<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Mon, 21 Sep 2026 19:10:51 +0000</lastBuildDate><pubDate>Mon, 21 Sep 2026 19:10:51 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Foi descoberta uma nova cratera na Lua, um acontecimento pouco comum!]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/foi-descoberta-uma-nova-cratera-na-lua-um-acontecimento-pouco-comum.html</link><pubDate>Mon, 21 Sep 2026 17:15:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Acabaram de descobrir um novo cráter com 222 metros de diâmetro na superfície da Lua. Formado pelo impacto de um asteróide ou de um cometa em 2024, é o maior cráter de impacto recente identificado até agora no sistema solar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-nouveau-cratere-a-ete-decouvert-sur-la-lune-un-evenement-rare-1789741048151.jpeg" data-image="p93965t6or2d" alt="Si bien la Luna está cubierta de innumerables cráteres, uno de ellos, mucho más reciente que los demás, acaba de ser descubierto por un investigador estadounidense." title="Si bien la Luna está cubierta de innumerables cráteres, uno de ellos, mucho más reciente que los demás, acaba de ser descubierto por un investigador estadounidense."><figcaption>Embora a Lua esteja coberta de inúmeras crateras, uma delas, muito mais recente do que as outras, acaba de ser descoberta por um investigador norte-americano.</figcaption></figure><p>Num relatório publicado a 16 de setembro, a NASA anunciou a descoberta de um novo cráter com<strong> mais de 200 metros de diâmetro </strong>no nosso satélite natural. Esta descoberta baseou-se em imagens da sonda norte-americana Lunar Reconnaissance Orbiter.</p><h2> Um impacto recente</h2><p>Após analisar imagens da câmara da sonda Lunar Reconnaissance Orbiter, que orbita a Lua desde 23 de junho de 2009, um investigador norte-americano conseguiu detetar <strong>um ponto brilhante rodeado por um halo escuro</strong> que surgiu na primavera de 2024 na superfície do nosso satélite natural.</p><div class="texto-destacado">Ao examinar mais de perto esta nova marca, os cientistas conseguiram identificá-la rapidamente como um cratera com 222 metros de largura e 43 metros de profundidade, causada pelo impacto de um cometa ou asteróide na parte oriental da Lua entre 11 de abril e 22 de maio de 2024.<br> </div><p>Embora, infelizmente, a sonda lunar não tenha conseguido filmar diretamente este impacto, a NASA conseguiu determinar que o objeto responsável por este enorme cratera teria sido <strong>tão grande quanto um edifício de três a seis andares</strong>, um tamanho suficiente para causar alterações no solo lunar <strong>até 100 quilómetros do ponto de impacto</strong>. </p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr">Espace : un chercheur américain de la NASA a découvert un imposant cratère de 222 mètres de diamètre, récemment formé à la surface de la Lune par l'écrasement, au printemps 2024, d'une comète ou d'un astéroïde à la surface lunaire, annonce la NASA. Il a été baptisé "McGetchin", <a href="https://t.co/3L8o0QBPVU">pic.twitter.com/3L8o0QBPVU</a></p>— Infos Françaises (@InfosFrancaises) <a href="https://x.com/InfosFrancaises/status/2100549037757776175?ref_src=twsrc%5Etfw">September 17, 2026</a></blockquote></figure><p>De acordo com um relatório recente da agência espacial norte-americana, este cratera de impacto é <strong>a maior cratera de formação recente alguma vez identificada no sistema solar</strong>. O recorde anterior era detido por uma cratera com cerca de 70 metros de diâmetro, formada em outubro de 2012 no Mare Humorum, também na Lua.</p><h2> Um acontecimento excecional! </h2><p>O nosso satélite natural alberga inúmeras crateras de diversos tamanhos e formas. A Lua praticamente não possui atmosfera, o que significa que os meteoritos, asteróides e outros detritos espaciais <strong>impactam diretamente contra a sua superfície</strong>. Na Terra, tal como noutros planetas do sistema solar, a atmosfera, por outro lado, <strong>abranda ou desintegra parcialmente os detritos</strong>, limitando assim a formação de novas crateras.</p><p>No entanto, este tipo de<strong> impactos continua a ser raro</strong>, mesmo na Lua. De acordo com a revista científica<em> Science Advance</em>s, um impacto desta dimensão ocorre na Lua, em média, <strong>uma vez a cada 132 ano</strong>s, o que torna esta nova cratera, batizada de "McGetchin" em homenagem ao famoso especialista em impactos lunares Thomas McGetchin, num acontecimento excecional!</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785831" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-colisao-que-quase-destruiu-deimos-como-um-asteroide-de-300-metros-remodelou-completamente-a-lua-marciana.html" title="“A colisão que quase destruiu Deimos”: como um asteroide de 300 metros remodelou completamente a lua marciana">“A colisão que quase destruiu Deimos”: como um asteroide de 300 metros remodelou completamente a lua marciana</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-colisao-que-quase-destruiu-deimos-como-um-asteroide-de-300-metros-remodelou-completamente-a-lua-marciana.html" title="“A colisão que quase destruiu Deimos”: como um asteroide de 300 metros remodelou completamente a lua marciana"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-colisao-que-quase-destruiu-deimos-como-um-asteroide-de-300-metros-remodelou-completamente-a-lua-marciana-1787843233726_320.jpg" alt="“A colisão que quase destruiu Deimos”: como um asteroide de 300 metros remodelou completamente a lua marciana"></a></article></aside><p>Embora o nosso satélite tenha milhares de crateras, observar a formação de uma delas quase em tempo real e acompanhar a sua evolução nos próximos anos permitir-nos-á <strong>compreender melhor a complexa geologia do nosso satélite</strong>, mas também estudar como os solos lunares evoluem após o impacto de uma força desta magnitude.</p><p>A observação deste impacto também nos lembra que a superfície do nosso satélite natural está longe de ser estática. À medida que se preparam novas missões lunares para os próximos anos, os cientistas poderão intensificar as suas observações e continuar a desvendar<strong> os inúmeros mistério</strong>s que ainda rodeiam a Lua.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="20%20mintes%20%26%20AFP" data-year="2026" data-title="Lune%20%3A%20%C2%AB%20%C3%87a%20n%E2%80%99arrive%20qu%E2%80%99une%20fois%20par%20si%C3%A8cle%20%C2%BB%E2%80%A6%20La%20Nasa%20d%C3%A9couvre%20un%20nouveau%20crat%C3%A8re" data-url="https%3A%2F%2Fwww.20minutes.fr%2Fplanete%2F4246157-20260917-lune-ca-arrive-fois-siecle-nasa-decouvre-nouveau-cratere">20 mintes & AFP. (2026). <a href="https://www.20minutes.fr/planete/4246157-20260917-lune-ca-arrive-fois-siecle-nasa-decouvre-nouveau-cratere" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Lune : « Ça n’arrive qu’une fois par siècle »… La Nasa découvre un nouveau cratère</a>.</cite></p></section><p><br> </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/foi-descoberta-uma-nova-cratera-na-lua-um-acontecimento-pouco-comum.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O gato Tilcayo é a nova espécie de felino, após um século sem registos na Bolívia]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-gato-tilcayo-e-a-nova-especie-de-felino-apos-um-seculo-sem-registos-na-bolivia.html</link><pubDate>Mon, 21 Sep 2026 16:11:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um pequeno felino, conhecido há várias gerações pelas comunidades dos Yungas bolivianos, foi confirmado como a primeira espécie de gato selvagem descrita pela ciência em mais de um século.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/gato-tilcayo-una-nueva-especie-de-felino-tras-un-siglo-sin-registros-en-bolivia-1789884599657.png" data-image="lztrqsl6ewzd" alt="ciencia; noticia; descubrimiento; Bolivia; leopardus; felino" title="ciencia; noticia; descubrimiento; Bolivia; leopardus; felino"><figcaption>O tilcayo é mais pequeno do que um gato doméstico e apresenta grandes rosetas escuras na pelagem. Imagem adaptada de Lescroart <em> et al. </em> (2026).</figcaption></figure><p>Mais pequeno do que um gato doméstico, coberto de manchas escuras e com um rosto ligeiramente achatado, <strong>o tilcayo habitava as florestas da Bolívia muito antes de receber um nome científico</strong>. As comunidades dos Yungas conheciam-no há várias gerações, mas os especialistas confundiam-no com outros pequenos felinos sul-americanos.</p><div class="texto-destacado">O<strong><em> Leopardus tilcayo</em></strong> é a primeira espécie viva de felino completamente nova descrita pela ciência em mais de cem anos, excluindo casos recentes em que espécies antigas foram revalidadas ou algumas subespécies subiram de categoria.</div><p><strong>Agora, uma nova análise genómica confirmou que se trata de uma espécie distinta</strong>. Uma descoberta que, além disso, demonstra que ainda existem grandes lacunas no conhecimento sobre os pequenos felinos selvagens. O desafio? Trata-se de animais esquivos que podem revelar-se quase indistinguíveis através de fotografias ou câmaras de vigilância.</p><h2>Um pequeno gato que não se enquadrava nas descrições</h2><p><strong>A história começou em 2017, quando um macho chegou ao abrigo de animais "Santuario de Vida Silvestre Senda Verde"</strong><strong>, situado nos Yungas bolivianos</strong>. Uma família tinha-o criado durante cerca de um ano, depois de o terem encontrado quando era apenas um filhote e de o terem confundido inicialmente com um gato doméstico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gato-tilcayo-una-nueva-especie-de-felino-tras-un-siglo-sin-registros-en-bolivia-1789884779730.png" data-image="xeodo83nuq1u" alt="ciencia; gene; evolucion; biologia; felino; taxonomia" title="ciencia; gene; evolucion; biologia; felino; taxonomia"><figcaption>A ilustração compara a distribuição e a aparência de cinco espécies de gatos-tigre e de uma nova subespécie. Imagem adaptada de Lescroart <em> et al. </em> (2026).</figcaption></figure><p><strong>A bióloga boliviana Paola Nogales-Ascarrunz </strong>fotografou o animal. Inicialmente, pensou que se tratava de um exemplar do gato-tigre (Leopardus tigrinus), também conhecido como tigrillo ou oncilla. Mas, enquanto preparava um guia sobre os felinos da Bolívia, <strong>apercebeu-se de que as suas características não correspondiam às descrições disponíveis</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773560" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-seu-gato-costuma-passar-tempo-no-jardim-estas-plantas-podem-representar-um-risco-para-a-saude-dele.html" title="O seu gato costuma passar tempo no jardim? Estas plantas podem representar um risco para a saúde dele">O seu gato costuma passar tempo no jardim? Estas plantas podem representar um risco para a saúde dele</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-seu-gato-costuma-passar-tempo-no-jardim-estas-plantas-podem-representar-um-risco-para-a-saude-dele.html" title="O seu gato costuma passar tempo no jardim? Estas plantas podem representar um risco para a saúde dele"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/does-your-cat-spend-time-in-the-garden-these-plants-could-pose-a-risk-to-its-health-1780804093600_320.jpg" alt="O seu gato costuma passar tempo no jardim? Estas plantas podem representar um risco para a saúde dele"></a></article></aside><p><strong>O exemplar apresentava uma pelagem castanha clara, grandes rosetas irregulares, orelhas curtas e arredondadas, bigodes longos e um focinho mais achatado. Media cerca de 46 centímetros</strong>, sem contar a cauda, e pesava cerca de 1,4 quilogramas. Essas características não coincidiam totalmente com o "conhecido" gato-tigre. O que levou a reconsiderar a identidade taxonómica desta espécie na Bolívia.</p><h2>Os genes resolveram um mistério secular</h2><p><strong>A curiosidade levou uma equipa internacional a analisar os genomas completos de 38 felinos do género <em>Leopardus</em></strong>. Desse total, 26 representavam diferentes unidades evolutivas do complexo Leopardus tigrinus, enquanto oito genomas foram obtidos a partir de exemplares conservados em museus.</p><div class="texto-destacado">O estudo concluiu que os animais anteriormente agrupados sob a denominação de gato-tigre correspondem, na realidade, a cinco espécies diferentes: Leopardus tilcayo, L. tigrinus, L. pardinoides, L. emiliae e L. guttulus.</div><p>A investigação teve início formalmente em 2021, tomando como referência o espécime de Senda Verde. Cinco anos depois, os resultados foram publicados na revista científica "Current Biology", <strong>onde o tilcayo foi oficialmente descrito como uma nova espécie</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783350" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tigre-siberiano-e-solto-na-natureza-no-cazaquistao-quase-80-anos-apos-extincao.html" title="Tigre-siberiano é solto na natureza no Cazaquistão quase 80 anos após extinção">Tigre-siberiano é solto na natureza no Cazaquistão quase 80 anos após extinção</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tigre-siberiano-e-solto-na-natureza-no-cazaquistao-quase-80-anos-apos-extincao.html" title="Tigre-siberiano é solto na natureza no Cazaquistão quase 80 anos após extinção"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tigre-siberiano-e-solto-na-natureza-no-cazaquistao-quase-80-anos-apos-extincao-1786286424049_320.jpg" alt="Tigre-siberiano é solto na natureza no Cazaquistão quase 80 anos após extinção"></a></article></aside><p><em></em><strong>Os resultados revelaram que o tilcayo se separou dos seus parentes mais próximos há aproximadamente 1,4 milhões de anos</strong>. Além disso, identificaram uma nova subespécie nos Yungas peruanos, denominada <em>Leopardus tigrinus antisuyo</em>.</p><h2><em></em>Descoberto e ameaçado</h2><p><strong>Até ao momento, os investigadores estudaram diretamente dois tilcayos vivos</strong>. O macho permanece em Senda Verde, enquanto uma fêmea foi reintroduzida no seu habitat natural. Existem, além disso, alguns registos obtidos através de câmaras de vigilância, mas não se sabe ao certo quantos indivíduos sobrevivem em liberdade.</p><div class="texto-destacado">A sua distribuição confirmada limita-se, por enquanto, aos Yungas bolivianos, uma região de florestas montanhosas ameaçada pela desflorestação, pelos incêndios, pela expansão agrícola e pela mineração.</div><p>Reconhecer o tilcayo como uma espécie independente permitirá avaliar com maior precisão o seu risco de extinção. E também nos lembra que <strong>dar um nome a uma espécie não significa descobri-la pela primeira vez</strong>. As comunidades locais já a conheciam. Foi o seu nome tradicional que acabou por ser incorporado pela ciência.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Lloret%2C%20R." data-year="2026" data-title="Leopardus%20tilcayo%3A%20Bolivia%20le%20da%20al%20mundo%20una%20nueva%20especie%20de%20gato%20silvestre%2C%20la%20primera%20en%20m%C3%A1s%20de%20100%20a%C3%B1os" data-url="https%3A%2F%2Ferbol.com.bo%2Fnacional%2Fleopardus-tilcayo-bolivia-le-da-al-mundo-una-nueva-especie-de-gato-silvestre-la-primera-en">Lloret, R.. (2026). <a href="https://erbol.com.bo/nacional/leopardus-tilcayo-bolivia-le-da-al-mundo-una-nueva-especie-de-gato-silvestre-la-primera-en" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Leopardus tilcayo: Bolivia le da al mundo una nueva especie de gato silvestre, la primera en más de 100 años</a>.</cite><br><cite data-author="Fern%C3%A1ndez%20Moreno%2C%20L." data-year="2026" data-title="Descubren%20una%20nueva%20especie%20de%20felino%20por%20primera%20vez%20en%20m%C3%A1s%20de%20100%20a%C3%B1os" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nationalgeographic.com.es%2Fmundo-animal%2Fdescubren-nueva-especie-felino-por-primera-vez-mas-100-anos_29456%23twitter">Fernández Moreno, L.. (2026). <a href="https://www.nationalgeographic.com.es/mundo-animal/descubren-nueva-especie-felino-por-primera-vez-mas-100-anos_29456#twitter" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Descubren una nueva especie de felino por primera vez en más de 100 años</a>.</cite><br><cite data-author="Lescroart%2C%20J.%2C%20Nogales-Ascarrunz%2C%20P.%2C%20Cassatt-Johnstone%2C%20M.%20y%20colaboradores" data-year="2026" data-title="Phylogenomics%20and%20museomics%20reveal%20five%20distinct%20species%20of%20tiger%20cats%20in%20South%20America" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1016%2Fj.cub.2026.08.059">Lescroart, J., Nogales-Ascarrunz, P., Cassatt-Johnstone, M. y colaboradores. (2026). <a href="https://doi.org/10.1016/j.cub.2026.08.059" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Phylogenomics and museomics reveal five distinct species of tiger cats in South America</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-gato-tilcayo-e-a-nova-especie-de-felino-apos-um-seculo-sem-registos-na-bolivia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A natureza como laboratório: O lagarto que revelou um dos segredos da medicina moderna]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-natureza-como-laboratorio-o-lagarto-que-revelou-um-dos-segredos-da-medicina-moderna.html</link><pubDate>Mon, 21 Sep 2026 15:31:25 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O monstro-de-Gila, um lagarto venenoso dos desertos americanos, esconde uma molécula que ajudou a abrir caminho para uma nova geração de medicamentos contra a obesidade. Venha saber mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-natureza-como-laboratorio-o-lagarto-que-revelou-um-dos-segredos-da-medicina-moderna-1789992452647.jpg" data-image="1zhk4liilnxa" alt="Lagarto" title="Lagarto"><figcaption>O monstro-de-Gila (Heloderma suspectum) vive nos desertos do sudoeste dos Estados Unidos e do México e foi fundamental para a descoberta da exendina-4.</figcaption></figure><p>Nos desertos do sudoeste dos Estados Unidos e do México vive um animal de aparência pré-histórica que passa grande parte do tempo escondido. O <strong>monstro-de-Gila</strong> (<em>Heloderma suspectum</em>) é lento, robusto e venenoso, mas, dentro da sua biologia, os <strong>cientistas encontraram uma pista que ajudou a transformar a investigação sobre diabetes e obesidade</strong>.</p><p>Segundo um estudo avançado pela <em>BBC Mundo</em>, a história começa com uma <strong>substância encontrada no veneno deste lagarto</strong>, a <em>exendina-4</em>. A molécula chamou a atenção dos investigadores uma vez que <strong>apresenta semelhanças com o <em>GLP-1</em>, uma hormona produzida naturalmente pelo organismo humano</strong> depois das refeições e envolvida na regulação da glicose e do apetite.</p><div class="texto-destacado">Ao contrário do <em>GLP-1</em> humano, que é rapidamente degradado, a <strong><em>exendina-4</em> permanece ativa durante mais tempo</strong>. Foi esta característica que abriu caminho a uma nova geração de medicamentos. A versão sintética da <em>exendina-4</em> deu origem à exenatida, comercializada como <em>Byetta</em>, um dos primeiros medicamentos baseados neste mecanismo.</div><p>A investigação sobre o <em>GLP-1</em> prosseguiu depois por diferentes caminhos, conduzindo ao <strong>desenvolvimento de moléculas mais modernas, entre elas a semaglutida</strong>, presente em medicamentos como <em>Ozempic</em> e <em>Wegovy</em>.</p><h2>Uma descoberta nada ao acaso</h2><p>O caso do monstro-de-Gila mostra como <strong>a natureza pode funcionar como um enorme laboratório de investigação</strong>. Ao longo da evolução, os animais desenvolveram moléculas extremamente específicas para sobreviver, capturar presas, defender-se ou regular o próprio organismo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="707275" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/especialistas-explicam-os-perigos-de-apostar-tudo-no-ozempic-a-luta-contra-a-obesidade-exige-mais-do-que-medicamentos.html" title="Especialistas explicam os perigos de apostar tudo no Ozempic: a luta contra a obesidade exige mais do que medicamentos">Especialistas explicam os perigos de apostar tudo no Ozempic: a luta contra a obesidade exige mais do que medicamentos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/especialistas-explicam-os-perigos-de-apostar-tudo-no-ozempic-a-luta-contra-a-obesidade-exige-mais-do-que-medicamentos.html" title="Especialistas explicam os perigos de apostar tudo no Ozempic: a luta contra a obesidade exige mais do que medicamentos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-expertos-explican-los-peligros-de-apostarlo-todo-a-ozempic-combatir-la-obesidad-requiere-algo-mas-que-medicamentos-1745205167006_320.jpg" alt="Especialistas explicam os perigos de apostar tudo no Ozempic: a luta contra a obesidade exige mais do que medicamentos"></a></article></aside><p>Algumas dessas moléculas podem, quando estudadas e modificadas em laboratório, adquirir propriedades úteis para a medicina. O <strong>veneno das serpentes</strong>, por exemplo, já forneceu moléculas que estiveram na origem de medicamentos utilizados no <strong>tratamento da hipertensão</strong>. Também os <strong>caracóis marinhos</strong> e as <strong>sanguessugas</strong> contribuíram para a investigação de substâncias com aplicações terapêuticas.</p><p>A investigação farmacêutica baseada na natureza está <strong>longe de ser uma curiosidade histórica</strong>.</p><p>Assim de acordo com uma publicação na revista <em>Natural Product Reports</em>, da <em>Royal Society of Chemistry</em>, foram identificados <strong>579 novos medicamentos aprovados globalmente entre 2014 e 2024</strong>, dos quais 56 foram classificados como produtos naturais ou derivados de produtos naturais.</p><h2>E se a próxima grande descoberta ainda estiver na natureza?</h2><p>É precisamente aqui que a história do monstro-de-Gila ganha uma dimensão maior. <strong>Milhares de espécies continuam a ser pouco estudadas</strong> e muitas desaparecem antes de os cientistas conseguirem conhecer as suas características biológicas.</p><p>Cada espécie perdida representa, potencialmente, a <strong>perda de moléculas, mecanismos e informação genética</strong> que poderiam vir a ter interesse para a medicina.</p><div class="texto-destacado"><strong>“A natureza continua a ser uma fonte rica de novas moléculas com potencial terapêutico.” </strong>De acordo com Butler, M. S. et al. (2026)</div><p>A própria biodiversidade é, por isso, mais do que uma coleção de animais e plantas. É também um <strong>gigantesco arquivo biológico construído ao longo de milhões de anos de evolução</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-natureza-como-laboratorio-o-lagarto-que-revelou-um-dos-segredos-da-medicina-moderna-1789839000969.jpg" data-image="52gghttdk4b6" alt="Monstro de Gila" title="Monstro de Gila"><figcaption>Os monstros-de-Gila passam a maior parte das suas vidas escondidos, e os cientistas acreditam que o seu veneno está relacionado tanto com a defesa como com o ataque.</figcaption></figure><p>Natalie Kyriacou, ambientalista e fundadora da organização <em>My Green World</em>, tem chamado a atenção precisamente para esta <strong>relação entre conservação da natureza e inovação médica</strong>. Na sua reflexão sobre o monstro-de-Gila, defende que, se a indústria farmacêutica beneficia de descobertas relacionadas com a natureza, também <strong>deve existir uma maior preocupação com a proteção dos ecossistemas</strong> que tornam essas descobertas possíveis.</p><h2>O verdadeiro valor de uma espécie pode ser invisível</h2><p>Existe, contudo, uma nuance importante nesta história. Dizer que o monstro-de-Gila “criou o Ozempic” <strong>simplifica demasiado uma cadeia científica muito mais complexa</strong>. A semaglutida não é simplesmente uma versão da molécula retirada do veneno do lagarto.</p><p>O desenvolvimento dos medicamentos modernos baseados no <em>GLP-1</em> <strong>envolveu diferentes linhas de investigação e alterações químicas</strong> realizadas em laboratório.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="714460" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/uso-de-ozempic-pode-duplicar-risco-de-perda-ocular-em-diabeticos.html" title="Uso de Ozempic pode duplicar risco de perda ocular em diabéticos">Uso de Ozempic pode duplicar risco de perda ocular em diabéticos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/uso-de-ozempic-pode-duplicar-risco-de-perda-ocular-em-diabeticos.html" title="Uso de Ozempic pode duplicar risco de perda ocular em diabéticos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uso-de-ozempic-pode-duplicar-risco-de-perda-ocular-em-diabeticos-1749487785819_320.jpg" alt="Uso de Ozempic pode duplicar risco de perda ocular em diabéticos"></a></article></aside><p>Ainda assim, a descoberta da <em>exendina-4</em> foi <strong>fundamental para demonstrar o potencial terapêutico de moléculas que atuam sobre o mesmo recetor</strong>. A verdadeira lição está, portanto, menos num medicamento específico e mais naquilo que a natureza pode ensinar à ciência. A medicina moderna já encontrou antibióticos em microrganismos, analgésicos em organismos marinhos e moléculas terapêuticas em venenos.