<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Tempo.pt - Meteored</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Tue, 26 May 2026 20:10:30 +0000</lastBuildDate><pubDate>Tue, 26 May 2026 20:10:30 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Tempo.pt - Meteored</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Vídeo: um meteoro verde iluminou a erupção do vulcão Mayón nas Filipinas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/video-um-meteoro-verde-iluminou-a-erupcao-do-vulcao-mayon-nas-filipinas.html</link><pubDate>Tue, 26 May 2026 17:01:19 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A bola de fogo era tão brilhante que iluminou as cinzas e o fumo vulcânico. As autoridades confirmaram posteriormente que o meteorito se desintegrou na atmosfera antes do impacto.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xab5s66"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xab5s66.jpg" id="xab5s66"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Uma luz verde brilhante iluminou o céu </strong>durante a mais recente erupção do vulcão Mayón, nas Filipinas. O fenómeno foi captado por câmaras de monitorização na noite de 25 de maio e gerou uma confusão inicial quanto a um possível impacto nas suas encostas.</p><h2>Não foi um meteorito</h2><p>O próprio Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia, após a análise de imagens, dados de sismógrafos e infrasons, determinou que <strong>se trataria de um meteoro </strong>e não de um meteorito, uma vez que <strong>"não foi detetado o impacto do objeto nas encostas do Mayón"</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">LOOK!!! PHIVOLCS Ligñon Hill IP Camera records a meteor striking the northern slopes of Mayon Volcano at 10:33 PM this evening, 25 May 2026.<a href="https://twitter.com/hashtag/MayonVolcano?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#MayonVolcano</a> <a href="https://t.co/sZdTVIxssz">pic.twitter.com/sZdTVIxssz</a></p> PHIVOLCS-DOST (@phivolcs_dost) <a href="https://twitter.com/phivolcs_dost/status/2058926280855408732?ref_src=twsrc%5Etfw">May 25, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>O Mayón é um vulcão filipino extremamente perigoso</strong>. Entra frequentemente em atividade, provocando erupções explosivas e fluxos piroclásticos. As chuvas nas suas encostas provocam lahares, devido ao grande volume de material vulcânico que expele.</p><h2>Meteoroide, meteoro, meteorito e bólide: eis as diferenças</h2><p>Muitas pessoas podem confundir estes termos que, à primeira vista, parecem ser iguais. A verdade é que cada um destes objetos possui características próprias que os diferenciam uns dos outros.</p><ul><li>Um <strong>meteoroide</strong> é um <strong>fragmento rochoso ou metálico</strong> que se encontra a viajar pelo espaço. Este objeto pode provir de um cometa, de asteróides ou mesmo de colisões entre corpos do Sistema Solar. O seu tamanho é variável, podendo ir desde pequenos grãos de poeira até atingir dimensões de vários metros de diâmetro. Em palavras muito simples, <strong>é uma rocha que está a viajar pelo espaço</strong>.</li></ul><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766543" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cometa-interestelar-3i-atlas-esta-cheio-de-agua-revelam-que-ele-veio-de-um-lugar-mais-frio-que-o-sistema-solar.html" title="Cometa interestelar 3I/ATLAS está cheio de água: revelam que veio de um lugar mais frio que o Sistema Solar">Cometa interestelar 3I/ATLAS está cheio de água: revelam que veio de um lugar mais frio que o Sistema Solar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cometa-interestelar-3i-atlas-esta-cheio-de-agua-revelam-que-ele-veio-de-um-lugar-mais-frio-que-o-sistema-solar.html" title="Cometa interestelar 3I/ATLAS está cheio de água: revelam que veio de um lugar mais frio que o Sistema Solar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/agua-de-otro-mundo-el-cometa-interestelar-3i-atlas-revela-un-origen-gelido-y-extrano-fuera-de-nuestro-sistema-solar-1777281520902_320.jpeg" alt="Cometa interestelar 3I/ATLAS está cheio de água: revelam que veio de um lugar mais frio que o Sistema Solar"></a></article></aside><ul></ul><ul></ul><ul><li>O <strong>meteoro</strong> é um <strong>fenómeno luminoso</strong> que ocorre quando um meteoroide entra na atmosfera. Ao atravessá-la, o atrito e a compressão do ar elevam a sua temperatura à medida que desce. É o que todos conhecemos como "estrela cadente". Não é o objeto, mas sim <strong>a luz ou o brilho que produz</strong> enquanto desce. Quando <strong>um meteoro ultrapassa o brilho de Vénus</strong> no céu, recebe o nome de <strong>bólide ou bola de fogo</strong>.</li></ul><ul><li>O <strong>meteorito</strong> é a parte do meteoroide que atravessa completamente a atmosfera até chegar à superfície. Dependendo do seu tamanho, pode deixar crateras de impacto.</li></ul><p>Quando <strong>o meteoroide atinge o solo</strong>, o objeto passa a ser chamado de meteorito.</p><p>O brilho do meteoro foi tão intenso que <strong>iluminou de verde os arredores do vulcão Mayón</strong>. De acordo com a Organização Internacional de Meteoros (IMO), esta cor pode estar associada à composição química do meteoroide.</p><h3><em>Referências da notícia:</em></h3><p><em>- Rubin A. E. y Grossman J .N <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1945-5100.2009.01009.x" target="_blank">Meteorite and meteoroid: New comprehensive definitions</a>. Meteoritics & Planetary Science. p. 114-122, v. 45, 2010.</em></p><p><em>- NASA Science. <a href="https://science.nasa.gov/solar-system/meteors-meteorites/facts/" target="_blank">Meteors & Meteorites Facts</a>.<br></em></p><p><em>- International Astronomical Union. <a href="https://iauarchive.eso.org/public/themes/meteors_and_meteorites/" target="_blank">Meteors & Meteorites: The IAU Definitions of Meteor Terms</a>.<br></em></p><p><em>- IMO. <a href="https://www.imo.net/observations/fireballs/fireballs/" target="_blank">Fireballs</a>.<br></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/video-um-meteoro-verde-iluminou-a-erupcao-do-vulcao-mayon-nas-filipinas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Verão 2026, cuidado com o sol: cores e tecidos que protegem realmente a pele]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/verao-2026-cuidado-com-o-sol-cores-e-tecidos-que-protegem-realmente-a-pele.html</link><pubDate>Tue, 26 May 2026 16:54:31 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Os casos de melanoma estão a aumentar em Portugal, quase sempre devido a uma exposição solar inadequada. Eis o que se deve usar para evitar danos a longo prazo, segundo os especialistas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/estate-2026-attenzione-al-sole-colori-e-tessuti-che-proteggono-davvero-la-pelle-1779696095491.jpg" data-image="qw8sl50wzrgr" alt="estate 2026 sole" title="estate 2026 sole"><figcaption>Com o verão cada vez mais próximo, importa proteger a pele, não apenas quando for à praia, mas também quando estiver ao sol.</figcaption></figure><p>Com o verão de 2026 <strong>a aproximar-se</strong> cada vez mais, tanto no que diz respeito ao <strong>calendário</strong> como à <strong>meteorologia</strong>, é importante lembrar-se de <strong>proteger a pele</strong> do sol, e não apenas na praia.</p><p>Os danos a longo prazo, e os cancros de pele em primeiro lugar, são cada vez mais frequentes, mas existem formas de se proteger e, ao mesmo tempo, aproveitar a estação quente. Uma das mais importantes é escolher <strong>a roupa adequada </strong>para a praia, para a montanha e também para a cidade.</p><h2>Proteger-se do sol, não só na praia</h2><p>Como todos os anos, quando chega o verão, multiplicam-se os apelos para uma exposição adequada ao sol. A atenção dada a este tema é decididamente <strong>justificada</strong>, uma vez que, nas últimas duas décadas, os casos de melanoma em Portugal triplicaram ou quase quadruplicaram, passando dos <strong>400</strong> registados em 2004 para <strong>1500</strong> em 2024.</p><div class="texto-destacado"><strong>Nove em cada dez casos</strong> de melanoma, de facto, devem-se precisamente à falta de proteção da pele contra os raios UV, a partir da primavera.</div><blockquote>"Queimar-se, mesmo que seja apenas uma vez a cada dois anos, pode triplicar o risco de melanoma. Não se trata apenas de dias quentes e soalheiros: os raios UV podem ser suficientemente fortes para danificar a pele de meados de março a meados de outubro, mesmo quando o céu está nublado ou o tempo é fresco" Prof. Paolo Ascierto.</blockquote><p>Segundo o professor Ascierto, oncologista da Universidade Federico II de Nápoles e presidente da Fundação Melanoma Onlus, a <strong>prevençã</strong>o não deve, portanto, limitar-se apenas aos poucos dias de férias de verão, mas deve tornar-se um <strong>hábito de vida</strong>.</p><h2>O paradoxo dos protetores solares</h2><p>Quando se pensa na proteção contra os raios solares, pensa-se geralmente em <strong>cremes e óleos</strong> para usar na praia ou durante uma excursão. Embora este tipo de prevenção seja importante, sobretudo se os protetores tiverem filtros de proteção suficientemente elevados, cria, ao mesmo tempo, um paradoxo, induzindo uma <strong>falsa sensação de segurança</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estate-2026-attenzione-al-sole-colori-e-tessuti-che-proteggono-davvero-la-pelle-1779696156106.jpg" data-image="azjca0njwc6w" alt="estate 2026 proteggere la pelle" title="estate 2026 proteggere la pelle"><figcaption>Um chapéu e óculos de sol protegem o rosto e os olhos dos raios UV</figcaption></figure><p>A aplicação de protetor solar leva as pessoas a permanecerem mais tempo ao sol. Muitos esquecem-se de que seriam necessárias várias aplicações ao longo do dia, especialmente após o banho, e que até mesmo uma simples<strong> transpiração</strong> pode remover a proteção e deixar a pele exposta aos raios solares.</p><p>De acordo com estudos canadianos e britânicos, o uso de protetores solares acaba, portanto, por duplicar <strong>o risco</strong> de desenvolver cancros de pele.</p><h2>Vestuário e prevenção</h2><p><strong>O índice UV</strong> mede a intensidade da radiação solar numa escala que vai de 1 a 11+. Pode consultá-lo neste site, na secção <em>mapas</em>, para planear da melhor forma os seus dias ao ar livre.</p><p>Há ainda um <strong>detalhe importante</strong> que muitos subestimam: os protetores solares são uma defesa valiosa, se usados corretamente, mas o papel do vestuário não é secundário.</p><p>De acordo com um estudo da Cancer Research UK, uma organização sem fins lucrativos dedicada à investigação do cancro, nos <strong>homens</strong> os melanomas manifestam-se mais frequentemente nos ombros e no peito, com uma prevalência de 40%, enquanto nas <strong>mulheres</strong> 35% dos melanomas aparecem nas pernas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770001" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/evora-e-beja-recebem-jardins-urbanos-para-aliviar-calor-extremo-no-verao.html" title="Évora e Beja recebem jardins urbanos para aliviar calor extremo no verão">Évora e Beja recebem jardins urbanos para aliviar calor extremo no verão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/evora-e-beja-recebem-jardins-urbanos-para-aliviar-calor-extremo-no-verao.html" title="Évora e Beja recebem jardins urbanos para aliviar calor extremo no verão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/evora-e-beja-recebem-jardins-urbanos-para-aliviar-calor-extremo-no-verao-1779368371739_320.jpg" alt="Évora e Beja recebem jardins urbanos para aliviar calor extremo no verão"></a></article></aside><p>Isto acontece porque, nos meses mais quentes, os homens tendem a andar mais vezes com o tronco descoberto, enquanto as mulheres usam vestidos curtos e calções.</p><p>É evidente, portanto, que escolher uma peça em vez de outra pode fazer uma grande diferença.</p><h2>O que vestir para proteger a pele do sol</h2><p>O corte, os tecidos, as cores das roupas e também a qualidade dos materiais são parte integrante da prevenção do cancro da pele.</p><div class="texto-destacado">Nem todos sabem que também as roupas têm um <strong>fator de proteção</strong> que, no caso dos <strong>tecidos técnicos</strong>, é indicado nas etiquetas. A sigla <strong>UPF</strong>, <strong>Ultraviolet Protection Factor</strong>, revela o quão eficaz uma peça de roupa pode ser na proteção da pele. O valor mais alto, 50+, bloqueia 98% dos raios UV, proporcionando uma proteção praticamente total.</div><p>A escolha das <strong>cores</strong> também é importante. O <strong>preto</strong> bloqueia os raios UV, mas o mesmo se aplica a cores vivas como o <strong>vermelho</strong> e o <strong>azul</strong>. Por isso, são preferíveis as tonalidades mais vivas do que as cores pastel e o branco.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770159" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-cupula-de-calor-que-afeta-portugal-atingira-o-seu-pico-entre-os-dias-25-e.html" title="A 'cúpula de calor' que afeta Portugal atingirá o seu pico entre os dias 25 e 27">A "cúpula de calor" que afeta Portugal atingirá o seu pico entre os dias 25 e 27</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-cupula-de-calor-que-afeta-portugal-atingira-o-seu-pico-entre-os-dias-25-e.html" title="A 'cúpula de calor' que afeta Portugal atingirá o seu pico entre os dias 25 e 27"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-cupula-de-calor-que-afeta-portugal-atingira-o-seu-pico-entre-os-dias-25-e-1779457204916_320.jpg" alt="A 'cúpula de calor' que afeta Portugal atingirá o seu pico entre os dias 25 e 27"></a></article></aside><p>A pele deve poder sempre <strong>transpirar</strong>; tecidos como<strong> linho e algodão</strong> e cortes largos e soltos em calças e blusas (de manga comprida!) ajudam a pele a respirar sem queimar.</p><p>Um <strong>chapéu</strong> com aba de pelo menos 7 cm protege o rosto, a cabeça e o pescoço, enquanto que, para a proteção adequada dos <strong>olhos</strong>, são necessários óculos de sol com um bom <strong>filtro</strong>. As armações mais <strong>envolventes</strong> são as preferíveis, porque protegem os olhos e a sua área circundante da luz refletida do mar e da areia.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Valentina Arcovio - <a href="https://30science.com/2026/04/news/tumori-esperto-abito-scudo-contro-melanoma-piu-di-crema/" target="_blank">Melanoma: l’abito fa da scudo più della crema solare. </a>30Science.com</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/verao-2026-cuidado-com-o-sol-cores-e-tecidos-que-protegem-realmente-a-pele.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Formação de elite em maquinaria florestal arranca no primeiro campo de treino ibérico na Figueira da Foz]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/formacao-de-elite-em-maquinaria-florestal-arranca-no-primeiro-campo-de-treino-iberico-na-figueira-da-foz.html</link><pubDate>Tue, 26 May 2026 16:05:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Na clareira de Quiaios, formandos operam simuladores e maquinaria avançada, aliando precisão tecnológica e práticas sustentáveis para responder à escassez de especialistas capazes de acompanhar a digitalização do setor florestal.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/formacao-de-elite-em-maquinaria-florestal-arranca-no-primeiro-campo-de-treino-iberico-na-figueira-da-foz-1779797380119.jpg" data-image="77mgosktlhyh" alt="Grua de um forwarder" title="Grua de um forwarder"><figcaption>A grua do forwarder eleva troncos com precisão mecânica e baixo impacto ambiental. Foto: John Deere</figcaption></figure><p>O silêncio matinal da <strong>costa de Quiaios</strong> dura pouco na Quinta das Rolas. A formação no campo de treino da <strong>Figueira da Foz</strong> está prestes a começar. Sob o olhar atento dos formadores, a clareira transforma-se rapidamente num teatro de operações, onde máquinas pesadas levantam nuvens de poeira e caruma, intensificando o aroma de pinheiro e da resina fresca.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Garras de aço alinham centenas de troncos, enquanto, dentro das cabines, os operadores controlam a precisão dos movimentos com <em>joysticks</em> ultrassensíveis, ligados a sistemas de telemetria e guiados por computadores e mapas digitais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Nesta pequena área florestal, a tradição do corte da madeira funde-se com a <strong>engenharia de precisão</strong> na Escola Avançada Florestal (<em>Forestry Advanced School</em>), um projeto da associação Biond para formar a próxima geração de especialistas em <strong>maquinaria pesada</strong>. </p><h2>Um centro único na Península Ibérica para formação especializada</h2><p>O campo de treinos da Figueira da Foz é o <strong>único da Península Ibérica</strong> e <strong>um dos três existentes no mundo</strong>, havendo apenas um no Brasil e outro na Finlândia.</p><p>A formação em Quiaios arrancou com uma unidade móvel de treino (training box) equipada com quatro simuladores avançados de <em>Forwarde, </em>geralmente designados por <em>Forwardomo</em>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769789" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/icnf-vai-formar-500-profissionais-para-travar-pragas-que-ameacam-a-floresta-portuguesa.html" title="ICNF vai formar 500 profissionais para travar pragas que ameaçam a floresta portuguesa">ICNF vai formar 500 profissionais para travar pragas que ameaçam a floresta portuguesa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/icnf-vai-formar-500-profissionais-para-travar-pragas-que-ameacam-a-floresta-portuguesa.html" title="ICNF vai formar 500 profissionais para travar pragas que ameaçam a floresta portuguesa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/icnf-vai-formar-500-profissionais-para-travar-pragas-que-ameacam-a-floresta-portuguesa-1779282930192_320.jpg" alt="ICNF vai formar 500 profissionais para travar pragas que ameaçam a floresta portuguesa"></a></article></aside><p>Em 10 cenários pré-determinados, os formandos simulam diversas manobras reais no terreno, como a <strong>ultrapassagem de obstáculos</strong>, circulação em declives acentuados, <strong>operações de carga</strong>, descarga, avanços e recuos, executados em máquinas articuladas com grua. O intuito é atrair e capacitar mão de obra jovem e altamente especializada para a fileira florestal.</p><h2>Máquinas avançadas ao serviço da sustentabilidade florestal</h2><p>Estas máquinas de última geração são cruciais para a sustentabilidade ambiental e financeira do setor florestal. Ao contrário das técnicas antigas de arrasto, as rodas articuladas e os sistemas de gruas transportam a carga suspensa, <strong>evitando a erosão e a compactação excessiva do solo</strong>. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Além de diminuírem significativamente o tempo de operação e o consumo de combustível, a limpeza e o transporte eficientes da biomassa (como os resíduos de corte) reduzem a carga combustível no terreno, mitigando o risco de incêndios rurais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A transição digital e ecológica do setor, no entanto, enfrenta a escassez de operadores qualificados, um dos maiores entraves da atualidade, não só em Portugal como em toda a Europa. </p><p>A substituição das antigas técnicas de corte manual por equipamentos complexos exige uma formação robusta que combine ambiente de sala, simuladores e operações reais no terreno florestal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/formacao-de-elite-em-maquinaria-florestal-arranca-no-primeiro-campo-de-treino-iberico-na-figueira-da-foz-1779797542539.jpg" data-image="v5rihy96ojay" alt="Floresta de pinheiros" title="Floresta de pinheiros"><figcaption>A engenharia e a tecnologia industrial evoluem para responder aos desafios da gestão sustentável das florestas. Foto: Alina Kuptsova/Pixabay</figcaption></figure><p>Para colmatar esta falha, o Governo tem lançado, nos últimos anos, vários <strong>apoios</strong> através do <strong>Plano de Recuperação e Resiliência</strong>, que estão a permitir implementar projetos como o <em>Advance Forest</em>.</p><h2>Tecnologia de simulação para capacitar novos operadores</h2><p>O campo de treinos da Figueira da Foz surge assim como uma oportunidade rara para <strong>acelerar a formação destes profissionais</strong>. A Biond — associação que representa os interesses coletivos da atividade industrial e florestal da pasta, papel e cartão, e que conta com a participação da Navigator, Altri, DS Smith e Renova — vai lançar uma nova formação já no próximo mês. </p><p>A Escola Avançada Florestal irá arrancar com um <strong>workshop em junho</strong>, destinada a operadoras e operadores de máquinas florestais (<em>Forwarder</em> e <em>Harvester</em>). As inscrições e o calendário completo já podem ser consultados através do link oficial disponível nas referências.</p><h3><em>Referência do artigo:</em></h3><p><em><a href="https://www.biond.pt/workshop-advance-forest-inscricoes_forwarderharvester/" target="_blank">Workshop Advance Forest | Abertas as inscrições para operadoras e operadores de máquinas florestais – Forwarder e Harvester</a>. Associação Biond</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/formacao-de-elite-em-maquinaria-florestal-arranca-no-primeiro-campo-de-treino-iberico-na-figueira-da-foz.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Évora entre as 3 cidades candidatas a ultrapassar a sua máxima absoluta de maio esta quarta-feira 27]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/evora-entre-as-3-cidades-candidatas-a-ultrapassar-a-sua-maxima-absoluta-de-maio-esta-quarta-feira.html</link><pubDate>Tue, 26 May 2026 14:55:12 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Não se exclui a possibilidade de que o episódio de calor intenso desta reta final de maio culmine no registo de valores que poderão bater recordes absolutos de temperatura máxima: a cidade de Évora surge entre as 3 principais candidatas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/evora-entre-as-3-cidades-candidatas-a-ultrapassar-a-sua-maxima-absoluta-de-maio-esta-quarta-feira-1779806703862.jpg" data-image="a4pdklngh5m0"><figcaption>Évora é uma das cidades do interior de Portugal continental que poderá bater o recorde de temperatura máxima nesta quarta-feira, 27 de maio. </figcaption></figure><p><strong>Portugal continental está a enfrentar um episódio de tempo quente</strong>, com as temperaturas a subirem de forma evidente, esperando-se que algumas zonas atinjam <strong>valores mais característicos da canícula</strong>, que é a época mais quente do ano de acordo com a climatologia, estendendo-se entre 15 de julho e 15 de agosto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/evora-e-outras-cidades-do-interior-entre-as-candidatas-a-ultrapassar-a-sua-maxima-absoluta-de-maio-esta-quarta-feira-1779805607915.png" data-image="qr637om6007v"><figcaption>Uma crista subtropical persistente está a ser favorável ao aquecimento de uma massa de ar muito quente através de subsidência (“cúpula de calor”), impulsionando um novo pico de calor em Portugal continental e em grande parte da geografia europeia.</figcaption></figure><p>Esta última semana de maio será um autêntico vislumbre do verão, estando previstos valores elevados e temperaturas que poderão vir a <strong>bater recordes para esta época do ano em algumas cidades, tais como Évora, Castelo Branco e Viseu</strong>.