<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Wed, 01 Jul 2026 20:00:27 +0000</lastBuildDate><pubDate>Wed, 01 Jul 2026 20:00:27 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Até 40 °C ou mais? Conheça quatro praias do Oeste para escapar ao calor intenso]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ate-40-c-ou-mais-conheca-quatro-praias-do-oeste-para-escapar-ao-calor-intenso.html</link><pubDate>Wed, 01 Jul 2026 18:01:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Com temperaturas que podem ultrapassar os 40 ºC, estas quatro praias da região Oeste destacam-se pelas paisagens, boas ondas e condições ideais para se refrescar neste verão.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-40-c-ou-mais-conheca-quatro-praias-do-oeste-para-escapar-ao-calor-intenso-1782806802034.jpg" data-image="ge80d12g6spg" alt="Praias do Oeste" title="Praias do Oeste"><figcaption>O calor está de regresso e estas quatro praias podem ser a melhor escapadinha. Foto: Pexels</figcaption></figure><p>Vamos ser afetados novamente por outra cúpula de calor? “Os modelos meteorológicos apontam para o<strong> regresso de uma cúpula de calor </strong>a Portugal no início de julho. A configuração atmosférica apresenta semelhanças com o episódio de maio, mas o contexto sazonal poderá favorecer temperaturas ainda mais elevadas”, <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/outra-cupula-de-calor-podera-afetar-portugal-semelhancas-e-diferencas-face-ao-ultimo-grande-episodio.html" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">avisa</a> Ana Palma.</p><p>“Uma massa de ar muito quente proveniente do Norte de África deverá provocar uma <strong>nova subida das temperaturas em Portugal continental </strong>a partir de quinta-feira”, escreve também Afonso Lopes. “Em várias regiões do interior, os termómetros poderão superar os 40 °C, com valores muito acima da média para a época.”</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776239" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/outra-cupula-de-calor-podera-afetar-portugal-semelhancas-e-diferencas-face-ao-ultimo-grande-episodio.html" title="Outra cúpula de calor poderá afetar Portugal: semelhanças e diferenças face ao último grande episódio">Outra cúpula de calor poderá afetar Portugal: semelhanças e diferenças face ao último grande episódio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/outra-cupula-de-calor-podera-afetar-portugal-semelhancas-e-diferencas-face-ao-ultimo-grande-episodio.html" title="Outra cúpula de calor poderá afetar Portugal: semelhanças e diferenças face ao último grande episódio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/outra-cupula-de-calor-podera-afetar-portugal-semelhancas-e-diferencas-face-ao-ultimo-grande-episodio-1782732629013_320.jpg" alt="Outra cúpula de calor poderá afetar Portugal: semelhanças e diferenças face ao último grande episódio"></a></article></aside><p>Está pronto para o calor intenso? O melhor é começar já a pensar em ‘planos de fuga’, e nós podemos ajudar. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.<br> </div><p>A antecipar a subida generalizada das temperaturas, os promotores do evento ‘Softboard Heroes’ reuniram<strong> quatro praias na região Oeste que se destacam</strong>. E fazem-no não só pela beleza natural, mas também pela forte ligação ao <em>surf </em>e aos desportos de ondas.</p><p>“Entre Peniche, Torres Vedras, Santa Cruz e a Ericeira, não faltam areais distinguidos com Bandeira Azul — uma certificação que reconhece critérios como a qualidade da água, a segurança, a gestão ambiental e os serviços disponibilizados aos visitantes”, lê-se no<em> site</em> ‘Vou Sair’. “O resultado? Praias mais limpas, seguras e preparadas para receber quem procura descanso ou aventura.”</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776312" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-vai-tornar-se-um-foco-de-calor-semelhante-ao-saara-a-partir-de-quinta-feira.html" title="Portugal continental vai tornar-se um 'foco de calor' semelhante ao Saara a partir de quinta-feira">Portugal continental vai tornar-se um "foco de calor" semelhante ao Saara a partir de quinta-feira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-vai-tornar-se-um-foco-de-calor-semelhante-ao-saara-a-partir-de-quinta-feira.html" title="Portugal continental vai tornar-se um 'foco de calor' semelhante ao Saara a partir de quinta-feira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-vai-tornar-se-um-foco-de-calor-semelhante-ao-saara-a-partir-de-quinta-feira-1782752173053_320.png" alt="Portugal continental vai tornar-se um 'foco de calor' semelhante ao Saara a partir de quinta-feira"></a></article></aside><p>Estas praias, dizem em comunicado, com paisagens naturais únicas e ondas de classe mundial, distinguem-se pela <strong>forte ligação ao </strong><em><strong>surf </strong></em>e pela certificação de Bandeira Azul, posicionando o Oeste como uma<strong> rota de referência para quem procura praias limpas e seguras</strong>.</p><p>“Para os apaixonados pelo surf e pela natureza, este verão é o momento ideal para descobrir o melhor da região Oeste.”</p><p>Pronto para conhecer a quatro praias do Oeste que merecem uma visita este verão?</p><h2>Praia da Física, Santa Cruz</h2><p>A <strong>Praia da Física</strong> é uma das mais emblemáticas de Santa Cruz. Este é também um destino muito procurado por quem aprecia o <em>surf</em> e o ambiente ligado ao mar. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-40-c-ou-mais-conheca-quatro-praias-do-oeste-para-escapar-ao-calor-intenso-1782806312428.jpg" data-image="205mfn5few3i" alt="Praia da Física" title="Praia da Física"><figcaption>A Praia da Física, integrada na Praia de Santa Cruz, tem um areal amplo e extenso, percorrido por passadiços de madeira. Foto: Câmara Municipal de Torres Vedras</figcaption></figure><p>Além das boas condições para a prática da modalidade, destaca-se por acolher eventos que dinamizam a região e reforçam a sua ligação à cultura surfista.</p><h2>Praia do Baleal, Peniche</h2><p>A Praia do Baleal é uma <strong>referência incontornável quando se fala de</strong><em><strong> surf</strong> </em>em Portugal. Conhecida internacionalmente, atrai surfistas de diferentes nacionalidades ao longo de todo o ano graças às condições diversificadas que oferece.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="665781" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/surfistas-do-mundo-uni-vos-descobrimos-quais-os-melhores-destinos-de-surf-e-portugal-lidera-a-tabela-turismo.html" title="Surfistas do Mundo, uni-vos: descobrimos quais os melhores destinos de surf (e Portugal lidera a tabela)">Surfistas do Mundo, uni-vos: descobrimos quais os melhores destinos de surf (e Portugal lidera a tabela)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/surfistas-do-mundo-uni-vos-descobrimos-quais-os-melhores-destinos-de-surf-e-portugal-lidera-a-tabela-turismo.html" title="Surfistas do Mundo, uni-vos: descobrimos quais os melhores destinos de surf (e Portugal lidera a tabela)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/surfistas-do-mundo-uni-vos-descobrimos-quais-os-melhores-destinos-de-surf-e-portugal-lidera-a-tabela-1721196779350_320.jpg" alt="Surfistas do Mundo, uni-vos: descobrimos quais os melhores destinos de surf (e Portugal lidera a tabela)"></a></article></aside><p>“Falar de<em> surf </em>em Portugal é, inevitavelmente, falar do Baleal”, garante o<em> site</em> ‘Vou Sair’. “A praia tornou-se <strong>um dos principais pontos de encontro da comunidade surfista internacional </strong>graças à diversidade de condições que oferece.”</p><div class="texto-destacado">As suas duas baías permitem encontrar ondas adequadas a vários níveis de experiência. </div><p>Enquanto algumas zonas são mais resguardadas e ideais para quem está a aprender, outras apresentam maior exposição ao Atlântico, proporcionando desafios adicionais aos praticantes mais experientes. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-40-c-ou-mais-conheca-quatro-praias-do-oeste-para-escapar-ao-calor-intenso-1782806584527.jpg" data-image="sz0iwg1ctm6n" alt="Baleal" title="Baleal"><figcaption>É indicada para famílias. Foto: Pexels</figcaption></figure><p>É esta versatilidade, aliás, que faz do Baleal um dos destinos de<em> surf </em>mais procurados da região Oeste.</p><h2>Praia de Ribeira d’Ilhas, Ericeira</h2><p>Integrada na <strong>Reserva Mundial de Surf da Ericeira</strong>, a primeira criada na Europa, a Praia de Ribeira d’Ilhas é um dos locais mais reconhecidos do <em>surf </em>nacional e internacional. </p><div class="texto-destacado">A combinação entre as condições naturais e a beleza da paisagem faz desta praia uma paragem obrigatória para os apaixonados pelos desportos de ondas.</div><p>Envolvida por arribas que oferecem vistas privilegiadas sobre o oceano, a praia atrai não apenas surfistas, mas também visitantes que procuram apreciar a paisagem (mesmo sem coragem para entrar na água). </p><h2>Praia da Foz do Arelho</h2><p>A Praia da Foz do Arelho distingue-se pela forma como<strong> junta dois ambientes diferentes no mesmo local</strong>. De um lado está o Atlântico, com condições procuradas por surfistas e praticantes de <em>windsurf</em>; do outro, a Lagoa de Óbidos oferece águas mais calmas, ideais para banhos tranquilos e momentos em família.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="723626" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/obidos-vai-ter-ondas-perfeitas-o-ano-inteiro-o-futuro-do-surf-esta-aqui.html" title="Óbidos vai ter ondas perfeitas o ano inteiro. O futuro do surf está aqui">Óbidos vai ter ondas perfeitas o ano inteiro. O futuro do surf está aqui</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/obidos-vai-ter-ondas-perfeitas-o-ano-inteiro-o-futuro-do-surf-esta-aqui.html" title="Óbidos vai ter ondas perfeitas o ano inteiro. O futuro do surf está aqui"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ferias-obidos-vai-ter-ondas-perfeitas-o-ano-inteiro-o-futuro-do-surf-esta-aqui-1754598772677_320.jpg" alt="Óbidos vai ter ondas perfeitas o ano inteiro. O futuro do surf está aqui"></a></article></aside><p>Esta combinação torna a praia <strong>muito versátil e atrativa para diferentes tipos de visitantes</strong>. Os passadiços e as falésias da zona ajudam a completar a experiência, com vistas amplas sobre a costa Oeste e um dos pores do sol mais apreciados da região.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Vou%20Sair" data-year="2026" data-title="4%20praias%20do%20Oeste%20que%20merecem%20uma%20visita%20este%20ver%C3%A3o%20(e%20s%C3%A3o%20perfeitas%20para%20surfar)" data-url="https%3A%2F%2Fvousair.pt%2F4-praias-do-oeste-que-merecem-uma-visita-este-verao-e-sao-perfeitas-para-surfar%2F">Vou Sair. (2026). <a href="https://vousair.pt/4-praias-do-oeste-que-merecem-uma-visita-este-verao-e-sao-perfeitas-para-surfar/" target="_blank">4 praias do Oeste que merecem uma visita este verão (e são perfeitas para surfar)</a>.</cite><br><cite data-author="Sapo%2C%20Green%20Savers" data-year="2026" data-title="Estas%20s%C3%A3o%20as%204%20praias%20do%20Oeste%20mais%20sustent%C3%A1veis%20e%20mais%20atrativas%20para%20amantes%20de%20desporto%20no%20mar" data-url="https%3A%2F%2Fsapo.pt%2Fartigo%2Festas-sao-as-4-praias-do-oeste-mais-sustentaveis-e-mais-atrativas-para-amantes-de-desporto-no-mar-6a2c0445918125d5f8e3275b">Sapo, Green Savers. (2026). <a href="https://sapo.pt/artigo/estas-sao-as-4-praias-do-oeste-mais-sustentaveis-e-mais-atrativas-para-amantes-de-desporto-no-mar-6a2c0445918125d5f8e3275b" target="_blank">Estas são as 4 praias do Oeste mais sustentáveis e mais atrativas para amantes de desporto no mar</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ate-40-c-ou-mais-conheca-quatro-praias-do-oeste-para-escapar-ao-calor-intenso.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Impulso de nutrientes para plantas que consomem muito: como o açúcar e a levedura aceleram o crescimento dos tomates]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/impulso-de-nutrientes-para-plantas-que-consomem-muito-como-o-acucar-e-a-levedura-aceleram-o-crescimento-dos-tomates.html</link><pubDate>Wed, 01 Jul 2026 17:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Está calor e o pico do verão estimula o crescimento das plantas de tomate. Algumas chegam mesmo a registar um verdadeiro surto de crescimento. Por isso, é essencial que disponham de nutrientes suficientes durante este período de calor intenso.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/naehrstoffschub-fur-grosse-fresser-wie-zucker-und-hefe-das-tomatenwachstum-beschleunigen-1782401310772.jpeg" data-image="ckjuc7k64ubg" alt="Avec les températures élevées, les plants de tomates ont besoin non seulement de davantage d'eau, mais aussi d'engrais pour soutenir le développement de leurs nouvelles pousses." title="Avec les températures élevées, les plants de tomates ont besoin non seulement de davantage d'eau, mais aussi d'engrais pour soutenir le développement de leurs nouvelles pousses."><figcaption>Com as temperaturas elevadas, as plantas de tomate precisam não só de mais água, mas também de fertilizante para apoiar o desenvolvimento dos seus novos rebentos.</figcaption></figure><p><strong>Este fertilizante natural</strong> pode ser utilizado em plantas de tomate, mas também noutras culturas populares em varandas e terraços. É particularmente adequado para pepinos, pimentos e courgettes.</p><h2>Um fertilizante natural como alternativa</h2><p>Para preparar esta mistura caseira, <strong>bastam dois ingredientes: açúcar e fermento</strong>. Quer se trate de fermento fresco ou seco, o resultado é o mesmo. É necessário misturar cerca de 10 gramas de fermento e 20 gramas de açúcar num litro de água. Após alguns dias, a mistura entra em fermentação.</p><h2>Uma preparação muito simples</h2><p>É nessa altura que se deve diluí-la com água de rega antes de a utilizar nas plantas. Este fertilizante natural estimula de forma rápida e eficaz os microrganismos presentes no solo, <strong>que, por sua vez, contribuem para fortalecer as plantas de tomate e favorecer o seu crescimento</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/naehrstoffschub-fur-grosse-fresser-wie-zucker-und-hefe-das-tomatenwachstum-beschleunigen-1782401222483.jpeg" data-image="lwjp0lfsrrqd" alt="Le mélange fertilisant peut être appliqué très facilement à l'aide d'un simple arrosoir." title="Le mélange fertilisant peut être appliqué très facilement à l'aide d'un simple arrosoir."><figcaption>A mistura fertilizante pode ser aplicada com muita facilidade com um simples regador.</figcaption></figure><p><strong>É perfeitamente compreensível não querer iniciar um processo de fermentação em casa no auge do calor</strong>. Também estão disponíveis fertilizantes naturais prontos a usar em lojas de bricolage, em alguns hipermercados e em lojas de jardinagem.</p><h2>Fertilizantes biológicos disponíveis no mercado</h2><p>Estes produtos, <strong>muitas vezes certificados por um selo biológico</strong>, são comercializados na forma líquida ou sólida.</p><p>Por fim, é essencial regar suficientemente as plantas durante os períodos de calor intenso. <strong>O ideal é fazê-lo de manhã cedo ou ao fim da tarde</strong>.</p><h2>Evite regar nas horas mais quentes</h2><p>Nestas alturas do dia, as plantas absorvem melhor a água e a evaporação é limitada, <strong>o que permite que uma maior quantidade de água chegue às raízes</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776291" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/6-regras-para-proteger-as-plantas-em-vasos-do-calor-abrasador.html" title="6 regras para proteger as plantas em vasos do calor abrasador">6 regras para proteger as plantas em vasos do calor abrasador</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/6-regras-para-proteger-as-plantas-em-vasos-do-calor-abrasador.html" title="6 regras para proteger as plantas em vasos do calor abrasador"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/6-regole-per-proteggere-le-piante-in-vaso-dal-caldo-torrido-1781977642001_320.jpeg" alt="6 regras para proteger as plantas em vasos do calor abrasador"></a></article></aside><p>Além disso, é aconselhável remover os rebentos e os ramos supérfluos das plantas de tomate. Quando expostas a pleno sol, <strong>pode também ser útil proporcionar-lhes um pouco de sombra durante os períodos de calor intenso</strong>.</p><h2>As plantas de tomate também requerem alguns cuidados</h2><p>Isto permite que a planta concentre a sua energia no desenvolvimento e na maturação dos tomates já formados. <strong>Esta operação, denominada "poda de rebentos" ou remoção de rebentos</strong>, deve ser realizada regularmente ao longo da época.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775907" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/muito-mais-do-que-plantas-resistentes-5-suculentas-que-surpreendem-pela-beleza-das-suas-flores.html" title="Muito mais do que plantas resistentes: 5 suculentas que surpreendem pela beleza das suas flores">Muito mais do que plantas resistentes: 5 suculentas que surpreendem pela beleza das suas flores</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/muito-mais-do-que-plantas-resistentes-5-suculentas-que-surpreendem-pela-beleza-das-suas-flores.html" title="Muito mais do que plantas resistentes: 5 suculentas que surpreendem pela beleza das suas flores"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mucho-mas-que-plantas-resistentes-5-suculentas-que-sorprenden-por-la-belleza-de-sus-flores-1782420324041_320.jpg" alt="Muito mais do que plantas resistentes: 5 suculentas que surpreendem pela beleza das suas flores"></a></article></aside><p><strong>As variedades de tomate de porte baixo e em arbusto constituem um caso particular</strong>, uma vez que os seus caules são muito ramificados e é difícil distinguir os ramos laterais dos ramos principais. No caso destas plantas, basta regá-las abundantemente e com regularidade.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="nordbayern.de" data-year="2026" data-title="Nat%C3%BCrlicher%20D%C3%BCnger%3A%20Zwei%20Hausmittel%20lassen%20Tomaten%20%C3%BCppig%20wachsen" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nordbayern.de%2Fservice%2Fwohnen%2Fvrbr-naturlicher-dunger-zwei-hausmittel-lassen-tomaten-uppig-wachsen-rep-1-rep-9-1.14300890">nordbayern.de. (2026). <a href="https://www.nordbayern.de/service/wohnen/vrbr-naturlicher-dunger-zwei-hausmittel-lassen-tomaten-uppig-wachsen-rep-1-rep-9-1.14300890" target="_blank">Natürlicher Dünger: Zwei Hausmittel lassen Tomaten üppig wachsen</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/impulso-de-nutrientes-para-plantas-que-consomem-muito-como-o-acucar-e-a-levedura-aceleram-o-crescimento-dos-tomates.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os sinais de alerta silenciosos que o corpo emite antes de uma insolação grave]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-sinais-de-alerta-silenciosos-que-o-corpo-emite-antes-de-uma-insolacao-grave.html</link><pubDate>Wed, 01 Jul 2026 16:25:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas elevadas aumentam o risco de exaustão por calor e insolação. Reconhecer os sinais de alerta e agir rapidamente pode ajudar a prevenir complicações graves durante os meses mais quentes do ano.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/golpe-de-calor-en-verano-sintomas-que-no-debes-ignorar-quien-corre-mas-riesgo-y-como-actuar-a-tiempo-1782101444270.jpg" data-image="2w5h4ryk2v0d" alt="Heat stroke, how to prevent it" title="Heat stroke, how to prevent it"><figcaption>Os adultos com mais de 65 anos e as crianças são os grupos mais vulneráveis durante as ondas de calor.</figcaption></figure><p>As doenças relacionadas com o calor aumentam todos os verões, quando as temperaturas elevadas coincidem com a humidade elevada. Passar longos períodos ao ar livre, trabalhar ao sol ou praticar exercício físico no exterior aumenta as probabilidades de sofrer problemas associados ao excesso de calor. <strong>Embora qualquer pessoa possa ser afetada, alguns grupos são mais vulneráveis nestas situações</strong>.</p><p>Entre estes contam-se as <strong>crianças pequenas, as pessoas com insuficiência cardíaca ou renal, aquelas com distúrbios circulatórios ou hipertensão arterial e, especialmente, os idosos</strong>. A desidratação, comum na terceira idade, reduz a capacidade do corpo de eliminar o calor e aumenta consideravelmente o risco de complicações.</p><h2>Insolação e exaustão por calor: diferenças que vale a pena identificar</h2><p>A exaustão por calor surge normalmente quando o corpo faz um esforço intenso para manter a sua temperatura estável. Os sintomas mais comuns incluem <strong>transpiração intensa, pele fria e húmida, tonturas, dor de cabeça, fraqueza, náuseas, cãibras musculares ou até mesmo desmaios</strong>.</p><p>Estes sinais indicam que o corpo ainda está a utilizar os seus mecanismos naturais de arrefecimento. Embora a situação exija atenção, ainda existe alguma capacidade de controlar a temperatura corporal através da <strong>hidratação e de outras medidas de arrefecimento</strong>.</p><p>A situação altera-se quando se desenvolve uma <strong>insolação</strong>. Nessa altura, o sistema responsável pela dissipação do calor deixa de funcionar corretamente. A <strong>pele pode ficar</strong> <strong>vermelha e quente, a transpiração pode parar</strong> e podem surgir sintomas neurológicos, como<strong> confusão, desorientação ou perda de consciência</strong>.</p><h2> O que fazer aos primeiros sinais de insolação </h2><p>No caso de exaustão por calor ligeira, o primeiro passo é afastar-se do ambiente quente. Procurar sombra ajuda, embora a melhor opção seja deslocar-se para um <strong>espaço com ar condicionado ou para um local com uma temperatura mais baixa</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/golpe-de-calor-en-verano-sintomas-que-no-debes-ignorar-quien-corre-mas-riesgo-y-como-actuar-a-tiempo-1782101556862.jpeg" data-image="hgm4c7i39h9i" alt="Heat stroke" title="Heat stroke"><figcaption>Tonturas, pele fria ou confusão são sinais de alerta importantes que não deve ignorar neste verão.</figcaption></figure><p>A reposição de líquidos é essencial. <strong>Beber água </strong>ajuda a regular a temperatura corporal e contribui para recuperar parte dos líquidos perdidos através do suor. Também se podem utilizar<strong> panos frios nas laterais do pescoço, duches frios ou ventiladores</strong> para ajudar o corpo a libertar calor.</p><p>Se os vómitos impedirem a hidratação ou se os sintomas persistirem após cerca de uma hora de cuidados, pode tratar-se de uma <strong>insolação</strong>, sendo altamente aconselhável <strong>procurar assistência médica</strong>. Alguns doentes necessitam de avaliação médica e de fluidos intravenosos.</p><h2> Prevenção da insolação durante as ondas de calor </h2><p>A medida mais eficaz continua a ser manter uma <strong>hidratação adequada e reduzir o tempo de exposição a temperaturas extremas</strong>. Ao meio-dia ou quando estão em vigor avisos de calor, é aconselhável permanecer em locais com ar condicionado ou com ventilação suficiente.</p><p><strong>O álcool também aumenta o risco de insolação</strong>. Além de afetar a regulação térmica, torna mais difícil detetar os primeiros sinais de exaustão por calor, atrasando a resposta a uma possível emergência.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-sinais-de-alerta-silenciosos-que-o-corpo-emite-antes-de-uma-insolacao-grave-1782918529323.png" data-image="a77of0r6lfyk"><figcaption>Em dias em que as temperaturas se aproximam dos 40 ºC, é necessário tomar muitas precauções.