<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Mon, 29 Jun 2026 17:00:18 +0000</lastBuildDate><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 17:00:18 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Iris Breda criou o programa GLANCE para ajudar a compreender a formação das galáxias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/iris-breda-criou-o-programa-glance-para-ajudar-a-compreender-a-formacao-das-galaxias.html</link><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A astrofísica da Universidade do Porto desenvolveu um algoritmo que unifica quatro métodos complexos de análise espacial, prometendo transformar o modo como a comunidade científica estuda os confins do Universo.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/iris-breda-criou-o-programa-glance-para-ajudar-a-compreender-a-formacao-das-galaxias-1782736871937.jpg" data-image="2bum6mm50f36" alt="Iris Breda, investigadora da Universidade do Porto" title="Iris Breda, investigadora da Universidade do Porto"><figcaption>A investigadora Iris Breda desenvolveu a ferramenta GLANCE, que unifica a análise da evolução das galáxias. Foto: SIC.FCUP</figcaption></figure><p>No ecrã do computador de Iris Breda, a <strong>galáxia espiral NGC 1566</strong> revela-se num turbilhão de luz e formas imponentes. Para a investigadora do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, as estruturas cósmicas a milhões de anos-luz da Terra representam o enigma que tenta decifrar há mais de uma década. </p><p>Desde os primeiros passos académicos na <strong>Faculdade de Ciências da Universidade do Porto</strong>, a cientista sentia-se intrigada sobre a forma como estes aglomerados estelares tão complexos se formam e ganham vida. Essa <strong>curiosidade científica</strong> impulsionou-a a cruzar as fronteiras e a fixar-se na <strong>Áustria</strong> para procurar respostas na vanguarda da tecnologia computacional.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A conquista da prestigiada bolsa europeia Marie Curie foi o ponto de viragem nesta caminhada.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O financiamento abriu-lhe as portas do Departamento de Astrofísica da<strong> Universidade</strong><strong> de Viena</strong>, onde teve acesso a<strong> supercomputadores </strong>capazes de processar volumes massivos de informação espacial. </p><p>Em apenas dois anos de trabalho intenso, a investigadora alcançou dados tão relevantes que mereceram <strong>três publicações</strong> em conceituadas revistas internacionais da especialidade.</p><h2>A intuição que desafiou a teoria</h2><p>Para ler o passado do cosmos, a astrofísica recorre a imagens e dados captados por instrumentos de grande alcance, como o <strong>telescópio espacial James Webb</strong>. A análise está centrada no espectro luminoso emitido pelas estrelas, onde as <strong>tonalidades azuis</strong> denunciam juventude e os <strong>tons vermelhos</strong> revelam uma idade avançada. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Cada ponto luminoso é como um arco-íris de dados, revelando a composição química, a velocidade e a longevidade etária das populações estelares.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Durante o doutoramento na instituição portuense, Iris Breda dedicou-se a <strong>separar os componentes centrais das galáxias</strong>. Foi nesse período que a sua <strong>intuição</strong> desafiou os modelos matemáticos preestabelecidos.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/iris-breda-criou-o-programa-glance-para-ajudar-a-compreender-a-formacao-das-galaxias-1782737154970.jpg" data-image="zgft6do9mvdy" alt="Galáxia espiral NGC 1566" title="Galáxia espiral NGC 1566"><figcaption>A galáxia espiral NGC 1566, uma das estruturas cósmicas que inspiram a investigação de Iris Breda. Foto: FCUP</figcaption></figure><p>A comunidade científica assumia que o pico de massa e luz se concentrava sempre no núcleo dos discos galácticos. Com poucas certezas sobre essa premissa, conduziu ela própria várias experiências computacionais, acabando por confirmar que a <strong>luminosidade real não justificava a teoria dominante</strong>. O seu palpite estava correto, mas para avançar precisava ter acesso a novas ferramentas de modelação dinâmica.</p><h2>O princípio de um olhar unificado</h2><p>Foi essa necessidade que a levou até Viena para estudar o movimento das estrelas. Um dos resultados mais surpreendentes dessa aprendizagem foi a descoberta de <strong>discos nucleares</strong> no centro de algumas galáxias e de <strong>estruturas em forma de donut</strong> noutras, cujo motivo de existência permanece um mistério. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/iris-breda-criou-o-programa-glance-para-ajudar-a-compreender-a-formacao-das-galaxias-1782737276110.jpg" data-image="p4knwlk27vfu" alt="Iris Breda, investigadora da Universidade do Porto" title="Iris Breda, investigadora da Universidade do Porto"><figcaption>Iris Breda processou dados astronómicos complexos e divulgou o seu trabalho em três publicações científicas internacionais. Foto: SIC.FCUP</figcaption></figure><p>A investigadora notou que as estrelas recém-nascidas apresentam uma deslocação muito mais coordenada e ordenada do que as componentes mais antigas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Para simplificar a rotina dos astrofísicos que enfrentam estes labirintos de informação, a cientista criou o GLANCE. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O programa destaca-se por reunir <strong>quatro técnicas analíticas distintas e altamente complexas</strong> num único ambiente de programação. Esta junção permite uma abordagem muito mais consistente, veloz e rigorosa do ciclo de vida galáctico. A <strong>plataforma</strong> foi disponibilizada em <strong>acesso aberto</strong> à comunidade científica mundial.</p><h2>A inteligência artificial no horizonte cósmico</h2><p>Atualmente, de regresso a Portugal, Iris Breda aplica o seu algoritmo para decifrar sistemas estelares de emissão extrema, caracterizados por uma <strong>maternidade </strong><strong>estelar </strong>invulgarmente ativa. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O trabalho cruza dados observacionais com simulações cosmológicas ultrarrealistas, analisando uma amostra refinada de 350 galáxias espirais para validar os modelos teóricos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os planos para o futuro mostram que a viagem da cientista pelo mundo das estrelas está longe de terminar. A sua próxima meta passa por integrar um <strong>módulo de aprendizagem automática</strong> nesta plataforma informática, de forma a detetar subtilezas que escapam ao olho humano.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="759605" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-detetam-um-fraco-brilho-cosmico-proveniente-de-galaxias-primitivas-ocultas.html" title="Astrónomos detetam um fraco brilho cósmico proveniente de galáxias primitivas ocultas">Astrónomos detetam um fraco brilho cósmico proveniente de galáxias primitivas ocultas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-detetam-um-fraco-brilho-cosmico-proveniente-de-galaxias-primitivas-ocultas.html" title="Astrónomos detetam um fraco brilho cósmico proveniente de galáxias primitivas ocultas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/astronomers-detect-faint-cosmic-glow-of-hidden-galaxies-1773602333877_320.jpg" alt="Astrónomos detetam um fraco brilho cósmico proveniente de galáxias primitivas ocultas"></a></article></aside><p>Para concretizar a ambição, planeia rumar ao <strong>Instituto de Astrofísica das Canárias</strong> para colaborar com especialistas em inteligência artificial. A investigadora descreve todo este percurso exigente como uma experiência recompensadora, uma rota que continua a lançar luz sobre as zonas mais escuras do nosso Universo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Faculdade%20de%20Ci%C3%AAncias%20da%20Universidade%20do%20Porto%20(FCUP)" data-year="" data-title="Alumna%20da%20FCUP%20cria%20ferramenta%20para%20ajudar%20a%20compreender%20a%20forma%C3%A7%C3%A3o%20das%20gal%C3%A1xias" data-url="https%3A%2F%2Fnoticias.up.pt%2F2026%2F05%2F11%2Falumna-da-fcup-cria-ferramenta-para-ajudar-a-compreender-a-formacao-das-galaxias%2F">Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP). <a href="https://noticias.up.pt/2026/05/11/alumna-da-fcup-cria-ferramenta-para-ajudar-a-compreender-a-formacao-das-galaxias/" target="_blank">Alumna da FCUP cria ferramenta para ajudar a compreender a formação das galáxias</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/iris-breda-criou-o-programa-glance-para-ajudar-a-compreender-a-formacao-das-galaxias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estudo publicado na Physical Review X afirma que conseguiram inverter o tempo graças à física quântica]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-publicado-na-physical-review-x-afirma-que-conseguiram-inverter-o-tempo-gracas-a-fisica-quantica.html</link><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 14:26:22 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Foram implementados protocolos de controlo, capazes de fazer com que certos processos pareçam mais consistentes com o fluxo do tempo a retroceder, oferecendo uma forma inovadora de explorar a física.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudio-publicado-en-physical-review-x-afirma-que-han-conseguido-invertir-el-tiempo-gracias-a-la-fisica-cuantica-1782620471822.jpg" data-image="tb92p701luz9" alt="El flujo cuántico del tiempo no es tan fijo como lo conocemos, dicen los investigadores." title="El flujo cuántico del tiempo no es tan fijo como lo conocemos, dicen los investigadores."><figcaption>O fluxo quântico do tempo não é tão imutável como o conhecemos, afirmam os investigadores.</figcaption></figure><p>As leis microscópicas da física são geralmente simétricas; os processos naturais seguem, em geral, uma direção definida, conhecida como seta do tempo. Num sistema quântico monitorizado, os efeitos da medição e a sua retroalimentação induzem o sentido da seta do tempo.</p><p><strong>Na maioria dos processos naturais, observamos que estes seguem uma seta do tempo</strong>: os cristais partem-se, os ovos eclodem, as estrelas explodem, etc., mas não se observa que esses processos tenham um comportamento na ordem inversa.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Um estudo recente demonstra que é possível suprimir a seta do tempo num sistema quântico: podendo alongar, difuminar ou reverter o fluxo temporal. Desta forma, explicam, oferece-se uma forma inovadora de explorar o que talvez seja um dos conceitos mais fundamentais da física.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A este tipo de comportamentos, chamamos de processos diretos: são aqueles que ocorrem causalmente na natureza. Por outro lado, aqueles que correspondem ao tempo invertido são conhecidos como processos inversos.</p><p>A forma como a direção da seta do tempo se manifesta, com base nas leis da simetria temporal, tem suscitado incerteza e perplexidade entre cientistas e filósofos há décadas. <strong>As setas do tempo têm sido atribuídas a muitas origens diferentes; algumas delas têm sido associadas à gravidade</strong>.</p><h2>Protocolos de controlo quântico que suprimem a seta do tempo</h2><p>O grupo de cientistas pôs em prática vários protocolos de controlo quântico, através dos quais consegue fazer com que alguns processos específicos pareçam mais consistentes com o fluxo do tempo invertido para trás, combinando medições, retroalimentação e campos de controlo personalizados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudio-publicado-en-physical-review-x-afirma-que-han-conseguido-invertir-el-tiempo-gracias-a-la-fisica-cuantica-1782620659176.jpg" data-image="7ymesogu3qpj" alt="El trabajo de investigación analizó de una forma específica las leyes de la Física." title="El trabajo de investigación analizó de una forma específica las leyes de la Física."><figcaption>O trabalho de investigação analisou especificamente as leis da Física.</figcaption></figure><p><strong>O trabalho de investigação demonstrou que é possível suprimir a noção de tempo num sistema quântico</strong>, podendo alongar, esbater ou até reverter o fluxo temporal e oferecendo uma forma inovadora de explorar as leis da física. As regras da mecânica quântica implicam que as medições não só observam, como também alteram profundamente o sistema que está a ser medido.</p><h3>Ferramentas de controlo</h3><p>A seta do tempo mais reconhecível é talvez a termodinâmica: que surge da simetria temporal da dinâmica microscópica subjacente aos processos termodinâmicos. Na Segunda Lei da Termodinâmica, explica-se que, para os sistemas macroscópicos, os processos que aumentam a entropia são mais prováveis do que aqueles que a diminuem.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A seta do tempo mais reconhecível talvez seja a termodinâmica: que surge da simetria temporal da dinâmica microscópica subjacente aos processos termodinâmicos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Nos sistemas quânticos, as regras da mecânica quântica implicam que as medições não só observam, como também alteram ativamente o sistema que está a ser medido</strong>. Estas características permitem conceber dinâmicas quânticas diferenciadas, invulgares e inesperadas, incluindo trajetórias que parecem uma evolução invertida do tempo.</p><h2>Quanto maior for o sistema, mais difícil é identificar dinâmicas anómalas</h2><p>Em média, a entropia do Universo aumenta. Quanto maior for o sistema, mais complexo se torna observar dinâmicas anómalas que diminuam essa entropia. A manifestação da seta do tempo pode ser medida, se se comparar a probabilidade de ocorrência de um processo com o seu inverso temporal.</p><p><strong>Sabe-se que a aleatoriedade clássica é o resultado de uma falta de conhecimento completo da descrição microscópica de um sistema</strong>. Esta aleatoriedade quântica nos resultados das medições é fundamental. A descrição mais completa de um sistema quântico produz probabilidades de possíveis resultados de medição.</p><h3>Relações complexas na medição</h3><p>No trabalho de investigação, foram identificadas relações complexas entre os regimes de funcionamento dos motores de medição, o fluxo energético proveniente das medições, bem como a forma como o feedback afeta a perceção da seta do tempo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771445" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-resolvem-um-enigma-quantico-com-25-anos-que-pode-mudar-a-forma-como-enviamos-informacao.html" title="Cientistas resolvem um enigma quântico com 25 anos que pode mudar a forma como enviamos informação">Cientistas resolvem um enigma quântico com 25 anos que pode mudar a forma como enviamos informação</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-resolvem-um-enigma-quantico-com-25-anos-que-pode-mudar-a-forma-como-enviamos-informacao.html" title="Cientistas resolvem um enigma quântico com 25 anos que pode mudar a forma como enviamos informação"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/draft-scientists-crack-a-25-year-quantum-puzzle-that-could-change-how-we-send-information-1779464635845_320.png" alt="Cientistas resolvem um enigma quântico com 25 anos que pode mudar a forma como enviamos informação"></a></article></aside><p><strong>Se estas medições extraem energia do sistema, o mecanismo de retroalimentação que prolonga a seta do tempo também extrai trabalho</strong>. No trabalho de simulação, os investigadores utilizaram os avanços alcançados para conceber um motor capaz de extrair energia do próprio ato de monitorizar o sistema quântico.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Garc%C3%ADa%2C%20L.P.%2C%20Liu%2C%20Y.K.%2C%20Gorshkov%2C%20A.V." data-year="2026" data-title="Reshaping%20the%20Quantum%20Arrow%20of%20Time" data-url="https%3A%2F%2Fjournals.aps.org%2Fprx%2Fabstract%2F10.1103%2Fl18s-9vmh%23s6">García, L.P., Liu, Y.K., Gorshkov, A.V.. (2026). <a href="https://journals.aps.org/prx/abstract/10.1103/l18s-9vmh#s6" target="_blank">Reshaping the Quantum Arrow of Time</a>.</cite><br><cite data-author="Garc%C3%ADa%2C%20D" data-year="2026" data-title="El%20tiempo%20hacia%20atr%C3%A1s%20deja%20de%20ser%20ciencia%20ficci%C3%B3n%3A%20la%20f%C3%ADsica%20cu%C3%A1ntica%20ha%20logrado%20invertirlo" data-url="https%3A%2F%2Fwww.larazon.es%2Ftecnologia-consumo%2Fciencia%2Ftiempo-atras-deja-ser-ciencia-ficcion-fisica-cuantica-ha-logrado-invertirlo_202606236a3a92b0c7a2892f04a08f62.html">García, D. (2026). <a href="https://www.larazon.es/tecnologia-consumo/ciencia/tiempo-atras-deja-ser-ciencia-ficcion-fisica-cuantica-ha-logrado-invertirlo_202606236a3a92b0c7a2892f04a08f62.html" target="_blank">El tiempo hacia atrás deja de ser ciencia ficción: la física cuántica ha logrado invertirlo</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-publicado-na-physical-review-x-afirma-que-conseguiram-inverter-o-tempo-gracas-a-fisica-quantica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Outra cúpula de calor poderá afetar Portugal: semelhanças e diferenças face ao último grande episódio]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/outra-cupula-de-calor-podera-afetar-portugal-semelhancas-e-diferencas-face-ao-ultimo-grande-episodio.html</link><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 14:11:43 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os modelos meteorológicos apontam para o regresso de uma cúpula de calor a Portugal no início de julho. A configuração atmosférica apresenta semelhanças com o episódio de maio, mas o contexto sazonal poderá favorecer temperaturas ainda mais elevadas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/outra-cupula-de-calor-podera-afetar-portugal-semelhancas-e-diferencas-face-ao-ultimo-grande-episodio-1782732629013.jpg" data-image="h5r1j2f3nxfx" alt="Cúpula de calor poderá aumentar o desconforto térmico" title="Cúpula de calor poderá aumentar o desconforto térmico"><figcaption>A intensificação da cúpula de calor deverá fazer subir significativamente as temperaturas em grande parte de Portugal continental, com máximas superiores a 40 ºC no interior. Perante este cenário, recomenda-se reforçar a hidratação, evitar a exposição solar nas horas de maior calor e procurar locais frescos.</figcaption></figure><p>Uma nova cúpula de calor poderá instalar-se sobre a Península Ibérica a partir de quarta-feira, 1 de julho, <strong>intensificando-se entre os dias 2 e 5</strong>, associada a um padrão de bloqueio atmosférico. Embora ainda exista alguma incerteza quanto à duração e intensidade do episódio, o modelo europeu ECMWF aponta para uma <strong>configuração muito semelhante</strong> à que deu origem ao calor excecional registado entre 20 e 31 de maio.</p><h2>Bloqueio atmosférico favorece a formação da cúpula de calor</h2><p>A evolução prevista resulta do <strong>reforço de uma dorsal anticiclónica sobre a Península Ibérica</strong>, enquanto a corrente de jato permanece posicionada em latitudes mais elevadas. Esta configuração <strong>favorece a subsidência</strong>, ou seja, o movimento descendente do ar na atmosfera. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>À medida que o ar desce, é comprimido e aquece naturalmente, dificultando a formação de nuvens e a passagem de sistemas frontais. Como consequência, o <strong>calor tende a intensificar-se e a persistir durante vários dias</strong>, configurando aquilo que é habitualmente designado por uma cúpula de calor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/outra-cupula-de-calor-podera-afetar-portugal-semelhancas-e-diferencas-face-ao-ultimo-grande-episodio-1782732797054.png" data-image="91engrphyd35"><figcaption>A quarta-feira deverá marcar o início da intensificação do calor, com temperaturas já muito elevadas no interior e uma expansão progressiva da massa de ar quente para grande parte da Península Ibérica.</figcaption></figure><p>Os primeiros sinais desta evolução deverão fazer-se sentir na quarta-feira, mas será entre quinta-feira e o fim de semana que o calor poderá atingir maior intensidade. As previsões apontam para <strong>temperaturas superiores a 40 ºC no interior</strong>, enquanto cidades como Porto, Leiria e Lisboa poderão aproximar-se dos 36, 38 e 37 ºC, respetivamente. <strong>As noites deverão tornar-se progressivamente mais quentes</strong>, sobretudo no interior e em alguns pontos do litoral, reduzindo o arrefecimento noturno e aumentando o desconforto térmico.</p><h2>Julho reúne condições mais favoráveis ao aquecimento</h2><p>O padrão previsto <strong>apresenta várias semelhanças</strong> com o registado entre 20 e 31 de maio. Em ambos os casos, o calor resulta do fortalecimento de uma dorsal anticiclónica e de um bloqueio atmosférico que dificulta a progressão das depressões atlânticas, <strong>permitindo que uma massa de ar muito quente permaneça sobre a Península Ibérica durante vários dias</strong>. A principal diferença reside na época do ano. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/outra-cupula-de-calor-podera-afetar-portugal-semelhancas-e-diferencas-face-ao-ultimo-grande-episodio-1782732827896.png" data-image="t2l3owr6v5g5"><figcaption>As temperaturas máximas poderão ultrapassar os 40 ºC em vários locais do interior durante o fim de semana, enquanto o litoral continuará relativamente mais fresco devido à influência do Atlântico.</figcaption></figure><p>Enquanto o episódio de maio ocorreu durante a transição para o verão climatológico, o cenário previsto para os primeiros dias de julho beneficia de um <strong>solo mais aquecido, maior insolação e uma atmosfera mais seca</strong>, fatores que poderão potenciar temperaturas ainda mais elevadas e prolongar os efeitos do calor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/outra-cupula-de-calor-podera-afetar-portugal-semelhancas-e-diferencas-face-ao-ultimo-grande-episodio-1782732814073.png" data-image="6u9f5qjtzje1"><figcaption>A partir de quinta-feira, as temperaturas deverão situar-se entre 8 e 14 ºC acima da média para a época em grande parte de Portugal continental, refletindo o reforço da cúpula de calor.</figcaption></figure><p>Os mapas do ECMWF mostram <strong>anomalias térmicas que poderão ultrapassar os 10 ºC em grande parte do território</strong>, sobretudo a partir de quinta-feira, reforçando o carácter excecional deste episódio para o início de julho.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776238" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-termometros-disparam-levando-ipma-a-emitir-aviso-amarelo-de-calor-para-todo-o-pais.html" title="Tempo em Portugal esta semana: termómetros disparam levando IPMA a emitir aviso amarelo de calor para todo o país">Tempo em Portugal esta semana: termómetros disparam levando IPMA a emitir aviso amarelo de calor para todo o país</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-termometros-disparam-levando-ipma-a-emitir-aviso-amarelo-de-calor-para-todo-o-pais.html" title="Tempo em Portugal esta semana: termómetros disparam levando IPMA a emitir aviso amarelo de calor para todo o país"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-esta-semana-termometros-disparam-levando-ipma-a-emitir-aviso-amarelo-de-calor-para-todo-o-pais-1782731278814_320.png" alt="Tempo em Portugal esta semana: termómetros disparam levando IPMA a emitir aviso amarelo de calor para todo o país"></a></article></aside><p>Aconselha-se o acompanhamento das previsões meteorológicas, pois pequenas alterações na circulação atmosférica poderão modificar a duração deste episódio e a intensidade do calor.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/outra-cupula-de-calor-podera-afetar-portugal-semelhancas-e-diferencas-face-ao-ultimo-grande-episodio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo em Portugal esta semana: termómetros disparam levando IPMA a emitir aviso amarelo de calor para todo o país]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-termometros-disparam-levando-ipma-a-emitir-aviso-amarelo-de-calor-para-todo-o-pais.html</link><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 14:07:29 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal Continental está a aquecer e nos próximos dias poderão registar-se valores próximos dos 40 ºC em vários locais, mesmo no Norte do país.