<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Sun, 05 Jul 2026 21:00:26 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sun, 05 Jul 2026 21:00:26 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Trovoadas em Portugal: atividade elétrica intensifica-se nas próximas horas em ambiente de calor extremo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/trovoadas-em-portugal-atividade-eletrica-intensifica-se-nas-proximas-horas-em-ambiente-de-calor-extremo.html</link><pubDate>Sun, 05 Jul 2026 14:21:03 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A atividade elétrica deverá aumentar entre domingo e segunda-feira no interior de Portugal, onde o calor intenso, o ar seco e a possibilidade de trovoadas secas poderão agravar o perigo de incêndio rural existente.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/trovoadas-em-portugal-atividade-eletrica-intensifica-se-nas-proximas-horas-em-ambiente-de-calor-extremo-1783258211720.jpeg" data-image="dvwvwyro59jh" alt="Trovoadas poderão aumentar o risco de ignição em ambiente de calor extremo" title="Trovoadas poderão aumentar o risco de ignição em ambiente de calor extremo"><figcaption>As trovoadas previstas para o interior de Portugal entre domingo e segunda-feira poderão originar descargas elétricas em zonas com vegetação muito seca, temperaturas elevadas e humidade relativa reduzida, fatores que aumentam o potencial de ignição e propagação de incêndios rurais.</figcaption></figure><p>Dentro de poucas horas, a atmosfera tornar-se-á mais instável em Portugal continental, favorecendo o desenvolvimento de trovoadas isoladas, sobretudo no interior Norte e Centro. Os mapas de densidade de raios indicam que as <strong>primeiras descargas</strong> <strong>deverão surgir durante a tarde de hoje</strong>, concentrando-se nas zonas montanhosas do <strong>interior Centro</strong> e, pontualmente, do <strong>i</strong><strong>nterior Norte</strong>. Apesar de dispersas e pouco organizadas, estas células merecem atenção por ocorrerem num ambiente excecionalmente quente e seco.</p><h2>Atividade elétrica deverá intensificar-se durante a tarde de segunda-feira</h2><p>Na segunda-feira, a <strong>atividade elétrica deverá intensificar-se</strong>, com maior concentração de descargas prevista entre Trás-os-Montes, Beira Alta, Serra da Estrela e Beira Interior. A evolução <strong>resulta do forte aquecimento diurno</strong>, que aumenta a instabilidade atmosférica e favorece o desenvolvimento de novas células convectivas durante a tarde. Ainda assim, não se prevê um episódio generalizado, mas sim fenómenos localizados e típicos do verão, capazes de produzir elevada atividade elétrica em áreas relativamente reduzidas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/trovoadas-em-portugal-atividade-eletrica-intensifica-se-nas-proximas-horas-em-ambiente-de-calor-extremo-1783258440951.png" data-image="ui38i2s8z6bc"><figcaption>O modelo ECMWF concentra a maior probabilidade de descargas elétricas durante a tarde de segunda-feira sobre o interior Centro, coincidindo com zonas de calor extremo e reduzida humidade relativa, onde as trovoadas secas poderão favorecer novas ignições.</figcaption></figure><p>O principal motivo de preocupação prende-se com a possibilidade de algumas destas trovoadas <strong>evoluírem para situações de trovoada seca</strong>. Embora os modelos prevejam aguaceiros associados às células, a precipitação deverá apresentar uma distribuição muito irregular e poderá revelar-se insuficiente para humedecer a vegetação. Nestas circunstâncias, parte da chuva poderá evaporar antes de atingir o solo, permitindo que as descargas elétricas atinjam combustíveis finos extremamente secos, <strong>aumentando o potencial de ignição</strong>.</p><h2>Atmosfera muito seca favorece o risco de ignição por descargas elétricas</h2><p>Para além da atividade elétrica, outros fatores contribuem para agravar o risco. <strong>As temperaturas deverão aproximar-se ou ultrapassar os 40 ºC</strong> em vários locais do interior, enquanto a humidade relativa descerá para valores próximos dos 10 aos 20 por cento durante as horas mais quentes. <strong>Esta combinação favorece uma rápida secagem dos combustíveis vegetais e reduz significativamente a humidade disponível na vegetação</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/trovoadas-em-portugal-atividade-eletrica-intensifica-se-nas-proximas-horas-em-ambiente-de-calor-extremo-1783259074598.png" data-image="ge3glwkw7wjt"><figcaption>As temperaturas deverão chegar aos 41 ºC em vários locais do interior durante a tarde de segunda-feira, reforçando um ambiente extremamente quente e seco, favorável ao aumento do perigo de incêndio rural.</figcaption></figure><p>Simultaneamente, o fluxo de leste continuará a transportar ar quente e seco para Portugal, reforçando a estabilidade nas camadas baixas e contribuindo para manter o ambiente propício à propagação inicial de eventuais incêndios. Embora não se espere vento forte generalizado, poderão ocorrer rajadas moderadas e alterações bruscas da direção do vento nas proximidades das células convectivas, fenómeno que poderá <strong>dificultar o combate inicial caso surjam ignições</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/trovoadas-em-portugal-atividade-eletrica-intensifica-se-nas-proximas-horas-em-ambiente-de-calor-extremo-1783258857393.jpg" data-image="61m1255f709b"><figcaption>O IPMA prevê para segunda-feira, 6 de julho, perigo máximo e muito elevado de incêndio rural em grande parte do interior Norte e Centro, refletindo a combinação de temperaturas extremas, baixa humidade relativa e vegetação muito seca. Fonte: IPMA</figcaption></figure><p>Este conjunto de fatores contribui para que grande parte do território permaneça sob <strong>perigo muito elevado ou máximo de incêndio rural</strong>, bem como sob avisos do IPMA devido ao calor extremo. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777187" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-vermelho-mantem-se-amanha-calor-extremo-resiste-em-pelo-menos-4-distritos-do-interior-e-havera-trovoadas-isoladas.html" title="Aviso vermelho mantém-se amanhã: calor extremo resiste em pelo menos 4 distritos do interior e haverá trovoadas isoladas">Aviso vermelho mantém-se amanhã: calor extremo resiste em pelo menos 4 distritos do interior e haverá trovoadas isoladas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-vermelho-mantem-se-amanha-calor-extremo-resiste-em-pelo-menos-4-distritos-do-interior-e-havera-trovoadas-isoladas.html" title="Aviso vermelho mantém-se amanhã: calor extremo resiste em pelo menos 4 distritos do interior e haverá trovoadas isoladas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-vermelho-mantem-se-amanha-calor-extremo-resiste-em-pelo-menos-4-distritos-do-interior-e-havera-trovoadas-isoladas-1783255260409_320.png" alt="Aviso vermelho mantém-se amanhã: calor extremo resiste em pelo menos 4 distritos do interior e haverá trovoadas isoladas"></a></article></aside><p>Perante este cenário, qualquer descarga elétrica poderá representar um fator adicional de ignição, pelo que se <strong>recomenda máxima vigilância e a adoção de comportamentos preventivos</strong> nas próximas horas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/trovoadas-em-portugal-atividade-eletrica-intensifica-se-nas-proximas-horas-em-ambiente-de-calor-extremo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O mapa mais antigo do cosmos apresenta rugas invisíveis causadas pela gravidade: o Efeito Sachs-Wolfe]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-mapa-mais-antigo-do-cosmos-apresenta-rugas-invisiveis-causadas-pela-gravidade-o-efeito-sachs-wolfe.html</link><pubDate>Sun, 05 Jul 2026 13:21:45 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O Fundo Cósmico de Microondas conserva sinais de variações gravitacionais minúsculas, as sementes que moldaram a matéria, a luz primordial e a estrutura do Universo tal como o observamos hoje em dia.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-mapa-mas-antiguo-del-cosmos-tiene-arrugas-invisibles-de-gravedad-el-efecto-sachs-wolfe-1783200519201.jpeg" data-image="74w1pbc0yxfv"><figcaption>O fundo cósmico de radiação de micro-ondas permeia todo o Universo com uma temperatura de 2,7 Kelvin.</figcaption></figure><p>O Universo tal como o conhecemos, repleto de galáxias, aglomerados e enormes filamentos de matéria, é assim graças a diferenças quase impercetíveis, pequenas variações gravitacionais que marcaram as regiões onde a matéria começaria a aglomerar-se.</p><p>Não eram estruturas já formadas, mas sim de l<strong>igeiras irregularidades na distribuição da energia e da matéria</strong>. Em alguns locais, a gravidade era apenas um pouco mais intensa; noutros, um pouco mais fraca, e essa diferença inicial bastou para deixar uma marca que hoje podemos medir até mesmo com um televisor velho.</p><div class="texto-destacado">O Fundo Cósmico de Microondas, conhecido como CMB pela sua sigla em inglês, é essa marca (ou luz) que foi libertada quando o Universo tinha apenas 380 000 anos e o plasma quente se tornou transparente, permitindo que os fotões viajassem livremente pelo espaço.</div><p>Essa radiação chega até nós arrefecida pela expansão cósmica, com uma temperatura média de 2,7 kelvin (cerca de -270,45 °C). No entanto, não é uniforme; existem variações minúsculas de temperatura que nos revelam como a gravidade, a radiação e a matéria interagiam naquele Universo primitivo.</p><p>Compreender essas "manchas" permite-nos reconstruir <strong>as condições iniciais após o Big Bang</strong>, pois revelam-nos as sementes que tornariam possível a formação das galáxias. Nessas flutuações permanece codificada a história da arquitetura cósmica.</p><h2>O plasma primordial e as primeiras oscilações</h2><p>Durante as primeiras centenas de milhares de anos, o Universo estava repleto de um plasma no qual a luz (fotões) colidia com as partículas carregadas (protões e eletrões), enquanto a gravidade tentava concentrar a matéria em regiões onde a gravidade era mais intensa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-mapa-mas-antiguo-del-cosmos-tiene-arrugas-invisibles-de-gravedad-el-efecto-sachs-wolfe-1783201383624.jpeg" data-image="5zekv64qbpu1"><figcaption>As oscilações acústicas dos bariões são visíveis em todo o fundo cósmico de micro-ondas.</figcaption></figure><p>A pressão de radiação opunha-se a esse colapso, numa dança em que<strong> a gravidade comprimia o plasma e a radiação empurrava para fora</strong>, gerando oscilações ou ondas de pressão (como o som). Na cosmologia, estas flutuações são conhecidas como oscilações acústicas bárionicas.</p><p>Mas não se tratava de som no sentido comum, pois não se propagavam pelo ar, mas sim por uma mistura quente de matéria e radiação, na qual cada região podia estar comprimida ou rarefeita no momento em que os fotões deixavam de interagir com as cargas elétricas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765324" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cientistas-apontam-para-um-universo-oculto-anterior-ao-big-bang-que-ainda-deixa-vestigios-no-espaco.html" title="Cientistas apontam para um universo oculto anterior ao Big Bang que ainda deixa vestígios no espaço">Cientistas apontam para um universo oculto anterior ao Big Bang que ainda deixa vestígios no espaço</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cientistas-apontam-para-um-universo-oculto-anterior-ao-big-bang-que-ainda-deixa-vestigios-no-espaco.html" title="Cientistas apontam para um universo oculto anterior ao Big Bang que ainda deixa vestígios no espaço"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-apuntan-a-un-universo-oculto-previo-al-big-bang-que-aun-deja-huella-en-el-espacio-1776857354736_320.jpg" alt="Cientistas apontam para um universo oculto anterior ao Big Bang que ainda deixa vestígios no espaço"></a></article></aside><p>Quando se formaram os primeiros átomos neutros, a luz ficou desacoplada da matéria. Nessa última dispersão, foi gerada uma imagem do plasma. As diferenças de temperatura do CMB foram registadas e, com elas, o rasto das oscilações em cada região observável do céu.</p><h3>Decifrando a gravidade através da temperatura</h3><p>Uma parte central do sinal provém do <strong>efeito Sachs-Wolfe, no qual os fotões que saem do poço gravitacional perdem energia ao escapar</strong>, pelo que são observados ligeiramente mais frios, o que se traduz em diferenças de temperatura.</p><p>No entanto, a relação não é direta em todos os casos, uma vez que uma zona mais densa poderia também estar mais comprimida e quente, o que alteraria o sinal final. O CMB combina a perda de energia com o estado térmico e dinâmico do plasma original.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-mapa-mas-antiguo-del-cosmos-tiene-arrugas-invisibles-de-gravedad-el-efecto-sachs-wolfe-1783201579024.jpeg" data-image="0nl8flue3gwy"><figcaption>Acredita-se que todas essas anisotropias tenham sido as origens das galáxias.</figcaption></figure><p>Em escalas muito grandes, onde as oscilações acústicas mal tiveram tempo de se desenvolver, as variações de temperatura refletem as diferenças iniciais, o que as torna especialmente valiosas para estudar as condições iniciais do Universo.</p><p>Em escalas menores, surgem os picos acústicos do espectro do CMB, nos quais a sua posição e amplitude indicam como o plasma vibrava, quanta matéria comum existia, quanta matéria escura participava na gravidade e qual era a geometria global do espaço durante a infância cósmica.</p><h3>Uma pegada que continua a revelar a estrutura do cosmos</h3><p>Além disso, <strong>o CMB foi-se alterando à medida que os fotões viajavam na nossa direção</strong>, ao atravessarem aglomerados de galáxias, vazios cósmicos e regiões onde o potencial gravitacional mudou ao longo do tempo, o que acrescentou sinais secundários.</p><p>É o que se conhece como o efeito Sachs-Wolfe integrado, que explica o ganho ou a perda de energia de um fotão ao atravessar uma região gravitacional variável. <strong>Este sinal ajuda a estudar a expansão acelerada e a influência cosmológica da energia escura atual</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="754034" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cientistas-detetam-ecos-do-big-bang-de-ha-13-8-mil-milhoes-de-anos-apenas-com-uma-televisao.html" title="Cientistas detetam ecos do Big Bang de há 13,8 mil milhões de anos apenas com uma televisão">Cientistas detetam ecos do Big Bang de há 13,8 mil milhões de anos apenas com uma televisão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cientistas-detetam-ecos-do-big-bang-de-ha-13-8-mil-milhoes-de-anos-apenas-com-uma-televisao.html" title="Cientistas detetam ecos do Big Bang de há 13,8 mil milhões de anos apenas com uma televisão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-cientificos-detectan-los-ecos-del-big-bang-de-hace-13-800-millones-de-anos-con-solo-una-tv-1770565187070_320.jpeg" alt="Cientistas detetam ecos do Big Bang de há 13,8 mil milhões de anos apenas com uma televisão"></a></article></aside><p>Além disso, a gravidade das estruturas intermédias desvia ligeiramente a trajetória dos fotões, funcionando como uma lente gravitacional que não apaga o sinal original, mas sim<strong> o distorce de forma mensurável, permitindo mapear a distribuição da matéria "invisível"</strong>.</p><p>É por isso que o CMB é muito mais do que uma imagem antiga: é um registo físico de como as primeiras variações moldaram a luz primordial e prepararam o terreno para as galáxias, bem como para a estrutura cósmica que conhecemos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-mapa-mais-antigo-do-cosmos-apresenta-rugas-invisiveis-causadas-pela-gravidade-o-efeito-sachs-wolfe.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vídeo viral: é filmada uma erupção freatomagmática no vulcão Taal, nas Filipinas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/video-viral-e-filmada-uma-erupcao-freatomagmatica-no-vulcao-taal-nas-filipinas.html</link><pubDate>Sun, 05 Jul 2026 13:09:50 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Quando o magma incandescente entra em contacto com água subterrânea ou marinha, desencadeia-se uma erupção freatomagmática. O vapor que se forma instantaneamente gera explosões violentas que lançam enormes colunas de cinza. Leia o relatório completo aqui.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xajximq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xajximq.jpg" id="xajximq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>No passado dia 30 de junho de 2026, registou-se uma erupção freatomagmática do vulcão Taal. De acordo com relatórios do <em>Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia</em> (PHIVOLCS), <strong>foram registados pelo menos dois eventos nesse dia na cratera principal da ilha do vulcão Taal</strong>, situada na província de Batangas, <strong>a cerca de 50-70 km a sul de Manila</strong>.</p><p><strong>O primeiro ocorreu por volta das 7:13 </strong>e durou aproximadamente quatro minutos, enquanto <strong>o segundo, mais notável, ocorreu às 14:34</strong> e prolongou-se por quatro minutos e meio.</p><p>As erupções<strong> geraram cinzas e colunas ricas em vapor que atingiram até 1 200 metros de altura acima da cratera antes de se deslocarem para sudoeste</strong>. Os meios de comunicação locais explicaram que as observações se basearam em dados sísmicos, infrasónicos e de câmaras de vigilância, captando a intensidade visual do evento.</p><h2>O que é uma erupção freatomagmática?</h2><p>A particularidade deste tipo de erupção reside na interação violenta entre o magma e a água. Ao contrário das erupções efusivas ou puramente explosivas, neste caso <strong>o magma ascendente entra em contacto com o lago da cratera ou com a água subterrânea, gerando vapor a alta pressão que fragmenta violentamente a rocha e o magma</strong>, produzindo cinzas finas e intensas colunas de vapor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/video-viral-registran-una-erupcion-freatomagmatica-en-el-volcan-taal-filipinas-1783166543328.jpeg" data-image="4w2iicjycftc" alt="Una erupción freatomagmática es una violenta explosión volcánica que ocurre cuando el magma ardiente entra en contacto directo con agua subterránea o superficial, como lagos u océanos." title="Una erupción freatomagmática es una violenta explosión volcánica que ocurre cuando el magma ardiente entra en contacto directo con agua subterránea o superficial, como lagos u océanos."><figcaption>Uma erupção freatomagmática é uma explosão vulcânica violenta que ocorre quando o magma incandescente entra em contacto direto com água subterrânea ou superficial, como lagos ou oceanos.</figcaption></figure><p>Este tipo de erupções é capaz de gerar <strong>ondas expansivas do tipo tsunami no lago da cratera</strong>, tal como se observou neste caso, embora confinadas ao lago, sem causar danos externos.</p><h2>Sem vítimas até ao momento</h2><p>Não foram registadas vítimas, destruição de infraestruturas nem evacuações em massa; <strong>o PHIVOLCS manteve o Nível de Alerta 1</strong>, indicando um baixo nível de preocupação, mas alertando para possíveis quedas de cinzas de menor intensidade e má qualidade do ar devido a emissões de gás na ilha do vulcão. As cinzas dispersaram-se principalmente para sudoeste, sem afetar significativamente as áreas povoadas próximas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Summary of 24-Hour Observation of Active Volcanoes<br>Date: July 03, 2026<a href="https://x.com/hashtag/MayonVolcano?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#MayonVolcano</a><a href="https://x.com/hashtag/KanlaonVolcano?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#KanlaonVolcano</a><a href="https://x.com/hashtag/TaalVolcano?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#TaalVolcano</a><a href="https://x.com/hashtag/BulusanVolcano?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#BulusanVolcano</a><br><br>Source: PHIVOLCS-DOST<a href="https://x.com/hashtag/CivilDefensePH?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#CivilDefensePH</a><a href="https://x.com/hashtag/ServingTheNation?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#ServingTheNation</a><a href="https://x.com/hashtag/ProtectingThePeople?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#ProtectingThePeople</a><a href="https://x.com/hashtag/BawatSegundoMahalaga?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#BawatSegundoMahalaga</a><a href="https://x.com/hashtag/LigtasAngBayanKungHandaAngMamamayan?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#LigtasAngBayanKungHandaAngMamamayan</a> <a href="https://t.co/5AUv8Zj7Bw">pic.twitter.com/5AUv8Zj7Bw</a></p>— Civil Defense PH (@civildefensePH) <a href="https://x.com/civildefensePH/status/2072821239480205812?ref_src=twsrc%5Etfw">July 2, 2026</a></blockquote></figure><p>Os meios de comunicação locais das Filipinas salientaram a proibição de acesso, <strong>a ilha do vulcão Taal (TVI) continua a ser uma zona de perigo permanente</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768086" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/do-interior-da-terra-ao-caos-na-superficie-o-desafio-de-prever-as-erupcoes-vulcanicas.html" title="Do interior da Terra ao caos na superfície: o desafio de prever as erupções vulcânicas ">Do interior da Terra ao caos na superfície: o desafio de prever as erupções vulcânicas </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/do-interior-da-terra-ao-caos-na-superficie-o-desafio-de-prever-as-erupcoes-vulcanicas.html" title="Do interior da Terra ao caos na superfície: o desafio de prever as erupções vulcânicas "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/do-interior-da-terra-ao-caos-na-superficie-o-desafio-de-prever-as-erupcoes-vulcanicas-1778425892395_320.jpg" alt="Do interior da Terra ao caos na superfície: o desafio de prever as erupções vulcânicas "></a></article></aside><p>É proibida a entrada, a navegação no lago Taal e os voos nas proximidades, uma vez que persiste o risco de <strong>erupções repentinas de vapor ou freatomagmáticas, sismos vulcânicos e acumulação de gases tóxicos</strong>.</p><h2>Atividade vulcânica recorrente na região </h2><p>Este evento faz parte de uma sequência recorrente no Taal durante o mês de junho de 2026. <strong>Trata-se do quarto ou quinto evento freatomagmático, tendo-se registado episódios anteriores nos dias 4, 5 e 6 de junho, de duração mais curta</strong>. O vulcão tem apresentado emissões de <strong>dióxido de enxofre</strong> (881 toneladas em 24 horas) e colunas de vapor, mas sem escalada significativa.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">LOOK: A minor phreatomagmatic eruption occurred at the Taal Volcano Main Crater at 2:34 PM today, 30 June 2026 that lasted four and a half minutes based on seismic, infrasound and visual observations. The event consisted of three pulses that produced jets of dark gray ash and <a href="https://t.co/KSjsjbalzM">pic.twitter.com/KSjsjbalzM</a></p>— PHIVOLCS-DOST (@phivolcs_dost) <a href="https://x.com/phivolcs_dost/status/2071853129667408173?ref_src=twsrc%5Etfw">June 30, 2026</a></blockquote></figure><p>A localização única do Taal, no interior de um lago situado numa caldeira, amplifica a sua natureza <em>freatomagmática</em>. O contacto constante com a água torna até mesmo as erupções menores espetaculares do ponto de vista visual, como as ondas no lago e as colunas de vapor e cinzas que geraram imagens que se tornaram virais. No entanto, isto também <strong>aumenta o potencial de perigos hidrovulcânicos no futuro</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>O PHIVOLCS continua a monitorizar a situação para detetar quaisquer sinais de escalada.</strong></div><p>As autoridades e os cientistas locais recomendam vigilância contínua. Embora não tenha havido danos significativos desta vez, <strong>o Taal continua em estado de anormalidade sob o Alerta 1</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770883" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/video-um-meteoro-verde-iluminou-a-erupcao-do-vulcao-mayon-nas-filipinas.html" title="Vídeo: um meteoro verde iluminou a erupção do vulcão Mayón nas Filipinas">Vídeo: um meteoro verde iluminou a erupção do vulcão Mayón nas Filipinas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/video-um-meteoro-verde-iluminou-a-erupcao-do-vulcao-mayon-nas-filipinas.html" title="Vídeo: um meteoro verde iluminou a erupção do vulcão Mayón nas Filipinas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mayon-y-meteorito-1779755535829_320.png" alt="Vídeo: um meteoro verde iluminou a erupção do vulcão Mayón nas Filipinas"></a></article></aside><p>Os residentes das comunidades ribeirinhas devem estar preparados, uma vez que erupções de maior magnitude no passado (como a de 2020) provocaram a evacuação de milhares de pessoas e causaram prejuízos na agricultura.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/video-viral-e-filmada-uma-erupcao-freatomagmatica-no-vulcao-taal-nas-filipinas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aviso vermelho mantém-se amanhã: calor extremo resiste em pelo menos 4 distritos do interior e haverá trovoadas isoladas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-vermelho-mantem-se-amanha-calor-extremo-resiste-em-pelo-menos-4-distritos-do-interior-e-havera-trovoadas-isoladas.html</link><pubDate>Sun, 05 Jul 2026 12:41:25 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O calor extremo manter-se-á no interior de Portugal durante mais alguns dias, apesar da descida das temperaturas no litoral. O IPMA alargou os avisos vermelhos e o risco de trovoadas isoladas e noites tropicais persiste em várias regiões.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xallwyq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xallwyq.jpg" id="xallwyq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Este domingo (5)</strong> ocorrerá um ligeiro alívio térmico diurno (isto é, uma pequena descida da temperatura máxima) nalgumas zonas do país, com destaque para o litoral Norte e Centro.