<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Tempo.pt - Meteored</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Sun, 24 May 2026 16:00:16 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sun, 24 May 2026 16:00:16 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Tempo.pt - Meteored</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Na próxima semana várias cidades e vilas do interior de Portugal continental quase chegarão aos 40 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-proxima-semana-varias-cidades-e-vilas-do-interior-de-portugal-continental-quase-chegarao-aos-40-c.html</link><pubDate>Sun, 24 May 2026 13:06:08 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma “cúpula de calor” irá dominar o tempo em Portugal na última semana de maio. Estão previstas temperaturas iguais ou superiores a 35 ºC em vastas zonas e também noites tropicais.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xab16ui"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xab16ui.jpg" id="xab16ui"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O estado do tempo em Portugal continental será condicionado por um poderoso <strong>anticiclone subtropical</strong> na Europa Ocidental, o que originará um episódio de<strong> onda de calor</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>Portugal vai manter-se envolto num episódio de calor mais típico da canícula nesta reta final de maio, com várias localidades a atingirem temperaturas superiores a 35 ºC.</div><p>O anticiclone persistente impede a renovação do ar à superfície, que é fortemente aquecido sobre as superfícies continentais graças a dois fatores: a <strong>forte insolação diurna </strong>típica da época e <strong>a subsidência e compressão do ar que se gera no seio da crista</strong>. Este panorama meteorológico irá causar temperaturas típicas de julho em muitas zonas de Portugal.</p><h2>Tempo estável em grande parte de Portugal, mas ainda haverá trovoadas</h2><p><strong>Na última semana de maio a escassa precipitação prevista para Portugal</strong> ocorrerá em função de três situações atmosféricas distintas: a primeira diz respeito à circulação atlântica que afetará o arquipélago dos Açores entre segunda (25) e quarta-feira (27); a segunda refere-se à <strong>pequena bolsa de ar frio</strong>, ainda posicionada em altitude sobre o noroeste da Península Ibérica, que dará origem a mais aguaceiros e <strong>principalmente a novas trovoadas no dia de amanhã - segunda-feira, 25 de maio</strong>.</p><p>A terceira e última relaciona-se com <strong>aguaceiros muito localizados no interior Norte e Centro entre quarta e sexta, dias 27 e 29</strong>. Não obstante, em grande parte da geografia portuguesa, predominará céu pouco nublado ou limpo e a ausência de chuva.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/na-proxima-semana-varias-cidades-e-vilas-do-interior-de-portugal-continental-quase-chegarao-aos-40-c-1779626838408.png" data-image="a8tsye3z766y"><figcaption>Densidade de descargas elétricas previstas para as 15:00 de segunda-feira, 25 de maio.</figcaption></figure><p><strong>No período entre as 12:00 e as 19:00 de segunda-feira (25)</strong>, ainda se prevê a ocorrência de algumas <strong>descargas elétricas no Norte</strong> e em algumas zonas do<strong> Centro</strong>, em particular nas <strong>áreas montanhosas da Barreira de Condensação e na Peneda-Gerês</strong>. Os aguaceiros serão mais prováveis no extremo norte, sobretudo na região do Minho. No resto de Portugal continental não se espera precipitação.</p><p><strong>Prevê-se que terça-feira (26) seja um dia seco e estável em toda a geografia</strong>, enquanto que na <strong>quarta-feira (27)</strong> poderão surgir novamente <strong>aguaceiros à tarde no interior Norte e Centro</strong> (com destaque para Nordeste Transmontano e Beira Alta), podendo talvez ocorrer também no <strong>Alto Alentejo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/na-proxima-semana-varias-cidades-e-vilas-do-interior-de-portugal-continental-quase-chegarao-aos-40-c-1779627057795.png" data-image="uypkms575t8p"><figcaption>Distribuição da precipitação acumulada em Portugal continental até à 01:00 da manhã de sábado, 30 de maio.</figcaption></figure><p>Espera-se que<strong> quinta (28) e sexta-feira (29) sejam dias geralmente estáveis em Portugal continental</strong>, embora esteja previsto o desenvolvimento de nuvens de evolução diurna em algumas áreas montanhosas das Regiões Norte e Centro. Prevê-se a ocorrência de <strong>aguaceiros no interior Norte e Centro, podendo ser acompanhados de trovoadas, na quinta-feira (28)</strong>, tanto na Cordilheira Central (Serras Açor, Lousã e Estrela e áreas envolventes) como em algumas zonas da Região Norte, com destaque para a Peneda-Gerês.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770422" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ultima-semana-de-maio-traz-chuva-e-vento-forte-aos-acores-enquanto-a-madeira-tera-tempo-mais-quente-e-seco.html" title="Última semana de maio traz chuva e vento forte aos Açores, enquanto a Madeira terá tempo mais quente e seco">Última semana de maio traz chuva e vento forte aos Açores, enquanto a Madeira terá tempo mais quente e seco</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ultima-semana-de-maio-traz-chuva-e-vento-forte-aos-acores-enquanto-a-madeira-tera-tempo-mais-quente-e-seco.html" title="Última semana de maio traz chuva e vento forte aos Açores, enquanto a Madeira terá tempo mais quente e seco"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ultima-semana-de-maio-traz-chuva-e-vento-forte-aos-acores-enquanto-a-madeira-tera-tempo-mais-quente-e-seco-1779619004482_320.png" alt="Última semana de maio traz chuva e vento forte aos Açores, enquanto a Madeira terá tempo mais quente e seco"></a></article></aside><p><strong>Na sexta-feira (29) as descargas elétricas poderão voltar a surgir </strong>embora numa menor área geográfica abrangida e com menos intensidade. A instabilidade atmosférica poderá repetir-se no <strong>sábado (30), com novas trovoadas vespertinas localmente fortes no interior Norte e Centro</strong>. Para <strong>domingo (31)</strong> tudo indica, para já e com a elevada incerteza associada à previsão, que o <strong>tempo estará seco e estável</strong> em toda a geografia do Continente.</p><h2>Calor canicular imperará na última semana de maio. Algumas localidades poderão roçar os 40 ºC</h2><p>Durante grande parte da semana <strong>as temperaturas máximas irão ultrapassar os 35 ºC nos vales do Douro, Tejo, Sado e Guadiana, em quase todo o interior alentejano e em vastas zonas da Beira Beira</strong>, sendo que em alguns dias, como por exemplo na quinta-feira, 28 de maio, até mesmo no interior de distritos nortenhos banhados pelo mar (Porto e Braga) se preveem 36 ou 37 ºC.</p><div class="texto-destacado">De momento, tudo indica que <strong>quinta-feira, 28 de maio, será o dia mais quente da semana</strong> em Portugal continental. Prevê-se que várias cidades e vilas do interior, tais como <strong>Abrantes, Entroncamento, Golegã, Chamusca, Coruche e Ponte de Sor, registem 39 ºC</strong> neste dia.</div><p>Além disto, mais de metade das capitais distritais registará durante toda a semana temperaturas máximas iguais ou superiores a 30 ºC, podendo alcançar um máximo de<strong> 38 ºC</strong>, também na <strong>quinta-feira, dia 28</strong> (<strong>Santarém</strong>). Ainda nesse dia, preveem-se 34 ºC em Lisboa e Leiria, 35 ºC em Coimbra, Castelo Branco e Portalegre, 36 ºC em Braga e Évora e 37 ºC em Beja. Já o Porto poderá chegar aos 32 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/na-proxima-semana-varias-cidades-e-vilas-do-interior-de-portugal-continental-quase-chegarao-aos-40-c-1779627224001.jpg" data-image="sehclqfkw1xh"><figcaption>O cenário previsto pelo mapa de anomalias térmicas para a última semana de maio não deixa margem para dúvidas: em quase toda a geografia de Portugal continental as temperaturas ficarão mais de 4 ºC acima da média para um final de maio.</figcaption></figure><p>Ao longo da semana, <strong>serão cada vez mais frequentes as noites tropicais</strong> (mínimas iguais ou superiores a 20 ºC) nos grandes vales fluviais, bem como no Alentejo, Algarve e até mesmo em algumas cidades costeiras como Porto e Lisboa.</p><p>Embora em várias zonas as mínimas não desçam abaixo dos 20 ºC durante quase toda a semana, como será o caso de Portalegre, <strong>os dias em que se prevê mais calor noturno (noite tropical) em termos de intensidade e área geográfica abrangida serão quarta, quinta e sexta-feira, dias 27, 28 e 29 de maio</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-proxima-semana-varias-cidades-e-vilas-do-interior-de-portugal-continental-quase-chegarao-aos-40-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Última semana de maio traz chuva e vento forte aos Açores, enquanto a Madeira terá tempo mais quente e seco]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ultima-semana-de-maio-traz-chuva-e-vento-forte-aos-acores-enquanto-a-madeira-tera-tempo-mais-quente-e-seco.html</link><pubDate>Sun, 24 May 2026 11:17:26 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Na última semana de maio, nos Açores, espera-se chuva, vento forte e maior instabilidade atmosférica, enquanto a Madeira deverá registar vários dias consecutivos de tempo seco, céu pouco nublado e temperaturas acima da média para a época.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xab0v26"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xab0v26.jpg" id="xab0v26"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A última semana de maio deverá trazer <strong>condições meteorológicas bastante distintas </strong>aos arquipélagos dos <strong>Açores </strong>e da <strong>Madeira</strong>, refletindo a influência de dois padrões atmosféricos diferentes sobre o Atlântico Norte. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Enquanto os <strong>Açores</strong> continuarão mais expostos à<strong> circulação atlântica e à passagem de superfícies frontais</strong>, a <strong>Madeira</strong> deverá permanecer sob influência de uma <strong>crista subtropical</strong>, favorecendo tempo mais estável, seco e relativamente quente para a época.</p><h2>Açores sob influência atlântica com chuva e vento forte</h2><p>Nos Açores, o início da semana deverá ficar marcado por maior instabilidade atmosférica devido à influência de uma circulação húmida de oeste e sudoeste. Esperam-se <strong>períodos de céu muito nublado, aguaceiros dispersos e vento moderado a forte</strong>. As temperaturas máximas deverão variar entre 18 e 21 ºC, enquanto as mínimas oscilarão entre 14 e 17 ºC. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ultima-semana-de-maio-traz-chuva-e-vento-forte-aos-acores-enquanto-a-madeira-tera-tempo-mais-quente-e-seco-1779619359355.png" data-image="jwghhkc0lgai"><figcaption>Passagem de uma frente atlântica ativa nos Açores durante a noite de segunda-feira, com precipitação moderada a forte a afetar sobretudo o Grupo Ocidental e áreas do Grupo Central. O fluxo intenso de oeste/sudoeste evidencia o início do agravamento do estado do tempo.</figcaption></figure><p>Na<strong> terça-feira</strong>, prevê-se um agravamento do estado do tempo devido à passagem de uma superfície frontal ativa. No Grupo Ocidental, o vento poderá soprar forte de sul, rodando para oeste, com <strong>rajadas até 80 km/h nas Flores e no Corvo</strong>. </p><p>No Grupo Central, o vento deverá soprar de sueste moderado a forte, com <strong>rajadas até 65 km/h no Faial, Pico e São Jorge, enquanto no Grupo Oriental são esperadas rajadas até 50 km/h</strong>. Esperam-se períodos de chuva, passando gradualmente a aguaceiros. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ultima-semana-de-maio-traz-chuva-e-vento-forte-aos-acores-enquanto-a-madeira-tera-tempo-mais-quente-e-seco-1779619004482.png" data-image="t65mdqqomtdn"><figcaption>Acumulados significativos de precipitação até quarta-feira nos Açores, especialmente no Grupo Ocidental, onde os valores ultrapassam os 80 mm. No Grupo Central registam-se acumulados moderados, enquanto no Grupo Oriental a precipitação é menos expressiva, refletindo a influência persistente da circulação atlântica.</figcaption></figure><p>Durante <strong>quarta-feira</strong>, persistirão<strong> aguaceiros</strong> e vento moderado a forte de oeste, sobretudo no Grupo Ocidental, onde ainda poderão ocorrer <strong>rajadas até 70 km/h</strong>. </p><p><strong>O estado do tempo deverá estabilizar gradualmente a partir de quinta-feira</strong>, com abertas mais prolongadas, diminuição da precipitação e subida das temperaturas. Entre sexta-feira e domingo, as máximas poderão atingir 21 a 25 ºC nas ilhas do Grupo Oriental. A precipitação acumulada poderá ultrapassar os 80 mm nas Flores e no Corvo durante os períodos mais persistentes de chuva.</p><h2>Madeira sob influência subtropical com tempo seco e subida das temperaturas</h2><p><strong>Na Madeira, o estado do tempo deverá manter-se estável ao longo da semana</strong>. Entre segunda-feira e quarta-feira prevê-se céu geralmente pouco nublado, embora com períodos de maior nebulosidade nas vertentes norte e terras altas. As temperaturas máximas deverão variar entre<strong> 22 e 24 ºC no Funchal e costa sul</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ultima-semana-de-maio-traz-chuva-e-vento-forte-aos-acores-enquanto-a-madeira-tera-tempo-mais-quente-e-seco-1779619462286.png" data-image="g4qn875sc6zc"><figcaption>Temperaturas amenas a agradáveis na Madeira durante a tarde de terça-feira, com valores entre 20 e 25 ºC, mais elevados no interior e vertentes sul. O padrão confirma a influência da crista subtropical, com tempo estável, seco e relativamente quente para a época.</figcaption></figure><p><strong>A partir de quinta-feira, a subida gradual das temperaturas deverá tornar-se mais evidente em grande parte do arquipélago</strong>, sobretudo na costa sul e no Porto Santo. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770319" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-34-c-alfredo-graca-indica-os-horarios-em-que-se-deve-evitar-o-esforco-fisico-em-beja-evora-lisboa-e-santarem.html" title="Até 34 ºC: Alfredo Graça indica os horários em que se deve evitar o esforço físico em Beja, Évora, Lisboa e Santarém">Até 34 ºC: Alfredo Graça indica os horários em que se deve evitar o esforço físico em Beja, Évora, Lisboa e Santarém</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-34-c-alfredo-graca-indica-os-horarios-em-que-se-deve-evitar-o-esforco-fisico-em-beja-evora-lisboa-e-santarem.html" title="Até 34 ºC: Alfredo Graça indica os horários em que se deve evitar o esforço físico em Beja, Évora, Lisboa e Santarém"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-34-c-alfredo-graca-indica-os-horarios-em-que-se-deve-evitar-o-esforco-fisico-em-beja-evora-lisboa-e-santarem-1779543980414_320.jpg" alt="Até 34 ºC: Alfredo Graça indica os horários em que se deve evitar o esforço físico em Beja, Évora, Lisboa e Santarém"></a></article></aside><p>As máximas poderão atingir 24 a 26 ºC durante as tardes mais quentes, enquanto <strong>o vento soprará geralmente fraco a moderado de nordeste</strong>, por vezes com rajadas entre 35 e 45 km/h nas terras altas e extremos leste da ilha até ao próximo fim de semana.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ultima-semana-de-maio-traz-chuva-e-vento-forte-aos-acores-enquanto-a-madeira-tera-tempo-mais-quente-e-seco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Secas, calor e tempestades extremas: o mapa dos efeitos globais que o iminente fenómeno El Niño irá deixar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/secas-calor-e-tempestades-extremas-o-mapa-dos-efeitos-globais-que-o-iminente-fenomeno-el-nino-ira-deixar.html</link><pubDate>Sun, 24 May 2026 11:09:42 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O El Niño de 2026 mantém-se numa fase neutra nesta primavera, mas existe uma elevada probabilidade de se tornar muito intenso no final do ano; poderá mesmo vir a ocorrer um super-El Niño entre 2026 e 2027.</p><figure id="first-video" class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/oG2RRpqSEmY/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=oG2RRpqSEmY" id="oG2RRpqSEmY"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p><strong>O El Niño é um fenómeno climático que ocorre de forma recorrente, sem uma periodicidade fixa, com efeitos que se fazem sentir em vastas zonas do planeta</strong>. Possui uma fase fria denominada La Niña, uma fase neutra e uma fase quente que é o próprio El Niño, e que, segundo alguns especialistas, poderá já ter começado.</p><h2>Porque é conhecido como El Niño?</h2><p>Os pescadores peruanos do século XIX perceberam que existia uma corrente marinha anómala devido à sua temperatura e que, de tempos a tempos, chegava às suas costas. <strong>Esta corrente marinha quente costumava chegar por volta do Natal e, por isso, decidiram chamá-la de El Niño</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Pescadores peruanos observaban cada cierto tiempo como en Navidades llegaba una corriente de agua cálida con pocos nutrientes a sus costas, lo que hacía disminuir los peces capturados. Como sucedía cada Navidad, a esta corriente la llamaron el Niño, en referencia al «Niño» Jesús. <a href="https://t.co/B5RWU3Abzh">pic.twitter.com/B5RWU3Abzh</a></p>— AEMET Divulga (@AEMET_Divulga) <a href="https://twitter.com/AEMET_Divulga/status/1722200183629656424?ref_src=twsrc%5Etfw">November 8, 2023</a></blockquote></figure><p>As águas frias, com uma temperatura bastante baixa devido à corrente fria de Humboldt e ao afloramento de águas frias profundas ao largo das costas do sul do Equador, do Peru e do norte do Chile, foram substituídas pelas águas quentes desta corrente, provenientes do Pacífico equatorial. Isso <strong>provocou o desaparecimento dos peixes mais abundantes nas águas frias ricas em plâncton</strong>.</p><h2>A relação entre a corrente marinha do El Niño e a atmosfera</h2><p>O fenómeno climático do El Niño tem um impacto negativo na indústria pesqueira peruana, mas também <strong>provoca precipitações que podem chegar a ser torrenciais nas regiões áridas do Peru e do norte do Chile</strong>, no deserto de Atacama.</p><p><strong>Entre 1957 e 1958, ocorreu um El Niño muito intenso que provocou chuvas extremas</strong> em alguns países, como o Peru, e, por sua vez, uma grave seca no sudeste asiático e na Índia.</p><div class="texto-destacado">Uma teleconexão ou conexão à distância ocorre quando duas regiões do planeta estão conectadas. O fenómeno de equilíbrio da pressão atmosférica de forma coordenada no Pacífico Sul é denominado Oscilação do Sul.<br></div><p>Já na década de 1920, um físico e climatologista britânico, Gilbert Walker, tinha descoberto que <strong>quando a pressão atmosférica aumenta no Pacífico sul-americano, ao mesmo tempo a pressão atmosférica diminui no norte da Austrália e na Indonésia, e vice-versa no caso contrário</strong>, ligando estas duas regiões planetárias no que diz respeito ao comportamento da pressão atmosférica.</p><h3>A atmosfera e o oceano estão interligados</h3><p>Mais tarde, na década de 1960, o conhecido meteorologista Jacob Bjerknes demonstrou que a atmosfera e o oceano estão interligados, pelo que <strong>o que ocorre numa destas duas componentes do sistema climático tem repercussões na outra</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sequias-calor-y-tormentas-extremas-el-mapa-de-los-efectos-globales-que-dejara-el-inminente-fenomeno-de-el-nino-1779617253213.png" data-image="grb69lb2bhrf"><figcaption>Os efeitos mais frequentes do El Niño entre junho e agosto, segundo a NOAA.</figcaption></figure><p>Bjerknes associou o aquecimento do Oceano Pacífico sul-americano causado pelo El Niño à Oscilação do Sul. <strong>O nome El Niño-Oscilação do Sul surge da união das denominações da componente oceânica e da atmosférica</strong>: ENOS ou ENSO, em inglês.</p><p><strong>O El Niño ocorre quando as águas do Pacífico equatorial aquecem e se deslocam em direção à América Central</strong>, bifurcando-se para sul ao longo da costa do Equador, Peru e Chile. Isto acontece, por sua vez, quando <strong>o anticiclone tropical do Pacífico Sul enfraquece, bem como o seu regime associado de ventos alísios</strong> que sopram da América do Sul em direção à Austrália e à Indonésia.</p><h2> Que efeitos poderá ter um El Niño intenso como o que se prevê para os próximos meses?</h2><p><strong>O El Niño mais intenso registado no século XX ocorreu em 1982-83, afetando várias regiões do mundo</strong>, com inundações no Equador, Peru, Chile e sul dos Estados Unidos, secas no nordeste do Brasil e na Indonésia, e um inverno muito ameno nas latitudes médias da Europa, Ásia e América do Norte. Por outro lado, <strong>em 1997-98 ocorreu o último El Niño intenso, com graves inundações na Califórnia</strong>.</p><div class="texto-destacado">O El Niño é um fenómeno de interação entre a atmosfera e o oceano de âmbito global, com repercussões que podem chegar a ser catastróficas, mesmo em regiões muito distantes do seu local de origem. </div><p><strong>Um super El Niño, tal como previsto pela maioria dos modelos para os próximos meses, resultaria numa temperatura média global elevada, superior à que seria de esperar </strong>no atual momento de aquecimento global, bem como em precipitações abundantes no Equador, no Peru e no Chile, na região de Mar de Plata na Argentina, na parte oriental do continente africano e no sul dos Estados Unidos. É também provável que provoque <strong>secas graves </strong>no sudeste asiático, no nordeste do Brasil e em parte da Austrália. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="758605" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/el-nino-aproxima-se-trara-tempo-extremo-e-temperaturas-mais-elevadas-ao-mundo-o-que-significa-isto-para-portugal.html" title="El Niño aproxima-se: trará tempo extremo e temperaturas mais elevadas ao mundo; o que significa isto para Portugal?">El Niño aproxima-se: trará tempo extremo e temperaturas mais elevadas ao mundo; o que significa isto para Portugal?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/el-nino-aproxima-se-trara-tempo-extremo-e-temperaturas-mais-elevadas-ao-mundo-o-que-significa-isto-para-portugal.html" title="El Niño aproxima-se: trará tempo extremo e temperaturas mais elevadas ao mundo; o que significa isto para Portugal?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-aproxima-se-trara-tempo-extremo-e-temperaturas-mais-elevadas-ao-mundo-o-que-significa-isto-para-portugal-1773322306639_320.jpg" alt="El Niño aproxima-se: trará tempo extremo e temperaturas mais elevadas ao mundo; o que significa isto para Portugal?"></a></article></aside><p>O El Niño traduz-se em águas quentes e instabilidade e a La Niña em águas mais frias do que o normal e numa estabilidade reforçada nos países andinos. <strong>Por outro lado, o sinal do El Niño ou da La Niña no Mediterrâneo é muito fraco</strong>, devido à singularidade geográfica da bacia mediterrânica. No entanto, durante <strong>um El Niño muito intenso, podemos esperar temperaturas mais elevadas do que o habitual </strong>e uma maior probabilidade de episódios de precipitação extrema.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/secas-calor-e-tempestades-extremas-o-mapa-dos-efeitos-globais-que-o-iminente-fenomeno-el-nino-ira-deixar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Incrível: foram descobertas mais de 1000 novas espécies no fundo dos nossos oceanos!]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/incrivel-foram-descobertas-mais-de-1000-novas-especies-no-fundo-dos-nossos-oceanos.html</link><pubDate>Sun, 24 May 2026 10:53:12 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A exploração dos oceanos de todo o mundo realizada pela organização Ocean Census durante o ano de 2025 permitiu a descoberta de um número muito significativo de novas espécies.