<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Fri, 17 Apr 2026 17:00:11 +0000</lastBuildDate><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 17:00:11 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[As 10 cidades de Portugal Continental que irão atingir os 28 ºC este fim de semana]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-10-cidades-de-portugal-continental-que-irao-atingir-os-28-c-este-fim-de-semana.html</link><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 16:45:10 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A presença de uma massa de ar quente irá provocar uma subida das temperaturas em Portugal este fim de semana, levando várias cidades do interior e do vale do Tejo a aproximarem-se dos 28 ºC ou mesmo a ultrapassar esse valor, sobretudo durante a tarde de sábado.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5rfvy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5rfvy.jpg" id="xa5rfvy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Este fim de semana será marcado por uma subida significativa das temperaturas em Portugal continental, com várias <strong>cidades do interior e do vale do Tejo</strong> <strong>a poderem atingir ou mesmo ultrapassar os 28 ºC</strong>. Este cenário resulta do reforço de uma crista anticiclónica sobre a Península Ibérica, associada à entrada de ar mais quente em altitude, favorecendo condições de estabilidade atmosférica e um aquecimento mais eficiente à superfície.</p><h2>Sábado será o dia mais quente da semana</h2><p>Ao longo de sábado, o aquecimento torna-se mais evidente, sobretudo durante a tarde, quando a radiação solar e a reduzida nebulosidade potenciam a subida dos valores máximos. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Entre as cidades que mais se poderão destacar estão <strong>Abrantes, Ponte de Sor, Coruche, Mora, Gavião, Beja, Tomar, Ourém, Sertã e Alcácer do Sal,</strong> onde os termómetros poderão atingir valores entre os 28 e os 30 ºC, embora com alguma variabilidade associada a fatores locais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-10-cidades-de-portugal-continental-que-irao-atingir-os-28-c-este-fim-de-semana-1776441395886.png" data-image="vzoeyyhw6tz2"><figcaption>Distribuição da temperatura à superfície na tarde de sábado, com valores mais elevados no interior e vale do Tejo, com os termómetros a aproximarem-se dos 30 ºC em algumas cidades, contrastando com o litoral mais ameno.</figcaption></figure><p>Estas regiões beneficiam de condições particularmente favoráveis ao aquecimento, como vento geralmente fraco, com velocidades entre os 5 e os 15 km/h, e céu pouco nublado ou limpo durante grande parte do dia, permitindo uma elevada incidência de radiação solar.<strong>O índice UV atinge valores elevados, entre 6 e 7, sobretudo durante as horas centrais do dia</strong>, refletindo a forte exposição solar sob céu pouco nublado. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-10-cidades-de-portugal-continental-que-irao-atingir-os-28-c-este-fim-de-semana-1776441406457.png" data-image="z0zqf6s3vdzj"><figcaption>Índice UV elevado durante a tarde de sábado, com valores entre 6 e 7 na generalidade do território, indicando níveis de radiação solar que exigem proteção nas horas centrais do dia.</figcaption></figure><p>Em contraste, o <strong>litoral Norte e Centro mantém valores mais contidos, próximos dos 24 ºC</strong>, evidenciando um contraste térmico significativo no território. Ainda assim, a nebulosidade tem pouca expressão, podendo ocorrer períodos de céu mais nublado durante a manhã, especialmente no litoral, associados a nuvens baixas de origem marítima, que tendem a dissipar-se progressivamente.</p><h2>Domingo mantém o calor, com poucas alterações no estado do tempo</h2><p><strong>No domingo, o padrão atmosférico deverá manter-se muito semelhante</strong>, não se esperando grandes alterações face ao dia anterior. Em algumas destas cidades, poderá ainda registar-se uma ligeira subida das temperaturas, com os valores a voltarem a aproximar-se ou até a ultrapassar os 28 ºC durante a tarde. <strong>O índice UV continuará elevado</strong>, entre 6 e 7 nas horas centrais do dia, associado à persistência de céu pouco nublado e a uma forte exposição solar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-10-cidades-de-portugal-continental-que-irao-atingir-os-28-c-este-fim-de-semana-1776441718053.png" data-image="0kmd50l5w1cu"><figcaption>Valores de temperatura acima da média climatológica em praticamente todo o território, com desvios positivos mais expressivos no interior Norte e Centro, refletindo a influência de uma massa de ar mais quente.</figcaption></figure><p>A persistência de condições estáveis, com vento fraco e ausência de precipitação, contribuirá para um ambiente seco e soalheiro, favorecendo também uma <strong>subida gradual das temperaturas mínimas</strong> em várias regiões do interior.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764395" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproximam-se-da-madeira-as-horas-de-maior-concentracao-de-poeiras-do-saara-em-suspensao.html" title="Aproximam-se da Madeira as horas de maior concentração de poeiras do Saara em suspensão">Aproximam-se da Madeira as horas de maior concentração de poeiras do Saara em suspensão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproximam-se-da-madeira-as-horas-de-maior-concentracao-de-poeiras-do-saara-em-suspensao.html" title="Aproximam-se da Madeira as horas de maior concentração de poeiras do Saara em suspensão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aproximam-se-da-madeira-as-horas-de-maior-concentracao-de-poeiras-do-saara-em-suspensao-1776425841588_320.png" alt="Aproximam-se da Madeira as horas de maior concentração de poeiras do Saara em suspensão"></a></article></aside><p>Não se excluem, no entanto, pequenas diferenças entre os valores previstos e os efetivamente registados, sobretudo nas máximas, que poderão variar de forma localizada ao longo do dia.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-10-cidades-de-portugal-continental-que-irao-atingir-os-28-c-este-fim-de-semana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Milhares de abelhas provocam o caos em Netivot, Israel: veja as imagens impressionantes]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/milhares-de-abelhas-provocam-o-caos-em-netivot-israel-veja-as-imagens-impressionantes.html</link><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 15:29:04 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Na passada quarta-feira, 15 de abril, milhares de abelhas infestaram subitamente Netivot, sul de Israel. Este fenómeno natural relativamente raro em contexto urbano ocorreu quando dezenas de milhares de abelhas invadiram subitamente o centro comercial da cidade, deixando imagens surpreendentes.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5luus"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5luus.jpg" id="xa5luus"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Na passada quarta-feira, 15 de abril</strong>, deu-se um fenómeno natural surpreendente que teve início quando de forma repentina milhares de abelhas invadiram o <strong>centro comercial de Netivot, uma cidade situada no sul de Israel</strong>. O enorme enxame de abelhas rapidamente se espalhou pela cidade, tendo também sido visto <strong>a pairar sobre ruas, veículos estacionados, lojas e varandas em várias zonas de Netivot</strong>. A ‘invasão’ de abelhas provocou alarme entre a população, obrigando os residentes a ficarem em casa enquanto as autoridades geriam a situação.</p><h2>O que esteve na origem deste incidente, segundo os cientistas</h2><p>Segundo os cientistas e os apicultores experientes, este fenómeno não é assim tão raro, pois trata-se de um evento natural e bem documentado do ciclo de vida das abelhas. <strong>No entanto, a invulgaridade do incidente em Israel consistiu mesmo na magnitude, na exposição e no contexto urbano</strong>.</p><p>Embora não sejam inéditos, estes fenómenos são relativamente raros em áreas urbanas densamente povoadas, algo que foi suficiente para despertar o interesse científico. Este enxame de abelhas foi considerado natural pelos cientistas, tratando-se de um<strong> processo que normalmente ocorre quando uma colmeia fica sobrelotada</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Fatores climáticos e ambientais como um tempo mais quente, as alterações ambientais ou a perda de habitat podem aumentar a probabilidade destes comportamentos coletivos. No contexto de Netivot, em Israel, também poderá estar relacionado com a forma como agentes polinizadores como as abelhas se adaptam a espaços urbanos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Na primavera ocorre uma subida das temperaturas</strong> que pode originar um rápido aumento da população da colmeia devido à floração.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/milhares-de-abelhas-provocam-o-caos-em-netivot-israel-veja-as-imagens-impressionantes-1776438997778.jpg" data-image="oiqv1bddpdwj"><figcaption>O aumento da população da colmeia faz com que a colónia de abelhas fique sobrelotada, forçando a abelha-rainha a liderar milhares de abelhas operárias para a construção de um ninho num novo local. Este fenómeno é natural, embora seja relativamente raro em áreas urbanas densamente povoadas, como foi o caso de Netivot, Israel. Este acontecimento invulgar suscitou interesse nos cientistas que rapidamente forneceram um conjunto de possíveis explicações sobre os fatores que levaram ao evento testemunhado na passada quarta-feira, 15 de abril.</figcaption></figure><p>Com a colónia de abelhas sobrelotada, <strong>a abelha-rainha vê-se obrigada a conduzir milhares de abelhas operárias para que um novo ninho seja iniciado noutro local</strong>, o que explica a enxameação natural massiva de abelhas testemunhada em Netivot.</p><h2>Não foi realmente uma “invasão” de abelhas, mas sim um comportamento que levanta preocupações ecológicas</h2><p>Apesar do fenómeno visualmente impactante, as abelhas não revelaram um comportamento ofensivo para com os humanos. Isso só acontece se se sentirem perturbadas ou ameaçadas. Pelo contrário, os especialistas referem que por detrás deste incidente levantam-se<strong> preocupações ecológicas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="760203" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/abelhas-surpreendem-cientistas-ao-resolver-contas-simples-de-matematica.html" title="Abelhas surpreendem cientistas ao resolver contas simples de matemática">Abelhas surpreendem cientistas ao resolver contas simples de matemática</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/abelhas-surpreendem-cientistas-ao-resolver-contas-simples-de-matematica.html" title="Abelhas surpreendem cientistas ao resolver contas simples de matemática"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/abelhas-surpreendem-cientistas-ao-resolver-contas-simples-de-matematica-1773426345471_320.jpg" alt="Abelhas surpreendem cientistas ao resolver contas simples de matemática"></a></article></aside><p>Fatores climáticos e ambientais como um tempo mais quente, as alterações ambientais ou a perda de habitat <strong>podem aumentar a probabilidade destes comportamentos coletivos</strong>, impulsionando as colónias de abelhas com mais frequência para as cidades. O fenómeno aparentemente caótico ocorrido em Netivot pode na verdade ser entendido como a forma encontrada pelas <strong>abelhas para responder a alterações ambientais profundas</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/milhares-de-abelhas-provocam-o-caos-em-netivot-israel-veja-as-imagens-impressionantes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Âncora recebe 25 mil trutas para travar declínio dos ecossistemas ribeirinhos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ancora-recebe-25-mil-alevins-para-travar-declinio-dos-ecossistemas-ribeirinhos.html</link><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 15:09:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Operação aposta na sustentabilidade ecológica, com a introdução de espécies nativas em zonas estratégicas para valorizar o território de Viana do Castelo e reforçar o equilíbrio ambiental.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ancora-recebe-25-mil-alevins-para-travar-declinio-dos-ecossistemas-ribeirinhos-1776430273252.jpg" data-image="behlver04ibl" alt="Libertação de trutas no rio Âncora" title="Libertação de trutas no rio Âncora"><figcaption>Mais de duas dezenas de milhares de alevins de trutas fário foram libertados no rio Âncora, numa tentativa de restaurar o equilíbrio do ecossistema ribeirinho. Foto: Município de Viana do Castelo</figcaption></figure><p>O <strong>rio Âncora</strong> voltou a receber vida. Nas águas que descem da vertente ocidental da Serra de Arga, foram libertados cerca de <strong>25 mil alevins de truta fário </strong>(<em>Salmo trutta </em><em>morpha fario</em>). É um gesto que combina ciência, conservação e vontade de contrariar o declínio dos ecossistemas aquáticos. A operação resulta de um trabalho articulado entre o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), a Câmara Municipal de Viana do Castelo e as juntas de freguesia do município.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Mais do que um simples repovoamento, esta iniciativa procura reconstruir um equilíbrio frágil, onde cada peixe devolvido ao rio representa também uma aposta no futuro da biodiversidade. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os <strong>alevins</strong>, agora libertados na natureza, têm a particularidade de <strong>descender de trutas capturadas no próprio rio Âncora</strong>. Trata-se de uma forma de garantir que a identidade genética da população local se mantém intacta. É um detalhe técnico, mas decisivo, que assegura não apenas a quantidade, mas, principalmente, a continuidade.</p><h2>Um rio, várias etapas de recuperação</h2><p>A largada não aconteceu num único ponto, mas em oito locais diferentes ao longo do rio e a escolha não foi aleatória. Cada zona foi selecionada por apresentar condições ecológicas consideradas favoráveis ao desenvolvimento das trutas — águas frias, correntes, bem oxigenadas e com abrigo suficiente para os estágios iniciais de vida destes peixes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ancora-recebe-25-mil-alevins-para-travar-declinio-dos-ecossistemas-ribeirinhos-1776430349712.jpg" data-image="c2kveeq4brtc" alt="Truta" title="Truta"><figcaption>A truta é extremamente sensível à poluição, sendo por isso um indicador biológico da saúde dos rios. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>O processo começou muito antes dos alevins tocarem o rio. Os <strong>reprodutores</strong> foram capturados no troço superior do Âncora, em plena Serra d’Arga, na freguesia de São Lourenço da Montaria. Depois, foram <strong>mantidos em cativeiro no Posto Aquícola do Torno, em Amarante</strong>, procedendo-se à reprodução controlada. Um percurso exigente, planeado para assegurar que os indivíduos libertados não estranham o ecossistema, onde irão completar o seu ciclo de vida.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="690910" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/acudes-diques-e-represas-estao-a-ser-retirados-dos-rios-portugueses-por-que-e-isso-tao-importante.html" title="Açudes, diques e represas estão a ser retirados dos rios portugueses. Por que é isso tão importante?">Açudes, diques e represas estão a ser retirados dos rios portugueses. Por que é isso tão importante?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/acudes-diques-e-represas-estao-a-ser-retirados-dos-rios-portugueses-por-que-e-isso-tao-importante.html" title="Açudes, diques e represas estão a ser retirados dos rios portugueses. Por que é isso tão importante?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/acudes-diques-e-represas-estao-a-ser-retirados-dos-rios-portugueses-por-que-e-isso-tao-importante-1736180059926_320.jpg" alt="Açudes, diques e represas estão a ser retirados dos rios portugueses. Por que é isso tão importante?"></a></article></aside><p>Este modelo insere-se numa estratégia de conservação <em>ex situ</em>, isto é, fora do habitat natural. A abordagem permite <strong>preservar espécies</strong> enquanto os seus ecossistemas originais não estão em condições de sustentabilidade plena. Na prática, é uma forma de <strong>ganhar tempo à natureza</strong>, enquanto se tenta recuperar o terreno perdido.</p><h2>A ciência por trás da devolução ao rio</h2><p>O repovoamento no Âncora não é um caso isolado. Em 2023, foram introduzidos cerca de cinco mil exemplares da mesma espécie. O número subiu para 15 mil em 2024 e, agora, com esta nova libertação de 25 mil alevins, o reforço ganha uma escala mais ambiciosa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ancora-recebe-25-mil-alevins-para-travar-declinio-dos-ecossistemas-ribeirinhos-1776430449438.jpg" data-image="9ouw24jtoyi6" alt="Libertação de trutas no rio Âncora" title="Libertação de trutas no rio Âncora"><figcaption>A libertação da espécie foi feita em oito locais diferentes do Âncora, selecionados por reunirem as melhores condições. Foto: Município de Viana do Castelo</figcaption></figure><p>Por trás destes números está uma lógica de gestão genética e ecológica. O ICNF mantém atualmente cerca de <strong>20 stocks de reprodutores de truta-de-rio</strong>, representativos da <strong>diversidade genética do Norte do país</strong>. A ideia é simples na formulação, mas complexa na execução, pois procura evitar a perda de identidade das populações selvagens e, simultaneamente, aumentar a sua capacidade de sobrevivência.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="749065" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/programa-pro-rios-conta-com-187-milhoes-de-euros-para-renaturalizar-os-rios-portugueses.html" title="Programa Pro-Rios conta com 187 milhões de euros para renaturalizar os rios portugueses">Programa Pro-Rios conta com 187 milhões de euros para renaturalizar os rios portugueses</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/programa-pro-rios-conta-com-187-milhoes-de-euros-para-renaturalizar-os-rios-portugueses.html" title="Programa Pro-Rios conta com 187 milhões de euros para renaturalizar os rios portugueses"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/programa-pro-rios-conta-com-187-milhoes-de-euros-para-renaturalizar-os-rios-portugueses-1768401482411_320.jpg" alt="Programa Pro-Rios conta com 187 milhões de euros para renaturalizar os rios portugueses"></a></article></aside><p>A truta fário, <strong>espécie nativa da Europa</strong> e presente sobretudo nos rios do Norte e Centro de Portugal, é <strong>extremamente sensível</strong>. Depende de águas limpas, frias e bem oxigenadas. Qualquer alteração — da poluição ao aumento da temperatura — pode comprometer o seu desenvolvimento. É precisamente por isso que é considerada um <strong>indicador biológico da saúde dos rios</strong>. Onde há trutas fário, há, portanto, ecossistemas ainda equilibrados.</p><h2>Entre a conservação e o território vivo</h2><p>Esta intervenção não se limita, porém, ao campo da biologia. Há ainda uma dimensão territorial e social levada em consideração. A recuperação das populações de truta no rio Âncora tem impacto direto na <strong>valorização do território</strong>, seja através do <strong>turismo de natureza</strong>, seja da pesca desportiva sustentável, atividades que dependem de rios vivos e ecologicamente equilibrados.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ao mesmo tempo, estas ações revelam uma mudança de paradigma na forma como se encara a gestão dos recursos naturais. Já não basta proteger passivamente, é preciso intervir, corrigir e, quando possível, regenerar. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Num contexto em que os ecossistemas aquáticos enfrentam pressões crescentes, que vão da <strong>poluição </strong>às <strong>alterações climáticas</strong>, passando pela degradação dos habitats, cada iniciativa deste tipo assume um peso estratégico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ancora-recebe-25-mil-alevins-para-travar-declinio-dos-ecossistemas-ribeirinhos-1776430544712.jpg" data-image="4idsod1buyx5" alt="rio âncora" title="rio âncora"><figcaption>A recuperação das populações de truta no rio Âncora tem impacto direto na valorização do território, impulsionando turismo de natureza e as atividades recreativas. Foto: Armando Laranjeira, obra do próprio, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>O que está em causa no rio Âncora vai, por isso, muito além da libertação de milhares de peixes. A recém-chegada da truta aos rios representa uma tentativa de restaurar um ciclo natural interrompido, devolvendo aos ecossistemas ribeirinhos não apenas espécies, mas também a possibilidade de voltar a funcionar como um sistema vivo, dinâmico e resiliente.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em><a href="https://www.facebook.com/gabinete.deimprensa/posts/1446843304144576?ref=embed_post" target="_blank">25 mil pequenas trutas devolvem vida ao rio Âncora</a>. Câmara Municipal de Viana do Castelo</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ancora-recebe-25-mil-alevins-para-travar-declinio-dos-ecossistemas-ribeirinhos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quando a Terra ilumina a Lua: o fenómeno da luz cinzenta e como observá-lo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/quando-a-terra-ilumina-a-lua-o-fenomeno-da-luz-cinzenta-e-como-observa-lo.html</link><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 14:01:55 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Por vezes a Lua parece brilhar mesmo no seu lado escuro e não se trata de um efeito ótico, mas de um fenómeno real: a Terra a iluminar o seu próprio satélite numa cena curiosa e especial.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cuando-la-tierra-ilumina-la-luna-el-fenomeno-de-la-luz-cenicienta-y-como-observarlo-1775553188481.jpeg" data-image="ur3wgfpctt00"><figcaption>Explicamos o que é o fenómeno da luz cinzenta.</figcaption></figure><p>Há noites em que a lua não só mostra a sua fina silhueta iluminada, mas também <strong>um brilho ténue que delimita todo o seu contorno</strong>. Este brilho ténue, quase cinematográfico, é o que se designa por luz cinzenta.</p><p>Longe de ser um simples jogo de luz, é uma demonstração perfeita de como <strong>a Terra e a Lua interagem</strong> constantemente num delicado equilíbrio de luz.</p><h2>Uma dupla reflexão: do Sol para a Terra e da Terra para a Lua</h2><p>A explicação é tão simples quanto curiosa. <strong>A luz do Sol ilumina a Terra, parte dessa luz é refletida para o espaço</strong> e, quando a geometria é adequada, essa luz refletida chega à Lua e <strong>atinge a face lunar que não é diretamente iluminada pelo astro-rei</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">La atmósfera de la Tierra, la Luna y su luz cenicienta, fotografiadas desde la Estación Espacial Internacional el pasado día 6 de diciembre.<br><br>: NASA/JSC <a href="https://t.co/FjVAxOc6Bb">pic.twitter.com/FjVAxOc6Bb</a></p>— Un geólogo en apuros ️ (@geologoenapuros) <a href="https://twitter.com/geologoenapuros/status/1468661154323087365?ref_src=twsrc%5Etfw">December 8, 2021</a></blockquote></figure><p><strong>O resultado é a tonalidade acinzentada ou “cinza”</strong> que nos permite distinguir toda a superfície lunar, mesmo quando só vemos uma pequena faixa brilhante.