<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Mon, 03 Aug 2026 21:40:15 +0000</lastBuildDate><pubDate>Mon, 03 Aug 2026 21:40:15 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Um veterinário revela: porque é que os cães perseguem o próprio rabo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/um-veterinario-revela-porque-e-que-os-caes-perseguem-o-proprio-rabo.html</link><pubDate>Mon, 03 Aug 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Muitos donos de cães sorriem quando o seu amigo de quatro patas dá voltas à própria volta, tentando apanhar o próprio rabo. No entanto, o que à primeira vista parece engraçado pode ter várias causas subjacentes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-veterinario-revela-por-que-los-perros-persiguen-su-propia-cola-1785711520091.jpeg" data-image="8emo4zy5svw2" alt="Existe una explicación sencilla para el comportamiento de los perros." title="Existe una explicación sencilla para el comportamiento de los perros."><figcaption>Existe uma explicação simples para o comportamento dos cães.</figcaption></figure><p>Assim que um cachorro descobre o seu próprio corpo, começa uma aventura emocionante, e isso inclui o seu próprio rabo. Por isso, o facto de os cães jovens perseguirem o próprio rabo não é motivo de preocupação, numa primeira fase. «Ao observar o comportamento animal, é importante saber o que é normal para a espécie», explica o veterinário e terapeuta comportamental <strong>Ronald Lindner</strong> ao jornal <em>Bild</em>.</p><p>No caso dos cachorros, <strong>perseguir o rabo costuma ser simplesmente uma forma de exploração lúdica</strong>. Estão a conhecer o próprio corpo e tentam, por pura curiosidade, apanhar aquele rabo que não pára de se mexer. No entanto, <strong>o significado deste comportamento pode mudar à medida que o cão cresce</strong>.</p><h2>Atenção: o stress também pode influenciar</h2><p>A vontade de brincar nem sempre é a causa destas voltas rápidas. Segundo os especialistas, perseguir o rabo também pode servir para libertar tensão interna ou funcionar como um chamado "sinal de calma". No entanto, isto não significa necessariamente que o cão esteja doente. <strong>Os donos só devem prestar especial atenção se o comportamento se manifestar com uma frequência ou intensidade chamativas</strong>.</p><h3>Quando o hábito se torna um problema</h3><p>A bióloga comportamental <strong>Stefanie Riemer</strong> salienta que os donos podem reforçar este comportamento sem querer. Se um cachorro receber atenção sempre que perseguir o rabo, a ação pode acabar por se tornar um hábito enraizado.</p><p>Na pior das hipóteses, pode até conduzir a um distúrbio compulsivo. Ronald Lindner menciona casos de cães que giram sobre si próprios durante horas e quase não apresentam outros comportamentos. <strong>Estes padrões de movimento estereotipados são considerados anomalias comportamentais graves e devem ser avaliados por um profissional</strong>.</p><h2>Existem também possíveis causas físicas</h2><p>Os fatores psicológicos nem sempre são a causa. <strong>Os parasitas, como pulgas ou vermes, podem desencadear este comportamento, tal como lesões na zona da cauda</strong>. Os <strong>distúrbios neurológicos ou a predisposição genética</strong> de certas raças caninas também são causas possíveis.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771507" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-seguras-para-animais-de-estimacao-como-ter-uma-casa-verde-sem-colocar-caes-e-gatos-em-risco.html" title="Plantas seguras para animais de estimação: como ter uma casa verde sem colocar cães e gatos em risco">Plantas seguras para animais de estimação: como ter uma casa verde sem colocar cães e gatos em risco</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-seguras-para-animais-de-estimacao-como-ter-uma-casa-verde-sem-colocar-caes-e-gatos-em-risco.html" title="Plantas seguras para animais de estimação: como ter uma casa verde sem colocar cães e gatos em risco"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-pet-friendly-como-tener-una-casa-verde-sin-poner-en-riesgo-a-perros-y-gatos-1779421268056_320.png" alt="Plantas seguras para animais de estimação: como ter uma casa verde sem colocar cães e gatos em risco"></a></article></aside><p>A dor ou uma comichão intensa <strong>podem levar os cães a tentar alcançar a zona afetada, fazendo com que tentem morder a cauda repetidamente</strong>.</p><h3>Os resultados das investigações fornecem mais informações</h3><p>Em 2012, investigadores da Universidade de Helsínquia<strong> estudaram 368 cães que perseguiam frequentemente a própria cauda. Descobriram que este comportamento costuma começar entre os três e os seis meses de idade</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tierarzt-verrat-es-warum-hunde-ihren-eigenen-schwanz-jagen-1785487767936.jpeg" data-image="8y9y0p4dhml4" alt="También vale la pena observar atentamente el comportamiento de las mascotas." title="También vale la pena observar atentamente el comportamiento de las mascotas."><figcaption>Também vale a pena observar atentamente o comportamento dos animais de estimação.</figcaption></figure><p>Quase metade dos animais estudados apresentava também outros comportamentos compulsivos. Além disso,<strong> observou-se que os cães que recebiam suplementos vitamínicos e minerais tinham menos probabilidades de serem afetados</strong>.</p><p><strong>As fêmeas esterilizadas também perseguiam a cauda com menor frequência</strong>. Além disso, muitos destes cães que perseguiam a cauda eram considerados bastante tímidos e, <strong>muitas vezes, tinham sido separados das mães numa idade relativamente precoce</strong>.</p><h2>Como devem agir os donos </h2><p>Antes de os donos procurarem explicações por conta própria, <strong>um veterinário deve primeiro descartar possíveis afeções médicas ou causas neurológicas</strong>. Se o cão estiver saudável, Ronald Lindner <strong>aconselha a não reforçar o comportamento, prestando-lhe atenção</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="733776" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/comportamentos-aditivos-em-caes-uma-analise-do-vicio-por-brinquedos.html" title="Comportamentos aditivos em cães: uma análise do vício por brinquedos">Comportamentos aditivos em cães: uma análise do vício por brinquedos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/comportamentos-aditivos-em-caes-uma-analise-do-vicio-por-brinquedos.html" title="Comportamentos aditivos em cães: uma análise do vício por brinquedos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/comportamentos-aditivos-em-caes-uma-analise-do-vicio-por-brinquedos-1760200978800_320.jpg" alt="Comportamentos aditivos em cães: uma análise do vício por brinquedos"></a></article></aside><p><strong>Em vez de intervir com ordens como "Não!" ou "Pára já!", costuma ser mais eficaz ignorar brevemente o cão</strong>. Se, posteriormente, o cão demonstrar um comportamento calmo ou desejável, este pode ser recompensado especificamente. Desta forma, <strong>o cão aprende que é a atitude relaxada, e não o facto de perseguir o rabo, que lhe traz atenção e elogios</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Bild.de" data-year="2026" data-title="Darum%20jagen%20Hunde%20ihren%20eigenen%20Schwanz" data-url="https%3A%2F%2Fwww.bild.de%2Fleben-wissen%2Fhaustiere%2Fwenn-der-hund-im-kreis-rennt-ursachen-fuer-das-schwanzjagen-6a6b2b3395262dd162785bf6">Bild.de. (2026). <a href="https://www.bild.de/leben-wissen/haustiere/wenn-der-hund-im-kreis-rennt-ursachen-fuer-das-schwanzjagen-6a6b2b3395262dd162785bf6" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Darum jagen Hunde ihren eigenen Schwanz</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/um-veterinario-revela-porque-e-que-os-caes-perseguem-o-proprio-rabo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Não precisa de um evento organizado para viver o eclipse do século]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nao-precisa-de-um-evento-organizado-para-viver-o-eclipse-do-seculo.html</link><pubDate>Mon, 03 Aug 2026 15:15:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Hotéis e programas esgotaram, mas ainda pode encontrar o local ideal para observar o eclipse solar de 12 de agosto, que só voltará em 2144.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/nao-precisa-de-um-evento-organizado-para-viver-o-eclipse-do-seculo-1785763580217.jpg" data-image="v12vds9hj9yy" alt="Eclipse solar" title="Eclipse solar"><figcaption>Um horizonte totalmente livre para oeste é o fator mais importante para acompanhar o eclipse de 12 de agosto. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>O último <strong>eclipse total do Sol</strong> observado em Portugal aconteceu em 1912. O próximo semelhante só deverá ocorrer em 2144. Para praticamente todos os que irão levantar os olhos ao céu na tarde de <strong>12 de agosto</strong>, esta será a única oportunidade de assistir a um fenómeno desta dimensão.</p><p>Talvez tenha descoberto demasiado tarde que os <strong>hotéis estão cheios</strong>, que as <strong>atividades organizadas esgotaram</strong> ou que já não há vagas nos programas preparados por autarquias e centros de ciência. É compreensível. Trata-se, afinal, do acontecimento astronómico mais marcante das últimas décadas e milhares de pessoas começaram a planear este dia muitos meses antes.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A boa notícia é que um eclipse não acontece apenas para quem conseguiu uma inscrição. O Sol, também neste caso, quando se esconde, é para todos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Escolher um <strong>bom local de observação</strong> pode proporcionar, na verdade, uma experiência tão memorável como muitos dos eventos organizados. Em alguns casos, até melhor, porque terá <strong>liberdade para encontrar o ponto exato</strong> onde o horizonte permanece completamente aberto e acompanhar o fenómeno ao seu ritmo, longe das maiores concentrações de público. É precisamente essa a principal decisão a tomar nas próximas semanas.</p><h2>Nem todos vão ver o mesmo eclipse</h2><p>Embora o eclipse seja visível em todo o território continental, a <strong>experiência não será exatamente igual</strong> em todas as regiões. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Apenas uma estreita faixa do nordeste transmontano, entre Rio de Onor e Guadramil, no Parque Natural de Montesinho, ficará dentro da zona de totalidade.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Durante cerca de <strong>26 segundos</strong>, a Lua ocultará completamente o disco solar, permitindo observar a delicada coroa do Sol. No <strong>restante território continental</strong>, o <strong>eclipse será parcial</strong>. Ainda assim, impressionará pela dimensão da ocultação, que variará entre cerca de 93% e 98%, consoante a localização.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/nao-precisa-de-um-evento-organizado-para-viver-o-eclipse-do-seculo-1785763664919.jpg" data-image="mz7bf47hlv3t" alt="Eclipse solar" title="Eclipse solar"><figcaption>Fotografar o eclipse ajuda a guardar uma recordação, mas os astrónomos aconselham a não passar todo o fenómeno atrás de um ecrã. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>A <strong>luminosidade</strong> diminuirá de forma evidente e a paisagem adquirirá um ambiente invulgar durante os minutos finais do fenómeno. Não será um eclipse total, mas será, ainda assim, um daqueles acontecimentos inesquecíveis.</p><h2>O que procurar num bom local de observação</h2><p>Ao contrário do que se poderia supor, o melhor lugar para observar um eclipse nem sempre é um observatório ou um evento organizado. Como o fenómeno decorrerá ao final da tarde, quando o Sol já estiver relativamente baixo, o fator mais importante é outro. O <strong>horizonte</strong> a oeste deve estar <strong>completamente</strong> <strong>desimpedido</strong>.</p><p>Isso significa que um pequeno <strong>monte</strong>, uma <strong>fila de árvores</strong> ou até um <strong>edifício</strong> aparentemente distante pode <strong>esconder os instantes finais do eclipse</strong> precisamente quando o fenómeno atinge o seu momento mais espetacular.</p><p>Os locais que, regra geral, oferecem melhores condições reúnem algumas características:</p><ul><li>Miradouros com vista ampla para oeste;</li> <li>Praias voltadas ao Atlântico ou a sudoeste;</li> <li>Barragens e albufeiras;</li> <li>Campos agrícolas e planícies;</li> <li>Grandes parques urbanos sem árvores de grande porte junto ao horizonte.</li></ul><p>Os <strong>miradouros</strong> apresentam uma vantagem adicional. A <strong>altitude</strong> permite observar o Sol acima da maioria dos obstáculos naturais, proporcionando uma perspetiva ampla sobre a paisagem e sobre a evolução do eclipse.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781648" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/durara-apenas-alguns-segundos-o-espetacular-anel-de-diamantes-um-efeito-unico-do-eclipse-solar-de-12-de-agosto.html" title="Durará apenas alguns segundos: o espetacular anel de diamantes, um efeito único do eclipse solar de 12 de agosto">Durará apenas alguns segundos: o espetacular anel de diamantes, um efeito único do eclipse solar de 12 de agosto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/durara-apenas-alguns-segundos-o-espetacular-anel-de-diamantes-um-efeito-unico-do-eclipse-solar-de-12-de-agosto.html" title="Durará apenas alguns segundos: o espetacular anel de diamantes, um efeito único do eclipse solar de 12 de agosto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/durara-apenas-unos-segundos-el-espectacular-anillo-de-diamantes-efecto-unico-del-eclipse-solar-del-12-de-agosto-1784537335840_320.jpg" alt="Durará apenas alguns segundos: o espetacular anel de diamantes, um efeito único do eclipse solar de 12 de agosto"></a></article></aside><p>Quem preferir permanecer perto de casa encontrará também excelentes alternativas em <strong>parques</strong> <strong>urbanos</strong> ou em <strong>jardins</strong> <strong>espaçosos</strong>. Além de serem facilmente acessíveis, permitem instalar uma cadeira, um pequeno telescópio equipado com filtro solar ou simplesmente estender uma manta e acompanhar o fenómeno com tranquilidade.</p><p>Tão importante é <strong>evitar </strong>alguns locais menos favoráveis, como<strong> ruas estreitas</strong><strong> entre edifícios</strong>, <strong>vales encaixados</strong>, <strong>jardins muito arborizados</strong> ou paisagens em que as <strong>serras ocultam cedo o pôr do sol</strong>.</p><h2>Chegue cedo e deixe a meteorologia fazer a última escolha</h2><p>Depois de encontrar um bom local, há um fator que continuará a determinar o sucesso da observação. O estado do céu. Vale a pena acompanhar a <strong>previsão meteorológica </strong>com alguns dias de antecedência, mas será apenas na véspera e na manhã de 12 de agosto que será possível perceber com maior grau de confiança onde haverá melhores condições de observação. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Mesmo um dia aparentemente limpo pode terminar com nuvens baixas no horizonte ocidental, precisamente no momento em que o eclipse atinge o ponto alto.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Ter um <strong>plano alternativo</strong> pode fazer toda a diferença. Identificar um ou dois locais num raio de 20 a 30 quilómetros permite mudar rapidamente de cenário caso a nebulosidade persista na zona inicialmente escolhida.</p><p>Também convém <strong>chegar cedo</strong>. O ideal será entre uma e uma hora e meia antes do início do fenómeno. Nos miradouros, nas praias ou nos parques mais procurados, antecipar ainda mais a chegada facilitará o estacionamento e <strong>permitirá escolher o melhor ponto de observação</strong> sem pressa.</p><p>Se tiver oportunidade, <strong>visite o local alguns dias antes</strong>. Confirme se o horizonte permanece livre até ao pôr do Sol, verifique os acessos e procure uma zona onde possa esperar confortavelmente pelo início do eclipse.</p><h2>Detalhes que tornam a experiência muito melhor</h2><p>Observar um eclipse não exige equipamento sofisticado, mas alguma <strong>preparação</strong> ajuda a desfrutar plenamente do momento. Antes de sair de casa, vale a pena confirmar se leva consigo:</p><ul><li>óculos certificados para observação solar (ISO 12312-2); </li> <li>água suficiente, sobretudo se estiver calor; </li> <li>chapéu e protetor solar; </li> <li>cadeira dobrável ou um cobertor; </li> <li>Snacks, especialmente se for acompanhado por crianças. </li> </ul><p>Quem pretender utilizar <strong>telescópios</strong> ou <strong>binóculos</strong> deve garantir que estes possuem <strong>filtros solares</strong> adequados. Os óculos de eclipse também merecem uma verificação antes da utilização. Se apresentarem riscos, perfurações ou outros danos, devem ser substituídos.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/nao-precisa-de-um-evento-organizado-para-viver-o-eclipse-do-seculo-1785763876490.jpg" data-image="bh82lp7756tf" alt="Eclipse solar" title="Eclipse solar"><figcaption>Durante as fases parciais, é indispensável utilizar óculos certificados para observação solar. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>Há ainda um conselho que muitos astrónomos repetem antes dos grandes eclipses. <strong>Não passe todo o fenómeno a olhar para o ecrã do telemóvel</strong>. Vale a pena tirar algumas fotografias, mas reserve a maior parte do tempo para simplesmente observar. As imagens podem ficar bonitas. Mas a memória de ver a luz transformar lentamente a paisagem é para a vida.</p><h2>Um momento raro para viver em segurança</h2><p>Independentemente do local escolhido, <strong>nunca olhe diretamente para o Sol sem proteção adequada</strong>. Durante todas as fases parciais devem ser utilizados <strong>óculos certificados</strong> ou equipamentos com filtros solares próprios. Apenas dentro da estreita faixa de totalidade, localizada no extremo nordeste transmontano, será seguro retirar essa proteção nos breves segundos em que o Sol ficar completamente escondido pela Lua.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Quem ainda estiver indeciso sobre o local ideal poderá consultar a plataforma oficial da Ciência Viva dedicada ao Eclipse de 2026. O portal disponibiliza mapas, horários detalhados para cada região, a percentagem de ocultação prevista e a localização dos pontos oficiais de observação espalhados pelo país.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Mesmo assim, o <strong>melhor lugar</strong> poderá ser <strong>aquele que já conhece</strong>. Um miradouro onde costuma ver o pôr do sol. A praia onde passa as férias. A barragem onde gosta de terminar o dia. Ou um parque da sua cidade com vista livre para oeste. Escolha um bom horizonte, prepare os óculos e <strong>dê tempo ao céu</strong>. O resto ficará por conta da mecânica celeste.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ci%C3%AAncia%20Viva" data-year="" data-title="eclipse2026.pt" data-url="https%3A%2F%2Feclipse2026.pt%2F">Ciência Viva. <a href="https://eclipse2026.pt/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">eclipse2026.pt</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nao-precisa-de-um-evento-organizado-para-viver-o-eclipse-do-seculo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A especialista Joana Campos: "dias mais quentes regressam nesta primeira semana de agosto"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-especialista-joana-campos-dias-mais-quentes-regressam-nesta-primeira-semana-de-agosto.html</link><pubDate>Mon, 03 Aug 2026 14:09:17 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A primeira semana de agosto será de contrastes entre o seu arranque e a reta final. Depois de dois dias com alguma instabilidade e temperaturas mais contidas, o cenário muda em breve.</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/FHUQ-j6XZj8/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=FHUQ-j6XZj8" id="FHUQ-j6XZj8"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A semana arranca mais fresca e mais húmida, especialmente no litoral Norte e Centro, <strong>onde se espera a ocorrência de chuva fraca e dispersa </strong>em alguns pontos desta faixa, ao longo das próximas horas.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Este episódio de chuva deve-se à chegada de uma <strong>linha de instabilidade associada a uma depressão</strong>, que se encontra ao largo das Ilhas Britânicas.</p><h2>Chuva dissipa-se e dá lugar a uma melhoria do estado do tempo</h2><p>Até amanhã, terça-feira, <strong>não se descarta a possibilidade de ocorrência de precipitação fraca e irregular</strong>, também no litoral Norte e Centro, no entanto, após as últimas horas da tarde a chuva deverá dissipar-se totalmente de Portugal Continental. Assim, não se esperam acumulados elevados, sendo que a região mais afetada poderá ser o noroeste, com cerca de 6 mm, até às 23h de terça-feira.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-especialista-joana-campos-dias-mais-quentes-regressam-nesta-primeira-semana-de-agosto-1785763855968.png" data-image="i7sldt462oau" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>As temperaturas podem voltar a subir a partir de quarta-feira. Primeiro no interior e depois no litoral. Sexta-feira e sábado deverão ser os dias mais quentes da semana.</figcaption></figure><p>Após a dissipação da chuva, os <strong>dias seguintes esperam-se secos e soalheiros</strong>, podendo contar com alguma nebulosidade matinal, ao longo da faixa litoral Norte e Centro.</p><h2>Temperaturas recuperam a partir de quarta-feira, dia 5 de agosto</h2><p>Além do regresso da estabilidade atmosférica, os nossos mapas apostam ainda numa <strong>recuperação generalizada das temperaturas máximas a partir de quarta-feira</strong>. Esta subida deverá ser mais evidente na faixa interior, mas, à medida que nos aproximamos do fim de semana, também as cidades do litoral poderão registar um aumento dos valores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-especialista-joana-campos-dias-mais-quentes-regressam-nesta-primeira-semana-de-agosto-1785764501011.png" data-image="ce61nx5r1mpm" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>Com a recuperação das temperaturas máximas, as anomalias vão inverter-se na reta final da semana, passando de valores abaixo da média para valores até 6 ºC acima da média.</figcaption></figure><p>De acordo com a mais recente previsão, <strong>sexta-feira e sábado poderão ser os dias mais quentes da semana</strong>. Na sexta-feira, como podemos observar no mapa acima, as temperaturas poderão variar entre os 30 ºC na Guarda e os 36 ºC em Beja, no interior. Já no litoral, os valores serão mais contidos, ainda que mais elevados face aos dias anteriores, com temperaturas entre os 22 ºC em Viana do Castelo e os 31 ºC em Lisboa. A cidade do Porto poderá contar com 25 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781800" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-na-madeira-calor-persiste-ate-quarta-feira-5-de-agosto-saiba-quais-as-zonas-mais-afetadas-pelo-calor.html" title="Aviso amarelo na Madeira: calor persiste até quarta-feira, 5 de agosto. Saiba quais as zonas mais afetadas pelo calor">Aviso amarelo na Madeira: calor persiste até quarta-feira, 5 de agosto. Saiba quais as zonas mais afetadas pelo calor</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-na-madeira-calor-persiste-ate-quarta-feira-5-de-agosto-saiba-quais-as-zonas-mais-afetadas-pelo-calor.html" title="Aviso amarelo na Madeira: calor persiste até quarta-feira, 5 de agosto. Saiba quais as zonas mais afetadas pelo calor"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-amarelo-na-madeira-calor-persiste-ate-quarta-feira-saiba-quais-as-zonas-afetadas-pelo-calor-1785759170693_320.jpg" alt="Aviso amarelo na Madeira: calor persiste até quarta-feira, 5 de agosto. Saiba quais as zonas mais afetadas pelo calor"></a></article></aside><p>No sábado, <strong>as temperaturas deverão manter-se idênticas</strong>, ainda que o interior possa registar uma ligeira descida de até 1 ºC em algumas capitais de distrito. No litoral, os valores podem manter-se ou subir também até 1 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-especialista-joana-campos-dias-mais-quentes-regressam-nesta-primeira-semana-de-agosto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aviso amarelo na Madeira: calor persiste até quarta-feira, 5 de agosto. Saiba quais as zonas mais afetadas pelo calor]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-na-madeira-calor-persiste-ate-quarta-feira-5-de-agosto-saiba-quais-as-zonas-mais-afetadas-pelo-calor.html</link><pubDate>Mon, 03 Aug 2026 12:21:43 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A costa sul e as regiões montanhosas da Madeira estão sob aviso amarelo até quarta-feira. Mais do que valores extremos, o IPMA destaca a persistência de temperaturas máximas elevadas durante vários dias consecutivos no arquipélago.