<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Sat, 29 Aug 2026 12:20:18 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sat, 29 Aug 2026 12:20:18 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Até 8 ºC acima da média: as temperaturas poderão subir de forma acentuada a partir do dia 2 de setembro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-8-c-acima-da-media-as-temperaturas-poderao-subir-de-forma-acentuada-a-partir-do-dia-2-de-setembro.html</link><pubDate>Sat, 29 Aug 2026 12:02:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois do afastamento da massa de ar polar que contribuiu para a descida das temperaturas, estas encontram-se amenas e assim devem permanecer nos próximos dias. No entanto, pode haver uma mudança no arranque do mês de setembro.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb1uv22"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb1uv22.jpg" id="xb1uv22"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As temperaturas subiram ligeiramente, ainda que esta subida esteja a ser sentida com maior expressão ao longo da faixa interior e no Sul do país. Ainda assim, as <strong>anomalias térmicas indicam valores abaixo da média </strong>em praticamente toda a geografia continental.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Estas anomalias negativas deverão manter-se nos próximos dias, no entanto, há <strong>mudança à vista para o arranque do mês de setembro</strong>.</p><h2>Temperaturas máximas sobem em todo o país a partir do dia 2 de setembro</h2><p>O <strong>mês de setembro arrancará com temperaturas abaixo da média em todo o país</strong>, com exceção de alguns pontos nos distritos de Faro, Lisboa, Setúbal e Bragança, onde os valores poderão ser até 5 ºC acima da média (no Algarve) e até 2 ºC nos restantes locais referidos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/subida-dos-termometros-ate-5-c-entre-terca-e-quarta-feira-2-de-setembro-eis-as-cidades-potencialmente-mais-quentes-1787957566957.jpg" data-image="zm252tae4ifr" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>As anomalias térmicas positivas deverão regressar a praticamente toda a geografia, a partir do dia 2 de setembro, de acordo com a mais recente atualização do nosso modelo de confiança, ECMWF.</figcaption></figure><p>Todavia, <strong>este cenário muda logo no segundo dia do mês</strong>, quarta-feira, onde algumas capitais de distrito poderão registar uma subida das temperaturas máximas de até 5 ºC, face ao dia anterior, terça-feira.</p><p>Para esse dia esperam-se valores <strong>máximos compreendidos entre os 22 ºC em Viana do Castelo e Aveiro e os 34 ºC em Évora e Beja</strong>. A nível local, vários pontos da faixa interior poderão registar máximas até 35 ºC. Com isto, as <strong>anomalias térmicas positivas voltam a surgir </strong>em boa parte do continente português, com valores até 5 ºC acima da média na área entre Lisboa e Setúbal.</p><h2>Anomalias térmicas intensificam-se no dia 3 de setembro</h2><p>O mapa acima mostra-nos a atual previsão do ECMWF acerca das anomalias térmicas previstas. Neste caso, <strong>todo o país, à exceção de alguns pontos do Algarve (a azul), contará com anomalias positivas</strong>, indicando valores acima da média, de acordo com a normal climatológica de referência.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785973" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c.html" title="Tempo nos primeiros dias de setembro: anticiclone “reaparece”, calor ganha força e máximas podem superar os 35 ºC">Tempo nos primeiros dias de setembro: anticiclone “reaparece”, calor ganha força e máximas podem superar os 35 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c.html" title="Tempo nos primeiros dias de setembro: anticiclone “reaparece”, calor ganha força e máximas podem superar os 35 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c-1787919923846_320.jpg" alt="Tempo nos primeiros dias de setembro: anticiclone “reaparece”, calor ganha força e máximas podem superar os 35 ºC"></a></article></aside><p>Para esse dia, 3 de setembro, esperam-se<strong> temperaturas máximas entre os 25 ºC em Viana do Castelo e os 38 ºC em Évora e Beja</strong>. No Alentejo, alguns locais podem alcançar os 40 ºC. Para além de Viana do Castelo, <strong>apenas as cidades do Porto e Aveiro</strong> deverão registar valores inferiores a 30 ºC.</p><p>Com base nestes valores, <strong>o nosso mapa de anomalia indica valores de até 8 ºC acima da média</strong> em vários pontos do país. Esta tendência de temperaturas mais elevadas deverá manter-se na sexta-feira, ainda que a partir de sábado, dia 5, se espere uma descida generalizada das mesmas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-8-c-acima-da-media-as-temperaturas-poderao-subir-de-forma-acentuada-a-partir-do-dia-2-de-setembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A natureza contra a tecnologia: os fenómenos que estão a travar as centrais europeias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-natureza-contra-a-tecnologia-os-fenomenos-que-estao-a-travar-as-centrais-europeias.html</link><pubDate>Sat, 29 Aug 2026 11:06:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O calor extremo, a seca e a proliferação de medusas estão a obrigar as centrais nucleares europeias a reduzir ou a interromper a sua produção, revelando vulnerabilidades inesperadas. Fique a saber mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-natureza-contra-a-tecnologia-os-fenomenos-que-estao-a-travar-as-centrais-europeias-1787476896604.jpg" data-image="jzh5bef87w60" alt="Medusas" title="Medusas"><figcaption>Milhões de medusas podem bloquear os sistemas de captação de água e obrigar uma central nuclear a reduzir ou interromper temporariamente a produção.</figcaption></figure><p>O verão de 2026 está a revelar uma <strong>vulnerabilidade inesperada do sistema energético europeu</strong>.</p><p>As <strong>temperaturas extremas, a escassez de água e fenómenos biológicos invulgares</strong> estão a obrigar algumas das maiores infraestruturas de produção elétrica do continente europeu a reduzir potência ou a interromper temporariamente a atividade.</p><p>De acordo com o jornal online <em>El Mundo</em>, <strong>o caso mais emblemático aconteceu em França, na central nuclear de Gravelines</strong>, situada junto ao Canal da Mancha, entre Calais e Dunquerque.</p><p>A maior central nuclear da Europa Ocidental voltou a enfrentar dificuldades pelo segundo ano consecutivo, mostrando assim como as <strong>alterações das condições ambientais podem interferir diretamente no funcionamento de instalações concebidas para operar durante décadas</strong>.</p><h2>Quando o calor impede uma central de arrefecer</h2><p>Uma central nuclear <strong>necessita de retirar continuamente grandes quantidades de calor</strong>. Nas instalações costeiras, como Gravelines, a água do mar desempenha um papel essencial neste processo.</p><p>Durante uma vaga de calor, porém, a temperatura da água aumenta. <strong>Quando a água captada já chega mais quente à central, a eficiência da transferência de calor diminui </strong>e o rendimento termodinâmico da instalação pode cair.</p><div class="texto-destacado"><strong style="letter-spacing: 0.03em;">“A natureza também interfere, de forma involuntária, nas grandes infraestruturas energéticas e de comunicações.”</strong> De acordo com o El Mundo<strong style="letter-spacing: 0.03em;"></strong></div><p>Existe ainda uma limitação ambiental. <strong>Depois de utilizada, a água regressa ao meio natural mais quente</strong>. Se a temperatura ultrapassar determinados limites, a descarga pode prejudicar os peixes e outros organismos marinhos.</p><p>Para cumprir as regras ambientais, os operadores podem ser obrigados a reduzir a potência ou desligar reatores.<br>É uma situação paradoxal pois <strong>quanto maior é a necessidade de eletricidade para alimentar sistemas de ar condicionado, mais difícil se pode tornar produzir eletricidade em determinadas centrais.</strong></p><p>Uma das soluções possíveis passa por <strong>sistemas de refrigeração em circuito fechado</strong>, associados a torres de arrefecimento mais eficientes. No entanto, adaptar instalações existentes é uma operação complexa e dispendiosa.</p><h2>Milhões de medusas contra uma central nuclear</h2><p>A temperatura não é o único problema que chega através da água.<br><strong>As medusas transformaram-se num dos obstáculos mais insólitos enfrentados por Gravelines</strong>. Grandes concentrações destes animais podem ser arrastadas pelas correntes, marés e vento até às estruturas que captam água do mar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="724668" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/central-nuclear-francesa-foi-encerrada-esta-semana-devido-a-uma-invasao-de-alforrecas-poderao-provocar-um-acidente.html" title="Central nuclear francesa foi encerrada esta semana devido a uma invasão de alforrecas: poderão provocar um acidente?">Central nuclear francesa foi encerrada esta semana devido a uma invasão de alforrecas: poderão provocar um acidente?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/central-nuclear-francesa-foi-encerrada-esta-semana-devido-a-uma-invasao-de-alforrecas-poderao-provocar-um-acidente.html" title="Central nuclear francesa foi encerrada esta semana devido a uma invasão de alforrecas: poderão provocar um acidente?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/centrale-de-gravelines-a-l-arret-dans-le-nord-des-meduses-peuvent-elles-provoquer-un-accident-nucleaire-plage-temperature-eau-climat-risque-1754998092953_320.jpeg" alt="Central nuclear francesa foi encerrada esta semana devido a uma invasão de alforrecas: poderão provocar um acidente?"></a></article></aside><p>As centrais costeiras necessitam de captar enormes volumes de água. Para impedir a entrada de organismos, existem grades, filtros e tambores rotativos. Mas <strong>uma verdadeira “maré” de medusas pode ultrapassar a capacidade destes sistemas</strong>.</p><p>Os animais <strong>acumulam-se nas superfícies filtrantes e dificultam a passagem da água</strong>. Quando o caudal diminui, os sistemas de proteção podem desencadear a redução da potência ou a paragem dos reatores. O fenómeno voltou a ocorrer em 2026, depois de um episódio semelhante no ano anterior.</p><p>A situação obrigou a <strong>reforçar a vigilância junto às tomadas de água</strong>. Entre as estratégias utilizadas estão sistemas de monitorização, câmaras submersíveis e o acompanhamento das concentrações de medusas para permitir aos operadores antecipar a chegada dos organismos e adaptar o funcionamento da central.</p><h2>O outro problema: os rios que estão a desaparecer</h2><p>Enquanto na costa o <strong>excesso de calor e as medusas dificultam o funcionamento das centrais, no interior da Europa o problema pode ser exatamente o contrário, a </strong><strong>falta de água</strong>.</p><p>O <strong>baixo caudal do Danúbio tornou-se uma preocupação </strong>para instalações nucleares que dependem do rio para a refrigeração. <strong>Na Roménia, a central de Cernavodă enfrenta limitações </strong>quando o nível do Danúbio desce demasiado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783031" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/rio-danubio-atinge-minimos-historicos-uma-usina-nuclear-entra-em-crise-e-um-jovem-mamute-emerge-das-aguas.html" title="Rio Danúbio atinge mínimos históricos: uma central nuclear entra em crise e um jovem mamute emerge das águas">Rio Danúbio atinge mínimos históricos: uma central nuclear entra em crise e um jovem mamute emerge das águas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/rio-danubio-atinge-minimos-historicos-uma-usina-nuclear-entra-em-crise-e-um-jovem-mamute-emerge-das-aguas.html" title="Rio Danúbio atinge mínimos históricos: uma central nuclear entra em crise e um jovem mamute emerge das águas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/danubio-ai-minimi-storici-la-centrale-nucleare-ungherese-va-in-crisi-e-dalle-secche-riemerge-un-giovane-mammut-1785952374984_320.jpg" alt="Rio Danúbio atinge mínimos históricos: uma central nuclear entra em crise e um jovem mamute emerge das águas"></a></article></aside><p>Na Hungria, <strong>a central de Paks também depende das condições do rio para dissipar o calor produzido pelos seus reatores</strong>. Quando a água disponível diminui ou a sua temperatura aumenta demasiado, os operadores têm menos margem para garantir uma refrigeração adequada.</p><p>As alterações climáticas colocam assim um desafio duplo à energia nuclear, <strong>rios mais quentes e com menor caudal e mares cada vez mais quentes podem reduzir a disponibilidade de centrais que dependem diretamente destes recursos.</strong></p><h2>Quando os animais interferem na tecnologia</h2><p>As medusas estão longe de ser os únicos animais capazes de perturbar infraestruturas humanas. Nos Estados Unidos, <strong>os esquilos são conhecidos por provocar avarias em redes elétricas</strong> ao entrarem em equipamentos ou roerem cabos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-natureza-contra-a-tecnologia-os-fenomenos-que-estao-a-travar-as-centrais-europeias-1787476923050.jpg" data-image="i49pjfqqux5j" alt="Cental de Gravelines" title="Cental de Gravelines"><figcaption>A central nuclear de Gravelines, em França, enfrenta os efeitos combinados do calor extremo e das enormes concentrações de medusas nas águas do Canal da Mancha. Fonte: Wikimedia Commons</figcaption></figure><p><strong>Guaxinins também já provocaram interrupções de energia </strong>ao conseguirem aceder a subestações. Até os <strong>corvos podem causar problemas altamente sofisticados</strong>. No observatório LIGO, dedicado à deteção de ondas gravitacionais, <strong>aves chegaram a interferir com equipamentos extremamente sensíveis</strong>, demonstrando como pequenas vibrações podem ser relevantes quando se trabalha com medições de enorme precisão.</p><p>Nas infraestruturas subterrâneas, <strong>ratos e outros roedores podem danificar cabos e canalizações</strong>. E, no fundo dos oceanos, os cabos submarinos enfrentam outro tipo de desafio, <strong>organismos marinhos podem interagir com estruturas elétricas</strong>, obrigando os operadores a desenvolver sistemas de proteção cada vez mais resistentes.</p><h2>Uma nova realidade para a infraestrutura energética</h2><p>O que acontece em Gravelines e noutras instalações europeias mostra que <strong>a segurança energética não depende apenas da capacidade instalada ou da quantidade de combustível disponível</strong>.</p><p>Depende também de algo muito mais difícil de controlar, <strong>o ambiente onde as infraestruturas estão inseridas</strong>. Ondas de calor, secas, rios com caudais reduzidos, oceanos mais quentes e alterações nos ecossistemas podem transformar fenómenos naturais em problemas industriais.</p><p>A tecnologia consegue construir barreiras, filtros, sistemas de monitorização e mecanismos de segurança. Porém <strong>não consegue impedir que uma corrente marítima transporte milhões de medusas</strong>, que um rio diminua de caudal ou que um animal encontre um caminho inesperado até uma instalação elétrica.</p><p>O desafio para as próximas décadas será, por isso, <strong>adaptar as grandes infraestruturas a um planeta onde os extremos ambientais estão a tornar-se uma preocupação cada vez mais importante</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-natureza-contra-a-tecnologia-os-fenomenos-que-estao-a-travar-as-centrais-europeias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como utilizar a água da cozedura dos legumes para fazer florescer o seu limoeiro e acelerar o seu crescimento]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-utilizar-a-agua-da-cozedura-dos-legumes-para-fazer-florescer-o-seu-limoeiro-e-acelerar-o-seu-crescimento.html</link><pubDate>Sat, 29 Aug 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A água da fervura dos legumes pode ter uma segunda vida no jardim: descubra como pode utilizá-la para fornecer nutrientes ao limoeiro e estimular o seu crescimento.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-usar-el-agua-de-hervir-verduras-para-hacer-florecer-tu-limonero-y-acelerar-su-crecimiento-1787847081094.jpeg" data-image="gp1qmonmmaga" alt="Imagem 1" title="Imagem 1"><figcaption>A água que sobra da cozedura dos legumes pode ser reutilizada para melhorar a floração do seu limoeiro.</figcaption></figure><p>A água utilizada em muitas casas para cozinhar legumes pode ser um <strong>recurso valioso para o cuidado das plantas</strong>. Em vez de a descartar após a cozedura, pode reutilizá-la para regar certas plantas, incluindo limoeiros. </p><p>No entanto, <strong>deve ser feito de forma correta </strong>e, embora não seja um fertilizante milagroso, pode fornecer pequenas quantidades de minerais e matéria orgânica solúvel que complementam a fertilização habitual.</p><h2>O que contém a água utilizada para cozinhar os legumes?</h2><p>Ao cozermos vegetais em água, alguns dos compostos hidrossolúveis que contêm passam para o líquido. <strong>Estes podem incluir pequenas quantidades de minerais como o potássio, cálcio e magnésio</strong>, embora a concentração dependa da quantidade e do tipo de vegetais utilizados.</p><p>O <strong>potássio é especialmente importante </strong>durante as fases de floração e frutificação, enquanto outros nutrientes estão envolvidos no desenvolvimento geral da planta. </p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">mi rincón favorito del huerto, bajo el limonero, una mesa vieja y una mecedora más vieja todavía, pero donde soy más feliz que una perdiz <a href="https://t.co/xzB3BkGekN">pic.twitter.com/xzB3BkGekN</a></p>— 𑁍ࠬ enma k ༻️ (@decamaraypluma) <a href="https://x.com/decamaraypluma/status/1813293365041197492?ref_src=twsrc%5Etfw">July 16, 2024</a></blockquote></figure><p>No entanto, <strong>a água da cozedura não contém necessariamente todos os elementos que um citrino</strong>, como o limão neste caso, necessita, pelo que nunca deve substituir um fertilizante específico.</p><h2>Como preparar a água para o limoeiro?</h2><p>O primeiro requisito é que a<strong> água utilizada seja completamente limpa</strong>, pois não deve conter sal, óleo, vinagre, especiarias, molhos ou outros ingredientes de cozinha, uma vez que estes podem prejudicar as raízes e alterar as propriedades do solo.</p><div class="texto-destacado">O ideal é que os legumes sejam cozidos apenas em água e, após a cozedura, o líquido deve arrefecer completamente. </div><p>O ideal é <strong>utilizar a água em breve e evitar armazená-la durante vários dias</strong>, pois pode provocar a fermentação ou o desenvolvimento de microrganismos indesejáveis. Depois de arrefecida, pode ser utilizada diretamente para regar o solo em redor do limoeiro.</p><h2>Com que frequência pode ser utilizado?</h2><p><strong>Não é aconselhável que este seja o único método de fertilização da árvore</strong>. Pode ser utilizado ocasionalmente, por exemplo, a cada duas ou três semanas durante a estação de crescimento, observando sempre a resposta da planta.</p><p>Além disso, é preferível alternar esta rega com água normal. <strong>O limoeiro necessita de um equilíbrio adequado de humidade e nutrientes</strong>, e o excesso de certos minerais também pode ser prejudicial.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Mi limonero en maceta tiene un limón y yo estoy emocionada y muriendo de amor. <br>Y ya, ese es todo el tuit. <a href="https://t.co/18Keb2zPMo">pic.twitter.com/18Keb2zPMo</a></p>— Virus de la madrugada (@SinrazonOdiosa) <a href="https://x.com/SinrazonOdiosa/status/2092444861790097880?ref_src=twsrc%5Etfw">August 26, 2026</a></blockquote></figure><p><strong> </strong><strong>É necessário ainda mais cuidado ao cultivar árvores em vasos</strong>, pois o volume do substrato é reduzido e os sais podem acumular-se mais facilmente. </p><h2>Incentive a floração do limoeiro</h2><p>Se o objetivo é obter mais flores, <strong>a água da cozedura deve ser vista como um complemento, e não como a chave para a floração</strong>. Um limoeiro necessita de luz solar suficiente, rega equilibrada, temperaturas adequadas e nutrição completa.</p><p>Durante a primavera e o período de maior atividade vegetativa, <strong>um fertilizante específico para citrinos pode fornecer nutrientes essenciais</strong> como o azoto, o fósforo, o potássio e os micronutrientes. A rega com água para hortícolas pode ser ocasionalmente incorporada nesta rotina, mas não deve substituí-la.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-usar-el-agua-de-hervir-verduras-para-hacer-florecer-tu-limonero-y-acelerar-su-crecimiento-1787847343210.jpeg" data-image="ek5zfvpqearn" alt="Imagem 2" title="Imagem 2"><figcaption>A sua árvore de limão pode melhorar o seu crescimento e floração graças à água descartada após a cozedura dos vegetais.</figcaption></figure><p> Também é importante <strong>evitar o excesso de azoto</strong>. Embora promova o crescimento das folhas e dos rebentos, o excesso pode levar a uma vegetação demasiado vigorosa em detrimento da floração e frutificação. </p><h2>Um truque simples, sem qualquer milagre científico envolvido</h2><p>Utilizar a água da cozedura dos legumes para regar o limoeiro é, acima de tudo, uma forma de reutilizar um recurso doméstico e<strong> devolver alguns dos nutrientes que este contém ao solo</strong>. </p><p>Pode ser <strong>útil como complemento</strong>, mas é prudente desconfiar das alegações que prometem uma floração espetacular ou um crescimento acelerado exclusivamente através deste método; em resumo, ajuda, mas não faz milagres.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776804" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/com-limao-alecrim-e-louro-cinco-dicas-para-perfumar-a-tua-casa-com-ingredientes-que-quase-sempre-acabam-no-lixo.html" title="Com limão, alecrim e louro: cinco dicas para perfumar a tua casa com ingredientes que quase sempre acabam no lixo">Com limão, alecrim e louro: cinco dicas para perfumar a tua casa com ingredientes que quase sempre acabam no lixo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/com-limao-alecrim-e-louro-cinco-dicas-para-perfumar-a-tua-casa-com-ingredientes-que-quase-sempre-acabam-no-lixo.html" title="Com limão, alecrim e louro: cinco dicas para perfumar a tua casa com ingredientes que quase sempre acabam no lixo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/con-limon-romero-y-laurel-cinco-trucos-para-perfumar-tu-casa-con-ingredientes-que-casi-siempre-terminan-en-la-basura-1782772967087_320.jpg" alt="Com limão, alecrim e louro: cinco dicas para perfumar a tua casa com ingredientes que quase sempre acabam no lixo"></a></article></aside><p>Para que o limoeiro cresça forte e produza flores e frutos, <strong>a chave continuará a ser proporcionar-lhe um bom local, luz suficiente, rega adequada, um substrato com boa drenagem</strong> e um programa de fertilização adaptado às suas necessidades.</p><p>Em suma, <strong>guarde a água utilizada para cozinhar legumes, desde que esteja isenta de sal e outros temperos</strong>, deixe-a arrefecer e utilize-a ocasionalmente. É um pequeno gesto que pode complementar os cuidados a ter com o seu limoeiro e, ao mesmo tempo, reduzir o desperdício de água em casa.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-utilizar-a-agua-da-cozedura-dos-legumes-para-fazer-florescer-o-seu-limoeiro-e-acelerar-o-seu-crescimento.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Formigas e pulgões: a parceria que se instala nas hortas no fim do verão]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/formigas-e-pulgoes-a-parceria-que-se-instala-nas-hortas-no-fim-do-verao.html</link><pubDate>Sat, 29 Aug 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Vê formigas a subir e a descer pelos caules e assume que são elas que estão a estragar a planta. Na verdade, andam ali por causa de outra coisa, e é essa que está a fazer o estrago.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/formigas-e-pulgoes-a-parceria-que-se-instala-nas-hortas-no-fim-do-verao-1787763649616.png" data-image="nwwi7urb9srt"><figcaption>Formigas junto a uma colónia de pulgões, que protegem em troca do líquido açucarado que estes libertam.</figcaption></figure><p>Há uma<strong> cena que se repete em todas as hortas por esta altura</strong>. Uma fila de formigas sobe pelo caule de uma planta, com uma disciplina que impressiona, e no topo, nos rebentos mais novos, está um aglomerado de bichinhos verdes ou pretos.</p><p>A conclusão imediata costuma ser que as formigas estão a atacar a planta. Não estão. Estão a tratar de um rebanho.</p><h2>Uma parceria com séculos de rodagem</h2><p>Os pulgões alimentam-se da seiva, que é muito rica em açúcar e pobre em proteína. Para obterem a proteína de que precisam, têm de ingerir grandes quantidades de seiva, e <strong>todo o açúcar que sobra é expulso na forma de um líquido doce</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Melada</strong>- Substância açucarada e pegajosa que os pulgões libertam depois de se alimentarem da seiva. É o que deixa as folhas brilhantes e coladas, atrai formigas e vespas, e serve de alimento a um fungo preto que se instala à superfície.</div><p>As formigas adoram esse açúcar. Em troca, protegem os pulgões dos predadores naturais,<strong> afastando joaninhas e crisopídeos</strong>, transportam-nos para folhas mais tenras e chegam a guardar ovos no formigueiro durante o inverno. É uma criação de gado em toda a linha.</p><h2>Porque é que isto acontece agora e não em julho</h2><p><strong>O pulgão gosta de temperaturas amenas e sofre no pico do calor</strong>. Acima dos 30 ºC a reprodução abranda, e é por isso que em pleno julho o problema costuma acalmar.</p><p><strong>No fim de agosto, com as noites a arrefecer e as máximas a suavizar, entra a janela ideal</strong>. E há um pormenor que faz a diferença: quando as condições são boas, as fêmeas dispensam machos e dão à luz crias já formadas, capazes de se reproduzir poucos dias depois.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><br>Com temperaturas amenas, a população duplica em poucos dias. É por isso que uma colónia pequena se torna incontrolável numa semana.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Junte-se a isto o facto de a horta estar cheia de rebentos novos e tenros nas culturas de outono acabadas de plantar, e percebe-se por que é que o fim do verão é a estação da praga.