<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Wed, 26 Aug 2026 21:20:15 +0000</lastBuildDate><pubDate>Wed, 26 Aug 2026 21:20:15 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[18 meses de escuridão total: o evento vulcânico que destruiu as colheitas e alterou o clima da Terra no século VI]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/18-meses-de-escuridao-total-o-evento-vulcanico-que-destruiu-as-colheitas-e-alterou-o-clima-da-terra-no-seculo-vi.html</link><pubDate>Wed, 26 Aug 2026 18:11:39 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma grande erupção vulcânica escureceu o céu durante meses no ano de 536, provocou um arrefecimento repentino e desencadeou más colheitas, fome e profundas consequências sociais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/18-meses-de-oscuridad-absoluta-el-evento-volcanico-que-destruyo-cosechas-y-cambio-el-clima-de-la-tierra-en-el-siglo-vi-1787751251790.png" data-image="o6seu8mdwg94"><figcaption>A grande erupção do ano 536 provocou uma alteração no clima a nível global.</figcaption></figure><p>Houve um momento na história em que a luz do sol se tornou extremamente fraca, o verão perdeu grande parte do seu calor e as colheitas começaram a falhar. Não se tratou de um eclipse, mas sim <strong>da consequência de uma enorme perturbação vulcânica ocorrida no ano de 536</strong>.</p><p>Durante esse período, <strong>a luz do dia terá sido extraordinariamente fraca em vastas zonas da Europa, do Médio Oriente e da Ásia</strong>, com evidências climáticas que, posteriormente, permitiram comprovar que aquelas descrições não eram meros relatos apocalípticos: algo extraordinário aconteceu realmente na atmosfera terrestre.</p><h2>O que aconteceu no ano de 536?</h2><p><strong>A explicação reside numa grande erupção vulcânica cuja localização exata ainda não foi totalmente determinada, tendo sido inicialmente sugerida a Islândia</strong>, embora as investigações paleoclimáticas indiquem que o sinal vulcânico registado nos gelos e noutros registos naturais possa ser mais complexo.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Pero no fue solo una erupción.<br><br>Nuevas pruebas científicas confirman tres eventos volcánicos:<br><br> 536<br> 540<br> 547<br><br>Fue una trilogía infernal.<br>Y con ella nació la llamada:<br>Pequeña Edad de Hielo de la Antigüedad Tardía <a href="https://t.co/dzFuONzkCx">pic.twitter.com/dzFuONzkCx</a></p>— Alexandra (@Alexalvz12) <a href="https://x.com/Alexalvz12/status/1939703771816149233?ref_src=twsrc%5Etfw">June 30, 2025</a></blockquote></figure><p><span style="letter-spacing: 0.03em;">Essa erupção <strong>libertou enormes quantidades de aerossóis vulcânicos, especialmente compostos de enxofre que podem permanecer em suspensão nas camadas superiores da atmosfera</strong>. A partir daí, podem dispersar-se por enormes distâncias e reduzir a quantidade de radiação solar que atinge a superfície terrestre. As testemunhas da época perceberam precisamente essa alteração na luminosidade. <br></span></p><h3>O sol não desapareceu: a atmosfera bloqueou parte da sua luz </h3><p><strong>Falar de "18 meses de escuridão" pode levar-nos a imaginar uma noite permanente</strong>, mas não foi bem assim, uma vez que o sol continuava a nascer todos os dias, mas a sua luz chegava à superfície muito mais enfraquecida.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="224241" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/efeitos-do-vulcanismo-no-clima-historia-e-vida-na-terra.html" title="Efeitos do vulcanismo no clima, história e vida na Terra">Efeitos do vulcanismo no clima, história e vida na Terra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/efeitos-do-vulcanismo-no-clima-historia-e-vida-na-terra.html" title="Efeitos do vulcanismo no clima, história e vida na Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/efeitos-do-vulcanismo-no-clima-historia-e-vida-na-terra-224241-4_320.jpg" alt="Efeitos do vulcanismo no clima, história e vida na Terra"></a></article></aside><p><strong>O historiador bizantino Procópio descreveu que o sol emitia luz "sem brilho"</strong>, enquanto outro testemunho referia que, durante 18 meses, a luz do dia era <strong>apenas uma sombra</strong>.</p><h2>As árvores também registaram esta alteração climática</h2><p><strong>Os anéis de crescimento das árvores funcionam como uma espécie de arquivo climático natural</strong> e, quando as condições ambientais são favoráveis, certas espécies podem desenvolver anéis mais largos. Se estivermos num período frio ou desfavorável, o crescimento pode reduzir-se consideravelmente.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr"><a href="https://x.com/hashtag/Curiosidades?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Curiosidades</a> <br>La Pequeña Edad de Hielo de la Antigüedad Tardía. <br><br>1. Que la humanidad ha tenido hambrunas, guerras, genocidios, en definitiva momentos terribles, de todos es sabido. Pero parece que hay consenso entre los historiadores para designar el año 536 como el peor de la <a href="https://t.co/qjgT0WWqVh">pic.twitter.com/qjgT0WWqVh</a></p> MaléficaReturns️ (@AliciaMimundo) <a href="https://x.com/AliciaMimundo/status/1905363398046744831?ref_src=twsrc%5Etfw">March 27, 2025</a></blockquote></figure><p><strong>As reconstruções climáticas mostram que o verão de 536 foi excepcionalmente frio em numerosas regiões do hemisfério norte</strong>. Diferentes reconstruções situam a descida das temperaturas de verão na Europa entre aproximadamente 1,6 e 2,5 ºC em relação à média das décadas anteriores. </p><h3>O frio chegou no pior momento possível</h3><p>A agricultura depende de uma combinação adequada de temperatura, radiação solar e disponibilidade de água. <strong>Uma alteração brusca de qualquer um desses elementos pode reduzir o rendimento das colheitas</strong> e, se o episódio se prolongar por vários anos, as consequências podem acumular-se.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777194" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/video-viral-e-filmada-uma-erupcao-freatomagmatica-no-vulcao-taal-nas-filipinas.html" title="Vídeo viral: é filmada uma erupção freatomagmática no vulcão Taal, nas Filipinas">Vídeo viral: é filmada uma erupção freatomagmática no vulcão Taal, nas Filipinas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/video-viral-e-filmada-uma-erupcao-freatomagmatica-no-vulcao-taal-nas-filipinas.html" title="Vídeo viral: é filmada uma erupção freatomagmática no vulcão Taal, nas Filipinas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/video-viral-registran-una-erupcion-freatomagmatica-en-el-volcan-taal-filipinas-1783166471109_320.jpg" alt="Vídeo viral: é filmada uma erupção freatomagmática no vulcão Taal, nas Filipinas"></a></article></aside><p>Na Irlanda, por exemplo, as crónicas registaram, no ano de 536, uma quebra na produção de pão. E o problema não terminou nesse ano. <strong>Após a erupção de 536, ocorreram outras grandes erupções por volta de 540 e 547</strong>, prolongando e intensificando o episódio de arrefecimento. As investigações climáticas associaram esta sucessão de perturbações a um dos períodos de arrefecimento mais significativos dos últimos dois milénios.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/18-meses-de-escuridao-total-o-evento-vulcanico-que-destruiu-as-colheitas-e-alterou-o-clima-da-terra-no-seculo-vi.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estudo revela como a secura atmosférica limita a precipitação provocada por tufões e ciclones tropicais]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/estudo-revela-como-a-secura-atmosferica-limita-a-precipitacao-provocada-por-tufoes-e-ciclones-tropicais.html</link><pubDate>Wed, 26 Aug 2026 18:01:58 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Ao analisar as projeções dos modelos climáticos, os investigadores deparam-se com um fenómeno intrigante: alguns modelos preveem aumentos muito menores na precipitação do que a própria termodinâmica permitiria prever.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sequedad-atmosferica-precipitaciones-ciclones-tropicales-1787633499697.png" data-image="t8p0q4ne5tje"><figcaption>A precipitação causada por ciclones tropicais é determinada pela intensidade da tempestade, pela humidade atmosférica e pela eficiência com que essa humidade é convertida em precipitação. Ilustração apenas para fins conceptuais.</figcaption></figure><p>Published in <em>Nature Geoscience</em>, the study reveals that while a warmer atmosphere can hold more moisture, it also becomes drier, suppressing rainfall and acting as a brake on tropical cyclone precipitation.</p><p>No contexto do aquecimento global, os cientistas previram que os ciclones tropicais (incluindo tufões e furacões) irão provocar chuvas mais intensas e frequentes. A física subjacente parece intuitiva: o aumento das temperaturas permite que a atmosfera retenha mais humidade, o que, combinado com a intensificação das tempestades, <strong>deveria, teoricamente, provocar chuvas torrenciais mais destrutivas</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>No entanto, ao analisar as projeções dos modelos climáticos, os investigadores deparam-se com um fenómeno intrigante: alguns modelos projetam aumentos na precipitação que são muito menores do que a termodinâmica, por si só, prevê.</strong></div><p>Esta incerteza tem dificultado, há muito, que a comunidade científica projete com precisão a precipitação futura associada aos ciclones tropicais e avalie os riscos de inundações associados. Recentemente, um novo estudo liderado pela Universidade de Hong Kong (HKU) e pelo Imperial College London (ICL) revelou uma peça-chave que faltava no quebra-cabeças: <strong>o aumento da secura atmosférica</strong>.</p><p>Publicado na revista <strong><em>Nature Geoscience</em></strong>, o estudo revela que, embora uma atmosfera mais quente possa reter mais humidade, também se torna mais seca, suprimindo a precipitação e atuando como um travão à precipitação dos ciclones tropicais.</p><h2>O aumento da insaturação atmosférica dificulta a formação de nuvens e acelera a evaporação</h2><p>A equipa, composta pelo<strong> Professor Dazhi XI</strong> e pelo <strong>Dr. Jianan CHEN</strong>, do Departamento de Ciências da Terra e Planetárias da <strong>Universidade de Hong Kong</strong> <strong>(HKU)</strong>, e pelo <strong>Professor Ralf TOUMI, do ICL</strong>, analisou simulações climáticas, observações por satélite e dados de reanálise. Descobriram que, à medida que o clima aquece, os ciclones tropicais tornam-se menos eficientes na conversão da humidade em precipitação.</p><div class="texto-destacado">A equipa observou que a chave reside num mecanismo físico conhecido como <strong>"défice de saturação da coluna"</strong>: a diferença entre a quantidade real de vapor de água na atmosfera e o seu nível de saturação total (o limiar para a precipitação).</div><p>Geralmente, a chuva forma-se quando o vapor de água se condensa em gotículas de nuvem, se funde em gotas de chuva e cai para o solo. No entanto, num clima mais quente, a capacidade da atmosfera para reter humidade aumenta exponencialmente. Como resultado, mesmo que a humidade relativa permaneça constante, a diferença em relação à «saturação total» aumenta significativamente, o que significa que<strong> o ar se torna substancialmente mais seco</strong>. Esta secura pode desencadear dois efeitos:</p><ul><li><strong>Evaporação antes de atingir o solo</strong>: as gotas de chuva que se condensam a grandes altitudes durante um tufão evaporam-se rapidamente no ar seco da troposfera inferior e média à medida que descem, impedindo-as de atingir o solo.</li><li><strong>Inibição da condensação</strong>: à medida que o ar ambiente seco é aspirado para a corrente ascendente do tufão, dilui o fornecimento de humidade, suprimindo a formação de nuvens e a precipitação.</li></ul><p><strong>Este efeito restritivo da secura atmosférica é suficientemente forte para contrariar o aumento da precipitação causado pela intensificação das tempestades</strong>. Isto fornece uma explicação física sólida para o facto de muitos modelos climáticos preverem aumentos da precipitação que são sistematicamente inferiores aos cálculos teóricos tradicionais.</p><h2>Pioneirismo numa "Estrutura de Avaliação Unificada"</h2><p>O estudo propõe ainda uma estrutura unificada para compreender a precipitação causada pelos ciclones tropicais. Demonstra que a precipitação depende não só da intensidade da tempestade e da quantidade de vapor de água na atmosfera, mas também da <strong>eficiência da precipitação</strong>: a eficiência com que essa humidade é convertida em chuva.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779246" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-sol-e-o-verdadeiro-motor-por-tras-dos-furacoes-eis-como-a-radiacao-solar-desperta-os-monstros-do-oceano.html" title="O Sol é o verdadeiro motor por trás dos furacões: eis como a radiação solar desperta os monstros do oceano">O Sol é o verdadeiro motor por trás dos furacões: eis como a radiação solar desperta os monstros do oceano</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-sol-e-o-verdadeiro-motor-por-tras-dos-furacoes-eis-como-a-radiacao-solar-desperta-os-monstros-do-oceano.html" title="O Sol é o verdadeiro motor por trás dos furacões: eis como a radiação solar desperta os monstros do oceano"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-sol-es-el-verdadero-motor-de-los-huracanes-asi-es-como-la-radiacion-solar-despierta-a-los-monstruos-del-oceano-1783041646034_320.png" alt="O Sol é o verdadeiro motor por trás dos furacões: eis como a radiação solar desperta os monstros do oceano"></a></article></aside><p>Dois efeitos opostos num clima em aquecimento determinam esta eficiência: uma maior intensidade das tempestades tende a aumentá-la, enquanto uma maior secura atmosférica tende a reduzi-la. Embora a secura atmosférica predomine em alguns modelos climáticos, <strong>este quadro não exclui um aumento da eficiência da precipitação, caso a futura intensificação das tempestades supere o efeito redutor da secura atmosférica</strong>.</p><p>Estas conclusões podem ter <strong>importantes implicações práticas</strong>. Para as comunidades costeiras, os gestores de catástrofes e os responsáveis pelo planeamento de infraestruturas, projeções mais precisas da precipitação resultante de futuros furacões e tufões são essenciais para a proteção contra inundações, o planeamento de evacuações e a resiliência climática.</p><p>Ao ter em conta o efeito da secura atmosférica, <strong>o novo quadro poderá melhorar as avaliações da precipitação e do risco de inundações e apoiar um planeamento de adaptação climática mais bem informado</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773972" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-trajetoria-dos-ciclones-tropicais-onde-causam-maiores-estragos-e-como-se-mede-a-sua-intensidade.html" title="A trajetória dos ciclones tropicais: onde causam maiores estragos e como se mede a sua intensidade">A trajetória dos ciclones tropicais: onde causam maiores estragos e como se mede a sua intensidade</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-trajetoria-dos-ciclones-tropicais-onde-causam-maiores-estragos-e-como-se-mede-a-sua-intensidade.html" title="A trajetória dos ciclones tropicais: onde causam maiores estragos e como se mede a sua intensidade"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nociones-basicas-sobre-los-ciclones-tropicales-1781360074663_320.jpg" alt="A trajetória dos ciclones tropicais: onde causam maiores estragos e como se mede a sua intensidade"></a></article></aside><p>O estudo refere ainda que <strong>os modelos climáticos globais não captam na íntegra alguns processos de pequena escala</strong>. Por conseguinte, serão necessárias futuras simulações de alta resolução para aperfeiçoar as projeções.</p><p>No entanto, vários conjuntos de dados e modelos demonstram de forma consistente que uma maior secura atmosférica reduz a eficiência da precipitação. Esta forte correlação negativa sublinha que <strong>a secura atmosférica constitui uma restrição termodinâmica crítica que deve ser incorporada nas futuras projeções climáticas</strong>.</p><p>Fonte: <a href="https://hku.hk/" target="_blank"><strong>Facultad de Ciencias, Universidad de Hong Kong</strong> </a></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Chen%2C%20J.%2C%20Toumi%2C%20R.%20%26%20Xi" data-year="" data-title="Future%20tropical%20cyclone%20rainfall%20constrained%20by%20increased%20atmospheric%20dryness.%20Nat.%20Geosci" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41561-026-02047-5">Chen, J., Toumi, R. & Xi. <a href="https://www.nature.com/articles/s41561-026-02047-5" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Future tropical cyclone rainfall constrained by increased atmospheric dryness. Nat. Geosci</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/estudo-revela-como-a-secura-atmosferica-limita-a-precipitacao-provocada-por-tufoes-e-ciclones-tropicais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Medicina verde: o que diz a ciência sobre a “prescriç��o da natureza” para cuidar da saúde]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/medicina-verde-o-que-diz-a-ciencia-sobre-a-prescricao-da-natureza-para-cuidar-da-saude.html</link><pubDate>Wed, 26 Aug 2026 17:21:41 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Numa época dominada pelo frenético ritmo do mundo digital, recuperar o contacto ativo com a natureza, outrora normal para o ser humano, pode ajudar a reduzir o stress, ansiedade e outros problemas de saúde psicológica e emocional. Conheça algumas destas práticas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/medicina-verde-o-que-diz-a-ciencia-sobre-a-prescricao-da-natureza-para-cuidar-da-saude-1787764512193.jpg" data-image="ul50hhjj1sip"><figcaption>Caminhar na natureza por duas ou três horas de uma forma sensorial, lenta e consciente, pode ser o suficiente para permitir o relaxamento e diminuir diversos sintomas de stress, ansiedade, entre outros.</figcaption></figure><p>Num mundo cada vez mais dominado pelos ecrãs, há vários elementos indesejáveis que se vão agravando: <strong>m</strong><strong>ais sedentarismo, stress e distância do mundo natural</strong>.</p><p>Atualmente as doenças crónicas continuam a pesar sobre a saúde mundial, e, apesar dos avanços da Medicina, há uma recomendação que persiste nas consultas: mudar o estilo de vida. Mas como fazê-lo quando o próprio ambiente estimula hábitos pouco saudáveis? Talvez<strong> uma das respostas esteja onde sempre esteve: no verde, isto é, na natureza</strong>.</p><div class="texto-destacado">É neste contexto que surge a chamada “medicina verde”, que utiliza ambientes naturais prescritos pelos médicos e sustentados pela ciência para promover e preservar a saúde. A ideia foi cunhada por <strong>Richard Louv que, em 2005, tornou popular o conceito de “transtorno por défice da natureza”</strong>, associado aos efeitos de uma vida excessivamente urbana.</div><p>Mas porque nos é tão benéfica a natureza? A hipótese da <strong>biofilia</strong>, proposta por <strong>Edward O. Wilson</strong>, sugere que o ser humano tem uma predisposição biológica para procurar uma ligação com o mundo natural.</p><p>A isto acresce a teoria da restauração da atenção que explica que enquanto o espaço urbano exige concentração constante, a natureza proporciona aquilo a que os cientistas designam por <strong>“fascinação suave”: um estado no qual a mente descansa sem esforço, simplesmente observando</strong>.</p><h2>A floresta como uma terapia natural para o ser humano</h2><p>Um exemplo é o <strong><em>shinrin-yoku</em></strong> (termo japonês para<strong> “banhos da floresta”</strong>). Não consiste apenas em caminhar, mas sobretudo na imersão sensorial lenta e consciente na floresta. Duas ou três horas e percursos curtos serão capazes de permitir o relaxamento e a ativação do sistema nervoso parassimpático. Diversos estudos associam <strong>esta prática à redução do stress e da ansiedade e a melhorias na resposta do organismo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/medicina-verde-o-que-diz-a-ciencia-sobre-a-prescricao-da-natureza-para-cuidar-da-saude-1787764602370.jpg" data-image="1j7m61d1p6fn"><figcaption>Não há uma idade certa para os benefícios da "medicina verde". De miúdos a graúdos, idosos e pessoas com doenças do foro cardíaco, todas as faixas etárias são abrangidas pelos benefícios de um contacto mais ativo e frequente com a natureza.</figcaption></figure><p><strong>Os ambientes repletos de biodiversidade, bem como o silêncio e o contacto com as plantas parecem potenciar estes efeitos</strong>. Porém, o uso de dispositivos eletrónicos, música ou ritmos competitivos de marcha podem contrariar os efeitos reparadores.</p><h2>“Verde” para todas as idades</h2><p><strong>E não há idade para começar</strong>. Crianças e adolescentes expostos mais vezes aos espaços verdes apresentam menos sintomas de ansiedade, depressão e hiperatividade.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785013" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/deixemos-a-natureza-fazer-o-trabalho-a-regeneracao-natural-da-floresta-poderia-reduzir-os-custos-de-recuperacao-em.html" title="Deixemos a natureza fazer o trabalho: a regeneração natural da floresta poderia reduzir os custos de recuperação em 96%">Deixemos a natureza fazer o trabalho: a regeneração natural da floresta poderia reduzir os custos de recuperação em 96%</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/deixemos-a-natureza-fazer-o-trabalho-a-regeneracao-natural-da-floresta-poderia-reduzir-os-custos-de-recuperacao-em.html" title="Deixemos a natureza fazer o trabalho: a regeneração natural da floresta poderia reduzir os custos de recuperação em 96%"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/let-nature-do-the-work-natural-forest-regeneration-could-cut-restoration-costs-by-1787381445228_320.jpg" alt="Deixemos a natureza fazer o trabalho: a regeneração natural da floresta poderia reduzir os custos de recuperação em 96%"></a></article></aside><p>Nos idosos, a prioridade dada aos sentidos torna a prática acessível, inclusive sem recorrer a um grande esforço físico. Até mesmo pessoas com doenças cardíacas graves podem beneficiar: vários estudos observaram que, <strong>após irem à floresta em várias ocasiões, estes pacientes obtêm reduções em marcadores de stress e inflamação</strong>.</p><p>No ambiente laboral, pequenas pausas em jardins, parques ou outros espaços verdes podem reduzir o esgotamento e favorecer o desempenho cognitivo. Durante séculos, a natureza fez parte da nossa saúde sem que ninguém lhe chamasse terapia. <strong>A ciência lembra-nos que nunca nos devíamos ter afastado dela</strong>. Por vezes, algo tão simples como tirar os sapatos e pisar a terra, é também necessário.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Luc%C3%ADa%20Caballero" data-year="2026" data-title="Volver%20a%20la%20naturaleza%3A%20qu%C3%A9%20sabemos%20sobre%20los%20efectos%20de%20la%20medicina%20verde" data-url="https%3A%2F%2Ftheconversation.com%2Fvolver-a-la-naturaleza-que-sabemos-sobre-los-efectos-de-la-medicina-verde-287275">Lucía Caballero. (2026). <a href="https://theconversation.com/volver-a-la-naturaleza-que-sabemos-sobre-los-efectos-de-la-medicina-verde-287275" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Volver a la naturaleza: qué sabemos sobre los efectos de la medicina verde</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/medicina-verde-o-que-diz-a-ciencia-sobre-a-prescricao-da-natureza-para-cuidar-da-saude.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aproxima-se uma nova frente fria: afetará todas estas zonas de Portugal a partir da madrugada de quinta, 27 de agosto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-uma-nova-frente-fria-afetara-todas-estas-zonas-de-portugal-a-partir-da-madrugada-de-quinta-27-de-agosto.html</link><pubDate>Wed, 26 Aug 2026 16:15:42 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma nova frente fria atravessará Portugal continental esta quinta-feira, trazendo chuva mais abundante ao Norte e Centro. A sua passagem será acompanhada por vento forte, descida das temperaturas e possibilidade de trovoada e granizo.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb0z836"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb0z836.jpg" id="xb0z836"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma nova frente fria vai atravessar Portugal continental esta quinta-feira, 27 de agosto. <strong>A precipitação começará durante a madrugada e avançará pelo território</strong>, sendo mais abundante no Norte e Centro. O vento intensificará e as temperaturas deverão descer durante a passagem.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>A frente estará associada a uma depressão no Atlântico Norte, que favorecerá o avanço do sistema frontal sobre a Península Ibérica. À medida que atravessar Portugal, <strong>será acompanhada pela entrada de ar mais frio</strong> e por um aumento da instabilidade. Este cenário favorecerá períodos de chuva e aguaceiros.</p><h2>Norte e Centro enfrentam as horas de chuva mais intensa durante a manhã</h2><p>De acordo com o modelo ECMWF, por volta das 02h da manhã de quinta-feira (27) a precipitação deverá atingir Viana do Castelo, Braga, Porto e Aveiro. Nas horas seguintes, a faixa de chuva avançará para sul e para o interior. Às 06h, deverá abranger também Vila Real, Viseu, Coimbra, Leiria, Santarém e Lisboa, <strong>mantendo maior expressão no Norte e Centro.