelo Instituto Nacional de Estatística e Geografia (INEGI) <strong>o cenote mais profundo do México</strong>. O seu nome está relacionado com o tipo de vegetação que domina a área. Além disso, faz parte de um sistema de formações naturais.</p><figure><a href="https://www.facebook.com/photo?fbid=577467574411060&set=pcb.577467857744365" target="_blank"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-zacaton-el-abismo-mexicano-tan-profundo-que-ni-los-robots-de-la-nasa-han-logrado-descifrarlo-1772158841304.jpg" data-image="66cgymgqarko"></a><figcaption>O seu nome está relacionado com o tipo de vegetação que domina a região. Foto: Governo de Tamaulipas.</figcaption></figure><p><strong> Diversas piscinas fazem parte deste complexo</strong>, como: El Caracol, Poza Verde, Poza Azufrada, La Pilita e, claro, El Zacatón. Investigações significativas e variadas foram realizadas na área, revelando um túnel natural com aproximadamente 180 metros de comprimento.</p><p>Este <strong>c</strong><strong>enote tem ligação à nascente do rio localizado na região</strong>. Possui um formato típico: rodeado por vegetação, esta enorme<strong> cavidade tem um diâmetro aproximado de 140 metros</strong>. A sua densa folhagem realça a beleza do local. Segundo algumas fontes, a sua profundidade é estimada em mais de 300 metros, embora outras indiquem um valor diferente.</p><h2>Interesse da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço</h2><p>Devido à sua<strong> natureza e características particulares</strong>, atraiu a atenção de cientistas internacionais e instituições renomadas, como a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos – a NASA.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A sua densa folhagem embeleza a área. Segundo algumas fontes, a sua profundidade é estimada em mais de 300 metros, embora outras indiquem um valor diferente.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Diversos testes foram realizados, incluindo o<strong> envio de um robô subaquático </strong>pela agência espacial para <strong>determinar com precisão a profundidade real da fossa</strong>. Relata-se que o robô atingiu uma profundidade de 1.099 pés – aproximadamente 335 metros.</p><h3>Espaço para investigação global</h3><p>O equipamento utilizado, chamado <em>Depthx </em>– um explorador térmico freático profundo – pesava aproximadamente 1.500 quilos e era composto por até 100 sensores e 16 computadores; era capaz de alcançar o fundo. Além das cavidades encontradas em terra, também existem trincheiras no leito marinho.</p><p>Além disso, vários mergulhadores demonstraram interesse ao longo dos anos. <strong>Nadar nesta área é perigoso devido à elevada concentração de enxofre dissolvido</strong>. Vários atletas aquáticos mergulharam para tentar explorar o fundo de El Zacatón.</p><h3>Lugares sagrados de entrada para outro mundo</h3><p>Em 1994, o melhor mergulhador do mundo na época morreu a tentar explorar as suas profundezas. Na <strong>antiguidade</strong>, os <strong>maias </strong>consideravam estes espaços como fonte de vida. Além de fornecer água, também eram vistos como<strong> portais para outro mundo</strong>.</p><div class="texto-destacado">Mergulhadores de várias nacionalidades têm-se aventurado em desafios de mergulho, procurando alcançar as partes mais profundas do cenote.</div><p>A palavra 'cenote' tem origem pré-hispânica; vem da palavra maia "<em>dzonot</em>", que significa abismo. Numa tradução para o português, pode ser entendida como um buraco ou fosso no chão. Dentro das suas crenças, os maias identificavam-nos como centros de comunhão com as divindades.</p><h3>O seu tempo e processo de formação podem variar</h3><p>O <strong>processo e o tempo necessários para a formação de um cenote podem variar de centenas a milhares de anos</strong>. Estas dolinas naturais profundas são comuns na Península de Yucatán. Esta caverna em particular é considerada a mais profunda do mundo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/abismos-subterraneos-conheca-as-cavernas-mais-profundas-do-planeta-veryovkina-krubera-voronya-caucaso.html" title="Abismos subterrâneos: conheça as cavernas mais profundas do planeta">Abismos subterrâneos: conheça as cavernas mais profundas do planeta</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/abismos-subterraneos-conheca-as-cavernas-mais-profundas-do-planeta-veryovkina-krubera-voronya-caucaso.html" title="Abismos subterrâneos: conheça as cavernas mais profundas do planeta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/las-cuevas-mas-profundas-del-planeta-veryovkina-krubera-voronya-caucaso-1645268906412_320.jpg" alt="Abismos subterrâneos: conheça as cavernas mais profundas do planeta"></a></article></aside><p>O México possui uma biodiversidade incrível, com uma grande variedade de paisagens e ecossistemas. O número de espécies de plantas e animais é muito grande. Lembre-se de que, ao visitar qualquer área natural, é fundamental respeitá-la e protegê-la. A sua sobrevivência depende de todos nós.</p><h3>Diversos atrativos na região</h3><p>Ao explorar a região, <strong>Tamaulipas oferece uma variedade de atrações que cativam todos os visitantes</strong>, incluindo Pueblos Mágicos, uma história rica e fascinante e uma biodiversidade abundante.</p><p>Diz-se que as cinco melhores praias do Golfo do México estão localizadas aqui. Uma das reservas naturais mais singulares também se encontra dentro dos seus limites: El Cielo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/el-zacaton-o-abismo-mexicano-tao-profundo-que-nem-os-robos-da-nasa-conseguiram-decifra-lo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 30 °C este fim de semana? Há uma piscina gratuita perto de Lisboa à sua espera]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ate-30-c-este-fim-de-semana-ha-uma-piscina-gratuita-perto-de-lisboa-a-sua-espera.html</link><pubDate>Sun, 19 Apr 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Nem todos a conhecem, mas esta piscina oceânica pode ser o plano ideal para os dias quentes. Fica a meia hora de Lisboa, tem fácil acesso e é grátis.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-32-c-este-fim-de-semana-ha-uma-piscina-gratuita-perto-de-lisboa-a-sua-espera-1776498915600.jpg" data-image="snz3rddtjvq7" alt="Piscina Oceânica Alberto Romano" title="Piscina Oceânica Alberto Romano"><figcaption>Apesar de Cascais ter mais de 30 quilómetros de linha costeira, praia não é a única opção disponível. Foto: CM Cascais</figcaption></figure><p>Até <strong>30 °C no fim de semana</strong>? Depois de uma semana que se iniciou húmida, fria e cinzenta, o cenário atmosférico está finalmente a mudar: entre 18 e 19 de abril esperam-se temperaturas veranis em vários pontos do país. </p><p>Sim, o termómetro vai mesmo atingir o marco dos 30 °C no Ribatejo, Alentejo e Vale do Douro.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.<br> </div><p>Claro que, perante estas condições, já só pensamos numa coisa: praia. Mas, se lhe disséssemos que há uma <strong>piscina</strong> algures em Portugal continental que também merece atenção?</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764198" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-32-c-este-fim-de-semana-as-regioes-do-ribatejo-e-alentejo-serao-as-zonas-mais-quentes-de-portugal.html" title="Até 32 °C este fim de semana: as regiões do Ribatejo e Alentejo serão as zonas mais quentes de Portugal">Até 32 °C este fim de semana: as regiões do Ribatejo e Alentejo serão as zonas mais quentes de Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-32-c-este-fim-de-semana-as-regioes-do-ribatejo-e-alentejo-serao-as-zonas-mais-quentes-de-portugal.html" title="Até 32 °C este fim de semana: as regiões do Ribatejo e Alentejo serão as zonas mais quentes de Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-32-c-este-fim-de-semana-as-regioes-do-ribatejo-e-alentejo-serao-as-zonas-mais-quentes-de-portugal-1776334208522_320.jpg" alt="Até 32 °C este fim de semana: as regiões do Ribatejo e Alentejo serão as zonas mais quentes de Portugal"></a></article></aside><p>A <strong>menos de 30 minutos de Lisboa</strong>, vai encontrar a <strong>Piscina Oceânica Alberto Romano</strong>. O melhor é que é gratuita. </p><h2>Uma das maiores piscinas oceânicas de Portugal</h2><p>Situada no <strong>Paredão de Cascais</strong>, entre a Praia da Duquesa e a Praia das Moitas, esta é uma das maiores piscinas oceânicas de Portugal. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-32-c-este-fim-de-semana-ha-uma-piscina-gratuita-perto-de-lisboa-a-sua-espera-1776499065095.jpg" data-image="gr7pwmb8afci" alt="Piscina Oceânica Alberto Romano" title="Piscina Oceânica Alberto Romano"><figcaption>Uma boa sugestão para os dias mais quentes. Foto: TripAdvisor // Ronald H</figcaption></figure><p>“Alimentada diretamente pela água do mar, é uma sugestão a ter em conta para a época balnear, ganhando relevância pela proximidade com Lisboa e as comodidades apresentadas”, garante o <em>site</em> ‘Lisboa Secreta’.</p><p>E que comodidades são essas? Além dos cerca de <strong>50 metros de comprimento</strong> e uma profundidade relativamente reduzida (que a torna segura para famílias), é de <strong>fácil acesso</strong> e ainda inclui uma esplanada com bar e restaurante. Talvez por isso, este sítio seja tão procurado pelos portugueses, no verão. Há dias em que até se faz fila.</p><p>Não é para menos. Com uma vista privilegiada para a baía de Cascais, a Piscina Oceânica Alberto Romano é o cenário ideal para quem gosta de tirar fotografias. Além disso, a <strong>temperatura da água </strong>é outro fator a considerar. Não espere nada tropical, contudo, costuma ser uma experiência mais agradável do que entrar no mar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="716617" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nem-praia-nem-piscina-aqui-nao-tem-de-fazer-escolhas.html" title="Nem praia, nem piscina. Aqui não tem de fazer escolhas">Nem praia, nem piscina. Aqui não tem de fazer escolhas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nem-praia-nem-piscina-aqui-nao-tem-de-fazer-escolhas.html" title="Nem praia, nem piscina. Aqui não tem de fazer escolhas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nem-praia-nem-piscina-aqui-nao-tem-de-fazer-escolhas-1750748774351_320.png" alt="Nem praia, nem piscina. Aqui não tem de fazer escolhas"></a></article></aside><p>Aqui pode encontrar bancos e espreguiçadeiras para apanhar banhos de sol. Ainda assim, caso prefira estender a toalha na areia, há também um pequeno areal. Outros fatores a ter em conta são o facto de ser vigiada, ter posto médico, chuveiro e casa de banho.</p><p>Está pronto para se render à discussão ‘praia ou piscina’? A verdade é que, se preferir águas mais calma, um ambiente mais controlado, mas sem perder a sensação da areia nos pés, a solução pode ser esta piscina oceânica. </p><h2>Como chegar à Piscina Oceânica Alberto Romano?</h2><p>Chegar à piscina é fácil, e até pode transformar o trajeto num pequeno passeio.</p><p>Caso prefira ir de carro, existe estacionamento pago na Alameda Duques de Palmela. No entanto, <strong>ir de comboio</strong> pode ser uma opção mais prática e agradável. </p><div class="texto-destacado">Assim, evita o <em>stress</em> do trânsito, poupa combustível e ainda desfruta de uma viagem tranquila junto à costa.</div><p>Para isso, basta apanhar o comboio no Cais do Sodré, em Lisboa, e sair no Monte Estoril. Depois, siga em direção ao Paredão e caminhe apenas alguns minutos. Rapidamente estará pronto para estender a toalha e aproveitar o sol, mesmo ali tão perto da cidade.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ate-30-c-este-fim-de-semana-ha-uma-piscina-gratuita-perto-de-lisboa-a-sua-espera.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As cabanas de montanha também têm agora de se adaptar às mudanças no estado do tempo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/as-cabanas-de-montanha-tambem-tem-agora-de-se-adaptar-as-mudancas-no-estado-do-tempo.html</link><pubDate>Sat, 18 Apr 2026 15:35:08 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Com a primavera, os primeiros entusiastas das caminhadas já fizeram as suas mochilas. A neve está a recuar gradualmente e as visitas às cabanas de montanha serão novamente possíveis em muitos locais na reta final de abril ou, o mais tardar, no início de maio.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/berghuetten-muessen-nun-auch-dem-klima-angepasst-werden-1774361088959.jpg" data-image="qm40dqcwaz7n"><figcaption>As cabanas de montanha nos Alpes dividem-se em várias categorias.</figcaption></figure><p>No entanto, há um inconveniente: há anos que tanto os especialistas como os guardas do refúgio alertam para a necessidade urgente de renovação.</p><h2>As cabanas de montanha devem adaptar-se à escassez de água</h2><p>Agora, estão finalmente a ser tomadas medidas. Por exemplo, o <strong>Prager Hütte</strong>, situado a quase 2.800 metros de altitude, foi objeto de uma renovação profunda. <strong>As alterações climáticas estão a transformar as regiões de montanha em todo o mundo a um ritmo significativamente mais rápido do que qualquer outro ambiente</strong>. Nas montanhas, podemos ver o que ainda está para vir nas terras baixas.</p><p>Os fenómenos meteorológicos extremos e os períodos prolongados de seca estão a transformar a região alpina numa paisagem fundamentalmente nova. <strong>A escassez de água, em particular, está a provocar uma mudança de mentalidade</strong>. A partir desta estação, tomar um duche com água na Prager Hütte deixou de ser uma opção simples e comum. As casas de banho também foram transferidas.</p><h3>As “casas de banho com autoclismo” são uma coisa do passado, as “casas de banho secas” são agora a norma</h3><p>O refúgio dispõe agora de novas sanitas secas situadas fora do edifício principal. Durante anos, os investimentos destinavam-se a tornar os refúgios de montanha cada vez mais modernos e confortáveis. No entanto, está agora a impor-se uma mudança de perspetiva. Há vários anos que o Clube Alpino Alemão (DAV) tem <strong>vindo a promover ativamente uma maior sustentabilidade e o desenvolvimento de refúgios preparados para o futuro face às alterações climáticas</strong>.</p><p>O Clube tem como objetivo <strong>atingir a neutralidade climática total até ao ano de 2030</strong>. Ao longo da história e, na verdade, até aos dias de hoje, os refúgios de montanha têm servido principalmente como locais de abrigo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761830" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/aldeias-de-montanha-lancam-escolas-de-agroecologia-para-promover-turismo-comunitario.html" title="Aldeias de Montanha lançam Escolas de Agroecologia para promover turismo comunitário">Aldeias de Montanha lançam Escolas de Agroecologia para promover turismo comunitário</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/aldeias-de-montanha-lancam-escolas-de-agroecologia-para-promover-turismo-comunitario.html" title="Aldeias de Montanha lançam Escolas de Agroecologia para promover turismo comunitário"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aldeias-de-montanha-lancam-escolas-de-agroecologia-para-promover-turismo-comunitario-1775049520209_320.jpg" alt="Aldeias de Montanha lançam Escolas de Agroecologia para promover turismo comunitário"></a></article></aside><p>Por conseguinte, estão agora a ser novamente redefinidos, de forma mais explícita, como tal. Pela sua própria definição, um “refúgio” não é, nem pretende ser, um hotel de três ou quatro estrelas. Neste sentido, <strong>a DAV está claramente a estabelecer novos padrões</strong>.</p><h3>Antes de mais, as cabanas de montanha são locais de abrigo</h3><p>Na Suíça, por exemplo, há anos que existem cabanas extremamente básicas, embora algumas ofereçam ocasionalmente um pouco mais de conforto, como a escolha de um ou dois pratos no menu do jantar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/berghuetten-muessen-nun-auch-dem-klima-angepasst-werden-1774360259094.jpg" data-image="is6tacnpasfm"><figcaption>A primavera é particularmente bela nas montanhas.</figcaption></figure><p>A adaptação climática vai ainda mais longe. As cabanas de montanha devem tornar-se mais seguras e mais resistentes às intempéries para permanecerem intactas nos próximos anos. Consequentemente, tanto os proprietários de abrigos como os <strong>entusiastas da montanha</strong> enfrentam uma necessidade crescente de renovações e melhorias nos próximos anos.</p><p>Os numerosos episódios de chuvas torrenciais dos últimos verões mostraram também que os percursos pedestres têm de ser mais seguros ou, em alguns casos, completamente redesenhados.