<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Thu, 20 Aug 2026 22:20:14 +0000</lastBuildDate><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 22:20:14 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Efeitos da roupa interior sintética: descubra como estes tecidos podem afetar os equilíbrios hormonais]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/efeitos-da-roupa-interior-sintetica-descubra-como-estes-tecidos-podem-afetar-os-equilibrios-hormonais.html</link><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 17:07:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Por trás da estética, da durabilidade e dos designs apelativos da lingerie sintética, esconde-se um fator de risco para a saúde íntima que é frequentemente ignorado.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/efectos-de-la-ropa-interior-sintetica-descubre-la-forma-en-que-estas-telas-influyen-en-tus-desbalances-hormonales-1786512674873.jpg" data-image="zb2sgroz5fa9" alt="Scientific evidence confirms that wearing synthetic underwear may expose us to chemicals capable of disrupting female hormonal health." title="Scientific evidence confirms that wearing synthetic underwear may expose us to chemicals capable of disrupting female hormonal health."><figcaption>As evidências científicas confirmam que o uso de roupa interior sintética pode expor-nos a substâncias químicas capazes de perturbar a saúde hormonal feminina.</figcaption></figure><p>A utilização de <strong>roupa interior</strong> fabricada com <strong>materiais sintéticos </strong>tem sido alvo de investigação por parte de vários grupos de investigação, que identificaram <strong>potenciais riscos para a saúde</strong>. Algumas destas conclusões provêm da China e de países europeus, onde foram detetados bisfenóis nestas peças de vestuário.</p><p>Este produto químico é utilizado nos processos de fabrico têxtil como estabilizador de cor e pode ser encontrado em <strong>peças de vestuário feitas de poliéster, poliamida e elastano</strong>, incluindo peças com renda ou brilhantes.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Estima-se que cerca de 30 por cento da roupa interior feminina analisada contivesse bisfenóis e, em 10 por cento dos casos, os níveis excederam os limites considerados seguros.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Sabe-se que e<strong>stas substâncias químicas interferem com o sistema endócrino e podem afetar funções hormonais essenciais</strong>. São conhecidas como desreguladores endócrinos e podem ser absorvidas diretamente através da mucosa íntima para a corrente sanguínea.</p><h2>Desreguladores endócrinos</h2><p><strong>Os bisfenóis podem interferir em processos vitais relacionados com o metabolismo, o crescimento e a reprodução</strong>. A exposição prolongada a estas substâncias tem sido associada a distúrbios hormonais e metabólicos, afetando particularmente a fertilidade e o equilíbrio hormonal nas mulheres, enquanto que nas raparigas pode contribuir para a puberdade precoce.</p><p>De acordo com os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, um dos principais riscos potenciais associados a estas substâncias é o <strong>cancro</strong>, uma vez que a exposição tem sido associada a tumores dependentes de hormonas, como o <strong>cancro da mama</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/efectos-de-la-ropa-interior-sintetica-descubre-la-forma-en-que-estas-telas-influyen-en-tus-desbalances-hormonales-1786513901477.jpg" data-image="pnso2nqzqrjf" alt="Compounds found in dyes are among the most harmful pollutants for the environment, textile factory workers and people who wear the garments." title="Compounds found in dyes are among the most harmful pollutants for the environment, textile factory workers and people who wear the garments."><figcaption>Os compostos presentes nos corantes estão entre os poluentes mais nocivos para o ambiente, para os trabalhadores das fábricas têxteis e para as pessoas que usam as peças de vestuário.</figcaption></figure><p>Podem também surgir <strong>problemas reprodutivos</strong>, incluindo infertilidade, para além da puberdade precoce já mencionada. Podem ainda contribuir para distúrbios metabólicos associados à obesidade, à diabetes e à síndrome metabólica ovariana poliendócrina.</p><div class="texto-destacado">De acordo com a Agência Europeia do Ambiente, o BPA pode também afetar a função cognitiva, causar danos nos olhos, irritar os pulmões e desencadear reações alérgicas na pele quando a exposição é prolongada e ocorre em níveis elevados.</div><p>Por este motivo, é importante <strong>evitar a compra de produtos falsificados ou de imitação</strong>, uma vez que os seus processos de fabrico não são regulamentados e pode haver pouca informação sobre a sua qualidade ou sobre a forma como são produzidos, armazenados e distribuídos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="691991" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/texteis-toxicos-como-as-substancias-quimicas-presentes-no-nosso-vestuario-afetam-a-nossa-saude-e-o-ambiente.html" title="Têxteis tóxicos: como as substâncias químicas presentes no nosso vestuário afetam a nossa saúde e o ambiente">Têxteis tóxicos: como as substâncias químicas presentes no nosso vestuário afetam a nossa saúde e o ambiente</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/texteis-toxicos-como-as-substancias-quimicas-presentes-no-nosso-vestuario-afetam-a-nossa-saude-e-o-ambiente.html" title="Têxteis tóxicos: como as substâncias químicas presentes no nosso vestuário afetam a nossa saúde e o ambiente"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/texteis-toxicos-como-as-substancias-quimicas-presentes-no-nosso-vestuario-afetam-a-nossa-saude-e-o-ambiente-1736778339758_320.jpg" alt="Têxteis tóxicos: como as substâncias químicas presentes no nosso vestuário afetam a nossa saúde e o ambiente"></a></article></aside><p><strong>No México, até 19 por cento dos casos de vaginite são causados pelo fungo Candida albicans</strong>. Os fatores predisponentes para esta infeção incluem climas quentes ou temperados, obesidade e deficiências do sistema imunitário.</p><p>Outros fatores incluem o uso frequente de produtos que contêm substâncias químicas ou alérgenos locais, tais como um <strong>DIU, roupa muito justa ou roupa interior sintética, bem como hiperglicemia, duches vaginais e uso de tampões</strong>.</p><p>À luz destas conclusões, a ginecologista e oncologista Arcelia Varela recomenda: </p><ul> <li>Optar por<strong> roupa interior feita de fibras naturais</strong>, como o algodão, que tem menos probabilidades de conter bisfenóis.</li><li><strong>Evitar o contacto prolongado</strong> da pele com peças de <strong>vestuário sintéticas</strong>, especialmente em áreas sensíveis.</li><li><strong>Lavar a roupa nova antes de a usar</strong>, para ajudar a remover possíveis resíduos químicos provenientes do processo de fabrico.</li><li>Procurar marcas que certifiquem que os seus <strong>têxteis estão isentos de substâncias químicas nocivas</strong>.</li><li>Consultar um <strong>especialista em saúde feminina caso sinta algum desconforto</strong> e optar por roupa interior feita de fibras naturais em vez de sintéticas.</li> </ul><p>Todos os anos, são compradas <strong>80 mil milhões de peças de vestuário novas em todo o mundo</strong>, e muitos destes produtos são fabricados na China, na Índia e no Bangladesh, onde foram detetados inúmeros <strong>contaminantes</strong>, incluindo o <strong>antimónio</strong>.</p><div class="texto-destacado">Os compostos presentes nos corantes estão entre os poluentes mais nocivos para o ambiente, para os trabalhadores das fábricas têxteis e para as pessoas que usam as peças de vestuário. Os corantes são também uma das fontes mais significativas de poluição da indústria têxtil, afetando tanto o ambiente como a saúde dos trabalhadores.</div><p>Nos últimos anos, numerosos estudos científicos revelaram evidências de <strong>efeitos adversos para a saúde entre as pessoas que trabalham diretamente na produção têxtil</strong>.