<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Thu, 27 Aug 2026 22:10:19 +0000</lastBuildDate><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 22:10:19 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Recorde histórico em La Palma: detetada a radiação mais distante do universo, a 8 000 milhões de anos-luz]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/recorde-historico-em-la-palma-detetada-a-radiacao-mais-distante-do-universo-a-8-000-milhoes-de-anos-luz.html</link><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 17:05:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Uma radiação que surgiu quando o universo era muito mais jovem acaba de se tornar uma pista valiosa para reconstruir a história das estrelas e das galáxias.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-detectan-desde-canarias-una-senal-que-lleva-8-000-millones-de-anos-viajando-por-el-universo-1787637972338.jpg" data-image="qwdn812aaz50" alt="Cielo nocturno" title="Cielo nocturno"><figcaption>O sinal provém da OP 313, uma galáxia ativa situada a cerca de 8 000 milhões de anos-luz</figcaption></figure><p>Observar o céu a partir de La Palma permitiu-nos recuar milhares de milhões de anos no tempo.<strong> Os telescópios do Observatório do Roque de los Muchachos detetaram radiação de altíssima energia proveniente de um blazar distante</strong>, tornando-o no objeto deste tipo mais distante observado até agora nestas energias.</p><p><strong>O sinal provém do OP 313, uma galáxia ativa situada a cerca de 8 000 milhões de anos-luz</strong>. No seu centro, alberga um buraco negro supermassivo capaz de gerar um dos fenómenos mais extremos do universo. A deteção foi possível graças aos telescópios LST-1 e MAGIC, instalados em La Palma.</p><h2>OP 313, um verdadeiro farol no Universo</h2><p><strong>Os blazares são galáxias ativas cujo buraco negro central absorve matéria e gera enormes jatos de partículas e radiação</strong>. Quando um desses jatos aponta aproximadamente na direção da Terra, o seu brilho pode revelar-se extraordinariamente intenso, como se se tratasse de um gigantesco farol cósmico.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">El Observatorio del Roque de los Muchachos bate récord al observar OP 313, el blázar de muy alta energía más distante detectado!<br><br> Un estudio de @CTAObservatory y MAGIC<br><br> <a href="https://t.co/YTz46XYcZ9">https://t.co/YTz46XYcZ9</a><a href="https://x.com/hashtag/Astrof%C3%ADsica?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Astrofísica</a> <a href="https://x.com/hashtag/CTAO?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#CTAO</a> <a href="https://x.com/hashtag/LST1?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#LST1</a> <a href="https://x.com/hashtag/MAGIC?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#MAGIC</a> <a href="https://x.com/hashtag/LaPalma?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#LaPalma</a> <a href="https://t.co/zHmheeJ0jS">pic.twitter.com/zHmheeJ0jS</a></p>— IAC Astrofísica (@IAC_Astrofisica) <a href="https://x.com/IAC_Astrofisica/status/2091830780741795934?ref_src=twsrc%5Etfw">August 24, 2026</a></blockquote></figure><p>O OP 313 <strong>pertence, mais concretamente, à categoria dos quásares de rádio de espectro plano</strong>, considerados entre as fontes de radiação mais potentes que se conhecem. O sinal agora captado partiu deste objeto quando o Universo era consideravelmente mais jovem.</p><p><strong>A atividade observada situa-se perto do final do chamado "Meio-dia Cósmico"</strong>, um período que se estendeu aproximadamente entre 2 000 e 3 000 milhões de anos após o Big Bang e durante o qual o Universo atravessou uma fase especialmente intensa de formação de estrelas e crescimento de galáxias.</p><h2>Uma viagem de 8 mil milhões de anos que deixa pistas</h2><p>Durante a sua viagem até à Terra, os raios gama emitidos pelo OP 313 atravessaram o espaço e encontraram-se com a chamada luz de fundo extragaláctica. Esta espécie de <strong>névoa cósmica ténue é formada pela radiação acumulada emitida por estrelas e galáxias ao longo de milhares de milhões de anos</strong>. Quando os raios gama de muito alta energia interagem com os seus fotões, podem desaparecer e gerar pares de partículas compostos por um eletrão e um positrão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-detectan-desde-canarias-una-senal-que-lleva-8-000-millones-de-anos-viajando-por-el-universo-1787638231920.jpg" data-image="o5614adkd0a8" alt="Cosmos" title="Cosmos"><figcaption>Os cientistas conseguem estimar a quantidade de luz que existia em diferentes momentos da história do cosmos</figcaption></figure><p>O resultado é que o sinal original chega enfraquecido. É precisamente essa perda de intensidade que contém uma informação extremamente valiosa, uma vez que, ao estudarem o grau de atenuação da radiação,<strong> os cientistas podem estimar a quantidade de luz que existia em diferentes momentos da história do cosmos</strong>.</p><h2>La Palma prepara-se para observar ainda mais longe</h2><p>A capacidade de observação a partir das Canárias irá aumentar em breve. <strong>Está prevista para 15 de outubro de 2026 a inauguração da sub-rede completa do LST</strong> em La Palma, que irá incorporar mais três grandes telescópios, para além do LST-1. Estes instrumentos estarão especialmente preparados para estudar raios gama a partir de energias próximas dos 20 GeV, ampliando a capacidade de detetar fontes extremamente distantes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="680035" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/atlas-cosmico-de-euclides-lancada-a-primeira-parte-do-mapa-3d-de-todo-o-universo.html" title="Atlas Cósmico de Euclides: lançada a primeira parte do mapa 3D de todo o Universo">Atlas Cósmico de Euclides: lançada a primeira parte do mapa 3D de todo o Universo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/atlas-cosmico-de-euclides-lancada-a-primeira-parte-do-mapa-3d-de-todo-o-universo.html" title="Atlas Cósmico de Euclides: lançada a primeira parte do mapa 3D de todo o Universo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-atlas-cosmico-de-euclid-liberan-primer-parte-del-mapa-3d-de-todo-el-universo-1729793207141_320.jpg" alt="Atlas Cósmico de Euclides: lançada a primeira parte do mapa 3D de todo o Universo"></a></article></aside><p><strong>O OP 313 demonstra até onde esta nova geração de observatórios pode chegar</strong>. Um sinal que iniciou a sua viagem há cerca de 8 000 milhões de anos acabou por se tornar, a partir de uma ilha do Atlântico, uma ferramenta para reconstruir a história da luz do universo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="LST%20Collaboration%20%26%20MAGIC%20Collaboration" data-year="2026" data-title="Detection%20of%20the%20distant%20quasar%20OP%20313%20with%20the%20first%20Large-Sized%20Telescope%20of%20CTAO" data-url="https%3A%2F%2Fwww.aanda.org%2Farticles%2Faa%2Ffull_html%2F2026%2F08%2Faa58646-25%2Faa58646-25.html">LST Collaboration & MAGIC Collaboration. (2026). <a href="https://www.aanda.org/articles/aa/full_html/2026/08/aa58646-25/aa58646-25.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Detection of the distant quasar OP 313 with the first Large-Sized Telescope of CTAO</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/recorde-historico-em-la-palma-detetada-a-radiacao-mais-distante-do-universo-a-8-000-milhoes-de-anos-luz.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nepal enfrenta inunda��ões devastadoras: terramoto, avalanche, barragem natural e glaciar estão a ser investigados]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nepal-enfrenta-inundacoes-devastadoras-terramoto-avalanche-barragem-natural-e-glaciar-estao-a-ser-investigados.html</link><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 16:18:08 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Uma onda repentina desceu dos Himalaias com um enorme poder destrutivo. Os cientistas estão a investigar uma possível cadeia de acontecimentos que ocorreu perto da fronteira com o Tibete.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb0zj76"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb0zj76.jpg" id="xb0zj76"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Na quarta-feira (26), <strong>uma enorme massa de água, lama, rochas e sedimentos desceu pelos estreitos vales dos Himalaias e atingiu violentamente uma região próxima da fronteira entre o Nepal e o Tibete</strong>. A torrente destruiu povoações, pontes, estradas e instalações hidroelétricas, enquanto as equipas de emergência lançavam uma grande operação de busca e salvamento.</p><p>O distrito de Rasuwa foi uma das zonas mais afetadas na sequência de uma cheia repentina que percorreu os leitos dos rios de montanha. Enquanto as buscas pelos desaparecidos continuam, os cientistas tentam responder a uma questão fundamental: <strong>o que poderá ter libertado um volume tão grande de água e material num espaço de tempo tão curto?</strong></p><h2>Pensa-se que a onda de cheias tenha tido origem nas montanhas do Tibete</h2><p><strong>As investigações iniciais ainda não determinaram com certeza onde o desastre teve início</strong>. Enquanto fontes chinesas situaram a origem da cheia no lado nepalês, as autoridades nepalesas sustentam que a cheia pode ter descido do Tibete através do rio Bhote Koshi, uma discrepância que deixou a reconstrução do acontecimento por esclarecer.</p><p>O número de mortos aumentou à medida que as horas passavam. <strong>Pelo menos 98 pessoas morreram no Nepal e na China e centenas continuam desaparecidas</strong>, enquanto as autoridades nepalesas estão a verificar uma lista provisória de 484 viajantes desaparecidos, a maioria dos quais estrangeiros.</p><div class="texto-destacado">O investigador climático Rijan Bhakta Kayastha, professor da Universidade de Catmandu, explicou ao<strong><em> The Kathmandu Post </em></strong>que o material que se desprendeu aparentemente caiu no vale e interrompeu temporariamente o fluxo de água. A água começou então a acumular-se atrás desta barreira natural até que, a certa altura, a rompeu violentamente.</div><p>Esta hipótese poderia explicar por que razão o desastre foi inicialmente descrito de várias formas: como a rutura de uma barragem, uma avalanche ou o colapso de um glaciar. <strong>Na realidade, todos estes três elementos podem fazer parte da mesma cadeia de acontecimentos</strong>, embora a sequência precisa do que ocorreu em cada fase ainda tenha de ser estabelecida.</p><h3>Um glaciar desabou mais de 1000 metros em direção ao vale</h3><p>Uma das pistas mais importantes surgiu da análise de imagens de satélite. De acordo com a Reuters, com base em imagens da Planet Labs e em avaliações de especialistas,<strong> uma secção substancial de um glaciar localizado a cerca de 5 200 metros acima do nível do mar desprendeu-se e caiu mais de 1 200 metros em direção ao vale</strong>.</p><p>Os especialistas consultados pela agência descreveram o fenómeno como uma <strong><em>avalanche de gelo e rocha</em></strong>, uma avalanche composta por gelo, rocha e outros materiais. Acredita-se que, ao atingir o fundo do vale, a enorme massa tenha bloqueado o leito do rio, criando uma acumulação temporária antes de, por fim, libertar um fluxo extremamente carregado de sedimentos.</p><p>Quando uma barreira deste tipo rompe, o perigo não provém apenas da água. <strong>Lama, pedras, rochas, gelo e detritos de todo o tipo aumentam consideravelmente o poder destrutivo do fluxo</strong>, especialmente em vales estreitos com encostas íngremes.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">A horrific scene of severe flooding at the Rasuwagadhi border point on the Nepal-Tibet border.<br>The strong currents wreaked havoc across the area, leaving 400 pilgrims and 105 Indian tourists also missing in the Nepal floods.<a href="https://x.com/hashtag/NepalFloods?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#NepalFloods</a> <a href="https://x.com/hashtag/Nepal?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Nepal</a> <a href="https://x.com/hashtag/Rasuwa?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Rasuwa</a> <a href="https://x.com/hashtag/FlashFlood?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#FlashFlood</a> <a href="https://x.com/hashtag/Floods?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Floods</a> <a href="https://t.co/dwAX12Gj7l">pic.twitter.com/dwAX12Gj7l</a></p>— Ravi Pandey (@ravipandey2643) <a href="https://x.com/ravipandey2643/status/2092559194453098786?ref_src=twsrc%5Etfw">August 26, 2026</a></blockquote></figure><p>A onda de cheia percorreu os sistemas fluviais dos rios Lhende e Bhote Koshi antes de chegar ao Trishuli. De acordo com especialistas citados pela Reuters, <strong>em alguns locais o nível do rio subiu até nove metros em cerca de meia hora</strong>, um aumento que deixou as comunidades a jusante com muito pouco tempo para reagir.</p><h3>Será que um terramoto terá desencadeado esta cadeia de eventos?</h3><p>Outro elemento que está a ser investigado é um<strong> terramoto registado na região do Tibete antes da cheia</strong>. De acordo com uma atualização do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o terramoto teve uma <strong>magnitude de 5,2</strong>, superior às estimativas preliminares que inicialmente o situavam em 4,4.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nepal-bajo-el-agua-una-avalancha-de-hielo-habria-desatado-la-inundacion-que-arraso-rasuwa-1787769120035.jpg" data-image="gnl6lr73t6x3" alt="usgs" title="usgs"><figcaption>O USGS atualizou a magnitude do sismo registado na região do Tibete para 5,2, estando ainda a ser investigada a sua possível ligação ao subsequente desmoronamento de gelo e rocha.</figcaption></figure><p>A proximidade temporal e geográfica em relação à zona do desmoronamento levou os especialistas a ponderar se o movimento poderá ter contribuído para desestabilizar a massa de gelo e rocha. No entanto, <strong>não existem, de momento, provas suficientes para determinar que o terramoto tenha desencadeado diretamente a avalanche</strong>, pelo que essa relação continua a ser alvo de investigação.</p><p>Também<strong> não se pode excluir a possibilidade de o impacto do desmoronamento ter sido suficientemente forte para gerar um movimento sísmico</strong>. Contudo, tudo isto continua, neste momento, a ser objeto de análise e investigação.</p><h2>Estradas, pontes e aldeias foram arrastadas</h2><p><strong>A dimensão dos danos demonstra a energia extraordinária que a corrente adquiriu à medida que descia da montanha</strong>. De acordo com o Departamento de Estradas do Nepal, as inundações afetaram gravemente o corredor entre Betrawati e o posto fronteiriço de Rasuwagadhi, com inúmeros troços destruídos e várias pontes arrastadas pela água.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">This image helps explain what happened along the NepalTibet border. According to reports, a magnitude 4.4 earthquake on the Tibetan side triggered a massive ice avalanche, which then led to the flash flooding of the Bhotekoshi River in Nepal. Around 1,000 people are missing, and <a href="https://t.co/2n46czGNoB">pic.twitter.com/2n46czGNoB</a></p>— Weather Monitor (@WeatherMonitors) <a href="https://x.com/WeatherMonitors/status/2092603463406342484?ref_src=twsrc%5Etfw">August 26, 2026</a></blockquote></figure><p>As povoações situadas ao longo do rio Bhote Koshi e de outros cursos de água ficaram particularmente expostas, enquanto as autoridades alargaram os alertas a zonas mais a jusante. <strong>A catástrofe afetou também projetos hidroelétricos e uma rota comercial estratégica entre o Nepal e a China</strong>, de acordo com relatórios oficiais citados pela imprensa local.</p><h2>Uma região cada vez mais exposta a riscos glaciais</h2><p><strong>A catástrofe ocorreu numa das regiões montanhosas mais sensíveis do mundo, onde o recuo dos glaciares está a transformar rapidamente a paisagem</strong>. Organizações científicas especializadas no Himalaia, como o Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado das Montanhas (ICIMOD), têm vindo a alertar para os riscos crescentes associados aos lagos glaciares, aos colapsos e às inundações repentinas na região.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769362" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-megatsunami-de-tracy-arm-como-o-recuo-glaciar-desencadeou-uma-onda-de-481-metros-no-alasca.html" title="O megatsunami de Tracy Arm: como o recuo glaciar desencadeou uma onda de 481 metros no Alasca">O megatsunami de Tracy Arm: como o recuo glaciar desencadeou uma onda de 481 metros no Alasca</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-megatsunami-de-tracy-arm-como-o-recuo-glaciar-desencadeou-uma-onda-de-481-metros-no-alasca.html" title="O megatsunami de Tracy Arm: como o recuo glaciar desencadeou uma onda de 481 metros no Alasca"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-megatsunami-de-tracy-arm-como-o-recuo-glaciar-desencadeou-uma-onda-de-481-metros-no-alasca-1779091405604_320.png" alt="O megatsunami de Tracy Arm: como o recuo glaciar desencadeou uma onda de 481 metros no Alasca"></a></article></aside><p>Ainda não é possível atribuir diretamente esta catástrofe às alterações climáticas, mas os especialistas alertam que<strong> o aquecimento nos Himalaias poderá aumentar certos riscos associados ao gelo em altitudes elevadas</strong>. O derretimento altera os glaciares, aumenta a extensão dos lagos e pode contribuir para alterações na estabilidade das encostas compostas por gelo, rocha e sedimentos.</p><p><strong>O que aconteceu em Rasuwa demonstra também por que razão estes fenómenos são tão difíceis de antecipar</strong>. Um desmoronamento que ocorra a mais de 5 000 metros acima do nível do mar pode desencadear uma reação em cadeia e, poucos minutos depois, transformar-se numa inundação devastadora a dezenas de quilómetros a jusante.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nepal-enfrenta-inundacoes-devastadoras-terramoto-avalanche-barragem-natural-e-glaciar-estao-a-ser-investigados.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[“A colisão que quase destruiu Deimos”: como um asteroide de 300 metros remodelou completamente a lua marciana]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-colisao-que-quase-destruiu-deimos-como-um-asteroide-de-300-metros-remodelou-completamente-a-lua-marciana.html</link><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 15:20:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Uma equipa internacional liderada pela Universidade de Berna descobriu indícios de que uma única colisão com um asteroide poderá ter remodelado drasticamente Deimos, a menor das duas luas de Marte.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-colisao-que-quase-destruiu-deimos-como-um-asteroide-de-300-metros-remodelou-completamente-a-lua-marciana-1787843233726.jpg" data-image="o9judf66zia2"><figcaption>O impacto antigo de um asteroide poderá ter remodelado quase toda a superfície de Deimos, a menor e mais distantes das duas luas de Marte. Crédito: NASA/JPL-Caltech/Universidade do Arizona</figcaption></figure><p><strong>Deimos, a menor e mais distante das duas luas de Marte, pode esconder na sua superfície as marcas de uma colisão colossal</strong>. Um novo estudo liderado pela Dra. Sabina Raducan sugere que a depressão existente junto ao polo sul e a camada de regolito que torna a lua aparentemente mais lisa poderão ter uma origem comum: o impacto de um asteroide.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><strong>“O código é executado num cluster de computação de alto desempenho aqui na Universidade de Berna e é um dos poucos códigos capazes de realizar este tipo de simulação”</strong>, explica a líder do estudo, <strong>Dra. Sabina Raducan</strong>, ex-investigadora na Divisão de Investigação Espacial e Ciências Planetárias (WP) do Instituto de Física da Universidade de Berna e atualmente gestora do programa científico do Instituto Internacional de Ciências Espaciais e investigadora sénior na Vrije Universiteit Brussel.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A investigação, publicada na <em>Nature Astronomy</em>, é a primeira a incorporar observações obtidas durante a passagem da sonda Hera da ESA, por Deimos, em março de 2025. A equipa internacional recorreu ao <strong>código de simulação de alta resolução Bern Smoothed Particle Hydrodynamics (SPH)</strong> desenvolvido ao longo de cerca de duas décadas na Universidade de Berna.</p><h2>Um impacto com efeitos à escala global</h2><p>Foram realizadas cerca de uma <strong>centena de simulações</strong>, variando o tamanho, a velocidade e o ângulo do impacto, bem como a estrutura interna de Deimos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-colisao-que-quase-destruiu-deimos-como-um-asteroide-de-300-metros-remodelou-completamente-a-lua-marciana-1787843389649.jpg" data-image="foh2oeyzzavm"><figcaption>Fobos, do grego antigo para "medo", e Deimos para "terror" são as únicas duas luas de Marte, ambas minúsculas e de formato irregular. Na contemporaneidade, os cientistas continuam a debater a misteriosa origem do sistema lunar marciano, descoberto em agosto de 1877 pelo astrónomo norte-americano Asaph Hall.</figcaption></figure><p>Os resultados apontam para um cenário particularmente convincente: um <strong>asteroide com cerca de 320 metros de diâmetro</strong>, atingindo a lua a um ângulo de aproximadamente 45 graus, poderia ter <strong>criado a depressão observada sem destruir Deimos</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>“O impacto foi suficientemente violento para redistribuir material a nível global, mas não tão forte a ponto de ter destruído a lua”</strong>. <br><strong><br>- Martin Jutzi</strong>, da Divisão de Investigação Espacial e Ciências Planetárias (WP) da Universidade de Berna, e também copresidente do Grupo de Trabalho de Física de Impactos da Hera.</div><p>Mas o impacto teria deixado uma segunda assinatura. <strong>A enorme quantidade de material projetada pela colisão poderia ter-se espalhado por praticamente toda a superfície</strong>, formando a camada espessa de regolito que hoje esconde muitas estruturas mais antigas. Nalguns locais esse depósito poderá ultrapassar 200 metros de profundidade. </p><h2>Uma lua frágil mas surpreendentemente resistente</h2><p>As simulações também oferecem pistas sobre o interior de Deimos. As camadas superficiais parecem ser extremamente frágeis, enquanto o interior apresenta elevada porosidade. Esta estrutura teria funcionado como uma espécie de <strong>amortecedor, absorvendo parte da energia do impacto e permitindo que a pequena lua sobrevivesse</strong>.</p><p>“Em termos de propriedades físicas, <strong>Deimos assemelha-se mais aos chamados asteroides de pilha de detritos do que à Lua da nossa Terra”</strong>, afirma Raducan. “Mas isso não significa necessariamente que Deimos seja, de facto, um asteroide. Também pode ter-se formado a partir de material ejetado durante impactos em Marte”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785133" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/rajadas-de-vento-de-150-km-h-e-tempestades-de-poeira-a-nivel-global-e-assim-que-se-manifesta-o-clima-extremo-de-marte.html" title="Rajadas de vento de 150 km/h e tempestades de poeira a nível global: é assim que se manifesta o clima extremo de Marte">Rajadas de vento de 150 km/h e tempestades de poeira a nível global: é assim que se manifesta o clima extremo de Marte</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/rajadas-de-vento-de-150-km-h-e-tempestades-de-poeira-a-nivel-global-e-assim-que-se-manifesta-o-clima-extremo-de-marte.html" title="Rajadas de vento de 150 km/h e tempestades de poeira a nível global: é assim que se manifesta o clima extremo de Marte"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-atmosfera-de-marte-y-su-meteorologia-1786343253900_320.jpg" alt="Rajadas de vento de 150 km/h e tempestades de poeira a nível global: é assim que se manifesta o clima extremo de Marte"></a></article></aside><p>A hipótese não está definitivamente comprovada, mas tem uma vantagem importante: <strong>consegue explicar duas características marcantes de Deimos através de um único acontecimento</strong> e permite fazer futuras previsões testáveis.</p><p>A próxima oportunidade para as verificar poderá chegar com a <strong>missão Martian Moons eXploration (MMX) da JAXA (Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial) prevista para estudar em detalhe as luas marcianas</strong>. As previsões deste estudo acerca da espessura e distribuição do regolito e as propriedades mecânicas de Deimos poderão ajudar a orientar os instrumentos da missão e a interpretar os seus futuros dados.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="University%20of%20Bern" data-year="2026" data-title="One%20asteroid%20strike%20may%20explain%20two%20mysteries%20of%20Mars%E2%80%99%20moon%20Deimos" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedaily.com%2Freleases%2F2026%2F08%2F260824065516.htm">University of Bern. (2026). <a href="https://www.sciencedaily.com/releases/2026/08/260824065516.htm" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">One asteroid strike may explain two mysteries of Mars’ moon Deimos</a>.</cite><br><cite data-author="S.%20D.%20Raducan%2C%20H.%20F.%20Agrusa%2C%20E.%20Asphaug%2C%20C.%20M.%20Ernst%2C%20M.%20Jutzi%2C%20P.%20Michel%2C%20M.%20Popescu%20%26%20S.%20Sugita" data-year="2026" data-title="Deimos%E2%80%99s%20shape%20and%20geology%20explained%20by%20a%20subcatastrophic%20impact" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41550-026-02956-w">S. D. Raducan, H. F. Agrusa, E. Asphaug, C. M. Ernst, M. Jutzi, P. Michel, M. Popescu & S. Sugita. