<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Wed, 07 Oct 2026 20:10:32 +0000</lastBuildDate><pubDate>Wed, 07 Oct 2026 20:10:32 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Apenas 3 capitais de distrito registarão mínimas abaixo dos 10 ºC nos próximos dias: saiba quais]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/apenas-3-capitais-de-distrito-registarao-minimas-abaixo-dos-10-c-nos-proximos-dias-saiba-quais.html</link><pubDate>Wed, 07 Oct 2026 17:11:04 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As noites vão ficar mais frias em algumas regiões do país, com três capitais de distrito a registarem temperaturas mínimas inferiores a 10 ºC. Consulte a previsão!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbjiuaa"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbjiuaa.jpg" id="xbjiuaa"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As<strong> temperaturas mínimas vão baixar no interior Norte e Centro</strong> do país nos próximos dias. Há duas capitais distritais onde os valores abaixo de 10 ºC poderão persistir e uma que também poderá contar com uma descida equivalente na madrugada de sexta-feira.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ainda assim, é esperado que as <strong>temperaturas máximas se mantenham agradáveis </strong>para a época do ano, mesmo nas regiões onde as mínimas vão descer, aumentando a amplitude térmica.</p><h2>Bragança e Guarda vão liderar as capitais distritais mais frias dos próximos dias</h2><p>Já na próxima madrugada (quinta-feira), ambas as cidades supracitadas registarão uma temperatura mínima na ordem dos<strong> 8 ºC para Bragança e 9 ºC para a Guarda</strong>. Já as máximas esperadas deverão ser de 19 ºC e 18 ºC, respetivamente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/apenas-3-capitais-de-distrito-terao-minimas-abaixo-dos-10-c-nos-proximos-dias-saiba-quais-1791378379884.jpg" data-image="m4odrr2whn5z" alt="temperaturas mínimas" title="temperaturas mínimas"><figcaption>Vila Real, Bragança e Guarda deverão registar valores abaixo de 10 ºC de temperatura mínima na madrugada de sexta-feira.</figcaption></figure><p>Na sexta-feira o<strong> arrefecimento noturno poderá ser mais evidente no Norte</strong> do país, levando outra cidade a registar temperaturas mínimas abaixo dos 10 ºC: Vila Real. Esta capital distrital poderá contar com 9 ºC, enquanto Bragança e Guarda deverão registar 6 ºC. Já as máximas deverão alcançar os 20 ºC, 19 ºC e 17 ºC, respetivamente.</p><p>No sábado, tanto <strong>Bragança como a Guarda deverão registar, mais uma vez, temperaturas mínimas baixas, na ordem dos 8 ºC</strong>. Esta poderá ser a última madrugada dos próximos dias com valores abaixo dos 10 ºC. Já as máximas previstas para a tarde deste dia, para as mesmas capitais distritais, são de 22 ºC e 20 ºC, respetivamente, resultando numa <strong>amplitude térmica elevad</strong>a.</p><h2>Temperaturas mínimas sobem a partir de domingo</h2><p>A área que abrange as cidades acima mencionadas irá contar com uma<strong> subida dos termómetros a partir de domingo</strong>. Tanto nos valores mínimos como máximos. Assim, as temperaturas mínimas deverão rondar os 12 ºC em ambas as cidades enquanto as máximas deverão manter-se idênticas às de sábado, rondando os 20 ºC/22 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792295" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-12-a-19-de-outubro-termometros-poderao-chegar-aos-30-c-em-portugal-com-temperaturas-acima-do-normal.html" title="Semana de 12 a 19 de outubro: termómetros poderão chegar aos 30 ºC em Portugal, com temperaturas acima do normal">Semana de 12 a 19 de outubro: termómetros poderão chegar aos 30 ºC em Portugal, com temperaturas acima do normal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-12-a-19-de-outubro-termometros-poderao-chegar-aos-30-c-em-portugal-com-temperaturas-acima-do-normal.html" title="Semana de 12 a 19 de outubro: termómetros poderão chegar aos 30 ºC em Portugal, com temperaturas acima do normal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-12-a-19-de-outubro-termometros-poderao-chegar-aos-30-c-em-portugal-com-temperaturas-acima-do-normal-1791374913888_320.jpg" alt="Semana de 12 a 19 de outubro: termómetros poderão chegar aos 30 ºC em Portugal, com temperaturas acima do normal"></a></article></aside><p>Na madrugada de segunda-feira as temperaturas poderão descer ligeiramente, <strong>devendo a Guarda contar com 10 ºC e Bragança com 11 ºC</strong>. Neste dia, as máximas voltam a subir, podendo a Guarda alcançar os 23 ºC enquanto Bragança deverá contar com 24 ºC, dando-se, assim, um novo aumento da amplitude térmica.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/apenas-3-capitais-de-distrito-registarao-minimas-abaixo-dos-10-c-nos-proximos-dias-saiba-quais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Semana de 12 a 19 de outubro: termómetros poderão chegar aos 30 ºC em Portugal, com temperaturas acima do normal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-12-a-19-de-outubro-termometros-poderao-chegar-aos-30-c-em-portugal-com-temperaturas-acima-do-normal.html</link><pubDate>Wed, 07 Oct 2026 12:21:11 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal deverá enfrentar uma semana mais quente e seca do que o habitual entre 12 e 19 de outubro. As temperaturas poderão atingir ou superar os 30 ºC no início da semana, enquanto a precipitação deverá ficar abaixo da média.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-12-a-19-de-outubro-termometros-poderao-chegar-aos-30-c-em-portugal-com-temperaturas-acima-do-normal-1791374913888.jpg" data-image="c70h866mjnav" alt="Outono" title="Outono"><figcaption>Apesar de o outono já estar instalado no calendário, o ambiente poderá fazer lembrar dias de verão em várias regiões de Portugal. A próxima semana promete ser mais quente e seca do que o habitual, com os termómetros a poderem alcançar os 30 ºC.</figcaption></figure><p>A semana de 12 a 19 de outubro deverá ser marcada por <strong>temperaturas superiores ao normal e pouca precipitação em Portugal continental</strong>. Logo no início da semana, os termómetros poderão alcançar ou ultrapassar localmente os 30 ºC, valores elevados para esta fase do outono.</p><h2>Segunda-feira (12) poderá trazer mais de 30 ºC a algumas regiões</h2><p>Apesar da distância temporal ainda exigir alguma cautela quanto aos valores exatos, os modelos apontam para um <strong>início de semana bastante quente para meados de outubro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-12-a-19-de-outubro-termometros-poderao-chegar-aos-30-c-em-portugal-com-temperaturas-acima-do-normal-1791373861835.jpg" data-image="o1q0wtkw554x" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O início da semana poderá trazer temperaturas invulgarmente elevadas para meados de outubro, com valores próximos ou superiores a 30 ºC em algumas zonas do Alentejo.</figcaption></figure><p>Na tarde de segunda-feira, dia 12, os mapas da Meteored preveem temperaturas próximas dos <strong>30 ºC em várias zonas do Alentejo</strong>, podendo mesmo atingir cerca de <strong>31 ºC no Alentejo Litoral, nomeadamente na região de Alcácer do Sal</strong>. Évora e Beja poderão aproximar-se dos 29 ºC, enquanto Lisboa poderá rondar os 28 ºC.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p><strong>O calor não ficará limitado ao Sul.</strong> No interior Centro, algumas localidades poderão aproximar-se dos 27 ºC, incluindo no distrito de Viseu. Em contrapartida, a faixa litoral, particularmente junto ao mar no Norte e Centro, deverá apresentar temperaturas mais contidas devido à influência atlântica.</p><p>Não se trata de um episódio comparável ao calor observado durante o verão, mas são <strong>temperaturas claramente elevadas para esta altura do calendário</strong>.</p><h2>Anomalias da temperatura poderão superar os 7 ºC: litoral será exceção</h2><p>Esta diferença torna-se ainda mais evidente quando comparamos as temperaturas previstas com aquelas que seriam normais para a época.</p><p>Na segunda-feira às 16h, o mapa de anomalias da temperatura mostra praticamente todo o território Portugês com temperaturas <strong>vários graus acima dos valores climatológicos</strong>. Em cidades como Bragança, Vila Real, Guarda, Castelo Branco e Portalegre surgem desvios próximos de +5 ºC, enquanto Évora e Beja poderão apresentar cerca de +6 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-12-a-19-de-outubro-termometros-poderao-chegar-aos-30-c-em-portugal-com-temperaturas-acima-do-normal-1791374027560.jpg" data-image="btd11spnznit" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"> <figcaption>As temperaturas poderão ficar vários graus acima do normal na tarde de segunda-feira, com anomalias de 5 a 8 ºC em várias regiões, enquanto junto ao litoral os desvios serão bastante menores.</figcaption></figure><p>Em Lisboa, a anomalia poderá rondar <strong>+7 ºC</strong>, existindo pontualmente desvios ainda superiores na região do Vale do Tejo.</p><p>O contraste com a faixa costeira é significativo. Junto ao Atlântico, sobretudo no litoral Norte e Centro, as anomalias são muito menores e, em alguns locais, as temperaturas poderão ficar próximas do habitual.</p><p>Importa também distinguir este mapa da tendência para o resto da semana. Estes valores representam apenas <strong>uma determinada hora de segunda-feira (16h)</strong>, e não a anomalia média dos sete dias.</p><h2>Não será apenas segunda-feira, a semana deverá ser mais quente que o normal</h2><p>Quando analisamos o período completo entre <strong>12 e 19 de outubro</strong>, o sinal quente permanece.</p><p>O mapa de anomalia média semanal do ECMWF coloca praticamente todo o território continental do lado positivo, com uma tendência genérica para temperaturas <strong>entre 1 ºC e 3 ºC acima da média</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-12-a-19-de-outubro-termometros-poderao-chegar-aos-30-c-em-portugal-com-temperaturas-acima-do-normal-1791374186868.jpg" data-image="yegsx0whuwo0" alt="Anomalia semanal da temperatura" title="Anomalia semanal da temperatura"><figcaption>O sinal quente não deverá limitar-se ao início da semana: entre 12 e 19 de outubro, a temperatura média deverá permanecer acima do normal em praticamente todo o território continental.</figcaption></figure><p>Isto significa que, mesmo depois de diluídos os períodos mais quentes de segunda-feira no cálculo dos sete dias, a semana continua a apresentar um sinal térmico superior ao normal. Não quer dizer que todas as tardes serão tão quentes como a de dia 12, mas indica uma <strong>persistência de condições relativamente quentes para meados de outubro</strong>.</p><h2>Além de quente, a semana deverá ser mais seca</h2><p>A temperatura não é a única variável a apresentar um sinal claro. O ECMWF também antecipa uma <strong>anomalia negativa da precipitação entre 12 e 19 de outubro</strong> em grande parte de Portugal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-12-a-19-de-outubro-termometros-poderao-chegar-aos-30-c-em-portugal-com-temperaturas-acima-do-normal-1791374240030.jpg" data-image="nc83jj5a2wg9" alt="Anomalia semanal da precipitação" title="Anomalia semanal da precipitação"><figcaption>A semana deverá ser mais seca do que o habitual em Portugal continental, com o ECMWF a prever precipitação abaixo da média, sobretudo nas regiões Norte e Centro.</figcaption></figure><p>A tendência para precipitação abaixo do normal é particularmente evidente no <strong>Norte e Centro</strong>, precisamente numa altura do ano em que a chuva começa climatologicamente a ganhar maior protagonismo.</p><p>Uma anomalia negativa não significa necessariamente ausência completa de precipitação durante os sete dias. No entanto, o sinal atual favorece <strong>um período predominantemente estável e seco</strong>, com acumulados inferiores aos que seriam habituais para esta semana de outubro.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792209" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-6-c-acima-da-media-as-temperaturas-deverao-subir-em-portugal-continental-a-partir-de-quinta-feira.html" title="Até 6 ºC acima da média: as temperaturas deverão subir em Portugal Continental a partir de quinta-feira (8)">Até 6 ºC acima da média: as temperaturas deverão subir em Portugal Continental a partir de quinta-feira (8)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-6-c-acima-da-media-as-temperaturas-deverao-subir-em-portugal-continental-a-partir-de-quinta-feira.html" title="Até 6 ºC acima da média: as temperaturas deverão subir em Portugal Continental a partir de quinta-feira (8)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-6-c-acima-da-media-as-temperaturas-deverao-subir-a-partir-de-quinta-feira-1791325797362_320.png" alt="Até 6 ºC acima da média: as temperaturas deverão subir em Portugal Continental a partir de quinta-feira (8)"></a></article></aside><p>Assim, embora ainda possam existir ajustes na previsão devido à distância temporal, os principais modelos apontam atualmente para uma tendência consistente: <strong>meados de outubro deverão trazer temperaturas acima do normal, possibilidade de 30 ºC ou mais no início da semana e pouca chuva em Portugal continental</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-12-a-19-de-outubro-termometros-poderao-chegar-aos-30-c-em-portugal-com-temperaturas-acima-do-normal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Seca no Tejo pode agravar-se em 2028, mas centros de dados em Abrantes gastariam 22 milhões de litros/dia]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/seca-no-tejo-pode-agravar-se-em-2028-mas-centros-de-dados-em-abrantes-gastariam-22-milhoes-de-litros-dia.html</link><pubDate>Wed, 07 Oct 2026 11:54:12 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Duas infraestruturas digitais de grande escala geram incerteza quanto à preservação dos recursos naturais, numa região que já enfrenta escassez de água.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/seca-no-tejo-pode-agravar-se-em-2028-mas-centros-de-dados-em-abrantes-gastariam-22-milhoes-de-litros-dia-1791367616257.jpg" data-image="t2p7i2j1pcqg" alt="Bacia do Tejo" title="Bacia do Tejo"><figcaption>A Agência Portuguesa do Ambiente prevê um agravamento da escassez hídrica na bacia do Tejo entre 2028 e 2033. Foto: Município de Abrantes</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A instalação de <strong>dois megacentros de dados em Abrantes</strong> colocou o município no centro de um debate que questiona o desenvolvimento tecnológico e a segurança ambiental. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em causa estão as projeções de consumo de recursos para estas infraestruturas que, de acordo com estimativas do movimento proTEJO, poderão exigir até 22,2 milhões de litros de água por dia e uma potência energética combinada de 500 MW. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O volume exato de água dependerá da tecnologia de arrefecimento adotada. Mas a pressão sobre os recursos hídricos surge num momento crítico para a região.</p><h2>Escassez hídrica vai intensificar-se</h2><p>A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) antecipa um<strong> agravamento</strong><strong> da escassez hídrica na bacia do Tejo entre 2028 e 2033</strong>, coincidindo exatamente com a entrada em pleno funcionamento de ambos os empreendimentos.</p><ul></ul><p>Diante desta possibilidade, as associações Quercus e proTEJO exigem que os projetos não sejam licenciados de forma isolada, mas sim através de um <strong>Estudo de Impacte Ambiental </strong>(EIA) cumulativo que avalie o <strong>impacto conjunto no território</strong>, incluindo o consumo elétrico, o ruído, a ocupação do solo e a criação de ilhas de calor.</p><h2>Duas infraestruturas, uma pressão comum</h2><p>Os empreendimentos pertencem à EDC One e à Hyperion II Renewables Services. O primeiro está previsto para o <strong>Pego</strong> e representa um investimento anunciado de <strong>7 mil milhões de euros</strong>. A entrada em funcionamento está prevista para 2028. O projeto deverá criar 450 postos de trabalho diretos e 700 indiretos até 2030.</p><p>O segundo, da Hyperion, está previsto para a zona de <strong>Alvega</strong>. O pedido de informação prévia recebeu parecer favorável da câmara municipal em maio e prevê uma <strong>área de cerca de 15 hectares</strong>. O arranque está apontado para 2029.</p><table><thead><tr><th><strong>O que está em causa</strong></th><th><strong>Estimativa para os dois projetos</strong></th></tr></thead><tbody><tr><td><strong>Consumo de água</strong></td><td>3,6 a 22,2 milhões de litros por dia</td></tr><tr><td><strong>Potência combinada</strong></td><td>500 MW</td></tr><tr><td><strong>Consumo elétrico máximo</strong></td><td>4.380 GWh por ano</td></tr><tr><td><strong>Entrada prevista da EDC One</strong></td><td>2028</td></tr><tr><td><strong>Entrada prevista da da Hyperion</strong></td><td>2029</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="2">Fonte: proTEJO</td></tr></tbody></table><p><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></p><p>Os valores relativos à água são cálculos apresentados pelo movimento proTEJO e dependem <strong>do sistema de refrigeração</strong>. O movimento salienta que os promotores <strong>ainda não divulgaram qual a tecnologia</strong> prevista nem o respetivo consumo.</p><p>O proTEJO projeta que o teto máximo de consumo elétrico dos dois empreendimentos chegue a 4.380 GWh anuais — <strong>o equivalente a cerca de 29 vezes a eletricidade consumida no concelho de Abrantes</strong>. O movimento ressalva, contudo, que este número reflete uma estimativa de plena capacidade e não uma previsão de consumo contínuo.</p><ul></ul><h2>A água que arrefece a inteligência artificial</h2><p>Um centro de dados consiste, fundamentalmente, numa infraestrutura de computação em grande escala, em que o <strong>processamento contínuo dos servidores gera elevados níveis de calor</strong>, que exigem refrigeração constante para garantir a segurança dos equipamentos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/seca-no-tejo-pode-agravar-se-em-2028-mas-centros-de-dados-em-abrantes-gastariam-22-milhoes-de-litros-dia-1791368107168.jpg" data-image="rn2ce4mndup9" alt="Municícipio de Abrantes vista das margens do Tejo" title="Municícipio de Abrantes vista das margens do Tejo"><figcaption>O proTEJO prevê que o consumo máximo de eletricidade dos dois projetos possa equivaler a 29 vezes o consumo anual de eletricidade do concelho de Abrantes. Foto: Município de Abrantes </figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p> É aqui que a<strong> expansão</strong><strong> da inteligência artificial </strong><strong>generativa </strong>muda as regras do jogo. Ao requerer capacidade computacional massiva, tanto no treino como na utilização diária dos modelos, a tecnologia exige uma<strong> maior</strong><strong> densidade de servidores</strong>. O efeito imediato é a explosão da procura por sistemas de arrefecimento. </p><p>O problema não é exclusivo de Portugal, mas sim global. De acordo com projeções do <strong>Greenpeace</strong>, os centros de dados em todo o mundo consumiram cerca de<strong> 175</strong><strong> mil milhões de litros de água em 2023</strong>, <strong>um volume que deverá quase quadruplicar para 664 mil milhões em 203</strong><strong>0</strong>. A organização ambiental salienta, contudo, que os valores variam consoante o tipo de infraestrutura e as tecnologias de refrigeração adotadas. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="758439" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/aguas-residuais-vao-reforcar-as-reservas-subterraneas-do-aquifero-tejo-sado.html" title="Águas residuais vão reforçar as reservas subterrâneas do aquífero Tejo-Sado">Águas residuais vão reforçar as reservas subterrâneas do aquífero Tejo-Sado</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/aguas-residuais-vao-reforcar-as-reservas-subterraneas-do-aquifero-tejo-sado.html" title="Águas residuais vão reforçar as reservas subterrâneas do aquífero Tejo-Sado"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aguas-residuais-vao-reforcar-as-reservas-subterraneas-do-aquifero-o-tejo-sado-1773235383506_320.jpg" alt="Águas residuais vão reforçar as reservas subterrâneas do aquífero Tejo-Sado"></a></article></aside><p>O relatório <strong>Water Atlas 2025</strong>, da Fundação Heinrich Böll, utiliza outro indicador para ilustrar a escala. Segundo as estimativas citadas pela publicação, <strong>20 a 50 respostas do ChatGPT podem implicar cerca de meio litro de água associada ao arrefecimento dos centros de dados</strong>. O valor é uma estimativa média e não corresponde à água consumida diretamente por cada utilizador.</p><h2>O problema não é só a água</h2><p>A pressão sobre o território, porém, vai além dos recursos hídricos. A Quercus alerta para as consequências no<strong> uso</strong><strong> do solo</strong>, com potenciais repercussões em <strong>áreas</strong><strong> </strong><strong>agrícolas </strong>e<strong> florestais</strong>, além do ruído e das alterações na paisagem. A isto soma-se o desafio da infraestrutura elétrica. </p><p>Ambos os projetos partilham o mesmo ponto de ligação na <strong>Central do Pego</strong>, com os pedidos de reforço de capacidade ainda em avaliação. A magnitude desta procura demonstra, portanto, que os centros de dados ultrapassaram a esfera puramente tecnológica, assumindo-se como uma prioridade de <strong>ordenamento energético e do território</strong>.</p><figure style="letter-spacing: 0.03em;"><img src="https://services.meteored.com/img/article/seca-no-tejo-pode-agravar-se-em-2028-mas-centros-de-dados-em-abrantes-gastariam-22-milhoes-de-litros-dia-1791368284038.jpg" data-image="8orwypz2nve7" alt="Centro de dados" title="Centro de dados"><figcaption>Para acompanhar o advento da IA, os centros de dados tiveram de crescer em tamanho, complexidade e consumo energético. Foto: Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Portugal, ao mesmo tempo, posiciona-se para atrair estes investimentos. O <strong>Plano Nacional de Centros de Dados</strong>, aprovado em <strong>2026</strong>, assume estas infraestruturas como estratégicas para a economia e para a soberania digital.</p><p>O programa estabelece <strong>15 iniciativas </strong>para facilitar a <strong>expansão do setor</strong>, procurando equilibrar o desenvolvimento tecnológico, as exigências de sustentabilidade ambiental, a eficiência energética e o ordenamento do território.</p><h2>Crescer, mas com contas feitas</h2><p>É precisamente nessa tensão que se encontra a questão de Abrantes. Os centros de dados podem trazer investimento, emprego e capacidade computacional num momento em que Portugal quer afirmar-se como destino europeu para estas infraestruturas. Mas <strong>os benefícios económicos</strong> não eliminam a necessidade de calcular os <strong>custos ambientais.</strong></p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O proTEJO pede limites legais ao consumo de água e energia, divulgação pública dos sistemas de arrefecimento e dos níveis de eficiência alcançados. Quercus e proTEJO querem ainda que os dois projetos sejam avaliados em conjunto e que as populações de Alvega e de Concavada sejam ouvidas no processo.<br><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A discussão, no fundo, não é apenas sobre avaliar se Abrantes deve receber centros de dados. É determinar também quanto de água e energia o território pode disponibilizar para os alimentar, sobretudo quando a própria <strong>bacia hidrográfica</strong> se prepara para enfrentar <strong>anos de maior pressão</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Quercus" data-year="" data-title="Dois%20mega%20centros%20de%20dados%20em%20Abrantes%20poder%C3%A3o%20ultrapassar%20em%20quase%2030%20vezes%20o%20consumo%20energ%C3%A9tico%20anual%20do%20concelho" data-url="https%3A%2F%2Fquercus.pt%2Fblog%2F2026%2F08%2F26%2Fcentros-de-dados-abrantes%2F">Quercus. <a href="https://quercus.pt/blog/2026/08/26/centros-de-dados-abrantes/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Dois mega centros de dados em Abrantes poderão ultrapassar em quase 30 vezes o consumo energético anual do concelho</a>.</cite><br><cite data-author="Tinta%20Fresca" data-year="" data-title="proTEJO%20exige%20lei%20para%20impedir%20que%20centros%20de%20dados%20sequem%20o%20rio%20Tejo" data-url="https%3A%2F%2Ftintafresca.net%2Findex.php%2F2026%2F09%2F22%2Fprotejo-exige-lei-para-impedir-que-centros-de-dados-sequem-o-rio-tejo%2F">Tinta Fresca. <a href="https://tintafresca.net/index.php/2026/09/22/protejo-exige-lei-para-impedir-que-centros-de-dados-sequem-o-rio-tejo/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">proTEJO exige lei para impedir que centros de dados sequem o rio Tejo</a>.</cite><br><cite data-author="digitalGOV" data-year="" data-title="Plano%20Nacional%20de%20Centros%20de%20Dados%20%2F%202026" data-url="https%3A%2F%2Fdigital.gov.pt%2Fpt%2Festrategia-digital%2Fplano-nacional-de-centros-de-dados">digitalGOV. <a href="https://digital.gov.pt/pt/estrategia-digital/plano-nacional-de-centros-de-dados" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Plano Nacional de Centros de Dados / 2026</a>.</cite><br><cite data-author="Funda%C3%A7%C3%A3o%20Heinrich%20B%C3%B6ll" data-year="" data-title="Water%20Atlas%202025" data-url="https%3A%2F%2Feu.boell.org%2Fen%2FWaterAtlas">Fundação Heinrich Böll. <a href="https://eu.boell.org/en/WaterAtlas" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Water Atlas 2025</a>.