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/incroyable-plus-de-1-000-nouvelles-especes-ont-ete-decouvertes-au-fond-de-nos-oceans-1779458452083.jpeg" data-image="7htogpqrdcx5" alt="Ocean Census" title="Ocean Census"><figcaption>A organização Ocean Census realizou 13 expedições por todo o mundo durante o ano de 2025, que permitiram descobrir mais de 1000 novas espécies! - Imagem ilustrativa</figcaption></figure><p>De acordo com um relatório recente do Ocean Census, <strong>mais de 1000 novas espécies marinhas terão sido descobertas em 2025</strong> a profundidades mais ou menos grandes. Algumas dessas espécies são verdadeiramente incríveis!</p><h2>Inúmeras expedições no ano passado</h2><p>O Ocean Census é uma organização mundial liderada pela Nippon Foundation e pela Nekton. Fundada há três anos, reúne cerca de <strong>1000 investigadores de 85 países diferentes</strong> com o objetivo comum de melhorar o nosso conhecimento sobre as profundezas marinhas, também elas ameaçadas pelo Homem.</p><p>De facto, as profundezas marinhas continuam a ser muito mal conhecidas. Apenas 24,9% das profundezas oceânicas foram cartografadas e <strong>apenas 5% foram verdadeiramente exploradas</strong>. É até comum dizer-se que temos um melhor conhecimento do espaço "próximo" do que das nossas próprias profundezas oceânicas. Assim, estima-se que <strong>90% das espécies submarinas ainda nos sejam desconhecidas</strong>.</p><p>Enquanto estes fundos marinhos estão também cada vez mais ameaçados pelo aquecimento dos oceanos, pela poluição e, de um modo geral, pelo impacto do homem, é, portanto, importante aperfeiçoar os nossos conhecimentos sobre eles, e isso antes que seja tarde demais. Certas espécies poderão, de facto, <strong>desaparecer antes mesmo de terem sido catalogadas</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Like a string of marine fairy lights, siphonophores are marine animals, made up of multiple parts working together. <br><br>This one (Rhizophysidae) was spotted on an expedition to the Nazca Ridge, a collection of seamounts in the southeast Pacific, with <a href="https://twitter.com/SchmidtOcean?ref_src=twsrc%5Etfw">@SchmidtOcean</a>. <a href="https://t.co/0Kfq0fOiTx">pic.twitter.com/0Kfq0fOiTx</a></p>— Ocean Census (@oceancensus) <a href="https://twitter.com/oceancensus/status/2004462339400106118?ref_src=twsrc%5Etfw">December 26, 2025</a></blockquote></figure><p>Pois, ao contrário do que se pensa, os abismos estão repletos de inúmeras espécies, cada uma mais interessante que a outra. Algumas dessas espécies poderiam até <strong>ensinar-nos mais sobre o potencial desenvolvimento da vida noutros planetas</strong>, uma vez que as condições neste ambiente podem revelar-se hostis e, sobretudo, radicalmente diferentes das profundidades mais "razoáveis".</p><h2>Mais de 1 000 novas espécies!</h2><p>De acordo com o relatório do Ocean Census publicado no passado dia 15 de maio, foram assim <strong>1 121 novas espécies</strong> submarinas descobertas durante as <strong>13 expedições</strong> realizadas pela organização em todo o mundo. Estas permitiram, aliás, aumentar em 54% as identificações anuais!</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770238" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-primeiros-superpredadores-do-oceano-podem-ter-sido-polvos-gigantes.html" title="Os primeiros superpredadores do oceano podem ter sido polvos gigantes">Os primeiros superpredadores do oceano podem ter sido polvos gigantes</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-primeiros-superpredadores-do-oceano-podem-ter-sido-polvos-gigantes.html" title="Os primeiros superpredadores do oceano podem ter sido polvos gigantes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/the-ocean-s-first-super-predators-may-have-been-giant-octopuses-1779279473023_320.png" alt="Os primeiros superpredadores do oceano podem ter sido polvos gigantes"></a></article></aside><p>Estas novas espécies foram descobertas a profundidades por vezes muito elevadas, que <strong>atingem os 6 575 metros abaixo da superfície</strong>. Algumas delas apresentam características pouco comuns, como a <em>Dalhousiella yabukii</em>, descoberta num monte vulcânico submarino ao largo do Japão, que se <strong>desenvolve num "castelo de vidro"</strong>, tendo este criado uma simbiose com uma esponja de vidro, uma espécie cujo esqueleto é composto por sílica cristalina.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr"> 1121 nouvelles espèces marines ont été découvertes. Depuis trois ans, le projet Ocean Census rassemble des milliers de chercheurs issus de 85 pays afin dexplorer les océans. Parmi les découvertes figurent notamment un "requin fantôme", des "éponges boules de la mort" ou un <a href="https://t.co/ZB8R9PG31X">pic.twitter.com/ZB8R9PG31X</a></p>— Le Média Positif (@LMPositif) <a href="https://twitter.com/LMPositif/status/2057816249732637123?ref_src=twsrc%5Etfw">May 22, 2026</a></blockquote></figure><p>Pode-se também citar uma quimera, também conhecida como <strong>"tubarão-fantasma"</strong>, que foi descoberta ao largo da Austrália, a 850 metros de profundidade. As quimeras estão entre os habitantes mais misteriosos das profundezas. São parentes próximos dos tubarões e das raias, mas divergiram numa linha evolutiva distinta há cerca de 400 milhões de anos, <strong>antes mesmo do aparecimento dos dinossauros!</strong></p><p>Os cientistas também conseguiram identificar <strong>uma nova espécie de esponja carnívora </strong>coberta de pequenas esferas transparentes repletas de ganchos microscópicos capazes de capturar crustáceos ao largo das Ilhas Sandwich do Sul, a 3 600 metros de profundidade. Tendo em conta a sua aparência e características, os investigadores apelidaram esta nova espécie de <strong>"bola da morte"</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764203" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-abriram-latas-de-salmao-com-40-anos-para-verificar-a-saude-dos-oceanos-e-encontraram-algo-inesperado.html" title="Cientistas abriram latas de salmão com 40 anos para verificar a saúde dos oceanos - e encontraram algo inesperado">Cientistas abriram latas de salmão com 40 anos para verificar a saúde dos oceanos - e encontraram algo inesperado</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-abriram-latas-de-salmao-com-40-anos-para-verificar-a-saude-dos-oceanos-e-encontraram-algo-inesperado.html" title="Cientistas abriram latas de salmão com 40 anos para verificar a saúde dos oceanos - e encontraram algo inesperado"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/scientists-opened-40-year-old-cans-of-salmon-to-check-on-ocean-health-and-found-something-unexpected-inside-1776182397734_320.png" alt="Cientistas abriram latas de salmão com 40 anos para verificar a saúde dos oceanos - e encontraram algo inesperado"></a></article></aside><p>Como referido anteriormente, estas numerosas descobertas realizadas ao longo do ano de 2025 permitem-nos aprender mais sobre as profundezas do oceano, ainda hoje muito desconhecidas. Algumas espécies têm também outras utilidades. Por exemplo, as toxinas produzidas por um verme solitário encontrado em Timor-Leste, ilha do sudeste asiático, estão hoje a ser estudadas<strong> como tratamento contra a doença de Alzheimer e a esquizofrenia</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><em><a href="https://www.ouest-france.fr/sciences/requin-fantome-boule-de-la-mort-plus-de-1-000-nouvelles-especes-decouvertes-dans-les-abysses-9c3fa170-544d-11f1-bc53-4662786e401d" target="_blank">Requin fantôme, « boule de la mort »… Plus de 1 000 nouvelles espèces découvertes dans les abysses</a>, Ouest-France, 20/05/2026</em></p><p><em><a href="https://oceancensus.org/the-ocean-census-year-3-impact-report/" target="_blank">The Ocean Census Year 3 Impact Report</a>, Ocean Census, 15/05/2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/incrivel-foram-descobertas-mais-de-1000-novas-especies-no-fundo-dos-nossos-oceanos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Castelo de Leiria reabre após danos causados pela tempestade Kristin]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/castelo-de-leiria-reabre-apos-danos-causados-pela-tempestade-kristin.html</link><pubDate>Sun, 24 May 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Quatro meses depois da passagem da tempestade Kristin, o monumento histórico volta a receber visitantes. Obras de recuperação ultrapassaram os 10 milhões de euros.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/castelo-de-leiria-reabre-apos-danos-causados-pela-tempestade-kristin-1779479411638.jpg" data-image="7xxfnkzmjmzl" alt="Castelo de Leiria" title="Castelo de Leiria"><figcaption>Após meses de recuperação, Castelo de Leiria reabre ao público. Foto: CM Leiria</figcaption></figure><p>Passaram-se <strong>quatro mese</strong><strong>s</strong> desde que a<strong> tempestade Kristin </strong>destruiu parte do Castelo de Leiria. Este foi um dos equipamentos mais afetados pelo mau tempo. Aliás, os prejuízos atingiram os 10 milhões de euros. Agora, finalmente, o monumento reabre portas. </p><div class="texto-destacado">A reabertura ao público assina um “momento particularmente simbólico para o concelho”, nota a autarquia.</div><p>“A intervenção representa não só uma resposta aos danos provocados pelo fenómeno meteorológico, mas também um esforço estruturado para devolver à população e aos visitantes um dos mais emblemáticos símbolos patrimoniais da região”, referiu a Câmara Municipal de Leiria.</p><h2>Tempestade Kristin</h2><p>Recorde-se de que a tempestade Kristin atingiu o país na madrugada de<strong> 28 de janeiro</strong>, provocando vários danos significativos. O concelho de<strong> Leiria</strong> foi o mais afetado, registando prejuízos superiores a 243 milhões de euros em infraestruturas públicas e espaços coletivos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768496" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/regiao-de-leiria-cria-rede-propria-de-emergencia-para-evitar-falhas-como-as-ocorridas-na-tempestade-kristin.html" title="Região de Leiria cria rede própria de emergência para evitar falhas como as ocorridas na tempestade Kristin">Região de Leiria cria rede própria de emergência para evitar falhas como as ocorridas na tempestade Kristin</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/regiao-de-leiria-cria-rede-propria-de-emergencia-para-evitar-falhas-como-as-ocorridas-na-tempestade-kristin.html" title="Região de Leiria cria rede própria de emergência para evitar falhas como as ocorridas na tempestade Kristin"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/regiao-de-leiria-cria-rede-propria-de-emergencia-para-evitar-falhas-como-as-de-1778592059118_320.jpg" alt="Região de Leiria cria rede própria de emergência para evitar falhas como as ocorridas na tempestade Kristin"></a></article></aside><p>Além dos estragos no castelo, também foram atingidos<strong> vários locais históricos importantes</strong>. A muralha da Torre de Menagem sofreu danos graves e esteve mesmo em risco de ruir. O Mosteiro da Batalha foi igualmente afetado, tendo sido encerrado temporariamente para garantir a segurança dos visitantes.</p><h2>Esforços reunidos</h2><p>Logo após a tempestade, fora removida vegetação danificada, incluindo árvores e arbustos tombados, segundo acrescentou a autarquia. Este trabalho foi “essencial para preparar o terreno para as intervenções de maior profundidade.”</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/castelo-de-leiria-reabre-apos-danos-causados-pela-tempestade-kristin-1779479492798.jpg" data-image="5vx9komtl4x6" alt="Castelo de Leiria" title="Castelo de Leiria"><figcaption>O concelho de Leiria foi o mais afetado pela tempestade. Foto: CM Leiria</figcaption></figure><p>Desde então, têm decorrido trabalhos em vários espaços do castelo, nomeadamente na Casa do Guarda, Igreja da Pena, Cisterna e Paços Novos (uma das zonas mais expostas ao vento). </p><div class="texto-destacado">“As intervenções incluíram a substituição de elementos degradados bem como a requalificação de coberturas”, escreve a revista ‘NiT’.</div><p>A partir desta sexta-feira,<strong> 22 de maio</strong>, é já possível visitar o Castelo de Leiria. Os bilhetes custam<strong> 2,10€ </strong>por pessoa e podem ser comprados na bilheteira. A entrada é gratuita para residentes no concelho e para crianças até aos 10 anos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763728" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-do-politecnico-de-leiria-estudam-as-sequelas-da-tempestade-kristin-na-populacao.html" title="Investigadores do Politécnico de Leiria estudam as sequelas da tempestade Kristin na população">Investigadores do Politécnico de Leiria estudam as sequelas da tempestade Kristin na população</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-do-politecnico-de-leiria-estudam-as-sequelas-da-tempestade-kristin-na-populacao.html" title="Investigadores do Politécnico de Leiria estudam as sequelas da tempestade Kristin na população"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-do-politecnico-de-leiria-estudam-as-sequelas-da-tempestade-kristin-na-populacao-1776084926914_320.jpg" alt="Investigadores do Politécnico de Leiria estudam as sequelas da tempestade Kristin na população"></a></article></aside><p>“Mais do que a reabertura de um monumento, este momento representa a capacidade de resistência, recuperação e união de um território que soube enfrentar as adversidades sem perder a ligação ao seu património, à sua memória e à sua cultura”, lê-se no <em>site </em>da autarquia.</p><p><strong>Até 6 de junho</strong>, Leiria prevê abrir todos os museus e espaços culturais, celebrando assim, "não apenas a identidade local, mas também a capacidade de renascer e seguir em frente".</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/castelo-de-leiria-reabre-apos-danos-causados-pela-tempestade-kristin.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Azáleas: a planta exuberante que está a substituir os lírios e as tulipas nos jardins]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/azaleas-a-planta-exuberante-que-esta-a-substituir-os-lirios-e-as-tulipas-nos-jardins.html</link><pubDate>Sun, 24 May 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Com flores vibrantes e de fácil manutenção, a azálea tornou-se uma das plantas ornamentais mais procuradas para transformar jardins, varandas e pequenos espaços verdes com elegância e cor.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/azaleas-a-planta-exuberante-que-esta-a-substituir-os-lirios-e-as-tulipas-nos-jardins-1779551438947.jpg" data-image="zrya06eddxma" alt="Azaleas" title="Azaleas"><figcaption>A azálea é uma explosão de cor que pode transformar qualquer jardim num espaço elegante e acollhedor.</figcaption></figure><p>Quando se fala em <strong>flores ornamentais</strong>, muitas pessoas pensam imediatamente em lírios ou tulipas. No entanto, existe uma planta capaz de roubar todas as atenções graças às suas flores intensas, coloridas e abundantes: <strong>a azálea</strong>.</p><p>Originária da Ásia, especialmente da China e do Japão, esta <strong>planta arbustiva</strong> tornou-se uma das favoritas de quem deseja <strong>dar vida a jardins, varandas ou pequenos recantos verdes da casa</strong>. </p><p>A azálea pertence ao género <em>Rhododendron</em> e <strong>destaca-se pela sua floração generosa durante a primavera e o verão</strong>. As flores podem surgir em várias tonalidades como branco, rosa, vermelho, laranja ou lilás,criando um efeito visual elegante e vibrante.</p><p>Graças à <strong>diversidade de cores e formatos, </strong>adapta-se facilmente a diferentes estilos de decoração exterior e interior. Além da beleza, uma das grandes vantagens da azálea é a <strong>relativa facilidade de manutenção</strong>. Embora apresente um aspeto delicado, trata-se de uma <strong>planta resistente quando cultivada nas condições adequadas</strong>. Por isso, é frequentemente <strong>recomendada tanto para jardineiros experientes como para iniciantes</strong>.</p><h2>O local ideal para cultivar azáleas</h2><p>A azálea <strong>prefere ambientes frescos e iluminados</strong>, mas sem exposição direta ao sol intenso. A <strong>meia-sombra é o cenário perfeito</strong> para esta planta desenvolver flores saudáveis e duradouras. <strong>O excesso de sol pode fazer com que as pétalas murchem rapidamente</strong>, comprometendo a floração. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767399" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/flores-que-desabrocham-a-noite-e-perfumam-a-casa-quais-sao-e-como-cuida-las.html" title="Flores que desabrocham à noite e perfumam a casa: quais são e como cuidá-las">Flores que desabrocham à noite e perfumam a casa: quais são e como cuidá-las</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/flores-que-desabrocham-a-noite-e-perfumam-a-casa-quais-sao-e-como-cuida-las.html" title="Flores que desabrocham à noite e perfumam a casa: quais são e como cuidá-las"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/flores-que-se-abren-de-noche-y-perfuman-el-hogar-cuales-son-y-como-cuidarlas-1777974682713_320.png" alt="Flores que desabrocham à noite e perfumam a casa: quais são e como cuidá-las"></a></article></aside><p>Em jardins, <strong>é comum vê-la junto a caminhos, muros ou entradas de cas</strong>a, onde cria um ambiente acolhedor e sofisticado. Em apartamentos, <strong>pode ser cultivada em vasos colocados em varandas luminosas</strong> ou perto de janelas com boa luz natural.</p><p>Outro fator importante é o substrato. A azálea <strong>aprecia solos húmidos, leves e com boa drenagem</strong>. Ao contrário de muitas plantas ornamentais que toleram períodos secos, <strong>esta espécie necessita de manter a terra constantemente húmida</strong>. A falta de água costuma ser mais prejudicial do que o excesso. </p><h2>Rega e humidade: os segredos da floração</h2><p>Durante os meses mais quentes, especialmente no período de floração, <strong>a rega deve ser reforçada</strong>. O ideal é <strong>verificar regularmente a humidade da terra e evitar que esta seque completamente</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/azaleas-a-planta-exuberante-que-esta-a-substituir-os-lirios-e-as-tulipas-nos-jardins-1779551919460.jpg" data-image="8779i9dsvt9q" alt="Floração" title="Floração"><figcaption>Fáceis de cuidar e cheias de flores vibrantes, as azáleas são uma tendência na decoração de espaços verdes.</figcaption></figure><figcaption><br></figcaption><p>Também é aconselhável <strong>pulverizar as folhas com água para aumentar a humidade ambiente</strong>, sobretudo em regiões mais secas. No entanto, as flores não devem ser molhadas diretamente, pois isso pode acelerar o seu desgaste. </p><p>Com os cuidados certos, <strong>a azálea recompensa com uma explosão de flores</strong> capaz de transformar qualquer espaço num pequeno jardim exuberante.</p><h2>Uma planta com significado cultural</h2><p>Na cultura chinesa, a azálea é <strong>considerada um símbolo de beleza, harmonia e delicadeza</strong>. Ao longo dos séculos, foi valorizada não apenas pelo seu aspeto ornamental, mas também pela <strong>capacidade de transmitir tranquilidade aos ambientes</strong>. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><span style="letter-spacing: 0.48px;">Poucas plantas conseguem combinar tanta elegância, cor e facilidade de cultivo.</span><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Hoje, continua a ser uma <strong>escolha popular em projetos de paisagismo devido ao impacto visual que proporciona</strong> sem exigir cuidados excessivamente complexos.</p><p>Apesar de encantadora, a azálea <strong>exige alguns cuidados adicionais</strong>. Todas as partes da planta podem ser tóxicas se ingeridas, o que significa que deve ser mantida fora do alcance de crianças pequenas e animais de estimação. </p><p>Por isso, antes de escolher o local ideal para a cultivar, <strong>é importante garantir que o espaço seja seguro para toda a família</strong>.</p><h2>Porque vale a pena apostar na azálea</h2><p>A popularidade da azálea não é por acaso. Seja num jardim amplo, numa pequena varanda ou até num canto luminoso da sala, <strong>esta planta consegue criar uma atmosfera mais viva, acolhedora e sofisticada</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763873" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/estas-sao-as-5-flores-que-melhor-crescem-em-vasos-para-se-desenvolverem-de-forma-saudavel.html" title="Estas são as 5 flores que melhor crescem em vasos para se desenvolverem de forma saudável">Estas são as 5 flores que melhor crescem em vasos para se desenvolverem de forma saudável</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/estas-sao-as-5-flores-que-melhor-crescem-em-vasos-para-se-desenvolverem-de-forma-saudavel.html" title="Estas são as 5 flores que melhor crescem em vasos para se desenvolverem de forma saudável"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estas-son-las-5-flores-que-crecen-mejor-en-maceta-para-desarrollarse-sanas-1776061277015_320.jpg" alt="Estas são as 5 flores que melhor crescem em vasos para se desenvolverem de forma saudável"></a></article></aside><p>Além disso, a variedade de cores disponíveis <strong>permite criar composições únicas e personalizadas, adaptando-se facilmente a diferentes estilos decorativos</strong>. Com rega adequada, luz indireta e alguma atenção à humidade, a azálea pode florescer abundantemente ano após ano.</p><p>Para quem procura <strong>uma alternativa diferente às flores mais tradicionais</strong>, esta planta asiática é uma aposta segura. Afinal, por vezes basta uma única planta cheia de cor para transformar completamente qualquer recanto verde.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/azaleas-a-planta-exuberante-que-esta-a-substituir-os-lirios-e-as-tulipas-nos-jardins.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Profundezas ocultas de Júpiter: porque a atmosfera do gigante gasoso traz novos enigmas para os cientistas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/profundezas-ocultas-de-jupiter-por-que-a-atmosfera-do-gigante-gasoso-traz-novos-enigmas-para-cientistas.html</link><pubDate>Sun, 24 May 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A atmosfera de Júpiter estende-se por milhares de quilómetros até ao interior do planeta. Novas medições da missão Juno da NASA estão a mudar radicalmente a nossa compreensão do gigante gasoso, ao mesmo tempo que levantam novas questões.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/jupiters-verborgene-tiefen-warum-uns-die-atmosphare-des-gasriesen-vor-neue-ratsel-stellt-1779094702604.jpg"><figcaption>Duas das grandes tempestades giratórias de Júpiter, capturadas pela câmara de luz visível JunoCam da sonda Juno a 29 de novembro de 2021. Nuvens brilhantes são vistas a subir repentinamente acima da tempestade inferior, projetando sombras no banco de nuvens abaixo. Imagem: NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS/Kevin M. Gill</figcaption></figure><p>Durante muito tempo, <strong>Júpiter </strong>foi considerado um simples gigante gasoso: uma atmosfera turbulenta de hidrogénio e hélio na superfície e um núcleo denso abaixo. No entanto,<strong> novos dados da missão Juno da NASA</strong> e simulações modernas revelam que <strong>o maior planeta do sistema solar deve ter uma estrutura muito mais complexa</strong>.</p><div class="texto-destacado">"Como seres humanos, tendemos a preencher as nossas lacunas de conhecimento com modelos simples, mas os detalhes estão a tornar-se cada vez mais complexos" – Steven Levin, investigador da missão Juno, Laboratório de Propulsão a Jato da NASA.