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41550-026-02956-w" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Deimos’s shape and geology explained by a subcatastrophic impact</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-colisao-que-quase-destruiu-deimos-como-um-asteroide-de-300-metros-remodelou-completamente-a-lua-marciana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Do inventário à previsão: a ciência quer descobrir o que a biodiversidade fará amanhã]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/do-inventario-a-previsao-a-ciencia-quer-descobrir-o-que-a-biodiversidade-fara-amanha.html</link><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 14:19:03 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Novo projeto europeu, liderado pela Universidade do Minho, visa estudar o que os seres vivos fazem nos ecossistemas e como poderão responder às mudanças futuras.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-inventario-a-previsao-a-ciencia-quer-descobrir-o-que-a-biodiversidade-fara-amanha-1787837293227.jpg" data-image="zpsuzu6vt4jv" alt="rio, floresta e montanhas" title="rio, floresta e montanhas"><figcaption>O objetivo do projeto GENE2ECO não é apenas saber que organismos habitam um ecossistema, mas também como se vão comportar diante das alterações climáticas ou da poluição. Foto: Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Saber que uma espécie está presente num rio, numa floresta ou num solo é importante. Mas pode já não ser suficiente para perceber o estado de um ecossistema. É essa fronteira que o <strong>projeto europeu GENE2ECO</strong> quer ultrapassar.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Coordenada pelo Centro de Biologia Molecular e Ambiental da Universidade do Minho, a iniciativa recebeu 1,5 milhões de euros do programa Horizonte Europa, num concurso em que apenas 11% das mais de 1900 candidaturas foram aprovadas. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Durante 36 meses, investigadores portugueses e parceiros internacionais vão tentar perceber não apenas quem vive nos<strong> ecossistemas</strong>, mas também o que essas <strong>comunidades biológicas</strong> estão a fazer.</p><h2>Um novo olhar sobre a Natureza</h2><p>A diferença pode até parecer insignificante, mas, na verdade, muda a forma de estudar a biodiversidade. Até agora, muitos estudos partiam de uma espécie, identificavam a sua presença e procuravam <strong>compreender a evolução</strong> da sua população. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O GENE2ECO quer acrescentar uma dimensão funcional. Em vez de olhar apenas para a composição de uma comunidade, pretende perceber como os seus diferentes elementos respondem às condições ambientais e que alterações poderão ocorrer no futuro.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A iniciativa é coordenada pela investigadora e professora catedrática <strong>Cláudia Pascoal</strong> e junta a Universidade do Minho ao European Molecular Biology Laboratory, na Alemanha, e ao Naturalis Biodiversity Center, nos Países Baixos. A parceria permitirá reforçar competências, partilhar conhecimento e criar redes científicas que continuem para além dos três anos do projeto.</p><h2>Da fotografia ao filme do ecossistema</h2><p>Para perceber como uma comunidade biológica muda, não basta observá-la uma vez. Os investigadores vão recolher <strong>amostras</strong> de água, solo e plantas em <strong>diferentes locais</strong>, com <strong>condições ambientais distintas</strong> e em <strong>várias épocas do ano</strong>. Será possível, desta forma, cruzar o espaço e o tempo – duas dimensões que raramente aparecem juntas em observações isoladas. </p><p>Uma área sujeita a maior poluição pode ser comparada com outra menos pressionada. O mesmo local pode ser acompanhado ao longo das estações. Os dados obtidos permitirão <strong>procurar padrões</strong> e perceber como as comunidades respondem às alterações do ambiente.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É dessa combinação que deverão nascer os modelos preditivos do GENE2ECO. O objetivo final é antecipar como a biodiversidade poderá reagir às alterações climáticas e à poluição. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Em vez de esperar que uma mudança seja evidente para depois tentar compreender as suas consequências, a investigação procura encontrar sinais que permitam <strong>prever tendências</strong> e apoiar <strong>decisões futuras</strong>. A biodiversidade deixa, assim, de ser apenas uma fotografia do presente e passa a ser uma história em movimento.</p><h2>O que estão a fazer, e não apenas quem são</h2><p>É aqui que entra uma das tecnologias centrais do GENE2ECO, a análise multiómica. A genética tradicional permite identificar os organismos presentes num ecossistema. A multiómica acrescenta outras camadas de informação, procurando perceber também a <strong>atividade das comunidades biológicas</strong> e a forma como respondem às condições ambientais.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A pergunta deixa de ser apenas “quem está aqui?” para passar a ser “o que está a acontecer aqui?”.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Essa mudança é decisiva quando se pretende compreender os efeitos da poluição ou das alterações climáticas. <strong>Um ecossistema pode manter muitas das espécies que sempre o caracterizaram e, ainda assim, estar a mudar profundamente</strong>. As alterações no funcionamento das comunidades podem surgir antes de serem percetíveis numa simples contagem de espécies.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="722399" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/por-que-a-biodiversidade-e-tao-importante-para-evitar-a-extincao-humana.html" title="Porque é que a biodiversidade é tão importante para evitar a extinção humana?">Porque é que a biodiversidade é tão importante para evitar a extinção humana?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/por-que-a-biodiversidade-e-tao-importante-para-evitar-a-extincao-humana.html" title="Porque é que a biodiversidade é tão importante para evitar a extinção humana?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/perche-l-importanza-della-biodiversita-e-fondamentale-per-evitare-l-estinzione-dell-uomo-1738427441497_320.jpg" alt="Porque é que a biodiversidade é tão importante para evitar a extinção humana?"></a></article></aside><p>Ao combinar dados moleculares com informação sobre água, solo, vegetação e condições ambientais, o projeto procura <strong>encontrar</strong> esses <strong>sinais</strong> e transformá-los em modelos capazes de <strong>antecipar respostas</strong> futuras. A intenção é perceber como a biodiversidade poderá reagir às pressões ambientais e produzir conhecimento útil para a conservação.</p><h2>Os dados irão ajudar a decidir</h2><p>O volume de informação produzido por este tipo de investigação é enorme. A componente de <strong>bioinformática</strong> é, por isso, tão importante como a recolha das amostras. Os <strong>dados</strong> precisam de ser <strong>organizados</strong>, <strong>relacionados</strong> e <strong>analisados</strong> para que possam revelar padrões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-inventario-a-previsao-a-ciencia-quer-descobrir-o-que-a-biodiversidade-fara-amanha-1787837542891.jpg" data-image="e5cs3sy7t4zy" alt="Amostras e análise computacional" title="Amostras e análise computacional"><figcaption>O GENE2ECO visa transformar informação sobre a biodiversidade em conhecimento preditivo, essencial para apoiar uma gestão ambiental mais sustentável. Foto: UMinho</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>É também aqui que a parceria com o European Molecular Biology Laboratory ganha importância. O consórcio pretende reforçar as <strong>capacidades computacionais</strong> da equipa portuguesa e criar condições para que diferentes conjuntos de informação possam ser cruzados e reutilizados.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O objetivo final não é produzir um arquivo fechado. Os dados deverão seguir os princípios FAIR, tornando-se fáceis de encontrar, aceder, combinar e reutilizar por outros investigadores.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Essa opção dá ao projeto uma vida potencialmente muito mais longa do que os seus 36 meses. Cada resultado pode alimentar <strong>novas perguntas</strong>, novas análises e outros estudos sobre biodiversidade.</p><h2>Uma ciência feita para antecipar</h2><p>A ambição do GENE2ECO ultrapassa, portanto, a descrição dos ecossistemas. O projeto pretende caracterizar a biodiversidade e <strong>fazer previsões</strong> sobre a forma como irá reagir às <strong>alterações climáticas</strong> e à poluição, antecipando possíveis impactos no bem-estar humano.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É essa capacidade de antecipação que pode transformar dados moleculares em ferramentas de decisão. Conhecer mais cedo uma alteração num ecossistema pode ajudar a identificar áreas que exigem intervenção, orientar estratégias de conservação ou definir onde concentrar recursos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O projeto tem ainda uma <strong>dimensão de formação e cooperação internacional</strong>. O financiamento inclui intercâmbio de investigadores e capacitação das equipas, com a ambição de que esta parceria seja um “embrião” para outros trabalhos e redes científicas futuras.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768676" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/sera-que-a-composicao-de-especies-nas-florestas-europeias-pode-ser-afetada-pelas-alteracoes-climaticas.html" title="Será que a composição de espécies nas florestas europeias pode ser afetada pelas alterações climáticas?">Será que a composição de espécies nas florestas europeias pode ser afetada pelas alterações climáticas?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/sera-que-a-composicao-de-especies-nas-florestas-europeias-pode-ser-afetada-pelas-alteracoes-climaticas.html" title="Será que a composição de espécies nas florestas europeias pode ser afetada pelas alterações climáticas?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sera-que-a-composicao-de-especies-nas-florestas-europeias-pode-ser-afetada-pelas-alteracoes-climaticas-1778684810038_320.jpg" alt="Será que a composição de espécies nas florestas europeias pode ser afetada pelas alterações climáticas?"></a></article></aside><p>A conservação da biodiversidade começa, muitas vezes, por saber o que está a mudar. Mas poderá depender cada vez mais da <strong>capacidade de perceber</strong> essas <strong>mudanças</strong> enquanto ainda há tempo para agir. É essa passagem, da observação para a previsão, que o GENE2ECO procura tornar possível.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Universidade%20do%20Minho" data-year="" data-title="Escola%20de%20Ci%C3%AAncias%20coordena%20projeto%20europeu%20de%201%2C5%20milh%C3%B5es%20para%20a%20biodiversidade" data-url="https%3A%2F%2Fwww.uminho.pt%2FPT%2Fsiga-a-uminho%2FPaginas%2FDetalhe-do-evento.aspx%3FCodigo%3D69186">Universidade do Minho. <a href="https://www.uminho.pt/PT/siga-a-uminho/Paginas/Detalhe-do-evento.aspx?Codigo=69186" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Escola de Ciências coordena projeto europeu de 1,5 milhões para a biodiversidade</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/do-inventario-a-previsao-a-ciencia-quer-descobrir-o-que-a-biodiversidade-fara-amanha.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Entre sexta 28 e domingo 30: ar polar abandona Portugal e as temperaturas recuperam para máximas até 34 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-sexta-28-e-domingo-30-ar-polar-abandona-portugal-e-as-temperaturas-recuperam-para-maximas-ate-34-c.html</link><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 13:43:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A dissipação da massa de ar frio que contribuiu para a descida das temperaturas em Portugal Continental dará lugar a uma subida das mesmas nos próximos dias, voltando os termómetros a registarem valores acima dos 30 ºC em vários locais.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb19sua"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb19sua.jpg" id="xb19sua"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As temperaturas desceram em Portugal Continental e para hoje, quinta-feira, esperam-se máximas entre os 15 ºC na Guarda e os 25 ºC em Lisboa. Esta descida deve-se à <strong>presença de uma massa de ar polar marítimo</strong> que se encontra sobre a nossa geografia e que só nas próximas horas se deverá afastar.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Apesar desta influência se sentir em todo o país, a região Norte e algumas cidades do Centro registam um maior impacto, onde <strong>no Norte, nenhuma capital de distrito deve ultrapassar os 18 ºC</strong>. Na região Centro, os distritos de Viseu e Guarda deverão contar com os valores mais baixos, também abaixo dos 20 ºC, de acordo com os nossos mapas.</p><h2>Massa de ar polar afasta-se e temperaturas recuperam já amanhã, dia 28</h2><p>Segundo a mais recente atualização do ECMWF, o nosso modelo de confiança, <strong>a partir das 7h de amanhã, sexta-feira, esta massa de ar polar deverá dissipar-se</strong> totalmente do nosso território, permitindo uma subida dos valores. Esta subida não será acentuada, no entanto, é esperado que<strong> todas as capitais distritais do país contem com valores iguais ou superiores a 20 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fenomeno-entre-sexta-28-e-domingo-30-ar-polar-abandona-portugal-e-as-temperaturas-recuperam-para-maximas-ate-34-c-1787833611486.jpg" data-image="oiyovfmwjqm1" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Entre sexta-feira e domingo, as temperaturas máximas vão voltar a ultrapassar os 30 ºC em vários locais, especialmente ao longo da faixa interior e no Sul do país.</figcaption></figure><p>Assim, <strong>esperam-se máximas entre os 20 ºC na Guarda e em Viana do Castelo e os 28 ºC em Beja</strong>. Localmente, especialmente no Alentejo, podem haver locais a registar até 29 ºC. Já as cotas mais elevadas do Norte e Centro poderão contar com valores mais contidos, na ordem dos 15 ºC/ 18 ºC.</p><h2>A partir de sábado já voltam a surgir temperaturas máximas na ordem dos 30 ºC</h2><p>Esta<strong> tendência de subida das temperaturas </strong><strong>deverá manter-se nos dias seguintes</strong>, sendo que para sábado, esperam-se valores máximos entre os 20 ºC em Viana do Castelo e os 30 ºC em Beja. Localmente, o Baixo Alentejo e o Algarve poderão atingir os 32 ºC, enquanto a Beira Baixa pode registar até 30 ºC. Nas regiões mais elevadas também se denotará uma leve subida.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785788" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-os-acores-e-madeira-ate-31-de-agosto-anticiclone-dominara-mas-a-chuva-surgira-nestes-dias.html" title="Tempo para os Açores e Madeira até 31 de agosto: anticiclone dominará, mas a chuva surgirá nestes dias">Tempo para os Açores e Madeira até 31 de agosto: anticiclone dominará, mas a chuva surgirá nestes dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-os-acores-e-madeira-ate-31-de-agosto-anticiclone-dominara-mas-a-chuva-surgira-nestes-dias.html" title="Tempo para os Açores e Madeira até 31 de agosto: anticiclone dominará, mas a chuva surgirá nestes dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-os-proximos-dias-nos-acores-e-na-madeira-esperam-se-dias-estaveis-mas-com-algumas-perturbacoes-nos-acores-1787830382234_320.jpg" alt="Tempo para os Açores e Madeira até 31 de agosto: anticiclone dominará, mas a chuva surgirá nestes dias"></a></article></aside><p>No domingo, e tal como podemos observar no mapa acima, esperam-se temperaturas máximas entre os 20 ºC em Viana do Castelo e os 31 ºC em Beja. No entanto, a nível local, especificamente no Vale do Guadiana, <strong>os termómetros poderão alcançar os 34 ºC</strong>, fazendo desta a zona mais quente do país, assim como alguns locais do Algarve, especialmente no Sotavento, onde o mesmo valore deverá ser atingido. <strong>As regiões Norte e Centro, principalmente no litoral, deverão manter valores mais contidos</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-sexta-28-e-domingo-30-ar-polar-abandona-portugal-e-as-temperaturas-recuperam-para-maximas-ate-34-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tendências a 10 dias em Portugal: estabilidade ganha força e as temperaturas sobem, sobretudo no Sul]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-a-10-dias-em-portugal-estabilidade-ganha-forca-e-as-temperaturas-sobem-sobretudo-no-sul.html</link><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 13:09:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de vários dias de chuva e temperaturas abaixo do habitual, o tempo vai mudar em Portugal. A estabilidade regressa no fim de semana e, nos primeiros dias de setembro, o calor ganhará terreno, sobretudo no Sul.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb19sbi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb19sbi.jpg" id="xb19sbi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Portugal continental prepara-se para uma mudança gradual do estado do tempo</strong>. A instabilidade ainda será sentida entre esta quinta e sexta-feira, sobretudo no Norte e Centro, mas o fim de semana deverá marcar o início de uma fase progressivamente mais seca e quente. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>A partir de 3 de setembro, a subida das temperaturas poderá tornar-se mais generalizada, num cenário dominado pelo Anticiclone dos Açores.</p><h2>Quinta-feira ainda com chuva e temperaturas bastante contidas</h2><p>Esta quinta-feira, 27 de agosto, continuará marcada por alguma instabilidade, especialmente nas regiões Norte e Centro. A proximidade da depressão responsável pela frente fria que atravessou Portugal durante a manhã irá <strong>continuar a favorecer períodos de precipitação durante a tarde,</strong> localmente moderada, embora com tendência para diminuir de frequência e intensidade ao longo do dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-estabilidade-ganha-forca-e-as-temperaturas-sobem-sobretudo-no-sul-1787831650207.jpg" data-image="a6174nx792pi" alt="Chuva pressão e núvens" title="Chuva pressão e núvens"><figcaption>A instabilidade ainda se faz sentir esta quinta-feira no Norte e Centro, com períodos de chuva durante a tarde. A precipitação deverá perder expressão progressivamente ao longo do dia.</figcaption></figure><p>Durante a noite, a precipitação deverá tornar-se bastante mais dispersa, podendo mesmo cessar em grande parte do território.</p><p>Além da chuva, um dos elementos mais evidentes será a temperatura. <strong>As máximas estarão bastante contidas para a época do ano</strong>, principalmente no Norte e Centro, onde vários locais deverão permanecer abaixo dos 20 ºC. Porto poderá rondar os 18 ºC, Viseu os 18 ºC e Guarda apenas cerca de 15 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-estabilidade-ganha-forca-e-as-temperaturas-sobem-sobretudo-no-sul-1787831705956.jpg" data-image="mkiu0j9tapc7" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>A passagem da frente fria deixa temperaturas bastante contidas para a época, sobretudo no Norte e Centro. No Sul os valores são mais elevados, mas mesmo no Alentejo as máximas ficam aquém dos 30 ºC.</figcaption></figure><p>O contraste com o Sul será significativo. Ainda assim, mesmo no Alentejo o calor não será particularmente intenso,<strong> no distrito de Beja, as máximas deverão ficar, em geral, abaixo dos 27 ºC.</strong></p><h2>Sexta-feira a chuva pós-frontal ainda poderá molhar o Norte e Centro</h2><p>Na sexta-feira, dia 28, a frente fria já estará afastada, mas isso não significa um desaparecimento imediato da chuva. Atrás destes sistemas frontais é frequente permanecer uma massa de ar húmida e instável, capaz de originar <strong>precipitação pós-frontal</strong>.</p><p>Assim, poderão ocorrer alguns períodos de chuva ou aguaceiros sobretudo no Norte e Centro, abrangendo áreas do litoral e também alguns sectores do interior. A precipitação será, contudo, bastante menos organizada do que a registada durante a passagem da frente. O ambiente continuará relativamente húmido numa extensa faixa do território, enquanto o Sul deverá beneficiar mais rapidamente da estabilização atmosférica.</p><h2>Fim de semana traz uma mudança: menos chuva e termómetros em recuperação</h2><p>A transição mais evidente das temperaturas irá começar durante o fim de semana. <strong>Sábado e domingo deverão ser substancialmente mais secos</strong>, à medida que a influência das baixas pressões diminui e as altas pressões começam a assumir maior protagonismo na região. No sábado, a recuperação térmica começará a tornar-se percetível, sobretudo no Centro e Sul. No entanto, continuará a existir um contraste importante entre o Norte, mais fresco, e as regiões meridionais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-estabilidade-ganha-forca-e-as-temperaturas-sobem-sobretudo-no-sul-1787832010639.jpg" data-image="lw0eb119ve0e" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O fim de semana marca o início da recuperação térmica. No domingo, o contraste Norte-Sul será evidente, com máximas que poderão atingir 33 a 34 ºC no interior do Baixo Alentejo e Algarve.</figcaption></figure><p>No domingo, dia 30, essa diferença será ainda bastante evidente. De acordo com os mapas da Meteored, cidades como Porto e Braga poderão registar máximas próximas dos 22 a 24 ºC, enquanto Coimbra poderá alcançar cerca de 26 ºC e Lisboa aproximar-se dos 29 ºC.</p><p>Mais para sul, <strong>o calor poderá regressar com maior intensidade</strong>. No interior do Alentejo e em zonas próximas da fronteira com Espanha, os termómetros poderão atingir localmente os 33 ou 34 ºC. No litoral oeste algarvio, a influência marítima deverá manter as temperaturas mais moderadas.</p><h2>O que acontece no início de setembro?</h2><p>A tendência de estabilização deverá prolongar-se pela entrada em setembro. A configuração atmosférica prevista mostra o <strong>Anticiclone dos Açores numa posição favorável à estabilidade sobre Portugal continental</strong>, dificultando a aproximação das depressões e respetivos sistemas frontais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-estabilidade-ganha-forca-e-as-temperaturas-sobem-sobretudo-no-sul-1787832191533.jpg" data-image="d8rak9jyxw7h" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>O Anticiclone dos Açores deverá favorecer a estabilidade em Portugal, enquanto as depressões e frentes atlânticas circulam por latitudes mais elevadas. Até dia 5, não se perspetivam episódios significativos de chuva no continente.</figcaption></figure><p>Isto não significa necessariamente céu completamente limpo em todo o país, poderá existir nebulosidade. No entanto, <strong>não existem, neste momento, sinais de episódios significativos de precipitação durante os primeiros 5 dias de setembro</strong>.</p><h2>A partir de dia 3, o calor poderá tornar-se mais generalizado</h2><p>Será provavelmente entre os dias <strong>3 e 5 de setembro</strong> que a recuperação das temperaturas ficará mais evidente. O Sul continuará a destacar-se pelos valores mais elevados, mas desta vez o Norte e Centro também deverão acompanhar a subida dos termómetros. As temperaturas poderão, assim, aproximar-se ou ultrapassar os 30 ºC numa área consideravelmente maior do território.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785765" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/geografo-alfredo-graca-avisa-apos-analisar-os-mapas-o-jato-polar-vai-condicionar-o-tempo-em-portugal.html" title="Geógrafo Alfredo Graça avisa após analisar os mapas: “o jato polar vai condicionar o tempo em Portugal em setembro”">Geógrafo Alfredo Graça avisa após analisar os mapas: “o jato polar vai condicionar o tempo em Portugal em setembro”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/geografo-alfredo-graca-avisa-apos-analisar-os-mapas-o-jato-polar-vai-condicionar-o-tempo-em-portugal.html" title="Geógrafo Alfredo Graça avisa após analisar os mapas: “o jato polar vai condicionar o tempo em Portugal em setembro”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/geografo-alfredo-graca-avisa-apos-analisar-os-mapas-o-jato-polar-vai-condicionar-o-tempo-em-portugal-1787825464959_320.png" alt="Geógrafo Alfredo Graça avisa após analisar os mapas: “o jato polar vai condicionar o tempo em Portugal em setembro”"></a></article></aside><p>Esta evolução está associada não apenas ao reforço das altas pressões, mas também à circulação de uma <strong>massa de ar mais quente sobre a Península Ibérica</strong>, favorecendo uma recuperação térmica depois do período fresco que marcou o final de agosto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-estabilidade-ganha-forca-e-as-temperaturas-sobem-sobretudo-no-sul-1787832426057.jpg" data-image="9cewacwnyxz2" alt="Temperatura 2 m" title="Temperatura 2 m"><figcaption>Nos primeiros dias de setembro, uma massa de ar mais quente deverá ganhar terreno sobre a Península Ibérica, favorecendo uma subida progressiva e mais generalizada das temperaturas em Portugal.</figcaption></figure><p>Apesar disso, os cenários atualmente disponíveis não apontam para um episódio de calor extremo. <strong>Não se perspetivam, para já, máximas generalizadas de 39 ou 40 ºC em Portugal</strong>, sendo mais provável um episódio de calor moderado, mas persistente e claramente mais expressivo no interior Centro e Sul.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-a-10-dias-em-portugal-estabilidade-ganha-forca-e-as-temperaturas-sobem-sobretudo-no-sul.