</cite><br><cite data-author="Greenpeace" data-year="" data-title="Environmental%20Impacts%20of%20Artificial%20Intelligence" data-url="https%3A%2F%2Fwww.greenpeace.de%2Fpublikationen%2F20250514-greenpeace-studie-umweltauswirkungen-ki-eng.pdf">Greenpeace. <a href="https://www.greenpeace.de/publikationen/20250514-greenpeace-studie-umweltauswirkungen-ki-eng.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Environmental Impacts of Artificial Intelligence</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/seca-no-tejo-pode-agravar-se-em-2028-mas-centros-de-dados-em-abrantes-gastariam-22-milhoes-de-litros-dia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O Pacífico arde e o Atlântico não regista nenhum furacão: o mistério da temporada de furacões de 2026]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-pacifico-arde-e-o-atlantico-nao-registra-nenhum-furacao-o-misterio-da-temporada-de-furacoes-de.html</link><pubDate>Wed, 07 Oct 2026 09:47:01 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Oito tempestades tropicais e nenhum furacão: o Atlântico vive a sua temporada mais silenciosa desde o advento dos satélites, enquanto o Pacífico acumula monstros de categoria 5. O que está por trás desta situação inédita?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-pacifico-arde-y-el-atlantico-no-logra-ni-un-huracan-el-misterio-de-la-temporada-de-huracanes-1790983506552.jpg" data-image="x290uqxwvq8c" alt="Furacão Isabel (2003)" title="Furacão Isabel (2003)"><figcaption>Vista do furacão Isabel (2003) do espaço. A imagem foi feita por um membro da tripulação da Expedição 7 a bordo da Estação Espacial Internacional a 15 de setembro de 2003. (NASA)</figcaption></figure><p>Se alguém lhe dissesse, em junho, que chegaríamos a <strong>outubro </strong><strong>sem um único furacão no Atlântico</strong>, provavelmente teria encarado isso como uma piada de meteorologistas. Mas aqui estamos: a temporada de 2026 já originou oito tempestades tropicais, e nenhuma ultrapassou a marca de 119 km/h de velocidade do vento necessária para ser classificada como furacão.</p><div class="texto-destacado">Num ano normal, por esta altura já haveria registo de cerca de cinco furacões, dois deles de categoria 3 ou superior.</div><p>Por outro lado, o <strong>Pacífico </strong>vive uma festa de ciclones: 20 tempestades com nome e <strong>três furacões de categoria 5</strong>, o que empata o recorde. O Havai enfrentou Lala, Lowell e Nolo, e Polo atingiu ventos de 290 km/h ao largo da costa do México. Como pode um oceano "ferver" enquanto o outro permanece mudo?</p><h2>El Niño, o grande sabotador do Caribe</h2><p>O principal suspeito é o evento<strong> El Niño</strong> que promete ser o mais intenso já registado. Este Pacífico aquecido, com áreas até 5 °C mais quentes do que o normal, reorganiza a circulação atmosférica e impulsiona ventos fortes em grandes altitudes sobre as Caraíbas. É assim que surge o <strong>cisalhamento vertical</strong>: o vento muda de velocidade e direção conforme a altitude aumenta.</p><p><strong>Para um furacão, isto é letal.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-pacifico-arde-y-el-atlantico-no-logra-ni-un-huracan-el-misterio-de-la-temporada-de-huracanes-1790981435186.png" data-image="knpq20uckjdh" alt="Cisalhamento de furacão" title="Cisalhamento de furacão"><figcaption>O cisalhamento do vento é a mudança na velocidade ou na direção do vento em diferentes altitudes na atmosfera e atua como o fator mais crítico para controlar a formação ou a destruição de um furacão.</figcaption></figure><p>Desde julho, este cisalhamento foi o mais forte registado desde o início das medições, em 1979. E recordes foram quebrados: o<strong> primeiro mês de setembro sem furacões desde 1994 </strong>e a espera mais longa da era dos satélites pela chegada do primeiro furacão. Se o primeiro surgir após 8 de outubro, será o mais tardio desde 1905.</p><h2>A marca do aquecimento global</h2><p>O curioso é que sobra combustível: o Atlântico regista as suas segundas águas mais quentes da história. À poeira do Saara e ao ar seco soma-se uma pista climática: a <strong>alta troposfera aquece mais rapidamente do que as camadas inferiores</strong>, reduzindo o contraste térmico que impulsiona as tempestades.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-pacifico-arde-y-el-atlantico-no-logra-ni-un-huracan-el-misterio-de-la-temporada-de-huracanes-1790982844780.jpg" data-image="547o2ji5vowg"><figcaption>É a primeira vez na história moderna que nenhum furacão se formou no Atlântico até ao dia 21 de setembro.</figcaption></figure><p>Isto é semelhante ao que acontece com um balão de ar quente, que sobe porque o ar ao seu redor está mais frio; se o ar lá em cima também aquece, o balão para no meio do caminho. Este padrão tem vindo a ser detetado desde 2010 e pode estar a<strong> deslocar o pico da temporada para mais tarde</strong>.</p><h2>Calma não é sinónimo de segurança</h2><p><strong>Uma temporada sem furacões não é uma temporada sem danos</strong>. Arthur e Edouard, simples tempestades tropicais, provocaram inundações repentinas no Golfo do México, pois uma atmosfera mais quente retém mais humidade. Edouard atingiu a costa faltando apenas 23 km/h para se tornar um furacão.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/QuzGCZmVAio/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=QuzGCZmVAio" id="QuzGCZmVAio"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p><br>Em <strong>2025</strong>, a temporada transcorria tranquilamente até que Melissa, de categoria 5, atingiu a Jamaica e Cuba no final de outubro. Basta apenas um, e a categoria não mede impacto. </p><p>Há registos de apenas duas temporadas sem furacões: 1907 e 1914, ambas sem satélites para monitorizar o que acontece no oceano. As próximas semanas dirão se 2026 se juntará a essa lista. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/altantico-continua-sem-furacoes-um-recorde-em-60-anos-de-registos.html" title="Atlântico continua sem furacões: um recorde em 60 anos de registos">Atlântico continua sem furacões: um recorde em 60 anos de registos</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/altantico-continua-sem-furacoes-um-recorde-em-60-anos-de-registos.html" title="Atlântico continua sem furacões: um recorde em 60 anos de registos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/toujours-aucun-ouragan-sur-l-atlantique-un-record-en-60-ans-de-mesures-1789485480996_320.jpeg" alt="Atlântico continua sem furacões: um recorde em 60 anos de registos"></a></article></aside><p>O certo é que um aquecimento no Pacífico pode reescrever a agenda de tempestades a milhares de quilómetros de distância, e que o aquecimento global está a acrescentar regras que mal começamos a decifrar.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-pacifico-arde-e-o-atlantico-nao-registra-nenhum-furacao-o-misterio-da-temporada-de-furacoes-de.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Brian May, guitarrista da banda Queen e doutorado em astrofísica, colaborou com a NASA na sua primeira missão a Plutão]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/brian-may-guitarrista-da-banda-queen-e-doutorado-em-astrofisica-colaborou-com-a-nasa-na-sua-primeira-missao-a-plutao.html</link><pubDate>Wed, 07 Oct 2026 09:06:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O músico Brian May e a NASA mantêm uma colaboração científica que começou com Plutão e alcançou um dos seus principais trabalhos com a missão OSIRIS-REx no asteroide Bennu.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/brian-may-guitarrista-de-la-banda-queen-y-doctor-en-astrofisica-colaboro-con-la-nasa-en-su-primera-mision-a-pluton-1791189755670.jpg" data-image="4ea6b7ty7ze1" alt="Brian May, músico e astrofísico" title="Brian May, músico e astrofísico"><figcaption>Brian May iniciou a sua carreira científica em 1965, deixou a sua tese de lado por causa dos Queen e regressou ao Imperial College para a concluir em 2007. Imagem: New Horizons.</figcaption></figure><p>Brian May é conhecido pelo seu papel de guitarrista do famoso grupo Queen, mas a sua relação com a astronomia começou muito antes de a banda ter alcançado fama internacional. Durante os seus estudos de Física no Imperial College de Londres, já <strong>investigava a poeira interplanetária e as velocidades radiais das partículas da nuvem zodiacal</strong>.</p><p>A música interrompeu essa carreira académica durante décadas. May retomou a sua investigação em 2006 e apresentou a sua tese um ano depois. Desde então, <strong>a sua atividade científica levou-o a colaborar com investigadores da NASA</strong>, primeiro em relação a Plutão e depois com a OSIRIS-REx, a missão enviada a Bennu em setembro de 2016.</p><h2>Brian May e a NASA: dos Queen à investigação espacial</h2><p>A relação de Brian May com a NASA ganhou forma durante os trabalhos relacionados com a New Horizons. Em 2015, enquanto a sonda obtinha os primeiros resultados após se aproximar de Plutão, <strong>o guitarrista pôde estudar imagens e dados recebidos durante a missão</strong>. Alan Stern, investigador principal da New Horizons, acabou por incorporá-lo como colaborador científico.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/E-zurr9PHKg/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=E-zurr9PHKg" id="E-zurr9PHKg"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Aquele trabalho encaixava na formação que May iniciara décadas antes. Nascido em 1947 em Hampton, no Reino Unido, <strong>destacou-se desde jovem na matemática e na física</strong>. No Imperial College, conheceu Roger Taylor, e ambos formaram os Smile. Após a saída de Tim Staffel e a chegada de Freddie Mercury, aquele projeto acabaria por se transformar nos Queen em 1970.</p><p>O sucesso da banda levou May a abandonar temporariamente a sua investigação. No entanto, <strong>a astronomia continuou presente durante os anos de maior atividade musical</strong>. Em 2006, regressou ao Imperial College para retomar a sua investigação original e necessitou de um ano para atualizar os métodos utilizados no trabalho iniciado décadas antes.</p><h2>Brian May e o asteroide Bennu</h2><p>A colaboração ganhou outra dimensão com a OSIRIS-REx, a missão lançada em setembro de 2016 para estudar Bennu e recolher material da sua superfície. <strong>May participou na análise das imagens obtidas pela sonda</strong> e, juntamente com Claudia Manzoni, produziu representações estereoscópicas que permitiram observar o terreno com informação tridimensional.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/brian-may-guitarrista-de-la-banda-queen-y-doctor-en-astrofisica-colaboro-con-la-nasa-en-su-primera-mision-a-pluton-1791190227343.jpeg" data-image="febj72cyowo5" alt="Asteroide Bennu" title="Asteroide Bennu"><figcaption>Brian May colaborou com a missão OSIRIS-REx da NASA para estudar o asteroide Bennu através de imagens tridimensionais da sua superfície.</figcaption></figure><p>Estas <strong>imagens ajudaram os investigadores a selecionar uma área adequada para recolher as amostras</strong>. A missão tinha previsto regressar à Terra a 24 de setembro de 2023 com “material intocado de Bennu: rochas e poeira recolhidas da superfície do asteróide em 2020”. Segundo a NASA, este material poderia proporcionar “uma janela para há 4,5 mil milhões de anos, quando o Sol e os planetas se estavam a formar”.</p><p>Bennu também desperta interesse pelo risco que representa para o nosso planeta. A NASA classifica-o entre os asteroides potencialmente perigosos e aponta para uma <strong>possibilidade relativamente elevada de impacto no final do século XXII</strong>. Por isso, conhecer as suas características físicas e químicas “será fundamental no caso de se trabalhar para mitigar uma possível colisão”.</p><h2>O doutoramento de Brian May e o seu regresso à astrofísica</h2><p>A investigação de May sobre a nuvem de poeira zodiacal culminou numa tese intitulada “Uma análise das velocidades radiais na nuvem de poeira zodiacal”. O <strong>trabalho permitiu estudar a distribuição e o comportamento da poeira interplanetária dentro do Sistema Solar</strong>. Em 2007, obteve finalmente o doutoramento em Astrofísica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/brian-may-guitarrista-de-la-banda-queen-y-doctor-en-astrofisica-colaboro-con-la-nasa-en-su-primera-mision-a-pluton-1791189960467.jpg" data-image="t5b8e0umea4m" alt="Brian May" title="Brian May"><figcaption>Brian May, guitarrista dos Queen e doutorado em astrofísica, colaborou com a NASA nas missões a Plutão e ao asteroide Bennu. Imagem: Getty / NASA.</figcaption></figure><p><strong>A sua atividade científica não terminou com a obtenção do título</strong>. Juntamente com Dante Lauretta, especialista em ciências planetárias da Universidade do Arizona e investigador principal da OSIRIS-REx, <strong>p</strong><strong>reparou um livro dedicado a Bennu</strong>. A obra reúne imagens tridimensionais estereoscópicas e dados obtidos durante a missão, com o objetivo de apresentar o asteroide tanto a investigadores como a leitores sem formação científica.</p><p>Lauretta recordou a sua relação com May no prefácio: “O Brian e eu trocámos mensagens sobre a missão e a minha cidade natal, Tucson, no Arizona, onde ele tinha passado algum tempo”. A mesma explicou ainda: “Eu era, claro, uma grande fã da sua música, e o facto de ter contacto com um dos heróis da minha infância foi algo incrível”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767097" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/plutao-podera-recuperar-o-seu-estatuto-de-planeta-no-sistema-solar-o-diretor-da-nasa-reabre-o-debate.html" title="Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate">Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/plutao-podera-recuperar-o-seu-estatuto-de-planeta-no-sistema-solar-o-diretor-da-nasa-reabre-o-debate.html" title="Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pluton-podria-volver-a-ser-planeta-la-nasa-reabre-el-debate-1777885919279_320.jpeg" alt="Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate"></a></article></aside><p>A história de Brian May une, assim, dois caminhos que começaram a separar-se nos anos 70 e voltaram a encontrar-se décadas mais tarde.<strong> Os Queen marcaram a sua vida profissional, mas a física e a astronomia continuaram a fazer parte das suas atividades</strong>, levando-o a trabalhar com investigadores da NASA em Plutão e Bennu.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/brian-may-guitarrista-da-banda-queen-e-doutorado-em-astrofisica-colaborou-com-a-nasa-na-sua-primeira-missao-a-plutao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 6 ºC acima da média: as temperaturas deverão subir em Portugal Continental a partir de quinta-feira (8)]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-6-c-acima-da-media-as-temperaturas-deverao-subir-em-portugal-continental-a-partir-de-quinta-feira.html</link><pubDate>Wed, 07 Oct 2026 08:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Segundo a mais recente atualização dos nossos mapas, é expectável que as temperaturas voltem a subir a partir de amanhã, em boa parte do continente. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbj74gu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbj74gu.jpg" id="xbj74gu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As anomalias térmicas positivas, ou valores acima da média, deverão regressar ao país em breve. O dia de hoje, especialmente a tarde, deverá contar com <strong>valores entre 1 ºC a 2 ºC abaixo do expectável para a época na maior parte da nossa geografia continental</strong>. Os distritos de Braga, Vila Real e Faro deverão ser os únicos onde valores acima da média até 2 ºC são esperados. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Assim, a previsão atual indica temperaturas máximas entre os 18 ºC na Guarda e os 25 ºC em Lisboa. Estes <strong>valores deverão aumentar a partir de amanhã</strong>, quinta-feira.</p><h2>As anomalias térmicas positivas deverão intensificar-se à medida que os dias passam</h2><p>A<strong> subida dos termómetros esperada para amanhã já trará valores acima da média </strong>numa boa fatia do território continental, com <strong>exceção do Nordeste Transmontano e Beira Alta</strong>, onde as temperaturas poderão ser de até 3 ºC abaixo da média, de acordo com a normal climatológica de referência. Já os valores acima da média mais pronunciados poderão registar-se em Lisboa, com valores até 4 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-6-c-acima-da-media-as-temperaturas-deverao-subir-a-partir-de-quinta-feira-1791325378889.jpg" data-image="0luccomlbe38" alt="anomalia de temperatura" title="anomalia de temperatura"><figcaption>Até domingo, dia 11, as anomalias térmicas positivas deverão ganhar terreno em Portugal Continental. Além disso, poderão registar-se até 6 ºC acima da média. º</figcaption></figure><p>Na sexta, <strong>a área abrangida pelas anomalias térmicas positivas tornar-se-á menor, ainda que continue a prevalecer face à área de anomalias negativas</strong>. Neste dia, esperam-se temperaturas abaixo da média (até 2 ºC) ao longo da faixa interior, entre Bragança e Évora. O restante território contará com valores entre 1 ºC a 4 ºC acima da normal climatológica.</p><h2>Fim de semana poderá contar com valores acima da média em praticamente todo o país</h2><p>Sábado <strong>poderá registar uma subida das temperaturas mais abrangente, levando as anomalias térmicas positivas a ganharem terreno</strong>. Desta forma, esperam-se valores entre 1 ºC a 4 ºC acima da média em todo o continente, com exceção de uma pequena parcela da faixa litoral entre os distritos do Porto e Leiria, onde poderão registar-se temperaturas cerca de 1 ºC a 2 ºC abaixo da média.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792136" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-regressa-a-madeira-enquanto-o-anticiclone-domina-nos-acores-ate-ao-fim-de-semana-eis-a-previsao-para-as-ilhas.html" title="Chuva regressa à Madeira, enquanto o anticiclone domina nos Açores até ao fim de semana; eis a previsão para as ilhas">Chuva regressa à Madeira, enquanto o anticiclone domina nos Açores até ao fim de semana; eis a previsão para as ilhas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-regressa-a-madeira-enquanto-o-anticiclone-domina-nos-acores-ate-ao-fim-de-semana-eis-a-previsao-para-as-ilhas.html" title="Chuva regressa à Madeira, enquanto o anticiclone domina nos Açores até ao fim de semana; eis a previsão para as ilhas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-regressa-a-madeira-enquanto-o-anticiclone-domina-nos-acores-ate-ao-fim-de-semana-eis-a-previsao-para-as-ilhas-1791299213105_320.jpg" alt="Chuva regressa à Madeira, enquanto o anticiclone domina nos Açores até ao fim de semana; eis a previsão para as ilhas"></a></article></aside><p>No domingo, e tal como podemos observar no mapa acima, o cenário será idêntico ao de sábado, com apenas uma pequena porção do litoral a registar valores abaixo da média. No entanto,<strong> é esperado que os valores acima do esperado se intensifiquem, podendo chegar até aos 6 ºC de desvio positivo</strong>, face à temperatura esperada para a época do ano. Neste dia, as temperaturas máximas poderão ser compreendidas entre os 18 ºC em Viana do Castelo e os 27 ºC em Beja. No entanto, e tendo em conta a distância temporal, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-6-c-acima-da-media-as-temperaturas-deverao-subir-em-portugal-continental-a-partir-de-quinta-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Angelina Jolie adquiriu 39 hectares no Camboja e protegeu uma floresta 1.500 vezes maior contra a caça ilegal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/angelina-jolie-adquiriu-39-hectares-no-camboja-e-protegeu-uma-floresta-1-500-vezes-maior-contra-a-caca-ilegal.html</link><pubDate>Wed, 07 Oct 2026 07:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Em 2003, a atriz vencedora de um Óscar comprou uma propriedade no Camboja. Aquele terreno acabou por estar ligado a um projecto de conservação muito maior: a proteção de Samlaut, uma floresta de quase 61 mil hectares onde sobrevivem elefantes, pangolins e outras espécies ameaçadas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/angelina-jolie-adquirio-39-hectareas-en-camboya-y-protegio-un-bosque-1-500-veces-mayor-frente-a-la-caza-furtiva-1791242502109.png" data-image="qdlu1uh9tq4s"><figcaption>Angelina Jolie e o filho Maddox na zona florestal de Samlaut, no Camboja. Fundação Maddox.</figcaption></figure><p>A história de Angelina Jolie no Camboja começou com uma propriedade de dimensões relativamente modestas e acabou por estar ligada a um dos projetos de conservação mais ambiciosos da atriz. Em 2003, Jolie adquiriu uma casa rodeada por cerca de 39 hectares de terreno na província de Battambang, no noroeste do país. Anos mais tarde, <strong>a organização por ela criada assumiria um papel na proteção de uma área florestal quase 1.500 vezes maior</strong>.</p><p>Esse território é a Área de Uso Múltiplo de Samlout, uma<strong> extensa zona florestal que abrange atualmente cerca de 60.994 hectares </strong>entre as províncias de Battambang e Pailin, perto da fronteira com a Tailândia. Não é que Jolie tenha comprado esta floresta; aliás, a sua fundação — a Maddox Foundation — participa há anos na sua <strong>conservação em parceria com as autoridades e as comunidades locais</strong>. </p><h2>De Tomb Raider ao compromisso com o Camboja</h2><p>A relação de Angelina Jolie com o país asiático remonta ao ano 2000, quando viajou para lá para filmar <em>Lara Croft: Tomb Raider</em>. A experiência teve um impacto pessoal significativo. Um ano depois, <strong>regressou como parte do seu trabalho com o ACNUR e, em 2003, iniciou o projeto</strong> que mais tarde se tornaria a Maddox Foundation, em homenagem ao seu filho adotivo, nascido no Camboja.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/angelina-jolie-adquirio-39-hectareas-en-camboya-y-protegio-un-bosque-1-500-veces-mayor-frente-a-la-caza-furtiva-1791243769827.png" data-image="9bzlbavj1k1g"><figcaption>Capacitação dos apicultores locais nas florestas que rodeiam Samlaut. Fundação Maddox.</figcaption></figure><p>Nos seus primeiros anos, o projeto centrou-se nas comunidades rurais que ainda sofriam as consequências de décadas de conflito territorial com a Tailândia. Uma das prioridades foi a remoção de minas terrestres. À medida que esta ameaça diminuiu, <strong>o trabalho foi alargado para incluir a conservação ambiental, a educação, a saúde e o desenvolvimento de meios de subsistência sustentáveis</strong>.</p><p>Em 2006, ocorreu uma das grandes mudanças: a organização começou a assumir a responsabilidade de contribuir para a proteção da floresta de Samlaut; para tal, os <strong>moradores da região foram treinados e contratados como guardas-florestais</strong> para patrulhar o território e combater o abate ilegal de árvores e a caça furtiva. </p><h2>Elefantes, pangolins e uma biodiversidade ameaçada</h2><p>O interesse por Samlaut não se explica apenas pela sua extensão. A floresta <strong>preserva uma biodiversidade especialmente valiosa</strong>, com espécies ameaçadas como o elefante-asiático e o pangolim-malaio, além do dhole, do urso-negro-asiático e do gaur.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/angelina-jolie-adquirio-39-hectareas-en-camboya-y-protegio-un-bosque-1-500-veces-mayor-frente-a-la-caza-furtiva-1791243583811.jpg" data-image="5vcv7u8g6n6t"><figcaption>O pangolim, vítima da caça ilegal no Camboja, é uma das principais espécies ameaçadas do país asiático.</figcaption></figure><p>Um estudo realizado pela Fauna & Flora em parceria com o Ministério do Ambiente do Camboja, com o financiamento da fundação, utilizou <strong>câmaras e outros métodos para estudar a fauna da região</strong>. O trabalho permitiu documentar inúmeras espécies de mamíferos e aves e localizar animais especialmente difíceis de observar. </p><p><strong>A presença destes animais transforma a floresta num importante refúgio</strong> numa região onde a perda de habitat e a pressão humana continuam a ser graves ameaças.</p><h2>Milhares de armadilhas continuam a ameaçar a fauna</h2><p><strong>A caça ilegal no Camboja continua a ser um dos principais problemas para a conservação da fauna</strong>, especialmente a que é realizada com armadilhas de arame, que são difíceis de detetar e podem permanecer ocultas na vegetação, capturando animais de diferentes tamanhos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/angelina-jolie-adquirio-39-hectareas-en-camboya-y-protegio-un-bosque-1-500-veces-mayor-frente-a-la-caza-furtiva-1791243930933.jpg" data-image="1h5ubwv00y5y"><figcaption>Exemplar de um elefante-asiático numa floresta do Camboja.