<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Thu, 25 Jun 2026 20:10:17 +0000</lastBuildDate><pubDate>Thu, 25 Jun 2026 20:10:17 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Têm nove cérebros, três corações e sonham: o encontro com um polvo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/tem-nove-cerebros-tres-coracoes-e-sonham-o-encontro-com-um-polvo.html</link><pubDate>Thu, 25 Jun 2026 16:12:39 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Os polvos têm nove cérebros funcionais, três corações e uma inteligência notável, o que põe em causa tudo o que sabemos sobre a evolução dos animais. Brincam, sonham e resolvem problemas, o que leva alguns cientistas a considerá-los como o que mais se aproxima de uma mente extraterrestre.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tienen-nueve-cerebros-tres-corazones-y-suenan-interactuar-con-un-pulpo-es-lo-mas-parecido-a-conocer-a-un-alien-1781516190656.jpeg" data-image="wl62g41qd0fb" alt="Pulpo" title="Pulpo"><figcaption>Com nove cérebros funcionais, três corações e uma inteligência extraordinária, os polvos desafiam tudo o que sabemos sobre a evolução dos animais. Brincam, sonham e resolvem problemas – e fazem-no de tal forma que alguns cientistas os consideram o que mais se aproxima de uma inteligência extraterrestre.</figcaption></figure><p>Quando pensamos em como poderia ser um encontro com vida inteligente de outro planeta, imaginamos frequentemente seres com tecnologia inimaginável e anatomia invulgar. <strong>No entanto, talvez nem seja necessário sair da Terra para nos aproximarmos dessa experiência</strong>. Alguns investigadores defendem que o exemplo mais próximo vive nos nossos oceanos e tem oito braços.</p><div class="texto-destacado">Devido às suas capacidades cognitivas, os polvos ocupam uma posição única entre os invertebrados. O seu sistema nervoso compreende cerca de 500 milhões de neurónios, dos quais uma parte significativa se concentra no cérebro central, enquanto o restante se distribui pelos seus oito braços, o que lhes confere um grau notável de autonomia. São capazes de resolver problemas complexos e podem aprender através da observação de outros indivíduos.<br></div><p>A dificuldade em imaginar formas de inteligência radicalmente diferentes da nossa deve-se, em parte, à <strong>nossa tendência para projetar características humanas em qualquer forma de vida complexa</strong>.</p><p>Mesmo na ficção científica, foram frequentemente reproduzidas estruturas corporais e comportamentos conhecidos. No entanto,<strong> os polvos representam uma exceção notável</strong>: organismos cuja história evolutiva se separou da nossa há mais de 650 milhões de anos.</p><p>Longe dos vertebrados,<strong> estes cefalópodes desenvolveram as suas próprias e únicas estratégias</strong> de adaptação biológica.</p><p>O filósofo <strong>Peter Godfrey-Smith</strong> defende que a interação com os polvos representa, para o ser humano, uma das experiências que mais se assemelha a um encontro com uma inteligência extraterrestre. Não devido à sua aparência, <strong>mas à forma como percebem o mundo, processam informações e reagem ao seu ambiente</strong>.</p><h2>A inteligência do polvo: nove cérebros </h2><p><strong>A inteligência dos polvos é sustentada por um sistema nervoso extraordinário</strong>. Possuem mais de 550 milhões de neurónios, um número comparável ao de um cão. No entanto, a distribuição destes neurónios difere fundamentalmente da observada nos mamíferos ou nas aves.</p><p><strong>Nos lóbulos visuais encontram-se cerca de 160 milhões de neurónios, enquanto 42 milhões constituem o cérebro central</strong>. Os restantes 350 milhões de neurónios estão distribuídos pelos oito tentáculos em aglomerados de neurónios, denominados gânglios, que funcionam com um grau notável de independência funcional.</p><p>Esta disposição permite que cada braço explore objetos, reaja a sinais químicos detetados pelas ventosas e execute tarefas complexas sem depender constantemente de instruções do cérebro central.<strong> Este modelo descentralizado inspirou até mesmo a investigação no campo da robótica e da inteligência artificial</strong>.</p><h2>A inteligência dos polvos: brincam, sonham e utilizam ferramentas</h2><p>Entre as capacidades cognitivas dos polvos contam-se comportamentos que raramente se observam em invertebrados. Estudos demonstraram que são capazes de <strong>resolver problemas, antecipar ações futuras e adaptar as suas estratégias</strong> com base em experiências anteriores.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/tienen-nueve-cerebros-tres-corazones-y-suenan-interactuar-con-un-pulpo-es-lo-mas-parecido-a-conocer-a-un-alien-1781516223377.jpeg" data-image="aevlwdmsrxxt" alt="Pulpo" title="Pulpo"><figcaption>Os polvos evoluíram de uma forma completamente diferente da dos seres humanos, mas apresentam comportamentos que sugerem uma inteligência altamente desenvolvida. A sua capacidade de aprender, de se camuflar e de resolver problemas torna-os um dos maiores enigmas do reino animal.</figcaption></figure><p>Além disso, são capazes de manipular recipientes para aceder à comida, abrindo tampas através da experimentação e da aprendizagem. Noutros casos, observou-se que transportavam cascas de coco, que mais tarde utilizavam como abrigos provisórios. <strong>Os resultados da investigação sugerem ainda que os polvos brincam e sonham</strong>.</p><p>Estas atividades podem contribuir para a sua flexibilidade comportamental. Os cefalópodes são considerados <strong>animais sensíveis, o que significa que podem sentir dor, bem-estar e outras sensações</strong>, o que levanta questões éticas importantes no que diz respeito ao seu tratamento.</p><h2>Polvos: três corações, uma visão única e uma esperança de vida notavelmente curta</h2><p>A fisiologia dos polvos apresenta ainda outras características invulgares. <strong>Têm três corações e olhos altamente desenvolvidos, sem ponto cego na retina</strong>. No entanto, possuem apenas uma única opsina visual, o que significa que a sua visão é praticamente monocromática.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770238" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-primeiros-superpredadores-do-oceano-podem-ter-sido-polvos-gigantes.html" title="Os primeiros superpredadores do oceano podem ter sido polvos gigantes">Os primeiros superpredadores do oceano podem ter sido polvos gigantes</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-primeiros-superpredadores-do-oceano-podem-ter-sido-polvos-gigantes.html" title="Os primeiros superpredadores do oceano podem ter sido polvos gigantes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/the-ocean-s-first-super-predators-may-have-been-giant-octopuses-1779279473023_320.png" alt="Os primeiros superpredadores do oceano podem ter sido polvos gigantes"></a></article></aside><p>A sua pele compensa esta limitação. Contém até 16 000 cromatóforos por centímetro quadrado, dispostos em camadas sobrepostas. Isto permite que os <strong>polvos alterem a sua aparência em apenas 100 milissegundos, o que os ajuda a integrar-se perfeitamente no ambiente</strong>.</p><p>Além disso, entra em jogo um paradoxo evolutivo. Apesar da sua inteligência altamente desenvolvida, os polvos são, regra geral, animais solitários com uma esperança de vida muito curta. <strong>O polvo-comum raramente vive mais de dois anos</strong>.</p><p>Após a reprodução, os adultos morrem, o que impede a transmissão direta de conhecimento entre gerações. Talvez esta seja uma das razões pelas quais continuam a fascinar tanto os cientistas como o público em geral: <strong>personificam uma inteligência altamente complexa, baseada em regras que diferem significativamente das nossas</strong>.</p><h3><i>Referência da notícia:</i></h3><p><em>The Conversation: </em><a href="https://theconversation.com/relacionarnos-con-un-pulpo-es-similar-a-encontrarnos-con-una-inteligencia-alienigena-283815" target="_blank"><em>Relacionarnos con un pulpo es similar a encontrarnos con una inteligencia alienígena</em></a> </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/tem-nove-cerebros-tres-coracoes-e-sonham-o-encontro-com-um-polvo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bonampak guarda uma das cenas mais impressionantes do mundo Maia: a batalha pintada que ainda hoje causa arrepios]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/bonampak-guarda-uma-das-cenas-mais-impressionantes-do-mundo-maia-a-batalha-pintada-que-ainda-hoje-causa-arrepios.html</link><pubDate>Thu, 25 Jun 2026 16:04:09 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Um local histórico interessante, famoso pelos frescos que se escondem no meio da Selva Lacandona. Neles estão retratados os momentos mais marcantes: o pagamento de tributos, a captura de prisioneiros ou os sacrifícios.</p><figure id="first-image"><a href="https://lugares.inah.gob.mx/es/node/4331" target="_blank"><img src="https://services.meteored.com/img/article/bonampak-guarda-una-de-las-escenas-mas-impactantes-del-mundo-maya-la-batalla-pintada-que-aun-estremece-1782147259187.jpg" data-image="f0dwe9mfm54z" alt="La Selva Lacandona resguarda frescos de invaluable tesoro. Imagen INAH." title="La Selva Lacandona resguarda frescos de invaluable tesoro. Imagen INAH."></a><figcaption>A Selva Lacandona guarda frescos de inestimável valor. Imagem: INAH.</figcaption></figure><p>Cidade maia com 18 séculos de história, <strong>cujo apogeu ocorreu entre os anos 600 e 800 da nossa era</strong>. Devido à sua elevada capacidade de produção agrícola, foi o centro administrativo das cidades maias da bacia do rio Usumacinta. Para além da produção de alimentos básicos, também se cultivava o cacau.</p><p>Trata-se de Bonampak, um território situado dentro da grande Reserva da Biosfera dos Montes Azules, no vale do rio Lacanhá; <strong>está rodeada por uma densa floresta tropical húmida, onde o nevoeiro espesso parece abraçar as gigantescas ceibas</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Dentro das muralhas destas ruínas, encontram-se escondidas três salas totalmente decoradas com murais de grande beleza e relativamente bem conservados.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O espaço onde a cidade está situada tem uma extensão de pouco mais de quatro quilómetros quadrados. <strong>Este antigo centro populacional aproveita uma cadeia de colinas naturais que servem de proteção e, ao mesmo tempo, de terraços escalonados</strong>. Possui ainda, na sua praça central, edifícios de pouca altura destinados a diferentes fins: religiosos, habitacionais e administrativos.</p><p>Dentro das muralhas destas ruínas, encontram-se escondidas três salas totalmente decoradas com murais de grande beleza e relativamente bem conservados; neles estão retratadas diversas cenas da extinta civilização Maia, nas quais foram captados momentos importantes.</p><p><strong>Conhecido como o Templo dos Murais, as pinturas retratam diferentes cenas de importância para a antiga civilização</strong>: guerras entre povos, grandes celebrações, o pagamento de tributos, a captura de prisioneiros e até mesmo sacrifícios humanos.</p><h2>Cenas de combates violentos e rituais sangrentos</h2><p>Nos frescos de Bonampak, é possível observar cenas que retratam combates violentos e rituais religiosos sangrentos. <strong>Noutras imagens, observam-se desfiles com músicos vestidos com trajes impressionantes</strong>. Com estas imagens, ficou comprovado que a população daquela época não era tão pacífica como se pensava inicialmente.</p><figure><a href="https://lugares.inah.gob.mx/es/node/4331" target="_blank"><img src="https://services.meteored.com/img/article/bonampak-guarda-una-de-las-escenas-mas-impactantes-del-mundo-maya-la-batalla-pintada-que-aun-estremece-1782146757545.jpg" data-image="0vlgyzga0n6x" alt="Las mezclas utilizadas, permitieron la conservación de las pinturas por siglos. Imagen INAH." title="Las mezclas utilizadas, permitieron la conservación de las pinturas por siglos. Imagen INAH."></a><figcaption>As misturas utilizadas permitiram a conservação das pinturas ao longo de séculos. Imagem: INAH.</figcaption></figure><p><strong>Os murais inscrevem-se na tradição da pintura maia do período Clássico</strong> – entre os anos 300 e 900 d.C. – e representam o fim do estilo policromático. Neles, é possível observar que a figura humana é o elemento principal: <strong>as figuras têm uma altura que varia entre 82 e 89 centímetros</strong>.</p><h3>A técnica pictórica teve em conta a humidade e as temperaturas elevadas</h3><p>Com base na análise científica interpretada e tendo em conta documentos históricos, <strong>os especialistas indicam que os murais foram pintados através de uma técnica específica da região</strong>: misturados com cal, exsudados e mucilagens vegetais. A mistura serviu como aglutinante dos pigmentos.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A técnica pictórica respondeu de forma muito eficaz às temperaturas elevadas e à humidade abundante da região, permitindo que as camadas de cor se mantivessem relativamente bem conservadas ao longo dos séculos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Além disso, respondeu de forma muito eficaz às temperaturas elevdas e à humidade abundante da região, permitindo que as camadas de cor se mantivessem relativamente bem conservadas ao longo dos séculos; permitiu uma grande liberdade de execução, uma vez que a mistura demora muito tempo a secar.</p><h2>Condições ambientais</h2><p>O território situa-se perto de um afluente do rio Usumacinta e a cerca de 21 quilómetros a sul de Yaxchilán. <strong>Bonampak surgiu entre os anos 300 e 900 d.C., tendo atingido o seu apogeu entre os anos 600 e 800 da nossa era</strong>. O seu nome antigo era Akr’e, embora fosse conhecido como "colina do abutre".</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773403" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-estranho-redemoinho-surge-na-costa-de-puerto-escondido-no-mexico-como-e-que-este-fenomeno-surpreendente-se-formou.html" title="Um estranho redemoinho surge na costa de Puerto Escondido, no México: como é que este fenómeno surpreendente se formou">Um estranho redemoinho surge na costa de Puerto Escondido, no México: como é que este fenómeno surpreendente se formou</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-estranho-redemoinho-surge-na-costa-de-puerto-escondido-no-mexico-como-e-que-este-fenomeno-surpreendente-se-formou.html" title="Um estranho redemoinho surge na costa de Puerto Escondido, no México: como é que este fenómeno surpreendente se formou"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/extrano-remolino-aparece-en-costas-de-puerto-escondido-oaxaca-mira-este-video-sorprendente-de-este-peculiar-fenomeno-1781135755236_320.jpg" alt="Um estranho redemoinho surge na costa de Puerto Escondido, no México: como é que este fenómeno surpreendente se formou"></a></article></aside><p><strong>No ano de 1946, os lacandones serviram de guias aos exploradores Carlos Frey e Giles Healey</strong>. Naquela altura, ainda se realizavam algumas cerimónias nos antigos templos. Os exploradores tiveram a oportunidade de conhecer as impressionantes câmaras que guardam estas incríveis pinturas.</p><p><strong>Se estiver a pensar explorar a zona, é necessário ir preparado com roupa adequada ao calor e à humidade extremos</strong>. É indispensável aplicar na pele um bom repelente de insetos. Tenha em conta que não é permitido usar flash ao tirar fotografias nas câmaras e que só é possível permanecer lá durante alguns minutos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="B.%20de%20la%20Fuente" data-year="" data-title="Bonampak%2C%20Voces%20pintadas" data-url="https%3A%2F%2Fwww.pinturamural.esteticas.unam.mx%2Fsites%2Fdefault%2Ffiles%2FBonampak_Vocespintadas.pdf">B. de la Fuente. <a href="https://www.pinturamural.esteticas.unam.mx/sites/default/files/Bonampak_Vocespintadas.pdf" target="_blank">Bonampak, Voces pintadas</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/bonampak-guarda-uma-das-cenas-mais-impressionantes-do-mundo-maia-a-batalha-pintada-que-ainda-hoje-causa-arrepios.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Venezuela com dois terramotos de magnitude 7,1 e 7,5 em menos de um minuto: vídeos e últimas notícias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/venezuela-com-dois-terremotos-de-magnitude-7-1-e-7-5-em-menos-de-um-minuto-videos-e-ultimas-noticias.html</link><pubDate>Thu, 25 Jun 2026 15:52:51 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Dois terramotos fatais, de magnitudes 7,1 e 7,5, atingiram a Venezuela em menos de um minuto. Trata-se de um raro 'terramoto duplo' ('<em>Doublet earthquake'</em>) — saiba como distinguir um abalo precursor de uma réplica.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaiks06"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaiks06.jpg" id="xaiks06"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nesta <strong>quarta-feira, 24</strong> de junho, um <strong>terramoto </strong>inicial de <strong>magnitude 7,2</strong> abalou o <strong>norte da Venezuela</strong> — a oeste de Caracas, 23 km a sudeste de Yumare e a uma profundidade de 20,3 km.</p><p>Esse tremor revelou-se um precursor de um evento duplo, pois,<strong> 39 segundos depois, um terramoto maior — de magnitude 7,5</strong> — atingiu a área novamente, a 28 km a sudeste de Yumare e a uma profundidade de 10 km.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/venezuela-con-doble-sismo-de-7-1-y-7-5-como-diferenciar-un-sismo-precursor-de-una-replica-1782380001343.png" data-image="pg455u5d06xc"><figcaption>Venezuela atingida por dois terramotos de magnitudes 7,1 e 7,5: como distinguir um tremor precursor de uma réplica. Imagem: USGS.</figcaption></figure><p>Passaram-se apenas algumas horas desde o devastador terramoto duplo na Venezuela; a situação ainda está em desenvolvimento. À medida que o dia avança, imagens impressionantes que viralizam revelam a dimensão do desastre, mostrando <strong>centenas de edifícios rachados ou desabados, pessoas desaparecidas, centenas de feridos </strong>e — até ao momento — dezenas de vítimas fatais.</p><h2>O que é um 'terramoto duplo'?</h2><p>Quando ocorre um grande terramoto, <strong>é comum esperar uma série de réplicas</strong> — definidas cientificamente como eventos sísmicos de menor porte que ocorrem na mesma região geral e representam reajustes de magnitude reduzida após a libertação de energia ao longo de uma falha específica.</p><div class="texto-destacado">As réplicas seguem padrões de frequência e magnitude decrescentes ao longo do tempo. Em contrapartida, um 'terramoto duplo' envolve um sismo precursor significativo seguido por um terramoto de maior magnitude, ocorrendo em locais muito próximos dentro da mesma área.</div><p>No entanto, ao lidar com um terramoto duplo, as regras mudam completamente, pois não estamos diante de um terramoto principal e os seus ajustes menores subsequentes, mas sim de pelo menos <strong>dois (ou mais) eventos principais de magnitude colossal a ocorrer consecutivamente</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">NEW Massive destruction, dozens of buildings collapsed in La Guaira after powerful twin earthquakes hammer Venezuela <a href="https://t.co/WS7O6fYzlV">pic.twitter.com/WS7O6fYzlV</a></p>— Insider Paper (@TheInsiderPaper) <a href="https://x.com/TheInsiderPaper/status/2070067563011432580?ref_src=twsrc%5Etfw">June 25, 2026</a></blockquote></figure><p>A diferença fundamental está na <strong>energia libertada</strong> e é regida sismologicamente por leis como a Lei de Bath, que estipula que uma réplica típica é geralmente significativamente menor do que o tremor principal, com uma diferença média de mais de uma unidade de magnitude.</p><p>Num terramoto duplo, a diferença matemática entre os dois eventos principais é menor — geralmente inferior a 0,4 ou 0,5 unidades de magnitude (lembrando que a magnitude de um terramoto é medida numa escala logarítmica, e não linear).</p><div class="texto-destacado">No recente caso da Venezuela, o evento inicial de magnitude 7,2 foi a princípio considerado o terramoto principal, até que a chegada de um gigante de magnitude 7,5 forçou a sua reclassificação histórica como um tremor preliminar extremamente poderoso.</div><p>Ao <strong>libertar quantidades comparáveis de energia num intervalo espacial e temporal muito curto</strong>, o segundo terramoto deixa de ser classificado como uma réplica periférica e passa a ser considerado uma ruptura massiva e independente, com libertação de energia ao longo de um segmento de falha adjacente.</p><p>É aqui que entra o conceito de "<strong>sismo precursor</strong>" ('<em>foreshock'</em>). O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) define sismos precursores como <strong>terramotos que antecedem um tremor maior na mesma localidade</strong>; no entanto, existe um paradoxo científico: nenhum tremor pode ser classificado como precursor até que ocorra o terramoto subsequente de maior magnitude e assuma o status de evento principal.</p><h2>O efeito dominó subterrâneo: tensão de Coulomb</h2><p>Ao procura uma explicação para a ocorrência de dois abalos tão destrutivos — separados por meros segundos e a atingir praticamente o mesmo local —, os geólogos apontam para a<strong> transferência de tensão de Coulomb</strong>.</p><p>Quando uma <strong>falha tectónica se rompe</strong> e desliza, ela<strong> alivia drasticamente a tensão acumulada </strong>naquele bloco específico; no entanto,<strong> essa energia armazenada não desaparece </strong>simplesmente no vazio. Em vez disso, explicam os geólogos, as tensões de cisalhamento e normais deslocam-se e concentram-se nas extremidades da ruptura ou são<strong> transferidas diretamente para falhas adjacentes interconectadas</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">BREAKING: Hotel Eduards building in La Guaira completely collapsed after Venezuela earthquake <a href="https://t.co/GGDZy6cNI6">pic.twitter.com/GGDZy6cNI6</a></p>— Insider Paper (@TheInsiderPaper) <a href="https://x.com/TheInsiderPaper/status/2069938728420954527?ref_src=twsrc%5Etfw">June 25, 2026</a></blockquote></figure><p>Se a secção vizinha da falha, ou uma estrutura geológica adjacente, já estava criticamente carregada, ou seja,<strong> a acumular tensões tectónicas durante séculos e à beira do colapso</strong>, este empurrão extra atua como o detonador final.</p><p>Os cientistas apontam que as falhas apresentam uma espécie de “asperezas”, áreas de alto atrito ou irregularidades rochosas que podem bloquear temporariamente a propagação de uma ruptura massiva. À medida que a primeira aspereza cede sob pressão e liberta o terremoto precursor, o aumento resultante na carga fratura a aspereza vizinha quase imediatamente, desencadeando a <strong>segunda ruptura da cadeia principal</strong>.</p><div class="texto-destacado">O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estima que são prováveis inúmeras vítimas e danos consideráveis, e que o desastre provavelmente será generalizado.</div><p>O intervalo de tempo de ativação entre os dois eventos principais é altamente variável e constitui um dos maiores desafios da sismologia moderna.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr"> Images reaching us following the earthquake in Venezuela: <a href="https://t.co/FKGAxv246z">pic.twitter.com/FKGAxv246z</a></p>— Jackson Hinkle (@jacksonhinkle) <a href="https://x.com/jacksonhinkle/status/2070040382331633683?ref_src=twsrc%5Etfw">June 25, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>Terramotos duplos podem ocorrer quase instantaneamente</strong> — com intervalos de apenas algumas dezenas de segundos, como o intervalo dramático de 39 segundos registado em Yaracuy, na Venezuela — ou levar horas, dias, meses ou até alguns anos para se desenrolar, como ocorreu historicamente durante a sequência sísmica das Ilhas Curilas em 2006–2007. Tudo depende das características da crosta e da velocidade com que a tensão se propaga pelo meio subsuperficial.</p><h2>Desafio duplo: impactos estruturais e avaliação de riscos</h2><p>Sob a ótica da gestão de desastres e da engenharia civil, terramotos em sequência representam o cenário sísmico mais catastrófico que uma população pode enfrentar. <strong>Edifícios, pontes</strong> e infraestruturas estratégicas que permanecem de pé após o tremor inicial frequentemente sofrem <strong>danos estruturais internos graves, invisíveis a olho nu</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Before and After: Venezuela earthquake <a href="https://t.co/Zij8ddpbzB">pic.twitter.com/Zij8ddpbzB</a></p>— Insider Paper (@TheInsiderPaper) <a href="https://x.com/TheInsiderPaper/status/2070075288005083323?ref_src=twsrc%5Etfw">June 25, 2026</a></blockquote></figure><p>Quando o <strong>segundo abalo</strong> de energia equivalente ocorre pouco depois, ele encontra fundações enfraquecidas e pilares fissurados, dobrando efetivamente a duração do movimento do solo e<strong> provocando o colapso generalizado de estruturas previamente comprometidas</strong>.</p><div class="texto-destacado">Terramotos duplos representam o cenário sísmico mais catastrófico que uma população pode enfrentar.<br></div><p>Historicamente, os <strong>modelos tradicionais de prevenção</strong> pressupunham que as falhas tectónicas eram estritamente segmentadas e que um terramoto se limitava à extensão de um único segmento isolado. No entanto, a recorrência documentada de terramotos sísmicos globais — como o evento devastador de 2023 na Turquia e na Síria — levou os órgãos oficiais a atualizar drasticamente as suas metodologias.</p><div class="texto-destacado">Sistemas avançados de avaliação de risco sísmico, como o modelo UCERF3 (apoiado pelo USGS), incorporam agora a probabilidade física de rupturas complexas envolvendo múltiplos segmentos e a ocorrência de terramotos duplos, a fim de evitar a subestimação do risco real em áreas urbanas densamente povoadas.</div><p>Embora a <strong>ciência atual ainda não disponha de tecnologia para prever o dia ou a hora exatos da ocorrência de um terramoto</strong>, a análise computacional da transferência de tensão de Coulomb oferece uma perspetiva promissora para a prevenção. Ao modelar imediatamente os lobos de pressão alterados após um grande sismo, os geólogos conseguem identificar com precisão que falhas vizinhas foram perigosamente levadas ao seu limite de ruptura.