</p><p>A literatura científica que aborda as vulnerabilidades de saúde dos trabalhadores do setor do vestuário pronto a vestir no Sul e Sudeste Asiático é limitada. Atualmente, <strong>sabe-se relativamente pouco sobre os tipos específicos de vulnerabilidades de saúde enfrentadas pelos trabalhadores têxteis</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Herman%20Autrup%2C%20Frank%20A%20Barile%2C%20Sir%20Colin%20Berry%2C%20Bas%20J%20Blaauboer%2C%20Alan%20Boobis%2C%20Herrmann%20Bolt%2C%20Christopher%20J%20Borgert%2C%20Wolfgang%20Dekant%2C%20Daniel%20Dietrich%2C%20Jose%20L%20Domingo%2C%20Gio%20Batta%20Gori%2C%20Helmut%20Greim%2C%20Jan%20Hengstler%206%2C%20Sam%20Kacew%2C%20Hans%20Marquardt%2C%20Olavi%20Pelkonen%2C%20Kai%20Savolainen%2C%20Pat%20Heslop-Harrison%2C%20Nico%20P%20Vermeulen" data-year="2020" data-title="Human%20exposure%20to%20synthetic%20endocrine%20disrupting%20chemicals%20(S-EDCs)%20is%20generally%20negligible%20as%20compared%20to%20natural%20compounds%20with%20higher%20or%20comparable%20endocrine%20activity%3A%20how%20to%20evaluate%20the%20risk%20of%20the%20S-EDCs%3F" data-url="https%3A%2F%2Fpmc.ncbi.nlm.nih.gov%2Farticles%2FPMC7367909%2F">Herman Autrup, Frank A Barile, Sir Colin Berry, Bas J Blaauboer, Alan Boobis, Herrmann Bolt, Christopher J Borgert, Wolfgang Dekant, Daniel Dietrich, Jose L Domingo, Gio Batta Gori, Helmut Greim, Jan Hengstler 6, Sam Kacew, Hans Marquardt, Olavi Pelkonen, Kai Savolainen, Pat Heslop-Harrison, Nico P Vermeulen. (2020). <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7367909/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Human exposure to synthetic endocrine disrupting chemicals (S-EDCs) is generally negligible as compared to natural compounds with higher or comparable endocrine activity: how to evaluate the risk of the S-EDCs?</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/efeitos-da-roupa-interior-sintetica-descubra-como-estes-tecidos-podem-afetar-os-equilibrios-hormonais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um dos maiores povoados da Idade do Bronze em Portugal vai passar a ser visitável]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-dos-maiores-povoados-da-idade-do-bronze-em-portugal-vai-passar-a-ser-visitavel.html</link><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 16:05:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Entre Mombeja e Beringel (Beja), um dos maiores povoados da Idade do Bronze Final da Península Ibérica irá "ganhar vida". Outeiro do Circo receberá um novo projeto arqueológico, com investimento de 50 mil euros da Câmara Municipal de Beja.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/um-dos-maiores-povoados-da-idade-do-bronze-em-portugal-vai-passar-a-ser-visitavel-1787237264891.jpg" data-image="u3mk0wgh0pct"><figcaption>O investimento de 50 mil euros da Câmara Municipal de Beja neste novo projeto arqueológico irá permitir não só aprofundar o conhecimento científico do sítio, mas também criar condições para a sua futura visitação. Imagem: Câmara Municipal de Beja</figcaption></figure><p>O projeto que será desenvolvido entre este ano e 2029 arrancou na passada segunda-feira (17) com uma campanha arqueológica que se prolongará até ao dia 11 de setembro, sob a responsabilidade do investigador <strong>Nelson J. Almeida</strong>, professor de Arqueologia na Universidade de Évora.</p><p>Em declarações à Lusa, Nelson J. Almeida refere que os trabalhos no sítio arqueológico concentrar-se-ão <strong>"numa nova área de 53 metros quadrados"</strong> que permitirá ficar a conhecer <strong>"um troço da muralha" construída há cerca de três mil anos</strong>.</p><h2>Uma “janela” para o poder na Idade do Bronze</h2><p>Perceber o papel desta muralha prende-se, sobretudo, com a possibilidade de ajudar a reconstruir a organização e a importância que este povoado assumiu no território. Os investigadores vão procurar compreender <strong>“(...) mais sobre esta muralha da Idade do Bronze, com cerca de 3.000 anos, assim como a relação que tem com eventuais estruturas no entorno do povoado"</strong>, afirma o investigador da Universidade de Évora.</p><p>Segundo Nelson J. Almeida, o projeto irá abranger, <strong>até 2029, "novos trabalhos de caracterização, através da aplicação de técnicas geofísicas"</strong> e o "estudo de eventuais estruturas que existam, nomeadamente junto a uma possível segunda entrada para o povoado".</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A investigação arqueológica será acompanhada por estudos de caracterização, conservação e avaliação patrimonial, procurando transformar os resultados científicos em conhecimento acessível à sociedade. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A particularidade desta iniciativa consistirá na aproximação de duas dimensões que nem sempre caminham lado a lado: <strong>a investigação académica e a educação patrimonial</strong>. De acordo com Almeida, estão previstas ações dirigidas não só à população local, mas também com alcance nacional e internacional, tendo em vista o reforço da importância deste património pré-histórico.</p><h2>Do laboratório ao território, uma preparação para o futuro</h2><p>O regresso aos trabalhos de campo ocorrem após uma pausa que teve início em 2021. Durante este período, a investigação não parou por completo. De acordo com um comunicado da Câmara de Beja, a suspensão dos trabalhos de campo há cinco anos visou permitir <strong>"uma série de estudos laboratoriais e de gabinete, dedicados à vasta coleção de cerca de 30.000 artefactos aí recolhidos"</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/um-dos-maiores-povoados-da-idade-do-bronze-em-portugal-vai-passar-a-ser-visitavel-1787237714004.jpg" data-image="4083oszmijih"><figcaption>As escavações arqueológicas irão manter-se abertas ao público nos dias úteis entre as 08:30 e as 12:30, permitindo aos mais curiosos acompanhar de perto o trabalho desenvolvido pelos cientistas. Imagem meramente ilustrativa.</figcaption></figure><p>A nova equipa junta investigadores que agora assumem responsabilidades no projeto a anteriores responsáveis científicos, <strong>preservando uma linha de investigação e divulgação construída ao longo de 18 anos</strong>.</p><p>E há uma particularidade que promete aproximar aproximar a arqueologia de quem a observa de fora: <strong>as escavações continuam abertas ao público. Segundo a autarquia, de segunda a sexta-feira, entre as 08:30 e as 12:30</strong>, qualquer visitante poderá acompanhar diretamente o trabalho levado a cabo pelos arqueólogos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769637" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-idade-da-corda-as-invencoes-da-idade-da-pedra-criadas-por-mulheres-que-a-arqueologia-ignorou.html" title="A Idade da Corda: as invenções da Idade da Pedra criadas por mulheres que a arqueologia ignorou">A Idade da Corda: as invenções da Idade da Pedra criadas por mulheres que a arqueologia ignorou</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-idade-da-corda-as-invencoes-da-idade-da-pedra-criadas-por-mulheres-que-a-arqueologia-ignorou.html" title="A Idade da Corda: as invenções da Idade da Pedra criadas por mulheres que a arqueologia ignorou"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/edad-de-cuerda-los-inventos-de-la-edad-de-piedra-hecho-por-las-mujeres-que-la-arqueologia-ignoro-1779139998411_320.jpg" alt="A Idade da Corda: as invenções da Idade da Pedra criadas por mulheres que a arqueologia ignorou"></a></article></aside><p><strong>Com cerca de 17 hectares, o Outeiro do Circo terá sido um importante centro de poder regional antes da emergência de Beja como cidade, já na Idade do Ferro</strong>. O sítio arqueológico, conhecido desde o século XVIII, primeiramente estudado pelos cientistas em 1977 e alvo de trabalhos arqueológicos entre 2008 e 2021, está prestes a assistir ao desenrolar de um novo capítulo na sua história: transformar as descobertas do passado numa experiência de património acessível no futuro.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ag%C3%AAncia%20Lusa" data-year="2026" data-title="Um%20dos%20maiores%20povoados%20da%20Idade%20do%20Bronze%20ser%C3%A1%20visit%C3%A1vel" data-url="https%3A%2F%2Fwww.noticiasaominuto.com%2Fpais%2F3037591%2Fum-dos-maiores-povoados-da-idade-do-bronze-sera-visitavel">Agência Lusa. (2026). <a href="https://www.noticiasaominuto.com/pais/3037591/um-dos-maiores-povoados-da-idade-do-bronze-sera-visitavel" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Um dos maiores povoados da Idade do Bronze será visitável</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-dos-maiores-povoados-da-idade-do-bronze-em-portugal-vai-passar-a-ser-visitavel.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quanto peso consegue suportar um nenúfar gigante?