</p><p>É essencialmente <strong>o mesmo fenómeno que nos permite ver a Lua a partir da Terra</strong>... mas em sentido inverso.</p><h2> Quando ocorre e porque é que nem sempre é vista</h2><p>A luz cinzenta aparece principalmente em dois momentos do ciclo lunar, <strong>logo após a lua nova</strong> (fase crescente) <strong>e logo antes da lua nova</strong> (fase minguante).</p><p>Nestas fases, <strong>a parte iluminada pelo Sol é muito pequena</strong>, o que permite que o brilho ténue proveniente da Terra se destaque mais facilmente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="758854" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-historia-violenta-por-tras-da-origem-da-lua-segundo-a-ciencia-moderna.html" title="A história violenta por trás da origem da Lua, segundo a ciência moderna">A história violenta por trás da origem da Lua, segundo a ciência moderna</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-historia-violenta-por-tras-da-origem-da-lua-segundo-a-ciencia-moderna.html" title="A história violenta por trás da origem da Lua, segundo a ciência moderna"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-violenta-storia-dietro-l-origine-della-luna-secondo-la-scienza-moderna-1772817070223_320.jpeg" alt="A história violenta por trás da origem da Lua, segundo a ciência moderna"></a></article></aside><p>Além disso, quando vemos uma Lua muito fina a partir da Terra, a partir da superfície lunar o nosso planeta seria quase completamente iluminado: isto significa que <strong>a Terra atua como um “grande espelho” que envia luz para a Lua</strong>.</p><h3>Um fenómeno ligado ao "albedo" terrestre</h3><p>Nem toda a luz é refletida da mesma forma, pois a intensidade da luz cinzenta depende do chamado <strong>albedo terrestre</strong>, ou seja, da capacidade da Terra para refletir a luz solar. É aqui que entram em jogo fatores como <strong>a presença de nuvens, superfícies nevadas ou oceanos</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">La luna nueva cerca del Sol vista por el satélite PUNCH de la NASA. Sí, la Luna nueva, no llena. El ocultador de PUNCH tapa el Sol y permite que se vea el hemisferio nocturno de la Luna con la luz cenicienta (la luz reflejada por la Tierra). <a href="https://t.co/klsTees49N">pic.twitter.com/klsTees49N</a></p>— Daniel Marín (@Eurekablog) <a href="https://twitter.com/Eurekablog/status/1924158743748448767?ref_src=twsrc%5Etfw">May 18, 2025</a></blockquote></figure><ul> </ul><p>São áreas ou superfícies que afetam diretamente a luminosidade e, de facto, <strong>o fenómeno pode ser mais intenso</strong> quando grandes áreas do planeta estão cobertas por nuvens ou gelo, que refletem mais luz.</p><h2>Como observar a luz cinzenta?</h2><p>Uma das melhores coisas deste fenómeno é que não é necessário um telescópio: basta olhar para o céu no momento certo. No entanto, estas <strong>dicas de observação astronómica</strong> podem ajudá-lo a observá-lo melhor.</p><ul><li><strong> Observar logo após o pôr do sol ou antes do nascer do sol</strong>.</li><li><strong>Afaste-se da poluição luminosa</strong>.</li><li><strong>Deixe os seus olhos adaptarem-se à escuridão</strong>. </li></ul><p><strong>Embora o mais importante seja encontrar uma Lua muito fina</strong> (crescente ou minguante), uma vez que, como já explicámos, isso favorece a apreciação deste espetáculo da natureza. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/quando-a-terra-ilumina-a-lua-o-fenomeno-da-luz-cinzenta-e-como-observa-lo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Fruta do dragão: como cultivar a pitaia num vaso e fazer com que produza frutos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/fruta-do-dragao-como-cultivar-a-pitaia-num-vaso-e-fazer-com-que-produza-frutos.html</link><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 13:48:14 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Ter uma piteira em casa não é tão complicado como parece, mas também não �� uma planta que se possa descurar. Existem passos fundamentais que fazem a diferença para que ela produza frutos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-fruta-del-dragon-como-cultivar-pitahaya-en-maceta-y-que-si-de-frutos-1775797878177.png" data-image="cccs62ijsj8r"><figcaption>A pitaia prefere temperaturas entre 18 e 32 °C. É uma espécie que tolera o calor, mas não a geada.</figcaption></figure><p>A pitaia, também conhecida como fruta do dragão, tornou-se uma das plantas mais atrativas para cultivar em casa. Isto deve-se ao seu aspeto exótico e ao facto de estarmos a falar de um cato que se adapta muito bem a pequenos espaços, mesmo em vasos. Dito isto, nem tudo o que se vê nas redes sociais é tão simples como parece.</p><p>O interesse pelo cultivo da pitaia tem crescido significativamente nos últimos anos, principalmente nas zonas urbanas, onde não há muita terra disponível.<strong> Isto levou as pessoas a tentar cultivá-la em vasos</strong>, mas sem compreender verdadeiramente as suas necessidades.</p><div class="texto-destacado">Cada planta tem as suas próprias necessidades de cuidados, e pensar que a piteira deve ser tratada como qualquer outra planta é um dos principais erros.</div><p>A primeira coisa que é preciso entender é que nem todas as piteiras são iguais; algumas adaptam-se melhor do que outras a diferentes condições de controlo. É por isso que <strong>escolher a variedade correta faz toda a diferença</strong> entre o sucesso e a frustração.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-fruta-del-dragon-como-cultivar-pitahaya-en-maceta-y-que-si-de-frutos-1775797887838.png" data-image="foi3cno0zwjp"><figcaption>As suas flores são grandes, brancas e perfumadas, e duram apenas uma noite. Isto significa que a polinização manual pode ser necessária para garantir a produção de frutos.</figcaption></figure><p>Além disso, embora seja um cato, a piteira tem necessidades específicas que são frequentemente ignoradas. <strong>Precisa de apoio, espaço vertical e uma abordagem de rega diferente das outras suculentas</strong>, o que a torna única dentro deste grupo de plantas.</p><h2>Que piteira escolher e como cultivá-las num vaso?</h2><p>Para o cultivo em vasos, as melhores opções são as espécies do género <em>Hylocereus</em>, especialmente a <em>Hylocereus undatus</em> (polpa branca) e a <em>Hylocereus costaricensis</em> (polpa vermelha). Estas variedades adaptam-se melhor às zonas urbanas e têm um melhor desempenho em espaços controlados.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763608" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nao-jogue-fora-3-formas-de-usar-espigas-de-milho-para-cuidar-de-suas-plantas-e-melhorar-o-jardim.html" title="Não deite fora: 3 formas de usar espigas de milho para cuidar das suas plantas e melhorar o jardim">Não deite fora: 3 formas de usar espigas de milho para cuidar das suas plantas e melhorar o jardim</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nao-jogue-fora-3-formas-de-usar-espigas-de-milho-para-cuidar-de-suas-plantas-e-melhorar-o-jardim.html" title="Não deite fora: 3 formas de usar espigas de milho para cuidar das suas plantas e melhorar o jardim"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/no-lo-tires-3-formas-de-usar-el-marlo-del-choclo-para-cuidar-tus-plantas-y-mejorar-el-jardin-1775687830802_320.jpg" alt="Não deite fora: 3 formas de usar espigas de milho para cuidar das suas plantas e melhorar o jardim"></a></article></aside><p>A escolha do vaso adequado poupar-lhe-á muitas dores de cabeça mais tarde. <strong>Recomenda-se usar um com pelo menos 40 a 60 litros de capacidade</strong>, pois mesmo que a piteira desenvolva um sistema radicular moderado, ela ainda precisa de estabilidade.</p><div class="texto-destacado">A escolha de vasos pequenos é um dos primeiros erros, pois limita o crescimento e reduz a produção.</div><p>Quanto ao substrato, ele deve drenar bem a água. A terra comum de jardim vendida nos viveiros não é adequada para este tipo de cultivo. <strong>O ideal é fazer uma mistura de diferentes substratos</strong>, utilizando materiais como a fibra de coco, a perlite e o composto maduro, conseguindo um equilíbrio entre a retenção de humidade e o arejamento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-fruta-del-dragon-como-cultivar-pitahaya-en-maceta-y-que-si-de-frutos-1775797933071.png" data-image="noieh7krlusk"><figcaption>Uma planta bem gerida pode começar a produzir frutos entre o segundo e o terceiro ano.</figcaption></figure><p>A piteira é uma planta trepadeira, por isso precisa de uma estrutura vertical firme com pelo menos 1,5 metros de altura. Isto permitir-lhe-á crescer de forma ordenada e desenvolver uma boa produção. Em termos de luz, um espaço que proporcione 6 a 8 horas de sol direto será o ideal.</p><h3>Rega, Nutrição e Manejo: O que realmente determina se ele produz frutos</h3><p>Embora seja um cato, a piteira não se comporta como um cato típico do deserto. Necessita de rega moderada e consistente, especialmente durante as fases de crescimento e floração. O erro mais comum é regar muito pouco, pensando que é apenas mais uma suculenta.</p><div class="texto-destacado">O ideal é regar quando o substrato estiver completamente seco nos poucos centímetros superiores, evitando que fique totalmente seco durante longos períodos.</div><p>Para estimular a produção, é necessário prestar especial atenção à nutrição da planta. <strong>Recomenda-se a utilização de um fertilizante equilibrado, mas com uma maior quantidade disponível de fósforo e potássio durante a fase reprodutiva</strong>. Um excesso de azoto favorece o crescimento vegetativo, mas não o fruto.</p><p>Como para todas as plantas frutíferas, a poda é essencial. A piteira precisa de uma gestão para orientar o seu crescimento. <strong>Os rebentos fracos ou mal posicionados devem ser removidos, favorecendo estruturas fortes capazes de suportar flores e frutos</strong>. Uma boa poda melhora o arejamento e a produtividade.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762492" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/se-o-seu-terraco-estiver-orientado-para-norte-estas-sao-as-plantas-que-melhor-suportam-a-sombra.html" title="Se o seu terraço estiver orientado para norte, estas são as plantas que melhor suportam a sombra">Se o seu terraço estiver orientado para norte, estas são as plantas que melhor suportam a sombra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/se-o-seu-terraco-estiver-orientado-para-norte-estas-sao-as-plantas-que-melhor-suportam-a-sombra.html" title="Se o seu terraço estiver orientado para norte, estas são as plantas que melhor suportam a sombra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/si-tu-terraza-esta-orientada-al-norte-estas-son-las-plantas-que-mejor-soportan-la-sombra-1775041462250_320.jpeg" alt="Se o seu terraço estiver orientado para norte, estas são as plantas que melhor suportam a sombra"></a></article></aside><p>Cultivar a pitaia num vaso é absolutamente possível, mas não se trata apenas de a plantar e esperar. Existem pormenores que, se forem ignorados, deixarão a planta apenas com folhagem. Mas se lhe dermos um bom suporte, uma rega bem gerida e luz suficiente, ela responderá muito bem.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/fruta-do-dragao-como-cultivar-a-pitaia-num-vaso-e-fazer-com-que-produza-frutos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aproximam-se da Madeira as horas de maior concentração de poeiras do Saara em suspensão]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproximam-se-da-madeira-as-horas-de-maior-concentracao-de-poeiras-do-saara-em-suspensao.html</link><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 11:47:03 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Este fim de semana o céu no arquipélago da Madeira apresentará um aspeto diferente do habitual e prevê-se um agravamento significativo da qualidade do ar. Saiba as horas mais críticas das poeiras em suspensão.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5qlc6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5qlc6.jpg" id="xa5qlc6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A partir de amanhã - sábado, 18 de abril - prevê-se que a atual circulação atmosférica no Atlântico oriental promova <strong>o transporte de uma massa de ar tropical continental, quente, seca e procedente do Norte de África rumo ao arquipélago da Madeira</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p><strong>Os ventos de Sul/Sudeste</strong> estabelecerão uma ligação com a referida área geográfica do continente africano (Deserto do Saara; Marrocos, etc), gerando as <strong>condições ideais para o levantamento e dispersão de partículas minerais em suspensão</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproximam-se-da-madeira-as-horas-de-maior-concentracao-de-poeiras-do-saara-em-suspensao-1776425550949.png" data-image="8r6ks8ytaja2"><figcaption>Embora no domingo (19) seja expectável uma diminuição gradual da concentração de poeiras, a persistência de partículas em suspensão deverá conduzir a um agravamento substancial da qualidade do ar na Região Autónoma da Madeira. Pelas 18:00 de domingo (19) prevê-se uma qualidade do ar "Má" na ilha da Madeira.</figcaption></figure><p> A configuração sinóptica descrita permitirá a gradual deslocação das poeiras do Saara até ao arquipélago madeirense, cuja <strong>concentração tenderá a intensificar-se durante o dia de sábado (18), devendo prolongar-se por mais dois dias</strong>. </p><h2>‘Invasão’ de poeiras começará a sobressair-se a partir das 06:00 da manhã de sábado</h2><p>No arranque de sábado (18), ainda em período noturno, surgirão os primeiros sinais tímidos da intrusão de poeiras, mas ainda com uma atmosfera relativamente limpa. <strong>Entre as 06:00 e o meio-dia, a concentração de poeiras aumentará progressivamente </strong>à medida que a língua de poeiras saarianas se for instalando sobre o arquipélago madeirense.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproximam-se-da-madeira-as-horas-de-maior-concentracao-de-poeiras-do-saara-em-suspensao-1776425409556.png" data-image="muhe31qv4nok"><figcaption>No período que decorrerá entre as 17:00 de sábado, dia 18 e as 03:00 de domingo, dia 19, prevê-se o pico da concentração de poeiras saarianas em suspensão sobre o Arquipélago da Madeira.</figcaption></figure><p>Segundo o modelo de confiança da Meteored (CAMS), <strong>ao longo do período da tarde, a concentração de poeiras do Saara na Madeira será elevada a um novo patamar</strong>, uma vez que se espera que o arquipélago permaneça sob influência mais direta da referida massa de ar, com níveis moderados a elevados de poeiras em suspensão.</p><p><strong>Os valores previstos, em especial a partir das 17:00 de sábado, 18 de abril, realçam uma concentração elevada de partículas na atmosfera</strong>, mais do que suficiente para interferir com a radiação solar e promover uma maior difusão da luz. Em consequência disto, o céu apresentar-se-á mais turvo, com tons a oscilar entre o esbranquiçado/amarelado e/ou alaranjado/acastanhado.</p><h2>No domingo, 19 de abril, prevê-se um agravamento significativo da qualidade do ar na Madeira</h2><p>Apesar de no sábado (18) ainda não estar previsto um agravamento significativo da qualidade do ar, <strong>no domingo (19) isso mudará radicalmente</strong> devido à persistência do fluxo e da massa de ar responsáveis pelo transporte das partículas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproximam-se-da-madeira-as-horas-de-maior-concentracao-de-poeiras-do-saara-em-suspensao-1776424634553.png" data-image="cydsgemnu66s"><figcaption>Recorde-se que o valor diário recomendado (e legalmente estabelecido) para as partículas PM10 é de 50 µg/m³. Ao longo de várias horas de domingo, 19 de abril, esse valor será largamente superado no arquipélago da Madeira (até 125 µg/m³), embora não durante as 24 horas.</figcaption></figure><p>Deste modo, de acordo com os mapas de referência da Meteored, para domingo, 19 de abril no arquipélago da Madeira, e sobretudo durante a tarde, espera-se um panorama distinto e potencialmente mais gravoso, com intervalos moderados a altos de <strong>PM10 (valores geralmente acima dos 90 µg/m³ e durante várias horas atingirá 120 µg/m³ em grande parte da Ilha da Madeira)</strong> e de PM2.5 (entre 15 e 25 µg/m³).</p><div class="texto-destacado">Outro dos parâmetros que ilustrará a deterioração significativa do ar é o índice de qualidade do ar elaborado pelo Departamento de Meteorologia da Meteored.<strong> No mapa de previsão da qualidade do ar constata-se que os seus níveis deverão oscilar entre “Moderada” e “Má”, sobretudo durante a tarde de domingo (19).</strong></div><p><strong>O fenómeno de poeiras em suspensão abrangerá todo o arquipélago</strong>, mas será particularmente mais intenso e notório nas Regiões Montanhosas e na Costa Sul da ilha da Madeira, onde o contacto com a massa de ar tropical continental será mais direto. <strong>O vento de Sul/Sudeste ajudará a manter as poeiras em suspensão durante mais tempo</strong>, prolongando a sua presença de sábado (18) para os dias seguintes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764227" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-de-20-a-26-de-abril.html" title="Previsão de chuva a médio prazo: eis como irá chover em Portugal de 20 a 26 de abril">Previsão de chuva a médio prazo: eis como irá chover em Portugal de 20 a 26 de abril</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-de-20-a-26-de-abril.html" title="Previsão de chuva a médio prazo: eis como irá chover em Portugal de 20 a 26 de abril"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-de-20-a-26-de-abril-1776342420299_320.jpg" alt="Previsão de chuva a médio prazo: eis como irá chover em Portugal de 20 a 26 de abril"></a></article></aside><p><strong>As poeiras deverão manter-se de domingo (19) para segunda-feira (20)</strong>, embora com tendência a diminuir de concentração devido a uma alteração do padrão de circulação. O vento mudará aos poucos de quadrante (de Sul para Norte), contribuindo para o regresso gradual a condições de maior transparência atmosférica.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproximam-se-da-madeira-as-horas-de-maior-concentracao-de-poeiras-do-saara-em-suspensao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Viver de graça e com emprego? Esta pequena vila espanhola está à procura de uma família]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/viver-de-graca-e-com-emprego-esta-pequena-vila-espanhola-esta-a-procura-de-uma-familia.html</link><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Quer mudar de vida? Esta aldeia com 40 habitantes está a oferecer casa e trabalho. Já há dezenas de interessados, mas todos têm de cumprir uma série de requisitos. Descubra quais. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/viver-de-graca-e-com-emprego-esta-pequena-vila-espanhola-esta-a-procura-de-uma-familia-1776202316031.jpg" data-image="g8dh236ijixt" alt="Arenillas" title="Arenillas"><figcaption>A vila que quer renascer e procura uma família para começar de novo. Foto: Wikimedia // Gant Diego Delso </figcaption></figure><p>Já sonhou em trocar o barulho das grandes cidades, para viver numa comunidade onde todos se conhecem pelo primeiro nome? É precisamente isso que a<strong> vila de Arenillas</strong>, em Castela e Leão, no interior de Espanha, está a oferecer. </p><div class="texto-destacado">Com apenas 40 habitantes fixos e um projeto ousado de repovoamento, esta vila promete moradia gratuita e emprego garantido a quem aceitar o desafio de escrever um novo capítulo entre as montanhas.</div><p>A aldeia de Arenillas está à procura de uma <strong>família com filhos </strong>para se mudar para uma casa na região. O município procura candidatos que estejam dispostos a trabalhar e a contribuir para a comunidade, em troca de alojamento gratuito. O objetivo? Repovoar.</p><h2>Porque é que Arenillas está “a desaparecer”?</h2><p>Arenillas é uma das centenas de vilas afetadas pelo fenómeno conhecido como “Espanha vazia”. Nós explicamos: esta expressão descreve o<strong> processo de abandono progressivo das zonas rurais do interior do país</strong>. </p><p>Sim, é verdade. Tal como tem vindo a acontecer em Portugal, cerca de 70% do território espanhol é desabitado, com a população e o turismo concentrados principalmente no litoral e nas grandes metrópoles. </p><div class="texto-destacado">O resultado é o esvaziamento lento e silencioso de comunidades inteiras, com o encerramento de escolas, postos de saúde, comércios e serviços públicos essenciais.</div><p>Ainda que no verão Arenillas receba cerca de 300 pessoas, entre antigos moradores, descendentes e turistas atraídos pelo charme rural, no inverno a vila mantém-se com <strong>poucas dezenas de moradores fixos</strong>. É exatamente nesse contexto que surgiu a proposta de abrir as portas para novas famílias.</p><h2>Quem se pode mudar e o que Arenillas oferece?</h2><p>A proposta de Arenillas vai muito além de simplesmente ceder uma casa vazia. Ao longo das décadas, a maioria dos habitantes naturais de Arenillas mudou-se para vilas e cidades maiores, o que colocou a aldeia em risco de desaparecer. Para combater esta situação, <strong>a comunidade renovou vários edifícios</strong> e criou sete unidades de habitação social.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="755590" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/quer-passar-o-proximo-verao-a-cuidar-de-gatos-numa-ilha-grega-saiba-como.html" title="Quer passar o próximo verão a cuidar de gatos numa ilha grega? Saiba como">Quer passar o próximo verão a cuidar de gatos numa ilha grega? Saiba como</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/quer-passar-o-proximo-verao-a-cuidar-de-gatos-numa-ilha-grega-saiba-como.html" title="Quer passar o próximo verão a cuidar de gatos numa ilha grega? Saiba como"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quer-passar-o-proximo-verao-a-cuidar-de-gatos-numa-ilha-grega-saiba-como-1771846586178_320.jpg" alt="Quer passar o próximo verão a cuidar de gatos numa ilha grega? Saiba como"></a></article></aside><p>Uma dessas habitações, totalmente reabilitada, está agora vazia e <strong>será oferecida</strong> sem cobrança de aluguer à família selecionada. Mas os <strong>benefícios</strong> da mudança de morada não ficam por aqui.</p><p>Embora a escola local tenha encerrado há 30 anos, será assegurado à família <strong>transporte diário gratuito para a escola </strong>em Berlanga de Duero, situada a cerca de 20 quilómetros.</p><p>Além disso, existe a possibilidade de i<strong>niciar de imediato atividade profissional</strong> como pedreiro, com funções centradas na manutenção e reabilitação dos imóveis da aldeia, garantindo um rendimento estável. Acresce ainda a oportunidade de gerir o bar local, que funciona como principal ponto de encontro da comunidade, oferecendo também uma<strong> fonte de rendimento assegurada</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/viver-de-graca-e-com-emprego-esta-pequena-vila-espanhola-esta-a-procura-de-uma-familia-1776202637500.jpg" data-image="mgy56aydc3tk" alt="Vila" title="Vila"><figcaption>Uma hipótese de fugir do caos. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>A isto junta-se o<strong> acesso a serviços essenciais</strong> já disponíveis na própria vila, como apoio médico e espaços comunitários, contribuindo para uma vida mais prática e tranquila.</p><p>Avisamos, contudo, que este projeto não foi pensado para turistas que procurem uma experiência temporária. Em vez disso, a vila procura pessoas, neste caso, uma família, que esteja disposta a mudar-se de forma permanente e a construir uma vida no interior de Espanha.</p><div class="texto-destacado">O comprometimento com a permanência a longo prazo é o principal critério exigido, e os gestores da iniciativa deixam claro que esperam novos vizinhos, não visitantes.</div><p>Entre os perfis valorizados estão <strong>famílias com filhos em idade escolar </strong>e<strong> pessoas com experiência em construção civil</strong>. </p><p>E quanto ao processo de candidatura? É <strong>bastante simples</strong>. Quem tiver interesse deve contactar a câmara municipal de Arenillas e apresentar um pedido. Nesse pedido, é importante incluir informações sobre a família, como a sua composição, a idade das crianças, as razões para a mudança e a experiência profissional que possa ser relevante. Depois disso, basta aguardar pela análise e decisão da comunidade. <strong>Todo o processo pode ser feito </strong><em><strong>online</strong></em>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761131" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/trocar-a-praia-pela-adrenalina-as-darecations-sao-a-nova-obsessao-dos-viajantes.html" title="Trocar a praia pela adrenalina? As “darecations” são a nova obsessão dos viajantes">Trocar a praia pela adrenalina? As “darecations” são a nova obsessão dos viajantes</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/trocar-a-praia-pela-adrenalina-as-darecations-sao-a-nova-obsessao-dos-viajantes.html" title="Trocar a praia pela adrenalina? As “darecations” são a nova obsessão dos viajantes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/trocar-a-praia-pela-adrenalina-as-darecations-sao-a-nova-obsessao-dos-viajantes-1774684647941_320.jpg" alt="Trocar a praia pela adrenalina? As “darecations” são a nova obsessão dos viajantes"></a></article></aside><p>Nem tudo será fácil, é certo. Apesar da tranquilidade e do encanto do meio rural, viver em Arenillas implica alguns ajustes. Os transportes públicos são escassos e, para tratar de certos serviços ou burocracias, é muitas vezes necessário deslocar-se a cidades próximas. </p><p>Ainda assim, para quem procura uma mudança profunda no estilo de vida, esta opção tem-se revelado bastante apelativa. Em menos de uma semana após o anúncio da iniciativa, a Associação Cultural de Arenillas recebeu<strong> 116 candidaturas</strong>, vindas de várias regiões de Espanha e até da América Latina. As motivações são diversas, desde o cansaço da vida urbana até à procura de maior estabilidade financeira e melhor qualidade de vida.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/viver-de-graca-e-com-emprego-esta-pequena-vila-espanhola-esta-a-procura-de-uma-familia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O oceano oculto de Europa: missão da NASA procura descobrir vida sob o gelo de Júpiter]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-oceano-oculto-de-europa-missao-da-nasa-busca-descobrir-vida-sob-o-gelo-de-jupiter.html</link><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 06:21:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Sob uma imensa camada de gelo, Europa esconde um oceano global. Uma incrível missão espacial está a percorrer o sistema solar em busca de resposta para a nossa maior pergunta: será que pode abrigar vida extraterrestre?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-oceano-oculto-de-europa-la-mision-de-la-nasa-que-intenta-descubrir-vida-bajo-el-hielo-de-jupiter-1775915652017.png" data-image="4pz0kbk57xe0"><figcaption>Imagem de Europa capturada pela JunoCam, a câmara a bordo da sonda Juno da NASA. Crédito: NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS.</figcaption></figure><p>Para entender porque esta<strong> lua joviana</strong> fascina tanto os cientistas, precisamos de compreender as suas características.<strong> Europa tem um tamanho muito semelhante ao da nossa Lua</strong>, mas a sua estrutura interna revela uma realidade completamente diferente e extraordinária.</p><p>Sob uma vasta<strong> camada superficial composta inteiramente de gelo fragmentado</strong>, foram encontradas fortes evidências da existência de um oceano salgado. De facto, este mar subterrâneo pode conter mais água do que todos os oceanos da Terra juntos.</p><div class="texto-destacado">A astrobiologia, ciência dedicada à busca de vida no Universo, considera que a habitabilidade depende da presença de água líquida, compostos orgânicos essenciais e fontes constantes de energia vital.</div><p><strong>Esta lua parece atender todos os requisitos da astrobiologia</strong>. Os dados sugerem que as oscilações gravitacionais geradas por Júpiter fornecem calor interno suficiente para manter a água em estado líquido por milhões de anos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-oceano-oculto-de-europa-la-mision-de-la-nasa-que-intenta-descubrir-vida-bajo-el-hielo-de-jupiter-1775915740997.png" data-image="es1ticy62wi4"><figcaption>A sonda Galileo da NASA identifica compostos que contêm amónia na superfície de Europa, lua de Júpiter. Crédito: NASA/JPL-Caltech.</figcaption></figure><p>Diante de tantas possibilidades, a NASA decidiu agir e, assim, nasceu uma <strong>missão espacial</strong> sem precedentes, projetada exclusivamente para <strong>investigar diretamente este ambiente oceânico</strong> e revelar se estamos sozinhos na nossa vizinhança planetária.</p><h2>Rumo ao gigante gasoso</h2><p>Esta façanha técnica da NASA foi lançada com sucesso em<strong> outubro de 2024</strong>. Utilizando um foguete potente, a enorme <strong>sonda Europa Clipper</strong> iniciou uma longa jornada interplanetária que durará quase seis anos antes de finalmente<strong> alcançar a órbita de Júpiter</strong>.</p><p>Esta <strong>é a maior nave espacial interplanetária já construída para este propósito</strong>. Com os seus painéis solares totalmente abertos, o veículo atinge um comprimento comparável ao de um campo de basquete profissional e pesa aproximadamente seis toneladas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-oceano-oculto-de-europa-la-mision-de-la-nasa-que-intenta-descubrir-vida-bajo-el-hielo-de-jupiter-1775916145806.png" data-image="t68bkgic784s"><figcaption>A Europa Clipper é a maior nave espacial já construída pela NASA para uma missão planetária. Crédito: NASA/JPL-Caltech.</figcaption></figure><p>Para sobreviver à viagem, a missão aproveitará a gravidade de diferentes planetas como impulso. Irá realizar várias manobras de assistência gravitacional, voando muito perto de Marte e, posteriormente, da Terra, ganhando assim velocidade suficiente para alcançar o seu destino distante e gélido.</p><p>O <strong>ambiente final será extremamente hostil devido à intensa radiação gerada por Júpiter</strong>. Por este motivo, os delicados instrumentos eletrónicos viajam fortemente protegidos dentro de uma caixa blindada construída com espessas ligas de titânio e alumínio.</p><h3>Equipamentos de alta tecnologia a bordo</h3><p>Como a missão será de longa duração, a sonda não pousará diretamente na superfície gelada. Em vez disso, <strong>sobrevoará a região diversas vezes</strong>, reduzindo significativamente os riscos <strong>enquanto recolhe informações do espaço</strong>.</p><p>Em cada sobrevoo, um conjunto de 9 instrumentos científicos será utilizado simultaneamente, e as <strong>câmaras mapearão toda a geografia em altíssima resolução, revelando cicatrizes geológicas e procurando possíveis erupções de água </strong>recentes expelidas para o vácuo espacial.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-oceano-vivo-por-baixo-do-gelo-o-que-revelam-os-novos-estudos-sobre-europa-uma-das-maiores-luas-de-jupiter.html" title="Um oceano vivo por baixo do gelo? O que revelam os novos estudos sobre Europa, uma das maiores luas de Júpiter">Um oceano vivo por baixo do gelo? O que revelam os novos estudos sobre Europa, uma das maiores luas de Júpiter</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-oceano-vivo-por-baixo-do-gelo-o-que-revelam-os-novos-estudos-sobre-europa-uma-das-maiores-luas-de-jupiter.html" title="Um oceano vivo por baixo do gelo? O que revelam os novos estudos sobre Europa, uma das maiores luas de Júpiter"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/um-oceano-vivo-por-baixo-do-gelo-o-que-revelam-os-novos-estudos-sobre-europa-1769852285994_320.jpg" alt="Um oceano vivo por baixo do gelo? O que revelam os novos estudos sobre Europa, uma das maiores luas de Júpiter"></a></article></aside><p>Um componente essencial será um <strong>radar especialmente projetado para penetrar as camadas profundas de gelo</strong>. Os seus sinais refletirão nas massas líquidas profundas, permitindo que os cientistas meçam a espessura exata da crosta em detalhes e confirmem a nossa hipótese científica.</p><p><strong>Instrumentos adicionais analisarão a composição química de minúsculos grãos de poeira e gases atmosféricos </strong>ténues. Eles irão funcionar como "narizes" robóticos altamente sensíveis, detetando quaisquer substâncias orgânicas expelidas por criovulcões submarinos, possibilitando assim uma recolha de amostras químicas surpreendente sem a necessidade de perfuração.</p><h3>Gelo perpétuo e habitabilidade</h3><p>É importante esclarecer um conceito fundamental: <strong>esta sonda não foi projetada para encontrar organismos vivos</strong>. O seu principal<strong> objetivo é determinar sistematicamente se existem as condições químicas e térmicas adequadas para sustentá-los</strong>.</p><p>Compreender a <strong>habitabilidade </strong>significa decifrar se este vasto oceano interior interage ativamente com a sua superfície congelada. Se materiais orgânicos descem até ao fundo do mar ou compostos subterrâneos sobem pelas fendas, estaríamos diante de um ambiente dinâmico capaz de sustentar formas de vida.</p><p>As estruturas superficiais que vemos hoje são remanescentes de trocas térmicas internas. As regiões coloridas revelam depósitos salinos que provavelmente emergiram das profundezas abissais, demonstrando que este <strong>oceano é ativo internamente</strong>.</p><p>Quando a sonda espacial concluir o seu notável trabalho científico em redor de Júpiter, a nossa conceção do Universo terá mudado para sempre. Estudar Europa em detalhes irá aproximar-nos da descoberta de se realmente partilhamos o nosso Sistema Solar com outra forma de vida.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-oceano-oculto-de-europa-missao-da-nasa-busca-descobrir-vida-sob-o-gelo-de-jupiter.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O comportamento ousado dos animais urbanos: uma faceta do impacto global da urbanização]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-comportamento-ousado-dos-animais-urbanos-uma-faceta-do-impacto-global-da-urbanizacao.html</link><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Nas cidades de todo o mundo, os animais selvagens adaptaram-se, tornando-se mais ousados e revelando o impacto profundo da urbanização nos seus comportamentos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-comportamento-ousado-dos-animais-urbanos-1776267783593.jpg" data-image="kimn0sj2xuyt" alt="Animais urbanos" title="Animais urbanos"><figcaption>Animais urbanos, como aves e mamíferos, adaptam-se às cidades tornando-se mais ousados e convivendo de perto com humanos.</figcaption></figure><p>Nas grandes cidades de todo o mundo, desde Nova Deli até Nova Iorque ou Sydney, é cada vez mais comum observar <strong>animais selvagens a exibirem certos comportamentos ousados</strong>, como roubar comida ou explorar o lixo humano.</p><p>Este fenómeno, longe de ser isolado, reflete uma tendência global, <strong>os animais urbanos estão a tornar-se cada vez mais semelhantes entre si</strong>, independentemente do local onde vivem. </p><p>Este padrão está associado a um <strong>conceito central na ecologia moderna</strong>, a homogeneização comportamental.</p><p>À medida que as cidades crescem e se tornam mais semelhantes entre si, também os animais que nelas vivem <strong>passam a partilhar características e estratégias de sobrevivência comuns</strong>.</p><h2>Ambientes diferentes, pressões semelhantes</h2><p>Segudo um estudo publicado na revista <em>Biological Conservation</em>, apesar das diferenças culturais e geográficas, <strong>as cidades apresentam condições ambientais muito parecidas</strong>.</p><p>São <strong>geralmente mais quentes do que as áreas rurais, mais ruidosas, iluminadas</strong> artificialmente e dominadas pela presença humana. </p><p>Estas características <strong>criam um filtro ecológico</strong>, apenas certos animais conseguem adaptar-se.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="749539" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/quando-a-natureza-e-a-cidade-se-encontram-um-guia-para-os-amantes-de-animais.html" title="Quando a natureza e a cidade se encontram: um guia para os amantes de animais">Quando a natureza e a cidade se encontram: um guia para os amantes de animais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/quando-a-natureza-e-a-cidade-se-encontram-um-guia-para-os-amantes-de-animais.html" title="Quando a natureza e a cidade se encontram: um guia para os amantes de animais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/porto-guia-para-amantes-de-animais-na-cidade-e-arredores-1768637917104_320.jpg" alt="Quando a natureza e a cidade se encontram: um guia para os amantes de animais"></a></article></aside><p>Aqueles que sobrevivem tendem a ser mais ousados, mais inteligentes e menos receosos dos humanos. Com o tempo, estes <strong>traços são favorecidos pela seleção natural e transmitidos às gerações seguintes</strong>. </p><p>Além disso, os animais aprendem uns com os outros. Por exemplo, <strong>algumas aves aprenderam a abrir contentores de lixo</strong>, enquanto mamíferos urbanos desenvolvem estratégias para contornar sistemas criados para os afastar. Este processo de aprendizagem social contribui para a <strong>uniformização dos comportamentos</strong>.</p><h2>A homogeneização biológica: uma perspetiva mais ampla</h2><p>A ideia de homogeneização não se limita ao comportamento.</p><p>De acordo com o autor do artigo, Michael L. McKinney, <strong>as cidades favorecem sempre um conjunto reduzido de espécies “adaptáveis”</strong>, que se tornam comuns em todo o mundo, substituindo espécies locais mais especializadas. </p><div class="texto-destacado"><strong>Os ambientes urbanos são construídos para satisfazer as necessidades humanas, criando condições semelhantes em diferentes regiões. </strong>Michael L.M.</div><p>Como resultado, espécies generalistas, muitas vezes omnívoras e oportunistas, prosperam, enquanto espécies mais exigentes desaparecem.</p><p>Assim, as cidades não só tornam os comportamentos mais semelhantes, como também <strong>reduzem a diversidade biológica global</strong>.</p><h2>Alterações no comportamento animal</h2><p>As mudanças mais evidentes nos animais urbanos passa pela <strong>redução do medo dos humanos</strong>, os animais aprendem que as pessoas raramente representam perigo direto;</p><p><strong>Aproveitam os restos alimentares</strong> e infraestruturas urbanas para fonte de alimento e abrigo;</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-comportamento-ousado-dos-animais-urbanos-1776267806927.jpg" data-image="1joho88hn02n" alt="Javalis nas cidades" title="Javalis nas cidades"><figcaption>Javalis nas cidades exploram o lixo e espaços urbanos aproximando-se de zonas habitadas.</figcaption></figure><p>As aves urbanas, por exemplo, cantam mais alto ou em frequências diferentes <strong>para se fazerem ouvir no meio do ruído</strong>. </p><p>Estas adaptações permitem a <strong>sobrevivência em ambientes urbanos</strong>, mas também implicam perdas importantes.</p><h2>Consequências ecológicas e evolutivas</h2><p>A homogeneização comportamental e biológica tem várias implicações. Em primeiro lugar, <strong>reduz a diversidade genética e comportamental das populações</strong>.</p><p>Esta diversidade é essencial para que as <strong>espécies consigam adaptar-se a mudanças futuras</strong>, como alterações climáticas ou novas ameaças ambientais. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="749700" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/pulgas-no-pelo-quimicos-no-rio-quando-proteger-os-nossos-animais-de-estimacao-ameaca-a-natureza.html" title="Pulgas no pêlo, químicos no rio: quando proteger os nossos animais de estimação ameaça a natureza">Pulgas no pêlo, químicos no rio: quando proteger os nossos animais de estimação ameaça a natureza</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/pulgas-no-pelo-quimicos-no-rio-quando-proteger-os-nossos-animais-de-estimacao-ameaca-a-natureza.html" title="Pulgas no pêlo, químicos no rio: quando proteger os nossos animais de estimação ameaça a natureza"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pulgas-no-pelo-quimicos-no-rio-quando-proteger-os-nossos-animais-de-estimacao-ameaca-a-natureza-1769294459184_320.jpg" alt="Pulgas no pêlo, químicos no rio: quando proteger os nossos animais de estimação ameaça a natureza"></a></article></aside><p>Em segundo lugar, <strong>surgem novos conflitos entre humanos e animais</strong>. Animais mais habituados à presença humana podem causar acidentes, danos materiais ou transmitir doenças, aumentando a tensão nas áreas urbanas. </p><p>Por fim, <strong>perde-se um património ecológico e cultural importante</strong>. Muitos comportamentos animais, como rotas migratórias, técnicas de alimentação ou “dialetos” de canto, são aprendidos socialmente. A sua perda representa uma diminuição da riqueza biológica do planeta.</p><h2>Um desafio para a conservação</h2><p>A crescente uniformização da vida selvagem urbana coloca <strong>desafios significativos à conservação</strong>.</p><p>Por um lado, as cidades podem albergar uma grande abundância de vida, mas por outro contribuem para a <strong>perda de espécies únicas à escala global</strong>. </p><p>Além disso, <strong>animais adaptados à cidade podem ter dificuldade em regressar a ambientes naturais</strong>, pois perderam competências essenciais para sobreviver fora do contexto urbano. </p><p>Perante este cenário, torna-se <strong>fundamental repensar o planeamento urbano</strong>, através da criação de espaços verdes diversificados, reduzindo a poluição e promovendo habitats que favoreçam diferentes espécies.</p><h3>Referência do artigo:</h3><p><em>Michael L. McKinney "<a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0006320705003563?via%3Dihub" target="_blank">Urbanization as a major cause of biotic homogenization</a>", Biological Conservation, 2006.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-comportamento-ousado-dos-animais-urbanos-uma-faceta-do-impacto-global-da-urbanizacao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estudo ibérico revela solução inovadora para uma das maiores ameaças ao castanheiro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/estudo-iberico-revela-solucao-inovadora-para-uma-das-maiores-ameacas-ao-castanheiro.html</link><pubDate>Thu, 16 Apr 2026 16:15:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Ao longo de cerca de 20 anos a doença da tinta destruiu um milhão de castanheiros em Portugal, causando um forte impacto nas comunidades que dependem do seu cultivo. Agora, estudo realizado por cientistas portugueses e espanhóis parece ter encontrado a solução.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-iberico-revela-solucao-inovadora-para-uma-das-maiores-ameacas-ao-castanheiro-1776351247164.jpg" data-image="j8ejl60tp91x"><figcaption>Phytophthora cinnamomi é o nome do microorganismo subterrâneo que origina a doença que é um terror para os agricultores de Trás-os-Montes e de outras regiões europeias que se dedicam à produção de castanha. Os cientistas conhecem-no como um oomiceta.</figcaption></figure><p>A <strong>doença da tinta</strong> é uma infeção grave provocada por agentes patogénicos, semelhantes a fungos, que se <strong>disseminam pelo solo e infetam as árvores através das raízes</strong>. Quando a doença se revela no tronco e nas folhas, a árvore já não pode ser salva.</p><p>Porém, a doença não afeta todos os castanheiros da mesma forma. Assim, os investigadores analisaram o <strong>castanheiro europeu e o castanheiro japonês</strong>. O primeiro é normalmente reconhecido pelo valor do fruto (castanhas maiores e mais valiosas), enquanto o segundo se demarca pela sua <strong>perseverança, especialmente no que diz respeito à resistência à doença da tinta</strong>.</p><h2>A solução para combater a doença da tinta pode estar no ADN dos castanheiros</h2><p>Um estudo recentemente publicado e cuja primeira autora é <strong>Susana Serrazina</strong>, investigadora da <strong>Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Ciências ULisboa) e do Instituto de Biossistemas e Ciências Integrativas (BioISI)</strong> antevê a criação de uma espécie de <em>vacina</em> para enfrentar esta praga que afeta os castanheiros em Portugal.</p><p>Através da análise comparativa entre o castanheiro europeu e o castanheiro japonês, os investigadores de universidades ibéricas depararam-se com uma conclusão promissora. <strong>A resposta encontra-se a nível genómico, no ADN</strong>.</p><div class="texto-destacado">“Em laboratório, infetámos plantas das espécies europeia e japonesa e vimos quais os genes que cada uma dessas plantas ativava para resistir à infeção. Verificámos que há um conjunto de genes que são ativados pelo castanheiro japonês e que não são ativados, ou então são ativados muito tarde pelo castanheiro europeu”, explica Susana Serrazina.</div><p><strong>Destacar os genes</strong> é o primeiro passo para <strong>enfrentar o micro-organismo subterrâneo </strong>que está na origem da doença, conhecido como Fitóftora <em>(Phytophthora cinnamomi)</em>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-iberico-revela-solucao-inovadora-para-uma-das-maiores-ameacas-ao-castanheiro-1776351048800.jpg" data-image="g3zxi9jbubne"><figcaption>A não ativação e a ativação tardia de genes acabam por limitar a produção de uma proteína similar à ginkbilobin que tem capacidade de travar ou mitigar a doença da tinta nos castanheiros europeus. Por outro lado, nos castanheiros japoneses a ativação de genes que produzem a proteína aumenta significativamente, o que faz com que a doença da tinta seja travada devido à secreção da proteína similar à ginkbilobin.</figcaption></figure><p>Apesar dos estudos exaustivos, até à data, não há conhecimento de produtos químicos eficazes para o tratamento da doença da tinta. Porém, este estudo promissor permite abordar o problema em várias vertentes:</p><ul><li><strong>O uso da proteína codificada pelo gene do castanheiro japonês</strong> como uma forma de pré-ativação da defesa, como se fosse uma vacina;</li><li><strong>O uso do gene como marcador molecular</strong>. Permite identificar as árvores com maior probabilidade de contrair a doença;</li><li>Proceder à edição génica com o intuito de criar <strong>novas variedades de castanheiro que já nascem com uma defesa</strong> para esta doença.