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="756042" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-os-gatilhos-de-sismos-impossiveis-em-regioes-estaveis.html" title="Cientistas descobrem os gatilhos de sismos 'impossíveis' em regiões estáveis">Cientistas descobrem os gatilhos de sismos "impossíveis" em regiões estáveis</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-os-gatilhos-de-sismos-impossiveis-em-regioes-estaveis.html" title="Cientistas descobrem os gatilhos de sismos 'impossíveis' em regiões estáveis"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-descobrem-os-gatilhos-de-sismos-impossiveis-em-regioes-estaveis-1772050359885_320.png" alt="Cientistas descobrem os gatilhos de sismos 'impossíveis' em regiões estáveis"></a></article></aside><p>Isto proporciona às autoridades uma janela de tempo crucial para decretar estado de emergência, ordenar a evacuação preventiva de estruturas instáveis e interromper o fornecimento de serviços essenciais — como o gás —, salvando assim inúmeras vidas diante da ameaça iminente de um segundo abalo de proporções gigantescas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Wang%2C%20et%20al" data-year="2023" data-title="Coseismic%20Deformation%2C%20Fault%20Slip%20Distribution%2C%20and%20Coulomb%20Stress%20Perturbation%20of%20the%202023%20T%C3%BCrkiye-Syria%20Earthquake%20Doublet%20Based%20on%20SAR%20Offset%20Tracking" data-url="https%3A%2F%2Fwww.mdpi.com%2F2072-4292%2F15%2F23%2F5443">Wang, et al. (2023). <a href="https://www.mdpi.com/2072-4292/15/23/5443" target="_blank">Coseismic Deformation, Fault Slip Distribution, and Coulomb Stress Perturbation of the 2023 Türkiye-Syria Earthquake Doublet Based on SAR Offset Tracking</a>.</cite><br><cite data-author="USGS%20(U.S.%20Geological%20Survey)" data-year="2026" data-title="Foreshocks%2C%20aftershocks%20-%20what's%20the%20difference%3F" data-url="https%3A%2F%2Fwww.usgs.gov%2Ffaqs%2Fforeshocks-aftershocks-whats-difference">USGS (U.S. Geological Survey). (2026). <a href="https://www.usgs.gov/faqs/foreshocks-aftershocks-whats-difference" target="_blank">Foreshocks, aftershocks - what's the difference?</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/venezuela-com-dois-terremotos-de-magnitude-7-1-e-7-5-em-menos-de-um-minuto-videos-e-ultimas-noticias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Da Venezuela a Portugal: onde a Terra mais ameaça tremer e como o país se prepara]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/da-venezuela-a-portugal-onde-a-terra-mais-ameaca-tremer-e-como-o-pais-se-prepara.html</link><pubDate>Thu, 25 Jun 2026 14:15:41 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A catástrofe na América do Sul reaviva o debate sobre a vulnerabilidade geológica portuguesa. Saiba quais as regiões mais expostas a abalos violentos e onde a prevenção é mais urgente.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/da-venezuela-a-portugal-onde-a-terra-mais-ameaca-tremer-e-como-o-pais-se-prepara-1782393857675.jpg" data-image="7x18mb6smcr9" alt="Sismo na Venzuela" title="Sismo na Venzuela"><figcaption>A devastação do sismo na Venezuela ecoa em Portugal como um alerta, despertando a consciência para o nosso próprio risco subterrâneo. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>A rotação habitual do quotidiano na <strong>Venezuela</strong> foi esta quarta-feira abalada por dois estrondos subterrâneos consecutivos. <strong>Sismos com magnitudes de 7,2 e 7,5 na escala de Richter </strong>sacudiram o território com um intervalo de escassos 39 segundos. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As equipas de salvamento estão numa corrida contra o tempo, escavando as montanhas de escombros na esperança de resgatar sobreviventes soterrados. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O balanço provisório contabiliza <strong>dezenas de mortos e centenas de feridos</strong>, mas as projeções do Serviço Geológico dos Estados Unidos são ainda mais sombrias, estimando que a perda humana possa oscilar entre as 10 mil e as 100 mil vítimas mortais.</p><h2>O espelho de uma ameaça latente na Península Ibérica</h2><p>Embora um oceano de distância separe este desastre da Europa, as réplicas emocionais estendem-se rapidamente até à <strong>Península Ibérica</strong>. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O cataclismo sul-americano é como um espelho desconfortável para a realidade portuguesa, relembrando que a aparente solidez do solo sob os nossos pés esconde tensões latentes. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Se a terra voltasse a demonstrar a sua força máxima na nossa geografia, os radares dos especialistas apontariam com precisão para o <strong>epicentro das maiores preocupações</strong> nacionais.</p><h2>O alvo mais vulnerável no radar sísmico</h2><p>A <strong>Área Metropolitana de Lisboa e o Vale do Tejo</strong> representam, de forma inequívoca, a zona onde um abalo provocaria o <strong>maior impacto socioeconómico</strong> em território nacional. Esta vulnerabilidade crítica não decorre apenas da probabilidade geológica, mas da combinação perigosa entre a natureza e a ação humana. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O subsolo desta região é recortado por sistemas de falhas ativas complexos, com especial destaque para a Falha do Vale Inferior do Tejo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Estudos de cenarização desenvolvidos pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil revelam que <strong>mesmo um sismo de magnitude moderada, situado entre os 6,0 e os 7,0</strong>, teria <strong>consequências severas</strong> nesta área. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="754188" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-terra-treme-a-cada-26-segundos-e-os-sismologos-ainda-nao-sabem-porque.html" title="A Terra treme a cada 26 segundos e os sismólogos ainda não sabem porquê">A Terra treme a cada 26 segundos e os sismólogos ainda não sabem porquê</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-terra-treme-a-cada-26-segundos-e-os-sismologos-ainda-nao-sabem-porque.html" title="A Terra treme a cada 26 segundos e os sismólogos ainda não sabem porquê"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-tierra-tiembla-cada-26-segundos-y-los-sismologos-aun-no-saben-por-que-1771066906911_320.png" alt="A Terra treme a cada 26 segundos e os sismólogos ainda não sabem porquê"></a></article></aside><p>O solo da <strong>bacia do Tejo</strong>, composto maioritariamente por <strong>sedimentos</strong> <strong>fluviais moles</strong>, possui a propriedade física de amplificar as ondas sísmicas, multiplicando o poder de agitação à superfície.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/da-venezuela-a-portugal-onde-a-terra-mais-ameaca-tremer-e-como-o-pais-se-prepara-1782394078647.jpg" data-image="1ycmyzhxycwu" alt="O zoneamento sísmico em Portugal Continental" title="O zoneamento sísmico em Portugal Continental"><figcaption>O zonamento sísmico identifica os abalos mais prováveis em cada município, orientando a engenharia para a construção de edifícios mais resistentes. Mapas: Sociedade Portuguesa de Engenharia Sísmica</figcaption></figure><p>Quando este fator natural se cruza com a maior <strong>densidade populacional</strong> do país e um vasto parque habitacional antigo, desprovido de engenharia antissísmica, a capital assume o topo do risco em Portugal.</p><h2>Das regiões mais calmas à frequência açoriana</h2><p>A avaliação do território continental mostra uma assimetria acentuada na distribuição do perigo sísmico. No patamar inferior da escala de risco estão as regiões do <strong>Norte</strong> e do <strong>Centro</strong> <strong>Interior</strong>. Afastadas das grandes fraturas estruturais, estas zonas assentam em blocos graníticos e xistosos mais estáveis. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Embora retalhado por acidentes geológicos antigos, como a Falha da Vilariça ou a de Manteigas-Bragança, o histórico científico indica que a probabilidade de eventos severos nestas latitudes é significativamente reduzida.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Subindo na escala de perigosidade, o <strong>Algarve</strong> e a <strong>faixa litoral do Sul</strong> assumem um posicionamento de destaque no mapa da perigosidade. Esta região encontra-se geograficamente próxima do epicentro histórico dos grandes abalos marítimos. </p><p>A ameaça nesta faixa costeira é dupla, combinando a forte vibração terrestre com o<strong> perigo</strong><strong> real de tsunami</strong>, desencadeado pelo deslocamento abrupto do volume de água oceânica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="748316" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/este-simples-truque-matematico-pode-transformar-a-ciencia-dos-sismos-refere-novo-estudo.html" title="Este simples truque matemático pode transformar a ciência dos sismos, refere novo estudo">Este simples truque matemático pode transformar a ciência dos sismos, refere novo estudo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/este-simples-truque-matematico-pode-transformar-a-ciencia-dos-sismos-refere-novo-estudo.html" title="Este simples truque matemático pode transformar a ciência dos sismos, refere novo estudo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/este-simples-truque-matematico-pode-transformar-a-ciencia-dos-sismos-refere-novo-estudo-1767995187833_320.jpg" alt="Este simples truque matemático pode transformar a ciência dos sismos, refere novo estudo"></a></article></aside><p>No topo da atividade pura, <strong>o arquipélago dos Açores</strong> regista a maior frequência de eventos em todo o território português. A sua localização singular faz com que as ilhas registem microssismos quase diariamente. Historicamente, crises sismo-vulcânicas como a que afetou São Jorge recentemente ou o <strong>abalo de 1980</strong> na Terceira demonstram que as falhas locais geram impactos severos e recorrentes nas comunidades insulares.</p><h2>A engrenagem das placas tectónicas</h2><p>A explicação para esta geografia da ameaça reside na dinâmica interna do planeta. Portugal Continental e os seus arquipélagos encontram-se sob a influência direta da <strong>fronteira</strong> entre a <strong>Placa Euroasiática</strong> e a <strong>Placa Africana</strong>. </p><p>O movimento contínuo de colisão e acomodação entre estas gigantescas massas rochosas acumula uma quantidade monumental de energia elástica nas rochas profundas, que acaba por se libertar de forma repentina.</p><p>A sismologia divide a atividade gerada por esta interação em dois grandes grupos:</p><ul><li><strong>A sismicidade interplaca </strong>ocorre diretamente nos limites das placas, como a zona de fratura Açores-Gibraltar. Dá origem a eventos raros, mas com magnitudes devastadoras, localizados no mar;</li><li><strong>A sismicidade intraplaca </strong>manifesta-se no interior do território, através de fraturas secundárias que cedem à pressão das placas principais. Geram abalos de menor magnitude, mas, por acontecerem em terra e perto de cidades, causam danos catastróficos.</li></ul><h2>A distinção entre medir e sentir</h2><p>Para compreender a informação técnica disponibilizada por organismos como o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, importa ainda distinguir dois conceitos frequentemente confundidos pela opinião pública. </p><p>A <strong>magnitude</strong>, calculada através da Escala de Richter, quantifica de forma matemática a <strong>energia pura libertada</strong> no epicentro do sismo. Trata-se de um valor único para cada evento, independentemente do local onde é medido.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/da-venezuela-a-portugal-onde-a-terra-mais-ameaca-tremer-e-como-o-pais-se-prepara-1782394292859.jpg" data-image="zzkwuusbh1ib" alt="Terreiro do Paço, em Lisboa, visto do Tejo" title="Terreiro do Paço, em Lisboa, visto do Tejo"><figcaption>Lisboa combina sistemas de falhas ativas com elevada densidade populacional, tornando-se a zona de maior vulnerabilidade socioeconómica do país.</figcaption></figure><p>A <strong>intensidade</strong>, por outro lado, é avaliada através da Escala de Mercalli Modificada, medindo os <strong>efeitos práticos visíveis e o grau de destruição</strong> causado à superfície. </p><p>A intensidade varia consoante a distância ao epicentro, a <strong>qualidade das construções</strong> e as <strong>características geológicas</strong> locais. Um abalo com a mesma magnitude pode registar, por exemplo, intensidades radicalmente distintas em diferentes bairros de uma mesma cidade.</p><h2>O caminho para a resiliência urbana</h2><p>A ciência atual repete de forma unânime que a ocorrência de um abalo de terra permanece imprevisível no tempo. O conhecimento acumulado, no entanto, permite antecipar a resposta das estruturas através da aplicação rigorosa do Eurocódigo 8, a norma que regula o design e a construção de edifícios resistentes em solo europeu. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A engenharia civil moderna detém as ferramentas necessárias para garantir que as novas infraestruturas permaneçam operacionais após uma catástrofe.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Mas a mitigação do risco assenta, acima de tudo, na preparação coletiva e individual, advertem os especialistas. A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil insiste que a resiliência de uma sociedade depende da <strong>interiorização de comportamentos automáticos de segurança</strong>. </p><p>Adotar os três passos fundamentais recomendados pelos manuais de sobrevivência (<strong>Baixar, Proteger e Aguardar</strong>) reduz drasticamente a probabilidade de ferimentos graves durante os segundos em que a terra treme.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="IPMA" data-year="2021" data-title="Da%20Sismicidade%20%C3%A0%20Ci%C3%AAncia%20dos%20Sismos%20%E2%80%93%20Para%20a%20Hist%C3%B3ria%20dos%20Sismos%20em%20Portugal." data-url="https%3A%2F%2Fwww.ipma.pt%2Fexport%2Fsites%2Fipma%2Fbin%2Fdocs%2Fpublicacoes%2Fgeofisica%2Fda_sismiciadade_a_ciencia_dos_sismos_web.pdf">IPMA. (2021). <a href="https://www.ipma.pt/export/sites/ipma/bin/docs/publicacoes/geofisica/da_sismiciadade_a_ciencia_dos_sismos_web.pdf" target="_blank">Da Sismicidade à Ciência dos Sismos – Para a História dos Sismos em Portugal.</a>.</cite><br><cite data-author="Ferr%C3%A3o%2C%20C.%2C%20et%20al." data-year="2015" data-title="Estudo%20da%20Sismicidade%20em%20Portugal%20no%20Per%C3%ADodo%201300-2014%3A%20Mapa%20de%20Intensidade%20M%C3%A1xima%20Observada%20(IMO).%20Revista%20de%20Ci%C3%AAncias%20da%20Terra%2C%20Universidade%20de%20%C3%89vora." data-url="https%3A%2F%2Fdspace.uevora.pt%2Frdpc%2Fbitstream%2F10174%2F19680%2F1%2FCelia-et-al-CTE-2015.pdf">Ferrão, C., et al.. (2015). <a href="https://dspace.uevora.pt/rdpc/bitstream/10174/19680/1/Celia-et-al-CTE-2015.pdf" target="_blank">Estudo da Sismicidade em Portugal no Período 1300-2014: Mapa de Intensidade Máxima Observada (IMO). Revista de Ciências da Terra, Universidade de Évora.</a>.</cite><br><cite data-author="LNEC%20%2F%20Instituto%20Portugu%C3%AAs%20da%20Qualidade" data-year="2010" data-title="NP%20EN%201998-1%3A%20Euroc%C3%B3digo%208%20%E2%80%94%20Projeto%20de%20estruturas%20para%20resist%C3%AAncia%20aos%20sismos.%20Parte%201%3A%20Regras%20gerais%2C%20a%C3%A7%C3%B5es%20s%C3%ADsmicas%20e%20regras%20para%20edif%C3%ADcios." data-url="https%3A%2F%2Fwww.oet.pt%2Fdownloads%2Feventos%2FEuroCodigo8.pdf">LNEC / Instituto Português da Qualidade. (2010). <a href="https://www.oet.pt/downloads/eventos/EuroCodigo8.pdf" target="_blank">NP EN 1998-1: Eurocódigo 8 — Projeto de estruturas para resistência aos sismos. Parte 1: Regras gerais, ações sísmicas e regras para edifícios.</a>.</cite><br><cite data-author="Faculdade%20de%20Ci%C3%AAncias%20da%20Universidade%20de%20Lisboa" data-year="2022" data-title="Compila%C3%A7%C3%A3o%20cient%C3%ADfica%20sobre%20sismos%20%E2%80%93%20Comunicar%20Ci%C3%AAncia" data-url="https%3A%2F%2Fwebpages.ciencias.ulisboa.pt%2F~amateus%2FDocs%2FOtherPub%2FComunicarCiencia4.pdf">Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. (2022). <a href="https://webpages.ciencias.ulisboa.pt/~amateus/Docs/OtherPub/ComunicarCiencia4.pdf" target="_blank">Compilação científica sobre sismos – Comunicar Ciência</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/da-venezuela-a-portugal-onde-a-terra-mais-ameaca-tremer-e-como-o-pais-se-prepara.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mais trovoadas do que o habitual em julho: o sinal mais surpreendente do modelo europeu]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mais-trovoadas-do-que-o-habitual-em-julho-o-sinal-mais-surpreendente-do-modelo-europeu.html</link><pubDate>Thu, 25 Jun 2026 13:55:27 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A crista subtropical poderá abrir caminho à ocorrência de algumas perturbações nos níveis médios e altos da troposfera em julho. Consulte a análise aos possíveis efeitos no tempo em Portugal.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mais-trovoadas-do-que-o-habitual-em-julho-o-sinal-mais-surpreendente-do-modelo-europeu-1782395372374.jpg" data-image="yldcefkm1ywa"><figcaption>O modelo europeu perspetiva a possibilidade do mês de julho ser marcado pela ocorrência de trovoadas frequentes em Portugal.</figcaption></figure><p>As mais recentes atualizações do modelo europeu sugerem um cenário curioso a médio prazo: <strong>o mês de julho poderá ser marcado por uma maior frequência da precipitação convectiva</strong> (aguaceiros e trovoadas) em Portugal continental.</p><p>Tal como se verificará abaixo na análise climatológica relativa às trovoadas para este mês,<strong> julho costuma ser propício à ocorrência de descargas elétricas atmosféricas em algumas regiões do nosso país</strong> devido à grande disponibilidade de energia nos níveis baixos da atmosfera.</p><h2>Julho promete alguma instabilidade atmosférica no nosso país</h2><p>Os mapas semanais de anomalias do modelo europeu apontam para uma <strong>primeira quinzena de julho ligeiramente mais chuvosa do que o normal</strong>. Ora, tendo em conta que as médias de precipitação neste mês são muito baixas, é muito fácil que se registe uma anomalia positiva neste período.</p><div class="texto-destacado">Embora os mapas apresentem anomalias negativas de precipitação para a primeira semana de julho, tanto no Continente, como nos Arquipélagos - ou seja, tempo tendencialmente mais seco do que o normal -, <strong>a semana que se estende entre os dias 6 e 13 já evidencia anomalias positivas de precipitação em algumas zonas do interior Norte e Centro e nas regiões do Alentejo e Algarve</strong>.</div><p>O modelo europeu sugere ainda que, na <strong>primeira semana de julho</strong>, a crista subtropical se mantenha bastante presente sobre Portugal, <strong>podendo dar origem a um novo episódio de tempo quente (cenário ainda por confirmar)</strong>. As temperaturas poderão ser particularmente elevadas, especialmente nas regiões do interior, embora os mapas projetem anomalias positivas de temperatura expressivas de norte a sul do território de Portugal continental (isto é, em qualquer zona do país <strong>as temperaturas poderão situar-se entre 3 e 6 ºC acima dos valores climatológicos de referência)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mais-trovoadas-do-que-o-habitual-em-julho-o-sinal-mais-surpreendente-do-modelo-europeu-1782395139067.jpg" data-image="vhg8ie7d6b1z"><figcaption>Anomalias de precipitação projetadas para a semana de 6 a 13 de julho no Sudoeste Europeu, segundo o modelo ECMWF.</figcaption></figure><p><strong>Para a semana de 6 a 13 de julho </strong>observa-se uma possível deslocação das anomalias de pressão para norte, isto é, a maior parte dos centros de altas pressões deslocar-se-iam para o norte e centro da Europa, abrindo caminho à chegada de perturbações em camadas altas até Portugal. <strong>É nessa semana que existe uma probabilidade mais elevada de o nosso país ser afetado por vales depressionários ou depressões isoladas em altitude</strong> associadas à circulação do jato polar.</p><p>Mas atenção, isto não significa que vá chover de forma generalizada. <strong>O mais provável é que a precipitação ocorra sob a forma de aguaceiros localizados, embora com o potencial de serem localmente fortes</strong>. Além disto, as temperaturas à superfície manterão valores acima do normal para esta época do ano, o que converge com esta tendência de aguaceiros intensos e localizados.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775578" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-terca-feira-30-o-anticiclone-dos-acores-assumira-o-controlo-mudancas-na-previsao-de-temperatura-e-chuva-em-portugal.html" title="Na terça-feira 30 o anticiclone dos Açores assumirá o controlo: mudanças na previsão de temperatura e chuva em Portugal">Na terça-feira 30 o anticiclone dos Açores assumirá o controlo: mudanças na previsão de temperatura e chuva em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-terca-feira-30-o-anticiclone-dos-acores-assumira-o-controlo-mudancas-na-previsao-de-temperatura-e-chuva-em-portugal.html" title="Na terça-feira 30 o anticiclone dos Açores assumirá o controlo: mudanças na previsão de temperatura e chuva em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/na-terca-feira-30-o-anticiclone-dos-acores-assumira-o-controlo-mudancas-na-previsao-de-temperatura-e-chuva-em-portugal-1782389991901_320.jpg" alt="Na terça-feira 30 o anticiclone dos Açores assumirá o controlo: mudanças na previsão de temperatura e chuva em Portugal"></a></article></aside><p><strong>Para a segunda quinzena de julho a incerteza na previsão aumenta drasticamente</strong> devido ao aumento do horizonte temporal em análise. As primeiras tendências para a segunda metade do mês indicam uma possível repetição das anomalias positivas de precipitação, um pouco por todo o país, embora com mais frequência nas regiões Norte e Centro. No entanto, a fiabilidade destas projeções é bastante reduzida e deve ser encarada com cautela e apenas como uma mera tendência.</p><h2>Climatologia das trovoadas em Portugal: em média, o mês de julho costuma registar 9,5 dias com trovoada</h2><p>De acordo com o Boletim de Descargas Elétricas Atmosféricas (DEA) relativo ao ano 2024, elaborado pelo IPMA e tendo em conta as DEA para o período 2010-2024, considerando apenas o mês de julho, é possível concluir que <strong>o sétimo mês do ano regista, em média, 9,5 dias com trovoada em Portugal continental</strong>. As conclusões deste boletim sugerem que <strong>julho é um mês relativamente ativo</strong> no que concerne à atividade elétrica e às trovoadas nalgumas zonas do nosso país.</p><p>Quanto à climatologia das trovoadas para os meses de julho, embora os dados disponíveis publicamente não permitam identificar com absoluta certeza os distritos mais afetados em todos os anos do período 2010-2024, observa-se um padrão espacial muito consistente que destaca <strong>Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda e Castelo Branco</strong> como as regiões historicamente mais favoráveis à ocorrência de trovoadas estivais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mais-trovoadas-do-que-o-habitual-em-julho-o-sinal-mais-surpreendente-do-modelo-europeu-1782394772209.jpg" data-image="srv2m8yyvbfi"><figcaption>Entre 2010 e 2024 o mês de julho registou, em média, 9,5 dias com trovoada em Portugal. Fonte: IPMA</figcaption></figure><p>Este padrão espacial predominante resulta da combinação de vários fatores geográficos e meteorológicos, entre os quais <strong>a maior distância ao oceano Atlântico</strong>, que reduz o efeito moderador marítimo, <strong>o forte aquecimento diurno</strong> característico do interior durante o verão, <strong>a maior altitude média</strong> e a presença de <strong>relevos montanhosos</strong> que favorecem a ascensão do ar através do efeito orográfico.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="IPMA" data-year="2025" data-title="Boletim%20Descargas%20El%C3%A9tricas%20Atmosf%C3%A9ricas%202024" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ipma.pt%2Fpt%2Fmedia%2Fnoticias%2Fdocumentos%2F2025%2FBoletim_anual_DEA_2024.pdf">IPMA. (2025). <a href="https://www.ipma.pt/pt/media/noticias/documentos/2025/Boletim_anual_DEA_2024.pdf" target="_blank" rel="">Boletim Descargas Elétricas Atmosféricas 2024</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mais-trovoadas-do-que-o-habitual-em-julho-o-sinal-mais-surpreendente-do-modelo-europeu.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A mudança definitiva das temperaturas em Portugal vai ocorrer entre segunda e terça-feira]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-mudanca-definitiva-das-temperaturas-em-portugal-vai-ocorrer-entre-segunda-e-terca-feira.html</link><pubDate>Thu, 25 Jun 2026 13:32:12 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A mais recente atualização dos nossos mapas mostra uma subida acentuada das temperaturas a partir da próxima semana. Saiba quais as regiões mais quentes!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaimy9e"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaimy9e.jpg" id="xaimy9e"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como avançamos em previsões anteriores, as temperaturas poderão voltar a subir já a partir de amanhã, sexta-feira, de forma gradual. Esta subida manter-se-á contida até domingo, mas <strong>a partir de segunda-feira, poderemos observar uma subida mais acentuada dos termómetros</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>O primeiro dia da semana que se aproxima, poderá contar com valores de temperatura máxima compreendidos entre os 24 ºC em Viana do Castelo e os 36 ºC em Beja, podendo o <strong>Vale do Guadiana atingir os 38 ºC, enquanto os vales do Douro e Tejo poderão registar até 37 ºC</strong>. </p><h2>Anomalias térmicas positivas regressam a Portugal Continental</h2><p>Esse dia, segunda-feira, também trará de volta as <strong>anomalias térmicas positivas a praticamente todo o território continental</strong>, como podemos observar abaixo, onde os distritos do interior e do Sul poderão atingir valores mais elevados, na ordem dos 7 ºC acima da normal climatológica de referência. Apenas o litoral Centro e uma pequena região do Sotavento Algarvio poderão registar valores dentro ou um pouco abaixo dessa normal climatológica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-alteracao-definitiva-das-temperaturas-em-portugal-vai-ocorrer-entre-segunda-e-terca-feira-1782390053491.png" data-image="mb0z2jgbw3fs" alt="anomalia térmica positiva" title="anomalia térmica positiva"><figcaption>A partir de segunda-feira, dia 29 de junho, as anomalias térmicas positivas voltam a cobrir o país, devido à subida esperada das temperaturas máximas.