</div><p>Desde a sua chegada em 2016, a sonda Juno tem estudado a atmosfera, o campo magnético e o campo gravitacional do gigante gasoso. Até ao momento, a sonda já completou 83 órbitas, muito mais do que o planeado inicialmente. De facto, as <strong>medições atuais indicam que, internamente, Júpiter assemelha-se mais a uma cebola com múltiplas camadas do que a um planeta com estrutura bem definida e núcleo sólido</strong>.</p><h2>Correntes de jato que penetram nas profundezas do planeta</h2><p>As correntes atmosféricas de Júpiter são particularmente fascinantes.<strong> Mais de 20 enormes correntes de jato circundam o planeta </strong>de leste para oeste. Os ventos atingem <strong>velocidades de cerca de 100 m/s</strong>, sendo mais de três vezes mais rápidos do que as correntes de jato da Terra.</p><p>Ao contrário da<strong> Terra, Júpiter experimenta faixas alternadas de vento a soprar de leste para oeste</strong>. A chamada "super-rotação" no equador é particularmente impressionante: ali, a atmosfera move-se mais rápido na direção da rotação do que o próprio planeta. Este fenómeno é difícil de explicar com os modelos atuais. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/jupiters-verborgene-tiefen-warum-uns-die-atmosphare-des-gasriesen-vor-neue-ratsel-stellt-1779094718622.jpg"><figcaption>Polo sul de Júpiter, fotografado pela sonda Juno a uma altitude de 52.000 quilómetros. As formas ovais são ciclones com diâmetros de até 1.000 quilómetros (600 milhas). Imagem: NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS/Betsy Asher Hall/Gervasio Robles</figcaption></figure><p>Durante muito tempo, não ficou claro se estas correntes afetavam apenas as camadas superiores das nuvens ou se penetravam profundamente no interior da Terra. Somente as medições gravitacionais precisas da Juno revelaram que os <strong>jatos se estendem por vários milhares de quilómetros no planeta, até regiões com pressões em torno de 100.000 bar</strong>.</p><p><strong>Abaixo dessa região, Júpiter parece girar quase como um corpo sólido</strong>. No entanto, as transições entre a atmosfera e o interior são muito mais complexas do que se imaginava.</p><h2>O núcleo enigmático de Júpiter</h2><p>Uma das questões mais importantes diz respeito ao núcleo do planeta. Os modelos clássicos presumiam que Júpiter se formou com um núcleo sólido de rocha e gelo, que posteriormente atraiu grandes quantidades de hidrogénio. No entanto, <strong>novos dados</strong> já não se encaixam nesse cenário simplista.</p><div class="texto-destacado">"Júpiter tem um núcleo muito grande, difuso e pouco luminoso. A nossa hipótese é que no centro de Júpiter exista um núcleo pequeno e compacto, e usamos aprendizagem de máquina e inteligência artificial para refinar estes resultados. No entanto, é difícil desenvolver um modelo que realmente funcione" – Scott Bolton, investigador principal da missão Juno no Southwest Research Institute, em San Antonio.</div><p>Além disso, o hidrogénio e o hélio adquirem propriedades extremas em grandes profundidades. <strong>A cerca de 7.000 quilómetros de profundidade, o hidrogénio é comprimido</strong> a tal ponto que se torna condutor de eletricidade e se comporta como um metal. Isto pode levar a interações entre a atmosfera e o campo magnético.</p><h2>Turbulência, correntes de calor e chuva de hélio</h2><p>A questão de como as correntes de jato em Júpiter são impulsionadas e desaceleradas também é objeto de intenso estudo por investigadores. Há indícios de que <strong>movimentos turbulentos e rotacionais desempenham um papel crucial</strong>. Assim como na atmosfera da Terra, estes movimentos transferem momento e energia para os grandes jatos.</p><p>Além disso, os cientistas estão a debater outros processos, como a <strong>estratificação estável no interior ou a chuva de hélio</strong>. Neste processo, o hélio separa-se do hidrogénio sob pressão extrema e desce até às camadas mais profundas do planeta. Este processo <strong>poderia </strong><strong>libertar quantidades consideráveis de energia</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/jupiters-verborgene-tiefen-warum-uns-die-atmosphare-des-gasriesen-vor-neue-ratsel-stellt-1779094710526.png"><figcaption>Imagem em close-up dos seis ciclones no polo sul de Júpiter, capturada em infravermelho a 2 de fevereiro de 2017, durante a terceira passagem da sonda Juno. O JIRAM (Jovian Infrared Auroral Mapper) mede o calor irradiado pelo planeta num comprimento de onda infravermelho de cerca de 5 micrómetros. Imagem: NASA/JPL-Caltech/SwRI/ASI/INAF/JIRAM</figcaption></figure><p>Medições do radiómetro de micro-ondas a bordo da sonda Juno também revelam <strong>evidências de células de circulação em grande escala que se estendem a profundidades enormes</strong>. Estas células lembram, em certa medida, as células atmosféricas da Terra, mas atingem profundidades ainda maiores.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764326" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-oceano-oculto-de-europa-missao-da-nasa-busca-descobrir-vida-sob-o-gelo-de-jupiter.html" title="O oceano oculto de Europa: missão da NASA procura descobrir vida sob o gelo de Júpiter">O oceano oculto de Europa: missão da NASA procura descobrir vida sob o gelo de Júpiter</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-oceano-oculto-de-europa-missao-da-nasa-busca-descobrir-vida-sob-o-gelo-de-jupiter.html" title="O oceano oculto de Europa: missão da NASA procura descobrir vida sob o gelo de Júpiter"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-oceano-oculto-de-europa-la-mision-de-la-nasa-que-intenta-descubrir-vida-bajo-el-hielo-de-jupiter-1775915740997_320.png" alt="O oceano oculto de Europa: missão da NASA procura descobrir vida sob o gelo de Júpiter"></a></article></aside><p>A <strong>zona equatorial permanece particularmente enigmática</strong>. Ali,<strong> fortes correntes ascendentes e fluxos de calor do interior parecem impulsionar os ventos para leste</strong>. O funcionamento exato deste mecanismo ainda é desconhecido.</p><h3>Missão com resultado incerto</h3><p><strong>Atualmente, a Juno está a percorrer cada vez mais as regiões polares do planeta</strong>, que por muito tempo foram praticamente inacessíveis devido à radiação extrema. A sonda continua a operar de forma confiável, mesmo tendo ultrapassado em muito a duração inicialmente planeada para a sua missão.</p><p>Estes<strong> resultados são de enorme importância para a investigação planetária</strong>. Júpiter permite-nos compreender não apenas os gigantes gasosos do nosso sistema solar, mas também os inúmeros exoplanetas em sistemas estelares distantes.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Jupiter captured by the Juno spacecraft! <a href="https://t.co/DPkIyHYg10">pic.twitter.com/DPkIyHYg10</a></p>— All day Astronomy (@forallcurious) <a href="https://twitter.com/forallcurious/status/2042612508767277388?ref_src=twsrc%5Etfw">April 10, 2026</a></blockquote></figure><p>Portanto, a <strong>principal conclusão</strong> dos últimos anos é, acima de tudo, que <strong>sob as nuvens coloridas de Júpiter está um sistema altamente complexo</strong>, composto por correntes profundas, enormes zonas de pressão e processos físicos que ainda são pouco compreendidos. E a cada nova órbita da sonda Juno, o número de perguntas sem resposta aumenta.</p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><em><a href="https://www.nature.com/articles/s41467-026-72075-7" target="_blank">The deep atmosphere of Jupiter</a>. 11 de maio, 2026. Keren Duer-Milner.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/profundezas-ocultas-de-jupiter-por-que-a-atmosfera-do-gigante-gasoso-traz-novos-enigmas-para-cientistas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Previsão do tempo para o fim de semana em Vila Real: quando é mais provável que chova?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-do-tempo-para-o-fim-de-semana-em-vila-real-quando-e-mais-provavel-que-chova.html</link><pubDate>Sat, 23 May 2026 13:48:39 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O fim de semana em Vila Real será marcado por instabilidade significativa, com trovoadas intensas no sábado ao final da tarde e novos episódios no domingo, após uma pausa temporária durante a manhã, mantendo-se o risco de fenómenos localmente fortes.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaaxxts"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaaxxts.jpg" id="xaaxxts"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>O</strong><strong> distrito de Vila Real será um dos mais afetados pela instabilidade associada à aproximação de uma gota fria neste fim de semana.</strong> A interação entre uma massa de ar muito quente e o ar mais frio em altitude irá criar condições ideais para o desenvolvimento de aguaceiros e trovoadas, com períodos bem definidos de maior intensidade.</p><h2> Sábado a instabilidade cresce ao longo do dia e atinge pico ao final da tarde </h2><p>Durante a manhã de sábado, já se registam aguaceiros e trovoadas dispersas, refletindo uma atmosfera progressivamente instável. Contudo, será durante a tarde que a situação se agrava de forma significativa. A partir das 15h, a precipitação torna-se mais frequente e abrangente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-do-tempo-para-o-fim-de-semana-em-vila-real-quando-e-mais-provavel-que-chova-1779539101280.png" data-image="9y55dmhqjdvo" alt="Chuva" title="Chuva"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-110835">Ao final da tarde de sábado, a precipitação torna-se mais generalizada em Vila Real, com acumulados horários moderados e maior impacto na região central do distrito.</figcaption></figure><p><strong>O momento mais crítico está previsto para o final da tarde, por volta das 19h,</strong> quando a instabilidade atinge o seu pico. Neste período, a região de Vila Real deverá registar chuva moderada, com valores próximos dos 5 mm, acompanhada por trovoadas intensas e uma elevada densidade de descargas elétricas, que poderá ultrapassar os 20 raios por quilómetro quadrado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-do-tempo-para-o-fim-de-semana-em-vila-real-quando-e-mais-provavel-que-chova-1779539127908.png" data-image="6vzjmr9rc8yo" alt="Densidade de raios" title="Densidade de raios"><figcaption>Pico de instabilidade pelas 19h de sábado, com trovoadas intensas e densidade de raios superior a 20/km² na região de Vila Real.</figcaption></figure><p>Estas condições indicam trovoadas potencialmente perigosas, capazes de provocar localizados de precipitação mais intensa. Simultaneamente, verifica-se uma descida acentuada da temperatura face ao resto do país, consequência direta da influência da gota fria sobre esta região.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-do-tempo-para-o-fim-de-semana-em-vila-real-quando-e-mais-provavel-que-chova-1779539177192.png" data-image="a47e0uollaxd" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Temperaturas mais baixas em Vila Real durante o pico de instabilidade contrastam com o calor persistente no restante território.</figcaption></figure><p>Após este pico, durante a noite de sábado, a instabilidade perde gradualmente intensidade, mas não desaparece. São ainda esperados períodos de chuva fraca durante algumas horas, especialmente na região noroeste do distrito, mantendo-se um ambiente húmido e instável.</p><h2> Domingo terá uma madrugada longa com trovoadas e novo pico matinal </h2><p>Já durante a madrugada de domingo, o distrito de Vila Real continua sob influência desta massa de ar instável. Entre a meia-noite e o final da manhã, aproximadamente até às 10h,<strong> prevê-se um período prolongado de trovoadas,</strong> menos intensas do que as de sábado ao final da tarde, mas mais persistentes. Trata-se de um episódio caracterizado mais pela duração do que pela severidade.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ainda assim, deverá ocorrer um novo momento de maior <strong>atividade elétrica durante a manhã de domingo, entre as 06h-08h,</strong> sobretudo entre os concelhos de Sabrosa e Alijó, onde a densidade de descargas elétricas poderá atingir valores próximos dos 13 raios por quilómetro quadrado.</p><p> Após este período, prevê-se uma <strong>pausa relativa na instabilidade entre as 10h e as 14h</strong>, com diminuição significativa das trovoadas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-do-tempo-para-o-fim-de-semana-em-vila-real-quando-e-mais-provavel-que-chova-1779539692216.png" data-image="fy1dl0w61zre" alt="Densidade de raios" title="Densidade de raios"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-190084">Durante a tarde de domingo, persistem trovoadas gerais no Norte e Centro, que poderão ser localmente fortes.</figcaption></figure><p>No entanto, durante a tarde, a instabilidade poderá voltar a reorganizar-se, dando origem a <strong>novos episódios de trovoadas dispersas e mais generalizadas em toda a região Norte</strong>, embora tendencialmente menos intensas do que nos períodos anteriores. </p><h2> Balanço do episódio: muita trovoada, mas chuva sem caráter extremo </h2><p>No balanço final do episódio, o distrito de Vila Real deverá registar acumulados de precipitação entre<strong> 20 e 25 mm, sendo uma das regiões mais afetadas a nível nacional.</strong> Apesar destes valores serem relevantes, não se trata de um evento extremo de chuva. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-do-tempo-para-o-fim-de-semana-em-vila-real-quando-e-mais-provavel-que-chova-1779539721171.png" data-image="6u8lx4qmp0f6" alt="Precipitação acumulada" title="Precipitação acumulada"><figcaption>No total do episódio, Vila Real destaca-se como uma das regiões com maior precipitação acumulada, com valores próximos dos 25 mm.</figcaption></figure><p><strong>O principal destaque vai para a frequência e intensidade das trovoadas,</strong> que serão mais incomuns para esta época do ano e exigem alguma precaução nas áreas mais afetadas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770319" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-34-c-alfredo-graca-indica-os-horarios-em-que-se-deve-evitar-o-esforco-fisico-em-beja-evora-lisboa-e-santarem.html" title="Até 34 ºC: Alfredo Graça indica os horários em que se deve evitar o esforço físico em Beja, Évora, Lisboa e Santarém">Até 34 ºC: Alfredo Graça indica os horários em que se deve evitar o esforço físico em Beja, Évora, Lisboa e Santarém</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-34-c-alfredo-graca-indica-os-horarios-em-que-se-deve-evitar-o-esforco-fisico-em-beja-evora-lisboa-e-santarem.html" title="Até 34 ºC: Alfredo Graça indica os horários em que se deve evitar o esforço físico em Beja, Évora, Lisboa e Santarém"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-34-c-alfredo-graca-indica-os-horarios-em-que-se-deve-evitar-o-esforco-fisico-em-beja-evora-lisboa-e-santarem-1779543980414_320.jpg" alt="Até 34 ºC: Alfredo Graça indica os horários em que se deve evitar o esforço físico em Beja, Évora, Lisboa e Santarém"></a></article></aside><p>Em suma, o período mais crítico ocorrerá ao final da tarde de sábado, sendo esse o momento em que a instabilidade atmosférica poderá ter maior impacto na região.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-do-tempo-para-o-fim-de-semana-em-vila-real-quando-e-mais-provavel-que-chova.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 34 ºC: Alfredo Graça indica os horários em que se deve evitar o esforço físico em Beja, Évora, Lisboa e Santarém]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-34-c-alfredo-graca-indica-os-horarios-em-que-se-deve-evitar-o-esforco-fisico-em-beja-evora-lisboa-e-santarem.html</link><pubDate>Sat, 23 May 2026 13:46:39 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A crista africana vai continuar a intensificar-se em Portugal continental este fim de semana, provocando temperaturas elevadas em Beja, Évora, Lisboa e Santarém, com riscos para algumas atividades ao ar livre.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaay1w0"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaay1w0.jpg" id="xaay1w0"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A massa de ar quente e seco, de origem tropical continental, vai continuar a instalar-se durante o fim de semana na Península Ibérica, provocando temperaturas claramente acima da média de referência para a época do ano. A isto acresce a fraca circulação do ar provocada pelo anticiclone e a forte insolação característica desta época do ano. Esta combinação de fatores dará origem a uma situação de <strong>“cúpula de calor” em Portugal continental, que poderá prolongar-se durante grande parte da próxima semana</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>Anomalias de temperatura previstas à superfície para os próximos dias. A anomalia representa o desvio da temperatura em relação aos valores médios para a época do ano. Neste caso serão positivas, estando previstos valores entre +4 e +9 ºC acima da média climatológica para esta época do ano.</div><p>O mapa de anomalias do modelo europeu antecipa uma semana tórrida em Portugal na despedida do mês de maio. Em Portugal continental, <strong>entre 25 de maio e 1 de junho, as anomalias da temperatura média oscilarão entre +6 e +10 ºC no interior Norte e Centro e em algumas zonas do interior alentejano</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-34-c-alfredo-graca-indica-os-horarios-em-que-se-deve-evitar-o-esforco-fisico-em-beja-evora-lisboa-e-santarem-1779542762726.png" data-image="drnxryj7gnse"><figcaption>Apesar do ligeiro alívio térmico previsto para algumas regiões amanhã, mesmo assim, no domingo 24 de maio continuam a prever-se anomalias térmicas positivas de norte a sul de Portugal continental, podendo ser registadas temperaturas até 9 ºC acima do normal.</figcaption></figure><p>Esta situação dará origem às primeiras noites tropicais, a calor intenso com risco para a saúde nas horas centrais do dia e ainda a um elevado risco de incêndios.</p><h2>Tempo veranil este fim de semana em Santarém, Lisboa, Évora e Beja</h2><p><strong>Este sábado, 23 de maio, o calor concentra-se particularmente nos vales do Tejo, Sado e Guadiana</strong>. O vento soprará de es-sudeste em grande parte da geografia do Continente (exceto nas regiões do litoral), impulsionando o calor para o interior dos referidos vales, onde se preveem máximas entre 31 e 36 ºC. Por ordem, estas serão as temperaturas máximas previstas nas quatro capitais de distrito, ordenadas da mais elevada para a mais baixa.</p><ul><li><strong>Beja</strong>: 34 ºC entre as 16:00 e as 18:00.</li><li><strong>Évora</strong>: 31 ºC entre as 15:00 e as 18:00.</li><li><strong>Lisboa</strong>: 31 ºC entre as 15:00 e as 16:00.</li><li><strong>Santarém</strong>: 31 ºC entre as 15:00 e as 16:00.</li></ul><p><strong>Os valores mais elevados à sombra ocorrerão nas cidades de Beja e Évora, com maior intensidade do calor em Beja e maior persistência do mesmo em Évora</strong>. Recomenda-se evitar a prática de desporto ao ar livre nestes horários ou outras atividades que impliquem exposição às temperaturas elevadas para pessoas vulneráveis (crianças e idosos). Em Lisboa e Santarém, a temperatura será algo mais moderada, pelo que o risco também será ligeiramente menor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-34-c-alfredo-graca-indica-os-horarios-em-que-se-deve-evitar-o-esforco-fisico-em-beja-evora-lisboa-e-santarem-1779542389638.png" data-image="vrtw5xrkl3qh"><figcaption>Este sábado, 24 de maio, será o dia em que se registarão as temperaturas mais elevadas deste fim de semana, com destaque para a região do Baixo Alentejo.</figcaption></figure><p><strong>Domingo (24) será um dia quente. Haverá uma subida de 1 ºC ou até mesmo 2 ºC em várias zonas do interior,</strong> embora não se excluam descidas térmicas localizadas, inclusive nas áreas habitualmente mais quentes, como é o caso de Beja. Em Lisboa o termómetro registará uma ligeira descida e em Santarém e Évora deverá manter-se.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770194" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/norte-e-centro-sob-uma-gota-fria-saiba-a-que-horas-comecarao-as-trovoadas-fortes-com-granizo.html" title="Norte e Centro sob uma gota fria: saiba a que horas começarão as trovoadas fortes com granizo">Norte e Centro sob uma gota fria: saiba a que horas começarão as trovoadas fortes com granizo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/norte-e-centro-sob-uma-gota-fria-saiba-a-que-horas-comecarao-as-trovoadas-fortes-com-granizo.html" title="Norte e Centro sob uma gota fria: saiba a que horas começarão as trovoadas fortes com granizo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/norte-e-centro-sob-uma-gota-fria-a-que-horas-comecarao-as-trovoadas-fortes-com-granizo-1779464858886_320.png" alt="Norte e Centro sob uma gota fria: saiba a que horas começarão as trovoadas fortes com granizo"></a></article></aside><p><strong>As temperaturas mais elevadas estão previstas entre as 14:00 e as 18:00</strong>, horário em que será necessário redobrar as precauções ao ar livre, especialmente em atividades que impliquem um esforço físico intenso.</p><ul><li><strong>Beja</strong>: 32 ºC entre as 16:00 e as 17:00</li><li><strong>Évora</strong>: 31 ºC entre as 15:00 e as 17:00</li><li><strong>Santarém</strong>: 31 ºC entre as 15:00 e as 17:00</li><li><strong>Lisboa</strong>: 29 ºC entre as 14:00 e as 17:00</li></ul><p>Embora haja algum risco durante o dia, à noite o ambiente tornar-se-á algo mais fresco. Após uma madrugada de sábado (23) com mínimas quase tropicais em Beja (ficou-se pelos 19 ºC), tudo indica que a noite de sábado (23) para domingo (24) será ligeiramente mais fresca.<strong> As mínimas previstas para domingo (24) ficarão pelos 18 ºC na cidade de Beja, 17 ºC em Évora, 16 ºC em Lisboa e 15 ºC em Santarém</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-34-c-alfredo-graca-indica-os-horarios-em-que-se-deve-evitar-o-esforco-fisico-em-beja-evora-lisboa-e-santarem.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Será que a arte ajuda a retardar o envelhecimento humano?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/sera-que-a-arte-ajuda-a-retardar-o-envelhecimento-humano.html</link><pubDate>Sat, 23 May 2026 12:21:05 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Ir ao museu para viver mais tempo? É essa a tese defendida por vários estudos que estabelecem uma correlação entre a arte e o bem-estar. No mais recente estudo, publicado no passado dia 11 de maio, cientistas do University College de Londres demonstram que uma atividade artística ou cultural regular pode retardar o envelhecimento biológico.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/l-art-permet-il-de-ralentir-le-vieillissement-humain-1779182067205.jpeg" data-image="os00z9oul443" alt="Une grand-mère et sa petite-fille au musée - un partage qui aide à mieux vieillir." title="Une grand-mère et sa petite-fille au musée - un partage qui aide à mieux vieillir."><figcaption>Uma avó e a sua neta no museu — uma experiência partilhada que ajuda a envelhecer melhor.</figcaption></figure><p> Já em 2019, <strong>a OMS</strong> confirmava num relatório <strong>os efeitos positivos da arte na saúde mental e física</strong>. Embora vários trabalhos de investigação tenham vindo corroborar esse relatório, um novo estudo britânico publicado na revista <em>Innovation in Aging</em> sugere que uma atividade artística ou cultural semanal poderia retardar o ritmo do envelhecimento, tal como uma atividade física semanal. </p><h2>Um estudo realizado com mais de 3500 pessoas </h2><p>Para chegar às suas conclusões, os investigadores analisaram os dados de saúde de mais de 3500 adultos no Reino Unido, medindo simultaneamente a frequência da sua participação em atividades artísticas ou culturais, como a visita a um <strong>museu</strong>, a uma <strong>exposição de arte</strong> ou a uma <strong>biblioteca</strong>, ou ainda a participação num <strong>oficina de bricolage</strong>, de <strong>canto</strong> ou de <strong>pintura</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/l-art-permet-il-de-ralentir-le-vieillissement-humain-1779182389945.jpeg" data-image="ddnmpgwloqt9" alt="Participer à un atelier artistique régulièrement permet de garder le sourire." title="Participer à un atelier artistique régulièrement permet de garder le sourire."