</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/8WGLT-8x9CA/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=8WGLT-8x9CA" id="8WGLT-8x9CA"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A partir de hoje, segunda-feira, <strong>as temperaturas vão subir de forma progressiva em todo o país</strong>, devido à chegada de uma massa de ar quente proveniente de África, que juntamente com o reforço anticiclónico, poderão tornar-se elevadas e persistentes.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Desta forma, a partir de quarta-feira esperam-se valores acima dos 30 ºC em praticamente todas as capitais de distrito, sendo que estes valores poderão ser na <strong>ordem dos 40 ºC nos distritos de Évora e Beja</strong>. Localmente, em regiões como o Ribatejo e o Vale do Guadiana, os valores máximos poderão chegar aos 42 ºC, na quinta-feira.</p><h2>País sob aviso amarelo de tempo quente</h2><p>Tendo em conta esta previsão dos modelos meteorológicos,<strong> o IPMA emitiu aviso amarelo de tempo quente para todos os distritos</strong>, em vigor entre as 9h da manhã de quarta-feira e as 6h da manhã de quinta-feira, dia 2. Ainda assim, entre hoje e quarta-feira, encontram-se sob o mesmo aviso os distritos do interior, sendo que este continuará em vigor também até às 6h da manhã do dia 2 de julho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-esta-semana-termometros-disparam-levando-ipma-a-emitir-aviso-amarelo-de-calor-para-todo-o-pais-1782731317739.png" data-image="u74e2h5yxceu" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Na sexta-feira, vários locais do litoral Norte e Centro poderão registar valores de temperatura máxima iguais ou superiores a 40 ºC, contribuindo para anomalias térmicas bastante evidentes.</figcaption></figure><p>Esta tendência de aquecimento<strong> poderá levar cidades como Porto e Braga a registarem 37 ºC na próxima sexta-feira</strong>, caso a atual previsão se confirme, contribuindo para anomalias térmicas positivas de 16 ºC e 14 ºC, respetivamente, indicando valores acima da normal climatológica de referência. <strong>Ao longo da semana, estas anomalias deverão ser bastante evidentes em todo o continente, com exceção do Algarve</strong>, cuja anomalia poderá ser entre 3 a 4 ºC em alguns locais e nula noutros, representando valores dentro da média ou pouco acima do normal.</p><h2>Noites tropicais a caminho</h2><p>Com esta subida dos termómetros, esperam-se ainda noites tropicais ou até mesmo tórridas, em praticamente todo o território, especialmente a partir de quarta-feira, onde <strong>pelas 23h várias cidades deverão registar valores entre os 23 ºC e os 31 ºC</strong>. Entre quinta-feira e sábado, os nossos mapas mostram valores acima de 30 ºC, pelas 22h, em cidades como Porto, Coimbra, Castelo Branco, Portalegre, Santarém, Lisboa, Évora e Beja.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776240" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ar-quente-africano-instala-se-sobre-portugal-ate-pelo-menos-5-de-julho-mais-de-40-c-e-noites-torridas-a-vista.html" title="Ar quente africano instala-se sobre Portugal até, pelo menos, 5 de julho: mais de 40 ºC e noites tórridas à vista">Ar quente africano instala-se sobre Portugal até, pelo menos, 5 de julho: mais de 40 ºC e noites tórridas à vista</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ar-quente-africano-instala-se-sobre-portugal-ate-pelo-menos-5-de-julho-mais-de-40-c-e-noites-torridas-a-vista.html" title="Ar quente africano instala-se sobre Portugal até, pelo menos, 5 de julho: mais de 40 ºC e noites tórridas à vista"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-africano-instala-se-sobre-portugal-ate-pelo-menos-5-de-julho-mais-de-40-c-e-noites-torridas-a-vista-1782735855423_320.png" alt="Ar quente africano instala-se sobre Portugal até, pelo menos, 5 de julho: mais de 40 ºC e noites tórridas à vista"></a></article></aside><p>Até lá, <strong>a faixa interior do continente português ainda hoje, segunda-feira, já poderá contar com temperaturas entre os 21 ºC e os 27 ºC</strong>, pelas 23h, entre Bragança e Beja, respetivamente. Todavia, e tendo em conta a variabilidade destes valores, aconselhamos que se mantenha atento às próximas previsões, em <a href="https://www.tempo.pt/" target="_blank" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">tempo.pt</a>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-termometros-disparam-levando-ipma-a-emitir-aviso-amarelo-de-calor-para-todo-o-pais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar quente africano instala-se sobre Portugal até, pelo menos, 5 de julho: mais de 40 ºC e noites tórridas à vista]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ar-quente-africano-instala-se-sobre-portugal-ate-pelo-menos-5-de-julho-mais-de-40-c-e-noites-torridas-a-vista.html</link><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 12:25:17 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Esta semana prevê-se que o reforço de uma crista anticiclónica e a entrada de uma massa de ar muito quente e seca origine um episódio de calor intenso em Portugal continental, com noites tropicais ou até mesmo tórridas à vista.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xajpqp6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xajpqp6.jpg" id="xajpqp6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Na presente semana - correspondente à reta final de junho e aos primeiros 5 dias de julho - os mapas de referência da Meteored, baseados no modelo ECMWF, antecipam um episódio de tempo muito quente em Portugal continental, com <strong>potencial para evoluir para uma onda de calor</strong>. Esta situação meteorológica resulta de um anticiclone localizado a nor-nordeste do arquipélago dos Açores, que se estende em crista até ao Golfo da Biscaia.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>Ao longo desta semana, prevê-se que o anticiclone se desloque gradualmente para leste, reforçando a sua influência sobre a Península Ibérica. A combinação com uma circulação de leste permitirá o transporte de ar muito quente e seco do Norte de África que fará disparar as temperaturas para valores muito elevados, sendo <strong>acima dos 40 ºC</strong> em várias regiões e provavelmente durante vários dias consecutivos.</div><p>Em simultâneo, o estabelecimento de um fluxo contínuo de Leste permitirá a <strong>entrada de uma massa de ar tropical continental, muito quente e seca, procedente do Norte de África</strong>. A combinação destes fatores será favorável a uma subida das temperaturas durante vários dias consecutivos desta semana, com este episódio de calor a poder tornar-se no mais significativo do ano até ao momento, seguido pela onda de calor entre os dias 20 e 31 de maio.</p><h2>IPMA ativa aviso amarelo de tempo quente para 7 distritos na segunda e terça-feira</h2><p>A intensificação do calor será gradual. Nesta segunda-feira (29) as temperaturas <strong>máximas voltarão a ultrapassar os 30 ºC em grande parte do interior do país</strong>, enquanto o litoral dos distritos de Viana do Castelo, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria e Lisboa continuará relativamente mais ameno devido ao efeito moderador do Atlântico e à presença da nortada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-africano-instala-se-sobre-portugal-ate-pelo-menos-5-de-julho-mais-de-40-c-e-noites-torridas-a-vista-1782733342960.png" data-image="p5b30r2drsim"><figcaption>Na configuração sinóptica prevista, verifica-se uma crista anticiclónica muito robusta a oes-noroeste da Península Ibérica, que se traduzirá em tempo estável, com céu geralmente pouco nublado ou limpo, vento fraco e uma intensa insolação solar. Estes fatores irão potenciar o aquecimento da massa de ar sobre a nossa geografia.</figcaption></figure><p><strong>Os valores mais elevados estão previstos para a Beira Baixa, grande parte do Alentejo e Sotavento Algarvio, com máximas entre 34 e 37 ºC</strong>. Ainda para hoje, dia 29, o aviso amarelo de tempo quente do IPMA está em vigor para os distritos da Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja.</p><div class="texto-destacado"> Perante o agravamento do calor, o IPMA estendeu o aviso amarelo de tempo quente a<strong> mais 2 distritos do interior na terça-feira, dia 30: Vila Real e Bragança</strong>. É provável que ao longo da semana ocorra um alargamento deste aviso e que até mesmo o nível de severidade possa ser alterado para nível laranja. </div><p><strong>Na terça-feira (30)</strong> um novo reajuste na posição do anticiclone dos Açores favorecerá a estabilização atmosférica sobre Portugal continental, permitindo uma nova subida das temperaturas. Em várias localidades do interior os termómetros poderão alcançar <strong>38 ou até mesmo 39 ºC, sobretudo na Beira Baixa, Alentejo Central e Baixo Alentejo</strong>.</p><h2>Calor torna-se ainda mais evidente na quarta-feira, 1 de julho, espalhando-se por todo o país</h2><p>Será, contudo, a partir de quarta-feira, 1 de julho, que o calor se generalizará praticamente a todo o território continental. A massa de ar quente instalar-se-á em pleno sobre o nosso país, <strong>fazendo disparar as temperaturas também nas regiões do litoral</strong>, onde são esperados valores pouco habituais para a época: geralmente acima dos 30 ºC, exceto em alguns locais da faixa costeira ocidental tais como Aveiro, Peniche, Sines e Sagres, ainda fortemente influenciados pela proximidade ao Atlântico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-africano-instala-se-sobre-portugal-ate-pelo-menos-5-de-julho-mais-de-40-c-e-noites-torridas-a-vista-1782733634264.png" data-image="jfim03vd6e60"><figcaption>Na quinta-feira, 2 de julho, prevê-se que várias regiões do país registem temperaturas até 14 ºC acima dos valores médios de referência.</figcaption></figure><p>As capitais distritais mais quentes no primeiro dia de julho deverão ser <strong>Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja, todas com máximas a rondar os 38/39 ºC</strong>.</p><p>Para <strong>quinta-feira (2)</strong> é expectável que o calor se intensifique novamente e sejam atingidos os <strong>40 ºC nalgumas capitais de distrito, nomeadamente em Évora e Beja</strong>, com Santarém a ficar muito perto (39 ºC). O vento de Leste continuará a transportar ar muito quente para a nossa geografia, permitindo que a massa de ar se expanda para oeste e para norte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-africano-instala-se-sobre-portugal-ate-pelo-menos-5-de-julho-mais-de-40-c-e-noites-torridas-a-vista-1782733791414.png" data-image="6avhwx0l1fyd"><figcaption>As temperaturas máximas mais elevadas na reta final da semana poderão atingir valores na ordem dos 42 ºC ou até mesmo 43 ºC nalguns locais, destacando-se especialmente as regiões situadas entre os rios Mondego e Guadiana.</figcaption></figure><p>Como consequência disto, as temperaturas máximas irão disparar para valores compreendidos entre os <strong>35 e os 38 ºC em cidades como Braga, Porto, Coimbra, Leiria e Lisboa</strong>. Neste dia e nos que se seguirão, o habitual efeito moderador do Atlântico será significativamente reduzido pelo vento Leste predominante, o que será favorável a temperaturas muito elevadas, mesmo em grande parte do litoral.</p><h2>Nova subida das temperaturas a partir de sexta-feira 3 e noites tropicais ou tórridas à vista</h2><p>Ainda persiste alguma incerteza nos valores previstos devido a eventuais ajustes da trajetória dos ventos e dos centros de ação, porém, <strong>entre sexta-feira (3) e o fim de semana prevê-se a persistência da massa de ar extremamente quent</strong>e, podendo verificar-se uma subida adicional de 1 ou 2 ºC em algumas regiões.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776083" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-14-c-acima-da-media-portugal-enfrentara-nova-subida-das-temperaturas-ao-longo-da-semana.html" title="Até 14 ºC acima da média: Portugal enfrentará nova subida das temperaturas ao longo da semana">Até 14 ºC acima da média: Portugal enfrentará nova subida das temperaturas ao longo da semana</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-14-c-acima-da-media-portugal-enfrentara-nova-subida-das-temperaturas-ao-longo-da-semana.html" title="Até 14 ºC acima da média: Portugal enfrentará nova subida das temperaturas ao longo da semana"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-14-c-acima-da-media-portugal-enfrentara-nova-subida-das-temperaturas-ao-longo-da-semana-1782644068879_320.png" alt="Até 14 ºC acima da média: Portugal enfrentará nova subida das temperaturas ao longo da semana"></a></article></aside><p>De acordo com os mapas da Meteored, espera-se que as regiões mais afetadas sejam os vales do Guadiana, Tejo e Sado onde localmente poderão ser alcançados <strong>42/43 ºC</strong>, quase todo o <strong>Alentejo, a Beira Baixa, o Ribatejo e ainda o vale do Douro, no interior Norte (entre 38 e 42 ºC)</strong>. A região de<strong> Coimbra</strong> também será uma das mais quentes, com temperaturas máximas a rondar os<strong> 40 ºC/41 ºC</strong> em diversas localidades.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-africano-instala-se-sobre-portugal-ate-pelo-menos-5-de-julho-mais-de-40-c-e-noites-torridas-a-vista-1782734039910.png" data-image="d9y4h2jooycl"><figcaption>Noites tórridas correspondem a períodos noturnos durante os quais a temperatura mínima não desce abaixo dos 25 ºC. Se a atual previsão se mantiver, no sábado (4) destacam-se as cidades do Porto e Évora, entre outras.</figcaption></figure><p><strong>Em grande parte do território as temperaturas máximas poderão manter-se frequentemente entre 35 e 41 ºC</strong>, sendo também expectável que as temperaturas mínimas registem uma subida expressiva, originando-se <strong>noites tropicais</strong> em praticamente todo o país (temperaturas noturnas iguais ou superiores a 20 ºC) ou até mesmo <strong>noites tórridas</strong> (todos aqueles locais que registarem <strong>temperaturas noturnas iguais ou superiores a 25 ºC</strong>).</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ar-quente-africano-instala-se-sobre-portugal-ate-pelo-menos-5-de-julho-mais-de-40-c-e-noites-torridas-a-vista.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nem ar condicionado nem eletricidade: o mecanismo de 2 mil anos que refresca casas no meio do deserto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nem-ar-condicionado-nem-eletricidade-o-mecanismo-de-2-mil-anos-que-resfria-casas-no-meio-do-deserto.html</link><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Muito antes de existir ar condicionado ou ventilador, uma solução arquitetónica engenhosa já permitia suportar temperaturas extremas no meio do deserto. Dois mil anos depois, esse sistema volta a despertar interesse devido à sua eficiência e sustentabilidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ni-aire-acondicionado-ni-electricidad-el-mecanismo-de-hace-2-000-anos-que-enfria-casas-en-pleno-desierto-1782540295443.jpg" data-image="162ksmb3092w"><figcaption>Vista panorâmica das torres eólicas na cidade de Yazd, Irão.</figcaption></figure><p>Durante séculos, <strong>civilizações </strong>que habitaram alguns dos ambientes mais extremos do planeta <strong>aprenderam a conviver com o calor utilizando apenas o seu conhecimento do clima</strong>, os materiais disponíveis e uma extraordinária engenhosidade arquitetónica.</p><p>Hoje, com o consumo de eletricidade associado ao ar condicionado a aumentar diante de ondas de calor cada vez mais intensas, longas e frequentes, arquitetos e engenheiros estão a voltar a sua atenção para <strong>uma </strong><strong>tecnologia ancestral que comprovou a sua eficácia ao longo dos séculos</strong>.</p><p>Estamos a falar do <em>badgir </em>(em persa), também conhecido como<strong> torre de vento ou captador de vento</strong>. Trata-se de um <strong>sistema de ventilação natural</strong> desenvolvido há mais de dois milénios, séculos antes do surgimento da eletricidade, que ainda funciona em algumas das regiões mais quentes do mundo, como o sul do <strong>Irão</strong>, onde as temperaturas de verão podem facilmente ultrapassar os 50 °C.</p><h2>A invenção genial que arrefece casas sem usar energia</h2><p>O badgir era amplamente utilizado na antiga Pérsia, atual República Islâmica do Irão. Hoje, alguns dos seus melhores exemplos podem ser vistos em cidades como Yazd, situada entre dois desertos. Lá, essas<strong> torres altas elevam-se acima dos telhados e funcionam como captadores de vento eficazes</strong>.</p><p>O seu funcionamento depende exclusivamente das leis da física e do uso inteligente do vento, das diferenças de temperatura e da arquitetura do edifício. Funciona assim: <strong>quando uma brisa entra pelas aberturas superiores, o ar é canalizado para dentro da casa através de dutos verticais</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr">Dans le sud de l'Iran, où les températures peuvent atteindre 50°C à l'ombre, les habitants utilisent depuis plus de 2 000 ans un système d'architecture bioclimatique: les badgirs, ou tours à vent. Très répandues dans les régions désertiques du pays, notamment autour de la ville <a href="https://t.co/DHj72Q5pWP">pic.twitter.com/DHj72Q5pWP</a></p>— Restitutor Orientis (@restitutorII) <a href="https://x.com/restitutorII/status/2070140768707035345?ref_src=twsrc%5Etfw">June 25, 2026</a></blockquote></figure><p>Ao mesmo tempo, <strong>o ar quente acumulado no interior sobe e escapa para o exterior</strong> graças ao chamado "efeito chaminé". O resultado é uma circulação constante que reduz a temperatura percebida sem a necessidade de motores, compressores ou eletricidade.</p><p>Em muitas construções tradicionais, este sistema também era combinado com lagos, reservatórios de água ou galerias subterrâneas. À medida que o ar passava sobre superfícies mais frias ou ligeiramente húmidas, perdia parte do seu calor através do arrefecimento evaporativo antes de ser distribuído pelas divisões. <strong>Em climas secos, esta estratégia pode reduzir significativamente a temperatura interna</strong>.</p><h2>Uma tecnologia adaptada ao clima desértico</h2><p>O sucesso do badgir não depende apenas da torre. A arquitetura tradicional dessas moradias foi cuidadosamente projetada para combater o calor, a começar pelos <strong>materiais de construção</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ni-aire-acondicionado-ni-electricidad-el-mecanismo-de-hace-2-000-anos-que-enfria-casas-en-pleno-desierto-1782540621148.jpg" data-image="i3kr4uajtg3j"><figcaption>Um badgir numa casa de arquitetura árabe tradicional.</figcaption></figure><p>As casas eram tipicamente construídas com<strong> paredes grossas de adobe ou tijolo</strong>, materiais com alta inércia térmica que absorviam calor durante o dia e libertavam-no lentamente à noite. Além disso, pátios internos, janelas pequenas e a orientação da construção ajudavam a minimizar a incidência direta da luz solar.</p><p>Toda a estrutura funcionava como um sistema passivo de climatização, aproveitando os recursos naturais disponíveis muito antes das revoluções tecnológicas posteriores.</p><h2>Pode substituir o ar condicionado moderno?</h2><p><strong>A resposta aqui depende do clima</strong>. Os modelos Badgir oferecem <strong>excelente desempenho em regiões quentes e secas</strong>, onde há grande diferença entre as temperaturas diurnas e noturnas e a humidade ambiente é baixa. Nessas condições, a ventilação natural e o arrefecimento evaporativo são particularmente eficazes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ni-aire-acondicionado-ni-electricidad-el-mecanismo-de-hace-2-000-anos-que-enfria-casas-en-pleno-desierto-1782539480398.jpg" data-image="005wso9ab23e"><figcaption>Este resort de luxo no Dubai incorporou torres de captação de energia eólica como solução climática.</figcaption></figure><p>No entanto, o <strong>seu desempenho diminui em climas tropicais ou muito húmidos</strong>, onde o ar já contém uma grande quantidade de vapor de água e a evaporação mal o arrefece.</p><p>Portanto, os <strong>especialistas não consideram estas torres um substituto universal para o ar-condicionado</strong>,<strong> mas sim uma solução complementar</strong> que pode reduzir significativamente a procura energética de edifícios existentes em determinadas circunstâncias.</p><h3>Uma ideia milenar revisitada</h3><p>O badgir não é apenas uma curiosidade histórica. Atualmente, inspira inúmeros projetos de arquitetura bioclimática, e universidades e especialistas investigam <strong>como adaptar este mecanismo ancestral a edifícios contemporâneos</strong> com o objetivo de reduzir o consumo de energia e as emissões de carbono.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774004" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/arquitetura-de-vanguarda-calor-a-bombar-o-fiasco-termico-da-estacao-de-nantes.html" title="Arquitetura de vanguarda, calor a bombar: o fiasco térmico da estação de Nantes">Arquitetura de vanguarda, calor a bombar: o fiasco térmico da estação de Nantes</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/arquitetura-de-vanguarda-calor-a-bombar-o-fiasco-termico-da-estacao-de-nantes.html" title="Arquitetura de vanguarda, calor a bombar: o fiasco térmico da estação de Nantes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/arquitetura-de-vanguarda-calor-de-rachar-o-fiasco-termico-da-estacao-de-nantes-1781601541617_320.png" alt="Arquitetura de vanguarda, calor a bombar: o fiasco térmico da estação de Nantes"></a></article></aside><p>Num contexto em que o arrefecimento representa uma parcela significativa do consumo global de eletricidade durante o verão, qualquer tecnologia capaz de reduzir essa dependência é valiosa.</p><p>De facto,<strong> os princípios do badgir já foram incorporados em edifícios públicos, centros educacionais</strong> e escritórios através de torres de ventilação modernas que aproveitam o vento e a ventilação cruzada para melhorar o conforto térmico sem recorrer constantemente a sistemas mecânicos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ortego%20Fern%C3%A1ndez%2C%20I" data-year="2020" data-title="Torres%20de%20viento%3A%20T%C3%A9cnicas%20pasivas%20de%20refrigeraci%C3%B3n" data-url="chrome-extension%3A%2F%2Fefaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj%2Fhttps%3A%2F%2Foa.upm.es%2F57995%2F1%2FTFG_20_Ortego_Fernandez_Irene.pdf">Ortego Fernández, I. (2020). <a href="chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://oa.upm.es/57995/1/TFG_20_Ortego_Fernandez_Irene.pdf" target="_blank">Torres de viento: Técnicas pasivas de refrigeración</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nem-ar-condicionado-nem-eletricidade-o-mecanismo-de-2-mil-anos-que-resfria-casas-no-meio-do-deserto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Verão: saiba porque é que perdemos o apetite em dias de calor intenso]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/verao-saiba-porque-e-que-perdemos-o-apetite-em-dias-de-calor-intenso.html</link><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 07:33:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Com o aumento das temperaturas, o corpo adapta-se ao calor e pode reduzir o apetite. Descubra aqui por que acontece e como manter uma alimentação equilibrada<strong>.</strong></p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-o-calor-do-verao-nos-tira-o-apetite-1782546327023.jpg" data-image="7pl7j3x89sbb" alt="Alimentação de verão" title="Alimentação de verão"><figcaption>Quando o calor aperta, o organismo altera o ritmo e pode diminuir a vontade de comer.</figcaption></figure><p><br>Quando o calor chega, muitas pessoas notam uma mudança curiosa, <strong>a vontade de comer parece desaparecer</strong>.</p><p>Os <strong>pratos mais pesados deixam de ser apetecidos</strong>, as refeições tornam-se mais pequenas e há uma preferência natural por alimentos frescos e leves.</p><p>Este fenómeno <strong>não é apenas uma questão de hábito ou de preferência</strong>, o calor de facto altera a forma como o nosso corpo gere a energia e regula a fome.</p><h2>Como desaparece a fome?</h2><p>Segundo um artigo publicado no <em>The Conversation</em>, esta diminuição do apetite durante períodos de calor está ligada ao <strong>esforço que o organismo faz para manter a temperatura interna estável</strong>.