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo para os Açores e Madeira até 31 de agosto: anticiclone dominará, mas a chuva surgirá nestes dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-os-acores-e-madeira-ate-31-de-agosto-anticiclone-dominara-mas-a-chuva-surgira-nestes-dias.html</link><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 12:39:38 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O tempo nos arquipélagos nos próximos dias espera-se maioritariamente estável, devido à influência do anticiclone. No entanto, os Açores poderão contar com algumas perturbações nesta estabilidade.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb19ir2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb19ir2.jpg" id="xb19ir2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Apesar de o dia de hoje, quinta-feira, contar com <strong>11 distritos sob aviso amarelo de chuva e trovoada</strong> no continente português, de acordo com o IPMA, o <strong>cenário é diferente nos arquipélagos</strong> dos Açores e Madeira.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>O anticiclone que se encontra na sua posição habitual, ao largo dos Açores, está a <strong>contribuir para uma maior estabilidade atmosférica nestas regiões insulares</strong>. No entanto, o "escudo" não deverá manter 100 % da sua proteção nos próximos dias.</p><h2>Açores poderão contar com alguma chuva nos próximos dias</h2><p><strong>Entre hoje e amanhã, sexta-feira, esperam-se períodos de céu nublado ou limpo</strong>, de forma alternada, em várias ilhas açorianas. Desta forma, espera-se que as próximas horas sejam secas e soalheiras, <strong>não se descartando a possibilidade de chuva fraca e dispersa no Grupo Oriental </strong>na madrugada e em alguns períodos da tarde de amanhã. O <strong>Grupo Ocidental também poderá contar com alguns aguaceiros</strong> fracos ao final da tarde de amanhã.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-os-proximos-dias-nos-acores-e-na-madeira-esperam-se-dias-estaveis-mas-com-algumas-perturbacoes-nos-acores-1787830382234.jpg" data-image="rurkgkvo52mo" alt="probabilidade de chuva" title="probabilidade de chuva"><figcaption>Durante o fim de semana espera-se a ocorrência de chuva fraca a moderada nos Açores, enquanto o arquipélago da Madeira se deverá manter seco.</figcaption></figure><p>No entanto, a partir das primeiras horas da manhã de sábado, a <strong>aproximação de uma linha de instabilidade a este arquipélago, poderá resultar em chuva fraca</strong> no Grupo Ocidental, podendo, nas horas seguintes, ocorrer, de forma irregular, no Grupo Central.</p><p>Na<strong> madrugada de domingo é possível que esta chuva se possa intensificar</strong>, especialmente no Grupo Central, podendo, nas horas da manhã, chegar ao Grupo Oriental de forma mais dispersa. Ainda na tarde de domingo, dia 30, todos os grupos de ilhas poderão registar ocorrência de precipitação, ainda que sem risco associado. No total, até ao final do dia de segunda-feira, dia até onde podem ocorrer estes aguaceiros, esperam-se <strong>acumulados máximos de até 14 mm </strong>na Ilha das Flores (Grupo Ocidental) e na Ilha de São Miguel (Grupo Oriental).</p><h2>Madeira mantém-se mais estável a partir de domingo</h2><p>Nas próximas horas, <strong>a ilha da Madeira contará com chuva fraca, especialmente na Costa Norte e nas Regiões Montanhosas</strong>, mantendo-se o resto do arquipélago sem chuva. Esta tendência deverá manter-se amanhã e sábado, onde esta ilha poderá contar com chuva fraca, mas persistente, ao longo de praticamente todo o dia, devendo a mesma dissipar-se a partir das 17h de sábado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785765" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/geografo-alfredo-graca-avisa-apos-analisar-os-mapas-o-jato-polar-vai-condicionar-o-tempo-em-portugal.html" title="Geógrafo Alfredo Graça avisa após analisar os mapas: “o jato polar vai condicionar o tempo em Portugal em setembro”">Geógrafo Alfredo Graça avisa após analisar os mapas: “o jato polar vai condicionar o tempo em Portugal em setembro”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/geografo-alfredo-graca-avisa-apos-analisar-os-mapas-o-jato-polar-vai-condicionar-o-tempo-em-portugal.html" title="Geógrafo Alfredo Graça avisa após analisar os mapas: “o jato polar vai condicionar o tempo em Portugal em setembro”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/geografo-alfredo-graca-avisa-apos-analisar-os-mapas-o-jato-polar-vai-condicionar-o-tempo-em-portugal-1787825464959_320.png" alt="Geógrafo Alfredo Graça avisa após analisar os mapas: “o jato polar vai condicionar o tempo em Portugal em setembro”"></a></article></aside><p>Esta dissipação dará lugar a um resto de fim de semana seco, devendo os <strong>dias seguintes contarem com céu geralmente nublado, com possíveis abertas</strong>. Na segunda-feira, não se descarta a possibilidade de ocorrência de aguaceiros fracos e dispersos num curto período do dia, pelas 13h. Ainda assim, os acumulados na Costa Norte poderão rondar os 20 mm entre hoje e o final do dia de segunda-feira, segundo a atual previsão.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-os-acores-e-madeira-ate-31-de-agosto-anticiclone-dominara-mas-a-chuva-surgira-nestes-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Geógrafo Alfredo Graça avisa após analisar os mapas: “o jato polar vai condicionar o tempo em Portugal em setembro”]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/geografo-alfredo-graca-avisa-apos-analisar-os-mapas-o-jato-polar-vai-condicionar-o-tempo-em-portugal.html</link><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 10:18:25 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A Meteored lança a sua primeira previsão para setembro em Portugal, um mês famoso pela sua elevada incerteza meteorológica. Analisamos aqui as possibilidades de tempo seco ou de chuva forte, bem como a tendência das temperaturas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/geografo-alfredo-graca-avisa-apos-analisar-os-mapas-o-jato-polar-vai-condicionar-o-tempo-em-portugal-1787825069424.jpg" data-image="rnx3lfh2qxxy"><figcaption>Há anos em que o mês de setembro pode ser bastante chuvoso. Descubra abaixo as tendências para setembro 2026.</figcaption></figure><p><strong>O outono climatológico vai arrancar já na próxima terça-feira, 1 de setembro</strong>, após um verão relativamente ameno em Portugal, especialmente nas regiões do litoral, onde se viveu um contraste absoluto em relação ao resto da Europa, afetada implacavelmente por inúmeras ondas de calor muito intensas que bateram múltiplos recordes de temperatura.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>No nosso país a exceção foi mesmo o período correspondente aos primeiros 8 dias de julho, quando se registou possivelmente a única onda de calor generalizada do verão climatológico inteiro. Apesar de ser muito variável de ano para ano, <strong>o clima do mês de setembro é historicamente conhecido pelo facto de em certas ocasiões ainda trazer dias veranis</strong>. Por estes motivos, muita gente está atenta ao tempo que se poderá registar em Portugal nas próximas semanas.</p><h2>O provérbio é elucidativo: “setembro seca as fontes ou leva as pontes"</h2><p>Este provérbio é um dos mais conhecidos acerca do nono mês do ano e resume perfeitamente o que pode acontecer nas primeiras semanas do outono. <strong>Há anos em que setembro é muito chuvoso na generalidade da nossa geografia continental</strong>, ora por causa das depressões atlânticas e respetivos sistemas frontais, ora devido às gotas frias. </p><p>Estas últimas, quando surgem, podem produzir, por vezes,<strong> chuva irregular mas extremamente forte e com possíveis consequências catastróficas</strong>, daí nascendo a parte do provérbio que remete-nos para "levar as pontes". No entanto, há outros anos em que a nossa geografia fica à mercê de um <strong>evidente prolongamento do verão</strong>, daí o “seca as fontes”, com o tempo seco a poder agravar substancialmente a situação de seca.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/geografo-alfredo-graca-avisa-apos-analisar-os-mapas-o-jato-polar-vai-condicionar-o-tempo-em-portugal-1787825155860.jpg" data-image="zoh86d43koz3"><figcaption>Em certos anos, o mês de setembro é uma continuação do verão.</figcaption></figure><p><strong>É esta a origem da parte do provérbio que remete para “secar as fontes", pois a escassez de água e a seca podem tornar-se mais graves</strong>. Isto é algo que se tem tornado cada vez mais comum nos últimos anos, apesar de em 2026 o balanço hídrico ser francamente mais positivo em relação a anos anteriores.</p><p>No que concerne à temperatura, os dados plasmados nas normais climatológicas revelam-nos que <strong>o valor médio nas regiões do interior de Portugal continental costuma descer cerca de 3/4 ºC comparativamente a agosto</strong>, enquanto nas regiões do litoral e nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, a descida térmica é menor graças ao efeito termorregulador do oceano. É também neste mês que os dias vão-se tornando progressivamente mais curtos, pelo que as noites são, de um modo geral, mais frescas.</p><h2>Os primeiros dias de setembro poderão ser marcados por calor de pleno verão</h2><p>De momento, as primeiras tendências do modelo europeu são bastante claras. <strong>Na primeira quinzena de setembro</strong>, o tempo de verão deverá impor-se, especialmente no interior de Portugal continental, e em particular nalgumas zonas do <strong>interior alentejano - onde as temperaturas poderão situar-se entre 3 e 6 ºC acima da média para a época</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/geografo-alfredo-graca-avisa-apos-analisar-os-mapas-o-jato-polar-vai-condicionar-o-tempo-em-portugal-1787825218118.jpg" data-image="aerqag92kf6f"><figcaption>Setembro poderá arrancar com anomalias positivas de temperatura muito significativas no interior alentejano.</figcaption></figure><p>Entretanto, <strong>no resto de Portugal, as temperaturas poderão registar valores entre 1 e 3 ºC acima da média para essas datas</strong>. Somente para os Açores e para a Madeira é que se vislumbram anomalias térmicas positivas suaves (até 1 ºC acima do normal para a época).</p><p>Apesar da incerteza ser bastante significativa - tendo em conta que estas previsões possuem baixa fiabilidade - os primeiros sinais indicam que <strong>a segunda metade do mês poderá ser caracterizada por uma tendência para a normalização gradual das temperaturas em grande parte da nossa geografia</strong>. Este panorama poderá estender-se a muitas outras zonas do Centro e do Sul da Europa nas duas últimas semanas de setembro.</p><h2>Há algum episódio de chuva forte em perspetiva? O jato polar irá decidir</h2><p><strong>A precipitação predominante nesta altura do ano é a do</strong> <strong>tipo convectivo, extremamente irregular</strong> (geralmente causadas por depressões isoladas em altitude ou gotas frias), pelo que estas <strong>previsões a longo prazo são pouco fiáveis</strong>. É ainda importante realçar que os fenómenos associados à precipitação convectiva só podem ser previstos com <strong>alguns dias de antecedência</strong>, devido à sua evolução tão complexa e imprevisível.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/geografo-alfredo-graca-avisa-apos-analisar-os-mapas-o-jato-polar-vai-condicionar-o-tempo-em-portugal-1787825340098.jpg" data-image="optjcvrfqsow"><figcaption>Embora não haja um padrão particularmente definido para a segunda quinzena de setembro, a aproximação a valores normais de precipitação no nosso território poderá indicar um possível aumento da instabilidade face à primeira metade do mês.</figcaption></figure><p><strong>As primeiras tendências indicam que a chuva poderá ficar abaixo da média na primeira quinzena em praticamente todo o país </strong>devido ao predomínio de um padrão positivo da NAO (Oscilação do Atlântico Norte), com as depressões a circularem em latitudes mais setentrionais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785681" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/hoje-ha-uma-nova-frente-fria-a-atingir-portugal-saiba-ate-quando-durarao-os-seus-efeitos.html" title="Hoje há uma nova frente fria a atingir Portugal: saiba até quando durarão os seus efeitos">Hoje há uma nova frente fria a atingir Portugal: saiba até quando durarão os seus efeitos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/hoje-ha-uma-nova-frente-fria-a-atingir-portugal-saiba-ate-quando-durarao-os-seus-efeitos.html" title="Hoje há uma nova frente fria a atingir Portugal: saiba até quando durarão os seus efeitos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/hoje-ha-uma-nova-frente-fria-a-atingir-portugal-saiba-ate-quando-durarao-os-seus-efeitos-1787762870805_320.jpg" alt="Hoje há uma nova frente fria a atingir Portugal: saiba até quando durarão os seus efeitos"></a></article></aside><p>Porém, isto não exclui a possibilidade de surgir alguma pequena bolsa de ar frio em altitude ou algum sistema frontal atlântico de fraca atividade que possa interromper temporariamente a estabilidade conferida pelas altas pressões. A única exceção a este panorama tendencialmente seco seriam os <strong>Açores</strong><strong>, onde se preveem anomalias positivas de precipitação durante a primeira quinzena de setembro</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>O que é o jato polar?</strong><br>Conhecido também como corrente de jato ou “jet stream”, trata-se de um canal de ventos muito fortes, em forma de tubo. Pode ser entendido como um rio de ar que flui acima das nossas cabeças (a cerca de 9-16 km acima da superfície da Terra) e a velocidades de 100-250 km/h, com milhares de quilómetros de comprimento, mas apenas alguns quilómetros de largura.</div><p><strong>Para a segunda quinzena de setembro</strong>, não se observa, de momento, uma tendência particularmente definida, embora se detete <strong>uma possível aproximação da precipitação para valores normais para a época do ano, o que poderia ser consequência de um aumento da instabilidade</strong>. Não se perspetiva um padrão atmosférico especialmente dominante: o jato polar irá determinar o desenrolar da segunda quinzena, dado que, se descer em latitude e produzir ondulações, setembro poderá terminar com um tempo instável.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/geografo-alfredo-graca-avisa-apos-analisar-os-mapas-o-jato-polar-vai-condicionar-o-tempo-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quer comprar uma cidade inteira por menos do que muitas casas em Portugal? É possível]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/quer-comprar-uma-cidade-inteira-por-menos-do-que-muitas-casas-em-portugal-e-possivel.html</link><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Sempre sonhou comprar uma cidade inteira? Na Austrália é possível e custa menos do que imagina. Aliás, esta pequena povoação está à venda pelo preço de um T1 em Lisboa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/quer-comprar-uma-cidade-inteira-por-menos-do-que-muitas-casas-em-portugal-e-possivel-1784823731219.jpg" data-image="oncw78moocnh" alt="Cooladdi" title="Cooladdi"><figcaption>Cooladdi está à venda por 242 mil euros. Foto: Wikimedia // Kgbo</figcaption></figure><p>O que acha de mudar de vida e tornar-se presidente da câmara, responsável dos correios, dono de um <em>pub</em> e gerente de um motel ao mesmo tempo?</p><p>A proposta é de uma <strong>pequena cidade na Austrália </strong>e para a aceitar só precisa de a comprar. O fator surpresa é que esta localidade custa menos do que muitas casas na Europa. </p><p>Do que é que estamos a falar? De<strong> Cooladdi</strong>, um povoado remoto australiano que procura um novo proprietário. O problema (ou não), é que este precisa de estar disposto a trocar a vida na cidade pela possibilidade de gerir praticamente sozinho uma localidade inteira.</p><div class="texto-destacado">Conhecida como a cidade mais pequena da Austrália, Cooladdi pode tornar-se sua. Basta ter 400 mil dólares australianos (cerca de 242 mil euros) para investir.</div><p>Porquê? Porque, a cerca de 800 quilómetros de Brisbane, os dois únicos habitantes atuais da localidade, Carol Yarrow e Jo Cornel, tencionam, respetivamente, reformar-se e mudar-se.</p><p>“Carol Yarrow e Jo Cornel vivem naquela região desde fevereiro de 2023, com o objetivo de restaurar a estalagem à beira da estrada”, começa por escrever a revista ‘NiT’. “Agora, passados três anos, estão prestes a reformar-se,<strong> deixando a pequena cidade à venda para quem a quiser assumir</strong>.”</p><h2>O novo comprador terá de assumir uma série de funções</h2><p>As responsabilidades dos futuros donos incluem explorar o <em>pub</em>, servir refeições (sobretudo hambúrgueres), gerir um café, uma mercearia, uma pousada e uma zona de campismo. Além disso, precisam também de tratar da agência de correio. </p><p>“Os compradores ficarão com o<strong> Foxtrap Roadhouse </strong>— um posto de apoio a viajantes com alojamento e campismo —, uma casa com quatro quartos e as chaves da cidade”, acrescenta a mesma revista.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quer-comprar-uma-cidade-inteira-por-menos-do-que-muitas-casas-em-portugal-e-possivel-1784823946914.jpg" data-image="765kan8fp1cy" alt="Cooladdi" title="Cooladdi"><figcaption>A atual estação de correios funciona no antigo posto de abastecimento de combustível da cidade. Foto: Wikimedia: Kgbo</figcaption></figure><p>“A comida e o bar são provavelmente uma das principais funções; também fazemos a entrega de correio”, contou Yarrow ao jornal ‘The Guardian’. “Sempre achei que a melhor parte é a comunidade local, as pessoas num raio de 70 quilómetros que passam pela propriedade.”</p><p>Sim, porque, nos arredores desta localidade,<strong> há várias aldeias e pequenos povoados</strong>, cujos habitantes aproveitam para visitar Cooladdi sempre que conseguem. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769962" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/sem-eletricidade-sem-vizinhos-e-sem-saida-facil-a-aldeia-fantasma-que-intriga-portugal.html" title="Sem eletricidade, sem vizinhos e sem saída fácil: a aldeia fantasma que intriga Portugal">Sem eletricidade, sem vizinhos e sem saída fácil: a aldeia fantasma que intriga Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/sem-eletricidade-sem-vizinhos-e-sem-saida-facil-a-aldeia-fantasma-que-intriga-portugal.html" title="Sem eletricidade, sem vizinhos e sem saída fácil: a aldeia fantasma que intriga Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sem-eletricidade-sem-vizinhos-e-sem-saida-facil-a-aldeia-fantasma-que-intriga-portugal-1779359499056_320.jpg" alt="Sem eletricidade, sem vizinhos e sem saída fácil: a aldeia fantasma que intriga Portugal"></a></article></aside><p>É caso para dizer que, apesar da reduzida população, <strong>o movimento não falta</strong>. Aliás, muitos viajantes atravessam esta parte do <em>outback</em> australiano e fazem aqui uma pausa, enquanto habitantes de explorações agrícolas num raio de dezenas de quilómetros recorrem regularmente aos serviços disponíveis no Foxtrap Roadhouse.</p><h2>De importante centro ferroviário a uma das povoações mais pequenas do país</h2><p>Não se engane ao pensar que esta sempre foi uma povoação deserta. Pelo contrário. Situada no estado de Queensland, numa zona remota do interior australiano, <strong>a realidade de Cooladdi nem sempre foi esta</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quer-comprar-uma-cidade-inteira-por-menos-do-que-muitas-casas-em-portugal-e-possivel-1784824120139.jpg" data-image="56u3kigctxq1" alt="Cooladdi" title="Cooladdi"><figcaption>Antes de ficar quase vazia, Cooladdi chegou a ser um importante centro ferroviário com uma população que atingiu cerca de 270 habitantes. Foto: Wikimedia // Kgbo</figcaption></figure><p>No início do século XX, a localidade prosperou graças à<strong> linha férrea</strong> que atravessava a região e ao desenvolvimento da indústria da lã. Durante décadas, chegou a acolher cerca de 270 habitantes, contando com escola, estação ferroviária e vários serviços.</p><p>Tudo mudou, contudo, a partir da segunda metade do século passado. O declínio da atividade ovina e a redução da importância da ferrovia levaram muitas famílias a abandonar a zona. A própria escola acabou mesmo por encerrar em 1974 e, <strong>pouco a pouco, a população foi diminuindo</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763985" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/viver-de-graca-e-com-emprego-esta-pequena-vila-espanhola-esta-a-procura-de-uma-familia.html" title="Viver de graça e com emprego? Esta pequena vila espanhola está à procura de uma família">Viver de graça e com emprego? Esta pequena vila espanhola está à procura de uma família</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/viver-de-graca-e-com-emprego-esta-pequena-vila-espanhola-esta-a-procura-de-uma-familia.html" title="Viver de graça e com emprego? Esta pequena vila espanhola está à procura de uma família"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/viver-de-graca-e-com-emprego-esta-pequena-vila-espanhola-esta-a-procura-de-uma-familia-1776202316031_320.jpg" alt="Viver de graça e com emprego? Esta pequena vila espanhola está à procura de uma família"></a></article></aside><p>Foi precisamente nessa altura que Bob e Beryl Fox decidiram construir o Foxtrap Roadhouse, garantindo que continuava a existir um ponto de apoio para viajantes e habitantes da região. O espaço tornou-se, assim, o coração de Cooladdi e continua, até hoje, a ser a principal razão pela qual a povoação permanece viva.</p><h2>Comprar uma povoação e um modo de vida</h2><p>Segundo a imobiliária responsável pela venda, a propriedade poderá ser especialmente interessante para<strong> casais que procuram uma mudança radical</strong>, famílias à procura de uma nova experiência ou pequenos grupos de amigos dispostos a gerir o negócio em conjunto. Afinal, basta que quatro pessoas comprem Cooladdi, para que a população da localidade duplique.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Euronews" data-year="2026" data-title="Austr%C3%A1lia%3A%20menor%20povoa%C3%A7%C3%A3o%20do%20pa%C3%ADs%20%C3%A0%20venda%20por%20243%20mil%20euros" data-url="https%3A%2F%2Fpt.euronews.com%2Fviagens%2F2026%2F06%2F11%2Faustralia-menor-povoacao-do-pais-a-venda-por-243-mil-euros">Euronews. (2026). <a href="https://pt.euronews.com/viagens/2026/06/11/australia-menor-povoacao-do-pais-a-venda-por-243-mil-euros" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Austrália: menor povoação do país à venda por 243 mil euros</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Pincelli%2C%20I" data-year="2026" data-title="A%20cidade%20mais%20pequena%20da%20Austr%C3%A1lia%20est%C3%A1%20%C3%A0%20venda%20(pelo%20pre%C3%A7o%20de%20um%20T1%20em%20Lisboa)" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fviagens%2Fa-cidade-mais-pequena-da-australia-esta-a-venda-pelo-preco-de-um-t1-em-lisboa">NiT, Pincelli, I. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/viagens/a-cidade-mais-pequena-da-australia-esta-a-venda-pelo-preco-de-um-t1-em-lisboa" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A cidade mais pequena da Austrália está à venda (pelo preço de um T1 em Lisboa)</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/quer-comprar-uma-cidade-inteira-por-menos-do-que-muitas-casas-em-portugal-e-possivel.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Hoje há uma nova frente fria a atingir Portugal: saiba até quando durarão os seus efeitos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/hoje-ha-uma-nova-frente-fria-a-atingir-portugal-saiba-ate-quando-durarao-os-seus-efeitos.html</link><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 06:09:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma nova frente fria atravessa hoje Portugal continental, trazendo chuva, sobretudo ao Norte e Centro, e uma intensificação do vento. As rajadas poderão atingir 60 km/h em alguns distritos.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb0zueu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb0zueu.jpg" id="xb0zueu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma nova frente fria vai atravessar <strong>Portugal continental nesta quinta-feira, 27 de agosto</strong>, alterando novamente o estado do tempo depois da instabilidade registada nos últimos dias.</p><p>A frente começou a aproximar-se do litoral durante a madrugada e, <strong>ao início da manhã, a precipitação já deverá abranger uma grande parte das regiões Norte e Centro</strong>, avançando progressivamente para o interior e para sul.</p><p>Além da chuva, a passagem do sistema frontal será acompanhada por uma <strong>intensificação significativa do vento</strong>, com as rajadas mais fortes previstas sobretudo entre o final da manhã e a tarde.</p><h2>A chuva avança rapidamente pelo país durante a manhã</h2><p>Segundo o modelo de referência do <strong>ECMWF</strong>, a frente deverá chegar ao território continental durante a madrugada. Pelas <strong>07:00</strong>, a faixa de precipitação já deverá estender-se desde o Minho até à região de Lisboa, abrangendo também grande parte do interior Norte e Centro.</p><p>É nas regiões <strong>Norte e Centro que a chuva deverá apresentar maior expressão</strong>, com núcleos de precipitação mais intensa a atravessarem sobretudo os distritos do litoral e as regiões montanhosas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hoje-ha-uma-nova-frente-fria-a-atingir-portugal-saiba-ate-quando-durarao-os-seus-efeitos-1787762870805.jpg" data-image="osjhh8vt7r6v" alt="Às 07:00, a frente fria já estará a atravessar grande parte de Portugal continental" title="Às 07:00, a frente fria já estará a atravessar grande parte de Portugal continental"><figcaption>A precipitação deverá abranger grande parte das regiões Norte e Centro durante as primeiras horas da manhã, estendendo-se até à região de Lisboa.