<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Fri, 21 Aug 2026 19:40:14 +0000</lastBuildDate><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 19:40:14 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Da Polónia a Itália a pé: este novo trilho atravessa seis países europeus]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/da-polonia-a-italia-a-pe-este-novo-trilho-atravessa-seis-paises-europeus.html</link><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 17:05:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Do mar Báltico ao Adriático, a rota passa por praias, florestas, cidades históricas e montanhas. Mas, atenção, porque o desafio tem quase 3.500 quilómetros.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/da-polonia-a-italia-a-pe-este-novo-trilho-atravessa-seis-paises-europeus-1786189300686.jpg" data-image="7sxozv0a1bqu" alt="Trilho" title="Trilho"><figcaption>Um trilho, seis países e quase 3.500 km: esta é a nova grande aventura europeia. Imagem ilustrativa. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Há quem atravesse a Europa de avião, de comboio ou de carro. E depois há quem decida fazê-lo a pé, com uma mochila às costas e muitos, muitos quilómetros pela frente. O <strong>Wolf Trail</strong> (Trilho do Lobo) é o novo desafio para quem leva o gosto por caminhadas a sério. Feitas as contas, são quase <strong>3.500 quilómetros </strong>entre o mar Báltico e o Adriático, atravessando seis países. </p><p>Sim, leu bem. É caso para dizer que esta não se trata de uma caminhada para encaixar num fim de semana prolongado. Aliás, percorrer o trajeto completo pode exigir<strong> entre quatro e seis meses</strong>, dependendo do ritmo e das paragens.</p><div class="texto-destacado">A boa notícia é que, pelo caminho, há praias, florestas, aldeias, cidades históricas, vinhas e, claro, montanhas. Muitas montanhas.</div><p><strong>O percurso liga a península de Hel, na Polónia, a Trieste, em Itália</strong>, passando pela Alemanha, Suíça, Áustria e Eslovénia. Ao todo, soma cerca de 3.493 quilómetros e mais de 78.400 metros de desnível positivo. Para ter uma ideia da dimensão do desafio, é como acumular uma subida equivalente a quase nove vezes a altitude do Monte Evereste. </p><h2>De praias do Báltico aos Alpes</h2><p>A aventura começa de forma relativamente simpática. A primeira secção percorre cerca de<strong> 430 quilómetros entre Hel e Świnoujście</strong>, acompanhando a costa báltica polaca. </p><div class="texto-destacado">Há praias de areia, florestas costeiras e paisagens bem diferentes da imagem que muitas pessoas têm quando pensam numa grande travessia europeia.</div><p>Depois, o cenário começa gradualmente a mudar. A rota entra na Alemanha e <strong>atravessa diferentes paisagens do norte e centro do país</strong>, passando por zonas como a charneca de Lüneburg, a Floresta Negra e a região do Palatinado. Também há espaço para localidades históricas, aldeias e regiões vinícolas, numa mistura que faz com que o Wolf Trail seja muito mais do que uma sucessão de trilhos no meio da natureza.</p><p>A viagem prossegue até ao Lago de Constança e, a partir daí, começa a verdadeira aproximação aos Alpes. A sexta secção conduz os caminhantes em direção aos Alpes de Allgäu, terminando em Oberstdorf. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="758516" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/caminhos-sustentaveis-os-novos-trilhos-de-caminhada-para.html" title="Caminhos sustentáveis: os novos trilhos de caminhada para 2026">Caminhos sustentáveis: os novos trilhos de caminhada para 2026</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/caminhos-sustentaveis-os-novos-trilhos-de-caminhada-para.html" title="Caminhos sustentáveis: os novos trilhos de caminhada para 2026"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/caminhos-sustentaveis-os-novos-trilhos-de-caminhada-para-1773407570740_320.png" alt="Caminhos sustentáveis: os novos trilhos de caminhada para 2026"></a></article></aside><p>É na última parte, contudo, que o grau de exigência sobe consideravelmente. É que <strong>o percurso atravessa os Alpes, passa pelas Dolomitas e pelas montanhas dos Alpes Julianos</strong>, na Eslovénia, antes de chegar finalmente a Trieste.</p><div class="texto-destacado">É precisamente nesta fase que aparecem alguns dos cenários mais impressionantes do percurso, incluindo a Via Alpina, as Dolomitas, classificadas como Património Mundial da UNESCO, e o Parque Nacional de Triglav, na Eslovénia. </div><p>O prémio no final da caminhada é bastante mais simples: chegar ao Adriático e, provavelmente, sentar-se.</p><h2>Não precisa de tirar meio ano de férias</h2><p>Apesar de o Wolf Trail ter sido pensado como uma grande travessia contínua, não é necessário reservar quatro a seis meses da sua vida para o fazer.</p><p><strong>O percurso está dividido em sete secções</strong>, que podem ser realizadas separadamente. A primeira tem cerca de 430 quilómetros e as restantes variam entre aproximadamente 370 e 570 quilómetros. Assim, cada caminhante pode escolher apenas uma parte da rota e regressar noutra ocasião para continuar a aventura.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/da-polonia-a-italia-a-pe-este-novo-trilho-atravessa-seis-paises-europeus-1786189762099.jpg" data-image="sisejr0ze45e" alt="Dolomitas" title="Dolomitas"><figcaption>O trilho passa por paisagens verdadeiramente impressionantes. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Há ainda pontos de entrada que permitem fazer<strong> caminhadas mais curtas</strong>, incluindo percursos de um dia ou primeiros troços de algumas dezenas de quilómetros. Ou seja, não precisa de se comprometer imediatamente com quase 3.500 quilómetros e uma mochila que parece pesar o dobro ao fim da primeira semana.</p><div class="texto-destacado">Em vez de tentar levar comida e equipamento para meses, os caminhantes vão encontrando localidades onde podem comprar mantimentos e tratar das necessidades do dia a dia.</div><p>Aliás, a ideia por trás do projeto é precisamente<strong> popularizar o chamado ‘thru-hiking</strong>’, isto é, percorrer uma rota de longa distância de forma contínua, transportando consigo apenas o essencial e reabastecendo-se pelo caminho. </p><p>“Os caminhantes dependem de ficheiros GPX descarregáveis, mapeados em aplicações tecnológicas, para planear os reabastecimentos diários nas cidades e encontrar parques de campismo legais”, nota a ‘Time Out’.</p><h2>Uma caminhada que exige planeamento</h2><p>Mas aqui, a distância não é o único desafio. O<strong> desnível acumulado ultrapassa os 78.400 metros</strong> e as características do terreno vão mudando bastante ao longo do percurso. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="745766" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/coreia-do-sul-a-pe-7-caminhadas-de-trilhos-urbanos-a-rotas-de-varios-dias.html" title="Coreia do Sul a pé: 7 caminhadas, de trilhos urbanos a rotas de vários dias">Coreia do Sul a pé: 7 caminhadas, de trilhos urbanos a rotas de vários dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/coreia-do-sul-a-pe-7-caminhadas-de-trilhos-urbanos-a-rotas-de-varios-dias.html" title="Coreia do Sul a pé: 7 caminhadas, de trilhos urbanos a rotas de vários dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/coreia-do-sul-a-pe-7-caminhadas-de-trilhos-urbanos-a-rotas-de-varios-dias-1766689953501_320.jpeg" alt="Coreia do Sul a pé: 7 caminhadas, de trilhos urbanos a rotas de vários dias"></a></article></aside><p>Se os primeiros quilómetros, junto ao Báltico e no norte da Alemanha, são relativamente acessíveis, as coisas ficam bem diferentes quando a rota entra nas zonas alpinas.</p><p>Nas últimas secções existem passagens de montanha que podem atingir entre 2.500 e 3.000 metros de altitude. Por isso, <strong>a época do ano é uma questão importante</strong>. Os meses de inverno trazem neve e condições particularmente difíceis nas zonas montanhosas, sendo a janela entre a primavera e o início do outono a opção mais adequada para a travessia completa.</p><p>Também é necessário ter atenção às regras locais de campismo. O Wolf Trail foi desenhado ligando percursos que já existiam, incluindo partes de grandes trilhos europeus como o E1, o E9 e a Via Alpina, mas <strong>a possibilidade de montar tenda não é igual em todos os países</strong>. Na Alemanha, por exemplo, o campismo selvagem está sujeito a regras apertadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/da-polonia-a-italia-a-pe-este-novo-trilho-atravessa-seis-paises-europeus-1786190123146.jpg" data-image="51wp9kvmotva" alt="Trilho" title="Trilho"><figcaption>Um trilho novo feito de caminhos que já existiam. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Por isso, a rota foi pensada para passar por locais onde os caminhantes podem pernoitar legalmente, incluindo parques de campismo, áreas de<em> trekking</em>, refúgios de montanha e localidades com diferentes opções de alojamento.</p><div class="texto-destacado">O projeto, desenvolvido pela marca alemã de equipamento outdoor Jack Wolfskin, consiste em ligar, então, percursos de longa distância e caminhos históricos que já existiam, criando uma rota contínua entre o Báltico e o Adriático.</div><p>No fundo, a proposta é simples: <strong>transformar vários trilhos numa única grande aventura europeia</strong>, permitindo atravessar seis países sem precisar de entrar num carro para passar de uma paisagem para outra.</p><p>E não se preocupe. Do ponto de vista da segurança, <strong>a rota foi testada</strong> pela canadiana Lauren Roerick. A caminhante de longa distância conta com mais de 13.000 quilómetros percorridos em trilhos como o Pacific Crest Trail, o HexaTrek e o Te Araroa. Em 2026, participou na avaliação do Wolf Trail, analisando as condições do percurso e os desafios práticos associados a uma travessia desta dimensão.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Time%20Out%2C%20Teeling%2C%20R" data-year="2026" data-title="H%C3%A1%20um%20novo%20trilho%20que%20atravessa%20seis%20pa%C3%ADses%20europeus" data-url="https%3A%2F%2Fwww.timeout.pt%2Flisboa%2Fpt%2Fnoticias%2Fha-um-novo-trilho-que-atravessa-seis-paises-europeus-072526">Time Out, Teeling, R. (2026). <a href="https://www.timeout.pt/lisboa/pt/noticias/ha-um-novo-trilho-que-atravessa-seis-paises-europeus-072526" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Há um novo trilho que atravessa seis países europeus</a>.</cite><br><cite data-author="EuroNews" data-year="2026" data-title="Pol%C3%B3nia%20a%20It%C3%A1lia%3A%20novo%20trilho%20de%203%20500%20km%20atravessa%20seis%20pa%C3%ADses%20europeus" data-url="https%3A%2F%2Fpt.euronews.com%2Fviagens%2F2026%2F07%2F22%2Fpolonia-a-italia-novo-trilho-de-3-500-km-atravessa-seis-paises-europeus">EuroNews. (2026). <a href="https://pt.euronews.com/viagens/2026/07/22/polonia-a-italia-novo-trilho-de-3-500-km-atravessa-seis-paises-europeus" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Polónia a Itália: novo trilho de 3 500 km atravessa seis países europeus</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Oliveira%2C%20E" data-year="2026" data-title="S%C3%B3%20para%20os%20mais%20aventureiros%3A%20h%C3%A1%20um%20novo%20trilho%20na%20Europa%20que%20atravessa%20seis%20pa%C3%ADses" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffit%2Fso-para-os-mais-aventureiros-ha-um-novo-trilho-na-europa-que-atravessa-seis-paises">NiT, Oliveira, E. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fit/so-para-os-mais-aventureiros-ha-um-novo-trilho-na-europa-que-atravessa-seis-paises" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Só para os mais aventureiros: há um novo trilho na Europa que atravessa seis países</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/da-polonia-a-italia-a-pe-este-novo-trilho-atravessa-seis-paises-europeus.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Da boca ao intestino: o que podem as bactérias revelar sobre a psicopatia humana?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/da-boca-ao-intestino-o-que-podem-as-bacterias-revelar-sobre-a-psicopatia-humana.html</link><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 16:53:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Estudo sugere que algumas pistas sobre a personalidade podem estar para lá do cérebro. Investigadores do Porto procuraram-nas num território inesperado: as bactérias que vivem na boca e no intestino.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/da-boca-ao-intestino-o-que-podem-as-bacterias-revelar-sobre-a-psicopatia-humana-1787313717536.jpg" data-image="pd6oceeq55zt" alt="Intestino e bactérias" title="Intestino e bactérias"><figcaption>Milhares de microrganismos vivem na boca e no intestino humano, formando ecossistemas que a ciência começa agora a relacionar com o comportamento. Imagem gerada por IA: Adobe Stock</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>O cérebro será o lugar mais óbvio para procurar explicações para alguns dos <strong>traços mais obscuros</strong> da personalidade humana. Mas não foi por aí que seguiram os investigadores do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto. Foram procurar mais abaixo: primeiro na <strong>boca</strong>, depois no <strong>intestino</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O estudo, publicado na revista <em>Translational Psychiatry</em>, analisou a composição da microbiota oral e intestinal de 200 participantes e procurou perceber se existiam associações entre esses microrganismos, determinadas substâncias produzidas pelo organismo e traços associados à psicopatia.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A investigação parte de uma mudança que se tem vindo a afirmar na ciência: o reconhecimento de que o enorme ecossistema de <strong>microrganismos</strong> a viver no nosso corpo não é um mero passageiro. </p><h2>A microbiota e o comportamento humano</h2><p>A <strong>microbiota</strong> participa em processos metabólicos e mantém uma <strong>relação complexa com o organismo</strong>, incluindo através do chamado eixo microbiota-intestino-cérebro.</p><p>A possibilidade de esta relação estar ligada ao <strong>comportamento</strong> não é inteiramente nova. Estudos anteriores já encontraram associações entre a <strong>microbiota</strong> e transtornos como ansiedade e depressão.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O que esta equipa procurou de novo foi saber se existia também uma relação com traços de personalidade associados à psicopatia, como o distanciamento emocional, a impulsividade e tendências antissociais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os investigadores encontraram <strong>diferenças na composição</strong> de algumas <strong>comunidades bacterianas</strong> presentes no intestino e na cavidade oral dos participantes e identificaram relações entre determinadas bactérias e as pontuações obtidas numa escala de avaliação de traços psicopáticos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/da-boca-ao-intestino-o-que-podem-as-bacterias-revelar-sobre-a-psicopatia-humana-1787313839843.jpg" data-image="5u4wv6oa7kfr" alt="Ligação cérebro-intestino" title="Ligação cérebro-intestino"><figcaption>O eixo intestino-cérebro permite a comunicação entre o sistema digestivo e o sistema nervoso central, uma relação que está no centro de novas linhas de investigação. Imagem gerada por IA: Adobe Stock</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Algumas bactérias intestinais, entre elas <em>Allisonella</em>, <em>Prevotella</em>, <em>Ruminococcaceae DTU089</em> e <em>Cloacibacillus evryensis</em>, apresentaram <strong>diferenças de abundância</strong> entre grupos e algumas mostraram associações positivas com essas pontuações. Na boca, <em>Treponema vincentii</em> apresentou uma associação negativa. Nenhuma delas, porém, pode ser considerada “a bactéria da psicopatia”.</p><h2>Depois das bactérias, vieram as moléculas</h2><p>A viagem, contudo, está longe de terminar nos microrganismos. Ao analisar os metabolitos presentes nas amostras, os cientistas encontraram diferenças nos níveis de <strong>glicose</strong> e <strong>taurina</strong> nas fezes. Ambas as substâncias apresentaram associações positivas com as pontuações de traços psicopáticos.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É aqui que o estudo acrescenta uma segunda camada à história. Não estão apenas em causa as bactérias que vivem no organismo, mas também as moléculas que resultam da sua atividade ou que podem ser por ela modificadas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>E se parte dessa química, envolvida na comunicação entre o intestino e o cérebro, também participar nos processos que ajudam a explicar diferenças na forma como algumas pessoas sentem, pensam e se relacionam com os outros? A pergunta é nova. E, por enquanto, continua a ser uma pergunta.</p><h2>A psicopatia não está no intestino</h2><p>A descoberta é intrigante, mas exige cautela. Encontrar diferenças na microbiota ou nos metabolitos associados a pessoas com mais traços psicopáticos <strong>não significa que essas alterações provoquem esses comportamentos</strong>. </p><p>No estudo, os participantes foram avaliados num determinado momento, permitindo identificar <strong>padrões</strong> que aparecem em conjunto, mas sem especificar qual surgiu primeiro nem se um provoca o outro.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Pode ser que determinadas características biológicas contribuam para alterações na microbiota. Pode acontecer o contrário. Ou podem existir outros factores, como a alimentação, o estilo de vida ou o ambiente, que ajudem a explicar simultaneamente as duas coisas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Há ainda outra <strong>distinção</strong> que importa deixar clara. Os investigadores não desenvolveram um <strong>teste</strong> capaz de identificar pessoas com psicopatia através de uma análise às fezes ou à saliva. Também não procuraram diagnosticar psicopatia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="718873" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/genetica-e-psicologia-a-influencia-dos-genes-na-personalidade-humana.html" title="Genética e Psicologia: A Influência dos Genes na Personalidade Humana">Genética e Psicologia: A Influência dos Genes na Personalidade Humana</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/genetica-e-psicologia-a-influencia-dos-genes-na-personalidade-humana.html" title="Genética e Psicologia: A Influência dos Genes na Personalidade Humana"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/genetica-e-psicologia-a-influencia-dos-genes-na-personalidade-humana-1751989213771_320.jpg" alt="Genética e Psicologia: A Influência dos Genes na Personalidade Humana"></a></article></aside><p>O que fizeram foi avaliar <strong>traços psicopáticos</strong>, através de uma escala, e procurar padrões biológicos que pudessem acompanhar a intensidade desses traços. A importância da descoberta não está, por isso, em permitir identificar um “psicopata” através da microbiota. Está a sugerir que a <strong>biologia do comportamento</strong> pode ser ainda mais distribuída pelo organismo do que se pensava.</p><h2>Do microbioma até ao cérebro</h2><p>As bactérias do intestino não estão isoladas do resto do corpo. Através das moléculas que produzem ou transformam, podem participar numa <strong>rede de comunicação</strong> que liga o intestino ao cérebro. É esta relação, conhecida como <strong>eixo microbiota-intestino-cérebro</strong>, que tornou plausível procurar aqui pistas sobre comportamento e personalidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/da-boca-ao-intestino-o-que-podem-as-bacterias-revelar-sobre-a-psicopatia-humana-1787314026824.jpg" data-image="9s3m4k8hl27a" alt="microbiota intestinal" title="microbiota intestinal"><figcaption>Compreender a relação entre microbiota, metabolismo e comportamento poderá abrir novas linhas de investigação, embora ainda não haja tratamentos baseados nesses resultados. Imagem gerada por IA: Adobe Stock</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Neste estudo, as diferenças encontradas na glicose e na taurina acrescentam uma dimensão metabólica às associações observadas entre microbiota e traços psicopáticos. Mas ainda falta <strong>perceber como estas peças se encaixam</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Que bactérias estão envolvidas? Que substâncias produzem ou modificam? E essas alterações têm alguma influência sobre o cérebro ou são apenas uma consequência de outros fatores?<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>São perguntas para investigações futuras. Será necessário acompanhar pessoas ao longo do tempo e, sobretudo, realizar experiências capazes de testar mecanismos de causa e efeito. Só assim será possível perceber se estas <strong>assinaturas biológicas</strong> têm algum papel ativo nos traços estudados ou se são sobretudo consequência de outros processos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="694731" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/portugal-na-vanguarda-da-ciencia-investigadores-usam-alternativas-aos-antibioticos-para-combater-bacterias-resistentes.html" title="Portugal na vanguarda da ciência: investigadores usam alternativas aos antibióticos para combater bactérias resistentes">Portugal na vanguarda da ciência: investigadores usam alternativas aos antibióticos para combater bactérias resistentes</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/portugal-na-vanguarda-da-ciencia-investigadores-usam-alternativas-aos-antibioticos-para-combater-bacterias-resistentes.html" title="Portugal na vanguarda da ciência: investigadores usam alternativas aos antibióticos para combater bactérias resistentes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-na-vanguarda-da-ciencia-investigadores-usam-alternativas-aos-antibioticos-para-combater-bacterias-resistentes-1738261661381_320.jpg" alt="Portugal na vanguarda da ciência: investigadores usam alternativas aos antibióticos para combater bactérias resistentes"></a></article></aside><p>A ligação entre intestino e cérebro tem vindo a ganhar importância na investigação biomédica. A <strong>microbiota intestinal</strong> participa em processos metabólicos e <strong>pode influenciar moléculas</strong> envolvidas na comunicação com o <strong>sistema nervoso</strong>. Alguns metabolitos derivados ou modulados pela atividade microbiana podem, por diferentes vias, participar em processos fisiológicos que afetam o cérebro.</p><h2>O que comemos também faz parte da equação?</h2><p>É aqui que surge uma das possibilidades mais intrigantes, mas também uma das mais especulativas. Se futuras investigações demonstrarem que determinados componentes da microbiota ou certos metabolitos participam efetivamente nas vias que influenciam o comportamento, a <strong>alimentação</strong> ou a <strong>modulação do microbioma</strong> poderão vir a ser estudados como componentes complementares de estratégias de intervenção.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Por agora, porém, essa possibilidade pertence ao futuro. O estudo não testou dietas, probióticos, transplantes de microbiota ou qualquer tratamento para a psicopatia. O que fez foi abrir uma porta.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Durante décadas, a investigação sobre a biologia da psicopatia concentrou-se sobretudo no <strong>cérebro</strong>, no <strong>ADN</strong> e na influência de fatores <strong>sociais</strong> e <strong>ambientais</strong>. Este estudo acrescenta outro território à procura: o ecossistema de microrganismos que vive no nosso corpo. Ainda não sabemos se essas bactérias e moléculas são meras testemunhas do processo ou se têm, de facto, algum papel nele. É essa a pergunta que fica à porta do próximo estudo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Instituto%20de%20Investiga%C3%A7%C3%A3o%20e%20Inova%C3%A7%C3%A3o%20em%20Sa%C3%BAde%20(i3S)%2C%20Universidade%20do%20Porto" data-year="" data-title="i3S%20study%20suggests%20link%20between%20psychopathic%20traits%20and%20gut%20and%20oral%20bacteria" data-url="https%3A%2F%2Fwww.i3s.up.pt%2Fnews.php%3Fv%3D888">Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S), Universidade do Porto. <a href="https://www.i3s.up.pt/news.php?v=888" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">i3S study suggests link between psychopathic traits and gut and oral bacteria</a>.</cite><br><cite data-author="Carolina%20F.%20F.%20A.%20Costa%2C%20Daniel%20Radford-Smith%2C%20Alexandre%20R.%20T.%20Figueiredo%2C%20Rita%20C.%20M.%20Ribeiro%2C%20Sofia%20Pinto%2C%20Fay%20Probert%2C%20Renata%20Barros%2C%20Paula%20Serr%C3%A3o%2C%20Luisa%20Barreiros%2C%20Marcela%20A.%20Segundo%2C%20Daniel%20C.%20Anthony%2C%20Fernando%20Barbosa%2C%20Philip%20W.%20J.%20Burnet%20%26%20Benedita%20Sampaio-Maia" data-year="" data-title="Gut%20and%20oral%20microbiota%20composition%20is%20associated%20with%20psychopathic%20personality%3A%20a%20cross-sectional%20study" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41398-026-04052-z">Carolina F. F. A. Costa, Daniel Radford-Smith, Alexandre R. T. Figueiredo, Rita C. M. Ribeiro, Sofia Pinto, Fay Probert, Renata Barros, Paula Serrão, Luisa Barreiros, Marcela A. Segundo, Daniel C. Anthony, Fernando Barbosa, Philip W. J. Burnet & Benedita Sampaio-Maia. <a href="https://www.nature.com/articles/s41398-026-04052-z" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Gut and oral microbiota composition is associated with psychopathic personality: a cross-sectional study</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/da-boca-ao-intestino-o-que-podem-as-bacterias-revelar-sobre-a-psicopatia-humana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A Grande Galáxia de Andrómeda está a perder brilho à medida que a sua formação de estrelas diminui em 80%]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-grande-galaxia-de-andromeda-esta-a-perder-brilho-a-medida-que-a-sua-formacao-de-estrelas-diminui-em.html</link><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Andrómeda está a abrandar o seu ritmo de formação estelar. O Hubble reconstruiu 500 milhões de anos da sua história e constatou um declínio significativo, sendo a M32 uma possível causa das perturbações locais observadas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-gran-galaxia-andromeda-se-apaga-su-produccion-de-estrellas-se-desploma-un-1786843657321.jpg" data-image="vj1gn0duulr1"><figcaption>A Galáxia de Andrómeda, ou M31, é a galáxia espiral gigante mais próxima da Via Láctea.</figcaption></figure><p>A M31, mais conhecida como <strong>Andrómeda</strong> desde a antiguidade, é uma das nossas vizinhas galácticas mais importantes porque, juntamente com a Via Láctea, domina o Grupo Local. Para além do facto de se prever que entremos em colisão com ela daqui a cerca de 4 mil milhões de anos, a sua proximidade permite-nos utilizá-la como um <strong>laboratório estelar</strong>.</p><p>A sua proximidade — <strong>a cerca de 2,5 milhões de anos-luz de distância</strong> — permite que telescópios espaciais como o Hubble distingam estrelas individuais no seu disco e observem como estes sistemas evoluem com pormenor suficiente para reconstruir a sua história com notável precisão.</p><div class="texto-destacado"><strong>Os programas PHAT e PHAST do Hubble</strong> abrangem dois terços do disco da galáxia e a sua formação estelar, recolhendo medições individuais de quase 200 milhões de estrelas, <strong>o suficiente para reconstruir a sua história com grande precisão</strong>.