<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Fri, 24 Jul 2026 13:20:13 +0000</lastBuildDate><pubDate>Fri, 24 Jul 2026 13:20:13 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Previsão para 25 e 26 de julho: crista anticiclónica mantém estabilidade na Madeira, mas permite alguma chuva nos Açores]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-para-25-e-26-de-julho-crista-anticiclonica-mantem-estabilidade-na-madeira-mas-permite-alguma-chuva-nos-acores.html</link><pubDate>Fri, 24 Jul 2026 12:05:52 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Para este último fim de semana de julho prevê-se um estado do tempo geralmente estável, seco e soalheiro nos Arquipélagos, embora com a possibilidade de períodos de chuva fraca, sobretudo nos Açores. Saiba mais na previsão.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xarseny"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xarseny.jpg" id="xarseny"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Convergindo com o padrão atmosférico dominante das últimas semanas, vão continuar a persistir diferenças entre os arquipélagos dos Açores e da Madeira, sobretudo no que diz respeito à precipitação.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Enquanto nos <strong>Açores</strong> se espera uma reta final da semana com <strong>alguns períodos de chuva</strong> em grande parte das ilhas, <strong>no arquipélago da Madeira é expectável que se mantenha um cenário predominantemente estável e seco</strong>.</p><h2>Até domingo, 26 de julho, esta é a provável evolução da precipitação no arquipélago dos Açores</h2><p>Entre esta sexta-feira (24) e domingo (26), de acordo com a última atualização do ECMWF - o nosso modelo de maior confiança para este horizonte temporal - prevê-se que o arquipélago dos Açores<strong> </strong>registe <strong>vários períodos de chuva fraca, distribuídos de forma dispersa e irregular pelos três grupos de ilhas, especialmente no sábado (25) e no domingo (26)</strong>.</p><p>Mesmo assim, a instabilidade será pouco persistente, <strong>alternando com</strong><strong> períodos de maior estabilidade atmosférica, céu nublado a muito nublado e boas abertas</strong>. Deste modo, prevê-se que a precipitação seja geralmente escassa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-para-25-e-26-de-julho-crista-anticiclonica-mantem-estabilidade-na-madeira-mas-permite-alguma-chuva-nos-acores-1784893855562.png" data-image="uan18dcdeolb"><figcaption>A precipitação tenderá a concentrar-se nos Grupos Central e Oriental, com acumulados geralmente pouco significativos (um máximo de apenas 9 mm ao cabo de 48 horas). As ilhas onde a probabilidade de chuva é nula ou muito baixa são Corvo, Flores e Faial.</figcaption></figure><p>Embora durante os próximos dias continue a dominar uma crista anticiclónica sobre o Atlântico, mais deslocada para sul do que esteve ao longo da semana e já próxima da posição habitual do anticiclone dos Açores, algumas<strong> linhas de instabilidade fracas e pouco organizadas, alimentadas pela humidade marítima</strong>, poderão enfraquecer pontualmente a influência desta crista e originar <strong>alguns períodos de chuva nas ilhas açorianas</strong>.</p><h2>Madeira com panorama tendencialmente soalheiro e seco, embora com possibilidade de precipitação fraca</h2><p><strong>Quanto ao arquipélago da Madeira, a probabilidade de precipitação é bastante mais reduzida</strong>, mas, mesmo assim, para sábado (25) e domingo (26), os mapas continuam a admitir a possibilidade de ocorrência de<strong> chuva fraca</strong>, embora muito localizada espacialmente, podendo surgir, sobretudo, em <strong>pontos dispersos da vertente norte da ilha da Madeira e nalgumas zonas montanhosas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-para-25-e-26-de-julho-crista-anticiclonica-mantem-estabilidade-na-madeira-mas-permite-alguma-chuva-nos-acores-1784893784767.png" data-image="gyf98944sdk5"><figcaption>A chuva será fraca, irregular, pontual e muito localizada na ilha da Madeira durante este fim de semana.</figcaption></figure><p><strong>No geral são expectáveis dias secos e predominantemente soalheiros, especialmente na Costa Sul</strong>, dado que na Costa Norte e Regiões Montanhosas poderá persistir alguma nebulosidade, transportada pelo vento dominante de nordeste proveniente do Atlântico.</p><p><strong>Ao convergir com o relevo montanhoso da ilha da Madeira, este fluxo de ar húmido é forçado a ascender, arrefece e condensa, favorecendo a formação de nebulosidade e pontualmente de precipitação do tipo orográfico</strong>. Após ultrapassar as Regiões Montanhosas da ilha, o ar desce em direção à Costa Sul mais quente e seco devido ao efeito Foehn, contribuindo para um tempo predominantemente estável e com menor nebulosidade nesta vertente.</p><p>Não obstante, não se descarta a possibilidade de ocorrer algum aguaceiro isolado na Costa Sul, embora a probabilidade seja bastante reduzida.</p><h2>Temperaturas ligeiramente inferiores aos valores médios de referência em grande parte da geografia insular</h2><p>Segundo os mapas de anomalia térmica da Meteored, evidencia-se<strong> a persistência de anomalias térmicas negativas em todas as ilhas açorianas e ainda na ilha da Madeira</strong>, isto é, são expectáveis temperaturas abaixo da média climatológica de referência, pelo menos, até domingo (26). </p><p>Os mapas meteorológicos mostram que somente as ilhas de Porto Santo e Desertas - pertencentes ao arquipélago da Madeira - poderão registar <strong>valores ligeiramente acima do expectável</strong> para a época do ano.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780248" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-termina-mais-fresca-e-instavel-mas-ha-mudanca-a-vista-termometros-podem-voltar-aos-40-c.html" title="Semana termina mais fresca e instável, mas há mudança à vista; termómetros podem voltar aos 40 ºC">Semana termina mais fresca e instável, mas há mudança à vista; termómetros podem voltar aos 40 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-termina-mais-fresca-e-instavel-mas-ha-mudanca-a-vista-termometros-podem-voltar-aos-40-c.html" title="Semana termina mais fresca e instável, mas há mudança à vista; termómetros podem voltar aos 40 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/semana-termina-mais-fresca-e-instavel-mas-ha-mudanca-a-vista-termometros-podem-voltar-aos-40-c-1784890968937_320.png" alt="Semana termina mais fresca e instável, mas há mudança à vista; termómetros podem voltar aos 40 ºC"></a></article></aside><p><strong>Geralmente preveem-se entre 1 e 2 ºC abaixo do normal</strong>, o que indica que as temperaturas, mesmo assim, estarão próximas da média, exceto nalgumas ilhas dos Grupos Central e Oriental - Pico, Terceira e São Miguel - onde se observam anomalias térmicas negativas de -3 ou -4 ºC.</p><p>Quanto às temperaturas máximas, preveem-se valores entre 20 e 24 ºC na maioria das principais localidades e povoações açorianas, exceto na ilha de São Miguel (Grupo Oriental), <strong>onde se prevê uma máxima mais elevada em Ponta Delgada (26 ºC no sábado, 25 e 25 ºC no domingo, 26)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-para-25-e-26-de-julho-crista-anticiclonica-mantem-estabilidade-na-madeira-mas-permite-alguma-chuva-nos-acores-1784893476373.png" data-image="cq17qxphq4l0"><figcaption>No último fim de semana de julho prevê-se que as temperaturas máximas possam alcançar os 25 ºC nalgumas localidades do arquipélago da Madeira.</figcaption></figure><p>No que diz respeito ao arquipélago da Madeira as temperaturas máximas durante o fim de semana deverão oscilar geralmente entre os 18 ºC previstos para Curral de Freiras e os 25 ºC esperados em localidades como Ponta do Sol e Paul do Mar. <strong>No Funchal a temperatura máxima irá rondar os 24 ºC</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-para-25-e-26-de-julho-crista-anticiclonica-mantem-estabilidade-na-madeira-mas-permite-alguma-chuva-nos-acores.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Semana termina mais fresca e instável, mas há mudança à vista; termómetros podem voltar aos 40 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-termina-mais-fresca-e-instavel-mas-ha-mudanca-a-vista-termometros-podem-voltar-aos-40-c.html</link><pubDate>Fri, 24 Jul 2026 11:32:46 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Entre hoje e amanhã, alguns locais do Norte e Centro podem registar a ocorrência de aguaceiros fracos e dispersos, no entanto este cenário muda em breve. Confira aqui a previsão!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xarrszi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xarrszi.jpg" id="xarrszi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Esta sexta-feira trouxe de volta a <strong>chuva a alguns locais do Norte e Centro do país</strong>, especialmente ao longo da faixa litoral. Ainda que esta ocorra de forma irregular e fraca, deverá permanecer até amanhã, sábado.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Durante o dia de amanhã, a mesma poderá incidir sobre as mesmas regiões, deixando a região Sul isenta desta instabilidade atmosférica. Ainda assim, espera-se uma<strong> dissipação total da precipitação a partir das últimas horas da tarde</strong>, dando lugar a um resto de fim de semana seco.</p><h2>Temperaturas começam a recuperar no domingo</h2><p>Depois do regresso da estabilidade atmosférica, onde a chuva será deixada de lado, <strong>as temperaturas começam também a recuperar, de forma gradual</strong>. No domingo já se denotará um aquecimento generalizado, onde se esperam máximas entre os 22 ºC em Viana do Castelo e os 34 ºC em Beja. A nível local, alguns pontos do Alentejo podem registar até 36 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/antevisao-do-tempo-em-portugal-continental-para-a-proxima-semana-1784890653472.png" data-image="iguj6uaxj94x" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Na segunda-feira, dia 27, os termómetros poderão voltar a registar 40 ºC em vários pontos do Centro e Sul do país.</figcaption></figure><p>Todavia, <strong>será na segunda-feira que os termómetros poderão registar valores acima da média em praticamente todo o território continental</strong>, onde se esperam temperaturas máximas entre os 27 ºC em Viana do Castelo e os 39 ºC em Coimbra. Localmente, várias zonas do Centro e Sul do país poderão registar 40 ºC, podendo este ser um dos dias mais quentes da semana.</p><p><strong>Apenas as capitais de distrito de Viana do Castelo, Aveiro e Faro deverão registar valores inferiores a 30 ºC</strong>, ainda que se aproximem do mesmo. Porto e Lisboa podem contar com 31 ºC e 33 ºC, respetivamente. E depois de Coimbra (a que se espera ser a capital de distrito mais quente), vem Santarém com 38 ºC previstos. Espera-se ainda uma <strong>noite bastante quente</strong> em todo o país neste dia.</p><h2>Valores podem descer no litoral, mas mantêm-se elevados no interior</h2><p>Na<strong> terça-feira dar-se-á uma descida evidente no litoral Norte e Centro</strong>, onde Viana do Castelo poderá registar máxima de 21 ºC e o Porto deverá contar com 25 ºC. Contudo, ao longo da faixa interior o cenário difere, pois os valores deverão manter-se elevados ou até mesmo subir ligeiramente face a segunda-feira, esperando-se entre 33 ºC na Guarda e os 37 ºC em Castelo Branco, Évora e Beja. Localmente,<strong> o vale do Douro pode chegar aos 40 ºC</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780008" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/40-c-em-portugal-a-partir-de-27-de-julho-a-mancha-de-temperaturas-elevadas-ganha-dimensao-nos-mapas-meteorologicos.html" title="40 °C em Portugal a partir de 27 de julho? A 'mancha' de temperaturas elevadas ganha dimensão nos mapas meteorológicos">40 °C em Portugal a partir de 27 de julho? A "mancha" de temperaturas elevadas ganha dimensão nos mapas meteorológicos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/40-c-em-portugal-a-partir-de-27-de-julho-a-mancha-de-temperaturas-elevadas-ganha-dimensao-nos-mapas-meteorologicos.html" title="40 °C em Portugal a partir de 27 de julho? A 'mancha' de temperaturas elevadas ganha dimensão nos mapas meteorológicos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/40-c-em-portugal-a-partir-de-27-de-julho-a-mancha-de-temperaturas-elevadas-ganha-dimensao-nos-mapas-meteorologicos-1784808242014_320.jpg" alt="40 °C em Portugal a partir de 27 de julho? A 'mancha' de temperaturas elevadas ganha dimensão nos mapas meteorológicos"></a></article></aside><p>Na<strong> quarta-feira esta tendência mantém-se, onde no litoral os valores descem mais um pouco e no interior continuam elevados</strong>. Assim, Viana do Castelo poderá contar com máxima de 20 ºC e o Porto com 23 ºC, enquanto Évora e Beja mantêm os 37 ºC. <strong>As noites poderão ser tórridas em vários locais do interior, com valores acima dos 25 ºC</strong>, em contraste com o litoral onde os valores se deverão manter abaixo dos 20 ºC. Para acompanhar todas as atualizações sobre o estado de tempo em Portugal, consulte o <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/" target="_blank" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">tempo.pt</a>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-termina-mais-fresca-e-instavel-mas-ha-mudanca-a-vista-termometros-podem-voltar-aos-40-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[NASA adverte que o asteroide Bennu "poderia colidir com a Terra em 2182 e desencadear o temido inverno global"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nasa-adverte-que-o-asteroide-bennu-poderia-colidir-com-a-terra-em-2182-e-desencadear-o-temido-inverno-global.html</link><pubDate>Fri, 24 Jul 2026 07:33:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A probabilidade de o asteroide Bennu colidir com a Terra não é alta, mas estudos científicos estão a analisar os efeitos que tal impacto teria sobre o clima e a vida.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-advierte-que-el-asteroide-bennu-podria-colisionar-con-la-tierra-en-2182-y-provocar-el-temido-inverno-global-1784628445410.jpg" data-image="bekqk3vyvi05" alt="Asteroide Bennu" title="Asteroide Bennu"><figcaption>O asteroide Bennu permanecerá sob observação por décadas devido à sua potencial aproximação em 2182 e ao papel que a sua passagem próxima à Terra em 2135 desempenhará.</figcaption></figure><p>Há anos o <strong>asteroide Bennu</strong> figura entre os objetos próximos à Terra monitorizados continuamente pela NASA. A sua órbita aproxima-o do nosso planeta aproximadamente a cada seis anos, e os cálculos atuais indicam uma <strong>chance de 1 em 2.700 — o equivalente a 0,037% — de colisão com a Terra em 24 de setembro de 2182</strong>. A agência espacial americana realça que este risco permanece muito baixo.</p><div class="texto-destacado">Bennu é um asteroide próximo à Terra com um diâmetro de aproximadamente 500 metros e uma massa estimada em 74 milhões de toneladas. A sua composição é rica em carbono e água, e amostras recolhidas pela missão OSIRIS-REx, da NASA, confirmaram a presença de compostos considerados essenciais para a origem da vida.</div><p>As<strong> previsões não descrevem um impacto confirmado</strong>; apenas seguem vários modelos matemáticos baseados em observações feitas até ao momento. Estas estimativas mudam à medida que novos dados sobre a trajetória do asteroide se tornam disponíveis.</p><p>As informações recolhidas durante a <strong>missão OSIRIS-REx </strong>permitiram aprimorar os cálculos orbitais e reduzir parte da incerteza, embora os especialistas continuem a rever as projeções ao longo das próximas décadas.</p><h2>Asteroide Bennu: porque a NASA está a monitorizar a sua trajetória</h2><p>Bennu pertence ao grupo de asteroides próximos à Terra, conhecidos como NEAs. <strong>A sua órbita em redor do Sol aproxima-o periodicamente do nosso planeta</strong>, passando a uma distância de aproximadamente 299 mil km. Embora a maioria das trajetórias calculadas não aponte para uma colisão, a NASA mantém uma <strong>monitorização contínua para acompanhar o seu movimento com maior precisão</strong>.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/63HXoRdtFBo/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=63HXoRdtFBo" id="63HXoRdtFBo"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Um dos momentos mais significativos ocorrerá a <strong>25 de setembro de 2135</strong>, quando <strong>Bennu fizer outra aproximação da Terra</strong>. Os cientistas preveem que este encontro alterará ligeiramente a órbita do asteroide devido à influência gravitacional da Terra. Este evento permitirá atualizar as previsões para o final do século XXII com muito mais precisão.</p><p>Os investigadores também estão a investigar a <strong>possibilidade de o asteroide passar por uma região conhecida como "fechadura gravitacional"</strong>. Se Bennu passasse por essa estreita faixa do espaço, a gravidade da Terra poderia colocá-lo numa trajetória que levaria a um encontro futuro com o planeta. No entanto, os modelos indicam que este cenário representa apenas uma pequena fração de todas as trajetórias analisadas.</p><h2>Asteroide Bennu: as consequências de um impacto na Terra</h2><p>Um estudo baseado em <strong>simulações computacionais </strong>examinou o que aconteceria se um asteroide de aproximadamente 500 metros de diâmetro — de tamanho semelhante ao de Bennu — atingisse a Terra. Além da <strong>destruição imediata no local do impacto</strong>, o estudo conclui que a colisão<strong> lançaria entre 100 e 400 milhões de toneladas de poeira na atmosfera</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-advierte-que-el-asteroide-bennu-podria-colisionar-con-la-tierra-en-2182-y-provocar-el-temido-inverno-global-1784628485514.jpeg" data-image="7o332gde5xh5" alt="Asteroide Bennu" title="Asteroide Bennu"><figcaption>Simulações indicam uma queda na temperatura, redução da precipitação e perturbação atmosférica significativa caso o asteroide Bennu colida com a Terra.</figcaption></figure><p>"O <strong>escurecimento do Sol causado pela poeira desencadearia um abrupto 'inverno de impacto' global</strong>, caracterizado pela redução da luz solar, queda nas temperaturas e diminuição da precipitação na superfície da Terra", explicou a cientista coreana Lan Dai.</p><p>Na<strong> simulação do pior cenário</strong>, a<strong> temperatura média do planeta cairia cerca de 4 graus Celsius</strong>, enquanto a<strong> precipitação diminuiria 15%</strong>. A fotossíntese sofreria uma redução de 20% a 30%, e a camada de ozono perderia aproximadamente 32% da sua espessura. Estes efeitos seriam agravados por uma poderosa onda de choque, terramotos, incêndios florestais, intensa radiação térmica, a formação de uma cratera gigantesca e vastas quantidades de detritos suspensos na atmosfera por vários anos.</p><h2>Missão OSIRIS-REx permitiu conhecer melhor o asteroide Bennu</h2><p>A missão OSIRIS-REx,<strong> lançada a 8 de setembro de 2016</strong>, foi a primeira missão dos EUA projetada para recolher material diretamente de um asteroide e trazê-lo de volta à Terra. A sonda <strong>chegou a Bennu e, a 20 de outubro de 2020</strong>, realizou um estudo detalhado da sua superfície e <strong>obteve amostras de rocha e poeira</strong>, além de recolher informações sobre as forças que alteram lentamente a sua órbita.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771370" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/missao-psyche-da-nasa-rumo-a-cintura-de-asteroides-ganha-impulso-com-a-aproximacao-a-marte.html" title="Missão Psyche da NASA rumo à Cintura de Asteroides ganha impulso com a aproximação a Marte">Missão Psyche da NASA rumo à Cintura de Asteroides ganha impulso com a aproximação a Marte</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/missao-psyche-da-nasa-rumo-a-cintura-de-asteroides-ganha-impulso-com-a-aproximacao-a-marte.html" title="Missão Psyche da NASA rumo à Cintura de Asteroides ganha impulso com a aproximação a Marte"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nasa-s-psyche-mission-toward-the-asteroid-belt-gains-speed-from-mars-flyby-1779921273156_320.jpg" alt="Missão Psyche da NASA rumo à Cintura de Asteroides ganha impulso com a aproximação a Marte"></a></article></aside><p> <strong>Graças a estes dados, especialistas conseguiram refinar os modelos utilizados para calcular a trajetória futura do asteroide</strong>. A cápsula com as amostras regressou à Terra a 24 de setembro de 2023, pousando numa área de testes do Departamento de Defesa dos EUA, em Utah. Após o resgate, iniciou-se a análise do material, que foi preservado desde os primórdios do Sistema Solar. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-advierte-que-el-asteroide-bennu-podria-colisionar-con-la-tierra-en-2182-y-provocar-el-temido-inverno-global-1784628531620.jpeg" data-image="ow5tv5x3axla" alt="Asteroide Bennu" title="Asteroide Bennu"><figcaption>O asteroide Bennu tem uma chance em 2.700 de colidir com a Terra em 2182. A NASA está a monitorizar a sua trajetória enquanto cientistas analisam as possíveis consequências de uma colisão dessa magnitude.</figcaption></figure><p>A NASA confirmou que <strong>a missão trouxe 121,6 gramas de amostras</strong> — mais que o dobro da meta mínima de 60 gramas. Este material continua a ser estudado para que se compreenda melhor a origem dos asteroides e se determine se corpos deste tipo poderiam ter trazido água e outros compostos para a Terra primitiva.</p><p>Após concluir esta fase, a <strong>sonda </strong>foi renomeada como OSIRIS-APEX e <strong>iniciou uma nova jornada em direção ao asteroide Apophis</strong>, que fará uma aproximação excecionalmente próxima da Terra em 2029.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nasa-adverte-que-o-asteroide-bennu-poderia-colidir-com-a-terra-em-2182-e-desencadear-o-temido-inverno-global.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Microplásticos chegam ao coração: investigação associa um maior risco de enfarte]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/microplasticos-chegam-ao-coracao-investigacao-associa-um-maior-risco-de-enfarte.html</link><pubDate>Fri, 24 Jul 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Segundo um novo estudo os microplásticos podem representar um novo risco cardiovascular, depois de terem sido encontradas concentrações elevadas de microplásticos em pacientes que sofreram um enfarte. Fique a saber mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/microplasticos-chegam-ao-coracao-investigacao-associa-um-maior-risco-de-enfarte-1784473982540.jpeg" data-image="ue8u29npfhmv" alt="Microplásticos" title="Microplásticos"><figcaption>Os investigadores encontraram níveis mais elevados de microplásticos no sangue de pacientes que sofreram um enfarte.</figcaption></figure><p>Atualmente, os microplásticos deixaram de ser apenas mais um problema ambiental para se tornarem numa <strong>preocupação crescente na saúde humana</strong>.</p><p>De acordo com uma nova investigação pulicada no <em>European Heart Journal</em> estas <strong>partículas microscópicas têm sido detetadas em diversos órgãos humanos</strong>, para além de já terem sido encontradas no ar, na água, nos alimentos e em inúmeros produtos do quotidiano,</p><p>Este estudo reforça a hipótese de que possam estar <strong>associados a um maior risco de enfarte agudo do miocárdio</strong>.</p><h2>O impactos dos microplásticos no organismo</h2><p>A investigação analisou amostras de sangue de <strong>61 pessoas</strong> divididas em três grupos, doentes que tinham sofrido recentemente um enfarte, pacientes com doença coronária estável e indivíduos com artérias coronárias normais.</p><div class="texto-destacado">Os resultados mostraram diferenças marcantes, uma vez que <strong>micro e nanoplásticos foram encontrados em 84% dos doentes que sofreram um enfarte</strong>, enquanto a sua presença foi identificada em 40% dos pacientes com doença coronária estável e em apenas 32% das pessoas sem doença arterial significativa.