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-amarelo-na-madeira-calor-persiste-ate-quarta-feira-saiba-quais-as-zonas-afetadas-pelo-calor-1785759170693.jpg" data-image="gk14kjf7kjnt" alt="Calor persistente coloca Madeira sob aviso amarelo" title="Calor persistente coloca Madeira sob aviso amarelo"><figcaption>A persistência de temperaturas máximas elevadas levou o IPMA a emitir aviso amarelo para a costa sul e as regiões montanhosas da Madeira até quarta-feira.</figcaption></figure><p>A Madeira enfrenta um episódio de tempo quente entre esta segunda-feira, 3 de agosto, e quarta-feira, dia 5. Segundo o IPMA, <strong>a costa sul e as regiões montanhosas estão sob aviso amarelo</strong> devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima. A costa norte e Porto Santo permanecem sem aviso.</p><h2>Massa de ar quente e subsidência explicam a persistência do calor</h2><p>O aviso entrou em vigor às 06h23 UTC e prolonga-se <strong>até às 18h00 UTC de quarta-feira</strong>. Na origem está uma massa de ar muito quente, seca e estável em altitude. <strong>Os</strong> <strong>geopotenciais elevados e a ausência de perturbações favorecem a subsidência</strong>, ou seja, a descida e compressão do ar, contribuindo para o aquecimento. Simultaneamente, a circulação de norte a noroeste interage com o relevo da ilha, reforçando os contrastes entre vertentes, zonas costeiras e vales interiores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-amarelo-na-madeira-calor-persiste-ate-quarta-feira-saiba-quais-as-zonas-afetadas-pelo-calor-1785757483396.png" data-image="wfjazpud66t4"><figcaption>O aviso amarelo começa com São Vicente e o Curral das Freiras entre as zonas mais quentes, ambas com 26 ºC, enquanto Paul do Mar deverá registar cerca de 23 ºC</figcaption></figure><p>Hoje, segunda-feira, as temperaturas atingirão cerca de <strong>26 ºC em São Vicente e no Curral das Freiras</strong>. No Funchal, Machico, Santana, Ponta do Sol e Porto Santo, os termómetros deverão rondar 24 ºC durante a tarde. As rajadas poderão alcançar 29 km/h em São Vicente, ficando abaixo de 25 km/h nas restantes localidades analisadas.</p><h2>Temperaturas sobem até terça-feira e vento intensifica-se na quarta-feira</h2><p>Na terça-feira, o calor deverá intensificar-se, com <strong>São Vicente a alcançar 28 ºC</strong> e o <strong>Curral das Freiras 27 ºC</strong>. No Funchal e em Ponta do Sol esperam-se cerca de 26 ºC. Ponta do Pargo, Paul do Mar e Gaula deverão registar aproximadamente 25 ºC. <strong>Santana, Machico, Porto Moniz e Porto Santo estarão entre as áreas mais frescas</strong>, com valores próximos de 24 ºC. As rajadas poderão atingir 28 km/h em São Vicente e 26 km/h em Porto Moniz.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-amarelo-na-madeira-calor-persiste-ate-quarta-feira-saiba-quais-as-zonas-afetadas-pelo-calor-1785757492819.png" data-image="bcyej6v9s6fw"><figcaption>O calor intensifica-se na terça-feira, elevando a temperatura até 28 ºC em São Vicente e 27 ºC no Curral das Freiras, com valores mais moderados junto ao litoral.</figcaption></figure><p>Já na quarta-feira, último dia do aviso, o calor deverá persistir, embora <strong>a massa de ar em altitude comece a tornar-se menos quente e mais húmida</strong>. Funchal e São Vicente poderão alcançar 27 ºC, enquanto os setores oeste e sul deverão registar cerca de 25 ºC. Santana, Machico e Porto Santo deverão manter-se próximos de 24 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-amarelo-na-madeira-calor-persiste-ate-quarta-feira-saiba-quais-as-zonas-afetadas-pelo-calor-1785757504304.png" data-image="u9y43qlfn2ye"><figcaption>Na quarta feira, a circulação de norte a noroeste reforça as rajadas e favorece a descida e o aquecimento do ar nas vertentes meridionais abrigadas.</figcaption></figure><p>O vento também ganhará força na quarta-feira, com rajadas que poderão atingir 34 km/h em Santa Cruz, 33 km/h em Machico e 31 km/h em Porto Moniz e São Vicente. Em Ponta do Sol e Porto Santo deverão ficar perto de 21 km/h. Esta intensificação estará relacionada com a circulação de norte a noroeste, que <strong>favorecerá a descida e o aquecimento do ar nas vertentes abrigadas meridionais</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781792" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-3-e-9-de-agosto-mudanca-no-padrao-atmosferico-gera-temperaturas-mais-amenas-e-chuva-fraca-em-portugal.html" title="Entre 3 e 9 de agosto: mudança no padrão atmosférico gera temperaturas mais amenas e chuva fraca em Portugal">Entre 3 e 9 de agosto: mudança no padrão atmosférico gera temperaturas mais amenas e chuva fraca em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-3-e-9-de-agosto-mudanca-no-padrao-atmosferico-gera-temperaturas-mais-amenas-e-chuva-fraca-em-portugal.html" title="Entre 3 e 9 de agosto: mudança no padrão atmosférico gera temperaturas mais amenas e chuva fraca em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/entre-3-e-9-de-agosto-mudanca-no-padrao-atmosferico-gera-temperaturas-mais-amenas-e-chuva-fraca-em-portugal-1785749593881_320.jpg" alt="Entre 3 e 9 de agosto: mudança no padrão atmosférico gera temperaturas mais amenas e chuva fraca em Portugal"></a></article></aside><p>Estas previsões poderão ainda sofrer ajustes e devem ser acompanhadas regularmente.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-na-madeira-calor-persiste-ate-quarta-feira-5-de-agosto-saiba-quais-as-zonas-mais-afetadas-pelo-calor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O lugar que ocupamos no cosmos é muito maior do que imaginas: assim é Laniakea, o nosso lar galáctico]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-lugar-que-ocupamos-no-cosmos-e-muito-maior-do-que-imaginas-assim-e-laniakea-o-nosso-lar-galactico.html</link><pubDate>Mon, 03 Aug 2026 10:51:04 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Vivemos num recanto de uma estrutura colossal chamada Laniakea. A cosmografia galáctica redefine a nossa localização no espaço profundo, sob a influência de imensas estruturas filamentosas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-lugar-que-ocupamos-en-el-cosmos-es-mucho-mas-grande-de-lo-que-imaginas-asi-es-laniakea-nuestro-hogar-galactico-1785546684836.jpg" data-image="2bgm0timp8l2"><figcaption>Laniakea: o nosso superaglomerado de galáxias local. Crédito: R. Brent Tully (Universidade do Havai) et al., SDvision, DP, CEA/Saclay.</figcaption></figure><p>Recentemente, ao ler o livro póstumo de um dos meus heróis pessoais, <strong>Carl Sagan</strong>, deparei-me com uma explicação sobre o que é o trabalho dos cientistas. No livro, "milhares de milhões", a primeira coisa que aprendemos é a contar (números grandes).</p><p>E é que, quando se trata de números, o Universo fala por si, para nos mostrar quantidades enormes e, à nossa escala humana, incomensuráveis. No primeiro capítulo, Sagan conta-nos a história de uma senhora que, preocupada, se aproximou dele para perguntar se o Sol iria "morrer" daqui a 5 milhões de anos.</p><p>Quando ele lhe disse que <strong>não eram 5, mas sim 5 000 (milhões)</strong>, a senhora respirou aliviada. A verdade é que poderia ser daqui a meio milhão de anos e, nesse caso, para nós — tu que estás a ler estas linhas, eu e todos os que existimos neste momento — não faria a menor diferença. Provavelmente já não estaremos aqui daqui a 100 anos.</p><div class="texto-destacado">Algo que é fundamental para a ciência é quantificar intervalos, ou seja: medir. Medir a massa, o tempo, a distância; tudo o que se pode medir é o pão de cada dia para os cientistas; foi assim que construímos o nosso conhecimento atual do Universo.</div><p>Há pouco mais de 100 anos, <strong>pensávamos que todo o nosso Universo era constituído pela Via Láctea</strong>, conhecida desde antes dos gregos. No calendário cósmico, há apenas um milésimo de segundo (em escalas astronómicas) que soubemos que o seu tamanho era verdadeiramente imenso.</p><h2>Uma rede invisível de filamentos</h2><p>A primeira coisa que temos de salientar é que <strong>o cosmos está organizado numa rede complexa de filamentos</strong>, estruturas alongadas que funcionam como pontes por onde as galáxias se deslocam. À sua volta, grandes vazios realçam a densidade da nossa galáxia no Universo em expansão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-lugar-que-ocupamos-en-el-cosmos-es-mucho-mas-grande-de-lo-que-imaginas-asi-es-laniakea-nuestro-hogar-galactico-1785546572966.png" data-image="8efgvf04oqoo"><figcaption>Visualização de Laniakea e de cinco superaglomerados, mostrando galáxias, correntes, densidades e bacias de atração cósmicas. Crédito: Dupuy, A. e Courtois, H. M.</figcaption></figure><p>Graças às medições das velocidades galácticas, sabemos hoje que fazemos parte do superaglomerado de Laniakea, uma palavra que, em havaiano, significa <em>céus incomensuráveis</em>.</p><div class="texto-destacado">Um superaglomerado define-se como uma bacia de atração gravitacional onde as galáxias fluem em direção a um centro comum.</div><p>Esta estrutura <strong>abrange cerca de 160 megaparsecs de diâmetro e contém uma massa equivalente a 100 mil biliões de vezes a do nosso Sol</strong>. No seu centro encontra-se o Grande Atrator, um ponto onde as galáxias convergem, impulsionadas pela força gravitacional de aglomerados densos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774268" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cientistas-identificam-fonte-de-um-misterioso-objeto-emissor-de-ondas-de-radio-na-via-lactea.html" title="Cientistas identificam fonte de um misterioso objeto emissor de ondas de rádio na Via Láctea">Cientistas identificam fonte de um misterioso objeto emissor de ondas de rádio na Via Láctea</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cientistas-identificam-fonte-de-um-misterioso-objeto-emissor-de-ondas-de-radio-na-via-lactea.html" title="Cientistas identificam fonte de um misterioso objeto emissor de ondas de rádio na Via Láctea"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-objeto-extremo-de-la-via-lactea-lleva-anos-emitiendo-potentes-senales-de-radio-y-acaban-de-descubrir-su-origen-1781364827373_320.jpeg" alt="Cientistas identificam fonte de um misterioso objeto emissor de ondas de rádio na Via Láctea"></a></article></aside><p>O Grande Atrador <strong>exerce uma influência sobre os filamentos, orientando o fluxo de matéria para os aglomerados de Norma e Centauro</strong>. A nossa posição próxima do limite coloca-nos numa zona de transição crítica, uma vez que, enquanto algumas galáxias se deslocam em direção ao nosso centro, outras fluem para o aglomerado de Perseu-Peixes.</p><h3>Shapley e o futuro</h3><p>Compreender estes fluxos permite aos astrónomos <strong>classificar vários superaglomerados com base em critérios puramente físicos e dinâmicos</strong>. Já não dependemos apenas de mapas visuais, mas sim do movimento real da matéria. Laniakea surge assim como uma entidade coerente e unificada pela força invisível da gravidade.</p><p>Investigações recentes sugerem que a nossa visão de Laniakea poderá mudar quando dispusermos de mais dados.<strong> O catálogo Cosmicflows-4 indica que o nosso lar poderá estar ligado a algo ainda maior</strong>. Existe uma probabilidade significativa de, no futuro, fazermos parte de uma bacia maior denominada Shapley.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-lugar-que-ocupamos-en-el-cosmos-es-mucho-mas-grande-de-lo-que-imaginas-asi-es-laniakea-nuestro-hogar-galactico-1785542908049.png" data-image="sd5tb645e8tr"><figcaption>Imagens de Laniakea que mostram os limites, os fluxos, as galáxias e as suas principais estruturas cósmicas internas diferenciadas. Crédito: R. Brent Tully, et al.</figcaption></figure><p>A bacia de Shapley é uma das estruturas mais massivas detetadas até agora no universo local. <strong>Se Laniakea é o nosso bairro, Shapley representaria a metrópole à qual estamos ligados</strong>. Esta hierarquia de superaglomerados mostra que o cosmos está muito mais interligado do que todos pensavam.</p><p>Outros superaglomerados definidos dinamicamente <strong>incluem Apus, Hércules e Lepus, cada um com o seu próprio centro de atração</strong>. Estas estruturas gigantescas funcionam como ilhas de matéria num oceano em expansão acelerada. Mapeá-las é fundamental para compreender como evoluirá a estrutura em grande escala do universo nos próximos milénios.</p><h3>Vales e vazios</h3><p>E embora a <strong>Grande Muralha de Sloan seja, por enquanto, o maior destes sistemas</strong> da nossa vizinhança, com um volume que ultrapassa o de Shapley, na realidade, os espaços vazios também desempenham um papel crucial na cosmografia. <strong>Os repulsores, como o do Dipolo ou o da Mancha Fria, empurram a matéria</strong> para longe dos grandes vazios.</p><p>Os cientistas visualizam estas dinâmicas através de vales gravitacionais, onde as galáxias deslizam como água a descer um rio. Ao identificar estes caminhos ou rotas, podemos ver a forma real de cada aglomerado sem as distorções habituais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776252" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/iris-breda-criou-o-programa-glance-para-ajudar-a-compreender-a-formacao-das-galaxias.html" title="Iris Breda criou o programa GLANCE para ajudar a compreender a formação das galáxias">Iris Breda criou o programa GLANCE para ajudar a compreender a formação das galáxias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/iris-breda-criou-o-programa-glance-para-ajudar-a-compreender-a-formacao-das-galaxias.html" title="Iris Breda criou o programa GLANCE para ajudar a compreender a formação das galáxias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/iris-breda-criou-o-programa-glance-para-ajudar-a-compreender-a-formacao-das-galaxias-1782736871937_320.jpg" alt="Iris Breda criou o programa GLANCE para ajudar a compreender a formação das galáxias"></a></article></aside><p>Grande parte <strong>da matéria responsável por esta atração é invisível aos nossos telescópios convencionais</strong>, uma vez que é a matéria escura que domina, ditando o destino dos superaglomerados ao longo do tempo. Laniakea é apenas a manifestação visível de uma estrutura muito mais densa e misteriosa que nos rodeia.</p><p>No fim de contas, saber a nossa localização em Laniakea ajuda-nos a compreender a verdadeira escala da nossa existência. Fazemos parte de uma estrutura dinâmica e vibrante que se estende pelo vazio, além de servir como lembrete de que tudo no cosmos está interligado.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-lugar-que-ocupamos-no-cosmos-e-muito-maior-do-que-imaginas-assim-e-laniakea-o-nosso-lar-galactico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Entre 3 e 9 de agosto: mudança no padrão atmosférico gera temperaturas mais amenas e chuva fraca em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-3-e-9-de-agosto-mudanca-no-padrao-atmosferico-gera-temperaturas-mais-amenas-e-chuva-fraca-em-portugal.html</link><pubDate>Mon, 03 Aug 2026 09:37:32 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Para a primeira semana de agosto em Portugal continental estão previstas temperaturas mais frescas do que o habitual para esta época do ano e ainda a ocorrência de chuva fraca nalgumas regiões. Consulte a previsão do tempo na sua zona.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaugg6e"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaugg6e.jpg" id="xaugg6e"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nesta semana de 3 a 9 de agosto prevê-se que o estado do tempo em Portugal continental registe alterações significativas. O calor temporariamente intenso que dominou as regiões do interior nos últimos dias dará lugar a uma semana durante a qual se esperam<strong> valores consideravelmente mais amenos de temperatura para esta época do ano, além da ocorrência de alguma chuva, geralmente fraca</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>A mudança na situação meteorológica no nosso país será causada pelo recuo do anticiclone dos Açores para oeste e pelo consequente enfraquecimento da sua influência sobre a Península Ibérica, posicionando-se em latitudes mais a sul do que é normal para esta época do ano. Isto será favorável à aproximação e circulação de depressões e <strong>vales depressionários entre os Açores, o norte da Península Ibérica e o Reino Unido</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-3-e-9-de-agosto-mudanca-no-padrao-atmosferico-gera-temperaturas-mais-amenas-e-chuva-fraca-em-portugal-1785748536343.png" data-image="hwpv5ok4k9pu"><figcaption>A mudança na habitual configuração e posição do anticiclone dos Açores permitirá a passagem de linhas de instabilidade enfraquecidas a Portugal continental, que se traduzirão, em várias zonas, sob a ocorrência de períodos de chuva fraca, especialmente nos dias 3 e 4 de agosto.</figcaption></figure><p>De acordo com os mapas de referência da Meteored, a configuração sinóptica descrita irá permitir <strong>a passagem de linhas de instabilidade pelo território continental, sobretudo no litoral Norte e Centro</strong>, embora ocasionalmente possam surgir noutras zonas do país.</p><h2>Contraste meteorológico significativo entre as regiões a norte e a sul do sistema Montejunto-Estrela </h2><p><strong>Nas regiões a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela a temperatura será relativamente baixa</strong>, o céu nublado e a formação de nevoeiro tenderão a ser relativamente frequentes, sobretudo no litoral Norte e Centro, e é expectável precipitação, mais provável nesta segunda-feira (3) e amanhã - terça-feira, 4 de agosto.</p><p> Prevê-se a possibilidade de ocorrência de <strong>períodos de chuva fraca ou chuvisco durante a tarde de hoje - segunda-feira (3) - e até ao final da manhã de terça-feira (4), sendo mais provável no litoral Norte e Centro (distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra e Leiria)</strong>, podendo por vezes chuviscar em alguns locais da Área Metropolitana de Lisboa e dos setores mais ocidentais dos distritos de Viseu e Vila Real. Isto será causado pela passagem de uma linha de instabilidade ligada ao eixo de um vale depressionário de fraca atividade. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-3-e-9-de-agosto-mudanca-no-padrao-atmosferico-gera-temperaturas-mais-amenas-e-chuva-fraca-em-portugal-1785748722123.png" data-image="980kdnjc186o"><figcaption>Mapa de previsão de distribuição geográfica da precipitação acumulada em Portugal continental. Preveem-se valores escassos, entre os 0,5 e pouco mais de 5 mm.</figcaption></figure><p><strong>Somente o Nordeste Transmontano e em particular o Vale do Douro constituirão a principal exceção entre as regiões a norte do referido sistema montanhoso</strong>, uma vez que poderão registar temperaturas máximas entre 30 e 35 ºC, por vezes localmente superiores (entre 35 e 38 ºC, especialmente entre quarta e sexta-feira, dias 5 a 7 de agosto), altura em que se prevê uma ligeira e gradual recuperação das temperaturas máximas, sobretudo nas regiões do interior.</p><p>Nas regiões situadas a sul do sistema Montejunto-Estrela, os valores de temperatura serão mais elevados, sendo a precipitação rara e residual.</p><h2>Saiba em que regiões fará mais calor e onde estará mais fresco esta semana</h2><p>Segundo o modelo de confiança da Meteored - ECMWF - as temperaturas máximas mais elevadas, <strong>geralmente superiores a 30 ºC</strong> (poderão atingir 35 ºC ou mais de forma ocasional), estão previstas para o <strong>interior Alentejano, Sotavento Algarvio, Nordeste Transmontano</strong> (destacando-se o <strong>vale do Douro</strong>) e a <strong>Beira Baixa</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781646" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mais-uma-depressao-a-caminho-dos-acores-o-modelo-europeu-diz-que-sim-madeira-mantem-se-estavel.html" title="Mais uma depressão a caminho dos Açores? O modelo europeu diz que sim; Madeira mantém-se estável">Mais uma depressão a caminho dos Açores? O modelo europeu diz que sim; Madeira mantém-se estável</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mais-uma-depressao-a-caminho-dos-acores-o-modelo-europeu-diz-que-sim-madeira-mantem-se-estavel.html" title="Mais uma depressão a caminho dos Açores? O modelo europeu diz que sim; Madeira mantém-se estável"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mais-uma-depressao-a-caminho-dos-acores-o-modelo-europeu-diz-que-sim-madeira-mantem-se-estavel-1785625261638_320.png" alt="Mais uma depressão a caminho dos Açores? O modelo europeu diz que sim; Madeira mantém-se estável"></a></article></aside><p><strong>Já na metade ocidental da nossa geografia, preveem-se valores substancialmente mais amenos, com temperaturas máximas entre 23 e 28 ºC</strong>, especialmente no litoral Norte e Centro, podendo atingir pontualmente os 29 ou 30 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-3-e-9-de-agosto-mudanca-no-padrao-atmosferico-gera-temperaturas-mais-amenas-e-chuva-fraca-em-portugal-1785748929807.png" data-image="uzmobp7tiypy"><figcaption>Na quinta-feira (6) já se preveem máximas a poder atingir 37 ou 38 ºC em alguns locais do interior e Sotavento Algarvio.</figcaption></figure><p>Quanto às temperaturas mínimas, preveem-se valores geralmente inferiores a 20 ºC, situando-se entre 16 e 19 ºC em grande parte do território continental, exceto em <strong>Lisboa nas noites de 4 e 5 de agosto e em Faro na noite de 5 de agosto, onde se preveem valores iguais ou superiores a 20 ºC (noite tropical)</strong>, podendo também manter-se superiores a esse patamar, também em Faro, a partir do dia 7 de agosto.</p><p>Nas zonas montanhosas do Norte e na Beira Alta preveem-se os valores mais baixos em todo o território continental, com <strong>temperaturas mínimas frequentemente inferiores a 15 ºC</strong>, podendo baixar localmente até aos 12 ou 13 ºC na Serra da Estrela e áreas adjacentes.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-3-e-9-de-agosto-mudanca-no-padrao-atmosferico-gera-temperaturas-mais-amenas-e-chuva-fraca-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este será o único lugar de Portugal onde poderá ver o eclipse solar total]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-sera-o-unico-lugar-de-portugal-onde-podera-ver-o-eclipse-solar-total.html</link><pubDate>Mon, 03 Aug 2026 07:35:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Nem Lisboa, nem Porto: só este lugar em Portugal vai ver o eclipse solar a 100% no dia 12 de agosto. Descubra onde fica.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-sera-o-unico-lugar-de-portugal-onde-podera-ver-o-eclipse-solar-total-1785262639480.jpg" data-image="246lpyiqu4r4" alt="Eclipse" title="Eclipse"><figcaption>Só há um lugar em Portugal onde o Sol vai desaparecer por completo. Saiba qual é. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>No dia <strong>12 de agosto</strong>, Portugal vai viver um daqueles momentos que dificilmente se esquecem. Ao final da tarde, a Lua vai passar exatamente entre a Terra e o Sol, criando um <strong>eclipse solar </strong>que será visível em todo o país. </p><p>"Depois de mais de um século, Portugal vai voltar a assistir um eclipse solar total, um evento celeste tão raro”, <a href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/saiba-onde-ver-e-como-fotografar-o-eclipse-solar-total-que-vai-acontecer-em.html" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">escreveu</a> Katia Catulo. “Vale a pena estarmos preparados, porque só em 2144 voltará a acontecer.”</p><div class="texto-destacado">Um eclipse solar total, tal como nos ensinaram na escola, ocorre quando a Terra, a Lua e o Sol estão perfeitamente alinhados. Nesse exato instante, a Lua tapa completamente o disco solar por alguns momentos.</div><p>Mas há um pormenor que faz toda a diferença: existe apenas um <strong>pequeno pedaço do território nacional</strong> onde será possível assistir ao fenómeno na sua forma mais impressionante.</p><p>Se estiver no sítio certo, durante alguns segundos o dia transforma-se em noite.</p><h2>O único lugar onde o eclipse será total</h2><p>Em dezembro de 2025, já Katia Catulo avisara, mas voltamos a relembrar: “será apenas no <strong>nordeste transmontano</strong> que o dia dará lugar à noite, mas apenas por 26 segundos”. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="746393" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/saiba-onde-ver-e-como-fotografar-o-eclipse-solar-total-que-vai-acontecer-em.html" title="Saiba onde ver e como fotografar o eclipse solar total que vai acontecer em 2026">Saiba onde ver e como fotografar o eclipse solar total que vai acontecer em 2026</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/saiba-onde-ver-e-como-fotografar-o-eclipse-solar-total-que-vai-acontecer-em.html" title="Saiba onde ver e como fotografar o eclipse solar total que vai acontecer em 2026"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-onde-ver-e-como-fotografar-o-eclipse-solar-total-que-vai-acontecer-em-1767018553721_320.jpg" alt="Saiba onde ver e como fotografar o eclipse solar total que vai acontecer em 2026"></a></article></aside><p>Pois, é. A faixa de totalidade do eclipse atravessa apenas uma pequena zona do nordeste transmontano,<strong> junto às aldeias de Rio de Onor e Guadramil</strong>, inseridas no Parque Natural de Montesinho, no concelho de Bragança. É apenas aí que a Lua conseguirá esconder completamente o disco solar, proporcionando um eclipse total.