</figcaption></figure><p>Segundo a atual previsão do modelo europeu, ECMWF, a médio prazo, espera-se que a próxima semana conte com um <strong>aumento mais acentuado das temperaturas</strong>, podendo levar os termómetros a aproximarem-se ou ultrapassar os 40 ºC a partir de quinta-feira, dia 2 de julho, no Alentejo. Estima-se que o litoral Norte possa aquecer nos dias seguintes, até sábado, 4 de julho, mas com valores mais contidos. De forma geral, a região Norte manter-se-á a mais fresca do país.</p><h2>Noites tropicais a partir de 2 de julho</h2><p>Os nossos mapas indicam ainda uma <strong>subida das temperaturas noturnas</strong>, onde a partir de quinta-feira, dia 2 de julho, uma boa parte do país deverá registar valores noturnos acima dos 20 ºC, especialmente ao longo da faixa interior, onde estes poderão chegar aos 30 ºC. No litoral, os valores poderão variar entre os 20 ºC e os 24 ºC, com tendência a aumentar até à noite de 4 de julho.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775572" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/evolucao-do-tempo-entre-sexta-feira-e-domingo-chuva-dissipa-se-e-temperaturas-recuperam-gradualmente.html" title="Evolução do tempo entre sexta-feira e domingo: chuva dissipa-se e temperaturas recuperam gradualmente">Evolução do tempo entre sexta-feira e domingo: chuva dissipa-se e temperaturas recuperam gradualmente</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/evolucao-do-tempo-entre-sexta-feira-e-domingo-chuva-dissipa-se-e-temperaturas-recuperam-gradualmente.html" title="Evolução do tempo entre sexta-feira e domingo: chuva dissipa-se e temperaturas recuperam gradualmente"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/evolucao-do-tempo-entre-sexta-feira-e-domingo-chuva-dissipa-se-e-temperaturas-recuperam-gradualmente-1782383498225_320.png" alt="Evolução do tempo entre sexta-feira e domingo: chuva dissipa-se e temperaturas recuperam gradualmente"></a></article></aside><p>Neste momento, e até onde conseguimos apurar, a <strong>próxima semana espera-se digna de verão, com anomalias positivas em boa parte do país, com dias quentes e secos, e noites com tendência a aquecer também de forma generalizada</strong>. No entanto, esta previsão poderá sofrer alterações, pelo que aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações, em <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/" target="_blank" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">tempo.pt</a>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-mudanca-definitiva-das-temperaturas-em-portugal-vai-ocorrer-entre-segunda-e-terca-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Na terça-feira 30 o anticiclone dos Açores assumirá o controlo: mudanças na previsão de temperatura e chuva em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-terca-feira-30-o-anticiclone-dos-acores-assumira-o-controlo-mudancas-na-previsao-de-temperatura-e-chuva-em-portugal.html</link><pubDate>Thu, 25 Jun 2026 12:23:04 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O Anticiclone dos Açores deverá voltar a dominar o estado do tempo em Portugal no início de julho, promovendo uma sequência de dias secos e quentes. A nortada irá manter o litoral ventoso e as temperaturas mais amenas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaimsli"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaimsli.jpg" id="xaimsli"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Após vários dias marcados por aguaceiros e trovoadas, a atmosfera prepara-se para uma mudança significativa. <strong>Entre 30 de junho e 5 de julho,</strong> o Anticiclone dos Açores deverá reforçar-se e posicionar-se de forma favorável sobre o Atlântico, estabelecendo um padrão de tempo mais estável em Portugal Continental. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>A transição começa durante a segunda-feira (29), quando o anticiclone inicia o seu reposicionamento para nordeste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/na-terca-feira-dia-30-o-anticiclone-dos-acores-assumira-o-controlo-mudancas-na-previsao-de-temperatura-e-precipitacao-1782386879428.png" data-image="i3y4pluk6loj" alt="Pressão e chuva" title="Pressão e chuva"><figcaption>O Anticiclone dos Açores reforça-se e posiciona-se de forma favorável sobre o Atlântico, iniciando uma mudança do padrão atmosférico. A partir de terça-feira, Portugal entra num período mais seco e estável, com o regresso do tempo tipicamente estival.</figcaption></figure><p>Já na terça-feira (30), o seu núcleo encontra-se suficientemente próximo para formar uma crista anticiclónica sobre Portugal, favorecendo céu pouco nublado, ausência de precipitação e temperaturas em subida.</p><h2>Terça-feira marca o regresso do tempo tipicamente estival</h2><p>O último dia de junho deverá apresentar características típicas do verão português. <strong>G</strong><strong>rande parte do litoral continuará a ser influenciado pela nortada,</strong> um vento de norte que resulta da circulação horária do Anticiclone dos Açores e do aquecimento mais intenso do interior da Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/na-terca-feira-dia-30-o-anticiclone-dos-acores-assumira-o-controlo-mudancas-na-previsao-de-temperatura-e-precipitacao-1782386996165.png" data-image="8lcqif4rpr5y" alt="Rajada de vento" title="Rajada de vento"><figcaption>A nortada deverá intensificar-se ao longo da faixa costeira durante a tarde de terça-feira. O aumento do gradiente de pressão favorece rajadas moderadas a fortes no litoral Norte e Centro, enquanto o interior permanece mais quente.</figcaption></figure><p>Esta diferença térmica aumenta o gradiente de pressão junto à costa, originando vento moderado a forte, sobretudo durante a tarde. Enquanto isso, o interior aquecerá de forma mais expressiva, com temperaturas superiores às do litoral.</p><h2>Início de julho: calor no interior e tempo seco</h2><p>Na quarta-feira, dia 1 de julho, espera-se uma distribuição térmica muito semelhante. O interior Norte, Centro e, sobretudo, o Alentejo deverão registar as temperaturas mais elevadas, sendo possível que algumas localidades do interior alentejano se atinjam os <strong>40 °C</strong>, caso o cenário atual se confirme. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/na-terca-feira-dia-30-o-anticiclone-dos-acores-assumira-o-controlo-mudancas-na-previsao-de-temperatura-e-precipitacao-1782387378014.jpg" data-image="ukgddm2ck3wo" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O primeiro dia de julho deverá ser quente em praticamente todo o território. O interior, especialmente o Alentejo, poderá aproximar-se dos 40 °C, enquanto o litoral Norte e Centro continuará mais fresco devido à influência da nortada.</figcaption></figure><p>Em contraste, as regiões costeiras entre Viana do Castelo e Lisboa deverão manter temperaturas mais amenas devido à persistência da nortada.</p><p>Entre os dias <strong>2 e 5 de julho, a tendência aponta para tempo seco e estável em praticamente todo o território continental</strong>. Poderão ocorrer alguns períodos de nebulosidade, principalmente no litoral e durante as primeiras horas da manhã, mas, para já, <strong>os modelos não indicam precipitação</strong>.</p><h2>Jato polar permanece afastado de Portugal</h2><p>A circulação em altitude também reforça este cenário. O mapa de geopotencial aos <strong>300 hPa</strong>, correspondente a cerca de <strong>9 a 10 km de altitude</strong>, mostra a corrente do jato polar a manter-se bem a norte da Península Ibérica, sem grandes ondulações para sul.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775572" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/evolucao-do-tempo-entre-sexta-feira-e-domingo-chuva-dissipa-se-e-temperaturas-recuperam-gradualmente.html" title="Evolução do tempo entre sexta-feira e domingo: chuva dissipa-se e temperaturas recuperam gradualmente">Evolução do tempo entre sexta-feira e domingo: chuva dissipa-se e temperaturas recuperam gradualmente</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/evolucao-do-tempo-entre-sexta-feira-e-domingo-chuva-dissipa-se-e-temperaturas-recuperam-gradualmente.html" title="Evolução do tempo entre sexta-feira e domingo: chuva dissipa-se e temperaturas recuperam gradualmente"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/evolucao-do-tempo-entre-sexta-feira-e-domingo-chuva-dissipa-se-e-temperaturas-recuperam-gradualmente-1782383498225_320.png" alt="Evolução do tempo entre sexta-feira e domingo: chuva dissipa-se e temperaturas recuperam gradualmente"></a></article></aside><p>Esta configuração<strong> impede a aproximação de depressões e massas de ar frio,</strong> permitindo que o Anticiclone dos Açores continue a dominar o estado do tempo durante os primeiros dias de julho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/na-terca-feira-dia-30-o-anticiclone-dos-acores-assumira-o-controlo-mudancas-na-previsao-de-temperatura-e-precipitacao-1782387628255.jpg" data-image="w6zcw8g8e1zm" alt="Geopotencial e vento 300 hPa" title="Geopotencial e vento 300 hPa"><figcaption>A corrente do jato polar deverá manter-se bem a norte da Península Ibérica, sem ondulações pronunciadas para sul. Esta configuração favorece a permanência do Anticiclone dos Açores e reduz a probabilidade de novas depressões afetarem Portugal.</figcaption></figure><p>Apesar desta tendência ser consistente entre os principais modelos meteorológicos, trata-se ainda de uma previsão a médio prazo, pelo que poderão surgir ajustes na intensidade do calor ou na posição do anticiclone nos próximos dias.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-terca-feira-30-o-anticiclone-dos-acores-assumira-o-controlo-mudancas-na-previsao-de-temperatura-e-chuva-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Evolução do tempo entre sexta-feira e domingo: chuva dissipa-se e temperaturas recuperam gradualmente]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/evolucao-do-tempo-entre-sexta-feira-e-domingo-chuva-dissipa-se-e-temperaturas-recuperam-gradualmente.html</link><pubDate>Thu, 25 Jun 2026 11:47:14 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A instabilidade prevista para hoje e amanhã em Portugal Continental deverá dissipar-se no arranque do fim de semana. Também se espera uma recuperação das temperaturas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaim1my"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaim1my.jpg" id="xaim1my"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal Continental amanheceu geralmente nublado em boa parte do país e poderá contar com períodos de chuva fraca a moderada em vários pontos de Norte a Sul do país, ao longo do dia de hoje. <strong>No litoral Norte e Centro, podem ocorrer alguns episódios de chuva forte</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Quanto às temperaturas, as máximas esperadas para hoje deverão manter-se entre os 20 ºC em Viana do Castelo e os 27 ºC em Beja. <strong>A região a Oeste da Barreira de Condensação deverá ser a mais fria do país</strong>, especialmente nas cotas mais elevadas.</p><h2>Chuva deverá abandonar o território continental a partir das 20h de amanhã, sexta-feira</h2><p>Durante a próxima madrugada, a chuva deverá persistir no noroeste do país, podendo, ao início da manhã <strong>estender-se a outras zonas do Norte e Centro</strong>, devendo manter-se, ainda que de forma pouco significativa, nestas regiões até ao final da tarde, momento em que a mesma começa a dissipar-se.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/evolucao-do-tempo-entre-sexta-feira-e-domingo-chuva-dissipa-se-e-temperaturas-recuperam-gradualmente-1782383498225.png" data-image="apvpw7l5f3zo" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Entre sexta-feira e domingo, o estado de tempo vai estabilizar. A chuva deverá dissipar-se e as temperaturas começam a recuperar.</figcaption></figure><p>Para <strong>além da dissipação da precipitação, espera-se ainda um aumento das temperaturas máximas</strong>, especialmente ao longo da faixa interior. Assim, esperam-se valores compreendidos entre os 20 ºC em Viana do Castelo e os 29 ºC em Évora e Beja.</p><h2>No fim de semana os termómetros voltam a ultrapassar os 30 ºC em alguns locais</h2><p>Esta <strong>subida prevista das temperaturas deverá ser gradual e mais evidente do interior e no Sul do país</strong>. Para sábado, espera-se uma variação das temperaturas entre os 20 ºC em Viana do Castelo e os 30 ºC em Castelo Branco, Évora e Beja. A nível local, especialmente nos Vales do Douro e Guadiana, os termómetros podem chegar aos 32 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775510" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-a-curto-prazo-eis-como-chovera-em-portugal-entre-25-e-26-de-junho.html" title="Previsão de chuva a curto prazo: eis como choverá em Portugal entre 25 e 26 de junho">Previsão de chuva a curto prazo: eis como choverá em Portugal entre 25 e 26 de junho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-a-curto-prazo-eis-como-chovera-em-portugal-entre-25-e-26-de-junho.html" title="Previsão de chuva a curto prazo: eis como choverá em Portugal entre 25 e 26 de junho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-a-curto-prazo-eis-como-chovera-em-portugal-entre-25-e-26-de-junho-1782340401246_320.png" alt="Previsão de chuva a curto prazo: eis como choverá em Portugal entre 25 e 26 de junho"></a></article></aside><p>No domingo, poderemos registar uma nova subida das temperaturas, onde se esperam valores máximos entre os 21 ºC em Viana do Castelo e os 33 ºC em Beja. No entanto, e como podemos observar no mapa acima, localmente, especialmente <strong>no Sotavento Algarvio, os valores poderão alcançar os 36 ºC</strong>. No Baixo Alentejo, podem registar-se até 35 ºC e na Beira Baixa e Vale do Douro, 34 ºC. É <strong>esperada uma continuação desta tendência de aumento</strong> nos dias seguintes, mas aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/evolucao-do-tempo-entre-sexta-feira-e-domingo-chuva-dissipa-se-e-temperaturas-recuperam-gradualmente.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Reutilizar a água da cozedura de legumes nas suas plantas de interior: passo a passo e benefícios]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/reutilizar-a-agua-do-cozimento-de-legumes-em-suas-plantas-de-interior-passo-a-passo-e-beneficios.html</link><pubDate>Thu, 25 Jun 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A água utilizada para cozinhar leguminosas pode ter uma segunda opção em casa: quando usada corretamente, fornece nutrientes ao substrato e ajuda a reduzir o desperdício.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/reutilizar-el-agua-de-las-legumbres-en-tus-plantas-del-hogar-paso-a-paso-y-beneficios-1781698125525.jpg" data-image="741cmx6ujtcn" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Reutilizar a água da cozedura é uma maneira simples de reduzir o desperdício doméstico e aproveitar melhor os recursos da cozinha.</figcaption></figure><p>Cada vez mais pessoas procuram maneiras de aproveitar ao máximo os recursos da cozinha e reduzir o desperdício. Uma opção simples é <strong>a água da cozedura de leguminosas</strong> — um líquido que muitas vezes acaba por ir pelo ralo, mas que pode tornar-se um aliado nos cuidados com as plantas de interior.</p><p>Desde que utilizada fria e sem sal, essa água preserva pequenas quantidades de minerais, carbohidratos solúveis e outros compostos libertados durante a cozedura. Embora não substitua o fertilizante, ela pode fornecer nutrientes de forma ocasional e contribuir para uma rotina de jardinagem mais sustentável.</p><h2>Porque é que a água da cozedura de leguminosas pode beneficiar as plantas?</h2><p>Quando grão-de-bico, lentilhas, feijões ou ervilhas são cozidos,<strong> alguns dos seus nutrientes e compostos solúveis passam para a água da cozedura</strong>. No caso do grão-de-bico, este líquido é conhecido como aquafaba e tem despertado crescente interesse científico devido às suas várias aplicações, particularmente na indústria de alimentos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/reutilizar-el-agua-de-las-legumbres-en-tus-plantas-del-hogar-paso-a-paso-y-beneficios-1781698212985.jpg" data-image="7yy9xvq56cdf" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Grão-de-bico, lentilhas, feijões e ervilhas libertam nutrientes na água durante a cozedura, embora a sua contribuição para as plantas seja complementar.</figcaption></figure><p>Estudos do Centro de Investigação e Desenvolvimento em Ciência e Tecnologia de Alimentos (<em>CIDCA-CONICET-Universidade Nacional de La Plata</em>) explicam que este subproduto retém proteínas solúveis, carbohidratos e minerais provenientes das leguminosas, <strong>representando também uma alternativa interessante para o aproveitamento integral de recursos alimentares e a redução de resíduos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775451" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-que-deve-fazer-se-comecarem-a-crescer-cogumelos-nos-vasos-das-suas-plantas-de-interior.html" title="O que deve fazer se começarem a crescer cogumelos nos vasos das suas plantas de interior?">O que deve fazer se começarem a crescer cogumelos nos vasos das suas plantas de interior?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-que-deve-fazer-se-comecarem-a-crescer-cogumelos-nos-vasos-das-suas-plantas-de-interior.html" title="O que deve fazer se começarem a crescer cogumelos nos vasos das suas plantas de interior?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/what-should-you-do-if-mushrooms-start-growing-in-your-indoor-plant-pots-1782135364255_320.jpg" alt="O que deve fazer se começarem a crescer cogumelos nos vasos das suas plantas de interior?"></a></article></aside><p>Na jardinagem, estes compostos podem fornecer uma pequena quantidade de nutrientes ao substrato e estimular a atividade biológica do solo. No entanto, especialistas esclarecem que as evidências científicas disponíveis não indicam que essa água acelere, por si só, o crescimento das plantas; portanto, <strong>ela deve ser utilizada apenas como um complemento à irrigação</strong> e nunca como substituta de uma adubação adequada.</p><h2>Guia passo a passo para usá-la corretamente</h2><p>Se a água da cozedura foi preparada utilizando apenas leguminosas e água,<strong> ela pode ser facilmente reaproveitada</strong>. Para fazer isto com segurança e aproveitar ao máximo os seus possíveis benefícios, recomenda-se seguir estes passos:</p><ol><li><strong>Cozinhe as leguminosas apenas em água</strong>, sem adicionar sal ou temperos.</li><li><strong>Deixe o líquido esfriar</strong> completamente antes de usá-lo.</li><li>Coe para remover quaisquer sementes ou cascas restantes.</li><li><strong>Regue o substrato diretamente</strong>, evitando molhar as folhas e as flores.</li><li>Alterne essa rega com água comum.</li><li>Repita a aplicação a cada duas ou três semanas durante a primavera e o verão.</li></ol><p>Com estas precauções, a água da cozedura pode ser incorporada como um recurso ocasional aos cuidados rotineiros com as plantas. O<strong> segredo é utilizá-la com moderação e compreender que a sua função é complementar</strong> a gestão do substrato, e não substituir os nutrientes fornecidos pelos fertilizantes quando a espécie vegetal deles necessita.</p><ol></ol><h2>O que cada tipo de leguminosa oferece</h2><p>Embora as diferenças entre um tipo de leguminosa e outro não sejam muito acentuadas para uso doméstico, <strong>cada um liberta compostos distintos</strong> durante a cozedura que podem enriquecer a água.</p><table><thead><tr><th><p><b>Legume</b></p></th><th><p><b>Principais compostos que passam para a água</b></p></th><th><p><b>Onde é melhor usá-lo?</b></p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p><b>Grão-de-bico</b></p></td><td><p>Proteínas solúveis, amidos, potássio, cálcio e magnésio.</p></td><td><p>Plantas de interior com folhas verdes, como jiboia, monstera, ficus e filodendros.</p></td></tr><tr><td><p><b>Lentilhas</b></p></td><td><p>Potássio, fósforo, pequenas quantidades de ferro e matéria orgânica solúvel.</p></td><td><p>Plantas ornamentais e vasos que contêm espécies em crescimento ativo.</p></td></tr><tr><td><p><b>Feijões</b></p></td><td><p>Potássio, cálcio, carbohidratos e proteínas dissolvidas.</p></td><td><p>Arbustos e plantas ornamentais cultivados em vasos grandes.</p></td></tr><tr><td><p><b>Ervilhas</b></p></td><td><p>Minerais e açúcares solúveis em concentrações mais baixas.</p></td><td><p>Mudas jovens e plantas de interior que requerem rega frequente.</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3"><p><strong>Reutilizar a água da cozedura permite aproveitar alguns dos nutrientes que, de outra forma, seriam perdidos.</strong></p></td></tr></tbody></table><p>A composição da água pode variar dependendo da variedade da leguminosa, do tempo de cozedura e da quantidade de água utilizada. Em todos os casos,<strong> ela serve como um complemento e não substitui um fertilizante </strong>específico quando a planta necessita de um.</p><h2>Que plantas podem aproveitar melhor essa irrigação?</h2><p>A maioria das <strong>plantas ornamentais de interior pode beneficiar-se desse reforço ocasional de nutrientes</strong>. É uma excelente opção para espécies como jiboias, monsteras, filodendros, ficus, plantas-aranha, fetos e espadas-de-são-jorge — especialmente durante a primavera e o verão, quando estão na sua fase de crescimento mais intenso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/reutilizar-el-agua-de-las-legumbres-en-tus-plantas-del-hogar-paso-a-paso-y-beneficios-1781698255132.jpg" data-image="vf9x0v102d17" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Plantas de interior de folhagem verde geralmente toleram bem esse fornecimento ocasional de nutrientes, desde que ele seja alternado com regas apenas com água.</figcaption></figure><p>Também pode ser utilizado em algumas plantas cultivadas em vasos ao ar livre, desde que o substrato tenha boa drenagem e a rega seja feita com moderação. <strong>Assim como ocorre com qualquer fertilizante caseiro, geralmente menos é mais</strong>.</p><p>Por outro lado, é melhor ter mais cautela com cactos e suculentas. Estas espécies exigem pouquíssima humidade, e o excesso de matéria orgânica ou de água pode favorecer o desenvolvimento de fungos ou problemas nas raízes.</p><h2>Erros a evitar</h2><p>A água da cozedura só é útil quando utilizada corretamente. Se contiver sal, cubos de caldo, especiarias, óleo ou qualquer outro ingrediente adicionado durante a preparação, não deve ser utilizada para regar plantas.</p><p>Também <strong>é importante não armazená-lo por muitos dias</strong>. Se apresentar mau cheiro, fermentar ou formar espuma incomum, o melhor é descartá-lo.</p><p>Especialistas também recomendam não substituir todas as regas por esse líquido. O ideal é alterná-lo com água limpa, mantendo um regime de rega equilibrado e adequado às necessidades de cada espécie.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/reutilizar-a-agua-do-cozimento-de-legumes-em-suas-plantas-de-interior-passo-a-passo-e-beneficios.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Previsão de chuva a curto prazo: eis como choverá em Portugal entre 25 e 26 de junho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-a-curto-prazo-eis-como-chovera-em-portugal-entre-25-e-26-de-junho.html</link><pubDate>Thu, 25 Jun 2026 06:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A aproximação de uma depressão atlântica deverá provocar chuva em grande parte de Portugal continental entre quinta e sexta-feira. A precipitação começou durante a madrugada no litoral e estender-se-á progressivamente ao restante território.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaigw6m"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaigw6m.jpg" id="xaigw6m"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A estabilidade atmosférica que marcou os últimos dias deu lugar a uma mudança significativa do estado do tempo nas últimas horas. A aproximação de uma <strong>depressão situada sobre a Península Ibérica</strong> favoreceu o aumento da nebulosidade e da precipitação, esperando-se chuva em grande parte do território continental entre quinta-feira (25) e sexta-feira (26).</p><p>Segundo os mapas de referência da Meteored, baseados no modelo ECMWF, a precipitação teve início durante a madrugada de quinta-feira nas regiões do <strong>litoral Norte e Centro</strong>, alargando-se gradualmente ao restante território ao longo do dia.</p><h2>A chuva começa durante a madrugada e estende-se durante quinta-feira</h2><p>As primeiras áreas de precipitação atingiram o litoral ocidental durante a madrugada de quinta-feira, acompanhadas por um aumento da nebulosidade. Ao longo da manhã, a chuva deverá tornar-se mais frequente nas <strong>regiões Norte e Centro</strong>, alcançando posteriormente várias zonas do Sul do país.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-a-curto-prazo-eis-como-chovera-em-portugal-entre-25-e-26-de-junho-1782340286944.png" data-image="ub240ladmd8n" alt="Nuvens, chuva e neve prevista para quinta-feira, 25 de junho, às 09h" title="Nuvens, chuva e neve prevista para quinta-feira, 25 de junho, às 09h"><figcaption>A aproximação da depressão aumentou a nebulosidade, favorecendo o aparecimento dos primeiros aguaceiros durante a madrugada de quinta-feira, sobretudo no litoral Norte e Centro.