</p><h2>Como saber se o problema já é sério</h2><p>São vários os sinais a que deve estar atento (a).<strong> Na tabela abaixo</strong> pode encontrar alguns dos principais, seu significado e o que fazer em cada caso.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>O que vê</p></th><th scope="col"><p>O que significa</p></th><th scope="col"><p>Urgência</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Formigas em fila no caule</p></td><td><p>Há colónia de pulgões acima</p></td><td><p>Verificar já os rebentos</p></td></tr><tr><td><p>Folhas brilhantes e pegajosas</p></td><td><p>Melada acumulada</p></td><td><p>Intervir esta semana</p></td></tr><tr><td><p>Camada preta sobre as folhas</p></td><td><p>Fungo instalado na melada</p></td><td><p>Lavar e tratar a origem</p></td></tr><tr><td><p>Rebentos enrolados e deformados</p></td><td><p>Colónia instalada há dias</p></td><td><p>Cortar e retirar</p></td></tr><tr><td><p>Peles brancas espalhadas</p></td><td><p>Mudas da população em crescimento</p></td><td><p>População a duplicar</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Principais sinais do ataque de pulgões e formigas nas plantas. Fonte: elaboração própria.</td></tr></tbody></table><p>A camada preta merece uma nota. <strong>Não é uma doença da planta e não penetra nos tecidos</strong>. Instala-se sobre a melada e o mal que faz é tapar a folha, impedindo-a de apanhar luz. Se resolver os pulgões, ela acaba por desaparecer.</p><h2>Quebrar a parceria vale mais do que matar os pulgões</h2><p>Aqui está o essencial. <strong>De nada serve eliminar os pulgões se as formigas continuarem a levar novos para a planta</strong> e a afastar quem os come.</p><p>Comece por impedir a subida. Uma<strong> faixa de cola entomológica à volta do tronco</strong>, ou fita adesiva de dupla face, resolve em fruteiras e em plantas de caule lenhoso. Retire também tudo o que sirva de ponte, como ramos encostados a muros, ervas altas junto ao caule ou tutores ligados a outras plantas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/formigas-e-pulgoes-a-parceria-que-se-instala-nas-hortas-no-fim-do-verao-1787763677943.png" data-image="pef1nej0bspd"><figcaption>Colónia de pulgões instalada num rebento novo, a parte mais tenra e mais procurada da planta.</figcaption></figure><p>Depois, um<strong> jato de água</strong>. Parece simples de mais, mas resulta. Uma pulverização forte de manhã desaloja boa parte da colónia, e os pulgões que caem raramente voltam a subir sozinhos. Repita de dois em dois dias.</p><p><strong>Corte e retire os rebentos </strong>com colónias densas. Não os deixe no chão nem no composto aberto.</p><p>E <strong>dê espaço aos predadores</strong>. Uma joaninha adulta come dezenas de pulgões por dia e as suas larvas comem ainda mais. Se vir larvas alongadas cinzentas com manchas alaranjadas nas folhas, não as tire, são as suas melhores aliadas.</p><h2>O azoto a mais é um convite</h2><p>Um pormenor que muita gente ignora: <strong>plantas com excesso de adubo azotado produzem rebentos tenros e seiva mais rica</strong> em aminoácidos, exatamente o que o pulgão procura. Uma horta empanturrada de azoto atrai mais praga do que uma equilibrada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="749700" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/pulgas-no-pelo-quimicos-no-rio-quando-proteger-os-nossos-animais-de-estimacao-ameaca-a-natureza.html" title="Pulgas no pêlo, químicos no rio: quando proteger os nossos animais de estimação ameaça a natureza">Pulgas no pêlo, químicos no rio: quando proteger os nossos animais de estimação ameaça a natureza</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/pulgas-no-pelo-quimicos-no-rio-quando-proteger-os-nossos-animais-de-estimacao-ameaca-a-natureza.html" title="Pulgas no pêlo, químicos no rio: quando proteger os nossos animais de estimação ameaça a natureza"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pulgas-no-pelo-quimicos-no-rio-quando-proteger-os-nossos-animais-de-estimacao-ameaca-a-natureza-1769294459184_320.jpg" alt="Pulgas no pêlo, químicos no rio: quando proteger os nossos animais de estimação ameaça a natureza"></a></article></aside><p>Nas próximas semanas, repare em duas coisas na previsão da sua zona. Se as máximas descerem para a casa dos 25 ºC e as noites ficarem amenas, como acontece no fim de agosto em Braga ou em Aveiro, é <strong>altura de olhar para os rebentos novos duas vezes por semana</strong>. E depois de uma chuvada forte, verifique também, porque a água limpa as colónias mas também lava a proteção que possa ter aplicado.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/formigas-e-pulgoes-a-parceria-que-se-instala-nas-hortas-no-fim-do-verao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Espelhos no espaço para gerar energia 24 horas por dia: o projeto que poderia cegar-nos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/espelhos-no-espaco-para-gerar-energia-24-horas-por-dia-o-projeto-que-poderia-cegar-voce.html</link><pubDate>Sat, 29 Aug 2026 08:04:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O futuro projeto da Reflect Orbital pode representar um risco para a nossa saúde, ao mesmo tempo que tem consequências potencialmente significativas para o nosso céu noturno.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/des-miroirs-dans-l-espace-pour-produire-de-l-energie-24h-24-ce-projet-pourrait-bruler-vos-yeux-1787150646604.png" data-image="0mo7itum0zof"><figcaption>A startup americana <em>Reflect Orbital</em> pretende enviar milhares de satélites-espelho para a órbita da Terra.</figcaption></figure><p>A <em>startup</em> dos Estados Unidos (EUA), <em><strong>Reflect Orbital</strong></em>, planeia <strong>lançar satélites "espelho"</strong> capazes de<strong> refletir a luz solar </strong>e concentrá-la num ponto específico da superfície terrestre — um projeto ambicioso que não está isento de riscos potenciais para a saúde humana.</p><h2>Dezenas de milhares de refletores!</h2><p>A energia solar está a expandir-se rapidamente em todo o mundo, e a sua eficiência continua a aumentar. No entanto, o <strong>sol </strong>não brilha 24 horas por dia na maior parte do planeta, embora os seus raios possam, potencialmente, ser aproveitados não apenas para<strong> gerar energia</strong>, mas também para outras finalidades.</p><p>A pensar nisso, esta <em>startup </em>teve uma ideia incomum, porém inovadora: <strong>lançar satélites que funcionam como espelhos para refletir a luz solar e direcioná-la para uma área específica da superfície terrestre</strong>. A <em>Reflect Orbital </em>recebeu recentemente a aprovação da FCC — a agência reguladora de telecomunicações dos EUA — para lançar o seu primeiro satélite de teste, equipado com um espelho de 18 metros quadrados.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr">[ UNITED STATES | SPACE ]<br><br>U.S. startup Reflect Orbital plans to launch Eärendil-1, an experimental satellite equipped with an 18-meter mirror capable of reflecting sunlight toward Earth at night. The stated goal is to provide illumination</p>— Little Think Tank (@L_ThinkTank) <a href="https://x.com/L_ThinkTank/status/2078000686344601875?ref_src=twsrc%5Etfw">July 17, 2026</a></blockquote></figure><p>O objetivo final da <em>startup </em>sediada na Califórnia é<strong> implantar uma constelação de 50.000 satélites</strong> para criar um feixe de luz de cinco quilómetros de diâmetro, capaz de <strong>abastecer centrais solares 24 horas por dia</strong>, sete dias por semana. Aplicações no setor privado também estão a ser consideradas.</p><p><strong>Embora esta tecnologia pareça promissora, não está isenta de riscos</strong>. Dentro da área iluminada, a luminosidade poderia chegar a até quatro vezes a da lua cheia, e estes satélites poderiam até mesmo aumentar o brilho geral do céu noturno à escala global. Outras consequências mais diretas tamb��m poderiam representar <strong>riscos à saúde humana</strong>.</p><h2>Um risco para a nossa visão?</h2><p>O assunto ganhou destaque recentemente na imprensa devido ao eclipse solar de 12 de agosto na Europa: olhar diretamente para o Sol pode causar danos oculares irreversíveis de gravidade variável. No entanto, até mesmo <strong>a luz solar refletida por um satélite espelhado poderia, potencialmente, ser perigosa</strong>.</p><div class="texto-destacado">Esta preocupação não é nova. Desde as primeiras experiências com espelhos espaciais, surgiram questionamentos sobre o ofuscamento e os efeitos da luz solar refletida na visão.<br></div><p>Em fevereiro de 1993, a experiência russa <em>Znamya 2</em> colocou em órbita um espelho de grandes dimensões, projetado para refletir a luz solar em direção à Terra. Naquela época, os efeitos potencialmente perigosos da exposição da retina a uma luz intensa já estavam amplamente documentados na literatura científica.</p><p>É fácil, portanto, traçar paralelos entre aquela experiência, realizada há mais de 30 anos, e o projeto <em>Reflect Orbital</em>. Com um número muito maior de espelhos, o <strong>risco de um ofuscamento repentino para pessoas no solo ou no ar</strong> poderia tornar-se significativo. O que aconteceria, por exemplo, se um piloto de avião ficasse temporariamente cego devido a este brilho intenso?</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/espelhos-espaciais-poderiam-brilhar-mais-do-que-a-lua-cheia-e-a-comunidade-cientifica-esta-alarmada.html" title="Espelhos espaciais poderiam brilhar mais do que a lua cheia, e a comunidade científica está alarmada">Espelhos espaciais poderiam brilhar mais do que a lua cheia, e a comunidade científica está alarmada</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/espelhos-espaciais-poderiam-brilhar-mais-do-que-a-lua-cheia-e-a-comunidade-cientifica-esta-alarmada.html" title="Espelhos espaciais poderiam brilhar mais do que a lua cheia, e a comunidade científica está alarmada"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/space-mirrors-could-outshine-the-full-moon-and-the-scientific-community-is-alarmed-1786802407859_320.jpeg" alt="Espelhos espaciais poderiam brilhar mais do que a lua cheia, e a comunidade científica está alarmada"></a></article></aside><p>A própria <em>startup </em>americana reconheceu que a simples observação através de um telescópio amador de 30 centímetros<strong> poderia causar danos irreversíveis à retina</strong> — uma admissão que, compreensivelmente, gerou preocupação tanto no público quanto na comunidade científica. Segundo alguns investigadores, o risco poderia existir mesmo com instrumentos menores.</p><p>Outra questão é que, atualmente, <strong>não existe um sistema de alerta público para avisar com antecedência quando o feixe passará sobre as nossas cabeças</strong>. Nesta fase, a FCC determinou que as questões relacionadas com a segurança ocular e com a proteção do céu noturno estavam fora da sua jurisdição ao conceder a autorização.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Alexandre%20Scotti" data-year="2026" data-title="Des%20miroirs%20sur%20des%20satellites%20pour%20alimenter%20H24%20des%20panneaux%20solaires%20%3A%20%C3%A7a%20pourrait%20d%C3%A9truire%20votre%20r%C3%A9tine%2C%20et%20pourtant%20c%E2%80%99est%20d%C3%A9j%C3%A0%20valid%C3%A9" data-url="https%3A%2F%2Fwww.lesnumeriques.com%2Fastronomie-conquete-spatiale%2Fdes-miroirs-sur-des-satellites-pour-alimenter-h24-des-panneaux-solaires-ca-pourrait-detruire-votre-retine-et-pourtant-c-est-deja-valide-n260494.html">Alexandre Scotti. (2026). <a href="https://www.lesnumeriques.com/astronomie-conquete-spatiale/des-miroirs-sur-des-satellites-pour-alimenter-h24-des-panneaux-solaires-ca-pourrait-detruire-votre-retine-et-pourtant-c-est-deja-valide-n260494.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Mirrors on satellites to power solar panels 24/7: they could damage your retina, yet the project has already been approved</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/espelhos-no-espaco-para-gerar-energia-24-horas-por-dia-o-projeto-que-poderia-cegar-voce.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[5 suculentas suspensas para transformar a sua varanda num oásis de baixa manutenção]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/5-suculentas-suspensas-para-transformar-a-sua-varanda-num-oasis-de-baixa-manutencao.html</link><pubDate>Sat, 29 Aug 2026 07:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Uma varanda bonita não tem de ser um problema. Com as plantas certas, pode enchê-la de vida mesmo que tenha pouco espaço, pouca experiência ou, por vezes, se esqueça de a regar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/quieres-un-balcon-espectacular-sin-demasiado-esfuerzo-estas-5-suculentas-colgantes-son-ideales-para-mexico-1787279034224.png" data-image="v81wo6len6ma" alt="Suculentas suspensas permitem criar arranjos texturados e volumosos sem ocupar muito espaço em varandas pequenas." title="Suculentas suspensas permitem criar arranjos texturados e volumosos sem ocupar muito espaço em varandas pequenas."><figcaption>Suculentas suspensas permitem criar arranjos texturados e volumosos sem ocupar muito espaço em varandas pequenas.</figcaption></figure><p>Quer dar vida à sua varanda, mas não tem tempo para cuidar e verificar as plantas todos os dias? As <strong>suculentas suspensas são uma ótima solução</strong>. Estas plantas ocupam pouco espaço, requerem apenas cuidados básicos e, como bónus adicional, criam cascatas verdes que podem transformar completamente o aspeto de qualquer canto.</p><p>A sua principal vantagem é <strong>armazenar água nas folhas e caules</strong>, o que lhes permite tolerar períodos de seca com maior facilidade. Isto não significa que possam ser completamente negligenciadas, mas <strong>são tolerantes se se esquecer delas ocasionalmente </strong>e requerem menos rega do que muitas plantas tradicionais.</p><div class="texto-destacado">Estas plantas adaptam-se bem a diferentes regiões, desde que a intensidade da luz solar seja controlada adequadamente. Nas cidades de clima temperado, podem receber algumas horas de luz solar direta, enquanto que, nas zonas muito quentes, é melhor protegê-las do sol forte do meio-dia.</div><p>Outra vantagem é o<strong> aproveitamento do espaço vertical</strong>. É possível cultivar plantas mesmo em pequenas varandas, utilizando vasos suspensos, prateleiras altas ou floreiras de parede, sem ocupar o espaço destinado à circulação ou ao mobiliário.</p><p>As cinco espécies seguintes combinam folhas redondas, folhagem em forma de coração, pequenas folhas semelhantes às da bananeira e caules cilíndricos. Com elas, pode <strong>criar uma bela varanda sem transformar o cuidado com as plantas em mais uma tarefa árdua</strong>. No entanto, há um requisito essencial: todas elas necessitam de uma excelente drenagem.</p><h2>Cinco suculentas para criar uma cascata verde</h2><p>A cauda-de-burro (<em>Sedum morganianum</em>) é uma <strong>ótima opção para quem está a começar a cultivar suculentas</strong>. Nativa do México, foi registada em Veracruz, Puebla e Chiapas. A planta desenvolve caules cobertos por folhas verde-azuladas que podem formar densos ramos pendentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quieres-un-balcon-espectacular-sin-demasiado-esfuerzo-estas-5-suculentas-colgantes-son-ideales-para-mexico-1787279054462.png" data-image="a2rruk860ww1" alt="A planta Coração-em-aranha apresenta-se mais bonita com bastante luz filtrada, rega moderada e um substrato que permita a rápida drenagem da água." title="A planta Coração-em-aranha apresenta-se mais bonita com bastante luz filtrada, rega moderada e um substrato que permita a rápida drenagem da água."><figcaption>A planta <i>Coração-emaranhado</i> apresenta-se mais bonita com bastante luz filtrada, rega moderada e um substrato que permita a rápida drenagem da água.</figcaption></figure><p>Para que se desenvolva bem, coloque-a num <strong>local com bastante luz e sol suave de manhã ou à tarde</strong>. Em regiões quentes, evite o sol direto do meio-dia, pois pode queimar as folhas. <strong>Regue apenas quando o substrato estiver completamente seco</strong>. Regra geral, isto pode significar a cada 10 a 15 dias durante a estação quente e a cada três ou quatro semanas no inverno.</p><p><strong>As folhas da cauda-de-burro desprendem-se facilmente</strong>, por isso evite mover a planta constantemente. Felizmente, muitas destas folhas podem germinar e dar origem a novas plantas quando colocadas em substrato seco. Utilize um vaso resistente e bem fixado, pois os caules rastejantes podem ficar bastante pesados à medida que crescem.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781160" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/saiba-quais-os-segredos-para-ter-a-suculenta-jade-forte-e-exuberante.html" title="Saiba quais os segredos para ter a suculenta Jade forte e exuberante!">Saiba quais os segredos para ter a suculenta Jade forte e exuberante!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/saiba-quais-os-segredos-para-ter-a-suculenta-jade-forte-e-exuberante.html" title="Saiba quais os segredos para ter a suculenta Jade forte e exuberante!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-quais-os-segredos-para-ter-a-soculenta-jade-forte-e-exuberante-1785409561256_320.jpg" alt="Saiba quais os segredos para ter a suculenta Jade forte e exuberante!"></a></article></aside><p><strong>A planta conhecida como colar-de-pérolas</strong> (<em>Curio rowleyanus</em>, anteriormente <em>Senecio rowleyanus</em>) parece uma <strong>cortina feita de minúsculas contas verdes</strong>. Necessita de bastante luz e tolera o sol ameno nas primeiras horas do dia. As pérolas ligeiramente enrugadas indicam que a planta precisa de água, enquanto as pérolas macias e translúcidas podem sinalizar excesso de humidade.</p><div class="texto-destacado">As folhas molhadas não devem ser expostas imediatamente à luz solar intensa, pois podem queimar.</div><ul> </ul><p>A<strong> planta conhecida como "fio-de-banana"</strong> (<em>Curio radicans</em>, anteriormente <em>Senecio radicans</em>) possui <strong>folhas curvas que se assemelham a pequenas bananas</strong>. É mais vigorosa e geralmente mais fácil de cuidar, sendo uma boa opção para principiantes. Forneça-lhe luz suficiente, algumas horas de sol e regue-o quando o substrato estiver seco.</p><p>A <strong>planta coração-emaranhado</strong> (<em>Ceropegia woodii</em>) é uma <strong>trepadeira com caules delicados decorados com folhas em forma de coração</strong>. Prospera em locais bem iluminados, embora um pouco de sol matinal ajude a manter a sua cor vibrante. Esta planta tolera melhor a seca do que o excesso de água e pode ser podada para estimular o crescimento de novos ramos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quieres-un-balcon-espectacular-sin-demasiado-esfuerzo-estas-5-suculentas-colgantes-son-ideales-para-mexico-1787279079791.png" data-image="yp6d11xrfiaa" alt="Um local bem iluminado, protegido da luz solar intensa, ajuda as suculentas suspensas a manterem a sua cor e crescimento compacto." title="Um local bem iluminado, protegido da luz solar intensa, ajuda as suculentas suspensas a manterem a sua cor e crescimento compacto."><figcaption>Um local bem iluminado, protegido da luz solar intensa, ajuda as suculentas suspensas a manterem a sua cor e crescimento compacto.</figcaption></figure><p>Por fim, o <strong>cato rabo-de-rato</strong> (<em>Aporocactus flagelliformis</em>, também conhecido por <em>Disocactus flagelliformis</em>), nativo do centro e leste do México, produz <strong>caules cilíndricos que se espalham pelo vaso</strong>. Para que cresça bem, forneça luz suficiente, regue moderadamente durante a estação de crescimento e proteja-o de chuvas fortes, geadas e humidade excessiva.</p><h2>Como criá-las e mantê-las saudáveis</h2><p>Utilize uma mistura comercial para cactos/suculentas ou prepare um substrato arejado com terra, perlite e material mineral. Cada vaso deve ter <strong>orifícios de drenagem desobstruídos</strong>; colocar pedras no fundo não resolverá o problema de um substrato que retém muita água.</p><p>Proteja os vasos do vento e <strong>certifique-se de que os suportes aguentam o peso quando estão molhados</strong>. Durante a primavera e o verão, pode aplicar uma pequena dose de fertilizante para suculentas uma vez por mês. No inverno, reduza a rega e, se houver geada na sua região, mova as plantas temporariamente para um local mais iluminado e protegido.</p><p><strong>Comece com uma cauda-de-burro e uma colar-de-pérolas se quiser um resultado chamativo desde o início</strong>. Coloque-as a diferentes alturas e lembre-se da regra principal: com estas plantas, o excesso de água causa muitas vezes mais problemas do que um pouco de atraso na rega. Com uma boa iluminação e drenagem, a manutenção pode ser muito simples.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/5-suculentas-suspensas-para-transformar-a-sua-varanda-num-oasis-de-baixa-manutencao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo para o último fim de semana de agosto: temperaturas recuperam, mas o calor mais intenso ainda está para chegar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-o-ultimo-fim-de-semana-de-agosto-temperaturas-recuperam-mas-o-calor-mais-intenso-ainda-esta-para-chegar.html</link><pubDate>Sat, 29 Aug 2026 06:02:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O último fim de semana de agosto será de transição em Portugal continental. Depois de vários dias mais frescos e instáveis, as temperaturas começam a recuperar, sobretudo no Sul. Ainda assim, grande parte do país permanecerá ligeiramente abaixo da média.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb1vvbm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb1vvbm.jpg" id="xb1vvbm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><br>Depois de vários dias marcados pela passagem de frentes frias, chuva e temperaturas pouco habituais para o final de agosto, <strong>Portugal Continental prepara-se para uma mudança gradual do estado do tempo</strong>. O último fim de semana do mês será já mais seco e quente, sobretudo no Sul, embora grande parte do país continue com temperaturas ligeiramente abaixo da média.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>A tendência, segundo os mapas da Meteored, aponta para uma <strong>recuperação das temperaturas progressiva entre sábado e terça-feira</strong>, preparando o terreno para uma subida mais expressiva a partir de quarta-feira (2), quando os 30 ºC poderão voltar a abranger uma grande parte do território.</p><h2>Este sábado as temperaturas recuperam, mas grande parte do país continua abaixo da média</h2><p>Este sábado, dia 29, será já bastante diferente dos últimos dias. Depois da influência das frentes atlânticas, o <strong>anticiclone dos Açores começa a ganhar maior protagonismo</strong>, favorecendo uma estabilização gradual das condições meteorológicas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-o-ultimo-fim-de-semana-de-agosto-temperaturas-recuperam-mas-o-calor-mais-intenso-ainda-esta-para-chegar-1787960470680.jpg" data-image="jr5o0e2iy99g" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>As temperaturas começam a recuperar este sábado, sobretudo no interior Sul, onde alguns locais poderão aproximar-se dos 30 ºC. No litoral Norte e Centro, os valores permanecem mais contidos, geralmente entre os 20 e 24 ºC.</figcaption></figure><p>As temperaturas máximas deverão recuperar, embora permaneça um contraste bastante evidente entre o litoral e o interior.</p><p>Nas regiões costeiras, os termómetros deverão ficar, em muitos locais, entre <strong>20 e 24 ºC</strong>, enquanto Lisboa poderá aproximar-se dos 27 ºC. Mais para o interior, os valores aumentam, com <strong>28 ºC em Évora e máximas próximas dos 29 ºC em Beja</strong>.<strong> </strong>No interior alentejano e em alguns pontos próximos da fronteira espanhola será possível alcançar ou ultrapassar localmente os <strong>30 ºC</strong>.</p><h2>Entre sábado e domingo ainda poderá chover no Minho</h2><p>Embora o anticiclone favoreça um cenário bastante mais estável, a chuva poderá não desaparecer completamente do mapa. Durante a noite de sábado para domingo, <strong>poderá ocorrer precipitação muito fraca e residual no extremo noroeste de Portugal Continental</strong>, especialmente no distrito de Viana do Castelo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-o-ultimo-fim-de-semana-de-agosto-temperaturas-recuperam-mas-o-calor-mais-intenso-ainda-esta-para-chegar-1787961204924.jpg" data-image="spm1op3zqn2m" alt="Precipitação" title="Precipitação"><figcaption>Apesar da maior estabilidade, ainda poderá ocorrer precipitação muito fraca e residual no Minho durante a noite de sábado para domingo, sobretudo em Viana do Castelo e, pontualmente, em Braga.</figcaption></figure><p>Os mapas mostram acumulados horários bastante reduzidos, geralmente inferiores a <strong>1 mm</strong>, pelo que não se prevê um episódio de precipitação relevante. Durante a madrugada, esta chuva fraca poderá estender-se também a algumas áreas do distrito de Braga.</p><h2>Domingo o calor começa a subir de latitude</h2><p>No domingo, dia 30, a recuperação térmica torna-se mais evidente. O Sul continuará a apresentar as temperaturas mais elevadas, mas <strong>o aumento das máximas começará também a ser sentido mais para norte</strong>. Em relação a sábado, várias regiões poderão registar uma subida na ordem de <strong>1 a 2 ºC</strong>.</p><p>Apesar desta recuperação, há um pormenor importante, <strong>as temperaturas ainda estarão abaixo do normal para a época em grande parte de Portugal Continental</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-o-ultimo-fim-de-semana-de-agosto-temperaturas-recuperam-mas-o-calor-mais-intenso-ainda-esta-para-chegar-1787960713619.jpg" data-image="ayn2vinf3yei" alt="Anomalia da Temperatura" title="Anomalia da Temperatura"><figcaption>Grande parte do território continuará com temperaturas ligeiramente abaixo da média climatológica, geralmente entre 0 e -4 ºC. No Algarve, contudo, já surgem áreas com anomalias positivas.</figcaption></figure><p>As anomalias previstas rondam, geralmente, <strong>-1 a -4 ºC</strong>, sendo mais expressivas em alguns setores do Norte e Centro. O Porto poderá apresentar valores cerca de 4 ºC abaixo da referência climatológica, enquanto Coimbra, Leiria e Santarém poderão ficar aproximadamente 3 ºC abaixo.