</p><p>“O local de melhor observação será junto à aldeia de Guadramil, encostada a Espanha, no Parque Natural de Montesinho”, escreve também a ‘SIC Notícias’. “A ideia inicial era concentrar 2 mil pessoas no parque, mas pode não ser possível. Tudo vai depender do risco de incêndio e condições meteorológicas previstos para o dia.”</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Caso não seja possível realizar a observação naquele local, existe um plano alternativo que prevê a<strong> concentração dos visitantes no Aeródromo Municipal de Bragança</strong>, onde será possível assistir a uma ocultação de cerca de 99,9% do Sol.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-sera-o-unico-lugar-de-portugal-onde-podera-ver-o-eclipse-solar-total-1785263012322.jpg" data-image="hzu8wvfvfpx3" alt="Aeródromo Municipal de Bragança" title="Aeródromo Municipal de Bragança"><figcaption>O plano B. Foto: Wikimedia // El alistano</figcaption></figure><p>A duração da totalidade será curta (<strong>cerca de 26 segundos</strong>), mas suficiente para assistir a um espetáculo que poucas pessoas têm oportunidade de ver ao longo da vida. Durante esse breve intervalo, o céu escurece de forma surpreendente, a luminosidade diminui drasticamente e até a <strong>temperatura pode baixar alguns graus</strong>. Em redor da Lua torna-se então visível a coroa solar, a camada mais exterior da atmosfera do Sol, normalmente escondida pelo seu intenso brilho.</p><div class="texto-destacado">“As fases parciais, que antecedem e sucedem o expoente máximo deste espetáculo celeste, podem em algumas circunstâncias, demorar mais de uma hora.”</div><p>Pouco antes e logo depois da totalidade surgem ainda dois dos momentos mais aguardados pelos apaixonados por astronomia: as chamadas<strong> Pérolas de Baily</strong>, pequenos pontos de luz criados pelos últimos raios solares a atravessarem os relevos da superfície lunar, e o famoso <strong>Anel de Diamante</strong>, quando apenas um ponto extremamente brilhante permanece visível junto ao contorno da Lua, criando um efeito visual inesquecível.</p><p>Mas não se preocupe se não estiver na região. Quem não conseguir deslocar-se até esta estreita faixa continuará, ainda assim, a assistir a um e<strong>clipse muito expressivo</strong>. Em praticamente todo o território continental, mais de 90% do Sol ficará ocultado pela Lua. Aliás, no Porto, em Aveiro e em Coimbra, a cobertura rondará os 98%; em Lisboa será de cerca de 96% e, em Faro, aproximadamente 93%.</p><h2>Um fenómeno raro que não se repetirá tão cedo</h2><p>Os eclipses solares totais acontecem com alguma frequência algures no planeta, mas a faixa onde a totalidade é visível é sempre muito estreita. Por isso, para um mesmo local, podem passar muitas décadas até surgir uma nova oportunidade.</p><p>Em Portugal, <strong>o último eclipse total do Sol aconteceu em 1912</strong>. Depois do de 12 de agosto de 2026, o próximo só deverá ocorrer em 2144. Ou seja, para a maioria das pessoas, esta será provavelmente a única oportunidade de assistir a um eclipse total sem sair do país.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773559" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/porque-e-que-os-eclipses-nos-fascinam-um-neurobiologista-explica-como-o-cerebro-reage-a-este-fenomeno-astronomico.html" title="Porque é que os eclipses nos fascinam: um neurobiologista explica como o cérebro reage a este fenómeno astronómico">Porque é que os eclipses nos fascinam: um neurobiologista explica como o cérebro reage a este fenómeno astronómico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/porque-e-que-os-eclipses-nos-fascinam-um-neurobiologista-explica-como-o-cerebro-reage-a-este-fenomeno-astronomico.html" title="Porque é que os eclipses nos fascinam: um neurobiologista explica como o cérebro reage a este fenómeno astronómico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-los-eclipses-nos-fascinan-asi-reacciona-el-cerebro-ante-este-fenomeno-astronomico-1780999669045_320.jpeg" alt="Porque é que os eclipses nos fascinam: um neurobiologista explica como o cérebro reage a este fenómeno astronómico"></a></article></aside><p>O fenómeno terá início ao final da tarde, prolongando-se por cerca de duas horas. <strong>A fase máxima deverá ocorrer por volta das 19:30</strong> (hora de Portugal continental), precisamente quando a sombra da Lua atravessar a estreita faixa de totalidade no nordeste transmontano.</p><p>A expectativa é tão elevada, que <strong>a região já se prepara para receber milhares de visitantes</strong>, entre curiosos, fotógrafos e astrónomos. Muitos alojamentos encontram-se mesmo reservados há vários meses, precisamente devido ao interesse gerado por este acontecimento único.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-sera-o-unico-lugar-de-portugal-onde-podera-ver-o-eclipse-solar-total-1785263314629.jpg" data-image="t32r1r7lkbnd" alt="Eclipse" title="Eclipse"><figcaption>Esperam-se milhares de visitantes. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Apesar de todo o entusiasmo, aproveitamos para deixar um aviso. Independentemente do local onde decidir assistir ao eclipse, há uma regra que nunca deve ser ignorada: <strong>não olhe diretamente para o Sol</strong> sem proteção adequada. </p><p>Durante todas as fases parciais é indispensável utiliza<strong>r óculos certificados </strong>para observação de eclipses ou recorrer a métodos de projeção seguros. Apenas durante os breves segundos de totalidade — e exclusivamente dentro da faixa onde o Sol fica totalmente coberto — é seguro retirar essa proteção.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Meteored%20Portugal%2C%20Catulo%2C%20K" data-year="2025" data-title="Saiba%20onde%20ver%20e%20como%20fotografar%20o%20eclipse%20solar%20total%20que%20vai%20acontecer%20em%202026" data-url="https%3A%2F%2Fwww.tempo.pt%2Fnoticias%2Fastronomia%2Fsaiba-onde-ver-e-como-fotografar-o-eclipse-solar-total-que-vai-acontecer-em.html">Meteored Portugal, Catulo, K. (2025). <a href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/saiba-onde-ver-e-como-fotografar-o-eclipse-solar-total-que-vai-acontecer-em.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Saiba onde ver e como fotografar o eclipse solar total que vai acontecer em 2026</a>.</cite><br><cite data-author="Jornal%20de%20Not%C3%ADcias%2C%20Costa%2C%20Z" data-year="2026" data-title="Eclipse%20total%20do%20sol%20a%2012%20de%20agosto%20visto%20a%20100%25%20em%20Montesinho" data-url="https%3A%2F%2Fwww.jn.pt%2Fnacional%2Fartigo%2Feclipse-total-do-sol-a-12-de-agosto-visto-a-100-em-montesinho%2F18106870">Jornal de Notícias, Costa, Z. (2026). <a href="https://www.jn.pt/nacional/artigo/eclipse-total-do-sol-a-12-de-agosto-visto-a-100-em-montesinho/18106870" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Eclipse total do sol a 12 de agosto visto a 100% em Montesinho</a>.</cite><br><cite data-author="SIC%20Not%C3%ADcias" data-year="2026" data-title="Eclipse%20total%20do%20sol%20de%2012%20de%20agosto%20ser%C3%A1%20visto%20a%20100%25%20em%20Bragan%C3%A7a%20e%20vai%20durar%2026%20segundos" data-url="https%3A%2F%2Fsicnoticias.pt%2Fpais%2F2026-07-26-video-eclipse-total-do-sol-de-12-de-agosto-sera-visto-a-100-em-braganca-e-vai-durar-26-segundos-8fc9d1f4">SIC Notícias. (2026). <a href="https://sicnoticias.pt/pais/2026-07-26-video-eclipse-total-do-sol-de-12-de-agosto-sera-visto-a-100-em-braganca-e-vai-durar-26-segundos-8fc9d1f4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Eclipse total do sol de 12 de agosto será visto a 100% em Bragança e vai durar 26 segundos</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-sera-o-unico-lugar-de-portugal-onde-podera-ver-o-eclipse-solar-total.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os segredos do cultivo da cebola em Portugal ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/os-segredos-do-cultivo-da-cebola-em-portugal.html</link><pubDate>Mon, 03 Aug 2026 06:13:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Presente em quase todas as cozinhas, a cebola destaca-se pela facilidade de cultivo, longa conservação e elevado valor culinário e nutricional. Venha saber mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-segredos-do-cultivo-da-cebola-em-portugal-1785684602510.jpg" data-image="eogr8h8onqlv" alt="Uso a cebola" title="Uso a cebola"><figcaption>Versátil e indispensável na cozinha portuguesa, a cebola é uma das hortícolas mais cultivadas no país.</figcaption></figure><p>A cebola é <strong>uma das hortícolas mais cultivadas e consumidas em Portugal</strong>. Presente em praticamente todas as cozinhas, destaca-se pelo seu <strong>papel fundamental na gastronomia nacional</strong>, mas também pela facilidade de cultivo e pelos benefícios nutricionais.</p><p>Adaptando-se bem ao clima português, <strong>pode ser produzida em diferentes regiões do país</strong>, sendo uma cultura importante tanto para agricultores profissionais como para quem mantém uma pequena horta familiar.</p><h2>Um ingrediente indispensável</h2><p>Poucos alimentos são tão versáteis como a cebola, sendo a <strong>base de inúmeros pratos tradicionais portugueses</strong>, desde refogados e sopas até assados, estufados, arroz, peixe e carne.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Pode ser consumida crua em saladas, caramelizada, assada ou grelhada, oferecendo diferentes sabores e texturas consoante a forma de preparação.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Além do seu valor culinário, é uma <strong>excelente fonte de vitamina C, vitamina B6, ácido fólico e potássio</strong>. Contém ainda compostos antioxidantes, como a quercetina e compostos sulfurados, associados à proteção das células contra o stress oxidativo e à promoção da saúde cardiovascular.</p><h2>O cultivo da cebola em Portugal</h2><p>A cebola (<em>Allium cepa</em>) desenvolve-se melhor em <strong>locais com boa exposição solar e solos férteis, profundos e bem drenados</strong>.</p><p>Em Portugal não existe uma única "melhor" região para o cultivo da cebola, no entanto existem áreas que se destacam, como o <strong>Ribatejo</strong> (lezíria do Tejo), devido aos solos férteis e profundos e à boa disponibilidade de água para rega; o <strong>Alentejo</strong>, com muitas horas de sol que favorecem o desenvolvimento dos bolbos e a <strong>Beira Litoral e Baixo Mondego</strong>, com solos aluviais férteis.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-segredos-do-cultivo-da-cebola-em-portugal-1785684633578.jpg" data-image="nbr0ptn2lj37" alt="Cultivo" title="Cultivo"><figcaption>Cultivada num solo fértil, bem drenado e com boa exposição solar, a cebola desenvolve bolbos de qualidade e proporciona colheitas abundantes.</figcaption></figure><p>Também a <strong>época de cultivo varia consoante a variedade e a região</strong>. As sementeiras realizam-se normalmente entre o final do verão e o inverno, enquanto a plantação de pequenos bolbos pode decorrer entre o outono e o início da primavera. A colheita acontece, geralmente, entre maio e agosto.</p><p>O espaçamento entre plantas é importante para <strong>permitir o crescimento dos bolbos</strong>. Recomenda-se manter cerca de 10 centímetros entre plantas e 25 a 30 centímetros entre linhas.</p><h2>Rega e manutenção</h2><p>Durante a fase inicial de crescimento, a cebola <strong>necessita de regas regulares para garantir uma boa formação das folhas</strong>. No entanto, o solo nunca deve permanecer encharcado, pois o excesso de água favorece o aparecimento de doenças fúngicas.</p><div class="texto-destacado"><strong>"A cebola quer ver o dono sete vezes" </strong>Ditado popular que refere os cuidados que esta cultura exige</div><p>À medida que os bolbos aumentam de tamanho, a <strong>frequência da rega deve ser reduzida</strong>. Nas últimas semanas antes da colheita, é aconselhável suspender praticamente a rega para favorecer a maturação e melhorar a capacidade de conservação.</p><p><strong>A remoção de ervas daninhas também é essencial</strong>, uma vez que competem pela água e pelos nutrientes. Uma cobertura morta pode ajudar a conservar a humidade e reduzir o crescimento de infestantes.</p><h2>Quando colher</h2><p>A cebola está pronta para ser colhida quando as <strong>folhas começam a amarelecer e tombam naturalmente</strong>. Nesta fase, os bolbos atingiram o seu tamanho máximo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="523591" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/calendario-de-plantacoes-o-que-posso-cultivar-no-mes-de-agosto-horta.html" title="Calendário de plantações: o que posso cultivar no mês de agosto?">Calendário de plantações: o que posso cultivar no mês de agosto?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/calendario-de-plantacoes-o-que-posso-cultivar-no-mes-de-agosto-horta.html" title="Calendário de plantações: o que posso cultivar no mês de agosto?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calendario-de-plantacoes-o-que-posso-cultivar-no-mes-de-agosto-1690793593457_320.jpg" alt="Calendário de plantações: o que posso cultivar no mês de agosto?"></a></article></aside><p>Após a colheita, as cebolas devem <strong>permanecer alguns dias ao sol ou num local seco e bem ventilado para completar a secagem das folhas e da casca exterior</strong>. Este processo aumenta significativamente o tempo de conservação.</p><p>Quando corretamente armazenadas num local fresco, seco e ventilado, podem manter-se em boas condições durante vários meses.</p><h2>Principais problemas da cultura</h2><p>Embora seja relativamente resistente, <strong>a cebola pode ser afetada por algumas pragas e doenças</strong>. Entre as pragas mais frequentes encontram-se a mosca-da-cebola e os tripes, que danificam folhas e bolbos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-segredos-do-cultivo-da-cebola-em-portugal-1785685082295.jpeg" data-image="d17ptf5zsr3g" alt="Doenças na cebola" title="Doenças na cebola"><figcaption>O excesso de humidade pode favorecer doenças, tornando a prevenção essencial.</figcaption></figure><p>Já entre as doenças destacam-se o <strong>míldio, a podridão branca e diversas podridões provocadas por fungos</strong>, normalmente favorecidas por excesso de humidade e má circulação de ar.</p><p>A <strong>rotação de culturas</strong>, a utilização de plantas saudáveis e uma boa drenagem do solo são medidas importantes para reduzir estes problemas.</p><h2>Uma cultura que continua a marcar a agricultura portuguesa</h2><p>Graças à sua adaptação às condições climáticas de Portugal, ao baixo custo de produção e à elevada procura ao longo de todo o ano, <strong>a cebola continua a ocupar um lugar de destaque na agricultura nacional</strong>.</p><p>Seja produzida em explorações agrícolas ou em pequenas hortas domésticas, esta <strong>hortícola alia tradição, facilidade de cultivo e elevado valor nutricional</strong>.</p><p>Além de enriquecer inúmeras receitas portuguesas, representa uma <strong>excelente opção para quem pretende cultivar alimentos saudáveis, saborosos e com boa capacidade de conservação</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/os-segredos-do-cultivo-da-cebola-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Antártida: A base franco-italiana Concordia registou -84,1 °C, a temperatura mais baixa do planeta em 14 anos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/antartica-a-base-franco-italiana-concordia-registrou-84-1-c-a-temperatura-mais-baixa-do-planeta-em-14-anos.html</link><pubDate>Mon, 03 Aug 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A 18 de julho a estação franco-italiana Concordia atingiu a mínima de −84,1 °C. Esta é a temperatura mais baixa registada na Terra desde 2012 e ficou a apenas seis décimos de grau do próprio recorde da estação.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/antartida-la-base-italiana-concordia-marco-84-1-c-el-registro-mas-frio-del-planeta-en-catorce-anos-1785629561012.jpg" data-image="e5skfubymh7v" alt="Estação Concordia" title="Estação Concordia"><figcaption>A Estação Concordia está localizada num planalto elevado, acima de 3.000 metros, e é um dos lugares mais frios da Terra. É administrada em conjunto pela França e pela Itália.</figcaption></figure><p>Enquanto o Hemisfério Norte acumulava recordes de calor, incêndios florestais e alertas de temperaturas extremas, no lado oposto do planeta o termómetro registava exatamente o contrário. A 18 de julho, <strong>a estação meteorológica franco-italiana Concordia registou -84,1 °C</strong>, a temperatura mais baixa já medida na Terra desde 2012.</p><div class="texto-destacado">A Estação Concordia atingiu −84,1 °C durante a noite polar, a temperatura mais baixa registada na Terra desde 2012. Embora não seja um recorde histórico, o episódio mostra como a combinação de altitude, escuridão permanente, ar extremamente seco e calmaria atmosférica faz do interior da Antártida o lugar mais frio do planeta.</div><p>Os dados não provêm de uma estimativa ou de um modelo. De acordo com<a href="https://www.livescience.com/planet-earth/antarctica/antarctica-just-experienced-minus-119-f-earths-coldest-temperature-since-2012-heres-why" target="_blank"> informe Live Science</a>, o <strong><a href="https://institut-polaire.fr/en/" target="_blank">Instituto Polaire Français Paul-Émile Victor</a></strong> que gere a base juntamente com o <strong><a href="https://www.pnra.aq/" target="_blank">Programa Nacional Italiano de Investigação Antártica</a></strong> (PNRA), os dados brutos daquele dia foram divulgados, <strong>mostrando que o valor de -84,1 °C apareceu duas vezes naquela mesma manhã: às 6h25 e 6h34, horário local</strong>. Concordia opera no fuso horário GMT+6, portanto, a temperatura mínima ocorreu durante a noite polar, num continente que não via o sol nascer há meses.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">La Estación Concordia es un centro de investigación franco-italiano<br><br>Está 1100km tierra adentro, y a 3233 metros sobre el nivel del mal sobre la cúpula de hielo Domo C<br><br>Locura <a href="https://t.co/knQxFYS53H">https://t.co/knQxFYS53H</a> <a href="https://t.co/Tly9MVwE3o">pic.twitter.com/Tly9MVwE3o</a></p>— Valdo (@Valdoodlav_) <a href="https://x.com/Valdoodlav_/status/2079664075458363424?ref_src=twsrc%5Etfw">July 21, 2026</a></blockquote></figure><p>É importante esclarecer, pois a manchete é enganosa: este não é um recorde mundial, nem um recorde da estação. Concordia regista temperaturas abaixo de -80 °C todos os invernos. O que é verdadeiramente excecional é algo completamente diferente: <strong>nenhum outro local no planeta tinha registado uma temperatura tão baixa em catorze anos</strong>, e esta ficou a apenas seis décimos de grau do próprio recorde histórico da base, de -84,7 °C no inverno de 2010, conforme registado pelo Observatório Meteorológico e Climatológico Antártico Italiano.</p><h2>Uma máquina de fazer frio no coração do continente</h2><p>Concordia não está em qualquer lugar na Antártida. <strong>Está no pior lugar possível se estiver a procurar por calor</strong><strong>, e no melhor se estiver em busca de entender como o frio é produzido</strong>.</p><p>De acordo com a<a href="https://www.pnra.aq/it/stazione-concordia" target="_blank"> ficha técnica do PNRA</a>, a base está localizada no sítio denominado Domo C (75°06' S, 123°21' E), a uma altitude de 3.233 metros acima do planalto antártico oriental e a cerca de <strong>1.200 quilómetros das estações costeiras italianas e francesas</strong>. </p><p>Eleva-se acima de uma camada de gelo com mais de três quilómetros de espessura e abriga entre 12 e 16 animais durante os meses em que nenhuma aeronave consegue chegar até lá. A própria instituição descreve este planalto como o maior dissipador de calor da Terra.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/5fm8TW8QLGw/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=5fm8TW8QLGw" id="5fm8TW8QLGw"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>O mecanismo combina quatro ingredientes, e nenhum funciona sem os outros. Primeiro, a altitude: <strong>acima de 3.200 metros, a coluna de ar é mais rarefeita</strong> e o arrefecimento radiativo é mais eficiente. Segundo, a noite polar: <strong>durante meses, nenhum watt de radiação solar penetra na atmosfera</strong>, resultando num déficit energético total. Terceiro, a extrema aridez: <strong>o vapor de água é o principal gás com efeito de estufa natural e, no interior da Antártida</strong>, praticamente não existe, permitindo que a radiação infravermelha emitida pela superfície escape para o espaço quase sem impedimentos. Quarto, céu limpo e condições meteorológicas calmas: uma camada de nuvens ou uma leve brisa são suficientes para interromper o processo de mistura vertical.</p><p>Quando estas quatro condições persistem por vários dias consecutivos,<strong> forma-se uma poderosa inversão térmica sobre a neve</strong>: o ar próximo à superfície fica muito mais frio do que o ar a algumas centenas de metros acima. Nada o agita, nem nada o aquece. <strong>A temperatura simplesmente continua a cair</strong>. É por isso que as temperaturas mínimas na Antártida dependem menos de uma incursão de ar frio do que de uma ausência prolongada de perturbações.</p><h2>Números que são frequentemente confundidos</h2><p>Circulam pelo menos três números diferentes sobre o "<strong>lugar mais frio da Terra</strong>", e é importante distingui-los porque não medem a mesma coisa. O primeiro é o recorde mundial oficialmente reconhecido: <strong>−89,2 °C, registado na estação russa de Vostok a 21 de julho de 1983</strong>. Este é o valor que a Organização Meteorológica Mundial mantém no seu registo o <a href="https://wmo.int/asu-map?map=Temp_020" target="_blank">arquivo oficial de condições climáticas extremas</a> como a temperatura do ar mais baixa já medida diretamente na superfície. Ela permanece insuperável após mais de quatro décadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/antartida-la-base-italiana-concordia-marco-84-1-c-el-registro-mas-frio-del-planeta-en-catorce-anos-1785629686776.png" data-image="5645qoy151lm" alt="Dome C" title="Dome C"><figcaption>O Domo C, o enorme planalto onde se localiza a Estação Concordia, pode ser visto no mapa da Antártida. Crédito: Enzo Campetella</figcaption></figure><p>O segundo é o recorde de Concordia, os já mencionados -84,7 °C de 2010. Vostok e Concordia são estações vizinhas no mapa da Antártida, embora estejam separadas por centenas de quilómetros de planalto vazio. O terceiro é o que gera mais mal-entendidos: os -98 °C "da Antártida". Este número provém do trabalho do <a href="https://doi.org/10.1029/2018GL078133" target="_blank"><strong>Dr. Theodore (Ted) A. Scambos e colaboradores, que publicaram um artigo na revista Geophysical Research Letters em 2018</strong></a>, que identificou quase uma centena de locais em pequenas bacias topográficas da Antártida Oriental, acima de 3.800 metros, onde o sensor infravermelho do satélite mediu estes valores. </p><p><strong>Mas isso refere-se à temperatura da superfície da neve</strong>, não à temperatura do ar a dois metros de altura, que é o que as estações meteorológicas registam e o que a OMM (Organização Meteorológica Mundial) aprova.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-antartica-atingiu-15-4-c-em-pleno-inverno-como-ocorreu-uma-onda-de-calor-excepcional.html" title="A Antártida atingiu 15,4 °C em pleno inverno: como ocorreu uma onda de calor excecional">A Antártida atingiu 15,4 °C em pleno inverno: como ocorreu uma onda de calor excecional</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-antartica-atingiu-15-4-c-em-pleno-inverno-como-ocorreu-uma-onda-de-calor-excepcional.html" title="A Antártida atingiu 15,4 °C em pleno inverno: como ocorreu uma onda de calor excecional"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-antartica-tambien-tiene-olas-de-calor-incluso-en-invierno-1783698616490_320.png" alt="A Antártida atingiu 15,4 °C em pleno inverno: como ocorreu uma onda de calor excecional"></a></article></aside><p>Os próprios autores estimam que <strong>uma superfície a −98 °C corresponde a uma temperatura do ar de aproximadamente −94 ± 4 °C</strong>. Trata-se de uma distinção técnica, mas é o que diferencia um ponto de dados comparável de um que não o é. No outro extremo, a 18 de março de 2022, esta mesma estação Concordia registou a sua temperatura máxima recorde absoluta: −11,5 °C, com anomalias de cerca de +38,5 °C em comparação com a temperatura normal para aquela data. Foi o maior excesso de temperatura já medido numa estação meteorológica estabelecida.