</div><p>Para além da maior frequência, os investigadores observaram que os <strong>sobreviventes de enfarte apresentavam uma maior diversidade de tipos de plástico na circulação sanguínea</strong>.</p><p>O polietileno, <strong>um dos materiais mais utilizados em embalagens</strong> e produtos descartáveis, foi o polímero mais frequentemente identificado.</p><h2>Uma conexão muito por confirmar</h2><p>Contudo, apesar dos resultados serem relevantes, os autores sublinham que <strong>o estudo não demonstra uma relação de causa efeito</strong>. Ou seja, não é possível afirmar que os microplásticos provoquem diretamente enfartes.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O que foi identificado é uma associação estatística que merece ser aprofundada em investigações com um maior número de participantes e acompanhamento a longo prazo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>No entanto, os cientistas admitem que <strong>existem vários mecanismos biológicos que podem explicar esta ligação</strong>. </p><p>Alguns estudos laboratoriais sugerem que as <strong>partículas micro e nanoplásticos podem desencadear processos inflamatórios, aumentar o stress oxidativo</strong>, alterar o funcionamento das células dos vasos sanguíneos e favorecer a instabilidade das placas de aterosclerose. Quando uma dessas placas se rompe, pode formar-se um coágulo capaz de bloquear o fluxo sanguíneo para o coração, originando um enfarte.</p><p>Outro dado interessante do estudo foi a <strong>associação entre os níveis mais elevados de microplásticos e os fatores ambientais. </strong>Os investigadores verificaram que a exposição prolongada à poluição atmosférica e o tabagismo estavam relacionados com uma maior presença destas partículas no sangue.</p><h2>Uma nova preocupação para a medicina </h2><p><strong>Entre fumadores expostos a níveis elevados de poluição, a deteção de microplásticos foi particularmente elevada</strong>, sugerindo que diferentes fontes de exposição podem atuar em conjunto. </p><p>Em 2024, um estudo publicado no <em>New England Journal of Medicine</em> encontrou <strong>partículas de plástico em placas de aterosclerose removidas das artérias carótidas</strong>, verificando que os doentes com essas partículas apresentavam um risco significativamente superior de sofrer enfarte, AVC ou morte durante o período de seguimento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/microplasticos-chegam-ao-coracao-investigacao-associa-um-maior-risco-de-enfarte-1784554795503.jpeg" data-image="psx8cegaz66p" alt="Circulação sanguinea" title="Circulação sanguinea"><figcaption>Depois de entrarem na corrente sanguínea, os microplásticos podem atingir vários tecidos e órgãos.</figcaption></figure><p>Apesar do crescente número de estudos, a comunidade científica recomenda prudência. <strong>A medição de microplásticos em tecidos humanos continua a enfrentar desafios metodológicos</strong>, incluindo o risco de contaminação das amostras e a necessidade de técnicas laboratoriais mais padronizadas.</p><p>Alguns especialistas alertam que ainda <strong>existem dúvidas sobre a quantidade real destas partículas no organismo e sobre o seu verdadeiro impacto na saúde</strong>. Ainda assim, há consenso quanto a um ponto: a exposição humana aos microplásticos é hoje praticamente inevitável.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764800" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-inimigo-domestico-a-inalacao-de-microplasticos.html" title="O inimigo doméstico: a inalação de microplásticos">O inimigo doméstico: a inalação de microplásticos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-inimigo-domestico-a-inalacao-de-microplasticos.html" title="O inimigo doméstico: a inalação de microplásticos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-inimigo-domestico-a-inalacao-de-microplasticos-1776676035683_320.png" alt="O inimigo doméstico: a inalação de microplásticos"></a></article></aside><p>Estas partículas resultam da degradação de plásticos maiores e <strong>podem ser inaladas ou ingeridas através da água, dos alimentos e do ambiente</strong>. A investigação procura agora perceber até que ponto esta exposição contribui para doenças cardiovasculares, inflamatórias e outras patologias crónicas.</p><p>Enquanto a ciência continua a esclarecer estas questões, os especialistas recordam que os principais fatores de prevenção cardiovascular permanecem inalterados: <strong>não fumar, controlar a pressão arterial, manter níveis saudáveis de colesterol e glicemia, praticar atividade física</strong> regular e seguir uma alimentação equilibrada.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Pasquale%20Paolisso%20%2C%20Lucia%20Scisciola%20%2C%20Marta%20Belmonte%20%2C%20Roberto%20Scarsini%20%2C%20Verdiana%20Galli%20%2C%20Emanuele%20Gallinoro%20%2C%20Matteo%20Casenghi%20%2C%20Davide%20Ausiello%20%2C%20Giose%20Vincelli%20%2C%20Pasquale%20Policastro%20%2C%20Marco%20Redivo%20%2C%20Francesco%20Cefal%C3%AC%20%2C%20Angelo%20Fenti%20%2C%20Valeria%20Pellegrini%20%2C%20Giovanni%20Falco%20%2C%20Simona%20Galoppo%20%2C%20Andrea%20Berni%20%2C%20Matteo%20Armillotta%20%2C%20Carmine%20Pizzi%20%2C%20Francesco%20Prattichizzo%20%2C%20Antonio%20Ceriello%20%2C%20Michelangela%20Barbieri%20%2C%20Flavio%20Ribichini%20%2C%20Pasquale%20Iovino%20%2C%20Philip%20Landrigan%20%2C%20Giuseppe%20Paolisso%20%2C%20Raffaele%20Marfella%20%2C%20Emanuele%20Barbato" data-year="2026" data-title="Micro-%20and%20nano-plastics%20in%20the%20coronary%20circulation%20and%20air%20pollution%20exposure%20in%20ischaemic%20heart%20disease%20presentation" data-url="https%3A%2F%2Facademic.oup.com%2Feurheartj%2Fadvance-article-abstract%2Fdoi%2F10.1093%2Feurheartj%2Fehag447%2F8725569%3FredirectedFrom%3Dfulltext">Pasquale Paolisso , Lucia Scisciola , Marta Belmonte , Roberto Scarsini , Verdiana Galli , Emanuele Gallinoro , Matteo Casenghi , Davide Ausiello , Giose Vincelli , Pasquale Policastro , Marco Redivo , Francesco Cefalì , Angelo Fenti , Valeria Pellegrini , Giovanni Falco , Simona Galoppo , Andrea Berni , Matteo Armillotta , Carmine Pizzi , Francesco Prattichizzo , Antonio Ceriello , Michelangela Barbieri , Flavio Ribichini , Pasquale Iovino , Philip Landrigan , Giuseppe Paolisso , Raffaele Marfella , Emanuele Barbato. (2026). <a href="https://academic.oup.com/eurheartj/advance-article-abstract/doi/10.1093/eurheartj/ehag447/8725569?redirectedFrom=fulltext" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Micro- and nano-plastics in the coronary circulation and air pollution exposure in ischaemic heart disease presentation</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/microplasticos-chegam-ao-coracao-investigacao-associa-um-maior-risco-de-enfarte.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Hotéis, lojas e restaurantes escondem obras de arte nesta avenida de Lisboa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/hoteis-lojas-e-restaurantes-escondem-obras-de-arte-nesta-avenida-de-lisboa.html</link><pubDate>Fri, 24 Jul 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Em julho, a Avenida da Liberdade transforma-se numa espécie de galeria a céu aberto, com uma exposição gratuita que convida o público a descobrir 17 artistas em 15 espaços diferentes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/hoteis-lojas-e-restaurantes-escondem-obras-de-arte-nesta-avenida-de-lisboa-1784317883252.jpg" data-image="2g08hmlrxfqu" alt="Lisboa" title="Lisboa"><figcaption>Esqueça os museus: há uma galeria de arte espalhada por hotéis e lojas de Lisboa. Foto ilustrativa: Pexels</figcaption></figure><p>A <strong>Avenida da Liberdade</strong> transformou–se numa galeria. Sim, uma espécie de galeria distribuída por hotéis, lojas, restaurantes e até escritórios. </p><p>Do que é que estamos a falar? Até <strong>31 de julho</strong>, o Art in Avenida reúne obras de 17 artistas da Sociedade Nacional de Belas-Artes (SNBA), "uma das mais prestigiadas instituições dedicadas às artes em Portugal”, em cerca de 15 espaços ao longo desta artéria da cidade. </p><div class="texto-destacado">O melhor? É que o percurso da terceira edição, que alia cultura, arquitetura e comércio, é totalmente gratuito.</div><p>“Promovida pela Associação Avenida, com curadoria da Sociedade Nacional de Belas-Artes, a iniciativa regressa este ano com uma edição mais ambiciosa”, escreve o <em>site</em> ‘Vou Sair’. “Além de reunir um maior número de artistas e de espaços aderentes,<strong> prolonga-se durante todo o mês de julho</strong>, oferecendo mais tempo para explorar diferentes expressões artísticas ao longo de uma das avenidas mais icónicas da capital.”</p><p>Além de pinturas e fotografias, a exposição reúne obras originais de colagem e de escultura. </p><h2>Uma galeria de arte espalhada pela cidade</h2><p>“O conceito passa por proporcionar uma dupla experiência aos visitantes: descobrir artistas da SNBA e, ao mesmo tempo, <strong>entrar em locais que habitualmente não fazem parte dos circuitos culturais tradicionais</strong>.”</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777808" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lisboa-fechou-refugios-do-calor-em-plena-onda-de-calor-como-se-explica-este-paradoxo.html" title="Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?">Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lisboa-fechou-refugios-do-calor-em-plena-onda-de-calor-como-se-explica-este-paradoxo.html" title="Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-fechou-refugios-do-calor-em-plena-onda-de-calor-como-se-explica-este-paradoxo-1783594178234_320.jpg" alt="Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?"></a></article></aside><p>A iniciativa convida, assim, o público a descobrir linguagens e expressões artísticas distintas através de uma <strong>exposição gratuita</strong> e acessível a todos.</p><div class="texto-destacado">Promovido pela Associação Avenida, o projeto procura aproximar a arte do quotidiano de quem vive, trabalha ou visita esta área da cidade, reforçando a ligação entre os artistas, os espaços participantes e a comunidade. </div><p>Esta aposta integra a estratégia da associação de dinamizar a Avenida da Liberdade por meio de iniciativas culturais capazes de valorizar a experiência de todos os que frequentam o local.</p><h2>Arte para todos, sem bilhete</h2><p>E onde é que a pode encontrar? <strong>A exposição distribui-se por hotéis, lojas, instituições e outros estabelecimentos</strong> ao longo da Avenida da Liberdade e das ruas envolventes. Entre os artistas representados encontram-se António Roque, Cristina de Brée, Maria José Rodrigues, Isabel Enriquez, João Filgueiras e Bela Branquinho, entre outros, sendo que alguns espaços acolhem obras de mais do que um criador.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hoteis-lojas-e-restaurantes-escondem-obras-de-arte-nesta-avenida-de-lisboa-1784318152240.jpg" data-image="3n24aqje2znl" alt="Lisboa" title="Lisboa"><figcaption>Passear pela Avenida da Liberdade nunca foi tão artístico. Foto: Pexels</figcaption></figure><p>Os visitantes podem percorrer livremente os diferentes locais aderentes, <strong>sem um itinerário obrigatório ou necessidade de adquirir bilhete</strong>, explorando a mostra ao seu próprio ritmo. </p><p>Participam nesta edição espaços como o Altis Avenida, a Boutique dos Relógios Art Plus, o Bougain Avenida, localizado no Valverde Lisboa Hotel & Garden, a Eleventy Milano, a Elisabetta Franchi, a Generali Tranquilidade, a Livraria Buchholz, a Maison Sisley, o Matiz Lisboa, o Olhar de Prata, a Pinko, o The One Palácio da Anunciada, o Tivoli Avenida Liberdade, a Torres Joalheiros e o Valverde Lisboa Hotel & Garden.</p><h2>Onde pode ver as obras</h2><p>Cada espaço acolhe um ou mais artistas da Sociedade Nacional de Belas-Artes.</p><ul><li>Altis Avenida — António Roque</li><li>Boutique dos Relógios Art Plus — Cristina de Brée</li><li>Bougain Avenida, no interior do Valverde Lisboa Hotel & Garden — Maria José Rodrigues</li><li>Eleventy Milano — Isabel Enriquez</li><li>Elisabetta Franchi — João Filgueiras</li><li>Generali Tranquilidade — Bela Branquinho</li><li>Livraria Buchholz — André Sanchez</li><li>Maison Sisley — Cristina Santos</li><li>Matiz Lisboa — Madalena Raimundo e Teresa Maury</li><li>Olhar de Prata — Marina Pinheiro</li><li>Pinko — Lidia Magalhães</li><li>The One Palácio da Anunciada, na Art Gallery The One — Fernando Tenreiro</li><li>Tivoli Avenida Liberdade — Macarena Tarud e Alexandra Faria</li><li>Torres Joalheiros — Dália Vale Rego</li><li>Valverde Lisboa Hotel & Garden — Zilda Duarte.</li></ul><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="AV%20Liberdade" data-year="2026" data-title="Art%20in%20Avenida%20exp%C3%B5e%20artistas%20da%20Sociedade%20Nacional%20de%20Belas-Artes%20na%20Avenida%20da%20Liberdade" data-url="https%3A%2F%2Favliberdade.com%2Fart-in-avenida-expoe-artistas-da-sociedade-nacional-de-belas-artes-na-avenida-da-liberdade%2F">AV Liberdade. (2026). <a href="https://avliberdade.com/art-in-avenida-expoe-artistas-da-sociedade-nacional-de-belas-artes-na-avenida-da-liberdade/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Art in Avenida expõe artistas da Sociedade Nacional de Belas-Artes na Avenida da Liberdade</a>.</cite><br><cite data-author="Vou%20Sair" data-year="2026" data-title="H%C3%A1%20uma%20galeria%20de%20arte%20espalhada%20pela%20Avenida%20da%20Liberdade%20e%20pode%20visit%C3%A1-la%20gratuitamente%20em%20julho" data-url="https%3A%2F%2Fvousair.pt%2Fha-uma-galeria-de-arte-espalhada-pela-avenida-da-liberdade-e-pode-visita-la-gratuitamente-em-julho%2F%3Fdoing_wp_cron%3D1784286806.4230129718780517578125">Vou Sair. (2026). <a href="https://vousair.pt/ha-uma-galeria-de-arte-espalhada-pela-avenida-da-liberdade-e-pode-visita-la-gratuitamente-em-julho/?doing_wp_cron=1784286806.4230129718780517578125" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Há uma galeria de arte espalhada pela Avenida da Liberdade e pode visitá-la gratuitamente em julho</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/hoteis-lojas-e-restaurantes-escondem-obras-de-arte-nesta-avenida-de-lisboa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os animais que podem ser a chave para prevenir a próxima extinção em massa da Terra]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-animais-que-podem-ser-a-chave-para-prevenir-a-proxima-extincao-em-massa-da-terra.html</link><pubDate>Thu, 23 Jul 2026 17:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Os cientistas sugerem que a proteção de espécies animais essenciais poderá desempenhar um papel crucial no combate à perda de biodiversidade, com um novo estudo a indicar que ainda há tempo para evitar uma sexta extinção em massa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/the-animals-that-could-hold-the-key-to-preventing-earth-s-next-mass-extinction-1784565631316.jpg" data-image="ra2jh1en4wa0" alt="gibbon" title="gibbon"><figcaption>Imagem de um gibão. Crédito: Pixabay.</figcaption></figure><p>No seu novo livro, <em>How to Think Like an Ecologist</em>, a professora de biologia Amy B. McEuen sugere que <strong>existe uma forma de travar a perda generalizada de animais e plantas na Terra</strong>: proteger espécies "guarda-chuva", como os símios e os macacos.</p><p>Ao longo da história do planeta, ocorreram cinco eventos de extinção em massa, e <strong>a atividade humana está a conduzir-nos para um sexto</strong>, com o potencial de provocar a perda de 75% de toda a vida na Terra. Até agora, já perdemos ou estamos prestes a perder 25% de todos os mamíferos.</p><h2>O que é uma espécie-guarda-chuva?</h2><p>As espécies-guarda-chuva mencionadas pela Professora McEuen são vertebrados de grande porte, tais como primatas como <strong>gibões, langures, loris, macacos e macacos-de-nariz-achatado</strong>.</p><div class="texto-destacado">No livro, a Professora McEuen aprofunda um estudo de 2025 realizado na província de Yunnan, na China, onde se descobriram fortes indícios de que a proteção dos primatas como espécies-guarda-chuva ajudou a salvaguardar também outras plantas e animais.</div><p>A equipa de investigação utilizou conjuntos de dados relativos a 16 espécies de primatas e descobriu que, se 30% do território de Yunnan fosse destinado à conservação de primatas, 52% do seu sequestro anual de carbono, 52% da conservação da água e 54% da retenção do solo também ficariam protegidos. Descobriram ainda que, onde havia primatas, havia também muitos outros animais. Assim, <strong>ao proteger os seus primatas, seria possível proteger a sua biodiversidade global</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774872" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/foram-descobertas-dezenas-de-novas-especies-animais-em-angola-um-tesouro-de-biodiversidade-ainda-por-explorar.html" title="Foram descobertas dezenas de novas espécies animais em Angola: um tesouro de biodiversidade ainda por explorar">Foram descobertas dezenas de novas espécies animais em Angola: um tesouro de biodiversidade ainda por explorar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/foram-descobertas-dezenas-de-novas-especies-animais-em-angola-um-tesouro-de-biodiversidade-ainda-por-explorar.html" title="Foram descobertas dezenas de novas espécies animais em Angola: um tesouro de biodiversidade ainda por explorar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nuove-specie-animali-scoperte-in-angola-un-tesoro-di-biodiversita-ancora-inesplorato-1780583702214_320.jpg" alt="Foram descobertas dezenas de novas espécies animais em Angola: um tesouro de biodiversidade ainda por explorar"></a></article></aside><p>A mesma teoria poderia ser aplicada a outras espécies-guarda-chuva, como os grandes felinos, os ursos, os mamíferos marinhos e as aves de grande porte. Funciona porque os animais de grande porte <strong>precisam de vastas áreas para sustentar as suas populações e, por sua vez, servem de habitat para outras espécies animais</strong>.</p><p>A professora McEuen afirma: "A boa notícia é que os seres humanos ainda não provocaram uma sexta extinção em massa. <strong>A má notícia é que a taxa de perda de biodiversidade está ao mesmo ritmo dos eventos de extinção em massa do passado</strong>. Encontramo-nos num momento crítico, em que o nosso trabalho para travar as extinções poderá ser capaz de impedir uma extinção em massa.</p><p>"Com milhões de espécies para proteger, não temos tempo para proteger uma espécie de cada vez. <strong>Felizmente, existem formas mais eficientes de preservar a biodiversidade, incluindo a utilização de uma abordagem baseada em espécies-guarda-chuva.</strong>"</p><h2>Conseguirá a natureza recuperar?</h2><p>A professora McEuen assegura que a natureza tem grande capacidade de recuperação. As populações de baleias-jubarte recuperaram-se nos últimos anos e contam agora com dezenas de milhares de indivíduos, na sequência da proibição da caça à baleia e do trabalho de conservação. Assim, entre <strong>a capacidade de adaptação dos animais e os esforços de conservação, a natureza consegue recuperar-se</strong>.</p><p>No entanto, a recuperação da natureza é a regra, não a exceção, afirmou a professora McEuen, citando um estudo que analisou as taxas de restauração de ecossistemas numa variedade de diferentes paisagens marinhas e terrestres. Descobriram que<strong> 72% dos ecossistemas recuperaram, pelo menos parcialmente, numa questão de décadas e que cerca de um terço recuperou totalmente</strong>.</p><p>A professora McEuen afirmou: "Para evitar a extinção, as espécies precisam de ter populações numerosas. Mais concretamente, queremos evitar o que os biólogos chamam de “vórtice da extinção”. Quando o número de indivíduos diminui, vários fatores interagem para reduzir ainda mais o tamanho da população, como um redemoinho que arrasta uma espécie até à sua eventual extinção.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>“Mas ainda temos tempo, se agirmos agora."<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="MCEUEN%2C%20A.%20B." data-year="2026" data-title="How%20to%20Think%20Like%20an%20Ecologist" data-url="https%3A%2F%2Fwww.routledge.com%2FHow-to-Think-Like-an-Ecologist-A-Non-Scientists-Guide-to-Saving-Our-Planet%2FMcEuen%2Fp%2Fbook%2F9781041210726">MCEUEN, A. B.. (2026). <a href="https://www.routledge.com/How-to-Think-Like-an-Ecologist-A-Non-Scientists-Guide-to-Saving-Our-Planet/McEuen/p/book/9781041210726" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">How to Think Like an Ecologist</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-animais-que-podem-ser-a-chave-para-prevenir-a-proxima-extincao-em-massa-da-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Já conhece o ELO? É o seu novo assistente digital que sabe tudo sobre como reciclar corretamente]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ja-conhece-o-elo-e-o-seu-novo-assistente-digital-que-sabe-tudo-sobre-como-reciclar-corretamente.html</link><pubDate>Thu, 23 Jul 2026 16:31:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Perante as hesitações diárias na hora de separar resíduos em casa, a nova ferramenta digital esclarece dúvidas e apoia o país na melhoria dos resultados ambientais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-conhece-o-elo-e-o-seu-novo-assistente-digital-que-sabe-tudo-sobre-como-reciclar-corretamente-1784809481908.jpg" data-image="f7k3rx2vlu8q" alt="separação de resíduos nos ecopontos para reciclagem" title="separação de resíduos nos ecopontos para reciclagem"><figcaption>Sete em cada 10 portugueses separam as embalagens, mas destes só um é que separa bem. Foto: Pixel-Shot via Adobe Stock</figcaption></figure><p>Todos os dias, o <strong>dilema</strong> se repete na <strong>cozinha</strong> de milhares de <strong>famílias</strong>. A caixa de pizza engordurada deve seguir para o ecoponto azul? A loiça partida cabe no vidrão? As esferográficas podem ser recicladas? Entre a boa intenção de separar resíduos e a <strong>dúvida</strong> no momento de depositar a embalagem no destino certo, muitos <strong>resíduos</strong> acabam no contentor do lixo comum. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Foi para resolver estes desvios que a Sociedade Ponto Verde desenvolveu um novo assistente virtual, pronto para esclarecer incertezas em tempo real e guiar a população na gestão correta dos seus resíduos domésticos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A ferramenta chama-se ELO, uma denominação construída a partir do final das palavras das três cores dos ecopontos em Portugal. Disponível no sítio de Internet e na aplicação móvel da entidade, o assistente inteligente oferece <strong>orientações </strong><strong>personalizadas </strong>para que cada cidadão possa descartar embalagens sem hesitações.</p><h2>O desafio de separar com qualidade</h2>A vontade de contribuir para a sustentabilidade tem vindo a crescer, mas a qualidade da separação fica aquém do exigido. Estudos do setor revelam que <strong>sete em cada dez cidadãos separam os resíduos em casa. Apenas um, no entanto, cumpre corretamente todas as regras do processo</strong>. Esta diferença entre intenção e execução prejudica a taxa final de reaproveitamento e dificulta o trabalho nas unidades de triagem.<br><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-conhece-o-elo-e-o-seu-novo-assistente-digital-que-sabe-tudo-sobre-como-reciclar-corretamente-1784809628122.jpg" data-image="d9zriqye6gw0" alt="separação de resíduos para reciclagem" title="separação de resíduos para reciclagem"><figcaption>A taxa de retoma de embalagens ficou nos 60,5%, um valor que ainda permanece abaixo da meta de 65%. Foto: New Africa, via adobe Stock</figcaption></figure><p>Muitas pessoas limpam as embalagens com água desnecessariamente enquanto outras depositam plásticos não recicláveis no ecoponto amarelo. O novo canal de contacto pretende atuar exatamente na <strong>origem destas falhas</strong> quotidianas, tornando o conhecimento acessível e eliminando <strong>mitos urbanos</strong> sobre a recolha seletiva.</p><h2>As metas europeias e o desempenho nacional</h2><p>O reforço da informação ao cidadão torna-se urgente quando analisamos os números da recolha no país. No último ano, a <strong>taxa de retoma de embalagens</strong> fixou-se em <strong>60,5%</strong>, um valor que permanece abaixo da meta estabelecida de 65%. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-conhece-o-elo-e-o-seu-novo-assistente-digital-que-sabe-tudo-sobre-como-reciclar-corretamente-1784811944968.jpg" data-image="nmeezuhvtzo8" alt="Chatbot da Sociedade Ponto Verde" title="Chatbot da Sociedade Ponto Verde"><figcaption>O chatbot da Sociedade Ponto Verde responde a dúvidas em tempo real. Imagem: pontoverde.pt</figcaption></figure><p>Embora os portugueses tenham separado mais dez mil toneladas de resíduos do que no ano anterior, esse c<strong>rescimento de apenas </strong><strong>2%</strong> revela-se insuficiente para cumprir os critérios da Comissão Europeia para esta década.</p><p>A urgência aumenta ao perspetivar o <strong>objetivo de atingir os 70% de reaproveitamento em 2030</strong>. Sem uma alteração substancial nos hábitos da população e sem um ganho de precisão no momento do descarte, a transição para uma economia circular fica seriamente comprometida.</p><h2>Inovação ao serviço da economia circular</h2><p>A aposta neste canal interativo assinala os <strong>30 anos da Sociedade Ponto Verde</strong>, integrando-se na campanha de sensibilização nacional que apela ao esforço coletivo. A tecnologia surge aqui como uma ponte direta entre a ciência do tratamento de resíduos e as rotinas familiares.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="732061" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/guia-pratico-da-reciclagem-saiba-o-que-fazer-com-os-artigos-que-nao-podem-ser-depositados-no-ecoponto.html" title="Guia prático da reciclagem. Saiba o que fazer com os artigos que não podem ser depositados no ecoponto">Guia prático da reciclagem. Saiba o que fazer com os artigos que não podem ser depositados no ecoponto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/guia-pratico-da-reciclagem-saiba-o-que-fazer-com-os-artigos-que-nao-podem-ser-depositados-no-ecoponto.html" title="Guia prático da reciclagem. Saiba o que fazer com os artigos que não podem ser depositados no ecoponto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/guia-pratico-da-reciclagem-saiba-o-que-fazer-com-os-artigos-que-nao-podem-ser-depositados-no-ecoponto-1759229072109_320.jpg" alt="Guia prático da reciclagem. Saiba o que fazer com os artigos que não podem ser depositados no ecoponto"></a></article></aside><p>Transformar hesitações em escolhas acertadas é o caminho traçado para assegurar que cada garrafa, lata ou caixa ganhe uma nova vida útil. A <strong>literacia</strong> <strong>ambiental</strong> ganha, assim, um aliado diário, mostrando que o sucesso da sustentabilidade do país depende de <strong>pequenos gestos</strong> bem informados.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Sociedade%20Ponto%20Verde" data-year="" data-title="Com%20o%20ELO%20vamos%2C%20certamente%2C%20chegar%20ao%20Ponto" data-url="https%3A%2F%2Fwww.pontoverde.pt%2Festamos-a-chegar-ao-ponto%2F%3Fgad_source%3D1%26gad_campaignid%3D23991468908%26gbraid%3D0AAAABCGp38HSU9Yr_87Vopiw5Ofztv5LH%26gclid%3DCj0KCQjw94bTBhDQARIsAN3vv0yRv2xKmqhKGH8tXSfeCetC98cF4y5AG0-ds6M87pS9XIt6-PRg_70aAij-EALw_wcB">Sociedade Ponto Verde. <a href="https://www.pontoverde.pt/estamos-a-chegar-ao-ponto/?gad_source=1&gad_campaignid=23991468908&gbraid=0AAAABCGp38HSU9Yr_87Vopiw5Ofztv5LH&gclid=Cj0KCQjw94bTBhDQARIsAN3vv0yRv2xKmqhKGH8tXSfeCetC98cF4y5AG0-ds6M87pS9XIt6-PRg_70aAij-EALw_wcB" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Com o ELO vamos, certamente, chegar ao Ponto</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ja-conhece-o-elo-e-o-seu-novo-assistente-digital-que-sabe-tudo-sobre-como-reciclar-corretamente.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os astrónomos descobrem o primeiro par de estrelas que sobreviveu à explosão de uma supernova dupla]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/os-astronomos-descobrem-o-primeiro-par-de-estrelas-que-sobreviveu-a-explosao-de-uma-supernova-dupla.html</link><pubDate>Thu, 23 Jul 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Uma equipa de cientistas identificou o primeiro sistema estelar binário candidato conhecido em que ambas as estrelas sofreram supernovas, uma descoberta que poderá ampliar o conhecimento sobre a formação e evolução dos sistemas estelares. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-astronomos-descobrem-o-primeiro-par-de-estrelas-que-sobreviveu-a-explosao-de-uma-supernova-dupla-1784809370135.jpg" data-image="eb97jljtcl7p"><figcaption>Eis o IC443, remanescente de supernova, também conhecido como Nebulosa da Medusa.</figcaption></figure><p>Uma equipa internacional de astrónomos descobriu fortes indícios de que dois remanescentes de supernovas, o<strong> IC 443 </strong>(também conhecido como Nebulosa Medusa) e o <strong>G189.6+3.3</strong>, poderão ser o<strong> resultado da evolução de um mesmo sistema estelar binário</strong>. </p><p>Caso esta interpretação seja confirmada, tratar-se-ia da <strong>primeira vez que é identificado um sistema candidato em que ambas as estrelas terminaram a sua vida em explosões de supernova</strong>, um cenário há muito previsto pelos modelos teóricos, mas que nunca tinha sido observado de forma convincente.</p><div class="texto-destacado">O estudo foi publicado na revista <em>Nature Communications</em> e liderado por investigadores da Universidade de Stanford (EUA), tendo combinado <strong>16 anos de observações em raios gama</strong> realizadas pelo Telescópio de Grande Área Fermi com dados de raios X recolhidos pelo eROSITA, complementados por observações noutros comprimentos de onda.</div><p>Os resultados revelam que os remanescentes IC 443 e G189.6+3.3 ocupam o mesmo ambiente físico e se encontram praticamente à mesma distância da Terra, indicando que estão muito próximos um do outro no Espaço. O facto de <strong>estarem perto um do outro torna pouco provável que a sua associação seja uma simples coincidência</strong> e reforça a hipótese de que <strong>ambos tiveram origem em duas estrelas que nasceram juntas e evoluíram como um sistema binário</strong>.</p><p>Se esta hipótese for confirmada, <strong>os dois remanescentes serão um laboratório natural para uma melhor compreensão da evolução </strong>das estrelas massivas e a influência mútua que exercem ao longo do seu tempo de vida.</p><h2>IC443 ou Nebulosa de Medusa é um dos remanescentes de supernova mais estudados</h2><p><strong>Os remanescentes de supernova são nuvens de gás, poeira e outros detritos que se mantêm após a explosão de uma estrela</strong>. À medida que expandem, interagem com o meio interestelar, moldando o ambiente em redor e enriquecendo-o com elementos químicos produzidos no interior das estrelas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-astronomos-descobrem-o-primeiro-par-de-estrelas-que-sobreviveu-a-explosao-de-uma-supernova-dupla-1784809487288.jpg" data-image="wgpy9hdwx592"><figcaption>Imagem composta multiespectral da região IC 443. Crédito: Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA.</figcaption></figure><p>Apesar de serem conhecidos centenas destes remanescentes na Via Láctea, <strong>formar relações entre eles permanece desafiante</strong>, especialmente em regiões densamente povoadas e ricas em gás e poeira, onde diferentes estruturas podem sobrepor-se na linha de visão.</p><p>Situado na constelação de Gémeos e a aproximadamente 6000 anos-luz da Terra, o IC443 é um dos remanescentes de supernova mais estudados, precisamente por se encontrar numa região particularmente complexa. De acordo com as estimativas projetadas pelos investigadores, <strong>a estrela que deu origem ao G189.6+3.3 terá explodido entre 20 mil e 100 mil anos antes da estrela que gerou o IC443</strong>.</p><h2>Simulações sugerem ser pouco provável que esta configuração seja resultado de um alinhamento fortuito<br></h2><p>As análises estatísticas indicam que é altamente improvável que esta configuração seja o resultado de um alinhamento fortuito, reforçando a hipótese de que <strong>ambos os objetos são as marcas deixadas pelas duas estrelas de um antigo sistema binário</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778016" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astrofisico-zeus-valtierra-explica-o-que-sao-os-asteroides-troianos-e-porque-orbitam-ao-lado-dos-planetas.html" title="Astrofísico Zeus Valtierra explica o que são os asteroides troianos e porque orbitam ao lado dos planetas">Astrofísico Zeus Valtierra explica o que são os asteroides troianos e porque orbitam ao lado dos planetas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astrofisico-zeus-valtierra-explica-o-que-sao-os-asteroides-troianos-e-porque-orbitam-ao-lado-dos-planetas.html" title="Astrofísico Zeus Valtierra explica o que são os asteroides troianos e porque orbitam ao lado dos planetas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/que-son-los-asteroides-troyanos-y-por-que-viajan-con-los-planetas-1782796744243_320.jpg" alt="Astrofísico Zeus Valtierra explica o que são os asteroides troianos e porque orbitam ao lado dos planetas"></a></article></aside><p>Esta descoberta lança uma nova luz para a investigação da evolução das estrelas massivas e poderá contribuir para <strong>compreender melhor a evolução destes sistemas</strong> até ao instante em que as suas estrelas terminam a vida em explosões de supernovas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Michailidis%2C%20M.%2C%20Lemoine-Goumard%2C%20M.%2C%20Willcox%2C%20R.%20et%20al." data-year="2026" data-title="Shared%20cloud%20interactions%20unveil%20a%20candidate%20binary-system%20supernova%20pair%20with%20no%20known%20analogue" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41467-026-74978-x">Michailidis, M., Lemoine-Goumard, M., Willcox, R. et al.. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41467-026-74978-x" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Shared cloud interactions unveil a candidate binary-system supernova pair with no known analogue</a>.</cite><br><cite data-author="SINC" data-year="2026" data-title="Descubren%20un%20posible%20sistema%20binario%20de%20supernovas" data-url="https%3A%2F%2Fwww.agenciasinc.es%2FNoticias%2FDescubren-un-posible-sistema-binario-de-supernovas">SINC. (2026). <a href="https://www.agenciasinc.es/Noticias/Descubren-un-posible-sistema-binario-de-supernovas" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Descubren un posible sistema binario de supernovas</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/os-astronomos-descobrem-o-primeiro-par-de-estrelas-que-sobreviveu-a-explosao-de-uma-supernova-dupla.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O El Niño mais forte dos últimos 155 anos – Meteorologista alerta: "O inverno está a mudar"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-el-nino-mais-forte-dos-ultimos-155-anos-meteorologista-alerta-o-inverno-esta-a-mudar.html</link><pubDate>Thu, 23 Jul 2026 15:11:13 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>No Pacífico, está a formar-se algo que poderá alterar os mapas meteorológicos a nível mundial. Três grandes modelos meteorológicos estão de acordo – e o inverno na Europa promete ser interessante.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/starkster-el-nino-seit-155-jahren-wetterforscher-warnt-der-winter-kippt-1784723391694.jpg" data-image="sub99v8ffwp7" alt="winter, schneechaos, deutschland" title="winter, schneechaos, deutschland"><figcaption>Graças ao El Niño, a Europa poderá ter um inverno interessante pela frente.</figcaption></figure><p>Acontece a milhares de quilómetros de distância, no meio do Pacífico, e, mesmo assim, diz respeito a todos nós. Ao longo das últimas semanas, uma enorme bolha de água quente foi subindo até à superfície. <strong>El Niño </strong>está de volta – e não como uma brisa suave, mas <strong>numa dimensão que faz até os meteorologistas mais experientes ficarem atentos</strong>. </p><p>As previsões dos serviços meteorológicos americanos, europeus e australianos apontam todas na mesma direção: <strong>estamos a caminhar para um Super-El-Niño</strong>. Os desvios na temperatura do mar poderão atingir três graus acima do valor normal, e localmente até quatro. Nunca se registaram valores destes desde 1870.</p><h2>O que está a acontecer neste momento no Pacífico</h2><p><strong>O El Niño é, na sua essência, um fenómeno simples com um impacto enorme</strong>. Normalmente, os ventos alísios empurram a água quente da superfície para oeste, em direção à Indonésia. Em contrapartida, ao largo da América do Sul, a água fria das profundezas sobe à superfície. É precisamente este mecanismo que está agora a entrar em colapso. <strong>Os ventos alísios enfraquecem e a água quente volta a fluir para leste</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Its unreal to see this El Niño continue to astonish. Take a look at the subsurface heat build up in the last few frames of this. The anomalies are backing up, and heating up, like a traffic jam, in the Central Pacific. Theres a ton more fuel left in this tank! And it seems <a href="https://t.co/9WNu4bmrD4">pic.twitter.com/9WNu4bmrD4</a></p>— Jeff Berardelli (@WeatherProf) <a href="https://x.com/WeatherProf/status/2080054492976812417?ref_src=twsrc%5Etfw">July 22, 2026</a></blockquote></figure><p>O que se segue é uma reação em cadeia. <strong>Sobre o oceano aquecido, o ar húmido sobe, a circulação de Walker inverte-se e, com ela, as zonas de chuva deslocam-se por cerca de metade do globo</strong>. A Austrália e a Indonésia ficam secas, enquanto o Peru e o Equador são assolados pela chuva. E a corrente de jato, aquela faixa de ventos fortes a cerca de dez quilómetros de altitude que controla o tempo nas latitudes médias, recebe um forte impulso.</p><h3>O verão quente ganha impulso</h3><p>Para o verão atual, isto não augura nada de bom.<strong> O El Niño eleva ainda mais a temperatura média global, como um amplificador que acrescenta mais algumas décimas de grau a tudo o resto</strong>. Os anos recorde seguem-se quase sempre a fases intensas de El Niño; foi assim em 2016 e será igualmente em 2024.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779581" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-historico-nova-previsao-reforca-previsao-de-aquecimento-acima-de-xx-c-no-pacifico.html" title="Urgente: nova previsão reforça Super El Niño histórico com aquecimento acima de 3 °C">Urgente: nova previsão reforça Super El Niño histórico com aquecimento acima de 3 °C</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-historico-nova-previsao-reforca-previsao-de-aquecimento-acima-de-xx-c-no-pacifico.html" title="Urgente: nova previsão reforça Super El Niño histórico com aquecimento acima de 3 °C"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-historico-nova-previsao-reforca-previsao-de-aquecimento-acima-de-xx-c-no-pacifico-1784567519056_320.png" alt="Urgente: nova previsão reforça Super El Niño histórico com aquecimento acima de 3 °C"></a></article></aside><p><strong>As ondas de calor que estamos a viver neste momento não são desencadeadas por isso – mas revelam-se mais intensas</strong> <strong>do que seriam sem este impulso adicional</strong>. Um a dois graus a mais na extremidade superior da escala determinam se uma região atinge 39 ou 41 graus Celsius.</p><h3>E depois chega o inverno</h3><p>É agora que as coisas se tornam realmente interessantes para nós.<strong> Um El Niño forte tem a desagradável tendência de enfraquecer o vórtice polar sobre o Ártico</strong>. Este enorme vórtice de ar funciona como uma tampa que retém o ar polar gelado no Pólo Norte. Se se tornar instável, o ar frio desliza para sul.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">It's me again, it's me again.<br><br>Prepared under AtmosLabWX, this figure is based on the established ENSOstratosphere teleconnection framework: tropical Pacific forcing, Aleutian Low/PNA response, enhanced upward Wave-1 planetary-wave activity, and polar vortexSSW probability <a href="https://t.co/Kwp9QNqgb5">pic.twitter.com/Kwp9QNqgb5</a></p>— AtmoslabWX (@AtmoslabWX) <a href="https://x.com/AtmoslabWX/status/2072782010892906868?ref_src=twsrc%5Etfw">July 2, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>É precisamente este sinal que surge nos primeiros modelos de longo prazo para o inverno de 2026/27</strong>. Se a isso se juntar ainda um aquecimento estratosférico repentino, a "tampa" pode mesmo voar para longe. <strong>O resultado seriam vagas de frio e neve até altitudes baixas</strong> – precisamente após um dos verões mais quentes da história das medições.</p><h3>Cuidado com as expectativas altas</h3><p><strong>A honestidade aqui é fundamental: uma previsão para o inverno feita em julho não é uma previsão meteorológica, mas sim um cálculo de probabilidades</strong>. O El Niño aumenta significativamente o risco de uma perturbação do vórtice polar, mas não a garante. O inverno de 2015/16 também se seguiu a um Super-El-Niño – e foi muito ameno em maior parte da Europa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773412" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/agora-e-oficial-noaa-declara-a-formacao-do-el-nino.html" title="Agora é oficial: NOAA declara a formação do El Niño">Agora é oficial: NOAA declara a formação do El Niño</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/agora-e-oficial-noaa-declara-a-formacao-do-el-nino.html" title="Agora é oficial: NOAA declara a formação do El Niño"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/agora-e-oficial-noaa-declara-a-formacao-do-el-nino-1781188337037_320.png" alt="Agora é oficial: NOAA declara a formação do El Niño"></a></article></aside><p><strong>O momento certo é decisivo. Se o vórtice entrar em colapso em janeiro, temos boas hipóteses de neve e geada</strong>. Se isso só acontecer em março, o inverno já terá acabado há muito tempo. Esta distinção passa despercebida em muitas manchetes.</p><h2>O que há a fazer agora</h2><p><strong>As próximas seis a oito semanas darão a resposta. Até ao início de setembro, ficar-se-á a saber se o El Niño mantém o ritmo </strong>ou se abranda a meio do caminho. Só então será possível dizer com segurança para onde isto nos leva.</p><p><strong>Uma coisa já é certa: teremos um inverno que terá de ser acompanhado de perto</strong>. Quem estiver a planear adquirir uma bomba de calor, encomendar gasóleo de aquecimento ou à espera de pneus de inverno, deve acompanhar de perto a evolução da situação. E quem deseja neve tem, pelo menos este ano, melhores argumentos do que o habitual.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-el-nino-mais-forte-dos-ultimos-155-anos-meteorologista-alerta-o-inverno-esta-a-mudar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Especialistas em Portugal atentos: modelo ECMWF prevê que os primeiros 10 dias de agosto serão para esquecer]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/especialistas-em-portugal-atentos-modelo-ecmwf-preve-que-os-primeiros-10-dias-de-agosto-serao-para-esquecer.html</link><pubDate>Thu, 23 Jul 2026 13:59:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de alguns altos e baixos nas temperaturas, os primeiros dias do mês de agosto podem trazer uma nova subida dos valores, devendo estes serem acima da média. Eis as regiões potencialmente mais quentes!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xarh77q"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xarh77q.jpg" id="xarh77q"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A mais recente saída do nosso modelo de confiança, ECMWF, mostra uma <strong>subida gradual dos valores máximos de temperatura</strong> em Portugal Continental, a partir do dia 3 de agosto. Esta poderá ser mais evidente no interior, ainda que vários locais próximos ao litoral também devam sentir esta subida.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Os nossos mapas de anomalia térmica indicam <strong>temperaturas acima da média, de até 3 ºC</strong>,<strong> </strong>em toda a nossa geografia, sendo que apenas uma pequena zona do país, que abrange o litoral Norte, deverá registar anomalias mais contidas, de até 1 ºC, como podemos observar no mapa abaixo.</p><h2>De 3 a 10 de agosto devem registar-se as anomalias mais pronunciadas</h2><p>De acordo com o mapa que se segue, <strong>Portugal Continental contará com temperaturas entre 1 ºC a 3 ºC acima da média</strong>, na maior parte do território. O mesmo modelo, ECMWF, indica ainda que a<strong> região Transmontana e a Beira Alta poderão registar a anomalia mais pronunciada</strong> durante essa semana e que o Sul e uma parte do litoral Norte e Centro possam contar com anomalias menos evidentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/especialistas-em-portugal-atentos-modelo-ecmwf-preve-que-os-primeiros-10-dias-de-agosto-serao-para-esquecer-1784807868741.jpg" data-image="lcowtd4n3k3q" alt="anomalias térmicas entre 3 a 10 de agosto" title="anomalias térmicas entre 3 a 10 de agosto"><figcaption>Portugal Continental poderá contar com anomalias térmicas positivas em toda a sua geografia, na semana compreendida entre os dias 3 e 10 de agosto.</figcaption></figure><p>Desta forma, e segundo a nossa previsão numérica, <strong>várias capitais de distrito poderão registar valores próximos dos 40 ºC</strong>, como Santarém, Évora e Beja. Ainda assim, esperam-se valores na ordem dos 30 ºC ou mais em várias cidades do país, podendo as cidades costeiras contarem com valores mais baixos. No entanto, importa salientar que, por se tratar de uma previsão a longo prazo, o seu grau de fiabilidade é mais baixo, pelo que <strong>estes valores poderão sofrer alterações nos próximos dias</strong>.</p><h2>E nas semanas seguintes?</h2><p>A mais recente atualização indica que as<strong> restantes semanas de agosto podem contar com anomalias menos pronunciadas</strong> (até 1 ºC) ou até mesmo nulas, como no caso da última semana, na região algarvia e no interior alentejano. No entanto, isto não significa que estará frio. Apenas que as temperaturas esperadas para essa altura do ano estão próximas da normal climatológica de referência.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780008" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/40-c-em-portugal-a-partir-de-27-de-julho-a-mancha-de-temperaturas-elevadas-ganha-dimensao-nos-mapas-meteorologicos.html" title="40 °C em Portugal a partir de 27 de julho? A 'mancha' de temperaturas elevadas ganha dimensão nos mapas meteorológicos">40 °C em Portugal a partir de 27 de julho? A "mancha" de temperaturas elevadas ganha dimensão nos mapas meteorológicos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/40-c-em-portugal-a-partir-de-27-de-julho-a-mancha-de-temperaturas-elevadas-ganha-dimensao-nos-mapas-meteorologicos.html" title="40 °C em Portugal a partir de 27 de julho? A 'mancha' de temperaturas elevadas ganha dimensão nos mapas meteorológicos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/40-c-em-portugal-a-partir-de-27-de-julho-a-mancha-de-temperaturas-elevadas-ganha-dimensao-nos-mapas-meteorologicos-1784808242014_320.jpg" alt="40 °C em Portugal a partir de 27 de julho? A 'mancha' de temperaturas elevadas ganha dimensão nos mapas meteorológicos"></a></article></aside><p>Desta forma, podemos afirmar que <strong>até ao dia 10 de agosto, Portugal Continental poderá contar com alguns dias consecutivos de temperaturas elevadas</strong>, caso este cenário se mantenha.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/especialistas-em-portugal-atentos-modelo-ecmwf-preve-que-os-primeiros-10-dias-de-agosto-serao-para-esquecer.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[40 °C em Portugal a partir de 27 de julho? A "mancha" de temperaturas elevadas ganha dimensão nos mapas meteorológicos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/40-c-em-portugal-a-partir-de-27-de-julho-a-mancha-de-temperaturas-elevadas-ganha-dimensao-nos-mapas-meteorologicos.html</link><pubDate>Thu, 23 Jul 2026 12:37:27 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após uma breve descida das temperaturas nos próximos dois dias, Portugal prepara-se para uma nova subida do calor. Os termómetros poderão aproximar-se ou ultrapassar os 40 ºC no interior, antes de uma nova descida no final de julho.