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/quanto-peso-consegue-suportar-um-nenufar-gigante.html</link><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 15:44:01 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Os Kew Gardens, em Londres, competem com jardins de todo o mundo num concurso anual que elege a folha de nenúfar gigante mais resistente do mundo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/how-much-weight-can-a-giant-water-lily-hold-1787130921665.jpeg" data-image="hhbp1g2jwjur" alt="Riesenwasserlilien haben Blätter, die bis zu drei Meter lang sind" title="Riesenwasserlilien haben Blätter, die bis zu drei Meter lang sind"><figcaption>Os nenúfares têm folhas que chegam a medir três metros de comprimento</figcaption></figure><p>Esta semana deu-se o pontapé de saída para um concurso anual que visa eleger <strong>a folha de nenúfar mais resistente do mundo</strong>. Entre os participantes que inscreveram o seu exemplar mais robusto na competição, encontravam-se também os Kew Gardens, de Londres.</p><p>Os nenúfares-de-Victoria têm uma <strong>incrível capacidade de flutuação</strong>, uma vez que os grandes canais nas nervuras das folhas se enchem de ar, o que faz com que a folha flutue à superfície da água e as raízes sejam abastecidas com oxigénio. </p><p>Além disso, as folhas estão repletas de espinhos defensivos que as protegem de peixes, aves e outros potenciais predadores.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Exercícios divertidos como o "Waterlily Weigh-Off" provam, mais uma vez, que a natureza consegue sempre superar as nossas expectativas e lembrar-nos de como o mundo à nossa volta é, de facto, extraordinário.<br><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O<strong> nenúfar boliviano</strong>, também conhecido como Victoria boliviana, é hoje considerado a <strong>maior espécie de nenúfar do mundo</strong>.</p><p>As suas folhas podem atingir<strong> até três metros de largura</strong>, e a planta está fixada no fundo da água por caules subaquáticos que podem atingir até oito metros de comprimento.</p><p>As grandes flores são inicialmente brancas, para atrair os polinizadores, e tornam-se <strong>cor-de-rosa após a libertação do pólen</strong>. Florescem apenas durante uma ou duas noites.</p><h2>A espécie só foi descoberta em 2022</h2><p><strong>A Victoria boliviana é a maior das três espécies de nenúfares gigantes</strong> que se podem ver atualmente no Conservatório da Princesa de Gales, em Kew.</p><div class="texto-destacado">A espécie só foi identificada cientificamente como nova há poucos anos por uma equipa de especialistas em horticultura e arte botânica em Kew.</div><p>Exemplares da Victoria boliviana encontravam-se nos jardins botânicos há mais de 180 anos, mas tinham sido <strong>erroneamente identificados como Victoria amazonica</strong>, o nenúfar que recebeu o nome da Rainha Vitória em 1837.</p><p>A coleção inclui ainda o nenúfar de Santa Cruz (V. cruziana), originário da América do Sul, bem como a Eurayle ferox, proveniente do sul da Ásia (Índia) e do leste da Ásia (da China ao Japão).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/how-much-weight-can-a-giant-water-lily-hold-1787130959399.jpg" data-image="b6ps1q6uth17" alt="Botaniker in Kew haben die Pflanze mit ihrem eigenen Körpergewicht getestet" title="Botaniker in Kew haben die Pflanze mit ihrem eigenen Körpergewicht getestet"><figcaption>Os botânicos de Kew testaram a planta utilizando o próprio peso corporal</figcaption></figure><p> A Victoria boliviana detém três recordes mundiais do Guinness nas categorias <strong>"maior espécie de nenúfar", "maior folha de nenúfar" e "maior folha inteira"</strong>. O maior exemplar alguma vez documentado foi medido nos jardins de <strong>La Rinconada, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia</strong>, com uma largura de 3,2 metros. </p><h2>Qual é a capacidade do exemplar de Kew?</h2><p><strong>O "Weigh-Off" mundial</strong> é organizado pelos Jardins Botânicos de Denver, no Colorado. <strong>Jardins públicos e jardins zoológicos de todo o mundo colocam pesos diferentes nas folhas das suas nenúfares</strong>.</p><p>Em edições anteriores, os jardineiros utilizaram objetos do quotidiano, que iam desde baldes cheios de moedas a aparelhos de ginástica, passando por bebidas conhecidas e até pelos seus próprios corpos; <strong>em 2025, participaram mais de 40 organizações</strong>.</p><p>No ano passado, Kew participou no concurso com um peso de 76,5 kg. A competição foi vencida pelos <strong>Bok Tower Gardens, na Flórida (EUA)</strong>, que atingiram um total de 83 kg na balança.</p><p><strong>Este ano, Kew elevou ainda mais a fasquia com uma participação de 102 kg</strong>. O peso foi testado pelo cientista hortícola Martin Silnevs, que se colocou na plataforma com equipamento completo e botas de pesca.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="424712" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/especie-recem-identificada-e-o-maior-nenufar-conhecido-do-mundo-victoria-boliviana.html" title="Espécie recém-identificada é o maior nenúfar conhecido do mundo">Espécie recém-identificada é o maior nenúfar conhecido do mundo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/especie-recem-identificada-e-o-maior-nenufar-conhecido-do-mundo-victoria-boliviana.html" title="Espécie recém-identificada é o maior nenúfar conhecido do mundo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/especie-recem-identificada-e-o-maior-nenufar-conhecido-do-mundo-1657096370060_320.jpg" alt="Espécie recém-identificada é o maior nenúfar conhecido do mundo"></a></article></aside><p>Depois, juntou-se-lhes o seu colega Aidan Pike, mas isso foi demasiado para a estrutura, que cedeu sob a carga adicional e ruiu.</p><p>A dupla testou ainda outra plataforma da estrutura, carregando-a com pilhas de feijão cozido em latas; <strong>foi registado um peso total de 81 kg antes de a plataforma ceder</strong>.</p><div class="texto-destacado">Silnevs afirmou: <strong>"Pisar na folha de nenúfar pareceu-me tão irreal e foi, de facto, um verdadeiro ato de fé! Contraria toda a lógica que um delicado nenúfar possa suportar um peso superior a 100 kg e, no entanto, conseguiu."</strong></div><p>"Experiências divertidas como o “Waterlily Weigh-Off” provam, mais uma vez, que a natureza consegue sempre superar as nossas expectativas <strong>e lembrar-nos de como o mundo à nossa volta é, na verdade, extraordinário."</strong></p><p>Os resultados do concurso serão anunciados a <strong>28 de agosto</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/quanto-peso-consegue-suportar-um-nenufar-gigante.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O maior tesouro por descobrir em Portugal está no mar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-maior-tesouro-por-descobrir-em-portugal-esta-no-mar.html</link><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 15:05:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Plataforma digital desenvolvida por investigadores do Porto reúne, pela primeira vez, o conhecimento disperso sobre as maiores riquezas do oceano e abre caminho às descobertas do futuro.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-maior-tesouro-por-descobrir-em-portugal-esta-no-mar-1787230506802.jpg" data-image="dy0bv60u9ylq" alt="criaturas marinhas" title="criaturas marinhas"><figcaption>Nas profundezas do oceano vivem organismos que podem guardar algumas das próximas grandes descobertas da ciência. Foto: Franziska_Stier/Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Durante séculos, os mapas marítimos serviram para responder a uma das perguntas mais importantes da História: <strong>como chegar até lá?</strong> Traçavam rotas, assinalavam portos e cartografavam continentes ainda desconhecidos, permitindo aos navegadores aventurarem-se por mares nunca antes navegados.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Portugal volta a desenhar um mapa do oceano. O destino já não é um novo território, mas sim o conhecimento.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A criação da <strong>primeira plataforma digital reúne os biobancos marinhos portugueses</strong> e marca simbolicamente esta mudança. Desenvolvido pelo Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR), da Universidade do Porto, o novo portal cartografa milhares de amostras biológicas preservadas em diferentes instituições nacionais. </p><p>O acervo tem como intuito tornar o <strong>conhecimento acessível à comunidade científica</strong> e aproximar Portugal de uma nova etapa da <strong>economia azul</strong>. A transformação vai muito além da tecnologia, refletindo a forma como o país passou a olhar para o mar.