</p><p>Porém, - os vales do Douro, Tejo, Sado e Guadiana, a Beira Baixa e a Beira Alta, o Ribatejo, quase todo o Alentejo, algumas zonas das Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto, os distritos de Setúbal, Viseu e Vila Real e ainda algumas zonas do Minho <strong>as temperaturas vão atingir valores máximos entre 38 e 42 ºC, podendo pontualmente atingir 43 ºC nalgumas localidades do vale do Tejo</strong>. Durante a tarde, no interior, não se exclui o risco de ocorrência de aguaceiros e trovoadas isoladas.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>As altas pressões, aliadas ao transporte de uma massa de ar muito quente e seco e à presença de uma cúpula de calor que contribui para a manutenção de temperaturas excecionalmente elevadas fez com que o IPMA atualizasse os avisos meteorológicos: há agora 9 distritos do Continente sob aviso vermelho de tempo quente neste domingo, 5 de julho.</div><p>A mais recente atualização do IPMA <strong>alargou o aviso vermelho de tempo quente deste domingo (5) a mais 2 distritos: Bragança e Guarda</strong>. Deste modo, nos 9 distritos onde se mantém hoje o aviso vermelho de tempo quente a temperatura máxima prevista na respetiva capital distrital é: 35 ºC na Guarda, 38 ºC em Bragança e Setúbal, 39 ºC em Portalegre, 40 ºC em Lisboa, 41 ºC em Castelo Branco e Beja e 42 ºC em Santarém e Évora. Para as restantes capitais distritais preveem-se máximas entre 35 e 39 ºC, exceto em Viana do Castelo (34 ºC), Porto (34 ºC) e Aveiro (28 ºC).</p><h2>Confirma-se: segunda-feira terá aviso vermelho de tempo quente nestes 4 distritos</h2><p>Numa das previsões que lançámos recentemente, avisavámos da possibilidade de o IPMA emitir<strong> aviso vermelho para segunda-feira (6)</strong> em alguns distritos do interior, num cenário que não só se <strong>veio a confirmar - tal como prevíamos</strong> - para os distritos de<strong> Castelo Branco e Portalegre</strong>, como também nos distritos de Bragança e Guarda.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-vermelho-mantem-se-amanha-calor-extremo-resiste-em-pelo-menos-4-distritos-do-interior-e-havera-trovoadas-isoladas-1783254413404.png" data-image="9zqqze92t7r1"><figcaption>Nesta segunda-feira, 6 de julho, haverá pelo menos 4 distritos de Portugal continental sob aviso vermelho de tempo quente, não sendo de excluir a possibilidade de ser alargado a mais distritos.</figcaption></figure><p><strong>Para segunda-feira (6), nas capitais distritais destes 4 distritos, prevê-se temperatura máxima de 39 ºC em Bragança, 36 ºC na Guarda, 42 ºC em Castelo Branco e 41 ºC em Portalegre</strong>. Note-se ainda que em cidades como Beja e Évora as temperaturas máximas expectáveis são 42 e 41 ºC, respetivamente, mas o aviso mantém-se laranja.</p><p>De segunda (6) para terça-feira (7) começam a notar-se as primeiras alterações consideráveis no estado do tempo na nossa geografia. <strong>As temperaturas máximas vão baixar em grande parte de Portugal continental, sendo de forma acentuada no litoral Norte e Centro, nomeadamente em toda a porção da faixa costeira ocidental que se estende entre Caminha e Cascais</strong>, à medida que a massa de ar quente se for deslocando lentamente para leste. Contudo, no interior Norte (com destaque para o vale do Douro) e no interior Centro-Sul, os valores das temperaturas máximas permanecerão elevados.</p><p><strong>Na terça-feira (7) as temperaturas máximas e mínimas permanecerão bastante elevadas</strong> no interior Norte, Centro e Sul, destacando-se os distritos de <strong>Bragança, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja</strong>. Tendo em conta as temperaturas máximas previstas para estes distritos (entre 38 e 40 ºC), bem como as temperaturas mínimas expectáveis (entre 19 e 22 ºC), não se exclui a possibilidade do IPMA emitir aviso vermelho para alguns ou até mesmo todos estes distritos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-vermelho-mantem-se-amanha-calor-extremo-resiste-em-pelo-menos-4-distritos-do-interior-e-havera-trovoadas-isoladas-1783254215984.png" data-image="2y2akplv6fzq"><figcaption>Na terça-feira (7) já será imensamente notório o alívio térmico no litoral Norte e Centro. Não obstante, numa vasta extensão do interior, as temperaturas manter-se-ão entre 6 e 10 ºC acima da média.</figcaption></figure><p>Como referido anteriormente, apesar da mudança significativa nas temperaturas numa boa parte do país,<strong> os mapas estimam que o calor se mantenha intenso até quinta-feira (9) ou sexta-feira (10) em diversas zonas do interior Norte, Centro e Sul</strong>, embora com pequenos alívios térmicos consecutivos à medida que a semana for passando.</p><h2>Noites tropicais persistem, mas o alívio térmico noturno tenderá a expandir-se geograficamente durante a semana</h2><p>Quanto às temperaturas mínimas tropicais (valor igual ou superior a 20 ºC), observa-se a sua continuidade em quase todo o país <strong>apenas por mais uma noite (a madrugada de segunda-feira, 6 de julho)</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777052" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-em-alerta-maximo-risco-extremo-de-incendios-florestais-deve-persistir-ate-12-de-julho.html" title="Portugal em alerta máximo: risco extremo de incêndios florestais deve persistir até 12 de julho">Portugal em alerta máximo: risco extremo de incêndios florestais deve persistir até 12 de julho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-em-alerta-maximo-risco-extremo-de-incendios-florestais-deve-persistir-ate-12-de-julho.html" title="Portugal em alerta máximo: risco extremo de incêndios florestais deve persistir até 12 de julho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-em-alerta-maximo-risco-extremo-de-incendios-florestais-deve-persistir-ate-12-de-julho-1783167061598_320.jpg" alt="Portugal em alerta máximo: risco extremo de incêndios florestais deve persistir até 12 de julho"></a></article></aside><p>Tal como referido anteriormente, a mudança na circulação atmosférica começa a impor-se entre segunda e terça-feira, pelo que na madrugada de 7 de julho,<strong> as mínimas tropicais ficarão confinadas ao Nordeste Transmontano, à Beira Alta, à Beira Baixa, ao Alentejo e ao Algarve</strong>. No resto do país, o ambiente noturno tornar-se-á significativamente mais fresco, com temperaturas mínimas compreendidas entre 15 e 19 ºC.</p><p>A partir da madrugada de quarta-feira (8), prevê-se que as noites tropicais persistam nas mesmas regiões - Nordeste Transmontano, Beira Alta, Beira Baixa, Alentejo e Algarve - <strong>embora restritas a uma área geográfica progressivamente mais reduzida, deslocando-se gradualmente para leste</strong> em consequência da migração da massa de ar quente em direção ao Mediterrâneo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-vermelho-mantem-se-amanha-calor-extremo-resiste-em-pelo-menos-4-distritos-do-interior-e-havera-trovoadas-isoladas-1783254007272.png" data-image="9t9pjqnhmyk1"><figcaption>Durante boa parte da próxima semana, as noites tropicais persistirão numa vasta extensão do interior e no Algarve.</figcaption></figure><p>Em simultâneo, as temperaturas mínimas entre 15 e 17 ºC tenderão a abranger uma parcela cada vez mais extensa do território nacional ao longo da semana. Ainda assim, na madrugada de quarta-feira (8), prevê-se a ocorrência de uma noite tórrida em <strong>setores do Sotavento Algarvio e do Baixo Alentejo, onde as temperaturas mínimas poderão manter-se iguais ou superiores a 25 ºC</strong>.</p><h2>Risco de trovoadas isoladas </h2><p>Por fim, note-se ainda que durante as <strong>tardes de domingo (5) e segunda-feira (6)</strong>, o forte aquecimento diurno será favorável ao desenvolvimento de nuvens de desenvolvimento vertical, podendo gerar <strong>aguaceiros e trovoadas isoladas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-vermelho-mantem-se-amanha-calor-extremo-resiste-em-pelo-menos-4-distritos-do-interior-e-havera-trovoadas-isoladas-1783253934737.png" data-image="mhcz8fgqipfi"><figcaption>A concentração de descargas elétricas tenderá a ocorrer nas áreas montanhosas do Norte e Centro.</figcaption></figure><p>Outros fatores, como o forçamento orográfico, aumentarão a instabilidade, sendo expectável atividade elétrica sobretudo nas <strong>zonas montanhosas do Norte e Centro</strong>, embora não se exclua a sua ocorrência também em pontos do Ribatejo e Alto Alentejo. Nos restantes dias da semana a sua abrangência geográfica deverá ser menor, confinando-se sobretudo a pontos montanhosos do Norte.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-vermelho-mantem-se-amanha-calor-extremo-resiste-em-pelo-menos-4-distritos-do-interior-e-havera-trovoadas-isoladas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O declínio do plâncton no Atlântico Nordeste é muito preocupante: veja-se o caso das costas e águas ibéricas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-declinio-do-plancton-no-atlantico-nordeste-e-muito-preocupante-veja-se-o-caso-das-costas-e-aguas-ibericas.html</link><pubDate>Sun, 05 Jul 2026 08:33:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo revelou que o plâncton já não encontra áreas classificadas como estando em "boas condições ambientais" numa região que se estende de Portugal à Noruega, incluindo as águas do Mar Cantábrico, como acontecia anteriormente. Isto é motivo de preocupação entre os investigadores.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/disminucion-plancton-atlantico-nororiental-1783137735308.png" data-image="ex2rl4tiwxs5" alt="atlântico" title="atlântico"><figcaption>Imagem de satélite arquivada de uma área do Atlântico. Imagem da NASA.</figcaption></figure><p>O plâncton microscópico está entre os organismos mais importantes da Terra. O fitoplâncton produz aproximadamente metade do oxigénio que respiramos, enquanto <strong>o plâncton como um todo sustenta as cadeias alimentares marinhas</strong>, apoia a pesca, ajuda a regular o carbono e mantém a vida em todo o oceano.</p><p>No entanto, um novo estudo, liderado por investigadores da Universidade de Plymouth, utilizou mais de <strong>seis décadas de dados para mostrar que a abundância de plâncton</strong> está a diminuir em vastas extensões do Atlântico Nordeste, uma região que abrange o Oceano Atlântico desde Portugal até à Noruega e todo o Mar do Norte.</p><h2>Avaliação do estado ambiental dos habitats de plâncton</h2><p>O estudo utilizou 23 conjuntos de dados de plâncton de 13 instituições de investigação, juntamente com dados de satélite, para gerar a primeira avaliação quantitativa e abrangente sobre se os habitats pelágicos da Europa Ocidental estão em boas condições ambientais, conforme definido pela Diretiva-Quadro da Estratégia Marinha da UE e do Reino Unido.</p><p>Estes habitats são regiões de águas abertas dominadas por plâncton e são fundamentais para o funcionamento do oceano. No entanto, até agora, <strong>as avaliações para a formulação de políticas têm-se concentrado principalmente em descrever as mudanças no plâncton</strong>, sem conseguir integrá-las quantitativamente numa avaliação clara do estado regional.</p><p>Este novo trabalho abordou esta deficiência combinando dados de monitorização de unidades de avaliação e estações fixas, e os cientistas <strong>posteriormente integraram este estatuto com base em indicadores de plâncton</strong> e tipos de habitat para determinar o estado ambiental regional.</p><div class="texto-destacado">Os resultados mostraram que não havia nenhum habitat pelágico classificado como bom em todo o Atlântico Nordeste, e seis combinações de habitat pelágico e região foram classificadas como "Não boas", três como "Incertas" e uma como "Não avaliada" devido à falta de dados.</div><p>Em escala regional, os mares celtas, o Golfo da Biscaia e a costa ibérica foram classificados como "Não Bons", enquanto o Grande Mar do Norte foi <strong>classificado como "Incerto"</strong>. A pior condição foi geralmente observada nos habitats da plataforma continental, onde as alterações nas comunidades de plâncton e os declínios na biomassa do fitoplâncton e na abundância do zooplâncton foram mais claramente detetados.</p><p>O estudo também revelou que o aumento da temperatura da superfície do mar, as mudanças nas condições de nutrientes, a diminuição do pH e a alteração da mistura oceânica estão entre<strong> os principais fatores associados às mudanças no plâncton e nos seus habitats</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763741" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/algas-marinhas-ganham-novo-papel-investigacao-em-portugal-pode-revolucionar-o-tratamento-de-poluicao-na-agua.html" title="Algas marinhas ganham novo papel: investigação em Portugal pode revolucionar o tratamento de poluição na água">Algas marinhas ganham novo papel: investigação em Portugal pode revolucionar o tratamento de poluição na água</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/algas-marinhas-ganham-novo-papel-investigacao-em-portugal-pode-revolucionar-o-tratamento-de-poluicao-na-agua.html" title="Algas marinhas ganham novo papel: investigação em Portugal pode revolucionar o tratamento de poluição na água"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/algas-marinhas-ganham-novo-papel-investigacao-em-portugal-pode-revolucionar-o-tratamento-de-poluicao-na-agua-1776089548165_320.jpg" alt="Algas marinhas ganham novo papel: investigação em Portugal pode revolucionar o tratamento de poluição na água"></a></article></aside><p>Consequentemente, os investigadores afirmam que a medida mais importante para proteger<strong> o funcionamento dos habitats pelágicos é mitigar as alterações climáticas atuais</strong>, apoiando uma redução global nas emissões de carbono.</p><p>Eles também solicitaram medidas mais rigorosas para reduzir a poluição por nutrientes, particularmente nitrogénio, e investimentos contínuos na monitorização do plâncton. Diversas séries temporais de longo prazo de plâncton na área de avaliação da OSPAR estão atualmente interrompidas ou em risco <strong>devido à diminuição dos recursos</strong>, apesar de serem essenciais para detetar mudanças ecológicas e subsidiar políticas marinhas.</p><div class="texto-destacado">O artigo, publicado na revista Ecological Indicators, foi liderado pela professora Abigail McQuatters-Gollopy e envolveu um consórcio de universidades europeias, organizações científicas e agências ambientais.</div><p>Este estudo é o primeiro a fornecer uma avaliação quantitativa do estado do plâncton em regiões-chave como o Mar Céltico, o Golfo da Biscaia e o Mar do Norte. <strong>Ele demonstrou a necessidade urgente de melhorar a saúde destas águas e reduzir os danos que causamos ao oceano, tanto local quanto globalmente</strong>. Também destacou a necessidade de estabelecer novas formas de colaboração entre cientistas e formuladores de políticas para gerar mais dados e determinar como alcançar um bom estado de conservação no futuro.</p><p><strong>O alerta é claro:</strong> o plâncton está a mudar em alguns dos mares mais importantes da Europa, e estas mudanças têm repercussões que vão muito além do próprio plâncton. <strong>Elas afetam as cadeias alimentares, a pesca, o ciclo do carbono e os benefícios que a humanidade obtém do oceano</strong>. O desafio agora é usar estas evidências para impulsionar ações práticas, desde a mitigação das alterações climáticas até uma melhor gestão de nutrientes e monitorização a longo prazo.</p><p>O estudo baseou-se nas contribuições de cerca de 40 especialistas em plâncton que trabalham no âmbito da OSPAR, a Convenção sobre os Mares Regionais do Atlântico Nordeste. Ele complementa o Relatório de Estado de Qualidade da OSPAR de 2023, que o<strong>ferece uma avaliação mais abrangente da saúde do ecossistema marinho do Atlântico Nordeste</strong>.</p><p>Os investigadores afirmam que as avaliações futuras <strong>devem incluir conjuntos de dados de plâncton mais abrangentes e de longo prazo</strong>, melhor cobertura das áreas costeiras e estuarinas e novas tecnologias, como imagens e ADN ambiental, para capturar partes da comunidade de plâncton que estão atualmente sub-representadas.</p><p>Os resultados dessa análise são mostrados no mapa abaixo:</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/disminucion-plancton-atlantico-nororiental-1783138291424.jpg" data-image="njjcfbpey3nt" alt="atlântico" title="atlântico"><figcaption>Estado de saúde do habitat do plâncton no Atlântico Nordeste. Fonte: Abigail McQuatters-Gollop et al, Ecological Indicators (2026). DOI: 10.1016/j.ecolind.2026.115005</figcaption></figure><p>Como parte de um novo estudo sobre a saúde dos oceanos, liderado pela Universidade de Plymouth, regiões e habitats receberam uma das quatro categorias de estatuto: Bom estado ambiental, Estado ambiental mau, Estado incerto ou Não avaliado, <strong>com base numa análise integrada dos dados e na suficiência dos dados para se chegar a uma conclusão</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Abigail%20McQuatters-Gollop%20et%20al" data-year="" data-title="Integrating%20plankton%20indicators%20to%20assess%20the%20state%20of%20pelagic%20habitats%20in%20the%20Northeast%20Atlantic%2C%20Ecological%20Indicators" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedirect.com%2Fscience%2Farticle%2Fpii%2FS1470160X2600405X">Abigail McQuatters-Gollop et al. <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1470160X2600405X" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Integrating plankton indicators to assess the state of pelagic habitats in the Northeast Atlantic, Ecological Indicators</a>.</cite></p></section><p><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1470160X2600405X"></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-declinio-do-plancton-no-atlantico-nordeste-e-muito-preocupante-veja-se-o-caso-das-costas-e-aguas-ibericas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ciência Cidadã: População chamada a monitorizar inseto que combate espécie invasora]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ciencia-cidada-populacao-chamada-a-monitorizar-inseto-que-combate-especie-invasora.html</link><pubDate>Sun, 05 Jul 2026 07:45:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Todos contra as invasoras: Investigadores precisam de "olhos no terreno" para vigiar as florestas. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciencia-cidada-populacao-chamada-a-monitorizar-inseto-que-combate-especie-invasora-1782904554875.png" data-image="6i36n11m09e3"><figcaption>A introdução deste inseto "Trichi" em Portugal, em 2015, foi o primeiro caso autorizado de controlo biológico de plantas na Europa Continental.</figcaption></figure><p>Uma campanha nacional de ciência cidadã lançada pela plataforma <strong>Invasoras.pt</strong> está a apelar à população portuguesa para colaborar ativamente na monitorização ambiental dos ecossistemas costeiros do país. </p><div class="texto-destacado">O objetivo central desta iniciativa é mapear e monitorizar a presença de um pequeno inseto de origem australiana, popularmente designado por "Trichi" (<em>Trichilogaster acaciaelongifoliae</em>). </div><p>Este organismo foi introduzido estrategicamente em Portugal no ano de 2015 com o intuito de atuar <strong>como um agente de controlo biológico para travar a proliferação descontrolada da acácia-de-espigas</strong> (<em>Acacia longifolia</em>), classificada como uma das espécies exóticas invasoras mais problemáticas e destrutivas em território nacional.</p><h2>O mecanismo de controlo biológico </h2><p><strong>A acácia-de-espigas representa uma séria ameaça para a biodiversidade nativa ibérica</strong>, pois ocupa áreas ecologicamente sensíveis e desequilibra as dinâmicas da flora local. </p><p>Para mitigar esta expansão, <strong>o inseto "Trichi" desempenha um papel ecológico fundamental: ele desenvolve-se especificamente no interior das gemas florais desta variedade de acácia</strong>, induzindo a formação de "galhas", que são pequenas deformações ou excrescências nos ramos da planta. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciencia-cidada-populacao-chamada-a-monitorizar-inseto-que-combate-especie-invasora-1782904704719.png" data-image="3inamvhgxga5"><figcaption>As galhas criadas pelo inseto funcionam como "ralos" que roubam os nutrientes da acácia, impedindo-a de gerar sementes invasoras.</figcaption></figure><p>O aparecimento<strong> destas estruturas impede o desenvolvimento normal das inflorescências</strong>, bloqueando de forma muito eficaz a produção de flores e de sementes. Consequentemente, a capacidade reprodutiva e a velocidade de propagação geográfica da espécie invasora diminuem drasticamente, disponibilizando uma solução ecológica a longo prazo. </p><h2>A importância da mobilização cívica </h2><p>Segundo os investigadores, embora se saiba que o inseto já se encontra amplamente espalhado por várias regiões de Portugal, os meios de amostragem puramente científicos são insuficientes para cobrir todo o território. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciencia-cidada-populacao-chamada-a-monitorizar-inseto-que-combate-especie-invasora-1782904833384.png" data-image="jp26lg9g2pkw"><figcaption>O "Trichi" é uma micro-vespa totalmente inofensiva para pessoas e animais; o seu único foco é depositar ovos nas acácias.</figcaption></figure><p>Torna-se, por isso, indispensável contar com a colaboração pública. A comunidade científica necessita de "mais olhos no terreno" para perceber com exatidão onde o agente biológico já atua, onde ainda não conseguiu chegar e qual é o real impacto prático que está a ter na contenção das acácias.</p><h2>Como participar na campanha?</h2><p>O desafio destina-se a um <strong>espectro muito alargado da sociedade, convocando cidadãos comuns, comunidades escolares, associações ambientalistas, estudantes, técnicos municipais e profissionais ligados ao ordenamento e gestão florestal</strong>. </p><div class="texto-destacado">Para colaborar, os participantes devem procurar árvores de acácia-de-espigas, examinar minuciosamente os ramos em busca de galhas e recolher registos fotográficos das suas observações.</div><p>Os dados obtidos devem ser submetidos através de duas vias digitais: <strong>a aplicação móvel <em>Epicollect5</em> (no projeto designado "Registo de Trichilogaster acaciaelongifoliae") ou através das plataformas <em>iNaturalist</em> e <em>BioDiversity4All</em></strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciencia-cidada-populacao-chamada-a-monitorizar-inseto-que-combate-especie-invasora-1782905072943.png" data-image="8x9sannsej4w"><figcaption>Tanto a acácia-de-espigas como o inseto "Trichi" são nativos da Austrália, onde coexistem em equilíbrio ecológico há milénios.</figcaption></figure><p>Os investigadores enfatizam que o registo de "dados negativos", isto é, <strong>reportar zonas onde foram inspecionadas acácias mas não se detetaram quaisquer galhas</strong>,<strong> possui um valor científico igualmente crucial</strong>, servindo para delimitar as fronteiras reais de expansão do inseto.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="738792" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-pequeno-inseto-australiano-para-travar-a-invasao-das-acacias-no-litoral.html" title="Um pequeno inseto australiano para travar a invasão das acácias no litoral">Um pequeno inseto australiano para travar a invasão das acácias no litoral</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-pequeno-inseto-australiano-para-travar-a-invasao-das-acacias-no-litoral.html" title="Um pequeno inseto australiano para travar a invasão das acácias no litoral"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/um-pequeno-inseto-australiano-para-travar-a-invasao-das-acacias-no-litoral-1762977610084_320.png" alt="Um pequeno inseto australiano para travar a invasão das acácias no litoral"></a></article></aside><p> Com esta mobilização coletiva, a plataforma<strong> <em>Invasoras.pt</em> </strong>visa reforçar o envolvimento do público na gestão de espécies invasoras, ao mesmo tempo que consolida o contributo de Portugal para uma das experiências de controlo biológico de plantas mais significativas e pioneiras atualmente em curso na Europa. Mais informações sobre o manual de campo e formas adicionais de participação estão disponíveis no portal oficial da iniciativa (<em>www.invasoras.pt</em>).</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="invasoras.pt" data-year="" data-title="Vamos%20mapear%20a%20Trichi!" data-url="https%3A%2F%2Finvasoras.pt%2Fpt%2Fvamos-mapear-trichi">invasoras.pt. <a href="https://invasoras.pt/pt/vamos-mapear-trichi" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Vamos mapear a Trichi!</a>.</cite><br><cite data-author="JLS%2FLusa" data-year="" data-title="Cientistas%20querem%20cidad%C3%A3os%20a%20vigiar%20ac%C3%A1cias%20em%20busca%20de%20pequeno%20inseto" data-url="https%3A%2F%2Fwww.asbeiras.pt%2Fcientistas-querem-cidadaos-a-vigiar-acacias-em-busca-de-pequeno-inseto%2F">JLS/Lusa. <a href="https://www.asbeiras.pt/cientistas-querem-cidadaos-a-vigiar-acacias-em-busca-de-pequeno-inseto/" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Cientistas querem cidadãos a vigiar acácias em busca de pequeno inseto</a>.</cite></p></section><ul></ul>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ciencia-cidada-populacao-chamada-a-monitorizar-inseto-que-combate-especie-invasora.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ainda falta para o Halloween, mas Canha já tem uma experiência de terror marcada para julho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ainda-falta-para-o-halloween-mas-canha-ja-tem-uma-experiencia-de-terror-marcada-para-julho.html</link><pubDate>Sun, 05 Jul 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Uma bruxa, uma casa amaldiçoada e três vidas. Canha transforma-se num cenário de terror imersivo, inspirado na lenda de uma bruxa condenada pelos habitantes da aldeia.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ainda-falta-para-o-halloween-mas-canha-ja-tem-uma-experiencia-de-terror-marcada-para-julho-1783078366139.jpg" data-image="236endgfaswh" alt="Bruxa" title="Bruxa"><figcaption>Conheça a experiência de terror imersiva que promete noites de susto. Foto ilustrativa: Pexels</figcaption></figure><p>A época do terror ainda não chegou, mas os habitantes de <strong>Canha</strong>, no município de Montijo, não querem esperar mais meses. </p><p>Por isso mesmo, já em<strong> julho</strong> haverá uma <strong>experiência de terror imersiva</strong>. O objetivo? Sobreviver à “Bruxa de Canha”.