</figcaption></figure><p>Durante as horas seguintes, a frente continuará a deslocar-se para <strong>leste e sudeste</strong>. Pelas 10:00, a precipitação deverá alcançar praticamente todo o interior Norte e Centro, enquanto começa progressivamente a perder expressão nas zonas mais ocidentais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785668" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-uma-nova-frente-fria-afetara-todas-estas-zonas-de-portugal-a-partir-da-madrugada-de-quinta-27-de-agosto.html" title="Aproxima-se uma nova frente fria: afetará todas estas zonas de Portugal a partir da madrugada de quinta, 27 de agosto">Aproxima-se uma nova frente fria: afetará todas estas zonas de Portugal a partir da madrugada de quinta, 27 de agosto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-uma-nova-frente-fria-afetara-todas-estas-zonas-de-portugal-a-partir-da-madrugada-de-quinta-27-de-agosto.html" title="Aproxima-se uma nova frente fria: afetará todas estas zonas de Portugal a partir da madrugada de quinta, 27 de agosto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-uma-nova-frente-fria-afetara-todas-estas-zonas-de-portugal-a-partir-das-02-horas-de-quinta-27-de-agosto-1787754314429_320.jpg" alt="Aproxima-se uma nova frente fria: afetará todas estas zonas de Portugal a partir da madrugada de quinta, 27 de agosto"></a></article></aside><p>Já perto do início da tarde, o cenário muda. A faixa de precipitação mais organizada abandona grande parte do território e dá lugar a <strong>aguaceiros mais dispersos e irregulares</strong>, sobretudo no Norte e em algumas zonas do Centro.</p><h2>Norte e Centro poderão acumular mais de 50 mm</h2><p>Apesar da passagem relativamente rápida da frente, os acumulados previstos pelo ECMWF são expressivos em algumas regiões, com uma clara diferença entre o <strong>Norte e Centro e o sul do território</strong>.</p><p>Até ao final desta quinta-feira, os acumulados poderão rondar <strong>58 mm em Braga, 56 mm em Vila Real e 53 mm no Porto</strong>, ficando muito próximos dos <strong>50 mm em Aveiro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hoje-ha-uma-nova-frente-fria-a-atingir-portugal-saiba-ate-quando-durarao-os-seus-efeitos-1787763051620.jpg" data-image="ba4jd534drfa" alt="Mais de 50 mm poderão acumular-se em algumas zonas do Norte até ao final do dia" title="Mais de 50 mm poderão acumular-se em algumas zonas do Norte até ao final do dia"><figcaption>O ECMWF prevê os maiores acumulados no Norte e Centro, com cerca de 58 mm em Braga, 56 mm em Vila Real e 53 mm no Porto até ao final de quinta-feira.</figcaption></figure><p>Mais para o interior, os valores continuam relevantes: <strong>Viseu poderá acumular cerca de 38 mm, Coimbra 28 mm, Bragança 27 mm e Guarda 19 mm</strong>. Em Leiria são esperados aproximadamente 16 mm.</p><p>Para sul, os acumulados diminuem consideravelmente. <strong>Lisboa poderá receber cerca de 11 mm, Santarém 10 mm e Évora 11 mm</strong>, enquanto em Beja os valores deverão rondar apenas 4 mm. No Algarve, a precipitação prevista será residual, ficando Faro abaixo de 1 mm.</p><p>Esta distribuição evidencia a forte assimetria do episódio, com o <strong>Noroeste e algumas zonas do Centro a concentrarem grande parte da precipitação associada à passagem frontal</strong>.</p><h2>Rajadas poderão atingir os 60 km/h durante a tarde</h2><p>A chuva não será o único elemento a acompanhar esta frente. O <strong>vento intensificar-se-á de forma significativa ao longo da manhã</strong>, com as rajadas a aumentarem em praticamente todo o território continental.</p><p>Às 07:00, as rajadas deverão ainda apresentar valores geralmente moderados, embora possam aproximar-se dos <strong>40 km/h no litoral Norte e Centro</strong>. No entanto, a situação deverá intensificar-se rapidamente durante as horas seguintes.</p><p>O período mais ventoso está previsto para <strong>o final da manhã e as primeiras horas da tarde</strong>, coincidindo com a passagem e o afastamento do sistema frontal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hoje-ha-uma-nova-frente-fria-a-atingir-portugal-saiba-ate-quando-durarao-os-seus-efeitos-1787763195253.jpg" data-image="q2ft08alffxz" alt="O vento intensifica-se: rajadas poderão atingir 60 km/h durante a tarde" title="O vento intensifica-se: rajadas poderão atingir 60 km/h durante a tarde"><figcaption>Por volta das 13:00, as rajadas poderão atingir 60 km/h em Bragança e superar os 50 km/h em várias regiões do Norte, Centro e interior.</figcaption></figure><p>De acordo com o ECMWF, pelas <strong>13:00</strong>, Bragança poderá registar rajadas próximas dos <strong>60 km/h</strong>, enquanto Guarda poderá atingir 55 km/h. Em Viseu e Coimbra são previstos cerca de 54 km/h, Castelo Branco 53 km/h e Leiria 51 km/h.</p><p>No litoral Norte, as rajadas poderão rondar <strong>49 km/h no Porto, 47 km/h em Braga e Aveiro</strong>, enquanto Lisboa deverá aproximar-se dos 44 km/h. Também no Sul o vento será sentido, com valores próximos dos 48 km/h em Évora e 47 km/h em Beja.</p><p>Durante a tarde, o vento continuará moderado a forte em várias regiões, embora comece progressivamente a perder intensidade com o afastamento da frente para leste.</p><h2>Até quando durarão os efeitos desta frente fria?</h2><p>A melhoria deverá tornar-se evidente <strong>durante a segunda metade da tarde</strong>. Pelas 16:00, a precipitação estará já bastante mais fragmentada, mantendo-se principalmente no Norte e em algumas áreas do interior.</p><p>Por volta das 19:00, os aguaceiros deverão tornar-se muito mais localizados, sobretudo no extremo Norte, e <strong>ao final da noite a precipitação será já residual em Portugal continental</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hoje-ha-uma-nova-frente-fria-a-atingir-portugal-saiba-ate-quando-durarao-os-seus-efeitos-1787763368722.jpg" data-image="7jziqo3yitwx" alt="A chuva perde expressão rapidamente ao final da tarde" title="A chuva perde expressão rapidamente ao final da tarde"><figcaption>Pelas 19:00, a precipitação deverá estar praticamente afastada de Portugal continental, persistindo apenas alguns aguaceiros dispersos no Norte.</figcaption></figure><p>Também o vento deverá enfraquecer significativamente ao longo da noite. Se durante a tarde são possíveis rajadas superiores a 50 km/h, pelas <strong>22:00 os valores previstos pelo ECMWF já descem para cerca de 10 a 20 km/h em grande parte do Norte e Centro</strong>, embora possam permanecer um pouco superiores no interior Sul.</p><p>Assim, os <strong>principais efeitos da frente fria deverão concentrar-se entre a madrugada e o final da tarde desta quinta-feira</strong>, com chuva mais significativa no Norte e Centro e uma intensificação generalizada do vento. Ao entrar na noite, tanto a precipitação como as rajadas deverão perder rapidamente intensidade.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/hoje-ha-uma-nova-frente-fria-a-atingir-portugal-saiba-ate-quando-durarao-os-seus-efeitos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como fazer vasos autoirrigáveis para plantas ​​usando garrafas plásticas simples]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-fazer-vasos-autoirrigaveis-para-plantas-usando-garrafas-plasticas-simples.html</link><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Muita ou pouca água? Deixe a planta decidir. Um guia passo a passo para reutilizar garrafas plásticas e criar um sistema autossuficiente que cuida das suas plantas por si.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-crear-macetas-de-autoriego-con-botellas-de-plastico-recicla-ahorra-agua-y-olvidate-de-regar-1786987093398.jpg" data-image="jms2r4bmt2u7"><figcaption>Transformar garrafas plásticas em vasos com irrigação automática permite cuidar das plantas sem esforço, ao mesmo tempo em que se recicla.</figcaption></figure><p><strong>Regar as plantas </strong>exige uma atenção que, às vezes, entra em conflito com a nossa rotina. A solução ideal é simplesmente esta: deixar que a própria planta decida a quantidade e o momento de absorver água.</p><p>Existe um truque inteligente para isso:<strong> transformar garrafas plásticas em vasos com sistema de autoirrigação</strong> — uma forma simples de dispensar o regador e garantir o nível adequado de humidade, sem surpresas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-crear-macetas-de-autoriego-con-botellas-de-plastico-recicla-ahorra-agua-y-olvidate-de-regar-1786987229240.jpg" data-image="w1hguseg2rlo"><figcaption>Reciclagem criativa e irrigação automática: a combinação perfeita para uma casa ecológica e livre de preocupações.</figcaption></figure><p>Não apenas dá uma segunda vida a resíduos do dia a dia, mas também cria um <strong>sistema autossuficiente</strong>.</p><p>Graças ao fenómeno da capilaridade, <strong>o solo absorve líquido de um reservatório situado abaixo, conforme a necessidade</strong>. Isto garante que a planta mantenha um equilíbrio perfeito, evita a asfixia das raízes e permite que fique vários dias sem se preocupar com a rega.</p><h2>Método 1: Sistema de pavio e funil invertido</h2><p>Este método aproveita o formato da garrafa e é<strong> ideal para plantas pequenas ou ervas</strong>.</p><p><strong>Cortando a garrafa</strong>: corte uma garrafa de plástico transparente ao meio usando uma tesoura ou um estilete.</p><p><strong>Preparando o pavio</strong>: dê um nó numa tira de tecido de algodão ou num cordão absorvente e passe-o por um furo feito na tampa. O nó deve ficar na parte interna para prender a tira.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-crear-macetas-de-autoriego-con-botellas-de-plastico-recicla-ahorra-agua-y-olvidate-de-regar-1786987408967.jpg" data-image="vlerqllequsz"><figcaption>Corte a garrafa transparente ao meio usando uma tesoura ou um estilete para criar a estrutura do recipiente.</figcaption></figure><p><strong>Monte o recipiente</strong>: rosqueie a tampa, inverta o gargalo da garrafa e encaixe-o na base para formar um funil.</p><p><strong>Adicione água e terra</strong>: encha a parte inferior com água, certificando-se de que ela não toque no gargalo da garrafa. Encha o funil com terra leve para vasos, enterrando o pavio no centro, e posicione a planta.</p><h2>Método 2: sistema de abastecimento pela parte inferior do tanque com tubo de enchimento</h2><p>Uma <strong>solução ideal para vasos maiores</strong> ou plantas que exigem uma base mais estável.</p><p><strong>Crie o orifício de extravasamento</strong>: faça alguns pequenos furos nas laterais da garrafa, a cerca de seis centímetros da base. Estes furos permitem que o excesso de água escoe caso o reservatório transborde.</p><figure class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/He10y0UVTyI/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=He10y0UVTyI" id="He10y0UVTyI"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p><strong>Posicione o condutor</strong>: coloque uma tira de microfibra ou uma esponja na parte inferior para facilitar a distribuição da humidade.</p><div class="texto-destacado">Adicione o tubo de enchimento: insira um canudo rígido ou um pedaço de tubo fino e flexível que vá do topo até ao fundo da garrafa.</div><p><strong>Adicione o substrato</strong>: cubra o fundo com terra para vasos e posicione a planta. Para reabastecer o reservatório, basta despejar água pelo tubo; isso mantém a superfície seca e evita o aparecimento de mosquitos ou o excesso de humidade nas folhas.</p><h2>Ideias para cobrir e disfarçar o plástico</h2><p>É verdade que uma garrafa cortada não tem o mesmo charme da cerâmica ou do barro. No entanto, a base de plástico transparente serve apenas como estrutura interna do sistema, sendo muito fácil de esconder ou decorar.</p><p><strong>Revestimentos de tecido ou corda</strong>: envolver e colar corda de juta, barbante de sisal ou cordão de algodão em redor da garrafa transforma completamente a sua textura. O visual rústico da corda oculta o plástico e complementa a folhagem verde.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-crear-macetas-de-autoriego-con-botellas-de-plastico-recicla-ahorra-agua-y-olvidate-de-regar-1786987567933.jpg" data-image="4hhwof5si1cn"><figcaption>Envolver e colar barbante ou corda de sisal em redor do recipiente esconde o plástico e harmoniza-se perfeitamente com a folhagem.</figcaption></figure><p><strong>Capas de tecido reciclado para garrafas</strong>: uma capa de crochê, retalhos de juta ou até mesmo a manga de um fato de treino velho podem servir como capas decorativas, fáceis de remover quando for preciso verificar o nível da água.</p><p><strong>Tinta em spray para superfícies plásticas</strong>: algumas demãos de tinta fosca em tons neutros — como terracota, verde-azeitona ou cinza-concreto — conferem à garrafa o visual de um vaso artesanal.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-cascas-de-ovo-podem-ter-uma-segunda-vida-no-seu-jardim-eis-como-as-utilizar-corretamente-com-as-suas-plantas.html" title="As cascas de ovo podem ter uma segunda vida no seu jardim: eis como as utilizar corretamente com as suas plantas">As cascas de ovo podem ter uma segunda vida no seu jardim: eis como as utilizar corretamente com as suas plantas</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-cascas-de-ovo-podem-ter-uma-segunda-vida-no-seu-jardim-eis-como-as-utilizar-corretamente-com-as-suas-plantas.html" title="As cascas de ovo podem ter uma segunda vida no seu jardim: eis como as utilizar corretamente com as suas plantas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/las-cascaras-de-huevo-pueden-tener-una-segunda-vida-en-el-jardin-asi-puedes-utilizarlas-correctamente-con-tus-plantas-1785289357185_320.png" alt="As cascas de ovo podem ter uma segunda vida no seu jardim: eis como as utilizar corretamente com as suas plantas"></a></article></aside><p><strong>Recipientes reaproveitados</strong>: pode colocar o vaso de plástico dentro de grandes vasos de cerâmica pintados, cestas de vime ou recipientes de vidro. Assim, mantém a vantagem do sistema de auto-irrigação oculto dentro de um objeto decorativo.</p><p>Com apenas algumas ferramentas simples e um toque de criatividade para decorar o recipiente, criará <strong>um cantinho verde que praticamente se cuida sozinho</strong> — tudo isto enquanto dá uma nova vida a um item do dia a dia. É a desculpa perfeita para trazer mais verde para a sua casa, ganhar tempo na rotina e garantir que cada gota cumpra a sua função.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-fazer-vasos-autoirrigaveis-para-plantas-usando-garrafas-plasticas-simples.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[18 meses de escuridão total: o evento vulcânico que destruiu as colheitas e alterou o clima da Terra no século VI]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/18-meses-de-escuridao-total-o-evento-vulcanico-que-destruiu-as-colheitas-e-alterou-o-clima-da-terra-no-seculo-vi.html</link><pubDate>Wed, 26 Aug 2026 18:11:39 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma grande erupção vulcânica escureceu o céu durante meses no ano de 536, provocou um arrefecimento repentino e desencadeou más colheitas, fome e profundas consequências sociais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/18-meses-de-oscuridad-absoluta-el-evento-volcanico-que-destruyo-cosechas-y-cambio-el-clima-de-la-tierra-en-el-siglo-vi-1787751251790.png" data-image="o6seu8mdwg94"><figcaption>A grande erupção do ano 536 provocou uma alteração no clima a nível global.</figcaption></figure><p>Houve um momento na história em que a luz do sol se tornou extremamente fraca, o verão perdeu grande parte do seu calor e as colheitas começaram a falhar. Não se tratou de um eclipse, mas sim <strong>da consequência de uma enorme perturbação vulcânica ocorrida no ano de 536</strong>.</p><p>Durante esse período, <strong>a luz do dia terá sido extraordinariamente fraca em vastas zonas da Europa, do Médio Oriente e da Ásia</strong>, com evidências climáticas que, posteriormente, permitiram comprovar que aquelas descrições não eram meros relatos apocalípticos: algo extraordinário aconteceu realmente na atmosfera terrestre.</p><h2>O que aconteceu no ano de 536?</h2><p><strong>A explicação reside numa grande erupção vulcânica cuja localização exata ainda não foi totalmente determinada, tendo sido inicialmente sugerida a Islândia</strong>, embora as investigações paleoclimáticas indiquem que o sinal vulcânico registado nos gelos e noutros registos naturais possa ser mais complexo.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Pero no fue solo una erupción.<br><br>Nuevas pruebas científicas confirman tres eventos volcánicos:<br><br> 536<br> 540<br> 547<br><br>Fue una trilogía infernal.<br>Y con ella nació la llamada:<br>Pequeña Edad de Hielo de la Antigüedad Tardía <a href="https://t.co/dzFuONzkCx">pic.twitter.com/dzFuONzkCx</a></p>— Alexandra (@Alexalvz12) <a href="https://x.com/Alexalvz12/status/1939703771816149233?ref_src=twsrc%5Etfw">June 30, 2025</a></blockquote></figure><p><span style="letter-spacing: 0.03em;">Essa erupção <strong>libertou enormes quantidades de aerossóis vulcânicos, especialmente compostos de enxofre que podem permanecer em suspensão nas camadas superiores da atmosfera</strong>. A partir daí, podem dispersar-se por enormes distâncias e reduzir a quantidade de radiação solar que atinge a superfície terrestre. As testemunhas da época perceberam precisamente essa alteração na luminosidade. <br></span></p><h3>O sol não desapareceu: a atmosfera bloqueou parte da sua luz </h3><p><strong>Falar de "18 meses de escuridão" pode levar-nos a imaginar uma noite permanente</strong>, mas não foi bem assim, uma vez que o sol continuava a nascer todos os dias, mas a sua luz chegava à superfície muito mais enfraquecida.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="224241" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/efeitos-do-vulcanismo-no-clima-historia-e-vida-na-terra.html" title="Efeitos do vulcanismo no clima, história e vida na Terra">Efeitos do vulcanismo no clima, história e vida na Terra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/efeitos-do-vulcanismo-no-clima-historia-e-vida-na-terra.html" title="Efeitos do vulcanismo no clima, história e vida na Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/efeitos-do-vulcanismo-no-clima-historia-e-vida-na-terra-224241-4_320.jpg" alt="Efeitos do vulcanismo no clima, história e vida na Terra"></a></article></aside><p><strong>O historiador bizantino Procópio descreveu que o sol emitia luz "sem brilho"</strong>, enquanto outro testemunho referia que, durante 18 meses, a luz do dia era <strong>apenas uma sombra</strong>.</p><h2>As árvores também registaram esta alteração climática</h2><p><strong>Os anéis de crescimento das árvores funcionam como uma espécie de arquivo climático natural</strong> e, quando as condições ambientais são favoráveis, certas espécies podem desenvolver anéis mais largos. Se estivermos num período frio ou desfavorável, o crescimento pode reduzir-se consideravelmente.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr"><a href="https://x.com/hashtag/Curiosidades?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Curiosidades</a> <br>La Pequeña Edad de Hielo de la Antigüedad Tardía. <br><br>1. Que la humanidad ha tenido hambrunas, guerras, genocidios, en definitiva momentos terribles, de todos es sabido. Pero parece que hay consenso entre los historiadores para designar el año 536 como el peor de la <a href="https://t.co/qjgT0WWqVh">pic.twitter.com/qjgT0WWqVh</a></p> MaléficaReturns️ (@AliciaMimundo) <a href="https://x.com/AliciaMimundo/status/1905363398046744831?ref_src=twsrc%5Etfw">March 27, 2025</a></blockquote></figure><p><strong>As reconstruções climáticas mostram que o verão de 536 foi excepcionalmente frio em numerosas regiões do hemisfério norte</strong>. Diferentes reconstruções situam a descida das temperaturas de verão na Europa entre aproximadamente 1,6 e 2,5 ºC em relação à média das décadas anteriores. </p><h3>O frio chegou no pior momento possível</h3><p>A agricultura depende de uma combinação adequada de temperatura, radiação solar e disponibilidade de água. <strong>Uma alteração brusca de qualquer um desses elementos pode reduzir o rendimento das colheitas</strong> e, se o episódio se prolongar por vários anos, as consequências podem acumular-se.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777194" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/video-viral-e-filmada-uma-erupcao-freatomagmatica-no-vulcao-taal-nas-filipinas.html" title="Vídeo viral: é filmada uma erupção freatomagmática no vulcão Taal, nas Filipinas">Vídeo viral: é filmada uma erupção freatomagmática no vulcão Taal, nas Filipinas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/video-viral-e-filmada-uma-erupcao-freatomagmatica-no-vulcao-taal-nas-filipinas.html" title="Vídeo viral: é filmada uma erupção freatomagmática no vulcão Taal, nas Filipinas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/video-viral-registran-una-erupcion-freatomagmatica-en-el-volcan-taal-filipinas-1783166471109_320.jpg" alt="Vídeo viral: é filmada uma erupção freatomagmática no vulcão Taal, nas Filipinas"></a></article></aside><p>Na Irlanda, por exemplo, as crónicas registaram, no ano de 536, uma quebra na produção de pão. E o problema não terminou nesse ano. <strong>Após a erupção de 536, ocorreram outras grandes erupções por volta de 540 e 547</strong>, prolongando e intensificando o episódio de arrefecimento. As investigações climáticas associaram esta sucessão de perturbações a um dos períodos de arrefecimento mais significativos dos últimos dois milénios.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/18-meses-de-escuridao-total-o-evento-vulcanico-que-destruiu-as-colheitas-e-alterou-o-clima-da-terra-no-seculo-vi.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estudo revela como a secura atmosférica limita a precipitação provocada por tufões e ciclones tropicais]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/estudo-revela-como-a-secura-atmosferica-limita-a-precipitacao-provocada-por-tufoes-e-ciclones-tropicais.html</link><pubDate>Wed, 26 Aug 2026 18:01:58 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Ao analisar as projeções dos modelos climáticos, os investigadores deparam-se com um fenómeno intrigante: alguns modelos preveem aumentos muito menores na precipitação do que a própria termodinâmica permitiria prever.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sequedad-atmosferica-precipitaciones-ciclones-tropicales-1787633499697.png" data-image="t8p0q4ne5tje"><figcaption>A precipitação causada por ciclones tropicais é determinada pela intensidade da tempestade, pela humidade atmosférica e pela eficiência com que essa humidade é convertida em precipitação. Ilustração apenas para fins conceptuais.</figcaption></figure><p>Published in <em>Nature Geoscience</em>, the study reveals that while a warmer atmosphere can hold more moisture, it also becomes drier, suppressing rainfall and acting as a brake on tropical cyclone precipitation.</p><p>No contexto do aquecimento global, os cientistas previram que os ciclones tropicais (incluindo tufões e furacões) irão provocar chuvas mais intensas e frequentes. A física subjacente parece intuitiva: o aumento das temperaturas permite que a atmosfera retenha mais humidade, o que, combinado com a intensificação das tempestades, <strong>deveria, teoricamente, provocar chuvas torrenciais mais destrutivas</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>No entanto, ao analisar as projeções dos modelos climáticos, os investigadores deparam-se com um fenómeno intrigante: alguns modelos projetam aumentos na precipitação que são muito menores do que a termodinâmica, por si só, prevê.</strong></div><p>Esta incerteza tem dificultado, há muito, que a comunidade científica projete com precisão a precipitação futura associada aos ciclones tropicais e avalie os riscos de inundações associados. Recentemente, um novo estudo liderado pela Universidade de Hong Kong (HKU) e pelo Imperial College London (ICL) revelou uma peça-chave que faltava no quebra-cabeças: <strong>o aumento da secura atmosférica</strong>.</p><p>Publicado na revista <strong><em>Nature Geoscience</em></strong>, o estudo revela que, embora uma atmosfera mais quente possa reter mais humidade, também se torna mais seca, suprimindo a precipitação e atuando como um travão à precipitação dos ciclones tropicais.</p><h2>O aumento da insaturação atmosférica dificulta a formação de nuvens e acelera a evaporação</h2><p>A equipa, composta pelo<strong> Professor Dazhi XI</strong> e pelo <strong>Dr. Jianan CHEN</strong>, do Departamento de Ciências da Terra e Planetárias da <strong>Universidade de Hong Kong</strong> <strong>(HKU)</strong>, e pelo <strong>Professor Ralf TOUMI, do ICL</strong>, analisou simulações climáticas, observações por satélite e dados de reanálise. Descobriram que, à medida que o clima aquece, os ciclones tropicais tornam-se menos eficientes na conversão da humidade em precipitação.</p><div class="texto-destacado">A equipa observou que a chave reside num mecanismo físico conhecido como <strong>"défice de saturação da coluna"</strong>: a diferença entre a quantidade real de vapor de água na atmosfera e o seu nível de saturação total (o limiar para a precipitação).