</p><h2>A possibilidade do recorde histórico de temperatura ser batido existe, mas ECMWF e GFS diferem</h2><p>Analisando os mapas de referência, <strong>quarta-feira, 27 de maio, surge, por enquanto, como o dia com maior potencial para se aproximar ou até mesmo ultrapassar o recorde histórico</strong>, uma vez que o cenário determinista traçado pelo modelo GFS (americano) prevê uma temperatura do ar medida à superfície (T2M) capaz de atingir os <strong>38 ºC na cidade de Évora entre as 15:00 e as 17:00</strong>. O modelo ECMWF (europeu) antecipa um valor mais moderado, mas igualmente elevado: 34 ºC entre as 15:00 e as 18:00.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/evora-e-outras-cidades-do-interior-entre-as-candidatas-a-ultrapassar-a-sua-maxima-absoluta-de-maio-esta-quarta-feira-1779805157610.png" data-image="kjvmdubvf2y8"><figcaption>Previsão de temperatura máxima na cidade de Évora (38 ºC) para quarta-feira, 27 de maio, segundo o modelo americano (GFS).</figcaption></figure><p><strong>Provavelmente, o valor realmente observado na quarta-feira (27) situar-se-á algures entre estes dois</strong>. Será isto suficiente para o recorde de temperatura máxima absoluta num mês de maio ser batido em Évora? Tendo em conta a normal climatológica 1991-2020 elaborada pelo IPMA, o valor mais elevado alguma vez registado da temperatura máxima em Évora num mês de maio foi 36,8 ºC a 31 de maio de 2001.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Como referido anteriormente pela Meteored Portugal, o domínio de uma crista subtropical extensa e robusta posicionada verticalmente sobre a Península Ibérica e outros países da Europa Ocidental e Central, vai favorecendo o aquecimento de uma massa de ar extremamente quente através do processo de subsidência. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Se tomarmos como referência o modelo europeu, o valor previsto para amanhã, dia 27, não será suficiente para bater o recorde existente. Não obstante, <strong>caso se confirme a previsão do modelo americano (38 ºC), o dia 27 de maio de 2026 poderá constituir um novo recorde</strong> da temperatura máxima registada na cidade de Évora.</p><h2>Outras cidades que poderão bater o seu recorde histórico de temperatura no mês de maio</h2><p>Além de Évora, cidade situada no Alentejo Central, <strong>outras duas cidades do interior Centro (Viseu e Castelo Branco) têm em vista a possibilidade de superar a sua máxima absoluta de maio</strong> nesta quarta-feira, 27 de maio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/evora-e-outras-cidades-do-interior-entre-as-candidatas-a-ultrapassar-a-sua-maxima-absoluta-de-maio-esta-quarta-feira-1779805343916.png" data-image="n1wtgeq87z03"><figcaption>Previsão de temperatura máxima na cidade de Évora (34 ºC) para quarta-feira, 27 de maio, segundo o modelo europeu (ECMWF).</figcaption></figure><p>Para as <strong>três cidades</strong> e capitais distritais referidas, pode-se verificar no quadro abaixo a comparação das previsões da <strong>temperatura máxima para amanhã (27)</strong> entre os modelos ECMWF e GFS, bem como o <strong>maior valor da máxima num mês de maio</strong>, de acordo com o IPMA.</p><table><thead><tr><th>Cidade</th><th>Quarta-feira, 27 de maio - Temperatura Máxima prevista (ECMWF)</th><th>Quarta-feira, 27 de maio - Temperatura Máxima prevista (GFS)</th><th>Maior Valor de Temperatura Máxima observada (IPMA)</th></tr></thead><tbody><tr><td>Viseu</td><td>33 ºC</td><td>35 ºC</td><td>33,2 ºC</td></tr><tr><td>Castelo Branco</td><td>34 ºC</td><td>36 ºC</td><td>35,5 ºC</td></tr><tr><td>Évora</td><td>34 ºC</td><td>38 ºC</td><td>36,8 ºC</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="4">Fonte: Mapas da Meteored e IPMA.</td></tr></tbody></table><p>Salta à vista o facto de, uma vez mais, à semelhança de Évora, também<strong> Viseu e Castelo Branco evidenciarem valores plasmados nos mapas de previsão de temperatura do GFS superiores</strong> ao maior valor da temperatura máxima registada num mês de maio.</p><p>Por outro lado, torna-se claro que a previsão dos mapas da Meteored baseados no <strong>ECMWF é mais conservadora</strong>, uma vez que deteta valores mais moderados nestas três cidades, que <strong>não seriam suficientes para bater o recorde existente</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770821" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-e-na-quinta-28-preveem-se-trovoadas-com-muitos-raios-mas-os-mapas-de-chuva-estao-quase-vazios-atencao-a-isto.html" title="Amanhã e na quinta 28 preveem-se trovoadas com muitos raios, mas os mapas de chuva estão quase vazios: “atenção a isto'">Amanhã e na quinta 28 preveem-se trovoadas com muitos raios, mas os mapas de chuva estão quase vazios: “atenção a isto"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-e-na-quinta-28-preveem-se-trovoadas-com-muitos-raios-mas-os-mapas-de-chuva-estao-quase-vazios-atencao-a-isto.html" title="Amanhã e na quinta 28 preveem-se trovoadas com muitos raios, mas os mapas de chuva estão quase vazios: “atenção a isto'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-e-na-quinta-28-preveem-se-trovoadas-com-muitos-raios-mas-os-mapas-de-chuva-estao-quase-vazios-atencao-a-isto-1779800485745_320.jpg" alt="Amanhã e na quinta 28 preveem-se trovoadas com muitos raios, mas os mapas de chuva estão quase vazios: “atenção a isto'"></a></article></aside><p>Resta agora esperar pelos valores oficialmente registados pelas estações meteorológicas do IPMA na quarta-feira, 27 de maio e aguardar pela <strong>validação dos dados</strong> <strong>que poderá confirmar, ou descartar, o recorde absoluto de temperatura máxima para um mês de maio</strong> nalguma destas cidades.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/evora-entre-as-3-cidades-candidatas-a-ultrapassar-a-sua-maxima-absoluta-de-maio-esta-quarta-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Amanhã e na quinta 28 preveem-se trovoadas com muitos raios, mas os mapas de chuva estão quase vazios: “atenção a isto"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-e-na-quinta-28-preveem-se-trovoadas-com-muitos-raios-mas-os-mapas-de-chuva-estao-quase-vazios-atencao-a-isto.html</link><pubDate>Tue, 26 May 2026 13:11:03 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Para quarta e quinta-feira, dias 27 e 28 de maio, prevê-se uma forte concentração de descargas elétricas em Portugal continental, mas pouca precipitação acumulada. Atenção aos riscos e perigos gerados pelo fenómeno conhecido como trovoada seca.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-e-na-quinta-28-preveem-se-trovoadas-com-muitos-raios-mas-os-mapas-de-chuva-estao-quase-vazios-atencao-a-isto-1779800139852.jpg" data-image="2bqr6p1xm4g6"><figcaption>Trovoadas previstas para o Norte e Centro de Portugal continental nos próximos dois dias. Conheça os riscos da trovoada seca.</figcaption></figure><p>Uma trovoada sem chuva, também conhecida como<strong> trovoada seca</strong>, é um fenómeno em que se gera <strong>atividade elétrica</strong> (relâmpagos e trovões), mas no qual a <strong>precipitação evapora antes de atingir o solo</strong>. Embora não chova, os relâmpagos podem atingir a superfície, acarretando um perigo enorme para a deflagração de <strong>incêndios rurais</strong>.</p><h2>Como se desencadeia este fenómeno e porque é que praticamente não chove?</h2><p>Nesta época do ano <strong>o sol já aquece intensamente o solo durante o dia</strong>. Deste modo, o ar junto à superfície fica muito quente e pode subir rapidamente, originando as chamadas <strong>correntes de convecção</strong>. Se existir alguma humidade em alta altitude, o ar que ascendeu condensa-se e forma <strong>nuvens de trovoada</strong>. A colisão entre os cristais de gelo presentes nestas nuvens provoca a<strong> atividade elétrica</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O forte aquecimento diurno promove as correntes de ar necessárias para gerar eletricidade (correntes de convecção), mas a falta de humidade nas camadas inferiores da atmosfera impede a chegada da precipitação ao solo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A nuvem começa a produzir precipitação sob a forma de chuva ou aguaceiros, mas, <strong>à medida que a precipitação vai caindo, atravessa camadas de ar extremamente quentes e secas </strong>entre a base da nuvem e o solo, pelo que acaba por <strong>evaporar completamente</strong> a meio do caminho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-e-na-quinta-28-preveem-se-trovoadas-com-muitos-raios-mas-os-mapas-de-chuva-estao-quase-vazios-atencao-a-isto-1779799661544.png" data-image="gnd7brgj5wvq"><figcaption>Como se pode observar, a precipitação acumulada até ao final de quinta-feira, 28 de maio, em Portugal continental será escassa e a distribuição será bastante diferente da densidade de raios, apenas coincidindo parcialmente, o que sugere a existência do fenómeno conhecido como trovoada seca.</figcaption></figure><p>Visualmente, este fenómeno de chuva que não chega a atingir o solo tem a designação de <strong>virga</strong>.</p><h2>Atenção à possibilidade de trovoada seca nestas zonas de Portugal continental</h2><p>De acordo com os mapas da <strong>Meteored</strong>, as zonas onde se prevê maior concentração de descargas elétricas na <strong>quarta e quinta-feira, dias 27 e 28 de maio</strong>, logo a partir do meio-dia e durante o período da tarde - precisamente a altura do dia em que a radiação solar é mais intensa e por isso aquece mais o solo, gerando condições favoráveis à atividade convectiva - são as<strong> Regiões Norte e Centro, especialmente no interior </strong>das mesmas.</p><div class="texto-destacado">Prevê-se que entre estes dois dias, <strong>a tarde de quarta-feira (27) seja o período mais agitado em termos de atividade elétrica</strong>, estando prevista uma densidade de raios que abrangerá uma parte bastante significativa do Norte e do Centro, com destaque para o interior destas regiões e em particular as áreas montanhosas.</div><p>Como se pode verificar, a atividade elétrica espalhar-se-á praticamente por todo o Norte e Centro de Portugal continental, distribuindo-se pelos distritos de <strong>Viana do Castelo, Braga, Vila Real e Bragança</strong> (onde possivelmente será mais forte), <strong>Guarda, Viseu, Coimbra</strong> e ainda pelo interior dos distritos do <strong>Porto e Aveiro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-e-na-quinta-28-preveem-se-trovoadas-com-muitos-raios-mas-os-mapas-de-chuva-estao-quase-vazios-atencao-a-isto-1779798628439.png" data-image="1sw9felzw11z"><figcaption>Esta é a previsão da densidade e distribuição de descargas elétricas para as 16:00 de quarta-feira, 27 de maio.</figcaption></figure><p>Ainda de acordo com a atual previsão, a trovoada poderá surgir de forma pontual e dispersa outras zonas situadas mais a sul.</p><h2>Os principais riscos da trovoada seca</h2><p>Nestes meses de trovoada, como assim é conhecido o mês de maio, quando a precipitação está ausente e não arrefece a superfície, acaba por criar uma falsa sensação de segurança. Isto porque, existe a possibilidade de que <strong>os raios</strong>, ao atingirem solo seco ou árvores, sejam <strong>u</strong><strong>ma das principais causas da ignição de fogos florestais</strong>.</p><p>Além disto, por mais dispersas ou isoladas que sejas, os raios nunca deixam de ser descargas elétricas poderosas, constituindo, por isso, <strong>um perigo para as pessoas, especialmente quando estas estão em espaços abertos ou por debaixo de árvores isoladas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="274931" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conselhos-protecao-contra-impactos-relampago.html" title="Decálogo de proteção para evitar impactos de relâmpagos">Decálogo de proteção para evitar impactos de relâmpagos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conselhos-protecao-contra-impactos-relampago.html" title="Decálogo de proteção para evitar impactos de relâmpagos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/decalogo-de-proteccion-contra-el-rayo-273241-1_320.jpg" alt="Decálogo de proteção para evitar impactos de relâmpagos"></a></article></aside><p>Quando há árvores isoladas e as pessoas procuram abrigo junto destas, trata-se de um <strong>perigo </strong>que deve mesmo ser evitado. Os raios procuram o caminho mais curto para descarregar a eletricidade no solo, e <strong>uma árvore isolada destaca-se facilmente no solo, funcionando como um pára-raios natural</strong>.</p><p>Caso esteja ao pé da árvore, pode não só sujeitar-se à eletricidade gerada pelos raios, como também à <strong>projeção de lascas perigosas geradas pela explosão que ocorre no tronco da árvore</strong>. Não existindo árvores ou outras infraestruturas elevadas, o corpo humano torna-se um alvo fácil, pois <strong>passa a ser o ponto mais alto da área</strong>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-e-na-quinta-28-preveem-se-trovoadas-com-muitos-raios-mas-os-mapas-de-chuva-estao-quase-vazios-atencao-a-isto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os modelos europeu e GFS coincidem: em cinco dias haverá uma reviravolta nas temperaturas de Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-modelos-europeu-e-gfs-coincidem-em-cinco-dias-havera-uma-reviravolta-nas-temperaturas-de-portugal.html</link><pubDate>Tue, 26 May 2026 12:58:01 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os modelos ECMWF e GFS apontam para calor intenso até ao início de junho, mas sugerem mudança gradual do padrão atmosférico. As temperaturas poderão começar a descer em Portugal continental a partir de terça-feira (2), devido à influência atlântica.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xab9ha8"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xab9ha8.jpg" id="xab9ha8"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os modelos ECMWF e GFS começam a coincidir numa alteração gradual do padrão atmosférico sobre a Península Ibérica durante os primeiros dias de junho. Apesar do calor intenso previsto até ao início da próxima semana, <strong>os dois modelos indicam que a massa de ar quente deverá começar a perder força a partir de terça-feira</strong>, 2 de junho, permitindo uma descida progressiva das temperaturas em Portugal continental.</p><h2>Dorsal subtropical deverá provocar calor intenso até ao início de junho</h2><p>A evolução do estado do tempo estará associada ao reforço de uma crista subtropical sobre a Península Ibérica e parte da Europa ocidental durante os próximos dias. Esta configuração deverá favorecer a <strong>entrada de ar muito quente proveniente do Norte de África, ao mesmo tempo que limita a influência das superfícies frontais atlânticas </strong>sobre o território continental. Os mapas de temperatura mostram uma expansão muito evidente da massa de ar quente entre quarta-feira e segunda-feira, sobretudo nas regiões do interior.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>As temperaturas máximas deverão ultrapassar os 30 ºC em grande parte do país já a partir de quinta-feira. Nas regiões do Alentejo, vale do Tejo e interior Centro, os modelos apontam para <strong>valores entre 35 e 38 ºC</strong> durante o próximo fim de semana e início da próxima semana, com as tardes potencialmente mais quentes a ocorrer entre domingo e segunda-feira. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-modelos-europeu-e-gfs-coincidem-em-cinco-dias-havera-uma-reviravolta-nas-temperaturas-de-portugal-1779797948632.png" data-image="r1cghf57fcu3"><figcaption>A entrada de uma massa de ar muito quente proveniente do Norte de África deverá provocar temperaturas elevadas em grande parte da Península Ibérica já durante esta quarta-feira, com valores acima dos 35 ºC em setores do interior.</figcaption></figure><p>Em cidades como <strong>Beja, Évora, Castelo Branco ou Portalegre, o calor poderá tornar-se particularmente intenso </strong>devido ao tempo seco, vento fraco e baixa humidade relativa do ar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-modelos-europeu-e-gfs-coincidem-em-cinco-dias-havera-uma-reviravolta-nas-temperaturas-de-portugal-1779798635454.png" data-image="b3njf01n4ar8"><figcaption>A circulação marítima de norte e noroeste deverá limitar parcialmente a subida das temperaturas no litoral português durante o final do dia. No interior, o calor deverá continuar mais intenso devido à persistência da massa de ar quente sobre a Península Ibérica.</figcaption></figure><p>No litoral ocidental, a proximidade do oceano deverá continuar a limitar parcialmente a subida das temperaturas, embora cidades como Lisboa, Setúbal ou Santarém possam aproximar-se ou ultrapassar os 30 ºC em alguns períodos, sobretudo quando o vento soprar temporariamente do quadrante leste ou sudeste. Ainda assim, <strong>os contrastes térmicos entre o litoral e o interior deverão manter-se bastante evidentes ao longo dos próximos dias</strong>, especialmente durante as horas de maior aquecimento diurno.</p><h2>Modelos apontam para descida gradual das temperaturas a partir de terça-feira</h2><p>Os mapas mais recentes mostram, contudo, que a circulação atmosférica poderá sofrer uma alteração significativa a partir de 2 e 3 de junho. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-modelos-europeu-e-gfs-coincidem-em-cinco-dias-havera-uma-reviravolta-nas-temperaturas-de-portugal-1779798250326.jpg" data-image="g40y4fvi62vm"><figcaption>Os mapas mais recentes do ECMWF sugerem uma alteração gradual do padrão atmosférico no início de junho, permitindo uma descida das temperaturas em Portugal continental após vários dias de calor intenso.</figcaption></figure><p><strong>A dorsal subtropical que deverá dominar a Península Ibérica até ao início da próxima semana começará a enfraquecer</strong>, ao mesmo tempo que o Atlântico Norte recupera influência sobre a Europa ocidental. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770612" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-cupula-de-calor-continuara-a-afetar-portugal-durante-mais-tres-dias-ana-palma-revela-as-zonas-mais-quentes.html" title="A 'cúpula de calor' continuará a afetar Portugal durante mais três dias: Ana Palma revela as zonas mais quentes">A "cúpula de calor" continuará a afetar Portugal durante mais três dias: Ana Palma revela as zonas mais quentes</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-cupula-de-calor-continuara-a-afetar-portugal-durante-mais-tres-dias-ana-palma-revela-as-zonas-mais-quentes.html" title="A 'cúpula de calor' continuará a afetar Portugal durante mais três dias: Ana Palma revela as zonas mais quentes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-cupula-de-calor-continuara-a-afetar-portugal-durante-tres-dias-ana-palma-revela-as-zonas-mais-quentes-1779718370488_320.png" alt="A 'cúpula de calor' continuará a afetar Portugal durante mais três dias: Ana Palma revela as zonas mais quentes"></a></article></aside><p>Os modelos sugerem que a massa de ar quente começará a recuar para sul e leste da Europa, permitindo um <strong>regresso gradual a valores mais próximos da média climatológica</strong> em Portugal continental.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-modelos-europeu-e-gfs-coincidem-em-cinco-dias-havera-uma-reviravolta-nas-temperaturas-de-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Açores afetados por duas depressões até sexta: esperam-se até 54 mm de chuva; rajadas até 90 km/h e ondas até 8 metros]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-afetados-por-duas-depressoes-ate-sexta-esperam-se-ate-54-mm-de-chuva-rajadas-ate-90-km-h-e-ondas-ate-8-metros.html</link><pubDate>Tue, 26 May 2026 11:39:04 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os próximos dias nos Açores poderão contar com chuva, vento e agitação marítima, devido à passagem de uma sucessão de depressões. Saiba quais as ilhas mais afetadas!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xab96om"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xab96om.jpg" id="xab96om"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Já chove em algumas ilhas açorianas, devido à proximidade de uma depressão, situada a noroeste do arquipélago. Nas próximas horas é esperada uma <strong>intensificação desta chuva</strong>, principalmente no Grupo Central, onde a <strong>Ilha do Pico poderá contar com chuva forte</strong>, mais provavelmente entre as 15h e as 16h.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Pelas 17h também se espera um episódio de chuva mais intensa na Ilha Graciosa e, ao longo do dia, um período de chuva mais persistente na Ilha Terceira. Quanto ao vento, as rajadas podem alcançar os <strong>70 km/h nas próximas horas, também na Ilha do Pico e os 80 km/h na Ilha das Flores</strong>, no Grupo Ocidental.</p><h2>Depois de uma depressão, vem outra</h2><p>A atual previsão dos nossos mapas, com base no modelo europeu ECMWF, mostra a <strong>aproximação de mais que uma depressão aos Açores</strong>. A primeira, que está agora a influenciar o estado de tempo na região irá afastar-se ao longo da madrugada de amanhã, quarta-feira, deixando apenas <strong>aguaceiros fracos nos grupos Ocidental e Central</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-afetados-por-varias-depressoes-ate-sexta-esperam-se-ate-54-mm-de-chuva-rajadas-ate-90-km-h-e-ondas-ate-8-metros-1779791880214.png" data-image="3pvxrp8szmi1" alt="probabilidade de chuva" title="probabilidade de chuva"><figcaption>Entre hoje, terça-feira, e sexta, o arquipélago dos Açores poderá ser afetado pela passagem de vários centros depressionários.</figcaption></figure><p>No entanto, <strong>a madrugada de quinta-feira voltará a registar a chegada da chuva, devido à aproximação de outra depressão</strong>, que irá situar-se também a noroeste do arquipélago, mas um pouco mais afastada em relação à anterior.</p><p>Ainda que este centro depressionário possa afetar os três grupos, é esperado que <strong>o Grupo Ocidental seja o mais afetado</strong>, tanto pela chuva, como pelo vento e também pela agitação marítima.</p><h2>Rajadas superiores a 90 km/h e agitação marítima também farão parte dos efeitos esperados</h2><p>À medida que as horas passam na <strong>quinta-feira, dia 28 de maio, é esperado um agravamento do estado de tempo no arquipélago</strong>, mas com maior expressão nos grupos Ocidental e Central. O primeiro, poderá registar, como podemos observar no mapa abaixo, rajadas até 98 km/h, enquanto o segundo, na Ilha do Pico, pode registar rajadas até 80 km/h. O Grupo Ocidental também poderá contar com os maiores acumulados até sexta-feira, com cerca de 54 mm.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-afetados-por-varias-depressoes-ate-sexta-esperam-se-ate-54-mm-de-chuva-rajadas-ate-90-km-h-e-ondas-ate-8-metros-1779793533524.png" data-image="kdqg1091a6i4" alt="rajadas de vento" title="rajadas de vento"><figcaption>Ao início da tarde de quinta-feira, o vento irá ganhar força, sendo esperadas rajadas de vento superiores a 90 km/h no Grupo Ocidental, mais especificamente na Ilha das Flores.</figcaption></figure><p>Ainda ao longo do dia de quinta-feira, a <strong>agitação marítima poderá agravar-se</strong>, especialmente no Grupo Ocidental, onde se esperam ondas com altura máxima de até 8 metros. No Grupo Central estas podem chegar aos 5 metros, ao final do dia e na sexta-feira poderá sentir-se no Grupo Oriental com ondas até 4 metros.</p><p>No entanto, <strong>após estes episódios, espera-se uma melhoria gradual a partir de sexta-feira em todo o arquipélago</strong>, não se descartando alguns períodos de chuva fraca e pontual. O fortalecimento do anticiclone irá contribuir para uma maior estabilidade.