</figcaption></figure><p>A Fundação Maddox informa que as suas equipas de vigilância continuam a <strong>realizar patrulhamentos em conjunto com as autoridades cambojanas</strong>. Ao longo de 2025, segundo dados da organização, foram<strong> retirados aproximadamente 7.800 metros de arame utilizado em armadilhas</strong> durante as atividades de vigilância. </p><p>Os guardas florestais utilizam também câmaras para identificar quais as espécies que permanecem na floresta e <strong>detetar as áreas que necessitam de vigilância mais intensa</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786832" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/recifes-artificiais-ajudam-a-preservar-biodiversidade-na-madeira-mas-nao-substituem-os-naturais.html" title="Recifes artificiais ajudam a preservar biodiversidade na Madeira, mas não substituem os naturais">Recifes artificiais ajudam a preservar biodiversidade na Madeira, mas não substituem os naturais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/recifes-artificiais-ajudam-a-preservar-biodiversidade-na-madeira-mas-nao-substituem-os-naturais.html" title="Recifes artificiais ajudam a preservar biodiversidade na Madeira, mas não substituem os naturais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/recifes-artificiais-ajudam-a-preservar-biodiversidade-na-madeira-mas-nao-substituem-os-naturais-1788368458273_320.jpg" alt="Recifes artificiais ajudam a preservar biodiversidade na Madeira, mas não substituem os naturais"></a></article></aside><p>A própria fundação explica que trabalha atualmente com o governo para<strong> reforçar a aplicação da legislação ambiental</strong>, a educação das comunidades e a proteção dos recursos naturais. </p><h2>Proteger a floresta significa também proteger os seus habitantes</h2><p>Outro elemento que diferencia o projeto é a <strong>aposta em envolver as comunidades locais</strong>. Dificilmente a conservação se pode manter a longo prazo se aqueles que vivem em redor das áreas protegidas não dispuserem de alternativas económicas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/angelina-jolie-adquirio-39-hectareas-en-camboya-y-protegio-un-bosque-1-500-veces-mayor-frente-a-la-caza-furtiva-1791243410717.png" data-image="qgjt9ksa7a6c"><figcaption>Munichan Kung, diretor nacional da fundação, a realizar trabalhos de reflorestação. Fundação Maddox.</figcaption></figure><p>Por isso, a organização desenvolveu <strong>programas de agricultura sustentável, reflorestação e apicultura</strong>. O programa de produção de mel visa proporcionar rendimentos adicionais aos agricultores e reduzir determinadas práticas prejudiciais para o ambiente. </p><p>Em 2025, os <strong>apicultores ligados ao projeto produziram 1.392 litros de mel</strong>, segundo dados da fundação, o que contribuiu para a saúde da economia local.<br> </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Fundaci%C3%B3n%20Maddox" data-year="2026" data-title="Nuestra%20historia" data-url="https%3A%2F%2Fwww.maddox.foundation%2F">Fundación Maddox. (2026). <a href="https://www.maddox.foundation/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Nuestra historia</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/angelina-jolie-adquiriu-39-hectares-no-camboja-e-protegeu-uma-floresta-1-500-vezes-maior-contra-a-caca-ilegal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal prepara-se para uma recuperação das temperaturas: quinta-feira poderá trazer subidas de cerca de 4 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-prepara-se-para-uma-recuperacao-das-temperaturas-quinta-feira-podera-trazer-subidas-de-cerca-de-4-c.html</link><pubDate>Wed, 07 Oct 2026 06:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas deverão recuperar nos próximos dias em Portugal continental, sobretudo na quinta-feira. Em algumas regiões, os termómetros poderão subir cerca de 4 ºC, num cenário marcado também por amplitudes térmicas acentuadas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbj0w5m"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbj0w5m.jpg" id="xbj0w5m"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois de uma quarta-feira marcada por temperaturas relativamente frescas em várias regiões, sobretudo no Norte e Centro, <strong>os termómetros deverão recuperar nos próximos dias em Portugal continental</strong>. A subida será particularmente evidente durante a quinta-feira, segundo a previsão do modelo europeu (ECMWF).</p><p>Esta recuperação não será, contudo, uniforme em todo o território. Algumas regiões poderão registar diferenças de <strong>cerca de 4 ºC em apenas 24 horas</strong>, enquanto as manhãs relativamente frescas deverão favorecer amplitudes térmicas consideráveis.</p><h2>Quarta-feira ainda terá temperaturas relativamente frescas no Norte e Centro</h2><p>Durante a tarde desta quarta-feira, as temperaturas deverão ficar geralmente entre os <strong>20 e os 25 ºC</strong> em grande parte do território. No Norte e Centro, algumas áreas do interior poderão mesmo permanecer ligeiramente abaixo dos 20 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-temperaturas-vao-recuperar-em-portugal-termometros-poderao-subir-cerca-de-4-c-e-a-amplitude-termica-sera-acentuada-1791293196919.jpg" data-image="49yeo3ss5nry" alt="Quarta-feira ainda terá temperaturas relativamente frescas em várias regiões" title="Quarta-feira ainda terá temperaturas relativamente frescas em várias regiões"><figcaption>O ECMWF prevê temperaturas geralmente entre os 20 e os 25 ºC durante a tarde, com valores ligeiramente inferiores em algumas áreas do interior Norte e Centro.</figcaption></figure><p>O cenário será um pouco mais ameno junto ao vale do Tejo e no Sul, onde os valores deverão aproximar-se dos <strong>25 ºC</strong>. Ainda assim, será a partir de quinta-feira que a recuperação térmica se tornará mais evidente.</p><h2>Quinta-feira poderá trazer uma subida próxima dos 4 ºC</h2><p>Em apenas 24 horas, os termómetros deverão subir de forma significativa em algumas regiões. <strong>Coimbra, Leiria, Santarém e Lisboa</strong> surgem entre as zonas onde a recuperação será mais evidente, com diferenças próximas dos <strong>4 ºC</strong> relativamente à tarde anterior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-temperaturas-vao-recuperar-em-portugal-termometros-poderao-subir-cerca-de-4-c-e-a-amplitude-termica-sera-acentuada-1791293296943.jpg" data-image="co92ngipf3rx" alt="Quinta-feira trará uma recuperação evidente das temperaturas" title="Quinta-feira trará uma recuperação evidente das temperaturas"><figcaption>As temperaturas poderão aproximar-se dos 30 ºC no vale do Tejo, enquanto várias regiões do Centro deverão registar uma subida relativamente à tarde de quarta-feira.</figcaption></figure><p>No vale do Tejo, os termómetros poderão aproximar-se dos <strong>30 ºC</strong>, enquanto Coimbra e Leiria deverão rondar os <strong>25 ºC</strong>. No Norte, a recuperação será mais moderada, mantendo-se temperaturas geralmente pouco acima dos 20 ºC.</p><p>Esta subida estará associada a condições mais estáveis e à influência anticiclónica, favorecendo maior aquecimento durante o período diurno.</p><h2>Manhãs frescas vão contrastar com tardes bastante mais amenas</h2><p>Apesar da recuperação das temperaturas durante a tarde, as primeiras horas do dia continuarão relativamente frescas, sobretudo no interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-temperaturas-vao-recuperar-em-portugal-termometros-poderao-subir-cerca-de-4-c-e-a-amplitude-termica-sera-acentuada-1791293346486.jpg" data-image="f1ckfbfok38f" alt="Quinta-feira começará fresca antes de uma subida acentuada dos termómetros" title="Quinta-feira começará fresca antes de uma subida acentuada dos termómetros"><figcaption>Durante a manhã, grande parte do território deverá registar valores entre aproximadamente 10 e 15 ºC, antes de uma subida expressiva durante a tarde.</figcaption></figure><p>Em zonas como <strong>Coimbra e Santarém</strong>, a diferença entre a manhã e a tarde poderá aproximar-se dos <strong>14 ºC</strong>. Também noutras regiões do interior deverão verificar-se amplitudes térmicas superiores a 10 ºC.</p><p>Será, portanto, um daqueles dias em que o ambiente relativamente fresco das primeiras horas dará lugar a uma tarde consideravelmente mais amena.</p><h2>Sexta-feira mantém temperaturas amenas, mas com algumas diferenças regionais</h2><p>Na sexta-feira, não deverá ocorrer uma nova subida generalizada. Pelo contrário, <strong>algumas regiões poderão registar uma ligeira descida relativamente a quinta-feira</strong>, embora as temperaturas permaneçam acima das previstas para quarta-feira em vários pontos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792123" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-das-tendencias-de-chuva-e-temperatura-ate-dezembro-em-portugal-mapas-das-anomalias-previstas-pelo-ecmwf.html" title="Previsão das tendências de chuva e temperatura até dezembro em Portugal: mapas das anomalias previstas pelo ECMWF ">Previsão das tendências de chuva e temperatura até dezembro em Portugal: mapas das anomalias previstas pelo ECMWF </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-das-tendencias-de-chuva-e-temperatura-ate-dezembro-em-portugal-mapas-das-anomalias-previstas-pelo-ecmwf.html" title="Previsão das tendências de chuva e temperatura até dezembro em Portugal: mapas das anomalias previstas pelo ECMWF "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-das-tendencias-de-chuva-e-temperatura-ate-dezembro-em-portugal-mapas-das-anomalias-previstas-pelo-ecmwf-1791290407681_320.jpg" alt="Previsão das tendências de chuva e temperatura até dezembro em Portugal: mapas das anomalias previstas pelo ECMWF "></a></article></aside><p>O padrão das anomalias mostra ainda um território dividido. Enquanto algumas <strong>áreas do litoral Centro e Sul deverão apresentar temperaturas acima do habitual</strong>, partes do interior permanecerão próximas ou ligeiramente abaixo da média climatológica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-temperaturas-vao-recuperar-em-portugal-termometros-poderao-subir-cerca-de-4-c-e-a-amplitude-termica-sera-acentuada-1791296351116.jpg" data-image="h1uswm01eb77" alt="Sexta-feira terá fortes contrastes nas anomalias de temperatura" title="Sexta-feira terá fortes contrastes nas anomalias de temperatura"><figcaption>Algumas zonas do litoral poderão registar temperaturas acima da média, enquanto no interior os valores deverão permanecer próximos ou ligeiramente abaixo do habitual.</figcaption></figure><p> A recuperação térmica dos próximos dias será, assim, <strong>mais evidente entre quarta e quinta-feira</strong>, sem representar um aquecimento uniforme em todo o país. As manhãs continuarão relativamente frescas, mantendo diferenças significativas entre as temperaturas matinais e as registadas durante a tarde. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-prepara-se-para-uma-recuperacao-das-temperaturas-quinta-feira-podera-trazer-subidas-de-cerca-de-4-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Neste outono, os portugueses estão a descobrir um novo lado de Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/neste-outono-os-portugueses-estao-a-descobrir-um-novo-lado-de-portugal.html</link><pubDate>Wed, 07 Oct 2026 05:02:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p> Adeus, praia? Guarda, Castelo Branco e Odemira estão entre os destinos que mais crescem nas pesquisas dos portugueses para o outono de 2026.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/neste-outono-os-portugueses-estao-a-descobrir-um-novo-lado-de-portugal-1791140420660.jpg" data-image="w70ztb02h4bv" alt="Portugal" title="Portugal"><figcaption>Conheça os destinos que estão a ganhar terreno nas viagens dos portugueses neste outono. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>O outono em Portugal começou marcado pela <strong>instabilidade</strong>. Ora tivemos dias de muito calor, ora a chuva e as trovoadas apareceram quando menos se esperava.</p><p>Seja qual for o estado do tempo, uma coisa parece não mudar: <strong>os portugueses continuam a ter vontade de sair de casa</strong> e de aproveitar os dias livres. Só que, desta vez, a tendência é outra.</p><p> Se, em tempos, a vontade da maioria era aproveitar os últimos raios de sol nas praias mais conhecidas, ou explorar as cidades mais movimentadas, a vontade mudou. </p><div class="texto-destacado">Depois de meses em que a palavra “férias” parece quase obrigatoriamente vir acompanhada de praia, o outono está a mudar o cenário. À medida que os dias ficam mais curtos e as temperaturas começam a baixar, os portugueses parecem estar mais interessados em trocar a toalha de praia por trilhos, casas de campo e fins de semana longe da confusão.</div><p>“Os dados internos da Airbnb sobre pesquisas para o outono de 2026 revelam uma <strong>vontade crescente entre os portugueses de explorar o país para lá do litoral e dos destinos mais tradicionais</strong>”, lê-se num artigo divulgado pela própria plataforma de reservas de alojamento. “O interior, da Guarda a Castelo Branco, passando pelo Alentejo, surge entre as regiões com maior crescimento de procura, ao lado de destinos já consolidados como o Algarve.”</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791805" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-gota-fria-ainda-vai-influenciar-portugal-chuva-e-trovoadas-antes-de-uma-mudanca-no-tempo-ate-sexta-feira.html" title="A gota fria ainda vai influenciar Portugal: chuva e trovoadas antes de uma mudança no tempo até sexta-feira">A gota fria ainda vai influenciar Portugal: chuva e trovoadas antes de uma mudança no tempo até sexta-feira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-gota-fria-ainda-vai-influenciar-portugal-chuva-e-trovoadas-antes-de-uma-mudanca-no-tempo-ate-sexta-feira.html" title="A gota fria ainda vai influenciar Portugal: chuva e trovoadas antes de uma mudança no tempo até sexta-feira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-gota-fria-ainda-vai-influenciar-portugal-chuva-e-trovoadas-antes-de-uma-mudanca-no-tempo-ate-sexta-feira-1791117302339_320.jpg" alt="A gota fria ainda vai influenciar Portugal: chuva e trovoadas antes de uma mudança no tempo até sexta-feira"></a></article></aside><p>“As tendências de viagem para este outono mostram o potencial do interior de Portugal: <strong>Guarda e Castelo Branco</strong> lideram o crescimento nas pesquisas, com Odemira a figurar entre os destinos que mais crescem tanto para a Geração Z como para os Millennials. Abrir estas regiões ao turismo é uma oportunidade de crescimento e descentralização que beneficia as economias locais ao mesmo tempo que alivia a pressão sobre os destinos mais procurados”, afirma Jaime Rodríguez de Santiago, Diretor-Geral para Espanha e Portugal da Airbnb Marketing Services SL, citado no mesmo comunicado.</p><p>A comparação feita pela plataforma considera as pesquisas realizadas no segundo trimestre de 2026 para <strong>estadias entre 1 de setembro e 30 de novembro</strong>, face às pesquisas do mesmo período de 2025 para estadias entre 2 de setembro e 1 de dezembro. Ou seja, não significa que três quartos dos portugueses tenham decidido ir para a Guarda ou Castelo Branco. Significa que <strong>o interesse por estes destinos cresceu mais de 75% na plataforma</strong>.</p><h2>O turismo rural regista o maior crescimento da época</h2><p>Falou-se de Guarda e de Castelo Branco, mas elas não estão sozinhas nesta subida. <strong>Portalegre, Viseu e Évora</strong> também aparecem entre os destinos rurais portugueses com maior crescimento de procura para os próximos meses. Beja junta-se ainda a esta tendência.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/neste-outono-os-portugueses-estao-a-descobrir-um-novo-lado-de-portugal-1791140589741.jpg" data-image="vwzqauo7327l" alt="Viseu" title="Viseu"><figcaption>Viseu faz parte dos destinos rurais em maior crescimento. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>A preferência por estes lugares encaixa numa mudança que já vinha a dar sinais de crescimento. Os dados oficiais do Turismo de Portugal mostram que o Turismo no Espaço Rural e o Turismo de Habitação registaram, em 2025, <strong>aumentos tanto na oferta como na procura</strong>. Nesse ano, esta modalidade recebeu cerca de 1,5 milhões de hóspedes, responsáveis por 3,3 milhões de dormidas. Face a 2024, o número de hóspedes cresceu 6,7% e as dormidas 6,9%.</p><div class="texto-destacado">Há, por isso, mais portugueses (e também visitantes estrangeiros) a descobrir que uma escapadinha não precisa de incluir filas para estacionar, praias cheias ou uma agenda com dez coisas para fazer antes do almoço.</div><p>Afinal, no interior, a proposta é outra. Há serras, aldeias, rios, percursos pedestres, gastronomia regional e alojamentos que permitem fazer precisamente aquilo que muitas vezes fica esquecido durante o resto do ano. O quê? Não fazer grande coisa.</p><p>E isso pode ser especialmente apelativo no outono. É que esta estação traz <strong>temperaturas geralmente mais agradáveis para caminhadas</strong> e passeios do que os meses mais quentes, enquanto a menor pressão turística permite conhecer alguns destinos com mais calma. A própria Airbnb tem identificado esta procura por viagens nacionais, rurais e de proximidade ao longo de 2026. </p><h2>Os mais novos querem natureza, mas o Algarve não sai de cena</h2><p>A geração mais jovem parece estar a contribuir para esta mudança. Entre a Geração Z portuguesa, <strong>Loulé (no Algarve) continua a ser o destino com maior crescimento</strong>, mas Odemira (no Alentejo), Terras de Bouro e Vieira do Minho (ambos em Braga) também aparecem entre os locais que mais despertam interesse.</p><div class="texto-destacado">Esta parece ser uma combinação curiosa: o Algarve continua a chamar, mas já não é preciso ficar junto à praia para ter uma escapadinha com sucesso. </div><p>Já Odemira, em particular, surge como um dos casos mais interessantes deste outono. O município aparece tanto entre os destinos em crescimento para a Geração Z como entre os que estão a ganhar força junto dos Millennials.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790160" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esqueca-os-destinos-de-sempre-estes-10-lugares-vao-dar-que-falar-em.html" title="Esqueça os destinos de sempre: estes 10 lugares vão dar que falar em 2027">Esqueça os destinos de sempre: estes 10 lugares vão dar que falar em 2027</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esqueca-os-destinos-de-sempre-estes-10-lugares-vao-dar-que-falar-em.html" title="Esqueça os destinos de sempre: estes 10 lugares vão dar que falar em 2027"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esqueca-os-destinos-de-sempre-estes-10-lugares-vao-dar-que-falar-em-1790191289558_320.jpg" alt="Esqueça os destinos de sempre: estes 10 lugares vão dar que falar em 2027"></a></article></aside><p>Aliás, estes últimos também continuam a olhar para o Algarve. Vila Real de Santo António e Portimão estão entre os destinos com maior crescimento de procura neste grupo, mas Odemira (Alentejo) e Alcobaça (Leiria) mostram que<strong> há vontade de experimentar alternativas</strong>.</p><p><strong>Nas famílias, a história é diferente</strong>. “Entre os viajantes portugueses que viajam com crianças, o Algarve continua a ser a escolha inequívoca para o outono”, nota a plataforma. “O distrito de Faro lidera com um crescimento muito acentuado da procura, confirmando a região como destino preferido para férias em família fora da época alta de verão.”</p><p>Parece que, apesar de as tendências mudarem, a possibilidade de prolongar uns dias de verão junto ao mar continua a ser difícil de ignorar.</p><h2>Uma escapadinha pode ser tudo o que é preciso</h2><p>Mais do que uma fuga definitiva dos destinos tradicionais, os dados parecem apontar para uma<strong> diversificação das viagens</strong>. E isso faz sentido numa altura em que as escapadinhas curtas ganham importância.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/neste-outono-os-portugueses-estao-a-descobrir-um-novo-lado-de-portugal-1791140861491.jpg" data-image="s9kugwauwgj0" alt="Portugal" title="Portugal"><figcaption>Faz parte desta tendência? Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Em vez de guardar os dias de férias todos para o verão, há cada vez mais espaço para aproveitar um fim de semana prolongado ou dois ou três dias para conhecer uma região diferente. </p><div class="texto-destacado">É uma forma de viajar que também permite escolher destinos mais próximos de casa e reduzir o tempo passado em deslocações.</div><p>O próprio Turismo de Portugal lançou este ano a campanha “Não Procures Mais Longe. Encontra o teu país”, precisamente com o objetivo de incentivar os portugueses a<strong> redescobrir destinos nacionais</strong> e experiências que estão mais perto do que muitas vezes se pensa.</p><p>E talvez seja essa a verdadeira tendência do outono de 2026: não deixar de ir para o Algarve, nem abandonar as cidades, mas perceber que Portugal tem muito mais opções quando chega a altura de marcar uma escapadinha.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Airbnb" data-year="2026" data-title="Portugueses%20procuram%20natureza%2C%20autenticidade%20e%20escapadinhas%20de%20outono" data-url="https%3A%2F%2Fnews.airbnb.com%2Fpt%2Fportugueses-procuram-natureza-autenticidade-e-escapadinhas-de-outono">Airbnb. (2026). <a href="https://news.airbnb.com/pt/portugueses-procuram-natureza-autenticidade-e-escapadinhas-de-outono" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Portugueses procuram natureza, autenticidade e escapadinhas de outono</a>.</cite><br><cite data-author="Turismo%20de%20Portugal" data-year="2026" data-title="Turismo%20no%20Espa%C3%A7o%20Rural%20e%20Turismo%20de%20Habita%C3%A7%C3%A3o%20registam%20crescimento%20em%202025" data-url="https%3A%2F%2Fwww.turismodeportugal.pt%2Fpt%2FNoticias%2FPaginas%2Fturismo-rural-habitacao-crescimento-2025.aspx%3Futm_source%3Dchatgpt.com">Turismo de Portugal. (2026). <a href="https://www.turismodeportugal.pt/pt/Noticias/Paginas/turismo-rural-habitacao-crescimento-2025.aspx?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Turismo no Espaço Rural e Turismo de Habitação registam crescimento em 2025</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/neste-outono-os-portugueses-estao-a-descobrir-um-novo-lado-de-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva regressa à Madeira, enquanto o anticiclone domina nos Açores até ao fim de semana; eis a previsão para as ilhas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-regressa-a-madeira-enquanto-o-anticiclone-domina-nos-acores-ate-ao-fim-de-semana-eis-a-previsao-para-as-ilhas.html</link><pubDate>Tue, 06 Oct 2026 15:38:57 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Enquanto a Madeira deverá contar com alguns episódios de chuva nos próximos dias, os Açores ficarão maioritariamente sob influência do anticiclone, embora não se descarte a possibilidade de alguns aguaceiros.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbj0whm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbj0whm.jpg" id="xbj0whm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal Continental está a atravessar uns dias de maior instabilidade, da qual se espera ter um fim próximo devido ao reforço do anticiclone dos Açores nos próximos dias. Este reforço poderá ainda contribuir para uma <strong>semana mais estável no arquipélago açoriano</strong>. No entanto, na Madeira o cenário poderá ser diferente.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>A mais recente atualização dos nossos mapas indica uma <strong>semana mais seca nos Açores</strong>, enquanto a <strong>Madeira poderá registar ocorrência de chuva</strong> em vários dias. </p><h2>Madeira contará com chuva quase todos os dias até domingo, dia 11</h2><p>Entre hoje e domingo, o arquipélago madeirense contará com vários períodos de chuva fraca a moderada. O dia de amanhã, quarta-feira, poderá registar <strong>chuva fraca, mas persistente, ao longo de várias horas</strong>, especialmente na Costa Norte da Ilha da Madeira. A instabilidade prevista para este arquipélago estará associada à influência de um cavado em altitude, que deverá favorecer movimentos ascendentes e a formação de aguaceiros ao longo dos próximos dias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-regressa-a-madeira-enquanto-o-anticiclone-domina-nos-acores-ate-ao-fim-de-semana-eis-a-previsao-para-as-ilhas-1791299213105.jpg" data-image="5sm2vnen56gd" alt="temperatura a 300 hpa" title="temperatura a 300 hpa"><figcaption>Ao longo dos próximos dias o arquipélago da Madeira deverá registar ocorrência de chuva fraca a moderada, enquanto os Açores deverão manter-se mais protegidos pelo anticiclone. Neste mapa, percebemos o cavado mencionado anteriormente, que contribuirá para a instabilidade na Madeira.</figcaption></figure><p>Esta tendência deverá manter-se no dia seguinte, com a quinta-feira a registar, de forma semelhante, ocorrência persistente de chuva fraca a moderada, também com maior expressão na Costa Norte, onde se espera uma <strong>acumulação de precipitação de cerca de 25 mm até domingo</strong>. </p><p>Contudo, é esperada uma trégua na mesma, onde a partir da madrugada de sexta-feira esta se deverá dissipar, ainda que não totalmente, não se descartando a<strong> possibilidade de aguaceiros fracos e dispersos durante a tarde do mesmo dia</strong>. Ainda assim, espera-se que sábado o dia seja seco e possa contar com céu parcialmente nublado. No domingo, a chuva fraca pode regressar durante as primeiras horas da tarde, dissipando-se logo em seguida.</p><h2>O anticiclone irá proteger os Açores, mas até quando?</h2><p>A semana começa com o anticiclone a Norte dos Açores, sendo expectável que nas próximas horas e até sexta-feira o mesmo comece a deslocar-se, mantendo-se bastante próximo deste arquipélago, de forma a <strong>impedir que a instabilidade mais expressiva chegue até ao mesmo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-regressa-a-madeira-enquanto-o-anticiclone-domina-nos-acores-ate-ao-fim-de-semana-eis-a-previsao-para-as-ilhas-1791300750245.jpg" data-image="o0r7l1yvzqvw" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>Entre domingo e segunda-feira, os Açores poderão ser atingidos por uma frente fria.