</p><p>Para que o metabolismo e muitas outras funções fisiológicas funcionem corretamente, o corpo precisa de manter uma <strong>temperatura interna média de cerca de 37 °C</strong>. A temperatura corporal é controlada de forma rigorosa pelo hipotálamo, a região do cérebro responsável pelo controlo térmico.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="713665" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/alimentacao-para-o-inicio-do-verao-que-frutas-e-legumes-deve-comer-no-mes-de-junho.html" title="Alimentação para o início do verão: que frutas e legumes deve comer no mês de junho">Alimentação para o início do verão: que frutas e legumes deve comer no mês de junho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/alimentacao-para-o-inicio-do-verao-que-frutas-e-legumes-deve-comer-no-mes-de-junho.html" title="Alimentação para o início do verão: que frutas e legumes deve comer no mês de junho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alimentacao-para-o-inicio-do-verao-que-frutas-e-legumes-deve-comer-no-mes-de-junho-1749022870552_320.jpg" alt="Alimentação para o início do verão: que frutas e legumes deve comer no mês de junho"></a></article></aside><p>Se a temperatura interna ficar demasiado baixa ou demasiado alta, a <strong>ação das enzimas e outras reações bioquímicas pode abrandar ou deixar de funcionar corretamente</strong>. Por isso, é essencial que a temperatura média do corpo seja cuidadosamente regulada.</p><p>E são vários os <strong>fatores que podem afetar a temperatura interna</strong>, incluindo infeções, exercício físico e esforço, hormonas, álcool e alguns medicamentos.</p><h2>Uma resposta do nosso corpo</h2><p>A <strong>circulação sanguínea</strong> também é fundamental. Quando o corpo tenta arrefecer-se, o <strong>sangue mais quente é direcionado para a pele</strong>, permitindo que o calor seja libertado para o ambiente.</p><p>Isto significa que há <strong>menos fluxo sanguíneo direcionado para outras zonas do corpo</strong>.<br>Depois de comermos, o sangue é normalmente encaminhado para o sistema digestivo, onde é utilizado para digerir, absorver e transportar nutrientes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-o-calor-do-verao-nos-tira-o-apetite-1782546357972.jpg" data-image="ny3uckl9xptj" alt="Hidratação" title="Hidratação"><figcaption>No verão, a hidratação é essencial para ajudar o corpo a controlar a temperatura, repor os líquidos perdidos e manter o bem-estar nos dias mais quentes.</figcaption></figure><p>Mas em situações de calor, o corpo está a tentar libertar calor, não conservá-lo. Além disso, <strong>a digestão aumenta o trabalho do organismo,</strong> absorver, transportar e armazenar nutrientes consome energia e produz calor.</p><p>Assim, <strong>o corpo reduz o fluxo sanguíneo e a atividade do intestino para diminuir esses processos</strong>. Esta é uma das razões pelas quais o apetite costuma diminuir no calor.</p><h2>Verão sem apetite </h2><p>O nosso apetite resulta de um <strong>equilíbrio entre a fome e a saciedade</strong>, dois fatores opostos. Parte desse equilíbrio é controlada por <strong>hormonas</strong>, nomeadamente a <strong>grelina</strong> (que aumenta a sensação de fome) e a <strong>leptina </strong>(que promove a sensação de saciedade).</p><p>Estudos sugerem que a exposição ao <strong>calor pode reduzir os níveis de grelina e aumentar as hormonas da saciedade</strong>, embora os resultados não sejam totalmente consistentes. Por isso, é improvável que as hormonas sejam a única explicação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="679766" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-adotar-uma-alimentacao-saudavel-a-ciencia-explica.html" title="Como adotar uma alimentação saudável? A ciência explica">Como adotar uma alimentação saudável? A ciência explica</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-adotar-uma-alimentacao-saudavel-a-ciencia-explica.html" title="Como adotar uma alimentação saudável? A ciência explica"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-adotar-uma-alimentacao-saudavel-a-ciencia-explica-1729713485032_320.jpeg" alt="Como adotar uma alimentação saudável? A ciência explica"></a></article></aside><p>Também existe uma <strong>ligação entre fome e sede</strong>. É fácil confundir uma com a outra, porque ambas são reguladas pelo hipotálamo.</p><p>Quando está calor e a temperatura corporal sobe, transpiramos mais para nos arrefecermos. Isso faz-nos <strong>perder líquidos e altera os níveis de minerais no sangue</strong>. Para compensar e evitar a desidratação, o cérebro desencadeia a sensação de sede, levando-nos a beber mais.</p><p>Essa resposta à sede também explica por que podemos não sentir tanta fome quando está calor: <strong>o corpo dá prioridade à hidratação em vez da alimentação</strong>. Embora isso ajude a arrefecer, beber demasiado de uma só vez pode causar sensação de inchaço, o que reduz ainda mais a vontade de comer.</p><h2>O que consumir quando está muito calor</h2><p>As <strong>alterações nos hábitos alimentares</strong> durante o calor também fazem sentido do ponto de vista evolutivo.</p><p>Em ambientes quentes, devemos consumir alimentos mais leves e ricos em água, uma vez que <strong>frutas, vegetais e refeições frescas ajudam a fornecer líquidos e nutrientes sem exigir um grande esforço digestivo</strong>. É por isso que saladas, sopas frias, frutas e alimentos menos gordurosos tendem a ganhar protagonismo nos meses de verão.</p><p>No entanto, a redução do apetite não significa que o corpo deixe de precisar de nutrientes. Mesmo quando a fome diminui, <strong>continuam a ser importantes proteínas, vitaminas, minerais </strong>e energia suficiente para manter as funções do organismo.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em situações de calor extremo, uma alimentação demasiado reduzida pode contribuir para cansaço, perda de massa muscular e menor capacidade de recuperação física.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A estratégia mais equilibrada passa por <strong>adaptar a alimentação às condições do clima</strong>. Em vez de forçar refeições muito grandes, pode ser mais confortável distribuir a ingestão ao longo do dia, escolhendo alimentos nutritivos e fáceis de consumir. <strong>Manter uma boa hidratação e incluir alimentos ricos em água </strong>pode ajudar o organismo a lidar melhor com as altas temperaturas.</p><h2>Alimentação no calor</h2><p>Alimentos como <strong>melancia, pepino, tomate e outros vegetais frescos</strong> podem ser mais apelativos quando o calor reduz a vontade de comer.</p><p>Também pode ser útil <strong>fazer refeições menores ao longo do dia</strong>, em vez de tentar comer grandes quantidades de uma só vez. Isto reduz o esforço digestivo e pode ser mais confortável para o organismo.</p><p>Em dias muito quentes, algumas pessoas preferem <strong>fontes de proteína mais leves, como iogurte, ovos, peixe ou leguminosas</strong>, para uma boa recuperação muscular.</p><p>As bebidas também têm um papel importante. A transpiração faz perder água e sais minerais, por isso é <strong>necessário repor os líquidos</strong>. No entanto, bebidas muito açucaradas ou com álcool podem não ser a melhor opção, porque podem afetar a hidratação.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/verao-saiba-porque-e-que-perdemos-o-apetite-em-dias-de-calor-intenso.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Qual o impacto nos gases de efeito de estufa dos campos de arrozais, que têm vindo a aumentar nas últimas décadas?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/qual-o-impacto-nos-gases-de-efeito-de-estufa-dos-campos-de-arrozais-que-tem-vindo-a-aumentar-nas-ultimas-decadas.html</link><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O arroz é um alimento básico diário para mais de metade da população mundial. Noventa por cento do abastecimento mundial de arroz provém da Ásia, onde existem os maiores arrozais do mundo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/qual-o-impacto-nos-gases-de-efeito-de-estufa-dos-campos-de-arrozais-que-tem-vindo-a-aumentar-nas-ultimas-decadas-1781301459944.jpg" data-image="2fhiruhn4lzl" alt="Arroz" title="Arroz"><figcaption>O arroz é a terceira maior cultura cerealífera do mundo, apenas ultrapassada pelas de milho e trigo.</figcaption></figure><p>Os arrozais são essenciais para a segurança alimentar global, mas são também uma das principais fontes de emissões de gases com efeito de estufa do sector agrícola.</p><h2>Implicação da expansão dos arrozais e método de cultivo</h2><p>A produção de arroz está em plena expansão devido à procura global. Embora a Ásia domine a produção, a África Austral, particularmente Angola e a Zâmbia, duplicou as suas áreas de cultivo de arroz desde 1960.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A área cultivada anualmente em todo o mundo variou entre 397,4 milhões de acres em 2015 e 426 milhões de acres em 2024.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os arrozais são continuamente inundados, criando condições de baixo oxigénio que sufocam as ervas daninhas e permitem que o arroz floresça. No entanto, o solo com baixo teor de oxigénio é também o <strong>ambiente perfeito para o desenvolvimento de bactérias que produzem metano, que é um dos gases mais relevante com efeito de estufa, que impulsiona o aquecimento climático a curto prazo. </strong></p><p>O método de cultivo utilizado, que é denominado por incorporação de resíduos da cultura, consiste na utilização de a mistura de restos de colheita, como talos e folhas, no solo alagado do arrozal para melhorar a estrutura do solo e a ciclagem de nutrientes. No entanto, isto também satura o solo com carbono e aumenta a produção de metano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/qual-o-impacto-nos-gases-de-efeito-de-estufa-dos-campos-de-arrozais-que-tem-vindo-a-aumentar-nas-ultimas-decadas-1781301772066.jpg" data-image="51ossx1m7jsk" alt="Arrozais" title="Arrozais"><figcaption>Os arrozais têm vindo a aumentar nos últimos anos, provocando um aumento de gases com efeito de estufa na atmosfera</figcaption></figure><p>Um novo estudo, publicado na Nature Food, fez a <strong>avaliação global mais abrangente das emissões de gases com efeito de estufa relacionadas com o arroz até à data,</strong> analisando as alterações do metano, óxido nitroso e carbono do solo desde 1961 a 2020.</p><p>O objetivo do estudo era compreender o impacto climático total dos sistemas de cultivo do arroz, não apenas do metano, mas de todos os principais gases com efeito de estufa em conjunto e identificar caminhos realistas para a mitigação.</p><p>Os investigadores combinaram a aprendizagem automática (ou machine learning) baseada em mais de 21.000 observações de campo e uma meta-análise global. Quantificaram as emissões totais, identificaram os principais fatores e avaliaram como as futuras estratégias de mitigação poderiam contribuir para as metas climáticas.</p><div class="texto-destacado">Este estudo descobriu que as emissões globais de gases com efeito de estufa provenientes da produção de arroz duplicaram nos últimos 60 anos, apesar das iniciativas mundiais para reduzir o impacto climático da cultura.</div><p>As emissões líquidas de gases com efeito de estufa dos arrozais globais duplicaram aproximadamente de 1961–1980 para 2001–2020, devido principalmente ao <strong>aumento de 52% nas emissões de dióxido de carbono (CO<sub>2</sub>) do solo e um aumento de 44% nas emissões de metano (CH<sub>4</sub>) do solo.</strong></p><p>Os autores concluíram ainda que a expansão da produção de arroz não foi o único fator responsável pelo aumento das emissões de metano, <strong>este aumento também se deve ao método de cultivo utilizado, com incorporação de resíduos da cultura.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766721" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/um-estudo-invulgar-como-reage-o-arroz-a-chuva.html" title="Um estudo invulgar: como reage o arroz à chuva">Um estudo invulgar: como reage o arroz à chuva</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/um-estudo-invulgar-como-reage-o-arroz-a-chuva.html" title="Um estudo invulgar: como reage o arroz à chuva"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/verruckte-studie-wie-reis-auf-regen-reagiert-1777276715100_320.jpeg" alt="Um estudo invulgar: como reage o arroz à chuva"></a></article></aside><p>Regionalmente, o Leste Asiático registou um aumento das emissões de metano associadas à incorporação excessiva de palha nos arrozais. Isto ocorre quando grandes quantidades da palha de arroz restante são devolvidas ao solo após a colheita, em vez de serem removidas. O processo melhora a fertilidade do solo e aumenta a matéria orgânica, que, na sua inevitável decomposição, produz emissões de metano.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O estudo avaliou que a prática de devolver a palha ao solo é responsável por 18% do aumento das emissões líquidas totais do arroz desde a década de 1960.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Além disso, África emergiu como um ponto crítico de emissões em rápido crescimento, dado que a área cultivada com arroz aumentou sete vezes em média entre 1961 e 2024, atingindo 40 milhões de acres.</p><h2>Como reduzir as emissões provenientes dos arrozais</h2><p>No estudo foram ainda apresentadas algumas medidas de mitigação das emissões provenientes dos arrozais.</p><div class="texto-destacado">Apesar do aumento das emissões, os autores indicam que uma melhor gestão agrícola poderia reduzir as emissões em cerca de 10% sem comprometer a produtividade.</div><p>As principais estratégias incluem a <strong>otimização da gestão da água para reduzir a formação de metano, minimizar o retorno excessivo de resíduos ao solo e melhorar a eficiência dos fertilizantes azotados.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/qual-o-impacto-nos-gases-de-efeito-de-estufa-dos-campos-de-arrozais-que-tem-vindo-a-aumentar-nas-ultimas-decadas-1781301979664.jpg" data-image="zflfg6vwwj83" alt="Fertilizantes nos arrozais" title="Fertilizantes nos arrozais"><figcaption>Os fertilizantes utilizados nos arrozais também contribuem para o aumento de gases com efeito de estufa na atmosfera, nomeadamente o óxido nitroso </figcaption></figure><p>Os fertilizantes também são um dos contribuintes para as emissões. A utilização de azoto sintético aumentou cerca de 76% após 2000, o que leva à emissão de maiores quantidades de óxido nitroso para a atmosfera.</p><p>Um dos autores do estudo destaca que as soluções de mitigação apresentadas no estudo são soluções práticas e escaláveis que os agricultores podem adotar de imediato e oferecem um caminho significativo <strong>para que a agricultura contribua para as metas climáticas de curto prazo, incluindo as metas de redução de metano.</strong></p><p>Os resultados sugerem ainda que a adoção de uma “agricultura climaticamente inteligente” adaptada a cada região se tornará cada vez mais importante para equilibrar a produção alimentar com as metas de mitigação das alterações climáticas.</p><p>No entanto, em cenários futuros de aquecimento global, a eliminação completa das emissões dos arrozais é improvável, e o estudo concluiu que serão essenciais estratégias de gestão integradas e específicas para cada região.<em></em></p><h3><em>Referência da notícia: </em></h3><p><a href="https://www.nature.com/articles/s43016-026-01355-8"><em></em></a><em><a href="https://www.nature.com/articles/s43016-026-01355-8">Jingting Zhang, Hanqin Ti et al., “Global rice paddy greenhouse gas emissions have doubled over the past six decades driven by area expansion and intensified residue incorporation”, Nature Food, vol 7., Published: 22 May 2026 </a></em> </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/qual-o-impacto-nos-gases-de-efeito-de-estufa-dos-campos-de-arrozais-que-tem-vindo-a-aumentar-nas-ultimas-decadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que podemos esperar, afinal, dos preços das casas em Portugal?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-podemos-esperar-afinal-dos-precos-das-casas-em-portugal.html</link><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Depois de anos de fortes aumentos, será que os preços vão finalmente estabilizar? Conheça as previsões para o mercado imobiliário português. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-podemos-esperar-afinal-dos-precos-das-casas-em-portugal-1782685213593.jpg" data-image="r24k26n3xk8a" alt="Casas Portugal" title="Casas Portugal"><figcaption>Afinal, o que dizem os especialistas e as previsões para os próximos anos? Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Se anda à procura de casa, ou sonha fazê-lo em breve, provavelmente já fez esta pergunta mais do que uma vez: <strong>será que os preços vão finalmente baixar</strong>?</p><p>A resposta curta é pouco animadora. Pelo menos, para quem espera uma queda acentuada. </p><div class="texto-destacado">Tudo indica que o mercado imobiliário português deverá continuar a valorizar, embora a um ritmo menos acelerado do que nos últimos anos.</div><p>A boa notícia? <strong>O crescimento dos preços poderá começar a perder velocidade</strong>. A menos boa é que isso não significa, necessariamente, que comprar casa vá ficar mais fácil.</p><p>“Depois de dois anos consecutivos com aumentos expressivos, Portugal mantém-se no top 3 dos países europeus com maior subida dos preços das casas até 2028”, lê-se no<em> site</em> ‘Viver nas Ondas’. </p><h2>Um mercado que continua a desafiar os compradores</h2><p>Nos últimos anos, o preço das casas em Portugal disparou. Em muitos concelhos, os valores mais do que duplicaram desde 2017, uma evolução que transformou o sonho da casa própria num objetivo cada vez mais difícil para muitas famílias.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="649420" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-casa-mais-isolada-do-mundo-situa-se-num-pequeno-ilhote-e-ficara-surpreendido-com-a-sua-utilizacao-geografia.html" title="A casa mais isolada do mundo situa-se num pequeno ilhote e ficará surpreendido com a sua utilização">A casa mais isolada do mundo situa-se num pequeno ilhote e ficará surpreendido com a sua utilização</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-casa-mais-isolada-do-mundo-situa-se-num-pequeno-ilhote-e-ficara-surpreendido-com-a-sua-utilizacao-geografia.html" title="A casa mais isolada do mundo situa-se num pequeno ilhote e ficará surpreendido com a sua utilização"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-cruel-uso-al-que-se-destina-ellidaey-la-casa-mas-solitaria-del-mundo-1711142088044_320.jpg" alt="A casa mais isolada do mundo situa-se num pequeno ilhote e ficará surpreendido com a sua utilização"></a></article></aside><p>Dados divulgados pelo Banco de Portugal no Boletim Económico, mostram que, entre 2017 e 2025, mais de uma centena de municípios registaram<strong> aumentos superiores a 100% no valor mediano das habitações</strong>. </p><p>Aliás, os novos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que, no primeiro trimestre de 2026, o preço médio de venda de uma habitação em Portugal foi de 262 839€. “Este valor representa um aumento de 13% em relação ao ano anterior e <strong>é o valor mais elevado de sempre registado</strong>”, escreve o ‘The Portugal News’.</p><p>E onde é que houve as maiores valorizações? Sem grandes surpresas, estas concentraram-se sobretudo na <strong>Área Metropolitana de Lisboa</strong>, na<strong> Área Metropolitana do Porto</strong> e em<strong> vários concelhos da Península de Setúbal</strong>, onde a procura cresceu de forma muito expressiva.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-podemos-esperar-afinal-dos-precos-das-casas-em-portugal-1782685383030.jpg" data-image="9at0oi1eaax0" alt="Portugal" title="Portugal"><figcaption>A procura continua elevada e a oferta escassa. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>“Entre os exemplos mais marcantes estão Sintra, Seixal, Barreiro, Moita e Setúbal, onde o valor mediano por metro quadrado das casas vendidas cresceu mais de 200% no período analisado”, nota a ‘Versa’.</p><p>“Parte desta valorização aconteceu em zonas que, até há poucos anos, eram vistas como alternativas mais acessíveis”, acrescentam.</p><p>Este fenómeno explica-se, em parte, por um efeito de "expansão". À medida que comprar casa nos centros urbanos se tornou incomportável para muitos compradores, a procura foi deslocando-se para municípios vizinhos, que até há poucos anos eram considerados alternativas mais económicas. O resultado foi uma subida dos preços também nessas zonas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775890" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/de-casa-ferroviaria-esquecida-a-habitacao-acessivel-conheca-o-edificio-que-renascera-no-norte-do-pais.html" title="De casa ferroviária esquecida a habitação acessível: conheça o edifício que renascerá no Norte do país">De casa ferroviária esquecida a habitação acessível: conheça o edifício que renascerá no Norte do país</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/de-casa-ferroviaria-esquecida-a-habitacao-acessivel-conheca-o-edificio-que-renascera-no-norte-do-pais.html" title="De casa ferroviária esquecida a habitação acessível: conheça o edifício que renascerá no Norte do país"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/de-casa-ferroviaria-esquecida-a-habitacao-acessivel-conheca-o-edificio-que-renascera-no-norte-do-pais-1782508572520_320.jpg" alt="De casa ferroviária esquecida a habitação acessível: conheça o edifício que renascerá no Norte do país"></a></article></aside><p>E os próximos anos? As previsões das principais entidades internacionais apontam para uma<strong> continuação da tendência de valorização</strong>, embora sem os aumentos excecionais registados recentemente.</p><p>A S&P Global, empresa americana especialista em informações e análises financeiras, estima que Portugal continuará entre os mercados imobiliários europeus com maior crescimento dos preços até 2028. Depois de aumentos muito expressivos em 2024 e 2025, a expectativa é de uma <strong>desaceleração gradual</strong>, mas não de uma inversão da tendência.</p><p>Isto significa que o mercado poderá entrar numa fase mais equilibrada, com subidas mais moderadas, mas sem sinais claros de uma descida generalizada dos preços.</p><h2>Porque é que as casas continuam tão caras?</h2><p>Há uma explicação relativamente simples: continua a haver mais procura do que oferta.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-podemos-esperar-afinal-dos-precos-das-casas-em-portugal-1782685510775.jpg" data-image="59n7yw3oo5ui" alt="Portugal" title="Portugal"><figcaption>Portugal entre os mercados imobiliários mais sobrevalorizados. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Por um lado, há cada vez mais famílias à procura de habitação. O crescimento do número de agregados familiares, as alterações demográficas e as mudanças nos estilos de vida aumentaram a necessidade de casas, mesmo sem um crescimento populacional proporcional.</p><p>Por outro lado,<strong> construir continua a ser um processo lento e caro</strong>. Os custos dos materiais, a falta de mão de obra especializada, a burocracia no licenciamento e o ritmo insuficiente da construção nova fazem com que a oferta não consiga acompanhar a procura.</p><div class="texto-destacado">Enquanto este desequilíbrio persistir, será difícil assistir a uma redução significativa dos preços.</div><p>Mas não pense que tudo sobe ao mesmo ritmo. Apesar da tendência nacional, o mercado não se comporta da mesma forma em todo o país.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772832" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/saidas-dos-contos-de-fadas-as-casas-suspensas-de-vancouver-surpreendem-o-mundo.html" title="Saídas dos contos de fadas, as casas suspensas de Vancouver surpreendem o mundo">Saídas dos contos de fadas, as casas suspensas de Vancouver surpreendem o mundo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/saidas-dos-contos-de-fadas-as-casas-suspensas-de-vancouver-surpreendem-o-mundo.html" title="Saídas dos contos de fadas, as casas suspensas de Vancouver surpreendem o mundo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/saidas-dos-contos-de-fadas-as-casas-suspensas-de-vancouver-surpreendem-o-mundo-1780929844580_320.jpg" alt="Saídas dos contos de fadas, as casas suspensas de Vancouver surpreendem o mundo"></a></article></aside><p>Lisboa, Porto e respetivas áreas metropolitanas continuam, sim, entre as zonas mais pressionadas. Ainda assim, muitos compradores estão agora a procurar alternativas em regiões como o Oeste, Vale do Tejo, parte do Alentejo ou alguns municípios do Norte, onde ainda é possível encontrar valores relativamente mais acessíveis.