</div><p>Num novo estudo, os<strong> investigadores analisaram mais de 6 500 pequenas regiões do disco sul</strong><strong>, comparando a cor e o brilho das estrelas para estimar quando nasceram as diferentes populações estelares</strong>. Isto permitiu-lhes reconstruir a forma como a formação estelar evoluiu ao longo dos últimos 500 milhões de anos.</p><p>Ao medirem quantas estrelas de cada tipo aparecem em cada região, os investigadores obtiveram a história de formação estelar mais detalhada até à data. É aqui que a história se torna interessante: os dados revelaram que <strong>a produção de novas estrelas tem vindo a diminuir progressivamente ao longo dos últimos 40 milhões de anos</strong>.</p><h2>Um declínio que se tem vindo a formar ao longo de centenas de milhões de anos</h2><p><strong>O declínio está longe de ser insignificante</strong>. Na área abrangida pelos estudos, a taxa média foi de 0,445 massas solares por ano nos últimos 100 milhões de anos, tendo descido para 0,285 massas solares por ano quando se consideram os últimos 20 milhões de anos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-gran-galaxia-andromeda-se-apaga-su-produccion-de-estrellas-se-desploma-un-1786846271455.jpg" data-image="a3wyb8x6o6tk"><figcaption>Densidade estelar do levantamento PHAST e limites de completude de 50%, calculados com base na densidade estelar local através de amostragem estatística. Crédito: Wainer et al.</figcaption></figure><p>Quando essas medições foram extrapoladas para todo o disco, os investigadores estimaram uma taxa de cerca de 0,67 massas solares por ano nos últimos 100 milhões de anos e de aproximadamente 0,43 nos últimos 20 milhões de anos. <strong>Esta desaceleração torna-se especialmente evidente nos últimos 40 milhões de anos</strong>.</p><p>Se recuarmos no tempo até há cerca de 500 milhões de anos, a Andrómeda formava uma massa solar de estrelas por ano. Mas é aqui que a coisa se torna interessante: <strong>há cerca de 40 milhões de anos, a taxa caiu para quase metade desse nível, sendo a taxa atual ainda mais baixa</strong>, o que aponta para um processo prolongado, em vez de uma paragem repentina.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="707696" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/disposicao-misteriosa-no-universo-galaxias-satelites-de-andromeda-desafiam-a-cosmologia.html" title="Assimetria misteriosa no Universo: galáxias satélites de Andrómeda desafiam a cosmologia">Assimetria misteriosa no Universo: galáxias satélites de Andrómeda desafiam a cosmologia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/disposicao-misteriosa-no-universo-galaxias-satelites-de-andromeda-desafiam-a-cosmologia.html" title="Assimetria misteriosa no Universo: galáxias satélites de Andrómeda desafiam a cosmologia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ratselhafte-anordnung-im-universum-satellitengalaxien-von-andromeda-stellen-kosmologisches-weltbild-infrage-1745095242865_320.png" alt="Assimetria misteriosa no Universo: galáxias satélites de Andrómeda desafiam a cosmologia"></a></article></aside><p>Os investigadores interpretam este comportamento como a fase final de um declínio que teve início muito antes, uma vez que estudos anteriores tinham identificado um episódio significativo de formação estelar há cerca de 2 mil milhões de anos. Desde então, <strong>o disco tem vindo a evoluir gradualmente para um estado menos ativo, aproximando-se do de uma galáxia de transição</strong>.</p><h3>M32, a pequena suspeita</h3><p>Grande parte da formação estelar recente de Andrómeda concentra-se em estruturas em forma de anel, particularmente no chamado <strong>anel de 10 quiloparsecs</strong>. O nome refere-se à sua distância aproximada do centro galáctico — cerca de 32 000 anos-luz — e não ao facto de o anel ter 10 quiloparsecs de espessura.</p><div class="texto-destacado">Um quiloparsec equivale a 3 262 anos-luz, uma vez que um parsec mede aproximadamente 3.26 anos-luz e o prefixo "quilo" multiplica esse valor por mil.</div><p>É precisamente aqui que surge uma das pistas mais intrigantes. <strong>A M32, uma pequena galáxia satélite, situa-se nas proximidades, perto do anel</strong>, onde a formação estelar começou a ficar abaixo da média há cerca de 60 milhões de anos e permaneceu suprimida durante dezenas de milhões de anos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-gran-galaxia-andromeda-se-apaga-su-produccion-de-estrellas-se-desploma-un-1786844594132.jpg" data-image="nmy6czcouvfi"><figcaption>Messier 32, captado pelo Hubble no âmbito do projeto PHAST (Panchromatic Hubble Andromeda Southern Treasury). Crédito: NASA, ESA.</figcaption></figure><p>Entre 50 milhões e 20 milhões de anos atrás, essa região produziu cerca de 40% menos estrelas do que a média do disco, atingindo um mínimo há cerca de 15 milhões de anos. Entretanto, outros setores próximos apresentam um comportamento diferente, o que significa que <strong>o declínio não está a afetar toda a galáxia de forma igual</strong>.</p><p><strong>É por isso que a M32 é considerada uma possível culpada, embora ainda não haja provas definitivas</strong>. Modelos orbitais recentes sugerem que ela possa ter atravessado o disco de Andrómeda há cerca de 20 milhões de anos. O problema é que o declínio observado começou mais cedo, sugerindo que vários fatores possam estar envolvidos.</p><h3>Um resultado que desafia a forma como medimos outras galáxias</h3><p>O estudo também testa uma técnica utilizada para estimar a formação estelar em galáxias distantes. Em geral, não é possível distinguir estrelas individuais, pelo que <strong>a emissão no ultravioleta distante (FUV), combinada com a radiação infravermelha, é utilizada para inferir quanta massa está a ser convertida em estrelas</strong> ao longo de um determinado período.</p><p>Na Andrómeda, esse método produziu uma surpresa: as estimativas foram aproximadamente<strong> 2,1 vezes inferiores às obtidas através da contagem de populações estelares utilizando diagramas de cor-magnitude</strong>. A discrepância surge porque estes indicadores calculam a média da atividade ao longo de intervalos de 100 milhões de anos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784140" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-testemunham-como-uma-estrela-morta-devolve-materia-ao-universo.html" title="Astrónomos testemunham como uma estrela morta devolve matéria ao Universo">Astrónomos testemunham como uma estrela morta devolve matéria ao Universo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-testemunham-como-uma-estrela-morta-devolve-materia-ao-universo.html" title="Astrónomos testemunham como uma estrela morta devolve matéria ao Universo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-testemunham-como-uma-estrela-morta-devolve-materia-ao-universo-1787038356595_320.jpg" alt="Astrónomos testemunham como uma estrela morta devolve matéria ao Universo"></a></article></aside><p>O problema surge quando uma galáxia altera rapidamente a sua taxa de formação estelar, o que significa que partir do pressuposto de uma taxa constante pode introduzir erros significativos. <strong>A equipa confirmou que a história reconstruída a partir de estrelas individuais reproduz corretamente os dados, indicando que o método tradicional está mal calibrado</strong>.</p><p>Andrómeda serve, portanto, como um campo de ensaio para melhorar a forma como interpretamos as galáxias distantes. A sua proximidade permite-nos comparar diferentes métodos e <strong>mostra-nos que, mesmo quando uma galáxia parece estável, pode estar a sofrer alterações significativas</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Tobin%20M.%20Wainer%20et%20al" data-year="2026" data-title="The%20Panchromatic%20Hubble%20Andromeda%20Southern%20Treasury%20(PHAST).%20II.%20The%20Spatially%20Resolved%20Recent%20Star%20Formation%20History%20in%20M31" data-url="https%3A%2F%2Fiopscience.iop.org%2Farticle%2F10.3847%2F1538-4357%2Fae6db9">Tobin M. Wainer et al. (2026). <a href="https://iopscience.iop.org/article/10.3847/1538-4357/ae6db9" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The Panchromatic Hubble Andromeda Southern Treasury (PHAST). II. The Spatially Resolved Recent Star Formation History in M31</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-grande-galaxia-de-andromeda-esta-a-perder-brilho-a-medida-que-a-sua-formacao-de-estrelas-diminui-em.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo em Portugal para a última semana de agosto: uma nova frente poderá trazer mais chuva a partir de quarta-feira 26]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-para-a-ultima-semana-de-agosto-uma-nova-frente-podera-trazer-mais-chuva-a-partir-de-quarta-feira.html</link><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 15:23:11 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após a passagem da depressão atlântica pouco habitual para agosto na nossa latitude entre domingo (23) e segunda-feira (24), é possível que uma nova frente traga mais períodos de chuva a Portugal continental a partir de quarta-feira (26).</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-para-a-ultima-semana-de-agosto-uma-nova-frente-podera-trazer-mais-chuva-a-partir-de-quarta-feira-1787325091432.jpg" data-image="wpnxh27ny161"><figcaption>Tudo indica que a última semana de agosto em Portugal continental registará características mais típicas do tempo de outono, com temperaturas inferiores à média e precipitação acima do normal para a época do ano.</figcaption></figure><p>É cada vez maior a probabilidade de um <strong>período mais húmido e chuvoso do que o normal na última semana de agosto em Portugal continental</strong>.</p><p><strong>Os mapas de referência da Meteored</strong>, baseados nas últimas e sucessivas atualizações do ECMWF - modelo da nossa maior confiança - têm vindo a apresentar, com frequência crescente, <strong>cenários compatíveis com a ocorrência de chuva no nosso país ao longo da última semana de agosto, pelo menos entre os dias 24 e 26</strong>, e com possibilidade de os períodos de instabilidade se prolongarem para além de quarta-feira (26).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-para-a-ultima-semana-de-agosto-uma-nova-frente-podera-trazer-mais-chuva-a-partir-de-quarta-feira-1787325636871.jpg" data-image="rshyxhky3kgn"><figcaption>As anomalias de precipitação previstas para a última semana de agosto evidenciam valores claramente acima da média climatológica de referência, com o sinal positivo (país 'manchado' em tons de verde) a reforçar a consistência de uma semana que se prevê tendencialmente chuvosa, algo invulgar num mês de verão como o de agosto.</figcaption></figure><p>Pese embora o facto de alguns cenários projetarem acumulações de precipitação elevados nalgumas regiões, a incerteza mantém-se elevada quanto à distribuição e em que períodos choverá mais ou menos. A Climatologia “conta-nos” que agosto é um dos meses habitualmente mais secos do ano em Portugal. Não obstante, caso este cenário efetivamente se confirme, <strong>estaremos perante uma mudança significativa face ao padrão climatológico normal para a época do ano</strong>.</p><h2>Eis o que mostram os nossos mapas a curto e médio prazo</h2><p>A partir de domingo (23) prevê-se uma mudança abrupta no estado do tempo em Portugal continental devido à <strong>chegada de uma depressão atlântica algo “atípica” para um mês de agosto e para as nossas latitudes</strong>, e atualmente situada a nordeste do arquipélago dos Açores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-para-a-ultima-semana-de-agosto-uma-nova-frente-podera-trazer-mais-chuva-a-partir-de-quarta-feira-1787323634932.jpg" data-image="g1xg8j8a2zqq"><figcaption>Depressão "atípica" para um mês de agosto no próximo domingo, dia 23, posicionada a oeste de Portugal continental.</figcaption></figure><p>Entre os seus principais efeitos estarão períodos de<strong> chuva</strong> fraca a moderada e pontualmente intensa, e <strong>vento</strong> forte, sendo mais frequentes e intensos nas regiões situadas a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela, embora os mapas de referência da Meteored sugiram que <strong>toda a geografia de Portugal continental </strong>deva ser alcançada pelas frentes e linhas de instabilidade associadas ao sistema,<strong> especialmente no decorrer de segunda-feira (24)</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784879" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-a-depressao-atlantica-atipica-para-agosto-entre-domingo-e-segunda-feira-portugal-tera-chuva-e-vento-forte.html" title="Aproxima-se a depressão atlântica “atípica” para agosto: entre domingo e segunda-feira Portugal terá chuva e vento forte">Aproxima-se a depressão atlântica “atípica” para agosto: entre domingo e segunda-feira Portugal terá chuva e vento forte</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-a-depressao-atlantica-atipica-para-agosto-entre-domingo-e-segunda-feira-portugal-tera-chuva-e-vento-forte.html" title="Aproxima-se a depressão atlântica “atípica” para agosto: entre domingo e segunda-feira Portugal terá chuva e vento forte"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-a-depressao-atlantica-atipica-para-agosto-entre-domingo-e-segunda-feira-portugal-tera-chuva-e-vento-forte-1787310549822_320.jpg" alt="Aproxima-se a depressão atlântica “atípica” para agosto: entre domingo e segunda-feira Portugal terá chuva e vento forte"></a></article></aside><p>No domingo (23) a precipitação deverá ocorrer no litoral e regiões mais ocidentais do país, mais provável a partir da tarde. <strong>O vento Sul poderá atingir rajadas de até 60/70 km/h</strong>, sobretudo nas áreas mais expostas, e em particular durante a passagem da fase mais ativa da depressão, entre o<strong> final da manhã e durante a tarde de segunda-feira, 24 de agosto</strong>.</p><p>Na terça-feira (25) prevê-se uma melhoria gradual do estado do tempo, embora as “tréguas” possam ser de curta duração. <strong>O que poderá vir depois?</strong></p><h2>Terça de transição entre estados do tempo; novo episódio de chuva na quarta </h2><p>Apesar de estar prevista uma gradual estabilização do estado do tempo na terça (25), <strong>ainda poderão ocorrer períodos de chuva fraca até ao meio da tarde desse dia </strong>nalgumas regiões, especialmente no Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-para-a-ultima-semana-de-agosto-uma-nova-frente-podera-trazer-mais-chuva-a-partir-de-quarta-feira-1787324391644.jpg" data-image="wxyyr39xt6lr"><figcaption>Possível distribuição geográfica da probabilidade de precipitação para a próxima quarta-feira, 26 de agosto. </figcaption></figure><p>Entretanto, os nossos mapas revelam <strong>a possibilidade de a partir da manhã de quarta-feira (26) uma nova frente</strong>, associada a outra depressão que se formará entre o Golfo da Biscaia e as Ilhas Britânicas, poder gerar <strong>novos períodos de chuva por todo o país</strong>, detetando-se o potencial para uma progressiva expansão da precipitação de oeste para leste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-para-a-ultima-semana-de-agosto-uma-nova-frente-podera-trazer-mais-chuva-a-partir-de-quarta-feira-1787324477460.jpg" data-image="r4zk3n4inmsf"><figcaption>Neste mapa, que compreende o período entre as 16:00 de hoje e as 22:00 de quarta-feira (26), observa-se uma possível distribuição da chuva acumulada. Caso o cenário aqui observado se confirme, haverá um contraste nítido entre as regiões situadas a norte e a sul do sistema montanhoso Montejunto-Estrela, com alguns locais do Minho a poder acumular até perto de 65 mm.</figcaption></figure><p>De momento, é expectável para <strong>quarta-feira (26) que as zonas situadas a oeste da Barreira de Condensação, mais expostas aos ventos húmidos de oes-sudoeste, possam ser as mais regadas</strong>. Deste modo, os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra e setores ocidentais de Vila Real e Viseu seriam as zonas de Portugal continental onde potencialmente se registariam os valores mais elevados de chuva acumulada.</p><p>Não obstante, <strong>é provável que a previsão ainda mude substancialmente</strong>, sofrendo ajustes espaciais e temporais decorrentes da trajetória da depressão e das frentes associadas, que modificariam a distribuição e intensidade da chuva e vento atualmente previstos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-para-a-ultima-semana-de-agosto-uma-nova-frente-podera-trazer-mais-chuva-a-partir-de-quarta-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aproxima-se a depressão atlântica “atípica” para agosto: entre domingo e segunda-feira Portugal terá chuva e vento forte]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-a-depressao-atlantica-atipica-para-agosto-entre-domingo-e-segunda-feira-portugal-tera-chuva-e-vento-forte.html</link><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 12:35:10 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Vem aí uma depressão "atípica" para o mês de agosto que mudará o tempo significativamente em Portugal continental entre domingo e segunda-feira, trazendo chuva e vento forte. Consulte a previsão e saiba as regiões mais afetadas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xazlwvm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xazlwvm.jpg" id="xazlwvm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Hoje - sexta-feira (21) - enquanto persiste um estado do tempo estável, seco e soalheiro em Portugal continental, mantido por uma região anticiclónica, vigia-se em simultâneo a evolução de uma <strong>baixa pressão atmosférica localizada atualmente a nordeste do arquipélago dos Açores, cujo núcleo deverá sofrer uma rápida intensificação nas próximas horas</strong>.</p><p>Na sua travessia para es-sudeste sobre o Atlântico, irá originar uma mudança no estado do tempo no nosso país durante o fim de semana de 22 e 23 de agosto, <strong>sobretudo a partir de domingo (23)</strong>.</p><div class="texto-destacado">Nas próximas horas esta depressão deverá intensificar-se rapidamente nas imediações da Península Ibérica, algo pouco habitual em agosto nestas latitudes. Segundo o NHC (Centro Nacional de Furacões EUA), que também monitoriza o sistema, a depressão poderá separar-se da sua frente e adquirir algumas características subtropicais amanhã ou nas primeiras horas de domingo (23), com uma probabilidade de ocorrência que, neste momento, se situa nos 20%.</div><p>Ao contrário de sábado (22), em que o sol ainda será geralmente predominante, <strong>no domingo (23) prevê-se uma aproximação significativa da depressão</strong>, que apresentará frentes em redor do núcleo cada vez mais organizadas e bem definidas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-a-depressao-atlantica-atipica-para-agosto-entre-domingo-e-segunda-feira-portugal-tera-chuva-e-vento-forte-1787309066819.jpg" data-image="q9u37n4u30xm"><figcaption>A depressão atlântica "atípica" para agosto é atualmente visível a nordeste do arquipélago dos Açores no canal de vapor de água das imagens de satélite da Meteored. Prevê-se que sofra uma intensificação rápida nas próximas horas.</figcaption></figure><p>A mudança do tempo irá então tornar-se mais evidente, com um <strong>aumento significativo da nebulosidade, ocorrência dos primeiros períodos de chuva</strong> fraca a pontualmente moderada e viragem do vento, que passará a soprar do quadrante Sul.</p><h2>Saiba o que esperar da chuva e do vento entre domingo e segunda-feira</h2><p><strong>Para domingo (23) preveem-se períodos de chuva, sobretudo a partir do início ou durante a tarde, afetando em particular o litoral e as regiões ocidentais de Portugal continental</strong>, com maior probabilidade na faixa entre Viana do Castelo e Sesimbra. A chuva deverá ser menos provável e até mesmo escassa ou inexistente no interior, sendo pouco provável no litoral a sul do Cabo Raso, onde poderá começar a chover mais para o final do dia (faixa entre Sesimbra e Sagres).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-a-depressao-atlantica-atipica-para-agosto-entre-domingo-e-segunda-feira-portugal-tera-chuva-e-vento-forte-1787309591208.jpg" data-image="f1qj8rtualip"><figcaption>Nas primeiras horas de sábado (22) a tempestade poderá entrar numa fase de desenvolvimento explosivo. Os ventos em mar aberto poderão atingir velocidades semelhantes à de um furacão, com rajadas até 140 km/h, mas manter-se-ão afastados de terra firme.</figcaption></figure><p>Quanto ao vento espera-se que passe a soprar predominantemente do quadrante Sul ainda com intensidade geralmente fraca a moderada. A sua influência ainda não será muito notória neste dia, remetendo-se somente à possibilidade de gerar <strong>rajadas em torno dos 40 ou 50 km/h em algumas zonas dos distritos de Lisboa e Setúbal</strong>.</p><p>Para segunda-feira (24) prevê-se uma progressão da depressão para nordeste, aproximando-se do noroeste de Portugal continental e da Galiza. À medida que o sistema for evoluindo, as frentes associadas poderão tornar-se mais organizadas, produzindo períodos de <strong>chuva que deverão distribuir-se de oeste para leste a partir da madrugada e manhã de segunda-feira (24), tornando-se mais frequentes e abundantes ao longo do dia</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-a-depressao-atlantica-atipica-para-agosto-entre-domingo-e-segunda-feira-portugal-tera-chuva-e-vento-forte-1787310095033.jpg" data-image="0u92x69hi3py"><figcaption>Preveem-se rajadas de até 60/70 km/h na próxima segunda-feira (24). </figcaption></figure><p>Espera-se que a precipitação seja geralmente fraca a moderada, embora possa ser localmente forte em determinados períodos e setores. Em termos de área geográfica abrangida, os nossos mapas continuam a indicar que deverá chover em praticamente todo o país, <strong>sendo mais provável, frequente e abundante nas regiões situadas a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela</strong>, ou seja, grosso modo Regiões Norte e Centro. A precipitação poderá ser pontualmente acompanhada de trovoada nalguns locais em ambos os dias.</p><p>Nas regiões situadas a sul da referida barreira montanhosa, prevê-se chuva menos persistente e frequente, podendo diminuir gradualmente de frequência e intensidade a partir do final da tarde. Quanto ao vento para <strong>segunda-feira (24)</strong> espera-se que sopre do quadrante Sul, com <strong>rajadas de até 60/70 km/h</strong>, especialmente nas zonas mais expostas e em particular entre o final da manhã e o final da tarde.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-a-depressao-atlantica-atipica-para-agosto-entre-domingo-e-segunda-feira-portugal-tera-chuva-e-vento-forte-1787310241750.jpg" data-image="fhh3jpr75qcs"><figcaption>Até às 22:00 de terça-feira, 25 de agosto, prevê-se chuva mais frequente e intensa a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela, evidenciando-se o Minho, com até 50 mm de precipitação acumulada.</figcaption></figure><p>Tendo em conta o grau de<strong> incerteza inerente à previsão, é provável que a mesma ainda venha a sofrer ajustes espaciais e temporais</strong>, quer no que toca à trajetória da depressão e localização do seu núcleo, quer no que toca à distribuição da chuva e intensidade do vento. Aconselhamos, por tudo isto, que continue a <strong>acompanhar as nossas próximas previsões aqui na Meteored Portugal</strong>.</p><h2>Vestígios da depressão na terça 25 e uma nova frente "à espreita" para quarta 26</h2><p>À medida que o horizonte temporal de previsão se alarga, o grau de confiança nas projeções traçadas pelos modelos é menor. Ainda assim, o modelo ECMWF revela, de momento, que <strong>a depressão atlântica e as suas frentes associadas deixarão de condicionar de forma tão direta o país na terça-feira (25)</strong>, à medida que o centro depressionário se for afastando para latitudes setentrionais, em direção ao Golfo da Biscaia e Ilhas Britânicas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784663" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-a-10-dias-em-portugal-duas-depressoes-atlanticas-irao-trazer-chuva-abundante-e-rajadas-superiores-a-80-km-h.html" title="Tendências a 10 dias em Portugal: duas depressões atlânticas irão trazer chuva abundante e rajadas superiores a 80 km/h">Tendências a 10 dias em Portugal: duas depressões atlânticas irão trazer chuva abundante e rajadas superiores a 80 km/h</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-a-10-dias-em-portugal-duas-depressoes-atlanticas-irao-trazer-chuva-abundante-e-rajadas-superiores-a-80-km-h.html" title="Tendências a 10 dias em Portugal: duas depressões atlânticas irão trazer chuva abundante e rajadas superiores a 80 km/h"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-duas-depressoes-atlanticas-irao-trazer-chuva-abundante-e-rajadas-superiores-a-80-km-h-1787229270290_320.jpg" alt="Tendências a 10 dias em Portugal: duas depressões atlânticas irão trazer chuva abundante e rajadas superiores a 80 km/h"></a></article></aside><p>A instabilidade diminuirá gradualmente até se dissipar e abandonar Portugal continental. Mesmo assim, permanecerão <strong>alguns períodos de chuva fraca em território nacional até ao início ou meio da tarde de terça (25)</strong>, podendo ser mais prováveis e frequentes nas zonas a oeste da Barreira de Condensação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-a-depressao-atlantica-atipica-para-agosto-entre-domingo-e-segunda-feira-portugal-tera-chuva-e-vento-forte-1787309828472.jpg" data-image="rni584upyg98"><figcaption>Perspetiva-se a chegada de uma nova frente na próxima quarta-feira (26) que produzirá mais períodos de chuva no nosso país.</figcaption></figure><p><strong>Uma nova frente</strong>, associada a um sistema depressionário localizado entre o Golfo da Biscaia e as Ilhas Britânicas, <strong>poderá percorrer o país na quarta-feira (26)</strong>, condicionando novamente o estado do tempo e deixando períodos de chuva fraca, mais prováveis nas regiões a oeste da Barreira de Condensação e em particular nas áreas montanhosas do Minho.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-a-depressao-atlantica-atipica-para-agosto-entre-domingo-e-segunda-feira-portugal-tera-chuva-e-vento-forte.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A partir das 16 horas de domingo uma depressão tornará o tempo mais instável no litoral Norte e Centro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-das-16-horas-de-domingo-uma-depressao-tornara-o-tempo-mais-instavel-no-litoral-norte-e-centro.html</link><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 12:03:09 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O estado de tempo em Portugal Continental vai mudar em poucos dias. A chegada de uma depressão atlântica irá resultar em ocorrência de chuva e num aumento da velocidade do vento.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xazlarq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xazlarq.jpg" id="xazlarq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois de uma reta final de semana estável, há mudanças a caminho... literalmente! <strong>Uma depressão encontra-se, neste momento, a caminho de Portugal Continental</strong>, através do Atlântico, onde deverá chegar até nós no próximo domingo, dia 23 de agosto.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Os efeitos esperados são<strong> ocorrência de chuva e aumento da velocidade do vento</strong>, assim como possibilidade de <strong>trovoada</strong>. O litoral Norte e Centro poderá ser a zona mais afetada do país e os efeitos poderão ser mais expressivos entre domingo e segunda-feira.