</p><h2>Um novo olhar sobre o nosso mar</h2><p>A relação de Portugal com o oceano foi construída em torno da <strong>pesca</strong> e da <strong>exploração dos seus recursos</strong>. Mais tarde, durante a expansão marítima dos séculos XV e XVI, tornou-se uma <strong>vasta rede de rotas comerciais</strong> que ligava continentes, transportava mercadorias e sustentava um império.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Atualmente, continua a ser um ativo estratégico. Mas a riqueza que dele se espera já não depende apenas do que pode ser retirado das suas águas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O conceito de economia azul ganhou, na última década, um lugar central nas políticas europeias e nacionais, propondo um equilíbrio entre <strong>desenvolvimento económico,</strong> <strong>inovação tecnológica</strong> e <strong>conservação</strong> dos ecossistemas marinhos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-maior-tesouro-por-descobrir-em-portugal-esta-no-mar-1787230616182.jpg" data-image="o8eqwnvh35zm" alt="Coleção de culturas marinhas" title="Coleção de culturas marinhas"><figcaption>A Coleção de Culturas Microbianas do CIIMAR (CM2C) é um dos cinco biobancos integrados na plataforma digital. Foto: CIIMAR</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>As atividades tradicionais, como a <strong>pesca</strong>, a <strong>aquacultura</strong> ou o <strong>turismo costeiro</strong>, coexistem agora com setores emergentes, como a produção de <strong>energia renovável</strong> <strong>offshore</strong>, a <strong>biotecnologia marinha</strong> ou a utilização sustentável dos <strong>recursos genéticos</strong> do oceano.</p><h2>Tesouros subaquáticos por revelar</h2><p>É neste novo paradigma que os biobancos assumem um papel cada vez mais relevante. A investigadora do CIIMAR, Rita Costa, descreve-os como <strong>"tesouros subaquáticos" </strong>e a<strong> </strong>expressão não podia ser mais feliz.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780275" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/verme-marinho-da-costa-portuguesa-revela-potencial-biotecnologico-em-investigacao-pioneira-do-ipma.html" title="Verme marinho da costa portuguesa revela potencial biotecnológico em investigação pioneira do IPMA">Verme marinho da costa portuguesa revela potencial biotecnológico em investigação pioneira do IPMA</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/verme-marinho-da-costa-portuguesa-revela-potencial-biotecnologico-em-investigacao-pioneira-do-ipma.html" title="Verme marinho da costa portuguesa revela potencial biotecnológico em investigação pioneira do IPMA"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/verme-marinho-da-costa-portuguesa-revela-potencial-biotecnologico-em-investigacao-pioneira-do-ipma-1784899633806_320.jpg" alt="Verme marinho da costa portuguesa revela potencial biotecnológico em investigação pioneira do IPMA"></a></article></aside><p>Se, ao longo dos séculos, os tesouros do mar foram procurados nas rotas comerciais, nas capturas de peixe ou nas especiarias transportadas pelos navios, hoje podem encontrar-se em seres tão discretos como uma <strong>microalga</strong>, uma <strong>bactéria</strong> <strong>marinha</strong>, uma esponja ou um coral.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>São estes organismos que os biobancos preservam. E o novo portal faz por eles aquilo que as antigas cartas náuticas fizeram pelos navegadores: mostra onde estão.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Em vez de orientar embarcações através dos oceanos, este mapa orienta investigadores através de um <strong>património biológico disperso por diferentes instituições portuguesas</strong>, como a Coleção de Culturas de Biotecnologia Azul e Ecotoxicologia, a Coleção de Culturas Microbianas do CIIMAR (CM2C) ou a Algoteca do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Cada ponto assinalado representa um acervo, uma amostra preservada e uma potencial descoberta.</p><h2>Navegar pelo conhecimento disperso</h2><p>Mas um biobanco não é apenas um lugar onde se armazenam organismos. É uma biblioteca viva da biodiversidade marinha. Cada amostra guarda <strong>informação genética</strong>, <strong>ecológica</strong> e <strong>evolutiva</strong> que poderá revelar-se decisiva para responder a perguntas que a ciência ainda nem sequer formulou. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É esse património, boa parte dele ainda oculto, que a nova plataforma reúne, permitindo que investigadores possam <strong>encontrar</strong>, <strong>comparar</strong> e <strong>utilizar</strong> <strong>recursos biológicos</strong> que até agora se encontravam fragmentados em diferentes coleções.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O mapa permite localizar mais de <strong>dez mil amostras </strong><strong>biológicas </strong>e centenas de espécies preservadas em<strong> cinco</strong><strong> biobancos nacionais</strong>. Para um investigador que procure determinado organismo ou pretenda comparar materiais recolhidos em diferentes regiões, a plataforma reduz tempo, evita duplicações e facilita novas colaborações entre equipas nacionais e internacionais.</p><p>Se os biobancos guardam tesouros, esta<strong> plataforma</strong><strong> é o </strong><strong>mapa </strong>que permitirá achá-los. A importância deste trabalho, porém, vai muito além da investigação científica.</p><h2>A ciência voltada para a inovação</h2><p>À medida que a <strong>economia azul</strong> ganha expressão, a biodiversidade marinha deixa de ser apenas um património natural para assumir também um <strong>papel estratégico</strong> na inovação. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Moléculas produzidas por organismos marinhos já estão na origem de novos medicamentos, ingredientes cosméticos, enzimas utilizadas em processos industriais e soluções sustentáveis para setores tão distintos como a aquacultura, a alimentação e os materiais biodegradáveis.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Conhecer essa diversidade biológica, preservá-la e disponibilizá-la à comunidade científica tornou-se, por isso, uma condição essencial para <strong>transformar conhecimento em inovação</strong>, sem comprometer a conservação dos ecossistemas marinhos. É esse equilíbrio que o novo mapa pretende reforçar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-maior-tesouro-por-descobrir-em-portugal-esta-no-mar-1787230930526.jpg" data-image="qergjjhjv4l2" alt="Barco à vela no oceano" title="Barco à vela no oceano"><figcaption>Durante séculos navegámos este oceano. Agora estamos também a mapear a sua extraordinária biodiversidade. Foto: Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Portugal já deu ao mundo cartas náuticas para navegar por oceanos desconhecidos. Cada nova rota expandiu a compreensão do nosso planeta. Os <strong>mapas voltam hoje a ocupar um lugar central na relação do país com o mar.</strong> Mas já não apontam para novos territórios. Orientam, antes, os investigadores para um património biológico que sempre esteve submerso e que, finalmente, está a emergir.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Universidade%20do%20Porto" data-year="" data-title="CIIMAR%20cria%20mapa%20digital%20dos%20biobancos%20marinhos%20portugueses" data-url="https%3A%2F%2Fnoticias.up.pt%2F2026%2F07%2F11%2Fciimar-cria-mapa-digital-dos-biobancos-marinhos-portugueses%2F">Universidade do Porto. <a href="https://noticias.up.pt/2026/07/11/ciimar-cria-mapa-digital-dos-biobancos-marinhos-portugueses/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">CIIMAR cria mapa digital dos biobancos marinhos portugueses</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-maior-tesouro-por-descobrir-em-portugal-esta-no-mar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tendências a 10 dias em Portugal: duas depressões atlânticas irão trazer chuva abundante e rajadas superiores a 80 km/h]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-a-10-dias-em-portugal-duas-depressoes-atlanticas-irao-trazer-chuva-abundante-e-rajadas-superiores-a-80-km-h.html</link><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 14:35:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os últimos 10 dias de agosto poderão trazer uma mudança pouco habitual para o verão em Portugal. Duas depressões atlânticas e respetivas frentes poderão deixar chuva persistente, vento forte e temperaturas mais frescas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xazb4qi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xazb4qi.jpg" id="xazb4qi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A reta final de agosto poderá assumir contornos pouco habituais para a época em Portugal Continental. Depois de alguns dias mais estáveis, as previsões do modelo europeu apontam para a aproximação de <strong>duas depressões atlânticas e respetivas frentes</strong>, com chuva, vento forte e temperaturas mais contidas.