</p><p>“O projeto Produções Imersivas prepara-se para lançar mais uma experiência este ano”, avança a revista ‘NiT’. Desta vez, será a Feira Medieval de Canha a receber a iniciativa que acontecerá entre os <strong>dias 24 e 26 de julho</strong>. </p><h2>Teatro imersivo, live action e escape room</h2><p>Tal como o projeto já nos habituou, a experiência juntará <strong>teatro imersivo, <em>live action</em> e </strong><em><strong>escape room</strong></em>, “numa atmosfera onde os atores interagem diretamente [com os participantes] e onde a fronteira entre jogo e realidade desaparece”, explicam os fundadores.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="730973" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/estes-castelos-estao-assombrados-conheca-os-fantasmas-e-as-lendas-de-portugal.html" title="Estes castelos estão assombrados: conheça os fantasmas e as lendas de Portugal">Estes castelos estão assombrados: conheça os fantasmas e as lendas de Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/estes-castelos-estao-assombrados-conheca-os-fantasmas-e-as-lendas-de-portugal.html" title="Estes castelos estão assombrados: conheça os fantasmas e as lendas de Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estes-castelos-estao-assombrados-conheca-os-fantasmas-e-as-lendas-de-portugal-1758659632786_320.jpg" alt="Estes castelos estão assombrados: conheça os fantasmas e as lendas de Portugal"></a></article></aside><p>Aqui, os jogadores terão apenas três vidas e deverão terminar o percurso com, pelo menos, uma delas.</p><div class="texto-destacado">Preparado para o medo? A história vai ser inspirada numa mulher acusada de feitiçaria pelos habitantes.</div><p>“Julgada, torturada e condenada à morte por afogamento nas águas sombrias da ribeira, [a mulher] lançou uma última praga antes de desaparecer: ‘Voltarei e reclamarei a alma de cada descendente dos que me condenaram”, lê-se na sinopse do jogo.</p><p>Durante muitos anos, a aldeia deixou cair no esquecimento a lenda da bruxa. No entanto, tudo muda quando, na antiga casa onde ela vivia, que estava há muito abandonada e que era temida por todos, começaram a acontecer <strong>desaparecimentos misteriosos</strong>. Sim, porque, durante a noite, ouvem-se gritos, surgem sombras nos corredores vazios e o perigo espreita a cada passo. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ainda-falta-para-o-halloween-mas-canha-ja-tem-uma-experiencia-de-terror-marcada-para-julho-1783078733547.jpg" data-image="4qp20q0o1cnr" alt="Casa assombrada" title="Casa assombrada"><figcaption>Canha recebe experiência de terror com teatro, escape room e live action. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>“Gritos ecoam durante a noite. Sombras percorrem corredores vazios”, avisam os responsáveis pelo projeto. Com apenas três vidas, cada decisão errada pode ser fatal.</p><p>Nesta experiência, os participantes são, então, desafiados a entrar na propriedade, descobrir os seus segredos, decifrar rituais antigos, fugir das criaturas ao serviço da bruxa e resistir ao terror que se esconde na escuridão.</p><h2>Mais informações e detalhes</h2><p>E quanto a horários e preços? As sessões decorrem às <strong>21:00 horas</strong> e custa<strong>m 15€ por pessoa</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="735495" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/estes-sao-os-lugares-mais-assombrados-de-portugal-principalmente-este-mes.html" title="Estes são os lugares mais assombrados de Portugal (principalmente este mês)">Estes são os lugares mais assombrados de Portugal (principalmente este mês)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/estes-sao-os-lugares-mais-assombrados-de-portugal-principalmente-este-mes.html" title="Estes são os lugares mais assombrados de Portugal (principalmente este mês)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estes-sao-os-lugares-mais-assombrados-de-portugal-principalmente-este-mes-1761119783228_320.jpg" alt="Estes são os lugares mais assombrados de Portugal (principalmente este mês)"></a></article></aside><p>As reservas podem ser feitas por mensagem ou chamada para o número 932 942 400, ou através do<em> email </em>geral@producoesimersivas.pt.</p><p>“Conseguirás sair com a tua alma? Ou ficarás para sempre na coleção da Bruxa?”, desafiam.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Produ%C3%A7%C3%B5es%20Imersivas" data-year="2026" data-title="A%20Bruxa%20de%20Canha" data-url="https%3A%2F%2Fwww.producoesimersivas.pt%2Fjogos%2Fcanha">Produções Imersivas. (2026). <a href="https://www.producoesimersivas.pt/jogos/canha" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A Bruxa de Canha</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Pincelli%2C%20I" data-year="2026" data-title="Em%20julho%2C%20h%C3%A1%20uma%20experi%C3%AAncia%20de%20terror%20imersiva%20onde%20ter%C3%A1%20de%20sobreviver%20%C3%A0%20%E2%80%9CBruxa%20de%20Canha%E2%80%9D" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fna-cidade%2Fem-julho-ha-uma-experiencia-de-terror-imersiva-onde-tera-de-sobreviver-a-bruxa-de-canha">NiT, Pincelli, I. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/em-julho-ha-uma-experiencia-de-terror-imersiva-onde-tera-de-sobreviver-a-bruxa-de-canha" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Em julho, há uma experiência de terror imersiva onde terá de sobreviver à “Bruxa de Canha”</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ainda-falta-para-o-halloween-mas-canha-ja-tem-uma-experiencia-de-terror-marcada-para-julho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O índice de calor vai além dos termómetros: a humidade multiplica o risco durante as ondas de calor]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-indice-de-calor-vai-alem-dos-termometros-a-humidade-multiplica-o-risco-durante-as-ondas-de-calor.html</link><pubDate>Sun, 05 Jul 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O clima tem impactos diretos ou indiretos, que podem ser graves, nos seres humanos, na economia de um país e no bem-estar das populações. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-indice-de-calor-vai-alem-dos-termometros-a-humidade-multiplica-o-risco-durante-as-ondas-de-calor-1781643749224.jpg" data-image="zon1x3dscmos" alt="Calor extremo" title="Calor extremo"><figcaption>O calor é uma das principais causas de mortes relacionadas com o clima.</figcaption></figure><p>O calor e o frio extremo podem ter consequências diretas na saúde, e, em condições severas provocarem mesmo a morte nas pessoas mais vulneráveis.</p><h2>Como é sentido o calor no nosso corpo - sensação térmica</h2><p>Existem diversos estudos científicos que já avaliaram as perdas de saúde atribuíveis às alterações climáticas antropogénicas, que têm provocado, entre outros impactos, um aumento de frequência e intensidade das ondas de calor.</p><p>É assim fundamental comunicar à população quais as medidas de adaptação a ter em conta, a fim de mitigar o efeito das ondas de calor.</p><p>Uma dessas medidas é transmitir o conhecimento sobre as ondas de calor e <strong>qual a informação meteorológica que melhor indica o calor sentido pelo corpo humano.</strong></p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O calor sentido pelo nosso corpo não depende só da temperatura da massa de ar que nos atinge, depende também e sobretudo do grau de humidade da atmosfera.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A temperatura do ar dá indicação se o ar está muito quente ou não, mas não nos diz com que facilidade o corpo consegue libertar calor. O principal mecanismo de arrefecimento do corpo é o suor. Quando o suor evapora da pele, dissipa o calor, tal como a água que evapora de um pavimento molhado pode arrefecer a superfície por um curto período.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A evaporação (transpiração) é o processo pelo qual o corpo arrefece, mas a humidade elevada dificulta a transpiração e a capacidade do corpo de arrefecer eficazmente.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A humidade altera este processo. Quando o ar já contém muito vapor de água, o suor evapora mais lentamente. A pele pode ficar húmida, mas o corpo não arrefece com a mesma eficiência. <strong>É por isso que uma tarde quente e húmida com 32°C pode parecer mais desgastante do que uma tarde seca de 35°C, mesmo que o dia seco tenha uma temperatura do ar mais elevada.</strong></p><p>De acordo com a revista National Geographic, o serviço meteorológico dos EUA oferece um exemplo impressionante: quando a temperatura do ar está nos 36°C e a humidade relativa do ar é de 65%, a sensação térmica pode chegar aos 49°C. </p><p>Este número não significa que o ar se tenha literalmente tornado 49°C. Significa sim, que o organismo pode reagir como se estivesse exposto a um calor muito mais intenso. O coração trabalha mais para bombear o sangue para a pele e as glândulas sudoríparas tentam constantemente arrefecer o corpo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-indice-de-calor-vai-alem-dos-termometros-a-humidade-multiplica-o-risco-durante-as-ondas-de-calor-1781644263763.jpg" data-image="sd5fy9bpwaud" alt="Calor extremo" title="Calor extremo"><figcaption>O calor extremo pode ter como consequência fortes dores de cabeça</figcaption></figure><p>À medida que o stress térmico se agrava, as pessoas podem desenvolver desidratação, alterações eletrolíticas, dores de cabeça, cãibras de calor, exaustão pelo calor e, por vezes, até insolação, podendo mesmo provocar a morte<strong>. A respiração, a hidratação, a roupa, o nível de atividade e a sombra passam a ser essenciais.</strong></p><div class="texto-destacado">Sabendo da importância das pessoas conhecerem a sensação térmica no nosso corpo, o físico Robert Steadman criou o índice de calor em 1979, que reflete a influência da humidade da atmosfera na temperatura que o nosso corpo sente.</div><p>Este índice de calor, que ainda apresentava algumas limitações, foi o ponto de partida para os <strong>diferentes índices de calor que alguns serviços meteorológicos passaram a calcular operacionalmente</strong>, dependendo da sua localização e das condições meteorológicas.</p><p>No entanto, o índice de calor não é a única ferramenta utilizada para compreender o clima quente.</p><p>A revista National Geographic dá como exemplo o serviço meteorológico dos EUA que utiliza um conjunto de três ferramentas distintas para avaliar e comunicar o calor extremo: o Índice de Calor, a Temperatura de Bolbo Húmido (temperatura mais baixa que o ar pode atingir através da evaporação) e o Risco de Calor (graduação do risco de calor do 0 ao 4). Em conjunto, <strong>estas ferramentas fornecem uma visão mais completa do que apenas a temperatura do ar e oferecem uma melhor métrica para comunicar os riscos do calor ao público</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766335" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/porque-e-que-o-calor-humido-esta-a-tornar-se-mais-perigoso-do-que-as-ondas-de-calor-na-india.html" title="Porque é que o calor húmido está a tornar-se mais perigoso do que as ondas de calor na Índia?">Porque é que o calor húmido está a tornar-se mais perigoso do que as ondas de calor na Índia?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/porque-e-que-o-calor-humido-esta-a-tornar-se-mais-perigoso-do-que-as-ondas-de-calor-na-india.html" title="Porque é que o calor húmido está a tornar-se mais perigoso do que as ondas de calor na Índia?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/porque-e-que-o-calor-humido-esta-a-tornar-se-mais-perigoso-do-que-as-ondas-de-calor-na-india-1777421172430_320.jpg" alt="Porque é que o calor húmido está a tornar-se mais perigoso do que as ondas de calor na Índia?"></a></article></aside><p>O Risco de Calor é uma ferramenta de previsão que reflete como é invulgar o calor para um local específico, a época do ano, se o calor dura vários dias e se as noites quentes impedem a recuperação do corpo. O calor no início da estação pode ser especialmente arriscado porque as pessoas podem ainda não estar aclimatadas.</p><p><strong>Outro fator importante pode ser o vento, que pode ajudar quando se move o ar mais fresco sobre a pele e favorece a evaporação, mas nem sempre é protetor</strong>. Em condições muito quentes e secas, o vento forte pode atuar mais como uma rajada de ar quente, <strong>aumentando o stress térmico e a desidratação.</strong></p><h2><strong>Como é calculada a sensação térmica – índice de calor</strong></h2><p><strong>Não existe uma fórmula fixa para calcular a sensação térmica.</strong> Em vez disso, os meteorologistas utilizam diferentes modelos, dependendo das condições meteorológicas, para obter a estimativa mais realista.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em climas mais quentes, o cálculo baseia-se principalmente no índice de calor, onde a humidade desempenha um papel fundamental na sensação térmica.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Em climas mais frios, o foco muda para a sensação térmica provocada pelo vento, que mostra como o vento pode retirar o calor do corpo e fazer com que o ar pareça mais frio do que realmente é.</p><p>Mas não se fica por aí. Um valor mais completo de sensação térmica pode também ter em conta outros elementos, <strong>tais como a intensidade da luz solar e até à cobertura de nuvens</strong>, além da velocidade do vento e da humidade do ar, </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Todos estes fatores são utilizados em conjunto para representar melhor a forma como o corpo ganha ou perde calor ao ar livre.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Com o objetivo de se melhorar ainda mais o índice de calor é sugerido por Tarik Benmarhnia, professor de epidemiologia na Universidade da Califórnia, em San Diego, que haja também o <strong>contributo de especialistas de diversas áreas, nomeadamente da saúde para serem incorporados dados de saúde do mundo real nestes índices.</strong></p><p>É de referir que alguns serviços meteorológicos, designadamente o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), já trabalham com a área da saúde nas situações de ondas de calor.</p><div class="texto-destacado">O conhecimento por parte da população do índice de calor será só uma parcela para mitigação do efeito das ondas de calor, pois medidas de autoproteção são essenciais serem do conhecimento das comunidades.</div><p>Kregg Laundon, médico de emergência e chefe do departamento de emergência do Southeast Georgia Health System comunicou à National Geographic como são importantes determinadas ações básicas, principalmente quando se tem de permanecer ao ar livre longe de ares condicionados. <strong>Beber muita água, descansar regularmente à sombra, usar roupas adequadas ao clima e evitar o pico de calor do meio-dia até ao final da tarde.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-indice-de-calor-vai-alem-dos-termometros-a-humidade-multiplica-o-risco-durante-as-ondas-de-calor-1781644669523.jpg" data-image="encpvy35ig8t" alt="Hidratação" title="Hidratação"><figcaption>Em situações de calor intenso, especialistas de saúde pública aconselham a beber muita água</figcaption></figure><p>A Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta ainda que o calor pode sobrecarregar o coração e os rins e agravar os riscos para as pessoas com doenças cardiovasculares, respiratórias, de saúde mental e relacionadas com diabetes.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As doenças causadas pelo calor começam quando o corpo não consegue arrefecer com a rapidez suficiente.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os idosos, as crianças pequenas e as pessoas com doenças crónicas são os grupos de maior risco durante o calor extremo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Wollerton%2C%20Megan." data-year="" data-title="Why%20the%20heat%20index%20matters%20more%20than%20just%20the%20temperature" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nationalgeographic.com%2Fenvironment%2Farticle%2Fheat-index-humidity-temperature">Wollerton, Megan.. <a href="https://www.nationalgeographic.com/environment/article/heat-index-humidity-temperature" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Why the heat index matters more than just the temperature</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-indice-de-calor-vai-alem-dos-termometros-a-humidade-multiplica-o-risco-durante-as-ondas-de-calor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Onde fica e o que fazer em Cabo Verde: o arquipélago que fez furor na primeira qualificação para um Mundial de Futebol]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/onde-fica-e-o-que-fazer-em-cabo-verde-o-arquipelago-que-fez-furor-na-primeira-qualificacao-para-um-mundial-de-futebol.html</link><pubDate>Sat, 04 Jul 2026 14:56:03 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Um destino paradisíaco e pouco conhecido em África, cuja histórica qualificação para o Mundial não só desencadeou a loucura nas suas ruas, como colocou este território — que muitos mal sabiam localizar no mapa — no radar mundial.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/donde-queda-y-que-hacer-en-cabo-verde-archipielago-furor-primera-clasificacion-mundial-de-futbol-1782148318524.jpg" data-image="k1mypnx7d3pk" alt="Cabo Verde" title="Cabo Verde"><figcaption>Cabo Verde.</figcaption></figure><p>O mundo inteiro fala da sua proeza histórica no campo e, ao mesmo tempo, este recanto do Atlântico, escondido ao largo da costa do Senegal, <strong>aproveita o seu momento de fama para se posicionar como o destino exótico do momento</strong>.</p><p>Praias de areia branca, vulcões imponentes e uma cultura que cativa. <strong>Onde fica e o que fazer em Cabo Verde?</strong></p><h2>Estreia de ouro: a participação de Cabo Verde no Mundial de 2026</h2><p><strong>A seleção de futebol de Cabo Verde é uma das 48 equipas participantes no Campeonato do Mundo de Futebol de 2026</strong>, que será disputado conjuntamente entre México, Estados Unidos e Canadá.</p><p>O país conseguiu a sua qualificação histórica para o Mundial de 2026 depois de liderar o Grupo D das eliminatórias africanas, superando Camarões, Líbia, Angola, Maurícias e Suazilândia.<strong> A equipa qualificou-se precisamente em outubro de 2025, após vencer por 3-0 a Suazilândia</strong>, sendo esta<strong> a primeira vez que o país se qualifica para um Mundial de Futebol</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/donde-queda-y-que-hacer-en-cabo-verde-archipielago-furor-primera-clasificacion-mundial-de-futbol-1782150085109.jpg" data-image="z7hwgzps5lc8" alt="Jugadores de Cabo Verde" title="Jugadores de Cabo Verde"><figcaption>Jogadores de Cabo Verde.</figcaption></figure><p>Na edição do Mundial em curso, <strong>Cabo Verde partilhou o Grupo H com a Espanha, o Uruguai e a Arábia Saudita</strong>, e avançou para os dezasseis-avos-de-final ao ficar classificado em segundo lugar, onde fez frente de forma heróica à Argentina de Lionel Messi, naquela que foi a sua quarta e última partida na prova.</p><div class="texto-destacado">A participação no Mundial de 2026 marca um marco histórico para a nação de Cabo Verde e evidencia o crescimento do seu futebol a nível internacional. Além disso, promove o seu nome, a sua história e os seus atrativos na cena mundial.</div><p>Este pequeno país insular africano surpreendeu o mundo com <strong>o seu desempenho frente à Espanha, Uruguai, Arábia Saudita e Argentina, com empates épicos diante de três campeões do mundo ao cabo de 90 minutos</strong>.<strong> </strong>Só perdeu para lá do tempo regulamentar com a seleção albi-celeste, vencedora da última edição do Mundial, disputado em 2022.</p><ul><li>No seu primeiro jogo, disputado na segunda-feira, 15 de junho de 2026, em Atlanta,<strong> Cabo Verde conseguiu um empate 0-0 contra a Espanha, conquistando o seu primeiro ponto na história do Mundial</strong>. O guarda-redes Vozinha, de 40 anos, foi fundamental para manter a baliza invicta, tornando-se uma das figuras desta estreia.</li><li>No seu segundo jogo, disputado no domingo, 21 de junho de 2026, em Miami,<strong> Cabo Verde empatou 2-2 contra o Uruguai, surpreendendo imenso o público futebolístico</strong>.</li><li>No terceiro jogo a contar para a fase de grupos do Grupo H do Mundial de Futebol de 2026, disputado na sexta-feira 26 de junho na cidade de Houston, a seleção cabo-verdiana voltou a surpreender o mundo, <strong>mantendo-se invicta por mais uma partida ao empatar novamente a zero na cidade de Houston</strong>, desta feita contra a <strong>Arábia Saudita</strong>.</li><li>No seu quarto jogo, já no seio das 32 melhores equipas do torneio, <strong>Cabo Verde regressou a Miami para</strong> <strong>enfrentar a Argentina e perdeu por 3-2 num jogo disputado "olhos nos olhos" com a atual campeã do mundo, apenas decidido no prolongamento</strong>. Para a História fica a imagem de uma equipa que conquistou o respeito do mundo inteiro e que<strong> honrou os seus poucos mais de 500.000 habitantes da melhor forma possível</strong>.</li></ul><h2>Onde fica Cabo Verde?</h2><p>Este pequeno país é um Estado insular soberano, composto por um <strong>arquipélago de 10 ilhas vulcânicas situadas no Oceano Atlântico, a cerca de 570 quilómetros da costa da África Ocidental</strong> (a sul das Ilhas Canárias, mais precisamente à altura do Senegal).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="714139" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/orlando-ribeiro-e-a-ilha-do-fogo-cabo-verde-eis-o-geografo-pioneiro-no-estudo-de-um-arquipelago-forjado-por-vulcoes.html" title="Orlando Ribeiro e a Ilha do Fogo, Cabo Verde: eis o geógrafo pioneiro no estudo de um arquipélago 'forjado' por vulcões">Orlando Ribeiro e a Ilha do Fogo, Cabo Verde: eis o geógrafo pioneiro no estudo de um arquipélago "forjado" por vulcões</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/orlando-ribeiro-e-a-ilha-do-fogo-cabo-verde-eis-o-geografo-pioneiro-no-estudo-de-um-arquipelago-forjado-por-vulcoes.html" title="Orlando Ribeiro e a Ilha do Fogo, Cabo Verde: eis o geógrafo pioneiro no estudo de um arquipélago 'forjado' por vulcões"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/orlando-ribeiro-e-a-ilha-do-fogo-cabo-verde-eis-o-geografo-pioneiro-no-estudo-de-um-arquipelago-forjado-por-vulcoes-1749278558830_320.jpg" alt="Orlando Ribeiro e a Ilha do Fogo, Cabo Verde: eis o geógrafo pioneiro no estudo de um arquipélago 'forjado' por vulcões"></a></article></aside><p>Trata-se de uma <strong>antiga colónia portuguesa</strong> — que conquistou a sua independência de Portugal em 1975 —, que atualmente funciona como uma fascinante ponte cultural entre África, a Europa e a América Latina.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/donde-queda-y-que-hacer-en-cabo-verde-archipielago-furor-primera-clasificacion-mundial-de-futbol-1782148195295.jpg" data-image="ziju932ik123" alt="Hinchada de Cabo Verde alentando en la Copa Mundial de Fútbol 2026" title="Hinchada de Cabo Verde alentando en la Copa Mundial de Fútbol 2026"><figcaption>Adeptos de Cabo Verde a torcer no Campeonato do Mundo de Futebol de 2026</figcaption></figure><p>Possui uma <strong>área total de 4 033 km² e uma população de cerca de 522.000 habitantes</strong>. A sua capital é a Praia, situada na ilha de Santiago.</p><h3>Algumas informações úteis para quem pretende visitar o país</h3><ul><li><strong>Língua</strong>: a língua oficial é o português, embora nas ruas todos falem o "crioulo cabo-verdiano".</li><li><strong>Moeda</strong>: a moeda oficial é o escudo cabo-verdiano, mas nas ilhas mais turísticas, como Sal ou Boavista, também se aceitam euros.</li><li><strong>Clima</strong>: tem "o verão eterno", com um clima tropical seco. Há sol quase os 365 dias do ano e muito pouca chuva.</li></ul><h3>Como chegar a Cabo Verde?</h3><p>A forma mais comum é<strong> voar via Lisboa</strong> (Portugal) ou através de <strong>voos diretos a partir de algumas capitais europeias e africanas </strong>para os aeroportos internacionais de Sal ou Praia.</p><h2>O que fazer em Cabo Verde?</h2><p>Cabo Verde já venceu o seu jogo mais importante: provar ao mundo que o seu tamanho não define a sua grandeza. Seja pela épica atuação dos seus jogadores em campo ou pela magia das suas ilhas atlânticas, <strong>o arquipélago africano já não é um segredo bem guardado. É, oficialmente, o destino que todos deveriam agora descobrir</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="728472" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/viagens-exclusivamente-femininas-entre-o-turismo-a-identidade-e-o-empoderamento.html" title="Viagens exclusivamente femininas: entre o turismo, a identidade e o empoderamento">Viagens exclusivamente femininas: entre o turismo, a identidade e o empoderamento</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/viagens-exclusivamente-femininas-entre-o-turismo-a-identidade-e-o-empoderamento.html" title="Viagens exclusivamente femininas: entre o turismo, a identidade e o empoderamento"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/viagens-exclusivamente-femininas-entre-o-turismo-a-identidade-e-o-empoderamento-1757406761320_320.jpg" alt="Viagens exclusivamente femininas: entre o turismo, a identidade e o empoderamento"></a></article></aside><p>Embora o destino se caracterize pela presença de 10 ilhas, <strong>o arquipélago oferece três locais de destaque</strong>, ideais para perfis muito distintos, consoante o tipo de viajante:</p><h3>Ilha do Sal: um paraíso de relaxamento e vento</h3><p>Trata-se de <strong>a ilha mais visitada e a meca dos desportos aquáticos na região</strong>. Os visitantes podem admirar e desfrutar de praias quilométricas de águas turquesa e da encantadora <strong>vila de Santa Maria</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/donde-queda-y-que-hacer-en-cabo-verde-archipielago-furor-primera-clasificacion-mundial-de-futbol-1782149304281.jpg" data-image="vafb8h3ahzbr" alt="Isla de Sal" title="Isla de Sal"><figcaption>Ilha do Sal em Cabo Verde.