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xarhc0q"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xarhc0q.jpg" id="xarhc0q"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal Continental prepara-se para uma <strong>nova subida dos termómetros durante a próxima semana</strong>. Os modelos meteorológicos apontam para máximas próximas ou superiores a 40 °C em algumas regiões do país, embora o calor possa voltar a perder intensidade na reta final de julho.</p><h2>Sexta e sábado serão os dias mais frescos</h2><p>Entre <strong>24 e 25 de julho</strong>, uma massa de ar mais frio influenciará sobretudo as regiões Norte e Centro, trazendo não só uma descida das temperaturas, mas também mais nebulosidade, vento e precipitação fraca.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/40-c-em-portugal-a-partir-de-27-de-julho-a-mancha-de-temperaturas-elevadas-ganha-dimensao-nos-mapas-meteorologicos-1784807907155.png" data-image="iupw4ycqg3gx" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>A entrada de uma massa de ar mais frio fará descer as temperaturas nas regiões Norte e Centro. As serras poderão voltar a registar máximas inferiores a 20 °C.</figcaption></figure><p>Os efeitos serão particularmente evidentes nas terras altas, onde as temperaturas máximas dificilmente ultrapassarão os <strong>20 °C</strong>. Nos distritos de <strong>Viana do Castelo, Braga, Porto e Vila Real</strong>, as máximas deverão situar-se entre os <strong>22 e os 24 °C</strong>, enquanto a faixa litoral até Lisboa permanecerá relativamente fresca. A exceção será o distrito de <strong>Bragança</strong>, onde algumas zonas de vale poderão aproximar-se dos <strong>30 °C</strong>.</p><h2>Domingo marca o regresso gradual do calor</h2><p>No <strong>domingo, 26 de julho</strong>, inicia-se uma recuperação das temperaturas. O Norte do país voltará a registar máximas superiores a <strong>30 °C</strong>, sobretudo nos distritos de Braga e Vila Real, embora o litoral entre Viana do Castelo e Lisboa continue sob influência marítima, mantendo valores mais amenos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/40-c-em-portugal-a-partir-de-27-de-julho-a-mancha-de-temperaturas-elevadas-ganha-dimensao-nos-mapas-meteorologicos-1784807944699.png" data-image="tplfdqjl1xei" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"><figcaption>O domingo marcará o início da recuperação das temperaturas. Apesar da subida dos termómetros, o mapa de anomalias mostra um cenário próximo da normalidade climatológica para a época.</figcaption></figure><p>Apesar desta subida, o domingo deverá ser um dia típico de verão. O mapa de anomalias de temperatura mostra que grande parte do território apresentará valores muito próximos da média climatológica para a época. Algumas regiões poderão registar<strong> anomalias positivas de cerca de</strong> <strong>2 a 3 °C</strong>, enquanto outras permanecerão praticamente na média ou ligeiramente abaixo dela.</p><h2>Os 40 °C poderão regressar a partir de 27 de julho</h2><p>É entre <strong>27 e 28 de julho</strong> que a mudança se torna mais evidente. Os mapas do ECMWF mostram a expansão da massa de ar quente sobre praticamente todo o território continental, com a "mancha" de temperaturas elevadas a ganhar cada vez maior dimensão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/40-c-em-portugal-a-partir-de-27-de-julho-a-mancha-de-temperaturas-elevadas-ganha-dimensao-nos-mapas-meteorologicos-1784807967519.png" data-image="jtx2naglgoas" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>A massa de ar quente volta a expandir-se sobre Portugal Continental. Os modelos apontam para temperaturas próximas ou superiores a 40 °C em alguns locais do interior durante os dias 27 e 28.</figcaption></figure><p>As regiões mais quentes deverão localizar-se na <strong>Lezíria do Tejo</strong>, <strong>Médio Tejo</strong>, distrito de <strong>Castelo Branco</strong> e interior do distrito de <strong>Beja</strong>, junto à fronteira com Espanha. Nestes locais, algumas estações meteorológicas poderão atingir ou mesmo ultrapassar os <strong>40 °C</strong>.</p><p>Enquanto isso, o litoral continuará a beneficiar da influência do Atlântico, o que deverá impedir temperaturas tão extremas como as previstas para o interior.</p><h2>Nova descida das temperaturas no final de julho</h2><p>As previsões atuais apontam para uma <strong>nova descida das temperaturas a partir de quarta-feira, 29 de julho</strong>, embora, nesta fase, essa diminuição pareça temporária.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779993" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-para-10-dias-em-portugal-temperaturas-acima-da-media-cobrem-pais-temporariamente-chuva-nao-devera-regressar.html" title="Tendências para 10 dias em Portugal: temperaturas acima da média cobrem país temporariamente; chuva não deverá regressar">Tendências para 10 dias em Portugal: temperaturas acima da média cobrem país temporariamente; chuva não deverá regressar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-para-10-dias-em-portugal-temperaturas-acima-da-media-cobrem-pais-temporariamente-chuva-nao-devera-regressar.html" title="Tendências para 10 dias em Portugal: temperaturas acima da média cobrem país temporariamente; chuva não deverá regressar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-para-10-dias-em-portugal-1784804277656_320.png" alt="Tendências para 10 dias em Portugal: temperaturas acima da média cobrem país temporariamente; chuva não deverá regressar"></a></article></aside><p>Importa, no entanto, recordar que esta parte da previsão já se encontra num horizonte temporal relativamente distante. Por esse motivo, a intensidade da descida e os valores exatos das temperaturas ainda poderão sofrer alterações à medida que os modelos meteorológicos forem assimilando novos dados.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/40-c-em-portugal-a-partir-de-27-de-julho-a-mancha-de-temperaturas-elevadas-ganha-dimensao-nos-mapas-meteorologicos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tendências para 10 dias em Portugal: temperaturas acima da média cobrem país temporariamente; chuva não deverá regressar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-para-10-dias-em-portugal-temperaturas-acima-da-media-cobrem-pais-temporariamente-chuva-nao-devera-regressar.html</link><pubDate>Thu, 23 Jul 2026 11:41:15 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas vão descer, mas depois voltam a subir. A chuva pode regressar, mas também deverá dissipar-se logo em seguida. Eis as tendências do estado de tempo para os próximos 10 dias, em Portugal.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xargsuy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xargsuy.jpg" id="xargsuy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Entre hoje e sábado, Portugal Continental poderá registar uma <strong>descida generalizada das temperaturas máximas</strong>, devido à influência de uma massa de ar polar marítimo. Além disto, a influência de uma bolsa de ar frio também poderá resultar em alguma instabilidade, especialmente entre sexta-feira e sábado.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Esta instabilidade passará por <strong>chuva fraca e irregular já amanhã</strong>, sexta-feira, em vários distritos do litoral Norte e Centro. Com o passar das horas espera-se uma dissipação gradual da mesma, ainda que alguns aguaceiros possam persistir em alguns pontos da mesma região. <strong>Na manhã de sábado, estes períodos de chuva fraca e dispersa voltam a surgir </strong>também com maior expressão no litoral, ainda que possa incidir mais no litoral Centro, dissipando-se até ao final da tarde.</p><h2>Anomalias térmicas voltarão a inverter-se na próxima semana</h2><p>Depois de uma breve descida das temperaturas máximas, os nossos mapas mostram uma <strong>possível subida dos valores a partir de domingo</strong>, dia 26. Esta será mais evidente ao longo da faixa interior, onde se poderão registar máximas de até 34 ºC em Évora e Beja. Esta subida, que deverá manter-se nas horas seguintes, contribuirá para uma<strong> inversão das anomalias térmicas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-para-10-dias-em-portugal-1784804277656.png" data-image="s5m6oxvbox2j" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>A partir da próxima semana, especialmente nos primeiros dias, as anomalias térmicas positivas voltam a cobrir o país, com exceção de alguns pontos. Estas poderão ser de até 9 ºC acima da normal climatológica de referência.</figcaption></figure><p>Como podemos observar no mapa acima, na segunda-feira, dia em que as <strong>temperaturas irão subir de forma significativa em todo o país</strong>, as anomalias térmicas deverão ser positivas na maior parte do território, com exceção de alguns locais do Algarve (a azul) e de Lisboa, que poderão registar valores abaixo da média. Já <strong>ao longo da faixa litoral acontece o oposto, visto que se deverão registar valores acima do expectável</strong>, com temperaturas até 9 ºC acima da média.</p><p>Para este dia, 27 de julho, <strong>esperam-se máximas acima dos 30 ºC em todas as capitais de distrito, menos Viana do Castelo e Aveiro</strong>, que deverão contar com 28 ºC e 27 ºC, respetivamente. A capital mais quente deste dia deverá ser Santarém, com 38 ºC, podendo <strong>a nível local, registar até 40 ºC</strong>. No Norte, Braga poderá ser a cidade mais quente, com 35 ºC, e no Sul, Évora e Beja poderão contar com 37 ºC.</p><h2>Subida dos termómetros não será mantida por muito tempo</h2><p>No entanto, na <strong>terça-feira poderemos registar uma leve descida das temperaturas máximas</strong>, pois o fluxo de oeste voltará a tornar-se predominante, ao contrário do fluxo de segunda-feira, que será de sul/sudeste na maior parte da geografia, contribuindo para um maior aquecimento. Na<strong> quarta e na quinta-feira esta tendência de descida deverá permanecer em todo o país</strong>, mantendo-se um contraste entre o interior e o litoral, mas sem temperaturas excessivas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-para-10-dias-em-portugal-1784806048040.jpg" data-image="ma1krbpnl7x0" alt="temperatura à superfície" title="temperatura à superfície"><figcaption>Depois de alguns altos e baixos, espera-se uma breve recuperação das temperaturas na sexta-feira, dia 31 de julho.</figcaption></figure><p>Ainda assim,<strong> na sexta-feira, dia 31 de julho, os termómetros voltam a subir de forma generalizada</strong>. Todavia, esta subida será mais contida na faixa litoral Norte e Centro. Segundo o que conseguimos apurar no momento da redação desta previsão, <strong>no sábado, dia 1 de agosto, poderá dar-se uma nova descida </strong>das temperaturas máximas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779995" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ar-polar-maritimo-e-chuva-fraca-de-pouca-dura-domingo-26-de-julho-com-intensificacao-do-calor-e-maximas-ate-37-c.html" title="Ar polar marítimo e chuva fraca de “pouca dura”: domingo, 26 de julho, com intensificação do calor e máximas até 37 ºC">Ar polar marítimo e chuva fraca de “pouca dura”: domingo, 26 de julho, com intensificação do calor e máximas até 37 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ar-polar-maritimo-e-chuva-fraca-de-pouca-dura-domingo-26-de-julho-com-intensificacao-do-calor-e-maximas-ate-37-c.html" title="Ar polar marítimo e chuva fraca de “pouca dura”: domingo, 26 de julho, com intensificação do calor e máximas até 37 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-maritimo-e-chuva-fraca-de-pouca-dura-domingo-26-de-julho-com-intensificacao-do-calor-e-maximas-ate-37-c-1784804877842_320.jpg" alt="Ar polar marítimo e chuva fraca de “pouca dura”: domingo, 26 de julho, com intensificação do calor e máximas até 37 ºC"></a></article></aside><p>Apesar destas variações de temperatura entre hoje e o arranque do mês de agosto, <strong>é esperada uma persistência da estabilidade atmosférica</strong>, devido à influência das altas pressões, que deverá manter a chuva afastada do nosso território continental. Com isto, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações da Meteored Portugal.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-para-10-dias-em-portugal-temperaturas-acima-da-media-cobrem-pais-temporariamente-chuva-nao-devera-regressar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar polar marítimo e chuva fraca de “pouca dura”: domingo, 26 de julho, com intensificação do calor e máximas até 37 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ar-polar-maritimo-e-chuva-fraca-de-pouca-dura-domingo-26-de-julho-com-intensificacao-do-calor-e-maximas-ate-37-c.html</link><pubDate>Thu, 23 Jul 2026 11:23:55 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Aos dois dias geralmente mais frescos do que o normal para a época do ano e caracterizados pela ocorrência de chuva fraca nalgumas regiões, seguir-se-á um domingo (26) marcado pela intensificação do calor em Portugal continental, com temperaturas máximas até 37 ºC.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-maritimo-e-chuva-fraca-de-pouca-dura-domingo-26-de-julho-com-intensificacao-do-calor-e-maximas-ate-37-c-1784804877842.jpg" data-image="fjyp830bjepo"><figcaption>Nalgumas regiões do interior, a temperatura máxima subirá 5 ou 6 ºC de sábado (25) para domingo (26).</figcaption></figure><p>Após vários dias praticamente estacionária a noroeste da Galiza, uma bolsa de ar frio isolada em altitude irá deslocar-se gradualmente para leste nas próximas horas. À medida que for atravessando o norte da Península Ibérica durante o dia de amanhã - sexta-feira, 24 de julho -, <strong>provocará uma descida significativa das temperaturas e alguma chuva em Portugal continental</strong>. Estes efeitos serão mais evidentes entre sexta-feira (24) e sábado (25).</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p><strong>Para domingo (26)</strong> prevê-se uma subida das temperaturas máximas, tanto no litoral como no interior, estando previstos <strong>até 37 ºC de temperatura máxima</strong> em localidades do vale do Guadiana e Sotavento Algarvio, tais como<strong> Mértola e Alcoutim</strong>.</p><h2>Frescura e precipitação escassa serão temporárias</h2><p>Hoje - quinta-feira (23) - prevê-se uma descida das temperaturas mas somente nalgumas regiões, sendo <strong>sexta-feira (24) e sábado (25), os dias em que a entrada de ar de origem polar marítimo será mais evidente</strong>, proporcionando um ambiente consideravelmente mais fresco.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-maritimo-e-chuva-fraca-de-pouca-dura-domingo-26-de-julho-com-intensificacao-do-calor-e-maximas-ate-37-c-1784803740685.png" data-image="yy6c0dfrgz1c"><figcaption>Sexta-feira (24) claramente mais fresca. As anomalias térmicas negativas serão geralmente suaves, mas algumas zonas do país poderão registar entre 4 e 6 ºC abaixo da média, o que já é significativo para a época do ano.</figcaption></figure><p>Confirmando as previsões avançadas com bastante antecedência pela Meteored Portugal (a primeira há mais de 5 dias), <strong>os mapas continuam a prever que a passagem da bolsa de ar frio gere alguma precipitação amanhã e no sábado, dias 24 e 25 de julho</strong>. Espera-se que a chuva se concentre sobretudo nas regiões situadas a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela. Mesmo assim, tudo indica que será um episódio com precipitação escassa.</p><p>De acordo com os mapas de referência da Meteored, <strong>a chuva, que será geralmente fraca e irregular, distribuir-se-á pelos distritos de</strong> <strong>Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria e partes do de Lisboa, bem como em alguns setores de Vila Real, Viseu </strong>e muito ocasionalmente noutros pontos do interior Norte e Centro. Graças ao efeito de barreira imposto pelo relevo montanhoso do sistema Montejunto-Estrela, será pouco provável que a precipitação alcance as regiões mais a leste e mais a sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-maritimo-e-chuva-fraca-de-pouca-dura-domingo-26-de-julho-com-intensificacao-do-calor-e-maximas-ate-37-c-1784803931921.png" data-image="97hay57py07q"><figcaption>A distribuição de precipitação acumulada continua a indicar que irá chover de forma geralmente pouco significativa entre sexta (24) e sábado (25) nas regiões situadas a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela.</figcaption></figure><p>Os cenários atualmente perspetivados pelos modelos sugerem acumulados a variar entre 1 e 11 mm ao longo de 48 horas,<strong> valores que são reduzidos, mas relativamente relevantes tendo em conta que climatologicamente estamos na canícula</strong>, o período estatisticamente mais quente e seco do ano.</p><div class="texto-destacado"> Acresce ainda que, nalgumas zonas, a precipitação poderá ser acompanhada de <strong>trovoadas isoladas</strong>. </div><p><strong>A Região de Aveiro continua a destacar-se como a zona onde poderá chover mais, com acumulados até 11 mm</strong>. Porém, devido à evolução frequentemente difícil de antecipar deste tipo de sistemas de baixas pressões e à incerteza inerente às previsões, a distribuição da precipitação poderá ainda sofrer alguns ajustes até ao início do episódio.</p><h2>Domingo 26 marca uma viragem no tempo, com subida generalizada das temperaturas máximas à vista</h2><p>Tudo indica que o estado do tempo voltará a mudar <strong>a partir de domingo (26), estando à vista uma subida das temperaturas máximas em quase todo o território de Portugal continental</strong>, ligeira na maioria das regiões, mas mais acentuada em algumas zonas do interior.</p><p>Tal como se observa na tabela abaixo, tanto o litoral como o interior, aqui representados por algumas capitais de distrito, <strong>vão registar um aumento das máximas</strong>, com este dia a representar o início de um possível novo episódio de tempo quente.</p><table><thead><tr><th> Cidade </th><th> Temperatura máxima Sábado, 25 de julho </th><th>Temperatura máxima Domingo, 26 de julho </th></tr></thead><tbody><tr><td>Braga</td><td>30 ºC</td><td>32 ºC</td></tr><tr><td>Porto</td><td>24 ºC</td><td>26 ºC</td></tr><tr><td>Leiria </td><td>25 ºC</td><td>27 ºC</td></tr><tr><td>Lisboa</td><td>28 ºC</td><td>29 ºC</td></tr><tr><td>Faro </td><td>32 ºC</td><td>30 ºC</td></tr><tr><td>Bragança</td><td>29 ºC</td><td>31 ºC</td></tr><tr><td>Viseu</td><td>26 ºC</td><td>32 ºC</td></tr><tr><td>Castelo Branco</td><td>29 ºC</td><td>34 ºC</td></tr><tr><td>Coimbra</td><td>27 ºC</td><td>30 ºC</td></tr><tr><td>Évora</td><td>31 ºC</td><td>35 ºC</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Fonte: Mapas da Meteored e IPMA</td></tr></tbody></table><p>Em contraste com os dois dias anteriores, em que haverá nebulosidade e até alguma precipitação, <strong>o céu pouco nublado ou limpo será dominante em Portugal continental no domingo (26)</strong>. </p><p>A ausência de nebulosidade permitirá uma <strong>maior insolação</strong> e, consequentemente, um <strong>aquecimento mais eficiente</strong> da superfície. A isto juntam-se a subsidência associada ao <strong>anticiclone e a entrada mais expressiva de ar quente e seco</strong> procedente do Norte de África e do interior da Península Ibérica, transportado por uma crista subtropical com fluxo de sul/sudeste.</p><p>Acrescente-se ainda que, localmente, o efeito de encaixe do relevo afunilado de vales fluviais como os do Douro, Tejo e Guadiana permitirá uma maior acumulação do calor diurno, <strong>favorecendo temperaturas ainda mais elevadas nas localidades aí inseridas e adjacentes</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-maritimo-e-chuva-fraca-de-pouca-dura-domingo-26-de-julho-com-intensificacao-do-calor-e-maximas-ate-37-c-1784804225556.png" data-image="tqsdap9p7ccx"><figcaption>Prevê-se uma temperatura máxima de 37 ºC em localidades como Mértola e Alcoutim, ambas situadas no Sul de Portugal continental.</figcaption></figure><p>Assim, <strong>não é de surpreender que esteja prevista uma subida generalizada das temperaturas máximas no nosso país</strong>, com os valores mais elevados previstos para vales do Douro, Tejo e Guadiana, Beira Baixa, Alentejo e Sotavento Algarvio (entre 31 e 37 ºC).</p><p>Segundo o modelo de confiança da Meteored - o ECMWF - <strong>Mértola e Alcoutim, destacam-se, para já, como as localidades com maior probabilidade de registar as temperaturas mais elevadas</strong>. Por outro lado, algumas zonas do Algarve, como por exemplo a cidade de Faro, poderão apresentar uma ligeira descida das temperaturas máximas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779936" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-tera-um-breve-alivio-do-calor-ate-sabado-mas-as-temperaturas-voltam-a-subir-a-partir-de-domingo.html" title="Portugal terá um breve alívio do calor até sábado, mas as temperaturas voltam a subir a partir de domingo">Portugal terá um breve alívio do calor até sábado, mas as temperaturas voltam a subir a partir de domingo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-tera-um-breve-alivio-do-calor-ate-sabado-mas-as-temperaturas-voltam-a-subir-a-partir-de-domingo.html" title="Portugal terá um breve alívio do calor até sábado, mas as temperaturas voltam a subir a partir de domingo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-tera-um-breve-alivio-do-calor-ate-sabado-mas-as-temperaturas-voltam-a-subir-a-partir-de-domingo-1784746535712_320.png" alt="Portugal terá um breve alívio do calor até sábado, mas as temperaturas voltam a subir a partir de domingo"></a></article></aside><p>Por fim, importa esclarecer que,<strong> embora se preveja uma intensificação do calor nos primeiros dias da última semana de julho, sobretudo na segunda-feira (27)</strong>, a previsão continua a apresentar algum grau de incerteza quanto à duração e à intensidade deste eventual episódio.</p><p>Aliás, a distribuição e a maior ou menor intensidade do calor em Portugal continental dependerão, em grande medida, da interação entre os principais centros de ação (anticiclones e depressões), da trajetória das massas de ar e dos padrões de circulação atmosférica que se tornarem dominantes na nossa latitude.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ar-polar-maritimo-e-chuva-fraca-de-pouca-dura-domingo-26-de-julho-com-intensificacao-do-calor-e-maximas-ate-37-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal terá um breve alívio do calor até sábado, mas as temperaturas voltam a subir a partir de domingo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-tera-um-breve-alivio-do-calor-ate-sabado-mas-as-temperaturas-voltam-a-subir-a-partir-de-domingo.html</link><pubDate>Thu, 23 Jul 2026 06:09:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Entre quinta-feira e domingo, Portugal continental terá uma descida temporária das temperaturas, alguma precipitação no litoral Norte e Centro entre sexta e sábado e novo reforço do calor a partir de domingo.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xarb9gm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xarb9gm.jpg" id="xarb9gm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Em breve prevê-se uma alteração temporária do estado do tempo em Portugal continental. Entre sexta-feira e sábado prevê-se uma descida das temperaturas e alguma precipitação em regiões do litoral Norte e Centro.</p><p>Contudo, esta mudança será passageira. A partir de domingo, a circulação atmosférica favorecerá novamente a entrada de uma <strong>massa de ar quente e seco proveniente do Norte de África</strong>, impulsionando uma nova subida das temperaturas em praticamente todo o país.</p><h2>A precipitação será escassa e concentrar-se-á sobretudo no litoral Norte e Centro</h2><p>A alteração do estado do tempo deverá traduzir-se em alguma precipitação entre sexta-feira e sábado, embora os modelos continuem a indicar <strong>acumulados reduzidos</strong> e uma distribuição muito irregular.