</p><h2>Esta quinta-feira já se sente uma mudança no estado do tempo</h2><p>Esta quinta-feira, dia 20, apresenta-se bastante diferente do início da semana. As temperaturas estão mais baixas e o céu deverá permanecer <strong>muito nublado em várias regiões</strong>, existindo ainda possibilidade de aguaceiros ou chuviscos.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>A precipitação prevista será, contudo, <strong>pouco organizada e bastante dispersa</strong>, podendo surgir no Algarve, sobretudo no interior leste, nas regiões de Setúbal e Lisboa, em alguns pontos do litoral oeste entre Mafra e Leiria, assim como no interior Centro e no Norte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-duas-depressoes-atlanticas-irao-trazer-chuva-abundante-e-rajadas-superiores-a-80-km-h-1787229136024.jpg" data-image="emt8ej2mm6mb" alt="Temperatura 700 hPa" title="Temperatura 700 hPa"> <figcaption>A ondulação do jato polar permite a descida de ar mais frio para latitudes mais a sul. Embora a massa de ar polar não esteja diretamente sobre Portugal, a circulação atmosférica favorece a chegada de ar mais fresco ao território.</figcaption></figure><p>Esta mudança está relacionada com uma ondulação mais pronunciada da corrente de <strong>jato polar</strong>, que permitiu que uma massa de ar polar mais frio descesse para latitudes inferiores às habituais. Mesmo que este ar mais frio não se encontre diretamente sobre Portugal, a circulação atmosférica associada está a favorecer a <strong>chegada de</strong> <strong>ar mais fresco ao território continental</strong>.</p><h2>Sexta-feira e sábado dão uma pequena trégua</h2><p>A sexta-feira, dia 21, e o sábado, dia 22, poderão constituir uma pequena janela de estabilidade antes de uma mudança bastante mais significativa. De acordo com a atual atualização da Meteored, serão potencialmente os <strong>últimos dias sem precipitação significativa antes de um período mais chuvoso</strong>, que poderá prolongar-se até perto de dia 28.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-duas-depressoes-atlanticas-irao-trazer-chuva-abundante-e-rajadas-superiores-a-80-km-h-1787229180514.jpg" data-image="a92ydtkpd636" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption>Sexta-feira e sábado poderão ser os últimos dias de tempo maioritariamente seco antes da chegada das depressões atlânticas. As máximas deverão ficar abaixo dos 33 ºC, com o litoral significativamente mais fresco.</figcaption></figure><p>As temperaturas manter-se-ão relativamente moderadas para agosto, especialmente junto ao litoral. <strong>As máximas não deverão ultrapassar os 32 ºC</strong> no território continental durante estes dois dias.</p><p>Na sexta-feira, o calor estará mais concentrado no interior Centro, nomeadamente no distrito de Castelo Branco. No sábado, o padrão altera-se ligeiramente, com Bragança e Vila Real a destacarem-se entre as <strong>regiões potencialmente mais quentes</strong>.</p><h2>Uma depressão atlântica chega a Portugal no domingo (23)</h2><p>A partir de domingo, dia 23, o cenário meteorológico poderá mudar substancialmente. Uma <strong>depressão bem organizada no Atlântico Norte</strong> deverá aproximar-se suficientemente da Península Ibérica para produzir efeitos diretos em Portugal, uma configuração particularmente interessante tendo em conta que estamos em pleno mês de agosto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-duas-depressoes-atlanticas-irao-trazer-chuva-abundante-e-rajadas-superiores-a-80-km-h-1787229219752.jpg" data-image="wdjo6bfon0du" alt="Pressão e chuva" title="Pressão e chuva"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-124857">Uma depressão atlântica bem organizada aproxima-se de Portugal no domingo (23), transportando uma extensa frente de precipitação. A chuva poderá começar a tornar-se mais generalizada a partir do meio dia.</figcaption></figure><p>Segundo a previsão atual, os primeiros efeitos mais evidentes poderão começar a fazer-se sentir <strong>por volta das 12 horas de domingo</strong>, com a aproximação de uma frente atlântica bem definida. A faixa de precipitação deverá avançar sobre o continente, podendo estender-se de norte a sul e deixando para trás um cenário muito diferente daquele que habitualmente associamos ao verão.</p><p>Na segunda-feira, dia 24, o núcleo depressionário deverá posicionar-se a noroeste de Portugal. Para além da chuva, será necessário acompanhar atentamente o <strong>vento</strong>, que poderá tornar-se forte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-duas-depressoes-atlanticas-irao-trazer-chuva-abundante-e-rajadas-superiores-a-80-km-h-1787229270290.jpg" data-image="mwa3b6cv5u5t" alt="Rajada de vento (km/h)" title="Rajada de vento (km/h)"><figcaption>Com o núcleo da depressão a noroeste do território, o vento deverá intensificar-se na segunda-feira. No Norte, as rajadas poderão atingir ou ultrapassar os 80 km/h nas zonas mais expostas.</figcaption></figure><blockquote> <p>No Norte, a previsão é de rajadas de vento que localmente poderão atingir ou mesmo superar os 80 km/h, especialmente nas regiões mais expostas.</p> </blockquote><p>A influência desta depressão deverá manter a<strong> sensação de tempo instável entre domingo e terça-feira, dia 25, </strong>embora existam ainda alguma incerteza quanto à distribuição e intensidade exatas da precipitação.</p><h2>E depois? Uma nova frente poderá chegar entre terça e quarta-feira</h2><p>A atmosfera poderá não dar grande descanso. Entre terça-feira, dia 25, e quarta-feira, dia 26, uma <strong>nova depressão atlântica</strong>, desta vez centrada entre a Península Ibérica e as Ilhas Britânicas, poderá enviar outra frente em direção ao território português.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-duas-depressoes-atlanticas-irao-trazer-chuva-abundante-e-rajadas-superiores-a-80-km-h-1787229331070.jpg" data-image="rcswrlpifhi4" alt="Pressão e chuva" title="Pressão e chuva"><figcaption>Uma segunda depressão, posicionada a norte/noroeste da Península Ibérica, deverá encaminhar uma nova frente para Portugal. A chuva poderá voltar a apresentar-se organizada e persistente, sobretudo no Norte e Centro.</figcaption></figure><p>O núcleo depressionário não deverá atravessar diretamente Portugal. Contudo, uma das suas frentes apresenta-se, nas atuais projeções, <strong>extensa, organizada e com precipitação persistente</strong>, contrastando com os aguaceiros dispersos previstos para esta quinta-feira. Esta poderá ser uma situação potencialmente bastante chuvosa para a época do ano, sobretudo no <strong>Norte e Centro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-duas-depressoes-atlanticas-irao-trazer-chuva-abundante-e-rajadas-superiores-a-80-km-h-1787229571403.jpg" data-image="lkz9hhaipdcj" alt="Precipitação acumulada (mm)" title="Precipitação acumulada (mm)"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-292072">O ECMWF concentra os maiores acumulados de precipitação no Norte e Centro, sobretudo no noroeste, onde algumas áreas poderão superar os 100 mm. Para sul, os acumulados diminuem progressivamente, refletindo uma passagem menos persistente das frentes atlânticas.</figcaption></figure><p>O mapa de precipitação acumulada do ECMWF desde o dia de hoje (20) até ao início de sexta-feira, dia 28, evidencia precisamente esta distribuição. <strong>N</strong><strong>oroeste de Portugal apresenta os acumulados mais elevados</strong>, com áreas onde o modelo sugere totais superiores a 100 mm. Os acumulados diminuem gradualmente em direção ao interior e, sobretudo, ao Sul, onde a chuva deverá ser menos persistente e os totais consideravelmente inferiores.