</figcaption></figure><p> À medida que a depressão evolui para leste, espera-se uma <strong>distribuição cada vez mais generalizada da precipitação</strong>, embora com intensidade variável consoante a região. </p><h2>Grande parte do país apresenta elevada probabilidade de chuva</h2><p>Durante a tarde de quinta-feira, a probabilidade de ocorrência de precipitação será elevada em grande parte de Portugal continental. Os valores mais elevados concentram-se sobretudo nas <strong>regiões Norte</strong><strong>,</strong><strong> Centro e interior Sul</strong>, onde a possibilidade de ocorrência de chuva ultrapassa os <strong>70 a 80%</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-a-curto-prazo-eis-como-chovera-em-portugal-entre-25-e-26-de-junho-1782340401246.png" data-image="ekzhd0rbcmbe" alt="Probabilidade de chuva prevista para quinta-feira, 25 de junho, às 15h" title="Probabilidade de chuva prevista para quinta-feira, 25 de junho, às 15h"><figcaption>Durante a tarde de quinta-feira, a probabilidade de chuva será elevada em grande parte do território continental, especialmente nas regiões Norte e Centro.</figcaption></figure><p> Esta situação resulta da <strong>circulação húmida associada à depressão</strong>, que continuará a alimentar a formação de aguaceiros ao longo do dia. </p><h2>A atividade elétrica deverá ser pouco significativa</h2><p>Embora a instabilidade atmosférica continue presente, os mapas de <strong>densidade de descargas elétricas</strong> indicam que a atividade elétrica deverá permanecer relativamente limitada sobre Portugal continental durante quinta-feira.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-a-curto-prazo-eis-como-chovera-em-portugal-entre-25-e-26-de-junho-1782340855310.png" data-image="21bgl5p27mjg" alt="Densidade de raios prevista para quinta-feira, 25 de junho, às 15h" title="Densidade de raios prevista para quinta-feira, 25 de junho, às 15h"><figcaption>Apesar da presença da depressão, a atividade elétrica deverá concentrar-se maioritariamente no interior da Península Ibérica, sendo mais reduzida em Portugal.</figcaption></figure><p> As trovoadas mais organizadas deverão concentrar-se sobretudo no <strong>interior de Espanha</strong>, não se excluindo, ainda assim, a ocorrência pontual de alguns episódios isolados nas regiões do Norte e Centro. </p><h2>Norte e litoral Centro poderão registar os maiores acumulados</h2><p>Até ao final da tarde de sexta-feira, os maiores acumulados de precipitação deverão concentrar-se no <strong>litoral Norte e Centro</strong>. Os mapas do ECMWF apontam para valores que poderão ultrapassar localmente os <strong>25 a 30 mm</strong> em alguns setores dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto e Aveiro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-a-curto-prazo-eis-como-chovera-em-portugal-entre-25-e-26-de-junho-1782340627867.png" data-image="kerufj03z8h0" alt="Precipitação acumulada prevista até sexta-feira, 26 de junho, às 18h" title="Precipitação acumulada prevista até sexta-feira, 26 de junho, às 18h"><figcaption>Os maiores acumulados de precipitação até ao final de sexta-feira deverão concentrar-se no litoral Norte e Centro, onde poderão superar localmente os 25 a 30 mm.</figcaption></figure><p>Nas restantes regiões também se prevê precipitação, embora com <strong>acumulados geralmente inferiores</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775437" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-50-mm-de-chuva-e-trovoadas-fortes-depressao-deixara-aguaceiros-granizo-e-vento-entre-hoje-e-sexta-feira-dia.html" title="Até 50 mm de chuva e trovoadas fortes: depressão deixará aguaceiros, granizo e vento entre hoje e sexta-feira, dia 26">Até 50 mm de chuva e trovoadas fortes: depressão deixará aguaceiros, granizo e vento entre hoje e sexta-feira, dia 26</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-50-mm-de-chuva-e-trovoadas-fortes-depressao-deixara-aguaceiros-granizo-e-vento-entre-hoje-e-sexta-feira-dia.html" title="Até 50 mm de chuva e trovoadas fortes: depressão deixará aguaceiros, granizo e vento entre hoje e sexta-feira, dia 26"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-50-mm-de-chuva-e-trovoadas-fortes-depressao-deixara-aguaceiros-granizo-e-vento-entre-hoje-e-sexta-feira-dia-1782308856333_320.jpg" alt="Até 50 mm de chuva e trovoadas fortes: depressão deixará aguaceiros, granizo e vento entre hoje e sexta-feira, dia 26"></a></article></aside><p>A evolução da depressão continuará, contudo, a ser acompanhada, uma vez que pequenas alterações na sua trajetória poderão modificar a <strong>distribuição da chuva prevista</strong> para os próximos dias.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-a-curto-prazo-eis-como-chovera-em-portugal-entre-25-e-26-de-junho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Gases fluorados: Universidade de Coimbra coordena projeto de 2,9 milhões de euros para acelerar eliminação de poluentes]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/gases-fluorados-universidade-de-coimbra-coordena-projeto-de-2-9-milhoes-de-euros-para-acelerar-eliminacao-de-poluentes.html</link><pubDate>Thu, 25 Jun 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Os gases fluorados são substâncias químicas sintéticas, amplamente utilizadas em sistemas de refrigeração e climatização, como ar condicionado e bombas de calor. No entanto, o seu potencial de aquecimento global e destruição na camada de ozono é muito superior ao do dióxido de carbono.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/gases-fluorados-universidade-de-coimbra-coordena-projeto-de-2-9-milhoes-de-euros-para-acelerar-eliminacao-de-poluentes-1782334216227.jpg" data-image="hm14sng3sx4e" alt="Gases industriais" title="Gases industriais"><figcaption>Os gases fluorados são substâncias químicas sintéticas, amplamente utilizadas em aplicações industriais, comerciais e domésticas, sobretudo em sistemas de refrigeração e climatização.</figcaption></figure><p>O <strong>Protocolo de Quioto, adotado em 11 de dezembro de 1997</strong>, foi o primeiro tratado jurídico internacional que determinou o avanço para a limitação das emissões de gases com efeito de estufa, <strong>exigindo aos países desenvolvidos que reduzissem coletivamente as suas emissões em pelo menos 5%</strong>.</p><p>E os gases fluorados (F-gases) com efeito de estufa estavam entre aqueles cuja eliminação era mais premente, através de restrições e do controlo da sua colocação no mercado e da <strong>destruição de produtos e equipamentos que contêm esses gases</strong>.</p><p>Se é certo que estas <strong>substâncias químicas sintéticas</strong>, que são amplamente utilizadas em aplicações industriais, comerciais e domésticas, sobretudo em sistemas de refrigeração e climatização - <strong>ar condicionado e bombas de calor, espumas isolantes, equipamentos de combate a incêndios e dispositivos médicos</strong> -, elas também criaram novos desafios climáticos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771425" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-as-mudancas-climaticas-afetarao-a-copa-do-mundo-fifa-de.html" title="Como as alterações climáticas afetarão o Mundial de Futebol da FIFA de 2026?">Como as alterações climáticas afetarão o Mundial de Futebol da FIFA de 2026?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-as-mudancas-climaticas-afetarao-a-copa-do-mundo-fifa-de.html" title="Como as alterações climáticas afetarão o Mundial de Futebol da FIFA de 2026?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/how-will-climate-change-affect-the-fifa-world-cup-1779806921106_320.jpg" alt="Como as alterações climáticas afetarão o Mundial de Futebol da FIFA de 2026?"></a></article></aside><p>Porque este é um dos principais <strong>desafios ambientais associados à transição energética e à descarbonização</strong>, ao longo dos anos foram surgindo regras e regulamentos internacionais e europeus para limitar o seu uso e promover alternativas mais sustentáveis.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gases-fluorados-universidade-de-coimbra-coordena-projeto-de-2-9-milhoes-de-euros-para-acelerar-eliminacao-de-poluentes-1782334264697.jpg" data-image="w76mugqzybdc" alt="Gases de congelação" title="Gases de congelação"><figcaption>Em Portugal, a comunicação de dados sobre gases fluorados com efeito de estufa é feita junto da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), de modo a assegurar uma estimativa precisa das respetivas emissões nos inventários nacionais.</figcaption></figure><p>Em Portugal, a <strong>comunicação de dados sobre gases fluorados com efeito de estufa é feita junto da Agência Portuguesa do Ambiente</strong> (APA), de modo a assegurar uma estimativa precisa das respetivas emissões nos inventários nacionais. </p><h2>2,9 milhões do programa Horizon Europe </h2><p>A comunicação do <strong>Formulário de Gases Fluorados relativo ao ano de 2025 </strong>decorreu entre o dia 1 de janeiro de 2026 e 31 de março de 2026.</p><div class="texto-destacado">Ciente do desafio que está colocado aos países, a <strong>Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra</strong> (FCTUC) meteu mãos à obra e comunicou esta semana que vai liderar um novo <strong>projeto europeu com vista a apoiar a eliminação progressiva dos gases </strong>fluorados. O projeto de investigação foi batizado com o nome "<strong>GWPathFinder</strong>" e é <strong>coordenado por Luís Pedro Viegas, investigador do Centro de Química de Coimbra</strong> do Departamento de Química da FCTUC. Conta com um financiamento de 2,9 milhões de euros, através do programa europeu Horizon Europe.</div><p>Este consórcio internacional liderado pela FCTUC irá <strong>desenvolver uma plataforma digital considerada “inovadora, interativa e de acesso livre</strong>”, destinada a apoiar decisores políticos, indústria e comunidade científica na avaliação e seleção de alternativas mais sustentáveis.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gases-fluorados-universidade-de-coimbra-coordena-projeto-de-2-9-milhoes-de-euros-para-acelerar-eliminacao-de-poluentes-1782334320380.jpg" data-image="at543im3zccj" alt="Refinaria" title="Refinaria"><figcaption>A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) vai liderar um novo projeto europeu com vista a apoiar a eliminação progressiva dos gases fluorados.</figcaption></figure><p>A ferramenta vai funcionar como uma <strong>verdadeira “bússola” ecológica global, recorrendo a modelos científicos avançados</strong> para prever o impacto ambiental de novos gases fluorados e simular diferentes cenários de descarbonização em tempo real. </p><h2>Potencial de aquecimento muito elevado </h2><p>O objetivo, diz a FCTUC em comunicado, é “<strong>disponibilizar informação robusta, comparável e baseada em evidência científica</strong>”, de maneira a permitir acelerar a adoção de soluções de menor impacto climático.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Luís Pedro Viegas, o investigador do Centro de Química de Coimbra do Departamento de Química da FCTUC, explica que este projeto pretende “fornecer os dados e as metodologias necessárias para apoiar decisões informadas” e com isso contribuir para “uma transição sustentável dos setores que dependem de tecnologias de refrigeração e climatização”.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A FCTUC refere ainda que o <strong>projeto "GWPathFinder</strong>" está alinhado com os objetivos da Emenda de Kigali ao Protocolo de Montreal.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="752788" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-alertam-que-o-aquecimento-global-esta-a-acelerar-a-decomposicao-dos-principais-gases-com-efeito-de-estufa.html" title="Cientistas alertam que o aquecimento global está a acelerar a decomposição dos principais gases com efeito de estufa">Cientistas alertam que o aquecimento global está a acelerar a decomposição dos principais gases com efeito de estufa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-alertam-que-o-aquecimento-global-esta-a-acelerar-a-decomposicao-dos-principais-gases-com-efeito-de-estufa.html" title="Cientistas alertam que o aquecimento global está a acelerar a decomposição dos principais gases com efeito de estufa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-alertam-que-o-aquecimento-global-esta-a-acelerar-a-decomposicao-dos-principais-gases-com-efeito-de-estufa-1770320568779_320.jpg" alt="Cientistas alertam que o aquecimento global está a acelerar a decomposição dos principais gases com efeito de estufa"></a></article></aside><p>Trata-se de um acordo internacional que estabelece a <strong>redução gradual da utilização de hidrofluorocarbonetos (HFC), que é, neste momento, um dos principais grupos de gases fluorados</strong> responsáveis pelo aquecimento global.</p><p>De acordo com a associação ambientalista Zero, os F-gases – em especial os hidrofluorocarbonetos (HFC), os perfluorocarbonetos (PFC) e o hexafluoreto de enxofre (SF6) – têm um “<strong>potencial de aquecimento global muito elevado</strong>”.</p><p>Ou seja, <strong>mesmo em pequenas quantidades, os F-gases “retêm muito mais calor na atmosfera </strong>do que o dióxido de carbono (CO2)”, com isso “contribuindo significativamente para as alterações climáticas”.</p><p>A associação Zero dá um exemplo: “o SF6 tem um potencial de aquecimento global de 24.300, ou seja, u<strong>m efeito de estufa 24 mil vezes mais potente que o CO2</strong>”.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/gases-fluorados-universidade-de-coimbra-coordena-projeto-de-2-9-milhoes-de-euros-para-acelerar-eliminacao-de-poluentes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que deve fazer se começarem a crescer cogumelos nos vasos das suas plantas de interior?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-que-deve-fazer-se-comecarem-a-crescer-cogumelos-nos-vasos-das-suas-plantas-de-interior.html</link><pubDate>Wed, 24 Jun 2026 17:01:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Os cogumelos estão associados a coisas mortas e em decomposição. Por isso, quando aparecem em vasos de plantas, podem ser motivo de grande preocupação. Mas é aqui que os especialistas divergem.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/what-should-you-do-if-mushrooms-start-growing-in-your-indoor-plant-pots-1782135364255.jpg" data-image="71oxos4yj0eb" alt="Mushroom" title="Mushroom"><figcaption>O aparecimento de cogumelos na sua planta em vaso não é motivo de grande preocupação.</figcaption></figure><p>O aparecimento repentino de um cogumelo num vaso de plantas preocupa muitos entusiastas da jardinagem. A maioria acaba por temer o pior: que a planta já esteja a morrer por dentro. Mas nada poderia estar mais longe da verdade. Os jardineiros experientes sabem que os cogumelos num jardim são um fenómeno natural e que <strong>não há motivo para preocupação, exceto em algumas raras circunstâncias</strong>.</p><h2>Como os cogumelos ajudam</h2><p>O cogumelo que surge no vaso é o corpo frutífero de qualquer um dos inúmeros fungos que já vivem no interior do vaso. Quando se reproduzem, isso <strong>é sinal de que o vaso está saudável e sustenta um ecossistema de solo diversificado</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os fungos encontrados nos vasos são saprótrofos, o que significa que são decompositores que decompõem a matéria orgânica lenhosa presente no solo. A maioria dos substratos para vasos contém lascas de madeira, pinho ou fibra de coco, que a planta em crescimento não consegue utilizar diretamente.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os fungos presentes no solo decompõem esta matéria orgânica, tornando-a disponível para ser absorvida pelas plantas. Assim, ao produzirem cogumelos, <strong>os fungos estão a criar mais fungos que irão ajudar a planta, em vez de a prejudicar</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/what-should-you-do-if-mushrooms-start-growing-in-your-indoor-plant-pots-1782135475570.jpg" data-image="5ijrffvkk1hc" alt="Mushrooms" title="Mushrooms"><figcaption>Os cogumelos podem ser motivo de preocupação em algumas circunstâncias, mas a sua quantidade não é uma delas.</figcaption></figure><h2>Quando se deve preocupar</h2><p><strong>Embora a maioria dos cogumelos seja inofensiva, alguns podem ser tóxicos para animais de estimação ou mesmo para os seres humanos</strong>. Se uma planta em vaso desenvolver um cogumelo e não for possível impedir o acesso de um animal de estimação ou de uma criança que possa levá-lo à boca, então é melhor remover o cogumelo.</p><p>Para muitas pessoas, livrar-se de um cogumelo significa pulverizar um fungicida no solo. No entanto, <strong>os especialistas alertam contra essa prática num vaso</strong>, pois é improvável que mate o cogumelo, sendo mais provável que danifique o microbioma do solo e prejudique a própria planta.</p><div class="texto-destacado">Em vez disso, basta um par de luvas para arrancar completamente o pé e o chapéu do cogumelo e deitá-lo no lixo, antes que se possa espalhar.</div><p>A outra situação em que os cogumelos podem não ser um bom sinal é quando a acumulação de micélio se encontra mais próxima da superfície do solo. Em quantidades reduzidas, não há motivo para preocupação, mas <strong>quando a acumulação de micélio é demasiado espessa, pode impedir que a água e os nutrientes cheguem às raízes da planta</strong>, causando desidratação, carências nutricionais e stress na planta.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774635" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-3-plantas-que-serao-tendencias-em-2026-crescem-rapido-e-duram-muito-tempo.html" title="As 3 plantas que são tendências em 2026: crescem rápido e duram muito tempo">As 3 plantas que são tendências em 2026: crescem rápido e duram muito tempo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-3-plantas-que-serao-tendencias-em-2026-crescem-rapido-e-duram-muito-tempo.html" title="As 3 plantas que são tendências em 2026: crescem rápido e duram muito tempo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cuales-son-las-3-plantas-que-seran-tendencia-absoluta-en-2026-crecen-rapido-y-duran-una-eternidad-1779005417183_320.jpg" alt="As 3 plantas que são tendências em 2026: crescem rápido e duram muito tempo"></a></article></aside><p>Isto também permite que os fungos cresçam de forma mais desenfreada, enquanto o crescimento da planta fica prejudicado. Se os cogumelos continuarem a aparecer repetidamente, então será melhor transplantar a planta para um vaso com composto novo. Para tal,<strong> retire a planta do vaso e lave as raízes com água morna</strong>. Assegure-se de que o novo vaso tenha drenagem suficiente e de que haja uma boa circulação de ar à volta do vaso e das folhas.</p><p>Regar as plantas apenas quando a camada superior de uma ou duas polegadas estiver completamente seca <strong>é também uma boa forma de evitar a acumulação de humidade, onde os cogumelos prosperam</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-que-deve-fazer-se-comecarem-a-crescer-cogumelos-nos-vasos-das-suas-plantas-de-interior.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O calor vai dar tréguas? Aproveite para visitar a piscina “mais bonita do Alentejo”]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-calor-vai-dar-treguas-aproveite-para-visitar-a-piscina-mais-bonita-do-alentejo.html</link><pubDate>Wed, 24 Jun 2026 16:03:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Com temperaturas mais próximas do normal no início de julho, a Eco Laguna, em Gavião, surge como uma das escapadinhas mais refrescantes e surpreendentes do Alentejo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-calor-vai-dar-treguas-aproveite-para-visitar-a-piscina-mais-bonita-do-alentejo-1782229895512.jpg" data-image="lrtxtkye4yrv" alt="Eco Laguna" title="Eco Laguna"><figcaption>Este paraíso escondido no Alentejo promete ser a sensação do verão. Foto: JF Gavião e Atalaia</figcaption></figure><p>Mudança de tempo à vista? É mais uma normalização. Após um período marcado por calor intenso e instabilidade em várias regiões do país, os modelos meteorológicos começam a indicar uma <strong>reorganização gradual da circulação atmosférica</strong> sobre o Atlântico Norte e a Europa.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.<br> </div><p>“Entre <strong>28 de junho e 8 de julho, Portugal deverá continuar sob influência de tempo maioritariamente seco</strong>, mas com alterações subtis nos padrões atmosféricos que poderão influenciar as temperaturas e o comportamento do vento”, <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/estao-a-aproximar-se-mudancas-nos-padroes-atmosfericos-que-poderao-afetar-portugal-entre-28-de-junho-e-8-de-julho.html" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">avisa</a> Marta Godinho.</p><p>Isto significa que, em julho, as temperaturas deverão manter-se elevadas no Centro e Sul, mas com valores que se enquadram dentro do que é <strong>considerado normal</strong>. “A previsão continua a apontar para um início de julho dominado pela estabilidade atmosférica, mas com uma circulação gradualmente diferente daquela que marcou o final de junho”, nota ainda.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775220" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/estao-a-aproximar-se-mudancas-nos-padroes-atmosfericos-que-poderao-afetar-portugal-entre-28-de-junho-e-8-de-julho.html" title="Estão a aproximar-se mudanças nos padrões atmosféricos que poderão afetar Portugal entre 28 de junho e 8 de julho">Estão a aproximar-se mudanças nos padrões atmosféricos que poderão afetar Portugal entre 28 de junho e 8 de julho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/estao-a-aproximar-se-mudancas-nos-padroes-atmosfericos-que-poderao-afetar-portugal-entre-28-de-junho-e-8-de-julho.html" title="Estão a aproximar-se mudanças nos padrões atmosféricos que poderão afetar Portugal entre 28 de junho e 8 de julho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estao-a-aproximar-se-mudancas-nos-padroes-atmosfericos-que-poderao-afetar-portugal-entre-28-de-junho-e-8-de-julho-1782225395228_320.jpg" alt="Estão a aproximar-se mudanças nos padrões atmosféricos que poderão afetar Portugal entre 28 de junho e 8 de julho"></a></article></aside><p>Já tem planos para os próximos dias? Com esta previsão pode planear uma escapadinha para se refrescar e nós temos uma sugestão que promete não desiludir. </p><p>O que lhe parece visitar aquela que é considerada a <strong>piscina “mais bonita do Alentejo”</strong>?</p><h2>Um “oásis” alentejano</h2><p>A<strong> Eco Laguna</strong>, uma piscina em forma de lagoa na vila de Gavião, no distrito de Portalegre, reabriu na sexta-feira passada, 19 de junho, e garante refrescar os próximos dias.</p><p>Há quem diga até que este é <strong>um dos segredos mais bem guardados da região</strong>, mas está na hora de o revelar. Afinal, não é todos os dias que se encontra um espaço com areia, cascatas e zona de jacuzzi. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-calor-vai-dar-treguas-aproveite-para-visitar-a-piscina-mais-bonita-do-alentejo-1782229819630.jpg" data-image="q22lmdv0hp5z" alt="Eco Laguna" title="Eco Laguna"><figcaption>Está a conquistar os visitantes. Foto: JF Gavião e Atalaia</figcaption></figure><p>Sim, é verdade, o espaço inaugurado em 2023 conta com fundo de areia, zona de jacuzzi e profundidade máxima de 1,6 metros. Além disso, os banhistas têm acesso a um bar, instalações sanitárias e balneários, a um amplo relvado e esplanada.</p><p>“A nova coqueluche de Gavião<strong> será a sensação deste Verão</strong>”, afirma a autarquia no <em>site</em>. </p><div class="texto-destacado">“É uma piscina diferente e belíssima, com fundo de areia, zona de jacuzzi e profundidade máxima de 1,6 metros, num enquadramento espetacular e servida por bar, instalações sanitárias e balneários, amplo relvado envolvente, esplanada e zonas de estadia.”</div><p>O melhor é que o próprio local tem muita história para contar. É que a Eco Laguna não nasceu do nada. Em vez disso, o complexo ergue-se numa<strong> antiga casa alentejana</strong>, construída na primeira metade do século XX por José Pedro Estevinha. Esta passou depois, por herança, para João Pedro de Ascensão, presidente da Câmara Municipal de Gavião entre 1942 e 1949.</p><p>“O autarca iniciou na época uma reconstrução que transformou o edifício num dos mais belos do concelho”, conta o ‘Ekonomista’.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774017" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/com-temperaturas-a-subir-ha-algo-que-deve-verificar-na-praia-antes-de-entrar-na-agua.html" title="Com temperaturas a subir, há algo que deve verificar na praia antes de entrar na água">Com temperaturas a subir, há algo que deve verificar na praia antes de entrar na água</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/com-temperaturas-a-subir-ha-algo-que-deve-verificar-na-praia-antes-de-entrar-na-agua.html" title="Com temperaturas a subir, há algo que deve verificar na praia antes de entrar na água"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/com-temperaturas-a-subir-ha-algo-que-deve-verificar-na-praia-antes-de-entrar-na-agua-1781543794748_320.jpg" alt="Com temperaturas a subir, há algo que deve verificar na praia antes de entrar na água"></a></article></aside><p>“Décadas mais tarde, a propriedade estava degradada e em ruínas. A visão foi recuperar o espaço e criar ali algo de que a comunidade se orgulhasse. O projeto demorou quase dez anos a concretizar-se e representou um investimento de 1,5 milhões de euros.”</p><p>Hoje, o complexo integra não só a Eco Laguna, mas também a Casa das Artes, que inclui o Museu da Música (em homenagem à Banda Juvenil de Gavião), galerias de exposições, um posto de turismo, uma sala de provas de produtos regionais, cafetaria e loja de artesanato.</p><div class="texto-destacado">Em 2025, a Eco Laguna foi galardoada com o Prémio Cinco Estrelas Regiões na categoria de Piscinas Municipais, “reconhecimento que confirmou que este é um lugar fora do comum”.</div><p>Sim, porque aqui nada foi deixado ao acaso. O espaço foi projetado com inspiração nas represas de água que existem nas herdades agrícolas do Alentejo.</p><p>“O resultado é uma <strong>piscina com uma forma orgânica, irregular</strong>, que imita a natureza em vez de a contrariar. O piso em areia agregada antiderrapante reforça essa sensação de estar junto a uma lagoa natural”, lê-se no ‘Ekonomista’.</p><h2>Mais informações e detalhes</h2><p>“A entrada é feita por rampas com diferentes inclinações, o que torna o espaço <strong>totalmente acessível a todas as idades e mobilidades</strong>.”