</div><p>Geralmente, a chuva forma-se quando o vapor de água se condensa em gotículas de nuvem, se funde em gotas de chuva e cai para o solo. No entanto, num clima mais quente, a capacidade da atmosfera para reter humidade aumenta exponencialmente. Como resultado, mesmo que a humidade relativa permaneça constante, a diferença em relação à «saturação total» aumenta significativamente, o que significa que<strong> o ar se torna substancialmente mais seco</strong>. Esta secura pode desencadear dois efeitos:</p><ul><li><strong>Evaporação antes de atingir o solo</strong>: as gotas de chuva que se condensam a grandes altitudes durante um tufão evaporam-se rapidamente no ar seco da troposfera inferior e média à medida que descem, impedindo-as de atingir o solo.</li><li><strong>Inibição da condensação</strong>: à medida que o ar ambiente seco é aspirado para a corrente ascendente do tufão, dilui o fornecimento de humidade, suprimindo a formação de nuvens e a precipitação.</li></ul><p><strong>Este efeito restritivo da secura atmosférica é suficientemente forte para contrariar o aumento da precipitação causado pela intensificação das tempestades</strong>. Isto fornece uma explicação física sólida para o facto de muitos modelos climáticos preverem aumentos da precipitação que são sistematicamente inferiores aos cálculos teóricos tradicionais.</p><h2>Pioneirismo numa "Estrutura de Avaliação Unificada"</h2><p>O estudo propõe ainda uma estrutura unificada para compreender a precipitação causada pelos ciclones tropicais. Demonstra que a precipitação depende não só da intensidade da tempestade e da quantidade de vapor de água na atmosfera, mas também da <strong>eficiência da precipitação</strong>: a eficiência com que essa humidade é convertida em chuva.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779246" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-sol-e-o-verdadeiro-motor-por-tras-dos-furacoes-eis-como-a-radiacao-solar-desperta-os-monstros-do-oceano.html" title="O Sol é o verdadeiro motor por trás dos furacões: eis como a radiação solar desperta os monstros do oceano">O Sol é o verdadeiro motor por trás dos furacões: eis como a radiação solar desperta os monstros do oceano</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-sol-e-o-verdadeiro-motor-por-tras-dos-furacoes-eis-como-a-radiacao-solar-desperta-os-monstros-do-oceano.html" title="O Sol é o verdadeiro motor por trás dos furacões: eis como a radiação solar desperta os monstros do oceano"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-sol-es-el-verdadero-motor-de-los-huracanes-asi-es-como-la-radiacion-solar-despierta-a-los-monstruos-del-oceano-1783041646034_320.png" alt="O Sol é o verdadeiro motor por trás dos furacões: eis como a radiação solar desperta os monstros do oceano"></a></article></aside><p>Dois efeitos opostos num clima em aquecimento determinam esta eficiência: uma maior intensidade das tempestades tende a aumentá-la, enquanto uma maior secura atmosférica tende a reduzi-la. Embora a secura atmosférica predomine em alguns modelos climáticos, <strong>este quadro não exclui um aumento da eficiência da precipitação, caso a futura intensificação das tempestades supere o efeito redutor da secura atmosférica</strong>.</p><p>Estas conclusões podem ter <strong>importantes implicações práticas</strong>. Para as comunidades costeiras, os gestores de catástrofes e os responsáveis pelo planeamento de infraestruturas, projeções mais precisas da precipitação resultante de futuros furacões e tufões são essenciais para a proteção contra inundações, o planeamento de evacuações e a resiliência climática.</p><p>Ao ter em conta o efeito da secura atmosférica, <strong>o novo quadro poderá melhorar as avaliações da precipitação e do risco de inundações e apoiar um planeamento de adaptação climática mais bem informado</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773972" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-trajetoria-dos-ciclones-tropicais-onde-causam-maiores-estragos-e-como-se-mede-a-sua-intensidade.html" title="A trajetória dos ciclones tropicais: onde causam maiores estragos e como se mede a sua intensidade">A trajetória dos ciclones tropicais: onde causam maiores estragos e como se mede a sua intensidade</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-trajetoria-dos-ciclones-tropicais-onde-causam-maiores-estragos-e-como-se-mede-a-sua-intensidade.html" title="A trajetória dos ciclones tropicais: onde causam maiores estragos e como se mede a sua intensidade"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nociones-basicas-sobre-los-ciclones-tropicales-1781360074663_320.jpg" alt="A trajetória dos ciclones tropicais: onde causam maiores estragos e como se mede a sua intensidade"></a></article></aside><p>O estudo refere ainda que <strong>os modelos climáticos globais não captam na íntegra alguns processos de pequena escala</strong>. Por conseguinte, serão necessárias futuras simulações de alta resolução para aperfeiçoar as projeções.</p><p>No entanto, vários conjuntos de dados e modelos demonstram de forma consistente que uma maior secura atmosférica reduz a eficiência da precipitação. Esta forte correlação negativa sublinha que <strong>a secura atmosférica constitui uma restrição termodinâmica crítica que deve ser incorporada nas futuras projeções climáticas</strong>.</p><p>Fonte: <a href="https://hku.hk/" target="_blank"><strong>Facultad de Ciencias, Universidad de Hong Kong</strong> </a></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Chen%2C%20J.%2C%20Toumi%2C%20R.%20%26%20Xi" data-year="" data-title="Future%20tropical%20cyclone%20rainfall%20constrained%20by%20increased%20atmospheric%20dryness.%20Nat.%20Geosci" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41561-026-02047-5">Chen, J., Toumi, R. & Xi. <a href="https://www.nature.com/articles/s41561-026-02047-5" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Future tropical cyclone rainfall constrained by increased atmospheric dryness. Nat. Geosci</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/estudo-revela-como-a-secura-atmosferica-limita-a-precipitacao-provocada-por-tufoes-e-ciclones-tropicais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Medicina verde: o que diz a ciência sobre a “prescriç��o da natureza” para cuidar da saúde]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/medicina-verde-o-que-diz-a-ciencia-sobre-a-prescricao-da-natureza-para-cuidar-da-saude.html</link><pubDate>Wed, 26 Aug 2026 17:21:41 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Numa época dominada pelo frenético ritmo do mundo digital, recuperar o contacto ativo com a natureza, outrora normal para o ser humano, pode ajudar a reduzir o stress, ansiedade e outros problemas de saúde psicológica e emocional. Conheça algumas destas práticas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/medicina-verde-o-que-diz-a-ciencia-sobre-a-prescricao-da-natureza-para-cuidar-da-saude-1787764512193.jpg" data-image="ul50hhjj1sip"><figcaption>Caminhar na natureza por duas ou três horas de uma forma sensorial, lenta e consciente, pode ser o suficiente para permitir o relaxamento e diminuir diversos sintomas de stress, ansiedade, entre outros.</figcaption></figure><p>Num mundo cada vez mais dominado pelos ecrãs, há vários elementos indesejáveis que se vão agravando: <strong>m</strong><strong>ais sedentarismo, stress e distância do mundo natural</strong>.</p><p>Atualmente as doenças crónicas continuam a pesar sobre a saúde mundial, e, apesar dos avanços da Medicina, há uma recomendação que persiste nas consultas: mudar o estilo de vida. Mas como fazê-lo quando o próprio ambiente estimula hábitos pouco saudáveis? Talvez<strong> uma das respostas esteja onde sempre esteve: no verde, isto é, na natureza</strong>.</p><div class="texto-destacado">É neste contexto que surge a chamada “medicina verde”, que utiliza ambientes naturais prescritos pelos médicos e sustentados pela ciência para promover e preservar a saúde. A ideia foi cunhada por <strong>Richard Louv que, em 2005, tornou popular o conceito de “transtorno por défice da natureza”</strong>, associado aos efeitos de uma vida excessivamente urbana.</div><p>Mas porque nos é tão benéfica a natureza? A hipótese da <strong>biofilia</strong>, proposta por <strong>Edward O. Wilson</strong>, sugere que o ser humano tem uma predisposição biológica para procurar uma ligação com o mundo natural.</p><p>A isto acresce a teoria da restauração da atenção que explica que enquanto o espaço urbano exige concentração constante, a natureza proporciona aquilo a que os cientistas designam por <strong>“fascinação suave”: um estado no qual a mente descansa sem esforço, simplesmente observando</strong>.</p><h2>A floresta como uma terapia natural para o ser humano</h2><p>Um exemplo é o <strong><em>shinrin-yoku</em></strong> (termo japonês para<strong> “banhos da floresta”</strong>). Não consiste apenas em caminhar, mas sobretudo na imersão sensorial lenta e consciente na floresta. Duas ou três horas e percursos curtos serão capazes de permitir o relaxamento e a ativação do sistema nervoso parassimpático. Diversos estudos associam <strong>esta prática à redução do stress e da ansiedade e a melhorias na resposta do organismo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/medicina-verde-o-que-diz-a-ciencia-sobre-a-prescricao-da-natureza-para-cuidar-da-saude-1787764602370.jpg" data-image="1j7m61d1p6fn"><figcaption>Não há uma idade certa para os benefícios da "medicina verde". De miúdos a graúdos, idosos e pessoas com doenças do foro cardíaco, todas as faixas etárias são abrangidas pelos benefícios de um contacto mais ativo e frequente com a natureza.</figcaption></figure><p><strong>Os ambientes repletos de biodiversidade, bem como o silêncio e o contacto com as plantas parecem potenciar estes efeitos</strong>. Porém, o uso de dispositivos eletrónicos, música ou ritmos competitivos de marcha podem contrariar os efeitos reparadores.</p><h2>“Verde” para todas as idades</h2><p><strong>E não há idade para começar</strong>. Crianças e adolescentes expostos mais vezes aos espaços verdes apresentam menos sintomas de ansiedade, depressão e hiperatividade.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785013" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/deixemos-a-natureza-fazer-o-trabalho-a-regeneracao-natural-da-floresta-poderia-reduzir-os-custos-de-recuperacao-em.html" title="Deixemos a natureza fazer o trabalho: a regeneração natural da floresta poderia reduzir os custos de recuperação em 96%">Deixemos a natureza fazer o trabalho: a regeneração natural da floresta poderia reduzir os custos de recuperação em 96%</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/deixemos-a-natureza-fazer-o-trabalho-a-regeneracao-natural-da-floresta-poderia-reduzir-os-custos-de-recuperacao-em.html" title="Deixemos a natureza fazer o trabalho: a regeneração natural da floresta poderia reduzir os custos de recuperação em 96%"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/let-nature-do-the-work-natural-forest-regeneration-could-cut-restoration-costs-by-1787381445228_320.jpg" alt="Deixemos a natureza fazer o trabalho: a regeneração natural da floresta poderia reduzir os custos de recuperação em 96%"></a></article></aside><p>Nos idosos, a prioridade dada aos sentidos torna a prática acessível, inclusive sem recorrer a um grande esforço físico. Até mesmo pessoas com doenças cardíacas graves podem beneficiar: vários estudos observaram que, <strong>após irem à floresta em várias ocasiões, estes pacientes obtêm reduções em marcadores de stress e inflamação</strong>.</p><p>No ambiente laboral, pequenas pausas em jardins, parques ou outros espaços verdes podem reduzir o esgotamento e favorecer o desempenho cognitivo. Durante séculos, a natureza fez parte da nossa saúde sem que ninguém lhe chamasse terapia. <strong>A ciência lembra-nos que nunca nos devíamos ter afastado dela</strong>. Por vezes, algo tão simples como tirar os sapatos e pisar a terra, é também necessário.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Luc%C3%ADa%20Caballero" data-year="2026" data-title="Volver%20a%20la%20naturaleza%3A%20qu%C3%A9%20sabemos%20sobre%20los%20efectos%20de%20la%20medicina%20verde" data-url="https%3A%2F%2Ftheconversation.com%2Fvolver-a-la-naturaleza-que-sabemos-sobre-los-efectos-de-la-medicina-verde-287275">Lucía Caballero. (2026). <a href="https://theconversation.com/volver-a-la-naturaleza-que-sabemos-sobre-los-efectos-de-la-medicina-verde-287275" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Volver a la naturaleza: qué sabemos sobre los efectos de la medicina verde</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/medicina-verde-o-que-diz-a-ciencia-sobre-a-prescricao-da-natureza-para-cuidar-da-saude.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aproxima-se uma nova frente fria: afetará todas estas zonas de Portugal a partir da madrugada de quinta, 27 de agosto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-uma-nova-frente-fria-afetara-todas-estas-zonas-de-portugal-a-partir-da-madrugada-de-quinta-27-de-agosto.html</link><pubDate>Wed, 26 Aug 2026 16:15:42 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma nova frente fria atravessará Portugal continental esta quinta-feira, trazendo chuva mais abundante ao Norte e Centro. A sua passagem será acompanhada por vento forte, descida das temperaturas e possibilidade de trovoada e granizo.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb0z836"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb0z836.jpg" id="xb0z836"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma nova frente fria vai atravessar Portugal continental esta quinta-feira, 27 de agosto. <strong>A precipitação começará durante a madrugada e avançará pelo território</strong>, sendo mais abundante no Norte e Centro. O vento intensificará e as temperaturas deverão descer durante a passagem.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>A frente estará associada a uma depressão no Atlântico Norte, que favorecerá o avanço do sistema frontal sobre a Península Ibérica. À medida que atravessar Portugal, <strong>será acompanhada pela entrada de ar mais frio</strong> e por um aumento da instabilidade. Este cenário favorecerá períodos de chuva e aguaceiros.</p><h2>Norte e Centro enfrentam as horas de chuva mais intensa durante a manhã</h2><p>De acordo com o modelo ECMWF, por volta das 02h da manhã de quinta-feira (27) a precipitação deverá atingir Viana do Castelo, Braga, Porto e Aveiro. Nas horas seguintes, a faixa de chuva avançará para sul e para o interior. Às 06h, deverá abranger também Vila Real, Viseu, Coimbra, Leiria, Santarém e Lisboa, <strong>mantendo maior expressão no Norte e Centro.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-uma-nova-frente-fria-afetara-todas-estas-zonas-de-portugal-a-partir-das-02-horas-de-quinta-27-de-agosto-1787754090534.jpg" data-image="x02kne4ekd7z"><figcaption>Às 06h de quinta-feira, a faixa de precipitação deverá estender-se do Norte até à região de Lisboa, ganhando também expressão no interior Norte e Centro.</figcaption></figure><p>Durante a manhã, a precipitação avançará pelo interior. Entre as 09h e as 12h, Bragança, Guarda, Castelo Branco e Portalegre estarão também sob a influência da frente. Em Lisboa e Santarém, a chuva deverá diminuir e praticamente cessar até ao início da tarde, enquanto <strong>continuará a ter maior expressão em Viseu e Vila Real</strong>.</p><h2>Tarde de quinta-feira com maior instabilidade e rajadas que podem aproximar-se dos 65 km/h</h2><p>A partir do meio-dia, a precipitação tornar-se-á mais irregular. Durante a tarde, persistirão aguaceiros em Braga, Porto, Vila Real, Bragança, Viseu e Guarda, alguns <strong>localmente mais intensos e acompanhados pontualmente de trovoada e granizo devido ao aumento da instabilidade</strong>. Em Lisboa, Santarém e grande parte do Alentejo, os episódios de precipitação serão já escassos ou inexistentes. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-uma-nova-frente-fria-afetara-todas-estas-zonas-de-portugal-a-partir-das-02-horas-de-quinta-27-de-agosto-1787754626288.jpg" data-image="ugx1t20gddpr"><figcaption>Na tarde de quinta-feira, as rajadas poderão aproximar-se dos 60 km/h em Bragança, enquanto no litoral o vento será mais moderado com o afastamento da frente.</figcaption></figure><p>As rajadas poderão aproximar-se dos<strong> 60</strong><strong> km/h em Coimbra e Guarda</strong>, dos <strong>55 km/h no Porto, Viseu e Castelo Branco</strong> e dos <strong>65 km/h em Bragança</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-uma-nova-frente-fria-afetara-todas-estas-zonas-de-portugal-a-partir-das-02-horas-de-quinta-27-de-agosto-1787754314429.jpg" data-image="durakkgjmvye"><figcaption>Os maiores acumulados de precipitação deverão concentrar-se no Norte e Centro, superando localmente 50 mm, com valores progressivamente mais baixos para sul.</figcaption></figure><p>Até ao final do dia, a precipitação acumulada poderá superar <strong>50 mm em Braga</strong>, <strong>Porto e Viseu</strong>, rondar <strong>40 mm em Aveiro e Vila Real</strong> e ultrapassar <strong>30 mm em Coimbra</strong>. Leiria deverá aproximar-se dos 20 mm, Lisboa e Castelo Branco dos 12 mm e Santarém e Portalegre dos 10 mm. Em Évora são esperados cerca de 3 mm, em Beja 1 mm e em Faro menos de 1 mm.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785677" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-12-c-abaixo-do-normal-ar-polar-deixara-estas-7-cidades-de-portugal-com-maximas-abaixo-dos-20-c-na-quinta-feira.html" title="Até 12 ºC abaixo do normal: ar polar deixará estas 7 cidades de Portugal com máximas abaixo dos 20 ºC na quinta-feira">Até 12 ºC abaixo do normal: ar polar deixará estas 7 cidades de Portugal com máximas abaixo dos 20 ºC na quinta-feira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-12-c-abaixo-do-normal-ar-polar-deixara-estas-7-cidades-de-portugal-com-maximas-abaixo-dos-20-c-na-quinta-feira.html" title="Até 12 ºC abaixo do normal: ar polar deixará estas 7 cidades de Portugal com máximas abaixo dos 20 ºC na quinta-feira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-12-c-abaixo-do-normal-ar-polar-deixara-estas-7-cidades-de-portugal-com-maximas-abaixo-dos-20-c-na-quinta-feira-1787759747301_320.jpg" alt="Até 12 ºC abaixo do normal: ar polar deixará estas 7 cidades de Portugal com máximas abaixo dos 20 ºC na quinta-feira"></a></article></aside><p>As temperaturas deverão rondar 17 ºC em Bragança, Vila Real e Viseu, 18 ºC em Braga e Porto, 20 ºC em Aveiro e 21 ºC em Coimbra e Leiria. Lisboa e Beja poderão atingir 25 ºC, enquanto Faro deverá rondar 23 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-uma-nova-frente-fria-afetara-todas-estas-zonas-de-portugal-a-partir-da-madrugada-de-quinta-27-de-agosto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 12 ºC abaixo do normal: ar polar deixará estas 7 cidades de Portugal com máximas abaixo dos 20 ºC na quinta-feira]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-12-c-abaixo-do-normal-ar-polar-deixara-estas-7-cidades-de-portugal-com-maximas-abaixo-dos-20-c-na-quinta-feira.html</link><pubDate>Wed, 26 Aug 2026 16:01:34 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O ar polar ainda agora começou a instalar-se em Portugal continental, prevendo-se uma nova descida das temperaturas máximas na quinta-feira, 27 de agosto, especialmente no Norte e Centro. Confira a previsão para estas regiões.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb0zioa"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb0zioa.jpg" id="xb0zioa"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A mudança de tempo abrupta anunciada há vários dias pela Meteored Portugal, em que <strong>mencionávamos a chegada de duas frentes frias para meados da última semana de agosto</strong>, está agora a concretizar-se, registando-se um período de invulgar instabilidade atmosférica para a época do ano.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Têm-se vindo a desencadear períodos fortes de chuva ou aguaceiros, acompanhados ocasionalmente de trovoada, queda de granizo e também rajadas fortes de vento de oes-sudoeste. E isto sem contar com a depressão “atípica” para agosto que atravessou também o território nacional entre domingo (23) e segunda-feira (24), o que no conjunto <strong>acaba por prolongar e reforçar o carácter anómalo da situação meteorológica</strong>.</p><h2>O que está na origem da descida das temperaturas para valores tão invulgarmente baixos?</h2><p>Adicionalmente, outra das principais novidades meteorológicas que temos vindo a anunciar e que está em vias de se concretizar, é que o vale depressionário associado à passagem de duas frentes frias (a de hoje quarta 26 e a de amanhã quinta 27) é favorável ao <strong>transporte de uma massa de ar polar marítimo, fazendo descer as temperaturas máximas e mínimas para valores significativamente abaixo do normal para um mês de agosto</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-12-c-abaixo-do-normal-ar-polar-deixara-estas-7-cidades-de-portugal-com-maximas-abaixo-dos-20-c-na-quinta-feira-1787758516361.jpg" data-image="hncu2pmi86c4"><figcaption>Quinta-feira, 27 de agosto, com temperaturas até 12 ºC abaixo da média numa vasta extensão do território, correspondente grosso modo ao interior Norte e Centro. No resto do país também se antecipam anomalias térmicas negativas significativas (-5 ºC a -9 ºC).</figcaption></figure><p>Após a passagem da frente, <strong>o estabelecimento de um fluxo de oes-noroeste irá permitir a ‘injeção’ de ar frio ao longo das próximas horas e dias</strong>, com a influência do ar polar marítimo a fazer-se notar de forma significativa na evolução das temperaturas. Isto manter-se-á mesmo na sexta-feira (28), especialmente no que toca às mínimas que se registarão durante a madrugada e manhã, em particular no interior e na região Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-12-c-abaixo-do-normal-ar-polar-deixara-estas-7-cidades-de-portugal-com-maximas-abaixo-dos-20-c-na-quinta-feira-1787758291064.jpg" data-image="ih6ksljj8fmo"><figcaption>Fase de maior influência da passagem de ar polar marítimo pela geografia de Portugal continental ocorrerá entre hoje (26) e amanhã (27).</figcaption></figure><p> Porém, para o período diurno de<strong> sexta-feira, 28 de agosto, já é expectável uma recuperação das temperaturas face ao dia anterior, o que se traduzirá numa subida significativa das máximas</strong>. Isto será fruto do afastamento gradual para leste da perturbação depressionária e da consequente modificação da massa de ar sobre a nossa geografia. </p><h2>Temperaturas máximas voltam a descer na quinta-feira, 27 de agosto</h2><p>Entre hoje - quarta-feira (26) - e amanhã - quinta-feira (27) - prevê-se o “pico” da passagem da massa de ar polar marítimo impulsionada para a nossa geografia, tal como se pode atestar pelo <strong>mapa que consta acima da temperatura medida a 700 hPa (aproximadamente 3000 metros de altitude)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-12-c-abaixo-do-normal-ar-polar-deixara-estas-7-cidades-de-portugal-com-maximas-abaixo-dos-20-c-na-quinta-feira-1787758979881.jpg" data-image="97picl4zbkxs"><figcaption>Nesta mapa observam-se os valores de temperatura previstos para quinta-feira (27) de agosto às 15:00.</figcaption></figure><p>Face a hoje - quarta-feira (26) - <strong>prevê-se uma descida amanhã - quinta-feira (27) - de entre 1 e 2 ºC da temperatura máxima</strong> em grande parte do território, especialmente no Norte e Centro do país. </p><p>As máximas, de hoje para amanhã, estão previstas descer de <strong>20 para 19 ºC em Viana do Castelo e Porto, de 19 para 18 ºC em Braga, Bragança e Viseu, de 19 para 17 ºC em Vila Real e de 17 para 15 ºC na Guarda</strong>.</p><h2>Evolução das temperaturas máximas e mínimas na quinta e na sexta-feira em 7 cidades portuguesas</h2><p><strong>O tempo, contudo, continuará bastante fresco ou frio até sexta-feira (28)</strong>, especialmente no que toca às mínimas, que em muitas zonas do interior até tenderão a descer.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785643" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-de-1-de-setembro-podera-impor-se-uma-situacao-de-nao-possiveis-efeitos-no-tempo-em-portugal.html" title="A partir de 1 de setembro poderá impor-se uma situação de NAO+: possíveis efeitos no tempo em Portugal">A partir de 1 de setembro poderá impor-se uma situação de NAO+: possíveis efeitos no tempo em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-de-1-de-setembro-podera-impor-se-uma-situacao-de-nao-possiveis-efeitos-no-tempo-em-portugal.html" title="A partir de 1 de setembro poderá impor-se uma situação de NAO+: possíveis efeitos no tempo em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-de-1-de-setembro-podera-impor-se-uma-situacao-de-nao-possiveis-efeitos-no-tempo-em-portugal-1787747899535_320.jpg" alt="A partir de 1 de setembro poderá impor-se uma situação de NAO+: possíveis efeitos no tempo em Portugal"></a></article></aside><p>Abaixo consta uma tabela em que se verifica a evolução das temperaturas máximas e mínimas para quinta (27) e sexta (28), onde é possível <strong>comparar os valores previstos para ambos os dias em 7 capitais de distrito do Norte e Centro de Portugal continental</strong>. Esta informação baseia-se nos mapas de referência da Meteored, sustentados pelo modelo que merece a nossa maior confiança (ECMWF).