</p><p>E continuam a existir espécies cujo potencial ainda desconhecemos.<br><strong>Proteger a biodiversidade pode significar, assim, preservar muito mais do que paisagens ou animais ameaçados, </strong>pode significar manter aberto um enorme laboratório natural onde algumas das próximas descobertas científicas ainda aguardam para ser encontradas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-natureza-como-laboratorio-o-lagarto-que-revelou-um-dos-segredos-da-medicina-moderna.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A meteorologista Ana Palma: “a partir de quarta-feira, o calor alivia no litoral, mas persiste no interior”]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-meteorologista-ana-palma-a-partir-de-quarta-feira-o-calor-alivia-no-litoral-mas-persiste-no-interior.html</link><pubDate>Mon, 21 Sep 2026 15:29:51 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas continuarão muito acima do habitual no início da semana. A partir de quarta-feira, a influência marítima trará algum alívio ao litoral, enquanto o interior continuará a registar valores elevados para a época.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-meteorologista-ana-palma-a-partir-de-quarta-feira-o-calor-alivia-no-litoral-mas-persiste-no-interior-1789996887809.jpg" data-image="151drkv5bwfz" alt="Portugal Continental sob calor intenso" title="Portugal Continental sob calor intenso"><figcaption>As temperaturas continuarão muito acima do habitual nos próximos dias, antes de começarem a descer junto ao litoral a partir de quarta-feira.</figcaption></figure><p>Portugal Continental continuará sob temperaturas muito acima do habitual durante os próximos dias, com anomalias que poderão atingir 12 ºC em algumas regiões. <strong>A partir de quarta-feira, prevê-se um ligeiro alívio do calor junto ao litoral,</strong> sobretudo nas regiões Norte e Centro, enquanto no interior as temperaturas continuarão bastante elevadas para finais de setembro.</p><h2>Temperaturas até 12 ºC acima do normal no início da semana</h2><p>Esta segunda e terça-feira, <strong>uma extensa região de altas pressões em altitude continuará a favorecer a estabilidade atmosférica e a permanência de uma massa de ar muito quente sobre Portugal Continental.</strong> Esta segunda-feira, as máximas poderão atingir 37 ºC em Coimbra e 36 ºC em Santarém, com anomalias de 11 ºC em Braga, Coimbra, Leiria e Viseu e de 10 ºC em Santarém e Lisboa. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-meteorologista-ana-palma-a-partir-de-quarta-feira-o-calor-alivia-no-litoral-mas-persiste-no-interior-1789996340555.jpg" data-image="w1d3xu3jriuu"><figcaption>As temperaturas continuarão elevadas esta segunda-feira, com valores que poderão atingir 35 ºC em Coimbra e Santarém, enquanto grande parte do interior deverá superar os 30 ºC.</figcaption></figure><p>Na terça-feira, o calor continuará intenso, com Viseu a registar valores até 12 ºC acima do habitual e Braga, Porto, Coimbra e Vila Real cerca de 11 ºC acima da normal.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p><strong>Dos 18 distritos de Portugal Continental, 16 estão sob aviso amarelo</strong> devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima. Beja e Faro são os únicos distritos que não se encontram abrangidos por este aviso.</p><h2>Influência marítima ganha força e faz descer as temperaturas no litoral</h2><p>A partir de quarta-feira<strong>, o reforço do vento de norte e noroeste favorecerá a entrada de ar marítimo mais fresco na faixa ocidental</strong>, dando início a uma descida das temperaturas junto à costa. Em Aveiro, a anomalia poderá baixar para apenas 3 ºC, enquanto no interior as temperaturas permanecerão muito acima do habitual, podendo atingir anomalias de 12 ºC em Viseu e de 11 ºC em Vila Real e Évora.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-meteorologista-ana-palma-a-partir-de-quarta-feira-o-calor-alivia-no-litoral-mas-persiste-no-interior-1789996383264.jpg" data-image="giuhmdiat2zf"><figcaption>Na sexta-feira, o contraste térmico será evidente entre o litoral e o interior. Aveiro poderá ficar 2 ºC abaixo do habitual, enquanto no interior persistem anomalias positivas que poderão atingir 9 ºC na Guarda.</figcaption></figure><p>Esta diferença torna-se mais evidente entre quinta e sexta-feira, à medida que a influência atlântica se intensifica. <strong>Na sexta-feira, Aveiro poderá ficar cerca de 2 ºC abaixo do habitual, enquanto Porto e Leiria deverão aproximar-se dos valores normais para a época.</strong> No interior, as temperaturas continuarão mais elevadas, com anomalias próximas de 9 ºC na Guarda, 8 ºC em Vila Real e 7 ºC em Castelo Branco, Évora e Beja.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-meteorologista-ana-palma-a-partir-de-quarta-feira-o-calor-alivia-no-litoral-mas-persiste-no-interior-1789996475093.jpg" data-image="px7vuguew6ds"><figcaption>O vento deverá ganhar intensidade durante a tarde de sexta-feira, com rajadas acima dos 30 km/h em vários pontos da faixa ocidental, reforçando a influência marítima junto ao litoral.</figcaption></figure><p><strong>O vento ganhará intensidade durante as tardes</strong>, com rajadas que poderão rondar 30 a 37 km/h em zonas como Leiria, Santarém e Coimbra, <strong>sobretudo nas áreas mais expostas à circulação marítima</strong>. No sábado, as anomalias voltam a aumentar em várias regiões, podendo atingir 10 ºC em Viseu e Beja.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789764" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-outono-vai-arrancar-com-um-escudo-anti-chuva-em-portugal-mapas-em-branco-ate-domingo.html" title="O outono vai arrancar com um escudo “anti-chuva” em Portugal: mapas em branco até domingo 27">O outono vai arrancar com um escudo “anti-chuva” em Portugal: mapas em branco até domingo 27</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-outono-vai-arrancar-com-um-escudo-anti-chuva-em-portugal-mapas-em-branco-ate-domingo.html" title="O outono vai arrancar com um escudo “anti-chuva” em Portugal: mapas em branco até domingo 27"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-outono-vai-arrancar-com-um-escudo-anti-chuva-em-portugal-mapas-em-branco-ate-domingo-1790003785798_320.jpg" alt="O outono vai arrancar com um escudo “anti-chuva” em Portugal: mapas em branco até domingo 27"></a></article></aside><p>No domingo, o enfraquecimento da dorsal deverá favorecer uma descida mais abrangente das temperaturas, mantendo-se a ausência de precipitação em Portugal Continental.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-meteorologista-ana-palma-a-partir-de-quarta-feira-o-calor-alivia-no-litoral-mas-persiste-no-interior.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O outono vai arrancar com um escudo “anti-chuva” em Portugal: mapas em branco até domingo 27]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-outono-vai-arrancar-com-um-escudo-anti-chuva-em-portugal-mapas-em-branco-ate-domingo.html</link><pubDate>Mon, 21 Sep 2026 15:19:10 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nos próximos dias um anticiclone extremamente potente para esta época do ano originará um tempo muito quente e seco no Sudoeste Europeu: não haverá chuva em Portugal pelo menos até domingo, com a honrosa exceção dos Açores.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbb4ae2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbb4ae2.jpg" id="xbb4ae2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>O outono astronómico vai arrancar na próxima quarta-feira 23 de setembro no instante do equinócio</strong>, estando previstas temperaturas mais típicas da estação veranil nas horas centrais do dia em Portugal continental, além das condições bastante estáveis, secas e soalheiras. Na origem desta configuração sinóptica estará uma<strong> crista anticiclónica bastante robusta para esta época do ano</strong>, responsável por impedir a chegada de depressões e entradas de ar frio à nossa geografia esta semana.</p><h2>Um anticiclone muito forte impedirá a ocorrência de chuva em Portugal </h2><p><strong>Até quarta-feira (23), Portugal continental estará exposto à circulação de uma massa de ar muito quente e seco</strong>, associado à consolidação da crista anticiclónica. No entanto, a partir de quinta-feira (24), a chegada de ar mais fresco procedente do Atlântico Norte poderá baixar ligeiramente as temperaturas de um modo geral, sendo mais notório nas regiões do litoral.</p><p>Mesmo assim, o domínio prevalecente da massa de ar quente manterá valores de <strong>temperatura elevados, especialmente nas regiões do interior, com cidades como Beja e Évora a poderem atingir 35 ºC</strong>. As noites efetivamente já estarão algo mais frescas, estando à vista amplitudes térmicas significativas, mais propensas em zonas do interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-outono-vai-arrancar-com-um-escudo-anti-chuva-em-portugal-mapas-em-branco-ate-domingo-1790003049354.jpg" data-image="ft4pmrrggb99"><figcaption>Os valores de temperatura na camada de geopotencial a 500 hPa, que corresponde a cerca de 5 500 metros de altitude, evidenciam o carácter extraordinário do episódio.</figcaption></figure><p>Estando as depressões atlânticas a percorrer latitudes muito elevadas e sem que se perspetive a aproximação ao nosso país de alguma perturbação de ar frio em altitude, <strong>não se prevê ocorrência de chuva na unidade territorial do Continente, pelo menos até domingo 27 de setembro</strong>.</p><p>De facto, vários países europeus, tais como <strong>Portugal continental, Espanha peninsular, França, Bélgica, o norte de Itália, o sudoeste da Alemanha, a Suíça, o sul da Grã-Bretanha e o Luxemburgo serão as únicas zonas da Europa onde não choverá</strong> nos próximos dias devido a este anticiclone extremamente forte.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789721" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-38-c-no-equinocio-entre-segunda-21-e-quarta-23-irao-registar-se-as-temperaturas-mais-elevadas-do-episodio.html" title="Até 38 ºC no equinócio: entre segunda 21 e quarta 23 irão registar-se as temperaturas mais elevadas do episódio">Até 38 ºC no equinócio: entre segunda 21 e quarta 23 irão registar-se as temperaturas mais elevadas do episódio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-38-c-no-equinocio-entre-segunda-21-e-quarta-23-irao-registar-se-as-temperaturas-mais-elevadas-do-episodio.html" title="Até 38 ºC no equinócio: entre segunda 21 e quarta 23 irão registar-se as temperaturas mais elevadas do episódio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-38-c-no-equinocio-entre-segunda-21-e-quarta-23-irao-registar-se-as-temperaturas-mais-elevadas-do-episodio-1789991128034_320.png" alt="Até 38 ºC no equinócio: entre segunda 21 e quarta 23 irão registar-se as temperaturas mais elevadas do episódio"></a></article></aside><p>As únicas zonas de Portugal onde se prevê a queda de precipitação nos próximos dias são o arquipélago dos <strong>Açores</strong><strong>, especialmente entre quinta-feira (24) e sábado (26), gerada por uma extensa frente fria</strong>, associada a uma depressão muito profunda que se formará sobre o Atlântico Norte, em latitudes bem mais setentrionais, e cujo centro deverá, na reta final da semana, impactar “em cheio” a Islândia.</p><p><strong>O arquipélago da Madeira poderá registar algumas gotas de chuva fraca, muito ocasionais, entre hoje (21) e amanhã (22)</strong>, sobretudo na vertente norte e regiões montanhosas, devido ao fluxo de norte que arrastará alguma humidade marítima e que, ao ser forçado a ascender pelo relevo, estimulará a condensação, a formação de nuvens e, por fim, a precipitação orográfica.</p><h2>Em outubro poderá desenrolar-se um estado do tempo mais instável</h2><p>A partir de domingo (27), a crista enfraquecerá ligeiramente, existindo a possibilidade de se “intrometer” algum ar mais frio em altitude, o que permitiria que alguma frente se aproximasse mais do nosso território. <strong>Para o que resta de setembro</strong>, há sinais cada vez mais consistentes que apontam para a <strong>possibilidade de precipitação</strong>, embora de forma intermitente e ocasional e com uma distribuição bastante irregular e incerta pela geografia de Portugal continental, <strong>algo que a acontecer teria lugar algures entre os dias 28 e 30</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-outono-vai-arrancar-com-um-escudo-anti-chuva-em-portugal-mapas-em-branco-ate-domingo-1790003187672.jpg" data-image="uoq6xunzmxe5"><figcaption>O mapa de precipitação acumulada do modelo europeu até às primeiras horas da madrugada de domingo é bastante evidente: o anticiclone irá desviar a chuva do sudoeste da Europa.</figcaption></figure><p><strong>Quanto ao mês de outubro, as tendências apontam para a possibilidade do décimo mês do ano ser marcado pela ocorrência de chuva mais frequente, forte e generalizada no nosso país</strong>. Porém, importa compreender que nas últimas semanas as previsões a longo prazo têm-se mostrado extremamente variáveis, o que, na verdade, até é típico para esta época do ano, marcada não só pela transição do verão para o outono, como também pelo facto desta última ser uma estação habitualmente caracterizada por uma variabilidade de estados do tempo muito maior.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-outono-vai-arrancar-com-um-escudo-anti-chuva-em-portugal-mapas-em-branco-ate-domingo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 38 ºC no equinócio: entre segunda 21 e quarta 23 irão registar-se as temperaturas mais elevadas do episódio]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-38-c-no-equinocio-entre-segunda-21-e-quarta-23-irao-registar-se-as-temperaturas-mais-elevadas-do-episodio.html</link><pubDate>Mon, 21 Sep 2026 11:49:10 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O fenómeno popularmente conhecido como “veranico de São Miguel” trará temperaturas máximas entre os 35 e os 38 ºC a várias regiões de Portugal e noites tropicais localizadas. Estão previstas anomalias geralmente entre 10 e 12 ºC acima da média.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbb0nou"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbb0nou.jpg" id="xbb0nou"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Ao longo destes próximos dias o anticiclone subtropical continuará a instalar-se através do sudoeste e pela metade ocidental da Península, abrangendo Portugal continental e uma boa parte da Espanha peninsular. <strong>As altas pressões serão acompanhadas por uma massa de ar tropical continental, muito quente e seca</strong>, o que fará subir as temperaturas máximas em toda a geografia continental lusa, inclusive nas cidades mais próximas ao mar.</p><p><strong>As anomalias térmicas estarão novamente entre 10 e 12 ºC acima da média de forma generalizada</strong>, podendo ser localmente inferiores em zonas da área costeira ocidental, ou pontualmente superiores (13 ºC) nalguns locais isolados do interior do país.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo<br></strong>Anomalias de temperatura previstas para os próximos dias. A anomalia representa o desvio da temperatura prevista em relação à média para esta época do ano.</div><p>As altas pressões continuarão a consolidar-se, bloqueando a chegada de mais vales ou depressões de origem polar. Deste modo,<strong> está à vista um período marcado pela manutenção do tempo estável em Portugal, acompanhado ainda de uma intensificação das temperaturas</strong>, embora com noites cada vez mais frescas (estas últimas especialmente a partir de quinta-feira 24).</p><p><strong>O “veranico de São Miguel” fará a sua aparição, com condições meteorológicas geralmente estáveis, soalheiras e quentes</strong> durante estas datas próximas à festividade desse Santo, embora a mesma seja assinalada somente a 29 de setembro.</p><h2>O pico do episódio de tempo quente trará máximas de 38 ºC a estes distritos</h2><p><strong>Esta segunda-feira (21) e durante boa parte da semana a temperatura máxima irá igualar ou superar os 35 ºC no Centro e Sul de Portugal continental</strong> (destacando-se principalmente a Região de Coimbra, a Região de Leiria, a Beira Baixa, o Ribatejo e quase todo o Alentejo), podendo atingir pontualmente estes valores também no Norte, em cidades como as de Vila Nova de Famalicão e de Santo Tirso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-38-c-no-equinocio-entre-segunda-21-e-quarta-23-irao-registar-se-as-temperaturas-mais-elevadas-do-episodio-1789990853935.jpg" data-image="vrocgxhf9okc"><figcaption>Durante as horas em que fizer mais calor dos próximos 3 dias as temperaturas poderão situar-se entre 10 e 12 ºC acima da média climatológica de referência.</figcaption></figure><p><strong>Na terça-feira (22) poderão registar-se 37 ou 38 ºC em diversos pontos do Ribatejo e Alentejo (Abrantes, Tomar, Mora e Ponte de Sor) ou até mesmo na Região Centro (Coimbra)</strong>. Ainda para amanhã - terça-feira, 22 de setembro - no que diz respeito às capitais de distrito, já se preveem temperaturas máximas iguais ou superiores a 35 ºC em Coimbra, Leiria, Castelo Branco, Santarém, Portalegre, Évora e Beja. Valores de máxima ligeiramente inferiores a 35 ºC poderão ser registados em cidades como Viseu, Covilhã e Chaves (34 ºC) e ainda em Braga e Vila Real (33 ºC).</p><p><strong>Na quarta-feira (23), o ar quente e seco tenderá a deslocar-se um pouco mais para leste</strong>, abrangendo sobretudo o interior do país e aliviando ligeiramente o calor intenso nas regiões mais ocidentais. Algumas zonas do vale do Douro e do interior Norte e Centro também serão mais tocadas pela subida da temperatura máxima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-38-c-no-equinocio-entre-segunda-21-e-quarta-23-irao-registar-se-as-temperaturas-mais-elevadas-do-episodio-1789990770467.jpg" data-image="2iv30tulet0g"><figcaption>As temperaturas poderão alcançar um valor máximo de 38 ºC nalgumas zonas do Centro-Sul do país durante este episódio de tempo quente.</figcaption></figure><p>Deste modo, esperam-se assim temperaturas máximas em redor dos 35 ºC em localidades como Belmonte, Mirandela, Chaves e Amarante. <strong>Quanto às capitais distritais prevê-se que Évora seja a mais quente do país (37 ºC), seguida de Santarém e Beja que deverão alcançar os 36 ºC</strong>. É expectável ainda que os termómetros mostrem em torno dos 35 ºC de temperatura máxima em Castelo Branco e Portalegre. </p><h3>Tendência das temperaturas máximas entre segunda e quarta-feira em Porto, Lisboa e Faro </h3><p>Quanto ao <strong>Porto</strong> prevê-se que a temperatura máxima se mantenha relativamente semelhante e bastante elevada para a época do ano, <strong>tanto na segunda (21), como na terça (23), com máximas de 33 ºC e 31 ºC</strong>, respetivamente. Na quarta (23) deverá baixar significativamente, estando previstos 25 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789588" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-no-final-de-setembro-a-corrente-de-jato-polar-pode-ondular-e-varrer-o-verao.html" title="Mudanças no tempo em Portugal no final de setembro: a corrente de jato polar pode ondular e varrer o verão">Mudanças no tempo em Portugal no final de setembro: a corrente de jato polar pode ondular e varrer o verão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-no-final-de-setembro-a-corrente-de-jato-polar-pode-ondular-e-varrer-o-verao.html" title="Mudanças no tempo em Portugal no final de setembro: a corrente de jato polar pode ondular e varrer o verão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-no-final-de-setembro-a-corrente-de-jato-polar-pode-ondular-e-varrer-o-verao-1789907404361_320.jpg" alt="Mudanças no tempo em Portugal no final de setembro: a corrente de jato polar pode ondular e varrer o verão"></a></article></aside><p><strong>No que diz respeito a Lisboa prevê-se uma espécie de “montanha-russa” térmica, com 34 ºC na segunda (21), 29 ºC na terça (22) e 34 ºC novamente na quarta (23</strong>). Por fim, quanto a Faro, esperam-se valores mais moderados e com oscilações menos significativas diariamente, com 28 ºC de máxima previstos para esta segunda-feira (21) e 27 ºC na terça (22) e na quarta (23).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-38-c-no-equinocio-entre-segunda-21-e-quarta-23-irao-registar-se-as-temperaturas-mais-elevadas-do-episodio-1789990357308.jpg" data-image="x1dzqini56i7"><figcaption>Esta terça-feira, 22 de setembro, a temperatura máxima na cidade do Porto continuará acima do patamar dos 30 ºC, estando previsto um valor de 31 ºC.</figcaption></figure><p>Em termos de intensidade e sobretudo de área geográfica abrangida, tudo indica que <strong>amanhã - terça-feira 22 de setembro - poderá ser mesmo o dia mais quente deste período</strong>. Em plena última jornada pré-equinócio de outono, as temperaturas máximas deverão mesmo alcançar valores invulgarmente elevados para esta época do ano.</p><h2>E o que esperar das temperaturas noturnas nestas próximas jornadas?</h2><p>O ambiente noturno irá contrastar com as temperaturas máximas em grande parte do interior da Região Norte, especialmente em zonas de planalto, vales e montanhas. Por exemplo, <strong>as temperaturas mínimas de terça-feira (22) serão inferiores aos 15 ºC em cidades nortenhas como Braga e Bragança</strong>.</p><table><thead><tr><th>Capital distrital</th><th>Temperatura Mínima Terça-feira, 22 de setembro</th><th>Temperatura Mínima Quarta-feira, 23 de setembro</th></tr></thead><tbody><tr><td>Viseu</td><td>18 ºC</td><td>20 ºC</td></tr><tr><td>Guarda</td><td>17 ºC</td><td>20 ºC</td></tr><tr><td>Castelo Branco</td><td>20 ºC</td><td>20 ºC</td></tr><tr><td>Portalegre</td><td>23 ºC</td><td>25 ºC</td></tr><tr><td>Lisboa</td><td>22 ºC</td><td>21 ºC</td></tr><tr><td>Faro</td><td>19 ºC</td><td>20 ºC</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Fonte: Mapas da Meteored - ECMWF.</td></tr></tbody></table><p>Preveem-se noites tropicais na capital de Portugal continental (Lisboa) e em pontos específicos do vale do Tejo, interior Centro, Beira Baixa, Alto Alentejo e Algarve. <strong>Assim, para as noites de terça e quarta-feira, 22 e 23 de setembro, as cidades de Viseu, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Lisboa e Faro poderão registar mínimas entre os 20 e os 25 ºC</strong>. Na Área Metropolitana do Porto e na Região de Coimbra as temperaturas poderão aproximar-se dos 20 ºC na noite de segunda (21) para terça-feira (22), com mínimas previstas de até 19 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-38-c-no-equinocio-entre-segunda-21-e-quarta-23-irao-registar-se-as-temperaturas-mais-elevadas-do-episodio-1789989980787.jpg" data-image="vubz9hmfn65z"></figure><p>As noites na Madeira também serão particularmente quentes e de carácter tropical, com <strong>temperaturas mínimas entre os 20 e 22 ºC em grande parte do arquipélago, destacando-se, tanto na madrugada de terça (22), como na madrugada de quarta (23), as localidades de Funchal, Calheta, Porto Moniz, Machico</strong>, e ainda Vila Baleira, na ilha de Porto Santo, onde a mínima durante a noite poderá ser inclusive ligeiramente superior (23 ºC).</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-38-c-no-equinocio-entre-segunda-21-e-quarta-23-irao-registar-se-as-temperaturas-mais-elevadas-do-episodio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Plantas de interior: como preparar as suas para o outono e menos luz]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-de-interior-como-preparar-as-suas-para-o-outono-e-menos-luz.html</link><pubDate>Mon, 21 Sep 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A rotina é a mesma de sempre, a casa está à mesma temperatura, e no entanto as plantas começam a perder folhas. O que mudou está do lado de fora da janela.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-de-interior-como-preparar-as-suas-para-o-outono-e-menos-luz-1789481559691.jpeg" data-image="s13bk4mg684j"><figcaption>Planta junto a uma janela e a um radiador, a combinação que mais seca o ar no outono.</figcaption></figure><p>Há uma estranheza que muita gente sente no outono. As plantas de casa passaram o verão magníficas e, <strong>a partir de outubro, começam a amarelecer folhas, a esticar-se e a definhar sem razão aparente</strong>. A temperatura da sala não mudou nada.</p><p>Só que a temperatura não é o fator que mais mudou. A luz que entra pela janela reduziu-se drasticamente, e <strong>o cuidado que se dá às plantas continua a ser o de agosto</strong>.</p><h2>A conta da luz que se perde</h2><p>Entre o verão e o inverno, a quantidade de luz que chega ao interior de uma casa pode reduzir-se para menos de um terço. São três coisas a acontecer ao mesmo tempo.</p><div class="texto-destacado"><strong>Estiolamento</strong>- Crescimento anormalmente alongado e frágil que uma planta desenvolve à procura de luz. Os entrenós ficam compridos, as folhas pequenas e pálidas, e o caule mole. É o sinal mais claro de falta de luz, e não se corrige, apenas se evita.