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770633" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intenso-persiste-na-ultima-semana-de-maio-em-portugal-continental-esperam-se-valores-maximos-ate-38-c.html" title="Calor intenso persiste na última semana de maio em Portugal continental: esperam-se valores máximos até 38 ºC">Calor intenso persiste na última semana de maio em Portugal continental: esperam-se valores máximos até 38 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intenso-persiste-na-ultima-semana-de-maio-em-portugal-continental-esperam-se-valores-maximos-ate-38-c.html" title="Calor intenso persiste na última semana de maio em Portugal continental: esperam-se valores máximos até 38 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-persiste-na-ultima-semana-de-maio-em-portugal-esperam-se-valores-maximos-ate-38-c-1779714999041_320.jpg" alt="Calor intenso persiste na última semana de maio em Portugal continental: esperam-se valores máximos até 38 ºC"></a></article></aside><p>Importa ainda referir que<strong> estas depressões poderão influenciar as temperaturas em Portugal Continental</strong>. Entre quarta e quinta-feira dar-se-á uma mudança de fluxo que pode trazer algum alívio no calor ao litoral Norte e Centro.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-afetados-por-duas-depressoes-ate-sexta-esperam-se-ate-54-mm-de-chuva-rajadas-ate-90-km-h-e-ondas-ate-8-metros.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Porque é que a pirâmide egípcia de Quéops, tão longeva, resistiu ao teste do tempo, especialmente aos terramotos?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/por-que-a-piramide-egipcia-de-queops-tao-longeva-resistiu-ao-teste-do-tempo-especialmente-aos-terremotos.html</link><pubDate>Tue, 26 May 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A Grande Pirâmide de Gizé, concluída durante o Antigo Império do Egito (2600-2450 a.C.), demonstra a maestria arquitetónica do antigo Egito faraónico.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/piramide-keops-terremotos-1779600023920.jpg" data-image="ejsxg97yr8c4" alt="piramides" title="piramides"><figcaption>Perfil das três famosas pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos. Imagem de PXHERE.com</figcaption></figure><p>Para compreender a longevidade estrutural e a resistência sísmica deste monumento icónico, foi realizado um estudo exaustivo do ruído ambiente, analisando a relação espectral horizontal-vertical (HVSR)<strong> em 37 pontos de medição distribuídos pelas câmaras internas da pirâmide, blocos de construção e terreno adjacente</strong>.</p><h3>Descobertas cruciais na pirâmide</h3><p><strong>Em primeiro lugar</strong>, a pirâmide exibe frequências fundamentais uniformes (2,0-2,6 Hz) com uma média de ~2,3 Hz em todos os elementos estruturais, indicando uma <strong>homogeneidade excecional nas suas características dinâmicas</strong>.</p><p><strong>Em segundo lugar</strong>, esta faixa de frequência difere significativamente da do solo circundante (~0,6 Hz), <strong>o que impede a amplificação da ressonância através da interação solo-estrutura</strong>, um mecanismo fundamental que protege o monumento durante a atividade sísmica.</p><p><strong>Em terceiro lugar</strong>, a amplificação sísmica relativa aumenta sistematicamente com a elevação até 48,68 m, mas diminui substancialmente dentro das câmaras de alívio de pressão (48,86–61,07 m), <strong>demonstrando como a sua geometria reduz ativamente a resposta sísmica</strong>. Por fim, a avaliação da vulnerabilidade sísmica da fundação subterrânea apresenta um valor baixo (kg = 8,2), confirmando excelente capacidade de carga e risco mínimo induzido por terramotos.</p><h3>Outros aspetos notáveis</h3><p>O baixo índice estimado de vulnerabilidade sísmica para os solos de fundação sugere que <strong>quaisquer terramotos futuros provavelmente causarão apenas danos limitados à estrutura principal da pirâmide</strong>. Estas descobertas apresentam evidências quantitativas convincentes de que os arquitetos do antigo Egito possuíam um profundo conhecimento geotécnico, otimizando o projeto da estrutura e a caracterização do local para <strong>garantir a estabilidade ao longo de milénios diante dos riscos sísmicos</strong>.</p><p>A pirâmide pode não ter sido projetada intencionalmente para resistir a um terramoto. Mas a sua sobrevivência também não é por acaso.</p><p><strong>Do ponto de vista da engenharia, oferece muitas vantagens</strong>: uma base larga, um centro de gravidade baixo, um formato cónico, uma planta simétrica, uma fundação sólida de calcário e uma estrutura de alvenaria robusta que permite a transferência de carga. É uma estrutura compacta, rígida e bem fundamentada, em vez de uma estrutura alta, esbelta e flexível.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/muito-mais-que-piramides-o-que-a-selva-de-tikal-na-guatemala-ainda-esconde-apos-1000-anos-de-silencio.html" title="Muito mais que pirâmides: o que a selva de Tikal, no Guatemala, ainda esconde após 1000 anos de silêncio">Muito mais que pirâmides: o que a selva de Tikal, no Guatemala, ainda esconde após 1000 anos de silêncio</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/muito-mais-que-piramides-o-que-a-selva-de-tikal-na-guatemala-ainda-esconde-apos-1000-anos-de-silencio.html" title="Muito mais que pirâmides: o que a selva de Tikal, no Guatemala, ainda esconde após 1000 anos de silêncio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/die-antwort-schlummert-im-regenwald-die-maya-metropole-tikal-behalt-noch-immer-viele-geheimnisse-fur-sich-1778278175469_320.jpeg" alt="Muito mais que pirâmides: o que a selva de Tikal, no Guatemala, ainda esconde após 1000 anos de silêncio"></a></article></aside><p>A conclusão mais segura é que os construtores tomaram excelentes decisões de engenharia baseadas em evidências empíricas. Estas decisões podem ter sido motivadas por<strong> experiência em construção, observação, necessidade estrutural ou intenção cultural</strong>. Os seus benefícios sísmicos podem ser reais, mesmo que não fossem o propósito original.</p><p>A sobrevivência da Grande Pirâmide não é milagrosa nem prova de um antigo projeto sísmico. Como evidência, este estudo é importante e impressionante, mas incompleto.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>ELGabry, M., Hamed, A., Yoshimura, S. et al. Aspectos arquitectónicos y geotécnicos que afectan la resiliencia sísmica de la antigua pirámide egipcia de Keops. Sci Rep 16 , 14032 (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41598-026-49962-6" target="_blank">https://doi.org/10.1038/s41598-026-49962-6</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/por-que-a-piramide-egipcia-de-queops-tao-longeva-resistiu-ao-teste-do-tempo-especialmente-aos-terremotos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[CAP reelege Álvaro Mendonça e Moura como presidente e manifesta-se em Estrasburgo contra o aumento dos fertilizantes]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cap-reelege-alvaro-mendonca-e-moura-como-presidente-e-manifesta-se-em-estrasburgo-contra-o-aumento-dos-fertilizantes.html</link><pubDate>Tue, 26 May 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) participou na última semana em Estrasburgo (França) numa ação de protesto, junto ao Parlamento Europeu, com vista a alertar para o impacto do aumento dos custos dos fertilizantes, combustíveis e energia na agricultura.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cap-reelege-alvaro-mendonca-e-moura-como-presidente-e-manifesta-se-em-estrasburgo-contra-o-custo-dos-fertilizantes-1779739175225.jpg" data-image="kwfwvgpkw6ht" alt="Presidente da CAP - Confederação dos Agricultores de Portugal" title="Presidente da CAP - Confederação dos Agricultores de Portugal"><figcaption>Álvaro Mendonça e Moura foi reeleito este mês como presidente da Direção da CAP para o triénio 2026-2029. A única lita concorrente aos corpos gerentes da Confederação obteve 96% dos votos das organizações de agricultores (153 votos a favor e 7 em branco). Crédito da fotografia: CAP</figcaption></figure><p><strong>Álvaro Mendonça e Moura</strong> foi reeleito este mês como presidente da Direção da CAP para o <strong>triénio 2026-2029</strong>. A única lista concorrente aos corpos gerentes da Confederação obteve 96% dos votos das organizações de agricultores (153 votos a favor e 7 em branco).</p><p>A nova Direção da CAP fica igualmente marcada por uma <strong>profunda renovação, com cerca de 60% dos seus membros a integrarem pela primeira vez</strong> este órgão social, o que é interpretado como “um sinal de rejuvenescimento e reforço da representatividade setorial e territorial da Confederação”.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>“Recebo este resultado com profundo sentido de responsabilidade e gratidão pela confiança renovada das organizações de agricultores”, disse Álvaro Mendonça e Moura, o presidente reeleito da CAP, citado em comunicado. O ex-embaixador que lidera a CAP garante que “tem sido uma honra exercer a presidência da CAP durante um período particularmente simbólico da vida da Confederação, marcado pela celebração dos seus 50 anos de história ao serviço da agricultura portuguesa”. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Aliás, “ser reeleito neste ano comemorativo <strong>reforça ainda mais essa responsabilidade e o compromisso</strong> de continuar a defender o setor agrícola nacional num contexto particularmente exigente”, prossegue Álvaro Mendonça e Moura.</p><h2>Valorização da produção nacional</h2><p>E o presidente da CAP explica quais são os <strong>desafios que a agricultura tem tido pela frente</strong>. Eles estão relacionados com a “<strong>competitividade, sustentabilidade, a gestão da água, a atração de mão-de-obra, a valorização da produção nacional</strong> e a necessidade de assegurar condições para o futuro das novas gerações de agricultores”. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cap-reelege-alvaro-mendonca-e-moura-como-presidente-e-manifesta-se-em-estrasburgo-contra-o-custo-dos-fertilizantes-1779739674981.jpg" data-image="e9dnzcsq2fvn" alt="Parlamento Europeu" title="Parlamento Europeu"><figcaption>A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) fez-se fez ouvir na última semana, em Estrasburgo (França), numa ação de protesto junto ao Parlamento Europeu sob o lema “Crise nos fertilizantes e nos combustíveis hoje, crise alimentar amanhã”.</figcaption></figure><p>Por todas estas razões, a CAP garante que “continuará a afirmar-se como <strong>uma voz representativa, construtiva e firme na defesa da Agricultura e do mundo rural</strong>, em Portugal e na Europa”.</p><h2>Protesto junto ao Parlamento Europeu </h2><p>E foi justamente na Europa que a Confederação se fez ouvir na última semana, em <strong>Estrasburgo (França), numa ação de protesto junto ao Parlamento Europeu </strong>sob o lema “<strong>Crise nos fertilizantes e nos combustíveis hoje, crise alimentar amanhã</strong>”.</p><p>O objetivo desta concentração de protesto, promovida pelo Copa-Cogeca e pelas principais organizações agrícolas europeias, teve como <strong>objetivo “alertar para o impacto insustentável do aumento dos custos dos fertilizantes</strong>, combustíveis e energia”.</p><div class="texto-destacado">O protesto teve lugar num momento em que os <strong>agricultores europeus enfrentam uma escalada nos custos de produção, com destaque para a subida dos preços dos fertilizantes e dos combustíveis</strong>, o que também levou as organizações de agricultores a defenderem medidas de apoio aos agricultores, incluindo a suspensão do Mecanismo de Ajustamento Carbónico Fronteiriço – <em>Carbon Border Adjustment Mechanism</em> (CBAM), em inglês -, que é uma política europeia que taxa produtos importados com base nas emissões de carbono, nomeadamente fertilizantes.</div><p><strong>Luís Mira, secretário-geral da CAP</strong>, representou os agricultores portugueses nesta ação de protesto em Estrasburgo, que serviu para <strong>exigir “medidas concretas, urgentes e eficazes </strong>de apoio à agricultura”. </p><h2>Crise alimentar à vista</h2><p>É que, segundo a CAP, “o <strong>atual nível dos custos ameaça seriamente a viabilidade económica das explorações agrícolas</strong>, compromete a competitividade da agricultura europeia e coloca em risco a segurança alimentar dos cidadãos”.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cap-reelege-alvaro-mendonca-e-moura-como-presidente-e-manifesta-se-em-estrasburgo-contra-o-custo-dos-fertilizantes-1779740258046.jpg" data-image="l70sns0ve3mi" alt="Agricultura" title="Agricultura"><figcaption>A CAP diz que “o atual nível dos custos ameaça seriamente a viabilidade económica das explorações agrícolas, compromete a competitividade da agricultura europeia e coloca em risco a segurança alimentar dos cidadãos”.</figcaption></figure><p>De acordo com a CAP, a <strong>manifestação que teve lugar em Estrasburgo foi também “um sinal claro dirigido ao Governo português</strong>”, visto que “Portugal continua a ser um dos países da União Europeia com menos medidas concretas de apoio aos agricultores a serem efetivamente aplicadas”.</p><p>Uma <strong>diferença de tratamento dos agricultores face a países que concorrem diretamente com a agricultura portuguesa – como Espanha, França e Itália</strong>, onde estão já em execução pacotes de apoio ao setor agrícola – e que é “claramente penalizadora para a produção nacional”. </p><p>“<strong>Em Portugal, os agricultores continuam confrontados com anúncios sucessivos, promessas repetidas</strong> e ausência de respostas concretas por parte do Governo capazes de mitigar os impactos desta crise no rendimento das explorações”, afirma Luís Mira, citado em comunicado.</p><p>“<strong>É inaceitável que os agricultores portugueses sejam obrigados a competir em clara desigualdade </strong>dentro do mercado europeu por falta de vontade política do Governo português em apoiar a Agricultura”, disse ainda o responsável da CAP, acrescentando que “os agricultores portugueses não podem continuar a ser tratados como agricultores de segunda dentro da União Europeia”. </p><p>Para a CAP, sem medidas urgentes e eficazes, “a <strong>a</strong><strong>tual crise dos fertilizantes, dos combustíveis e da energia transformar-se-á inevitavelmente numa crise alimentar</strong>”.</p><p>E essa <strong>crise terá “consequências graves para a produção agrícola</strong>, para os consumidores e para a soberania alimentar europeia”. <br> </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cap-reelege-alvaro-mendonca-e-moura-como-presidente-e-manifesta-se-em-estrasburgo-contra-o-aumento-dos-fertilizantes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Lobos alimentam-se de garranos e expõem um conflito crescente nas serras ibéricas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lobos-alimentam-se-de-garranos-e-expoem-um-conflito-crescente-nas-serras-ibericas.html</link><pubDate>Mon, 25 May 2026 16:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Investigação da Universidade do Porto revela que cavalos criados em liberdade desempenham um papel decisivo no equilíbrio ecológico das montanhas, mas são uma das principais presas do lobo ibérico.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/lobos-alimentam-se-de-garranos-e-expoem-um-conflito-crescente-nas-serras-ibericas-1779714066064.jpg" data-image="f1u8vhsqtgez" alt="Garranos" title="Garranos"><figcaption>A relação entre o garrano e o lobo ibérico está assente num equilíbrio instável entre preservar a dieta do maior predador ibérico e proteger habitats vulneráveis. Foto: Joana Freitas/Universidade do Porto</figcaption></figure><p>Nas <strong>montanhas do norte de Portugal</strong>, os <strong>garranos</strong> percorrem livremente serras cobertas de mato, carvalhais e pastagens. Pequenos, resistentes e adaptados a terrenos difíceis, estes cavalos autóctones fazem parte da paisagem há séculos. Hoje, porém, enfrentam uma ameaça muito específica deste território. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em várias regiões da Península Ibérica esta raça de equídeos é uma das principais presas do lobo ibérico.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A conclusão surge num estudo luso-espanhol coordenado pela investigadora <strong>Joana Freitas</strong>, da <strong>Universidade do Porto,</strong> e recentemente publicado na revista Mammal Review. Ao analisar os padrões de consumo de cavalos por lobos em Portugal e Espanha, o trabalho expôs uma relação complexa entre duas espécies emblemáticas da fauna ibérica, marcada por equilíbrio ecológico, perdas económicas e tensão social.</p><h2>Duas espécies ibéricas que precisam de proteção</h2><p>A equipa de biólogos procurou perceber por que motivo os <strong>lobos recorrem com tanta frequência aos cavalos</strong> criados em regime semisselevagem e quais as consequências para a conservação da natureza e para as comunidades locais.</p><p>A resposta não é linear, o que dificulta ainda mais a busca por uma gestão equilibrada do conflito. Os garranos são uma <strong>peça importante dos ecossistemas</strong> <strong>serranos</strong>. Por outro lado, constituem uma fonte alimentar relevante para o principal predador ibérico, fortemente ameaçado de extinção.</p><h2>Cavalos ajudam a moldar a paisagem serrana</h2><p>O estudo destaca o papel ecológico desempenhado pelos cavalos em liberdade, frequentemente subestimado fora da comunidade científica. O garrano alimenta-se de plantas altamente inflamáveis, como o tojo, a urze ou a giesta, contribuindo para reduzir o risco de incêndios. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lobos-alimentam-se-de-garranos-e-expoem-um-conflito-crescente-nas-serras-ibericas-1779714150973.jpg" data-image="6pb4evbp5pu1" alt="Garranos pastam em liberdade" title="Garranos pastam em liberdade"><figcaption>Os cavalos criados em liberdade desempenham uma função determinante na limpeza das serras, na dispersão de semente e na fertilização dos solos. Foto: Heigeheige, trabalho do próprio, Creative Commons</figcaption></figure><p>Ao contrário das cabras, por exemplo, o cavalo está permanentemente na serra, não precisando de acompanhamento. A sua presença poderia <strong>poupar entre 8 mil e 10 mil euros anualmente, por animal</strong>, na limpeza de terrenos, como já concluíram estudos recentes de investigadores da Galiza. A pressão que exercem sobre o pastoreio contribui para travar o avanço de matos densos, favorece habitats abertos e ajuda a reduzir o risco de incêndio. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os cavalos semisselevagens são autênticos engenheiros ecológicos, capazes de alterar a estrutura da paisagem e promover maior diversidade biológica.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Além disso, <strong>dispersam sementes</strong>, <strong>fertilizam os solos</strong> e criam condições favoráveis para outras espécies animais e vegetais. Nas últimas décadas, porém, muitas populações de garranos diminuíram devido ao abandono rural, à redução da pastorícia tradicional e à menor rentabilidade económica da criação extensiva. O seu desaparecimento progressivo pode, por isso, provocar alterações profundas nos ecossistemas de montanha.</p><h2>Uma presa preferencial para o lobo ibérico</h2><p>A investigação mostra que os <strong>lobos consomem cavalos com uma frequência invulgar quando comparada com outras regiões do mundo</strong>. Em certas áreas da Península Ibérica, os garranos representam uma parte significativa da dieta do predador.</p><p>Em territórios onde os cavalos pastam em liberdade, o perigo de se tornarem presas dominantes das alcateias é maior. <strong>Os ataques concentram-se sobretudo em poldros durante os primeiros meses de vida</strong>, embora os adultos também fiquem vulneráveis no inverno, quando apresentam pior condição física.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="709183" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/grandes-herbivoros-das-gravuras-rupestres-voltam-ao-vale-do-coa-para-restaurar-a-natureza-e-prevenir-incendios.html" title="Grandes herbívoros das gravuras rupestres voltam ao Vale do Côa para restaurar a natureza e prevenir incêndios">Grandes herbívoros das gravuras rupestres voltam ao Vale do Côa para restaurar a natureza e prevenir incêndios</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/grandes-herbivoros-das-gravuras-rupestres-voltam-ao-vale-do-coa-para-restaurar-a-natureza-e-prevenir-incendios.html" title="Grandes herbívoros das gravuras rupestres voltam ao Vale do Côa para restaurar a natureza e prevenir incêndios"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/grandes-herbivoros-das-gravuras-rupestres-voltam-ao-vale-do-coa-para-restaurar-a-natureza-e-prevenir-incendios-1746477763372_320.jpg" alt="Grandes herbívoros das gravuras rupestres voltam ao Vale do Côa para restaurar a natureza e prevenir incêndios"></a></article></aside><p>A escolha parece estar relacionada com vários fatores. O estudo identificou maior consumo de cavalos em zonas de baixa altitude, com elevada presença humana e <strong>menor abundância de presas selvagens alternativas</strong>. As alcateias maiores também tendem a caçar mais cavalos.</p><h2>Conflitos entre humanos e vida selvagem</h2><p>Esta realidade alimenta <strong>conflitos</strong> antigos entre <strong>criadores de gado</strong> e a <strong>conservação do lobo</strong>. Os ataques representam perdas económicas difíceis de suportar, sobretudo em explorações extensivas de pequena dimensão. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lobos-alimentam-se-de-garranos-e-expoem-um-conflito-crescente-nas-serras-ibericas-1779714273500.jpg" data-image="91mdh1rhq02x" alt="Lobo ibérico" title="Lobo ibérico"><figcaption>Os cavalos semisselvagens podem representar até 80% da dieta do lobo ibérico. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>Os investigadores constataram, no entanto, que os cavalos também estão a ajudar a <strong>reduzir ataques a outros animais domésticos</strong> de maior valor económico, como bovinos. Quando há garranos disponíveis, os lobos parecem recorrer menos a outras espécies pecuárias.</p><h2>Conservar duas espécies sem agravar o conflito</h2><p>A relação entre lobo ibérico e garrano não pode, por isso, ser analisada apenas como um problema de predação. Os investigadores propõem uma abordagem mais ampla, capaz de integrar conservação da <strong>biodiversidade</strong>, <strong>gestão da paisagem</strong> e apoio às <strong>comunidades rurais</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Entre as medidas sugeridas estão o reforço dos sistemas de compensação financeira para os criadores afetados pelos ataques, maior investimento em vigilância, cães de proteção e práticas tradicionais de maneio adaptadas às serras ibéricas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Outra das propostas passa pela recuperação de populações de ungulados selvagens, como <strong>veados</strong>, <strong>javalis</strong> e <strong>corsos</strong>, aumentando a disponibilidade de presas naturais para o lobo.</p><p>Os investigadores destacam ainda a necessidade de reconhecer o valor ecológico dos cavalos semisselvagens nas políticas de prevenção de incêndios e gestão do território.