><figcaption>Participar regularmente num workshop artístico ajuda a manter o sorriso.</figcaption></figure><p>Em seguida, utilizaram "relógios epigenéticos" (um teste bioquímico que mede a acumulação de grupos metilo no ADN), o que permitiu determinar a idade biológica dessas pessoas. De um modo geral, <strong>os participantes no estudo que praticavam pelo menos uma vez por semana uma das atividades</strong> acima referidas apresentavam <strong>sinais de envelhecimento menos acentuados </strong>do que aqueles com uma vida cultural menos diversificada.</p><h2>Um abrandamento de, em média, um ano biológico</h2><p>De acordo com o relógio PhenoAge, as suas idades biológicas eram, em média, um ano mais jovens do que as das pessoas que não praticavam atividades artísticas. O relógio DunedinPACE, que mede o ritmo do envelhecimento, indica, por sua vez, <strong>um abrandamento de 4% para uma prática semanal</strong>. O relatório indica que <strong>as atividades artísticas reduzem o stress, a inflamação e melhoram o risco de doenças cardiovasculares</strong>, ou seja, benefícios semelhantes aos da atividade física.</p><p>"Estes resultados provam que a prática artística e cultural deve ser reconhecida como um comportamento benéfico para a saúde, tal como o exercício físico", sublinha Daisy Fancourt, epidemiologista e autora principal do estudo, que estuda os benefícios da arte para a saúde na UCL há quase dez anos. Daí a <strong>necessidade de a integrar nas políticas de saúde pública</strong>.</p><h2>O Museu por receita médica </h2><p>Há um ano que o <strong>Departamento de Yvelines</strong> vem a experimentar o "Museu por receita médica", um programa que permite aos profissionais de saúde oferecer aos seus pacientes uma visita gratuita ao museu. "A prescrição museológica situa-se na interseção entre os cuidados de saúde e o acompanhamento social", pode ler-se no site do Departamento de Yvelines. "Sem ser uma ferramenta curativa, <strong>insere-se numa abordagem de bem-estar global da pessoa</strong>." Criado no Quebeque em 2018 pelo Museu de Belas Artes de Montreal, este programa está a expandir-se rapidamente, nomeadamente na Bélgica, na Suíça e em França.</p><h4><em>Referência da notícia:</em></h4><p><a href="https://www.geo.fr/voyage/aller-au-musee-chaque-semaine-ralentirait-le-vieillissement-humain-selon-la-science-232064" title="https://www.geo.fr/voyage/aller-au-musee-chaque-semaine-ralentirait-le-vieillissement-humain-selon-la-science-232064" target="_blank"><em>Aller au musée chaque semaine ralentirait le vieillissement humain, selon la science, Jeanne Martin, le 18 mai 2026</em></a><a href="https://www.geo.fr/voyage/aller-au-musee-chaque-semaine-ralentirait-le-vieillissement-humain-selon-la-science-232064"></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/sera-que-a-arte-ajuda-a-retardar-o-envelhecimento-humano.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Que espécie de dinossauro recém-descoberta é esta, ainda maior do que o diplodocus?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/que-especie-de-dinossauro-recem-descoberta-e-esta-ainda-maior-do-que-o-diplodocus.html</link><pubDate>Sat, 23 May 2026 12:11:26 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Pode ver uma réplica em tamanho real deste gigante no Museu Thainosaur, em Banguecoque, na Tailândia, onde os fósseis foram descobertos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/quelle-est-cette-nouvelle-espece-de-dinosaure-decouverte-encore-plus-grande-que-le-diplodocus-thailande-nagatitan-paleontologie-1779118539570.jpeg" data-image="xm1yl47h3p17" alt="Dinosaure Paléontologie Diplodocus" title="Dinosaure Paléontologie Diplodocus"><figcaption>Aqui, uma representação dos diplodocos, os dinossauros com o pescoço comprido característico da espécie.</figcaption></figure><p><strong>A Tailândia conta agora com um novo gigante</strong> na sua história pré-histórica. Descrito em 2026 por uma equipa internacional de investigadores, o Nagatitan chaiyaphumensis é considerado <strong>o maior dinossauro conhecido até à data no Sudeste Asiático</strong>.</p><p>Este dinossauro <strong>viveu há cerca de 110 a 120 milhões de anos</strong>, durante o Cretáceo Inferior, uma época em que os dinossauros ainda dominavam os ecossistemas terrestres. Tal como os famosos <em>Diplodocus </em>ou<em> Brachiosaurus</em>, o <em>Nagatitan</em> <strong>pertencia ao grupo dos saurópodes</strong><strong>: imensos dinossauros herbívoros de pescoço longo</strong>, cauda longa e corpo robusto.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Scientists have discovered a new gigantic long-necked dinosaur species in Thailand<br><br>Named the "Nagatitan" it is estimated to have measured 27 meters long and weighed around 60,000 pounds (27,000 kg) <a href="https://t.co/ZVuSeQGM63">pic.twitter.com/ZVuSeQGM63</a></p>— Dexerto (@Dexerto) <a href="https://twitter.com/Dexerto/status/2055325479989596210?ref_src=twsrc%5Etfw">May 15, 2026</a></blockquote></figure><p>Os seus fósseis foram <strong>descobertos na província de Chaiyaphum, na Tailândia</strong>, numa formação rochosa chamada Khok Kruat. Este sítio já é conhecido pelos paleontólogos pela <strong>sua riqueza em fósseis datados do final do Mesozóico</strong>. </p><p>Embora os investigadores <strong>não tenham encontrado um esqueleto completo</strong>, foram desenterrados vários ossos importantes, nomeadamente<strong> vértebras, costelas, ossos da pelve e ossos longos dos membros</strong>. Um dos vestígios mais impressionantes é um úmero — o osso do braço — com cerca de <strong>1,78 m de comprimento</strong>, revela Thitiwoot Sethapanichsakul, autor do estudo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="755078" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-fossil-vivo-da-amazonia-descoberta-planta-que-sobreviveu-a-era-dos-dinossauros.html" title="O fóssil vivo da Amazónia: descoberta planta que sobreviveu à era dos dinossauros">O fóssil vivo da Amazónia: descoberta planta que sobreviveu à era dos dinossauros</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-fossil-vivo-da-amazonia-descoberta-planta-que-sobreviveu-a-era-dos-dinossauros.html" title="O fóssil vivo da Amazónia: descoberta planta que sobreviveu à era dos dinossauros"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-fossil-vivo-da-amazonia-descoberta-planta-que-sobreviveu-a-era-dos-dinossauros-1771631982950_320.png" alt="O fóssil vivo da Amazónia: descoberta planta que sobreviveu à era dos dinossauros"></a></article></aside><p>Graças a estes vestígios, os cientistas conseguiram estimar as dimensões do animal. <strong>O <em>Nagatitan chaiyaphumensis</em> teria atingido cerca de 27 m de comprimento</strong>, o equivalente a um prédio de vários andares deitado no chão. A sua <strong>massa é estimada entre 25 e 28 toneladas</strong>, o que corresponde a vários elefantes africanos juntos.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O nosso dinossauro é objetivamente enorme: provavelmente pesava pelo menos mais 10 toneladas do que o Dippy, o diplodocus.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O seu nome não foi escolhido ao acaso. <strong>“Naga” faz referência às criaturas serpentinas</strong> presentes em muitas tradições do Sudeste Asiático, enquanto “titan” evoca naturalmente <strong>o tamanho colossal do dinossauro</strong>. O nome da espécie, chaiyaphumensis, <strong>presta homenagem à província tailandesa</strong> onde foi descoberto.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr"> NOUVEAU DINOSAURE <br><br>Des scientifiques en Thaïlande ont identifié le Nagatitan, un immense dinosaure herbivore découvert en Asie du Sud-Est. <br><br>Il pesait près de 60 000 livres et passait la majorité de son temps à se nourrir de végétation, sans comportement prédateur <a href="https://t.co/jIrHFzMS5t">pic.twitter.com/jIrHFzMS5t</a></p>— Neural Space (@NeuralSpace_) <a href="https://twitter.com/NeuralSpace_/status/2055645260714328378?ref_src=twsrc%5Etfw">May 16, 2026</a></blockquote></figure><p>Mas o interesse desta descoberta não reside apenas nas suas dimensões impressionantes. Ao estudarem atentamente a forma dos ossos, os investigadores identificaram<strong> várias características anatómicas únicas, suficientemente distintas para confirmar que se tratava</strong>, de facto, de uma espécie até então desconhecida.</p><p>As análises mostram que o <em>Nagatitan </em>pertencia a um grupo de grandes <strong>saurópodes asiáticos chamados Euhelopodidae</strong>. Estes dinossauros viveram na Ásia durante parte do Cretáceo, mas a sua história evolutiva ainda não é totalmente compreendida.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766069" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mais-que-um-mito-ciencia-confirma-polvo-gigante-de-19-metros-que-dominava-os-oceanos-na-era-dos-dinossauros.html" title="Mais que um mito: ciência confirma polvo gigante de 19 metros que dominava os oceanos na era dos dinossauros">Mais que um mito: ciência confirma polvo gigante de 19 metros que dominava os oceanos na era dos dinossauros</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mais-que-um-mito-ciencia-confirma-polvo-gigante-de-19-metros-que-dominava-os-oceanos-na-era-dos-dinossauros.html" title="Mais que um mito: ciência confirma polvo gigante de 19 metros que dominava os oceanos na era dos dinossauros"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mas-que-un-mito-la-ciencia-confirma-un-pulpo-gigante-de-19-metros-que-dominaba-los-oceanos-en-la-era-de-los-dinosaurios-1777038975522_320.jpg" alt="Mais que um mito: ciência confirma polvo gigante de 19 metros que dominava os oceanos na era dos dinossauros"></a></article></aside><p>Esta descoberta acrescenta, assim, mais uma peça a um quebra-cabeças científico muito mais vasto: <strong>como é que os dinossauros gigantes se diversificaram e se adaptaram em diferentes regiões do mundo</strong>. Lembra também que o Sudeste Asiático continua a ser um território importante para a paleontologia.</p><p>Durante muito tempo, os grandes dinossauros foram associados sobretudo a países como os Estados Unidos, a Argentina ou a China. No entanto, <strong>a Tailândia também possui um património fóssil notável, que continua a revelar novas espécies</strong>. Uma réplica em tamanho real pode ser vista no museu Thainosaur, em Banguecoque, na Tailândia.</p><h3><em>Referências da notícia:</em></h3><p><em>20Minutes avec AFP, (15/05/2026), <a href="https://www.20minutes.fr/monde/4223636-20260515-thailande-nagatitan-nouveau-dinosaure-plus-grand-diplodocus" target="_blank">Thaïlande : Qu’est-ce que le nagatitan, ce nouveau dinosaure plus grand que le diplodocus ?</a></em></p><p><em>Sethapanichsakul, T., Khansubha, SO., Manitkoon, S. et al. <a href="https://www.nature.com/articles/s41598-026-47482-x?utm_source=chatgpt.com#citeas" target="_blank">The first sauropod dinosaur from the Lower Cretaceous Khok Kruat Formation of Thailand enriches the diversity of somphospondylan titanosauriforms in southeast Asia.</a> Sci Rep <strong>16</strong>, 12467 (2026). </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/que-especie-de-dinossauro-recem-descoberta-e-esta-ainda-maior-do-que-o-diplodocus.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A catástrofe invisível: como peixes invasores estão a transformar os rios mediterrânicos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-catastrofe-invisivel-como-peixes-invasores-estao-a-transformar-os-rios-mediterranicos.html</link><pubDate>Sat, 23 May 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A urgência de políticas transnacionais e vigilância precoce para conter o avanço dos peixes exóticos. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-catastrofe-invisivel-como-peixes-invasores-estao-a-transformar-os-rios-mediterranicos-1779183890106.png" data-image="e2gcojzlc7x0"><figcaption>As alterações climáticas e as secas extremas vão prejudicar gravemente os peixes nativos, mas criarão o habitat ideal para espécies tropicais invasoras como as tilápias.</figcaption></figure><p>A bacia <strong>circum-mediterrânica é reconhecida internacionalmente como um ponto crítico (<em>hotspot</em>) de biodiversidade global</strong>, albergando uma fauna de água doce altamente endémica e singular, da qual mais de metade se encontra atualmente sob ameaça de extinção.</p><div class="texto-destacado">Os diversos estudos alertam para uma "catástrofe invisível": o impacto severo e crescente das invasões biológicas por peixes não-nativos nestes ecossistemas vulneráveis. </div><p>Em cenários extremos, como o rio Segura em Espanha ou o lago Pamvotis na Grécia, a proporção de <strong>peixes exóticos já supera os 70% e 80% de toda a comunidade aquícola</strong>, respetivamente, transformando drasticamente a composição original destas comunidades.</p><h2>Inventário das espécies e distribuição geográfica</h2><p>Com base num levantamento exaustivo de dados atualizados até janeiro de 2025, os investigadores registaram um total de <strong>151 espécies de peixes não-nativos nas águas interiores da região</strong>. Deste total, 106 espécies encontram-se plenamente estabelecidas com populações autossustentáveis na natureza, enquanto 45 estão presentes mas não estabelecidas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-catastrofe-invisivel-como-peixes-invasores-estao-a-transformar-os-rios-mediterranicos-1779183757334.png" data-image="xdogv79sg2jo"><figcaption>Em casos extremos, como o rio Segura e o lago Pamvotis, os peixes invasores representam mais de 70% e 80% da fauna.</figcaption></figure><p>Países europeus como Itália, Espanha, França, Bósnia e Herzegovina e Croácia lideram a lista com o maior número de espécies exóticas estabelecidas.</p><div class="texto-destacado">Os denominados "suspeitos habituais" mais amplamente disseminados são a gambésia (Gambusia holbrooki), estabelecida em 21 países, a carpa comum (Cyprinus carpio), presente em 20, e a perca-sol (Lepomis gibbosus), registada em 16 países. </div><p>Estas espécies dominantes partilham traços biológicos comuns, como uma <strong>elevada capacidade reprodutiva</strong>, ampla tolerância ambiental e grande competitividade ecológica face às populações nativas isoladas.</p><h2>Origens e vias de introdução<br></h2><p>A análise biogeográfica revela que a maioria das introduções tem origem na <strong>própria Europa (58 espécies), seguida pela Ásia (39) e pela América do Norte (24)</strong>. Ocorre um fenómeno notável de "homogeneização faunística" devido ao intercâmbio contínuo de espécies entre nações europeias vizinhas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-catastrofe-invisivel-como-peixes-invasores-estao-a-transformar-os-rios-mediterranicos-1779183837913.png" data-image="ldi8dq3mslio"><figcaption>A gambésia e a carpa-comum são os invasores mais bem-sucedidos, estando estabelecidas em 21 e 20 países da bacia mediterrânica.</figcaption></figure><p>Relativamente às vias de dispersão, os escapes de confinamento constituem o vetor principal (105 espécies), <strong>associados de perto à expansão do comércio de aquariofilia e à aquicultura comercial de espécies de rápido crescimento como a truta-arco-íris ou as tilápias</strong>. Em segundo lugar, destacam-se as libertações intencionais (57 espécies), motivadas quer pela promoção da pesca desportiva (como o siluro ou o lúcio) quer pelo controlo biológico de pragas de mosquitos (caso da gambésia).</p><h2>Determinantes socioeconómicos e ambientais<br></h2><p>O estudo demonstra que as invasões não ocorrem ao acaso, <strong>estando correlacionadas com a atividade humana e a disponibilidade de habitat.</strong> Verificou-se uma forte correlação positiva entre a riqueza de peixes exóticos e o Produto Interno Bruto (PIB) nacional, dado que países com maior capacidade económica geram mais comércio internacional e desenvolvimento de atividades como a aquicultura ou a pesca recreativa. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-catastrofe-invisivel-como-peixes-invasores-estao-a-transformar-os-rios-mediterranicos-1779184023516.png" data-image="r42cngghysr9"><figcaption>As barragens funcionam como autênticos ímanes de invasões, criando águas estáveis que favorecem peixes exóticos face às espécies nativas.</figcaption></figure><p>Adicionalmente, <strong>o número de barragens atua como uma "porta de entrada" fundamental: as albufeiras criam ambientes profundamente alterados e estáveis que beneficiam os invasores</strong>, os quais se encontram mais aptos a colonizar estes habitats do que as espécies nativas adaptadas a rios correntes. </p><p>A precipitação anual e a área geográfica sob clima mediterrânico também <strong>influenciam positivamente esta riqueza</strong>. Em oposição, a temperatura média apresenta uma correlação negativa, explicada pela presença de grandes extensões desérticas áridas em países quentes e populosos (como Argélia, Líbia e Egito) que inviabilizam a sobrevivência de organismos aquáticos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-catastrofe-invisivel-como-peixes-invasores-estao-a-transformar-os-rios-mediterranicos-1779184269316.png" data-image="ubarfmz063j6"><figcaption>Por exemplo os países da antiga Jugoslávia partilham hoje exatamente as mesmas espécies invasoras devido a políticas e práticas de gestão ambiental partilhadas no passado</figcaption></figure><p><strong>As alterações climáticas em curso e o aumento da aridez na bacia mediterrânica poderão desfavorecer as espécies nativas </strong>e abrir novas oportunidades para peixes exóticos termofílicos (como as tilápias do género Oreochromis) expandirem o seu território.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="760321" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/estudo-internacional-alerta-para-a-ameaca-exponencial-de-especies-invasoras.html" title="Estudo internacional alerta para a ameaça exponencial de espécies invasoras">Estudo internacional alerta para a ameaça exponencial de espécies invasoras</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/estudo-internacional-alerta-para-a-ameaca-exponencial-de-especies-invasoras.html" title="Estudo internacional alerta para a ameaça exponencial de espécies invasoras"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-internacional-alerta-para-a-ameaca-exponencial-de-especies-invasoras-1774278118017_320.jpg" alt="Estudo internacional alerta para a ameaça exponencial de espécies invasoras"></a></article></aside><p>Uma vez que o controlo e a erradicação de populações estabelecidas se revelam extremamente complexos e dispendiosos, a distinção clara entre espécies apenas introduzidas e espécies já estabelecidas é vital. Neste sentido, são recomendados três prioridades regionais urgentes: <strong>a aplicação de protocolos estritos de biossegurança no comércio internacional de espécies; o desenvolvimento de avaliações de risco preditivas; e o reforço de redes de monitorização e vigilância precoce focadas em focos críticos de invasão, como as albufeiras artificiais.</strong></p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><em> Cano-Barbacil, C., García-Berthou, E., Ribeiro, F. et al. Patterns and correlates of non-native inland fishes in the circum-Mediterranean region. Hydrobiologia (2026). <a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s10750-026-06221-z" target="_blank">https://doi.org/10.1007/s10750-026-06221-z</a> </em></p><p><em><a href="https://theconversation.com/catastrofe-invisible-peces-invasores-en-los-rios-mediterraneos-282245">https://theconversation.com/catastrofe-invisible-peces-invasores-en-los-rios-mediterraneos-282245</a></em></p><ul></ul>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-catastrofe-invisivel-como-peixes-invasores-estao-a-transformar-os-rios-mediterranicos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As alterações climáticas obrigam famílias a separarem-se: quem decide quem migra e quem fica nos ambientes extremos?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-alteracoes-climaticas-obrigam-familias-a-separarem-se-quem-decide-quem-migra-e-quem-fica-nos-ambientes-extremos.html</link><pubDate>Sat, 23 May 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>No Bangladesh, Butão, Índia e Nepal, muitas pessoas migram das zonas rurais para cidades devido a ciclones, tempestades, inundações e secas, que ameaçam ou destroem casas e meios de subsistência, aumentando a migração climática.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-alteracoes-climaticas-obrigam-familias-a-separarem-se-quem-decide-quem-migra-e-quem-fica-nos-ambientes-extremos-1779468533399.jpg" data-image="hhtfqtuvwms2" alt="migração; imagem ilustrativa" title="migração; imagem ilustrativa"><figcaption>Milhares de pessoas migram todos os anos devido às alterações climáticas.</figcaption></figure><p>A maioria dos estudos anteriores centrou-se na migração de homens que se mudam em busca de emprego e na forma como isso afeta as mulheres e as famílias que deixam para trás. Mas <strong>muitas mulheres também migram como resultado de eventos climáticos extremos</strong>.</p><p>Os núcleos familiares de migrantes assumem muitas formas. Um novo estudo envolveu a recolha de dados através de questionários e entrevistas a cerca de <strong>1.200 famílias nestes países</strong>, revelando um quadro complexo.</p><h2>Impacto mais evidente na Ásia</h2><p>Na Índia, no Nepal e no Bangladesh, as <strong>mulheres tendem a envolver-se mais na agricultura e na criação de animais</strong>. Os <strong>homens migram para as cidades para trabalhar na construção civil ou em fábricas</strong>, regressando frequentemente a casa para visitas anuais, ou com maior frequência se estiverem mais perto de casa. Mas no Butão, <strong>é mais comum as mulheres se mudarem para trabalhar, sozinhas ou com as suas famílias</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-alteracoes-climaticas-obrigam-familias-a-separarem-se-quem-decide-quem-migra-e-quem-fica-nos-ambientes-extremos-1779468646747.jpg" data-image="hexov2n0hjmq" alt="mulher a carregar lenha; Bangladesh" title="mulher a carregar lenha; Bangladesh"><figcaption>Na Índia, no Nepal e no Bangladesh, as mulheres tendem a envolver-se mais na agricultura e na criação de animais. </figcaption></figure><p>O <strong>Butão e o Nepal são regiões montanhosas propensas a inundações e deslizamentos de terra</strong>. A recolha de água tem sido tradicionalmente uma tarefa feminina. Mas os sistemas de <strong>água canalizada fornecidos pelo Estado tornaram o abastecimento de água mais fiável e acessível</strong>. Posto isto, outras tarefas domésticas e de cuidados, como cozinhar, cuidar dos filhos e dos familiares idosos, continuam a ser da responsabilidade das mulheres. Isto deixa-lhes pouco tempo para outras atividades.</p><h2>Alterações climáticas e as migrações</h2><p> As <strong>pressões climáticas aprofundam algumas desigualdades de género</strong> e intergeracionais já existentes. Por exemplo, os eventos climáticos extremos podem <strong>aumentar a carga de trabalho das mulheres </strong>sem necessariamente melhorar a sua posse de bens, o controlo financeiro ou a liderança comunitária. </p><p>Mas esta investigação mostra como as <strong>pressões climáticas têm influências complexas na migração e na adaptação</strong>. A migração climática pode levar a uma renegociação das relações familiares – isto depende de quem se muda e de quem fica. Outros fatores incluem as condições materiais e os recursos disponíveis para a família, as dinâmicas sociais e o apoio recebido, bem como as normas de género em torno dos papéis, responsabilidades e expectativas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-alteracoes-climaticas-obrigam-familias-a-separarem-se-quem-decide-quem-migra-e-quem-fica-nos-ambientes-extremos-1779468825582.jpg" data-image="xremm62h4nib" alt="mulheres; Bangladesh" title="mulheres; Bangladesh"><figcaption>A migração climática está a mudar as responsabilidades de género nos cuidados domésticos e no trabalho dentro das famílias. </figcaption></figure><p>No Nepal, os especialistas observaram, de um modo geral, um <strong>movimento no sentido da construção de relações mais recíprocas</strong>. Isto permite aos pais contribuir conjuntamente para o seu futuro e ajudar a construir um futuro mais estável para os seus filhos.