</p><h2>Domingo marca a mudança no cenário atmosférico</h2><p>Na madrugada de domingo <strong>o noroeste do país poderá registar alguns aguaceiros fracos e irregulares</strong>, devido à proximidade da depressão já mencionada. Nas horas seguintes, espera-se que a nebulosidade comece a cobrir uma boa parte do país, adivinhando a chegada da chuva.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-das-16-horas-de-domingo-uma-depressao-tornara-o-tempo-mais-instavel-no-litoral-norte-e-centro-1787309102478.jpg" data-image="nv083uj7pvpw" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>A depressão que se encontra a caminho de Portugal deverá chegar ao nosso território continental no próximo domingo, dia 23. A partir das 16h espera-se um agravamento do estado do tempo.</figcaption></figure><p><strong>Será pelas 16h que uma frente mais ativa tocará em terra</strong>, como podemos observar no mapa acima. Esta resultará em <strong>chuva, por vezes, forte</strong>, em pontos como o noroeste e alguns locais do distrito de Leiria. À medida que as horas avançam, a chuva poderá perder intensidade, mas continuará presente em vários pontos do país de forma mais irregular.</p><p>Além da chuva,<strong> também o vento poderá aumentar de velocidade</strong>, no entanto, não se esperam rajadas superiores a 50 km/h. No litoral Centro, também na região de Leiria poderão ainda <strong>haver episódios de trovoada mais expressiva</strong>, entre as 17h e as 19h, de acordo com a mais recente previsão.</p><h2>Segunda-feira deverá trazer mais chuva e vento</h2><p>Ao longo da madrugada de segunda-feira, dia 24, a chuva poderá ocorrer de Norte a Sul do país, de forma dispersa e sem expressão significativa. No entanto, <strong>a partir das primeiras horas da manhã, esta poderá ocorrer de forma mais organizada</strong>, devendo cobrir a maior parte do território e podendo contar com períodos de chuva mais intensa nas regiões Norte e Centro, com maior probabilidade no litoral.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784641" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vai-formar-se-uma-tempestade-invulgar-para-o-mes-de-agosto-junto-de-portugal-possivel-impacto-na-segunda-feira.html" title="Vai formar-se uma tempestade invulgar para o mês de agosto junto de Portugal: possível impacto na segunda-feira 24">Vai formar-se uma tempestade invulgar para o mês de agosto junto de Portugal: possível impacto na segunda-feira 24</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vai-formar-se-uma-tempestade-invulgar-para-o-mes-de-agosto-junto-de-portugal-possivel-impacto-na-segunda-feira.html" title="Vai formar-se uma tempestade invulgar para o mês de agosto junto de Portugal: possível impacto na segunda-feira 24"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vai-formar-se-uma-tempestade-invulgar-para-o-mes-de-agosto-junto-de-portugal-possivel-impacto-na-segunda-feira-1787223083862_320.jpg" alt="Vai formar-se uma tempestade invulgar para o mês de agosto junto de Portugal: possível impacto na segunda-feira 24"></a></article></aside><p>Neste dia,<strong> as rajadas de vento também poderão ganhar força</strong>, com valores até 70 km/h, devido à passagem deste centro depressionário pela costa noroeste do continente. No entanto, e à medida que a depressão se afasta, o vento perde velocidade e a chuva perde expressão, sendo expectável que na terça-feira se esperem apenas alguns episódios de chuva fraca no Norte e Centro. Contudo, espera-se que na <strong>quarta-feira uma nova frente chegue a Portugal, trazendo mais chuva</strong>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-das-16-horas-de-domingo-uma-depressao-tornara-o-tempo-mais-instavel-no-litoral-norte-e-centro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os Andes cobertos de neve: mais de 7 metros acumulados num inverno extraordinário no Chile e na Argentina]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-andes-cobertos-de-neve-mais-de-7-metros-acumulados-num-inverno-extraordinario-no-chile-e-na-argentina.html</link><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 11:41:16 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Os fortes nevões das últimas semanas transformaram os Andes numa paisagem totalmente branca. Em alguns pontos da cordilheira, acumulam-se vários metros de neve. O bloqueio das estradas e o risco de avalanches complicam a situação.</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/_URbXmskxts/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=_URbXmskxts" id="_URbXmskxts"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A cordilheira dos Andes atravessa um dos invernos mais intensos dos últimos anos. Os sucessivos e abundantes nevões registadas desde meados de julho deixaram <strong>vários metros de neve acumulada em diferentes pontos da alta montanha</strong>, especialmente na zona dos Andes centrais, partilhada pelo Chile e pela Argentina.</p><p>Um dos locais onde a situação se revela mais espetacular é a província argentina de Mendoza. Segundo a <strong>Vialidad Nacional </strong>deste país, <strong>os últimos temporais deixaram até quatro metros de neve acumulada </strong>em alguns setores compreendidos entre Punta de Vacas e Las Cuevas. Trata-se do maior registo para essa zona desde 2008.</p><h2>Mais de sete metros de neve acumulada</h2><p>No lado chileno, o fenómeno também registou valores ainda mais extraordinários. No início de agosto, <strong>a estância de esqui de Portillo tinha acumulado 701 centímetros de neve</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-andes-se-cubren-de-nieve-varios-metros-acumulados-tras-un-invierno-extraordinario-en-chile-y-argentina-1787256552201.jpg" data-image="pqec8031vtre"><figcaption>A extraordinária acumulação de neve é uma boa notícia para as estâncias de esqui do Chile e da Argentina.</figcaption></figure><p>Em pouco mais de uma semana, a cordilheira recebeu uma quantidade de neve comparável à que, noutros invernos, <strong>pode acumular-se ao longo de toda uma temporada</strong>.</p><p>A sucessão de temporais transformou este inverno numa <strong>temporada excecional para grande parte das estâncias de esqui</strong> do Chile e da Argentina. Portillo, Valle Nevado, Las Leñas e outros locais de alta montanha apresentam espessuras de neve muito elevadas, especialmente nas altitudes mais elevadas.</p><h2>Uma fronteira bloqueada durante mais de um mês</h2><p>A intensidade e a persistência dos nevões também tiveram consequências nas ligações entre os dois países. A <strong>passagem internacional Cristo Redentor</strong>, que liga Mendoza à zona central do Chile através da cordilheira, permaneceu encerrada durante semanas devido à neve e ao vento forte.</p><p>O encerramento teve início a 14 de julho e chegou a afetar aproximadamente <strong>80 quilómetros da Estrada Nacional 7</strong>, enquanto as máquinas de remoção de neve trabalhavam sem interrupção para restabelecer o tráfego de veículos. Em alguns troços, a neve atingiu quatro metros de espessura.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-andes-se-cubren-de-nieve-varios-metros-acumulados-tras-un-invierno-extraordinario-en-chile-y-argentina-1787257039104.png" data-image="a7wo3gvgwu6a"><figcaption>A passagem internacional "Los Libertadores", também conhecida como Cristo Redentor, é uma das rotas mais impressionantes que ligam a Argentina ao Chile através da Cordilheira dos Andes.</figcaption></figure><p>A situação obrigou <strong>a manter isolados durante dias os trabalhadores e os habitantes das zonas de alta montanha</strong> e provocou também problemas significativos no transporte de mercadorias. Centenas de camiões ficaram estacionados em ambos os lados da fronteira, enquanto as autoridades aguardavam condições meteorológicas que permitissem reabrir a passagem com segurança.</p><p>Por fim, o Sistema Integrado Cristo Redentor reabriu ao tráfego internacional a 18 de agosto, após<strong> um encerramento que se prolongou por 34 dias</strong> e que se tornou o mais longo registado até à data por este motivo.</p><h2>O risco após o grande nevão</h2><p>Um dos principais problemas após um fenómeno destas características é, precisamente, a enorme quantidade de neve acumulada.<strong> As autoridades mantêm-se em alerta face ao risco de avalanches e deslizamentos</strong>, especialmente nas encostas mais íngremes e nas zonas onde o vento formou grandes acumulações.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="753882" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-enorme-remoinho-de-neve-de-20-metros-surpreende-os-esquiadores-em-hakuba-nos-alpes-japoneses-eis-as-imagens.html" title="Um enorme remoinho de neve de 20 metros surpreende os esquiadores em Hakuba, nos Alpes japoneses: eis as imagens">Um enorme remoinho de neve de 20 metros surpreende os esquiadores em Hakuba, nos Alpes japoneses: eis as imagens</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-enorme-remoinho-de-neve-de-20-metros-surpreende-os-esquiadores-em-hakuba-nos-alpes-japoneses-eis-as-imagens.html" title="Um enorme remoinho de neve de 20 metros surpreende os esquiadores em Hakuba, nos Alpes japoneses: eis as imagens"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-remolino-de-nieve-sorprende-a-los-esquiadores-en-hakuba-los-alpes-japonenes-1770896400397_320.png" alt="Um enorme remoinho de neve de 20 metros surpreende os esquiadores em Hakuba, nos Alpes japoneses: eis as imagens"></a></article></aside><p>A Vialidad Nacional continua, além disso, a realizar operações de limpeza e desobstrução das estradas afetadas. <strong>As condições podem mudar rapidamente em alta montanha</strong>, onde as temperaturas, o vento e as novas precipitações determinam a estabilidade do manto de neve.</p><p>No lado argentino, <strong>as equipas de emergência também tiveram de intervir </strong>para prestar assistência a pessoas que ficaram isoladas devido à acumulação de neve.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-andes-cobertos-de-neve-mais-de-7-metros-acumulados-num-inverno-extraordinario-no-chile-e-na-argentina.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[IPMA revela que o mês de julho de 2026 foi o julho mais seco desde 2000: Teresa Abrantes apresenta os destaques do mês]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ipma-revela-que-o-mes-de-julho-de-2026-foi-o-julho-mais-seco-desde-2000-teresa-abrantes-apresenta-os-destaques-do-mes.html</link><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O mês de julho de 2026, em Portugal continental, classificou-se, do ponto de vista climatológico, como um mês muito quente em relação à temperatura do ar e extremamente seco em relação à precipitação.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-revela-que-o-mes-de-julho-de-2026-foi-o-julho-mais-seco-desde-2000-teresa-abrantes-apresenta-os-destaques-do-mes-1787248180603.jpg" data-image="52qv2rw3dolw" alt="Tempo seco" title="Tempo seco"><figcaption>A seguir a um junho muito quente e muito seco, o mês de julho apresentou-se também muito quente, mas extremamente seco.</figcaption></figure><p>Em julho, o estado do tempo em Portugal continental <strong>foi condicionado predominantemente pela ação de um Anticiclone</strong>, que se localizou em diferentes posições em relação à Península Ibérica, provocando tempo quente com céu limpo ou pouco nublado. No entanto, num período curto a meio do mês, uma depressão complexa atingiu o território, com ocorrência de precipitação significativa só nos distritos de Viana do Castelo e Braga.</p><h2>Temperatura média muito acima dos valores normais para esta altura do ano</h2><p>De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, IPMA, em Portugal continental, no mês de julho, o <strong>valor médio da temperatura média do ar, 24,04 °C, foi 1,41 °C superior ao valor da normal 1991-2020</strong>.</p><p>Julho de 2026 foi o 7º julho mais quente desde 1931 e o 5º desde 2000. O julho mais quente ocorreu em 2022, com 25.14 °C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-revela-que-o-mes-de-julho-de-2026-foi-o-julho-mais-seco-desde-2000-teresa-abrantes-apresenta-os-destaques-do-mes-1787248402771.jpg" data-image="tzwxtt7q0o70" alt="Anomalias da temperatura" title="Anomalias da temperatura"><figcaption>Anomalias da temperatura média do ar no mês de julho, em Portugal continental, em relação aos valores médios no período 1991-2020. Fonte: IPMA</figcaption></figure><p>O <strong>valor médio da temperatura máxima do ar, 31,46 °C</strong>, foi 1,96 °C acima do valor médio no período 1991-2020 e foi o 6ª valor mais alto para o mês de julho, desde 1931. </p><p>O <strong>valor médio da temperatura mínima do ar, 16,61 °C, </strong>registou uma anomalia de 0,86°C superior ao valor normal, sendo o 10º valor mais alto desde 1931 e o 5º desde 2000. O valor mais alto, 17.54 °C, registou.se em 1989.</p><p>O maior valor da temperatura máxima do ar em julho foi <strong>44.3 °C</strong>, que se registou em Mora, no dia 3. O menor valor da temperatura mínima do ar, 5.8 °C, ocorreu em Lamas de Mouro, no dia 23 e o valor mais elevado da temperatura mínima, 28.8 °C, foi registado no dia 5 na estação de Proença-a-Nova, sendo o novo maior valor da temperatura mínima para o mês de julho nesta estação.</p><div class="texto-destacado">Ao longo do mês os valores diários da temperatura média do ar foram superiores ao valor normal 1991-2020, em grande parte dos concelhos, com destaque para a região do interior Norte e alguns concelhos da região Centro.</div><p>Os valores médios de temperatura máxima do ar foram superiores ao normal em grande parte dos concelhos, com destaque para o interior Norte e alguns concelhos do Centro. Os desvios da temperatura máxima do ar variaram entre -2.4 °C no concelho de Viana do Castelo e <strong>+7.2 °C no concelho de Belmonte.</strong></p><p>Os valores médios da temperatura mínima foram mais próximos do valor normal, na generalidade do território.</p><p>Ao longo de mês é de destacar essencialmente dois períodos, um muito quente no início do mês (dias 1 a 8) e um outro quente no final do mês (dias 27 a 29).</p><p>Uma onda de calor, que se iniciou no final de junho, prolongou-se até ao dia 11 de julho, fez-se sentir em quase todo o território e foi registada em 77% das estações do IPMA.</p><div class="texto-destacado">O episódio de onda de calor de 29 de junho a 11 de julho de 2026 identifica-se como uma das mais relevantes da série histórica, apresenta uma persistência suficiente para a colocar entre os episódios de maior duração em Portugal Continental desde 1981.</div><p>No início do mês verificaram-se novos extremos dos valores da temperatura máxima do ar em 5 estações: São Pedro de Moel, Monção, V. Nova da Cerveira. Porto / P. Rubras, Fóia.</p><p>Também foram batidos anteriores recordes da temperatura mínima, que ocorreram em 13 estações, destacando-se Lisboa/Tapada, Cabo Raso, Figueira da Foz, Coimbra/Bencanta e Cabo Raso. </p><p>Em mais de 20% das estações meteorológicas do IPMA, <strong>no período de 2 a 6 julho, registaram-se dias extremamente quentes com temperatura máxima ≥ 40°C</strong>. <strong>Noites tropicais, com temperatura mínima ≥ 20°C</strong>, ocorreram em mais de 35% das estações no mesmo período.</p><h2>A precipitação em julho foi significativamente inferior ao valor normal</h2><p>Ainda de acordo com o IPMA, o mês de julho de 2026 registou um total de precipitação mensal de <strong>0,8 mm, com uma anomalia de -9.1 mm, </strong>muito inferior ao valor médio 1991-2020. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Julho de 2026 é o 8º mais seco deste 1931 e o mais seco desde 2000.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A precipitação de julho corresponde a menos de 8% do valor da normal climatológica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-revela-que-o-mes-de-julho-de-2026-foi-o-julho-mais-seco-desde-2000-teresa-abrantes-apresenta-os-destaques-do-mes-1787249084290.jpg" data-image="9pkd0iblwf6s" alt="Anomalias da precipitação" title="Anomalias da precipitação"><figcaption>Anomalias da quantidade de precipitação, no mês de julho, em Portugal continental, em relação aos valores médios no período 1991-2020. Fonte: IPMA</figcaption></figure><p>Há mais de 10 anos, que a precipitação em julho é inferior ao valor normal.</p><div class="texto-destacado">Com exceção dos distritos de Viana do Castelo e Braga, na generalidade do território continental não ocorreu precipitação durante o mês de julho ou a que ocorreu não foi significativa.</div><p>No dia 24 de julho é de destacar a estação meteorológica de Vila Nova de Cerveira, onde se registaram 25.2 mm de precipitação.</p><h2>Monitorização da Seca – Índice PDSI</h2><p>O valor da quantidade de precipitação acumulada no ano hidrológico 2025/2026 (1 de outubro de 2025 a 30 setembro de 2026) até final de julho, 1048.8 mm, corresponde a 137% do valor de referência 1991-2020.</p><div class="texto-destacado">Este ano hidrológico (período de 1 outubro a 31 julho) corresponde ao 19º mais chuvoso desde 1931 e ao 2º mais chuvoso desde 2000, depois de 2001, com 1301.1 mm.</div><p>Depois de um inverno com valores de precipitação mensal acima do valor normal 1991-2020 e uma primavera com valores inferiores ao normal, verifica-se a continuação de um verão também com valores inferiores à média, <strong>com um mês de julho que se destaca por um total de precipitação mensal acumulado significativamente inferior ao normal.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783681" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-ecmwf-alerta-a-europa-ocidental-registou-o-periodo-de-junho-julho-mais-quente-de-sempre.html" title="O ECMWF alerta: 'A Europa Ocidental registou o período de junho-julho mais quente de sempre'">O ECMWF alerta: "A Europa Ocidental registou o período de junho-julho mais quente de sempre"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-ecmwf-alerta-a-europa-ocidental-registou-o-periodo-de-junho-julho-mais-quente-de-sempre.html" title="O ECMWF alerta: 'A Europa Ocidental registou o período de junho-julho mais quente de sempre'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-ecmwf-avisa-europa-occidental-ha-registrado-su-periodo-de-junio-julio-mas-calido-de-la-historia-1786625233311_320.png" alt="O ECMWF alerta: 'A Europa Ocidental registou o período de junho-julho mais quente de sempre'"></a></article></aside><p>O maior valor mensal da quantidade de precipitação acumulada no ano hidrológico (total outubro a julho) foi registado no concelho de Vila Nova de Cerveira, 2371.3 mm, e o menor valor no concelho de Vila Real de Santo António 451.7 mm.</p><p>À semelhança do mês anterior, também em julho verificou-se uma diminuição generalizada da água disponível no solo na camada dos 0-100 cm. Essa diminuição foi mais acentuada nas regiões do Norte e Centro, sobretudo nas regiões do interior</p><div class="texto-destacado">De acordo com o Índice Meteorológico de Seca, PDSI, índice meteorológico de seca calculado pelo IPMA para monitorização da situação de seca, entre final de junho e final de julho verifica-se que todo o continente ficou na situação de seca, desde a seca fraca à seca severa.</div><p>O agravamento foi particularmente evidente no Alentejo, no Algarve, em alguns concelhos do interior Centro e litoral Norte e também numa pequena área de seca severa no sotavento Algarvio.</p><p>A distribuição percentual por classes do índice PDSI no território continental, no final de julho é a seguinte: <strong>39.1% na classe de seca fraca, 60.3% na classe de seca moderada e 0.6% na classe de seca severa</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ipma-revela-que-o-mes-de-julho-de-2026-foi-o-julho-mais-seco-desde-2000-teresa-abrantes-apresenta-os-destaques-do-mes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Astrónomos testemunham como uma estrela morta devolve matéria ao Universo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-testemunham-como-uma-estrela-morta-devolve-materia-ao-universo.html</link><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 06:15:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Uma rara observação da Nebulosa da Hélice revela como os restos de uma estrela morta são lentamente destruídos, dispersos e reciclados pelo espaço interestelar. Descubra mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-testemunham-como-uma-estrela-morta-devolve-materia-ao-universo-1787038328309.jpg" data-image="tn0ruds9zmn0" alt="Estrela morta no espaço" title="Estrela morta no espaço"><figcaption>Uma rara observação da Nebulosa da Hélice revela como os restos de uma estrela morta são lentamente destruídos, dispersos e reciclados pelo espaço interestelar.</figcaption></figure><p>Uma equipa internacional liderada pelo astrónomo Pieter van Dokkum, da Universidade de Yale encontra-se a estudar, a <strong>cerca de 650 anos-luz da Terra, a constelação de Aquário, considerada a Nebulosa da Hélice</strong>, uma das nebulosas planetárias mais estudadas.</p><p>De acordo com estes investigadores, a sua aparência resulta das <strong>camadas exteriores de uma estrela semelhante ao Sol, expelidas para o espaço após a sua morte</strong>. Estes conseguiram observar uma fase particularmente difícil de detetar, o momento em que esse material estelar <strong>deixa de formar estruturas compactas e começa a misturar-se com o gás extremamente ténue </strong>que preenche o espaço entre as estrelas.</p><p>A descoberta surgiu através do <strong>MOTHRA, um novo sistema de observação concebido para detetar estruturas astronómicas </strong>extremamente ténues. Embora ainda esteja em construção, o instrumento <strong>revelou na periferia da Nebulosa da Hélice uma rede de estruturas </strong>que tinha passado despercebida em observações anteriores.</p><h2>Ondas provocadas por restos de uma estrela</h2><p>Nesta investigação, publicada na revista <em>Nature</em>, os investigadores <strong>identificaram 22 arcos completos ou parciais</strong>, conhecidos como <em>bow shocks</em>, ondas de choque semelhantes às que se formam diante de um barco em movimento.</p><p>Neste caso, porém, não existe qualquer barco, sendo <strong>os responsáveis pelas ondas pequenos aglomerados de material expelido pela estrela morta</strong>, que se deslocam rapidamente através do meio interestelar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780022" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/os-astronomos-descobrem-o-primeiro-par-de-estrelas-que-sobreviveu-a-explosao-de-uma-supernova-dupla.html" title="Os astrónomos descobrem o primeiro par de estrelas que sobreviveu à explosão de uma supernova dupla">Os astrónomos descobrem o primeiro par de estrelas que sobreviveu à explosão de uma supernova dupla</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/os-astronomos-descobrem-o-primeiro-par-de-estrelas-que-sobreviveu-a-explosao-de-uma-supernova-dupla.html" title="Os astrónomos descobrem o primeiro par de estrelas que sobreviveu à explosão de uma supernova dupla"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-astronomos-descobrem-o-primeiro-par-de-estrelas-que-sobreviveu-a-explosao-de-uma-supernova-dupla-1784809370135_320.jpg" alt="Os astrónomos descobrem o primeiro par de estrelas que sobreviveu à explosão de uma supernova dupla"></a></article></aside><p>À medida que estes fragmentos avançam, comprimem o gás à sua frente. Essa <strong>interação produz ondas de choque que fazem o gás emitir luz</strong>, tornando visível uma parte do material que, de outra forma, seria praticamente impossível de observar.</p><p>As imagens revelaram ainda uma pista fundamental, <strong>os arcos não apresentam todos o mesmo aspeto. Mais próximos da estrela central, são maiores, estreitos e bem definidos</strong>. À medida que se afastam, tornam-se menores, difusos e fragmentados.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os arcos traçam a destruição dos aglomerados à medida que estes interagem com o meio envolvente.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para os astrónomos, esta transformação funciona como um registo da destruição progressiva dos fragmentos.</p><h2>Cerca de 10 mil anos desaparecerem</h2><p>A análise sugere que estes <strong>aglomerados conseguem permanecer relativamente coesos durante aproximadamente 10 mil anos</strong> depois de ficarem expostos ao meio interestelar. Ao longo desse período, a interação com o gás envolvente vai desgastando os fragmentos, até que o material se dispersa e se mistura com o espaço entre as estrelas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-testemunham-como-uma-estrela-morta-devolve-materia-ao-universo-1787038356595.jpg" data-image="3hqckrzmhu9w" alt="Imagens Hα da Nebulosa da Hélice obtidas através do MOTHRA." title="Imagens Hα da Nebulosa da Hélice obtidas através do MOTHRA."><figcaption>Esta imagem da Nebulosa da Hélice obtida pelo MOTHRA, revela estruturas ténues e numerosos arcos de choque até então não detetados, formados pela interação do material estelar com o meio interestelar.</figcaption></figure><p>É precisamente esta <strong>passagem de matéria que ainda pode ser reconhecida como proveniente de uma estrela</strong> para gás difuso no meio interestelar, que os cientistas procuravam observar.</p><p>O fenómeno é importante porque <strong>as estrelas não são apenas objetos que nascem, evoluem e morrem</strong>. Ao longo da sua existência, transformam elementos químicos e, no final, devolvem parte da sua matéria ao espaço. Esse material pode posteriormente integrar novas nuvens de gás, estrelas e sistemas planetários.</p><h2>Uma antevisão do futuro do Sol</h2><p>A Nebulosa da Hélice oferece também uma <strong>espécie de janela para o futuro</strong> distante do nosso próprio Sistema Solar.</p><p>O Sol não terá exatamente a mesma evolução que a estrela que originou a nebulosa, mas deverá seguir um percurso semelhante, ou seja, <strong>depois de esgotar o combustível no seu núcleo, expandir-se-á e perderá as suas camadas exteriores</strong>, deixando para trás uma anã branca. O material libertado acabará por se dispersar no meio interestelar.</p><p>Isso significa que <strong>os átomos que hoje fazem parte do Sol serão, num futuro extremamente distante, devolvidos à galáxia</strong>, tal como aconteceu anteriormente com matéria proveniente de outras estrelas e que acabou por integrar a nuvem da qual nasceram o Sol, a Terra e os restantes corpos do Sistema Solar.</p><h2>Um novo olhar sobre o Universo invisível</h2><p>A descoberta demonstra também o potencial do MOTHRA. O sistema <strong>utiliza múltiplas lentes e foi desenvolvido para captar luz bastante fraca</strong>, permitindo estudar estruturas que escapam aos telescópios convencionais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777406" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-alertam-o-espaco-esta-se-esgotando-milhoes-de-satelites-ameacam-apagar-as-estrelas.html" title="Astrónomos alertam: 'O espaço está a esgotar-se, milhões de satélites ameaçam apagar as estrelas'">Astrónomos alertam: "O espaço está a esgotar-se, milhões de satélites ameaçam apagar as estrelas"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-alertam-o-espaco-esta-se-esgotando-milhoes-de-satelites-ameacam-apagar-as-estrelas.html" title="Astrónomos alertam: 'O espaço está a esgotar-se, milhões de satélites ameaçam apagar as estrelas'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-astronomos-advierten-el-espacio-se-queda-sin-espacio-millones-de-satelites-amenazan-con-apagar-las-estrellas-1783258355034_320.jpg" alt="Astrónomos alertam: 'O espaço está a esgotar-se, milhões de satélites ameaçam apagar as estrelas'"></a></article></aside><p>O instrumento ainda não está concluído, mas os resultados obtidos na Nebulosa da Hélice mostram o que poderá ser possível observar no futuro. Quando estiver totalmente operacional, <strong>deverá permitir investigar outras regiões de brilho muito ténue e revelar detalhes</strong> sobre a forma como a matéria se distribui e evolui no Universo.