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lobos-alimentam-se-de-garranos-e-expoem-um-conflito-crescente-nas-serras-ibericas-1779714335756.jpg" data-image="pp3gxynkf9k8" alt="Joana Freitas, bióloga e investigadora da Universidade do Porto" title="Joana Freitas, bióloga e investigadora da Universidade do Porto"><figcaption>Joana Freitas, da Universidade do Porto, tem dedicado a sua investigação à conservação do garrano nas serras ibéricas. Foto: Joana Freitas/@garranos_in_the_wild/Universidade do Porto</figcaption></figure><p>A principal conclusão do trabalho aponta para uma relação marcada por um <strong>equilíbrio instável</strong>. O mesmo animal que sustenta parte da dieta do lobo ajuda também a preservar ecossistemas mais diversos e menos vulneráveis ao fogo.</p><p>Num território cada vez mais afetado pelo abandono rural e pelas alterações climáticas, essa <strong>ligação entre predador e presa</strong> pode tornar-se decisiva para o futuro das serras ibéricas.</p><h3><em>Referências do artigo</em></h3><p><em>Renata Silva. <a href="https://noticias.up.pt/2026/05/19/garranos-podem-reduzir-conflitos-com-o-lobo-iberico-mas-enfrentam-ameaca/" target="_blank">Garranos podem reduzir conflitos com o lobo-ibérico, mas enfrentam ameaça</a>. Universidade do Porto</em></p><em>Joana Freitas, Laura Lagos, Ana Sofia Vaz, Luis Llaneza & Francisco Álvares. <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/mam.70035" rel="nofollow">Horses on the Menu: Patterns and Drivers of Free-Ranging Horse Consumption by Iberian Wolves</a>. Mammal Review (Wiley)</em>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lobos-alimentam-se-de-garranos-e-expoem-um-conflito-crescente-nas-serras-ibericas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A "cúpula de calor" continuará a afetar Portugal durante mais três dias: Ana Palma revela as zonas mais quentes]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-cupula-de-calor-continuara-a-afetar-portugal-durante-mais-tres-dias-ana-palma-revela-as-zonas-mais-quentes.html</link><pubDate>Mon, 25 May 2026 14:14:40 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A “cúpula de calor��� deverá intensificar o calor em Portugal continental entre terça e quinta-feira. Algumas regiões do interior poderão atingir 38 ºC devido ao tempo seco, baixa humidade e persistência de céu pouco nublado.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xab4s16"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xab4s16.jpg" id="xab4s16"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A “cúpula de calor” deverá começar a instalar-se gradualmente sobre Portugal continental durante os próximos dias, favorecendo uma <strong>subida das temperaturas e um ambiente mais seco em várias regiões do país</strong>. O cenário deverá tornar-se mais evidente entre terça-feira, 26 de maio, e o próximo fim de semana, embora o período mais intenso esteja previsto entre terça e quinta-feira.</p><div class="texto-destacado"><strong>Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</strong></div><p>Os modelos meteorológicos indicam o reforço de uma crista anticiclónica sobre a Península Ibérica, configuração que deverá bloquear a aproximação de superfícies frontais atlânticas e <strong>favorecer tempo seco e céu pouco nublado</strong> em grande parte do território. Ao mesmo tempo, a corrente de jato polar deverá deslocar-se para latitudes mais elevadas da Europa, permitindo a expansão de ar mais quente e estável sobre a Península Ibérica.</p><h2>Calor intenso deverá instalar-se logo a partir de terça-feira</h2><p>A subida das temperaturas deverá tornar-se bastante evidente logo durante terça-feira, sobretudo no <strong>interior Norte, Centro, vale do Tejo e Alentejo</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-cupula-de-calor-intensificara-o-calor-em-portugal-durante-tres-dias-ana-palma-revela-as-zonas-mais-quentes-1779715179764.png" data-image="pxz8ykf61upn"><figcaption>As anomalias térmicas poderão superar os 10 ºC em várias regiões de Portugal continental durante terça-feira, refletindo um episódio de calor significativamente acima da média para o final de maio.</figcaption></figure><p>Distritos como Santarém, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja poderão registar <strong>máximas entre 31 e 35 ºC</strong>, num cenário marcado por céu pouco nublado, baixa humidade e ambiente progressivamente mais seco.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-cupula-de-calor-intensificara-o-calor-em-portugal-durante-tres-dias-ana-palma-revela-as-zonas-mais-quentes-1779715416238.png" data-image="j20lvnf241ru"><figcaption>Os modelos ECMWF apontam para níveis de humidade muito baixos em grande parte de Portugal continental durante terça-feira, sobretudo no interior Centro e Sul, onde os valores poderão descer abaixo dos 20 a 30%, favorecendo um aquecimento mais eficiente da superfície.</figcaption></figure><p>O ar deverá tornar-se progressivamente mais seco em altitude ao longo da semana, sobretudo no interior Centro e Sul, onde os <strong>níveis de humidade poderão descer pontualmente abaixo dos 20 a 30%</strong>. Esta situação deverá favorecer um aquecimento mais eficiente durante a tarde devido à forte exposição solar e à reduzida nebulosidade.</p><h2>Interior do país poderá aproximar-se dos 38 ºC durante o pico do calor</h2><p>Quarta e quinta-feira deverão manter valores semelhantes em grande parte do interior do país. Segundo os modelos ECMWF, várias regiões do Alentejo, vale do Tejo e interior Centro poderão continuar a atingir <strong>máximas entre 33 e 37 ºC</strong>, enquanto alguns locais mais abrigados do <strong>interior alentejano poderão aproximar-se pontualmente dos 38 ºC</strong> nas horas mais quentes do dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-cupula-de-calor-intensificara-o-calor-em-portugal-durante-tres-dias-ana-palma-revela-as-zonas-mais-quentes-1779715224607.png" data-image="k4hoeoislwc7"><figcaption>As temperaturas poderão ultrapassar os 35 ºC em várias regiões do interior durante quarta-feira, especialmente no Alentejo, vale do Tejo e interior Centro, devido à persistência de uma massa de ar mais quente e estável sobre a Península Ibérica.</figcaption></figure><p>Ao mesmo tempo, a circulação de norte e noroeste deverá manter-se relativamente presente no litoral oeste, especialmente entre quarta e quinta-feira, limitando parcialmente a subida das temperaturas junto à costa. Por esse motivo, cidades como <strong>Lisboa, Porto, Aveiro e Viana do Castelo deverão registar valores mais contidos</strong> do que os observados no interior do país, embora várias regiões do litoral Centro e Sul também possam ultrapassar os 30 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770633" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intenso-persiste-na-ultima-semana-de-maio-em-portugal-continental-esperam-se-valores-maximos-ate-38-c.html" title="Calor intenso persiste na última semana de maio em Portugal continental: esperam-se valores máximos até 38 ºC">Calor intenso persiste na última semana de maio em Portugal continental: esperam-se valores máximos até 38 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intenso-persiste-na-ultima-semana-de-maio-em-portugal-continental-esperam-se-valores-maximos-ate-38-c.html" title="Calor intenso persiste na última semana de maio em Portugal continental: esperam-se valores máximos até 38 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-persiste-na-ultima-semana-de-maio-em-portugal-esperam-se-valores-maximos-ate-38-c-1779714999041_320.jpg" alt="Calor intenso persiste na última semana de maio em Portugal continental: esperam-se valores máximos até 38 ºC"></a></article></aside><p>Os modelos continuam ainda a indicar <strong>noites progressivamente mais quentes no Sul e no vale do Tejo</strong>, especialmente em zonas urbanas e locais mais abrigados, onde as temperaturas mínimas poderão permanecer próximas dos 20 ºC durante vários dias consecutivos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-cupula-de-calor-continuara-a-afetar-portugal-durante-mais-tres-dias-ana-palma-revela-as-zonas-mais-quentes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor intenso persiste na última semana de maio em Portugal continental: esperam-se valores máximos até 38 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intenso-persiste-na-ultima-semana-de-maio-em-portugal-continental-esperam-se-valores-maximos-ate-38-c.html</link><pubDate>Mon, 25 May 2026 13:50:19 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As regiões habitualmente mais quentes poderão registar até 38 ºC entre quarta e quinta-feira, registando valores acima da normal climatológica de referência.</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/AnPjwgHx2cI/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=AnPjwgHx2cI" id="AnPjwgHx2cI"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Esta semana arranca quente e seca, contando ainda com a presença das <strong>poeiras saarianas</strong> sobre Portugal Continental, que deverão manter-se ao longo dos próximos dias. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Para hoje, segunda-feira, esperam-se máximas entre os 21 ºC em Viana do Castelo e os 33 ºC em Beja. Localmente, os vales do Douro e Tejo podem registar até 34 ºC e o Alentejo poderá contar com valores até 35 ºC.</p><h2>Semana será maioritariamente seca e quente, mas há trovoadas à vista</h2><p>Apesar de alguma nebulosidade variável ao longo da semana e ainda da possibilidade de chuva fraca e trovoada no interior Norte e Centro na quarta-feira, espera-se um <strong>aumento gradual das temperaturas máximas</strong> de Norte a Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-persiste-na-ultima-semana-de-maio-em-portugal-esperam-se-valores-maximos-ate-38-c-1779715871519.png" data-image="wxy4gatre5xt" alt="densidade de raios" title="densidade de raios"><figcaption>Na quarta-feira podem ocorrer vários episódios de trovoada em vários pontos do país. O interior Norte e Centro pode ainda contar com alguma chuva fraca, especialmente o Nordeste Transmontano.</figcaption></figure><p>Este aumento será sentido com <strong>maior evidência no Norte a partir de amanhã</strong>, terça-feira, onde o Vale do Douro poderá registar máximas de 35 ºC e, à exceção das cidades costeiras, cuja temperatura será mais contida devido à influência marítima, grande parte das cidades registará valores acima dos 30 ºC.</p><p>Ainda assim, esperam valores máximos até aos 35 ºC em Beja e Santarém. Lisboa, mesmo sendo uma cidade costeira, poderá contar com 33 ºC de máxima, sendo uma das capitais de distrito mais quentes do país, contando também com <strong>uma das anomalias térmicas positivas mais pronunciadas</strong>, indicando valores muito acima do esperado para a época do ano.</p><h2>Temperaturas podem aproximar-se dos 40 ºC na quarta e quinta-feira</h2><p>No entanto, ao que tudo indica, quarta e quinta-feira deverão ser os dias mais quentes da semana, onde os termómetros poderão registar<strong> até 38 ºC em vários locais de Norte a Sul do país</strong>, especialmente nos Vales do Douro e Tejo e no Alentejo. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-persiste-na-ultima-semana-de-maio-em-portugal-esperam-se-valores-maximos-ate-38-c-1779714861715.png" data-image="wpkmkx6or783" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Quarta e quinta-feira poderão ser os dias mais quentes da semana. Ainda assim, quinta-feira deverá evidenciar-se face aos outros dias, com temperaturas de 38 ºC em vários locais do país.</figcaption></figure><p><strong>Quinta-feira, que poderá ser mesmo o dia mais quente desta reta final de maio</strong>, poderá contar com máximas entre os 24 ºC em Viana do Castelo e os 36 ºC em Beja. Contudo, localmente, esperam-se valores superiores, como mencionamos acima. </p><p>Na região Norte, Mirandela e Amarante podem registar 37 ºC, seguidas de Paredes, Ponte da Barca e Guimarães que deverão registar até 36 ºC e Ponte de Lima, Caldelas, Chaves, Alfândega da Fé, Braga e Felgueiras que deverão contar com 35 ºC. Nas restantes regiões, o cenário será idêntico, com as <strong>cidades mais afastadas do mar a registar valores muito acima do expectável</strong> para esta altura do ano.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770642" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-abrasador-afeta-lisboa-esta-terca-feira-26-de-maio-a-capital-de-portugal-registara-ate-13-c-acima-da-media.html" title="Calor abrasador afeta Lisboa esta terça-feira, 26 de maio: a capital de Portugal registará até 13 ºC acima da média">Calor abrasador afeta Lisboa esta terça-feira, 26 de maio: a capital de Portugal registará até 13 ºC acima da média</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-abrasador-afeta-lisboa-esta-terca-feira-26-de-maio-a-capital-de-portugal-registara-ate-13-c-acima-da-media.html" title="Calor abrasador afeta Lisboa esta terça-feira, 26 de maio: a capital de Portugal registará até 13 ºC acima da média"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-abrasador-afeta-lisboa-esta-terca-feira-26-de-maio-a-capital-de-portugal-registara-ate-13-c-acima-da-media-1779715353506_320.png" alt="Calor abrasador afeta Lisboa esta terça-feira, 26 de maio: a capital de Portugal registará até 13 ºC acima da média"></a></article></aside><p>Sexta-feira ainda será um dia bastante quente em todo o país, ainda que o litoral Norte e Centro possa começar a denotar uma descida das temperaturas, especialmente entre Viana do Castelo e Leiria. No entanto, <strong>no sábado, esta descida poderá ser mais pronunciada também no Norte e Centro</strong>, podendo este dia contar com valores entre os 20 ºC em Viana do Castelo e os 35 ºC em Beja.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intenso-persiste-na-ultima-semana-de-maio-em-portugal-continental-esperam-se-valores-maximos-ate-38-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor abrasador afeta Lisboa esta terça-feira, 26 de maio: a capital de Portugal registará até 13 ºC acima da média]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-abrasador-afeta-lisboa-esta-terca-feira-26-de-maio-a-capital-de-portugal-registara-ate-13-c-acima-da-media.html</link><pubDate>Mon, 25 May 2026 13:36:08 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Na reta final de maio, Lisboa enfrentará temperaturas claramente acima da média para a época do ano, registando anomalias térmicas positivas muito expressivas. Saiba o que esperar do tempo na capital de Portugal esta terça-feira, dia 26.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xab4spe"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xab4spe.jpg" id="xab4spe"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Arrancou hoje - segunda-feira, 25 de maio - a última semana da primavera climatológica em Portugal continental, com um <strong>estado do tempo com características veranis e temperaturas pouco habituais para o final de maio</strong>. Espera-se que o calor se intensifique progressivamente nos próximos dias, estando previstos valores mais típicos do verão climatológico em inúmeras regiões do país.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>No que resta do mês de maio Portugal continental continuará predominantemente envolto por uma crista subtropical, o que fará com que o episódio de temperaturas elevadas persista nos próximos dias.</div><p>A configuração sinóptica responsável por este episódio de tempo quente na nossa geografia reside na combinação de <strong>três fatores</strong>:</p><ul><li>A influência de uma <strong>massa de ar extremamente quente e seca para a época do ano</strong>, de origem tropical continental (Norte de África);</li><li>A <strong>subsidência do ar gerada por um anticiclone</strong> muito extenso e robusto que abrange grande parte da Europa Ocidental e Central e que prolonga a persistência de temperaturas máximas muito elevadas para a época</li><li>E, por fim, <strong>a insolação solar</strong>, que se torna cada vez mais forte nesta época do ano.</li></ul><h2>Na terça-feira, 26 de maio, prevê-se nova subida das temperaturas máximas. Eis o que esperar em Lisboa</h2><p><strong>O episódio de calor irá claramente acentuar-se à medida que a semana for avançando</strong>, tanto em intensidade, como em área geográfica abrangida.</p><p>Mesmo assim, nesta segunda-feira (25) já está a ser registado um ambiente bastante quente em várias regiões, com destaque para os <strong>vales do Douro, Tejo, Sado e Guadiana e ainda algumas zonas da Beira Baixa e do interior alentejano</strong> (sobretudo Baixo Alentejo), onde várias localidades poderão atingir temperaturas máximas até <strong>34/35 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-abrasador-afeta-lisboa-esta-terca-feira-26-de-maio-a-capital-de-portugal-registara-ate-13-c-acima-da-media-1779714905073.png" data-image="egqtwlbodgmo"><figcaption>Crista subtropical extensa e robusta resultará numa "cúpula de calor" sobre boa parte da Europa Ocidental e Central. Lisboa destaca-se na terça-feira, 26 de maio, por estarem previstos 35 ºC de temperatura máxima.</figcaption></figure><p>Quanto à capital de Portugal continental,<strong> Lisboa</strong>, prevê-se que registe uma subida de <strong>5 ºC</strong> na temperatura máxima entre segunda (25) e terça-feira (26), com o termómetro a escalar até aos <strong>35 ºC na jornada de amanhã, 26 de maio</strong>. Não obstante, outro dado que salienta de forma evidente<strong> o calor invulgar para esta época do ano</strong>, não só em toda a geografia continental, como também e sobretudo em Lisboa, é<strong> a variável da anomalia da temperatura do ar prevista à superfície (2 m)</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>O que é uma anomalia térmica?</strong>É o desvio da temperatura (seja do ar, da água ou do solo) em relação a um padrão de referência ou média histórica climatológica para um determinado local e época. Por outras palavras, é quando o tempo está significativamente mais quente ou mais frio do que o normal.</div><p>De acordo com os mapas de referência da Meteored, baseados naquele que é considerado o melhor modelo de previsão à escala global (ECMWF ou simplesmente europeu), <strong>esta terça-feira, 26 de maio, a cidade de Lisboa registará um valor de até 13 ºC acima da média climatológica para esta época do ano</strong>. Esta anomalia térmica positiva impressiona não só pelo registo em questão, como também por ser o valor mais elevado à escala continental de forma isolada, se tivermos em conta apenas as capitais de distrito.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-abrasador-afeta-lisboa-esta-terca-feira-26-de-maio-a-capital-de-portugal-registara-ate-13-c-acima-da-media-1779714702206.png" data-image="swu0mroi36xk"><figcaption>Lisboa, capital de Portugal continental, destaca-se claramente face às restantes capitais de distrito da nossa geografia na terça-feira, 26 de maio, estando prevista uma anomalia térmica positiva de até +13 ºC.</figcaption></figure><p>Observando as capitais distritais que se seguem a Lisboa com as anomalias térmicas positivas mais elevadas, os valores previstos são de <strong>+10 ºC, dizendo respeito às cidades de Viseu, Coimbra, Santarém e Beja</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770451" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-proxima-semana-varias-cidades-e-vilas-do-interior-de-portugal-continental-quase-chegarao-aos-40-c.html" title="Na próxima semana várias cidades e vilas do interior de Portugal continental quase chegarão aos 40 ºC">Na próxima semana várias cidades e vilas do interior de Portugal continental quase chegarão aos 40 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-proxima-semana-varias-cidades-e-vilas-do-interior-de-portugal-continental-quase-chegarao-aos-40-c.html" title="Na próxima semana várias cidades e vilas do interior de Portugal continental quase chegarão aos 40 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/na-proxima-semana-varias-cidades-e-vilas-do-interior-de-portugal-continental-quase-chegarao-aos-40-c-1779627676198_320.png" alt="Na próxima semana várias cidades e vilas do interior de Portugal continental quase chegarão aos 40 ºC"></a></article></aside><p>Tal como referido anteriormente pela Meteored Portugal, todo o país registará <strong>temperaturas claramente superiores ao normal durante todo o dia de terça-feira (26)</strong>, exceto nalguns locais da faixa costeira norte e centro durante a madrugada (anomalias térmicas negativas muito suaves) e em algumas zonas da costa sul do Algarve, onde são expectáveis temperaturas dentro do normal.</p><p>Além do calor, prevê-se uma <strong>terça-feira (26) de céu pouco nublado ou limpo</strong> em <strong>Lisboa</strong>, embora com algumas <strong>poeiras saarianas</strong> em suspensão, e <strong>vento fraco</strong>.</p><h2>Calor intensificará na capital portuguesa na quarta-feira, 27 de maio, especialmente de noite</h2><p>Segundo as atuais previsões, a temperatura máxima prevista para quarta-feira (27) em Lisboa não registará grandes oscilações, mantendo-se em torno dos 35 ºC. Contudo, o que salta mais à vista na análise da temperatura do ar à superfície relaciona-se com<strong> o período noturno na capital de Portugal continental</strong>.</p><p>O valor da temperatura mínima para <strong>quarta-feira, 27 de maio</strong>, em Lisboa, destaca-se por estarem previstos <strong>20 ºC</strong>, um registo térmico que se insere dentro do que é considerado em meteorologia e climatologia uma <strong>noite tropical</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-abrasador-afeta-lisboa-esta-terca-feira-26-de-maio-a-capital-de-portugal-registara-ate-13-c-acima-da-media-1779714497346.png" data-image="v3sr7o1ax9b4"><figcaption>Lisboa registará uma temperatura mínima de 20 ºC na madrugada de quarta-feira, 27 de maio.</figcaption></figure><p>Trata-se de <strong>outro dado relativamente invulgar</strong>, tendo em conta que embora estejamos próximos do verão climatológico, <strong>este tipo de valores costuma ser registado com mais frequência em plena canícula</strong> (período estival que se estende entre 15 de julho e 15 de agosto), sendo ainda relativamente incomuns para maio, sobretudo numa cidade costeira como é o caso de Lisboa.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-abrasador-afeta-lisboa-esta-terca-feira-26-de-maio-a-capital-de-portugal-registara-ate-13-c-acima-da-media.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este novo e revolucionário telescópio da NASA poderá ser lançado para o espaço antes do previsto!]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/este-novo-e-revolucionario-telescopio-da-nasa-podera-ser-lancado-para-o-espaco-antes-do-previsto.html</link><pubDate>Mon, 25 May 2026 10:39:41 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Embora até agora se tivesse previsto que o seu lançamento para o espaço ocorresse no próximo ano, o telescópio espacial Nancy Grace Roman poderá ser lançado já em setembro, a partir da Flórida!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ce-nouveau-telescope-revolutionnaire-de-la-nasa-pourrait-etre-envoye-dans-l-espace-plus-tot-que-prevu-1779377701886.jpeg" data-image="2c5ktmv259es" alt="Despegue" title="Despegue"><figcaption>O telescópio Nancy Grace Roman poderá ser lançado a bordo do Falcon Heavy no início do próximo mês de setembro!</figcaption></figure><p>O telescópio espacial Nancy Grace Roman da NASA poderá ser lançado para o espaço <strong>antes do previsto, uma notícia fantástica para a exploração do nosso universo</strong>.