</p><p>O Butão reflete uma <strong>continuidade das vantagens culturais em termos de equidade económica e social</strong>, embora esta esteja a ser, em certa medida, afetada pela migração. Atualmente, há uma ênfase na construção da unidade e da coesão comunitária nas zonas rurais, que testemunham um rápido despovoamento. <strong>Na Índia e no Bangladesh, as mulheres estão a assumir maiores responsabilidades na gestão das propriedades rurais</strong>, na gestão das finanças e na participação em cooperativas agrícolas ou grupos de poupança, muitas vezes sem controlo ou liderança.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="716532" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/migracao-climatica-60-pessoas-fogem-a-cada-minuto-e-as-mulheres-sofrem-mais-do-que-nunca.html" title="Migração climática: 60 pessoas fogem a cada minuto e as mulheres sofrem mais do que nunca">Migração climática: 60 pessoas fogem a cada minuto e as mulheres sofrem mais do que nunca</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/migracao-climatica-60-pessoas-fogem-a-cada-minuto-e-as-mulheres-sofrem-mais-do-que-nunca.html" title="Migração climática: 60 pessoas fogem a cada minuto e as mulheres sofrem mais do que nunca"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/migrations-climatiques-chaque-minute-60-personnes-fuient-et-les-femmes-en-souffrent-plus-que-jamais-impacts-changement-climatique-1750426996582_320.jpeg" alt="Migração climática: 60 pessoas fogem a cada minuto e as mulheres sofrem mais do que nunca"></a></article></aside><p> Salários e condições de trabalho justos são essenciais. Mas, além disso, <strong>a migração climática está a mudar as responsabilidades de género nos cuidados domésticos e no trabalho dentro das famílias</strong>. Afeta também quem detém a propriedade e o controlo das finanças e da terra, e influencia a forma como as famílias tomam decisões. Para apoiar as famílias à medida que esta dinâmica se altera, é importante<strong> reforçar os direitos fundiários das mulheres</strong>, melhorar o acesso a serviços financeiros e apoiar instituições coletivas que possibilitem uma participação e liderança significativas. </p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Stephanie Leder, Rachana Upadhyaya, Kees van der Geest, Yuvika Adhikari, Matthias Büttner. <a href="https://doi.org/10.1016/j.worlddev.2024.106544" target="_blank">Rural out-migration and water governance: Gender and social relations mediate and sustain irrigation systems in Nepal</a>. World Development (2024).</em></p><p><em><a href="https://clareprogramme.org/project/successful-intervention-pathways-for-migration-as-adaptation-success/" target="_blank">SUCCESS – Successful intervention pathways for migration as adaptation</a><br></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-alteracoes-climaticas-obrigam-familias-a-separarem-se-quem-decide-quem-migra-e-quem-fica-nos-ambientes-extremos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sem eletricidade, sem vizinhos e sem saída fácil: a aldeia fantasma que intriga Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/sem-eletricidade-sem-vizinhos-e-sem-saida-facil-a-aldeia-fantasma-que-intriga-portugal.html</link><pubDate>Sat, 23 May 2026 06:17:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Escondida na Serra da Freita, Drave está abandonada há quase duas décadas e continua a atrair aventureiros. Há quem diga que é “um dos lugares mais míticos de Portugal”.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sem-eletricidade-sem-vizinhos-e-sem-saida-facil-a-aldeia-fantasma-que-intriga-portugal-1779359499056.jpg" data-image="0nuxqgxk8k6s" alt="Drave" title="Drave"><figcaption>Sem estradas, luz ou habitantes há quase 20 anos. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Não tem estradas, eletricidade, água canalizada, saneamento, gás, nem correio. A rede de telemóvel pode ser escassa. E o acesso? Nada facilitado. Situada no concelho de Arouca, <strong>Drave</strong> é muitas vezes referida como a aldeia mais isolada de Portugal, e percebemos o motivo.</p><p>Nesta aldeia <strong>não há quem viva há quase duas décadas</strong>. Não há ruído de carros, nem vizinhos, nem qualquer sinal de vida moderna. “Só ruínas, silêncio e vestígios de uma comunidade que um dia ali floresceu”, lê-se no ‘Idealista’.</p><h2>Uma aldeia desabitada há quase 20 anos</h2><p>Esta não é uma aldeia “pouco habitada”. Em vez disso, poderá dizer-se mesmo que é um <strong>lugar completamente vazio</strong>. Um onde “o tempo parece ter parado e onde o único som é o da natureza a ocupar o espaço deixado pelo ser humano.” Ainda assim, há quem garanta tratar-se de “<strong>um dos lugares mais míticos de Portugal</strong>”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="743610" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-aldeia-historica-de-viseu-estava-ao-abandono-agora-foi-comprada-por-2-35-milhoes-de-euros.html" title="Esta aldeia histórica de Viseu estava ao abandono. Agora foi comprada por 2,35 milhões de euros">Esta aldeia histórica de Viseu estava ao abandono. Agora foi comprada por 2,35 milhões de euros</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-aldeia-historica-de-viseu-estava-ao-abandono-agora-foi-comprada-por-2-35-milhoes-de-euros.html" title="Esta aldeia histórica de Viseu estava ao abandono. Agora foi comprada por 2,35 milhões de euros"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esta-aldeia-historica-de-viseu-estava-ao-abandono-agora-foi-comprada-por-2-35-milhoes-de-euros-1765530637353_320.jpg" alt="Esta aldeia histórica de Viseu estava ao abandono. Agora foi comprada por 2,35 milhões de euros"></a></article></aside><p>“Drave foi habitada até ao início deste século, mas só em 1993 é que o telefone chegou ali, como pudemos ler numa placa afixada na igreja de Drave. <strong>Hoje Drave não tem qualquer habitante permanente</strong>. No entanto, o seu carácter, a sua localização, e a mística de Drave fazem com que esta aldeia não tivesse ficado esquecida e são cada vez mais aqueles que visitam Drave e se deixam encantar por ela. Talvez a vida esteja lentamente a voltar a Drave”, nota o blogue ‘Viajar entre Viagens’.</p><h2>Como chegar a Drave?</h2><p>Escondida no coração da Serra da Freita, no concelho de Arouca, a aldeia de Drave é um lugar fantasma, <strong>desabitado desde 2009</strong>. Sem estradas acessíveis, eletricidade ou serviços básicos, só é possível chegar por <strong>trilhos de montanha</strong>. </p><div class="texto-destacado">Feitas as contas, aliás, é preciso fazer uma caminhada de quatro quilómetros em trilhos. No final, contudo, as vistas recompensam os mais aventureiros. </div><p>“Se a aldeia de xisto é mágica, o percurso pedestre para lá chegar não lhe fica atrás. O trilho de acesso à aldeia de Drave arranca da vizinha aldeia de Regoufe e tem aproximadamente 4 km de extensão (8 km ida e volta)”, informam os autores do blogue ‘Vaga Mundos’.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sem-eletricidade-sem-vizinhos-e-sem-saida-facil-a-aldeia-fantasma-que-intriga-portugal-1779359158546.jpg" data-image="ak3g6ia85w9u" alt="Drave" title="Drave"><figcaption>Já conhece a a aldeia fantasma escondida nas montanhas de Arouca? Foto: Wikimedia // João Nuno Brochado</figcaption></figure><p>“E, acredite, que chegar a Drave depois desta caminhada é algo verdadeiramente mágico. É difícil descrever o que se sente ao observar pela primeira vez o casario de xisto da aldeia, pontilhado pela branquinha capela, e ao escutar o barulho das cristalinas águas da ribeira de Palhais.”</p><div class="texto-destacado"> “O esforço é recompensado com um cenário impressionante – mas também com uma sensação desconcertante: a de estar num lugar que já não pertence a este tempo.” </div><p>Sim, porque, apesar da ausência total de habitantes ou de infraestruturas modernas, ainda é possível encontrar alguns vestígios da vida que a aldeia teve em tempo. <strong>As casas de xisto</strong> em diferentes estados de ruína são alguns deles.</p><p>Há também "uma pequena capela que continua preservada"; alguns "elementos tradicionais como as pias de pedra, muros, lagares e espigueiros"; sem esquecer "os trilhos e vistas incríveis sobre o vale", acrescenta o ‘Idealista’.</p><h2>Como uma aldeia inteira se tornou um lugar fantasma?</h2><p>Não se deixe enganar. Esta aldeia não se tornou um lugar fantasma de um dia para o outro. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="746428" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/foi-um-dos-destinos-de-ferias-mais-populares-de-espanha-hoje-e-uma-cidade-fantasma.html" title="Foi um dos destinos de férias mais populares de Espanha. Hoje, é uma cidade fantasma">Foi um dos destinos de férias mais populares de Espanha. Hoje, é uma cidade fantasma</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/foi-um-dos-destinos-de-ferias-mais-populares-de-espanha-hoje-e-uma-cidade-fantasma.html" title="Foi um dos destinos de férias mais populares de Espanha. Hoje, é uma cidade fantasma"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/foi-um-dos-destinos-de-ferias-mais-populares-de-espanha-hoje-e-uma-cidade-fantasma-1767023742036_320.jpg" alt="Foi um dos destinos de férias mais populares de Espanha. Hoje, é uma cidade fantasma"></a></article></aside><p>Tal como muitas outras aldeias do interior, <strong>Drave foi perdendo população gradualmente</strong>. Os jovens emigraram, os mais velhos foram falecendo, e as condições de vida tornaram-se insustentáveis.</p><div class="texto-destacado">O acesso extremamente difícil, a ausência de infraestruturas modernas e o desinteresse político e institucional ao longo de décadas são alguns dos principais motivos que levaram ao abandono da aldeia. </div><p>Ainda assim, pode-se dizer que Drave não foi totalmente esquecida. “Escuteiros de várias regiões utilizam a aldeia como campo de atividades e têm ajudado a manter algumas estruturas em pé.”</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/sem-eletricidade-sem-vizinhos-e-sem-saida-facil-a-aldeia-fantasma-que-intriga-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os primeiros superpredadores do oceano podem ter sido polvos gigantes]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-primeiros-superpredadores-do-oceano-podem-ter-sido-polvos-gigantes.html</link><pubDate>Sat, 23 May 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Cientistas descobriram fósseis que comprovam que os polvos antigos eram predadores de topo, enormes e inteligentes e dotados de uma mordida poderosa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/the-ocean-s-first-super-predators-may-have-been-giant-octopuses-1779279473023.png" data-image="xd1hoxibnhqx"><figcaption>Imagem de uma reconstrução do polvo gigante. Crédito: Yohei Utsuki, Departamento de Ciências da Terra e Planetárias, Universidade de Hokkaido.</figcaption></figure><p>Um <strong>novo estudo publicado na revista </strong><em><strong>Science</strong> </em>revela que os primeiros parentes do polvo podem ter desempenhado um papel mais predatório em ecossistemas antigos.</p><p>O estudo, liderado por investigadores da Universidade de Hokkaido, descobriu que <strong>os primeiros polvos conhecidos eram predadores gigantes que caçavam no topo da cadeia alimentar</strong>, ao lado de grandes vertebrados marinhos.</p><p>Os polvos têm corpos moles, o que significa que raramente fossilizam bem, dificultando o rastreamento da sua história evolutiva. No estudo, os investigadores usaram <strong>mandíbulas fossilizadas de polvos primitivos </strong>— uma parte do corpo que fossiliza facilmente — para reconstruir a sua história.</p><h2>Use ferramentas digitais para encontrar fósseis</h2><p>Utilizando<strong> tomografia de alta resolução e um modelo de inteligência artificial (IA)</strong>, cientistas descobriram <strong>mandíbulas fossilizadas em amostras de rochas do Cretáceo Superior, datadas de 100 a 72 milhões de anos atrás</strong>. Os fósseis, escavados no Japão e na Ilha de Vancouver, estavam bem preservados em sedimentos marinhos calmos, com minúsculas marcas de desgaste revelando como se alimentavam.</p><p>Os<strong> fósseis pertencem a um grupo extinto de polvos com nadadeiras chamado <em>Cirrata</em></strong>. Ao analisar a forma, o tamanho e o desgaste das mandíbulas, a equipa descobriu que eles<strong> eram predadores ativos, esmagando as suas presas com uma mordida poderosa</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mais-que-um-mito-ciencia-confirma-polvo-gigante-de-19-metros-que-dominava-os-oceanos-na-era-dos-dinossauros.html" title="Mais que um mito: ciência confirma polvo gigante de 19 metros que dominava os oceanos na era dos dinossauros">Mais que um mito: ciência confirma polvo gigante de 19 metros que dominava os oceanos na era dos dinossauros</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mais-que-um-mito-ciencia-confirma-polvo-gigante-de-19-metros-que-dominava-os-oceanos-na-era-dos-dinossauros.html" title="Mais que um mito: ciência confirma polvo gigante de 19 metros que dominava os oceanos na era dos dinossauros"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mas-que-un-mito-la-ciencia-confirma-un-pulpo-gigante-de-19-metros-que-dominaba-los-oceanos-en-la-era-de-los-dinosaurios-1777038975522_320.jpg" alt="Mais que um mito: ciência confirma polvo gigante de 19 metros que dominava os oceanos na era dos dinossauros"></a></article></aside><p>"As nossas descobertas sugerem que <strong>os primeiros polvos eram predadores gigantescos que ocupavam o topo da cadeia alimentar marinha no período Cretáceo</strong>", disse o professor Yasuhiro Iba, da Universidade de Hokkaido.</p><p>"A partir de mandíbulas fossilizadas excecionalmente bem preservadas, demonstramos que estes animais <strong>atingiam comprimentos totais de até quase 20 metros, o que poderia ter superado o tamanho dos maiores répteis marinhos da mesma época</strong>", acrescentou.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/the-ocean-s-first-super-predators-may-have-been-giant-octopuses-1779279749779.jpg" data-image="awinobe3lmdm"><figcaption>Fotografia de um polvo. Crédito: Pixabay.</figcaption></figure><p>“Talvez a descoberta mais surpreendente tenha sido o grau de desgaste nas mandíbulas”, disse Iba. <strong>O fóssil apresentava desgaste extenso, incluindo lascas e rachaduras, indicando uma força de mordida poderosa</strong>.</p><p>“Em espécimes bem desenvolvidos, até 10% da ponta da mandíbula, em relação ao seu comprimento total, tinha-se desgastado — uma percentagem maior do que a observada em cefalópodes modernos que se alimentam de presas com casca dura. Isto indica interações repetidas e vigorosas com as suas presas, revelando uma estratégia alimentar inesperadamente agressiva”.</p><p>As descobertas sugerem que <strong>os polvos antigos eram caçadores poderosos e ativos que consumiam grandes quantidades de presas</strong>.</p><h2>Como é que esta descoberta afeta a sua história evolutiva?</h2><p>As descobertas alteram a compreensão dos cientistas sobre a história inicial dos polvos. <strong>Os novos fósseis recuam o registo mais antigo conhecido de polvos com barbatanas em cerca de 15 milhões de anos </strong><strong>e o registo geral de polvos em cerca de 5 milhões de anos</strong>, situando-os aproximadamente há 100 milhões de anos.</p><p>Uma descoberta incomum foi o desgaste desigual nas mandíbulas. Em ambas as espécies examinadas, um lado da mandíbula estava mais desgastado, sugerindo que elas preferiam usar esse lado. Este comportamento é chamado de lateralização e está associado a animais modernos com processamento neural avançado. Estas descobertas sugerem que<strong> os primeiros polvos podem ter exibido comportamentos complexos e inteligentes</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/revelacao-genetica-o-polvo-que-previu-a-catastrofe-glaciar-clima.html" title="Revelação genética: o polvo que previu a catástrofe glaciar!">Revelação genética: o polvo que previu a catástrofe glaciar!</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/revelacao-genetica-o-polvo-que-previu-a-catastrofe-glaciar-clima.html" title="Revelação genética: o polvo que previu a catástrofe glaciar!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/revelation-genetique-la-pieuvre-qui-predit-la-catastrophe-glaciaire-1704606862538_320.jpeg" alt="Revelação genética: o polvo que previu a catástrofe glaciar!"></a></article></aside><p>Anteriormente, os cientistas acreditavam que os ecossistemas marinhos antigos eram dominados por predadores vertebrados, enquanto os invertebrados eram considerados como estando num nível inferior da cadeia alimentar. As novas descobertas sugerem que os polvos gigantes podem ter sido uma exceção, ascendendo ao topo da cadeia alimentar e<strong> competindo com grandes vertebrados</strong>.</p><p>“<strong>Este estudo fornece a primeira evidência direta de que os invertebrados poderiam evoluir para predadores gigantes e inteligentes </strong>em ecossistemas que foram dominados por vertebrados por cerca de 400 milhões de anos. As nossas descobertas demonstram que mandíbulas poderosas e a perda do esqueleto superficial — características comuns tanto a polvos quanto a vertebrados marinhos — foram essenciais para se tornarem predadores marinhos enormes e inteligentes”, disse Iba.</p><p>A investigação reforça a necessidade de reconstruir ecossistemas antigos inteiros com maior detalhe. Utilizando mineração digital de fósseis e inteligência artificial, a equipa espera descobrir muitos outros fósseis escondidos.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.science.org/doi/10.1126/science.aea6285" target="_blank">Earliest octopuses were giant top predators in Cretaceous oceans</a>. 23 de abril, 2026. Ikegami, et al.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-primeiros-superpredadores-do-oceano-podem-ter-sido-polvos-gigantes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O cenário mais inquietante do cosmos: um universo que arrefece até desaparecer]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-cenario-mais-inquietante-do-cosmos-um-universo-que-arrefece-ate-desaparecer.html</link><pubDate>Fri, 22 May 2026 18:05:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O universo talvez não tenha um fim explosivo, mas sim um muito mais silencioso: um arrefecimento. O Big Freeze imagina um futuro em que a energia se esgota gradualmente, até que tudo fique em silêncio.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-escenario-mas-inquietante-del-cosmos-un-universo-que-se-enfria-hasta-apagarse-1775333735524.jpg" data-image="k5x6az37dtnk" alt="evolución del universo" title="evolución del universo"><figcaption>É um grande mistério: a evolução do universo depende da energia escura, mas... o que é que isso significa?</figcaption></figure><p>O destino do universo continua a ser <strong>um dos grandes mistérios da ciência</strong>. Entre as teorias mais inquietantes está o <strong>Big Freeze</strong>, um cenário em que o cosmos não termina com uma explosão espetacular, mas sim com um lento e silencioso apagamento.</p><div class="texto-destacado">Embora durante anos se tenha pensado que <strong>a expansão do universo</strong> está a acelerar, novos estudos chegam mesmo a pôr em dúvida se este processo continuará da mesma forma.</div><p><strong>Consegues imaginar um universo que simplesmente arrefece até ficar sem vida?</strong> É isso, essencialmente, que o Big Freeze — também chamado de <strong>morte térmica</strong> — propõe: um futuro em que toda a atividade cósmica desaparece gradualmente.</p><h2>O que é o Big Freeze e porque é motivo de preocupação?</h2><p>O <strong>Big Freeze</strong> descreve um universo que, ao longo de escalas de tempo quase impossíveis de imaginar,<strong> arrefece até ficar praticamente inert</strong><strong>e</strong>. À medida que o espaço se expande, as galáxias afastam-se umas das outras, dificultando a formação de novas estrelas e esgotando gradualmente as fontes de energia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-escenario-mas-inquietante-del-cosmos-un-universo-que-se-enfria-hasta-apagarse-1775335704125.jpg" data-image="iv93s446rbao" alt="línea temporal universo" title="línea temporal universo"><figcaption>Linha do tempo do universo rumo ao Big Freeze, um dos seus possíveis finais. Imagem criada com IA</figcaption></figure><p>Com o tempo, as estrelas<strong> esgotam o seu combustível e apagam-se</strong>, as galáxias ficam isoladas e a radiação dispersa-se. Até as estruturas mais pequenas acabam por <strong>degradar-se</strong>. O resultado é um <strong>universo escuro, frio e sem processos ativos</strong>: um lugar onde já nada acontece.</p><p>Grande parte deste cenário explica-se pela <strong>energia escura</strong>, uma forma misteriosa de energia que constitui cerca de <strong>70% do conteúdo do universo</strong>. Acredita-se que seja responsável pelo facto de a expansão cósmica estar a acelerar, empurrando tudo cada vez mais para longe e diluindo a energia disponível.</p><h2>Entropia: a "desordem" que marca o fim</h2><p>Para compreender por que razão o universo tende para este destino, é fundamental falar de <strong>entropia</strong>. Em termos simples, a entropia mede<strong> a desordem de um sistema</strong> e a quantidade de energia que já não pode ser aproveitada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-escenario-mas-inquietante-del-cosmos-un-universo-que-se-enfria-hasta-apagarse-1775333645993.jpg" data-image="g4otmluxee5l" alt="ejemplo entropía" title="ejemplo entropía"><figcaption>Ao derreter, o gelo passa de uma estrutura ordenada para outra mais desordenada: é nisso que consiste a entropia, na quantificação da energia não utilizável para realizar trabalho, de acordo com o seu conceito na termodinâmica.</figcaption></figure><p>Um exemplo do quotidiano deixa isso claro: quando um cubo de gelo derrete, passa de uma estrutura ordenada (sólido) para uma mais desordenada (líquido). Essa mudança implica um <strong>aumento da entropia</strong>. No universo ocorre algo semelhante, mas numa escala gigantesca.</p><div class="texto-destacado">De acordo com a segunda lei da termodinâmica, <strong>a entropia aumenta sempre</strong>. À medida que o universo se expande, a energia dispersa-se e torna-se cada vez menos útil. <br><br>Este processo conduz, inevitavelmente, a um estado de equilíbrio térmico máximo: a chamada <strong>morte térmica</strong>.</div><p>Nesse ponto, já não haverá diferenças de temperatura nem energia disponível para gerar mudanças. Tudo continuará a existir, mas sem atividade: um<strong> equilíbrio total</strong>… e estéril.</p><h2>Será que o universo está realmente a expandir-se cada vez mais depressa?</h2><p>Um dos pilares da teoria do Big Freeze é a <strong>expansão do universo</strong>, medida através da <strong>constante de Hubble</strong>. Graças a observações de supernovas do tipo Ia, os cientistas descobriram que as galáxias não só se afastam, como o fazem cada vez mais depressa.</p><p>Esta <strong>expansão acelerada</strong> implica que a matéria e a energia se dispersam progressivamente, tornando cada vez mais difícil a formação de novas estruturas. Por outras palavras, o universo arrefece e esvazia-se pouco a pouco.