</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-calor-vai-dar-treguas-aproveite-para-visitar-a-piscina-mais-bonita-do-alentejo-1782229949595.jpg" data-image="1oux4gr3nzn1" alt="Eco Laguna" title="Eco Laguna"><figcaption>Tem areia, cascatas e jacuzzi. Foto: JF Gavião e Atalaia</figcaption></figure><p>E quando é que pode visitar a Eco Laguna? Pode fazê-lo de terça-feira a domingo, das 10:00 às 19:00 horas. <strong>O espaço vai estar aberto até 19 de setembro</strong>, segundo avançou a Câmara Municipal de Gavião.</p><p>Além disso, o acesso à piscina é gratuito até aos seis anos. Para os restantes custa entre 2,50€ (meio dia) e 3€ (dia inteiro) para adultos. Os miúdos dos sete aos 10 anos pagam 1€ (meio dia) ou 2€ (dia inteiro). Os residentes têm desconto na entrada: 1,20€ se for dia inteiro ou 80 cêntimos por meio-dia. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Uni%C3%A3o%20das%20Freguesias%20de%20Gavi%C3%A3o%20e%20Atalaia" data-year="" data-title="Eco%20Laguna" data-url="https%3A%2F%2Fwww.jf-gaviao-atalaia.pt%2Feco-laguna">União das Freguesias de Gavião e Atalaia. <a href="https://www.jf-gaviao-atalaia.pt/eco-laguna" target="_blank">Eco Laguna</a>.</cite><br><cite data-author="Pinto%2C%20M" data-year="2026" data-title="Eco%20Laguna%20em%20Gavi%C3%A3o%3A%20o%20o%C3%A1sis%20alentejano%20que%20cabe%20no%20bolso" data-url="https%3A%2F%2Fwww.e-konomista.pt%2Feco-laguna-gaviao%2F">Pinto, M. (2026). <a href="https://www.e-konomista.pt/eco-laguna-gaviao/" target="_blank">Eco Laguna em Gavião: o oásis alentejano que cabe no bolso</a>.</cite><br><cite data-author="Pincelli%2C%20I" data-year="2026" data-title="A%20piscina%20%E2%80%9Cmais%20bonita%20do%20Alentejo%E2%80%9D%20j%C3%A1%20reabriu.%20Os%20bilhetes%20custam%20entre%201%E2%82%AC%20e%203%E2%82%AC" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fna-cidade%2Fa-piscina-mais-bonita-do-alentejo-ja-reabriu-ha-bilhetes-custam-entre-1e-e-3e">Pincelli, I. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/a-piscina-mais-bonita-do-alentejo-ja-reabriu-ha-bilhetes-custam-entre-1e-e-3e" target="_blank">A piscina “mais bonita do Alentejo” já reabriu. Os bilhetes custam entre 1€ e 3€</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-calor-vai-dar-treguas-aproveite-para-visitar-a-piscina-mais-bonita-do-alentejo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ergosfera, a região extrema onde o espaço-tempo se distorce em torno de um buraco negro em rotação]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/ergosfera-a-regiao-extrema-onde-o-espaco-tempo-se-distorce-em-torno-de-um-buraco-negro-em-rotacao.html</link><pubDate>Wed, 24 Jun 2026 15:29:16 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Uma região em torno de buracos negros em rotação, onde o espaço e o tempo se distorcem de tal forma que poderíamos extrair energia quase infinita. Mais detalhes neste relatório.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ergoesfera-la-region-extrema-donde-el-espacio-tiempo-se-retuerce-alrededor-de-un-agujero-negro-en-rotacion-1781893753509.jpeg" data-image="k10pc1j2yp4s"><figcaption>A geometria dos buracos negros é enigmática; há muito tempo que as pessoas se questionam sobre como aproveitar a sua energia.</figcaption></figure><p>Recentemente, explorámos a forma como os diagramas de Penrose condensam as estruturas causais do espaço-tempo numa única imagem, algo muito útil para visualizar horizontes, singularidades e as regiões externas dos buracos negros. </p><p>Esta ferramenta torna explícitas as ligações entre diferentes áreas do espaço-tempo, <strong>desde o Universo observável até ao interior dos buracos negros</strong>, uma vez que a forma do horizonte de eventos e a sua relação causal com o resto do cosmos podem ser vistas de forma mais "clara".</p><div class="texto-destacado">Estas representações são o ponto de partida para observar o espaço-tempo, mas não descrevem processos físicos profundos, como os que ocorrem na ergosfera, uma região ligada à geometria rotativa do espaço-tempo que não é captada pelos diagramas básicos.<br></div><p>A utilização deste tipo de gráficos facilita-nos a compreensão de que fenómenos, como o arrastamento do sistema de referência, não são metáforas, mas sim consequências da Relatividade Geral, através da métrica de Kerr, e tudo isto com o objetivo de abordar não só a existência da ergosfera, mas também as suas implicações físicas.</p><h2>O que é a ergosfera e por que razão existe? </h2><p>Os buracos negros em rotação, descritos a partir da solução de Kerr para as equações de Einstein, mostram que <strong>o espaço-tempo não só se curva como também roda com o objeto central</strong>, numa rotação que arrasta tudo à sua volta e obriga qualquer partícula a mover-se na mesma direção.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ergoesfera-la-region-extrema-donde-el-espacio-tiempo-se-retuerce-alrededor-de-un-agujero-negro-en-rotacion-1781893773450.jpeg" data-image="cbnch5gukdo2"><figcaption>Os buracos negros de Kerr são uma solução da Teoria da Relatividade Geral e representam objetos em rotação.</figcaption></figure><p>Chamamos a esta região de ergosfera, e ela é definida pela <strong>superfície limite estática mais exterior do horizonte de acontecimentos</strong>. No seu interior, é impossível permanecer em repouso em relação a um observador distante; ou seja, o espaço-tempo move-se tão rapidamente que faz com que tudo gire com ele.</p><p>É importante distingui-la do horizonte de eventos, que marca o ponto sem retorno; a ergosfera não é um limite definitivo, uma vez que ainda é possível sair dela, embora as suas propriedades geométricas permitam efeitos energéticos impossíveis.</p><p>Em termos simples, é a região onde o tempo, o espaço e a rotação estão tão intimamente interligados que as definições clássicas de energia se alteram de tal forma que permitem a existência de estados com energia negativa em relação a um observador distante.</p><h3>O Efeito Penrose e a Extração de Energia </h3><p>É aqui que entra <strong>o Efeito Penrose, proposto por Roger Penrose em 1969</strong> como um método teórico para extrair energia rotacional de um buraco negro. Trata-se de um mecanismo (relativístico) que requer uma região onde uma partícula que se aproxima possa dividir-se em duas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772066" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/james-webb-resolve-o-grande-enigma-astrofisico-os-buracos-negros-surgiram-antes-das-suas-proprias-galaxias.html" title="James Webb resolve o grande enigma astrofísico: os buracos negros surgiram antes das suas próprias galáxias">James Webb resolve o grande enigma astrofísico: os buracos negros surgiram antes das suas próprias galáxias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/james-webb-resolve-o-grande-enigma-astrofisico-os-buracos-negros-surgiram-antes-das-suas-proprias-galaxias.html" title="James Webb resolve o grande enigma astrofísico: os buracos negros surgiram antes das suas próprias galáxias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/james-webb-resuelve-el-gran-enigma-astrofisico-los-agujeros-negros-nacieron-antes-que-sus-propias-galaxias-1780186480620_320.jpg" alt="James Webb resolve o grande enigma astrofísico: os buracos negros surgiram antes das suas próprias galáxias"></a></article></aside><p>O processo prossegue quando uma das partes cai no buraco negro com energia negativa em relação a um observador distante, enquanto<strong> a outra escapa para o Universo com uma energia superior à inicial</strong>, que provém diretamente da rotação do buraco negro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ergoesfera-la-region-extrema-donde-el-espacio-tiempo-se-retuerce-alrededor-de-un-agujero-negro-en-rotacion-1781893804889.jpeg" data-image="xxq8lmzcnhuo"><figcaption>Um dos processos que se pensa serem resultado da interação com a ergosfera são os jatos relativísticos.</figcaption></figure><p>Na realidade, este processo não cria energia do nada, mas transforma parte da energia rotacional do buraco negro em energia cinética para a partícula que escapa, reduzindo a rotação do objeto central: "conservação do momento angular!"</p><p>Foram propostas variações e extensões deste efeito, que vão desde processos de colisão na ergosfera até versões radiativas e magnéticas, que se relacionam com <strong>a produção de partículas de alta energia ou os jatos relativísticos</strong> que discutimos recentemente.</p><h3> Astrofísica extrema </h3><p>Embora <strong>o Efeito de Penrose não seja prático numa escala temporal humana</strong>, as suas variantes e mecanismos relacionados, como o processo magnético, são considerados em modelos que explicam certos fenómenos observados em núcleos galácticos ativos.</p><p>A ideia central mantém-se a mesma: <strong>extrair energia da rotação do espaço-tempo</strong>, o que, em escalas astrofísicas, se pensa ser a causa das energias extremas observadas em jatos relativísticos ou em emissões de alta energia em torno de buracos negros supermassivos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="749246" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/pontos-vermelhos-identificados-no-cosmos-nao-sao-galaxias-sao-buracos-negros-a-crescer-mais-depressa-do-que-nunca.html" title="Pontos vermelhos identificados no cosmos não são galáxias: são buracos negros a crescer mais depressa do que nunca">Pontos vermelhos identificados no cosmos não são galáxias: são buracos negros a crescer mais depressa do que nunca</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/pontos-vermelhos-identificados-no-cosmos-nao-sao-galaxias-sao-buracos-negros-a-crescer-mais-depressa-do-que-nunca.html" title="Pontos vermelhos identificados no cosmos não são galáxias: são buracos negros a crescer mais depressa do que nunca"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pontos-vermelhos-identificados-no-cosmos-nao-sao-galaxias-sao-buracos-negros-a-crescer-mais-depressa-do-que-nunca-1768490936208_320.jpg" alt="Pontos vermelhos identificados no cosmos não são galáxias: são buracos negros a crescer mais depressa do que nunca"></a></article></aside><p>Como podemos ver, a geometria de Kerr e as suas implicações, tais como <strong>a ergosfera, continuam a ser objeto de estudo ativo</strong>, tanto nas generalizações clássicas como nas possíveis correções quânticas à gravidade em grande escala.</p><p>Neste sentido, integrar a utilização dos diagramas de Penrose para visualizar o espaço-tempo com os processos energéticos que ocorrem na ergosfera permite esclarecer conceitos puramente geométricos com efeitos físicos observáveis que poderão, um dia, estar ao alcance da humanidade.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/ergosfera-a-regiao-extrema-onde-o-espaco-tempo-se-distorce-em-torno-de-um-buraco-negro-em-rotacao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 50 mm de chuva e trovoadas fortes: depressão deixará aguaceiros, granizo e vento entre hoje e sexta-feira, dia 26]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-50-mm-de-chuva-e-trovoadas-fortes-depressao-deixara-aguaceiros-granizo-e-vento-entre-hoje-e-sexta-feira-dia.html</link><pubDate>Wed, 24 Jun 2026 15:08:01 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma depressão atlântica vai interromper o calor intenso dos últimos dias. Entre quarta e sexta-feira, esperam-se aguaceiros fortes, trovoadas, granizo, rajadas de vento e acumulados de chuva que poderão aproximar-se dos 49 mm em algumas regiões.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaicw3e"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaicw3e.jpg" id="xaicw3e"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois de vários dias marcados por temperaturas elevadas, Portugal entra agora numa fase de mudança atmosférica significativa.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p><strong>Entre esta quarta-feira, 24 de junho, e sexta-feira, dia 26,</strong> uma depressão posicionada a oeste do território continental irá provocar uma descida das temperaturas e aumentar a instabilidade, trazendo aguaceiros, trovoadas, granizo e vento forte a várias regiões do país.</p><h2>O calor começa a ceder durante a tarde desta quarta-feira</h2><p>Apesar de o dia de hoje ainda arrancar com temperaturas elevadas, sobretudo no interior, a aproximação de uma<strong> massa de ar mais frio em altitude</strong> já começa a alterar o padrão meteorológico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-49-mm-de-chuva-e-trovoadas-fortes-depressao-deixara-aguaceiros-granizo-e-vento-entre-hoje-e-sexta-feira-dia-1782301726850.png" data-image="mfn9grz2sb79" alt="Temperatura à superficie" title="Temperatura à superficie"><figcaption>Apesar de ainda se registarem valores próximos dos 30 °C em várias regiões do interior, a influência da depressão começa a fazer-se sentir. As temperaturas descem progressivamente durante a tarde, numa mudança evidente face aos dias anteriores marcados por calor intenso.</figcaption></figure><p>A assinatura térmica observada nos mapas é muito diferente da dos últimos dias, verificando-se uma <strong>diminuição progressiva das temperaturas </strong>mesmo durante o período de maior insolação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-49-mm-de-chuva-e-trovoadas-fortes-depressao-deixara-aguaceiros-granizo-e-vento-entre-hoje-e-sexta-feira-dia-1782301751164.png" data-image="dx7x21ihicu6" alt="Temperatura 700 hPa" title="Temperatura 700 hPa"><figcaption>Uma depressão posicionada a oeste de Portugal começa a alterar o padrão atmosférico. O ar mais frio em altitude aproxima-se do território continental e empurra gradualmente a massa de ar quente que dominou os últimos dias, criando condições favoráveis ao desenvolvimento de aguaceiros e trovoadas.</figcaption></figure><p>Esta mudança está associada à formação de uma depressão a oeste de Portugal, alimentada por ar frio em altitude. À medida que o contraste entre massas de ar aumenta, a atmosfera torna-se mais instável e <strong>favorece o desenvolvimento de convecção</strong>.</p><h2>Chuva intensa e trovoadas fortes durante a noite desta quarta-feira</h2><p>Os primeiros aguaceiros deverão surgir durante a tarde nos distritos de Leiria, Santarém, Coimbra, Castelo Branco, Vila Real e Bragança. Contudo, será durante a noite que a situação ganhará maior intensidade.</p><p><strong>O distrito de Aveiro poderá registar os fenómenos mais expressivos,</strong> especialmente entre as 20h e as 21h. Em zonas como Cacia, os acumulados horários poderão ultrapassar os 12 mm por hora.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-49-mm-de-chuva-e-trovoadas-fortes-depressao-deixara-aguaceiros-granizo-e-vento-entre-hoje-e-sexta-feira-dia-1782301777591.png" data-image="big3retr40u2"></figure><p>As trovoadas também deverão intensificar-se ao longo da tarde e noite. Alguns modelos apontam para densidades superiores a 28 raios por km² por hora na região de Aveiro, valor já considerado elevado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-49-mm-de-chuva-e-trovoadas-fortes-depressao-deixara-aguaceiros-granizo-e-vento-entre-hoje-e-sexta-feira-dia-1782301805318.png" data-image="4ckx3zbkbd5f" alt="Densidade de raios elétricos" title="Densidade de raios elétricos"><figcaption>A instabilidade atmosférica favorece a formação de células convectivas capazes de gerar trovoadas fortes, rajadas de vento e granizo. Na região de Aveiro, a densidade de descargas elétricas poderá ultrapassar os 28 raios por km² numa hora, valor associado a trovoadas de forte intensidade.</figcaption></figure><p>Estas trovoadas resultam da formação de células convectivas. </p><div class="texto-destacado">No interior das nuvens de grande desenvolvimento vertical, o ar quente e húmido sobe rapidamente, enquanto o ar frio desce de forma brusca. Este mecanismo gera fortes correntes ascendentes e descendentes, capazes de produzir descargas elétricas frequentes, rajadas intensas de vento e, em alguns casos, queda de granizo.<br></div><p>Entre a meia-noite e as primeiras horas de quinta-feira, as trovoadas deverão deslocar-se para norte, afetando Aveiro, Porto, Braga, Viana do Castelo, Vila Real e Bragança. O <strong>distrito de Braga poderá registar episódios particularmente intensos</strong>, com valores superiores a 40 raios por km² numa hora.</p><p>Ao longo de quinta-feira, a precipitação deverá tornar-se mais generalizada, abrangendo praticamente todo o território continental, incluindo Lisboa, Vale do Tejo e o Sul durante a manhã.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-49-mm-de-chuva-e-trovoadas-fortes-depressao-deixara-aguaceiros-granizo-e-vento-entre-hoje-e-sexta-feira-dia-1782301951991.jpg" data-image="xjmk8g4ne7px" alt="Temperatura 700 hPa" title="Temperatura 700 hPa"><figcaption>Uma nova massa de ar frio associada à corrente de jato polar junta-se à depressão já instalada a oeste da Península Ibérica. Esta interação reforça a instabilidade atmosférica e favorece a ocorrência de chuva e trovoadas em grande parte do território durante quinta-feira.</figcaption></figure><p>Será também neste período que uma <strong>nova bolsa de ar frio,</strong> associada à corrente de jato polar,<strong> irá unificar-se com a depressão já instalada a oeste do país,</strong> mantendo a instabilidade atmosférica.</p><h2>Sexta-feira mantém a chuva, mas com menor atividade elétrica</h2><p>Na sexta-feira (26), <strong>persistirão os períodos de chuva e as temperaturas continuarão mais contidas</strong>. No entanto, para já, os modelos não indicam trovoadas significativas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775279" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/trovoadas-fortes-chegam-dentro-de-poucas-horas-ao-norte-de-portugal-ipma-mantem-aviso-amarelo-para-4-distritos.html" title="Trovoadas fortes chegam dentro de poucas horas ao Norte de Portugal: IPMA mantém aviso amarelo para 4 distritos">Trovoadas fortes chegam dentro de poucas horas ao Norte de Portugal: IPMA mantém aviso amarelo para 4 distritos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/trovoadas-fortes-chegam-dentro-de-poucas-horas-ao-norte-de-portugal-ipma-mantem-aviso-amarelo-para-4-distritos.html" title="Trovoadas fortes chegam dentro de poucas horas ao Norte de Portugal: IPMA mantém aviso amarelo para 4 distritos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/trovoadas-fortes-chegam-dentro-de-poucas-horas-ao-norte-de-portugal-ipma-mantem-aviso-amarelo-para-4-distritos-1782262810632_320.png" alt="Trovoadas fortes chegam dentro de poucas horas ao Norte de Portugal: IPMA mantém aviso amarelo para 4 distritos"></a></article></aside><p>Até ao final do dia 26, os<strong> maiores acumulados de precipitação</strong> deverão concentrar-se nos distritos de <strong>Viana do Castelo, Braga, Porto e Aveiro,</strong> onde localmente poderão aproximar-se dos 40 a 50 mm.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-49-mm-de-chuva-e-trovoadas-fortes-depressao-deixara-aguaceiros-granizo-e-vento-entre-hoje-e-sexta-feira-dia-1782302000929.png" data-image="iwuquf8hjusx" alt="Precipitação acumulada" title="Precipitação acumulada"><figcaption>Os maiores acumulados de chuva até ao final de sexta-feira deverão concentrar-se nos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto e Aveiro. Em algumas zonas do litoral Norte e Centro os valores poderão aproximar-se dos 40 a 49 mm de precipitação acumulada.</figcaption></figure><p>A evolução desta depressão deverá continuar a ser acompanhada, uma vez que pequenas alterações na sua trajetória poderão modificar a distribuição da precipitação e da atividade elétrica sobre Portugal.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-50-mm-de-chuva-e-trovoadas-fortes-depressao-deixara-aguaceiros-granizo-e-vento-entre-hoje-e-sexta-feira-dia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo nos Arquipélagos até sexta, 26 de junho: aguaceiros persistem nos Açores e tempo seco domina na Madeira]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-arquipelagos-ate-sexta-26-de-junho-aguaceiros-persistem-nos-acores-e-tempo-seco-domina-na-madeira.html</link><pubDate>Wed, 24 Jun 2026 15:05:37 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Enquanto os Açores deverão continuar sob influência de uma circulação marítima favorável à nebulosidade e a aguaceiros dispersos, a Madeira deverá manter tempo seco e temperaturas moderadas até ao próximo fim de semana.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaiddxq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaiddxq.jpg" id="xaiddxq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os próximos dias deverão ser marcados por condições geralmente estáveis nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, embora com algumas diferenças entre as duas regiões. Enquanto <strong>nos Açores a circulação marítima continuará a favorecer períodos de maior nebulosidade e a ocorrência de aguaceiros</strong> fracos e dispersos, sobretudo até quinta-feira, na Madeira deverá predominar o tempo seco, com pouca variação das temperaturas ao longo da semana.</p><h2>Açores: quinta-feira deverá concentrar a maior probabilidade de aguaceiros</h2><p>Entre hoje e quinta-feira, o fluxo de norte e nordeste continuará a favorecer a entrada de humidade sobre o arquipélago, originando <strong>períodos de céu muito nublado e aguaceiros fracos e dispersos</strong>. O Grupo Oriental deverá registar a maior probabilidade de aguaceiros, embora o Grupo Central também possa apresentar períodos de maior nebulosidade. Ainda assim, <strong>os acumulados previstos deverão ser reduzidos</strong> e não são esperados fenómenos meteorológicos significativos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nos-acores-e-na-madeira-ate-sexta-feira-aguaceiros-persistem-nos-acores-e-tempo-seco-domina-na-madeira-1782305308681.png" data-image="ufakbt57hog4"><figcaption>O Grupo Central deverá apresentar maior cobertura nebulosa durante a manhã de quinta-feira. O mapa indica também a ocorrência de aguaceiros fracos e dispersos em várias ilhas do arquipélago, sem acumulados de precipitação significativos.</figcaption></figure><p>O <strong>vento </strong>deverá soprar predominantemente de norte ou nordeste, geralmente <strong>moderado</strong>, por vezes mais intenso nas zonas mais expostas. As temperaturas máximas deverão oscilar entre <strong>21 e 23 ºC no Grupo Ocidental</strong>, entre <strong>23 e 25 ºC no Grupo Central</strong> e entre <strong>24 e 25 ºC no Grupo Oriental</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nos-acores-e-na-madeira-ate-sexta-feira-aguaceiros-persistem-nos-acores-e-tempo-seco-domina-na-madeira-1782305383350.png" data-image="g9oezt6pbbff"><figcaption>As temperaturas mais elevadas deverão concentrar-se no Grupo Oriental, enquanto o Grupo Ocidental deverá permanecer mais fresco. O mapa evidencia as diferenças térmicas entre os três grupos do arquipélago, embora sem contrastes significativos.</figcaption></figure><p>A partir de sexta-feira, a nebulosidade deverá diminuir gradualmente e a probabilidade de precipitação tornar-se mais reduzida. A melhoria deverá ser mais evidente nos grupos Ocidental e Central, enquanto <strong>o domingo surge, para já, como o dia com menor probabilidade de aguaceiros</strong> e menor cobertura de nuvens. Durante o fim de semana, as temperaturas deverão manter-se próximas dos valores registados nos dias anteriores.</p><h2>Madeira: tempo seco deverá prolongar-se até ao fim de semana</h2><p>Na Madeira, <strong>não se prevê precipitação significativa entre hoje e sexta-feira</strong>, embora possam ocorrer períodos de maior nebulosidade nas vertentes norte e nas regiões montanhosas. Esta nebulosidade estará associada aos alísios, ventos persistentes de nordeste que transportam humidade do Atlântico para o arquipélago.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nos-acores-e-na-madeira-ate-sexta-feira-aguaceiros-persistem-nos-acores-e-tempo-seco-domina-na-madeira-1782305630218.png" data-image="yam565puy1tl"><figcaption>O fluxo de nordeste continuará a transportar humidade para o arquipélago, favorecendo períodos de céu mais nublado, especialmente nas vertentes norte e zonas montanhosas, sem precipitação significativa.</figcaption></figure><p>O <strong>vento</strong> deverá soprar predominantemente de nordeste, geralmente fraco a <strong>moderado</strong>, podendo ser mais intenso nas terras altas e nas zonas mais expostas. As temperaturas máximas deverão situar-se entre <strong>23 e 26 ºC na ilha da Madeira e entre 24 e 25 ºC em Porto Santo</strong>, com poucas oscilações ao longo dos próximos dias.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775441" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudanca-brusca-das-temperaturas-amanha-vao-descer-entre-4-e-8-c-nestas-8-capitais-de-distrito.html" title="Mudança brusca das temperaturas: “amanhã vão descer entre 4 e 8 ºC nestas 8 capitais de distrito”">Mudança brusca das temperaturas: “amanhã vão descer entre 4 e 8 ºC nestas 8 capitais de distrito”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudanca-brusca-das-temperaturas-amanha-vao-descer-entre-4-e-8-c-nestas-8-capitais-de-distrito.html" title="Mudança brusca das temperaturas: “amanhã vão descer entre 4 e 8 ºC nestas 8 capitais de distrito”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-brusca-das-temperaturas-amanha-vao-descer-entre-4-e-8-c-nestas-8-capitais-de-distrito-1782307179368_320.png" alt="Mudança brusca das temperaturas: “amanhã vão descer entre 4 e 8 ºC nestas 8 capitais de distrito”"></a></article></aside><p>Sob a influência dos alísios, as nuvens deverão surgir com maior frequência nas vertentes voltadas a norte e nas zonas montanhosas, enquanto a costa sul deverá registar mais períodos de céu pouco nublado. <strong>Durante o fim de semana não são esperadas alterações significativas no estado do tempo</strong>, mantendo-se a ausência de precipitação relevante e temperaturas semelhantes às observadas durante o restante período.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-arquipelagos-ate-sexta-26-de-junho-aguaceiros-persistem-nos-acores-e-tempo-seco-domina-na-madeira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vacas maronesas combatem fogos ao limpar vegetação sob linhas de alta tensão do Alvão ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/vacas-maronesas-combatem-fogos-ao-limpar-vegetacao-sob-linhas-de-alta-tensao-do-alvao.html</link><pubDate>Wed, 24 Jun 2026 15:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Projeto-piloto de pastoreio extensivo recorre aos instintos de bovinos autóctones para criar barreiras naturais de proteção em redor de infraestruturas energéticas críticas situadas em terrenos montanhosos.