</p><p>Trata-se, contudo, de uma <strong>anomalia negativa relativamente ligeira e temporária</strong>, que deverá desaparecer progressivamente nos dias seguintes. A exceção poderá encontrar-se em algumas áreas do Algarve e Alentejo, onde as temperaturas já poderão ficar <strong>ligeiramente acima do normal para esta altura do ano</strong>.</p><h2>Segunda-feira as máximas sobem e algumas noites poderão ser amenas</h2><p>Na segunda-feira, dia 31, a tendência de subida mantém-se, com um novo aumento das temperaturas diurnas em torno de <strong>1 a 2 ºC em várias regiões</strong>. No interior alentejano, os termómetros poderão alcançar localmente os <strong>33 a 34 ºC</strong>, enquanto algumas zonas a norte do vale do Douro poderão aproximar-se dos <strong>30 ºC</strong>.</p><p>Um dos aspetos mais interessantes será, contudo, o comportamento das temperaturas ao final do dia e durante a noite.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-o-ultimo-fim-de-semana-de-agosto-temperaturas-recuperam-mas-o-calor-mais-intenso-ainda-esta-para-chegar-1787960822321.jpg" data-image="1f6m13gkrzhe" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-865193">A recuperação térmica torna-se mais evidente no início da semana. Ao final do dia, várias regiões do Centro e Sul irão manter temperaturas acima dos 20 ºC, com o Algarve a destacar-se por valores ainda bastante elevados durante a noite.</figcaption></figure><p>O contraste térmico entre diferentes regiões do país poderá ser bastante acentuado. Enquanto no litoral Norte e Centro as temperaturas descem de forma mais significativa, <strong>entre as regiões de Lisboa, Santarém e Castelo Branco e o Sul poderão persistir valores superiores a 20 ºC durante parte da noite</strong>.</p><p>No Algarve, o arrefecimento poderá ser ainda mais lento, com a região de Faro a apresentar temperaturas muito elevadas durante o serão, localmente próximas dos <strong>28 ºC</strong>.</p><h2>Terça-feira será o dia antes de uma subida mais significativa</h2><p>A terça-feira, <strong>1 de setembro</strong>, deverá manter a tendência de recuperação térmica, mas ainda não representará o ponto mais expressivo deste novo episódio de calor. Será, essencialmente, <strong>o dia de transição antes de uma subida bastante mais generalizada das temperaturas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785973" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c.html" title="Tempo nos primeiros dias de setembro: anticiclone “reaparece”, calor ganha força e máximas podem superar os 35 ºC">Tempo nos primeiros dias de setembro: anticiclone “reaparece”, calor ganha força e máximas podem superar os 35 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c.html" title="Tempo nos primeiros dias de setembro: anticiclone “reaparece”, calor ganha força e máximas podem superar os 35 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c-1787919923846_320.jpg" alt="Tempo nos primeiros dias de setembro: anticiclone “reaparece”, calor ganha força e máximas podem superar os 35 ºC"></a></article></aside><p>Com a estabilidade atmosférica a consolidar-se e uma massa de ar mais quente a ganhar terreno sobre a Península Ibérica, o cenário meteorológico deverá tornar-se progressivamente mais seco e quente.</p><div class="texto-destacado">E será a partir de quarta-feira que esta evolução poderá tornar-se particularmente evidente: <strong>grande parte de Portugal Continental poderá voltar a registar máximas superiores a 30 ºC</strong>.</div><p>Assim, depois de um final de agosto surpreendentemente fresco e instável em várias regiões, <strong>o início de setembro poderá devolver a Portugal um cenário muito mais próximo do verão</strong>, com tempo seco, maior estabilidade e temperaturas em clara ascensão.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-o-ultimo-fim-de-semana-de-agosto-temperaturas-recuperam-mas-o-calor-mais-intenso-ainda-esta-para-chegar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pedalar até ao comboio vai ficar mais simples: Lisboa prepara 57 novos abrigos para bicicletas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pedalar-ate-ao-comboio-vai-ficar-mais-simples-lisboa-prepara-57-novos-abrigos-para-bicicletas.html</link><pubDate>Sat, 29 Aug 2026 05:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Em 2027, vão surgir dezenas de novos parques seguros para estacionar bicicletas junto a estações e interfaces da Área Metropolitana de Lisboa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/pedalar-ate-ao-comboio-vai-ficar-mais-simples-lisboa-prepara-57-novos-abrigos-para-bicicletas-1784826729659.jpg" data-image="uht12j65wnx1" alt="Bicicletas" title="Bicicletas"><figcaption>A Área Metropolitana de Lisboa quer facilitar a vida a quem combina a bicicleta com os transportes públicos. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Cada vez mais pessoas optam por deixar o carro em casa e fazer parte do percurso diário de e para o trabalho de bicicleta. O problema surge, muitas vezes, quando chega a altura de a deixar estacionada para apanhar o comboio, o metro ou o autocarro.<strong> Encontrar um local seguro nem sempre é fácil</strong>, mas essa realidade deverá começar a mudar.</p><div class="texto-destacado">Em breve, a Área Metropolitana de Lisboa (AML) terá mais abrigos de bicicletas. Onde? Junto às principais interfaces de transportes públicos. </div><p>A rede, chamada Navegante BICI,<strong> estará disponível a partir de 2027</strong>, e será acessível aos utilizadores do passe Navegante. A notícia foi avançada pelo jornal ‘Público’.</p><h2>Conheça o Navegante BICI</h2><p>O projeto inclui um total de <strong>57 bicicletários</strong>, que serão distribuídos pelos 18 municípios da região. Este estará sob a responsabilidade da Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML), a empresa que gere a Carris Metropolitana. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="666828" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ir-de-bicicleta-e-a-pe-para-o-trabalho-reduz-os-riscos-de-problemas-de-saude-fisica-e-mental-biologia.html" title="Ir de bicicleta e a pé para o trabalho reduz os riscos de problemas de saúde física e mental">Ir de bicicleta e a pé para o trabalho reduz os riscos de problemas de saúde física e mental</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ir-de-bicicleta-e-a-pe-para-o-trabalho-reduz-os-riscos-de-problemas-de-saude-fisica-e-mental-biologia.html" title="Ir de bicicleta e a pé para o trabalho reduz os riscos de problemas de saúde física e mental"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cycling-and-walking-work-reduces-risks-of-mental-and-physical-health-issues-1721393627518_320.jpg" alt="Ir de bicicleta e a pé para o trabalho reduz os riscos de problemas de saúde física e mental"></a></article></aside><p>“O nosso objetivo é que o sistema possa estar a funcionar, se não totalmente, pelo menos em parte, durante 2027”, explicou ao mesmo jornal o presidente da TML, Carlos Humberto Pedrosa. A ideia, acrescenta, é <strong>conectar o uso da bicicleta aos dos transportes públicos</strong>, “sem grandes complicações e em segurança”. </p><p>“Numa primeira fase, o sistema apenas permite a utilização através do cartão, mas o objetivo é que ele possa ser utilizado com o telemóvel, quando estiver disponível a aplicação”, detalhou ainda o responsável.</p><h2>Um lugar seguro para deixar a bicicleta</h2><p>A nova rede foi pensada, assim, para responder a uma das maiores preocupações de quem utiliza a bicicleta nas deslocações diárias: o receio de a deixar estacionada durante várias horas.</p><p>Os novos abrigos terão <strong>acesso eletrónico</strong> e permitirão prender o quadro da bicicleta com diferentes tipos de cadeados, como os populares cadeados em "U", correntes ou cabos de segurança. A maioria das estruturas será modular e terá capacidade para receber, pelo menos, <strong>uma dúzia de bicicletas</strong>, embora existam diferentes dimensões consoante o espaço disponível em cada local.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pedalar-ate-ao-comboio-vai-ficar-mais-simples-lisboa-prepara-57-novos-abrigos-para-bicicletas-1784826935961.jpg" data-image="c1i9jqqnyox2" alt="Bicicletas" title="Bicicletas"><figcaption>Rede metropolitana pretende fomentar uso combinado de bicicletas e transportes públicos. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>E como é que será feita a distribuição dos parques? Esta foi definida tendo em conta os <strong>principais pontos de ligação aos transportes públicos</strong> da Área Metropolitana de Lisboa.</p><p>O <strong>concelho de Lisboa</strong> será o mais beneficiado, compreensivelmente, com dez novos bicicletários previstos. Estarão localizados no Oriente, Sete Rios (duas unidades), Entrecampos (duas), Aeroporto (duas), Santa Apolónia (duas) e junto à sede da Área Metropolitana de Lisboa, na Rua da Cruz de Santa Apolónia.</p><p>Também <strong>Oeiras</strong> receberá cinco novos espaços, junto às estações ferroviárias de Algés, Caxias, Paço de Arcos, Oeiras e Santo Amaro.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="745886" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-bicicleta-mais-inteligente-do-mundo-e-portuguesa.html" title="A bicicleta mais inteligente do mundo é portuguesa">A bicicleta mais inteligente do mundo é portuguesa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-bicicleta-mais-inteligente-do-mundo-e-portuguesa.html" title="A bicicleta mais inteligente do mundo é portuguesa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-bicicleta-mais-inteligente-do-mundo-e-portuguesa-1766758538286_320.jpg" alt="A bicicleta mais inteligente do mundo é portuguesa"></a></article></aside><p>Em <strong>Cascais</strong>, os parques serão instalados nas estações de Cascais, Carcavelos, Estoril, São Pedro do Estoril e São João do Estoril. Já em<strong> Odivelas</strong>, os novos bicicletários ficarão junto à estação de metro de Odivelas, à estação de Senhor Roubado e ainda nas zonas da Póvoa de Santo Adrião e da Ramada.</p><p>Os restantes municípios da Área Metropolitana de Lisboa também terão estruturas semelhantes, escolhidas de acordo com os principais pontos de entrada na rede de transportes.</p><h2>Mais bicicletas, menos trânsito e cidades mais sustentáveis</h2><p>A criação da rede Navegante BICI faz parte de uma <strong>estratégia mais ampla</strong> para incentivar formas de mobilidade mais sustentáveis na região de Lisboa.</p><div class="texto-destacado">Ao facilitar a ligação entre a bicicleta e os transportes públicos, espera-se reduzir a dependência do automóvel nas deslocações diárias, diminuir o trânsito e contribuir para a redução das emissões de gases com efeito de estufa.</div><p>Além da componente ambiental, o projeto procura também tornar as viagens mais cómodas para quem vive nos arredores das estações e prefere percorrer os primeiros ou últimos quilómetros de bicicleta, evitando problemas de estacionamento e tempos de espera.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="P%C3%BAblico%2C%20Alem%C3%A3o%2C%20S" data-year="2026" data-title="A%20partir%20de%202027%2C%20regi%C3%A3o%20de%20Lisboa%20ter%C3%A1%20rede%20de%20abrigos%20de%20bicicletas%20junto%20%C3%A0s%20esta%C3%A7%C3%B5es" data-url="https%3A%2F%2Fwww.publico.pt%2F2026%2F07%2F02%2Flocal%2Fnoticia%2Fpartir-2027-regiao-lisboa-tera-rede-abrigos-bicicletas-junto-estacoes-2180329">Público, Alemão, S. (2026). <a href="https://www.publico.pt/2026/07/02/local/noticia/partir-2027-regiao-lisboa-tera-rede-abrigos-bicicletas-junto-estacoes-2180329" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A partir de 2027, região de Lisboa terá rede de abrigos de bicicletas junto às estações</a>.</cite><br><cite data-author="Time%20Out%2C%20Barbedo%2C%20R" data-year="2026" data-title="Regi%C3%A3o%20de%20Lisboa%20vai%20ter%20abrigos%20seguros%20para%20bicicletas%20junto%20a%20esta%C3%A7%C3%B5es%20de%20transporte" data-url="https%3A%2F%2Fwww.timeout.pt%2Flisboa%2Fpt%2Fnoticias%2Fregiao-de-lisboa-vai-ter-abrigos-seguros-para-bicicletas-junto-a-estacoes-de-transporte-070326">Time Out, Barbedo, R. (2026). <a href="https://www.timeout.pt/lisboa/pt/noticias/regiao-de-lisboa-vai-ter-abrigos-seguros-para-bicicletas-junto-a-estacoes-de-transporte-070326" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Região de Lisboa vai ter abrigos seguros para bicicletas junto a estações de transporte</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Castro%2C%20P" data-year="2026" data-title="Grande%20Lisboa%20vai%20ter%20parques%20para%20bicicletas%20junto%20das%20esta%C3%A7%C3%B5es%20de%20transportes" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fna-cidade%2Fgrande-lisboa-vai-ter-parques-para-bicicletas-junto-das-estacoes-de-transportes">NiT, Castro, P. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/grande-lisboa-vai-ter-parques-para-bicicletas-junto-das-estacoes-de-transportes" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Grande Lisboa vai ter parques para bicicletas junto das estações de transportes</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pedalar-ate-ao-comboio-vai-ficar-mais-simples-lisboa-prepara-57-novos-abrigos-para-bicicletas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA["Painéis solares que não fazem sombra": a invenção espanhola que revoluciona a convivência entre agricultura e energia]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/paineis-solares-que-nao-fazem-sombra-a-invencao-espanhola-que-revoluciona-a-convivencia-entre-agricultura-e-energia.html</link><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>É um facto que a energia solar é uma fonte de energia renovável, mas… sabes como é que um solo não perde produtividade? Descobre como os investigadores da Universidade de Jaén analisaram esta questão e que soluções propõem.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/paneles-solares-que-no-hacen-sombra-el-invento-espanol-que-revoluciona-la-convivencia-entre-agricultura-y-energia-1787827287539.jpeg" data-image="2x8rx5j3ag1p"><figcaption>Espanha possui uma das maiores extensões de áreas onde coexistem painéis solares e agricultura.</figcaption></figure><p><strong>Nos últimos anos, o avanço da energia solar transformou radicalmente a paisagem agrícola espanhola</strong>. Onde antes predominavam vastos campos de cultivo, terras em pousio ou olivais, é cada vez mais frequente encontrar grandes superfícies ocupadas por painéis fotovoltaicos.</p><p>Esta coexistência entre a agricultura e a produção de eletricidade implica a competição pelo mesmo recurso, mas <strong>não tem de ser necessariamente uma batalha pelo território</strong>. </p><h2>Quando o sol tem de alimentar dois mundos</h2><p>A dificuldade parece fácil de explicar, mas, do ponto de vista técnico, é considerável, uma vez que <strong>uma central fotovoltaica convencional foi concebida para aproveitar ao máximo a radiação solar, enquanto uma cultura necessita dessa mesma radiação</strong> solar para realizar a fotossíntese.</p><p>Os painéis tradicionais de silício são, portanto, essencialmente opacos e, quando instalados sobre um terreno agrícola,<strong> geram sombra e alteram as condições de temperatura, humidade e radiação</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Investigadores de la Universidad de Jaén muestran sus prototipos de paneles solares traslúcidos made in Spain para avanzar hacia una agricultura que comparte terrenos con la producción de energía fotovoltaica<a href="https://t.co/3vWGBTKYZ2">https://t.co/3vWGBTKYZ2</a><br><br> <a href="https://x.com/alexmunofer?ref_src=twsrc%5Etfw">@alexmunofer</a> <a href="https://t.co/PENSYQXPsi">pic.twitter.com/PENSYQXPsi</a></p>— SINC (@agencia_sinc) <a href="https://x.com/agencia_sinc/status/2090698426895696119?ref_src=twsrc%5Etfw">August 21, 2026</a></blockquote></figure><p>E é aqui que <strong>entra a agrovoltaica, que não consiste simplesmente em colocar painéis sobre as culturas, mas sim em encontrar um equilíbrio</strong> em que a instalação produza eletricidade sem prejudicar e, em certos casos, até favorecendo a produção agrícola.</p><h3>O problema das placas semitransparentes</h3><p>Uma das vias que está a ser investigada consiste <strong>em fabricar módulos que permitam a passagem de uma parte da radiação solar</strong>, sendo que uma possibilidade é separar as células convencionais de silício no interior do painel, deixando espaços entre elas.</p><p>O problema é que esta solução reduz <strong>a eficiência e gera uma sombra irregular no terreno</strong>, o que afeta negativamente o crescimento das plantas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="468471" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/energia-agrovoltaica-pode-tornar-se-numa-referencia-para-a-sustentabilidade-ecossistema.html" title="Energia agrovoltaica pode tornar-se numa referência para a sustentabilidade">Energia agrovoltaica pode tornar-se numa referência para a sustentabilidade</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/energia-agrovoltaica-pode-tornar-se-numa-referencia-para-a-sustentabilidade-ecossistema.html" title="Energia agrovoltaica pode tornar-se numa referência para a sustentabilidade"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/energia-agrovoltaica-pode-tornar-se-numa-referencia-para-a-sustentabilidade-ecossistema-1675870800851_320.jpg" alt="Energia agrovoltaica pode tornar-se numa referência para a sustentabilidade"></a></article></aside><p>Outra alternativa consiste em alterar a espessura do material semicondutor para que este se torne parcialmente transparente e, nesse caso<strong>, a eficiência pode descer para menos de 10%</strong>.</p><p><strong>O desafio consiste, portanto, em determinar quanta luz o painel deve deixar passar para que a cultura continue a desenvolver-se</strong> corretamente, sem comprometer uma produção elétrica suficiente.</p><h2>O módulo espanhol que procura aproveitar a luz pelos dois lados </h2><p>É aqui que entra em cena um dos desenvolvimentos do grupo AdPVTech: <strong>um módulo semitransparente RearCPVbif</strong>.</p><p>O seu funcionamento apresenta uma diferença importante em relação a um painel convencional, uma vez que <strong>utiliza células solares bifaciais, capazes de aproveitar a radiação</strong> que incide tanto na parte da frente como na parte de trás.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/paneles-solares-que-no-hacen-sombra-el-invento-espanol-que-revoluciona-la-convivencia-entre-agricultura-y-energia-1787826322910.jpg" data-image="8vbqiue9937i"><figcaption>Exemplo de módulo solar RearCPVbif.</figcaption></figure><p>No seu design, mantêm-se <strong>espaços entre as células para permitir que uma parte da luz atinja diretamente a cultura</strong>, mas na face posterior são incorporados concentradores que permitem aproveitar melhor a radiação refletida pelo solo, conhecida como albedo.</p><p>Os investigadores da empresa têm trabalhado precisamente nesse equilíbrio, uma vez que<strong> uma transparência próxima dos 60% seria a configuração ideal estudada para combinar a produção de eletricidade com as necessidades da cultura</strong>, embora o design possa ser adaptado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784339" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-gigantes-de-betao-voltam-a-guardar-o-futuro-dos-cereais-a-energia-renovavel.html" title="Os gigantes de betão voltam a guardar o futuro: dos cereais à energia renovável">Os gigantes de betão voltam a guardar o futuro: dos cereais à energia renovável</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-gigantes-de-betao-voltam-a-guardar-o-futuro-dos-cereais-a-energia-renovavel.html" title="Os gigantes de betão voltam a guardar o futuro: dos cereais à energia renovável"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-gigantes-de-betao-voltam-a-guardar-o-futuro-dos-cereais-a-energia-renovavel-1787059442779_320.jpg" alt="Os gigantes de betão voltam a guardar o futuro: dos cereais à energia renovável"></a></article></aside><p>O resultado é um painel que não pretende bloquear completamente o sol, mas sim <strong>distribuí-lo entre as plantas e as células fotovoltaicas</strong>.</p><h3>Uma segunda geração: painéis que seguem o sol</h3><p>A investigação da Universidade de Jaén vai ainda mais longe com o <strong>protótipo WiT-CPV</strong>.</p><p><strong>Neste caso, são utilizadas lentes de alta concentração capazes de multiplicar significativamente a radiação</strong> que chega a uma pequena célula de silício de elevada eficiência.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/paneles-solares-que-no-hacen-sombra-el-invento-espanol-que-revoluciona-la-convivencia-entre-agricultura-y-energia-1787840075023.png" data-image="fexbyp6qh07k"><figcaption>O protótipo WiT-CPV combina uma pequena célula altamente eficiente, que segue o sol, com lentes de alta concentração.</figcaption></figure><p>No entanto, o mais notável é que <strong>a célula se pode deslocar acompanhando a posição do sol</strong>, permitindo ajustar o nível de transparência do sistema ao longo do dia e controlar com maior precisão a quantidade de radiação que chega ao solo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Arturo%20D%C3%ADaz-Ponce%2C%20%20Iv%C3%A1n%20Trejo-Z%C3%BA%C3%B1iga%2CFernando%20D%C3%A1valos%20Hern%C3%A1ndez%2C%20Pedro%20M.%20Rodrigo%2C%20%20Mar%C3%ADa%20A.%20Ceballos%2C%20%C3%81lvaro%20Valera-Albacete%2C%20Florencia%20Almonacid%2C%20Eduardo%20F.%20Fern%C3%A1ndez." data-year="2025" data-title="Development%20of%20a%20proof-of-concept%20concentrating%20photovoltaic%20module%20with%20integrated%20tracking%20and%20azimuthal%20cell%20rotation" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedirect.com%2Fscience%2Farticle%2Fpii%2FS2590123025028026">Arturo Díaz-Ponce, Iván Trejo-Zúñiga,Fernando Dávalos Hernández, Pedro M. Rodrigo, María A. Ceballos, Álvaro Valera-Albacete, Florencia Almonacid, Eduardo F. Fernández.. (2025). <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2590123025028026" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Development of a proof-of-concept concentrating photovoltaic module with integrated tracking and azimuthal cell rotation</a>.</cite><br><cite data-author="%C3%81lvaro%20Valera-Albacete%2C%20Mar%C3%ADa%20A.%20Ceballos%2C%20Jes%C3%BAs%20Montes-Romero%2C%20Florencia%20Almonacid%2C%20Eduardo%20F.%20Fern%C3%A1ndez" data-year="2025" data-title="Research%20paper%20Study%20on%20the%20potential%20of%20a%20novel%20semi-transparent%20rear%20concentrator%20photovoltaic%20system%20for%20agrivoltaics" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedirect.com%2Fscience%2Farticle%2Fpii%2FS2590123025042872">Álvaro Valera-Albacete, María A. Ceballos, Jesús Montes-Romero, Florencia Almonacid, Eduardo F. Fernández. (2025). <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2590123025042872" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Research paper Study on the potential of a novel semi-transparent rear concentrator photovoltaic system for agrivoltaics</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/paineis-solares-que-nao-fazem-sombra-a-invencao-espanhola-que-revoluciona-a-convivencia-entre-agricultura-e-energia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os rios perderam os seus guardiões, mas a sua sabedoria continua a ensinar-nos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-rios-perderam-os-seus-guardioes-mas-a-sua-sabedoria-continua-a-ensinar-nos.html</link><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 15:29:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Durante décadas, Luís Alves percorreu margens, ribeiras e aldeias do Médio Tejo. Hoje, as suas memórias recuperam um conhecimento que pode ajudar a proteger os cursos de água doce.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-rios-perderam-os-seus-guardioes-mas-a-sua-sabedoria-continua-a-ensinar-nos-1787919445290.jpg" data-image="l6pmd2gpg51p" alt="Luís Alves foi guarda-rios durante 30 anos" title="Luís Alves foi guarda-rios durante 30 anos"><figcaption>Luís Alves foi guarda-rios durante 30 anos, detendo uma sabedoria que ainda hoje pode ser aplicada na proteção dos cursos de água. Foto: gerador.eu</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Antes das tecnologias, sistemas de alerta ou piquetes de emergência, havia quem conhecesse o rio a pé. <strong>Luís Alves</strong> percorreu esse caminho durante três décadas. Agora, aos 81 anos, recorda no livro<em> Memórias</em><em> de um </em><em>Guarda-Rios </em>esses tempos em que atravessou troços do Tejo e das suas ribeiras entre Constância e Belver.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Conhecia as margens, os pescadores, as embarcações, os usos da água e os problemas de cada localidade. Sabia onde era preciso intervir e, tão ou mais importante, onde era melhor não mexer.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A obra, escrita por<strong> João</strong><strong> Monteiro </strong><strong>Serrano </strong>e publicada pela<strong> Associação</strong><strong> Tagus</strong>, recupera a vida e a carreira de um homem cuja profissão desapareceu há quase 30 anos. Mas, ao reconstituir o trabalho de um guarda-rios, acaba também por conservar uma memória de como Portugal vigiava, geria e protegia os seus cursos fluviais.</p><p>A <strong>profissão</strong> tem raízes no século XIX e adquiriu enquadramento legal com o Regulamento para os Serviços Hidráulicos aprovado em <strong>1892</strong>. Em 1995, o Decreto-Lei n.º 143/95 extinguiu a carreira. Parte das funções foi transferida para outras estruturas de conservação e de fiscalização ambiental. O desaparecimento do guarda-rios não significou, porém, que os rios tivessem deixado de precisar de vigilância.</p><h2>Uma profissão feita de rio e de pessoas</h2><p>Na memória de Luís Alves, a fiscalização estava longe de se limitar a procurar infrações. O guarda-rios verificava situações de <strong>poluição</strong> e de <strong>pesca ilegal</strong>, monitorizava os<strong> usos</strong><strong> da água</strong> e resolvia<strong> conflitos</strong> entre quem vivia ou trabalhava junto ao rio. Mais do que levantar autos, recorda, procurava evitar que fosse necessário chegar a esse ponto.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Essa proximidade exigia conhecer as comunidades ribeirinhas quase tão bem quanto a própria água. O guarda-rios sabia quem pescava, quem tinha embarcação, quem captava água e quais os problemas podiam surgir em cada época do ano. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Era uma presença regular, capaz de intervir antes que um conflito entrasse na esfera da infração. A relação com as populações fazia parte da própria fiscalização. E havia também outra dimensão, menos burocrática e muito mais ligada ao comportamento do rio. Antes da <strong>chegada das cheias</strong>, era preciso <strong>preparar os cursos de água</strong>. As pequenas estruturas provisórias de captação tinham de ser desmontadas e os leitos limpos para facilitar o escoamento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-rios-perderam-os-seus-guardioes-mas-a-sua-sabedoria-continua-a-ensinar-nos-1787919724063.jpg" data-image="q9llusqebd8g" alt="Livro e protagonista de Memórias de Um Guarda-Rios" title="Livro e protagonista de Memórias de Um Guarda-Rios"><figcaption>“Memórias de um Guarda-Rios” é uma obra que procura evidenciar a importância de um conhecimento em risco de desaparecer. Imagens: Canva.com e Mediotejo.net</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Mas limpar não significava retirar tudo. A <strong>vegetação das margens</strong>, a chamada maracha, devia ser preservada porque protegia o solo e ajudava a travar a erosão. Quando as águas a destruíam, o trabalho podia passar pela colocação de estacas e outro material vegetal para recuperar a margem.</p><h2>A natureza imprevisível das correntes ribeirinhas</h2><p>Prevenir uma cheia não era transformar o rio numa superfície desimpedida. Era, acima de tudo, conhecer o seu comportamento e<strong> intervir</strong><strong> no momento cert</strong><strong>o</strong>, sem destruir as estruturas naturais que o protegiam.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780893" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/parlamento-europeu-aponta-geres-xures-como-um-dos-territorios-chave-para-recriar-florestas-primarias.html" title="Parlamento Europeu aponta Gerês-Xurés como um dos territórios-chave para recriar florestas primárias">Parlamento Europeu aponta Gerês-Xurés como um dos territórios-chave para recriar florestas primárias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/parlamento-europeu-aponta-geres-xures-como-um-dos-territorios-chave-para-recriar-florestas-primarias.html" title="Parlamento Europeu aponta Gerês-Xurés como um dos territórios-chave para recriar florestas primárias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/parlamento-europeu-aponta-geres-xures-como-um-dos-territorios-chave-para-recriar-florestas-primarias-1785243787133_320.jpg" alt="Parlamento Europeu aponta Gerês-Xurés como um dos territórios-chave para recriar florestas primárias"></a></article></aside><p>É aí que a memória de uma profissão extinta ganha dimensão atual. Proteger um rio continua a exigir o que os antigos guardiões aprenderam ao longo dos anos. Isto é, <strong>observar </strong>primeiro, <strong>conhecer </strong>o território e só depois <strong>decidir </strong>onde intervir.</p><h2>O rio mudou, mas ficou a necessidade de o conhecer </h2><p>Luís Alves não defende simplesmente o regresso à antiga carreira de guarda-rios. O que gostaria de recuperar é aquilo que considera ter sido a sua principal virtude, uma <strong>fiscalização de proximidade</strong>, preventiva e conhecedora do território.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A diferença está na relação quotidiana com as pessoas e com os cursos de água. Um guarda-rios conhecia os problemas antes de se avolumarem e procurava resolvê-los no terreno.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A preocupação ganha outra dimensão num país que enfrenta <strong>secas</strong> mais frequentes, <strong>cheias</strong> repentinas, <strong>incêndios</strong> e alterações profundas nas margens e nos ecossistemas fluviais. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-rios-perderam-os-seus-guardioes-mas-a-sua-sabedoria-continua-a-ensinar-nos-1787919956453.jpg" data-image="2p9pilcq5uyi" alt="Cheias em Alcácer do Sal" title="Cheias em Alcácer do Sal"><figcaption>Prevenir eventos extremos, como as cheias, exige uma relação de proximidade com o rio e comunidades ribeirinhas. Foto: Município de Alcácer do Sal</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Preparar um rio para <strong>acontecimentos extremos</strong> implica conhecer o seu comportamento e perceber como as intervenções humanas alteram a circulação da água, a estabilidade das margens e a <strong>capacidade de recuperação dos habitats</strong>. Essa experiência acumulada, para Luís Alves, não deve se opor, mas integrar-se ao conhecimento técnico e científico. </p><h2>Os novos vigilantes das águas fluviais</h2><p>Décadas depois da extinção da profissão, com o aumento das preocupações ecológicas, alguns municípios começaram, aliás, a promover o <strong>regresso</strong> <strong>desta</strong> <strong>figura</strong> em formatos adaptados.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É o caso do município de Gondomar com o projeto “Guardiões dos Rios”. A autarquia recrutou equipas de vigilantes e sapadores para vigiar os rios Douro, Sousa e a Ribeira da Archeira. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Além da limpeza e da remoção de plantas invasoras, o projeto tem ainda uma vertente de <strong>inclusão social</strong>, envolvendo desempregados, jovens em situação de risco e mulheres com mais de 50 anos afastadas do mercado de trabalho.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763221" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/sensores-que-antecipam-cheias-em-cidades-portuguesas-vao-chegar-a-europa-e-aos-eua.html" title="Sensores que anticipam cheias em cidades portuguesas estão a chegar à Europa e aos EUA">Sensores que anticipam cheias em cidades portuguesas estão a chegar à Europa e aos EUA</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/sensores-que-antecipam-cheias-em-cidades-portuguesas-vao-chegar-a-europa-e-aos-eua.html" title="Sensores que anticipam cheias em cidades portuguesas estão a chegar à Europa e aos EUA"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sensores-que-antecipam-cheias-em-cidades-portuguesas-vao-chegar-a-europa-e-aos-eua-1775829391820_320.jpg" alt="Sensores que anticipam cheias em cidades portuguesas estão a chegar à Europa e aos EUA"></a></article></aside><p> Em Lousada, o <strong>Lousada Guarda Rios</strong> criou patrulhas voluntárias, oferecendo formação em ecologia e boas práticas ambientais. Os participantes tornam-se observadores regulares das linhas de água e ajudam a identificar e reportar problemas às entidades responsáveis.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Na Lourinhã, a associação Lourambi mantém igualmente um projeto de monitorização dos rios Grande e Toxofal, dedicado à deteção de problemas ambientais, ao combate à poluição e à recuperação da vegetação das margens.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>As soluções são variadas, mas têm um princípio comum. A proteção dos rios depende de<strong> comunidades</strong><strong> próximas da água. </strong>É, no fundo, a principal lição deixada pelas memórias de Luís Alves.</p><h2>Ler os sinais para antecipar eventos extremos</h2><p>O guarda-rios desapareceu como profissão, mas o conhecimento que sustentava o seu trabalho continua a ser necessário. <strong>Observar</strong>, <strong>prevenir</strong>, <strong>conhecer</strong> as comunidades, compreender a vegetação das margens e perceber os sinais deixados pela água continuam a ser ferramentas fundamentais para proteger os cursos de água.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O livro de João Monteiro Serrano faz, por isso, mais do que apenas recuperar a biografia de um antigo funcionário dos serviços hidráulicos. Preserva a memória de uma forma de olhar para o rio e recorda-nos que cuidar da água começa muito antes de surgir uma emergência.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O futuro, portanto, não passará obrigatoriamente por recuperar a profissão de guarda-rios. Poderá passar, sim, por recuperar aquilo que sabiam fazer, por conhecer o rio e por agir antes que seja tarde.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="M%C3%A9dioTejo.net" data-year="" data-title="Mem%C3%B3rias%20de%20um%20guarda-rios%20levam%20Lu%C3%ADs%20Alves%20da%20hist%C3%B3ria%20do%20Tejo%20%C3%A0%20defesa%20da%20Ribeira%20de%20Alcolobre" data-url="https%3A%2F%2Fmediotejo.net%2Fmemorias-de-um-guarda-rios-levam-luis-alves-da-historia-do-tejo-a-defesa-da-ribeira-de-alcolobre%2F">MédioTejo.net. <a href="https://mediotejo.net/memorias-de-um-guarda-rios-levam-luis-alves-da-historia-do-tejo-a-defesa-da-ribeira-de-alcolobre/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Memórias de um guarda-rios levam Luís Alves da história do Tejo à defesa da Ribeira de Alcolobre</a>.</cite><br><cite data-author="Munic%C3%ADpio%20de%20Gondomar" data-year="" data-title="Programa%20Guardi%C3%B5es%20dos%20Rios" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cm-gondomar.pt%2Fatividade-municipal%2Fambiente%2Fquinta-do-passal%2Fguardioes-dos-rios%2F">Município de Gondomar. <a href="https://www.cm-gondomar.pt/atividade-municipal/ambiente/quinta-do-passal/guardioes-dos-rios/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Programa Guardiões dos Rios</a>.</cite><br><cite data-author="Munic%C3%ADpio%20de%20Lousada" data-year="" data-title="Programa%20Lousada%20Guarda%20Rios" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cm-lousada.pt%2Fp%2Flousadaguardarios">Município de Lousada. <a href="https://www.cm-lousada.pt/p/lousadaguardarios" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Programa Lousada Guarda Rios</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-rios-perderam-os-seus-guardioes-mas-a-sua-sabedoria-continua-a-ensinar-nos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva e vento marcam os próximos dias nos Açores e Madeira: a previsão até quarta-feira, 2 de setembro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-e-vento-marcam-os-proximos-dias-nos-acores-e-madeira-a-previsao-ate-quarta-feira-2-de-setembro.html</link><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 14:54:41 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A passagem de perturbações atlânticas irá condicionar o tempo nos Açores nos próximos dias, com chuva e algum vento, enquanto na Madeira a precipitação será mais irregular, concentrando-se sobretudo nas vertentes norte e nas terras altas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb1nmee"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb1nmee.jpg" id="xb1nmee"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Até quarta-feira, 2 de setembro, os Açores e a Madeira terão uma evolução distinta do estado do tempo. Enquanto nos <strong>Açores a passagem de perturbações atlânticas favorecerá maior instabilidade</strong>, chuva e algum reforço do vento, na Madeira a precipitação será mais irregular e condicionada pelo relevo.</p><h2>Açores: instabilidade aumenta durante o fim de semana</h2><p>Nos Açores, a influência anticiclónica deverá favorecer, na sexta-feira, maior estabilidade atmosférica, com precipitação pouco significativa. A situação começa a alterar-se no sábado, à medida que <strong>o anticiclone perde influência e o arquipélago fica mais exposto à passagem de perturbações atlânticas</strong>, aumentando a nebulosidade, a precipitação e o vento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-e-vento-marcam-os-proximos-dias-nos-acores-e-madeira-a-previsao-ate-quarta-feira-2-de-setembro-1787926619708.jpg" data-image="sjm5ub0lntgx"><figcaption>Na manhã de domingo, uma faixa de nebulosidade e precipitação mais organizada aproxima-se do Grupo Ocidental dos Açores, associada à passagem de uma depressão a norte do arquipélago.</figcaption></figure><p>As primeiras mudanças deverão sentir-se no Grupo Ocidental, onde Flores e Corvo poderão registar períodos de chuva no sábado, com rajadas próximas dos 45 km/h. <strong>No domingo, a precipitação torna-se mais frequente e estende-se ao Grupo Central e a São Miguel</strong>, sobretudo sob a forma de aguaceiros irregulares.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-e-vento-marcam-os-proximos-dias-nos-acores-e-madeira-a-previsao-ate-quarta-feira-2-de-setembro-1787926522991.jpg" data-image="jmdsfma3ge2x"><figcaption>Até quarta-feira, dia 2, os acumulados de precipitação nos Açores deverão ser mais expressivos no Grupo Ocidental.</figcaption></figure><p><strong>A instabilidade prolonga-se pelo início da próxima semana.</strong> Até quarta-feira, a ilha das Flores pode acumular até 24 mm, a ilha do Faial poderá contar com cerca de 15 mm, Corvo cerca de 14 mm, São Jorge e Terceira 9 a 10 mm e São Miguel 6 a 8 mm. Santa Maria será menos afetada, com cerca de 2 mm. Na segunda-feira, as rajadas poderão superar 40 km/h nos grupos Ocidental e Central. <strong>As máximas deverão subir ligeiramente, variando entre 24 e 29 ºC</strong>, com Flores e Terceira a atingirem os valores mais elevados.</p><h2>Madeira: aguaceiros no norte e terras altas, com períodos mais secos</h2><p>Na Madeira, esta sexta-feira será marcada por maior nebulosidade e aguaceiros fracos, frequentes na vertente norte e nas terras altas, enquanto a vertente sul deverá beneficiar de abertas. O vento soprará de nordeste, com rajadas próximas dos 40 km/h nos extremos leste e oeste. <strong>As máximas deverão atingir 26 ºC no Funchal e 27 ºC em Porto Santo.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-e-vento-marcam-os-proximos-dias-nos-acores-e-madeira-a-previsao-ate-quarta-feira-2-de-setembro-1787926739006.jpg" data-image="2rvt7hqnyxr9"><figcaption>Na madrugada de sábado, dia 29, os aguaceiros fracos deverão concentrar-se na vertente norte e nas terras altas da Madeira, com valores próximos de 0,3 a 0,4 mm em São Vicente, Santana e Nuns Valley, enquanto a vertente sul se mantém livre de precipitação.</figcaption></figure><p>No sábado mantém-se a possibilidade de aguaceiros fracos no norte e nas zonas montanhosas. <strong>No domingo, a precipitação perde expressão, favorecendo períodos mais prolongados de tempo seco.</strong> O vento deverá enfraquecer durante a madrugada e voltar a intensificar-se à tarde, com rajadas próximas dos 40 km/h nas zonas mais expostas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785973" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c.html" title="Tempo nos primeiros dias de setembro: anticiclone “reaparece”, calor ganha força e máximas podem superar os 35 ºC">Tempo nos primeiros dias de setembro: anticiclone “reaparece”, calor ganha força e máximas podem superar os 35 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c.html" title="Tempo nos primeiros dias de setembro: anticiclone “reaparece”, calor ganha força e máximas podem superar os 35 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c-1787919923846_320.jpg" alt="Tempo nos primeiros dias de setembro: anticiclone “reaparece”, calor ganha força e máximas podem superar os 35 ºC"></a></article></aside><br><strong>Na segunda-feira poderá regressar alguma precipitação</strong>, sobretudo no norte e nas terras altas. Até quarta-feira, os acumulados poderão aproximar-se dos 11 mm em São Vicente e 8 mm em Santana, ficando entre 1 e 4 mm em vários pontos da costa sul. Terça-feira será predominantemente seca, enquanto quarta-feira poderá trazer chuva fraca e localizada. As temperaturas deverão variar pouco, com <strong>máximas geralmente entre 26 e 27 ºC.</strong>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-e-vento-marcam-os-proximos-dias-nos-acores-e-madeira-a-previsao-ate-quarta-feira-2-de-setembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo nos primeiros dias de setembro: anticiclone “reaparece”, calor ganha força e máximas podem superar os 35 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c.html</link><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 13:39:37 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Chuva e frescura despedem-se de Portugal. Reta final de agosto e primeiros dias de setembro com tempo estável, seco, predominantemente soalheiro e subida gradual das temperaturas. Há zonas onde já se antecipam máximas iguais ou superiores a 35 ºC.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb1mnh6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb1mnh6.jpg" id="xb1mnh6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Após o tempo substancialmente mais fresco e chuvoso do que o normal para as datas - o que fez da reta final de agosto um período meteorológico bastante atípico -, prevê-se uma <strong>alteração mais evidente das condições meteorológicas em geral e das temperaturas em particular</strong> já ao longo do fim de semana de 29 e 30 de agosto.</p><h2>Fim de semana de 29 e 30 de agosto com subida térmica gradual, sobretudo no Centro e Sul</h2><p>Espera-se que sábado (29) e domingo (30) sejam substancialmente mais secos, à medida que a influência das baixas pressões diminui e a região anticiclónica ganha progressivamente maior influência sobre Portugal continental. <strong>No sábado (29), a recuperação térmica começará a tornar-se percetível, sobretudo no Centro e Sul</strong>.</p><p>No entanto, manter-se-á um<strong> contraste importante entre o Norte, mais fresco, e as regiões meridionais, mais quentes</strong>, diferença que deverá ser particularmente evidente entre o litoral e o interior e que será também modulada pelo sistema montanhoso Montejunto-Estrela.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c-1787917850071.jpg" data-image="pebanraf5zp1"><figcaption>Domingo, 30 de agosto, com um contraste térmico importante nas regiões a norte e a sul do sistema montanhoso Montejunto-Estrela.</figcaption></figure><p>Para domingo (30) o contraste térmico continuará bastante evidente. Segundo os mapas de referência da Meteored, <strong>Porto, Braga, Coimbra e Lisboa deverão registar máximas entre 22 e 28 ºC</strong>, enquanto a sul do Tejo o calor poderá impor-se com mais intensidade.</p><p>No interior do Alentejo e em zonas fronteiriças com Espanha - especialmente no distrito de Beja (Baixo Alentejo) - mas também no Sotavento Algarvio (metade oriental do distrito de Faro), <strong>os termómetros poderão subir de forma significativa face aos valores dos últimos dias, com máximas localmente a rondar os 33/34 ºC</strong>.</p><h2>Ligeira e gradual recuperação térmica entre 31 de agosto e 2 de setembro</h2><p><strong>A tendência para um tempo estável irá prolongar-se ao entrarmos em setembro</strong>. A configuração sinóptica prevista revela o anticiclone dos Açores numa posição favorável à estabilidade atmosférica sobre Portugal continental, dificultando a aproximação das depressões e respetivos sistemas frontais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c-1787917897087.jpg" data-image="j8mhvs3yw40j"><figcaption>Uma extensão geográfica cada vez mais significativa será abrangida pela recuperação das temperaturas, tal como se vê neste mapa de previsão para quarta-feira, 2 de setembro.</figcaption></figure><p>Isto não significa necessariamente céu completamente limpo em todo o país, podendo existir nebulosidade temporária, mais provável no Norte e Centro, sobretudo junto ao litoral. Neste momento não se vislumbram sinais de precipitação significativa para os primeiros 5 dias de setembro.</p><p>Adicionalmente, as temperaturas máximas poderão baixar ligeiramente junto ao litoral nos dias 31 de agosto e 1 de setembro (cerca de 1 ºC), enquanto no interior Centro e Sul deverão manter-se semelhantes ou subir ligeiramente. <strong>Para quarta-feira (2) o ECMWF, modelo de maior confiança da Meteored, aponta para um subida mais evidente</strong>, com várias capitais distritais do Centro e Sul a atingir ou superar os 30 ºC.</p><h2>A partir de quinta, 3 de setembro, prevê-se uma subida mais acentuada e generalizada das temperaturas</h2><p><strong>É a partir de quinta-feira (3), e possivelmente até sábado (5), que se observa uma tendência para uma subida mais evidente das temperaturas</strong>, não só na intensidade prevista, como também na área geográfica abrangida.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c-1787917883173.jpg" data-image="i0mgl0l32a6d"><figcaption>A partir de quinta-feira, 3 de setembro, poderá ocorrer uma nova subida das temperaturas, ainda mais significativa e generalizada em Portugal continental, devido à chegada de ar tropical continental (quente e seco) e ao próprio reforço da depressão térmica sobre a Península Ibérica.</figcaption></figure><p><strong>O interior Centro e a Região Sul irão continuar a destacar-se pelos valores mais elevados, com máximas entre 32 e 36 ºC, e possibilidade de alguns locais alcançarem os 38 ºC</strong>. Nessa ocasião, porém, o Norte e o litoral Centro também deverão acompanhar a subida dos termómetros, podendo atingir ou superar ligeiramente os 30 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785955" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-o-ultimo-fim-de-semana-de-agosto-temperaturas-sobem-e-estas-2-cidades-voltam-a-ultrapassar-os-30-c.html" title="Tempo para o último fim de semana de agosto: temperaturas sobem e estas 2 cidades voltam a ultrapassar os 30 ºC">Tempo para o último fim de semana de agosto: temperaturas sobem e estas 2 cidades voltam a ultrapassar os 30 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-o-ultimo-fim-de-semana-de-agosto-temperaturas-sobem-e-estas-2-cidades-voltam-a-ultrapassar-os-30-c.html" title="Tempo para o último fim de semana de agosto: temperaturas sobem e estas 2 cidades voltam a ultrapassar os 30 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-o-ultimo-fim-de-semana-de-agosto-temperaturas-sobem-e-estas-2-cidades-voltam-a-ultrapassar-os-30-c-1787911473533_320.jpg" alt="Tempo para o último fim de semana de agosto: temperaturas sobem e estas 2 cidades voltam a ultrapassar os 30 ºC"></a></article></aside><p>Esta mudança no panorama meteorológico dever-se-á não só à consolidação da influência das altas pressões, mas também à circulação de uma <strong>massa de ar gradualmente mais quente sobre a Península Ibérica</strong>.</p><p>Apesar disto, os mapas atualmente disponíveis não sugerem um episódio de calor extremo à escala nacional. O que se vislumbra nos cenários, isso sim, é um <strong>episódio de calor moderado</strong>, sendo mais persistente e expressivo no interior Centro e na região Sul, com destaque para a <strong>Beira Baixa, Ribatejo, Alentejo e Sotavento Algarvio</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um "tsunami de terra": como a ruptura de um lago glaciar arrasou uma aldeia inteira no Nepal; especialistas explicam]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-tsunami-de-terra-como-a-ruptura-de-um-lago-glaciar-arrasou-uma-aldeia-inteira-no-nepal-especialistas-explicam.html</link><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 12:05:09 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Uma gigantesca avalanche de gelo, rochas, lama e água desceu por um vale dos Himalaias e provocou uma inundação devastadora. As primeiras análises apontam para o colapso de um glaciar num contexto de crescente instabilidade das montanhas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-tsunami-de-tierra-como-la-ruptura-de-un-lago-glaciar-arraso-un-pueblo-entero-en-nepal-expertos-explican-1787871802067.jpg" data-image="y7apdv2m31oe" alt="Nepal sufrió una devastadora inundación tras el colapso de un glaciar, un fenómeno que expone la creciente vulnerabilidad del Himalaya." title="Nepal sufrió una devastadora inundación tras el colapso de un glaciar, un fenómeno que expone la creciente vulnerabilidad del Himalaya."><figcaption>O Nepal sofreu uma inundação devastadora na sequência do colapso de um glaciar, um fenómeno que põe em evidência a crescente vulnerabilidade dos Himalaias. Crédito: AFP/Getty.</figcaption></figure><p>Uma enorme massa de água, gelo, lama e rochas desceu a toda a velocidade ao longo de mais de 170 quilómetros pelo vale do rio Bhote Koshi, no Nepal, <strong>deixando um rasto de destruição</strong>. O fenómeno arrasou casas, estradas, pontes e infraestruturas e apanhou de surpresa as populações da região, que praticamente não tiveram tempo para reagir.</p><div class="texto-destacado">A tragédia, ocorrida na quarta-feira, 26 de agosto, <strong>deixou centenas de mortos e desaparecidos, enquanto prosseguem os trabalhos de busca e salvamento</strong>. O Governo do Nepal informou nesta quinta-feira que já tinham sido recuperados 175 corpos e que 624 pessoas de 32 países continuavam como desaparecidas, embora os números ainda possam sofrer alterações.</div><p>Mas por trás da magnitude da catástrofe surge uma questão que preocupa cada vez mais os cientistas: <strong>o que acontece quando o aquecimento dos Himalaias começa a alterar não só os glaciares, mas também as próprias montanhas que os sustentam?</strong></p><h2>Uma avalanche que parecia um terramoto</h2><p>As primeiras imagens mostram uma verdadeira parede de sedimentos a avançar pelo vale. <strong>A avalanche arrastou gelo, água, rochas, árvores e terra </strong>a uma velocidade e com uma energia extraordinárias.</p><p>O movimento foi tão violento que, <strong>inicialmente, foi interpretado como um terramoto</strong>. No entanto, os registos sísmicos corresponderam, na realidade, à energia libertada pelo colapso do gelo e da rocha e pelo subsequente deslocamento da massa de detritos.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">the most terrifying video compilation from the flooding in Nepal. Hollywood could never recreate the destruction of such an event God have mercy <a href="https://t.co/QCQ5jlwNUM">pic.twitter.com/QCQ5jlwNUM</a></p>— Kimberly Joy (@xkimjoyx) <a href="https://x.com/xkimjoyx/status/2092730714974310822?ref_src=twsrc%5Etfw">August 26, 2026</a></blockquote></figure><p>A análise de imagens de satélite sugere que <strong>uma parte significativa de um glaciar situado a grande altitude se desprendeu e caiu sobre o vale</strong>, desencadeando uma gigantesca avalanche de gelo e rocha. A massa acabou por alimentar uma cheia repentina que avançou rio abaixo.</p><p>Quando atingiu Gyirong Port, na fronteira entre o Nepal e a China, a frente de sedimentos comportava-se praticamente como um <strong>tsunami de terra</strong>. Algumas estimativas iniciais situaram a sua altura em cerca de 30 metros.