</p><h2>Uma revolução para a astronomia</h2><p>O telescópio Nancy Grace Roman foi <strong>concebido há pouco mais de 15 anos</strong>. O Conselho Nacional de Investigação dos Estados Unidos designou-o como missão prioritária para a década seguinte. Consequentemente, o seu desenvolvimento e lançamento foram aprovados alguns anos depois, em fevereiro de 2016, o que permitiu o início da sua fase de desenvolvimento ativo.</p><div class="texto-destacado">Este telescópio, que leva o nome de Nancy Grace Roman, ex-diretora de astronomia da NASA, possui um espelho primário com 2,4 metros de largura e transportará dois instrumentos científicos para o espaço: o Instrumento de Campo Amplo, uma câmara multibanda de 300,8 megapixels, e um coronógrafo. Serão realizadas observações na luz visível e no infravermelho próximo.<br> </div><p>O telescópio espacial Nancy Roman, que ficará localizado no <strong>ponto de Lagrange L2 </strong>do sistema Terra-Sol, combinará um imenso campo de visão com potentes capacidades de imagem no infravermelho, o que permitirá aos cientistas estudar vastas regiões do universo com uma precisão extraordinária. Tornar-se-á, portanto, <strong>uma das missões de observação do céu mais potentes jamais concebidas</strong>.</p><p>Desta forma, o telescópio poderá revelar novos planetas, estruturas cósmicas e fenómenos nunca antes observados. Embora os principais objetivos científicos da missão se centrem na energia escura, na matéria escura e nos exoplanetas, os investigadores esperam que o observatório <strong>contribua para inúmeras descobertas astronómicas</strong>.</p><h2> Lançamento antecipado? </h2><p>Em 2010, o plano inicial previa o lançamento do telescópio para 2020, mas as complicações e até mesmo uma tentativa de cancelamento acabaram por adiar a data para 2025. Com o avanço da construção do telescópio, a NASA anunciou que este lançamento provavelmente teria lugar durante <strong>a primeira metade de 2027</strong>.</p><p>Por fim, a agência espacial norte-americana informou num comunicado no final de abril que o lançamento do telescópio Nancy Grace Roman poderia ocorrer no <strong>início de setembro</strong>, muito antes da data inicialmente prevista.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">The Nancy Grace Roman Space Telescope is in final preparations for an early September launch, eight months AHEAD of schedule and UNDER budget. <br><br>This milestone is the result of more than a decade of dedication and millions of hours of work by NASA and our industry partners. Their <a href="https://t.co/dmNglbc93h">pic.twitter.com/dmNglbc93h</a></p>— NASA Administrator Jared Isaacman (@NASAAdmin) <a href="https://twitter.com/NASAAdmin/status/2046595795583955209?ref_src=twsrc%5Etfw">April 21, 2026</a></blockquote></figure><p>“O desenvolvimento acelerado do Roman é uma verdadeira história de sucesso que ilustra o que podemos alcançar quando <strong>o investimento público, a experiência institucional e a iniciativa privada se unem</strong> para enfrentar os desafios quase impossíveis que estão a mudar o mundo”, anunciou Jared Isaacman, administrador da NASA, numa conferência de imprensa a 21 de abril de 2026. </p><p>Nas próximas semanas, os cientistas responsáveis pelo projeto fornecerão mais detalhes sobre a data exata deste <strong>lançamento crucial e potencialmente revolucionário para a astronomia</strong>. Nesse dia, o Telescópio Nancy Grace Roman será lançado para o espaço a bordo do foguetão Falcon Heavy da SpaceX a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.sciencedaily.com/releases/2026/05/260518041345.htm" target="_blank">NASA’s powerful Roman Space Telescope is about to transform astronomy, Science News</a></em><em>, 18/05/2026 </em><br> </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/este-novo-e-revolucionario-telescopio-da-nasa-podera-ser-lancado-para-o-espaco-antes-do-previsto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Dente-de-leão: porque é que tem encantado as crianças há séculos e também faz bem à saúde]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/dente-de-leao-porque-e-que-tem-encantado-as-criancas-ha-seculos-e-tambem-faz-bem-a-saude.html</link><pubDate>Mon, 25 May 2026 10:15:36 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>O dente-de-leão é a planta silvestre mais apreciada da primavera: exibe flores amarelas vibrantes, esferas brancas e fofas que se espalham pelo ar com um leve sopro, e possui propriedades benéficas conhecidas há séculos. Uma planta comum, apreciada tanto por crianças como por adultos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/e-la-pianta-piu-amata-da-bambini-e-adulti-in-primavera-le-sue-infiorescenze-regalano-momenti-speciali-1778064365159.jpeg" data-image="gt42cr7020ef" alt="Diente de León" title="Diente de León"><figcaption>O dente-de-leão é uma planta silvestre muito comum nos campos durante a primavera, que alegra tanto as crianças como os adultos.</figcaption></figure><p>É difícil não a ter visto pelo menos uma vez: inicialmente, caracteriza-se por flores de um amarelo vibrante que salpicam prados e margens de caminhos, bem como a relva dos parques urbanos, antes de se transformar em esferas brancas e fofas que o vento (ou o nosso próprio sopro) dispersa em mil direções.</p><p>Estamos a falar do dente-de-leão, cujo nome científico é <em>Taraxacum officinale</em>, membro da família das Compostas (hoje mais conhecida como Asteráceas) e <strong>uma das plantas silvestres mais comuns que se encontram em campos e prados durante os meses da primavera e do verão</strong>.</p><p>Também conhecido como <strong>dente-de-leão</strong>, a sua alcunha mais popular é talvez <em>Soffione</em> (sopro), precisamente devido à sua singular capacidade de ser soprado, <strong>libertando assim as suas minúsculas sementes no ambiente</strong>.</p><h2>O segredo do Soffione<em></em></h2><p>O dente-de-leão é uma planta resistente, que cresce tanto na forma anual como perene, <strong>capaz de atingir uma altura de até 40 centímetros, embora geralmente oscile entre os 10 e os 30 cm</strong>. As suas flores são amarelas e <strong>agrupam-se em capítulos solitários com um diâmetro entre 15 e 30 milímetros</strong>.</p><p><strong>A floração ocorre entre março e setembro</strong>. Durante esta fase, a planta pode passar despercebida a olhos inexperientes, uma vez que a característica que a torna mais fascinante (e que lhe dá o nome de <em>soffione</em>) surge mais tarde.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770326" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/azaleas-a-planta-exuberante-que-esta-a-substituir-os-lirios-e-as-tulipas-nos-jardins.html" title="Azáleas: a planta exuberante que está a substituir os lírios e as tulipas nos jardins">Azáleas: a planta exuberante que está a substituir os lírios e as tulipas nos jardins</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/azaleas-a-planta-exuberante-que-esta-a-substituir-os-lirios-e-as-tulipas-nos-jardins.html" title="Azáleas: a planta exuberante que está a substituir os lírios e as tulipas nos jardins"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/azaleas-a-planta-exuberante-que-esta-a-substituir-os-lirios-e-as-tulipas-nos-jardins-1779551919460_320.jpg" alt="Azáleas: a planta exuberante que está a substituir os lírios e as tulipas nos jardins"></a></article></aside><p>De facto,<strong> assim que termina o período de floração, que se estende da primavera até ao final do verão</strong>, o dente-de-leão produz o seu fruto mais famoso:<strong> uma pequena semente de cor escura dotada de um pêlo sedoso que funciona como um pára-quedas em miniatura</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/e-la-pianta-piu-amata-da-bambini-e-adulti-in-primavera-le-sue-infiorescenze-regalano-momenti-speciali-1778064375156.jpeg" data-image="d9g9hkufdwce" alt="Transportadas por el viento, estas semillas pueden recorrer distancias considerables, permitiendo a la planta colonizar a fondo el terreno circundante." title="Transportadas por el viento, estas semillas pueden recorrer distancias considerables, permitiendo a la planta colonizar a fondo el terreno circundante."><figcaption>Transportadas pelo vento, estas sementes podem percorrer distâncias consideráveis, permitindo que a planta colonize profundamente o terreno circundante.</figcaption></figure><p>No entanto, a dispersão do dente-de-leão não depende apenas do vento. Algumas populações apresentam um mecanismo reprodutivo ainda mais extraordinário: a apomixia. Nestas linhagens, <strong>a planta é capaz de produzir sementes sem receber pólen, gerando indivíduos geneticamente idênticos à planta-mãe</strong>. Esta estratégia evolutiva permite ao dente-de-leão sobreviver em condições difíceis e estabelecer-se rapidamente em novos ambientes.</p><h3>Onde vive?</h3><p>O dente-de-leão está muito disseminado em muitas partes do mundo, encontrando-se em florestas, prados e terrenos não cultivados. No México, é extremamente comum; pode ser encontrada em campos, ao longo das estradas e em pradarias abertas, desde as planícies até às altitudes montanhosas. Também <strong>cresce na relva de parques urbanos e jardins, ou nas fendas do asfalto e dos passeios, o que a torna uma planta silvestre verdadeiramente ubíqua</strong>.</p><h2>Uma planta útil desde a antiguidade </h2><p>O que surpreende no dente-de-leão não é apenas a sua resiliência, mas também a infinidade de utilizações que os seres humanos lhe têm atribuído ao longo da história. As folhas jovens, colhidas antes da planta florescer, <strong>são comestíveis e têm sido tradicionalmente utilizadas em saladas</strong>; possuem um sabor ligeiramente amargo, semelhante ao da chicória, e <strong>são ricas em vitaminas e minerais</strong>.</p><p>Do ponto de vista medicinal, o dente-de-leão <strong>é conhecido principalmente pelas suas propriedades diuréticas, que o tornam benéfico para a saúde dos rins e da vesícula biliar</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769703" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-gratis-para-sempre-7-especies-faceis-de-propagar-para-um-jardim-exuberante-que-dura-toda-a-vida.html" title="Plantas grátis para sempre: 7 espécies fáceis de propagar para um jardim exuberante que dura toda a vida">Plantas grátis para sempre: 7 espécies fáceis de propagar para um jardim exuberante que dura toda a vida</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-gratis-para-sempre-7-especies-faceis-de-propagar-para-um-jardim-exuberante-que-dura-toda-a-vida.html" title="Plantas grátis para sempre: 7 espécies fáceis de propagar para um jardim exuberante que dura toda a vida"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-gratis-para-siempre-7-especies-faciles-de-multiplicar-para-tener-el-jardin-frondoso-toda-la-vida-1778734605436_320.jpg" alt="Plantas grátis para sempre: 7 espécies fáceis de propagar para um jardim exuberante que dura toda a vida"></a></article></aside><p>Também atua como tónico digestivo e, quando aplicado topicamente, pode ajudar a limpar a pele de impurezas e toxinas. Por último, mas não menos importante,<strong> é considerada uma das espécies vegetais mais importantes para as abelhas, graças à abundância de néctar e pólen que proporciona durante grande parte do ano</strong>.</p><h2>Diversão para crianças e adultos </h2><p>Soprar as sementes de um dente-de-leão é, talvez, o gesto mais espontâneo e universal que a primavera nos oferece. As crianças fazem-no por diversão; os agricultores costumavam fazê-lo para pedir um desejo; e, no fundo, todos nós o fazemos, pelo menos uma vez, cedendo àquele impulso irresistível de ver como aqueles minúsculos paraquedas brancos se dissolvem no ar.</p><p>De um ponto de vista botânico,<strong> também estamos a participar na dispersão das suas sementes, que permanecem viáveis durante mais de nove anos</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/dente-de-leao-porque-e-que-tem-encantado-as-criancas-ha-seculos-e-tambem-faz-bem-a-saude.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O gelo da Antártida está a derreter e a ciência acaba de descobrir o porquê]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-gelo-da-antartica-esta-derretendo-e-a-ciencia-acaba-de-descobrir-o-porque.html</link><pubDate>Mon, 25 May 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Durante décadas a Antártida parecia resistir ao aquecimento global. Em 2015, tudo mudou abruptamente. Um estudo publicado na revista Science Advances acaba de desvendar o mecanismo por trás do maior colapso climático da história moderna.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-hielo-antartico-se-derrumba-y-la-ciencia-acaba-de-descubrir-por-que-1779491675292.jpg" data-image="d1f5hutt4k4n" alt="Tampa da Antártica" title="Tampa da Antártica"><figcaption>Durante vários anos, o gelo da Antártida comportou-se de forma oposta ao do Ártico, que ia perdendo volume constantemente. Mas, em 2015, esta tendência inverteu-se e a Antártida seguiu o mesmo caminho. Agora, os cientistas identificaram a causa deste processo.</figcaption></figure><p>Durante os primeiros quinze anos do século XXI, enquanto o Ártico perdia gelo a um ritmo alarmante, a Antártida fazia algo intrigante: crescia. <strong>O gelo marinho do hemisfério sul chegou a atingir níveis recordes entre 2012 e 2014</strong>. Os climatologistas chamaram a isto de "paradoxo antártico" e não conseguiam explicá-lo completamente. Então chegou 2015, e o paradoxo desfezse da forma mais abrupta possível.</p><div class="texto-destacado">Durante anos a Antártida desafiou as previsões climáticas. Agora, cientistas identificaram o mecanismo que causou uma perda histórica de gelo marinho e que ameaça acelerar o aquecimento global.</div><p>Conforme revelado num estudo publicado a 8 de maio de 2026 na revista <em>Science Advances</em>, o gelo marinho da Antártida sucumbiu a ventos intensos que perturbaram as camadas do Oceano Antártico,<strong> substituindo a água fria e relativamente doce da superfície por água mais quente e salgada</strong>, desencadeando o derretimento inicial. O que se seguiu foi uma cadeia de retroalimentação que amplificou o processo além de qualquer previsão.</p><p>Dados anteriores mostram que a extensão do <strong>gelo marinho atingiu o seu nível mais baixo já registado em fevereiro de 2023</strong> e que, em julho daquele ano, a Antártida tinha perdido mais gelo do que a Europa Ocidental. O continente não recuperou desde então, com a extensão do gelo a permanecer abaixo da média de 1981–2010 em 2025 e no início de 2026.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Antarctic glacier collapses with astonishing speed, setting an ice-loss record that was captured by NASA satellites.<a href="https://t.co/5BwE1vKBBU">https://t.co/5BwE1vKBBU</a></p>— Earth Accounting (@EarthAccounting) <a href="https://twitter.com/EarthAccounting/status/2057885704269767136?ref_src=twsrc%5Etfw">May 22, 2026</a></blockquote></figure><p>“<strong>O sistema está a comportar-se de forma diferente</strong>”, alertou Aditya Narayanan, oceanógrafo físico da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, e da Universidade de Southampton, no Reino Unido, e principal autor do estudo. “Obviamente, algo mudou.” <strong>A maior alteração climática em curso no sistema terrestre agora tem um nome</strong>, um mecanismo e, potencialmente, um fim que depende das escolhas que a humanidade fizer nos próximos anos.</p><h2>Três fases para um colapso previsto</h2><p>A investigação reconstruiu o processo utilizando um modelo híbrido que combina observações de satélite e sensores oceanográficos com simulações numéricas. O resultado é <strong>a primeira explicação mecânica completa do que aconteceu entre 2013 e 2023</strong>, articulada em três fases consecutivas.</p><p><strong>Entre 2013 e 2015, o gelo marinho estava a aumentar</strong>, mas sob a superfície fria, algo estava a mudar. O coautor Theo Spira, investigador do Instituto Alfred Wegener, na Alemanha, documentou num estudo paralelo publicado na <em>Nature Climate Change </em>que a camada de "Água de Inverno" — uma espessa faixa de gelo que atuava como uma barreira protetora entre a superfície e as águas mais quentes abaixo — tinha vindo a tornar-se mais fina desde 2005.</p><p>O mecanismo: <strong>os ventos de oeste no Hemisfério Sul intensificaram </strong>devido ao buraco na camada de ozono sobre a Antártida, <strong>o que fortaleceu o vórtice polar antártico</strong> e, por sua vez, intensificou os ventos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-hielo-antartico-se-derrumba-y-la-ciencia-acaba-de-descubrir-por-que-1779491971876.jpg" data-image="fq7bycv1b8lr" alt="Antártida Occidental" title="Antártida Occidental"><figcaption>O gráfico corresponde à Antártida Ocidental. Mostra anomalias nos componentes individuais do fluxo de ondas curtas (SW; laranja), latentes (Lat; vermelho), sensíveis (Sens; azul) e de ondas longas (LW; cinza), juntamente com a anomalia da extensão da corrente de ar do sul (SIE; preto, eixo Y direito) e a anomalia da cobertura total de nuvens. Imagem: Scientific Advances.</figcaption></figure><p>Estes ventos de oeste mais fortes empurraram as águas superficiais para o norte, forçando as camadas mais profundas a subir para substituí-las. A resposta imediata do oceano foi, paradoxalmente, produzir mais gelo marinho: <strong>a água fria e doce alcançou áreas mais distantes ao longo das margens continentais</strong>. Mas o calor acumulado em profundidade continuou a subir lentamente. Era a calmaria antes da tempestade.</p><p>Em 2015, os ventos de oeste intensificaram-se ainda mais. Nessa altura, o buraco na camada de ozono estava a recuperar, mas o aquecimento atmosférico provocado pelas emissões de gases com efeito de estufa causadas pelo Homem teve o mesmo efeito de intensificar os ventos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766698" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-revela-que-o-calor-das-profundezas-oceanicas-esta-a-aproximar-se-da-antartida.html" title="Estudo revela que o calor das profundezas oceânicas está a aproximar-se da Antártida">Estudo revela que o calor das profundezas oceânicas está a aproximar-se da Antártida</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-revela-que-o-calor-das-profundezas-oceanicas-esta-a-aproximar-se-da-antartida.html" title="Estudo revela que o calor das profundezas oceânicas está a aproximar-se da Antártida"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-revela-que-o-calor-das-profundezas-oceanicas-esta-a-aproximar-se-da-antartida-1777632727061_320.jpg" alt="Estudo revela que o calor das profundezas oceânicas está a aproximar-se da Antártida"></a></article></aside><p>Águas circumpolares mais quentes, mais salgadas e profundas penetraram na camada de Água de Inverno e atingiram a superfície. "<strong>Depois de 2015, houve um claro aumento na mistura de calor e sal provenientes das profundezas</strong>", observa Narayanan. "Este calor proveniente das profundezas foi o gatilho para a perda de gelo marinho."</p><h2>O ponto sem retorno: quando o oceano começa a cozinhar-se</h2><p>Em 2018, o processo tornou-se auto-reforçador. A perda de gelo marinho reduziu a quantidade de luz solar refletida de volta para o espaço por aquela superfície branca e aumentou o calor absorvido pelo Oceano Antártico, especialmente no verão. Isto atrasou o crescimento do gelo a cada outono subsequente: <strong>o oceano precisava de transferir o seu excesso de calor para a atmosfera antes de poder produzir gelo</strong>. Quanto mais tarde o gelo se forma, menor a sua extensão e mais calor o oceano absorve. Um ciclo vicioso sem freios aparentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-hielo-antartico-se-derrumba-y-la-ciencia-acaba-de-descubrir-por-que-1779492276812.jpg" data-image="eiww9lt3owfx" alt="Antartica DOS" title="Antartica DOS"><figcaption>Na Antártida Ocidental, anomalias no fluxo radiativo associadas ao aumento da cobertura de nuvens em 2016, 2017, 2019 e 2020 coincidiram com o início da perda de gelo marinho. Na Antártida Oriental, a ressurgência de águas profundas quentes e salgadas e a subsequente mistura de calor na camada de mistura durante o período de 2013 a 2016 iniciaram a perda de gelo marinho e erodiram a estratificação da camada superior do oceano.</figcaption></figure><p>O sal também desempenhou um papel crucial. O gelo marinho é uma fonte de água doce quando derrete no verão, o que ajudava a manter a superfície do Oceano Antártico fria e estratificada. <strong>Com menos gelo no inverno</strong>, há menos água doce disponível para manter estas camadas naturais. "<strong>Uma camada superior do oceano mais salgada significa que é possível manter a fraca estratificação vertical e a mistura vertical</strong>", explicou Narayanan.</p><p>As consequências vão muito além do próprio gelo. <strong>O Oceano Antártico absorveu aproximadamente 75% do excesso de calor na atmosfera nos últimos 50 anos</strong>, e o gelo marinho desempenha um papel fundamental nesse armazenamento.</p><p>Quando o gelo se forma, ele liberta sal que cria correntes densas que fluem para o norte, transportando calor e carbono da atmosfera para as profundezas do oceano. <strong>À medida que o gelo marinho encolhe, a concentração de sal diminui, impedindo que a água afunde e armazene calor e carbono em profundidade</strong>. O pulmão climático do planeta está a perder a sua capacidade de respirar. A perda de gelo marinho já está a impactar o ecossistema antártico através de mortes em massa em colónias de pinguins-imperadores.</p><h3><strong><em><em></em></em></strong><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Aditya Narayanan et al. ,Compound drivers of Antarctic sea ice loss and Southern Ocean destratification.Sci. Adv.12,eaeb0166(2026).DOI:</em><a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.aeb0166" target="_blank"><em>10.1126/sciadv.aeb0166</em></a></p><p><em>Spira, T., du Plessis, M., Haumann, F.A. et al. Wind-triggered Antarctic sea-ice decline preconditioned by thinning Winter Water. Nat. Clim. Chang. 16, 583–590 (2026). <a href="https://doi.org/10.1038/s41558-026-02601-4" target="_blank">https://doi.org/10.1038/s41558-026-02601-4</a></em> </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-gelo-da-antartica-esta-derretendo-e-a-ciencia-acaba-de-descobrir-o-porque.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A luta pela sobrevivência da borboleta que depende dos incêndios para sobreviver]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-luta-pela-sobrevivencia-da-borboleta-que-depende-dos-incendios-para-sobreviver.html</link><pubDate>Mon, 25 May 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O paradoxo do fogo: como os incêndios controlados estão a salvar uma espécie em extinção. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-luta-pela-sobrevivencia-da-borboleta-bartram-s-scrub-hairstreak-que-dependem-dos-incendios-para-sobreviver-1779276822948.png" data-image="kar5y51innmt"><figcaption>Esfregando as asas, a borboleta faz as caudas parecerem antenas, enganando os predadores que atacam o lado errado do corpo.</figcaption></figure><p>A borboleta <em>Bartram's scrub-hairstreak (Strymon acis bartrami)</em> é uma espécie <strong>criticamente ameaçada de extinção e nativa</strong> exclusivamente dos ecossistemas de florestas de pinheiros que crescem em substrato rochoso no sul da Flórida, Estados Unidos. Esta espécie <strong>enfrenta sérios riscos de desaparecer</strong>, mas destaca-se por possuir uma das estratégias de defesa mais fascinantes da natureza.