</p><h2>Últimos dias de agosto com tendência para uma melhoria</h2><p>A partir de dia 28 aumenta consideravelmente a incerteza, como é natural numa previsão desta distância temporal. Ainda assim, os atuais cenários apontam para uma <strong>melhoria gradual do estado do tempo nos últimos três dias de agosto</strong>, com redução da precipitação e maior estabilização atmosférica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784641" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vai-formar-se-uma-tempestade-invulgar-para-o-mes-de-agosto-junto-de-portugal-possivel-impacto-na-segunda-feira.html" title="Vai formar-se uma tempestade invulgar para o mês de agosto junto de Portugal: possível impacto na segunda-feira 24">Vai formar-se uma tempestade invulgar para o mês de agosto junto de Portugal: possível impacto na segunda-feira 24</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vai-formar-se-uma-tempestade-invulgar-para-o-mes-de-agosto-junto-de-portugal-possivel-impacto-na-segunda-feira.html" title="Vai formar-se uma tempestade invulgar para o mês de agosto junto de Portugal: possível impacto na segunda-feira 24"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vai-formar-se-uma-tempestade-invulgar-para-o-mes-de-agosto-junto-de-portugal-possivel-impacto-na-segunda-feira-1787223083862_320.jpg" alt="Vai formar-se uma tempestade invulgar para o mês de agosto junto de Portugal: possível impacto na segunda-feira 24"></a></article></aside><p>Até lá, a última dezena de agosto poderá trazer uma sequência meteorológica pouco típica do verão português: <strong>duas depressões atlânticas, passagens frontais, períodos de chuva potencialmente persistente e episódios de vento forte</strong>. As próximas atualizações serão essenciais para determinar a trajetória exata das depressões e, consequentemente, onde e quanto poderá chover.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-a-10-dias-em-portugal-duas-depressoes-atlanticas-irao-trazer-chuva-abundante-e-rajadas-superiores-a-80-km-h.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo no fim de semana em Portugal: há uma depressão a caminho, mas antes os dias serão secos e soalheiros]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-no-fim-de-semana-em-portugal-ha-uma-depressao-a-caminho-mas-antes-os-dias-serao-secos-e-soalheiros.html</link><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 13:19:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>"A calma antes da tempestade". É assim que podemos caracterizar a reta final desta semana em Portugal Continental, de acordo com a mais recente previsão do ECMWF. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xazaqsi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xazaqsi.jpg" id="xazaqsi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A penúltima semana do mês de agosto está quase a terminar e espera-se que a reta final da mesma possa trazer uma mudança ao nosso cenário atmosférico. Mas<strong> antes disso, dar-se-á uma melhoria do estado de tempo</strong> face ao dia de hoje, quinta-feira.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>É esperado que nas próximas horas a chuva caia em alguns distritos do país, como avançamos aqui, na Meteored Portugal. Ainda assim, <strong>esta chuva deverá ser fraca e dispersa e poderá dissipar-se totalmente</strong> à medida que as horas passam.</p><h2>Sexta-feira e sábado deverão ser dias secos e soalheiros</h2><p>Ao que tudo indica, segundo a mais recente saída do ECMWF, o dia de amanhã, 21 de agosto, poderá contar com alguma nebulosidade matinal em vários pontos de Norte a Sul do país, no entanto, com o passar das horas, espera-se que esta se dissipe, dando lugar a um<strong> dia com céu limpo e sem previsão de chuva</strong>. As temperaturas máximas deverão manter-se entre os 20 ºC em Viana do Castelo e os 30 ºC em Castelo Branco.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-no-fim-de-semana-em-portugal-ha-uma-depressao-a-caminho-mas-antes-os-dias-serao-secos-e-soalheiros-1787228400538.jpg" data-image="087cbebwgeen"><figcaption>A aproximação de uma depressão à nossa geografia irá resultar num aumento da humidade relativa do ar, especialmente a partir de domingo, dia 23 de agosto.</figcaption></figure><p>Para sábado, as temperaturas deverão manter-se sem grandes variações face ao dia de sexta-feira. Quanto à atmosfera, é expectável a formação de algumas nuvens no Norte do país, a partir das 16h, que <strong>à medida que o tempo passa, deverão tornar-se mais espessas e estender-se também à região Centro</strong>, especialmente ao litoral. Ainda assim, não se prevê ocorrência de precipitação neste dia.</p><h2>Depressão aproxima-se do continente e deverá chegar no domingo, dia 23</h2><p>No mapa acima podemos ver um centro de baixas pressões a aproximar-se de Portugal Continental na madrugada de domingo, que resultará num <strong>aumento da humidade, mesmo ao longo do dia, a partir dessa data</strong>. Desta forma, o dia de domingo poderá contar com um aumento da nebulosidade a partir das primeiras horas do dia, que deverá cobrir toda a geografia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-no-fim-de-semana-em-portugal-1787227382492.jpg" data-image="8r8us7fuy8y4" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>No domingo chega uma depressão a Portugal Continental, que deverá fazer-se sentir a partir das 12h.</figcaption></figure><p><strong>A partir das 12h, os nossos mapas mostram a chegada da chuva ao litoral</strong> entre Caldas da Rainha e Lisboa, onde poderão ocorrer <strong>episódios de chuva forte</strong>. Esta chuva mais intensa é esperada também para Setúbal a partir das 14h, podendo permanecer no distrito nas horas seguintes. Durante a tarde e noite de domingo, vários outros distritos poderão contar com chuva, ainda que esta possa ser menos expressiva em relação às zonas acima citadas, como podemos observar no mapa acima.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784636" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-10-c-abaixo-da-media-uma-massa-de-ar-polar-esta-a-aproximar-se-de-portugal-e-provocara-um-novo-arrefecimento.html" title="Até 10 °C abaixo da média: uma massa de ar polar está a aproximar-se de Portugal e provocará um novo arrefecimento">Até 10 °C abaixo da média: uma massa de ar polar está a aproximar-se de Portugal e provocará um novo arrefecimento</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-10-c-abaixo-da-media-uma-massa-de-ar-polar-esta-a-aproximar-se-de-portugal-e-provocara-um-novo-arrefecimento.html" title="Até 10 °C abaixo da média: uma massa de ar polar está a aproximar-se de Portugal e provocará um novo arrefecimento"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-10-c-abaixo-da-media-uma-massa-de-ar-polar-esta-a-aproximar-se-de-portugal-o-que-provocara-um-novo-arrefecimento-1787221215916_320.png" alt="Até 10 °C abaixo da média: uma massa de ar polar está a aproximar-se de Portugal e provocará um novo arrefecimento"></a></article></aside><p>Na <strong>segunda-feira, espera-se uma intensificação deste fenómeno</strong>, onde uma boa parte do continente deverá registar ocorrência de precipitação. Para esse dia também se espera um aumento da velocidade do vento, assim como um agravamento do estado do mar, à medida que este centro depressionário se dirige para nordeste da Península Ibérica.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-no-fim-de-semana-em-portugal-ha-uma-depressao-a-caminho-mas-antes-os-dias-serao-secos-e-soalheiros.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 10 °C abaixo da média: uma massa de ar polar está a aproximar-se de Portugal e provocará um novo arrefecimento]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-10-c-abaixo-da-media-uma-massa-de-ar-polar-esta-a-aproximar-se-de-portugal-e-provocara-um-novo-arrefecimento.html</link><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 12:17:14 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de uma descida acentuada das temperaturas em praticamente todo o país, espera-se um novo arrefecimento no arranque da próxima semana, onde os termómetros poderão registar valores até 10 ºC abaixo da média.