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767719" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/vasco-goncalves-deu-um-passo-determinante-para-compreender-a-memoria-do-universo.html" title="Vasco Gonçalves deu um passo determinante para compreender a memória do Universo">Vasco Gonçalves deu um passo determinante para compreender a memória do Universo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/vasco-goncalves-deu-um-passo-determinante-para-compreender-a-memoria-do-universo.html" title="Vasco Gonçalves deu um passo determinante para compreender a memória do Universo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vasco-goncalves-deu-um-passo-determinante-para-compreender-a-memoria-do-universo-1778159416067_320.jpg" alt="Vasco Gonçalves deu um passo determinante para compreender a memória do Universo"></a></article></aside><p>No entanto, nos últimos anos, surgiram investigações que questionam esta ideia. Alguns estudos sugerem que <strong>a expansão poderá não estar a acelerar tanto quanto se pensava</strong>, e até que poderá começar a abrandar.</p><p>Por enquanto, a maioria das evidências continua a apoiar a expansão acelerada, o que mantém <strong>o Big Freeze como um dos cenários mais prováveis</strong>. Ainda assim, o destino final do universo permanece em aberto, lembrando-nos que, mesmo à escala cósmica, ainda há muito por descobrir.</p><h3><em>Referências da notícia:</em></h3><p><em> Live Science: <a href="https://www.livescience.com/physics-mathematics/dark-energy/the-universe-may-end-in-a-big-freeze-holographic-model-of-the-universe-suggests" target="_blank">El universo podría terminar en un "Gran Congelamiento"</a></em></p><p><em> National Geographic: </em><a href="https://www.nationalgeographic.com.es/ciencia/descubre-verdadero-significado-entropia-mas-alla-caos_21521#google_vignette" target="_blank"><em>Descubre el verdadero significado de la entropía más allá del caos</em></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-cenario-mais-inquietante-do-cosmos-um-universo-que-arrefece-ate-desaparecer.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aves marinhas subantárticas estão contaminadas: cientistas de Coimbra explicam os riscos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/aves-marinhas-subantarticas-estao-contaminadas-cientistas-de-coimbra-explicam-os-riscos.html</link><pubDate>Fri, 22 May 2026 17:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Aves marinhas subantárticas, mesmo em ilhas remotas, acumulam microplásticos e disruptores endócrinos transportados por oceanos, atmosfera e cadeias alimentares. Isto revela a contaminação global que o estudo liderado pela Universidade de Coimbra quantifica em sete espécies da Geórgia do Sul.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/aves-marinhas-subantarticas-estao-contaminadas-cientistas-de-coimbra-explicam-os-riscos-1779464679639.jpg" data-image="rj7rstdua6fu"><figcaption>Até mesmo ecossistemas remotos são alcançados pela poluição gerada por microplásticos e contaminantes químicos, revelam investigadores de um estudo liderado pela Universidade de Coimbra, que detetaram estas substâncias em aves marinhas que se reproduzem em regiões subantárticas, como a Geórgia do Sul. Imagem: © Universidade de Coimbra</figcaption></figure><p>Um estudo internacional liderado pelo Centre for Functional Ecology (CFE) da Universidade de Coimbra revelou <strong>a presença de microplásticos e de compostos químicos associados ao plásticos em aves marinhas que se reproduzem em regiões subantárticas (Geórgia do Sul</strong>, por exemplo), evidenciando que a poluição por plásticos e substâncias associadas consegue até mesmo alcançar ecossistemas remotos.</p><h2>A maioria das partículas identificadas nas aves marinhas subantárticas era de origem sintética</h2><p>Publicado na revista <em>Journal of Hazardous Materials</em>, o trabalho analisou <strong>sete espécies de aves marinhas</strong>, incluindo algumas classificadas como “vulneráveis” ou em “risco de extinção”. Nos espécimes estudados foram identificadas <strong>1275 partículas de origem antropogénica</strong> no trato gastrointestinal, correspondendo a uma média de cerca de<strong> 17 partículas por ave</strong>.</p><p>“As análises revelaram que<strong> a maioria das partículas identificadas era de origem sintética (59%), em particular plástico</strong>. Foram também identificadas partículas de origem natural, como celulose e algodão, mas de origem industrial, podendo conter compostos adicionais, como corantes, que podem persistir no ambiente”, explica <strong>Joana Fragão</strong>, aluna de doutoramento em <strong>Biociências da FCTUC</strong> e do <strong>British Antarctic Survey</strong>, no <strong>Reino Unido</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aves-marinhas-subantarticas-estao-contaminadas-cientistas-de-coimbra-explicam-os-riscos-1779465051761.jpg" data-image="40jwcq2dup9g"><figcaption>Segundo Joana Fragão, autora do estudo, 59% das partículas identificadas no trato gastrointestinal das aves marinhas possuía origem sintética, destacando-se o plástico, o que denuncia a grande influência antropogénica, inclusive em ecossistemas remotos.</figcaption></figure><p>Para além dos microplásticos ingeridos, os investigadores <strong>detetaram no fígado e no músculo das aves vários compostos químicos</strong> com potencial de interferência endócrina (os chamados <strong>disruptores endócrinos</strong>), incluindo retardadores de chama, com concentrações particularmente elevadas no fígado. Estes compostos são conhecidos pelo seu <strong>potencial para afetar o funcionamento hormonal dos organismos</strong>.</p><h2>Demonstrada a coexistência de microplásticos e poluentes químicos em aves marinhas de regiões remotas</h2><p>Segundo Filipa Bessa, coautora do estudo, “os resultados evidenciam a presença simultânea de microplásticos e destes compostos em aves marinhas de regiões remotas<strong>, não tendo sido ainda estabelecida uma relação direta entre ambos nem avaliados os seus efeitos biológicos”</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769991" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-cegonhas-aprendem-a-viver-dos-residuos-estudo-da-universidade-do-porto-descodifica-comportamento.html" title="As cegonhas aprendem a viver dos resíduos, estudo da Universidade do Porto descodifica comportamento">As cegonhas aprendem a viver dos resíduos, estudo da Universidade do Porto descodifica comportamento</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-cegonhas-aprendem-a-viver-dos-residuos-estudo-da-universidade-do-porto-descodifica-comportamento.html" title="As cegonhas aprendem a viver dos resíduos, estudo da Universidade do Porto descodifica comportamento"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-cegonhas-aprendem-a-viver-dos-residuos-estudo-da-universidade-do-porto-descodifica-comportamento-1779365387522_320.jpg" alt="As cegonhas aprendem a viver dos resíduos, estudo da Universidade do Porto descodifica comportamento"></a></article></aside><p>De qualquer das formas, os investigadores sublinham que estas descobertas são cruciais para a compreensão da pressão crescente de diferentes tipos de poluentes sobre a fauna marinha e reforçam a necessidade de <strong>políticas internacionais mais robustas para a proteção da biodiversidade </strong>e redução da poluição marinha por plásticos e substâncias químicas persistentes.</p><p>Medidas como a <strong>implementação de programas de monitorização contínua de plásticos e poluentes químicos devem ser consideradas</strong>, incluindo em ecossistemas considerados isolados, tais como as regiões polares e subantárticas.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Joana Fragão, Clara Manno, Richard A. Phillips, Sara C. Cunha, José O. Fernandes, Luís A.E. Batista de Carvalho, Maria Paula M. Marques, José C. Xavier, Filipa Bessa, Co-occurrence of microplastics and endocrine-disrupting chemicals in subantarctic seabirds, Journal of Hazardous Materials, Volume 509, 2026, 142018, ISSN 0304-3894, <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0304389426009969?via%3Dihub" target="_blank">https://doi.org/10.1016/j.jhazmat.2026.142018</a>.</em></p><p><em><a href="https://noticias.uc.pt/artigos/estudo-liderado-pela-uc-deteta-microplasticos-e-contaminantes-quimicos-em-aves-marinhas-subantarticas/" target="_blank">Estudo liderado pela UC deteta microplásticos e contaminantes químicos em aves marinhas subantárticas</a>. FCTUC. 4 de maio de 2026.<br></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/aves-marinhas-subantarticas-estao-contaminadas-cientistas-de-coimbra-explicam-os-riscos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A planta que vive em água salgada já pode ser cultivada em casa: veja como criar um mini-mangue]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-planta-que-vive-em-agua-salgada-ja-pode-ser-cultivada-em-casa-veja-como-criar-um-mini-mangue.html</link><pubDate>Fri, 22 May 2026 16:39:04 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Enquanto muitas espécies morrem com apenas um pouco de sal na água, existe uma árvore capaz de viver literalmente entre as marés, o lodo e a água salobra, e agora também pode ser cultivada em casa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-planta-que-vive-en-agua-salada-ya-se-cultiva-en-casa-asi-puedes-crear-un-mini-manglar-1778190448040.png" data-image="74loyh42dxzm"><figcaption>O mangue-preto consegue expelir parte do sal através das suas folhas, algo que poucas plantas fazem com tanta eficiência.</figcaption></figure><p>Pensar em mangues é pensar em praias tropicais, litorais e paisagens repletas de raízes estranhas a emergir da água. Durante anos, pareciam ecossistemas impossíveis de reproduzir fora da natureza, mas, aos poucos, isso tem vindo a mudar graças ao boom dos terrários tropicais e dos ecossistemas fechados ornamentais.</p><p>Hoje, espécies como a <em>Avicennia germinans</em>, mais conhecida como <strong>mangue preto ou mangue salgado</strong>, já podem ser cultivadas dentro de casa como peças decorativas. O <strong>mangue preto é considerado o mangue mais tolerante à salinidade do planeta</strong>, capaz de sobreviver desde água doce até concentrações salinas próximas dos 100 ppt.</p><div class="texto-destacado">Na natureza, costuma desenvolver-se melhor entre 30 e 60 ppt, embora para cultivo ornamental possa manter-se perfeitamente entre 15 e 35 ppt, algo muito mais fácil de gerir em ambientes interiores.</div><p>Esta espécie desenvolveu adaptações para sobreviver em solos alagados e com pouco oxigénio. Uma das mais notáveis são <strong>os neumatóforos, raízes verticais que parecem pequenos lápis a sair do substrato</strong> e que funcionam como tubos de respiração, permitindo que a planta obtenha oxigénio mesmo quando o solo está alagado.</p><p>Os mangais <strong>funcionam como barreiras naturais contra tempestades e erosão costeira</strong>, ajudam a filtrar contaminantes da água e servem de refúgio para peixes, crustáceos e aves. De facto, muitos ecossistemas pesqueiros dependem diretamente dos mangais para manter as suas populações saudáveis.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-planta-que-vive-en-agua-salada-ya-se-cultiva-en-casa-asi-puedes-crear-un-mini-manglar-1778190487011.png" data-image="nl8ojrp1n22i"><figcaption>Em alguns aquários marinhos avançados, utilizam-se mangues para ajudar a filtrar os nitratos da água.</figcaption></figure><p>Muitas pessoas sentiram-se inspiradas a recriar um pequeno mangue em miniatura dentro de casa. E, embora pareça complicado, o sistema funciona bem quando se conhecem alguns truques e segredos, como o controlo da salinidade, o tipo de recipiente e a gestão adequada da humidade.</p><h2>Como funciona um mini mangue ornamental em casa</h2><p>A razão pela qual a <em>Avicennia germinans</em> <strong>pode ser cultivada em ambientes interiores é porque tolera ambientes húmidos e estáveis</strong>. Um terrário fechado reproduz muito bem o microclima tropical onde esta espécie vive. Nestes sistemas, a água evapora-se, condensa-se no vidro e volta a cair no substrato.</p><div class="texto-destacado">A temperatura ideal para estas plantas mantém-se entre 24 e 28 °C, e é importante evitar que desça abaixo dos 18 °C, uma vez que isso pode travar significativamente o seu crescimento.</div><p>O recipiente ideal costuma ser um <strong>frasco ou terrário de vidro transparente com tampa hermética</strong>, semelhante aos chamados "ecossistemas fechados" ou bottle gardens. O importante é que não tenha drenagem, uma vez que a água deve permanecer no interior para conservar a humidade.</p><p>O substrato também é importante. Recomenda-se utilizar uma mistura de <strong>50% de areia de quartzo ou areia de praia lavada e 50 % de terra orgânica ou substrato argiloso</strong>. A profundidade deve situar-se entre <strong>8 e 15 centímetros</strong>, o suficiente para que a planta desenvolva raízes e neumatóforos corretamente.</p><p>Embora muitas pessoas acreditem que as plantas tropicais precisam de sol direto intenso, colocá-las dentro de um vidro pode transformá-lo num forno. Para evitar isso, <strong>é melhor colocar o terrário perto de uma janela luminosa ou usar luzes LED de crescimento</strong>.</p><p>O ponto mais importante para manter um mini-mangue saudável é a salinidade. Embora a planta suporte condições extremas, para o cultivo ornamental é aconselhável manter níveis moderados entre <strong>15 e 35 ppt</strong>, o que equivale aproximadamente a <strong>15-35 gramas de sal marinho por litro de água</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-planta-que-vive-en-agua-salada-ya-se-cultiva-en-casa-asi-puedes-crear-un-mini-manglar-1778190523564.png" data-image="u8g7ne9uhju0"><figcaption>Um mini-mangue bem estabelecido pode manter-se estável durante anos com muito pouca manutenção.</figcaption></figure><p>Não adicione o sal que usa para cozinhar, porque nem todo o sal serve; o ideal é utilizar <strong>sal para aquários marinhos</strong>, uma vez que não contém iodo nem aditivos que possam alterar o sistema. Para medir a concentração, recomenda-se um <strong>hidrómetro ou refratómetro de aquário</strong>, ferramentas atualmente acessíveis.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A água deve ter um pH ligeiramente alcalino, entre 7,5 e 8,5, algo comum em ambientes costeiros.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O nível da água deve ser mantido constantemente húmido ou <strong>até com 1 a 3 centímetros de água sobre o substrato</strong>, mas deixando os neumatóforos expostos para que respirem.<strong> A água deve ter um pH ligeiramente alcalino, entre 7,5 e 8,5, algo comum em ambientes costeiros</strong>.</p><p>No início, é normal que apareçam algas ou pequenos fungos enquanto o ecossistema se estabiliza. <strong>Isto costuma diminuir entre 4 a 8 semanas</strong>. Além disso, é importante lembrar que esta espécie está protegida em muitas regiões, pelo que nunca deve ser colhida diretamente de mangais naturais.</p><p>Os propágulos, que praticamente germinam diretamente da árvore, têm uma taxa de sucesso bastante elevada. <strong>Antes de os plantar, é aconselhável mergulhá-los em água doce durante cerca de 24 horas</strong>. Posteriormente, coloque-os no substrato húmido com a ponta virada para cima para facilitar o seu enraizamento.</p><p>Cultivar um mini-mangue em casa pode parecer estranho no início, mas é uma forma divertida de compreender como funcionam os ecossistemas costeiros. Embora exija paciência no início, assim que o sistema se estabiliza, transforma-se num pequeno ecossistema tropical autossuficiente que chama muito a atenção.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-planta-que-vive-em-agua-salgada-ja-pode-ser-cultivada-em-casa-veja-como-criar-um-mini-mangue.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Norte e Centro sob uma gota fria: saiba a que horas começarão as trovoadas fortes com granizo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/norte-e-centro-sob-uma-gota-fria-saiba-a-que-horas-comecarao-as-trovoadas-fortes-com-granizo.html</link><pubDate>Fri, 22 May 2026 16:05:17 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O fim de semana ficará marcado por aguaceiros fortes, trovoadas frequentes e possibilidade de granizo no Norte e Centro, com os fenómenos mais intensos previstos para as tardes de sábado e domingo nas regiões do interior.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaattwm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaattwm.jpg" id="xaattwm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma depressão isolada em altitude deverá agravar o estado do tempo em Portugal continental entre esta sexta-feira, 22 de maio, e domingo, 24 de maio, com <strong>previsão de aguaceiros localmente fortes, trovoada frequente, queda de granizo e rajadas pontualmente intensas nas regiões Norte e Centro</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>O episódio começou a ganhar expressão a partir das 13:00/14:00 desta sexta-feira, altura em que os modelos de densidade de raios começam a indicar um aumento significativo da atividade elétrica sobre o interior Norte e Centro.</p><h2>Distritos do interior Norte e Centro deverão concentrar os fenómenos mais intensos</h2><p>Os distritos mais suscetíveis aos fenómenos mais intensos deverão ser <strong>Braga, Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Castelo Branco e Coimbra</strong>, sobretudo nas zonas montanhosas e do interior. Durante a tarde e início da noite desta sexta-feira, os aguaceiros poderão assumir carácter torrencial e ser acompanhados por granizo de pequenas dimensões e rajadas convectivas entre <strong>35 e 50 km/h</strong>, especialmente nas células mais organizadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/norte-e-centro-sob-uma-gota-fria-a-que-horas-comecarao-as-trovoadas-fortes-com-granizo-1779464858886.png" data-image="z2vc4d4xu0v5"><figcaption>A densidade de raios prevista para a tarde de sábado destaca um aumento significativo da atividade elétrica no interior Norte e Centro. As trovoadas mais intensas poderão desenvolver-se sobretudo nas regiões montanhosas de Trás-os-Montes, Beira Alta e Beira Interior.</figcaption></figure><p>A instabilidade deverá prolongar-se durante o sábado, embora de forma mais dispersa e irregular. Ainda assim, os modelos continuam a apontar para novas trovoadas durante a tarde, novamente com maior probabilidade nas regiões do interior Norte e Centro. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/norte-e-centro-sob-uma-gota-fria-a-que-horas-comecarao-as-trovoadas-fortes-com-granizo-1779464943783.png" data-image="rb5ehy0ew85u"><figcaption>O mapa de precipitação acumulada previsto para a madrugada de domingo mostra os maiores acumulados concentrados no Norte e Centro, especialmente nas zonas montanhosas e do interior, onde os aguaceiros poderão ser localmente fortes e persistentes.</figcaption></figure><p>Os <strong>acumulados de precipitação poderão variar entre 5 a 20 mm em poucas horas</strong> em alguns locais mais afetados pelas células convectivas persistentes, aumentando o risco de inundações rápidas em meio urbano e enxurradas localizadas. Em alguns setores do Minho e da Beira Alta, a atividade elétrica poderá tornar-se particularmente frequente durante os períodos mais instáveis.</p><h2>Domingo continuará instável com aguaceiros, granizo e trovoada frequente</h2><p>No domingo, a gota fria deverá continuar a favorecer aguaceiros e trovoadas, sobretudo durante a tarde e início da noite. <strong>O período mais instável deverá ocorrer entre as 12:00 e as 20:00</strong>, especialmente nas regiões montanhosas do Norte e Centro, onde o aquecimento diurno, aliado ao ar frio em altitude e à humidade disponível, poderá potenciar o rápido desenvolvimento de células convectivas localmente intensas, capazes de produzir chuva forte, granizo e trovoada frequente, sobretudo nas áreas do interior e junto às principais serras.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/norte-e-centro-sob-uma-gota-fria-a-que-horas-comecarao-as-trovoadas-fortes-com-granizo-1779464881039.png" data-image="q864gqdieypd"><figcaption>As rajadas de vento poderão intensificar-se durante a tarde de domingo nas regiões do interior Norte e Centro, sobretudo durante a passagem das células convectivas mais organizadas. Os valores mais elevados deverão ocorrer em áreas montanhosas e expostas.</figcaption></figure><p><strong>A temperatura máxima deverá manter-se relativamente elevada para a época</strong>, especialmente no interior Centro e Nordeste Transmontano, contribuindo para reforçar a instabilidade e o desenvolvimento rápido das células convectivas durante a tarde.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770159" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-cupula-de-calor-que-afeta-portugal-atingira-o-seu-pico-entre-os-dias-25-e.html" title="A 'cúpula de calor' que afeta Portugal atingirá o seu pico entre os dias 25 e 27">A "cúpula de calor" que afeta Portugal atingirá o seu pico entre os dias 25 e 27</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-cupula-de-calor-que-afeta-portugal-atingira-o-seu-pico-entre-os-dias-25-e.html" title="A 'cúpula de calor' que afeta Portugal atingirá o seu pico entre os dias 25 e 27"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-cupula-de-calor-que-afeta-portugal-atingira-o-seu-pico-entre-os-dias-25-e-1779457204916_320.jpg" alt="A 'cúpula de calor' que afeta Portugal atingirá o seu pico entre os dias 25 e 27"></a></article></aside><p>Devido à natureza irregular e localizada deste tipo de situações meteorológicas, <strong>recomenda-se o acompanhamento frequente das previsões e avisos meteorológicos</strong> ao longo dos próximos dias.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/norte-e-centro-sob-uma-gota-fria-saiba-a-que-horas-comecarao-as-trovoadas-fortes-com-granizo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal lidera ranking mundial da resiliência alimentar elaborado pela The Economist]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-lidera-ranking-mundial-da-resiliencia-alimentar-elaborado-pela-the-economist.html</link><pubDate>Fri, 22 May 2026 15:09:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Qualidade da alimentação, segurança dos alimentos e acesso a dietas saudáveis colocaram o nosso país no topo do índice internacional que avaliou 60 economias.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-lidera-ranking-mundial-da-resiliencia-alimentar-elaborado-pela-the-economist-1779455847118.jpg" data-image="wljdd605c57u" alt="campo agrícola e trator" title="campo agrícola e trator"><figcaption>O índice da The Economist avalia a resiliência das cadeias de abastecimento alimentar em períodos de instabilidade. Imagem: Hans-Dirk Reinartz/Pixabay</figcaption></figure><p><strong>Portugal</strong> tem o <strong>sistema alimentar e agrícola mais resiliente do mundo</strong>, segundo a edição de 2026 do <em>Resilient Food Systems Index</em> (RFSI), desenvolvido pela plataforma Economist Impact, ligada ao grupo <em>The Economist</em>. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O país lidera um ranking de 60 países com uma pontuação global de 76,83, superando, por margem reduzida, a França e o Reino Unido, que ocupam os lugares seguintes.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A classificação resulta da análise de quatro grandes áreas relacionadas com a <strong>capacidade dos países de garantir alimentos</strong> suficientes, acessíveis, seguros e disponíveis mesmo em <strong>períodos de instabilidade</strong> económica, climática ou geopolítica.</p><h2>Os pontos fortes da agricultura portuguesa</h2><p>O estudo conclui que Portugal reúne um conjunto raro de indicadores positivos, sobretudo na <strong>qualidade</strong> da alimentação, na <strong>segurança</strong> alimentar e no <strong>acesso</strong> a dietas saudáveis.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O melhor desempenho português surge precisamente no pilar da “Qualidade e Segurança”, onde alcança 88,53 pontos em 100. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O relatório destaca a elevada <strong>diversidade alimentar</strong>, a <strong>forte presença de proteína</strong> de qualidade na dieta e os <strong>padrões nutricionais</strong> rigorosos aplicados no país. A <strong>segurança alimentar</strong> surge igualmente entre os indicadores mais robustos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-lidera-ranking-mundial-da-resiliencia-alimentar-elaborado-pela-the-economist-1779455955211.jpg" data-image="nvaqnafl6wrk" alt="Mapa do RFSI mostra as regiões com melhor e pior resiliência alimentar" title="Mapa do RFSI mostra as regiões com melhor e pior resiliência alimentar"><figcaption>Portugal lidera o grupo de países que revelaram maior resiliência dos seus sistemas alimentares. Imagem: RFSI</figcaption></figure><p>A avaliação atribui pontuação máxima à qualidade proteica disponível na alimentação dos portugueses. O país obtém ainda classificações acima dos 80 pontos na <strong>acessibilidade de uma dieta saudável </strong>para os<strong> grupos mais vulneráveis</strong>, na <strong>gestão de catástrofes</strong>, na segurança alimentar e na qualificação da mão-de-obra agrícola.</p><h2>Sistema alimentar resiste melhor à internacional</h2><p>O índice parte da ideia central de que a grande questão já não é apenas produzir alimentos suficientes, mas garantir que os sistemas alimentares conseguem resistir a <strong>choques prolongados</strong>, interrupções logísticas, eventos climáticos extremos ou instabilidade política.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A Economist Impact lembra que os sistemas alimentares globais atravessam uma fase de pressão crescente, marcada por alterações climáticas, tensões geopolíticas, inflação, crises energéticas e perturbações nas cadeias de abastecimento.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p> O relatório sublinha ainda a forte concentração da produção alimentar mundial. Apenas <strong>15 países produzem cerca de 70% dos alimentos</strong> consumidos no planeta e 11 deles concentram mais de três quintos das exportações globais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-lidera-ranking-mundial-da-resiliencia-alimentar-elaborado-pela-the-economist-1779456080937.jpg" data-image="76tuc2r95zqb" alt="Legumes e frutas sobre a mesa" title="Legumes e frutas sobre a mesa"><figcaption>Portugal destacou-se na diversidade alimentar, na qualidade proteica da dieta e na aplicação de padrões nutricionais. Foto: Matthias Böckel/Pixabay</figcaption></figure><p>Neste quadro internacional, Portugal destaca-se pela combinação entre acesso aos alimentos, estabilidade da oferta e eficiência das cadeias agroalimentares. O país apresenta bons resultados na <strong>produtividade agrícola</strong>, no comércio internacional do setor e na estabilidade dos preços médios dos alimentos.</p><p>A análise identifica também desempenhos positivos nos programas de apoio alimentar, no acesso a recursos agrícolas e nos compromissos políticos ligados à segurança alimentar.</p><h2>Alterações climáticas continuam a ser o principal desafio</h2><p>Apesar da liderança global, o relatório identifica fragilidades no sistema português. A principal está relacionada com a <strong>resposta aos riscos climáticos</strong>, o pilar em que Portugal obtém a classificação mais baixa, com 69,41 pontos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769891" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ue-quer-expandir-agricultura-biologica-ate-25-das-terras-agricolas-chipre-aumentou-em-250-o-apoio-aos-agricultores.html" title="UE quer expandir agricultura biológica até 25% das terras agrícolas. Chipre quer atingir 11 mil hectares (9%) até 2027">UE quer expandir agricultura biológica até 25% das terras agrícolas. Chipre quer atingir 11 mil hectares (9%) até 2027</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ue-quer-expandir-agricultura-biologica-ate-25-das-terras-agricolas-chipre-aumentou-em-250-o-apoio-aos-agricultores.html" title="UE quer expandir agricultura biológica até 25% das terras agrícolas. Chipre quer atingir 11 mil hectares (9%) até 2027"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ue-quer-expandir-agricultura-biologica-ate-25-das-terras-agricolas-chipre-aumentou-em-250-o-apoio-aos-agricultores-1779313918078_320.jpg" alt="UE quer expandir agricultura biológica até 25% das terras agrícolas. Chipre quer atingir 11 mil hectares (9%) até 2027"></a></article></aside><p>A Economist Impact considera que o país continua exposto a riscos físicos associados às alterações climáticas, incluindo secas, fenómenos extremos e pressão sobre os recursos naturais. O documento defende um <strong>reforço das estratégias de mitigação e adaptação</strong> para aumentar a capacidade de resposta do setor agrícola.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Outra das fragilidades identificadas é o investimento público em investigação e desenvolvimento agrícola, área em que Portugal regista uma das pontuações mais baixas do índice.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Ainda assim, o estudo assinala que muitos países, incluindo Portugal, têm vindo a apostar em <strong>práticas agrícolas sustentáveis</strong> e em inovação de baixas emissões. O desafio passa agora por acelerar a aplicação dessas medidas em larga escala e adaptá-las às especificidades de cada setor produtivo.</p><h2>Um retrato global marcado por desigualdades</h2><p>O RFSI resulta de mais de uma década de investigação da Economist Impact sobre agricultura e sistemas alimentares. O índice avaliou 71 indicadores quantitativos e qualitativos distribuídos por quatro pilares, cruzando dados sobre acessibilidade, disponibilidade, qualidade e resposta climática.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A diferença entre os países mais resilientes e os mais vulneráveis continua, no entanto, a ser expressiva. Enquanto Portugal lidera o ranking, a República Democrática do Congo surge na última posição, com uma distância superior a 42 pontos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Essa desigualdade mostra que a resiliência alimentar depende menos da existência de soluções inéditas e mais da capacidade de integrar políticas públicas, tecnologia, financiamento e regulação numa estratégia coerente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-lidera-ranking-mundial-da-resiliencia-alimentar-elaborado-pela-the-economist-1779457102784.jpg" data-image="nx1cu4cvtc8v" alt="campo agrícola afetado pela seca" title="campo agrícola afetado pela seca"><figcaption>Os eventos meteorológicos extremos e a adaptação climática do setor agrícola português são os pontos fracos apontados no índice da The Economist. Foto: Gianni Crestani/Pixabay</figcaption></figure><p>Muitos dos instrumentos necessários já existem, relembram os autores. O desafio está em ligar essas peças e garantir que os sistemas resistam aos vários tipos de pressão que ameaçam a segurança alimentar.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em><a href="https://assets.ctfassets.net/9crgcb5vlu43/4owmZlUX8hThA5C0CGw05O/3926a860219671c045a00b26bf752f4b/Resilient_Food_Systems_Index_Global_Report.pdf" target="_blank">Resilient Food Systems Index: Global Report (2026)</a> – Economist Impact</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-lidera-ranking-mundial-da-resiliencia-alimentar-elaborado-pela-the-economist.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A "cúpula de calor" que afeta Portugal atingirá o seu pico entre os dias 25 e 27]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-cupula-de-calor-que-afeta-portugal-atingira-o-seu-pico-entre-os-dias-25-e.html</link><pubDate>Fri, 22 May 2026 13:41:05 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma "cúpula de calor", resultante de um anticiclone na Europa Central e de uma crista no Norte de África, vai transportando ar quente e seco até Portugal continental, com o pico do tempo quente previsto entre 25 e 27 de maio.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaati9u"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaati9u.jpg" id="xaati9u"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A combinação entre um anticiclone localizado na Europa Central e uma crista que se estende desde o norte de África até à Península Ibérica está a provocar o transporte de uma <strong>massa de ar tropical continental, muito quente e seca</strong>, até à geografia de Portugal continental.</p><div class="texto-destacado">Esta configuração sinóptica é responsável pelo episódio de tempo quente, com <strong>temperaturas acima da média para a época do ano</strong>, bem como pelo levantamento de poeiras do Saara.</div><p>Não obstante, o domínio da crista africana será parcialmente enfraquecido no <strong>fim de semana de 23 e 24 de maio</strong> devido à presença de uma depressão isolada em altitude (ou <strong>gota fria</strong>) sobre o Noroeste da Península Ibérica.</p><p>Esta pequena baixa pressão provocará condições de instabilidade atmosférica e desenvolvimento convectivo, prevendo-se a ocorrência de <strong>aguaceiros localizados nas Regiões Norte e Centro </strong>(por vezes também no Alto Alentejo), <strong>onde serão pontualmente fortes, de granizo e potencialmente acompanhados de trovoada</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-cupula-de-calor-que-afeta-portugal-atingira-o-seu-pico-entre-os-dias-25-e-1779453194692.png" data-image="piuidvjvptmd"><figcaption>Prevê-se a ocorrência de descargas elétricas localmente severas nas Região Norte, Centro e Alto Alentejo este sábado, 23 de maio, com destaque para a área entre Braga e Porto e em particular durante a tarde.</figcaption></figure><p>Embora no sábado (23) e domingo (24) a influência da gota fria se traduza numa <strong>pequena descida das temperaturas máximas</strong><strong>, especialmente no litoral</strong>, é <strong>possível</strong> que a persistência de temperaturas máximas elevadas, com valores claramente acima da média climatológica de referência para a época do ano, dê origem a uma <strong>onda de calor </strong>em grande parte da geografia de Portugal continental.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Isto porque o episódio de tempo invulgarmente quente para um mês de maio, que teve início no passado dia 20, irá estender-se<strong> pelo menos até à próxima quarta-feira, dia 27</strong>.</p><h2>Cúpula de calor: pico do episódio de tempo quente previstos entre 25 e 27 de maio</h2><p><strong>Entre segunda e quarta-feira, dias 25 a 27 de maio, prevê-se o auge </strong>deste episódio de calor intenso, enquadrado numa configuração sinóptica que por vezes é divulgada nos meios de comunicação social como uma “<strong>cúpula” ou “domo” de calor</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-cupula-de-calor-que-afeta-portugal-atingira-o-seu-pico-entre-os-dias-25-e-1779453428618.png" data-image="6k34f5y1m56p"><figcaption>A previsão para meados da próxima semana indica anomalias térmicas positivas bastante expressivas (até +13 ºC).</figcaption></figure><p>Na generalidade do território de Portugal continental as temperaturas máximas deverão variar aproximadamente entre 30 e 35 ºC. Porém, <strong>nos primeiros três dias da próxima semana, há várias regiões onde o calor ainda será mais intenso</strong>.</p><h3>O que é uma cúpula de calor?</h3><p>Uma “cúpula” ou “domo” de calor, termo frequentemente divulgado nos <em>media</em> em situações de calor intenso e persistente, ocorre quando uma <strong>crista anticiclónica muito persistente, também associada a um anticiclone de bloqueio, atua como uma “tampa” atmosférica sobre uma vasta região</strong>. A subsidência faz o ar descer, comprimindo-o e aquecendo-o gradualmente nas camadas inferiores da atmosfera.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-cupula-de-calor-que-afeta-portugal-atingira-o-seu-pico-entre-os-dias-25-e-1779453796894.jpg" data-image="jah7ntshid1z"><figcaption>Imagem explicativa do fenómeno "cúpula de calor". Fonte: https://www.washingtonpost.com/</figcaption></figure><p>Este mecanismo <strong>retém o calor junto à superfície, dificultando a renovação da massa de ar, e favorecendo temperaturas muito elevadas</strong>, por vezes recorde. Quando o anticiclone permanece estável durante vários dias ou semanas, o calor intenso prolonga-se, aumentando a duração e severidade dos episódios de tempo excecionalmente quente.</p><h2>Regiões portuguesas mais afetadas pela cúpula de calor entre segunda, 25 e quarta, 27</h2><p>No interior Norte e Centro destacam-se claramente <strong>o vale do Douro e a Beira Baixa</strong>; em Lisboa e Vale do Tejo destacam-se <strong>o Oeste e vale do Tejo e a Península de Setúbal</strong> e no Alentejo destacam-se<strong> os vales do Sado e Guadiana</strong>, com<strong> temperaturas máximas entre 36 e 40 ºC</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769969" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-anomalo-em-portugal-por-mais-6-dias-indice-efi-alerta-para-evento-extremo.html" title="Calor anómalo em Portugal por mais 6 dias: Índice EFI alerta para evento extremo">Calor anómalo em Portugal por mais 6 dias: Índice EFI alerta para evento extremo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-anomalo-em-portugal-por-mais-6-dias-indice-efi-alerta-para-evento-extremo.html" title="Calor anómalo em Portugal por mais 6 dias: Índice EFI alerta para evento extremo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-anomalo-em-portugal-por-mais-6-dias-indice-efi-alerta-para-evento-extremo-1779364027213_320.jpg" alt="Calor anómalo em Portugal por mais 6 dias: Índice EFI alerta para evento extremo"></a></article></aside><p>De acordo com a atual previsão dos mapas da Meteored, <strong>quarta-feira, 27 de maio, será o dia mais quente em termos de intensidade e área geográfica abrangida</strong>. Além disto, preveem-se anomalias térmicas positivas muito acentuadas (máximas entre 9 a 13 ºC acima do normal).</p><p> No mesmo período de três dias, em forte contraste com este cenário de calor intenso, estará uma grande parte da <strong>faixa costeira do litoral Norte e Centro</strong>, onde se preveem temperaturas máximas entre<strong> 20 e 25 ºC</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-cupula-de-calor-que-afeta-portugal-atingira-o-seu-pico-entre-os-dias-25-e-1779453570837.png" data-image="ib6s9bxdio6c"><figcaption>Para quarta-feira, 27 de maio, preveem-se temperaturas máximas muito próximas dos 40 ºC no vale do Guadiana, onde se destacará particularmente a localidade de Mértola.</figcaption></figure><p>É provável que a vasta crista anticiclónica formada a partir do Norte de África e abrangendo a Península Ibérica se prolongue por mais dias, <strong>mantendo-se para lá de 27 de maio e, por isso, durante toda a última semana de maio</strong>.</p><p>Além disto, espera-se que intensifique e alargue para nordeste, abrangendo grande parte do <strong>oeste e do centro da Europa</strong>, com o <strong>domínio da cúpula de calor</strong> a estender-se geograficamente.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-cupula-de-calor-que-afeta-portugal-atingira-o-seu-pico-entre-os-dias-25-e.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O projeto HAARP existe: não controla furacões, mas pode influenciar a atmosfera]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-projeto-haarp-existe-ele-nao-controla-furacoes-mas-pode-influenciar-a-atmosfera.html</link><pubDate>Fri, 22 May 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Este projeto científico tem entre os seus objetivos o estudo do comportamento atmosférico, particularmente a interação entre as camadas superiores, o espaço onde vivemos, e o vácuo do espaço.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-proyecto-haarp-si-existe-no-controla-huracanes-pero-puede-influir-en-la-atmosfera-1779306509192.jpg" data-image="0rm1y1nc7xfi"><figcaption>Esta ferramenta possibilitou um estudo mais aprofundado da ionosfera e da sua interação com o espaço.</figcaption></figure><p>O <strong>programa de investigação</strong> é financiado pela Marinha e Força Aérea dos EUA, pela Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA) e pela Universidade do Alasca. Frequentemente, é associado a<strong> teorias da conspiração sobre intenções de dominar o mundo ou atacar outra nação utilizando o clima</strong>.</p><p>Um dos principais <strong>objetivos </strong>deste projeto é <strong>investigar as propriedades da ionosfera para desenvolver e aprimorar tecnologias</strong> que utilizem estas propriedades para a <strong>transmissão de comunicações por rádio</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O programa de investigação é financiado pela Marinha e pela Força Aérea dos Estados Unidos, bem como pela Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA) e pela Universidade do Alasca.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>É importante mencionar que a <strong>sua utilização abrange sistemas de vigilância estratégica, incluindo segurança nacional e ferramentas de deteção de mísseis</strong>. Uma área específica da ionosfera é analisada utilizando um conjunto de sofisticados instrumentos científicos.</p><p>O <strong>Programa <em>High-frequency Active Auroral Research Program</em></strong> (<strong>HAARP</strong>) é um projeto científico cujo objetivo é <strong>estudar as propriedades e o comportamento da alta atmosfera (ionosfera)</strong>, que se estende de 80 a 640 quilómetros acima da superfície da Terra.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-proyecto-haarp-si-existe-no-controla-huracanes-pero-puede-influir-en-la-atmosfera-1779306648195.jpg" data-image="0wb6yu1yi5nj"><figcaption>Várias teorias da conspiração surgiram em torno deste projeto.</figcaption></figure><p><strong>Além da atmosfera superior, o estudo inclui as interações entre a atmosfera terrestre (onde respiramos e vivemos) e o espaço sideral</strong>. A 11 de agosto de 2015, foram tomadas providências para a transferência do Centro de Investigação HAARP da Força Aérea dos Estados Unidos para a Universidade do Alasca Fairbanks.</p><p>Isto garantiu que o projeto HAARP continuasse a sua <strong>exploração da ionosfera </strong>através de um acordo de investigação e desenvolvimento colaborativo. O HAARP é um transmissor de alta potência e alta frequência, uma das tecnologias mais avançadas do mundo para o estudo da atmosfera externa.</p><h2>Observação dos processos físicos que ocorrem na área de estudo</h2><p>Este estudo tem como objetivo <strong>desenvolver uma instalação de investigação ionosférica de última geração</strong>. Ela opera numa faixa de alta frequência. Este Instrumento de Investigação Ionosférica (IRI) é usado para estimular uma área limitada da ionosfera para fins científicos.</p><p>Ao analisar os processos resultantes do uso controlado do IRI, os cientistas têm a oportunidade de compreender melhor os processos que ocorrem sob estimulação solar natural.</p><h3>Início das operações em 1993</h3><p>A <strong>Estação HAARP começou a operar em 1993. O projeto atual está em operação desde 2007</strong>. Somente em 2008, aproximadamente US$ 250 milhões foram investidos em tecnologia, financiados pelos contribuintes para despesas operacionais, construção e comissionamento.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A estação HAARP começou a operar em 1993. O projeto atual está em operação desde 2007. Somente em 2008, aproximadamente US$ 250 milhões foram investidos em tecnologia.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O <strong>sistema transmissor de alta frequência é capaz de gerar 3,5 megawatts na faixa de radiofrequência</strong>. Para atingir esta potência, os transmissores operam com 45% da sua capacidade total. Especialistas indicam que, embora tenhamos aprendido a utilizar as propriedades da ionosfera, ainda há muito a aprender sobre a sua composição, física e influência solar.</p><h3>Vários usos e aplicações científicas</h3><p>Os instrumentos científicos instalados no Observatório HAARP também podem ser utilizados em vários projetos de investigação que não exigem o uso do IRI (Índice de Ressonância de Radioastronomia). Exemplos incluem<strong> descrições da ionosfera baseadas em satélite, observações telescópicas da estrutura fina das auroras e documentação de mudanças na camada de ozono</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769636" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/uma-viagem-ao-coracao-da-fabrica-de-satelites-o-novo-meteosat-que-vai-revolucionar-as-previsoes-meteorologicas.html" title="Uma viagem ao coração da fábrica de satélites: o novo Meteosat que vai revolucionar as previsões meteorológicas">Uma viagem ao coração da fábrica de satélites: o novo Meteosat que vai revolucionar as previsões meteorológicas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/uma-viagem-ao-coracao-da-fabrica-de-satelites-o-novo-meteosat-que-vai-revolucionar-as-previsoes-meteorologicas.html" title="Uma viagem ao coração da fábrica de satélites: o novo Meteosat que vai revolucionar as previsões meteorológicas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-viaje-al-corazon-de-la-fabrica-de-satelites-el-nuevo-meteosat-que-revolucionara-las-predicciones-meteorologicas-1779184195976_320.jpeg" alt="Uma viagem ao coração da fábrica de satélites: o novo Meteosat que vai revolucionar as previsões meteorológicas"></a></article></aside><p>Este projeto oferece a oportunidade de<strong> trabalho coordenado n</strong><strong>outros estudos relacionados com a física de rádio e espaço</strong>. Investigadores interessados em equipamentos de diagnóstico — recetores de radar e rádio —, imageadores ópticos, interferómetros ou espectrómetros são convidados a entrar em contacto com a equipa do HAARP.</p><h2>Grande quantidade de críticas</h2><p>Em meados da década de <strong>1990</strong>, este projeto<strong> tornou-se alvo de intenso debate</strong> devido a preocupações de que as <strong>antenas da estação pudessem ser usadas como armas</strong>. Em 2002, a tecnologia HAARP foi levantada como uma questão crítica no Parlamento russo, com um comunicado de imprensa emitido pelas comissões de defesa e de relações internacionais do país.</p><p>O documento afirmava: “Os Estados Unidos estão a criar novas armas geofísicas e de geoengenharia capazes de influenciar a troposfera com ondas de rádio de baixa frequência. Este novo tipo de arma difere de qualquer outro conhecido”.</p><p>Técnicos americanos explicam que há pouca informação disponível sobre o assunto e sobre o amplo potencial científico do projeto.<strong> Vários especialistas minimizaram estas teorias da conspiração</strong>, satirizando a posição de muitos deles.</p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><blockquote><em>Content. <a href="https://haarp.gi.alaska.edu/" title="About HAARP" target="_blank">About HAARP</a>. University of Alaska Fairbanks. 2026.</em></blockquote>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-projeto-haarp-existe-ele-nao-controla-furacoes-mas-pode-influenciar-a-atmosfera.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Neandertais já tratavam cáries com ferramentas de pedra há 60 mil anos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/neandertais-ja-tratavam-caries-com-ferramentas-de-pedra-ha-60-mil-anos.html</link><pubDate>Fri, 22 May 2026 06:13:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Segundo um grupo de cientistas foi encontrado um molar na Sibéria que sugere que os neandertais realizavam tratamentos dentários primitivos. Fique aqui a saber mais sobre esta descoberta!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/neandertais-ja-tratavam-caries-com-ferramentas-de-pedra-ha-60-mil-anos-1779226076842.jpg" data-image="7wrfc0iqfu5r" alt="Gruta na Sibéria" title="Gruta na Sibéria"><figcaption>Escavações na gruta de Chagyrskaya ajudaram investigadores a descobrir um dos mais antigos tratamentos dentários conhecidos. Fonte: Military Reviews</figcaption></figure><p>Durante décadas, os neandertais foram retratados como <strong>humanos primitivos</strong>, limitados nas suas capacidades técnicas e intelectuais.