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-uma-nova-frente-fria-afetara-todas-estas-zonas-de-portugal-a-partir-das-02-horas-de-quinta-27-de-agosto-1787754090534.jpg" data-image="x02kne4ekd7z"><figcaption>Às 06h de quinta-feira, a faixa de precipitação deverá estender-se do Norte até à região de Lisboa, ganhando também expressão no interior Norte e Centro.</figcaption></figure><p>Durante a manhã, a precipitação avançará pelo interior. Entre as 09h e as 12h, Bragança, Guarda, Castelo Branco e Portalegre estarão também sob a influência da frente. Em Lisboa e Santarém, a chuva deverá diminuir e praticamente cessar até ao início da tarde, enquanto <strong>continuará a ter maior expressão em Viseu e Vila Real</strong>.</p><h2>Tarde de quinta-feira com maior instabilidade e rajadas que podem aproximar-se dos 65 km/h</h2><p>A partir do meio-dia, a precipitação tornar-se-á mais irregular. Durante a tarde, persistirão aguaceiros em Braga, Porto, Vila Real, Bragança, Viseu e Guarda, alguns <strong>localmente mais intensos e acompanhados pontualmente de trovoada e granizo devido ao aumento da instabilidade</strong>. Em Lisboa, Santarém e grande parte do Alentejo, os episódios de precipitação serão já escassos ou inexistentes. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-uma-nova-frente-fria-afetara-todas-estas-zonas-de-portugal-a-partir-das-02-horas-de-quinta-27-de-agosto-1787754626288.jpg" data-image="ugx1t20gddpr"><figcaption>Na tarde de quinta-feira, as rajadas poderão aproximar-se dos 60 km/h em Bragança, enquanto no litoral o vento será mais moderado com o afastamento da frente.</figcaption></figure><p>As rajadas poderão aproximar-se dos<strong> 60</strong><strong> km/h em Coimbra e Guarda</strong>, dos <strong>55 km/h no Porto, Viseu e Castelo Branco</strong> e dos <strong>65 km/h em Bragança</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-uma-nova-frente-fria-afetara-todas-estas-zonas-de-portugal-a-partir-das-02-horas-de-quinta-27-de-agosto-1787754314429.jpg" data-image="durakkgjmvye"><figcaption>Os maiores acumulados de precipitação deverão concentrar-se no Norte e Centro, superando localmente 50 mm, com valores progressivamente mais baixos para sul.</figcaption></figure><p>Até ao final do dia, a precipitação acumulada poderá superar <strong>50 mm em Braga</strong>, <strong>Porto e Viseu</strong>, rondar <strong>40 mm em Aveiro e Vila Real</strong> e ultrapassar <strong>30 mm em Coimbra</strong>. Leiria deverá aproximar-se dos 20 mm, Lisboa e Castelo Branco dos 12 mm e Santarém e Portalegre dos 10 mm. Em Évora são esperados cerca de 3 mm, em Beja 1 mm e em Faro menos de 1 mm.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785677" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-12-c-abaixo-do-normal-ar-polar-deixara-estas-7-cidades-de-portugal-com-maximas-abaixo-dos-20-c-na-quinta-feira.html" title="Até 12 ºC abaixo do normal: ar polar deixará estas 7 cidades de Portugal com máximas abaixo dos 20 ºC na quinta-feira">Até 12 ºC abaixo do normal: ar polar deixará estas 7 cidades de Portugal com máximas abaixo dos 20 ºC na quinta-feira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-12-c-abaixo-do-normal-ar-polar-deixara-estas-7-cidades-de-portugal-com-maximas-abaixo-dos-20-c-na-quinta-feira.html" title="Até 12 ºC abaixo do normal: ar polar deixará estas 7 cidades de Portugal com máximas abaixo dos 20 ºC na quinta-feira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-12-c-abaixo-do-normal-ar-polar-deixara-estas-7-cidades-de-portugal-com-maximas-abaixo-dos-20-c-na-quinta-feira-1787759747301_320.jpg" alt="Até 12 ºC abaixo do normal: ar polar deixará estas 7 cidades de Portugal com máximas abaixo dos 20 ºC na quinta-feira"></a></article></aside><p>As temperaturas deverão rondar 17 ºC em Bragança, Vila Real e Viseu, 18 ºC em Braga e Porto, 20 ºC em Aveiro e 21 ºC em Coimbra e Leiria. Lisboa e Beja poderão atingir 25 ºC, enquanto Faro deverá rondar 23 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-uma-nova-frente-fria-afetara-todas-estas-zonas-de-portugal-a-partir-da-madrugada-de-quinta-27-de-agosto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 12 ºC abaixo do normal: ar polar deixará estas 7 cidades de Portugal com máximas abaixo dos 20 ºC na quinta-feira]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-12-c-abaixo-do-normal-ar-polar-deixara-estas-7-cidades-de-portugal-com-maximas-abaixo-dos-20-c-na-quinta-feira.html</link><pubDate>Wed, 26 Aug 2026 16:01:34 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O ar polar ainda agora começou a instalar-se em Portugal continental, prevendo-se uma nova descida das temperaturas máximas na quinta-feira, 27 de agosto, especialmente no Norte e Centro. Confira a previsão para estas regiões.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb0zioa"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb0zioa.jpg" id="xb0zioa"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A mudança de tempo abrupta anunciada há vários dias pela Meteored Portugal, em que <strong>mencionávamos a chegada de duas frentes frias para meados da última semana de agosto</strong>, está agora a concretizar-se, registando-se um período de invulgar instabilidade atmosférica para a época do ano.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Têm-se vindo a desencadear períodos fortes de chuva ou aguaceiros, acompanhados ocasionalmente de trovoada, queda de granizo e também rajadas fortes de vento de oes-sudoeste. E isto sem contar com a depressão “atípica” para agosto que atravessou também o território nacional entre domingo (23) e segunda-feira (24), o que no conjunto <strong>acaba por prolongar e reforçar o carácter anómalo da situação meteorológica</strong>.</p><h2>O que está na origem da descida das temperaturas para valores tão invulgarmente baixos?</h2><p>Adicionalmente, outra das principais novidades meteorológicas que temos vindo a anunciar e que está em vias de se concretizar, é que o vale depressionário associado à passagem de duas frentes frias (a de hoje quarta 26 e a de amanhã quinta 27) é favorável ao <strong>transporte de uma massa de ar polar marítimo, fazendo descer as temperaturas máximas e mínimas para valores significativamente abaixo do normal para um mês de agosto</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-12-c-abaixo-do-normal-ar-polar-deixara-estas-7-cidades-de-portugal-com-maximas-abaixo-dos-20-c-na-quinta-feira-1787758516361.jpg" data-image="hncu2pmi86c4"><figcaption>Quinta-feira, 27 de agosto, com temperaturas até 12 ºC abaixo da média numa vasta extensão do território, correspondente grosso modo ao interior Norte e Centro. No resto do país também se antecipam anomalias térmicas negativas significativas (-5 ºC a -9 ºC).</figcaption></figure><p>Após a passagem da frente, <strong>o estabelecimento de um fluxo de oes-noroeste irá permitir a ‘injeção’ de ar frio ao longo das próximas horas e dias</strong>, com a influência do ar polar marítimo a fazer-se notar de forma significativa na evolução das temperaturas. Isto manter-se-á mesmo na sexta-feira (28), especialmente no que toca às mínimas que se registarão durante a madrugada e manhã, em particular no interior e na região Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-12-c-abaixo-do-normal-ar-polar-deixara-estas-7-cidades-de-portugal-com-maximas-abaixo-dos-20-c-na-quinta-feira-1787758291064.jpg" data-image="ih6ksljj8fmo"><figcaption>Fase de maior influência da passagem de ar polar marítimo pela geografia de Portugal continental ocorrerá entre hoje (26) e amanhã (27).</figcaption></figure><p> Porém, para o período diurno de<strong> sexta-feira, 28 de agosto, já é expectável uma recuperação das temperaturas face ao dia anterior, o que se traduzirá numa subida significativa das máximas</strong>. Isto será fruto do afastamento gradual para leste da perturbação depressionária e da consequente modificação da massa de ar sobre a nossa geografia. </p><h2>Temperaturas máximas voltam a descer na quinta-feira, 27 de agosto</h2><p>Entre hoje - quarta-feira (26) - e amanhã - quinta-feira (27) - prevê-se o “pico” da passagem da massa de ar polar marítimo impulsionada para a nossa geografia, tal como se pode atestar pelo <strong>mapa que consta acima da temperatura medida a 700 hPa (aproximadamente 3000 metros de altitude)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-12-c-abaixo-do-normal-ar-polar-deixara-estas-7-cidades-de-portugal-com-maximas-abaixo-dos-20-c-na-quinta-feira-1787758979881.jpg" data-image="97picl4zbkxs"><figcaption>Nesta mapa observam-se os valores de temperatura previstos para quinta-feira (27) de agosto às 15:00.</figcaption></figure><p>Face a hoje - quarta-feira (26) - <strong>prevê-se uma descida amanhã - quinta-feira (27) - de entre 1 e 2 ºC da temperatura máxima</strong> em grande parte do território, especialmente no Norte e Centro do país. </p><p>As máximas, de hoje para amanhã, estão previstas descer de <strong>20 para 19 ºC em Viana do Castelo e Porto, de 19 para 18 ºC em Braga, Bragança e Viseu, de 19 para 17 ºC em Vila Real e de 17 para 15 ºC na Guarda</strong>.</p><h2>Evolução das temperaturas máximas e mínimas na quinta e na sexta-feira em 7 cidades portuguesas</h2><p><strong>O tempo, contudo, continuará bastante fresco ou frio até sexta-feira (28)</strong>, especialmente no que toca às mínimas, que em muitas zonas do interior até tenderão a descer.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785643" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-de-1-de-setembro-podera-impor-se-uma-situacao-de-nao-possiveis-efeitos-no-tempo-em-portugal.html" title="A partir de 1 de setembro poderá impor-se uma situação de NAO+: possíveis efeitos no tempo em Portugal">A partir de 1 de setembro poderá impor-se uma situação de NAO+: possíveis efeitos no tempo em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-de-1-de-setembro-podera-impor-se-uma-situacao-de-nao-possiveis-efeitos-no-tempo-em-portugal.html" title="A partir de 1 de setembro poderá impor-se uma situação de NAO+: possíveis efeitos no tempo em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-de-1-de-setembro-podera-impor-se-uma-situacao-de-nao-possiveis-efeitos-no-tempo-em-portugal-1787747899535_320.jpg" alt="A partir de 1 de setembro poderá impor-se uma situação de NAO+: possíveis efeitos no tempo em Portugal"></a></article></aside><p>Abaixo consta uma tabela em que se verifica a evolução das temperaturas máximas e mínimas para quinta (27) e sexta (28), onde é possível <strong>comparar os valores previstos para ambos os dias em 7 capitais de distrito do Norte e Centro de Portugal continental</strong>. Esta informação baseia-se nos mapas de referência da Meteored, sustentados pelo modelo que merece a nossa maior confiança (ECMWF).</p><table><thead><tr><th>Cidade</th><th>Temperatura Máxima Quinta-feira, 27 de agosto</th><th>Temperatura Mínima Quinta-feira, 27 de agosto</th><th>Temperatura Máxima Sexta-feira, 28 de agosto</th><th>Temperatura Mínima Sexta-feira, 28 de agosto</th></tr></thead><tbody><tr><td>Viana do Castelo</td><td>19 ºC</td><td>14 ºC</td><td>21 ºC</td><td>15 ºC</td></tr><tr><td>Braga</td><td>18 ºC</td><td>13 ºC</td><td>22 ºC</td><td>13 ºC</td></tr><tr><td>Porto</td><td>19 ºC</td><td>14 ºC</td><td>22 ºC</td><td>15 ºC</td></tr><tr><td>Vila Real</td><td>17 ºC</td><td>12 ºC</td><td>22 ºC</td><td>11 ºC</td></tr><tr><td>Viseu</td><td>18 ºC</td><td>11 ºC</td><td>22 ºC</td><td>11 ºC</td></tr><tr><td>Bragança</td><td>18 ºC</td><td>10 ºC</td><td>22 ºC</td><td>9 ºC</td></tr><tr><td>Guarda</td><td>15 ºC</td><td>8 ºC</td><td>19 ºC</td><td>7 ºC</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="5">Fonte: Mapas da Meteored.</td></tr></tbody></table><p>Nestas sete cidades do Norte e Centro de Portugal continental o aspeto que mais se sobressai de quinta para sexta-feira, dias 27 e 28 de agosto, é <strong>a recuperação significativa das temperaturas máximas, com a maioria delas a registar uma subida de 3 a 5 ºC de um dia para o outro</strong> <strong>e para um valor de 22 ºC</strong>. Somente a Guarda se manterá num patamar inferior aos 20 ºC de temperatura máxima na sexta-feira (28).</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Tendo em conta que a média da temperatura mínima para um mês de agosto ronda os 14 ºC, tanto em Bragança, como na Guarda, os valores previstos para sexta-feira (28) apenas confirmam a extensão temporal de um episódio de frio muito invulgar para a época do ano.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>No que concerne às temperaturas mínimas prevê-se uma manutenção ou subida dos valores na maioria das cidades analisadas entre estes dois dias, exceto em algumas localidades do interior onde, como já foi referido, ocorrerá uma descida de 1 ºC em cidades como Vila Real, Bragança e Guarda, sendo que as duas últimas deverão registar mínimas inferiores a 10 ºC: <strong>Bragança (9 ºC) e Guarda (7 ºC), valores que são excecionalmente baixos para um mês de agosto e que ilustram bem o carácter pouco habitual deste episódio de tempo frio</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-12-c-abaixo-do-normal-ar-polar-deixara-estas-7-cidades-de-portugal-com-maximas-abaixo-dos-20-c-na-quinta-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um drone autónomo criado por estudantes de Aveiro quer levar ajuda onde é difícil chegar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-drone-autonomo-criado-por-estudantes-de-aveiro-quer-levar-ajuda-onde-e-dificil-chegar.html</link><pubDate>Wed, 26 Aug 2026 13:57:31 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Há lugares onde levar água, medicamentos ou outro apoio urgente significa enfrentar o perigo. Essa é justamente a missão do projeto AutoMEC UAV.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/um-drone-autonomo-criado-por-estudantes-de-aveiro-quer-levar-ajuda-onde-e-dificil-chegar-1787750113492.jpg" data-image="5rqfl0q2je7q" alt="Estudantes da Universidade de Aveiro mostram o drone que construíram" title="Estudantes da Universidade de Aveiro mostram o drone que construíram"><figcaption>Estudantes de diferentes áreas estão a construir uma aeronave autónoma para futuras missões humanitárias. Foto: UA</figcaption></figure><p>Cerca de 30 estudantes estão envolvidos no <strong>AutoMec UAV</strong>, um projeto que visa desenvolver um drone capaz de cumprir missões sem intervenção humana. Entre os objetivos estão o <strong>transporte de medicamentos</strong> para zonas de difícil acesso e a largada de água para <strong>apoiar o combate a incêndios</strong>. A equipa reúne estudantes de diferentes áreas e tem levado o projeto a competições nacionais e internacionais.</p><p>Mais do que criar uma aeronave, os estudantes estão a <strong>trabalhar num problema concreto</strong>. Como levar um recurso essencial a um lugar onde chegar pelo ar pode ser rápido, seguro ou simplesmente possível?</p><h2>Construir para aprender</h2><p>O AutoMec UAV nasceu em 2019 e cresceu através da participação em competições, incluindo <strong>provas internacionais</strong> no Reino Unido. O projeto já recebeu distinções, entre elas um prémio de projeto mais promissor, e continua a ser desenvolvido pelos estudantes da Universidade de Aveiro.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Cada etapa obriga a transformar conhecimento académico em decisões concretas. É preciso projetar a aeronave, construir componentes, integrar sistemas e testar o resultado. Quando um caminho falha, é preciso perceber o problema e encontrar outra resposta.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A<strong> competição </strong>atribui, assim, ao trabalho universitário uma dimensão que dificilmente se reproduz apenas numa sala de aula. O objetivo não é responder a um exercício com uma solução conhecida. É projetar uma <strong>tecnologia </strong>que ainda está<strong> </strong>em desenvolvimento.</p><h2>Diferentes engenharias </h2><p>O drone é um projeto coletivo da própria universidade. O desenvolvimento envolve diferentes departamentos e competências, desde a <strong>engenharia mecânica</strong> à engenharia de materiais e cerâmica, passando pela <strong>eletrónica</strong>, <strong>telecomunicações</strong> e informática.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777344" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/jose-borges-esta-a-construir-uma-frota-de-drones-que-ira-detetar-perigos-na-costa-de-matosinhos.html" title="José Borges está a construir uma frota de drones que irá detetar perigos na costa de Matosinhos">José Borges está a construir uma frota de drones que irá detetar perigos na costa de Matosinhos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/jose-borges-esta-a-construir-uma-frota-de-drones-que-ira-detetar-perigos-na-costa-de-matosinhos.html" title="José Borges está a construir uma frota de drones que irá detetar perigos na costa de Matosinhos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/jose-borges-esta-a-construir-uma-frota-de-drones-que-ira-detetar-perigos-na-costa-de-matosinhos-1783343093117_320.jpg" alt="José Borges está a construir uma frota de drones que irá detetar perigos na costa de Matosinhos"></a></article></aside><p>Mas uma tecnologia pode precisar, além de conhecimentos de aerodinâmica, materiais e controlo, de organização, recursos e capacidade para transformar um protótipo num <strong>projeto sustentável</strong>. Essa é, portanto, a razão para a equipa incluir também <strong>estudantes de áreas não técnicas</strong>, como gestão e finanças. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Esta diversidade revela uma das características mais interessantes do AutoMec UAV. O drone é apenas o resultado visível de um trabalho que reúne alunos com formações diferentes em torno do mesmo problema.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O projeto conta também com o apoio da TEKEVER, que patrocina a equipa e disponibilizou instalações para a montagem da aeronave. A <strong>ligação entre universidade e empresa</strong> acrescenta ao processo uma experiência próxima das condições encontradas fora do ambiente académico.</p><h2>Chegar primeiro e em segurança</h2><p>O potencial do projeto vê-se justamente nas situações em que a <strong>distância</strong> ou o <strong>perigo</strong> comprometem a segurança humana. Num <strong>incêndio</strong>, a capacidade de transportar água até um ponto específico poderá ser uma ferramenta complementar para os operacionais no terreno. Numa <strong>comunidade isolada</strong>, uma aeronave autónoma poderá transportar medicamentos sem exigir uma deslocação longa e dispendiosa por terra.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O AutoMec UAV ainda é um projeto em construção. O seu valor, por enquanto, está tanto no que a aeronave poderá vir a fazer como no conhecimento que os estudantes estão a adquirir enquanto a constroem.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A <strong>experiência</strong> acumulada nas <strong>competições</strong>, o trabalho entre departamentos e a aproximação à indústria podem ajudar a transformar esse conhecimento numa tecnologia com aplicações reais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/um-drone-autonomo-criado-por-estudantes-de-aveiro-quer-levar-ajuda-onde-e-dificil-chegar-1787750962254.jpg" data-image="e2rxz4x09ku7" alt="estudantes da Universidade de Aveiro na sala de manotagem de um drone" title="estudantes da Universidade de Aveiro na sala de manotagem de um drone"><figcaption>A construção do drone envolve alunos de diferentes ramos de engenharia e tecnologias. Foto: UA</figcaption></figure><p>A inovação desta equipa não está apenas em criar um drone que voa sozinho. Está em planear uma tecnologia que possa ultrapassar obstáculos com rapidez e segurança. É aí que uma máquina construída por estudantes deixa de ser apenas um <strong>exercício de engenharia</strong> e <strong>ganha uma missão.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Universidade%20de%20Aveiro" data-year="" data-title="Estudantes%20da%20UA%20est%C3%A3o%20a%20desenvolver%20drone%20aut%C3%B3nomo%20para%20futuras%20miss%C3%B5es%20humanit%C3%A1rias" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ua.pt%2Fpt%2Fnoticias%2F11%2F99070">Universidade de Aveiro. <a href="https://www.ua.pt/pt/noticias/11/99070" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Estudantes da UA estão a desenvolver drone autónomo para futuras missões humanitárias</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-drone-autonomo-criado-por-estudantes-de-aveiro-quer-levar-ajuda-onde-e-dificil-chegar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A partir de 1 de setembro poderá impor-se uma situação de NAO+: possíveis efeitos no tempo em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-de-1-de-setembro-podera-impor-se-uma-situacao-de-nao-possiveis-efeitos-no-tempo-em-portugal.html</link><pubDate>Wed, 26 Aug 2026 12:48:06 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O início de setembro poderá trazer uma mudança clara no padrão atmosférico em Portugal. A provável instalação de uma fase NAO+ favorece tempo seco, maior influência anticiclónica e uma recuperação das temperaturas, sobretudo no Centro e Sul.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-de-1-de-setembro-podera-impor-se-uma-situacao-de-nao-possiveis-efeitos-no-tempo-em-portugal-1787747899535.jpg" data-image="4w7d4o4uod05" alt="Primeira semana de setembro" title="Primeira semana de setembro"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-963356">Nada tema, o verão ainda não acabou. A primeira semana de setembro deverá trazer de volta o tempo seco, estável e progressivamente mais quente, com os termómetros a voltarem a superar os 30 ºC em várias regiões de Portugal.</figcaption></figure><p>Depois de uma reta final de agosto marcada pela passagem de uma depressão e duas frentes frias, os mapas começam a mostrar uma mudança importante no padrão atmosférico.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p><strong>A partir dos dias 30 e 31 de agosto, o regime de NAO+ deverá ganhar protagonismo</strong>, favorecendo uma primeira semana de setembro bastante mais estável, seca e progressivamente mais quente em Portugal continental.</p><h2>30 e 31 de agosto, a circulação atmosférica começa a mudar</h2><p>As previsões sub-sazonais do ECMWF mostram uma elevada probabilidade de estabelecimento de um regime de <strong>NAO+ (Oscilação do Atlântico Norte positiva)</strong> entre o final de agosto e a primeira metade de setembro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-de-1-de-setembro-podera-impor-se-uma-situacao-de-nao-possiveis-efeitos-no-tempo-em-portugal-1787746331806.jpg" data-image="ydakbgh35t4r" alt="Regimes sazonais Euro-Atlânticos" title="Regimes sazonais Euro-Atlânticos"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-373948">O regime NAO+ ganha probabilidade entre o final de agosto a primeira metade de setembro, sinalizando uma reorganização da circulação euro-atlântica favorável a maior estabilidade em Portugal.</figcaption></figure><p>A <strong>NAO</strong> descreve, de forma simplificada, a <strong>diferença de pressão entre a região subtropical do Atlântico, </strong>onde normalmente encontramos o Anticiclone dos Açores, <strong>e as baixas pressões das latitudes mais elevadas do Atlântico Norte.</strong></p><p>Na sua fase positiva, este contraste tende a intensificar-se. As depressões atlânticas e respetivas frentes são frequentemente conduzidas para <strong>latitudes mais elevadas, em direção ao norte da Europa</strong>, enquanto a Península Ibérica fica mais exposta à influência das altas pressões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-de-1-de-setembro-podera-impor-se-uma-situacao-de-nao-possiveis-efeitos-no-tempo-em-portugal-1787746444319.jpg" data-image="7nwsc72zabfc" alt="Mapa de pressão chuva e núvens" title="Mapa de pressão chuva e núvens"><figcaption>O Anticiclone dos Açores surge bem posicionado no Atlântico e estende a sua influência em direção à Península Ibérica, enquanto as depressões mais ativas circulam por latitudes mais elevadas.</figcaption></figure><p>É precisamente esta configuração que começa a surgir nos mapas. <strong>O Anticiclone dos Açores aparece bem posicionado no Atlântico, estendendo a sua influência em direção à Península Ibérica</strong>, enquanto as principais áreas depressionárias circulam bastante mais a norte.</p><p>Para Portugal, isto traduz-se numa mudança clara face aos últimos dias. Depois da chuva que marcou a última semana de agosto, <strong>o tempo deverá tornar-se progressivamente mais seco e estável</strong>.</p><h2>A estabilidade regressa e temperaturas começam a subir entre 1 e 2 de setembro </h2><p>Nos primeiros dias de setembro, a influência anticiclónica deverá continuar a fazer-se sentir. À partida, não se observam sistemas frontais capazes de provocar precipitação significativa em Portugal continental. Além da estabilização da atmosfera, começará também uma <strong>recuperação gradual das temperaturas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-de-1-de-setembro-podera-impor-se-uma-situacao-de-nao-possiveis-efeitos-no-tempo-em-portugal-1787746626114.jpg" data-image="86huf9u4iwp1" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>A recuperação térmica começa a tornar-se evidente: o Centro e Sul poderão superar os 30 ºC, enquanto o litoral oeste permanece mais moderado, geralmente entre os 24 e 28 ºC.