</p><p>Os períodos de chuva ou aguaceiros deverão afetar principalmente o <strong>litoral Norte e Centro</strong>, podendo estender-se pontualmente a algumas zonas montanhosas próximas, enquanto o restante território deverá permanecer maioritariamente seco.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-tera-um-breve-alivio-do-calor-ate-sabado-mas-as-temperaturas-voltam-a-subir-a-partir-de-domingo-1784746386948.png" data-image="8sybp1fwc2yb" alt="Precipitação acumulada - domingo, 26 de julho, às 22h" title="Precipitação acumulada - domingo, 26 de julho, às 22h"><figcaption>Os maiores acumulados deverão concentrar-se no litoral Norte e Centro, mantendo-se reduzidos na maior parte do território.</figcaption></figure><p> Apesar da precipitação prevista, os acumulados deverão ser geralmente modestos, mantendo-se o tempo seco na maioria das regiões do país. </p><h2>A chuva será pouco frequente e muito condicionada pela proximidade do Atlântico</h2><p>A precipitação prevista estará associada à passagem de uma <strong>região de instabilidade ligada a uma depressão</strong>, sendo favorecida pela entrada de ar marítimo mais húmido.</p><p>Os mapas continuam a indicar que a probabilidade de ocorrência de precipitação diminui rapidamente à medida que se avança para o interior, onde muitas localidades poderão nem sequer registar chuva.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-tera-um-breve-alivio-do-calor-ate-sabado-mas-as-temperaturas-voltam-a-subir-a-partir-de-domingo-1784746470841.png" data-image="8qh3zp4i9z03" alt="Probabilidade de chuva - sexta-feira, 24 de julho, às 15h" title="Probabilidade de chuva - sexta-feira, 24 de julho, às 15h"><figcaption>A probabilidade de precipitação será significativamente superior no litoral Norte e Centro do que nas restantes regiões.</figcaption></figure><p> A influência do Atlântico continuará a ser determinante para limitar a precipitação praticamente às regiões costeiras do Norte e Centro. </p><h2>A entrada de ar marítimo fará descer temporariamente as temperaturas</h2><p>A descida das temperaturas prevista para sexta-feira e sábado ficará a dever-se à entrada de uma <strong>massa de ar mais fresca de origem marítima</strong>, transportada por uma circulação predominante de <strong>noroeste</strong>.</p><p>Ao contrário da precipitação, que depende da instabilidade atmosférica associada à depressão, esta diminuição térmica resulta sobretudo da substituição da massa de ar quente por outra significativamente mais fresca.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-tera-um-breve-alivio-do-calor-ate-sabado-mas-as-temperaturas-voltam-a-subir-a-partir-de-domingo-1784746535712.png" data-image="xugs5wi8t2ns" alt="Anomalia da temperatura — sábado, 25 de julho, às 15h" title="Anomalia da temperatura — sábado, 25 de julho, às 15h"><figcaption>Grande parte de Portugal continental deverá apresentar temperaturas abaixo da média para esta época do ano.</figcaption></figure><p> O ambiente tornar-se-á temporariamente mais fresco em praticamente todo o território continental, especialmente durante sexta-feira e sábado. </p><h2>Domingo marca o regresso do calor a Portugal continental</h2><p>A partir de domingo, a circulação atmosférica sofrerá nova alteração, permitindo a chegada de uma <strong>massa de ar quente e seco proveniente do Norte de África</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779881" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-datas-chave-para-as-temperaturas-elevadas-em-portugal-o-ar-quente-chegara-repentinamente-entre-27-e-29-de-julho.html" title="As datas-chave para as temperaturas elevadas em Portugal: o ar quente chegará repentinamente entre 27 e 29 de julho">As datas-chave para as temperaturas elevadas em Portugal: o ar quente chegará repentinamente entre 27 e 29 de julho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-datas-chave-para-as-temperaturas-elevadas-em-portugal-o-ar-quente-chegara-repentinamente-entre-27-e-29-de-julho.html" title="As datas-chave para as temperaturas elevadas em Portugal: o ar quente chegará repentinamente entre 27 e 29 de julho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-datas-chave-para-as-temperaturas-elevadas-em-portugal-o-ar-quente-chegara-repentinamente-entre-os-dias-27-e-1784727155170_320.jpg" alt="As datas-chave para as temperaturas elevadas em Portugal: o ar quente chegará repentinamente entre 27 e 29 de julho"></a></article></aside><p>Como consequência, as temperaturas voltarão a subir de forma generalizada, iniciando um novo período de tempo estável e quente que poderá prolongar-se durante os primeiros dias da próxima semana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-tera-um-breve-alivio-do-calor-ate-sabado-mas-as-temperaturas-voltam-a-subir-a-partir-de-domingo-1784746596751.png" data-image="vnhs0ehiccxd" alt="Temperatura - domingo, 26 de julho, às 16h" title="Temperatura - domingo, 26 de julho, às 16h"><figcaption>A chegada de ar quente proveniente do Norte de África fará subir novamente as temperaturas em Portugal continental.</figcaption></figure><p> Depois do breve alívio térmico previsto para sexta-feira e sábado, o calor deverá regressar rapidamente à generalidade do território. </p><p>Em conclusão, Portugal continental deverá atravessar uma breve mudança do estado do tempo entre sexta-feira e sábado, marcada por temperaturas mais amenas e alguma precipitação, sobretudo no litoral Norte e Centro.</p><p>Esta alteração será, contudo, temporária. A partir de domingo, a chegada de uma <strong>massa de ar quente e seco proveniente do Norte de África</strong> favorecerá uma nova subida das temperaturas e o regresso do tempo seco e estável.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-tera-um-breve-alivio-do-calor-ate-sabado-mas-as-temperaturas-voltam-a-subir-a-partir-de-domingo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pela primeira vez, cientistas registam a formação de um novo fundo oceânico em tempo real]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/pela-primeira-vez-cientistas-registram-a-formacao-de-um-novo-fundo-oceanico-em-tempo-real.html</link><pubDate>Thu, 23 Jul 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Observatório instalado no Oceano Índico capturou a abertura da crosta terrestre, uma intensa erupção submarina e o nascimento de uma nova porção do fundo oceânico após terramotos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/pela-primeira-vez-cientistas-registram-a-formacao-de-um-novo-fundo-oceanico-em-tempo-real-1784476553005.jpg" data-image="znecd9alj2p0" alt="Cientistas observaram, em tempo real, o assoalho oceânico se separar e liberar lava numa cordilheira entre placas tectônicas" title="Cientistas observaram, em tempo real, o assoalho oceânico se separar e liberar lava numa cordilheira entre placas tectônicas"><figcaption>Cientistas observaram, em tempo real, o fundo oceânico separar-se e libertar lava numa cordilheira entre placas tectónicas. Crédito: VicPhotoria/Shutterstock </figcaption></figure><p><strong>Pela primeira vez, cientistas acompanharam em tempo real a formação de um novo trecho do fundo oceânico</strong>. O registo inédito foi feito no Oceano Índico, onde uma sequência de terramotos provocou a separação da crosta terrestre e desencadeou uma grande erupção submarina. O estudo, publicado na revista <em>Nature</em>, oferece um dos retratos mais detalhados já obtidos sobre um dos processos geológicos responsáveis pela renovação da superfície do planeta.</p><p>O fenómeno ocorreu em abril de 2024 na Cordilheira Sudeste-Indiana, uma extensa cadeia montanhosa submersa localizada entre as placas tectónicas Antártica e Australiana. Durante poucos dias, as duas placas afastaram-se pelo menos dois metros, <strong>permitindo a ascensão do magma e a formação de uma nova camada de crosta oceânica</strong>.</p><p>Ao longo do evento, cerca de 160 milhões de metros cúbicos de lava foram expelidos no fundo do mar. Ao mesmo tempo, partes do leito oceânico afundaram até 4,2 metros devido ao esvaziamento do reservatório subterrâneo de magma, <strong>surpreendendo os investigadores pela intensidade das transformações registadas</strong>.</p><h2>Observatório registou evento inédito</h2><p>O acompanhamento <strong>só foi possível graças à instalação de um observatório submarino dois meses antes da atividade sísmica</strong>. Batizada de OHA-GEODAMS, a rede de monitorização foi posicionada em fevereiro de 2024 ao longo de um segmento de aproximadamente 100 quilómetros da cordilheira, nas proximidades da Ilha de São Paulo (Île Saint-Paul), no Oceano Índico.</p><p>Os instrumentos registaram em detalhes a sequência de terramotos, os deslocamentos da crosta terrestre e as deformações do leito marinho. Segundo os investigadores,<strong> o episódio libertou entre 30 e 60 anos de tensão tectónica acumulada naquela região</strong>, oferecendo uma oportunidade inédita para compreender como ocorre a expansão do fundo oceânico.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778454" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-efeito-borboleta-do-fundo-do-oceano-o-que-e-e-como-afeta-as-alteracoes-climaticas-cientistas-de-cambridge-explicam.html" title="O 'efeito borboleta' do fundo do oceano: o que é e como afeta as alterações climáticas? Cientistas de Cambridge explicam">O "efeito borboleta" do fundo do oceano: o que é e como afeta as alterações climáticas? Cientistas de Cambridge explicam</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-efeito-borboleta-do-fundo-do-oceano-o-que-e-e-como-afeta-as-alteracoes-climaticas-cientistas-de-cambridge-explicam.html" title="O 'efeito borboleta' do fundo do oceano: o que é e como afeta as alterações climáticas? Cientistas de Cambridge explicam"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/the-butterfly-effect-of-the-ocean-floor-what-is-it-how-does-it-affect-climate-change-cambridge-scientists-explai-1783709290342_320.jpg" alt="O 'efeito borboleta' do fundo do oceano: o que é e como afeta as alterações climáticas? Cientistas de Cambridge explicam"></a></article></aside><p>A magnitude das mudanças surpreendeu até mesmo a equipa responsável pelo estudo. Em comunicado divulgado pela revista Nature, o geofísico marinho Jean-Yves Royer, do Centro Nacional de Investigação Científica (CNRS), da França, afirmou que os cientistas esperavam registar apenas alguns centímetros de deslocamento vertical. <strong>Em vez disso, mediram um afundamento de até 4,2 metros</strong>.</p><h2>Processo molda grande parte da superfície da Terra</h2><p><strong>A formação de nova crosta nas chamadas cordilheiras meso-oceânicas é um processo contínuo</strong> que ocorre nas regiões onde as placas tectónicas se afastam. Este mecanismo é responsável pela criação de quase dois terços da superfície terrestre, renovando constantemente o fundo dos oceanos ao longo de milhões de anos.</p><div class="texto-destacado">Apesar da sua importância para a dinâmica do planeta, este tipo de fenómeno permanece pouco observado. A maior parte das dorsais oceânicas está localizada em grandes profundidades e longe da costa, tornando difícil a instalação de equipamentos capazes de acompanhar os eventos geológicos no momento em que acontecem.</div><p>Para a geocientista Isobel Yeo, do Centro Nacional de Oceanografia, no Reino Unido, os registos representam um<strong> avanço significativo para a compreensão da evolução da Terra</strong>. Segundo ela, os cientistas ainda sabem "surpreendentemente pouco" sobre a frequência, a intensidade e a dinâmica das erupções submarinas e dos processos tectónicos que formam o fundo dos oceanos. A expectativa é que observatórios semelhantes permitam ampliar este conhecimento nos próximos anos e revelar, com cada vez mais detalhes, como o planeta continua a transformar-se sob as águas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Nature" data-year="2026" data-title="Anatomy%20of%20a%20seafloor%20spreading%20event%20captured%20by%20in%20situ%20seismogeodesy" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41586-026-10785-0">Nature. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41586-026-10785-0" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Anatomy of a seafloor spreading event captured by in situ seismogeodesy</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/pela-primeira-vez-cientistas-registram-a-formacao-de-um-novo-fundo-oceanico-em-tempo-real.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Susto na Lua: o comandante da Artemis II revela a perturbadora anomalia que sofreram a meio da noite]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/susto-na-lua-o-comandante-da-artemis-ii-revela-a-perturbadora-anomalia-que-sofreram-a-meio-da-noite.html</link><pubDate>Wed, 22 Jul 2026 17:07:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A missão Artemis II levou os astronautas de volta às proximidades da Lua, mas também enfrentou sinais inesperados que puseram à prova a preparação, a paciência e a coordenação de toda a tripulação durante a odisseia.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/susto-en-la-luna-el-comandante-de-artemis-ii-confiesa-la-perturbadora-anomalia-que-sufrieron-a-mitad-de-la-noche-1784511623475.jpg" data-image="3v5yp7qmkced"><figcaption>Antes de se deitarem no quinto dia, a tripulação tirou uma última fotografia da Lua. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>Mais de meio século após a última expedição do programa Apolo, quatro astronautas viajaram à volta da Lua na nave Orion durante quase dez dias, <strong>concluindo o primeiro voo tripulado do programa Artemis</strong>.</p><p><strong>Reid Wiseman</strong>, comandante da Artemis II, explicou após o regresso que a viagem não decorreu sem percalços. A tripulação recebeu sinais inesperados de vários sistemas, situações a que os astronautas chamam <strong>"anomalias"</strong> e que foram rapidamente verificadas.</p><p>Um desses alertas surgiu a meio do período noturno da tripulação. Segundo Wiseman,<strong> a indicação poderia apontar para um problema grave no sistema de combustível</strong>, pelo que toda a tripulação teve de verificar imediatamente se a Orion estava a perder propulsante.</p><div class="texto-destacado">O incidente acabou por não ter consequências graves, mas mostrou a diferença entre observar uma missão a partir da Terra e vivê-la no interior de uma cápsula. A centenas de milhares de quilómetros de distância, cada leitura deve ser interpretada com precisão antes de se tomar uma decisão errada.</div><p>A Artemis II foi concebida como um teste abrangente dos sistemas necessários para viajar para o espaço profundo. Encontrar comportamentos inesperados não contradiz o seu sucesso; pelo contrário, permite-nos <strong>saber como a nave responde, como a tripulação trabalha e o que deve ser corrigido em futuras missões</strong>.</p><h2>Um alerta noturno no sistema de combustível</h2><p>O combustível contribui para <strong>a orientação, velocidade e trajetória da nave</strong>, pelo que uma perda teria reduzido a capacidade da Orion de executar manobras, corrigir o rumo ou até mesmo dificultado o regresso para entrar em segurança na atmosfera terrestre.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/susto-en-la-luna-el-comandante-de-artemis-ii-confiesa-la-perturbadora-anomalia-que-sufrieron-a-mitad-de-la-noche-1784510942871.jpg" data-image="te1eij5luxvw"><figcaption>Reid Wiseman foi selecionado como astronauta da NASA em 2009 e desempenhou as funções de comandante da missão Artemis II. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>Wiseman salientou que a primeira reação deveria combinar rapidez e prudência, pelo que a tripulação analisou os dados para <strong>determinar se existia realmente uma fuga ou se o sinal correspondia a mais uma falha do sistema</strong>. Agir precipitadamente também poderia ter efeitos contraproducentes.</p><p>O comandante resumiu a experiência com uma ideia simples: </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Muitas vezes, o mais importante é ter paciência. Dedicar alguns minutos a compreender o que o sistema indicava permitiu avaliar cuidadosamente toda a situação, descartar uma perda perigosa de propulsor e manter toda a missão sob controlo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Essa forma de reagir não surge espontaneamente durante o voo, não! Os astronautas treinam durante anos com simulações de falhas, procedimentos de emergência e cenários ambíguos. O objetivo não é memorizar cada problema, <strong>mas sim manter a calma</strong>.</p><h3>Uma missão para "aperfeiçoar" os sistemas</h3><p>A NASA utilizou a Artemis II para avaliar, pela primeira vez, as suas capacidades de exploração tripulada no espaço profundo. Assim, os quatro astronautas <strong>tinham de se manter vivos, comunicar com a Terra, navegar à volta da Lua e suportar o regresso</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773970" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/porque-e-que-nao-havera-mulheres-na-missao-artemis-iii-que-regressara-a-lua-a-nasa-tenta-esclarecer-a-polemica.html" title="Porque é que não haverá mulheres na missão Artemis III, que regressará à Lua: a NASA tenta esclarecer a polémica">Porque é que não haverá mulheres na missão Artemis III, que regressará à Lua: a NASA tenta esclarecer a polémica</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/porque-e-que-nao-havera-mulheres-na-missao-artemis-iii-que-regressara-a-lua-a-nasa-tenta-esclarecer-a-polemica.html" title="Porque é que não haverá mulheres na missão Artemis III, que regressará à Lua: a NASA tenta esclarecer a polémica"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-no-habra-mujeres-en-la-mision-artemis-iii-que-regresara-a-la-luna-la-nasa-intenta-aclarar-la-polemica-1781286379489_320.jpg" alt="Porque é que não haverá mulheres na missão Artemis III, que regressará à Lua: a NASA tenta esclarecer a polémica"></a></article></aside><p>A nave também contou com o Módulo de Serviço Europeu, construído com a participação internacional e responsável por fornecer propulsão, energia, água, oxigénio e controlo térmico. Wiseman salientou que <strong>este componente impulsionou a Orion em direção à Lua e sustentou toda a tripulação ao longo de toda a viagem</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/susto-en-la-luna-el-comandante-de-artemis-ii-confiesa-la-perturbadora-anomalia-que-sufrieron-a-mitad-de-la-noche-1784511809300.jpg" data-image="zwvfqy23gszk"><figcaption>A tripulação da Artemis II participou numa conversa com o presidente Donald J. Trump após o seu histórico sobrevoo da Lua. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p><strong>As anomalias fazem parte da aprendizagem de uma missão de teste</strong>, desde que possam ser identificadas, controladas e analisadas posteriormente; por isso, cada sinal fornece informações sobre sensores, programas, procedimentos e reações humanas que não podem ser reproduzidas em simulações.</p><p>Wiseman também reconheceu que a tripulação cometeu erros menores, sem consequências graves. <strong>Após cada episódio, os astronautas reviam o que tinha acontecido e, por vezes, acabavam por rir</strong>. Essa combinação de análise, humor e confiança ajudou a manter a coesão dentro de uma cabina pequena e exigente.</p><h3>Lições para o regresso à Lua</h3><p>O voo culminou com <strong>a aterragem da Orion a 10 de abril de 2026</strong>, após completar a sua viagem à volta da Lua. Para além do valor histórico, a missão forneceu dados sobre navegação, suporte vital, comunicações, desempenho da nave e trabalho humano longe da Terra.</p><p>Os engenheiros terão de estudar as anomalias, juntamente com o comportamento geral da Orion, para <strong>decidir quais os ajustes necessários</strong>. A prioridade não será ocultar os problemas, mas compreender as suas causas e reduzir a possibilidade de um sinal semelhante se transformar numa emergência futura.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773606" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-futuro-da-exploracao-espacial-da-nasa-cronograma-e-desafios-das-proximas-missoes-artemis.html" title="O futuro da exploração espacial da NASA: cronograma e desafios das próximas missões Artemis">O futuro da exploração espacial da NASA: cronograma e desafios das próximas missões Artemis</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-futuro-da-exploracao-espacial-da-nasa-cronograma-e-desafios-das-proximas-missoes-artemis.html" title="O futuro da exploração espacial da NASA: cronograma e desafios das próximas missões Artemis"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/il-futuro-dell-esplorazione-spaziale-della-nasa-calendario-e-sfide-delle-prossime-missioni-artemis-iii-e-iv-1780998687886_320.jpg" alt="O futuro da exploração espacial da NASA: cronograma e desafios das próximas missões Artemis"></a></article></aside><p>A Artemis II também demonstrou que as atuais missões lunares dependem de uma cooperação mais ampla do que durante o programa Apollo.<strong> Os Estados Unidos, o Canadá e a Europa contribuíram com astronautas, sistemas e experiência</strong>, uma estrutura que será ainda mais importante para estabelecer operações humanas prolongadas à volta e na Lua.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/susto-na-lua-o-comandante-da-artemis-ii-revela-a-perturbadora-anomalia-que-sofreram-a-meio-da-noite.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Rede nacional de Hubs Azuis mergulha no oceano para levar ciência e inovação até à economia portuguesa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/rede-nacional-de-hubs-azuis-mergulha-no-oceano-para-levar-ciencia-e-inovacao-ate-a-economia-portuguesa.html</link><pubDate>Wed, 22 Jul 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Oito polos de investigação vão converter o Atlântico num laboratório gigante e gerar conhecimento para acelerar a transição ecológica.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/rede-nacional-de-hubs-azuis-mergulha-no-oceano-para-levar-ciencia-e-inovacao-ate-a-economia-portuguesa-1784726582546.jpg" data-image="dkt2y8n0k1g2" alt="Costa atlântica" title="Costa atlântica"><figcaption>O Atlântico une os oito polos de inovação, transformando as águas nacionais num laboratório de tecnologia e ciência aplicada. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>O Atlântico expandiu desde sempre o destino geográfico dos portugueses, mas a <strong>relação</strong> <strong>com o mar</strong> prepara-se para entrar numa era marcadamente <strong>digital</strong> e <strong>tecnológica</strong>. O país está a estruturar uma rede nacional de centros de inovação que pretende converter o oceano num espaço permanente de experimentação científica. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O projeto dos Hubs Azuis junta universidades, empresas e laboratórios colaborativos para desenvolver soluções em condições reais, encurtando de forma decisiva a distância tradicional entre a teoria académica e a operação económica.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A infraestrutura distribuída pelo litoral conta com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência para consolidar a soberania científica portuguesa. A grande mudança reside na <strong>recolha contínua de informação</strong> sobre as correntes, a atmosfera e a biodiversidade. </p><p>Mais do que desenvolver equipamentos isolados, a prioridade passa por recolher e <strong>partilhar dados à escala global</strong> para apoiar políticas públicas, a segurança de navegação e a conservação de ecossistemas vulneráveis.</p><h2>Do mar profundo ao espaço subaquático</h2><p>A norte, o <strong>Hub Azul de Leixões</strong> foca a sua atividade no desenvolvimento de <strong>robótica</strong> para <strong>ambientes extremos</strong>. O polo coordenado pelo INESCTEC irá testar veículos autónomos programados para recolher informação a milhares de metros de profundidade sob pressões esmagadoras.