</p><h3>Mesmo no verão, os fenómenos meteorológicos extremos podem provocar reviravoltas inesperadas</h3><p>As quedas de rochas e os deslizamentos de terras recordam-nos que mesmo uma caminhada de verão pode ter de ser subitamente reprogramada ou interrompida. <strong>As práticas de gestão dos trilhos variam ligeiramente entre a Suíça, a Áustria e a Alemanha</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="751198" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/as-montanhas-do-mundo-estao-a-aquecer-mais-depressa-do-que-se-pensava-afirmam-cientistas.html" title="As montanhas do mundo estão a aquecer mais depressa do que se pensava, afirmam cientistas">As montanhas do mundo estão a aquecer mais depressa do que se pensava, afirmam cientistas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/as-montanhas-do-mundo-estao-a-aquecer-mais-depressa-do-que-se-pensava-afirmam-cientistas.html" title="As montanhas do mundo estão a aquecer mais depressa do que se pensava, afirmam cientistas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-montanhas-do-mundo-estao-a-aquecer-mais-depressa-do-que-se-pensava-afirmam-cientistas-1769515169304_320.jpg" alt="As montanhas do mundo estão a aquecer mais depressa do que se pensava, afirmam cientistas"></a></article></aside><p>Talvez, como parte do processo de adaptação ao clima, o futuro traga também o desenvolvimento de <strong>regulamentos transfronteiriços e uma cooperação ainda mais estreita</strong>.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>taz.de (2026). <a href="https://taz.de/Klimawandel-in-den-Alpen/!6161712/">Die Bereitschaft zum Nichtduschen wächst. Klimawandel in den Alpen. Klimawandel.</a> Ökologie.</em></p><p><em>Tirol.at (2026). <a href="https://www.tirol.at/magazin/huetten-in-nahaufnahme/portraet-neue-prager-huette">Die neue Prager Hütte am Fuße des Großvenediger. Hütten in Nahaufnahme.</a> Magazin. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/as-cabanas-de-montanha-tambem-tem-agora-de-se-adaptar-as-mudancas-no-estado-do-tempo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Dajomes Glassfrog: a nova espécie do Equador celebra a ciência e o desporto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/dajomes-glassfrog-a-nova-especie-do-equador-celebra-a-ciencia-e-o-desporto.html</link><pubDate>Sat, 18 Apr 2026 15:26:02 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Escondida nas florestas do Equador, uma rã-de-vidro recém-descoberta deslumbra com a sua pele translúcida e o seu mistério - sugerindo uma vasta e invisível biodiversidade, ao mesmo tempo que enfrenta discretamente potenciais ameaças da atividade humana nas proximidades.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/dajomes-glassfrog-ecuador-s-new-species-celebrates-science-and-sport-1776456040977.jpg" data-image="6pgx8ewcovnv" alt="glassfrog" title="glassfrog"><figcaption>Fotografia dos investigadores e da rã. Crédito: PUCE-BIOWEB (CC-BY 4.0, https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/).</figcaption></figure><p>Os cientistas <strong>descobriram uma nova espécie de rã-de-vidro no Equador</strong>, a que deram o <strong>nome de rã-de-vidro Dajomes, em homenagem a Neisi Dajomes, a primeira mulher equatoriana a receber uma medalha de ouro olímpica</strong>. Mylena Masache, uma estudante de biologia da Pontificia Universidad Católica del Ecuador e os seus colegas descrevem a rã num artigo publicado na revista<em> PLOS One</em>.</p><h2>O que é uma rã-de-vidro?</h2><p>As rãs-de-vidro são um grupo de 167 espécies de rãs que vivem nas árvores das florestas tropicais da América Central e do Sul, a maioria das quais são <strong>verdes na parte superior e têm uma pele transparente que cobre a parte inferior e o ventre</strong>. A pele transparente pode, por vezes, revelar os órgãos internos, incluindo o coração, em grande pormenor.</p><p>A equipa de investigação descobriu a rã-de-vidro Dajomes em 2017 e 2018, durante pesquisas biológicas realizadas na Reserva Natural El Quimi, no sul do Equador. A nova espécie tem uma pele verde uniforme com uma textura semelhante a um seixo na parte superior. <strong>A sua parte inferior é uma membrana branca revestida de células refletoras de luz que cobrem o coração, o estômago, os rins e o esófago</strong>, mas as outras membranas internas são transparentes. Quando o seu ADN foi comparado com o de espécies relacionadas, a equipa de Masache estimou que a rã-de-vidro de Dajomes teve origem durante o Plioceno, há cerca de 4,5 milhões de anos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dajomes-glassfrog-ecuador-s-new-species-celebrates-science-and-sport-1776456263183.jpg" data-image="upg3hbpyrkho" alt="live glassfrog" title="live glassfrog"><figcaption>Holótipo vivo de Nymphargus dajomesae. Crédito: Masache-Sarango et al., 2026, PLOS One, CC-BY 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/).</figcaption></figure><p>Atualmente, não se sabe se a espécie está em perigo ou ameaçada, uma vez que a primeira rã-de-vidro foi descoberta a poucos quilómetros de uma região agrícola e de uma exploração mineira em grande escala. <strong>A exploração mineira nesta área tem causado declínios nas populações locais de anfíbios e poderá ameaçar esta espécie de rã no futuro</strong>.</p><h2>Possível investigação futura</h2><p>Durante as duas expedições à Reserva Natural de El Quimi, durante as quais a rã-de-vidro de Dajomes foi descoberta, mais de 85% das espécies de anfíbios observadas eram desconhecidas. A equipa de investigação pensa que esta região pode ser um <strong>“mundo perdido de diversidade de anfíbios”</strong> e encoraja mais investigação, estudos de biodiversidade e esforços de identificação de espécies neste local, bem como no sudeste do Equador e do outro lado da fronteira, no nordeste do Peru.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="702851" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/especie-rara-de-sapo-redescoberta-apos-130-anos.html" title="Espécie rara de sapo redescoberta após 130 anos">Espécie rara de sapo redescoberta após 130 anos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/especie-rara-de-sapo-redescoberta-apos-130-anos.html" title="Espécie rara de sapo redescoberta após 130 anos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-rare-frog-species-alsodes-vittatus-has-been-rediscovered-after-130-years-1742662869999_320.png" alt="Espécie rara de sapo redescoberta após 130 anos"></a></article></aside><p>Os autores acrescentam: "Ficámos surpreendidos com o elevado número de novas espécies encontradas no local. <strong>Poucos lugares nos Andes tropicais abrigam assembleias de anfíbios tão novas como a encontrada em El Quimi"</strong>.</p><p>O autor, Dr. Diego Cisneros, disse: “É <strong>especialmente significativo que esta descoberta seja liderada por uma jovem cientista e homenageie uma campeã olímpica equatoriana </strong>- esta espécie torna-se um símbolo de como a ciência e a sociedade podem reconhecer e celebrar as mulheres que moldam o futuro”.</p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><em><a href="https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0345097" target="_blank">A secret from a hidden world: A new glassfrog of the genus Nymphargus (Anura: Centrolenidae) from Cordillera del Cóndor, Ecuador | PLOS One</a>. Masache-Sarango, M.V., Cisneros-Heredia, D.F. and Ron, S.R. 8<sup>th</sup> April 2026. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/dajomes-glassfrog-a-nova-especie-do-equador-celebra-a-ciencia-e-o-desporto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Passarão 4 dias até que as temperaturas baixem na cidade de Coimbra; aguaceiros e trovoadas fortes também em perspetiva]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/passarao-4-dias-ate-que-as-temperaturas-baixem-na-cidade-de-coimbra-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-tambem-em-perspetiva.html</link><pubDate>Sat, 18 Apr 2026 13:13:01 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas elevadas e claramente acima da média em Portugal continental vão alcançar um novo patamar dentro de poucos dias, prevendo-se 30 ºC para várias cidades, incluindo Coimbra. Este aumento térmico poderá ser acompanhado por aguaceiros e trovoadas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5urv8"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5urv8.jpg" id="xa5urv8"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O estado do tempo mantém-se maioritariamente estável, seco, soalheiro e quente em Portugal continental, <strong>com este sábado (18) a registar um aumento térmico que o tornará no dia mais quente da presente semana</strong>. Isto deve-se à influência da crista subtropical. As temperaturas mais elevadas far-se-ão notar sobretudo no interior das regiões Centro, vale do Tejo e Alentejo. Não obstante, poderão ocorrer <strong>trovoadas localizadas no interior Norte e Centro já esta tarde</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Hoje, em várias localidades, os termómetros já registarão valores de máxima próximos ou iguais a 30 ºC, traduzindo-se num ambiente mais típico da estação estival. De acordo com os mapas da Meteored, <strong>a cidade de Coimbra, situada na Região Centro, alcançará hoje uma temperatura máxima de 27 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/passarao-4-dias-ate-que-as-temperaturas-baixem-na-cidade-de-coimbra-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-tambem-em-perspetiva-1776516332504.png" data-image="lptgnrtzsnx5"><figcaption>O tempo invulgarmente quente será elevado a um novo patamar na próxima terça-feira, 21 de abril. As temperaturas previstas revelam valores claramente acima do normal para esta época do ano em grande parte de Portugal continental, com destaque para o litoral Norte e Centro (anomalias térmicas positivas de +10 a +12 ºC). Além disto, o ar estará mais quente e húmido, favorecendo o desenvolvimento de múltiplas células convectivas (trovoadas).</figcaption></figure><p>Amanhã - <strong>domingo (19)</strong> - não se espera que as condições meteorológicas sofram alterações substantivas. Apesar da previsão de algumas diferenças regionais em termos de variação térmica (pequenas subidas nalguns locais; pequenas descidas noutros), os nossos mapas indicam que as anomalias positivas de calor persistirão por toda a geografia do Continente, pelo que a fase de calor anómalo prolongar-se-á por mais uma jornada. <strong>Na cidade de Coimbra espera-se uma temperatura máxima superior à de hoje: 28 ºC</strong>.</p><h2>Segunda e terça-feira rumo ao pico de calor em Coimbra e muitas outras cidades portuguesas</h2><p>A partir de <strong>segunda-feira (20)</strong> os modelos denunciam alterações na circulação atmosférica, que se tornará mais dinâmica. Nos mapas observa-se a subida em latitude de uma <strong>depressão que se posicionará a sudoeste da Península Ibérica</strong>.</p><div class="texto-destacado">Trata-se do mesmo centro de baixas pressões responsável por impulsionar uma grande língua de poeiras do Saara até ao arquipélago da Madeira este fim de semana.</div><p>Esta depressão, inserida numa circulação de Sul e de Leste, arrastará uma <strong>massa de ar tropical continental muito quente e seco</strong> procedente do Norte de África, promovendo também o transporte de <strong>poeiras saarianas em suspensão</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/passarao-4-dias-ate-que-as-temperaturas-baixem-na-cidade-de-coimbra-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-tambem-em-perspetiva-1776516644776.png" data-image="mwib1gmup38h"><figcaption>Na segunda-feira (20), prevê-se que várias regiões da Península Ibérica registem temperaturas até 10 °C acima da média, o que corresponderá a um cenário bastante invulgar para um mês de abril. Para a cidade de Coimbra prevê-se, novamente, uma temperatura máxima de 28 ºC.</figcaption></figure><p>A configuração sinóptica prevista para o início da próxima semana permitirá não só <strong>manter o calor atualmente vigente, como também reforçá-lo de forma acentuada nos primeiros dois dias da semana</strong>, em particular na terça-feira (21), daí a subida antecipada pelos mapas de referência da Meteored. Assim, prevê-se a persistência de valores de temperatura claramente altos para a época do ano, com várias regiões a registarem temperaturas típicas da fase final da primavera ou até de verão precoce durante mais 4 dias (entre hoje, dia 18 e terça, dia 21).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764535" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-fora-de-epoca-podera-intensificar-se-valores-anomalos-perduram-ate-terca-feira-dia-21-de-abril.html" title="Calor fora de época poderá intensificar-se: valores anómalos perduram até terça-feira, dia 21 de abril">Calor fora de época poderá intensificar-se: valores anómalos perduram até terça-feira, dia 21 de abril</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-fora-de-epoca-podera-intensificar-se-valores-anomalos-perduram-ate-terca-feira-dia-21-de-abril.html" title="Calor fora de época poderá intensificar-se: valores anómalos perduram até terça-feira, dia 21 de abril"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-fora-de-epoca-podera-intensificar-se-valores-anomalos-perduram-ate-terca-feira-dia-21-de-abril-1776507043408_320.png" alt="Calor fora de época poderá intensificar-se: valores anómalos perduram até terça-feira, dia 21 de abril"></a></article></aside><p>Tal como referido anteriormente pela <strong>Meteored Portugal, é expectável que na terça-feira (21), o episódio de calor anómalo atinja o seu pico</strong>. Para esse dia espera-se que os valores mais elevados se concentrem sobretudo no litoral das Regiões Norte e Centro, devido à posição da depressão e ao fluxo quente impulsionado pela mesma. Além de <strong>Coimbra</strong>, prevê-se que cidades como <strong>Porto</strong> e <strong>Leiria</strong> alcancem os <strong>30 ºC</strong>, um valor bastante raro para estas zonas nesta altura do ano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/passarao-4-dias-ate-que-as-temperaturas-baixem-na-cidade-de-coimbra-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-tambem-em-perspetiva-1776516685084.png" data-image="5mdwizad6e1l"><figcaption>Os mapas vislumbram a ocorrência de trovoadas no Norte e Centro, tanto na segunda como na terça-feira. No primeiro destes dias a atividade elétrica será mais contida e localizada, mas na terça-feira torna-se evidente que a área geográfica abrangida será substancialmente maior, refletindo-se um espalhamento da instabilidade atmosférica.</figcaption></figure><p>Embora as temperaturas elevadas sejam claramente um dos aspetos meteorológicos mais marcantes previstos para <strong>terça-feira, 21 de abril, nesse dia</strong> <strong>o calor anómalo dividirá o protagonismo do estado do tempo com a precipitação convectiva</strong>. </p><div class="texto-destacado">A possibilidade de instabilidade atmosférica numa vasta parte de Portugal continental na terça-feira, 21 de abril, especialmente durante a tarde, está agora a concentrar a atenção dos meteorologistas.</div><p>Os modelos de previsão insistem na provável ocorrência de <strong>aguaceiros localmente fortes, potencialmente acompanhados de trovoadas</strong>, não se descartando que por vezes surja queda de <strong>granizo</strong>. A precipitação poderá ser acompanhada por rajadas ocasionalmente intensas.</p><h2>Só na quarta-feira é que se prevê que as temperaturas baixem</h2><p>A partir de <strong>quarta-feira (22)</strong>, os mapas intuem uma mudança clara do padrão térmico. Depois do auge de calor alcançado na terça-feira (21), <strong>os termómetros deverão registar uma queda acentuada das temperaturas máximas</strong>, esperando-se uma descida muito expressiva das temperaturas máximas, sendo de <strong>quase 10 ºC nalguns locais</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/passarao-4-dias-ate-que-as-temperaturas-baixem-na-cidade-de-coimbra-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-tambem-em-perspetiva.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor fora de época poderá intensificar-se: valores anómalos perduram até terça-feira, dia 21 de abril]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-fora-de-epoca-podera-intensificar-se-valores-anomalos-perduram-ate-terca-feira-dia-21-de-abril.html</link><pubDate>Sat, 18 Apr 2026 11:13:47 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal poderá continuar numa fase de calor anómalo já a partir de segunda-feira, 20 de abril, com temperaturas muito acima da média. No entanto, o aumento térmico poderá surgir acompanhado por instabilidade, chuva e trovoadas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5ub8k"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5ub8k.jpg" id="xa5ub8k"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Este sábado será marcado por temperaturas elevadas sobretudo no interior das regiões Centro, Vale do Tejo e Alentejo. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Em várias localidades, os valores poderão atingir os 30 °C, refletindo já um ambiente quase de verão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-fora-de-epoca-podera-intensificar-se-valores-anomalos-perduram-ate-terca-feira-dia-21-de-abril-1776506895507.png" data-image="nngeidqdp0fw" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Sábado com temperaturas elevadas no interior do Centro, Vale do Tejo e Alentejo, onde os valores poderão atingir os 30 °C, enquanto o litoral se mantém mais fresco devido à influência marítima.</figcaption></figure><p>No entanto,<strong> a influência do oceano Atlântico será determinante no litoral,</strong> onde as temperaturas se mantêm mais contidas, geralmente entre <strong>20 e 23 °C</strong>. Este contraste entre litoral e interior será uma das principais características do dia.