</figcaption></figure><p>Para quem tem de permanecer ao ar livre, as recomendações são claras: <strong>usar roupa leve e respirável, beber água antes de sentir sede e evitar a atividade física intensa durante as horas mais quentes do dia</strong>. Quem cuida de crianças pequenas e idosos deve tomar precauções especiais. Mesmo as pessoas saudáveis devem adiar tarefas exigentes durante os períodos de calor extremo.</p><p>Em Portugal registaram-se <strong>1331 mortes em excesso no período de calor extremo entre julho e agosto de 2025</strong>. A maioria do excesso de mortalidade ocorreu entre pessoas com 75 ou mais anos, confirmando que os idosos continuam a ser o grupo mais vulnerável aos efeitos das ondas de calor. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-sinais-de-alerta-silenciosos-que-o-corpo-emite-antes-de-uma-insolacao-grave.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que acontecerá em Portugal após a cúpula de calor: na terça, dia 7, o Anticiclone dos Açores começa a enfraquecer]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-que-acontecera-em-portugal-apos-a-cupula-de-calor-na-terca-dia-7-o-anticiclone-dos-acores-comeca-a-enfraquecer.html</link><pubDate>Wed, 01 Jul 2026 15:31:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal poderá manter-se sob uma cúpula de calor até, pelo menos, 7 de julho, com máximas acima dos 40 ºC, noites quentes e sinais de mudança gradual a partir da próxima semana.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xak6ng2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xak6ng2.jpg" id="xak6ng2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal continental<strong> poderá estar a atravessar um dos episódios de calor mais persistentes dos últimos anos</strong>,<strong> </strong>com uma cúpula de calor a dominar o estado do tempo ao longo da primeira semana de julho.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p><strong>As temperaturas deverão manter-se muito elevadas, pelo menos até dia 7</strong>, mas os modelos meteorológicos começam agora a indicar alterações na circulação atmosférica que poderão modificar gradualmente este cenário.</p><h2>Até dia 7: calor intenso e persistente sob domínio anticiclónico</h2><p>Durante os próximos dias, <strong>o Anticiclone dos Açores permanecerá robusto e estrategicamente posicionado a oeste da Península Ibérica</strong>, bloqueando a entrada de massas de ar mais fresco provenientes do Atlântico e do norte da Europa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-ira-acontecer-em-portugal-apos-a-cupula-de-calor-na-terca-feira-dia-7-o-anticiclone-dos-acores-enfraquece-1782906578431.png" data-image="r7tm2bljktvk" alt="Pressão núvens e chuva" title="Pressão núvens e chuva"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-922239">O Anticiclone dos Açores irá manter-se robusto e bem posicionado a noroeste da Península Ibérica, bloqueando a entrada de massas de ar mais fresco e favorecendo vários dias consecutivos de calor intenso.</figcaption></figure><p><strong>Esta configuração favorece a instalação de uma cúpula de calor</strong>. Ao mesmo tempo, uma massa de ar quente vinda do Norte de África já está a ser transportada para o interior de da Península Ibérica.</p><p>A forte insolação desta época do ano, aliada à capacidade da superfície peninsular para acumular calor durante o dia e libertá-lo lentamente durante a noite, o chamado "efeito de forno ibérico", vai contribuir para vários dias consecutivos com<strong> temperaturas superiores a 40 ºC, sobretudo no Alentejo e Vale do Tejo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-ira-acontecer-em-portugal-apos-a-cupula-de-calor-na-terca-feira-dia-7-o-anticiclone-dos-acores-enfraquece-1782906900488.png" data-image="rza5o44grpfp" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-175435">O modelo da Meteored prevê temperaturas muito elevadas durante a primeira semana de julho, com valores próximos ou superiores a 40 ºC em várias regiões do interior Alentejano e do Vale do Tejo.</figcaption></figure><p>Além das máximas extremas, esperam-se <strong>noites excecionalmente quentes e secas, com muitas localidades a registarem temperaturas acima dos 25 ºC</strong> durante a madrugada.</p><h2>Gradualmente até dia 7 o Anticiclone desloca-se para norte</h2><p>O modelo Europeu (ECMWF) prevê que, até terça-feira, dia 7, <strong>o Anticiclone dos Açores deverá deslocar gradualmente o seu núcleo para latitudes mais elevadas,</strong> aproximando-se das Ilhas Britânicas. Esta mudança poderá enfraquecer o bloqueio atmosférico sobre a Península Ibérica e permitir uma maior influência das circulações atlânticas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-ira-acontecer-em-portugal-apos-a-cupula-de-calor-na-terca-feira-dia-7-o-anticiclone-dos-acores-enfraquece-1782907115309.jpg" data-image="3yybeam5c2bp" alt="Pressão, chuva" title="Pressão, chuva"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-289622">A partir de 7 de julho, o Anticiclone dos Açores deverá já estar deslocado para latitudes mais elevadas, permitindo uma maior influência atlântica e o início de uma mudança gradual no padrão meteorológico.</figcaption></figure><p>Contudo,<strong> isso não significa um fim imediato do calor</strong>.</p><h2>O calor poderá prolongar-se para além de dia 7 de julho</h2><p>Apesar da deslocação do anticiclone, a massa de ar muito quente proveniente do Norte de África deverá <strong>continuar a alimentar a Península Ibérica durante mais alguns dias</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-ira-acontecer-em-portugal-apos-a-cupula-de-calor-na-terca-feira-dia-7-o-anticiclone-dos-acores-enfraquece-1782907426917.jpg" data-image="1h9uzfjav57d" alt="Geopotencial e temperatura 850 hPa" title="Geopotencial e temperatura 850 hPa"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-486606">Apesar da deslocação do anticiclone, o fluxo de ar muito quente proveniente do Norte de África continuará a alimentar a Península Ibérica, prolongando o calor durante mais alguns dias.</figcaption></figure><p>Os mapas de temperatura e geopotencial a 850 hPa mostram que <strong>o</strong> <strong>fluxo quente continuará ativo, mantendo temperaturas elevadas no interior do país,</strong> especialmente no Alentejo. Nas regiões da faixa costeira ocidental, <strong>a influência atlântica poderá regressar gradualmente,</strong> permitindo uma descida das temperaturas e um maior contraste entre o litoral e o interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-ira-acontecer-em-portugal-apos-a-cupula-de-calor-na-terca-feira-dia-7-o-anticiclone-dos-acores-enfraquece-1782907539605.jpg" data-image="j6actz686jn9" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-17537">Para 9 de julho, o modelo europeu prevê a persistência de temperaturas elevadas no interior de Portugal, enquanto a influência atlântica deverá proporcionar um ambiente mais fresco ao longo da faixa costeira ocidental.</figcaption></figure><p>Os modelos sugerem ainda que, <strong>a partir de dia 9, poderão surgir os primeiros sinais de instabilidade, com possibilidade de aguaceiros localizados</strong> em algumas regiões do território continental.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776642" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/4-distritos-sob-aviso-vermelho-ipma-avisa-para-persistencia-de-temperaturas-maximas-e-minimas-extremamente-elevadas.html" title="4 distritos sob aviso vermelho: IPMA avisa para persistência de temperaturas máximas e mínimas extremamente elevadas">4 distritos sob aviso vermelho: IPMA avisa para persistência de temperaturas máximas e mínimas extremamente elevadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/4-distritos-sob-aviso-vermelho-ipma-avisa-para-persistencia-de-temperaturas-maximas-e-minimas-extremamente-elevadas.html" title="4 distritos sob aviso vermelho: IPMA avisa para persistência de temperaturas máximas e mínimas extremamente elevadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/4-distritos-sob-aviso-vermelho-ipma-avisa-para-persistencia-de-temperaturas-maximas-e-minimas-extremamente-elevadas-1782909820269_320.png" alt="4 distritos sob aviso vermelho: IPMA avisa para persistência de temperaturas máximas e mínimas extremamente elevadas"></a></article></aside><p>Importa, contudo, sublinhar que <strong>esta é ainda uma previsão de médio prazo</strong>. Pequenas alterações na posição do anticiclone ou na trajetória da massa de ar africana poderão modificar significativamente a evolução prevista entre os dias 8 e 10 de julho.</p><p><strong>A tendência geral aponta para uma atenuação gradual do calor junto ao litoral</strong>, mas para a persistência de temperaturas elevadas no interior durante alguns dias adicionais.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-que-acontecera-em-portugal-apos-a-cupula-de-calor-na-terca-dia-7-o-anticiclone-dos-acores-comeca-a-enfraquecer.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O verão mudou. A questão já não é fugir ao calor, mas reaprender a vivê-lo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-verao-mudou-a-questao-ja-nao-e-fugir-ao-calor-mas-reaprender-a-vive-lo.html</link><pubDate>Wed, 01 Jul 2026 14:35:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>As ondas de calor estão a transformar hábitos, horários e até os lugares onde procuramos descanso, forçando o verão europeu a reinventar-se.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-verao-mudou-a-questao-ja-nao-e-fugir-ao-calor-mas-reaprender-a-vive-lo-1782910401742.jpg" data-image="lpsxggi2lols" alt="Lisboa ao por do sol" title="Lisboa ao por do sol"><figcaption>Lisboa ganha vida ao fim da tarde, com os residentes e visitantes a preferirem a noite para fugir ao stress térmico. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>Há uma hora do dia em que as cidades e as vilas morrem de tédio. Não é inverno, nem chove, nem é uma tarde de trabalho. É <strong>julho</strong>, o <strong>sol vai alto</strong> e, ainda assim, as ruas esvaziam-se. As esplanadas ficam por ocupar, os parques infantis estão desertos e os bancos de jardim vazios. Atrás dos estores fechados, espera-se. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Espera-se que o bafo quente do asfalto se dissipe, que a sombra avance alguns metros, que o relógio chegue ao fim da tarde.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Durante muito tempo, imaginámos os meses estivais como uma estação vivida inteiramente ao ar livre. Dias longos, passeios sem pressa, <strong>fins de tarde nas praças</strong>, <strong>férias passadas entre praias, jardins</strong> <strong>e avenidas cheias de gente</strong>. Essa imagem, agora, começa a desfocar-se. Os episódios de stress térmico sucedem-se com uma frequência que deixou de surpreender. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Estaremos condenados a caminhar para verões passados entre quatro paredes?<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A Organização Mundial da Saúde tem alertado que aquilo a que chamamos <strong>episódios</strong> <strong>extremos</strong> será cada vez mais frequente. A Europa está a aquecer a mais do dobro da média global e <strong>Portugal está no epicentro dessa mudança</strong>. A adaptação não pode ser apenas um exercício de prevenção reservado aos dias excecionais. Tem de fazer parte da rotina.</p><h2>Cidades dentro da cidade</h2><p>Nas malhas urbanas nem todo o calor é igual. Basta atravessar alguns quarteirões para perceber que um ecossistema urbano pode ter vários microclimas. Em Lisboa, estudos do Instituto Superior Técnico identificaram diferenças que chegam aos cinco graus entre bairros densamente urbanizados, como a Baixa ou as Avenidas Novas, e zonas mais verdes, como o Paço do Lumiar ou o Parque das Nações. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>No Porto, investigadores encontraram contrastes semelhantes entre o centro histórico e espaços como o Parque da Cidade, Serralves ou o Parque Oriental.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A diferença não está apenas na sombra. Está nas <strong>árvores</strong> que libertam <strong>humidade</strong> para o ambiente, nos solos que absorvem menos radiação, na <strong>circulação do vento</strong> e na presença da <strong>água</strong>. Uma caminhada junto ao rio ou uma tarde passada num jardim arborizado podem parecer experiências completamente distintas, apesar de separadas por poucos quilómetros.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/o-verao-mudou-a-questao-ja-nao-e-fugir-ao-calor-mas-reaprender-a-vive-lo-1782910537441.jpg" data-image="idw2r7biy918" alt="Esplanda em Faro" title="Esplanda em Faro"><figcaption>O calor extremo esvazia as esplanadas de Faro nas horas de pico, transformando os hábitos do verão algarvio. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>Em várias capitais europeias, estes locais já são formalmente reconhecidos como <strong>refúgios climáticos</strong>. Não são apenas parques, mas incluem bibliotecas, museus, centros culturais, mercados cobertos, claustros e edifícios históricos que oferecem abrigo durante as horas mais quentes. São espaços que devolvem aos residentes e visitantes a possibilidade de permanecer na cidade.</p><h2>O relógio também mudou</h2><p>As alterações não se medem apenas em graus. Medem-se igualmente em <strong>horários</strong>. Não há tanto tempo assim, caminhar ao meio da tarde fazia parte do ritual das férias. Hoje, muitos começam o dia quando a cidade ainda desperta ou esperam pelo pôr do sol para reivindicar o seu direito de sair à rua.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776642" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/4-distritos-sob-aviso-vermelho-ipma-avisa-para-persistencia-de-temperaturas-maximas-e-minimas-extremamente-elevadas.html" title="4 distritos sob aviso vermelho: IPMA avisa para persistência de temperaturas máximas e mínimas extremamente elevadas">4 distritos sob aviso vermelho: IPMA avisa para persistência de temperaturas máximas e mínimas extremamente elevadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/4-distritos-sob-aviso-vermelho-ipma-avisa-para-persistencia-de-temperaturas-maximas-e-minimas-extremamente-elevadas.html" title="4 distritos sob aviso vermelho: IPMA avisa para persistência de temperaturas máximas e mínimas extremamente elevadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/4-distritos-sob-aviso-vermelho-ipma-avisa-para-persistencia-de-temperaturas-maximas-e-minimas-extremamente-elevadas-1782909820269_320.png" alt="4 distritos sob aviso vermelho: IPMA avisa para persistência de temperaturas máximas e mínimas extremamente elevadas"></a></article></aside><p>O <strong>pequeno-almoço</strong> ao ar livre substitui o <strong>almoço</strong> na esplanada. O passeio acontece depois das <strong>nove da noite</strong>. Os concertos, o cinema ao ar livre e os mercados noturnos deixam de ser apenas programas de verão. Tornam-se a melhor forma de <strong>aproveitar o dia</strong>.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/o-verao-mudou-a-questao-ja-nao-e-fugir-ao-calor-mas-reaprender-a-vive-lo-1782910699826.jpg" data-image="0uohercfh5wy" alt="Aldeia de Arcos de Valdevez" title="Aldeia de Arcos de Valdevez"><figcaption>As aldeias de montanha em Arcos de Valdevez são refúgios frescos e alternativos às praias da costa atlântica. Foto: Adobe stock</figcaption></figure><p>Também as escapadinhas ganham novos destinos. As praias atlânticas continuam a atrair multidões, mas cresce o interesse por <strong>serras</strong>, <strong>aldeias</strong> <strong>de altitude</strong>, <strong>estâncias balneares fluviais</strong>, <strong>vales</strong> cobertos por <strong>floresta</strong> e percursos junto à água, onde alguns graus fazem toda a diferença. Aproximamo-nos, sem dar por isso, do ritmo de outros países mediterrânicos, onde a vida sempre soube contornar as horas de maior canícula.</p><h2>Reaprender a viver o verão</h2><p>As ondas de calor estão a mudar mais do que os termómetros. Estão a <strong>alterar a relação que temos com o espaço público</strong>, com o tempo livre e até com a ideia de férias. O desafio já não consiste apenas em proteger-nos durante alguns dias excecionais. Passa por descobrir uma nova forma de habitar os meses mais quentes sem abdicar do convívio social.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>E isso exige cidades com mais árvores, mais sombra, mais água e mais pontos de descanso. Implica também aceitar que o futuro dificilmente será igual ao passado.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Talvez nunca voltemos a ocupar as avenidas da mesma maneira às três da tarde. <strong>Mas isso não significa renunciar à estação</strong>. Significa apenas que teremos de redescobri-la. Talvez mais cedo, talvez mais tarde, talvez debaixo da copa de uma árvore ou junto ao rio. O verão continua lá. Apenas mudou o lugar e a hora.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Rui%20Silva%2C%20Ana%20Cristina%20Carvalho%2C%20Susana%20Cardoso%20Pereira%2C%20David%20Carvalho%20%26%20Alfredo%20Rocha" data-year="2022" data-title="Lisbon%20urban%20heat%20island%20in%20future%20urban%20and%20climate%20scenarios.%20Atmospheric%20Research" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedirect.com%2Fscience%2Farticle%2Fpii%2FS2212095522001365">Rui Silva, Ana Cristina Carvalho, Susana Cardoso Pereira, David Carvalho & Alfredo Rocha. (2022). <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2212095522001365" target="_blank">Lisbon urban heat island in future urban and climate scenarios. Atmospheric Research</a>.</cite><br><cite data-author="Tiago%20Filipe%20Jorge%20da%20Silva." data-year="2022" data-title="Urban%20thermal%20comfort%20in%20Lisbon.%20Sustainable%20Cities%20and%20Society" data-url="https%3A%2F%2Fresearchportal.ulisboa.pt%2Fen%2FstudentTheses%2Fthermal-comfort-in-urban-outdoor-public-spaces%2F%3F__cf_chl_f_tk%3DTUcdXsTc6IjJmJT8yalPClxuMBJGUIAf55EPDczZdWE-1782903839-1.0.1.1-hIZZQ0wuoPQDvWfDQdxtChJNnpi0K24LiSUlxB4uS3U">Tiago Filipe Jorge da Silva.. (2022). <a href="https://researchportal.ulisboa.pt/en/studentTheses/thermal-comfort-in-urban-outdoor-public-spaces/?__cf_chl_f_tk=TUcdXsTc6IjJmJT8yalPClxuMBJGUIAf55EPDczZdWE-1782903839-1.0.1.1-hIZZQ0wuoPQDvWfDQdxtChJNnpi0K24LiSUlxB4uS3U" target="_blank">Urban thermal comfort in Lisbon. Sustainable Cities and Society</a>.</cite><br><cite data-author="H%C3%A9lder%20Silva%20Lopes%2C%20Diogo%20Guedes%20Vidal%2C%20Nadhima%20Cherif%2C%20L%C3%ADgia%20Silva%20%26%20Paula%20C.%20Remoaldo" data-year="2025" data-title="Green%20infrastructure%20and%20climate%20adaptation%20in%20Porto.%20Urban%20Forestry%20%26%20Urban%20Greening" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedirect.com%2Fscience%2Farticle%2Fpii%2FS0301479725004220">Hélder Silva Lopes, Diogo Guedes Vidal, Nadhima Cherif, Lígia Silva & Paula C. Remoaldo. (2025). <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0301479725004220" target="_blank">Green infrastructure and climate adaptation in Porto. Urban Forestry & Urban Greening</a>.</cite><br><cite data-author="World%20Meteorological%20Organization" data-year="" data-title="Record-breaking%20heat%20spreads%20through%20Europe" data-url="https%3A%2F%2Fwmo.int%2Fmedia%2Fnews%2Frecord-breaking-heat-spreads-through-europe">World Meteorological Organization. <a href="https://wmo.int/media/news/record-breaking-heat-spreads-through-europe" target="_blank">Record-breaking heat spreads through Europe</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-verao-mudou-a-questao-ja-nao-e-fugir-ao-calor-mas-reaprender-a-vive-lo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 43 ºC: onda de calor poderá afetar Portugal continental até dia 8 de julho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-43-c-onda-de-calor-podera-afetar-portugal-continental-ate-dia-8-de-julho.html</link><pubDate>Wed, 01 Jul 2026 13:45:02 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal prepara-se para um episódio prolongado de calor, com temperaturas até 43 ºC, noites tropicais e valores muito acima da normal climatológica. O ECMWF prevê que o calor persista, pelo menos, até dia 8 de julho.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-43-c-onda-de-calor-afetara-portugal-ate-dia-8-de-julho-1782906242348.jpeg" data-image="e86bu61v1hsn" alt="Onda de calor mantém Portugal sob temperaturas muito elevadas" title="Onda de calor mantém Portugal sob temperaturas muito elevadas"><figcaption>A persistência de temperaturas muito elevadas, associada a noites tropicais em várias regiões, poderá aumentar o desconforto térmico e agravar o risco de incêndio rural.</figcaption></figure><p>O calor intensifica-se em Portugal continental a partir desta quarta-feira (1) e o país manter-se-á sob uma onda de calor até, pelo menos, dia 8 de julho. As previsões do modelo europeu ECMWF apontam para <strong>temperaturas até 43 ºC, noites tropicais e valores muito acima da normal climatológica</strong> em grande parte do território.</p><h2>Bloqueio anticiclónico favorecerá a persistência do calor</h2><p>A origem deste episódio está associada ao reforço de um bloqueio anticiclónico sobre a Europa Ocidental, que favorecerá a expansão de uma massa de ar proveniente do Norte de África sobre a Península Ibérica. A ausência de sistemas frontais e o vento geralmente fraco impedirão a renovação dessa massa de ar, permitindo a <strong>persistência do calor</strong>. Em algumas regiões, as anomalias térmicas poderão atingir os <strong>15 ºC acima da normal climatológica</strong>, um desvio excecional que evidencia a intensidade deste cenário.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-43-c-onda-de-calor-afetara-portugal-ate-dia-8-de-julho-1782906486652.png" data-image="lruqqz9t9umz"><figcaption>Na tarde de quinta-feira, as temperaturas deverão situar-se até 15 ºC acima da normal climatológica em vastas áreas de Portugal continental, evidenciando a intensidade do aquecimento previsto pelo ECMWF.</figcaption></figure><p>As temperaturas mais elevadas deverão registar-se entre sexta-feira e o início da próxima semana. <strong>O interior Norte e Centro, Vale do Tejo, Beira Baixa e Alentejo deverão ser as regiões mais afetadas</strong>, com máximas superiores a 40 ºC e valores que poderão atingir localmente os 43 ºC, sobretudo nos vales do Douro, Tejo e Guadiana. Também o litoral Norte, Centro e a Área Metropolitana de Lisboa deverão registar valores muito acima do habitual para a época, devido ao enfraquecimento da nortada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-43-c-onda-de-calor-afetara-portugal-ate-dia-8-de-julho-1782906274461.png" data-image="pgobt91362fc"><figcaption>Na segunda-feira, o ECMWF prevê temperaturas até 43 ºC no interior Centro, com máximas superiores a 40 ºC em várias regiões do interior e do vale do Tejo. O calor deverá também estender-se ao litoral, com valores elevados em cidades como Lisboa e Porto.</figcaption></figure><p>Além das máximas elevadas, prevê-se um <strong>aumento das temperaturas mínimas</strong>. Em várias regiões do Vale do Tejo, Alentejo, Algarve e Área Metropolitana de Lisboa deverão registar-se noites tropicais, com mínimas acima dos 20 ºC e, pontualmente, próximas dos 25 ºC, reduzindo o arrefecimento noturno e aumentando o desconforto térmico.</p><h2>Calor extremo e risco de incêndio exigem precaução</h2><p>Face a este cenário, o <strong>IPMA colocou os distritos de Lisboa, Setúbal, Leiria e Coimbra sob aviso vermelho</strong> devido à persistência de valores extremamente elevados das temperaturas máxima e mínima. Os restantes distritos do continente encontram-se maioritariamente sob aviso laranja.