</p><p>No entanto, uma nova investigação científica vem reforçar uma ideia cada vez mais aceite pela arqueologia moderna: <strong>os neandertais eram muito mais sofisticados do que se pensava</strong>.</p><p>Um estudo recente publicado na revista científica <em>PLOS One</em> revelou evidências de que estes hominídeos <strong>realizavam tratamentos dentários complexos há cerca de 59 mil anos</strong>. </p><h2>O molar encontrado na Sibéria </h2><p>A descoberta baseia-se num molar encontrado na <strong>gruta de Chagyrskaya, na Sibéria</strong>, pertencente a um neandertal adulto.</p><p>O dente apresentava uma <strong>cavidade profunda e invulgar</strong>, localizada na zona afetada por uma infeção dentária severa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="700362" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/arqueologos-espanhois-descobrem-as-primeiras-facas-da-humanidade-feitas-pelo-homo-erectus-ha-1-5-milhoes-de-anos.html" title="Arqueólogos espanhóis descobrem as primeiras facas da humanidade feitas pelo “Homo erectus” há 1,5 milhões de anos">Arqueólogos espanhóis descobrem as primeiras facas da humanidade feitas pelo “Homo erectus” há 1,5 milhões de anos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/arqueologos-espanhois-descobrem-as-primeiras-facas-da-humanidade-feitas-pelo-homo-erectus-ha-1-5-milhoes-de-anos.html" title="Arqueólogos espanhóis descobrem as primeiras facas da humanidade feitas pelo “Homo erectus” há 1,5 milhões de anos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/arqueologos-espanhois-descobrem-as-primeiras-facas-da-humanidade-feitas-pelo-homo-erectus-ha-1-5-milhoes-de-anos-1741364185972_320.jpg" alt="Arqueólogos espanhóis descobrem as primeiras facas da humanidade feitas pelo “Homo erectus” há 1,5 milhões de anos"></a></article></aside><p>À primeira vista, os investigadores pensaram tratar-se de uma fratura natural. Contudo, análises microscópicas revelaram algo surpreendente, <strong>marcas paralelas e sulcos em forma de “V”</strong>, típicos da utilização deliberada de ferramentas de pedra rotativas. </p><p>Segundo os autores do estudo, estas marcas indicam que <strong>o dente terá sido perfurado intencionalmente para remover tecido afetado pela cárie</strong> e aliviar a dor causada pela infeção.</p><h2>Conhecimento de procedimentos médicos </h2><p>Para confirmar a hipótese, os cientistas <strong>reproduziram a técnica utilizando pequenas ferramentas de jaspe semelhantes</strong> às encontradas no mesmo sítio arqueológico. O resultado foi praticamente idêntico às marcas observadas no molar original. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/neandertais-ja-tratavam-caries-com-ferramentas-de-pedra-ha-60-mil-anos-1779225561512.jpg" data-image="z892e7vc7xhw" alt="Ferramenta dentária" title="Ferramenta dentária"><figcaption>Os cientistas acreditam que estas pequenas ferramentas de pedra eram usadas em tratamentos dentários primitivos. Fonte: Alisa V. Zubova et al.</figcaption></figure><p>Os testes demonstraram ainda que o <strong>procedimento não seria simples</strong>. Perfurar um dente humano com instrumentos de pedra exigia coordenação motora fina, precisão e bastante tempo.</p><p>Em alguns casos, os investigadores estimam que <strong>o processo poderia durar entre 35 e 50 minutos</strong>, tudo isto sem qualquer tipo de anestesia. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O achado é considerado revolucionário uma vez que recua em mais de 40 mil anos, a evidência mais antiga conhecida de medicina dentária invasiva.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Até agora, o exemplo mais antigo pertencia a <strong>humanos modernos que viveram em Itália há cerca de 14 mil anos</strong>.</p><h2>Descoberta da Pré-história </h2><p>A nova descoberta sugere que <strong>os neandertais já dominavam práticas médicas muito antes do aparecimento dessas técnicas </strong>em populações de <em>Homo sapiens</em>. </p><p>Os investigadores acreditam que este tratamento não era apenas uma ação improvisada. O facto de a cavidade apresentar sinais de manipulação cuidadosa indica que os neandertais <strong>compreendiam a origem da dor dentária e procuravam soluções concretas para a aliviar</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/neandertais-ja-tratavam-caries-com-ferramentas-de-pedra-ha-60-mil-anos-1779225614537.jpg" data-image="xoyzqicae80k" alt="Molar" title="Molar"><figcaption>O dente fossilizado encontrado na gruta tornou-se uma das evidências mais antigas de medicina dentária na Pré-História. Fonte: Alisa V. Zubova et al.</figcaption></figure><p>Além disso, <strong>o indivíduo parece ter sobrevivido algum tempo após a intervenção,</strong> o que sugere que o procedimento teve algum sucesso. </p><p>Esta descoberta junta-se a outras evidências que têm vindo a <strong>alterar profundamente a imagem tradicional dos neandertais</strong>.</p><p>Nos últimos anos, estudos arqueológicos mostraram que <strong>produziam ferramentas complexas, utilizavam pigmentos, cuidavam de indivíduos feridos</strong> e possivelmente recorriam a plantas medicinais.</p><h2>A arqueológia continua a reescrever a história humana</h2><p>Alguns investigadores defendem até que tinham <strong>formas de pensamento simbólico </strong>e estruturas sociais organizadas. </p><p>A existência de tratamentos dentários tão antigos levanta também novas questões sobre <strong>transmissão de conhecimento dentro destas comunidades</strong>.</p><p>Uma intervenção deste tipo exigiria <strong>experiência, observação </strong>e talvez até aprendizagem entre gerações.</p><p>Embora seja impossível saber exatamente como o procedimento era realizado, os cientistas admitem que pode ter havido indivíduos com <strong>funções específicas relacionadas com cuidados de saúde</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="650552" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/alguma-vez-se-perguntou-porque-e-que-os-humanos-modernos-substituiram-os-neandertais-evolucao.html" title="Alguma vez se perguntou porque é que os humanos modernos substituíram os Neandertais?">Alguma vez se perguntou porque é que os humanos modernos substituíram os Neandertais?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/alguma-vez-se-perguntou-porque-e-que-os-humanos-modernos-substituiram-os-neandertais-evolucao.html" title="Alguma vez se perguntou porque é que os humanos modernos substituíram os Neandertais?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alguma-vez-se-perguntou-porque-e-que-os-humanos-modernos-substituiram-os-neandertais-evolucao-1712006888228_320.jpg" alt="Alguma vez se perguntou porque é que os humanos modernos substituíram os Neandertais?"></a></article></aside><p>Mais do que um simples detalhe arqueológico, <strong>o molar de Chagyrskaya ajuda a reescrever parte da história da medicina humana.</strong></p><p>A ideia de que apenas o <em>Homo sapiens</em> desenvolveu capacidades técnicas avançadas está a perder força perante <strong>evidências cada vez mais sólidas de inteligência e adaptação entre os neandertais</strong>.</p><h3><em>Referência do artigo:</em></h3><p><em>Alisa V. Zubova, Lydia V. Zotkina, John W. Olsen, Alexander M. Kulkov, Vyacheslav G. Moiseyev, Anna A. Malyutina, Roman V. Davydov, Sergey V. Markin, Eugene A. Maksimovskiy, Pavel V. Chistyakov, Andrey I. Krivoshapkin, Ksenia A. Kolobova "<a href="https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0347662" target="_blank">Earliest evidence for invasive mitigation of dental caries by Neanderthals</a>" PLOS ONE, 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/neandertais-ja-tratavam-caries-com-ferramentas-de-pedra-ha-60-mil-anos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O megatsunami de Tracy Arm: como o recuo glaciar desencadeou uma onda de 481 metros no Alasca]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-megatsunami-de-tracy-arm-como-o-recuo-glaciar-desencadeou-uma-onda-de-481-metros-no-alasca.html</link><pubDate>Fri, 22 May 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Quando a montanha cai: o segundo maior tsunami da história moderna sacode o Alasca. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-megatsunami-de-tracy-arm-como-o-recuo-glaciar-desencadeou-uma-onda-de-481-metros-no-alasca-1779091405604.png" data-image="8mu1edlm8b3u"><figcaption>Com 481 metros de inundação vertical, este tsunami foi o segundo maior alguma vez registado na história moderna.</figcaption></figure><p>Nas primeiras horas do dia 10 de agosto de 2025, <strong>o fiorde Tracy Arm, situado no Alasc</strong><strong>a</strong>, foi palco de um desastre natural de proporções históricas.</p><div class="texto-destacado">Um colossal deslizamento de terra rochosa atingiu a água e gerou um megatsunami com uma altura máxima de inundação de 481 metros na encosta oposta. </div><p>Este fenómeno constitui o <strong>segundo maior tsunami documentado na história moderna</strong>, sendo superado apenas pelo tsunami de Lituya Bay em 1958, que alcançou os 530 metros.</p><h2>As causas e fatores desencadeantes </h2><p>A derrocada foi precondicionada pelo acelerado recuo e adelgaçamento do Glaciar South Sawyer. Investigações de atribuição climática demonstram que as temperaturas de verão na região registaram um aumento de 1,1 °C desde o início da era industrial (~1875), sendo este aquecimento de origem inteiramente antropogénica. </p><div class="texto-destacado">Este aquecimento elevou a linha de neve e destabilizou as encostas costreiras. O degelo acelerado removeu o suporte mecânico da encosta rochosa, deixando as íngremes paredes do fiorde vulneráveis. </div><p>O volume de rocha subaérea inicialmente mobilizado foi de, pelo menos, 64 milhões de metros cúbicos, embora análises da força sísmica indiquem que a massa total em movimento — incluindo material submarino e água deslocada — possa ter ascendido a cerca de 142 milhões de metros cúbicos. </p><h2>Consequências ambientais e relatos de testemunhas </h2><p>A onda inicial propagou-se pelo fiorde a uma velocidade superior a 70 m/s, destruindo completamente a vegetação e criando uma linha de demarcação permanente visível do espaço, descrita pelos cientistas como um "anel de banheira" ao redor do fiorde. </p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/xZbaPL7hAyU/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=xZbaPL7hAyU" id="xZbaPL7hAyU"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A Ilha Sawyer, situada a 9 km de distância do colapso, <strong>foi quase totalmente desprovida da sua floresta, sobrevivendo apenas um pequeno reduto de árvores na zona mais alta.</strong> Apesar de a região ser intensamente frequentada por navios de cruzeiro, o evento não causou vítimas mortais, configurando um "quase acidente" de extrema gravidade. </p><p>Ainda assim, os impactos locais foram severos: <strong>um grupo de canoístas acampado na Ilha Harbor (a 55 km do local) viu os seus caiaques e equipamentos serem levados pela inundação</strong>, enquanto barcos turísticos nas proximidades testemunharam correntes violentas e subidas abruptas de até 3 metros no nível da água. </p><h2>Propagação sísmica e a oscilação</h2><p>O impacto gerou ondas sísmicas detetadas globalmente, <strong>equivalentes a um sismo de magnitude 5,4</strong>. Adicionalmente, a energia do deslizamento gerou uma oscilação contínua e rítmica da massa de água retida no interior do fiorde que persistiu por cerca de 36 horas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-megatsunami-de-tracy-arm-como-o-recuo-glaciar-desencadeou-uma-onda-de-481-metros-no-alasca-1779091608066.png" data-image="16r9j012cn88"><figcaption>Os modelos climáticos confirmaram que o aumento de 1,1 °C na temperatura daquela região desde 1875 é 100% culpa da atividade humana.</figcaption></figure><p>Esta ressonância de longo período (~66 segundos) atuou como uma força oscilatória contínua, marcando apenas a segunda vez na história que a ciência regista um seiche gerado por deslizamento capaz de produzir um sinal sísmico global com dias de duração (à semelhança do evento de Dickson Fjord, na Gronelândia, em 2023). </p><h2>Perspetivas futuras e monitorização </h2><p>O turismo de cruzeiros no Alasca expandiu de forma acentuada, com o número anual de passageiros a saltar de <strong>aproximadamente 1 milhão em 2016 para 1,6 milhões em 2025. </strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="729568" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conheca-o-guardian-a-tecnologia-da-nasa-para-detecao-em-tempo-real-de-tsunamis.html" title="Conheça o GUARDIAN: a tecnologia da NASA para deteção em tempo real de tsunamis">Conheça o GUARDIAN: a tecnologia da NASA para deteção em tempo real de tsunamis</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conheca-o-guardian-a-tecnologia-da-nasa-para-detecao-em-tempo-real-de-tsunamis.html" title="Conheça o GUARDIAN: a tecnologia da NASA para deteção em tempo real de tsunamis"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/guardian-a-tecnologia-da-nasa-para-deteccao-em-tempo-real-de-tsunamis-1757951526672_320.png" alt="Conheça o GUARDIAN: a tecnologia da NASA para deteção em tempo real de tsunamis"></a></article></aside><p>Uma vez que as alterações climáticas tornam estes colapsos de encostas mais prováveis, os cientistas sugerem o uso de algoritmos de monitorização sísmica de banda estreita para identificar respostas harmónicas nos fiordes. Esta técnica surge como uma via promissora para o desenvolvimento de sistemas automatizados de alerta precoce em tempo real para proteger navios e comunidades costeiras</p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><em>Dan H. Shugar et al., A 481-meter-high landslide-tsunami in a cruise ship–frequented Alaska fjord. Science 0, eaec3187 DOI:<a href="https://doi.org/10.1126/science.aec3187" target="_blank">10.1126/science.aec3187</a></em></p><p><a href="https://www.universetoday.com/articles/before-and-after-the-2025-tsunami-in-alaska" target="_blank"><em>https://www.universetoday.com/articles/before-and-after-the-2025-tsunami-in-alaska</em></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-megatsunami-de-tracy-arm-como-o-recuo-glaciar-desencadeou-uma-onda-de-481-metros-no-alasca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O novo "El Dorado" está no espaço: os asteroides troianos e a corrida pelos recursos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-novo-el-dorado-esta-no-espaco-os-asteroides-troianos-e-a-corrida-pelos-recursos.html</link><pubDate>Thu, 21 May 2026 17:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Os asteroides troianos estão a revelar-se novas fronteiras na mineração espacial: ricos em água e materiais preciosos, combinam estabilidade orbital com valor estratégico, abrindo possibilidades reais para uma futura economia extraterrestre sustentável.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-nuovo-el-dorado-e-nello-spazio-gli-asteroidi-troiani-e-la-corsa-alle-risorse-1776847932395.jpeg" data-image="06eyzkzfxgm4" alt="El Dorado" title="El Dorado"><figcaption>Os asteroides troianos são considerados fontes potenciais de água e minerais preciosos.</figcaption></figure><p>A procura cada vez maior por matérias-primas está a direcionar a atenção para a possibilidade de explorar os recursos existentes no espaço. As agências espaciais e, sobretudo, as empresas privadas estão a avaliar seriamente a <strong>extração de materiais de asteroides</strong>.</p><p>Isto já não é ficção científica, mas sim uma possibilidade real. Entre os locais candidatos à extração, os mais promissores são os asteroides troianos, atualmente considerados <strong>o potencial "Novo El Dorado" do espaço</strong>.</p><h2>Asteroides troianos: minas primitivas suspensas no espaço</h2><p><strong>Os asteroides troianos são corpos celestes que seguem ou precedem um planeta ao longo da sua órbita, num ângulo de aproximadamente 60 graus</strong>. Ocupam posições de equilíbrio gravitacional conhecidas como pontos de Lagrange. Os mais numerosos são os que acompanham Júpiter, embora também existam asteroides troianos associados a Marte e à Terra.</p><div class="texto-destacado">Os asteroides troianos recebem este nome porque, por tradição, <strong>são batizados em homenagem a heróis da Guerra de Tróia. O primeiro descoberto na órbita de Júpiter, em 1906, foi batizado de Aquiles.</strong></div><p>Estes corpos são verdadeiros <strong>fósseis do Sistema Solar</strong>: rochas que se formaram durante a sua infância e que permaneceram praticamente inalteradas desde então. Como resultado, <strong>sofreram alterações mínimas e preservam materiais extremamente antigos</strong>, tornando-os inestimáveis não só para a ciência, mas também para a indústria de recursos espaciais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-nuovo-el-dorado-e-nello-spazio-gli-asteroidi-troiani-e-la-corsa-alle-risorse-1776848078090.jpg" data-image="s8e49rf4wz57" alt="Jupiter Trojans" title="Jupiter Trojans"><figcaption>O diagrama mostra a posição dos troianos em relação a Júpiter, bem como a trajetória da Lucy, que irá explorar sistematicamente alguns desses asteroides. Crédito: Southwest Research Institute.</figcaption></figure><p>Estudos espectroscópicos indicam que os troianos têm um albedo muito baixo, o que significa que são <strong>corpos escuros e ricos em carbono</strong>. No entanto, para além do seu conteúdo em recursos minerais, os troianos são também altamente acessíveis graças às suas órbitas particularmente estáveis.</p><p>Em particular, os troianos de Marte podem ser alcançados através de missões espaciais que <strong>exigem custos energéticos relativamente baixos</strong> em comparação com outros destinos de asteroides.</p><h2>Água e metais: recursos mais valiosos do que o ouro</h2><p>Se tivéssemos de classificar os recursos mais importantes encontrados no interior dos asteroides troianos,<strong> a água ocuparia, sem dúvida, o primeiro lugar</strong>. Não só é essencial para a manutenção da vida, como também pode ser transformada em combustível para foguetões através da separação do hidrogénio e do oxigénio. Trata-se, portanto, de um recurso estratégico, não tanto para utilização na Terra, mas sim para apoiar qualquer futura infraestrutura espacial.</p><p>Por exemplo, é possível que os troianos associados a Júpiter se tenham formado para além da chamada "linha de neve"; consequentemente, poderiam <strong>conter quantidades significativas de gelo, talvez escondidas sob as suas superfícies</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769093" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-nasa-consegue-um-avanco-crucial-rumo-a-marte-uma-nave-espacial-experimental-rompe-a-barreira-do-som.html" title="A NASA consegue um avanço crucial rumo a Marte: uma nave espacial experimental rompe a barreira do som">A NASA consegue um avanço crucial rumo a Marte: uma nave espacial experimental rompe a barreira do som</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-nasa-consegue-um-avanco-crucial-rumo-a-marte-uma-nave-espacial-experimental-rompe-a-barreira-do-som.html" title="A NASA consegue um avanço crucial rumo a Marte: uma nave espacial experimental rompe a barreira do som"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-logra-un-avance-clave-hacia-marte-una-nave-experimental-ya-rompe-la-barrera-del-sonido-1778881283081_320.jpg" alt="A NASA consegue um avanço crucial rumo a Marte: uma nave espacial experimental rompe a barreira do som"></a></article></aside><p>O candidato mais promissor em termos de abundância de gelo é o <strong>sistema binário Patroclus-Menoetius</strong>: um par de asteroides que orbitam um ao outro com densidades muito baixas, o que reforça a hipótese de uma composição rica em gelo.</p><p>No entanto, não é apenas a água que atrai a atenção e o interesse comercial; os metais preciosos também o fazem. Vários estudos indicam que os asteroides, em geral, contêm <strong>metais do grupo da platina: elementos cuja raridade na Terra os torna altamente valiosos e essenciais para a indústria tecnológica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-nuovo-el-dorado-e-nello-spazio-gli-asteroidi-troiani-e-la-corsa-alle-risorse-1776850222333.jpeg" data-image="v7r5cjb9rzaw" alt="Asteroid mining" title="Asteroid mining"><figcaption>A mineração de asteroides requer tecnologias diferentes e a possibilidade de utilizar os recursos extraídos no local.</figcaption></figure><p>No entanto, para sermos precisos, não existem amostras de meteoritos que possam ser claramente associadas a estes corpos — meteoritos que tenham caído na Terra e que sejam originários da população troiana — que permitam aos cientistas estudar a sua composição química. A sua abundância de metais preciosos continua a ser, por enquanto, apenas uma inferência; a única certeza, e, por conseguinte,<strong> a verdadeira "riqueza" dos troianos, continua a ser a água</strong>.</p><h2>Os desafios da mineração espacial</h2><p>Os <strong>desafios tecnológicos, económicos e logísticos</strong> envolvidos no estabelecimento de operações de mineração in situ realistas são <strong>verdadeiramente formidáveis</strong>.</p><p>Do ponto de vista científico, o conhecimento direto continua a ser limitado. No entanto, já existe uma missão espacial — <strong>a missão Lucy da NASA, lançada em 2021 — cujo objetivo é a exploração sistemática e de perto de vários troianos</strong>, estudando a sua composição, estrutura e propriedades superficiais. Os dados esperados nos próximos anos serão cruciais para determinar até que ponto estes corpos celestes são realmente exploráveis.</p><p>Em condições de <strong>microgravidade</strong>, radicalmente diferentes das que se encontram habitualmente na superfície da Terra,<strong> a tecnologia de mineração requer soluções completamente diferentes</strong>: a utilização de maquinaria autónoma e sistemas de ancoragem, bem como processos de refinação adaptados a ambientes extremos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764819" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/ate-5-asteroides-poderao-embater-na-terra-durante-este-seculo-astronomos-revelam-quando-podera-acontecer.html" title="Até 5 asteroides poderão embater na Terra durante este século: astrónomos revelam quando poderá acontecer">Até 5 asteroides poderão embater na Terra durante este século: astrónomos revelam quando poderá acontecer</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/ate-5-asteroides-poderao-embater-na-terra-durante-este-seculo-astronomos-revelam-quando-podera-acontecer.html" title="Até 5 asteroides poderão embater na Terra durante este século: astrónomos revelam quando poderá acontecer"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cinco-asteroides-amenazan-la-tierra-este-siglo-que-que-podria-pasar-segun-los-cientificos-1775771034501_320.jpeg" alt="Até 5 asteroides poderão embater na Terra durante este século: astrónomos revelam quando poderá acontecer"></a></article></aside><p>Os custos associados ao transporte de minerais de volta à Terra também seriam consideráveis. A solução mais realista aponta para a utilização in situ; ou seja, <strong>utilizar os recursos diretamente no espaço para reabastecer estações orbitais, missões com destino a Marte ou futuras infraestruturas</strong>.</p><p>O novo <em>El Dorado</em> espacial não é, nem nunca será, feito de barras de ouro para serem trazidas de volta para casa. Trata-se, antes, de uma <strong>rede de recursos no espaço, onde a água, o gelo e os materiais primordiais constituem a base de uma economia extraterrestre</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-novo-el-dorado-esta-no-espaco-os-asteroides-troianos-e-a-corrida-pelos-recursos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item></channel></rss>