</figcaption></figure><p>Na quarta-feira, dia 2, os mapas do ECMWF já mostram valores superiores a <strong>30 ºC em vários pontos do Centro e Sul</strong>, especialmente nas regiões interiores. No litoral oeste, a influência marítima deverá continuar a moderar o aquecimento, mas mesmo na faixa compreendida aproximadamente entre Viana do Castelo e Lisboa poderão registar-se valores na ordem dos <strong>24 a 28 ºC</strong>.</p><p>O Interior Norte deverá ser uma das regiões onde a recuperação térmica será menos acentuada nesta primeira fase.</p><h2> Massa de ar mais quente intensifica-se sobre a Península Ibérica</h2><p>A partir de quinta-feira, dia 3, a subida das temperaturas deverá tornar-se mais evidente e abrangente.</p><p>O mapa de temperatura e geopotencial aos 925 hPa ajuda a perceber a razão. <strong>U</strong><strong>ma massa de ar bastante mais quente, proveniente do Norte de África, expande-se em direção à Península Ibérica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-de-1-de-setembro-podera-impor-se-uma-situacao-de-nao-possiveis-efeitos-no-tempo-em-portugal-1787747303588.jpg" data-image="tb4h3mil38ru" alt="Geopotencial e temperatura 925 hPa" title="Geopotencial e temperatura 925 hPa"><figcaption>Uma massa de ar mais quente proveniente de latitudes subtropicais e do Norte de África avança em direção à Península Ibérica, reforçando a subida das temperaturas em Portugal.</figcaption></figure><p>A circulação associada às altas pressões <strong>permitirá que este ar mais quente alcance Portugal</strong>, reforçando a subida das temperaturas à superfície. Na quinta-feira, o calor deverá abranger uma parcela consideravelmente maior do território, com os valores mais elevados novamente previstos para o Centro e Sul.</p><p>Na sexta-feira, dia 4, o cenário deverá manter-se semelhante, com ambiente seco, bastante estável e temperaturas elevadas para a época sobretudo nas regiões meridionais.</p><h2>Primeira semana de setembro poderá ser mais quente do que o normal</h2><p>O sinal térmico também aparece claramente nas previsões semanais do ECMWF para o período compreendido entre <strong>31 de agosto e 7 de setembro</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785430" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-madrugada-de-sexta-feira-28-de-agosto-estas-duas-cidades-irao-registar-temperaturas-minimas-abaixo-dos-10-c.html" title="Na madrugada de sexta-feira, 28 de agosto, estas duas cidades irão registar temperaturas mínimas abaixo dos 10 ºC">Na madrugada de sexta-feira, 28 de agosto, estas duas cidades irão registar temperaturas mínimas abaixo dos 10 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-madrugada-de-sexta-feira-28-de-agosto-estas-duas-cidades-irao-registar-temperaturas-minimas-abaixo-dos-10-c.html" title="Na madrugada de sexta-feira, 28 de agosto, estas duas cidades irão registar temperaturas mínimas abaixo dos 10 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/na-madrugada-de-sexta-feira-28-de-agosto-estas-duas-cidades-irao-registar-temperaturas-minimas-abaixo-dos-10-c-1787664261901_320.jpg" alt="Na madrugada de sexta-feira, 28 de agosto, estas duas cidades irão registar temperaturas mínimas abaixo dos 10 ºC"></a></article></aside><p>O mapa de anomalias da temperatura média apresenta grande parte de Portugal sob tonalidades associadas a valores superiores à média climatológica. O sinal é especialmente evidente <strong>no Centro e, sobretudo, no Sul</strong>, onde a temperatura média semanal poderá ficar alguns graus acima do habitual para esta altura do ano. No Norte, pelo contrário, predominam áreas próximas do branco, indicando <strong>temperaturas mais próximas dos valores climatologicamente normais</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-de-1-de-setembro-podera-impor-se-uma-situacao-de-nao-possiveis-efeitos-no-tempo-em-portugal-1787746879452.jpg" data-image="8qyje3czyhfd" alt="Anomalia média semanal da Temperatura" title="Anomalia média semanal da Temperatura"><figcaption>A primeira semana de setembro poderá ser mais quente do que o normal sobretudo no Centro e Sul, enquanto grande parte do Norte deverá manter temperaturas mais próximas da média climatológica.</figcaption></figure><p>Naturalmente, tratando-se de uma previsão a médio prazo, ainda poderão surgir alterações. Contudo, os mapas disponíveis neste momento sugerem uma mudança relativamente consistente: <strong>a instabilidade do final de agosto deverá dar lugar a uma primeira semana de setembro dominada pelas altas pressões, ausência de chuva e recuperação significativa das temperaturas.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-de-1-de-setembro-podera-impor-se-uma-situacao-de-nao-possiveis-efeitos-no-tempo-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A época de incêndios florestais em África está a tornar-se mais curta. Saiba porquê]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-epoca-de-incendios-florestais-em-africa-esta-a-tornar-se-mais-curta-saiba-porque.html</link><pubDate>Wed, 26 Aug 2026 08:43:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O continente africano, que é o maior foco de incêndios florestais do planeta, representa em média cerca de 70% da área ardida do mundo a cada ano.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-epoca-de-incendios-florestais-em-africa-esta-a-tornar-se-mais-curta-saiba-porque-1787081024748.jpg" data-image="ll6fnzimkf7b" alt="Incêndios florestais em África" title="Incêndios florestais em África"><figcaption>África, além de ser o maior foco de incêndios florestais do planeta, liberta cerca de metade das emissões globais de gases com efeito de estufa associados a incêndios e queimas de vegetação.</figcaption></figure><p>Um novo estudo, publicado no <em>Geophysical Research Letters</em>, aponta que a <strong>época de incêndios florestais em África se tornou mais curta</strong> nas últimas três décadas.</p><h2>Qual a razão da diminuição de incêndios florestais em África?</h2><p>No referido estudo os cientistas analisaram registos diários de precipitação de três conjuntos de dados independentes de três décadas, abrangendo o período de 1990 a 2023. De seguida, compararam estes dados com observações de satélite da área ardida e da contagem de incêndios entre 2003 e 2022.</p><div class="texto-destacado">As observações de satélite revelaram uma tendência inesperada nas últimas três décadas:<strong> a quantidade de terra queimada em todo o continente tem vindo a diminuir constantemente.</strong></div><p>O novo estudo sugere uma razão importante para tal. Em vez de analisar a quantidade de chuva que cai todos os anos, os investigadores <strong>descobriram que o "momento" em que a chuva cai pode desempenhar um papel ainda maior no controlo da atividade dos incêndios florestais.</strong></p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A estação seca em África tornou-se mais curta, esta começa mais tarde tanto no Norte como no Sul do continente.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>No Norte de África, o início da estação seca atrasou-se cerca de 1,75 dias por década, enquanto no Sul de África o atraso foi menor, de cerca de 0,4 dias por década. A ligação entre uma estação seca mais curta e a redução da área ardida é mais forte no Norte de África. No Sul é mais fraca, indicando que outros fatores também influenciam a atividade dos incêndios florestais, designadamente as atividades humanas.</p><p><strong>A análise mostra que a estação seca em África tem vindo a tornar-se mais curta porque as chuvas estão a chegar mais tarde no período em que as paisagens normalmente começariam a secar, </strong>deixando menos tempo para a vegetação se tornar inflamável.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-epoca-de-incendios-florestais-em-africa-esta-a-tornar-se-mais-curta-saiba-porque-1787081319239.jpg" data-image="33308obo5g9p" alt="África" title="África"><figcaption>A estação seca em África está a tornar-se mais curta</figcaption></figure><p>Os cientistas afirmaram que <strong>a precipitação aumentou no início do que seria normalmente a estação seca. </strong></p><div class="texto-destacado">Estas chuvas precoces mantêm o solo e a vegetação húmidos durante mais tempo, reduzindo a secura das gramíneas e de outros combustíveis que permitem que os incêndios se iniciem e se propaguem.</div><p>O efeito refletiu-se em reduções generalizadas da área ardida em toda a África, com as maiores reduções durante os meses de pico de incêndios: dezembro no Norte de África e agosto no Sul de África.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O estudo conclui que o momento da chuva, e não apenas a quantidade total de chuva, pode ajudar a explicar o porquê.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>No entanto, os autores também referem que outros fatores influenciam a atividade dos incêndios florestais, tais como as atividades humanas. Em muitas partes do Sul de África, a expansão da agricultura, das estradas e de outros empreendimentos fragmentaram a paisagem, interrompendo extensões contínuas de vegetação que, de outra forma, permitiriam que os incêndios se propagassem por grandes áreas.</p><p><strong>As práticas de gestão do fogo também podem estar a desempenhar um papel mais importante do que o clima isoladamente</strong>.</p><h2>Uma estação seca em transformação</h2><p><strong>Os incêndios florestais dependem de três ingredientes principais: algo para arder, condições meteorológicas que permitam a propagação do fogo e uma fonte de ignição, como raios ou atividades humanas.</strong> Em África, muitos dos incêndios são deliberadamente provocados por pessoas para gestão da terra ou agricultura.</p><p>Em grande parte de África, as gramíneas fornecem combustível abundante durante a estação seca, após meses de rápido crescimento na estação das chuvas.</p><p>Este estudo permitiu investigar como<strong> as alterações nos padrões de precipitação se alinhavam com as alterações na atividade dos incêndios florestais</strong> no Norte e no Sul de África. </p><div class="texto-destacado">Os resultados mostram um padrão claro. Em todo o continente, a estação seca tornou-se mais curta nas últimas três décadas, principalmente porque está a começar mais tarde do que antes.</div><p>O início tardio não se deve ao facto de a estação das chuvas durar muito mais tempo no geral, mas sim ao facto da <strong>precipitação aumentar especificamente no início do que seria normalmente a estação seca</strong>. Estas chuvas atrasam o momento em que as gramíneas secam o suficiente para arderem facilmente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="742207" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-transicao-da-floresta-africana-de-sumidouro-a-fonte-de-carbono.html" title="A transição da floresta africana de sumidouro a fonte de carbono">A transição da floresta africana de sumidouro a fonte de carbono</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-transicao-da-floresta-africana-de-sumidouro-a-fonte-de-carbono.html" title="A transição da floresta africana de sumidouro a fonte de carbono"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-transicao-da-floresta-africana-de-sumidouro-a-fonte-de-carbono-1764692651456_320.png" alt="A transição da floresta africana de sumidouro a fonte de carbono"></a></article></aside><p>Os autores afirmaram que a época de incêndios em África espelha de perto a sua estação seca.</p><p>As descobertas podem ter <strong>implicações práticas que vão para além de explicar porque é que a área ardida em África tem vindo a diminui</strong><strong>r</strong>. Muitos sistemas de previsão de incêndios dependem fortemente dos totais de precipitação, da temperatura e das condições de seca. </p><div class="texto-destacado">Este estudo sugere que prestar mais atenção ao momento das chuvas pode melhorar as previsões de quando as paisagens provavelmente se tornarão inflamáveis. </div><p><strong>Esta informação pode ajudar os gestores de incêndios a prepararem-se para épocas particularmente ativas</strong>, a alocar recursos de combate a incêndios de forma mais eficaz e a compreender melhor como a mudança nos padrões de chuva pode afetar o risco futuro de incêndios florestais à medida que o clima continua a mudar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-epoca-de-incendios-florestais-em-africa-esta-a-tornar-se-mais-curta-saiba-porque-1787082237346.jpg" data-image="ahyn4knz6qx3" alt="Bombeiros em África" title="Bombeiros em África"><figcaption>O conhecimento do novo padrão de chuvas em África ajuda as autoridades na gestão dos incêndios</figcaption></figure><p>O estudo destaca ainda um importante aviso, de que <strong>as alterações climáticas não alteram apenas a quantidade de chuva que cai, mas também pode remodelar quando cai.</strong> Estas alterações no momento sazonal podem ter grandes consequências para os ecossistemas, mesmo que a precipitação anual se altere apenas ligeiramente.</p><p>No caso de<strong> África, algumas semanas extra de chuva no início da estação seca parecem ser suficientes para reduzir o tempo que a vegetação tem para secar, diminuindo a época de incêndios florestais</strong> no continente e deixando menos milhões de hectares de terra queimada todos os anos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Mohammed%2C%20S.%2C%20Xu%2C%20X.%2C%20Jia%2CG." data-year="2026" data-title="Burned%20Area%20Over%20Africa%20Reduced%20by%20Shortened%20Dry%20Season" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1029%2F2026GL121751">Mohammed, S., Xu, X., Jia,G.. (2026). <a href="https://doi.org/10.1029/2026GL121751" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Burned Area Over Africa Reduced by Shortened Dry Season</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-epoca-de-incendios-florestais-em-africa-esta-a-tornar-se-mais-curta-saiba-porque.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Oídio: a doença que gosta de calor seco e de noites húmidas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/oidio-a-doenca-que-gosta-de-calor-seco-e-de-noites-humidas.html</link><pubDate>Wed, 26 Aug 2026 07:27:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Ao contrário de quase todas as doenças das plantas, esta não precisa de chuva para se instalar. Prospera nas semanas secas de agosto e usa a humidade da noite para se multiplicar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/oidio-a-doenca-que-gosta-de-calor-seco-e-de-noites-humidas-1787591745233.png" data-image="1rm635bvdkgp"><figcaption>Nas curgetes, o oídio começa pelas folhas mais velhas e alastra depressa em semanas quentes e secas. </figcaption></figure><p>Há uma regra que se aprende cedo na horta: <strong>fungo gosta de humidade, por isso as doenças aparecem quando chove</strong>. O oídio é a exceção que estraga a regra, e é por isso que apanha tanta gente desprevenida.</p><p>Aparece precisamente naquelas semanas de agosto em que não cai uma gota, com dias quentes e secos. Começa por umas <strong>manchas de pó branco na folha</strong>, como se alguém tivesse espalhado farinha, e em poucos dias está espalhado pela planta toda.</p><h2>Porque é que esta doença é diferente das outras</h2><p>A maioria dos fungos que atacam as plantas precisa de água líquida sobre a folha para germinar. É o caso do míldio, que só arranca depois de uma chuvada.</p><div class="texto-destacado"><strong> Oídio- Doença provocada por fungos que se desenvolvem à superfície das folhas, sem penetrarem nos tecidos profundos. Ao contrário da maioria, não precisa de chuva nem de folhas molhadas para germinar. Basta-lhe humidade elevada no ar, que encontra nas noites de fim de verão.</strong></div><p>O<strong> oídio </strong>dispensa isso. Instala-se com humidade no ar e, curiosamente, a chuva forte até o prejudica, porque lava o pó branco das folhas. É a razão pela qual <strong>aparece em anos secos</strong> e desaparece em anos chuvosos, ao contrário de tudo o resto na horta.</p><h2>O ciclo diário que explica tudo</h2><p>Agosto oferece-lhe a combinação perfeita, e é uma combinação de duas partes do dia.</p><p><strong>Durante o dia, temperaturas entre os 20 e os 27 ºC, que é a faixa em que trabalha melhor</strong>. Acima dos 32 ºC abranda bastante, e é por isso que nas ondas de calor mais severas parece parar. Durante a <strong>noite</strong>, a humidade do ar sobe muito, sobretudo com o arrefecimento das últimas semanas do mês, e <strong>é nesse período que os esporos germinam e se multiplicam</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Dias quentes e secos, noites húmidas. É esta alternância, e não a chuva, que faz o oídio explodir no fim do verão.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Junte-se a isto o facto de que <strong>o vento transporta os esporos a grandes distâncias</strong> e percebe-se porque uma horta inteira pode ficar afetada em poucos dias, sem que tenha caído qualquer chuva.</p><h2>Onde procurar e o que se vê</h2><p>Comece pelas folhas mais velhas e pelas que estão em zonas de sombra, no interior da planta, onde o ar circula menos e a humidade se mantém mais tempo. Na <strong>tabela abaixo</strong> encontra alguns exemplos de culturas da horta afectadas pelo oídio.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Cultura</p></th><th scope="col"><p>Onde aparece primeiro</p></th><th scope="col"><p>O que se vê</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Curgete e abóbora</p></td><td><p>Folhas mais velhas, junto à base</p></td><td><p>Manchas brancas circulares que se juntam</p></td></tr><tr><td><p>Videira</p></td><td><p>Folhas novas e cachos</p></td><td><p>Pó cinzento e bagos que racham</p></td></tr><tr><td><p>Tomateiro</p></td><td><p>Folhas do terço inferior</p></td><td><p>Manchas amareladas com pó branco por baixo</p></td></tr><tr><td><p>Pepino</p></td><td><p>Página superior das folhas</p></td><td><p>Cobertura branca que amarelece o tecido</p></td></tr><tr><td><p>Roseira e aromáticas</p></td><td><p>Rebentos novos</p></td><td><p>Folhas deformadas e enroladas</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Culturas da horta afectadas pelo oídio. Fonte: elaboração própria.</td></tr></tbody></table><p>Um pormenor útil para distinguir de outras doenças: <strong>o pó do oídio sai se esfregar a folha com o dedo</strong>. Se a mancha permanecer, provavelmente não é oídio.</p><h2>Prevenir é sobretudo dar espaço e ar</h2><p>Como o fungo precisa de ar parado e húmido, quase tudo se joga na <strong>forma como a horta está organizada</strong>.</p><p><strong>Dê espaço às plantas</strong>. Um canteiro apinhado é uma estufa de humidade. Conduza na vertical o que puder, tutorando tomateiros e pepinos, e retire as folhas mais velhas junto à base, aquelas que já não produzem nada e apenas travam a circulação do ar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/oidio-a-doenca-que-gosta-de-calor-seco-e-de-noites-humidas-1787591780765.png" data-image="rfltys4ug53l"><figcaption>Ataque numa fase inicial, quando ainda é fácil travar. Poucos dias depois, a planta pode estar toda coberta. </figcaption></figure><p><strong>Regue de manhã e sempre no solo</strong>, nunca por cima da folhagem. Molhar as plantas ao fim do dia prolonga a humidade noturna, que é exatamente aquilo de que o fungo precisa.</p><p><strong>E não exagere no azoto</strong>. Rebentos tenros em excesso são o tecido preferido do fungo, e uma planta empanturrada de adubo azotado é um alvo fácil.</p><h2>Se já apareceu, o essencial é travar a expansão</h2><p>Comece por <strong>cortar e retirar as folhas mais atacadas</strong>, sem as deixar no chão da horta nem as pôr no composto, porque continuam a libertar esporos.</p><p>Depois, <strong>aja cedo</strong>. O oídio é muito mais fácil de travar no início, quando são só duas ou três manchas, do que quando já cobriu a planta. Vigie a horta de dois em dois dias nesta altura do ano.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785282" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/tomate-rachado-e-podridao-apical-o-que-a-falta-de-agua-faz-aos-frutos-no-fim-do-verao.html" title="Tomate rachado e podridão apical: o que a falta de água faz aos frutos no fim do verão">Tomate rachado e podridão apical: o que a falta de água faz aos frutos no fim do verão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/tomate-rachado-e-podridao-apical-o-que-a-falta-de-agua-faz-aos-frutos-no-fim-do-verao.html" title="Tomate rachado e podridão apical: o que a falta de água faz aos frutos no fim do verão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tomate-rachado-e-podridao-apical-o-que-a-falta-de-agua-faz-aos-frutos-no-fim-do-verao-1787591060134_320.png" alt="Tomate rachado e podridão apical: o que a falta de água faz aos frutos no fim do verão"></a></article></aside><p>Vale ainda a pena escolher<strong> variedades tolerantes na próxima sementeira</strong>, sobretudo em aboborinhas e pepinos, onde a diferença entre variedades é enorme e se nota logo no primeiro ano.</p><p>Antes de mais nada, olhe para dois números na previsão da sua zona:<strong> as máximas e a humidade relativa da noite</strong>. Se as tardes andarem entre os 20 e os 27 ºC e as noites forem húmidas, como é comum em Coimbra ou em Leiria no fim de agosto, é altura de olhar para as folhas todos os dias.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/oidio-a-doenca-que-gosta-de-calor-seco-e-de-noites-humidas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva, vento e trovoadas estão de regresso: mapas da Meteored revelam as zonas mais afetadas nas próximas horas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-vento-e-trovoadas-estao-de-regresso-mapas-da-meteored-revelam-as-zonas-mais-afetadas-nas-proximas-horas.html</link><pubDate>Wed, 26 Aug 2026 06:09:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A instabilidade regressa a Portugal continental. Chuva por vezes forte, vento e trovoadas poderão marcar quarta e quinta-feira, sobretudo no Norte e Centro.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb0pkse"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb0pkse.jpg" id="xb0pkse"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal continental prepara-se para uma nova alteração do padrão meteorológico, após uma terça-feira (25) marcada por condições mais estáveis. A aproximação de uma perturbação atlântica deverá trazer um cenário mais instável, com <strong>chuva, vento e possibilidade de trovoada em algumas regiões</strong>.</p><h2>Quarta-feira traz uma nova intensificação da chuva</h2><p>O estado do tempo vai sofrer uma mudança significativa nas próximas horas, com <strong>quarta-feira (26) a trazer um agravamento da instabilidade</strong>, sobretudo nas regiões Norte e Centro.</p><p>De acordo com os mapas do modelo ECMWF, a precipitação deverá entrar pelo litoral e avançar progressivamente para o interior. O cenário aponta para períodos de chuva, passando gradualmente a aguaceiros de norte para sul, podendo estes ser por vezes fortes no Norte e Centro.</p><p>Os acumulados previstos começam rapidamente a tornar-se expressivos. Até ao final de quarta-feira, o modelo aponta para valores próximos de <strong>41 mm em Braga, 28 mm no Porto, 21,5 mm em Viseu e Leiria e cerca de 17 mm em Aveiro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-vento-e-trovoadas-estao-de-regresso-mapas-da-meteored-revelam-as-zonas-mais-afetadas-nas-proximas-horas-1787682985431.jpg" data-image="ytg5e94ztjb0" alt="Chuva acumula mais de 40 mm no Minho até ao final de quarta-feira" title="Chuva acumula mais de 40 mm no Minho até ao final de quarta-feira"><figcaption>Precipitação acumulada prevista pelo modelo ECMWF até às 23h de quarta-feira (26). Os maiores acumulados concentram-se no Norte e em parte do Centro.</figcaption></figure><p>No Sul, o cenário será bastante diferente, com quantidades de precipitação significativamente inferiores. Lisboa poderá rondar os <strong>8 mm</strong>, enquanto em Évora e Beja os valores previstos ficam perto dos <strong>6 e 3 mm</strong>, respetivamente.</p><p>Esta diferença evidencia o forte contraste entre o Noroeste e o Sul do país durante a primeira fase deste episódio.</p><h2>Norte poderá ultrapassar os 50 mm até quinta-feira</h2><p>A precipitação deverá prolongar-se por <strong>quinta-feira (27)</strong>, fazendo aumentar consideravelmente os acumulados, sobretudo no Noroeste.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785430" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-madrugada-de-sexta-feira-28-de-agosto-estas-duas-cidades-irao-registar-temperaturas-minimas-abaixo-dos-10-c.html" title="Na madrugada de sexta-feira, 28 de agosto, estas duas cidades irão registar temperaturas mínimas abaixo dos 10 ºC">Na madrugada de sexta-feira, 28 de agosto, estas duas cidades irão registar temperaturas mínimas abaixo dos 10 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-madrugada-de-sexta-feira-28-de-agosto-estas-duas-cidades-irao-registar-temperaturas-minimas-abaixo-dos-10-c.html" title="Na madrugada de sexta-feira, 28 de agosto, estas duas cidades irão registar temperaturas mínimas abaixo dos 10 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/na-madrugada-de-sexta-feira-28-de-agosto-estas-duas-cidades-irao-registar-temperaturas-minimas-abaixo-dos-10-c-1787664261901_320.jpg" alt="Na madrugada de sexta-feira, 28 de agosto, estas duas cidades irão registar temperaturas mínimas abaixo dos 10 ºC"></a></article></aside><p>Quando contabilizada a chuva prevista durante todo o episódio, o ECMWF aponta para cerca de <strong>60 mm em Braga, 54 mm no Porto, 46 mm em Vila Real e 44 mm em Viseu</strong>. Em Aveiro poderão acumular-se aproximadamente 33 mm e em Coimbra cerca de 31 mm.