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-43-c-onda-de-calor-afetara-portugal-ate-dia-8-de-julho-1782906872888.png" data-image="k1fpmr25jeer"><figcaption>O perigo de incêndio rural deverá atingir níveis máximo e muito elevado em grande parte de Portugal continental até 8 de julho, refletindo o impacto esperado da persistência do calor, da baixa humidade relativa e do tempo seco. Fonte: IPMA.</figcaption></figure><p>Estas condições deverão agravar significativamente o <strong>perigo de incêndio rural em grande parte do território continental</strong>. A combinação de temperaturas extremas, baixa humidade relativa, ausência de precipitação e vegetação seca favorecerá a ocorrência de ignições e a rápida propagação de incêndios, tornando essencial cumprir as medidas de prevenção e as restrições das autoridades.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776642" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/4-distritos-sob-aviso-vermelho-ipma-avisa-para-persistencia-de-temperaturas-maximas-e-minimas-extremamente-elevadas.html" title="4 distritos sob aviso vermelho: IPMA avisa para persistência de temperaturas máximas e mínimas extremamente elevadas">4 distritos sob aviso vermelho: IPMA avisa para persistência de temperaturas máximas e mínimas extremamente elevadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/4-distritos-sob-aviso-vermelho-ipma-avisa-para-persistencia-de-temperaturas-maximas-e-minimas-extremamente-elevadas.html" title="4 distritos sob aviso vermelho: IPMA avisa para persistência de temperaturas máximas e mínimas extremamente elevadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/4-distritos-sob-aviso-vermelho-ipma-avisa-para-persistencia-de-temperaturas-maximas-e-minimas-extremamente-elevadas-1782909820269_320.png" alt="4 distritos sob aviso vermelho: IPMA avisa para persistência de temperaturas máximas e mínimas extremamente elevadas"></a></article></aside><p>Embora os modelos apontem para <strong>a persistência do calor até 8 de julho</strong><strong>, a previsão para os dias seguintes permanece incerta</strong> e dependerá da evolução da circulação atmosférica. As próximas atualizações dos modelos meteorológicos serão fundamentais para confirmar a duração e a intensidade deste cenário.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-43-c-onda-de-calor-podera-afetar-portugal-continental-ate-dia-8-de-julho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[4 distritos sob aviso vermelho: IPMA avisa para persistência de temperaturas máximas e mínimas extremamente elevadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/4-distritos-sob-aviso-vermelho-ipma-avisa-para-persistencia-de-temperaturas-maximas-e-minimas-extremamente-elevadas.html</link><pubDate>Wed, 01 Jul 2026 12:47:09 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma onda de calor afetará todo o território de Portugal continental a partir desta quarta-feira, 1 de julho, devido à previsão da persistência de temperaturas máximas e mínimas muito elevadas. Já há 4 distritos sob aviso vermelho.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xak6owu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xak6owu.jpg" id="xak6owu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A partir desta quarta-feira, 1 de julho, Portugal continental será afetado por um episódio de tempo muito quente, com elevada probabilidade de evoluir para uma <strong>onda de calor prolongada</strong> (aproximadamente uma semana, talvez 1 ou 2 dias mais). De acordo com os mapas de referência da Meteored, baseados no modelo ECMWF, esta situação meteorológica resulta de uma<strong> crista anticiclónica</strong> que reforçará a sua influência sobre a Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/4-distritos-sob-aviso-vermelho-ipma-avisa-para-persistencia-de-temperaturas-maximas-e-minimas-extremamente-elevadas-1782909219700.png" data-image="kjtxdg4eqtx7"><figcaption>Avizinham-se noites tropicais nestes primeiros dias de julho para uma grande parte da geografia portuguesa, com mínimas iguais ou superiores a 20 ºC. Nalguns locais poderão registar-se noites tórridas (quando a temperatura mínima não desce abaixo dos 25 ºC).</figcaption></figure><p>Esta configuração atmosférica estabelecerá uma <strong>circulação persistente de Leste,</strong> favorável ao transporte de uma <strong>massa de ar tropical continental, muito quente e seca, procedente do Norte de África</strong>.</p><h2>Vários dias com máximas superiores a 35 ºC e mínimas superiores a 20 ºC em grande parte do território </h2><p>Como consequência disto, prevê-se um longo período de tempo quente e seco, no qual <strong>a temperatura máxima atingirá valores entre 35 e 41 ºC na generalidade da nossa geografia</strong>, podendo oscilar entre 41 e 44 ºC no vale do Tejo e Alentejo a partir deste dia 1 de julho. Além disto, as temperaturas <strong>mínimas permanecerão muito elevadas, acima dos 20 ºC em grande parte do país (noites tropicais)</strong>, existindo regiões onde os valores poderão não descer dos 25 a 28 ºC durante vários dias consecutivos (noites tórridas).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/4-distritos-sob-aviso-vermelho-ipma-avisa-para-persistencia-de-temperaturas-maximas-e-minimas-extremamente-elevadas-1782909199039.png" data-image="qiyf8ialxiwa"><figcaption>Previsão para sexta-feira, 3 de julho. Neste dia, cidades como Coimbra e Leiria atingirão os 40 ºC.</figcaption></figure><p><strong>O principal destaque desta onda de calor será a sua duração, estimada em pelo menos uma semana</strong>, bem como a persistência de temperaturas excecionalmente elevadas, sobretudo nas regiões do litoral, onde <strong>nem mesmo o efeito moderador da brisa atlântica será capaz de conter a progressão do calor intenso</strong>. Nas várias áreas costeiras de Portugal continental este panorama constituirá uma anomalia climatológica significativa. </p><h2>Há 4 distritos sob aviso vermelho: é provável que o IPMA alargue este aviso a mais distritos</h2><p>A previsão atual do modelo de confiança da Meteored aponta para valores extraordinariamente elevados em vários distritos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776533" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-a-toda-a-velocidade-uma-onda-de-calor-portugal-prepara-se-para-varios-dias-acima-dos-40-c.html" title="Aproxima-se a toda a velocidade uma onda de calor: Portugal prepara-se para vários dias acima dos 40 ºC">Aproxima-se a toda a velocidade uma onda de calor: Portugal prepara-se para vários dias acima dos 40 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-a-toda-a-velocidade-uma-onda-de-calor-portugal-prepara-se-para-varios-dias-acima-dos-40-c.html" title="Aproxima-se a toda a velocidade uma onda de calor: Portugal prepara-se para vários dias acima dos 40 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-a-toda-a-velocidade-uma-onda-de-calor-portugal-prepara-se-para-varios-dias-acima-dos-40-c-1782854167589_320.png" alt="Aproxima-se a toda a velocidade uma onda de calor: Portugal prepara-se para vários dias acima dos 40 ºC"></a></article></aside><p>Neste momento, o <strong>aviso vermelho </strong>de tempo quente emitido pelo IPMA devido à previsão de persistência de temperaturas extremamente elevadas, tanto máximas, como mínimas está em vigor em <strong>4 distritos do Continente: Lisboa e Setúbal na quinta (2) e sexta-feira (3) e Coimbra e Leiria na sexta-feira (3) e sábado (4)</strong>. </p><table><thead><tr><th>Capital Distrital</th><th>Temperatura Máxima Quinta-feira, 2 de julho</th><th>Temperatura Mínima Quinta-feira, 2 de julho</th><th>Temperatura Máxima Sexta-feira, 3 de julho</th><th>Temperatura Mínima Sexta-feira, 3 de julho</th><th>Temperatura Máxima Sábado, 4 de julho</th><th>Temperatura Mínima Sábado, 4 de julho</th></tr></thead><tbody><tr><td>Lisboa</td><td><strong>39 ºC</strong></td><td><strong>22 ºC</strong></td><td><strong>35 ºC</strong></td><td><strong>27 ºC</strong></td><td>38 ºC</td><td>25 ºC</td></tr><tr><td>Setúbal</td><td><strong>41 ºC</strong></td><td><strong>19 ºC</strong></td><td><strong>38 ºC</strong></td><td><strong>23 ºC</strong></td><td>37 ºC</td><td>17 ºC</td></tr><tr><td>Coimbra</td><td>39 ºC</td><td>23 ºC</td><td><strong>40 ºC</strong></td><td><strong>24 ºC</strong></td><td><strong>41 ºC</strong></td><td><strong>24 ºC</strong></td></tr><tr><td>Leiria</td><td>38 ºC</td><td>17 ºC</td><td><strong>40 ºC</strong></td><td><strong>22 ºC</strong></td><td><strong>39 ºC</strong></td><td><strong>20 ºC</strong></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="7">Observação: Os valores de temperatura (ºC) destacados a negrito nesta tabela dizem respeito aos dias durante os quais os 4 distritos analisados estarão sob aviso vermelho de tempo quente. Fonte: Meteored e IPMA.</td></tr></tbody></table><p>Perante a previsão da persistência de temperaturas muito elevadas, o IPMA já ativou aviso amarelo e laranja para todos os distritos de Portugal continental. <strong>É igualmente provável que, durante os restantes dias da presente semana</strong>, e alguns dias da próxima - ainda com a onda de calor em curso -<strong> os níveis de aviso laranja e vermelho sejam alargados a outros distritos do nosso país</strong>, caso se confirme um agravamento adicional da severidade do tempo quente.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/4-distritos-sob-aviso-vermelho-ipma-avisa-para-persistencia-de-temperaturas-maximas-e-minimas-extremamente-elevadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aproxima-se a toda a velocidade uma onda de calor: Portugal prepara-se para vários dias acima dos 40 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-a-toda-a-velocidade-uma-onda-de-calor-portugal-prepara-se-para-varios-dias-acima-dos-40-c.html</link><pubDate>Wed, 01 Jul 2026 06:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma massa de ar muito quente proveniente do Norte de África irá instalar-se sobre Portugal continental nos próximos dias. As temperaturas poderão ultrapassar os 40 ºC em várias regiões, num episódio de calor persistente que poderá prolongar-se, pelo menos, até ao fim de semana.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xak1juy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xak1juy.jpg" id="xak1juy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A estabilidade atmosférica deverá intensificar-se significativamente nos próximos dias, favorecendo a chegada de uma <strong>massa de ar tropical continental</strong> proveniente do Norte de África. A partir desta quarta-feira (1), Portugal continental entrará numa fase marcada por <strong>temperaturas muito elevadas</strong>, que deverão aumentar progressivamente e <strong>manter-se em valores excecionais durante vários dias consecutivos</strong>.</p><p>Segundo os mapas de referência da Meteored, baseados no modelo <strong>ECMWF</strong>, este episódio poderá originar temperaturas próximas dos <strong>42 ºC</strong> em várias regiões do interior, acompanhadas por valores muito acima da média climatológica para o início de julho.</p><h2>O calor começa a intensificar-se já na quarta-feira</h2><p>Durante a tarde de quarta-feira, a entrada de ar muito quente começará a fazer-se sentir em praticamente todo o território continental. As temperaturas deverão ultrapassar facilmente os <strong>35 ºC</strong> em várias regiões do interior, enquanto o litoral continuará relativamente mais fresco devido à influência marítima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-a-toda-a-velocidade-uma-onda-de-calor-portugal-podera-atingir-temperaturas-proximas-dos-42-c-1782851615016.png" data-image="o9x9c05jhlxr" alt="Temperatura prevista para quarta-feira, 1 de julho, às 16h" title="Temperatura prevista para quarta-feira, 1 de julho, às 16h"><figcaption>A massa de ar quente começará a instalar-se sobre Portugal durante a tarde de quarta-feira, dando início ao episódio de calor intenso.</figcaption></figure><p> A circulação predominante de leste favorecerá o transporte de ar quente e seco desde o Norte de África, permitindo que <strong>o calor se intensifique rapidamente durante a segunda metade da semana</strong>. </p><h2>Quinta-feira poderá marcar o início da fase mais intensa</h2><p>Na quinta-feira, a massa de ar quente ficará plenamente instalada sobre a Península Ibérica. Os mapas apontam para temperaturas entre <strong>39 e 42 ºC</strong> em diversas regiões do Alentejo, Vale do Tejo e interior Centro, enquanto grande parte do Norte e Centro deverá registar máximas superiores a <strong>35 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-a-toda-a-velocidade-uma-onda-de-calor-portugal-podera-atingir-temperaturas-proximas-dos-42-c-1782851703747.png" data-image="4vfhpiiw2se7" alt="Temperatura prevista para quinta-feira, 2 de julho, às 16h" title="Temperatura prevista para quinta-feira, 2 de julho, às 16h"><figcaption>Quinta-feira poderá ser um dos dias mais quentes da semana, com temperaturas próximas dos 42 ºC em vários pontos do interior.</figcaption></figure><p><strong> Mesmo junto ao litoral</strong>, onde normalmente a influência atlântica limita o aquecimento,<strong> os valores previstos serão elevados para a época</strong>, refletindo a intensidade deste episódio. </p><h2>A massa de ar será muito mais quente do que é habitual</h2><p>Os mapas de <strong>anomalia da temperatura a 850 hPa</strong> evidenciam a natureza excecional deste episódio. Grande parte de Portugal continental deverá ficar sob uma massa de ar entre <strong>8 e 10 ºC acima da média climatológica</strong>, um sinal claro da intensidade do aquecimento previsto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-a-toda-a-velocidade-uma-onda-de-calor-portugal-podera-atingir-temperaturas-proximas-dos-42-c-1782851798381.png" data-image="5l7s35jyow8f" alt="Anomalia da temperatura a 850 hPa prevista para quinta-feira, 2 de julho, às 16h" title="Anomalia da temperatura a 850 hPa prevista para quinta-feira, 2 de julho, às 16h"><figcaption>A massa de ar prevista para quinta-feira apresentará valores muito superiores ao normal para o início de julho.</figcaption></figure><p> Esta configuração resulta da persistência de uma <strong>crista anticiclónica</strong>, que favorece a subsidência do ar, reduz a nebulosidade e permite que a radiação solar aqueça continuamente a superfície. Em simultâneo, o fluxo de leste continuará a transportar ar muito quente e seco proveniente do Norte de África. </p><h2>O calor estender-se-á até ao fim de semana, prolongando-se possivelmente até meados da próxima semana</h2><p>Os modelos meteorológicos continuam a indicar que o episódio de calor não ficará limitado à quinta-feira. Durante sexta-feira, as temperaturas deverão manter-se muito elevadas, com máximas superiores a <strong>40 ºC</strong> em diversas regiões do interior e valores acima dos <strong>35 ºC</strong> numa grande parte do território continental.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776447" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-de-calor-instala-se-em-portugal-a-partir-de-1-de-julho-varios-dias-consecutivos-com-temperaturas-acima-dos-40-c.html" title="Cúpula de calor instala-se em Portugal a partir de 1 de julho: vários dias consecutivos com temperaturas acima dos 40 ºC">Cúpula de calor instala-se em Portugal a partir de 1 de julho: vários dias consecutivos com temperaturas acima dos 40 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-de-calor-instala-se-em-portugal-a-partir-de-1-de-julho-varios-dias-consecutivos-com-temperaturas-acima-dos-40-c.html" title="Cúpula de calor instala-se em Portugal a partir de 1 de julho: vários dias consecutivos com temperaturas acima dos 40 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-de-calor-instala-se-em-portugal-a-partir-de-1-de-julho-varios-dias-consecutivos-com-temperaturas-acima-dos-40-c-1782820535362_320.png" alt="Cúpula de calor instala-se em Portugal a partir de 1 de julho: vários dias consecutivos com temperaturas acima dos 40 ºC"></a></article></aside><p>A persistência desta massa de ar quente poderá ainda favorecer <strong>noites tropicais</strong> e, pontualmente, <strong>noites tórridas</strong> em algumas regiões, dificultando o arrefecimento durante a madrugada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-a-toda-a-velocidade-uma-onda-de-calor-portugal-podera-atingir-temperaturas-proximas-dos-42-c-1782851882763.png" data-image="wdj2o1q42xe6" alt="Temperatura prevista para sexta-feira, 3 de julho, às 18h" title="Temperatura prevista para sexta-feira, 3 de julho, às 18h"><figcaption>O calor deverá manter-se durante sexta-feira, prolongando o episódio de temperaturas excecionalmente elevadas.</figcaption></figure><p> Apesar de poderem ocorrer pequenos ajustes na intensidade prevista, os modelos continuam a mostrar um <strong>cenário de calor persistente durante vários dias consecutivos</strong>, pelo que será importante acompanhar as próximas atualizações. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-a-toda-a-velocidade-uma-onda-de-calor-portugal-prepara-se-para-varios-dias-acima-dos-40-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma tempestade solar sofre uma "super expansão" no seu caminho para a Terra e intriga os físicos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/uma-tempestade-solar-sofre-uma-super-expansao-em-seu-caminho-para-a-terra-e-intriga-fisicos.html</link><pubDate>Wed, 01 Jul 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Uma erupção solar gerou uma bolha magnética que cresceu 20% à medida que se deslocava em direção ao nosso planeta, aquecendo o gás no seu interior e intrigando os especialistas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/una-tormenta-solar-sufre-una-super-expansion-camino-a-la-tierra-y-desconcierta-a-los-fisicos-1782594096644.jpeg" data-image="cfdcm1b845gh"><figcaption>Ejeções de massa coronal desprendem-se da estrela e viajam em todas as direções. Ocasionalmente, elas atingem a Terra.</figcaption></figure><p>O <strong>Sol </strong>liberta constantemente vastas quantidades de energia que viajam em todas as direções. Às vezes, essas erupções são tão massivas que formam gigantescas <strong>nuvens magnéticas compostas de plasma quente</strong>, algumas das quais se dirigem diretamente para o nosso planeta.</p><p>Recentemente, um grupo de investigação da Universidade de Iowa descreveu um <strong>fenómeno causado por uma ejeção de massa coronal </strong>(EMC) que apresentou uma expansão incomum dessas nuvens magnéticas na sua trajetória rumo à Terra.</p><p>O estudo analisou uma <strong>tempestade solar ocorrida em novembro de 2021</strong>, que <strong>ejetou uma nuvem em forma de crescente</strong>. A estrutura magnética viajou a alta velocidade, aprisionando plasma magnetizado no seu interior enquanto se movia pelo espaço.</p><div class="texto-destacado">Durante a sua viagem, a bolha aumentou o seu volume inicial num quinto ao longo de 20 milhões de quilómetros. Um crescimento que ocorreu num espaço de tempo muito curto, que surpreendeu bastante os cientistas do projeto.</div><p>O mais <strong>surpreendente </strong>do evento foi que, simultaneamente, <strong>a temperatura do gás triplicou sem modificar a pressão magnética interna</strong>. Um <strong>c</strong><strong>omportamento incomum </strong>que desafia modelos anteriores utilizados pelos investigadores.</p><h2>Uma viagem desde o Sol</h2><p>A análise detalhada foi possível graças a uma coincidência: as <strong>sondas espaciais <em>Solar Orbiter</em> e </strong><em><strong>Wind </strong></em>estavam alinhadas, quase perfeitamente na mesma órbita, enquanto a EMC movia-se muito rapidamente em direção a elas.</p><p>Este alinhamento permitiu a <strong>medição precisa da evolução do gás</strong>, na qual os cientistas observaram que <strong>a frente de propagação colidiu com o vento solar circundante</strong>, causando inicialmente uma compressão temporária da estrutura magnética.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/una-tormenta-solar-sufre-una-super-expansion-camino-a-la-tierra-y-desconcierta-a-los-fisicos-1782594273652.jpg" data-image="gq70nmk9xxif"><figcaption>Simulação da propagação da Ejeção de Massa Coronal (EMC) de 2 de novembro de 2021. Crédito: MNRAS.</figcaption></figure><p>Embora a compressão inicial tenha sido muito breve, <strong>a interação com as explosões causou aquecimento em todo o interior da bolha</strong>, gerando enormes forças internas que empurraram as suas fronteiras externas, <strong>fazendo expandir-se rapidamente</strong>.</p><p><strong>À medida que ganhava calor, a bolha crescia</strong>, <strong>atingindo velocidades de até 192 km/s</strong>. Esta velocidade é verdadeiramente impressionante, considerando que uma erupção típica geralmente se expande a velocidades que variam de cinquenta a cem quilómetros por segundo, no máximo.</p><h3>Radiação e simulações</h3><p>Para compreender plenamente as razões complexas por trás deste aumento, os cientistas recorreram a modelos tridimensionais interativos. Utilizando uma <strong>simulação magnetohidrodinâmica</strong>, eles conseguiram visualizar as velocidades de propagação do vento interestelar em diferentes planos orbitais.</p><p>Estas simulações revelaram como o plasma aprisionado interage com campos externos ao encontrar obstáculos naturais no seu caminho. O modelo digital mostrou uma curvatura espacial acentuada, confirmando que<strong> a estrutura colidiu com várias erupções solares externas e foi posteriormente moldada por elas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/una-tormenta-solar-sufre-una-super-expansion-camino-a-la-tierra-y-desconcierta-a-los-fisicos-1782595188570.jpg" data-image="755ffpjf6wkq"><figcaption>Nuvem magnética "superexpandida" criada por uma ejeção de massa coronal no Sol. Crédito: Universidade de Iowa.</figcaption></figure><p>A conclusão foi que <strong>o arrasto cinemático constante e uma poderosa distribuição de momento interno desencadearam esta expansão</strong>. Além disso, as condições especiais causaram uma queda atípica na taxa de decaimento radial, que não estava de acordo com as leis conhecidas da física espacial.</p><p>Estes resultados também forneceram<strong> evidências convincentes de trocas de calor que inflaram violentamente a bolha</strong>. Todo este fenómeno demonstra como a intensa radiação solar altera drasticamente a estabilidade de estruturas à medida que viajam pelo espaço interplanetário.</p><h3>Uma grande tempestade</h3><p>Compreender a dinâmica expansiva deste material é vital para o <strong>clima espacial</strong>, uma vez que estas nuvens magnetizadas podem colidir com a magnetosfera terrestre, gerando cenários imprevisíveis que podem perturbar a infraestrutura das telecomunicações.</p><p>Se uma<strong> tempestade solar</strong> particularmente forte atingisse hoje com força suficiente, as suas partículas carregadas interfeririam com o equipamento em órbita, danificando seriamente as comunicações por satélite e os sistemas globais de navegação geolocalizada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/uma-erupcao-solar-poderia-nos-fazer-voltar-a-idade-da-pedra-o-risco-de-uma-tempestade-solar-e-como-nos-afetaria.html" title="Uma erupção solar poderia fazer-nos voltar à Idade da Pedra: o risco de uma tempestade solar e como nos afetaria">Uma erupção solar poderia fazer-nos voltar à Idade da Pedra: o risco de uma tempestade solar e como nos afetaria</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/uma-erupcao-solar-poderia-nos-fazer-voltar-a-idade-da-pedra-o-risco-de-uma-tempestade-solar-e-como-nos-afetaria.html" title="Uma erupção solar poderia fazer-nos voltar à Idade da Pedra: o risco de uma tempestade solar e como nos afetaria"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/una-llamarada-del-sol-podria-devolvernos-a-la-edad-de-piedra-el-riesgo-de-una-tormenta-solar-y-como-nos-afectaria-1762811694747_320.jpg" alt="Uma erupção solar poderia fazer-nos voltar à Idade da Pedra: o risco de uma tempestade solar e como nos afetaria"></a></article></aside><p>Além disto, <strong>a chegada turbulenta do plasma poderia infiltrar-se nas redes elétricas de alguns países, causando sobrecargas e apagões</strong> que deixariam milhões de pessoas completamente isoladas numa escuridão sem precedentes.