</p><p>No mesmo território portuário, o <strong>Hub Azul Leixões 2</strong> complementa esta visão através da <strong>engenharia subaquática avançada</strong>. Os investigadores, liderados pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, criam sistemas eletrónicos para missões industriais que ajudam a posicionar o país em redes internacionais de cooperação militar e de segurança no âmbito da NATO.</p><h2>Biotecnologia, pesca e turismo</h2><p>Mais a sul, a <strong>Universidade de Aveiro</strong> lidera o centro focado em <strong>oceanografia</strong> e <strong>biotecnologia marinha</strong>. Neste hub, o objetivo é coordenar os esforços para extrair conhecimento científico que ajude a estruturar planos sustentáveis de exploração económica. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/rede-nacional-de-hubs-azuis-mergulha-no-oceano-para-levar-ciencia-e-inovacao-ate-a-economia-portuguesa-1784726752281.jpg" data-image="uxs2b7iq4knx" alt="Praia" title="Praia"><figcaption>De norte a sul, o mar português é o elemento unificador de uma rede tecnológica focada no desenvolvimento sustentável. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>A transição para o polo de <strong>Peniche</strong> traz uma abordagem muito centrada na capacitação das populações litorais. Este Hub Azul promove a qualificação de <strong>profissionais da pesca</strong> e do <strong>turismo náutico</strong>, assegurando que a transferência de tecnologia chega à economia real das vilas costeiras.</p><h2>A monitorização do clima e das águas</h2><p>O <strong>Hub Azul Oeiras Mar</strong> assume um papel crucial na segurança coletiva ao integrar os sistemas de observação da atmosfera do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Coordenado por José Guerreiro, presidente do IPMA, o centro centraliza a recolha de dados meteorológicos urgentes para <strong>prever tempestades extremas</strong> e apoiar a navegação mercantil no Atlântico. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A informação gerada nesta unidade apoia as decisões governamentais de <strong>adaptação climática</strong> e serve de escudo protetor para as infraestruturas costeiras nacionais mais expostas à erosão marítima.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777009" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-oceano-poderia-oferecer-mais-de-um-terco-da-solucao-para-o-clima-mas-recebe-menos-de-1-do-financiamento-climatico.html" title="O oceano poderia oferecer mais de um terço da solução para o clima, mas recebe menos de 1% do financiamento climático">O oceano poderia oferecer mais de um terço da solução para o clima, mas recebe menos de 1% do financiamento climático</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-oceano-poderia-oferecer-mais-de-um-terco-da-solucao-para-o-clima-mas-recebe-menos-de-1-do-financiamento-climatico.html" title="O oceano poderia oferecer mais de um terço da solução para o clima, mas recebe menos de 1% do financiamento climático"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/l-ocean-nous-offre-plus-d-un-tiers-de-la-solution-climatique-mais-recoit-moins-de-1-des-financements-pourquoi-ce-paradoxe-1782624838987_320.jpeg" alt="O oceano poderia oferecer mais de um terço da solução para o clima, mas recebe menos de 1% do financiamento climático"></a></article></aside><p>No Algarve, o <strong>polo de Olhão</strong> dedica-se ao desenvolvimento da aquacultura sustentável e da <em>biotecnologia alimentar</em>. As equipas, coordenadas pela autarquia local, trabalham na melhoria genética de espécies marinhas e na eficiência das unidades de <strong>produção</strong> <strong>aquícola</strong> em mar aberto. A vertente agroalimentar visa reduzir a dependência externa de pescado, gerando alternativas económicas viáveis que respeitem os limites ecológicos do ecossistema marinho do sul do país.</p><h2>Um sistema de sistemas integrados</h2><p>A visão global do projeto culmina na <strong>Hub Azul School</strong>, uma valência transversal focada em preparar as novas gerações para as profissões da economia azul. Esta malha de inovação nacional permite que Portugal se apresente perante os parceiros europeus como um território coeso e dinâmico, apto a testar novas tecnologias em alto-mar antes de serem <strong>replicadas noutros pontos do globo</strong>.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/rede-nacional-de-hubs-azuis-mergulha-no-oceano-para-levar-ciencia-e-inovacao-ate-a-economia-portuguesa-1784726897062.jpg" data-image="7vscz2p8argv" alt="Ponta da Peidade, Algarve" title="Ponta da Peidade, Algarve"><figcaption>A rede de Hubs Azuis recolhe dados do oceano, gerando conhecimento para impulsionar a economia, a ciência ou a segurança marítima. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>A articulação entre os diversos polos pretende demonstrar que a valorização dos recursos marítimos nacionais já não se faz de forma isolada. Ao interligar a robótica do norte com a biologia do sul, o consórcio ambiciona criar um <strong>ecossistema integrado</strong> que valoriza cada gota de água estudada.</p><p>O futuro do país, segundo os seus promotores, passa inevitavelmente por este <strong>domínio</strong> <strong>tecnológico</strong> das suas <strong>águas territoriais</strong>, onde o conhecimento gerado representa um dos maiores ativos económicos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Hub%20Azul%20Portugal" data-year="" data-title="Oito%20Hubs%20regionais%20em%20Portugal" data-url="https%3A%2F%2Fhubazul.pt%2F">Hub Azul Portugal. <a href="https://hubazul.pt/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Oito Hubs regionais em Portugal</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/rede-nacional-de-hubs-azuis-mergulha-no-oceano-para-levar-ciencia-e-inovacao-ate-a-economia-portuguesa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como reutilizar rolhas de vinho para criar mini-vasos para as suas suculentas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-reutilizar-rolhas-de-vinho-para-criar-mini-vasos-para-as-suas-suculentas.html</link><pubDate>Wed, 22 Jul 2026 15:29:31 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Um guia para criar paisagens em miniatura em recipientes pequenos. Descubra quais as suculentas que se desenvolvem bem com espaço limitado para as raízes e as condições de iluminação de que necessitam para se manterem saudáveis em ambientes interiores.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-reutilizar-los-corchos-para-crear-mini-macetas-para-tus-suculentas-1783804140370.jpg" data-image="fjufb8fjj28x" alt="plants" title="plants"><figcaption>Pequenas peças de design para a casa que combinam diferentes texturas suculentas, dando ao mesmo tempo uma segunda vida às rolhas de vinho.</figcaption></figure><p><strong>Tem rolhas de vinho guardadas numa gaveta?</strong> A reciclagem criativa e a jardinagem doméstica unem-se neste projeto ecológico, perfeito para dar pequenos toques de verde a espaços compactos.</p><p>Em vez de as deitar fora, <strong>pode transformá-las em pequenos vasos para as suas plantas</strong>. Além de ficarem lindas, também são excelentes presentes originais ou lembranças para festas.</p><p>Aqui está um <strong>guia prático passo a passo para criares as tuas próprias paisagens em miniatura</strong>, juntamente com as melhores variedades de suculentas para garantir que o teu projeto seja um sucesso.</p><h2>Passo 1: Esvaziar e estabilizar a rolha</h2><p><strong>Comece por esvaziar o centro da rolha</strong>. Pode utilizar um x-ato, uma goiva de entalhar ou uma broca manual. Tente criar uma cavidade a cerca de metade da altura da rolha. Quando estiver pronta, decida como a vai utilizar:</p><ul> <li><strong>Decoração de secretária</strong>: Cole uma moeda pequena na parte inferior da rolha. O peso adicional ajudará a mantê-la na vertical em superfícies planas.</li> </ul><ul> <li><strong>Íman de frigorífico</strong>: Fixe um íman pequeno a um dos lados da rolha utilizando um adesivo de contacto forte.</li> </ul><p>Assim que o adesivo secar,<strong> encha a cavidade com substrato para cactos e suculentas</strong>. Uma colher pequena funciona bem para este passo. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-reutilizar-los-corchos-para-crear-mini-macetas-para-tus-suculentas-1783804264821.jpg" data-image="glucv9ipi557" alt="plants" title="plants"><figcaption>O primeiro passo requer paciência: esvazie cuidadosamente o centro da rolha para criar a cavidade onde as raízes da planta irão crescer.</figcaption></figure><p>Coloque a terra de forma solta, sem a compactar demasiado. Isto permite que as futuras raízes respirem adequadamente.</p><h2>Passo 2: Escolha e plante as suas suculentas</h2><p><strong>A chave para o sucesso é a proporção</strong>. A estaca ou rebento não deve ter mais do que metade do comprimento da rolha. Se a planta for demasiado grande ou pesada, o solo não a irá segurar com firmeza e acabará por secar.</p><h3>As melhores espécies de suculentas para este projeto</h3><p>Como o espaço de cultivo é extremamente limitado,<strong> é importante escolher plantas de crescimento lento</strong>. Procure variedades que tolerem bem a seca e tenham sistemas radiculares compactos. Algumas das melhores opções incluem:</p><p><strong><em>Sedum album ou Sedum morganianum</em></strong>: As suas folhas minúsculas formam aglomerados compactos e ornamentais e prosperam em recipientes muito pequenos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-reutilizar-los-corchos-para-crear-mini-macetas-para-tus-suculentas-1783804365305.jpg" data-image="ynljtv2tvvmm" alt="plants" title="plants"><figcaption>Uma forma ecológica e criativa de decorar a sua secretária ou de criar lembranças originais para um evento especial.</figcaption></figure><p><strong><em>Crassula ovata</em> (mini-jade)</strong>: As estacas muito jovens desta espécie são notavelmente resistentes e desenvolvem raízes fortes com muito pouca humidade.</p><p><em><strong>Haworthia retusa ou Haworthia fasciata</strong></em> <strong>(planta-zebra)</strong>: Estas espécies preferem sombra parcial e toleram espaços radiculares reduzidos, o que as torna excelentes opções para ambientes interiores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-reutilizar-los-corchos-para-crear-mini-macetas-para-tus-suculentas-1783804426995.jpg" data-image="n9spm8l47lfq" alt="plants" title="plants"><figcaption>Devido ao seu crescimento extremamente lento, esta espécie mantém-se pequena sem ficar deformada quando cultivada em ambiente interior.</figcaption></figure><p><strong>Pequenas rosetas de Echeveria (como a<em> Echeveria prolifica)</em></strong>: Estas produzem pequenos rebentos que assentam perfeitamente sobre a cortiça, sem se tornarem demasiado pesados para o suporte.</p><p>Insira cuidadosamente o caule no substrato. Adicione um pouco mais de terra à volta da base para fixar a planta, pressionando levemente nas bordas para a manter no lugar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775907" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/muito-mais-do-que-plantas-resistentes-5-suculentas-que-surpreendem-pela-beleza-das-suas-flores.html" title="Muito mais do que plantas resistentes: 5 suculentas que surpreendem pela beleza das suas flores">Muito mais do que plantas resistentes: 5 suculentas que surpreendem pela beleza das suas flores</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/muito-mais-do-que-plantas-resistentes-5-suculentas-que-surpreendem-pela-beleza-das-suas-flores.html" title="Muito mais do que plantas resistentes: 5 suculentas que surpreendem pela beleza das suas flores"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mucho-mas-que-plantas-resistentes-5-suculentas-que-sorprenden-por-la-belleza-de-sus-flores-1782420324041_320.jpg" alt="Muito mais do que plantas resistentes: 5 suculentas que surpreendem pela beleza das suas flores"></a></article></aside><p>Pode misturar diferentes texturas e cores no mesmo arranjo, mas <strong>evite sobrecarregar o espaço</strong>. Isto evita que as plantas compitam de forma demasiado agressiva pelos nutrientes limitados disponíveis.</p><h2>Passo 3: Cuidados básicos e personalização </h2><p>Para manter os seus mini-vasos com o melhor aspeto possível, siga estas dicas simples de cuidados:</p><p><strong>Rega</strong>: Seja extremamente parcimonioso com a água. Utilize um conta-gotas ou uma seringa para adicionar apenas algumas gotas diretamente ao solo a cada 7 a 10 dias. Aguarde sempre até que o substrato esteja completamente seco antes de regar novamente.</p><p><strong>Luz</strong>: Coloque os vasos de cortiça num local com luz natural indireta e intensa. A luz solar direta e intensa pode sobreaquecer rapidamente a pequena zona radicular e desidratar a planta em poucas horas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-reutilizar-los-corchos-para-crear-mini-macetas-para-tus-suculentas-1783804568802.jpg" data-image="71m4hs67q4d5" alt="plants" title="plants"><figcaption>Uma forma ecológica e criativa de decorar a sua secretária ou de criar lembranças originais para um evento especial.</figcaption></figure><p>Se preferir algo diferente do aspeto rústico natural da cortiça, <strong>pode personalizar o exterior</strong>. Pinte-a com tintas acrílicas, enrole-a com fita washi decorativa ou cubra-a com pequenos pedaços de serapilheira.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779542" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nao-sao-plantas-invasoras-mas-podem-tomar-conta-do-seu-jardim-se-nao-as-mantiver-sob-controlo.html" title="Não são plantas invasoras, mas podem tomar conta do seu jardim se não as mantiver sob controlo">Não são plantas invasoras, mas podem tomar conta do seu jardim se não as mantiver sob controlo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nao-sao-plantas-invasoras-mas-podem-tomar-conta-do-seu-jardim-se-nao-as-mantiver-sob-controlo.html" title="Não são plantas invasoras, mas podem tomar conta do seu jardim se não as mantiver sob controlo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/they-re-not-invasive-plants-but-they-can-take-over-your-garden-if-you-don-t-keep-them-under-control-1784424248519_320.jpg" alt="Não são plantas invasoras, mas podem tomar conta do seu jardim se não as mantiver sob controlo"></a></article></aside><p>Acha que cuidar de plantas vivas num espaço tão pequeno parece dar demasiado trabalho? Não se preocupe.<strong> Pode recriar este projeto exatamente igual usando suculentas artificiais em miniatura</strong>. O resultado final é igualmente encantador — sem qualquer manutenção.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-reutilizar-rolhas-de-vinho-para-criar-mini-vasos-para-as-suas-suculentas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As datas-chave para as temperaturas elevadas em Portugal: o ar quente chegará repentinamente entre 27 e 29 de julho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-datas-chave-para-as-temperaturas-elevadas-em-portugal-o-ar-quente-chegara-repentinamente-entre-27-e-29-de-julho.html</link><pubDate>Wed, 22 Jul 2026 15:14:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A última semana de julho poderá trazer calor intenso a Portugal continental. O modelo europeu aponta para uma subida das temperaturas, favorecida pela chegada de ar quente, com máximas superiores a 40 ºC no interior.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-datas-chave-para-as-temperaturas-elevadas-em-portugal-o-ar-quente-chegara-repentinamente-entre-os-dias-27-e-1784727155170.jpg" data-image="1l8pvp6teiu2" alt="O calor volta a ganhar força em Portugal" title="O calor volta a ganhar força em Portugal"><figcaption>As previsões indicam um aumento significativo das temperaturas entre 27 e 29 de julho, com os valores mais elevados previstos para o interior Centro e Sul.</figcaption></figure><p>A última semana de julho deverá ficar marcada por uma subida acentuada das temperaturas em Portugal continental, favorecida por uma alteração da circulação atmosférica que <strong>transportará ar progressivamente mais quente para a Península Ibérica</strong>. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações</div><p>A evolução prevista pelo modelo europeu mostra o reforço de uma dorsal anticiclónica sobre o sudoeste da Europa, acompanhado por uma <strong>atmosfera mais estável</strong> e por menor influência atlântica.</p><h2>Segunda-feira marca o início mais expressivo da subida das temperaturas</h2><p>O aquecimento deverá tornar-se mais evidente no domingo, dia 26, embora os valores ainda se mantenham próximos do habitual em parte do território. <strong>Será na segunda-feira, dia 27, que a subida ganhará expressão no interior</strong>.<strong> </strong>As máximas deverão atingir 36 a 38 ºC em grande parte do Alentejo e da Beira Baixa, alcançar 39 ºC no interior Centro e Sul e 40 ºC nas regiões mais quentes do Alto Alentejo e do vale do Guadiana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-datas-chave-para-as-temperaturas-elevadas-em-portugal-o-ar-quente-chegara-repentinamente-entre-os-dias-27-e-1784724805003.png" data-image="o0vpplq51bew"><figcaption>A subida das temperaturas deverá tornar-se mais evidente na segunda-feira, sobretudo no interior Centro e Sul, onde os termómetros poderão atingir os 40 ºC nas regiões mais quentes.</figcaption></figure><p><strong>No litoral Norte e Centro</strong>, as máximas deverão variar entre <strong>28 e 34 ºC</strong>, com os valores mais elevados previstos na região de Lisboa e no litoral Centro. Apesar da subida das temperaturas, a influência marítima continuará a atenuar o calor junto à costa, mantendo um contraste acentuado em relação ao interior.</p><h2>O calor deverá atingir o pico entre 28 e 29 de julho</h2><p><strong>Entre terça e quarta-feira, dias 28 e 29, prevê-se o pico deste curto episódio de calor</strong>. O modelo europeu aponta para anomalias positivas da temperatura entre 4 e 8 ºC na camada atmosférica situada a cerca de 1500 metros de altitude (850 hPa) sobre a Península Ibérica, indicando uma massa de ar significativamente mais quente do que o habitual para a época.</p><p>Este cenário deverá favorecer<strong> temperaturas superiores a 40 ºC</strong> em grande parte do interior Centro e Sul, sobretudo no Alentejo, na Beira Baixa, no vale do Guadiana e no Douro Superior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-datas-chave-para-as-temperaturas-elevadas-em-portugal-o-ar-quente-chegara-repentinamente-entre-os-dias-27-e-1784726300116.jpg" data-image="f2ibdu87rvbe"><figcaption>Uma crista anticiclónica e uma massa de ar muito quente deverão dominar a Península Ibérica, favorecendo temperaturas elevadas em Portugal continental durante o pico de um curto episódio de calor.</figcaption></figure><p><strong>No Algarve, as temperaturas deverão permanecer mais elevadas no interior do que junto ao litora</strong>l. No litoral Norte e Centro, a nortada e a proximidade do Atlântico deverão limitar a subida das temperaturas, enquanto na região de Lisboa os valores deverão permanecer claramente inferiores aos previstos para o interior durante este período.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-datas-chave-para-as-temperaturas-elevadas-em-portugal-o-ar-quente-chegara-repentinamente-entre-os-dias-27-e-1784726310280.jpg" data-image="rs4713ml3h37"><figcaption>O modelo europeu prevê temperaturas elevadas em Portugal continental durante o início da tarde de 28 de julho, com o calor a fazer-se sentir sobretudo nas regiões do interior, enquanto a influência marítima deverá moderar os valores junto à costa.</figcaption></figure><p>As temperaturas mínimas também deverão subir, sobretudo no interior Sul e em alguns centros urbanos, onde poderão registar-se <strong>noites tropicais, com valores iguais ou superiores a 20 ºC</strong>. A menor recuperação térmica favorecerá a persistência de um ambiente quente durante a noite.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779872" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ar-fresco-e-chuva-com-estadia-curta-em-portugal-maximas-perto-dos-40-c-poderao-regressar-no-inicio-da-proxima-semana.html" title="Ar fresco e chuva com “estadia curta” em Portugal: máximas perto dos 40 ºC poderão regressar no início da próxima semana">Ar fresco e chuva com “estadia curta” em Portugal: máximas perto dos 40 ºC poderão regressar no início da próxima semana</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ar-fresco-e-chuva-com-estadia-curta-em-portugal-maximas-perto-dos-40-c-poderao-regressar-no-inicio-da-proxima-semana.html" title="Ar fresco e chuva com “estadia curta” em Portugal: máximas perto dos 40 ºC poderão regressar no início da próxima semana"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ar-fresco-e-chuva-com-estadia-curta-em-portugal-maximas-perto-dos-40-c-poderao-regressar-no-inicio-da-proxima-semana-1784727169161_320.jpg" alt="Ar fresco e chuva com “estadia curta” em Portugal: máximas perto dos 40 ºC poderão regressar no início da próxima semana"></a></article></aside><p><strong>Na quinta-feira, dia 30, o calor deverá persistir nas regiões interiores, embora se preveja uma ligeira descida das temperaturas em parte do território</strong>. A redução deverá ser mais notória no litoral, enquanto no interior os valores continuarão muito elevados, contrastando com as condições mais amenas previstas para o litoral Norte e Centro e para a região de Lisboa.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-datas-chave-para-as-temperaturas-elevadas-em-portugal-o-ar-quente-chegara-repentinamente-entre-27-e-29-de-julho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tendência para 15 dias em Portugal: atmosfera instável até 25 de julho antes do regresso do Anticiclone dos Açores]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-para-15-dias-em-portugal-atmosfera-instavel-ate-25-de-julho-antes-do-regresso-do-anticiclone-dos-acores.html</link><pubDate>Wed, 22 Jul 2026 13:51:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de alguns dias de instabilidade, Portugal deverá assistir a uma recuperação rápida das temperaturas e ao regresso gradual do Anticiclone dos Açores, num início de agosto mais estável, mas sem sinais de nova vaga de calor.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xar8bla"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xar8bla.jpg" id="xar8bla"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As previsões meteorológicas para os próximos 15 dias apontam para um período marcado por diferentes padrões de circulação atmosférica. Depois de alguns dias de instabilidade provocados por uma depressão em altitude, <strong>a tendência é para uma rápida recuperação das temperaturas</strong> e um regresso gradual da influência do Anticiclone dos Açores no início de agosto.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações </div><p>Ainda assim, tratando-se de previsões de longo prazo, a evolução da atmosfera poderá sofrer alterações.</p><h2>Crista Atlântica domina até ao final da semana</h2><p>Um dos principais indicadores para este tipo de previsão é o gráfico de <strong>probabilidades dos regimes atmosféricos euro-atlânticos</strong> do ECMWF.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-para-15-dias-em-portugal-atmosfera-instavel-ate-25-de-julho-antes-do-regresso-do-anticiclone-dos-acores-1784719134148.jpg" data-image="xzkxg5iqi72w" alt="Regimes atmosféricos Euro-atlânticos" title="Regimes atmosféricos Euro-atlânticos"><figcaption>O ECMWF prevê um regime Atlantic Ridge até 26 de julho, seguido por uma fase de reorganização da atmosfera e pela possível instalação de um padrão NAO+ no final do mês.</figcaption></figure><p>Entre <strong>22 e 26 de julho</strong>, o regime mais provável será o <strong>Atlantic Ridge (Crista Atlântica)</strong>, caracterizado por um reforço das altas pressões no Atlântico Norte e pela presença de baixas pressões sobre a Escandinávia.</p><p>Apesar deste padrão normalmente favorecer tempo relativamente estável, a circulação atmosférica permitirá o <strong>isolamento de uma bolsa de ar frio em altitude</strong> junto à costa portuguesa. No mapa sinóptico demonstrado em baixo, observa-se igualmente o Anticiclone dos Açores deslocado ligeiramente para norte, configuração típica deste regime.