</p><h2>O mecanismo de defesa único e aparência</h2><p>Apesar de ter um tamanho reduzido, com uma envergadura de asas de apenas 2,5 centímetros e<strong> uma curta expectativa de vida na fase adulta (de uma a duas semanas</strong>), esta borboleta desenvolveu um mecanismo evolutivo impressionante conhecido como "cabeça falsa". </p><div class="texto-destacado">Quando pousada e com as asas fechadas, a parte inferior da sua plumagem exibe um padrão de linhas brancas largas com bordas pretas, acompanhadas por manchas coloridas vibrantes, contornos e filamentos que imitam antenas. </div><p>Esse conjunto assemelha-se a um rosto voltado para cima, <strong>o que serve para confundir e direcionar o ataque de predadores para a parte posterior das asas, longe dos órgãos vitais</strong>. </p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/2__wkFGeBSU/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=2__wkFGeBSU" id="2__wkFGeBSU"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Graças a isso, o inseto consegue escapar sofrendo apenas pequenos danos nas asas, mantendo a capacidade de voar e reproduzir-se. Pesquisadores sugerem que o hábito de esfregar as asas traseiras intensifica a ilusão, simulando o movimento de antenas reais.</p><h2>A ecologia e dependência da planta hospedeira</h2><p><strong>A sobrevivência desta borboleta está estritamente vinculada a uma única planta:</strong> a <em>Croton linearis</em>, um arbusto que cresce no subbosque das florestas de pinheiros que crescem em substrato rochoso. <strong>As lagartas da espécie alimentam-se exclusivamente desta planta ao longo dos seus cinco estágios de crescimento.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-luta-pela-sobrevivencia-da-borboleta-bartram-s-scrub-hairstreak-que-dependem-dos-incendios-para-sobreviver-1779277023688.png" data-image="5wevd372raoe"><figcaption>A vida desta borboleta na fase adulta dura apenas de uma a duas semanas para acasalar e garantir a espécie.</figcaption></figure><p>Nos dois primeiros estágios, as lagartas permanecem altamente camufladas entre as flores brancas da planta, enquanto os estágios mais tardios movem-se livremente por todo o arbusto. <strong>Devido a este forte vínculo ecológico, os adultos raramente voam para longe das populações desta planta</strong>, embora possam ser observados ativos durante todos os meses do ano, alimentando-se do néctar das flores.</p><h2>As ameaças e o declínio populacional<br></h2><p>No passado, a borboleta habitava amplamente os condados de Miami-Dade e Monroe.<strong> Hoje em dia, a sua distribuição geográfica está drasticamente reduzida a fragmentos florestais</strong> em Miami-Dade e à ilha de Big Pine Key. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-luta-pela-sobrevivencia-da-borboleta-bartram-s-scrub-hairstreak-que-dependem-dos-incendios-para-sobreviver-1779277239610.png" data-image="odgmje0bsho9"><figcaption>Um dos problemas do seu declínio é a fragmentação do habitat. Imagem gerada por IA.</figcaption></figure><p>O declínio populacional deve-se a múltiplos fatores, incluindo a <strong>destruição e fragmentação do habitat provocadas pela urbanização, o uso de inseticidas no controlo de mosquitos, a introdução de plantas e insetos exóticos invasores, a coleta ilegal e a supressão de incêndios naturais.</strong></p><h2>Os esforços de conservação</h2><p>Por ser um ecossistema dependente do fogo, <strong>a</strong><strong>s florestas de pinheiros que crescem em substrato rochoso necessitam de queimadas periódicas</strong> para manter o subbosque aberto, reduzir a competição vegetal e evitar pragas biológicas. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768142" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/tecnologia-da-nasa-revela-que-a-saude-das-plantas-e-a-chave-para-prever-a-gravidade-dos-incendios-florestais.html" title="Tecnologia da NASA revela que a saúde das plantas é a chave para prever a gravidade dos incêndios florestais">Tecnologia da NASA revela que a saúde das plantas é a chave para prever a gravidade dos incêndios florestais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/tecnologia-da-nasa-revela-que-a-saude-das-plantas-e-a-chave-para-prever-a-gravidade-dos-incendios-florestais.html" title="Tecnologia da NASA revela que a saúde das plantas é a chave para prever a gravidade dos incêndios florestais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tecnologia-da-nasa-revela-que-a-saude-das-plantas-e-a-chave-para-prever-a-gravidade-dos-incendios-florestais-1778449156225_320.png" alt="Tecnologia da NASA revela que a saúde das plantas é a chave para prever a gravidade dos incêndios florestais"></a></article></aside><p>Para proteger a espécie, o Programa de Gestão de Fogo do Parque Nacional dos Everglades realiza queimadas controladas programadas. Cientistas monitorizam continuamente o comportamento da borboleta e o estado da planta hospedeira face a estas intervenções.</p><p>Este esforço conjunto, que conta com o apoio do Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA, de grupos de conservação locais e de cidadãos cientistas, procura reverter a ameaça de extinção.</p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><em><a href="https://www.nps.gov/ever/learn/nature/bartrams.htm" target="_blank">https://www.nps.gov/ever/learn/nature/bartrams.htm</a></em></p><p><em><a href="https://www.nationalgeographic.com/animals/article/photo-ark-butterfly-bartrams-scrub-hairstreak" target="_blank">https://www.nationalgeographic.com/animals/article/photo-ark-butterfly-bartrams-scrub-hairstreak</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-luta-pela-sobrevivencia-da-borboleta-que-depende-dos-incendios-para-sobreviver.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Já há data para os melhores arraiais de Lisboa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-ha-data-para-os-melhores-arraiais-de-lisboa.html</link><pubDate>Mon, 25 May 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Dos bairros mais tradicionais aos mega arraiais com concertos e sardinhas, Lisboa prepara-se para semanas de música, bailaricos e noites que prometem acabar já de madrugada.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-ha-data-para-os-melhores-arraiais-de-lisboa-1779624965474.jpg" data-image="d93esq3p6uke" alt="Santos Populares" title="Santos Populares"><figcaption>Não perca a festa. Foto: JF Misericórdia</figcaption></figure><p>Junho está a chegar e com ele chega o cheiro a sardinha assada a cada esquina, as ruas com bandeirolas coloridas e as músicas do Quim Barreiros. Um pouco por toda a parte de<strong> Lisboa</strong>, começam a aparecer sinais infalíveis de que a cidade entrou oficialmente em modo<strong> Santos Populares</strong>. </p><div class="texto-destacado">Aliás, já há bairros inteiros em aquecimento para aquela que é, sem discussão possível, a época mais animada da capital.</div><p>Dos arraiais mais tradicionais, onde os vizinhos tomam conta da festa, aos mega-eventos com concertos, DJs e filas para a bifana, <strong>Lisboa está prestes a transformar-se completamente nas próximas semanas</strong>. E se há quem vá pelos manjericos, também há quem vá apenas pela desculpa perfeita para dançar na rua até de madrugada.</p><p>Quer conhecer os melhores arraias da cidade? Conheça a lista selecionada pela ‘Time Out’. </p><h2>Os melhores arraiais de Lisboa em 2026</h2><p> Segundo a revista, estes são alguns dos arraiais mais concorridos e imperdíveis de Lisboa em 2026. E, sim, há opções para todos os gostos. </p><h3>Grande Arraial Sagres (29 de maio a 14 de junho | Campo Pequeno)</h3><p>Este é<strong> um dos maiores arraiais da cidade</strong> e também um dos mais procurados. O cartaz aposta forte na música popular portuguesa, com nomes como Toy, Rosinha, José Malhoa e Santamaria. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="713028" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-manjerico-simbolo-das-festas-populares-portuguesas.html" title="O Manjerico: Símbolo das Festas Populares Portuguesas">O Manjerico: Símbolo das Festas Populares Portuguesas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-manjerico-simbolo-das-festas-populares-portuguesas.html" title="O Manjerico: Símbolo das Festas Populares Portuguesas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-manjerico-simbolo-das-festas-populares-portuguesas-1748640324075_320.jpg" alt="O Manjerico: Símbolo das Festas Populares Portuguesas"></a></article></aside><p>Além dos concertos, há zonas de restauração, cerveja à pressão e diversões para os mais pequenos. Quem gosta de um arraial em grande escala encontra aqui paragem obrigatória.</p><h3>Santos à Campolide (29 de maio a 13 de junho | Quinta do Zé Pinto)</h3><p>Há arraiais apertados e depois há <strong>Campolide</strong>, onde ainda se consegue dançar sem pedir licença cinco vezes por minuto. A Quinta do Zé Pinto recebe concertos quase diariamente, incluindo atuações de Toy, Quim Barreiros, Rosinha, Ruth Marlene e Santamaria. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-ha-data-para-os-melhores-arraiais-de-lisboa-1779623752558.jpg" data-image="pgj7y0zr0zhh" alt="Santos à Campolide" title="Santos à Campolide"><figcaption>É um dos arraiais mais concorridos. Foto: JF Campolide</figcaption></figure><p>É um dos favoritos de quem procura ambiente animado, mas com espaço para respirar.</p><h3>Grande Arraial de Belém (29 de maio a 14 de junho | Parque dos Moinhos de Santana)</h3><p><strong>Belém</strong> também entra forte na festa. Durante duas semanas há música ao vivo, DJs, bailaricos e barraquinhas de comida espalhadas pelo recinto. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765472" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/cidade-a-45-minutos-de-lisboa-atrai-estrangeiros-mas-nao-convence-portugueses.html" title="Cidade a 45 minutos de Lisboa atrai estrangeiros, mas não convence portugueses">Cidade a 45 minutos de Lisboa atrai estrangeiros, mas não convence portugueses</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/cidade-a-45-minutos-de-lisboa-atrai-estrangeiros-mas-nao-convence-portugueses.html" title="Cidade a 45 minutos de Lisboa atrai estrangeiros, mas não convence portugueses"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cidade-a-45-minutos-de-lisboa-atrai-estrangeiros-mas-nao-convence-portugueses-1776980082665_320.jpg" alt="Cidade a 45 minutos de Lisboa atrai estrangeiros, mas não convence portugueses"></a></article></aside><p>Entre os artistas confirmados estão Toy, Non Stop e Tio Jel. É uma boa alternativa para quem quer fugir um pouco às multidões do centro histórico sem abdicar do espírito dos Santos.</p><h3>Arraial Que Deu (3 a 12 de junho | Arroios)</h3><p>Mais alternativo, mais descontraído e menos “pimba tradicional”, este arraial organizado pela Divergente e pelo atelier Traça mistura comida, DJs e <em>playlists</em> improváveis. </p><div class="texto-destacado">Há bifanas, mas também opções vegetarianas, e a música tanto pode passar por Fado Bicha como por sonoridades mais independentes. </div><p>Um arraial perfeito para quem gosta dos Santos sem necessariamente querer ouvir “Apita o Comboio” vinte vezes por noite.</p><h3>Arraial Resiste (28 de maio a 13 de junho | Mouraria)</h3><p>“Mais do que uma festa, este arraial é uma <strong>afirmação coletiva</strong>: a cidade precisa de espaços vivos, populares e acessíveis. Espaços onde ainda seja possível criar comunidade e celebrar lado a lado.”</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-ha-data-para-os-melhores-arraiais-de-lisboa-1779624237965.jpg" data-image="tvj90u5kmf0c" alt="Arraial Resiste" title="Arraial Resiste"><figcaption>Um dos mais diferentes. Foto: Arraial Resiste</figcaption></figure><p>Na Mouraria, o Arraial Resiste mantém uma forte ligação à comunidade local e à cultura de bairro. O ambiente é mais alternativo e multicultural, com concertos, DJs, coletivos artísticos e várias associações envolvidas na programação. </p><p>É <strong>um dos arraiais mais diferentes da cidade</strong>, e precisamente por isso também um dos mais interessantes.</p><h3>Arraial da Vila Berta (3 a 13 de junho | Graça)</h3><p>Se há um arraial fotogénico em Lisboa, é este. O que começou como uma simples festa de vizinhos transformou-se num fenómeno dos Santos Populares. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764531" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ate-30-c-este-fim-de-semana-ha-uma-piscina-gratuita-perto-de-lisboa-a-sua-espera.html" title="Até 30 °C este fim de semana? Há uma piscina gratuita perto de Lisboa à sua espera">Até 30 °C este fim de semana? Há uma piscina gratuita perto de Lisboa à sua espera</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ate-30-c-este-fim-de-semana-ha-uma-piscina-gratuita-perto-de-lisboa-a-sua-espera.html" title="Até 30 °C este fim de semana? Há uma piscina gratuita perto de Lisboa à sua espera"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-32-c-este-fim-de-semana-ha-uma-piscina-gratuita-perto-de-lisboa-a-sua-espera-1776499065095_320.jpg" alt="Até 30 °C este fim de semana? Há uma piscina gratuita perto de Lisboa à sua espera"></a></article></aside><p>As ruas da <strong>Vila Berta</strong> enchem-se de luzes, música e mesas corridas, num ambiente muito típico e quase cinematográfico. Prepare-se, no entanto, para <strong>multidões</strong>: chegar cedo faz toda a diferença.</p><h3>Arraiais da Bica (29 de maio a 28 de junho | Bica)</h3><p>Na Bica, a festa faz-se rua acima, rua abaixo. Entre o Largo de Santo Antoninho e a Calçada da Bica Grande, há música praticamente em permanência, colunas improvisadas e muita gente a dançar nas escadas. </p><p>“A festa está sempre garantida e vai até mais tarde do que noutros arraiais ali à volta”, escreve a ‘Time Out’. </p><div class="texto-destacado">“É aproveitar enquanto dura e não esquecer que há-de aparecer sempre uma festa ou uma coluna improvisada pelo meio.”</div><p>A verdade é que este é <strong>um dos ambientes mais típicos dos Santos lisboetas</strong> e também um dos mais procurados por quem quer viver a verdadeira noite de Santo António.</p><h3>Arraiais de São Vicente (3 a 14 de junho | Graça e Jardim Augusto Gil)</h3><p>Aqui o espírito de bairro continua muito presente. Além dos concertos e bailaricos, há várias coletividades locais a aproveitar os Santos para angariar fundos. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-ha-data-para-os-melhores-arraiais-de-lisboa-1779624594030.jpg" data-image="95rp336il8jr" alt="Arraiais de São Vicente" title="Arraiais de São Vicente"><figcaption>Al��m dos concertos, há barraquinhas de várias associações e coletivos de bairro. Foto: Arraiais de São Vicente</figcaption></figure><p>O melhor? A<strong> comida típica </strong>continua a ser rainha: sardinhas, bifanas, caracóis, chouriço assado e arroz-doce não faltam.</p><h2>O “Excel” dos arraiais já existe — e agora cabe no telemóvel</h2><p>Durante anos, encontrar os melhores arraiais implicava guardar cartazes no telemóvel, seguir páginas de Instagram, perguntar em grupos de WhatsApp ou depender daquele amigo que “sabe sempre onde está a festa”. </p><p>Agora, contudo, já há uma<strong> solução bem mais prática</strong>. E, não, não estamos a falar das folhas de Excel que muitas vezes andam por aí a circular. Sim, sabemos que dão imenso jeito, mas há quem tenha pensado mais à frente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="716554" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/conheca-o-evaristo-o-primeiro-chatbot-para-lingua-portuguesa-baseado-em-inteligencia-artificial-aberta.html" title="Conheça o Evaristo, o primeiro chatbot para língua portuguesa baseado em inteligência artificial aberta">Conheça o Evaristo, o primeiro chatbot para língua portuguesa baseado em inteligência artificial aberta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/conheca-o-evaristo-o-primeiro-chatbot-para-lingua-portuguesa-baseado-em-inteligencia-artificial-aberta.html" title="Conheça o Evaristo, o primeiro chatbot para língua portuguesa baseado em inteligência artificial aberta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/conheca-o-evaristo-o-primeiro-chatbot-para-lingua-portuguesa-baseado-em-inteligencia-artificial-aberta-1750703261482_320.jpg" alt="Conheça o Evaristo, o primeiro chatbot para língua portuguesa baseado em inteligência artificial aberta"></a></article></aside><p>A <strong>aplicação ‘Festas Populares’</strong>, criada por Stéphane Duarte, reúne arraiais, festas populares, festivais e concertos de todo o país num só lugar. A<em> app</em> nasceu em 2025 focada apenas nos arraiais de Lisboa, mas rapidamente cresceu e hoje já <strong>inclui eventos de várias regiões portuguesas</strong>.</p><p>“Atualmente é possível encontrar, em eventos já este mês, locais tão distintos como Alenquer, Bombarral, Cadaval, Tomar ou Évora”, nota o jornal ‘Expresso’.</p><p>Além de permitir descobrir festas perto de si através de um mapa interativo, a plataforma também deixa os utilizadores guardar eventos, consultar cartazes e até sugerir novos arraiais. </p><div class="texto-destacado">Está disponível gratuitamente para iOS e Android e tornou-se rapidamente uma espécie de “Excel moderno” dos Santos Populares. A vantagem é que é muito mais fácil de usar.</div><p>No fundo, a parte difícil já não é descobrir onde há arraiais. É conseguir escolher apenas um.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-ha-data-para-os-melhores-arraiais-de-lisboa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Porque é que a Via Láctea não foi destruída? Um estudo mostra como escapou à fase mais extrema do cosmos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/porque-e-que-a-via-lactea-nao-foi-destruida-um-estudo-mostra-como-escapou-a-fase-mais-extrema-do-cosmos.html</link><pubDate>Sun, 24 May 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Uma equipa internacional de astrofísicos utilizou dados de vários telescópios e simulações por computador para explicar como galáxias semelhantes à Via Láctea conseguiram sobreviver às fases mais violentas da história do Universo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/porque-e-que-a-via-lactea-nao-foi-destruida-um-estudo-mostra-como-escapou-a-fase-mais-extrema-do-cosmos-1779633811901.jpg" data-image="osd878f3ml7k"><figcaption>Uma equipa internacional de astrofísicos conseguiu perceber porque é que galáxias com características semelhantes à Via Láctea conseguiram manter-se intactas durante as fases mais violentas do cosmos, mesmo sem serem detentoras de bulbos, estruturas densas que lhes conferem estabilidade e as ajudam a sobreviver.</figcaption></figure><p>A maioria das galáxias mantém-se intacta graças aos esferóides luminosos presentes nos seus centros, embora algumas, como a Via Láctea, não os possuam. Até agora, <strong>não se sabia como estas estruturas celestes resistiram às fases mais violentas do cosmos</strong>, mas um estudo internacional revela possíveis hipóteses para este fenómeno.</p><p>O modelo utilizado pelos investigadores previu <strong>uma era dominada por fusões galácticas com interações violentas que poderiam ter destruído pequenas galáxias espirais há dez mil milhões de anos</strong>. Os cientistas do projeto internacional começam agora a ver os primeiros resultados que explicam a sua sobrevivência.</p><h2>Mais de 600 horas de observações em 54 galáxias semelhantes à Via Láctea através do projeto BEARD</h2><p>“As galáxias costumam ter outras estruturas densas, denominadas <strong>bulbos</strong>, que lhes conferem estabilidade e as ajudam a sobreviver”, explica o astrofísico do Instituto de Astrofísica das Canárias (IAC), <strong>Jairo Méndez Abreu</strong>. Porém, algumas destas estruturas galácticas, como <strong>a Via Láctea, carecem delas</strong> e os especialistas desconheciam como é que conseguiram sobreviver sem estes elementos estabilizadores.</p><div class="texto-destacado">Para perceberem o porquê da Via Láctea ter sobrevivido sem conter bulbos, os cientistas inseridos no projeto <strong>BEARD</strong> - sigla em inglês para <strong>Bulgeless Evolution And the Rise of Discs</strong> - concretizaram mais de <strong>600 horas de observações</strong> em vários telescópios para o estudo de <strong>54 galáxias semelhantes à Via Láctea</strong>, tendo publicados os primeiros resultados na revista <em>Astronomy & Astrophysics</em>.</div><p>Além disto, recorreram ao uso de imagens de grande profundidade captadas pelo <strong>telescópio Isaac Newton</strong>, aplicando uma técnica de análise inovadora para revelar as partes mais ténues e externas dessas galáxias semelhantes à nossa. O intuito era <strong>determinar com precisão a sua extensão e identificar diferenças em relação a outros sistemas com bulbo</strong>.</p><h2>Teorias sobre a sua sobrevivência</h2><p><strong>Carlos Marrero de la Rosa</strong>, estudante de doutoramento do IAC e autor principal de um dos estudos, explica que estas diferenças podem ser explicadas por <strong>formas especiais de fusão em galáxias sem bulbo</strong>, “um aspeto que explorámos em pormenor no projeto”, descreve o especialista.</p><p><strong>Yetli Rosas</strong>, investigadora da Universidade de Córdoba (UCO) e autora principal de outro dos estudos, explica que estas estruturas conseguiram sobreviver durante a fase de grandes fusões do Universo através de<strong> dois mecanismos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/porque-e-que-a-via-lactea-nao-foi-destruida-um-estudo-mostra-como-escapou-a-fase-mais-extrema-do-cosmos-1779634000389.jpg" data-image="31inb9687icr"><figcaption>Imagens de oito galáxias semelhantes à Via Láctea, do projeto BEARD. Imagem: © Javier Román e Carlos Marrero de la Rosa.</figcaption></figure><p>“Por um lado, existe uma<strong> pequena probabilidade de que algumas galáxias não tenham interagido com outras</strong>, apesar da frequência destes eventos violentos; por outro lado, pode ter existido um <strong>padrão específico de interação em que os discos puros não tenham sido destruídos”</strong>.</p><div class="texto-destacado">Além disto, esclarece a especialista, no segundo mecanismo, “as galáxias devem fundir-se numa dança ritmada, girando no mesmo sentido e aproximando-se num mesmo plano, como um casal que gira no mesmo chão”.</div><p>Segundo <strong>Salvador Cardona</strong>, outro investigador do projeto, “as galáxias análogas à Via Láctea apresentam uma<strong> distribuição de galáxias satélites diferente das restantes estruturas</strong>, mais concentrada e alinhada, de acordo com uma <strong>história de fusões tranquila e ordenada</strong>. Este resultado está em consonância com as duas explicações que o BEARD apresenta para a sobrevivência cósmica da Via Láctea”. Ou seja, as galáxias poderiam ter sido acompanhadas por sistemas estelares mais pequenos que lhes fossem benéficos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769701" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/estrelas-gigantes-que-engolem-planetas-a-descoberta-de-como-estes-sao-erodidos-camada-a-camada-pouco-a-pouco.html" title="Estrelas gigantes que engolem planetas: a descoberta de como estes são erodidos, camada a camada, pouco a pouco">Estrelas gigantes que engolem planetas: a descoberta de como estes são erodidos, camada a camada, pouco a pouco</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/estrelas-gigantes-que-engolem-planetas-a-descoberta-de-como-estes-sao-erodidos-camada-a-camada-pouco-a-pouco.html" title="Estrelas gigantes que engolem planetas: a descoberta de como estes são erodidos, camada a camada, pouco a pouco"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/e-cosi-che-le-stelle-divorano-i-pianeti-gioviani-a-piccoli-morsi-1779090796067_320.png" alt="Estrelas gigantes que engolem planetas: a descoberta de como estes são erodidos, camada a camada, pouco a pouco"></a></article></aside><p>Deste modo, este trabalho conseguiu <strong>explicar a existência de galáxias como a Via Láctea no modelo do Universo atualmente aceite</strong>, embora outros aspetos da vida destes objetos continuem a exigir mais investigações futuras.