</p><p>É por isso que estes estudos são de grande importância, especialmente para antecipar a dinâmica interna do clima espacial e, assim, <strong>aprimorar as ferramentas de previsão</strong> e garantir a nossa proteção contra a atividade solar.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/uma-tempestade-solar-sofre-uma-super-expansao-em-seu-caminho-para-a-terra-e-intriga-fisicos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Microplásticos na praia da Barra evidenciam a urgência de vigiar toda a costa portuguesa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/microplasticos-na-praia-da-barra-evidenciam-a-urgencia-de-vigiar-toda-a-costa-portuguesa.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 18:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Investigadores da Universidade de Aveiro detetam uma acumulação significativa de pequenas partículas sintéticas na zona balnear aveirense, sobretudo junto à linha de água, onde as ondas depositam os poluentes.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/microplasticos-na-praia-da-barra-evidenciam-a-urgencia-de-vigiar-toda-a-costa-portuguesa-1782824507220.jpg" data-image="7567v6gmxr1i" alt="Praia da Barra, Aveiro" title="Praia da Barra, Aveiro"><figcaption>Os investigadores detetaram 100 partículas por cada quilo de areia, na praia da Barra, em Aveiro. Foto: Universidade de Aveiro</figcaption></figure><p>Caminhar descalço pelo areal da <strong>Praia da Barra</strong> é um dos rituais prediletos de milhares de veraneantes que visitam o litoral de Aveiro. Sob os nossos pés, no entanto, esconde-se uma realidade preocupante que escapa ao olhar humano. </p><p>Uma investigação pioneira liderada por cientistas da<strong> Universidade</strong><strong> de Aveiro</strong> revela que esta popular estância da costa portuguesa apresenta uma quantidade expressiva de<strong> microplásticos</strong>, fragmentos de polímeros inferiores a cinco milímetros. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O diagnóstico serve de aviso para uma crise ecológica que afeta uma das frentes marítimas mais dinâmicas da região centro.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para traçar este mapa da poluição, a equipa recolheu mais de três dezenas de amostras de sedimentos em áreas estratégicas da praia. A escolha do local não foi aleatória, uma vez que a Barra sofre a pressão combinada de um <strong>turismo balnear intenso</strong> e de um forte <strong>tráfego comercial e pesqueiro</strong> oriundo do porto contíguo. </p><p>O resultado da contagem laboratorial fixou uma mediana de <strong>cem partículas por cada quilograma de areia</strong>, embora os picos de contaminação atinjam valores três vezes superiores em determinados pontos.</p><h2>A radiografia dos resíduos domésticos</h2><p>A esmagadora maioria dos materiais encontrados na areia (95,5%) corresponde a plásticos utilizados diariamente em ambiente doméstico ou industrial. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O polietileno, abundante em sacos de compras, lidera a lista de detritos, seguido de perto pelo polipropileno das tampas de garrafas e pelo poliestireno, vulgarmente conhecido como esferovite.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p> O restante inventário divide-se entre fibras de nylon de redes de pesca e restos de poliéster provenientes da lavagem de vestuário sintético.</p><p>Mais do que a origem, as dimensões destas substâncias despertam apreensão na comunidade académica. Quase a totalidade dos fragmentos recolhidos <strong>mede menos de um milímetro</strong>, apresentando colorações escuras ou transparentes que se confundem facilmente com os minerais da própria praia. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/microplasticos-na-praia-da-barra-evidenciam-a-urgencia-de-vigiar-toda-a-costa-portuguesa-1782824821075.jpg" data-image="n7fhhh4nkr7p" alt="poluição deplásticos no mar" title="poluição deplásticos no mar"><figcaption>A esmagadora maioria das partículas encontradas à beira-mar tem origem em sacos de compras e tampas de garrafas. Foto: Ilie Barna/Pixabay</figcaption></figure><p>Esta camuflagem física facilita a <strong>dispersão dos resíduos</strong> através das marés, potenciando a sua entrada direta na base da cadeia alimentar marinha, onde são ingeridos por pequenos organismos que servem de alimento a peixes de consumo humano.</p><h2>Um alerta para toda a costa nacional</h2><p>Face à gravidade dos dados recolhidos, os autores do relatório lançam um aviso que ultrapassa as fronteiras do distrito de Aveiro. Os cientistas defendem que estes resultados evidenciam a <strong>necessidade urgente</strong> de se avançar para uma <strong>monitorização sistemática e contínua de toda a costa portuguesa</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772321" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/qual-o-impacto-na-atmosfera-das-particulas-de-microplastico-e-nanoplastico-que-nela-existem.html" title="Qual o impacto na atmosfera das partículas de microplástico e nanoplástico que nela existem?">Qual o impacto na atmosfera das partículas de microplástico e nanoplástico que nela existem?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/qual-o-impacto-na-atmosfera-das-particulas-de-microplastico-e-nanoplastico-que-nela-existem.html" title="Qual o impacto na atmosfera das partículas de microplástico e nanoplástico que nela existem?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/qual-o-impacto-na-atmosfera-das-particulas-de-micro-plastico-e-nano-plastico-que-nela-existem-1780608530322_320.jpg" alt="Qual o impacto na atmosfera das partículas de microplástico e nanoplástico que nela existem?"></a></article></aside><p>Esta <strong>vigilância</strong> científica regular deve ser aplicada prioritariamente nas <strong>zonas balneares</strong> com <strong>maior afluência de público</strong>, onde a pressão humana e económica é superior e o impacto potencial na saúde pública se torna mais imediato.</p><p>Os riscos associados a esta acumulação sedimentar estendem-se à saúde dos banhistas de formas que ainda não são totalmente conhecidas. Os depósitos plásticos acumulados servem de suporte para o desenvolvimento de <strong>colónias de microrganismos</strong> nocivos. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/microplasticos-na-praia-da-barra-evidenciam-a-urgencia-de-vigiar-toda-a-costa-portuguesa-1782824933789.jpg" data-image="9mac7ku018yj" alt="lixo no areal da praia" title="lixo no areal da praia"><figcaption>Monitorizar as concentrações de microplástico e limpezas regulares das praias são passos obrigatórios para mitigar os efeitos da poluição. Foto: Sergei Tokmakov, Esq. https://Terms.Law/Pixabay</figcaption></figure><p>Vírus e bactérias patogénicas encontram nestas superfícies artificiais um ancoradouro ideal para proliferar, elevando a probabilidade de ocorrência de <strong>infeções</strong> <strong>cutâneas</strong> ou <strong>gastrointestinais</strong> nas águas locais.</p><h2>A urgência de uma nova gestão costeira</h2><p>As propriedades químicas destes materiais fazem ainda com que absorvam compostos químicos altamente tóxicos que flutuam na água, tais como pesticidas agrícolas e metais pesados. Quando os animais ingerem estes fragmentos contaminados, as substâncias venenosas acumulam-se nos tecidos biológicos e desencadeiam desregulações hormonais severas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O trabalho elaborado em parceria com a Universidade de Sfax, na Tunísia, deixa clara a necessidade de implementar estes programas de rastreio nacional. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A resolução deste problema exige uma <strong>transformação estrutural na gestão de resíduos urbanos e no comportamento cívico das populações</strong>. Reduzir a introdução de materiais descartáveis no quotidiano e reforçar a limpeza das praias são passos obrigatórios para inverter a tendência atual, rematam os autores.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Universidade%20de%20Aveiro" data-year="" data-title="Micropl%C3%A1sticos%20acumulam-se%20em%20grande%20quantidade%20na%20Praia%20da%20Barra" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ua.pt%2Fpt%2Fnoticias%2F9%2F97929">Universidade de Aveiro. <a href="https://www.ua.pt/pt/noticias/9/97929" target="_blank">Microplásticos acumulam-se em grande quantidade na Praia da Barra</a>.</cite><br><cite data-author="Khawla%20Chouchene%2C%20Joana%20C.%20Prata%2C%20Jo%C3%A3o%20da%20Costa%2C%20Armando%20C.%20Duarte%2C%20Teresa%20Rocha-Santos%20%26%20Mohamed%20Ksibi" data-year="" data-title="Microplastics%20on%20Barra%20beach%20sediments%20in%20Aveiro%2C%20Portugal%2C%20Marine%20Pollution%20Bulletin" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedirect.com%2Fscience%2Farticle%2Fabs%2Fpii%2FS0025326X21002988%23f0010">Khawla Chouchene, Joana C. Prata, João da Costa, Armando C. Duarte, Teresa Rocha-Santos & Mohamed Ksibi. <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0025326X21002988#f0010" target="_blank">Microplastics on Barra beach sediments in Aveiro, Portugal, Marine Pollution Bulletin</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/microplasticos-na-praia-da-barra-evidenciam-a-urgencia-de-vigiar-toda-a-costa-portuguesa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quatro dias de chuva podem ter causado a morte de 7% dos orangotangos mais raros do mundo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/quatro-dias-de-chuva-podem-ter-causado-a-morte-de-7-dos-orangotangos-mais-raros-do-mundo.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 16:39:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Quatro dias de chuvas torrenciais e deslizamentos de terra na ilha indonésia de Sumatra, em novembro passado, causaram a morte de cerca de 58 orangotangos de Tapanuli — aproximadamente 7% da espécie de grande primata mais ameaçada de extinção do mundo —, segundo revelaram os investigadores.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/four-days-of-rain-may-have-killed-7-of-the-world-s-rarest-orangutans-1782652710053.png" data-image="yc49tqh6u30m" alt="Researchers estimate Cyclone Senyar killed around 58 Tapanuli orangutans in just four days, dealing a devastating blow to one of the world's rarest great ape species" title="Researchers estimate Cyclone Senyar killed around 58 Tapanuli orangutans in just four days, dealing a devastating blow to one of the world's rarest great ape species"><figcaption>Os investigadores estimam que o ciclone Senyar tenha matado cerca de 58 orangotangos de Tapanuli em apenas quatro dias, infligindo um golpe devastador a uma das espécies de grandes primatas mais raras do mundo</figcaption></figure><p><strong>O orangotango de Tapanuli tem sido um dos grandes primatas mais ameaçados de extinção do mundo</strong>, e isso já acontecia muito antes de o ciclone Senyar ter atingido a região no final de novembro do ano passado, matando mais de 1 000 pessoas em todo o Sudeste Asiático, no desastre natural mais mortífero de 2025.</p><p>A espécie só foi identificada como uma espécie distinta em 2017, com <strong>menos de 800 exemplares restantes</strong>, todos a viver numa pequena área de floresta na ilha indonésia de Sumatra.</p><p>Um estudo recente estimou agora que o número de orangotangos é pior do que se temia inicialmente, com cerca de <strong>58 mortos pelas chuvas extremas e pelos deslizamentos de terra que devastaram o seu habitat ao longo de quatro dias</strong>. Isso representa cerca de 7% do total da espécie.</p><p>E, segundo os investigadores, trata-se de um <strong>número conservador</strong>, uma vez que não tem em conta os danos na copa das árvores nem a perda de fontes de alimento que teriam afetado os animais sobreviventes posteriormente.</p><h2>Uma espécie que não consegue suportar este tipo de perda</h2><p>A investigação sobre o orangotango de Tapanuli sugere que a espécie entrará em extinção se perder mais de 1% da sua população num determinado ano. Perder cerca de <strong>7% em quatro dias</strong> é uma situação de uma dimensão completamente diferente.</p><p>"Ter um acontecimento em que cerca de 58 indivíduos são mortos de um total de 580, isso <strong>representa cerca de 10 a 11% da população local e 7% da população total da espécie"</strong>, afirmou o professor Sergei Vich, primatólogo da Universidade John Moores de Liverpool e um dos autores do estudo. "Isso está muito além do que estes animais conseguem suportar. Por isso, trata-se de um acontecimento de enorme gravidade."</p><p>Os especialistas em vida selvagem suspeitavam, desde dezembro, que um número significativo de orangotangos tivesse perecido, depois de os avistamentos na área terem diminuído drasticamente na sequência do ciclone. O professor Erik Meijaard, diretor-geral da Borneo Futures e outro dos autores do estudo, tinha estimado na altura que cerca de 35 tivessem morrido, <strong>mas o estudo aponta agora para um número quase o dobro disso</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/four-days-of-rain-may-have-killed-7-of-the-world-s-rarest-orangutans-1782652773260.png" data-image="2bmygcncj8xz" alt="With fewer than 800 Tapanuli orangutans thought to remain, scientists warn the losses caused by extreme weather could push the critically endangered species closer to extinction." title="With fewer than 800 Tapanuli orangutans thought to remain, scientists warn the losses caused by extreme weather could push the critically endangered species closer to extinction."> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-713873">Com uma população estimada em menos de 800 orangotangos de Tapanuli, os cientistas alertam que as perdas causadas por fenómenos meteorológicos extremos poderão aproximar ainda mais esta espécie, em perigo crítico de extinção, da extinção.</figcaption></figure><p>Além disso, os trabalhadores humanitários na zona encontraram posteriormente <strong>a carcaça do que acreditavam ser um orangotango de Tapanuli</strong>, semi-enterrada na lama e entre troncos na aldeia de Pulo Pakkat. </p><p>"Vi vários cadáveres humanos nos últimos dias, mas <strong>este foi o primeiro animal selvagem morto"</strong>, afirmou Deckey Chandra, que trabalhava com uma equipa humanitária. "Eles costumavam vir a este local para comer frutos. Mas agora parece ter-se tornado o seu cemitério".</p><h2>As alterações climáticas e o que se segue</h2><p>Os investigadores observaram que, embora o ciclone Senyar tenha sido um acontecimento "único", as alterações climáticas provocadas pelo homem têm desempenhado um <strong>papel significativo na ameaça à sobrevivência da espécie</strong>. Além disso, prevê-se que a frequência e a intensidade das chuvas extremas na região continuem a aumentar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="639422" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/novo-estudo-resolve-o-misterio-da-extincao-dos-macacos-gigantes-fauna.html" title="Novo estudo resolve o mistério da extinção dos macacos gigantes">Novo estudo resolve o mistério da extinção dos macacos gigantes</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/novo-estudo-resolve-o-misterio-da-extincao-dos-macacos-gigantes-fauna.html" title="Novo estudo resolve o mistério da extinção dos macacos gigantes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mystery-extinction-giant-apes-solved-new-study-1705075950565_320.png" alt="Novo estudo resolve o mistério da extinção dos macacos gigantes"></a></article></aside><p>No entanto, um possível lado positivo de tudo isto é que o governo indonésio suspendeu temporariamente os principais projetos de desenvolvimento na área florestal protegida de Batang Toru, incluindo a mineração, a expansão das plantações de óleo de palma e a construção de centrais hidroelétricas, o que deu aos investigadores <strong>tempo para avaliar os danos ecológicos de forma mais aprofundada</strong>.</p><p>Os investigadores afirmaram que impedir a primeira extinção moderna de uma espécie de grande primata exigirá <strong>"apoio internacional sustentado"</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="BBC" data-year="2026" data-title="Four%20days%20of%20extreme%20rain%20killed%207%25%20of%20world's%20rarest%20orangutans" data-url="https%3A%2F%2Fwww.bbc.co.uk%2Fnews%2Farticles%2Fce8jde20v83o">BBC. (2026). <a href="https://www.bbc.co.uk/news/articles/ce8jde20v83o" target="_blank">Four days of extreme rain killed 7% of world's rarest orangutans</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/quatro-dias-de-chuva-podem-ter-causado-a-morte-de-7-dos-orangotangos-mais-raros-do-mundo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma grande gaiola de Faraday: a física que protege os visitantes da Torre Eiffel quando um raio a atinge]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/uma-grande-gaiola-de-faraday-a-fisica-que-protege-os-visitantes-da-torre-eiffel-quando-um-raio-a-atinge.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 15:21:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Estar perto de objetos metálicos durante uma tempestade elétrica não é a melhor das ideias. Mas algumas estruturas metálicas podem proteger-nos. Descobre em que consiste o efeito de gaiola de Faraday que se verifica na Torre Eiffel.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xajgp0u"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xajgp0u.jpg" id="xajgp0u"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>27 de junho de 2026. U<strong>ma tempestade intensa com grande atividade elétrica</strong> formou-se sobre Paris, cidade que, tal como tantas outras na Europa, tem vivido uma onda de calor sufocante com temperaturas recorde.</p><p>As imagens são impressionantes:<strong> raios a atingir o topo da Torre Eiffel</strong>, um dos pontos mais altos da capital francesa, com 330 metros de altura desde o solo até ao topo dos seus pára-raios.</p><p>E embora a ideia de estar perto de algo metálico durante uma tempestade elétrica possa parecer perigosa, encontrar-se dentro da Torre Eiffel pode mantê-lo a salvo: sem que muitos saibam, <strong>esta gigantesca estrutura metálica é um dos locais mais seguros para se estar no meio de uma tempestade elétrica</strong> como a que se viveu recentemente em Paris. E isso deve-se a uma razão física.</p><h2>A gaiola de Faraday</h2><p>Todos os metais são condutores de eletricidade — uns mais eficientes do que outros, claro. A Torre Eiffel, aquela enorme estrutura construída com ferro pudelado, não é exceção. Mas isto também lhe confere uma vantagem certa na hora de atrair os raios atmosféricos que se produzem durante as tempestades: as pessoas no seu "interior" ficam protegidas da poderosa descarga elétrica dos raios, pois <strong>toda a estrutura funciona como uma gigantesca gaiola de Faraday</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>O que é o ferro pudlado?</strong><br>O ferro pudlado, também conhecido como ferro forjado, é um tipo de ferro com baixo teor de carbono, obtido através de um processo de fundição, no qual o carbono e as impurezas do metal eram reduzidos pelo oxigénio durante a fundição. É muito resistente à corrosão, fácil de rebitagem e forjamento. Foi um dos materiais estruturais mais utilizados antes de o aço se ter popularizado.</div><p>Uma gaiola de Faraday é uma estrutura metálica que, em vez de permitir que a corrente a atravesse, facilita o movimento da corrente pela parte externa, <strong>mantendo o campo elétrico afastado — e, com isso, mantendo as pessoas e os objetos em segurança</strong><strong> — na parte interna</strong>. Este efeito ocorre na Torre Eiffel, mas também noutras estruturas e objetos de menor dimensão.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/QU0fLnucE6A/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=QU0fLnucE6A" id="QU0fLnucE6A"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>É precisamente por este motivo que <strong>os automóveis são conhecidos como um dos locais mais seguros onde se pode estar durante uma tempestade elétric</strong>a, porque, se o veículo for atingido por um raio, a corrente circulará pela parte exterior, dissipando-se no solo e não afetando as pessoas no interior (desde que não estejam em contacto direto com peças metálicas).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="732394" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-gelo-da-origem-a-trovoadas-esta-descoberta-pode-explicar-a-origem-dos-relampagos-segundo-uns-cientistas-na-nature.html" title="O gelo dá origem a trovoadas: esta descoberta pode explicar a origem dos relâmpagos, segundo uns cientistas na Nature">O gelo dá origem a trovoadas: esta descoberta pode explicar a origem dos relâmpagos, segundo uns cientistas na Nature</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-gelo-da-origem-a-trovoadas-esta-descoberta-pode-explicar-a-origem-dos-relampagos-segundo-uns-cientistas-na-nature.html" title="O gelo dá origem a trovoadas: esta descoberta pode explicar a origem dos relâmpagos, segundo uns cientistas na Nature"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-hielo-enciende-las-tormentas-este-hallazgo-explica-el-origen-de-los-rayos-1759323678513_320.jpeg" alt="O gelo dá origem a trovoadas: esta descoberta pode explicar a origem dos relâmpagos, segundo uns cientistas na Nature"></a></article></aside><p><strong>Os aviões também funcionam como uma gaiola de Faraday</strong> quando são atingidos por um raio, e as pessoas não sentem o efeito da corrente que passa pela superfície exterior.</p><h2>Os raios caem, de facto, mais do que uma vez no mesmo local</h2><p>Segundo dados do portal oficial da Torre Eiffel, <strong>a estrutura é atingida por raios, em média, cerca de 5 vezes por ano</strong>. Apesar disso — e seguindo as medidas de segurança impostas às visitas a este ponto turístico —, esta grande estrutura de ferro é muito segura.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/una-gran-jaula-de-faraday-el-mecanismo-que-proteje-a-los-visitantes-de-la-torre-eiffel-cuando-un-rayo-la-impacta-1782781959967.png" data-image="rdx9xx8iew7n" alt="torre Eiffel" title="torre Eiffel"><figcaption>A Torre Eiffel destaca-se como um dos pontos mais altos de Paris.</figcaption></figure><p>A estrutura metálica da torre é submetida a manutenção de rotina para evitar a oxidação e <strong>dispõe de 4 pára-raios na sua parte superior, ligados a um sistema de condutores</strong> (cabos) que conduzem a descarga elétrica dos raios das tempestades diretamente para o solo, de forma segura.</p><p>A construção deste ícone parisiense teve início em 1887 e demorou mais de dois anos a ser concluída. Foi oficialmente aberta ao público em 1889, como atração da Exposição Universal de Paris, no âmbito do centenário da Revolução Francesa.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Soci%C3%A9t%C3%A9%20d'Exploitation%20de%20la%20Tour%20Eiffel" data-year="" data-title="La%20Torre%20Eiffel%20(sitio%20web%20oficial)" data-url="https%3A%2F%2Fwww.toureiffel.paris%2Fes">Société d'Exploitation de la Tour Eiffel. <a href="https://www.toureiffel.paris/es" target="_blank">La Torre Eiffel (sitio web oficial)</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/uma-grande-gaiola-de-faraday-a-fisica-que-protege-os-visitantes-da-torre-eiffel-quando-um-raio-a-atinge.