</p><table><thead><tr><th>Cidade</th><th>Temperatura Máxima Quinta-feira, 27 de agosto</th><th>Temperatura Mínima Quinta-feira, 27 de agosto</th><th>Temperatura Máxima Sexta-feira, 28 de agosto</th><th>Temperatura Mínima Sexta-feira, 28 de agosto</th></tr></thead><tbody><tr><td>Viana do Castelo</td><td>19 ºC</td><td>14 ºC</td><td>21 ºC</td><td>15 ºC</td></tr><tr><td>Braga</td><td>18 ºC</td><td>13 ºC</td><td>22 ºC</td><td>13 ºC</td></tr><tr><td>Porto</td><td>19 ºC</td><td>14 ºC</td><td>22 ºC</td><td>15 ºC</td></tr><tr><td>Vila Real</td><td>17 ºC</td><td>12 ºC</td><td>22 ºC</td><td>11 ºC</td></tr><tr><td>Viseu</td><td>18 ºC</td><td>11 ºC</td><td>22 ºC</td><td>11 ºC</td></tr><tr><td>Bragança</td><td>18 ºC</td><td>10 ºC</td><td>22 ºC</td><td>9 ºC</td></tr><tr><td>Guarda</td><td>15 ºC</td><td>8 ºC</td><td>19 ºC</td><td>7 ºC</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="5">Fonte: Mapas da Meteored.</td></tr></tbody></table><p>Nestas sete cidades do Norte e Centro de Portugal continental o aspeto que mais se sobressai de quinta para sexta-feira, dias 27 e 28 de agosto, é <strong>a recuperação significativa das temperaturas máximas, com a maioria delas a registar uma subida de 3 a 5 ºC de um dia para o outro</strong> <strong>e para um valor de 22 ºC</strong>. Somente a Guarda se manterá num patamar inferior aos 20 ºC de temperatura máxima na sexta-feira (28).</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Tendo em conta que a média da temperatura mínima para um mês de agosto ronda os 14 ºC, tanto em Bragança, como na Guarda, os valores previstos para sexta-feira (28) apenas confirmam a extensão temporal de um episódio de frio muito invulgar para a época do ano.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>No que concerne às temperaturas mínimas prevê-se uma manutenção ou subida dos valores na maioria das cidades analisadas entre estes dois dias, exceto em algumas localidades do interior onde, como já foi referido, ocorrerá uma descida de 1 ºC em cidades como Vila Real, Bragança e Guarda, sendo que as duas últimas deverão registar mínimas inferiores a 10 ºC: <strong>Bragança (9 ºC) e Guarda (7 ºC), valores que são excecionalmente baixos para um mês de agosto e que ilustram bem o carácter pouco habitual deste episódio de tempo frio</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-12-c-abaixo-do-normal-ar-polar-deixara-estas-7-cidades-de-portugal-com-maximas-abaixo-dos-20-c-na-quinta-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um drone autónomo criado por estudantes de Aveiro quer levar ajuda onde é difícil chegar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-drone-autonomo-criado-por-estudantes-de-aveiro-quer-levar-ajuda-onde-e-dificil-chegar.html</link><pubDate>Wed, 26 Aug 2026 13:57:31 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Há lugares onde levar água, medicamentos ou outro apoio urgente significa enfrentar o perigo. Essa é justamente a missão do projeto AutoMEC UAV.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/um-drone-autonomo-criado-por-estudantes-de-aveiro-quer-levar-ajuda-onde-e-dificil-chegar-1787750113492.jpg" data-image="5rqfl0q2je7q" alt="Estudantes da Universidade de Aveiro mostram o drone que construíram" title="Estudantes da Universidade de Aveiro mostram o drone que construíram"><figcaption>Estudantes de diferentes áreas estão a construir uma aeronave autónoma para futuras missões humanitárias. Foto: UA</figcaption></figure><p>Cerca de 30 estudantes estão envolvidos no <strong>AutoMec UAV</strong>, um projeto que visa desenvolver um drone capaz de cumprir missões sem intervenção humana. Entre os objetivos estão o <strong>transporte de medicamentos</strong> para zonas de difícil acesso e a largada de água para <strong>apoiar o combate a incêndios</strong>. A equipa reúne estudantes de diferentes áreas e tem levado o projeto a competições nacionais e internacionais.</p><p>Mais do que criar uma aeronave, os estudantes estão a <strong>trabalhar num problema concreto</strong>. Como levar um recurso essencial a um lugar onde chegar pelo ar pode ser rápido, seguro ou simplesmente possível?</p><h2>Construir para aprender</h2><p>O AutoMec UAV nasceu em 2019 e cresceu através da participação em competições, incluindo <strong>provas internacionais</strong> no Reino Unido. O projeto já recebeu distinções, entre elas um prémio de projeto mais promissor, e continua a ser desenvolvido pelos estudantes da Universidade de Aveiro.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Cada etapa obriga a transformar conhecimento académico em decisões concretas. É preciso projetar a aeronave, construir componentes, integrar sistemas e testar o resultado. Quando um caminho falha, é preciso perceber o problema e encontrar outra resposta.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A<strong> competição </strong>atribui, assim, ao trabalho universitário uma dimensão que dificilmente se reproduz apenas numa sala de aula. O objetivo não é responder a um exercício com uma solução conhecida. É projetar uma <strong>tecnologia </strong>que ainda está<strong> </strong>em desenvolvimento.</p><h2>Diferentes engenharias </h2><p>O drone é um projeto coletivo da própria universidade. O desenvolvimento envolve diferentes departamentos e competências, desde a <strong>engenharia mecânica</strong> à engenharia de materiais e cerâmica, passando pela <strong>eletrónica</strong>, <strong>telecomunicações</strong> e informática.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777344" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/jose-borges-esta-a-construir-uma-frota-de-drones-que-ira-detetar-perigos-na-costa-de-matosinhos.html" title="José Borges está a construir uma frota de drones que irá detetar perigos na costa de Matosinhos">José Borges está a construir uma frota de drones que irá detetar perigos na costa de Matosinhos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/jose-borges-esta-a-construir-uma-frota-de-drones-que-ira-detetar-perigos-na-costa-de-matosinhos.html" title="José Borges está a construir uma frota de drones que irá detetar perigos na costa de Matosinhos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/jose-borges-esta-a-construir-uma-frota-de-drones-que-ira-detetar-perigos-na-costa-de-matosinhos-1783343093117_320.jpg" alt="José Borges está a construir uma frota de drones que irá detetar perigos na costa de Matosinhos"></a></article></aside><p>Mas uma tecnologia pode precisar, além de conhecimentos de aerodinâmica, materiais e controlo, de organização, recursos e capacidade para transformar um protótipo num <strong>projeto sustentável</strong>. Essa é, portanto, a razão para a equipa incluir também <strong>estudantes de áreas não técnicas</strong>, como gestão e finanças. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Esta diversidade revela uma das características mais interessantes do AutoMec UAV. O drone é apenas o resultado visível de um trabalho que reúne alunos com formações diferentes em torno do mesmo problema.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O projeto conta também com o apoio da TEKEVER, que patrocina a equipa e disponibilizou instalações para a montagem da aeronave. A <strong>ligação entre universidade e empresa</strong> acrescenta ao processo uma experiência próxima das condições encontradas fora do ambiente académico.</p><h2>Chegar primeiro e em segurança</h2><p>O potencial do projeto vê-se justamente nas situações em que a <strong>distância</strong> ou o <strong>perigo</strong> comprometem a segurança humana. Num <strong>incêndio</strong>, a capacidade de transportar água até um ponto específico poderá ser uma ferramenta complementar para os operacionais no terreno. Numa <strong>comunidade isolada</strong>, uma aeronave autónoma poderá transportar medicamentos sem exigir uma deslocação longa e dispendiosa por terra.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O AutoMec UAV ainda é um projeto em construção. O seu valor, por enquanto, está tanto no que a aeronave poderá vir a fazer como no conhecimento que os estudantes estão a adquirir enquanto a constroem.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A <strong>experiência</strong> acumulada nas <strong>competições</strong>, o trabalho entre departamentos e a aproximação à indústria podem ajudar a transformar esse conhecimento numa tecnologia com aplicações reais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/um-drone-autonomo-criado-por-estudantes-de-aveiro-quer-levar-ajuda-onde-e-dificil-chegar-1787750962254.jpg" data-image="e2rxz4x09ku7" alt="estudantes da Universidade de Aveiro na sala de manotagem de um drone" title="estudantes da Universidade de Aveiro na sala de manotagem de um drone"><figcaption>A construção do drone envolve alunos de diferentes ramos de engenharia e tecnologias. Foto: UA</figcaption></figure><p>A inovação desta equipa não está apenas em criar um drone que voa sozinho. Está em planear uma tecnologia que possa ultrapassar obstáculos com rapidez e segurança. É aí que uma máquina construída por estudantes deixa de ser apenas um <strong>exercício de engenharia</strong> e <strong>ganha uma missão.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Universidade%20de%20Aveiro" data-year="" data-title="Estudantes%20da%20UA%20est%C3%A3o%20a%20desenvolver%20drone%20aut%C3%B3nomo%20para%20futuras%20miss%C3%B5es%20humanit%C3%A1rias" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ua.pt%2Fpt%2Fnoticias%2F11%2F99070">Universidade de Aveiro. <a href="https://www.ua.pt/pt/noticias/11/99070" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Estudantes da UA estão a desenvolver drone autónomo para futuras missões humanitárias</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-drone-autonomo-criado-por-estudantes-de-aveiro-quer-levar-ajuda-onde-e-dificil-chegar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A partir de 1 de setembro poderá impor-se uma situação de NAO+: possíveis efeitos no tempo em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-de-1-de-setembro-podera-impor-se-uma-situacao-de-nao-possiveis-efeitos-no-tempo-em-portugal.html</link><pubDate>Wed, 26 Aug 2026 12:48:06 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O início de setembro poderá trazer uma mudança clara no padrão atmosférico em Portugal. A provável instalação de uma fase NAO+ favorece tempo seco, maior influência anticiclónica e uma recuperação das temperaturas, sobretudo no Centro e Sul.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-de-1-de-setembro-podera-impor-se-uma-situacao-de-nao-possiveis-efeitos-no-tempo-em-portugal-1787747899535.jpg" data-image="4w7d4o4uod05" alt="Primeira semana de setembro" title="Primeira semana de setembro"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-963356">Nada tema, o verão ainda não acabou. A primeira semana de setembro deverá trazer de volta o tempo seco, estável e progressivamente mais quente, com os termómetros a voltarem a superar os 30 ºC em várias regiões de Portugal.</figcaption></figure><p>Depois de uma reta final de agosto marcada pela passagem de uma depressão e duas frentes frias, os mapas começam a mostrar uma mudança importante no padrão atmosférico.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p><strong>A partir dos dias 30 e 31 de agosto, o regime de NAO+ deverá ganhar protagonismo</strong>, favorecendo uma primeira semana de setembro bastante mais estável, seca e progressivamente mais quente em Portugal continental.</p><h2>30 e 31 de agosto, a circulação atmosférica começa a mudar</h2><p>As previsões sub-sazonais do ECMWF mostram uma elevada probabilidade de estabelecimento de um regime de <strong>NAO+ (Oscilação do Atlântico Norte positiva)</strong> entre o final de agosto e a primeira metade de setembro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-de-1-de-setembro-podera-impor-se-uma-situacao-de-nao-possiveis-efeitos-no-tempo-em-portugal-1787746331806.jpg" data-image="ydakbgh35t4r" alt="Regimes sazonais Euro-Atlânticos" title="Regimes sazonais Euro-Atlânticos"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-373948">O regime NAO+ ganha probabilidade entre o final de agosto a primeira metade de setembro, sinalizando uma reorganização da circulação euro-atlântica favorável a maior estabilidade em Portugal.</figcaption></figure><p>A <strong>NAO</strong> descreve, de forma simplificada, a <strong>diferença de pressão entre a região subtropical do Atlântico, </strong>onde normalmente encontramos o Anticiclone dos Açores, <strong>e as baixas pressões das latitudes mais elevadas do Atlântico Norte.</strong></p><p>Na sua fase positiva, este contraste tende a intensificar-se. As depressões atlânticas e respetivas frentes são frequentemente conduzidas para <strong>latitudes mais elevadas, em direção ao norte da Europa</strong>, enquanto a Península Ibérica fica mais exposta à influência das altas pressões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-de-1-de-setembro-podera-impor-se-uma-situacao-de-nao-possiveis-efeitos-no-tempo-em-portugal-1787746444319.jpg" data-image="7nwsc72zabfc" alt="Mapa de pressão chuva e núvens" title="Mapa de pressão chuva e núvens"><figcaption>O Anticiclone dos Açores surge bem posicionado no Atlântico e estende a sua influência em direção à Península Ibérica, enquanto as depressões mais ativas circulam por latitudes mais elevadas.</figcaption></figure><p>É precisamente esta configuração que começa a surgir nos mapas. <strong>O Anticiclone dos Açores aparece bem posicionado no Atlântico, estendendo a sua influência em direção à Península Ibérica</strong>, enquanto as principais áreas depressionárias circulam bastante mais a norte.</p><p>Para Portugal, isto traduz-se numa mudança clara face aos últimos dias. Depois da chuva que marcou a última semana de agosto, <strong>o tempo deverá tornar-se progressivamente mais seco e estável</strong>.</p><h2>A estabilidade regressa e temperaturas começam a subir entre 1 e 2 de setembro </h2><p>Nos primeiros dias de setembro, a influência anticiclónica deverá continuar a fazer-se sentir. À partida, não se observam sistemas frontais capazes de provocar precipitação significativa em Portugal continental. Além da estabilização da atmosfera, começará também uma <strong>recuperação gradual das temperaturas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-de-1-de-setembro-podera-impor-se-uma-situacao-de-nao-possiveis-efeitos-no-tempo-em-portugal-1787746626114.jpg" data-image="86huf9u4iwp1" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>A recuperação térmica começa a tornar-se evidente: o Centro e Sul poderão superar os 30 ºC, enquanto o litoral oeste permanece mais moderado, geralmente entre os 24 e 28 ºC.</figcaption></figure><p>Na quarta-feira, dia 2, os mapas do ECMWF já mostram valores superiores a <strong>30 ºC em vários pontos do Centro e Sul</strong>, especialmente nas regiões interiores. No litoral oeste, a influência marítima deverá continuar a moderar o aquecimento, mas mesmo na faixa compreendida aproximadamente entre Viana do Castelo e Lisboa poderão registar-se valores na ordem dos <strong>24 a 28 ºC</strong>.</p><p>O Interior Norte deverá ser uma das regiões onde a recuperação térmica será menos acentuada nesta primeira fase.</p><h2> Massa de ar mais quente intensifica-se sobre a Península Ibérica</h2><p>A partir de quinta-feira, dia 3, a subida das temperaturas deverá tornar-se mais evidente e abrangente.</p><p>O mapa de temperatura e geopotencial aos 925 hPa ajuda a perceber a razão. <strong>U</strong><strong>ma massa de ar bastante mais quente, proveniente do Norte de África, expande-se em direção à Península Ibérica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-de-1-de-setembro-podera-impor-se-uma-situacao-de-nao-possiveis-efeitos-no-tempo-em-portugal-1787747303588.jpg" data-image="tb4h3mil38ru" alt="Geopotencial e temperatura 925 hPa" title="Geopotencial e temperatura 925 hPa"><figcaption>Uma massa de ar mais quente proveniente de latitudes subtropicais e do Norte de África avança em direção à Península Ibérica, reforçando a subida das temperaturas em Portugal.</figcaption></figure><p>A circulação associada às altas pressões <strong>permitirá que este ar mais quente alcance Portugal</strong>, reforçando a subida das temperaturas à superfície. Na quinta-feira, o calor deverá abranger uma parcela consideravelmente maior do território, com os valores mais elevados novamente previstos para o Centro e Sul.</p><p>Na sexta-feira, dia 4, o cenário deverá manter-se semelhante, com ambiente seco, bastante estável e temperaturas elevadas para a época sobretudo nas regiões meridionais.</p><h2>Primeira semana de setembro poderá ser mais quente do que o normal</h2><p>O sinal térmico também aparece claramente nas previsões semanais do ECMWF para o período compreendido entre <strong>31 de agosto e 7 de setembro</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785430" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-madrugada-de-sexta-feira-28-de-agosto-estas-duas-cidades-irao-registar-temperaturas-minimas-abaixo-dos-10-c.html" title="Na madrugada de sexta-feira, 28 de agosto, estas duas cidades irão registar temperaturas mínimas abaixo dos 10 ºC">Na madrugada de sexta-feira, 28 de agosto, estas duas cidades irão registar temperaturas mínimas abaixo dos 10 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-madrugada-de-sexta-feira-28-de-agosto-estas-duas-cidades-irao-registar-temperaturas-minimas-abaixo-dos-10-c.html" title="Na madrugada de sexta-feira, 28 de agosto, estas duas cidades irão registar temperaturas mínimas abaixo dos 10 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/na-madrugada-de-sexta-feira-28-de-agosto-estas-duas-cidades-irao-registar-temperaturas-minimas-abaixo-dos-10-c-1787664261901_320.jpg" alt="Na madrugada de sexta-feira, 28 de agosto, estas duas cidades irão registar temperaturas mínimas abaixo dos 10 ºC"></a></article></aside><p>O mapa de anomalias da temperatura média apresenta grande parte de Portugal sob tonalidades associadas a valores superiores à média climatológica. O sinal é especialmente evidente <strong>no Centro e, sobretudo, no Sul</strong>, onde a temperatura média semanal poderá ficar alguns graus acima do habitual para esta altura do ano. No Norte, pelo contrário, predominam áreas próximas do branco, indicando <strong>temperaturas mais próximas dos valores climatologicamente normais</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-de-1-de-setembro-podera-impor-se-uma-situacao-de-nao-possiveis-efeitos-no-tempo-em-portugal-1787746879452.jpg" data-image="8qyje3czyhfd" alt="Anomalia média semanal da Temperatura" title="Anomalia média semanal da Temperatura"><figcaption>A primeira semana de setembro poderá ser mais quente do que o normal sobretudo no Centro e Sul, enquanto grande parte do Norte deverá manter temperaturas mais próximas da média climatológica.</figcaption></figure><p>Naturalmente, tratando-se de uma previsão a médio prazo, ainda poderão surgir alterações. Contudo, os mapas disponíveis neste momento sugerem uma mudança relativamente consistente: <strong>a instabilidade do final de agosto deverá dar lugar a uma primeira semana de setembro dominada pelas altas pressões, ausência de chuva e recuperação significativa das temperaturas.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-de-1-de-setembro-podera-impor-se-uma-situacao-de-nao-possiveis-efeitos-no-tempo-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A época de incêndios florestais em África está a tornar-se mais curta. Saiba porquê]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-epoca-de-incendios-florestais-em-africa-esta-a-tornar-se-mais-curta-saiba-porque.html</link><pubDate>Wed, 26 Aug 2026 08:43:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O continente africano, que é o maior foco de incêndios florestais do planeta, representa em média cerca de 70% da área ardida do mundo a cada ano.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-epoca-de-incendios-florestais-em-africa-esta-a-tornar-se-mais-curta-saiba-porque-1787081024748.jpg" data-image="ll6fnzimkf7b" alt="Incêndios florestais em África" title="Incêndios florestais em África"><figcaption>África, além de ser o maior foco de incêndios florestais do planeta, liberta cerca de metade das emissões globais de gases com efeito de estufa associados a incêndios e queimas de vegetação.</figcaption></figure><p>Um novo estudo, publicado no <em>Geophysical Research Letters</em>, aponta que a <strong>época de incêndios florestais em África se tornou mais curta</strong> nas últimas três décadas.</p><h2>Qual a razão da diminuição de incêndios florestais em África?</h2><p>No referido estudo os cientistas analisaram registos diários de precipitação de três conjuntos de dados independentes de três décadas, abrangendo o período de 1990 a 2023. De seguida, compararam estes dados com observações de satélite da área ardida e da contagem de incêndios entre 2003 e 2022.</p><div class="texto-destacado">As observações de satélite revelaram uma tendência inesperada nas últimas três décadas:<strong> a quantidade de terra queimada em todo o continente tem vindo a diminuir constantemente.</strong></div><p>O novo estudo sugere uma razão importante para tal. Em vez de analisar a quantidade de chuva que cai todos os anos, os investigadores <strong>descobriram que o "momento" em que a chuva cai pode desempenhar um papel ainda maior no controlo da atividade dos incêndios florestais.</strong></p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A estação seca em África tornou-se mais curta, esta começa mais tarde tanto no Norte como no Sul do continente.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>No Norte de África, o início da estação seca atrasou-se cerca de 1,75 dias por década, enquanto no Sul de África o atraso foi menor, de cerca de 0,4 dias por década. A ligação entre uma estação seca mais curta e a redução da área ardida é mais forte no Norte de África. No Sul é mais fraca, indicando que outros fatores também influenciam a atividade dos incêndios florestais, designadamente as atividades humanas.</p><p><strong>A análise mostra que a estação seca em África tem vindo a tornar-se mais curta porque as chuvas estão a chegar mais tarde no período em que as paisagens normalmente começariam a secar, </strong>deixando menos tempo para a vegetação se tornar inflamável.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-epoca-de-incendios-florestais-em-africa-esta-a-tornar-se-mais-curta-saiba-porque-1787081319239.jpg" data-image="33308obo5g9p" alt="África" title="África"><figcaption>A estação seca em África está a tornar-se mais curta</figcaption></figure><p>Os cientistas afirmaram que <strong>a precipitação aumentou no início do que seria normalmente a estação seca. </strong></p><div class="texto-destacado">Estas chuvas precoces mantêm o solo e a vegetação húmidos durante mais tempo, reduzindo a secura das gramíneas e de outros combustíveis que permitem que os incêndios se iniciem e se propaguem.</div><p>O efeito refletiu-se em reduções generalizadas da área ardida em toda a África, com as maiores reduções durante os meses de pico de incêndios: dezembro no Norte de África e agosto no Sul de África.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O estudo conclui que o momento da chuva, e não apenas a quantidade total de chuva, pode ajudar a explicar o porquê.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>No entanto, os autores também referem que outros fatores influenciam a atividade dos incêndios florestais, tais como as atividades humanas. Em muitas partes do Sul de África, a expansão da agricultura, das estradas e de outros empreendimentos fragmentaram a paisagem, interrompendo extensões contínuas de vegetação que, de outra forma, permitiriam que os incêndios se propagassem por grandes áreas.</p><p><strong>As práticas de gestão do fogo também podem estar a desempenhar um papel mais importante do que o clima isoladamente</strong>.</p><h2>Uma estação seca em transformação</h2><p><strong>Os incêndios florestais dependem de três ingredientes principais: algo para arder, condições meteorológicas que permitam a propagação do fogo e uma fonte de ignição, como raios ou atividades humanas.</strong> Em África, muitos dos incêndios são deliberadamente provocados por pessoas para gestão da terra ou agricultura.</p><p>Em grande parte de África, as gramíneas fornecem combustível abundante durante a estação seca, após meses de rápido crescimento na estação das chuvas.</p><p>Este estudo permitiu investigar como<strong> as alterações nos padrões de precipitação se alinhavam com as alterações na atividade dos incêndios florestais</strong> no Norte e no Sul de África. </p><div class="texto-destacado">Os resultados mostram um padrão claro. Em todo o continente, a estação seca tornou-se mais curta nas últimas três décadas, principalmente porque está a começar mais tarde do que antes.</div><p>O início tardio não se deve ao facto de a estação das chuvas durar muito mais tempo no geral, mas sim ao facto da <strong>precipitação aumentar especificamente no início do que seria normalmente a estação seca</strong>. Estas chuvas atrasam o momento em que as gramíneas secam o suficiente para arderem facilmente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="742207" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-transicao-da-floresta-africana-de-sumidouro-a-fonte-de-carbono.html" title="A transição da floresta africana de sumidouro a fonte de carbono">A transição da floresta africana de sumidouro a fonte de carbono</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-transicao-da-floresta-africana-de-sumidouro-a-fonte-de-carbono.html" title="A transição da floresta africana de sumidouro a fonte de carbono"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-transicao-da-floresta-africana-de-sumidouro-a-fonte-de-carbono-1764692651456_320.png" alt="A transição da floresta africana de sumidouro a fonte de carbono"></a></article></aside><p>Os autores afirmaram que a época de incêndios em África espelha de perto a sua estação seca.