</figcaption></figure><p>Ainda assim, a <strong>influência anticiclónica não significa ausência total de precipitação</strong>, uma vez que a presença de humidade e de pequenas perturbações na circulação poderá favorecer alguns aguaceiros pontuais, que é precisamente o que mostram os nossos mapas. No entanto, até ao início da tarde de domingo, as acumulações mais expressivas não deverão ultrapassar os 10 mm e podem registar-se no Grupo Ocidental.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792123" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-das-tendencias-de-chuva-e-temperatura-ate-dezembro-em-portugal-mapas-das-anomalias-previstas-pelo-ecmwf.html" title="Previsão das tendências de chuva e temperatura até dezembro em Portugal: mapas das anomalias previstas pelo ECMWF ">Previsão das tendências de chuva e temperatura até dezembro em Portugal: mapas das anomalias previstas pelo ECMWF </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-das-tendencias-de-chuva-e-temperatura-ate-dezembro-em-portugal-mapas-das-anomalias-previstas-pelo-ecmwf.html" title="Previsão das tendências de chuva e temperatura até dezembro em Portugal: mapas das anomalias previstas pelo ECMWF "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-das-tendencias-de-chuva-e-temperatura-ate-dezembro-em-portugal-mapas-das-anomalias-previstas-pelo-ecmwf-1791290407681_320.jpg" alt="Previsão das tendências de chuva e temperatura até dezembro em Portugal: mapas das anomalias previstas pelo ECMWF "></a></article></aside><p>Já na reta final da semana, entre domingo e segunda-feira, e como podemos observar no mapa acima, uma <strong>frente fria deverá alcançar os Açores</strong>, favorecida por uma configuração atmosférica que permitirá a progressão de sistemas frontais para latitudes mais baixas. A deslocação do anticiclone para sudeste contribuirá para deixar o arquipélago mais exposto à instabilidade atlântica. Desta forma, espera-se que <strong>até à madrugada de segunda-feira, os valores de acumulados de precipitação sejam bastante superiores</strong> aos do dia anterior, sendo que no <strong>Grupo Ocidental poderão ser de cerca de 45 a 50 mm</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-regressa-a-madeira-enquanto-o-anticiclone-domina-nos-acores-ate-ao-fim-de-semana-eis-a-previsao-para-as-ilhas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Borboletas mais bonitas recebem mais atenção, mas podem deixar outras espécies para trás]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/borboletas-mais-bonitas-recebem-mais-atencao-mas-podem-deixar-outras-especies-para-tras.html</link><pubDate>Tue, 06 Oct 2026 14:02:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Estudo internacional com participação de cientistas de Lisboa mostra que preferências estéticas humanas podem condicionar investigação e políticas de conservação.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/borboletas-mais-bonitas-recebem-mais-atencao-mas-podem-deixar-outras-especies-para-tras-1791291034257.jpg" data-image="wtwbyyx9lyxd" alt="borboleta-cauda-de-andorinha (Papilio machaon)" title="borboleta-cauda-de-andorinha (Papilio machaon)"><figcaption>A borboleta-cauda-de-andorinha (Papilio machaon), comum em Portugal, é avistada em parques, quintais e jardins urbanos. Foto: Dapporto et al., 2026 / Publicado originalmente em Current Biology</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Há <strong>borboletas</strong> que fazem parar quem passa. Outras podem partilhar o mesmo habitat e enfrentar ameaças semelhantes, recebendo, ainda assim, uma atenção mais reduzida. Isto não se deve a uma menor importância ecológica, mas sim ao facto de serem <strong>visualmente menos apelativas</strong> aos olhos humanos.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É esta preferência, aparentemente inofensiva, que um estudo internacional publicado na <em>Current Biology</em> identificou como um possível fator de enviesamento na investigação e na conservação das borboletas. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A investigação contou com a participação de <strong>Eduardo Marabuto</strong> e <strong>Tatiana Carina Moreira-Pinhal</strong>, investigadores do Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais (CE3C) da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/borboletas-mais-bonitas-recebem-mais-atencao-mas-podem-deixar-outras-especies-para-tras-1791291188373.jpg" data-image="34rkwpi0a20a" alt="borboleta azul-de-Chapman (Polyommatus thersites)" title="borboleta azul-de-Chapman (Polyommatus thersites)"><figcaption>O estado de conservação da borboleta azul-de-Chapman (Polyommatus thersites) é pouco preocupante na Lista Vermelha da IUCN. Foto: Dapporto et al., 2026 / Publicado originalmente em Current Biology</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A equipa cruzou resultados de um inquérito internacional sobre a perceção da beleza das borboletas europeias com dados sobre atenção pública, investigação científica e instrumentos de proteção da natureza. O inquérito reuniu mais de <strong>21 mil respostas </strong>provenientes de mais de <strong>100 países</strong>. </p><h2>A beleza no radar da ciência</h2><p>Os resultados apontam para uma <strong>associação consistente</strong> entre a beleza percecionada e a atenção dedicada a cada espécie. As borboletas consideradas mais bonitas tendem a ser mais <strong>observadas pelo público</strong> e mais <strong>estudadas pelos investigadores</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É aqui que surge o chamado <em>beauty bias</em>, ou enviesamento pela beleza. O termo descreve uma tendência segundo a qual as preferências estéticas humanas refletem-se, direta ou indiretamente, na forma como diferentes espécies são acompanhadas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O estudo não demonstra que ser bonita provoque automaticamente mais proteção. Mostra, sim, que a <strong>beleza está associada a padrões de atenção, investigação e conservação que se acumulam ao longo do tempo</strong>. Uma espécie muito fotografada gera mais observações. Uma espécie muito estudada gera mais conhecimento. Esse conhecimento pode, por sua vez, aumentar a probabilidade de continuar no centro das atenções.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="712252" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-ganham-as-borboletas-as-suas-cores-vamos-descobrir-o-que-nos-diz-a-ciencia.html" title="Como ganham as borboletas as suas cores? Vamos descobrir o que nos diz a ciência!">Como ganham as borboletas as suas cores? Vamos descobrir o que nos diz a ciência!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-ganham-as-borboletas-as-suas-cores-vamos-descobrir-o-que-nos-diz-a-ciencia.html" title="Como ganham as borboletas as suas cores? Vamos descobrir o que nos diz a ciência!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-ganham-as-borboletas-as-suas-cores-vamos-descobrir-o-que-nos-diz-a-ciencia-1748253523942_320.jpg" alt="Como ganham as borboletas as suas cores? Vamos descobrir o que nos diz a ciência!"></a></article></aside><p>A questão torna-se relevante porque a <strong>abundância de informação</strong> não coincide necessariamente com a <strong>urgência ecológica</strong>. Uma espécie pouco conhecida pode estar sujeita a riscos maiores sem despertar a mesma curiosidade.</p><h2>O efeito-borboleta nas regras de proteção</h2><p>Uma das conclusões mais surpreendentes surge quando os investigadores analisam instrumentos europeus de conservação. As <strong>espécies visualmente mais apelativas estão sobrerrepresentadas</strong> na Convenção de Berna e na Diretiva Habitats da União Europeia, dois mecanismos importantes para definir prioridades e orientar medidas de proteção. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os autores identificam aqui um padrão cumulativo. Decisões tomadas no passado podem influenciar a investigação e a conservação atuais. Se determinadas espécies entraram cedo nos instrumentos legais, passaram a atrair mais estudos, mais atenção e mais recursos, reforçando a sua posição.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O fenómeno ganha outra dimensão quando comparado com as <strong>Listas Vermelhas Europeias da IUCN</strong>. Nesse caso, os investigadores não encontraram uma representação desproporcionada das borboletas mais bonitas. Pelo contrário, espécies menos apelativas do ponto de vista visual também surgem entre as ameaçadas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/borboletas-mais-bonitas-recebem-mais-atencao-mas-podem-deixar-outras-especies-para-tras-1791291549454.jpg" data-image="c2ykjszkzwvk" alt="fritilária-mediterrânica (Euphydryas desfontainii)" title="fritilária-mediterrânica (Euphydryas desfontainii)"><figcaption>Apesar de, a nível global, a população da fritilária-mediterrânica (Euphydryas desfontainii) ser estável, em Portugal está em perigo.Foto: Dapporto et al., 2026 / Publicado originalmente em Current Biology</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A diferença sugere que avaliar o risco de desaparecimento com base em critérios ecológicos pode produzir uma imagem diferente daquela que resulta de <strong>prioridades históricas</strong> e preferências humanas.</p><h2>Também os dados têm olhos humanos</h2><p>Há outro problema escondido nas plataformas de ciência cidadã. Uma borboleta que chama a atenção tem maior probabilidade de ser fotografada, identificada e registada.</p><p>O iNaturalist é um dos exemplos apontados pelos autores. Os dados de plataformas semelhantes a esta são extremamente úteis para conhecer a distribuição das espécies, mas não devem ser encarados como isentos de subjetividade. Também <strong>refletem os lugares onde as pessoas vão, o que procuram </strong>e os organismos que despertam a sua curiosidade.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="347071" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-importancia-das-borboletas-na-natureza-ecossistema-alteracoes-climaticas.html" title="A importância das borboletas na natureza">A importância das borboletas na natureza</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-importancia-das-borboletas-na-natureza-ecossistema-alteracoes-climaticas.html" title="A importância das borboletas na natureza"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-importancia-das-borboletas-na-natureza-347071-1_320.png" alt="A importância das borboletas na natureza"></a></article></aside><p>Tatiana Carina Moreira-Pinhal alerta precisamente para este efeito. Os <strong>padrões de atenção </strong>dos utilizadores podem contaminar os dados que depois são usados em estudos científicos e em avaliações da evolução das populações.</p><p>Isso não significa que os <strong>registos</strong> sejam pouco fiáveis. Significa que precisam de ser <strong>interpretados com cuidado</strong>. A ausência de observações pode resultar de uma espécie ser difícil de encontrar ou simplesmente de despertar menos interesse.</p><h2>Usar a beleza para proteger mais</h2><p>Reconhecer este enviesamento não significa abandonar as espécies carismáticas. A <strong>beleza pode ser transformada numa ferramenta de conservação</strong>, desde que o seu alcance seja maior do que a própria espécie que desperta a atenção.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Uma borboleta muito apelativa pode tornar-se uma espécie-bandeira. Se partilhar habitat com outras, mais raras ou ameaçadas, proteger esse território pode beneficiar toda a comunidade.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A <strong>beleza</strong> deixa de ser apenas um critério de escolha. Pode ser uma <strong>porta de entrada</strong> para uma conservação mais abrangente. Não é preciso, portanto, escolher entre as borboletas que atraem o olhar e aquelas que mais precisam de proteção. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/borboletas-mais-bonitas-recebem-mais-atencao-mas-podem-deixar-outras-especies-para-tras-1791292100597.jpg" data-image="jlfh9tia4r6s" alt="Pseudochazara amymone" title="Pseudochazara amymone"><figcaption>A Pseudochazara amymone usa os tons castanhos para se camuflar em rochas calcárias e em solo seco. Está entre as espécies mais ameaçadas na Europa. Foto: Chris van Swaay/iNaturalist</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>O desafio está em fazer com que <strong>a atenção despertada pelas primeiras ajude a proteger também as segundas</strong>. E, para isso, é preciso começar por reconhecer que a natureza não vê a cara, mas sim o coração. Somos nós que o fazemos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Leonardo%20Dapporto%2C%20Nicolas%20Mouquet%2C%20Claudia%20Bruschini%2C%20Saad%20Arif%2C%20Simona%20Bonelli%2C%20Adele%20Bordoni%2C%20Federico%20Cappa%2C%20Tatiana%20Carina%20Moreira-Pinhal%2C%20Gioele%20Moro%2C%20et.%20al." data-year="" data-title="Beauty%20bias%20in%20butterfly%20research%20and%20conservation.%20Current%20Biology" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedirect.com%2Fscience%2Farticle%2Fpii%2FS0960982226009486%3Fvia%253Dihub">Leonardo Dapporto, Nicolas Mouquet, Claudia Bruschini, Saad Arif, Simona Bonelli, Adele Bordoni, Federico Cappa, Tatiana Carina Moreira-Pinhal, Gioele Moro, et. al.. <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0960982226009486?via%3Dihub" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Beauty bias in butterfly research and conservation. Current Biology</a>.</cite><br><cite data-author="Centro%20de%20Ecologia%2C%20Evolu%C3%A7%C3%A3o%20e%20Altera%C3%A7%C3%B5es%20Ambientais%20(CE3C)" data-year="" data-title="Why%20do%20we%20protect%20the%20most%20beautiful%20butterflies%3F" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ce3c.pt%2Fen%2Fmedia%2Fnews%2Fwhy-do-we-protect-the-most-beautiful-butterflies">Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais (CE3C). <a href="https://www.ce3c.pt/en/media/news/why-do-we-protect-the-most-beautiful-butterflies" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Why do we protect the most beautiful butterflies?</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/borboletas-mais-bonitas-recebem-mais-atencao-mas-podem-deixar-outras-especies-para-tras.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Previsão das tendências de chuva e temperatura até dezembro em Portugal: mapas das anomalias previstas pelo ECMWF ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-das-tendencias-de-chuva-e-temperatura-ate-dezembro-em-portugal-mapas-das-anomalias-previstas-pelo-ecmwf.html</link><pubDate>Tue, 06 Oct 2026 13:03:25 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As previsões sazonais do ECMWF apontam para mudanças significativas na chuva em Portugal até ao final do ano. Outubro poderá ser mais seco e quente do que o normal, enquanto novembro e dezembro apresentam uma tendência bastante mais chuvosa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-das-tendencias-de-chuva-e-temperatura-ate-dezembro-em-portugal-mapas-das-anomalias-previstas-pelo-ecmwf-1791290407681.jpg" data-image="nolhsn76s42r" alt="Previsão sazonal" title="Previsão sazonal"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-627458">As previsões sazonais do ECMWF apontam para uma mudança no padrão da precipitação nos últimos meses do ano. Novembro e dezembro poderão ser mais chuvosos do que o normal em grande parte de Portugal, com anomalias positivas particularmente expressivas em algumas regiões do norte.</figcaption></figure><p>As previsões sazonais do ECMWF antecipam mudanças importantes no comportamento da chuva em Portugal até ao final de 2026. Outubro poderá terminar mais seco e quente do que o habitual, mas novembro e dezembro apresentam um sinal praticamente oposto na precipitação, com tendência para meses mais chuvosos.</p><h2>O que significam estes mapas de anomalias?</h2><p>Antes de analisar a previsão, importa perceber o que representam estes mapas. Uma <strong>anomalia é a diferença entre o valor previsto e a média climatológica de referência</strong> para determinado período.</p><p>Por exemplo, uma anomalia de temperatura de +1,5 ºC significa que a <strong>temperatura média do mês</strong> poderá ficar 1,5 ºC acima do normal. Na precipitação, uma anomalia de -30 mm indica que o total mensal previsto poderá ficar cerca de 30 mm abaixo da média.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Estes mapas, portanto, <strong>não permitem prever o estado do tempo num determinado dia ou hora</strong>. Mostram tendências para o conjunto do mês e, tratando-se de uma previsão sazonal, a incerteza aumenta à medida que avançamos no horizonte temporal.</p><h2>Outubro poderá ser mais quente e seco</h2><p>Para outubro, o ECMWF prevê uma <strong>anomalia positiva da temperatura praticamente generalizada</strong>. Em grande parte do interior, a média mensal poderá situar-se cerca de <strong>1,5 ºC acima do normal</strong>, enquanto no litoral o desvio deverá ser geralmente mais moderado, próximo de +1 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-das-tendencias-de-chuva-e-temperatura-ate-dezembro-em-portugal-mapas-das-anomalias-previstas-pelo-ecmwf-1791289659209.jpg" data-image="e40lemn3e1uz" alt="Anomalia mensal da Temperatura" title="Anomalia mensal da Temperatura"><figcaption>Outubro apresenta uma tendência mais quente do que o normal em Portugal, com anomalias próximas de +1,5 ºC em várias regiões do interior.</figcaption></figure><p>Na precipitação, destaca-se um sinal contrário. Grande parte de Portugal apresenta tendência para um mês <strong>mais seco do que a média</strong>, sobretudo no Noroeste. Nas áreas representadas a castanho mais escuro, o défice mensal poderá aproximar-se dos <strong>20 a 30 mm</strong>, estendendo-se o sinal seco a grande parte do litoral.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-das-tendencias-de-chuva-e-temperatura-ate-dezembro-em-portugal-mapas-das-anomalias-previstas-pelo-ecmwf-1791289693970.jpg" data-image="nyuvnfwdbs1x" alt="Anomalia mensal da precipitação" title="Anomalia mensal da precipitação"><figcaption>A precipitação poderá ficar abaixo da média em outubro, sobretudo no Noroeste, onde o défice mensal poderá atingir cerca de 20 a 30 mm em algumas áreas.</figcaption></figure><p>Isto não significa, contudo, ausência de chuva, poderão ocorrer episódios de precipitação e, ainda assim, o acumulado no final do mês ficar abaixo do normal.</p><h2>Novembro traz uma inversão clara na tendência da chuva</h2><p>Em novembro, o cenário muda substancialmente. O ECMWF projeta <strong>anomalias positivas de precipitação em praticamente todo o território</strong>, sugerindo um mês tendencialmente mais chuvoso do que o habitual.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-das-tendencias-de-chuva-e-temperatura-ate-dezembro-em-portugal-mapas-das-anomalias-previstas-pelo-ecmwf-1791289794546.jpg" data-image="3h57z6ptlv9t" alt="Anomalia mensal da precipitação" title="Anomalia mensal da precipitação"><figcaption>Novembro poderá inverter completamente a tendência de outubro, com chuva acima da média em praticamente todo o país e anomalias superiores a +50 mm em partes do Noroeste.</figcaption></figure><p>O contraste será particularmente evidente no <strong>Noroeste</strong>, precisamente uma das regiões onde outubro apresenta maior défice. Em novembro, algumas áreas poderão acumular <strong>mais de 50 mm de precipitação acima da média climatológica</strong>.</p><p>Na temperatura, pelo contrário, as anomalias são pouco expressivas. Grande parte do país apresenta valores próximos ou ligeiramente acima do normal, geralmente entre <strong>+0,5 e +1 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-das-tendencias-de-chuva-e-temperatura-ate-dezembro-em-portugal-mapas-das-anomalias-previstas-pelo-ecmwf-1791289825794.jpg" data-image="go7ly7kn23xz" alt="Anomalia mensal da temperatura" title="Anomalia mensal da temperatura"><figcaption>As temperaturas deverão apresentar desvios pouco expressivos em novembro, com grande parte de Portugal próxima ou ligeiramente acima da média climatológica.</figcaption></figure><p>Uma anomalia mensal reduzida não significa, porém, temperaturas constantemente próximas da média. <strong>Períodos anormalmente frios e outros mais quentes podem compensar-se</strong>, resultando numa média mensal aparentemente pouco desviada da climatologia.</p><h2>Dezembro mantém o sinal chuvoso, mas poderá ser mais quente</h2><p>Para dezembro, o cenário de precipitação mantém algumas semelhanças com novembro. O ECMWF continua a favorecer <strong>precipitação acima da média em grande parte de Portugal</strong>, novamente com sinais mais expressivos em algumas regiões do Norte e Centro.</p><p>Nas temperaturas surge, contudo, uma diferença. A anomalia positiva volta a aumentar, sobretudo no <strong>interior</strong>, onde a temperatura média mensal poderá ficar aproximadamente <strong>1 a 1,5 ºC acima do normal</strong> em várias áreas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792044" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-instabilidade-persiste-em-portugal-ate-quarta-feira-mas-o-anticiclone-vai-impor-se-maximas-voltam-a-subir.html" title="A instabilidade persiste em Portugal até quarta-feira, mas o anticiclone vai impor-se: máximas voltam a subir">A instabilidade persiste em Portugal até quarta-feira, mas o anticiclone vai impor-se: máximas voltam a subir</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-instabilidade-persiste-em-portugal-ate-quarta-feira-mas-o-anticiclone-vai-impor-se-maximas-voltam-a-subir.html" title="A instabilidade persiste em Portugal até quarta-feira, mas o anticiclone vai impor-se: máximas voltam a subir"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-instabilidade-persiste-em-portugal-ate-quarta-feira-mas-o-anticiclone-vai-impor-se-maximas-voltam-a-subir-1791239911493_320.jpg" alt="A instabilidade persiste em Portugal até quarta-feira, mas o anticiclone vai impor-se: máximas voltam a subir"></a></article></aside><p>A tendência sazonal até ao final do ano apresenta, assim, duas fases distintas: <strong>um outubro tendencialmente mais seco, seguido por novembro e dezembro potencialmente mais chuvosos</strong>, enquanto as temperaturas deverão permanecer, no conjunto, próximas ou acima dos valores climatológicos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-das-tendencias-de-chuva-e-temperatura-ate-dezembro-em-portugal-mapas-das-anomalias-previstas-pelo-ecmwf.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas descobrem o impacto da água da chuva ao arrastar o lixo acumulado nas cidades]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cientistas-descobrem-o-impacto-da-agua-da-chuva-ao-arrastar-o-lixo-acumulado-nas-cidades.html</link><pubDate>Tue, 06 Oct 2026 12:37:02 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A chuva pode transformar as ruas de uma cidade numa via direta para o fundo do mar, arrastando plásticos e outros resíduos até às zonas de pesca em apenas 2 a 5 semanas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-espanoles-descubren-que-ocurre-con-la-basura-de-las-ciudades-cuando-llueve-1790872586513.png" data-image="xayrb1b99uo0"><figcaption>Investigadores estabelecem a relação entre os episódios de precipitação e o acúmulo de resíduos nos fundos marinhos do noroeste do Mediterrâneo.</figcaption></figure><p>Quando <strong>chove </strong>numa cidade do litoral, a água não limpa apenas as ruas e calçadas. No seu percurso, também pode capturar<strong> plásticos, embalagens</strong> e outros resíduos que, através dos sistemas de drenagem e esgoto,<strong> acabam por chegar ao mar</strong>.</p><p>Agora, cientistas espanhóis conseguiram medir <strong>o que acontece depois com este lixo e quanto tempo o mesmo demora a alcançar o alto do mar</strong>, onde operam os barcos de pesca.</p><div class="texto-destacado">Um estudo liderado pelo Instituto de Ciências do Mar (ICM-CSIC), em conjunto com o ICATMAR, estabeleceu pela primeira vez uma relação quantitativa entre episódios de precipitação e o acúmulo de resíduos nos fundos marinhos do noroeste do Mediterrâneo.</div><p>A pesquisa, publicada na revista <em>Environmental Pollution</em>, revela ainda que o lixo nem sempre se comporta da mesma maneira: enquanto o escoamento proveniente das cidades favorece o seu acúmulo nas áreas de pesca poucas semanas após as chuvas, <strong>as cheias dos rios </strong>podem provocar o efeito contrário e <strong>transportá-lo para águas mais profundas</strong>.</p><h2>236 amostras para acompanhar o trajeto dos resíduos</h2><p>Para chegar a estas conclusões, os investigadores analisaram <strong>dados recolhidos entre 2019 e 2024 </strong>através de 236 amostras de pesca de arrasto realizadas pelo ICATMAR (Instituto Catalão de Pesquisa para a Governança do Mar) <strong>ao longo da costa catalã </strong>(leste da Espanha).</p><p>A equipa, composta por especialistas em geologia, física e biologia, estudou 54 combinações entre estações meteorológicas e áreas de pesca. Além disso, comparou <strong>períodos de 2 a 20 semanas após as precipitações</strong> e examinou como as variações na vazão dos rios influenciavam os resultados.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Las playas una vez pasado el temporal (bastante lluvia y viento).<br>La playa de la San Lorenzo está llena de muchísmo plastico de todo tipo, la de los Cárabos está menos afectada.<a href="https://x.com/hashtag/Melilla?