</figcaption></figure><p><strong>Uma experiência imperdível</strong>: visitar as <strong>salinas de Pedra de Lume</strong>, situadas no interior da cratera de um vulcão extinto, onde é possível flutuar graças à elevada densidade do sal.</p><h3>Ilha do Fogo: aventura e paisagens lunares</h3><p>Para os <strong>amantes do trekking</strong>, esta ilha é dominada pelo <strong>Pico do Fogo</strong>, um imponente vulcão ativo com quase 3000 metros de altura, ao qual deve o seu nome.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/donde-queda-y-que-hacer-en-cabo-verde-archipielago-furor-primera-clasificacion-mundial-de-futbol-1782149421363.jpg" data-image="otsm1eeqv5r4" alt="Pico do Fogo" title="Pico do Fogo"><figcaption>Pico do Fogo.</figcaption></figure><p><strong>Uma experiência imperdível</strong>: além de passear por paisagens de lava negra, nos arredores é possível <strong>degustar um famoso vinho local, cultivado de forma heróica sobre a própria cinza vulcânica</strong>.</p><h3>llha de São Vicente: o coração cultural de Cabo Verde</h3><p>É o berço da famosa cantora Cesária Évora e, dada a sua importância cultural, <strong>a capital musical do país</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/donde-queda-y-que-hacer-en-cabo-verde-archipielago-furor-primera-clasificacion-mundial-de-futbol-1782149514316.jpg" data-image="suzxdw562rkr" alt="Mindelo" title="Mindelo"><figcaption>Mindelo.</figcaption></figure><p><strong>Uma experiência imperdível</strong>: perder-se pelas coloridas ruas coloniais da cidade de <strong>Mindelo</strong> e terminar o dia a desfrutar de uma noite de morna (a música tradicional melancólica do país) interpretada ao vivo nos bares locais.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/onde-fica-e-o-que-fazer-em-cabo-verde-o-arquipelago-que-fez-furor-na-primeira-qualificacao-para-um-mundial-de-futebol.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Porque os mosquitos picam mais algumas pessoas do que outras: assim é o sistema sensorial do animal mais letal do mundo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/porque-os-mosquitos-picam-mais-algumas-pessoas-do-que-outras-assim-e-o-sistema-sensorial-do-animal-mais-letal-do-mundo.html</link><pubDate>Sat, 04 Jul 2026 14:21:55 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Há uma série de fatores que explicam como é que os mosquitos localizam as pessoas e por que razão algumas sofrem muito mais picadas: analisamos o que diz a ciência.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-los-mosquitos-suelen-picar-mas-a-unas-personas-que-a-otras-1782901538130.jpeg" data-image="hm1gk1b9mchf" alt="Mosquitos picando a una persona" title="Mosquitos picando a una persona"><figcaption>As picadas de mosquito dependem de uma combinação de odor corporal, CO₂, calor e características individuais.</figcaption></figure><p>Todos os verões, os mosquitos voltam a ser um dos insetos mais incómodos. No entanto, o seu impacto vai muito além dos incómodos habituais.<strong> São os animais que causam mais mortes entre os seres humanos devido à transmissão de doenças</strong>. Só a malária causa mais de 600 000 mortes por ano, um número muito superior às cerca de 100 000 mortes atribuídas a picadas de cobra.</p><p>Nos últimos anos, vários estudos permitiram compreender com maior detalhe como estes insetos localizam as suas vítimas. Esse conhecimento também ajuda a responder a uma pergunta frequente: por que razão algumas pessoas sofrem muito mais picadas do que outras. <strong>A explicação está relacionada com vários estímulos que o mosquito analisa antes de se alimentar</strong>.</p><h2>Mosquitos e picadas: por que precisam de sangue</h2><p>Das mais de 3 700 espécies de mosquitos identificadas, <strong>apenas cerca de 200 picam os seres humanos</strong>. Isto representa cerca de 6% do total. A maioria aproveita qualquer fonte de sangue disponível, enquanto apenas algumas espécies demonstram uma preferência clara pelas pessoas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">MOSQUITOS<br>Mosquito Love. Por qué los mosquitos pican más a unas personas que a otras<br>vía <a href="https://x.com/pictoline?ref_src=twsrc%5Etfw">@pictoline</a><a href="https://x.com/hashtag/PictolineCiencia?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#PictolineCiencia</a> <a href="https://t.co/ROdImyfmwp">pic.twitter.com/ROdImyfmwp</a></p>— El Jardín de Charles (@CRCiencia) <a href="https://x.com/CRCiencia/status/1652713672857522177?ref_src=twsrc%5Etfw">April 30, 2023</a></blockquote></figure><p><strong>As responsáveis pelas picadas são as fêmeas fecundadas</strong>. O sangue não faz parte da sua alimentação diária, mas fornece as proteínas necessárias para a produção dos ovos. Os machos, pelo contrário, sobrevivem alimentando-se de seivos vegetais e nunca picam.</p><p>Entre os grupos com maior importância sanitária destacam-se as espécies <strong><em>Culex</em></strong>, <strong><em>Aedes </em>e<em> Anopheles</em></strong>. O mosquito comum pertence ao primeiro grupo, enquanto o mosquito-tigre e o <em>Aedes aegypti</em> transmitem doenças como a dengue, o zika, a febre amarela e o chikungunya. Os <em>Anopheles</em> são os principais transmissores da malária.</p><h2>Como é que os mosquitos encontram as pessoas</h2><p><strong>O primeiro indício que os mosquitos detetam é o dióxido de carbono</strong> que expelimos ao respirar. Através de recetores situados nos palpos maxilares, conseguem detetar pequenas variações deste gás, mesmo quando a diferença mal chega aos 0,01%. Algumas investigações estimam que esse alcance se situe entre os 10 e os 50 metros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-los-mosquitos-suelen-picar-mas-a-unas-personas-que-a-otras-1782901597166.jpeg" data-image="dlgtkabgphh0" alt="Un mosquito picando" title="Un mosquito picando"><figcaption>O sistema sensorial dos mosquitos explica por que razão algumas pessoas são alvo de muito mais picadas do que outras durante o verão.</figcaption></figure><p>Mas o CO₂, por si só, não é suficiente para localizar uma pessoa. <strong>Os mosquitos também utilizam a visão, o calor e outros estímulos para descartar fontes que não lhes interessam</strong>, como o CO₂ expelido pelos veículos a combustão ou o fumo das chaminés. É esse conjunto total de sinais que orienta o seu voo até ao possível hospedeiro.</p><p>À medida que se aproximam, o odor corporal ganha importância. <strong>A pele liberta mais de 500 compostos voláteis diferentes e os mosquitos reconhecem vários deles</strong>. A menos de 20 centímetros, também percecionam o calor e a humidade da pele, enquanto que, a cerca de três centímetros, verificam o alvo através dos recetores nas suas patas antes de picarem.</p><h2>O odor corporal faz a diferença</h2><p>Cada pessoa possui uma combinação de odores que lhe é própria. Essa "assinatura" química depende, em grande parte, da microbiota da pele e da genética. Até mesmo diferentes zonas do corpo apresentam aromas distintos. Um exemplo conhecido é <strong>o interesse de alguns mosquitos pelo odor dos pés</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="749437" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mosquitos-os-humanos-sao-a-sua-principal-fonte-de-alimento-devido-a-falta-de-florestas.html" title="Mosquitos: os humanos são a sua principal fonte de alimento devido à falta de florestas!">Mosquitos: os humanos são a sua principal fonte de alimento devido à falta de florestas!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mosquitos-os-humanos-sao-a-sua-principal-fonte-de-alimento-devido-a-falta-de-florestas.html" title="Mosquitos: os humanos são a sua principal fonte de alimento devido à falta de florestas!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-falta-de-bosque-esta-volviendo-a-los-humanos-el-alimento-principal-de-los-mosquitos-1768483576885_320.jpg" alt="Mosquitos: os humanos são a sua principal fonte de alimento devido à falta de florestas!"></a></article></aside><p>A influência genética é importante. Alguns estudos indicam que<strong> até 85% da atratividade para os mosquitos poderá estar relacionada com a hereditariedade</strong>. Entre os compostos que parecem aumentar essa atratividade destaca-se o ácido láctico, que o organismo elimina através da pele.</p><p>Existem também investigações sobre o grupo sanguíneo. <strong>Vários resultados sugerem uma preferência por pessoas com o grupo 0</strong>, embora as conclusões continuem a ser contraditórias. Por conseguinte, esse possível efeito continua a ser objeto de estudo.</p><h2>Atividade física, gravidez e cerveja: os fatores que aumentam as picadas</h2><p>O exercício altera vários dos estímulos utilizados pelos mosquitos. <strong>Ao praticar desporto, aumenta-se a produção de dióxido de carbono</strong><strong>, a temperatura corporal e a transpiração</strong>, três sinais que facilitam a localização do hospedeiro.</p><p><strong>As mulheres grávidas também costumam sofrer mais picadas</strong>. De acordo com os dados disponíveis, durante a gravidez, elas exalam mais 21% de CO₂, uma circunstância que coincide com um aumento do número de picadas registadas por estes insetos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-los-mosquitos-suelen-picar-mas-a-unas-personas-que-a-otras-1782901663594.jpeg" data-image="5yc8k8ke7626" alt="Mujer a la que le ha picado un mosquito" title="Mujer a la que le ha picado un mosquito"><figcaption>Das mais de 3 700 espécies de mosquitos conhecidas, apenas cerca de 200 se alimentam de sangue humano. A maioria recorre a outros animais como fonte habitual de alimento.</figcaption></figure><p>Alguns hábitos também parecem estar associados a uma maior atração. Um estudo realizado durante um festival na Holanda observou que<strong> as pessoas que tinham consumido cerveja eram 44% mais atraentes para os mosquitos</strong>.</p><p><strong>O mesmo estudo apontou um aumento de 35% entre os consumidores de canábis e de 46% entre aqueles que tinham dormido acompanhados na noite anterior</strong>. Os investigadores reconhecem que ainda se desconhece o mecanismo responsável por estas diferenças e consideram que ainda há muito a investigar sobre a influência dos hábitos e do odor corporal.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Jaleesa%20Houle%201%2C%20Austin%20Lopez%201%2C%20Floris%20van%20Breugel" data-year="" data-title="Wind%20history%20shapes%20olfactory%20search%20response%20in%20free%20flying%20Drosophila%20melanogaster" data-url="https%3A%2F%2Fpmc.ncbi.nlm.nih.gov%2Farticles%2FPMC13081916%2F">Jaleesa Houle 1, Austin Lopez 1, Floris van Breugel. <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC13081916/" target="_blank">Wind history shapes olfactory search response in free flying Drosophila melanogaster</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/porque-os-mosquitos-picam-mais-algumas-pessoas-do-que-outras-assim-e-o-sistema-sensorial-do-animal-mais-letal-do-mundo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal em alerta máximo: risco extremo de incêndios florestais deve persistir até 12 de julho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-em-alerta-maximo-risco-extremo-de-incendios-florestais-deve-persistir-ate-12-de-julho.html</link><pubDate>Sat, 04 Jul 2026 12:59:07 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal continuará sob perigo muito elevado ou máximo de incêndio nos próximos dias. O litoral deverá aliviar gradualmente, mas o interior irá manter o calor intenso, baixa humidade e condições favoráveis à rápida propagação das chamas, pelo menos até dia 12.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-em-alerta-maximo-risco-extremo-de-incendios-florestais-deve-persistir-ate-12-de-julho-1783167061598.jpg" data-image="iifhoidrnq2k" alt="Incêndios Rurais" title="Incêndios Rurais"><figcaption>Mais de 90% de Portugal continental encontra-se sob perigo muito elevado ou máximo de incêndio rural, segundo o IPMA, com especial destaque para o Norte, Centro, interior e parte do Sul.</figcaption></figure><p>Portugal continua sob um c<strong>enário meteorológico altamente favorável à ocorrência e propagação de incêndios rurais.</strong> As temperaturas muito elevadas, a baixa humidade do ar, a vegetação extremamente seca e, em alguns períodos, o reforço do vento, deverão manter o risco de incêndio em níveis muito elevados ou máximos durante vários dias.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Embora o litoral comece gradualmente a beneficiar de algum arrefecimento na próxima semana, o interior do país continuará sob condições críticas, pelo menos, até ao próximo domingo, dia 12 de julho.</p><h2>Calor extremo mantém quase todo o país em risco máximo de incêndio</h2><p>Esta sexta-feira e sábado, mais de 90% do território continental encontra-se sob perigo <strong>Muito Elevado</strong> ou <strong>Máximo</strong> <strong>de incêndio rural, segundo o IPMA. </strong>As regiões Norte e Centro concentram a maior extensão de perigo máximo, mas também o Baixo Alentejo e parte do Algarve apresentam condições igualmente preocupantes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-em-alerta-maximo-risco-extremo-de-incendios-florestais-deve-persistir-ate-12-de-julho-1783165696933.png" data-image="rd2phuiil2zh" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>As temperaturas continuam próximas ou acima dos 40 ºC em várias regiões do país, agravando o perigo de ignição e propagação de incêndios rurais.</figcaption></figure><p>Durante este fim de semana, <strong>muitas localidades continuarão a registar temperaturas próximas ou superiores aos 40 ºC. </strong>A combinação entre calor intenso, baixa humidade relativa e combustíveis vegetais extremamente secos cria um cenário propício para a rápida ignição e propagação de incêndios, exigindo máxima precaução por parte da população.</p><h2>O vento pode agravar a propagação das chamas</h2><p>A temperatura não é o único fator determinante. O vento desempenha igualmente um papel decisivo na evolução de um incêndio, acelerando a propagação das chamas, alterando a sua direção e transportando partículas incandescentes para novas áreas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-em-alerta-maximo-risco-extremo-de-incendios-florestais-deve-persistir-ate-12-de-julho-1783165733158.png" data-image="ah93ind4jvit" alt="Rajada de vento" title="Rajada de vento"><figcaption>O vento poderá intensificar-se durante a tarde, com rajadas localmente moderadas. Em contexto de calor extremo e vegetação seca, este fator pode acelerar a propagação das chamas.</figcaption></figure><p>Durante a tarde deste sábado prevê-se um aumento das rajadas em várias regiões do país. Embora estes valores <strong>não representem um episódio meteorológico severo, tornam-se particularmente relevantes num contexto de perigo extremo.</strong> Um exemplo é o incêndio que continua ativo na zona de Vouzela, com progressão em direção ao concelho de Águeda, onde o reforço do vento poderá dificultar ainda mais as operações de combate.</p><h2>O litoral terá tendência a aliviar, mas o interior vai continuar sob calor intenso</h2><p>No domingo, o calor manter-se-á praticamente sem alterações.<strong> As temperaturas continuarão próximas ou acima dos 40 ºC em numerosas regiões do interior,</strong> sendo o arrefecimento praticamente inexistente, exceto na Serra da Estrela e em alguns pontos muito próximos da faixa costeira.</p><p>A partir de segunda-feira, a influência atlântica começará lentamente a recuperar terreno no litoral Norte e Centro, permitindo uma descida gradual das temperaturas nessas regiões. </p><div class="texto-destacado"> Na terça-feira, os mapas de anomalia térmica já mostram Braga, Porto, Aveiro, Coimbra e Leiria com valores menos elevados, <strong>sinal de que as temperaturas começam gradualmente a aproximar-se do que é normal para esta altura do ano.</strong> Isto não significa que deixe de fazer calor, mas sim que o desvio em relação à média de temperaturas para esta altura do ano se torne menos expressivo.</div><p>Em contraste,<strong> a maior parte do território, sobretudo o Centro e Sul interiores, continuará a registar anomalias muito positivas,</strong> o que significa que as temperaturas permanecerão vários graus acima da média para o início de julho, prolongando as condições meteorológicas favoráveis ao desenvolvimento e propagação de incêndios rurais. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-em-alerta-maximo-risco-extremo-de-incendios-florestais-deve-persistir-ate-12-de-julho-1783165796812.png" data-image="razepehq5nop" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-528825">Na terça-feira (dia 7), o litoral Norte e Centro deverá aproximar-se gradualmente dos valores normais para a época, mas o interior continuará com temperaturas muito acima da média.</figcaption></figure><p>No entanto, o interior Centro e Sul vai continuar sob temperaturas muito elevadas durante vários dias. <strong>Enquanto persistirem massas de ar quente sobre a Península Ibérica e ventos de origem continental, o perigo de incêndio deverá manter-se elevado até, pelo menos, ao próximo dia 12 de julho</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777053" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-43-c-o-ipma-preve-o-momento-critico-da-onda-de-calor-entre-hoje-e-segunda-feira.html" title="Até 43 ºC: o IPMA prevê o “momento crítico” da onda de calor entre hoje e segunda-feira">Até 43 ºC: o IPMA prevê o “momento crítico” da onda de calor entre hoje e segunda-feira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-43-c-o-ipma-preve-o-momento-critico-da-onda-de-calor-entre-hoje-e-segunda-feira.html" title="Até 43 ºC: o IPMA prevê o “momento crítico” da onda de calor entre hoje e segunda-feira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-43-c-o-ipma-preve-o-momento-critico-da-onda-de-calor-entre-hoje-e-segunda-feira-1783169434674_320.png" alt="Até 43 ºC: o IPMA prevê o “momento crítico” da onda de calor entre hoje e segunda-feira"></a></article></aside><p>Perante este cenário, a redução de qualquer comportamento de risco será tão importante como a evolução das condições meteorológicas. Num período em que a natureza reúne praticamente todos os ingredientes para a ocorrência de grandes incêndios, a prevenção continuará a ser a medida mais eficaz.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-em-alerta-maximo-risco-extremo-de-incendios-florestais-deve-persistir-ate-12-de-julho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 43 ºC: o IPMA prevê o “momento crítico” da onda de calor entre hoje e segunda-feira]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-43-c-o-ipma-preve-o-momento-critico-da-onda-de-calor-entre-hoje-e-segunda-feira.html</link><pubDate>Sat, 04 Jul 2026 12:51:18 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma massa de ar extremamente quente vai afetando diretamente Portugal continental por estes dias, estando na origem da primeira onda de calor do verão 2'26: IPMA alerta para temperaturas superiores a 40 ºC.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xalcou2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xalcou2.jpg" id="xalcou2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nas próximas horas e dias uma massa de ar que tem estado a gerar subsidência sobre a nossa geografia dará continuidade à <strong>primeira onda de calor do verão em Portugal</strong>, num episódio que iniciou na quarta-feira (1), se intensificou na quinta (2) e deverá prolongar-se, pelo menos, até terça-feira (7). Saliente-se ainda que este fenómeno está associado a uma cúpula de calor.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br><br>Uma massa de ar muito quente está atualmente a gerar a primeira onda de calor do verão 2026 em Portugal continental. O IPMA já ativou vários avisos vermelho e laranja devido à persistência de temperaturas mínimas e máximas extremamente elevadas.</div><p>De acordo com o modelo de confiança da Meteored e com os avisos de tempo quente emitidos pelo IPMA, <strong>o momento crítico deste panorama meteorológico ocorrerá entre hoje e segunda-feira (6)</strong>. A partir daí, tudo indica que as temperaturas começarão a descer, sobretudo nas regiões do litoral Norte e Centro, embora devam manter-se muito elevadas no interior Norte e em grande parte do Centro e Sul. É possível ainda que possam surgir algumas trovoadas ocasionais durante a tarde.</p><h2>Este sábado as temperaturas máximas mantêm-se muito elevadas, destacando-se o litoral Norte e Centro</h2><p>Hoje - 4 de julho - os vales do Douro, Tejo, Sado e Guadiana, bem como grande parte da Beira Baixa, Ribatejo, Alentejo, as Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto, a Península de Setúbal, algumas zonas do Sotavento Algarvio e ainda algumas zonas dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Viseu e Coimbra <strong>as temperaturas irão atingir valores máximos entre 38 e 42 ºC</strong>. Não se exclui que sejam alcançados os 43 ºC nalguns pontos do vale do Tejo.</p><p><strong>Cidades como Évora e Braga vão atingir 42 ºC enquanto as capitais distritais de Beja, Castelo Branco e Santarém chegarão aos 40/41 ºC</strong>. Destacam-se ainda os distritos do Porto, Lisboa e Leiria - que à semelhança do restante litoral Norte e Centro ainda se manterão sob aviso vermelho este sábado (4) - com máximas para as capitais distritais situadas no intervalo 36-39 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-43-c-o-ipma-preve-o-momento-critico-da-onda-de-calor-entre-hoje-e-segunda-feira-1783168117077.png" data-image="grf9k839inwy"><figcaption>A cerca de 1500 metros de altitude consegue-se observar perfeitamente a formação da cúpula de calor que intensificará as temperaturas.</figcaption></figure><p>Como já referimos anteriormente na Meteored, não fará calor apenas durante o dia, mas também de noite. <strong>Nas próximas madrugadas preveem-se temperaturas mínimas tropicais, superiores a 20 ºC, tanto no litoral como no interior, abrangendo uma grande parte da geografia de Portugal continental</strong>. As exceções serão alguns pontos da faixa costeira ocidental entre Esposende e Peniche e algumas zonas de montanha do Alto Douro e Nordeste Transmontano onde as mínimas noturnas serão ligeiramente mais frescas (a rondar os 18 ºC).</p><p>No extremo oposto, cidades como as de <strong>Lisboa, Portalegre, Castelo Branco e Faro viverão as chamadas noites tórridas</strong>, períodos noturnos durante os quais as temperaturas mínimas não descem abaixo dos 25 ºC: estão previstas mínimas entre 25 e 28 ºC nas próximas 2 madrugadas nestas 4 cidades.</p><h2>Amanhã o calor extremo mantém-se no Centro-Sul e prevê-se um ligeiro alívio térmico no litoral Norte e Centro</h2><p>Este domingo (4) prevê-se uma pequena descida térmica nalgumas zonas do país, com destaque para o litoral Norte e Centro. Este alívio corresponderá a uma mudança no nível de aviso de tempo quente, com distritos como <strong>Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra e Leiria a ficarem sob aviso laranja de tempo quente</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-43-c-o-ipma-preve-o-momento-critico-da-onda-de-calor-entre-hoje-e-segunda-feira-1783168003641.png" data-image="2o27rth90qpu"><figcaption>Nos próximos dias há localidades do território continental que poderão registar uma temperatura máxima de 43 ºC.</figcaption></figure><p>Amanhã - domingo, 5 de julho - os vales do Douro, Tejo, Sado e Guadiana, a Beira Baixa, o Ribatejo, grande parte do Alentejo, partes das Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto, os distritos de Setúbal e Viseu, e ainda em algumas zonas do Minho e do distrito de Vila Real <strong>as temperaturas irão atingir valores máximos entre 38 e 42 ºC</strong>, podendo pontualmente atingir 43 ºC nalgumas localidades do vale do Tejo. Nalgumas zonas do interior durante a tarde não se exclui o risco de ocorrência de aguaceiros e trovoadas isoladas.</p><p>Nos 7 distritos onde se espera uma continuidade do aviso vermelho de tempo quente neste domingo (5) a temperatura máxima prevista na respetiva capital distrital é: <strong>38 ºC em Setúbal, 39 ºC em Portalegre, 40 ºC em Lisboa, 41 ºC em Castelo Branco e Beja e 42 ºC em Santarém e Évora</strong>. Em Braga também se preveem 42 ºC, mas o aviso desce para laranja porque a temperatura mínima baixará para 19 ºC. Para as restantes capitais distritais preveem-se máximas entre 35 e 39 ºC, exceto em Viana do Castelo (33 ºC), Porto (34 ºC) e Aveiro (30 ºC).</p><h2>Entre segunda e terça esperam-se mudanças, mas o calor intenso perdurará em várias regiões, com máximas até 43 ºC</h2><p>De segunda (6) para terça-feira (7) são expectáveis alterações significativas nalgumas porções da nossa geografia. <strong>As temperaturas máximas vão descer em grande parte de Portugal continental, sendo de forma acentuada no litoral Norte e Centro</strong>, nomeadamente em toda a porção da faixa costeira ocidental que se estende entre Caminha e Cascais, à medida que a massa de ar quente se for deslocando lentamente para leste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-43-c-o-ipma-preve-o-momento-critico-da-onda-de-calor-entre-hoje-e-segunda-feira-1783167780342.png" data-image="a7o2eifk0w66"><figcaption>Embora no início da próxima semana esteja previsto um ligeiro alívio térmico nalgumas partes do território, as anomalias de temperatura manter-se-ão bastante expressivas em grande parte da geografia portuguesa (entre 9 e 12 ºC acima da média climatológica de referência).</figcaption></figure><p>Contudo, <strong>no interior Norte (com destaque para o vale do Douro) e no interior Centro-Sul, os valores das temperaturas máximas permanecerão elevados</strong>. Durante a tarde de segunda-feira (6) não se exclui o risco de ocorrência de aguaceiros e trovoadas isoladas nalgumas zonas do interior.