</p><h2>Domingo (19): calor generaliza-se e UV sobe</h2><p>No domingo, o calor estende-se a praticamente todo o território, incluindo o Norte. Regiões como o Douro poderão registar temperaturas entre <strong>28 e 30 °C</strong>, num cenário pouco comum para abril.</p><p>Além disso, o <strong>índice UV será moderado a alto</strong> nas horas centrais do dia (entre as 12h e as 17h), exigindo cuidados com a exposição solar, antes de diminuir rapidamente ao final da tarde.</p><h2>Segunda-feira, a circulação atmosférica dinâmica reforça o calor</h2><p>A partir de segunda-feira, a circulação atmosférica torna-se mais dinâmica. Um centro de baixas pressões a sudoeste da Península Ibérica, próximo das latitudes da Madeira, irá favorecer a <strong>advecção de ar quente proveniente do norte de África</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-fora-de-epoca-podera-intensificar-se-valores-anomalos-perduram-ate-terca-feira-dia-21-de-abril-1776506982702.png" data-image="23yaateqaaa3" alt="Temperatura a 950 hPa" title="Temperatura a 950 hPa"><figcaption>Na segunda-feira, a circulação atmosférica torna-se mais dinâmica: uma depressão a sudoeste da Península ajuda a transportar ar quente de África para norte, mantendo temperaturas elevadas.</figcaption></figure><p>Este mecanismo permite não só manter o calor, como reforçá-lo no início da semana. Os valores previstos continuam elevados, com várias regiões a registarem temperaturas típicas de meses mais avançados da primavera ou até do verão.</p><p>O mapa de <strong>anomalia da temperatura</strong> mostra a diferença entre os valores previstos e a média climatológica para esta altura do ano. Quando falamos de <strong>anomalias positivas</strong>, significa que as temperaturas estão acima do normal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-fora-de-epoca-podera-intensificar-se-valores-anomalos-perduram-ate-terca-feira-dia-21-de-abril-1776507030789.png" data-image="bbqo9r1vjvjv" alt="Anomalia da Temperatura" title="Anomalia da Temperatura"><figcaption>O mapa de anomalia da temperatura mostra valores até 10 °C acima da média climatológica em várias regiões na segunda-feira, sinal claro de um episódio muito invulgar para abril.</figcaption></figure><p>Na segunda-feira, várias regiões de Portugal e Espanha poderão apresentar valores até <strong>10 °C acima da média</strong>, o que representa um cenário claramente anómalo para abril.</p><h2>Possível pico de calor poderá ocorrer terça-feira</h2><p>Na terça-feira, o calor poderá atingir o seu auge. Desta vez, os valores mais elevados concentram-se no litoral Norte e Centro. Cidades como o <strong>Porto, Coimbra e Leiria</strong> poderão atingir os <strong>30 °C</strong>, algo pouco habitual para estas regiões nesta altura do ano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-fora-de-epoca-podera-intensificar-se-valores-anomalos-perduram-ate-terca-feira-dia-21-de-abril-1776507043408.png" data-image="gdp4e16o5qtg" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Terça-feira poderá ser o dia mais quente, com 30 °C previstos em cidades como Porto, Coimbra e Leiria, enquanto o Algarve permanece relativamente mais moderado.</figcaption></figure><p>Em contraste, o sul, especialmente o Algarve, poderá registar temperaturas mais moderadas devido à maior influência marítima.</p><div class="texto-destacado"> Apesar das temperaturas elevadas previstas para terça-feira, <strong>o estado do tempo será marcado por instabilidade atmosférica. </strong>Os modelos apontam para a ocorrência de <strong>aguaceiros e trovoadas localmente intensas</strong>, sobretudo no Norte e Centro, podendo ser acompanhadas por rajadas de vento e precipitação pontualmente forte.</div><p>Este contraste entre calor significativo e convecção ativa resulta num cenário atmosférico mais dinâmico, com características quase <strong>tropicais</strong>, onde o ar quente e húmido favorece o desenvolvimento de células convectivas. </p><p><strong>A partir de quarta-feira, prevê-se uma mudança mais evidente no padrão térmico</strong>. Após o pico de calor registado na terça-feira, as temperaturas máximas deverão <strong>descer de forma acentuada</strong>, deixando de se observar valores próximos dos 30 °C.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764463" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-10-cidades-de-portugal-continental-que-irao-atingir-os-28-c-este-fim-de-semana.html" title="As 10 cidades de Portugal Continental que irão atingir os 28 ºC este fim de semana">As 10 cidades de Portugal Continental que irão atingir os 28 ºC este fim de semana</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-10-cidades-de-portugal-continental-que-irao-atingir-os-28-c-este-fim-de-semana.html" title="As 10 cidades de Portugal Continental que irão atingir os 28 ºC este fim de semana"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-10-cidades-de-portugal-continental-que-irao-atingir-os-28-c-este-fim-de-semana-1776441395886_320.png" alt="As 10 cidades de Portugal Continental que irão atingir os 28 ºC este fim de semana"></a></article></aside><p>Ainda assim, o ambiente continuará relativamente ameno para a época, com máximas geralmente <strong>abaixo dos 25 °C em Portugal continental</strong>, refletindo um regresso a condições mais típicas de primavera, mas sem frio significativo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-fora-de-epoca-podera-intensificar-se-valores-anomalos-perduram-ate-terca-feira-dia-21-de-abril.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Com as alterações climáticas, a duração da época dos incêndios nas latitudes mais elevadas será mais que o dobro ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/com-as-alteracoes-climaticas-a-duracao-da-epoca-dos-incendios-nas-latitudes-mais-elevadas-sera-mais-que-o-dobro.html</link><pubDate>Sat, 18 Apr 2026 08:43:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Com a intensificação da crise climática, a frequência e a magnitude dos incêndios florestais em todo o mundo estão a aumentar rapidamente, representando uma nova e alarmante ameaça à biodiversidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/com-as-alteracoes-climaticas-a-duracao-da-epoca-dos-incendios-nas-latitudes-mais-elevadas-sera-mais-que-o-dobro-1776357338879.jpg" data-image="k0nqjjmci77a" alt="Incêndios florestais" title="Incêndios florestais"><figcaption>O risco crescente de incêndios florestais, impulsionado pelas alterações climáticas antropogénicas, representa uma séria ameaça a um vasto leque de espécies em múltiplos continentes.</figcaption></figure><p>Um estudo liderado por investigadores da Universidade de Gotemburgo mostra que esta mudança está a aumentar a vulnerabilidade de milhares de plantas, animais e fungos.</p><h2>Expansão da área global ardida e duração da época dos incêndios florestais</h2><p>Com a subida das temperaturas globais, a incidência de incêndios florestais está a crescer em muitas regiões, o que se deve principalmente ao facto de <strong>as temperaturas médias serem mais elevadas e as mudanças nas condições climáticas estarem a secar o solo e a vegetação, tornando-os mais inflamáveis</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761855" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ano-de-2025-teve-a-epoca-de-incendios-florestais-mais-devastadora-de-que-ha-registo-portugal-registou-999-incendios.html" title="Ano de 2025 teve a época de incêndios florestais mais devastadora de que há registo. Portugal registou 999 incêndios">Ano de 2025 teve a época de incêndios florestais mais devastadora de que há registo. Portugal registou 999 incêndios</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ano-de-2025-teve-a-epoca-de-incendios-florestais-mais-devastadora-de-que-ha-registo-portugal-registou-999-incendios.html" title="Ano de 2025 teve a época de incêndios florestais mais devastadora de que há registo. Portugal registou 999 incêndios"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ano-de-2025-teve-a-epoca-de-incendios-florestais-mais-devastadora-de-que-ha-registo-portugal-teve-999-incendios-1775062493627_320.jpg" alt="Ano de 2025 teve a época de incêndios florestais mais devastadora de que há registo. Portugal registou 999 incêndios"></a></article></aside><p>O estudo publicado recentemente na revista Nature Climate Change utilizou o poder das simulações computacionais avançadas e agregou resultados de treze modelos climáticos distintos para produzir uma previsão robusta da dinâmica dos incêndios florestais ao longo deste século.</p><div class="texto-destacado">Ao integrar uma abordagem de aprendizagem automática com projeções climáticas estabelecidas, a equipa de investigação conseguiu estimar com precisão as alterações tanto na extensão de terra suscetível a incêndios florestais como na duração das épocas de incêndio sob diferentes cenários de emissão de gases com efeito de estufa.</div><p>Considerando um cenário moderado, em que as emissões não aumentam drasticamente nem são reduzidas até ao final deste século, <strong>este estudo mostra que os incêndios florestais podem ocorrer mais perto dos polos do que antes e em algumas áreas, a duração da época de incêndios pode mesmo duplicar</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A área global afetada pelos incêndios florestais pode aumentar cerca de 9,3% e as épocas de incêndio podem ser prolongadas em 22,8%.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A equipa de investigação avaliou, de seguida, como estas alterações afetam o risco para as espécies em todo o mundo, com base na Lista Vermelha da UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza).</p><div class="texto-destacado">A equipa analisou dados de 9.592 espécies conhecidas por serem suscetíveis aos impactos dos incêndios florestais, revelando que quase 84% destas espécies enfrentarão riscos acrescidos até ao final do século.</div><p>As espécies mais afetadas concentram-se na América do Sul, no Sul da Ásia e na Austrália, e uma grande proporção delas já está em perigo de extinção. Um aumento da frequência dos incêndios florestais pode levar algumas delas ainda mais perto da extinção.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/com-as-alteracoes-climaticas-a-duracao-da-epoca-dos-incendios-nas-latitudes-mais-elevadas-sera-mais-que-o-dobro-1776357563603.jpg" data-image="1mr4ntwzep4i" alt="África" title="África"><figcaption>Certas regiões de África poderão sofrer uma redução na extensão dos incêndios florestais no futuro.</figcaption></figure><p>Embora o risco de incêndios florestais esteja a aumentar em muitas partes do mundo<strong>, certas regiões de África poderão registar uma redução da área afetada pelos incêndios</strong> devido a um clima mais húmido no futuro. Este facto sublinha a complexidade e a heterogeneidade regional dos impactos climáticos nos regimes de incêndios.</p><h2>A ação climática pode reduzir o risco</h2><p>Esta abordagem feita neste estudo representa um avanço significativo na compreensão dos efeitos detalhados das alterações climáticas nos padrões de incêndios florestais e, por extensão, na vulnerabilidade da biodiversidade.</p><p>As conclusões do estudo fornecem uma projeção preocupante de como o aquecimento global contínuo pode agravar os riscos de incêndios florestais, <strong>incluindo o prolongamento das épocas de incêndio e a expansão das áreas queimadas para mais perto dos polos, impactando assim ecossistemas anteriormente considerados relativamente seguros contra incêndios</strong>.</p><p>A situação que se prevê, não só agrava as ameaças de incêndio existentes, como também introduz novos desafios para as espécies adaptadas a regimes de fogo específicos. Tal aumento pode levar a consequências ecológicas devastadoras, à medida que as espécies lutam para lidar com a exposição mais frequente e prolongada a perturbações causadas pelo fogo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/com-as-alteracoes-climaticas-a-duracao-da-epoca-dos-incendios-nas-latitudes-mais-elevadas-sera-mais-que-o-dobro-1776357715209.jpg" data-image="0kkukqu2dody" alt="Emissões" title="Emissões"><figcaption>A magnitude das alterações previstas vai depender fortemente do cenário de emissões.</figcaption></figure><p>No entanto, os autores também mostram que as medidas para limitar as emissões podem reduzir significativamente a ocorrência de incêndios florestais.</p><div class="texto-destacado">Comparativamente a um cenário de emissões elevadas, um futuro com emissões moderadas poderá reduzir o aumento da vulnerabilidade das espécies aos incêndios florestais em mais de 60%.</div><p>Esta descoberta reforça a importância crucial de ações climáticas agressivas não só para estabilizar as temperaturas globais, mas também para proteger a biodiversidade global das crescentes ameaças de incêndios.</p><p>Regiões como a Nova Zelândia, a América do Sul e as zonas próximas do Ártico seriam as mais beneficiadas com a redução das emissões.</p><p>As atuais estratégias de conservação para plantas e animais vulneráveis <strong>correm o risco de subestimar as ameaças futuras se não tiverem em conta perturbações como os incêndios florestais</strong>.</p><p><em><br></em></p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.researchgate.net/publication/403538404_Wildfire_risk_for_species_under_climate_change" target="_blank">“Climate change will increase wildfire exposure for nearly 10,000 species”</a>, Xiaoye Yang, Mark C. Urban et al.,</em> <em>Nature Climate Change, Published: 06 April 2026 </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/com-as-alteracoes-climaticas-a-duracao-da-epoca-dos-incendios-nas-latitudes-mais-elevadas-sera-mais-que-o-dobro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O declínio dos polinizadores: uma crise silenciosa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-declinio-dos-polinizadores-uma-crise-silenciosa.html</link><pubDate>Sat, 18 Apr 2026 07:35:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A ciência confirma que o desaparecimento dos insetos na primavera é uma realidade causada pelas mudanças climáticas e pelos pesticidas. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-declinio-dos-polinizadores-uma-crise-silenciosa-1776156301232.png" data-image="74ujxytz18ko"><figcaption>A polinização animal contribui anualmente com cerca de quinhentos e setenta mil milhões de dólares para a economia agrícola global atual.</figcaption></figure><p>A pergunta sobre se existem menos insetos polinizadores do que antigamente recebe uma resposta afirmativa e preocupante em ambas as fontes. A perceção comum de que "<strong>há menos bichos" na primavera é corroborada por dados científicos</strong>, fornecendo uma análise exaustiva da escala global deste problema.</p><h2>O estado atual e a importância económica </h2><p>A polinização animal é responsável por uma parte significativa da produção agrícola mundial, estimando-se que o valor económico anual das culturas que dependem de polinizadores varie entre<strong> 235 e 577 mil milhões de dólares</strong>. </p><div class="texto-destacado">No entanto, a biodiversidade está sob ameaça: cerca de 16% dos polinizadores vertebrados (como aves e morcegos) e uma percentagem ainda maior de invertebrados (como abelhas e borboletas) enfrentam o risco de extinção global.</div><p> Em algumas regiões, mais de 40% das espécies de polinizadores invertebrados locais estão ameaçadas. </p><h2>Causas do declínio </h2><p>As fontes convergem na identificação de múltiplos fatores que, combinados, criam um cenário hostil para os insetos: </p><ul><li><strong>Mudanças no uso do solo e perda de habitat</strong>: A agricultura intensiva e a urbanização fragmentam e destroem os habitats naturais, reduzindo a disponibilidade de alimento e locais de nidificação. </li></ul><ul><li><strong>Pesticidas e químicos</strong>: O uso de inseticidas, especialmente os neonicotinoides, é apontado como uma causa direta de mortalidade e de efeitos subletais que prejudicam o comportamento e a reprodução dos insetos. </li></ul><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-declinio-dos-polinizadores-uma-crise-silenciosa-1776156416473.png" data-image="l2u566y7lxzb"><figcaption>As alterações climáticas fazem as plantas florescerem cedo, mas os insetos podem não aparecer a tempo, causando um desajuste fatal.