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Melilla</a> <a href="https://x.com/hashtag/Playas?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Playas</a> <a href="https://x.com/hashtag/Temporal?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Temporal</a> <a href="https://x.com/hashtag/R%C3%ADoDeOro?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#RíoDeOro</a> <a href="https://x.com/hashtag/Desembocadura?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Desembocadura</a> <a href="https://x.com/hashtag/Plastico?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Plastico</a> <a href="https://x.com/hashtag/Basura?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Basura</a> <a href="https://t.co/qvauwj2CFA">pic.twitter.com/qvauwj2CFA</a></p>— Jose Linares (@UnodeMelilla) <a href="https://x.com/UnodeMelilla/status/1511494092940845071?ref_src=twsrc%5Etfw">April 6, 2022</a></blockquote></figure><p>Os resultados apontam as <strong>águas de escoamento urbano e os extravasores de esgoto</strong> como importantes<strong> vias de entrada de plásticos e outros resíduos no meio marinho</strong>. Esta investigação permite avançar um passo além do que se conhecia até agora.</p><p>Embora já estivesse documentado que as <strong>precipitações podem transportar lixo terrestre para o mar</strong>, era muito mais difícil determinar quantitativamente que parcela desses resíduos acaba por se acumular nos pesqueiros e em que prazo isso ocorre.</p><h2>O lixo pode chegar às zonas de pesca em poucas semanas</h2><p>Os cientistas identificaram duas dinâmicas diferentes. Nos chamados portos do tipo A, as precipitações sobre áreas urbanas provocam um aumento direto do lixo acumulado nas zonas de pesca.</p><p>O <strong>efeito máximo é geralmente detetado entre 2 e 5 semanas após as chuvas</strong>. Esta rapidez evidencia o papel desempenhado pelas redes de drenagem urbana e pelos sistemas de esgoto durante episódios de chuvas intensas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-espanoles-descubren-que-ocurre-con-la-basura-de-las-ciudades-cuando-llueve-1790863970824.jpg" data-image="khsrzaja1x77"><figcaption>Um aumento acentuado na vazão dos rios pode gerar um efeito de “limpeza” ou '<em>washout</em>'.</figcaption></figure><p>A situação muda nos portos classificados como tipo B, conectados a sistemas fluviais. Nestes casos, um aumento acentuado na vazão dos rios pode gerar um efeito de "limpeza" ou '<em>washout</em>'. Em vez de depositar mais lixo nas áreas de pesca habituais, <strong>a corrente arrasta os resíduos existentes para zonas mais profundas</strong>, afastando-os da área normalmente alcançada pelos barcos de pesca.</p><p>Em cinco dos seis portos conectados a rios estudados, as cheias reduziram entre 13% e 100% a presença de resíduos a cada aumento de 100 metros cúbicos por segundo na vazão. <em>Vilanova i la Geltrú</em> foi a exceção. Lá, os investigadores atribuem aproximadamente 12% do acúmulo ao transporte proveniente da foz do rio Llobregat e 88% às precipitações locais.</p><h2>Não basta medir quanto choveu</h2><p>O estudo revela também que nem todas as estações meteorológicas são igualmente adequadas para determinar a relação entre chuva e resíduos. Para um mesmo município, utilizar os registos de uma estação ou de outra podia resultar em estimativas que variavam de uma redução de 62% a um aumento de 88% na quantidade de resíduos para cada dez milímetros de precipitação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779136" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pescas-biodiversidade-marinha-e-economia-azul-comissario-europeu-das-pescas-e-oceanos-visita-os-acores-e-a-madeira.html" title="Pescas, biodiversidade marinha e economia azul. Comissário Europeu das Pescas e Oceanos visita os Açores e a Madeira">Pescas, biodiversidade marinha e economia azul. Comissário Europeu das Pescas e Oceanos visita os Açores e a Madeira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pescas-biodiversidade-marinha-e-economia-azul-comissario-europeu-das-pescas-e-oceanos-visita-os-acores-e-a-madeira.html" title="Pescas, biodiversidade marinha e economia azul. Comissário Europeu das Pescas e Oceanos visita os Açores e a Madeira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pescas-biodiversidade-marinha-e-economia-azul-comissario-europeu-das-pescas-e-oceanos-visita-os-acores-e-a-madeira-1784313652162_320.jpg" alt="Pescas, biodiversidade marinha e economia azul. Comissário Europeu das Pescas e Oceanos visita os Açores e a Madeira"></a></article></aside><p>Isto demonstra que<strong> a estação geograficamente mais próxima não é necessariamente aquela que melhor representa a conexão </strong>hidrológica entre a chuva que cai em terra e os resíduos encontrados posteriormente no mar.</p><h2>Como evitar que o lixo chegue ao mar?</h2><p>Os resultados têm implicações para a<strong> gestão das cidades e do litoral</strong>. Os investigadores sustentam que as medidas devem ser adaptadas às características de cada zona, uma vez que os mecanismos de transporte de resíduos podem variar consideravelmente entre diferentes pontos da costa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-espanoles-descubren-que-ocurre-con-la-basura-de-las-ciudades-cuando-llueve-1790864137668.jpg" data-image="aqyq89kbl80a"><figcaption>Melhorar a infraestrutura de drenagem e a retenção de águas pluviais evitaria o acúmulo de resíduos.</figcaption></figure><p>Nos locais onde predomina o escoamento superficial urbano, <strong>melhorar a infraestrutura de drenagem e a retenção de águas pluviais</strong>, bem como controlar os extravasores da rede de esgoto, poderia reduzir a quantidade de plásticos e outros resíduos que chegam ao Mediterrâneo.</p><p>O estudo concentra-se, assim, num processo que começa a quilómetros de distância, no interior. O lixo descartado no ambiente urbano pode ser transportado por tempestades, entrar na rede de drenagem e acabar, poucas semanas depois, depositado no fundo do mar, onde atua a frota pesqueira.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Garcia%2C%20X.%2C%20Neukirch%2C%20M.%2C%20Iglesias%2C%20J.%2Cet%20al." data-year="2026" data-title="From%20rainfall%20to%20seafloor%3A%20Tracing%20riverine%20and%20urban%20stormwater%20litter%20transport%20in%20Mediterranean%20fishing%20grounds%20through%20systematic%20meteorological%20station%20testing." data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedirect.com%2Fscience%2Farticle%2Fpii%2FS0269749126013989">Garcia, X., Neukirch, M., Iglesias, J.,et al.. (2026). <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0269749126013989" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">From rainfall to seafloor: Tracing riverine and urban stormwater litter transport in Mediterranean fishing grounds through systematic meteorological station testing.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cientistas-descobrem-o-impacto-da-agua-da-chuva-ao-arrastar-o-lixo-acumulado-nas-cidades.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A instabilidade persiste em Portugal até quarta-feira, mas o anticiclone vai impor-se: máximas voltam a subir]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-instabilidade-persiste-em-portugal-ate-quarta-feira-mas-o-anticiclone-vai-impor-se-maximas-voltam-a-subir.html</link><pubDate>Tue, 06 Oct 2026 07:39:35 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A instabilidade ainda marcará o tempo em Portugal esta terça-feira, com chuva, trovoadas e risco de granizo, sobretudo no Centro. A partir de quarta-feira, o cenário muda gradualmente, com um anticiclone a trazer tempo estável.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbinnny"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbinnny.jpg" id="xbinnny"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal continental continuará sob a <strong>influência de um padrão instável durante esta terça-feira</strong> (6), com chuva, trovoadas e possibilidade de fenómenos localmente intensos.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>A partir de quarta-feira, porém, o cenário começa a mudar, a <strong>precipitação perde expressão e um anticiclone robusto deverá favorecer tempo estável </strong>e uma recuperação das temperaturas máximas.</p><h2>Terça-feira será o último dia de instabilidade mais significativa</h2><p>Esta terça-feira deverá continuar bastante instável de Norte a Sul, sendo <strong>a tarde o período mais favorável à ocorrência de aguaceiros e trovoadas</strong>. O ECMWF mostra precipitação bastante generalizada pelas 16h, embora a sua intensidade e distribuição possam variar significativamente entre regiões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-instabilidade-persiste-em-portugal-ate-quarta-feira-mas-o-anticiclone-vai-impor-se-maximas-voltam-a-subir-1791239679907.jpg" data-image="tjymnpydff9l" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>A tarde de terça-feira será marcada por instabilidade de Norte a Sul, com chuva e trovoadas. Coimbra, Guarda e Castelo Branco estarão sob aviso laranja devido ao risco meteorológico significativo.</figcaption></figure><p>A Meteored prevê aguaceiros por vezes fortes e acompanhados de trovoada, sobretudo durante a tarde. O <strong>IPMA emitiu novos avisos amarelos de trovoada, para 13 distritos</strong>, em vigor, no máximo até às 21h de hoje. Apenas Leiria, Santarém, Lisboa, Setúbal e Faro se encontram fora desta lista.</p><div class="texto-destacado">A natureza convectiva destes episódios torna particularmente difícil determinar com antecedência onde uma célula mais intensa se irá desenvolver. Assim, a hora exata de ocorrência de granizo, o seu tamanho ou a intensidade das rajadas apresentam uma elevada variabilidade espacial.</div><p>Por este motivo, será útil acompanhar a evolução através do <strong>radar de precipitação da Meteored</strong>, que permite observar praticamente em tempo real a localização, intensidade e deslocação dos núcleos de chuva.</p><h2>Quarta-feira a instabilidade começa finalmente a ceder</h2><p>Na quarta-feira (7) deverá tornar-se evidente uma <strong>acalmia do estado do tempo</strong>. Os mapas mostram apenas pequenos núcleos de precipitação, dispersos e pouco organizados, sobretudo no interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-instabilidade-persiste-em-portugal-ate-quarta-feira-mas-o-anticiclone-vai-impor-se-maximas-voltam-a-subir-1791239876949.jpg" data-image="zwb1dzc2xut0" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>Na quarta-feira, a instabilidade começa a perder força, com a precipitação a tornar-se bastante residual, dispersa e pouco organizada.</figcaption></figure><p>A chuva prevista será, assim,<strong> bastante residual quando comparada com os dias anteriores</strong>. Este será um dia de transição, à medida que o padrão depressionário perde influência e a configuração sinóptica começa a reorganizar-se.</p><h2>Anticiclone robusto ganha terreno na quinta-feira, dia 8</h2><p>A mudança deverá consolidar-se na quinta-feira (8). Um <strong>centro de altas pressões robusto, próximo dos 1034 hPa no Atlântico</strong>, começará a exercer maior influência sobre Portugal, favorecendo subsidência atmosférica, menor nebulosidade e ausência generalizada de precipitação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-instabilidade-persiste-em-portugal-ate-quarta-feira-mas-o-anticiclone-vai-impor-se-maximas-voltam-a-subir-1791239911493.jpg" data-image="7uazzf8l78m8" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>A influência anticiclónica favorecerá tempo mais estável e uma subida das temperaturas máximas na quinta-feira, com valores elevados sobretudo no Centro e Sul.</figcaption></figure><p>Com menos nuvens, as temperaturas máximas também deverão recuperar. Pelas 15h, o modelo ECMWF aponta para valores que poderão aproximar-se dos <strong>27 ºC na região de Lisboa e Vale do Tejo e oeste alentejano</strong>, enquanto grande parte do litoral Norte e Centro continuará com temperaturas amenas. Apesar da subida das máximas, esta estabilização do tempo não significa necessariamente noites mais quentes.</p><h2>Sexta-feira começa fresca no interior, Manteigas poderá registar apenas 4 ºC</h2><p>Na madrugada e início da manhã de sexta-feira (9), a <strong>ausência de muita nebulosidade favorecerá uma maior perda de calor </strong>junto à superfície. O contraste será particularmente evidente no interior Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-instabilidade-persiste-em-portugal-ate-quarta-feira-mas-o-anticiclone-vai-impor-se-maximas-voltam-a-subir-1791240064224.jpg" data-image="9cnmyywvoqgq" alt="Temperaturas" title="Temperaturas"><figcaption>O interior Norte e Centro poderá registar temperaturas entre 6 e 8 ºC no início da manhã de sexta-feira, com Manteigas a poder descer até cerca de 4 ºC.</figcaption></figure><p>Grande parte destas regiões poderão acordar com <strong>6 a 8 ºC</strong>, enquanto nas áreas de maior altitude os termómetros poderão descer ainda mais. Segundo a previsão das temperaturas mínimas, <strong>Manteigas poderá registar cerca de 4 ºC pelas 07h</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792002" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aguaceiros-e-trovoadas-persistirao-nestas-zonas-mas-anticiclone-e-madrugadas-frias-ganham-terreno-a-partir-desta-data.html" title="Aguaceiros e trovoadas persistirão nestas zonas, mas anticiclone e madrugadas frias ganham terreno a partir desta data">Aguaceiros e trovoadas persistirão nestas zonas, mas anticiclone e madrugadas frias ganham terreno a partir desta data</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aguaceiros-e-trovoadas-persistirao-nestas-zonas-mas-anticiclone-e-madrugadas-frias-ganham-terreno-a-partir-desta-data.html" title="Aguaceiros e trovoadas persistirão nestas zonas, mas anticiclone e madrugadas frias ganham terreno a partir desta data"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aguaceiros-e-trovoadas-persistirao-nestas-zonas-mas-anticiclone-e-madrugadas-frias-ganham-terreno-a-partir-desta-data-1791225250947_320.jpg" alt="Aguaceiros e trovoadas persistirão nestas zonas, mas anticiclone e madrugadas frias ganham terreno a partir desta data"></a></article></aside><p>As anomalias térmicas ajudam a evidenciar esta diferença: no interior Norte e Centro, as temperaturas poderão situar-se localmente <strong>4 a 5 ºC abaixo da média</strong> para esta altura do ano e hora do dia. Em contrapartida, zonas como Aveiro, Leiria, Santarém, Lisboa, Évora e Beja deverão permanecer mais próximas dos valores climatologicamente habituais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-instabilidade-persiste-em-portugal-ate-quarta-feira-mas-o-anticiclone-vai-impor-se-maximas-voltam-a-subir-1791240116952.jpg" data-image="n9twuyn4ratr" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"><figcaption>Apesar da recuperação das máximas, a manhã de sexta-feira será mais fresca do que o habitual no interior Norte e Centro, com anomalias negativas que poderão atingir cerca de 4 a 5 ºC.</figcaption></figure><p>O final da semana ficará, assim, marcado por uma mudança clara: <strong>menos chuva e trovoadas, tardes novamente mais quentes, mas noites e manhãs progressivamente frescas</strong>, sobretudo no interior.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-instabilidade-persiste-em-portugal-ate-quarta-feira-mas-o-anticiclone-vai-impor-se-maximas-voltam-a-subir.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até -10 ºC no Norte do país: temperaturas descem de forma acentuada esta terça-feira (6)]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-10-c-no-norte-do-pais-temperaturas-descem-de-forma-acentuada-esta-terca-feira.html</link><pubDate>Tue, 06 Oct 2026 07:04:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>De acordo com a mais recente atualização do ECMWF, é esperado que a Região Norte registe uma descida bastante expressiva dos termómetros já hoje, terça-feira.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbilnme"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbilnme.jpg" id="xbilnme"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O outono começa a instalar-se, discretamente, em Portugal Continental. Entre ontem e hoje, terça-feira, <strong>as temperaturas poderão sofrer uma descida acentuada</strong>, especialmente na Região Norte do país, segundo a mais recente atualização dos nossos mapas, baseados no modelo europeu ECMWF.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Tal como podemos observar no mapa abaixo, <strong>a Região Norte será tomada por temperaturas abaixo dos 20 ºC, salvo algumas exceções</strong>. Abaixo, contamos-lhe quais as cidades onde esta descida será mais evidente.</p><h2>Descida térmica até 10 ºC no Norte: Braga lidera a lista de capitais distritais com descida mais acentuada</h2><p>O dia de hoje, terça-feira, poderá contar com temperaturas máximas entre os 16 ºC na Guarda e os 25 ºC em Lisboa e Beja, denotando-se uma <strong>descida generalizada destes valores</strong>. No entanto, esta será sentida com maior expressão no Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-10-c-no-norte-do-pais-temperaturas-maximas-descem-de-forma-acentuada-esta-terca-feira-1791233372724.jpg" data-image="cw514a36txmo" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Ao longo do dia de hoje a região Norte registará valores máximos de temperatura muito inferiores ao de ontem. Na cidade de Braga a diferença poderá ser de até 10 ºC, comparando o mesmo período do dia.</figcaption></figure><p><strong>Várias cidades registarão uma descida entre os 4 ºC e os 10 ºC</strong>. A maior descida, como já referimos, será registada no Norte, mais precisamente em Braga, onde ontem, segunda-feira, registou um valor de 27 ºC, pelas 16h, e hoje, no mesmo horário, esperam-se apenas 17 ºC. Consulte abaixo as temperaturas esperadas para as cidades com a maior descida:</p><table><thead><tr><th>Capitais de distrito</th><th>Segunda-feira<br>5 de outubro<br>16h</th><th>Terça-feira<br>6 de outubro<br>16h</th></tr></thead><tbody><tr><td>Viana do Castelo</td><td>23 ºC</td><td>18 ºC</td></tr><tr><td>Braga</td><td><strong>27 ºC</strong></td><td><strong>17 ºC</strong></td></tr><tr><td>Porto</td><td><strong>25 ºC</strong></td><td><strong>18 ºC</strong></td></tr><tr><td>Vila Real</td><td>24 ºC</td><td>19 ºC</td></tr><tr><td>Bragança</td><td>23 ºC</td><td>19 ºC</td></tr><tr><td>Viseu</td><td><strong>25 ºC</strong></td><td><strong>18 ºC</strong></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">A negrito estão as cidades com a diferença mais acentuada, <strong>no mesmo período do dia</strong>. Fonte: ECMWF.</td></tr></tbody></table><p>Ainda que se espere que nas primeiras horas da tarde algumas das cidades acima, como Braga e Porto, possam chegar aos 20 ºC de máxima, é <strong>expectável que os valores desçam logo de seguida </strong>para os que podemos observar na tabela acima. </p><h2>Na quarta-feira denotar-se-á uma recuperação dos valores</h2><p>Fazendo a mesma comparação, com o mesmo horário, entre hoje e amanhã espera-se uma<strong> ligeira recuperação dos valores</strong> onde, pelas 16h, apenas Viana do Castelo deverá manter-se abaixo dos 20 ºC (com 19 ºC). O Porto e Bragança podem registar 20 ºC, enquanto Braga e Vila Real podem chegar aos 22 ºC. Viseu deverá alcançar os 21 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791997" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ha-3-distritos-sob-aviso-laranja-de-trovoada-nas-proximas-horas-ipma-avisa-sobre-potenciais-fenomenos.html" title="Há 3 distritos sob aviso laranja de trovoada nas próximas horas: IPMA avisa sobre potenciais fenómenos">Há 3 distritos sob aviso laranja de trovoada nas próximas horas: IPMA avisa sobre potenciais fenómenos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ha-3-distritos-sob-aviso-laranja-de-trovoada-nas-proximas-horas-ipma-avisa-sobre-potenciais-fenomenos.html" title="Há 3 distritos sob aviso laranja de trovoada nas próximas horas: IPMA avisa sobre potenciais fenómenos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ha-3-distritos-sob-aviso-laranja-de-trovoada-nas-proximas-horas-ipma-avisa-sobre-potenciais-fenomenos-1791211249261_320.png" alt="Há 3 distritos sob aviso laranja de trovoada nas próximas horas: IPMA avisa sobre potenciais fenómenos"></a></article></aside><p>Na <strong>quinta-feira a faixa litoral Norte poderá registar nova subida</strong>, enquanto o Nordeste Transmontano poderá manter ou descer ligeiramente. Braga poderá ser a capital distrital do Norte mais quente, pelas 16h desse dia, com temperatura esperada de 24 ºC. Esta tendência deverá manter-se até ao fim de semana, no entanto, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-10-c-no-norte-do-pais-temperaturas-descem-de-forma-acentuada-esta-terca-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um planeta situado a 49 anos-luz pode ter atmosfera: porque é que o LHS 1140 b entusiasma os astrónomos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-planeta-situado-a-49-anos-luz-pode-ter-atmosfera-porque-e-que-o-lhs-1140-b-entusiasma-os-astronomos.html</link><pubDate>Tue, 06 Oct 2026 06:39:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A LHS 1140 b, uma super-Terra situada na zona habitável, está a perder o seu hélio. Esta descoberta permite estudar melhor a sua atmosfera, mas deixa ainda muitas questões em aberto sobre a sua composição, a presença de água e as condições à sua superfície.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/lhs-1140b-elio-in-fuga-dalla-super-terra-in-zona-abitabile-1790934462730.png" data-image="ewfoj5x587iu" alt="Representação artística de LHS 1140 b e da sua estrela. Crédito: ESO/spaceengine.org" title="Representação artística de LHS 1140 b e da sua estrela. Crédito: ESO/spaceengine.org"><figcaption>Representação artística de LHS 1140 b e da sua estrela. Crédito: ESO/spaceengine.org</figcaption></figure><p>Uma vez descoberto um planeta extrassolar, as investigações concentram-se na <strong>caracterização da sua atmosfera, da sua composição química e das suas propriedades físicas</strong>, especialmente quando se trata de um planeta rochoso situado na zona habitável.</p><p>Foi isso mesmo que se fez com a super-Terra LHS 1140 b, situada na zona habitável. Os investigadores descobriram, com surpresa, que a r<strong>adiação intensa da sua estrela hospedeira tinha provocado a evaporação das camadas superiores da sua atmosfera</strong>, agora desprovidas de hidrogénio e, mais recentemente, também de hélio.</p><p>O estudo deste exoplaneta constitui, assim, um caso importante para melhor <strong>compreender a evolução das atmosferas </strong>dos exoplanetas ao longo do tempo.</p><h2>Uma super-Terra na zona habitável</h2><p>A estrela LHS 1140 é classificada como uma <strong>anã vermelha</strong>, um tipo de estrela mais pequena e mais fria que o Sol.</p><p>Esta estrela está<strong> localizada a cerca de 49 anos-luz da Terra</strong> e possui um sistema planetário composto por dois planetas: LHS 1140 b, o primeiro a ser descoberto, e LHS 1140 c, descoberto posteriormente.</p><div class="texto-destacado"><p><strong>O nome desta estrela é composto pelo prefixo LHS e pelo número 1140. LHS significa "Luyten Half-Second" e refere-se a um catálogo elaborado pelo astrónomo Willem Jacob Luyten, que lista estrelas que apresentam um movimento aparente no céu — em relação às estrelas de fundo — superior a meio segundo de arco por ano. O número 1140 corresponde à posição desta estrela no catálogo.</strong></p></div><p>O planeta LHS 1140 b <strong>orbita a sua estrela hospedeira</strong> e completa uma volta em 24,7 dias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lhs-1140b-elio-in-fuga-dalla-super-terra-in-zona-abitabile-1790934262896.jpg" data-image="yd1urzd75ggn" alt="Embora a estrela LHS 1140 seja mais fria que o Sol, a sua radiação é suficientemente intensa para provocar a evaporação da atmosfera dos seus planetas. Crédito: ESO/spaceengine.org" title="Embora a estrela LHS 1140 seja mais fria que o Sol, a sua radiação é suficientemente intensa para provocar a evaporação da atmosfera dos seus planetas. Crédito: ESO/spaceengine.org"><figcaption>Embora a estrela LHS 1140 seja mais fria que o Sol, a sua radiação é suficientemente intensa para provocar a evaporação da atmosfera dos seus planetas. Crédito: ESO/spaceengine.org</figcaption></figure><p>Com uma massa estimada em cerca de 5,6 vezes a da Terra e um raio aproximadamente 1,73 vezes maior, <strong>este exoplaneta é classificado como uma super-Terra</strong>.</p><div class="texto-destacado"><p><strong>Por analogia com a Terra, as super-Terras são planetas rochosos que podem apresentar oceanos de água líquida, bem como uma atmosfera. No entanto, as suas características precisas podem variar consideravelmente de um planeta para outro.</strong></p> </div><p>O que torna o LHS 1140 b particularmente interessante é o facto de ser uma super-Terra que orbita na zona habitável da sua estrela, <strong>onde as condições poderiam permitir a presença de água líquida à sua superfície</strong>.</p><h2>O LHS 1140 b está a perder a sua atmosfera de hélio</h2><p>Quando um exoplaneta é descoberto — especialmente se for rochoso e estiver situado na zona habitável —, um dos principais objetivos dos astrónomos é <strong>determinar se possui uma atmosfera</strong> e, caso a possua, estudar a sua <strong>composição química e as suas propriedades físicas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791316" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/draconidas-2026-o-pico-da-chuva-de-estrelas-cadentes-aproxima-se-quando-e-que-se-podem-observar-a-partir-de-portugal.html" title="Dracónidas 2026: o pico da chuva de estrelas cadentes aproxima-se. Quando é que se podem observar a partir de Portugal?">Dracónidas 2026: o pico da chuva de estrelas cadentes aproxima-se. Quando é que se podem observar a partir de Portugal?