</div><p><strong> Os dias encurtam, o sol passa mais baixo no céu, e há muito mais dias encobertos</strong>. Junte-se a isto o facto de o vidro cortar parte da radiação e de haver menos horas de sol direto a entrar, e percebe-se que a planta passa a viver com uma fração da energia a que estava habituada. </p><h2>A rega é o erro que mais mata</h2><p>Aqui está a parte que faz toda a diferença. Com menos luz, a planta trabalha menos, cresce menos e consome muito menos água. <strong>Se a rega se mantiver igual à do verão, o substrato passa a estar permanentemente húmido</strong>.</p><p>Uma raiz encharcada durante semanas fica sem oxigénio e <strong>apodrece</strong>. E o mais traiçoeiro é que os sintomas do apodrecimento são iguais aos da falta de água: folhas moles, murchas, a cair. Muita gente rega mais ao ver isso, e acelera o problema.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>No outono, a planta que morre afogada tem exactamente o mesmo aspeto da que morre de sede. E a maioria morre afogada.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Antes de regar, meta o dedo no substrato até ao segundo nó</strong>. Se estiver húmido, não regue, independentemente do aspeto das folhas. Como regra geral, no outono e inverno espaça as regas para metade da frequência do verão, e despeje sempre a água que fica no prato.</p><h2>O que fazer, cuidado a cuidado</h2><p> <strong>Duas notas sobre esta tabela</strong>.</p><p>A <strong>adubação</strong> suspende-se porque uma planta que quase não cresce não consegue usar os nutrientes, e o excesso acumula-se no substrato e queima as raízes.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Cuidado</p></th><th scope="col"><p>No verão</p></th><th scope="col"><p>No outono e inverno</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Rega</p></td><td><p>Frequente</p></td><td><p>Metade da frequência</p></td></tr><tr><td><p>Adubação</p></td><td><p>A cada duas semanas</p></td><td><p>Suspender ou reduzir muito</p></td></tr><tr><td><p>Posição</p></td><td><p>Longe do sol direto</p></td><td><p>Mais perto da janela</p></td></tr><tr><td><p>Nebulização</p></td><td><p>Útil com calor</p></td><td><p>Desnecessária, favorece fungos</p></td></tr><tr><td><p>Transplante</p></td><td><p>Boa altura</p></td><td><p>Esperar pela primavera</p></td></tr><tr><td><p>Limpeza das folhas</p></td><td><p>Ocasional</p></td><td><p>Importante, pó reduz a luz</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Fonte: Elaboração própria.</td></tr></tbody></table><p>E o transplante fica para a primavera porque uma planta em repouso não tem capacidade de emitir raízes novas para colonizar terra fresca.</p><h2>Mudar de lugar sem mudar de choque</h2><p><strong>Aproveite setembro para reposicionar</strong>. Aquilo que no verão era demasiada luz passa a ser adequado, por isso as plantas devem aproximar-se das janelas, sobretudo as viradas a sul.</p><p>Mas faça-o aos poucos. Uma planta que passa de repente de um canto sombrio para junto de um vidro com sol direto pode queimar as folhas. <strong>Mova-a em duas ou três etapas ao longo de duas semanas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-de-interior-como-preparar-as-suas-para-o-outono-e-menos-luz-1789481774103.jpeg" data-image="e1nai6rdiu20"><figcaption>Vasos alinhados junto à janela, onde a luz de outono chega com menos intensidade do que no verão.</figcaption></figure><p><strong>Limpe as folhas com um pano húmido</strong>. Uma camada de pó reduz de forma apreciável a luz que a folha aproveita, e num período em que a luz já é escassa isso conta.</p><p><strong>E rode os vasos um quarto de volta por semana</strong>. Com o sol a entrar sempre da mesma direção, a planta cresce toda para esse lado e fica desequilibrada.</p><h2>Os dois cuidados que se esquecem</h2><p><strong>O primeiro são as correntes de ar</strong>. Uma planta junto a uma janela que se abre todas as manhãs no outono apanha variações bruscas de temperatura que lhe custam mais do que o frio constante. As folhas amarelecem e caem de repente, e a causa parece um mistério.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788067" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/fotoperiodo-como-as-plantas-sabem-que-o-verao-acabou.html" title="Fotoperíodo: como as plantas sabem que o verão acabou">Fotoperíodo: como as plantas sabem que o verão acabou</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/fotoperiodo-como-as-plantas-sabem-que-o-verao-acabou.html" title="Fotoperíodo: como as plantas sabem que o verão acabou"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fotoperiodo-como-as-plantas-sabem-que-o-verao-acabou-1789063896844_320.jpeg" alt="Fotoperíodo: como as plantas sabem que o verão acabou"></a></article></aside><p><strong>O segundo é o aquecimento</strong>. Um radiador ou uma salamandra secam o ar da sala de forma extrema, e uma planta tropical junto a uma fonte de calor perde água pelas folhas muito mais depressa do que a raiz consegue repor. As pontas das folhas ficam castanhas e secas, o que é um sinal de ar seco e não de falta de rega.</p><p>Se quiser antecipar, olhe para a previsão da sua zona nesta época. As páginas indicam <strong>a duração do dia e a nebulosidade prevista</strong>, e é essa combinação que determina quanta luz entra em casa. Uma semana de céu encoberto em Braga ou em Viseu é uma semana em que praticamente não vale a pena regar.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-de-interior-como-preparar-as-suas-para-o-outono-e-menos-luz.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Gentílicos portugueses. Descubra qual é a sua verdadeira identidade nesta viagem pelas terras portuguesas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/gentilicos-portugueses-descubra-qual-e-a-sua-verdadeira-identidade-nesta-viagem-pelas-terras-portuguesas.html</link><pubDate>Mon, 21 Sep 2026 07:33:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Conhecer os nomes que se dão aos habitantes de vilas ou cidades portuguesas é percorrer a nossa História e mergulhar nas heranças que os povos antigos deixaram na Península Ibérica.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/gentilicos-portugueses-descubra-a-sua-verdadeira-identidade-nesta-viagem-pelas-terras-portuguesas-1788283301767.jpg" data-image="x5kr2hdd06wl" alt="Ilustração de um algarvio" title="Ilustração de um algarvio"><figcaption>Um algarvio de Loulé é um louletano. Imagem gerada por IA: Copilot/Microsoft</figcaption></figure><p>Saber qual é o gentílico de cada habitante pode ser um pouco confuso. Dentro da nossa <strong>geografia pessoal</strong> cabem muitos lugares. Somos simultaneamente de um <strong>país</strong> e de uma <strong>cidade </strong>e, não raras vezes, também de uma <strong>aldeia</strong> ou de um bairro. Temos, portanto, muitos territórios a definir a identidade e o nosso <strong>sentimento de pertença.</strong></p><p>Um <strong>louletano</strong> é naturalmente de <strong>Loulé</strong>, mas não é por isso que deixa de ser <strong>algarvio</strong> ou, ainda, <strong>altense</strong>, se viver ou tiver nascido na vila de Alte. Um <strong>melgacense</strong> é de <strong>Melgaço</strong>, mas orgulhar-se-á, certamente, de ser um nortenho e um <strong>minhoto</strong> devoto às suas tradições.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gentilicos-portugueses-descubra-a-sua-verdadeira-identidade-nesta-viagem-pelas-terras-portuguesas-1788283474101.jpg" data-image="8olr7pbuznx2" alt="Ilustração de uma minhota de Braga" title="Ilustração de uma minhota de Braga"><figcaption>Uma minhota de Braga é uma bracarense, bracaraugustana, brácara, bragana ou braguesa. Imagem gerada por IA: Copilot/Microsoft</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Está, por isso, lançado o caos com os <strong>gentílicos</strong> – adjetivos ou substantivos que indicam a naturalidade ou a proveniência e que podem chegar aos milhares. Para aumentar ainda mais a confusão, têm na sua base inúmeras <strong>influências históricas e linguísticas</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As suas raízes toponímicas vão de sufixos latinos a germânicos até adaptações fonéticas dos povos antigos que já habitaram as nossas cidades, como celtas, romanos, visigodos ou árabes.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Um gentílico é, como tal, muito mais do que uma biografia individual de cada residente ou natural de um determinado país ou cidade. As suas formas variadas, como <strong>aguedense</strong> (Águeda), <strong>sadino</strong> (Setúbal) ou <strong>coimbrão</strong> (Coimbra) refletem, acima de tudo, um riquíssimo <strong>ensopado cultural</strong> em que Portugal e a Península Ibérica estão mergulhados.</p><h2>O legado do Império Romano</h2><p>Sabia, por exemplo, que os habitantes de <strong>Braga</strong>, além de <strong>bracarenses</strong>, podem ser chamados de <strong>bracaraugustanos</strong>? O gentílico não lembra a ninguém, mas é uma inegável herança do Império Romano, quando a cidade foi batizada de <strong>Bracara Augusta</strong> pelo imperador César Augusto por volta do ano 14 antes de Cristo. </p><p>Com origem no Mesolítico, o território já existia como cidade antes dos romanos invadirem a Península Ibérica, sendo habitado pelos <strong>Brácaros</strong>. Chamavam-lhes brácaros por vestirem bracas, termo que deu origem à palavra bragas e que significava calções.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Da ocupação romana em Beja também ficou o respeitável pacense, habitante da Pax Iulia, que, nem por isso, deixa de ser um bejense de corpo e alma. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O <strong>flaviense</strong> de <strong>Chaves</strong> tem, por seu turno, origem no imperador romano <strong>Titus Flavius Vespasiano</strong>, que fundou a cidade, no ano de 79 antes de Cristo. Flaviense também é a primeira designação da cidade – <strong>Aquae Flavie</strong>.</p><p>Fique a saber ainda que quem é da Guarda é um <strong>egitaniense</strong>, ou um <strong>egiptano. </strong>Ambos derivam do antigo topónimo <strong>Egitânia</strong>, cidade fundada no século I antes de Cristo pelos romanos no território que hoje corresponde a Idanha-a-Velha, no distrito de Castelo Branco. </p><p>Durante muito tempo, os historiadores julgaram que a Egitânia ficava na Guarda, mas mesmo descobrindo mais tarde a verdadeira localização, o gentílico ficou enraizado.</p><h2>A herança das reconquistas cristãs</h2><p>Embora sejam principalmente de origem latina, datados do período do domínio romano, boa parte dos topónimos chegou também com a reconquista cristã dos territórios mouros, que conduziu à formação do reino de Portugal. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gentilicos-portugueses-descubra-a-sua-verdadeira-identidade-nesta-viagem-pelas-terras-portuguesas-1788283827551.jpg" data-image="lw23oj7e3037" alt="Ilustração de um aveirense" title="Ilustração de um aveirense"><figcaption>Um habitante de Aveiro é um aveirense. Imagem gerada por IA: Copilot/Microsoft</figcaption></figure><p>A origem de Guimarães remonta a uma vila designada <strong>Vimaranes</strong>, nome de <strong>Lucídio Vimaranes</strong>, nobre do Condado Portugalense e dono desta terra. A palavra evoluiu depois para <strong>Guimarães</strong> por via do latim, mas os seus habitantes continuam a ser designados por <strong>vimaranenses</strong>.</p><p>Um alentejano de Cuba é um <strong>cubense</strong> e alguns investigadores acreditam que o nome se deve ao facto de, após conquistar a cidade aos árabes, as tropas de D. Sancho II encontrarem uma grande quantidade de cubas para guardar o vinho. Outros investigadores defendem que a origem é muito anterior à reconquista e deriva do árabe <strong>Coba</strong>, diminutivo de <strong>torre</strong>.</p><h2>As influências da Grécia Antiga</h2><p>Há ainda algumas cidades que devem os seus gentílicos à influência da Grécia Antiga. Um <strong>calipolense</strong>, por exemplo, vem de <strong>Kallipolis</strong> – <strong>kallos </strong>(formoso) +<strong> polis </strong>(cidade), dando origem ao atual topónimo <strong>Vila Viçosa</strong>, no distrito de Évora</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O gentílico escalabitano, atribuído aos habitantes de Santarém, tem origem na lenda greco-romana de Ábidis, filho de Calipso e de Ulisses de Ítaca. Fruto de uma relação casual, a criança foi colocada num cesto e atirada ao Tejo, a mando do avô Gorgoris. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Ábidis sobreviveu graças a uma loba que o alimentou até ser capturado por caçadores e levado para junto da mãe no reino de Lusitânia. Viria a tornar-se o rei dos lusitanos, fundando a cidade esca-ábidis ou <strong>Scalabis</strong>, o primeiro nome da cidade de Santarém.</p><h2>Um tema ainda desconhecido</h2><p>Conhecer a <strong>totalidade dos gentílicos</strong> portugueses não é uma tarefa fácil, não só pela enorme quantidade de nomes existentes como também pela dificuldade de encontrar obras com uma descrição sistemática da toponímia portuguesa. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="730826" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/entre-conventos-e-aldeias-os-doces-portugueses-quase-secretos-que-vai-adorar-descobrir.html" title="Entre conventos e aldeias: os doces portugueses (quase) secretos que vai adorar descobrir">Entre conventos e aldeias: os doces portugueses (quase) secretos que vai adorar descobrir</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/entre-conventos-e-aldeias-os-doces-portugueses-quase-secretos-que-vai-adorar-descobrir.html" title="Entre conventos e aldeias: os doces portugueses (quase) secretos que vai adorar descobrir"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/entre-conventos-e-aldeias-os-doces-portugueses-quase-secretos-que-vai-adorar-descobrir-1758611491941_320.jpg" alt="Entre conventos e aldeias: os doces portugueses (quase) secretos que vai adorar descobrir"></a></article></aside><p>Segundo as linguistas Esperança Cardeira e Alina Villalva, investigadoras da Universidade de Lisboa, a fonte mais importante para o estudo dos topónimos portugueses é o Reportório Toponímico de Portugal (1967), desenvolvido pelo Serviço Cartográfico do Exército, que contém <strong>170 mil nomes de lugares</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A investigação sobre os gentílicos, em especial, não tem atraído a atenção dos linguistas portugueses, dizem as autoras do artigo “Gentílicos e topónimos portugueses: algumas questões”, publicado na revista GTLex.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os gentílicos encontram-se principalmente listados em <strong>livros de estilo de órgãos de comunicação social,</strong> como o Prontuário Ortográfico e Guia da Língua Portuguesa, de Magnus Bergstrom e Neves Reis, publicado pela primeira vez em 1955 pelo Diário de Notícias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gentilicos-portugueses-descubra-a-sua-verdadeira-identidade-nesta-viagem-pelas-terras-portuguesas-1788284120481.jpg" data-image="gfuygpef2zc5" alt="Ilustração de uma alentejana" title="Ilustração de uma alentejana"><figcaption>Uma alentejana de Beja é uma bejense ou pacense. Imagem gerada por IA: Copilot/Microsoft</figcaption></figure><p>Mas quem estiver interessado em <strong>aprofundar a pesquisa</strong> sobre os gentílicos atribuídos aos habitantes das terras portuguesas poderá sempre consultar algumas <strong>ferramentas digitais</strong> como o Portal da Língua Portuguesa, a Infopédia da Porto Editora ou a Wikipédia (Lista de gentílicos de Portugal), às quais se pode aceder nas referências deste artigo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Portal%20da%20L%C3%ADngua%20Portuguesa.%20Instituto%20de%20Lingu%C3%ADstica%20Te%C3%B3rica%20e%20Computacional%20(ILTEC)" data-year="" data-title="Dicion%C3%A1rio%20de%20Gent%C3%ADlicos%20e%20Top%C3%B3nimos" data-url="https%3A%2F%2Fwww.portaldalinguaportuguesa.org%2F%3Faction%3Dgentilicos%26act%3Dlist">Portal da Língua Portuguesa. Instituto de Linguística Teórica e Computacional (ILTEC). <a href="https://www.portaldalinguaportuguesa.org/?action=gentilicos&act=list" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Dicionário de Gentílicos e Topónimos</a>.</cite><br><cite data-author="Infop%C3%A9dia%20%E2%80%93%20Dicion%C3%A1rios%20da%20Porto%20Editora" data-year="" data-title="42%20gent%C3%ADlicos%20de%20Portugal" data-url="https%3A%2F%2Fwww.infopedia.pt%2Ftopicos%2Fdominio-da-geografia%2Fgentilicos-de-portugal">Infopédia – Dicionários da Porto Editora. <a href="https://www.infopedia.pt/topicos/dominio-da-geografia/gentilicos-de-portugal" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">42 gentílicos de Portugal</a>.</cite><br><cite data-author="Wikip%C3%A9dia" data-year="" data-title="Lista%20de%20gent%C3%ADlicos%20de%20Portugal" data-url="https%3A%2F%2Fpt.wikipedia.org%2Fwiki%2FLista_de_gent%25C3%25ADlicos_de_Portugal">Wikipédia. <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_gent%C3%ADlicos_de_Portugal" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Lista de gentílicos de Portugal</a>.</cite><br><cite data-author="Esperan%C3%A7a%20Cardeira%20%26%20Alina%20Villalva" data-year="" data-title="Gent%C3%ADlicos%20e%20top%C3%B3nimos%20portugueses%3A%20algumas%20quest%C3%B5es.%20Revista%20GTLex." data-url="https%3A%2F%2Fwww.researchgate.net%2Fpublication%2F351322885_Gentilicos_e_toponimos_portugueses">Esperança Cardeira & Alina Villalva. <a href="https://www.researchgate.net/publication/351322885_Gentilicos_e_toponimos_portugueses" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Gentílicos e topónimos portugueses: algumas questões. Revista GTLex.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/gentilicos-portugueses-descubra-qual-e-a-sua-verdadeira-identidade-nesta-viagem-pelas-terras-portuguesas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este objeto parece inofensivo na praia, mas pode valer-lhe uma multa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-objeto-parece-inofensivo-na-praia-mas-pode-valer-lhe-uma-multa.html</link><pubDate>Mon, 21 Sep 2026 06:15:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Está a pensar aproveitar a praia? Há um objeto que pode não poder levar consigo. Saiba qual é.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-objeto-parece-inofensivo-na-praia-mas-pode-valer-lhe-uma-multa-1789589843415.jpg" data-image="3fb3w9c4g77a" alt="Praia" title="Praia"><figcaption>O objeto que pode estar a usar na praia sem saber que é proibido. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Há que aproveitar ao máximo enquanto se pode aproveitar uns raios de sol. Para alguns, isso significa estender a toalha, dar uns mergulhos e ficar a aproveitar o sol até ao fim do dia. Para outros, pode significar pegar num<strong> detetor de metais </strong>e percorrer a areia à procura de moedas, anéis ou outros objetos perdidos.</p><p>Quem nunca viu aquelas imagens de pessoas a passear pela areia com um detetor de metais, à procura de moedas, anéis ou qualquer outro pequeno tesouro perdido? </p><p>À primeira vista, parece um passatempo perfeitamente inofensivo. O problema é que, <strong>em Portugal, esta última atividade não é tão simples como parece</strong>. Em determinadas circunstâncias, aliás, pode mesmo ser <strong>proibida</strong> e até dar origem a uma contraordenação.</p><p>A questão voltou recentemente a ser discutida depois de a Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros ter apresentado uma queixa na sequência de imagens que mostravam várias pessoas a utilizar detetores de metais na Praia da Ribeira, na Albufeira do Azibo. </p><div class="texto-destacado">Segundo o município, o grupo esteve no local depois de terminarem os serviços de vigilância e apoio da praia e não tinha autorização da autarquia.</div><p>De acordo com um comunicado da autarquia, avançado pela 'SIC Notícias', esta ação ocorreu após o encerramento do serviço dos nadadores-salvadores e do pessoal de apoio ao final do dia. E, claro, este incidente deixou muitos com uma dúvida: <strong>é mesmo proibido usar detetores de metais na praia?</strong></p><h2>O que diz a lei sobre os detetores de metais?</h2><p>A regra não é propriamente nova: a utilização de detetores de metais está enquadrada pela legislação portuguesa desde 1999. A Lei n.º 121/99 estabelece que estes aparelhos<strong> não podem ser utilizados para procurar objetos ou artefactos com interesse histórico, artístico, numismático ou arqueológico</strong> sem a respetiva autorização.</p><p>A lei prevê, sim, a possibilidade de licenciamento, tendo em conta, entre outros aspetos, o objetivo da pesquisa, os locais onde será realizada e as características do equipamento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-objeto-parece-inofensivo-na-praia-mas-pode-valer-lhe-uma-multa-1789590134738.jpg" data-image="7d0kqjih05cn" alt="Praia" title="Praia"><figcaption>Tenha atenção. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>E há uma razão para a regra existir. Uma moeda antiga, uma peça de cerâmica ou outro objeto enterrado na areia pode parecer apenas uma curiosidade para quem o encontra, mas o local onde apareceu e a relação com outros vestígios podem ser importantes para perceber a história daquele sítio. Retirar uma peça sem registo pode significar perder precisamente essa informação.</p><div class="texto-destacado">A utilização destes aparelhos está sujeita a regras e, quando está em causa a pesquisa de objetos ou vestígios com interesse arqueológico, histórico, artístico ou numismático, é necessária autorização. </div><p>E há zonas onde a utilização de detetores de metais é expressamente proibida.</p><h2>Então, posso levar um detetor para a praia?</h2><p>Aqui está a parte que costuma gerar confusão. Não se trata apenas de olhar para o aparelho e pensar que, por ser vendido legalmente numa loja, também pode ser utilizado livremente. A legislação relativa ao património cultural subaquático determina que a utilização de detetores de metais para localizar bens arqueológicos carece de autorização e estabelece ainda uma <strong>proibição específica nas áreas do domínio público marítimo</strong>, que incluem zonas de praia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780327" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/caso-insolito-nesta-praia-da-europa-um-muro-continua-a-dividir-homens-e-mulheres.html" title="Caso insólito: nesta praia da Europa, um muro continua a dividir homens e mulheres">Caso insólito: nesta praia da Europa, um muro continua a dividir homens e mulheres</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/caso-insolito-nesta-praia-da-europa-um-muro-continua-a-dividir-homens-e-mulheres.html" title="Caso insólito: nesta praia da Europa, um muro continua a dividir homens e mulheres"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ago-insolito-nesta-praia-da-europa-um-muro-continua-a-dividir-homens-e-mulheres-1784921016736_320.jpg" alt="Caso insólito: nesta praia da Europa, um muro continua a dividir homens e mulheres"></a></article></aside><p>A própria Autoridade Marítima Nacional mantém esta regra nos seus editais. Aliás, na versão de 2026 do Edital de Praia para o Continente e Madeira, estão previstas várias atividades interditas nas praias, e esta é uma delas.</p><p>Não pense, contudo, que a regra se limita às praias marítimas. O enquadramento do património cultural subaquático abrange também outras zonas, incluindo<strong> cursos de água, lagos, lagoas</strong> e áreas sujeitas a determinadas condições de inundação. </p><p>E sim, há consequências para quem ignora as regras. A Lei n.º 121/99 prevê <strong>coimas pela utilização ilegal de detetores de metais</strong> e permite ainda a aplicação de sanções acessórias, entre elas a perda do equipamento utilizado e dos bens arqueológicos, históricos, artísticos ou numismáticos encontrados.</p><h2>Não é só o detetor que tem regras</h2><p>Os detetores de metais são apenas um exemplo de que a praia não é exatamente uma zona onde vale tudo. O Edital de Praia de 2026 estabelece também <strong>restrições a várias atividades</strong>. Entre elas estão os jogos de bola fora das zonas destinadas para esse efeito, campismo ou pernoita, utilização de equipamentos sonoros que possam causar incomodidade e determinadas atividades náuticas ou desportivas em zonas reservadas aos banhistas, entre outras.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/este-objeto-parece-inofensivo-na-praia-mas-pode-valer-lhe-uma-multa-1789590463403.jpg" data-image="b8f4lyzqy9jd" alt="Praia" title="Praia"><figcaption>Há vários objetos proibidos nas praias portuguesas. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Ou seja, a lógica é relativamente simples: a praia é espaço público, mas tem regras próprias.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Fai%C3%B5es%2C%20J.