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cúpula de calor instala-se em Portugal a partir de 1 de julho: vários dias consecutivos com temperaturas acima dos 40 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-de-calor-instala-se-em-portugal-a-partir-de-1-de-julho-varios-dias-consecutivos-com-temperaturas-acima-dos-40-c.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 14:07:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal prepara-se para enfrentar vários dias consecutivos de calor extremo devido à instalação de uma cúpula de calor. A partir de 1 de julho, várias regiões poderão ultrapassar os 40 ºC, com noites secas e temperaturas muito acima da média.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xajyby2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xajyby2.jpg" id="xajyby2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal continental prepara-se para entrar num dos períodos mais quentes deste verão (até à data). A partir desta terça-feira, 30 de junho, a atmosfera começa a <strong>reunir as condições para a formação de uma cúpula de calor,</strong> um fenómeno que deverá intensificar-se nos dias seguintes e manter temperaturas excecionalmente elevadas até, pelo menos, domingo, 5 de julho.</p><h2>O que é uma cúpula de calor e porque se forma?</h2><p>Embora esta terça-feira já seja quente em praticamente todo o país, será sobretudo entre quarta (1) e quinta-feira (2) que<strong> a cúpula de calor ficará plenamente estabelecida sobre a Península Ibérica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-de-calor-instala-se-em-portugal-a-partir-de-1-de-julho-varios-dias-consecutivos-com-temperaturas-acima-dos-40-c-1782820093134.jpg" data-image="umzhrf4g6ocq" alt="Geopotencial e temperatura 850 hPa" title="Geopotencial e temperatura 850 hPa"><figcaption>A atmosfera começa a reunir as condições para a formação de uma cúpula de calor sobre a Península Ibérica, impulsionada pelo domínio das altas pressões e pela entrada de ar muito quente do Norte de África.</figcaption></figure><p>Este fenómeno ocorre quando um robusto anticiclone (altas pressões) provoca <strong>subsidência,</strong> ou seja, <strong>o ar desce lentamente na atmosfera, comprimindo-se e aquecendo ainda mais</strong>. Ao mesmo tempo, o domínio persistente das altas pressões impede a formação de nebulosidade significativa e <strong>favorece uma forte insolação</strong>. A circulação predominante de leste (vinda do interior de Espanha) transporta ainda ar muito quente e seco proveniente do Norte de África.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p><strong>A própria Península Ibérica potencia este processo</strong>, durante vários dias consecutivos o solo acumula enormes quantidades de energia solar, libertando calor durante a noite e dificultando a renovação da massa de ar. Este conhecido "efeito forno ibérico" contribui para manter temperaturas elevadas, tanto de dia como durante a noite.</p><h2>Quarta e quinta-feira marcam o início do calor extremo</h2><p>Na quarta-feira, <strong>1 de julho, o calor intensifica-se em praticamente todo o território.</strong> O interior do país deverá ultrapassar facilmente os 35 ºC, sendo provável que algumas localidades do Alentejo atinjam os 40 ºC.</p><p>Na quinta-feira, <strong>2 de julho, o episódio entra numa fase mais intensa.</strong> Distritos como Santarém, Évora e Beja poderão registar máximas entre 40 e 41 ºC, enquanto grande parte do restante interior oscilará entre os 36 e os 39 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-de-calor-instala-se-em-portugal-a-partir-de-1-de-julho-varios-dias-consecutivos-com-temperaturas-acima-dos-40-c-1782820376641.png" data-image="wtxl3vx8l9xj" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption>Quinta-feira (2) já será um dia muito quente, com temperaturas entre 40 e 41 ºC em vários locais do Alentejo e Vale do Tejo.</figcaption></figure><p>A influência marítima continuará a limitar parcialmente as temperaturas junto à costa, mas ainda assim os valores previstos serão elevados para estas regiões.</p><h2>Noites quentes e calor invulgar no litoral Norte e Centro</h2><p>Outro aspeto preocupante será a <strong>persistência do calor durante a noite</strong>. Entre quinta e sexta-feira, várias cidades poderão permanecer próximas dos 30 ºC por volta da 01h00, dificultando significativamente o arrefecimento noturno.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-de-calor-instala-se-em-portugal-a-partir-de-1-de-julho-varios-dias-consecutivos-com-temperaturas-acima-dos-40-c-1782820314515.png" data-image="28ibrml4emod" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>A madrugada de sexta-feira será excecionalmente quente, com cidades como Lisboa e Porto ainda próximas dos 30 ºC por volta da 01h00.</figcaption></figure><p>Na sexta-feira, o calor mantém-se extremamente intenso, com máximas superiores a 40 ºC em diversos locais. <strong>Mesmo o litoral poderá registar temperaturas excecionalmente elevadas,</strong> com zonas do distrito do Porto próximas dos 39 ºC, um cenário pouco habitual devido à habitual influência refrescante da nortada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-de-calor-instala-se-em-portugal-a-partir-de-1-de-julho-varios-dias-consecutivos-com-temperaturas-acima-dos-40-c-1782820350505.png" data-image="qwe87oq083rk" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"><figcaption>O calor será particularmente anómalo junto ao litoral, onde as temperaturas poderão situar-se entre 12 e 15 ºC acima da média climatológica para o início de julho.</figcaption></figure><p>As <strong>anomalias térmicas poderão atingir 12 a 15 ºC acima da média climatológica</strong> em vários pontos da faixa litoral, evidenciando a natureza excecional deste episódio.</p><h2>O calor poderá prolongar-se durante vários dias</h2><p>Os modelos meteorológicos indicam que tanto sábado como domingo deverão manter um padrão muito semelhante, com temperaturas extremamente elevadas em grande parte do território. <strong>O contraste entre o centro e sul de Portugal e o Norte de África torna-se reduzido</strong>, sendo visível nos mapas a presença de massas de ar com características muito semelhantes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-de-calor-instala-se-em-portugal-a-partir-de-1-de-julho-varios-dias-consecutivos-com-temperaturas-acima-dos-40-c-1782820535362.png" data-image="qa5twm3qajcn" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption>O centro e sul de Portugal apresentam uma assinatura de temperaturas à superficie com características muito semelhantes às do Norte de África, evidenciando a intensidade e persistência deste episódio de calor extremo.</figcaption></figure><p>Embora os modelos apontem atualmente para a possibilidade de esta situação persistir durante boa parte da <strong>primeira quinzena de julho</strong>, essa previsão ainda apresenta elevada incerteza.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776456" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-de-calor-portugal-sera-como-um-forno-que-criara-a-sua-propria-massa-de-ar-anomala.html" title="Cúpula de calor: Portugal será como um “forno” que criará a sua própria massa de ar anómala">Cúpula de calor: Portugal será como um “forno” que criará a sua própria massa de ar anómala</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-de-calor-portugal-sera-como-um-forno-que-criara-a-sua-propria-massa-de-ar-anomala.html" title="Cúpula de calor: Portugal será como um “forno” que criará a sua própria massa de ar anómala"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-de-calor-portugal-sera-como-um-forno-que-criara-a-sua-propria-massa-de-ar-anomala-1782824268779_320.png" alt="Cúpula de calor: Portugal será como um “forno” que criará a sua própria massa de ar anómala"></a></article></aside><p>Assim, <strong>será fundamental acompanhar a evolução dos modelos nos próximos dias</strong>,<strong> </strong>uma vez que poderão ocorrer ajustes na intensidade e duração desta cúpula de calor.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-de-calor-instala-se-em-portugal-a-partir-de-1-de-julho-varios-dias-consecutivos-com-temperaturas-acima-dos-40-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Limão como ator principal para uma vida doméstica mais limpa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/limao-como-ator-principal-para-uma-vida-domestica-mais-limpa.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 14:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A casca de limão esconde vários benefícios, pode ser reaproveitada na limpeza, na cozinha e no jardim, ajudando a economizar e tornar a casa mais sustentável. Venha aqui descobrir como!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/limao-como-ator-principal-para-uma-vida-domestica-mais-limpa-1782661999565.jpg" data-image="x370j6v06v1y" alt="Limão na rotina do dia a dia" title="Limão na rotina do dia a dia"><figcaption>A casca do limão é um tesouro escondido na cozinha que pode ajudar a limpar, perfumar e tornar a nossa casa mais sustentável.</figcaption></figure><p>Depois de utilizar-mos um limão, seja na <strong>preparação de uma bebida, no tempero de uma refeição ou até para dar uma paladar especial numa sobremesa</strong>, é comum que a casca seja descartada imediatamente.</p><p>No entanto, este pequeno pedaço de fruta, que muitas vezes vai parar no lixo, pode ter <strong>diversas utilidades dentro de casa</strong>.</p><p>A casca de limão, para além do <strong>odor intenso, concentra óleos naturais</strong> responsáveis pelo aroma fresco e característico da fruta. Assim, pode ser <strong>reaproveitada em tarefas simples do dia a dia</strong>, ajudando a reduzir desperdícios e a tornar a rotina doméstica mais sustentável.</p><p>Através da criatividade de cada um, a casca pode ser <strong>transformada num recurso natural para perfumar o ambiente de casa, auxiliar na limpeza, eliminar odores</strong> e até contribuir para o cuidado com as plantas.</p><h2>Um perfume natural para a casa</h2><p>Uma das utilizações mais conhecidas da casca de limão é como <strong>aromatizador natural</strong>. O seu cheiro cítrico ajuda a <strong>deixar os ambientes com uma sensação de frescor, especialmente na cozinha</strong>, onde alguns odores podem permanecer por mais tempo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="715848" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-planta-que-cheira-a-limao-repele-os-insetos-e-cresce-facilmente-em-vasos.html" title="A planta que cheira a limão, repele os insetos e cresce facilmente em vasos">A planta que cheira a limão, repele os insetos e cresce facilmente em vasos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-planta-que-cheira-a-limao-repele-os-insetos-e-cresce-facilmente-em-vasos.html" title="A planta que cheira a limão, repele os insetos e cresce facilmente em vasos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-planta-que-huele-a-limon-espanta-insectos-y-crece-facil-en-maceta-1750167076859_320.jpeg" alt="A planta que cheira a limão, repele os insetos e cresce facilmente em vasos"></a></article></aside><p>Uma forma simples de aproveitar esse efeito é <strong>colocar algumas cascas num pequeno recipiente aberto ou próximo dos locais onde possam surgir cheiros fortes</strong>, como a área do lixo ou da pia.</p><p>Outra alternativa é <strong>ferver as cascas numa panela com água durante alguns minutos</strong>. O vapor espalha o aroma pelo ambiente e pode criar uma atmosfera mais agradável sem a necessidade de usar produtos perfumados.</p><p>Se preferir um aroma mais invernal, pode ainda <strong>juntar um pau de canela</strong>.</p><h2>Utilização na limpeza diária </h2><p>A casca de limão também pode ser ainda uma <strong>aliada em algumas tarefas domésticas</strong>. Uma dica prática é <strong>utilizá-la no micro-ondas, onde basta colocar algumas cascas em um recipiente com água e aquecer por alguns minutos</strong>. O vapor ajuda a amolecer resíduos presos nas paredes internas do aparelho, facilitando a limpeza.</p><p>Também é possível aproveitar o aroma da casca para <strong>preparar uma solução caseira com vinagre branco</strong>. Ao deixar pedaços de casca em contato com o vinagre durante alguns dias, o líquido ganha um cheiro mais agradável e pode ser <strong>usado em determinadas superfícies da casa</strong>.</p><p>Embora não substitua produtos específicos para todos os tipos de limpeza, esse tipo de reaproveitamento é uma <strong>forma inteligente de dar uma nova função a algo que seria descartado</strong>.</p><h2>Combate aos maus odores</h2><p>Alguns <strong>objetos da cozinha absorvem facilmente cheiros fortes</strong>. Tábuas de corte ou utensílios utilizados para preparar alimentos como alho e cebola podem ficar com odores difíceis de eliminar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="679356" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/limao-siciliano-por-que-este-citrico-e-o-aliado-que-voce-precisa-na-sua-dieta.html" title="Limão siciliano: porque este cítrico é o aliado que precisa na sua dieta">Limão siciliano: porque este cítrico é o aliado que precisa na sua dieta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/limao-siciliano-por-que-este-citrico-e-o-aliado-que-voce-precisa-na-sua-dieta.html" title="Limão siciliano: porque este cítrico é o aliado que precisa na sua dieta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/limao-siciliano-por-que-este-citrico-e-o-aliado-que-voce-precisa-na-sua-dieta-1729301718073_320.jpg" alt="Limão siciliano: porque este cítrico é o aliado que precisa na sua dieta"></a></article></aside><p>Nesses casos, <strong>esfregar a parte interna da casca de limão sobre a superfície pode ajudar a reduzir esses cheiros</strong> e deixar um aroma cítrico mais agradável.</p><p>No frigorífico, algumas pessoas também utilizam cascas de limão num recipiente aberto para ajudar a <strong>manter o ambiente com um cheiro mais fresco</strong>.</p><h2>Um toque especial na cozinha</h2><p>Além das utilidades domésticas, a casca de limão pode voltar para a cozinha. <strong>Depois de bem lavada, ela pode ser aproveitada para aromatizar chás, sobremesas, bolos, molhos e outras receitas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/limao-como-ator-principal-para-uma-vida-domestica-mais-limpa-1782662090508.jpg" data-image="28ei2pyykghg" alt="Bebida de limão" title="Bebida de limão"><figcaption>Do tempero às bebidas refrescantes, o limão é um ingrediente versátil que pode ser aproveitado por completo.</figcaption></figure><p>A parte externa da <strong>casca contém os óleos aromáticos que dão o sabor característico do limão</strong>. Já a parte branca costuma ter um gosto mais amargo, por isso deve ser usada com cuidado dependendo da preparação.</p><p>Outra ideia é <strong>guardar as cascas no congelador para utilizá-las futuramente</strong> quando surgir uma receita que precise de um toque cítrico.</p><h2>Aliada das plantas e da compostagem</h2><p>Para aqueles que têm jardim ou vasos em casa também pode reaproveitar as cascas de limão. <strong>Cortadas em pedaços menores, elas podem ser adicionadas à compostagem</strong>, ajudando a transformar resíduos orgânicos em matéria útil para o solo.</p><p>Este hábito <strong>contribui para diminuir a quantidade de lixo produzido</strong> e incentiva uma relação mais consciente com os alimentos consumidos diariamente.</p><p>Numa próxima vez que utilizar um limão, talvez valha a pena pensar duas vezes antes de colocar a casca no lixo. Este <strong>pequeno “resto” pode ser justamente o ingrediente que faltava para uma rotina doméstica</strong> mais prática e sustentável.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/limao-como-ator-principal-para-uma-vida-domestica-mais-limpa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cúpula de calor: Portugal será como um “forno” que criará a sua própria massa de ar anómala]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-de-calor-portugal-sera-como-um-forno-que-criara-a-sua-propria-massa-de-ar-anomala.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 13:01:08 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Durante pelo menos os primeiros cinco dias de julho, Portugal continental, como parte integrante da Península Ibérica, será como um “forno”. Dia após dia, o calor acumulado na superfície terrestre será potenciado pela presença de uma cúpula de calor.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xajykyi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xajykyi.jpg" id="xajykyi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Certamente já terá escutado muitas vezes o termo<strong> “cúpula de calor”</strong> que surge com alguma frequência nos meios de comunicação social e nos institutos nacionais de meteorologia especializados.</p><p>Ora, o fenómeno da<strong> </strong>cúpula de calor <strong>é precisamente o que se instalará sobre Portugal continental ao longo de, pelo menos, os primeiros 5 dias de julho</strong>, criando as condições ideais para um aquecimento intenso e bastante persistente da massa de ar à superfície. Será o resultado da conjugação de vários fatores meteorológicos e geográficos que se reforçam mutuamente.</p><h2>Eis os fatores que irão desencadear a intensificação do calor em Portugal continental</h2><p>O primeiro fator a ter em conta é <strong>a forte insolação</strong>, típica da época estival e do mês de julho, que permite à superfície terrestre absorver uma enorme quantidade de <strong>energia solar </strong>ao longo do dia.</p><p>Ao mesmo tempo, <strong>o domínio prolongado das altas pressões</strong> dispostas em crista a oes-noroeste da Península Ibérica será favorável a uma grande <strong>estabilidade atmosférica</strong>. A subsidência, que consiste no movimento descendente do ar no interior do anticiclone, comprime e aquece adicionalmente a atmosfera, reduz a formação de nuvens e potencia a incidência da radiação solar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-de-calor-portugal-sera-como-um-forno-que-criara-a-sua-propria-massa-de-ar-anomala-1782822943594.png" data-image="0vo37ka9oapg"><figcaption>O efeito de “forno ibérico” será potenciado pela presença de uma cúpula de calor. O calor acumulado de forma eficiente na superfície terrestre das geografias de Portugal e Espanha durante vários dias consecutivos será amplificado pela persistência de uma massa de ar muito quente, mantida sob uma crista anticiclónica em altitude que atua como uma “tampa atmosférica”.</figcaption></figure><p>A este panorama junta-se o transporte de uma <strong>massa de ar muito quente e seco procedente do Norte de África</strong> (origem tropical continental), impulsionada por <strong>ventos predominantes de Leste</strong>. Apesar de na maioria das regiões o vento soprar com intensidade fraca, poderão ocorrer rajadas localmente fortes em algumas zonas (risco de incêndio elevado, muito elevado ou máximo), sem que isso impeça a acumulação generalizada de calor. </p><h2>Efeito de "forno ibérico": de que forma Portugal criará a sua própria massa de ar anómala</h2><p>Todavia, um dos aspetos que mais salta à vista neste episódio de potencial onda de calor será <strong>a capacidade da própria Península Ibérica modificar a massa de ar que a envolve</strong>. Por causa da sua vasta extensão continental, suficientemente grande para se comportar como um <strong>“mini-continente”, a superfície terrestre acumulará calor de forma muito eficiente durante vários dias consecutivos</strong>. Durante a noite, o calor será libertado lentamente, o que impedirá um arrefecimento significativo da atmosfera.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776437" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-quinta-2-de-julho-tera-inicio-em-lisboa-uma-longa-serie-de-dias-em-que-a-temperatura-maxima-ultrapassara-os-35-c.html" title="Na quinta, 2 de julho, terá início em Lisboa uma longa série de dias em que a temperatura máxima ultrapassará os 35 ºC">Na quinta, 2 de julho, terá início em Lisboa uma longa série de dias em que a temperatura máxima ultrapassará os 35 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-quinta-2-de-julho-tera-inicio-em-lisboa-uma-longa-serie-de-dias-em-que-a-temperatura-maxima-ultrapassara-os-35-c.html" title="Na quinta, 2 de julho, terá início em Lisboa uma longa série de dias em que a temperatura máxima ultrapassará os 35 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/na-quinta-2-de-julho-tera-inicio-em-lisboa-uma-longa-serie-de-dias-em-que-a-temperatura-maxima-ultrapassara-os-35-c-1782818582205_320.png" alt="Na quinta, 2 de julho, terá início em Lisboa uma longa série de dias em que a temperatura máxima ultrapassará os 35 ºC"></a></article></aside><p>Simultaneamente, a circulação atmosférica fraca e a estabilidade imposta pela cúpula de calor dificultarão a renovação da massa de ar. Ao invés de ser substituído por ar mais fresco, <strong>o ar manter-se-á praticamente estagnado sobre Portugal continental e grande parte da Espanha peninsular, aquecendo gradualmente dia após dia</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-de-calor-portugal-sera-como-um-forno-que-criara-a-sua-propria-massa-de-ar-anomala-1782822648403.png" data-image="z09gaqbrh9il"><figcaption>O efeito de “forno ibérico” será potenciado pela presença de uma cúpula de calor. Esta situação dará origem a temperaturas muito elevadas durante vários dias consecutivos em Portugal continental. À superfície, preveem-se temperaturas geralmente entre 8 e 12 ºC acima da média, com alguns locais a poderem atingir anomalias de +15 ou +16 ºC.</figcaption></figure><p>Este mecanismo fará com que a geografia de ambos os países funcione como um <strong>verdadeiro “forno ibérico”</strong>, no qual é gerada uma massa de ar extraordinariamente quente, aquecida não só pela advecção vinda do Norte de África, mas também pelo<strong> calor intenso produzido localmente</strong>.</p><p>É precisamente a presença da <strong>cúpula de calor que potencia este efeito, ao</strong> <strong>aprisionar o ar quente junto à superfície</strong>, impedindo a sua dispersão. Como consequência disto, a massa de ar tornar-se-á cada vez mais quente, com temperaturas diurnas muito elevadas e noites tropicais ou tórridas em muitas regiões, o que fará com que o episódio de calor intenso seja prolongado.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-de-calor-portugal-sera-como-um-forno-que-criara-a-sua-propria-massa-de-ar-anomala.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Na quinta, 2 de julho, terá início em Lisboa uma longa série de dias em que a temperatura máxima ultrapassará os 35 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-quinta-2-de-julho-tera-inicio-em-lisboa-uma-longa-serie-de-dias-em-que-a-temperatura-maxima-ultrapassara-os-35-c.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 11:25:21 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Lisboa vai enfrentar uma longa sequência de dias muito quentes e noites tropicais ou tórridas, com temperaturas máximas superiores a 35 ºC e um calor que mal dará tréguas durante a madrugada.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xajxuc2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xajxuc2.jpg" id="xajxuc2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma robusta crista anticiclónica situada a noroeste da Península Ibérica está a contribuir para a subida das temperaturas em Portugal continental. O calor intenso irá manter-se nos próximos dias devido à <strong>persistência das altas pressões, à forte insolação solar combinada com a longa duração dos dias e ao céu limpo ou pouco nublado</strong>, que manterão as temperaturas em valores muito elevados.