</figcaption></figure><ul><li><strong>Alterações climáticas</strong>: O aquecimento global provoca um desajuste fenológico; as plantas podem florescer mais cedo devido às temperaturas elevadas, mas os insetos podem não emergir ao mesmo tempo, quebrando o ciclo de polinização essencial para ambos. <br></li></ul><ul><li><strong>Espécies invasoras e doenças</strong>: O comércio global facilita a propagação de patógenos e de espécies exóticas que competem com os polinizadores nativos. </li></ul><h2>Impactos na segurança alimentar </h2><p>A perda de polinizadores não afeta apenas a natureza; <strong>atinge diretamente a dieta humana</strong>. </p><div class="texto-destacado">Mais de 75% das principais culturas alimentares do mundo dependem, em algum grau, da polinização animal. </div><p>Sem estes insetos, a produção de frutas, vegetais, frutos secos e culturas de alto valor (como o café e o cacau) sofreria quebras drásticas, <strong>comprometendo a segurança alimentar e a estabilidade económica </strong>de milhões de pequenos agricultores. </p><h2>Caminhos para a mitigação </h2><p>Ambas as fontes sugerem que a reversão deste cenário exige mudanças sistémicas: </p><ul><li><strong>Promoção de Agricultura Sustentável</strong>: Incentivar a diversidade de culturas e a gestão integrada de pragas para reduzir a dependência de pesticidas. </li><li><strong>Proteção de Infraestruturas Verdes</strong>: Criar "corredores" de flores silvestres em zonas agrícolas e urbanas para apoiar as populações de insetos. </li><li><strong>C</strong><strong>onhecimento Tradicional</strong>: A importância de integrar o conhecimento de comunidades indígenas e locais nas políticas de conservação. </li></ul><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="742021" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quanto-vale-o-trabalho-que-os-polinizadores-fazem-pela-agricultura-em-portugal.html" title="Quanto vale o trabalho que os polinizadores fazem pela agricultura em Portugal?">Quanto vale o trabalho que os polinizadores fazem pela agricultura em Portugal?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quanto-vale-o-trabalho-que-os-polinizadores-fazem-pela-agricultura-em-portugal.html" title="Quanto vale o trabalho que os polinizadores fazem pela agricultura em Portugal?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quanto-vale-o-trabalho-que-os-polinizadores-fazem-pela-agricultura-em-portugal-1764598004466_320.jpg" alt="Quanto vale o trabalho que os polinizadores fazem pela agricultura em Portugal?"></a></article></aside><p>O declínio dos polinizadores é uma realidade científica comprovada que ameaça o equilíbrio dos ecossistemas e a sobrevivência humana. A transição para <strong>práticas agrícolas mais amigas do ambiente e o combate urgente às alterações climáticas</strong> são passos imperativos para garantir que as primaveras do futuro não sejam silenciosas e desprovidas da biodiversidade que sustenta a vida na Terra.</p><p><em><br></em></p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><a href="https://greenefact.sapo.pt/fact-check/ha-menos-insetos-polinizadores-na-primavera-do-que-antigamente/"><em>https://greenefact.sapo.pt/fact-check/ha-menos-insetos-polinizadores-na-primavera-do-que-antigamente/</em></a></p><p><a href="https://greenefact.sapo.pt/fact-check/ha-menos-insetos-polinizadores-na-primavera-do-que-antigamente/"><em></em></a><em><a href="https://files.ipbes.net/ipbes-web-prod-public-files/downloads/pdf/ipbes_4_19_annex_ii_spm_pollination_en.pdf">https://files.ipbes.net/ipbes-web-prod-public-files/downloads/pdf/ipbes_4_19_annex_ii_spm_pollination_en.pdf</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-declinio-dos-polinizadores-uma-crise-silenciosa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Indústria da alimentação animal debate desafios e vulnerabilidades do setor em contexto de incerteza global]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/industria-da-alimentacao-animal-debate-desafios-e-vulnerabilidades-do-setor-em-contexto-de-incerteza-global.html</link><pubDate>Sat, 18 Apr 2026 06:21:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A Associação Portuguesa dos Industriais de Alimentos Compostos para Animais (IACA) organiza a 28 de abril a sua Reunião Geral da Indústria. O encontro acontece no momento em que a inflação nos produtos alimentares não transformados atinge os 6,4%, mais do dobro da inflação geral.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/industria-da-alimentacao-animal-debate-desafios-e-vulnerabilidades-do-setor-em-contexto-de-incerteza-global-1776446566306.jpg" data-image="vuw8gu8grhah" alt="Cavalo" title="Cavalo"><figcaption>O setor da alimentação animal impacta em cerca de 46.000 explorações especializadas e 35.000 mistas (agrícolas e pecuárias). O setor fatura anualmente cerca de 2,3 mil milhões de euros.</figcaption></figure><p>Santa Iria de Azoia acolhe no próximo <strong>dia 28 de abril o Encontro da Indústria da Alimentação Animal</strong>, promovido pela IACA.</p><p>A Associação propõe-se <strong>debater os desafios e as vulnerabilidades do setor dos alimentos para animais</strong> num contexto de incerteza global como o que vivemos por estes dias, com a crise no Médio Oriente, que impacta diretamente na economia global.</p><p>O evento vai reunir <strong>agentes da cadeia da alimentação animal e pecuária</strong>, assim como vários especialistas nacionais e internacionais.</p><p>O objetivo é analisar os <strong>impactos do atual contexto geopolítico, bem como as implicações do próximo Quadro Financeiro Plurianual da União Europeia</strong> para Portugal (2028-2024), com especial enfoque na Política Agrícola Comum (PAC).</p><p>A IACA refere que <strong>vivemos hoje numa realidade que inclui “diversas tensões</strong>”. Daí que esta reunião dos industriais, que inclui o debate com vários especialistas, tenha justamente como tema “<strong>Desafios e Vulnerabilidades da Indústria em tempos de incerteza</strong>”.</p><h2>Tempestades geram 20 milhões de prejuízo</h2><p>A Associação fala dos prejuízos provocados pelo comboio de tempestades que afetou Portugal, com <strong>danos estimados em cerca de 500 milhões de euros na agricultura e 20 milhões de euros só nas empresas de alimentos compostos</strong> para animais.</p><div class="texto-destacado">O <strong>conflito no Médio Oriente, por seu lado, tem provocado em Portugal um “agravamento mensal de custos </strong>de produção estimados nos 9 a 10 milhões de euros para o setor da alimentação animal”. A somar a tudo isto, há ainda o<strong> impacto da nova lei europeia de combate à desflorestação e degradação florestal</strong> (EUDR), que, no entender da IACA e dos seus dirigentes, “<strong>pode refletir-se num aumento de 30 a 70 euros por tonelada na carne de suíno</strong> e entre 7,5 e 25 euros na carne de aves”.</div><p>A edição deste ano do Encontro da Indústria da Alimentação Animal também promete <strong>analisar os processos de simplificação regulatória</strong> e para a criação de valor no setor agroalimentar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/industria-da-alimentacao-animal-debate-desafios-e-vulnerabilidades-do-setor-em-contexto-de-incerteza-global-1776446780608.jpg" data-image="c9pqyn6amuid" alt="Porcos" title="Porcos"><figcaption>O comboio de tempestades em Portugal gerou danos estimados em cerca de 500 milhões de euros na agricultura e 20 milhões de euros só nas empresas de alimentos para animais.</figcaption></figure><p>O setor da alimentação animal tem um <strong>impacto direto em cerca de 46.000 explorações especializadas e 35.000 mistas </strong>(atividade agrícola e pecuária). </p><p>O setor gera, anualmente, um <strong>volume de negócios de 2,3 mil milhões de euros</strong>, o que representa 12,5% do volume de negócios da agroindústria.</p><p>As empresas de produção de alimentos compostos para animais empregam, atualmente, <strong>3.500 trabalhadores, 4% do volume de emprego do setor agroalimentar</strong>.</p><h2>Vulnerabilidades da indústria </h2><p>O programa do evento conta com um <strong>conjunto diversificado de oradores de referência, incluindo, logo na sessão de abertura, Romão Braz</strong>, presidente da IACA, e Susana Pombo, diretora-geral da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).</p><p>Após a abertura, a agenda do evento conta com <strong>Eduardo Diniz, diretor-geral do Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral </strong>(GPP) do Ministério da Agricultura, para abordar o contexto geopolítico e as perspetivas financeiras da União Europeia.</p><p>Também participam Ana Cláudia Coelho, diretora de sustentabilidade da PwC, para uma intervenção sobre sustentabilidade enquanto eixo estratégico de valor; <strong>Lola Herrera, diretora regional da USSEC, que apresentará as tendências do mercado da soja e de outras matérias-primas</strong>; José Manuel Costa, da DGAV, com uma análise às obrigações decorrentes do Regulamento EUDR, e Pedro Cordero, presidente da Federação dos Fabricantes Europeus de Alimentos para Animais (FEFAC), que reflete sobre os principais desafios e <strong>vulnerabilidades da indústria da alimentação animal</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="689504" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ha-147-mil-pessoas-a-trabalhar-na-agricultura-pecuaria-caca-silvicultura-e-pesca-em-portugal.html" title="Há 147 mil pessoas a trabalhar na agricultura, pecuária, caça, silvicultura e pesca em Portugal">Há 147 mil pessoas a trabalhar na agricultura, pecuária, caça, silvicultura e pesca em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ha-147-mil-pessoas-a-trabalhar-na-agricultura-pecuaria-caca-silvicultura-e-pesca-em-portugal.html" title="Há 147 mil pessoas a trabalhar na agricultura, pecuária, caça, silvicultura e pesca em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ha-147-mil-pessoas-a-trabalhar-na-agricultura-pecuaria-caca-silvicultura-e-pesca-em-portugal-1735304371422_320.jpg" alt="Há 147 mil pessoas a trabalhar na agricultura, pecuária, caça, silvicultura e pesca em Portugal"></a></article></aside><p>Romão Braz e Pedro Cordero juntam-se, ainda, a Miguel Costa, presidente da <strong>Associação Nacional de Armazenistas, Comerciantes e Importadores de Cereais e Oleaginosas </strong>(ACICO) e a Helena Sanches, <strong>diretora-geral de Economia</strong>, numa mesa-redonda que promove o debate estratégico sobre o futuro do setor e sobre os impactos na cadeia de abastecimento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/industria-da-alimentacao-animal-debate-desafios-e-vulnerabilidades-do-setor-em-contexto-de-incerteza-global-1776446922032.jpg" data-image="tb9fvf6dyog4" alt="Alimentos para animais" title="Alimentos para animais"><figcaption>A Associação Portuguesa dos Industriais dos Alimentos Compostos para Animais (IACA) integra 55 associados - empresas de alimentos compostos para animais, pré-misturas e aditivos.</figcaption></figure><p>Dirigida a todos os operadores da cadeia da alimentação animal e pecuária, a Reunião Geral da Indústria de 2026 quer afirmar-se como “<strong>um espaço privilegiado de reflexão, partilha de conhecimento e <em>networking</em></strong>, contribuindo para antecipar desafios e identificar oportunidades num setor cada vez mais exposto a dinâmicas globais complexas”.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Romão Braz, presidente da IACA, não tem dúvidas de que “o setor agroalimentar, em geral, e as empresas de alimentação animal, em particular, são resilientes. No contexto atual, a reunião dos agentes deste setor é um momento fulcral para percebermos como vamos ultrapassar as tensões que lhe estão associadas”.<br>Em paralelo, as empresas de alimentação animal terão sempre em mente que “o objetivo, além de ultrapassar os desafios do atual contexto, é prosperar”. E, para Romão Braz, “prosperar significa produzir melhor, com menos custos e mais qualidade”, significando ainda “acesso dos portugueses a alimentação de qualidade ao menor custo possível.”<br><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Por sua vez, <strong>Jaime Piçarra, secretário-geral da IACA, deixa um sublinhado: “Talvez estejamos perante uma das mais relevantes reuniões</strong> gerais da Indústria. Os desafios são inúmeros e os caminhos para os ultrapassar ainda não são claros”.</p><p>E tudo isto “numa altura em que iniciamos a <strong>discussão do futuro da pecuária na União Europeia</strong> e estamos fortemente preocupados com os temas da segurança alimentar e da autonomia estratégica”, explica Jaime Piçarra.</p><h2> 2,3 mil milhões de euros de negócios</h2><p>A Associação Portuguesa dos Industriais dos Alimentos Compostos para Animais (<strong>IACA) integra 55 associados - empresas de alimentos compostos para animais, pré-misturas e aditivos</strong> –, representando 80% da produção nacional de alimentos compostos para animais e a totalidade das pré-misturas de produção nacional.</p><p>Os principais <strong>destinos da produção desta indústria são a alimentação para animais de estimação e para as explorações pecuárias</strong>. Para estas últimas, que representam 4.000 milhões de euros e 33% da economia agrícola nacional, a alimentação animal constitui o principal fator de produção.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/industria-da-alimentacao-animal-debate-desafios-e-vulnerabilidades-do-setor-em-contexto-de-incerteza-global.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O projeto pioneiro para salvar o paraíso tropical do Havai dos microplásticos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-projeto-pioneiro-para-salvar-o-paraiso-tropical-do-havai-dos-microplasticos.html</link><pubDate>Sat, 18 Apr 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O Havai, uma bela ilha do Pacífico, está ameaçado pela invasão de microplásticos no seu mar, mas um estudo recente apresentou uma solução ecossustentável para preservar a sua biodiversidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-progetto-pionieristico-per-salvare-il-paradiso-tropicale-della-hawaii-dalle-microplastiche-1775810229090.jpg" data-image="cksginxbx2dq" alt="Havaí" title="Havaí"><figcaption>As Ilhas Havaianas são um paraíso natural, mas também uma das áreas mais vulneráveis à poluição por microplásticos.</figcaption></figure><p>O <strong>Havai</strong>, arquipélago vulcânico com praias paradisíacas e vegetação exuberante, também <strong>está a tornar-se pioneiro na reciclagem de plástico</strong>.</p><p>O lixo doméstico, redes de pesca abandonadas e todos os tipos de plástico que poluem o mar representam um problema sério que ameaça um ecossistema precioso e delicado.</p><p>Por isso, uma equipa de investigação do Centro de Pesquisa de Detritos Marinhos (<a href="https://www.hpu.edu/cncs/cmdr/" target="_blank">CMDR</a>) da Universidade do Pacífico do Havai (HPU) está a aprimorar um <strong>projeto engenhoso que permite a reutilização de resíduos plásticos</strong>.</p><h2>Um paraíso ameaçado</h2><p>Os<strong> aterros sanitários do Havai estão sobrecarregados há anos</strong>, e o transporte e descarte de resíduos acarretam um enorme custo económico e ambiental.</p><p>A localização das ilhas em relação às correntes marítimas não ajuda, pois elas atuam como uma espécie de ponto de recolha natural para os resíduos transportados pelo oceano. Os danos ambientais são incalculáveis, já que todos os animais marinhos acabam por ingerir plástico.</p><div class="texto-destacado">A solução encontrada foi transformar plásticos em produtos de infraestrutura duráveis, como o asfalto para pavimentação de estradas.</div><p>O <strong>esforço económico para manter as praias limpas</strong> (e também para preservar o turismo) não é insignificante e <strong>está a tornar-se insustentável</strong>.</p><h2>Materiais de ponta para a saúde ambiental</h2><p>A ideia de<strong> transformar resíduos em material de construção</strong> é brilhante, visto que as estradas do Havai já são quase inteiramente pavimentadas com <strong>asfalto modificado por polímeros (PMA)</strong>, que oferece excelente elasticidade, durabilidade e impermeabilidade.</p><p>Num clima húmido como o do Havai, estas características tornam-no <strong>superior ao asfalto convencional</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/parque-vulcanico-mais-fascinante-do-planeta-fica-no-havai-o-que-voce-precisa-saber-antes-de-visita-lo.html" title="O parque vulcânico mais fascinante do planeta fica no Havai: o que precisa de saber antes de visitá-lo">O parque vulcânico mais fascinante do planeta fica no Havai: o que precisa de saber antes de visitá-lo</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/parque-vulcanico-mais-fascinante-do-planeta-fica-no-havai-o-que-voce-precisa-saber-antes-de-visita-lo.html" title="O parque vulcânico mais fascinante do planeta fica no Havai: o que precisa de saber antes de visitá-lo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-parque-volcanico-mas-fascinante-del-planeta-esta-en-hawaii-todo-lo-que-necesitas-saber-antes-de-visitarlo-1774433409848_320.jpeg" alt="O parque vulcânico mais fascinante do planeta fica no Havai: o que precisa de saber antes de visitá-lo"></a></article></aside><p>A equipa do CMDR, liderada pela química ambiental e diretora do CMDR Jennifer Lynch, estudou formas de combinar <strong>sustentabilidade</strong> com necessidades quotidianas, <strong>enriquecendo o asfalto com plásticos reciclados em vez de polímeros</strong>.</p><p>"Algumas pessoas acham que a reciclagem de plástico é uma farsa, que não funciona, que é muito complicada. Este trabalho demonstra que <strong>a reciclagem pode funcionar quando a sociedade prioriza a sustentabilidade</strong>", comentou Jennifer.</p><blockquote> </blockquote><h2>Do mar às ruas de Oahu</h2><p>Para criar o novo asfalto, foram recuperadas<strong> redes de pesca antigas</strong> e abandonadas, <strong>equipamentos de pesca e diversos resíduos plásticos</strong>, totalizando aproximadamente oitenta e quatro toneladas, oferecendo também um incentivo aos pescadores que limpam o mar desses detritos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-progetto-pionieristico-per-salvare-il-paradiso-tropicale-della-hawaii-dalle-microplastiche-1775811086706.jpg" data-image="556af8x0uhss"><figcaption>Os animais marinhos estão entre as principais vítimas da poluição marinha.