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/vacas-maronesas-combatem-fogos-ao-limpar-vegetacao-sob-linhas-de-alta-tensao-do-alvao-1782305725079.jpg" data-image="hxhiuzddnknr" alt="Vacas maronesas pastam junto a linhas de alta tensão num projeto piloto de combate a fogos florestais" title="Vacas maronesas pastam junto a linhas de alta tensão num projeto piloto de combate a fogos florestais"><figcaption>Vacas maronesas pastam junto à subestação da REN, limpando o terreno montanhoso para proteger as linhas elétricas contra incêndios. Foto: REN</figcaption></figure><p>Nas encostas escarpadas onde o xisto e o granito moldam as paisagens das <strong>serras do Alvão e do Marão</strong>, o som dos chocalhos marca o início de uma estratégia inovadora de segurança ambiental. Uma <strong>manada de 40 vacas da raça maronesa</strong> percorre diariamente um perímetro de cerca de sete hectares, em <strong>Vila Pouca de Aguiar</strong>, mesmo no coração da montanha. </p><p>O cenário não é somente um retrato da pastorícia tradicional, os animais encontram-se em missão oficial, atuando como uma <strong>brigada ecológica</strong> que remove o excesso de mato rasteiro mesmo abaixo das <strong>grandes torres de transporte de eletricidade</strong> da Redes Energéticas Nacionais.</p><h2>Soluções naturais previnem incêndios florestais</h2><p>A iniciativa une os esforços da concessionária energética, da associação florestal Aguiarfloresta e dos cientistas do Instituto Politécnico de Bragança. O <strong>piloto</strong> estende-se por <strong>quatro anos</strong> e pretende demonstrar que a melhor tecnologia para prevenir grandes incêndios rurais em zonas com acessos pedestres ou mecanizados muito complexos pode ser totalmente biológica.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/vacas-maronesas-combatem-fogos-ao-limpar-vegetacao-sob-linhas-de-alta-tensao-do-alvao-1782305879022.jpg" data-image="b4hag68sliqb" alt="Vaca marosesa" title="Vaca marosesa"><figcaption>Uma vaca maronesa caminha por entre as rochas do Parque Natural do Alvão, exibindo a rusticidade única desta raça. Foto: Psilvestre - Obra do próprio, CC BY-SA 3.0, Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>Ao pastarem de forma contínua em redor da subestação local, estes grandes herbívoros <strong>mantêm o combustível vegetal em níveis mínimos</strong> durante todas as estações do ano, impedindo que eventuais ignições se transformem em fogos descontrolados.</p><h2>A força ancestral da resiliência rústica</h2><p>A escolha desta espécie bovina está longe de ser um acaso. A maronesa é uma raça de montanha, primitiva e extremamente rústica, cujas <strong>origens</strong> oficiais remontam a meados do <strong>século </strong><strong>XIX </strong>e<strong> </strong>resultam historicamente de cruzamentos entre as estirpes barrosã e mirandesa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="654240" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/vai-ser-possivel-fornecer-gas-as-casas-portuguesas-atraves-do-estrume-de-vacas-energia.html" title="Vai ser possível fornecer gás às casas portuguesas através do estrume de vacas ">Vai ser possível fornecer gás às casas portuguesas através do estrume de vacas </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/vai-ser-possivel-fornecer-gas-as-casas-portuguesas-atraves-do-estrume-de-vacas-energia.html" title="Vai ser possível fornecer gás às casas portuguesas através do estrume de vacas "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vai-ser-possivel-fornecer-gas-as-casas-portuguesas-atraves-do-estrume-de-vacas-energia-1714465444800_320.jpg" alt="Vai ser possível fornecer gás às casas portuguesas através do estrume de vacas "></a></article></aside><p>Criada há centenas de anos nas condições climatéricas severas de <strong>Trás-os-Montes</strong> e do <strong>Douro Vinhateiro</strong>, onde desempenhou tarefas agrícolas pesadas como animal de tração, a espécie destaca-se pela sua capacidade única de digerir vegetação arbustiva dura que outros herbívoros rejeitam.</p><p>Os números do projeto ajudam a ilustrar o impacto prático desta dieta rigorosa nas montanhas. Cada bovino consegue ingerir cerca de <strong>quatro toneladas de matéria seca</strong> anualmente. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>No total do território delimitado para este teste, a manada deverá consumir 33 toneladas de biomassa florestal por ano. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para otimizar esta iniciativa, os técnicos introduziram <strong>variedades herbáceas</strong> locais, mais <strong>nutritivas</strong>, que melhoram a qualidade do solo e fixam o gado nas áreas prioritárias de segurança. Foram ainda instalados, em pontos estratégicos, manjedouras e bebedouros, com vista a assegurar o bem-estar animal.</p><h2>O regresso aos instintos do boi selvagem</h2><p>A importância desta intervenção ultrapassa a dimensão de segurança das linhas elétricas de alta tensão. Atualmente, a Associação de Criadores do Maronês regista pouco mais de <strong>quatro mil animais em linha pura</strong>, distribuídos por quase <strong>mil pequenos produtores</strong> concentrados em concelhos como Ribeira de Pena, Vila Real e Mondim de Basto.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Valorizar estes espécimes através de programas ecológicos ajuda a fixar economias rurais e protege uma carne certificada com Denominação de Origem Protegida que sustenta comunidades inteiras no Norte do país.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>As características genéticas destes bovinos são tão próximas do extinto <strong>auroque</strong>, o boi selvagem primitivo que habitava a Península Ibérica, que a raça foi também escolhida para integrar o programa europeu<strong> Tauros </strong>do European Wildlife Bank.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/vacas-maronesas-combatem-fogos-ao-limpar-vegetacao-sob-linhas-de-alta-tensao-do-alvao-1782306149796.jpg" data-image="y7jl099udju6" alt="Vacas maronesas" title="Vacas maronesas"><figcaption>A produção de Carne Maronesa DOP dinamiza a economia local, valoriza as tradições rurais e sustenta centenas de criadores transmontanos. Foto: Psilvestre - Obra do próprio, CC BY-SA 3.0, Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>Esta iniciativa internacional reintroduz herbívoros de grande porte em regimes de semiliberdade para recuperar ecossistemas abandonados. Na ausência de intervenção humana, estes animais organizam-se em estruturas sociais complexas, <strong>criam clareiras naturais que quebram a continuidade das florestas densas</strong> e reativam comportamentos ancestrais de defesa que evitam ataques de predadores.</p><h2>Um modelo com potencial para se expandir</h2><p>Os dados científicos recolhidos pelos investigadores de Bragança vão permitir avaliar a eficácia exata deste modelo de gestão de combustível biológico. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="709183" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/grandes-herbivoros-das-gravuras-rupestres-voltam-ao-vale-do-coa-para-restaurar-a-natureza-e-prevenir-incendios.html" title="Grandes herbívoros das gravuras rupestres voltam ao Vale do Côa para restaurar a natureza e prevenir incêndios">Grandes herbívoros das gravuras rupestres voltam ao Vale do Côa para restaurar a natureza e prevenir incêndios</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/grandes-herbivoros-das-gravuras-rupestres-voltam-ao-vale-do-coa-para-restaurar-a-natureza-e-prevenir-incendios.html" title="Grandes herbívoros das gravuras rupestres voltam ao Vale do Côa para restaurar a natureza e prevenir incêndios"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/grandes-herbivoros-das-gravuras-rupestres-voltam-ao-vale-do-coa-para-restaurar-a-natureza-e-prevenir-incendios-1746477763372_320.jpg" alt="Grandes herbívoros das gravuras rupestres voltam ao Vale do Côa para restaurar a natureza e prevenir incêndios"></a></article></aside><p>A monitorização pretende criar um guião de boas práticas que possa ser exportado para outras propriedades nacionais, transformando o <strong>gado de </strong><span style="margin: 0px; padding: 0px;"><strong>montanha </strong>num<strong> aliado </strong>indispensável</span> da engenharia moderna para mitigar os prejuízos associados às alterações climáticas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Redes%20Energ%C3%A9ticas%20Nacionais" data-year="" data-title="Vacas%20maronesas%20ajudam%20a%20prevenir%20inc%C3%AAndios%20rurais%20em%20Vila%20Pouca%20de%20Aguiar" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ren.pt%2Fmedia%2Fnoticias%2Fvacas-maronesas-ajudam-a-prevenir-incendios-rurais-em-vila-pouca-de-aguiar">Redes Energéticas Nacionais. <a href="https://www.ren.pt/media/noticias/vacas-maronesas-ajudam-a-prevenir-incendios-rurais-em-vila-pouca-de-aguiar" target="_blank">Vacas maronesas ajudam a prevenir incêndios rurais em Vila Pouca de Aguiar</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/vacas-maronesas-combatem-fogos-ao-limpar-vegetacao-sob-linhas-de-alta-tensao-do-alvao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mudança brusca das temperaturas: “amanhã vão descer entre 4 e 8 ºC nestas 8 capitais de distrito”]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudanca-brusca-das-temperaturas-amanha-vao-descer-entre-4-e-8-c-nestas-8-capitais-de-distrito.html</link><pubDate>Wed, 24 Jun 2026 13:29:27 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O tempo quente despede-se, dando lugar à instalação gradual de uma massa de ar mais fresco que provocará uma descida das temperaturas em Portugal continental entre hoje e amanhã. Esta mudança será acompanhada por aguaceiros e trovoadas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaidfay"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaidfay.jpg" id="xaidfay"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Hoje, quarta-feira, 24 de junho, uma massa de ar marítimo mais fresca avançará sobre Portugal continental a partir do Atlântico, <strong>provocando uma descida das temperaturas máximas, mais significativa nas regiões do litoral</strong>.</p><p>Nas regiões do interior o arrefecimento será mais ligeiro ou pouco notório, com a maioria das capitais distritais a manter temperaturas máximas iguais ou superior a 30 ºC e, nalguns casos, ainda próximas dos 35 ºC. Este será, assim,<strong> o último dia sob</strong> <strong>aviso amarelo de tempo quente emitido pelo IPMA para os distritos de Vila Real, Bragança e Guarda</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-brusca-das-temperaturas-amanha-vao-descer-entre-4-e-8-c-nestas-8-capitais-de-distrito-1782306078797.png" data-image="9ye8qqsek798"><figcaption>Neste mapa de anomalia da temperatura a cerca de 1500 metros de altitude observa-se o ar mais fresco vindo do Atlântico a progredir pelo Sudoeste Europeu através de Portugal continental. Amanhã, quinta-feira, 25 de junho, o território nacional já estará totalmente coberto por esta massa de ar.</figcaption></figure><p><strong>Entre hoje (24) e amanhã (25) a entrada desta massa de ar de origem atlântica favorecerá a progressão de ar mais fresco</strong> sobre a totalidade da geografia de Portugal continental, afetando inicialmente <strong>o litoral oeste e a costa algarvia</strong>. Isto contribuirá para uma descida generalizada das temperaturas, <strong>mais evidente e abrangente durante a jornada de amanhã - quinta-feira, 25 de junho</strong>.</p><p>A renovação da massa de ar será acompanhada por um aumento da instabilidade atmosférica, o que favorecerá a evolução de nuvens de desenvolvimento vertical. <strong>Durante a tarde e noite desta quarta-feira (24) e a madrugada de quinta-feira (25) prevê-se a ocorrência de aguaceiros e trovoadas</strong>, localmente fortes nalgumas zonas, sobretudo nos distritos que já se encontram sob <strong>aviso amarelo do IPMA</strong>: <strong>Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Aveiro, Coimbra e Viseu</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-brusca-das-temperaturas-amanha-vao-descer-entre-4-e-8-c-nestas-8-capitais-de-distrito-1782306302173.png" data-image="bqovwfnxdmkp"><figcaption>A atual previsão de descargas elétricas prevê uma maior probabilidade de concentração das nuvens de desenvolvimento vertical nos distritos de Viana do Castelo, Vila Real, Braga, Viseu, Porto, Aveiro e Coimbra.</figcaption></figure><p><strong>As condições atmosféricas também serão favoráveis à ocorrência localizada de granizo, que poderá atingir dimensões significativas (entre 2 e 5 cm)</strong>.Não obstante, outras áreas das Regiões Norte e Centro poderão registar precipitação convectiva e atividade elétrica, embora de forma menos intensa e mais isolada e dispersa. </p><p>O período potencialmente mais crítico das trovoadas nos 7 distritos supracitados deverá ocorrer <strong>entre as 21:00 de hoje (24) e as 03:00 da manhã de quinta-feira (25)</strong>, não se excluindo o risco de ocorrência de inundações rápidas e localizadas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775437" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-50-mm-de-chuva-e-trovoadas-fortes-depressao-deixara-aguaceiros-granizo-e-vento-entre-hoje-e-sexta-feira-dia.html" title="Até 50 mm de chuva e trovoadas fortes: depressão deixará aguaceiros, granizo e vento entre hoje e sexta-feira, dia 26">Até 50 mm de chuva e trovoadas fortes: depressão deixará aguaceiros, granizo e vento entre hoje e sexta-feira, dia 26</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-50-mm-de-chuva-e-trovoadas-fortes-depressao-deixara-aguaceiros-granizo-e-vento-entre-hoje-e-sexta-feira-dia.html" title="Até 50 mm de chuva e trovoadas fortes: depressão deixará aguaceiros, granizo e vento entre hoje e sexta-feira, dia 26"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-49-mm-de-chuva-e-trovoadas-fortes-depressao-deixara-aguaceiros-granizo-e-vento-entre-hoje-e-sexta-feira-dia-1782302000929_320.png" alt="Até 50 mm de chuva e trovoadas fortes: depressão deixará aguaceiros, granizo e vento entre hoje e sexta-feira, dia 26"></a></article></aside><p>Devido à incerteza associada ao posicionamento e evolução da trajetória da gota fria, <strong>tampouco se descarta que os avisos sejam ajustados nas próximas atualizações</strong>, quer através do alargamento a outros distritos, quer através da eventual alteração para o nível laranja.</p><h2>Queda das temperaturas será ainda mais significativa na quinta-feira, 25 de junho</h2><p><strong>Amanhã - quinta-feira (25) - a notícia estará, sem dúvida, na descida das temperaturas</strong> que ocorrerá em Portugal continental, <strong>particularmente acentuada em várias regiões do interior</strong>, entre as quais o Nordeste Transmontano, a Beira Alta, a Beira Baixa, vastas zonas do Alentejo, entre outras.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-brusca-das-temperaturas-amanha-vao-descer-entre-4-e-8-c-nestas-8-capitais-de-distrito-1782305666815.png" data-image="nhm9id8j2z2y"><figcaption>Amanhã - quinta-feira, 25 de junho - a renovação da massa de ar gerará uma descida acentuada das temperaturas nas regiões do interior, estando previstos valores de máxima entre 20 e 25 ºC em grande parte do Norte e Centro. Nalgumas zonas as máximas serão inclusive inferiores a 20 ºC.</figcaption></figure><p>As temperaturas máximas irão registar <strong>descidas entre os 4 e os 8 ºC </strong>na maioria das capitais distritais do interior, incluindo as cidades de <strong>Vila Real, Viseu, Bragança, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja</strong>. Prevê-se que amanhã (25) as temperaturas máximas nestas oito cidades se situem entre os <strong>22 e os 27 ºC</strong>.</p><p>Para os dias seguintes, já abrangendo o <strong>fim de semana</strong>, os modelos meteorológicos sugerem uma <strong>tendência para a recuperação gradual das temperaturas máximas, especialmente nas regiões do interior,</strong> onde poderão ocorrer pequenas subidas térmicas a partir de sexta-feira (26).</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudanca-brusca-das-temperaturas-amanha-vao-descer-entre-4-e-8-c-nestas-8-capitais-de-distrito.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As 3 plantas que são tendências em 2026: crescem rápido e duram muito tempo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-3-plantas-que-serao-tendencias-em-2026-crescem-rapido-e-duram-muito-tempo.html</link><pubDate>Wed, 24 Jun 2026 06:15:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Resistentes, de fácil manutenção e visualmente marcantes, estas plantas ganharão destaque na decoração de interiores e apartamentos nos próximos meses.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cuales-son-las-3-plantas-que-seran-tendencia-absoluta-en-2026-crecen-rapido-y-duran-una-eternidad-1779005417183.jpg" data-image="ifwsslxj1dv6" alt="ambiente" title="ambiente"><figcaption>Plantas resistentes e de baixa manutenção ganharam destaque na decoração de interiores modernos e apartamentos urbanos.</figcaption></figure><p><strong>Decorar ambientes com plantas</strong> é, atualmente, uma grande tendência no design de interiores, e tudo indica que continuará<strong> em alta em 2026</strong>. Cada vez mais pessoas procuram variedades resistentes, visualmente atraentes e fáceis de cuidar — plantas capazes de transformar um ambiente sem exigir manutenção complexa.</p><p><strong>Três plantas destacam-se </strong>nesse cenário, já a dominar viveiros, redes sociais e projetos de decoração: a <strong>maranta</strong>, o <strong>cóleus</strong> e a <strong>z</strong><strong>amioculca 'Raven'</strong>. As três partilham qualidades muito valorizadas na casa moderna: <strong>crescem rapidamente, exigem pouca manutenção e criam um impacto visual imediato</strong>.</p><h2>Maranta: a planta tropical que muda de posição à noite</h2><p>A Maranta (<em>Maranta</em>) tornou-se uma das plantas de interior mais procuradas devido a uma característica que surpreende até mesmo os jardineiros experientes. As suas <strong>folhas mudam de posição ao longo do dia conforme a luminosidade do ambiente</strong> — um movimento natural que lhe rendeu o apelido de "planta-rezadeira".</p><div class="texto-destacado">Além deste comportamento marcante, esta espécie tropical apresenta uma estética ousada, graças às suas folhas verdes com nervuras avermelhadas e violetas. O contraste de cores cria um efeito decorativo ideal para salas de estar, escritórios domésticos e quartos bem iluminados.</div><p>Outro ponto importante é <strong>a facilidade com que se adapta a apartamentos </strong>ou casas com boa luminosidade indireta. A planta requer <strong>regas moderadas</strong> e condições de humidade relativa mais elevada, embora possa <strong>permanecer saudável por anos com cuidados básicos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cuales-son-las-3-plantas-que-seran-tendencia-absoluta-en-2026-crecen-rapido-y-duran-una-eternidad-1779005482483.jpg" data-image="tw3imi079hoe" alt="maranta" title="maranta"><figcaption>A maranta ganhou popularidade em interiores modernos devido às suas folhas coloridas e à sua capacidade de se adaptar muito bem a espaços com luz indireta.</figcaption></figure><p>Entre as razões pelas quais a maranta será uma das plantas mais populares em 2026 estão:</p><ul><li>O seu <strong>estilo tropical elegante</strong></li><li>O seu <strong>crescimento relativamente rápido</strong></li><li>A capacidade de proporcionar movimento visual</li><li>A sua <strong>adaptação a espaços pequenos</strong></li><li><strong>Facilidade de manutenção</strong> em ambientes internos</li></ul><p>Muitos especialistas em design de interiores destacam que esta planta <strong>ajuda a quebrar a monotonia de espaços minimalistas dominados por cores neutras</strong>. É por isso que ela tem aparecido cada vez mais em fotos de interiores modernos publicadas no Instagram e no Pinterest.</p><h2>Cóleus: a explosão de cores que está de volta aos interiores</h2><p>Durante anos, o cóleus (<em>Coleus scutellarioides</em>), conhecida no Brasil também por Coração Magoado, foi associado principalmente a jardins externos, mas, em 2026, regressará com força total como uma das plantas ornamentais mais populares para interiores. O principal motivo está nas suas <strong>folhas intensamente coloridas, capazes de dar vida a qualquer canto sem a necessidade de flores</strong>.</p><div class="texto-destacado">As suas combinações de verde, bordeaux, rosa, amarelo e roxo criam um efeito visual marcante, especialmente em ambientes dominados por móveis de tons claros ou estilos contemporâneos. O cóleus funciona quase como uma obra de arte natural na decoração da casa.</div><p>Também se destaca devido à sua <strong>rápida taxa de crescimento</strong>, especialmente durante a primavera e o verão. Com boa luminosidade indireta e podas ocasionais, pode<strong> espalhar-se rapidamente e preencher espaços vazios</strong> em apenas algumas semanas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cuales-son-las-3-plantas-que-seran-tendencia-absoluta-en-2026-crecen-rapido-y-duran-una-eternidad-1779005592591.jpg" data-image="8m8kwerrp8d7"><figcaption>A bela planta coléus.</figcaption></figure><p>Aqueles que escolhem esta planta tendem a valorizar particularmente:</p><ul><li>A <strong>intensidade das suas cores</strong></li><li>O seu <strong>crescimento rápido</strong></li><li>A facilidade de propagação por estacas</li><li>A sua adaptação a vasos médios</li><li>A possibilidade de decorar sem precisar muitos cuidados</li></ul><p>A ascensão da cóleus também coincide com uma tendência de decoração muito mais expressiva e personalizada. Após anos dominados por tons neutros e estilos extremamente minimalistas, as plantas coloridas começaram a recuperar o protagonismo nos lares.</p><h2>Zamioculca 'Raven': a planta quase indestrutível que será a grande sensação em 2026</h2><p>A Zamioculca Raven (<em>Zamioculca zamiifolia 'Raven</em>') está cada vez mais presente em escritórios, apartamentos modernos e espaços minimalistas graças à sua <strong>estética</strong>, bastante distinta da de outras plantas tradicionais. As suas<strong> folhas escuras, brilhantes e quase pretas criam um contraste elegante</strong> que atualmente domina muitas tendências de design de interiores.</p><div class="texto-destacado">A característica única desta variedade é que as suas folhas surgem verdes e gradualmente escurecem até atingirem tons muito profundos. Este sofisticado efeito visual tornou-a uma planta favorita para ambientes modernos e de baixa manutenção.</div><p>No entanto, a verdadeira razão por trás da sua crescente popularidade está na sua notável <strong>resistência</strong>. Ela tolera <strong>pouca luz</strong>, requer<strong> regas pouco frequentes</strong> e pode permanecer saudável mesmo com <strong>cuidados mínimos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cuales-son-las-3-plantas-que-seran-tendencia-absoluta-en-2026-crecen-rapido-y-duran-una-eternidad-1779005636794.jpg" data-image="1tvw9umlzyls" alt="raven" title="raven"><figcaption>A sua extrema resistência e baixa necessidade de manutenção explicam por que a planta corvo está a ganhar popularidade em escritórios e apartamentos.</figcaption></figure><p>As características que explicam a sua fama global incluem:</p><ul><li>A sua<strong> enorme resistência </strong>ao abandono</li><li>A adaptação a ambientes com pouca luz</li><li>A necessidade de rega muito ocasional</li><li>A sua <strong>estética moderna e minimalista</strong></li><li>A capacidade de <strong>durar anos com cuidados básicos</strong></li></ul><p>A zamioculca raven também se encaixa perfeitamente noutra forte tendência de 2026: o crescimento das chamadas “plantas escuras”,<strong> espécies com folhagem escura que começaram a ganhar espaço</strong> na decoração contemporânea devido à sua aparência sofisticada.</p><h2>Porque é que estas plantas vão dominar as tendências de decoração em 2026</h2><p>O aumento na popularidade destas espécies reflete uma mudança muito mais profunda em como habitamos os espaços internos. Hoje, as pessoas priorizam <strong>plantas que não apenas decoram, mas que também são práticas, duráveis e fáceis de manter </strong>no meio de rotinas cada vez mais agitadas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774134" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-resistentes-ao-sol-6-opcoes-faceis-de-cuidar-e-que-sao-perfeitas-para-plantar-em-vaso.html" title="Plantas resistentes ao sol: 6 opções fáceis de cuidar e que são perfeitas para plantar em vaso ">Plantas resistentes ao sol: 6 opções fáceis de cuidar e que são perfeitas para plantar em vaso </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-resistentes-ao-sol-6-opcoes-faceis-de-cuidar-e-que-sao-perfeitas-para-plantar-em-vaso.html" title="Plantas resistentes ao sol: 6 opções fáceis de cuidar e que são perfeitas para plantar em vaso "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-resistentes-ao-sol-6-opcoes-faceis-de-cuidar-e-que-sao-perfeitas-para-plantar-em-vaso-1781286257387_320.jpg" alt="Plantas resistentes ao sol: 6 opções fáceis de cuidar e que são perfeitas para plantar em vaso "></a></article></aside><p>Em apartamentos e casas urbanas onde o tempo é limitado, espécies de plantas resistentes têm ganhado espaço em relação a variedades mais delicadas ou de difícil cultivo. A tendência predominante parece resumir-se a uma ideia muito clara: <strong>menos esforço e um impacto visual muito maior</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cuales-son-las-3-plantas-que-seran-tendencia-absoluta-en-2026-crecen-rapido-y-duran-una-eternidad-1779005722925.jpg" data-image="qs4d4qbrwxbc" alt="living" title="living"><figcaption>Salas de estar, escritórios e quartos estão a incorporar cada vez mais plantas tropicais e folhagens exuberantes para adicionar aconchego e personalidade visual.</figcaption></figure><p><strong>Maranta, cóleus e zamioculca 'Raven' exemplificam perfeitamente este fenómeno</strong>, pois combinam uma estética marcante, adaptabilidade a ambientes internos e uma resistência que pode durar anos sem cuidados complexos. Além disso, oferecem texturas, cores e formas que podem transformar espaços inteiros sem exigir grandes mudanças na decoração.