</p><p>A Nebulosa da Hélice <strong>deixa, assim, de ser apenas uma imagem impressionante da morte de uma estrela</strong>. Torna-se também um retrato de continuidade, uma estrela morre, mas a sua matéria não desaparece, ela é transformada, dispersa e devolvida à galáxia, onde poderá um dia fazer parte de algo completamente novo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Van%20Dokkum%2C%20P.%2C%20Abraham%2C%20R.%2C%20Bowman%2C%20W.P.%20et%20al" data-year="2026" data-title="Numerous%20bow%20shocks%20in%20the%20outer%20Helix%20Nebula" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1038%2Fs41586-026-10724-z">Van Dokkum, P., Abraham, R., Bowman, W.P. et al. (2026). <a href="https://doi.org/10.1038/s41586-026-10724-z" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Numerous bow shocks in the outer Helix Nebula</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-testemunham-como-uma-estrela-morta-devolve-materia-ao-universo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Super El Niño: nova previsão aponta evento excecional com anomalia superior a 3,4 °C]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-nova-previsao-aponta-evento-excepcional-com-anomalia-superior-a-3-4-c.html</link><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A atualização da pluma de modelos climáticos do El Niño divulgada na tarde de quarta-feira (19) reforça a expectativa de um dos eventos mais intensos da história, com anomalias a aproximarem-se de 3,5 °C durante o pico do evento.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-nova-previsao-aponta-evento-excepcional-com-anomalia-superior-a-3-4-c-1787174595191.png" data-image="fndocse87ebt" alt="anomalai" title="anomalai"><figcaption>A anomalia de temperatura da superfície do mar observada no último dia 18/08/2026 supera 5 °C numa ampla área do centro-leste do Pacífico. Créditos: Meteored/Adaptado de NOAA Coral Reef.</figcaption></figure><p>A <strong>mais recente pluma de previsões para o El Niño</strong>, um dos principais produtos utilizados mundialmente para acompanhar a evolução e antecipar a intensidade do El Niño-Oscilação Sul (ENOS), foi<strong> atualizada na tarde desta quarta-feira (19)</strong>. O novo conjunto de previsões reforça um cenário que tem vindo a ganhar força nas últimas atualizações: o <strong>El Niño de 2026/2027 poderá atingir uma intensidade excecional</strong>, com anomalias de temperatura a aproximarem-se de<strong> 3,5 °C </strong>no Oceano Pacífico equatorial central no pico do evento.</p><p>A <strong>pluma reúne previsões de diferentes modelos climáticos </strong>e permite acompanhar a<strong> possível evolução</strong> das temperaturas da superfície do mar nos próximos meses. Nesta <strong>nova atualização</strong>, a maior parte dos modelos aponta para uma<strong> intensificação do aquecimento até outubro</strong>, onde se prevê que valores próximos a <strong>3,5 °C</strong> se mantenham até ao trimestre de<strong> novembro-janeiro</strong>. Se confirmado, o evento<strong> poderá entrar para a história</strong> como o<strong> El Niño mais intenso já observado</strong>. Confira os detalhes.</p><h2>Pico do evento pode alcançar 3,5 °C</h2><p>Enquanto a <strong>previsão </strong>divulgada em <strong>julho</strong> indicava um pico próximo de<strong> 3,1 °C</strong>, a <strong>atualização</strong> divulgada no final da tarde <strong>da passada quarta-feira (19) </strong><strong>elevou</strong> esse valor <strong>para quase 3,5 °C</strong>, considerando a média dos modelos dinâmicos, representada pela linha rosa espessa no gráfico abaixo. Uma linha vermelha foi adicionada no nível de 3,5 °C para destacar o patamar excecional alcançado pela previsão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-nova-previsao-aponta-evento-excepcional-com-anomalia-superior-a-3-4-c-1787174381070.png" data-image="itsp7i65t259" alt="Previsão de anomalia relativa de TSM no Niño 3.4 iniciada em agosto, destacando o valor máximo previsto na linha vermelha. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI." title="Previsão de anomalia relativa de TSM no Niño 3.4 iniciada em agosto, destacando o valor máximo previsto na linha vermelha. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI."><figcaption>Previsão de anomalia relativa de TSM no Niño 3.4 iniciada em agosto, destacando o valor máximo previsto na linha vermelha. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI.</figcaption></figure><p>Os<strong> modelos dinâmicos</strong> são <strong>baseados</strong> em <strong>equações</strong> que representam os <strong>processos físicos</strong> da atmosfera e do oceano e<strong> simulam diretamente </strong>a <strong>evolução</strong> do sistema climático. Já os <strong>modelos estatísticos</strong> utilizam <strong>relações</strong> identificadas a partir do <strong>comportamento passado</strong> do clima para estimar a evolução futura. </p><p>Para a previsão do ENOS, os <strong>modelos dinâmicos apresentam</strong>, em geral,<strong> melhor desempenho</strong>, razão pela qual esta análise dá maior peso a esse conjunto de previsões. Ainda assim, os <strong>modelos estatísticos também apontam para </strong>um evento excecional, com a média das previsões a indicarem um <strong>pico</strong> próximo de <strong>3 °C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-nova-previsao-aponta-evento-excepcional-com-anomalia-superior-a-3-4-c-1787174392587.png" data-image="h59j9gsmp69l" alt="Previsão de anomalia relativa de TSM no Niño 3.4 iniciada em julho, destacando o valor máximo ligeiramente superior a 3°C previsto na linha vermelha. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI." title="Previsão de anomalia relativa de TSM no Niño 3.4 iniciada em julho, destacando o valor máximo ligeiramente superior a 3°C previsto na linha vermelha. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI."><figcaption>Previsão de anomalia relativa de TSM no Niño 3.4 iniciada em julho para fins de comparação, destacando o valor máximo ligeiramente superior a 3 °C previsto na linha vermelha. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI.</figcaption></figure><p>Outro ponto importante é que, desde o final de 2025, a <strong>pluma de modelos do IRI </strong><strong>deixou de incluir</strong> as previsões do modelo do <strong>Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF), um dos principais sistemas de previsão climática do mundo</strong>. A atualização divulgada pelo ECMWF no início de agosto também indicou valores máximos da ordem de 3,5 °C. Portanto, caso essa previsão fosse incorporada na média apresentada pelo IRI, o pico previsto poderia ser ainda maior.</p><h2>Nova média reúne todos os modelos e reforça cenário acima de 3 °C</h2><p><strong>A atualização da passada quarta-feira (19)</strong> também <strong>apresenta</strong> uma<strong> mudança</strong> importante na forma de<strong> visualização das previsões</strong>. Além das médias separadas entre modelos dinâmicos e estatísticos, o <strong>gráfico passa a destacar</strong>, através da <strong>linha azul espessa</strong>, a<strong> média de todos os modelos disponíveis</strong>. Esta combinação fornece uma visão mais ampla do conjunto das previsões e reduz a dependência de um único tipo de modelo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-alcancara-intensidade-muito-forte-em-breve-e-noaa-aumenta-escala-para-8-c.html" title="Super El Niño prestes a alcançar intensidade muito forte e NOAA aumenta escala para 8 °C">Super El Niño prestes a alcançar intensidade muito forte e NOAA aumenta escala para 8 °C</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-alcancara-intensidade-muito-forte-em-breve-e-noaa-aumenta-escala-para-8-c.html" title="Super El Niño prestes a alcançar intensidade muito forte e NOAA aumenta escala para 8 °C"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-alcancara-intensidade-muito-forte-em-breve-e-noaa-aumenta-escala-para-8-c-1786405094530_320.png" alt="Super El Niño prestes a alcançar intensidade muito forte e NOAA aumenta escala para 8 °C"></a></article></aside><p>Quando considerada essa<strong> média geral</strong>, o cenário também aponta para um<strong> pico superior a 3 °C</strong>. Se essa previsão se confirmar, o <strong>El Niño de 2026/2027</strong> <strong>ultrapassará</strong> com folga <strong>o maior valor </strong>de<strong> Índice Niño Oceânico (ONI) </strong>registado na série apresentada pela NOAA, de<strong> +2,6 °C</strong> no trimestre novembro-dezembro-janeiro de <strong>2015</strong><strong>/201</strong><strong>6</strong>, tornando o evento <strong>potencialmente</strong> o <strong>mais intenso já observado </strong>em termos desse índice.</p><h2>Temperatura do Niño 3.4 bate recorde há 80 dias consecutivos</h2><p><strong>Os sinais de um El Niño excecional</strong>, no entanto,<strong> não aparecem apenas nas previsões </strong>para os próximos meses. A <strong>temperatura da superfície do mar</strong> na região de monitorização do fenómeno conhecida como Niño 3.4 já <strong>apresenta um comportamento sem precedentes</strong>. </p><p>O <strong>gráfico</strong> do <em>Climate Reanalyzer</em>, elaborado com dados do conjunto NOAA Optimum Interpolation Sea Surface Temperature (OISST), mostra a <strong>evolução diária das temperaturas</strong> na região entre 5°N e 5°S e 120°W e 170°W, onde o El Niño é monitorizado. A<strong> curva vermelha</strong> <strong>representa 2026</strong>, enquanto as linhas cinzas mostram os restantes anos da série histórica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-nova-previsao-aponta-evento-excepcional-com-anomalia-superior-a-3-4-c-1787174407220.png" data-image="bkwd3eao3amw" alt="Temperatura da superfície do mar diária observada na região do Niño 3.4, destaca aquecimento recorde desde junho de 2026 (linha vermelha). Créditos: Climate Reanalyzer." title="Temperatura da superfície do mar diária observada na região do Niño 3.4, destaca aquecimento recorde desde junho de 2026 (linha vermelha). Créditos: Climate Reanalyzer."><figcaption>Temperatura da superfície do mar diária observada na região do Niño 3.4, destaca aquecimento recorde desde junho de 2026 (linha vermelha). Créditos: Climate Reanalyzer.</figcaption></figure><p><strong>A partir do início de junho</strong>, a <strong>temperatura</strong> do <strong>Niño 3.4 </strong>passou a manter-se <strong>continuamente acima dos valores registados</strong> nos mesmos períodos dos <strong>anos anteriores</strong>. Considerando os dados desde 1982, são cerca de <strong>80 dias consecutivos</strong> em que a região permanece em<strong> níveis recordes</strong> para a época do ano. </p><p>O cenário é ainda mais expressivo porque, enquanto a <strong>climatologia</strong> e a maioria dos anos anteriores apresentam temperaturas próximas ou<strong> abaixo de 28 °C</strong> durante o inverno do Hemisfério Sul, a<strong> temperatura em 2026 </strong>permanece acima deste valor desde abril, com os dados preliminares mais recentes a <strong>chegarem perto de 29,5 °C</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-nova-previsao-aponta-evento-excepcional-com-anomalia-superior-a-3-4-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Efeitos da roupa interior sintética: descubra como estes tecidos podem afetar os equilíbrios hormonais]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/efeitos-da-roupa-interior-sintetica-descubra-como-estes-tecidos-podem-afetar-os-equilibrios-hormonais.html</link><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 17:07:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Por trás da estética, da durabilidade e dos designs apelativos da lingerie sintética, esconde-se um fator de risco para a saúde íntima que é frequentemente ignorado.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/efectos-de-la-ropa-interior-sintetica-descubre-la-forma-en-que-estas-telas-influyen-en-tus-desbalances-hormonales-1786512674873.jpg" data-image="zb2sgroz5fa9" alt="Scientific evidence confirms that wearing synthetic underwear may expose us to chemicals capable of disrupting female hormonal health." title="Scientific evidence confirms that wearing synthetic underwear may expose us to chemicals capable of disrupting female hormonal health."><figcaption>As evidências científicas confirmam que o uso de roupa interior sintética pode expor-nos a substâncias químicas capazes de perturbar a saúde hormonal feminina.</figcaption></figure><p>A utilização de <strong>roupa interior</strong> fabricada com <strong>materiais sintéticos </strong>tem sido alvo de investigação por parte de vários grupos de investigação, que identificaram <strong>potenciais riscos para a saúde</strong>. Algumas destas conclusões provêm da China e de países europeus, onde foram detetados bisfenóis nestas peças de vestuário.</p><p>Este produto químico é utilizado nos processos de fabrico têxtil como estabilizador de cor e pode ser encontrado em <strong>peças de vestuário feitas de poliéster, poliamida e elastano</strong>, incluindo peças com renda ou brilhantes.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Estima-se que cerca de 30 por cento da roupa interior feminina analisada contivesse bisfenóis e, em 10 por cento dos casos, os níveis excederam os limites considerados seguros.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Sabe-se que e<strong>stas substâncias químicas interferem com o sistema endócrino e podem afetar funções hormonais essenciais</strong>. São conhecidas como desreguladores endócrinos e podem ser absorvidas diretamente através da mucosa íntima para a corrente sanguínea.</p><h2>Desreguladores endócrinos</h2><p><strong>Os bisfenóis podem interferir em processos vitais relacionados com o metabolismo, o crescimento e a reprodução</strong>. A exposição prolongada a estas substâncias tem sido associada a distúrbios hormonais e metabólicos, afetando particularmente a fertilidade e o equilíbrio hormonal nas mulheres, enquanto que nas raparigas pode contribuir para a puberdade precoce.</p><p>De acordo com os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, um dos principais riscos potenciais associados a estas substâncias é o <strong>cancro</strong>, uma vez que a exposição tem sido associada a tumores dependentes de hormonas, como o <strong>cancro da mama</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/efectos-de-la-ropa-interior-sintetica-descubre-la-forma-en-que-estas-telas-influyen-en-tus-desbalances-hormonales-1786513901477.jpg" data-image="pnso2nqzqrjf" alt="Compounds found in dyes are among the most harmful pollutants for the environment, textile factory workers and people who wear the garments." title="Compounds found in dyes are among the most harmful pollutants for the environment, textile factory workers and people who wear the garments."><figcaption>Os compostos presentes nos corantes estão entre os poluentes mais nocivos para o ambiente, para os trabalhadores das fábricas têxteis e para as pessoas que usam as peças de vestuário.</figcaption></figure><p>Podem também surgir <strong>problemas reprodutivos</strong>, incluindo infertilidade, para além da puberdade precoce já mencionada. Podem ainda contribuir para distúrbios metabólicos associados à obesidade, à diabetes e à síndrome metabólica ovariana poliendócrina.</p><div class="texto-destacado">De acordo com a Agência Europeia do Ambiente, o BPA pode também afetar a função cognitiva, causar danos nos olhos, irritar os pulmões e desencadear reações alérgicas na pele quando a exposição é prolongada e ocorre em níveis elevados.</div><p>Por este motivo, é importante <strong>evitar a compra de produtos falsificados ou de imitação</strong>, uma vez que os seus processos de fabrico não são regulamentados e pode haver pouca informação sobre a sua qualidade ou sobre a forma como são produzidos, armazenados e distribuídos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="691991" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/texteis-toxicos-como-as-substancias-quimicas-presentes-no-nosso-vestuario-afetam-a-nossa-saude-e-o-ambiente.html" title="Têxteis tóxicos: como as substâncias químicas presentes no nosso vestuário afetam a nossa saúde e o ambiente">Têxteis tóxicos: como as substâncias químicas presentes no nosso vestuário afetam a nossa saúde e o ambiente</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/texteis-toxicos-como-as-substancias-quimicas-presentes-no-nosso-vestuario-afetam-a-nossa-saude-e-o-ambiente.html" title="Têxteis tóxicos: como as substâncias químicas presentes no nosso vestuário afetam a nossa saúde e o ambiente"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/texteis-toxicos-como-as-substancias-quimicas-presentes-no-nosso-vestuario-afetam-a-nossa-saude-e-o-ambiente-1736778339758_320.jpg" alt="Têxteis tóxicos: como as substâncias químicas presentes no nosso vestuário afetam a nossa saúde e o ambiente"></a></article></aside><p><strong>No México, até 19 por cento dos casos de vaginite são causados pelo fungo Candida albicans</strong>. Os fatores predisponentes para esta infeção incluem climas quentes ou temperados, obesidade e deficiências do sistema imunitário.</p><p>Outros fatores incluem o uso frequente de produtos que contêm substâncias químicas ou alérgenos locais, tais como um <strong>DIU, roupa muito justa ou roupa interior sintética, bem como hiperglicemia, duches vaginais e uso de tampões</strong>.</p><p>À luz destas conclusões, a ginecologista e oncologista Arcelia Varela recomenda: </p><ul> <li>Optar por<strong> roupa interior feita de fibras naturais</strong>, como o algodão, que tem menos probabilidades de conter bisfenóis.</li><li><strong>Evitar o contacto prolongado</strong> da pele com peças de <strong>vestuário sintéticas</strong>, especialmente em áreas sensíveis.</li><li><strong>Lavar a roupa nova antes de a usar</strong>, para ajudar a remover possíveis resíduos químicos provenientes do processo de fabrico.</li><li>Procurar marcas que certifiquem que os seus <strong>têxteis estão isentos de substâncias químicas nocivas</strong>.</li><li>Consultar um <strong>especialista em saúde feminina caso sinta algum desconforto</strong> e optar por roupa interior feita de fibras naturais em vez de sintéticas.</li> </ul><p>Todos os anos, são compradas <strong>80 mil milhões de peças de vestuário novas em todo o mundo</strong>, e muitos destes produtos são fabricados na China, na Índia e no Bangladesh, onde foram detetados inúmeros <strong>contaminantes</strong>, incluindo o <strong>antimónio</strong>.</p><div class="texto-destacado">Os compostos presentes nos corantes estão entre os poluentes mais nocivos para o ambiente, para os trabalhadores das fábricas têxteis e para as pessoas que usam as peças de vestuário. Os corantes são também uma das fontes mais significativas de poluição da indústria têxtil, afetando tanto o ambiente como a saúde dos trabalhadores.</div><p>Nos últimos anos, numerosos estudos científicos revelaram evidências de <strong>efeitos adversos para a saúde entre as pessoas que trabalham diretamente na produção têxtil</strong>.</p><p>A literatura científica que aborda as vulnerabilidades de saúde dos trabalhadores do setor do vestuário pronto a vestir no Sul e Sudeste Asiático é limitada. Atualmente, <strong>sabe-se relativamente pouco sobre os tipos específicos de vulnerabilidades de saúde enfrentadas pelos trabalhadores têxteis</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Herman%20Autrup%2C%20Frank%20A%20Barile%2C%20Sir%20Colin%20Berry%2C%20Bas%20J%20Blaauboer%2C%20Alan%20Boobis%2C%20Herrmann%20Bolt%2C%20Christopher%20J%20Borgert%2C%20Wolfgang%20Dekant%2C%20Daniel%20Dietrich%2C%20Jose%20L%20Domingo%2C%20Gio%20Batta%20Gori%2C%20Helmut%20Greim%2C%20Jan%20Hengstler%206%2C%20Sam%20Kacew%2C%20Hans%20Marquardt%2C%20Olavi%20Pelkonen%2C%20Kai%20Savolainen%2C%20Pat%20Heslop-Harrison%2C%20Nico%20P%20Vermeulen" data-year="2020" data-title="Human%20exposure%20to%20synthetic%20endocrine%20disrupting%20chemicals%20(S-EDCs)%20is%20generally%20negligible%20as%20compared%20to%20natural%20compounds%20with%20higher%20or%20comparable%20endocrine%20activity%3A%20how%20to%20evaluate%20the%20risk%20of%20the%20S-EDCs%3F" data-url="https%3A%2F%2Fpmc.ncbi.nlm.nih.gov%2Farticles%2FPMC7367909%2F">Herman Autrup, Frank A Barile, Sir Colin Berry, Bas J Blaauboer, Alan Boobis, Herrmann Bolt, Christopher J Borgert, Wolfgang Dekant, Daniel Dietrich, Jose L Domingo, Gio Batta Gori, Helmut Greim, Jan Hengstler 6, Sam Kacew, Hans Marquardt, Olavi Pelkonen, Kai Savolainen, Pat Heslop-Harrison, Nico P Vermeulen. (2020). <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7367909/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Human exposure to synthetic endocrine disrupting chemicals (S-EDCs) is generally negligible as compared to natural compounds with higher or comparable endocrine activity: how to evaluate the risk of the S-EDCs?</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/efeitos-da-roupa-interior-sintetica-descubra-como-estes-tecidos-podem-afetar-os-equilibrios-hormonais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um dos maiores povoados da Idade do Bronze em Portugal vai passar a ser visitável]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-dos-maiores-povoados-da-idade-do-bronze-em-portugal-vai-passar-a-ser-visitavel.html</link><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 16:05:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Entre Mombeja e Beringel (Beja), um dos maiores povoados da Idade do Bronze Final da Península Ibérica irá "ganhar vida". Outeiro do Circo receberá um novo projeto arqueológico, com investimento de 50 mil euros da Câmara Municipal de Beja.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/um-dos-maiores-povoados-da-idade-do-bronze-em-portugal-vai-passar-a-ser-visitavel-1787237264891.jpg" data-image="u3mk0wgh0pct"><figcaption>O investimento de 50 mil euros da Câmara Municipal de Beja neste novo projeto arqueológico irá permitir não só aprofundar o conhecimento científico do sítio, mas também criar condições para a sua futura visitação. Imagem: Câmara Municipal de Beja</figcaption></figure><p>O projeto que será desenvolvido entre este ano e 2029 arrancou na passada segunda-feira (17) com uma campanha arqueológica que se prolongará até ao dia 11 de setembro, sob a responsabilidade do investigador <strong>Nelson J. Almeida</strong>, professor de Arqueologia na Universidade de Évora.</p><p>Em declarações à Lusa, Nelson J. Almeida refere que os trabalhos no sítio arqueológico concentrar-se-ão <strong>"numa nova área de 53 metros quadrados"</strong> que permitirá ficar a conhecer <strong>"um troço da muralha" construída há cerca de três mil anos</strong>.</p><h2>Uma “janela” para o poder na Idade do Bronze</h2><p>Perceber o papel desta muralha prende-se, sobretudo, com a possibilidade de ajudar a reconstruir a organização e a importância que este povoado assumiu no território. Os investigadores vão procurar compreender <strong>“(...) mais sobre esta muralha da Idade do Bronze, com cerca de 3.000 anos, assim como a relação que tem com eventuais estruturas no entorno do povoado"</strong>, afirma o investigador da Universidade de Évora.</p><p>Segundo Nelson J. Almeida, o projeto irá abranger, <strong>até 2029, "novos trabalhos de caracterização, através da aplicação de técnicas geofísicas"</strong> e o "estudo de eventuais estruturas que existam, nomeadamente junto a uma possível segunda entrada para o povoado".</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A investigação arqueológica será acompanhada por estudos de caracterização, conservação e avaliação patrimonial, procurando transformar os resultados científicos em conhecimento acessível à sociedade. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A particularidade desta iniciativa consistirá na aproximação de duas dimensões que nem sempre caminham lado a lado: <strong>a investigação académica e a educação patrimonial</strong>. De acordo com Almeida, estão previstas ações dirigidas não só à população local, mas também com alcance nacional e internacional, tendo em vista o reforço da importância deste património pré-histórico.</p><h2>Do laboratório ao território, uma preparação para o futuro</h2><p>O regresso aos trabalhos de campo ocorrem após uma pausa que teve início em 2021. Durante este período, a investigação não parou por completo. De acordo com um comunicado da Câmara de Beja, a suspensão dos trabalhos de campo há cinco anos visou permitir <strong>"uma série de estudos laboratoriais e de gabinete, dedicados à vasta coleção de cerca de 30.000 artefactos aí recolhidos"</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/um-dos-maiores-povoados-da-idade-do-bronze-em-portugal-vai-passar-a-ser-visitavel-1787237714004.jpg" data-image="4083oszmijih"><figcaption>As escavações arqueológicas irão manter-se abertas ao público nos dias úteis entre as 08:30 e as 12:30, permitindo aos mais curiosos acompanhar de perto o trabalho desenvolvido pelos cientistas. Imagem meramente ilustrativa.</figcaption></figure><p>A nova equipa junta investigadores que agora assumem responsabilidades no projeto a anteriores responsáveis científicos, <strong>preservando uma linha de investigação e divulgação construída ao longo de 18 anos</strong>.</p><p>E há uma particularidade que promete aproximar aproximar a arqueologia de quem a observa de fora: <strong>as escavações continuam abertas ao público. Segundo a autarquia, de segunda a sexta-feira, entre as 08:30 e as 12:30</strong>, qualquer visitante poderá acompanhar diretamente o trabalho levado a cabo pelos arqueólogos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769637" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-idade-da-corda-as-invencoes-da-idade-da-pedra-criadas-por-mulheres-que-a-arqueologia-ignorou.html" title="A Idade da Corda: as invenções da Idade da Pedra criadas por mulheres que a arqueologia ignorou">A Idade da Corda: as invenções da Idade da Pedra criadas por mulheres que a arqueologia ignorou</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-idade-da-corda-as-invencoes-da-idade-da-pedra-criadas-por-mulheres-que-a-arqueologia-ignorou.html" title="A Idade da Corda: as invenções da Idade da Pedra criadas por mulheres que a arqueologia ignorou"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/edad-de-cuerda-los-inventos-de-la-edad-de-piedra-hecho-por-las-mujeres-que-la-arqueologia-ignoro-1779139998411_320.jpg" alt="A Idade da Corda: as invenções da Idade da Pedra criadas por mulheres que a arqueologia ignorou"></a></article></aside><p><strong>Com cerca de 17 hectares, o Outeiro do Circo terá sido um importante centro de poder regional antes da emergência de Beja como cidade, já na Idade do Ferro</strong>. O sítio arqueológico, conhecido desde o século XVIII, primeiramente estudado pelos cientistas em 1977 e alvo de trabalhos arqueológicos entre 2008 e 2021, está prestes a assistir ao desenrolar de um novo capítulo na sua história: transformar as descobertas do passado numa experiência de património acessível no futuro.