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-para-15-dias-em-portugal-atmosfera-instavel-ate-25-de-julho-antes-do-regresso-do-anticiclone-dos-acores-1784719206610.png" data-image="cn2q5w7bmf70" alt="Mapa atmosférico pressão e chuva" title="Mapa atmosférico pressão e chuva"><figcaption>Durante os dias 24 e 25 de julho, uma depressão em altitude junto à Península Ibérica favorecerá maior nebulosidade, alguma precipitação e temperaturas mais baixas.</figcaption></figure><p>Esta depressão em altitude será responsável pelos dias mais instáveis do período, sobretudo <strong>24 e 25 de julho</strong>, trazendo um aumento da nebulosidade e descida das temperaturas.</p><p>Além da descida das temperaturas, os dias <strong>24 e 25 de julho</strong> poderão trazer alguma precipitação, sobretudo ao litoral Norte e Centro. Os modelos indicam que os maiores acumulados deverão ocorrer nos distritos de <strong>Viana do Castelo, Braga e Porto</strong>. Ainda assim, tudo aponta para um episódio pouco significativo.</p><h2>Final de julho marcado pelo regresso do Anticiclone dos Açores</h2><p>Depois da passagem da depressão para leste, entre <strong>26 e 27 de julho</strong>, as <strong>temperaturas deverão recuperar rapidamente</strong> em praticamente todo o território.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-para-15-dias-em-portugal-atmosfera-instavel-ate-25-de-julho-antes-do-regresso-do-anticiclone-dos-acores-1784719590974.jpg" data-image="bgfj6lmx58dx" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Após a passagem da bolsa de ar frio, as temperaturas deverão recuperar rapidamente, sobretudo no litoral, com valores novamente próximos dos 30 °C.</figcaption></figure><p>Esta recuperação coincide com um período em que os modelos deixam de identificar um regime atmosférico dominante, sinal de que a circulação estará em reorganização.</p><p>As previsões atuais indicam que, entre o final de julho e o início de agosto, poderá instalar-se um regime de <strong>Oscilação do Atlântico Norte positiva (NAO+)</strong>, frequentemente associado a condições mais estáveis e secas em Portugal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-para-15-dias-em-portugal-atmosfera-instavel-ate-25-de-julho-antes-do-regresso-do-anticiclone-dos-acores-1784719754522.jpg" data-image="f0y4mp432jsb" alt="Geopotencial e temperatura 925 hPa" title="Geopotencial e temperatura 925 hPa"><figcaption>No final de julho, o Anticiclone dos Açores deverá regressar a uma posição mais próxima da habitual, favorecendo tempo mais estável e temperaturas em recuperação, sem sinais de uma nova vaga de calor.</figcaption></figure><p>No mapa de geopotencial, temperatura e vento aos <strong>925 hPa</strong> (cerca de <strong>700 a 800 metros de altitude</strong>), já é possível observar o <strong>Anticiclone dos Açores</strong> a regressar a uma posição com o seu núcleo localizado sobre o arquipélago açoriano. Em simultâneo, uma massa de ar mais quente volta a instalar-se sobre a Península Ibérica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779766" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/podera-chover-em-6-distritos-de-portugal-continental-em-breve-eis-a-previsao-para-sexta-e-sabado.html" title="Poderá chover em 6 distritos de Portugal continental em breve: eis a previsão para sexta e sábado">Poderá chover em 6 distritos de Portugal continental em breve: eis a previsão para sexta e sábado</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/podera-chover-em-6-distritos-de-portugal-continental-em-breve-eis-a-previsao-para-sexta-e-sabado.html" title="Poderá chover em 6 distritos de Portugal continental em breve: eis a previsão para sexta e sábado"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/podera-chover-em-6-distritos-de-portugal-continental-em-breve-eis-a-previsao-para-sexta-e-sabado-1784661678937_320.png" alt="Poderá chover em 6 distritos de Portugal continental em breve: eis a previsão para sexta e sábado"></a></article></aside><p>Apesar desta subida das temperaturas, Portugal continuará a beneficiar da influência marítima do Atlântico, sobretudo no litoral, o que deverá impedir um aquecimento excessivo. Assim, <strong>os modelos meteorológicos não indicam, nesta fase, condições favoráveis ao desenvolvimento de uma nova vaga de calor até aos primeiros dias de agosto</strong>, esperando-se temperaturas próximas ou ligeiramente acima da média para a época, sobretudo no interior.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-para-15-dias-em-portugal-atmosfera-instavel-ate-25-de-julho-antes-do-regresso-do-anticiclone-dos-acores.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar fresco e chuva com “estadia curta” em Portugal: máximas perto dos 40 ºC poderão regressar no início da próxima semana]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ar-fresco-e-chuva-com-estadia-curta-em-portugal-maximas-perto-dos-40-c-poderao-regressar-no-inicio-da-proxima-semana.html</link><pubDate>Wed, 22 Jul 2026 13:35:57 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[Prevê-se que o breve período de frescura e chuva de sexta (24) e sábado (25) seja seguido por uma intensificação do calor. As temperaturas máximas, a rondar os 40 ºC nalgumas zonas, poderão voltar a Portugal continental no início da próxima semana.<figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xar91xi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xar91xi.jpg" id="xar91xi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma bolsa de ar frio isolada em altitude situa-se neste momento a noroeste da Península Ibérica, sendo um dos principais sistemas <strong>responsáveis pela evolução do estado do tempo ao longo desta semana em Portugal continental</strong>, mantendo-se bloqueada entre uma crista atlântica a norte e uma crista subtropical a sul.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Após vários dias praticamente estacionária, irá deslocar-se gradualmente para leste, e à medida que for atravessando o norte da Península Ibérica, provocará uma <strong>descida significativa das temperaturas e alguma chuva, sobretudo entre sexta (24) e sábado (25)</strong>.</p><h2>Breve período de chuva e temperaturas mais frescas entre sexta e sábado</h2><p>Após esta quarta-feira (22), que será um dos dias mais quentes da semana (22), espera-se um gradual arrefecimento entre quinta-feira (23) e sábado (25). </p><p>Hoje, a subida das temperaturas no interior do país deve-se, sobretudo, à interação entre a bolsa de ar frio e a crista subtropical, que favorece um campo de pressão e vento propício ao transporte de ar quente e seco procedente do Norte de África e do interior da Península Ibérica. <strong>Hoje, dia 22, as quatro capitais distritais com as temperaturas máximas mais elevadas serão Bragança e Évora (36 ºC) e Castelo Branco e Beja (35 ºC)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-fresco-e-chuva-com-estadia-curta-em-portugal-maximas-perto-dos-40-c-poderao-regressar-no-inicio-da-proxima-semana-1784725468466.png" data-image="8owovng9mw0g"><figcaption>O mapa evidencia temperaturas geralmente abaixo da média na próxima sexta-feira, 24 de julho, estando estas anomalias térmicas negativas em Portugal continental ligadas à entrada de ar mais fresco, originalmente proveniente das latitudes polares, mas chegando cá mais temperado. Pelo meio, ainda interagirá com a bolsa de ar frio, gerando um período temporário de maior frescura no nosso país.</figcaption></figure><p>No entanto, como já foi referido anteriormente pela Meteored Portugal, a partir de quinta-feira (23) prevê-se uma descida gradual das temperaturas, sendo <strong>sexta-feira (24) e sábado (25)</strong>, os dias em que a entrada de ar polar marítimo será mais evidente e <strong>a frescura mais expressiva</strong>.</p><p>Além disto, a passagem da bolsa de ar frio gerará alguma precipitação, sobretudo nas regiões a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela. Ainda assim, tudo indica que será um episódio com <strong>precipitação escassa</strong>.</p><p>As atuais previsões dos modelos sugerem acumulados a variar entre<strong> 1 e 6 mm ao longo de 48 horas</strong>, valores que são reduzidos, mas relativamente relevantes tendo em conta que climatologicamente atravessamos a canícula, o período estatisticamente mais quente e seco do ano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-fresco-e-chuva-com-estadia-curta-em-portugal-maximas-perto-dos-40-c-poderao-regressar-no-inicio-da-proxima-semana-1784725350437.png" data-image="zysdt3cxvazj"><figcaption>Previsão da distribuição de precipitação acumulada até às 22:00 de sábado, 25 de julho.</figcaption></figure><p>Os mapas revelam que o <strong>Minho, o Douro Litoral, parte do litoral Centro e da Área Metropolitana de Lisboa</strong>, bem como algumas zonas do<strong> interior Norte e Centro</strong>, são as regiões onde se espera a ocorrência de <strong>precipitação</strong>, geralmente fraca e irregular.</p><table><thead><tr><th>Cidade</th><th>Temperatura máxima Sexta-feira, 24 de julho</th><th>Temperatura máxima Sábado, 25 de julho</th></tr></thead><tbody><tr><td>Braga</td><td>26 ºC</td><td>29 ºC</td></tr><tr><td>Porto</td><td>24 ºC</td><td>23 ºC</td></tr><tr><td>Leiria</td><td>27 ºC</td><td>26 ºC</td></tr><tr><td>Lisboa</td><td>28 ºC</td><td>28 ºC</td></tr><tr><td>Faro</td><td>34 ºC</td><td>31 ºC</td></tr><tr><td>Bragança</td><td>28 ºC</td><td>29 ºC</td></tr><tr><td>Viseu</td><td>24 ºC</td><td>26 ºC</td></tr><tr><td>Castelo Branco</td><td>30 ºC</td><td>31 ºC</td></tr><tr><td>Coimbra</td><td>27 ºC</td><td>27 ºC</td></tr><tr><td>Évora</td><td>31 ºC</td><td>31 ºC</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Fonte: Mapas da Meteored e IPMA</td></tr></tbody></table><p>Destaque ainda para <strong>Beja</strong>, que se prevê que seja a capital distrital mais quente do país no <strong>sábado (25), com uma temperatura máxima de 31 ºC</strong>.</p><h2>Mudança de tempo a partir de domingo, 26 de julho, o calor voltará a apertar, mas com duração incerta</h2><p>Após um breve período com mais frescura, tudo indica que o estado do tempo voltará a mudar a partir de <strong>domingo (26), estando à vista uma ligeira subida das temperaturas máximas</strong> em quase todo o território de Portugal continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-fresco-e-chuva-com-estadia-curta-em-portugal-maximas-perto-dos-40-c-poderao-regressar-no-inicio-da-proxima-semana-1784725130595.png" data-image="e1qhu1hgrwpp"><figcaption>Apesar da subida térmica prevista para domingo (26), é para segunda-feira (27) que se prevê uma subida das temperaturas mais significativa, tanto em intensidade, como em área geográfica abrangida. Vários locais do país, sobretudo no interior Norte, vale do Tejo e Alentejo, entre outras zonas que se voltarão a aproximar dos 40 ºC.</figcaption></figure><p>De momento, os mapas de referência da Meteored preveem uma nova intensificação do calor, tanto no litoral como no interior, sobretudo a partir de <strong>segunda-feira (27), dia em que se preveem temperaturas máximas compreendidas entre 28 e 40 ºC </strong>em toda a extensão do país.</p><p>No entanto, a previsão ainda se mantém bastante <strong>incerta quanto à duração e intensidade deste eventual episódio de calor</strong>, uma vez que a sua evolução dependerá, uma vez mais, do padrão atmosférico que tem dominado o verão de 2026.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779766" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/podera-chover-em-6-distritos-de-portugal-continental-em-breve-eis-a-previsao-para-sexta-e-sabado.html" title="Poderá chover em 6 distritos de Portugal continental em breve: eis a previsão para sexta e sábado">Poderá chover em 6 distritos de Portugal continental em breve: eis a previsão para sexta e sábado</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/podera-chover-em-6-distritos-de-portugal-continental-em-breve-eis-a-previsao-para-sexta-e-sabado.html" title="Poderá chover em 6 distritos de Portugal continental em breve: eis a previsão para sexta e sábado"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/podera-chover-em-6-distritos-de-portugal-continental-em-breve-eis-a-previsao-para-sexta-e-sabado-1784661678937_320.png" alt="Poderá chover em 6 distritos de Portugal continental em breve: eis a previsão para sexta e sábado"></a></article></aside><p>Consiste precisamente <strong>no mesmo padrão que tem poupado Portugal do calor extremo</strong>, enquanto Espanha vai estando à mercê do registo das temperaturas mais elevadas e várias ondas de calor.</p><p>A interação entre a crista subtropical, responsável por promover ar quente e seco vindo de África, e o possível aparecimento de uma massa de ar mais fresco posicionada entre a região correspondente ao anticiclone dos Açores (que ficará mais próximo da sua posição original) e a Península Ibérica, poderá voltar a ser determinante. <strong>A distribuição e a maior ou menor intensidade do calor em Portugal continental dependerá</strong>, em larga medida, <strong>da interação</strong> entre os centros de ação e da trajetória das massas de ar.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ar-fresco-e-chuva-com-estadia-curta-em-portugal-maximas-perto-dos-40-c-poderao-regressar-no-inicio-da-proxima-semana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Descoberto derretimento devastador de glaciares nos Alpes]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/descoberto-derretimento-devastador-de-geleiras-nos-alpes.html</link><pubDate>Wed, 22 Jul 2026 07:33:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Mais um inverno excecionalmente ameno e com escassa precipitação, seguido por uma série de ondas de calor sem precedentes em junho e julho, revelou-se uma combinação desastrosa para os glaciares das regiões alpinas da Suíça e da Áustria este ano.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/verheerende-gletscherschmelze-in-den-alpen-1783964978695.jpeg" data-image="svoeip9crp8m" alt="geleiras" title="geleiras"><figcaption>Derretimento de glaciares: campos de gelo e vastas reservas de água doce estão a desaparecer.</figcaption></figure><p>O <strong>Glaciar Dachstein</strong>, na <strong>Áustria</strong>, é um exemplo disso. A situação no local é particularmente alarmante, uma vez que todas as reservas de neve do inverno de 2025/26 — uma estação de escassa precipitação de neve — já se tinham esgotado a 29 de junho.</p><p>A partir desse momento — mais cedo do que nunca —, teve início o <strong>derretimento devastador da massa de gelo secular do glaciar</strong>. Vai continuar a perder o seu valioso volume de gelo refrigerante até à chegada do próximo inverno.</p><p>Mesmo durante os anos de calor atípico das últimas décadas, o processo de derretimento não começava antes de várias semanas depois, em agosto.</p><h2>Consequências bem conhecidas do aquecimento global</h2><p>Os efeitos do aquecimento global de origem humana sobre os glaciares são bem conhecidos há décadas. No entanto, eventos ocorridos nos últimos anos superaram tanto as previsões quanto as expectativas de muitos investigadores.</p><p>O jornal austríaco <em>Der Standard </em>tem noticiado extensivamente a questão do <strong>derretimento dos glaciares</strong>. O meteorologista e glaciologista Klaus Reingruber estuda o Glaciar Dachstein há 20 anos.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os últimos cinco ou seis anos foram verdadeiramente dramáticos. O glaciar não está mais a derreter apenas em suas partes inferiores — entre 2.200 e 2.300 metros —, mas sim até ao cume. Enquanto o recuo anual em vários pontos monitorizados costumava ser de um ou dois metros, hoje ele é tipicamente de 17 ou até 22 metros.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Disse Reingruber em entrevista ao <em>Der Standard</em>.</p><h3>Deslizamentos de rochas e redução do abastecimento de água</h3><p>O <strong>recuo drástico dos glaciares</strong> traz consigo inúmeras consequências negativas. À medida que o solo descongela — e devido à perda do imenso peso do gelo —, o terreno subjacente e até mesmo encostas inteiras tornam-se cada vez mais instáveis.</p><p><strong>Grandes desprendimentos de rochas, quedas de blocos mais frequentes</strong>, fluxos de detritos e <strong>inundações repentinas</strong> já são consequências diretas e visíveis. Trilhas de caminhada já estabelecidas não podem mais ser utilizadas, ou a sua manutenção acarreta custos enormes.</p><p><strong>Os glaciares também são vitais para os recursos hídricos</strong>. Durante o verão, elas libertam a água do degelo justamente no momento de maior necessidade.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><p><em>O que desapareceu completamente nessas altitudes são os nevões de verão — até mesmo os nevões em setembro.</em></p><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Disse o investigador Reingruber ao <em>Der Standard</em>.</p><p>Em dias quentes de julho ou agosto, o gelo do glaciar pode derreter até 10 centímetros por dia. Se nevasse por apenas dois ou três dias, o gelo ficaria protegido, e a superfície brilhante da neve refletiria a radiação solar. Ao longo de um ano inteiro, a diferença seria significativa.</p><h3>Os glaciares da Suíça também estão sob ameaça</h3><p>Os glaciares suíços são maiores e, em alguns casos, situam-se a<strong> altitudes superiores a 4.000 metros </strong>— consideravelmente mais elevadas do que as da Áustria. No entanto, elas <strong>enfrentam exatamente os mesmos desafios</strong>, tanto no inverno quanto no verão.</p><p>A <strong>Rede Suíça de Monitorização de Glaciares (GLAMOS)</strong> documenta e monitoriza sistematicamente as mudanças glaciais de longo prazo nos Alpes Suíços. A GLAMOS é operada conjuntamente pela ETH Zurique e pelas universidades de Friburgo e Zurique, em estreita colaboração com a Comissão Suíça para a Observação da Criosfera (SKK).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/verheerende-gletscherschmelze-in-den-alpen-1783965264057.jpeg" data-image="5w79974m9fnt" alt="alpes" title="alpes"><figcaption>O Glaciar Aletsch é um dos afetados pela aceleração da perda de gelo.</figcaption></figure><p>A <strong>precipitação de neve durante o inverno de 2025/26 ficou entre 50% e 75% abaixo da média</strong> de longo prazo. O mês de abril de 2026 foi 2,6 °C mais quente do que a média do período de 1991–2020. Posteriormente,<strong> em junho, a Suíça vivenciou uma onda de calor </strong>que resultou no período de 10 dias mais quente já registado.</p><p>Até ao momento, as condições de seca persistem em toda a Suíça. Em muitos locais, a precipitação registada num período de 90 dias equivale a apenas 35% a 65% da média sazonal.</p><div class="texto-destacado">A GLAMOS informou que, a 29 de junho de 2026, as reservas de neve do inverno tinham-se esgotado completamente. A partir desta data, todo o gelo dos glaciares da Suíça começou a derreter.</div><p>Segundo a GLAMOS, <strong>2026 figura atualmente como o segundo pior ano já registado</strong>.</p><h2>Números de glaciares</h2><p><strong>O pior ano desde o início das medições foi 2022, quando 6% do gelo glacial da Suíça desapareceu</strong>. A segunda maior perda ocorreu em 2023, com um declínio de 4%. De acordo com o GLAMOS, as perdas totalizaram 2,5% em 2024, apesar da abundante queda de neve nas áreas de maior altitude. Em 2025, as perdas aumentaram novamente para 3%. Entre 2022 e o final de 2025, a Suíça perdeu um total de 15,5% do seu gelo glacial.</p><p>Segundo o GLAMOS, a Suíça ainda possui cerca de 1.400 glaciares, que contêm aproximadamente 46,5 quilómetros cúbicos de gelo. No entanto, <strong>mais de 1.000 glaciares menores já desapareceram</strong>.</p><p>A magnitude das mudanças também se reflete nos dados apresentados pelo glaciologista Matthias Huss, da ETH Zurich, numa reportagem da emissora suíça SRF.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><p><em>Durante a onda de calor de duas semanas, os glaciares suíços derreteram a uma taxa de 400 metros cúbicos de água por segundo. Esta quantidade de água seria suficiente para encher uma piscina olímpica a cada seis segundos, dia e noite, durante duas semanas.</em></p> <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Disse Huss à SRF.</p><p>Considerando que as condições após o último inverno já eram extremamente más, ele disse que era profundamente <strong>preocupante </strong>pensar em como a situação poderia evoluir este ano.</p><h3>Ação climática e custos</h3><p>Os países estão a tentar lidar com os<strong> impactos nos recursos hídricos e no fornecimento de energia</strong> através de investimentos significativos.</p><p>Em Zermatt, na Suíça, por exemplo, estão a ser discutidos planos para a construção de um novo reservatório, com um custo estimado de € 500 milhões, para garantir o fornecimento de energia e fornecer capacidade adicional para lidar com eventos de chuvas torrenciais.</p><div class="texto-destacado">Embora o projeto continue a ser controverso, os glaciologistas consideram-no uma prova de que os enormes custos de lidar com as consequências do aquecimento global superam em muito os custos, frequentemente criticados, da ação climática e da transição energética.</div><p>Investigadores de glaciares de renome alertam contra a ideia de que o derretimento do chamado gelo "eterno" do mundo esteja a ocorrer isoladamente, aceitando simplesmente o seu <strong>provável desaparecimento </strong>enquanto as medidas de proteção climática são reduzidas.</p><p>O<strong> recuo glacial é apenas um dos sintomas visíveis da alteração climática</strong>. Ele afeta glaciares em todas as altitudes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/tempestades-de-inverno-estao-se-deslocando-para-o-norte-e-alterando-as-geleiras-do-alasca-diz-novo-estudo.html" title="Tempestades de inverno estão a deslocar-se para norte e a alterar os glaciares do Alasca, diz novo estudo">Tempestades de inverno estão a deslocar-se para norte e a alterar os glaciares do Alasca, diz novo estudo</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/tempestades-de-inverno-estao-se-deslocando-para-o-norte-e-alterando-as-geleiras-do-alasca-diz-novo-estudo.html" title="Tempestades de inverno estão a deslocar-se para norte e a alterar os glaciares do Alasca, diz novo estudo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/winter-storms-tracks-are-shifting-north-and-reshaping-alaska-s-glaciers-according-to-new-study-1767906363186_320.png" alt="Tempestades de inverno estão a deslocar-se para norte e a alterar os glaciares do Alasca, diz novo estudo"></a></article></aside><p><strong>Para retardar o derretimento glacial, coberturas geotêxteis estão a ser cada vez mais utilizadas nos Alpes Suíços</strong>. Espalhadas sobre a superfície do glaciar, elas refletem a luz solar e ajudam a preservar a neve e o gelo abaixo.</p><p>Assim como acontece com muitos sintomas, o mundo não deve concentrar-se apenas na criação de "cobertores" de arrefecimento para preservar o gelo. É preciso também abordar a causa principal do derretimento glacial: as emissões de gases com efeito de estufa provenientes da queima de combustíveis fósseis. <strong>Reduzir estas emissões de forma rápida e substancial é a única maneira de limitar o aquecimento global e os seus impactos</strong> a médio e longo prazo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="GLAMOS" data-year="" data-title="Webseite%20der%20GLAMOS" data-url="https%3A%2F%2Fglamos.ch%2F%23%2FA51e-12">GLAMOS. <a href="https://glamos.ch/#/A51e-12" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Webseite der GLAMOS</a>.