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-vento-e-trovoadas-estao-de-regresso-mapas-da-meteored-revelam-as-zonas-mais-afetadas-nas-proximas-horas-1787683053537.jpg" data-image="g3004twoh2hw" alt="Acumulados podem chegar aos 60 mm no Noroeste" title="Acumulados podem chegar aos 60 mm no Noroeste"><figcaption>Precipitação acumulada prevista pelo ECMWF até às 23h de quinta-feira (27). O Noroeste deverá concentrar as maiores quantidades de chuva deste episódio.</figcaption></figure><p>Mais uma vez, o contraste com o Sul será evidente. Lisboa deverá ficar perto dos <strong>13 mm</strong>, enquanto Évora e Beja apresentam acumulados na ordem dos <strong>7 e 3 mm</strong>, respetivamente.</p><p>Assim, será principalmente <strong>a norte do sistema Montejunto-Estrela, e particularmente no Noroeste</strong>, que a precipitação terá maior expressão.</p><h2>Trovoadas? O risco existe, mas deverá ser localizado</h2><p>A passagem desta perturbação poderá também favorecer <strong>alguma atividade elétrica</strong>, embora os mapas não indiquem um episódio generalizado de trovoadas em Portugal continental.</p><p>Na manhã de quarta-feira, o ECMWF concentra os principais sinais junto ao litoral Norte e ao largo da costa ocidental. Pelas 09h, surgem valores próximos de <strong>0,39 raios/km² em Braga e 0,08 raios/km² no Porto</strong>, enquanto a generalidade do território apresenta valores nulos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-vento-e-trovoadas-estao-de-regresso-mapas-da-meteored-revelam-as-zonas-mais-afetadas-nas-proximas-horas-1787683253953.jpg" data-image="b84bbveot54u" alt="Atividade elétrica poderá surgir de forma localizada no Norte" title="Atividade elétrica poderá surgir de forma localizada no Norte"><figcaption>Densidade de raios prevista pelo ECMWF para as 09h de quarta-feira (26). A atividade elétrica prevista concentra-se sobretudo no litoral Norte e ao largo da costa.</figcaption></figure><p>Durante as horas seguintes, o sinal de atividade elétrica torna-se mais disperso e enfraquece consideravelmente. Na quinta-feira, os mapas mostram apenas valores residuais e muito localizados.</p><p>Ainda assim, o IPMA admite <strong>possibilidade de trovoadas nas regiões Norte e Centro na quarta-feira</strong> e, na quinta-feira, aguaceiros que poderão ser ocasionalmente acompanhados de trovoada e granizo.</p><h2>Rajadas de vento podem superar os 50 km/h</h2><p>O vento será outro dos elementos a acompanhar durante este episódio. <strong>As rajadas deverão intensificar-se durante quarta-feira</strong>, inicialmente junto ao litoral e posteriormente também em várias zonas do interior.</p><p>Ao início da tarde, o ECMWF já projeta rajadas próximas dos <strong>50 km/h em vários pontos do território</strong>, com valores localmente superiores.</p><p>A situação deverá manter-se durante quinta-feira, quando o vento volta a ganhar intensidade em várias regiões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-vento-e-trovoadas-estao-de-regresso-mapas-da-meteored-revelam-as-zonas-mais-afetadas-nas-proximas-horas-1787683420013.jpg" data-image="p8pkrqqlvph7" alt="Rajadas podem superar os 50 km/h em várias regiões" title="Rajadas podem superar os 50 km/h em várias regiões"><figcaption>Rajadas de vento previstas pelo ECMWF para as 15h de quinta-feira (27). Valores próximos ou superiores a 50 km/h surgem em várias zonas do território.</figcaption></figure><p>Pelas 15h, o modelo aponta para cerca de <strong>55 km/h no Porto, 53 km/h em Braga, 55 km/h em Viseu, 51 km/h em Guarda e 54 km/h em Portalegre</strong>.</p><p>A conjugação de <strong>vento, precipitação por vezes intensa e possibilidade localizada de trovoada</strong> deverá, assim, proporcionar dois dias marcados por condições meteorológicas adversas em várias regiões.</p><h2>Quando começa a melhorar o tempo?</h2><p>Apesar da persistência da instabilidade durante quinta-feira, a evolução prevista aponta para uma <strong>diminuição gradual da precipitação posteriormente</strong>.</p><p>Na sexta-feira ainda poderão ocorrer períodos de chuva ou aguaceiros no Norte e Centro, mas a fase mais significativa deste episódio deverá ficar concentrada entre quarta e quinta-feira.</p><p>O <strong>Noroeste será a região a acompanhar com maior atenção</strong>, não só pela persistência da precipitação, mas também pelos acumulados que poderão atingir ou mesmo ultrapassar localmente os <strong>50 a 60 mm</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-vento-e-trovoadas-estao-de-regresso-mapas-da-meteored-revelam-as-zonas-mais-afetadas-nas-proximas-horas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[El Niño deu uma pausa? Entenda porque é que não há mudança para um evento muito forte]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/el-nino-deu-uma-pausa-entenda-por-que-nao-ha-mudanca-para-um-evento-muito-forte.html</link><pubDate>Wed, 26 Aug 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após semanas de aquecimento acelerado, as anomalias na região de monitorização do El Niño estagnaram em 1,8 °C. Mas será que isso quer dizer que o Super El Niño perdeu a força?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-deu-uma-pausa-entenda-por-que-pequenas-oscilacoes-nao-mudam-o-rumo-do-fenomeno-1787590223835.png" data-image="t468s45he7ud" alt="Anomalia de temperatura da superfície do mar em 24 de agosto de 2026 em relação à 1991-2020, com base nos dados do ERA5. Créditos: Meteored/C3S/Copernicus." title="Anomalia de temperatura da superfície do mar em 24 de agosto de 2026 em relação à 1991-2020, com base nos dados do ERA5. Créditos: Meteored/C3S/Copernicus."><figcaption>Anomalia de temperatura da superfície do mar a 24 de agosto de 2026 em relação a 1991-2020, com base nos dados do ERA5. Créditos: Meteored/C3S/Copernicus.</figcaption></figure><p>Após uma sequência de elevações expressivas nas anomalias de temperatura da superfície do mar (TSM) nos últimos meses, o<strong> El Niño mostrou uma desaceleração temporária nas últimas semanas</strong>. Segundo atualização semanal da NOAA divulgada na passada segunda-feira (24), a <strong>anomalia relativa de TSM</strong> na região <strong>Niño 3.4 permaneceu em +1,8 °C</strong> na última semana, mantendo o mesmo valor das<strong> 2 semanas anteriores</strong>. Já a anomalia absoluta, que considera o aquecimento de fundo dos oceanos, registou uma ligeira queda em relação à semana anterior, de +2,7 °C para +2,6 °C.<strong> Mas afinal, o que é que isto significa?</strong></p><h2>Pequenas oscilações fazem parte da evolução do El Niño</h2><p>Embora o comportamento tenha chamado a atenção de quem acompanha os indicadores do Pacífico tropical,<strong> variações de curto prazo são comuns</strong> e <strong>não representam </strong>necessariamente<strong> uma mudança na tendência </strong><strong>do fenómeno</strong>, que já tem vindo a bater recordes de aquecimento e com previsão do seu pico atingir um valor histórico.</p><div class="texto-destacado">Ao contrário do que muitos imaginam, o El Niño não evolui de forma contínua e linear. Mesmo durante eventos muito fortes, é normal que ocorram períodos de estabilização ou até mesmo pequenas quedas temporárias nas anomalias de TSM.</div><p>Isto acontece porque os <strong>índices semanais são influenciados</strong> por diversos <strong>processos atmosféricos</strong> e oceânicos de <strong>menor escala </strong>e mais <strong>curta duração</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-deu-uma-pausa-entenda-por-que-pequenas-oscilacoes-nao-mudam-o-rumo-do-fenomeno-1787590240987.png" data-image="0lm69g1amvc6" alt="Evolução da anomalia relativa (azul) e absoluta (laranja) semanal de TSM desde 15/04/2026, destacando a estabilização do aquecimento nas últimas semanas (círculo vermelho). Créditos: Meterored." title="Evolução da anomalia relativa (azul) e absoluta (laranja) semanal de TSM desde 15/04/2026, destacando a estabilização do aquecimento nas últimas semanas (círculo vermelho). Créditos: Meterored."><figcaption>Evolução da anomalia relativa (azul) e absoluta (laranja) semanal de TSM desde 15/04/2026, destacando a estabilização do aquecimento nas últimas semanas (círculo vermelho). Créditos: Meterored.</figcaption></figure><p>Por esta razão, os <strong>centros climáticos</strong> internacionais <strong>utilizam</strong> principalmente <strong>médias mensais</strong> e <strong>trimestrais</strong> para <strong>avaliar</strong> a intensidade e a evolução do <strong>fenómeno</strong>, e não médias semanais.</p><p>Uma <strong>variação de alguns décimos de grau</strong> ao longo de uma semana, portanto, <strong>não é suficiente</strong> para <strong>caracterizar</strong> um <strong>enfraquecimento</strong> do evento - assim como também não serve como um indicador da magnitude final do evento.</p><h2>A MJO teve impacto mais limitado</h2><p>Um dos fatores que pode ajudar a explicar a recente estabilização do El Niño foi o comportamento da <strong>Oscilação Madden-Julian </strong>(MJO), um importante padrão de variabilidade tropical capaz de influenciar temporariamente as condições atmosféricas sobre o Pacífico equatorial. Quando ativa sobre as fases 6 e 7, pode aumentar o aquecimento na região do Niño 3.4.</p><p><strong>Durante agosto, a MJO avançou brevemente para a fase 6</strong>, no entanto, a sua <strong>amplitude</strong> permaneceu apenas <strong>moderada</strong> e por um <strong>período</strong> relativamente <strong>curto</strong>, limitando a ocorrência de anomalias de vento de oeste mais persistentes sobre o Pacífico equatorial.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-deu-uma-pausa-entenda-por-que-pequenas-oscilacoes-nao-mudam-o-rumo-do-fenomeno-1787590309654.png" data-image="77v0581t42nb" alt="Figura 1. Evolução da Oscilação Madden-Julian (MJO) entre julho e agosto de 2026." title="Figura 1. Evolução da Oscilação Madden-Julian (MJO) entre julho e agosto de 2026."><figcaption>Figura 1. Evolução da Oscilação Madden-Julian (MJO) entre julho (azul) e agosto (vermelho) de 2026. Créditos: CPC/NOAA.</figcaption></figure><p>As <strong>previsões indicavam</strong> que a <strong>MJO poderia favorecer </strong>condições mais propícias ao<strong> aquecimento</strong> do oceano durante a <strong>segunda quinzena de agosto</strong>. No entanto, essa <strong>atuação</strong> acabou por ser<strong> mais fraca </strong>do <strong>que o esperado</strong>, reduzindo o impulso adicional que poderia acelerar o aumento das anomalias no período. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-nova-previsao-aponta-evento-excepcional-com-anomalia-superior-a-3-4-c.html" title="Super El Niño: nova previsão aponta evento excecional com anomalia superior a 3,4 °C">Super El Niño: nova previsão aponta evento excecional com anomalia superior a 3,4 °C</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-nova-previsao-aponta-evento-excepcional-com-anomalia-superior-a-3-4-c.html" title="Super El Niño: nova previsão aponta evento excecional com anomalia superior a 3,4 °C"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-nova-previsao-aponta-evento-excepcional-com-anomalia-superior-a-3-4-c-1787174595191_320.png" alt="Super El Niño: nova previsão aponta evento excecional com anomalia superior a 3,4 °C"></a></article></aside><p>Isto não significa que o El Niño perdeu força, mas apenas que um dos mecanismos capazes de intensificar o aquecimento não se manifestou da forma prevista.</p><h2>Previsões atualizadas indicam anomalias de 3,5 °C no pico do evento</h2><p><strong>Apesar da pausa observada </strong>nas últimas semanas, os <strong>indicadores</strong> <strong>oceânicos</strong> e <strong>atmosféricos</strong> <strong>continuam</strong> <strong>compatíveis</strong> com um<strong> El Niño muito forte</strong> - ou um “Super El Niño”, como convencionado pelos media. Além disso, os <strong>modelos climáticos</strong> continuam a prever anomalias <strong>excecionalmente elevadas </strong>durante a primavera e o início do verão no Hemisfério Sul, podendo alcançar cerca de<strong> 3,5 °C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-deu-uma-pausa-entenda-por-que-pequenas-oscilacoes-nao-mudam-o-rumo-do-fenomeno-1787590329958.png" data-image="jyvo9guf22ei" alt="Previsão de anomalia de TSM do conjunto de modelos do IRI, iniciada em agosto, destacando o valor máximo previsto pela média dos modelos. Créditos: Meteored/IRI." title="Previsão de anomalia de TSM do conjunto de modelos do IRI, iniciada em agosto, destacando o valor máximo previsto pela média dos modelos. Créditos: Meteored/IRI."><figcaption>Previsão de anomalia de TSM do conjunto de modelos do IRI, iniciada em agosto, destacando o valor máximo previsto pela média dos modelos. Créditos: Meteored/IRI.</figcaption></figure><p>Por isso, <strong>é necessário cautela na interpretação dos números semanais</strong>. Mais importante do que observar pequenas oscilações de curto prazo é acompanhar a tendência de longo prazo, que ainda aponta para a manutenção de um evento excecionalmente intenso nos próximos meses.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/el-nino-deu-uma-pausa-entenda-por-que-nao-ha-mudanca-para-um-evento-muito-forte.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[5 empresas conhecidas que foram alvo de ações judiciais por venderem produtos alimentares associados ao cancro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/5-empresas-conhecidas-que-foram-alvo-de-acoes-judiciais-por-venderem-produtos-alimentares-associados-ao-cancro.html</link><pubDate>Tue, 25 Aug 2026 16:21:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Estes alertas mundiais sobre substâncias nocivas já não são um fenómeno isolado, mas sim uma onda global de consumidores e governos que exigem a retirada das prateleiras de qualquer produto que coloque em risco a saúde pública.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/5-empresas-populares-que-han-sido-demandadas-por-vender-productos-alimenticios-asociados-al-cancer-1787457325762.jpg" data-image="6f9ygrsx78ey" alt="La exposición al calor y la luz puede estimular la formación de benceno en algunas bebidas que contienen sales de benzoato y vitamina C." title="La exposición al calor y la luz puede estimular la formación de benceno en algunas bebidas que contienen sales de benzoato y vitamina C."><figcaption>A exposição ao calor e à luz pode estimular a formação de benzeno em algumas bebidas que contêm sais de benzoato e vitamina C.</figcaption></figure><p>Neste artigo, abordaremos as informações que surgiram sobre outras empresas que foram apontadas e processadas por utilizarem substâncias proibidas nas suas fórmulas; este texto é uma continuação. <strong>O escrutínio não se limita à indústria cosmética ou aos pesticidas de uso agrícola</strong>; chegou até aos produtos mais comuns da despensa e dos cuidados pessoais.</p><p>Um dos casos que mais despertou preocupações no setor dos alimentos processados envolveu a Cheerios, a icónica marca de cereais de aveia. <strong>Vários testes laboratoriais e queixas de consumidores apontaram a presença de vestígios de glifosato </strong>nos seus flocos, decorrentes da utilização do produto químico na secagem das culturas antes da colheita.</p><div class="texto-destacado">Por sua vez, no setor dos cuidados pessoais, a marca Old Spice enfrentou retiradas do mercado e ações judiciais após terem sido detetados níveis preocupantes de benzeno em vários dos seus desodorizantes e antitranspirantes em aerossol.</div><p>O benzeno é um solvente industrial e um carcinogéneo humano confirmado, cuja utilização não está autorizada como ingrediente e que acabou por contaminar os propulsores das embalagens.</p><h2>Benzeno nos refrigerantes </h2><p>Esta mesma substância também foi detetada na Coca-Cola;<strong> isto resultou de análises independentes que encontraram vestígios de benzeno em certas bebidas</strong> quando o benzoato de sódio (um conservante) se combinava com a vitamina C em condições de armazenamento inadequadas.</p><p>A FDA explicou que o benzeno pode formar-se em níveis muito baixos (nível de ppb) em algumas bebidas que contêm sais de benzoato e ácido ascórbico (vitamina C) ou ácido eritórbico <strong>(uma substância muito semelhante, isómero, também conhecida como ácido d-ascórbico)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/5-empresas-populares-que-han-sido-demandadas-por-vender-productos-alimenticios-asociados-al-cancer-1787457623900.jpg" data-image="4uk0tizmfqzm" alt="El benceno es un solvente industrial y un carcinógeno humano confirmado, cuyo uso no está autorizado como ingrediente." title="El benceno es un solvente industrial y un carcinógeno humano confirmado, cuyo uso no está autorizado como ingrediente."><figcaption>O benzeno é um solvente industrial e um carcinogéneo humano confirmado, cuja utilização não é autorizada como ingrediente.</figcaption></figure><p>A exposição ao calor e à luz pode estimular a formação de benzeno em algumas bebidas que contêm sais de benzoato e ácido ascórbico (vitamina C). O benzoato de sódio ou de potássio pode ser adicionado às bebidas para inibir o crescimento de bactérias, leveduras e bolores.</p><div class="texto-destacado">Nesta análise, a FDA explicou que os resultados do inquérito da CFSAN indicam que os níveis de benzeno detetados até à data nas bebidas não representam um risco para a saúde dos consumidores.</div><p>Quase todas as amostras analisadas nesta revisão não continham benzeno ou apresentavam níveis inferiores a 5 ppb. Além disso, <strong>os níveis de benzeno em centenas de amostras analisadas por agências governamentais nacionais e internacionais</strong> e pela indústria de bebidas coincidem com os encontrados pela FDA.</p><h2> Alimentos infantis e ultraprocessados sob escrutínio <br></h2><p>O domínio da nutrição infantil tem sido particularmente delicado. A marca de alimentos para bebés Gerber tem enfrentado litígios em grande escala na sequência de relatórios parlamentares e ações coletivas que revelaram níveis significativamente elevados de metais pesados nas suas papinhas, tais como arsénio, chumbo, cádmio e mercúrio.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="712850" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/pesticida-encontrado-a-niveis-elevados-nos-produtos-menstruais-no-reino-unido.html" title="Pesticida encontrado a níveis elevados nos produtos menstruais no Reino Unido">Pesticida encontrado a níveis elevados nos produtos menstruais no Reino Unido</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/pesticida-encontrado-a-niveis-elevados-nos-produtos-menstruais-no-reino-unido.html" title="Pesticida encontrado a níveis elevados nos produtos menstruais no Reino Unido"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pesticida-encontrado-a-niveis-elevados-nos-produtos-menstruais-no-reino-unido-1748596222799_320.jpg" alt="Pesticida encontrado a níveis elevados nos produtos menstruais no Reino Unido"></a></article></aside><p>Nessa mesma linha, a gigante transnacional Nestlé foi levada a tribunal devido à presença de aditivos não regulamentados e vestígios de metais pesados em algumas das suas fórmulas lácteas e alimentos embalados para crianças pequenas, o que acendeu o debate sobre a falta de controlos rigorosos nas matérias-primas agrícolas.</p><h2>Ftalatos no queijo e nas massas</h2><p>Por fim, a empresa Kraft Heinz juntou-se à lista de empresas processadas<strong> pela presença de ftalatos nos seus produtos</strong>, particularmente nas suas conhecidas embalagens de queijo fundido e massas.</p><p>Os ftalatos são plastificantes que se infiltram a partir das embalagens sintéticas e das máquinas de processamento diretamente para os alimentos, atuando como potentes desreguladores hormonais no corpo humano.</p><p>Estas acusações em série demonstram que os processos judiciais por substâncias nocivas já não são um facto isolado, <strong>mas sim uma onda global de consumidores e governos que exigem a retirada das prateleiras de qualquer ingrediente que coloque em risco a saúde pública</strong>.</p><p>No entanto, estas ações têm-se registado sobretudo nos Estados Unidos e em alguns países da Europa; no México e na América Latina, é menos comum que exista uma vigilância tão rigorosa.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/5-empresas-conhecidas-que-foram-alvo-de-acoes-judiciais-por-venderem-produtos-alimentares-associados-ao-cancro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os meteorologistas estão muito surpreendidos com o grande tornado no sul de França: "pode ter sido um EF3"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-meteorologistas-estao-muito-surpreendidos-com-o-grande-tornado-no-sul-de-franca-pode-ter-sido-um-ef.html</link><pubDate>Tue, 25 Aug 2026 15:19:26 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O tornado destrutivo, observado durante a tarde da passada segunda-feira 24 de agosto, ter-se-á formado no seio de uma zona de tempestades supercelulares. O departamento de Aude encontrava-se em aviso laranja devido a trovoadas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb0erc2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb0erc2.jpg" id="xb0erc2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>A localidade de Pomas, no departamento de Aude, na região da Occitânia</strong>, situa-se no sul de França, a cerca de 90 km de Toulouse e a cerca de 100 km a leste da fronteira com a Espanha, e na tarde de ontem - segunda-feira, 24 de agosto - a zona foi surpreendida por um dos fenómenos meteorológicos extremos mais temidos: <strong>um grande tornado</strong>.</p><p>Embora os danos causados pela passagem deste violento tornado ainda estejam a ser avaliados, alguns meios de comunicação locais <strong>classificam-no, a título preliminar, como um tornado de categoria EF2 ou mesmo EF3</strong>.</p><div class="texto-destacado">Um tornado de categoria EF2 apresenta ventos entre 179 e 218 km/h, capazes de arrancar telhados das casas e derrubar árvores no seu percurso. Num EF3, a velocidade do vento situa-se entre os 218 e os 266 km/h.</div><p>Segundo o site Keraunos, especializado na previsão e gestão de riscos associados a fenómenos meteorológicos extremos, o tornado terá sido avistado poucos minutos depois das 17h00 e <strong>ter-se-á formado a partir de "uma supercélula clássica, muito ativa e bem definida"</strong>. </p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">A destacar 2 cosas:<br><br>El Mediterráneo no está para bromas, se lleva diciendo todo el verano. Una vaguada típica y se lía, no ha hecho falta ninguna situación extraordinaria.<br><br>Este tornado empieza a ser de los que poco importa que la casa sea de pladur o de piedra (posible IF-3). <a href="https://t.co/PP0yL8wacs">https://t.co/PP0yL8wacs</a></p>— Víctor M. González (@gdvictorm) <a href="https://x.com/gdvictorm/status/2091995112951726424?ref_src=twsrc%5Etfw">August 24, 2026</a></blockquote></figure><p>A zona apresentava um <strong>risco de formação de tornados de nível 3 em 4</strong> e estava sob alerta especial devido a um risco significativo de tornado desde as 14h30, hora local, afirma a Keraunos no seu relatório inicial.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr"> Cette vidéo est bien réelle !! Voilà ce quont vécu les habitants de <a href="https://x.com/hashtag/Pomas?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Pomas</a> vers 17h, au passage de cette <a href="https://x.com/hashtag/tornade?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#tornade</a> dune envergure et dune puissance exceptionnelles. Ces images ont été tournées à proximité immédiate du cône (tourbillon) touchant le sol et créant ce phénomène <a href="https://t.co/UWemTUpGoI">pic.twitter.com/UWemTUpGoI</a></p>— Guillaume Woznica (@GWoznica) <a href="https://x.com/GWoznica/status/2091985658109731319?ref_src=twsrc%5Etfw">August 24, 2026</a></blockquote></figure><p>O tornado terá atravessado uma zona habitada de Pomas, localidade rodeada por quintas, onde foram registados <strong>danos graves em telhados, árvores arrancadas pela raiz e veículos capotados</strong>. A região terá sido previamente afetada por chuvas intensas, granizo e ventos com velocidades superiores a 100 km/h.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764087" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-meteorologistas-alertam-o-corredor-de-tornados-dos-eua-esta-a-mudar-e-existe-agora-uma-nova-zona-de-risco.html" title="Os meteorologistas alertam: o corredor de tornados dos EUA está a mudar e existe agora uma nova zona de risco">Os meteorologistas alertam: o corredor de tornados dos EUA está a mudar e existe agora uma nova zona de risco</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-meteorologistas-alertam-o-corredor-de-tornados-dos-eua-esta-a-mudar-e-existe-agora-uma-nova-zona-de-risco.html" title="Os meteorologistas alertam: o corredor de tornados dos EUA está a mudar e existe agora uma nova zona de risco"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologos-advierten-que-el-corredor-de-tornados-de-ee-uu-se-esta-desplazando-ahora-hay-una-nueva-zona-de-riesgo-1776153942794_320.jpeg" alt="Os meteorologistas alertam: o corredor de tornados dos EUA está a mudar e existe agora uma nova zona de risco"></a></article></aside><p>Os meios de comunicação locais dão conta dos danos causados pela passagem do tornado por Pomas na passada segunda-feira, dia 24. As informações publicadas pelo jornal La Dépêche referem-se a <strong>300 habitações afetadas</strong>, de acordo com a atualização feita pelo presidente da câmara de Aude durante a noite.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr">Bienvenue dans lAude <a href="https://x.com/hashtag/tornade?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#tornade</a> <a href="https://x.com/hashtag/Pomas?