</li></ul><h2>O promissor potencial desta descoberta para a comunidade científica e sociedade e os desafios futuros</h2><p>Susana Serrazina realça que estas descobertas puseram em evidência o potencial da <strong>sobreexpressão genética direcionada </strong>para melhorar a resistência a doenças no castanheiro europeu. Desta forma, existe um inevitável contributo para o aumento da produção de castanhas <strong>(fomento da segurança alimentar)</strong>, que reforça a <strong>resiliência desta espécie arbórea</strong>, face a desafios atuais e futuros, tais como doenças e eventos climáticos extremos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="733752" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-impostor-da-floresta-porque-e-que-nunca-deve-comer-o-fruto-da-castanha-da-india.html" title="O impostor da floresta: porque é que nunca deve comer o fruto da Castanha da Índia">O impostor da floresta: porque é que nunca deve comer o fruto da Castanha da Índia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-impostor-da-floresta-porque-e-que-nunca-deve-comer-o-fruto-da-castanha-da-india.html" title="O impostor da floresta: porque é que nunca deve comer o fruto da Castanha da Índia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-impostor-del-bosque-por-que-nunca-debes-comerte-el-fruto-del-castano-de-indias-1758703066439_320.jpeg" alt="O impostor da floresta: porque é que nunca deve comer o fruto da Castanha da Índia"></a></article></aside><p>Ainda de acordo com a investigadora portuguesa, os próximos passos abrangem a <strong>edição precisa do genoma do castanheiro-europeu</strong>, recorrendo à utilização de genes do tipo Cast_Gnk2 (ginkbilobin/castanheiro-japonês) e outros genes envolvidos na<strong> resistência a agentes patogénicos e a stress abiótico</strong> (danos causados às plantas por fatores não vivos, tais como seca, temperaturas extremas e poluição), seguidos de uma avaliação em condições de campo.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://ciencias.ulisboa.pt/noticias/bioisi-ajuda-a-desenvolver-potencial-solucao-para-a-doenca-da-tinta-dos-castanheiros" target="_blank">BioISI ajuda a desenvolver potencial solução para a doença da tinta dos castanheiros</a>. Hugo Séneca. Ciências - ULisboa. 9 de abril de 2026.</em></p><p><em><a href="https://greensavers.sapo.pt/estudo-iberico-encontra-resposta-promissora-para-doenca-da-tinta-a-praga-dos-castanheiros-em-territorio-nacional/" target="_blank">Estudo ibérico encontra resposta promissora para doença da tinta, a praga dos castanheiros em território nacional</a>. Greensavers. 13 de abril de 2026.</em></p><p><em><a href="https://bioisi.pt/news/179" target="_blank">BioISI Digest | Overexpression of ginkbilobin-2 homologous domain gene to enhance the tolerance to Phytophthora cinnamomi in plants of European chestnut</a>. BioISI Digest. 3 de fevereiro de 2026.</em></p><p><em>Serrazina, S., Martínez, M.T., Valladares, S. et al. Overexpression of ginkbilobin-2 homologous domain gene to enhance the tolerance to Phytophthora cinnamomi in plants of European chestnut. BMC Genomics 27, 155 (2026). <a href="https://doi.org/10.1186/s12864-025-12485-x">https://doi.org/10.1186/s12864-025-12485-x</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/estudo-iberico-revela-solucao-inovadora-para-uma-das-maiores-ameacas-ao-castanheiro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[“Emoções em Perigo” chegou a Lisboa e expõe a extinção acelerada das espécies]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/emocoes-em-perigo-chegou-a-lisboa-e-expoe-a-extincao-acelerada-das-especies.html</link><pubDate>Thu, 16 Apr 2026 15:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Do fotógrafo mundialmente reconhecido Tim Flach, 34 retratos singulares de animais ameaçados estão, até 18 de maio, na Avenida dos Oceanos, no Parque das Nações, com entrada gratuita.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/emocoes-em-perigo-chegou-a-lisboa-e-expoe-a-extincao-acelerada-das-especies-1776342616892.jpg" data-image="4t342hwdbdml" alt="“Emoções em Perigo” de Tim Flach" title="“Emoções em Perigo” de Tim Flach"><figcaption>O Parque das Nações, em Lisboa, recebe a exposição “Emoções em Perigo” de Tim Flach. Foto: Tim Flach</figcaption></figure><p>Há olhos que nos seguem mesmo depois de desviarmos o olhar. Estão fixos e expostos ao ar livre na <strong>Avenida dos Oceanos</strong>, no <strong>Parque das Nações</strong>, em Lisboa. Até 18 de maio, esses olhares pertencem a animais que podem já não existir daqui a algumas décadas. A exposição “<strong>Emoções em Perigo</strong>”, do fotógrafo britânico <strong>Tim Flach</strong>, transforma a cidade numa galeria silenciosa e num alerta que não nos deixa indiferentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/emocoes-em-perigo-chegou-a-lisboa-e-expoe-a-extincao-acelerada-das-especies-1776342670516.jpg" data-image="rty6idid1zr5" alt="“Emoções em Perigo”, de Tim Flach" title="“Emoções em Perigo”, de Tim Flach"><figcaption>Lémur de Madagáscar, espécie ameaçada de extinção, retratada na exposição “Emoções em Perigo”. Foto: Tim Flach</figcaption></figure><p>Ao longo de 34 retratos de espécies ameaçadas, desenha-se um cenário que muitos cientistas classificam como a <strong>sexta extinção em massa. </strong>Um desaparecimento entre 100 e 1000 vezes mais rápido do que o ritmo natural. Mas aqui não há gráficos nem números. Há, sim, rostos, expressões e emoções.</p><h2>Retratos que despertam a nossa humanidade</h2><p>Tim Flach é reconhecido internacionalmente pela sua abordagem à fotografia de vida selvagem. Em vez de captar os animais nos seus habitats, <strong>escolhe fundos neutros</strong>, quase clínicos, retirando-os do contexto para os aproximar de nós. Sem distrações, somos confrontados com a <strong>individualidade</strong> de cada animal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/emocoes-em-perigo-chegou-a-lisboa-e-expoe-a-extincao-acelerada-das-especies-1776342728001.jpg" data-image="zyytuppcvy2k" alt="“Emoções em Perigo” de Tim Flach" title="“Emoções em Perigo” de Tim Flach"><figcaption>Os anfíbios estão em risco de extinção devido às alterações climáticas e à propagação do fungo quítridio. Foto: Tim Flach</figcaption></figure><p>Há algo de profundamente humano nestes retratos. “<strong>Tentei construir uma ponte</strong>”, explica o autor em entrevista concedida à AfundacionTV, plataforma educativa da Obra Social ABANCA. Ao utilizar um estilo reservado a retratos humanos, o fotógrafo destaca a singularidade de cada animal, em vez de nos oferecer representações genéricas da vida selvagem.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Cada imagem é acompanhada de informações detalhadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), incluindo o grau de ameaça segundo a Lista Vermelha. O nome científico, a origem geográfica e a descrição da espécie ajudam a contextualizar o que está em causa.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A exposição integra também <strong>elementos interativos</strong>, como uma mesa de luz que desafia os visitantes a testar o seu conhecimento sobre as espécies. Mas, mesmo sem tecnologia, o impacto de cada retrato é como um espelho desconfortável.</p><h2>Histórias de sobrevivência condensadas no olhar</h2><p>Entre os rostos expostos, contam-se histórias que condensam milhões de anos de evolução, ameaçadas agora por decisões humanas. O <strong>mandril</strong>, por exemplo, destaca-se pela sua coloração vibrante, a mais intensa entre os mamíferos. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762474" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/oceanario-de-lisboa-encerra-ao-fim-de-uma-decada-a-exposicao-florestas-submersas.html" title="Oceanário de Lisboa encerra ao fim de uma década a exposição 'Florestas Submersas'">Oceanário de Lisboa encerra ao fim de uma década a exposição "Florestas Submersas"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/oceanario-de-lisboa-encerra-ao-fim-de-uma-decada-a-exposicao-florestas-submersas.html" title="Oceanário de Lisboa encerra ao fim de uma década a exposição 'Florestas Submersas'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/oceanario-de-lisboa-encerra-ao-fim-de-uma-decada-a-exposicao-florestas-submersas-1775474802363_320.jpg" alt="Oceanário de Lisboa encerra ao fim de uma década a exposição 'Florestas Submersas'"></a></article></aside><p>Essa exuberância, que sinaliza estatuto social e saúde, tornou-se uma maldição. Na África Ocidental, a sua carne é uma iguaria, alimentando um mercado ilegal em expansão. Como vivem em grupos numerosos, uma <strong>única caçada pode dizimar uma grande parte da população</strong>. Como se isso, por si só, não bastasse, o abate florestal e a expansão agrícola reduzem drasticamente o seu habitat.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>No extremo norte, são os ursos polares que lutam para sobreviver à medida que o gelo marinho, essencial às caçadas, desaparece a um ritmo cada vez mais acelerado. Sem acesso ao gelo do Ártico, a espécie chega a perder cerca de sete quilos de gordura, em apenas uma semana, tornando ainda mais penosa a sua subsistência.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Em Madagáscar, os <strong>lémures</strong> sobrevivem num habitat fragmentado com apenas 10% das florestas originais intactas. Essencial para a polinização, a espécie é peça-chave no equilíbrio ecológico. Ainda assim, a sua recuperação é complexa, mesmo em cativeiro, devido à limitada diversidade genética.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/emocoes-em-perigo-chegou-a-lisboa-e-expoe-a-extincao-acelerada-das-especies-1776342889627.jpg" data-image="afwuw869n6cp" alt="“Emoções em Perigo”, de Tim Flach" title="“Emoções em Perigo”, de Tim Flach"><figcaption>Urso-panda é um sucesso relativo da conservação. Após décadas de esforços para a sua recuperação, passou de espécie em perigo para vulnerável. Foto: Tim Flach</figcaption></figure><p>Os <strong>anfíbios</strong>, por sua vez, enfrentam uma <strong>ameaça microscópica</strong> com efeitos globais. O <strong>fungo quítridio</strong>, fortalecido pelas alterações climáticas, está a devastar populações em todo o mundo. A doença que provoca — a quitridiomicose — já levou à <strong>extinção de cerca de 120 espécies</strong>, ameaçando<strong> </strong>um terço dos anfíbios existentes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764088" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-pinguins-precisam-urgentemente-de-ajuda-ou-enfrentam-a-extincao-alerta-uma-organizacao-de-caridade.html" title="Os pinguins precisam urgentemente de ajuda ou enfrentam a extinção, alerta uma organização de caridade">Os pinguins precisam urgentemente de ajuda ou enfrentam a extinção, alerta uma organização de caridade</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-pinguins-precisam-urgentemente-de-ajuda-ou-enfrentam-a-extincao-alerta-uma-organizacao-de-caridade.html" title="Os pinguins precisam urgentemente de ajuda ou enfrentam a extinção, alerta uma organização de caridade"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/penguins-need-urgent-help-or-face-extinction-charity-warns-1775812694301_320.jpeg" alt="Os pinguins precisam urgentemente de ajuda ou enfrentam a extinção, alerta uma organização de caridade"></a></article></aside><p>E depois há o <strong>olm</strong>, criatura subterrânea, habitante de grutas na Europa de Leste. <strong>Sobreviveu à extinção dos dinossauros</strong>, há 66 milhões de anos, mas, pela primeira vez na sua longa história, está em perigo. Dependente de águas limpas, vê o seu ambiente comprometido pela poluição e pela conversão das florestas em terrenos agrícolas. </p><h2>Um percurso que atravessa fronteiras</h2><p>“Emoções em Perigo” chega agora a Portugal <strong>após ter passado por Espanha</strong>, onde atraiu mais de <strong>306 mil visitantes</strong>. A iniciativa, promovida pela Afundación, Obra Social ABANCA, em colaboração com a Câmara Municipal de Lisboa, marca a estreia nacional de um projeto que tem vindo a crescer em escala e impacto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/emocoes-em-perigo-chegou-a-lisboa-e-expoe-a-extincao-acelerada-das-especies-1776342992119.jpg" data-image="b6vvng2520ke" alt="“Emoções em Perigo” de Tim Flach" title="“Emoções em Perigo” de Tim Flach"><figcaption>Considerada uma das aves de rapina mais raras do mundo, restam poucas centenas de casais de águas filipinas na natureza. As estimativas variam entre 400 e 700 indivíduos maduros. Foto: Tim Flach</figcaption></figure><p>Mas o percurso da exposição não se mede apenas em números ou em geografias. Mede-se, acima de tudo, pela capacidade de provocar uma reação. Flach não esconde a ambição de querer <strong>reconectar as pessoas com a natureza</strong> e desfazer a distância que criámos entre nós e o resto do mundo vivo.</p><h2>O apelo que fica depois da imagem</h2><p>No final do percurso, permanece uma pergunta incómoda: o que fazemos com aquilo que sentimos? <strong>A empatia, por si só, não salva espécies</strong>. Mas é o primeiro passo para mudar comportamentos individuais e coletivos.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Tim Flach defende que o futuro depende da nossa capacidade de integrar a sustentabilidade em todos os aspetos da vida. A exposição não oferece, portanto, soluções nem respostas fechadas. Em vez disso, entrega-nos a consciência.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Num tempo em que a perda de biodiversidade ocorre longe dos nossos olhos, estas imagens trazem o problema ao centro da cidade. Não há distância possível quando <strong>um olhar nos interpela diretamente</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/emocoes-em-perigo-chegou-a-lisboa-e-expoe-a-extincao-acelerada-das-especies-1776343153774.jpg" data-image="kjpwesk6l629" alt="“Emoções em Perigo” de Tim Flach" title="“Emoções em Perigo” de Tim Flach"><figcaption>No último século, a população mundial de tigres diminuiu 97% e três das suas nove subespécies extinguiram-se. Foto: Tim Flach</figcaption></figure><p>O desaparecimento destas espécies <strong>não é uma abstração</strong>, relembra-nos esta exposição. É um <strong>processo em curso</strong>. E, como todos os processos urgentes, exige mais do que contemplação.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em><a href="https://www.afundacion.org/ga/prensa/noticia/emociones-en-peligro-lisboa" target="_blank">Afundación e ABANCA inauguran en Lisboa a exposición «Emocións en perigo, fotografías de Tim Flach»</a>. Afundación – Obra Social ABANCA</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/emocoes-em-perigo-chegou-a-lisboa-e-expoe-a-extincao-acelerada-das-especies.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O tempo nos arquipélagos até domingo, 19 de abril: Açores serão afetados por uma depressão já a partir de amanhã]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-nos-arquipelagos-ate-domingo-19-de-abril-acores-serao-afetados-por-uma-depressao-ja-a-partir-de-amanha.html</link><pubDate>Thu, 16 Apr 2026 14:17:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O arquipélago dos Açores deve preparar-se para a chegada de uma nova depressão já a partir de amanhã, sexta-feira. Na Madeira o cenário deverá manter-se estável.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5nski"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5nski.jpg" id="xa5nski"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O estado de tempo nos arquipélagos até domingo poderá ser bastante distinto entre um e outro, pois enquanto os <strong>Açores aguardam a chegada de uma depressão</strong>, a <strong>Madeira deverá manter um cenário atmosférico mais estável</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>O dia de hoje, nos Açores, poderá ser marcado pela <strong>ocorrência ocasional de aguaceiros fracos a moderados nas próximas horas</strong>, especialmente no Grupo Central, não se descartando esta ocorrência também no Grupo Ocidental, ainda que com menos expressão. Na <strong>Madeira, o tempo manter-se-á seco</strong>, podendo contar com alguma nebulosidade.</p><h2>Depressão atinge os Açores nas últimas horas de sexta-feira, 17</h2><p>Na madrugada de amanhã, sexta-feira, o Grupo Oriental poderá contar com chuva fraca a moderada, com fluxo de sudoeste- nordeste, podendo alguns agueceiros persistirem no mesmo grupo e no Central ao longo da tarde, sem grande impacto. No entanto, <strong>a partir das 19h é expectável que a chuva comece a tornar-se persistente, ainda que pouco significativa no Grupo Central</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-tempo-nos-arquipelagos-ate-domingo-acores-serao-afetados-por-uma-depressao-ja-a-partir-de-amanha-1776341499660.png" data-image="37xdahm2toim" alt="probabilidade de chuva; Açores" title="probabilidade de chuva; Açores"><figcaption>Uma depressão irá afetar o arquipélago dos Açores entre sexta e sábado, resultando na ocorrência de períodos de chuva, por vezes forte, especialmente nos grupos Central e Oriental.</figcaption></figure><p>Ao longo da madrugada de sábado, <strong>todas as ilhas do Grupo Central poderão contar com ocorrência de precipitação persistente</strong>, assim como as ilhas do Grupo Oriental. Não está prevista qualquer situação de risco associado, ainda que esta chuva possa permanecer ao longo do dia, devendo começar a dissipar-se entre as 15h e as 16h, ainda que não totalmente, podendo registar-se alguns <strong>períodos de chuva fraca e irregular por todo o arquipélago</strong>.</p><h3>Precipitação acumulada e aumento da velocidade do vento</h3><p>Com isto, esperam-se valores de<strong> precipitação acumulada até 42 mm na ilha Terceira</strong>, no Grupo Central e<strong> a</strong><strong>té 30 mm em São Miguel</strong>, no Grupo Oriental, até às últimas horas de sábado. Já o Grupo Ocidental registará valores menores, abaixo dos 10 mm, devendo ser o menos afetado. Para além da chuva, espera-se um <strong>aumento da velocidade de rajada</strong>, onde se esperam valores até 50 km/h em todos os grupos, ao longo do dia de sábado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-tempo-nos-arquipelagos-ate-domingo-acores-serao-afetados-por-uma-depressao-ja-a-partir-de-amanha-1776342904192.png" data-image="caq94xnldmdx" alt="rajadas de vento" title="rajadas de vento"><figcaption>No domingo espera-se uma intensificação do vento, levando algumas ilhas a registarem rajadas na ordem dos 60 km/h.</figcaption></figure><p>No domingo, continua a existir a possibilidade de <strong>ocorrência de chuva fraca </strong>em vários pontos do arquipélago, ainda que com menos expressão face ao dia de sábado. Contudo, e tal como podemos observar no mapa acima, <strong>o vento voltará a intensificar-se, de forma mais homogénea</strong> por todo o arquipélago, podendo registarem-se rajadas até 60 km/h no Grupo Central.</p><h2>Na Madeira esperam-se dias mais secos, mas com a presença de poeiras</h2><p>Em relação à chuva, o arquipélago da Madeira não deverá registar ocorrência da mesma, esperando-se dias secos e mais estáveis, ainda que <strong>a nebulosidade possa fazer parte do cenário entre hoje e domingo</strong>. No entanto, e como referimos em previsões anteriores, espera-se a <strong>chegada de poeiras provenientes do Norte de África já a partir da madrugada de sábado</strong>, ainda que ao longo do dia de sexta-feira se possa registar também a presença das mesmas, mas em quantidades impercetíveis.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-tempo-nos-arquipelagos-ate-domingo-acores-serao-afetados-por-uma-depressao-ja-a-partir-de-amanha-1776343715094.png" data-image="3qzjchu0wpx6" alt="índice qualidade do ar" title="índice qualidade do ar"><figcaption>Segundo o nosso índice de qualidade do ar, ao início da tarde de domingo, a ilha da Madeira poderá contar com má qualidade, devido à elevada concentração de poeiras saarianas.</figcaption></figure><p>Todavia, entre as últimas horas da tarde de sábado e as últimas horas da madrugada de domingo, a <strong>concentração destas poeiras será bastante elevada</strong>, podendo a <strong>qualidade do ar deteriorar-se</strong> ligeiramente, passando do índice "aceitável" para "moderada", especialmente em Porto Santo, durante o mesmo período de tempo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764227" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-de-20-a-26-de-abril.html" title="Previsão de chuva a médio prazo: eis como irá chover em Portugal de 20 a 26 de abril">Previsão de chuva a médio prazo: eis como irá chover em Portugal de 20 a 26 de abril</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-de-20-a-26-de-abril.html" title="Previsão de chuva a médio prazo: eis como irá chover em Portugal de 20 a 26 de abril"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-de-20-a-26-de-abril-1776342420299_320.jpg" alt="Previsão de chuva a médio prazo: eis como irá chover em Portugal de 20 a 26 de abril"></a></article></aside><p>Já nas horas seguintes, ao início da tarde, e com uma nova<strong> intensificação desta concentração, a qualidade do ar no Funchal poderá ser "má"</strong>, segundo o índice da Meteored e conforme podemos observar no mapa acima. Porém, é esperado que ao longo das horas as poeiras comecem a afastar-se, restabelecendo a qualidade do ar e o horizonte mais limpo já na segunda-feira.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-nos-arquipelagos-ate-domingo-19-de-abril-acores-serao-afetados-por-uma-depressao-ja-a-partir-de-amanha.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bolha de ar quente domina Portugal e Espanha, enquanto o resto da Europa permanece sob temperaturas mais baixas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/bolha-de-ar-quente-domina-portugal-e-espanha-enquanto-o-resto-da-europa-permanece-sob-temperaturas-mais-baixas.html</link><pubDate>Thu, 16 Apr 2026 13:41:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal terá dias de calor acima do normal até domingo, mas a partir de 20 de abril o tempo muda, com maior instabilidade e possibilidade de chuva, embora as temperaturas continuem acima da média.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5nuxk"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5nuxk.jpg" id="xa5nuxk"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Entre os dias 16 e 19 de abril, Portugal estará sob influência de uma massa de ar mais quente, com temperaturas em clara subida.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Já na sexta-feira (17), as temperaturas aumentam entre 3 a 5 °C face ao dia anterior, sobretudo nas regiões Centro e Sul. <strong>Esta tendência intensifica-se no sábado (18), que deverá ser o dia mais quente deste período</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-ar-quente-domina-portugal-e-espanha-enquanto-o-resto-da-europa-permanece-sob-temperaturas-mais-baixas-1776341273276.png" data-image="yihfhk9h4mdf" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Subida gradual das temperaturas até ao fim de semana, com sábado a destacar-se como o dia mais quente, podendo o interior centro ultrapassar os 30 °C.</figcaption></figure><p>Em zonas do interior centro, como <strong>o Médio Tejo, os valores poderão ultrapassar os 30 °C</strong>, enquanto grande parte do país regista temperaturas bastante elevadas para a época.