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/antartica-a-base-franco-italiana-concordia-registrou-84-1-c-a-temperatura-mais-baixa-do-planeta-em-14-anos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O deserto que alimenta a selva: Como o Saara mantém a Amazónia viva]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-deserto-que-alimenta-a-selva-como-o-saara-mantem-a-amazonia-viva.html</link><pubDate>Sun, 02 Aug 2026 12:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O equilíbrio dinâmico entre a erosão em África e a lavagem de solos na América do Sul. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-deserto-que-alimenta-a-selva-como-o-saara-mantem-a-amazonia-viva-1785409165521.png" data-image="ixb2sv4tec7m"><figcaption>A poeira fertilizante vem do leito seco de um antigo mega-lago no Chade, rico em fósseis microscópicos de algas.</figcaption></figure><p>A impressionante<strong> ligação entre o maior deserto do mundo e a maior floresta tropical do planeta</strong> tem sido alvo de uma investigação profunda na última década. </p><div class="texto-destacado">Estes estudos, suportados por dados da NASA e publicações em revistas científicas de renome, revelam que a vitalidade da floresta amazónica depende, em grande medida, das poeiras oriundas do deserto do Saara. </div><p>Uma colossal nuvem de poeira viaja anualmente pelo Oceano Atlântico, transportando nutrientes essenciais que <strong>fertilizam, de forma natural, a extensa selva sul-americana</strong>.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/ygulQJoIe2Y/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=ygulQJoIe2Y" id="ygulQJoIe2Y"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Pela primeira vez, os cientistas conseguiram quantificar em três dimensões esta extraordinária viagem intercontinental. </p><div class="texto-destacado">Utilizando os dados do satélite CALIPSO da NASA, que está equipado com um instrumento LIDAR (capaz de emitir impulsos de luz que fazem ricochete nas partículas atmosféricas), os investigadores puderam distinguir a poeira de outros aerossóis graças às suas propriedades óticas. </div><p>A investigação baseou-se em registos efetuados ao longo de sete anos, traçando o percurso, a altitude e o volume destas poeiras vitais.</p><h2>Os números de uma viagem colossal </h2><p>Os números revelados são verdadeiramente avassaladores. Em média, as condições meteorológicas e os ventos fortes levantam anualmente cerca de<strong> 182 milhões de toneladas de poeira da orla ocidental do Saara</strong>, um volume equivalente a quase 690 mil camiões de carga cheios.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-deserto-que-alimenta-a-selva-como-o-saara-mantem-a-amazonia-viva-1785409224857.png" data-image="e3pisdrzt6tg"><figcaption>A viagem não acaba na Amazónia: mais de 40 milhões de toneladas de poeira continuam até às ilhas Caraíbas.</figcaption></figure><p>Após percorrerem mais de 2.500 quilómetros sobre o Atlântico, cerca de 27,7 milhões de toneladas desta poeira assentam diretamente sobre a bacia amazónica. O segredo dos benefícios desta poeira reside na sua composição química. A maior parte provém da Depressão de Bodélé, no Chade. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-deserto-que-alimenta-a-selva-como-o-saara-mantem-a-amazonia-viva-1785409329940.png" data-image="cl6ocb8cvcng"><figcaption>A quantidade de fósforo vinda do Saara compensa exatamente o que as chuvas tropicais lavam dos solos da Amazónia.</figcaption></figure><p>Este local, que no passado foi o<strong> leito de um imenso lago ancestral</strong>, é hoje riquíssimo em minerais resultantes de micro-organismos mortos e está fortemente carregado de fósforo. O fósforo é um nutriente absolutamente crítico para a fotossíntese, para o crescimento das plantas e para a síntese de proteínas vegetais.</p><h2> O equilíbrio perfeito da natureza</h2><p>Apesar da sua indiscutível exuberância, os solos da Amazónia são, na realidade, bastante pobres em nutrientes básicos. A <strong>esmagadora maioria da nutrição da floresta</strong> está aprisionada na própria matéria orgânica em decomposição. </p><div class="texto-destacado">Com as chuvas torrenciais características da região, muitos destes nutrientes são lavados para os rios e perdem-se do ecossistema. </div><p>Surpreendentemente, os investigadores estimam que a quantidade de fósforo depositada por ano graças à poeira do Saara (cerca de 22 mil toneladas) é praticamente igual à quantidade que a floresta perde devido à ação implacável das inundações e da chuva. Deste modo, <strong>o deserto atua como um fertilizante natural estabilizador</strong>.</p><h2> O impacto do clima e o futuro </h2><p>O estudo revelou ainda que o <strong>transporte destas partículas é altamente variável de ano para ano, estando intimamente correlacionado com os níveis de precipitação no Sahel (a faixa semiárida a sul do Saara</strong>). Anos de maior pluviosidade no Sahel resultam em menos poeira transportada no ano seguinte.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771756" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-nos-revelam-os-aneis-das-arvores-sobre-as-alteracoes-climaticas-na-amazonia.html" title="O que nos revelam os anéis das árvores sobre as alterações climáticas na Amazónia?">O que nos revelam os anéis das árvores sobre as alterações climáticas na Amazónia?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-nos-revelam-os-aneis-das-arvores-sobre-as-alteracoes-climaticas-na-amazonia.html" title="O que nos revelam os anéis das árvores sobre as alterações climáticas na Amazónia?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/what-do-tree-rings-tell-us-about-climate-change-in-the-amazon-1779894931110_320.jpg" alt="O que nos revelam os anéis das árvores sobre as alterações climáticas na Amazónia?"></a></article></aside><p>Em suma,<strong> compreender a mecânica destas poeiras é crucial não só para a ecologia, mas também para os futuros modelos climáticos</strong>. Num mundo ameaçado por alterações imprevisíveis, estas descobertas provam, inequivocamente, que a vida na verdejante Amazónia está, de facto, indissociavelmente ligada às secas areias do Saara.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Rob%20Garner" data-year="2026" data-title="NASA%20Satellite%20Reveals%20How%20Much%20Saharan%20Dust%20Feeds%20Amazon%E2%80%99s%20Plants" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nasa.gov%2Fmissions%2Fcalipso%2Fnasa-satellite-reveals-how-much-saharan-dust-feeds-amazons-plants%2F">Rob Garner. (2026). <a href="https://www.nasa.gov/missions/calipso/nasa-satellite-reveals-how-much-saharan-dust-feeds-amazons-plants/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">NASA Satellite Reveals How Much Saharan Dust Feeds Amazon’s Plants</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-deserto-que-alimenta-a-selva-como-o-saara-mantem-a-amazonia-viva.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva regressa a Portugal na segunda-feira: saiba onde e quando será mais provável]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-regressa-a-portugal-na-segunda-feira-saiba-onde-e-quando-sera-mais-provavel.html</link><pubDate>Sun, 02 Aug 2026 11:07:45 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma perturbação atlântica deverá alterar o estado do tempo em Portugal continental, trazendo chuva fraca e irregular ao Norte e Centro na segunda-feira, acompanhada por uma ligeira descida das temperaturas e vento mais intenso.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xau785e"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xau785e.jpg" id="xau785e"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Durante a tarde de domingo, prevê-se uma alteração do estado do tempo em Portugal continental, com <strong>aumento da nebulosidade</strong> e aproximação de uma perturbação atlântica, que deverá trazer <strong>chuva na segunda-feira</strong>, sobretudo ao Norte e Centro.</p><h2>Domingo antecipa a mudança com aumento da nebulosidade</h2><p>A mudança deverá estar associada ao enfraquecimento da dorsal subtropical e à passagem de um cavado pelo Atlântico. O cavado deverá transportar ar mais frio nas camadas médias e <strong>favorecer a subida do ar e a formação de nuvens e precipitação</strong>. À superfície, uma depressão deverá formar-se no norte de Espanha, reforçando a circulação marítima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-regressa-a-portugal-na-segunda-feira-saiba-onde-e-quando-sera-mais-provavel-1785667694286.png" data-image="yah2tlp1ag33"><figcaption>A partir da tarde de domingo, prevê-se um aumento da nebulosidade com a aproximação da perturbação atlântica, embora a chuva deva permanecer sobre o oceano até ao final do dia.</figcaption></figure><p>O domingo deverá começar com céu pouco nublado, apesar da presença de nuvens baixas no litoral Norte e Centro. À tarde, a <strong>nebulosidade tornar-se-á mais extensa</strong>, mas a precipitação deverá permanecer sobre o Atlântico, sem alcançar Portugal continental. Esta mudança não deverá ser acompanhada por uma descida das temperaturas: os valores deverão rondar <strong>34 ºC em Beja</strong>, podendo atingir 36 ºC em Mértola, <strong>33 ºC em Castelo Branco e Évora</strong>, <strong>32 ºC em Bragança</strong> e <strong>31 ºC em Portalegre</strong>. No litoral Norte, preveem-se 23 ºC no Porto e em Aveiro, 24 ºC em Braga e 25 ºC em Leiria. <strong>Lisboa, Coimbra e Faro deverão registar 29 ºC.</strong></p><h2>Chuva fraca e irregular regressa na segunda-feira</h2><p>Na segunda-feira, o céu deverá apresentar-se muito nublado. Na madrugada, poderão ocorrer períodos de chuva fraca e dispersa no Minho, junto ao litoral e, pontualmente, em zonas do Sul, enquanto a faixa de precipitação deverá permanecer sobre o Atlântico. De manhã, a chuva deverá ser pouco frequente, tornando-se <strong>mais extensa entre as 14h e as 18h</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-regressa-a-portugal-na-segunda-feira-saiba-onde-e-quando-sera-mais-provavel-1785667911880.png" data-image="r33p65n8wql6"><figcaption>A precipitação será fraca e irregular na segunda-feira, afetando sobretudo o litoral Norte e Centro durante a tarde, com acumulados geralmente reduzidos.</figcaption></figure><p>Deverá afetar o <strong>litoral Norte e Centro</strong>, desde o Minho e Douro Litoral até Aveiro, Coimbra e Leiria. Os valores deverão ser reduzidos, entre 0,2 e 0,4 mm, num episódio fraco e irregular. <strong>No interior, a precipitação deverá ser mais dispersa</strong>, enquanto o Sul permanecerá seco durante a tarde.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-regressa-a-portugal-na-segunda-feira-saiba-onde-e-quando-sera-mais-provavel-1785667899219.png" data-image="d2ot7voar3nb"><figcaption>As temperaturas máximas deverão variar entre 23 e 25 ºC no litoral Norte e Centro, enquanto no interior algarvio poderão alcançar 34 ºC.</figcaption></figure><p><strong>As máximas deverão descer</strong>, sobretudo no interior, ainda que o calor permaneça. Os valores poderão atingir pontualmente 31 ºC no distrito de Bragança, 33 ºC no interior alentejano e <strong>34 ºC nas zonas mais quentes do </strong><strong>Algarve</strong>. Junto ao litoral, deverão variar entre 23 e 26 ºC. O vento de oeste ou noroeste deverá ganhar intensidade, com <strong>rajadas entre 30 e 45 km/h</strong>, podendo atingir cerca de 50 km/h no Sul.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781646" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mais-uma-depressao-a-caminho-dos-acores-o-modelo-europeu-diz-que-sim-madeira-mantem-se-estavel.html" title="Mais uma depressão a caminho dos Açores? O modelo europeu diz que sim; Madeira mantém-se estável">Mais uma depressão a caminho dos Açores? O modelo europeu diz que sim; Madeira mantém-se estável</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mais-uma-depressao-a-caminho-dos-acores-o-modelo-europeu-diz-que-sim-madeira-mantem-se-estavel.html" title="Mais uma depressão a caminho dos Açores? O modelo europeu diz que sim; Madeira mantém-se estável"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mais-uma-depressao-a-caminho-dos-acores-o-modelo-europeu-diz-que-sim-madeira-mantem-se-estavel-1785625261638_320.png" alt="Mais uma depressão a caminho dos Açores? O modelo europeu diz que sim; Madeira mantém-se estável"></a></article></aside><p>Prevê-se uma melhoria do estado do tempo ao início da noite, com a precipitação a perder expressão depois das 20h.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-regressa-a-portugal-na-segunda-feira-saiba-onde-e-quando-sera-mais-provavel.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este é o único país do mundo 100% autossuficiente em termos de alimentos: fica na América do Sul]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/este-e-o-unico-pais-do-mundo-100-autossuficiente-em-termos-de-alimentos-fica-na-america-do-sul.html</link><pubDate>Sun, 02 Aug 2026 10:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um estudo publicado na revista Nature Food analisou a produção de alimentos em 186 países e concluiu que apenas um país consegue, por conta própria, fornecer todos os grupos alimentares necessários para uma dieta saudável.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ni-argentina-ni-brasil-el-unico-pais-del-mundo-100-autosuficiente-en-alimentos-esta-en-sudamerica-1784647373123.jpg" data-image="143kwtanzywu" alt="agricultura" title="agricultura"><figcaption>Existe apenas um país capaz de fornecer uma alimentação saudável para toda a sua população.</figcaption></figure><p>Ao discutir <strong>produção de alimentos</strong>, é fácil pensar em gigantes agrícolas como os Estados Unidos, o Brasil ou a China. No entanto, nenhum deles lidera o <em>ranking </em>global de <strong>autossuficiência alimentar</strong>.</p><p>Esta distinção pertence à <strong>Guiana</strong>, um país sul-americano com menos de um milhão de habitantes que, segundo um estudo publicado na revista <em>Nature Food</em>, é o <strong>único país capaz de produzir alimentos suficientes para atender plenamente às necessidades de sua população</strong> sem depender de importações.</p><div class="texto-destacado">O estudo analisou 186 países, comparando a produção nacional com as recomendações nutricionais para uma dieta saudável. Em vez de medir apenas a disponibilidade de calorias, os cientistas avaliaram sete grupos alimentares essenciais: grãos e tubérculos, frutas, hortaliças, leguminosas, nozes e sementes, carnes, laticínios, e peixes e frutos do mar.</div><p>O resultado foi inequívoco: <strong>apenas a Guiana conseguiu atender aos requisitos de todos os sete grupos alimentares</strong>. A China e o Vietname ficaram muito próximos, alcançando a autossuficiência em seis das sete categorias. No extremo oposto do <em>ranking </em>estão Afeganistão, Iraque, Qatar, Iémen, Emirados Árabes Unidos e Macau; nenhum deles conseguiu suprir plenamente sequer uma categoria de produção interna.</p><p><strong>Mais de um terço dos países analisados alcança a autossuficiência em apenas dois grupos alimentares ou menos</strong>, enquanto apenas um em cada sete consegue produzir quantidades suficientes em cinco ou mais categorias.</p><h2>A segurança alimentar não depende mais apenas da agricultura</h2><p>Os autores enfatizam que o objetivo do estudo não era questionar o comércio internacional, mas<strong> avaliar o grau de preparação dos países</strong> para enfrentar uma interrupção prolongada no abastecimento global.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/ni-argentina-ni-brasil-el-unico-pais-del-mundo-100-autosuficiente-en-alimentos-esta-en-sudamerica-1784647516206.jpg" data-image="tx07013f0efz"> <figcaption>Cientistas analisaram sete grupos alimentares essenciais: grãos e tubérculos, frutas, hortaliças, leguminosas, oleaginosas e sementes, carnes, laticínios, e peixes e frutos do mar.</figcaption> </figure><p>A <strong>pandemia de COVID-19</strong>, a <strong>guerra na Ucrânia</strong> e o aumento das <strong>tensões geopolíticas</strong> demonstraram que as cadeias de suprimentos podem sofrer interrupções repentinas.</p><p>Para agravar este cenário, temos as<strong> alterações climáticas</strong>, que aumentam a frequência e a intensidade de secas, inundações e ondas de calor, capazes de comprometer simultaneamente a produção agrícola em diversas regiões do globo.</p><p>Neste contexto, <strong>depender de um número limitado de fornecedores pode tornar-se um risco</strong>.</p><div class="texto-destacado">O estudo mostra que muitos países obtêm mais de metade das suas importações de alimentos de um único parceiro comercial. Se este fornecedor enfrentasse uma má colheita, restrições à exportação ou problemas logísticos, o abastecimento alimentar poderia ser seriamente afetado.</div><p>A vulnerabilidade também emerge em blocos regionais. O Conselho de Cooperação do Golfo alcança a auto-suficiência apenas em carne, enquanto a Comunidade das Caraíbas e a União Económica e Monetária da África Ocidental conseguem cobrir apenas dois grupos alimentares.</p><h2>América do Sul está entre as regiões com melhor desempenho</h2><p>Embora o estudo não apresente um <em>ranking </em>detalhado de todos os países, ele mostra que <strong>a América do Sul está entre as regiões com melhor desempenho</strong> global, contando com várias nações capazes de suprir as necessidades de cinco ou mais grupos alimentares.</p><p>A <strong>Argentina destaca-se como uma das principais produtoras e exportadoras mundiais de grãos, oleaginosas e carne</strong>. No entanto, o estudo esclarece que a autossuficiência alimentar não depende apenas do volume de produção, mas do equilíbrio entre todos os grupos alimentares necessários para uma dieta saudável.</p><p>Esta distinção explica por que grandes potências agrícolas não alcançam o topo dos <em>rankings</em>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778420" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-proteger-os-alimentos-no-verao-e-evitar-desperdicios-com-estrategias-simples-e-eficazes.html" title="Como proteger os alimentos no verão e evitar desperdícios com estratégias simples e eficazes">Como proteger os alimentos no verão e evitar desperdícios com estratégias simples e eficazes</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-proteger-os-alimentos-no-verao-e-evitar-desperdicios-com-estrategias-simples-e-eficazes.html" title="Como proteger os alimentos no verão e evitar desperdícios com estratégias simples e eficazes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-proteger-os-alimentos-no-verao-e-evitar-desperdicios-com-estrategias-simples-e-eficazes-1783946452405_320.jpg" alt="Como proteger os alimentos no verão e evitar desperdícios com estratégias simples e eficazes"></a></article></aside><p>Os investigadores também ressaltam que uma <strong>baixa autossuficiência</strong> atual <strong>não significa necessariamente que um país seja incapaz de produzir mais alimentos</strong>. Em muitos casos, a produção é determinada por fatores económicos, comerciais ou tecnológicos, e não exclusivamente pelo potencial agrícola disponível.</p><p>De facto, as projeções indicam que a <strong>maioria dos países poderia aumentar a sua autossuficiência </strong>na próxima década através de <strong>investimentos em agricultura de precisão, novas tecnologias</strong>, aquicultura, cultivo em ambiente controlado e programas de melhoria genética.</p><p>A principal conclusão do estudo é clara. <strong>A autossuficiência absoluta — como a alcançada pela Guiana — é a exceção</strong>. Num mundo onde os sistemas alimentares são profundamente interconectados, o comércio internacional continuará a ser essencial para garantir dietas variadas e equilibradas. O verdadeiro desafio está na construção de cadeias de suprimentos mais resilientes e diversificadas, capazes de resistir a crises geopolíticas, eventos extremos e aos impactos cada vez mais evidentes das alterações climáticas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"> <h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3> <p class="article-reference__body"><cite data-author="Stehl%2C%20J.%2C%20Vonderschmidt%2C%20A.%2C%20Vollmer%2C%20S.%20et%20al." data-year="2025" data-title="Gap%20between%20national%20food%20production%20and%20food-based%20dietary%20guidance%20highlights%20lack%20of%20national%20self-sufficiency" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs43016-025-01173-4">Stehl, J., Vonderschmidt, A., Vollmer, S. et al. (2025). <a href="https://www.nature.com/articles/s43016-025-01173-4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation"><em>Gap between national food production and food-based dietary guidance highlights lack of national self-sufficiency</em></a>.</cite></p> </section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/este-e-o-unico-pais-do-mundo-100-autossuficiente-em-termos-de-alimentos-fica-na-america-do-sul.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Durará apenas alguns segundos: o espetacular anel de diamantes, um efeito único do eclipse solar de 12 de agosto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/durara-apenas-alguns-segundos-o-espetacular-anel-de-diamantes-um-efeito-unico-do-eclipse-solar-de-12-de-agosto.html</link><pubDate>Sun, 02 Aug 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O eclipse solar total de 12 de agosto de 2026 proporcionará um dos seus momentos mais aguardados: o "anel de diamante", um efeito visível durante apenas alguns segundos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/durara-apenas-unos-segundos-el-espectacular-anillo-de-diamantes-efecto-unico-del-eclipse-solar-del-12-de-agosto-1784537335840.jpg" data-image="sed9a8qaga58" alt="Anel de diamantes durante um eclipse solar" title="Anel de diamantes durante um eclipse solar"><figcaption>O "anel de diamante" do eclipse solar de 12 de agosto será um dos momentos mais aguardados: dura apenas alguns segundos e marca o início ou o fim da totalidade.</figcaption></figure><p>A 12 de agosto de 2026, Espanha e Portugal serão dos principais pontos de observação do eclipse solar total, um dos eventos astronómicos mais importantes da década na Europa. A Lua cobrirá completamente o disco solar, dando lugar a um breve<strong> período de escuridão ao pôr-do-sol</strong>. Durante este intervalo, será possível observar a coroa solar e um dos efeitos visuais mais conhecidos deste tipo de fenómeno: o "anel de diamante".</p><p>A duração da totalidade dependerá do local de observação do eclipse. <strong>Em Portugal, poderá durar 26 segundos</strong>. No ponto de máxima duração da sua trajetória global, o eclipse atingirá aproximadamente 2 minutos e 18 segundos. Além do escurecimento do céu, as estrelas mais brilhantes também serão visíveis, juntamente com uma ligeira descida da temperatura.</p><h2>Eclipse solar de 12 de agosto: veja como se forma o "anel de diamante"</h2><p>O chamado<strong> "anel de diamante" surge pouco antes de a Lua cobrir completamente o Sol ou imediatamente a seguir</strong>, quando começa a descobri-lo. Nesse momento, um único raio de luz solar consegue penetrar uma das reentrâncias na superfície lunar, enquanto a coroa solar permanece visível em redor do disco oculto. O resultado assemelha-se a uma joia com um diamante cravejado num anel.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/J4NfAZfMBjQ/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=J4NfAZfMBjQ" id="J4NfAZfMBjQ"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>É um fenómeno muito breve. <strong>Dura apenas alguns segundos</strong>, sendo um dos momentos mais aguardados tanto por quem observa eclipses regularmente como por quem os assiste pela primeira vez. Quando esse último brilho desaparece, começa a totalidade; quando reaparece, a totalidade termina.</p><p>Antes do aparecimento do "anel de diamantes", <strong>é também possível observar as chamadas Pérolas de Baily</strong>. Trata-se de vários pontos brilhantes criados quando a luz solar atravessa crateras e depressões na orla da Lua. Quando apenas resta um destes pontos brilhantes, surge a imagem característica que dá nome ao fenómeno.</p><h2>Eclipse solar de 12 de agosto: zonas de Portugal onde será totalmente visível</h2><p>A faixa de totalidade do eclipse terá aproximadamente 150 a 200 quilómetros de largura quando atravessar a Península Ibérica. Entrará pelo noroeste da mesma e seguirá para sudeste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/durara-apenas-unos-segundos-el-espectacular-anillo-de-diamantes-efecto-unico-del-eclipse-solar-del-12-de-agosto-1784537503351.jpeg" data-image="3tv4rxurz2qd" alt="Anel de diamantes de um eclipse solar" title="Anel de diamantes de um eclipse solar"><figcaption>O eclipse solar de 12 de agosto permitirá observar a coroa solar na faixa de totalidade, seguindo sempre as medidas de proteção recomendadas.