</p><h2>O papel do aquecimento dos Himalaias</h2><p>Levan Tielidze, investigador associado em geomorfologia glacial da Universidade de Monash, analisa a catástrofe num artigo publicado pela <em>The Conversation</em>. Segundo explica o especialista, o recuo acelerado dos glaciares observado em várias regiões do planeta é acompanhado por um <strong>aumento dos riscos associados a estes ambientes de montanha</strong>.</p><p>Isso não significa que <strong>as alterações climáticas possam ser apontadas, por si só, como a causa direta desta tragédia</strong>. A investigação sobre a origem exata do colapso continua. Mas há um contexto que é difícil de ignorar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785840" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nepal-enfrenta-inundacoes-devastadoras-terramoto-avalanche-barragem-natural-e-glaciar-estao-a-ser-investigados.html" title="Nepal enfrenta inunda��ões devastadoras: terramoto, avalanche, barragem natural e glaciar estão a ser investigados">Nepal enfrenta inunda��ões devastadoras: terramoto, avalanche, barragem natural e glaciar estão a ser investigados</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nepal-enfrenta-inundacoes-devastadoras-terramoto-avalanche-barragem-natural-e-glaciar-estao-a-ser-investigados.html" title="Nepal enfrenta inunda��ões devastadoras: terramoto, avalanche, barragem natural e glaciar estão a ser investigados"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nepal-bajo-el-agua-una-avalancha-de-hielo-habria-desatado-la-inundacion-que-arraso-rasuwa-1787768487800_320.jpg" alt="Nepal enfrenta inunda��ões devastadoras: terramoto, avalanche, barragem natural e glaciar estão a ser investigados"></a></article></aside><p><strong>Os glaciares dos Himalaias estão a perder gelo e as temperaturas elevadas também afetam o permafrost</strong>, ou seja, o solo permanentemente congelado que contém gelo, rochas e sedimentos.</p><p>Quando esse solo começa a descongelar,<strong> perde parte da capacidade que tinha para manter os materiais unidos</strong>. Em encostas muito íngremes, isto pode favorecer desprendimentos de rochas, deslizamentos e avalanches.</p><p>Assim, uma montanha que durante séculos permaneceu estabilizada pelo gelo <strong>pode tornar-se progressivamente mais vulnerável</strong>.</p><h2>Não é apenas uma ameaça de inundações</h2><p><strong>Os desastres associados ao recuo dos glaciares podem assumir diversas formas</strong>. Em alguns casos, ocorrem inundações repentinas devido ao colapso de lagos glaciares, conhecidos como GLOF, quando a água acumulada atrás de uma barreira de gelo, rocha ou sedimentos consegue escapar violentamente.</p><p>No entanto, as primeiras análises do desastre no Nepal apontam para outro mecanismo: um <strong>deslizamento de gelo e rocha terá afetado diretamente um glaciar e desencadeado o seu colapso</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-tsunami-de-tierra-como-la-ruptura-de-un-lago-glaciar-arraso-un-pueblo-entero-en-nepal-expertos-explican-1787872167406.jpg" data-image="4ij4uaqvheij" alt="El retroceso acelerado de los glaciares está acompañado por un aumento de los riesgos asociados a estos ambientes de montaña." title="El retroceso acelerado de los glaciares está acompañado por un aumento de los riesgos asociados a estos ambientes de montaña."><figcaption>O recuo acelerado dos glaciares é acompanhado por um aumento dos riscos associados a estes ambientes de montanha.</figcaption></figure><p>Não se trata de um fenómeno isolado. Em 2025, o desprendimento de um glaciar provocou um enorme fluxo de detritos que destruiu parte da localidade suíça de Blatten. Um ano antes, <strong>o Nepal tinha sofrido outra inundação devastadora na mesma região</strong>.</p><p>O episódio atual, devido à sua magnitude, volta a chamar a atenção para a <strong>crescente vulnerabilidade das regiões de alta montanha</strong>.</p><h2>O alerta precoce pode salvar vidas</h2><p>É extremamente difícil prever com exatidão quando uma geleira irá desmoronar. No entanto, isso <strong>não significa que não existam ferramentas para reduzir o impacto</strong>.</p><p>Os <strong>sistemas de alerta precoce</strong> capazes de monitorizar o nível dos rios, os movimentos sísmicos, as precipitações intensas e outros indicadores podem proporcionar <strong>minutos cruciais para a evacuação das populações</strong>.</p><p>Um exemplo ocorreu na Suíça, onde um sistema de monitorização <strong>permitiu alertar com antecedência </strong>sobre o colapso de um glaciar e evacuar os habitantes de uma zona ameaçada.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Aerial videos show the land turned into a brown river of death. <br><br>People running for their lives. Many already feared dead. Hundreds still missing. <br>One moment quiet. Next moment everything washed away.<br>Nature hit hard today. Stay safe. Thoughts with everyone in <a href="https://x.com/hashtag/Nepal?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Nepal</a> . <a href="https://t.co/cDUn9fnvmi">pic.twitter.com/cDUn9fnvmi</a></p>— 𝑼𝒏𝒄𝒆𝒏𝒔𝒐𝒓𝒆𝒅 𝑴𝒆 (@Nation_First_X) <a href="https://x.com/Nation_First_X/status/2092621176921006196?ref_src=twsrc%5Etfw">August 26, 2026</a></blockquote></figure><p>O desafio é particularmente grande nos países em desenvolvimento, onde a instalação e a manutenção de redes de observação em territórios montanhosos <strong>são dispendiosas</strong>. O Nepal já dispõe de novos fundos internacionais destinados a melhorar a monitorização dos riscos associados às inundações glaciares.</p><p>Além disso, o problema vai além da segurança das populações locais. Os glaciares do Himalaia alimentam grandes rios da Ásia, dos quais dependem milhares de milhões de pessoas. A curto prazo, um maior derretimento pode aumentar os caudais e favorecer algumas inundações. No entanto, <strong>se os glaciares continuarem a diminuir, o seu contributo de água poderá diminuir durante as estações secas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="423062" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-degelo-do-permafrost-tem-consequencias-graves-nos-himalaias-aquecimento.html" title="O degelo do permafrost tem consequências graves nos Himalaias">O degelo do permafrost tem consequências graves nos Himalaias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-degelo-do-permafrost-tem-consequencias-graves-nos-himalaias-aquecimento.html" title="O degelo do permafrost tem consequências graves nos Himalaias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-degelo-do-permafrost-tem-consequencias-graves-nos-himalaias-1656366343492_320.jpg" alt="O degelo do permafrost tem consequências graves nos Himalaias"></a></article></aside><p>A tragédia no Nepal revela, assim, um paradoxo cada vez mais evidente: o aquecimento global pode gerar mais água e mais riscos a curto prazo, mas também <strong>comprometer as reservas de água congelada que sustentam grande parte da Ásia</strong>.</p><p>Reduzir as emissões de gases com efeito de estufa não impedirá todos os deslizamentos nem todas as inundações. Mas, juntamente com um melhor monitorização das montanhas e sistemas de alerta mais eficazes, pode oferecer algo que faltou de forma dramática no Nepal:<strong> tempo para fugir</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-tsunami-de-terra-como-a-ruptura-de-um-lago-glaciar-arrasou-uma-aldeia-inteira-no-nepal-especialistas-explicam.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo para o último fim de semana de agosto: temperaturas sobem e estas 2 cidades voltam a ultrapassar os 30 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-o-ultimo-fim-de-semana-de-agosto-temperaturas-sobem-e-estas-2-cidades-voltam-a-ultrapassar-os-30-c.html</link><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 10:27:06 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal Continental vai registar uma subida dos valores de temperatura durante o último fim de semana de agosto. Saiba quais as cidades mais quentes.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb1ksam"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb1ksam.jpg" id="xb1ksam"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O dia de hoje, sexta-feira, amanheceu <strong>cinzento em boa parte das regiões Norte e Centro</strong>, com o noroeste a poder contar com chuva fraca e persistente ao longo das próximas horas.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>As temperaturas máximas esperadas para este dia deverão manter-se entre os 19 ºC na Guarda e os 27 ºC em Beja. Em <strong>Mora, no distrito de Évora, poderão registar-se até 30 ºC</strong>.</p><h2>Sábado termómetros sobem no interior e sul do país</h2><p>Para amanhã, sábado, espera-se uma <strong>dissipação generalizada da nebulosidade</strong>, devendo alguma persistir no noroeste do país, com previsão de chuva fraca associada, que deverá ocorrer entre as 17h e as 21h. No entanto, para o restante território, espera-se um dia seco e soalheiro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-o-ultimo-fim-de-semana-de-agosto-temperaturas-sobem-e-estas-2-cidades-voltam-a-ultrapassar-os-30-c-1787911473533.jpg" data-image="2rxk4ci8esk9" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Entre sábado e domingo, as temperaturas máximas voltam a ultrapassar os 30 ºC em vários locais do interior e Sul do país. Castelo Branco e Beja poderão ser as capitais distritais mais quentes deste período.</figcaption></figure><p>Com isto, <strong>as temperaturas deverão subir ligeiramente</strong>, especialmente ao longo da faixa interior e no Sul do país, onde valores iguais ou superiores a 30 ºC poderão surgir. Beja poderá ser a única capital de distrito a registar 30 ºC, mas localmente, tanto no Baixo Alentejo, como no Algarve, Beira Baixa e até mesmo no Vale do Douro, este valor deverá ser facilmente alcançado ou ultrapassado.</p><h2>No domingo, os valores voltam a subir e há duas cidades que se destacam</h2><p>Apesar de se esperar <strong>ocorrência de chuva na madrugada de domingo </strong>no noroeste do país, que se deverá estender até algumas cidades da região Centro, esta precipitação deverá dissipar-se a meio da tarde, dando lugar a um resto de dia seco e soalheiro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-o-ultimo-fim-de-semana-de-agosto-temperaturas-sobem-e-estas-2-cidades-voltam-a-ultrapassar-os-30-c-1787912432091.jpg" data-image="x5hpljy4qqjo" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>No domingo não se descarta a possibilidade de ocorrência de chuva fraca em vários locais do Norte e Centro.</figcaption></figure><p>Em <strong>relação às temperaturas, espera-se um novo e ligeiro aumento das mesmas</strong>, nas mesmas regiões. As únicas capitais de distrito a poderem alcançar ou ultrapassar os 30 ºC são Castelo Branco e Beja. Contudo, locais como o Baixo Alentejo e Algarve poderão contar com temperaturas máximas até 33 ºC, enquanto na Beira Baixa estes valores poderão chegar aos 32 ºC e no Vale do Douro esperam-se até 30 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785797" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-sexta-28-e-domingo-30-ar-polar-abandona-portugal-e-as-temperaturas-recuperam-para-maximas-ate-34-c.html" title="Entre sexta 28 e domingo 30: ar polar abandona Portugal e as temperaturas recuperam para máximas até 34 ºC">Entre sexta 28 e domingo 30: ar polar abandona Portugal e as temperaturas recuperam para máximas até 34 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-sexta-28-e-domingo-30-ar-polar-abandona-portugal-e-as-temperaturas-recuperam-para-maximas-ate-34-c.html" title="Entre sexta 28 e domingo 30: ar polar abandona Portugal e as temperaturas recuperam para máximas até 34 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fenomeno-entre-sexta-28-e-domingo-30-ar-polar-abandona-portugal-e-as-temperaturas-recuperam-para-maximas-ate-34-c-1787833683503_320.png" alt="Entre sexta 28 e domingo 30: ar polar abandona Portugal e as temperaturas recuperam para máximas até 34 ºC"></a></article></aside><p>Nos dias seguintes, esta tendência de subida deverá manter-se e poderá alcançar as cidades do litoral. Quanto à precipitação, é expectável que após domingo, a mesma se mantenha afastada do continente, podendo tudo isto resultar numa <strong>primeira semana de setembro seca e quente</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-o-ultimo-fim-de-semana-de-agosto-temperaturas-sobem-e-estas-2-cidades-voltam-a-ultrapassar-os-30-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Saiba a que conclusões chegou um estudo científico que avaliou calor extremo por hora e não por indicador diário]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/saiba-a-que-conclusoes-chegou-um-estudo-cientifico-que-avaliou-calor-extremo-por-hora-e-nao-por-indicador-diario.html</link><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma das consequências mais óbvias das alterações climáticas é o facto do aquecimento global estar a provocar condições meteorológicas de calor extremo cada vez mais frequentes no globo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-a-que-conclusoes-chegou-um-estudo-cientifico-que-avaliou-calor-extremo-por-hora-e-nao-por-indicador-diario-1787424071168.jpg" data-image="uhkshguabw2p" alt="Calor extremo" title="Calor extremo"><figcaption>Uma preocupação constante, calor extremo a aumentar de frequência.</figcaption></figure><p>No entanto, utilizar outros indicadores para analisar a forma como estudamos o calor extremo pode ajudar os cientistas a abordá-lo de uma perspetiva diferente, que poderá ser benéfico nas ações de mitigação.</p><h2>Análise do calor extremo por hora em vez de indicadores diários da temperatura </h2><p>Um estudo científico, publicado recentemente na <strong><em>Nature Climate Change</em></strong>, em vez de analisar indicadores diários, tentou decompor os <strong>fenómenos de calor extremo ao nível horário</strong>, o que revela alguns pormenores interessantes.</p><div class="texto-destacado"><strong>Os resultados mostram que as avaliações horárias podem identificar a exposição ao calor que passa despercebida nas métricas diárias e poderão contribuir para uma gestão mais eficaz dos riscos associados ao calor e para um planeamento mais eficaz da saúde pública.</strong></div><p>Ao examinar as <strong>condições de temperatura numa escala horária</strong>, os investigadores revelam uma forma mais contínua e extensa de exposição ao calor.</p><p>Neste estudo, Xiaoping Liu e os seus colegas analisaram dados globais por hora, que combinam observações meteorológicas e estimativas de modelos, relativos <strong>ao período de 1981 a 2023</strong>, e associaram-nos a projeções climáticas futuras até ao final do século XXI. </p><p>A análise centra-se nos <strong>extremos de calor por hora</strong>, durante o verão e avalia tanto a ocorrência destes eventos como o número de pessoas a eles expostas.</p><p>Durante esse período, os autores estimaram que as áreas terrestres globais registam, em média, cerca de <strong>269 horas de calor extremo em cada verão</strong>. Foi definido um evento de calor por hora como uma temperatura que excede o percentil 90 em relação a essa hora durante o período de referência de 1981–2010.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-a-que-conclusoes-chegou-um-estudo-cientifico-que-avaliou-calor-extremo-por-hora-e-nao-por-indicador-diario-1787424242787.jpg" data-image="f8ywse4vubth" alt="Calor no globo" title="Calor no globo"><figcaption>Registou-se um aumento de calor extremo por hora e por década em mais de 80% da superfície do globo.</figcaption></figure><p><strong>Mais de 80% das áreas terrestres globais registaram um aumento do calor extremo</strong>, com uma média de 62 horas adicionais por década entre 1981 e 2023. Verificou-se também que 28% destes eventos ocorreram em dias não identificados como de calor extremo pelas métricas diárias.</p><div class="texto-destacado">Num cenário de emissões elevadas, os autores preveem que, entre 2070 e 2099, cada dia quente poderá incluir mais de quatro horas quentes adicionais, em comparação com os níveis atuais (2001–2023), que provavelmente passariam despercebidas pelas medições diárias. </div><p>Além disso, os autores também concluíram que ocorrerão <strong>mais três horas de calor em dias não quentes</strong>.</p><h2>Impactos desiguais entre países, grupos de rendimento e gerações</h2><p>As conclusões revelam também uma acentuada divisão económica. Os países de rendimento baixo e médio, que representam mais de três quartos da exposição humana, tanto atual como projetada, <strong>irão ficar expostos a mais picos de calor por hora</strong>. </p><p>Muitos destes países estão localizados em regiões onde se prevê um aquecimento rápido, ao mesmo tempo que dispõem de menos recursos para mitigação do calor, tais como, ar condicionado, habitações resilientes, eletricidade fiável, centros públicos de refrigeração e sistemas de saúde de emergência.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-a-que-conclusoes-chegou-um-estudo-cientifico-que-avaliou-calor-extremo-por-hora-e-nao-por-indicador-diario-1787424407912.jpg" data-image="cvmlhjc66bs8" alt="Calor extremo em África" title="Calor extremo em África"><figcaption>Os países mais vulneráveis ficarão no futuro expostos a mais horas de calor extremo.</figcaption></figure><p>Os trabalhadores ao ar livre e as pessoas que vivem em aglomerados urbanos densamente povoados podem enfrentar uma exposição particularmente intensa. A mensagem central do estudo aplica-se tanto a ambientes rurais como urbanos.</p><div class="texto-destacado"><strong>O estudo conclui que os extremos de calor por hora estão a surgir em todas as regiões do mundo e que o impacto se distribui de forma profundamente desigual entre países, grupos de rendimento e gerações.</strong></div><p>A exposição ao calor também não se distribui de forma igual entre as gerações. Prevê-se que as gerações sucessivas venham a enfrentar um número substancialmente maior de picos de calor por hora ao longo das suas vidas do que as pessoas nascidas no início do século.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770213" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-alteracoes-climaticas-obrigam-familias-a-separarem-se-quem-decide-quem-migra-e-quem-fica-nos-ambientes-extremos.html" title="As alterações climáticas obrigam famílias a separarem-se: quem decide quem migra e quem fica nos ambientes extremos?">As alterações climáticas obrigam famílias a separarem-se: quem decide quem migra e quem fica nos ambientes extremos?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-alteracoes-climaticas-obrigam-familias-a-separarem-se-quem-decide-quem-migra-e-quem-fica-nos-ambientes-extremos.html" title="As alterações climáticas obrigam famílias a separarem-se: quem decide quem migra e quem fica nos ambientes extremos?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-alteracoes-climaticas-obrigam-familias-a-separarem-se-quem-decide-quem-migra-e-quem-fica-nos-ambientes-extremos-1779468646747_320.jpg" alt="As alterações climáticas obrigam famílias a separarem-se: quem decide quem migra e quem fica nos ambientes extremos?"></a></article></aside><p>De acordo com os autores do estudo, <strong>há necessidade urgente de avaliações de risco à escala horária e a investigação futura deve centrar-se nos mecanismos que causam extremos de calor por hora, tais como picos de calor ou eventos de calor repentino</strong>.</p><p>Uma melhor compreensão dos eventos de calor de curta duração, numa escala horária, poderá melhorar os sistemas de alerta precoce, as avaliações de riscos para a saúde e a adaptação a um clima em aquecimento.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Liao%2C%20W.%2C%20Zhang%2C%20X.%2C%20Liu%2C%20X.%2C%20Luo%2C%20M.%2C%20Chen%2C%20Y.%2C%20Chan%2C%20D.%20et.%20al." data-year="2026" data-title="Globally%20and%20intergenerationally%20unequal%20exposure%20to%20hourly%20heat%20extremes" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41558-026-02724-8">Liao, W., Zhang, X., Liu, X., Luo, M., Chen, Y., Chan, D. et. al.. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41558-026-02724-8" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Globally and intergenerationally unequal exposure to hourly heat extremes</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/saiba-a-que-conclusoes-chegou-um-estudo-cientifico-que-avaliou-calor-extremo-por-hora-e-nao-por-indicador-diario.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pode levar um pedaço deste hotel histórico de Lisboa para casa. Literalmente]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pode-levar-um-pedaco-deste-hotel-historico-de-lisboa-para-casa-literalmente.html</link><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 06:13:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Esta unidade hoteleira da capital está a vender o recheio dos quartos online. E todos podem comprar. Saiba como.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/pode-levar-um-pedaco-deste-hotel-historico-de-lisboa-para-casa-literalmente-1785699176413.jpg" data-image="gpqyqa24hgzy" alt="Hotel Mundial" title="Hotel Mundial"><figcaption>O Hotel Mundial está a vender mobiliário e decoração online. Foto: Hotel Mundial</figcaption></figure><p>Quem disse que um hotel só vende estadias? Em Lisboa, um dos nomes mais emblemáticos da hotelaria está a provar precisamente o contrário. </p><div class="texto-destacado">Se anda a pensar renovar a casa, gosta de peças com história ou simplesmente adora encontrar bons negócios, há uma novidade que merece a sua atenção.</div><p>O <strong>Hotel Mundial</strong>, um dos hotéis mais conhecidos da capital, colocou à venda centenas de artigos que faziam parte dos seus quartos, numa iniciativa que combina renovação, sustentabilidade e economia circular. </p><p>É verdade. Em vez de seguirem diretamente para um armazém ou para o desperdício, camas, cadeiras, candeeiros, televisões, minibares, cofres e até quadros decorativos ganharam uma <strong>nova oportunidade de encontrar casa</strong>.</p><p>“Nos últimos meses, o histórico e icónico Hotel Mundial, localizado ao fundo da Praça Martim Moniz, na baixa lisboeta, tem sido alvo de várias remodelações, no sentido de tornar esta unidade hoteleira mais moderna”, lê-se no <em>site</em> ‘Lisboa Secreta’.</p><p>“Neste sentido, colocou algum do seu recheio à venda<em> online</em>, naquela que já é considerada a<strong> loja de referência</strong> para este tipo de vendas de garagem na Internet.”</p><h2>Uma renovação que vai muito além da decoração</h2><p>Inaugurado em 1958, o Hotel Mundial faz parte da paisagem da Baixa lisboeta há quase sete décadas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pode-levar-um-pedaco-deste-hotel-historico-de-lisboa-para-casa-literalmente-1785699394138.jpg" data-image="4curqh4wkpyz" alt="Hotel Mundial" title="Hotel Mundial"><figcaption>Um hotel histórico em Lisboa. Foto: Hotel Mundial</figcaption></figure><p>"Conhecido como<strong> um dos mais icónicos hotéis de Lisboa</strong>, o Hotel Mundial é um hotel intemporal que combina o conforto e serviços imprescindíveis na atualidade com uma história de prestígio", nota a plataforma Second Serve. "Este hotel de 4 estrelas, hoje com 349 quartos, fica situado no coração de Lisboa, na Baixa Pombalina, com o Castelo de S.Jorge como cenário e a Praça do Rossio a poucos passos de distância. "</p><p>Não pense, porém, que vai fechar as portas enquanto faz estas renovações. Nada disso. A unidade hoteleira continua a receber hóspedes enquanto decorrem as obras, previstas até setembro de 2026. </p><div class="texto-destacado">A modernização está a ser feita por fases, permitindo que o espaço permaneça em funcionamento sem interromper a atividade.</div><p>À medida que cada conjunto de quartos é renovado, o mobiliário e os equipamentos que deixam de ser utilizados não são descartados. Em vez disso, <strong>passam a estar disponíveis através da plataforma Second Serve</strong>, especializada na venda de mobiliário e equipamentos provenientes de hotéis e restaurantes. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777808" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lisboa-fechou-refugios-do-calor-em-plena-onda-de-calor-como-se-explica-este-paradoxo.html" title="Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?">Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lisboa-fechou-refugios-do-calor-em-plena-onda-de-calor-como-se-explica-este-paradoxo.html" title="Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-fechou-refugios-do-calor-em-plena-onda-de-calor-como-se-explica-este-paradoxo-1783594178234_320.jpg" alt="Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?"></a></article></aside><p>A iniciativa pretende prolongar a vida útil de peças que continuam em bom estado e reduzir o desperdício. Além disso, permite aos consumidores o acesso a produtos de qualidade hoteleira por valores bastante mais acessíveis do que quando eram novos.</p><h2>O que pode encontrar nesta venda?</h2><p>Nesta primeira fase, os artigos colocados à venda pertencem a cerca de uma centena de quartos já transformados.<strong> O catálogo é bastante diversificado</strong> e foi pensado para que seja possível equipar praticamente uma casa inteira, desde o quarto até aos pequenos detalhes de decoração. </p><div class="texto-destacado">Entre as peças disponíveis encontram-se camas e colchões de qualidade profissional, televisões, minibares, cofres eletrónicos, cadeiras, poltronas, mesas de apoio, candeeiros, espelhos, cortinas e vários quadros inspirados em Lisboa.</div><p>“Esta é, sem dúvida, a melhor forma de colocar objetos, ainda funcionais, ao dispor, tanto de colecionadores como de compradores normais, a preços bastante em conta”, garante o guia <em>online</em>.</p><p>“A nova<em> garage sale </em>coincide também com o lançamento da aplicação da Second Serve, criada para tornar a experiência de compra na plataforma mais simples e intuitiva”, acrescenta o<em> site </em>‘Vou Sair’.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pode-levar-um-pedaco-deste-hotel-historico-de-lisboa-para-casa-literalmente-1785699627192.jpg" data-image="eerycxqxlsp4" alt="Hotel Mundial" title="Hotel Mundial"><figcaption>Há vários artigos disponíveis. Foto: Hotel Mundial</figcaption></figure><p>Como a procura tem sido elevada, muitos artigos já encontraram novos donos. Ainda assim, não se preocupe. <strong>A oferta vai sendo atualizada</strong> à medida que as obras avançam, pelo que podem surgir novos produtos regularmente.