</p><p>As descobertas podem ter <strong>implicações práticas que vão para além de explicar porque é que a área ardida em África tem vindo a diminui</strong><strong>r</strong>. Muitos sistemas de previsão de incêndios dependem fortemente dos totais de precipitação, da temperatura e das condições de seca. </p><div class="texto-destacado">Este estudo sugere que prestar mais atenção ao momento das chuvas pode melhorar as previsões de quando as paisagens provavelmente se tornarão inflamáveis. </div><p><strong>Esta informação pode ajudar os gestores de incêndios a prepararem-se para épocas particularmente ativas</strong>, a alocar recursos de combate a incêndios de forma mais eficaz e a compreender melhor como a mudança nos padrões de chuva pode afetar o risco futuro de incêndios florestais à medida que o clima continua a mudar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-epoca-de-incendios-florestais-em-africa-esta-a-tornar-se-mais-curta-saiba-porque-1787082237346.jpg" data-image="ahyn4knz6qx3" alt="Bombeiros em África" title="Bombeiros em África"><figcaption>O conhecimento do novo padrão de chuvas em África ajuda as autoridades na gestão dos incêndios</figcaption></figure><p>O estudo destaca ainda um importante aviso, de que <strong>as alterações climáticas não alteram apenas a quantidade de chuva que cai, mas também pode remodelar quando cai.</strong> Estas alterações no momento sazonal podem ter grandes consequências para os ecossistemas, mesmo que a precipitação anual se altere apenas ligeiramente.</p><p>No caso de<strong> África, algumas semanas extra de chuva no início da estação seca parecem ser suficientes para reduzir o tempo que a vegetação tem para secar, diminuindo a época de incêndios florestais</strong> no continente e deixando menos milhões de hectares de terra queimada todos os anos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Mohammed%2C%20S.%2C%20Xu%2C%20X.%2C%20Jia%2CG." data-year="2026" data-title="Burned%20Area%20Over%20Africa%20Reduced%20by%20Shortened%20Dry%20Season" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1029%2F2026GL121751">Mohammed, S., Xu, X., Jia,G.. (2026). <a href="https://doi.org/10.1029/2026GL121751" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Burned Area Over Africa Reduced by Shortened Dry Season</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-epoca-de-incendios-florestais-em-africa-esta-a-tornar-se-mais-curta-saiba-porque.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Oídio: a doença que gosta de calor seco e de noites húmidas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/oidio-a-doenca-que-gosta-de-calor-seco-e-de-noites-humidas.html</link><pubDate>Wed, 26 Aug 2026 07:27:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Ao contrário de quase todas as doenças das plantas, esta não precisa de chuva para se instalar. Prospera nas semanas secas de agosto e usa a humidade da noite para se multiplicar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/oidio-a-doenca-que-gosta-de-calor-seco-e-de-noites-humidas-1787591745233.png" data-image="1rm635bvdkgp"><figcaption>Nas curgetes, o oídio começa pelas folhas mais velhas e alastra depressa em semanas quentes e secas. </figcaption></figure><p>Há uma regra que se aprende cedo na horta: <strong>fungo gosta de humidade, por isso as doenças aparecem quando chove</strong>. O oídio é a exceção que estraga a regra, e é por isso que apanha tanta gente desprevenida.</p><p>Aparece precisamente naquelas semanas de agosto em que não cai uma gota, com dias quentes e secos. Começa por umas <strong>manchas de pó branco na folha</strong>, como se alguém tivesse espalhado farinha, e em poucos dias está espalhado pela planta toda.</p><h2>Porque é que esta doença é diferente das outras</h2><p>A maioria dos fungos que atacam as plantas precisa de água líquida sobre a folha para germinar. É o caso do míldio, que só arranca depois de uma chuvada.</p><div class="texto-destacado"><strong> Oídio- Doença provocada por fungos que se desenvolvem à superfície das folhas, sem penetrarem nos tecidos profundos. Ao contrário da maioria, não precisa de chuva nem de folhas molhadas para germinar. Basta-lhe humidade elevada no ar, que encontra nas noites de fim de verão.</strong></div><p>O<strong> oídio </strong>dispensa isso. Instala-se com humidade no ar e, curiosamente, a chuva forte até o prejudica, porque lava o pó branco das folhas. É a razão pela qual <strong>aparece em anos secos</strong> e desaparece em anos chuvosos, ao contrário de tudo o resto na horta.</p><h2>O ciclo diário que explica tudo</h2><p>Agosto oferece-lhe a combinação perfeita, e é uma combinação de duas partes do dia.</p><p><strong>Durante o dia, temperaturas entre os 20 e os 27 ºC, que é a faixa em que trabalha melhor</strong>. Acima dos 32 ºC abranda bastante, e é por isso que nas ondas de calor mais severas parece parar. Durante a <strong>noite</strong>, a humidade do ar sobe muito, sobretudo com o arrefecimento das últimas semanas do mês, e <strong>é nesse período que os esporos germinam e se multiplicam</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Dias quentes e secos, noites húmidas. É esta alternância, e não a chuva, que faz o oídio explodir no fim do verão.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Junte-se a isto o facto de que <strong>o vento transporta os esporos a grandes distâncias</strong> e percebe-se porque uma horta inteira pode ficar afetada em poucos dias, sem que tenha caído qualquer chuva.</p><h2>Onde procurar e o que se vê</h2><p>Comece pelas folhas mais velhas e pelas que estão em zonas de sombra, no interior da planta, onde o ar circula menos e a humidade se mantém mais tempo. Na <strong>tabela abaixo</strong> encontra alguns exemplos de culturas da horta afectadas pelo oídio.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Cultura</p></th><th scope="col"><p>Onde aparece primeiro</p></th><th scope="col"><p>O que se vê</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Curgete e abóbora</p></td><td><p>Folhas mais velhas, junto à base</p></td><td><p>Manchas brancas circulares que se juntam</p></td></tr><tr><td><p>Videira</p></td><td><p>Folhas novas e cachos</p></td><td><p>Pó cinzento e bagos que racham</p></td></tr><tr><td><p>Tomateiro</p></td><td><p>Folhas do terço inferior</p></td><td><p>Manchas amareladas com pó branco por baixo</p></td></tr><tr><td><p>Pepino</p></td><td><p>Página superior das folhas</p></td><td><p>Cobertura branca que amarelece o tecido</p></td></tr><tr><td><p>Roseira e aromáticas</p></td><td><p>Rebentos novos</p></td><td><p>Folhas deformadas e enroladas</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Culturas da horta afectadas pelo oídio. Fonte: elaboração própria.</td></tr></tbody></table><p>Um pormenor útil para distinguir de outras doenças: <strong>o pó do oídio sai se esfregar a folha com o dedo</strong>. Se a mancha permanecer, provavelmente não é oídio.</p><h2>Prevenir é sobretudo dar espaço e ar</h2><p>Como o fungo precisa de ar parado e húmido, quase tudo se joga na <strong>forma como a horta está organizada</strong>.</p><p><strong>Dê espaço às plantas</strong>. Um canteiro apinhado é uma estufa de humidade. Conduza na vertical o que puder, tutorando tomateiros e pepinos, e retire as folhas mais velhas junto à base, aquelas que já não produzem nada e apenas travam a circulação do ar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/oidio-a-doenca-que-gosta-de-calor-seco-e-de-noites-humidas-1787591780765.png" data-image="rfltys4ug53l"><figcaption>Ataque numa fase inicial, quando ainda é fácil travar. Poucos dias depois, a planta pode estar toda coberta. </figcaption></figure><p><strong>Regue de manhã e sempre no solo</strong>, nunca por cima da folhagem. Molhar as plantas ao fim do dia prolonga a humidade noturna, que é exatamente aquilo de que o fungo precisa.</p><p><strong>E não exagere no azoto</strong>. Rebentos tenros em excesso são o tecido preferido do fungo, e uma planta empanturrada de adubo azotado é um alvo fácil.</p><h2>Se já apareceu, o essencial é travar a expansão</h2><p>Comece por <strong>cortar e retirar as folhas mais atacadas</strong>, sem as deixar no chão da horta nem as pôr no composto, porque continuam a libertar esporos.</p><p>Depois, <strong>aja cedo</strong>. O oídio é muito mais fácil de travar no início, quando são só duas ou três manchas, do que quando já cobriu a planta. Vigie a horta de dois em dois dias nesta altura do ano.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785282" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/tomate-rachado-e-podridao-apical-o-que-a-falta-de-agua-faz-aos-frutos-no-fim-do-verao.html" title="Tomate rachado e podridão apical: o que a falta de água faz aos frutos no fim do verão">Tomate rachado e podridão apical: o que a falta de água faz aos frutos no fim do verão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/tomate-rachado-e-podridao-apical-o-que-a-falta-de-agua-faz-aos-frutos-no-fim-do-verao.html" title="Tomate rachado e podridão apical: o que a falta de água faz aos frutos no fim do verão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tomate-rachado-e-podridao-apical-o-que-a-falta-de-agua-faz-aos-frutos-no-fim-do-verao-1787591060134_320.png" alt="Tomate rachado e podridão apical: o que a falta de água faz aos frutos no fim do verão"></a></article></aside><p>Vale ainda a pena escolher<strong> variedades tolerantes na próxima sementeira</strong>, sobretudo em aboborinhas e pepinos, onde a diferença entre variedades é enorme e se nota logo no primeiro ano.</p><p>Antes de mais nada, olhe para dois números na previsão da sua zona:<strong> as máximas e a humidade relativa da noite</strong>. Se as tardes andarem entre os 20 e os 27 ºC e as noites forem húmidas, como é comum em Coimbra ou em Leiria no fim de agosto, é altura de olhar para as folhas todos os dias.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/oidio-a-doenca-que-gosta-de-calor-seco-e-de-noites-humidas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva, vento e trovoadas estão de regresso: mapas da Meteored revelam as zonas mais afetadas nas próximas horas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-vento-e-trovoadas-estao-de-regresso-mapas-da-meteored-revelam-as-zonas-mais-afetadas-nas-proximas-horas.html</link><pubDate>Wed, 26 Aug 2026 06:09:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A instabilidade regressa a Portugal continental. Chuva por vezes forte, vento e trovoadas poderão marcar quarta e quinta-feira, sobretudo no Norte e Centro.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb0pkse"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb0pkse.jpg" id="xb0pkse"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal continental prepara-se para uma nova alteração do padrão meteorológico, após uma terça-feira (25) marcada por condições mais estáveis. A aproximação de uma perturbação atlântica deverá trazer um cenário mais instável, com <strong>chuva, vento e possibilidade de trovoada em algumas regiões</strong>.</p><h2>Quarta-feira traz uma nova intensificação da chuva</h2><p>O estado do tempo vai sofrer uma mudança significativa nas próximas horas, com <strong>quarta-feira (26) a trazer um agravamento da instabilidade</strong>, sobretudo nas regiões Norte e Centro.</p><p>De acordo com os mapas do modelo ECMWF, a precipitação deverá entrar pelo litoral e avançar progressivamente para o interior. O cenário aponta para períodos de chuva, passando gradualmente a aguaceiros de norte para sul, podendo estes ser por vezes fortes no Norte e Centro.</p><p>Os acumulados previstos começam rapidamente a tornar-se expressivos. Até ao final de quarta-feira, o modelo aponta para valores próximos de <strong>41 mm em Braga, 28 mm no Porto, 21,5 mm em Viseu e Leiria e cerca de 17 mm em Aveiro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-vento-e-trovoadas-estao-de-regresso-mapas-da-meteored-revelam-as-zonas-mais-afetadas-nas-proximas-horas-1787682985431.jpg" data-image="ytg5e94ztjb0" alt="Chuva acumula mais de 40 mm no Minho até ao final de quarta-feira" title="Chuva acumula mais de 40 mm no Minho até ao final de quarta-feira"><figcaption>Precipitação acumulada prevista pelo modelo ECMWF até às 23h de quarta-feira (26). Os maiores acumulados concentram-se no Norte e em parte do Centro.</figcaption></figure><p>No Sul, o cenário será bastante diferente, com quantidades de precipitação significativamente inferiores. Lisboa poderá rondar os <strong>8 mm</strong>, enquanto em Évora e Beja os valores previstos ficam perto dos <strong>6 e 3 mm</strong>, respetivamente.</p><p>Esta diferença evidencia o forte contraste entre o Noroeste e o Sul do país durante a primeira fase deste episódio.</p><h2>Norte poderá ultrapassar os 50 mm até quinta-feira</h2><p>A precipitação deverá prolongar-se por <strong>quinta-feira (27)</strong>, fazendo aumentar consideravelmente os acumulados, sobretudo no Noroeste.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785430" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-madrugada-de-sexta-feira-28-de-agosto-estas-duas-cidades-irao-registar-temperaturas-minimas-abaixo-dos-10-c.html" title="Na madrugada de sexta-feira, 28 de agosto, estas duas cidades irão registar temperaturas mínimas abaixo dos 10 ºC">Na madrugada de sexta-feira, 28 de agosto, estas duas cidades irão registar temperaturas mínimas abaixo dos 10 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-madrugada-de-sexta-feira-28-de-agosto-estas-duas-cidades-irao-registar-temperaturas-minimas-abaixo-dos-10-c.html" title="Na madrugada de sexta-feira, 28 de agosto, estas duas cidades irão registar temperaturas mínimas abaixo dos 10 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/na-madrugada-de-sexta-feira-28-de-agosto-estas-duas-cidades-irao-registar-temperaturas-minimas-abaixo-dos-10-c-1787664261901_320.jpg" alt="Na madrugada de sexta-feira, 28 de agosto, estas duas cidades irão registar temperaturas mínimas abaixo dos 10 ºC"></a></article></aside><p>Quando contabilizada a chuva prevista durante todo o episódio, o ECMWF aponta para cerca de <strong>60 mm em Braga, 54 mm no Porto, 46 mm em Vila Real e 44 mm em Viseu</strong>. Em Aveiro poderão acumular-se aproximadamente 33 mm e em Coimbra cerca de 31 mm.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-vento-e-trovoadas-estao-de-regresso-mapas-da-meteored-revelam-as-zonas-mais-afetadas-nas-proximas-horas-1787683053537.jpg" data-image="g3004twoh2hw" alt="Acumulados podem chegar aos 60 mm no Noroeste" title="Acumulados podem chegar aos 60 mm no Noroeste"><figcaption>Precipitação acumulada prevista pelo ECMWF até às 23h de quinta-feira (27). O Noroeste deverá concentrar as maiores quantidades de chuva deste episódio.</figcaption></figure><p>Mais uma vez, o contraste com o Sul será evidente. Lisboa deverá ficar perto dos <strong>13 mm</strong>, enquanto Évora e Beja apresentam acumulados na ordem dos <strong>7 e 3 mm</strong>, respetivamente.</p><p>Assim, será principalmente <strong>a norte do sistema Montejunto-Estrela, e particularmente no Noroeste</strong>, que a precipitação terá maior expressão.</p><h2>Trovoadas? O risco existe, mas deverá ser localizado</h2><p>A passagem desta perturbação poderá também favorecer <strong>alguma atividade elétrica</strong>, embora os mapas não indiquem um episódio generalizado de trovoadas em Portugal continental.</p><p>Na manhã de quarta-feira, o ECMWF concentra os principais sinais junto ao litoral Norte e ao largo da costa ocidental. Pelas 09h, surgem valores próximos de <strong>0,39 raios/km² em Braga e 0,08 raios/km² no Porto</strong>, enquanto a generalidade do território apresenta valores nulos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-vento-e-trovoadas-estao-de-regresso-mapas-da-meteored-revelam-as-zonas-mais-afetadas-nas-proximas-horas-1787683253953.jpg" data-image="b84bbveot54u" alt="Atividade elétrica poderá surgir de forma localizada no Norte" title="Atividade elétrica poderá surgir de forma localizada no Norte"><figcaption>Densidade de raios prevista pelo ECMWF para as 09h de quarta-feira (26). A atividade elétrica prevista concentra-se sobretudo no litoral Norte e ao largo da costa.</figcaption></figure><p>Durante as horas seguintes, o sinal de atividade elétrica torna-se mais disperso e enfraquece consideravelmente. Na quinta-feira, os mapas mostram apenas valores residuais e muito localizados.</p><p>Ainda assim, o IPMA admite <strong>possibilidade de trovoadas nas regiões Norte e Centro na quarta-feira</strong> e, na quinta-feira, aguaceiros que poderão ser ocasionalmente acompanhados de trovoada e granizo.</p><h2>Rajadas de vento podem superar os 50 km/h</h2><p>O vento será outro dos elementos a acompanhar durante este episódio. <strong>As rajadas deverão intensificar-se durante quarta-feira</strong>, inicialmente junto ao litoral e posteriormente também em várias zonas do interior.</p><p>Ao início da tarde, o ECMWF já projeta rajadas próximas dos <strong>50 km/h em vários pontos do território</strong>, com valores localmente superiores.</p><p>A situação deverá manter-se durante quinta-feira, quando o vento volta a ganhar intensidade em várias regiões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-vento-e-trovoadas-estao-de-regresso-mapas-da-meteored-revelam-as-zonas-mais-afetadas-nas-proximas-horas-1787683420013.jpg" data-image="p8pkrqqlvph7" alt="Rajadas podem superar os 50 km/h em várias regiões" title="Rajadas podem superar os 50 km/h em várias regiões"><figcaption>Rajadas de vento previstas pelo ECMWF para as 15h de quinta-feira (27). Valores próximos ou superiores a 50 km/h surgem em várias zonas do território.</figcaption></figure><p>Pelas 15h, o modelo aponta para cerca de <strong>55 km/h no Porto, 53 km/h em Braga, 55 km/h em Viseu, 51 km/h em Guarda e 54 km/h em Portalegre</strong>.</p><p>A conjugação de <strong>vento, precipitação por vezes intensa e possibilidade localizada de trovoada</strong> deverá, assim, proporcionar dois dias marcados por condições meteorológicas adversas em várias regiões.</p><h2>Quando começa a melhorar o tempo?</h2><p>Apesar da persistência da instabilidade durante quinta-feira, a evolução prevista aponta para uma <strong>diminuição gradual da precipitação posteriormente</strong>.</p><p>Na sexta-feira ainda poderão ocorrer períodos de chuva ou aguaceiros no Norte e Centro, mas a fase mais significativa deste episódio deverá ficar concentrada entre quarta e quinta-feira.</p><p>O <strong>Noroeste será a região a acompanhar com maior atenção</strong>, não só pela persistência da precipitação, mas também pelos acumulados que poderão atingir ou mesmo ultrapassar localmente os <strong>50 a 60 mm</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-vento-e-trovoadas-estao-de-regresso-mapas-da-meteored-revelam-as-zonas-mais-afetadas-nas-proximas-horas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[El Niño deu uma pausa? Entenda porque é que não há mudança para um evento muito forte]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/el-nino-deu-uma-pausa-entenda-por-que-nao-ha-mudanca-para-um-evento-muito-forte.html</link><pubDate>Wed, 26 Aug 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após semanas de aquecimento acelerado, as anomalias na região de monitorização do El Niño estagnaram em 1,8 °C. Mas será que isso quer dizer que o Super El Niño perdeu a força?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-deu-uma-pausa-entenda-por-que-pequenas-oscilacoes-nao-mudam-o-rumo-do-fenomeno-1787590223835.png" data-image="t468s45he7ud" alt="Anomalia de temperatura da superfície do mar em 24 de agosto de 2026 em relação à 1991-2020, com base nos dados do ERA5. Créditos: Meteored/C3S/Copernicus." title="Anomalia de temperatura da superfície do mar em 24 de agosto de 2026 em relação à 1991-2020, com base nos dados do ERA5. Créditos: Meteored/C3S/Copernicus."><figcaption>Anomalia de temperatura da superfície do mar a 24 de agosto de 2026 em relação a 1991-2020, com base nos dados do ERA5. Créditos: Meteored/C3S/Copernicus.</figcaption></figure><p>Após uma sequência de elevações expressivas nas anomalias de temperatura da superfície do mar (TSM) nos últimos meses, o<strong> El Niño mostrou uma desaceleração temporária nas últimas semanas</strong>. Segundo atualização semanal da NOAA divulgada na passada segunda-feira (24), a <strong>anomalia relativa de TSM</strong> na região <strong>Niño 3.4 permaneceu em +1,8 °C</strong> na última semana, mantendo o mesmo valor das<strong> 2 semanas anteriores</strong>. Já a anomalia absoluta, que considera o aquecimento de fundo dos oceanos, registou uma ligeira queda em relação à semana anterior, de +2,7 °C para +2,6 °C.<strong> Mas afinal, o que é que isto significa?</strong></p><h2>Pequenas oscilações fazem parte da evolução do El Niño</h2><p>Embora o comportamento tenha chamado a atenção de quem acompanha os indicadores do Pacífico tropical,<strong> variações de curto prazo são comuns</strong> e <strong>não representam </strong>necessariamente<strong> uma mudança na tendência </strong><strong>do fenómeno</strong>, que já tem vindo a bater recordes de aquecimento e com previsão do seu pico atingir um valor histórico.</p><div class="texto-destacado">Ao contrário do que muitos imaginam, o El Niño não evolui de forma contínua e linear. Mesmo durante eventos muito fortes, é normal que ocorram períodos de estabilização ou até mesmo pequenas quedas temporárias nas anomalias de TSM.</div><p>Isto acontece porque os <strong>índices semanais são influenciados</strong> por diversos <strong>processos atmosféricos</strong> e oceânicos de <strong>menor escala </strong>e mais <strong>curta duração</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-deu-uma-pausa-entenda-por-que-pequenas-oscilacoes-nao-mudam-o-rumo-do-fenomeno-1787590240987.png" data-image="0lm69g1amvc6" alt="Evolução da anomalia relativa (azul) e absoluta (laranja) semanal de TSM desde 15/04/2026, destacando a estabilização do aquecimento nas últimas semanas (círculo vermelho). Créditos: Meterored." title="Evolução da anomalia relativa (azul) e absoluta (laranja) semanal de TSM desde 15/04/2026, destacando a estabilização do aquecimento nas últimas semanas (círculo vermelho). Créditos: Meterored."><figcaption>Evolução da anomalia relativa (azul) e absoluta (laranja) semanal de TSM desde 15/04/2026, destacando a estabilização do aquecimento nas últimas semanas (círculo vermelho). Créditos: Meterored.</figcaption></figure><p>Por esta razão, os <strong>centros climáticos</strong> internacionais <strong>utilizam</strong> principalmente <strong>médias mensais</strong> e <strong>trimestrais</strong> para <strong>avaliar</strong> a intensidade e a evolução do <strong>fenómeno</strong>, e não médias semanais.</p><p>Uma <strong>variação de alguns décimos de grau</strong> ao longo de uma semana, portanto, <strong>não é suficiente</strong> para <strong>caracterizar</strong> um <strong>enfraquecimento</strong> do evento - assim como também não serve como um indicador da magnitude final do evento.</p><h2>A MJO teve impacto mais limitado</h2><p>Um dos fatores que pode ajudar a explicar a recente estabilização do El Niño foi o comportamento da <strong>Oscilação Madden-Julian </strong>(MJO), um importante padrão de variabilidade tropical capaz de influenciar temporariamente as condições atmosféricas sobre o Pacífico equatorial. Quando ativa sobre as fases 6 e 7, pode aumentar o aquecimento na região do Niño 3.4.</p><p><strong>Durante agosto, a MJO avançou brevemente para a fase 6</strong>, no entanto, a sua <strong>amplitude</strong> permaneceu apenas <strong>moderada</strong> e por um <strong>período</strong> relativamente <strong>curto</strong>, limitando a ocorrência de anomalias de vento de oeste mais persistentes sobre o Pacífico equatorial.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-deu-uma-pausa-entenda-por-que-pequenas-oscilacoes-nao-mudam-o-rumo-do-fenomeno-1787590309654.png" data-image="77v0581t42nb" alt="Figura 1. Evolução da Oscilação Madden-Julian (MJO) entre julho e agosto de 2026." title="Figura 1. Evolução da Oscilação Madden-Julian (MJO) entre julho e agosto de 2026."><figcaption>Figura 1. Evolução da Oscilação Madden-Julian (MJO) entre julho (azul) e agosto (vermelho) de 2026. Créditos: CPC/NOAA.</figcaption></figure><p>As <strong>previsões indicavam</strong> que a <strong>MJO poderia favorecer </strong>condições mais propícias ao<strong> aquecimento</strong> do oceano durante a <strong>segunda quinzena de agosto</strong>. No entanto, essa <strong>atuação</strong> acabou por ser<strong> mais fraca </strong>do <strong>que o esperado</strong>, reduzindo o impulso adicional que poderia acelerar o aumento das anomalias no período. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-nova-previsao-aponta-evento-excepcional-com-anomalia-superior-a-3-4-c.html" title="Super El Niño: nova previsão aponta evento excecional com anomalia superior a 3,4 °C">Super El Niño: nova previsão aponta evento excecional com anomalia superior a 3,4 °C</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-nova-previsao-aponta-evento-excepcional-com-anomalia-superior-a-3-4-c.html" title="Super El Niño: nova previsão aponta evento excecional com anomalia superior a 3,4 °C"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-nova-previsao-aponta-evento-excepcional-com-anomalia-superior-a-3-4-c-1787174595191_320.png" alt="Super El Niño: nova previsão aponta evento excecional com anomalia superior a 3,4 °C"></a></article></aside><p>Isto não significa que o El Niño perdeu força, mas apenas que um dos mecanismos capazes de intensificar o aquecimento não se manifestou da forma prevista.