</figcaption></figure><p>Em Portugal, o <strong>Nordeste Transmontano será o local ideal para observação </strong>deste fenómeno, especialmente Rio de Onor e Guadramil, onde o eclipse poderá ser de praticamente 100 %. No geral, o distrito de Bragança será um bom <em>spot </em>para observar este eclipse, ainda que o mesmo possa ser quase total na maior parte do país,<strong> diminuindo a percentagem de cobertura do Sol à medida que viajamos para Sul</strong>. Ainda assim, espera-se que em Faro o eclipse possa contar com uma percentagem de 93 %. No Porto a percentagem pode ser de 98 % e em Lisboa de 94 %, aproximadamente.</p><h2>Como observar o eclipse solar em segurança</h2><p>A <strong>proteção ocular será obrigatória durante todas as fases parciais do eclipse</strong>. Olhar diretamente para o Sol sem o equipamento adequado pode causar <strong>danos permanentes na retina</strong>, pelo que apenas devem ser utilizados óculos de eclipse homologados com certificação ISO 12312-2.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/durara-apenas-unos-segundos-el-espectacular-anillo-de-diamantes-efecto-unico-del-eclipse-solar-del-12-de-agosto-1784537603165.jpeg" data-image="kxv9q6df6epi" alt="Anel de diamantes durante um eclipse solar" title="Anel de diamantes durante um eclipse solar"><figcaption>O "anel de diamantes" aparece durante o eclipse solar total de 12 de agosto, pouco antes ou depois da totalidade, e só é visível durante alguns segundos.</figcaption></figure><p><strong>Só quando o disco solar estiver completamente encoberto pela Lua é que a cobertura protetora poderá ser removida</strong> por alguns instantes para observar a coroa solar. Este é o único momento em que é seguro observar o eclipse sem filtros especiais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781447" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/meteorologista-espanhol-o-eclipse-solar-de-12-de-agosto-em-espanha-podera-coincidir-com-uma-mudanca-no-tempo.html" title="Meteorologista espanhol: 'O eclipse solar de 12 de agosto em Espanha poderá coincidir com uma mudança no tempo'">Meteorologista espanhol: "O eclipse solar de 12 de agosto em Espanha poderá coincidir com uma mudança no tempo"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/meteorologista-espanhol-o-eclipse-solar-de-12-de-agosto-em-espanha-podera-coincidir-com-uma-mudanca-no-tempo.html" title="Meteorologista espanhol: 'O eclipse solar de 12 de agosto em Espanha poderá coincidir com uma mudança no tempo'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/samuel-biener-meteorologo-el-eclipse-de-sol-del-12-de-agosto-en-espana-podria-coincidir-con-un-cambio-de-tiempo-1785449821746_320.png" alt="Meteorologista espanhol: 'O eclipse solar de 12 de agosto em Espanha poderá coincidir com uma mudança no tempo'"></a></article></aside><p><strong>Assim que o primeiro vislumbre do "anel de diamante" reaparecer, deve colocar os óculos imediatamente</strong>. Mesmo que apenas uma pequena porção do sol permaneça visível, a radiação representa novamente um risco para a sua visão e exige que volte a colocar os óculos sem demora.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/durara-apenas-alguns-segundos-o-espetacular-anel-de-diamantes-um-efeito-unico-do-eclipse-solar-de-12-de-agosto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Saiba quais os segredos para ter a suculenta Jade forte e exuberante!]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/saiba-quais-os-segredos-para-ter-a-suculenta-jade-forte-e-exuberante.html</link><pubDate>Sun, 02 Aug 2026 08:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Apesar da sua resistência, a árvore-de-jade necessita de alguns cuidados essenciais para crescer vigorosa. Descubra aqui quais são os cuidados imprescindíveis!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-quais-os-segredos-para-ter-a-soculenta-jade-forte-e-exuberante-1785409561256.jpg" data-image="x4v7ib4gz42f" alt="Arvore de jade" title="Arvore de jade"><figcaption>Resistente e de fácil manutenção, a árvore-de-jade prospera com luz abundante, regas moderadas e um substrato bem drenado.</figcaption></figure><p><br>A árvore-de-jade (<em>Crassula ovata</em>) é uma das suculentas <strong>mais apreciadas em todo o mundo</strong>. Para além da sua beleza e das folhas carnudas com um verde intenso, esta planta é <strong>frequentemente associada à prosperidade, à boa sorte e à longevidade</strong>.</p><p>No entanto, apesar da sua resistência, existem alguns <strong>cuidados fundamentais que fazem toda a diferença</strong> no seu desenvolvimento.</p><p>Se a árvore-de-jade parecer estar a <strong>crescer lentamente ou apresenta folhas pequenas e ramos frágeis</strong>, é provável que esteja a faltar algum elemento essencial.</p><h2>A luz é o principal segredo</h2><p>De acordo com um artigo publicado na revista online <em>Aire</em>, a iluminação é <strong>um dos fatores mais importantes para o crescimento desta planta</strong>.</p><p>A árvore-de-jade <strong>necessita de várias horas de luz por dia</strong> e desenvolve-se melhor perto de uma janela bem iluminada ou num espaço exterior onde receba sol direto durante algumas horas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Se estiver dentro de casa, uma janela com orientação a norte ou a este costuma ser uma excelente localização.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Quando permanece em locais demasiado sombrios, <strong>tende a esticar os caules em busca de luz</strong>, tornando-se menos compacta e mais vulnerável.<br>Caso pretenda mudar a planta para um local com maior exposição solar, faça essa <strong>adaptação de forma gradual </strong>para evitar queimaduras nas folhas.</p><h2>Regar menos é, muitas vezes, a melhor opção</h2><p>Por ser uma suculenta, a árvore-de-jade <strong>armazena água nas folhas e no caule</strong>, ou seja, não necessita de regas frequentes. O ideal é <strong>verificar se o substrato está completamente seco</strong> antes de voltar a regar.</p><p>Durante os <strong>meses mais quentes poderá necessitar de água com maior regularidad</strong>e, enquanto no inverno as regas devem ser bastante reduzidas.</p><p>O <strong>excesso de humidad</strong>e continua a ser a principal causa de problemas nesta espécie, podendo provocar o apodrecimento das raízes e a queda das folhas.</p><h2>A influencia do substrato e fertilização adequada</h2><p>O tipo de solo influencia diretamente a saúde da planta. Um <strong>substrato específico para catos e suculentas</strong>, ou uma mistura leve e bem drenada, permite que a água escoe rapidamente e evita a acumulação de humidade perto das raízes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775907" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/muito-mais-do-que-plantas-resistentes-5-suculentas-que-surpreendem-pela-beleza-das-suas-flores.html" title="Muito mais do que plantas resistentes: 5 suculentas que surpreendem pela beleza das suas flores">Muito mais do que plantas resistentes: 5 suculentas que surpreendem pela beleza das suas flores</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/muito-mais-do-que-plantas-resistentes-5-suculentas-que-surpreendem-pela-beleza-das-suas-flores.html" title="Muito mais do que plantas resistentes: 5 suculentas que surpreendem pela beleza das suas flores"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mucho-mas-que-plantas-resistentes-5-suculentas-que-sorprenden-por-la-belleza-de-sus-flores-1782420324041_320.jpg" alt="Muito mais do que plantas resistentes: 5 suculentas que surpreendem pela beleza das suas flores"></a></article></aside><p>Também é essencial <strong>utilizar vasos com furos de drenagem</strong>. Mesmo que a rega seja correta, <strong>um recipiente sem saída para a água aumenta significativamente o risco de doença</strong><strong>s</strong>.</p><p>Embora a árvore-de-jade não seja uma planta muito exigente, uma <strong>fertilização equilibrada durante a primavera e o verão pode favorecer a emissão de novos rebentos e fortalecer os caule</strong><strong>s</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>"Para esta suculenta prosperar um substrato leve e bem arejado pode ser uma boa ideia, como uma mistura de terra própria para catos ou suculentas, areia grossa, perlite ou pedra pomes ou um pouco de composto orgânico." </strong>Segundo a revista online AIRE</div><p>Os fertilizantes próprios para catos e suculentas são geralmente a melhor escolha. No entanto, <strong>a adubação deve ser moderada</strong>, pois o excesso de nutrientes pode prejudicar a planta em vez de a beneficiar.</p><h2>A poda faz a diferença</h2><p><strong>Remover os ramos secos, danificados ou demasiado compridos</strong> ajuda a manter uma forma mais equilibrada e estimula o aparecimento de novas ramificações.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-quais-os-segredos-para-ter-a-soculenta-jade-forte-e-exuberante-1785409587393.jpg" data-image="ploxjzcccr0r" alt="Importância da poda" title="Importância da poda"><figcaption>Uma poda regular ajuda a estimular novas ramificações, mantendo a árvore-de-jade mais densa, equilibrada e saudável.</figcaption></figure><p>Além de melhorar o aspeto ornamental, a poda <strong>contribui para uma copa mais densa e resistente</strong>. As estacas retiradas durante este processo podem ainda ser <strong>utilizadas para produzir novas plantas,</strong> desde que sejam deixadas a cicatrizar durante alguns dias antes de serem colocadas no substrato.</p><h2>O impacto das temperaturas</h2><p>A árvore-de-jade prefere <strong>ambientes amenos e não tolera bem geadas ou frio intenso</strong>.</p><p>Durante o inverno, especialmente em regiões onde as temperaturas descem significativamente, é aconselhável <strong>protegê-la ou mantê-la no interior, sempre num local com boa luminosidade</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="709635" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/guia-de-suculentas-tipos-cuidados-e-dicas-para-mante-las-em-perfeitas-condicoes.html" title="Guia de suculentas: tipos, cuidados e dicas para mantê-las em perfeitas condições">Guia de suculentas: tipos, cuidados e dicas para mantê-las em perfeitas condições</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/guia-de-suculentas-tipos-cuidados-e-dicas-para-mante-las-em-perfeitas-condicoes.html" title="Guia de suculentas: tipos, cuidados e dicas para mantê-las em perfeitas condições"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/guia-sobre-suculentas-tipos-cuidados-y-trucos-para-mantenerlas-perfectas-1743965269154_320.jpg" alt="Guia de suculentas: tipos, cuidados e dicas para mantê-las em perfeitas condições"></a></article></aside><p>Também <strong>deve ser evitada a exposição prolongada a correntes de ar frio ou a mudanças bruscas de temperatur</strong>a.<br>Pequenos sinais que revelam problemas</p><p>A própria planta costuma indicar quando algo não está bem. <strong>Folhas moles e amareladas podem ser sinal de excesso de água</strong>, enquanto folhas enrugadas normalmente indicam falta de rega. Já um <strong>crescimento muito lento ou caules demasiado alongados costumam estar associados à insuficiência de luz</strong>.</p><p>Observar regularmente estas alterações <strong>permite corrigir rapidamente os cuidados e evitar danos mais graves</strong>.</p><p>Com <strong>luz abundante, regas moderadas, um solo bem drenado e alguma fertilização</strong> durante a época de crescimento, a árvore-de-jade pode viver durante várias décadas e atingir um porte semelhante ao de uma pequena árvore.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/saiba-quais-os-segredos-para-ter-a-suculenta-jade-forte-e-exuberante.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Folhas com cores intensas e padrões únicos: assim pode fazer com que a sua Begonia rex fique mais bonita do que nunca]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/folhas-com-cores-intensas-e-padroes-unicos-assim-pode-fazer-com-que-a-sua-begonia-rex-fique-mais-bonita-do-que-nunca.html</link><pubDate>Sun, 02 Aug 2026 07:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Com ajustes simples de luz e rega, esta planta pode apresentar folhas mais saudáveis, cores mais vibrantes e aquele toque decorativo que dará vida a qualquer espaço da sua casa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/hojas-de-colores-intensos-y-dibujos-unicos-asi-puedes-hacer-que-tu-begonia-rex-luzca-como-nunca-1783569328016.png" data-image="41jz74raom3j" alt="A Begonia rex é uma begónia rizomatosa, o que significa que cresce a partir de caules grossos junto ao substrato." title="A Begonia rex é uma begónia rizomatosa, o que significa que cresce a partir de caules grossos junto ao substrato."><figcaption>A Begonia rex é uma begónia rizomatosa, o que significa que cresce a partir de caules grossos junto ao substrato.</figcaption></figure><p>Poucas plantas têm o poder de nos fazer olhar duas vezes, como se algo nas suas folhas fosse de outro mundo. As suas cores, veios e contrastes marcantes podem <strong>transformar um vaso comum no ponto focal de toda a sua casa</strong>. </p><div class="texto-destacado">O efeito desta planta depende muito de receber uma boa luminosidade, evitar a luz solar direta e ter regas precisas; é uma planta que é simultaneamente imponente e frágil.</div><p>Embora pareça elegante e até um pouco “colecionável”, a <strong>Begonia rex não é uma planta impossível</strong>. Acontece que tem gostos muito especiais e, quando não são respeitados, rapidamente o demonstra. As suas folhas podem perder a cor, ficar manchadas ou tristes se o ambiente não for confortável. </p><p><strong>A Begonia rex é cultivada principalmente pela sua folhagem</strong>. Ao contrário de outras begónias apreciadas pelas suas flores, a verdadeira beleza da rex reside nas suas folhas. Por conseguinte, garantir a qualidade ideal da luz e evitar danos na folhagem é essencial. <strong>Se as folhas forem danificadas, a planta perde o seu principal atrativo</strong>.</p><p>Devemos também ter em consideração que <strong>as suas folhas são mais delicadas do que aparentam</strong>. Têm uma textura macia, por vezes áspera ou aveludada, que pode reter água. Este pequeno detalhe pode levar ao aparecimento de manchas, bolor e danos difíceis de reparar, por isso é tão importante regá-la corretamente, sem molhar as folhas.</p><h2>Luz indireta: o segredo para folhas mais vibrantes</h2><p>A <strong>luz indireta é o fator que determina a sua cor</strong>. Esta planta prospera com boa iluminação, mas sem que o Sol atinja totalmente as folhas. Uma <strong>janela virada para leste ou oeste é ideal</strong>, especialmente se a luz passar. Também pode colocá-lo perto de uma janela iluminada com uma cortina fina para que receba luz sem se queimar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hojas-de-colores-intensos-y-dibujos-unicos-asi-puedes-hacer-que-tu-begonia-rex-luzca-como-nunca-1783569353789.png" data-image="ong2eyluv612" alt="As suas folhas podem ser assimétricas, e esta forma irregular faz parte do seu encanto ornamental." title="As suas folhas podem ser assimétricas, e esta forma irregular faz parte do seu encanto ornamental."><figcaption>As suas folhas podem ser assimétricas, e esta forma irregular faz parte do seu encanto ornamental.</figcaption></figure><p>Com uma iluminação adequada, <strong>as folhas podem exibir cores mais intensas e padrões mais definidos</strong>, realçando os seus tons prateados, avermelhados ou roxos. Isto porque a planta ativa os seus pigmentos de forma mais eficaz em resposta à luz, mostrando assim a sua melhor aparência.</p><p><strong>Embora a planta possa sobreviver num canto escuro, as suas folhas ficarão baças, com cores desbotadas e padrões menos definidos</strong>. Por outro lado, a luz solar direta, especialmente ao meio-dia, pode causar queimaduras secas e acastanhadas. Assim, recomendo que encontre um local com luminosidade moderada em sua casa.</p><h3>Regar sem molhar as folhas: o pormenor que previne manchas e fungos</h3><p>A rega é outro fator crucial para a manter com a melhor aparência. Esta planta necessita de <strong>solo ligeiramente húmido, mas nunca encharcado</strong>. Para evitar o apodrecimento das raízes, comum quando o vaso retém muita água, o ideal é deixar secar um pouco a camada superficial do solo antes de voltar a regar. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Um vaso demasiado grande pode reter mais água do que a necessária e afetar as raízes.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><ol> </ol><p>O mais importante na hora de regar é <strong>evitar molhar as folhas</strong>. Embora muitas pessoas pulverizem água nas plantas para "aumentar a humidade", pode ser contraproducente para a Begonia rex. A água nas folhas pode provocar manchas e favorecer o aparecimento de fungos ou bactérias, sobretudo em locais com pouca ventilação. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hojas-de-colores-intensos-y-dibujos-unicos-asi-puedes-hacer-que-tu-begonia-rex-luzca-como-nunca-1783569374845.png" data-image="irjlg2dv3ags" alt="A renovação da folhagem antiga é uma parte normal do seu crescimento, uma vez que as suas folhas nem sempre duram para sempre." title="A renovação da folhagem antiga é uma parte normal do seu crescimento, uma vez que as suas folhas nem sempre duram para sempre."><figcaption>A renovação da folhagem antiga é uma parte normal do seu crescimento, uma vez que as suas folhas nem sempre duram para sempre.</figcaption></figure><p>Para <strong>regar a sua planta em segurança, tente fazê-lo diretamente na terra</strong>, evitando molhar as folhas. Uma opção ainda melhor é a rega por imersão, que consiste em colocar o vaso num pratinho com água durante 10 a 15 minutos. Desta forma, a planta absorverá a água necessária pelas raízes e, em seguida, poderá remover o excesso.</p><p>É também importante utilizar um <strong>substrato solto, bem aerado e com boa drenagem</strong>. Uma mistura de fibra de coco, perlite e alguma matéria orgânica pode funcionar bem, desde que não fique compactada. O vaso deve ter orifícios de drenagem, pois uma Begonia rex com raízes encharcadas enfraquece muito rapidamente. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775907" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/muito-mais-do-que-plantas-resistentes-5-suculentas-que-surpreendem-pela-beleza-das-suas-flores.html" title="Muito mais do que plantas resistentes: 5 suculentas que surpreendem pela beleza das suas flores">Muito mais do que plantas resistentes: 5 suculentas que surpreendem pela beleza das suas flores</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/muito-mais-do-que-plantas-resistentes-5-suculentas-que-surpreendem-pela-beleza-das-suas-flores.html" title="Muito mais do que plantas resistentes: 5 suculentas que surpreendem pela beleza das suas flores"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mucho-mas-que-plantas-resistentes-5-suculentas-que-sorprenden-por-la-belleza-de-sus-flores-1782420324041_320.jpg" alt="Muito mais do que plantas resistentes: 5 suculentas que surpreendem pela beleza das suas flores"></a></article></aside><p>Como pode ver, <strong>esta planta não necessita de cuidados complicados, mas requer consistência e observação</strong>. Forneça-lhe luz, mas não luz solar direta, e regue-a sem molhar as folhas. Evite regar em excesso para que as suas cores se mantenham vibrantes e os seus padrões fiquem impecáveis. Embora seja uma planta delicada, depois de se apanhar o jeito, responde muito bem. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/folhas-com-cores-intensas-e-padroes-unicos-assim-pode-fazer-com-que-a-sua-begonia-rex-fique-mais-bonita-do-que-nunca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mais uma depressão a caminho dos Açores? O modelo europeu diz que sim; Madeira mantém-se estável]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mais-uma-depressao-a-caminho-dos-acores-o-modelo-europeu-diz-que-sim-madeira-mantem-se-estavel.html</link><pubDate>Sun, 02 Aug 2026 06:02:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A primeira semana de agosto será de contrastes entre Açores e Madeira. Enquanto o primeiro poderá ser influenciado pela passagem de mais uma depressão, o segundo deverá manter-se sob domínio anticiclónico.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xau1hzm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xau1hzm.jpg" id="xau1hzm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Enquanto a<strong> Madeira se encontra estável e com algumas regiões sob aviso amarelo de tempo quente</strong>, como referimos em previsões anteriores, nos Açores o cenário é e deverá continuar a ser um pouco diferente.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>De acordo com a mais recente atualização do modelo europeu, ECMWF, uma <strong>nova depressão poderá atravessar o arquipélago açoriano entre terça e sexta-feira</strong>, resultando em mais dias de chuva na maior parte das ilhas, com maior expressão no Grupo Oriental.</p><h2>Efeitos podem começar a sentir-se já na próxima terça-feira, dia 4 de agosto</h2><p>Logo nas<strong> primeiras horas da madrugada de terça-feira a chuva poderá regressar</strong> ao arquipélago dos Açores, começando pelo Grupo Ocidental. Nesse período, a depressão deverá encontrar-se a noroeste das ilhas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mais-uma-depressao-a-caminho-dos-acores-o-modelo-europeu-diz-que-sim-madeira-mantem-se-estavel-1785625261638.png" data-image="9v36mgqj7mc2" alt="precipitação acumulada" title="precipitação acumulada"><figcaption>Ao longo da primeira semana de agosto, o arquipélago açoriano poderá contar com a chegada de uma nova depressão que resultará em ocorrência de chuva em praticamente todas as ilhas. Em contraste, o arquipélago madeirense manter-se-á sob domínio anticiclónico.</figcaption></figure><p>Ainda durante essa madrugada,<strong> a chuva poderá chegar ao Grupo Oriental, devendo alcançar o Grupo Central durante a manhã e início da tarde</strong>. A chuva prevista para este dia prevê-se fraca e dispersa. Na quarta-feira o cenário poderá ser idêntico, com maior incidência da chuva no Grupo Oriental.</p><p>No entanto, estima-se que <strong>entre as últimas horas de quarta-feira e as primeiras de quinta-feira a ocorrência de chuva se intensifique</strong> e se torne mais persistente no Grupo Central. A partir das primeiras horas da tarde, o Grupo Oriental poderá registar um agravamento do estado de tempo com chuva, por vezes, forte e um aumento da velocidade do vento. <strong>Este vento mais forte, com rajadas entre 50 a 60 km/h, poderá sentir-se nos grupos Oriental e Ocidental</strong>.</p><h2>Precipitação acumulada poderá alcançar os 62 mm</h2><p>Até às 13h de horas de sexta-feira, esperam-se acumulados expressivos no grupo Oriental. A Ilha de São Miguel poderá contar com valores acima dos 60 mm em vários pontos. <strong>Cerca de 30 mm poderão ocorrer em 24h</strong>, devendo esta ser a maior acumulação do arquipélago. Nos restantes grupos, os valores mais expressivos deverão ser de cerca de <strong>46 mm nas ilhas do Faial e Pico</strong> (Grupo Central) e cerca de 17 mm na ilha das Flores (Grupo Ocidental).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781525" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/atencao-aos-raios-uv-na-madeira-indice-manter-se-a-elevado-nos-proximos-dias.html" title="Atenção aos raios UV na Madeira: índice manter-se-á elevado nos próximos dias">Atenção aos raios UV na Madeira: índice manter-se-á elevado nos próximos dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/atencao-aos-raios-uv-na-madeira-indice-manter-se-a-elevado-nos-proximos-dias.html" title="Atenção aos raios UV na Madeira: índice manter-se-á elevado nos próximos dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/atencao-aos-raios-uv-na-madeira-indice-manter-se-a-elevado-nos-proximos-dias-1785539101300_320.png" alt="Atenção aos raios UV na Madeira: índice manter-se-á elevado nos próximos dias"></a></article></aside><p>Como referimos no início desta previsão, o <strong>arquipélago da Madeira deverá manter-se estável, sem chuva e com temperaturas acima da média</strong> ao longo de toda a semana, devido à influência do anticiclone e à presença de uma massa de ar marítimo mais quente.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mais-uma-depressao-a-caminho-dos-acores-o-modelo-europeu-diz-que-sim-madeira-mantem-se-estavel.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os espanhóis renderam-se a esta capela portuguesa. “É um dos lugares mais incríveis de Portugal”]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/os-espanhois-renderam-se-a-esta-capela-portuguesa-e-um-dos-lugares-mais-incriveis-de-portugal.html</link><pubDate>Sun, 02 Aug 2026 05:03:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Construída praticamente dentro do mar, esta capela em Vila Nova de Gaia desafia as ondas há séculos e esconde histórias envoltas em mistério.