</p><h2>Temperaturas muito acima do normal. O que significa “anomalia”?</h2><p>O mapa de anomalia da temperatura ajuda a perceber quão fora do normal estão os valores previstos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-ar-quente-domina-portugal-e-espanha-enquanto-o-resto-da-europa-permanece-sob-temperaturas-mais-baixas-1776340923787.png" data-image="nbwfrybt4ps8" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"><figcaption>Mapa de anomalia da temperatura mostra valores muito acima da média para a época, com várias regiões a registarem entre +9 e +11 °C durante a tarde de sábado.</figcaption></figure><p>Uma <strong>anomalia positiva</strong> significa que as temperaturas estão acima da média climatológica para aquela data. No sábado à tarde, várias regiões de Portugal e Espanha poderão registar valores <strong>9 a 11 °C acima do normal</strong>, o que é bastante significativo para abril.</p><p>No entanto, esta anomalia não é constante ao longo do dia. Durante as madrugadas, especialmente no litoral entre Viana do Castelo e Lisboa, poderão ocorrer <strong>anomalias negativas</strong>, traduzindo noites mais frescas.</p><p>Este contraste entre dias quentes e noites frescas indica que, apesar do calor diurno, <strong>não estamos perante uma vaga de calor</strong>.</p><h2>Semana de 20 a 27 de abril: mais instabilidade, mas temperaturas acima da média</h2><p>A partir de segunda-feira (20), o padrão atmosférico torna-se mais dinâmico. A estabilidade dos dias anteriores dá lugar a um regime mais instável, com maior presença de nebulosidade e períodos de precipitação.</p><p>Ainda assim, os modelos indicam que a <strong>temperatura média semanal continuará acima do normal</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-ar-quente-domina-portugal-e-espanha-enquanto-o-resto-da-europa-permanece-sob-temperaturas-mais-baixas-1776341366421.jpg" data-image="vci14eemuf09" alt="Anomalia da temperatura semanal" title="Anomalia da temperatura semanal"><figcaption>Apesar do aumento da instabilidade na semana de 20 a 27 de abril, a temperatura média semanal deverá manter-se entre 1 e 4 °C acima do normal em Portugal.</figcaption></figure><p>De acordo com o mapa de anomalias semanais do ECMWF, Portugal deverá apresentar<strong> anomalias positivas entre</strong> <strong>+1 e +4 °C</strong>, enquanto Espanha regista valores ainda mais elevados.</p><p>Isto significa que, mesmo com dias mais nublados ou com chuva, as temperaturas globais da semana continuarão relativamente altas para a época.</p><h2>Instabilidade regressa, sobretudo no Norte e Centro</h2><p>Apesar da persistência de temperaturas acima da média,<strong> a semana será marcada por períodos de instabilidade.</strong> Os modelos sugerem a ocorrência de precipitação, sobretudo nas regiões Norte e Centro, com passagem de sistemas frontais e aumento da nebulosidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-ar-quente-domina-portugal-e-espanha-enquanto-o-resto-da-europa-permanece-sob-temperaturas-mais-baixas-1776341069771.png" data-image="1z00v7m3cnqk" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>A semana de 20 a 27 de abril poderá ser mais instável, com períodos de chuva sobretudo no Norte e Centro, apesar de as temperaturas continuarem relativamente elevadas para a época.</figcaption></figure><p>Este cenário resulta de uma alteração na circulação atmosférica à escala europeia, onde massas de ar mais frias dominam grande parte do continente, contrastando<strong> com a “bolha” de ar quente sobre a Península Ibérica</strong>.</p><p>Este tipo de configuração é típico de bloqueios atmosféricos, onde o fluxo habitual do jato polar é desviado, permitindo a persistência de massas de ar distintas em diferentes regiões.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764227" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-de-20-a-26-de-abril.html" title="Previsão de chuva a médio prazo: eis como irá chover em Portugal de 20 a 26 de abril">Previsão de chuva a médio prazo: eis como irá chover em Portugal de 20 a 26 de abril</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-de-20-a-26-de-abril.html" title="Previsão de chuva a médio prazo: eis como irá chover em Portugal de 20 a 26 de abril"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-de-20-a-26-de-abril-1776342420299_320.jpg" alt="Previsão de chuva a médio prazo: eis como irá chover em Portugal de 20 a 26 de abril"></a></article></aside><p>Assim, Portugal deverá viver dias tipicamente primaveris, com calor, mas também alguma instabilidade, enquanto o resto da Europa enfrenta um cenário mais frio.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/bolha-de-ar-quente-domina-portugal-e-espanha-enquanto-o-resto-da-europa-permanece-sob-temperaturas-mais-baixas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ministro da Agricultura anuncia mais 2.000 novos jovens agricultores instalados. Pedido Único tem de ser “acelerado”]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ministro-da-agricultura-anuncia-mais-2-000-novos-jovens-agricultores-instalados-pedido-unico-tem-de-ser-acelerado.html</link><pubDate>Thu, 16 Apr 2026 12:51:32 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>José Manuel Fernandes foi ao Parlamento nesta quarta-feira, 15 de abril, e assumiu que a renovação geracional na agricultura é uma prioridade, sendo “fundamental” mudar a perceção da sociedade em relação ao setor primário da economia.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ministro-da-agricultura-anuncia-mais-2-000-novos-jovens-agricultores-instalados-pedido-unico-tem-de-ser-acelerado-1776342976951.jpg" data-image="ax4okw7gf8b9" alt="Jovem agricultor" title="Jovem agricultor"><figcaption>“Temos 2.000 novos jovens agricultores instalados” em Portugal, afirmou o ministro da Agricultura, esta semana, na Assembleia da República.</figcaption></figure><p>“Temos 2.000 novos jovens agricultores instalados” em Portugal, afirmou esta semana na Assembleia da República o ministro da Agricultura, explicando que está disponível um <strong>apoio de 351 milhões de euros do PEPAC (Plano Estratégico da Política Agrícola Comum 2023-2027) para apoiar a instalação de jovens </strong>agricultores.</p><p>Falando aos deputados numa audição parlamentar na comissão de Agricultura, José Manuel Fernandes adiantou que <strong>foram aprovadas 820 candidaturas, num total de 222 milhões de euros</strong> e que, desses, já foram pagos 527.000 euros.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O governante assumiu que a <strong>renovação geracional é uma das prioridades do seu mandato</strong>, mas que é também “fundamental” mudar a opinião pública em relação à atividade exercida pelo setor primário da economia. “Não posso aceitar que o agricultor seja visto como um vilão, um poluidor”, disse o governante, acrescentando que se esta perceção não se alterar, os cursos de Agronomia e outros nas universidades e as escolas profissionais de agricultura não vão ter alunos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O <strong>estudo "Evolução do Trabalho na Agricultura em Portugal</strong>", apresentado em finais de março pela consultora Consulai, revela que a utilização de mão de obra no setor agrícola caiu drasticamente nos últimos 30 anos - passou de 430 mil trabalhadores a tempo inteiro para 220 mil -, mas a <strong>idade idade média dos agricultores subiu de 46 anos, em 1989, para 59 anos</strong>, em 2023. </p><h2>Acelerar candidaturas ao Pedido Único</h2><p>Já a idade média dos trabalhadores imigrantes que trabalham na agricultura em Portugal é de 33 anos, sendo que <strong>quatro em cada 10 dos que operam neste setor já são estrangeiros</strong>. </p><p>Mais de <strong>40% dos trabalhadores do setor agrícola são estrangeiros, “um peso que quadruplicou desde 2014</strong> e que não tem paralelo em nenhum outro setor da economia portuguesa”, de acordo com o estudo divulgado pela Consulai.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="760880" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/jovens-agricultores-apelam-ao-primeiro-ministro-a-agricultura-e-os-territorios-rurais-estao-no-fio-da-navalha.html" title="Jovens agricultores apelam ao Primeiro-Ministro: a agricultura e os territórios rurais estão “no fio da navalha”">Jovens agricultores apelam ao Primeiro-Ministro: a agricultura e os territórios rurais estão “no fio da navalha”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/jovens-agricultores-apelam-ao-primeiro-ministro-a-agricultura-e-os-territorios-rurais-estao-no-fio-da-navalha.html" title="Jovens agricultores apelam ao Primeiro-Ministro: a agricultura e os territórios rurais estão “no fio da navalha”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/jovens-agricultores-apelam-ao-primeiro-ministro-a-agricultura-e-os-territorios-rurais-estao-no-fio-da-navalha-1774553947682_320.jpg" alt="Jovens agricultores apelam ao Primeiro-Ministro: a agricultura e os territórios rurais estão “no fio da navalha”"></a></article></aside><p>Na audição em que participou nesta quarta-feira na Assembleia da República, <strong>José Manuel Fernandes também pediu que se acelere o ritmo de candidaturas ao Pedido Único </strong>(PU), que termina em maio e que conta, até agora, com apenas 56.000 candidaturas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ministro-da-agricultura-anuncia-mais-2-000-novos-jovens-agricultores-instalados-pedido-unico-tem-de-ser-acelerado-1776343124375.jpg" data-image="4n6bpo05jv9p" alt="Jovem agricultor" title="Jovem agricultor"><figcaption>A utilização de mão de obra no setor agrícola caiu drasticamente nos últimos 30 anos e a idade idade média subiu de 46 anos, em 1989, para 59 anos, em 2023. </figcaption></figure><p>No ano passado, <strong>a 30 de abril, havia ainda mais de 53% de candidaturas por submeter</strong> ao Pedido Único de 2025, tendo em conta o número de candidaturas de 2024. O prazo para a submissão acabou por ser alargado até ao dia 26 de maio de 2025.</p><div class="texto-destacado">“Acaba em 31 de maio o Pedido Único e é essencial, para que não haja nenhuma perturbação [na análise e nos pagamentos], que todos façam as candidaturas, que tiveram início em 16 de fevereiro”, avisou o ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, na Assembleia da República, em Lisboa. O Pedido Único abrange os pagamentos diretos, os apoios associados, ecorregimes, desenvolvimento rural, pagamentos da Rede Natura, a manutenção da atividade agrícola em zonas desfavorecidas e as medidas florestais.</div><p>O ministro assumiu, ainda assim, que, <strong>este ano, o processo até “está a correr muito bem, em comparação com 2025</strong>”, revelando que já foram submetidas 56.000 candidaturas. Em todo o caso, <strong>é necessário “acelerar o ritmo</strong>” para que não haja atrasos nos pagamentos, “que depois seriam da responsabilidade do Governo”.</p><h2>Passaporte equídeo encurtado para uma semana</h2><p>Na mesma audição no Parlamento, o <strong>s</strong><strong>ecretário de Estado da Agricultura, João Moura, adiantou que o tempo de emissão do passaporte equídeo foi encurtado</strong>. Passou a demorar uma semana, abaixo dos três meses inicialmente registados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ministro-da-agricultura-anuncia-mais-2-000-novos-jovens-agricultores-instalados-pedido-unico-tem-de-ser-acelerado-1776343220769.jpg" data-image="tvv0bto6jmqr" alt="Cavalo" title="Cavalo"><figcaption>“A emissão de um passaporte para estes animais [equídeos] demorava três meses e agora demora uma semana”, garantiu o secretário de Estado da Agricultura no Parlamento.</figcaption></figure><p>“A emissão de um passaporte para estes animais [equídeos] <strong>demorava três meses e agora demora uma semana</strong>”, garantiu o secretário de Estado aos deputados da comissão parlamentar de Agricultura.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="716896" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cavalos-semisselvagens-podem-ajudar-a-reduzir-o-risco-de-incendios-florestais-e-a-aumentar-a-biodiversidade.html" title="Cavalos semisselvagens podem ajudar a reduzir o risco de incêndios florestais e aumentar a biodiversidade ">Cavalos semisselvagens podem ajudar a reduzir o risco de incêndios florestais e aumentar a biodiversidade </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cavalos-semisselvagens-podem-ajudar-a-reduzir-o-risco-de-incendios-florestais-e-a-aumentar-a-biodiversidade.html" title="Cavalos semisselvagens podem ajudar a reduzir o risco de incêndios florestais e aumentar a biodiversidade "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cavalos-semisselvagens-podem-ajudar-a-reduzir-o-risco-de-incendios-florestais-e-a-aumentar-a-biodiversidade-1750869246214_320.jpg" alt="Cavalos semisselvagens podem ajudar a reduzir o risco de incêndios florestais e aumentar a biodiversidade "></a></article></aside><p>O <strong>Documento de Identificação de Equídeos</strong> (DIE), conhecido como passaporte de equídeos, é um documento vitalício, mas que é obrigatório para os animais nascidos em território nacional ou introduzidos na União Europeia.</p><p>O <strong>registo animal é da responsabilidade da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária</strong> (DGAV), mas a emissão dos passaportes está a cargo das associações de criadores, segundo o Ministério da Agricultura.</p><p>João Moura adiantou ainda que o <strong>Governo decidiu manter o laboratório do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária em Alter do Chão</strong>, ressalvando que este tinha “os dias contados” na altura em que o executivo tomou posse.</p><p>“Nós fizemos questão de <strong>manter este laboratório aberto onde está uma das principais raças autóctones</strong> e de onde pôde nascer a escola portuguesa de arte equestre. Sediada no mesmo sítio está ainda a coudelaria mais antiga do mundo”, sublinhou.</p><p>O secretário de Estado da Agricultura apontou ainda que o <strong>abandono animal não acontece só com as espécies de pequeno porte, mas também com os equídeos</strong>.<br>Assim, o Governo celebrou um protocolo com a Escola Profissional de Mouriscas e com a Universidade Lusófona de Lisboa para <strong>combater o abandono</strong>.</p><p>No âmbito deste protocolo, os <strong>animais são examinados no hospital veterinário da Lusófona e depois encaminhados para a escola profissional de Mouriscas</strong>, onde são acolhidos e tratados. “Estamos quase com a lotação esgotada e vamos ter de reforçar este modelo de protocolo”, concluiu.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ministro-da-agricultura-anuncia-mais-2-000-novos-jovens-agricultores-instalados-pedido-unico-tem-de-ser-acelerado.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Previsão de chuva a médio prazo: eis como irá chover em Portugal de 20 a 26 de abril]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-de-20-a-26-de-abril.html</link><pubDate>Thu, 16 Apr 2026 12:31:17 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após a estabilidade e as temperaturas elevadas, avizinha-se reviravolta no tempo em Portugal continental e Madeira, com poeiras, aguaceiros e trovoadas em perspetiva na próxima semana. Açores deparar-se-ão com várias baixas pressões, uma delas potencialmente forte.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-de-20-a-26-de-abril-1776342420299.jpg" data-image="k9dd0yxgrtv3"><figcaption>O tempo na próxima semana irá sofrer alterações nas três unidades territoriais portuguesas. Abaixo contamos-lhe o que pode esperar para Continente, Açores e Madeira entre 20 e 26 de abril.</figcaption></figure><p>A partir desta quinta-feira (16) uma ampla e alongada região de altas pressões estabelecer-se-á sobre a Península Ibérica, originando um estado do <strong>tempo estável e seco em Portugal continental até ao fim de semana</strong>, embora com alguma nebulosidade ocasional.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Deste modo, entre hoje e domingo, dia 19, prevê-se que as condições meteorológicas sejam influenciadas por um domínio anticiclónico e caracterizadas por uma subida gradual das temperaturas, com o pico do episódio de calor invulgar para a época do ano previsto para <strong>sábado, dia 18, data no qual se deverão destacar as regiões do Ribatejo e Alentejo como as mais quentes do país (32 ºC)</strong>. No domingo (19) poderá chuviscar de forma fraca e dispersa, mas temporária e pouco significativa, em alguns locais do extremo norte.</p><h2>Mudança de tempo em perspetiva para a próxima semana</h2><p>A partir de segunda-feira (20) registar-se-ão algumas alterações significativas na circulação atmosférica nas nossas latitudes. O jato polar produzirá grandes ondulações e isso levará ao aparecimento de bloqueios anticiclónicos nas latitudes altas, que se deslocarão entre a Escandinávia, o Mar do Norte, a Islândia e a Gronelândia, <strong>o que originará uma situação dinâmica e variável, algo que, na verdade, é bastante comum durante os meses da primavera</strong>.</p><p>Isto corresponderá a um enfraquecimento substantivo da estabilidade anticiclónica nas imediações de Portugal continental, dando lugar a um <strong>fluxo mais instável, proveniente de Sul e de Leste (por vezes de outras direções), e favorável à formação de nebulosidade e precipitação</strong>, possivelmente acompanhada de <strong>trovoadas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-de-20-a-26-de-abril-1776341913696.png" data-image="ifmc7z98biti"><figcaption>Embora ainda exista alguma incerteza, os mapas antecipam uma intrusão maciça de poeiras do Saara em Portugal continental no início da próxima semana, impulsionadas por uma depressão e pelo fluxo associado de Sul/Sueste/Sudoeste.</figcaption></figure><p><strong>Tanto na segunda (20), como na terça-feira (21) as temperaturas terão tendência a aumentar</strong> devido ao transporte de ar quente e seco que conterá <strong>poeiras em suspensão</strong>, impulsionadas por uma depressão formada entre as Canárias e a Madeira, e que mais tarde se posicionará a oes-sudoeste da Península Ibérica.</p><p>Espera-se <strong>precipitação intermitente nos dias 20 e 21 de abril</strong>, potencialmente acompanhada de <strong>trovoada</strong>, não se excluindo a possibilidade de queda de granizo ocasional e do fenómeno “chuva de lama”. Alguns <strong>aguaceiros poderão ser localmente fortes</strong>.</p><p>O vento dos quadrantes Sul e Leste, mas por vezes também a soprar de Sudoeste, soprará com cada vez mais intensidade devido à deslocação vertiginosa da referida depressão de sul para norte, <strong>sobretudo na terça-feira (21) e em particular durante a tarde no interior Norte e Centro, prevendo-se rajadas até 75/80 km/h nestas regiões</strong>.</p><h2>Incerteza quanto à chuva aumenta a partir de quarta-feira, dia 22. Açores exposto a uma depressão muito cavada</h2><p>Enquanto no início da próxima semana o arquipélago da Madeira e o Continente estarão expostos às poeiras do Saara, precipitação convectiva pontualmente intensa e acompanhada de rajadas fortes, <strong>a configuração sinóptica prevista para os Açores mostra um cenário diferente e ainda mais instável</strong>.</p><p>Ainda antes do início da próxima semana, <strong>o arquipélago dos Açores deparar-se-á no sábado (18) com uma baixa pressão</strong> que rodopiará no Atlântico de sul para Norte, provocando tempo instável, com períodos de chuva e aguaceiros. Nos Açores prevê-se que domingo (19) e segunda (20) sejam dias mais variáveis, com períodos de céu nublado e abertas intercalados com aguaceiros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-de-20-a-26-de-abril-1776341746280.png" data-image="8xn7kkp7hufq"><figcaption>Caso a previsão se cumpra, não se exclui a possibilidade da depressão prevista para o arquipélago dos Açores na próxima quarta-feira, 22 de abril, ser nomeada.</figcaption></figure><p>Porém, segundo os mapas de referência da Meteored, <strong>a instabilidade será elevada a um novo patamar a partir de terça-feira (21) </strong>quando um amplo centro de baixas pressões descer gradualmente em direção às latitudes dos Açores, mantendo-se estacionário durante vários dias.</p><p>Esta depressão persistente, com início previsto para terça-feira (21), <strong>cavará de forma rápida evoluindo para uma depressão ainda mais forte na quarta-feira (22), podendo provocar chuva forte, vento intenso e mar agitado</strong>, ainda com distribuição e intensidade por definir em cada ilha. Este panorama deverá levar à emissão de avisos meteorológicos por parte do IPMA para o arquipélago açoriano. É possível que a sua influência se traduza em efeitos meteorológicos adversos neste território insular português ainda na quinta-feira (23).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764198" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-32-c-este-fim-de-semana-as-regioes-do-ribatejo-e-alentejo-serao-as-zonas-mais-quentes-de-portugal.html" title="Até 32 °C este fim de semana: as regiões do Ribatejo e Alentejo serão as zonas mais quentes de Portugal">Até 32 °C este fim de semana: as regiões do Ribatejo e Alentejo serão as zonas mais quentes de Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-32-c-este-fim-de-semana-as-regioes-do-ribatejo-e-alentejo-serao-as-zonas-mais-quentes-de-portugal.html" title="Até 32 °C este fim de semana: as regiões do Ribatejo e Alentejo serão as zonas mais quentes de Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-32-c-este-fim-de-semana-as-regioes-do-ribatejo-e-alentejo-serao-as-zonas-mais-quentes-de-portugal-1776334208522_320.jpg" alt="Até 32 °C este fim de semana: as regiões do Ribatejo e Alentejo serão as zonas mais quentes de Portugal"></a></article></aside><p>Há cenários que sugerem que eventualmente esta depressão muito cavada irá deslocar-se para leste e, no final da semana, mais concretamente na sexta e <strong>sábado, dias 24 e 25 de abril, poderá começar a traduzir-se em precipitação e outros efeitos meteorológicos adversos, também sobre a geografia do Continente português</strong>. A incerteza na sua ocorrência, distribuição e intensidade em Portugal continental mantém-se elevada, mas as últimas saídas do modelo Europeu continuam a apostar nessa possibilidade.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-de-20-a-26-de-abril.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 32 °C este fim de semana: as regiões do Ribatejo e Alentejo serão as zonas mais quentes de Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-32-c-este-fim-de-semana-as-regioes-do-ribatejo-e-alentejo-serao-as-zonas-mais-quentes-de-portugal.html</link><pubDate>Thu, 16 Apr 2026 11:03:03 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>No próximo fim de semana, de 18 e 19 de abril, esperam-se temperaturas veranis em vários pontos do país. Saiba quais as zonas mais quentes entre sábado e domingo.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-em-lisboa-as-horas-mais-quentes-da-semana-serao-registadas-entre-sabado-e-domingo.html" target="_blank">O tempo em Lisboa: as horas mais quentes da semana serão registadas entre sábado e domingo</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5nhke"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5nhke.jpg" id="xa5nhke"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A semana que iniciou húmida, fria e cinzenta, está aos poucos a mudar o seu cenário atmosférico, com <strong>períodos de sol, ausência de precipitação e subida gradual das temperaturas</strong>, especialmente as máximas.