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaza9wq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaza9wq.jpg" id="xaza9wq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal Continental registou uma <strong>descida acentuada das temperaturas entre terça e quarta-feira</strong>. Esta descida trouxe as anomalias térmicas negativas de volta a alguns locais (valores abaixo da média), no entanto, espera-se que nos próximos dias este arrefecimento se torne mais evidente.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Apesar de estarmos em agosto, o verão climatológico está a chegar ao fim e os termómetros já começam a dar evidências. De acordo com os nossos mapas, entre hoje e o arranque da próxima semana, a <strong>aproximação de uma massa de ar polar à nossa geografia </strong>irá resultar numa maior expressão das anomalias térmicas negativas, como referimos acima, à medida que os dias passam.</p><h2>Temperaturas vão oscilar, mas valores abaixo da média devem prevalecer</h2><p>Ainda que a influência da massa de ar polar seja evidente em praticamente todo o território entre hoje e amanhã, <strong>espera-se que no sábado e no domingo as temperaturas subam no Nordeste Transmontano</strong>, resultando em anomalias térmicas positivas nessa região, ou seja, valores até 4 ºC acima da média.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-10-c-abaixo-da-media-uma-massa-de-ar-polar-esta-a-aproximar-se-de-portugal-o-que-provocara-um-novo-arrefecimento-1787220814178.jpg" data-image="alcd0v21t06d" alt="anomalia térmica negativa" title="anomalia térmica negativa"><figcaption>O arranque da próxima semana poderá trazer anomalias térmicas negativas mais expressivas a Portugal Continental.</figcaption></figure><p>No entanto, <strong>no resto do país, os valores abaixo da média devem manter-se</strong>, com maior expessão no Ribatejo e no Algarve, no fim de semana, com temperaturas até 9 ºC abaixo da média na primeira região e até 7 ºC na segunda, especialmente no domingo.</p><h2>Na segunda-feira, esperam-se temperaturas até 10 ºC abaixo da média</h2><p>Para os próximos dias, é expectável que a ondulação da corrente de jato favoreça a aproximação de uma massa de ar mais fria, de origem polar, a Portugal Continental. Esta alteração na circulação atmosférica contribuirá para uma <strong>descida acentuada das temperaturas, que poderão ser de até 10 ºC abaixo dos valores médios para a época</strong>, como podemos observar no mapa acima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-10-c-abaixo-da-media-uma-massa-de-ar-polar-esta-a-aproximar-se-de-portugal-o-que-provocara-um-novo-arrefecimento-1787224608377.jpg" data-image="s6witc0cl6iy" alt="massa de ar polar" title="massa de ar polar"><figcaption>A ondulação da corrente de jato irá favorecer a aproximação de uma massa de ar polar ao território português, favorecendo a descida das temperaturas.</figcaption></figure><p>Nesse dia, esperam-se valores máximos entre os 19 ºC em Viana do Castelo, Braga, Bragança, Vila Real e Guarda e os 27 ºC em Beja. A região Norte deverá registar os valores máximos mais baixos do país, devendo a cidade do Porto, com 21 ºC, ser a única capital de distrito da região a registar valores superiores a 20 ºC. <strong>Esta tendência deverá manter-se nos dias seguintes, com maior expressão no Norte do país</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784641" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vai-formar-se-uma-tempestade-invulgar-para-o-mes-de-agosto-junto-de-portugal-possivel-impacto-na-segunda-feira.html" title="Vai formar-se uma tempestade invulgar para o mês de agosto junto de Portugal: possível impacto na segunda-feira 24">Vai formar-se uma tempestade invulgar para o mês de agosto junto de Portugal: possível impacto na segunda-feira 24</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vai-formar-se-uma-tempestade-invulgar-para-o-mes-de-agosto-junto-de-portugal-possivel-impacto-na-segunda-feira.html" title="Vai formar-se uma tempestade invulgar para o mês de agosto junto de Portugal: possível impacto na segunda-feira 24"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vai-formar-se-uma-tempestade-invulgar-para-o-mes-de-agosto-junto-de-portugal-possivel-impacto-na-segunda-feira-1787223083862_320.jpg" alt="Vai formar-se uma tempestade invulgar para o mês de agosto junto de Portugal: possível impacto na segunda-feira 24"></a></article></aside><p>Quanto às anomalias, estas deverão ser mais evidentes na região Centro, entre os distritos de Viseu e Castelo Branco, onde os valores de até 10 ºC abaixo da média se esperam, na segunda-feira. Já na terça-feira, esta anomalia poderá ser mais expressiva no Norte, com <strong>temperaturas até 9 ºC abaixo da média, especialmente nas cotas mais elevadas</strong>, onde se esperam máximas entre os 15 ºC e os 18 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-10-c-abaixo-da-media-uma-massa-de-ar-polar-esta-a-aproximar-se-de-portugal-e-provocara-um-novo-arrefecimento.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vai formar-se uma tempestade invulgar para o mês de agosto junto de Portugal: possível impacto na segunda-feira 24]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vai-formar-se-uma-tempestade-invulgar-para-o-mes-de-agosto-junto-de-portugal-possivel-impacto-na-segunda-feira.html</link><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 10:53:54 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma depressão atlântica invulgar para o mês de agosto poderá afetar diretamente Portugal continental dentro de poucos dias, trazendo chuva, vento e agitação marítima ao nosso país em plena estação estival. Consulte a previsão.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xazaffa"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xazaffa.jpg" id="xazaffa"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A estabilidade atmosférica tem as horas contadas em Portugal continental. Após esta quinta-feira (20) com alguns aguaceiros, está à vista o regresso de um tipo de tempestade que já não víamos nos mapas meteorológicos há vários meses tão perto da nossa geografia: uma <strong>depressão atlântica</strong>, situação que poderá trazer condições de instabilidade mais típicas do outono e inverno, com períodos de chuva frontal mais organizada, persistente e frequente, e por isso invulgares para um mês de agosto.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>Prevê-se que a futura intensificação desta baixa pressão atlântica, atualmente localizada a nordeste dos Açores, ocorra ao longo dos próximos dias sobre o Atlântico, com o sistema depressionário a deslocar-se progressivamente para leste e a aproximar-se da Península Ibérica durante o fim de semana.</div><p>Os mapas de referência da Meteored revelam uma estrutura frontal bem definida e linhas de instabilidade associadas que poderão traduzir-se em vários efeitos no nosso país, <strong>sobretudo entre domingo (23) e segunda-feira (24)</strong>. Em seguida será analisada a origem desta situação sinóptica e os seus possíveis efeitos no estado do tempo no nosso país.</p><h2>Mudança abrupta na circulação atmosférica favorável à possível passagem desta depressão atlântica</h2><p>Ao longo dos próximos dias é possível que assistamos a uma alteração gradual no regime atmosférico que modula o estado do tempo na região euro-atlântica, e em particular, em Portugal continental. A região anticiclónica que domina atualmente o Atlântico e que tem proporcionado estabilidade atmosférica <strong>deverá perder gradualmente influência</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vai-formar-se-uma-tempestade-invulgar-para-o-mes-de-agosto-junto-de-portugal-possivel-impacto-na-segunda-feira-1787221807245.jpg" data-image="jj70t8ar4u26"><figcaption>Região anticiclónica "quebrada" em duas partes e rápido cavamento de uma depressão a oeste de Portugal.</figcaption></figure><p>O aprofundamento da já referida depressão sobre o Atlântico irá favorecer o enfraquecimento e a <strong>fragmentação da região anticiclónica em dois núcleos de altas pressões distintos</strong>: um que poderá recuar para sudoeste, em pleno Atlântico, e outro que poderá ficar mais a norte, migrando progressivamente para leste rumo à Escandinávia.</p><p>Esta configuração sinóptica permitirá então <strong>a progressão e rápida intensificação da já referida baixa atlântica, que poderá aproximar-se da costa ocidental portuguesa durante o fim de semana de 22 e 23 de agosto</strong>. Ainda persiste alguma incerteza quanto ao posicionamento exato e à trajetória do núcleo depressionário, pelo que a evolução desta depressão merece uma monitorização constante nas próximas atualizações.