</p><p>No Algarve, “a história é um pouco diferente”, explica a ‘Versa’. Apesar de continuar entre as regiões mais caras do país, o ritmo de crescimento dos preços tem sido mais moderado do que noutras zonas. Isto porque se trata de um mercado muito influenciado pela procura internacional, que já partia de níveis elevados.</p><p>“Segundo o estudo, os municípios algarvios ‘que já se destacavam com rácios preço-renda superiores à média nacional ― muito influenciados pela procura por não residentes’, tiveram aumentos menos intensos do que outras zonas do território.”</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-podemos-esperar-afinal-dos-precos-das-casas-em-portugal-1782685676430.jpg" data-image="9uor6cth56mb" alt="Portugal" title="Portugal"><figcaption>Não é só na compra que se sente esta pressão. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>E o <strong>arrendamento</strong>? Quem procura casa para arrendar também não tem escapado à subida dos preços.</p><div class="texto-destacado">Para muitas famílias, arrendar continua a ser a única alternativa à compra, o que aumenta ainda mais a pressão sobre este mercado.</div><p>Em vários concelhos, as rendas mais do que duplicaram nos últimos anos, refletindo a escassez de oferta disponível e a crescente procura. </p><p>Segundo os dados do Banco de Portugal, o valor mediano das rendas por metro quadrado mais do que duplicou em 23 municípios. “Grândola, Sines e Moita destacam-se, com subidas superiores a 125% entre 2017 e 2024, o último ano com dados disponíveis”, avança ainda a ‘Versa’.</p><h2>Há sinais de mudança?</h2><p>Sim, pode haver. Isto é, existem alguns fatores que podem contribuir para uma <strong>maior estabilização</strong>.</p><p>A construção de novas habitações tem vindo a aumentar gradualmente e foram aprovadas medidas para acelerar licenciamentos e incentivar novos projetos habitacionais. No entanto, entre o momento em que um empreendimento é aprovado e a entrega das casas <strong>podem passar vários anos</strong>.</p><p>Ao mesmo tempo, a descida das taxas de juro observada desde 2024 deu algum novo impulso ao crédito à habitação, embora o financiamento continue mais caro do que durante o período de juros historicamente baixos.</p><div class="texto-destacado">Ou seja, mesmo que o mercado caminhe para um maior equilíbrio, dificilmente haverá mudanças rápidas.</div><p>“Valerá a pena esperar?”, perguntam-se muitos portugueses. A resposta depende sempre da situação de cada pessoa.</p><p>Se a expectativa é encontrar, dentro de poucos meses, uma queda generalizada dos preços, os indicadores disponíveis não apontam nesse sentido. O cenário mais provável é o de um <strong>mercado que continua a subir</strong>, mas de forma mais moderada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="697467" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-cidades-conseguirao-sobreviver-a-crise-climatica-cientista-do-mit-propoe-solucoes.html" title="Será que as cidades vão conseguir sobreviver à crise climática? Cientista do MIT propõe soluções">Será que as cidades vão conseguir sobreviver à crise climática? Cientista do MIT propõe soluções</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-cidades-conseguirao-sobreviver-a-crise-climatica-cientista-do-mit-propoe-solucoes.html" title="Será que as cidades vão conseguir sobreviver à crise climática? Cientista do MIT propõe soluções"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pueden-las-ciudades-sobrevivir-a-la-crisis-climatica-un-cientifico-del-mit-propone-soluciones-1739492755784_320.jpg" alt="Será que as cidades vão conseguir sobreviver à crise climática? Cientista do MIT propõe soluções"></a></article></aside><p>Mais importante do que tentar adivinhar o momento perfeito para comprar é perceber se a decisão faz sentido para a sua realidade financeira. Avaliar o orçamento, comparar opções de crédito, escolher uma localização compatível com o seu estilo de vida e evitar assumir uma prestação demasiado elevada continuam a ser os fatores mais importantes.</p><p>No fim de contas, o mercado imobiliário pode mudar de velocidade, mas continua longe de travar. Para quem procura casa, isso significa que informação, planeamento e alguma paciência continuam a ser os melhores aliados.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Versa%2C%20Salema%2C%20F" data-year="2026" data-title="Afinal%2C%20onde%20d%C3%A1%20para%20viver%20em%20Portugal%3F%20O%20que%20esperar%20dos%20pre%C3%A7os%20das%20casas%3F" data-url="https%3A%2F%2Fversa.iol.pt%2Fhabitacao%2Fportugal%2Fafinal-onde-da-para-viver-em-portugal-o-que-esperar-dos-precos-das-casas%2F20260615%2F6a300eecd34e28842c852d68">Versa, Salema, F. (2026). <a href="https://versa.iol.pt/habitacao/portugal/afinal-onde-da-para-viver-em-portugal-o-que-esperar-dos-precos-das-casas/20260615/6a300eecd34e28842c852d68" target="_blank">Afinal, onde dá para viver em Portugal? O que esperar dos preços das casas?</a>.</cite><br><cite data-author="Viver%20nas%20Ondas" data-year="2026" data-title="Comprar%20casa%20em%20Portugal%20vai%20continuar%20mais%20caro%3F%20Eis%20o%20que%20dizem%20as%20previs%C3%B5es" data-url="https%3A%2F%2Fwww.vivernasondas.com%2Fdetalhe-noticia%2Fcomprar-casa-em-portugal-vai-continuar-mais-caro-eis-o-que-dizem-as-previsoes%2F58840">Viver nas Ondas. (2026). <a href="https://www.vivernasondas.com/detalhe-noticia/comprar-casa-em-portugal-vai-continuar-mais-caro-eis-o-que-dizem-as-previsoes/58840" target="_blank">Comprar casa em Portugal vai continuar mais caro? Eis o que dizem as previsões</a>.</cite><br><cite data-author="The%20Portugal%20News" data-year="2026" data-title="Comprar%20uma%20casa%20em%20Portugal%20est%C3%A1%20a%20tornar-se%20cada%20vez%20mais%20dif%C3%ADcil" data-url="https%3A%2F%2Fwww.theportugalnews.com%2Fpt%2Fnoticias%2F2026-06-24%2Fcomprar-uma-casa-em-portugal-esta-a-tornar-se-cada-vez-mais-dificil%2F1045429">The Portugal News. (2026). <a href="https://www.theportugalnews.com/pt/noticias/2026-06-24/comprar-uma-casa-em-portugal-esta-a-tornar-se-cada-vez-mais-dificil/1045429" target="_blank">Comprar uma casa em Portugal está a tornar-se cada vez mais difícil</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-podemos-esperar-afinal-dos-precos-das-casas-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 14 ºC acima da média: Portugal enfrentará nova subida das temperaturas ao longo da semana]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-14-c-acima-da-media-portugal-enfrentara-nova-subida-das-temperaturas-ao-longo-da-semana.html</link><pubDate>Sun, 28 Jun 2026 16:35:48 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O calor deverá intensificar-se em Portugal continental durante a próxima semana, impulsionado por uma dorsal anticiclónica. Os modelos apontam para máximas de 42 ºC e anomalias térmicas até 14 ºC.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-14-c-acima-da-media-portugal-enfrentara-nova-subida-das-temperaturas-ao-longo-da-semana-1782643831273.jpg" data-image="plmoq2erv3e8" alt="Calor volta a ganhar força e deverá intensificar-se ao longo da semana." title="Calor volta a ganhar força e deverá intensificar-se ao longo da semana."><figcaption>O calor deverá intensificar-se em Portugal continental ao longo da semana, aumentando o desconforto térmico e reforçando a importância da hidratação e da proteção durante as horas de maior exposição solar.</figcaption></figure><p>Portugal continental prepara-se para enfrentar uma <strong>nova intensificação do calor ao longo da próxima semana</strong>, com subida gradual das temperaturas a partir de segunda-feira e pico previsto entre quarta e quinta-feira. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Os modelos meteorológicos apontam para <strong>máximas de 40 a 42 ºC em regiões do interior Sul e do Vale do Tejo</strong>, enquanto várias zonas deverão registar valores significativamente acima da média climatológica para o início de julho.</p><h2>Bloqueio atmosférico favorece a intensificação do calor</h2><p>A evolução prevista resulta do reforço de uma dorsal anticiclónica sobre a Península Ibérica, associada a um bloqueio atmosférico sobre a Europa Ocidental. Esta configuração dificultará a progressão das depressões atlânticas e <strong>favorecerá a persistência de céu pouco nublado, vento geralmente fraco e forte insolação</strong>, condições que contribuirão para o aquecimento progressivo da massa de ar sobre Portugal continental. Em simultâneo, ar quente de origem subtropical deverá manter-se sobre grande parte da Península Ibérica, sustentando vários dias consecutivos de temperaturas elevadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-14-c-acima-da-media-portugal-enfrentara-nova-subida-das-temperaturas-ao-longo-da-semana-1782644231041.png" data-image="9cp6lixfslcs"><figcaption>A semana deverá começar já com temperaturas muito elevadas em grande parte do país. Na tarde de segunda-feira, 29 de junho, os termómetros poderão ultrapassar os 35 ºC em várias regiões do interior, antecipando um agravamento do calor nos dias seguintes.</figcaption></figure><p>A subida deverá tornar-se evidente já na segunda-feira, sobretudo no interior, onde as máximas deverão variar entre 34 e 37 ºC. Na terça-feira, o calor deverá intensificar-se e abranger uma área mais ampla do território, com valores entre <strong>37 e 39 ºC em vários locais do Alentejo, do Vale do Tejo e do interior Centro</strong>. A influência moderadora do Atlântico ainda deverá atenuar o calor em parte do litoral, sobretudo no início da semana.</p><h2>Porto e Leiria destacam-se pelas maiores anomalias térmicas</h2><p>Entre quarta e quinta-feira, o episódio deverá atingir a sua maior intensidade. <strong>O interior Sul poderá alcançar 40 a 42 ºC</strong>, enquanto cidades como Castelo Branco, Évora ou Portalegre deverão aproximar-se dos 39 a 41 ºC. Embora o interior continue a concentrar as temperaturas mais elevadas, <strong>a subida térmica deverá sentir-se de forma particularmente expressiva também no litoral</strong>. O Porto poderá rondar os 36 ºC, Leiria os 38 ºC e Lisboa os 37 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-14-c-acima-da-media-portugal-enfrentara-nova-subida-das-temperaturas-ao-longo-da-semana-1782644173432.png" data-image="ht0wq36euumw"><figcaption>Na quinta-feira, 2 de julho, o calor deverá abranger praticamente todo o território, com temperaturas superiores a 40 ºC no interior e de cerca de 36 ºC no Porto, 38 ºC em Leiria e 37 ºC em Lisboa.</figcaption></figure><p>É precisamente em vários distritos do litoral que este episódio assume um caráter mais invulgar. Os mapas do ECMWF indicam que <strong>Porto e Leiria deverão destacar-se entre as capitais de distrito com as maiores anomalias térmicas do país,</strong> podendo apresentar temperaturas cerca de <strong>14 ºC acima da normal climatológica</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-14-c-acima-da-media-portugal-enfrentara-nova-subida-das-temperaturas-ao-longo-da-semana-1782644068879.png" data-image="lb94uo0ufpxt"><figcaption>Na quinta-feira, 2 de julho, as temperaturas poderão situar-se entre 10 e 14 ºC acima da normal climatológica em grande parte de Portugal continental, com destaque para o litoral Centro e Norte, incluindo Porto e Leiria.</figcaption></figure><p>Esta situação evidencia que as maiores anomalias nem sempre coincidem com as temperaturas mais elevadas, mas com <strong>desvios excecionais face ao habitual</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776007" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/atencao-a-radiacao-uv-em-portugal-continental-esperam-se-niveis-elevados-nos-proximos-dias.html" title="Atenção à radiação UV em Portugal Continental: esperam-se níveis elevados nos próximos dias">Atenção à radiação UV em Portugal Continental: esperam-se níveis elevados nos próximos dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/atencao-a-radiacao-uv-em-portugal-continental-esperam-se-niveis-elevados-nos-proximos-dias.html" title="Atenção à radiação UV em Portugal Continental: esperam-se níveis elevados nos próximos dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/atencao-a-radiacao-uv-em-portugal-continental-esperam-se-niveis-elevados-nos-proximos-dias-1782591421727_320.png" alt="Atenção à radiação UV em Portugal Continental: esperam-se níveis elevados nos próximos dias"></a></article></aside><p>Perante a subida das temperaturas, será importante <strong>reforçar a hidratação, evitar a exposição solar durante as horas de maior calor</strong> e proteger os grupos mais vulneráveis.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-14-c-acima-da-media-portugal-enfrentara-nova-subida-das-temperaturas-ao-longo-da-semana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Histórias que se moldam com a mão: as desconhecidas massas de Itália ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/historias-que-se-moldam-com-a-mao-as-desconhecidas-massas-de-italia.html</link><pubDate>Sun, 28 Jun 2026 11:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Escondidas entre aldeias e tradições antigas, as massas raras de Itália revelam histórias de família, tradição e uma cultura feita à mão.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/historias-que-se-moldam-com-a-mao-as-desconhecidas-massas-de-italia-1782138924185.jpg" data-image="qvyj6oafe4qb" alt="Gastronomia italiana" title="Gastronomia italiana"><figcaption>Longe dos clássicos conhecidos, as massas regionais italianas revelam uma cultura feita de gestos, memórias e sabores únicos.</figcaption></figure><p>Muitas vezes quando pensamos em massa, vem-nos quase automaticamente a imagem de um <strong>prato de esparguete com carne picada, uma lasanha dourada</strong> ou até um prato de ravioli recheado.</p><p>No entanto, a verdadeira alma da cozinha italiana <strong>vive muitas vezes longe dos clássicos conhecidos</strong>, está escondida em aldeias, cozinhas familiares e tradições que sobreviveram durante séculos através de gestos simples, como amassar, cortar, enrolar, dar forma à massa com as mãos.</p><p>A gastronomia italiana é, afinal, um <strong>mosaico de culturas regionais</strong>, onde cada território moldou os seus sabores a partir da paisagem, da história e dos ingredientes locais.</p><p>Assim, a massa em Itália <strong>nunca foi apenas comida, mas sim uma extraordinária forma de contar histórias</strong>.</p><h2>Uma tradição moldada com a mão </h2><p>Cada região <strong>desenvolveu as suas próprias variedades, não por capricho, mas por necessidade</strong>. O trigo disponível, o clima, a pobreza ou abundância de ingredientes e as tradições agrícolas determinaram formas diferentes de preparar o mesmo alimento básico.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="729579" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-foi-a-italia-ajudar-a-identificar-medidas-para-defender-o-arroz-europeu.html" title="Portugal foi a Itália ajudar a identificar medidas para defender o arroz europeu">Portugal foi a Itália ajudar a identificar medidas para defender o arroz europeu</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-foi-a-italia-ajudar-a-identificar-medidas-para-defender-o-arroz-europeu.html" title="Portugal foi a Itália ajudar a identificar medidas para defender o arroz europeu"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-foi-a-italia-ajudar-a-identificar-medidas-para-defender-o-arroz-europeu-1757939952062_320.jpg" alt="Portugal foi a Itália ajudar a identificar medidas para defender o arroz europeu"></a></article></aside><p>A diversidade é tão vasta que <strong>existem centenas de formatos de massa</strong>, muitos deles profundamente ligados a uma única vila ou comunidade.</p><p>Na Sardenha, <strong>existe uma massa que parece quase uma peça de joalharia</strong>, as <strong><em>lorighittas</em></strong>. Moldadas à mão em pequenos anéis entrelaçados, nasceram numa região onde o tempo parecia passar mais devagar, na aldeia de Morgongiori.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/historias-que-se-moldam-com-a-mao-as-desconhecidas-massas-de-italia-1782138967848.jpg" data-image="yp0kbi0pldsh" alt="Uma mão cheia de histórias" title="Uma mão cheia de histórias"><figcaption>Antes de chegar ao prato, cada massa nasce nas mãos de quem transforma farinha e tradição numa história rica em sabor.</figcaption></figure><p>A sua forma <strong>exige alguma paciência e técnica, e durante gerações foi preparada sobretudo para ocasiões especiais</strong>.</p><p>Também na Sardenha encontra-se uma das massas mais raras do mundo, o <strong><em>su filindeu</em></strong>, cujo nome significa “fios de Deus” é <strong>feito unicamente por 3 mulheres da família italiana Abraini, que preservam a receita em segredo há cerca de 300 anos</strong>.</p><p>Esta massa é a prova de como <strong>certas receitas não são apenas culinária, são património vivo</strong>.</p><h2>O património secreto de Itália </h2><p>Na Ligúria, junto ao mar, encontramos os <em><strong>trofie</strong></em>, pequenas massas torcidas tradicionalmente associadas ao pesto. A sua <strong>forma irregular</strong> foi criada para agarrar melhor o molho feito com manjericão, pinhões, alho e azeite.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/historias-que-se-moldam-com-a-mao-as-desconhecidas-massas-de-italia-1782139915847.jpg" data-image="b4m9rxwf4ocd" alt="Trofie" title="Trofie"><figcaption>Pequenas e torcidas à mão, as trofie nasceram na Ligúria para abraçar o pesto ou outros molhos e guardar o sabor da sua terra.</figcaption></figure><p>No sul de Itália, especialmente em regiões como a Puglia, surgem <strong>massas que refletem uma cozinha mais simples e camponesa</strong>.</p><p>As <em><strong>orecchiette</strong></em>, pequenas “orelhas” feitas com os dedos, foram pensadas para acompanhar ingredientes locais como grelos, legumes e molhos intensos, sendo que <strong>devido à sua rugosidade conseguem uma absorção perfeita dos temperos</strong>.</p><p>A sua beleza está precisamente na imperfeição, pois <strong>cada peça é ligeiramente diferente porque foi criada por uma mão humana</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>"Estas massas raras mostram algo essencial sobre a cultura italiana, a comida não foi criada para impressionar, mas para pertencer." </strong><br>De acordo com a National Geographic.</div><p>Uma receita podia nascer numa pequena aldeia porque determinada família tinha acesso a certo tipo de trigo, porque <strong>uma avó descobriu uma forma mais prática de moldar a massa</strong> ou porque uma região precisava de um alimento que resistisse ao tempo.</p><h2>Tradições que resistem à industrialização </h2><p>A industrialização tornou algumas variedades famosas em todo o mundo, mas também tornou muitas outras quase invisíveis. <strong>As massas mais conhecidas são frequentemente as que se adaptam melhor à produção em grande escala, </strong>com formas uniformes, fáceis de transportar e armazenar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="661866" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/estara-este-famoso-vinho-espumante-italiano-realmente-em-risco-de-desaparecer-vitivinicultura.html" title="Estará este famoso vinho espumante italiano realmente em risco de desaparecer?">Estará este famoso vinho espumante italiano realmente em risco de desaparecer?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/estara-este-famoso-vinho-espumante-italiano-realmente-em-risco-de-desaparecer-vitivinicultura.html" title="Estará este famoso vinho espumante italiano realmente em risco de desaparecer?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estara-este-famoso-vinho-espumante-italiano-realmente-em-risco-de-desaparecer-vitivinicultura-1718883720872_320.jpg" alt="Estará este famoso vinho espumante italiano realmente em risco de desaparecer?"></a></article></aside><p>Já as massas regionais carregam <strong>marcas humanas, pequenas diferenças de textura, tamanho e formato que revelam a mão de quem as fez</strong>.<br>Talvez seja por isso que descobrir estas massas seja uma forma diferente de viajar por Itália.</p><p>Não é apenas visitar cidades famosas ou provar pratos reconhecidos internacionalmente. É <strong>entrar numa cozinha pequena, ouvir o som da massa a ser trabalhada </strong>e perceber que cada prato contém uma geografia inteira.</p><p>A massa italiana é muitas vezes apresentada como <strong>símbolo de simplicidade, uma vez que é feita apenas com </strong><strong>farinha, água, talvez ovos.</strong> Mas dentro dessa simplicidade existe uma complexidade extraordinária.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/historias-que-se-moldam-com-a-mao-as-desconhecidas-massas-de-italia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bactérias de uma laguna no Rio de Janeiro ajudam os cientistas a descobrir se há vida em Marte; saiba como]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/bacterias-de-laguna-no-rio-de-janeiro-ajudam-cientistas-a-descobrir-se-ha-vida-em-marte-entenda.html</link><pubDate>Sun, 28 Jun 2026 10:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma laguna de água hipersalgada no litoral fluminense pode ter semelhanças com o ambiente encontrado em lagunas localizadas sob a superfície de Marte.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/bacterias-de-laguna-no-rio-de-janeiro-ajudam-cientistas-a-descobrir-se-ha-vida-em-marte-entenda-1782509790636.jpg" data-image="gkaif5v7u2yy"><figcaption>A Lagoa de Araruama, no Rio Janeiro, está separada do mar por um grande cordão arenoso, onde estão instaladas pequenas lagunas, como a Brejo do Espinho. Divulgação.</figcaption></figure><p>Investigadores do Laboratório de Astrobiologia (AstroLab) da Universidade de São Paulo (USP) utilizaram <strong>bactérias encontradas na Laguna Brejo do Espinho</strong>, na Restinga de Massambaba, Rio de Janeiro, para <strong>estudar se o planeta Marte poderia abrigar alguma forma de vida</strong>.</p><p>Isto porque as <strong>águas da laguna </strong>no litoral fluminense possuem uma<strong> salinidade extrema</strong>, e <strong>podem assemelhar-se com as chamadas "salmouras"</strong> intermitentes do planeta vermelho.</p><p>Entenda mais sobre este estudo abaixo.</p><h2>Que bactéria é esta e como é que pode ajudar nas investigações sobre Marte?</h2><p>A principal <strong>bactéria </strong>estudada é a <strong><em>Staphylococcus nepalensis</em> </strong>(S. <em>nepalensis</em>), que tem chamado a atenção dos investigadores da USP por ter características muito específicas. Esta bactéria<strong> tem a capacidade de sobreviver a mudanças bruscas e concentrações extremas de salinidade</strong>, então serve como modelo para entender como os microrganismos toleram ambientes severos.</p><p>E este tipo de bactéria foi encontrado na<strong> Laguna Brejo do Espinho</strong>, em Araruama, <strong>um ambiente hostil que possui salinidade extrema</strong>. Esta tem baixa profundidade média, que varia entre 2 centímetros e 2 metros, o que faz aumentar a variação da salinidade ao longo do ano nas suas águas.</p><p>Desta forma, os investigadores estão a usar esta bactéria da laguna em <strong>experiências de laboratório </strong>que simulam algumas condições extremas de Marte, como as que são encontradas nas <strong>salmouras intermitentes — pequenos fluxos de água extremamente salgada que se formam brevemente na superfície marciana</strong>. </p><div class="texto-destacado"> A laguna em Araruama é uma das maiores massas de água hipersalina permanente do mundo, superando a concentração de sal da água do mar. </div><p>Estas experiências reproduzem o ciclo de água extremamente salgada de Marte para<strong> testar como a bactéria reage, dando pistas sobre a habitabilidade passada (ou presente) no planeta vermelho</strong>.</p><p>Ou seja, o objetivo principal desta investigação é <strong>entender se estas salmouras marcianas poderiam reunir as condições mínimas para a sobrevivência de microrganismos </strong>extremófilos (seres vivos que conseguem desenvolver-se em condições extremas).