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Esta tendência deverá manter-se nos próximos dias, sendo esperado um<strong> fim de semana com temperaturas típicas de verão em alguns locais do país</strong>. As zonas de maior destaque são o Ribatejo, o Alentejo e o Vale do Douro, que podem chegar ou até mesmo ultrapassar o marco dos 30 ºC.</p><h2>Sábado, 18, poderá ser o dia mais quente da semana</h2><p>Face ao dia de hoje, quinta-feira, onde as máximas mais elevadas do país não deverão ultrapassar os 27 ºC no Ribatejo e os 28 ºC no Baixo Alentejo, <strong>o próximo sábado poderá surpreender os amantes de calor</strong>, pois nesse dia, estas mesmas regiões poderão registar valores de 30 ºC ou mais, tal como podemos observar no mapa abaixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-32-c-este-fim-de-semana-as-regioes-do-ribatejo-e-alentejo-serao-as-zonas-mais-quentes-de-portugal-1776334221045.png" data-image="ojshae2pn1cv" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>No sábado poderão registar-se valores até 32 ºC em Portugal Continental, especificamente na região do Ribatejo, uma das mais quentes do país.</figcaption></figure><p>Este aumento gradual das temperaturas deve-se à <strong>chegada de uma massa de ar quente subtropical</strong>, proveniente do Norte de África, que, em conjunto com a presença de um anticiclone, influencia esta subida dos valores e a manutenção dos mesmos. No entanto,<strong> as noites mantêm-se frias</strong>, pois a alta pressão impede a formação de nuvens, permitindo uma maior <strong>perda de calor por radiação </strong>durante a noite, conduzindo a um arrefecimento mais acentuado. Desta forma, a <strong>amplitude térmica será elevada</strong> em boa parte do país.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763883" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-30-c-sao-esperados-5-dias-de-subida-gradual-da-temperatura.html" title="Até 30 °C: são esperados 5 dias de subida gradual da temperatura">Até 30 °C: são esperados 5 dias de subida gradual da temperatura</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-30-c-sao-esperados-5-dias-de-subida-gradual-da-temperatura.html" title="Até 30 °C: são esperados 5 dias de subida gradual da temperatura"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-30-c-sao-esperados-5-dias-de-aumento-gradual-da-temperatura-1776165252959_320.png" alt="Até 30 °C: são esperados 5 dias de subida gradual da temperatura"></a></article></aside><p>Com isto, as temperaturas no Norte do país para sábado deverão manter-se entre os 18 ºC em Viana do Castelo e os 25 ºC em Vila Real, sendo que localmente se esperam valores mais elevados, na ordem dos <strong>28/ 30 ºC no Vale do Douro</strong>. Na região Centro, estes valores poderão variar entre os 18 ºC em Aveiro e os 28 ºC em Santarém e Lisboa, com valores locais na ordem dos <strong>32 ºC, especialmente na zona de Abrantes</strong>. No Sul do país, os termómetros poderão registar entre os 21 ºC em Faro e os 28 ºC em Beja, com valores localmente mais elevados, especialmente no litoral alentejano e na Península de Setúbal, na ordem dos 30 ºC.</p><h2>Apesar de um ligeiro alívio no domingo, as temperaturas deverão manter-se elevadas no arranque da próxima semana</h2><p>No domingo, espera-se um dia com céu parcialmente nublado, não se descartando um <strong>episódio de chuva fraca no interior Norte</strong> do país durante a tarde, com passagem rápida e irregular. Ainda assim, e apesar de as temperaturas aliviarem ligeiramente, especialmente no Centro e Sul do país, é expectável que seja um dia com<strong> valores acima da média em praticamente toda a geografia continental</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-32-c-este-fim-de-semana-as-regioes-do-ribatejo-e-alentejo-serao-as-zonas-mais-quentes-de-portugal-1776336276223.png" data-image="i6lkdlky9wei" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>Ainda que no domingo se possa registar um ligeiro alívio térmico, as anomalias térmicas irão continuar positivas e elevadas em todo o país, com exceção do Algarve. </figcaption></figure><p>Mesmo com esta ligeira diminuição dos valores de temperatura no domingo, esperam-se máximas no Norte entre os 17 ºC em Viana do Castelo e os 26 ºC em Vila Real. <strong>O Vale do Douro será mais quente, podendo registar valores até 31 ºC</strong>. Na região Centro, esperam-se oscilações entre os 20 ºC em Aveiro e os 28 ºC em Coimbra, devendo a zona de Abrantes ser uma das mais quentes desta região com 30 ºC. No Sul esperam-se valores entre os 20 ºC em Faro e os 27 ºC em Beja.</p><p>Como podemos observar acima e mesmo com esta ligeira oscilação, <strong>vários locais do país registarão valores entre 7 ºC a 10 ºC acima da normal climatológica</strong>, podendo, localmente, estes números serem superiores. Estas anomalias deverão perpetuar-se, pelo menos, até terça-feira, onde se deverão continuar a registar valores entre os 18 ºC e os 30 ºC, de grosso modo, em toda a geografia continental.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-32-c-este-fim-de-semana-as-regioes-do-ribatejo-e-alentejo-serao-as-zonas-mais-quentes-de-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas abriram latas de salmão com 40 anos para verificar a saúde dos oceanos - e encontraram algo inesperado]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-abriram-latas-de-salmao-com-40-anos-para-verificar-a-saude-dos-oceanos-e-encontraram-algo-inesperado.html</link><pubDate>Thu, 16 Apr 2026 10:27:05 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>É difícil acompanhar a evolução dos ecossistemas marinhos ao longo de décadas quando é difícil obter amostras históricas fiáveis. Uma equipa de investigadores dos EUA encontrou uma solução improvável num armazém de Seattle.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/scientists-opened-40-year-old-cans-of-salmon-to-check-on-ocean-health-and-found-something-unexpected-inside-1776182386090.jpg" data-image="j65qnlbnuqnz" alt="Researchers have turned decades-old canned salmon into a record of ocean change, revealing how hidden biological signals have tracked shifts in marine ecosystems over time." title="Researchers have turned decades-old canned salmon into a record of ocean change, revealing how hidden biological signals have tracked shifts in marine ecosystems over time."><figcaption>Os investigadores transformaram um salmão enlatado com décadas de idade num registo das alterações oceânicas, revelando como sinais biológicos ocultos acompanharam as mudanças nos ecossistemas marinhos ao longo do tempo.</figcaption></figure><p>Cientistas da Universidade de Washington abriram <strong>178 latas de salmão, abrangendo um total de 42 anos de capturas</strong> no Golfo do Alasca e na Baía de Bristol.</p><p>A razão por detrás desta atividade peculiar não foi apenas por diversão. Os investigadores pretendiam<strong> contar os minúsculos vermes parasitas que se encontravam preservados no interior dos filetes</strong> e verificar se guardavam algum segredo sobre a história do oceano.</p><p>De acordo com os cientistas, o estudo é o primeiro a utilizar peixe enlatado arquivado como um conjunto de dados ecológicos a longo prazo, e<strong> as contagens de vermes revelaram-se mais informativas do que poderiam parecer</strong>.</p><h2>O que quatro décadas de latas revelaram</h2><p>Os parasitas em questão são os anisakids, por vezes chamados de vermes do sushi. Têm cerca de um centímetro de comprimento, já estão mortos devido ao processo de enlatamento e são completamente inofensivos para o consumo. No entanto, a sua presença na carne do peixe fornece informações sobre a cadeia alimentar mais alargada, uma vez que os <strong>anisakids só podem completar o seu ciclo de vida se existir a combinação certa de hospedeiros</strong>, desde o krill e os pequenos peixes até aos mamíferos marinhos.</p><p>“Toda a gente pensa que a presença de vermes no salmão é um sinal de que as coisas correram mal”, disse Chelsea Wood, professora associada de ciências aquáticas e da pesca na UW e autora sénior do artigo. "Mas o ciclo de vida dos anisakid integra muitos componentes da teia alimentar. <strong>Vejo a sua presença como um sinal de que o peixe no nosso prato veio de um ecossistema saudável.</strong>"</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/scientists-opened-40-year-old-cans-of-salmon-to-check-on-ocean-health-and-found-something-unexpected-inside-1776182397734.png" data-image="5vqfpam0cqip" alt="Scientists have shown that rising levels of parasitic organisms have reflected more complete food webs, suggesting long-term recovery across parts of the ocean." title="Scientists have shown that rising levels of parasitic organisms have reflected more complete food webs, suggesting long-term recovery across parts of the ocean."> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-223119">Os cientistas mostraram que os níveis crescentes de organismos parasitas refletiram teias alimentares mais completas, sugerindo uma recuperação a longo prazo em algumas partes do oceano.</figcaption></figure><p>As latas vieram da Seafood Products Association, um grupo comercial de Seattle que as tinha guardado para efeitos de controlo de qualidade e já não precisava delas. Os investigadores dissecaram os filetes utilizando pinças e um microscópio de dissecação, <strong>separando cuidadosamente a carne para contar os vermes enrolados no interior do tecido muscular</strong>.</p><p>Os resultados mostraram que os níveis de anisakid aumentaram nos salmões chum e rosa entre 1979 e 2021. <strong>Em coho e sockeye, os números permaneceram praticamente estáveis</strong> - embora isso seja mais difícil de interpretar, em parte porque o processo de enlatamento destruiu as caraterísticas internas necessárias para identificar quais espécies específicas de vermes estavam presentes.</p><p>A autora principal, Natalie Mastick, atualmente investigadora de pós-doutoramento no Museu Peabody de Yale, afirma que o aumento de algumas espécies é um sinal encorajador.</p><p>"Ver o seu número aumentar ao longo do tempo, como aconteceu com o salmão rosa e o salmão chum, indica que estes parasitas conseguiram encontrar os hospedeiros certos e reproduzir-se. <strong>Isso pode indicar um ecossistema estável ou em recuperação</strong>, com um número suficiente de hospedeiros certos para os anisakids".</p><h2>Porque é que a recuperação dos mamíferos marinhos pode estar por detrás disto</h2><p>Uma das explicações mais plausíveis para o aumento envolve a Lei de Proteção dos Mamíferos Marinhos de 1972. As focas, os leões-marinhos e as orcas recuperaram significativamente durante o período de estudo - e uma vez que <strong>os anisakids só se podem reproduzir nos intestinos de um mamífero marinho</strong>, mais mamíferos marinhos na água significa mais oportunidades para o parasita completar o seu ciclo.</p><p>O aquecimento das temperaturas do oceano e as melhorias ligadas à Lei da Água Limpa podem também ser fatores contribuintes, embora os investigadores não tenham conseguido separar esses efeitos de forma clara.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="600461" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-rio-wye-no-reino-unido-esta-em-risco-de-perder-o-seu-salmao-do-atlantico-nos-proximos-anos-ambiente.html" title="O rio Wye, no Reino Unido, está em risco de perder o seu salmão do Atlântico nos próximos anos">O rio Wye, no Reino Unido, está em risco de perder o seu salmão do Atlântico nos próximos anos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-rio-wye-no-reino-unido-esta-em-risco-de-perder-o-seu-salmao-do-atlantico-nos-proximos-anos-ambiente.html" title="O rio Wye, no Reino Unido, está em risco de perder o seu salmão do Atlântico nos próximos anos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/campaigners-make-their-stand-to-save-the-river-wye-1700738609286_320.jpeg" alt="O rio Wye, no Reino Unido, está em risco de perder o seu salmão do Atlântico nos próximos anos"></a></article></aside><p>A equipa afirma que a abordagem também poderia funcionar com outros mariscos arquivados - sendo as sardinhas em conserva um candidato óbvio. No entanto, para lá chegar, depende do tipo de trabalho em rede informal que conduziu a este estudo.</p><p>“Só podemos obter estas informações sobre os ecossistemas do passado através da criação de redes e de ligações para descobrir <strong>fontes inexploradas de dados históricos”</strong>, afirmou Wood.</p><h3><i>Referência da notícia:</i></h3><p> <em>Scientists open 40-year-old salmon and find a surprising sign of ocean recovery, published by <a href="https://www.sciencedaily.com/releases/2026/04/260401022027.htm" target="_blank">Washignton Unviersity</a>, April 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-abriram-latas-de-salmao-com-40-anos-para-verificar-a-saude-dos-oceanos-e-encontraram-algo-inesperado.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A atmosfera de Vénus apresenta semelhanças fundamentais com a da Terra (e poderá albergar diferentes formas de vida)]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-atmosfera-de-venus-apresenta-semelhancas-fundamentais-com-a-da-terra-e-podera-albergar-diferentes-formas-de-vida.html</link><pubDate>Thu, 16 Apr 2026 10:17:36 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Embora a superfície de Vénus seja uma paisagem infernal tóxica, as suas misteriosas nuvens temperadas podem esconder microorganismos extraterrestres provenientes de um passado distante com uma origem comum partilhada com a Terra.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-atmosfera-de-venus-presenta-similitudes-clave-con-la-de-la-tierra-y-podrian-albergar-diferentes-formas-de-vida-1775807333460.jpeg" data-image="uw0l6ren10u1"><figcaption>Apesar de ser o segundo planeta a contar do Sol, Vénus é o mais quente devido ao efeito de estufa.</figcaption></figure><p>Desde o ensino básico, aprendemos que <strong>Vénus e a Terra podem ser considerados gémeos devido ao seu tamanho semelhante</strong>. Novas investigações sugerem que existem ligações muito mais profundas, revelando um passado geológico muito semelhante durante as fases iniciais do nosso Sistema Solar.</p><p><strong>A análise dos dados obtidos pela sonda Magellan tornou possível estudar vastos planaltos venusianos</strong>, como a enorme região montanhosa conhecida como Ishtar Terra, descobrindo que se formaram através de processos muito semelhantes aos antigos cratões continentais da Terra.</p><p>Apesar deste notável passado partilhado, os dois planetas apresentam agora realidades opostas. <strong>Enquanto o nosso tem oceanos e vida, Vénus é completamente inóspito</strong>, com densas nuvens tóxicas, pressão atmosférica esmagadora e superfícies extremamente quentes, sem sinais de tectónica de placas ativas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-atmosfera-de-venus-presenta-similitudes-clave-con-la-de-la-tierra-y-podrian-albergar-diferentes-formas-de-vida-1775807527870.jpeg" data-image="68bh2dbott2p"><figcaption>Vénus é um planeta completamente coberto por nuvens, o que torna difícil o seu estudo a partir da Terra.</figcaption></figure><p>Esta ausência de tectónica de placas foi crucial para a sua evolução climática descontrolada. No entanto, longe da superfície, alguns cientistas começaram a olhar para as camadas superiores da sua atmosfera à procura de condições onde formas de vida microscópicas possam ter encontrado algum refúgio.</p><h2>Um oásis temperado entre nuvens mortais</h2><p>A uma altitude de 50 a 60 quilómetros acima da superfície venusiana, o clima muda drasticamente. Aí, a pressão é igual à da Terra e as temperaturas rondam os trinta graus Celsius. <strong>Esta faixa atmosférica oferece um ambiente potencialmente habitável, flutuando sobre uma paisagem infernal totalmente desolada</strong>.</p><p><strong>O interesse por esta zona superior aumentou exponencialmente em 2021, quando os astrónomos detetaram sinais de fosfina</strong>. No nosso planeta, este gás está normalmente associado à atividade biológica, o que suscitou um intenso debate sobre a sua origem misteriosa e completamente desconhecida.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-atmosfera-de-venus-presenta-similitudes-clave-con-la-de-la-tierra-y-podrian-albergar-diferentes-formas-de-vida-1775807871170.jpeg" data-image="z0hdt9440ww5"><figcaption>Imagens obtidas por sondas como a Mariner mostraram um verdadeiro inferno na superfície do planeta.</figcaption></figure><p>Os investigadores da Universidade de Cardiff indicaram que as fontes geológicas não explicavam esta presença gasosa. Apesar de análises posteriores terem reduzido drasticamente a quantidade estimada de fosfina, <strong>o mistério mantém-se e está a motivar novas observações para determinar se se trata realmente de um sinal biológico escondido nas alturas</strong>.</p><p><strong>Estas nuvens, compostas principalmente por ácido sulfúrico, são um ambiente aparentemente letal</strong>. No entanto, certos microrganismos da Terra sobrevivem facilmente neste tipo de ambientes. Isto levanta a possibilidade de existirem bactérias extremófilas que se poderiam adaptar para sobreviver e prosperar suspensas nesta atmosfera muito invulgar.</p><h2>A fascinante viagem da vida</h2><p>Há uma teoria científica que poderia explicar esta possível biologia: a <strong>panspermia</strong>. Modelos recentes mostram que os <strong>meteoritos ejetados da Terra por impactos violentos </strong>podem ter transportado as sementes da vida microbiana para as nuvens distantes de Vénus durante um período de tempo muito longo.</p><p><strong>Utilizando uma estrutura analítica conhecida como a <em>Venus Life Equation</em>, os investigadores decompuseram as probabilidades de sobrevivência celular</strong>. Para funcionar, o material orgânico tem de suportar o impacto inicial e sobreviver ao vácuo hostil do espaço enquanto viaja em direção ao seu novo destino planetário.</p><p>Ao entrar na densa atmosfera de Vénus, os fragmentos rochosos sofrem ablação e partem-se. As simulações mostram que <strong>estes bólides explodem no ar, dispersando pequenas partículas horizontais que formam uma nuvem suspensa</strong>, pelo que não caem imediatamente no solo, que é completamente esterilizado pelo calor.</p><div class="texto-destacado">A ablação em astronomia é o processo de perda de massa da superfície de um objeto sólido - como meteoróides, asteroides ou naves espaciais - ao entrar numa atmosfera planetária.</div><p><strong>Apenas partículas microscópicas podem permanecer a flutuar durante vários dias nesta camada temperada</strong>. Durante este tempo, as células terrestres sobreviventes teriam a oportunidade única de encontrar gotículas de líquido protectoras, adaptando-se e colonizando um ambiente nublado antes de se afundarem na inevitável morte térmica.</p><h3>Intercâmbio interplanetário contínuo</h3><p>Os cálculos estimam que, <strong>nos últimos 3,5 mil milhões de anos, milhões de células microbianas podem ter viajado da Terra para Vénus</strong>. Cerca de uma centena de células viáveis são dispersas anualmente nas suas nuvens através destes espectaculares e frequentes bombardeamentos de meteoritos.</p><p>Embora isto pareça uma pequena quantidade comparada com a nossa biosfera, mostra que a <strong>litopanspermia</strong> é um mecanismo fisicamente viável entre planetas rochosos. Se alguma missão espacial futura conseguir detetar vida flutuante no planeta, <strong>há uma forte probabilidade de os seus antepassados terem tido origem no nosso planeta</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">New LPSC 2026 research proposes that any microbes found in Venus acidic cloud decks might be Earthorigin hitchhikers, carried by rocks ejected during ancient impacts and surviving the harsh ascent. The study models how life could endure the journey and thrive in the temperate <a href="https://t.co/drbAvzKGmD">pic.twitter.com/drbAvzKGmD</a></p>— Science in 280 (@SciVigil) <a href="https://twitter.com/SciVigil/status/2040596502629028166?ref_src=twsrc%5Etfw">April 5, 2026</a></blockquote></figure><p>O estudo destas dinâmicas e semelhanças <strong>ajuda-nos a compreender como ambos os mundos evoluíram desde as suas origens</strong>. Compreender porque é que o nosso vizinho perdeu a habitabilidade à superfície é essencial para apreciar o delicado equilíbrio climático que sustenta a vida no nosso próprio mundo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="754223" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-busca-por-vida-se-volta-para-venus-o-que-existe-em-suas-nuvens-despertou-o-interesse-cientifico.html" title="A busca por vida volta-se para Vénus: o que existe nas suas nuvens despertou o interesse científico">A busca por vida volta-se para Vénus: o que existe nas suas nuvens despertou o interesse científico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-busca-por-vida-se-volta-para-venus-o-que-existe-em-suas-nuvens-despertou-o-interesse-cientifico.html" title="A busca por vida volta-se para Vénus: o que existe nas suas nuvens despertou o interesse científico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-busqueda-de-vida-gira-hacia-venus-lo-que-hay-en-sus-nubes-ha-despertado-el-interes-cientifico-1770914525336_320.jpg" alt="A busca por vida volta-se para Vénus: o que existe nas suas nuvens despertou o interesse científico"></a></article></aside><p>E <strong>embora Vénus continue a ser um mistério, a procura de vida nas suas nuvens não só está a tentar responder se estamos sozinhos</strong>, como também a revelar ligações interplanetárias surpreendentes, transformando o seu belo céu infernal num laboratório biológico único e incrivelmente promissor.</p><h3><i>Referência da notícia:</i></h3><p><em>Guinan, E. & Austin, T. & O’Rourke, J. & Izenberg, N. & Silber, Elizabeth & Trembath‐Reichert, E.. (2026). A Panspermia Origin for Venus Cloud Life. Journal of Geophysical Research: Planets. 131. 10.1029/2025JE009296. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-atmosfera-de-venus-apresenta-semelhancas-fundamentais-com-a-da-terra-e-podera-albergar-diferentes-formas-de-vida.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O curioso efeito Unruh, que gera calor no vácuo espacial a partir do nada]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-curioso-efeito-unruh-que-gera-calor-no-vacuo-espacial-a-partir-do-nada.html</link><pubDate>Thu, 16 Apr 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O vácuo do espaço não é tão vazio quanto parece, e um fenómeno quântico prevê que o movimento acelerado pode gerar calor onde não há nada. Aqui está a explicação.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-curioso-efecto-unruh-que-genera-calor-en-el-vacio-espacial-de-la-nada-1775038255676.jpeg" data-image="3astwgnkw9yv"><figcaption>O efeito Unruh é um dos conceitos mais fascinantes da física moderna.</figcaption></figure><p>Durante muito tempo, o <strong>vácuo </strong>foi considerado a ausência total de matéria e energia, um espaço completamente frio, silencioso e inativo, mas a física moderna tem vindo a trabalhar há décadas para desconstruir essa ideia.</p><p>Hoje, sabemos que o vácuo é um ambiente dinâmico onde ocorrem fenómenos surpreendentes, e um dos mais intrigantes é o chamado<strong> efeito Unruh</strong>, uma teoria que propõe algo quase inimaginável: <strong>o movimento pode gerar calor mesmo no vácuo mais absoluto, uma espécie de "calor fantasma"</strong>.