</p><div class="texto-destacado">Todo o processo de compra decorre online através da plataforma da Second Serve. "Não é possível escolher peças específicas no hotel. A seleção é feita exclusivamente através da plataforma", avisam os responsáveis.</div><p>No entanto, existe um detalhe importante: como os artigos permanecem no hotel até cada fase da remodelação ficar concluída, o levantamento ou a entrega apenas acontece quando essas peças ficam efetivamente disponíveis. Dependendo do artigo, é possível optar pelo levantamento no local ou pelo envio para casa.</p><h2>Uma tendência que junta história e sustentabilidade</h2><p>Nos últimos anos, o número de hotéis que opta por vender parte do seu mobiliário durante processos de renovação tem aumentado. Esta tendência substitui aquela muito comum em que se substitui simplesmente por algo novo. </p><div class="texto-destacado">A prática permite reduzir o impacto ambiental das obras, evitar o desperdício de equipamentos ainda perfeitamente funcionais e incentivar a economia circular.</div><p>No caso do Hotel Mundial, há também um lado emocional. Muitas destas peças fizeram parte de um <strong>edifício que marcou gerações de visitantes </strong>e que continua a ser um dos grandes símbolos da hotelaria lisboeta. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="716533" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/universidade-de-coimbra-e-a-instituicao-de-ensino-mais-sustentavel-do-sul-da-europa.html" title="Universidade de Coimbra é a instituição de ensino mais sustentável do Sul da Europa">Universidade de Coimbra é a instituição de ensino mais sustentável do Sul da Europa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/universidade-de-coimbra-e-a-instituicao-de-ensino-mais-sustentavel-do-sul-da-europa.html" title="Universidade de Coimbra é a instituição de ensino mais sustentável do Sul da Europa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/-1750701468353_320.jpg" alt="Universidade de Coimbra é a instituição de ensino mais sustentável do Sul da Europa"></a></article></aside><p>Para quem aprecia <em>design</em>, coleciona objetos com história ou procura simplesmente uma oportunidade diferente para decorar a casa, esta pode ser uma forma original de levar consigo um pequeno pedaço de um dos hotéis mais emblemáticos da capital.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Lisboa%20Secreta%2C%20Leandro%2C%20V" data-year="2026" data-title="Hist%C3%B3rico%20hotel%20de%20Lisboa%20esvazia%20quartos%20e%20coloca%20todo%20o%20recheio%20%C3%A0%20venda%2C%20desde%20cofres%20e%20minibares%20a%20quadros%20decorativos%20de%20Lisboa" data-url="https%3A%2F%2Flisboasecreta.co%2Fvenda-garagem-mobiliario-hotel-mundial-lisboa%2F">Lisboa Secreta, Leandro, V. (2026). <a href="https://lisboasecreta.co/venda-garagem-mobiliario-hotel-mundial-lisboa/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Histórico hotel de Lisboa esvazia quartos e coloca todo o recheio à venda, desde cofres e minibares a quadros decorativos de Lisboa</a>.</cite><br><cite data-author="Vou%20Sair" data-year="2026" data-title="Est%C3%A1%20a%20renovar%20a%20casa%3F%20Pode%20comprar%20o%20mobili%C3%A1rio%20deste%20hotel%20ic%C3%B3nico%20de%20Lisboa%20(sem%20gastar%20uma%20fortuna)" data-url="https%3A%2F%2Fvousair.pt%2Festa-a-renovar-a-casa-pode-comprar-o-mobiliario-deste-hotel-iconico-de-lisboa-sem-gastar-uma-fortuna%2F">Vou Sair. (2026). <a href="https://vousair.pt/esta-a-renovar-a-casa-pode-comprar-o-mobiliario-deste-hotel-iconico-de-lisboa-sem-gastar-uma-fortuna/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Está a renovar a casa? Pode comprar o mobiliário deste hotel icónico de Lisboa (sem gastar uma fortuna)</a>.</cite><br><cite data-author="Second%20Serve" data-year="2026" data-title="Garage%20Sale%3A%20Hotel%20Mundial" data-url="https%3A%2F%2Fsecondservehotels.com%2Fpt%2Fgarage-sales%2Fgarage-sale-hotel-mundial">Second Serve. (2026). <a href="https://secondservehotels.com/pt/garage-sales/garage-sale-hotel-mundial" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Garage Sale: Hotel Mundial</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pode-levar-um-pedaco-deste-hotel-historico-de-lisboa-para-casa-literalmente.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como radiotelescópios rastreiam a origem das estrelas através de moléculas cósmicas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/como-radiotelescopios-rastreiam-a-origem-das-estrelas-por-meio-de-moleculas-cosmicas.html</link><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Radiotelescópios como o ALMA possibilitam mapear moléculas em nuvens de formação estelar, revelando a temperatura, abundância química e pistas sobre processos ocultos que moldam a formação de estrelas em regiões distantes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-los-radiotelescopios-rastrean-el-origen-de-las-estrellas-a-traves-de-moleculas-cosmicas-1787410805535.jpg" data-image="90y688hff1d1"><figcaption>ALMA, um poderoso radiotelescópio no Deserto do Atacama, Chile. Crédito: J.F. Salgado (ESO), CC BY.</figcaption></figure><p>Como os astrónomos não conseguem reproduzir em laboratório os<strong> sinais emitidos por moléculas provenientes de regiões de formação estelar</strong>, eles precisam de fazer isso de maneira indireta.<strong> Radiotelescópios</strong> — como o ALMA, localizado no Deserto do Atacama, no Chile — são ideais para essa finalidade.</p><p>A melhor ferramenta para essa tarefa é a <strong>luz</strong> — não apenas a luz visível que enxergamos com os nossos próprios olhos, mas também outros tipos, como as ondas de rádio (especificamente nas faixas de frequência de milímetros e submilímetros), uma vez que elas são emitidas pelo gás e pela poeira.</p><div class="texto-destacado">Cada molécula possui transições energéticas características e, ao rotacionar ou mudar de estado, emite radiação em frequências específicas. A astroquímica identifica os sinais e as moléculas presentes através das suas linhas espectrais.</div><p>Milhares de<strong> espectros são convertidos em mapas</strong>; em cada pixel, linhas moleculares são ajustadas para estimar propriedades como a temperatura de rotação e a densidade de coluna — uma medida relacionada com o número de moléculas ao longo da nossa linha de visão.</p><p>Olivia H. Wilkins e a sua equipa aplicaram essa técnica para estudar a<strong> região Orion Kleinmann–Low (Orion KL)</strong>, uma área complexa de <strong>formação de estrelas massivas</strong> situada a aproximadamente 400 parsecs (cerca de 1.300 anos-luz) da Terra. O objetivo principal não era descobrir uma nova molécula, mas sim verificar se esses mapas químicos produzem resultados reproduzíveis.</p><h2>Termómetros cósmicos</h2><p>As nuvens moleculares começam com temperaturas extremamente baixas e densidades ínfimas em comparação com as da atmosfera terrestre. À medida que o <strong>gás entra em colapso e protoestrelas surgem</strong>, o <strong>ambiente aquece</strong> e comprime, alterando as reações químicas que ocorrem na poeira e no gás.</p><p>A<strong> intensidade das transições depende da população dos seus níveis de energia</strong>, a qual, por sua vez, responde às condições físicas do ambiente. Ao comparar diferentes linhas, podemos inferir temperaturas sem colocar um termómetro dentro da nuvem.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-los-radiotelescopios-rastrean-el-origen-de-las-estrellas-a-traves-de-moleculas-cosmicas-1787411179936.jpg" data-image="c920gfhlh2xy"><figcaption>O Webb revela poeira brilhante e estrelas jovens em Sagittarius B2, a região de formação estelar mais ativa, utilizando o MIRI. Crédito: NASA, ESA, CSA, STScI.</figcaption></figure><p>O metanol (CH₃OH) é particularmente útil por ser uma molécula orgânica relativamente simples que se forma principalmente nas regiões frias, recobrindo grãos de poeira interestelar. Quando o <strong>ambiente se aquece</strong>, parte do metanol pode passar para a fase gasosa,<strong> permitindo que as suas emissões de rádio sejam detetadas e mapeadas</strong>.</p><p>O novo estudo concentra-se em isótopos dessas moléculas, como o ¹³CH₃OH — que contém carbono-13 — e o CH₃OD, uma forma de<strong> "metanol deuterado"</strong>. A comparação das suas distribuições possibilita rastrear processos químicos distintos e<strong> estudar como a temperatura e a composição variam na nebulosa Orion KL</strong>.</p><h3>ALMA coloca à prova os seus próprios mapas químicos</h3><p>Em vez de atribuir um único valor de temperatura ou abundância, os mapas mostram como essas propriedades variam de ponto para ponto. Isto revela regiões quimicamente distintas que seriam diluídas caso apenas um espectro médio fosse analisado.</p><p>No caso do metanol, foram comparadas<strong> observações do ALMA realizadas em momentos diferentes </strong>e utilizando diferentes transições rotacionais. Os novos mapas de temperatura e densidade de coluna mostraram-se altamente consistentes com os anteriores, particularmente na região Hot Core-SW e na chamada<em> Compact Ridge </em>de Orion KL.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-los-radiotelescopios-rastrean-el-origen-de-las-estrellas-a-traves-de-moleculas-cosmicas-1787411918203.jpg" data-image="a94grrev5p1i"><figcaption>O Hubble revela mais de 3.000 estrelas a nascer na Nebulosa de Órion, juntamente com o Trapézio e discos protoplanetários. Crédito: NASA, ESA, Hubble Orion Treasury Team.</figcaption></figure><p>No <strong>Hot Core-SW</strong>, a densidade de coluna atingiu aproximadamente 1,2 × 10¹⁷ moléculas por centímetro quadrado. As temperaturas apresentaram excelente concordância entre os dois conjuntos de dados observacionais — um indício significativo de que o procedimento preserva estruturas físicas reais dentro da nebulosa.</p><p>Para o <strong>metanol "deuterado"</strong>, as novas observações indicaram uma densidade de coluna de pico próxima de 1,0 × 10¹⁷ moléculas por centímetro quadrado — um valor várias vezes inferior ao estimado anteriormente. Essa diferença é atribuída a um aprimoramento na análise dos dados.</p><h3>A química poderia revelar estrelas ocultas</h3><p>Apesar das discrepâncias, a distribuição relativa das duas formas de metanol apresentou tendências semelhantes, sugerindo que o padrão químico não é meramente um artefacto resultante de um conjunto específico de observações ou do método analítico.</p><p>Este detalhe é significativo, pois estudos anteriores já tinham indicado que a <strong>abundância anómala de metanol deuterado</strong> poderia estar ligada à evolução térmica de gelos interestelares.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780704" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/dilema-cosmico-revelam-porque-e-que-ter-filhos-no-espaco-e-uma-missao-quase-impossivel-para-a-humanidade.html" title="Dilema cósmico: revelam porque é que ter filhos no espaço é uma missão quase impossível para a humanidade">Dilema cósmico: revelam porque é que ter filhos no espaço é uma missão quase impossível para a humanidade</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/dilema-cosmico-revelam-porque-e-que-ter-filhos-no-espaco-e-uma-missao-quase-impossivel-para-a-humanidade.html" title="Dilema cósmico: revelam porque é que ter filhos no espaço é uma missão quase impossível para a humanidade"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/dilema-cosmico-revelan-por-que-tener-bebes-en-el-espacio-es-una-mision-casi-imposible-para-la-humanidad-1784836293051_320.jpg" alt="Dilema cósmico: revelam porque é que ter filhos no espaço é uma missão quase impossível para a humanidade"></a></article></aside><p>Wilkins propôs anteriormente que certas anomalias químicas em Hot Core-SW são consistentes com uma fonte interna, possivelmente uma protoestrela ainda profundamente embutida. Embora não se trate de uma deteção direta, isso demonstra <strong>como a química pode orientar observações futuras</strong>.</p><p>O resultado principal não é apenas<strong> um mapa mais detalhado de Orion KL</strong>; também demonstra que o ajuste espectral pixel a pixel pode gerar excelentes resultados para a comparação detalhada da composição química. Isto abre um novo caminho para o estudo da organização química de regiões de formação estelar.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Olivia%20H.%20Wilkins%3B%20Boriana%20V.%20Yotzova%3B%20Kylee%20M.%20Preller%3B%20Grace%20A.%20Helton%3B%20Phuong-Linh%20Pham" data-year="2026" data-title="Robustness%20of%20Pixel-by-Pixel%20Column%20Density%20and%20Rotational%20Temperature%20Mapping%20in%20the%20Orion%20KL%20Nebula" data-url="https%3A%2F%2Fpubs.acs.org%2Faesccq%2Farticle%2F10%2F4%2F1075%2F5148770%2FRobustness-of-Pixel-by-Pixel-Column-Density-and">Olivia H. Wilkins; Boriana V. Yotzova; Kylee M. Preller; Grace A. Helton; Phuong-Linh Pham. (2026). <a href="https://pubs.acs.org/aesccq/article/10/4/1075/5148770/Robustness-of-Pixel-by-Pixel-Column-Density-and" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Robustness of Pixel-by-Pixel Column Density and Rotational Temperature Mapping in the Orion KL Nebula</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/como-radiotelescopios-rastreiam-a-origem-das-estrelas-por-meio-de-moleculas-cosmicas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Recorde histórico em La Palma: detetada a radiação mais distante do universo, a 8 000 milhões de anos-luz]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/recorde-historico-em-la-palma-detetada-a-radiacao-mais-distante-do-universo-a-8-000-milhoes-de-anos-luz.html</link><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 17:05:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Uma radiação que surgiu quando o universo era muito mais jovem acaba de se tornar uma pista valiosa para reconstruir a história das estrelas e das galáxias.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-detectan-desde-canarias-una-senal-que-lleva-8-000-millones-de-anos-viajando-por-el-universo-1787637972338.jpg" data-image="qwdn812aaz50" alt="Cielo nocturno" title="Cielo nocturno"><figcaption>O sinal provém da OP 313, uma galáxia ativa situada a cerca de 8 000 milhões de anos-luz</figcaption></figure><p>Observar o céu a partir de La Palma permitiu-nos recuar milhares de milhões de anos no tempo.<strong> Os telescópios do Observatório do Roque de los Muchachos detetaram radiação de altíssima energia proveniente de um blazar distante</strong>, tornando-o no objeto deste tipo mais distante observado até agora nestas energias.</p><p><strong>O sinal provém do OP 313, uma galáxia ativa situada a cerca de 8 000 milhões de anos-luz</strong>. No seu centro, alberga um buraco negro supermassivo capaz de gerar um dos fenómenos mais extremos do universo. A deteção foi possível graças aos telescópios LST-1 e MAGIC, instalados em La Palma.</p><h2>OP 313, um verdadeiro farol no Universo</h2><p><strong>Os blazares são galáxias ativas cujo buraco negro central absorve matéria e gera enormes jatos de partículas e radiação</strong>. Quando um desses jatos aponta aproximadamente na direção da Terra, o seu brilho pode revelar-se extraordinariamente intenso, como se se tratasse de um gigantesco farol cósmico.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">El Observatorio del Roque de los Muchachos bate récord al observar OP 313, el blázar de muy alta energía más distante detectado!<br><br> Un estudio de @CTAObservatory y MAGIC<br><br> <a href="https://t.co/YTz46XYcZ9">https://t.co/YTz46XYcZ9</a><a href="https://x.com/hashtag/Astrof%C3%ADsica?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Astrofísica</a> <a href="https://x.com/hashtag/CTAO?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#CTAO</a> <a href="https://x.com/hashtag/LST1?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#LST1</a> <a href="https://x.com/hashtag/MAGIC?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#MAGIC</a> <a href="https://x.com/hashtag/LaPalma?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#LaPalma</a> <a href="https://t.co/zHmheeJ0jS">pic.twitter.com/zHmheeJ0jS</a></p>— IAC Astrofísica (@IAC_Astrofisica) <a href="https://x.com/IAC_Astrofisica/status/2091830780741795934?ref_src=twsrc%5Etfw">August 24, 2026</a></blockquote></figure><p>O OP 313 <strong>pertence, mais concretamente, à categoria dos quásares de rádio de espectro plano</strong>, considerados entre as fontes de radiação mais potentes que se conhecem. O sinal agora captado partiu deste objeto quando o Universo era consideravelmente mais jovem.</p><p><strong>A atividade observada situa-se perto do final do chamado "Meio-dia Cósmico"</strong>, um período que se estendeu aproximadamente entre 2 000 e 3 000 milhões de anos após o Big Bang e durante o qual o Universo atravessou uma fase especialmente intensa de formação de estrelas e crescimento de galáxias.</p><h2>Uma viagem de 8 mil milhões de anos que deixa pistas</h2><p>Durante a sua viagem até à Terra, os raios gama emitidos pelo OP 313 atravessaram o espaço e encontraram-se com a chamada luz de fundo extragaláctica. Esta espécie de <strong>névoa cósmica ténue é formada pela radiação acumulada emitida por estrelas e galáxias ao longo de milhares de milhões de anos</strong>. Quando os raios gama de muito alta energia interagem com os seus fotões, podem desaparecer e gerar pares de partículas compostos por um eletrão e um positrão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-detectan-desde-canarias-una-senal-que-lleva-8-000-millones-de-anos-viajando-por-el-universo-1787638231920.jpg" data-image="o5614adkd0a8" alt="Cosmos" title="Cosmos"><figcaption>Os cientistas conseguem estimar a quantidade de luz que existia em diferentes momentos da história do cosmos</figcaption></figure><p>O resultado é que o sinal original chega enfraquecido. É precisamente essa perda de intensidade que contém uma informação extremamente valiosa, uma vez que, ao estudarem o grau de atenuação da radiação,<strong> os cientistas podem estimar a quantidade de luz que existia em diferentes momentos da história do cosmos</strong>.</p><h2>La Palma prepara-se para observar ainda mais longe</h2><p>A capacidade de observação a partir das Canárias irá aumentar em breve. <strong>Está prevista para 15 de outubro de 2026 a inauguração da sub-rede completa do LST</strong> em La Palma, que irá incorporar mais três grandes telescópios, para além do LST-1. Estes instrumentos estarão especialmente preparados para estudar raios gama a partir de energias próximas dos 20 GeV, ampliando a capacidade de detetar fontes extremamente distantes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="680035" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/atlas-cosmico-de-euclides-lancada-a-primeira-parte-do-mapa-3d-de-todo-o-universo.html" title="Atlas Cósmico de Euclides: lançada a primeira parte do mapa 3D de todo o Universo">Atlas Cósmico de Euclides: lançada a primeira parte do mapa 3D de todo o Universo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/atlas-cosmico-de-euclides-lancada-a-primeira-parte-do-mapa-3d-de-todo-o-universo.html" title="Atlas Cósmico de Euclides: lançada a primeira parte do mapa 3D de todo o Universo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-atlas-cosmico-de-euclid-liberan-primer-parte-del-mapa-3d-de-todo-el-universo-1729793207141_320.jpg" alt="Atlas Cósmico de Euclides: lançada a primeira parte do mapa 3D de todo o Universo"></a></article></aside><p><strong>O OP 313 demonstra até onde esta nova geração de observatórios pode chegar</strong>. Um sinal que iniciou a sua viagem há cerca de 8 000 milhões de anos acabou por se tornar, a partir de uma ilha do Atlântico, uma ferramenta para reconstruir a história da luz do universo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="LST%20Collaboration%20%26%20MAGIC%20Collaboration" data-year="2026" data-title="Detection%20of%20the%20distant%20quasar%20OP%20313%20with%20the%20first%20Large-Sized%20Telescope%20of%20CTAO" data-url="https%3A%2F%2Fwww.aanda.org%2Farticles%2Faa%2Ffull_html%2F2026%2F08%2Faa58646-25%2Faa58646-25.html">LST Collaboration & MAGIC Collaboration. (2026). <a href="https://www.aanda.org/articles/aa/full_html/2026/08/aa58646-25/aa58646-25.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Detection of the distant quasar OP 313 with the first Large-Sized Telescope of CTAO</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/recorde-historico-em-la-palma-detetada-a-radiacao-mais-distante-do-universo-a-8-000-milhoes-de-anos-luz.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nepal enfrenta inunda��ões devastadoras: terramoto, avalanche, barragem natural e glaciar estão a ser investigados]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nepal-enfrenta-inundacoes-devastadoras-terramoto-avalanche-barragem-natural-e-glaciar-estao-a-ser-investigados.html</link><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 16:18:08 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Uma onda repentina desceu dos Himalaias com um enorme poder destrutivo. Os cientistas estão a investigar uma possível cadeia de acontecimentos que ocorreu perto da fronteira com o Tibete.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb0zj76"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb0zj76.jpg" id="xb0zj76"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Na quarta-feira (26), <strong>uma enorme massa de água, lama, rochas e sedimentos desceu pelos estreitos vales dos Himalaias e atingiu violentamente uma região próxima da fronteira entre o Nepal e o Tibete</strong>. A torrente destruiu povoações, pontes, estradas e instalações hidroelétricas, enquanto as equipas de emergência lançavam uma grande operação de busca e salvamento.</p><p>O distrito de Rasuwa foi uma das zonas mais afetadas na sequência de uma cheia repentina que percorreu os leitos dos rios de montanha. Enquanto as buscas pelos desaparecidos continuam, os cientistas tentam responder a uma questão fundamental: <strong>o que poderá ter libertado um volume tão grande de água e material num espaço de tempo tão curto?</strong></p><h2>Pensa-se que a onda de cheias tenha tido origem nas montanhas do Tibete</h2><p><strong>As investigações iniciais ainda não determinaram com certeza onde o desastre teve início</strong>. Enquanto fontes chinesas situaram a origem da cheia no lado nepalês, as autoridades nepalesas sustentam que a cheia pode ter descido do Tibete através do rio Bhote Koshi, uma discrepância que deixou a reconstrução do acontecimento por esclarecer.</p><p>O número de mortos aumentou à medida que as horas passavam. <strong>Pelo menos 98 pessoas morreram no Nepal e na China e centenas continuam desaparecidas</strong>, enquanto as autoridades nepalesas estão a verificar uma lista provisória de 484 viajantes desaparecidos, a maioria dos quais estrangeiros.</p><div class="texto-destacado">O investigador climático Rijan Bhakta Kayastha, professor da Universidade de Catmandu, explicou ao<strong><em> The Kathmandu Post </em></strong>que o material que se desprendeu aparentemente caiu no vale e interrompeu temporariamente o fluxo de água. A água começou então a acumular-se atrás desta barreira natural até que, a certa altura, a rompeu violentamente.</div><p>Esta hipótese poderia explicar por que razão o desastre foi inicialmente descrito de várias formas: como a rutura de uma barragem, uma avalanche ou o colapso de um glaciar. <strong>Na realidade, todos estes três elementos podem fazer parte da mesma cadeia de acontecimentos</strong>, embora a sequência precisa do que ocorreu em cada fase ainda tenha de ser estabelecida.</p><h3>Um glaciar desabou mais de 1000 metros em direção ao vale</h3><p>Uma das pistas mais importantes surgiu da análise de imagens de satélite. De acordo com a Reuters, com base em imagens da Planet Labs e em avaliações de especialistas,<strong> uma secção substancial de um glaciar localizado a cerca de 5 200 metros acima do nível do mar desprendeu-se e caiu mais de 1 200 metros em direção ao vale</strong>.</p><p>Os especialistas consultados pela agência descreveram o fenómeno como uma <strong><em>avalanche de gelo e rocha</em></strong>, uma avalanche composta por gelo, rocha e outros materiais. Acredita-se que, ao atingir o fundo do vale, a enorme massa tenha bloqueado o leito do rio, criando uma acumulação temporária antes de, por fim, libertar um fluxo extremamente carregado de sedimentos.</p><p>Quando uma barreira deste tipo rompe, o perigo não provém apenas da água. <strong>Lama, pedras, rochas, gelo e detritos de todo o tipo aumentam consideravelmente o poder destrutivo do fluxo</strong>, especialmente em vales estreitos com encostas íngremes.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">A horrific scene of severe flooding at the Rasuwagadhi border point on the Nepal-Tibet border.<br>The strong currents wreaked havoc across the area, leaving 400 pilgrims and 105 Indian tourists also missing in the Nepal floods.<a href="https://x.com/hashtag/NepalFloods?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#NepalFloods</a> <a href="https://x.com/hashtag/Nepal?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Nepal</a> <a href="https://x.com/hashtag/Rasuwa?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Rasuwa</a> <a href="https://x.com/hashtag/FlashFlood?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#FlashFlood</a> <a href="https://x.com/hashtag/Floods?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Floods</a> <a href="https://t.co/dwAX12Gj7l">pic.twitter.com/dwAX12Gj7l</a></p>— Ravi Pandey (@ravipandey2643) <a href="https://x.com/ravipandey2643/status/2092559194453098786?ref_src=twsrc%5Etfw">August 26, 2026</a></blockquote></figure><p>A onda de cheia percorreu os sistemas fluviais dos rios Lhende e Bhote Koshi antes de chegar ao Trishuli. De acordo com especialistas citados pela Reuters, <strong>em alguns locais o nível do rio subiu até nove metros em cerca de meia hora</strong>, um aumento que deixou as comunidades a jusante com muito pouco tempo para reagir.</p><h3>Será que um terramoto terá desencadeado esta cadeia de eventos?</h3><p>Outro elemento que está a ser investigado é um<strong> terramoto registado na região do Tibete antes da cheia</strong>. De acordo com uma atualização do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o terramoto teve uma <strong>magnitude de 5,2</strong>, superior às estimativas preliminares que inicialmente o situavam em 4,4.