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Pomas</a> <a href="https://t.co/9MmyUHM5KQ">pic.twitter.com/9MmyUHM5KQ</a></p> C.L (@LeoCtl1) <a href="https://x.com/LeoCtl1/status/2091929111253926291?ref_src=twsrc%5Etfw">August 24, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>As autoridades informaram que, até ao momento, se registavam 41 feridos</strong>, dos quais 15 tiveram de ser transportados para centros de assistência médica. As operações de busca e salvamento continuavam em curso na zona gravemente afetada pelo tornado.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Keraunos" data-year="" data-title="Tornade%20au%20sud%20de%20Carcassonne%20(Aude)%20ce%20lundi%2024%20ao%C3%BBt" data-url="https%3A%2F%2Fwww.keraunos.org%2Factualites%2Ffil-infos%2F2026%2Faout%2Ftornade-aude-carcassonne-pomas-24-aout-2026">Keraunos. <a href="https://www.keraunos.org/actualites/fil-infos/2026/aout/tornade-aude-carcassonne-pomas-24-aout-2026" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Tornade au sud de Carcassonne (Aude) ce lundi 24 août</a>.</cite><br><cite data-author="La%20Chaine%20M%C3%A9t%C3%A9o" data-year="" data-title="Tornade%20dans%20l%E2%80%99Aude%20%3A%20d%E2%80%99importants%20d%C3%A9g%C3%A2ts%20au%20sud%20de%20Carcassonne" data-url="https%3A%2F%2Factualite.lachainemeteo.com%2Factualite-meteo%2F2026-08-24%2Ftornade-dans-l-aude-d-importants-degats-au-sud-de-carcassonne-91628">La Chaine Météo. <a href="https://actualite.lachainemeteo.com/actualite-meteo/2026-08-24/tornade-dans-l-aude-d-importants-degats-au-sud-de-carcassonne-91628" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Tornade dans l’Aude : d’importants dégâts au sud de Carcassonne</a>.</cite><br><cite data-author="La%20D%C3%A9p%C3%AAche" data-year="" data-title="REPLAY.%20Orages%20%3A%20deux%20personnes%20recherch%C3%A9es%20dans%20les%20d%C3%A9combres%20d'une%20maison%20%C3%A0%20Pomas%20apr%C3%A8s%20la%20tornade" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ladepeche.fr%2F2026%2F08%2F24%2Fdirect-orages-7500-foyers-sans-electricite-dans-les-landes-16-departements-du-sud-en-alerte-orange-a-partir-de-14h-13520503.php">La Dépêche. <a href="https://www.ladepeche.fr/2026/08/24/direct-orages-7500-foyers-sans-electricite-dans-les-landes-16-departements-du-sud-en-alerte-orange-a-partir-de-14h-13520503.php" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">REPLAY. Orages : deux personnes recherchées dans les décombres d'une maison à Pomas après la tornade</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-meteorologistas-estao-muito-surpreendidos-com-o-grande-tornado-no-sul-de-franca-pode-ter-sido-um-ef.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quando o calor ameaça o turismo, o Alentejo cria refúgios para proteger os visitantes]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quando-o-calor-ameaca-o-turismo-o-alentejo-cria-refugios-para-proteger-os-visitantes.html</link><pubDate>Tue, 25 Aug 2026 15:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas extremas obrigam os municípios a repensar espaços e formas de acolher turistas durante os períodos mais quentes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-o-calor-ameaca-o-turismo-o-alentejo-cria-refugios-para-proteger-os-visitantes-1787660925092.jpg" data-image="fg7tstb6a8fq" alt="Almodôvar, Alentejo" title="Almodôvar, Alentejo"><figcaption>Almodôvar está a construir a sua rede de refúgios climáticos para visitantes, contando já com sete espaços certificados com o selo Stay Cool. Foto: Município de Almodôvar.</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Durante décadas, o <strong>verão</strong> foi um dos maiores trunfos do turismo português. Dias longos, temperaturas elevadas e uma paisagem dominada por <strong>sol e mar</strong> ajudaram a construir a imagem do país como <strong>destino de férias</strong>. Agora, o mesmo clima começa a exigir novas respostas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É nesse contexto que surgem os refúgios climáticos Stay Cool, uma rede promovida pelo Turismo de Portugal para disponibilizar espaços de conforto e proteção durante períodos de calor extremo. A iniciativa pretende reforçar a adaptação dos destinos às alterações climáticas e proteger residentes e visitantes.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>No <strong>Alentejo</strong>, essa transformação está em marcha. Cinco municípios integram atualmente a rede, com <strong>18 locais certificados</strong>. Almodôvar e Cuba concentram sete refúgios cada, enquanto Mourão dispõe de dois e Arronches e Castelo de Vide de um cada. A Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo quer agora alargar esta resposta a outros municípios.</p><h2>Um lugar para quando o calor sufoca</h2><p>Um refúgio climático não precisa de ser um equipamento construído de raiz. Pode ser uma infraestrutura pública ou privada já existente, desde que ofereça condições adequadas de proteção e conforto térmico. <strong>Bibliotecas</strong>, <strong>museus</strong>, equipamentos culturais, parques, jardins, <strong>espaços religiosos</strong> e outros locais podem integrar a rede.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A ideia é que, durante um episódio de calor intenso, visitantes e residentes tenham acesso gratuito a lugares onde possam recuperar do esforço, descansar e hidratar-se. Água potável, zonas de repouso, sombra e condições térmicas mais estáveis fazem parte da resposta.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A criação destes espaços introduz uma mudança importante na própria experiência turística. Num destino sujeito a <strong>temperaturas extremas</strong>, saber onde encontrar conforto pode tornar-se tão relevante como conhecer os monumentos, os restaurantes ou os percursos pedestres.</p><h2>A sombra no planeamento turístico</h2><p>O programa não se limita aos espaços interiores climatizados. As orientações do Turismo de Portugal incluem também medidas que podem transformar o espaço urbano, como <strong>zonas de ensombramento</strong>, <strong>vegetação</strong>, melhoria do <strong>mobiliário urbano</strong> e outras soluções capazes de reduzir a exposição ao calor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-o-calor-ameaca-o-turismo-o-alentejo-cria-refugios-para-proteger-os-visitantes-1787661135723.jpg" data-image="zri4pzyavvgn" alt="Castelo de Vide (Paço do Concelho)" title="Castelo de Vide (Paço do Concelho)"><figcaption>Conhecer uma vila alentejana já não é apenas uma questão de passear. É preciso saber onde parar, beber água e recuperar do calor. Foto de Castelo de Vide: Pedro Paulo Palazzo, CC BY-SA 2.0, Wikimedia Commons</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Uma <strong>praça com árvores</strong>, um <strong>jardim</strong> acessível ou um <strong>espaço de descanso</strong> protegido deixam de ser apenas elementos agradáveis, assumindo uma função de segurança durante os períodos mais exigentes do verão.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778000" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-a-cidade-de-beja-vai-desafiar-o-calor-e-criar-uma-rede-pioneira-de-abrigos-climaticos.html" title="Como a cidade de Beja vai desafiar o calor e criar uma rede pioneira de abrigos climáticos">Como a cidade de Beja vai desafiar o calor e criar uma rede pioneira de abrigos climáticos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-a-cidade-de-beja-vai-desafiar-o-calor-e-criar-uma-rede-pioneira-de-abrigos-climaticos.html" title="Como a cidade de Beja vai desafiar o calor e criar uma rede pioneira de abrigos climáticos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-a-cidade-de-beja-vai-desafiar-o-calor-e-criar-uma-rede-pioneira-de-abrigos-climaticos-1783687922020_320.jpg" alt="Como a cidade de Beja vai desafiar o calor e criar uma rede pioneira de abrigos climáticos"></a></article></aside><p>No interior do país, essa adaptação ganha particular importância. A própria Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo considera a expansão da rede estratégica para reforçar a competitividade do destino, sobretudo nos meses de maior calor.</p><h2>Uma rede que vai continuar a crescer</h2><p>Os 18 locais atualmente certificados são apenas o início. O Turismo de Portugal abriu, em agosto, um aviso específico para apoiar a criação e qualificação destes espaços, integrado no <strong>programa Crescer com o Turismo</strong>. A dotação é de um <strong>milhão de euros</strong> e as candidaturas destinam-se a câmaras municipais e juntas de freguesia. O incentivo é não reembolsável e pode cobrir até 80% das despesas elegíveis, com um limite de 75 mil euros por candidatura.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A rede nacional pretende, assim, reunir diferentes tipos de resposta num mesmo sistema, com localização dos espaços numa plataforma própria e articulação entre municípios, operadores turísticos e outras entidades.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A mudança é mais profunda do que parece. Durante muito tempo, o bom tempo foi apresentado como uma vantagem competitiva do turismo português. À medida que os<strong> episódios</strong><strong> de calor </strong><strong>extremo </strong>se tornam mais<strong> intensos</strong>, os destinos começam a ter de garantir algo mais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-o-calor-ameaca-o-turismo-o-alentejo-cria-refugios-para-proteger-os-visitantes-1787661494953.jpg" data-image="mi8jerewu7m7" alt="Mourão, Alentejo" title="Mourão, Alentejo"><figcaption>Em destinos sujeitos a calor extremo, saber onde encontrar conforto pode ser tão importante como identificar monumentos, restaurantes ou percursos pedestres. Foto: Município de Mourão</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Não basta oferecer um lugar para passar o verão. É preciso criar condições para que seja possível vivê-lo com segurança. E talvez essa seja uma das mudanças mais discretas que as alterações climáticas estão a trazer ao turismo. O <strong>conforto térmico</strong> está a deixar de ser apenas uma comodidade e a fazer parte da infraestrutura de um destino preparado para enfrentar fenómenos meteorológicos extremos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Turismo%20de%20Portugal" data-year="" data-title="Rede%20de%20Ref%C3%BAgios%20Clim%C3%A1ticos%20%7C%20Stay%20Cool%20%E2%80%93%20Boas%20pr%C3%A1ticas" data-url="https%3A%2F%2Fbusiness.turismodeportugal.pt%2FSiteCollectionDocuments%2Fgestao-de-risco%2Frede-refugios-climaticos-stay-cool-orientacoes-municipios.pdf">Turismo de Portugal. <a href="https://business.turismodeportugal.pt/SiteCollectionDocuments/gestao-de-risco/rede-refugios-climaticos-stay-cool-orientacoes-municipios.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Rede de Refúgios Climáticos | Stay Cool – Boas práticas</a>.</cite><br><cite data-author="Turismo%20de%20Portugal" data-year="" data-title="Rede%20de%20Ref%C3%BAgios%20Clim%C3%A1ticos%20%7C%20Stay%20Cool%20%E2%80%93%20Apresenta%C3%A7%C3%A3o" data-url="https%3A%2F%2Fbusiness.turismodeportugal.pt%2Fpt%2FGerir%2Fgestao-riscos%2FPaginas%2Frede-refugios-climaticos-stay-cool.aspx">Turismo de Portugal. <a href="https://business.turismodeportugal.pt/pt/Gerir/gestao-riscos/Paginas/rede-refugios-climaticos-stay-cool.aspx" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Rede de Refúgios Climáticos | Stay Cool – Apresentação</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quando-o-calor-ameaca-o-turismo-o-alentejo-cria-refugios-para-proteger-os-visitantes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Na madrugada de sexta-feira, 28 de agosto, estas duas cidades irão registar temperaturas mínimas abaixo dos 10 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-madrugada-de-sexta-feira-28-de-agosto-estas-duas-cidades-irao-registar-temperaturas-minimas-abaixo-dos-10-c.html</link><pubDate>Tue, 25 Aug 2026 13:45:05 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma massa de ar frio, de origem polar marítima, provocará uma descida significativa das temperaturas mínimas até sexta-feira, 28 de agosto, dia no qual se preveem valores inferiores a 10 ºC nestas duas capitais de distrito de Portugal continental.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb0nyna"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb0nyna.jpg" id="xb0nyna"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como já foi mencionado em previsões anteriormente lançadas pela Meteored Portugal, aproxima-se vertiginosamente da nossa geografia continental <strong>uma massa de ar muito fria para a época do ano, de origem polar marítima e associada à circulação de um vale depressionário em altitude</strong>, que favorecerá a sua canalização até ao nosso país entre quarta (26) e quinta-feira (27), prevendo-se que os seus efeitos se prolonguem até ao amanhecer de sexta-feira (28).</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>A chegada a Portugal continental de uma massa de ar polar marítimo procedente do Atlântico, que por cá permanecerá durante cerca de dois dias - entre quarta (26) e as primeiras horas de sexta (28) - provocará uma descida das temperaturas máximas e mínimas para valores significativamente inferiores à média climatológica para um mês de agosto.</div><p><strong>Neste artigo os valores previstos das temperaturas mínimas para a madrugada de sexta-feira (28) estarão no centro das atenções</strong>, analisando-se especificamente as Regiões Norte e Centro - onde a descida térmica será mais notável e onde se deverão registar os valores mais baixos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/na-madrugada-de-sexta-feira-28-de-agosto-estas-duas-cidades-irao-registar-temperaturas-minimas-abaixo-dos-10-c-1787664740605.jpg" data-image="8ppvy3dciqs4"><figcaption>Anomalias térmicas negativas previstas na madrugada de sexta-feira (28).</figcaption></figure><p>Entre as regiões referidas, serão analisadas as sub-regiões do Nordeste Transmontano e da Beira Alta, situadas no interior Norte e Centro, com destaque para as suas principais cidades:<strong> Bragança</strong> e <strong>Guarda</strong>.</p><h2>Previsão da evolução das temperaturas mínimas entre quarta e sexta-feira nas Regiões Norte e Centro</h2><p>Na tabela abaixo será analisada <strong>a evolução das temperaturas mínimas previstas para as madrugadas dos três próximos dias</strong> nas capitais distritais do Norte e Centro de Portugal continental, período em que, por norma, e sobretudo em condições atmosféricas estáveis, as temperaturas tendem a registar os seus valores mais baixos.</p><div class="texto-destacado"><strong>Ao longo dos próximos três dias prevê-se uma descida das temperaturas mínimas em boa parte das Regiões Norte e Centro, sendo particularmente acentuada na madrugada de sexta-feira (28), sobretudo no interior destas regiões.</strong></div><p>É no período pouco antes ou no momento em que o sol nasce que, por norma, a temperatura mínima do dia costuma ser registada, embora, por vezes, ocorram exceções coincidentes com mudanças da massa de ar, que podem alterar o padrão normal.</p><p>E <strong>é precisamente uma dessas exceções que poderá ocorrer na sexta-feira (28), uma vez que a temperatura mínima em boa parte do país poderá ser registada durante a primeira metade da madrugada</strong>, ao invés de ocorrer no período habitual próximo do nascer do sol.</p><table><thead><tr><th>Capital de Distrito</th><th>Temperatura Mínima Quarta-feira, 26 de agosto</th><th>Temperatura Mínima Quinta-feira, 27 de agosto</th><th>Temperatura Mínima Sexta-feira, 28 de agosto</th></tr></thead><tbody><tr><td>Viana do Castelo</td><td>17 ºC</td><td>15 ºC</td><td>15 ºC</td></tr><tr><td>Braga</td><td>16 ºC</td><td>14 ºC</td><td>13 ºC</td></tr><tr><td>Porto</td><td>18 ºC</td><td>15 ºC</td><td>16 ºC</td></tr><tr><td>Aveiro</td><td>17 ºC</td><td>16 ºC</td><td>16 ºC</td></tr><tr><td>Vila Real</td><td>14 ºC</td><td>12 ºC</td><td>11 ºC</td></tr><tr><td>Bragança</td><td>13 ºC</td><td>12 ºC</td><td>9 ºC</td></tr><tr><td>Viseu</td><td>15 ºC</td><td>13 ºC</td><td>12 ºC</td></tr><tr><td>Guarda</td><td>12 ºC</td><td>11 ºC</td><td>8 ºC</td></tr><tr><td>Coimbra</td><td>16 ºC</td><td>15 ºC</td><td>15 ºC</td></tr><tr><td>Leiria</td><td>17 ºC</td><td>16 ºC</td><td>17 ºC</td></tr><tr><td>Castelo Branco</td><td>16 ºC</td><td>14 ºC</td><td>11 ºC</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="4">Fonte: Mapas da Meteored.</td></tr></tbody></table><p>Entre as 11 capitais de distrito analisadas, grosso modo inseridas no Norte e Centro do país,<strong> realçam-se claramente as cidades de Bragança e Guarda</strong>, onde as temperaturas mínimas previstas para sexta-feira, 28 de agosto, se situarão abaixo do patamar dos 10 ºC, estando à vista valores excecionalmente baixos para um mês de agosto.</p><h2>Temperaturas mínimas bem abaixo do normal para um mês de agosto, especialmente na sexta-feira 28</h2><p>De acordo com a normal climatológica 1991-2020 elaborada pelo IPMA, é possível constatar que <strong>a média da temperatura mínima para agosto, em ambas as cidades, ronda os 14 ºC: Guarda (14 ºC) e Bragança (14, 4 ºC)</strong>.</p><p>Deste modo,<strong> o registo de mínimas de 8 e 9 ºC previstos para sexta-feira (28), respetivamente, </strong>converge com a impressionante intensidade e duração da massa de ar polar em território nacional, atestando o seu carácter invulgar para a época do ano. Até mesmo na quarta (26) e na quinta-feira (27) os valores de mínima nestas duas cidades já serão inferiores ao normal, ainda que não tão acentuados face à média.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785426" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/eis-como-sera-o-tempo-em-portugal-ate-domingo-30-de-agosto-de-acordo-com-os-mapas-da-meteored.html" title="Eis como será o tempo em Portugal até domingo, 30 de agosto, de acordo com os mapas da Meteored">Eis como será o tempo em Portugal até domingo, 30 de agosto, de acordo com os mapas da Meteored</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/eis-como-sera-o-tempo-em-portugal-ate-domingo-30-de-agosto-de-acordo-com-os-mapas-da-meteored.html" title="Eis como será o tempo em Portugal até domingo, 30 de agosto, de acordo com os mapas da Meteored"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/eis-como-sera-o-tempo-em-portugal-ate-domingo-30-de-agosto-de-acordo-com-os-mapas-da-meteored-1787660956681_320.jpg" alt="Eis como será o tempo em Portugal até domingo, 30 de agosto, de acordo com os mapas da Meteored"></a></article></aside><p>Além das cidades de Bragança e Guarda, outras cidades, vilas, aldeias e povoações do interior Norte e Centro destacar-se-ão face ao resto do país pela previsão de mínimas a rondar os 10 ºC, seja pelo registo de valores ligeiramente superiores, seja pelo registo de valores ligeiramente inferiores a este patamar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/na-madrugada-de-sexta-feira-28-de-agosto-estas-duas-cidades-irao-registar-temperaturas-minimas-abaixo-dos-10-c-1787664261901.jpg" data-image="rpaahrmkvs0t"><figcaption>Temperatura do ar prevista às 04:00 da manhã de sexta-feira, 28 de agosto.</figcaption></figure><p>Aliás, como se pode atestar pelo mapa acima baseado no modelo ECMWF, <strong>as temperaturas mínimas mais baixas em Portugal continental registar-se-ão nas zonas montanhosas do interior e em algumas áreas de vale abrigadas</strong>, devido não só à altitude como também às características do relevo, e, possivelmente em alguns locais, até mesmo por causa da acumulação de ar frio junto ao solo.</p><p>Adicionalmente, refira-se ainda que, como é habitual, a influência moderadora da proximidade ao Atlântico fará com que as localidades do litoral registem descidas menos acentuadas e valores geralmente mais elevados do que as localidades do<strong> interior, onde o efeito de continentalidade favorecerá um arrefecimento noturno mais acentuado, a par de outros fatores como o relevo e a altitude</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-madrugada-de-sexta-feira-28-de-agosto-estas-duas-cidades-irao-registar-temperaturas-minimas-abaixo-dos-10-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Eis como será o tempo em Portugal até domingo, 30 de agosto, de acordo com os mapas da Meteored]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/eis-como-sera-o-tempo-em-portugal-ate-domingo-30-de-agosto-de-acordo-com-os-mapas-da-meteored.html</link><pubDate>Tue, 25 Aug 2026 13:04:36 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A última semana de agosto continuará muito instável em Portugal continental. Uma nova frente fria irá trazer chuva, trovoadas e vento, com acumulados de precipitação que poderão superar os 100 mm no Minho. </p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb0nm6y"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb0nm6y.jpg" id="xb0nm6y"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A última semana de agosto continuará a apresentar um padrão atmosférico pouco habitual para a época em Portugal continental. Depois da depressão que marcou o fim de semana, <strong>a chuva ainda não se despede.</strong></p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Uma nova região de baixas pressões e uma frente fria deverão trazer precipitação significativa, vento e alguma trovoada entre quarta e sexta-feira. <strong>No fim de semana o cenário muda,</strong> com o regresso gradual do tempo seco e das temperaturas acima dos 30 ºC.</p><h2>Terça-feira ainda com chuva residual</h2><p>Esta terça-feira, dia 25, ainda será marcada pelos efeitos residuais da depressão que afetou Portugal nos últimos dias. A atmosfera mantém-se bastante húmida e a nebulosidade continuará presente em grande parte do território.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/eis-como-sera-o-tempo-em-portugal-ate-domingo-30-de-agosto-de-acordo-com-os-mapas-da-meteored-1787660707690.jpg" data-image="j54sfw9w8w3e" alt="Chuva e pressão atmosférica" title="Chuva e pressão atmosférica"><figcaption>A precipitação residual continuará esta terça-feira em várias regiões do Norte e Centro, enquanto dois núcleos de baixas pressões no Atlântico preparam uma nova mudança do estado do tempo em Portugal.</figcaption></figure><p>Durante a tarde, <strong>a precipitação deverá concentrar-se sobretudo numa faixa que abrange os distritos de Santarém, Leiria, Coimbra, Aveiro, Viseu, Vila Real, Braga e Viana do Castelo.</strong> De um modo geral, serão quantidades reduzidas, com acumulados horários que não deverão ultrapassar 1 mm na maioria dos locais.</p><p>O contraste será maior no sul. Beja deverá beneficiar de condições mais secas e de uma recuperação das temperaturas, podendo os termómetros alcançar os <strong>30 ºC</strong> em alguns locais.</p><p>No Atlântico, porém, a situação estará novamente a mudar. Os <strong>mapas mostram dois núcleos de baixas pressões que, com a evolução da situação sinóptica, darão origem a uma área depressionária mais organizada.</strong> Esta configuração permitirá a aproximação de um cavado, associado a uma nova frente fria que irá condicionar o estado do tempo já na quarta-feira.</p><h2>Quarta-feira teremos uma nova frente fria a atravessar Portugal</h2><p>A quarta-feira, dia 26, será novamente um dia de características pouco estivais em várias regiões. A depressão estará posicionada a noroeste da Península Ibérica, enquanto <strong>uma frente fria bem definida deverá avançar sobre Portugal continental</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/eis-como-sera-o-tempo-em-portugal-ate-domingo-30-de-agosto-de-acordo-com-os-mapas-da-meteored-1787660804949.jpg" data-image="a12uxepqw4ol" alt="Chuva e pressão atmosférica" title="Chuva e pressão atmosférica"><figcaption>Uma nova frente fria, associada a uma região depressionária a noroeste da Península Ibérica, alcançará Portugal na quarta-feira, levando uma faixa organizada de precipitação do litoral para o interior.</figcaption></figure><p>A chuva começará pelo litoral oeste e irá progredir para leste ao longo do dia. Os mapas da Meteored sugerem que o <strong>Norte e Centro serão as regiões mais afetadas</strong>, embora a precipitação possa alcançar também áreas mais a sul.</p><p>Em determinados momentos, a precipitação poderá ser moderada e localmente mais intensa. Os modelos chegam a projetar <strong>acumulados horários superiores a 10 mm em alguns pontos</strong>, sobretudo no Norte, à medida que a frente atravessa o território.</p><p>Não será apenas a chuva a marcar o dia. A passagem frontal deverá ser acompanhada por <strong>atividade elétrica fraca a moderada</strong>, inicialmente mais provável junto ao litoral oeste.</p><h2>Vento também aumenta: rajadas poderão rondar os 60 km/h</h2><p>Outro elemento a acompanhar será o vento. Com a aproximação da depressão e a passagem da frente, <strong>prevê-se um reforço das rajadas durante quarta-feira</strong>, primeiro nas regiões costeiras e posteriormente no interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/eis-como-sera-o-tempo-em-portugal-ate-domingo-30-de-agosto-de-acordo-com-os-mapas-da-meteored-1787660872128.jpg" data-image="r0dnyby3z3ir" alt="Rajada de Vento (km/h)" title="Rajada de Vento (km/h)"><figcaption>O vento também ganhará intensidade durante a passagem frontal. As rajadas poderão atingir ou ultrapassar os 60 km/h em alguns locais, sobretudo no Norte, Centro e terras altas.</figcaption></figure><p>Segundo os mapas da Meteored, poderão ocorrer <strong>rajadas próximas ou superiores a 60 km/h</strong>, sobretudo nas regiões Norte e Centro e nos pontos mais elevados. A conjugação entre chuva persistente, vento e céu muito nublado voltará, assim, a proporcionar uma sensação bastante diferente daquela que normalmente associamos ao final de agosto.