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ag%C3%AAncia%20Lusa" data-year="2026" data-title="Um%20dos%20maiores%20povoados%20da%20Idade%20do%20Bronze%20ser%C3%A1%20visit%C3%A1vel" data-url="https%3A%2F%2Fwww.noticiasaominuto.com%2Fpais%2F3037591%2Fum-dos-maiores-povoados-da-idade-do-bronze-sera-visitavel">Agência Lusa. (2026). <a href="https://www.noticiasaominuto.com/pais/3037591/um-dos-maiores-povoados-da-idade-do-bronze-sera-visitavel" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Um dos maiores povoados da Idade do Bronze será visitável</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-dos-maiores-povoados-da-idade-do-bronze-em-portugal-vai-passar-a-ser-visitavel.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quanto peso consegue suportar um nenúfar gigante?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/quanto-peso-consegue-suportar-um-nenufar-gigante.html</link><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 15:44:01 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Os Kew Gardens, em Londres, competem com jardins de todo o mundo num concurso anual que elege a folha de nenúfar gigante mais resistente do mundo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/how-much-weight-can-a-giant-water-lily-hold-1787130921665.jpeg" data-image="hhbp1g2jwjur" alt="Riesenwasserlilien haben Blätter, die bis zu drei Meter lang sind" title="Riesenwasserlilien haben Blätter, die bis zu drei Meter lang sind"><figcaption>Os nenúfares têm folhas que chegam a medir três metros de comprimento</figcaption></figure><p>Esta semana deu-se o pontapé de saída para um concurso anual que visa eleger <strong>a folha de nenúfar mais resistente do mundo</strong>. Entre os participantes que inscreveram o seu exemplar mais robusto na competição, encontravam-se também os Kew Gardens, de Londres.</p><p>Os nenúfares-de-Victoria têm uma <strong>incrível capacidade de flutuação</strong>, uma vez que os grandes canais nas nervuras das folhas se enchem de ar, o que faz com que a folha flutue à superfície da água e as raízes sejam abastecidas com oxigénio. </p><p>Além disso, as folhas estão repletas de espinhos defensivos que as protegem de peixes, aves e outros potenciais predadores.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Exercícios divertidos como o "Waterlily Weigh-Off" provam, mais uma vez, que a natureza consegue sempre superar as nossas expectativas e lembrar-nos de como o mundo à nossa volta é, de facto, extraordinário.<br><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O<strong> nenúfar boliviano</strong>, também conhecido como Victoria boliviana, é hoje considerado a <strong>maior espécie de nenúfar do mundo</strong>.</p><p>As suas folhas podem atingir<strong> até três metros de largura</strong>, e a planta está fixada no fundo da água por caules subaquáticos que podem atingir até oito metros de comprimento.</p><p>As grandes flores são inicialmente brancas, para atrair os polinizadores, e tornam-se <strong>cor-de-rosa após a libertação do pólen</strong>. Florescem apenas durante uma ou duas noites.</p><h2>A espécie só foi descoberta em 2022</h2><p><strong>A Victoria boliviana é a maior das três espécies de nenúfares gigantes</strong> que se podem ver atualmente no Conservatório da Princesa de Gales, em Kew.</p><div class="texto-destacado">A espécie só foi identificada cientificamente como nova há poucos anos por uma equipa de especialistas em horticultura e arte botânica em Kew.</div><p>Exemplares da Victoria boliviana encontravam-se nos jardins botânicos há mais de 180 anos, mas tinham sido <strong>erroneamente identificados como Victoria amazonica</strong>, o nenúfar que recebeu o nome da Rainha Vitória em 1837.</p><p>A coleção inclui ainda o nenúfar de Santa Cruz (V. cruziana), originário da América do Sul, bem como a Eurayle ferox, proveniente do sul da Ásia (Índia) e do leste da Ásia (da China ao Japão).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/how-much-weight-can-a-giant-water-lily-hold-1787130959399.jpg" data-image="b6ps1q6uth17" alt="Botaniker in Kew haben die Pflanze mit ihrem eigenen Körpergewicht getestet" title="Botaniker in Kew haben die Pflanze mit ihrem eigenen Körpergewicht getestet"><figcaption>Os botânicos de Kew testaram a planta utilizando o próprio peso corporal</figcaption></figure><p> A Victoria boliviana detém três recordes mundiais do Guinness nas categorias <strong>"maior espécie de nenúfar", "maior folha de nenúfar" e "maior folha inteira"</strong>. O maior exemplar alguma vez documentado foi medido nos jardins de <strong>La Rinconada, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia</strong>, com uma largura de 3,2 metros. </p><h2>Qual é a capacidade do exemplar de Kew?</h2><p><strong>O "Weigh-Off" mundial</strong> é organizado pelos Jardins Botânicos de Denver, no Colorado. <strong>Jardins públicos e jardins zoológicos de todo o mundo colocam pesos diferentes nas folhas das suas nenúfares</strong>.</p><p>Em edições anteriores, os jardineiros utilizaram objetos do quotidiano, que iam desde baldes cheios de moedas a aparelhos de ginástica, passando por bebidas conhecidas e até pelos seus próprios corpos; <strong>em 2025, participaram mais de 40 organizações</strong>.</p><p>No ano passado, Kew participou no concurso com um peso de 76,5 kg. A competição foi vencida pelos <strong>Bok Tower Gardens, na Flórida (EUA)</strong>, que atingiram um total de 83 kg na balança.</p><p><strong>Este ano, Kew elevou ainda mais a fasquia com uma participação de 102 kg</strong>. O peso foi testado pelo cientista hortícola Martin Silnevs, que se colocou na plataforma com equipamento completo e botas de pesca.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="424712" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/especie-recem-identificada-e-o-maior-nenufar-conhecido-do-mundo-victoria-boliviana.html" title="Espécie recém-identificada é o maior nenúfar conhecido do mundo">Espécie recém-identificada é o maior nenúfar conhecido do mundo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/especie-recem-identificada-e-o-maior-nenufar-conhecido-do-mundo-victoria-boliviana.html" title="Espécie recém-identificada é o maior nenúfar conhecido do mundo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/especie-recem-identificada-e-o-maior-nenufar-conhecido-do-mundo-1657096370060_320.jpg" alt="Espécie recém-identificada é o maior nenúfar conhecido do mundo"></a></article></aside><p>Depois, juntou-se-lhes o seu colega Aidan Pike, mas isso foi demasiado para a estrutura, que cedeu sob a carga adicional e ruiu.</p><p>A dupla testou ainda outra plataforma da estrutura, carregando-a com pilhas de feijão cozido em latas; <strong>foi registado um peso total de 81 kg antes de a plataforma ceder</strong>.</p><div class="texto-destacado">Silnevs afirmou: <strong>"Pisar na folha de nenúfar pareceu-me tão irreal e foi, de facto, um verdadeiro ato de fé! Contraria toda a lógica que um delicado nenúfar possa suportar um peso superior a 100 kg e, no entanto, conseguiu."</strong></div><p>"Experiências divertidas como o “Waterlily Weigh-Off” provam, mais uma vez, que a natureza consegue sempre superar as nossas expectativas <strong>e lembrar-nos de como o mundo à nossa volta é, na verdade, extraordinário."</strong></p><p>Os resultados do concurso serão anunciados a <strong>28 de agosto</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/quanto-peso-consegue-suportar-um-nenufar-gigante.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O maior tesouro por descobrir em Portugal está no mar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-maior-tesouro-por-descobrir-em-portugal-esta-no-mar.html</link><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 15:05:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Plataforma digital desenvolvida por investigadores do Porto reúne, pela primeira vez, o conhecimento disperso sobre as maiores riquezas do oceano e abre caminho às descobertas do futuro.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-maior-tesouro-por-descobrir-em-portugal-esta-no-mar-1787230506802.jpg" data-image="dy0bv60u9ylq" alt="criaturas marinhas" title="criaturas marinhas"><figcaption>Nas profundezas do oceano vivem organismos que podem guardar algumas das próximas grandes descobertas da ciência. Foto: Franziska_Stier/Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Durante séculos, os mapas marítimos serviram para responder a uma das perguntas mais importantes da História: <strong>como chegar até lá?</strong> Traçavam rotas, assinalavam portos e cartografavam continentes ainda desconhecidos, permitindo aos navegadores aventurarem-se por mares nunca antes navegados.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Portugal volta a desenhar um mapa do oceano. O destino já não é um novo território, mas sim o conhecimento.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A criação da <strong>primeira plataforma digital reúne os biobancos marinhos portugueses</strong> e marca simbolicamente esta mudança. Desenvolvido pelo Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR), da Universidade do Porto, o novo portal cartografa milhares de amostras biológicas preservadas em diferentes instituições nacionais. </p><p>O acervo tem como intuito tornar o <strong>conhecimento acessível à comunidade científica</strong> e aproximar Portugal de uma nova etapa da <strong>economia azul</strong>. A transformação vai muito além da tecnologia, refletindo a forma como o país passou a olhar para o mar.</p><h2>Um novo olhar sobre o nosso mar</h2><p>A relação de Portugal com o oceano foi construída em torno da <strong>pesca</strong> e da <strong>exploração dos seus recursos</strong>. Mais tarde, durante a expansão marítima dos séculos XV e XVI, tornou-se uma <strong>vasta rede de rotas comerciais</strong> que ligava continentes, transportava mercadorias e sustentava um império.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Atualmente, continua a ser um ativo estratégico. Mas a riqueza que dele se espera já não depende apenas do que pode ser retirado das suas águas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O conceito de economia azul ganhou, na última década, um lugar central nas políticas europeias e nacionais, propondo um equilíbrio entre <strong>desenvolvimento económico,</strong> <strong>inovação tecnológica</strong> e <strong>conservação</strong> dos ecossistemas marinhos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-maior-tesouro-por-descobrir-em-portugal-esta-no-mar-1787230616182.jpg" data-image="o8eqwnvh35zm" alt="Coleção de culturas marinhas" title="Coleção de culturas marinhas"><figcaption>A Coleção de Culturas Microbianas do CIIMAR (CM2C) é um dos cinco biobancos integrados na plataforma digital. Foto: CIIMAR</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>As atividades tradicionais, como a <strong>pesca</strong>, a <strong>aquacultura</strong> ou o <strong>turismo costeiro</strong>, coexistem agora com setores emergentes, como a produção de <strong>energia renovável</strong> <strong>offshore</strong>, a <strong>biotecnologia marinha</strong> ou a utilização sustentável dos <strong>recursos genéticos</strong> do oceano.</p><h2>Tesouros subaquáticos por revelar</h2><p>É neste novo paradigma que os biobancos assumem um papel cada vez mais relevante. A investigadora do CIIMAR, Rita Costa, descreve-os como <strong>"tesouros subaquáticos" </strong>e a<strong> </strong>expressão não podia ser mais feliz.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780275" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/verme-marinho-da-costa-portuguesa-revela-potencial-biotecnologico-em-investigacao-pioneira-do-ipma.html" title="Verme marinho da costa portuguesa revela potencial biotecnológico em investigação pioneira do IPMA">Verme marinho da costa portuguesa revela potencial biotecnológico em investigação pioneira do IPMA</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/verme-marinho-da-costa-portuguesa-revela-potencial-biotecnologico-em-investigacao-pioneira-do-ipma.html" title="Verme marinho da costa portuguesa revela potencial biotecnológico em investigação pioneira do IPMA"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/verme-marinho-da-costa-portuguesa-revela-potencial-biotecnologico-em-investigacao-pioneira-do-ipma-1784899633806_320.jpg" alt="Verme marinho da costa portuguesa revela potencial biotecnológico em investigação pioneira do IPMA"></a></article></aside><p>Se, ao longo dos séculos, os tesouros do mar foram procurados nas rotas comerciais, nas capturas de peixe ou nas especiarias transportadas pelos navios, hoje podem encontrar-se em seres tão discretos como uma <strong>microalga</strong>, uma <strong>bactéria</strong> <strong>marinha</strong>, uma esponja ou um coral.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>São estes organismos que os biobancos preservam. E o novo portal faz por eles aquilo que as antigas cartas náuticas fizeram pelos navegadores: mostra onde estão.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Em vez de orientar embarcações através dos oceanos, este mapa orienta investigadores através de um <strong>património biológico disperso por diferentes instituições portuguesas</strong>, como a Coleção de Culturas de Biotecnologia Azul e Ecotoxicologia, a Coleção de Culturas Microbianas do CIIMAR (CM2C) ou a Algoteca do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Cada ponto assinalado representa um acervo, uma amostra preservada e uma potencial descoberta.</p><h2>Navegar pelo conhecimento disperso</h2><p>Mas um biobanco não é apenas um lugar onde se armazenam organismos. É uma biblioteca viva da biodiversidade marinha. Cada amostra guarda <strong>informação genética</strong>, <strong>ecológica</strong> e <strong>evolutiva</strong> que poderá revelar-se decisiva para responder a perguntas que a ciência ainda nem sequer formulou. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É esse património, boa parte dele ainda oculto, que a nova plataforma reúne, permitindo que investigadores possam <strong>encontrar</strong>, <strong>comparar</strong> e <strong>utilizar</strong> <strong>recursos biológicos</strong> que até agora se encontravam fragmentados em diferentes coleções.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O mapa permite localizar mais de <strong>dez mil amostras </strong><strong>biológicas </strong>e centenas de espécies preservadas em<strong> cinco</strong><strong> biobancos nacionais</strong>. Para um investigador que procure determinado organismo ou pretenda comparar materiais recolhidos em diferentes regiões, a plataforma reduz tempo, evita duplicações e facilita novas colaborações entre equipas nacionais e internacionais.</p><p>Se os biobancos guardam tesouros, esta<strong> plataforma</strong><strong> é o </strong><strong>mapa </strong>que permitirá achá-los. A importância deste trabalho, porém, vai muito além da investigação científica.</p><h2>A ciência voltada para a inovação</h2><p>À medida que a <strong>economia azul</strong> ganha expressão, a biodiversidade marinha deixa de ser apenas um património natural para assumir também um <strong>papel estratégico</strong> na inovação. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Moléculas produzidas por organismos marinhos já estão na origem de novos medicamentos, ingredientes cosméticos, enzimas utilizadas em processos industriais e soluções sustentáveis para setores tão distintos como a aquacultura, a alimentação e os materiais biodegradáveis.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Conhecer essa diversidade biológica, preservá-la e disponibilizá-la à comunidade científica tornou-se, por isso, uma condição essencial para <strong>transformar conhecimento em inovação</strong>, sem comprometer a conservação dos ecossistemas marinhos. É esse equilíbrio que o novo mapa pretende reforçar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-maior-tesouro-por-descobrir-em-portugal-esta-no-mar-1787230930526.jpg" data-image="qergjjhjv4l2" alt="Barco à vela no oceano" title="Barco à vela no oceano"><figcaption>Durante séculos navegámos este oceano. Agora estamos também a mapear a sua extraordinária biodiversidade. Foto: Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Portugal já deu ao mundo cartas náuticas para navegar por oceanos desconhecidos. Cada nova rota expandiu a compreensão do nosso planeta. Os <strong>mapas voltam hoje a ocupar um lugar central na relação do país com o mar.</strong> Mas já não apontam para novos territórios. Orientam, antes, os investigadores para um património biológico que sempre esteve submerso e que, finalmente, está a emergir.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Universidade%20do%20Porto" data-year="" data-title="CIIMAR%20cria%20mapa%20digital%20dos%20biobancos%20marinhos%20portugueses" data-url="https%3A%2F%2Fnoticias.up.pt%2F2026%2F07%2F11%2Fciimar-cria-mapa-digital-dos-biobancos-marinhos-portugueses%2F">Universidade do Porto. <a href="https://noticias.up.pt/2026/07/11/ciimar-cria-mapa-digital-dos-biobancos-marinhos-portugueses/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">CIIMAR cria mapa digital dos biobancos marinhos portugueses</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-maior-tesouro-por-descobrir-em-portugal-esta-no-mar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tendências a 10 dias em Portugal: duas depressões atlânticas irão trazer chuva abundante e rajadas superiores a 80 km/h]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-a-10-dias-em-portugal-duas-depressoes-atlanticas-irao-trazer-chuva-abundante-e-rajadas-superiores-a-80-km-h.html</link><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 14:35:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os últimos 10 dias de agosto poderão trazer uma mudança pouco habitual para o verão em Portugal. Duas depressões atlânticas e respetivas frentes poderão deixar chuva persistente, vento forte e temperaturas mais frescas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xazb4qi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xazb4qi.jpg" id="xazb4qi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A reta final de agosto poderá assumir contornos pouco habituais para a época em Portugal Continental. Depois de alguns dias mais estáveis, as previsões do modelo europeu apontam para a aproximação de <strong>duas depressões atlânticas e respetivas frentes</strong>, com chuva, vento forte e temperaturas mais contidas.</p><h2>Esta quinta-feira já se sente uma mudança no estado do tempo</h2><p>Esta quinta-feira, dia 20, apresenta-se bastante diferente do início da semana. As temperaturas estão mais baixas e o céu deverá permanecer <strong>muito nublado em várias regiões</strong>, existindo ainda possibilidade de aguaceiros ou chuviscos.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>A precipitação prevista será, contudo, <strong>pouco organizada e bastante dispersa</strong>, podendo surgir no Algarve, sobretudo no interior leste, nas regiões de Setúbal e Lisboa, em alguns pontos do litoral oeste entre Mafra e Leiria, assim como no interior Centro e no Norte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-duas-depressoes-atlanticas-irao-trazer-chuva-abundante-e-rajadas-superiores-a-80-km-h-1787229136024.jpg" data-image="emt8ej2mm6mb" alt="Temperatura 700 hPa" title="Temperatura 700 hPa"> <figcaption>A ondulação do jato polar permite a descida de ar mais frio para latitudes mais a sul. Embora a massa de ar polar não esteja diretamente sobre Portugal, a circulação atmosférica favorece a chegada de ar mais fresco ao território.</figcaption></figure><p>Esta mudança está relacionada com uma ondulação mais pronunciada da corrente de <strong>jato polar</strong>, que permitiu que uma massa de ar polar mais frio descesse para latitudes inferiores às habituais. Mesmo que este ar mais frio não se encontre diretamente sobre Portugal, a circulação atmosférica associada está a favorecer a <strong>chegada de</strong> <strong>ar mais fresco ao território continental</strong>.</p><h2>Sexta-feira e sábado dão uma pequena trégua</h2><p>A sexta-feira, dia 21, e o sábado, dia 22, poderão constituir uma pequena janela de estabilidade antes de uma mudança bastante mais significativa. De acordo com a atual atualização da Meteored, serão potencialmente os <strong>últimos dias sem precipitação significativa antes de um período mais chuvoso</strong>, que poderá prolongar-se até perto de dia 28.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-duas-depressoes-atlanticas-irao-trazer-chuva-abundante-e-rajadas-superiores-a-80-km-h-1787229180514.jpg" data-image="a92ydtkpd636" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption>Sexta-feira e sábado poderão ser os últimos dias de tempo maioritariamente seco antes da chegada das depressões atlânticas. As máximas deverão ficar abaixo dos 33 ºC, com o litoral significativamente mais fresco.</figcaption></figure><p>As temperaturas manter-se-ão relativamente moderadas para agosto, especialmente junto ao litoral. <strong>As máximas não deverão ultrapassar os 32 ºC</strong> no território continental durante estes dois dias.</p><p>Na sexta-feira, o calor estará mais concentrado no interior Centro, nomeadamente no distrito de Castelo Branco. No sábado, o padrão altera-se ligeiramente, com Bragança e Vila Real a destacarem-se entre as <strong>regiões potencialmente mais quentes</strong>.</p><h2>Uma depressão atlântica chega a Portugal no domingo (23)</h2><p>A partir de domingo, dia 23, o cenário meteorológico poderá mudar substancialmente. Uma <strong>depressão bem organizada no Atlântico Norte</strong> deverá aproximar-se suficientemente da Península Ibérica para produzir efeitos diretos em Portugal, uma configuração particularmente interessante tendo em conta que estamos em pleno mês de agosto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-duas-depressoes-atlanticas-irao-trazer-chuva-abundante-e-rajadas-superiores-a-80-km-h-1787229219752.jpg" data-image="wdjo6bfon0du" alt="Pressão e chuva" title="Pressão e chuva"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-124857">Uma depressão atlântica bem organizada aproxima-se de Portugal no domingo (23), transportando uma extensa frente de precipitação. A chuva poderá começar a tornar-se mais generalizada a partir do meio dia.</figcaption></figure><p>Segundo a previsão atual, os primeiros efeitos mais evidentes poderão começar a fazer-se sentir <strong>por volta das 12 horas de domingo</strong>, com a aproximação de uma frente atlântica bem definida. A faixa de precipitação deverá avançar sobre o continente, podendo estender-se de norte a sul e deixando para trás um cenário muito diferente daquele que habitualmente associamos ao verão.</p><p>Na segunda-feira, dia 24, o núcleo depressionário deverá posicionar-se a noroeste de Portugal. Para além da chuva, será necessário acompanhar atentamente o <strong>vento</strong>, que poderá tornar-se forte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-duas-depressoes-atlanticas-irao-trazer-chuva-abundante-e-rajadas-superiores-a-80-km-h-1787229270290.jpg" data-image="mwa3b6cv5u5t" alt="Rajada de vento (km/h)" title="Rajada de vento (km/h)"><figcaption>Com o núcleo da depressão a noroeste do território, o vento deverá intensificar-se na segunda-feira. No Norte, as rajadas poderão atingir ou ultrapassar os 80 km/h nas zonas mais expostas.</figcaption></figure><blockquote> <p>No Norte, a previsão é de rajadas de vento que localmente poderão atingir ou mesmo superar os 80 km/h, especialmente nas regiões mais expostas.</p> </blockquote><p>A influência desta depressão deverá manter a<strong> sensação de tempo instável entre domingo e terça-feira, dia 25, </strong>embora existam ainda alguma incerteza quanto à distribuição e intensidade exatas da precipitação.</p><h2>E depois? Uma nova frente poderá chegar entre terça e quarta-feira</h2><p>A atmosfera poderá não dar grande descanso. Entre terça-feira, dia 25, e quarta-feira, dia 26, uma <strong>nova depressão atlântica</strong>, desta vez centrada entre a Península Ibérica e as Ilhas Britânicas, poderá enviar outra frente em direção ao território português.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-duas-depressoes-atlanticas-irao-trazer-chuva-abundante-e-rajadas-superiores-a-80-km-h-1787229331070.jpg" data-image="rcswrlpifhi4" alt="Pressão e chuva" title="Pressão e chuva"><figcaption>Uma segunda depressão, posicionada a norte/noroeste da Península Ibérica, deverá encaminhar uma nova frente para Portugal. A chuva poderá voltar a apresentar-se organizada e persistente, sobretudo no Norte e Centro.</figcaption></figure><p>O núcleo depressionário não deverá atravessar diretamente Portugal. Contudo, uma das suas frentes apresenta-se, nas atuais projeções, <strong>extensa, organizada e com precipitação persistente</strong>, contrastando com os aguaceiros dispersos previstos para esta quinta-feira. Esta poderá ser uma situação potencialmente bastante chuvosa para a época do ano, sobretudo no <strong>Norte e Centro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-duas-depressoes-atlanticas-irao-trazer-chuva-abundante-e-rajadas-superiores-a-80-km-h-1787229571403.jpg" data-image="lkz9hhaipdcj" alt="Precipitação acumulada (mm)" title="Precipitação acumulada (mm)"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-292072">O ECMWF concentra os maiores acumulados de precipitação no Norte e Centro, sobretudo no noroeste, onde algumas áreas poderão superar os 100 mm. Para sul, os acumulados diminuem progressivamente, refletindo uma passagem menos persistente das frentes atlânticas.</figcaption></figure><p>O mapa de precipitação acumulada do ECMWF desde o dia de hoje (20) até ao início de sexta-feira, dia 28, evidencia precisamente esta distribuição. <strong>N</strong><strong>oroeste de Portugal apresenta os acumulados mais elevados</strong>, com áreas onde o modelo sugere totais superiores a 100 mm. Os acumulados diminuem gradualmente em direção ao interior e, sobretudo, ao Sul, onde a chuva deverá ser menos persistente e os totais consideravelmente inferiores.</p><h2>Últimos dias de agosto com tendência para uma melhoria</h2><p>A partir de dia 28 aumenta consideravelmente a incerteza, como é natural numa previsão desta distância temporal. Ainda assim, os atuais cenários apontam para uma <strong>melhoria gradual do estado do tempo nos últimos três dias de agosto</strong>, com redução da precipitação e maior estabilização atmosférica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784641" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vai-formar-se-uma-tempestade-invulgar-para-o-mes-de-agosto-junto-de-portugal-possivel-impacto-na-segunda-feira.html" title="Vai formar-se uma tempestade invulgar para o mês de agosto junto de Portugal: possível impacto na segunda-feira 24">Vai formar-se uma tempestade invulgar para o mês de agosto junto de Portugal: possível impacto na segunda-feira 24</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vai-formar-se-uma-tempestade-invulgar-para-o-mes-de-agosto-junto-de-portugal-possivel-impacto-na-segunda-feira.html" title="Vai formar-se uma tempestade invulgar para o mês de agosto junto de Portugal: possível impacto na segunda-feira 24"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vai-formar-se-uma-tempestade-invulgar-para-o-mes-de-agosto-junto-de-portugal-possivel-impacto-na-segunda-feira-1787223083862_320.jpg" alt="Vai formar-se uma tempestade invulgar para o mês de agosto junto de Portugal: possível impacto na segunda-feira 24"></a></article></aside><p>Até lá, a última dezena de agosto poderá trazer uma sequência meteorológica pouco típica do verão português: <strong>duas depressões atlânticas, passagens frontais, períodos de chuva potencialmente persistente e episódios de vento forte</strong>. As próximas atualizações serão essenciais para determinar a trajetória exata das depressões e, consequentemente, onde e quanto poderá chover.