%2C%20SIC%20Not%C3%ADcias" data-year="2026" data-title="Autarquia%20apresenta%20queixa%20contra%20pessoas%20que%20usaram%20detetores%20de%20metais%20na%20praia%20do%20Azibo" data-url="https%3A%2F%2Fsicnoticias.pt%2Fpais%2F2026-08-30-video-autarquia-apresenta-queixa-contra-pessoas-que-usaram-detetores-de-metais-na-praia-do-azibo-b374f35d">Faiões, J., SIC Notícias. (2026). <a href="https://sicnoticias.pt/pais/2026-08-30-video-autarquia-apresenta-queixa-contra-pessoas-que-usaram-detetores-de-metais-na-praia-do-azibo-b374f35d" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Autarquia apresenta queixa contra pessoas que usaram detetores de metais na praia do Azibo</a>.</cite><br><cite data-author="Ribeiro%2C%20M.%2C%20Evas%C3%B5es" data-year="2026" data-title="H%C3%A1%20um%20curioso%20objeto%20proibido%20nas%20praias%20portuguesas.%20Porqu%C3%AA%3F" data-url="https%3A%2F%2Fversa.iol.pt%2Fpraia%2Fportugal%2Fha-um-curioso-objeto-proibido-nas-praias-portuguesas-porque%2F20260901%2F6a96ee1c0cf2b42132dbfb73">Ribeiro, M., Evasões. (2026). <a href="https://versa.iol.pt/praia/portugal/ha-um-curioso-objeto-proibido-nas-praias-portuguesas-porque/20260901/6a96ee1c0cf2b42132dbfb73" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Há um curioso objeto proibido nas praias portuguesas. Porquê?</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-objeto-parece-inofensivo-na-praia-mas-pode-valer-lhe-uma-multa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Emoção pode ser mais eficaz que dados para estimular ação climática, aponta estudo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/emocao-pode-ser-mais-eficaz-que-dados-para-estimular-acao-climatica-aponta-estudo.html</link><pubDate>Mon, 21 Sep 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Análise de 71 estudos, envolvendo pelo menos 216 mil participantes, indica que mensagens capazes de despertar emoções podem incentivar maior engajamento público com ações e políticas relacionadas com as alterações climáticas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/emocao-pode-ser-mais-eficaz-que-dados-para-estimular-acao-climatica-aponta-estudo-1789674753895.jpg" data-image="vwywflc8af2x" alt="As geleiras moldam as paisagens de Spitsbergen, uma ilha do arquipélago norueguês de Svalbard, no Oceano Ártico. Crédito: Arterra/Sven-Erik Arndt/UIG/Getty" title="As geleiras moldam as paisagens de Spitsbergen, uma ilha do arquipélago norueguês de Svalbard, no Oceano Ártico. Crédito: Arterra/Sven-Erik Arndt/UIG/Getty"><figcaption>Os glaciares moldam as paisagens de Spitsbergen, uma ilha do arquipélago norueguês de Svalbard, no Oceano Ártico. Crédito: Arterra/Sven-Erik Arndt/UIG/Getty</figcaption></figure><p>No meio da repercussão de alertas sobre <strong>a possibilidade de um El Niño de grandes proporções</strong>, cientistas voltam a discutir um desafio que acompanha o debate sobre as alterações climáticas: como <strong>comunicar os riscos do aquecimento global de maneira capaz não apenas de informar, mas também de mobilizar </strong>a população.</p><p>Uma ampla análise publicada no <em>Journal of Environmental Psychology</em> indica que apresentar informações científicas pode contribuir para esse objetivo, mas mensagens que despertam emoções tendem a produzir resultados mais expressivos. A investigação reuniu <strong>evidências de 71 publicações e envolveu dados de pelo menos 216 mil participantes</strong>.</p><p>Os investigadores avaliaram diferentes estratégias de comunicação e os seus efeitos sobre comportamentos relacionados com o clima, como<strong> fazer doações para organizações, apoiar políticas ambientais ou manifestar a intenção de reduzir a própria pegada de carbono</strong>. Os resultados sugerem que a maneira como a informação é apresentada pode influenciar a disposição das pessoas para agir.</p><h2>Emoções ajudam a criar conexão</h2><p>Segundo Tobias Brosch, psicólogo da Universidade de Genebra e coautor do estudo, <strong>simplesmente oferecer factos científicos pode não ser a melhor estratégia</strong> para comunicar questões climáticas. Para ele, é importante estabelecer uma conexão entre o conteúdo apresentado e as experiências e emoções das pessoas.</p><div class="texto-destacado">Estratégias baseadas em informações objetivas, como explicações sobre o funcionamento do efeito de estufa, apresentaram efeitos positivos. No entanto, mensagens desenvolvidas para provocar emoções (como admiração diante da beleza da natureza ou medo diante das ameaças enfrentadas pelo planeta) apareceram entre as abordagens mais eficazes para estimular o engajamento.</div><p>Experiências como assistir a um documentário sobre a natureza, observar uma aurora boreal ou acompanhar o nascimento de um animal podem <strong>atribuir significado emocional às questões ambientais</strong>. De acordo com Brosch, esse tipo de vínculo pode contribuir para comportamentos como dedicar tempo a ações voluntárias, fazer doações ou apoiar iniciativas relacionadas com o clima.</p><h2>Histórias podem aproximar tema do público</h2><p>Os resultados também reforçam <strong>a importância das narrativas na comunicação científica</strong>. Nicholas Epley, investigador de ciência comportamental da Universidade de Chicago, afirma que as pessoas tendem a compreender o mundo através de histórias e experiências concretas, o que pode tornar esses formatos particularmente relevantes em contextos de desconfiança.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/emocao-pode-ser-mais-eficaz-que-dados-para-estimular-acao-climatica-aponta-estudo-1789674952980.jpg" data-image="fze2udomuaje" alt="Experiências que despertam emoções podem ajudar a aproximar o público das questões climáticas e estimular o engajamento, apontam pesquisadores." title="Experiências que despertam emoções podem ajudar a aproximar o público das questões climáticas e estimular o engajamento, apontam pesquisadores."><figcaption>Experiências que despertam emoções podem ajudar a aproximar o público das questões climáticas e estimular o engajamento, apontam investigadores. Crédito: Eugene Hoshiko</figcaption></figure><p>A análise, porém, identificou estratégias com resultados menos favoráveis. Mensagens centradas na <strong>responsabilidade individual diante das alterações climáticas</strong> tiveram pouco efeito sobre a mobilização e, em determinadas situações, provocaram uma <strong>reação contrária</strong> à pretendida pelos comunicadores.</p><p>Segundo os investigadores, enfatizar excessivamente que cada pessoa é individualmente responsável por enfrentar o problema pode <strong>gerar resistência, desconfiança ou saturação</strong>. Em contraste, abordagens emocionais que mostram aquilo que merece ser protegido podem favorecer uma relação mais positiva com o tema.</p><h2>Pequenos efeitos podem alcançar grandes públicos</h2><p>Um exemplo dessa resistência pode ser observado em reações a iniciativas como <strong>a Hora do Planeta</strong>, campanha global promovida pelo WWF que incentiva pessoas e instituições a apagarem as luzes durante uma hora. Segundo a reportagem da <em>Nature</em>, já houve organizações que reagiram à campanha mantendo todas as luzes acesas como forma de oposição.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787020" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/remocao-de-co2-do-ar-nao-resolvera-a-crise-do-clima-alerta-a-onu.html" title="Remoção de CO2 do ar não resolverá a crise climática, alerta a ONU ">Remoção de CO2 do ar não resolverá a crise climática, alerta a ONU </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/remocao-de-co2-do-ar-nao-resolvera-a-crise-do-clima-alerta-a-onu.html" title="Remoção de CO2 do ar não resolverá a crise climática, alerta a ONU "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/remocao-de-co2-do-ar-nao-resolvera-a-crise-do-clima-alerta-a-onu-1788392440319_320.jpg" alt="Remoção de CO2 do ar não resolverá a crise climática, alerta a ONU "></a></article></aside><p>Thijs Bouman, psicólogo ambiental da Universidade de Groningen, na Holanda, realça que os efeitos identificados pela análise são relativamente pequenos. Isso não significa, entretanto, que sejam irrelevantes. Quando <strong>estratégias de comunicação são aplicadas em larga escala</strong>, pequenas mudanças individuais podem alcançar um número expressivo de pessoas.</p><p>Os resultados também indicam que <strong>não existe uma intervenção isolada capaz de provocar mudanças profundas e imediatas no comportamento climático</strong>. Para os investigadores, a comunicação pode contribuir para esse processo, especialmente quando combina evidências científicas com narrativas e experiências capazes de estabelecer vínculos emocionais com o público.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Dhruv%20Shenai" data-year="2026" data-title="El%20Ni%C3%B1o%20goes%20viral%20%E2%80%94%20and%20scientists%20learn%20what%20makes%20people%20care%20about%20the%20climate" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fd41586-026-02763-3">Dhruv Shenai. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/d41586-026-02763-3" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">El Niño goes viral — and scientists learn what makes people care about the climate</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/emocao-pode-ser-mais-eficaz-que-dados-para-estimular-acao-climatica-aponta-estudo.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA["Parecia a planta de uma cidade": a surpreendente descoberta da NASA a 30 metros sob o gelo da Gronelândia]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/parecia-a-planta-de-uma-cidade-a-surpreendente-descoberta-da-nasa-a-30-metros-sob-o-gelo-da-gronelandia.html</link><pubDate>Sun, 20 Sep 2026 18:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um voo científico sobre a Gronelândia detetou, sob dezenas de metros de gelo, uma surpreendente rede de estruturas que não constava dos objetivos da missão.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/parecia-el-plano-de-una-ciudad-el-hallazgo-accidental-de-la-nasa-a-30-metros-bajo-el-hielo-de-groenlandia-1788489010526.jpg" data-image="of176t81xpyv" alt="groenlandia" title="groenlandia"><figcaption>A Gronelândia concentra uma das maiores massas de gelo do planeta, sob cuja superfície se encontram ocultos relevos, sedimentos e estruturas que ajudam a reconstruir a sua história.</figcaption></figure><p>Um avião da NASA sobrevoava uma das regiões mais inóspitas da Gronelândia quando o radar começou a captar sinais inesperados. <strong>Sob uma superfície aparentemente uniforme, surgiram linhas retas, corredores paralelos e formas geométricas que, vistas no seu conjunto, pareciam a planta de uma pequena cidade</strong>.</p><div class="texto-destacado">Os investigadores não estavam à procura de construções nem de vestígios de atividade humana. A missão tinha como objetivo testar uma tecnologia capaz de penetrar no gelo, medir a sua espessura e reconstruir o relevo oculto a centenas ou mesmo milhares de metros de profundidade.</div><p>Mas, a aproximadamente<strong> 30 metros abaixo da superfície</strong>, surgiu um padrão demasiado regular para ser uma formação natural. A descoberta surpreendeu inicialmente a equipa e obrigou-a a comparar essas imagens com dados históricos.</p><h2>A explicação estava enterrada há quase 60 anos</h2><p>Por fim, os investigadores confirmaram que estavam a observar <strong>Camp Century</strong>, uma instalação norte-americana construída sob o gelo durante a Guerra Fria. <strong>A base era conhecida, mas nunca tinha sido possível visualizá-la com tal nível de pormenor a partir do ar</strong>.</p><p>"Estávamos à procura do leito de gelo e surgiu o Camp Century", explicou Alex Gardner, cientista do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA. O episódio ocorreu em abril de 2024, durante um voo num Gulfstream III equipado com o sistema de radar UAVSAR.</p><p>A diferença residia na tecnologia: os radares anteriores apontavam essencialmente para baixo e geravam perfis bidimensionais, enquanto este instrumento também observa lateralmente. <strong>Assim, foi possível distinguir estruturas individuais e compará-las com as antigas plantas da base</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Theres a camp under the ice! <br><br>A new radar image captured by <a href="https://x.com/NASAJPL?ref_src=twsrc%5Etfw">@NASAJPL</a> scientists during UAVSAR instrument tests reveals structural elements of Camp Century, an abandoned U.S. military base that is now buried within the Greenland Ice Sheet. <a href="https://t.co/mksKUpXA59">https://t.co/mksKUpXA59</a> <a href="https://t.co/NZszT5PFlI">pic.twitter.com/NZszT5PFlI</a></p>— NASA Earth (@NASAEarth) <a href="https://x.com/NASAEarth/status/1861443806421225763?ref_src=twsrc%5Etfw">November 26, 2024</a></blockquote></figure><p>A construção de Camp Century teve início em 1959 e chegou a contar com <strong>21 túneis escavados no gelo</strong>, além de dormitórios, laboratórios, oficinas e outras instalações. Dispunha também de um reator nuclear portátil destinado a fornecer energia a uma instalação com capacidade para acolher cerca de 200 pessoas.</p><h2>O projeto secreto por trás dos túneis</h2><p>Embora publicamente tivesse fins científicos, o local esteve relacionado com o <strong>Project Iceworm</strong>, um ambicioso plano norte-americano para estudar a possibilidade de implantar uma rede de mísseis nucleares sob a Gronelândia.<strong> O objetivo era utilizar túneis pelos quais as armas pudessem deslocar-se, dificultando assim a sua localização por um eventual inimigo.</strong></p><div class="texto-destacado">O projeto nunca chegou a concretizar-se na escala prevista, porque o gelo revelou-se muito menos estável do que se esperava. Os seus movimentos deformavam progressivamente as galerias e Camp Century acabou por ser abandonada definitivamente em <strong>1967</strong>.</div><p>A neve continuou a acumular-se sobre a instalação até a ocultar completamente. Segundo a NASA, <strong>as estruturas sólidas permanecem atualmente, pelo menos, 30 metros abaixo da superfície.</strong></p><h2>Não é a primeira surpresa encontrada sob a Gronelândia</h2><p>Este episódio faz parte de uma série de descobertas que mostram o quanto permanece escondido sob a gigantesca camada de gelo. <strong>Em 2013, dados obtidos através de radares aéreos permitiram identificar um enorme desfiladeiro subglacial com aproximadamente 750 quilómetros de comprimento</strong>, que se estende desde o interior da Gronelândia em direção ao norte.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">In 1959, the US Army built Camp Century under Greenland's ice, complete with tunnels, labs, and even a nuclear reactor. <br><br>It was abandoned in 1967. <br><br>Since then, the official story has been that Greenland is melting away. But in reality, Camp Century hasn't emerged, it's been <a href="https://t.co/NbjYuSRyeb">pic.twitter.com/NbjYuSRyeb</a></p>— Electroverse (@Electroversenet) <a href="https://x.com/Electroversenet/status/2031475183236657492?ref_src=twsrc%5Etfw">March 10, 2026</a></blockquote></figure><p>Cinco anos depois, surgiu outra descoberta extraordinária: <strong>os cientistas detetaram, sob o glaciar Hiawatha, uma enorme depressão circular, posteriormente identificada como um cratera de impacto com cerca de 31 quilómetros de largura</strong>. A NASA explicou que a estrutura estava enterrada sob cerca de um quilómetro de gelo e que se tinha mantido preservada, apesar da intensa capacidade erosiva dos glaciares.</p><p>Surgiu também algo ainda mais antigo. Investigações realizadas sobre sedimentos extraídos sob o gelo revelaram vestígios de uma <strong>antiga paisagem de tundra</strong>, prova de que partes da Gronelândia estiveram outrora livres de gelo e cobertas por vegetação.</p><h2>Uma cápsula do tempo sob o gelo</h2><p>Camp Century tem ainda uma dimensão ambiental, pois, quando foi abandonado, ficaram resíduos no interior do complexo. Estudos posteriores alertaram que<strong> ali permanecem materiais físicos, químicos, biológicos e radiológicos que, durante décadas, se acreditou que ficariam enterrados para sempre</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768649" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/investigador-portugues-ajuda-a-contar-ursos-polares-na-gronelandia.html" title="Investigador português ajuda a contar ursos polares na Gronelândia">Investigador português ajuda a contar ursos polares na Gronelândia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/investigador-portugues-ajuda-a-contar-ursos-polares-na-gronelandia.html" title="Investigador português ajuda a contar ursos polares na Gronelândia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/investigador-portugues-ajuda-a-contar-ursos-polares-na-gronelandia-1778679068331_320.jpg" alt="Investigador português ajuda a contar ursos polares na Gronelândia"></a></article></aside><p><strong>A descoberta acidental não revela uma cidade desconhecida, mas oferece uma imagem inédita de uma infraestrutura que esteve desaparecida sob o gelo durante quase seis décadas</strong>. E, tal como aconteceu com os desfiladeiros, crateras e paisagens antigas encontradas na Gronelândia, volta a lembrar-nos de que, sob essa imensa superfície branca, ainda existe um território praticamente invisível por descobrir.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/parecia-a-planta-de-uma-cidade-a-surpreendente-descoberta-da-nasa-a-30-metros-sob-o-gelo-da-gronelandia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Insólito: Mercúrio, o menor planeta do Sistema Solar, continua a encolher]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/insolito-mercurio-o-menor-planeta-do-sistema-solar-continua-a-encolher.html</link><pubDate>Sun, 20 Sep 2026 17:33:40 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O planeta mais pequeno do Sistema Solar poderá ter encolhido mais do que se pensava ao longo da sua história. Os cientistas estimam agora que Mercúrio poderá ter perdido até 23 quilómetros de diâmetro desde a sua formação.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/insolite-mercure-la-plus-petite-planete-du-systeme-solaire-continue-de-retrecir-1789657793312.jpeg" data-image="hfiuj4x6l371" alt="Mercurio" title="Mercurio"><figcaption>De acordo com um novo estudo, o planeta Mercúrio perdeu aproximadamente 23 quilómetros de diâmetro desde a sua formação.</figcaption></figure><p>Mercúrio, conhecido por ser o planeta mais pequeno do Sistema Solar, <strong>encolheu mais do que os cientistas tinham estimado</strong>. Um novo estudo do Centro Aeroespacial Alemão calcula que o seu diâmetro diminuiu <strong>cerca de 23 quilómetros desde a sua formação</strong>.</p><h2> Mercúrio encolheu mais do que o esperado</h2><p>Mercúrio é atualmente <strong>o menor planeta do Sistema Solar</strong>, título que detém desde 2006. Antes dessa data, Plutão era considerado o nono planeta do Sistema Solar e, portanto, o menor, com um diâmetro de 2377 km. Mas a reclassificação de Plutão como planeta anão fez com que essa posição passasse para Mercúrio. </p><p>Mercúrio tem um diâmetro de aproximadamente 4880 km, o que o torna<strong> quase três vezes mais pequeno que a Terra</strong>. Mas, tal como os outros planetas terrestres, continua a evoluir desde a sua formação. À medida que arrefece gradualmente, <strong>as suas camadas internas contraem-se, o que também provoca uma redução do tamanho de todo o corpo celest</strong>e.</p><div class="texto-destacado">Este fenómeno afeta os quatro planetas rochosos do Sistema Solar: Mercúrio, Vénus, a Terra e Marte. Todos eles têm vindo a arrefecer gradualmente desde a sua formação, o que provocou uma contração do seu interior. No entanto, a magnitude deste fenómeno varia de planeta para planeta.<br> </div><p>Em Mercúrio, esta diminuição de volume deixou <strong>marcas claramente visíveis</strong> na superfície. O fenómeno pode ser comparado a uma maçã que seca: à medida que perde volume gradualmente, a sua casca enruga. De forma semelhante, <strong>o arrefecimento de Mercúrio provocou deformações na sua superfície, incluindo a formação de inúmeras falésias e cristas</strong>.</p><figure></figure><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr"><a href="https://x.com/hashtag/Mercury?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Mercury</a> is shrinking more than expected ... Astronomers have long known that Mercury is shrinking, as the <a href="https://x.com/hashtag/planet?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#planet</a> cools down and contracts. But now, new research has found that the planet has likely shrunk some 30% more than we thought:<a href="https://t.co/5vdLtJrHKK">https://t.co/5vdLtJrHKK</a><br><br> NASA. <a href="https://t.co/TA3lIcAIdq">pic.twitter.com/TA3lIcAIdq</a></p>— EarthSky (@earthskyscience) <a href="https://x.com/earthskyscience/status/2099868463304999326?ref_src=twsrc%5Etfw">September 15, 2026</a></blockquote></figure><p>No entanto, a magnitude deste fenómeno tem sido subestimada. Investigadores do Centro Aeroespacial Alemão estimam que Mercúrio tenha perdido até 23 quilómetros de diâmetro desde a sua formação, o que representa <strong>entre 10% e 30% mais do que as estimativas anteriores</strong>.</p><h2> Vestígios apagados por meteoritos </h2><p>Para chegar a este novo valor, os cientistas estudaram com maior detalhe as estruturas presentes na superfície do planeta mais próximo do Sol. Observaram, em particular, que as regiões mais acidentadas continham menos vestígios resultantes da contração progressiva do planeta.</p><p>Esta peculiaridade explica-se, em grande parte, pelos <strong>inúmeros impactos de meteoritos que marcaram Mercúrio ao longo da sua história</strong>. Por não possuir uma atmosfera propriamente dita, o planeta não consegue travar nem desintegrar os objetos que nele colidem, o que explica em parte a intensidade do seu bombardeamento de meteoritos. Os detritos ejetados durante estas colisões cobriram algumas estruturas antigas, <strong>ocultando alguns dos vestígios deixados pela contração do planeta</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788603" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-missao-bepicolombo-aproxima-se-de-mercurio-apos-quase-8-anos-e-milhares-de-milhoes-de-quilometros-percorridos.html" title="A missão BepiColombo aproxima-se de Mercúrio após quase 8 anos e milhares de milhões de quilómetros percorridos">A missão BepiColombo aproxima-se de Mercúrio após quase 8 anos e milhares de milhões de quilómetros percorridos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-missao-bepicolombo-aproxima-se-de-mercurio-apos-quase-8-anos-e-milhares-de-milhoes-de-quilometros-percorridos.html" title="A missão BepiColombo aproxima-se de Mercúrio após quase 8 anos e milhares de milhões de quilómetros percorridos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-mision-bepicolombo-encara-por-fin-mercurio-tras-casi-8-anos-y-miles-de-millones-de-kilometros-recorridos-1789375034360_320.jpg" alt="A missão BepiColombo aproxima-se de Mercúrio após quase 8 anos e milhares de milhões de quilómetros percorridos"></a></article></aside><p>Por conseguinte, os investigadores tiveram de ter em conta estas áreas para estimar com maior precisão a extensão do fenómeno. Desta forma, <strong>conseguiram determinar em que medida certas deformações se tinham atenuado</strong> ao longo do tempo, comparando as estruturas tectónicas e a topografia de diferentes regiões de Mercúrio.</p><p>Estes novos dados levaram a uma revisão em alta das estimativas anteriores, que calculavam que Mercúrio se tinha reduzido até um máximo de 16 quilómetros. De acordo com as últimas estimativas científicas, <strong>o planeta poderá ter perdido até 23 quilómetros de diâmetro ao longo dos seus 4 500 milhões de anos de existência</strong>.</p><figure></figure><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Mercury Transfer Module separation confirmed! <br><br>After nearly eight years in space and billions of kilometres travelled, <a href="https://x.com/hashtag/BepiColombo?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#BepiColombo</a>'s Mercury Transfer Module has successfully separated.<br><br>Signal acquired via our Cebreros deep-space antenna confirms the spacecraft is healthy <a href="https://t.co/es5v8DqpAT">pic.twitter.com/es5v8DqpAT</a></p>— European Space Agency (@esa) <a href="https://x.com/esa/status/2095510865294381374?ref_src=twsrc%5Etfw">September 3, 2026</a></blockquote></figure><p>No entanto, <strong>ainda há muito por descobrir sobre a evolução de Mercúrio desde a sua formação</strong>. Novas observações poderão permitir-nos medir com maior precisão as mudanças por que o planeta passou e, além disso, melhorar a nossa compreensão da evolução dos planetas terrestres em diferentes sistemas estelares. Os cientistas poderão contar com a missão BepiColombo, liderada pela ESA e pela JAXA, cujo lançamento para a órbita de Mercúrio está previsto para novembro.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Breizh-info" data-year="2026" data-title="Sciences%20Astronomie.