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Marrero de la Rosa. C. et al. <a href="https://ui.adsabs.harvard.edu/abs/2026A%26A...706A.128M/abstract" target="_blank">Bulgeless Evolution And the Rise of Discs (BEARD): I. Physical drivers of the mass─size relation for Milky Way-like galaxies</a>. Astronomy & Astrophysics. 2026</em></p><p><em>Rosas-Guevara, Yetli. et al. <a href="https://www.aanda.org/articles/aa/full_html/2026/02/aa56875-25/aa56875-25.html" target="_blank">Bulgeless Evolution And the Rise of Discs (BEARD) II. The role of mergers in shaping the Milky Way analogues in TNG50</a></em>. <em>Astronomy & Astrophysics. 2026</em> </p><p><em><a href="https://www.agenciasinc.es/Noticias/Como-sobrevivio-la-Via-Lactea-a-los-episodios-violentos-del-Universo" target="_blank">¿Cómo sobrevivió la Vía Láctea a los episodios violentos del Universo?</a> SINC. 22 de maio de 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/porque-e-que-a-via-lactea-nao-foi-destruida-um-estudo-mostra-como-escapou-a-fase-mais-extrema-do-cosmos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Na próxima semana várias cidades e vilas do interior de Portugal continental quase chegarão aos 40 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-proxima-semana-varias-cidades-e-vilas-do-interior-de-portugal-continental-quase-chegarao-aos-40-c.html</link><pubDate>Sun, 24 May 2026 13:06:08 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma “cúpula de calor” irá dominar o tempo em Portugal na última semana de maio. Estão previstas temperaturas iguais ou superiores a 35 ºC em vastas zonas e também noites tropicais.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xab16ui"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xab16ui.jpg" id="xab16ui"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O estado do tempo em Portugal continental será condicionado por um poderoso <strong>anticiclone subtropical</strong> na Europa Ocidental, o que originará um episódio de<strong> onda de calor</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>Portugal vai manter-se envolto num episódio de calor mais típico da canícula nesta reta final de maio, com várias localidades a atingirem temperaturas superiores a 35 ºC.</div><p>O anticiclone persistente impede a renovação do ar à superfície, que é fortemente aquecido sobre as superfícies continentais graças a dois fatores: a <strong>forte insolação diurna </strong>típica da época e <strong>a subsidência e compressão do ar que se gera no seio da crista</strong>. Este panorama meteorológico irá causar temperaturas típicas de julho em muitas zonas de Portugal.</p><h2>Tempo estável em grande parte de Portugal, mas ainda haverá trovoadas</h2><p><strong>Na última semana de maio a escassa precipitação prevista para Portugal</strong> ocorrerá em função de três situações atmosféricas distintas: a primeira diz respeito à circulação atlântica que afetará o arquipélago dos Açores entre segunda (25) e quarta-feira (27); a segunda refere-se à <strong>pequena bolsa de ar frio</strong>, ainda posicionada em altitude sobre o noroeste da Península Ibérica, que dará origem a mais aguaceiros e <strong>principalmente a novas trovoadas no dia de amanhã - segunda-feira, 25 de maio</strong>.</p><p>A terceira e última relaciona-se com <strong>aguaceiros muito localizados no interior Norte e Centro entre quarta e sexta, dias 27 e 29</strong>. Não obstante, em grande parte da geografia portuguesa, predominará céu pouco nublado ou limpo e a ausência de chuva.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/na-proxima-semana-varias-cidades-e-vilas-do-interior-de-portugal-continental-quase-chegarao-aos-40-c-1779626838408.png" data-image="a8tsye3z766y"><figcaption>Densidade de descargas elétricas previstas para as 15:00 de segunda-feira, 25 de maio.</figcaption></figure><p><strong>No período entre as 12:00 e as 19:00 de segunda-feira (25)</strong>, ainda se prevê a ocorrência de algumas <strong>descargas elétricas no Norte</strong> e em algumas zonas do<strong> Centro</strong>, em particular nas <strong>áreas montanhosas da Barreira de Condensação e na Peneda-Gerês</strong>. Os aguaceiros serão mais prováveis no extremo norte, sobretudo na região do Minho. No resto de Portugal continental não se espera precipitação.</p><p><strong>Prevê-se que terça-feira (26) seja um dia seco e estável em toda a geografia</strong>, enquanto que na <strong>quarta-feira (27)</strong> poderão surgir novamente <strong>aguaceiros à tarde no interior Norte e Centro</strong> (com destaque para Nordeste Transmontano e Beira Alta), podendo talvez ocorrer também no <strong>Alto Alentejo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/na-proxima-semana-varias-cidades-e-vilas-do-interior-de-portugal-continental-quase-chegarao-aos-40-c-1779627057795.png" data-image="uypkms575t8p"><figcaption>Distribuição da precipitação acumulada em Portugal continental até à 01:00 da manhã de sábado, 30 de maio.</figcaption></figure><p>Espera-se que<strong> quinta (28) e sexta-feira (29) sejam dias geralmente estáveis em Portugal continental</strong>, embora esteja previsto o desenvolvimento de nuvens de evolução diurna em algumas áreas montanhosas das Regiões Norte e Centro. Prevê-se a ocorrência de <strong>aguaceiros no interior Norte e Centro, podendo ser acompanhados de trovoadas, na quinta-feira (28)</strong>, tanto na Cordilheira Central (Serras Açor, Lousã e Estrela e áreas envolventes) como em algumas zonas da Região Norte, com destaque para a Peneda-Gerês.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770422" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ultima-semana-de-maio-traz-chuva-e-vento-forte-aos-acores-enquanto-a-madeira-tera-tempo-mais-quente-e-seco.html" title="Última semana de maio traz chuva e vento forte aos Açores, enquanto a Madeira terá tempo mais quente e seco">Última semana de maio traz chuva e vento forte aos Açores, enquanto a Madeira terá tempo mais quente e seco</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ultima-semana-de-maio-traz-chuva-e-vento-forte-aos-acores-enquanto-a-madeira-tera-tempo-mais-quente-e-seco.html" title="Última semana de maio traz chuva e vento forte aos Açores, enquanto a Madeira terá tempo mais quente e seco"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ultima-semana-de-maio-traz-chuva-e-vento-forte-aos-acores-enquanto-a-madeira-tera-tempo-mais-quente-e-seco-1779619004482_320.png" alt="Última semana de maio traz chuva e vento forte aos Açores, enquanto a Madeira terá tempo mais quente e seco"></a></article></aside><p><strong>Na sexta-feira (29) as descargas elétricas poderão voltar a surgir </strong>embora numa menor área geográfica abrangida e com menos intensidade. A instabilidade atmosférica poderá repetir-se no <strong>sábado (30), com novas trovoadas vespertinas localmente fortes no interior Norte e Centro</strong>. Para <strong>domingo (31)</strong> tudo indica, para já e com a elevada incerteza associada à previsão, que o <strong>tempo estará seco e estável</strong> em toda a geografia do Continente.</p><h2>Calor canicular imperará na última semana de maio. Algumas localidades poderão roçar os 40 ºC</h2><p>Durante grande parte da semana <strong>as temperaturas máximas irão ultrapassar os 35 ºC nos vales do Douro, Tejo, Sado e Guadiana, em quase todo o interior alentejano e em vastas zonas da Beira Beira</strong>, sendo que em alguns dias, como por exemplo na quinta-feira, 28 de maio, até mesmo no interior de distritos nortenhos banhados pelo mar (Porto e Braga) se preveem 36 ou 37 ºC.</p><div class="texto-destacado">De momento, tudo indica que <strong>quinta-feira, 28 de maio, será o dia mais quente da semana</strong> em Portugal continental. Prevê-se que várias cidades e vilas do interior, tais como <strong>Abrantes, Entroncamento, Golegã, Chamusca, Coruche e Ponte de Sor, registem 39 ºC</strong> neste dia.</div><p>Além disto, mais de metade das capitais distritais registará durante toda a semana temperaturas máximas iguais ou superiores a 30 ºC, podendo alcançar um máximo de<strong> 38 ºC</strong>, também na <strong>quinta-feira, dia 28</strong> (<strong>Santarém</strong>). Ainda nesse dia, preveem-se 34 ºC em Lisboa e Leiria, 35 ºC em Coimbra, Castelo Branco e Portalegre, 36 ºC em Braga e Évora e 37 ºC em Beja. Já o Porto poderá chegar aos 32 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/na-proxima-semana-varias-cidades-e-vilas-do-interior-de-portugal-continental-quase-chegarao-aos-40-c-1779627224001.jpg" data-image="sehclqfkw1xh"><figcaption>O cenário previsto pelo mapa de anomalias térmicas para a última semana de maio não deixa margem para dúvidas: em quase toda a geografia de Portugal continental as temperaturas ficarão mais de 4 ºC acima da média para um final de maio.</figcaption></figure><p>Ao longo da semana, <strong>serão cada vez mais frequentes as noites tropicais</strong> (mínimas iguais ou superiores a 20 ºC) nos grandes vales fluviais, bem como no Alentejo, Algarve e até mesmo em algumas cidades costeiras como Porto e Lisboa.</p><p>Embora em várias zonas as mínimas não desçam abaixo dos 20 ºC durante quase toda a semana, como será o caso de Portalegre, <strong>os dias em que se prevê mais calor noturno (noite tropical) em termos de intensidade e área geográfica abrangida serão quarta, quinta e sexta-feira, dias 27, 28 e 29 de maio</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-proxima-semana-varias-cidades-e-vilas-do-interior-de-portugal-continental-quase-chegarao-aos-40-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Última semana de maio traz chuva e vento forte aos Açores, enquanto a Madeira terá tempo mais quente e seco]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ultima-semana-de-maio-traz-chuva-e-vento-forte-aos-acores-enquanto-a-madeira-tera-tempo-mais-quente-e-seco.html</link><pubDate>Sun, 24 May 2026 11:17:26 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Na última semana de maio, nos Açores, espera-se chuva, vento forte e maior instabilidade atmosférica, enquanto a Madeira deverá registar vários dias consecutivos de tempo seco, céu pouco nublado e temperaturas acima da média para a época.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xab0v26"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xab0v26.jpg" id="xab0v26"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A última semana de maio deverá trazer <strong>condições meteorológicas bastante distintas </strong>aos arquipélagos dos <strong>Açores </strong>e da <strong>Madeira</strong>, refletindo a influência de dois padrões atmosféricos diferentes sobre o Atlântico Norte. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Enquanto os <strong>Açores</strong> continuarão mais expostos à<strong> circulação atlântica e à passagem de superfícies frontais</strong>, a <strong>Madeira</strong> deverá permanecer sob influência de uma <strong>crista subtropical</strong>, favorecendo tempo mais estável, seco e relativamente quente para a época.</p><h2>Açores sob influência atlântica com chuva e vento forte</h2><p>Nos Açores, o início da semana deverá ficar marcado por maior instabilidade atmosférica devido à influência de uma circulação húmida de oeste e sudoeste. Esperam-se <strong>períodos de céu muito nublado, aguaceiros dispersos e vento moderado a forte</strong>. As temperaturas máximas deverão variar entre 18 e 21 ºC, enquanto as mínimas oscilarão entre 14 e 17 ºC. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ultima-semana-de-maio-traz-chuva-e-vento-forte-aos-acores-enquanto-a-madeira-tera-tempo-mais-quente-e-seco-1779619359355.png" data-image="jwghhkc0lgai"><figcaption>Passagem de uma frente atlântica ativa nos Açores durante a noite de segunda-feira, com precipitação moderada a forte a afetar sobretudo o Grupo Ocidental e áreas do Grupo Central. O fluxo intenso de oeste/sudoeste evidencia o início do agravamento do estado do tempo.</figcaption></figure><p>Na<strong> terça-feira</strong>, prevê-se um agravamento do estado do tempo devido à passagem de uma superfície frontal ativa. No Grupo Ocidental, o vento poderá soprar forte de sul, rodando para oeste, com <strong>rajadas até 80 km/h nas Flores e no Corvo</strong>. </p><p>No Grupo Central, o vento deverá soprar de sueste moderado a forte, com <strong>rajadas até 65 km/h no Faial, Pico e São Jorge, enquanto no Grupo Oriental são esperadas rajadas até 50 km/h</strong>. Esperam-se períodos de chuva, passando gradualmente a aguaceiros. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ultima-semana-de-maio-traz-chuva-e-vento-forte-aos-acores-enquanto-a-madeira-tera-tempo-mais-quente-e-seco-1779619004482.png" data-image="t65mdqqomtdn"><figcaption>Acumulados significativos de precipitação até quarta-feira nos Açores, especialmente no Grupo Ocidental, onde os valores ultrapassam os 80 mm. No Grupo Central registam-se acumulados moderados, enquanto no Grupo Oriental a precipitação é menos expressiva, refletindo a influência persistente da circulação atlântica.</figcaption></figure><p>Durante <strong>quarta-feira</strong>, persistirão<strong> aguaceiros</strong> e vento moderado a forte de oeste, sobretudo no Grupo Ocidental, onde ainda poderão ocorrer <strong>rajadas até 70 km/h</strong>. </p><p><strong>O estado do tempo deverá estabilizar gradualmente a partir de quinta-feira</strong>, com abertas mais prolongadas, diminuição da precipitação e subida das temperaturas. Entre sexta-feira e domingo, as máximas poderão atingir 21 a 25 ºC nas ilhas do Grupo Oriental. A precipitação acumulada poderá ultrapassar os 80 mm nas Flores e no Corvo durante os períodos mais persistentes de chuva.</p><h2>Madeira sob influência subtropical com tempo seco e subida das temperaturas</h2><p><strong>Na Madeira, o estado do tempo deverá manter-se estável ao longo da semana</strong>. Entre segunda-feira e quarta-feira prevê-se céu geralmente pouco nublado, embora com períodos de maior nebulosidade nas vertentes norte e terras altas. As temperaturas máximas deverão variar entre<strong> 22 e 24 ºC no Funchal e costa sul</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ultima-semana-de-maio-traz-chuva-e-vento-forte-aos-acores-enquanto-a-madeira-tera-tempo-mais-quente-e-seco-1779619462286.png" data-image="g4qn875sc6zc"><figcaption>Temperaturas amenas a agradáveis na Madeira durante a tarde de terça-feira, com valores entre 20 e 25 ºC, mais elevados no interior e vertentes sul. O padrão confirma a influência da crista subtropical, com tempo estável, seco e relativamente quente para a época.</figcaption></figure><p><strong>A partir de quinta-feira, a subida gradual das temperaturas deverá tornar-se mais evidente em grande parte do arquipélago</strong>, sobretudo na costa sul e no Porto Santo. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770319" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-34-c-alfredo-graca-indica-os-horarios-em-que-se-deve-evitar-o-esforco-fisico-em-beja-evora-lisboa-e-santarem.html" title="Até 34 ºC: Alfredo Graça indica os horários em que se deve evitar o esforço físico em Beja, Évora, Lisboa e Santarém">Até 34 ºC: Alfredo Graça indica os horários em que se deve evitar o esforço físico em Beja, Évora, Lisboa e Santarém</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-34-c-alfredo-graca-indica-os-horarios-em-que-se-deve-evitar-o-esforco-fisico-em-beja-evora-lisboa-e-santarem.html" title="Até 34 ºC: Alfredo Graça indica os horários em que se deve evitar o esforço físico em Beja, Évora, Lisboa e Santarém"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-34-c-alfredo-graca-indica-os-horarios-em-que-se-deve-evitar-o-esforco-fisico-em-beja-evora-lisboa-e-santarem-1779543980414_320.jpg" alt="Até 34 ºC: Alfredo Graça indica os horários em que se deve evitar o esforço físico em Beja, Évora, Lisboa e Santarém"></a></article></aside><p>As máximas poderão atingir 24 a 26 ºC durante as tardes mais quentes, enquanto <strong>o vento soprará geralmente fraco a moderado de nordeste</strong>, por vezes com rajadas entre 35 e 45 km/h nas terras altas e extremos leste da ilha até ao próximo fim de semana.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ultima-semana-de-maio-traz-chuva-e-vento-forte-aos-acores-enquanto-a-madeira-tera-tempo-mais-quente-e-seco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Secas, calor e tempestades extremas: o mapa dos efeitos globais que o iminente fenómeno El Niño irá deixar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/secas-calor-e-tempestades-extremas-o-mapa-dos-efeitos-globais-que-o-iminente-fenomeno-el-nino-ira-deixar.html</link><pubDate>Sun, 24 May 2026 11:09:42 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O El Niño de 2026 mantém-se numa fase neutra nesta primavera, mas existe uma elevada probabilidade de se tornar muito intenso no final do ano; poderá mesmo vir a ocorrer um super-El Niño entre 2026 e 2027.</p><figure id="first-video" class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/oG2RRpqSEmY/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=oG2RRpqSEmY" id="oG2RRpqSEmY"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p><strong>O El Niño é um fenómeno climático que ocorre de forma recorrente, sem uma periodicidade fixa, com efeitos que se fazem sentir em vastas zonas do planeta</strong>. Possui uma fase fria denominada La Niña, uma fase neutra e uma fase quente que é o próprio El Niño, e que, segundo alguns especialistas, poderá já ter começado.</p><h2>Porque é conhecido como El Niño?</h2><p>Os pescadores peruanos do século XIX perceberam que existia uma corrente marinha anómala devido à sua temperatura e que, de tempos a tempos, chegava às suas costas. <strong>Esta corrente marinha quente costumava chegar por volta do Natal e, por isso, decidiram chamá-la de El Niño</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Pescadores peruanos observaban cada cierto tiempo como en Navidades llegaba una corriente de agua cálida con pocos nutrientes a sus costas, lo que hacía disminuir los peces capturados. Como sucedía cada Navidad, a esta corriente la llamaron el Niño, en referencia al «Niño» Jesús. <a href="https://t.co/B5RWU3Abzh">pic.twitter.com/B5RWU3Abzh</a></p>— AEMET Divulga (@AEMET_Divulga) <a href="https://twitter.com/AEMET_Divulga/status/1722200183629656424?ref_src=twsrc%5Etfw">November 8, 2023</a></blockquote></figure><p>As águas frias, com uma temperatura bastante baixa devido à corrente fria de Humboldt e ao afloramento de águas frias profundas ao largo das costas do sul do Equador, do Peru e do norte do Chile, foram substituídas pelas águas quentes desta corrente, provenientes do Pacífico equatorial. Isso <strong>provocou o desaparecimento dos peixes mais abundantes nas águas frias ricas em plâncton</strong>.</p><h2>A relação entre a corrente marinha do El Niño e a atmosfera</h2><p>O fenómeno climático do El Niño tem um impacto negativo na indústria pesqueira peruana, mas também <strong>provoca precipitações que podem chegar a ser torrenciais nas regiões áridas do Peru e do norte do Chile</strong>, no deserto de Atacama.</p><p><strong>Entre 1957 e 1958, ocorreu um El Niño muito intenso que provocou chuvas extremas</strong> em alguns países, como o Peru, e, por sua vez, uma grave seca no sudeste asiático e na Índia.</p><div class="texto-destacado">Uma teleconexão ou conexão à distância ocorre quando duas regiões do planeta estão conectadas. O fenómeno de equilíbrio da pressão atmosférica de forma coordenada no Pacífico Sul é denominado Oscilação do Sul.<br></div><p>Já na década de 1920, um físico e climatologista britânico, Gilbert Walker, tinha descoberto que <strong>quando a pressão atmosférica aumenta no Pacífico sul-americano, ao mesmo tempo a pressão atmosférica diminui no norte da Austrália e na Indonésia, e vice-versa no caso contrário</strong>, ligando estas duas regiões planetárias no que diz respeito ao comportamento da pressão atmosférica.</p><h3>A atmosfera e o oceano estão interligados</h3><p>Mais tarde, na década de 1960, o conhecido meteorologista Jacob Bjerknes demonstrou que a atmosfera e o oceano estão interligados, pelo que <strong>o que ocorre numa destas duas componentes do sistema climático tem repercussões na outra</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sequias-calor-y-tormentas-extremas-el-mapa-de-los-efectos-globales-que-dejara-el-inminente-fenomeno-de-el-nino-1779617253213.png" data-image="grb69lb2bhrf"><figcaption>Os efeitos mais frequentes do El Niño entre junho e agosto, segundo a NOAA.</figcaption></figure><p>Bjerknes associou o aquecimento do Oceano Pacífico sul-americano causado pelo El Niño à Oscilação do Sul. <strong>O nome El Niño-Oscilação do Sul surge da união das denominações da componente oceânica e da atmosférica</strong>: ENOS ou ENSO, em inglês.</p><p><strong>O El Niño ocorre quando as águas do Pacífico equatorial aquecem e se deslocam em direção à América Central</strong>, bifurcando-se para sul ao longo da costa do Equador, Peru e Chile. Isto acontece, por sua vez, quando <strong>o anticiclone tropical do Pacífico Sul enfraquece, bem como o seu regime associado de ventos alísios</strong> que sopram da América do Sul em direção à Austrália e à Indonésia.</p><h2> Que efeitos poderá ter um El Niño intenso como o que se prevê para os próximos meses?</h2><p><strong>O El Niño mais intenso registado no século XX ocorreu em 1982-83, afetando várias regiões do mundo</strong>, com inundações no Equador, Peru, Chile e sul dos Estados Unidos, secas no nordeste do Brasil e na Indonésia, e um inverno muito ameno nas latitudes médias da Europa, Ásia e América do Norte. Por outro lado, <strong>em 1997-98 ocorreu o último El Niño intenso, com graves inundações na Califórnia</strong>.</p><div class="texto-destacado">O El Niño é um fenómeno de interação entre a atmosfera e o oceano de âmbito global, com repercussões que podem chegar a ser catastróficas, mesmo em regiões muito distantes do seu local de origem. </div><p><strong>Um super El Niño, tal como previsto pela maioria dos modelos para os próximos meses, resultaria numa temperatura média global elevada, superior à que seria de esperar </strong>no atual momento de aquecimento global, bem como em precipitações abundantes no Equador, no Peru e no Chile, na região de Mar de Plata na Argentina, na parte oriental do continente africano e no sul dos Estados Unidos. É também provável que provoque <strong>secas graves </strong>no sudeste asiático, no nordeste do Brasil e em parte da Austrália. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="758605" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/el-nino-aproxima-se-trara-tempo-extremo-e-temperaturas-mais-elevadas-ao-mundo-o-que-significa-isto-para-portugal.html" title="El Niño aproxima-se: trará tempo extremo e temperaturas mais elevadas ao mundo; o que significa isto para Portugal?">El Niño aproxima-se: trará tempo extremo e temperaturas mais elevadas ao mundo; o que significa isto para Portugal?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/el-nino-aproxima-se-trara-tempo-extremo-e-temperaturas-mais-elevadas-ao-mundo-o-que-significa-isto-para-portugal.html" title="El Niño aproxima-se: trará tempo extremo e temperaturas mais elevadas ao mundo; o que significa isto para Portugal?