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-a-10-dias-em-portugal-duas-depressoes-atlanticas-irao-trazer-chuva-abundante-e-rajadas-superiores-a-80-km-h.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo no fim de semana em Portugal: há uma depressão a caminho, mas antes os dias serão secos e soalheiros]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-no-fim-de-semana-em-portugal-ha-uma-depressao-a-caminho-mas-antes-os-dias-serao-secos-e-soalheiros.html</link><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 13:19:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>"A calma antes da tempestade". É assim que podemos caracterizar a reta final desta semana em Portugal Continental, de acordo com a mais recente previsão do ECMWF. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xazaqsi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xazaqsi.jpg" id="xazaqsi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A penúltima semana do mês de agosto está quase a terminar e espera-se que a reta final da mesma possa trazer uma mudança ao nosso cenário atmosférico. Mas<strong> antes disso, dar-se-á uma melhoria do estado de tempo</strong> face ao dia de hoje, quinta-feira.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>É esperado que nas próximas horas a chuva caia em alguns distritos do país, como avançamos aqui, na Meteored Portugal. Ainda assim, <strong>esta chuva deverá ser fraca e dispersa e poderá dissipar-se totalmente</strong> à medida que as horas passam.</p><h2>Sexta-feira e sábado deverão ser dias secos e soalheiros</h2><p>Ao que tudo indica, segundo a mais recente saída do ECMWF, o dia de amanhã, 21 de agosto, poderá contar com alguma nebulosidade matinal em vários pontos de Norte a Sul do país, no entanto, com o passar das horas, espera-se que esta se dissipe, dando lugar a um<strong> dia com céu limpo e sem previsão de chuva</strong>. As temperaturas máximas deverão manter-se entre os 20 ºC em Viana do Castelo e os 30 ºC em Castelo Branco.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-no-fim-de-semana-em-portugal-ha-uma-depressao-a-caminho-mas-antes-os-dias-serao-secos-e-soalheiros-1787228400538.jpg" data-image="087cbebwgeen"><figcaption>A aproximação de uma depressão à nossa geografia irá resultar num aumento da humidade relativa do ar, especialmente a partir de domingo, dia 23 de agosto.</figcaption></figure><p>Para sábado, as temperaturas deverão manter-se sem grandes variações face ao dia de sexta-feira. Quanto à atmosfera, é expectável a formação de algumas nuvens no Norte do país, a partir das 16h, que <strong>à medida que o tempo passa, deverão tornar-se mais espessas e estender-se também à região Centro</strong>, especialmente ao litoral. Ainda assim, não se prevê ocorrência de precipitação neste dia.</p><h2>Depressão aproxima-se do continente e deverá chegar no domingo, dia 23</h2><p>No mapa acima podemos ver um centro de baixas pressões a aproximar-se de Portugal Continental na madrugada de domingo, que resultará num <strong>aumento da humidade, mesmo ao longo do dia, a partir dessa data</strong>. Desta forma, o dia de domingo poderá contar com um aumento da nebulosidade a partir das primeiras horas do dia, que deverá cobrir toda a geografia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-no-fim-de-semana-em-portugal-1787227382492.jpg" data-image="8r8us7fuy8y4" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>No domingo chega uma depressão a Portugal Continental, que deverá fazer-se sentir a partir das 12h.</figcaption></figure><p><strong>A partir das 12h, os nossos mapas mostram a chegada da chuva ao litoral</strong> entre Caldas da Rainha e Lisboa, onde poderão ocorrer <strong>episódios de chuva forte</strong>. Esta chuva mais intensa é esperada também para Setúbal a partir das 14h, podendo permanecer no distrito nas horas seguintes. Durante a tarde e noite de domingo, vários outros distritos poderão contar com chuva, ainda que esta possa ser menos expressiva em relação às zonas acima citadas, como podemos observar no mapa acima.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784636" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-10-c-abaixo-da-media-uma-massa-de-ar-polar-esta-a-aproximar-se-de-portugal-e-provocara-um-novo-arrefecimento.html" title="Até 10 °C abaixo da média: uma massa de ar polar está a aproximar-se de Portugal e provocará um novo arrefecimento">Até 10 °C abaixo da média: uma massa de ar polar está a aproximar-se de Portugal e provocará um novo arrefecimento</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-10-c-abaixo-da-media-uma-massa-de-ar-polar-esta-a-aproximar-se-de-portugal-e-provocara-um-novo-arrefecimento.html" title="Até 10 °C abaixo da média: uma massa de ar polar está a aproximar-se de Portugal e provocará um novo arrefecimento"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-10-c-abaixo-da-media-uma-massa-de-ar-polar-esta-a-aproximar-se-de-portugal-o-que-provocara-um-novo-arrefecimento-1787221215916_320.png" alt="Até 10 °C abaixo da média: uma massa de ar polar está a aproximar-se de Portugal e provocará um novo arrefecimento"></a></article></aside><p>Na <strong>segunda-feira, espera-se uma intensificação deste fenómeno</strong>, onde uma boa parte do continente deverá registar ocorrência de precipitação. Para esse dia também se espera um aumento da velocidade do vento, assim como um agravamento do estado do mar, à medida que este centro depressionário se dirige para nordeste da Península Ibérica.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-no-fim-de-semana-em-portugal-ha-uma-depressao-a-caminho-mas-antes-os-dias-serao-secos-e-soalheiros.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 10 °C abaixo da média: uma massa de ar polar está a aproximar-se de Portugal e provocará um novo arrefecimento]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-10-c-abaixo-da-media-uma-massa-de-ar-polar-esta-a-aproximar-se-de-portugal-e-provocara-um-novo-arrefecimento.html</link><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 12:17:14 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de uma descida acentuada das temperaturas em praticamente todo o país, espera-se um novo arrefecimento no arranque da próxima semana, onde os termómetros poderão registar valores até 10 ºC abaixo da média.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaza9wq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaza9wq.jpg" id="xaza9wq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal Continental registou uma <strong>descida acentuada das temperaturas entre terça e quarta-feira</strong>. Esta descida trouxe as anomalias térmicas negativas de volta a alguns locais (valores abaixo da média), no entanto, espera-se que nos próximos dias este arrefecimento se torne mais evidente.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Apesar de estarmos em agosto, o verão climatológico está a chegar ao fim e os termómetros já começam a dar evidências. De acordo com os nossos mapas, entre hoje e o arranque da próxima semana, a <strong>aproximação de uma massa de ar polar à nossa geografia </strong>irá resultar numa maior expressão das anomalias térmicas negativas, como referimos acima, à medida que os dias passam.</p><h2>Temperaturas vão oscilar, mas valores abaixo da média devem prevalecer</h2><p>Ainda que a influência da massa de ar polar seja evidente em praticamente todo o território entre hoje e amanhã, <strong>espera-se que no sábado e no domingo as temperaturas subam no Nordeste Transmontano</strong>, resultando em anomalias térmicas positivas nessa região, ou seja, valores até 4 ºC acima da média.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-10-c-abaixo-da-media-uma-massa-de-ar-polar-esta-a-aproximar-se-de-portugal-o-que-provocara-um-novo-arrefecimento-1787220814178.jpg" data-image="alcd0v21t06d" alt="anomalia térmica negativa" title="anomalia térmica negativa"><figcaption>O arranque da próxima semana poderá trazer anomalias térmicas negativas mais expressivas a Portugal Continental.</figcaption></figure><p>No entanto, <strong>no resto do país, os valores abaixo da média devem manter-se</strong>, com maior expessão no Ribatejo e no Algarve, no fim de semana, com temperaturas até 9 ºC abaixo da média na primeira região e até 7 ºC na segunda, especialmente no domingo.</p><h2>Na segunda-feira, esperam-se temperaturas até 10 ºC abaixo da média</h2><p>Para os próximos dias, é expectável que a ondulação da corrente de jato favoreça a aproximação de uma massa de ar mais fria, de origem polar, a Portugal Continental. Esta alteração na circulação atmosférica contribuirá para uma <strong>descida acentuada das temperaturas, que poderão ser de até 10 ºC abaixo dos valores médios para a época</strong>, como podemos observar no mapa acima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-10-c-abaixo-da-media-uma-massa-de-ar-polar-esta-a-aproximar-se-de-portugal-o-que-provocara-um-novo-arrefecimento-1787224608377.jpg" data-image="s6witc0cl6iy" alt="massa de ar polar" title="massa de ar polar"><figcaption>A ondulação da corrente de jato irá favorecer a aproximação de uma massa de ar polar ao território português, favorecendo a descida das temperaturas.</figcaption></figure><p>Nesse dia, esperam-se valores máximos entre os 19 ºC em Viana do Castelo, Braga, Bragança, Vila Real e Guarda e os 27 ºC em Beja. A região Norte deverá registar os valores máximos mais baixos do país, devendo a cidade do Porto, com 21 ºC, ser a única capital de distrito da região a registar valores superiores a 20 ºC. <strong>Esta tendência deverá manter-se nos dias seguintes, com maior expressão no Norte do país</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784641" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vai-formar-se-uma-tempestade-invulgar-para-o-mes-de-agosto-junto-de-portugal-possivel-impacto-na-segunda-feira.html" title="Vai formar-se uma tempestade invulgar para o mês de agosto junto de Portugal: possível impacto na segunda-feira 24">Vai formar-se uma tempestade invulgar para o mês de agosto junto de Portugal: possível impacto na segunda-feira 24</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vai-formar-se-uma-tempestade-invulgar-para-o-mes-de-agosto-junto-de-portugal-possivel-impacto-na-segunda-feira.html" title="Vai formar-se uma tempestade invulgar para o mês de agosto junto de Portugal: possível impacto na segunda-feira 24"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vai-formar-se-uma-tempestade-invulgar-para-o-mes-de-agosto-junto-de-portugal-possivel-impacto-na-segunda-feira-1787223083862_320.jpg" alt="Vai formar-se uma tempestade invulgar para o mês de agosto junto de Portugal: possível impacto na segunda-feira 24"></a></article></aside><p>Quanto às anomalias, estas deverão ser mais evidentes na região Centro, entre os distritos de Viseu e Castelo Branco, onde os valores de até 10 ºC abaixo da média se esperam, na segunda-feira. Já na terça-feira, esta anomalia poderá ser mais expressiva no Norte, com <strong>temperaturas até 9 ºC abaixo da média, especialmente nas cotas mais elevadas</strong>, onde se esperam máximas entre os 15 ºC e os 18 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-10-c-abaixo-da-media-uma-massa-de-ar-polar-esta-a-aproximar-se-de-portugal-e-provocara-um-novo-arrefecimento.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vai formar-se uma tempestade invulgar para o mês de agosto junto de Portugal: possível impacto na segunda-feira 24]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vai-formar-se-uma-tempestade-invulgar-para-o-mes-de-agosto-junto-de-portugal-possivel-impacto-na-segunda-feira.html</link><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 10:53:54 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma depressão atlântica invulgar para o mês de agosto poderá afetar diretamente Portugal continental dentro de poucos dias, trazendo chuva, vento e agitação marítima ao nosso país em plena estação estival. Consulte a previsão.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xazaffa"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xazaffa.jpg" id="xazaffa"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A estabilidade atmosférica tem as horas contadas em Portugal continental. Após esta quinta-feira (20) com alguns aguaceiros, está à vista o regresso de um tipo de tempestade que já não víamos nos mapas meteorológicos há vários meses tão perto da nossa geografia: uma <strong>depressão atlântica</strong>, situação que poderá trazer condições de instabilidade mais típicas do outono e inverno, com períodos de chuva frontal mais organizada, persistente e frequente, e por isso invulgares para um mês de agosto.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>Prevê-se que a futura intensificação desta baixa pressão atlântica, atualmente localizada a nordeste dos Açores, ocorra ao longo dos próximos dias sobre o Atlântico, com o sistema depressionário a deslocar-se progressivamente para leste e a aproximar-se da Península Ibérica durante o fim de semana.</div><p>Os mapas de referência da Meteored revelam uma estrutura frontal bem definida e linhas de instabilidade associadas que poderão traduzir-se em vários efeitos no nosso país, <strong>sobretudo entre domingo (23) e segunda-feira (24)</strong>. Em seguida será analisada a origem desta situação sinóptica e os seus possíveis efeitos no estado do tempo no nosso país.</p><h2>Mudança abrupta na circulação atmosférica favorável à possível passagem desta depressão atlântica</h2><p>Ao longo dos próximos dias é possível que assistamos a uma alteração gradual no regime atmosférico que modula o estado do tempo na região euro-atlântica, e em particular, em Portugal continental. A região anticiclónica que domina atualmente o Atlântico e que tem proporcionado estabilidade atmosférica <strong>deverá perder gradualmente influência</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vai-formar-se-uma-tempestade-invulgar-para-o-mes-de-agosto-junto-de-portugal-possivel-impacto-na-segunda-feira-1787221807245.jpg" data-image="jj70t8ar4u26"><figcaption>Região anticiclónica "quebrada" em duas partes e rápido cavamento de uma depressão a oeste de Portugal.</figcaption></figure><p>O aprofundamento da já referida depressão sobre o Atlântico irá favorecer o enfraquecimento e a <strong>fragmentação da região anticiclónica em dois núcleos de altas pressões distintos</strong>: um que poderá recuar para sudoeste, em pleno Atlântico, e outro que poderá ficar mais a norte, migrando progressivamente para leste rumo à Escandinávia.</p><p>Esta configuração sinóptica permitirá então <strong>a progressão e rápida intensificação da já referida baixa atlântica, que poderá aproximar-se da costa ocidental portuguesa durante o fim de semana de 22 e 23 de agosto</strong>. Ainda persiste alguma incerteza quanto ao posicionamento exato e à trajetória do núcleo depressionário, pelo que a evolução desta depressão merece uma monitorização constante nas próximas atualizações.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vai-formar-se-uma-tempestade-invulgar-para-o-mes-de-agosto-junto-de-portugal-possivel-impacto-na-segunda-feira-1787221943484.jpg" data-image="eh1vfco70il2"><figcaption>Entre sábado (22) e segunda-feira (24) os mapas de referência da Meteored mostram a evolução de uma depressão atlântica que poderá deslocar-se para leste rumo à Península Ibérica. Ao longo do dia de sábado (22) o sistema depressionário ainda se deverá manter relativamente afastado, ao largo da costa ocidental de Portugal continental, à medida que o anticiclone for gradualmente perdendo influência sobre o nosso país.</figcaption></figure><p><strong>No domingo (23) prevê-se uma aproximação significativa da depressão, que apresentará frentes em redor do núcleo cada vez mais organizadas e bem definidas</strong>. A mudança do estado do tempo poderão então tornar-se mais evidente, estando à vista um aumento da nebulosidade, ocorrência de períodos de chuva fraca a pontualmente moderada, reforço da intensidade do vento e alguma agitação marítima.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784547" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-das-11-horas-a-chuva-chegara-a-varios-distritos-de-portugal-veja-onde-a-probabilidade-sera-maior.html" title="A partir das 11 horas a chuva chegará a vários distritos de Portugal: veja onde a probabilidade será maior">A partir das 11 horas a chuva chegará a vários distritos de Portugal: veja onde a probabilidade será maior</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-das-11-horas-a-chuva-chegara-a-varios-distritos-de-portugal-veja-onde-a-probabilidade-sera-maior.html" title="A partir das 11 horas a chuva chegará a vários distritos de Portugal: veja onde a probabilidade será maior"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-das-11-horas-a-chuva-chegara-a-varios-distritos-de-portugal-veja-onde-a-probabilidade-sera-maior-1787160795685_320.jpg" alt="A partir das 11 horas a chuva chegará a vários distritos de Portugal: veja onde a probabilidade será maior"></a></article></aside><p>Já na segunda-feira (24), o centro da depressão poderá já encontrar-se sobre ou próximo do noroeste da Península Ibérica, possivelmente já sobre a Galiza, mas deixando Portugal ainda sob influência de um setor importante da depressão.</p><p>Aliás, <strong>é para segunda-feira, 24 de agosto</strong>, que, de acordo com as previsões atualmente disponíveis do modelo de maior confiança da Meteored (ECMWF) que poderão<strong> ocorrer com mais frequência e intensidade no nosso país os efeitos meteorológicos provocados pela passagem desta depressão</strong>.</p><h2>Possíveis efeitos em Portugal continental entre domingo e segunda</h2><p>Grosso modo, <strong>os nossos mapas revelam para domingo (23) a possibilidade da chuva afetar as regiões do litoral</strong>, desde Viana do Castelo a Sagres, embora com mais intensidade a norte do Cabo Raso. É possível que consiga alcançar, embora com menos frequência e intensidade, outros setores do interior Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vai-formar-se-uma-tempestade-invulgar-para-o-mes-de-agosto-junto-de-portugal-possivel-impacto-na-segunda-feira-1787222028338.jpg" data-image="jka23gcz01xo"><figcaption>A possibilidade de chuva em praticamente toda a unidade territorial do Continente é real na segunda-feira (24), embora as percentagens de probabilidade variem conforme as regiões.</figcaption></figure><p>Para segunda-feira (24) o cenário previsto indica ser bem distinto: em termos de área geográfica abrangida, <strong>é possível que praticamente nenhuma zona do país escape à chuva, apesar de ser bem percetível que a mesma possa ser mais frequente e abundante nas regiões situadas a norte do sistema montanhoso montejunto-Estrela</strong>, um acidente geográfico que exerce um papel importante na distribuição pluviométrica devido ao seu efeito orográfico, ao potenciar o reforço da precipitação nas vertentes mais expostas aos fluxos húmidos.</p><p>Quanto ao vento, prevê-se que no <strong>domingo (23) ocorra um primeiro reforço da sua intensidade</strong>, sobretudo nas regiões do litoral e em áreas mais expostas, como serão o caso dos distritos de Lisboa e Leiria (rajadas potencialmente superiores a 50 km/h).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vai-formar-se-uma-tempestade-invulgar-para-o-mes-de-agosto-junto-de-portugal-possivel-impacto-na-segunda-feira-1787222168772.jpg" data-image="m5qa8ve4zj6p"><figcaption>Previsão das rajadas de vento para o início da tarde de segunda-feira, 24 de agosto.</figcaption></figure><p>Para segunda-feira (24), algumas saídas do ECMWF sugerem uma intensificação mais significativa do vento Sul, especialmente nas Regiões Norte e Centro e nas zonas montanhosas, <strong>onde as rajadas poderão atingir localmente valores compreendidos entre os 60 e 80 km/h no período mais crítico</strong>: possivelmente entre o meio da manhã e o meio da tarde de segunda-feira (24).</p><p>No que diz respeito à agitação marítima a aproximação da depressão e o reforço da intensidade do vento poderão provocar um agravamento temporário do estado do mar.</p><p>De momento, os mapas da Meteored indicam a possibilidade de serem registadas <strong>ondas com até 5,5 metros de altura máxima em determinados períodos e setores da costa ocidental</strong>, podendo ser inicialmente mais agreste na faixa costeira a sul do Cabo Carvoeiro e posteriormente estender-se também para Norte, abrangendo a totalidade da costa ocidental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vai-formar-se-uma-tempestade-invulgar-para-o-mes-de-agosto-junto-de-portugal-possivel-impacto-na-segunda-feira-1787222277520.jpg" data-image="5ckukjqz5egw"><figcaption>As ondas poderão atingir uma altura máxima de 5,5 metros numa das fases mais ativas da passagem da depressão atlântica.</figcaption></figure><p><strong>Não se antevê um cenário particularmente excecional no que concerne ao mar</strong>, porém, a evolução necessita, ainda assim, de continuar a ser monitorizada.</p><p>Tendo em conta que ainda estamos a cerca de 72 horas do início deste episódio de tempo instável, <strong>é provável que a previsão ainda venha a sofrer ajustes espaciais e temporais</strong>, quer no que toca à trajetória da depressão e intensidade do seu núcleo, quer no que toca à distribuição da chuva, rajadas de vento e estado do mar. Aconselhamos, por tudo isto, que continue a acompanhar as nossas próximas previsões <strong>aqui na Meteored Portugal</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vai-formar-se-uma-tempestade-invulgar-para-o-mes-de-agosto-junto-de-portugal-possivel-impacto-na-segunda-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Depois da Expo'98, os barcos estão de volta ao Parque das Nações]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/depois-da-expo-98-os-barcos-estao-de-volta-ao-parque-das-nacoes-eis-quando.html</link><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 07:35:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A nova estação fluvial está prestes a entrar em funcionamento, recuperando uma ligação ao Tejo que desapareceu após a Expo'98. Reforça-se, assim, a mobilidade na cidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-depois-da-expo-98-os-barcos-estao-de-volta-ao-parque-das-nacoes-eis-quando-1784236729761.jpg" data-image="rlryutcqi701" alt="Parque das Nações" title="Parque das Nações"><figcaption>Parque das Nações volta a ter estação fluvial: já há data para o regresso dos barcos. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Lisboa terá uma nova estação fluvial no <strong>Parque das Nações</strong>. Quando? No próximo ano. A notícia foi avançada pela vereadora de Projetos e Obras em Espaço Público do município, Joana Baptista. A ideia é que complemente as que já existem. </p><p>“Vamos restabelecer a estação no Parque das Nações [que existiu durante a Expo’98]. [Para que] em 2027 os barcos que vão ao Cais do Sodré e ao Terreiro do Paço venham também ao Parque das Nações”, disse, citada pelo jornal ‘Expresso’.</p><div class="texto-destacado">O objetivo, aliás, será mesmo recriar o que já existia durante a Expo’98, quando a região contava com carreiras fluviais que facilitavam o acesso dos visitantes.</div><p>Além disso, ainda de acordo com a vereadora da Câmara Municipal de Lisboa, “vai haver um<strong> terminal específico em 2028 para o Rock in Rio</strong>”, no Parque Tejo, que “poderá ser provisório”. “Mas se for bem sucedido, por que não ficar definitivo?”, questionou.</p><h2>Uma ideia que está a ser pensada há algum tempo</h2><p>E a ideia não é nova. Em janeiro deste ano, já o presidente da TTSL - Transtejo Soflusa, Rui Ribeiro Rei, havia referido que a empresa que assegura as ligações entre Lisboa e a margem sul do rio Tejo estava a estudar uma possível ligação ao Parque das Nações.</p><h2>Ligações fluviais com novos horários</h2><p>Ainda no âmbito das ligações fluviais, <strong>a Transtejo Soflusa reforçou em junho os horários das ligações fluviais</strong> entre o Barreiro, Cacilhas e Lisboa. A medida pretende dar uma melhor resposta às necessidades de quem utiliza estes transportes diariamente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777808" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lisboa-fechou-refugios-do-calor-em-plena-onda-de-calor-como-se-explica-este-paradoxo.html" title="Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?">Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lisboa-fechou-refugios-do-calor-em-plena-onda-de-calor-como-se-explica-este-paradoxo.html" title="Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-fechou-refugios-do-calor-em-plena-onda-de-calor-como-se-explica-este-paradoxo-1783594178234_320.jpg" alt="Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?"></a></article></aside><p>Nos dias úteis, o serviço passou, então, a começar mais cedo, às 5:00 horas, em vez das 5:20, e prolonga-se até às 2:30 da madrugada seguinte, quando antes terminava à 1:40.</p><p>Já aos sábados, domingos e feriados, a empresa acrescentou quatro ligações por dia, aumentando a oferta disponível para os passageiros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-depois-da-expo-98-os-barcos-estao-de-volta-ao-parque-das-nacoes-eis-quando-1784236649126.jpg" data-image="m2yobwttbwkk" alt="Parque das Nações" title="Parque das Nações"><figcaption>Uma série de novidades. Foto: Wikimedia // K.H.Reichert</figcaption></figure><p>“Em matéria de mobilidade da cidade, a vereadora Joana Batista revela que, em 2029-2030,<strong> a zona oriental da cidade será servida também de elétrico</strong>”, acrescenta a ‘Rádio Renascença’.</p><p>“O elétrico 16 que há muito está prometido, faz parte do nosso plano diretor municipal, virá do Cais Sodré à zona oriental da cidade, quase até ao Rio Trancão”, especifica, apontando que essa linha deve estar em funcionamento até 2029 ou 2030.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Expresso" data-year="2026" data-title="Lisboa%20ter%C3%A1%20nova%20esta%C3%A7%C3%A3o%20fluvial%20em%202027%20no%20Parque%20das%20Na%C3%A7%C3%B5es" data-url="https%3A%2F%2Fexpresso.pt%2Fsociedade%2F2026-06-28-lisboa-tera-nova-estacao-fluvial-em-2027-no-parque-das-nacoes-00e43171">Expresso. (2026). <a href="https://expresso.pt/sociedade/2026-06-28-lisboa-tera-nova-estacao-fluvial-em-2027-no-parque-das-nacoes-00e43171" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Lisboa terá nova estação fluvial em 2027 no Parque das Nações</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Pincelli%2C%20I" data-year="2026" data-title="Parque%20das%20Na%C3%A7%C3%B5es%20vai%20ter%20uma%20nova%20esta%C3%A7%C3%A3o%20fluvial%20em%202027" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fna-cidade%2Fparque-das-nacoes-vai-ter-uma-nova-estacao-fluvial-em-2027">NiT, Pincelli, I. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/parque-das-nacoes-vai-ter-uma-nova-estacao-fluvial-em-2027" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Parque das Nações vai ter uma nova estação fluvial em 2027</a>.