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776976" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/oceano-atlantico-mais-quente-reforca-a-onda-de-calor-em-portugal-deixa-um-ambiente-dificil-de-suportar.html" title="Oceano Atlântico mais quente reforça a onda de calor em Portugal: 'deixa um ambiente difícil de suportar'">Oceano Atlântico mais quente reforça a onda de calor em Portugal: "deixa um ambiente difícil de suportar"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/oceano-atlantico-mais-quente-reforca-a-onda-de-calor-em-portugal-deixa-um-ambiente-dificil-de-suportar.html" title="Oceano Atlântico mais quente reforça a onda de calor em Portugal: 'deixa um ambiente difícil de suportar'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/oceano-atlantico-mais-quente-reforca-a-onda-de-calor-em-portugal-deixa-um-ambiente-dificil-de-suportar-1783090697786_320.png" alt="Oceano Atlântico mais quente reforça a onda de calor em Portugal: 'deixa um ambiente difícil de suportar'"></a></article></aside><p>Como referido anteriormente, apesar da mudança significativa nas temperaturas numa boa parte do país, os mapas estimam que o calor permaneça intenso numa vasta extensão do nosso país <strong>na segunda-feira (6), destacando-se</strong> <strong>o vale do Douro, a Beira Baixa, algumas zonas do Ribatejo, o vale do Tejo e o Alentejo, com temperaturas máximas compreendidas entre 37 e 43 ºC</strong>.</p><p>É possível que para segunda-feira (6) o aviso vermelho venha a ser emitido para alguns distritos do interior Centro e Sul (Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja), dado que se preveem temperaturas máximas iguais ou superiores a 41 ºC nas respetivas capitais distritais: <strong>41 ºC em Portalegre, 42 ºC em Castelo Branco e Beja e 43 ºC em Évora</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-43-c-o-ipma-preve-o-momento-critico-da-onda-de-calor-entre-hoje-e-segunda-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este parque aquático já reabriu. É gratuito e pode ser um dos melhores refúgios para escapar ao calor]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-parque-aquatico-ja-reabriu-e-gratuito-e-pode-ser-um-dos-melhores-refugios-para-escapar-ao-calor.html</link><pubDate>Sat, 04 Jul 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Em Vila Nova de Cerveira, o Parque Aquático do Castelinho já reabriu, tem entrada gratuita e promete ser uma das escapadinhas mais refrescantes deste verão.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-parque-aquatico-no-alto-minho-ja-reabriu-e-gratuito-e-pode-ser-um-dos-melhores-refugios-para-escapar-ao-calor-1782993777148.jpg" data-image="b1gs1icgartg" alt="Parque aquático do Castelinho" title="Parque aquático do Castelinho"><figcaption>Uma boa sugestão para fugir ao calor dos próximos dias. Foto: CM Vila Nova de Cerveira</figcaption></figure><p>Os próximos dias vão ser desafiantes. Com <strong>máximas superiores a 35 °C </strong>e mínimas superiores a 20 °C em grande parte do território, apostamos que qualquer português já esteja à procura de alternativas para fugir aos <strong>avisos vermelhos</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776945" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-15-c-acima-da-media-portugal-enfrenta-uma-onda-de-calor-que-faz-soar-o-alarme.html" title="Até 15 ºC acima da média: Portugal enfrenta uma onda de calor que faz soar o alarme">Até 15 ºC acima da média: Portugal enfrenta uma onda de calor que faz soar o alarme</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-15-c-acima-da-media-portugal-enfrenta-uma-onda-de-calor-que-faz-soar-o-alarme.html" title="Até 15 ºC acima da média: Portugal enfrenta uma onda de calor que faz soar o alarme"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-15-c-acima-da-media-portugal-enfrenta-uma-onda-de-calor-que-faz-soar-o-alarme-1783081294314_320.png" alt="Até 15 ºC acima da média: Portugal enfrenta uma onda de calor que faz soar o alarme"></a></article></aside><p>Afinal, o principal destaque desta onda de calor será a sua duração, estimada em pelo menos uma semana, “bem como a<strong> persistência de temperaturas excecionalmente elevadas</strong>”, <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/4-distritos-sob-aviso-vermelho-ipma-avisa-para-persistencia-de-temperaturas-maximas-e-minimas-extremamente-elevadas.html" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">avisa</a> Alfredo Graça.</p><p>Com estas características, encontrar alternativas para fugir ao calor tornou-se quase uma necessidade. Entre praias fluviais, piscinas e zonas verdes, há um espaço no <strong>Alto Minho</strong> que volta a ganhar destaque nesta altura do ano.</p><div class="texto-destacado">O Parque Aquático do Castelinho, em Vila Nova de Cerveira, já reabriu. </div><p>O melhor é que, além de a<strong> entrada ser gratuita</strong>, este ano, a temporada vai prolongar-se até “meados de setembro”. A notícia foi avançada pela própria autarquia.</p><p>“O Parque Aquático do Castelinho reabriu ao público esta quarta-feira, 24 de junho, assinalando o início de mais uma temporada repleta de diversão, aprendizagem e momentos inesquecíveis para toda a família”, partilharam.</p><p>“Com todas as condições de segurança e qualidade asseguradas, e aproveitando a chegada dos dias mais quentes, este espaço volta a<strong> afirmar-se como um dos destinos de eleição</strong> para residentes e visitantes que procuram aliar a alegria das brincadeiras infantis ao encanto natural da paisagem envolvente.”</p><h2>Muito para fazer</h2><p>Não se deixe enganar pelo tamanho. Apesar de não ser muito grande, o espaço tem sido um destino de eleição para muitos, “sobretudo para aqueles que se querem refrescar sem ter de gastar um único cêntimo”, nota a revista ‘NiT’. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-parque-aquatico-no-alto-minho-ja-reabriu-e-gratuito-e-pode-ser-um-dos-melhores-refugios-para-escapar-ao-calor-1782993940503.jpg" data-image="u0y4y4qc39vj" alt="Parque aquático do Castelinho" title="Parque aquático do Castelinho"><figcaption>Promete ser mais do que um simples parque de diversões. Foto: CM Vila Nova de Cerveira</figcaption></figure><p>“Mais do que um simples parque de diversões, este<strong> espaço lúdico-pedagógico</strong> convida os mais novos a descobrir o fascinante universo da água com réplicas de canais, comportas, barragens, jatos e repuxos, estimulando a curiosidade, a aprendizagem e a interação com o meio envolvente”, garante a Câmara.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.<br> </div><p>Além destas estruturas interativas, o parque inclui um <strong>curso de água</strong> que recria um canal e vários jatos coloridos, tornando-o especialmente apelativo nos dias de maior calor. Tudo isto num ambiente ao ar livre, rodeado de zonas de lazer e com uma envolvente natural.</p><h2>Mais informações e detalhes</h2><p>E onde é que vai encontrá-lo? O Parque Aquático do Castelinho situa-se no interior do<strong> Parque de Lazer do Castelinho</strong>, junto ao Aquamuseu do Rio Minho. Inaugurado em 2007, o local já sofreu várias intervenções, sem nunca perder, contudo, a componente pedagógica de criar atividades ligadas à natureza e à paisagem envolvente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-parque-aquatico-no-alto-minho-ja-reabriu-e-gratuito-e-pode-ser-um-dos-melhores-refugios-para-escapar-ao-calor-1782993567705.jpg" data-image="v94z6xs6w7xf" alt="Parque aquático do Castelinho" title="Parque aquático do Castelinho"><figcaption>O Parque Aquático do Castelinho integra o Parque de Lazer do Castelinho. Foto: CM Vila Nova de Cerveira</figcaption></figure><p>Quanto aos horários, há uma nota importante a reter: <strong>o espaço encerra às segundas-feiras</strong> para trabalhos de manutenção. Nos restantes dias, está aberto das 10:15 às 12:30 e das 14:15 às 19:30. A entrada é sempre gratuita.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="NiT%2C%20Pincelli%2C%20I" data-year="2026" data-title="Parque%20aqu%C3%A1tico%20gratuito%20com%20vista%20para%20as%20montanhas%20j%C3%A1%20reabriu%20no%20Alto%20Minho" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fna-cidade%2Fparque-aquatico-gratuito-com-vista-para-as-montanhas-ja-reabriu-no-alto-minho">NiT, Pincelli, I. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/parque-aquatico-gratuito-com-vista-para-as-montanhas-ja-reabriu-no-alto-minho" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Parque aquático gratuito com vista para as montanhas já reabriu no Alto Minho</a>.</cite><br><cite data-author="O%20Minho" data-year="2026" data-title="Este%20parque%20aqu%C3%A1tico%20no%20Alto%20Minho%20j%C3%A1%20abriu%20(e%20%C3%A9%20gr%C3%A1tis)" data-url="https%3A%2F%2Fominho.pt%2Feste-parque-aquatico-no-alto-minho-ja-abriu-e-e-gratis%2F">O Minho. (2026). <a href="https://ominho.pt/este-parque-aquatico-no-alto-minho-ja-abriu-e-e-gratis/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Este parque aquático no Alto Minho já abriu (e é grátis)</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-parque-aquatico-ja-reabriu-e-gratuito-e-pode-ser-um-dos-melhores-refugios-para-escapar-ao-calor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frequência de ondas de calor marinhas no Ártico duplica o ritmo global desde a década de 1980]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/frequencia-de-ondas-de-calor-marinhas-no-artico-duplica-o-ritmo-global-desde-a-decada-de.html</link><pubDate>Sat, 04 Jul 2026 07:33:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Cientistas alertam para aquecimento extremo e sem precedentes no Oceano Ártico<sup></sup>. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/frequencia-de-ondas-de-calor-marinhas-no-artico-duplica-o-ritmo-global-desde-a-decada-de-1782825664428.png" data-image="gpnhjultbi8k"><figcaption>Ao contrário de outros oceanos, a estratificação no Ártico é controlada pela salinidade, mantendo a água doce e fria no topo.</figcaption></figure><p>Embora o Ártico esteja a aquecer a um ritmo acelerado, superior ao de qualquer outro oceano, as suas <strong>ondas de calor marinhas</strong> (OCM) continuam a ser pouco compreendidas, particularmente aquelas que ocorrem abaixo da superfície. </p><h2>Características e evolução a longo prazo </h2><p>As OCM no Ártico destacam-se como algumas das mais intensas do planeta, com anomalias na <strong>temperatura da superfície do mar</strong><strong> que chegam a atingir cerca de 4°C</strong>. Desde a década de 1980, registou-se um crescimento acentuado na sua frequência, intensidade e duração, com um ponto de viragem especialmente abrupto em meados da década de 2000. </p><div class="texto-destacado">A duração destes eventos registou incrementos de 40 a 100 dias desde essa época. Geograficamente, os mares marginais e de plataforma (como os mares de Barents-Kara, da Sibéria e de Beaufort) emergem como os principais pontos críticos à superfície. </div><p>Por outro lado, <strong>os eventos de subsuperfície permanecem quase totalmente descaracterizados</strong> , apesar de as poucas investigações sugerirem que podem ser igualmente intensos e consideravelmente mais duradouros, persistindo de vários meses a anos e estendendo-se até aos 500 metros de profundidade. </p><h2>Mecanismos de condução singulares </h2><p>A síntese revela que as OCM árticas são moldadas por processos físicos ausentes nos oceanos de latitudes mais baixas. No Ártico, ao contrário de outras regiões onde as águas mais quentes se concentram à superfície, a estratificação é <strong>controlada principalmente pela salinidade</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frequencia-de-ondas-de-calor-marinhas-no-artico-duplica-o-ritmo-global-desde-a-decada-de-1782826286901.png" data-image="ton1o69btxbv"><figcaption>O derretimento do gelo aprisiona o calor numa camada fina, tornando as ondas de calor 20% mais longas e intensas.</figcaption></figure><p>Embora o aquecimento atmosférico e os ventos do sul ressentidos iniciem estes fenómenos , a sua expressão é fortemente modulada pelo gelo marinho. O recuo precoce do gelo no verão aciona o feedback gelo-albedo, <strong>permitindo uma maior absorção de radiação solar pelo oceano. </strong></p><div class="texto-destacado">Simultaneamente, o derretimento do gelo liberta água doce, intensificando a estratificação e gerando uma camada mista superficial mais fina que confina o calor, o que intensifica e prolonga as OCM superficiais em cerca de 20% em média. </div><p>Outro motor crucial e frequentemente negligenciado são os fluxos verticais ascendentes de água quente e salgada de subsuperfície (de origem atlântica e pacífica). <strong>P</strong><strong>rocessos como a mistura provocada pelo vento, a ressurgência e a convecção termolina invernal transportam este calor profundo para as camadas superiores,</strong> contribuindo para cerca de um quinto dos inícios de OCM superficiais. </p><h2>Impactos nos ecossistemas e no clima </h2><p>Estes eventos provocam profundas alterações físicas e ecológicas. As OCM <strong>aceleram a perda de gelo e postula-se que possam intensificar o derretimento e desprendimento de glaciares marinhos</strong> na Gronelândia. Do ponto de vista ecológico, a <strong>biodiversidade do Ártico é altamente sensível devido às estreitas tolerâncias térmicas</strong> das espécies locais adaptadas ao frio , exemplificado pelo colapso da população de caranguejo-das-neves no Mar de Bering em 2018-2019. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frequencia-de-ondas-de-calor-marinhas-no-artico-duplica-o-ritmo-global-desde-a-decada-de-1782826411683.png" data-image="6qu1sq7vynu6"><figcaption>O Ártico acidifica três vezes mais rápido que outras bacias, multiplicando o stresse ambiental causado pelo calor extremo</figcaption></figure><p>Enquanto as espécies polares (como o bacalhau-do-ártico)<strong> sofrem declínios nos seus níveis de lípidos , assiste-se a uma expansão de espécies subpolares de latitudes mais baixas para norte</strong>. Além disso, verifica-se uma alteração na composição das comunidades de plâncton.</p><div class="texto-destacado">O impacto líquido nos fluxos de dióxido de carbono permanece incerto devido a mecanismos concorrentes: a ausência de gelo potencia a captação de carbono, mas o aquecimento diminui a solubilidade do gás. </div><p>Adicionalmente, as OCM criam o risco de eventos compostos perigosos ao coexistirem com a acelerada acidificação oceânica regional, que avança três vezes mais rápido do que noutras bacias. </p><h2>Desafios e recomendações metodológicas </h2><p>Dada a rápida transformação da região, os investigadores alertam que as abordagens tradicionais de deteção que usam linhas de base fixas correm o risco de classificar o Ártico num estado de OCM <strong>quase perene, fazendo com que a métrica perca o sentido físico.</strong></p><div class="texto-destacado">Assim, recomendam combinar linhas de base fixas (para quantificar a contribuição do aquecimento a longo prazo) com linhas de base móveis (shifting baselines), que se ajustam às mudanças na média e na variabilidade. </div><p>Propõem também o uso de novas métricas, como a taxa de início e índices baseados em balanços energéticos integrados que contabilizem o calor latente consumido no derretimento do gelo. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="760568" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/existe-uma-preocupacao-crescente-com-o-futuro-da-criosfera-no-artico-designadamente-com-a-camada-de-gelo-da-gronelandia.html" title="Existe uma preocupação crescente com o futuro da criosfera no Ártico, designadamente com a camada de gelo da Gronelândia">Existe uma preocupação crescente com o futuro da criosfera no Ártico, designadamente com a camada de gelo da Gronelândia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/existe-uma-preocupacao-crescente-com-o-futuro-da-criosfera-no-artico-designadamente-com-a-camada-de-gelo-da-gronelandia.html" title="Existe uma preocupação crescente com o futuro da criosfera no Ártico, designadamente com a camada de gelo da Gronelândia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/existe-uma-preocupacao-crescente-com-o-futuro-da-criosfera-no-artico-designadamente-com-a-camada-de-gelo-da-gronelandia-1774392059750_320.jpg" alt="Existe uma preocupação crescente com o futuro da criosfera no Ártico, designadamente com a camada de gelo da Gronelândia"></a></article></aside><p> Os cientistas alertam que é urgente cruzar diferentes fontes de dados para reduzir incertezas estatísticas<sup></sup>. Para isso,<strong> propõem monitorizar o oceano sob o gelo recorrendo a robôs submarinos (<em>gliders</em>), boias <em>Argo</em> polares</strong> e perfiladores acoplados ao gelo, ferramentas cruciais para mapear a estrutura vertical e tridimensional deste aquecimento oculto. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Athanase%2C%20M.%2C%20Gou%2C%20R.%2C%20K%C3%B6hn%2C%20E.E.%20et%20al." data-year="2026" data-title="Polar%20processes%20set%20Arctic%20marine%20heatwaves%20apart" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs43247-026-03735-1">Athanase, M., Gou, R., Köhn, E.E. et al.. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s43247-026-03735-1" target="_blank">Polar processes set Arctic marine heatwaves apart</a>.</cite></p></section><p> <a href="https://phys.org/news/2026-06-arctic-marine-surge-1980s-event.html"><em>https://phys.org/news/2026-06-arctic-marine-surge-1980s-event.html</em></a> </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/frequencia-de-ondas-de-calor-marinhas-no-artico-duplica-o-ritmo-global-desde-a-decada-de.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Caderno de Campo Digital+ quer apoiar a gestão das explorações agrícolas. Está acessível no portal do IFAP ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/caderno-de-campo-digital-quer-apoiar-a-gestao-das-exploracoes-agricolas-esta-acessivel-no-portal-do-ifap.html</link><pubDate>Sat, 04 Jul 2026 06:17:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O Caderno de Campo Digital (CC+) centraliza a informação essencial da exploração agrícola e simplifica o registo das operações no campo. Permite consultar, num só local, dados do parcelário, animais, licenciamento, SIFITO, estatuto sanitário e clima.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/caderno-de-campo-digital-vai-apoiar-a-gestao-das-exploracoes-agricolas-esta-acessivel-no-portal-do-ifap-1783104710805.jpg" data-image="8wdzpf258rqg" alt="Digitalização na agricultura" title="Digitalização na agricultura"><figcaption>O Caderno de Campo Digital (CC+) centraliza a informação essencial da exploração agrícola e simplifica o registo das operações no campo.</figcaption></figure><p><strong>Registar atividades agrícolas e pecuárias</strong>, equipamentos, fertilização, fitofármacos, rega, pós-colheita, pastagens biodiversas e vendas. É para isso que serve o <strong>Caderno de Campo Digital</strong> (CC+).</p><p>O CC+ foi criado pelo IFAP, o instituto que procede ao pagamento das ajudas e subsídios no âmbito da agricultura, pecuária, pescas e agroindústria em Portugal. Esta <strong>ferramenta inclui alertas que apoiam decisões mais informadas e melhoram o acompanhamento da exploração</strong>, explica o IFAP.</p><p>Desengane-se. A agricultura já não é o que era. E, de vários anos para cá, as <strong>soluções digitais passaram a fazer parte do léxico diário dos agricultores</strong> e da realidade dos campos agrícolas.</p><h2>Digitalização é uma prioridade na UE</h2><p>É assim em Portugal e também na Europa. A <strong>digitalização passou, aliás, a ser uma das pedras angulares nas prioridades </strong>da Comissão Europeia.</p><p>A estratégia digital da União Europeia visa <strong>capacitar as pessoas, incluindo os agricultores e as comunidades rurais</strong>, através de uma nova geração de tecnologias com potencial para revolucionar a agricultura, <strong>ajudando os empresários rurais a trabalhar de forma mais eficiente</strong> e sustentável.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/caderno-de-campo-digital-vai-apoiar-a-gestao-das-exploracoes-agricolas-esta-acessivel-no-portal-do-ifap-1783104754804.jpg" data-image="gtb1mfxfpzrm" alt="Cereais" title="Cereais"><figcaption>A agricultura já não é o que era e, de vários anos para cá, as soluções digitais passaram a fazer parte do léxico diário dos agricultores e da realidade dos campos agrícolas. </figcaption></figure><p>Ciente disso, o IFAP disponibilizou recentemente o <strong>novo Caderno de Campo Digital+</strong> para apoiar a gestão das explorações agrícolas. É uma solução <em>online</em> concebida para apoiar a gestão diária das suas explorações agrícolas.</p><h2>Informação relevante numa única plataforma</h2><p>Esta nova solução digital, que está<strong> acessível por computador, <em>tablet </em>ou <em>smartphone</em></strong>, permite aos agricultores passarem a ter <strong>num único local informação relevante sobre a sua exploração</strong> e dispor de ferramentas que facilitam o registo das atividades agrícolas e pecuárias.</p><p>Tudo isso lhes permite uma gestão mais eficiente, sustentável e informada, assim como uma visão completa da exploração, já que o <strong>Caderno de Campo Digital integra informação proveniente de diversas fontes oficiais</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="665555" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-agricultura-evoluiu-so-voce-e-que-nao-viu-projeto-b-rural-desmistifica-a-agricultura-junto-dos-meios-urbanos-floresta.html" title="“A agricultura evoluiu, só você é que não viu”. Projeto B-RURAL desmistifica a agricultura junto dos meios urbanos">“A agricultura evoluiu, só você é que não viu”. Projeto B-RURAL desmistifica a agricultura junto dos meios urbanos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-agricultura-evoluiu-so-voce-e-que-nao-viu-projeto-b-rural-desmistifica-a-agricultura-junto-dos-meios-urbanos-floresta.html" title="“A agricultura evoluiu, só você é que não viu”. Projeto B-RURAL desmistifica a agricultura junto dos meios urbanos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-agricultura-evoluiu-so-voce-e-que-nao-viu-projeto-b-rural-desmistifica-a-agricultura-junto-dos-meios-urbanos-1721046510786_320.jpg" alt="“A agricultura evoluiu, só você é que não viu”. Projeto B-RURAL desmistifica a agricultura junto dos meios urbanos"></a></article></aside><p>O CC+ permite aos agricultores consultarem, de forma simples e centralizada, dados como o <strong>parcelário agrícola, informação pecuária, o licenciamento das explorações, o estatuto sanitário</strong>, informação climática, assim como dados de apoio à gestão agrícola.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Para o IFAP, “esta visão integrada reduz a necessidade de consultar múltiplas plataformas e simplifica o acompanhamento da atividade da exploração”. E permite ainda consultar operações realizadas na exploração, incluindo sementeiras e plantações, aplicação de produtos fitofarmacêuticos, fertilizações, colheitas, alimentação animal, gestão de efluentes pecuários, operações de rega, entre outras.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os <strong>registos ficam organizados e disponíveis para consulta</strong> sempre que necessário. E o Caderno de Campo Digital também inclui funcionalidades de <strong>aconselhamento ao nível da gestão de nutrientes</strong>, que ajudam a planear e gerir de forma mais eficiente recursos essenciais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/caderno-de-campo-digital-vai-apoiar-a-gestao-das-exploracoes-agricolas-esta-acessivel-no-portal-do-ifap-1783104795643.jpg" data-image="92wljvqbusw4" alt="Robot" title="Robot"><figcaption>A estratégia digital da UE visa capacitar as pessoas, incluindo os agricultores e as comunidades rurais, através de uma nova geração de tecnologias com potencial para revolucionar a agricultura.</figcaption></figure><p>Para o IFAP, que é tutelado pelo Ministério da Agricultura, “esta ferramenta contribui para uma <strong>utilização mais sustentável dos fatores de produção e para a melhoria do desempenho </strong>das explorações agrícolas.</p><p>O CC+ está <strong>disponível através do Portal Único da Agricultura</strong> ou através do Portal do IFAP.</p><div class="texto-destacado">Além dos ganhos de eficiência e de simplificação, a utilização desta ferramenta e a sua divulgação, até junto da sociedade civil, nomeadamente entre os jovens e, em particular, nos meios mais urbanos, “ajuda a desmistificar e comunicar a evolução da agricultura” em Portugal.</div><p>Em 2024, a <strong>consultora Consulai</strong>, que opera com fundos de investimento e dá apoio a empresas na instalação de projetos agrícolas e florestais, lançou-se num projeto com este fim.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775863" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/alto-tamega-e-barroso-e-uma-mulher-agricultora-de-vila-real-sao-finalistas-dos-premios-europeus-da-agricultura-biologica.html" title="Alto Tâmega e Barroso e uma mulher agricultora de Vila Real são finalistas dos prémios europeus da agricultura biológica">Alto Tâmega e Barroso e uma mulher agricultora de Vila Real são finalistas dos prémios europeus da agricultura biológica</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/alto-tamega-e-barroso-e-uma-mulher-agricultora-de-vila-real-sao-finalistas-dos-premios-europeus-da-agricultura-biologica.html" title="Alto Tâmega e Barroso e uma mulher agricultora de Vila Real são finalistas dos prémios europeus da agricultura biológica"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alto-tamega-e-barroso-e-uma-mulher-agricultora-de-vila-real-sao-finalistas-dos-premios-europeus-da-agricultura-biologica-1782498260207_320.jpg" alt="Alto Tâmega e Barroso e uma mulher agricultora de Vila Real são finalistas dos prémios europeus da agricultura biológica"></a></article></aside><p>Preocupada com a "<strong>tendência crescente para a desinformação acerca do setor agrícola e silvícola</strong>" que se vive em Portugal e na Europa e, em concreto, quanto ao vinho, floresta, produção animal, cereais, olival e as frutas e hortícolas, a Consulai criou o <strong>projeto de comunicação B-RURAL</strong>.</p><p>O objetivo é “<strong>promover a evolução da agricultura</strong> e floresta em Portugal”. E, acima de tudo, “combater a tendência de desinformação”.