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/draconidas-2026-o-pico-da-chuva-de-estrelas-cadentes-aproxima-se-quando-e-que-se-podem-observar-a-partir-de-portugal.html" title="Dracónidas 2026: o pico da chuva de estrelas cadentes aproxima-se. Quando é que se podem observar a partir de Portugal?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/draconidi-2026-si-avvicina-il-picco-della-pioggia-di-stelle-cadenti-quando-vederle-dall-italia-1790667524205_320.jpg" alt="Dracónidas 2026: o pico da chuva de estrelas cadentes aproxima-se. Quando é que se podem observar a partir de Portugal?"></a></article></aside><p>No caso de LHS 1140 b, os astrónomos tiveram sorte. De facto, este planeta — tal como LHS 1140 c — foi descoberto graças ao método de trânsito. Ao longo da sua órbita,<strong> o planeta passa diante do disco da sua estrela</strong>, provocando um pequeno eclipse observável que permitiu revelar a sua existência.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><p><strong><em>O LHS 1140 b foi descoberto graças ao método de trânsito.</em></strong></p><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Nos últimos anos, os astrónomos desenvolveram uma técnica chamada espectroscopia de transmissão, que permite <strong>analisar a composição química da atmosfera de um exoplaneta</strong>.</p><div class="texto-destacado"><p><strong>A espectroscopia de transmissão consiste em comparar o espectro eletromagnético da estrela — que transporta a assinatura da composição química da sua superfície — com aquele que se observa no momento em que o planeta começa a transitar diante dela. Neste segundo caso, a luz da estrela atravessa também a atmosfera do planeta e, por isso, transporta tanto a assinatura química da estrela como a da atmosfera planetária.</strong></p></div><p>Graças a esta técnica, <strong>os astrónomos detetaram a presença de hélio</strong>. Mas não só: descobriram também que o planeta perde hélio a um ritmo estimado entre <strong>200 e 400 toneladas por segundo</strong>. Por outro lado, não foi detetado qualquer vestígio de hidrogénio.</p><p>Estas observações foram realizadas pela equipa liderada por Collin Cherubim, que estudou o sistema com o WINERED, um espectrógrafo de infravermelho próximo instalado no telescópio Magellan Clay, de 6,5 metros, no Observatório de Las Campanas, no Chile.</p><p>Cerca de um ano depois, o mesmo planeta foi novamente observado, mas, desta vez, <strong>não foi detetado qualquer vestígio de hélio</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><strong><p><strong><em>A alta atmosfera de LHS 1140 b está a perder o seu hélio por evaporação, ou pode mesmo já o ter perdido completamente.</em></strong></p></strong><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Trata-se de um resultado particularmente importante, pois oferece um caso quase único que permite estudar não só a atmosfera de uma super-Terra, mas também a sua evolução ao longo do tempo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lhs-1140b-elio-in-fuga-dalla-super-terra-in-zona-abitabile-1790934099026.jpg" data-image="0qsfbw7mnjfl" alt="Neptuno fotografado pela Voyager 2 em 1989, com cores de contraste realçado. A comparação com os planetas do Sistema Solar ajuda a interpretar melhor mundos de tamanho intermédio, como as super-Terras. Crédito: NASA/JPL." title="Neptuno fotografado pela Voyager 2 em 1989, com cores de contraste realçado. A comparação com os planetas do Sistema Solar ajuda a interpretar melhor mundos de tamanho intermédio, como as super-Terras. Crédito: NASA/JPL."><figcaption>Neptuno fotografado pela Voyager 2 em 1989, com cores de contraste realçado. A comparação com os planetas do Sistema Solar ajuda a interpretar melhor mundos de tamanho intermédio, como as super-Terras. Crédito: NASA/JPL.</figcaption></figure><p>A hipótese levantada pelos astrónomos é a de que a <strong>intensa radiação recebida por este planeta a partir da sua estrela hospedeira teria provocado a evaporação completa do hidrogénio</strong>, pelo menos nas camadas superiores da sua atmosfera. Sendo o hidrogénio o elemento químico mais leve, é também aquele que consegue escapar mais facilmente à atração gravitacional do planeta.</p><p>Posteriormente, <strong>o planeta terá também perdido o seu hélio, o segundo elemento mais leve depois do hidrogénio</strong>. Ainda presente em 2024, o hélio da alta atmosfera já tinha desaparecido quase por completo por evaporação em 2025.</p><p>A <strong>ausência de deteção de hélio em 2025, no entanto, não "prova" com certeza que a atmosfera desapareceu</strong>, mas torna necessárias novas observações.</p><h3>O que se pode dizer sobre a água e a habitabilidade?</h3><p>Este estudo fornece muita informação, mas apenas sobre as camadas superiores da atmosfera de LHS 1140 b. Não descreve diretamente a atmosfera próxima da superfície, onde se poderiam concentrar elementos e moléculas mais pesados, como o oxigénio, o carbono e o azoto. <strong>A eventual presença de água poderia manter-se nas camadas inferiores graças à sua condensação em regiões mais frias</strong>: trata-se de uma possibilidade física, e não de uma detecção de água.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790840" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nasa-investiga-como-o-espaco-transforma-o-corpo-humano.html" title="NASA investiga como o espaço transforma o corpo humano">NASA investiga como o espaço transforma o corpo humano</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nasa-investiga-como-o-espaco-transforma-o-corpo-humano.html" title="NASA investiga como o espaço transforma o corpo humano"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nasa-investiga-como-o-espaco-transforma-o-corpo-humano-1790666504358_320.jpg" alt="NASA investiga como o espaço transforma o corpo humano"></a></article></aside><p>De acordo com este cenário, <strong>o outro planeta, LHS 1140 c </strong>— que se encontra mais próximo da sua estrela e recebe uma radiação cerca de dez vezes mais intensa —, não apresenta qualquer vestígio de hélio. <strong>Esta ausência pode indicar que a sua atmosfera é agora muito ténue ou, até mesmo, que desapareceu por completo</strong>.</p><p>Embora o hélio não seja uma bioassinatura, <strong>esta descoberta permite estudar a presença e a evolução de gases em torno de um pequeno planeta situado na zona habitável</strong>. Para melhor compreender o seu clima, serão necessárias novas medições de forma a melhorar o nosso conhecimento sobre a estrela e obter mais informações relativas à composição das camadas atmosféricas mais profundas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Cherubim%20and%20collaborators" data-year="2026" data-title="Helium%20escaping%20from%20the%20atmosphere%20of%20a%20nearby%20rocky%20exoplanet%20orbiting%20in%20a%20habitable%20zone" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fscience.aea9708">Cherubim and collaborators. (2026). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/science.aea9708" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Helium escaping from the atmosphere of a nearby rocky exoplanet orbiting in a habitable zone</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-planeta-situado-a-49-anos-luz-pode-ter-atmosfera-porque-e-que-o-lhs-1140-b-entusiasma-os-astronomos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Hoje e amanhã o risco localizado de aguaceiros e trovoadas mantém-se: eis os 8 distritos potencialmente mais afetados]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/hoje-e-amanha-o-risco-localizado-de-aguaceiros-e-trovoadas-mantem-se-eis-os-8-distritos-potencialmente-mais-afetados.html</link><pubDate>Tue, 06 Oct 2026 06:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A instabilidade mantém-se esta terça e quarta-feira em Portugal continental, com aguaceiros localmente acompanhados de trovoada. O Norte e Centro serão as regiões mais expostas, embora o risco diminua amanhã.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbikzny"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbikzny.jpg" id="xbikzny"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A primeira semana de outubro continua marcada por alguma <strong>instabilidade atmosférica</strong> em Portugal continental. Depois da precipitação registada em várias regiões, o cenário previsto pelo modelo europeu (ECMWF) mantém a possibilidade de novos <strong>aguaceiros</strong>, pontualmente acompanhados de <strong>trovoada</strong>, ao longo desta terça-feira.</p><p>A distribuição da precipitação será, contudo, bastante irregular. Isto significa que poderão ocorrer aguaceiros numa determinada zona enquanto localidades relativamente próximas permanecem praticamente sem precipitação. <strong>Braga, Vila Real, Porto, Aveiro, Viseu, Guarda, Coimbra e Leiria</strong> surgem como os distritos potencialmente mais expostos à instabilidade entre esta terça e quarta-feira.</p><h2>Aguaceiros intensificam-se durante a tarde desta terça-feira</h2><p>Durante as primeiras horas da tarde, os aguaceiros deverão concentrar-se sobretudo nas regiões Norte e Centro. A previsão do ECMWF mostra precipitação dispersa ao meio-dia, mas a instabilidade deverá tornar-se mais evidente durante a tarde. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Por volta das 15 horas, os núcleos de precipitação ganham expressão sobretudo entre o litoral e o interior Centro, abrangendo áreas dos distritos de <strong>Aveiro, Viseu, Coimbra e Guarda</strong>, enquanto no Norte também surgem aguaceiros em zonas de <strong>Braga, Porto e Vila Real</strong>.</p><p>A natureza convectiva da precipitação ajuda também a explicar a sua distribuição bastante irregular. Não se espera, portanto, chuva contínua e generalizada durante toda a tarde, mas antes <strong>aguaceiros localizados</strong>, que poderão apresentar intensidade bastante diferente em distâncias relativamente curtas.</p><p>Ao final da tarde, alguns dos núcleos mais ativos deverão deslocar-se ou perder intensidade. Ainda assim, o Norte e parte do Centro continuarão a apresentar condições favoráveis à ocorrência de precipitação.</p><h2>Probabilidade de chuva ultrapassa os 60% em várias regiões</h2><p>O mapa de probabilidade de precipitação reforça esta distribuição. Às 15 horas desta terça-feira, o ECMWF projeta valores de cerca de <strong>71% na Guarda, 67% em Vila Real, 66% em Viseu, 65% em Leiria, 64% em Braga e 61% em Coimbra</strong>.</p><p>Durante as horas seguintes, a localização dos valores mais elevados altera-se. Às 18 horas, por exemplo, a probabilidade prevista chega a cerca de <strong>79% em Braga e 70% em Coimbra</strong>, mantendo-se próxima dos <strong>63% em Viseu</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hoje-e-amanha-o-risco-localizado-de-aguaceiros-e-trovoadas-mantem-se-eis-os-8-distritos-potencialmente-mais-afetados-1791227530026.jpg" data-image="n0f3wqk8s4w4" alt="Probabilidade de precipitação supera os 60% em vários pontos do Norte e Centro" title="Probabilidade de precipitação supera os 60% em vários pontos do Norte e Centro"><figcaption>Guarda, Vila Real, Viseu, Leiria, Braga e Coimbra apresentam probabilidades superiores a 60% durante a tarde, segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Estes valores não significam que irá chover durante toda a tarde nestas regiões, nem que todos os pontos dos respetivos distritos receberão precipitação. Indicam, sim, uma <strong>maior possibilidade de ocorrência de aguaceiros</strong>, coerente com a distribuição irregular observada nos restantes mapas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792002" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aguaceiros-e-trovoadas-persistirao-nestas-zonas-mas-anticiclone-e-madrugadas-frias-ganham-terreno-a-partir-desta-data.html" title="Aguaceiros e trovoadas persistirão nestas zonas, mas anticiclone e madrugadas frias ganham terreno a partir desta data">Aguaceiros e trovoadas persistirão nestas zonas, mas anticiclone e madrugadas frias ganham terreno a partir desta data</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aguaceiros-e-trovoadas-persistirao-nestas-zonas-mas-anticiclone-e-madrugadas-frias-ganham-terreno-a-partir-desta-data.html" title="Aguaceiros e trovoadas persistirão nestas zonas, mas anticiclone e madrugadas frias ganham terreno a partir desta data"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aguaceiros-e-trovoadas-persistirao-nestas-zonas-mas-anticiclone-e-madrugadas-frias-ganham-terreno-a-partir-desta-data-1791225250947_320.jpg" alt="Aguaceiros e trovoadas persistirão nestas zonas, mas anticiclone e madrugadas frias ganham terreno a partir desta data"></a></article></aside><p>Mais a sul, o cenário é bastante diferente. Durante a tarde, <strong>Lisboa, Santarém, Portalegre, Évora e Beja</strong> apresentam, em geral, probabilidades inferiores às observadas no Norte e Centro, embora não seja possível excluir completamente algum episódio muito localizado.</p><h2>Trovoadas poderão acompanhar alguns dos aguaceiros</h2><p>Além da chuva, o ECMWF sinaliza <strong>atividade elétrica localizada</strong> durante a tarde desta terça-feira. O sinal não é generalizado, mas coincide em parte com os núcleos de precipitação previstos para o Norte e Centro.</p><p>Às 15 horas, os valores de densidade de raios são mais expressivos na região Centro, mais especificamente<strong> em Coimbra e em Viseu</strong>, enquanto surgem igualmente sinais em Leiria e Vila Real.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hoje-e-amanha-o-risco-localizado-de-aguaceiros-e-trovoadas-mantem-se-eis-os-8-distritos-potencialmente-mais-afetados-1791227599041.jpg" data-image="4xvcoq29hwj2" alt="Alguns aguaceiros poderão ser acompanhados de trovoada" title="Alguns aguaceiros poderão ser acompanhados de trovoada"><figcaption>O ECMWF sinaliza atividade elétrica localizada esta terça-feira, particularmente em áreas do Centro, reforçando a possibilidade de aguaceiros pontualmente acompanhados de trovoada.</figcaption></figure><p>A atividade elétrica prevista é muito localizada, pelo que <strong>não se trata de um cenário de trovoadas generalizadas</strong> sobre Portugal continental. Ainda assim, a coincidência entre precipitação convectiva e densidade de raios justifica a <strong>possibilidade de ocorrência de trovoada a acompanhar os aguaceiros</strong>.</p><p>Este caráter localizado é particularmente importante: numa situação deste género, a localização exata dos núcleos convectivos apresenta <strong>maior incerteza</strong> do que numa situação de precipitação frontal extensa.</p><h2>Acumulados poderão rondar os 10 a 15 mm em alguns pontos</h2><p>Apesar do caráter irregular dos aguaceiros, os acumulados previstos até ao final desta terça-feira poderão ser mais expressivos em algumas áreas. O ECMWF projeta entre 10 a 15 mm <strong>em Castelo Branco, Aveiro, Porto, Viseu</strong>,<strong> Coimbra e Vila Real</strong>.</p><p>São quantidades acumuladas e, devido à natureza dos aguaceiros, <strong>a distribuição real poderá apresentar diferenças </strong>significativas mesmo dentro do mesmo distrito.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hoje-e-amanha-o-risco-localizado-de-aguaceiros-e-trovoadas-mantem-se-eis-os-8-distritos-potencialmente-mais-afetados-1791229771414.jpg" data-image="1g4xp1p09afo" alt="Acumulados poderão aproximar-se dos 15 mm até ao final do dia" title="Acumulados poderão aproximar-se dos 15 mm até ao final do dia"><figcaption>O ECMWF projeta acumulados localmente próximos dos 10 a 15 mm em algumas regiões do Norte e Centro até ao final desta terça-feira.</figcaption></figure><p>O mapa mostra também por que razão não devemos associar diretamente os maiores acumulados às capitais de distrito ou considerar que toda a área administrativa receberá quantidades semelhantes. <strong>A precipitação terá uma distribuição espacial bastante heterogénea</strong>, própria de um regime de aguaceiros.</p><p>Até quarta-feira à noite, os acumulados aumentam ligeiramente em algumas áreas, mas <strong>grande parte dessa precipitação terá ocorrido já durante esta terça-feira</strong>.</p><h2>Quarta-feira ainda terá aguaceiros, mas o risco diminui</h2><p>Na quarta-feira, a instabilidade deverá persistir sobretudo durante parte do dia, embora de forma <strong>menos abrangente e mais localizada</strong>. Às 15 horas, o ECMWF ainda projeta cerca de <strong>43% de probabilidade de precipitação em Viseu, 41% na Guarda e aproximadamente 30% em Coimbra, Leiria e Santarém</strong>.</p><p>O próprio mapa de chuva mostra pequenos núcleos no Norte e Centro durante a tarde, mas bastante menos extensos do que os previstos para esta terça-feira.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hoje-e-amanha-o-risco-localizado-de-aguaceiros-e-trovoadas-mantem-se-eis-os-8-distritos-potencialmente-mais-afetados-1791229849073.jpg" data-image="8o15h1mcb4hr" alt="A instabilidade persiste na quarta-feira, mas de forma mais localizada" title="A instabilidade persiste na quarta-feira, mas de forma mais localizada"><figcaption>Viseu e Guarda mantêm alguma possibilidade de aguaceiros durante a tarde de quarta-feira, enquanto o risco diminui progressivamente noutras regiões.</figcaption></figure><p>Também a <strong>atividade elétrica deverá diminuir substancialmente</strong>. Os mapas de densidade de raios mostram um sinal praticamente residual sobre Portugal continental durante a tarde de quarta-feira, contrastando com os núcleos previstos para esta terça-feira.</p><p> <strong>A tendência será para uma diminuição gradual da instabilidade ao longo de quarta-feira</strong>, embora ainda possam ocorrer aguaceiros dispersos, sobretudo no Norte e Centro. Depois disso, o cenário deverá tornar-se progressivamente mais estável em grande parte de Portugal continental. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/hoje-e-amanha-o-risco-localizado-de-aguaceiros-e-trovoadas-mantem-se-eis-os-8-distritos-potencialmente-mais-afetados.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Plante esta flor em outubro e encha a sua varanda de cor no verão: a calêndula também cresce em vasos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plante-esta-flor-em-outubro-e-encha-a-sua-varanda-de-cor-no-verao-a-calendula-tambem-cresce-em-vasos.html</link><pubDate>Tue, 06 Oct 2026 06:02:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Um vaso, algumas sementes e um cantinho soalheiro podem ser suficientes para encher uma varanda de flores durante os meses mais quentes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/siembra-esta-flor-en-octubre-y-llena-de-color-tu-balcon-en-verano-la-calendula-tambien-crece-en-maceta-1790956234443.jpeg" data-image="31kx8zqwelqa" alt="flor de calêndula" title="flor de calêndula"><figcaption>Uma flor simples e generosa que pode encher uma varanda de cor e tornar-se uma boa companheira para quem está a começar a cultivar em casa.</figcaption></figure><p>Há plantas que parecem agradecer qualquer oportunidade que lhes damos para crescer, e a calêndula (<em>Calendula officinalis</em>) é uma delas. É uma planta rústica, <strong>adapta-se muito bem a diferentes condições</strong> e é especialmente gratificante para quem está a começar a cultivar flores ou simplesmente quer adicionar cor sem muitas complicações com os cuidados.</p><p>Além disso, é uma <strong>boa opção para compor uma pequena horta na varanda</strong>, junto a legumes, ervas aromáticas ou outras plantas. Outubro é uma boa altura para iniciar o cultivo em grande parte do Chile, e não é preciso ter um jardim para desfrutar dela: uma varanda ou um terraço com várias horas de sol pode ser suficiente para a ver crescer e florescer.</p><h2>Uma flor que pode começar diretamente a partir da semente</h2><p>Uma das maiores vantagens da calêndula surge logo no início: as suas sementes costumam germinar com bastante facilidade e as <strong>plântulas estabelecem-se rapidamente quando encontram condições adequadas</strong>. Em comparação com outras flores que podem ser mais delicadas quando se inicia o cultivo, a calêndula costuma apresentar bons resultados mesmo quando não temos muita experiência com a produção de plântulas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/siembra-esta-flor-en-octubre-y-llena-de-color-tu-balcon-en-verano-la-calendula-tambien-crece-en-maceta-1790956129799.jpeg" data-image="dgq5difm8aj8" alt="calêndula" title="calêndula"><figcaption>Uma sementeira densa no canteiro de plântulas permite aproveitar melhor as sementes e, posteriormente, separar as pequenas plantas no momento da transplantação.</figcaption></figure><p>Pode ser semeada diretamente no recipiente definitivo e, assim que as plantas se começam a desenvolver, rapidamente adquirem um aspeto mais denso. De facto, a sua facilidade em reproduzir-se e em voltar a surgir nos locais onde deixou sementes faz com que, em alguns jardins,<strong> se comporte quase como uma planta espontânea</strong>. </p><h2> Escolha um vaso com espaço e boa drenagem</h2><p>Embora possa ser cultivada perfeitamente num vaso individual, a<strong> calêndula costuma desenvolver-se melhor numa floreira ou num recipiente relativamente largo</strong>, pois muitas variedades formam tufos que se expandem para os lados, além de crescerem em altura. Isto também facilita a manutenção quando temos vários exemplares juntos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/siembra-esta-flor-en-octubre-y-llena-de-color-tu-balcon-en-verano-la-calendula-tambien-crece-en-maceta-1790955984132.jpeg" data-image="d4797f7xh2fb" alt="calendulas" title="calendulas"><figcaption>Embora possa crescer em vasos individuais, uma floreira oferece à calêndula espaço suficiente para se expandir e formar uma composição mais densa e colorida.</figcaption></figure><p>Escolha um recipiente com <strong>bons orifícios de drenagem e um substrato solto</strong>, que permita o escoamento do excesso de água. Um local com várias horas de sol irá favorecer o crescimento e a floração. Durante o cultivo, basta manter uma humidade moderada e evitar que as raízes permaneçam constantemente encharcadas.</p><h2> Muito sol e alguns cuidados para ter mais flores </h2><p> Para obter uma floração abundante, escolha um<strong> local com boa exposição solar</strong>. À medida que a planta cresce, pode remover as flores que começam a murchar para estimular o aparecimento de novas e manter a planta em flor durante mais tempo. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/siembra-esta-flor-en-octubre-y-llena-de-color-tu-balcon-en-verano-la-calendula-tambien-crece-en-maceta-1790955565311.jpeg" data-image="a8a40fow7q1u" alt="calendula" title="calendula"><figcaption>A calêndula pode ser generosa durante vários meses: em boas condições, a floração pode prolongar-se desde a primavera até ao outono.</figcaption></figure><p>Se também quiser obter sementes para a próxima estação, <strong>basta deixar algumas flores na planta e esperar que sequem completamente</strong>. Quando a inflorescência estiver seca, pode colhê-la e guardar as sementes para as voltar a plantar.</p><h2>Uma explosão de cor que também atrai vida</h2><p>Se há algo que torna a calêndula especial é o facto de não existir apenas uma forma de a aproveitar. <strong>Existem variedades com flores simples, semi-dobras e dobradas, em tons que vão do amarelo-claro ao laranja intenso</strong>, o que permite conferir um aspeto muito alegre mesmo a uma varanda pequena. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791266" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-novo-ano-hidrologico-comeca-a-1-de-outubro-prepare-a-sua-casa-para-as-primeiras-chuvas.html" title="O novo ano hidrológico começa a 1 de outubro. Prepare a sua casa para as primeiras chuvas">O novo ano hidrológico começa a 1 de outubro. Prepare a sua casa para as primeiras chuvas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-novo-ano-hidrologico-comeca-a-1-de-outubro-prepare-a-sua-casa-para-as-primeiras-chuvas.html" title="O novo ano hidrológico começa a 1 de outubro. Prepare a sua casa para as primeiras chuvas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-novo-ano-hidrologico-comeca-a-1-de-outubro-prepare-a-sua-casa-para-as-primeiras-chuvas-1790770203135_320.jpg" alt="O novo ano hidrológico começa a 1 de outubro. Prepare a sua casa para as primeiras chuvas"></a></article></aside><p>E, enquanto nós apreciamos as cores, <strong>as suas flores podem servir de recurso para abelhas, sírfideos e outros insetos visitantes</strong>. Por isso, se já tem uma pequena horta na varanda, incluir algumas malmequeres não só permite separar visualmente a zona das flores da das hortícolas, como também acrescenta diversidade e alimento para os polinizadores que passam pelo local.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plante-esta-flor-em-outubro-e-encha-a-sua-varanda-de-cor-no-verao-a-calendula-tambem-cresce-em-vasos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As previsões do tempo feitas por umas aranhas ajudaram na invasão francesa da Holanda no final do século XVIII]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-previsoes-do-tempo-feitas-por-umas-aranhas-ajudaram-na-invasao-francesa-da-holanda-no-final-do-seculo-xviii.html</link><pubDate>Mon, 05 Oct 2026 19:32:34 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Algumas previsões do tempo baseadas no comportamento das aranhas foram decisivas na conquista francesa da Holanda durante um inverno gélido no final do século XVIII.