</p><p>Outro aspeto fundamental para a sua popularidade é que elas<strong> prosperam em espaços pequenos, algo cada vez mais importante em casas urbanas modernas</strong>. Estas plantas ajudam a criar uma sensação de natureza, aconchego e bem-estar, mesmo em apartamentos compactos ou ambientes minimalistas, onde cada detalhe visual assume maior importância.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-3-plantas-que-serao-tendencias-em-2026-crescem-rapido-e-duram-muito-tempo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Trovoadas fortes chegam dentro de poucas horas ao Norte de Portugal: IPMA mantém aviso amarelo para 4 distritos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/trovoadas-fortes-chegam-dentro-de-poucas-horas-ao-norte-de-portugal-ipma-mantem-aviso-amarelo-para-4-distritos.html</link><pubDate>Wed, 24 Jun 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A aproximação de uma depressão isolada em altitude deverá aumentar a instabilidade atmosférica no Norte de Portugal. O IPMA mantém aviso amarelo para vários distritos devido ao risco de trovoadas e aguaceiros fortes.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xai7aw6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xai7aw6.jpg" id="xai7aw6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A instabilidade deverá regressar ao Norte do país nas próximas horas, após vários dias marcados pelo calor intenso. Os distritos de <strong>Viana do Castelo, Braga, Porto e Vila Real</strong> encontram-se sob aviso amarelo devido à previsão de trovoadas, aguaceiros localmente fortes e rajadas convectivas.</p><p>A situação está associada à aproximação de uma <strong>depressão isolada em altitude (gota fria)</strong> proveniente do Atlântico.</p><h2>As primeiras trovoadas deverão surgir ao final da tarde e início da noite</h2><p>A instabilidade deverá aumentar progressivamente ao longo da tarde de quarta-feira, mas os fenómenos mais intensos são esperados durante a noite.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/trovoadas-fortes-chegam-dentro-de-poucas-horas-ao-norte-de-portugal-ipma-mantem-aviso-amarelo-para-4-distritos-1782244402808.png" data-image="7fbm8sqooj8w" alt="Densidade de raios prevista para quarta-feira, 24 de junho, às 21h" title="Densidade de raios prevista para quarta-feira, 24 de junho, às 21h"><figcaption>A atividade elétrica deverá intensificar-se durante a noite de quarta-feira, especialmente no litoral Norte e Minho.</figcaption></figure><p>Os mapas de referência da Meteored sugerem uma <strong>concentração crescente de descargas elétricas ao longo da faixa litoral do Norte de Portugal</strong> durante o início da noite.</p><p>Os distritos de <strong>Viana do Castelo, Braga e Porto</strong> surgem como as áreas com maior potencial para o desenvolvimento de células convectivas capazes de produzir trovoadas frequentes e aguaceiros localmente intensos.</p><p><strong>A atividade elétrica poderá prolongar-se durante várias horas</strong>, acompanhando o avanço da linha de instabilidade para sul.</p><h2>Uma linha de instabilidade aproximar-se-á do litoral Norte</h2><p>A evolução da nebulosidade e da precipitação prevista pelos modelos meteorológicos evidencia <strong>a aproximação de uma área mais ativa de aguaceiros ao Noroeste</strong> da Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/trovoadas-fortes-chegam-dentro-de-poucas-horas-ao-norte-de-portugal-ipma-mantem-aviso-amarelo-para-4-distritos-1782244509122.png" data-image="j4xawws799yd" alt="Nuvens, chuva e neve prevista para quarta-feira, 24 de junho, às 21h" title="Nuvens, chuva e neve prevista para quarta-feira, 24 de junho, às 21h"><figcaption>A linha de instabilidade associada à depressão em altitude aproxima-se do Noroeste de Portugal continental.</figcaption></figure><p>A partir do início da noite, as nuvens de grande desenvolvimento vertical deverão <strong>tornar-se mais frequentes no litoral Norte</strong>, aumentando a probabilidade de precipitação convectiva.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775236" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/gota-fria-ipma-ativa-aviso-amarelo-de-trovoada-aguaceiros-fortes-e-rajadas-convectivas-em-4-distritos-da-regiao-norte.html" title="Gota fria: IPMA ativa aviso amarelo de trovoada, aguaceiros fortes e rajadas convectivas em 4 distritos da Região Norte">Gota fria: IPMA ativa aviso amarelo de trovoada, aguaceiros fortes e rajadas convectivas em 4 distritos da Região Norte</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/gota-fria-ipma-ativa-aviso-amarelo-de-trovoada-aguaceiros-fortes-e-rajadas-convectivas-em-4-distritos-da-regiao-norte.html" title="Gota fria: IPMA ativa aviso amarelo de trovoada, aguaceiros fortes e rajadas convectivas em 4 distritos da Região Norte"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/gota-fria-ipma-ativa-aviso-amarelo-de-trovoada-aguaceiros-fortes-e-rajadas-convectivas-em-4-distritos-da-regiao-norte-1782224507938_320.png" alt="Gota fria: IPMA ativa aviso amarelo de trovoada, aguaceiros fortes e rajadas convectivas em 4 distritos da Região Norte"></a></article></aside><p>Embora qualquer ponto das regiões Norte e Centro possa registar aguaceiros e trovoadas isoladas, tudo indica que <strong>o setor mais ativo do episódio se concentrará nos distritos abrangidos pelo aviso amarelo emitido pelo IPMA</strong>.</p><h2>Os acumulados de precipitação deverão aumentar durante a noite</h2><p>Os primeiros acumulados de precipitação deverão surgir ainda durante a tarde, mas a situação tenderá a agravar-se ao longo da noite.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/trovoadas-fortes-chegam-dentro-de-poucas-horas-ao-norte-de-portugal-ipma-mantem-aviso-amarelo-para-4-distritos-1782244641803.png" data-image="z8dn1blqiu1j" alt="Precipitação acumulada prevista para quarta-feira, 24 de junho, às 21h" title="Precipitação acumulada prevista para quarta-feira, 24 de junho, às 21h"><figcaption>Os primeiros acumulados significativos de precipitação deverão surgir ao final da tarde e início da noite.</figcaption></figure><p>Apesar de a precipitação prevista apresentar uma distribuição irregular, <strong>os modelos apontam para a ocorrência de aguaceiros localmente fortes em vários setores do litoral Norte</strong>.</p><p>Em situações convectivas, é habitual que os acumulados variem significativamente entre localidades próximas, sendo possível que algumas zonas registem precipitação intensa enquanto outras permaneçam praticamente secas.</p><h2>A madrugada de quinta-feira poderá corresponder à fase mais intensa do episódio</h2><p>Os modelos meteorológicos indicam que a fase mais crítica deverá ocorrer entre <strong>o final da noite de quarta-feira e as primeiras horas de quinta-feira</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/trovoadas-fortes-chegam-dentro-de-poucas-horas-ao-norte-de-portugal-ipma-mantem-aviso-amarelo-para-4-distritos-1782244710783.png" data-image="43xhua1mqdd0" alt="Precipitação acumulada prevista para quinta-feira, 25 de junho, às 03h" title="Precipitação acumulada prevista para quinta-feira, 25 de junho, às 03h"><figcaption>Os maiores acumulados de precipitação poderão concentrar-se nos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto e Vila Real durante a madrugada.</figcaption></figure><p>Os acumulados previstos até às 03h de quinta-feira evidenciam um reforço da precipitação sobre o Noroeste de Portugal continental, especialmente no<strong> Minho e Douro Litoral</strong>.</p><p>Além dos aguaceiros fortes e da atividade elétrica frequente, não se exclui a possibilidade de ocorrência de <strong>granizo</strong> e de <strong>rajadas convectivas</strong>, fenómenos frequentemente associados às nuvens de grande desenvolvimento vertical.</p><p>As rajadas convectivas correspondem a <strong>correntes descendentes intensas produzidas pelas células de trovoada e podem provocar danos localizados</strong>, sobretudo em estruturas frágeis e vegetação.</p><h2>Aviso amarelo deverá vigorar até ao início da manhã de quinta-feira</h2><p>De acordo com a informação disponibilizada pelo IPMA, os distritos de <strong>Braga, Bragança, Guarda e Vila Real</strong> permanecem sob aviso meteorológico relacionado com a instabilidade prevista, enquanto <strong>Viana do Castelo e Porto</strong> também deverão registar fenómenos potencialmente significativos durante este episódio.</p><div class="texto-destacado">Face à incerteza associada à trajetória da depressão isolada em altitude, não é totalmente excluída a possibilidade de ajustamentos futuros nos avisos meteorológicos.</div><p><strong>A população deverá acompanhar as atualizações da previsão</strong> e adotar precauções adicionais durante a noite, sobretudo em atividades ao ar livre e deslocações rodoviárias, uma vez que os aguaceiros poderão ser fortes e acompanhados de trovoada em curtos períodos de tempo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/trovoadas-fortes-chegam-dentro-de-poucas-horas-ao-norte-de-portugal-ipma-mantem-aviso-amarelo-para-4-distritos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O mistério do Triângulo das Bermudas poderá ter origem numa enorme incongruência histórica]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-misterio-do-triangulo-das-bermudas-podera-ter-origem-numa-enorme-incongruencia-historica.html</link><pubDate>Tue, 23 Jun 2026 16:27:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Será que os verdadeiros mistérios deste famoso local vão além das teorias da conspiração sobre os desaparecimentos que ocorreram no século passado? A geologia abre uma nova perspetiva a este respeito.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-misterio-del-triangulo-de-las-bermudas-podria-basarse-en-una-enorme-incongruencia-historica-1780174097387.png" data-image="0mdijoecp6v0"><figcaption>O Triângulo das Bermudas é uma região que tem sido alvo de inúmeros estudos e investigações na sequência de acontecimentos registados. Muitos acreditam que esconde mistérios sobrenaturais.</figcaption></figure><p>Ao longo dos séculos, o historicamente conhecido <strong>"</strong><strong>Triângulo das Bermudas"</strong> tem sido protagonista de inúmeros relatos, teorias e, acima de tudo, de mistérios que, até ao momento, não conseguiram ser totalmente explicados.</p><p>Isto, naturalmente, não só alimentou a curiosidade dos entusiastas do "paranormal", como também a dos cientistas de diferentes áreas de estudo. Qual é a maior motivação para continuar a investigar após tanto tempo? <strong>Explicar finalmente o porquê</strong>.</p><div class="texto-destacado">O Triângulo das Bermudas é uma região na parte ocidental do Oceano Atlântico que tem sido protagonista de lendas e mitos que surgiram a partir de relatos de historiadores marítimos da Antiguidade e das histórias de sobreviventes de naufrágios e acidentes aéreos ocorridos nos últimos séculos.</div><p>E não me refiro apenas à longa lista de mistérios inexplicáveis que ali ocorreram; antes, <strong>trata-se agora de compreender a ciência que poderá ser a razão exata que torna este espaço uma singularidade do nosso planeta</strong>, para além de ser o local onde "algo" acontece.</p><p>Desde o século passado que foram realizados diversos estudos na região com <strong>base na procura de possíveis anomalias gravitacionais </strong>(que tiveram início, por sua vez, devido a uma ampla cobertura mediática dos acidentes registados e dos desaparecimentos de aviões). No entanto, foi nos últimos anos que várias investigações comprovaram que este local esconde, de facto, algo de especial, mas por razões diferentes.</p><h2>O Triângulo das Bermudas: um mistério que surge de uma incongruência histórica?</h2><p>Se alguma vez já deu uma vista de olhos aos mapas da Antiguidade, uma das coisas que mais chama a atenção são os desenhos que estes continham e que, em muitas ocasiões, <strong>funcionavam como sinais de aviso perante fenómenos desconhecidos</strong>, interpretados como grandes monstros marinhos ou zonas pelas quais os marinheiros deviam simplesmente evitar navegar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-misterio-del-triangulo-de-las-bermudas-podria-basarse-en-una-enorme-incongruencia-historica-1780174058871.png" data-image="6s62i8ywl9wp" alt="Los mitos y leyendas contemporáneos relacionados con el Triángulo de las Bermudas, surgieron de desapariciones inexplicables de buques y aviones, de las que no se encontraron vestigios." title="Los mitos y leyendas contemporáneos relacionados con el Triángulo de las Bermudas, surgieron de desapariciones inexplicables de buques y aviones, de las que no se encontraron vestigios."><figcaption>Os mitos e lendas contemporâneos relacionados com o Triângulo das Bermudas surgiram a partir de desaparecimentos inexplicáveis de navios e aviões, dos quais não foram encontrados vestígios.</figcaption></figure><p>Algo semelhante surgiu numa época mais recente, depois de, <strong>em 1918, um navio da Marinha dos Estados Unidos com mais de 300 tripulantes ter desaparecido nesta zona, sem deixar vestígios suficientes que explicassem o acontecimento</strong>. O mistério deste acontecimento começou com as teorias de que esta era uma zona que escondia algo.</p><p>Mas foi mais tarde, em 1945, que o "Triângulo das Bermudas" ficou para sempre marcado nos mapas como uma região que ninguém deveria atravessar, ou então era muito provável que quem se atrevesse a fazê-lo nunca mais voltasse. A razão?<strong> O Voo 19</strong><strong>. O momento em que cinco bombardeiros da Marinha dos Estados Unidos sofreram um acidente, desaparecendo no meio do famoso triângulo</strong>.</p><p>O acontecimento ficou marcado pelos mistérios em torno do acidente. Muitas das teorias com base científica apontavam para anomalias magnéticas intensas, fenómenos meteorológicos ou a formação de ondulação extrema a nível local.</p><p>Enquanto<strong> outras teorias mais extremas sugeriam a presença de seres extraterrestres</strong>, portais interdimensionais ou o lar de uma civilização perdida com tecnologia avançada.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É de referir que, oficialmente, nenhum governo nem entidade de investigação reconhece este local como uma área perigosa, apesar de a cultura popular ter este local bem delimitado como um triângulo com vértices entre as Bermudas, Miami e San Juan.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para aqueles que se empenhavam em procurar respostas através da ciência, a maior incongruência residia em… Como é que um local com possíveis anomalias gravitacionais e magnéticas poderia existir no meio de ambientes habitáveis sem qualquer efeito detetável?</p><p>Embora esta fosse a síntese mais sugerida,<strong> os estudos científicos realizados nas últimas duas décadas negaram que tal existisse da forma como muitos pensavam</strong>, o que marcou o início de novas investigações que vão além da natureza dos acidentes ocorridos.</p><h2>O verdadeiro mistério para além da ficção: a geologia das Bermudas</h2><p>Um estudo recentemente publicado pela revista científica<em> Geophysical Research Letters</em> da União Americana de Geofísica centrou-se em compreender <strong>um mistério ainda maior do que as teorias que tornaram a região famosa: a geologia profunda da ilha das Bermudas</strong>.</p><p>Por que razão considerá-lo um mistério ainda maior? Bem, porque até agora, <strong>não havia uma razão concreta que explicasse por que razão esta ilha ainda existe, apesar de não dispor de uma fonte de calor proveniente do manto terrestre</strong>, que é normalmente a razão geológica para o surgimento e a permanência deste tipo de estruturas geológicas.</p><div class="texto-destacado">A investigação realizada pelos sismólogos William D. Frazer e Jeffrey Park, publicada no final de 2025, tem sido uma das mais notáveis pelas descobertas geológicas na região. Outros estudos foram realizados nas últimas décadas pela NOAA e por outras entidades relativamente aos famosos mitos, comprovando que não existe qualquer tipo de anomalia magnética ou gravitacional extraordinária.</div><p>O mais interessante desta investigação foi <strong>a descoberta de uma camada rochosa gigante responsável por manter esta ilha à tona</strong>, localizada entre a crosta oceânica profunda e o manto (algo muito invulgar, tendo em conta que não regista atividade vulcânica há mais de 30 milhões de anos).</p><p>Além disso, <strong>os resultados desta investigação deram origem a novas hipóteses sobre os processos convectivos que ocorrem no manto terrestre</strong>, que, embora não estejam relacionados com as famosas catástrofes e mistérios em torno do "Triângulo das Bermudas", mantêm aberto o debate e abrem caminho a novas investigações para a compreensão deste e de outros locais enigmáticos do nosso planeta.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>William D. Frazer, Jeffrey Park (November, 2025), <a href="https://agupubs.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1029/2025GL118279" target="_blank">Thick Underplating and Buoyancy of the Bermuda Swell</a>, Geophysical Research Letters.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-misterio-do-triangulo-das-bermudas-podera-ter-origem-numa-enorme-incongruencia-historica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Guia para cuidar do alecrim: 10 regras para o fazer crescer exuberante neste verão]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/guia-para-cuidar-do-alecrim-10-regras-para-o-fazer-crescer-exuberante-neste-verao.html</link><pubDate>Tue, 23 Jun 2026 15:11:37 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>O alecrim, uma planta perene, perfumada e resistente, é uma das ervas aromáticas mais populares para cultivar no verão; aqui estão as dicas essenciais para o manter saudável e vigoroso.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-rosmarino-10-regole-per-farlo-crescere-rigoglioso-questa-estate-1781646349412.jpeg" data-image="dlesj3h2zp28"><figcaption>Guia de cuidados com o alecrim: 10 regras para que cresça viçoso neste verão.</figcaption></figure><p><strong>O alecrim é uma das plantas aromáticas mais apreciadas na época de verão, uma vez que combina atratividade estética, resistência e utilidade</strong>. Por ser uma planta de folha perene com uma fragrância intensa, permite a colheita de ramos aromáticos durante todo o ano.</p><p>As suas folhas são utilizadas para temperar assados, batatas, focaccias, peixe e legumes, enquanto o seu aroma inconfundível a torna <strong>uma planta ideal para cultivar junto a terraços, caminhos e hortas</strong>; adapta-se bem tanto ao cultivo em vaso como diretamente no solo.</p><h2>Características botânicas e variedades </h2><p>O alecrim, atualmente classificado como <em>Salvia rosmarinus</em>, é um arbusto aromático perene, originário da região mediterrânica. <strong>Cresce formando arbustos lenhosos, de longa duração e resistentes à seca</strong>.</p><p>Produz <strong>pequenas flores, geralmente azuis ou lilás, muito apreciadas pelas abelhas e outros polinizadores</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-rosmarino-10-regole-per-farlo-crescere-rigoglioso-questa-estate-1781646417298.jpeg" data-image="6augsusfros2"><figcaption>Flor de alecrim.</figcaption></figure><p><strong>As variedades de porte ereto são ideais para formar arbustos compactos e sebes aromáticas</strong>, enquanto o alecrim rasteiro apresenta ramos pendentes, perfeitos para muros baixos, canteiros e vasos elevados ou suspensos.</p><p>Embora seja uma planta resistente e adaptável, <strong>o alecrim prospera quando recebe alguns cuidados adicionais</strong>, especialmente durante o verão.</p><h2>1. Escolha o local adequado </h2><p>O alecrim adora ambientes ensolarados, secos e bem ventilados. As plantas adultas toleram bem a exposição direta ao sol, <strong>enquanto que as plantas jovens ou recém-transplantadas podem sofrer durante os períodos de calor intenso</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774134" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-resistentes-ao-sol-6-opcoes-faceis-de-cuidar-e-que-sao-perfeitas-para-plantar-em-vaso.html" title="Plantas resistentes ao sol: 6 opções fáceis de cuidar e que são perfeitas para plantar em vaso ">Plantas resistentes ao sol: 6 opções fáceis de cuidar e que são perfeitas para plantar em vaso </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-resistentes-ao-sol-6-opcoes-faceis-de-cuidar-e-que-sao-perfeitas-para-plantar-em-vaso.html" title="Plantas resistentes ao sol: 6 opções fáceis de cuidar e que são perfeitas para plantar em vaso "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-resistentes-ao-sol-6-opcoes-faceis-de-cuidar-e-que-sao-perfeitas-para-plantar-em-vaso-1781286257387_320.jpg" alt="Plantas resistentes ao sol: 6 opções fáceis de cuidar e que são perfeitas para plantar em vaso "></a></article></aside><p>Nestes casos, <strong>é aconselhável proporcionar-lhes algumas horas de sombra durante as horas de maior calor ou utilizar uma rede de sombreamento leve</strong>.</p><h2>2. Utilize um substrato com boa drenagem</h2><p>O encharcamento é o pior inimigo do alecrim. Para plantas cultivadas em vasos,<strong> o ideal é utilizar um substrato enriquecido com areia, pedra-pomes ou perlita.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-rosmarino-10-regole-per-farlo-crescere-rigoglioso-questa-estate-1781646506382.jpeg" data-image="gdepmbdvaqwv"><figcaption>Utilize um substrato com boa drenagem.</figcaption></figure><p>Mesmo em campo aberto, é útil <strong>melhorar a drenagem do solo no momento do transplante</strong>.</p><h2>3. Regar sem excessos </h2><p>As plantas adultas bem enraizadas requerem pouca rega, especialmente se forem cultivadas ao ar livre. As plantas jovens, no entanto, <strong>necessitam de uma rega mais regular durante os primeiros meses após o transplante</strong>. Em vasos, é necessário regar apenas quando a terra parecer seca, evitando a acumulação de água no prato.</p><h2>4. Podar com moderação </h2><p>A poda ajuda a manter a planta compacta e bem cuidada, especialmente na fase adulta. Após a floração ou no final do verão, <strong>podem-se encurtar ligeiramente os ramos mais longos, evitando cortes drásticos na madeira velha</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-rosmarino-10-regole-per-farlo-crescere-rigoglioso-questa-estate-1781646720197.jpeg" data-image="t8pfqcwpl8c5"><figcaption>Poda com moderação.</figcaption></figure><p><strong>É também fundamental limitar a poda e a recolha de folhas nas plantas jovens em desenvolvimento</strong>, para não abrandar excessivamente o crescimento da parte aérea durante os seus primeiros anos.</p><h2>5. Proteção da planta contra pragas e doenças</h2><p>O alecrim pode ser afetado pelo escaravelho do alecrim (<em>Chrysolina americana</em>), <strong>bem como por pulgões, cochonilhas e podridão radicular</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-rosmarino-10-regole-per-farlo-crescere-rigoglioso-questa-estate-1781646846294.jpeg" data-image="4nm0tywzxmsu"><figcaption>Proteja a planta de pragas e doenças.</figcaption></figure><p>Para prevenir problemas, é importante garantir uma boa circulação de ar, luz suficiente e um solo com boa drenagem. Se for necessário, <strong>podem ser utilizados produtos orgânicos, como sabão potássico ou óleo de nim</strong>.</p><h2>6. Promova o cultivo em associação na horta </h2><p>O alecrim cresce bem ao lado de couves, cenouras, sálvia e tomilho. Além disso,<strong> as suas flores atraem abelhas e insetos benéficos.</strong></p><h2>7. Adubar com moderação, mas de forma adequada </h2><p>O alecrim não requer uma adubação intensa. No caso de plantas em vasos, <strong>pode ser benéfico aplicar uma pequena quantidade de adubo orgânico ou um fertilizante específico para ervas aromáticas durante a primavera</strong>, evitando o excesso de azoto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-rosmarino-10-regole-per-farlo-crescere-rigoglioso-questa-estate-1781647044315.jpeg" data-image="lp3ozpi73q8z"><figcaption>Para obter uma boa colheita, não é necessário fertilizar em excesso.</figcaption></figure><p>Na verdade, um crescimento excessivamente rápido e uma vegetação demasiado tenra podem tornar a planta menos compacta e mais suscetível ao stress ambiental.</p><h2>8. É melhor começar com uma planta já estabelecida</h2><p>Cultivar a partir de sementes é um processo lento e pouco prático. Para obter resultados mais rápidos, <strong>o ideal é comprar uma plântula já estabelecida ou começar com uma estaca</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-rosmarino-10-regole-per-farlo-crescere-rigoglioso-questa-estate-1781646900347.jpeg" data-image="jhx6o49x7u9y"><figcaption>Aplique cobertura morta.</figcaption></figure><h2>9. Aplique cobertura morta</h2><p><strong>A cobertura morta ajuda a reduzir a evaporação e a manter o solo mais fresco</strong> e estável durante o verão. Pode utilizar casca de árvore, <strong>cascalho ou outros materiais naturais, tendo, no entanto, o cuidado de não cobrir a copa da planta</strong>.</p><h2>10. Lembre-se de a proteger do calor extremo e das geadas</h2><p>Durante as <strong>ondas de calor intenso</strong>, é importante <strong>evitar que os vasos fiquem demasiado quentes e regar durante as horas mais frescas do dia</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-rosmarino-10-regole-per-farlo-crescere-rigoglioso-questa-estate-1781646964638.jpeg" data-image="gbweb8tfzj9m"><figcaption>Proteja-o do calor extremo e das geadas.</figcaption></figure><p>Em geral, <strong>o alecrim tolera geadas breves até cerca de -5 °C ou -10 °C</strong>; no entanto, em zonas mais frias, <strong>é aconselhável proteger as plantas com uma manta térmica agrícola </strong>ou transferir os exemplares em vasos para um local abrigado.</p><h2>Uma planta aromática e fácil de cultivar </h2><p>Graças à sua resistência e longevidade, <strong>aliadas a algumas práticas de cultivo simples, mas importantes</strong>, o alecrim pode prosperar durante anos, proporcionando grande satisfação e colheitas aromáticas em todas as estações.