</p><p>A instabilidade não deverá desaparecer imediatamente após a passagem da frente. A circulação depressionária continuará a transportar ar húmido para Portugal, <strong>permitindo a</strong><strong> ocorrência de períodos adicionais de precipitação durante quinta-feira e possivelmente ainda na madrugada de sexta-feira.</strong></p><h2>Mais de 100 mm: chuva muito significativa para agosto no Minho</h2><p>O mapa de precipitação acumulada até sexta-feira ajuda a perceber a dimensão deste período chuvoso. Existe um claro gradiente entre o noroeste e o sul do país, sendo <strong>Viana do Castelo, Braga e zonas do interior Norte e Centro as áreas onde os acumulados deverão ser mais expressivos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/eis-como-sera-o-tempo-em-portugal-ate-domingo-30-de-agosto-de-acordo-com-os-mapas-da-meteored-1787660956681.jpg" data-image="vycy66dl9r0j" alt="Precipitação acumulada" title="Precipitação acumulada"><figcaption>O noroeste será a região mais chuvosa deste episódio. Os acumulados poderão superar localmente os 100 mm no Minho, nomeadamente nas zonas de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca, valores muito significativos para o mês de agosto.</figcaption></figure><p>No Minho, o mapa Meteored de precipitação acumulada projeta localmente valores que poderão <strong>ultrapassar os 100 mm</strong>, nomeadamente na região de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca.</p><div class="texto-destacado">Embora acumulados desta ordem sejam perfeitamente possíveis durante episódios chuvosos no inverno, <strong>mais de 100 mm em 72h representam uma quantidade muito significativa para agosto</strong>, sobretudo quando comparada com a precipitação média climatológica do mês no distrito de Viana do Castelo.</div><p>O contraste territorial será bastante acentuado. Enquanto algumas zonas do Minho poderão superar os 100 mm, os acumulados previstos descem para <strong>valores inferiores a 10 mm em grande parte do Alentejo e tornam-se residuais no Algarve.</strong></p><h2>O fim de semana traz finalmente uma mudança</h2><p>A partir de sexta-feira, a influência depressionária deverá começar a diminuir e a tendência aponta para uma melhoria gradual do estado do tempo. Entre <strong>sábado, dia 29, e domingo, dia 30</strong>, Portugal continental deverá transitar para um cenário progressivamente mais seco, particularmente evidente no Sul e no interior da região Centro. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785419" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ar-polar-traz-descida-de-ate-4-c-eis-as-maximas-previstas-na-quarta-e-quinta-feira-nas-capitais-distritais-de-portugal.html" title="Ar polar traz descida de at�� 4 ºC: eis as máximas previstas na quarta e quinta-feira nas capitais distritais de Portugal">Ar polar traz descida de at�� 4 ºC: eis as máximas previstas na quarta e quinta-feira nas capitais distritais de Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ar-polar-traz-descida-de-ate-4-c-eis-as-maximas-previstas-na-quarta-e-quinta-feira-nas-capitais-distritais-de-portugal.html" title="Ar polar traz descida de at�� 4 ºC: eis as máximas previstas na quarta e quinta-feira nas capitais distritais de Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-traz-descida-de-ate-4-c-eis-as-maximas-previstas-na-quarta-e-quinta-feira-nas-capitais-distritais-de-portugal-1787658679727_320.png" alt="Ar polar traz descida de at�� 4 ºC: eis as máximas previstas na quarta e quinta-feira nas capitais distritais de Portugal"></a></article></aside><p>Esta estabilização será acompanhada por uma recuperação térmica. Depois de vários dias marcados por chuva, elevada humidade e temperaturas relativamente contidas, <strong>os termómetros poderão voltar a ultrapassar os 30 ºC em várias zonas do interior</strong> durante o fim de semana.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/eis-como-sera-o-tempo-em-portugal-ate-domingo-30-de-agosto-de-acordo-com-os-mapas-da-meteored.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar polar traz descida de at�� 4 ºC: eis as máximas previstas na quarta e quinta-feira nas capitais distritais de Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ar-polar-traz-descida-de-ate-4-c-eis-as-maximas-previstas-na-quarta-e-quinta-feira-nas-capitais-distritais-de-portugal.html</link><pubDate>Tue, 25 Aug 2026 11:51:49 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O tempo vai arrefecer novamente. Uma massa de ar polar marítimo está a caminho de Portugal continental e irá provocar uma descida das temperaturas para valores significativamente baixos para um mês de agosto. Consulte a previsão para a sua região!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb0n4fe"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb0n4fe.jpg" id="xb0n4fe"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nos próximos dias, além da chegada de sucessivas superfícies frontais associadas a um vale depressionário que gerarão mais episódios de chuva, vento e trovoadas, <strong>a grande novidade meteorológica residirá na</strong> <strong>chegada de uma massa de ar polar marítima (fria e húmida) e procedente do Atlântico</strong>, que se aproximará de Portugal continental vinda de oes-noroeste.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br><br><strong>O ar polar ‘invadirá’ uma boa parte de Portugal entre quarta e quinta-feira, 26 e 27 de agosto</strong>. Provocará uma descida quase generalizada das temperaturas máximas e mínimas em ambos os dias e ainda um amanhecer frio em vastas zonas já na sexta-feira (28).</div><p><strong>Amanhã (26) já começaremos a sentir os seus efeitos dada a expectável descida das temperaturas máximas e mínimas</strong> - também ilustrada nos mapas de temperatura do ar à superfície, a 700 hPa e a 850 hPa - sendo que na quinta-feira (27) é esperado que o seu efeito à superfície se prolongue e se espalhe em termos de área geográfica abrangida.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-traz-descida-de-ate-4-c-eis-as-maximas-previstas-na-quarta-e-quinta-feira-nas-capitais-distritais-de-portugal-1787657888570.jpg" data-image="ltuwyxijn35y"><figcaption>Temperatura do ar prevista para as 15:00 desta terça-feira, 25 de agosto.</figcaption></figure><p>Neste artigo, porém, <strong>o foco estará somente nos valores previstos das temperaturas máximas para quarta e quinta-feira, 26 e 27 de agosto</strong>, período em que a passagem do ar polar pelo território nacional atingirá o seu “pico” e durante o qual estão previstos valores bastante baixos para a época, e claramente inferiores à média climatológica de referência.</p><h2>O ar polar provocará uma descida de até 4 ºC nas máximas das capitais de distrito na quarta, dia 26</h2><p>Uma vez mais, <strong>as Regiões Norte e Centro serão as mais expostas à passagem da massa de ar frio</strong> devido a fatores geográficos como a latitude e a orografia que separa as regiões a norte e a sul do sistema montanhoso Montejunto-Estrela e ao efeito gerado pela trajetória do vale depressionário responsável por impulsionar o ar polar marítimo até à geografia da Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-traz-descida-de-ate-4-c-eis-as-maximas-previstas-na-quarta-e-quinta-feira-nas-capitais-distritais-de-portugal-1787657800883.jpg" data-image="rij6lamc90n3"><figcaption>Temperatura do ar prevista às 14:00 de quarta-feira, 25 de agosto.</figcaption></figure><p> <strong>De hoje (terça-feira 25) para amanhã (quarta-feira 26) os nossos mapas antecipam uma descida entre 1 e 4 ºC</strong> dos valores das temperaturas máximas em praticamente todas as capitais distritais, sendo essa descida especialmente mais pronunciada nas Regiões Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-traz-descida-de-ate-4-c-eis-as-maximas-previstas-na-quarta-e-quinta-feira-nas-capitais-distritais-de-portugal-1787657477513.jpg" data-image="i76iv7jxtl7l"><figcaption>Mapa da temperatura do ar a aproximadamente 3000 metros de altitude na quinta-feira (27), onde se verifica a passagem da massa de ar polar por praticamente dois terços da geografia de Portugal continental.</figcaption></figure><p> Ainda assim, a Área Metropolitana de Lisboa, o Ribatejo e algumas zonas do Alto Alentejo serão parcialmente afetadas pela passagem deste ar mais frio, como se pode verificar<strong> acima pelo</strong> <strong>mapa de temperatura a 700 hPa</strong>. </p><h2>Ar polar condiciona temperaturas máximas na quarta e quinta-feira</h2><p><strong>Abaixo consta uma tabela em que se verifica a evolução das temperaturas máximas para quarta (26) e quinta (27)</strong> e onde é possível comparar os valores previstos para ambos os dias nas 18 capitais de distrito, segundo os mapas de referência da Meteored, baseados no modelo que merece a nossa maior confiança (ECMWF).</p><table><thead><tr><th>Capital de Distrito</th><th>Temperatura Máxima Quarta-feira, 26 de agosto</th><th>Temperatura Máxima Quinta-feira, 27 de agosto</th></tr></thead><tbody><tr><td>Viana do Castelo</td><td>18 ºC</td><td>18 ºC</td></tr><tr><td>Braga</td><td>18 ºC</td><td>18 ºC</td></tr><tr><td>Porto</td><td>19 ºC</td><td>19 ºC</td></tr><tr><td>Aveiro</td><td>22 ºC</td><td>21 ºC</td></tr><tr><td>Vila Real</td><td>18 ºC</td><td>18 ºC</td></tr><tr><td>Viseu</td><td>18 ºC</td><td>17 ºC</td></tr><tr><td>Bragança</td><td>18 ºC</td><td>18 ºC</td></tr><tr><td>Guarda</td><td>16 ºC</td><td>16 ºC</td></tr><tr><td>Coimbra</td><td>21 ºC</td><td>21 ºC</td></tr><tr><td>Castelo Branco</td><td>21 ºC</td><td>21 ºC</td></tr><tr><td>Leiria</td><td>22 ºC</td><td>22 ºC</td></tr><tr><td>Santarém</td><td>23 ºC</td><td>23 ºC</td></tr><tr><td>Lisboa</td><td>25 ºC</td><td>24 ºC</td></tr><tr><td>Setúbal</td><td>22 ºC</td><td>22 ºC</td></tr><tr><td>Portalegre</td><td>22 ºC</td><td>21 ºC</td></tr><tr><td>Évora</td><td>24 ºC</td><td>23 ºC</td></tr><tr><td>Beja</td><td>25 ºC</td><td>24 ºC</td></tr><tr><td>Faro</td><td>24 ºC</td><td>24 ºC</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Fonte: Mapas da Meteored.</td></tr></tbody></table><p>Um dos aspetos que salta imediatamente à vista quando comparamos a <strong>evolução das temperaturas máximas entre quarta (26) e quinta-feira (27) é o facto da grande maioria das capitais de distrito de Portugal continental preservar o mesmo valor</strong>, o que evidencia a intensidade da massa de ar polar, bem forte para a época do ano - até mesmo pela duração que terá num território com a dimensão do nosso (apenas 200 km de largura).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-traz-descida-de-ate-4-c-eis-as-maximas-previstas-na-quarta-e-quinta-feira-nas-capitais-distritais-de-portugal-1787657288007.jpg" data-image="drybvse2agdy"><figcaption>Para quinta-feira (27) preveem-se anomalias térmicas negativas de norte a sul do território, sendo muito significativas de um modo geral. Algumas regiões deverão registar temperaturas até 12 ºC abaixo do normal para esta época do ano.</figcaption></figure><p>Outro dos aspetos que se salienta na análise da variação térmica das máximas entre estas duas datas é que <strong>a grande maioria das capitais distritais do Centro e do Sul registarão uma descida de 1 ºC</strong>, enquanto as restantes, como já foi referido, manterão o mesmo valor.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785407" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-emite-aviso-amarelo-de-precipitacao-em-7-distritos-para-esta-quarta-feira-26-de-agosto.html" title="IPMA emite aviso amarelo de precipitação em 7 distritos para esta quarta-feira (26 de agosto)">IPMA emite aviso amarelo de precipitação em 7 distritos para esta quarta-feira (26 de agosto)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-emite-aviso-amarelo-de-precipitacao-em-7-distritos-para-esta-quarta-feira-26-de-agosto.html" title="IPMA emite aviso amarelo de precipitação em 7 distritos para esta quarta-feira (26 de agosto)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-emite-aviso-amarelo-de-precipitacao-em-7-distritos-para-esta-quarta-feira-26-de-agosto-1787652356663_320.jpg" alt="IPMA emite aviso amarelo de precipitação em 7 distritos para esta quarta-feira (26 de agosto)"></a></article></aside><p>Adicionalmente, refira-se ainda que 5 das 18 capitais distritais - quase todas situadas a norte do Douro (exceto a Guarda) - registarão<strong> temperaturas máximas inferiores a 20 ºC em ambos os dias, enquadrando-se num patamar de valores substancialmente baixos para o mês de agosto</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ar-polar-traz-descida-de-ate-4-c-eis-as-maximas-previstas-na-quarta-e-quinta-feira-nas-capitais-distritais-de-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[IPMA emite aviso amarelo de precipitação em 7 distritos para esta quarta-feira (26 de agosto)]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-emite-aviso-amarelo-de-precipitacao-em-7-distritos-para-esta-quarta-feira-26-de-agosto.html</link><pubDate>Tue, 25 Aug 2026 10:29:53 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Neste momento, são sete os distritos sob aviso amarelo de chuva, de acordo com o IPMA. Este entrará em vigor às 6h e deverá manter-se até às 15h. Conheça aqui os distritos em questão!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb0mcuu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb0mcuu.jpg" id="xb0mcuu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois da passagem de uma depressão que trouxe chuva a praticamente todo o país no dia de ontem, segunda-feira, e onde 14 distritos estiveram sob aviso amarelo, <strong>o dia de hoje deverá manter-se um pouco mais estável, ainda que não se descarte a possibilidade de ocorrência de chuva fraca</strong> ao longo da faixa litoral Norte e Centro.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No entanto, é esperado que <strong>a partir das primeiras horas da manhã de amanhã, quarta-feira, a chuva regresse com maior intensidade ao país</strong>, devido à chegada de uma nova frente mais ativa. Tendo em conta esta previsão, o IPMA emitiu aviso amarelo de chuva para 7 distritos do Norte e Centro.</p><h2>Norte e Centro na "mira" da nova superfície frontal</h2><p>Segundo a mais recente atualização do nosso modelo de confiança, ECMWF, a <strong>chuva regressa a Portugal Continental, sensivelmente, a partir das 6h da manhã de amanhã</strong>. Nesse horário o aviso amarelo de chuva entra em vigor nos distritos de Aveiro, Braga, Porto e Viana do Castelo. Pelas 9h, o mesmo aviso entra em vigor nos distritos de Coimbra, Vila Real e Viseu. Nos distritos do Porto e Aveiro, o aviso vigorará até às 12h, enquanto nos restantes distritos, o mesmo permanecerá em vigor até às 15h.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-emite-aviso-amarelo-de-precipitacao-em-7-distritos-para-esta-quarta-feira-26-de-agosto-1787652356663.jpg" data-image="7lch0zcqrlh1" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>Uma nova frente com chuva chegará amanhã, quarta-feira, a Portugal Continental. Já estão sete distritos sob aviso amarelo, de acordo com o IPMA.</figcaption></figure><p>Como podemos observar no mapa acima, vários locais, <strong>especialmente nos distritos sob aviso, poderão registar períodos de chuva forte </strong>(até 11.5 mm por hora), entre as 10h e as 15h. Ainda assim, é expectável que a partir das 17h a chuva se torne menos expressiva e comece a dissipar-se de Sul para Norte, devendo a mesma concentrar-se nesta região, especialmente no litoral, até ao final do dia.</p><h2>Chuva não dará tréguas nas horas seguintes</h2><p>Como temos vindo a avançar, esta frente não será única, esperando-se a chegada de outra já na quinta-feira, dia 27 de agosto. <strong>Esta poderá ser menos intensa que a anterior</strong>, no entanto, não se descartam episódios de chuva mais expressiva (até 6 mm por hora) entre as 8h e as 16, essencialmente no Norte e Centro do país.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785268" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-e-quinta-feira-novas-frentes-chegam-a-portugal-datas-a-reter-e-regioes-mais-afetadas-pela-chuva.html" title="Amanhã e quinta-feira novas frentes chegam a Portugal; datas a reter e regiões mais afetadas pela chuva">Amanhã e quinta-feira novas frentes chegam a Portugal; datas a reter e regiões mais afetadas pela chuva</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-e-quinta-feira-novas-frentes-chegam-a-portugal-datas-a-reter-e-regioes-mais-afetadas-pela-chuva.html" title="Amanhã e quinta-feira novas frentes chegam a Portugal; datas a reter e regiões mais afetadas pela chuva"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-e-quinta-feira-novas-frentes-chegam-a-portugal-datas-a-reter-e-regioes-mais-afetadas-pela-chuva-1787587890281_320.jpg" alt="Amanhã e quinta-feira novas frentes chegam a Portugal; datas a reter e regiões mais afetadas pela chuva"></a></article></aside><p>Contudo, <strong>na sexta-feira, ao final da tarde, a chuva poderá dizer adeus ao país</strong>, depois de um dia com alguns períodos de chuva fraca ao longo da faixa litoral, dando lugar a um sábado seco e soalheiro, ainda que <strong>não se descarte a possibilidade de chuva fraca no Norte do país na tarde de domingo</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-emite-aviso-amarelo-de-precipitacao-em-7-distritos-para-esta-quarta-feira-26-de-agosto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A mesma praia pode parecer um paraíso ou uma desilusão]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-mesma-praia-pode-parecer-um-paraiso-ou-uma-desilusao.html</link><pubDate>Tue, 25 Aug 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Tudo depende da maré: em poucas horas, este pequeno areal de Cascais transforma-se por completo e pode surpreender, pela positiva ou pela negativa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-mesma-praia-pode-parecer-um-paraiso-ou-uma-desilusao-1784738908229.jpg" data-image="kttxaq7s4zlb" alt="Praia de Santa Marta" title="Praia de Santa Marta"><figcaption>Tudo depende da hora a que a visita. Foto: Wikimedia // Diego Delso</figcaption></figure><p>Há praias que oferecem sempre a mesma experiência. Depois há a <strong>Praia de Santa Marta</strong>, em Cascais, que parece mudar de personalidade ao longo do dia. Já alguma vez lá foi? Qual foi a sua experiência? </p><p>É que, se chegar na altura certa, é fácil perceber porque se tornou uma das praias mais fotografadas de Portugal. Se escolher a hora errada, pode sair sem perceber todo o entusiasmo que a rodeia.</p><p>O curioso é que nenhuma destas impressões está errada. Nesta pequena enseada junto ao centro histórico de Cascais, <strong>basta a maré mudar </strong>para transformar completamente a paisagem.</p><h2>Uma pequena praia que conquistou milhares de visitantes</h2><p>Escondida entre a Marina de Cascais e a zona histórica da vila, há quem diga que a Praia de Santa Marta é um dos <strong>recantos mais pitorescos </strong>da costa portuguesa. </p><div class="texto-destacado">O pequeno areal, encaixado entre formações rochosas, tem como pano de fundo o Farol de Santa Marta, instalado num antigo forte, e uma envolvente que combina património, natureza e mar.</div><p>Nos últimos anos, aliás, as imagens desta praia multiplicaram-se nas redes sociais. As águas transparentes, os reflexos azul-esverdeados e a beleza da enseada fizeram dela uma presença habitual em publicações de viagem, levando muitos visitantes a incluí-la no<strong> roteiro por Cascais</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="697688" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cascais-e-um-dos-melhores-destinos-do-mundo-para-aproveitar-o-calor-saiba-o-que-fazer-neste-destino-de-sonho.html" title="Cascais é um dos melhores destinos do mundo para aproveitar o calor. Saiba o que fazer neste destino de sonho">Cascais é um dos melhores destinos do mundo para aproveitar o calor. Saiba o que fazer neste destino de sonho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cascais-e-um-dos-melhores-destinos-do-mundo-para-aproveitar-o-calor-saiba-o-que-fazer-neste-destino-de-sonho.html" title="Cascais é um dos melhores destinos do mundo para aproveitar o calor. Saiba o que fazer neste destino de sonho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cascais-e-um-dos-melhores-destinos-do-mundo-para-aproveitar-o-calor-saiba-o-que-fazer-neste-destino-de-sonho-1739996958369_320.jpg" alt="Cascais é um dos melhores destinos do mundo para aproveitar o calor. Saiba o que fazer neste destino de sonho"></a></article></aside><p>Mas há um detalhe que as fotografias nem sempre revelam: <strong>a Praia de Santa Marta não é igual todos os dias</strong>. Nem sequer durante todo o mesmo dia.</p><p>Porquê? A maré tem aqui um impacto muito maior do que em muitas outras praias portuguesas. Quando está cheia, a água ocupa praticamente toda a enseada e cria o cenário idílico que tornou este local famoso. Já durante a maré baixa, o mar recua bastante, deixando expostas grandes plataformas rochosas e alterando completamente a paisagem. Quem chega nessa altura pode encontrar uma praia muito diferente daquela que viu nas redes sociais.</p><p>Por isso, antes de sair de casa, vale a pena consultar a tabela das marés. Um pequeno detalhe pode fazer toda a diferença na experiência.</p><h2>Nem só a maré influencia a visita</h2><p>Há outro fator, contudo, que merece atenção. Junto à praia desagua a<strong> Ribeira dos Mochos</strong> e, depois de períodos de chuva intensa, essa descarga pode afetar temporariamente a qualidade da água balnear.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-mesma-praia-pode-parecer-um-paraiso-ou-uma-desilusao-1784739326358.jpg" data-image="a43fagqsmfoo" alt="Praia de Santa Marta" title="Praia de Santa Marta"><figcaption>Antes de estender a toalha, convém conhecer o fator que pode transformar completamente a experiência neste pequeno recanto da costa de Cascais. Foto: CM Cascais</figcaption></figure><p>Sempre que existem alterações nos parâmetros de qualidade, as autoridades competentes podem emitir recomendações ou<strong> desaconselhar os banhos </strong>até que novas análises confirmem que a água voltou a cumprir todos os critérios exigidos. </p><div class="texto-destacado">Esta não é uma situação permanente, mas é aconselhável consultar a informação disponível antes da visita, sobretudo após dias de precipitação intensa.</div><p>“Aconselhamos também a chegar cedo, para a conhecer de uma forma mais tranquila e privada, ou, se quiser, ir explorando durante toda a semana, para um aprofundado conhecimento das melhores alturas do dia para passar aqui umas horas de descanso”, recomenda o ‘Lisboa Secreta’.</p><p>Ainda assim, e apesar destes condicionalismos, <strong>a zona continua a justificar uma paragem</strong>. A poucos metros encontra o Farol-Museu de Santa Marta, onde pode conhecer melhor a história da navegação portuguesa, o Museu Condes de Castro Guimarães, instalado num dos edifícios mais emblemáticos de Cascais, e a Casa das Histórias Paula Rego. Se preferir caminhar, pode sempre seguir pelo passeio marítimo até à Boca do Inferno ou explorar o centro histórico da vila.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778243" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/agua-do-mar-a-29-c-esta-piscina-promete-mudar-os-seus-mergulhos-em-portugal.html" title="Água do mar a 29 °C? Esta piscina promete mudar os seus mergulhos em Portugal">Água do mar a 29 °C? Esta piscina promete mudar os seus mergulhos em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/agua-do-mar-a-29-c-esta-piscina-promete-mudar-os-seus-mergulhos-em-portugal.html" title="Água do mar a 29 °C? Esta piscina promete mudar os seus mergulhos em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/agua-do-mar-a-29-c-esta-piscina-promete-mudar-os-seus-mergulhos-em-portugal-1783865254497_320.jpg" alt="Água do mar a 29 °C? Esta piscina promete mudar os seus mergulhos em Portugal"></a></article></aside><p>“Uma coisa é certa: seja com mais ou menos água, continua a ser <strong>um dos recantos mais bonitos da costa portuguesa</strong>”, garante a revista ‘Versa’.</p><p>“Ainda que nem sempre este local apresente as condições favoráveis para um dia de praia em cheio, seja porque as condições marítimas não o permitam ou porque possa existir algum lixo no local, a verdade é que – quase sempre – é um deleite usufruir deste ‘cantinho’ idílico em Cascais”, nota, por sua vez, o<em> site</em> ‘Lisboa Secreta’.</p><h2>Afinal, é uma das melhores ou das piores praias de Portugal?</h2><p>A resposta depende, acima de tudo, das expectativas com que chega. Quem procura um extenso areal para passar o dia talvez fique desiludido. Mas quem aprecia pequenas enseadas, cenários fotogénicos e locais com personalidade encontrará aqui um dos espaços mais singulares da costa portuguesa.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"> <h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Versa%2C%20Teixeira%2C%20I" data-year="2026" data-title="Dependendo%20do%20dia%2C%20esta%20pode%20ser%20a%20melhor%E2%80%A6%20ou%20a%20pior%20praia%20portuguesa%20que%20vais%20visitar" data-url="https%3A%2F%2Fversa.iol.pt%2Fpraia-de-santa-marta%2Fcascais%2Fdependendo-do-dia-esta-pode-ser-a-melhor-ou-a-pior-praia-portuguesa-que-vais-visitar%2F20260627%2F6a3d5d81d34e28842c85961e">Versa, Teixeira, I. (2026). <a href="https://versa.iol.pt/praia-de-santa-marta/cascais/dependendo-do-dia-esta-pode-ser-a-melhor-ou-a-pior-praia-portuguesa-que-vais-visitar/20260627/6a3d5d81d34e28842c85961e" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Dependendo do dia, esta pode ser a melhor… ou a pior praia portuguesa que vais visitar</a>.