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/caderno-de-campo-digital-quer-apoiar-a-gestao-das-exploracoes-agricolas-esta-acessivel-no-portal-do-ifap.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O oceano poderia oferecer mais de um terço da solução para o clima, mas recebe menos de 1% do financiamento climático]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-oceano-poderia-oferecer-mais-de-um-terco-da-solucao-para-o-clima-mas-recebe-menos-de-1-do-financiamento-climatico.html</link><pubDate>Sat, 04 Jul 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O oceano representa uma das ferramentas climáticas mais poderosas atualmente, capaz de proporcionar mais de 1/3 das reduções de emissões até 2050. Então, porque é que as soluções baseadas no oceano ainda representam uma parcela tão pequena do financiamento climático global?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/l-ocean-nous-offre-plus-d-un-tiers-de-la-solution-climatique-mais-recoit-moins-de-1-des-financements-pourquoi-ce-paradoxe-1782624838987.jpeg" data-image="l5j846rkfoz6" alt="oceano" title="oceano"><figcaption>O oceano absorve uma grande parte do excesso de calor do planeta, mas continua a ser uma das áreas mais negligenciadas do financiamento climático.</figcaption></figure><p>O <strong>oceano </strong>absorve uma grande proporção do excesso de calor que se acumula no sistema climático, armazena carbono, alimenta milhares de milhões de pessoas e oferece um enorme potencial para acelerar a transição para energias limpas.</p><p>Todos os dias, <strong>age silenciosamente para limitar os efeitos das alterações climáticas</strong>. No entanto, o seu papel permanece amplamente subestimado nas políticas de investimento.</p><h2>Uma peça-chave na questão climática que permanece amplamente ignorada</h2><p>Estudos realizados para o Painel de Alto Nível para uma Economia Oceânica Sustentável mostram que<strong> as soluções baseadas no oceano poderiam proporcionar mais de um terço das reduções anuais de emissões necessárias até 2050</strong> para manter o aquecimento global próximo de 1,5 °C.</p><p>Atualmente, <strong>menos de 1% do financiamento global para o desenvolvimento é destinado ao oceano</strong>. No entanto, 90% das nações costeiras e insulares já incluíram pelo menos uma ação relacionada com o oceano nos seus compromissos climáticos, embora as soluções com maior potencial ainda estejam a ser implementadas apenas em escala limitada.</p><p>A <strong>análise económica </strong>é igualmente convincente. Cada dólar investido nas principais soluções baseadas no oceano poderia gerar pelo menos cinco dólares em benefícios ao longo dos próximos 30 anos, através da criação de empregos, melhoria da segurança alimentar, maior proteção dos ecossistemas e maior resiliência para as comunidades costeiras.</p><h2>A energia marinha já está a ganhar escala</h2><p>A <strong>energia eólica <em>offshore</em></strong>, a <strong>energia solar flutuante</strong> e a <strong>energia das marés</strong> estão entre as soluções mais promissoras. Juntas, elas poderiam <strong>evitar a emissão de até 3,6 gigatoneladas de dióxido de carbono (CO₂) por ano até 2050</strong> — um volume superior ao total de emissões anuais da União Europeia em 2021.</p><p>Esta <strong>transição já está em andamento</strong>. Os compromissos internacionais somam, atualmente, quase 2.000 GW de capacidade eólica <em>offshore</em>, o suficiente para fornecer eletricidade a cerca de 1,5 milhar de milhão de residências.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/l-ocean-nous-offre-plus-d-un-tiers-de-la-solution-climatique-mais-recoit-moins-de-1-des-financements-pourquoi-ce-paradoxe-1782632098450.png" data-image="481u6dn7paze"><figcaption>Soluções climáticas baseadas no oceano combinam diversas abordagens importantes — energia, transporte, produção de alimentos e ecossistemas — e poderiam reduzir as emissões em até 13,76 gigatoneladas de CO₂e por ano até 2050. © High Level Panel for Sustainable Ocean Economy</figcaption></figure><p>No entanto, a <strong>geração de energia no mar</strong> também exige uma compreensão muito melhor de um ambiente em constante mudança. Ventos, correntes oceânicas, ondas, ondas de calor marinhas e até mesmo o El Niño afetam diretamente o desempenho das instalações <em>offshore</em>.</p><p>Assim, a <strong>observação oceânica, a previsão do tempo e os sistemas de alerta precoce </strong>estão a tornar-se<strong> ferramentas estratégicas</strong> para garantir investimentos e assegurar uma produção de energia confiável.</p><h2>Carbono azul: um tesouro natural ainda amplamente ignorado</h2><p>O oceano também ajuda a combater as alterações climáticas através de <strong>manguezais</strong>, <strong>pradarias de ervas marinhas e pântanos salgados</strong>. Estes ecossistemas, coletivamente conhecidos como <strong>"carbono azul"</strong>, são notáveis sumidouros de carbono.</p><p>Comparando-se áreas de mesma extensão, <strong>podem armazenar até cinco vezes mais carbono do que as florestas tropicais </strong>e absorvê-lo quase três vezes mais rápido. Além disso, oferecem proteção natural contra tempestades, sustentam a pesca, preservam a biodiversidade e melhoram a qualidade da água costeira.</p><p><strong>No entanto, estes ecossistemas estão a desaparecer rapidamente sob a pressão do desenvolvimento urbano e da elevação do nível do mar</strong>. A sua restauração poderia evitar emissões equivalentes ao encerramento de 76 centrais termoelétricas a carvão por ano até 2050.</p><h2>Uma economia azul que vai muito além da energia</h2><p>O <strong>transporte marítimo</strong>, responsável por quase 80% do comércio global, poderia reduzir significativamente a sua pegada de carbono através de <strong>operações mais eficientes, otimização de rotas</strong> com auxílio de previsões meteorológicas e <strong>uso de combustíveis com emissão zero</strong>. Conjuntamente, estas medidas poderiam evitar emissões equivalentes à retirada de mais de 400 milhões de carros das ruas a cada ano.</p><p>O oceano também pode ajudar a transformar a forma como produzimos alimentos. <strong>Algas, peixes e mariscos</strong> geralmente exigem menos recursos do que muitas fontes de proteína de origem terrestre. O <strong>desenvolvimento sustentável destes "alimentos azuis" poderia reduzir as emissões </strong>em 1,47 gigatonelada de CO₂ por ano até 2050, ao mesmo tempo em que ajuda a suprir a crescente procura global por alimentos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773259" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/importancia-do-sistema-global-de-observacao-dos-oceanos-riscos-que-enfrenta-e-consequencias-para-a-analise-do-clima.html" title="Importância do Sistema Global de Observação dos Oceanos, riscos que enfrenta e consequências para a análise do clima">Importância do Sistema Global de Observação dos Oceanos, riscos que enfrenta e consequências para a análise do clima</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/importancia-do-sistema-global-de-observacao-dos-oceanos-riscos-que-enfrenta-e-consequencias-para-a-analise-do-clima.html" title="Importância do Sistema Global de Observação dos Oceanos, riscos que enfrenta e consequências para a análise do clima"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/importancia-do-sistema-global-de-observacao-dos-oceanos-riscos-que-enfrenta-e-consequencias-para-a-analise-do-clima-1781129565536_320.jpg" alt="Importância do Sistema Global de Observação dos Oceanos, riscos que enfrenta e consequências para a análise do clima"></a></article></aside><p>Estudos científicos também estimam que a <strong>produção sustentável de frutos do mar </strong>poderia aumentar entre 30% e 75% até meados do século, principalmente através da aquicultura de baixo impacto e da recuperação dos stocks pesqueiros.</p><p>Algumas abordagens mais recentes, como a<strong> captura e o armazenamento de carbono sob o leito marinho</strong>, também têm vindo a despertar interesse crescente. Embora promissoras, elas ainda exigem investigações extensas para avaliar os seus impactos ambientais antes de poderem ser implementadas em larga escala.</p><h2>Investir no oceano significa investir no futuro</h2><p>Além de reduzir emissões, uma <strong>economia oceânica sustentável </strong>poderia criar 51 milhões de empregos ligados ao oceano até 2050, fortalecer a segurança alimentar, proteger comunidades costeiras e preservar a biodiversidade essencial para o funcionamento saudável do planeta.</p><p>Desbloquear este potencial exigirá<strong> investimentos substanciais</strong>. Especialistas estimam que será necessário mobilizar pelo menos US$ 1 bilião até 2030, seguido por quase US$ 2 biliões entre 2030 e 2050. Os investimentos atuais, no entanto, estão muito aquém dos US$ 550 milhares de milhões anuais considerados necessários para assegurar a saúde do oceano a longo prazo.</p><p><strong>A conclusão é clara: as soluções já existem</strong>. Elas estão disponíveis hoje, são economicamente viáveis e capazes de gerar benefícios significativos para a sociedade. O principal obstáculo não é mais científico ou tecnológico, mas financeiro.</p><p>Garantir ao oceano o lugar que ele merece nos investimentos climáticos significa fortalecer o combate às alterações climáticas, proteger a biodiversidade e aumentar a resiliência das futuras gerações.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Katie%20Wood%20e%20Oliver%20Ashford" data-year="2026" data-title="The%20Ocean%20Can%20Play%20a%20Much%20Larger%20Role%20in%20Fighting%20Climate%20Change" data-url="https%3A%2F%2Fwww.wri.org%2Finsights%2Focean-based-climate-change-solutions">Katie Wood e Oliver Ashford. (2026). <a href="https://www.wri.org/insights/ocean-based-climate-change-solutions" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The Ocean Can Play a Much Larger Role in Fighting Climate Change</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-oceano-poderia-oferecer-mais-de-um-terco-da-solucao-para-o-clima-mas-recebe-menos-de-1-do-financiamento-climatico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um presente doce para os astrónomos: descobrem planetas superesponjosos, mais leves do que o algodão doce]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-presente-doce-para-os-astronomos-descobrem-planetas-superesponjosos-mais-leves-do-que-o-algodao-doce.html</link><pubDate>Fri, 03 Jul 2026 17:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Foram descobertos planetas superleves, mais leves do que o algodão-doce, a mais de 1 100 anos-luz da Terra, mas como é que estes mundos extremamente leves se formaram?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sweet-treat-for-astronomers-as-they-discover-planets-lighter-than-candy-floss-1782901457857.jpeg" data-image="7o102ycygru6" alt="Un dulce regalo para los astrónomos: descubren planetas más ligeros que el algodón de azúcar." title="Un dulce regalo para los astrónomos: descubren planetas más ligeros que el algodón de azúcar."><figcaption>Esta ilustração mostra a estrela TOI-791, semelhante ao Sol, e dois planetas gigantes descobertos em órbita pelo telescópio espacial TESS da NASA. Estes planetas, denominados TOI-791 b e TOI-791 c, têm um tamanho semelhante ao de Júpiter, mas uma fração ínfima da sua massa, o que significa que possuem uma densidade extraordinariamente baixa. Crédito da imagem: NASA/Daniel Rutter.</figcaption></figure><p>Uma equipa internacional de astrónomos liderada pela Universidade de Oxford descobriu <strong>dois planetas tão grandes como Júpiter</strong>, mas menos densos do que o algodão doce, a mais de 1 100 anos-luz da Terra.</p><p>Estes mundos, denominados "superesponjosos", encontram-se <strong>entre os mais leves já descobertos</strong>, mas existe um debate constante sobre a forma como estes planetas invulgares se formam.</p><h2>Mais leves do que algodão-doce</h2><p>O TOI‑791 b e o TOI‑791 c orbitam uma estrela anã distante na constelação austral de Volans, a cerca de 1110 anos-luz da Terra. Estes planetas irmãos poderão ter-se formado <strong>a partir do disco de acreção</strong> — uma acumulação de gás e poeira — que rodeava a sua jovem estrela.</p><div class="texto-destacado">Os planetas têm o tamanho de Júpiter, com cerca de 142 984 km de diâmetro, mas o seu material está muito disperso, o que os torna muito leves para o seu tamanho.</div><p>O TOI‑791 b tem uma densidade de apenas 0,038 g/cm³ e o TOI‑791 ca de 0,047 g/cm³, entre<strong> 28 e 35 vezes menos denso do que Júpiter</strong>. A densidade do algodão-doce costuma ser de cerca de 0,05 g/cm³, o que torna ambos os planetas mais leves do que esta guloseima.</p><p>"Apenas se conhecem alguns destes planetas superesponjosos, e é ainda mais raro encontrar <strong>dois no mesmo sistema</strong>. As suas densidades extremamente baixas tornam-nos alvos fascinantes para compreender como se formam e evoluem os sistemas planetários", acrescentou Dransfield, que trabalha agora na Universidade de Oxford.</p><h2>O papel da Antártida nos cálculos</h2><p>Os investigadores calcularam o tamanho dos planetas<strong> observando a diminuição do brilho durante o trânsito</strong>, quando o planeta passava à frente da sua estrela anfitriã.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774636" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-captura-exoplaneta-que-esta-evaporando-sob-o-calor-de-seu-proprio-sol.html" title="Telescópio James Webb captura exoplaneta que está a evaporar sob o calor do seu próprio sol">Telescópio James Webb captura exoplaneta que está a evaporar sob o calor do seu próprio sol</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-captura-exoplaneta-que-esta-evaporando-sob-o-calor-de-seu-proprio-sol.html" title="Telescópio James Webb captura exoplaneta que está a evaporar sob o calor do seu próprio sol"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-telescopio-james-webb-capta-un-exoplaneta-que-se-esta-evaporando-bajo-el-calor-de-su-propio-sol-1781789120425_320.jpg" alt="Telescópio James Webb captura exoplaneta que está a evaporar sob o calor do seu próprio sol"></a></article></aside><p>Observaram variações subtis na sincronização dos trânsitos, causadas pela interação gravitacional <strong>entre os planetas enquanto orbitam a estrela</strong>. Ao analisar estas variações temporais, conseguiram estimar a massa de cada planeta e determinar a sua densidade.</p><div class="texto-destacado">O professor Amaury Triaud, da Universidade de Birmingham, é o investigador principal do Reino Unido do telescópio ASTEP (Antártida para a Procura de Exoplanetas em Trânsito), que desempenhou um papel fundamental na captura de trânsitos planetários ininterruptos com duração superior a 11 horas, alguns dos mais longos alguma vez registados a partir da Terra.</div><p>Ele afirmou: "Poder utilizar um telescópio na Antártida, tirando partido das suas noites incrivelmente longas e das suas condições astronómicas ótimas, <strong>permite-nos recolher dados</strong> como nenhum outro telescópio na Terra".</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sweet-treat-for-astronomers-as-they-discover-planets-lighter-than-candy-floss-1782901492947.jpeg" data-image="n2ri9h2ux8fc" alt="Un dulce regalo para los astrónomos: descubren planetas más ligeros que el algodón de azúcar." title="Un dulce regalo para los astrónomos: descubren planetas más ligeros que el algodón de azúcar."><figcaption>Comparação entre os exoplanetas do sistema TOI-791 e os planetas do nosso sistema solar. Crédito da imagem: NASA/Daniel Rutter.</figcaption></figure><p>Mas os cientistas ainda debatem<strong> como é que estes planetas superespumosos se formam</strong>. Uma teoria sugere que possuem enormes atmosferas ricas em hidrogénio e hélio, que se acumularam quando os planetas se formaram nas regiões exteriores mais frias do seu disco protoplanetário, <strong>onde o gás pôde acumular-se rapidamente</strong> em torno de um núcleo sólido.</p><div class="texto-destacado">Triaud acredita que este sistema recém-descoberto "oferece um laboratório único para compreender como os planetas superesponjosos se formam e evoluem".</div><p>Os investigadores esperam realizar observações espaciais utilizando o telescópio espacial James Webb para determinar se estas atmosferas esponjosas <strong>contêm espécies com carbono, azoto e oxigénio</strong>, "o que poderá revelar novos dados sobre como se formaram estes planetas invulgares", acrescentou.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Dransfield%2C%20G.%2C%20et%20al" data-year="2026" data-title="ASTEP%20confirmation%20of%20a%20pair%20of%20long-period%20Jupiter-sized%20planets%20with%20extremely%20low%20densities%20transiting%20TOI-791" data-url="https%3A%2F%2Facademic.oup.com%2Fmnras%2Farticle%2F549%2F4%2Fstag864%2F8715235">Dransfield, G., et al. (2026). <a href="https://academic.oup.com/mnras/article/549/4/stag864/8715235" target="_blank">Confirmación ASTEP de un par de planetas de tamaño similar a Júpiter de largo período con densidades extremadamente bajas que transitan TOI-791</a> .</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-presente-doce-para-os-astronomos-descobrem-planetas-superesponjosos-mais-leves-do-que-o-algodao-doce.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como Portugal atravessou 20 anos de verões cada vez mais quentes]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-portugal-atravessou-20-anos-de-veroes-cada-vez-mais-quentes.html</link><pubDate>Fri, 03 Jul 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O país enfrenta novamente temperaturas extremas num verão que prolonga uma evolução iniciada com o episódio histórico de 2003.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/como-portugal-atravessou-20-anos-de-veroes-cada-vez-mais-quentes-1783081990875.jpg" data-image="rs3deb7034zk" alt="Amareleja" title="Amareleja"><figcaption>Em 2003, a Amareleja atingiu os históricos 47,3 °C, um recorde nacional que ainda não foi batido. Foto: Por Hugo Cadavez de Maia, CC BY 2.0, Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>Quando julho arrancou, Portugal já acumulava <strong>59 dias sob o efeito de ondas de calor</strong> desde o <strong>início de 2026</strong>. A estimativa do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) já impressiona, mas deverá ser rapidamente ultrapassada.</p><p>A onda de calor que se iniciou a <strong>2 de julho</strong> deverá prolongar-se até ao início da próxima semana, num episódio marcado por uma <strong>cúpula de calor</strong> em grande parte do território continental e com vários distritos, como Coimbra, Santarém ou Portalegre, em que as temperaturas poderão ultrapassar os 40 graus.</p><h2>A onda histórica</h2><p>Falar de calor extremo em Portugal obriga, inevitavelmente, a regressar ao ano de <strong>2003</strong>. Entre <strong>29 de julho e 14 de agosto</strong> desse ano ocorreu a mais longa e severa onda de calor registada no país e também a maior alguma vez observada na Europa.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Foi o verão em que a Amareleja, no concelho de Moura, fixou um recorde nacional ainda hoje imbatível: 47,3 graus. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Pelo Alentejo profundo, <strong>Beja</strong> chegou aos <strong>45,4 graus</strong> e Elvas aos 44,9. No litoral, Lisboa registou 42 graus e Porto 39 graus. Em vários pontos do país, o calor se arrastou por <strong>14 dias seguidos</strong>. No balanço final, calcularam-se cerca de 2700 mortes em excesso devido ao stress térmico.</p><h2>De exceção à tendência</h2><p>Duas décadas depois, a onda de calor de 2003 continua a ser um episódio excecional. O que era <strong>extraordinário </strong>passou, porém, a <strong>repetir-se</strong> <strong>com uma frequência</strong> que os <strong>dados do IPMA documentam</strong> cada vez mais claramente. Talvez por isso tantos portugueses sintam hoje que os verões já não são os mesmos da infância. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/como-portugal-atravessou-20-anos-de-veroes-cada-vez-mais-quentes-1783082145916.jpg" data-image="p9l56e1enop4" alt="Rio Tua" title="Rio Tua"><figcaption>A sequência de dias sob o efeito de ondas de calor dos anos mais recentes mostra como o extremo se tornou o novo padrão dos verões em Portugal. Foto do rio Tua: Adobe Stock</figcaption></figure><p>Os números do Instituto Português do Mar e da Atmosfera ajudam a perceber essa evolução. Em <strong>2022</strong>, Portugal registou <strong>90</strong> <strong>dias</strong> em onda de calor, o valor mais elevado dos últimos anos. Em <strong>2023</strong> foram <strong>80 dias</strong> e, em <strong>2024</strong>, <strong>74</strong>. Mais do que anos isoladamente quentes, esta sequência revela que o calor extremo se tornou uma presença mais regular nos verões portugueses.</p><h2>O verão mais quente</h2><p>O caso de 2025, contudo, não permite uma comparação direta no que toca ao número de dias. Ao contrário dos anos anteriores, o<strong> IPMA</strong><strong> não apresentou um valor nacional agregado de dias em onda de calo</strong>r. A razão é metodológica, mas ajuda a compreender a evolução do fenómeno. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776945" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-15-c-acima-da-media-portugal-enfrenta-uma-onda-de-calor-que-faz-soar-o-alarme.html" title="Até 15 ºC acima da média: Portugal enfrenta uma onda de calor que faz soar o alarme">Até 15 ºC acima da média: Portugal enfrenta uma onda de calor que faz soar o alarme</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-15-c-acima-da-media-portugal-enfrenta-uma-onda-de-calor-que-faz-soar-o-alarme.html" title="Até 15 ºC acima da média: Portugal enfrenta uma onda de calor que faz soar o alarme"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-15-c-acima-da-media-portugal-enfrenta-uma-onda-de-calor-que-faz-soar-o-alarme-1783081294314_320.png" alt="Até 15 ºC acima da média: Portugal enfrenta uma onda de calor que faz soar o alarme"></a></article></aside><p>Em vez de um ou dois episódios prolongados que afetassem grande parte do território, registaram-se <strong>seis ondas de calor</strong> distribuídas entre maio e outubro, com uma expressão muito desigual entre regiões, impossibilitando um valor representativo para todo o território.</p><p>O <strong>verão de 2025</strong> foi ainda memorável por ter sido o <strong>mais quente em Portugal continental</strong> desde o início dos registos regulares, em 1931. A temperatura média do ar atingiu os 23,51 graus (mais 1,55 graus do que o valor normal) e a temperatura média das máximas foi de 30,78 graus, um máximo histórico.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/como-portugal-atravessou-20-anos-de-veroes-cada-vez-mais-quentes-1783082392743.jpg" data-image="ribr90olifct" alt="Seca em Portugal" title="Seca em Portugal"><figcaption>O verão de 2025 combinou temperaturas recorde com uma seca extrema, registando apenas um quarto da precipitação normal para a época. Foto de Figueiró dos Vinhos: Adobe Stock</figcaption></figure><p>Três ondas de calor prolongadas marcaram ainda os meses de junho, julho e agosto. Além de muito quente, o ano que passou teve também o <strong>verão mais seco desde 1931</strong>, com a chuva a atingir apenas 24% do valor normal.</p><h2>Europa em mudança</h2><p>A evolução observada em Portugal acompanha uma tendência mais ampla identificada nos relatórios europeus. Dados da Organização Meteorológica Mundial indicam que o número de <strong>ondas de calor</strong> a ocorrer em simultâneo no <strong>hemisfério norte</strong> é atualmente <strong>seis vezes superior</strong> ao observado em 1980. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="654750" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/segundo-os-cientistas-os-veroes-europeus-serao-mais-quentes-do-que-o-previsto-clima.html" title="Segundo os cientistas, os verões europeus serão mais quentes do que o previsto">Segundo os cientistas, os verões europeus serão mais quentes do que o previsto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/segundo-os-cientistas-os-veroes-europeus-serao-mais-quentes-do-que-o-previsto-clima.html" title="Segundo os cientistas, os verões europeus serão mais quentes do que o previsto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/segundo-os-cientistas-os-veroes-europeus-serao-mais-quentes-do-que-o-previsto-clima-1714669184007_320.jpg" alt="Segundo os cientistas, os verões europeus serão mais quentes do que o previsto"></a></article></aside><p>Ao mesmo tempo, aumenta o número de dias com forte stress térmico na Europa, prolongam-se os períodos de <strong>seca</strong> e cresce o <strong>risco de incêndios florestais</strong>, com impactos profundos na saúde pública, na agricultura e nos ecossistemas. </p><p>Os especialistas advertem que esta tendência deverá se agravar nas próximas décadas. Mesmo que a intensidade varie de ano para ano, o aquecimento global aumenta a probabilidade de ocorrência de<strong> temperaturas</strong><strong> </strong><strong>extremas </strong>e torna mais frequentes episódios que, há poucos anos, seriam considerados excecionais.</p><h2>O novo normal</h2><p>Quando a atual vaga de calor terminar, os <strong>números de 2026</strong> serão inevitavelmente revistos. É muito provável que ultrapassem os valores registados até agora, mas essa já não é a questão central. O que os dados do IPMA mostram é que a história começou muito antes deste verão. </p><p>Em 2003, Portugal viveu uma onda de calor que parecia pertencer ao domínio do extraordinário. Duas décadas depois, as<strong> ondas</strong><strong> de calor deixaram de ser exceção</strong>. Passaram a marcar, verão após verão, a história recente do clima português.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="IPMA" data-year="" data-title="Boletim%20Climatol%C3%B3gico%20Anual%202003" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ipma.pt%2Fresources.www%2Fdocs%2Fim.publicacoes%2Fedicoes.online%2F20081014%2FrXHkGiXtgvlFLDxwiFKT%2Fcli_20030101_20031231_pcl_aa_co_pt.pdf">IPMA. <a href="https://www.ipma.pt/resources.www/docs/im.publicacoes/edicoes.online/20081014/rXHkGiXtgvlFLDxwiFKT/cli_20030101_20031231_pcl_aa_co_pt.pdf" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Boletim Climatológico Anual 2003</a>.