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cientistas-encontram-um-mineral-fundamental-da-terra-em-uma-rocha-de-marte-algo-nunca-antes-visto.html" title="Cientistas encontram um mineral fundamental da Terra numa rocha de Marte (algo nunca antes visto)">Cientistas encontram um mineral fundamental da Terra numa rocha de Marte (algo nunca antes visto)</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cientistas-encontram-um-mineral-fundamental-da-terra-em-uma-rocha-de-marte-algo-nunca-antes-visto.html" title="Cientistas encontram um mineral fundamental da Terra numa rocha de Marte (algo nunca antes visto)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-hallan-un-mineral-clave-de-la-tierra-en-una-roca-de-marte-algo-nunca-antes-visto-1781904236798_320.jpg" alt="Cientistas encontram um mineral fundamental da Terra numa rocha de Marte (algo nunca antes visto)"></a></article></aside><p> Estas <strong>salmouras hipersalinas de Marte poderiam ocorrer durante o</strong><strong> verão do planeta</strong>, mesmo que em quantidades muito pequenas, o que é uma informação animadora para a possibilidade de algum tipo de vida se sustentar lá.</p><p>Então, os investigadores querem entender <strong>como é que esta bactéria deve responder aos ciclos das salmouras intermitentes do verão marciano</strong>, que congelam à noite e voltam ao estado líquido durante o dia. </p><p>Durante o dia, à medida que a temperatura aumenta, a água descongela e contribui para a diluição do sal acumulado na salmoura. À noite ocorre o oposto: as soluções voltam a congelar, o que diminui a quantidade de água líquida disponível, leva a uma dessecação e ao aumento da concentração de sal da salmoura.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bacterias-de-laguna-no-rio-de-janeiro-ajudam-cientistas-a-descobrir-se-ha-vida-em-marte-entenda-1782510325624.jpg" data-image="epwr73lm4hw9"><figcaption>As salmouras em Marte são misturas de água líquida com altas concentrações de sais (como percloratos). Estas são o mecanismo mais provável para a existência de água líquida no planeta hoje. Crédito: NASA, JPL, Malin Space Science Systems.</figcaption></figure><p>Esta <strong>variação brusca</strong> na disponibilidade de água e <strong>concentração de sal </strong>nas salmouras marcianas <strong>submete a vida tal como a conhecemos a importantes desafios biológicos</strong>.</p><p>Os <strong>resultados futuros</strong> das investigações vão ajudar a <strong>entender </strong>se a <strong>capacidade adaptativa da bactéria </strong>pode ser uma <strong>via de adaptação diante de stressores ambientais em Marte</strong>. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Albergaria%2C%20D" data-year="2026" data-title="Bact%C3%A9rias%20que%20vivem%20em%20laguna%20no%20Rio%20de%20Janeiro%20ajudam%20a%20investigar%20se%20Marte%20pode%20ser%20habit%C3%A1vel" data-url="https%3A%2F%2Ftheconversation.com%2Fbacterias-que-vivem-em-laguna-no-rio-de-janeiro-ajudam-a-investigar-se-marte-pode-ser-habitavel-285594">Albergaria, D. (2026). <a href="https://theconversation.com/bacterias-que-vivem-em-laguna-no-rio-de-janeiro-ajudam-a-investigar-se-marte-pode-ser-habitavel-285594" target="_blank">Bactérias que vivem em laguna no Rio de Janeiro ajudam a investigar se Marte pode ser habitável</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/bacterias-de-laguna-no-rio-de-janeiro-ajudam-cientistas-a-descobrir-se-ha-vida-em-marte-entenda.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A escala de Bortle e como saber se o céu da sua cidade é adequado para observar a Via Láctea]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-escala-de-bortle-e-como-saber-se-o-ceu-da-sua-cidade-e-adequado-para-observar-a-via-lactea.html</link><pubDate>Sun, 28 Jun 2026 09:06:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Nem todos os céus permitem ver a Via Láctea. A escala de Bortle classifica a escuridão noturna de 1 a 9 e ajuda a determinar se a sua cidade tem condições adequadas para observar estrelas, galáxias e outros fenómenos astronómicos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-escala-de-bortle-y-como-saber-si-el-cielo-de-tu-ciudad-es-apto-para-ver-la-via-lactea-1782506575014.png" data-image="fsnt5zurlgvw" alt="A escala de Bortle" title="A escala de Bortle"><figcaption>A escala de Bortle mostra como a poluição luminosa transforma o céu noturno: desde paisagens escuras onde a Via Láctea domina a noite, até cidades onde quase não se vêem estrelas.</figcaption></figure><p>Porque é que a Via Láctea aparece como uma nuvem brilhante no céu em alguns locais, enquanto noutros apenas algumas estrelas são visíveis? <strong>A resposta está na poluição luminosa e numa ferramenta fundamental para a medir</strong>: a escala de Bortle.</p><p><strong>Observar o céu noturno nem sempre significa ver o mesmo universo</strong>. Numa grande cidade, postes de iluminação, edifícios, carros e outdoors iluminam a atmosfera, criando uma espécie de "névoa artificial" que obscurece as estrelas mais ténues. Longe dos centros urbanos, porém, o céu recupera profundidade e contraste, e até revela a faixa leitosa da nossa galáxia.</p><p>Para determinar a escuridão do céu, <strong>o</strong><strong>s astrónomos amadores e os observadores utilizam a escala de Bortle</strong>, um sistema que classifica a qualidade do céu noturno de 1 a 9, em que 1 representa um céu excecionalmente escuro e 9 um céu urbano fortemente poluído por luz artificial.</p><h2>O que mede a escala de Bortle?<br></h2><p>A escala de Bortle não mede o clima ou a cobertura de nuvens, mas sim <strong>o brilho do céu noturno causado principalmente pela poluição luminosa</strong>. Foi proposta pelo astrónomo amador John E. Bortle e é utilizada como um guia prático para estimar a nitidez da observação de estrelas, galáxias, nebulosas e, claro, da Via Láctea.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A escala de Bortle revela quanta luz ofusca as estrelas e quão visível pode ser a Via Láctea.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Isto significa que <strong>quanto mais baixo for o número, melhor será o céu para observar as estrelas</strong>. Quanto maior o número, mais luzes competirão com as estrelas. E sim, infelizmente, as luzes geralmente ganham de lavada.</p><h3>De 1 a 9: assim muda o céu noturno<br></h3><p><strong>Um céu Bortle 1 corresponde a condições quase perfeitas</strong>: escuridão profunda, horizonte limpo e uma Via Láctea muito proeminente, com detalhes visíveis a olho nu. É o <strong>tipo de céu que se encontra em zonas remotas</strong>, longe de cidades, estradas e centros industriais.</p><p><strong>Nos índices Bortle 2 e 3, o céu continua excelente para a astronomia.</strong> A Via Láctea é claramente visível e algumas estruturas internas podem ser distinguidas sem telescópio, especialmente em noites sem lua.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-escala-de-bortle-y-como-saber-si-el-cielo-de-tu-ciudad-es-apto-para-ver-la-via-lactea-1782498491797.jpg" data-image="tpan22yzen4y" alt="Escala de Bortle." title="Escala de Bortle."><figcaption>A escala de Bortle classifica a qualidade do céu noturno de 1 a 9: quanto mais baixo for o índice, melhores serão as condições para observar a Via Láctea.</figcaption></figure><p>O <strong>nível 4 de Bortle já apresenta alguma poluição luminosa, mas ainda permite ver a Via Láctea</strong>, embora com menos contraste. Para muitas pessoas, este pode ser o primeiro grande passo de "eu vejo estrelas" para "eu vejo uma galáxia acima da minha cabeça".</p><p><strong>Em condições de Bortle 5 e 6</strong>, típicas de zonas suburbanas ou cidades de média dimensão, a Via Láctea torna-se difícil ou quase impossível de detetar a olho nu. <strong>Estrelas brilhantes, planetas e a Lua são visíveis, mas os objetos ténues desaparecem</strong>.</p><p>Os <strong>níveis 7, 8 e 9 da escala de Bortle correspondem a céus urbanos com forte iluminação</strong>. Nestes casos, o céu pode parecer acinzentado ou alaranjado, e apenas as estrelas mais brilhantes são visíveis. A Via Láctea, na prática, desaparece da vista.</p><h2>Que classificação de Bortle preciso de ter para ver a Via Láctea?<br></h2><p>Para observar a Via Láctea a olho nu, o ideal <strong>é procurar céus com um índice de Bortle de 4 ou inferior</strong>. Para uma experiência verdadeiramente deslumbrante, procure locais com um índice de Bortle de 1, 2 ou 3, longe da luz solar direta e com um horizonte limpo.</p><p> Mas<strong> o índice não é tudo</strong>. A fase da lua, a transparência atmosférica, a cobertura de nuvens, a humidade e a época do ano também importam. <strong>Uma noite sem lua é muito melhor do que uma noite de lua cheia</strong>, porque até a luz natural pode obscurecer estrelas ténues e detalhes da galáxia. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg> Para ver a Via Láctea, procure céus com classificação Bortle 4 ou inferior: sem lua, sem nuvens e longe das luzes da cidade. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Além disso, <strong>pode consultar mapas de poluição luminosa, como o <em>Light Pollution Map</em></strong> ou plataformas similares, onde é possível pesquisar uma cidade ou coordenadas e estimar o nível de Bortle desse local. Existem também aplicações de astronomia que ajudam a planear passeios noturnos com base na localização, fase da lua e visibilidade.</p><p>Se a sua cidade apresentar um índice de Bortle elevado, isso não significa que deva desistir. <strong>Por vezes, basta afastar-se 30, 60 ou 90 minutos do centro da cidade para notar uma grande diferença</strong>. O céu escuro nem sempre está assim tão longe: só tem de escapar do "modo estádio" da cidade.</p><p><strong>A poluição luminosa não afeta apenas quem quer fotografar a Via Láctea. Também impacta a investigação astronómica</strong>, perturba os ecossistemas noturnos e diminui a nossa ligação com o céu. Em países como o Chile, que possui alguns dos mais belos céus do planeta, <strong>proteger o céu noturno significa também salvaguardar uma janela privilegiada para o universo</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referencia de la noticia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Sky%20and%20Telescope" data-year="2026" data-title="Medici%C3%B3n%20de%20la%20contaminaci%C3%B3n%20lum%C3%ADnica%3A%20La%20escala%20de%20cielo%20oscuro%20de%20Bortle." data-url="https%3A%2F%2Fskyandtelescope.org%2Fastronomy-resources%2Flight-pollution-and-astronomy-the-bortle-dark-sky-scale%2F">Sky and Telescope. (2026). <a href="https://skyandtelescope.org/astronomy-resources/light-pollution-and-astronomy-the-bortle-dark-sky-scale/" target="_blank">Medición de la contaminación lumínica: La escala de cielo oscuro de Bortle.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-escala-de-bortle-e-como-saber-se-o-ceu-da-sua-cidade-e-adequado-para-observar-a-via-lactea.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O mistério das pinturas rupestres e a busca por ADN da idade do gelo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-misterio-das-pinturas-rupestres-e-a-busca-por-adn-da-idade-do-gelo.html</link><pubDate>Sun, 28 Jun 2026 08:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O segredo das grutas calcárias: como a saliva de artistas da idade do gelo preservou o seu ADN. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-misterio-das-pinturas-rupestres-e-a-busca-por-adn-na-idade-do-gelo-1782210989465.png" data-image="7np2qyxa4ojh"><figcaption>Pinturas rupestres em Taureaux / Grotte de Lascaux, France.</figcaption></figure><p>Uma expedição científica pioneira em grutas calcárias espanholas propõe-se a extrair material genético humano diretamente de pinturas rupestres com mais de <strong>40.000 anos</strong>. </p><div class="texto-destacado">Paramentados com fatos de proteção biológica para blindar as amostras contra contaminações modernas, os investigadores assemelham-se a peritos forenses numa antiga cena de crime. </div><p>O intuito deste projeto inovador é decifrar um autêntico "caso de pessoas desaparecidas" que se estende por milénios, revelando finalmente a verdadeira <strong>identidade dos artistas da Idade do Gelo que imortalizaram veados, cavalos e os emblemáticos estênceis de mãos no interior das rochas</strong>. </p><h2>Uma cápsula do tempo biológica nas paredes de calcário</h2><p>Apesar de a comunidade científica <strong>já ter obtido sucesso na extração de ADN humano a partir de sedimentos de grutas </strong>e de pequenos artefactos escavados no solo, nunca ninguém tinha conseguido recuperar material genético diretamente da própria superfície onde a arte foi criada.</p><div class="texto-destacado">A viabilidade desta empreitada revolucionária depende fundamentalmente de um alinhamento perfeito de condições naturais e de uma boa dose de sorte. </div><p>O primeiro requisito essencial é que os artistas<strong> tenham deixado os seus vestígios biológicos na rocha calcária</strong>, o que pode ter ocorrido através da descamação natural de células da pele ao tocarem na parede. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-misterio-das-pinturas-rupestres-e-a-busca-por-adn-na-idade-do-gelo-1782211098895.png" data-image="lpzf4c28ot8u"><figcaption>Pinturas rupestres em la Cueva de las manos.</figcaption></figure><p>Contudo, uma hipótese ainda mais promissora reside no método de <strong>"pintura em spray" tipicamente utilizado no Paleolítico para criar os estênceis.</strong> Ao desenhar as silhuetas das suas mãos, os artistas <strong>sopravam o pigmento com a boca</strong> ou canalizavam-no através de um osso oco, um processo que inevitavelmente banharia a superfície da rocha com finas gotículas de saliva repletas de ADN. </p><h2>O papel da gruta na preservação do material genético</h2><p>O segundo requisito essencial para o sucesso da investigação prende-se com o papel da <strong>própria gruta como um eficiente agente de conservação natura</strong><strong>l</strong>. Ao longo dos milénios, a lenta infiltração de águas ácidas pelas fendas dissolve o calcário da estrutura, depositando gradualmente uma fina camada de calcite translúcida sobre as pinturas rupestres. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-misterio-das-pinturas-rupestres-e-a-busca-por-adn-na-idade-do-gelo-1782211200306.png" data-image="duqxb70az7a7"><figcaption>Pintura rupestre em Cerro Azul, Guaviare</figcaption></figure><p>Esta película mineral funciona como uma <strong>autêntica cápsula do tempo</strong>, selando a arte de forma hermética e protegendo o frágil material genético subjacente da severa degradação ambiental e de contaminações externas. <strong>As grutas europeias, conhecidas pelos seus ambientes frescos e de temperatura bastante estável</strong>, oferecem condições muito mais propícias à preservação do ADN do que os climas quentes do Sudeste Asiático, onde as tentativas anteriores de outros cientistas falharam. </p><h2>O desafio analítico e as implicações para o futuro da arqueologia</h2><p>O rigoroso processo de amostragem no terreno constitui um enorme desafio técnico para os cientistas. Utilizando bisturis esterilizados, <strong>a equipa raspa a camada protetora de calcite com precisão cirúrgica para extrair minúsculas aparas</strong> do nível inferior onde repousa o pigmento original. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-misterio-das-pinturas-rupestres-e-a-busca-por-adn-na-idade-do-gelo-1782211437797.png" data-image="49qh7tmacdcl"><figcaption>Gravuras de arte rupestre pré-histórica em Twyfelfontein, Kunene, Namíbia, incluindo o famoso Homem-Leão com dedos humanos nos pés e uma pegada na ponta da sua longa.</figcaption></figure><p>Estas valiosas amostras são de seguida enviadas para o Instituto Max Planck, na Alemanha, onde os investigadores procurarão<strong> isolar o ADN antigo </strong>através de técnicas de sequenciação de ponta, distinguindo-o de qualquer contaminação contemporânea. </p><div class="texto-destacado">Se esta expedição alcançar o sucesso desejado, a extração direta de ADN transformará profundamente a nossa compreensão da pré-história. </div><p>A técnica poderá proporcionar<strong> respostas irrefutáveis a questões de longa data, revelando finalmente o sexo dos artistas</strong>, se pertenciam à mesma linhagem familiar e, a <strong>questão mais revolucionária de todas, se eram Homo sapiens ou Neandertais</strong>. Confirmar que os Neandertais criaram estas obras de arte obrigaria a uma reavaliação profunda da sua capacidade criativa e sofisticação cognitiva. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="751648" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/arte-rupestre-mais-antiga-do-mundo-datada-de-67-mil-anos-e-identificada-em-caverna-na-indonesia.html" title="Arte rupestre mais antiga do mundo, datada de 67 mil anos, é identificada em caverna na Indonésia">Arte rupestre mais antiga do mundo, datada de 67 mil anos, é identificada em caverna na Indonésia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/arte-rupestre-mais-antiga-do-mundo-datada-de-67-mil-anos-e-identificada-em-caverna-na-indonesia.html" title="Arte rupestre mais antiga do mundo, datada de 67 mil anos, é identificada em caverna na Indonésia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/arte-rupestre-mais-antiga-do-mundo-datada-de-67-mil-anos-e-identificada-em-caverna-na-indonesia-1769537998455_320.jpg" alt="Arte rupestre mais antiga do mundo, datada de 67 mil anos, é identificada em caverna na Indonésia"></a></article></aside><p>Neste sentido, os investigadores alertam ainda para a urgência destes trabalhos, pois as grutas <strong>são ambientes instáveis e vulneráveis a colapsos ou inundações</strong>, o que ameaça apagar para sempre este inestimável registo da humanidade.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="St.%20Fleur%2C%20Nicholas" data-year="" data-title="Solving%20one%20of%20humanity%E2%80%99s%20oldest%20%E2%80%98missing%20person%E2%80%99%20cases" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nationalgeographic.com%2Fnewsletters%2Farticle%2Fcave-painting-spain-stones-and-bones">St. Fleur, Nicholas. <a href="https://www.nationalgeographic.com/newsletters/article/cave-painting-spain-stones-and-bones" target="_blank" rel="">Solving one of humanity’s oldest ‘missing person’ cases</a>.</cite></p></section><h3><br></h3>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-misterio-das-pinturas-rupestres-e-a-busca-por-adn-da-idade-do-gelo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Atenção à radiação UV em Portugal Continental: esperam-se níveis elevados nos próximos dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/atencao-a-radiacao-uv-em-portugal-continental-esperam-se-niveis-elevados-nos-proximos-dias.html</link><pubDate>Sun, 28 Jun 2026 07:02:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Como temos vindo a avançar, espera-se que a tendência de subida térmica continue nos próximos dias. Além disso, esperam-se dias de radição UV elevada. Confira aqui a previsão!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xajcrvq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xajcrvq.jpg" id="xajcrvq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A <strong>partir das 11h de hoje, domingo, a radiação UV começa a aumentar em todo o país</strong>, no entanto, será mais elevada no Sul do país, seguida de valores semelhantes no interior Centro, principalmente até às 15h, baixando gradualmente nas horas seguintes.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p><strong>No Norte, esta radiação será mais baixa ao longo do dia de hoje, devido à presença de alguma nebulosidade</strong>, no entanto espera-se que este cenário mude na semana que está prestes a iniciar.</p><h2>Entre segunda e sexta-feira a radiação UV contará com níveis elevados em praticamente todo o país</h2><p>A <strong>fraca cobertura de nuvens esperada para os próximos dias contribuirá para o aumento da radiação UV </strong>em todo o país. A par deste aumento, espera-se que as temperaturas também subam em todo o país. Esta subida será sentida especialmente no litoral Norte e Centro, a partir de quarta-feira. O Sul já deverá sentir temperaturas mais elevadas a partir de amanhã, segunda-feira.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/atencao-a-radiacao-uv-em-portugal-continental-esperam-se-niveis-elevados-nos-proximos-dias-1782591257647.png" data-image="v1ldlm7v1gre" alt="índice radiação UV" title="índice radiação UV"><figcaption>Pelo menos, até sexta-feira, dia 3 de julho, esperam-se níveis elevados de radiação UV em Portugal Continental, especialmente entre as 12h e as 15h.</figcaption></figure><p>Segundo a atual previsão do ECMWF, e ainda que a radiação se mantenha muito elevada ao longo da próxima semana,<strong> espera-se que entre quarta e sexta-feira, esta conte com um índice de 10</strong>, numa escala de 0 a 15, em boa parte do país, indicando valores elevados. Na quinta-feira, dia 2 de julho, como podemos observar no mapa acima, este índice de 10 poderá ser registado em boa parte do Centro e Sul do país. <strong>No Norte, espera-se um índice de 9, na mesma escala. Poderá ser atenuada face ao resto do território devido à presença de alguma nebulosidade</strong>.</p><h2>Cuidados a ter sob radiação UV elevada</h2><p>Sob estas condições, existem alguns cuidados a ter, principalmente se vamos estar expostos ao sol. Com um índice entre o 9 e 10, considerado "muito elevado", dá-se um aumento do risco de <strong>danos oculares</strong>, assim como, uma <strong>pessoa com pele clara pode sofrer queimaduras com exposição ao sol de cerca de 15 a 25 minutos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775909" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ultima-previsao-do-modelo-europeu-calor-intenso-podera-chegar-a-portugal-na-quarta-feira-1-de-julho.html" title="Última previsão do modelo europeu: calor intenso poderá chegar a Portugal na quarta-feira, 1 de julho">Última previsão do modelo europeu: calor intenso poderá chegar a Portugal na quarta-feira, 1 de julho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ultima-previsao-do-modelo-europeu-calor-intenso-podera-chegar-a-portugal-na-quarta-feira-1-de-julho.html" title="Última previsão do modelo europeu: calor intenso poderá chegar a Portugal na quarta-feira, 1 de julho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ultima-previsao-do-modelo-europeu-calor-intenso-chegara-a-portugal-na-quarta-feira-1-de-julho-1782517146263_320.png" alt="Última previsão do modelo europeu: calor intenso poderá chegar a Portugal na quarta-feira, 1 de julho"></a></article></aside><p>Tanto a OMS como a DGS recomendam uma série de cuidados a ter sob radiação UV elevada. As mais importantes a respeitar são o <strong>uso de protetor solar</strong>, chapéu com abas largas, roupas leves e evitar exposição nas horas de maior radiação (preferencialmente entre as 11h e as 17h). O <strong>uso de óculos com proteção UV</strong> também é importante, de forma a evitar danos oculares. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/atencao-a-radiacao-uv-em-portugal-continental-esperam-se-niveis-elevados-nos-proximos-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Devo cortar as folhas dos tomates para que fiquem vermelhos? Aqui ficam as nossas dicas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/devo-cortar-as-folhas-dos-tomates-para-que-fiquem-vermelhos-aqui-ficam-as-nossas-dicas.html</link><pubDate>Sun, 28 Jun 2026 06:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Está muito calor? Descubra se deve remover as folhas dos seus tomates no verão. Saiba como proteger os seus tomates do sol, evitar queimaduras solares e garantir que amadurecem de forma natural e saudável.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/pour-faire-rougir-les-tomates-dois-je-couper-les-feuilles-voici-nos-conseils-1782496568436.jpeg" data-image="cqbev1d9p5ll" alt="Tomates coloridos! Perfeitos para as suas saladas de verão." title="Tomates coloridos! Perfeitos para as suas saladas de verão."><figcaption>Tomates coloridos! Perfeitos para as suas saladas de verão.</figcaption></figure><p>No verão, predomina o tempo quente e ensolarado. Ainda vê tomates verdes na sua horta?<strong> Aqui ficam algumas dicas para os ajudar a amadurecer </strong>gradualmente antes que as temperaturas desçam muito (com a chegada do outono).</p><h2>Temperatura: um fator chave</h2><p>O tomate é um fruto-hortícola que <strong>prospera especialmente ao sol</strong>. Para se desenvolver adequadamente, necessita tanto de calor como de luz. Se as sementes forem semeadas demasiado cedo na estação, as plantas podem apresentar um crescimento atrofiado ou tornar-se excessivamente altas e finas.