</p><p><strong>Neste contexto, Lisboa enfrentará uma série de dias com temperaturas muito elevadas, rondando os 39 ou 40 ºC nas horas de maior calor</strong>. Este episódio de tempo quente (possivelmente será classificado de <strong>onda de calor</strong>) tampouco dará tréguas durante a noite, pelo que não é expectável que as temperaturas noturnas desçam de forma significativa.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>A combinação da <strong>crista anticiclónica com um fluxo de Leste</strong> permitirá o transporte de uma <strong>massa de ar tropical continental, muito quente e seco, do Norte de África até à Península Ibérica</strong>, o que fará com que as temperaturas disparem para valores muito elevados, sendo<strong> acima dos 40 ºC em várias regiões durante o dia</strong>, e originando <strong>n</strong><strong>oites tropicais</strong> (mínima igual ou superior a 20 ºC) em quase toda a geografia portuguesa ou até mesmo <strong>noites tórridas</strong> nalgumas zonas (mínima igual ou superior a 25 ºC).</div><p>Esta configuração sinóptica, dominada pelas altas pressões, fará com que os termómetros registem <strong>valores entre os 23 e os 27 ºC ao amanhecer</strong>, dando origem a noites tropicais ou tórridas.</p><h2>O calor intenso vai continuar a deixar máximas superiores a 35 ºC</h2><p>Como referido anteriormente, <strong>Lisboa vai enfrentar um período de calor muito intenso ao longo dos próximos dias</strong>, favorecido pela persistência das altas pressões, pela estabilidade atmosférica e pela insolação forte.</p><p><strong>O céu apresentar-se-á quase sempre limpo, permitindo que a superfície aqueça intensamente dia após dia</strong>. Hoje e amanhã, dias 30 de junho e 1 de julho, são esperados os valores mais baixos de temperatura máxima do que resta da presente semana em Lisboa: 31 e 34 ºC, respetivamente.<strong> Porém, entre quinta-feira (2) e domingo (5), espera-se que as temperaturas máximas oscilem entre os 39 e 40 ºC na capital de Portugal continental</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/na-quinta-2-de-julho-tera-inicio-em-lisboa-uma-longa-serie-de-dias-em-que-a-temperatura-maxima-ultrapassara-os-35-c-1782817809811.png" data-image="aiu9h08hwuz0"><figcaption>Uma cúpula de calor intensificará as temperaturas em todo o território de Portugal continental, tanto máximas como mínimas.</figcaption></figure><p>A persistência destas temperaturas tão elevadas provocará uma acumulação significativa de calor no ambiente urbano, <strong>dificultando a descida da temperatura durante a noite</strong>.</p><p>Além disso, <strong>a possível consolidação de uma cúpula de calor sobre uma grande parte da geografia ibérica</strong> <strong>poderá intensificar ainda mais este fenómeno</strong>, fazendo com que os dias e noites excecionalmente quentes se prolonguem por mais tempo.</p><h2>Lisboa enfrenta noites tropicais ou tórridas</h2><p><strong>As próximas noites também serão muito difíceis de suportar em Lisboa</strong>. De acordo com as últimas saídas do modelo europeu, Lisboa irá registar uma noite tropical na quinta-feira 2 de julho (madrugada com temperatura mínima de 23 ºC).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/na-quinta-2-de-julho-tera-inicio-em-lisboa-uma-longa-serie-de-dias-em-que-a-temperatura-maxima-ultrapassara-os-35-c-1782817895172.png" data-image="q3xa3iixl8tg"><figcaption>De momento, perspetiva-se que a madrugada de sexta-feira (3) seja a mais quente desta semana em Lisboa, de acordo com o modelo Europeu.</figcaption></figure><p>Porém, é possível que a situação se agrave e prolongue nas noites seguintes. Segundo a previsão para as 06:00 horas da madrugada, <strong>as temperaturas não descerão abaixo dos 25 ºC entre sexta-feira (3) e domingo (5)</strong>, com os valores a atingirem 27 ºC na madrugada de sexta (3), 25 ºC na de sábado (4) e 26 ºC na de domingo (5).</p><p>Estes valores correspondem aquilo que é designado como<strong> “noites tórridas”, </strong>caracterizadas por temperaturas mínimas que não descem abaixo dos 25 ºC.<strong> As condições meteorológicas, em conjunto com o efeito de ilha de calor urbano</strong>, impedirão a descida das temperaturas durante a noite.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776428" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-mapa-do-calor-entre-3-e-7-distritos-sob-aviso-laranja-de-tempo-quente-nos-dias-1-e-2-de-julho.html" title="O mapa do calor: entre 3 e 7 distritos sob aviso laranja de tempo quente nos dias 1 e 2 de julho">O mapa do calor: entre 3 e 7 distritos sob aviso laranja de tempo quente nos dias 1 e 2 de julho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-mapa-do-calor-entre-3-e-7-distritos-sob-aviso-laranja-de-tempo-quente-nos-dias-1-e-2-de-julho.html" title="O mapa do calor: entre 3 e 7 distritos sob aviso laranja de tempo quente nos dias 1 e 2 de julho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-mapa-do-calor-entre-3-e-7-distritos-sob-aviso-laranja-de-tempo-quente-nos-dias-1-e-2-de-julho-1782814093256_320.png" alt="O mapa do calor: entre 3 e 7 distritos sob aviso laranja de tempo quente nos dias 1 e 2 de julho"></a></article></aside><p><strong>É aconselhável redobrar as precauções durante este tipo de episódios</strong> (hidratação frequente e ventilação adequada, entre outras), uma vez que as noites tórridas impedem o corpo de recuperar do stress térmico acumulado durante o dia. O calor noturno intenso <strong>constitui um risco para a saúde</strong>, especialmente para os idosos, crianças e pessoas com doenças crónicas.</p><p>Embora ainda exista alguma incerteza nas previsões plasmadas pelos modelos, persistem os sinais que sugerem que as temperaturas máximas, <strong>superiores a 35 ºC, possam prolongar-se em Lisboa por segunda ( e terça-feira (7) da próxima semana</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-quinta-2-de-julho-tera-inicio-em-lisboa-uma-longa-serie-de-dias-em-que-a-temperatura-maxima-ultrapassara-os-35-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O mapa do calor: entre 3 e 7 distritos sob aviso laranja de tempo quente nos dias 1 e 2 de julho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-mapa-do-calor-entre-3-e-7-distritos-sob-aviso-laranja-de-tempo-quente-nos-dias-1-e-2-de-julho.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 10:58:42 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A partir de amanhã, quarta-feira (1 de julho), todos os distritos estarão sob aviso meteorológico de tempo quente. Alguns deles contarão com aviso laranja, enquanto os restantes deverão manter o aviso amarelo.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xajxil2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xajxil2.jpg" id="xajxil2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os <strong>termómetros continuam a subir de forma gradual em todo o país </strong>e esta tendência deverá manter-se nos próximos dias, segundo a mais recente atualização dos nossos mapas, baseados no modelo europeu ECMWF.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Esperam-se<strong> temperaturas máximas até 42 ºC</strong>, especialmente ao longo da faixa interior do país, assim como no Sul, pelo menos, até domingo, dia 5. Estes valores poderão sofrer algumas oscilações, mas mentendo-se sempre elevados, ao que tudo indica. Quanto às <strong>temperaturas noturnas, estas também se deverão manter elevadas</strong> em praticamente toda a geografia, especialmente entre hoje e domingo.</p><h2>IPMA eleva até 7 distritos a aviso laranja de tempo quente</h2><p>O IPMA, que havia emitido aviso amarelo para todos os distritos, devido ao calor previsto, atualizou as suas previsões e aposta agora em <strong>aviso laranja para os distritos de Portalegre, Évora e Beja</strong>, em vigor entre a meia-noite de amanhã e as 18h do dia 2, quinta-feira. Na meia noite seguinte, ou seja, do dia 2, também os distritos de <strong>Setúbal, Santarém, Lisboa e Leiria passarão a aviso laranja</strong>, também em vigor até às 18h do mesmo dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-mapa-do-calor-entre-3-e-7-distritos-sob-aviso-laranja-de-tempo-quente-nos-dias-1-e-2-de-julho-1782814102798.png" data-image="cnute0zuiber" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>O IPMA elevou 7 distritos a aviso laranja. Em três destes, o aviso entra em vigor à meia-noite de amanhã, dia 1, e nos restantes entrará em vigor à meia-noite do dia 2.</figcaption></figure><p>Os <strong>restantes distritos do continente manter-se-ão sob aviso amarelo</strong> devido ao mesmo fator, também até às 18h de quinta-feira. Nesse dia, as capitais de distrito mais frescas serão Viana do Castelo e Aveiro, com 29 ºC de máxima. A mais quente será Beja com 41 ºC. Localmente os valores serão mais elevados, especialmente nas cidades mais afastadas do mar.</p><h2>Anomalias acentuadas ao longo da semana, em todo o país</h2><p><strong>A partir das 9h da manhã de quinta-feira, todo o país registará valores anómalos</strong>, acima da média. Algumas zonas do Algarve poderão contar com anomalias nulas, indicando valores dentro do expectável, mas o restante território contará com valores acima do esperado, tanto durante o dia, como durante a noite.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776312" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-vai-tornar-se-um-foco-de-calor-semelhante-ao-saara-a-partir-de-quinta-feira.html" title="Portugal continental vai tornar-se um 'foco de calor' semelhante ao Saara a partir de quinta-feira">Portugal continental vai tornar-se um "foco de calor" semelhante ao Saara a partir de quinta-feira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-vai-tornar-se-um-foco-de-calor-semelhante-ao-saara-a-partir-de-quinta-feira.html" title="Portugal continental vai tornar-se um 'foco de calor' semelhante ao Saara a partir de quinta-feira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-vai-tornar-se-um-foco-de-calor-semelhante-ao-saara-a-partir-de-quinta-feira-1782752173053_320.png" alt="Portugal continental vai tornar-se um 'foco de calor' semelhante ao Saara a partir de quinta-feira"></a></article></aside><p>Durante a <strong>noite as anomalias poderão chegar até aos 10 ºC</strong> acima da média, enquanto durante o <strong>dia estas poderão alcançar valores de até 16 ºC</strong> acima da normal climatológica de referência. Ainda assim, e apesar de os modelos continuarem a insistir nestes valores elevados, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações em <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/" target="_blank" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">tempo.pt</a>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-mapa-do-calor-entre-3-e-7-distritos-sob-aviso-laranja-de-tempo-quente-nos-dias-1-e-2-de-julho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O mapa das 12 praias com pior qualidade da água no país: saiba onde não deve mergulhar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-mapa-das-12-praias-com-pior-qualidade-da-agua-no-pais-saiba-onde-nao-deve-mergulhar.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 10:57:19 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Onde não deve mergulhar: Sobe para 12 o número de praias portuguesas que chumbaram nos testes de qualidade da água este ano. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-mapa-das-12-praias-com-pior-qualidade-da-agua-no-pais-saiba-onde-nao-deve-mergulhar-1782304953945.png" data-image="0q5yb8luzr6y"><figcaption>Temos a fama (e o orgulho) de ter o melhor litoral do mundo, mas a verdade nua e crua é que a taxa de excelência de Portugal (82%) está abaixo da média da União Europeia (85%).</figcaption></figure><p> Se a Bandeira Azul é o selo que todas as praias cobiçam para atestar a segurança da água, a realidade atual trouxe um sinal de alerta. Segundo o último relatório com dados consolidados da Agência Europeia do Ambiente (AEA), o <strong>número de zonas balneares nacionais com nota 'má' subiu de nove para 12. </strong> </p><div class="texto-destacado">Embora o país tenha registado mais praias com nota máxima em termos absolutos, a percentagem de águas de excelência encolheu para 82%, distanciando Portugal da média europeia e marcando o pior registo nacional desde 2021.</div><p>De acordo com o documento, foram <strong>monitorizadas 682 zonas balneares em território nacional, </strong>mais nove do que no ano anterior. </p><div class="texto-destacado">Destas, 559 conseguiram obter o selo de "excelente".</div><p>No entanto, devido ao aumento do número total de praias sob vigilância, a taxa de excelência sofreu uma quebra recuando para os 82%, o que coloca o país mais longe da média da União Europeia, que se fixa atualmente nos 85%. </p><h2>Seca severa penaliza o interior do país</h2><p>O principal foco de preocupação dos especialistas reside no agravamento da base da tabela. A associação ambientalista Zero alerta que a degradação da <strong>qualidade da água está diretamente ligada às secas severas</strong> que têm assolado o território. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-mapa-das-12-praias-com-pior-qualidade-da-agua-no-pais-saiba-onde-nao-deve-mergulhar-1782304669321.png" data-image="d2y18u2s52vd"><figcaption>Menos chuva devia significar menos lixo arrastado para a água, certo? Errado. Nos rios, menos água significa que a poluição existente não se dilui, tornando-se altamente concentrada.</figcaption></figure><p><strong>Com a redução drástica dos caudais das bacias hidrográficas, a poluição e a contaminação microbiológica tornam-se muito mais concentrada</strong><strong>s</strong>. Este fenómeno meteorológico explica por que razão a larga maioria das praias reprovadas (nove em cada dez) são interiores ou fluviais. </p><h2>O contraste entre o Algarve e o resto do litoral</h2><p>No plano regional, <strong>o Algarve continua a assumir-se como o "aluno exemplar"</strong>, mantendo a quase totalidade das suas águas com nota máxima, a única exceção digna de nota foi a Praia do Camilo, em Lagos, que desceu para "suficiente". As <strong>albufeiras do Alqueva e de Castelo de Bode</strong> também mereceram destaque pela positiva, exibindo 100% de praias excelentes. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-mapa-das-12-praias-com-pior-qualidade-da-agua-no-pais-saiba-onde-nao-deve-mergulhar-1782304783240.png" data-image="xfpshd59v1h7"><figcaption>Enquanto a maioria das águas do interior sofreu com a seca, as praias das albufeiras do Alqueva e de Castelo de Bode deram uma lição de resiliência e mantiveram 100% de excelência.</figcaption></figure><p>Em sentido inverso, várias praias costeiras de grande afluência que habitualmente ostentavam boas avaliações sofreram uma quebra de desempenho, fixando-se no patamar "suficiente". <strong>É o caso de Vila Praia de Âncora (Caminha), Caxias (Oeiras) e a Praia da Duquesa (Cascais). </strong></p><h2>A "lista negra": onde o mergulho deve ser evitado </h2><p>As autoridades e associações ambientais recomendam que se evite o banho nas <strong>12 zonas balneares</strong> que chumbaram nos testes de qualidade microbiológica: </p><p><strong>Praias marítimas (Costeiras):</strong></p><ul></ul><ul><li>Matosinhos (Porto): um dos casos mais críticos, registando um declínio contínuo desde que perdeu o estatuto de "excelente" em 2021.</li></ul><ul><li>Poças do Gomes / Doca do Cavacas (Funchal, Madeira): complexo de piscinas naturais que cumpre o terceiro ano consecutivo com nota "má".</li></ul><ul><li>Quinta do Lorde (Madeira): afetada por problemas graves de contaminação.</li></ul><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-mapa-das-12-praias-com-pior-qualidade-da-agua-no-pais-saiba-onde-nao-deve-mergulhar-1782229502321.png" data-image="d5607ohyis5u"><figcaption>InfoAgua - Águas Balneares. Fonte: APA</figcaption></figure><p>No que toca às águas interiores, a lista de praias fluviais sinalizadas com qualidade "má" estende-se por vários rios e concelhos do país. Entre os casos identificados estão a praia de <strong>Bitetos</strong> (no Rio Douro), <strong>Ponte da Barca</strong> (no Rio Lima), <strong>Almaceda</strong> (em Castelo Branco) e <strong>Benfeita</strong> (no Rio Alva). O cenário de alerta estende-se ainda às <strong>Fragas de São Simão</strong> (em Figueiró dos Vinhos), ao <strong>Poço do Lagar</strong> (em Seia), à <strong>Ponte do Sótão</strong> (em Góis), à <strong>Relva da Reboleira</strong> (em Manteigas) e, finalmente, à praia de <strong>Sandomil</strong>, também localizada no concelho de Seia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768412" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-sao-conhecidas-as-praias-com-bandeira-azul-em.html" title="Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026">Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-sao-conhecidas-as-praias-com-bandeira-azul-em.html" title="Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ja-sao-conhecidas-as-praias-com-bandeira-azul-em-1778573948671_320.jpg" alt="Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026"></a></article></aside><p>O relatório deixa um aviso claro para a época balnear: <strong>embora o litoral português continue a dar garantias de segurança na maioria da sua extensão, a gestão dos recursos hídricos no interior exige uma intervenção urgente</strong> para travar o impacto das alterações climáticas na qualidade da água.</p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><a href="https://infoagua.apambiente.pt/pt/praias"><em>https://infoagua.apambiente.pt/pt/praias</em></a></p><p><em><a href="https://infoagua.apambiente.pt/pt/praias"></a><a href="https://eco.sapo.pt/2026/06/21/praias-com-ma-qualidade-da-agua-em-portugal-aumentam-para-12-veja-onde-nao-deve-mergulhar/?utm_source=SAPO_HP&utm_medium=web&utm_campaign=destaques">https://eco.sapo.pt/2026/06/21/praias-com-ma-qualidade-da-agua-em-portugal-aumentam-para-12-veja-onde-nao-deve-mergulhar/?utm_source=SAPO_HP&utm_medium=web&utm_campaign=destaques</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-mapa-das-12-praias-com-pior-qualidade-da-agua-no-pais-saiba-onde-nao-deve-mergulhar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal continental vai tornar-se um "foco de calor" semelhante ao Saara a partir de quinta-feira]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-vai-tornar-se-um-foco-de-calor-semelhante-ao-saara-a-partir-de-quinta-feira.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 06:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma massa de ar muito quente proveniente do Norte de África deverá provocar uma nova subida das temperaturas em Portugal continental a partir de quinta-feira. Em várias regiões do interior, os termómetros poderão superar os 40 ºC, com valores muito acima da média para a época.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xajrxum"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xajrxum.jpg" id="xajrxum"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Após a passagem da depressão responsável pelos aguaceiros e trovoadas dos últimos dias, o estado do tempo deverá voltar a estabilizar rapidamente.</p><p>Segundo os mapas de referência da Meteored, baseados no modelo ECMWF, uma <strong>intensa advecção de ar quente</strong> fará de Portugal um dos territórios mais quentes da Europa Ocidental durante quinta e sexta-feira.</p><h2>Uma massa de ar africana fará disparar as temperaturas</h2><p>A partir de quarta-feira, e de forma mais expressiva nos dias seguintes, a circulação atmosférica favorecerá o transporte de uma massa de ar muito quente desde o Norte de África para a Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-vai-tornar-se-um-foco-de-calor-semelhante-ao-saara-a-partir-de-quinta-feira-1782751865031.png" data-image="vq4o2pze9b1q" alt="Temperatura prevista para quinta-feira, 2 de julho, às 18h" title="Temperatura prevista para quinta-feira, 2 de julho, às 18h"><figcaption>O transporte de ar muito quente fará subir significativamente as temperaturas em praticamente todo o território continental.</figcaption></figure><p> As temperaturas deverão subir de forma generalizada, sobretudo nas regiões do interior e do Sul. Em vários locais poderão registar-se valores entre <strong>37 e 40 ºC</strong>, enquanto no litoral a influência marítima continuará a limitar parcialmente o aquecimento. </p><h2>Temperaturas muito acima da média para o início de julho</h2><p>Além do calor intenso, os mapas de anomalia térmica evidenciam que este episódio será bastante invulgar para esta época do ano.</p><p>Em grande parte do território continental, as temperaturas deverão situar-se entre <strong>10 e 14 ºC acima da média climatológica</strong>, especialmente nas regiões do litoral e interior Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-vai-tornar-se-um-foco-de-calor-semelhante-ao-saara-a-partir-de-quinta-feira-1782752173053.png" data-image="2h8ph0rjh41q" alt="Anomalia de temperatura prevista para quinta-feira, 2 de julho, às 16h" title="Anomalia de temperatura prevista para quinta-feira, 2 de julho, às 16h"><figcaption>Grande parte de Portugal deverá apresentar temperaturas mais de 10 ºC acima da média para esta altura do ano.</figcaption></figure><p> Este tipo de anomalias revela uma situação meteorológica excecional, típica da influência direta de massas de ar subtropicais. </p><h2>A massa de ar quente será evidente também em altitude</h2><p>Os mapas da temperatura a cerca de <strong>1500 metros de altitude (850 hPa)</strong> confirmam a entrada de uma massa de ar muito quente sobre toda a Península Ibérica.</p><p>Nesta camada da atmosfera, os valores poderão atingir <strong>24 a 26 ºC</strong>, sinal claro da presença de uma massa de ar extremamente quente proveniente do Norte de África.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-vai-tornar-se-um-foco-de-calor-semelhante-ao-saara-a-partir-de-quinta-feira-1782752374541.png" data-image="dy1bs9sz70fa" alt="Temperatura prevista a 850 hPa para quinta-feira, 2 de julho, às 16h" title="Temperatura prevista a 850 hPa para quinta-feira, 2 de julho, às 16h"><figcaption>A massa de ar quente africana será claramente visível em altitude, abrangendo praticamente toda a Península Ibérica. </figcaption></figure><p> Este tipo de configuração favorece temperaturas muito elevadas à superfície, sobretudo nas regiões interiores. </p><h2>Portugal poderá tornar-se um dos locais mais quentes da Europa Ocidental</h2><p>Os mapas de anomalia da temperatura a 850 hPa mostram igualmente desvios muito expressivos relativamente ao normal climatológico.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776239" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/outra-cupula-de-calor-podera-afetar-portugal-semelhancas-e-diferencas-face-ao-ultimo-grande-episodio.html" title="Outra cúpula de calor poderá afetar Portugal: semelhanças e diferenças face ao último grande episódio">Outra cúpula de calor poderá afetar Portugal: semelhanças e diferenças face ao último grande episódio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/outra-cupula-de-calor-podera-afetar-portugal-semelhancas-e-diferencas-face-ao-ultimo-grande-episodio.html" title="Outra cúpula de calor poderá afetar Portugal: semelhanças e diferenças face ao último grande episódio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/outra-cupula-de-calor-podera-afetar-portugal-semelhancas-e-diferencas-face-ao-ultimo-grande-episodio-1782732629013_320.jpg" alt="Outra cúpula de calor poderá afetar Portugal: semelhanças e diferenças face ao último grande episódio"></a></article></aside><p>Em várias regiões de Portugal e Espanha, o ar em altitude poderá apresentar temperaturas <strong>8 a 10 ºC acima da média</strong>, reforçando o potencial para um episódio de calor intenso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-vai-tornar-se-um-foco-de-calor-semelhante-ao-saara-a-partir-de-quinta-feira-1782752543793.png" data-image="slv6ek9bx9e6" alt="Anomalia da temperatura a 850 hPa prevista para quinta-feira, 2 de julho, às 16h" title="Anomalia da temperatura a 850 hPa prevista para quinta-feira, 2 de julho, às 16h"><figcaption>A massa de ar quente apresentará valores excecionalmente elevados também em altitude, reforçando o episódio de calor previsto.