%20La%20plan%C3%A8te%20Mercure%20a%20perdu%20jusqu%E2%80%99%C3%A0%2023%20km%20de%20diam%C3%A8tre%20depuis%20sa%20formation" data-url="https%3A%2F%2Fwww.breizh-info.com%2F2026%2F09%2F15%2F263979%2Fastronomie-la-planete-mercure-a-perdu-jusqua-23-km-de-diametre-depuis-sa-formation%2F">Breizh-info. (2026). <a href="https://www.breizh-info.com/2026/09/15/263979/astronomie-la-planete-mercure-a-perdu-jusqua-23-km-de-diametre-depuis-sa-formation/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Sciences Astronomie. La planète Mercure a perdu jusqu’à 23 km de diamètre depuis sa formation</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/insolito-mercurio-o-menor-planeta-do-sistema-solar-continua-a-encolher.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mudanças no tempo em Portugal no final de setembro: a corrente de jato polar pode ondular e varrer o verão]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-no-final-de-setembro-a-corrente-de-jato-polar-pode-ondular-e-varrer-o-verao.html</link><pubDate>Sun, 20 Sep 2026 17:21:40 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O verão poderá finalmente perder força nos últimos dias de setembro. Uma ondulação da corrente de jato polar favorecerá a chegada de ar mais fresco a Portugal, enquanto uma frente fria poderá aproximar-se no final do mês.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbajguu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbajguu.jpg" id="xbajguu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os últimos dias de setembro poderão trazer uma mudança importante no padrão meteorológico em Portugal. Depois de um período marcado por temperaturas elevadas e grande estabilidade, <strong>a corrente de jato polar deverá apresentar uma ondulação pronunciada no Atlântico Norte</strong>, favorecendo a aproximação de massas de ar mais fresco às latitudes portuguesas.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>De acordo com as atuais projeções do modelo ECMWF, esta alteração começará a desenhar-se nos próximos dias, embora os seus efeitos à superfície devam surgir de forma gradual.</p><h2>As depressões atlânticas continuam afastadas de Portugal</h2><p>Na quarta-feira, dia 24, o Atlântico Norte já apresentará uma atividade depressionária bastante mais evidente. Uma depressão profunda deverá organizar-se a oeste das Ilhas Britânicas, acompanhada por uma extensa frente fria e por ventos fortes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-no-final-de-setembro-a-corrente-de-jato-polar-pode-ondular-e-varrer-o-verao-1789907346380.jpg" data-image="8b8ahpjjhpj4" alt="Pressão atmosférica e chuva" title="Pressão atmosférica e chuva"><figcaption>Uma profunda depressão organiza-se no Atlântico Norte, acompanhada por uma extensa frente fria. Portugal permanece, contudo, protegido pelas altas pressões, que dificultam a progressão da instabilidade para a Península Ibérica.</figcaption></figure><p>Apesar da dimensão deste sistema, <strong>Portugal deverá continuar protegido pela influência de uma área de altas pressões</strong>, que funcionará como um bloqueio à progressão da instabilidade para a Península Ibérica.</p><p>Assim, apesar de o Atlântico começar a mostrar sinais cada vez mais típicos da transição para o outono, o território continental deverá permanecer, nesta fase, afastado da precipitação associada às grandes depressões.</p><h2>Sexta-feira: o jato polar começa a ondular perto de Portugal</h2><p>Uma das alterações mais interessantes deverá ocorrer por volta de sexta-feira, dia 25. A cerca de 9 a 10 quilómetros de altitude, os mapas da Meteored mostram a <strong>corrente de jato polar bastante ondulada sobre o Atlântico Norte</strong>, descendo para latitudes relativamente próximas da Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-no-final-de-setembro-a-corrente-de-jato-polar-pode-ondular-e-varrer-o-verao-1789907404361.jpg" data-image="h6vrv8fij9h3" alt="Vento a 300 hPa" title="Vento a 300 hPa"><figcaption>A corrente de jato polar apresenta uma ondulação muito pronunciada no Atlântico Norte e aproxima-se das latitudes da Península Ibérica. Esta configuração favorecerá o transporte de massas de ar mais fresco para sul nos dias seguintes.</figcaption></figure><p><strong>A corrente de jato é uma faixa de ventos muito intensos nas camadas superiores da troposfera</strong> e desempenha um papel fundamental na circulação atmosférica das latitudes médias. Quando apresenta ondulações pronunciadas, pode facilitar trocas de massas de ar entre latitudes muito diferentes.</p><p>Neste caso, a configuração prevista poderá favorecer a descida de <strong>ar mais fresco proveniente de norte</strong>, contribuindo para colocar um ponto final no ambiente de verão que tem persistido em Portugal.</p><p>Contudo, esta mudança não deverá acontecer de um dia para o outro. A alteração da circulação em altitude precede frequentemente os seus efeitos mais evidentes junto à superfície, pelo que<strong> o arrefecimento deverá tornar-se mais claro nos dias seguintes.</strong></p><h2>No fim de semana o calor perde força</h2><p>Por volta de domingo, dia 28, esta mudança já deverá ser bastante mais percetível. O mapa da temperatura e geopotencial a 700 hPa, aproximadamente 3000 metros de altitude, mostra Portugal a deixar de estar sob a influência direta de uma massa de ar muito quente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-no-final-de-setembro-a-corrente-de-jato-polar-pode-ondular-e-varrer-o-verao-1789907529988.jpg" data-image="qp04rdeosp9i" alt="Temperatura e geopotencial a 700 hPa" title="Temperatura e geopotencial a 700 hPa"><figcaption>Por volta de dia 28, Portugal deverá deixar de estar sob a influência da massa de ar muito quente dos dias anteriores. A entrada de ar mais fresco em altitude deverá traduzir-se numa descida das temperaturas à superfície.</figcaption></figure><p>Em seu lugar deverá instalar-se <strong>uma massa de ar mais fresca</strong>, traduzindo-se numa descida das temperaturas à superfície e num ambiente mais ameno. Depois de vários episódios de calor anómalo durante setembro, esta poderá ser uma das mudanças mais significativas do final do mês.</p><p>Não significa necessariamente a chegada imediata de chuva generalizada. Numa primeira fase, <strong>a principal alteração poderá ser sobretudo térmica</strong>.</p><h2>E a chuva? Atenções viradas para o dia 30</h2><p>É precisamente nos últimos dias de setembro que surge outro cenário interessante. A projeção do ECMWF para as 00h de quarta-feira, dia 30, mostra <strong>uma grande depressão no Atlântico Norte</strong>, com precipitação e vento forte a afetarem sobretudo as latitudes mais setentrionais da Europa. Associada a este sistema surge uma extensa frenteativa de chuva que se prolonga para sul no Atlântico e fica relativamente próxima de Portugal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-no-final-de-setembro-a-corrente-de-jato-polar-pode-ondular-e-varrer-o-verao-1789907599344.jpg" data-image="73hbhkgg0iap" alt="Pressão atmosférica e chuva" title="Pressão atmosférica e chuva"><figcaption>Uma extensa frente fria associada a uma profunda depressão no Atlântico Norte surge muito próxima de Portugal na projeção do ECMWF. Ainda é cedo para confirmar a chegada da chuva, pelo que as próximas atualizações serão determinantes.</figcaption></figure><p>Por enquanto, <strong>é demasiado cedo para confirmar que esta frente chegará ao território continental</strong>. A esta distância temporal, pequenas alterações na posição da depressão e das altas pressões podem determinar se a chuva avança sobre Portugal ou permanece sobre o oceano.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789572" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-outono-chega-esta-semana-a-portugal-mas-o-verao-vai-resistir-nestas-regioes-eis-a-previsao-ate-sexta-feira.html" title="O outono chega esta semana a Portugal, mas o verão vai resistir nestas regiões: eis a previsão até sexta-feira">O outono chega esta semana a Portugal, mas o verão vai resistir nestas regiões: eis a previsão até sexta-feira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-outono-chega-esta-semana-a-portugal-mas-o-verao-vai-resistir-nestas-regioes-eis-a-previsao-ate-sexta-feira.html" title="O outono chega esta semana a Portugal, mas o verão vai resistir nestas regiões: eis a previsão até sexta-feira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-outono-chega-esta-semana-a-portugal-mas-o-verao-vai-resistir-nestas-regioes-eis-a-previsao-ate-sexta-feira-1789898712987_320.jpg" alt="O outono chega esta semana a Portugal, mas o verão vai resistir nestas regiões: eis a previsão até sexta-feira"></a></article></aside><p>As próximas atualizações dos modelos serão, por isso, fundamentais. O que parece ganhar consistência é a <strong>mudança do padrão térmico.</strong> Depois de um mês com vários episódios de calor, a atmosfera poderá finalmente começar a apresentar sinais mais claros de outono.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-no-final-de-setembro-a-corrente-de-jato-polar-pode-ondular-e-varrer-o-verao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O outono chega esta semana a Portugal, mas o verão vai resistir nestas regiões: eis a previsão até sexta-feira]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-outono-chega-esta-semana-a-portugal-mas-o-verao-vai-resistir-nestas-regioes-eis-a-previsao-ate-sexta-feira.html</link><pubDate>Sun, 20 Sep 2026 17:13:58 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O outono astronómico chega esta semana a Portugal, mas o verão resiste em algumas regiões. Enquanto as temperaturas descem no litoral, o calor deverá persistir no interior, com valores muito acima do habitual até sexta-feira.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbaiicy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbaiicy.jpg" id="xbaiicy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O outono astronómico começa esta semana, mas a mudança de estação não trará de imediato temperaturas típicas da época a Portugal Continental. O calor continuará nos próximos dias, antes de uma descida evidente junto ao litoral ocidental. <strong>O contraste térmico entre a faixa costeira e o interior deverá acentuar-se progressivamente até sexta-feira</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.<br></div><p>A circulação atmosférica sobre a Península Ibérica explica a persistência deste cenário. <strong>As temperaturas elevadas em altitude e a estabilidade atmosférica continuarão a favorecer máximas elevadas à superfície</strong>. A alteração da circulação e o reforço da influência atlântica permitirão depois a entrada de ar mais fresco pelo litoral, enquanto o interior permanecerá sob uma massa de ar mais quente.</p><h2>O calor persiste com temperaturas muito acima do habitual</h2><p>Esta segunda-feira, o calor mantém-se generalizado, com temperaturas mais elevadas no Centro e Sul. <strong>Coimbra e Santarém poderão atingir 36 ºC, Évora 34 ºC e Castelo Branco, Portalegre e Beja cerca de 33 ºC</strong>. Este cenário mantém vários distritos sob aviso amarelo do IPMA devido às temperaturas máximas elevadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-outono-chega-esta-semana-a-portugal-mas-o-verao-vai-resistir-nestas-regioes-eis-a-previsao-ate-sexta-feira-1789898712987.jpg" data-image="cjnwne08bb6b"><figcaption>O início da semana deverá ser marcado por temperaturas muito elevadas, mantendo um cenário ainda claramente de verão à entrada do outono. Coimbra e Santarém poderão atingir 36 ºC, com máximas acima dos 30 ºC em grande parte do território.</figcaption></figure><p>Embora as temperaturas mais elevadas se concentrem no Centro e Sul, será sobretudo no Norte e Centro que mais se afastarão do habitual. Durante a tarde, <strong>as anomalias poderão atingir +12 ºC em Viseu, +11 ºC em Braga e Leiria e cerca de +10 ºC no Porto, Vila Real e Santarém</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-outono-chega-esta-semana-a-portugal-mas-o-verao-vai-resistir-nestas-regioes-eis-a-previsao-ate-sexta-feira-1789898727663.jpg" data-image="wm6cuuc8a11l"><figcaption>A persistência do calor traduz-se num afastamento muito significativo face aos valores habituais para esta altura do ano. As maiores anomalias deverão concentrar-se no Norte e Centro, atingindo +13 ºC em Viseu e cerca de +10 a +11 ºC em várias localidades.</figcaption></figure><p>Na terça-feira, o calor deverá persistir, com máximas de 36 ºC em Castelo Branco, Santarém e Évora e 35 ºC em Coimbra, Portalegre e Beja. <strong>Viseu poderá ficar 13 ºC acima do habitual, enquanto Braga, Vila Real e Santarém deverão registar anomalias próximas de +11 ºC</strong>.</p><h2>Temperaturas descem no litoral, mas o calor mantém-se no interior</h2><p>A partir de quarta-feira, as temperaturas descem no litoral Norte e Centro, enquanto o calor persiste no interior. <strong>Porto e Aveiro poderão registar 22 ºC e 20 ºC, contrastando com máximas de 35 a 36 ºC em Santarém, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-outono-chega-esta-semana-a-portugal-mas-o-verao-vai-resistir-nestas-regioes-eis-a-previsao-ate-sexta-feira-1789898752466.jpg" data-image="fl2xe724jz3w"><figcaption>No final da semana, a descida das temperaturas deverá ser já evidente no litoral Norte e Centro, acentuando o contraste com o interior, onde o calor persiste. Porto e Aveiro poderão rondar 20 ºC, enquanto Castelo Branco, Évora e Beja ainda deverão superar os 30 ºC.</figcaption></figure><p><strong>Nos dias seguintes, a descida deverá estender-se a outras áreas do litoral e Centro, acentuando o contraste com o interior.</strong> Na sexta-feira, Porto poderá registar 20 ºC, Aveiro 19 ºC, Leiria 22 ºC e Coimbra 25 ºC, enquanto Castelo Branco deverá atingir 32 ºC, Évora 33 ºC e Beja 34 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789427" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-comeca-a-proxima-semana-com-temperaturas-ate-13-c-acima-da-media-estas-serao-as-regioes-mais-anomalas.html" title="Portugal começa a próxima semana com temperaturas até 13 ºC acima da média: estas serão as regiões mais anómalas">Portugal começa a próxima semana com temperaturas até 13 ºC acima da média: estas serão as regiões mais anómalas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-comeca-a-proxima-semana-com-temperaturas-ate-13-c-acima-da-media-estas-serao-as-regioes-mais-anomalas.html" title="Portugal começa a próxima semana com temperaturas até 13 ºC acima da média: estas serão as regiões mais anómalas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-comeca-a-proxima-semana-com-temperaturas-ate-13-c-acima-da-media-estas-serao-as-regioes-mais-anomalas-1789776704325_320.jpg" alt="Portugal começa a próxima semana com temperaturas até 13 ºC acima da média: estas serão as regiões mais anómalas"></a></article></aside><p>Este contraste será também evidente nas anomalias térmicas. No litoral Norte e Centro, as temperaturas deverão aproximar-se dos valores habituais, ficando localmente abaixo da média. No interior, <strong>Bragança e Guarda poderão permanecer 9 ºC acima do habitual na sexta-feira, enquanto Castelo Branco e Beja deverão registar anomalias próximas de +8 ºC</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-outono-chega-esta-semana-a-portugal-mas-o-verao-vai-resistir-nestas-regioes-eis-a-previsao-ate-sexta-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O fenómeno El Niño altera o seu consumo de peixe: o impacto no mercado desencadeia volatilidade nos preços]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-fenomeno-el-nino-altera-o-seu-consumo-de-peixe-o-impacto-no-mercado-desencadeia-volatilidade-nos-precos.html</link><pubDate>Sun, 20 Sep 2026 10:15:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Quando se ouve falar de El Niño, pensa-se em chuvas no Peru, secas na Austrália ou algum fenómeno distante. Mas o seu impacto real está muito mais perto de casa, e acaba-se por percebê-lo no mercado.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-influye-el-nino-en-el-consumo-de-pescado-el-fenomeno-climatico-que-cambia-lo-que-comes-y-lo-que-pagas-1789640143028.png" data-image="d916ju0d0qyz" alt="El nino" title="El nino"><figcaption>O fenómeno El Niño reduz a disponibilidade de alimentos e altera os padrões de migração dos peixes, impactando o que compramos e o que comemos.</figcaption></figure><p>Há um fenómeno a ocorrer no Oceano Pacífico que afeta diretamente a disponibilidade de peixes, os seus habitats, preços e a forma como chegam ao mercado.<strong> El Niño é uma fase do sistema climático conhecido como ENSO</strong> (El Niño-Oscilação Sul), <strong>que consiste num aquecimento anó</strong><strong>malo do Oceano Pacífico equatorial</strong>.</p><p>Esse aquecimento enfraquece os ventos alísios e reduz a ressurgência de <strong>águas frias e ricas em nutrientes, que são a base da produtividade marinha</strong>. Sem esse influxo, o fitoplâncton diminui, interrompendo toda a cadeia alimentar. <strong>Isto significa que menos nutrientes significam menos plâncton, menos plâncton significam menos peixes</strong> e menos peixes significam mudanças em todo o sistema pesqueiro global.</p><h2>A criança muda tudo</h2><p>Não devemos pensar que o El Niño simplesmente causa escassez. Na realidade, o que acontece é uma redistribuição do ecossistema marinho. <strong>Algumas espécies desaparecem das suas áreas habituais, outras migram para águas mais frias ou profundas</strong>, e outras ainda alteram a sua abundância dependendo da região. O sistema não pára, mas reorganiza-se.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr"> El Niños impacts dont stop at one sector.<br><br> Fisheries shift<br> Agriculture faces drought<br> Water supplies come under pressure<br> Shipping faces disruption<br><br> One climate pattern can link to multiple interconnected risks.<br><br>️<a href="https://t.co/ihGiVA6EA0">https://t.co/ihGiVA6EA0</a> <a href="https://t.co/wli7bc1KvE">pic.twitter.com/wli7bc1KvE</a></p>— UNDRR (@UNDRR) <a href="https://x.com/UNDRR/status/2100193003272810534?ref_src=twsrc%5Etfw">September 16, 2026</a></blockquote></figure><p><span style="letter-spacing: 0.03em;"></span>Portanto, <strong>o impacto no consumo não se resume apenas à quantidade de peixe disponível</strong>, mas também à sua localização e às condições em que chega ao mercado.<span style="letter-spacing: 0.03em;"></span></p><h2>Dois peixes a sofrer o impacto</h2><p>A anchova peruana é o exemplo mais claro. Ela depende diretamente das águas frias e ricas em nutrientes da Corrente de Humboldt, portanto, com o El Niño, a sua disponibilidade diminui significativamente, fazendo com que ela se desloque para maiores profundidades e para áreas menos acessíveis à pesca.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-influye-el-nino-en-el-consumo-de-pescado-el-fenomeno-climatico-que-cambia-lo-que-comes-y-lo-que-pagas-1789640204633.png" data-image="uoefwgfakygv" alt="El nino" title="El nino"><figcaption>As anchovas peruanas, essenciais para a alimentação na aquicultura, são as que mais sofrem com o impacto do El Niño, afetando diversos setores.</figcaption></figure><p>É a espécie mais importante do mundo em termos de volume de pesca e a base de algo fundamental: <strong>a farinha e o óleo de peixe</strong>. Portanto, isso afeta não apenas a pesca direta, mas toda a cadeia industrial, especialmente na aquicultura, onde essa farinha de peixe é crucial.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/super-el-nino-entra-na-categoria-muito-forte-ao-alcancar-2-c.html" title="Super El Niño entra na categoria “muito forte” ao alcançar +2 °C">Super El Niño entra na categoria “muito forte” ao alcançar +2 °C</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/super-el-nino-entra-na-categoria-muito-forte-ao-alcancar-2-c.html" title="Super El Niño entra na categoria “muito forte” ao alcançar +2 °C"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-entra-na-categoria-muito-forte-ao-alcancar-2-c-1789386525748_320.png" alt="Super El Niño entra na categoria “muito forte” ao alcançar +2 °C"></a></article></aside><p>Os atuns também são afetados, embora de forma diferente. Eles não estão a desaparecer, <strong>mas o aumento da temperatura está a fazer com que mudem as suas rotas migratórias</strong>, deslocando-se para outras áreas ou para maiores profundidades. Isso complica a sua captura e leva a uma maior variabilidade na oferta e nos preços.</p><h2>A mudança que altera o mercado</h2><p>Quando o oceano muda, o mercado muda. Menos estabilidade nas capturas gera volatilidade de preços, dependência de importações e substituição de espécies.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-influye-el-nino-en-el-consumo-de-pescado-el-fenomeno-climatico-que-cambia-lo-que-comes-y-lo-que-pagas-1789639980251.png" data-image="2bf0m3broj1m" alt="El nino" title="El nino"><figcaption>Quase não notamos, mas o mercado mudou.</figcaption></figure><p>No entanto,<strong> os consumidores raramente associam isso ao clima ou ao tempo</strong>. Eles percebem como um aumento de preço ou a ausência de um produto regular.</p><p>Mas a origem é outra: <strong>o clima está a condicionar a economia alimentar </strong>sem que isso seja percebido diretamente.</p><h2>Adaptação da indústria</h2><p>Os peixes nem sempre são iguais.<strong> A sua composição depende do ambiente em que vivem, assim como acontece com todos os animais</strong>. Em ambientes quentes, eles têm menos gordura porque não precisam de se proteger do frio, e vice-versa.</p><p>Quando o El Niño altera esse ambiente,<strong> aspetos como o teor de gordura que mencionamos mudam</strong>, assim como a textura e o tamanho. Isso força a indústria a adaptar processos, ajustar formulações e trabalhar com uma matéria-prima mais variável.</p><p>Na prática, <strong>isso significa que o clima afeta não apenas a quantidade disponível</strong>, mas também<strong> a qualidade tecnológica do produto</strong>.</p><h3>O consumidor: adapta-se sem se dar conta disso</h3><p>Visto de fora, parece que tudo está igual. Mas não está.</p><p>Os consumidores mudam sem se darem conta: escolhem espécies diferentes, pagam mais ou, em alguns casos, reduzem o consumo. <strong>São ajustes silenciosos que respondem ao que o sistema permite em determinado momento</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr"> El Niño no solo cambia el clima, transforma el mar y la <a href="https://x.com/hashtag/ppp?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#ppp</a>:<br><br>Ciclo de vida: El calor altera la reproducción y el crecimiento de las especies.<br><br>Ecosistema: Caen los nutrientes y escasea el alimento.<br><br>Pesca: Exige navegar más lejos y gastar más recursos.<a href="https://x.com/hashtag/ElNi%C3%B1o?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#ElNiño</a> <a href="https://t.co/Z7Kj9w42VJ">pic.twitter.com/Z7Kj9w42VJ</a></p>— IPIAP - Ecuador (@IpiapEcuador) <a href="https://x.com/IpiapEcuador/status/2098492579658465581?ref_src=twsrc%5Etfw">September 11, 2026</a></blockquote></figure><p>Não é uma decisão consciente. É uma adaptação. E não há outra maneira.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-fenomeno-el-nino-altera-o-seu-consumo-de-peixe-o-impacto-no-mercado-desencadeia-volatilidade-nos-precos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sibiu: a cidade dos olhos atentos e do ritmo sereno na Transilvânia]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/sibiu-a-cidade-dos-olhos-atentos-e-do-ritmo-sereno-na-transilvania.html</link><pubDate>Sun, 20 Sep 2026 09:43:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Explorar Sibiu sem apressar o passo: roteiro entre muralhas medievais, museus ao ar livre e aldeias pitorescas. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sibiu-a-cidade-dos-olhos-atentos-e-do-ritmo-sereno-na-transilvania-1789459030848.png" data-image="3mro4s3mput4"><figcaption>A Piața Mică, em frente ao Palácio Brukenthal. Fonte própria.</figcaption></figure><p>Roménia, um país que à primeira vista não é um destino para turismo mas que tem imenso para oferecer. Neste caso localizada no centro da Roménia, em pleno território histórico da Transilvânia, <strong>Sibiu destaca-se pela sua herança saxónica, arquitetura serena e pelas célebres janelas nos telhados </strong>conhecidas como os <strong>"olhos de Sibiu"</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sibiu-a-cidade-dos-olhos-atentos-e-do-ritmo-sereno-na-transilvania-1789458874538.png" data-image="ar5q6974dphf"><figcaption>Os "olhos" de Sibiu. Fonte própria.</figcaption></figure><p>Com uma estrutura urbana harmoniosa e muito fácil de percorrer a pé, a cidade convida a uma exploração pausada sem a necessidade de itinerários complexos. </p><div class="texto-destacado"><strong>Um percurso que arranca naturalmente na Piața Mare, a praça principal que acolhe o antigo município e o prestigiado Palácio Brukenthal. </strong></div><p>A escassos minutos a pé encontra-se a Piața Mică, famosa pelos seus suportais e cafés acolhedores, ligada à emblemática Ponte das Mentiras. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sibiu-a-cidade-dos-olhos-atentos-e-do-ritmo-sereno-na-transilvania-1789458436006.png" data-image="0xzsc17hmpcd"><figcaption>A emblemática Piața Mică, a praça principal. Fonte própria.</figcaption></figure><p>Deste ponto icónico obtêm-se perspetivas marcantes sobre os telhados tradicionais e sobre a Strada Cetății, onde ainda se preservam troços da muralha medieval.</p><h3><strong>Contrastes culturais e a vida noturna local</strong></h3><p>Neste local existem bastante restaurante para degustar a comida típica romena, <strong>poderá ser na Piața Mare como junto à imponente Catedral Ortodoxa da Santíssima Trindade</strong>, cujo interior rico espelha a diversidade cultural da região. <br>Ao anoitecer, artérias como a Strada Turnului ganham vida, oferecendo uma atmosfera tranquila ideal para jantares prolongados ou para desfrutar de música ao vivo em espaços intimistas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sibiu-a-cidade-dos-olhos-atentos-e-do-ritmo-sereno-na-transilvania-1789458954847.png" data-image="dbpgnp1c4qi9"><figcaption>A Catedral Ortodoxa da Santíssima Trindade. Fonte própria.</figcaption></figure><p>Ainda poderá visitar a Catedral Luterana, marco do património saxónico, seguida da subida à Torre do Conselho que neste momento está em restauro para admirar a vista panorâmica sobre o centro histórico.</p><h3><strong>Tradição rural, natureza e despedida gastronómica</strong></h3><p>Poderá também sair do centro para visitar o <strong>Museu ASTRA, um dos maiores museus ao ar livre da Europa</strong>, onde habitações e moinhos tradicionais recriam a vida rural romena num envolvente cenário natural. O itinerário pode estender-se até Rășinari, uma aldeia pitoresca situada no sopé das montanhas Cindrel que preserva a identidade tradicional e acolhe a Casa-Museu do filósofo Emil Cioran. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="744780" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-romenia-esta-a-construir-o-parque-tematico-mais-ambicioso-da-europa-e-nao-e-a-disneyland.html" title="A Roménia está a construir o parque temático mais ambicioso da Europa — e não é a Disneyland">A Roménia está a construir o parque temático mais ambicioso da Europa — e não é a Disneyland</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-romenia-esta-a-construir-o-parque-tematico-mais-ambicioso-da-europa-e-nao-e-a-disneyland.html" title="A Roménia está a construir o parque temático mais ambicioso da Europa — e não é a Disneyland"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-romenia-esta-a-construir-o-parque-tematico-mais-ambicioso-da-europa-e-nao-e-a-disneyland-1766216882727_320.jpg" alt="A Roménia está a construir o parque temático mais ambicioso da Europa — e não é a Disneyland"></a></article></aside><p>E acreditem para além de Sibiu existem imensas vilas e aldeias cheias de história e bastante bonitas, com paisagens espetaculares.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Escribano%2C%20David" data-year="2026" data-title="Qu%C3%A9%20ver%20en%20Sibiu%2C%20la%20ciudad%20rumana%20que%20debes%20visitar%20s%C3%AD%20o%20s%C3%AD" data-url="https%3A%2F%2Fwww.traveler.es%2Farticulos%2Fque-ver-en-sibiu-ciudad-de-rumania">Escribano, David. (2026). <a href="https://www.traveler.es/articulos/que-ver-en-sibiu-ciudad-de-rumania" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Qué ver en Sibiu, la ciudad rumana que debes visitar sí o sí</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/sibiu-a-cidade-dos-olhos-atentos-e-do-ritmo-sereno-na-transilvania.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quando as aves deixam de encontrar o caminho para casa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/quando-as-aves-deixam-de-encontrar-o-caminho-para-casa.html</link><pubDate>Sun, 20 Sep 2026 08:29:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>As aves migratórias enfrentam uma crise sem precedentes, com habitats destruídos, alterações climáticas e rotas cada vez mais perigosas a ameaçarem a sua sobrevivência. Venha saber mais sobre este tema aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-as-aves-deixam-de-encontrar-o-caminho-para-casa-1789339010906.jpg" data-image="3fh0fpuy2xuj" alt="Aves migratórias" title="Aves migratórias"><figcaption>As grandes viagens das aves migratórias estão cada vez mais ameaçadas pela perda de habitats, pelas alterações climáticas e pela degradação das suas rotas naturais.</figcaption></figure><p>Quase metade das espécies de aves migratórias está em declínio, num alerta global que mostra como<strong> a perda de habitats, a agricultura intensiva, a caça e as alterações climáticas </strong>estão a quebrar as rotas que ligam os continentes.</p><p>Todos os anos, milhões de aves <strong>percorrem milhares de quilómetros</strong> entre os locais onde nascem e aqueles onde passam o inverno. Cruzam oceanos, desertos, montanhas e fronteiras, <strong>seguindo rotas utilizadas há milhares de anos</strong>, contudo esta extraordinária viagem está cada vez mais ameaçada.</p><p>De acordo com uma noticia avançada pelo <em>The Guardian</em>, um novo relatório da <em>BirdLife International</em> revela que <strong>45% das espécies de aves migratórias estão atualmente em declínio </strong>e uma em cada nove encontra-se ameaçada de extinção.</p><p>O estudo, apresentado no <em>Global Flyways Summit</em>, em Nairobi, é o <strong>primeiro relatório <em>State of the World’s Birds </em>dedicado exclusivamente às aves migratórias </strong>e às grandes rotas ecológicas de que dependem.</p><h2>Uma viagem com cada vez menos lugares para parar</h2><p>A questão <strong>não está apenas nos locais onde as aves se reproduzem ou passam o inverno</strong>. Ao longo da migração, precisam de uma sucessão de zonas húmidas, florestas, áreas costeiras, campos e outros habitats onde possam descansar e encontrar alimento.</p><div class="texto-destacado"><strong>"As aves migratórias funcionam como “sentinelas”, revelando a crescente pressão sobre os sistemas naturais que também sustentam as sociedades humanas." </strong> De acordo com Stuart Butchart, cientista-chefe da BirdLife International</div><p>Se um destes pontos desaparecer, <strong>toda a viagem pode ficar comprometida</strong>.<br>A transformação de zonas naturais em áreas agrícolas, a intensificação da agricultura, a destruição de zonas húmidas, a poluição, as espécies invasoras e a caça insustentável estão entre as principais ameaças identificadas.</p><p><strong>As alterações climáticas acrescentam uma nova dificuldade</strong>, modificando as temperaturas, disponibilidade de alimento e condições dos habitats ao longo das rotas migratórias.</p><p>As aves marinhas encontram-se entre os grupos mais vulneráveis. Muitas dependem de zonas costeiras e marinhas que estão <strong>sujeitas simultaneamente à pressão humana e às alterações ambientais</strong>.</p><h2>Uma extinção que marca um novo alerta</h2><p>Um dos exemplos mais preocupantes é o do maçarico-de-bico-fino (<em>slender-billed curlew</em>), <strong>oficialmente declarado extinto em 2025</strong>. O último registo confirmado ocorreu numa lagoa de Marrocos, em fevereiro de 1995.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774872" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/foram-descobertas-dezenas-de-novas-especies-animais-em-angola-um-tesouro-de-biodiversidade-ainda-por-explorar.html" title="Foram descobertas dezenas de novas espécies animais em Angola: um tesouro de biodiversidade ainda por explorar">Foram descobertas dezenas de novas espécies animais em Angola: um tesouro de biodiversidade ainda por explorar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/foram-descobertas-dezenas-de-novas-especies-animais-em-angola-um-tesouro-de-biodiversidade-ainda-por-explorar.html" title="Foram descobertas dezenas de novas espécies animais em Angola: um tesouro de biodiversidade ainda por explorar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nuove-specie-animali-scoperte-in-angola-un-tesoro-di-biodiversita-ancora-inesplorato-1780583702214_320.jpg" alt="Foram descobertas dezenas de novas espécies animais em Angola: um tesouro de biodiversidade ainda por explorar"></a></article></aside><p>A sua perda representa um acontecimento particularmente simbólico, pois foi a <strong>primeira extinção global de uma ave registada na Eurásia continental e em África nos últimos séculos.</strong> Outras seis espécies migratórias terão também desaparecido ou são consideradas provavelmente extintas nos últimos 150 anos.</p><p>O desaparecimento de uma espécie migratória não acontece necessariamente num único país. Pode resultar da <strong>acumulação de problemas em diferentes pontos da sua viagem</strong>, tornando a conservação especialmente complexa.</p><h2>A natureza não conhece fronteiras</h2><p>Uma das principais conclusões do relatório é que <strong>não basta proteger uma espécie num único território</strong>. Uma ave que nasce no norte da Europa pode passar o inverno em África e atravessar vários países durante a sua migração. Proteger apenas o local de reprodução <strong>significa deixar desprotegida grande parte do seu ciclo de vida</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-as-aves-deixam-de-encontrar-o-caminho-para-casa-1789339034676.jpg" data-image="d1hsuod5pyvw" alt="Maçarico-de-bico-fino" title="Maçarico-de-bico-fino"><figcaption>O maçarico-de-bico-fino tornou-se um símbolo da crise das aves migratórias uma vez que foi declarado extinto em 2025. Fonte:Wild beim wild</figcaption></figure><p>Uma revisão publicada na <em>Nature Reviews Biodiversity</em> reforça esta preocupação. O estudo estima que mais de metade das espécies migratórias analisadas <strong>apresenta populações em declínio </strong>e defende uma conservação que considere todo o ciclo anual das aves, desde os locais de reprodução às zonas de invernada e aos pontos de paragem.</p><p>É por isso que ganha importância o conceito de <em>flyway</em>, ou rota migratória, uma enorme <strong>rede de habitats interligados que permite às aves completar a sua viagem</strong>.</p><h2>Ainda há motivos para esperança</h2><p>Apesar dos números preocupantes, o relatório não apresenta apenas perdas. Existem exemplos concretos de <strong>recuperação quando diferentes países trabalham em conjunto</strong>.</p><p>A <strong>remoção de espécies invasoras</strong> em ilhas australianas e a <strong>recuperação de zonas húmidas</strong> na China e no Reino Unido demonstram que os habitats podem recuperar e que as populações de aves podem responder positivamente a medidas de conservação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="656107" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/primavera-portuguesa-caracterizada-pelo-declinio-de-aves-migratorias-biodiversidade.html" title="Primavera portuguesa caracterizada pelo declínio de aves migratórias ">Primavera portuguesa caracterizada pelo declínio de aves migratórias </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/primavera-portuguesa-caracterizada-pelo-declinio-de-aves-migratorias-biodiversidade.html" title="Primavera portuguesa caracterizada pelo declínio de aves migratórias "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/primavera-portuguesa-caracterizada-pelo-declinio-de-aves-migratorias-1715537363474_320.jpg" alt="Primavera portuguesa caracterizada pelo declínio de aves migratórias "></a></article></aside><p>No caso do abutre-do-egito, ações coordenadas em vários países <strong>ajudaram a travar o declínio da população reprodutora dos Balcãs</strong>. Em Nairobi, governos, cientistas, organizações ambientais e instituições financeiras assinaram a <em>Nairobi Flyways Declaration</em>, comprometendo-se a reforçar a cooperação internacional.</p><p>Desde 2021, os bancos multilaterais de desenvolvimento <strong>mobilizaram mais de 6 mil milhões de dólares para projetos relacionados com a conservação das rotas migratórias</strong>.</p><h2>Proteger as aves é proteger os ecossistemas</h2><p>As aves migratórias <strong>desempenham funções essenciais nos ecossistemas</strong>, transportam sementes, ajudam a controlar populações de insetos e fazem parte de complexas cadeias alimentares.</p><p>A sua diminuição é, por isso, <strong>mais do que uma questão de biodiversidade</strong>, é também um sinal de que os ambientes de que dependem estão sob pressão.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Patrick%20Barkham" data-year="2026" data-title="One%20in%20nine%20migratory%20birds%20threatened%20with%20extinction%2C%20global%20report%20says" data-url="https%3A%2F%2Fwww.theguardian.com%2Fenvironment%2F2026%2Fsep%2F11%2Fmigratory-birds-species-threatened-extinction-decline-global-report%3Futm_source%3Dchatgpt.com">Patrick Barkham. (2026). <a href="https://www.theguardian.com/environment/2026/sep/11/migratory-birds-species-threatened-extinction-decline-global-report?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">One in nine migratory birds threatened with extinction, global report says</a>.</cite><br><cite data-author="Peter%20P.%20Marra%2C%20Nathan%20W.%20Cooper%2C%20Scott%20R.%20Loss%2C%20David%20Hunter%2C%20Esmeralda%20Bravo%20Hern%C3%A1ndez%2C%20Geoffroy%20Citegetse%2C%20Chris%20M.%20Hewson%2C%20Alex%20E.%20Jahn%2C%20Victoria%20R.%20Jones%2C%20Paul%20Kariuki%20Ndang%E2%80%99ang%E2%80%99a%2C%20Luke%20Ozsanlav-Harris%2C%20Kenneth%20V.%20Rosenberg%2C%20Juliet%20A.%20Vickery%2C%20Ashwin%20Viswanathan%20%26%20Ding%20Li%20Yong" data-year="2026" data-title="Status%2C%20threats%20and%20conservation%20of%20Earth%E2%80%99s%20migratory%20birds" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs44358-026-00177-7%3Futm_source">Peter P. Marra, Nathan W. Cooper, Scott R. Loss, David Hunter, Esmeralda Bravo Hernández, Geoffroy Citegetse, Chris M. Hewson, Alex E. Jahn, Victoria R. Jones, Paul Kariuki Ndang’ang’a, Luke Ozsanlav-Harris, Kenneth V. Rosenberg, Juliet A. Vickery, Ashwin Viswanathan & Ding Li Yong. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s44358-026-00177-7?utm_source" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Status, threats and conservation of Earth’s migratory birds</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/quando-as-aves-deixam-de-encontrar-o-caminho-para-casa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Relatório da ONU apresenta os benefícios que existem ao combater as alterações climáticas e a poluição, em conjunto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/relatorio-da-onu-apresenta-os-beneficios-que-existem-ao-combater-as-alteracoes-climaticas-e-a-poluicao-em-conjunto.html</link><pubDate>Sun, 20 Sep 2026 07:52:39 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O mundo entrou numa nova fase de desafios planetários e económicos. Ultrapassar 1,5 <sup>º</sup>C de aquecimento global é hoje considerado inevitável e os governos enfrentam custos económicos crescentes decorrentes das alterações climáticas e da poluição atmosférica em simultâneo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/relatorio-da-onu-apresenta-os-beneficios-que-existem-ao-combater-as-alteracoes-climaticas-e-a-poluicao-em-conjunto-1789513645372.jpg" data-image="a5w3i7mu9rgo" alt="Emissões" title="Emissões"><figcaption>As alterações climáticas e a poluição atmosférica estão interligadas.</figcaption></figure><p>Um relatório das Nações Unidas, UN, publicado no dia 7 de setembro, aborda o ganho económico em combater as alterações climáticas e a poluição atmosférica em conjunto.</p><h2>Alterações climáticas e poluição devem ser combatidas em conjunto</h2><p>O mais recente relatório,<em> “Ativos ocultos: A justificação económica e de saúde para a ação climática e o ar limpo”</em> do Programa Avaliação Económica Global da Ação Integrada para o Clima e o Ar Limpo das Nações Unidas para o Ambiente (UNEP) e da Coligação para o Clima e o Ar Limpo (CCAC) <strong>apresenta o panorama económico mais abrangente até à data sobre os benefícios de se enfrentar as duas questões, alterações climáticas e poluição, em conjunto</strong>.</p><p>Embora tratemos frequentemente as alterações climáticas e a poluição atmosférica como questões distintas, a realidade é que estão intimamente interligadas. </p><p>As suas causas sobrepõem-se largamente, desde a queima de combustíveis fósseis a certas práticas agrícolas, e diversos poluentes contribuem tanto para o aquecimento global como para a má qualidade do ar. As <strong>duas situações têm também efeitos cumulativos e nefastos na saúde humana</strong>, nos ecossistemas e nas economias.</p><p>O relatório avalia, além de outros fatores, os impactos da poluição na saúde, que tradicionalmente têm sido subestimados, bem como os benefícios perdidos quando a ação é adiada.</p><div class="texto-destacado">No relatório destaca-se a importância da ação coordenada. O aumento da poluição causada por incêndios florestais e ondas de calor ameaça prejudicar os esforços globais para melhorar a qualidade do ar.</div><p>Durante demasiado tempo tratou-se a ação climática como um custo a gerir e a poluição atmosférica como o resultado infeliz do desenvolvimento. No entanto, este relatório mostra o contrário: <strong>o ar limpo é um fator essencial para o desenvolvimento, a saúde, a segurança alimentar e energética e a estabilidade climática.</strong></p><p>Reduzir a poluição atmosférica protege a saúde, aumenta a produtividade e constrói sociedades mais resilientes e prósperas, enquanto que acelerar a transição para longe dos combustíveis fósseis é uma das formas mais rápidas e eficazes de limpar o ar e, ao mesmo tempo, combater a crise climática.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O relatório conclui que a ação integrada para o clima e o ar limpo é um dos investimentos de maior retorno disponíveis para os governos atualmente.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Foi revelado no relatório que combater a poluição do ar e as alterações climáticas em conjunto <strong>pode salvar milhões de vidas, reduzir o aquecimento global e gerar aproximadamente 15 dólares em benefícios económicos por cada 1 dólar investido</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="722402" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-fumo-dos-incendios-afeta-gravemente-a-qualidade-do-ar-e-e-uma-ameaca-a-saude-respiratoria-conheca-os-seus-impactos.html" title="O fumo dos incêndios afeta gravemente a qualidade do ar e é uma ameaça à saúde respiratória: conheça os seus impactos">O fumo dos incêndios afeta gravemente a qualidade do ar e é uma ameaça à saúde respiratória: conheça os seus impactos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-fumo-dos-incendios-afeta-gravemente-a-qualidade-do-ar-e-e-uma-ameaca-a-saude-respiratoria-conheca-os-seus-impactos.html" title="O fumo dos incêndios afeta gravemente a qualidade do ar e é uma ameaça à saúde respiratória: conheça os seus impactos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-impacto-do-fumo-dos-incendios-na-saude-respiratoria-1753911574974_320.jpg" alt="O fumo dos incêndios afeta gravemente a qualidade do ar e é uma ameaça à saúde respiratória: conheça os seus impactos"></a></article></aside><p>Neste relatório mostra-se como, através de 25 medidas comprovadas e reformas política, a ação coordenada pode melhorar a saúde pública, fortalecer as economias e acelerar o progresso em direção às metas climáticas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/relatorio-da-onu-apresenta-os-beneficios-que-existem-ao-combater-as-alteracoes-climaticas-e-a-poluicao-em-conjunto-1789513991957.jpg" data-image="131noy8cxo6r" alt="Energia renovável" title="Energia renovável"><figcaption>Uma das 25 medidas referidas no relatório passa pelo recurso às energias renováveis </figcaption></figure><p>Estas medidas abordam todos os gases com efeito de estufa, desde o dióxido de carbono aos superpoluentes como o metano e o carbono negro. As <strong>soluções variam desde a transição para as energias renováveis na geração de energia e nos transportes até à redução das emissões de metano</strong> provenientes dos combustíveis fósseis, da agricultura e dos resíduos, bem como à melhoria da eficiência energética na indústria, nas habitações e nos veículos.</p><h2>Benefícios do investimento no combate conjunto às alterações climáticas e à poluição</h2><p>O relatório estima que os benefícios anuais da implementação das 25 medidas seriam equivalentes a 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB) global em 2035, 4,5% em 2050 e 11,4% em 2100.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/relatorio-da-onu-apresenta-os-beneficios-que-existem-ao-combater-as-alteracoes-climaticas-e-a-poluicao-em-conjunto-1789514166256.jpg" data-image="9ldaswsfss8n" alt="Poluição" title="Poluição"><figcaption>Em 2025, a exposição à poluição atmosférica exterior provocada pelo homem esteve associada a 6,4 milhões de mortes prematuras em todo o mundo</figcaption></figure><p>Em comparação, os subsídios explícitos aos combustíveis fósseis representaram 2,18% do PIB global em 2022, enquanto as despesas com a saúde atingiram os 9,3% em 2023.</p><div class="texto-destacado">A implementação completa das 25 soluções poderia evitar 60% a 70% do impacto anual da poluição atmosférica na saúde e sustentar estes ganhos ao longo do século e evitar um aquecimento de aproximadamente 0,34°C até 2050 e de cerca de 1,4°C até 2100.</div><p>Os riscos para a saúde são graves. O relatório estima que, em 2025, a exposição à poluição atmosférica exterior provocada pelo homem, incluindo partículas finas (PM2,5) e ozono, <strong>esteve associada a 6,4 milhões de mortes prematuras em todo o mundo.</strong></p><p>A poluição atmosférica doméstica esteve associada a mais dois milhões de mortes prematuras, incluindo cerca de 300 mil crianças.</p><div class="texto-destacado">O relatório examina também o impacto económico mais amplo das doenças. Em 2025, a poluição atmosférica exterior contribuiu para 5,5 milhões de novos casos de asma infantil, dois milhões de novos casos de demência e milhões de casos de ataque cardíaco, doença pulmonar, diabetes, AVC e cancro do pulmão.</div><p>Até 2050, a implementação completa das 25 medidas <strong>poderá prevenir cumulativamente 144 milhões de mortes prematuras relacionadas com a poluição atmosférica,</strong> incluindo 96 milhões apenas devido à poluição atmosférica ambiente, bem como centenas de milhões de casos de doenças crónicas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="UNEP%20e%20CCAC" data-year="2026" data-title="Ativos%20ocultos%3A%20A%20justifica%C3%A7%C3%A3o%20econ%C3%B3mica%20e%20de%20sa%C3%BAde%20para%20a%20a%C3%A7%C3%A3o%20clim%C3%A1tica%20e%20o%20ar%20limpo" data-url="https%3A%2F%2Fwedocs.unep.org%2Fitems%2F7199c3ce-6bb2-4bbb-a579-305b804c4922">UNEP e CCAC. (2026). <a href="https://wedocs.unep.org/items/7199c3ce-6bb2-4bbb-a579-305b804c4922" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Ativos ocultos: A justificação económica e de saúde para a ação climática e o ar limpo</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/relatorio-da-onu-apresenta-os-beneficios-que-existem-ao-combater-as-alteracoes-climaticas-e-a-poluicao-em-conjunto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Criadores da Guarda querem ver reconhecida a cabra jarmelista como raça autóctone]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/criadores-da-guarda-querem-ver-reconhecida-a-cabra-jarmelista-como-raca-autoctone.html</link><pubDate>Sat, 19 Sep 2026 11:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Associação local avança com trabalho técnico para garantir proteção oficial a uma linhagem caprina rara, resistente e ligada há gerações às serras da Beira Interior.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/criadores-da-guarda-querem-ver-reconhecida-a-cabra-jarmelista-como-raca-autoctone-1788356135815.jpg" data-image="du4km4mf7sz0" alt="Cabras jarmelistas" title="Cabras jarmelistas"><figcaption>O reconhecimento como raça pura pode dar aos criadores acesso a programas de conservação essenciais à sobrevivência da cabra jarmelista. Foto: Acriguarda</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Nas terras altas e frias do <strong>Jarmelo</strong>, onde o inverno condiciona a paisagem e a agricultura se faz de resistência, sobrevive uma das <strong>raças caprinas</strong> mais singulares do país. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A cabra jarmelista, de pelagem castanha e quase sempre sem cornos, é hoje guardada como um tesouro genético por um grupo de criadores que luta para que seja formalmente reconhecida como raça autóctone. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>À frente desse esforço está a <strong>Associação de Criadores de Ruminantes da Guarda (Acriguarda)</strong>, que considera que chegou o momento de transformar um ecótipo em raça pura, com identidade própria e proteção oficial.</p><h2>Travar o declínio de uma espécie em risco</h2><p>O reconhecimento não é apenas simbólico. Para os criadores, significa acesso a incentivos, apoio técnico e programas de conservação que poderão garantir a sobrevivência de uma população que não vai além de <strong>1.500 animais</strong>. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Num contexto em que raças exóticas, mais produtivas, dominam o mercado, a jarmelista corre o risco de desaparecer. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>É preciso compensar, portanto, quem protege este <strong>património genético</strong>, que não é só português, mas que enriquece também a biodiversidade global, defendem os criadores.</p><h2>Uma raça nascida na montanha</h2><p>A jarmelista é atualmente classificada como ecótipo da <strong>raça serrana</strong>, mas a sua história revela uma evolução própria. Descende dos <strong>caprinos selvagens</strong> que habitavam a Península Ibérica e, ao longo de séculos, foi-se adaptando às condições extremas da <strong>Beira Interior</strong>. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O seu berço é o Jarmelo, no concelho da Guarda, onde a seleção natural privilegiou a rusticidade, a resistência ao frio e a capacidade de aproveitar a vegetação arbustiva das serras, como a giesta, carqueja e a urze.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A dispersão geográfica da serrana originou, com o tempo, quatro ecótipos distintos: t<strong>ransmontano</strong>, r<strong>ibatejano</strong>, da <strong>Serra</strong> e <strong>jarmelista</strong>. Este último destaca-se pela cor castanha uniforme, pelo comprido e liso, e pela ausência de cornos – características que, segundo técnicos e investigadores, justificam plenamente o reconhecimento como raça independente.</p><h2>Um papel essencial nas comunidades rurais</h2><p>Durante gerações, a cabra jarmelista foi um <strong>pilar da economia familiar</strong>. Embora a serrana seja tradicionalmente uma raça de leite, no Jarmelo a <strong>produção de carne</strong>, sobretudo de cabrito, assumiu maior importância. O <strong>leite</strong> era consumido em casa ou transformado em <strong>queijo artesanal</strong>, enquanto a venda de cabritos garantia rendimento às famílias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/criadores-da-guarda-querem-ver-reconhecida-a-cabra-jarmelista-como-raca-autoctone-1788356349503.jpg" data-image="8ckag2rsjxuh" alt="Cabra jarmelista" title="Cabra jarmelista"><figcaption>Recolha de amostras para a caracterização genética da cabra serrana jarmelista. Foto: Acriguarda</figcaption></figure><p>O maneio sempre foi extensivo com os animais a percorrerem longos trajetos. Alimentam-se da vegetação espontânea, contribuindo para a <strong>limpeza dos terrenos</strong>, a <strong>fertilização natural do solo</strong> e a <strong>prevenção de incêndios</strong>. A jarmelista não é apenas um recurso económico; é, acima de tudo, parte integrante da gestão ecológica da paisagem.</p><h2>Projetos para salvar a raça</h2><p>A Acriguarda lidera agora um processo de <strong>elevação da jarmelista à raça pura</strong>, reunindo dados morfológicos, históricos e genéticos que sustentam a candidatura. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771787" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cabras-algarvias-ajudam-a-proteger-o-parque-da-pena-contra-incendios.html" title="Cabras algarvias ajudam a proteger o Parque da Pena contra incêndios">Cabras algarvias ajudam a proteger o Parque da Pena contra incêndios</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cabras-algarvias-ajudam-a-proteger-o-parque-da-pena-contra-incendios.html" title="Cabras algarvias ajudam a proteger o Parque da Pena contra incêndios"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cabras-algarvias-ajudam-a-proteger-o-parque-da-pena-contra-incendios-1780328517837_320.jpg" alt="Cabras algarvias ajudam a proteger o Parque da Pena contra incêndios"></a></article></aside><p>Estão a ser recolhidas <strong>amostras biológicas</strong> junto dos criadores para caracterizar definitivamente o perfil genético da raça. A Associação Nacional de Caprinicultores da Raça Serrana (ANCRAS) colabora na gestão do livro genealógico, garantindo que os animais registados preservem os traços identitários.</p><p>Este trabalho pretende assegurar a conservação das linhas puras e criar condições para que novos criadores se interessem pela raça. Mas o caminho está apenas no início.</p><h2>Desafios que ameaçam a sobrevivência</h2><p>O efetivo de caprinos autóctones tem vindo a diminuir em Portugal, e o ecótipo vizinho “da Serra” já se encontra em risco grave. A pressão comercial leva muitos produtores a optar por <strong>raças </strong><strong>exóticas </strong>mais produtivas, apesar de estas exigirem mais recursos e serem menos adaptadas ao clima da região. </p><p>A <strong>desertificação do interior</strong> agrava o problema, com a <strong>falta de jovens criadores</strong> e a <strong>perda de conhecimento</strong> sobre o pastoreio tradicional. Sem reconhecimento oficial, a jarmelista permanece vulnerável. E cada animal perdido representa uma perda irreversível de diversidade genética.</p><h2>A inspiração da vaca jarmelista</h2><p>A Acriguarda, no entanto, conhece bem o caminho da recuperação. Foi a mesma associaç��o que, há pouco mais de duas décadas, liderou o processo que salvou a <strong>vaca jarmelista</strong> da extinção. Nos anos 1950, restavam apenas <strong>23 animais</strong> com traços puros. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Graças ao levantamento morfológico e genético e ao empenho da comunidade local, a raça foi reconhecida oficialmente em 2007. Hoje, o efetivo ultrapassa os 400 animais e tornou-se um símbolo da Beira Interior.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A valorização comercial foi decisiva com a carne jarmelista a ganhar prestígio gastronómico e a entrar nos restaurantes da região. A vaca jarmelista passou a ser promovida na <strong>Feira Concurso do Jarmelo</strong> e a raça transformou-se num orgulho para a região.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/criadores-da-guarda-querem-ver-reconhecida-a-cabra-jarmelista-como-raca-autoctone-1788356528574.jpg" data-image="26kfg5rszyod" alt="Vacas jarmelistas" title="Vacas jarmelistas"><figcaption>Quase extinta, a vaca jarmelista recuperou graças ao trabalho dos criadores locais. Foto: Junta de Freguesia de Jarmelo São Pedro</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Os criadores acreditam que a cabra jarmelista pode seguir o mesmo caminho. Com reconhecimento oficial, apoio técnico e valorização económica, esta raça pode deixar de ser um vestígio do passado para se tornar um<strong> ativo</strong><strong> do futuro</strong>, preservando biodiversidade, reforçando a economia rural e mantendo viva a identidade das serras da Guarda.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Jornal%20O%20Interior" data-year="" data-title="Acriguarda%20avan%C3%A7a%20para%20reconhecimento%20da%20cabra%20jarmelista" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ointerior.pt%2Fregiao%2Facriguarda-avanca-para-reconhecimento-da-cabra-jarmelista%2F">Jornal O Interior. <a href="https://www.ointerior.pt/regiao/acriguarda-avanca-para-reconhecimento-da-cabra-jarmelista/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Acriguarda avança para reconhecimento da cabra jarmelista</a>.</cite><br><cite data-author="Portugalidade%20Magazine" data-year="" data-title="A%20Rainha%20das%20nossas%20Serras" data-url="https%3A%2F%2Fportugalidademagazine.pt%2Fa-rainha-das-nossas-serras%2F">Portugalidade Magazine. <a href="https://portugalidademagazine.pt/a-rainha-das-nossas-serras/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A Rainha das nossas Serras</a>.</cite><br><cite data-author="Junta%20de%20Freguesia%20de%20Jarmelo%20S%C3%A3o%20Pedro" data-year="" data-title="A%20Ra%C3%A7a%20Jarmelista" data-url="https%3A%2F%2Fwww.jf-jarmelosaopedro.pt%2Fpt_pt%2Fhistory%2FTradicoes">Junta de Freguesia de Jarmelo São Pedro. <a href="https://www.jf-jarmelosaopedro.pt/pt_pt/history/Tradicoes" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A Raça Jarmelista</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/criadores-da-guarda-querem-ver-reconhecida-a-cabra-jarmelista-como-raca-autoctone.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal começa a próxima semana com temperaturas até 13 ºC acima da média: estas serão as regiões mais anómalas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-comeca-a-proxima-semana-com-temperaturas-ate-13-c-acima-da-media-estas-serao-as-regioes-mais-anomalas.html</link><pubDate>Sat, 19 Sep 2026 10:37:11 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O calor intensifica-se no arranque da próxima semana em Portugal Continental. Na segunda e terça-feira, algumas regiões poderão registar temperaturas mais de 10 ºC acima da média, com desvios pontualmente próximos dos +13 ºC no Centro.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb9uysm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb9uysm.jpg" id="xb9uysm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><br>O calor volta a ganhar protagonismo em Portugal Continental neste final de semana e deverá intensificar-se no arranque da próxima. Na segunda e terça-feira, várias regiões poderão registar temperaturas mais de 10 ºC acima do normal para esta altura de setembro, <strong>com o Centro a destacar-se com anomalias pontualmente próximas dos +13 ºC.</strong></p><h2>Fim de semana traz uma nova subida das temperaturas</h2><p><strong>A subida das temperaturas começa a fazer-se sentir já este sábado, dia 19,</strong> com valores superiores a 30 ºC em vários distritos, incluindo algumas regiões do Norte e Centro. Contudo, junto à faixa costeira, a influência marítima deverá manter os termómetros mais contidos.</p><p>Bastará, em alguns casos, avançar poucos quilómetros para o interior para encontrar diferenças consideráveis. No distrito de Coimbra, por exemplo, algumas áreas mais interiores poderão aproximar-se dos <strong>35 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-comeca-a-proxima-semana-com-temperaturas-ate-13-c-acima-da-media-estas-serao-as-regioes-mais-anomalas-1789776575231.jpg" data-image="szaok9fg18og" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O calor intensifica-se no domingo, com máximas acima dos 30 ºC em grande parte do território e valores que poderão aproximar-se dos 35/36 ºC em algumas zonas do Centro.</figcaption></figure><p>No domingo, dia 20, o calor deverá intensificar-se, com uma nova subida de cerca de <strong>2 a 3 ºC em vários locais</strong>. Os mapas da Meteored projetam temperaturas próximas dos 36 ºC em Coimbra, 35 ºC em Leiria, 34 ºC em Santarém e valores entre 32 e 33 ºC em várias regiões do interior.</p><h2>Segunda-feira poderá trazer anomalias de +13 ºC no Centro</h2><p>Será, contudo, na segunda-feira, dia 21, que o contraste com a climatologia de setembro se tornará particularmente expressivo.<strong> E</strong><strong>ntre as 13h e as 14h poderão verificar-se anomalias positivas de 12 a 13 ºC em alguns locais do Centro</strong>, com destaque para áreas do distrito de Coimbra, nomeadamente nas proximidades de <strong>Montemor-o-Velho. </strong>Também grande parte da faixa litoral entre a Nazaré e o Porto poderá apresentar desvios superiores a <strong>+10 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-comeca-a-proxima-semana-com-temperaturas-ate-13-c-acima-da-media-estas-serao-as-regioes-mais-anomalas-1789776704325.jpg" data-image="4jbrriokow9m" alt="Anomalia da Temperatura" title="Anomalia da Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-76649">O Centro será uma das regiões mais anómalas na segunda-feira. Entre o litoral e o interior do distrito de Coimbra, os desvios poderão atingir +12 a +13 ºC face à climatologia desta altura do ano, durante as 13 e as 14h.</figcaption></figure><p>Uma anomalia de +13 ºC não significa que a temperatura será durante todo o dia 13 ºC mais quente. Neste caso, o mapa compara a temperatura prevista para o intrevalo de uma hora (entre as 13h e as 14h) com o valor climatológico de referência para essa mesma região e período do ano. É precisamente por isso que <strong>os locais mais quentes do país não têm necessariamente de ser os mais anómalos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-comeca-a-proxima-semana-com-temperaturas-ate-13-c-acima-da-media-estas-serao-as-regioes-mais-anomalas-1789778512802.jpg" data-image="tmi95spbk4lw" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption>O calor será generalizado na tarde de segunda-feira, com 36 ºC previstos em Coimbra e 35 ºC em Mora. Apesar dos valores semelhantes, a anomalia será superior no Centro devido às diferenças climatológicas entre as duas regiões.</figcaption></figure><p>A climatologia de cada região é diferente. O contraste entre Montemor-o-Velho e Mora é um bom exemplo. </p><div class="texto-destacado">Pelas 14h, a previsão aponta para cerca de 35 ºC em Montemor-o-Velho e 35 ºC em Mora. Apesar da igualdade na temperatura absoluta, durante este período, Mora deverá apresentar uma anomalia próxima de +9 ºC, enquanto o local do Centro poderá superar os +12 ºC.</div><p>Isto acontece porque, nesta altura de setembro, temperaturas tão elevadas são climatologicamente menos habituais em algumas zonas do Centro, relativamente próximas da influência atlântica, do que no interior alentejano.</p><h2>A noite também deverá ser anormalmente quente</h2><p>Depois do pôr do sol, os desvios positivos deverão diminuir, mas não desaparecer. <strong>A noite de segunda para terça-feira poderá permanecer bastante abafada</strong>, sobretudo no Alto Alentejo, Alentejo Central, Lezíria do Tejo e Área Metropolitana de Lisboa.</p><p>Em alguns locais, as temperaturas poderão continuar cerca de <strong>8 ºC acima dos valores climatológicos</strong> durante parte do período noturno.</p><h2>Terça-feira mantém o calor!</h2><p>Na terça-feira, dia 22, poucas alterações são esperadas. Durante as horas de maior calor, o padrão de anomalias deverá permanecer semelhante ao de segunda-feira. No Centro continuam a surgir desvios muito elevados, apontando por exemplo, para cerca de <strong>+12 ºC em Leiria, +11 ºC nas Caldas da Rainha e +10 ºC em Tomar</strong>, enquanto Santarém poderá rondar +8 ºC e várias localidades alentejanas entre +7 e +9 ºC.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-comeca-a-proxima-semana-com-temperaturas-ate-13-c-acima-da-media-estas-serao-as-regioes-mais-anomalas-1789777290670.jpg" data-image="lsy4zpqb04lc" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"><figcaption>As temperaturas continuarão muito acima da média na terça-feira, sobretudo no Centro e interior. O litoral algarvio será uma das exceções, com desvios bastante mais reduzidos e, pontualmente, valores próximos do normal para a época.</figcaption></figure><p>A principal exceção será o <strong>litoral algarvio</strong>, onde a proximidade do Atlântico deverá limitar o aquecimento. Em alguns pontos, as temperaturas poderão mesmo permanecer próximas da média climatológica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789349" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-chuva-continua-sem-conseguir-chegar-a-portugal-continental-por-quanto-tempo-podera-prolongar-se-este-bloqueio.html" title=" A chuva continua sem conseguir chegar a Portugal Continental: por quanto tempo poderá prolongar-se este bloqueio?"> A chuva continua sem conseguir chegar a Portugal Continental: por quanto tempo poderá prolongar-se este bloqueio?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-chuva-continua-sem-conseguir-chegar-a-portugal-continental-por-quanto-tempo-podera-prolongar-se-este-bloqueio.html" title=" A chuva continua sem conseguir chegar a Portugal Continental: por quanto tempo poderá prolongar-se este bloqueio?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-chuva-continua-sem-conseguir-chegar-a-portugal-continental-quanto-tempo-podera-prolongar-se-este-bloqueio-1789734216114_320.jpg" alt=" A chuva continua sem conseguir chegar a Portugal Continental: por quanto tempo poderá prolongar-se este bloqueio?"></a></article></aside><p>Assim, a poucos dias do equinócio de setembro, o ambiente em grande parte de Portugal Continental continuará muito distante daquele que habitualmente associamos à chegada do outono astronómico.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-comeca-a-proxima-semana-com-temperaturas-ate-13-c-acima-da-media-estas-serao-as-regioes-mais-anomalas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Painéis solares continuam a produzir eletricidade mesmo com nuvens: veja como o seu desempenho diminui em dias nublados]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/paineis-solares-continuam-a-produzir-eletricidade-mesmo-com-nuvens-veja-como-o-seu-desempenho-diminui-em-dias-nublados.html</link><pubDate>Sat, 19 Sep 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Os painéis solares continuam a gerar eletricidade mesmo em dias nublados, embora a quantidade obtida possa diminuir significativamente em função da cobertura de nuvens e da temperatura.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/placas-solares-con-nubes-cuanto-baja-su-produccion-y-cuando-el-calor-puede-afectar-mas-al-rendimiento-1789556260593.jpg" data-image="tlw6xcxcumow" alt="Painéis solares com céu nublado" title="Painéis solares com céu nublado"><figcaption>Os painéis solares e os dias nublados são compatíveis: mesmo sob forte cobertura de nuvens, podem gerar entre 10% e 25% da sua capacidade máxima. Imagem: IA.</figcaption></figure><p>Durante o inverno, as instalações fotovoltaicas enfrentam condições menos favoráveis para a produção de eletricidade. Os dias são mais curtos e as nuvens reduzem a radiação que chega aos módulos.<strong> Isto não significa que as células deixem de funcionar quando o sol está encoberto</strong>. A questão principal é que os painéis utilizam a luz solar para gerar eletricidade, e não calor. Enquanto houver luz, parte dessa radiação consegue atingir as células, mesmo com o céu nublado.</p><p>As nuvens bloqueiam parte da radiação direta, mas nem toda a luz desaparece. A radiação pode atravessar a cobertura de nuvens ou chegar de diferentes direções depois de ser dispersa.<strong> Este fenómeno é designado por radiação difusa e permite que os módulos mantenham alguma produção mesmo em dias nublados</strong>. A quantidade de eletricidade obtida dependerá, entre outros fatores, da densidade das nuvens, da tecnologia dos painéis e dos restantes componentes da instalação.</p><h2>Painéis solares: o que acontece quando o céu está nublado?</h2><p>Uma célula fotovoltaica transforma a luz solar recebida em corrente contínua (CC). Esta eletricidade passa depois para o inversor, que a converte em corrente alternada (CA) para uso doméstico típico. <strong>Quando a disponibilidade de luz solar diminui, a produção também diminui</strong>. Em dias com forte cobertura de nuvens, os painéis podem gerar aproximadamente 10% a 25% da sua capacidade máxima. Esta figura ilustra a diferença entre um céu completamente limpo e um céu nublado durante grande parte do dia.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Y un dato importante: demasiado calor puede incluso reducir su rendimiento.<br><br> Te contamos cómo funcionan cuando el sol parece esconderse.<a href="https://x.com/hashtag/Energ%C3%ADaSolar?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#EnergíaSolar</a> <a href="https://x.com/hashtag/Autoconsumo?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Autoconsumo</a> <a href="https://t.co/x7SZzrvwZC">pic.twitter.com/x7SZzrvwZC</a></p>— EREN (@EnergiaJCyL) <a href="https://x.com/EnergiaJCyL/status/2100148191396012238?ref_src=twsrc%5Etfw">September 16, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>Nem todas as nuvens têm o mesmo efeito nos painéis solares</strong>. As formações de nuvens baixas e densas, especialmente as de elevada opacidade, dificultam significativamente a chegada da radiação solar. <strong>As nuvens nimbostratus e stratus estão entre as que mais limitam o desempenho</strong>, enquanto o nevoeiro também reduz a quantidade de luz disponível. Por outro lado, uma cobertura de nuvens menos densa permite a passagem de mais radiação e pode manter uma produção superior à registada sob céus completamente nublados.</p><p>A tecnologia utilizada também afeta o resultado. O tamanho das células solares influencia a sua capacidade de captar luz, enquanto <strong>os painéis bifaciais podem aproveitar a radiação recebida de diferentes superfícies</strong>. Além disso, o funcionamento de uma instalação não depende apenas dos módulos. O inversor, a cablagem e a bateria (se existir) fazem parte do sistema que transforma, transmite e armazena a eletricidade gerada. Todos estes elementos contribuem para a energia que pode ser utilizada.</p><h2>Painéis solares e temperatura: diferenças entre o inverno e o verão</h2><p>A temperatura afeta o funcionamento dos painéis solares durante o inverno e o verão. Nos meses mais frios, <strong>a menor incidência de luz solar coincide com a maior frequência de nebulosidade, o que reduz a quantidade de eletricidade que pode ser gerada</strong>. As nuvens também não compensam esta redução, pois diminuem a radiação disponível e reduzem o tempo de produção de energia. Mesmo assim, os módulos continuam a funcionar enquanto receberem luz solar suficiente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/placas-solares-con-nubes-cuanto-baja-su-produccion-y-cuando-el-calor-puede-afectar-mas-al-rendimiento-1789556340793.jpg" data-image="pu9yjwgs58hs" alt="Painéis solares num dia nublado" title="Painéis solares num dia nublado"><figcaption>Os painéis solares também funcionam melhor a temperaturas moderadas, enquanto o calor excessivo prejudica a sua eficiência.</figcaption></figure><p>Com a chegada do verão, as condições podem mudar se as temperaturas ultrapassarem os 25°C. <strong>Temperaturas excessivamente elevadas podem reduzir a eficiência dos painéis solares</strong>, pelo que uma descida da temperatura pode, na realidade, melhorar o seu desempenho. Algumas nuvens brancas e leves podem ajudar a manter os módulos mais frescos e a evitar o sobreaquecimento. Neste caso, a temperatura mais baixa pode compensar parcialmente a perda de radiação direta.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785988" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/paineis-solares-que-nao-fazem-sombra-a-invencao-espanhola-que-revoluciona-a-convivencia-entre-agricultura-e-energia.html" title="'Painéis solares que não fazem sombra': a invenção espanhola que revoluciona a convivência entre agricultura e energia">"Painéis solares que não fazem sombra": a invenção espanhola que revoluciona a convivência entre agricultura e energia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/paineis-solares-que-nao-fazem-sombra-a-invencao-espanhola-que-revoluciona-a-convivencia-entre-agricultura-e-energia.html" title="'Painéis solares que não fazem sombra': a invenção espanhola que revoluciona a convivência entre agricultura e energia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/paneles-solares-que-no-hacen-sombra-el-invento-espanol-que-revoluciona-la-convivencia-entre-agricultura-y-energia-1787827287539_320.jpeg" alt="'Painéis solares que não fazem sombra': a invenção espanhola que revoluciona a convivência entre agricultura e energia"></a></article></aside><p>A cobertura de nuvens leves também pode alterar a forma como a luz atinge as células. Parte da radiação pode ser dispersa ou refletida pelas nuvens e atingir os painéis a partir de diferentes direções. Desta forma, os módulos podem receber radiação direta e indireta em simultâneo. <strong>Em determinados momentos, esta combinação pode gerar picos de produção superiores ao esperado</strong>. Esta é uma circunstância específica ligada a determinadas condições climáticas.</p><h2>Painéis solares com nuvens: o que acontece à produção?</h2><p>O aparecimento de nuvens não significa que a geração de eletricidade pare. Os painéis continuam a captar a luz solar difusa enquanto houver radiação suficiente para atingir as células. No entanto, quando a cobertura de nuvens é densa, a quantidade de eletricidade produzida diminui significativamente. <strong>O resultado depende da densidade das nuvens e da quantidade de radiação que consegue penetrá-las</strong>. Assim sendo, um céu parcialmente nublado e um céu completamente encoberto podem produzir quantidades de eletricidade muito diferentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/placas-solares-con-nubes-cuanto-baja-su-produccion-y-cuando-el-calor-puede-afectar-mas-al-rendimiento-1789555918395.jpg" data-image="b65abq70p02s" alt="Painéis solares" title="Painéis solares"><figcaption>Desempenho dos painéis solares sob sol, nuvens ou chuva.</figcaption></figure><p>Os picos potenciais associados a nuvens ligeiras não alteram o balanço geral do dia. <strong>Céus limpos ainda fornecem mais radiação e permitem uma maior geração de eletricidade no geral</strong>. O efeito benéfico de determinadas nuvens manifesta-se em momentos específicos, especialmente quando ajudam a evitar temperaturas excessivas nos módulos. Portanto, isto não significa que um dia nublado produzirá mais energia do que um dia ensolarado.