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-espanhois-renderam-se-a-esta-capela-portuguesa-e-um-dos-lugares-mais-incriveis-de-portugal-1785514448723.jpg" data-image="wvr7itv3o3bl" alt="Capela do Senhor da Pedra" title="Capela do Senhor da Pedra"><figcaption>Parece saída de um filme, mas fica em Portugal. Foto: Hans Pohl, CC BY-NC-SA 4.0</figcaption></figure><p>“Não ir à <strong>Capela do Senhor da Pedra</strong> em Miramar é como ir a Roma e não ver o Papa.” Já ouviu esta frase antes? </p><p>Foi escrita pelo jornal 'Público' em 2017, mas continua a fazer todo o sentido. Afinal, poucos locais conseguem reunir uma paisagem tão invulgar, uma história com vários séculos e um conjunto de lendas que continuam a alimentar o imaginário de quem por ali passa. </p><div class="texto-destacado">Erguida sobre um rochedo batido pelas ondas do Atlântico, esta pequena capela tornou-se um dos maiores símbolos da costa de Vila Nova de Gaia e um dos monumentos mais fotografados de Portugal. Se não a conhece, está na hora de fazê-lo. </div><p>A própria<strong> imprensa espanhola</strong> já se rendeu à capela. Aliás, o jornal espanhol ‘20 Minutos’ considerou esta igreja no meio da praia “um dos lugares mais incríveis de Portugal”.</p><h2>A capela que desafia o mar há séculos</h2><p>À primeira vista, parece impossível que um edifício tenha sido construído naquele local. Assente sobre um afloramento rochoso, praticamente dentro do mar, a pequena capela destaca-se no areal da Praia do Senhor da Pedra e tornou-se uma das<strong> imagens mais reconhecidas do litoral português</strong>. Dependendo da maré, o acesso pode até ficar rodeado pela água, criando um cenário que parece saído de um filme.</p><p> “Só é necessário ter cuidado quando está maré alta porque às vezes a capela fica completamente rodeada de água e, por vezes, nem se consegue ver as escadas que permitem o acesso”, avisa quem por lá já passou. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779757" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nem-algarve-nem-alentejo-esta-praia-fluvial-fica-no-norte-e-tem-agua-a-24-c.html" title="Nem Algarve, nem Alentejo: esta praia fluvial fica no Norte e tem água a 24 ºC ">Nem Algarve, nem Alentejo: esta praia fluvial fica no Norte e tem água a 24 ºC </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nem-algarve-nem-alentejo-esta-praia-fluvial-fica-no-norte-e-tem-agua-a-24-c.html" title="Nem Algarve, nem Alentejo: esta praia fluvial fica no Norte e tem água a 24 ºC "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nem-algarve-nem-alentejo-esta-praia-fluvial-fica-no-norte-e-tem-agua-a-24-c-1784655856544_320.jpg" alt="Nem Algarve, nem Alentejo: esta praia fluvial fica no Norte e tem água a 24 ºC "></a></article></aside><p>Não admira, por isso, que fotógrafos, curiosos e turistas façam questão de passar por ali. Ao nascer ou ao pôr do sol, quando a luz dourada se reflete no Atlântico, a paisagem ganha uma atmosfera difícil de esquecer.</p><p>Ainda assim, é a<strong> origem e todo o mistério </strong>que a ronda que a tornam ainda mais impressionantes. É que o início da história da Capela do Senhor da Pedra continua envolta em alguma incerteza. </p><p>Embora um painel existente no edifício indique o ano de 1686, a maioria dos historiadores considera que a construção da capela, tal como hoje a conhecemos, terá sido concluída em meados do século XVIII, sendo apontada a data de 1763 como a da sua fundação documentada.</p><div class="texto-destacado">Independentemente da data exata, há um aspeto que reúne consenso: muito antes de existir ali um templo cristão, aquele rochedo já era considerado um lugar de culto.</div><p>Os painéis de azulejos colocados junto à entrada recordam precisamente essa tradição, referindo que o local terá servido de <strong>altar pagão</strong> antes da cristianização da região. A ligação ao mar, às rochas e aos elementos da natureza alimentou, ao longo dos séculos, inúmeras histórias e crenças populares.</p><p>A <strong>arquitetura </strong>também ajuda a tornar o edifício único. A planta hexagonal foge ao habitual nas capelas portuguesas e, no interior, encontram-se um altar-mor e retábulos em talha dourada de influência barroca e rococó, onde sobressai a imagem do Senhor da Pedra, um Cristo Crucificado.</p><h2>As lendas que nunca abandonaram este rochedo</h2><p>Como acontece em muitos locais antigos, também aqui as<strong> lendas </strong>fazem parte da identidade da capela.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-espanhois-renderam-se-a-esta-capela-portuguesa-e-um-dos-lugares-mais-incriveis-de-portugal-1785514885267.jpg" data-image="cxavagiqzatu" alt="Capela do Senhor da Pedra" title="Capela do Senhor da Pedra"><figcaption>É um dos lugares mais fotografados de Portugal. Foto: Wikimedia // Joseolgon</figcaption></figure><p>Uma das mais conhecidas fala de uma misteriosa luz que surgia repetidamente sobre o rochedo. Diz a tradição que o templo deveria ser construído noutro local, mas esse fenómeno foi interpretado como um sinal divino, levando a população a escolher precisamente aquele afloramento rochoso para erguer a capela. Embora não exista qualquer prova histórica que confirme esta narrativa, continua a ser uma das histórias mais contadas por quem conhece a região.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="730973" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/estes-castelos-estao-assombrados-conheca-os-fantasmas-e-as-lendas-de-portugal.html" title="Estes castelos estão assombrados: conheça os fantasmas e as lendas de Portugal">Estes castelos estão assombrados: conheça os fantasmas e as lendas de Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/estes-castelos-estao-assombrados-conheca-os-fantasmas-e-as-lendas-de-portugal.html" title="Estes castelos estão assombrados: conheça os fantasmas e as lendas de Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estes-castelos-estao-assombrados-conheca-os-fantasmas-e-as-lendas-de-portugal-1758659632786_320.jpg" alt="Estes castelos estão assombrados: conheça os fantasmas e as lendas de Portugal"></a></article></aside><p>Outra lenda liga o espaço ao rei D. Sebastião. Segundo a tradição popular, numa manhã de intenso nevoeiro, o monarca teria passado pelo local montado no seu cavalo, deixando marcas nas rochas que ainda hoje alguns visitantes procuram identificar. Tal como acontece com muitas histórias associadas ao chamado sebastianismo, trata-se de uma <strong>narrativa popular</strong> sem confirmação histórica.</p><p>Ao longo dos anos, o ambiente isolado da capela e a sua ligação a antigos cultos também deram origem a várias histórias sobre<strong> rituais e práticas esotéricas</strong>, contribuindo para o misticismo que ainda hoje envolve este lugar.</p><h2>Um dos cenários mais emblemáticos da costa portuguesa</h2><p>Além da sua importância religiosa, a Capela do Senhor da Pedra tornou-se<strong> um dos maiores símbolos de Miramar</strong>. A praia onde se encontra é conhecida pela extensa faixa de areia, pelo mar aberto e pelos passadiços que acompanham a costa, sendo um destino muito procurado para caminhadas ao longo de todo o ano.</p><p>“A praia é ainda um <strong>destino procurado por quem pratica desportos aquáticos</strong>”, acrescenta o<em> site</em> ‘Away’.</p><div class="texto-destacado">Todos os anos, a tranquilidade habitual é interrompida pela Romaria do Senhor da Pedra, uma das celebrações religiosas mais tradicionais de Vila Nova de Gaia. </div><p>A festa realiza-se no Domingo da Santíssima Trindade e prolonga-se durante vários dias, reunindo procissões, celebrações religiosas, música e animação popular que atraem milhares de visitantes.</p><p>“A atmosfera tranquila desta praia é interrompida por uma <strong>grande peregrinação</strong> centrada na capela”, lê-se no artigo espanhol. “Ela começa no Domingo da Santíssima Trindade (em junho) e dura três dias. Celebrada em honra do Senhor da Pedra, é considerada uma das maiores e mais carismáticas peregrinações do município.”</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778684" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-nova-rota-percorre-35-5-km-e-passa-pelo-ponto-mais-alto-do-distrito-do-porto.html" title="Esta nova rota percorre 35,5 km e passa pelo ponto mais alto do distrito do Porto">Esta nova rota percorre 35,5 km e passa pelo ponto mais alto do distrito do Porto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-nova-rota-percorre-35-5-km-e-passa-pelo-ponto-mais-alto-do-distrito-do-porto.html" title="Esta nova rota percorre 35,5 km e passa pelo ponto mais alto do distrito do Porto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esta-nova-rota-percorre-35-5-km-e-passa-pelo-ponto-mais-alto-do-distrito-do-porto-1784059301375_320.jpg" alt="Esta nova rota percorre 35,5 km e passa pelo ponto mais alto do distrito do Porto"></a></article></aside><p>Mesmo fora da época da romaria, acredite quando lhe dissemos que vale a pena visitar este recanto da costa portuguesa. Seja pela história, pelas lendas ou simplesmente pela paisagem, poucos lugares conseguem oferecer uma combinação tão invulgar de património, natureza e oceano.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="20%20Minutos%2C%20P%C3%A9rez%2C%20B" data-year="2026" data-title="Uma%20igreja%20no%20meio%20da%20praia%3A%20este%20%C3%A9%20um%20dos%20lugares%20mais%20incr%C3%ADveis%20de%20Portugal." data-url="https%3A%2F%2Fwww.20minutos.es%2Fviajes%2Fdestinos%2Figlesia-medio-playa-oporto-portugal-capela-senhor-pedra-5103202%2F">20 Minutos, Pérez, B. (2026). <a href="https://www.20minutos.es/viajes/destinos/iglesia-medio-playa-oporto-portugal-capela-senhor-pedra-5103202/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Uma igreja no meio da praia: este é um dos lugares mais incríveis de Portugal.</a>.</cite><br><cite data-author="P%C3%BAblico" data-year="2017" data-title="N%C3%A3o%20ir%20%C3%A0%20Capela%20do%20Senhor%20da%20Pedra%20em%20Miramar%20%C3%A9%20como%20ir%20a%20Roma%20e%20n%C3%A3o%20ver%20o%20Papa" data-url="https%3A%2F%2Fwww.publico.pt%2F2017%2F08%2F14%2Festudiop%2Fnoticia%2Fir-a-miramar-e-nao-visitar-a-capela-do-senhor-da-pedra-e-como-ir-a-roma-e-nao-ver-o-papa-1782278">Público. (2017). <a href="https://www.publico.pt/2017/08/14/estudiop/noticia/ir-a-miramar-e-nao-visitar-a-capela-do-senhor-da-pedra-e-como-ir-a-roma-e-nao-ver-o-papa-1782278" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Não ir à Capela do Senhor da Pedra em Miramar é como ir a Roma e não ver o Papa</a>.</cite><br><cite data-author="Away" data-year="2026" data-title="Parece%20sa%C3%ADda%20de%20um%20filme%2C%20mas%20fica%20em%20Portugal%3A%20espanh%C3%B3is%20rendidos%20a%20esta%20praia" data-url="https%3A%2F%2Faway.iol.pt%2Fpraias-portuguesas%2Fvila-nova-de-gaia%2Fparece-saida-de-um-filme-mas-fica-em-portugal-espanhois-rendidos-a-esta-praia%2F20260722%2F6a60cdafd34ef04b4f3f8421">Away. (2026). <a href="https://away.iol.pt/praias-portuguesas/vila-nova-de-gaia/parece-saida-de-um-filme-mas-fica-em-portugal-espanhois-rendidos-a-esta-praia/20260722/6a60cdafd34ef04b4f3f8421" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Parece saída de um filme, mas fica em Portugal: espanhóis rendidos a esta praia</a>.</cite><br><cite data-author="Porto%20Secreto%2C%20Santos%20Sousa%2C%20F" data-year="2026" data-title="Esta%20%C3%A9%20uma%20das%20capelas%20mais%20fotog%C3%A9nicas%20do%20Pa%C3%ADs%20e%20fica%20perto%20do%20Porto" data-url="https%3A%2F%2Fportosecreto.co%2Fcapela-do-senhor-da-pedra%2F">Porto Secreto, Santos Sousa, F. (2026). <a href="https://portosecreto.co/capela-do-senhor-da-pedra/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Esta é uma das capelas mais fotogénicas do País e fica perto do Porto</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/os-espanhois-renderam-se-a-esta-capela-portuguesa-e-um-dos-lugares-mais-incriveis-de-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo para o primeiro fim de semana de agosto: máximas até 40 °C antes de um domingo mais fresco]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-o-primeiro-fim-de-semana-de-agosto-maximas-ate-40-c-antes-de-um-domingo-mais-fresco.html</link><pubDate>Sat, 01 Aug 2026 12:54:11 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O primeiro fim de semana de agosto será marcado por um contraste térmico em Portugal Continental. O sábado traz calor intenso, máximas próximas dos 40 °C e índice UV muito elevado, enquanto o domingo será ligeiramente mais fresco.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xatxxru"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xatxxru.jpg" id="xatxxru"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O primeiro fim de semana de agosto (dias 1 e 2) será marcado por um contraste térmico em Portugal Continental.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>O <strong>sábado será o dia mais quente</strong>, com temperaturas que podem atingir os 40 °C no Sul, enquanto o domingo traz um alívio de 3 a 5 °C devido à aproximação de uma depressão atlântica.</p><h2>Sábado: calor intenso, vento moderado e índice UV elevado</h2><p>O primeiro dia de agosto será dominado por <strong>tempo quente e seco em praticamente todo o território continental.</strong> As temperaturas máximas, previstas para o período entre as 15h e as 16h, deverão ultrapassar os 30 °C na maioria das regiões, sendo mais elevadas no interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-o-primeiro-fim-de-semana-de-agosto-maximas-ate-40-c-antes-de-um-domingo-mais-fresco-1785586207343.png" data-image="txft5mq2rrht" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-84765">Este sábado, dia 1 de agosto será um dia quente, com máximas próximas dos 40 °C no interior do Algarve, Baixo Alentejo e distrito de Castelo Branco.</figcaption></figure><p>Os valores mais altos deverão ser registados no interior do Algarve, onde concelhos como <strong>Alcoutim</strong> e <strong>Tavira</strong> poderão atingir localmente os <strong>40 °C</strong>. Também <strong>Mértola</strong>, no distrito de Beja, poderá alcançar este patamar. No Centro, o distrito de <strong>Castelo Branco</strong> poderá aproximar-se dos <strong>39 °C</strong>, enquanto no Norte as zonas mais quentes serão os vales do Douro e do Tâmega, onde as máximas poderão rondar os <strong>37 a 38 °C</strong>.</p><div class="texto-destacado">O <strong>IPMA</strong> mantém aviso amarelo para o Algarve devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima, sobretudo no interior.</div><p>Durante a tarde, o vento deverá intensificar-se gradualmente, com <strong>rajadas moderadas até cerca de 45 km/h</strong>, mais frequentes no litoral e nas terras altas. Apesar do vento não ser particularmente forte, poderá aumentar a sensação de desconforto e contribuir para o agravamento do risco de incêndio rural.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-o-primeiro-fim-de-semana-de-agosto-maximas-ate-40-c-antes-de-um-domingo-mais-fresco-1785586296848.png" data-image="n1ox3wskwocc" alt="Rajada de vento (km/h)" title="Rajada de vento (km/h)"><figcaption>O vento aumentará durante a tarde de sábado, com rajadas moderadas até cerca de 45 km/h, sobretudo no litoral e nas terras altas.</figcaption></figure><p>Outro fator de destaque será o <strong>índice UV</strong>, <strong>que atingirá valores entre</strong> <strong>8 e 9</strong> durante as horas centrais do dia, classificados como muito elevados. A exposição prolongada ao sol entre o final da manhã e o meio da tarde deverá, por isso, ser consciente.</p><h2>Domingo traz um alívio térmico, mas o calor mantém-se no Sul</h2><p><strong>No domingo, a aproximação de uma depressão atlântica a norte de Portugal provocará uma mudança gradual do estado do tempo.</strong> O núcleo desta depressão permanecerá afastado do território continental, mas será suficiente para favorecer a diminuição das temperaturas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-o-primeiro-fim-de-semana-de-agosto-maximas-ate-40-c-antes-de-um-domingo-mais-fresco-1785586361781.png" data-image="zt7wwc24ofrh" alt="Pressão atmosférica e chuva" title="Pressão atmosférica e chuva"><figcaption>A aproximação de uma depressão atlântica favorecerá uma descida generalizada das temperaturas no domingo, mais evidente no Norte e Centro.</figcaption></figure><p>Como consequência, as temperaturas deverão <strong>descer entre 3 e 5 °C</strong> na maioria das regiões. O alívio será mais evidente no litoral e nas regiões Norte e Centro, enquanto o interior Sul continuará a registar valores elevados, ainda superiores a <strong>30 °C</strong> em vários locais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-o-primeiro-fim-de-semana-de-agosto-maximas-ate-40-c-antes-de-um-domingo-mais-fresco-1785586394502.png" data-image="g1m834vsz79x" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption>Apesar de o núcleo da depressão permanecer a norte de Portugal, a sua influência será suficiente para promover uma entrada de ar mais fresco e preparar uma mudança do estado do tempo.</figcaption></figure><p>O vento voltará a intensificar-se durante a tarde, mantendo um padrão semelhante ao de sábado, com rajadas moderadas, sobretudo junto ao litoral e nas terras altas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781525" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/atencao-aos-raios-uv-na-madeira-indice-manter-se-a-elevado-nos-proximos-dias.html" title="Atenção aos raios UV na Madeira: índice manter-se-á elevado nos próximos dias">Atenção aos raios UV na Madeira: índice manter-se-á elevado nos próximos dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/atencao-aos-raios-uv-na-madeira-indice-manter-se-a-elevado-nos-proximos-dias.html" title="Atenção aos raios UV na Madeira: índice manter-se-á elevado nos próximos dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/atencao-aos-raios-uv-na-madeira-indice-manter-se-a-elevado-nos-proximos-dias-1785539101300_320.png" alt="Atenção aos raios UV na Madeira: índice manter-se-á elevado nos próximos dias"></a></article></aside><p>Embora o domingo ainda decorra sem precipitação significativa, esta depressão poderá deixar <strong>vestígios de chuva nos primeiros dias da próxima semana</strong>, marcando o início de uma alteração gradual do padrão atmosférico.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-o-primeiro-fim-de-semana-de-agosto-maximas-ate-40-c-antes-de-um-domingo-mais-fresco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estudo analisa os impactos das alterações climáticas na acessibilidade da água, incluindo nas respetivas faturas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-analisa-os-impactos-das-alteracoes-climaticas-na-acessibilidade-da-agua-incluindo-nas-respetivas-faturas.html</link><pubDate>Sat, 01 Aug 2026 11:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um estudo publicado na revista Nature Sustainability avaliou como as alterações climáticas podem agravar significativamente a acessibilidade da água nas cidades.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-analisa-os-impactos-das-alteracoes-climaticas-na-acessibilidade-da-agua-incluindo-nas-respetivas-faturas-1785528106788.jpg" data-image="5vbvbtmaiffb" alt="Água para consumo" title="Água para consumo"><figcaption>O abastecimento de água é vulnerável às alterações climáticas.</figcaption></figure><p>Enquanto investigações anteriores concentraram-se principalmente nos custos e na fiabilidade dos sistemas de água, este estudo avalia os<strong> impactos nas famílias com diferentes faixas de rendimento</strong>.</p><h2>A acessibilidade à água é um desafio crescente</h2><p>O estudo, liderado pela Universidade de Stanford, é o primeiro a examinar de forma abrangente como as alterações climáticas, as infraestruturas envelhecidas, as decisões de investimento das concessionárias de serviços públicos e a<strong> procura de água das famílias interagem para afetar a acessibilidade da água.</strong></p><p>Para compreender como as alterações previstas na temperatura e na precipitação nas próximas duas décadas provavelmente afetarão o abastecimento e os custos da água local, a equipa de investigação analisou dados de Santa Cruz, na Califórnia.</p><p>Santa Cruz é uma pequena cidade costeira que <strong>depende quase exclusivamente das águas superficiais locais</strong> e de uma única albufeira.</p><p>A concessionária local implementou várias opções de conservação de baixo custo, como <strong>eletrodomésticos economizadores de água e redução da irrigação, </strong>o que exige investimentos em infraestruturas para a resiliência climática.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="672743" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-coletores-de-neblina-podem-ser-a-solucao-para-combater-a-escassez-de-agua-potavel-no-mundo.html" title="Podem os coletores de neblina ser a solução para combater a escassez de água potável no mundo?">Podem os coletores de neblina ser a solução para combater a escassez de água potável no mundo?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-coletores-de-neblina-podem-ser-a-solucao-para-combater-a-escassez-de-agua-potavel-no-mundo.html" title="Podem os coletores de neblina ser a solução para combater a escassez de água potável no mundo?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pueden-los-atrapanieblas-ser-la-solucion-para-combatir-la-escasez-de-agua-potable-en-el-mundo-1725332841592_320.jpg" alt="Podem os coletores de neblina ser a solução para combater a escassez de água potável no mundo?"></a></article></aside><p>Utilizando uma estrutura de modelação desenvolvida com dados do departamento de água de Santa Cruz, os investigadores relacionaram <strong>cenários climáticos futuros plausíveis com decisões de adaptação da concessionária</strong>, como a construção de uma estação de reutilização de águas residuais, métodos de fixação de preços da água e procura de água ao nível do domicílio.</p><p>Os autores do estudo descobriram que <strong>as alterações climáticas, por si só, podem fazer com que mais 7 a 16% dos agregados familiares enfrentem contas de água inacessíveis.</strong></p><div class="texto-destacado">O estudo concluiu que até meados do século, a adaptação à crescente escassez de água poderá quase duplicar a fatura média de água das habitações na cidade de Santa Cruz.</div><p>O modelo mostrou que as contas de água medianas para os residentes mais pobres <strong>poderiam subir de cerca de 60 dólares para 111 dólares por mês </strong>(em valores atuais)<strong> num cenário de clima seco. </strong></p><div class="texto-destacado">Mais de 5% das famílias teriam de alocar até um terço do seu rendimento ao pagamento da água, obrigando provavelmente a escolhas difíceis em relação à alimentação, cuidados de saúde e outras necessidades básicas. </div><p>Diferentes estratégias de infraestruturas produziram resultados drasticamente diferentes. Uma abordagem avessa ao risco, que deu prioridade à construção de grandes centrais de dessalinização, proporcionou um abastecimento fiável, mas a um <strong>custo elevado em termos de acessibilidade</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-analisa-os-impactos-das-alteracoes-climaticas-na-acessibilidade-da-agua-incluindo-nas-respetivas-faturas-1785528732942.jpg" data-image="i1asllbb5mfl" alt="Dessalinização" title="Dessalinização"><figcaption>Centrais de dessalinização implicam um aumento de custo da água para o consumidor final.</figcaption></figure><p>Uma abordagem mais cautelosa, que adiou os investimentos, manteve as contas mais baixas, <strong>mas deixou o sistema perigosamente vulnerável durante as secas, garantindo um abastecimento de água fiável em apenas 6 em cada 10 anos</strong>, em média.</p><p>O <strong>custo médio da água da torneira nos Estados Unidos aumentou três vezes mais rapidamente do que a inflação</strong> nas últimas duas décadas, principalmente devido às infraestruturas obsoletas e à manutenção tardia.</p><div class="texto-destacado">A seca e a escassez de água continuam a ser as maiores ameaças ao abastecimento de água urbano. O aumento das temperaturas e a alteração dos padrões de precipitação estão a tornar as secas mais frequentes e severas, reduzindo a fiabilidade das fontes de água.</div><p>As alterações climáticas pressionam o abastecimento de água e obrigam as concessionárias a construir <strong>novas infraestruturas dispendiosas para manter a fiabilidade</strong>.</p><h2>No futuro - aplicação em outras cidades</h2><p>Os autores do estudo afirmam que o seu modelo pode ser aplicado, para avaliar os riscos de acessibilidade à água, a outras cidades, como Los Angeles, San Diego, São Francisco, Cidade do Cabo e Melbourne, na Austrália, que enfrentam vulnerabilidades semelhantes às de Santa Cruz. </p><p>Os autores do estudo recomendam que mesmo as cidades que parecem mais resilientes agora fariam bem em <strong>prestar atenção à acessibilidade da água no futuro</strong>.</p><div class="texto-destacado">Segundo os investigadores, estas comunidades podem tornar-se vulneráveis com o tempo, à medida que o stress climático se intensifica e as concessionárias aumentam as tarifas da água. </div><p>A África do Sul, que recebe apenas cerca de 464 mm de chuva anualmente, menos de metade da média global, está entre os países mais secos do mundo. Em 2018, a Cidade do Cabo quase ficou sem água, obrigando as autoridades a limitar o consumo dos residentes a 50 litros de água por pessoa por dia. <strong>O rigoroso racionamento e as medidas de conservação ajudaram a cidade a evitar o “Dia Zero”.