</figcaption></figure><p>Em seguida, resíduos que contêm polietileno, um material comum encontrado em embalagens de leite, foram selecionados e utilizados para criar o asfalto usado na <strong>pavimentação de algumas estradas na ilha de Oahu</strong>.</p><p>Algumas estradas foram cobertas com asfalto modificado com polietileno obtido a partir de resíduos reciclados, outras com polietileno obtido de redes de pesca. Em todos os casos, <strong>as medições produziram resultados surpreendentes</strong>.</p><h2>Uma experiência bem-sucedida</h2><p><strong>A experiência durou onze meses</strong>, durante os quais as estradas da ilha foram submetidas ao uso diário normal. Posteriormente, instrumentação de ponta permitiu recolher e analisar a poeira formada em cada trecho de estrada examinado, bem como amostras de água da chuva, ar e solo circundante para monitorizar a presença de partículas de microplástico.</p><p>O rigor destas medições está entre os principais diferenciais em comparação com experiências semelhantes realizadas no passado, e o resultado foi que a quantidade de microplásticos permaneceu praticamente inalterada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-anunciam-um-plastico-para-solucionar-o-crescente-problema-da-poluicao-por-microplasticos.html" title="Cientistas anunciam um plástico para solucionar o crescente problema da poluição por microplásticos">Cientistas anunciam um plástico para solucionar o crescente problema da poluição por microplásticos</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-anunciam-um-plastico-para-solucionar-o-crescente-problema-da-poluicao-por-microplasticos.html" title="Cientistas anunciam um plástico para solucionar o crescente problema da poluição por microplásticos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/scientists-announce-a-plastic-to-solve-the-growing-microplastic-problem-1767206926908_320.jpg" alt="Cientistas anunciam um plástico para solucionar o crescente problema da poluição por microplásticos"></a></article></aside><p>Tanto o PMA quanto o novo asfalto apresentam <strong>desempenho semelhante do ponto de vista ambiental</strong>.</p><p>Outra descoberta interessante é que <strong>a quantidade de microplásticos produzida pelo asfalto é significativamente menor do que a libertada pelos pneus</strong>.</p><p>No momento, os dois materiais também parecem ser mecanicamente equivalentes, mas uma avaliação completa da sua durabilidade ainda levará algum tempo.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.sciencenews.org/article/hawaii-plastic-pollution-recycle-roads">Hawaii is turning ocean plastic into roads to fight pollution</a>. 08 de abril, 2026. <em>Sara Novak.</em></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-projeto-pioneiro-para-salvar-o-paraiso-tropical-do-havai-dos-microplasticos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As 10 cidades de Portugal Continental que irão atingir os 28 ºC este fim de semana]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-10-cidades-de-portugal-continental-que-irao-atingir-os-28-c-este-fim-de-semana.html</link><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 16:45:10 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A presença de uma massa de ar quente irá provocar uma subida das temperaturas em Portugal este fim de semana, levando várias cidades do interior e do vale do Tejo a aproximarem-se dos 28 ºC ou mesmo a ultrapassar esse valor, sobretudo durante a tarde de sábado.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5rfvy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5rfvy.jpg" id="xa5rfvy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Este fim de semana será marcado por uma subida significativa das temperaturas em Portugal continental, com várias <strong>cidades do interior e do vale do Tejo</strong> <strong>a poderem atingir ou mesmo ultrapassar os 28 ºC</strong>. Este cenário resulta do reforço de uma crista anticiclónica sobre a Península Ibérica, associada à entrada de ar mais quente em altitude, favorecendo condições de estabilidade atmosférica e um aquecimento mais eficiente à superfície.</p><h2>Sábado será o dia mais quente da semana</h2><p>Ao longo de sábado, o aquecimento torna-se mais evidente, sobretudo durante a tarde, quando a radiação solar e a reduzida nebulosidade potenciam a subida dos valores máximos. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Entre as cidades que mais se poderão destacar estão <strong>Abrantes, Ponte de Sor, Coruche, Mora, Gavião, Beja, Tomar, Ourém, Sertã e Alcácer do Sal,</strong> onde os termómetros poderão atingir valores entre os 28 e os 30 ºC, embora com alguma variabilidade associada a fatores locais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-10-cidades-de-portugal-continental-que-irao-atingir-os-28-c-este-fim-de-semana-1776441395886.png" data-image="vzoeyyhw6tz2"><figcaption>Distribuição da temperatura à superfície na tarde de sábado, com valores mais elevados no interior e vale do Tejo, com os termómetros a aproximarem-se dos 30 ºC em algumas cidades, contrastando com o litoral mais ameno.</figcaption></figure><p>Estas regiões beneficiam de condições particularmente favoráveis ao aquecimento, como vento geralmente fraco, com velocidades entre os 5 e os 15 km/h, e céu pouco nublado ou limpo durante grande parte do dia, permitindo uma elevada incidência de radiação solar.<strong>O índice UV atinge valores elevados, entre 6 e 7, sobretudo durante as horas centrais do dia</strong>, refletindo a forte exposição solar sob céu pouco nublado. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-10-cidades-de-portugal-continental-que-irao-atingir-os-28-c-este-fim-de-semana-1776441406457.png" data-image="z0zqf6s3vdzj"><figcaption>Índice UV elevado durante a tarde de sábado, com valores entre 6 e 7 na generalidade do território, indicando níveis de radiação solar que exigem proteção nas horas centrais do dia.</figcaption></figure><p>Em contraste, o <strong>litoral Norte e Centro mantém valores mais contidos, próximos dos 24 ºC</strong>, evidenciando um contraste térmico significativo no território. Ainda assim, a nebulosidade tem pouca expressão, podendo ocorrer períodos de céu mais nublado durante a manhã, especialmente no litoral, associados a nuvens baixas de origem marítima, que tendem a dissipar-se progressivamente.</p><h2>Domingo mantém o calor, com poucas alterações no estado do tempo</h2><p><strong>No domingo, o padrão atmosférico deverá manter-se muito semelhante</strong>, não se esperando grandes alterações face ao dia anterior. Em algumas destas cidades, poderá ainda registar-se uma ligeira subida das temperaturas, com os valores a voltarem a aproximar-se ou até a ultrapassar os 28 ºC durante a tarde. <strong>O índice UV continuará elevado</strong>, entre 6 e 7 nas horas centrais do dia, associado à persistência de céu pouco nublado e a uma forte exposição solar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-10-cidades-de-portugal-continental-que-irao-atingir-os-28-c-este-fim-de-semana-1776441718053.png" data-image="0kmd50l5w1cu"><figcaption>Valores de temperatura acima da média climatológica em praticamente todo o território, com desvios positivos mais expressivos no interior Norte e Centro, refletindo a influência de uma massa de ar mais quente.</figcaption></figure><p>A persistência de condições estáveis, com vento fraco e ausência de precipitação, contribuirá para um ambiente seco e soalheiro, favorecendo também uma <strong>subida gradual das temperaturas mínimas</strong> em várias regiões do interior.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764395" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproximam-se-da-madeira-as-horas-de-maior-concentracao-de-poeiras-do-saara-em-suspensao.html" title="Aproximam-se da Madeira as horas de maior concentração de poeiras do Saara em suspensão">Aproximam-se da Madeira as horas de maior concentração de poeiras do Saara em suspensão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproximam-se-da-madeira-as-horas-de-maior-concentracao-de-poeiras-do-saara-em-suspensao.html" title="Aproximam-se da Madeira as horas de maior concentração de poeiras do Saara em suspensão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aproximam-se-da-madeira-as-horas-de-maior-concentracao-de-poeiras-do-saara-em-suspensao-1776425841588_320.png" alt="Aproximam-se da Madeira as horas de maior concentração de poeiras do Saara em suspensão"></a></article></aside><p>Não se excluem, no entanto, pequenas diferenças entre os valores previstos e os efetivamente registados, sobretudo nas máximas, que poderão variar de forma localizada ao longo do dia.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-10-cidades-de-portugal-continental-que-irao-atingir-os-28-c-este-fim-de-semana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Milhares de abelhas provocam o caos em Netivot, Israel: veja as imagens impressionantes]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/milhares-de-abelhas-provocam-o-caos-em-netivot-israel-veja-as-imagens-impressionantes.html</link><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 15:29:04 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Na passada quarta-feira, 15 de abril, milhares de abelhas infestaram subitamente Netivot, sul de Israel. Este fenómeno natural relativamente raro em contexto urbano ocorreu quando dezenas de milhares de abelhas invadiram subitamente o centro comercial da cidade, deixando imagens surpreendentes.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5luus"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5luus.jpg" id="xa5luus"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Na passada quarta-feira, 15 de abril</strong>, deu-se um fenómeno natural surpreendente que teve início quando de forma repentina milhares de abelhas invadiram o <strong>centro comercial de Netivot, uma cidade situada no sul de Israel</strong>. O enorme enxame de abelhas rapidamente se espalhou pela cidade, tendo também sido visto <strong>a pairar sobre ruas, veículos estacionados, lojas e varandas em várias zonas de Netivot</strong>. A ‘invasão’ de abelhas provocou alarme entre a população, obrigando os residentes a ficarem em casa enquanto as autoridades geriam a situação.</p><h2>O que esteve na origem deste incidente, segundo os cientistas</h2><p>Segundo os cientistas e os apicultores experientes, este fenómeno não é assim tão raro, pois trata-se de um evento natural e bem documentado do ciclo de vida das abelhas. <strong>No entanto, a invulgaridade do incidente em Israel consistiu mesmo na magnitude, na exposição e no contexto urbano</strong>.</p><p>Embora não sejam inéditos, estes fenómenos são relativamente raros em áreas urbanas densamente povoadas, algo que foi suficiente para despertar o interesse científico. Este enxame de abelhas foi considerado natural pelos cientistas, tratando-se de um<strong> processo que normalmente ocorre quando uma colmeia fica sobrelotada</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Fatores climáticos e ambientais como um tempo mais quente, as alterações ambientais ou a perda de habitat podem aumentar a probabilidade destes comportamentos coletivos. No contexto de Netivot, em Israel, também poderá estar relacionado com a forma como agentes polinizadores como as abelhas se adaptam a espaços urbanos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Na primavera ocorre uma subida das temperaturas</strong> que pode originar um rápido aumento da população da colmeia devido à floração.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/milhares-de-abelhas-provocam-o-caos-em-netivot-israel-veja-as-imagens-impressionantes-1776438997778.jpg" data-image="oiqv1bddpdwj"><figcaption>O aumento da população da colmeia faz com que a colónia de abelhas fique sobrelotada, forçando a abelha-rainha a liderar milhares de abelhas operárias para a construção de um ninho num novo local. Este fenómeno é natural, embora seja relativamente raro em áreas urbanas densamente povoadas, como foi o caso de Netivot, Israel. Este acontecimento invulgar suscitou interesse nos cientistas que rapidamente forneceram um conjunto de possíveis explicações sobre os fatores que levaram ao evento testemunhado na passada quarta-feira, 15 de abril.</figcaption></figure><p>Com a colónia de abelhas sobrelotada, <strong>a abelha-rainha vê-se obrigada a conduzir milhares de abelhas operárias para que um novo ninho seja iniciado noutro local</strong>, o que explica a enxameação natural massiva de abelhas testemunhada em Netivot.</p><h2>Não foi realmente uma “invasão” de abelhas, mas sim um comportamento que levanta preocupações ecológicas</h2><p>Apesar do fenómeno visualmente impactante, as abelhas não revelaram um comportamento ofensivo para com os humanos. Isso só acontece se se sentirem perturbadas ou ameaçadas. Pelo contrário, os especialistas referem que por detrás deste incidente levantam-se<strong> preocupações ecológicas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="760203" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/abelhas-surpreendem-cientistas-ao-resolver-contas-simples-de-matematica.html" title="Abelhas surpreendem cientistas ao resolver contas simples de matemática">Abelhas surpreendem cientistas ao resolver contas simples de matemática</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/abelhas-surpreendem-cientistas-ao-resolver-contas-simples-de-matematica.html" title="Abelhas surpreendem cientistas ao resolver contas simples de matemática"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/abelhas-surpreendem-cientistas-ao-resolver-contas-simples-de-matematica-1773426345471_320.jpg" alt="Abelhas surpreendem cientistas ao resolver contas simples de matemática"></a></article></aside><p>Fatores climáticos e ambientais como um tempo mais quente, as alterações ambientais ou a perda de habitat <strong>podem aumentar a probabilidade destes comportamentos coletivos</strong>, impulsionando as colónias de abelhas com mais frequência para as cidades. O fenómeno aparentemente caótico ocorrido em Netivot pode na verdade ser entendido como a forma encontrada pelas <strong>abelhas para responder a alterações ambientais profundas</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/milhares-de-abelhas-provocam-o-caos-em-netivot-israel-veja-as-imagens-impressionantes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Âncora recebe 25 mil trutas para travar declínio dos ecossistemas ribeirinhos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ancora-recebe-25-mil-alevins-para-travar-declinio-dos-ecossistemas-ribeirinhos.html</link><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 15:09:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Operação aposta na sustentabilidade ecológica, com a introdução de espécies nativas em zonas estratégicas para valorizar o território de Viana do Castelo e reforçar o equilíbrio ambiental.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ancora-recebe-25-mil-alevins-para-travar-declinio-dos-ecossistemas-ribeirinhos-1776430273252.jpg" data-image="behlver04ibl" alt="Libertação de trutas no rio Âncora" title="Libertação de trutas no rio Âncora"><figcaption>Mais de duas dezenas de milhares de alevins de trutas fário foram libertados no rio Âncora, numa tentativa de restaurar o equilíbrio do ecossistema ribeirinho. Foto: Município de Viana do Castelo</figcaption></figure><p>O <strong>rio Âncora</strong> voltou a receber vida. Nas águas que descem da vertente ocidental da Serra de Arga, foram libertados cerca de <strong>25 mil alevins de truta fário </strong>(<em>Salmo trutta </em><em>morpha fario</em>). É um gesto que combina ciência, conservação e vontade de contrariar o declínio dos ecossistemas aquáticos. A operação resulta de um trabalho articulado entre o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), a Câmara Municipal de Viana do Castelo e as juntas de freguesia do município.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Mais do que um simples repovoamento, esta iniciativa procura reconstruir um equilíbrio frágil, onde cada peixe devolvido ao rio representa também uma aposta no futuro da biodiversidade. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os <strong>alevins</strong>, agora libertados na natureza, têm a particularidade de <strong>descender de trutas capturadas no próprio rio Âncora</strong>. Trata-se de uma forma de garantir que a identidade genética da população local se mantém intacta. É um detalhe técnico, mas decisivo, que assegura não apenas a quantidade, mas, principalmente, a continuidade.</p><h2>Um rio, várias etapas de recuperação</h2><p>A largada não aconteceu num único ponto, mas em oito locais diferentes ao longo do rio e a escolha não foi aleatória. Cada zona foi selecionada por apresentar condições ecológicas consideradas favoráveis ao desenvolvimento das trutas — águas frias, correntes, bem oxigenadas e com abrigo suficiente para os estágios iniciais de vida destes peixes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ancora-recebe-25-mil-alevins-para-travar-declinio-dos-ecossistemas-ribeirinhos-1776430349712.jpg" data-image="c2kveeq4brtc" alt="Truta" title="Truta"><figcaption>A truta é extremamente sensível à poluição, sendo por isso um indicador biológico da saúde dos rios. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>O processo começou muito antes dos alevins tocarem o rio. Os <strong>reprodutores</strong> foram capturados no troço superior do Âncora, em plena Serra d’Arga, na freguesia de São Lourenço da Montaria. Depois, foram <strong>mantidos em cativeiro no Posto Aquícola do Torno, em Amarante</strong>, procedendo-se à reprodução controlada. Um percurso exigente, planeado para assegurar que os indivíduos libertados não estranham o ecossistema, onde irão completar o seu ciclo de vida.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="690910" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/acudes-diques-e-represas-estao-a-ser-retirados-dos-rios-portugueses-por-que-e-isso-tao-importante.html" title="Açudes, diques e represas estão a ser retirados dos rios portugueses. Por que é isso tão importante?">Açudes, diques e represas estão a ser retirados dos rios portugueses. Por que é isso tão importante?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/acudes-diques-e-represas-estao-a-ser-retirados-dos-rios-portugueses-por-que-e-isso-tao-importante.html" title="Açudes, diques e represas estão a ser retirados dos rios portugueses. Por que é isso tão importante?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/acudes-diques-e-represas-estao-a-ser-retirados-dos-rios-portugueses-por-que-e-isso-tao-importante-1736180059926_320.jpg" alt="Açudes, diques e represas estão a ser retirados dos rios portugueses. Por que é isso tão importante?"></a></article></aside><p>Este modelo insere-se numa estratégia de conservação <em>ex situ</em>, isto é, fora do habitat natural. A abordagem permite <strong>preservar espécies</strong> enquanto os seus ecossistemas originais não estão em condições de sustentabilidade plena. Na prática, é uma forma de <strong>ganhar tempo à natureza</strong>, enquanto se tenta recuperar o terreno perdido.</p><h2>A ciência por trás da devolução ao rio</h2><p>O repovoamento no Âncora não é um caso isolado. Em 2023, foram introduzidos cerca de cinco mil exemplares da mesma espécie. O número subiu para 15 mil em 2024 e, agora, com esta nova libertação de 25 mil alevins, o reforço ganha uma escala mais ambiciosa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ancora-recebe-25-mil-alevins-para-travar-declinio-dos-ecossistemas-ribeirinhos-1776430449438.jpg" data-image="9ouw24jtoyi6" alt="Libertação de trutas no rio Âncora" title="Libertação de trutas no rio Âncora"><figcaption>A libertação da espécie foi feita em oito locais diferentes do Âncora, selecionados por reunirem as melhores condições. Foto: Município de Viana do Castelo</figcaption></figure><p>Por trás destes números está uma lógica de gestão genética e ecológica. O ICNF mantém atualmente cerca de <strong>20 stocks de reprodutores de truta-de-rio</strong>, representativos da <strong>diversidade genética do Norte do país</strong>. A ideia é simples na formulação, mas complexa na execução, pois procura evitar a perda de identidade das populações selvagens e, simultaneamente, aumentar a sua capacidade de sobrevivência.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="749065" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/programa-pro-rios-conta-com-187-milhoes-de-euros-para-renaturalizar-os-rios-portugueses.html" title="Programa Pro-Rios conta com 187 milhões de euros para renaturalizar os rios portugueses">Programa Pro-Rios conta com 187 milhões de euros para renaturalizar os rios portugueses</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/programa-pro-rios-conta-com-187-milhoes-de-euros-para-renaturalizar-os-rios-portugueses.html" title="Programa Pro-Rios conta com 187 milhões de euros para renaturalizar os rios portugueses"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/programa-pro-rios-conta-com-187-milhoes-de-euros-para-renaturalizar-os-rios-portugueses-1768401482411_320.jpg" alt="Programa Pro-Rios conta com 187 milhões de euros para renaturalizar os rios portugueses"></a></article></aside><p>A truta fário, <strong>espécie nativa da Europa</strong> e presente sobretudo nos rios do Norte e Centro de Portugal, é <strong>extremamente sensível</strong>. Depende de águas limpas, frias e bem oxigenadas. Qualquer alteração — da poluição ao aumento da temperatura — pode comprometer o seu desenvolvimento. É precisamente por isso que é considerada um <strong>indicador biológico da saúde dos rios</strong>. Onde há trutas fário, há, portanto, ecossistemas ainda equilibrados.</p><h2>Entre a conservação e o território vivo</h2><p>Esta intervenção não se limita, porém, ao campo da biologia. Há ainda uma dimensão territorial e social levada em consideração. A recuperação das populações de truta no rio Âncora tem impacto direto na <strong>valorização do território</strong>, seja através do <strong>turismo de natureza</strong>, seja da pesca desportiva sustentável, atividades que dependem de rios vivos e ecologicamente equilibrados.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ao mesmo tempo, estas ações revelam uma mudança de paradigma na forma como se encara a gestão dos recursos naturais. Já não basta proteger passivamente, é preciso intervir, corrigir e, quando possível, regenerar. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Num contexto em que os ecossistemas aquáticos enfrentam pressões crescentes, que vão da <strong>poluição </strong>às <strong>alterações climáticas</strong>, passando pela degradação dos habitats, cada iniciativa deste tipo assume um peso estratégico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ancora-recebe-25-mil-alevins-para-travar-declinio-dos-ecossistemas-ribeirinhos-1776430544712.jpg" data-image="4idsod1buyx5" alt="rio âncora" title="rio âncora"><figcaption>A recuperação das populações de truta no rio Âncora tem impacto direto na valorização do território, impulsionando turismo de natureza e as atividades recreativas. Foto: Armando Laranjeira, obra do próprio, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>O que está em causa no rio Âncora vai, por isso, muito além da libertação de milhares de peixes. A recém-chegada da truta aos rios representa uma tentativa de restaurar um ciclo natural interrompido, devolvendo aos ecossistemas ribeirinhos não apenas espécies, mas também a possibilidade de voltar a funcionar como um sistema vivo, dinâmico e resiliente.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em><a href="https://www.facebook.com/gabinete.deimprensa/posts/1446843304144576?ref=embed_post" target="_blank">25 mil pequenas trutas devolvem vida ao rio Âncora</a>. Câmara Municipal de Viana do Castelo</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ancora-recebe-25-mil-alevins-para-travar-declinio-dos-ecossistemas-ribeirinhos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quando a Terra ilumina a Lua: o fenómeno da luz cinzenta e como observá-lo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/quando-a-terra-ilumina-a-lua-o-fenomeno-da-luz-cinzenta-e-como-observa-lo.html</link><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 14:01:55 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Por vezes a Lua parece brilhar mesmo no seu lado escuro e não se trata de um efeito ótico, mas de um fenómeno real: a Terra a iluminar o seu próprio satélite numa cena curiosa e especial.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cuando-la-tierra-ilumina-la-luna-el-fenomeno-de-la-luz-cenicienta-y-como-observarlo-1775553188481.jpeg" data-image="ur3wgfpctt00"><figcaption>Explicamos o que é o fenómeno da luz cinzenta.</figcaption></figure><p>Há noites em que a lua não só mostra a sua fina silhueta iluminada, mas também <strong>um brilho ténue que delimita todo o seu contorno</strong>. Este brilho ténue, quase cinematográfico, é o que se designa por luz cinzenta.</p><p>Longe de ser um simples jogo de luz, é uma demonstração perfeita de como <strong>a Terra e a Lua interagem</strong> constantemente num delicado equilíbrio de luz.</p><h2>Uma dupla reflexão: do Sol para a Terra e da Terra para a Lua</h2><p>A explicação é tão simples quanto curiosa. <strong>A luz do Sol ilumina a Terra, parte dessa luz é refletida para o espaço</strong> e, quando a geometria é adequada, essa luz refletida chega à Lua e <strong>atinge a face lunar que não é diretamente iluminada pelo astro-rei</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">La atmósfera de la Tierra, la Luna y su luz cenicienta, fotografiadas desde la Estación Espacial Internacional el pasado día 6 de diciembre.<br><br>: NASA/JSC <a href="https://t.co/FjVAxOc6Bb">pic.twitter.com/FjVAxOc6Bb</a></p>— Un geólogo en apuros ️ (@geologoenapuros) <a href="https://twitter.com/geologoenapuros/status/1468661154323087365?ref_src=twsrc%5Etfw">December 8, 2021</a></blockquote></figure><p><strong>O resultado é a tonalidade acinzentada ou “cinza”</strong> que nos permite distinguir toda a superfície lunar, mesmo quando só vemos uma pequena faixa brilhante.</p><p>É essencialmente <strong>o mesmo fenómeno que nos permite ver a Lua a partir da Terra</strong>... mas em sentido inverso.</p><h2> Quando ocorre e porque é que nem sempre é vista</h2><p>A luz cinzenta aparece principalmente em dois momentos do ciclo lunar, <strong>logo após a lua nova</strong> (fase crescente) <strong>e logo antes da lua nova</strong> (fase minguante).</p><p>Nestas fases, <strong>a parte iluminada pelo Sol é muito pequena</strong>, o que permite que o brilho ténue proveniente da Terra se destaque mais facilmente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="758854" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-historia-violenta-por-tras-da-origem-da-lua-segundo-a-ciencia-moderna.html" title="A história violenta por trás da origem da Lua, segundo a ciência moderna">A história violenta por trás da origem da Lua, segundo a ciência moderna</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-historia-violenta-por-tras-da-origem-da-lua-segundo-a-ciencia-moderna.html" title="A história violenta por trás da origem da Lua, segundo a ciência moderna"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-violenta-storia-dietro-l-origine-della-luna-secondo-la-scienza-moderna-1772817070223_320.jpeg" alt="A história violenta por trás da origem da Lua, segundo a ciência moderna"></a></article></aside><p>Além disso, quando vemos uma Lua muito fina a partir da Terra, a partir da superfície lunar o nosso planeta seria quase completamente iluminado: isto significa que <strong>a Terra atua como um “grande espelho” que envia luz para a Lua</strong>.</p><h3>Um fenómeno ligado ao "albedo" terrestre</h3><p>Nem toda a luz é refletida da mesma forma, pois a intensidade da luz cinzenta depende do chamado <strong>albedo terrestre</strong>, ou seja, da capacidade da Terra para refletir a luz solar. É aqui que entram em jogo fatores como <strong>a presença de nuvens, superfícies nevadas ou oceanos</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">La luna nueva cerca del Sol vista por el satélite PUNCH de la NASA. Sí, la Luna nueva, no llena. El ocultador de PUNCH tapa el Sol y permite que se vea el hemisferio nocturno de la Luna con la luz cenicienta (la luz reflejada por la Tierra). <a href="https://t.co/klsTees49N">pic.twitter.com/klsTees49N</a></p>— Daniel Marín (@Eurekablog) <a href="https://twitter.com/Eurekablog/status/1924158743748448767?ref_src=twsrc%5Etfw">May 18, 2025</a></blockquote></figure><ul> </ul><p>São áreas ou superfícies que afetam diretamente a luminosidade e, de facto, <strong>o fenómeno pode ser mais intenso</strong> quando grandes áreas do planeta estão cobertas por nuvens ou gelo, que refletem mais luz.</p><h2>Como observar a luz cinzenta?</h2><p>Uma das melhores coisas deste fenómeno é que não é necessário um telescópio: basta olhar para o céu no momento certo. No entanto, estas <strong>dicas de observação astronómica</strong> podem ajudá-lo a observá-lo melhor.</p><ul><li><strong> Observar logo após o pôr do sol ou antes do nascer do sol</strong>.</li><li><strong>Afaste-se da poluição luminosa</strong>.</li><li><strong>Deixe os seus olhos adaptarem-se à escuridão</strong>. </li></ul><p><strong>Embora o mais importante seja encontrar uma Lua muito fina</strong> (crescente ou minguante), uma vez que, como já explicámos, isso favorece a apreciação deste espetáculo da natureza. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/quando-a-terra-ilumina-a-lua-o-fenomeno-da-luz-cinzenta-e-como-observa-lo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Fruta do dragão: como cultivar a pitaia num vaso e fazer com que produza frutos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/fruta-do-dragao-como-cultivar-a-pitaia-num-vaso-e-fazer-com-que-produza-frutos.html</link><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 13:48:14 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Ter uma piteira em casa não é tão complicado como parece, mas também não �� uma planta que se possa descurar. Existem passos fundamentais que fazem a diferença para que ela produza frutos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-fruta-del-dragon-como-cultivar-pitahaya-en-maceta-y-que-si-de-frutos-1775797878177.png" data-image="cccs62ijsj8r"><figcaption>A pitaia prefere temperaturas entre 18 e 32 °C. É uma espécie que tolera o calor, mas não a geada.</figcaption></figure><p>A pitaia, também conhecida como fruta do dragão, tornou-se uma das plantas mais atrativas para cultivar em casa. Isto deve-se ao seu aspeto exótico e ao facto de estarmos a falar de um cato que se adapta muito bem a pequenos espaços, mesmo em vasos. Dito isto, nem tudo o que se vê nas redes sociais é tão simples como parece.</p><p>O interesse pelo cultivo da pitaia tem crescido significativamente nos últimos anos, principalmente nas zonas urbanas, onde não há muita terra disponível.<strong> Isto levou as pessoas a tentar cultivá-la em vasos</strong>, mas sem compreender verdadeiramente as suas necessidades.</p><div class="texto-destacado">Cada planta tem as suas próprias necessidades de cuidados, e pensar que a piteira deve ser tratada como qualquer outra planta é um dos principais erros.</div><p>A primeira coisa que é preciso entender é que nem todas as piteiras são iguais; algumas adaptam-se melhor do que outras a diferentes condições de controlo. É por isso que <strong>escolher a variedade correta faz toda a diferença</strong> entre o sucesso e a frustração.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-fruta-del-dragon-como-cultivar-pitahaya-en-maceta-y-que-si-de-frutos-1775797887838.png" data-image="foi3cno0zwjp"><figcaption>As suas flores são grandes, brancas e perfumadas, e duram apenas uma noite. Isto significa que a polinização manual pode ser necessária para garantir a produção de frutos.</figcaption></figure><p>Além disso, embora seja um cato, a piteira tem necessidades específicas que são frequentemente ignoradas. <strong>Precisa de apoio, espaço vertical e uma abordagem de rega diferente das outras suculentas</strong>, o que a torna única dentro deste grupo de plantas.</p><h2>Que piteira escolher e como cultivá-las num vaso?</h2><p>Para o cultivo em vasos, as melhores opções são as espécies do género <em>Hylocereus</em>, especialmente a <em>Hylocereus undatus</em> (polpa branca) e a <em>Hylocereus costaricensis</em> (polpa vermelha). Estas variedades adaptam-se melhor às zonas urbanas e têm um melhor desempenho em espaços controlados.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763608" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nao-jogue-fora-3-formas-de-usar-espigas-de-milho-para-cuidar-de-suas-plantas-e-melhorar-o-jardim.html" title="Não deite fora: 3 formas de usar espigas de milho para cuidar das suas plantas e melhorar o jardim">Não deite fora: 3 formas de usar espigas de milho para cuidar das suas plantas e melhorar o jardim</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nao-jogue-fora-3-formas-de-usar-espigas-de-milho-para-cuidar-de-suas-plantas-e-melhorar-o-jardim.html" title="Não deite fora: 3 formas de usar espigas de milho para cuidar das suas plantas e melhorar o jardim"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/no-lo-tires-3-formas-de-usar-el-marlo-del-choclo-para-cuidar-tus-plantas-y-mejorar-el-jardin-1775687830802_320.jpg" alt="Não deite fora: 3 formas de usar espigas de milho para cuidar das suas plantas e melhorar o jardim"></a></article></aside><p>A escolha do vaso adequado poupar-lhe-á muitas dores de cabeça mais tarde. <strong>Recomenda-se usar um com pelo menos 40 a 60 litros de capacidade</strong>, pois mesmo que a piteira desenvolva um sistema radicular moderado, ela ainda precisa de estabilidade.</p><div class="texto-destacado">A escolha de vasos pequenos é um dos primeiros erros, pois limita o crescimento e reduz a produção.