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-aproxima-se-trara-tempo-extremo-e-temperaturas-mais-elevadas-ao-mundo-o-que-significa-isto-para-portugal-1773322306639_320.jpg" alt="El Niño aproxima-se: trará tempo extremo e temperaturas mais elevadas ao mundo; o que significa isto para Portugal?"></a></article></aside><p>O El Niño traduz-se em águas quentes e instabilidade e a La Niña em águas mais frias do que o normal e numa estabilidade reforçada nos países andinos. <strong>Por outro lado, o sinal do El Niño ou da La Niña no Mediterrâneo é muito fraco</strong>, devido à singularidade geográfica da bacia mediterrânica. No entanto, durante <strong>um El Niño muito intenso, podemos esperar temperaturas mais elevadas do que o habitual </strong>e uma maior probabilidade de episódios de precipitação extrema.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/secas-calor-e-tempestades-extremas-o-mapa-dos-efeitos-globais-que-o-iminente-fenomeno-el-nino-ira-deixar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Incrível: foram descobertas mais de 1000 novas espécies no fundo dos nossos oceanos!]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/incrivel-foram-descobertas-mais-de-1000-novas-especies-no-fundo-dos-nossos-oceanos.html</link><pubDate>Sun, 24 May 2026 10:53:12 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A exploração dos oceanos de todo o mundo realizada pela organização Ocean Census durante o ano de 2025 permitiu a descoberta de um número muito significativo de novas espécies.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/incroyable-plus-de-1-000-nouvelles-especes-ont-ete-decouvertes-au-fond-de-nos-oceans-1779458452083.jpeg" data-image="7htogpqrdcx5" alt="Ocean Census" title="Ocean Census"><figcaption>A organização Ocean Census realizou 13 expedições por todo o mundo durante o ano de 2025, que permitiram descobrir mais de 1000 novas espécies! - Imagem ilustrativa</figcaption></figure><p>De acordo com um relatório recente do Ocean Census, <strong>mais de 1000 novas espécies marinhas terão sido descobertas em 2025</strong> a profundidades mais ou menos grandes. Algumas dessas espécies são verdadeiramente incríveis!</p><h2>Inúmeras expedições no ano passado</h2><p>O Ocean Census é uma organização mundial liderada pela Nippon Foundation e pela Nekton. Fundada há três anos, reúne cerca de <strong>1000 investigadores de 85 países diferentes</strong> com o objetivo comum de melhorar o nosso conhecimento sobre as profundezas marinhas, também elas ameaçadas pelo Homem.</p><p>De facto, as profundezas marinhas continuam a ser muito mal conhecidas. Apenas 24,9% das profundezas oceânicas foram cartografadas e <strong>apenas 5% foram verdadeiramente exploradas</strong>. É até comum dizer-se que temos um melhor conhecimento do espaço "próximo" do que das nossas próprias profundezas oceânicas. Assim, estima-se que <strong>90% das espécies submarinas ainda nos sejam desconhecidas</strong>.</p><p>Enquanto estes fundos marinhos estão também cada vez mais ameaçados pelo aquecimento dos oceanos, pela poluição e, de um modo geral, pelo impacto do homem, é, portanto, importante aperfeiçoar os nossos conhecimentos sobre eles, e isso antes que seja tarde demais. Certas espécies poderão, de facto, <strong>desaparecer antes mesmo de terem sido catalogadas</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Like a string of marine fairy lights, siphonophores are marine animals, made up of multiple parts working together. <br><br>This one (Rhizophysidae) was spotted on an expedition to the Nazca Ridge, a collection of seamounts in the southeast Pacific, with <a href="https://twitter.com/SchmidtOcean?ref_src=twsrc%5Etfw">@SchmidtOcean</a>. <a href="https://t.co/0Kfq0fOiTx">pic.twitter.com/0Kfq0fOiTx</a></p>— Ocean Census (@oceancensus) <a href="https://twitter.com/oceancensus/status/2004462339400106118?ref_src=twsrc%5Etfw">December 26, 2025</a></blockquote></figure><p>Pois, ao contrário do que se pensa, os abismos estão repletos de inúmeras espécies, cada uma mais interessante que a outra. Algumas dessas espécies poderiam até <strong>ensinar-nos mais sobre o potencial desenvolvimento da vida noutros planetas</strong>, uma vez que as condições neste ambiente podem revelar-se hostis e, sobretudo, radicalmente diferentes das profundidades mais "razoáveis".</p><h2>Mais de 1 000 novas espécies!</h2><p>De acordo com o relatório do Ocean Census publicado no passado dia 15 de maio, foram assim <strong>1 121 novas espécies</strong> submarinas descobertas durante as <strong>13 expedições</strong> realizadas pela organização em todo o mundo. Estas permitiram, aliás, aumentar em 54% as identificações anuais!</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770238" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-primeiros-superpredadores-do-oceano-podem-ter-sido-polvos-gigantes.html" title="Os primeiros superpredadores do oceano podem ter sido polvos gigantes">Os primeiros superpredadores do oceano podem ter sido polvos gigantes</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-primeiros-superpredadores-do-oceano-podem-ter-sido-polvos-gigantes.html" title="Os primeiros superpredadores do oceano podem ter sido polvos gigantes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/the-ocean-s-first-super-predators-may-have-been-giant-octopuses-1779279473023_320.png" alt="Os primeiros superpredadores do oceano podem ter sido polvos gigantes"></a></article></aside><p>Estas novas espécies foram descobertas a profundidades por vezes muito elevadas, que <strong>atingem os 6 575 metros abaixo da superfície</strong>. Algumas delas apresentam características pouco comuns, como a <em>Dalhousiella yabukii</em>, descoberta num monte vulcânico submarino ao largo do Japão, que se <strong>desenvolve num "castelo de vidro"</strong>, tendo este criado uma simbiose com uma esponja de vidro, uma espécie cujo esqueleto é composto por sílica cristalina.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr"> 1121 nouvelles espèces marines ont été découvertes. Depuis trois ans, le projet Ocean Census rassemble des milliers de chercheurs issus de 85 pays afin dexplorer les océans. Parmi les découvertes figurent notamment un "requin fantôme", des "éponges boules de la mort" ou un <a href="https://t.co/ZB8R9PG31X">pic.twitter.com/ZB8R9PG31X</a></p>— Le Média Positif (@LMPositif) <a href="https://twitter.com/LMPositif/status/2057816249732637123?ref_src=twsrc%5Etfw">May 22, 2026</a></blockquote></figure><p>Pode-se também citar uma quimera, também conhecida como <strong>"tubarão-fantasma"</strong>, que foi descoberta ao largo da Austrália, a 850 metros de profundidade. As quimeras estão entre os habitantes mais misteriosos das profundezas. São parentes próximos dos tubarões e das raias, mas divergiram numa linha evolutiva distinta há cerca de 400 milhões de anos, <strong>antes mesmo do aparecimento dos dinossauros!</strong></p><p>Os cientistas também conseguiram identificar <strong>uma nova espécie de esponja carnívora </strong>coberta de pequenas esferas transparentes repletas de ganchos microscópicos capazes de capturar crustáceos ao largo das Ilhas Sandwich do Sul, a 3 600 metros de profundidade. Tendo em conta a sua aparência e características, os investigadores apelidaram esta nova espécie de <strong>"bola da morte"</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764203" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-abriram-latas-de-salmao-com-40-anos-para-verificar-a-saude-dos-oceanos-e-encontraram-algo-inesperado.html" title="Cientistas abriram latas de salmão com 40 anos para verificar a saúde dos oceanos - e encontraram algo inesperado">Cientistas abriram latas de salmão com 40 anos para verificar a saúde dos oceanos - e encontraram algo inesperado</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-abriram-latas-de-salmao-com-40-anos-para-verificar-a-saude-dos-oceanos-e-encontraram-algo-inesperado.html" title="Cientistas abriram latas de salmão com 40 anos para verificar a saúde dos oceanos - e encontraram algo inesperado"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/scientists-opened-40-year-old-cans-of-salmon-to-check-on-ocean-health-and-found-something-unexpected-inside-1776182397734_320.png" alt="Cientistas abriram latas de salmão com 40 anos para verificar a saúde dos oceanos - e encontraram algo inesperado"></a></article></aside><p>Como referido anteriormente, estas numerosas descobertas realizadas ao longo do ano de 2025 permitem-nos aprender mais sobre as profundezas do oceano, ainda hoje muito desconhecidas. Algumas espécies têm também outras utilidades. Por exemplo, as toxinas produzidas por um verme solitário encontrado em Timor-Leste, ilha do sudeste asiático, estão hoje a ser estudadas<strong> como tratamento contra a doença de Alzheimer e a esquizofrenia</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><em><a href="https://www.ouest-france.fr/sciences/requin-fantome-boule-de-la-mort-plus-de-1-000-nouvelles-especes-decouvertes-dans-les-abysses-9c3fa170-544d-11f1-bc53-4662786e401d" target="_blank">Requin fantôme, « boule de la mort »… Plus de 1 000 nouvelles espèces découvertes dans les abysses</a>, Ouest-France, 20/05/2026</em></p><p><em><a href="https://oceancensus.org/the-ocean-census-year-3-impact-report/" target="_blank">The Ocean Census Year 3 Impact Report</a>, Ocean Census, 15/05/2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/incrivel-foram-descobertas-mais-de-1000-novas-especies-no-fundo-dos-nossos-oceanos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Castelo de Leiria reabre após danos causados pela tempestade Kristin]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/castelo-de-leiria-reabre-apos-danos-causados-pela-tempestade-kristin.html</link><pubDate>Sun, 24 May 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Quatro meses depois da passagem da tempestade Kristin, o monumento histórico volta a receber visitantes. Obras de recuperação ultrapassaram os 10 milhões de euros.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/castelo-de-leiria-reabre-apos-danos-causados-pela-tempestade-kristin-1779479411638.jpg" data-image="7xxfnkzmjmzl" alt="Castelo de Leiria" title="Castelo de Leiria"><figcaption>Após meses de recuperação, Castelo de Leiria reabre ao público. Foto: CM Leiria</figcaption></figure><p>Passaram-se <strong>quatro mese</strong><strong>s</strong> desde que a<strong> tempestade Kristin </strong>destruiu parte do Castelo de Leiria. Este foi um dos equipamentos mais afetados pelo mau tempo. Aliás, os prejuízos atingiram os 10 milhões de euros. Agora, finalmente, o monumento reabre portas. </p><div class="texto-destacado">A reabertura ao público assina um “momento particularmente simbólico para o concelho”, nota a autarquia.</div><p>“A intervenção representa não só uma resposta aos danos provocados pelo fenómeno meteorológico, mas também um esforço estruturado para devolver à população e aos visitantes um dos mais emblemáticos símbolos patrimoniais da região”, referiu a Câmara Municipal de Leiria.</p><h2>Tempestade Kristin</h2><p>Recorde-se de que a tempestade Kristin atingiu o país na madrugada de<strong> 28 de janeiro</strong>, provocando vários danos significativos. O concelho de<strong> Leiria</strong> foi o mais afetado, registando prejuízos superiores a 243 milhões de euros em infraestruturas públicas e espaços coletivos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768496" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/regiao-de-leiria-cria-rede-propria-de-emergencia-para-evitar-falhas-como-as-ocorridas-na-tempestade-kristin.html" title="Região de Leiria cria rede própria de emergência para evitar falhas como as ocorridas na tempestade Kristin">Região de Leiria cria rede própria de emergência para evitar falhas como as ocorridas na tempestade Kristin</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/regiao-de-leiria-cria-rede-propria-de-emergencia-para-evitar-falhas-como-as-ocorridas-na-tempestade-kristin.html" title="Região de Leiria cria rede própria de emergência para evitar falhas como as ocorridas na tempestade Kristin"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/regiao-de-leiria-cria-rede-propria-de-emergencia-para-evitar-falhas-como-as-de-1778592059118_320.jpg" alt="Região de Leiria cria rede própria de emergência para evitar falhas como as ocorridas na tempestade Kristin"></a></article></aside><p>Além dos estragos no castelo, também foram atingidos<strong> vários locais históricos importantes</strong>. A muralha da Torre de Menagem sofreu danos graves e esteve mesmo em risco de ruir. O Mosteiro da Batalha foi igualmente afetado, tendo sido encerrado temporariamente para garantir a segurança dos visitantes.</p><h2>Esforços reunidos</h2><p>Logo após a tempestade, fora removida vegetação danificada, incluindo árvores e arbustos tombados, segundo acrescentou a autarquia. Este trabalho foi “essencial para preparar o terreno para as intervenções de maior profundidade.”</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/castelo-de-leiria-reabre-apos-danos-causados-pela-tempestade-kristin-1779479492798.jpg" data-image="5vx9komtl4x6" alt="Castelo de Leiria" title="Castelo de Leiria"><figcaption>O concelho de Leiria foi o mais afetado pela tempestade. Foto: CM Leiria</figcaption></figure><p>Desde então, têm decorrido trabalhos em vários espaços do castelo, nomeadamente na Casa do Guarda, Igreja da Pena, Cisterna e Paços Novos (uma das zonas mais expostas ao vento). </p><div class="texto-destacado">“As intervenções incluíram a substituição de elementos degradados bem como a requalificação de coberturas”, escreve a revista ‘NiT’.</div><p>A partir desta sexta-feira,<strong> 22 de maio</strong>, é já possível visitar o Castelo de Leiria. Os bilhetes custam<strong> 2,10€ </strong>por pessoa e podem ser comprados na bilheteira. A entrada é gratuita para residentes no concelho e para crianças até aos 10 anos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763728" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-do-politecnico-de-leiria-estudam-as-sequelas-da-tempestade-kristin-na-populacao.html" title="Investigadores do Politécnico de Leiria estudam as sequelas da tempestade Kristin na população">Investigadores do Politécnico de Leiria estudam as sequelas da tempestade Kristin na população</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-do-politecnico-de-leiria-estudam-as-sequelas-da-tempestade-kristin-na-populacao.html" title="Investigadores do Politécnico de Leiria estudam as sequelas da tempestade Kristin na população"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-do-politecnico-de-leiria-estudam-as-sequelas-da-tempestade-kristin-na-populacao-1776084926914_320.jpg" alt="Investigadores do Politécnico de Leiria estudam as sequelas da tempestade Kristin na população"></a></article></aside><p>“Mais do que a reabertura de um monumento, este momento representa a capacidade de resistência, recuperação e união de um território que soube enfrentar as adversidades sem perder a ligação ao seu património, à sua memória e à sua cultura”, lê-se no <em>site </em>da autarquia.</p><p><strong>Até 6 de junho</strong>, Leiria prevê abrir todos os museus e espaços culturais, celebrando assim, "não apenas a identidade local, mas também a capacidade de renascer e seguir em frente".</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/castelo-de-leiria-reabre-apos-danos-causados-pela-tempestade-kristin.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Azáleas: a planta exuberante que está a substituir os lírios e as tulipas nos jardins]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/azaleas-a-planta-exuberante-que-esta-a-substituir-os-lirios-e-as-tulipas-nos-jardins.html</link><pubDate>Sun, 24 May 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Com flores vibrantes e de fácil manutenção, a azálea tornou-se uma das plantas ornamentais mais procuradas para transformar jardins, varandas e pequenos espaços verdes com elegância e cor.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/azaleas-a-planta-exuberante-que-esta-a-substituir-os-lirios-e-as-tulipas-nos-jardins-1779551438947.jpg" data-image="zrya06eddxma" alt="Azaleas" title="Azaleas"><figcaption>A azálea é uma explosão de cor que pode transformar qualquer jardim num espaço elegante e acollhedor.</figcaption></figure><p>Quando se fala em <strong>flores ornamentais</strong>, muitas pessoas pensam imediatamente em lírios ou tulipas. No entanto, existe uma planta capaz de roubar todas as atenções graças às suas flores intensas, coloridas e abundantes: <strong>a azálea</strong>.</p><p>Originária da Ásia, especialmente da China e do Japão, esta <strong>planta arbustiva</strong> tornou-se uma das favoritas de quem deseja <strong>dar vida a jardins, varandas ou pequenos recantos verdes da casa</strong>. </p><p>A azálea pertence ao género <em>Rhododendron</em> e <strong>destaca-se pela sua floração generosa durante a primavera e o verão</strong>. As flores podem surgir em várias tonalidades como branco, rosa, vermelho, laranja ou lilás,criando um efeito visual elegante e vibrante.</p><p>Graças à <strong>diversidade de cores e formatos, </strong>adapta-se facilmente a diferentes estilos de decoração exterior e interior. Além da beleza, uma das grandes vantagens da azálea é a <strong>relativa facilidade de manutenção</strong>. Embora apresente um aspeto delicado, trata-se de uma <strong>planta resistente quando cultivada nas condições adequadas</strong>. Por isso, é frequentemente <strong>recomendada tanto para jardineiros experientes como para iniciantes</strong>.</p><h2>O local ideal para cultivar azáleas</h2><p>A azálea <strong>prefere ambientes frescos e iluminados</strong>, mas sem exposição direta ao sol intenso. A <strong>meia-sombra é o cenário perfeito</strong> para esta planta desenvolver flores saudáveis e duradouras. <strong>O excesso de sol pode fazer com que as pétalas murchem rapidamente</strong>, comprometendo a floração. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767399" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/flores-que-desabrocham-a-noite-e-perfumam-a-casa-quais-sao-e-como-cuida-las.html" title="Flores que desabrocham à noite e perfumam a casa: quais são e como cuidá-las">Flores que desabrocham à noite e perfumam a casa: quais são e como cuidá-las</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/flores-que-desabrocham-a-noite-e-perfumam-a-casa-quais-sao-e-como-cuida-las.html" title="Flores que desabrocham à noite e perfumam a casa: quais são e como cuidá-las"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/flores-que-se-abren-de-noche-y-perfuman-el-hogar-cuales-son-y-como-cuidarlas-1777974682713_320.png" alt="Flores que desabrocham à noite e perfumam a casa: quais são e como cuidá-las"></a></article></aside><p>Em jardins, <strong>é comum vê-la junto a caminhos, muros ou entradas de cas</strong>a, onde cria um ambiente acolhedor e sofisticado. Em apartamentos, <strong>pode ser cultivada em vasos colocados em varandas luminosas</strong> ou perto de janelas com boa luz natural.</p><p>Outro fator importante é o substrato. A azálea <strong>aprecia solos húmidos, leves e com boa drenagem</strong>. Ao contrário de muitas plantas ornamentais que toleram períodos secos, <strong>esta espécie necessita de manter a terra constantemente húmida</strong>. A falta de água costuma ser mais prejudicial do que o excesso. </p><h2>Rega e humidade: os segredos da floração</h2><p>Durante os meses mais quentes, especialmente no período de floração, <strong>a rega deve ser reforçada</strong>. O ideal é <strong>verificar regularmente a humidade da terra e evitar que esta seque completamente</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/azaleas-a-planta-exuberante-que-esta-a-substituir-os-lirios-e-as-tulipas-nos-jardins-1779551919460.jpg" data-image="8779i9dsvt9q" alt="Floração" title="Floração"><figcaption>Fáceis de cuidar e cheias de flores vibrantes, as azáleas são uma tendência na decoração de espaços verdes.</figcaption></figure><figcaption><br></figcaption><p>Também é aconselhável <strong>pulverizar as folhas com água para aumentar a humidade ambiente</strong>, sobretudo em regiões mais secas. No entanto, as flores não devem ser molhadas diretamente, pois isso pode acelerar o seu desgaste. </p><p>Com os cuidados certos, <strong>a azálea recompensa com uma explosão de flores</strong> capaz de transformar qualquer espaço num pequeno jardim exuberante.</p><h2>Uma planta com significado cultural</h2><p>Na cultura chinesa, a azálea é <strong>considerada um símbolo de beleza, harmonia e delicadeza</strong>. Ao longo dos séculos, foi valorizada não apenas pelo seu aspeto ornamental, mas também pela <strong>capacidade de transmitir tranquilidade aos ambientes</strong>. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><span style="letter-spacing: 0.48px;">Poucas plantas conseguem combinar tanta elegância, cor e facilidade de cultivo.</span><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Hoje, continua a ser uma <strong>escolha popular em projetos de paisagismo devido ao impacto visual que proporciona</strong> sem exigir cuidados excessivamente complexos.</p><p>Apesar de encantadora, a azálea <strong>exige alguns cuidados adicionais</strong>. Todas as partes da planta podem ser tóxicas se ingeridas, o que significa que deve ser mantida fora do alcance de crianças pequenas e animais de estimação. </p><p>Por isso, antes de escolher o local ideal para a cultivar, <strong>é importante garantir que o espaço seja seguro para toda a família</strong>.</p><h2>Porque vale a pena apostar na azálea</h2><p>A popularidade da azálea não é por acaso. Seja num jardim amplo, numa pequena varanda ou até num canto luminoso da sala, <strong>esta planta consegue criar uma atmosfera mais viva, acolhedora e sofisticada</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763873" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/estas-sao-as-5-flores-que-melhor-crescem-em-vasos-para-se-desenvolverem-de-forma-saudavel.html" title="Estas são as 5 flores que melhor crescem em vasos para se desenvolverem de forma saudável">Estas são as 5 flores que melhor crescem em vasos para se desenvolverem de forma saudável</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/estas-sao-as-5-flores-que-melhor-crescem-em-vasos-para-se-desenvolverem-de-forma-saudavel.html" title="Estas são as 5 flores que melhor crescem em vasos para se desenvolverem de forma saudável"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estas-son-las-5-flores-que-crecen-mejor-en-maceta-para-desarrollarse-sanas-1776061277015_320.jpg" alt="Estas são as 5 flores que melhor crescem em vasos para se desenvolverem de forma saudável"></a></article></aside><p>Além disso, a variedade de cores disponíveis <strong>permite criar composições únicas e personalizadas, adaptando-se facilmente a diferentes estilos decorativos</strong>. Com rega adequada, luz indireta e alguma atenção à humidade, a azálea pode florescer abundantemente ano após ano.</p><p>Para quem procura <strong>uma alternativa diferente às flores mais tradicionais</strong>, esta planta asiática é uma aposta segura. Afinal, por vezes basta uma única planta cheia de cor para transformar completamente qualquer recanto verde.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/azaleas-a-planta-exuberante-que-esta-a-substituir-os-lirios-e-as-tulipas-nos-jardins.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item></channel></rss>