</p><p>Isto pode dever-se ao <strong>calor excessivo (em ambientes interiores) ou à falta de luz</strong>, o que leva as jovens plântulas a esticarem-se para cima.</p><p>Uma vez plantadas no solo, as plantas de tomate necessitam de temperaturas estáveis,<strong> idealmente acima dos 15°C à noite</strong>. Abaixo deste limite, o crescimento diminui consideravelmente. A 10°C ou menos, a planta deixa de se desenvolver completamente.</p><h2>Preserve a folhagem</h2><p><strong>Está a pensar em remover algumas folhas? Não é necessário</strong>. Fazê-lo pode tornar a planta mais vulnerável a doenças, que penetram facilmente através de feridas causadas pela poda.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pour-faire-rougir-les-tomates-dois-je-couper-les-feuilles-voici-nos-conseils-1782496663557.jpeg" data-image="vbqmkye8ahvu" alt="A remoção das folhas priva as plantas de tomate da fotossíntese." title="A remoção das folhas priva as plantas de tomate da fotossíntese."><figcaption>A remoção das folhas priva as plantas de tomate da fotossíntese.</figcaption></figure><p>O <strong>ideal é remover apenas as folhas afetadas pelo míldio ou outras doenças</strong>. Ao fazê-lo, certifique-se de que desinfeta a tesoura de poda após cada corte para limitar a propagação da infeção; esta é uma medida rápida e eficaz.</p><p><strong>A folhagem também ajuda a reter a humidade do solo</strong>, o que é especialmente benéfico durante períodos de sol intenso e calor. Isto significa que pode regar com menos frequência! Certifique-se apenas de que existe uma boa circulação de ar ao redor das plantas.</p><h2>Porque é que os tomates permanecem verdes?</h2><p><strong>A velocidade de maturação varia de acordo com a variedade</strong>: umas amadurecem cedo e outras mais tarde. O calor é o principal fator que impulsiona o amadurecimento dos frutos. O aparecimento dos primeiros tomates vermelhos indica que as temperaturas são favoráveis.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774587" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/eis-algumas-dicas-naturais-para-ter-tomates-e-aboboras-bonitos-na-horta.html" title="Eis algumas dicas naturais para ter tomates e abóboras bonitos na horta!">Eis algumas dicas naturais para ter tomates e abóboras bonitos na horta!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/eis-algumas-dicas-naturais-para-ter-tomates-e-aboboras-bonitos-na-horta.html" title="Eis algumas dicas naturais para ter tomates e abóboras bonitos na horta!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/voici-quelques-trucs-naturels-pour-avoir-de-belles-tomates-et-courges-au-potager-nature-environnement-1780738029967_320.jpeg" alt="Eis algumas dicas naturais para ter tomates e abóboras bonitos na horta!"></a></article></aside><p>Além disso,<strong> estes tomates maduros libertam um gás natural que acelera o amadurecimento dos restantes</strong>. Por isso, é uma boa ideia deixar alguns tomates vermelhos na planta para estimular o amadurecimento dos outros!</p><p>No final da estação, se ainda tiver tomates verdes ou pouco maduros, <strong>pode levá-los para dentro de casa e colocá-los perto de algumas maçãs</strong>. As maçãs libertam o mesmo gás, o que ajudará os seus tomates a amadurecer!</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/devo-cortar-as-folhas-dos-tomates-para-que-fiquem-vermelhos-aqui-ficam-as-nossas-dicas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[De casa ferroviária esquecida a habitação acessível: conheça o edifício que renascerá no Norte do país]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/de-casa-ferroviaria-esquecida-a-habitacao-acessivel-conheca-o-edificio-que-renascera-no-norte-do-pais.html</link><pubDate>Sun, 28 Jun 2026 05:03:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Esta antiga estação esteve abandonada durante décadas. Agora vai dar lugar a duas casas a preços acessíveis. Saiba tudo aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/de-casa-ferroviaria-esquecida-a-habitacao-acessivel-conheca-o-edificio-que-renascera-no-norte-do-pais-1782508572520.jpg" data-image="a54ntuvkbbxm" alt="Casa ferroviária" title="Casa ferroviária"><figcaption>Durante anos acolheu ferroviários. Em breve, vai receber novos moradores. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Depois de décadas sem utilização e de um avançado estado de degradação, esta <strong>casa da estação ferroviária</strong> de Veade, em <strong>Celorico de Basto</strong>, vai ganhar uma nova vida. </p><p>Do que é que estamos a falar? O edifício que serviu, durante anos, de apoio aos funcionários da antiga<strong> Linha do Tâmega</strong> está a ser requalificado. A ideia é clara: <strong>criar duas novas habitações a custos acessíveis</strong>. </p><div class="texto-destacado">A notícia foi avançada pela Câmara Municipal de Celorico de Basto, que já arrancou com os trabalhos no terreno.</div><p>“A antiga casa da estação ferroviária de Veade, em Celorico de Basto, está a ser transformada em habitações a custos controlados, num projeto que combina a <strong>recuperação de património histórico</strong> com a <strong>criação de novas respostas para a habitação acessível no concelho</strong>”, lê-se no<em> site</em> ‘Conta Lá’.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762471" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/dormir-onde-o-comboio-ja-nao-passa-a-revolucao-turistica-esta-a-chegar-a-chaves.html" title="Dormir onde o comboio já não passa: a revolução turística está a chegar a Chaves">Dormir onde o comboio já não passa: a revolução turística está a chegar a Chaves</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/dormir-onde-o-comboio-ja-nao-passa-a-revolucao-turistica-esta-a-chegar-a-chaves.html" title="Dormir onde o comboio já não passa: a revolução turística está a chegar a Chaves"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/dormir-onde-o-comboio-ja-nao-passa-a-revolucao-turistica-esta-a-chegar-a-chaves-1775474255607_320.jpg" alt="Dormir onde o comboio já não passa: a revolução turística está a chegar a Chaves"></a></article></aside><p>“O edifício foi construído em 1940 e está abandonado desde os anos 90, altura em que aconteceu a desativação da linha férrea no troço entre Amarante e Arco de Baúlhe”, acrescenta a revista ‘NiT’.</p><h2>Um projeto que combina dois objetivos</h2><p>As obras já arrancaram e visam “garantir <strong>resposta à escassez habitacional </strong>em Portugal e em Celorico de Basto, potenciando a criação de <strong>habitação a preços acessíveis </strong>com a reutilização adaptativa deste e de outros edifícios públicos existentes, sem utilidade e que poderão garantir uso, funcionalidade e progresso”, segundo referiu José Peixoto Lima, presidente da autarquia.</p><p>A intervenção, que decorrerá ao longo dos próximos meses, tem como principal objetivo manter a arquitetura original do edifício. </p><div class="texto-destacado">O investimento ronda os 136 mil euros e é financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), com apoio da União Europeia.</div><p>“Construída em 1940 para alojar os funcionários da estação ferroviária de Veade/Mondim de Basto, a casa perdeu a sua função original após o encerramento do troço da Linha do Tâmega entre Amarante e Arco de Baúlhe, em 1990”, explica o ‘Conta Lá’. “Sem qualquer utilização desde então, o imóvel permaneceu devoluto durante décadas.”</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/de-casa-ferroviaria-esquecida-a-habitacao-acessivel-conheca-o-edificio-que-renascera-no-norte-do-pais-1782508331152.jpg" data-image="3o1biwegnbeu" alt="Casa" title="Casa"><figcaption>Construído em 1940 este edifício tinha por objetivo garantir habitação aos funcionários da estação ferroviária de Veade/Mondim de Basto. Foto: CM Celorico de Basto</figcaption></figure><p>Situado junto à Ecopista do Tâmega, instalada no antigo traçado ferroviário e atualmente um dos principais polos de atração turística da região, o edifício ganhará agora uma nova vida através deste projeto de reabilitação. A intervenção permitirá, assim,<strong> recuperar um imóvel histórico</strong> inserido numa zona com crescente procura por parte de visitantes e utilizadores da ecopista.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774958" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esqueca-o-carro-estas-5-viagens-sao-imperdiveis-mas-para-fazer-de-comboio.html" title="Esqueça o carro: estas 5 viagens são “imperdíveis”, mas para fazer de comboio">Esqueça o carro: estas 5 viagens são “imperdíveis”, mas para fazer de comboio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esqueca-o-carro-estas-5-viagens-sao-imperdiveis-mas-para-fazer-de-comboio.html" title="Esqueça o carro: estas 5 viagens são “imperdíveis”, mas para fazer de comboio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esqueca-o-carro-estas-5-viagens-sao-imperdiveis-mas-para-fazer-de-comboio-1782110637838_320.jpg" alt="Esqueça o carro: estas 5 viagens são “imperdíveis”, mas para fazer de comboio"></a></article></aside><p>Para o presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, José Peixoto Lima, a recuperação deste tipo de património é uma forma de responder à falta de habitação, dando uma nova utilidade a edifícios públicos que deixaram de cumprir a função para a qual foram originalmente construídos. Na sua perspetiva, estas intervenções não só<strong> aumentam a oferta habitacional</strong>, como também <strong>evitam a degradação de imóveis com valor histórico</strong>.</p><p>Além de criar novas soluções de habitação, a requalificação preserva também a memória ferroviária do concelho. Durante várias décadas, a estação de Veade/Mondim de Basto foi um ponto de ligação essencial na Linha do Tâmega, desempenhando um papel relevante na mobilidade das populações e no desenvolvimento económico e social desta região do interior norte do país.</p><h2>Conclusão à vista?</h2><p>No final da obra, o imóvel contará com habitações <strong>T0+1</strong>, cada uma com cerca de 48,5 metros quadrados de área bruta de construção. </p><p>E quanto à conclusão? A empreitada deverá ficar concluída durante o segundo semestre deste ano.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Conta%20L%C3%A1%2C%20Moniz%20M" data-year="2026" data-title="De%20casa%20ferrovi%C3%A1ria%20abandonada%20a%20habita%C3%A7%C3%A3o%20acess%C3%ADvel%3A%20esta%C3%A7%C3%A3o%20de%20Veade%20ganha%20nova%20vida" data-url="https%3A%2F%2Fsapo.pt%2Fartigo%2Fde-casa-ferroviaria-abandonada-a-habitacao-acessivel-estacao-de-veade-ganha-nova-vida-6a2a8696918125d5f87e410a">Conta Lá, Moniz M. (2026). <a href="https://sapo.pt/artigo/de-casa-ferroviaria-abandonada-a-habitacao-acessivel-estacao-de-veade-ganha-nova-vida-6a2a8696918125d5f87e410a" target="_blank">De casa ferroviária abandonada a habitação acessível: estação de Veade ganha nova vida</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Pincelli%2C%20I" data-year="2026" data-title="Esta%20casa%20ferrovi%C3%A1ria%20abandonada%20vai%20dar%20lugar%20a%20um%20novo%20projeto%20de%20habita%C3%A7%C3%A3o%20acess%C3%ADvel" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fna-cidade%2Festa-casa-ferroviaria-abandonada-vai-dar-lugar-a-um-novo-projeto-de-habitacao-acessivel">NiT, Pincelli, I. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/esta-casa-ferroviaria-abandonada-vai-dar-lugar-a-um-novo-projeto-de-habitacao-acessivel" target="_blank">Esta casa ferroviária abandonada vai dar lugar a um novo projeto de habitação acessível</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/de-casa-ferroviaria-esquecida-a-habitacao-acessivel-conheca-o-edificio-que-renascera-no-norte-do-pais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Saiba o que o tempo reserva até ao final de junho: calor regressa, mas a nortada continuará a marcar presença]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/saiba-o-que-o-tempo-reserva-ate-ao-final-de-junho-calor-regressa-mas-a-nortada-continuara-a-marcar-presenca.html</link><pubDate>Sat, 27 Jun 2026 13:08:20 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O Anticiclone dos Açores volta a dominar o estado do tempo em Portugal até ao final de junho, trazendo dias secos, uma subida gradual das temperaturas no interior, e uma nortada persistente que irá manter o litoral mais fresco.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xajab0m"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xajab0m.jpg" id="xajab0m"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois de uns dias marcados pela passagem de uma depressão que trouxe chuva, trovoadas e uma descida significativa das temperaturas, <strong>Portugal prepara-se para um regresso gradual às condições típicas de verão</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Entre este sábado, 27 de junho, e terça-feira, dia 30, <strong>o Anticiclone dos Açores voltará a assumir o controlo do estado do tempo,</strong> promovendo dias maioritariamente secos, estáveis e progressivamente mais quentes.</p><h2>Sábado despedimos-nos da instabilidade </h2><p>Durante a tarde deste sábado ainda poderão ocorrer alguns aguaceiros fracos e localizados na região da Serra da Estrela e, pontualmente, <strong>na sub-região do Douro, sobretudo nas zonas de Lamego e Armamar.</strong> A tendência será, contudo, para a precipitação desaparecer durante o final da tarde. As temperaturas começam igualmente a recuperar após dois dias mais frescos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-o-que-o-tempo-reserva-ate-ao-final-de-junho-calor-regressa-mas-a-nortada-continuara-a-marcar-presenca-1782563088196.png" data-image="bj3hza6n16pa" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>As temperaturas começam a recuperar após dois dias mais frescos. O interior volta a aproximar-se dos 30 ºC, enquanto o litoral permanece mais ameno devido à influência do Atlântico.</figcaption></figure><p>No litoral Norte e Centro, as máximas deverão situar-se entre os 20 e os 25 ºC, enquanto o interior Norte e Centro poderá atingir valores entre 29 e 32 ºC. No Sul, o contraste entre litoral e interior será menor, embora a influência atlântica continue a moderar as temperaturas junto à costa.</p><h2>Domingo haverá tempo estável, mas com uma nortada mais intensa</h2><p>O domingo deverá começar com alguma nebulosidade no litoral Norte e Centro, dissipando-se gradualmente ao longo da manhã. Em termos de temperatura, o dia será muito semelhante ao anterior.</p><p>O principal destaque será o reforço da nortada durante a tarde.<strong> As rajadas poderão ultrapassar os 50 km/h na faixa costeira Norte e Centro e estender-se à região da Grande Lisboa.</strong> Este vento resulta do fortalecimento do gradiente de pressão criado pelo Anticiclone dos Açores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-o-que-o-tempo-reserva-ate-ao-final-de-junho-calor-regressa-mas-a-nortada-continuara-a-marcar-presenca-1782563248027.png" data-image="uw5xp3utskwy" alt="Rajada de vento" title="Rajada de vento"><figcaption>A nortada intensifica-se durante a tarde de domingo, com rajadas superiores a 50 km/h em vários pontos do litoral Norte e Centro e também na região da Grande Lisboa.</figcaption></figure><p>À medida que este sistema desenvolve uma crista em direção a Portugal, as isóbaras aproximam-se da costa portuguesa, acelerando o fluxo de ar de norte para sul e originando a <strong>típica nortada de verão.</strong></p><h2>Segunda e terça-feira: o calor regressa ao litorar, e intensifica-se no interior</h2><p>Na <strong>segunda-feira, as temperaturas voltam a subir na maioria do território</strong>. As máximas deverão ultrapassar os 30 ºC em grande parte do interior, enquanto o litoral dos distritos de Lisboa, Leiria, Coimbra e Aveiro continuará mais fresco devido à influência marítima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-o-que-o-tempo-reserva-ate-ao-final-de-junho-calor-regressa-mas-a-nortada-continuara-a-marcar-presenca-1782563359196.png" data-image="fhssbxzhm2p6" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O calor regressa ao interior de Portugal, com máximas entre 35 e 37 ºC no Alentejo e Vale do Tejo, enquanto a faixa costeira continua mais fresca sob influência da nortada.</figcaption></figure><p>Os valores mais elevados deverão registar-se em <strong>Santarém, Portalegre, Évora e Beja, onde os termómetros poderão atingir os 36 a 37 ºC.</strong></p><p>Na terça-feira, último dia de junho, o Anticiclone dos Açores estará na posição mais favorável para estabilizar a atmosfera sobre Portugal. As temperaturas poderão subir mais um grau relativamente ao dia anterior, permitindo que <strong>algumas localidades do interior alcancem 38 ou mesmo 39 ºC.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775909" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ultima-previsao-do-modelo-europeu-calor-intenso-podera-chegar-a-portugal-na-quarta-feira-1-de-julho.html" title="Última previsão do modelo europeu: calor intenso poderá chegar a Portugal na quarta-feira, 1 de julho">Última previsão do modelo europeu: calor intenso poderá chegar a Portugal na quarta-feira, 1 de julho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ultima-previsao-do-modelo-europeu-calor-intenso-podera-chegar-a-portugal-na-quarta-feira-1-de-julho.html" title="Última previsão do modelo europeu: calor intenso poderá chegar a Portugal na quarta-feira, 1 de julho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ultima-previsao-do-modelo-europeu-calor-intenso-chegara-a-portugal-na-quarta-feira-1-de-julho-1782517146263_320.png" alt="Última previsão do modelo europeu: calor intenso poderá chegar a Portugal na quarta-feira, 1 de julho"></a></article></aside><p> Apesar do aumento do calor, a <strong>nortada continuará a soprar no litoral Norte e Centro</strong>, limitando a subida das temperaturas junto ao mar. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-o-que-o-tempo-reserva-ate-ao-final-de-junho-calor-regressa-mas-a-nortada-continuara-a-marcar-presenca-1782563429068.png" data-image="4l8he0zsipso" alt="índice UV" title="índice UV"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-615539">O último dia de junho será marcado por um índice ultravioleta muito elevado, podendo atingir o nível 10 durante as horas centrais do dia.</figcaption></figure><p> Outro fator a ter em conta será o<strong> índice ultravioleta,</strong> que deverá atingir valores de 10 durante as horas de maior insolação, classificados como muito elevados e exigindo cuidados acrescidos com a exposição solar.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/saiba-o-que-o-tempo-reserva-ate-ao-final-de-junho-calor-regressa-mas-a-nortada-continuara-a-marcar-presenca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Importância do Sistema Global de Observação dos Oceanos, riscos que enfrenta e consequências para a análise do clima]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/importancia-do-sistema-global-de-observacao-dos-oceanos-riscos-que-enfrenta-e-consequencias-para-a-analise-do-clima.html</link><pubDate>Sat, 27 Jun 2026 11:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O Sistema Global de Observação dos Oceanos (GOOS) é um programa internacional para monitorização de todos os oceanos, composto por uma rede de flutuadores robóticos, navios de investigação e boias fixas que abrange todas as bacias oceânicas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/importancia-do-sistema-global-de-observacao-dos-oceanos-riscos-que-enfrenta-e-consequencias-para-a-analise-do-clima-1781129565536.jpg" data-image="p0kcy6lcp2b1" alt="Oceanos" title="Oceanos"><figcaption>O Sistema Global de Observação dos Oceanos, que resulta de uma importante cooperação internacional é fundamental para a monitorização dos oceanos.</figcaption></figure><p>O GOOS é considerado uma das conquistas mais importantes da cooperação científica internacional e é coordenado pela Comissão Oceanográfica Intergovernamental da UNESCO (COI-UNESCO).</p><h2>Importância do Sistema Global de Observação dos Oceanos</h2><p>O oceano presta serviços<strong> essenciais à sociedade</strong>. Além de ser fundamental para regular o clima, fornece alimentos e energia e sustenta uma série de importantes atividades económicas e de defesa.</p><p>Desde cerca de 2005, que <strong>o GOOS tem proporcionado uma cobertura quase contínua e quase global das temperaturas oceânicas, desde a superfície até aos 2 000 metros de profundidade,</strong> que resulta de décadas de compromisso político sustentado e investimento coordenado por parte de dezenas de nações. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="748879" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-grupo-de-cientistas-alertam-que-os-oceanos-absorveram-niveis-recordes-de-calor-em.html" title="Um grupo de cientistas alertam que os oceanos absorveram níveis recordes de calor em 2025">Um grupo de cientistas alertam que os oceanos absorveram níveis recordes de calor em 2025</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-grupo-de-cientistas-alertam-que-os-oceanos-absorveram-niveis-recordes-de-calor-em.html" title="Um grupo de cientistas alertam que os oceanos absorveram níveis recordes de calor em 2025"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/um-grupo-de-cientistas-alertam-que-os-oceanos-absorveram-niveis-recordes-de-calor-em-1768314942527_320.jpg" alt="Um grupo de cientistas alertam que os oceanos absorveram níveis recordes de calor em 2025"></a></article></aside><p>O Sistema Global de Observação dos Oceanos (GOOS) é copatrocinado por diversas entidades, entre elas a Organização Meteorológica Mundial (OMM).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/importancia-do-sistema-global-de-observacao-dos-oceanos-riscos-que-enfrenta-e-consequencias-para-a-analise-do-clima-1781129764464.jpg" data-image="jod6yg4xyav1" alt="Ciclone tropical" title="Ciclone tropical"><figcaption>O GOOS fornece dados importantes para os modelos de trajetórias dos ciclones tropicais.</figcaption></figure><p>O GOOS fornece aos seus membros informações cruciais sobre variáveis essenciais oceânicas, sejam elas físicas, químicas ou biológicas, com o objetivo de contribuir para a análise e previsão do clima, para algumas atividades operacionais e para o conhecimento dos oceanos. Além disso, apoia ainda os esforços de previsão <strong>para determinar as condições futuras dos oceanos e auxiliar no desenvolvimento de cenários de alterações climáticas.</strong></p><div class="texto-destacado">À medida que a sociedade enfrenta os impactos das alterações climáticas, os dados oceânicos são vitais para prever melhor os eventos extremos, como inundações costeiras, ciclones e ondas de calor.</div><p>O recurso a dados oceânicos em tempo real, fornecido pelo GOOS, é <strong>fundamental para atividades operacionais</strong>, tais como prever a intensidade de um furacão, se, por exemplo, este se intensifica rapidamente antes de atingir terra, para uma frota pesqueira planear a sua época, para uma autoridade portuária encaminhar um navio de carga para contornar mares perigosos ou para decisores políticos prepararem-se para o El Niño.</p><h2>Riscos que enfrenta o GOOS e os impactos futuros</h2><p>Não obstante a importância do GOOS, este está a sofrer uma rápida degradação devido não só a pressões financeiras, mas também políticas. </p><p><strong>A Fundação Nacional de Ciência dos EU (NSF)</strong>, da administração Trump,<strong> começou a desmantelar a infraestrutura de um programa de observação em águas profundas de 368 milhões de dólares,</strong> essencial para a monitorização de ecossistemas marinhos, correntes globais, ondas de calor marinhas e muito mais, de acordo com um anúncio feito a 21 de maio.</p><p>A NSF <strong>planeia remover todas as redes e infraestruturas subaquáticas</strong>, incluindo centenas de instrumentos de águas profundas, de quatro dos cinco locais atualmente em funcionamento no projeto. </p><p><strong>A remoção deverá ocorrer ao longo dos próximos 15 meses</strong>, embora o processo já tenha começado no Endurance Array, ao largo das costas do Oregon e de Washington.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/importancia-do-sistema-global-de-observacao-dos-oceanos-riscos-que-enfrenta-e-consequencias-para-a-analise-do-clima-1781130009419.jpg" data-image="ftzmbri89sto" alt="Boias oceânicas" title="Boias oceânicas"><figcaption>O Sistema Global de Observação dos Oceanos tem vindo a diminuir a sua rede de boias oceânicas por questões financeiras.