</figcaption></figure><p> Apesar de ainda existir alguma incerteza quanto à duração deste evento, tudo indica que quinta e sexta-feira serão marcadas por temperaturas muito elevadas, sendo aconselhável acompanhar as próximas previsões. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-vai-tornar-se-um-foco-de-calor-semelhante-ao-saara-a-partir-de-quinta-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As 'fazendas' na Amazónia que desafiam a agricultura moderna e reforçam a conservação da floresta]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/as-fazendas-na-amazonia-que-desafiam-a-agricultura-moderna-e-reforcam-conservacao-da-floresta.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Praticadas há pelo menos 4.500 anos, as chagras combinam produção de alimentos, conservação ambiental e conhecimentos ancestrais, mas enfrentam ameaças crescentes como mineração, alterações climáticas e desflorestação.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-fazendas-na-amazonia-que-desafiam-a-agricultura-moderna-e-reforcam-conservacao-da-floresta-1782680845574.jpg" data-image="ny7rqce5waqy" alt="Na área da floresta tropical de Kelly Johanna Yucunatudo, tudo, desde a escolha do local até a localização de cada planta, tem uma ordem e um propósito" title="Na área da floresta tropical de Kelly Johanna Yucunatudo, tudo, desde a escolha do local até a localização de cada planta, tem uma ordem e um propósito"><figcaption>Na área da floresta tropical de Kelly Johanna Yucunatudo, tudo, desde a escolha do local até a localização de cada planta, tem uma ordem e um propósito. Crédito: Fundação Gaia Amazonas</figcaption></figure><p>As pequenas áreas agrícolas conhecidas como <strong>chagras</strong> têm vindo a chamar a atenção de investigadores por aliarem produção de alimentos, conservação da biodiversidade e preservação dos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas da Amazónia. Mantido há milhares de anos, este sistema de cultivo permanece essencial para a segurança alimentar de várias comunidades, ao mesmo tempo que desafia os princípios da agricultura intensiva moderna.</p><p>Na Amazónia colombiana, a indígena Kelly Johanna Yucuna cultiva a sua chagra seguindo um conjunto de práticas transmitidas entre gerações. Embora o terreno possa parecer desorganizado para quem não conhece o sistema, <strong>cada planta ocupa um lugar definido e desempenha uma função específica</strong> dentro de um complexo equilíbrio ecológico e cultural.</p><p>As chagras normalmente ocupam menos de dois hectares e permanecem em uso por cerca de cinco ou seis anos. Depois desse período, as famílias interrompem o cultivo e permitem que a área se regenere naturalmente, devolvendo-a à floresta. Este ciclo <strong>contribui para a manutenção da biodiversidade</strong>, do stock de carbono e da fertilidade do solo.</p><h2>Agricultura integrada na floresta</h2><p>Muito além de um modelo agrícola, <strong>as chagras fazem parte da cosmologia dos povos indígenas amazónicos</strong>. A abertura de uma nova área depende da autorização dos anciãos, que realizam rituais para pedir permissão aos espíritos da floresta antes do início do plantio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-fazendas-na-amazonia-que-desafiam-a-agricultura-moderna-e-reforcam-conservacao-da-floresta-1782680920449.jpg" data-image="norwa15kmsw6" alt="As &quot;chagras&quot; exigem a abertura de áreas na floresta, mas também fazem parte de um sistema mais amplo de gestão territorial indígena considerado fundamental para conter o desmatamento" title="As &quot;chagras&quot; exigem a abertura de áreas na floresta, mas também fazem parte de um sistema mais amplo de gestão territorial indígena considerado fundamental para conter o desmatamento"><figcaption>As "chagras" exigem a abertura de áreas na floresta, mas também fazem parte de um sistema mais amplo de gestão territorial indígena considerado fundamental para conter a desflorestação. Crédito: Fundação Gaia Amazonas</figcaption></figure><p>As comunidades escolhem cuidadosamente os locais onde serão abertas as áreas de cultivo, preservando boa parte das árvores nativas. Estudos mostram que<strong> estes sistemas conservam aproximadamente metade das espécies arbóreas originais</strong> e apresentam níveis de biodiversidade superiores aos encontrados em monoculturas agrícolas.</p><p>Outro diferencial é a <strong>grande diversidade de espécies cultivadas</strong>. Apenas no território de Jaguares de Yuruparí, na Colômbia, foram identificadas mais de cem espécies de plantas, incluindo mandioca, banana-da-terra, inhame, batata-doce, frutas, ervas medicinais, tabaco e pimentas.</p><h2>Conhecimento ancestral garante diversidade alimentar</h2><p>A<strong> mandioca</strong> ocupa posição central nas chagras e possui profundo significado cultural. Entre diversos povos indígenas, ela simboliza as mulheres, enquanto a coca representa os homens. Por isso, ambas costumam ser plantadas juntas, no centro das áreas de cultivo.</p><div class="texto-destacado">Cada povo preserva dezenas de variedades de mandioca, resultado de séculos de seleção e adaptação às condições ambientais locais. Além da produção de alimentos, as chagras funcionam como espaços de transmissão de conhecimentos, onde as crianças aprendem com os pais e avós sobre a origem, o manejo e a importância espiritual de cada planta.</div><p>Segundo os especialistas, este conhecimento tradicional permite que a agricultura acompanhe os ciclos naturais da floresta, <strong>reduzindo impactos ambientais</strong> e fortalecendo a resiliência dos ecossistemas.</p><h2>Modelo também gera renda e inspira novas estratégias</h2><p>Embora muitas chagras sejam destinadas principalmente ao consumo familiar, algumas regiões também utilizam o sistema para produção comercial. Na província de Napo, no Equador, <strong>cooperativas indígenas cultivam cacau, baunilha e guayusa em sistemas agroflorestais</strong> que geram renda para centenas de famílias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-fazendas-na-amazonia-que-desafiam-a-agricultura-moderna-e-reforcam-conservacao-da-floresta-1782680969400.jpg" data-image="th626y59u7ps" alt="A mandioca é um dos alimentos básicos da Amazônia, especialmente nas chagras, onde são cultivadas dezenas de variedades da planta" title="A mandioca é um dos alimentos básicos da Amazônia, especialmente nas chagras, onde são cultivadas dezenas de variedades da planta"><figcaption>A mandioca é um dos alimentos básicos da Amazónia, especialmente nas chagras, onde são cultivadas dezenas de variedades da planta. Crédito: Fundação Gaia Amazonas</figcaption></figure><p>Reconhecidas pela Organização das Nações Unidas como <strong>Sistemas Importantes do Património Agrícola Global</strong>, as chamadas "chakras" equatorianas demonstram que é possível combinar geração de renda com conservação ambiental. Mesmo nos cultivos comerciais, dezenas de espécies vegetais permanecem a conviver com os cacaueiros, diferentemente das monoculturas convencionais.</p><p>Investigadores destacam que este modelo pode oferecer importantes lições para a <strong>construção de sistemas alimentares mais sustentáveis</strong>, sobretudo diante da crescente preocupação com a perda de biodiversidade e as alterações climáticas.</p><h2>Mineração e alterações climáticas ameaçam sistema tradicional</h2><p>Apesar dos seus benefícios, as chagras enfrentam desafios cada vez maiores. A expansão da<strong> mineração, da desflorestação, do narcotráfico e das alterações climáticas</strong> compromete tanto a produção agrícola quanto os modos de vida das comunidades indígenas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771581" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/vulcao-de-1-9-bilhao-de-anos-na-amazonia-coloca-brasil-no-centro-de-estudos-sobre-a-terra-primitiva.html" title="Vulcão de 1,9 mil milhão de anos na Amazónia coloca Brasil no centro de estudos sobre a Terra primitiva">Vulcão de 1,9 mil milhão de anos na Amazónia coloca Brasil no centro de estudos sobre a Terra primitiva</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/vulcao-de-1-9-bilhao-de-anos-na-amazonia-coloca-brasil-no-centro-de-estudos-sobre-a-terra-primitiva.html" title="Vulcão de 1,9 mil milhão de anos na Amazónia coloca Brasil no centro de estudos sobre a Terra primitiva"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vulcao-de-1-9-bilhao-de-anos-na-amazonia-coloca-brasil-no-centro-de-estudos-sobre-a-terra-primitiva-1780085286351_320.jpg" alt="Vulcão de 1,9 mil milhão de anos na Amazónia coloca Brasil no centro de estudos sobre a Terra primitiva"></a></article></aside><p>A contaminação por mercúrio, a alteração dos ciclos de chuva, a redução da oferta de peixes e caça e o aparecimento de novas pragas já <strong>afetam diversas regiões amazónicas</strong>. Ao mesmo tempo, muitos jovens deixam as comunidades em busca de alternativas económicas, dificultando a transmissão dos conhecimentos tradicionais.</p><p>Para os especialistas, <strong>proteger os territórios indígenas é a medida mais eficaz para garantir a continuidade das chagras</strong>.<strong> </strong>Mais do que um sistema agrícola, elas representam uma forma de gestão da floresta baseada na convivência com a natureza e podem inspirar soluções para uma produção de alimentos mais equilibrada, sustentável e adaptada aos desafios ambientais do século XXI.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="BBC%20Brasil" data-year="2026" data-title="As%20'fazendas'%20na%20Amaz%C3%B4nia%20que%20desafiam%20a%20agricultura%20moderna" data-url="https%3A%2F%2Fwww.bbc.com%2Fportuguese%2Farticles%2Fcm2ry174142o">BBC Brasil. (2026). <a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cm2ry174142o" target="_blank">As 'fazendas' na Amazônia que desafiam a agricultura moderna</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/as-fazendas-na-amazonia-que-desafiam-a-agricultura-moderna-e-reforcam-conservacao-da-floresta.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[6 regras para proteger as plantas em vasos do calor abrasador]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/6-regras-para-proteger-as-plantas-em-vasos-do-calor-abrasador.html</link><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 17:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Desde a escolha do vaso adequado até à aplicação de cobertura morta, apresentamos-te aqui seis conselhos simples para ajudar as tuas plantas a superar as intensas ondas de calor durante o verão.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/6-regole-per-proteggere-le-piante-in-vaso-dal-caldo-torrido-1781977642001.jpeg" data-image="xqknkcunpkjb"><figcaption>Aproxima-se um verão abrasador: 6 regras para proteger as plantas em vasos do calor sufocante.</figcaption></figure><p>Com a chegada do verão e as primeiras ondas de calor da época, as plantas em vasos tornam-se especialmente vulneráveis ao stress térmico. <strong>Ao contrário das plantas cultivadas em solo aberto, dispõem de quantidades limitadas de terra e água</strong>, o que as torna mais propensas à desidratação.</p><p>Exceto em varandas, terraços e parapeitos virados a norte, a maioria dos espaços urbanos destinados às plantas recebe várias horas de luz solar direta por dia. Mesmo as espécies resistentes ao calor podem sofrer quando o sol intenso se combina com altas temperaturas e falta de água.</p><h2>Por que é que as plantas em vasos sofrem mais? </h2><p>No verão, a terra do vaso aquece rapidamente e perde humidade por evaporação. Sem regas regulares, <strong>as raízes passam rapidamente a encontrar-se num ambiente cada vez mais quente e seco, o que faz com que a folhagem da planta murche</strong>.</p><p>Este problema pode afetar praticamente qualquer espécie cultivada em vaso, incluindo aquelas conhecidas pela sua resistência à seca. Por isso, é importante <strong>tomar medidas para minimizar o sobreaquecimento do vaso e retardar a perda de água</strong>.</p><h2> 1. Escolha vasos grandes </h2><p><strong>Mais terra</strong> significa uma maior reserva de água para as raízes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/6-regole-per-proteggere-le-piante-in-vaso-dal-caldo-torrido-1781977753665.jpeg" data-image="vg7wc3estqtt"><figcaption>Escolha vasos grandes.</figcaption></figure><p>Os vasos grandes secam mais lentamente do que os pequenos e permitem que o sistema radicular se desenvolva mais amplamente. <strong>Uma planta com um sistema radicular bem desenvolvido costuma ser mais resistente ao stress causado pelo calor e pela seca</strong>.</p><h2>2. Dê preferência a vasos de barro e pedra</h2><p>Os materiais naturais, como o barro e a pedra, <strong>tendem a aquecer mais lentamente e proporcionam uma maior estabilidade térmica do que os vasos de plástico comuns</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/6-regole-per-proteggere-le-piante-in-vaso-dal-caldo-torrido-1781977779538.jpeg" data-image="prnjc1c3coxd"><figcaption>Opte pelo barro e pela pedra em vez do plástico.</figcaption></figure><p>Além disso, a argila facilita a troca de ar através das paredes do recipiente, o que ajuda a<strong> criar condições mais favoráveis para as raízes durante os períodos de maior calor</strong>.</p><h2>3. Reduzir a exposição ao sol durante as horas de maior calor </h2><p>Sempre que possível,<strong> é aconselhável colocar os vasos em locais que recebam luz solar apenas de manhã ou ao final da tarde</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/6-regole-per-proteggere-le-piante-in-vaso-dal-caldo-torrido-1781977819957.jpeg" data-image="jl3fspnbm2t2"><figcaption>Reduza a exposição ao sol durante as horas mais quentes do dia.</figcaption></figure><p>Em alternativa, <strong>os toldos, as redes de sombreamento e outros sistemas de proteção solar podem reduzir consideravelmente o sobreaquecimento</strong> das plantas e do solo.</p><h2>4. Utilize um prato como reservatório de água</h2><p>Nos dias mais quentes, pode ser útil regar abundantemente até encher o prato, criando assim um reservatório de água temporário.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/6-regole-per-proteggere-le-piante-in-vaso-dal-caldo-torrido-1781977845214.jpeg" data-image="hab3a41dnbcz"><figcaption>Utiliza um pires como recipiente para a água.</figcaption></figure><p>A planta poderá absorver a água gradualmente durante as horas seguintes, <strong>o que reduz o risco de murchar nos momentos de maior calor do dia</strong>. No entanto, é importante ter em conta as necessidades das diferentes espécies, uma vez que algumas toleram menos bem o encharcamento do solo.</p><h2>5. Cubra a superfície do vaso com cobertura morta </h2><p>Uma <strong>camada de casca de árvore, palha, folhas secas ou outros materiais naturais</strong> ajuda a limitar a evaporação e mantém o solo mais fresco.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/6-regole-per-proteggere-le-piante-in-vaso-dal-caldo-torrido-1781977889036.jpeg" data-image="3bnpq26kiqwt"><figcaption>Cubra a superfície do vaso com cobertura morta.</figcaption></figure><p>O <strong>acolchado</strong> funciona como uma barreira protetora contra a luz solar direta e é um dos métodos mais simples e eficazes para conservar a humidade durante o verão.</p><h2>6. Pulverize a copa da planta com água</h2><p><strong>Pulverizar a copa com água pode ajudar a aliviar o stress causado pelas altas temperaturas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/6-regole-per-proteggere-le-piante-in-vaso-dal-caldo-torrido-1781977916844.jpeg" data-image="q1l0et7ee87s"><figcaption>Regue a copa da planta.</figcaption></figure><p>Quando a água se evapora da superfície das folhas,<strong> elimina o calor e reduz temporariamente a sua temperatura, criando condições mais favoráveis para a planta</strong>. Esta medida pode ser útil tanto durante as horas mais quentes do dia como ao anoitecer.</p><h2>Novos desafios para a jardinagem urbana</h2><p>Nos últimos anos, os verões cada vez mais quentes e as ondas de calor, muitas vezes prolongadas, têm posto à prova até mesmo as plantas em vasos. Neste contexto, <strong>algumas práticas tradicionais de cultivo estão a enfrentar limitações que eram menos evidentes até há algumas décadas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775907" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/muito-mais-do-que-plantas-resistentes-5-suculentas-que-surpreendem-pela-beleza-das-suas-flores.html" title="Muito mais do que plantas resistentes: 5 suculentas que surpreendem pela beleza das suas flores">Muito mais do que plantas resistentes: 5 suculentas que surpreendem pela beleza das suas flores</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/muito-mais-do-que-plantas-resistentes-5-suculentas-que-surpreendem-pela-beleza-das-suas-flores.html" title="Muito mais do que plantas resistentes: 5 suculentas que surpreendem pela beleza das suas flores"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mucho-mas-que-plantas-resistentes-5-suculentas-que-sorprenden-por-la-belleza-de-sus-flores-1782420324041_320.jpg" alt="Muito mais do que plantas resistentes: 5 suculentas que surpreendem pela beleza das suas flores"></a></article></aside><p>Nos últimos anos, <strong>os verões cada vez mais quentes e as ondas de calor, muitas vezes prolongadas</strong>, têm posto à prova até mesmo as plantas em vasos. Neste contexto, algumas práticas tradicionais de cultivo estão a enfrentar limitações que eram menos evidentes até há algumas décadas.</p><p>Esta é uma evolução necessária para proteger as plantas ornamentais durante os períodos mais quentes e continuarmos a beneficiar da contribuição que a vegetação oferece para o bem-estar humano e para a qualidade do ambiente urbano.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/6-regras-para-proteger-as-plantas-em-vasos-do-calor-abrasador.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Iris Breda criou o programa GLANCE para ajudar a compreender a formação das galáxias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/iris-breda-criou-o-programa-glance-para-ajudar-a-compreender-a-formacao-das-galaxias.html</link><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A astrofísica da Universidade do Porto desenvolveu um algoritmo que unifica quatro métodos complexos de análise espacial, prometendo transformar o modo como a comunidade científica estuda os confins do Universo.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/iris-breda-criou-o-programa-glance-para-ajudar-a-compreender-a-formacao-das-galaxias-1782736871937.jpg" data-image="2bum6mm50f36" alt="Iris Breda, investigadora da Universidade do Porto" title="Iris Breda, investigadora da Universidade do Porto"><figcaption>A investigadora Iris Breda desenvolveu a ferramenta GLANCE, que unifica a análise da evolução das galáxias. Foto: SIC.FCUP</figcaption></figure><p>No ecrã do computador de Iris Breda, a <strong>galáxia espiral NGC 1566</strong> revela-se num turbilhão de luz e formas imponentes. Para a investigadora do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, as estruturas cósmicas a milhões de anos-luz da Terra representam o enigma que tenta decifrar há mais de uma década. </p><p>Desde os primeiros passos académicos na <strong>Faculdade de Ciências da Universidade do Porto</strong>, a cientista sentia-se intrigada sobre a forma como estes aglomerados estelares tão complexos se formam e ganham vida. Essa <strong>curiosidade científica</strong> impulsionou-a a cruzar as fronteiras e a fixar-se na <strong>Áustria</strong> para procurar respostas na vanguarda da tecnologia computacional.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A conquista da prestigiada bolsa europeia Marie Curie foi o ponto de viragem nesta caminhada.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O financiamento abriu-lhe as portas do Departamento de Astrofísica da<strong> Universidade</strong><strong> de Viena</strong>, onde teve acesso a<strong> supercomputadores </strong>capazes de processar volumes massivos de informação espacial. </p><p>Em apenas dois anos de trabalho intenso, a investigadora alcançou dados tão relevantes que mereceram <strong>três publicações</strong> em conceituadas revistas internacionais da especialidade.</p><h2>A intuição que desafiou a teoria</h2><p>Para ler o passado do cosmos, a astrofísica recorre a imagens e dados captados por instrumentos de grande alcance, como o <strong>telescópio espacial James Webb</strong>. A análise está centrada no espectro luminoso emitido pelas estrelas, onde as <strong>tonalidades azuis</strong> denunciam juventude e os <strong>tons vermelhos</strong> revelam uma idade avançada. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Cada ponto luminoso é como um arco-íris de dados, revelando a composição química, a velocidade e a longevidade etária das populações estelares.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Durante o doutoramento na instituição portuense, Iris Breda dedicou-se a <strong>separar os componentes centrais das galáxias</strong>. Foi nesse período que a sua <strong>intuição</strong> desafiou os modelos matemáticos preestabelecidos.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/iris-breda-criou-o-programa-glance-para-ajudar-a-compreender-a-formacao-das-galaxias-1782737154970.jpg" data-image="zgft6do9mvdy" alt="Galáxia espiral NGC 1566" title="Galáxia espiral NGC 1566"><figcaption>A galáxia espiral NGC 1566, uma das estruturas cósmicas que inspiram a investigação de Iris Breda. Foto: FCUP</figcaption></figure><p>A comunidade científica assumia que o pico de massa e luz se concentrava sempre no núcleo dos discos galácticos. Com poucas certezas sobre essa premissa, conduziu ela própria várias experiências computacionais, acabando por confirmar que a <strong>luminosidade real não justificava a teoria dominante</strong>. O seu palpite estava correto, mas para avançar precisava ter acesso a novas ferramentas de modelação dinâmica.</p><h2>O princípio de um olhar unificado</h2><p>Foi essa necessidade que a levou até Viena para estudar o movimento das estrelas. Um dos resultados mais surpreendentes dessa aprendizagem foi a descoberta de <strong>discos nucleares</strong> no centro de algumas galáxias e de <strong>estruturas em forma de donut</strong> noutras, cujo motivo de existência permanece um mistério. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/iris-breda-criou-o-programa-glance-para-ajudar-a-compreender-a-formacao-das-galaxias-1782737276110.jpg" data-image="p4knwlk27vfu" alt="Iris Breda, investigadora da Universidade do Porto" title="Iris Breda, investigadora da Universidade do Porto"><figcaption>Iris Breda processou dados astronómicos complexos e divulgou o seu trabalho em três publicações científicas internacionais. Foto: SIC.FCUP</figcaption></figure><p>A investigadora notou que as estrelas recém-nascidas apresentam uma deslocação muito mais coordenada e ordenada do que as componentes mais antigas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Para simplificar a rotina dos astrofísicos que enfrentam estes labirintos de informação, a cientista criou o GLANCE. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O programa destaca-se por reunir <strong>quatro técnicas analíticas distintas e altamente complexas</strong> num único ambiente de programação. Esta junção permite uma abordagem muito mais consistente, veloz e rigorosa do ciclo de vida galáctico. A <strong>plataforma</strong> foi disponibilizada em <strong>acesso aberto</strong> à comunidade científica mundial.</p><h2>A inteligência artificial no horizonte cósmico</h2><p>Atualmente, de regresso a Portugal, Iris Breda aplica o seu algoritmo para decifrar sistemas estelares de emissão extrema, caracterizados por uma <strong>maternidade </strong><strong>estelar </strong>invulgarmente ativa. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O trabalho cruza dados observacionais com simulações cosmológicas ultrarrealistas, analisando uma amostra refinada de 350 galáxias espirais para validar os modelos teóricos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os planos para o futuro mostram que a viagem da cientista pelo mundo das estrelas está longe de terminar. A sua próxima meta passa por integrar um <strong>módulo de aprendizagem automática</strong> nesta plataforma informática, de forma a detetar subtilezas que escapam ao olho humano.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="759605" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-detetam-um-fraco-brilho-cosmico-proveniente-de-galaxias-primitivas-ocultas.html" title="Astrónomos detetam um fraco brilho cósmico proveniente de galáxias primitivas ocultas">Astrónomos detetam um fraco brilho cósmico proveniente de galáxias primitivas ocultas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-detetam-um-fraco-brilho-cosmico-proveniente-de-galaxias-primitivas-ocultas.html" title="Astrónomos detetam um fraco brilho cósmico proveniente de galáxias primitivas ocultas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/astronomers-detect-faint-cosmic-glow-of-hidden-galaxies-1773602333877_320.jpg" alt="Astrónomos detetam um fraco brilho cósmico proveniente de galáxias primitivas ocultas"></a></article></aside><p>Para concretizar a ambição, planeia rumar ao <strong>Instituto de Astrofísica das Canárias</strong> para colaborar com especialistas em inteligência artificial. A investigadora descreve todo este percurso exigente como uma experiência recompensadora, uma rota que continua a lançar luz sobre as zonas mais escuras do nosso Universo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Faculdade%20de%20Ci%C3%AAncias%20da%20Universidade%20do%20Porto%20(FCUP)" data-year="" data-title="Alumna%20da%20FCUP%20cria%20ferramenta%20para%20ajudar%20a%20compreender%20a%20forma%C3%A7%C3%A3o%20das%20gal%C3%A1xias" data-url="https%3A%2F%2Fnoticias.up.pt%2F2026%2F05%2F11%2Falumna-da-fcup-cria-ferramenta-para-ajudar-a-compreender-a-formacao-das-galaxias%2F">Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP). <a href="https://noticias.up.pt/2026/05/11/alumna-da-fcup-cria-ferramenta-para-ajudar-a-compreender-a-formacao-das-galaxias/" target="_blank">Alumna da FCUP cria ferramenta para ajudar a compreender a formação das galáxias</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/iris-breda-criou-o-programa-glance-para-ajudar-a-compreender-a-formacao-das-galaxias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estudo publicado na Physical Review X afirma que conseguiram inverter o tempo graças à física quântica]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-publicado-na-physical-review-x-afirma-que-conseguiram-inverter-o-tempo-gracas-a-fisica-quantica.html</link><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 14:26:22 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Foram implementados protocolos de controlo, capazes de fazer com que certos processos pareçam mais consistentes com o fluxo do tempo a retroceder, oferecendo uma forma inovadora de explorar a física.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudio-publicado-en-physical-review-x-afirma-que-han-conseguido-invertir-el-tiempo-gracias-a-la-fisica-cuantica-1782620471822.jpg" data-image="tb92p701luz9" alt="El flujo cuántico del tiempo no es tan fijo como lo conocemos, dicen los investigadores." title="El flujo cuántico del tiempo no es tan fijo como lo conocemos, dicen los investigadores."><figcaption>O fluxo quântico do tempo não é tão imutável como o conhecemos, afirmam os investigadores.</figcaption></figure><p>As leis microscópicas da física são geralmente simétricas; os processos naturais seguem, em geral, uma direção definida, conhecida como seta do tempo. Num sistema quântico monitorizado, os efeitos da medição e a sua retroalimentação induzem o sentido da seta do tempo.</p><p><strong>Na maioria dos processos naturais, observamos que estes seguem uma seta do tempo</strong>: os cristais partem-se, os ovos eclodem, as estrelas explodem, etc., mas não se observa que esses processos tenham um comportamento na ordem inversa.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Um estudo recente demonstra que é possível suprimir a seta do tempo num sistema quântico: podendo alongar, difuminar ou reverter o fluxo temporal. Desta forma, explicam, oferece-se uma forma inovadora de explorar o que talvez seja um dos conceitos mais fundamentais da física.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A este tipo de comportamentos, chamamos de processos diretos: são aqueles que ocorrem causalmente na natureza. Por outro lado, aqueles que correspondem ao tempo invertido são conhecidos como processos inversos.</p><p>A forma como a direção da seta do tempo se manifesta, com base nas leis da simetria temporal, tem suscitado incerteza e perplexidade entre cientistas e filósofos há décadas. <strong>As setas do tempo têm sido atribuídas a muitas origens diferentes; algumas delas têm sido associadas à gravidade</strong>.</p><h2>Protocolos de controlo quântico que suprimem a seta do tempo</h2><p>O grupo de cientistas pôs em prática vários protocolos de controlo quântico, através dos quais consegue fazer com que alguns processos específicos pareçam mais consistentes com o fluxo do tempo invertido para trás, combinando medições, retroalimentação e campos de controlo personalizados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudio-publicado-en-physical-review-x-afirma-que-han-conseguido-invertir-el-tiempo-gracias-a-la-fisica-cuantica-1782620659176.jpg" data-image="7ymesogu3qpj" alt="El trabajo de investigación analizó de una forma específica las leyes de la Física." title="El trabajo de investigación analizó de una forma específica las leyes de la Física."><figcaption>O trabalho de investigação analisou especificamente as leis da Física.</figcaption></figure><p><strong>O trabalho de investigação demonstrou que é possível suprimir a noção de tempo num sistema quântico</strong>, podendo alongar, esbater ou até reverter o fluxo temporal e oferecendo uma forma inovadora de explorar as leis da física. As regras da mecânica quântica implicam que as medições não só observam, como também alteram profundamente o sistema que está a ser medido.</p><h3>Ferramentas de controlo</h3><p>A seta do tempo mais reconhecível é talvez a termodinâmica: que surge da simetria temporal da dinâmica microscópica subjacente aos processos termodinâmicos. Na Segunda Lei da Termodinâmica, explica-se que, para os sistemas macroscópicos, os processos que aumentam a entropia são mais prováveis do que aqueles que a diminuem.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A seta do tempo mais reconhecível talvez seja a termodinâmica: que surge da simetria temporal da dinâmica microscópica subjacente aos processos termodinâmicos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Nos sistemas quânticos, as regras da mecânica quântica implicam que as medições não só observam, como também alteram ativamente o sistema que está a ser medido</strong>. Estas características permitem conceber dinâmicas quânticas diferenciadas, invulgares e inesperadas, incluindo trajetórias que parecem uma evolução invertida do tempo.</p><h2>Quanto maior for o sistema, mais difícil é identificar dinâmicas anómalas</h2><p>Em média, a entropia do Universo aumenta. Quanto maior for o sistema, mais complexo se torna observar dinâmicas anómalas que diminuam essa entropia. A manifestação da seta do tempo pode ser medida, se se comparar a probabilidade de ocorrência de um processo com o seu inverso temporal.</p><p><strong>Sabe-se que a aleatoriedade clássica é o resultado de uma falta de conhecimento completo da descrição microscópica de um sistema</strong>. Esta aleatoriedade quântica nos resultados das medições é fundamental. A descrição mais completa de um sistema quântico produz probabilidades de possíveis resultados de medição.</p><h3>Relações complexas na medição</h3><p>No trabalho de investigação, foram identificadas relações complexas entre os regimes de funcionamento dos motores de medição, o fluxo energético proveniente das medições, bem como a forma como o feedback afeta a perceção da seta do tempo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771445" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-resolvem-um-enigma-quantico-com-25-anos-que-pode-mudar-a-forma-como-enviamos-informacao.html" title="Cientistas resolvem um enigma quântico com 25 anos que pode mudar a forma como enviamos informação">Cientistas resolvem um enigma quântico com 25 anos que pode mudar a forma como enviamos informação</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-resolvem-um-enigma-quantico-com-25-anos-que-pode-mudar-a-forma-como-enviamos-informacao.html" title="Cientistas resolvem um enigma quântico com 25 anos que pode mudar a forma como enviamos informação"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/draft-scientists-crack-a-25-year-quantum-puzzle-that-could-change-how-we-send-information-1779464635845_320.png" alt="Cientistas resolvem um enigma quântico com 25 anos que pode mudar a forma como enviamos informação"></a></article></aside><p><strong>Se estas medições extraem energia do sistema, o mecanismo de retroalimentação que prolonga a seta do tempo também extrai trabalho</strong>. No trabalho de simulação, os investigadores utilizaram os avanços alcançados para conceber um motor capaz de extrair energia do próprio ato de monitorizar o sistema quântico.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Garc%C3%ADa%2C%20L.P.%2C%20Liu%2C%20Y.K.%2C%20Gorshkov%2C%20A.V." data-year="2026" data-title="Reshaping%20the%20Quantum%20Arrow%20of%20Time" data-url="https%3A%2F%2Fjournals.aps.org%2Fprx%2Fabstract%2F10.1103%2Fl18s-9vmh%23s6">García, L.P., Liu, Y.K., Gorshkov, A.V.. (2026). <a href="https://journals.aps.org/prx/abstract/10.1103/l18s-9vmh#s6" target="_blank">Reshaping the Quantum Arrow of Time</a>.</cite><br><cite data-author="Garc%C3%ADa%2C%20D" data-year="2026" data-title="El%20tiempo%20hacia%20atr%C3%A1s%20deja%20de%20ser%20ciencia%20ficci%C3%B3n%3A%20la%20f%C3%ADsica%20cu%C3%A1ntica%20ha%20logrado%20invertirlo" data-url="https%3A%2F%2Fwww.larazon.es%2Ftecnologia-consumo%2Fciencia%2Ftiempo-atras-deja-ser-ciencia-ficcion-fisica-cuantica-ha-logrado-invertirlo_202606236a3a92b0c7a2892f04a08f62.html">García, D. (2026). <a href="https://www.larazon.es/tecnologia-consumo/ciencia/tiempo-atras-deja-ser-ciencia-ficcion-fisica-cuantica-ha-logrado-invertirlo_202606236a3a92b0c7a2892f04a08f62.html" target="_blank">El tiempo hacia atrás deja de ser ciencia ficción: la física cuántica ha logrado invertirlo</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-publicado-na-physical-review-x-afirma-que-conseguiram-inverter-o-tempo-gracas-a-fisica-quantica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Outra cúpula de calor poderá afetar Portugal: semelhanças e diferenças face ao último grande episódio]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/outra-cupula-de-calor-podera-afetar-portugal-semelhancas-e-diferencas-face-ao-ultimo-grande-episodio.html</link><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 14:11:43 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os modelos meteorológicos apontam para o regresso de uma cúpula de calor a Portugal no início de julho. A configuração atmosférica apresenta semelhanças com o episódio de maio, mas o contexto sazonal poderá favorecer temperaturas ainda mais elevadas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/outra-cupula-de-calor-podera-afetar-portugal-semelhancas-e-diferencas-face-ao-ultimo-grande-episodio-1782732629013.jpg" data-image="h5r1j2f3nxfx" alt="Cúpula de calor poderá aumentar o desconforto térmico" title="Cúpula de calor poderá aumentar o desconforto térmico"><figcaption>A intensificação da cúpula de calor deverá fazer subir significativamente as temperaturas em grande parte de Portugal continental, com máximas superiores a 40 ºC no interior. Perante este cenário, recomenda-se reforçar a hidratação, evitar a exposição solar nas horas de maior calor e procurar locais frescos.</figcaption></figure><p>Uma nova cúpula de calor poderá instalar-se sobre a Península Ibérica a partir de quarta-feira, 1 de julho, <strong>intensificando-se entre os dias 2 e 5</strong>, associada a um padrão de bloqueio atmosférico. Embora ainda exista alguma incerteza quanto à duração e intensidade do episódio, o modelo europeu ECMWF aponta para uma <strong>configuração muito semelhante</strong> à que deu origem ao calor excecional registado entre 20 e 31 de maio.</p><h2>Bloqueio atmosférico favorece a formação da cúpula de calor</h2><p>A evolução prevista resulta do <strong>reforço de uma dorsal anticiclónica sobre a Península Ibérica</strong>, enquanto a corrente de jato permanece posicionada em latitudes mais elevadas. Esta configuração <strong>favorece a subsidência</strong>, ou seja, o movimento descendente do ar na atmosfera. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>À medida que o ar desce, é comprimido e aquece naturalmente, dificultando a formação de nuvens e a passagem de sistemas frontais. Como consequência, o <strong>calor tende a intensificar-se e a persistir durante vários dias</strong>, configurando aquilo que é habitualmente designado por uma cúpula de calor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/outra-cupula-de-calor-podera-afetar-portugal-semelhancas-e-diferencas-face-ao-ultimo-grande-episodio-1782732797054.png" data-image="91engrphyd35"><figcaption>A quarta-feira deverá marcar o início da intensificação do calor, com temperaturas já muito elevadas no interior e uma expansão progressiva da massa de ar quente para grande parte da Península Ibérica.</figcaption></figure><p>Os primeiros sinais desta evolução deverão fazer-se sentir na quarta-feira, mas será entre quinta-feira e o fim de semana que o calor poderá atingir maior intensidade. As previsões apontam para <strong>temperaturas superiores a 40 ºC no interior</strong>, enquanto cidades como Porto, Leiria e Lisboa poderão aproximar-se dos 36, 38 e 37 ºC, respetivamente. <strong>As noites deverão tornar-se progressivamente mais quentes</strong>, sobretudo no interior e em alguns pontos do litoral, reduzindo o arrefecimento noturno e aumentando o desconforto térmico.</p><h2>Julho reúne condições mais favoráveis ao aquecimento</h2><p>O padrão previsto <strong>apresenta várias semelhanças</strong> com o registado entre 20 e 31 de maio. Em ambos os casos, o calor resulta do fortalecimento de uma dorsal anticiclónica e de um bloqueio atmosférico que dificulta a progressão das depressões atlânticas, <strong>permitindo que uma massa de ar muito quente permaneça sobre a Península Ibérica durante vários dias</strong>. A principal diferença reside na época do ano. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/outra-cupula-de-calor-podera-afetar-portugal-semelhancas-e-diferencas-face-ao-ultimo-grande-episodio-1782732827896.png" data-image="t2l3owr6v5g5"><figcaption>As temperaturas máximas poderão ultrapassar os 40 ºC em vários locais do interior durante o fim de semana, enquanto o litoral continuará relativamente mais fresco devido à influência do Atlântico.</figcaption></figure><p>Enquanto o episódio de maio ocorreu durante a transição para o verão climatológico, o cenário previsto para os primeiros dias de julho beneficia de um <strong>solo mais aquecido, maior insolação e uma atmosfera mais seca</strong>, fatores que poderão potenciar temperaturas ainda mais elevadas e prolongar os efeitos do calor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/outra-cupula-de-calor-podera-afetar-portugal-semelhancas-e-diferencas-face-ao-ultimo-grande-episodio-1782732814073.png" data-image="6u9f5qjtzje1"><figcaption>A partir de quinta-feira, as temperaturas deverão situar-se entre 8 e 14 ºC acima da média para a época em grande parte de Portugal continental, refletindo o reforço da cúpula de calor.</figcaption></figure><p>Os mapas do ECMWF mostram <strong>anomalias térmicas que poderão ultrapassar os 10 ºC em grande parte do território</strong>, sobretudo a partir de quinta-feira, reforçando o carácter excecional deste episódio para o início de julho.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776238" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-termometros-disparam-levando-ipma-a-emitir-aviso-amarelo-de-calor-para-todo-o-pais.html" title="Tempo em Portugal esta semana: termómetros disparam levando IPMA a emitir aviso amarelo de calor para todo o país">Tempo em Portugal esta semana: termómetros disparam levando IPMA a emitir aviso amarelo de calor para todo o país</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-termometros-disparam-levando-ipma-a-emitir-aviso-amarelo-de-calor-para-todo-o-pais.html" title="Tempo em Portugal esta semana: termómetros disparam levando IPMA a emitir aviso amarelo de calor para todo o país"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-esta-semana-termometros-disparam-levando-ipma-a-emitir-aviso-amarelo-de-calor-para-todo-o-pais-1782731278814_320.png" alt="Tempo em Portugal esta semana: termómetros disparam levando IPMA a emitir aviso amarelo de calor para todo o país"></a></article></aside><p>Aconselha-se o acompanhamento das previsões meteorológicas, pois pequenas alterações na circulação atmosférica poderão modificar a duração deste episódio e a intensidade do calor.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/outra-cupula-de-calor-podera-afetar-portugal-semelhancas-e-diferencas-face-ao-ultimo-grande-episodio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo em Portugal esta semana: termómetros disparam levando IPMA a emitir aviso amarelo de calor para todo o país]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-termometros-disparam-levando-ipma-a-emitir-aviso-amarelo-de-calor-para-todo-o-pais.html</link><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 14:07:29 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal Continental está a aquecer e nos próximos dias poderão registar-se valores próximos dos 40 ºC em vários locais, mesmo no Norte do país.</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/8WGLT-8x9CA/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=8WGLT-8x9CA" id="8WGLT-8x9CA"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A partir de hoje, segunda-feira, <strong>as temperaturas vão subir de forma progressiva em todo o país</strong>, devido à chegada de uma massa de ar quente proveniente de África, que juntamente com o reforço anticiclónico, poderão tornar-se elevadas e persistentes.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Desta forma, a partir de quarta-feira esperam-se valores acima dos 30 ºC em praticamente todas as capitais de distrito, sendo que estes valores poderão ser na <strong>ordem dos 40 ºC nos distritos de Évora e Beja</strong>. Localmente, em regiões como o Ribatejo e o Vale do Guadiana, os valores máximos poderão chegar aos 42 ºC, na quinta-feira.</p><h2>País sob aviso amarelo de tempo quente</h2><p>Tendo em conta esta previsão dos modelos meteorológicos,<strong> o IPMA emitiu aviso amarelo de tempo quente para todos os distritos</strong>, em vigor entre as 9h da manhã de quarta-feira e as 6h da manhã de quinta-feira, dia 2. Ainda assim, entre hoje e quarta-feira, encontram-se sob o mesmo aviso os distritos do interior, sendo que este continuará em vigor também até às 6h da manhã do dia 2 de julho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-esta-semana-termometros-disparam-levando-ipma-a-emitir-aviso-amarelo-de-calor-para-todo-o-pais-1782731317739.png" data-image="u74e2h5yxceu" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Na sexta-feira, vários locais do litoral Norte e Centro poderão registar valores de temperatura máxima iguais ou superiores a 40 ºC, contribuindo para anomalias térmicas bastante evidentes.</figcaption></figure><p>Esta tendência de aquecimento<strong> poderá levar cidades como Porto e Braga a registarem 37 ºC na próxima sexta-feira</strong>, caso a atual previsão se confirme, contribuindo para anomalias térmicas positivas de 16 ºC e 14 ºC, respetivamente, indicando valores acima da normal climatológica de referência. <strong>Ao longo da semana, estas anomalias deverão ser bastante evidentes em todo o continente, com exceção do Algarve</strong>, cuja anomalia poderá ser entre 3 a 4 ºC em alguns locais e nula noutros, representando valores dentro da média ou pouco acima do normal.</p><h2>Noites tropicais a caminho</h2><p>Com esta subida dos termómetros, esperam-se ainda noites tropicais ou até mesmo tórridas, em praticamente todo o território, especialmente a partir de quarta-feira, onde <strong>pelas 23h várias cidades deverão registar valores entre os 23 ºC e os 31 ºC</strong>. Entre quinta-feira e sábado, os nossos mapas mostram valores acima de 30 ºC, pelas 22h, em cidades como Porto, Coimbra, Castelo Branco, Portalegre, Santarém, Lisboa, Évora e Beja.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776240" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ar-quente-africano-instala-se-sobre-portugal-ate-pelo-menos-5-de-julho-mais-de-40-c-e-noites-torridas-a-vista.html" title="Ar quente africano instala-se sobre Portugal até, pelo menos, 5 de julho: mais de 40 ºC e noites tórridas à vista">Ar quente africano instala-se sobre Portugal até, pelo menos, 5 de julho: mais de 40 ºC e noites tórridas à vista</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ar-quente-africano-instala-se-sobre-portugal-ate-pelo-menos-5-de-julho-mais-de-40-c-e-noites-torridas-a-vista.html" title="Ar quente africano instala-se sobre Portugal até, pelo menos, 5 de julho: mais de 40 ºC e noites tórridas à vista"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-africano-instala-se-sobre-portugal-ate-pelo-menos-5-de-julho-mais-de-40-c-e-noites-torridas-a-vista-1782735855423_320.png" alt="Ar quente africano instala-se sobre Portugal até, pelo menos, 5 de julho: mais de 40 ºC e noites tórridas à vista"></a></article></aside><p>Até lá, <strong>a faixa interior do continente português ainda hoje, segunda-feira, já poderá contar com temperaturas entre os 21 ºC e os 27 ºC</strong>, pelas 23h, entre Bragança e Beja, respetivamente. Todavia, e tendo em conta a variabilidade destes valores, aconselhamos que se mantenha atento às próximas previsões, em <a href="https://www.tempo.pt/" target="_blank" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">tempo.pt</a>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-termometros-disparam-levando-ipma-a-emitir-aviso-amarelo-de-calor-para-todo-o-pais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item></channel></rss>