</cite><br><cite data-author="Lisboa%20Secreta%2C%20Leandro%2C%20V" data-year="2026" data-title="Praia%20de%20Santa%20Marta%2C%20o%20ref%C3%BAgio%20fant%C3%A1stico%20mais%20%E2%80%9Cescondido%E2%80%9D%20de%20Cascais%2C%20com%20%C3%A1guas%20brilhantes%20e%20muita%20tranquilidade" data-url="https%3A%2F%2Flisboasecreta.co%2Fpraia-de-santa-marta%2F">Lisboa Secreta, Leandro, V. (2026). <a href="https://lisboasecreta.co/praia-de-santa-marta/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Praia de Santa Marta, o refúgio fantástico mais “escondido” de Cascais, com águas brilhantes e muita tranquilidade</a>.</cite><br><cite data-author="Idealista" data-year="2026" data-title="Praia%20quase%20secreta%20em%20Portugal%20torna-se%20viral%20nas%20redes%20sociais" data-url="https%3A%2F%2Fwww.idealista.pt%2Fnews%2Fferias%2Fturismo%2F2025%2F08%2F31%2F71360-praia-quase-secreta-em-portugal-torna-se-viral-nas-redes-sociais">Idealista. (2026). <a href="https://www.idealista.pt/news/ferias/turismo/2025/08/31/71360-praia-quase-secreta-em-portugal-torna-se-viral-nas-redes-sociais" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Praia quase secreta em Portugal torna-se viral nas redes sociais</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-mesma-praia-pode-parecer-um-paraiso-ou-uma-desilusao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tomate rachado e podridão apical: o que a falta de água faz aos frutos no fim do verão]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/tomate-rachado-e-podridao-apical-o-que-a-falta-de-agua-faz-aos-frutos-no-fim-do-verao.html</link><pubDate>Tue, 25 Aug 2026 07:33:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Uns racham de um dia para o outro, outros ganham uma mancha escura na ponta. São dois problemas diferentes, mas a origem é a mesma e nenhum deles se resolve com adubo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tomate-rachado-e-podridao-apical-o-que-a-falta-de-agua-faz-aos-frutos-no-fim-do-verao-1787591060134.png" data-image="7ja9mpgekurn"><figcaption>Podridão apical num tomate, com a mancha escura na extremidade oposta ao pé do fruto.</figcaption></figure><p>Chega esta altura do ano e a horta prega duas partidas seguidas. Primeiro aparecem os tomates com uma mancha escura e “encovada” na parte de baixo. Depois, à conta de uma rega mais generosa ou de uma trovoada, os que estavam bonitos amanhecem rachados.</p><p>Muita gente conclui que é falta de adubo e vai buscar mais um saco à loja. <strong>A causa é outra e está na forma como a água chega às plantas em agosto</strong>.</p><h2>Duas coisas diferentes, uma origem comum</h2><p>A <strong>podridão apical</strong>, aquela mancha escura na ponta do fruto, e o <strong>rachamento</strong> parecem problemas distintos, e são. Mas ambos nascem do mesmo: variações bruscas na quantidade de água disponível no solo.</p><div class="texto-destacado"><strong>Podridão apical</strong><strong>- </strong><strong>Mancha castanha ou preta, seca e “encovada”, que aparece na extremidade oposta ao pé do fruto. Não é uma doença nem se pega de planta para planta. É uma falha na chegada de cálcio ao fruto durante o seu crescimento, causada quase sempre por rega irregular.</strong></div><p>Repare num pormenor revelador: <strong>a mancha aparece na ponta e não junto ao pé</strong>. Isso acontece porque essa é a zona do fruto que fica mais longe da entrada de água e nutrientes, e por isso é a primeira a sofrer quando o abastecimento falha.</p><h2>Porque é que o adubo com cálcio raramente resolve</h2><p>Esta é a parte que poupa dinheiro a muita gente. Na esmagadora maioria dos solos portugueses, <strong>o cálcio existe e está lá em quantidade suficiente</strong>. O problema não é a falta dele na terra, é a dificuldade em fazê-lo chegar ao fruto.</p><p><strong>O cálcio viaja com a água e não se redistribui dentro da planta depois de instalado</strong>. Numa tarde de 35 ºC em Santarém ou em Beja, a maior parte da água que a planta absorve vai para as folhas, que transpiram muito, e não para os frutos, que transpiram pouco. O fruto fica sem abastecimento, mesmo com a raiz a trabalhar.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Na maioria dos casos, o cálcio existe no solo. O que falta é água constante para o transportar até ao fruto.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Isto explica também porque é que aparecem tomates com mancha ao lado de tomates perfeitos na mesma planta</strong>. Os que estavam a crescer durante o período crítico ficaram marcados, os outros não.</p><h2>O rachamento é o efeito inverso</h2><p>Aqui o problema é o excesso repentino, e não a falta. Uma planta que passou dias com pouca água tem a pele do fruto endurecida e pouco elástica. Se de repente recebe muita água, a polpa incha depressa e a pele não acompanha. Racha. <strong>Na tabela abaixo,</strong> encontra os principais sinais que podem aparecer nos frutos, principais motivos e o que fazer para solucionar.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Sinal no fruto</p></th><th scope="col"><p>O que aconteceu</p></th><th scope="col"><p>O que fazer</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Mancha escura na ponta</p></td><td><p>Falta de água constante durante o crescimento</p></td><td><p>Regar com regularidade e cobrir o solo</p></td></tr><tr><td><p>Fendas em círculo à volta do pé</p></td><td><p>Variação brusca de humidade no solo</p></td><td><p>Colher mais cedo e nunca deixar secar por completo</p></td></tr><tr><td><p>Fendas verticais dos ombros para baixo</p></td><td><p>Rega forte depois de vários dias secos</p></td><td><p>Regar menos de cada vez, mais vezes</p></td></tr><tr><td><p>Ombros amarelos ou esverdeados</p></td><td><p>Calor excessivo a travar a formação da cor</p></td><td><p>Dar alguma sombra nas horas de maior calor</p></td></tr><tr><td><p>Fruto pequeno e duro</p></td><td><p>Stress prolongado durante todo o ciclo</p></td><td><p>Rever a rega e a profundidade do solo</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Principais problemas que aparecem nos tomates, o motivo e como resolver. Fonte: elaboração própria.</td></tr></tbody></table><h2>O que fazer, e é quase tudo a mesma coisa</h2><p>A boa notícia é que a solução dos dois problemas é a mesma: <strong>acabar com os altos e baixos</strong>.</p><p><strong>Regue com regularidade e sempre à mesma hora</strong>, de preferência de manhã cedo. Vale mais regar menos de cada vez e mais vezes do que encharcar o canteiro de três em três dias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tomate-rachado-e-podridao-apical-o-que-a-falta-de-agua-faz-aos-frutos-no-fim-do-verao-1787591116483.png" data-image="jj78xsmtkxnz"><figcaption>Fendas na pele do tomate, resultado de uma rega abundante depois de vários dias de solo seco.</figcaption></figure><p><strong>Cubra o solo à volta das plantas com palha, aparas de relva seca ou folhas</strong>. Uma camada de cinco centímetros reduz muito a evaporação e, sobretudo, mantém a humidade estável ao longo do dia, que é precisamente aquilo de que a planta precisa.</p><p><strong>Não exagere no azoto</strong>. Um tomateiro com azoto a mais faz folha em excesso, e essa folhagem toda compete com os frutos pela água disponível, agravando o problema.</p><p><strong>E não corte folhas em plena onda de calor</strong>. Nesta altura elas fazem sombra aos frutos e protegem-nos da queimadura do sol.</p><h2>Os frutos marcados ainda servem</h2><p>Um tomate com podridão apical não está estragado nem faz mal. <strong>Corte a parte afetada e aproveite o resto, que está perfeitamente bom</strong>. Um tomate rachado também se come, mas tem de ser depressa, porque a fenda é porta aberta a fungos e apodrece em poucos dias.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783706" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-revitalizar-plantas-stressadas-pelo-calor-extremo-um-guia-para-salvar-o-seu-jardim-no-verao.html" title="Como revitalizar plantas stressadas pelo calor extremo: um guia para salvar o seu jardim no verão">Como revitalizar plantas stressadas pelo calor extremo: um guia para salvar o seu jardim no verão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-revitalizar-plantas-stressadas-pelo-calor-extremo-um-guia-para-salvar-o-seu-jardim-no-verao.html" title="Como revitalizar plantas stressadas pelo calor extremo: um guia para salvar o seu jardim no verão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-recuperar-plantas-con-estres-por-calor-guia-para-salvar-tu-jardin-en-verano-1784810550858_320.jpeg" alt="Como revitalizar plantas stressadas pelo calor extremo: um guia para salvar o seu jardim no verão"></a></article></aside><p><strong>Antes de decidir a rega da semana, espreite a previsão</strong>. Se vierem dias de calor forte com vento, a planta vai gastar muito mais água e convém antecipar. E se anunciarem chuva forte depois de um período seco, colha os frutos que já estejam quase maduros. Vale mais um tomate colhido um dia mais cedo do que um tomate rachado no dia seguinte.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/tomate-rachado-e-podridao-apical-o-que-a-falta-de-agua-faz-aos-frutos-no-fim-do-verao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Amanhã e quinta-feira novas frentes chegam a Portugal; datas a reter e regiões mais afetadas pela chuva]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-e-quinta-feira-novas-frentes-chegam-a-portugal-datas-a-reter-e-regioes-mais-afetadas-pela-chuva.html</link><pubDate>Tue, 25 Aug 2026 06:09:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A chuva está de regresso a Portugal continental. Duas frentes atlânticas vão atravessar o país entre quarta e quinta-feira, deixando precipitação mais persistente e abundante sobretudo nas regiões Norte e Centro.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb0d8su"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb0d8su.jpg" id="xb0d8su"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A última semana de agosto trouxe uma mudança no estado do tempo em Portugal continental. A circulação atlântica ganhará protagonismo e permitirá a aproximação e passagem de <strong>duas superfícies frontais</strong>, responsáveis pelo regresso da chuva a várias regiões do país.</p><p>De acordo com a previsão do <strong>ECMWF</strong>, uma primeira frente deverá atravessar o território durante <strong>quarta-feira (26)</strong>, seguindo-se uma segunda superfície frontal na <strong>quinta-feira (27)</strong>. Em ambos os episódios, <strong>as regiões Norte e Centro deverão concentrar os maiores quantitativos de precipitação</strong>, embora a chuva possa alcançar outras zonas do território.</p><h2>Quarta-feira traz a primeira frente: chuva avança de norte para sul</h2><p>Durante a madrugada e manhã de quarta-feira, a aproximação da primeira frente deverá provocar um aumento progressivo da nebulosidade, com a precipitação a começar pelas regiões do <strong>Norte e litoral</strong>, avançando posteriormente para outras zonas do Centro.</p><p>O sinal do modelo europeu é bastante consistente quanto à ocorrência de chuva. Durante a manhã, a <strong>probabilidade de precipitação poderá atingir 85 a 95% em várias áreas do Norte</strong>, alargando-se durante as horas seguintes a grande parte das regiões Norte e Centro.</p><p>Por volta do <strong>meio-dia</strong>, a chuva deverá encontrar-se bastante generalizada nestas regiões, podendo ser <strong>temporariamente moderada a forte em alguns locais</strong>. O litoral Norte, Minho, Douro Litoral e algumas áreas do Centro estarão entre as zonas mais expostas à passagem frontal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-e-quinta-feira-novas-frentes-chegam-a-portugal-datas-a-reter-e-regioes-mais-afetadas-pela-chuva-1787587890281.jpg" data-image="3zacuc7wudxf" alt="A probabilidade de chuva poderá superar os 85% em grande parte do Norte e Centro" title="A probabilidade de chuva poderá superar os 85% em grande parte do Norte e Centro"><figcaption>A primeira frente atlântica deverá deixar chuva generalizada nas regiões Norte e Centro durante a manhã e início da tarde de quarta-feira.</figcaption></figure><p> Mais para sul, a frente deverá chegar já mais enfraquecida. Ainda assim, <strong>Lisboa e Vale do Tejo e algumas áreas do Alentejo poderão registar precipitação</strong>, embora tendencialmente menos persistente e com acumulados inferiores. </p><h2>A chuva perde expressão durante a tarde</h2><p>À medida que a frente progride para leste, a precipitação deverá começar a perder expressão pelo litoral durante a tarde. As probabilidades mais elevadas deslocar-se-ão progressivamente para o <strong>interior Norte e Centro</strong>, enquanto atrás da frente surgirão abertas.</p><p>Apesar da melhoria, os acumulados deste primeiro episódio poderão já ser relevantes. Até ao final de quarta-feira, o ECMWF sugere <strong>valores entre 20 e 40 mm em várias zonas do Norte</strong>, podendo localmente aproximar-se dos <strong>40 a 50 mm</strong>. No Centro, os acumulados deverão ser geralmente inferiores, mas ainda significativos em alguns locais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-e-quinta-feira-novas-frentes-chegam-a-portugal-datas-a-reter-e-regioes-mais-afetadas-pela-chuva-1787588031492.jpg" data-image="ow6edogddea9" alt="A primeira frente poderá deixar até 40 a 50 mm em alguns pontos do Norte" title="A primeira frente poderá deixar até 40 a 50 mm em alguns pontos do Norte"><figcaption>Os maiores acumulados de precipitação até ao final de quarta-feira são previstos nas regiões Norte e Centro, diminuindo de forma significativa em direção ao Sul.</figcaption></figure><p> No Sul, por sua vez, a passagem da frente deverá deixar quantidades bastante mais modestas. </p><h2>Quinta-feira chega uma nova frente atlântica</h2><p>A melhoria será curta. Logo na quinta-feira, <strong>uma segunda frente atlântica deverá alcançar Portugal continental</strong>, trazendo um novo período de chuva.</p><p>A configuração sinóptica prevista pelo modelo europeu mostra uma <strong>depressão atlântica a noroeste da Península Ibérica</strong>, com um fluxo predominantemente de oeste/sudoeste a transportar ar marítimo em direção ao território continental.</p><p>A precipitação deverá voltar a entrar pelo <strong>Noroeste durante a manhã</strong>, espalhando-se rapidamente pelo Norte e Centro. Às 09h e 12h, o modelo volta a apresentar <strong>probabilidades entre 85 e 95% numa extensa área destas regiões</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-e-quinta-feira-novas-frentes-chegam-a-portugal-datas-a-reter-e-regioes-mais-afetadas-pela-chuva-1787588100417.jpg" data-image="rjkmdsseregc" alt="Uma depressão atlântica favorecerá a chegada de uma nova frente a Portugal" title="Uma depressão atlântica favorecerá a chegada de uma nova frente a Portugal"><figcaption>A circulação associada à depressão situada no Atlântico deverá favorecer um fluxo marítimo de oeste/sudoeste e a aproximação de uma segunda frente a Portugal continental.</figcaption></figure><p>O segundo episódio poderá novamente deixar períodos de chuva mais intensa, sobretudo no <strong>Minho, Douro Litoral e restantes áreas do Norte e Centro</strong>, antes de a frente avançar para leste.</p><h2>Até 40 ou 50 mm em algumas regiões após a passagem das duas frentes</h2><p>Considerando a sucessão dos dois episódios, os acumulados tornam-se mais expressivos. Até ao final de quinta-feira, o modelo europeu projeta <strong>30 a 50 mm em várias áreas das regiões Norte e Centro</strong>, com os valores mais elevados concentrados sobretudo no Norte.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785229" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproximam-se-a-toda-a-velocidade-duas-frentes-muita-chuva-vento-forte-e-novo-arrefecimento-avanca-alfredo-graca.html" title="Aproximam-se a toda a velocidade duas frentes: “muita chuva, vento forte e novo arrefecimento', avança Alfredo Graça">Aproximam-se a toda a velocidade duas frentes: “muita chuva, vento forte e novo arrefecimento", avança Alfredo Graça</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproximam-se-a-toda-a-velocidade-duas-frentes-muita-chuva-vento-forte-e-novo-arrefecimento-avanca-alfredo-graca.html" title="Aproximam-se a toda a velocidade duas frentes: “muita chuva, vento forte e novo arrefecimento', avança Alfredo Graça"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aproximam-se-a-toda-a-velocidade-duas-frentes-muita-chuva-vento-forte-e-novo-arrefecimento-avanca-alfredo-graca-1787572150557_320.png" alt="Aproximam-se a toda a velocidade duas frentes: “muita chuva, vento forte e novo arrefecimento', avança Alfredo Graça"></a></article></aside><p>Em contraste, os quantitativos deverão diminuir significativamente para sul, onde a influência das duas frentes será menor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-e-quinta-feira-novas-frentes-chegam-a-portugal-datas-a-reter-e-regioes-mais-afetadas-pela-chuva-1787588317133.jpg" data-image="pk1v5lhfwq2o" alt="A sucessão das duas frentes poderá deixar 30 a 50 mm no Norte e Centro" title="A sucessão das duas frentes poderá deixar 30 a 50 mm no Norte e Centro"><figcaption>Até ao final de quinta-feira, os acumulados poderão atingir 30 a 50 mm em várias áreas das regiões Norte e Centro, enquanto no Sul deverão ser bastante inferiores.</figcaption></figure><p>A segunda frente também deverá afastar-se relativamente depressa. Durante a tarde de quinta-feira, a chuva ficará progressivamente mais concentrada no <strong>Norte e interior</strong>, diminuindo nas restantes regiões. Ao início da noite, o cenário previsto pelo ECMWF aponta já para <strong>tempo praticamente seco na generalidade de Portugal continental</strong>.</p><h2>E o vento? Rajadas podem aproximar-se dos 60 a 70 km/h</h2><p>A passagem das frentes será também acompanhada por um reforço do vento, predominando o fluxo de <strong>oeste e sudoeste</strong>.</p><p>Na quarta-feira, as rajadas poderão atingir geralmente <strong>50 a 60 km/h</strong>, podendo aproximar-se dos <strong>60 a 70 km/h</strong> em alguns setores, nomeadamente no Norte, zonas costeiras e terras altas.</p><p>Na quinta-feira, o vento deverá manter-se moderado a forte durante a passagem da segunda frente, novamente com <strong>rajadas próximas dos 60 km/h e pontualmente superiores</strong>, sobretudo nas regiões mais expostas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-e-quinta-feira-novas-frentes-chegam-a-portugal-datas-a-reter-e-regioes-mais-afetadas-pela-chuva-1787588469841.jpg" data-image="2q6sgi2s81of" alt="Rajadas poderão atingir 60 a 70 km/h nas zonas mais expostas" title="Rajadas poderão atingir 60 a 70 km/h nas zonas mais expostas"><figcaption>A passagem das frentes será acompanhada por um reforço do vento, com as rajadas mais fortes previstas sobretudo no litoral, Norte e terras altas.</figcaption></figure><p> Assim, <strong>quarta e quinta-feira são as duas datas a reter</strong> nesta mudança do estado do tempo. Embora a chuva possa alcançar uma parte considerável do território, <strong>serão sobretudo as regiões Norte e Centro que deverão sentir os efeitos das duas frentes</strong>, tanto pela maior persistência da precipitação como pelos acumulados previstos. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-e-quinta-feira-novas-frentes-chegam-a-portugal-datas-a-reter-e-regioes-mais-afetadas-pela-chuva.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas transformam a Starlink num scanner gigante para a alta atmosfera da Terra]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-transformam-a-starlink-em-um-scanner-gigante-para-a-alta-atmosfera-da-terra.html</link><pubDate>Tue, 25 Aug 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Investigadores da Universidade de Kyoto utilizaram dados orbitais de cerca de 1.200 satélites Starlink para mapear a densidade atmosférica a uma altitude de cerca de 500 km acima da Terra, o que poderia ajudar a reduzir o risco de colisões em órbita.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/scientists-turn-starlink-into-a-giant-scanner-for-earth-s-upper-atmosphere-1787324290085.png" data-image="evx8xtgfzkkd"><figcaption>Investigadores utilizaram dados orbitais de aproximadamente 1.200 satélites para reconstruir como a densidade atmosférica varia ao longo da termosfera, a uma altitude de cerca de 500 quilómetros acima da Terra.</figcaption></figure><p>Centenas de quilómetros acima da Terra existe uma camada atmosférica conhecida como <strong>termosfera</strong>, composta quase inteiramente por gás eletricamente neutro, o que torna a sua medição extremamente difícil.</p><p>Isto representa um problema porque, segundo investigadores, a atmosfera permanece densa o suficiente, mesmo nessas altitudes, para afetar <strong>satélites</strong> e desacelerá-los. Com as órbitas cada vez mais congestionadas, determinar com precisão a densidade atmosférica é crucial para<strong> evitar colisões</strong>. Agora, uma equipa de investigadores da Universidade de Kyoto encontrou uma solução para esse desafio de medição ao adaptar uma técnica utilizada na medicina.</p><p>Utilizando <strong>dados orbitais</strong> disponíveis publicamente <strong>de cerca de 1.200 satélites </strong>da empresa <em>Starlink</em> que orbitam a uma altitude de aproximadamente 482 quilómetros, a equipa aplicou um método conhecido como <strong>tomografia </strong>— o mesmo princípio usado em exames de tomografia computadorizada — para <strong>calcular a densidade da atmosfera circundante com base no arrasto aerodinâmico que desacelera cada satélite</strong>.</p><h2>Utilizando técnicas de imagem médica no céu</h2><p>A partir dos dados recolhidos, os cientistas construíram o que chamam de <strong>“primeiro instantâneo bidimensional de latitude e longitude”</strong> da densidade da termosfera a uma altitude de aproximadamente 500 km.</p><p>Os padrões que encontraram correspondiam a observações independentes dos satélites SWARM da Agência Espacial Europeia, dando-lhes confiança de que o método funcionava.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/scientists-turn-starlink-into-a-giant-scanner-for-earth-s-upper-atmosphere-1787324319149.png" data-image="ggze8mi9t1nj"><figcaption>A nova técnica demonstrou como o arrasto aerodinâmico de satélites pode ser utilizado para aprimorar as previsões orbitais, tornando potencialmente mais segura a navegação em regiões do espaço cada vez mais congestionadas.</figcaption></figure><p>"Este é<strong> um estudo multidisciplinar</strong> que envolve ciência espacial e engenharia espacial", afirmou o autor principal do estudo, Mamoru Yamamoto. "Após ler artigos de ambas as áreas de investigação, percebemos que é necessário um diálogo mais profundo entre os investigadores de ambos os campos", disse.</p><p>O estudo baseia-se em trabalhos anteriores do mesmo grupo, nos quais analisaram como a densidade variava ao longo do tempo e com a altitude, utilizando dados da <em>Starlink</em>. No entanto, a novidade desta etapa está na inclusão de uma perspetiva horizontal — <strong>como a densidade varia em diferentes partes do planeta</strong> —, algo que, segundo os investigadores, não tinha sido feito anteriormente com esse método.</p><h2>A importância para quem tem um satélite</h2><p>Segundo a equipa, isto oferece uma vantagem prática: <strong>dados mais precisos sobre a densidade atmosférica permitem previsões mais exatas das posições dos satélites</strong>. E previsões melhores significam menos colisões e situações de risco em órbitas cada vez mais congestionadas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-alertam-o-espaco-esta-se-esgotando-milhoes-de-satelites-ameacam-apagar-as-estrelas.html" title="Astrónomos alertam: 'O espaço está a esgotar-se, milhões de satélites ameaçam apagar as estrelas'">Astrónomos alertam: "O espaço está a esgotar-se, milhões de satélites ameaçam apagar as estrelas"</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-alertam-o-espaco-esta-se-esgotando-milhoes-de-satelites-ameacam-apagar-as-estrelas.html" title="Astrónomos alertam: 'O espaço está a esgotar-se, milhões de satélites ameaçam apagar as estrelas'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-astronomos-advierten-el-espacio-se-queda-sin-espacio-millones-de-satelites-amenazan-con-apagar-las-estrellas-1783258355034_320.jpg" alt="Astrónomos alertam: 'O espaço está a esgotar-se, milhões de satélites ameaçam apagar as estrelas'"></a></article></aside><p>Olhando para o futuro, os investigadores afirmam que esta técnica poderia viabilizar a <strong>monitorização </strong>em tempo quase real das condições atmosféricas em redor dos satélites. </p><p>Conforme os autores explicam, isto contribuiria para a previsão da meteorologia espacial e tornaria as operações de satélites mais seguras e previsíveis de modo geral.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Kyoto%20University%2FScienceDaily" data-year="2026" data-title="Scientists%20turn%20Starlink%20into%20a%20giant%20scanner%20for%20Earth's%20upper%20atmosphere" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedaily.com%2Freleases%2F2026%2F08%2F260812015212.htm">Universidad de Kioto/ScienceDaily. (2026). <a href="https://www.sciencedaily.com/releases/2026/08/260812015212.htm" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Científicos convierten Starlink en un escáner gigante para la atmósfera superior de la Tierra</a> .