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nepal-bajo-el-agua-una-avalancha-de-hielo-habria-desatado-la-inundacion-que-arraso-rasuwa-1787769120035.jpg" data-image="gnl6lr73t6x3" alt="usgs" title="usgs"><figcaption>O USGS atualizou a magnitude do sismo registado na região do Tibete para 5,2, estando ainda a ser investigada a sua possível ligação ao subsequente desmoronamento de gelo e rocha.</figcaption></figure><p>A proximidade temporal e geográfica em relação à zona do desmoronamento levou os especialistas a ponderar se o movimento poderá ter contribuído para desestabilizar a massa de gelo e rocha. No entanto, <strong>não existem, de momento, provas suficientes para determinar que o terramoto tenha desencadeado diretamente a avalanche</strong>, pelo que essa relação continua a ser alvo de investigação.</p><p>Também<strong> não se pode excluir a possibilidade de o impacto do desmoronamento ter sido suficientemente forte para gerar um movimento sísmico</strong>. Contudo, tudo isto continua, neste momento, a ser objeto de análise e investigação.</p><h2>Estradas, pontes e aldeias foram arrastadas</h2><p><strong>A dimensão dos danos demonstra a energia extraordinária que a corrente adquiriu à medida que descia da montanha</strong>. De acordo com o Departamento de Estradas do Nepal, as inundações afetaram gravemente o corredor entre Betrawati e o posto fronteiriço de Rasuwagadhi, com inúmeros troços destruídos e várias pontes arrastadas pela água.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">This image helps explain what happened along the NepalTibet border. According to reports, a magnitude 4.4 earthquake on the Tibetan side triggered a massive ice avalanche, which then led to the flash flooding of the Bhotekoshi River in Nepal. Around 1,000 people are missing, and <a href="https://t.co/2n46czGNoB">pic.twitter.com/2n46czGNoB</a></p>— Weather Monitor (@WeatherMonitors) <a href="https://x.com/WeatherMonitors/status/2092603463406342484?ref_src=twsrc%5Etfw">August 26, 2026</a></blockquote></figure><p>As povoações situadas ao longo do rio Bhote Koshi e de outros cursos de água ficaram particularmente expostas, enquanto as autoridades alargaram os alertas a zonas mais a jusante. <strong>A catástrofe afetou também projetos hidroelétricos e uma rota comercial estratégica entre o Nepal e a China</strong>, de acordo com relatórios oficiais citados pela imprensa local.</p><h2>Uma região cada vez mais exposta a riscos glaciais</h2><p><strong>A catástrofe ocorreu numa das regiões montanhosas mais sensíveis do mundo, onde o recuo dos glaciares está a transformar rapidamente a paisagem</strong>. Organizações científicas especializadas no Himalaia, como o Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado das Montanhas (ICIMOD), têm vindo a alertar para os riscos crescentes associados aos lagos glaciares, aos colapsos e às inundações repentinas na região.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769362" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-megatsunami-de-tracy-arm-como-o-recuo-glaciar-desencadeou-uma-onda-de-481-metros-no-alasca.html" title="O megatsunami de Tracy Arm: como o recuo glaciar desencadeou uma onda de 481 metros no Alasca">O megatsunami de Tracy Arm: como o recuo glaciar desencadeou uma onda de 481 metros no Alasca</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-megatsunami-de-tracy-arm-como-o-recuo-glaciar-desencadeou-uma-onda-de-481-metros-no-alasca.html" title="O megatsunami de Tracy Arm: como o recuo glaciar desencadeou uma onda de 481 metros no Alasca"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-megatsunami-de-tracy-arm-como-o-recuo-glaciar-desencadeou-uma-onda-de-481-metros-no-alasca-1779091405604_320.png" alt="O megatsunami de Tracy Arm: como o recuo glaciar desencadeou uma onda de 481 metros no Alasca"></a></article></aside><p>Ainda não é possível atribuir diretamente esta catástrofe às alterações climáticas, mas os especialistas alertam que<strong> o aquecimento nos Himalaias poderá aumentar certos riscos associados ao gelo em altitudes elevadas</strong>. O derretimento altera os glaciares, aumenta a extensão dos lagos e pode contribuir para alterações na estabilidade das encostas compostas por gelo, rocha e sedimentos.</p><p><strong>O que aconteceu em Rasuwa demonstra também por que razão estes fenómenos são tão difíceis de antecipar</strong>. Um desmoronamento que ocorra a mais de 5 000 metros acima do nível do mar pode desencadear uma reação em cadeia e, poucos minutos depois, transformar-se numa inundação devastadora a dezenas de quilómetros a jusante.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nepal-enfrenta-inundacoes-devastadoras-terramoto-avalanche-barragem-natural-e-glaciar-estao-a-ser-investigados.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[“A colisão que quase destruiu Deimos”: como um asteroide de 300 metros remodelou completamente a lua marciana]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-colisao-que-quase-destruiu-deimos-como-um-asteroide-de-300-metros-remodelou-completamente-a-lua-marciana.html</link><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 15:20:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Uma equipa internacional liderada pela Universidade de Berna descobriu indícios de que uma única colisão com um asteroide poderá ter remodelado drasticamente Deimos, a menor das duas luas de Marte.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-colisao-que-quase-destruiu-deimos-como-um-asteroide-de-300-metros-remodelou-completamente-a-lua-marciana-1787843233726.jpg" data-image="o9judf66zia2"><figcaption>O impacto antigo de um asteroide poderá ter remodelado quase toda a superfície de Deimos, a menor e mais distantes das duas luas de Marte. Crédito: NASA/JPL-Caltech/Universidade do Arizona</figcaption></figure><p><strong>Deimos, a menor e mais distante das duas luas de Marte, pode esconder na sua superfície as marcas de uma colisão colossal</strong>. Um novo estudo liderado pela Dra. Sabina Raducan sugere que a depressão existente junto ao polo sul e a camada de regolito que torna a lua aparentemente mais lisa poderão ter uma origem comum: o impacto de um asteroide.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><strong>“O código é executado num cluster de computação de alto desempenho aqui na Universidade de Berna e é um dos poucos códigos capazes de realizar este tipo de simulação”</strong>, explica a líder do estudo, <strong>Dra. Sabina Raducan</strong>, ex-investigadora na Divisão de Investigação Espacial e Ciências Planetárias (WP) do Instituto de Física da Universidade de Berna e atualmente gestora do programa científico do Instituto Internacional de Ciências Espaciais e investigadora sénior na Vrije Universiteit Brussel.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A investigação, publicada na <em>Nature Astronomy</em>, é a primeira a incorporar observações obtidas durante a passagem da sonda Hera da ESA, por Deimos, em março de 2025. A equipa internacional recorreu ao <strong>código de simulação de alta resolução Bern Smoothed Particle Hydrodynamics (SPH)</strong> desenvolvido ao longo de cerca de duas décadas na Universidade de Berna.</p><h2>Um impacto com efeitos à escala global</h2><p>Foram realizadas cerca de uma <strong>centena de simulações</strong>, variando o tamanho, a velocidade e o ângulo do impacto, bem como a estrutura interna de Deimos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-colisao-que-quase-destruiu-deimos-como-um-asteroide-de-300-metros-remodelou-completamente-a-lua-marciana-1787843389649.jpg" data-image="foh2oeyzzavm"><figcaption>Fobos, do grego antigo para "medo", e Deimos para "terror" são as únicas duas luas de Marte, ambas minúsculas e de formato irregular. Na contemporaneidade, os cientistas continuam a debater a misteriosa origem do sistema lunar marciano, descoberto em agosto de 1877 pelo astrónomo norte-americano Asaph Hall.</figcaption></figure><p>Os resultados apontam para um cenário particularmente convincente: um <strong>asteroide com cerca de 320 metros de diâmetro</strong>, atingindo a lua a um ângulo de aproximadamente 45 graus, poderia ter <strong>criado a depressão observada sem destruir Deimos</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>“O impacto foi suficientemente violento para redistribuir material a nível global, mas não tão forte a ponto de ter destruído a lua”</strong>. <br><strong><br>- Martin Jutzi</strong>, da Divisão de Investigação Espacial e Ciências Planetárias (WP) da Universidade de Berna, e também copresidente do Grupo de Trabalho de Física de Impactos da Hera.</div><p>Mas o impacto teria deixado uma segunda assinatura. <strong>A enorme quantidade de material projetada pela colisão poderia ter-se espalhado por praticamente toda a superfície</strong>, formando a camada espessa de regolito que hoje esconde muitas estruturas mais antigas. Nalguns locais esse depósito poderá ultrapassar 200 metros de profundidade. </p><h2>Uma lua frágil mas surpreendentemente resistente</h2><p>As simulações também oferecem pistas sobre o interior de Deimos. As camadas superficiais parecem ser extremamente frágeis, enquanto o interior apresenta elevada porosidade. Esta estrutura teria funcionado como uma espécie de <strong>amortecedor, absorvendo parte da energia do impacto e permitindo que a pequena lua sobrevivesse</strong>.</p><p>“Em termos de propriedades físicas, <strong>Deimos assemelha-se mais aos chamados asteroides de pilha de detritos do que à Lua da nossa Terra”</strong>, afirma Raducan. “Mas isso não significa necessariamente que Deimos seja, de facto, um asteroide. Também pode ter-se formado a partir de material ejetado durante impactos em Marte”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785133" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/rajadas-de-vento-de-150-km-h-e-tempestades-de-poeira-a-nivel-global-e-assim-que-se-manifesta-o-clima-extremo-de-marte.html" title="Rajadas de vento de 150 km/h e tempestades de poeira a nível global: é assim que se manifesta o clima extremo de Marte">Rajadas de vento de 150 km/h e tempestades de poeira a nível global: é assim que se manifesta o clima extremo de Marte</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/rajadas-de-vento-de-150-km-h-e-tempestades-de-poeira-a-nivel-global-e-assim-que-se-manifesta-o-clima-extremo-de-marte.html" title="Rajadas de vento de 150 km/h e tempestades de poeira a nível global: é assim que se manifesta o clima extremo de Marte"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-atmosfera-de-marte-y-su-meteorologia-1786343253900_320.jpg" alt="Rajadas de vento de 150 km/h e tempestades de poeira a nível global: é assim que se manifesta o clima extremo de Marte"></a></article></aside><p>A hipótese não está definitivamente comprovada, mas tem uma vantagem importante: <strong>consegue explicar duas características marcantes de Deimos através de um único acontecimento</strong> e permite fazer futuras previsões testáveis.</p><p>A próxima oportunidade para as verificar poderá chegar com a <strong>missão Martian Moons eXploration (MMX) da JAXA (Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial) prevista para estudar em detalhe as luas marcianas</strong>. As previsões deste estudo acerca da espessura e distribuição do regolito e as propriedades mecânicas de Deimos poderão ajudar a orientar os instrumentos da missão e a interpretar os seus futuros dados.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="University%20of%20Bern" data-year="2026" data-title="One%20asteroid%20strike%20may%20explain%20two%20mysteries%20of%20Mars%E2%80%99%20moon%20Deimos" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedaily.com%2Freleases%2F2026%2F08%2F260824065516.htm">University of Bern. (2026). <a href="https://www.sciencedaily.com/releases/2026/08/260824065516.htm" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">One asteroid strike may explain two mysteries of Mars’ moon Deimos</a>.</cite><br><cite data-author="S.%20D.%20Raducan%2C%20H.%20F.%20Agrusa%2C%20E.%20Asphaug%2C%20C.%20M.%20Ernst%2C%20M.%20Jutzi%2C%20P.%20Michel%2C%20M.%20Popescu%20%26%20S.%20Sugita" data-year="2026" data-title="Deimos%E2%80%99s%20shape%20and%20geology%20explained%20by%20a%20subcatastrophic%20impact" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41550-026-02956-w">S. D. Raducan, H. F. Agrusa, E. Asphaug, C. M. Ernst, M. Jutzi, P. Michel, M. Popescu & S. Sugita. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41550-026-02956-w" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Deimos’s shape and geology explained by a subcatastrophic impact</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-colisao-que-quase-destruiu-deimos-como-um-asteroide-de-300-metros-remodelou-completamente-a-lua-marciana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Do inventário à previsão: a ciência quer descobrir o que a biodiversidade fará amanhã]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/do-inventario-a-previsao-a-ciencia-quer-descobrir-o-que-a-biodiversidade-fara-amanha.html</link><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 14:19:03 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Novo projeto europeu, liderado pela Universidade do Minho, visa estudar o que os seres vivos fazem nos ecossistemas e como poderão responder às mudanças futuras.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-inventario-a-previsao-a-ciencia-quer-descobrir-o-que-a-biodiversidade-fara-amanha-1787837293227.jpg" data-image="zpsuzu6vt4jv" alt="rio, floresta e montanhas" title="rio, floresta e montanhas"><figcaption>O objetivo do projeto GENE2ECO não é apenas saber que organismos habitam um ecossistema, mas também como se vão comportar diante das alterações climáticas ou da poluição. Foto: Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Saber que uma espécie está presente num rio, numa floresta ou num solo é importante. Mas pode já não ser suficiente para perceber o estado de um ecossistema. É essa fronteira que o <strong>projeto europeu GENE2ECO</strong> quer ultrapassar.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Coordenada pelo Centro de Biologia Molecular e Ambiental da Universidade do Minho, a iniciativa recebeu 1,5 milhões de euros do programa Horizonte Europa, num concurso em que apenas 11% das mais de 1900 candidaturas foram aprovadas. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Durante 36 meses, investigadores portugueses e parceiros internacionais vão tentar perceber não apenas quem vive nos<strong> ecossistemas</strong>, mas também o que essas <strong>comunidades biológicas</strong> estão a fazer.</p><h2>Um novo olhar sobre a Natureza</h2><p>A diferença pode até parecer insignificante, mas, na verdade, muda a forma de estudar a biodiversidade. Até agora, muitos estudos partiam de uma espécie, identificavam a sua presença e procuravam <strong>compreender a evolução</strong> da sua população. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O GENE2ECO quer acrescentar uma dimensão funcional. Em vez de olhar apenas para a composição de uma comunidade, pretende perceber como os seus diferentes elementos respondem às condições ambientais e que alterações poderão ocorrer no futuro.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A iniciativa é coordenada pela investigadora e professora catedrática <strong>Cláudia Pascoal</strong> e junta a Universidade do Minho ao European Molecular Biology Laboratory, na Alemanha, e ao Naturalis Biodiversity Center, nos Países Baixos. A parceria permitirá reforçar competências, partilhar conhecimento e criar redes científicas que continuem para além dos três anos do projeto.</p><h2>Da fotografia ao filme do ecossistema</h2><p>Para perceber como uma comunidade biológica muda, não basta observá-la uma vez. Os investigadores vão recolher <strong>amostras</strong> de água, solo e plantas em <strong>diferentes locais</strong>, com <strong>condições ambientais distintas</strong> e em <strong>várias épocas do ano</strong>. Será possível, desta forma, cruzar o espaço e o tempo – duas dimensões que raramente aparecem juntas em observações isoladas. </p><p>Uma área sujeita a maior poluição pode ser comparada com outra menos pressionada. O mesmo local pode ser acompanhado ao longo das estações. Os dados obtidos permitirão <strong>procurar padrões</strong> e perceber como as comunidades respondem às alterações do ambiente.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É dessa combinação que deverão nascer os modelos preditivos do GENE2ECO. O objetivo final é antecipar como a biodiversidade poderá reagir às alterações climáticas e à poluição. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Em vez de esperar que uma mudança seja evidente para depois tentar compreender as suas consequências, a investigação procura encontrar sinais que permitam <strong>prever tendências</strong> e apoiar <strong>decisões futuras</strong>. A biodiversidade deixa, assim, de ser apenas uma fotografia do presente e passa a ser uma história em movimento.</p><h2>O que estão a fazer, e não apenas quem são</h2><p>É aqui que entra uma das tecnologias centrais do GENE2ECO, a análise multiómica. A genética tradicional permite identificar os organismos presentes num ecossistema. A multiómica acrescenta outras camadas de informação, procurando perceber também a <strong>atividade das comunidades biológicas</strong> e a forma como respondem às condições ambientais.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A pergunta deixa de ser apenas “quem está aqui?” para passar a ser “o que está a acontecer aqui?”.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Essa mudança é decisiva quando se pretende compreender os efeitos da poluição ou das alterações climáticas. <strong>Um ecossistema pode manter muitas das espécies que sempre o caracterizaram e, ainda assim, estar a mudar profundamente</strong>. As alterações no funcionamento das comunidades podem surgir antes de serem percetíveis numa simples contagem de espécies.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="722399" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/por-que-a-biodiversidade-e-tao-importante-para-evitar-a-extincao-humana.html" title="Porque é que a biodiversidade é tão importante para evitar a extinção humana?">Porque é que a biodiversidade é tão importante para evitar a extinção humana?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/por-que-a-biodiversidade-e-tao-importante-para-evitar-a-extincao-humana.html" title="Porque é que a biodiversidade é tão importante para evitar a extinção humana?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/perche-l-importanza-della-biodiversita-e-fondamentale-per-evitare-l-estinzione-dell-uomo-1738427441497_320.jpg" alt="Porque é que a biodiversidade é tão importante para evitar a extinção humana?"></a></article></aside><p>Ao combinar dados moleculares com informação sobre água, solo, vegetação e condições ambientais, o projeto procura <strong>encontrar</strong> esses <strong>sinais</strong> e transformá-los em modelos capazes de <strong>antecipar respostas</strong> futuras. A intenção é perceber como a biodiversidade poderá reagir às pressões ambientais e produzir conhecimento útil para a conservação.</p><h2>Os dados irão ajudar a decidir</h2><p>O volume de informação produzido por este tipo de investigação é enorme. A componente de <strong>bioinformática</strong> é, por isso, tão importante como a recolha das amostras. Os <strong>dados</strong> precisam de ser <strong>organizados</strong>, <strong>relacionados</strong> e <strong>analisados</strong> para que possam revelar padrões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-inventario-a-previsao-a-ciencia-quer-descobrir-o-que-a-biodiversidade-fara-amanha-1787837542891.jpg" data-image="e5cs3sy7t4zy" alt="Amostras e análise computacional" title="Amostras e análise computacional"><figcaption>O GENE2ECO visa transformar informação sobre a biodiversidade em conhecimento preditivo, essencial para apoiar uma gestão ambiental mais sustentável. Foto: UMinho</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>É também aqui que a parceria com o European Molecular Biology Laboratory ganha importância. O consórcio pretende reforçar as <strong>capacidades computacionais</strong> da equipa portuguesa e criar condições para que diferentes conjuntos de informação possam ser cruzados e reutilizados.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O objetivo final não é produzir um arquivo fechado. Os dados deverão seguir os princípios FAIR, tornando-se fáceis de encontrar, aceder, combinar e reutilizar por outros investigadores.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Essa opção dá ao projeto uma vida potencialmente muito mais longa do que os seus 36 meses. Cada resultado pode alimentar <strong>novas perguntas</strong>, novas análises e outros estudos sobre biodiversidade.</p><h2>Uma ciência feita para antecipar</h2><p>A ambição do GENE2ECO ultrapassa, portanto, a descrição dos ecossistemas. O projeto pretende caracterizar a biodiversidade e <strong>fazer previsões</strong> sobre a forma como irá reagir às <strong>alterações climáticas</strong> e à poluição, antecipando possíveis impactos no bem-estar humano.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É essa capacidade de antecipação que pode transformar dados moleculares em ferramentas de decisão. Conhecer mais cedo uma alteração num ecossistema pode ajudar a identificar áreas que exigem intervenção, orientar estratégias de conservação ou definir onde concentrar recursos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O projeto tem ainda uma <strong>dimensão de formação e cooperação internacional</strong>. O financiamento inclui intercâmbio de investigadores e capacitação das equipas, com a ambição de que esta parceria seja um “embrião” para outros trabalhos e redes científicas futuras.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768676" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/sera-que-a-composicao-de-especies-nas-florestas-europeias-pode-ser-afetada-pelas-alteracoes-climaticas.html" title="Será que a composição de espécies nas florestas europeias pode ser afetada pelas alterações climáticas?">Será que a composição de espécies nas florestas europeias pode ser afetada pelas alterações climáticas?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/sera-que-a-composicao-de-especies-nas-florestas-europeias-pode-ser-afetada-pelas-alteracoes-climaticas.html" title="Será que a composição de espécies nas florestas europeias pode ser afetada pelas alterações climáticas?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sera-que-a-composicao-de-especies-nas-florestas-europeias-pode-ser-afetada-pelas-alteracoes-climaticas-1778684810038_320.jpg" alt="Será que a composição de espécies nas florestas europeias pode ser afetada pelas alterações climáticas?"></a></article></aside><p>A conservação da biodiversidade começa, muitas vezes, por saber o que está a mudar. Mas poderá depender cada vez mais da <strong>capacidade de perceber</strong> essas <strong>mudanças</strong> enquanto ainda há tempo para agir. É essa passagem, da observação para a previsão, que o GENE2ECO procura tornar possível.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Universidade%20do%20Minho" data-year="" data-title="Escola%20de%20Ci%C3%AAncias%20coordena%20projeto%20europeu%20de%201%2C5%20milh%C3%B5es%20para%20a%20biodiversidade" data-url="https%3A%2F%2Fwww.uminho.pt%2FPT%2Fsiga-a-uminho%2FPaginas%2FDetalhe-do-evento.aspx%3FCodigo%3D69186">Universidade do Minho. <a href="https://www.uminho.pt/PT/siga-a-uminho/Paginas/Detalhe-do-evento.aspx?Codigo=69186" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Escola de Ciências coordena projeto europeu de 1,5 milhões para a biodiversidade</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/do-inventario-a-previsao-a-ciencia-quer-descobrir-o-que-a-biodiversidade-fara-amanha.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Entre sexta 28 e domingo 30: ar polar abandona Portugal e as temperaturas recuperam para máximas até 34 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-sexta-28-e-domingo-30-ar-polar-abandona-portugal-e-as-temperaturas-recuperam-para-maximas-ate-34-c.html</link><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 13:43:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A dissipação da massa de ar frio que contribuiu para a descida das temperaturas em Portugal Continental dará lugar a uma subida das mesmas nos próximos dias, voltando os termómetros a registarem valores acima dos 30 ºC em vários locais.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb19sua"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb19sua.jpg" id="xb19sua"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As temperaturas desceram em Portugal Continental e para hoje, quinta-feira, esperam-se máximas entre os 15 ºC na Guarda e os 25 ºC em Lisboa. Esta descida deve-se à <strong>presença de uma massa de ar polar marítimo</strong> que se encontra sobre a nossa geografia e que só nas próximas horas se deverá afastar.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Apesar desta influência se sentir em todo o país, a região Norte e algumas cidades do Centro registam um maior impacto, onde <strong>no Norte, nenhuma capital de distrito deve ultrapassar os 18 ºC</strong>. Na região Centro, os distritos de Viseu e Guarda deverão contar com os valores mais baixos, também abaixo dos 20 ºC, de acordo com os nossos mapas.</p><h2>Massa de ar polar afasta-se e temperaturas recuperam já amanhã, dia 28</h2><p>Segundo a mais recente atualização do ECMWF, o nosso modelo de confiança, <strong>a partir das 7h de amanhã, sexta-feira, esta massa de ar polar deverá dissipar-se</strong> totalmente do nosso território, permitindo uma subida dos valores. Esta subida não será acentuada, no entanto, é esperado que<strong> todas as capitais distritais do país contem com valores iguais ou superiores a 20 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fenomeno-entre-sexta-28-e-domingo-30-ar-polar-abandona-portugal-e-as-temperaturas-recuperam-para-maximas-ate-34-c-1787833611486.jpg" data-image="oiyovfmwjqm1" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Entre sexta-feira e domingo, as temperaturas máximas vão voltar a ultrapassar os 30 ºC em vários locais, especialmente ao longo da faixa interior e no Sul do país.