</cite><br><cite data-author="RR%2C%20Nascimento%2C%20C" data-year="2026" data-title="%E2%80%8BLisboa%20vai%20ter%20nova%20esta%C3%A7%C3%A3o%20fluvial%20em%202027.%20Ser%C3%A1%20no%20Parque%20das%20Na%C3%A7%C3%B5es" data-url="https%3A%2F%2Frr.pt%2Fnoticia%2Fpais%2F2026%2F06%2F28%2Flisboa-vai-ter-nova-estacao-fluvial-em-2027-sera-no-parque-das-nacoes%2F476256%2F">RR, Nascimento, C. (2026). <a href="https://rr.pt/noticia/pais/2026/06/28/lisboa-vai-ter-nova-estacao-fluvial-em-2027-sera-no-parque-das-nacoes/476256/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Lisboa vai ter nova estação fluvial em 2027. Será no Parque das Nações</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/depois-da-expo-98-os-barcos-estao-de-volta-ao-parque-das-nacoes-eis-quando.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A partir das 11 horas a chuva chegará a vários distritos de Portugal: veja onde a probabilidade será maior]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-das-11-horas-a-chuva-chegara-a-varios-distritos-de-portugal-veja-onde-a-probabilidade-sera-maior.html</link><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 06:09:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A chuva regressará esta quinta-feira a várias regiões de Portugal Continental, ganhando expressão a partir do final da manhã, sobretudo no Centro, onde a probabilidade poderá superar os 40% durante a tarde.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaz3rcq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaz3rcq.jpg" id="xaz3rcq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Esta <strong>quinta-feira, 20 de agosto</strong>, deverá trazer uma mudança no estado do tempo a várias regiões de Portugal Continental. Depois de um início de dia marcado sobretudo pela presença de muita nebulosidade no Norte e Centro, a <strong>chuva deverá começar a ganhar terreno a partir do final da manhã</strong>, segundo a mais recente previsão do modelo europeu (ECMWF).</p><h2>Quinta-feira traz uma mudança no estado do tempo</h2><p>A evolução não será, contudo, uniforme em todo o território. Os mapas mostram uma distribuição bastante irregular da precipitação, com o <strong>Centro a destacar-se durante as horas centrais do dia</strong>, enquanto grande parte do Sul deverá ficar à margem dos episódios de chuva mais relevantes.</p><p>Durante as primeiras horas da manhã, a precipitação deverá ter ainda <strong>pouca expressão em Portugal Continental</strong>. Às 08:00, as probabilidades previstas pelo ECMWF são muito reduzidas na generalidade do território, apesar da presença de bastante nebulosidade sobretudo nas regiões Norte e Centro.</p><p>O cenário começa a alterar-se no decorrer da manhã. Pelas <strong>11:00</strong>, o modelo já apresenta uma probabilidade de aproximadamente <strong>22% na região de Coimbra e 19% em Leiria</strong>, ao mesmo tempo que surgem valores mais baixos noutras áreas do Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-das-11-horas-a-chuva-chegara-a-varios-distritos-de-portugal-veja-onde-a-probabilidade-sera-maior-1787160614225.jpg" data-image="o8nm0zykkdgf" alt="A probabilidade de chuva começa a aumentar no final da manhã" title="A probabilidade de chuva começa a aumentar no final da manhã"><figcaption>Às 11 horas, o ECMWF já projeta probabilidades de precipitação superiores a 20% em alguns setores do Centro, enquanto no restante território os valores são, em geral, mais reduzidos.</figcaption></figure><p> É, portanto, <strong>a partir do final da manhã que começam a surgir sinais mais evidentes da mudança</strong>, embora a precipitação prevista seja irregular e não deva atingir simultaneamente todas as regiões. </p><h2>A partir das 11 horas aumenta a possibilidade de chuva</h2><p>A nebulosidade será igualmente um elemento importante nesta evolução. O ECMWF projeta <strong>céus muito nublados em vários pontos do litoral Norte e Centro durante a manhã</strong>, criando um cenário bastante diferente daquele que deverá predominar em várias zonas do Sul.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784489" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-as-temperaturas-baixam-novamente-em-portugal-continental-nestes-2-distritos-a-queda-sera-de-4-c.html" title="Amanhã as temperaturas baixam novamente em Portugal continental: nestes 2 distritos a queda será de 4 ºC">Amanhã as temperaturas baixam novamente em Portugal continental: nestes 2 distritos a queda será de 4 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-as-temperaturas-baixam-novamente-em-portugal-continental-nestes-2-distritos-a-queda-sera-de-4-c.html" title="Amanhã as temperaturas baixam novamente em Portugal continental: nestes 2 distritos a queda será de 4 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-as-temperaturas-baixam-novamente-em-portugal-continental-nestes-2-distritos-a-queda-sera-de-4-c-1787138647439_320.jpg" alt="Amanhã as temperaturas baixam novamente em Portugal continental: nestes 2 distritos a queda será de 4 ºC"></a></article></aside><p>Pelas 11:00, os valores de nebulosidade aproximam-se dos <strong>90% a 100% em cidades como Porto, Aveiro, Coimbra e Viseu</strong>. Em contrapartida, algumas áreas do interior apresentam valores substancialmente inferiores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-das-11-horas-a-chuva-chegara-a-varios-distritos-de-portugal-veja-onde-a-probabilidade-sera-maior-1787160699186.jpg" data-image="tzuqpsopht2x" alt="Céu muito nublado acompanhará a mudança do tempo" title="Céu muito nublado acompanhará a mudança do tempo"><figcaption>A nebulosidade deverá ser bastante elevada durante a manhã no litoral Norte e Centro, atingindo valores próximos de 100% em vários setores.</figcaption></figure><p> Esta elevada cobertura de nuvens deverá acompanhar a progressão da instabilidade durante a manhã, antes de a <strong>probabilidade de precipitação aumentar de forma mais evidente durante as primeiras horas da tarde</strong>. </p><h2>Coimbra e Leiria entre as zonas onde a probabilidade será maior</h2><p>Será precisamente durante o início da tarde que a possibilidade de precipitação deverá tornar-se mais evidente.</p><p>Às <strong>14:00</strong>, o ECMWF projeta cerca de <strong>50% de probabilidade de precipitação em Leiria</strong> e aproximadamente <strong>42% em Coimbra</strong>. Na Guarda, a probabilidade ronda os <strong>27%</strong>, enquanto em Santarém surge próxima dos <strong>34%</strong>.</p><p>Também poderão ocorrer episódios de precipitação noutras zonas, mas com uma distribuição bastante irregular. No Norte, por exemplo, o modelo apresenta nesta altura cerca de <strong>16% em Braga</strong>, 13% em Viseu e valores inferiores em vários outros pontos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-das-11-horas-a-chuva-chegara-a-varios-distritos-de-portugal-veja-onde-a-probabilidade-sera-maior-1787160795685.jpg" data-image="1eiwdd1ttzgd" alt="Leiria e Coimbra destacam-se na probabilidade de chuva durante a tarde" title="Leiria e Coimbra destacam-se na probabilidade de chuva durante a tarde"><figcaption>Às 14 horas, o ECMWF projeta probabilidades próximas dos 50% em Leiria e superiores a 40% em Coimbra, com valores também relevantes noutras áreas do Centro.</figcaption></figure><p> Assim, os <strong>distritos de Leiria e Coimbra deverão estar entre os mais expostos durante as horas centrais da quinta-feira</strong>, podendo a chuva atingir também setores de Santarém, Guarda e outras áreas do Centro. </p><h2>Chuva será irregular e os acumulados deverão ser modestos</h2><p>Apesar do aumento da probabilidade, <strong>não se prevê um episódio de precipitação particularmente abundante ou persistente</strong>. Os mapas horários mostram, pelo contrário, núcleos de chuva bastante fragmentados.</p><p>Pelas 14:00, a precipitação aparece distribuída por vários setores do Norte e Centro, incluindo áreas próximas de <strong>Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Viseu, Guarda, Coimbra, Leiria, Castelo Branco e Santarém</strong>.</p><p>Ao longo da tarde, estes núcleos deverão continuar a deslocar-se e a perder organização. Pelas 17:00 ainda são projetadas áreas de precipitação, sobretudo no Centro e pontualmente no Norte, mas às 20:00 a chuva já deverá ter <strong>perdido grande parte da sua expressão em território nacional</strong>.</p><p>Os acumulados previstos reforçam precisamente esta ideia. Até ao final de quinta-feira, o ECMWF aponta, de forma geral, para quantidades modestas: aproximadamente <strong>2,9 mm em Leiria, 2,7 mm na Guarda, 1,7 mm em Coimbra e 1,5 mm em Viseu e Santarém</strong>, enquanto no litoral Norte os valores deverão ser inferiores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-das-11-horas-a-chuva-chegara-a-varios-distritos-de-portugal-veja-onde-a-probabilidade-sera-maior-1787160860579.jpg" data-image="w0ww10kv12yi" alt="Acumulados de chuva deverão permanecer geralmente baixos" title="Acumulados de chuva deverão permanecer geralmente baixos"><figcaption>Até ao final de quinta-feira, o ECMWF prevê acumulados geralmente reduzidos, embora alguns setores do Centro possam aproximar-se dos 3 mm.</figcaption></figure><p> Estes valores mostram que, apesar de a chuva poder marcar presença em diversos distritos, <strong>não deverá tratar-se de um episódio generalizado ou particularmente significativo em termos de quantidade</strong>, sendo a irregularidade uma das principais características da precipitação prevista. </p><h2>E entre sexta-feira e domingo?</h2><p>A alteração prevista para quinta-feira não deverá significar a instalação de vários dias consecutivos de chuva. Pelo contrário, o cenário deverá mudar novamente já na sexta-feira.</p><p>Na <strong>sexta-feira, dia 21</strong>, o cenário apresentado pelo ECMWF é substancialmente mais seco em Portugal Continental. Durante a tarde, o modelo praticamente não projeta precipitação sobre o território nacional.</p><p>No <strong>sábado, dia 22</strong>, deverá manter-se um cenário semelhante, embora uma depressão atlântica se aproxime a oeste da Península Ibérica, acompanhada por áreas de precipitação sobre o oceano.</p><p>A evolução desta depressão poderá tornar o cenário novamente mais interessante no <strong>domingo, dia 23</strong>. Na previsão atualmente disponível, o ECMWF projeta áreas de precipitação a alcançarem novamente partes do território, sobretudo do <strong>Norte, Centro e interior</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-das-11-horas-a-chuva-chegara-a-varios-distritos-de-portugal-veja-onde-a-probabilidade-sera-maior-1787160957639.jpg" data-image="0uqnutear3xe" alt="Nova aproximação da chuva poderá ocorrer no domingo" title="Nova aproximação da chuva poderá ocorrer no domingo"><figcaption>O ECMWF projeta para domingo a aproximação de uma depressão atlântica, com áreas de precipitação a atingirem novamente setores de Portugal Continental.</figcaption></figure><p>Ainda assim, <strong>esta evolução deverá ser acompanhada nas próximas atualizações do modelo</strong>, uma vez que a localização e a intensidade da precipitação poderão sofrer alterações devido à distância temporal.</p><p>Assim, no curto prazo, as atenções estarão concentradas na <strong>quinta-feira, dia 20</strong>. A partir do final da manhã, e particularmente durante o início da tarde, a probabilidade de chuva deverá aumentar em vários distritos, destacando-se sobretudo <strong>Leiria e Coimbra</strong>, antes de a precipitação perder expressão ao final do dia.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-das-11-horas-a-chuva-chegara-a-varios-distritos-de-portugal-veja-onde-a-probabilidade-sera-maior.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O alimento dos deuses: 5 curiosidades sobre a planta do cacau que talvez nem todos conheçam]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-alimento-dos-deuses-5-curiosidades-sobre-a-planta-do-cacau-que-talvez-nem-todos-conhecam.html</link><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>De uma pequena árvore tropical a uma vagem grande e repleta de sementes: cinco factos interessantes sobre a planta que produz um dos alimentos mais valorizados do mundo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-cibo-degli-dei-5-curiosita-che-forse-non-tutti-sanno-sulla-pianta-del-cacao-1785420761718.jpeg" data-image="88asgvg15kbs" alt="fruto e sementes de cacau" title="fruto e sementes de cacau"><figcaption>Alimento dos Deuses: 5 factos interessantes sobre o cacaueiro que nem todo mundo conhece.</figcaption></figure><p>Seja na forma de cacau puro, chocolate de leite, pó ou bebida preparada, o <strong>cacau </strong>faz parte da história da gastronomia e da confeitaria há séculos. É a <strong>base do chocolate</strong> e de muitos outros pratos populares em todo o mundo; no entanto, poucas pessoas conhecem <strong>a planta a partir da qual ele se origina: o cacaueiro</strong>.</p><p>O seu nome científico, <em><strong>Theobroma cacao</strong></em>, significa literalmente "alimento dos deuses" — uma homenagem ao valor que esta planta tinha para civilizações antigas, como os maias e os astecas, que conheciam e valorizavam as suas sementes muito antes do contacto com os europeus. Após a colheita, as sementes passam por processos de fermentação, secagem, torrefação e outros tratamentos para produzir o cacau e, posteriormente, o chocolate.</p><p>O cacau conquista o paladar de milhões de pessoas, mas a sua história começa muito antes de chegar às nossas mesas: provém de uma <strong>planta tropical </strong>com características botânicas frequentemente pouco conhecidas.</p><h2> 1. É uma pequena árvore tropical de folha perene, nativa das Américas</h2><ol></ol><ol></ol><ol></ol><p>O <em>Theobroma cacao</em> é uma espécie pertencente à família <em>Malvaceae </em>— a mesma família que também inclui o hibisco, o quiabo e o algodão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-cibo-degli-dei-5-curiosita-che-forse-non-tutti-sanno-sulla-pianta-del-cacao-1785420794572.jpeg" data-image="l2202a9pq6zg" alt="árvore de cacau (cacaueiro)" title="árvore de cacau (cacaueiro)"><figcaption>É uma pequena árvore tropical de folhagem persistente, nativa das Américas.</figcaption></figure><p><strong>Nativo das florestas tropicais da América Central e do Sul</strong>, cresce naturalmente como uma pequena árvore de folha perene, com copa densa e folhas grandes, brilhantes e coriáceas.</p><p>Em muitas variedades, as folhas jovens são avermelhadas ou bronzeadas e pendentes, enquanto, com o tempo, tornam-se rígidas e adquirem um tom verde-escuro. O cacaueiro<strong> desenvolve-se bem em ambientes quentes e húmidos</strong>, à sombra de árvores mais altas da floresta tropical.</p><h2>2. As sementes das quais se obtêm o cacau e o chocolate são encontradas dentro de frutos grandes chamados vagens</h2><p><strong>O fruto do cacaueiro é uma baga grande e sulcada, conhecida como vagem</strong>; ao amadurecer, a sua cor pode variar de amarelo a laranja ou roxo-avermelhado, dependendo da variedade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-cibo-degli-dei-5-curiosita-che-forse-non-tutti-sanno-sulla-pianta-del-cacao-1785420811886.jpeg" data-image="6ainrr0ubwvv"><figcaption>As sementes a partir das quais se obtêm o cacau e o chocolate são encontradas dentro de frutos grandes chamados vagens.</figcaption></figure><p>Por dentro, inúmeras sementes estão imersas numa polpa esbranquiçada, açucarada e mucilaginosa. Estas<strong> sementes, comumente chamadas de "grãos de cacau", são a matéria-prima do cacau e do chocolate</strong>.</p><p>No entanto, quando extraídas do fruto, elas ainda não possuem o seu aroma característico: é a fermentação, seguida de secagem e torrefação, que desenvolve o perfil aromático que conhecemos.</p><h2>3. As suas flores e frutos brotam diretamente do tronco</h2><p>Entre as características mais singulares do cacaueiro está a <strong>caulifloria</strong>, a capacidade de <strong>produzir flores e frutos diretamente no tronco </strong>e nos ramos mais velhos, em vez de nas pontas dos ramos jovens.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-cibo-degli-dei-5-curiosita-che-forse-non-tutti-sanno-sulla-pianta-del-cacao-1785420829869.jpeg" data-image="8u46pof2e34p" alt="vagens de cacau na árvore" title="vagens de cacau na árvore"><figcaption>As flores e os frutos do cacaueiro brotam diretamente do tronco.</figcaption></figure><p>As <strong>pequenas flores, esbranquiçadas, rosadas ou amareladas</strong>, surgem em grande número, presas à casca. Após a polinização, dão origem a grandes vagens que amadurecem ao longo de vários meses. Esta é uma característica bastante rara no reino vegetal, o que torna essa planta facilmente reconhecível.</p><h2>4. A sua polinização depende de pequenas moscas</h2><p>A reprodução do cacaueiro também é singular. As suas pequenas <strong>flores são polinizadas principalmente por minúsculas moscas </strong>pertencentes a diversos grupos de dípteros, que habitam os ambientes húmidos e ricos em matéria orgânica típicos das florestas tropicais. Portanto, abelhas ou outros insetos polinizadores maiores são responsáveis pela formação dos frutos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-cibo-degli-dei-5-curiosita-che-forse-non-tutti-sanno-sulla-pianta-del-cacao-1785420852963.jpeg" data-image="1r5zbrbe5wwh" alt="flores do cacaueiro" title="flores do cacaueiro"><figcaption>A sua polinização depende de pequenas moscas.</figcaption></figure><p>Embora a planta produza milhares de flores a cada ano, apenas uma pequena fração se desenvolve em vagens, portanto a <strong>polinização é uma etapa crucial no seu ciclo de vida</strong>.</p><h2>5. Produz teobromina, uma substância característica do cacau</h2><p>Entre os compostos mais representativos do cacaueiro está a teobromina, um <strong>alcaloide natural</strong> encontrado principalmente nas sementes e intimamente <strong>relacionado com a cafeína</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-cibo-degli-dei-5-curiosita-che-forse-non-tutti-sanno-sulla-pianta-del-cacao-1785420870142.jpeg" data-image="1jq14xwc2bz4"><figcaption>O cacaueiro produz teobromina, uma substância característica do cacau.</figcaption></figure><p>Além de contribuir para o <strong>sabor amargo característico do cacau</strong>, esta substância pode desempenhar um papel nos mecanismos naturais de defesa da planta. Em humanos, exerce um efeito estimulante que geralmente é mais suave e gradual do que o da cafeína.</p><h2>A essência autêntica do cacaueiro</h2><p>Por trás de uma barra de chocolate, existe muito mais do que <strong>aromas e doçura</strong>: uma pequena árvore que cresce à sombra de uma floresta tropical, minúsculas flores polinizadas por incansáveis moscas e grandes vagens repletas de sementes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/conheca-as-flores-que-dao-origem-ao-sabor-e-aroma-do-cacau-do-cafe-e-da-baunilha.html" title="Conheça as flores que dão origem ao sabor e aroma do cacau, do café e da baunilha ">Conheça as flores que dão origem ao sabor e aroma do cacau, do café e da baunilha </a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/conheca-as-flores-que-dao-origem-ao-sabor-e-aroma-do-cacau-do-cafe-e-da-baunilha.html" title="Conheça as flores que dão origem ao sabor e aroma do cacau, do café e da baunilha "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/conheca-as-flores-que-dao-origem-ao-sabor-e-aroma-do-cacau-do-cafe-e-da-baunilha-1763911672645_320.jpg" alt="Conheça as flores que dão origem ao sabor e aroma do cacau, do café e da baunilha "></a></article></aside><p>Esta é a verdadeira essência do cacaueiro: uma planta, uma semente e um longo processo de transformação que dá origem a um dos alimentos mais apreciados do mundo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-alimento-dos-deuses-5-curiosidades-sobre-a-planta-do-cacau-que-talvez-nem-todos-conhecam.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Multiverso, Big Bang, Via Láctea e muito mais: os cientistas continuam a tentar desvendar os mistérios do nosso Universo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/multiverso-big-bang-via-lactea-e-muito-mais-os-cientistas-continuam-a-tentar-desvendar-os-misterios-do-nosso-universo.html</link><pubDate>Wed, 19 Aug 2026 17:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Será possível que existam outros universos além do nosso? O que sabemos sobre a matéria e a antimatéria? Ao longo dos séculos, os cientistas têm tentado desvendar os segredos dos céus. No entanto, tudo ainda está por descobrir.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/multivers-big-bang-voie-lactee-univers-1786586198357.jpg" data-image="kkisidvn8yh8" alt="La Vía Láctea es visible desde lugares libres de contaminación lumínica." title="La Vía Láctea es visible desde lugares libres de contaminación lumínica."><figcaption>A Via Láctea é visível a partir de locais sem poluição luminosa.</figcaption></figure><p>Multiverso. Será possível conceber outros universos? O que existia em simultâneo com o Big Bang? Podemos imaginar que o nosso universo tenha uma forma geométrica específica? Estas são questões que os investigadores vêm colocando há séculos.</p><p>Galáxias, planetas, matéria... Embora poucos de nós compreendam realmente de que é feito o universo, <strong>os próprios astrónomos também questionam a natureza, o propósito e as implicações destes fenómenos</strong>.</p><h2>Big Bang, Galáxias, Multiverso... O que sabemos sobre o assunto? </h2><p>Observamos fenómenos surpreendentes com regularidade, bastando para isso olhar para cima. <strong>Desde a Via Láctea até às alinhamentos planetários, aos eclipses solares e ao famoso Sol da meia-noite</strong>, ocorrem espetáculos impressionantes com certa frequência; são visíveis sempre que nos encontramos no local e no momento certos. Observamo-los, mas nem sempre os compreendemos.</p><h3>Inúmeras teorias e hipóteses dividem, por vezes, a comunidade científica</h3><p>O que observamos está geralmente ligado a fontes de luz, como as estrelas. Por isso, é difícil quantificar exatamente o que os cientistas sabem sobre o universo, uma vez que a parte visível representa apenas uma fração ínfima do total, tal como explica o astrofísico <strong>Jean-Pierre Luminet</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Observamos diretamente cerca de 1 % do universo sob a forma de luz.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Então, o que sabem realmente os cientistas sobre este vasto tema? Em última análise, talvez não muito. <strong>A grande maioria ainda está por descobrir</strong>.</p><figure style="letter-spacing: 0.03em;"><img src="https://services.meteored.com/img/article/multivers-big-bang-voie-lactee-univers-1786586473250.jpg" data-image="6c78na87o5dr" alt="La Tierra es uno de los planetas del sistema solar." title="La Tierra es uno de los planetas del sistema solar."><figcaption>A Terra é um dos planetas do sistema solar.</figcaption></figure><p>Isto é especialmente verdade, dada a variedade de teorias existentes;<strong> os investigadores nem sempre chegam a um consenso sobre qual privilegiar, como salienta o astrofísico</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Estas numerosas teorias ainda estão em desenvolvimento e nenhuma foi comprovada experimentalmente até à data.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><br> Uma teoria que tende a dividir a comunidade científica é a possibilidade de um multiverso. Por outras palavras, <strong>sugere a ideia de que o nosso universo não é único, mas que poderão existir outros</strong>; talvez, até, uma quantidade infinita deles. </p><p>No entanto, Jean-Pierre Luminet considera que esta ideia é difícil de verificar e sugere que a sua popularidade se deve, em grande medida, ao seu carácter sensacionalista.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772066" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/james-webb-resolve-o-grande-enigma-astrofisico-os-buracos-negros-surgiram-antes-das-suas-proprias-galaxias.html" title="James Webb resolve o grande enigma astrofísico: os buracos negros surgiram antes das suas próprias galáxias">James Webb resolve o grande enigma astrofísico: os buracos negros surgiram antes das suas próprias galáxias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/james-webb-resolve-o-grande-enigma-astrofisico-os-buracos-negros-surgiram-antes-das-suas-proprias-galaxias.html" title="James Webb resolve o grande enigma astrofísico: os buracos negros surgiram antes das suas próprias galáxias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/james-webb-resuelve-el-gran-enigma-astrofisico-los-agujeros-negros-nacieron-antes-que-sus-propias-galaxias-1780186480620_320.jpg" alt="James Webb resolve o grande enigma astrofísico: os buracos negros surgiram antes das suas próprias galáxias"></a></article></aside><p>Por isso, o astrofísico interessa-se mais pelo universo: o nosso, aquele em que vivemos. Mas como podemos visualizar o nosso universo? É finito ou infinito? Tem forma? Jean-Pierre Luminet está convencido de que o universo tem, de facto, forma e é finito, embora não tenha limites. No entanto, <strong>reconhece que outras hipóteses continuam a ser totalmente plausíveis, dado o estado atual dos nossos conhecimentos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/multivers-big-bang-voie-lactee-univers-1786586517735.jpg" data-image="glotj0xqiyew" alt="Hay muchos objetos celestes visibles y luminosos." title="Hay muchos objetos celestes visibles y luminosos."><figcaption>Existem muitos objetos celestes visíveis e luminosos.</figcaption></figure><p>O mistério permanece por resolver, ou quase. Pois, embora algumas descobertas <strong>ajudem a responder a certas questões científicas, outras abalam hipóteses e crenças estabelecidas, ou então levantam questões totalmente novas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="707696" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/disposicao-misteriosa-no-universo-galaxias-satelites-de-andromeda-desafiam-a-cosmologia.html" title="Assimetria misteriosa no Universo: galáxias satélites de Andrómeda desafiam a cosmologia">Assimetria misteriosa no Universo: galáxias satélites de Andrómeda desafiam a cosmologia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/disposicao-misteriosa-no-universo-galaxias-satelites-de-andromeda-desafiam-a-cosmologia.html" title="Assimetria misteriosa no Universo: galáxias satélites de Andrómeda desafiam a cosmologia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ratselhafte-anordnung-im-universum-satellitengalaxien-von-andromeda-stellen-kosmologisches-weltbild-infrage-1745095242865_320.png" alt="Assimetria misteriosa no Universo: galáxias satélites de Andrómeda desafiam a cosmologia"></a></article></aside><p>Isto sublinha a importância de continuar a estudar e a investigar o tema, embora seja difícil imaginar, <strong>mesmo a longo prazo, que o Universo venha um dia a revelar todos os seus segredos</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Solveig%20Blakowski" data-year="2026" data-title="Ce%20que%20nous%20ignorons%20encore%20de%20l%E2%80%99univers" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nationalgeographic.fr%2Fespace%2Fconnaissances-generales-espace-ce-que-nous-ignorons-encore-de-univers-big-bang-matiere-fin-multivers">Solveig Blakowski. (2026). <a href="https://www.nationalgeographic.fr/espace/connaissances-generales-espace-ce-que-nous-ignorons-encore-de-univers-big-bang-matiere-fin-multivers" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Ce que nous ignorons encore de l’univers</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/multiverso-big-bang-via-lactea-e-muito-mais-os-cientistas-continuam-a-tentar-desvendar-os-misterios-do-nosso-universo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tem mais de 3700 anos e ainda produz azeitonas: a história da oliveira mais antiga de Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tem-mais-de-3700-anos-e-ainda-produz-azeitonas-a-historia-da-oliveira-mais-antiga-de-portugal.html</link><pubDate>Wed, 19 Aug 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Há árvores que prosperam por décadas ou séculos. E depois há as oliveiras milenares, autênticas cápsulas vivas do tempo, capazes de testemunhar a passagem de civilizações inteiras e de continuar a produzir azeitona. Conheça a que já terá superado os 3700 anos em Portugal.