</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-transformam-a-starlink-em-um-scanner-gigante-para-a-alta-atmosfera-da-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A árvore genealógica humana precisa de ser reescrita, sugerem novas investigações]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-arvore-genealogica-humana-precisa-de-ser-reescrita-sugerem-novas-investigacoes.html</link><pubDate>Mon, 24 Aug 2026 17:05:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>E se tudo o que pensávamos saber sobre os nossos antepassados humanos estivesse errado? Uma nova investigação está a desafiar a forma como classificamos a nossa família evolutiva e poderá mudar completamente a nossa compreensão da nossa origem.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/the-human-family-tree-needs-a-rewrite-new-research-suggests-1787480157428.jpg" data-image="6c5z3gpp32fm" alt="Cráneo de Paranthropus" title="Cráneo de Paranthropus"><figcaption>Crânio de Paranthropus. Crédito: Ian Towle, Universidade de Monash.</figcaption></figure><p>Uma nova investigação da Universidade de Monash, publicada na revista <em>American Journal of Biological Anthropology</em>, está a desafiar a nossa compreensão da evolução humana e a forma como nomeamos e classificamos os nossos antepassados.</p><p>O estudo sugere que devemos repensar e reclassificar <strong>dentro do género <em>Homo</em></strong>, todas as espécies humanas e os nossos parentes próximos presentes <strong>no registo fóssil que viveram nos últimos 4 ou 5 milhões de anos</strong>.</p><h2>Será que está na hora de reclassificar?</h2><p>Os seres humanos são frequentemente representados como uma progressão linear ao longo de diferentes espécies: <strong>desde antepassados simiescos até aos <em>Australopithecus</em> e outros membros primitivos do género <em>Homo</em></strong>, culminando no <strong><em>Homo sapiens</em></strong>, a espécie atual.</p><p>No entanto, o registo fóssil revela uma história muito mais complexa; <strong>novas descobertas põem em causa as características que antes eram consideradas distintivas entre nós e os nossos parentes</strong>.</p><p>O Dr. <strong>Ian Towle</strong>, investigador principal e investigador associado do Instituto de Descobertas em Biomedicina da Monash, <strong>salientou que as descobertas recentes põem em causa a precisão dos métodos de classificação atuais</strong>, tanto para as espécies do género <em>Homo</em> como para os <em>Australopithecus</em><strong> </strong>e<strong> </strong><em>Paranthropus</em>, grupos que <strong>também habitaram a Terra nos últimos 5 milhões de anos</strong>.</p><div class="texto-destacado"> "As recentes descobertas de fósseis e os avanços nas análises evolutivas e genéticas fazem com que este seja o momento ideal para reconsiderar se a nossa taxonomia tradicional reflete com exatidão a evolução humana", afirmou o Dr. Towle. </div><p>"Estes grupos não representam necessariamente ramos evolutivos ou "clados" distintos; além disso, é cada vez mais difícil sustentar as diferenças de comportamento e ecologia que antes eram utilizadas para os distinguir."</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="610792" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cranio-gigante-de-monstro-marinho-e-descoberto-na-costa-jurassica-de-dorset-inglaterra-fosseis.html" title="Crânio gigante de monstro marinho é descoberto na costa Jurássica de Dorset, Inglaterra">Crânio gigante de monstro marinho é descoberto na costa Jurássica de Dorset, Inglaterra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cranio-gigante-de-monstro-marinho-e-descoberto-na-costa-jurassica-de-dorset-inglaterra-fosseis.html" title="Crânio gigante de monstro marinho é descoberto na costa Jurássica de Dorset, Inglaterra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/descubren-el-craneo-gigante-de-un-monstruo-marino-en-la-profundidades-de-la-costa-jurasica-de-dorset-en-inglaterra-tierra-noticia-europa-muerte-1702364193998_320.png" alt="Crânio gigante de monstro marinho é descoberto na costa Jurássica de Dorset, Inglaterra"></a></article></aside><p>"Proponho alargar o género Homo para incluir estes outros grupos, oferecendo assim uma forma mais precisa e estável de representar as complexas relações evolutivas que o crescente registo fóssil revela."</p><p>Nos últimos 50 anos, a compreensão da evolução transformou a forma como os cientistas classificam os organismos. A taxonomia moderna —<strong> o estudo de como os organismos são nomeados e classificados</strong> — procura refletir as relações evolutivas, agrupando as espécies de acordo com a sua ascendência comum.</p><p>No entanto, <strong>ao analisar a história evolutiva humana, os cientistas demoraram um pouco mais a adotar esta abordagem</strong>.</p><p>Nas últimas décadas,<strong> surgiu uma tendência para definir um grupo evolutivo, ou clado, como um antepassado comum e todos os seus descendentes</strong>.</p><p>O grupo <em>Homo</em> tem sido tradicionalmente caracterizado por possuir cérebros grandes, <strong>utilizar ferramentas e apresentar traços anatómicos e comportamentos específicos</strong>.</p><p>No entanto, sabemos hoje que existem membros deste género com cérebros pequenos e <strong>que é provável que comportamentos complexos também estivessem presentes em <em>Paranthropus</em> e <em>Australopithecus</em></strong>.</p><h2>Classificação dos nossos antepassados</h2><p>O Dr. Towle considera que deveríamos reclassificar as espécies de <em>Australopithecus</em> e <em>Paranthropus</em> dentro do género <em>Homo</em>; isto proporcionaria uma visão mais coerente da nossa história evolutiva e evitaria ter de redefinir espécies sempre que fossem descobertos novos fósseis.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772817" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/fossil-de-415-milhoes-de-anos-revela-maior-escorpiao-ja-identificado-na-terra.html" title="Fóssil de 415 milhões de anos revela maior escorpião já identificado na Terra">Fóssil de 415 milhões de anos revela maior escorpião já identificado na Terra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/fossil-de-415-milhoes-de-anos-revela-maior-escorpiao-ja-identificado-na-terra.html" title="Fóssil de 415 milhões de anos revela maior escorpião já identificado na Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fossil-de-415-milhoes-de-anos-revela-maior-escorpiao-ja-identificado-na-terra-1780847184190_320.jpg" alt="Fóssil de 415 milhões de anos revela maior escorpião já identificado na Terra"></a></article></aside><p>"Quanto mais aprendemos sobre os nossos antepassados e parentes fósseis próximos, mais nos apercebemos de quão complexa e não linear é a nossa árvore genealógica", afirmou o Dr. Towle. "Alargar o género <em>Homo</em> para incluir também as espécies de <em>Australopithecus</em> e <em>Paranthropus</em> permitir-nos-á dar conta das diferenças existentes sem necessidade de reclassificar constantemente grupos específicos."</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Towle%2C%20I." data-year="2026" data-title="Clades%2C%20grades%2C%20and%20the%20genus%20problem%3A%20A%20case%20for%20revising%20hominin%20taxonomy." data-url="https%3A%2F%2Fonlinelibrary.wiley.com%2Fdoi%2F10.1002%2Fajpa.70344">Towle, I.. (2026). <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/ajpa.70344" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Clades, grades, and the genus problem: A case for revising hominin taxonomy.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-arvore-genealogica-humana-precisa-de-ser-reescrita-sugerem-novas-investigacoes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como prever melhor os fenómenos meteorológicos que ocorrem uma vez por milénio: os "cisnes negros" do tempo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-prever-melhor-os-fenomenos-meteorologicos-que-ocorrem-uma-vez-por-milenio-os-cisnes-negros-do-tempo.html</link><pubDate>Mon, 24 Aug 2026 16:33:23 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Apesar de as previsões meteorológicas diárias terem melhorado, continua a ser um desafio prever fenómenos que possam ocorrer uma vez a cada 1 000 anos, como as ondas de calor mais mortíferas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/fenomenos-meteorologicos-una-vez-cada-milenio-1787199752468.jpg" data-image="2f4kwvmwivci"><figcaption>Fumo sobre Moscovo. As colunas de fumo provenientes dos incêndios agravaram-se devido às temperaturas extremas em Moscovo, na Rússia, em 2010. Algumas zonas registaram níveis de poluição dez vezes superiores aos normais para a capital. Imagem da Agência Espacial Europeia/CC BY-SA 3.0 IGO</figcaption></figure><p>Os modelos tradicionais baseados em supercomputadores conseguem prever estes eventos, mas requerem muito tempo e energia. Por outro lado, os <strong>modelos de previsão</strong> mais recentes, baseados em <strong>inteligência artificial</strong>, são eficazes para as previsões diárias, mas muitas vezes <strong>não conseguem prever eventos atípicos que não estavam representados nos seus dados de treino</strong>.</p><p>"Os modelos meteorológicos e climáticos baseados em IA são uma das grandes conquistas da inteligência artificial na ciência, mas não são milagrosos: falham com os cisnes cinzentos, os eventos mais raros e extremos", afirmou <strong>Pedram Hassanzadeh</strong>, professor associado de ciências geofísicas da <strong>Universidade de Chicago</strong>. "Os modelos detalhados baseados na física conseguem captar os extremos, mas exigem quantidades exorbitantes de tempo e energia".</p><div class="texto-destacado">Uma equipa internacional de investigadores dos Estados Unidos e da França, co-dirigida por membros do Grupo de Teoria e Dados sobre Extremos Climáticos de Hassanzadeh, <strong>desenvolveu um novo método híbrido</strong>, publicado na revista <em>Physical Review Letters</em>, para resolver o problema. </div><p><strong>A sua solução combina a eficiência das ferramentas de IA com a fiabilidade dos modelos tradicionais</strong> para ajudar a prever a probabilidade de eventos pouco frequentes de forma rápida e precisa, utilizando muito menos recursos.</p><p>"A vantagem deste método", afirmou Hassanzadeh, "é que combina os pontos fortes da IA e da física tradicional, sendo particularmente eficaz para eventos extremos, que são os mais difíceis de simular e os que têm maior impacto social".</p><h2>As estatísticas de fenómenos raros</h2><p>As ondas de calor são uma das formas mais mortíferas de clima extremo. Em 2003, uma onda de calor causou aproximadamente 70 000 mortes na Europa, e a Rússia registou 56 000 mortes em 2010. Em junho de 2026, quase metade dos Estados Unidos — cerca de 180 milhões de pessoas — enfrentou temperaturas perigosas.</p><p>Estas ondas de calor estão a tornar-se cada vez mais frequentes e severas, mas a natureza destes fenómenos atípicos dificulta o seu estudo e torna a sua previsão um verdadeiro desafio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fenomenos-meteorologicos-una-vez-cada-milenio-1787199777054.jpg" data-image="l45v5a2klo6x"><figcaption>Mapa que mostra a temperatura da superfície terrestre na Europa. Um satélite registou a atividade térmica terrestre durante uma onda de calor sem precedentes na Europa, a 23 de junho de 2026. A cor mais intensa no gráfico representa temperaturas de 55 graus Celsius ou superiores (130 graus Fahrenheit). Imagem de Copernicus Sentinel/Agência Espacial Europeia, CC BY-SA 3.0 IGO.</figcaption></figure><p>A previsão meteorológica tem-se baseado tradicionalmente em modelos climáticos e meteorológicos fundamentados na física. Estes modelos ajudam-nos a compreender como diferentes condições, como a pressão atmosférica, podem afetar a temperatura e outras variáveis ao longo do tempo. Calculam vários cenários potenciais que os investigadores utilizam para determinar o que é mais provável que aconteça na realidade.</p><p>O problema é o seguinte: se quiser saber a probabilidade de Chicago atingir os 30 °C em julho — algo bastante comum —, não seria necessário realizar muitas simulações antes de obter essa temperatura. Mas se quiser saber a probabilidade de atingir os 40 °C, terá de tentar muitas mais vezes antes de observar esse extremo. Realizar tantas simulações requer muito tempo e capacidade de computação.</p><p>Os investigadores podem mitigar o problema utilizando uma <strong>técnica estatística chamada amostragem de eventos raros (RES</strong>, na sigla em inglês), que acelera o processo ao selecionar as condições para que o modelo climático se concentre apenas nas mais promissoras e ignore o resto. No entanto, a amostragem de eventos raros não funciona bem para eventos de curta duração, como ondas de calor de uma semana, mas sim para uma estação completa que, em geral, é invulgarmente quente.</p><div class="texto-destacado">"Os modelos meteorológicos e climáticos baseados em IA são uma das grandes conquistas da IA na ciência, mas não são mágicos: falham perante os “cisnes cinzentos”, os eventos mais raros e extremos."</div><p>Para dar resposta a este problema, a equipa concebeu um <strong>novo método denominado AI+RES</strong>, que melhora o mecanismo de pontuação ao adicionar a capacidade da IA de prever quais as condições com maior probabilidade de provocar fenómenos extremos de curta duração e de rápido desenvolvimento.</p><p>"Após repetir este processo de forma iterativa, chega-se a um conjunto de simulações que captam efetivamente o evento extremo pouco frequente que nos interessa", explicou <strong>Alexander Wikner</strong>, investigador de pós-doutoramento da Schmidt AI in Science no grupo de Hassanzadeh e coautor principal do estudo. "Quanto mais simulações forem obtidas, melhor se poderá estimar a probabilidade desse evento, o que, em última análise, proporciona muito mais certeza".</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784166" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/qual-e-o-limite-maximo-para-a-previsao-do-tempo-a-ciencia-revela-o-numero-exato-de-dias.html" title="Qual é o limite máximo para a previsão do tempo? A ciência revela o número exato de dias">Qual é o limite máximo para a previsão do tempo? A ciência revela o número exato de dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/qual-e-o-limite-maximo-para-a-previsao-do-tempo-a-ciencia-revela-o-numero-exato-de-dias.html" title="Qual é o limite máximo para a previsão do tempo? A ciência revela o número exato de dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cual-es-el-limite-maximo-de-la-prediccion-del-tiempo-la-ciencia-revela-el-numero-exacto-de-dias-1786964305035_320.jpg" alt="Qual é o limite máximo para a previsão do tempo? A ciência revela o número exato de dias"></a></article></aside><p>Para testar o método, a equipa realizou 50 000 simulações utilizando um modelo climático tradicional para prever ondas de calor em regiões de França e do Centro-Oeste dos Estados Unidos. O seu <strong>novo método AI+RES apresentou resultados praticamente idênticos utilizando um centésimo das simulações</strong>.</p><p>Uma vez que este trabalho era uma prova de conceito, <strong>utilizaram um modelo que não tinha em conta as alterações climáticas</strong>, o que acrescenta um nível adicional de complexidade. Os investigadores esperam testar o seu método com modelos que funcionem sob diferentes cenários de alterações climáticas, para verificar como os resultados poderão variar à medida que o planeta aquece.</p><p>Wikner salienta que o método também poderá ajudar a <strong>gerar conjuntos de dados de eventos pouco frequentes</strong> para treinar modelos de IA ainda melhores, o que, por sua vez, aceleraria ainda mais o seu método.</p><h2>Aplicação a outros fenómenos extremos e raros</h2><p>Segundo os cientistas, o método híbrido poderá ser aplicado a outros fenómenos meteorológicos extremos, como ciclones tropicais ou precipitações extremas.</p><p>"O que me agrada neste quadro", afirmou Hassanzadeh, "é que está pronto para ser ampliado. Já existem modelos de IA treinados com observações meteorológicas reais que estão a ser utilizados, pelo que o próximo passo é ligar um modelo numérico de previsão meteorológica ou climática de última geração a um desses modelos através deste algoritmo".</p><div class="texto-destacado">“Combina as vantagens da IA e da física tradicional, e revela-se especialmente eficaz para fenómenos extremos, que são os mais difíceis de simular e os que têm maior impacto social.”<br></div><p>Isto proporcionaria aos decisores acesso à informação precisa de que necessitam, como a frequência de tempestades intensas e ondas de calor no clima atual e futuro, à escala regional, por exemplo, especificamente no Texas, na Flórida ou na Califórnia.</p><p>"Este é precisamente o tipo de informação de que os governos federais, estaduais e locais necessitam como primeiro passo para o planeamento da adaptação e mitigação das alterações climáticas", acrescentou Hassanzadeh. "É muito encorajador que possamos alargar isto a modelos reais que forneçam diretamente essa informação ao público e aos decisores políticos".</p><p>Fonte: <a href="https://news.uchicago.edu/" target="_blank"><strong>Universidade de Chicago</strong> </a></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Amaury%20Lancelin%20et%20al" data-year="" data-title="AI-Boosted%20Rare%20Event%20Sampling%20to%20Characterize%20Extreme%20Weather%2C%20Physical%20Review%20Letters" data-url="https%3A%2F%2Fjournals.aps.org%2Fprl%2Fabstract%2F10.1103%2Fb1gc-9c2q">Amaury Lancelin et al. <a href="https://journals.aps.org/prl/abstract/10.1103/b1gc-9c2q" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">AI-Boosted Rare Event Sampling to Characterize Extreme Weather, Physical Review Letters</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-prever-melhor-os-fenomenos-meteorologicos-que-ocorrem-uma-vez-por-milenio-os-cisnes-negros-do-tempo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[China adia missão lunar Chang'e-7 por questões de segurança: entenda porquê e os objetivos desta ambiciosa exploração]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/china-adia-missao-lunar-change-7-por-questoes-de-seguranca-entenda-porque-e-os-objetivos-desta-ambiciosa-exploracao.html</link><pubDate>Mon, 24 Aug 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Há uma ambiciosa missão chinesa, Chang’e-7, que irá explorar o polo sul lunar em busca de água gelada e outros compostos voláteis. Porém, no domingo (23), a agência espacial chinesa afirmou que a missão não reúne condições de segurança para descolar este ano.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/china-adia-missao-lunar-change-7-por-questoes-de-seguranca-entenda-porque-e-os-objetivos-desta-ambiciosa-exploracao-1787581164577.jpg" data-image="w82b0rl4jsj4"><figcaption>Visão artística da nova missão espacial chinesa. Imagem: 中国新闻社</figcaption></figure><p>Há lugares no Sistema Solar onde a noite não dura horas, dias ou sequer um inverno: dura milhares de milhões de anos. No fundo de algumas crateras da Lua, o Sol nunca chegou a nascer. Estas regiões permanentemente sombrias podem atingir temperaturas próximas do zero absoluto e <strong>conservar gelo e outras moléculas voláteis desde os primórdios da história lunar</strong>.</p><h2>Uma missão para penetrar na escuridão</h2><p>É neste mundo extremo que a China pretende entrar com a <strong>Chang’e-7, uma das missões mais ambiciosas do seu programa lunar</strong>. O lançamento inicialmente previsto para este ano a bordo de um Long March 5 <strong>teve de ser adiado</strong> após uma avaliação de segurança e fiabilidade, quando a missão já se encontrava na zona de lançamento. Mesmo assim, este atraso não diminui o alcance científico do projeto.</p><div class="texto-destacado"><strong>A Agência Espacial Tripulada da China informou ontem - domingo, 23 de agosto - que a missão não reúne as condições necessárias para ser realizada dentro da janela prevista para este ano, menos de duas semanas depois de uma falha num foguetão durante outro lançamento.</strong></div><p>A Chang’e-7 foi concebida para explorar o polo sul lunar através de uma combinação inédita de meios: <strong>um orbitador, um módulo de aterragem, um rover e uma pequena sonda saltitante</strong>. No total transportará 18 instrumentos científicos, desde câmaras e um radar de penetração no solo até sensores capazes de identificar água e outros compostos voláteis.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/china-adia-missao-lunar-change-7-por-questoes-de-seguranca-entenda-porque-e-os-objetivos-desta-ambiciosa-exploracao-1787581040271.jpg" data-image="jroqbdfn7p4z"><figcaption>A escolha do polo sul lunar também não é aleatória do ponto de vista da futura exploração humana. A China considera a Chang’e-7 uma parte da quarta fase do seu programa lunar e uma missão destinada a fornecer informações que ajudem a preparar uma presença científica de longa duração. Os planos chineses contemplam ainda a Chang’e-8 e, a mais longo prazo, uma Estação Internacional de Investigação Lunar.</figcaption></figure><p><strong>O grande objetivo desta missão chinesa</strong> passa por investigar as crateras permanentemente na sombra, onde a ausência de luz solar permite que substâncias voláteis se mantenham congeladas durante períodos extraordinariamente longos.</p><div class="texto-destacado"><strong>É a região em torno da cratera Shackleton que concentra especificamente o interesse dos cientistas uma vez que reúne em simultâneo zonas escuras com áreas elevadas que recebem iluminação solar prolongada, sendo este último aspeto (luz solar) fulcral para fornecer energia aos veículos.</strong></div><p><strong>A pequena sonda saltitante assumirá um papel de muito relevo ao poder deslocar-se através de saltos para regiões </strong>onde um veículo movido a energia solar teria dificuldade em sobreviver. A sonda saltitante irá analisar o material existente e realizar operações de perfura e recolha. Depois destes processos, terá de regressar às zonas iluminadas para recuperar energia. Será por isso fundamental que, de modo a que possa procurar água na escuridão, tenha mesmo de <strong>aprender a entrar e a sair dela</strong>.</p><h2>O gelo lunar, combustível e o futuro</h2><p>A descoberta de gelo lunar teria <strong>múltiplas consequências</strong>: não só da<strong> água</strong> que poderá servir para consumo e produção de alimentos, como também devido à sua possível separação em hidrogénio e oxigénio, componentes de <strong>combustível para foguetões</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783240" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-astrofisico-especializado-zeus-valtierra-explica-nos-o-que-aconteceria-a-terra-se-a-lua-desaparecesse.html" title="O astrofísico especializado Zeus Valtierra explica-nos o que aconteceria à Terra se a Lua desaparecesse">O astrofísico especializado Zeus Valtierra explica-nos o que aconteceria à Terra se a Lua desaparecesse</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-astrofisico-especializado-zeus-valtierra-explica-nos-o-que-aconteceria-a-terra-se-a-lua-desaparecesse.html" title="O astrofísico especializado Zeus Valtierra explica-nos o que aconteceria à Terra se a Lua desaparecesse"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-astrofisico-especializado-zeus-valtierra-nos-dice-que-le-pasaria-a-la-tierra-si-la-luna-desapareciera-1786239227583_320.jpg" alt="O astrofísico especializado Zeus Valtierra explica-nos o que aconteceria à Terra se a Lua desaparecesse"></a></article></aside><p>Deste modo, os recursos encontrados poderiam <strong>reduzir a quantidade de água</strong> e propulsor que futuras missões humanas teriam de transportar da Terra.</p><p>No fundo a missão procura responder a uma pergunta decisiva para a exploração espacial… <strong>Poderá a Humanidade aprender a viver e a viajar utilizando os recursos de outros mundos?</strong> A resposta poderá ter início nas profundezas geladas de uma cratera onde o Sol nunca brilha.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Juan%20Scaliter" data-year="2026" data-title="Comienza%20la%20%C3%BAltima%20misi%C3%B3n%20de%20China%3A%20perforar%20el%20polo%20sur%20de%20la%20Luna%20en%20busca%20de%20agua" data-url="https%3A%2F%2Fwww.larazon.es%2Fciencia%2Fcomienza-ultima-mision-china-perforar-polo-sur-luna-busca-agua_202608236a8b36c4a046ad6ebcc36522.html%23goog_rewarded">Juan Scaliter. (2026). <a href="https://www.larazon.es/ciencia/comienza-ultima-mision-china-perforar-polo-sur-luna-busca-agua_202608236a8b36c4a046ad6ebcc36522.html#goog_rewarded" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Comienza la última misión de China: perforar el polo sur de la Luna en busca de agua</a>.</cite><br><cite data-author="O%20Globo%20e%20AFP%20-%20Pequim" data-year="2026" data-title="China%20adia%20miss%C3%A3o%20lunar%20Chang'e-7%20ap%C3%B3s%20falha%20de%20foguete%20e%20n%C3%A3o%20tem%20data%20para%20novo%20lan%C3%A7amento" data-url="https%3A%2F%2Foglobo.globo.com%2Fmundo%2Fnoticia%2F2026%2F08%2F24%2Fchina-adia-missao-lunar-change-7-apos-falha-de-foguete-e-nao-tem-data-para-novo-lancamento.ghtml">O Globo e AFP - Pequim. (2026). <a href="https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/08/24/china-adia-missao-lunar-change-7-apos-falha-de-foguete-e-nao-tem-data-para-novo-lancamento.ghtml" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">China adia missão lunar Chang'e-7 após falha de foguete e não tem data para novo lançamento</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/china-adia-missao-lunar-change-7-por-questoes-de-seguranca-entenda-porque-e-os-objetivos-desta-ambiciosa-exploracao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item></channel></rss>