</div><p>Quanto ao substrato, ele deve drenar bem a água. A terra comum de jardim vendida nos viveiros não é adequada para este tipo de cultivo. <strong>O ideal é fazer uma mistura de diferentes substratos</strong>, utilizando materiais como a fibra de coco, a perlite e o composto maduro, conseguindo um equilíbrio entre a retenção de humidade e o arejamento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-fruta-del-dragon-como-cultivar-pitahaya-en-maceta-y-que-si-de-frutos-1775797933071.png" data-image="noieh7krlusk"><figcaption>Uma planta bem gerida pode começar a produzir frutos entre o segundo e o terceiro ano.</figcaption></figure><p>A piteira é uma planta trepadeira, por isso precisa de uma estrutura vertical firme com pelo menos 1,5 metros de altura. Isto permitir-lhe-á crescer de forma ordenada e desenvolver uma boa produção. Em termos de luz, um espaço que proporcione 6 a 8 horas de sol direto será o ideal.</p><h3>Rega, Nutrição e Manejo: O que realmente determina se ele produz frutos</h3><p>Embora seja um cato, a piteira não se comporta como um cato típico do deserto. Necessita de rega moderada e consistente, especialmente durante as fases de crescimento e floração. O erro mais comum é regar muito pouco, pensando que é apenas mais uma suculenta.</p><div class="texto-destacado">O ideal é regar quando o substrato estiver completamente seco nos poucos centímetros superiores, evitando que fique totalmente seco durante longos períodos.</div><p>Para estimular a produção, é necessário prestar especial atenção à nutrição da planta. <strong>Recomenda-se a utilização de um fertilizante equilibrado, mas com uma maior quantidade disponível de fósforo e potássio durante a fase reprodutiva</strong>. Um excesso de azoto favorece o crescimento vegetativo, mas não o fruto.</p><p>Como para todas as plantas frutíferas, a poda é essencial. A piteira precisa de uma gestão para orientar o seu crescimento. <strong>Os rebentos fracos ou mal posicionados devem ser removidos, favorecendo estruturas fortes capazes de suportar flores e frutos</strong>. Uma boa poda melhora o arejamento e a produtividade.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762492" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/se-o-seu-terraco-estiver-orientado-para-norte-estas-sao-as-plantas-que-melhor-suportam-a-sombra.html" title="Se o seu terraço estiver orientado para norte, estas são as plantas que melhor suportam a sombra">Se o seu terraço estiver orientado para norte, estas são as plantas que melhor suportam a sombra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/se-o-seu-terraco-estiver-orientado-para-norte-estas-sao-as-plantas-que-melhor-suportam-a-sombra.html" title="Se o seu terraço estiver orientado para norte, estas são as plantas que melhor suportam a sombra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/si-tu-terraza-esta-orientada-al-norte-estas-son-las-plantas-que-mejor-soportan-la-sombra-1775041462250_320.jpeg" alt="Se o seu terraço estiver orientado para norte, estas são as plantas que melhor suportam a sombra"></a></article></aside><p>Cultivar a pitaia num vaso é absolutamente possível, mas não se trata apenas de a plantar e esperar. Existem pormenores que, se forem ignorados, deixarão a planta apenas com folhagem. Mas se lhe dermos um bom suporte, uma rega bem gerida e luz suficiente, ela responderá muito bem.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/fruta-do-dragao-como-cultivar-a-pitaia-num-vaso-e-fazer-com-que-produza-frutos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aproximam-se da Madeira as horas de maior concentração de poeiras do Saara em suspensão]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproximam-se-da-madeira-as-horas-de-maior-concentracao-de-poeiras-do-saara-em-suspensao.html</link><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 11:47:03 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Este fim de semana o céu no arquipélago da Madeira apresentará um aspeto diferente do habitual e prevê-se um agravamento significativo da qualidade do ar. Saiba as horas mais críticas das poeiras em suspensão.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5qlc6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5qlc6.jpg" id="xa5qlc6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A partir de amanhã - sábado, 18 de abril - prevê-se que a atual circulação atmosférica no Atlântico oriental promova <strong>o transporte de uma massa de ar tropical continental, quente, seca e procedente do Norte de África rumo ao arquipélago da Madeira</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p><strong>Os ventos de Sul/Sudeste</strong> estabelecerão uma ligação com a referida área geográfica do continente africano (Deserto do Saara; Marrocos, etc), gerando as <strong>condições ideais para o levantamento e dispersão de partículas minerais em suspensão</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproximam-se-da-madeira-as-horas-de-maior-concentracao-de-poeiras-do-saara-em-suspensao-1776425550949.png" data-image="8r6ks8ytaja2"><figcaption>Embora no domingo (19) seja expectável uma diminuição gradual da concentração de poeiras, a persistência de partículas em suspensão deverá conduzir a um agravamento substancial da qualidade do ar na Região Autónoma da Madeira. Pelas 18:00 de domingo (19) prevê-se uma qualidade do ar "Má" na ilha da Madeira.</figcaption></figure><p> A configuração sinóptica descrita permitirá a gradual deslocação das poeiras do Saara até ao arquipélago madeirense, cuja <strong>concentração tenderá a intensificar-se durante o dia de sábado (18), devendo prolongar-se por mais dois dias</strong>. </p><h2>‘Invasão’ de poeiras começará a sobressair-se a partir das 06:00 da manhã de sábado</h2><p>No arranque de sábado (18), ainda em período noturno, surgirão os primeiros sinais tímidos da intrusão de poeiras, mas ainda com uma atmosfera relativamente limpa. <strong>Entre as 06:00 e o meio-dia, a concentração de poeiras aumentará progressivamente </strong>à medida que a língua de poeiras saarianas se for instalando sobre o arquipélago madeirense.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproximam-se-da-madeira-as-horas-de-maior-concentracao-de-poeiras-do-saara-em-suspensao-1776425409556.png" data-image="muhe31qv4nok"><figcaption>No período que decorrerá entre as 17:00 de sábado, dia 18 e as 03:00 de domingo, dia 19, prevê-se o pico da concentração de poeiras saarianas em suspensão sobre o Arquipélago da Madeira.</figcaption></figure><p>Segundo o modelo de confiança da Meteored (CAMS), <strong>ao longo do período da tarde, a concentração de poeiras do Saara na Madeira será elevada a um novo patamar</strong>, uma vez que se espera que o arquipélago permaneça sob influência mais direta da referida massa de ar, com níveis moderados a elevados de poeiras em suspensão.</p><p><strong>Os valores previstos, em especial a partir das 17:00 de sábado, 18 de abril, realçam uma concentração elevada de partículas na atmosfera</strong>, mais do que suficiente para interferir com a radiação solar e promover uma maior difusão da luz. Em consequência disto, o céu apresentar-se-á mais turvo, com tons a oscilar entre o esbranquiçado/amarelado e/ou alaranjado/acastanhado.</p><h2>No domingo, 19 de abril, prevê-se um agravamento significativo da qualidade do ar na Madeira</h2><p>Apesar de no sábado (18) ainda não estar previsto um agravamento significativo da qualidade do ar, <strong>no domingo (19) isso mudará radicalmente</strong> devido à persistência do fluxo e da massa de ar responsáveis pelo transporte das partículas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproximam-se-da-madeira-as-horas-de-maior-concentracao-de-poeiras-do-saara-em-suspensao-1776424634553.png" data-image="cydsgemnu66s"><figcaption>Recorde-se que o valor diário recomendado (e legalmente estabelecido) para as partículas PM10 é de 50 µg/m³. Ao longo de várias horas de domingo, 19 de abril, esse valor será largamente superado no arquipélago da Madeira (até 125 µg/m³), embora não durante as 24 horas.</figcaption></figure><p>Deste modo, de acordo com os mapas de referência da Meteored, para domingo, 19 de abril no arquipélago da Madeira, e sobretudo durante a tarde, espera-se um panorama distinto e potencialmente mais gravoso, com intervalos moderados a altos de <strong>PM10 (valores geralmente acima dos 90 µg/m³ e durante várias horas atingirá 120 µg/m³ em grande parte da Ilha da Madeira)</strong> e de PM2.5 (entre 15 e 25 µg/m³).</p><div class="texto-destacado">Outro dos parâmetros que ilustrará a deterioração significativa do ar é o índice de qualidade do ar elaborado pelo Departamento de Meteorologia da Meteored.<strong> No mapa de previsão da qualidade do ar constata-se que os seus níveis deverão oscilar entre “Moderada” e “Má”, sobretudo durante a tarde de domingo (19).</strong></div><p><strong>O fenómeno de poeiras em suspensão abrangerá todo o arquipélago</strong>, mas será particularmente mais intenso e notório nas Regiões Montanhosas e na Costa Sul da ilha da Madeira, onde o contacto com a massa de ar tropical continental será mais direto. <strong>O vento de Sul/Sudeste ajudará a manter as poeiras em suspensão durante mais tempo</strong>, prolongando a sua presença de sábado (18) para os dias seguintes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764227" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-de-20-a-26-de-abril.html" title="Previsão de chuva a médio prazo: eis como irá chover em Portugal de 20 a 26 de abril">Previsão de chuva a médio prazo: eis como irá chover em Portugal de 20 a 26 de abril</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-de-20-a-26-de-abril.html" title="Previsão de chuva a médio prazo: eis como irá chover em Portugal de 20 a 26 de abril"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-de-20-a-26-de-abril-1776342420299_320.jpg" alt="Previsão de chuva a médio prazo: eis como irá chover em Portugal de 20 a 26 de abril"></a></article></aside><p><strong>As poeiras deverão manter-se de domingo (19) para segunda-feira (20)</strong>, embora com tendência a diminuir de concentração devido a uma alteração do padrão de circulação. O vento mudará aos poucos de quadrante (de Sul para Norte), contribuindo para o regresso gradual a condições de maior transparência atmosférica.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproximam-se-da-madeira-as-horas-de-maior-concentracao-de-poeiras-do-saara-em-suspensao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Viver de graça e com emprego? Esta pequena vila espanhola está à procura de uma família]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/viver-de-graca-e-com-emprego-esta-pequena-vila-espanhola-esta-a-procura-de-uma-familia.html</link><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Quer mudar de vida? Esta aldeia com 40 habitantes está a oferecer casa e trabalho. Já há dezenas de interessados, mas todos têm de cumprir uma série de requisitos. Descubra quais. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/viver-de-graca-e-com-emprego-esta-pequena-vila-espanhola-esta-a-procura-de-uma-familia-1776202316031.jpg" data-image="g8dh236ijixt" alt="Arenillas" title="Arenillas"><figcaption>A vila que quer renascer e procura uma família para começar de novo. Foto: Wikimedia // Gant Diego Delso </figcaption></figure><p>Já sonhou em trocar o barulho das grandes cidades, para viver numa comunidade onde todos se conhecem pelo primeiro nome? É precisamente isso que a<strong> vila de Arenillas</strong>, em Castela e Leão, no interior de Espanha, está a oferecer. </p><div class="texto-destacado">Com apenas 40 habitantes fixos e um projeto ousado de repovoamento, esta vila promete moradia gratuita e emprego garantido a quem aceitar o desafio de escrever um novo capítulo entre as montanhas.</div><p>A aldeia de Arenillas está à procura de uma <strong>família com filhos </strong>para se mudar para uma casa na região. O município procura candidatos que estejam dispostos a trabalhar e a contribuir para a comunidade, em troca de alojamento gratuito. O objetivo? Repovoar.</p><h2>Porque é que Arenillas está “a desaparecer”?</h2><p>Arenillas é uma das centenas de vilas afetadas pelo fenómeno conhecido como “Espanha vazia”. Nós explicamos: esta expressão descreve o<strong> processo de abandono progressivo das zonas rurais do interior do país</strong>. </p><p>Sim, é verdade. Tal como tem vindo a acontecer em Portugal, cerca de 70% do território espanhol é desabitado, com a população e o turismo concentrados principalmente no litoral e nas grandes metrópoles. </p><div class="texto-destacado">O resultado é o esvaziamento lento e silencioso de comunidades inteiras, com o encerramento de escolas, postos de saúde, comércios e serviços públicos essenciais.</div><p>Ainda que no verão Arenillas receba cerca de 300 pessoas, entre antigos moradores, descendentes e turistas atraídos pelo charme rural, no inverno a vila mantém-se com <strong>poucas dezenas de moradores fixos</strong>. É exatamente nesse contexto que surgiu a proposta de abrir as portas para novas famílias.</p><h2>Quem se pode mudar e o que Arenillas oferece?</h2><p>A proposta de Arenillas vai muito além de simplesmente ceder uma casa vazia. Ao longo das décadas, a maioria dos habitantes naturais de Arenillas mudou-se para vilas e cidades maiores, o que colocou a aldeia em risco de desaparecer. Para combater esta situação, <strong>a comunidade renovou vários edifícios</strong> e criou sete unidades de habitação social.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="755590" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/quer-passar-o-proximo-verao-a-cuidar-de-gatos-numa-ilha-grega-saiba-como.html" title="Quer passar o próximo verão a cuidar de gatos numa ilha grega? Saiba como">Quer passar o próximo verão a cuidar de gatos numa ilha grega? Saiba como</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/quer-passar-o-proximo-verao-a-cuidar-de-gatos-numa-ilha-grega-saiba-como.html" title="Quer passar o próximo verão a cuidar de gatos numa ilha grega? Saiba como"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quer-passar-o-proximo-verao-a-cuidar-de-gatos-numa-ilha-grega-saiba-como-1771846586178_320.jpg" alt="Quer passar o próximo verão a cuidar de gatos numa ilha grega? Saiba como"></a></article></aside><p>Uma dessas habitações, totalmente reabilitada, está agora vazia e <strong>será oferecida</strong> sem cobrança de aluguer à família selecionada. Mas os <strong>benefícios</strong> da mudança de morada não ficam por aqui.</p><p>Embora a escola local tenha encerrado há 30 anos, será assegurado à família <strong>transporte diário gratuito para a escola </strong>em Berlanga de Duero, situada a cerca de 20 quilómetros.</p><p>Além disso, existe a possibilidade de i<strong>niciar de imediato atividade profissional</strong> como pedreiro, com funções centradas na manutenção e reabilitação dos imóveis da aldeia, garantindo um rendimento estável. Acresce ainda a oportunidade de gerir o bar local, que funciona como principal ponto de encontro da comunidade, oferecendo também uma<strong> fonte de rendimento assegurada</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/viver-de-graca-e-com-emprego-esta-pequena-vila-espanhola-esta-a-procura-de-uma-familia-1776202637500.jpg" data-image="mgy56aydc3tk" alt="Vila" title="Vila"><figcaption>Uma hipótese de fugir do caos. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>A isto junta-se o<strong> acesso a serviços essenciais</strong> já disponíveis na própria vila, como apoio médico e espaços comunitários, contribuindo para uma vida mais prática e tranquila.</p><p>Avisamos, contudo, que este projeto não foi pensado para turistas que procurem uma experiência temporária. Em vez disso, a vila procura pessoas, neste caso, uma família, que esteja disposta a mudar-se de forma permanente e a construir uma vida no interior de Espanha.</p><div class="texto-destacado">O comprometimento com a permanência a longo prazo é o principal critério exigido, e os gestores da iniciativa deixam claro que esperam novos vizinhos, não visitantes.</div><p>Entre os perfis valorizados estão <strong>famílias com filhos em idade escolar </strong>e<strong> pessoas com experiência em construção civil</strong>. </p><p>E quanto ao processo de candidatura? É <strong>bastante simples</strong>. Quem tiver interesse deve contactar a câmara municipal de Arenillas e apresentar um pedido. Nesse pedido, é importante incluir informações sobre a família, como a sua composição, a idade das crianças, as razões para a mudança e a experiência profissional que possa ser relevante. Depois disso, basta aguardar pela análise e decisão da comunidade. <strong>Todo o processo pode ser feito </strong><em><strong>online</strong></em>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761131" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/trocar-a-praia-pela-adrenalina-as-darecations-sao-a-nova-obsessao-dos-viajantes.html" title="Trocar a praia pela adrenalina? As “darecations” são a nova obsessão dos viajantes">Trocar a praia pela adrenalina? As “darecations” são a nova obsessão dos viajantes</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/trocar-a-praia-pela-adrenalina-as-darecations-sao-a-nova-obsessao-dos-viajantes.html" title="Trocar a praia pela adrenalina? As “darecations” são a nova obsessão dos viajantes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/trocar-a-praia-pela-adrenalina-as-darecations-sao-a-nova-obsessao-dos-viajantes-1774684647941_320.jpg" alt="Trocar a praia pela adrenalina? As “darecations” são a nova obsessão dos viajantes"></a></article></aside><p>Nem tudo será fácil, é certo. Apesar da tranquilidade e do encanto do meio rural, viver em Arenillas implica alguns ajustes. Os transportes públicos são escassos e, para tratar de certos serviços ou burocracias, é muitas vezes necessário deslocar-se a cidades próximas. </p><p>Ainda assim, para quem procura uma mudança profunda no estilo de vida, esta opção tem-se revelado bastante apelativa. Em menos de uma semana após o anúncio da iniciativa, a Associação Cultural de Arenillas recebeu<strong> 116 candidaturas</strong>, vindas de várias regiões de Espanha e até da América Latina. As motivações são diversas, desde o cansaço da vida urbana até à procura de maior estabilidade financeira e melhor qualidade de vida.