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774216" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-suas-plantas-de-interior-sofrem-mais-com-o-ar-seco-do-que-com-a-falta-de-rega-este-metodo-pode-ajudar.html" title="As suas plantas de interior sofrem mais com o ar seco do que com a falta de rega: este método pode ajudar">As suas plantas de interior sofrem mais com o ar seco do que com a falta de rega: este método pode ajudar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-suas-plantas-de-interior-sofrem-mais-com-o-ar-seco-do-que-com-a-falta-de-rega-este-metodo-pode-ajudar.html" title="As suas plantas de interior sofrem mais com o ar seco do que com a falta de rega: este método pode ajudar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tus-plantas-de-interior-sufren-mas-por-el-aire-seco-que-por-falta-de-riego-este-metodo-puede-ayudar-1781527281831_320.jpeg" alt="As suas plantas de interior sofrem mais com o ar seco do que com a falta de rega: este método pode ajudar"></a></article></aside><p>A sua presença constante e perfumada no terraço ou no jardim faz com que o tempo e os cuidados dedicados às plantas de interior sejam ainda mais gratificantes: <strong>uma combinação de flores, legumes e ervas aromáticas capaz de enriquecer até mesmo o prato de verão mais simples com o seu aroma e sabor</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/guia-para-cuidar-do-alecrim-10-regras-para-o-fazer-crescer-exuberante-neste-verao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estão a aproximar-se mudanças nos padrões atmosféricos que poderão afetar Portugal entre 28 de junho e 8 de julho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/estao-a-aproximar-se-mudancas-nos-padroes-atmosfericos-que-poderao-afetar-portugal-entre-28-de-junho-e-8-de-julho.html</link><pubDate>Tue, 23 Jun 2026 14:43:35 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os modelos europeus de 28 de junho a 8 de julho apontam para tempo maioritariamente seco em Portugal. Entre a NAO+, um possível bloqueio escandinavo e a influência do Atlantic Ridge, o calor deverá manter-se sem sinais de extremos significativos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/estao-a-aproximar-se-mudancas-nos-padroes-atmosfericos-que-poderao-afetar-portugal-entre-28-de-junho-e-8-de-julho-1782225395228.jpg" data-image="prs0nhtusdbn" alt="Verão" title="Verão"><figcaption>Modelo Europeu aponta para um início de julho seco e soalheiro. O Anticiclone reforça-se e prepara vários dias de tempo estável em Portugal continental.</figcaption></figure><p>Após um período marcado por calor intenso, e instabilidade em várias regiões do país, os modelos meteorológicos começam a indicar uma reorganização gradual da circulação atmosférica sobre o Atlântico Norte e a Europa.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Entre <strong>28 de junho e 8 de julho, Portugal deverá continuar sob influência de tempo maioritariamente seco</strong>, mas com alterações subtis nos padrões atmosféricos que poderão influenciar as temperaturas e o comportamento do vento.</p><h2>Dia 28 com calor no interior e nortada no litoral</h2><p>O dia <strong>28 de junho poderá representar uma fase de transição</strong>. O Anticiclone dos Açores surge robusto e relativamente próximo da Península Ibérica, favorecendo maioritáriamente tempo estável e seco. Neste dia, o regime mais provável será a <strong>NAO+ (Oscilação positiva do Atlântico Norte)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estao-a-aproximar-se-mudancas-nos-padroes-atmosfericos-que-poderao-afetar-portugal-entre-28-de-junho-e-8-de-julho-1782215812624.png" data-image="2tbd6tznj3a6" alt="Pressão, chuva, nuvens" title="Pressão, chuva, nuvens"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-760794">Dia 28, o Anticiclone dos Açores deverá permanecer robusto e relativamente próximo da Península Ibérica, favorecendo tempo estável, enquanto a circulação de noroeste poderá reforçar a nortada no litoral português.</figcaption></figure><p>Contudo, a sua posição deverá permitir a entrada de vento de noroeste ao longo da faixa costeira, sobretudo no litoral Norte e Centro. Este mecanismo, conhecido popularmente como nortada, tende a moderar as temperaturas junto ao mar, enquanto o Sul e o interior permanecem sob influência de uma massa de ar mais quente.</p><h2>Entre 30 de junho e 2 de julho haverá um possível bloqueio escandinavo</h2><p><strong>Os ensembles do ECMWF</strong> sugerem que entre o final de junho e o início de julho poderá ocorrer, durante 3 dias, um <strong>episódio de bloqueio escandinavo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estao-a-aproximar-se-mudancas-nos-padroes-atmosfericos-que-poderao-afetar-portugal-entre-28-de-junho-e-8-de-julho-1782216000798.jpg" data-image="dlk5ry2jkvaa" alt="Regimes atmosféricos Europa" title="Regimes atmosféricos Europa"><figcaption>A previsão sub-sazonal do ECMWF sugere uma reorganização gradual dos padrões atmosféricos sobre a Europa entre o final de junho e o início de julho, com possível transição entre NAO+, bloqueio escandinavo e Atlantic Ridge.</figcaption></figure><p>Este padrão caracteriza-se pelo desenvolvimento de uma <strong>extensa área anticiclónica sobre o norte e nordeste da Europa</strong>, alterando a circulação atmosférica habitual. Durante o inverno, este tipo de configuração pode favorecer descidas de ar frio para latitudes mais baixas. No entanto, durante o verão, os seus efeitos tendem a ser diferentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estao-a-aproximar-se-mudancas-nos-padroes-atmosfericos-que-poderao-afetar-portugal-entre-28-de-junho-e-8-de-julho-1782216090406.jpg" data-image="ao262ri51636" alt="Geopotencial e temperatura a 700 hPa" title="Geopotencial e temperatura a 700 hPa"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-878960">A configuração atmosférica em altitude prevista para o último dia de junho evidencia um possível bloqueio escandinavo, acompanhado por extensas áreas de altas pressões sobre a Europa e o Atlântico Norte.</figcaption></figure><p>Apesar de o jato polar apresentar alguma ondulação, <strong>não existem atualmente sinais de frentes ativas ou de eventos significativos de precipitação a atingir Portugal</strong>. Além disso, o Anticiclone dos Açores deverá manter-se relativamente forte, contribuindo para um<strong> cenário dominado pela estabilidade atmosférica</strong>.</p><h2>Início de julho com calor normal para a época</h2><p>Entre os dias <strong>30 de junho e 2 ou 3 de julho,</strong> a tendência aponta para tempo seco na maior parte do território continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estao-a-aproximar-se-mudancas-nos-padroes-atmosfericos-que-poderao-afetar-portugal-entre-28-de-junho-e-8-de-julho-1782216145357.jpg" data-image="ygnt1z239kjb" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O início de julho poderá ser marcado por tempo seco e quente em grande parte do território continental, com as temperaturas mais elevadas previstas para o interior do Centro e Sul.</figcaption></figure><p>As <strong>temperaturas deverão manter-se elevadas no Centro e Sul,</strong> especialmente no interior alentejano e vale do Tejo, onde poderão ser registadas máximas próximas dos 34 - 36 ºC. Ainda assim, estes valores enquadram-se dentro do que é considerado normal para o início de julho e não configuram, uma situação de calor excecional.</p><h2>Entre 4 e 8 de julho: atenção ao possível Atlantic Ridge</h2><p><strong>Para o período entre 4 e 8 de julho,</strong> os modelos aumentam gradualmente a probabilidade de instalação de um regime atmosférico conhecido como<strong> Atlantic Ridge (ATR)</strong>.</p><p>Este padrão caracteriza-se pelo fortalecimento de um anticiclone sobre o Atlântico Norte, deslocado para latitudes mais elevadas do que a posição típica do Anticiclone dos Açores. Em Portugal, <strong>este regime costuma favorecer tempo seco e relativamente estável</strong>, mas nem sempre significa calor extremo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775236" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/gota-fria-ipma-ativa-aviso-amarelo-de-trovoada-aguaceiros-fortes-e-rajadas-convectivas-em-4-distritos-da-regiao-norte.html" title="Gota fria: IPMA ativa aviso amarelo de trovoada, aguaceiros fortes e rajadas convectivas em 4 distritos da Região Norte">Gota fria: IPMA ativa aviso amarelo de trovoada, aguaceiros fortes e rajadas convectivas em 4 distritos da Região Norte</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/gota-fria-ipma-ativa-aviso-amarelo-de-trovoada-aguaceiros-fortes-e-rajadas-convectivas-em-4-distritos-da-regiao-norte.html" title="Gota fria: IPMA ativa aviso amarelo de trovoada, aguaceiros fortes e rajadas convectivas em 4 distritos da Região Norte"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/gota-fria-ipma-ativa-aviso-amarelo-de-trovoada-aguaceiros-fortes-e-rajadas-convectivas-em-4-distritos-da-regiao-norte-1782224507938_320.png" alt="Gota fria: IPMA ativa aviso amarelo de trovoada, aguaceiros fortes e rajadas convectivas em 4 distritos da Região Norte"></a></article></aside><p>Dependendo da localização exata do eixo anticiclónico, poderá inclusivamente facilitar a entrada de massas de ar mais frescas de noroeste, sobretudo no litoral Norte e Centro. Assim, embora <strong>a tendência atual não indique chuva significativa, também não existem sinais claros de calor intenso</strong>.</p><p>A previsão continua a apontar para um início de julho dominado pela estabilidade atmosférica, mas com uma circulação gradualmente diferente daquela que marcou o final de junho.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/estao-a-aproximar-se-mudancas-nos-padroes-atmosfericos-que-poderao-afetar-portugal-entre-28-de-junho-e-8-de-julho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Gota fria: IPMA ativa aviso amarelo de trovoada, aguaceiros fortes e rajadas convectivas em 4 distritos da Região Norte]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/gota-fria-ipma-ativa-aviso-amarelo-de-trovoada-aguaceiros-fortes-e-rajadas-convectivas-em-4-distritos-da-regiao-norte.html</link><pubDate>Tue, 23 Jun 2026 14:22:09 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A depressão isolada em altitude vinda do Atlântico afetará diretamente o Norte de Portugal amanhã. Os aguaceiros e trovoadas previstos para a tarde-noite de quarta e madrugada de quinta-feira poderão ser acompanhadas de granizo e rajadas convectivas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xai4x0q"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xai4x0q.jpg" id="xai4x0q"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Na tarde e noite de quarta-feira (24), bem como na madrugada de quinta-feira (25), prevê-se a ocorrência de precipitação convectiva localmente forte</strong> em várias zonas da Região Norte, estando à vista um claro aumento da instabilidade meteorológica. </p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>Neste momento há uma depressão isolada em altitude (ou gota fria) posicionada sobre o Atlântico, ao largo da costa portuguesa. Durante o dia de quarta-feira (24), a bolsa de ar frio irá deslocar-se para leste, abrangendo uma parte significativa da Península Ibérica. </div><p>Espera-se que os efeitos desta pequena baixa pressão se traduzam, à superfície, em <strong>aguaceiros, por vezes fortes e potencialmente acompanhados de trovoada</strong>. Não se descarta o risco de queda de <strong>granizo</strong>, bem como o de fortes <strong>rajadas convectivas</strong>.</p><h2>Aguaceiros e trovoadas no Norte de Portugal começam na quarta-feira, dia 24, a partir desta hora</h2><p><strong>Quarta-feira, 24 de junho, amanhecerá com períodos de céu muito nublado, apresentando-se geralmente muito nublado na faixa costeira ocidental</strong>. As temperaturas mais elevadas estão previstas para as cidades de Vila Real, Bragança e Castelo Branco (33 a 34 ºC), enquanto que as zonas mais próximas ao Atlântico registarão valores bem mais amenos, com máximas entre os 19 e os 23 ºC.</p><p>A partir das primeiras horas da tarde, prevê-se a ocorrência dos <strong>primeiros aguaceiros</strong>, que poderão ser de granizo e acompanhados de trovoada, sendo prováveis tanto no <strong>Norte como no Centro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gota-fria-ipma-ativa-aviso-amarelo-de-trovoada-aguaceiros-fortes-e-rajadas-convectivas-em-4-distritos-da-regiao-norte-1782222192182.png" data-image="iwi7dfqzmbwl"><figcaption>A atividade elétrica da madrugada de quinta-feira (25) poderá ser especialmente forte, estando em perspetiva uma elevada concentração de descargas elétricas no Noroeste de Portugal continental, com destaque para o Minho.</figcaption></figure><p>Os fenómenos meteorológicos severos deverão manifestar-se com mais frequência e intensidade no Noroeste de Portugal continental - distritos de<strong> Viana do Castelo, Braga, Porto e Vila Real</strong> -, durante a fase mais crítica, que está prevista <strong>entre as 21:00 de quarta-feira (24) e as 03:00 da manhã de quinta-feira (25)</strong>, embora possam surgir de forma isolada em qualquer zona das Regiões Norte e Centro a qualquer momento entre as 13:00 de quarta-feira (24) e as 06:00 da manhã de quinta-feira (25).</p><p>De acordo com os mapas de referência da Meteored, baseados no modelo ECMWF, <strong>no período de 6 horas</strong> entre o final de quarta (24) e o início de quinta-feira (25), condizente com o aviso amarelo de trovoada emitido pelo IPMA, <strong>aumentará a possibilidade de aguaceiros intensos acompanhados de forte atividade elétrica</strong>, especialmente nos distritos nortenhos acima referidos.</p><p>Os nossos mapas de concentração de descargas elétricas e de precipitação acumulada <strong>convergem com o cenário antecipado pelo IPMA</strong>, corroborando a elevada probabilidade de precipitação convectiva nesse período de 6 horas, <strong>sobretudo nos 4 distritos nortenhos mencionados, e de forma mais frequente e intensa nos distritos de Viana do Castelo e Braga</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gota-fria-ipma-ativa-aviso-amarelo-de-trovoada-aguaceiros-fortes-e-rajadas-convectivas-em-4-distritos-da-regiao-norte-1782222021412.png" data-image="jjhge6pw68nz"><figcaption>Tudo indica que a precipitação convectiva será particularmente forte no Noroeste de Portugal continental, especialmente no Minho, podendo produzir acumulados de até 30 mm em poucas horas.</figcaption></figure><p>No entanto, tudo indica que tanto antes, como após a fase mais crítica do episódio de precipitação, também haverá possibilidade de <strong>aguaceiros dispersos e trovoadas isoladas nas restantes regiões do país</strong>, incluindo o resto da Região Norte, a Região Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve.</p><p><strong>O aviso amarelo de trovoada poderá quiçá ser oficialmente alargado a mais regiões</strong> dependendo da evolução da trajetória da gota fria, que como se sabe é errática, e torna bastante mais complexa a tarefa de identificar as zonas onde é mais provável chover.</p><h2>Risco de queda de granizo e de rajadas convectivas<br></h2><p>Adicionalmente, <strong>a previsão automática do European Severe Storms Laboratory (ESSL)</strong> aponta ainda para a probabilidade entre <strong>40 e 60% do granizo com diâmetro igual ou superior a 2 cm atingir os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto e Vila Real</strong>. Noutras zonas do Norte e Centro a probabilidade de queda de granizo também existe, mas é inferior, podendo estar à vista mais danos em culturas agrícolas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775215" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-uma-mudanca-de-massas-de-ar-toda-a-gente-em-portugal-vai-sentir.html" title="Vem aí uma mudança de massas de ar: “toda a gente em Portugal vai sentir'">Vem aí uma mudança de massas de ar: “toda a gente em Portugal vai sentir"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-uma-mudanca-de-massas-de-ar-toda-a-gente-em-portugal-vai-sentir.html" title="Vem aí uma mudança de massas de ar: “toda a gente em Portugal vai sentir'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vem-ai-uma-mudanca-de-massas-de-ar-toda-a-gente-em-portugal-vai-sentir-1782215693842_320.png" alt="Vem aí uma mudança de massas de ar: “toda a gente em Portugal vai sentir'"></a></article></aside><p>Por fim, não se descarta o risco de ocorrência de <strong>fortes rajadas convectivas</strong>, especialmente no período entre o <strong>início da noite de quarta-feira (24) e o meio da madrugada de quinta-feira (25)</strong>.</p><p>Este fenómeno consiste numa corrente de vento descendente, brusca e muito intensa, geradas no seio de uma nuvem com grande desenvolvimento vertical, como os Cumulonimbus. Desencadeiam-se quando o ar frio e pesado desce rapidamente em direção à superfície,<strong> podendo causar danos graves e repentinos de forma muito localizada</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/gota-fria-ipma-ativa-aviso-amarelo-de-trovoada-aguaceiros-fortes-e-rajadas-convectivas-em-4-distritos-da-regiao-norte.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tecnologia de satélite e inteligência artificial antecipam maré de algas invasoras em Cascais]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tecnologia-de-satelite-e-inteligencia-artificial-antecipam-mare-de-algas-invasoras-em-cascais.html</link><pubDate>Tue, 23 Jun 2026 13:15:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Ferramenta digital cruza dados meteorológicos e oceanográficos para emitir alertas automáticos, possibilitando a limpeza das praias antes que a biomassa prejudique o turismo, a biodiversidade marinha e a pesca local.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/tecnologia-de-satelite-e-inteligencia-artificial-antecipam-mare-de-algas-invasoras-em-cascais-1782214010153.jpg" data-image="tlx647um3dab" alt="Praia da Rainha, Cascais" title="Praia da Rainha, Cascais"><figcaption>As praias de Cascais estão a recorrer a satélites e algoritmos para antecipar a invasão da macroalga vinda do Pacífico. Foto: Município de Cascais</figcaption></figure><p>O areal de <strong>Cascais</strong> transformou-se no laboratório de ensaio para uma tecnologia que promete revolucionar a gestão ambiental costeira. Através do projeto-piloto EO4RO, uma rede de satélites e algoritmos de inteligência artificial vigia o oceano com um objetivo bem definido. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A missão é antecipar a rota e prever a acumulação da macroalga invasora <em>Rugulopteryx okamurae</em>, espécie exótica que ameaça cobrir a costa portuguesa com espessos tapetes de algas em decomposição. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Em vez de acionar limpezas apenas quando o problema se instala nas praias, a ciência permite agora prever o movimento biológico com precisão.</p><h2>Uma invasão em tempo recorde</h2><p>Esta resposta tecnológica responde a uma crise ecológica que começou longe de território nacional. Originária do <strong>Pacífico Noroeste</strong>, a alga foi avistada na Europa pela primeira vez em 2015, na região do Estreito de Gibraltar, protagonizando uma das invasões marinhas mais rápidas de que há registo.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/tecnologia-de-satelite-e-inteligencia-artificial-antecipam-mare-de-algas-invasoras-em-cascais-1782214200108.jpg" data-image="gnecqknd5wm4" alt="Alga invasora Rugulopteryx okamurae" title="Alga invasora Rugulopteryx okamurae"><figcaption>A alga invasora Rugulopteryx okamurae chegou aos Açores em 2019, alastrando-se nos verões seguintes à costa do Algarve e de Cascais. Foto: Universidade dos Açores</figcaption></figure><p>Em 2019 atingiu os <strong>Açores</strong>, conquistando rapidamente o<strong> Algarve</strong> e a linha de <strong>Cascais</strong>. A sua proliferação agressiva sufoca a biodiversidade nativa, destrói os habitats subaquáticos, prende-se nas redes de pesca e afasta os veraneantes devido aos maus odores da decomposição.</p><h2>Proteger o mar a partir do espaço</h2><p>A plataforma desenvolvida pela GMV Portugal e pelo Plymouth Marine Laboratory cruza imagens espaciais de alta resolução com dados sobre correntes marítimas e vento. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Este autêntico cérebro digital consegue simular o transporte da espécie em tempo quase real, mapeando a extensão da mancha e cartografando as zonas vulneráveis. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O sistema emite <strong>avisos automáticos</strong> para as autoridades municipais, transformando a informação em capacidade de planeamento logístico.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766420" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/produzem-energia-e-ao-mesmo-tempo-removem-o-co-da-atmosfera-e-assim-que-se-cria-combustivel-a-partir-de-algas.html" title="Produzem energia e, ao mesmo tempo, removem o CO₂ da atmosfera: é assim que se cria combustível a partir de algas">Produzem energia e, ao mesmo tempo, removem o CO₂ da atmosfera: é assim que se cria combustível a partir de algas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/produzem-energia-e-ao-mesmo-tempo-removem-o-co-da-atmosfera-e-assim-que-se-cria-combustivel-a-partir-de-algas.html" title="Produzem energia e, ao mesmo tempo, removem o CO₂ da atmosfera: é assim que se cria combustível a partir de algas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/producono-energia-e-allo-stesso-tempo-eliminano-la-co-dall-atmosfera-ecco-come-nasce-il-carburante-dalle-alghe-1776705479051_320.jpeg" alt="Produzem energia e, ao mesmo tempo, removem o CO₂ da atmosfera: é assim que se cria combustível a partir de algas"></a></article></aside><p>Se os resultados obtidos neste teste forem positivos, o modelo será <strong>replicado</strong> noutras latitudes afetadas, desde a <strong>costa algarvia</strong> até ao arquipélago das <strong>Canárias</strong>. A iniciativa local ganha, assim, uma dimensão de referência internacional na gestão de crises ambientais. </p><h2>Estratégia nacional procura resposta abrangente</h2><p>O esforço surge alinhado com a estratégia nacional que o Governo lançou no verão de 2025 sob a coordenação da Agência Portuguesa do Ambiente, desenvolvida para unir <strong>universidades</strong>, <strong>autarquias</strong> e entidades ligadas ao <strong>setor do mar</strong> na contenção desta espécie que se fixa no casco das embarcações e nas redes de pesca, viajando longas distâncias através do tráfego marítimo.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/tecnologia-de-satelite-e-inteligencia-artificial-antecipam-mare-de-algas-invasoras-em-cascais-1782214342466.jpg" data-image="bzu3xbnah590" alt="Limpeza da alga invasora na costa de Cascais" title="Limpeza da alga invasora na costa de Cascais"><figcaption>A acumulação da alga invasora obriga as autarquias a realizar constantes operações de limpeza. Foto: Município de Cascais</figcaption></figure><p>Segundo os investigadores da Universidade dos Açores, terão sido as <strong>embarcações</strong> <strong>piscatórias</strong> o veículo mais provável que levou a alga invasora até à costa algarvia, no início de 2022. Nesse mesmo ano, a planta foi incluída na lista de espécies exóticas invasoras da União Europeia.</p><h2>Barreiras mecânicas e valorização agrícola</h2><p>A costa de <strong>Cascais</strong> é o destino mais recente destas algas, tendo chegado em <strong>2024</strong> à zona balnear entre a <strong>Praia das Moitas e a Praia da Rainha</strong>, obrigando a retirar centenas de toneladas com a ajuda de máquinas e trabalho voluntário. </p><p>Além do piloto que recorre a satélites e inteligência artificial, o município apoia outras frentes de combate físico e biológico. Desde a primavera que se testam <strong>Barreiras Flutuantes</strong>, estruturas de contenção desenvolvidas pela startup EasyHarvest para travar os arrojamentos de vegetação diretamente na água. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="759890" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/esta-e-a-supervitamina-que-chegou-a-costa-portuguesa-com-a-alga-invasora.html" title="Esta é a supervitamina que chegou à costa portuguesa com a alga invasora">Esta é a supervitamina que chegou à costa portuguesa com a alga invasora</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/esta-e-a-supervitamina-que-chegou-a-costa-portuguesa-com-a-alga-invasora.html" title="Esta é a supervitamina que chegou à costa portuguesa com a alga invasora"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esta-e-a-supervitamina-que-chegou-a-costa-portuguesa-com-a-alga-invasora-1774013833061_320.jpg" alt="Esta é a supervitamina que chegou à costa portuguesa com a alga invasora"></a></article></aside><p>Noutro quadrante, investigadores do Centro de Ciências do Mar e Ambiente monitorizam a remoção cirúrgica desta flora, realizando <strong>campanhas de sensibilização</strong> junto da comunidade sobre um fenómeno ainda pouco estudado pela ciência europeia.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O destino das toneladas recolhidas também encontrou uma resposta inovadora através do projeto ReAlga. Só no último ano, as equipas recolheram 1300 toneladas de biomassa nas praias de Cascais, conseguindo recuperar e devolver mais de 700 toneladas de areia fina ao areal após um pré-tratamento inicial. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O restante material vegetal foi encaminhado para o <strong>Instituto Superior de Agronomia</strong> da Universidade de Lisboa, servindo de matéria-base para testes avançados de aproveitamento energético e fertilização agrícola. O desperdício ecológico converte-se, assim, num recurso que poderá vir a ser valioso para a economia circular.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="C%C3%A2mara%20Municipal%20de%20Cascais" data-year="" data-title="Cascais%20recorre%20a%20ci%C3%AAncia%20e%20IA%20para%20combater%20alga%20invasora" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cascais.pt%2Fnoticia%2Fcascais-recorre-ciencia-e-ia-para-combater-alga-invasora">Câmara Municipal de Cascais. <a href="https://www.cascais.pt/noticia/cascais-recorre-ciencia-e-ia-para-combater-alga-invasora" target="_blank">Cascais recorre a ciência e IA para combater alga invasora</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tecnologia-de-satelite-e-inteligencia-artificial-antecipam-mare-de-algas-invasoras-em-cascais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item></channel></rss>