</figcaption></figure><p>As implantações de boias Argo na Europa <strong>têm vindo a diminuir há vários anos devido a restrições de financiamento e ao aumento dos custos das plataformas</strong>. A pandemia da COVID-19 causou também perdas de observações ao longo de vários anos que ainda não foram totalmente recuperadas. </p><div class="texto-destacado">Os cortes propostos no orçamento federal dos EUA que visam a NOAA e a National Science Foundation (NSF) ameaçam diversos sectores relacionados com o clima, entre eles, o GOOS, pois os EU é o maior contribuinte individual para o Sistema Global.</div><p>Num estudo publicado na revista <em>Nature Climate Change</em>, uma equipa liderada pelo doutorando Zhu Yujing e pelo Prof. Cheng Lijing, do Instituto de Física Atmosférica da Academia Chinesa de Ciências, descobriu a rapidez com que o GOOS pode ser desativado e por quem.</p><p>A equipa de investigação simulou sistematicamente o que acontece à qualidade da monitorização oceânica quando os dados do GOOS são progressivamente removidos.</p><p>Os investigadores quantificaram, pela primeira vez, como as perdas de dados na monitorização oceânica podem <strong>degradar severamente as estimativas de calor oceânico que fundamentam a previsão meteorológica, a previsão do El Niño, a gestão da pesca e os cenários climáticos.</strong></p><div class="texto-destacado">A equipa chegou à conclusão que a remoção de apenas 20 % das observações degrada imediatamente a precisão das estimativas anuais do aquecimento oceânico em 33 %.</div><p><strong>Com uma perda de 80% dos dados</strong>, o sinal do aquecimento global dos oceanos torna-se estatisticamente indistinguível do ruído e o sistema de monitorização deixa de ser útil.</p><p>O estudo mostra que a vulnerabilidade do sistema não se resume apenas ao volume de dados, mas também ao facto da perda de qualquer contribuinte importante criar pontos cegos geograficamente concentrados que não podem ser compensados por dados provenientes de outros locais.</p><div class="texto-destacado">Além disso, a remoção apenas das observações dos EUA, que representam mais de metade do volume de dados globais, produziu um aumento de 163% no erro de monitorização, pior do que a perda aleatória de 80% de todos os dados globais.</div><p>A razão é que as plataformas financiadas pelos EUA abrangem todas as bacias oceânicas, preenchendo lacunas críticas que nenhuma outra nação cobre, o que demonstra que <strong>a vulnerabilidade do GOOS depende não só da quantidade de observações perdidas, mas também da localização dessas observações.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Zhu%2C%20Y.%2C%20Cheng%2C%20L.%2C%20Trenberth%2C%20K.E.%20et%20al." data-year="" data-title="Critical%20dependence%20of%20global%20ocean%20heat%20monitoring%20on%20the%20ocean%20observing%20system." data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1038%2Fs41558-026-02661-6">Zhu, Y., Cheng, L., Trenberth, K.E. et al.. <a href="https://doi.org/10.1038/s41558-026-02661-6" target="_blank" rel="">Critical dependence of global ocean heat monitoring on the ocean observing system.</a>.</cite></p></section><p><em><a href="https://www.nature.com/articles/s41558-026-02661-6"></a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/importancia-do-sistema-global-de-observacao-dos-oceanos-riscos-que-enfrenta-e-consequencias-para-a-analise-do-clima.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Muito mais do que plantas resistentes: 5 suculentas que surpreendem pela beleza das suas flores]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/muito-mais-do-que-plantas-resistentes-5-suculentas-que-surpreendem-pela-beleza-das-suas-flores.html</link><pubDate>Sat, 27 Jun 2026 10:02:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Embora sejam famosas por resistirem a todo o tipo de negligência, estas plantas exibem flores exuberantes e coloridas, capazes de competir com as espécies mais vistosas do jardim.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mucho-mas-que-plantas-resistentes-5-suculentas-que-sorprenden-por-la-belleza-de-sus-flores-1782420324041.jpg" data-image="z6e8yhklw8ky" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>As suculentas floridas combinam baixas exigências com um elevado impacto visual em espaços exteriores.</figcaption></figure><p>Quando pensamos em suculentas, pensamos nas suas folhas carnudas, nas suas geometrias perfeitas e na sua incomparável capacidade de adaptação.</p><p>Mas existe um <strong>atributo menos conhecido </strong>que pode transformar qualquer espaço onde viva uma suculenta: <strong>as suas flores</strong>. Longe de serem discretas, muitas destas plantas exibem espetáculos florais que rivalizam com os elementos mais impressionantes do jardim.</p><p>Estas cinco espécies conseguem alcançar o <strong>equilíbrio sempre bem-vindo </strong>entre a baixa manutenção e a beleza das cores e das formas.</p><h2>1. Aptenia (<em>Mesembryanthemum cordifolium / Aptenia cordifolia</em>)</h2><p>Os seus caules rastejantes formam uma<strong> densa cobertura de folhas verde-brilhantes em forma de coração</strong>. Cresce rapidamente, tornando-se uma vistosa cascata verde pendente. Tolera a luz solar direta e resiste muito bem à seca depois de estabelecida.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mucho-mas-que-plantas-resistentes-5-suculentas-que-sorprenden-por-la-belleza-de-sus-flores-1782420457747.jpg" data-image="lehjoa0tliww" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>A Aptenia forma densas cascatas verdes salpicadas de pequenas flores fúcsia que se abrem em pleno sol.</figcaption></figure><p>Período de floração: <strong>floresce continuamente desde o início da primavera até ao final do outono</strong>. Em regiões com invernos muito amenos, pode florir praticamente todo o ano.</p><p>Embora as <strong>flores individuais tenham uma vida curta</strong>, de apenas alguns dias, e se abram exclusivamente durante as horas de sol, a planta renova constantemente os seus botões, mantendo a varanda salpicada de cor durante meses.</p><h2>2. Flor-da-fortuna (<em>Kalanchoe blossfeldiana</em>)</h2><p>Produz <strong>cachos compactos</strong> que se destacam acima das suas folhas escuras e recortadas, com uma <strong>paleta de cores que inclui vermelho, laranja, amarelo, rosa e branco</strong>. Necessita de luz solar filtrada e rega moderada. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mucho-mas-que-plantas-resistentes-5-suculentas-que-sorprenden-por-la-belleza-de-sus-flores-1782420546783.jpg" data-image="tt9sp6gf7vgh" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Os aglomerados compactos da kalanchoe mantêm a sua cor vibrante durante semanas com uma manutenção mínima.</figcaption></figure><p>Período de floração: <strong>desde o final do inverno até meados ou final da primavera</strong>.</p><p>É <strong>uma das mais duradouras</strong>; cada conjunto de flores individuais pode permanecer em perfeitas condições durante 6 a 8 semanas consecutivas, garantindo uma cor constante com uma manutenção mínima.</p><h2>3. Delosperma (<em>Delosperma cooperi</em>)</h2><p>É <strong>conhecida como "planta de gelo" devido aos minúsculos cristais refletores que cobrem as suas folhas</strong>, conferindo-lhes um aspeto brilhante. A sua origem nas regiões áridas do sul de África explica a sua notável resistência ao calor extremo e à seca. Em pleno sol, forma tapetes ou densos aglomerados onde a folhagem praticamente desaparece sob as flores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mucho-mas-que-plantas-resistentes-5-suculentas-que-sorprenden-por-la-belleza-de-sus-flores-1782420626213.jpg" data-image="oxdnfwd5mka7" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>A Delosperma cobre os vasos de flores com uma profusão de flores violetas que toleram o calor extremo e a seca.</figcaption></figure><p>Período de floração: revela todo o seu potencial desde o<strong> final da primavera e estende-se por todo o verão</strong>, chegando até ao outono.</p><p>As flores individuais, em tons de roxo, rosa ou violeta, <strong>abrem-se com a luz da manhã e fecham-se ao pôr-do-sol</strong>.<strong> </strong></p><h2>4. Echeveria (<em>Género Echeveria</em>)</h2><p>As echeverias são <strong>famosas pelas suas rosetas perfeitas que fazem lembrar esculturas de porcelana</strong>. No entanto, a sua beleza duplica-se quando os seus caules arqueados emergem.<strong> </strong></p><p>Delas pendem <strong>delicadas flores em forma de sino</strong>, com tons que combinam subtilmente o relevo exterior e interior em nuances de rosa, amarelo, laranja ou vermelho, proporcionando dinamismo, altura e leveza visual.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mucho-mas-que-plantas-resistentes-5-suculentas-que-sorprenden-por-la-belleza-de-sus-flores-1782420724031.jpg" data-image="fbsuxdd0e0nk" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>As echeverias complementam a geometria das suas rosetas com elegantes hastes de flores em forma de sino.</figcaption></figure><p>Período de floração: a maioria das espécies deste género <strong>floresce durante os meses de primavera e verão</strong>.</p><p>Como as flores do mesmo caule abrem por etapas (da base do caule em direção à ponta), toda a estrutura floral permanece vistosa e decorativa durante um <strong>período de 3 a 5 semanas</strong>.</p><h2>5. Alegria de Outono (<em>Hylotelephium spectabile / Sedum spectabile</em>)</h2><p>Possui um hábito arbustivo e folhas planas, carnudas e verde-azuladas. No final da estação quente, os seus caules ficam cobertos por grandes inflorescências compostas por <strong>pequenas flores em forma de estrela</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mucho-mas-que-plantas-resistentes-5-suculentas-que-sorprenden-por-la-belleza-de-sus-flores-1782420822581.jpg" data-image="cgibbbeg6rh7" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>As inflorescências do sedum de outono mudam gradualmente de cor e atraem os polinizadores para a varanda.</figcaption></figure><p>É também uma espécie fundamental para a biodiversidade urbana devido à sua capacidade de<strong> atrair abelhas, borboletas e outros polinizadores</strong>.</p><p>Época de floração: desde o final do verão e <strong>durante quase todo o outono</strong>.</p><p>O período de floração máxima dura entre 4 a 6 semanas. Um detalhe estético particularmente valioso é que a<strong> inflorescência muda gradualmente de cor</strong>: começa com um tom verde claro, amadurece para um rosa vibrante e culmina em tons acobreados ou avermelhados antes de secar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774925" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/reutilizar-a-agua-do-cozimento-de-legumes-em-suas-plantas-de-interior-passo-a-passo-e-beneficios.html" title="Reutilizar a água da cozedura de legumes nas suas plantas de interior: passo a passo e benefícios">Reutilizar a água da cozedura de legumes nas suas plantas de interior: passo a passo e benefícios</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/reutilizar-a-agua-do-cozimento-de-legumes-em-suas-plantas-de-interior-passo-a-passo-e-beneficios.html" title="Reutilizar a água da cozedura de legumes nas suas plantas de interior: passo a passo e benefícios"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/reutilizar-el-agua-de-las-legumbres-en-tus-plantas-del-hogar-paso-a-paso-y-beneficios-1781698125525_320.jpg" alt="Reutilizar a água da cozedura de legumes nas suas plantas de interior: passo a passo e benefícios"></a></article></aside><p>Limitar o apelo das suculentas à sua resistência é, em última análise, perder metade da sua história. Ao adicioná-las à sua varanda, não está apenas a escolher plantas fáceis de cuidar, mas também uma <strong>beleza única e cativante</strong>.<strong> </strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/muito-mais-do-que-plantas-resistentes-5-suculentas-que-surpreendem-pela-beleza-das-suas-flores.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alto Tâmega e Barroso e uma mulher agricultora de Vila Real são finalistas dos prémios europeus da agricultura biológica]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/alto-tamega-e-barroso-e-uma-mulher-agricultora-de-vila-real-sao-finalistas-dos-premios-europeus-da-agricultura-biologica.html</link><pubDate>Sat, 27 Jun 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Já são conhecidos os 21 finalistas dos prémios europeus da agricultura biológica. O anúncio dos vencedores vai acontecer a 23 de setembro, em Bruxelas, durante as celebrações do Dia Europeu da Produção Biológica.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/alto-tamega-e-barroso-e-uma-mulher-agricultora-de-vila-real-sao-finalistas-dos-premios-europeus-da-agricultura-biologica-1782498260207.jpg" data-image="cr49gra518i1" alt="Beterraba" title="Beterraba"><figcaption>Em 2024, a agricultura biológica na União Europeia (UE) abrangia 17,7 milhões de hectares e representava 10,9% do total das terras agrícolas. </figcaption></figure><p>Em 2024, a agricultura biológica na União Europeia (UE) abrangia <strong>17,7 milhões de hectares e representava 10,9% do total das terras agrícolas</strong>. A meta estabelecida pela Comissão Europeia é <strong>atingir pelo menos 25% até 2030</strong>, no âmbito do projeto Horizonte Europa <em>OrganicTargets4EU</em> (2022-2026).</p><p>A primeira edição dos prémios da agricultura biológica da UE teve lugar em 2022 e, este ano, as <strong>inscrições para a edição de 2026 encerraram em 26 de abril de 2025 </strong>às 23:59:59. </p><p>De entre as candidaturas foram <strong>apurados 21 candidatos de sete categorias</strong> e oriundos de 12 Estados-membros.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769891" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ue-quer-expandir-agricultura-biologica-ate-25-das-terras-agricolas-chipre-aumentou-em-250-o-apoio-aos-agricultores.html" title="UE quer expandir agricultura biológica até 25% das terras agrícolas. Chipre quer atingir 11 mil hectares (9%) até 2027">UE quer expandir agricultura biológica até 25% das terras agrícolas. Chipre quer atingir 11 mil hectares (9%) até 2027</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ue-quer-expandir-agricultura-biologica-ate-25-das-terras-agricolas-chipre-aumentou-em-250-o-apoio-aos-agricultores.html" title="UE quer expandir agricultura biológica até 25% das terras agrícolas. Chipre quer atingir 11 mil hectares (9%) até 2027"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ue-quer-expandir-agricultura-biologica-ate-25-das-terras-agricolas-chipre-aumentou-em-250-o-apoio-aos-agricultores-1779313918078_320.jpg" alt="UE quer expandir agricultura biológica até 25% das terras agrícolas. Chipre quer atingir 11 mil hectares (9%) até 2027"></a></article></aside><p>O júri responsável pela seleção dos finalistas e que decidirá os vencedores em cada categoria é composto por <strong>representantes da Comissão Europeia, do Comité Económico e Social Europeu, do Comité das Regiões Europeu, da COPA-COGECA</strong>, do IFOAM Organics Europa (a principal organização europeia representativa do setor da agricultura e alimentação biológica), o Parlamento Europeu e o Conselho da União Europeia.</p><h2>Mulher agricultora de Vila Real é finalista</h2><p>A primeira categoria de prémios visa <strong>eleger a melhor agricultora biológica</strong> (feminino) e o melhor agricultor biológico (masculino) da UE. O prémio é organizado pela COPA-COGECA e pela IFOAM Organics Europe.</p><div class="texto-destacado">E é aqui que surgem as primeiras <strong>boas notícias para Portugal</strong>. Entre as mulheres agricultoras finalistas está a portuguesa <strong>Susana Vilar, oriunda de Sonim, Vila Real</strong>. As outras duas mulheres agricultoras finalistas são Kay O'Sullivan, oriunda de Mourneabbey, Cork (Irlanda); e Argyro Koutsouradi, de Chalkio, Chios (Grécia).</div><p><br>No masculino, os finalistas são Hans Erik Joergensen, oriundo de Risbjerg Landbrug, Haarby (<strong>Dinamarca</strong>); Alfred Grand, oriundo da Fazenda Grand para Pesquisa e Demonstração, em Absdorf, Baixa Áustria (<strong>Áustria</strong>); e Georgios Antonopoulos, da <strong>Agroktima Antonopoulou, Farsala, na região da Tessália (Grécia</strong>).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alto-tamega-e-barroso-e-uma-mulher-agricultora-de-vila-real-sao-finalistas-dos-premios-europeus-da-agricultura-biologica-1782498326890.jpg" data-image="1shzi7krpy1d" alt="Cebolas" title="Cebolas"><figcaption>A primeira edição dos prémios da agricultura biológica da UE teve lugar em 2022 e, este ano, as inscrições para a edição de 2026 encerraram em 26 de abril de 2025 às 23:59:59. </figcaption></figure><p>A segunda categoria visa identificar e <strong>premiar a melhor região biológica/biodistrito na UE</strong> e o prémio é organizado pelo Comité das Regiões.</p><h2> Alto Tâmega e Barroso é finalista</h2><p>E, mais uma vez, <strong>Portugal surge em destaque</strong>. São finalistas o Distretto Sardegna Bio, na Sardenha (Itália), a <strong>região de Alto Tâmega e Barroso, Chaves (Portugal</strong>); e a Pla de Manlleu, em El Pla de Manlleu (Espanha).</p><p>A terceira categoria é para <strong>premiar a melhor cidade biológica</strong> e, também desta vez, o prémio é organizado pelo Comité das Regiões Europeu.</p><p>São finalistas nesta categoria as cidades de Cussac Fort Médoc, <strong>Gironda (França); Hellemmes, Lille (França); e Turim, na região de Piemonte (Itália</strong>).</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A quarta categoria visa distinguir a melhor PME de processamento de alimentos biológicos e o objetivo é <strong>reconhecer uma pequena e média empresa (PME) que processa produtos orgânicos</strong>. Este prêmio é organizado pelo Comité Económico e Social Europeu. As PME finalistas são a Bio Bulgária, em Sófia (Bulgária); Cantero de Letur SA, de Letur (Albacete), Castela-La Mancha (Espanha); e Genusskoarl GmbH, Wolkersdorf, Baixa Áustria (Áustria).<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Na quinta categoria – <strong>melhor retalhista de alimentos biológicos</strong> - o objetivo é reconhecer uma pequena ou média empresa (PME) do retalho alimentar que venda produtos biológicos. Este prémio é organizado pelo Comitê Económico e Social Europeu.</p><p>São finalistas nesta quinta categoria as <strong>empresas Boßhammersch Hof GmbH & Co. KG, Großseelheim, em Hesse (Alemanha</strong>); Relio Digital Marketplaces – ÖkoPiactér (Mercado Biológico), em Budapeste (Hungria); e OHNE, Gent, na Flandres (Bélgica).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="706048" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/coimbra-acolhe-o-encontro-nacional-de-agricultura-biologica-apoios-ate-2027-dependem-do-pedido-unico-de.html" title="Coimbra acolhe o Encontro Nacional de Agricultura Biológica. Apoios até 2027 dependem do Pedido Único de 2025">Coimbra acolhe o Encontro Nacional de Agricultura Biológica. Apoios até 2027 dependem do Pedido Único de 2025</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/coimbra-acolhe-o-encontro-nacional-de-agricultura-biologica-apoios-ate-2027-dependem-do-pedido-unico-de.html" title="Coimbra acolhe o Encontro Nacional de Agricultura Biológica. Apoios até 2027 dependem do Pedido Único de 2025"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/coimbra-acolhe-o-encontro-nacional-de-agricultura-biologica-apoios-ate-2027-dependem-do-pedido-unico-de-1744731085319_320.jpg" alt="Coimbra acolhe o Encontro Nacional de Agricultura Biológica. Apoios até 2027 dependem do Pedido Único de 2025"></a></article></aside><p>Na sexta categoria - <strong>melhor restaurante/serviço de alimentação biológica</strong> -, o objetivo é reconhecer um restaurante/serviço de alimentação de pequeno e médio porte (PME) (independente ou parte de um hotel) e/ou serviço de alimentação (<em>catering</em> ou cantina) que ofereça <strong>opções com certificação biológica nas suas ementas</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alto-tamega-e-barroso-e-uma-mulher-agricultora-de-vila-real-sao-finalistas-dos-premios-europeus-da-agricultura-biologica-1782498373428.jpg" data-image="wpky1nm5ezto" alt="Morangos biológicos" title="Morangos biológicos"><figcaption>Entre as finalistas da categoria de melhor agricultora biológica está a portuguesa Susana Vilar, oriunda de Sonim, Vila Real. As outras finalistas são Kay O'Sullivan, oriunda de Mourneabbey, Cork (Irlanda); e Argyro Koutsouradi, de Chalkio, Chios (Grécia).</figcaption></figure><p>Este prémio é organizado pelo Comitê Económico e Social Europeu e os <strong>finalistas são todos austríacos</strong>. Falamos de Zotter Schokolade GmbH, Riegersburg, Estíria (Áustria), Premiummarke VOI.bio do Chef Partie, Salzburgo (Áustria) e Köglerhof, Gramastetten, Alta Áustria (Áustria).</p><p> A <strong>agricultura e a aquicultura em modo biológico contribuem para a redução de fertilizantes químicos, pesticidas e antimicrobianos.</strong></p><p>Esse modo de produção tem <strong>impactos diretos considerados positivos no clima, no meio ambiente, na biodiversidade</strong>, no bem-estar animal e na remuneração justa dos agricultores. </p><p>Na atual Política Agrícola Comum (PAC), <strong>todos os 27 Planos Estratégicos da PAC (PEPAC) incluem financiamento </strong>para apoiar a agricultura biológica.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/alto-tamega-e-barroso-e-uma-mulher-agricultora-de-vila-real-sao-finalistas-dos-premios-europeus-da-agricultura-biologica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Por que é que alguns locais já não querem fazer parte da Lista do Património Mundial da UNESCO?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/por-que-alguns-locais-nao-querem-mais-fazer-parte-da-lista-do-patrimonio-mundial-da-unesco.html</link><pubDate>Sat, 27 Jun 2026 08:06:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Ser designado como Património Mundial da UNESCO pode ser um sinal de má sorte? Segundo moradores de alguns dos locais listados, a resposta é sim. Com vista às questões de preservação e do turismo excessivo, o debate está em aberto.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/perche-alcune-desitazioni-non-vogliono-piu-essere-parte-della-lista-del-patrimonio-unesco-1781773558638.jpg" data-image="u1q0deiwqw75" alt="UNESCO" title="UNESCO"><figcaption>O centro histórico de uma pequena cidade medieval alemã, repleto de turistas.</figcaption></figure><p>Quando um local ou cidade é adicionado à Lista do <strong>Património Mundial da UNESCO</strong>, geralmente é motivo de alegria e orgulho, além de abrir muitas portas para a preservação e promoção do local.</p><p>No entanto, <strong>existem alguns lugares ao redor do mundo a considerar a possibilidade de serem removidos da lista</strong>.</p><p>A seguir, apresentamos os locais em questão e os motivos por trás desta decisão.</p><h2>Património da UNESCO: vantagens e desvantagens</h2><p>Preservar um lugar e ajudar a comunidade que nele vive nem sempre são a mesma coisa. Por isso, a proteção da UNESCO — e a<strong> visibilidade que esta confere a um local — pode, por vezes, desagradar aos moradores</strong> da região.</p><p>De facto, o objetivo principal da UNESCO é <strong>salvaguardar locais considerados Património Mundial</strong> e, na maioria dos casos, é exatamente isso que acontece.</p><div class="texto-destacado">Porém, às vezes, o desejo de preservar um local pode prejudicar o desenvolvimento de infraestrutura ou o desenvolvimento económico, ou ainda fomentar involuntariamente o turismo excessivo.</div><p><strong>Angkor</strong>, por exemplo — um dos principais sítios arqueológicos do Sudeste Asiático —, foi salvo por planos de restauração e conservação que duraram décadas, enquanto a<strong> Barreira de Corais de Belize</strong> já não é considerada ameaçada, graças a programas de proteção ambiental e ao financiamento da UNESCO.</p><h2>Locais já removidos da Lista de Património da UNESCO</h2><p>Atualmente, a lista do Património Mundial da UNESCO compreende 1.248 locais em 170 países; no entanto,<strong> alguns locais foram removidos da lista</strong>, que continua a crescer ano após ano.