</p><p>Este nome vem do <strong>físico canadiano William Unruh, que descreveu esse fenómeno em 1976</strong>. Ele demonstrou, do ponto de vista teórico, que um observador a acelerar no vácuo perceberia uma radiação térmica inexistente para um observador em repouso.</p><h2>Um vazio que na verdade não está vazio</h2><p>No contexto da<strong> física quântica</strong>, o<strong> vácuo é preenchido por minúsculas flutuações de energia</strong> que aparecem e desaparecem constantemente.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Un observador acelerado (v.g. uniformemente) en el espacio vacío vería una tenue radiación térmica, aunque no haya en el espacio absolutamente nada: vacío. Esto se conoce como efecto Unruh, descrito por primera vez por Fulling (1973), y más tarde por Davies (1975) y Unruh (1976). <a href="https://t.co/eqwGVOYXpS">pic.twitter.com/eqwGVOYXpS</a></p>— Gaston Giribet (@GastonGiribet) <a href="https://twitter.com/GastonGiribet/status/1741322292834017376?ref_src=twsrc%5Etfw">December 31, 2023</a></blockquote></figure><p>Estes eventos minúsculos são impercetíveis em condições normais, mas são essenciais para entendermos como o universo funciona na sua menor escala.</p><p><strong>Estas flutuações constituem uma espécie de "ruído de fundo" quântico</strong> e, para um observador estacionário, este ruído não se traduz em temperatura ou radiação detetáveis, mas tudo muda assim que a aceleração entra em jogo.</p><h2>Uma ideia que conecta teorias importantes</h2><p>O <strong>efeito Unruh</strong> não é um fenómeno isolado, pois está profundamente <strong>conectado a outros conceitos-chave da física moderna</strong>, como a radiação de buracos negros.</p><p>De facto, ele partilha uma base teórica com a radiação Hawking, que descreve como os buracos negros podem emitir energia devido a efeitos quânticos no seu entorno.</p><p>Estes dois fenómenos sugerem que <strong>o vácuo possui propriedades muito mais complexas do que se pensava anteriormente</strong> e que a fronteira entre "algo" e "nada" é muito mais ténue.</p><h3>Porque é que é tão difícil de detetar?</h3><p>Apesar da natureza fascinante desta teoria, <strong>o efeito Unruh é extremamente difícil de observar na prática</strong>.</p><p>Para que a temperatura gerada seja percetível, <strong>seria necessário atingir níveis gigantescos de aceleração</strong>, muito além do que podemos alcançar com as tecnologias atuais.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">El Efecto Unruh, a veces llamado efecto Fulling-Davies-Unruh, asegura que un observador acelerado medirá una radiación de cuerpo negro allí donde un observador inercial no mediría ninguna. <br><br>O sea, lo que todos los aficionado a la ciencia ficción hemos visto mil veces. <a href="https://t.co/jvkgzrxZBA">pic.twitter.com/jvkgzrxZBA</a></p>— Gustavo J. P. Rosas. (@_Gustavo_Jose_) <a href="https://twitter.com/_Gustavo_Jose_/status/1526217155821244416?ref_src=twsrc%5Etfw">May 16, 2022</a></blockquote></figure><p>Isto significa que,<strong> por enquanto, esse efeito permanece uma previsão teórica</strong>, embora seja amplamente aceite na comunidade científica.</p><h3>Um exemplo visual desse fenómeno</h3><p>Muitas vezes, a melhor forma de entender um efeito é através de um exemplo simples. Imaginemos dois astronautas no vácuo: um permanece em repouso e não percebe nada, enquanto o outro acelera continuamente. De acordo com a teoria de Unruh, este último começaria a detetar uma espécie de "banho térmico", como se o espaço tivesse uma temperatura.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="720102" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/consciencia-apos-a-morte-existe-de-facto-primeiros-estudos-com-a-ajuda-da-fisica-quantica-revelam-que-e-possivel.html" title="Consciência após a morte existe de facto? Primeiros estudos com a ajuda da física quântica revelam que é possível">Consciência após a morte existe de facto? Primeiros estudos com a ajuda da física quântica revelam que é possível</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/consciencia-apos-a-morte-existe-de-facto-primeiros-estudos-com-a-ajuda-da-fisica-quantica-revelam-que-e-possivel.html" title="Consciência após a morte existe de facto? Primeiros estudos com a ajuda da física quântica revelam que é possível"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esiste-davvero-una-coscienza-dopo-la-morte-ecco-i-risultati-dei-primi-studi-grazie-alla-fisica-quantistica-1750110344809_320.jpg" alt="Consciência após a morte existe de facto? Primeiros estudos com a ajuda da física quântica revelam que é possível"></a></article></aside><p><strong>Não é que o vácuo realmente aqueça</strong>, mas sim que flutuações quânticas, normalmente invisíveis, se manifestem como partículas com energia para aquelas que se movem com aceleração.</p><p><strong> </strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-curioso-efeito-unruh-que-gera-calor-no-vacuo-espacial-a-partir-do-nada.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma pluma de poeira saariana aproxima-se da Madeira: este sábado o céu mudará de cor]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-pluma-de-poeira-saariana-aproxima-se-da-madeira-este-sabado-o-ceu-mudara-de-cor.html</link><pubDate>Wed, 15 Apr 2026 17:27:07 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O estado do tempo no arquipélago da Madeira deverá sofrer uma alteração gradual ao longo deste sábado, com sinais que se tornarão mais evidentes a partir do final da manhã. Ao longo do dia, o céu poderá apresentar um aspeto menos habitual, sobretudo durante a tarde.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5lnso"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5lnso.jpg" id="xa5lnso"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A circulação atmosférica no Atlântico oriental deverá favorecer, ao longo de sábado, o <strong>transporte de uma massa de ar de origem africana</strong> em direção ao arquipélago da Madeira. Este fluxo, com componente de sul a sudeste nos <strong>níveis médios da atmosfera</strong>, estabelece uma ligação direta com o Norte de África, criando condições propícias à advecção de partículas minerais em suspensão. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.<br></div><p>Este padrão atmosférico favorece o seu deslocamento em direção ao arquipélago, permitindo que as poeiras em suspensão cheguem de forma progressiva ao longo do dia.</p><h2>Intrusão de poeiras começa a fazer-se notar a partir do final da manhã</h2><p>Os primeiros sinais desta intrusão <strong>deverão surgir a partir do final da manhã</strong>, altura em que a concentração de poeiras começa a aumentar de forma gradual. Durante a madrugada e primeiras horas do dia, a atmosfera deverá manter-se relativamente limpa, mas com uma transição progressiva à medida que a pluma se aproxima. Esta evolução <strong>traduz-se numa ligeira perda de transparência do ar</strong>, ainda pouco percetível numa fase inicial.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-pluma-de-poeira-saariana-aproxima-se-da-madeira-este-sabado-o-ceu-mudara-de-cor-1776273864514.png" data-image="7nuu75ff0pa4"><figcaption>Aumento da carga de aerossóis na atmosfera nas proximidades da Madeira, indicando a chegada de poeiras em suspensão capazes de reduzir a visibilidade e tornar a luz mais difusa ao longo de sábado.</figcaption></figure><p>Durante a tarde, o arquipélago deverá ficar sob influência mais direta desta massa de ar, com níveis moderados de poeiras em suspensão. Os valores previstos apontam para uma <strong>concentração moderada de partículas na atmosfera</strong>, suficiente para interferir com a radiação solar e promover uma maior difusão da luz. Como resultado, <strong>o céu poderá apresentar um aspeto mais turvo, com tonalidades esbranquiçadas ou amareladas</strong>, sobretudo nas horas de maior luminosidade.</p><h2>Qualidade do ar mantém-se sem agravamento significativo</h2><p>Em termos de qualidade do ar, não se espera um agravamento significativo. <strong>As concentrações de partículas deverão manter-se dentro de intervalos baixos a moderados</strong>, com valores de PM10 geralmente abaixo dos 20 µg/m³ e PM2.5 inferiores a 10 µg/m³. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-pluma-de-poeira-saariana-aproxima-se-da-madeira-este-sabado-o-ceu-mudara-de-cor-1776272891931.png" data-image="c3t4mpgqsqgm"><figcaption>Apesar de à superfície o vento soprar de nordeste, o transporte destas poeiras ocorre sobretudo em altitude, onde o fluxo de sul a sudeste permite a sua deslocação desde o Norte de África até à Madeira.</figcaption></figure><p>O índice de qualidade do ar deverá manter-se entre <strong>“bom” e “aceitável</strong>”, sem impacto relevante para a maioria da população, embora se trate de uma alteração face aos dias anteriores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-pluma-de-poeira-saariana-aproxima-se-da-madeira-este-sabado-o-ceu-mudara-de-cor-1776272507462.png" data-image="v4x8rox21cgu"><figcaption>Qualidade do ar prevista entre boa e moderada na Madeira, sem impacto significativo esperado, apesar da presença de poeiras em suspensão na atmosfera.</figcaption></figure><p><strong>A intensidade do fenómeno poderá variar ao longo da ilha, sendo mais notória nas vertentes voltadas a sul e em zonas de maior altitude</strong>, onde o contacto com a massa de ar africana é mais direto. Nestas áreas, deverá predominar vento de sul ou sudeste de intensidade moderada, contribuindo para manter as poeiras em suspensão durante mais tempo e prolongando a sua presença na atmosfera ao longo da tarde.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764045" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-em-lisboa-as-horas-mais-quentes-da-semana-serao-registadas-entre-sabado-e-domingo.html" title="O tempo em Lisboa: as horas mais quentes da semana serão registadas entre sábado e domingo">O tempo em Lisboa: as horas mais quentes da semana serão registadas entre sábado e domingo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-em-lisboa-as-horas-mais-quentes-da-semana-serao-registadas-entre-sabado-e-domingo.html" title="O tempo em Lisboa: as horas mais quentes da semana serão registadas entre sábado e domingo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-tempo-em-lisboa-as-horas-mais-quentes-da-semana-serao-registadas-entre-sabado-e-domingo-1776258149162_320.jpg" alt="O tempo em Lisboa: as horas mais quentes da semana serão registadas entre sábado e domingo"></a></article></aside><p><strong>A permanência das poeiras dependerá da evolução do padrão de circulação</strong> nos dias seguintes, sendo expectável que uma eventual alteração do <strong>vento em altitude</strong> contribua para a sua dispersão gradual e para o regresso a condições de maior transparência atmosférica.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-pluma-de-poeira-saariana-aproxima-se-da-madeira-este-sabado-o-ceu-mudara-de-cor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O emotivo resgate de Sona, o último tigre de circo de Portugal: inicia agora a sua recuperação em Espanha]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-emotivo-resgate-de-sona-o-ultimo-tigre-de-circo-de-portugal-inicia-agora-a-sua-recuperacao-em-espanha.html</link><pubDate>Wed, 15 Apr 2026 16:47:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Após 16 anos em cativeiro num circo itinerante, Sona, considerado o último tigre de circo de Portugal, acaba de ser transferido para um santuário espanhol em Villena (Alicante).</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-emotivo-resgate-de-sona-o-ultimo-tigre-de-circo-de-portugal-inicia-agora-a-sua-recuperacao-em-espanha-1776266701600.jpg" data-image="4blyxvudtlh7"><figcaption> Ao longo da sua vida, Sona só se deslocou entre o chão da caravana e a pista do circo. Este enorme felino branco era o último tigre que se encontrava num circo português. Imagem: Fundação AAP e Pangea Trust.</figcaption></figure><p><strong>Durante 16 anos um enorme felino branco de três metros chamado Sona viveu numa caravana de nove metros quadrados de um circo itinerante em Portugal</strong>. Há quinze dias, a Fundação AAP e a organização Pangea Trust resgataram este espécime gigantesco, que se encontra agora no centro da AAP em Alicante, “Primadomus”. De momento, o tigre encontra-se em isolamento até ao final do período de quarentena, altura em que pisará terra pela primeira vez.</p><p><strong>Os donos do circo devolveram o tigre branco quase sete anos depois</strong> de a Assembleia da República ter proibido, em 2019, a utilização de animais selvagens nestes espetáculos. O período de transição aprovado para que os proprietários entregassem voluntariamente os seus animais era de <strong>seis anos, tempo que se esgotou neste caso</strong> ao ponto de quase ser apreendido pelas autoridades. Assim, no final de 2025, o circo em questão (cujo nome não foi tornado público) <strong>contactou a Pangea Trust para coordenar a entrega do macho</strong>.</p><h2>Sona viveu toda a vida no circo e as sequelas são palpáveis</h2><p>De acordo com a Fundação AAP, <strong>S</strong><strong>ona foi utilizado desde os três meses de idade para fazer truques de magia e ser exibido no espetáculo</strong>. Embora o tigre esteja “desempregado” há dois anos, as sequelas de uma vida no circo são palpáveis. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-emotivo-resgate-de-sona-o-ultimo-tigre-de-circo-de-portugal-inicia-agora-a-sua-recuperacao-em-espanha-1776266983166.jpg" data-image="tsahmlijxxwy"><figcaption>Em 2021, com ajuda da AAP, dois tigres e uma leoa foram transferidos para Alicante, sobrevivendo apenas a leoa lá. E em 2025 restavam apenas um elefante e um tigre em circos de Portugal, de acordo com informação do ICNF, sendo Sona o último felino.</figcaption></figure><div class="texto-destacado">Sona não tem garras nas patas dianteiras devido à amputação da primeira falange dos dedos dos pés. <strong>A onicectomia é uma cirurgia, considerada abuso animal, que impede que as unhas voltem a crescer para tornar os animais “mais seguros”</strong>.</div><p>Além disto, <strong>falta-lhe uma presa, </strong>removida devido a uma infeção das gengivas há dois anos,<strong> </strong>tem<strong> cataratas graves </strong>e têm os<strong> músculos das ancas e das pernas enfraquecidos</strong> devido à falta de movimento durante tantos anos, segundo a AAP. Também tem <strong>lesões nas almofadas das patas</strong> devido ao facto de viver numa superfície dura sem cobertura natural.</p><h2>Os primeiros passos de adaptação ao seu novo habitat</h2><p>Na sua quarentena sanitária, Sona já está a dar os primeiros sinais de adaptação ao seu novo habitat. Segundo Berta Alzaga, porta-voz da AAP Espanha, o tigre <strong>“já se deita em palha para dormir e está a adaptar-se à sua nova dieta, que inclui carne de vaca e coelho, quando antes só comia frango”</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="646350" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-tecnologia-espacial-e-a-capacidade-de-computacao-estao-a-ajudar-os-tigres-ciencia.html" title="A tecnologia espacial e a capacidade de computação estão a ajudar os tigres">A tecnologia espacial e a capacidade de computação estão a ajudar os tigres</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-tecnologia-espacial-e-a-capacidade-de-computacao-estao-a-ajudar-os-tigres-ciencia.html" title="A tecnologia espacial e a capacidade de computação estão a ajudar os tigres"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/how-space-tech-and-computing-power-are-helping-tigers-1709228475665_320.jpg" alt="A tecnologia espacial e a capacidade de computação estão a ajudar os tigres"></a></article></aside><p>Terminando a quarentena, Sona será transferido para o espaço onde vivem os 35 felinos resgatados no santuário da AAP em Alicante. Por ter passado toda a sua vida em cativeiro, <strong>Sona não conseguiria sobreviver na natureza, pelo que passará os seus últimos anos no santuário espanhol</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://archive.ph/9alPX#selection-267.0-267.95" target="_blank">‘Sona’, el último tigre de circo de Portugal, inicia una nueva vida en un santuario de Alicante</a>. El País. Paola Mendoza. 13 de abril de 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-emotivo-resgate-de-sona-o-ultimo-tigre-de-circo-de-portugal-inicia-agora-a-sua-recuperacao-em-espanha.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Investigador português usa a neurociência para descodificar as emoções ocultas da “Última Ceia”]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/investigador-portugues-usa-a-neurociencia-para-descodificar-as-emocoes-ocultas-da-ultima-ceia.html</link><pubDate>Wed, 15 Apr 2026 14:59:32 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Estudo conduzido pelo professor Freitas-Magalhães propõe uma releitura da obra-prima de Leonardo da Vinci como um laboratório de expressões faciais e emoções humanas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigador-portugues-usa-a-neurociencia-para-descodificar-as-emocoes-ocultas-da-ultima-ceia-1776263660857.jpg" data-image="khfvfkf2fyj1" alt="Ultima Ceia de Leonardo da Vinci" title="Ultima Ceia de Leonardo da Vinci"><figcaption>O investigador Freitas-Magalhães usou um instrumento neurocientífico inovador para estudar as emoções humanas na obra-prima de Leonardo da Vinci. Imagem: reprodução do original, domínio público via Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>O que mais se pode dizer sobre a “<strong>Última Ceia</strong>”, a obra-prima <strong>de Leonardo da Vinci</strong>? Estando entre os quadros do Renascimento mais estudados no mundo, será difícil encontrar novas dimensões para a tela que o artista, nascido em Itália, pintou entre 1495 e 1498.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O quadro rompe com todas as convenções da época, trazendo novos significados para as artes, a religião ou as ciências exatas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Representando o momento dramático em que Jesus anuncia que um dos discípulos irá traí-lo, a obra é, desde logo, um <strong>estudo de perspetiva</strong> com todas as linhas arquitetónicas a convergirem para a figura central, o ponto focal técnico e emocional da cena representada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigador-portugues-usa-a-neurociencia-para-descodificar-as-emocoes-ocultas-da-ultima-ceia-1776263736805.jpg" data-image="26cxhocdl4uq" alt="Composição dos rostos dos discípulos na Última Ceia, de Da Vinci" title="Composição dos rostos dos discípulos na Última Ceia, de Da Vinci"><figcaption>Surpresa, medo, indignação e ansiedade são algumas das emoções presentes na obra de Leonardo da Vinci, que revelam padrões neuroemocionais distintos, segundo a investigação de Armindo Freitas-Magalhães. Imagem de domínio público trabalhada no Canva.</figcaption></figure><p>Os <strong>jogos de luzes</strong>, as <strong>técnicas</strong> e os <strong>materiais</strong> <strong>inovadores</strong>, a <strong>organização geométrica</strong> ou o <strong>simbolismo dos números</strong> fazem desta composição um retrato intenso, mas, ao mesmo tempo, harmonioso e vibrante nas suas cores.</p><p>Não por acaso, o mural pintado no teto do refeitório da Igreja de Santa Maria delle Grazie, em Milão, é um dos <strong>casos de estudo mais complexos</strong>, com historiadores, matemáticos, teólogos, entre outros tantos especialistas, a procurar descobrir <strong>dimensões ocultas</strong> da “Última Ceia”.</p><h2>A neurociência aplicada a uma obra-prima</h2><p>Já muito se escreveu e se estudou sobre esta obra, mas ainda há muito por dizer, como ficou demonstrado agora pela investigação apresentada por <strong>Armindo Freitas-Magalhães</strong>, professor, psicólogo e diretor do Laboratório de Expressão Facial da Emoção, da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Fernando Pessoa, no Porto.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Acrescentando uma dimensão original à pintura de Da Vinci, o trabalho do investigador português culminou, ao fim de 16 anos, com o livro "A Face da Traição: A Neurociência da Emoção na Última Ceia de Leonardo da Vinci".<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Surpresa, medo, indignação ou ansiedade são algumas emoções presentes na obra, que revelam <strong>padrões neuroemocionais distintos</strong>, defende a investigação de Armindo Freitas-Magalhães. </p><h2>A traição estampada no rosto de Judas</h2><p>Mas entre as emoções expressas pelos 12 apóstolos, <strong>Judas</strong> é o que se sobressai. O estudo está, por isso, focado no seu rosto, concluindo-se que <strong>reúne todos os elementos que o identificam como traidor</strong> – os olhos bem abertos, a testa contraída, as sobrancelhas levantadas, os lábios comprimidos e a própria postura corporal que, quando Cristo anuncia “um de vós irá me trair”, se move para trás, denunciando a sua culpa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="697935" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-encontram-matematica-oculta-em-obras-de-leonardo-da-vinci-e-de-outros-artistas.html" title="Cientistas encontram matemática oculta em obras de Leonardo Da Vinci e de outros artistas">Cientistas encontram matemática oculta em obras de Leonardo Da Vinci e de outros artistas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-encontram-matematica-oculta-em-obras-de-leonardo-da-vinci-e-de-outros-artistas.html" title="Cientistas encontram matemática oculta em obras de Leonardo Da Vinci e de outros artistas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-encontram-matematica-oculta-em-obras-de-leonardo-da-vinci-e-de-outros-artistas-1739986285403_320.jpg" alt="Cientistas encontram matemática oculta em obras de Leonardo Da Vinci e de outros artistas"></a></article></aside><p>Segundo a investigação do diretor do Laboratório de Expressão Facial da Emoção da Universidade Fernando Pessoa, a pintura de Leonardo da Vinci demonstra a reação coletiva à revelação da traição e serve como um <strong>modelo naturalista</strong> para <strong>estudar emoções</strong>.</p><p>A análise facial indica que a culpa, o medo e a dissimulação formam o <strong>triângulo neuroemocional da traição</strong>, especialmente evidente na figura de Judas Iscariotes.</p><h2>A fusão entre a emoção e o cérebro</h2><p>A composição da pintura, segundo o comunicado da universidade, organiza os apóstolos em <strong>quatro grupos emocionais</strong>, permitindo comparar diferentes respostas afetivas perante o mesmo estímulo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigador-portugues-usa-a-neurociencia-para-descodificar-as-emocoes-ocultas-da-ultima-ceia-1776263920880.jpg" data-image="6nzz93dx65wt" alt="Os 12 apóstolos na Ultima Ceia de Leonardo da Vinci" title="Os 12 apóstolos na Ultima Ceia de Leonardo da Vinci"><figcaption>A investigação debruçou-se sobre as expressões faciais dos 12 apóstolos, mas está essencialmente focada no rosto de Judas Iscariotes. Imagem: Imagem de domínio público trabalhada no Canva.</figcaption></figure><p>A codificação facial revela, por seu turno, que Leonardo da Vinci conseguiu captar <strong>microdinâmicas expressivas</strong> <strong>de extraordinária precisão</strong>, antecipando, séculos antes, princípios que hoje são estudados pela neurociência da emoção. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigador-portugues-usa-a-neurociencia-para-descodificar-as-emocoes-ocultas-da-ultima-ceia-1776263988663.jpg" data-image="909vjykkzgaz" alt="A Face da Traição, capa do livro do investigador Freitas-Magalhães" title="A Face da Traição, capa do livro do investigador Freitas-Magalhães"><figcaption>O livro “A Face da Traição” reúne 16 anos de investigação, incluindo as deslocações do autor até Milão para estudar a obra </figcaption></figure><p>A obra evidencia, assim, que o rosto humano funciona como uma <strong>interligação biológica entre o cérebro, a emoção e a comunicação social</strong>, tornando visíveis processos neuropsicológicos profundos.</p><div class="texto-destacado"><strong>“A 'Última Ceia' não é apenas uma obra de arte, é um teatro neuroemocional, onde a biologia da confiança quebrada se torna visível na face humana”.</strong> <br>Freitas-Magalhães, autor do estudo</div><p>Integrando neurociência, psicologia da emoção, história da arte e análise facial científica, o especialista em neurolinguística demonstra que, para lá da dimensão artística, espiritual e filosófica, a pintura pode ser compreendida como um verdadeiro <strong>laboratório visual da emoção humana</strong>.</p><h2>A ciência e o divino na obra de da Vinci</h2><p>O livro propõe, por isso, uma nova leitura da obra de Leonardo da Vinci não apenas como narrativa religiosa ou realização artística, mas como “<strong>documento extraordinário da psicologia humana</strong>”, destaca a universidade em comunicado.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A análise demonstra que a arte pode preservar, com notável fidelidade, os padrões universais da expressão emocional. De acordo com esta investigação, Cristo já compreendia, à época, o poder das expressões faciais. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>É a partir desta premissa que surge o presente estudo, articulando a precisão científica com a esfera do divino. Esta perspetiva neurocientífica é, por sua vez, sustentada por um <strong>instrumento científico</strong>, utilizado pela primeira vez no âmbito desta investigação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigador-portugues-usa-a-neurociencia-para-descodificar-as-emocoes-ocultas-da-ultima-ceia-1776264113223.jpg" data-image="9gecmhk6l5ig" alt="Retrato (desenho) de Leonardo da Vinci" title="Retrato (desenho) de Leonardo da Vinci"><figcaption>A “Última Ceia” de Leonardo da Vinci é uma das obras do Renascimento mais estudadas pela sua composição, simbolismo e inovação técnica. Imagem: Adobe Stock</figcaption></figure><p>Trata-se de um <strong>código de análise da expressão facial da emoção</strong>, único no mundo e usado para identificar os diferentes movimentos expressivos da “Última Ceia”. </p><p>Com os resultados reunidos em livro, Armindo Freitas-Magalhães pretende agora <strong>ajudar o cidadão comum a reconhecer as emoções</strong>. Ao fazê-lo, o investigador espera abrir caminho para uma compreensão mais profunda dos outros e evitar os muitos equívocos que tantas vezes nascem daquilo que não se vê, mas se sente.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em><a href="https://www.facebook.com/photo/?fbid=1707120167365792&set=pb.100042034763176.-2207520000&locale=pt_PT" target="_blank">Laboratório do Porto faz estudo pioneiro de 16 anos sobre A Última Ceia de Leonardo da Vinci</a>. Laboratório da Expressão Facial da Emoção. Faculdade de Medicina da Universidade Fernando Pessoa</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/investigador-portugues-usa-a-neurociencia-para-descodificar-as-emocoes-ocultas-da-ultima-ceia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os meteorologistas alertam: o corredor de tornados dos EUA está a mudar e existe agora uma nova zona de risco]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-meteorologistas-alertam-o-corredor-de-tornados-dos-eua-esta-a-mudar-e-existe-agora-uma-nova-zona-de-risco.html</link><pubDate>Wed, 15 Apr 2026 14:38:06 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O clássico “corredor de tornados” dos EUA já não está onde sempre esteve: meteorologistas e caçadores de tempestades estão a detetar uma deslocação para leste que altera completamente o mapa de risco.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologos-advierten-que-el-corredor-de-tornados-de-ee-uu-se-esta-desplazando-ahora-hay-una-nueva-zona-de-riesgo-1776153942794.jpeg" data-image="khgs89ghvdtf"><figcaption>A alteração do padrão da trajetória habitual dos tornados nos EUA é motivo de preocupação nas zonas afetadas.</figcaption></figure><p>Durante décadas, o coração dos tornados nos Estados Unidos esteve claramente definido: <strong>uma vasta faixa das Grandes Planícies conhecida como Tornado Alley</strong>, onde a interação das massas de ar favorecia a formação de tempestades severas.</p><p>No entanto, esse mapa clássico está a tornar-se obsoleto, segundo os meteorologistas. De acordo com os dados mais recentes, <strong>o maior risco está a deslocar-se para leste</strong>, numa mudança que tem implicações tanto meteorológicas como sociais.</p><h2>O Tornado Alley clássico: um equilíbrio atmosférico perfeito</h2><p>O Tornado Alley caracteriza-se historicamente por uma configuração atmosférica muito específica.</p><ul> <li><strong>Ar quente e húmido procedente do Golfo do México.</strong></li><li><strong>Ar frio e seco do Canadá.</strong></li><li><strong>Ar quente e seco vindo do sudoeste.</strong></li> </ul><p>Este choque de massas gera uma atmosfera altamente instável, ideal para o desenvolvimento de <strong>supercélulas capazes de deixar fenómenos extremos como granizo gigante ou tornados catastróficos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologos-advierten-que-el-corredor-de-tornados-de-ee-uu-se-esta-desplazando-ahora-hay-una-nueva-zona-de-riesgo-1776153027052.jpeg" data-image="0f6li4qe8xsr"><figcaption>Esta faixa é tradicionalmente considerada como a cintura de tornados dos EUA: NOAA.</figcaption></figure><p>Estados como o <strong>Texas, Oklahoma e Kansas </strong>têm sido o epicentro destes fenómenos desde há anos.</p><h2>Uma mudança silenciosa: menos tornados nas planícies</h2><p>Estudos recentes apontam para <strong>uma tendência clara</strong>.</p><ul><li>Menos dias com tornados em zonas tradicionais como o Texas ou Oklahoma.</li><li>Diminuição progressiva da atividade no núcleo clássico.</li></ul><p>Em cidades como <strong>Dallas ou Austin</strong>, por exemplo, foram registados <strong>menos dias de tornados por década</strong>, o que reforça a teoria de uma mudança geográfica.</p><h2>O novo foco: o sudeste dos Estados Unidos</h2><p>Entretanto, a atividade está a aumentar em zonas mais a leste, naquilo a que alguns especialistas já chamam uma nova área de risco:</p><ul> <li><strong> Tennessee.</strong></li> <li><strong> Kentucky.</strong></li> <li><strong> Alabama.</strong></li> <li><strong> Mississippi.</strong></li> <li><strong> Arkansas.</strong></li> </ul><p>Esta mudança não é subjetiva, uma vez que os registos mostram que <strong>o centro da atividade tornádica </strong>se deslocou de oeste do rio Mississippi para mais a leste.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">I dont think enough people appreciate the fact thst Tornado alley is slowly moving east. If, say, the Wizard of Oz were to happen today, Dorothy probably wouldn't be from Kanasas anymore. It's more likely she'd be from Ole Miss. <a href="https://t.co/ng0k5AjTSJ">pic.twitter.com/ng0k5AjTSJ</a></p>— Michael (@_JeanLannes) <a href="https://twitter.com/_JeanLannes/status/2032172096856506843?ref_src=twsrc%5Etfw">March 12, 2026</a></blockquote></figure><h2>Porque é que os tornados estão a deslocar-se?</h2><p>Do ponto de vista meteorológico, a explicação aponta para<strong> alterações na distribuição das massas de ar</strong>.</p><ul><li><strong>Mais humidade no sudeste</strong>: o Golfo do México traz ar cada vez mais quente e húmido para leste, aumentando a energia disponível para as tempestades (CAPE).</li><li><strong>Condições mais secas nas planícies</strong>: as Grandes Planícies registam episódios mais secos, reduzindo a frequência de condições favoráveis à ocorrência de tornados.</li><li><strong>Alterações na circulação atmosférica</strong>: a deslocação da corrente de jato e dos sistemas de baixa pressão também influencia a localização das tempestades severas.</li></ul><p>A mudança não é apenas relevante do ponto de vista meteorológico, mas tem também<strong> consequências diretas no impacto dos tornados</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologos-advierten-que-el-corredor-de-tornados-de-ee-uu-se-esta-desplazando-ahora-hay-una-nueva-zona-de-riesgo-1776153633378.jpeg" data-image="nrg4uz1tueq3"><figcaption>A população precisa de estar preparada para os tornados.</figcaption></figure><p>As novas zonas afetadas: </p><ul> <li><strong>São mais densamente povoadas.</strong></li><li><strong>Têm um maior número de habitações vulneráveis.</strong></li><li><strong>Não têm a mesma cultura de prevenção.</strong></li> </ul><p>Isto significa que, embora o número total de tornados não aumente significativamente, <strong>o seu impacto potencial é maior</strong>.</p><h3>Um mapa do risco em transformação</h3><p><strong>A deslocação do corredor de tornados é um exemplo claro de como o clima não é estático</strong>. O que durante décadas foi uma zona bem definida está agora a transformar-se, transferindo o risco para regiões onde o grau de preparação é menor.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="701911" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/tornados-na-arte-fenomenos-extremos-retratados-ha-seculos.html" title="Tornados na arte: fenómenos extremos retratados há séculos">Tornados na arte: fenómenos extremos retratados há séculos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/tornados-na-arte-fenomenos-extremos-retratados-ha-seculos.html" title="Tornados na arte: fenómenos extremos retratados há séculos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-tornados-en-el-arte-1742106186498_320.jpg" alt="Tornados na arte: fenómenos extremos retratados há séculos"></a></article></aside><p><strong>Na meteorologia, tal como na geografia</strong>, as mudanças mais importantes nem sempre são as mais visíveis, mas são as que têm as maiores consequências.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><a href="https://www.spc.noaa.gov/climo/dataviewer/?hzrd=tor&sect=conus&intv=year&pd=30&thrs=0" target="_blank" rel="nofollow"><em>https://www.spc.noaa.gov/climo/dataviewer/?hzrd=tor§=conus&intv=year&pd=30&thrs=0</em></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-meteorologistas-alertam-o-corredor-de-tornados-dos-eua-esta-a-mudar-e-existe-agora-uma-nova-zona-de-risco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os pinguins precisam urgentemente de ajuda ou enfrentam a extinção, alerta uma organização de caridade]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-pinguins-precisam-urgentemente-de-ajuda-ou-enfrentam-a-extincao-alerta-uma-organizacao-de-caridade.html</link><pubDate>Wed, 15 Apr 2026 14:24:16 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>As alterações climáticas estão a provocar um declínio drástico da população de pinguins-imperador à medida que o seu habitat na Antártida derrete com o calor, alerta a WWF. A organização de conservação da natureza apela a medidas especiais de proteção das aves antes que seja demasiado tarde.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/penguins-need-urgent-help-or-face-extinction-charity-warns-1775812694301.jpeg" data-image="prcqhh808lq9" alt="Kaiserpinguine könnten bis zum Jahr 2100 ausgestorben sein, wenn nicht dringend Maßnahmen ergriffen werden" title="Kaiserpinguine könnten bis zum Jahr 2100 ausgestorben sein, wenn nicht dringend Maßnahmen ergriffen werden"><figcaption>Os pinguins-imperador poderão estar extintos até 2100 se não forem tomadas medidas urgentes</figcaption></figure><p>De acordo com a organização de conservação da natureza WWF, a população de pinguins-imperador poderá diminuir para <strong>cerca de metade do seu tamanho atual</strong> nos próximos 50 anos.</p><p>O aviso foi feito depois de os especialistas em vida selvagem da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) terem baixado a classificação da espécie de “potencialmente em perigo” para “criticamente em perigo” na sua <strong>Lista Vermelha</strong>.</p><p>A população diminuiu <strong>quase 10%</strong> entre 2009 e 2018. Recentemente, porém, a situação agravou-se ainda mais, uma vez que o gelo marinho diminuiu para um nível recorde.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Estes ícones do gelo podem muito bem estar a <strong>descer a ladeira escorregadia em direção à extinção</strong> até ao final deste século.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Entre 2018 e 2023, a população diminuiu <strong>cerca de 22%</strong>; o número atual é estimado em cerca de 595 000 adultos.</p><p>Modelos anteriores sugerem um novo declínio ou mesmo <strong>a extinção funcional até ao final deste século</strong>.</p><p>A WWF apela agora a<strong> uma ação urgente </strong>para travar as alterações climáticas e proteger os pinguins-imperador e o seu habitat.</p><h2>Porque é que os pinguins-imperador são tão necessitados?</h2><p>Esta espécie <strong>encontra-se apenas na Antártida</strong> e está singularmente adaptada para sobreviver neste ambiente.</p><p>Durante nove meses do ano, os pinguins-imperador dependem de <strong>“gelo sólido”</strong> - gelo marinho que está ligado a terra, ao fundo do mar ou a plataformas de gelo.</p><p>Durante este período, reúnem-se<strong> em grandes colónias</strong> para acasalar, pôr ovos, criar crias e fazer a muda para renovar a sua plumagem que repele a água e é isolante.</p><p>Desde 2013, a WWF e cientistas britânicos têm vindo a monitorizar as colónias de pinguins-imperador na Antártida, utilizando <strong>imagens de satélite de alta resolução</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="744541" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/pumas-na-patagonia-a-caca-entre-felinos-e-pinguins.html" title="Pumas na Patagónia: a caça entre felinos e pinguins">Pumas na Patagónia: a caça entre felinos e pinguins</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/pumas-na-patagonia-a-caca-entre-felinos-e-pinguins.html" title="Pumas na Patagónia: a caça entre felinos e pinguins"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pumas-na-patagonia-a-caca-entre-felinos-e-pinguins-1766007964367_320.png" alt="Pumas na Patagónia: a caça entre felinos e pinguins"></a></article></aside><p>Este estudo revelou <strong>um quadro cada vez mais negro</strong>. Desde 2016, o gelo marinho na Antártida diminuiu drasticamente, tanto em termos de extensão como de duração.</p><p>A quebra precoce do gelo rápido nos locais de muitas colónias de reprodução na Antártida levou a <strong>falhas catastróficas na reprodução</strong>.</p><p>Em 2022, quatro dos cinco locais de reprodução conhecidos na Antártida ocidental colapsaram, <strong>com milhares de crias</strong>, que só desenvolvem penas repelentes de água pouco antes de atingirem a idade adulta, provavelmente a morrerem congeladas ou afogadas.</p><p>Mesmo os pinguins adultos correm o risco de morrer nos oceanos gelados se <strong>não encontrarem locais seguros para a muda de penas</strong> entre janeiro e março de cada ano.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/penguins-need-urgent-help-or-face-extinction-charity-warns-1775812630548.jpeg" data-image="pcwy0y82mpgl" alt="Die Federn von Kaiserpinguinen sind während der Mauser nicht wasserabweisend, wodurch sie Gefahr laufen, zu ertrinken" title="Die Federn von Kaiserpinguinen sind während der Mauser nicht wasserabweisend, wodurch sie Gefahr laufen, zu ertrinken"><figcaption>As penas dos pinguins-imperador não são repelentes à água durante a muda, o que os coloca em risco de se afogarem</figcaption></figure><p> A quebra precoce do gelo marinho em partes da Antártida Ocidental fez com que os pinguins se concentrassem numa área mais pequena de gelo durante a época da muda, <strong>aumentando o risco de caírem nas águas geladas</strong>. </p><h2>O que pode ser feito para salvar os pinguins-imperador?</h2><p>A WWF está a pedir que os pinguins-imperador sejam listados como uma espécie especialmente protegida <strong>na próxima reunião do Tratado da Antártida</strong>, em maio.</p><p>Esta medida proporcionaria uma proteção adicional contra as pressões humanas sobre o seu habitat, incluindo <strong>o turismo e a navegação</strong>.</p><p>Rod Downie, conselheiro principal para as questões polares e marinhas da WWF, declarou: "Dado o declínio chocante do gelo marinho antártico a que estamos a assistir atualmente, estes ícones do mundo gelado <strong>podem muito bem estar em vias de extinção até ao final deste século</strong>, a menos que atuemos agora.</p><p>“É necessária uma ação urgente para limitar o aumento da temperatura média global o mais possível a 1,5 °C, para proteger as águas em torno da Antártida, que estão repletas de vida, e para designar os pinguins-imperador como uma espécie especialmente protegida”, afirmou.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-pinguins-precisam-urgentemente-de-ajuda-ou-enfrentam-a-extincao-alerta-uma-organizacao-de-caridade.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O tempo em Lisboa: as horas mais quentes da semana serão registadas entre sábado e domingo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-em-lisboa-as-horas-mais-quentes-da-semana-serao-registadas-entre-sabado-e-domingo.html</link><pubDate>Wed, 15 Apr 2026 13:59:09 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma crista anticiclónica trará estabilidade e uma massa de ar quente a Portugal continental, elevando as temperaturas para valores acima da média. Saiba o que se prevê para Lisboa este fim de semana.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5l7t6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5l7t6.jpg" id="xa5l7t6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O estado do tempo em Portugal continental nos próximos dias será influenciado pelo <strong>reforço de uma crista anticiclónica</strong> que se estabelecerá sobre grande parte da Península Ibérica. Esta configuração sinóptica irá proporcionar uma situação meteorológica estável e uma <strong>subida gradual das temperaturas</strong>, impulsionada pela entrada de uma <strong>massa de ar quente a níveis médios</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Em consequência disto, os termómetros irão registar valores mais típicos do final da primavera ou até mesmo do início do verão, <strong>com várias cidades e localidades a aproximarem-se dos 30 ºC, especialmente nos vales do Douro, Tejo e Guadiana</strong>.</p><p>No Centro e Sul de Portugal continental a subida térmica será particularmente expressiva, regiões onde o ambiente quente se consolidará com o passar dos dias. De acordo com os modelos, <strong>Lisboa viverá um fim de semana completamente estável, com céu pouco nublado ou limpo e temperaturas claramente acima da média </strong>para esta época do ano.</p><h2>Céu limpo e temperatura em escalada rápida no arranque do fim de semana</h2><p><strong>Sábado, 18 de abril</strong>, iniciará com um ambiente relativamente fresco em Lisboa, com temperaturas a rondar os 13/14 ºC nas primeiras horas do dia. No entanto, a temperatura escalará rapidamente ao longo da manhã sob<strong> céu limpo</strong>, dando lugar a uma <strong>tarde claramente quente em Lisboa</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-tempo-em-lisboa-as-horas-mais-quentes-da-semana-serao-registadas-entre-sabado-e-domingo-1776256442925.png" data-image="t6puav0kh087"><figcaption>Fim de semana marcado pelo calor invulgar para a época do ano, estando prevista uma anomalia térmica positiva de até +7 ºC em Lisboa, capital de Portugal.</figcaption></figure><p>Segundo os mapas da Meteored, prevê-se que o termómetro registe uma<strong> temperatura máxima de 27 ºC na capital portuguesa entre as 15:00 e 17:00 de sábado, dia 18</strong>, sendo este um<strong> </strong>dos<strong> períodos mais quentes do fim de semana</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Este sábado, dia 18, prevê-se uma anomalia térmica positiva de +7 ºC em Lisboa.</strong> Uma anomalia térmica corresponde à diferença entre o valor da média climatológica de referência e o valor previsto, sendo positiva quando o valor previsto é mais quente que o habitual (superior à média), e negativa quando o valor previsto é mais frio que o habitual (inferior à média).</div><p>Entre as 19:00 e as 20:00 o sol começará a baixar e, com a fonte de calor a desaparecer, a temperatura cairá, assinalando-se 22 ºC. Por volta das 22:00, já em período noturno, preveem-se <strong>19 ºC, um valor bem elevado para uma noite primaveril e que, segundo os mapas, denotará uma anomalia térmica positiva de até 4 ºC</strong>.</p><h2>Domingo, outro dia com temperaturas superiores à média, mas ligeiramente menos quente</h2><p><strong>Domingo, 19 de abril</strong>, iniciará novamente com um ambiente relativamente fresco em Lisboa, com temperaturas a rondar os 13/14 ºC nas primeiras horas do dia. A temperatura vai voltar a escalar ao longo da manhã, embora para valores não tão elevados, uma vez que os <strong>mapas antecipam céu parcialmente nublado</strong>, num cenário que se deverá prolongar por todo o dia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764040" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-sera-afetado-modelos-de-ia-preveem-uma-mudanca-na-circulacao-atmosferica-a-partir-de-segunda-feira-dia.html" title="Portugal será afetado: modelos de IA preveem uma mudança na circulação atmosférica a partir de segunda-feira, dia 20">Portugal será afetado: modelos de IA preveem uma mudança na circulação atmosférica a partir de segunda-feira, dia 20</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-sera-afetado-modelos-de-ia-preveem-uma-mudanca-na-circulacao-atmosferica-a-partir-de-segunda-feira-dia.html" title="Portugal será afetado: modelos de IA preveem uma mudança na circulação atmosférica a partir de segunda-feira, dia 20"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-sera-afetado-modelos-de-ia-preveem-uma-mudanca-na-circulacao-atmosferica-a-partir-de-segunda-feira-dia-1776254447837_320.jpg" alt="Portugal será afetado: modelos de IA preveem uma mudança na circulação atmosférica a partir de segunda-feira, dia 20"></a></article></aside><p><strong>A presença de nuvens sobre Lisboa fará com que o aquecimento da superfície durante o dia devido à radiação solar seja menos eficaz</strong>, o que se refletirá numa tarde mais amena e durante a qual se prevê uma <strong>temperatura máxima de 25 ºC</strong>. Não obstante, os mapas continuam a vislumbrar uma anomalia térmica positiva de 6 ºC.</p><p>Por volta das 22:00, à semelhança do dia anterior, o termómetro voltará a marcar os 19 ºC, pondo em evidência um <strong>fim de semana marcado por temperaturas claramente acima da média e com valores mais típicos de final de primavera na capital portuguesa</strong>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-em-lisboa-as-horas-mais-quentes-da-semana-serao-registadas-entre-sabado-e-domingo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item></channel></rss>