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tem-mais-de-3-700-anos-e-ainda-produz-azeitonas-a-historia-da-oliveira-mais-antiga-de-portugal-1787143695958.jpg" data-image="a9r3vmo3pdvw"><figcaption>Oliveira do Peso, Herdade do Peso - Vidigueira. Imagem: © Nuno Fox, Expresso (2023).</figcaption></figure><p><strong>Em Portugal contam-se centenas de oliveiras com mais de dois mil anos de existência</strong>. Algumas já terão mesmo ultrapassado os três mil anos. A idade estimada destas oliveiras tem sido estimada através de um método científico desenvolvido por investigadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), que transforma características do tronco numa espécie de relógio biológico.</p><p>Durante bastante tempo a mais famosa foi a <strong>Oliveira do Mouchão, em Abrantes</strong>. Em 2018 a UTAD calculava a sua idade em torno dos <strong>3350 anos, tendo sido contemporânea dos Fenícios, Celtiberos e Romanos</strong> e sobrevivido a invasões, migrações e profundas transformações da paisagem. Mesmo após milhares de anos de intempéries, esta célebre oliveira continuava a produzir azeitona em 2022.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tem-mais-de-3-700-anos-e-ainda-produz-azeitonas-a-historia-da-oliveira-mais-antiga-de-portugal-1787143863651.jpg" data-image="s8m9jle74302"><figcaption>Oliveira do Mouchão, em Abrantes. Imagem: © João Pinheiro, Wikimedia Commons.</figcaption></figure><p>Entretanto surgiu uma candidata mais antiga. <strong>Na Herdade do Peso, na Vidigueira, vive a Oliveira do Peso, cuja idade foi estimada em mais de 3700 anos</strong> de acordo com o reconhecimento realizado em 2021. Esta oliveira chegou a ser candidata ao concurso Árvore Portuguesa do Ano 2024, tendo ficado em terceiro lugar.</p><p>Segundo um comunicado da referida propriedade, a sua importância vai além de um único exemplar dado que, aquela que é <strong>a “oliveira milenar mais antiga da Herdade do Peso”</strong>, situa-se numa planície onde está “um conjunto de oliveiras cuja soma de idades ultrapassa os 7000 anos de idade”.</p><h2>Eis como os investigadores calcularam a idade de uma árvore milenar</h2><p>O método desenvolvido pela UTAD e já patenteado baseia-se num modelo matemático que relaciona <strong>a idade provável da árvore com características como o diâmetro, a altura e o perímetro do tronco</strong>. Em colaboração com a empresa Oliveiras Milenares, este método tem permitido estudar vários exemplares em Portugal e no estrangeiro, tendo permitido identificar a idade de outras oliveiras extraordinárias.</p><p>São casos disso <strong>a oliveira de Santa Iria de Azóia (idade estimada em cerca de 2850 anos) ou a de Monsaraz (idade estimada em cerca de 2450 anos)</strong>. Refira-se ainda a existência de outras oliveiras milenares espalhadas por todo o país, sobretudo a sul do rio Mondego, embora também existam casos a norte: Estremoz, Montemor-o-Novo, Lagoa, Beja, Vilamoura, Évora e no Parque de Serralves (Porto).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="757133" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/oliveiras-no-artico-como-o-cofre-de-svalbard-esta-a-proteger-o-futuro-do-azeite.html" title="Oliveiras no Ártico: como o cofre de Svalbard está a proteger o futuro do azeite">Oliveiras no Ártico: como o cofre de Svalbard está a proteger o futuro do azeite</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/oliveiras-no-artico-como-o-cofre-de-svalbard-esta-a-proteger-o-futuro-do-azeite.html" title="Oliveiras no Ártico: como o cofre de Svalbard está a proteger o futuro do azeite"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/oliveiras-no-artico-como-a-boveda-de-svalbard-esta-a-proteger-o-futuro-do-azeite-1772661557413_320.jpg" alt="Oliveiras no Ártico: como o cofre de Svalbard está a proteger o futuro do azeite"></a></article></aside><p><strong>A UTAD revelou ter sido convidada também a aplicar este método de investigação científica além-fronteiras</strong>, tendo estudado oliveiras em Espanha e França, incluindo exemplares em Bordéus, Girona, Málaga e na ilha de Menorca. Neste último território insular espanhol foi certificada uma árvore com mais de 2300 anos.</p><h2>O segredo da longevidade das oliveiras </h2><p>Segundo <strong>José Luís Louzada, investigador na UTAD</strong>, a mesma instituição de ensino onde foi desenvolvido o método científico que sustenta a datação destas árvores, uma das principais razões é a extraordinária capacidade de rejuvenescimento da oliveira.</p><p>Assim, um <strong>“pedaço de tronco, por mais velho que esteja, tem a capacidade de voltar a rebentar”</strong>, fazendo com que seja possível a árvore continuar “a produzir azeitona”. Entre outros fatores, este cientista atribui a longevidade ao facto de ser uma espécie <strong>“muito bem adaptada ao nosso clima mediterrâneo”</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tem-mais-de-3-700-anos-e-ainda-produz-azeitonas-a-historia-da-oliveira-mais-antiga-de-portugal-1787144139359.jpg" data-image="prwe60a1v5po"><figcaption>Bem adaptada ao clima mediterrâneo, a oliveira combina resistência e capacidade de regeneração de uma forma excecional. </figcaption></figure><p>No nosso país<strong> estas oliveiras localizam-se "especialmente a sul do Mondego" e podem, "em teoria", viver "uma eternidade</strong>, ultrapassando a idade das inúmeras gerações que passem pelo mesmo território".</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ema%20Gil%20Pires" data-year="2026" data-title="Portugal%20guarda%20centenas%20de%20oliveiras%20milenares%20%E2%80%94%20e%20uma%20pode%20ter%20mais%20de%203700%20anos" data-url="https%3A%2F%2Fpt.euronews.com%2F2026%2F08%2F17%2Fportugal-guarda-centenas-de-oliveiras-milenares-e-uma-pode-ter-mais-de-3700-anos">Ema Gil Pires. (2026). <a href="https://pt.euronews.com/2026/08/17/portugal-guarda-centenas-de-oliveiras-milenares-e-uma-pode-ter-mais-de-3700-anos" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Portugal guarda centenas de oliveiras milenares — e uma pode ter mais de 3700 anos</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tem-mais-de-3700-anos-e-ainda-produz-azeitonas-a-historia-da-oliveira-mais-antiga-de-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[18 espécies de tubarões no Mar Báltico! O que os turistas precisam de saber agora]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/18-especies-de-tubaroes-no-mar-baltico-o-que-os-turistas-precisam-de-saber-agora.html</link><pubDate>Wed, 19 Aug 2026 15:23:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A descoberta de um tubarão gigante causou recentemente sensação na costa dinamarquesa. No entanto, os tubarões não são, de forma alguma, desconhecidos no Mar do Norte e no Mar Báltico. No total, foram mesmo identificadas 18 espécies no Mar Báltico.</p><figure id="first-image"><a href="Die Angst vor Haien ist groß. Dass sie auch in der Ostsee leben, kaum vorstellbar (Foto: Adobe Stock)"><img src="https://services.meteored.com/img/article/alarmierende-zahlen-die-sorge-bereiten-in-der-ostsee-leben-18-hai-arten-1786957947311.jpeg" alt="Die Angst vor Haien ist groß. Dass sie auch in der Ostsee leben, kaum vorstellbar (Foto: Adobe Stock)" title="Die Angst vor Haien ist groß. Dass sie auch in der Ostsee leben, kaum vorstellbar (Foto: Adobe Stock)"></a><figcaption>O medo dos tubarões é grande. É quase impossível imaginar que também vivam no Mar Báltico (Foto: Adobe Stock)</figcaption></figure><p><strong>Muitas pessoas associam inicialmente os tubarões a mares tropicais, cenas dramáticas de filmes e ataques perigosos</strong>. Na verdade, porém, estes animais também podem ser encontrados no Mar Báltico – pelo menos algumas espécies. De acordo com <strong>dados da "Shark Alliance"</strong>, uma aliança internacional que reúne mais de 100 organizações de conservação da natureza, científicas e de mergulho, foram identificadas no Mar Báltico um total de 18 espécies diferentes de tubarões.</p><p>Entre elas contam-se, entre outras, o tubarão-espinhoso, o tubarão-manchado, o tubarão-arenque e o tubarão-azul. <strong>Até o tubarão-baleia, o maior peixe do mundo, já foi avistado isoladamente no Mar Báltico</strong>. No entanto, isso não significa que todas estas espécies estejam regularmente presentes nas zonas balneares alemãs. Muitas das observações são casos isolados e raros.</p><h2>Porque é que o Mar Báltico não é, na verdade, um habitat ideal</h2><p>O Mar Báltico difere significativamente do mar aberto, uma vez que <strong>a sua salinidade é comparativamente baixa</strong>. Além disso, em diferentes zonas prevalecem condições de oxigénio distintas. Para muitas espécies de tubarões, este não é um habitat ideal.</p><p>Por esta razão, os especialistas consideram que <strong>alguns tubarões chegam ao Mar Báltico mais por acaso</strong>. Outros podem permanecer sobretudo nas zonas de transição para o Mar do Norte, onde as condições lhes são mais favoráveis.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769308" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/novo-estudo-revela-como-se-pode-melhorar-a-previsao-climatica-sazonal-com-recurso-a-tubaroes.html" title="Novo estudo revela como se pode melhorar a previsão climática sazonal com recurso a tubarões">Novo estudo revela como se pode melhorar a previsão climática sazonal com recurso a tubarões</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/novo-estudo-revela-como-se-pode-melhorar-a-previsao-climatica-sazonal-com-recurso-a-tubaroes.html" title="Novo estudo revela como se pode melhorar a previsão climática sazonal com recurso a tubarões"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/novo-estudo-revela-como-se-pode-melhorar-a-previsao-climatica-sazonal-com-recurso-a-tubaroes-1779051973645_320.jpg" alt="Novo estudo revela como se pode melhorar a previsão climática sazonal com recurso a tubarões"></a></article></aside><h3>Também no Mar do Norte vivem várias espécies de tubarões</h3><p>Na verdade, os tubarões também não são raros no Mar do Norte. <strong>Entre as espécies mais conhecidas está o tubarão-cão</strong>. Os investigadores observam estes animais sobretudo a sudoeste de Helgoland. Os tubarões-cão podem atingir até <strong>dois metros de comprimento </strong>e estão regularmente presentes no Mar do Norte.</p><figure><a href="Hundshaie kommen in der Nord- und Ostsee häufiger vor (Foto: Adobe Stock)"><img src="https://services.meteored.com/img/article/alarmierende-zahlen-die-sorge-bereiten-in-der-ostsee-leben-18-hai-arten-1786958988081.jpeg" data-image="12tcq0hoh1fr" alt="Hundshaie kommen in der Nord- und Ostsee häufiger vor (Foto: Adobe Stock)" title="Hundshaie kommen in der Nord- und Ostsee häufiger vor (Foto: Adobe Stock)"></a><figcaption>Os tubarões-cão são mais comuns no Mar do Norte e no Mar Báltico (Foto: Adobe Stock)</figcaption></figure><p>Os cientistas suspeitam que os animais também utilizam <strong>a zona para se reproduzirem e darem à luz as suas crias</strong>. Para além dos tubarões-cão, no Mar do Norte encontram-se, entre outros, tubarões-espinhosos, tubarões-gato-manchados e tubarões-lisos-de-manchas-brancas.</p><h2>Os banhistas não têm motivos para se preocuparem</h2><p>A palavra "tubarão" provoca automaticamente um sentimento de desconforto em muitas pessoas. <strong>A cultura popular e os filmes moldaram a imagem de um peixe predador agressivo</strong>. No entanto, as espécies que habitam o Mar do Norte e o Mar Báltico não representam, de forma alguma, <strong>um perigo automático para os seres humanos</strong>.</p><p>Pelo contrário: <strong>os tubarões desempenham uma função importante no ecossistema marinho</strong>. Enquanto predadores, contribuem para regular as populações de peixes e para manter o equilíbrio natural no mar.</p><p>Quem, durante as férias no Mar do Norte ou no Mar Báltico, avistar realmente um tubarão, vivencia, acima de tudo, <strong>um encontro raro com um animal marinho fascinante</strong>. Isso não é motivo para deixar de entrar na água.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Bild.de" data-year="2026" data-title="In%20der%20Ostsee%20leben%2018%20Haiarten!" data-url="https%3A%2F%2Fwww.bild.de%2Fleben-wissen%2Fwissenschaft%2Fdas-sagt-die-shark-alliance-18-haiarten-in-der-ostsee-nachgewiesen-6a1d94a9fbaeffae77069dfe">Bild.de. (2026). <a href="https://www.bild.de/leben-wissen/wissenschaft/das-sagt-die-shark-alliance-18-haiarten-in-der-ostsee-nachgewiesen-6a1d94a9fbaeffae77069dfe" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">In der Ostsee leben 18 Haiarten!</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/18-especies-de-tubaroes-no-mar-baltico-o-que-os-turistas-precisam-de-saber-agora.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pedra a pedra, assim se constrói a paisagem agreste de Sicó]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pedra-a-pedra-assim-se-constroi-a-paisagem-de-sico.html</link><pubDate>Wed, 19 Aug 2026 14:45:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Na região do Maciço Calcário de Sicó, entre Leiria e Coimbra, os muros de pedra seca transformaram obstáculos agrícolas em património cultural, preservando um modo de vida singular.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/pedra-a-pedra-assim-se-constroi-a-paisagem-de-sico-1787146041623.jpg" data-image="s4ics6fvafnt" alt="mestre pedreiro constrói um muro em pedra seca" title="mestre pedreiro constrói um muro em pedra seca"><figcaption>Um mestre pedreiro constrói um muro em pedra seca, uma arte transmitida de geração em geração que continua viva no Maciço Calcário de Sicó. Foto: CCDR-Centro</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Há paisagens selvagens e outras que imediatamente revelam a marca dos homens. No <strong>Maciço Calcário de Sicó</strong>, que se estende entre os concelhos de Condeixa-a-Nova, Penela, Ansião, Alvaiázere, Pombal e Soure, é quase impossível distinguir onde termina a natureza e começa o trabalho humano.</p><p>A pedra, nesta região, nunca foi apenas pedra. Foi obstáculo, ferramenta, abrigo e fronteira. Durante gerações, as comunidades rurais aprenderam a retirar dos campos os <strong>blocos calcários</strong> que impediam o cultivo da terra. Com eles ergueram <strong>muros</strong>, <strong>socalcos</strong>, <strong>currais</strong>, <strong>abrigos</strong> e pequenas construções que acabariam por condicionar a identidade daquela região.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Sem argamassa nem cimento, mas apenas com pedra, gravidade e um conhecimento transmitido de geração em geração.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>É essa arte – enraizada na paisagem e na vida das comunidades locais – que entrou agora no <strong>Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial</strong>, um passo essencial para uma futura candidatura à lista representativa da UNESCO.</p><p>Mais do que distinguir uma <strong>técnica de construção</strong>, o reconhecimento identifica um saber que continua vivo e que transformou um <strong>território hostil</strong> numa das paisagens culturais mais singulares do país.</p><h2>A geografia ensina a construir</h2><p>Não são muitos os lugares que explicam tão bem a influência da geografia sobre uma comunidade como a região do Maciço Calcário de Sicó. O <strong>relevo acidentado</strong>, os <strong>solos pouco profundos</strong> e a abundância de <strong>afloramentos calcários</strong> sempre dificultaram a agricultura. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Antes de semear, era preciso libertar a terra das pedras. O que parecia um problema tornou-se, pouco a pouco, uma oportunidade.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Em vez de serem descartadas, essas pedras passaram a constituir a principal <strong>matéria-prima</strong> disponível. À medida que os campos eram limpos, surgiam <strong>muros</strong> que delimitavam propriedades, protegiam culturas do vento, <strong>estabilizavam encostas</strong> e criavam pequenas parcelas agrícolas adaptadas ao relevo. </p><p>Cada vedação respondia a uma necessidade concreta. Mas, somadas ao longo dos séculos, acabaram por compor a paisagem da região.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pedra-a-pedra-assim-se-constroi-a-paisagem-de-sico-1787146178750.jpg" data-image="g9s8vg740tlu" alt="Muros de pedra seca" title="Muros de pedra seca"><figcaption>Ao longo dos caminhos de Sicó, os muros de pedra seca contam séculos de convivência entre as comunidades e a paisagem. Foto: Federação Portuguesa de Associações de Desenvolvimento Local</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>O resultado é uma <strong>arquitetura vernacular</strong> que parece nascer naturalmente do terreno. As pedras utilizadas pertencem ao próprio lugar, partilham a mesma cor da encosta e acompanham-lhe as curvas. É essa <strong>fusão entre património natural e património construído</strong> que distingue a paisagem de Sicó.</p><h2>Para além dos simples muros</h2><p>Um muro de pedra seca pode parecer apenas uma divisória, mas desempenha funções muito mais complexas. A sua estrutura, construída sem qualquer material de ligação, permite à <strong>água da chuva</strong> atravessar as juntas entre as pedras, reduzindo a <strong>erosão dos solos</strong> e evitando a pressão exercida pela água acumulada. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ao mesmo tempo, ajuda a estabilizar terrenos inclinados, protege as culturas agrícolas e cria microclimas favoráveis ao desenvolvimento da vegetação.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Mas há outro papel, menos percetível, que a investigação científica tem vindo a revelar. As <strong>cavidades</strong> entre as pedras são refúgio para inúmeras espécies de <strong>plantas</strong>, <strong>insetos</strong>, <strong>répteis</strong> e <strong>pequenos mamíferos</strong>, convertendo os muros em corredores ecológicos. Num território fortemente marcado pela atividade agrícola, tornam-se importantes <strong>reservatórios de biodiversidade</strong> e contribuem para manter o equilíbrio dos ecossistemas.</p><p>Muito antes de se falar em infraestruturas verdes, soluções baseadas na natureza ou adaptação às alterações climáticas, as comunidades de Sicó já aplicavam, de forma intuitiva, <strong>princípios</strong> que hoje são exemplos de <strong>gestão sustentável</strong> da paisagem.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773035" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/andor-da-senhora-da-pena-com-mais-de-vinte-metros-e-tres-toneladas-ja-e-patrimonio-cultural-imaterial.html" title="Andor da Senhora da Pena com mais de vinte metros e três toneladas já é Património Cultural Imaterial">Andor da Senhora da Pena com mais de vinte metros e três toneladas já é Património Cultural Imaterial</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/andor-da-senhora-da-pena-com-mais-de-vinte-metros-e-tres-toneladas-ja-e-patrimonio-cultural-imaterial.html" title="Andor da Senhora da Pena com mais de vinte metros e três toneladas já é Património Cultural Imaterial"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/andor-da-senhora-da-pena-com-mais-de-vinte-metros-e-tres-toneladas-ja-e-patrimonio-cultural-imaterial-1781009677336_320.jpg" alt="Andor da Senhora da Pena com mais de vinte metros e três toneladas já é Património Cultural Imaterial"></a></article></aside><p>Sem recorrer a cálculos de engenharia ou modelos ambientais, construíram estruturas capazes de <strong>conservar solos</strong>, <strong>gerir água</strong> e integrar-se harmoniosamente no território. E fizeram-no apenas observando a terra.</p><h2>O saber de mão em mão</h2><p>Os muros de pedra seca impressionam pela sua solidez. Alguns atravessaram séculos quase inalterados, resistindo à chuva, ao calor, ao vento e ao abandono. O verdadeiro património, no entanto, sempre esteve nas pessoas que aprenderam a escolhê-las, encaixá-las e equilibrá-las, transmitindo um <strong>conhecimento oral</strong> que passou entre <strong>gerações</strong> pela observação, pela repetição e pela prática.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pedra-a-pedra-assim-se-constroi-a-paisagem-de-sico-1787146301409.jpg" data-image="ppcs2ofm4oup" alt="Pedreira de Pombal" title="Pedreira de Pombal"><figcaption>As pedreiras, como esta, localizada em Pombal, transformaram-se numa das principais atividades económicas da região de Sicó. Foto: PNAB</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>É essa <strong>dimensão humana</strong> que o dossiê preparado para a inscrição da arte da construção dos muros em pedra seca no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial procurou demonstrar. Além de descrever técnicas e caracterizar a paisagem, o documento identifica alguns dos <strong>mestres pedreiros</strong> que continuam a dominar o ofício, homens cuja vida se confunde com os campos, os rebanhos e a pedra calcária de Sicó.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As suas biografias revelam percursos diferentes, mas quase todos aprenderam ainda crianças, acompanhando pais, avôs ou outros familiares durante os trabalhos agrícolas. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O conhecimento era adquirido lentamente, observando os mais velhos, levantando as primeiras pedras, errando, corrigindo e voltando a tentar até o muro se confundir com a paisagem. Ao longo de décadas, estes <strong>mestres ajudaram a erguer quilómetros de muros</strong>, currais, socalcos e pequenas construções rurais.</p><p>Fizeram-no porque era necessário cultivar a terra, guardar os animais ou delimitar propriedades. Só muito mais tarde perceberam que aquilo que aprenderam por necessidade viria a ser <strong>reconhecido como património cultural</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="756359" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ue-atribui-selo-de-patrimonio-europeu-ao-abrigo-do-lagar-velho-em-leiria.html" title="UE atribui Selo de Património Europeu ao Abrigo do Lagar Velho em Leiria">UE atribui Selo de Património Europeu ao Abrigo do Lagar Velho em Leiria</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ue-atribui-selo-de-patrimonio-europeu-ao-abrigo-do-lagar-velho-em-leiria.html" title="UE atribui Selo de Património Europeu ao Abrigo do Lagar Velho em Leiria"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ue-atribui-selo-de-patrimonio-europeu-a-abrigo-do-lagar-velho-em-leiria-1772198629605_320.jpg" alt="UE atribui Selo de Património Europeu ao Abrigo do Lagar Velho em Leiria"></a></article></aside><p>A inscrição no Inventário Nacional procura precisamente evitar que esse conhecimento desapareça com quem ainda o detém. Inventariar um património imaterial não significa apenas descrever uma técnica construtiva. Significa também <strong>reconhecer as pessoas</strong> que a mantêm viva e documentar os processos através dos quais esse <strong>saber continua a ser transmitido</strong>.</p><h2>Preservar as pedras do conhecimento</h2><p>Num tempo em que a <strong>mecanização</strong> substituiu muitos dos <strong>trabalhos tradicionais</strong> e em que poucos jovens aprendem este ofício, a preservação da construção em pedra seca coloca desafios que vão muito além da conservação dos muros existentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pedra-a-pedra-assim-se-constroi-a-paisagem-de-sico-1787146481980.jpg" data-image="b5txu6tniinn" alt="Rebanho de ovelhas" title="Rebanho de ovelhas"><figcaption>Os rebanhos de diferentes proprietários pastam nos terrenos comunitários e baldios das terras de Sicó, onde o tomilho-silvestre e a erva-de-santa-maria dão ao leite o sabor aromático único. Foto: PNAB</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Um muro pode ser restaurado, mas um <strong>saber perdido dificilmente poderá ser reconstruído</strong>. É por isso que a candidatura ao Património Cultural Imaterial da UNESCO representa muito mais do que um reconhecimento simbólico. O objetivo não é transformar estes muros em peças de museu, mas garantir que continuam a ser construídos e reparados pelas gerações seguintes.</p><p>Essa preocupação ganha particular importância numa época em que soluções tradicionais voltam a despertar o interesse de investigadores, arquitetos e especialistas em ambiente. Cada muro de Sicó, afinal, representa milhares de <strong>decisões</strong> aparentemente simples, <strong>aperfeiçoadas durante gerações</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Patrim%C3%B3nio%20Cultural%2C%20Instituto%20P%C3%BAblico" data-year="" data-title="Arte%20da%20constru%C3%A7%C3%A3o%20dos%20muros%20em%20pedra%20seca%20no%20Maci%C3%A7o%20Calc%C3%A1rio%20de%20Sic%C3%B3%E2%80%9D%20inscrita%20no%20Invent%C3%A1rio%20Nacional%20do%20Patrim%C3%B3nio%20Cultural%20Imaterial" data-url="https%3A%2F%2Fwww.patrimoniocultural.gov.pt%2F2026%2F06%2Farte-da-construcao-dos-muros-em-pedra-seca-no-macico-calcario-de-sico-inscrita-no-inventario-nacional-do-patrimonio-cultural-imaterial%2F">Património Cultural, Instituto Público. <a href="https://www.patrimoniocultural.gov.pt/2026/06/arte-da-construcao-dos-muros-em-pedra-seca-no-macico-calcario-de-sico-inscrita-no-inventario-nacional-do-patrimonio-cultural-imaterial/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Arte da construção dos muros em pedra seca no Maciço Calcário de Sicó” inscrita no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial</a>.</cite><br><cite data-author="Associa%C3%A7%C3%A3o%20de%20Desenvolvimento%20Terras%20de%20Sic%C3%B3" data-year="" data-title="Anexo%20I%20da%20candidatura%20ao%20Registo%20no%20Invent%C3%A1rio%20Nacional%20do%20Patrim%C3%B3nio" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ccdrc.pt%2Fwp-content%2Fuploads%2F2025%2F02%2FANEXO-I-24.04.pdf">Associação de Desenvolvimento Terras de Sicó. <a href="https://www.ccdrc.pt/wp-content/uploads/2025/02/ANEXO-I-24.04.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Anexo I da candidatura ao Registo no Inventário Nacional do Património</a>.</cite><br><cite data-author="Associa%C3%A7%C3%A3o%20de%20Desenvolvimento%20Terras%20de%20Sic%C3%B3" data-year="" data-title="Anexo%20II%20da%20candidatura%20ao%20Registo%20no%20Invent%C3%A1rio%20Nacional%20do%20Patrim%C3%B3nio" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ccdrc.pt%2Fwp-content%2Fuploads%2F2025%2F02%2FINPCI_Ficha-Inventario_Anexo-II-Final.pdf">Associação de Desenvolvimento Terras de Sicó. <a href="https://www.ccdrc.pt/wp-content/uploads/2025/02/INPCI_Ficha-Inventario_Anexo-II-Final.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Anexo II da candidatura ao Registo no Inventário Nacional do Património</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pedra-a-pedra-assim-se-constroi-a-paisagem-de-sico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item></channel></rss>