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-pronosticos-aracnidos-y-la-invasion-francesa-de-holanda-a-finales-del-siglo-xviii-1791056562084.jpg" data-image="qo59bstuafzb" alt="La batalla de Texel" title="La batalla de Texel"><figcaption><em>Captura da frota holandesa pelos hussardos da República Francesa, janeiro de 1795</em>. Gravura de E. G. H. Del'Orme (1896).</figcaption></figure><p>Na longa história militar, praticamente <strong>a única referência que existe a um ataque da cavalaria contra uma frota de navios presos no gelo é a que teve lugar a 21 de janeiro de 1795 </strong>no porto holandês de Den Helder, a sul da ilha de Texel, com a qual a França culminou a conquista da Holanda, após uma das guerras que ocorreram na Europa na sequência da Revolução Francesa (1789).</p><p><strong>O inverno de 1794-1795 foi particularmente gélido</strong> em toda essa região dos Países Baixos, numa época em que a <strong>Pequena Idade do Gelo</strong> se manifestou com toda a sua severidade na Europa em alguns invernos.</p><p><strong>Durante o outono de 1794, ocorreram na Holanda e arredores correntes de ar muito frio que chegaram a congelar rios, lagos e águas costeiras</strong>. Essa circunstância foi aproveitada pelo exército francês para avançar pelo território holandês, conseguindo contornar a cavalo muitas zonas pantanosas e rios que, noutras circunstâncias, teriam dificultado a marcha.</p><h2>O frio aliou-se à França na conquista da Holanda</h2><p><strong>O general de cavalaria Jean-Charles Pichegru (1761-1804) foi o militar encarregado de comandar as tropas francesas </strong>durante a guerra iniciada contra o exército holandês em 1794, que, em janeiro de 1795, culminou com a conquista daquele território europeu. Ao longo da incursão francesa na Holanda, Pichegru contou com o frio intenso como aliado, algo que conseguiu antecipar em várias ocasiões graças a previsões meteorológicas precisas que lhe chegaram por carta ao campo de batalha, a partir da prisão de Utrecht.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-pronosticos-aracnidos-y-la-invasion-francesa-de-holanda-a-finales-del-siglo-xviii-1791056633359.jpg" data-image="5btqyci4kgoi" alt="General Pichegru" title="General Pichegru"><figcaption>À esquerda: O general francês Jean-Charles Pichegru. Retrato de Alexandre-François Caminade. À direita: <em>A cavalaria francesa captura a frota holandesa presa no gelo nas águas de Texel, a 21 de janeiro de 1795.</em> Quadro de Charles Louis Mozin (1836).</figcaption></figure><p>Para essa prisão foi enviado o físico e químico francês<strong> Quatremère Disjonval (1754-1830)</strong>, membro da Academia de Ciências de Paris, devido ao seu ativismo político, tendo passado vários anos lá detido. Durante esse período, dedicou-se a observar o comportamento das aranhas que havia na sua cela e <strong>as características das teias que estas iam tecendo, o que relacionou com as mudanças meteorológicas que se avizinhavam</strong>. Graças a esse conhecimento empírico, começou a fazer previsões meteorológicas que, por intermédio dos seus carcereiros, conseguiu que fossem levadas para fora da prisão e chegassem a Pichegru.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="434291" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mar-do-norte-e-a-grote-mandrenke-uma-das-maiores-tempestades-da-historia-1362-mortes.html" title="Mar do Norte e a 'Grote Mandrenke': uma das maiores tempestades da História">Mar do Norte e a "Grote Mandrenke": uma das maiores tempestades da História</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mar-do-norte-e-a-grote-mandrenke-uma-das-maiores-tempestades-da-historia-1362-mortes.html" title="Mar do Norte e a 'Grote Mandrenke': uma das maiores tempestades da História"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mar-do-norte-e-a-grote-mandrenke-uma-das-maiores-tempestades-da-historia-1362-mortes-1661206784435_320.jpg" alt="Mar do Norte e a 'Grote Mandrenke': uma das maiores tempestades da História"></a></article></aside><p>A previsão de grandes vagas de frio que chegou a Pichegru em dezembro de 1794 revelou-se especialmente útil. Nela, Disjonval afirmava que a temperatura baixaria tanto que<em> "transformaria todos os rios e canais em pontes de gelo"</em>. <strong>A chegada do frio intenso permitiu às tropas francesas atravessar as águas congeladas do rio Waal e avançar com passo firme pelo território holandês</strong>. A 15 de janeiro, ocorreu a entrada em Utrecht e a libertação de Disjonval. Cinco dias depois, Amesterdão também caiu nas mãos dos franceses.</p><p>A Holanda tinha sido conquistada, mas restava uma última missão: assumir o controlo da frota naval, que se concentrava no norte, no porto de Den Helder, junto à ilha de Texel. Pichegru solicitou então uma nova previsão a Disjonval, e este antecipou uma grande descida das temperaturas. <strong>As águas voltariam a congelar</strong>. O general francês voltou a confiar no cientista e enviou um dos seus tenentes com um regimento de cavalaria para Den Helder. Chegaram lá a 21 de janeiro de 1795 e <strong>encontraram os navios presos no gelo e os holandeses a pedir a rendição</strong>.</p><h2>Previsões empíricas baseadas nas aranhas</h2><p>Foi a curiosidade de Disjonval, durante todo o tempo que passou na prisão, que o levou a elaborar aquelas previsões meteorológicas que foram determinantes na vitória militar dos franceses sobre os holandeses. Olhando com perspetiva, surge-nos a dúvida de saber se, naquele exercício, a sorte desempenhou um papel decisivo ou se a relação entre o comportamento das aranhas e a previsão a longo prazo tem realmente um fundamento científico, uma vez que <strong>as previsões de Disjonval antecipavam o tempo com mais de uma semana de antecedência</strong>.</p><p>Tal como relatava há alguns anos a historiadora Carmen Gozalo de Andrés num artigo que dedicou a estas previsões aracnídeas de Disjonval, as suas observações<em> "permitiam prever, com uma antecedência de 9 a 14 dias, dois parâmetros meteorológicos fundamentais: humidade e temperatura (…)<strong> se os fios tecidos pelas aranhas fossem longos e resistentes, podia-se contar com bom tempo durante 12 ou 14 dias</strong>. Qualquer outro tipo de atividade prenunciava mudanças atmosféricas a partir do nono dia, contando sempre a partir do início do trabalho”</em>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-pronosticos-aracnidos-y-la-invasion-francesa-de-holanda-a-finales-del-siglo-xviii-1791056703200.jpg" data-image="5jc8a31obel5" alt="Tratado sobre las arañas" title="Tratado sobre las arañas"><figcaption>A observação das teias de aranha na prisão de Utrecht permitiu a Quatremère Disjonval antecipar as mudanças meteorológicas. Os resultados das suas investigações foram publicados no seu tratado De L'aranéologie, publicado em Paris em 1797 (à direita).</figcaption></figure><p>A curto prazo, sabe-se que o comportamento das aranhas e de outros insetos dá pistas sobre o tempo que se avizinha. É conhecido o ditado que afirma: <strong>"Aranha de manhã, mau presságio; mas se a encontrares à tarde, é bom presságio."</strong>, mas extrapolar uma observação desta natureza para o longo prazo parece uma quimera; apesar disso, Quatremère Disjonval deixou para a posteridade a sua metodologia explicada num tratado intitulado <em>De Laranéologie</em>, que publicou em Paris em 1797. O livro não teve grande repercussão; caso contrário, não há dúvida de que a ciência meteorológica teria tirado partido deste trabalho experimental do cientista francês.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-previsoes-do-tempo-feitas-por-umas-aranhas-ajudaram-na-invasao-francesa-da-holanda-no-final-do-seculo-xviii.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Menos corte de relva, mais ajuda: graças a alterações nas bermas das estradas, o número de polinizadores aumenta 45%]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/menos-corte-de-relva-mais-ajuda-gracas-a-alteracoes-nas-bermas-das-estradas-o-numero-de-polinizadores-aumenta.html</link><pubDate>Mon, 05 Oct 2026 19:19:11 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>As bermas das estradas podem contribuir mais para a vida selvagem do que imaginamos. Novos resultados de investigação sugerem que mesmo pequenas alterações na gestão destas áreas podem ter um impacto surpreendentemente grande.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mow-less-help-more-roadside-changes-increase-pollinators-by-1791102237959.jpg" data-image="5tm4ax3o4ryz" alt="Biene" title="Biene"><figcaption>Imagem de uma abelha.</figcaption></figure><p><strong>Um novo estudo liderado pela Universidade de Ottawa revelou que</strong>, com a redução da roçada e da utilização de herbicidas nas bermas das estradas rurais, <strong>o número de polinizadores aumentou 45%</strong> e a diversidade de espécies presentes nessas áreas aumentou 23%.</p><p>"Para a maioria das pessoas, as bermas das estradas não são um local que se associe a um habitat para a vida selvagem, mas, a nível nacional, representam uma área enorme", afirmou <strong>Jessica Forrest</strong>, professora catedrática do Instituto de Biologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Ottawa. "O que nos surpreendeu não foi o facto de o modo de gestão ter um papel importante, mas sim <strong>a magnitude da diferença resultante de duas alterações modestas.</strong>"</p><h2> Comparação de bermas de estradas </h2><p><strong>A equipa comparou bermas de estradas rurais em distritos administrativos vizinhos à volta de Ottawa</strong>, onde são utilizados diferentes métodos de manutenção.</p><p>O distrito de Lanark faz a ceifa duas vezes por ano e combate as plantas invasoras apenas de forma pontual, enquanto Ottawa e o distrito de Leeds & Grenville fazem a ceifa quatro vezes por ano e pulverizam herbicidas. Uma vez que estas áreas se situam lado a lado, foi possível comparar bermas semelhantes e, assim, analisar isoladamente os efeitos das medidas de gestão. </p><p>"Constatámos que, nos locais geridos de acordo com esta<strong> abordagem de baixa intensidade, se encontravam muito mais abelhas e moscas-das-flores, bem como uma maior diversidade de espécies em ambos os grupos</strong>, do que nos locais geridos de forma convencional", afirmou o professor Forrest. "E não se tratou de uma mudança drástica na gestão das bermas das estradas, mas apenas de cortar um pouco menos a relva e utilizar herbicidas de forma mais seletiva."</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790610" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/em-1984-a-nasa-enviou-3301-abelhas-para-o-espaco-para-realizar-uma-experiencia-invulgar.html" title="Em 1984, a NASA enviou 3301 abelhas para o espaço para realizar uma experiência invulgar">Em 1984, a NASA enviou 3301 abelhas para o espaço para realizar uma experiência invulgar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/em-1984-a-nasa-enviou-3301-abelhas-para-o-espaco-para-realizar-uma-experiencia-invulgar.html" title="Em 1984, a NASA enviou 3301 abelhas para o espaço para realizar uma experiência invulgar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/en-1984-la-nasa-mando-3-301-abejas-al-espacio-para-realizar-un-insolito-experimento-1789813339648_320.jpg" alt="Em 1984, a NASA enviou 3301 abelhas para o espaço para realizar uma experiência invulgar"></a></article></aside><p>Ao longo de dois verões, <strong>Gil Miranda</strong>, um antigo investigador de pós-doutoramento no laboratório de Forrest, capturou e identificou 3 773 exemplares em 31 locais, que abrangiam um total de 153 espécies. <strong>Nas bermas de estradas com pouco tráfego, foram contabilizadas, em média, 27 espécies por local</strong>; nas bermas de estradas com gestão convencional, 22.</p><p>"As estradas têm de continuar a ser seguras para a circulação e as espécies invasoras têm de continuar a ser combatidas", acrescentou o professor Forrest. "No entanto, os nossos resultados sugerem que os gestores de terras não têm de escolher entre estas medidas e a proteção dos polinizadores. <strong>Se se reduzir a frequência do corte da relva e se utilizarem herbicidas apenas onde são realmente necessários</strong>, em vez de tratar toda a berma da estrada, o objetivo já está, em grande parte, alcançado."</p><h2>Alterações económicas</h2><p>O estudo surge numa altura em que as populações de abelhas e moscas polinizadoras estão sujeitas a uma pressão crescente em toda a América do Norte. Um inventário recente à escala continental revelou que <strong>mais de um quinto das espécies nativas de polinizadores está agora exposto a um risco acrescido de extinção</strong>. Forrest vê nos resultados uma boa notícia: uma medida económica para a manutenção das bermas das estradas.</p><p>"Não é preciso plantar nada de novo nem gastar mais dinheiro para obter benefícios", concluiu o professor Forrest. <strong>"Basta deixar a berma da estrada um pouco menos arrumada."</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Miranda%2C%20G.%20F.%20G.%2C%20Etwell%2C%20T.%2C%20Fyson%2C%20V.%20K.%2C%20Cardinal%2C%20S.%2C%20Callaghan%2C%20C.%2C%20%26%20Forrest%2C%20J.%20R.%20K." data-year="2026" data-title="Roadside%20pollinator%20populations%20and%20the%20negative%20impact%20of%20intensive%20roadside%20vegetation%20maintenance." data-url="https%3A%2F%2Fresjournals.onlinelibrary.wiley.com%2Fdoi%2F10.1111%2Ficad.70144">Miranda, G. F. G., Etwell, T., Fyson, V. K., Cardinal, S., Callaghan, C., & Forrest, J. R. K.. (2026). <a href="https://resjournals.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/icad.70144" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Roadside pollinator populations and the negative impact of intensive roadside vegetation maintenance.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/menos-corte-de-relva-mais-ajuda-gracas-a-alteracoes-nas-bermas-das-estradas-o-numero-de-polinizadores-aumenta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aguaceiros e trovoadas persistirão nestas zonas, mas anticiclone e madrugadas frias ganham terreno a partir desta data]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aguaceiros-e-trovoadas-persistirao-nestas-zonas-mas-anticiclone-e-madrugadas-frias-ganham-terreno-a-partir-desta-data.html</link><pubDate>Mon, 05 Oct 2026 18:37:44 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O risco de aguaceiros, trovoadas e granizo localizado manter-se-á por mais alguns dias em Portugal continental. Porém, a partir desta data, prevê-se o regresso do anticiclone e de madrugadas mais outonais nalgumas zonas do país.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbijosq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbijosq.jpg" id="xbijosq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O estado do tempo nalguns distritos de Portugal continental continuará a ser condicionado nas restantes horas desta segunda-feira (5) pela presença de uma gota fria a oes-noroeste do nosso país. <strong>No entanto, de um modo geral, vai imperando a estabilidade atmosférica gerada pelas altas pressões</strong>.</p><div class="texto-destacado">É importante relembrar que os fenómenos meteorológicos adversos gerados por este tipo de perturbações atmosféricas possui um carácter muito localizado (ou seja<strong>, a distribuição geográfica dos aguaceiros, trovoada e granizo está longe de ser uniforme, sendo geralmente muito irregular e altamente incerta quanto à localização exata)</strong> e intermitente (os aguaceiros e trovoadas variam em intensidade e frequência e alternam com períodos de céu nublado e boas abertas). Noutras regiões nem sequer chega a chover, imperando o sol e/ou a nebulosidade.</div><p>Embora entre terça (6) e quarta-feira (7) a precipitação convectiva já não seja causada diretamente apenas pela influência da gota fria, mas também por outras estruturas atmosféricas, <strong>a evolução expectável quanto ao comportamento da distribuição e intensidade pluviométricas será igualmente irregular</strong>.</p><h2>Possível evolução da precipitação convectiva nos próximos dias </h2><p>Amanhã, a gota fria, ao deslocar-se para nordeste, será reabsorvida por um vale depressionário. Ao mesmo tempo, um <strong>rio atmosférico </strong>de origem subtropical irá influenciar as condições meteorológicas, <strong>reforçando parcialmente</strong> a ocorrência de instabilidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aguaceiros-e-trovoadas-persistirao-nestas-zonas-mas-anticiclone-e-madrugadas-frias-ganham-terreno-a-partir-desta-data-1791224374182.jpg" data-image="ng2gh4yleqg4"><figcaption>Um rio de humidade é visível neste mapa de terça-feira, 6 de outubro e poderá contribuir, de forma parcial, para um reforço da precipitação em certos pontos do país.</figcaption></figure><p>Com esta situação sinóptica, o tempo instável poderá estender-se por praticamente todo a nossa geografia, dado que a possibilidade de aguaceiros e trovoadas localmente fortes para todo o país é real,<strong> apesar da probabilidade mais elevada nas regiões situadas a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela</strong>.</p><p>O destaque na terça-feira (6) irá sobretudo para <strong>a probabilidade mais elevada de precipitação convectiva, sobretudo durante a tarde, nas áreas de montanha da Barreira de Condensação</strong> (corresponde a zonas dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Vila Real e Viseu).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aguaceiros-e-trovoadas-persistirao-nestas-zonas-mas-anticiclone-e-madrugadas-frias-ganham-terreno-a-partir-desta-data-1791224085848.jpg" data-image="uvlzh09p5nyn"><figcaption>O mapa é claro quanto às zonas onde a probabilidade de precipitação é superior a 50% na tarde de terça-feira, 6 de outubro, assinalando as regiões situadas a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela, e em particular as áreas de montanha, como as mais prováveis.</figcaption></figure><p>Isto não quer dizer que não chova noutros momentos do dia e noutras zonas do Norte e Centro, mas sim que, simplesmente, a probabilidade é menos significativa nessas áreas e nesses períodos. Aliás, <strong>embora menos provável, também é real a possibilidade de aguaceiros, trovoadas e queda de granizo para as zonas situadas a sul</strong> do sistema montanhoso Montejunto-Estrela.</p><p><strong>As trovoadas na terça-feira (6)</strong> poderão ser algo menos intensas e generalizadas, com os mapas a sugerirem uma concentração das descargas elétricas atmosféricas sobretudo no <strong>interior Norte e Centro, em certas zonas do vale do Tejo e Ribatejo e também no Alto Alentejo</strong>. Tampouco se descartam trovoadas isoladas em pontos do litoral Norte e Centro como Porto e Aveiro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aguaceiros-e-trovoadas-persistirao-nestas-zonas-mas-anticiclone-e-madrugadas-frias-ganham-terreno-a-partir-desta-data-1791224227708.jpg" data-image="9z1gkm3p47qz"><figcaption>A distribuição da precipitação de carácter convectivo é altamente irregular. Esta é a evolução prevista pelo modelo europeu (ECMWF) da chuva acumulada em Portugal continental até às 21:00 de quarta-feira, 7 de outubro.</figcaption></figure><p>Na quarta-feira (7) prevê-se um abrandamento das condições meteorológicas instáveis, embora ainda perdure a possibilidade de períodos de chuva ou <strong>aguaceiros de fraca a moderada intensidade, sobretudo nas Regiões Norte, Centro, Área Metropolitana de Lisboa e Alto Alentejo</strong>. Nas zonas mais a sul a probabilidade de precipitação é significativamente menor, mas o cenário de chuva não está totalmente excluído.</p><h2>Quinta-feira, 8 de outubro, marcará a mudança de tempo em Portugal continental</h2><p>Espera-se que na quinta-feira (8)<strong> a aproximação do anticiclone dos Açores e a sua extensão alongada influenciem decisivamente o estado do tempo no nosso país -</strong> com as baixas pressões a afastarem-se para leste - e a proporcionar-se uma nova fase de estabilidade atmosférica que deverá durar pelo menos até domingo, 11 de outubro.</p><p>Deste modo, na <strong>quinta-feira (8) e ao longo dos dias seguintes predominará um céu limpo ou pouco nublado</strong>, por vezes com nuvens dispersas e/ou períodos temporários de céu muito nublado - mais prováveis nas <strong>Regiões Norte e Centro</strong>, sendo menos frequentes no Sul do país.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aguaceiros-e-trovoadas-persistirao-nestas-zonas-mas-anticiclone-e-madrugadas-frias-ganham-terreno-a-partir-desta-data-1791223764783.jpg" data-image="2wrd28le36e2"><figcaption>O ar polar praticamente só passará de raspão em Portugal continental. Porém, a sua aproximação, em conjugação com as altas pressões, será o suficiente para causar uma descida das temperaturas no nosso país, especialmente no interior Norte e Centro.</figcaption></figure><p>Em simultâneo, a descida em latitude de um <strong>vale depressionário vindo de norte que transportará uma massa de ar frio de origem polar até à Península Ibérica</strong>, aliada à estabilidade provocada pelo <strong>anticiclone</strong> e pelo facto do período de incidência de radiação solar estar a diminuir, gerará uma queda nas temperaturas - especialmente durante a noite e ao início da manhã.</p><h2>Está à vista uma grande amplitude térmica diária e madrugadas mais frias</h2><p>Assim, é expectável que ocorra uma amplitude térmica diária significativa nesta segunda metade da semana, com temperaturas máximas ainda relativamente amenas para o mês de outubro a contrastar fortemente com <strong>temperaturas mínimas já significativamente mais baixas face aos últimos dias, e próximas ou inferiores a 10 ºC em alguns locais</strong>.</p><p>Então, é expectável que o arrefecimento noturno seja particularmente marcante no interior Norte e Centro, onde, o efeito de continentalidade e, em situações anticiclónicas (de céu pouco nublado ou limpo e vento fraco), <strong>as características do relevo local e a altitude são mais propícios à perda de radiação e temperaturas mais baixas</strong><strong>, sobretudo em zonas de montanha e em vales</strong>. Nestes últimos pode ocorrer acumulação de ar frio.</p><table><thead><tr><th>Capital de Distrito</th><th>Temperatura Mínima Terça-feira, 6 de outubro</th><th>Temperatura Mínima Quarta-feira, 7 de outubro</th><th>Temperatura Mínima Quinta-feira, 8 de outubro</th><th>Temperatura Mínima Sexta-feira, 9 de outubro</th></tr></thead><tbody><tr><td>Bragança</td><td>12 ºC</td><td>10 ºC</td><td>8 ºC</td><td>6 ºC</td></tr><tr><td>Vila Real</td><td>13 ºC</td><td>13 ºC</td><td>12 ºC</td><td>9 ºC</td></tr><tr><td>Guarda</td><td>10 ºC</td><td>10 ºC</td><td>8 ºC</td><td>6 ºC</td></tr><tr><td>Viseu</td><td>13 ºC</td><td>12 ºC</td><td>11 ºC</td><td>10 ºC</td></tr><tr><td>Castelo Branco</td><td>14 ºC</td><td>12 ºC</td><td>14 ºC</td><td>11 ºC</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="5">Fonte: Meteored - ECMWF</td></tr></tbody></table><p>No litoral a ocorrência de uma amplitude térmica diária significativa na segunda metade da presente semana - <strong>a partir do dia 8 de outubro</strong> - também será percetível.</p><p>Porém, os fatores geográficos e meteorológicos acima referidos contribuirão de forma particularmente significativa para que <strong>as temperaturas mínimas desçam de forma considerável em cidades como Bragança, Vila Real, Viseu, Guarda e Castelo Branco</strong>. Para a cidade da Guarda, um dos elementos que mais jogará para a queda acentuada da temperatura é a altitude a que se situa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791966" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-risco-de-trovoada-leva-ipma-a-emitir-avisos-meteorologicos-em-10-distritos.html" title="Tempo em Portugal esta semana: risco de trovoada leva IPMA a emitir avisos meteorológicos em 10 distritos">Tempo em Portugal esta semana: risco de trovoada leva IPMA a emitir avisos meteorológicos em 10 distritos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-risco-de-trovoada-leva-ipma-a-emitir-avisos-meteorologicos-em-10-distritos.html" title="Tempo em Portugal esta semana: risco de trovoada leva IPMA a emitir avisos meteorológicos em 10 distritos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-esta-semana-risco-de-trovoada-leva-ipma-a-emitir-avisos-meteorologicos-em-10-distritos-1791202315962_320.jpeg" alt="Tempo em Portugal esta semana: risco de trovoada leva IPMA a emitir avisos meteorológicos em 10 distritos"></a></article></aside><p>Como se pode ver, os valores previstos das temperaturas mínimas nas áreas de Portugal continental onde se prevê uma frescura mais acentuada ao longo dos próximos dias, revelam uma<strong> tendência de gradual descida térmica, sendo mais evidente a partir de quinta-feira (8)</strong>.</p><p><strong>Guarda e Bragança </strong>poderão sobressair-se como as cidades mais frias entre as principais capitais distritais do país<strong> devido à previsão de mínimas mais próximas do patamar dos 5 ºC</strong>, do que do patamar dos 10 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aguaceiros-e-trovoadas-persistirao-nestas-zonas-mas-anticiclone-e-madrugadas-frias-ganham-terreno-a-partir-desta-data.