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-analisa-os-impactos-das-alteracoes-climaticas-na-acessibilidade-da-agua-incluindo-nas-respetivas-faturas-1785528963561.jpg" data-image="ifgucuhqveh5" alt="Melbourne" title="Melbourne"><figcaption>Em Melbourne, entre 1 de março e 1 de junho de 2026, os reservatórios da cidade diminuíram 6,1% (111 mil milhões de litros).</figcaption></figure><p>Melbourne, na Austrália, enfrenta também um crescente stress hídrico. <strong>Os níveis de armazenamento estão 9,5% </strong>(172,1 mil milhões de litros)<strong> abaixo do nível de há um ano e 24% </strong>(cerca de 432 mil milhões de litros)<strong> abaixo do nível de há dois anos,</strong> refletindo condições de seca prolongada, níveis de entrada de água a níveis historicamente baixos e aumento da procura.</p><p>O estudo conclui que lidar com a acessibilidade da água em função das alterações climáticas exigirá mais do que ações por parte das concessionárias locais. </p><div class="texto-destacado">Garantir o acesso fiável à água para todos exigirá intervenções a nível estatal que vão muito além do que as concessionárias individuais podem fazer sozinhas.</div><p>Os autores defendem <strong>reformas regulamentares</strong>, maior investimento público em infraestruturas hídricas resilientes ao clima e assistência financeira direcionada para as famílias vulneráveis. </p><p>Além disso, recomendam também que o planeamento futuro da adaptação climática avalie a acessibilidade da água juntamente com a fiabilidade do abastecimento, <strong>para evitar que os custos da adaptação climática afetem desproporcionalmente as comunidades de baixos rendimentos.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Skerker%2C%20J.%2C%20Klassert%2C%20C.%2C%20Francois%2C%20B.%20et%20al." data-year="" data-title="Urban%20water%20affordability%20crisis%20exacerbated%20by%20climate%20change." data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1038%2Fs41893-026-01890-z">Skerker, J., Klassert, C., Francois, B. et al.. <a href="https://doi.org/10.1038/s41893-026-01890-z" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Urban water affordability crisis exacerbated by climate change.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-analisa-os-impactos-das-alteracoes-climaticas-na-acessibilidade-da-agua-incluindo-nas-respetivas-faturas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O Observatório Europeu do Sul está a pedir que se limite o número de satélites em órbita, pelo interesse da astronomia]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-observatorio-europeu-do-sul-esta-a-pedir-que-se-limite-o-numero-de-satelites-em-orbita-pelo-interesse-da-astronomia.html</link><pubDate>Sat, 01 Aug 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Em resposta aos numerosos projetos para estabelecer enormes constelações de satélites na órbita da Terra, o Observatório Europeu do Sul solicitou o estabelecimento de um limite máximo para garantir observações astronómicas a partir da superfície terrestre.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/l-observatoire-europeen-austral-demande-une-limite-de-satellites-en-orbite-pour-le-bien-de-l-astronomie-1783699296321.jpeg" data-image="pm84mk9tel18" alt="Satélites em órbita; ilustração artística" title="Satélites em órbita; ilustração artística"><figcaption>O número de satélites em órbita da Terra tem aumentado ao longo dos anos e representa uma ameaça real para a astronomia.</figcaption></figure><p>Embora cerca de 1,7 milhões de satélites possam ser lançados na órbita da Terra – a maioria deles pertencentes à SpaceX – os investigadores do Observatório Europeu do Sul (ESO) alertam para o<strong> perigo que representam para a astronomia e sugerem limitar o seu número</strong>.</p><h2>Cada vez mais satélites</h2><p>Há apenas uma década, o crescente número de satélites em órbita baixa da Terra não era considerado um grande problema. No entanto, <strong>desde 2019, a implantação gradual da constelação Starlink acelerou drasticamente o aumento do número de satélites</strong>.</p><p>Atualmente,<strong> existem mais de 14.000 satélites ativos em órbita à volta do nosso planeta, em comparação com apenas 2.000 antes de 2019</strong>. A este número já considerável, devemos acrescentar aproximadamente 32.000 fragmentos de detritos espaciais e dispositivos inativos que também orbitam acima das nossas cabeças todos os dias.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Visualization of Starlink satellites orbiting Earth <a href="https://t.co/2zpzpR1QNj">pic.twitter.com/2zpzpR1QNj</a></p>— Black Hole (@konstructivizm) <a href="https://x.com/konstructivizm/status/2075336693109174441?ref_src=twsrc%5Etfw">July 9, 2026</a></blockquote></figure><p>Para agravar a situação, <strong>cerca de 1,7 milhões de satélites adicionais poderão ser lançados para o espaço nos próximos anos, incluindo um milhão de satélites só da SpaceX</strong>. Esta rede de um milhão de satélites seria utilizada para inteligência artificial e funcionaria como servidores em órbita do nosso planeta.</p><p>Outros exemplos incluem as constelações chinesas CTC-1 e CTC-2, cada uma com uma previsão de lançamento de <strong>quase 100.000 satélites</strong>, e o projeto "Cinnamon" da E-Space, que planeia lançar<strong> mais de 450.000 satélites adicionais</strong> para construir uma rede espacial global que liga milhares de milhões de dispositivos online.</p><h2>Um limite necessário</h2><p>Embora estas centenas de milhares de satélites ainda estejam em fase de planeamento, poderão ser lançados em órbita nos próximos anos, o que representaria um<strong> grande desafio para a astronomia</strong>. De facto, <strong>um satélite iluminado pelo Sol pode brilhar mais intensamente do que uma galáxia distante</strong>.</p><p>Para além do facto de muitos destes satélites serem visíveis a olho nu, dificultando a observação do céu noturno, <strong>a passagem de um satélite pelo campo de visão de um telescópio deixa um rasto que obscurece tudo o que está atrás dele</strong>. A situação já é desafiante para muitos telescópios, mesmo que existam "apenas" 14.000 satélites ativos em órbita – por isso é fácil imaginar as consequências da adição de mais 1,7 milhões.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr"><a href="https://x.com/hashtag/PPOD?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#PPOD</a>: One Hour of Satellites ️ <br><br>This image shows <a href="https://x.com/hashtag/satellites?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#satellites</a> crossing the night sky above the northern <a href="https://x.com/hashtag/Atacama?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Atacama</a> Desert in Chile over just one hour. It is a stack of a time-lapse video taken on 15 October 2025 about two hours after sunset. A few streaks are caused by planes and <a href="https://t.co/DXrHQlh34n">pic.twitter.com/DXrHQlh34n</a></p>— The SETI Institute (@SETIInstitute) <a href="https://x.com/SETIInstitute/status/2073059544121385076?ref_src=twsrc%5Etfw">July 3, 2026</a></blockquote></figure><p>Segundo cálculos do Observatório Europeu do Sul (ESO), o <strong>Very Large Telescope perderia até 28% do seu campo de visão neste cenário</strong>, duas horas após o pôr-do-sol. O <strong>Observatório Vera C. Rubin seria ainda mais afetado, uma vez que as suas imagens ficariam inutilizáveis</strong> durante várias horas, todas as noites.</p><p>Isto para não falar de outro projeto ambicioso da empresa americana Reflect Orbital, que planeia implantar espelhos gigantes em órbita para refletir a luz solar de volta para a Terra à noite. <strong>Se os 50.000 espelhos planeados forem implantados até 2035, o céu noturno será três a quatro vezes mais brilhante</strong>!</p><div class="texto-destacado">Por esta razão, o ESO defende agora um limite de 100.000 dispositivos, todos com um brilho inferior à magnitude 7 (ou seja, invisíveis a olho nu). O Observatório Europeu reconhece os benefícios dos satélites, que possibilitam uma valiosa conectividade global, mas também defende lançamentos regulamentados para evitar um crescimento excessivo.<br></div><p>É <strong>crucial que esta questão seja abordada com seriedade e à escala global</strong>. Caso a autoridade reguladora dos EUA responsável pela aprovação ou rejeição destes projectos decida não avançar com os mesmos, as empresas de outros países, como a China, não devem simplesmente ocupar o seu lugar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777657" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/portugal-ajuda-a-construir-satelite-que-vai-desvendar-os-maiores-segredos-da-materia-escura.html" title="Portugal ajuda a construir satélite que vai desvendar os maiores segredos da matéria escura">Portugal ajuda a construir satélite que vai desvendar os maiores segredos da matéria escura</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/portugal-ajuda-a-construir-satelite-que-vai-desvendar-os-maiores-segredos-da-materia-escura.html" title="Portugal ajuda a construir satélite que vai desvendar os maiores segredos da matéria escura"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-ajuda-a-construir-satelite-que-vai-desvendar-os-maiores-segredos-da-materia-escura-1783515847087_320.jpg" alt="Portugal ajuda a construir satélite que vai desvendar os maiores segredos da matéria escura"></a></article></aside><p>A crescente proliferação de satélites representa, sem dúvida, uma ameaça existencial para a astronomia ótica, mas as suas consequências vão muito para além disso. Estas megaconstelações não só interferem com as observações telescópicas, como também<strong> afetam o sono, os ecossistemas e até a qualidade do ar</strong>, principalmente durante os lançamentos de foguetões.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Nassim%20Chentouf" data-year="2026" data-title="SpaceX%20veut%20un%20million%20de%20satellites%20en%20orbite%20pour%20son%20IA%20%3A%20l'astronomie%20mondiale%20r%C3%A9clame%20une%20limite%20d'urgence" data-url="https%3A%2F%2Fwww.lesnumeriques.com%2Fintelligence-artificielle%2Fspacex-veut-un-million-de-satellites-en-orbite-pour-son-ia-l-astronomie-mondiale-reclame-une-limite-d-urgence-n258893.html">Nassim Chentouf. (2026). <a href="https://www.lesnumeriques.com/intelligence-artificielle/spacex-veut-un-million-de-satellites-en-orbite-pour-son-ia-l-astronomie-mondiale-reclame-une-limite-d-urgence-n258893.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">SpaceX wants one million satellites in orbit for its AI: global astronomy calls for an urgent limit</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-observatorio-europeu-do-sul-esta-a-pedir-que-se-limite-o-numero-de-satelites-em-orbita-pelo-interesse-da-astronomia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ciência prova a existência da prática ritual contínua mais antiga do mundo em caverna australiana]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ciencia-prova-a-existencia-da-pratica-ritual-continua-mais-antiga-do-mundo-em-caverna-australiana.html</link><pubDate>Sat, 01 Aug 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Descoberta na Austrália revela rituais indígenas praticados desde a Era do Gelo. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciencia-prova-a-existencia-da-pratica-ritual-continua-mais-antiga-do-mundo-em-caverna-australiana-1785168064772.png" data-image="1gxeck98x0h8"><figcaption>Pôr do sol em Lakes Entrance, East Gippsland.</figcaption></figure><p>Estudos arqueobotânicos realizados na Caverna de Cloggs, localizada no território ancestral dos GunaiKurnai em Gippsland (sudeste da Austrália), <strong>revelaram evidências científicas de práticas rituais contínuas ao longo de aproximadamente 25 000 anos.</strong> O estudo foi conduzido por investigadores em colaboração com a <em>GunaiKurnai Land and Waters Aboriginal Corporation</em>, combinando arqueologia microbotânica avançada e o conhecimento tradicional dos Guardiões e Anciãos GunaiKurnai. </p><h2> Metodologia e descobertas botânicas</h2><p> A investigação centrou-se na análise de <strong>fitólitos, </strong>microscópicas estruturas de sílica formadas no interior dos tecidos vegetais que se preservam no solo durante milénios. Para isolar as atividades humanas das contribuições da fauna local, os cientistas <strong>analisaram tanto as camadas sedimentares da caverna como excrementos preservados de possums-comuns</strong> (<em>Trichosurus vulpecula</em>).</p><ul><li><strong>Predomínio de gramíneas:</strong> A coleção de fitólitos é maioritariamente dominada por gramíneas (família <em>Poaceae</em>), com uma presença insignificante ou nula de plantas lenhosas (árvores e arbustos). </li></ul><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciencia-prova-a-existencia-da-pratica-ritual-continua-mais-antiga-do-mundo-em-caverna-australiana-1785168586058.png" data-image="6xb2qtp129zr"><figcaption>Parque Nacional de Chillagoe-Mungana, Queensland, Austrália.</figcaption></figure><ul><li><strong>Transporte de plantas inteiras:</strong> a presença conjunta de morfotipos de inflorescências (flores), folhas e caules<strong> provou que os antigos ancestrais recolhiam e transportavam plantas de gramíneas inteiras para o interior da caverna.</strong></li></ul><ul><li><strong>Evidência de fogo humano:</strong> a descoberta de fitólitos carbonizados (queimados ou parcialmente fundidos) em múltiplas camadas sedimentares serviu como indicador inequívoco da queima intencional destas plantas trazidas pelos humanos.</li></ul><h2>Uso ritual da caverna e práticas culturais</h2><p>A Caverna de Cloggs localiza-se numa zona escura <strong>onde não existe crescimento natural de plantas. </strong></p><div class="texto-destacado">A escassez de ferramentas de preparação de alimentos e a ausência de restos abundantes de fauna associados à subsistência reforçam que o local não era um acampamento doméstico habitual, mas sim um espaço sagrado e reservado. </div><p>De acordo com o conhecimento tradicional e registos etnográficos do século XIX, a <strong>caverna era frequentada por <em>mulla-mullung</em>, homens e mulheres de grande sabedoria e poderes espirituais. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciencia-prova-a-existencia-da-pratica-ritual-continua-mais-antiga-do-mundo-em-caverna-australiana-1785168165023.jpeg" data-image="cgxkq3rd3pgk"><figcaption>Pintura mural rupestre aborígene, Austrália.</figcaption></figure><p>As plantas eram intencionalmente <strong>queimadas em fogueiras de baixa temperatura, gerando finas camadas expansivas de cinza e fumo</strong>. Na cultura GunaiKurnai, a cinza, o carvão e as gramíneas desempenhavam papéis centrais em rituais de cura, feitiçaria, proteção e cerimónias de iniciação. </p><h2>Conexão com outras instalações rituais no local </h2><p> A descoberta dos fitólitos queimados complementa outros achados arqueológicos excecionais na Caverna de Cloggs: </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciencia-prova-a-existencia-da-pratica-ritual-continua-mais-antiga-do-mundo-em-caverna-australiana-1785168850348.png" data-image="sukh5iv40hk4"><figcaption>Prato cerimonial de madeira com galhos defumados, o ritual de boas-vindas em um evento comunitário indígena na Austrália.</figcaption></figure><ul><li><strong>Fogueiras rituais em miniatura (11 000 a 12 000 anos BP)</strong>: pequenas fogueiras que continham varas de Casuarina aparadas e untadas com gordura animal ou humana, <strong>correspondendo exatamente às descrições etnográficas de rituais de maldição. </strong></li></ul><ul><li><strong>Pedra erguida (<em>Standing Stone</em>, ~2 000 a 1 600 anos BP): </strong>uma estrutura de pedra com cerca de 28 cm de altura, rodeada por 73 camadas finas de cinza <strong>decorrentes da queima repetida de vegetação macia ao seu redor ao longo de séculos. </strong></li></ul><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="678425" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-novo-estudo-revela-a-atividade-humana-moderna-inicial-numa-gruta-do-sudeste-asiatico.html" title="Um novo estudo revela a atividade humana moderna inicial numa gruta do sudeste asiático">Um novo estudo revela a atividade humana moderna inicial numa gruta do sudeste asiático</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-novo-estudo-revela-a-atividade-humana-moderna-inicial-numa-gruta-do-sudeste-asiatico.html" title="Um novo estudo revela a atividade humana moderna inicial numa gruta do sudeste asiático"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-new-study-reveals-early-modern-human-activity-in-a-cave-in-southeast-asia-1728752174942_320.jpg" alt="Um novo estudo revela a atividade humana moderna inicial numa gruta do sudeste asiático"></a></article></aside><p>A análise microbotânica confirma que os <strong>GunaiKurnai recolhiam e queimavam gramíneas na Caverna de Cloggs há cerca de mil gerações.</strong> A integração entre a ciência dos fitólitos e a tradição oral demonstra uma impressionante continuidade cultural e espiritual no sudeste australiano, <strong>ligando as práticas do Pleistoceno ao Holoceno.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Grono%20E%2C%20David%20B%2C%20Mullett%20R%2C%20Stevenson%20J%2C%20Petchey%20F%2C%20Delannoy%20J-J%2C%20McDowell%20MC%2C%20Miller%20DJ%2C%20Morley%20MW%2C%20Fresl%C3%B8v%20J%2C%20Jenkin%20D%2C%20GunaiKurnai%20Land%20e%20Waters%20Aboriginal%20Corporation" data-year="2026" data-title="Phytoliths%20from%20Cloggs%20Cave%2C%20GunaiKurnai%20country%20(southeastern%20Australia)%20reveal%20the%20gathering%20of%20whole%20grasses%20for%20burning%20practices%20inside%20the%20cave." data-url="doi%3A%2010.3389%2Ffearc.2026.1871928">Grono E, David B, Mullett R, Stevenson J, Petchey F, Delannoy J-J, McDowell MC, Miller DJ, Morley MW, Fresløv J, Jenkin D, GunaiKurnai Land e Waters Aboriginal Corporation. (2026). <a href="doi: 10.3389/fearc.2026.1871928" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Phytoliths from Cloggs Cave, GunaiKurnai country (southeastern Australia) reveal the gathering of whole grasses for burning practices inside the cave.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ciencia-prova-a-existencia-da-pratica-ritual-continua-mais-antiga-do-mundo-em-caverna-australiana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar-condicionado natural: plantas que ajudam a deixar o ambiente mais fresco e melhoram o isolamento térmico]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/ar-condicionado-natural-plantas-que-ajudam-a-deixar-o-ambiente-mais-fresco-e-melhoram-o-isolamento-termico.html</link><pubDate>Sat, 01 Aug 2026 08:06:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>As plantas podem ser aliadas perfeitas contra o calor, pois além de acrescentarem um toque decorativo, podem ajudar a refrescar os ambientes, proporcionar sombra e melhorar o conforto térmico da casa durante o verão.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/aire-acondicionado-natural-las-plantas-que-pueden-ayudar-a-crear-un-hogar-mas-fresco-y-mejorar-el-aislamiento-termico-1785413309225.jpeg" data-image="fx9n694msjak" alt="homem molhando uma planta" title="homem molhando uma planta"><figcaption>As plantas podem ajudar a melhorar o ambiente térmico em casa durante o verão.</figcaption></figure><p>Com a chegada do <strong>verão</strong>,<strong> manter a casa fresca</strong> torna-se uma prioridade. Além do indispensável ar-condicionado convencional, existem <strong>soluções naturais</strong> que podem ajudar a melhorar o conforto térmico no lar.</p><p>As <strong>plantas </strong>desempenham um papel particularmente interessante nesse sentido, graças à sombra e à humidade que proporcionam e, sobretudo, à evapotranspiração — um processo natural capaz de aumentar o nosso conforto.</p><p>Embora a vegetação não arrefeça a casa da mesma maneira que um aparelho de ar-condicionado, certas espécies podem <strong>ajudar a reduzir a sensação de calor e criar um microclima mais agradável</strong>, especialmente quando combinadas com orientação, ventilação e isolamento adequados.</p><h2>Evapotranspiração, um arrefecimento natural</h2><p>A chave está na <strong>evapotranspiração</strong>, um processo que combina a evaporação da água presente no solo — ou no substrato, neste caso — com a transpiração das plantas através das suas folhas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Los helechos son perfectos para decorar tu terraza, le da un toque selvático y privado <a href="https://x.com/hashtag/Tips?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Tips</a> <a href="https://x.com/hashtag/Jardin?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Jardin</a> <a href="https://x.com/hashtag/Terraza?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Terraza</a> <a href="https://t.co/sA1EShmVoF">pic.twitter.com/sA1EShmVoF</a></p>— Total Pisos (@TotalPisos) <a href="https://x.com/TotalPisos/status/736368983830626308?ref_src=twsrc%5Etfw">May 28, 2016</a></blockquote></figure><p>Quando uma <strong>planta </strong>de qualquer tipo<strong> absorve água</strong> pelas raízes, uma parcela significativa acaba por ser<strong> libertada na atmosfera na forma de vapor</strong>, através de minúsculos poros chamados estômatos.</p><p>Este mecanismo é semelhante ao que vivenciamos quando o suor evapora da nossa pele. Por isso, <strong>uma vegetação abundante e bem hidratada pode alterar as condições do ar ao seu redor</strong>.</p><div class="texto-destacado">Para que a água passe do estado líquido para o gasoso, ela necessita de energia, a qual obtém do ambiente na forma de calor. Como resultado, produz-se um efeito de arrefecimento.<br></div><p>No entanto,<strong> nem todas as plantas possuem a mesma capacidade</strong>, uma vez que a taxa de evapotranspiração depende de fatores como espécie, tamanho da planta, área superficial das folhas, disponibilidade de água, temperatura, radiação solar, vento e humidade do ambiente.</p><h2>Quais plantas podem ajudar refrescar o ar?</h2><p>Espécies de crescimento rápido, com <strong>grande área superficial foliar </strong>(muitas folhas) e alta exigência hídrica durante o verão, podem apresentar taxas significativas de evapotranspiração.</p><h3>Samambaias</h3><p>Podem adicionar humidade a ambientes internos bem iluminados e protegidos, enquanto certas plantas ornamentais de folhagem abundante ajudam a criar uma atmosfera mais fresca ao seu redor.</p><h3>Hera, falsa-vinha ou algumas variedades de jasmim</h3><p>Podem desempenhar uma função adicional, pois <strong>projetam sombra</strong> sobre paredes e janelas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aire-acondicionado-natural-las-plantas-que-pueden-ayudar-a-crear-un-hogar-mas-fresco-y-mejorar-el-aislamiento-termico-1785414367413.jpeg" data-image="a4o3gtjq302s" alt="Imagen 2" title="Imagen 2"><figcaption>Fachadas com vegetação podem reduzir as temperaturas internas das residências.</figcaption></figure><h3>Árvores e arbustos</h3><p>Possuem uma capacidade ainda maior de modificar o microclima. Uma <strong>copa densa</strong>, como a das árvores, interceta parte da radiação solar antes que atinja fachadas, janelas ou telhados. Ao mesmo tempo, a sua transpiração liberta água de volta para a atmosfera e contribui para a troca de calor.</p><h2>Sombra e isolamento: uma combinação fundamental</h2><p>O efeito de arrefecimento das plantas não depende apenas da evapotranspiração. De facto, quando <strong>posicionadas estrategicamente</strong>, podem servir como uma <strong>barreira vegetal eficaz contra a radiação</strong> solar.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Plantou uma videira e a transformou em um telhado verde cheio de uvas. <a href="https://t.co/Gx4kqsKel7">pic.twitter.com/Gx4kqsKel7</a></p>— abymael (@abymaelx) <a href="https://x.com/abymaelx/status/2059707232212734146?ref_src=twsrc%5Etfw">May 27, 2026</a></blockquote></figure><p>Uma fachada parcialmente coberta por vegetação pode receber menos radiação direta, enquanto uma árvore situada em frente a uma janela pode reduzir significativamente o ganho de calor durante as horas de pico de exposição solar.</p><h2>Plantas de interior: realmente reduzem a temperatura?</h2><p>Em ambientes internos, é melhor ser realista. Uma planta em vaso pode aumentar ligeiramente a humidade relativa local e proporcionar uma sensação subtil de frescura — o que é certamente bem-vinda —, mas <strong>não consegue substituir um sistema de climatização nem reduzir a temperatura da casa em vários graus por si só</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-5-plantas-mais-inusitadas-para-cultivar-em-casa-parecem-ser-de-outro-planeta.html" title="As 5 plantas mais inusitadas para cultivar em casa: parecem ser de outro planeta!">As 5 plantas mais inusitadas para cultivar em casa: parecem ser de outro planeta!</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-5-plantas-mais-inusitadas-para-cultivar-em-casa-parecem-ser-de-outro-planeta.html" title="As 5 plantas mais inusitadas para cultivar em casa: parecem ser de outro planeta!