</p><h2>Previsões atualizadas indicam anomalias de 3,5 °C no pico do evento</h2><p><strong>Apesar da pausa observada </strong>nas últimas semanas, os <strong>indicadores</strong> <strong>oceânicos</strong> e <strong>atmosféricos</strong> <strong>continuam</strong> <strong>compatíveis</strong> com um<strong> El Niño muito forte</strong> - ou um “Super El Niño”, como convencionado pelos media. Além disso, os <strong>modelos climáticos</strong> continuam a prever anomalias <strong>excecionalmente elevadas </strong>durante a primavera e o início do verão no Hemisfério Sul, podendo alcançar cerca de<strong> 3,5 °C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-deu-uma-pausa-entenda-por-que-pequenas-oscilacoes-nao-mudam-o-rumo-do-fenomeno-1787590329958.png" data-image="jyvo9guf22ei" alt="Previsão de anomalia de TSM do conjunto de modelos do IRI, iniciada em agosto, destacando o valor máximo previsto pela média dos modelos. Créditos: Meteored/IRI." title="Previsão de anomalia de TSM do conjunto de modelos do IRI, iniciada em agosto, destacando o valor máximo previsto pela média dos modelos. Créditos: Meteored/IRI."><figcaption>Previsão de anomalia de TSM do conjunto de modelos do IRI, iniciada em agosto, destacando o valor máximo previsto pela média dos modelos. Créditos: Meteored/IRI.</figcaption></figure><p>Por isso, <strong>é necessário cautela na interpretação dos números semanais</strong>. Mais importante do que observar pequenas oscilações de curto prazo é acompanhar a tendência de longo prazo, que ainda aponta para a manutenção de um evento excecionalmente intenso nos próximos meses.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/el-nino-deu-uma-pausa-entenda-por-que-nao-ha-mudanca-para-um-evento-muito-forte.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[5 empresas conhecidas que foram alvo de ações judiciais por venderem produtos alimentares associados ao cancro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/5-empresas-conhecidas-que-foram-alvo-de-acoes-judiciais-por-venderem-produtos-alimentares-associados-ao-cancro.html</link><pubDate>Tue, 25 Aug 2026 16:21:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Estes alertas mundiais sobre substâncias nocivas já não são um fenómeno isolado, mas sim uma onda global de consumidores e governos que exigem a retirada das prateleiras de qualquer produto que coloque em risco a saúde pública.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/5-empresas-populares-que-han-sido-demandadas-por-vender-productos-alimenticios-asociados-al-cancer-1787457325762.jpg" data-image="6f9ygrsx78ey" alt="La exposición al calor y la luz puede estimular la formación de benceno en algunas bebidas que contienen sales de benzoato y vitamina C." title="La exposición al calor y la luz puede estimular la formación de benceno en algunas bebidas que contienen sales de benzoato y vitamina C."><figcaption>A exposição ao calor e à luz pode estimular a formação de benzeno em algumas bebidas que contêm sais de benzoato e vitamina C.</figcaption></figure><p>Neste artigo, abordaremos as informações que surgiram sobre outras empresas que foram apontadas e processadas por utilizarem substâncias proibidas nas suas fórmulas; este texto é uma continuação. <strong>O escrutínio não se limita à indústria cosmética ou aos pesticidas de uso agrícola</strong>; chegou até aos produtos mais comuns da despensa e dos cuidados pessoais.</p><p>Um dos casos que mais despertou preocupações no setor dos alimentos processados envolveu a Cheerios, a icónica marca de cereais de aveia. <strong>Vários testes laboratoriais e queixas de consumidores apontaram a presença de vestígios de glifosato </strong>nos seus flocos, decorrentes da utilização do produto químico na secagem das culturas antes da colheita.</p><div class="texto-destacado">Por sua vez, no setor dos cuidados pessoais, a marca Old Spice enfrentou retiradas do mercado e ações judiciais após terem sido detetados níveis preocupantes de benzeno em vários dos seus desodorizantes e antitranspirantes em aerossol.</div><p>O benzeno é um solvente industrial e um carcinogéneo humano confirmado, cuja utilização não está autorizada como ingrediente e que acabou por contaminar os propulsores das embalagens.</p><h2>Benzeno nos refrigerantes </h2><p>Esta mesma substância também foi detetada na Coca-Cola;<strong> isto resultou de análises independentes que encontraram vestígios de benzeno em certas bebidas</strong> quando o benzoato de sódio (um conservante) se combinava com a vitamina C em condições de armazenamento inadequadas.</p><p>A FDA explicou que o benzeno pode formar-se em níveis muito baixos (nível de ppb) em algumas bebidas que contêm sais de benzoato e ácido ascórbico (vitamina C) ou ácido eritórbico <strong>(uma substância muito semelhante, isómero, também conhecida como ácido d-ascórbico)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/5-empresas-populares-que-han-sido-demandadas-por-vender-productos-alimenticios-asociados-al-cancer-1787457623900.jpg" data-image="4uk0tizmfqzm" alt="El benceno es un solvente industrial y un carcinógeno humano confirmado, cuyo uso no está autorizado como ingrediente." title="El benceno es un solvente industrial y un carcinógeno humano confirmado, cuyo uso no está autorizado como ingrediente."><figcaption>O benzeno é um solvente industrial e um carcinogéneo humano confirmado, cuja utilização não é autorizada como ingrediente.</figcaption></figure><p>A exposição ao calor e à luz pode estimular a formação de benzeno em algumas bebidas que contêm sais de benzoato e ácido ascórbico (vitamina C). O benzoato de sódio ou de potássio pode ser adicionado às bebidas para inibir o crescimento de bactérias, leveduras e bolores.</p><div class="texto-destacado">Nesta análise, a FDA explicou que os resultados do inquérito da CFSAN indicam que os níveis de benzeno detetados até à data nas bebidas não representam um risco para a saúde dos consumidores.</div><p>Quase todas as amostras analisadas nesta revisão não continham benzeno ou apresentavam níveis inferiores a 5 ppb. Além disso, <strong>os níveis de benzeno em centenas de amostras analisadas por agências governamentais nacionais e internacionais</strong> e pela indústria de bebidas coincidem com os encontrados pela FDA.</p><h2> Alimentos infantis e ultraprocessados sob escrutínio <br></h2><p>O domínio da nutrição infantil tem sido particularmente delicado. A marca de alimentos para bebés Gerber tem enfrentado litígios em grande escala na sequência de relatórios parlamentares e ações coletivas que revelaram níveis significativamente elevados de metais pesados nas suas papinhas, tais como arsénio, chumbo, cádmio e mercúrio.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="712850" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/pesticida-encontrado-a-niveis-elevados-nos-produtos-menstruais-no-reino-unido.html" title="Pesticida encontrado a níveis elevados nos produtos menstruais no Reino Unido">Pesticida encontrado a níveis elevados nos produtos menstruais no Reino Unido</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/pesticida-encontrado-a-niveis-elevados-nos-produtos-menstruais-no-reino-unido.html" title="Pesticida encontrado a níveis elevados nos produtos menstruais no Reino Unido"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pesticida-encontrado-a-niveis-elevados-nos-produtos-menstruais-no-reino-unido-1748596222799_320.jpg" alt="Pesticida encontrado a níveis elevados nos produtos menstruais no Reino Unido"></a></article></aside><p>Nessa mesma linha, a gigante transnacional Nestlé foi levada a tribunal devido à presença de aditivos não regulamentados e vestígios de metais pesados em algumas das suas fórmulas lácteas e alimentos embalados para crianças pequenas, o que acendeu o debate sobre a falta de controlos rigorosos nas matérias-primas agrícolas.</p><h2>Ftalatos no queijo e nas massas</h2><p>Por fim, a empresa Kraft Heinz juntou-se à lista de empresas processadas<strong> pela presença de ftalatos nos seus produtos</strong>, particularmente nas suas conhecidas embalagens de queijo fundido e massas.</p><p>Os ftalatos são plastificantes que se infiltram a partir das embalagens sintéticas e das máquinas de processamento diretamente para os alimentos, atuando como potentes desreguladores hormonais no corpo humano.</p><p>Estas acusações em série demonstram que os processos judiciais por substâncias nocivas já não são um facto isolado, <strong>mas sim uma onda global de consumidores e governos que exigem a retirada das prateleiras de qualquer ingrediente que coloque em risco a saúde pública</strong>.</p><p>No entanto, estas ações têm-se registado sobretudo nos Estados Unidos e em alguns países da Europa; no México e na América Latina, é menos comum que exista uma vigilância tão rigorosa.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/5-empresas-conhecidas-que-foram-alvo-de-acoes-judiciais-por-venderem-produtos-alimentares-associados-ao-cancro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os meteorologistas estão muito surpreendidos com o grande tornado no sul de França: "pode ter sido um EF3"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-meteorologistas-estao-muito-surpreendidos-com-o-grande-tornado-no-sul-de-franca-pode-ter-sido-um-ef.html</link><pubDate>Tue, 25 Aug 2026 15:19:26 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O tornado destrutivo, observado durante a tarde da passada segunda-feira 24 de agosto, ter-se-á formado no seio de uma zona de tempestades supercelulares. O departamento de Aude encontrava-se em aviso laranja devido a trovoadas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb0erc2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb0erc2.jpg" id="xb0erc2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>A localidade de Pomas, no departamento de Aude, na região da Occitânia</strong>, situa-se no sul de França, a cerca de 90 km de Toulouse e a cerca de 100 km a leste da fronteira com a Espanha, e na tarde de ontem - segunda-feira, 24 de agosto - a zona foi surpreendida por um dos fenómenos meteorológicos extremos mais temidos: <strong>um grande tornado</strong>.</p><p>Embora os danos causados pela passagem deste violento tornado ainda estejam a ser avaliados, alguns meios de comunicação locais <strong>classificam-no, a título preliminar, como um tornado de categoria EF2 ou mesmo EF3</strong>.</p><div class="texto-destacado">Um tornado de categoria EF2 apresenta ventos entre 179 e 218 km/h, capazes de arrancar telhados das casas e derrubar árvores no seu percurso. Num EF3, a velocidade do vento situa-se entre os 218 e os 266 km/h.</div><p>Segundo o site Keraunos, especializado na previsão e gestão de riscos associados a fenómenos meteorológicos extremos, o tornado terá sido avistado poucos minutos depois das 17h00 e <strong>ter-se-á formado a partir de "uma supercélula clássica, muito ativa e bem definida"</strong>. </p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">A destacar 2 cosas:<br><br>El Mediterráneo no está para bromas, se lleva diciendo todo el verano. Una vaguada típica y se lía, no ha hecho falta ninguna situación extraordinaria.<br><br>Este tornado empieza a ser de los que poco importa que la casa sea de pladur o de piedra (posible IF-3). <a href="https://t.co/PP0yL8wacs">https://t.co/PP0yL8wacs</a></p>— Víctor M. González (@gdvictorm) <a href="https://x.com/gdvictorm/status/2091995112951726424?ref_src=twsrc%5Etfw">August 24, 2026</a></blockquote></figure><p>A zona apresentava um <strong>risco de formação de tornados de nível 3 em 4</strong> e estava sob alerta especial devido a um risco significativo de tornado desde as 14h30, hora local, afirma a Keraunos no seu relatório inicial.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr"> Cette vidéo est bien réelle !! Voilà ce quont vécu les habitants de <a href="https://x.com/hashtag/Pomas?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Pomas</a> vers 17h, au passage de cette <a href="https://x.com/hashtag/tornade?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#tornade</a> dune envergure et dune puissance exceptionnelles. Ces images ont été tournées à proximité immédiate du cône (tourbillon) touchant le sol et créant ce phénomène <a href="https://t.co/UWemTUpGoI">pic.twitter.com/UWemTUpGoI</a></p>— Guillaume Woznica (@GWoznica) <a href="https://x.com/GWoznica/status/2091985658109731319?ref_src=twsrc%5Etfw">August 24, 2026</a></blockquote></figure><p>O tornado terá atravessado uma zona habitada de Pomas, localidade rodeada por quintas, onde foram registados <strong>danos graves em telhados, árvores arrancadas pela raiz e veículos capotados</strong>. A região terá sido previamente afetada por chuvas intensas, granizo e ventos com velocidades superiores a 100 km/h.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764087" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-meteorologistas-alertam-o-corredor-de-tornados-dos-eua-esta-a-mudar-e-existe-agora-uma-nova-zona-de-risco.html" title="Os meteorologistas alertam: o corredor de tornados dos EUA está a mudar e existe agora uma nova zona de risco">Os meteorologistas alertam: o corredor de tornados dos EUA está a mudar e existe agora uma nova zona de risco</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-meteorologistas-alertam-o-corredor-de-tornados-dos-eua-esta-a-mudar-e-existe-agora-uma-nova-zona-de-risco.html" title="Os meteorologistas alertam: o corredor de tornados dos EUA está a mudar e existe agora uma nova zona de risco"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologos-advierten-que-el-corredor-de-tornados-de-ee-uu-se-esta-desplazando-ahora-hay-una-nueva-zona-de-riesgo-1776153942794_320.jpeg" alt="Os meteorologistas alertam: o corredor de tornados dos EUA está a mudar e existe agora uma nova zona de risco"></a></article></aside><p>Os meios de comunicação locais dão conta dos danos causados pela passagem do tornado por Pomas na passada segunda-feira, dia 24. As informações publicadas pelo jornal La Dépêche referem-se a <strong>300 habitações afetadas</strong>, de acordo com a atualização feita pelo presidente da câmara de Aude durante a noite.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr">Bienvenue dans lAude <a href="https://x.com/hashtag/tornade?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#tornade</a> <a href="https://x.com/hashtag/Pomas?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Pomas</a> <a href="https://t.co/9MmyUHM5KQ">pic.twitter.com/9MmyUHM5KQ</a></p> C.L (@LeoCtl1) <a href="https://x.com/LeoCtl1/status/2091929111253926291?ref_src=twsrc%5Etfw">August 24, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>As autoridades informaram que, até ao momento, se registavam 41 feridos</strong>, dos quais 15 tiveram de ser transportados para centros de assistência médica. As operações de busca e salvamento continuavam em curso na zona gravemente afetada pelo tornado.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Keraunos" data-year="" data-title="Tornade%20au%20sud%20de%20Carcassonne%20(Aude)%20ce%20lundi%2024%20ao%C3%BBt" data-url="https%3A%2F%2Fwww.keraunos.org%2Factualites%2Ffil-infos%2F2026%2Faout%2Ftornade-aude-carcassonne-pomas-24-aout-2026">Keraunos. <a href="https://www.keraunos.org/actualites/fil-infos/2026/aout/tornade-aude-carcassonne-pomas-24-aout-2026" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Tornade au sud de Carcassonne (Aude) ce lundi 24 août</a>.</cite><br><cite data-author="La%20Chaine%20M%C3%A9t%C3%A9o" data-year="" data-title="Tornade%20dans%20l%E2%80%99Aude%20%3A%20d%E2%80%99importants%20d%C3%A9g%C3%A2ts%20au%20sud%20de%20Carcassonne" data-url="https%3A%2F%2Factualite.lachainemeteo.com%2Factualite-meteo%2F2026-08-24%2Ftornade-dans-l-aude-d-importants-degats-au-sud-de-carcassonne-91628">La Chaine Météo. <a href="https://actualite.lachainemeteo.com/actualite-meteo/2026-08-24/tornade-dans-l-aude-d-importants-degats-au-sud-de-carcassonne-91628" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Tornade dans l’Aude : d’importants dégâts au sud de Carcassonne</a>.</cite><br><cite data-author="La%20D%C3%A9p%C3%AAche" data-year="" data-title="REPLAY.%20Orages%20%3A%20deux%20personnes%20recherch%C3%A9es%20dans%20les%20d%C3%A9combres%20d'une%20maison%20%C3%A0%20Pomas%20apr%C3%A8s%20la%20tornade" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ladepeche.fr%2F2026%2F08%2F24%2Fdirect-orages-7500-foyers-sans-electricite-dans-les-landes-16-departements-du-sud-en-alerte-orange-a-partir-de-14h-13520503.php">La Dépêche. <a href="https://www.ladepeche.fr/2026/08/24/direct-orages-7500-foyers-sans-electricite-dans-les-landes-16-departements-du-sud-en-alerte-orange-a-partir-de-14h-13520503.php" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">REPLAY. Orages : deux personnes recherchées dans les décombres d'une maison à Pomas après la tornade</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-meteorologistas-estao-muito-surpreendidos-com-o-grande-tornado-no-sul-de-franca-pode-ter-sido-um-ef.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quando o calor ameaça o turismo, o Alentejo cria refúgios para proteger os visitantes]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quando-o-calor-ameaca-o-turismo-o-alentejo-cria-refugios-para-proteger-os-visitantes.html</link><pubDate>Tue, 25 Aug 2026 15:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas extremas obrigam os municípios a repensar espaços e formas de acolher turistas durante os períodos mais quentes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-o-calor-ameaca-o-turismo-o-alentejo-cria-refugios-para-proteger-os-visitantes-1787660925092.jpg" data-image="fg7tstb6a8fq" alt="Almodôvar, Alentejo" title="Almodôvar, Alentejo"><figcaption>Almodôvar está a construir a sua rede de refúgios climáticos para visitantes, contando já com sete espaços certificados com o selo Stay Cool. Foto: Município de Almodôvar.</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Durante décadas, o <strong>verão</strong> foi um dos maiores trunfos do turismo português. Dias longos, temperaturas elevadas e uma paisagem dominada por <strong>sol e mar</strong> ajudaram a construir a imagem do país como <strong>destino de férias</strong>. Agora, o mesmo clima começa a exigir novas respostas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É nesse contexto que surgem os refúgios climáticos Stay Cool, uma rede promovida pelo Turismo de Portugal para disponibilizar espaços de conforto e proteção durante períodos de calor extremo. A iniciativa pretende reforçar a adaptação dos destinos às alterações climáticas e proteger residentes e visitantes.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>No <strong>Alentejo</strong>, essa transformação está em marcha. Cinco municípios integram atualmente a rede, com <strong>18 locais certificados</strong>. Almodôvar e Cuba concentram sete refúgios cada, enquanto Mourão dispõe de dois e Arronches e Castelo de Vide de um cada. A Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo quer agora alargar esta resposta a outros municípios.</p><h2>Um lugar para quando o calor sufoca</h2><p>Um refúgio climático não precisa de ser um equipamento construído de raiz. Pode ser uma infraestrutura pública ou privada já existente, desde que ofereça condições adequadas de proteção e conforto térmico. <strong>Bibliotecas</strong>, <strong>museus</strong>, equipamentos culturais, parques, jardins, <strong>espaços religiosos</strong> e outros locais podem integrar a rede.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A ideia é que, durante um episódio de calor intenso, visitantes e residentes tenham acesso gratuito a lugares onde possam recuperar do esforço, descansar e hidratar-se. Água potável, zonas de repouso, sombra e condições térmicas mais estáveis fazem parte da resposta.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A criação destes espaços introduz uma mudança importante na própria experiência turística. Num destino sujeito a <strong>temperaturas extremas</strong>, saber onde encontrar conforto pode tornar-se tão relevante como conhecer os monumentos, os restaurantes ou os percursos pedestres.</p><h2>A sombra no planeamento turístico</h2><p>O programa não se limita aos espaços interiores climatizados. As orientações do Turismo de Portugal incluem também medidas que podem transformar o espaço urbano, como <strong>zonas de ensombramento</strong>, <strong>vegetação</strong>, melhoria do <strong>mobiliário urbano</strong> e outras soluções capazes de reduzir a exposição ao calor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-o-calor-ameaca-o-turismo-o-alentejo-cria-refugios-para-proteger-os-visitantes-1787661135723.jpg" data-image="zri4pzyavvgn" alt="Castelo de Vide (Paço do Concelho)" title="Castelo de Vide (Paço do Concelho)"><figcaption>Conhecer uma vila alentejana já não é apenas uma questão de passear. É preciso saber onde parar, beber água e recuperar do calor. Foto de Castelo de Vide: Pedro Paulo Palazzo, CC BY-SA 2.0, Wikimedia Commons</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Uma <strong>praça com árvores</strong>, um <strong>jardim</strong> acessível ou um <strong>espaço de descanso</strong> protegido deixam de ser apenas elementos agradáveis, assumindo uma função de segurança durante os períodos mais exigentes do verão.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778000" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-a-cidade-de-beja-vai-desafiar-o-calor-e-criar-uma-rede-pioneira-de-abrigos-climaticos.html" title="Como a cidade de Beja vai desafiar o calor e criar uma rede pioneira de abrigos climáticos">Como a cidade de Beja vai desafiar o calor e criar uma rede pioneira de abrigos climáticos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-a-cidade-de-beja-vai-desafiar-o-calor-e-criar-uma-rede-pioneira-de-abrigos-climaticos.html" title="Como a cidade de Beja vai desafiar o calor e criar uma rede pioneira de abrigos climáticos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-a-cidade-de-beja-vai-desafiar-o-calor-e-criar-uma-rede-pioneira-de-abrigos-climaticos-1783687922020_320.jpg" alt="Como a cidade de Beja vai desafiar o calor e criar uma rede pioneira de abrigos climáticos"></a></article></aside><p>No interior do país, essa adaptação ganha particular importância. A própria Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo considera a expansão da rede estratégica para reforçar a competitividade do destino, sobretudo nos meses de maior calor.</p><h2>Uma rede que vai continuar a crescer</h2><p>Os 18 locais atualmente certificados são apenas o início. O Turismo de Portugal abriu, em agosto, um aviso específico para apoiar a criação e qualificação destes espaços, integrado no <strong>programa Crescer com o Turismo</strong>. A dotação é de um <strong>milhão de euros</strong> e as candidaturas destinam-se a câmaras municipais e juntas de freguesia. O incentivo é não reembolsável e pode cobrir até 80% das despesas elegíveis, com um limite de 75 mil euros por candidatura.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A rede nacional pretende, assim, reunir diferentes tipos de resposta num mesmo sistema, com localização dos espaços numa plataforma própria e articulação entre municípios, operadores turísticos e outras entidades.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A mudança é mais profunda do que parece. Durante muito tempo, o bom tempo foi apresentado como uma vantagem competitiva do turismo português. À medida que os<strong> episódios</strong><strong> de calor </strong><strong>extremo </strong>se tornam mais<strong> intensos</strong>, os destinos começam a ter de garantir algo mais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-o-calor-ameaca-o-turismo-o-alentejo-cria-refugios-para-proteger-os-visitantes-1787661494953.jpg" data-image="mi8jerewu7m7" alt="Mourão, Alentejo" title="Mourão, Alentejo"><figcaption>Em destinos sujeitos a calor extremo, saber onde encontrar conforto pode ser tão importante como identificar monumentos, restaurantes ou percursos pedestres. Foto: Município de Mourão</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Não basta oferecer um lugar para passar o verão. É preciso criar condições para que seja possível vivê-lo com segurança. E talvez essa seja uma das mudanças mais discretas que as alterações climáticas estão a trazer ao turismo. O <strong>conforto térmico</strong> está a deixar de ser apenas uma comodidade e a fazer parte da infraestrutura de um destino preparado para enfrentar fenómenos meteorológicos extremos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Turismo%20de%20Portugal" data-year="" data-title="Rede%20de%20Ref%C3%BAgios%20Clim%C3%A1ticos%20%7C%20Stay%20Cool%20%E2%80%93%20Boas%20pr%C3%A1ticas" data-url="https%3A%2F%2Fbusiness.turismodeportugal.pt%2FSiteCollectionDocuments%2Fgestao-de-risco%2Frede-refugios-climaticos-stay-cool-orientacoes-municipios.pdf">Turismo de Portugal. <a href="https://business.turismodeportugal.pt/SiteCollectionDocuments/gestao-de-risco/rede-refugios-climaticos-stay-cool-orientacoes-municipios.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Rede de Refúgios Climáticos | Stay Cool – Boas práticas</a>.</cite><br><cite data-author="Turismo%20de%20Portugal" data-year="" data-title="Rede%20de%20Ref%C3%BAgios%20Clim%C3%A1ticos%20%7C%20Stay%20Cool%20%E2%80%93%20Apresenta%C3%A7%C3%A3o" data-url="https%3A%2F%2Fbusiness.turismodeportugal.pt%2Fpt%2FGerir%2Fgestao-riscos%2FPaginas%2Frede-refugios-climaticos-stay-cool.aspx">Turismo de Portugal. <a href="https://business.turismodeportugal.pt/pt/Gerir/gestao-riscos/Paginas/rede-refugios-climaticos-stay-cool.aspx" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Rede de Refúgios Climáticos | Stay Cool – Apresentação</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quando-o-calor-ameaca-o-turismo-o-alentejo-cria-refugios-para-proteger-os-visitantes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item></channel></rss>