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Há 3 distritos sob aviso laranja de trovoada nas próximas horas: IPMA avisa sobre potenciais fenómenos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ha-3-distritos-sob-aviso-laranja-de-trovoada-nas-proximas-horas-ipma-avisa-sobre-potenciais-fenomenos.html</link><pubDate>Mon, 05 Oct 2026 15:13:06 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>De acordo com a mais recente atualização do IPMA, estão três distritos sob aviso laranja devido ao risco de trovoada, chuva forte, queda de granizo e vento. Consulte aqui a previsão!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbiftlq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbiftlq.jpg" id="xbiftlq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como referimos em previsões anteriores, o IPMA lançou uma série de avisos meteorológicos devido à previsão de <strong>tempo adverso, esperado para as próximas horas</strong>. Neste momento, de 10 distritos sob aviso de trovoada, três deles encontram-se sob aviso laranja, dos quais: Guarda, Castelo Branco e Santarém.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Este aviso entrou em vigor às 12h e deverá manter-se até às 21h em Castelo Branco e Santarém e até à meia-noite na Guarda. De acordo com a informação disponibilizada no site do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, este aviso alerta para: "<em>Condições favoráveis para ocorrência de fenómenos meteorológicos localizados, como: <strong>trovoada; precipitação localmente forte</strong>, com acumulação entre 10 a 20 mm em 1 h; <strong>granizo</strong> com diâmetro inferior a 2 cm; <strong>rajadas</strong> entre 70 e 90 km/h.</em>"</p><h2>O que mostram os mapas da Meteored?</h2><p>Segundo a mais recente saída dos nossos mapas, é possível verificar uma <strong>probabilidade crescente de ocorrência de precipitação</strong> nas próximas horas, especialmente entre os distritos da Guarda e de Castelo Branco, como podemos observar no mapa abaixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ha-3-distritos-sob-aviso-laranja-de-trovoada-nas-proximas-horas-ipma-avisa-sobre-potenciais-fenomenos-1791211126048.jpg" data-image="6xn9khl0znvc" alt="probabilidade de chuva" title="probabilidade de chuva"><figcaption>A probabilidade de chuva nas próximas horas vai aumentar no interior do país. Esta poderá ser acompanhada de trovoada e vento.</figcaption></figure><p>Além da probabilidade de precipitação<strong> localmente intensa</strong> num curto espaço de tempo ser elevada, <strong>acrescem outros fatores</strong> como a possibilidade de trovoada, granizo e aumento da velocidade de rajada. Este conjunto de fenómenos poderá assumir maior relevância nos distritos supracitados. Caso a atual previsão se verifique, estes fenómenos poderão manter-se até ao final do dia de hoje, com provável <strong>perda de intensidade até às últimas horas do dia</strong>.</p><p>Esta instabilidade deve-se à <strong>influência de uma gota fria </strong>que poderá começar a perder força também nas últimas horas do dia, com a consequente diminuição da precipitação e da atividade convectiva, o que deverá traduzir-se num impacto menos expressivo em Portugal Continental, embora ainda seja esperada a ocorrência de chuva fraca a moderada nas horas seguintes, já na madrugada de terça-feira.</p><h2>Nos próximos dias dar-se-á uma melhoria generalizada do estado de tempo</h2><p>"Depois da tempestade, vem a bonança". Ainda que a semana tenha arrancado com vários avisos de Norte a Sul, estes deverão ser levantados, no máximo, até à próxima meia-noite. Tal como referimos acima, <strong>o dia de amanhã e uma parte do dia de quarta-feira ainda poderão trazer alguma chuva</strong>, no entanto, o período mais crítico deverá verificar-se ainda hoje.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791966" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-risco-de-trovoada-leva-ipma-a-emitir-avisos-meteorologicos-em-10-distritos.html" title="Tempo em Portugal esta semana: risco de trovoada leva IPMA a emitir avisos meteorológicos em 10 distritos">Tempo em Portugal esta semana: risco de trovoada leva IPMA a emitir avisos meteorológicos em 10 distritos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-risco-de-trovoada-leva-ipma-a-emitir-avisos-meteorologicos-em-10-distritos.html" title="Tempo em Portugal esta semana: risco de trovoada leva IPMA a emitir avisos meteorológicos em 10 distritos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-esta-semana-risco-de-trovoada-leva-ipma-a-emitir-avisos-meteorologicos-em-10-distritos-1791202315962_320.jpeg" alt="Tempo em Portugal esta semana: risco de trovoada leva IPMA a emitir avisos meteorológicos em 10 distritos"></a></article></aside><p>Desta forma, e tendo em conta a <strong>previsão de dissipação da maior parte da precipitação ao final da tarde de quarta-feira</strong>, espera-se que a segunda metade desta semana seja progressivamente mais estável, à medida que a influência do anticiclone dos Açores se faça sentir. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ha-3-distritos-sob-aviso-laranja-de-trovoada-nas-proximas-horas-ipma-avisa-sobre-potenciais-fenomenos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal pode guardar energia nas rochas profundas com armazenamento de ar comprimido]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/portugal-pode-guardar-energia-nas-rochas-profundas-com-armazenamento-de-ar-comprimido.html</link><pubDate>Mon, 05 Oct 2026 14:15:39 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Investigadores identificam formações geológicas capazes de reter excedentes renováveis e devolvê-los à rede durante períodos de menor produção.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-pode-guardar-energia-nas-rochas-profundas-com-armazenamento-de-ar-comprimido-1791199882056.jpg" data-image="ilc2xctcpeyo" alt="parque eólico" title="parque eólico"><figcaption>A expansão das energias renováveis também aumenta a necessidade de armazenar eletricidade nos períodos de menor produção. Foto: Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Sob os nossos pés, há uma espécie de <strong>armazém </strong>que pode vir a guardar uma das matérias-primas mais importantes da <strong>transição energética</strong>. Não é uma gruta nem uma caverna subterrânea.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><p><strong><em>São rochas porosas profundas cujos espaços entre os grãos armazenam ar comprimido até ser necessário produzir eletricidade.</em></strong></p><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>É esta possibilidade que surge no estudo de investigadores da NOVA FCT e do Instituto Dom Luiz, da Universidade de Lisboa. Os autores avaliaram o potencial do <strong>armazenamento subterrâneo de ar comprimido em meios porosos</strong> e, num cenário teórico otimizado, chegaram a uma capacidade de 1 terawatt-hora (1 TWh) num único reservatório.</p><p>Um terawatt-hora corresponde a mil milhões de quilowatt-hora. O valor calculado aproxima-se do <strong>consumo de algumas cidades médias portuguesas</strong>, embora se trate de um máximo teórico obtido numa simulação e não de uma capacidade já disponível no terreno.</p><h2>Uma bateria feita de ar e rocha</h2><p>Nos períodos em que <strong>vento</strong>, <strong>sol</strong> ou <strong>água</strong> produzem mais eletricidade do que a rede precisa, essa energia pode ser usada para comprimir ar atmosférico. O ar é depois injetado num reservatório geológico profundo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-pode-guardar-energia-nas-rochas-profundas-com-armazenamento-de-ar-comprimido-1791200404190.jpg" data-image="0eu005tfeoib" alt="Esquema" title="Esquema"><figcaption>Esquema de uma formação geológica para armazenamento de energia com ar comprimido. A imagem destaca os principais desafios técnicos e geológicos do processo. Imagem: Ricardo Pereira, Geoenergy, 2026</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Os <strong>espaços entre os grãos da rocha</strong>, geralmente preenchidos por água salgada imprópria para consumo, <strong>passam a conter ar</strong>. Quando é preciso produzir eletricidade, o ar é libertado para acionar turbinas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Esta solução armazena energia durante dias ou mais tempo e, ao contrário das que usam hidrogénio ou dióxido de carbono, recorre apenas ao ar.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O estudo, publicado na revista científica Geoenergy, destaca a<strong> profundidade </strong>como uma variável decisiva. Quanto mais fundo está o reservatório, maiores são as alterações de <strong>pressão</strong> e <strong>temperatura</strong>, que determinam a quantidade de energia armazenável.</p><h2>Três quilómetros abaixo da superfície</h2><p>Foi a uma profundidade máxima de <strong>três mil metros</strong> que os investigadores encontraram, na simulação, o <strong>cenário mais favorável</strong>. Num sistema adiabático e isobárico, calcularam uma densidade energética de até 156 kWh por metro cúbico e uma capacidade total de 1 TWh.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784339" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-gigantes-de-betao-voltam-a-guardar-o-futuro-dos-cereais-a-energia-renovavel.html" title="Os gigantes de betão voltam a guardar o futuro: dos cereais à energia renovável">Os gigantes de betão voltam a guardar o futuro: dos cereais à energia renovável</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-gigantes-de-betao-voltam-a-guardar-o-futuro-dos-cereais-a-energia-renovavel.html" title="Os gigantes de betão voltam a guardar o futuro: dos cereais à energia renovável"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-gigantes-de-betao-voltam-a-guardar-o-futuro-dos-cereais-a-energia-renovavel-1787059442779_320.jpg" alt="Os gigantes de betão voltam a guardar o futuro: dos cereais à energia renovável"></a></article></aside><p>O estudo representa, segundo os autores, a primeira avaliação que cruza de forma sistemática os <strong>controlos geológicos e termodinâmicos</strong> associados à profundidade para estimar esta capacidade. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A conclusão ajuda a perceber por que nem toda a rocha porosa serve. É necessário encontrar a formação certa, com volume suficiente e condições adequadas para reter o ar e permitir a sua recuperação com segurança.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Em Portugal, os primeiros estudos apontam a <strong>Bacia Lusitânica</strong>, entre<strong> Lisboa </strong>e <strong>Aveiro</strong>, como uma zona a explorar. É uma área com formações geológicas relevantes e próxima de centros de consumo e de produção eólica, solar e hídrica. Mas identificar locais promissores é apenas o princípio.</p><h2>A bateria ainda está no papel</h2><p>Entre a simulação e uma instalação real, há uma longa sequência de etapas. São necessários <strong>estudos geológicos</strong>, <strong>sondagens</strong>, um projeto-piloto e vários <strong>testes</strong> antes de uma operação comercial. Os investigadores estimam que esse caminho possa implicar cinco a dez anos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-pode-guardar-energia-nas-rochas-profundas-com-armazenamento-de-ar-comprimido-1791201119185.jpg" data-image="mo0ipyal1s1u" alt="Investigador Ricardo Pereira" title="Investigador Ricardo Pereira"><figcaption>Ricardo Pereira, investigador da GeoBioTec, da NOVA FCT, é o autor principal do estudo. Foto: João Lima/NOVA FCT</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>E falta, ainda, um <strong>enquadramento regulamentar específico</strong> para implementar este tipo de armazenamento subterrâneo. São alguns obstáculos que podem travar o avanço dos projetos, principalmente nas fases de investigação e de caracterização das formações geológicas. Segundo os autores, estas questões precisam de ser resolvidas para que empresas e investidores possam avançar.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O interesse, porém, ultrapassa as fronteiras de Portugal. China e Alemanha estão entre os países que estudam e desenvolvem soluções de armazenamento de ar comprimido.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A ideia deixa, assim, de parecer apenas uma curiosidade geológica. Num sistema elétrico cada vez mais dependente de fontes renováveis, ter energia guardada durante longos períodos pode ser tão importante quanto produzir mais. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="NOVA%20FCT" data-year="" data-title="Portuguese%20research%20shows%20deep%20geological%20formations%20can%20store%20renewable%20energy%20capable%20of%20powering%20a%20city" data-url="https%3A%2F%2Fwww.fct.unl.pt%2Fen%2Fnews%2F2026%2F08%2Fportuguese-research-shows-deep-geological-formations-can-store-renewable-energy-capable-powering-cit">NOVA FCT. <a href="https://www.fct.unl.pt/en/news/2026/08/portuguese-research-shows-deep-geological-formations-can-store-renewable-energy-capable-powering-cit" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Portuguese research shows deep geological formations can store renewable energy capable of powering a city</a>.</cite><br><cite data-author="Ricardo%20Pereira%2C%20Jo%C3%A3o%20Silva%20%26%20Jorge%20Maia%20Alves" data-year="" data-title="Impact%20of%20depth-dependent%20geological%20controls%20for%20assessing%20energy%20capacity%20of%20subsurface%20compressed%20air%20energy%20storage%20in%20porous%20media.%20Geoenergy%20Science%20and%20Engineering" data-url="https%3A%2F%2Fwww.lyellcollection.org%2Fdoi%2Fabs%2F10.1144%2Fgeoenergy2025-058">Ricardo Pereira, João Silva & Jorge Maia Alves. <a href="https://www.lyellcollection.org/doi/abs/10.1144/geoenergy2025-058" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Impact of depth-dependent geological controls for assessing energy capacity of subsurface compressed air energy storage in porous media. Geoenergy Science and Engineering</a>.</cite><br><cite data-author="Ricardo%20Pereira" data-year="" data-title="Geological%20controls%20for%20compressed%20air%20energy%20storage%20in%20porous%20media.%20Geoenergy%20Science%20and%20Engineering" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedirect.com%2Fscience%2Farticle%2Fpii%2FS2949891026001855">Ricardo Pereira. <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2949891026001855" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Geological controls for compressed air energy storage in porous media. Geoenergy Science and Engineering</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/portugal-pode-guardar-energia-nas-rochas-profundas-com-armazenamento-de-ar-comprimido.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo em Portugal esta semana: risco de trovoada leva IPMA a emitir avisos meteorológicos em 10 distritos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-risco-de-trovoada-leva-ipma-a-emitir-avisos-meteorologicos-em-10-distritos.html</link><pubDate>Mon, 05 Oct 2026 12:25:21 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Chuva e trovoada deverão afetar vários distritos de Norte a Sul do país, entre hoje e amanhã, sendo que hoje o risco poderá ser mais elevado, de acordo com o IPMA.</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/4eQ-8FiKs5s/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=4eQ-8FiKs5s" id="4eQ-8FiKs5s"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Esta semana arranca com possibilidade de chuva e trovoada, devido a uma gota fria, tendo levado o IPMA a atualizar os seus avisos, elevando<strong> sete distritos a aviso amarelo</strong> de trovoada (Vila Real, Bragança, Aveiro, Viseu, Coimbra, Portalegre e Évora) <strong>e três a aviso laranja</strong> (Guarda, Castelo Branco e Santarém) para o mesmo fator. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p><strong>Estes avisos</strong>, que estão em vigor desde as 12h de hoje, <strong>deverão manter-se, no máximo, até à meia-noite de amanhã</strong>, dia 6, nos distritos de Vila Real, Bragança, Guarda, Aveiro e Viseu. Nos restantes, é esperado que o aviso perdure até às 21h de hoje.</p><h2>Chuva poderá ser mais expressiva no interior do país</h2><p>Ainda que a chuva possa chegar a vários pontos do litoral Norte e Centro, é <strong>expectável que os episódios de chuva mais forte aconteçam no interior do país</strong>, especialmente na região Centro, tal como tem acontecido nos últimos dias. Os nossos mapas indicam <strong>focos de precipitação intensa nos distritos de Évora e Castelo Branco nas próximas horas</strong>, onde esta poderá ocorrer entre 10 a 15 mm por hora.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-esta-semana-risco-de-trovoada-leva-ipma-a-emitir-avisos-meteorologicos-em-10-distritos-1791201977159.jpg" data-image="h5ekmnm6p2vv" alt="densidade de raios" title="densidade de raios"><figcaption>Entre hoje e amanhã poderão aparecer núcleos convectivos que deverão dar origem a trovoadas. No entanto, espera-se que o dia mais crítico seja hoje, dia 5 de outubro.</figcaption></figure><p>Quanto à<strong> trovoada</strong>, tal como podemos observar no mapa acima, <strong>e</strong><strong>sta deverá ser mais abrangente na Região Centro</strong>, podendo ainda contar com períodos mais expressivos nos distritos de Évora, Coimbra e Castelo Branco, segundo a mais recente atualização do ECMWF. Para amanhã espera-se que esta possa ocorrer, ainda que com uma probabilidade menor e com menos intensidade, em vários pontos do Norte e Centro.</p><h2>Melhoria esperada a partir do final do dia de quarta-feira</h2><p>Como referimos acima, esta instabilidade poderá manter-se até amanhã, devendo denotar-se uma <strong>melhoria gradual do estado de tempo a partir de quarta-feira</strong>. Ainda assim, para esse dia, espera-se a ocorrência de chuva fraca a moderada nas regiões Norte e Centro, devendo <strong>dissipar-se até ao final do dia</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791806" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-sobre-o-feriado-5-de-outubro-ha-6-distritos-onde-a-probabilidade-de-chuva-trovoadas-e-granizo-e-maior.html" title="Alfredo Graça sobre o feriado 5 de outubro: 'há 6 distritos onde a probabilidade de chuva, trovoadas e granizo é maior'">Alfredo Graça sobre o feriado 5 de outubro: "há 6 distritos onde a probabilidade de chuva, trovoadas e granizo é maior"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-sobre-o-feriado-5-de-outubro-ha-6-distritos-onde-a-probabilidade-de-chuva-trovoadas-e-granizo-e-maior.html" title="Alfredo Graça sobre o feriado 5 de outubro: 'há 6 distritos onde a probabilidade de chuva, trovoadas e granizo é maior'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-sobre-o-feriado-5-de-outubro-ha-6-distritos-onde-a-probabilidade-de-chuva-trovoada-e-granizo-e-maior-1791119506481_320.png" alt="Alfredo Graça sobre o feriado 5 de outubro: 'há 6 distritos onde a probabilidade de chuva, trovoadas e granizo é maior'"></a></article></aside><p>Desta forma, até ao fim de semana, esperam-se apenas alguns aguaceiros fracos no Sul do país, nos distritos de Beja e Faro, enquanto o restante território deverá manter-se seco e soalheiro. Com isto, já <strong>no sábado, a chuva deverá manter-se afastada do território continental</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-risco-de-trovoada-leva-ipma-a-emitir-avisos-meteorologicos-em-10-distritos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como a erupção de Pompeia e o relato de Plínio refiniram a precisão do tempo geológico]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-a-erupcao-de-pompeia-e-o-relato-de-plinio-refiniram-a-precisao-do-tempo-geologico.html</link><pubDate>Mon, 05 Oct 2026 07:35:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O legado do Vesúvio, a erupção histórica que calibrou o relógio da Terra. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-a-erupcao-de-pompeia-e-o-relato-de-plinio-refiniram-a-precisao-do-tempo-geologico-1790777306978.png" data-image="kb8t77ypesyz"></figure><p>A precisão na datação de erupções vulcânicas pré-históricas é crucial para compreender a evolução da Terra, calibrar a escala de tempo geológico e correlacionar ciclos climáticos e extinções em massa. </p><div class="texto-destacado">Hoje, dezenas de milhões de pessoas habitam junto a vulcões ativos como os da região de Nápoles. </div><p><strong>Para avaliar riscos vulcânicos e prever futuras erupções, é fundamental estabelecer intervalos de recorrência fiáveis</strong> através da datação precisa de eventos recentes.</p><h2>Desafios do método em eventos recentes </h2><p> O método do árgon40/árgon39 é essencial em geocronologia, mas perde precisão relativa em amostras geológicas jovens. Análises prévias em lavas recentes apresentavam margens de erro superiores a 22%. </p><p>No caso do Vesúvio de 79 d.C., medições anteriores por árgon40/árgon39, radiocarbono e urânio-tório/hélio confirmavam a data histórica, <strong>mas com incertezas de cerca de 100 anos (~5%). </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-a-erupcao-de-pompeia-e-o-relato-de-plinio-refiniram-a-precisao-do-tempo-geologico-1790777515356.png" data-image="mad26843ihe5"></figure><p>Além disso, vestígios em testemunhos de gelo da Gronelândia <strong>mantinham a dúvida sobre se pertenciam ao Vesúvio ou a erupções contemporâneas nos Açores</strong>.</p><h2>Inovação tecnológica e confirmação histórica </h2><p>Para ultrapassar este obstáculo, os investigadores <strong>extraíram cristais puros de sanidina de pedra-pomes colhida em Oplontis</strong>, perto de Pompeia. Combinando aquecimento incremental por laser, espectrometria de massa de múltiplos detetores com amplificadores ATONA e irradiação otimizada por neutrões, obtiveram uma idade de 1938 ± 13 anos (relativa a 2025), correspondente ao ano de 87 ± 13 d.C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-a-erupcao-de-pompeia-e-o-relato-de-plinio-refiniram-a-precisao-do-tempo-geologico-1790777794306.png" data-image="7ihkvhc52m6o"></figure><p>Este valor é estatisticamente indistinguível de 79 d.C., <strong>atingindo uma precisão inédita de 0,7% e uma exatidão de 0,4%</strong>. O estudo reavaliou também as fontes romanas de Plínio e Cássio Dio, <strong>confirmando a data de 24 de agosto de 79 d.C. e desmontando hipóteses de uma erupção no outono baseadas em moedas e artefactos mal interpretados</strong>.</p><h2> Um "relógio" afinado para o futuro </h2><p>Como os historiadores já sabiam exatamente o ano em que o Vesúvio entrou em erupção, os cientistas <strong>puderam usar as cinzas deste vulcão como um teste perfeito para afinar os seus próprios instrumentos de medição.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-a-erupcao-de-pompeia-e-o-relato-de-plinio-refiniram-a-precisao-do-tempo-geologico-1790777863060.png" data-image="zsww0aci6mqz"></figure><p>Na prática, eles observaram o processo natural em que um elemento da rocha se vai transformando noutro ao longo dos séculos, como a areia a cair lentamente numa ampulheta e conseguiram calcular a velocidade exata a que isso acontece. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="683075" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/uma-analise-de-adn-reescreve-as-historias-das-pessoas-enterradas-em-pompeia.html" title="Uma análise de ADN reescreve as histórias das pessoas enterradas em Pompeia">Uma análise de ADN reescreve as histórias das pessoas enterradas em Pompeia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/uma-analise-de-adn-reescreve-as-historias-das-pessoas-enterradas-em-pompeia.html" title="Uma análise de ADN reescreve as histórias das pessoas enterradas em Pompeia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uma-analise-de-adn-reescreve-as-historias-das-pessoas-enterradas-em-pompeia-1731522866613_320.jpg" alt="Uma análise de ADN reescreve as histórias das pessoas enterradas em Pompeia"></a></article></aside><p>Este novo cálculo da "velocidade da areia" tem o dobro da precisão de tudo o que já se tinha conseguido fazer em laboratório. Graças a esta descoberta, a partir de agora,<strong> os cientistas passam a ter uma "ampulheta" muito mais rigorosa para descobrir a idade de qualquer rocha do nosso planeta</strong>, o que vai ajudar também a acertar e melhorar outros métodos de datação famosos, como o do radiocarbono.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Clark%2C%20Gaby" data-year="2026" data-title="Pompeii's%20destruction%20helps%20calibrate%20volcanic%20dating%20to%20within%20decades" data-url="https%3A%2F%2Fphys.org%2Fnews%2F2026-09-pompeii-destruction-calibrate-volcanic-dating.html">Clark, Gaby. (2026). <a href="https://phys.org/news/2026-09-pompeii-destruction-calibrate-volcanic-dating.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Pompeii's destruction helps calibrate volcanic dating to within decades</a>.</cite><br><cite data-author="Paul%20R.%20Renne%2C%20William%20S.%20Cassata%2C%20Caroline%20E.%20J.%20Hasler%2C%20Jack%20N.%20Carter%2C%20Anthony%20J.%20Fuentes%2C%20Andrew%20J.%20Tholt%2C%20Andrea%20Marzoli" data-year="2026" data-title="Pliny%20the%20Younger%20advances%20geochronology" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fsciadv.aeg2624">Paul R. Renne, William S. Cassata, Caroline E. J. Hasler, Jack N. Carter, Anthony J. Fuentes, Andrew J. Tholt, Andrea Marzoli. (2026). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.aeg2624" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Pliny the Younger advances geochronology</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-a-erupcao-de-pompeia-e-o-relato-de-plinio-refiniram-a-precisao-do-tempo-geologico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item></channel></rss>