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/le-5-piante-piu-insolite-da-coltivare-in-casa-sembrano-arrivate-da-un-altro-pianeta-1784222155463_320.jpeg" alt="As 5 plantas mais inusitadas para cultivar em casa: parecem ser de outro planeta!"></a></article></aside><p>O <strong>efeito é muito mais significativo quando a vegetação está localizada em terraços, pátios, varandas ou jardins</strong>, onde há uma área foliar maior disponível para intercetar diretamente a radiação solar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aire-acondicionado-natural-las-plantas-que-pueden-ayudar-a-crear-un-hogar-mas-fresco-y-mejorar-el-aislamiento-termico-1785414491993.jpeg" data-image="ormh8p1981yj" alt="Imagen 3" title="Imagen 3"><figcaption>Um jardim visualmente agradável e com uma sensação de frescura.</figcaption></figure><p>Além disso, vale ressaltar que introduzir muitas plantas em ambientes fechados pode aumentar excessivamente a humidade, especialmente se a ventilação for precária. Portanto, é importante encontrar um <strong>equilíbrio entre a vegetação, a ventilação e a disponibilidade de água</strong>.</p><h2>Um ambiente mais fresco com soluções naturais<br></h2><p>As <strong>plantas </strong>podem, portanto, servir como uma ferramenta complementar no combate ao calor. A sua capacidade de realizar a evapotranspiração, proporcionar sombra e modificar o microclima ajuda a reduzir a carga térmica da residência e a melhorar os níveis de conforto durante os meses mais quentes.</p><p>A escolha de espécies adaptadas ao clima local é fundamental, assim como o seu posicionamento estratégico.</p><ul><li><strong>Árvores </strong>para proteger fachadas e janelas</li><li><strong>Plantas trepadeiras</strong> para criar sombra em paredes e muros</li><li><strong>Plantas de folhagem abundante</strong> para pátios e terraços</li></ul><p>O verdadeiro <strong>“ar-condicionado natural”</strong> não depende de uma única planta, mas sim do projeto de espaços verdes capazes de aproveitar os processos naturais da vegetação.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/ar-condicionado-natural-plantas-que-ajudam-a-deixar-o-ambiente-mais-fresco-e-melhoram-o-isolamento-termico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Guia para multiplicar a sua espada-de-São-Jorge a partir de uma única folha e encher a casa com novas plantas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/guia-para-multiplicar-a-sua-espada-de-sao-jorge-a-partir-de-uma-unica-folha-e-encher-a-casa-com-novas-plantas.html</link><pubDate>Sat, 01 Aug 2026 07:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Uma técnica simples e um pouco de paciência são tudo o que precisa para transformar uma única folha em várias plantas. Qual é a melhor altura para o fazer, que recipientes utilizar e quais os erros mais comuns?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/paso-a-paso-para-multiplicar-la-lengua-de-suegra-con-una-sola-hoja-y-llenar-la-casa-de-nuevas-plantas-1785161586218.jpg" data-image="09f7zjmj9exg" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Um método simples e económico para obter novos exemplares a partir de um fragmento de folha.</figcaption></figure><p>Propagar plantas em casa está longe de ser um segredo para os especialistas. Para o comprovar, nada melhor do que começar pela espada-de-São-Jorge. A sua grande resistência perdoa os erros de qualquer principiante e permite <strong>obter novas plantas com muito pouco esforço</strong>.</p><p>A partir de uma única folha saudável, é possível obter várias estacas. Embora o procedimento seja muito simples, <strong>pequenos detalhes fazem a diferença entre uma muda bem-sucedida </strong>e uma que acaba no lixo.</p><h2>O momento ideal para começar</h2><p>A época do ano influencia diretamente o resultado. A primavera e o início do verão são os períodos ideais para esta tarefa, uma vez que a planta se encontra na sua fase de crescimento ativo. <strong>Temperaturas amenas e dias mais longos favorecem o desenvolvimento das raízes</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/paso-a-paso-para-multiplicar-la-lengua-de-suegra-con-una-sola-hoja-y-llenar-la-casa-de-nuevas-plantas-1785161768684.jpg" data-image="j1b5hxtjdn0z" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Para multiplicar a espada-de-São-Jorge, basta uma folha saudável e um vaso com boa drenagem.</figcaption></figure><p>É possível realizar o processo no outono ou no inverno, mas o <strong>desenvolvimento será muito mais lento </strong>e o risco de apodrecimento devido ao excesso de humidade aumentará.</p><h2>Passo a passo: como preparar as estacas</h2><p>O<strong> primeiro passo é escolher uma folha madura, firme e completamente saudável</strong>. É melhor eliminar qualquer folha que apresente manchas, partes moles ou danos causados por insetos.</p><p>Utilizando uma tesoura ou uma faca afiada e desinfetada, a folha é cortada pela base. De seguida, é <strong>dividida em segmentos </strong>de 5 a 8 centímetros de comprimento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/paso-a-paso-para-multiplicar-la-lengua-de-suegra-con-una-sola-hoja-y-llenar-la-casa-de-nuevas-plantas-1785161844495.jpg" data-image="s0e37drejn6i" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>O corte preciso e a cicatrização adequada são passos essenciais para garantir o enraizamento.</figcaption></figure><p>Um pormenor crucial: <strong>todas as estacas devem ser plantadas na mesma orientação em que estavam na planta</strong>. Uma pequena marca na base de cada estaca evita confusões. Se forem plantadas de cabeça para baixo, não criarão raízes.</p><p>Antes da plantação, as estacas precisam de cicatrizar. O ideal é deixá-las durante 24 a 48 horas num local seco, bem ventilado e com sombra. <strong>Este período de repouso forma uma camada protetora sobre o corte</strong>, prevenindo o crescimento de fungos.</p><h3>Vaso definitivo ou recipiente temporário?</h3><p>Para plantar as estacas, o melhor é começar num pequeno vaso temporário, um recipiente para propagação ou mesmo copos de plástico com furos no fundo.</p><p>Um<strong> recipiente pequeno facilita o controlo da humidade e evita que o substrato retenha água em excesso</strong>. Assim que as plântulas desenvolverem as primeiras folhas e um sistema radicular firme, será altura de as transplantar para o vaso definitivo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/paso-a-paso-para-multiplicar-la-lengua-de-suegra-con-una-sola-hoja-y-llenar-la-casa-de-nuevas-plantas-1785161951667.jpg" data-image="q28c98ey4ni8" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Com paciência, rega moderada e um substrato leve, as estacas desenvolvem raízes e novos rebentos em poucas semanas.</figcaption></figure><p>No momento do transplante definitivo, <strong>várias estacas podem ser plantadas juntas num único vaso</strong>. A única precaução é deixá-las com uma distância de 5 a 8 centímetros entre si, para que os seus rizomas tenham espaço para se expandir sem competir por espaço ou nutrientes. <strong>Utilize um substrato leve e com boa drenagem</strong>. Cada estaca deve ser enterrada a apenas dois ou três centímetros de profundidade.</p><h3>Rega: menos é mais</h3><p>O erro mais comum na propagação da espada-de-São-Jorge é o excesso de água. A planta armazena água nos seus tecidos, pelo que não tolera solos encharcados. Após a plantação das mudas, basta <strong>humedecer ligeiramente o solo</strong>. Aguarde até que o substrato esteja completamente seco antes de voltar a regar.</p><p>Em <strong>climas frios, a rega deve ser espaçada por duas semanas ou mais</strong>. Além disso, é melhor colocar o vaso num local bem iluminado, longe da luz solar direta do meio-dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/paso-a-paso-para-multiplicar-la-lengua-de-suegra-con-una-sola-hoja-y-llenar-la-casa-de-nuevas-plantas-1785162046018.jpg" data-image="szm65vp0nyvp" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Para multiplicar a espada-de-São-Jorge em casa, basta uma folha saudável e um vaso com boa drenagem.</figcaption></figure><p>A paciência desempenha um papel fundamental em todo o processo. Em boas condições,<strong> as raízes aparecem entre a terceira e a quarta semana</strong>. No entanto, os novos rebentos podem demorar entre um a três meses a emergir do solo.</p><p>Enquanto se aguarda, é <strong>fundamental não mover ou desenterrar os fragmentos de folhas</strong> para verificar o seu estado. Esta interrupção geralmente danifica as minúsculas raízes em desenvolvimento.</p><h3>Um pormenor fundamental sobre a variedade</h3><p>Se a planta-mãe tiver folhas completamente verdes, os novos exemplares serão idênticos.</p><p>Em contraste, as variedades com bordos amarelos ou creme, como a popular <em>Laurentii</em>, perdem estas riscas quando propagadas por estacas de folhas. As <strong>plantas resultantes serão inteiramente verdes</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780286" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-ar-condicionado-colonial-de-guanajuato-como-as-suas-ruas-estreitas-se-mantem-frescas-sem-tecnologia-moderna.html" title="O 'ar condicionado colonial' de Guanajuato: como as suas ruas estreitas se mantêm frescas sem tecnologia moderna">O "ar condicionado colonial" de Guanajuato: como as suas ruas estreitas se mantêm frescas sem tecnologia moderna</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-ar-condicionado-colonial-de-guanajuato-como-as-suas-ruas-estreitas-se-mantem-frescas-sem-tecnologia-moderna.html" title="O 'ar condicionado colonial' de Guanajuato: como as suas ruas estreitas se mantêm frescas sem tecnologia moderna"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-aire-acondicionado-colonial-de-guanajuato-asi-refrescan-sus-calles-estrechas-sin-tecnologia-moderna-1784337782288_320.png" alt="O 'ar condicionado colonial' de Guanajuato: como as suas ruas estreitas se mantêm frescas sem tecnologia moderna"></a></article></aside><p><strong>Para preservar as bordas douradas desta variedade</strong>, a única forma é dividir a planta a partir das suas raízes ou separar os rebentos que crescem na base.</p><p>Com uma folha saudável e paciência, esta técnica é uma forma simples e barata de adicionar verde a todos os cantos da sua casa.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/guia-para-multiplicar-a-sua-espada-de-sao-jorge-a-partir-de-uma-unica-folha-e-encher-a-casa-com-novas-plantas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Atenção aos raios UV na Madeira: índice manter-se-á elevado nos próximos dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/atencao-aos-raios-uv-na-madeira-indice-manter-se-a-elevado-nos-proximos-dias.html</link><pubDate>Sat, 01 Aug 2026 06:02:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O IPMA prolongou o aviso amarelo de tempo quente na Madeira até às 18h do dia 3 de agosto. Além do calor, também o índice UV estará elevado nos próximos dias.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xatrgv2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xatrgv2.jpg" id="xatrgv2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como avançamos em previsões anteriores, o IPMA havia emitido aviso amarelo de tempo quente para as Regiões Montanhosas e a Costa Sul da Madeira até ao final do dia 2 de agosto, no entanto, até ao momento da redação desta previsão, e de acordo com a mais recente atualização deste instituto,<strong> este aviso foi prolongado até às 18h do dia 3 de agosto</strong>, segunda-feira.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Para além das temperaturas previstas, que poderão aproximar-se dos 30 ºC, especialmente na Costa Sul, há ainda <strong>outro fator que deverá exigir um maior cuidado quando decidir ir à praia ou fazer alguma atividade ao ar livre </strong>durante as horas de maior exposição: o índice UV, que estará muito elevado, segundo a mais recente previsão dos nossos mapas.</p><h2>Índice UV muito elevado nos próximos dias: o que significa?</h2><p>Para hoje, sábado, numa escala de 0 a 15, o<strong> índice esperado entre as 13h e as 15h para a maior parte da área do arquipélago madeirense é de 10</strong>. O que é que isto significa?</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/atencao-aos-raios-uv-na-madeira-indice-manter-se-a-elevado-nos-proximos-dias-1785537723172.png" data-image="ur7m56xa717k" alt="índice UV" title="índice UV"><figcaption>Ao longo dos próximos dias, o arquipélago da Madeira registará índices elevados de radiação UV, requerendo, assim, um maior cuidado com a exposição solar.</figcaption></figure><p>Um <strong>índice UV entre 8 e 10 é considerado muito alto</strong>, pelo que neste caso específico que estamos a analisar, já se encontra no limite, pois se fosse de 11 ou mais, seria considerado extremo. Felizmente, em Portugal, este valor (11) é pouco frequente, no entanto, um <strong>índice como o previsto para as próximas horas e dias na Madeira requer alguns cuidados</strong>.</p><p>Um dos principais riscos são as queimaduras na pele em menos de 10 minutos, em pessoas de pele muito clara, para além de possíveis danos oculares e insolações. No entanto, aconselha-se o<strong> uso de proteção solar (acima de 30 FPS), assim como óculos de sol com proteção UVB/UVA; chapéu e roupas leves. A hidratação também é essencial para evitar golpes de calor</strong>.</p><h2>No domingo o índice diminui, mas volta a aumentar nos dias seguintes</h2><p>Segundo o nosso mapa de índice UV, é esperado que amanhã, domingo, o índice baixe de 10 para 8, continuando elevado, mas não tão extremo. Contudo, esta diminuição, que se deverá ao facto de uma maior nebulosidade sobre a ilha, será "sol de pouca dura", uma vez que<strong> na segunda-feira voltará a aumentar para 10</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781429" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/madeira-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-eis-as-zonas-com-temperaturas-mais-elevadas-e-ate-quando-ira-durar-este-aviso.html" title="Madeira sob aviso amarelo de tempo quente: eis as zonas com temperaturas mais elevadas e até quando irá durar este aviso">Madeira sob aviso amarelo de tempo quente: eis as zonas com temperaturas mais elevadas e até quando irá durar este aviso</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/madeira-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-eis-as-zonas-com-temperaturas-mais-elevadas-e-ate-quando-ira-durar-este-aviso.html" title="Madeira sob aviso amarelo de tempo quente: eis as zonas com temperaturas mais elevadas e até quando irá durar este aviso"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-eis-as-zonas-mais-quentes-e-ate-quando-ira-durar-este-aviso-1785492417825_320.png" alt="Madeira sob aviso amarelo de tempo quente: eis as zonas com temperaturas mais elevadas e até quando irá durar este aviso"></a></article></aside><p>Nos dias seguintes, é expectável que o índice se mantenha entre 9 e 10, sendo recomendado que <strong>os cuidados supracitados sejam postos em prática</strong>, especialmente pelas pessoas que estarão mais expostas ao sol, de forma a evitar danos à saúde.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/atencao-aos-raios-uv-na-madeira-indice-manter-se-a-elevado-nos-proximos-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA["Bali português" existe e fica a menos de uma hora do Porto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-bali-portugues-existe-e-fica-a-menos-de-uma-hora-do-porto.html</link><pubDate>Sat, 01 Aug 2026 05:03:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Parece Bali, mas fica no Minho. Conheça o refúgio à beira-rio que está a conquistar Portugal. “É perfeito para quem quer fugir à rotina sem sair do país.”</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/o-bali-portugues-existe-e-fica-a-menos-de-uma-hora-do-porto-1785258635030.jpg" data-image="jqhwl1oix9aq" alt="Bamboo & Coconut" title="Bamboo & Coconut"><figcaption>Já ouvir falar deste espaço? Foto: Bamboo & Coconut // lagodoscisnespark</figcaption></figure><p>“Um dos lugares mais bonitos” da região; “Bali de Portugal”; “um dos <em>spots</em> de verão favoritos”; e “é perfeito para quem quer fugir à rotina sem sair do país”. Quando se trata de descrever este lugar, os<em> media </em>portugueses não medem palavras. </p><p>Agora a questão que se coloca é: afinal, do que é que estão a falar? Nós explicamos. </p><p>Quando alguém lhe fala de <strong>Bali</strong>, qual a primeira imagem a surgir? Apostamos que se trata de uma com palmeiras, bambus, espreguiçadeiras, água e aquele ambiente tão característico desta ilha da Indonésia. E é precisamente isso que aparece quando se fala do <strong>Bamboo & Coconut</strong>.</p><div class="texto-destacado">Instalado nas margens do rio Cávado, este refúgio de verão tornou-se um dos locais mais fotografados do Minho. Entre estruturas em bambu, madeira, zonas de sombra, vegetação exuberante e uma decoração inspirada nos destinos tropicais, muitos visitantes dizem sentir-se transportados para Bali.</div><p>A única diferença? Para conhecer este lugar não precisa de apanhar nenhum avião. Aliás, basta conduzir até <strong>Amares</strong>, no<strong> distrito de Braga</strong>. </p><h2>Parece Bali, mas fica em Portugal</h2><p>O espaço integra a <strong>Quinta Lago dos Cisnes</strong> e existe desde 1993. Na altura, nasceu como um simples bar de apoio à beira-rio, mas foi evoluindo ao longo dos anos. Hoje apresenta-se como um verdadeiro<em> summer club</em>, pensado para que seja possível passar ali um dia inteiro entre refeições, momentos de descanso e diferentes experiências.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="735547" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/sera-esta-a-nova-bali-o-paraiso-que-divide-opinioes.html" title="Será esta a nova Bali? O paraíso que divide opiniões">Será esta a nova Bali? O paraíso que divide opiniões</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/sera-esta-a-nova-bali-o-paraiso-que-divide-opinioes.html" title="Será esta a nova Bali? O paraíso que divide opiniões"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sera-esta-a-nova-bali-o-paraiso-que-divide-opinioes-1761206390434_320.jpg" alt="Será esta a nova Bali? O paraíso que divide opiniões"></a></article></aside><p>Uma das suas particularidades é o facto de<strong> renascer todos os anos</strong>. Como está instalado numa zona sujeita às cheias de inverno, grande parte das estruturas é desmontada no final da época e reconstruída quando regressa o verão. Sempre que reabre, o espaço apresenta novas ideias e continua a reinventar-se. Este ano não foi exceção.</p><h2>Muito mais do que um bar de verão</h2><p>Embora o Bamboo Lounge continue a ser o centro do espaço, o conceito vai <strong>muito além de um simples bar à beira-rio</strong>. </p><div class="texto-destacado">É ali que são servidos<em> cocktails</em>, sangrias, <em>snacks </em>e petiscos, sempre acompanhados por um ambiente descontraído e, frequentemente, por música ao vivo ou<em> DJ sets </em>durante os sunsets.</div><p>“O nosso objetivo nunca foi criar um restaurante para o dia a dia. Queremos proporcionar momentos especiais, daqueles que as pessoas associam ao verão e guardam na memória”, sublinham os responsáveis, citados pela revista ‘NiT’.</p><p>Para quem pretende uma refeição mais completa, existe o restaurante The Coconut House, cuja carta privilegia pratos para partilhar, carnes, peixe, massas e propostas de inspiração mediterrânica e tropical, acompanhadas por <em>cocktails</em> de assinatura.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-bali-portugues-existe-e-fica-a-menos-de-uma-hora-do-porto-1785258955549.jpg" data-image="b4g6jpst8jef" alt="Bamboo & Coconut" title="Bamboo & Coconut"><figcaption>Um espaço para conhecer este verão. Bamboo & Coconut // lagodoscisnespark</figcaption></figure><p>O complexo inclui ainda a Palm Boutique, dedicada a artigos de decoração, moda e <em>lifestyle</em>, bem como o The Studio, um espaço destinado a aulas de ioga, pilates, <em>workshops</em> e outras atividades ligadas ao bem-estar.</p><p>Ao longo da temporada realizam-se também <strong><em>brunches</em>, eventos temáticos, experiências gastronómicas e iniciativas especiais</strong>, o que faz com que dificilmente duas visitas sejam iguais.</p><h2>O que deve saber antes de visitar</h2><p>Mas, atenção, porque, apesar de estar localizado junto ao rio Cávado, <strong>o Bamboo & Coconut não funciona como praia fluvial</strong>. Aqui não há nadadores-salvadores nem vigilância balnear, pelo que qualquer mergulho é feito por conta e risco.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779757" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nem-algarve-nem-alentejo-esta-praia-fluvial-fica-no-norte-e-tem-agua-a-24-c.html" title="Nem Algarve, nem Alentejo: esta praia fluvial fica no Norte e tem água a 24 ºC ">Nem Algarve, nem Alentejo: esta praia fluvial fica no Norte e tem água a 24 ºC </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nem-algarve-nem-alentejo-esta-praia-fluvial-fica-no-norte-e-tem-agua-a-24-c.html" title="Nem Algarve, nem Alentejo: esta praia fluvial fica no Norte e tem água a 24 ºC "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nem-algarve-nem-alentejo-esta-praia-fluvial-fica-no-norte-e-tem-agua-a-24-c-1784655856544_320.jpg" alt="Nem Algarve, nem Alentejo: esta praia fluvial fica no Norte e tem água a 24 ºC "></a></article></aside><p>Em vez disso, a maioria dos visitantes chega para aproveitar o ambiente, relaxar junto ao rio, almoçar, beber um<em> cocktail </em>ou simplesmente desfrutar da tranquilidade proporcionada pela natureza.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-bali-portugues-existe-e-fica-a-menos-de-uma-hora-do-porto-1785259107631.jpg" data-image="kw587uzh5py3" alt="Bamboo & Coconut" title="Bamboo & Coconut"><figcaption>Chamam-lhe o "Bali português" — e não é difícil perceber porquê. Foto: Bamboo & Coconut // lagodoscisnespark</figcaption></figure><p>Outra vantagem é o facto de ser um espaço<em><strong> pet friendly</strong></em>, permitindo a entrada de animais de estimação, desde que permaneçam com trela.</p><h2>Mais informações e detalhes</h2><p>O Bamboo & Coconut abre apenas durante os <strong>meses de verão</strong>, normalmente entre junho e setembro, embora os horários possam variar consoante as condições meteorológicas. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.<br> </div><p>A entrada funciona através de um<strong> consumo mínimo</strong>, cujo valor varia consoante o dia e pode ir até aos 15€, sendo esse montante descontado no que consumir durante a visita. Como os horários, os preços e a programação podem sofrer alterações ao longo da época, é aconselhável confirmar as condições antes de se deslocar ao espaço.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Versa%2C%20Ribeiro%2C%20M" data-year="2026" data-title="Parece%20Bali%2C%20mas%20este%20para%C3%ADso%20t%C3%A3o%20elogiado%20fica%20mesmo%20em%20Portugal" data-url="https%3A%2F%2Fversa.iol.pt%2Fbraga%2Fbamboo-coconut%2Fparece-bali-mas-este-paraiso-tao-elogiado-fica-mesmo-em-portugal%2F20260718%2F6a58ebb7d34e511da0b2dc93">Versa, Ribeiro, M. (2026). <a href="https://versa.iol.pt/braga/bamboo-coconut/parece-bali-mas-este-paraiso-tao-elogiado-fica-mesmo-em-portugal/20260718/6a58ebb7d34e511da0b2dc93" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Parece Bali, mas este paraíso tão elogiado fica mesmo em Portugal</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Santos%2C%20D" data-year="2026" data-title="Um%20dos%20nossos%20spots%20de%20ver%C3%A3o%20favoritos%20parece%20Bali%2C%20mas%20fica%20em%20Portugal" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fna-cidade%2Fum-dos-nossos-spots-de-verao-favoritos-parece-bali-mas-fica-em-portugal">NiT, Santos, D. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/um-dos-nossos-spots-de-verao-favoritos-parece-bali-mas-fica-em-portugal" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Um dos nossos spots de verão favoritos parece Bali, mas fica em Portugal</a>.</cite><br><cite data-author="Dois%20%C3%A0s%2010" data-year="2026" data-title="Pode%20ir%20a%20%22Bali%22%20de%20Portugal%20por%20apenas%205%20euros%3A%20saiba%20onde%20fica%20um%20dos%20segredos%20mais%20bem%20guardados%20de%20Portugal" data-url="https%3A%2F%2Ftvi.iol.pt%2Fdoisas10%2Fbali%2Fbamboo-coconut%2Fpode-ir-a-bali-de-portugal-por-apenas-5-euros-saiba-onde-fica-um-dos-segredos-mais-bem-guardados-de-portugal">Dois às 10. (2026). <a href="https://tvi.iol.pt/doisas10/bali/bamboo-coconut/pode-ir-a-bali-de-portugal-por-apenas-5-euros-saiba-onde-fica-um-dos-segredos-mais-bem-guardados-de-portugal" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Pode ir a "Bali" de Portugal por apenas 5 euros: saiba onde fica um dos segredos mais bem guardados de Portugal</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-bali-portugues-existe-e-fica-a-menos-de-uma-hora-do-porto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item></channel></rss>