</cite><br><cite data-author="IPMA" data-year="" data-title="Persist%C3%AAncia%20de%20tempo%20muito%20quente%20em%20julho%202022" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ipma.pt%2Fpt%2Fmedia%2Fnoticias%2Fdocumentos%2F2022%2FBoletim_IPMA_18_julho2022.pdf">IPMA. <a href="https://www.ipma.pt/pt/media/noticias/documentos/2022/Boletim_IPMA_18_julho2022.pdf" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Persistência de tempo muito quente em julho 2022</a>.</cite><br><cite data-author="IPMA" data-year="" data-title="2023%20-%20Agosto%205%C2%BA%20mais%20quente%20em%20Portugal" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ipma.pt%2Fpt%2Fmedia%2Fnoticias%2Fnews.detail.jsp%3Ff%3DBoletim_climatologico_agosto_2023.html%26y%3D2023">IPMA. <a href="https://www.ipma.pt/pt/media/noticias/news.detail.jsp?f=Boletim_climatologico_agosto_2023.html&y=2023" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">2023 - Agosto 5º mais quente em Portugal</a>.</cite><br><cite data-author="IPMA" data-year="" data-title="Boletim%20Climatol%C3%B3gico%20Anual%202024" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ipma.pt%2Fpt%2Fmedia%2Fnoticias%2Fnews.detail.jsp%3Ff%3Dboletim_climatologico_2024.html%26y%3D2025">IPMA. <a href="https://www.ipma.pt/pt/media/noticias/news.detail.jsp?f=boletim_climatologico_2024.html&y=2025" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Boletim Climatológico Anual 2024</a>.</cite><br><cite data-author="IPMA" data-year="" data-title="Boletim%20Climatol%C3%B3gico%20Anual%202025" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ipma.pt%2Fpt%2Fmedia%2Fnoticias%2Fnews.detail.jsp%3Ff%3Dboletim-climatologico-anual-2025.html%26y%3D2026">IPMA. <a href="https://www.ipma.pt/pt/media/noticias/news.detail.jsp?f=boletim-climatologico-anual-2025.html&y=2026" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Boletim Climatológico Anual 2025</a>.</cite><br><cite data-author="IPMA" data-year="" data-title="Resumo%20do%20Ver%C3%A3o%20de%202025" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ipma.pt%2Fpt%2Fmedia%2Fnoticias%2Fnews.detail.jsp%3Ff%3Dboletim_clima_verao_2025.html%26y%3D2025">IPMA. <a href="https://www.ipma.pt/pt/media/noticias/news.detail.jsp?f=boletim_clima_verao_2025.html&y=2025" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Resumo do Verão de 2025</a>.</cite><br><cite data-author="World%20Meteorological%20Organization" data-year="" data-title="European%20State%20of%20the%20Climate%202024" data-url="https%3A%2F%2Fwmo.int%2Fpublication-series%2Feuropean-state-of-climate-2024">World Meteorological Organization. <a href="https://wmo.int/publication-series/european-state-of-climate-2024" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">European State of the Climate 2024</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-portugal-atravessou-20-anos-de-veroes-cada-vez-mais-quentes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A "árvore da vida" dos Maias chega ao jardim: eis como podes plantar um pochote, mesmo num espaço reduzido]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-arvore-da-vida-dos-maias-chega-ao-jardim-eis-como-podes-plantar-um-pochote-mesmo-num-espaco-reduzido.html</link><pubDate>Fri, 03 Jul 2026 15:39:04 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Embora à primeira vista possa parecer demasiado grande para o apartamento, esta árvore sagrada adapta-se a espaços pequenos, se for bem cuidada, e torna-se um ponto de destaque no seu jardim.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-arbol-de-la-vida-de-los-mayas-llega-al-jardin-asi-puedes-cultivar-un-pochote-incluso-en-espacios-pequenos-1782187978510.png" data-image="9pus6rx2ymxs" alt="Auf der Halbinsel Yucatán wurden Exemplare in Campeche, Quintana Roo und Yucatán gesichtet." title="Auf der Halbinsel Yucatán wurden Exemplare in Campeche, Quintana Roo und Yucatán gesichtet."><figcaption>Na Península do Yucatán, foram avistados exemplares em Campeche, Quintana Roo e Yucatán.</figcaption></figure><p>Na cultura maia, a ceiba era venerada como uma árvore sagrada que simbolizava a ligação entre o céu, a terra e o submundo. Os seus ramos erguiam-se para o céu, o seu tronco crescia no mundo dos homens e as suas raízes penetravam profundamente na terra. Esta analogia explica o significado cultural desta espécie arbórea.</p><p>Quando se fala da "árvore da vida", a primeira imagem que nos vem à mente é a da imponente Ceiba pentandra. No entanto, <strong>para espaços mais reduzidos, como pequenos jardins, existe uma espécie aparentada que se adequa melhor</strong> e que, ao mesmo tempo, preserva este carácter tipicamente mexicano: o pochote, <em>Ceiba aesculifolia</em>.</p><div class="texto-destacado">O pochote pertence à família das Malvaceae, aquela grande família botânica à qual também pertencem plantas como o hibisco e o algodão.</div><p>O pochote é uma árvore de folha caduca que, na estação seca ou fria, perde as folhas sem estar doente. O seu encanto reside no seu tronco grosso e cinzento com espinhos cónicos, que parece uma escultura viva mesmo quando a árvore já não tem folhas.</p><p>Embora possa atingir dimensões impressionantes no seu habitat natural, o seu crescimento na cultura ornamental pode ser controlado através de medidas de poda, da escolha do vaso e dos cuidados com as raízes. Não se trata de o "restringir", mas sim de <strong>moldar, gradualmente, um tronco marcante e uma copa compacta, bonita e harmoniosa</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-arbol-de-la-vida-de-los-mayas-llega-al-jardin-asi-puedes-cultivar-un-pochote-incluso-en-espacios-pequenos-1782188007161.png" data-image="fbrdquuq4xex" alt="Wenn Sie von Anfang an einen geeigneten Blumentopf verwenden, wird das Wachstum der Wurzeln des Baumes eingeschränkt, wodurch er sowohl oben als auch unten kompakt bleibt." title="Wenn Sie von Anfang an einen geeigneten Blumentopf verwenden, wird das Wachstum der Wurzeln des Baumes eingeschränkt, wodurch er sowohl oben als auch unten kompakt bleibt."><figcaption>Se utilizar um vaso adequado desde o início, o crescimento das raízes da árvore será limitado, o que fará com que esta se mantenha compacta, tanto na parte superior como na inferior.</figcaption></figure><p>Por isso, é ideal para quem procura uma árvore com história e personalidade, mas não dispõe de muito espaço no jardim. Com bastante sol, boa drenagem e uma poda bem planeada, pode tornar-se aquela planta que atrai todos os olhares e que leva as pessoas a perguntar: "Que árvore tão estranha é esta?"</p><h2>O que é um pochote e por que é que se destaca tanto em espaços pequenos?</h2><p>O pochote<strong> é uma árvore nativa do México, que ocorre em regiões quentes e em florestas decíduas de baixa altitude</strong>. Cresce vigorosamente em zonas climáticas com calor e humidade suficientes e entra em repouso quando o ambiente seca. Esta adaptação torna-a robusta, resistente e de fácil manutenção, assim que se estabelece.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776670" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/impulso-de-nutrientes-para-plantas-que-consomem-muito-como-o-acucar-e-a-levedura-aceleram-o-crescimento-dos-tomates.html" title="Impulso de nutrientes para plantas que consomem muito: como o açúcar e a levedura aceleram o crescimento dos tomates">Impulso de nutrientes para plantas que consomem muito: como o açúcar e a levedura aceleram o crescimento dos tomates</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/impulso-de-nutrientes-para-plantas-que-consomem-muito-como-o-acucar-e-a-levedura-aceleram-o-crescimento-dos-tomates.html" title="Impulso de nutrientes para plantas que consomem muito: como o açúcar e a levedura aceleram o crescimento dos tomates"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/naehrstoffschub-fur-grosse-fresser-wie-zucker-und-hefe-das-tomatenwachstum-beschleunigen-1782401310772_320.jpeg" alt="Impulso de nutrientes para plantas que consomem muito: como o açúcar e a levedura aceleram o crescimento dos tomates"></a></article></aside><p>O seu maior encanto reside no tronco. Nas árvores jovens, os espinhos são claramente visíveis e conferem-lhe uma estrutura pré-histórica. Além disso, desenvolve uma copa arredondada com flores vistosas e frutos em forma de cápsula, dos quais emerge uma fibra semelhante ao algodão, na qual as suas sementes estão protegidas.</p><p>No seu habitat natural, pode atingir vários metros de altura, mas nas zonas urbanas é possível controlá-lo com técnicas básicas de jardinagem e paisagismo. Um vaso grande, a poda anual e uma rega moderada ajudam a mantê-lo compacto.</p><h3>Rega, poda e cuidados com um tronco ornamental</h3><p>Esta espécie <strong>necessita de um local com exposição solar direta, pelo menos 6 a 8 horas por dia</strong>. Além disso, deve ser cultivada num substrato muito permeável, como, por exemplo, terra para vasos, areia grossa ou perlita, bem como um pouco de composto maduro. Escolha, inicialmente, um vaso com uma capacidade de 50 a 80 litros e certifique-se de que possui bons orifícios de drenagem.</p><p>Se quiser cultivar a planta a partir de sementes, recomendo que o faça na primavera e que se certifique de que o solo está bem drenado. <strong>Deve regar as plantas jovens ou as plantas em vaso assim que os 5 cm superiores do substrato estiverem secos</strong>.</p><p><strong> </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-arbol-de-la-vida-de-los-mayas-llega-al-jardin-asi-puedes-cultivar-un-pochote-incluso-en-espacios-pequenos-1782188101516.png" data-image="5xur6nxks9hj" alt="Der Pochote ist auch unter dem Maya-Namen „píin“ verzeichnet, was auf seine kulturelle und regionale Verbreitung hindeutet." title="Der Pochote ist auch unter dem Maya-Namen „píin“ verzeichnet, was auf seine kulturelle und regionale Verbreitung hindeutet."><figcaption>O pochote também é conhecido pelo nome maia "píin", o que sugere a sua difusão cultural e regional.</figcaption></figure><p>Na primavera e no verão, isto acontece normalmente a cada 3 a 7 dias, dependendo da temperatura e do tamanho do vaso. No inverno, deve reduzir a frequência para cada 10 a 15 dias, ou mesmo com menos frequência, se o solo ainda estiver húmido.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776291" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/6-regras-para-proteger-as-plantas-em-vasos-do-calor-abrasador.html" title="6 regras para proteger as plantas em vasos do calor abrasador">6 regras para proteger as plantas em vasos do calor abrasador</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/6-regras-para-proteger-as-plantas-em-vasos-do-calor-abrasador.html" title="6 regras para proteger as plantas em vasos do calor abrasador"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/6-regole-per-proteggere-le-piante-in-vaso-dal-caldo-torrido-1781977642001_320.jpeg" alt="6 regras para proteger as plantas em vasos do calor abrasador"></a></article></aside><p>A poda define o carácter da árvore. Deixe-a crescer vigorosamente na primavera e no verão durante os dois primeiros anos. <strong>Deixe um ou dois ramos para serem sacrificados na parte inferior; estes ramos ajudam a engrossar o tronco</strong>. Assim que atingir o diâmetro de tronco desejado — normalmente após dois ou três anos —, corte esses ramos na base.</p><div class="texto-destacado">Evite podar a árvore em excesso, pois é essencial manter uma certa quantidade de folhagem para manter a árvore saudável e promover o seu crescimento futuro.</div><p>A partir do terceiro ano, deve podar a árvore no final do inverno ou no início da primavera, quando estiver completamente sem folhas. Remova os ramos que se cruzam, os rebentos verticais que competem com o tronco principal, bem como as pontas que dão à copa um aspeto desordenado.</p><p>Para que o seu pochote cresça saudável, fertilize-o ligeiramente na primavera e no verão, a cada 6 semanas, com um fertilizante rico em azoto. Em ambientes secos, fique atento às cochonilhas e aos ácaros, e se o seu exemplar ainda for muito jovem, proteja-o da geada.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-arvore-da-vida-dos-maias-chega-ao-jardim-eis-como-podes-plantar-um-pochote-mesmo-num-espaco-reduzido.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Oceano Atlântico mais quente reforça a onda de calor em Portugal: "deixa um ambiente difícil de suportar"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/oceano-atlantico-mais-quente-reforca-a-onda-de-calor-em-portugal-deixa-um-ambiente-dificil-de-suportar.html</link><pubDate>Fri, 03 Jul 2026 14:59:25 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O calor intenso deverá persistir em Portugal nos próximos dias, enquanto um bloqueio anticiclónico favorece o aquecimento da atmosfera e da superfície do Atlântico, reduzindo parcialmente o habitual efeito moderador do oceano sobre o território.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xal16nu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xal16nu.jpg" id="xal16nu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A onda de calor que afeta Portugal não resulta apenas da presença de uma massa de ar muito quente. O robusto bloqueio anticiclónico instalado sobre o Atlântico Nordeste <strong>está também a favorecer o aquecimento da superfície do oceano</strong>, reduzindo parte do efeito moderador do Atlântico e reforçando a persistência de temperaturas excecionalmente elevadas, em grande parte do território.</p><h2>Atlântico perde capacidade de aliviar o calor</h2><p>As mais recentes previsões do modelo europeu ECMWF mostram que esta área de altas pressões deverá <strong>permanecer praticamente estacionária até quarta-feira</strong>. Ao bloquear a progressão das habituais depressões atlânticas, favorece céu pouco nublado, vento geralmente fraco e forte exposição à radiação solar. Simultaneamente, o ar desce lentamente e aquece por compressão, reforçando a estabilidade da atmosfera e permitindo que o <strong>calor se acumule sobre a Península Ibérica</strong> durante vários dias consecutivos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/oceano-atlantico-mais-quente-reforca-a-onda-de-calor-em-portugal-calor-torna-se-dificil-de-suportar-1783089633313.png" data-image="blszu1s76q3d"><figcaption>As anomalias positivas da temperatura estendem-se ao Atlântico Nordeste, onde a persistência do bloqueio anticiclónico favorece o aquecimento da superfície do oceano e limita o habitual arrefecimento do ar marítimo.</figcaption></figure><p>Este padrão atmosférico não influencia apenas a atmosfera. A persistência do chamado <strong>domo de calor</strong> favorece também um aquecimento adicional da superfície do Atlântico. Com menos nebulosidade, vento mais fraco e maior incidência de radiação solar, a camada superficial do oceano aquece progressivamente, <strong>reforçando as anomalias positivas</strong> da temperatura da água já observadas no Atlântico Nordeste.</p><p>Embora o oceano continue a moderar as temperaturas junto ao litoral, águas mais quentes do que o habitual reduzem parcialmente esse efeito, permitindo que o ar marítimo chegue à costa menos fresco e <strong>limitando o habitual alívio térmico proporcionado pelo Atlântico</strong>.</p><h2>Calor intenso deverá persistir pelo menos até quarta-feira</h2><p>Durante os próximos dias, as temperaturas máximas deverão situar-se frequentemente entre <strong>38 e 42 ºC</strong>, podendo atingir <strong>localmente os 43 ºC</strong> nas regiões mais quentes do vale do Tejo, Alentejo e interior Centro. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/oceano-atlantico-mais-quente-reforca-a-onda-de-calor-em-portugal-calor-torna-se-dificil-de-suportar-1783089287175.png" data-image="pt2eypzbhssj"><figcaption>Grande parte de Portugal deverá registar anomalias de temperatura entre 10 e 15 ºC acima da média climatológica, refletindo a persistência da massa de ar muito quente e do bloqueio anticiclónico previsto pelo ECMWF.</figcaption></figure><p>As anomalias térmicas deverão chegar aos 15 ºC, refletindo um <strong>episódio de calor excecional para o início de julho</strong>. Mesmo no litoral, onde a influência marítima costuma atenuar o calor, os valores deverão manter-se acima da normal climatológica e as noites tenderão a tornar-se progressivamente mais quentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/oceano-atlantico-mais-quente-reforca-a-onda-de-calor-em-portugal-calor-torna-se-dificil-de-suportar-1783089385062.png" data-image="iep2q4qn9xbu"><figcaption>O calor deverá intensificar-se em praticamente todo o território continental durante o fim de semana, com temperaturas muito elevadas e valores superiores a 40 ºC em alguns locais do interior. Mesmo no litoral, as máximas deverão permanecer acima do normal.</figcaption></figure><p>Além do desconforto térmico, este episódio continuará a favorecer um agravamento do <strong>perigo de incêndio rural em grande parte do território</strong>, devido à conjugação de temperaturas muito elevadas, baixa humidade relativa do ar e secura da vegetação. Estas condições exigem especial atenção nas atividades realizadas ao ar livre e um <strong>reforço das medidas de prevenção e vigilância</strong> durante os próximos dias.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776945" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-15-c-acima-da-media-portugal-enfrenta-uma-onda-de-calor-que-faz-soar-o-alarme.html" title="Até 15 ºC acima da média: Portugal enfrenta uma onda de calor que faz soar o alarme">Até 15 ºC acima da média: Portugal enfrenta uma onda de calor que faz soar o alarme</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-15-c-acima-da-media-portugal-enfrenta-uma-onda-de-calor-que-faz-soar-o-alarme.html" title="Até 15 ºC acima da média: Portugal enfrenta uma onda de calor que faz soar o alarme"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-15-c-acima-da-media-portugal-enfrenta-uma-onda-de-calor-que-faz-soar-o-alarme-1783081294314_320.png" alt="Até 15 ºC acima da média: Portugal enfrenta uma onda de calor que faz soar o alarme"></a></article></aside><p>A partir de quinta-feira, o ECMWF sugere um enfraquecimento gradual deste bloqueio atmosférico, embora a evolução ainda apresente alguma incerteza. As próximas atualizações da previsão permitirão confirmar esta tendência.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/oceano-atlantico-mais-quente-reforca-a-onda-de-calor-em-portugal-deixa-um-ambiente-dificil-de-suportar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 15 ºC acima da média: Portugal enfrenta uma onda de calor que faz soar o alarme]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-15-c-acima-da-media-portugal-enfrenta-uma-onda-de-calor-que-faz-soar-o-alarme.html</link><pubDate>Fri, 03 Jul 2026 12:21:57 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal atravessa um episódio de calor extremo, intensificado por uma cúpula de calor, com temperaturas até 15 ºC acima da média para esta época do ano e máximas que vão ultrapassando os 40 ºC.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xakyo7e"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xakyo7e.jpg" id="xakyo7e"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O anticiclone e a estabilidade atmosférica daí decorrente estão a dominar o nosso país. A formação e gradual consolidação de uma <strong>cúpula de calor</strong> ao longo dos primeiros 5 dias do mês de julho é um dos mecanismos responsáveis pela subida das temperaturas para valores tão elevados, dando origem a um episódio de calor muito intenso que se traduz na<strong> primeira onda de calor do verão 2026 em Portugal</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo<br></strong>Uma massa de ar muito quente para esta época do ano está instalada sobre Portugal continental, com as temperaturas muito elevadas para a época do ano a serem amplificadas por uma cúpula de calor.</div><p>As temperaturas máximas já atingiram e ultrapassaram os 40 ºC em várias zonas do país, sendo expectável que nos próximos dias esses valores se mantenham nalgumas regiões. Apesar de estarmos em pleno verão, este não é o calor habitual para esta época do ano, uma vez que <strong>os valores previstos poderão situar-se até 15 ºC acima da média climatológica, uma anomalia térmica extraordinária para estas datas</strong>.</p><h2>Cúpula de calor gerará anomalias térmicas excecionais em Portugal</h2><p>Como referido anteriormente, a atual configuração sinóptica está a permitir a consolidação de uma poderosa cúpula de calor sobre Portugal continental e Espanha peninsular. <strong>Em altitude, a crista subtropical tornar-se-á mais robusta</strong>, enquanto à superfície as altas pressões manterão um estado do tempo muito estável, com<strong> céu pouco nublado ou limpo e um forte aquecimento diurno</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-15-c-acima-da-media-portugal-enfrenta-uma-onda-de-calor-que-faz-soar-o-alarme-1783080400949.png" data-image="9lds1bq6loa0"><figcaption>O que é uma "cúpula de calor"? É um fenómeno no qual o ar quente fica aprisionado sob uma extensa área de altas pressões, comprime e aquece ainda mais. Com o ar quente estagnado, o aquecimento intensifica e não ocorre uma renovação da massa de ar dominante. </figcaption></figure><p>Em consequência disto, as anomalias térmicas manter-se-ão acentuadas nas próximas horas e dias, tanto em altitude como à superfície. A fase mais quente ocorrerá sobretudo entre hoje (3) e domingo (5), <strong>tendo em conta a possibilidade de os termómetros registarem valores entre 9 e 15 ºC acima da média do início de julho em quase todo o território de Portugal continental</strong>. Apenas o Algarve registará anomalias térmicas positivas algo mais moderadas face ao resto da geografia (entre 1 e 8 ºC acima do normal).</p><p>As anomalias mais significativas concentrar-se-ão numa grande parte do território nacional, estendendo-se desde a faixa costeira ocidental até a algumas zonas do interior, <strong>o que inclui os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Viseu, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa, Santarém e Setúbal</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-15-c-acima-da-media-portugal-enfrenta-uma-onda-de-calor-que-faz-soar-o-alarme-1783080482351.png" data-image="0lirpfekxft4"><figcaption>As anomalias térmicas positivas mais expressivas concentrar-se-ão na metade ocidental do território continental.</figcaption></figure><p><strong>Nestes distritos, vastas zonas poderão registar anomalias entre 12 e 15 ºC</strong>. Os valores previstos são excessivos para esta época do ano, razão pela qual o IPMA já ativou inúmeros avisos de nível laranja e vermelho tendo em conta a persistência de temperaturas extremamente elevadas em todos estes distritos.</p><p>Também <strong>a Beira Baixa e o Alentejo</strong> (distritos de Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja) contarão com um período prolongado de temperaturas muito elevadas, embora as anomalias térmicas mais acentuadas rondem os 10 ºC.</p><h2>As temperaturas elevadas persistem forçando à continuidade de adoção de medidas face ao calor intenso</h2><p><strong>Entre hoje (3) e amanhã (4) prevê-se a manutenção ou uma pequena subida das temperaturas</strong>, que se manterão muito elevadas em praticamente todo o território continental português, sendo que apenas a faixa costeira ocidental a sul do Cabo Mondego poderá registar um ligeiro alívio térmico. </p><p>Entre hoje e domingo (5) é expectável que ocorra a fase mais crítica da onda de calor em termos de intensidade e área geográfica abrangida. A mais recente atualização dos modelos antecipa <strong>temperaturas iguais ou superiores a 40 ºC nos vales do Douro, Tejo, Sado e Guadiana, bem como em vastas zonas da Beira Baixa, Ribatejo e Alentejo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-15-c-acima-da-media-portugal-enfrenta-uma-onda-de-calor-que-faz-soar-o-alarme-1783080708227.png" data-image="wfyv8f4lvggt"><figcaption>Em várias capitais distritais do Centro-Sul a temperatura máxima atingirá os 40 ºC, mas até mesmo no Norte, a cidade de Braga alcançará um valor muito próximo (39 ºC).</figcaption></figure><p>O calor abrangerá praticamente todo o território de Portugal continental. Entre hoje e domingo (5), capitais distritais como <strong>Coimbra, Castelo Branco, Santarém, Évora e Beja atingirão os 40 ºC</strong>, enquanto cidades como <strong>Braga, Viseu e Braga oscilarão entre 36 e 39 ºC </strong>no mesmo período.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776931" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-mantem-o-aviso-vermelho-amanha-4-de-julho-em-13-distritos-preveem-se-temperaturas-de-ate-40-c.html" title="IPMA mantém o aviso vermelho amanhã, 4 de julho: em 13 distritos preveem-se temperaturas de até 40 ºC">IPMA mantém o aviso vermelho amanhã, 4 de julho: em 13 distritos preveem-se temperaturas de até 40 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-mantem-o-aviso-vermelho-amanha-4-de-julho-em-13-distritos-preveem-se-temperaturas-de-ate-40-c.html" title="IPMA mantém o aviso vermelho amanhã, 4 de julho: em 13 distritos preveem-se temperaturas de até 40 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-mantem-o-aviso-vermelho-amanha-4-de-julho-em-10-distritos-preveem-se-temperaturas-de-ate-40-c-1783076099818_320.png" alt="IPMA mantém o aviso vermelho amanhã, 4 de julho: em 13 distritos preveem-se temperaturas de até 40 ºC"></a></article></aside><p>As noites tampouco trarão um alívio térmico significativo. É expectável a continuidade de <strong>temperaturas mínimas muito elevadas, acima dos 20 ºC em quase toda a geografia (noites tropicais)</strong>, com os termómetros mesmo a poder registar valores <strong>entre 25 e 28 ºC</strong> durante todo o período noturno em regiões como as Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto, Beira Baixa e Alentejo, dando origem às chamadas <strong>noites tórridas</strong>.