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/viver-de-graca-e-com-emprego-esta-pequena-vila-espanhola-esta-a-procura-de-uma-familia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O oceano oculto de Europa: missão da NASA procura descobrir vida sob o gelo de Júpiter]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-oceano-oculto-de-europa-missao-da-nasa-busca-descobrir-vida-sob-o-gelo-de-jupiter.html</link><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 06:21:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Sob uma imensa camada de gelo, Europa esconde um oceano global. Uma incrível missão espacial está a percorrer o sistema solar em busca de resposta para a nossa maior pergunta: será que pode abrigar vida extraterrestre?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-oceano-oculto-de-europa-la-mision-de-la-nasa-que-intenta-descubrir-vida-bajo-el-hielo-de-jupiter-1775915652017.png" data-image="4pz0kbk57xe0"><figcaption>Imagem de Europa capturada pela JunoCam, a câmara a bordo da sonda Juno da NASA. Crédito: NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS.</figcaption></figure><p>Para entender porque esta<strong> lua joviana</strong> fascina tanto os cientistas, precisamos de compreender as suas características.<strong> Europa tem um tamanho muito semelhante ao da nossa Lua</strong>, mas a sua estrutura interna revela uma realidade completamente diferente e extraordinária.</p><p>Sob uma vasta<strong> camada superficial composta inteiramente de gelo fragmentado</strong>, foram encontradas fortes evidências da existência de um oceano salgado. De facto, este mar subterrâneo pode conter mais água do que todos os oceanos da Terra juntos.</p><div class="texto-destacado">A astrobiologia, ciência dedicada à busca de vida no Universo, considera que a habitabilidade depende da presença de água líquida, compostos orgânicos essenciais e fontes constantes de energia vital.</div><p><strong>Esta lua parece atender todos os requisitos da astrobiologia</strong>. Os dados sugerem que as oscilações gravitacionais geradas por Júpiter fornecem calor interno suficiente para manter a água em estado líquido por milhões de anos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-oceano-oculto-de-europa-la-mision-de-la-nasa-que-intenta-descubrir-vida-bajo-el-hielo-de-jupiter-1775915740997.png" data-image="es1ticy62wi4"><figcaption>A sonda Galileo da NASA identifica compostos que contêm amónia na superfície de Europa, lua de Júpiter. Crédito: NASA/JPL-Caltech.</figcaption></figure><p>Diante de tantas possibilidades, a NASA decidiu agir e, assim, nasceu uma <strong>missão espacial</strong> sem precedentes, projetada exclusivamente para <strong>investigar diretamente este ambiente oceânico</strong> e revelar se estamos sozinhos na nossa vizinhança planetária.</p><h2>Rumo ao gigante gasoso</h2><p>Esta façanha técnica da NASA foi lançada com sucesso em<strong> outubro de 2024</strong>. Utilizando um foguete potente, a enorme <strong>sonda Europa Clipper</strong> iniciou uma longa jornada interplanetária que durará quase seis anos antes de finalmente<strong> alcançar a órbita de Júpiter</strong>.</p><p>Esta <strong>é a maior nave espacial interplanetária já construída para este propósito</strong>. Com os seus painéis solares totalmente abertos, o veículo atinge um comprimento comparável ao de um campo de basquete profissional e pesa aproximadamente seis toneladas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-oceano-oculto-de-europa-la-mision-de-la-nasa-que-intenta-descubrir-vida-bajo-el-hielo-de-jupiter-1775916145806.png" data-image="t68bkgic784s"><figcaption>A Europa Clipper é a maior nave espacial já construída pela NASA para uma missão planetária. Crédito: NASA/JPL-Caltech.</figcaption></figure><p>Para sobreviver à viagem, a missão aproveitará a gravidade de diferentes planetas como impulso. Irá realizar várias manobras de assistência gravitacional, voando muito perto de Marte e, posteriormente, da Terra, ganhando assim velocidade suficiente para alcançar o seu destino distante e gélido.</p><p>O <strong>ambiente final será extremamente hostil devido à intensa radiação gerada por Júpiter</strong>. Por este motivo, os delicados instrumentos eletrónicos viajam fortemente protegidos dentro de uma caixa blindada construída com espessas ligas de titânio e alumínio.</p><h3>Equipamentos de alta tecnologia a bordo</h3><p>Como a missão será de longa duração, a sonda não pousará diretamente na superfície gelada. Em vez disso, <strong>sobrevoará a região diversas vezes</strong>, reduzindo significativamente os riscos <strong>enquanto recolhe informações do espaço</strong>.</p><p>Em cada sobrevoo, um conjunto de 9 instrumentos científicos será utilizado simultaneamente, e as <strong>câmaras mapearão toda a geografia em altíssima resolução, revelando cicatrizes geológicas e procurando possíveis erupções de água </strong>recentes expelidas para o vácuo espacial.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-oceano-vivo-por-baixo-do-gelo-o-que-revelam-os-novos-estudos-sobre-europa-uma-das-maiores-luas-de-jupiter.html" title="Um oceano vivo por baixo do gelo? O que revelam os novos estudos sobre Europa, uma das maiores luas de Júpiter">Um oceano vivo por baixo do gelo? O que revelam os novos estudos sobre Europa, uma das maiores luas de Júpiter</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-oceano-vivo-por-baixo-do-gelo-o-que-revelam-os-novos-estudos-sobre-europa-uma-das-maiores-luas-de-jupiter.html" title="Um oceano vivo por baixo do gelo? O que revelam os novos estudos sobre Europa, uma das maiores luas de Júpiter"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/um-oceano-vivo-por-baixo-do-gelo-o-que-revelam-os-novos-estudos-sobre-europa-1769852285994_320.jpg" alt="Um oceano vivo por baixo do gelo? O que revelam os novos estudos sobre Europa, uma das maiores luas de Júpiter"></a></article></aside><p>Um componente essencial será um <strong>radar especialmente projetado para penetrar as camadas profundas de gelo</strong>. Os seus sinais refletirão nas massas líquidas profundas, permitindo que os cientistas meçam a espessura exata da crosta em detalhes e confirmem a nossa hipótese científica.</p><p><strong>Instrumentos adicionais analisarão a composição química de minúsculos grãos de poeira e gases atmosféricos </strong>ténues. Eles irão funcionar como "narizes" robóticos altamente sensíveis, detetando quaisquer substâncias orgânicas expelidas por criovulcões submarinos, possibilitando assim uma recolha de amostras químicas surpreendente sem a necessidade de perfuração.</p><h3>Gelo perpétuo e habitabilidade</h3><p>É importante esclarecer um conceito fundamental: <strong>esta sonda não foi projetada para encontrar organismos vivos</strong>. O seu principal<strong> objetivo é determinar sistematicamente se existem as condições químicas e térmicas adequadas para sustentá-los</strong>.</p><p>Compreender a <strong>habitabilidade </strong>significa decifrar se este vasto oceano interior interage ativamente com a sua superfície congelada. Se materiais orgânicos descem até ao fundo do mar ou compostos subterrâneos sobem pelas fendas, estaríamos diante de um ambiente dinâmico capaz de sustentar formas de vida.</p><p>As estruturas superficiais que vemos hoje são remanescentes de trocas térmicas internas. As regiões coloridas revelam depósitos salinos que provavelmente emergiram das profundezas abissais, demonstrando que este <strong>oceano é ativo internamente</strong>.</p><p>Quando a sonda espacial concluir o seu notável trabalho científico em redor de Júpiter, a nossa conceção do Universo terá mudado para sempre. Estudar Europa em detalhes irá aproximar-nos da descoberta de se realmente partilhamos o nosso Sistema Solar com outra forma de vida.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-oceano-oculto-de-europa-missao-da-nasa-busca-descobrir-vida-sob-o-gelo-de-jupiter.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O comportamento ousado dos animais urbanos: uma faceta do impacto global da urbanização]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-comportamento-ousado-dos-animais-urbanos-uma-faceta-do-impacto-global-da-urbanizacao.html</link><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Nas cidades de todo o mundo, os animais selvagens adaptaram-se, tornando-se mais ousados e revelando o impacto profundo da urbanização nos seus comportamentos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-comportamento-ousado-dos-animais-urbanos-1776267783593.jpg" data-image="kimn0sj2xuyt" alt="Animais urbanos" title="Animais urbanos"><figcaption>Animais urbanos, como aves e mamíferos, adaptam-se às cidades tornando-se mais ousados e convivendo de perto com humanos.</figcaption></figure><p>Nas grandes cidades de todo o mundo, desde Nova Deli até Nova Iorque ou Sydney, é cada vez mais comum observar <strong>animais selvagens a exibirem certos comportamentos ousados</strong>, como roubar comida ou explorar o lixo humano.</p><p>Este fenómeno, longe de ser isolado, reflete uma tendência global, <strong>os animais urbanos estão a tornar-se cada vez mais semelhantes entre si</strong>, independentemente do local onde vivem. </p><p>Este padrão está associado a um <strong>conceito central na ecologia moderna</strong>, a homogeneização comportamental.</p><p>À medida que as cidades crescem e se tornam mais semelhantes entre si, também os animais que nelas vivem <strong>passam a partilhar características e estratégias de sobrevivência comuns</strong>.</p><h2>Ambientes diferentes, pressões semelhantes</h2><p>Segudo um estudo publicado na revista <em>Biological Conservation</em>, apesar das diferenças culturais e geográficas, <strong>as cidades apresentam condições ambientais muito parecidas</strong>.</p><p>São <strong>geralmente mais quentes do que as áreas rurais, mais ruidosas, iluminadas</strong> artificialmente e dominadas pela presença humana. </p><p>Estas características <strong>criam um filtro ecológico</strong>, apenas certos animais conseguem adaptar-se.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="749539" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/quando-a-natureza-e-a-cidade-se-encontram-um-guia-para-os-amantes-de-animais.html" title="Quando a natureza e a cidade se encontram: um guia para os amantes de animais">Quando a natureza e a cidade se encontram: um guia para os amantes de animais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/quando-a-natureza-e-a-cidade-se-encontram-um-guia-para-os-amantes-de-animais.html" title="Quando a natureza e a cidade se encontram: um guia para os amantes de animais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/porto-guia-para-amantes-de-animais-na-cidade-e-arredores-1768637917104_320.jpg" alt="Quando a natureza e a cidade se encontram: um guia para os amantes de animais"></a></article></aside><p>Aqueles que sobrevivem tendem a ser mais ousados, mais inteligentes e menos receosos dos humanos. Com o tempo, estes <strong>traços são favorecidos pela seleção natural e transmitidos às gerações seguintes</strong>. </p><p>Além disso, os animais aprendem uns com os outros. Por exemplo, <strong>algumas aves aprenderam a abrir contentores de lixo</strong>, enquanto mamíferos urbanos desenvolvem estratégias para contornar sistemas criados para os afastar. Este processo de aprendizagem social contribui para a <strong>uniformização dos comportamentos</strong>.</p><h2>A homogeneização biológica: uma perspetiva mais ampla</h2><p>A ideia de homogeneização não se limita ao comportamento.</p><p>De acordo com o autor do artigo, Michael L. McKinney, <strong>as cidades favorecem sempre um conjunto reduzido de espécies “adaptáveis”</strong>, que se tornam comuns em todo o mundo, substituindo espécies locais mais especializadas. </p><div class="texto-destacado"><strong>Os ambientes urbanos são construídos para satisfazer as necessidades humanas, criando condições semelhantes em diferentes regiões. </strong>Michael L.M.</div><p>Como resultado, espécies generalistas, muitas vezes omnívoras e oportunistas, prosperam, enquanto espécies mais exigentes desaparecem.</p><p>Assim, as cidades não só tornam os comportamentos mais semelhantes, como também <strong>reduzem a diversidade biológica global</strong>.</p><h2>Alterações no comportamento animal</h2><p>As mudanças mais evidentes nos animais urbanos passa pela <strong>redução do medo dos humanos</strong>, os animais aprendem que as pessoas raramente representam perigo direto;</p><p><strong>Aproveitam os restos alimentares</strong> e infraestruturas urbanas para fonte de alimento e abrigo;</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-comportamento-ousado-dos-animais-urbanos-1776267806927.jpg" data-image="1joho88hn02n" alt="Javalis nas cidades" title="Javalis nas cidades"><figcaption>Javalis nas cidades exploram o lixo e espaços urbanos aproximando-se de zonas habitadas.</figcaption></figure><p>As aves urbanas, por exemplo, cantam mais alto ou em frequências diferentes <strong>para se fazerem ouvir no meio do ruído</strong>. </p><p>Estas adaptações permitem a <strong>sobrevivência em ambientes urbanos</strong>, mas também implicam perdas importantes.</p><h2>Consequências ecológicas e evolutivas</h2><p>A homogeneização comportamental e biológica tem várias implicações. Em primeiro lugar, <strong>reduz a diversidade genética e comportamental das populações</strong>.</p><p>Esta diversidade é essencial para que as <strong>espécies consigam adaptar-se a mudanças futuras</strong>, como alterações climáticas ou novas ameaças ambientais. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="749700" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/pulgas-no-pelo-quimicos-no-rio-quando-proteger-os-nossos-animais-de-estimacao-ameaca-a-natureza.html" title="Pulgas no pêlo, químicos no rio: quando proteger os nossos animais de estimação ameaça a natureza">Pulgas no pêlo, químicos no rio: quando proteger os nossos animais de estimação ameaça a natureza</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/pulgas-no-pelo-quimicos-no-rio-quando-proteger-os-nossos-animais-de-estimacao-ameaca-a-natureza.html" title="Pulgas no pêlo, químicos no rio: quando proteger os nossos animais de estimação ameaça a natureza"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pulgas-no-pelo-quimicos-no-rio-quando-proteger-os-nossos-animais-de-estimacao-ameaca-a-natureza-1769294459184_320.jpg" alt="Pulgas no pêlo, químicos no rio: quando proteger os nossos animais de estimação ameaça a natureza"></a></article></aside><p>Em segundo lugar, <strong>surgem novos conflitos entre humanos e animais</strong>. Animais mais habituados à presença humana podem causar acidentes, danos materiais ou transmitir doenças, aumentando a tensão nas áreas urbanas. </p><p>Por fim, <strong>perde-se um património ecológico e cultural importante</strong>. Muitos comportamentos animais, como rotas migratórias, técnicas de alimentação ou “dialetos” de canto, são aprendidos socialmente. A sua perda representa uma diminuição da riqueza biológica do planeta.</p><h2>Um desafio para a conservação</h2><p>A crescente uniformização da vida selvagem urbana coloca <strong>desafios significativos à conservação</strong>.</p><p>Por um lado, as cidades podem albergar uma grande abundância de vida, mas por outro contribuem para a <strong>perda de espécies únicas à escala global</strong>. </p><p>Além disso, <strong>animais adaptados à cidade podem ter dificuldade em regressar a ambientes naturais</strong>, pois perderam competências essenciais para sobreviver fora do contexto urbano. </p><p>Perante este cenário, torna-se <strong>fundamental repensar o planeamento urbano</strong>, através da criação de espaços verdes diversificados, reduzindo a poluição e promovendo habitats que favoreçam diferentes espécies.</p><h3>Referência do artigo:</h3><p><em>Michael L. McKinney "<a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0006320705003563?via%3Dihub" target="_blank">Urbanization as a major cause of biotic homogenization</a>", Biological Conservation, 2006.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-comportamento-ousado-dos-animais-urbanos-uma-faceta-do-impacto-global-da-urbanizacao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item></channel></rss>