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/dG7nafj4lqQ/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=dG7nafj4lqQ" id="dG7nafj4lqQ"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p><strong>No inverno, a combinação de menos horas de luz solar e maior cobertura de nuvens limita a produção disponível, enquanto no verão, as nuvens leves podem ajudar a reduzir o calor gerado pelos painéis</strong>. Mesmo quando a geração diminui, o sistema continua a produzir eletricidade enquanto houver luz solar. Esta produção pode suprir parte do consumo e reduzir a quantidade de energia que é necessário retirar da rede elétrica.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/paineis-solares-continuam-a-produzir-eletricidade-mesmo-com-nuvens-veja-como-o-seu-desempenho-diminui-em-dias-nublados.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O planeta está a aquecer mais rapidamente do que nos apercebemos?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-planeta-esta-a-aquecer-mais-rapidamente-do-que-nos-apercebemos.html</link><pubDate>Sat, 19 Sep 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>As medidas de combate às alterações climáticas não parecem estar a surtir o efeito desejado, uma vez que os verões mais quentes foram marcados por eventos climáticos extremos. Ou será que o planeta está a aquecer muito mais depressa do que imaginamos?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/is-the-planet-heating-faster-than-we-realise-1789650764237.jpg" data-image="s9iupydq8eo5" alt="Aquecimento global" title="Aquecimento global"><figcaption>O aumento da concentração de gases com efeito de estufa na atmosfera leva a um aquecimento mais rápido do planeta.</figcaption></figure><p>O <strong>verão que acaba de terminar é oficialmente o mais quente desde o início dos registos</strong>. Não só 2026, mas também os anos anteriores bateram recordes e, face ao fenómeno El Niño em curso, presume-se que 2027 também não trará alívio. Isto ocorre apesar de todos os esforços que empreendemos para migrar para fontes de energia e meios de transporte mais limpos e para reduzir o nosso consumo de forma consciente. Resta, então, a questão: <strong>estará o planeta a aquecer mais depressa do que nos apercebemos?</strong> </p><h3>Quando menos poluição leva a um aumento da temperatura</h3><p>Todos já ouvimos dizer que reduzir as nossas emissões de CO₂ ajuda a arrefecer o planeta. No entanto, abandonar os combustíveis fósseis também tem um efeito não intencional. O ar mais limpo que temos agora ainda contém as emissões de CO₂ que aquecem o planeta. O que falta, no entanto, são <strong>poluentes como o enxofre, que antes mascaravam o efeito de aquecimento</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785014" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-enfraquecimento-do-sistema-de-correntes-do-oceano-atlantico-a-amoc-podera-acelerar-o-aquecimento-global.html" title="Um enfraquecimento do sistema de correntes do Oceano Atlântico, a AMOC, poderá acelerar o aquecimento global">Um enfraquecimento do sistema de correntes do Oceano Atlântico, a AMOC, poderá acelerar o aquecimento global</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-enfraquecimento-do-sistema-de-correntes-do-oceano-atlantico-a-amoc-podera-acelerar-o-aquecimento-global.html" title="Um enfraquecimento do sistema de correntes do Oceano Atlântico, a AMOC, poderá acelerar o aquecimento global"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-debilitamiento-amoc-acelerar-el-calentamiento-global-1787033783062_320.jpg" alt="Um enfraquecimento do sistema de correntes do Oceano Atlântico, a AMOC, poderá acelerar o aquecimento global"></a></article></aside><p>Com os esforços dos governos para melhorar a qualidade do ar através da redução das emissões das centrais elétricas, o teor de enxofre na atmosfera diminuiu significativamente. O enxofre, libertado como dióxido de enxofre durante a combustão de gás e petróleo, <strong>forma minúsculos aerossóis de cor clara que refletem a luz solar, criando um efeito de arrefecimento</strong>.</p><div class="texto-destacado">Estes aerossóis também atuam como minúsculos núcleos em torno dos quais se podem formar nuvens. Mais nuvens na atmosfera também significam que menos luz solar chega aos oceanos, levando ao arrefecimento do nosso planeta. Como o teor de dióxido de enxofre na atmosfera diminuiu, estes efeitos de arrefecimento também desapareceram, resultando num aumento da temperatura. </div><p><strong>Será que é só isso que contribui para o aquecimento do planeta?</strong> Na verdade, não. </p><h2>O desequilíbrio energético da Terra</h2><p>Embora a falta de partículas de enxofre contribua para o aquecimento do planeta, <strong>a Terra, no seu todo, absorve mais energia do que emite</strong>, levando a um desequilíbrio energético. O enxofre não só não consegue desencadear a formação de nuvens, como o aquecimento dos oceanos é também responsável pela diminuição da cobertura de nuvens baixas. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786622" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/barragem-de-castelo-do-bode-faz-75-anos-e-mantem-se-central-na-gestao-da-agua-e-energia.html" title="Barragem de Castelo do Bode faz 75 anos e mantém-se central na gestão da água e energia">Barragem de Castelo do Bode faz 75 anos e mantém-se central na gestão da água e energia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/barragem-de-castelo-do-bode-faz-75-anos-e-mantem-se-central-na-gestao-da-agua-e-energia.html" title="Barragem de Castelo do Bode faz 75 anos e mantém-se central na gestão da água e energia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/barragem-de-castelo-do-bode-faz-75-anos-e-mantem-se-central-na-gestao-da-agua-e-energia-1788265001976_320.jpg" alt="Barragem de Castelo do Bode faz 75 anos e mantém-se central na gestão da água e energia"></a></article></aside><p>Como resultado, os oceanos mais escuros não só absorvem mais calor, como também se cria um <strong>ciclo vicioso em que o aquecimento oceânico leva a ainda menos nuvens e a uma absorção de calor ainda maior</strong>. De acordo com a Organização Meteorológica Mundial, os oceanos aqueceram mais do dobro nas últimas duas décadas, em comparação com o período entre 1960 e 2005. </p><p>Os cientistas têm dúvidas sobre o papel das nuvens nas emissões de gases com efeito de estufa, uma vez que são as mais difíceis de modelar em simulações computacionais. <strong>Os governos apresentaram planos para reduzir as emissões e limitar o aquecimento a 2,8°C até ao final do século</strong>. No entanto, as estimativas sugerem que o aquecimento pode chegar aos 3,5°C ao ritmo atual. </p><p>Os riscos das alterações climáticas – como secas, inundações, ondas de calor e incêndios florestais – aumentam a cada fração de grau de aquecimento. Portanto, <strong>se não queremos assistir a uma série de anos com temperaturas recorde, precisamos de reduzir as emissões ainda mais rapidamente</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-planeta-esta-a-aquecer-mais-rapidamente-do-que-nos-apercebemos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vermelho, amarelo, laranja ou castanho: o que explica a “dança” de cores nas folhas das nossas árvores no outono?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/vermelho-amarelo-laranja-ou-castanho-o-que-explica-a-danca-de-cores-nas-folhas-das-nossas-arvores-no-outono.html</link><pubDate>Sat, 19 Sep 2026 08:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Já toda a gente sabe que as folhas das árvores mudam de cor no outono. Mas afinal, qual é o curioso mecanismo que explica as alterações de tonalidade registadas pelas folhas das árvores na estação outonal?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/vermelho-amarelo-laranja-ou-castanho-o-que-explica-a-danca-de-cores-nas-folhas-das-nossas-arvores-no-outono-1789239100730.jpg" data-image="w2jb65npipmm"><figcaption>A chegada de dias mais frios e com pouca luz solar interfere na produção do pigmento clorofila, algo que acaba por refletir-se no mosaico de cores outonais que se observa nas árvores de folha caduca.</figcaption></figure><p><strong>No outono as árvores de folha caduca transformam-se num verdadeiro espetáculo de cores</strong>. O verde desaparece e dá lugar a uma paleta de <strong>amarelos, castanhos, vermelhos, laranjas e até roxos</strong>. Esta mudança de não só é bonita, como também consiste numa questão de química!</p><h2>O pigmento que pinta as folhas de verde</h2><p>A cor verde das folhas deve-se sobretudo à <strong>clorofila</strong>, um pigmento essencial à fotossíntese. As suas moléculas absorvem principalmente luz nas regiões do azul e do vermelho, refletindo a luz verde, que é aquela que os nossos olhos detetam.</p><p>No entanto, a clorofila não é uma molécula particularmente estável. <strong>Para manter as folhas verdes, as plantas precisam de a produzir continuamente, um processo que depende de luz e temperaturas favoráveis</strong>. Deste modo, quando chegam os dias mais curtos, frios e com menor intensidade luminosa, a produção de clorofila diminui e, gradualmente, o verde desvanece-se.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vermelho-amarelo-laranja-ou-castanho-o-que-explica-a-danca-de-cores-nas-folhas-das-nossas-arvores-no-outono-1789238941592.jpg" data-image="n77tzc2tmq73"><figcaption>Outros pigmentos que já estavam presentes nas folhas tornam-se visíveis, tais como os carotenos (grupo específico da grande família dos carotenoides, um tipo de pigmento natural), que absorvem luz azul e azul-esverdeada e refletem tons amarelos e alaranjados.</figcaption></figure><p>Isto faz com que, naturalmente,<strong> as cores escondidas comecem a revelar-se</strong>. Com o desaparecimento da clorofila, outros pigmentos que já estavam presentes nas folhas tornam-se visíveis. Entre eles encontram-se os <strong>carotenoides, como os carotenos, que absorvem luz azul e azul-esverdeada e refletem tons amarelos e alaranjados</strong>.</p><p>Como são mais estáveis do que a clorofila, podem permanecer nas folhas durante mais tempo, dando origem aos característicos tons amarelo-dourados do outono. <strong>Mas de onde vêm os vermelhos e roxos?</strong></p><h2>Açúcares que se transformam em vermelho<br></h2><p><strong>As cores vermelho e roxo estão associadas às antocianinas</strong>, pigmentos que absorvem luz nas regiões do azul e do verde, contribuindo para os tons vermelhos, púrpuras e arroxeados.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="739480" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-que-e-o-fotoperiodo-e-como-afeta-as-plantas-no-outono.html" title="O que é o fotoperíodo e como afeta as plantas no outono?">O que é o fotoperíodo e como afeta as plantas no outono?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-que-e-o-fotoperiodo-e-como-afeta-as-plantas-no-outono.html" title="O que é o fotoperíodo e como afeta as plantas no outono?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/que-es-el-fotoperiodo-y-como-afecta-a-las-plantas-en-otono-1763031494236_320.jpeg" alt="O que é o fotoperíodo e como afeta as plantas no outono?"></a></article></aside><p><strong>A sua produção está relacionada com a acumulação de açúcares nas folhas e pode ser estimulada ao longo do outono</strong>. Curiosamente, as antocianinas são também responsáveis pelas cores de muitos frutos vermelhos, uvas escuras e flores.</p><h2>Pode o estado do tempo também entrar em cena?</h2><p><strong>A intensidade das cores do outono depende, por conseguinte, também das condições meteorológicas</strong>. Dias luminosos e relativamente secos são favoráveis à acumulação de açúcares, ao passo que noites frias contribuem para a degradação da clorofila e podem desencadear a produção de antocianinas.</p><p>Portanto, quando as folhas dizem adeus ao verde, não estão meramente numa fase de mudança de cor... estão a revelar, recorrendo à química dos seus pigmentos, <strong>um dos mais fascinantes espetáculos da natureza</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/vermelho-amarelo-laranja-ou-castanho-o-que-explica-a-danca-de-cores-nas-folhas-das-nossas-arvores-no-outono.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ranking dos melhores aeroportos de 2026: vários são europeus e estão entre as primeiras posições]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ranking-dos-melhores-aeroportos-de-2026-varios-sao-europeus-e-estao-entre-as-primeiras-posicoes.html</link><pubDate>Sat, 19 Sep 2026 07:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Há muitos fatores que tornam um aeroporto melhor do que outro. O ranking que elegeu os melhores aeroportos de 2026 avaliou todos estes em conjunto para selecionar os 35 melhores aeroportos para viagens livres de stress.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-classifica-dei-migliori-aeroporti-del-2026-molti-scali-europei-occupano-le-prime-posizioni-1789481735801.jpg" data-image="w6pxd7riluc2"><figcaption>Os melhores aeroportos de 2026 foram selecionados com base em conexões, tempos de espera, serviços e infraestrutura.</figcaption></figure><p>Viajantes frequentes sabem que a conveniência de viajar de avião não depende apenas da aeronave em si. O <strong>aeroporto</strong> também faz a diferença, incluindo os seus serviços, tempos de espera, filas e a distância até ao centro da cidade. Também é preciso ter em conta o número de voos e companhias aéreas que operam no local, bem como se fecha durante a noite.</p><p>Com base em todos estes critérios, o <strong><em>ranking </em>independente do <em>Consumer Choice Center</em> </strong>elegeu os 35 melhores aeroportos de 2026.</p><p>A classificação divide os aeroportos em dois grupos: <strong>aeroportos de pequeno porte</strong>, que movimentam menos de 47,2 milhões de passageiros por ano, e <strong>aeroportos de grande porte</strong>, onde o número anual de passageiros é superior a este número.</p><h2>Os aeroportos na parte inferior do <em>ranking</em></h2><p>O transporte aéreo é particularmente conveniente devido à sua rapidez. Por isso, torna-se frustrante quando o aeroporto fica muito distante do centro da cidade e há escassez de transporte público ou até mesmo falta de táxis.</p><p>Se, além de tudo isto, os <strong>procedimentos de segurança</strong> forem lentos e houver uma elevada percentagem de voos atrasados, uma viagem de negócios ou de férias pode transformar-se num verdadeiro pesadelo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-maior-aeroporto-do-mundo-sera-inaugurado-em-2030-onde-ficara-e-qual-sera-o-aspeto-desta-aerotropole-deserto.html" title="O maior aeroporto do mundo será inaugurado em 2030: onde ficará e qual será o aspeto desta aerotrópole?">O maior aeroporto do mundo será inaugurado em 2030: onde ficará e qual será o aspeto desta aerotrópole?</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-maior-aeroporto-do-mundo-sera-inaugurado-em-2030-onde-ficara-e-qual-sera-o-aspeto-desta-aerotropole-deserto.html" title="O maior aeroporto do mundo será inaugurado em 2030: onde ficará e qual será o aspeto desta aerotrópole?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-aeropuerto-mas-grande-del-mundo-ya-esta-en-marcha-sera-toda-una-aerotropolis-con-seis-pistas-de-aterrizaje-1710022648890_320.jpeg" alt="O maior aeroporto do mundo será inaugurado em 2030: onde ficará e qual será o aspeto desta aerotrópole?"></a></article></aside><p>Nas <strong>últimas posições do ranking</strong> mundial de consumidores estão aeroportos que apresentam uma ou mais destas deficiências, mas com uma ressalva importante: todos estes, ainda assim, figuram entre os 35 melhores do mundo.</p><p>Entre os grandes aeroportos situados nas partes inferiores do ranking estão <strong>Frankfurt, Guangzhou Baiyun e Seattle-Tacoma</strong>. Entre os aeroportos menores, os três últimos colocados são<strong> Londres Stansted</strong>, <strong>Punta Cana</strong> (na República Dominicana) e<strong> Seul Gimpo</strong>.</p><h2>Os melhores aeroportos de pequeno porte de 2026</h2><p>Quem chega ou parte de aeroportos menores no Velho Continente costuma ter sorte. A <strong>Europa tem grande destaque </strong>no ranking de 2026 dos melhores aeroportos do mundo, especialmente no que diz respeito aos aeroportos de menor porte.</p><p>O <strong>Aeroporto de Copenhaga, na Dinamarca</strong>, ocupa o <strong>terceiro lugar</strong> graças à sua localização conveniente em relação ao centro da cidade, às suas conexões e ao número de voos que partem e chegam ao aeroporto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-classifica-dei-migliori-aeroporti-del-2026-molti-scali-europei-occupano-le-prime-posizioni-1789481817221.jpg" data-image="gy3igg4eboiz"><figcaption>A rapidez na segurança e no check-in é um dos detalhes que mais impactam a qualidade de um aeroporto.</figcaption></figure><p><strong>Em segundo lugar está o Aeroporto de Zurique, na Suíça</strong>, por motivos semelhantes. Em edições anteriores do ranking, este aeroporto também obteve excelentes resultados em serviços e infraestrutura. Em<strong> primeiro lugar está o Aeroporto de Düsseldorf, na Alemanha</strong>, que também conquista o título de melhor aeroporto no geral, apesar de não estar entre os maiores.</p><p>O que torna a experiência de viajar por este aeroporto particularmente descomplicada são os trajetos internos — rápidos e diretos —, a praticamente inexistente espera para check-in e controlos de segurança, e a sua ampla rede de conexões.</p><p><strong>A lista dos 10 melhores aeroportos de pequeno porte é composta quase inteiramente por aeroportos europeus</strong>, com apenas um localizado fora do continente: o Aeroporto Internacional de Vancouver (Canadá), em oitavo lugar.</p><h2>Os melhores grandes aeroportos do mundo</h2><p>O <strong>Aeroporto Internacional de Los Angeles ocupa o terceiro lugar</strong> mundial entre os aeroportos que movimentam mais de 47,2 milhões de passageiros por ano. Uma das principais portas de entrada para os Estados Unidos, conta com uma impressionante rede de conexões e uma infraestrutura capaz de lidar com um enorme fluxo de passageiros.</p><p>Em <strong>segundo lugar</strong>, talvez de forma um tanto surpreendente, está o <strong>Aeroporto de Roma-Fiumicino</strong>, que subiu nove posições em relação ao ano anterior graças a uma melhoria geral em todas as áreas.</p><p>Já em<strong> primeiro lugar </strong>está o <strong>Aeroporto Josep Tarradellas Barcelona-El Prat, na Espanha</strong>.</p><div class="texto-destacado">O melhor grande aeroporto de 2026 é o de Barcelona-El Prat, onde os passageiros aguardam, em média, apenas três minutos nos controlos de segurança e onde há uma maior variedade de destinos e conexões, por vezes a preços mais atraentes.</div><p>Os outros três principais aeroportos europeus entre os dez primeiros são Paris Charles de Gaulle, Londres Heathrow e Madri-Barajas, ocupando a quinta, a sétima e a oitava posição, respetivamente.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Dr.%20Emil%20Panzaru%2C%20Amjad%20Aun" data-year="2026" data-title="World%20Consumer%20Airport%20Index" data-url="https%3A%2F%2Fconsumerchoicecenter.org%2Fworld-consumer-airports-index-2026%2F">Dr. Emil Panzaru, Amjad Aun. (2026). <a href="https://consumerchoicecenter.org/world-consumer-airports-index-2026/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">World Consumer Airport Index</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ranking-dos-melhores-aeroportos-de-2026-varios-sao-europeus-e-estao-entre-as-primeiras-posicoes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sábado ou domingo: qual será o dia mais quente do fim de semana em Portugal? Veja o que mostram os mapas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/sabado-ou-domingo-qual-sera-o-dia-mais-quente-do-fim-de-semana-em-portugal-veja-o-que-mostram-os-mapas.html</link><pubDate>Sat, 19 Sep 2026 06:04:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O último fim de semana do verão astronómico já arrancou e espera-se que o mesmo conte com valores acima da média para a época do ano em questão.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb9t8bi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb9t8bi.jpg" id="xb9t8bi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como temos vindo a avançar, <strong>Portugal Continental começa hoje a aquecer "a sério"</strong>, onde os termómetros, apesar de não registarem temperaturas extremamente elevadas, poderão registar valores acima dos 30 ºC na maior parte das capitais de distrito. As<strong> anomalias térmicas positivas, ou temperaturas acima da média, também começam a tornar-se mais expressivas</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>No entanto, e tal como mencionamos acima, <strong>hoje é o primeiro dia de vários onde as temperaturas se deverão manter elevadas para a época</strong>, sendo esperada uma subida gradual das temperaturas máximas nos próximos dias. Além disso, também as noites deverão aquecer, contrariando a tendência de noites mais frescas dos últimos dias.</p><h2>Qual será o dia mais quente do último fim de semana do verão?</h2><p>O dia de hoje, sábado, amanheceu soalheiro em toda a geografia continental e registará uma <strong>subida generalizada das temperaturas</strong>. Desta forma, esperam-se valores entre os 23 ºC em Viana do Castelo e os 34 ºC em Coimbra e Santarém. As anomalias térmicas positivas deverão manter-se entre os 3 ºC em Faro e os 7 ºC em Braga, Viseu, Coimbra, Leiria Santarém e Lisboa. Mais de metade das capitais de distrito deverão atingir ou ultrapassar os 30 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sabado-ou-domingo-qual-sera-o-dia-mais-quente-do-fim-de-semana-em-portugal-veja-o-que-mostram-os-mapas-1789771908710.jpg" data-image="4o2vi9z66ph1" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>O último fim de semana do verão astronómico será quente, sendo esperada uma subida das temperaturas generalizada já para hoje, sábado. No entanto, espera-se que o domingo seja ainda mais quente.</figcaption></figure><p>Ainda assim, e de acordo com a mais recente atualização dos nossos mapas, tudo indica que amanhã, <strong>domingo, será o dia mais quente deste fim de semana</strong>, onde os termómetros poderão variar entre os 25 ºC em Viana do Castelo e os 36 ºC em Coimbra. <strong>Faro contará com a anomalia positiva menos expressiva</strong> (3 ºC) e o <strong>Porto deverá ficar no topo da lista das cidades com a anomalia térmica mais significativa</strong>, com até 10 ºC acima da média, devendo registar uma temperatura máxima de 30 ºC. Além de Viana do Castelo, as cidades da Guarda e Faro também deverão ficar abaixo dos 30 ºC, devendo estas serem as capitais distritais mais frescas do país. </p><h2>Tendência de tempo quente mantém-se no arranque da próxima semana</h2><p>Na segunda-feira, os termómetros deverão registar temperaturas máximas entre os 27 ºC em Viana do Castelo e os 37 ºC em Coimbra. <strong>As anomalias positivas voltam a ganhar força, com valores entre os 8 ºC e os 12 ºC</strong>, sendo o Porto a cidade a poder registar a anomalia mais evidente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789253" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-preve-uma-possivel-onda-de-calor-em-grande-parte-de-portugal-continental-eis-o-que-mostram-os-mapas-da-meteored.html" title="IPMA prevê uma possível onda de calor em grande parte de Portugal Continental: eis o que mostram os mapas da Meteored">IPMA prevê uma possível onda de calor em grande parte de Portugal Continental: eis o que mostram os mapas da Meteored</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-preve-uma-possivel-onda-de-calor-em-grande-parte-de-portugal-continental-eis-o-que-mostram-os-mapas-da-meteored.html" title="IPMA prevê uma possível onda de calor em grande parte de Portugal Continental: eis o que mostram os mapas da Meteored"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-preve-uma-possivel-onda-de-calor-em-grande-parte-de-portugal-continental-eis-o-que-mostram-os-mapas-da-meteored-1789684481537_320.jpg" alt="IPMA prevê uma possível onda de calor em grande parte de Portugal Continental: eis o que mostram os mapas da Meteored"></a></article></aside><p>Na terça-feira os valores manter-se-ão idênticos aos de segunda-feira, podendo apenas denotar-se um<strong> ligeiro alívio nas cidades costeiras e uma pequena subida no interior da Região Centro</strong>, ainda que não deva ser significativa. Assim, esperam-se máximas entre os 25 ºC em Viana do Castelo e os 36 ºC em Coimbra. A anomalia mais expressiva deste dia deverá ser de até 13 ºC acima da média na cidade de Viseu. <strong>É esperado que nos dias seguintes esta tendência se mantenha</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/sabado-ou-domingo-qual-sera-o-dia-mais-quente-do-fim-de-semana-em-portugal-veja-o-que-mostram-os-mapas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item></channel></rss>