</p><p>A persistência de temperaturas muito elevadas, aliada à ausência de arrefecimento noturno significativo em muitas zonas do país a<strong>umentará consideravelmente o risco para a saúde, especialmente entre os grupos mais vulneráveis (crianças, idosos e doentes crónicos)</strong>. Perante este cenário, é crucial redobrar as precauções, evitando a exposição ao sol nas horas mais quentes do dia, mantendo-se bem hidratado e usando vestuário leve e confortável.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-15-c-acima-da-media-portugal-enfrenta-uma-onda-de-calor-que-faz-soar-o-alarme.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[IPMA mantém o aviso vermelho amanhã, 4 de julho: em 13 distritos preveem-se temperaturas de até 40 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-mantem-o-aviso-vermelho-amanha-4-de-julho-em-13-distritos-preveem-se-temperaturas-de-ate-40-c.html</link><pubDate>Fri, 03 Jul 2026 11:59:52 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os termómetros continuam a registar valores elevados em todo o país, tanto durante o dia, como à noite. Amanhã, sábado, vários locais podem registar 40 ºC ou mais, de temperatura máxima.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xakx7uq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xakx7uq.jpg" id="xakx7uq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os dias continuam quentes e secos e devem continuar assim, pelo menos até ao arranque da próxima semana, ainda que <strong>algumas zonas do litoral Norte e Centro possam denotar algum alívio no calor </strong>a partir de segunda-feira.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Como mencionamos em previsões anteriores, o IPMA elevou alguns distritos a <strong>aviso vermelho de tempo quente</strong>, sendo que até às 23h de domingo, 13 distritos manter-se-ão sob este aviso. Os restantes contam com aviso laranja, assim como as Regiões Montanhosas da Madeira, até às 10h de segunda-feira, no continente, e até às 11h do mesmo dia, no arquipélago.</p><h2>Sábado, dia 4, os termómetros podem chegar aos 40 ºC em algumas capitais de distrito</h2><p>Segundo a atual previsão, baseada no modelo europeu ECMWF,<strong> algumas capitais de distrito chegarão aos 40 ºC, como Santarém, Évora e Beja. Coimbra poderá chegar aos 41 ºC</strong>. O IPMA prolongou o aviso vermelho para os distritos de Lisboa e Setúbal também até às 23h de domingo e ativou o mesmo aviso para o distrito de Castelo Branco.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-mantem-o-aviso-vermelho-amanha-4-de-julho-em-10-distritos-preveem-se-temperaturas-de-ate-40-c-1783076120985.png" data-image="26pum2hd5niu" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Amanhã, dia 4 de julho será um dia com temperaturas iguais ou superiores a 40 ºC em vários pontos do país. Estarão 10 distritos sob aviso vermelho até às 23h de domingo, dia 5.</figcaption></figure><p>Além das temperaturas registadas nas capitais de distrito, que se esperam entre os 29 ºC em Viana do Castelo e os 41 ºC em Coimbra, <strong>alguns locais dos distritos sob aviso vermelho poderão contar com temperaturas acima das suas capitais</strong>. Em zonas como o Ribatejo e o Baixo Alentejo, poderão registar-se <strong>até 42 ºC</strong>.</p><p>Mesmo ao longo da faixa litoral, onde todos os distritos, à exceção de Faro, estão sob aviso vermelho, <strong>no interior de distritos como Braga e Porto, os termómetros podem chegar aos 40 ºC</strong>. Os locais mais frescos do país deverão ser Peniche e Póvoa de Varzim, com 23 ºC, pelas 16h.</p><h2>Avisos mantêm-se até segunda-feira, dia 6</h2><p>O calor vai manter-se até ao arranque da próxima semana, mas os <strong>avisos em vigor deverão terminar na manhã desse dia em todo o país</strong>, de acordo com a mais recente atualização do IPMA.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776775" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-calor-em-lisboa-esta-impossivel-de-aguentar-diz-a-meteorologista-marta-godinho-o-que-esta-por-vir-preocupa-me.html" title="O calor em Lisboa 'está impossível de aguentar', diz a meteorologista Marta Godinho: 'O que está por vir preocupa-me'">O calor em Lisboa "está impossível de aguentar", diz a meteorologista Marta Godinho: "O que está por vir preocupa-me"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-calor-em-lisboa-esta-impossivel-de-aguentar-diz-a-meteorologista-marta-godinho-o-que-esta-por-vir-preocupa-me.html" title="O calor em Lisboa 'está impossível de aguentar', diz a meteorologista Marta Godinho: 'O que está por vir preocupa-me'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-calor-em-lisboa-esta-impossivel-de-aguentar-diz-a-meteorologista-marta-godinho-o-que-esta-por-vir-preocupa-me-1782994800026_320.jpg" alt="O calor em Lisboa 'está impossível de aguentar', diz a meteorologista Marta Godinho: 'O que está por vir preocupa-me'"></a></article></aside><p>Ainda assim, as temperaturas máximas esperadas para segunda-feira deverão manter-se entre os 21 ºC em Viana do Castelo e os 40 ºC em Castelo Branco, Évora e Beja. Denotando-se um <strong>alívio do calor no litoral Norte e Centro e uma persistência de valores elevados no interior Centro e Sul</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-mantem-o-aviso-vermelho-amanha-4-de-julho-em-13-distritos-preveem-se-temperaturas-de-ate-40-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que são as estranhas nuvens azuis que se formam nas camadas mais altas da atmosfera?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-sao-essas-estranhas-nuvens-azuis-que-se-formam-nas-camadas-mais-altas-da-atmosfera.html</link><pubDate>Fri, 03 Jul 2026 07:37:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Estas nuvens despertam verdadeiro interesse na comunidade científica, que espera compreender melhor o fenómeno que ocorre na camada mais elevada da atmosfera — uma camada que permanece envolta em mistério.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-son-estas-nubes-azules-que-se-forman-en-la-capa-mas-alta-de-la-atmosfera-1782932198678.png" data-image="2p2vgx3qrv84"><figcaption>São nuvens diferentes daquelas que vemos todos os dias.</figcaption></figure><p>Uma <strong>nuvem de um azul-elétrico intenso</strong>. É diferente de qualquer outra, seja devido ao seu tamanho, cor ou localização.</p><p>Trata-se da <strong>nuvem noctilucente</strong> — uma formação que fornece informações valiosas a investigadores que procuram compreender melhor uma das camadas atmosféricas menos conhecidas pela comunidade científica. Consequentemente, os especialistas trabalham para desvendar todos os mistérios que rodeiam estas nuvens peculiares.</p><h2>Nuvens azuis de alta altitude compostas de gelo</h2><p>Segundo a meteorologista Jen Carfagno: "As nuvens noctilucentes são uma manifestação da atmosfera no limite do espaço. Surgem como ondulações fantasmagóricas de um azul-elétrico que<strong> brilham muito depois do pôr do sol e antes do nascer do sol</strong>".</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">I was lucky enough to catch the phenomenon of noctilucent clouds, they are highaltitude formations that glow in the night sky long after sunset. I took these photos at 1:30am on Monday morning out the back yard.<a href="https://x.com/hashtag/LoveFife?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#LoveFife</a> <a href="https://t.co/n4S5t12fMF">pic.twitter.com/n4S5t12fMF</a></p>— Jonathan Wood (@jonwood1978) <a href="https://x.com/jonwood1978/status/2072025389140992463?ref_src=twsrc%5Etfw">June 30, 2026</a></blockquote></figure><p>Em primeiro lugar, distinguem-se de outros tipos de nuvens devido à sua localização: <strong>formam-se a cerca de 80 km acima da superfície</strong> da Terra, numa região conhecida como <strong>mesosfera</strong>.</p><h3>A atmosfera é a camada mais alta da atmosfera</h3><p>A título de comparação, as<strong> nuvens brancas que vemos habitualmente formam-se a cerca de 20 km acima da superfície </strong>da Terra, numa camada distinta chamada troposfera. A troposfera é, por sua vez, a camada mais baixa da atmosfera. Naturalmente, a sua composição varia devido a essa enorme diferença de altitude; as temperaturas nessa camada atmosférica podem cair para até -130 °C.</p><p>O cientista atmosférico Matt Makens explica a composição destes gigantes azulados: "Ao contrário das nuvens meteorológicas típicas — formadas por gotículas de água ou cristais de gelo na baixa atmosfera —, as <strong>nuvens noctilucentes são compostas por minúsculos cristais de gelo </strong>que se formam em redor de partículas de poeira meteórica na mesosfera".</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuages-noctulescents-bleus-atmosphere-1782191201092.jpg" data-image="bute8wgm3cew"><figcaption>São nuvens visíveis uma ou duas horas após o pôr do sol.</figcaption></figure><p>Os investigadores estão a monitorizar atentamente essas<strong> nuvens incomuns</strong>. Então, qual é a melhor época para vê-las? "O verão oferece a combinação perfeita de temperaturas muito baixas na alta mesosfera, juntamente com humidade atmosférica e poeira suficientes para formar estas nuvens no limite do espaço", explica a cientista Jen Carfagno.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775833" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-dos-planetas-mais-estranhos-e-cor-de-rosa-e-tem-nuvens-repletas-de-sal-metalico.html" title="Um dos planetas mais estranhos é cor-de-rosa e tem nuvens repletas de sal metálico">Um dos planetas mais estranhos é cor-de-rosa e tem nuvens repletas de sal metálico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-dos-planetas-mais-estranhos-e-cor-de-rosa-e-tem-nuvens-repletas-de-sal-metalico.html" title="Um dos planetas mais estranhos é cor-de-rosa e tem nuvens repletas de sal metálico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/gj504b-y-las-nubes-de-sal-metalica-el-enigma-del-planeta-rosa-que-desconcierta-a-la-astronomia-1782190065062_320.jpg" alt="Um dos planetas mais estranhos é cor-de-rosa e tem nuvens repletas de sal metálico"></a></article></aside><p>Para aumentar as suas chances, vá para o Canadá, norte dos Estados Unidos ou norte da Europa. Verão? Isso não parece um pouco contraditório, já que essas nuvens exigem um arrefecimento atmosférico significativo? De forma alguma; na verdade,<strong> esta camada da atmosfera é a que mais arrefece durante o verão</strong>, devido aos padrões de circulação atmosférica. É justamente este fenómeno que cria as condições para o aparecimento delas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-son-estas-nubes-azules-que-se-forman-en-la-capa-mas-alta-de-la-atmosfera-1782932360116.png" data-image="g0fmpsv4v4ye"><figcaption>Ar frio e seco é necessário para a formação desta nuvem.</figcaption></figure><p>Mas surge uma pergunta: <strong>o aquecimento global afetará a formação destas nuvens? </strong>Jen Carfagno explica que "há mais vapor de água na nossa atmosfera devido ao aquecimento global, e os numerosos lançamentos de foguetões provavelmente transportam poeira e vapor de água para latitudes mais elevadas".<em></em></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Stefanie%20Waldek%2C%20National%20Geographic" data-year="12%20Junio%202026" data-title="Comment%20rep%C3%A9rer%20ces%20nuages%20bleu%20%C3%A9lectrique%20qui%20se%20forment%20aux%20confins%20de%20l%E2%80%99espace%20%3F" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nationalgeographic.fr%2Fespace%2Fcomprendre-comment-reperer-ces-nuages-bleu-electrique-qui-se-forment-aux-confins-de-lespace">Stefanie Waldek, National Geographic. (12 Junio 2026). <a href="https://www.nationalgeographic.fr/espace/comprendre-comment-reperer-ces-nuages-bleu-electrique-qui-se-forment-aux-confins-de-lespace" target="_blank">Comment repérer ces nuages bleu électrique qui se forment aux confins de l’espace ?</a>.</cite></p></section><p><em><br></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-sao-essas-estranhas-nuvens-azuis-que-se-formam-nas-camadas-mais-altas-da-atmosfera.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Barragens entram na fase mais exigente do ano com reservas acima da média]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/barragens-entram-na-fase-mais-exigente-do-ano-com-reservas-acima-da-media.html</link><pubDate>Fri, 03 Jul 2026 06:21:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A maioria das bacias hidrográficas mantém reservas acima da média, apesar do início da descida sazonal dos armazenamentos. O verão marca agora o período mais exigente para a gestão da água em Portugal.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/barragens-entram-na-fase-mais-exigente-do-ano-com-reservas-acima-da-media-1782938411593.jpg" data-image="mmy9dirvc0dh" alt="Barragens entram na fase mais exigente do ano" title="Barragens entram na fase mais exigente do ano"><figcaption>Durante o verão, as reservas acumuladas nas barragens assumem um papel cada vez mais importante no abastecimento às populações, na agricultura, na produção hidroelétrica e na manutenção dos caudais ecológicos.</figcaption></figure><p>Junho assinalou a transição para o padrão típico de verão, com as reservas de água das barragens portuguesas a iniciarem a habitual descida sazonal. Ainda assim, <strong>13 das 15 bacias hidrográficas mantêm níveis de armazenamento acima da média</strong> para esta época do ano, evidenciando uma situação hídrica globalmente favorável no arranque dos meses mais secos.</p><h2>Reservas de água continuam acima da média na maioria das bacias</h2><p>Segundo o mais recente boletim da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), as albufeiras monitorizadas armazenavam, a 29 de junho, cerca de 11 472 hm³ de água, o equivalente a <strong>87% da capacidade total</strong>. Face ao boletim anterior, <strong>o volume armazenado diminuiu cerca de 174 hm³</strong>, verificando-se reduções em todas as bacias hidrográficas. Apesar desta evolução, cerca de <strong>73% das albufeiras</strong> apresentam disponibilidades superiores a 80% da capacidade e nenhuma regista níveis inferiores a 40%.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/barragens-entram-na-fase-mais-exigente-do-ano-com-reservas-acima-da-media-1782939501090.jpg" data-image="270jsxxqfna3"><figcaption>As barragens portuguesas terminam junho com 87% da capacidade total armazenada, apesar da descida sazonal registada ao longo do mês. A maioria das bacias hidrográficas mantém reservas acima da média para esta época do ano, evidenciando uma situação hídrica globalmente favorável. Fonte: Agência Portuguesa do Ambiente (APA) / Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos (SNIRH)</figcaption></figure><p>A distribuição das reservas continua, no entanto, a revelar diferenças entre regiões. As maiores reduções verificaram-se nas bacias do <strong>Lima</strong> (-3,6%), <strong>Vouga</strong> (-3,0%), <strong>Mondego</strong> (-2,1%) e <strong>Sado</strong> (-2,1%), refletindo uma resposta mais rápida das bacias do Norte e Centro à diminuição das afluências nesta época do ano. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/barragens-entram-na-fase-mais-exigente-do-ano-com-reservas-acima-da-media-1782940737153.jpg" data-image="ptf2y8wcgpal"><figcaption>Apesar da descida semanal dos armazenamentos, as bacias do Guadiana, Mira, Sado e Ribeiras do Alentejo mantêm reservas acima das respetivas médias para junho, evidenciando uma situação hídrica globalmente favorável no Sul do país. Fonte: Agência Portuguesa do Ambiente (APA) / Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos (SNIRH)</figcaption></figure><p>Em contraste, as grandes <strong>albufeiras do Sul mantêm níveis de armazenamento elevados</strong>. A sua maior capacidade e uma gestão orientada para garantir reservas estratégicas permitem enfrentar com maior estabilidade o período de maior consumo de água, assegurando o abastecimento às populações e aos principais perímetros de rega, mantendo bacias como o <strong>Guadiana</strong> acima da média para junho.</p><h2>Verão aumenta a pressão sobre os recursos hídricos</h2><p>As condições meteorológicas de junho contribuíram para o início da descida sazonal das reservas. A precipitação tornou-se mais irregular ao longo do mês e revelou-se <strong>insuficiente para compensar a redução das afluências às albufeiras</strong> e o aumento da evaporação provocado pela subida gradual das temperaturas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/barragens-entram-na-fase-mais-exigente-do-ano-com-reservas-acima-da-media-1782939269765.jpg" data-image="wvn0ngo7xbr9"><figcaption>O arranque da campanha de rega das culturas de primavera e ver��o aumenta a procura de água no setor agrícola, o maior consumidor de recursos hídricos em Portugal. Nesta fase do ano, a gestão eficiente das reservas armazenadas nas barragens torna-se particularmente importante.</figcaption></figure><p><strong>Com a chegada do verão cresce também a procura de água</strong>, sobretudo na agricultura, devido ao arranque da campanha de rega das culturas de primavera e verão. Paralelamente, as barragens continuam a assegurar o abastecimento público, a produção hidroelétrica, a atividade industrial e a manutenção dos caudais ecológicos, reforçando o seu papel estratégico.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776785" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/municipios-abrem-abrigos-e-ativam-planos-contra-o-calor-extremo.html" title="Municípios abrem abrigos e ativam planos contra o calor extremo">Municípios abrem abrigos e ativam planos contra o calor extremo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/municipios-abrem-abrigos-e-ativam-planos-contra-o-calor-extremo.html" title="Municípios abrem abrigos e ativam planos contra o calor extremo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/municipios-abrem-abrigos-e-ativam-planos-contra-o-calor-extremo-1782998243220_320.jpg" alt="Municípios abrem abrigos e ativam planos contra o calor extremo"></a></article></aside><p>Se o padrão típico do verão se mantiver durante julho, <strong>é expectável que os armazenamentos continuem a diminuir gradualmente</strong>. Ainda assim, Portugal inicia o período de maior consumo de água do ano com reservas robustas, numa fase em que o equilíbrio entre armazenamento, consumo e gestão será determinante para a evolução das disponibilidades hídricas <strong>e à capacidade de resposta dos diferentes setores utilizadores de água</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/barragens-entram-na-fase-mais-exigente-do-ano-com-reservas-acima-da-media.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Hera, a elegante trepadeira mais conhecida em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/hera-a-elegante-trepadeira-mais-conhecida-em-portugal.html</link><pubDate>Fri, 03 Jul 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A hera é uma planta trepadeira resistente e versátil, muito apreciada em Portugal pela sua folhagem permanente, adaptação ao clima e capacidade de transformar espaços verdes. Fica aqui a conhecer um pouco mais sobre esta planta!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/hera-a-elegante-trepadeira-mais-conhecida-em-portugal-1782856649798.jpg" data-image="nbg4q7ab4eyr" alt="Hera, a trepadeira portuguesa" title="Hera, a trepadeira portuguesa"><figcaption>A Hera é uma planta que se destaca pela sua folhagem verde e resistente, criando paredes naturais e trazendo um toque de natureza aos jardins portugueses.</figcaption></figure><p>A Hera é uma das <strong>plantas trepadeiras mais populares</strong> nos jardins portugueses. Com uma folhagem densa e permanente, esta planta <strong>consegue transformar muros, cercas, varandas e espaços exteriores em verdadeiros cenários verdes</strong>.</p><p>Devido à sua resistência e facilidade de adaptação, tornou-se uma <strong>escolha frequente para quem procura uma planta ornamental capaz de manter o jardim bonito</strong> durante todas as estações.</p><p>A espécie mais conhecida é a <em>Hedera helix</em>, uma <strong>planta perene originária da Europa</strong>, muito valorizada pela sua capacidade de crescer tanto como trepadeira como cobertura do solo.</p><p>As suas <strong>folhas apresentam diferentes formatos e tonalidades</strong>, existindo variedades totalmente verdes e outras com padrões variados, onde aparecem manchas ou margens mais claras que dão um efeito decorativo especial.</p><h2>Uma planta adaptada ao clima português </h2><p>Uma das maiores qualidades da Hera é a sua <strong>capacidade de se adaptar a diferentes ambientes</strong>. É uma planta que tolera bem áreas de sombra e meia-sombra, sendo especialmente <strong>indicada para locais onde outras espécies têm dificuldade em desenvolver-se</strong>.</p><p>Em Portugal, encontra boas condições em muitos jardins, sobretudo em <strong>áreas mais frescas e protegidas do excesso de sol</strong> durante as horas de maior calor.</p><p>O clima português, marcado por verões quentes e períodos de menor humidade, pode ser <strong>favorável ao cultivo da Hera quando esta é colocada no local adequado</strong>. Nas regiões do norte e litoral, onde existe geralmente maior humidade, o crescimento tende a ser mais vigoroso.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Nas zonas mais quentes e secas, a escolha de um espaço com alguma sombra ajuda a proteger as folhas e a manter a planta saudável.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><h2>Uma trepadeira integrada na paisagem </h2><p>A Hera é conhecida pela sua <strong>capacidade de trepar paredes, árvores e estruturas de jardim</strong>. Através das suas raízes de fixação, consegue agarrar-se a superfícies verticais e criar uma cobertura natural.</p><p>Esta característica torna-a muito utilizada para cobrir muros e vedações, <strong>criando privacidade e uma sensação de jardim mais integrado na paisagem</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773676" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/7-plantas-trepadeiras-ideais-para-dar-altura-cor-e-um-toque-de-elegancia-ao-seu-jardim.html" title="7 plantas trepadeiras ideais para dar altura, cor e um toque de elegância ao seu jardim">7 plantas trepadeiras ideais para dar altura, cor e um toque de elegância ao seu jardim</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/7-plantas-trepadeiras-ideais-para-dar-altura-cor-e-um-toque-de-elegancia-ao-seu-jardim.html" title="7 plantas trepadeiras ideais para dar altura, cor e um toque de elegância ao seu jardim"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/7-trepadoras-ideales-para-sumar-altura-color-y-un-toque-de-elegancia-sin-danar-paredes-ni-estructuras-1777848355944_320.jpg" alt="7 plantas trepadeiras ideais para dar altura, cor e um toque de elegância ao seu jardim"></a></article></aside><p>Além da sua função decorativa, a Hera <strong>também pode ser cultivada em vasos</strong>. As variedades de menor porte são <strong>utilizadas em varandas, interiores luminosos e recipientes suspensos</strong>, onde os seus ramos pendentes criam um efeito elegante.</p><p>Em ambientes interiores, deve receber <strong>boa luminosidade, evitando locais demasiado escuros ou exposição prolongada a sol direto intenso</strong>.</p><h2>Uma planta de baixa manutenção </h2><p>Os cuidados com a hera são relativamente simples. Prefere <strong>solos com boa drenagem e não aprecia excesso de água acumulada nas raízes</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hera-a-elegante-trepadeira-mais-conhecida-em-portugal-1782856682462.jpg" data-image="1srw716r936i" alt="Treadeira em vaso" title="Treadeira em vaso"><figcaption>A Hera no vaso revela todo o seu encanto, com ramos pendentes, sendo uma opção elegante para varandas, terraços e interiores.</figcaption></figure><p>Depois de estabelecida, é uma <strong>planta resistente</strong>, mas as podas ocasionais ajudam a controlar o crescimento e a manter o formato desejado. Uma vez que cresce com facilidade, é importante acompanhar a sua expansão para evitar que ocupe zonas onde não seja pretendida.</p><p>Existem várias formas de utilizar a hera no jardim. Pode ser <strong>plantada junto aos muros para criar paredes verdes, pode ser utilizada como cobertura do solo em áreas difíceis ou combinada com outras plantas</strong> para criar contrastes de textura e cor.</p><p>Outra característica interessante desta planta é a sua <strong>presença ao longo de todo o ano</strong>. Ao contrário de muitas espécies que perdem a folhagem no inverno, <strong>a hera mantém-se verde, contribuindo para jardins mais vivos mesmo nas épocas frias</strong>. As suas flores discretas surgem mais tarde no ciclo da planta e fazem parte da sua importância ecológica, ao contribuírem para a biodiversidade dos espaços verdes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="751077" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/essas-plantas-trepadeiras-podem-danificar-suas-paredes-quais-sao-as-adequadas-para-criar-uma-parede-verde.html" title="Estas plantas trepadeiras podem danificar as suas paredes: quais são as adequadas para criar uma parede verde?">Estas plantas trepadeiras podem danificar as suas paredes: quais são as adequadas para criar uma parede verde?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/essas-plantas-trepadeiras-podem-danificar-suas-paredes-quais-sao-as-adequadas-para-criar-uma-parede-verde.html" title="Estas plantas trepadeiras podem danificar as suas paredes: quais são as adequadas para criar uma parede verde?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estas-plantas-trepadoras-pueden-danar-tus-paredes-cuales-si-conviene-plantar-para-crear-tu-muro-verde-1768766509588_320.jpg" alt="Estas plantas trepadeiras podem danificar as suas paredes: quais são as adequadas para criar uma parede verde?"></a></article></aside><p>Em Portugal, a Hera continua a ser uma <strong>planta muito apreciada pela combinação entre resistência, beleza e baixa manutenção</strong>.É uma espécie que consegue adaptar-se a diferentes jardins e estilos, desde espaços tradicionais com muros antigos até varandas modernas.</p><p>Com os cuidados certos, transforma-se numa presença permanente, capaz de dar vida e personalidade a qualquer espaço exterior.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/hera-a-elegante-trepadeira-mais-conhecida-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item></channel></rss>