</p><p>Tratam-se de casos em que locais foram removidos da lista <strong>por já não atenderem aos critérios exigidos</strong>, e não devido a qualquer decisão explícita das autoridades locais.</p><p>O primeiro caso remonta a <strong>2007</strong>, quando planos de expansão da indústria petrolífera em <strong>Omã </strong>levaram à remoção do <strong>Santuário do Órix-da-Arábia </strong>— uma área que estava sob proteção ambiental da UNESCO.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/perche-alcune-desitazioni-non-vogliono-piu-essere-parte-della-lista-del-patrimonio-unesco-1781773787759.jpg" data-image="2fpo66n0yi74" alt="UNESCO" title="UNESCO"><figcaption>A preservação de refúgios naturais da UNESCO pode, por vezes, dificultar o desenvolvimento das comunidades locais.</figcaption></figure><p>O mesmo aconteceu com o <strong>Vale do Rio Elba, em Dresden, Alemanha,</strong> devido à construção de uma ponte.</p><p>Mais recentemente, foi a vez de <strong>Liverpool</strong>; planos para desenvolver a área portuária levaram à remoção da cidade da lista da UNESCO em 2021.</p><h2>Visibilidade e turismo excessivo</h2><p>Há também lugares que, apesar de manterem todas as características necessárias para permanecer na lista da UNESCO, <strong>estão a cogitar solicitar a sua remoção</strong>.</p><p>O motivo costuma ser a<strong> visibilidade excessiva, que leva ao turismo de massa</strong>.</p><p>Um destes lugares é o <strong>pequeno vilarejo eslovaco de Vlkolínec </strong>— Património Mundial da UNESCO desde 1993 —, que os moradores gostariam de ver removido da lista devido ao grande número de turistas.</p><p>Os moradores de <strong>Ngorongoro</strong>, na <strong>Tanzânia</strong>, desejam o mesmo; lá, políticas de conservação num dos destinos de safari mais renomados de África teriam prejudicado o desenvolvimento local, forçando as comunidades estabelecidas há muito tempo a deixar a região.</p><p>O<strong> turismo de massa</strong>, no entanto,<strong> é um problema global que exige uma solução</strong> — algo em que tanto a UNESCO como as comunidades locais já estão a trabalhar.</p><h2>A transformação de locais da UNESCO em museus</h2><p>Muitos dos lugares mais belos — e frágeis — do mundo frequentemente se veem <strong>ameaçados quando atraem grande visibilidade</strong>.</p><p>O fluxo descontrolado de turistas, somado à chamada "museificação", cria mais um obstáculo ao quotidiano das populações locais. De Veneza aos Andes e às vilas do Japão, o turismo, por vezes, <strong>torna inabitáveis justamente os lugares que desejamos proteger</strong>.</p><p>Transformar estes locais em vastos museus a céu aberto quase sempre tende a priorizar a experiência do visitante em detrimento da vida quotidiana dos moradores.</p><p>Por esta razão, a abordagem do turismo global está a mudar em busca de <strong>uma fórmula que também preserve a qualidade de vida das comunidades locais</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Bailey%20Berg" data-year="2026" data-title="The%20sites%20fighting%20to%20be%20removed%20from%20the%20Unesco%20World%20Heritage%20List" data-url="https%3A%2F%2Fwww.bbc.com%2Ftravel%2Farticle%2F20260611-the-sites-fighting-to-be-removed-from-unesco">Bailey Berg. (2026). <a href="https://www.bbc.com/travel/article/20260611-the-sites-fighting-to-be-removed-from-unesco" target="_blank">The sites fighting to be removed from the Unesco World Heritage List</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/por-que-alguns-locais-nao-querem-mais-fazer-parte-da-lista-do-patrimonio-mundial-da-unesco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Última previsão do modelo europeu: calor intenso poderá chegar a Portugal na quarta-feira, 1 de julho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ultima-previsao-do-modelo-europeu-calor-intenso-podera-chegar-a-portugal-na-quarta-feira-1-de-julho.html</link><pubDate>Sat, 27 Jun 2026 07:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Segundo a mais recente atualização do modelo ECMWF, Portugal Continental poderá registar temperaturas acima dos 30 ºC em praticamente todo o território a partir de quarta-feira, dia 1 de julho.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-42-c-poderao-voltar-a-portugal-em-meados-da-proxima-semana.html" target="_blank">Os 42 ºC poderão voltar a Portugal em meados da próxima semana</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaj5fc6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaj5fc6.jpg" id="xaj5fc6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como temos vindo a avançar nas últimas previsões, as temperaturas começaram a subir de forma gradual, especialmente ao longo da faixa interior e no Sul do país. <strong>Esta subida deverá manter-se nos próximos dias</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Segundo a mais recente saída do modelo europeu, ECMWF, tudo indica que na quarta-feira, dia 1 de julho, as <strong>temperaturas acima dos 30 ºC deverão cobrir praticamente todo o continente português</strong>, como podemos observar no mapa abaixo.</p><h2>Calor intenso regressa a Portugal nos próximos dias</h2><p>De acordo com o que conseguimos apurar no momento da redação desta previsão, o modelo ECMWF indica que a partir do primeiro dia do mês de julho, <strong>Portugal Continental irá ficar coberto de valores de temperatura máxima acima dos 30 ºC</strong>. Mas alguns sítios poderão chegar aos 40 ºC (ou mais).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ultima-previsao-do-modelo-europeu-calor-intenso-chegara-a-portugal-na-quarta-feira-1-de-julho-1782516980758.png" data-image="bsig0ehffjp9" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>A mais recente atualização do modelo ECMWF, indica que a partir de quarta-feira, dia 1 de julho, o calor regressa a todo o país.</figcaption></figure><p>Em princípio, quarta-feira marca o início de um episódio de calor, onde nesse dia, se esperam<strong> temperaturas máximas entre os 26 ºC em Aveiro e os 40 ºC em Évora e Beja</strong>. As únicas capitais de distrito abaixo dos 30 ºC deverão ser Aveiro e Viana do Castelo. Já o Vale do Guadiana poderá ser a zona mais quente do país nesse dia, com os termómetros a poderem registar até 42 ºC. Na Beira Baixa e no Ribatejo, alguns locais também poderão chegar aos 40 ºC.</p><h2>Pelo menos até ao dia 6 de julho, as temperaturas elevadas devem continuar</h2><p>Este aquecimento continuará nos dias seguintes, mantendo os termómetros a registarem valores entre os 30 ºC e os 40 ºC, com algumas variações locais. A partir de quinta-feira, dia 2 de julho, <strong>o litoral Norte e Centro poderá contar com uma nova subida das temperaturas</strong> máximas, podendo sentir-se um ligeiro alívio do calor no Sul do país, especialmente no Alentejo. No entanto, este alívio será curto, pois no sábado o Ribatejo volta a aquecer e no domingo, dia 5 de julho, há nova subida para o Sul. Na segunda-feira, dia 6, o cenário deverá manter-se idêntico ao dos dias anteriores.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775714" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-veja-como-vai-chover-em-portugal-entre-os-dias-29-e-6-de-julho.html" title="Previsão de precipitação a médio prazo: veja como vai chover em Portugal entre os dias 29 e 6 de julho">Previsão de precipitação a médio prazo: veja como vai chover em Portugal entre os dias 29 e 6 de julho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-veja-como-vai-chover-em-portugal-entre-os-dias-29-e-6-de-julho.html" title="Previsão de precipitação a médio prazo: veja como vai chover em Portugal entre os dias 29 e 6 de julho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-veja-como-vai-chover-em-portugal-entre-os-dias-29-e-6-de-julho-1782432429921_320.jpg" alt="Previsão de precipitação a médio prazo: veja como vai chover em Portugal entre os dias 29 e 6 de julho"></a></article></aside><p>Para além dos dias quentes, também se esperam noites tropicais em todo o país a partir de quinta-feira, dia 2, ainda que na noite de quarta-feira já se sintam valores mais elevados no interior. Para o <strong>litoral Norte, espera-se que a noite mais quente possa ser entre quinta e sexta-feira</strong>, enquanto que na faixa interior, especialmente no Centro e Sul todas as noites a partir de quarta-feira deverão contar com valores próximos dos 30 ºC, especialmente entre quinta e segunda-feira. Com isto, e tendo em conta a variabilidade destes valores, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações em <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/" target="_blank" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">tempo.pt</a>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ultima-previsao-do-modelo-europeu-calor-intenso-podera-chegar-a-portugal-na-quarta-feira-1-de-julho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O afélio de 2026 está a aproximar-se: o que é este fenómeno, a data exata e porque ocorre no verão?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-afelio-de-2026-esta-a-aproximar-se-o-que-e-este-fenomeno-a-data-exata-e-porque-ocorre-no-verao.html</link><pubDate>Sat, 27 Jun 2026 06:02:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O fenómeno astronómico conhecido como afélio ocorrerá no início de julho. Por que razão acontece nessa época? Tem alguma relação com as estações do ano? Explicaremos de seguida.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-6-luglio-la-terra-raggiungera-il-punto-piu-lontano-dal-sole-allora-perche-e-estate-1782293816984.jpeg" data-image="v8hqvakt5x8j" alt="afélio" title="afélio"><figcaption>No início de julho, a Terra atingirá o afélio, o ponto mais distante do Sol em toda a sua órbita.</figcaption></figure><p>O<strong> verão de 2026 já está em pleno andamento</strong> após o solstício de 21 de junho, embora climatologicamente tenha começado a 1 de junho. Temos vivido um período de temperaturas elevadas desde o final de maio e, agora, enquanto a Europa enfrenta uma onda de calor excecionalmente intensa e persistente, aproximamo-nos rapidamente de um importante evento astronómico, que ocorrerá no início de julho: o afélio.</p><div class="texto-destacado">A Terra está prestes a atingir o ponto da sua órbita mais distante do Sol, conhecido como afélio. Nesse momento, a sua distância da nossa estrela ultrapassará os 152 milhões de quilómetros.</div><p><strong>Em 2026, a Terra atingirá o afélio a 6 de julho </strong>(em 2025 foi a 3 de julho, e a data muda todos os anos, calhando sempre no início de julho). Este é um evento astronómico que se repete anualmente e suscita frequentemente curiosidade e interrogações: <strong>como é possível que, em pleno verão, a Terra esteja mais afastada do Sol? </strong>Vamos explicar.</p><h2>A órbita da Terra é elíptica</h2><p>A Terra gira em torno do Sol numa órbita elíptica e, por isso, não circular, completando uma revolução em aproximadamente 365 dias e 6 horas (daí a <strong>necessidade de anos bissextos</strong> de quatro em quatro anos, para compensar este "erro").</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">El tamaño aparente del Sol desde cada planeta, en su afelio y perihelio. <br>Desde la Tierra el Sol se observa con un diámetro aparente en la esfera celeste de 0.5 grados ¿cómo es eso visualmente? 0.5 grados también es el tamaño aparente de la Luna. <a href="https://t.co/9m8kTkYsiM">pic.twitter.com/9m8kTkYsiM</a></p>— Jorge Arturo Colorado (@antroastronomo) <a href="https://x.com/antroastronomo/status/1522421794283704320?ref_src=twsrc%5Etfw">May 6, 2022</a></blockquote></figure><p>Esta forma elíptica foi descrita pela primeira vez pelo astrónomo alemão Johannes Kepler, contemporâneo de Galileu Galilei. Foi Kepler quem percebeu que <strong>as órbitas planetárias não são círculos perfeitos</strong>, mas elipses, com o Sol num dos seus focos.</p><p>Devido a esta excentricidade, existem dois momentos distintos durante o ano: o momento em que a Terra está mais próxima do Sol (periélio) e o momento em que está mais afastada (afélio).</p><h2>O que são o afélio e o periélio?</h2><p>O periélio ocorre no início de janeiro, quando a Terra se encontra a cerca de 147 milhões de quilómetros do Sol. O <strong>afélio, por outro lado, ocorre no início de julho e marca o ponto mais distante</strong>: cerca de 152 milhões de quilómetros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-6-luglio-la-terra-raggiungera-il-punto-piu-lontano-dal-sole-allora-perche-e-estate-1782293951385.jpeg" data-image="ybih514kmnla"><figcaption>Foi Kepler quem percebeu que as órbitas planetárias não são círculos perfeitos, mas elipses, com o Sol num dos seus focos.</figcaption></figure><p>O nome deriva dos termos gregos “apo” (longe) e “helios” (sol), e foi Kepler quem o introduziu para descrever esta época do ano.</p><h2>No verão estamos mais afastados do Sol, mas a distância não influencia as estações do ano</h2><p>É surpreendente, mas verdade: <strong>a distância entre a Terra e o Sol não é a causa das estações do ano</strong>. A diferença entre 147 e 152 milhões de quilómetros é demasiado pequena para influenciar significativamente a temperatura do nosso planeta ou determinar a mudança das estações.</p><p>Além disso, para confirmar este facto, devemos recordar que, quando a Terra se encontra no afélio, é Verão no Hemisfério Norte e Inverno no Hemisfério Sul. A razão não reside na distância, mas na<strong> inclinação do eixo da Terra em relação ao plano da sua órbita em torno do Sol</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771036" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-heliopausa-e-a-barreira-invisivel-do-sistema-solar-a-fronteira-que-protege-a-terra-do-espaco-interestelar.html" title="A heliopausa é a 'barreira' invisível do Sistema Solar: a fronteira que protege a Terra do espaço interestelar">A heliopausa é a "barreira" invisível do Sistema Solar: a fronteira que protege a Terra do espaço interestelar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-heliopausa-e-a-barreira-invisivel-do-sistema-solar-a-fronteira-que-protege-a-terra-do-espaco-interestelar.html" title="A heliopausa é a 'barreira' invisível do Sistema Solar: a fronteira que protege a Terra do espaço interestelar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-heliopausa-es-el-muro-invisible-del-sistema-solar-la-frontera-que-protege-a-la-tierra-del-espacio-interestelar-1779029796945_320.jpg" alt="A heliopausa é a 'barreira' invisível do Sistema Solar: a fronteira que protege a Terra do espaço interestelar"></a></article></aside><p>A Terra está inclinada aproximadamente 23°27′, e esta inclinação faz com que a quantidade de luz solar que cada hemisfério recebe varie ao longo do ano. <strong>Quando é verão no Hemisfério Norte, os raios solares incidem num ângulo mais raso </strong>e durante mais horas todos os dias, enquanto é inverno no Hemisfério Sul, e vice-versa seis meses depois.</p><h3>A verdadeira causa das estações do ano reside na inclinação da Terra em relação ao Sol</h3><p><strong>O nosso planeta completa a sua translação com uma inclinação constante, que é precisamente o que determina a alternância das estações, os solstícios e os equinócios</strong>. Portanto, não é a maior ou menor proximidade do Sol que determina o verão ou o inverno, mas sim a forma como os raios solares atingem diferentes zonas do planeta ao longo do ano. <strong>É esta inclinação que regula a duração dos dias e a intensidade do aquecimento solar</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-afelio-de-2026-esta-a-aproximar-se-o-que-e-este-fenomeno-a-data-exata-e-porque-ocorre-no-verao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Já pode reservar lugar no voo mais longo do planeta: 16 mil quilómetros sem escalas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-pode-reservar-lugar-no-voo-mais-longo-do-planeta-16-mil-quilometros-sem-escalas.html</link><pubDate>Sat, 27 Jun 2026 05:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A partir de 2027, será possível viajar diretamente entre Sydney e Londres num voo que promete revolucionar as ligações de longo curso.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-pode-reservar-lugar-no-voo-mais-longo-do-planeta-16-mil-quilometros-sem-escalas-1782331633627.jpg" data-image="3kbgl02e5pzd" alt="Viagem avião" title="Viagem avião"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-628103">Sem escalas e sem precedentes: o voo que vai ligar Sydney a Londres em menos de 22 horas. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Percorrer <strong>16 000 quilómetros</strong> em menos de<strong> 22 horas</strong>, num único voo? Em breve será mesmo possível fazê-lo. </p><p>A Qantas confirmou a rota Sydney (na Austrália) — Londres (em Inglaterra) como a primeira do aguardado "Project Sunrise", com aquele que será o <strong>voo de passageiros sem escalas mais longo do mundo</strong>. E quando é que acontecerá? Tudo está previsto para outubro de 2027.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="658298" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conheca-as-10-rotas-de-aviao-com-maior-turbulencia-da-europa-viagens.html" title="Conheça as 10 rotas de avião com maior turbulência da Europa">Conheça as 10 rotas de avião com maior turbulência da Europa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conheca-as-10-rotas-de-aviao-com-maior-turbulencia-da-europa-viagens.html" title="Conheça as 10 rotas de avião com maior turbulência da Europa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/conheca-as-10-rotas-de-aviao-com-maior-turbulencia-da-europa-viagens-1716833290820_320.jpg" alt="Conheça as 10 rotas de avião com maior turbulência da Europa"></a></article></aside><p>“Em outubro de 2027, a companhia aérea Qantas vai ficar para a história graças ao lançamento do voo direto de passageiros mais longo do mundo”, escreve a revista ‘NiT’.</p><p>Este será o primeiro voo entre as duas cidades, sem que haja a necessidade de se fazer qualquer paragem pelo meio.</p><h2>Um projeto ambicioso</h2><p>O Projeto Sunrise foi apresentado pela primeira vez em 2017 pela companhia aérea australiana, que tinha como objetivo criar voos diretos entre a Costa Leste da Austrália e destinos internacionais de grande relevância, como Londres e Nova Iorque.</p><p>A concretização deste plano acontecerá cerca de dez anos após o seu anúncio. </p><div class="texto-destacado">A nova rota entre Sydney e Londres terá uma duração estimada entre 19 e 22 horas e marcará um momento histórico na aviação.</div><p>“O Project Sunrise irá, numa fase posterior, ligar a<strong> costa leste da Austrália a outros destinos internacionais</strong>, estando já confirmada a rota Sydney-Nova Iorque como próxima a seguir à de Sydney-Londres. O calendário de lançamento dessas ligações será anunciado no próximo ano”, avança o canal de notícias ‘Euronews’.</p><p>"A Qantas nasceu da convicção de que a distância da Austrália em relação ao resto do mundo nunca deveria ser um obstáculo", afirmou a presidente executiva do Grupo Qantas, Vanessa Hudson.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-pode-reservar-lugar-no-voo-mais-longo-do-planeta-16-mil-quilometros-sem-escalas-1782330818970.jpg" data-image="no5t9ba11d8s" alt="Avião" title="Avião"><figcaption>Os bilhetes já estão disponíveis. Foto: Wikimedia // Mitchul Hope</figcaption></figure><p>"O espírito pioneiro de gerações de trabalhadores da companhia tem traçado esse caminho desde então e hoje damos o passo mais significativo dessa missão nos nossos 105 anos de história.”</p><p>“Desde que fizemos pela primeira vez a 'Kangaroo Route', em 1947, quando parámos sete vezes a caminho de Londres, cada nova geração de aviões permitiu retirar uma escala da viagem. <strong>Hoje, estamos a eliminar a última</strong>. Assumimos em 2017 o compromisso de que a Qantas iria vencer a última fronteira da aviação de longo curso e ligar diretamente a costa leste da Austrália a Londres, algo que nunca tinha sido possível. A partir de outubro de 2027, essa promessa torna-se realidade.”</p><h2>Mais informações e detalhes</h2><p>Após o lançamento inicial, <strong>esta rota passará a integrar a operação regular da companhia</strong>, com voos diários. As viagens serão efetuadas com aeronaves Airbus A350, um modelo escolhido pela transportadora no âmbito de uma encomenda realizada em 2022, que incluiu 12 unidades. O primeiro avião da frota, batizado de Vega, deverá chegar em abril do próximo ano.</p><p>Segundo a empresa, a utilização deste modelo permitirá expandir a oferta de ligações sem escalas para a Austrália, encurtando significativamente a duração das viagens. </p><div class="texto-destacado">Em alguns percursos, a redução do tempo total poderá atingir cerca de quatro horas quando comparada com voos que exigem uma paragem intermédia.</div><p>“O A350 irá operar mais rotas diretas para a Austrália, com um tempo de viagem ponto a ponto significativamente mais curto –<strong> reduzindo o tempo de voo até quatro horas</strong> em comparação com o tempo de voo dos voos com uma escala”, avançou a empresa.</p><p>No interior, os passageiros terão acesso a<strong> diferentes classes de viagem</strong>, desde a económica até à primeira classe. Entre as novidades destaca-se um espaço dedicado ao bem-estar, criado para proporcionar maior conforto durante trajetos de longa duração e incentivar os viajantes a movimentarem-se ao longo do voo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="691381" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-voo-sem-escalas-mais-longo-do-mundo-15-000-quilometros-e-quase-19-horas-de-voo-ligam-a-america-a-asia.html" title="O voo sem escalas mais longo do mundo: 15.000 quilómetros e quase 19 horas de voo ligam a América à Ásia">O voo sem escalas mais longo do mundo: 15.000 quilómetros e quase 19 horas de voo ligam a América à Ásia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-voo-sem-escalas-mais-longo-do-mundo-15-000-quilometros-e-quase-19-horas-de-voo-ligam-a-america-a-asia.html" title="O voo sem escalas mais longo do mundo: 15.000 quilómetros e quase 19 horas de voo ligam a América à Ásia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-vuelo-mas-largo-del-mundo-sin-escalas-15-000-kilometros-y-casi-19-horas-de-vuelo-unen-america-con-asia-1736355287328_320.jpeg" alt="O voo sem escalas mais longo do mundo: 15.000 quilómetros e quase 19 horas de voo ligam a América à Ásia"></a></article></aside><p>“Um dos destaques será a Zona de Bem-Estar, localizada entre as cabines <em>premium economy</em> e<em> economy</em>, que convida os passageiros a ‘esticar as pernas’ durante o voo”, explica a ‘NiT’.</p><p>A cabine contará ainda com um<strong> sistema de iluminação inteligente</strong>, composto por vários cenários de luz inspirados em diferentes momentos do dia. Esta tecnologia foi desenvolvida para ajudar o organismo a adaptar-se mais facilmente aos fusos horários do destino, contribuindo para minimizar os efeitos do<em> jet lag</em>.</p><p>E quanto aos bilhetes? Os lugares para aquela que será a mais longa ligação aérea direta do mundo já podem ser reservados<em> online</em>. Os preços de entrada situam-se em torno dos <strong>1.381€</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Euronews%2C%20Starling%2C%20M" data-year="2026" data-title="Austr%C3%A1lia%3A%20Qantas%20lan%C3%A7a%20em%202027%20o%20voo%20sem%20escalas%20mais%20longo%20do%20mundo%20Sydney-Londres" data-url="https%3A%2F%2Fpt.euronews.com%2Fviagens%2F2026%2F06%2F18%2Faustralia-qantas-lanca-em-2027-o-voo-sem-escalas-mais-longo-do-mundo-sydney-londres">Euronews, Starling, M. (2026). <a href="https://pt.euronews.com/viagens/2026/06/18/australia-qantas-lanca-em-2027-o-voo-sem-escalas-mais-longo-do-mundo-sydney-londres" target="_blank">Austrália: Qantas lança em 2027 o voo sem escalas mais longo do mundo Sydney-Londres</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Pincelli%2C%20I" data-year="2026" data-title="O%20voo%20direto%20mais%20longo%20do%20mundo%20j%C3%A1%20tem%20data%20para%20a%20estreia" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fviagens%2Fo-voo-direto-mais-longo-do-mundo-ja-tem-data-para-estreia">NiT, Pincelli, I. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/viagens/o-voo-direto-mais-longo-do-mundo-ja-tem-data-para-estreia" target="_blank">O voo direto mais longo do mundo já tem data para a estreia</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-pode-reservar-lugar-no-voo-mais-longo-do-planeta-16-mil-quilometros-sem-escalas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item></channel></rss>