</figcaption></figure><p>Assim, <strong>esperam-se máximas entre os 20 ºC na Guarda e em Viana do Castelo e os 28 ºC em Beja</strong>. Localmente, especialmente no Alentejo, podem haver locais a registar até 29 ºC. Já as cotas mais elevadas do Norte e Centro poderão contar com valores mais contidos, na ordem dos 15 ºC/ 18 ºC.</p><h2>A partir de sábado já voltam a surgir temperaturas máximas na ordem dos 30 ºC</h2><p>Esta<strong> tendência de subida das temperaturas </strong><strong>deverá manter-se nos dias seguintes</strong>, sendo que para sábado, esperam-se valores máximos entre os 20 ºC em Viana do Castelo e os 30 ºC em Beja. Localmente, o Baixo Alentejo e o Algarve poderão atingir os 32 ºC, enquanto a Beira Baixa pode registar até 30 ºC. Nas regiões mais elevadas também se denotará uma leve subida.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785788" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-os-acores-e-madeira-ate-31-de-agosto-anticiclone-dominara-mas-a-chuva-surgira-nestes-dias.html" title="Tempo para os Açores e Madeira até 31 de agosto: anticiclone dominará, mas a chuva surgirá nestes dias">Tempo para os Açores e Madeira até 31 de agosto: anticiclone dominará, mas a chuva surgirá nestes dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-os-acores-e-madeira-ate-31-de-agosto-anticiclone-dominara-mas-a-chuva-surgira-nestes-dias.html" title="Tempo para os Açores e Madeira até 31 de agosto: anticiclone dominará, mas a chuva surgirá nestes dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-os-proximos-dias-nos-acores-e-na-madeira-esperam-se-dias-estaveis-mas-com-algumas-perturbacoes-nos-acores-1787830382234_320.jpg" alt="Tempo para os Açores e Madeira até 31 de agosto: anticiclone dominará, mas a chuva surgirá nestes dias"></a></article></aside><p>No domingo, e tal como podemos observar no mapa acima, esperam-se temperaturas máximas entre os 20 ºC em Viana do Castelo e os 31 ºC em Beja. No entanto, a nível local, especificamente no Vale do Guadiana, <strong>os termómetros poderão alcançar os 34 ºC</strong>, fazendo desta a zona mais quente do país, assim como alguns locais do Algarve, especialmente no Sotavento, onde o mesmo valore deverá ser atingido. <strong>As regiões Norte e Centro, principalmente no litoral, deverão manter valores mais contidos</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-sexta-28-e-domingo-30-ar-polar-abandona-portugal-e-as-temperaturas-recuperam-para-maximas-ate-34-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tendências a 10 dias em Portugal: estabilidade ganha força e as temperaturas sobem, sobretudo no Sul]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-a-10-dias-em-portugal-estabilidade-ganha-forca-e-as-temperaturas-sobem-sobretudo-no-sul.html</link><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 13:09:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de vários dias de chuva e temperaturas abaixo do habitual, o tempo vai mudar em Portugal. A estabilidade regressa no fim de semana e, nos primeiros dias de setembro, o calor ganhará terreno, sobretudo no Sul.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb19sbi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb19sbi.jpg" id="xb19sbi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Portugal continental prepara-se para uma mudança gradual do estado do tempo</strong>. A instabilidade ainda será sentida entre esta quinta e sexta-feira, sobretudo no Norte e Centro, mas o fim de semana deverá marcar o início de uma fase progressivamente mais seca e quente. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>A partir de 3 de setembro, a subida das temperaturas poderá tornar-se mais generalizada, num cenário dominado pelo Anticiclone dos Açores.</p><h2>Quinta-feira ainda com chuva e temperaturas bastante contidas</h2><p>Esta quinta-feira, 27 de agosto, continuará marcada por alguma instabilidade, especialmente nas regiões Norte e Centro. A proximidade da depressão responsável pela frente fria que atravessou Portugal durante a manhã irá <strong>continuar a favorecer períodos de precipitação durante a tarde,</strong> localmente moderada, embora com tendência para diminuir de frequência e intensidade ao longo do dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-estabilidade-ganha-forca-e-as-temperaturas-sobem-sobretudo-no-sul-1787831650207.jpg" data-image="a6174nx792pi" alt="Chuva pressão e núvens" title="Chuva pressão e núvens"><figcaption>A instabilidade ainda se faz sentir esta quinta-feira no Norte e Centro, com períodos de chuva durante a tarde. A precipitação deverá perder expressão progressivamente ao longo do dia.</figcaption></figure><p>Durante a noite, a precipitação deverá tornar-se bastante mais dispersa, podendo mesmo cessar em grande parte do território.</p><p>Além da chuva, um dos elementos mais evidentes será a temperatura. <strong>As máximas estarão bastante contidas para a época do ano</strong>, principalmente no Norte e Centro, onde vários locais deverão permanecer abaixo dos 20 ºC. Porto poderá rondar os 18 ºC, Viseu os 18 ºC e Guarda apenas cerca de 15 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-estabilidade-ganha-forca-e-as-temperaturas-sobem-sobretudo-no-sul-1787831705956.jpg" data-image="mkiu0j9tapc7" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>A passagem da frente fria deixa temperaturas bastante contidas para a época, sobretudo no Norte e Centro. No Sul os valores são mais elevados, mas mesmo no Alentejo as máximas ficam aquém dos 30 ºC.</figcaption></figure><p>O contraste com o Sul será significativo. Ainda assim, mesmo no Alentejo o calor não será particularmente intenso,<strong> no distrito de Beja, as máximas deverão ficar, em geral, abaixo dos 27 ºC.</strong></p><h2>Sexta-feira a chuva pós-frontal ainda poderá molhar o Norte e Centro</h2><p>Na sexta-feira, dia 28, a frente fria já estará afastada, mas isso não significa um desaparecimento imediato da chuva. Atrás destes sistemas frontais é frequente permanecer uma massa de ar húmida e instável, capaz de originar <strong>precipitação pós-frontal</strong>.</p><p>Assim, poderão ocorrer alguns períodos de chuva ou aguaceiros sobretudo no Norte e Centro, abrangendo áreas do litoral e também alguns sectores do interior. A precipitação será, contudo, bastante menos organizada do que a registada durante a passagem da frente. O ambiente continuará relativamente húmido numa extensa faixa do território, enquanto o Sul deverá beneficiar mais rapidamente da estabilização atmosférica.</p><h2>Fim de semana traz uma mudança: menos chuva e termómetros em recuperação</h2><p>A transição mais evidente das temperaturas irá começar durante o fim de semana. <strong>Sábado e domingo deverão ser substancialmente mais secos</strong>, à medida que a influência das baixas pressões diminui e as altas pressões começam a assumir maior protagonismo na região. No sábado, a recuperação térmica começará a tornar-se percetível, sobretudo no Centro e Sul. No entanto, continuará a existir um contraste importante entre o Norte, mais fresco, e as regiões meridionais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-estabilidade-ganha-forca-e-as-temperaturas-sobem-sobretudo-no-sul-1787832010639.jpg" data-image="lw0eb119ve0e" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O fim de semana marca o início da recuperação térmica. No domingo, o contraste Norte-Sul será evidente, com máximas que poderão atingir 33 a 34 ºC no interior do Baixo Alentejo e Algarve.</figcaption></figure><p>No domingo, dia 30, essa diferença será ainda bastante evidente. De acordo com os mapas da Meteored, cidades como Porto e Braga poderão registar máximas próximas dos 22 a 24 ºC, enquanto Coimbra poderá alcançar cerca de 26 ºC e Lisboa aproximar-se dos 29 ºC.</p><p>Mais para sul, <strong>o calor poderá regressar com maior intensidade</strong>. No interior do Alentejo e em zonas próximas da fronteira com Espanha, os termómetros poderão atingir localmente os 33 ou 34 ºC. No litoral oeste algarvio, a influência marítima deverá manter as temperaturas mais moderadas.</p><h2>O que acontece no início de setembro?</h2><p>A tendência de estabilização deverá prolongar-se pela entrada em setembro. A configuração atmosférica prevista mostra o <strong>Anticiclone dos Açores numa posição favorável à estabilidade sobre Portugal continental</strong>, dificultando a aproximação das depressões e respetivos sistemas frontais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-estabilidade-ganha-forca-e-as-temperaturas-sobem-sobretudo-no-sul-1787832191533.jpg" data-image="d8rak9jyxw7h" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>O Anticiclone dos Açores deverá favorecer a estabilidade em Portugal, enquanto as depressões e frentes atlânticas circulam por latitudes mais elevadas. Até dia 5, não se perspetivam episódios significativos de chuva no continente.</figcaption></figure><p>Isto não significa necessariamente céu completamente limpo em todo o país, poderá existir nebulosidade. No entanto, <strong>não existem, neste momento, sinais de episódios significativos de precipitação durante os primeiros 5 dias de setembro</strong>.</p><h2>A partir de dia 3, o calor poderá tornar-se mais generalizado</h2><p>Será provavelmente entre os dias <strong>3 e 5 de setembro</strong> que a recuperação das temperaturas ficará mais evidente. O Sul continuará a destacar-se pelos valores mais elevados, mas desta vez o Norte e Centro também deverão acompanhar a subida dos termómetros. As temperaturas poderão, assim, aproximar-se ou ultrapassar os 30 ºC numa área consideravelmente maior do território.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785765" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/geografo-alfredo-graca-avisa-apos-analisar-os-mapas-o-jato-polar-vai-condicionar-o-tempo-em-portugal.html" title="Geógrafo Alfredo Graça avisa após analisar os mapas: “o jato polar vai condicionar o tempo em Portugal em setembro”">Geógrafo Alfredo Graça avisa após analisar os mapas: “o jato polar vai condicionar o tempo em Portugal em setembro”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/geografo-alfredo-graca-avisa-apos-analisar-os-mapas-o-jato-polar-vai-condicionar-o-tempo-em-portugal.html" title="Geógrafo Alfredo Graça avisa após analisar os mapas: “o jato polar vai condicionar o tempo em Portugal em setembro”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/geografo-alfredo-graca-avisa-apos-analisar-os-mapas-o-jato-polar-vai-condicionar-o-tempo-em-portugal-1787825464959_320.png" alt="Geógrafo Alfredo Graça avisa após analisar os mapas: “o jato polar vai condicionar o tempo em Portugal em setembro”"></a></article></aside><p>Esta evolução está associada não apenas ao reforço das altas pressões, mas também à circulação de uma <strong>massa de ar mais quente sobre a Península Ibérica</strong>, favorecendo uma recuperação térmica depois do período fresco que marcou o final de agosto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-estabilidade-ganha-forca-e-as-temperaturas-sobem-sobretudo-no-sul-1787832426057.jpg" data-image="9cewacwnyxz2" alt="Temperatura 2 m" title="Temperatura 2 m"><figcaption>Nos primeiros dias de setembro, uma massa de ar mais quente deverá ganhar terreno sobre a Península Ibérica, favorecendo uma subida progressiva e mais generalizada das temperaturas em Portugal.</figcaption></figure><p>Apesar disso, os cenários atualmente disponíveis não apontam para um episódio de calor extremo. <strong>Não se perspetivam, para já, máximas generalizadas de 39 ou 40 ºC em Portugal</strong>, sendo mais provável um episódio de calor moderado, mas persistente e claramente mais expressivo no interior Centro e Sul.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-a-10-dias-em-portugal-estabilidade-ganha-forca-e-as-temperaturas-sobem-sobretudo-no-sul.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo para os Açores e Madeira até 31 de agosto: anticiclone dominará, mas a chuva surgirá nestes dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-os-acores-e-madeira-ate-31-de-agosto-anticiclone-dominara-mas-a-chuva-surgira-nestes-dias.html</link><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 12:39:38 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O tempo nos arquipélagos nos próximos dias espera-se maioritariamente estável, devido à influência do anticiclone. No entanto, os Açores poderão contar com algumas perturbações nesta estabilidade.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb19ir2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb19ir2.jpg" id="xb19ir2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Apesar de o dia de hoje, quinta-feira, contar com <strong>11 distritos sob aviso amarelo de chuva e trovoada</strong> no continente português, de acordo com o IPMA, o <strong>cenário é diferente nos arquipélagos</strong> dos Açores e Madeira.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>O anticiclone que se encontra na sua posição habitual, ao largo dos Açores, está a <strong>contribuir para uma maior estabilidade atmosférica nestas regiões insulares</strong>. No entanto, o "escudo" não deverá manter 100 % da sua proteção nos próximos dias.</p><h2>Açores poderão contar com alguma chuva nos próximos dias</h2><p><strong>Entre hoje e amanhã, sexta-feira, esperam-se períodos de céu nublado ou limpo</strong>, de forma alternada, em várias ilhas açorianas. Desta forma, espera-se que as próximas horas sejam secas e soalheiras, <strong>não se descartando a possibilidade de chuva fraca e dispersa no Grupo Oriental </strong>na madrugada e em alguns períodos da tarde de amanhã. O <strong>Grupo Ocidental também poderá contar com alguns aguaceiros</strong> fracos ao final da tarde de amanhã.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-os-proximos-dias-nos-acores-e-na-madeira-esperam-se-dias-estaveis-mas-com-algumas-perturbacoes-nos-acores-1787830382234.jpg" data-image="rurkgkvo52mo" alt="probabilidade de chuva" title="probabilidade de chuva"><figcaption>Durante o fim de semana espera-se a ocorrência de chuva fraca a moderada nos Açores, enquanto o arquipélago da Madeira se deverá manter seco.</figcaption></figure><p>No entanto, a partir das primeiras horas da manhã de sábado, a <strong>aproximação de uma linha de instabilidade a este arquipélago, poderá resultar em chuva fraca</strong> no Grupo Ocidental, podendo, nas horas seguintes, ocorrer, de forma irregular, no Grupo Central.</p><p>Na<strong> madrugada de domingo é possível que esta chuva se possa intensificar</strong>, especialmente no Grupo Central, podendo, nas horas da manhã, chegar ao Grupo Oriental de forma mais dispersa. Ainda na tarde de domingo, dia 30, todos os grupos de ilhas poderão registar ocorrência de precipitação, ainda que sem risco associado. No total, até ao final do dia de segunda-feira, dia até onde podem ocorrer estes aguaceiros, esperam-se <strong>acumulados máximos de até 14 mm </strong>na Ilha das Flores (Grupo Ocidental) e na Ilha de São Miguel (Grupo Oriental).</p><h2>Madeira mantém-se mais estável a partir de domingo</h2><p>Nas próximas horas, <strong>a ilha da Madeira contará com chuva fraca, especialmente na Costa Norte e nas Regiões Montanhosas</strong>, mantendo-se o resto do arquipélago sem chuva. Esta tendência deverá manter-se amanhã e sábado, onde esta ilha poderá contar com chuva fraca, mas persistente, ao longo de praticamente todo o dia, devendo a mesma dissipar-se a partir das 17h de sábado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785765" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/geografo-alfredo-graca-avisa-apos-analisar-os-mapas-o-jato-polar-vai-condicionar-o-tempo-em-portugal.html" title="Geógrafo Alfredo Graça avisa após analisar os mapas: “o jato polar vai condicionar o tempo em Portugal em setembro”">Geógrafo Alfredo Graça avisa após analisar os mapas: “o jato polar vai condicionar o tempo em Portugal em setembro”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/geografo-alfredo-graca-avisa-apos-analisar-os-mapas-o-jato-polar-vai-condicionar-o-tempo-em-portugal.html" title="Geógrafo Alfredo Graça avisa após analisar os mapas: “o jato polar vai condicionar o tempo em Portugal em setembro”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/geografo-alfredo-graca-avisa-apos-analisar-os-mapas-o-jato-polar-vai-condicionar-o-tempo-em-portugal-1787825464959_320.png" alt="Geógrafo Alfredo Graça avisa após analisar os mapas: “o jato polar vai condicionar o tempo em Portugal em setembro”"></a></article></aside><p>Esta dissipação dará lugar a um resto de fim de semana seco, devendo os <strong>dias seguintes contarem com céu geralmente nublado, com possíveis abertas</strong>. Na segunda-feira, não se descarta a possibilidade de ocorrência de aguaceiros fracos e dispersos num curto período do dia, pelas 13h. Ainda assim, os acumulados na Costa Norte poderão rondar os 20 mm entre hoje e o final do dia de segunda-feira, segundo a atual previsão.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-os-acores-e-madeira-ate-31-de-agosto-anticiclone-dominara-mas-a-chuva-surgira-nestes-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Geógrafo Alfredo Graça avisa após analisar os mapas: “o jato polar vai condicionar o tempo em Portugal em setembro”]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/geografo-alfredo-graca-avisa-apos-analisar-os-mapas-o-jato-polar-vai-condicionar-o-tempo-em-portugal.html</link><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 10:18:25 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A Meteored lança a sua primeira previsão para setembro em Portugal, um mês famoso pela sua elevada incerteza meteorológica. Analisamos aqui as possibilidades de tempo seco ou de chuva forte, bem como a tendência das temperaturas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/geografo-alfredo-graca-avisa-apos-analisar-os-mapas-o-jato-polar-vai-condicionar-o-tempo-em-portugal-1787825069424.jpg" data-image="rnx3lfh2qxxy"><figcaption>Há anos em que o mês de setembro pode ser bastante chuvoso. Descubra abaixo as tendências para setembro 2026.</figcaption></figure><p><strong>O outono climatológico vai arrancar já na próxima terça-feira, 1 de setembro</strong>, após um verão relativamente ameno em Portugal, especialmente nas regiões do litoral, onde se viveu um contraste absoluto em relação ao resto da Europa, afetada implacavelmente por inúmeras ondas de calor muito intensas que bateram múltiplos recordes de temperatura.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>No nosso país a exceção foi mesmo o período correspondente aos primeiros 8 dias de julho, quando se registou possivelmente a única onda de calor generalizada do verão climatológico inteiro. Apesar de ser muito variável de ano para ano, <strong>o clima do mês de setembro é historicamente conhecido pelo facto de em certas ocasiões ainda trazer dias veranis</strong>. Por estes motivos, muita gente está atenta ao tempo que se poderá registar em Portugal nas próximas semanas.</p><h2>O provérbio é elucidativo: “setembro seca as fontes ou leva as pontes"</h2><p>Este provérbio é um dos mais conhecidos acerca do nono mês do ano e resume perfeitamente o que pode acontecer nas primeiras semanas do outono. <strong>Há anos em que setembro é muito chuvoso na generalidade da nossa geografia continental</strong>, ora por causa das depressões atlânticas e respetivos sistemas frontais, ora devido às gotas frias. </p><p>Estas últimas, quando surgem, podem produzir, por vezes,<strong> chuva irregular mas extremamente forte e com possíveis consequências catastróficas</strong>, daí nascendo a parte do provérbio que remete-nos para "levar as pontes". No entanto, há outros anos em que a nossa geografia fica à mercê de um <strong>evidente prolongamento do verão</strong>, daí o “seca as fontes”, com o tempo seco a poder agravar substancialmente a situação de seca.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/geografo-alfredo-graca-avisa-apos-analisar-os-mapas-o-jato-polar-vai-condicionar-o-tempo-em-portugal-1787825155860.jpg" data-image="zoh86d43koz3"><figcaption>Em certos anos, o mês de setembro é uma continuação do verão.</figcaption></figure><p><strong>É esta a origem da parte do provérbio que remete para “secar as fontes", pois a escassez de água e a seca podem tornar-se mais graves</strong>. Isto é algo que se tem tornado cada vez mais comum nos últimos anos, apesar de em 2026 o balanço hídrico ser francamente mais positivo em relação a anos anteriores.</p><p>No que concerne à temperatura, os dados plasmados nas normais climatológicas revelam-nos que <strong>o valor médio nas regiões do interior de Portugal continental costuma descer cerca de 3/4 ºC comparativamente a agosto</strong>, enquanto nas regiões do litoral e nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, a descida térmica é menor graças ao efeito termorregulador do oceano. É também neste mês que os dias vão-se tornando progressivamente mais curtos, pelo que as noites são, de um modo geral, mais frescas.</p><h2>Os primeiros dias de setembro poderão ser marcados por calor de pleno verão</h2><p>De momento, as primeiras tendências do modelo europeu são bastante claras. <strong>Na primeira quinzena de setembro</strong>, o tempo de verão deverá impor-se, especialmente no interior de Portugal continental, e em particular nalgumas zonas do <strong>interior alentejano - onde as temperaturas poderão situar-se entre 3 e 6 ºC acima da média para a época</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/geografo-alfredo-graca-avisa-apos-analisar-os-mapas-o-jato-polar-vai-condicionar-o-tempo-em-portugal-1787825218118.jpg" data-image="aerqag92kf6f"><figcaption>Setembro poderá arrancar com anomalias positivas de temperatura muito significativas no interior alentejano.</figcaption></figure><p>Entretanto, <strong>no resto de Portugal, as temperaturas poderão registar valores entre 1 e 3 ºC acima da média para essas datas</strong>. Somente para os Açores e para a Madeira é que se vislumbram anomalias térmicas positivas suaves (até 1 ºC acima do normal para a época).</p><p>Apesar da incerteza ser bastante significativa - tendo em conta que estas previsões possuem baixa fiabilidade - os primeiros sinais indicam que <strong>a segunda metade do mês poderá ser caracterizada por uma tendência para a normalização gradual das temperaturas em grande parte da nossa geografia</strong>. Este panorama poderá estender-se a muitas outras zonas do Centro e do Sul da Europa nas duas últimas semanas de setembro.</p><h2>Há algum episódio de chuva forte em perspetiva? O jato polar irá decidir</h2><p><strong>A precipitação predominante nesta altura do ano é a do</strong> <strong>tipo convectivo, extremamente irregular</strong> (geralmente causadas por depressões isoladas em altitude ou gotas frias), pelo que estas <strong>previsões a longo prazo são pouco fiáveis</strong>. É ainda importante realçar que os fenómenos associados à precipitação convectiva só podem ser previstos com <strong>alguns dias de antecedência</strong>, devido à sua evolução tão complexa e imprevisível.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/geografo-alfredo-graca-avisa-apos-analisar-os-mapas-o-jato-polar-vai-condicionar-o-tempo-em-portugal-1787825340098.jpg" data-image="optjcvrfqsow"><figcaption>Embora não haja um padrão particularmente definido para a segunda quinzena de setembro, a aproximação a valores normais de precipitação no nosso território poderá indicar um possível aumento da instabilidade face à primeira metade do mês.</figcaption></figure><p><strong>As primeiras tendências indicam que a chuva poderá ficar abaixo da média na primeira quinzena em praticamente todo o país </strong>devido ao predomínio de um padrão positivo da NAO (Oscilação do Atlântico Norte), com as depressões a circularem em latitudes mais setentrionais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785681" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/hoje-ha-uma-nova-frente-fria-a-atingir-portugal-saiba-ate-quando-durarao-os-seus-efeitos.html" title="Hoje há uma nova frente fria a atingir Portugal: saiba até quando durarão os seus efeitos">Hoje há uma nova frente fria a atingir Portugal: saiba até quando durarão os seus efeitos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/hoje-ha-uma-nova-frente-fria-a-atingir-portugal-saiba-ate-quando-durarao-os-seus-efeitos.html" title="Hoje há uma nova frente fria a atingir Portugal: saiba até quando durarão os seus efeitos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/hoje-ha-uma-nova-frente-fria-a-atingir-portugal-saiba-ate-quando-durarao-os-seus-efeitos-1787762870805_320.jpg" alt="Hoje há uma nova frente fria a atingir Portugal: saiba até quando durarão os seus efeitos"></a></article></aside><p>Porém, isto não exclui a possibilidade de surgir alguma pequena bolsa de ar frio em altitude ou algum sistema frontal atlântico de fraca atividade que possa interromper temporariamente a estabilidade conferida pelas altas pressões. A única exceção a este panorama tendencialmente seco seriam os <strong>Açores</strong><strong>, onde se preveem anomalias positivas de precipitação durante a primeira quinzena de setembro</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>O que é o jato polar?</strong><br>Conhecido também como corrente de jato ou “jet stream”, trata-se de um canal de ventos muito fortes, em forma de tubo. Pode ser entendido como um rio de ar que flui acima das nossas cabeças (a cerca de 9-16 km acima da superfície da Terra) e a velocidades de 100-250 km/h, com milhares de quilómetros de comprimento, mas apenas alguns quilómetros de largura.</div><p><strong>Para a segunda quinzena de setembro</strong>, não se observa, de momento, uma tendência particularmente definida, embora se detete <strong>uma possível aproximação da precipitação para valores normais para a época do ano, o que poderia ser consequência de um aumento da instabilidade</strong>. Não se perspetiva um padrão atmosférico especialmente dominante: o jato polar irá determinar o desenrolar da segunda quinzena, dado que, se descer em latitude e produzir ondulações, setembro poderá terminar com um tempo instável.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/geografo-alfredo-graca-avisa-apos-analisar-os-mapas-o-jato-polar-vai-condicionar-o-tempo-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item></channel></rss>