</cite><br><cite data-author="Swissinfo" data-year="2025" data-title="Warum%20die%20Gletscherschmelze%20uns%20alle%20betrifft" data-url="https%3A%2F%2Fwww.swissinfo.ch%2Fger%2Fklimaschutz%2Fwarum-die-gletscherschmelze-uns-alle-betrifft%2F45810130">Swissinfo. (2025). <a href="https://www.swissinfo.ch/ger/klimaschutz/warum-die-gletscherschmelze-uns-alle-betrifft/45810130" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Warum die Gletscherschmelze uns alle betrifft</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/descoberto-derretimento-devastador-de-geleiras-nos-alpes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Poderá chover em 6 distritos de Portugal continental em breve: eis a previsão para sexta e sábado]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/podera-chover-em-6-distritos-de-portugal-continental-em-breve-eis-a-previsao-para-sexta-e-sabado.html</link><pubDate>Wed, 22 Jul 2026 06:09:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Entre sexta-feira e sábado, existe probabilidade de ocorrência de precipitação em seis distritos, sobretudo no litoral Norte e Centro, acompanhada por uma descida das temperaturas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xar25ya"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xar25ya.jpg" id="xar25ya"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os próximos dias deverão marcar uma <strong>mudança gradual do estado do tempo</strong> em Portugal continental. A aproximação de uma depressão em altitude poderá favorecer alguma precipitação no litoral Norte e Centro, enquanto a entrada de <strong>ar mais fresco</strong> contribuirá para a descida das temperaturas.</p><p> Embora não se espere um episódio de chuva generalizada, os modelos meteorológicos continuam a indicar precipitação no <strong>litoral Norte e Centro</strong> entre <strong>sexta-feira e sábado</strong>, numa altura em que grande parte do país atravessa a <strong>canícula</strong>. </p><h2>Seis distritos poderão registar precipitação entre sexta e sábado</h2><p>Segundo a previsão mais recente do <strong>modelo ECMWF</strong>, a precipitação deverá concentrar-se sobretudo nos distritos de <strong>Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra e Leiria</strong>, onde a influência da circulação marítima será mais evidente.</p><p>Nas restantes regiões, especialmente no interior Centro, Alentejo e Algarve, a probabilidade de precipitação será bastante reduzida, mantendo-se o tempo maioritariamente seco.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/podera-chover-em-6-distritos-de-portugal-continental-em-breve-eis-a-previsao-para-sexta-e-sabado-1784661599884.png" data-image="iwmh2yst1hqh" alt="Precipitação acumulada - sábado, 25 de julho, às 22h" title="Precipitação acumulada - sábado, 25 de julho, às 22h"><figcaption>A precipitação acumulada entre sexta-feira e sábado deverá concentrar-se sobretudo no litoral Norte e Centro.</figcaption></figure><p> Apesar de os acumulados previstos serem, em geral, modestos, este será um regresso pouco habitual da precipitação durante a <strong>canícula</strong>, sobretudo nas regiões mais expostas à influência atlântica.</p><h2>A chuva deverá surgir de forma dispersa e mais provável junto ao litoral</h2><p>Os mapas de precipitação indicam que a chuva deverá ocorrer sob a forma de <strong>aguaceiros fracos a moderados</strong>, afetando principalmente o litoral Norte e Centro durante os períodos de maior instabilidade atmosférica.</p><p>À medida que avança para o interior do território, a precipitação tenderá a perder intensidade e expressão, sendo provável que muitas localidades permaneçam sem qualquer ocorrência de chuva.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/podera-chover-em-6-distritos-de-portugal-continental-em-breve-eis-a-previsao-para-sexta-e-sabado-1784661678937.png" data-image="uwvj1ga7rgkb" alt="Probabilidade de chuva - sexta-feira, 24 de julho, às 15h" title="Probabilidade de chuva - sexta-feira, 24 de julho, às 15h"><figcaption>A probabilidade de precipitação será mais elevada no litoral Norte, diminuindo rapidamente para o interior do país.</figcaption></figure><p> O sinal apresentado pelo modelo evidencia que a precipitação ficará muito condicionada à proximidade do oceano, reduzindo significativamente a sua probabilidade nas regiões do interior. </p><h2>A entrada de ar marítimo favorecerá um ambiente mais fresco</h2><p>A alteração do estado do tempo estará associada à entrada de uma massa de <strong>ar marítimo mais fresco</strong>, transportada por uma circulação de <strong>noroeste</strong>, responsável por limitar a subida das temperaturas máximas durante sexta-feira e sábado.</p><p>Ao mesmo tempo, esta circulação permitirá o transporte de maior quantidade de humidade para o litoral ocidental, criando condições favoráveis ao desenvolvimento da precipitação prevista.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/podera-chover-em-6-distritos-de-portugal-continental-em-breve-eis-a-previsao-para-sexta-e-sabado-1784661886150.png" data-image="nx392l00cmud" alt="Vento - sexta-feira, 24 de julho, às 15h" title="Vento - sexta-feira, 24 de julho, às 15h"><figcaption>A circulação de noroeste favorecerá a entrada de ar marítimo mais fresco sobre Portugal continental.</figcaption></figure><p> Esta circulação será determinante para transportar ar mais húmido do Atlântico para o litoral português, contribuindo tanto para a descida das temperaturas como para o aparecimento de precipitação em algumas regiões. </p><h2>As temperaturas ficarão abaixo do normal para esta época do ano</h2><p>A chegada desta massa de ar mais fresco refletir-se-á também nos mapas de <strong>anomalia térmica</strong>, que continuam a indicar valores inferiores ao normal para a segunda quinzena de julho em grande parte de Portugal continental.</p><p>A descida das temperaturas será evidente em quase toda a Península Ibérica, exceto na metade oriental, que corresponde à área de Espanha banhada pelo Mediterrâneo e onde as temperaturas se manterão elevadas para a época.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/podera-chover-em-6-distritos-de-portugal-continental-em-breve-eis-a-previsao-para-sexta-e-sabado-1784661969688.png" data-image="8yz7onn6dz9v" alt="Anomalia da temperatura - sábado, 25 de julho, às 16h" title="Anomalia da temperatura - sábado, 25 de julho, às 16h"><figcaption>Grande parte de Portugal continental deverá apresentar temperaturas abaixo da média para esta época do ano.</figcaption></figure><p> O contraste relativamente aos dias anteriores será evidente, com um ambiente bastante mais fresco em praticamente todo o território, sobretudo nas regiões Norte e Centro. </p><p> Em suma, tudo indica que <strong>sexta-feira e sábado</strong> serão marcados por uma alteração temporária do estado do tempo em Portugal continental.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779715" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-aperta-interior-de-portugal-e-algarve-na-quarta-22-de-julho-35-c-ou-mais-previstos-nestas-4-capitais-distritais.html" title="Calor aperta interior de Portugal e Algarve na quarta 22 de julho: 35 ºC ou mais previstos nestas 4 capitais distritais">Calor aperta interior de Portugal e Algarve na quarta 22 de julho: 35 ºC ou mais previstos nestas 4 capitais distritais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-aperta-interior-de-portugal-e-algarve-na-quarta-22-de-julho-35-c-ou-mais-previstos-nestas-4-capitais-distritais.html" title="Calor aperta interior de Portugal e Algarve na quarta 22 de julho: 35 ºC ou mais previstos nestas 4 capitais distritais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-aperta-interior-de-portugal-e-algarve-na-quarta-22-de-julho-35-c-ou-mais-previstos-nestas-4-capitais-distritais-1784640842710_320.png" alt="Calor aperta interior de Portugal e Algarve na quarta 22 de julho: 35 ºC ou mais previstos nestas 4 capitais distritais"></a></article></aside><p>Apesar de a precipitação dever ficar limitada sobretudo aos distritos de <strong>Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra e Leiria</strong>, esta mudança será suficiente para proporcionar um ambiente mais fresco, interrompendo o período de calor que marcou os dias anteriores.</p><p>Ainda assim, a incerteza permanece relativamente à extensão e intensidade da precipitação, pelo que será importante acompanhar as próximas atualizações dos modelos meteorológicos. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/podera-chover-em-6-distritos-de-portugal-continental-em-breve-eis-a-previsao-para-sexta-e-sabado.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Governo aprova licenciamento de matadouros móveis para reduzir distâncias de transporte de animais e apoiar a pecuária]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/governo-aprova-licenciamento-de-matadouros-moveis-para-reduzir-distancias-de-transporte-de-animais-e-apoiar-a-pecuaria.html</link><pubDate>Wed, 22 Jul 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O novo decreto-lei estabelece as condições em que as unidades móveis podem deslocar-se até às explorações pecuárias, zonas de caça e centros de recolha para efetuar o abate dos animais e a preparação da carne para consumo humano. A ASAE e a DGAV vão fiscalizar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/governo-aprova-licenciamento-de-matadouros-moveis-para-reduzir-distancias-de-transporte-de-animais-e-apoiar-a-pecuaria-1784632719373.jpg" data-image="cd8dpa86mz0u" alt="Carnes" title="Carnes"><figcaption>O Governo aprovou o regime de licenciamento e funcionamento de matadouros e estabelecimentos de manipulação de caça móveis em Portugal continental.</figcaption></figure><p>Reduzir as <strong>distâncias de transporte para os animais e apoiar a sustentabilidade dos pequenos produtores pecuários</strong>. Estes são os dois grandes objetivos da publicação do novo regime de licenciamento e funcionamento de matadouros e estabelecimentos de manipulação de caça móveis em Portugal continental.</p><p>O diploma - <strong>decreto-lei n.º 147/2026 - foi publicado nesta segunda-feira, 20 de julho, em Diário da República. Começa a vigorar a 18 de outubro</strong>, 90 dias após a sua publicação, e visa responder às dificuldades enfrentadas pelos produtores pecuários localizados a uma distância elevada dos estabelecimentos de abate que estão atualmente em funcionamento.</p><p>O Governo justifica a medida com o “progressivo <strong>encerramento de centros de abate de pequena dimensão nas zonas rurais”, o que tem “obrigado os produtores locais a percorrer longas distâncias</strong>”, com “custos de transporte que inviabilizam muitas vezes a rentabilidade das explorações familiares”.</p><h2>Entrada em vigor a 18 de outubro</h2><p>A partir de outubro, e para dar resposta a este constrangimento histórico, a <strong>nova legislação viabiliza o licenciamento de unidades móveis de abate de animais</strong>, permitindo que o abate destes, incluindo de peças de caça, ocorra junto à origem.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A medida cria, inclusive, “novas oportunidades de negócio, fomenta os circuitos curtos de comercialização e dá resposta a uma preocupação crescente da sociedade com o bem-estar animal”, refere o Governo no preâmbulo do diploma. Os matadouros móveis eliminam, assim, as viagens prolongadas e as descargas nos matadouros fixos “reduzirá drasticamente o stress provocado aos animais”.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O decreto-lei <strong>abrange ainda o setor cinegético, autorizando estabelecimentos móveis de manipulação de caça</strong>. Esta solução evita que as carcaças sejam transportadas em longos percursos até às instalações aprovadas, permitindo também que a <strong>carne seja processada e valorizada na própria região </strong>onde é caçada.</p><h2> Fiabilidade e segurança do processo de abate </h2><p>Garantida está, também, a <strong>fiabilidade e a segurança do processo de abate dos animais e as regras em matéria de segurança alimentar</strong>. </p><p>O Governo garante <strong>este “modelo móvel não diminui a exigência técnica e legal</strong>” e que os operadores têm de “garantir rigorosos requisitos de higiene, gestão de efluentes e proteção ambiental”.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/governo-aprova-licenciamento-de-matadouros-moveis-para-reduzir-distancias-de-transporte-de-animais-e-apoiar-a-pecuaria-1784632829547.jpg" data-image="jlebu06by1sa" alt="Porcos" title="Porcos"><figcaption>O Governo garante que os matadouros móveis eliminam as viagens prolongadas e as descargas nos matadouros fixos “reduzirá drasticamente o stress provocado aos animais”.</figcaption></figure><p>E há outra garantia: <strong>a inspeção dos animais, antes do abate, assim como as carcaças, depois da operação, terá de ser realizada por médicos veterinários</strong> oficiais. Todas as operações têm, aliás, de ser registadas no Sistema Nacional de Informação e Registo Animal no <strong>prazo máximo de 24 horas</strong> após a decisão de abate.</p><p>O licenciamento destas estruturas estará integrado no <strong>Sistema da Indústria Responsável </strong>(SIR) e será coordenado pela<strong> Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR</strong>) territorialmente competente.</p><p>A fiscalização no terreno, essa, será partilhada. Ficará a cargo da <strong>Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária</strong> (DGAV).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="689504" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ha-147-mil-pessoas-a-trabalhar-na-agricultura-pecuaria-caca-silvicultura-e-pesca-em-portugal.html" title="Há 147 mil pessoas a trabalhar na agricultura, pecuária, caça, silvicultura e pesca em Portugal">Há 147 mil pessoas a trabalhar na agricultura, pecuária, caça, silvicultura e pesca em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ha-147-mil-pessoas-a-trabalhar-na-agricultura-pecuaria-caca-silvicultura-e-pesca-em-portugal.html" title="Há 147 mil pessoas a trabalhar na agricultura, pecuária, caça, silvicultura e pesca em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ha-147-mil-pessoas-a-trabalhar-na-agricultura-pecuaria-caca-silvicultura-e-pesca-em-portugal-1735304371422_320.jpg" alt="Há 147 mil pessoas a trabalhar na agricultura, pecuária, caça, silvicultura e pesca em Portugal"></a></article></aside><p>Uma coisa é certa: os operadores responsáveis pelos matadouros móveis e pelos estabelecimentos móveis de manipulação de caça devem<strong> assegurar que os respetivos equipamentos se encontram nos locais de estacionamento</strong>, sempre que não estejam em funcionamento ou em deslocação entre os locais de abate e de preparação de carnes. </p><p>Isto, a menos que a situação esteja devidamente justificada ou, então, os <strong>equipamentos tenham ido para reparações, alterações ou inspeções</strong>.</p><h2>CCDR garantem licenciamento</h2><p>E são as CCDR (comissões de coordenação e desenvolvimento regional) que têm a <strong>competência para definir o local de estacionamento destas unidades móveis de abate de animais</strong>, assim como para <strong>coordenar o licenciamento</strong> dos matadouros móveis e dos estabelecimentos móveis de manipulação de caça.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/governo-aprova-licenciamento-de-matadouros-moveis-para-reduzir-distancias-de-transporte-de-animais-e-apoiar-a-pecuaria-1784633017498.jpg" data-image="jj9jfevsfhxb" alt="Carnes" title="Carnes"><figcaption>A fiscalização no terreno dos matadouros móveis será partilhada. Fica a cargo da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).</figcaption></figure><p>As entidades responsáveis por estas unidades móveis de abate estão ainda obrigadas à <strong>descrição dos processos e respetivos diagramas de fabrico</strong>, que tem de ser “<strong>detalhada</strong>”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="676807" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/polemica-cientistas-criticam-agencia-da-onu-por-uso-incorreto-de-relatorio-sobre-emissoes-da-pecuaria.html" title="Polémica: cientistas criticam agência da ONU por uso incorreto de relatório sobre emissões da pecuária">Polémica: cientistas criticam agência da ONU por uso incorreto de relatório sobre emissões da pecuária</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/polemica-cientistas-criticam-agencia-da-onu-por-uso-incorreto-de-relatorio-sobre-emissoes-da-pecuaria.html" title="Polémica: cientistas criticam agência da ONU por uso incorreto de relatório sobre emissões da pecuária"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/polemica-cientificos-critican-a-la-onu-por-el-uso-incorrecto-de-un-informe-sobre-emisiones-de-la-ganaderia-1727793428602_320.jpg" alt="Polémica: cientistas criticam agência da ONU por uso incorreto de relatório sobre emissões da pecuária"></a></article></aside><p>Nessa informação têm de constar as espécies, <strong>quantidades máximas e tipos de animais abatidos ou preparados em função da idade, aptidão</strong> ou outras características.</p><div class="texto-destacado">É igualmente obrigatória a <strong>descrição do local de realização, meios utilizados e procedimentos </strong>adotados nas operações de inspeção <em>ante mortem</em>, encaminhamento dos animais para a<strong>bate, atordoamento, suspensão ou içamento dos animais, sangria, esfola, escalda e depilação, depena, evisceração</strong>, corte da carcaça, inspeção post mortem, preparação de miudezas, limpeza e preparação final, classificação, pesagem e arrefecimento.</div><p>A <strong>gestão dos subprodutos animais, nomeadamente o sangue não destinado ao consumo humano</strong>, peles, penas, pelo, conteúdo digestivo e matérias de risco tem também de estar detalhada. </p><p>E tem de haver uma <strong>descrição dos procedimentos de remoção, armazenamento, encaminhamento e meios utilizados</strong>, assim como dos locais, meios e procedimentos utilizados nas colheitas de amostras para testes laboratoriais.</p><p>Os <strong>procedimentos de higienização e desinfeção dos utensílios, equipamentos</strong> e estruturas têm, também, de ser devidamente especificados. </p><p>Além, ainda, dos procedimentos de <strong>higienização e desinfeção da unidade móvel e das condições de manutenção da carne</strong> retida e da carne declarada imprópria para consumo humano.</p><p>A <strong>origem da água utilizada no processo de abate dos animais, assim como os procedimentos de recolha</strong>, eventual tratamento e encaminhamento das águas residuais também tem de constar na descrição dos processos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/governo-aprova-licenciamento-de-matadouros-moveis-para-reduzir-distancias-de-transporte-de-animais-e-apoiar-a-pecuaria.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Países Baixos declaram oficialmente situação de escassez de água devido à seca persistente]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/paises-baixos-declaram-oficialmente-situacao-de-escassez-de-agua-devido-a-seca-persistente.html</link><pubDate>Tue, 21 Jul 2026 17:05:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>As três ondas de calor registadas no último mês e a primavera seca esgotaram os reservatórios holandeses, obrigando o governo a declarar o racionamento de água pela quarta vez desde 1976.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/netherlands-officially-declares-water-shortage-amid-persistent-drought-1784548292928.jpeg" data-image="l1omjzsai2y5"><figcaption>O Governo eleva o nível de resposta à seca, à medida que as entidades responsáveis pela gestão da água começam a dar prioridade à distribuição de água nos Países Baixos.</figcaption></figure><p> Os Países Baixos declararam oficialmente uma <strong>escassez de água</strong> na quinta-feira, após semanas de seca persistente, o que levou as autoridades a elevar o nível nacional de resposta à seca. </p><h2>Racionamento de água e baixos níveis dos rios </h2><p>O Ministério das Infraestruturas e da Gestão da Água elevou o nível de resposta para o <strong>Nível 2</strong>, seguindo a recomendação do Comité Nacional de Coordenação da Distribuição de Água, uma vez que se prevê que a escassez se mantenha nas próximas semanas.</p><p>Ao abrigo destas medidas, será dada <strong>prioridade à proteção das defesas contra inundações e dos diques sensíveis à seca</strong>, seguida do <strong>abastecimento de água potável e da produção de energia</strong>. As autoridades regionais irão, alegadamente, decidir se são necessárias restrições adicionais, enquanto a província de Limburg já restringiu a utilização de águas superficiais para fins que incluem a irrigação de terras agrícolas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/netherlands-officially-declares-water-shortage-amid-persistent-drought-1784385991114.jpg" data-image="kyy6rtl03fnc"><figcaption>Primavera seca e três ondas de calor na origem do atual panorama nos Países Baixos.</figcaption></figure><p>A Rijkswaterstaat, agência executiva do Ministério das Infraestruturas e Gestão da Água dos Países Baixos, afirmou que não existe qualquer risco para o abastecimento público de água potável, mas exortou a população a utilizar a água de forma responsável durante o período de seca. O caudal dos rios que entram nos Países Baixos <strong>desceu para o nível mais baixo desde 1976, em Lobith</strong>.</p><div class="texto-destacado">O Comité Nacional de Coordenação da Distribuição de Água afirmou que a atual escassez é mais grave do que o habitual e alertou que o risco de seca aumentou nas últimas décadas devido às alterações climáticas.</div><p><strong>A última vez que os Países Baixos elevaram o seu nível de resposta à seca para o Nível 2 foi em agosto de 2022</strong>. O nível de alerta mais elevado, o Nível 3, foi declarado pela última vez em 2003.</p><h2>Como as alterações climáticas influenciam as secas</h2><p><strong>O aumento da frequência com que se decretam racionamentos de água nos últimos 20 anos</strong> indica a gravidade com que se deve abordar a questão das alterações climáticas e a preparação dos países para dar resposta às questões-chave em matéria de infraestruturas, com vista a mitigar reações ainda mais drásticas.</p><p>Com a previsão de um tempo mais quente e seco no verão e mais húmido no inverno, em resultado de um clima em aquecimento, <strong>os países da Europa Ocidental necessitam desesperadamente de soluções mais resilientes</strong>. Uma seca prolongada seguida de chuvas torrenciais não é necessariamente a chave para pôr fim à seca de forma eficaz.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763059" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-cientifico-revela-que-as-tendencias-globais-de-seca-no-futuro-podem-nao-ser-exatamente-como-se-pensava.html" title="Estudo científico revela que as tendências globais de seca no futuro podem não ser exatamente como se pensava">Estudo científico revela que as tendências globais de seca no futuro podem não ser exatamente como se pensava</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-cientifico-revela-que-as-tendencias-globais-de-seca-no-futuro-podem-nao-ser-exatamente-como-se-pensava.html" title="Estudo científico revela que as tendências globais de seca no futuro podem não ser exatamente como se pensava"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-cientifico-revela-que-as-tendencias-globais-de-seca-no-futuro-podem-nao-ser-exatamente-como-se-pensava-1776510358012_320.jpg" alt="Estudo científico revela que as tendências globais de seca no futuro podem não ser exatamente como se pensava"></a></article></aside><p>A consciência de um mundo mais quente consiste em perceber a alteração no ciclo hidrológico e a perturbação dos padrões meteorológicos estabelecidos, o que implica que, <strong>quando chove, agora chove com maior intensidade e isso não corresponde à necessidade do solo de compensar o défice</strong>.</p><p>Chuvas mais intensas num curto período de tempo não são a solução para a seca, uma vez que aumentam o escoamento superficial, em vez de favorecerem a infiltração. <strong>Precisamos de recolher cada gota e de sensibilizar as pessoas para o facto de que um futuro mais quente e prolongado implica ondas de calor e secas de verão mais frequentes em toda a Europa Ocidental</strong>, com impactos socioeconómicos mais adversos, se as infraestruturas continuarem a ser concebidas para um clima que, de facto, já não existe.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/paises-baixos-declaram-oficialmente-situacao-de-escassez-de-agua-devido-a-seca-persistente.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item></channel></rss>