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vai-formar-se-uma-tempestade-invulgar-para-o-mes-de-agosto-junto-de-portugal-possivel-impacto-na-segunda-feira-1787221943484.jpg" data-image="eh1vfco70il2"><figcaption>Entre sábado (22) e segunda-feira (24) os mapas de referência da Meteored mostram a evolução de uma depressão atlântica que poderá deslocar-se para leste rumo à Península Ibérica. Ao longo do dia de sábado (22) o sistema depressionário ainda se deverá manter relativamente afastado, ao largo da costa ocidental de Portugal continental, à medida que o anticiclone for gradualmente perdendo influência sobre o nosso país.</figcaption></figure><p><strong>No domingo (23) prevê-se uma aproximação significativa da depressão, que apresentará frentes em redor do núcleo cada vez mais organizadas e bem definidas</strong>. A mudança do estado do tempo poderão então tornar-se mais evidente, estando à vista um aumento da nebulosidade, ocorrência de períodos de chuva fraca a pontualmente moderada, reforço da intensidade do vento e alguma agitação marítima.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784547" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-das-11-horas-a-chuva-chegara-a-varios-distritos-de-portugal-veja-onde-a-probabilidade-sera-maior.html" title="A partir das 11 horas a chuva chegará a vários distritos de Portugal: veja onde a probabilidade será maior">A partir das 11 horas a chuva chegará a vários distritos de Portugal: veja onde a probabilidade será maior</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-das-11-horas-a-chuva-chegara-a-varios-distritos-de-portugal-veja-onde-a-probabilidade-sera-maior.html" title="A partir das 11 horas a chuva chegará a vários distritos de Portugal: veja onde a probabilidade será maior"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-das-11-horas-a-chuva-chegara-a-varios-distritos-de-portugal-veja-onde-a-probabilidade-sera-maior-1787160795685_320.jpg" alt="A partir das 11 horas a chuva chegará a vários distritos de Portugal: veja onde a probabilidade será maior"></a></article></aside><p>Já na segunda-feira (24), o centro da depressão poderá já encontrar-se sobre ou próximo do noroeste da Península Ibérica, possivelmente já sobre a Galiza, mas deixando Portugal ainda sob influência de um setor importante da depressão.</p><p>Aliás, <strong>é para segunda-feira, 24 de agosto</strong>, que, de acordo com as previsões atualmente disponíveis do modelo de maior confiança da Meteored (ECMWF) que poderão<strong> ocorrer com mais frequência e intensidade no nosso país os efeitos meteorológicos provocados pela passagem desta depressão</strong>.</p><h2>Possíveis efeitos em Portugal continental entre domingo e segunda</h2><p>Grosso modo, <strong>os nossos mapas revelam para domingo (23) a possibilidade da chuva afetar as regiões do litoral</strong>, desde Viana do Castelo a Sagres, embora com mais intensidade a norte do Cabo Raso. É possível que consiga alcançar, embora com menos frequência e intensidade, outros setores do interior Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vai-formar-se-uma-tempestade-invulgar-para-o-mes-de-agosto-junto-de-portugal-possivel-impacto-na-segunda-feira-1787222028338.jpg" data-image="jka23gcz01xo"><figcaption>A possibilidade de chuva em praticamente toda a unidade territorial do Continente é real na segunda-feira (24), embora as percentagens de probabilidade variem conforme as regiões.</figcaption></figure><p>Para segunda-feira (24) o cenário previsto indica ser bem distinto: em termos de área geográfica abrangida, <strong>é possível que praticamente nenhuma zona do país escape à chuva, apesar de ser bem percetível que a mesma possa ser mais frequente e abundante nas regiões situadas a norte do sistema montanhoso montejunto-Estrela</strong>, um acidente geográfico que exerce um papel importante na distribuição pluviométrica devido ao seu efeito orográfico, ao potenciar o reforço da precipitação nas vertentes mais expostas aos fluxos húmidos.</p><p>Quanto ao vento, prevê-se que no <strong>domingo (23) ocorra um primeiro reforço da sua intensidade</strong>, sobretudo nas regiões do litoral e em áreas mais expostas, como serão o caso dos distritos de Lisboa e Leiria (rajadas potencialmente superiores a 50 km/h).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vai-formar-se-uma-tempestade-invulgar-para-o-mes-de-agosto-junto-de-portugal-possivel-impacto-na-segunda-feira-1787222168772.jpg" data-image="m5qa8ve4zj6p"><figcaption>Previsão das rajadas de vento para o início da tarde de segunda-feira, 24 de agosto.</figcaption></figure><p>Para segunda-feira (24), algumas saídas do ECMWF sugerem uma intensificação mais significativa do vento Sul, especialmente nas Regiões Norte e Centro e nas zonas montanhosas, <strong>onde as rajadas poderão atingir localmente valores compreendidos entre os 60 e 80 km/h no período mais crítico</strong>: possivelmente entre o meio da manhã e o meio da tarde de segunda-feira (24).</p><p>No que diz respeito à agitação marítima a aproximação da depressão e o reforço da intensidade do vento poderão provocar um agravamento temporário do estado do mar.</p><p>De momento, os mapas da Meteored indicam a possibilidade de serem registadas <strong>ondas com até 5,5 metros de altura máxima em determinados períodos e setores da costa ocidental</strong>, podendo ser inicialmente mais agreste na faixa costeira a sul do Cabo Carvoeiro e posteriormente estender-se também para Norte, abrangendo a totalidade da costa ocidental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vai-formar-se-uma-tempestade-invulgar-para-o-mes-de-agosto-junto-de-portugal-possivel-impacto-na-segunda-feira-1787222277520.jpg" data-image="5ckukjqz5egw"><figcaption>As ondas poderão atingir uma altura máxima de 5,5 metros numa das fases mais ativas da passagem da depressão atlântica.</figcaption></figure><p><strong>Não se antevê um cenário particularmente excecional no que concerne ao mar</strong>, porém, a evolução necessita, ainda assim, de continuar a ser monitorizada.</p><p>Tendo em conta que ainda estamos a cerca de 72 horas do início deste episódio de tempo instável, <strong>é provável que a previsão ainda venha a sofrer ajustes espaciais e temporais</strong>, quer no que toca à trajetória da depressão e intensidade do seu núcleo, quer no que toca à distribuição da chuva, rajadas de vento e estado do mar. Aconselhamos, por tudo isto, que continue a acompanhar as nossas próximas previsões <strong>aqui na Meteored Portugal</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vai-formar-se-uma-tempestade-invulgar-para-o-mes-de-agosto-junto-de-portugal-possivel-impacto-na-segunda-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Depois da Expo'98, os barcos estão de volta ao Parque das Nações]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/depois-da-expo-98-os-barcos-estao-de-volta-ao-parque-das-nacoes-eis-quando.html</link><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 07:35:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A nova estação fluvial está prestes a entrar em funcionamento, recuperando uma ligação ao Tejo que desapareceu após a Expo'98. Reforça-se, assim, a mobilidade na cidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-depois-da-expo-98-os-barcos-estao-de-volta-ao-parque-das-nacoes-eis-quando-1784236729761.jpg" data-image="rlryutcqi701" alt="Parque das Nações" title="Parque das Nações"><figcaption>Parque das Nações volta a ter estação fluvial: já há data para o regresso dos barcos. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Lisboa terá uma nova estação fluvial no <strong>Parque das Nações</strong>. Quando? No próximo ano. A notícia foi avançada pela vereadora de Projetos e Obras em Espaço Público do município, Joana Baptista. A ideia é que complemente as que já existem. </p><p>“Vamos restabelecer a estação no Parque das Nações [que existiu durante a Expo’98]. [Para que] em 2027 os barcos que vão ao Cais do Sodré e ao Terreiro do Paço venham também ao Parque das Nações”, disse, citada pelo jornal ‘Expresso’.</p><div class="texto-destacado">O objetivo, aliás, será mesmo recriar o que já existia durante a Expo’98, quando a região contava com carreiras fluviais que facilitavam o acesso dos visitantes.</div><p>Além disso, ainda de acordo com a vereadora da Câmara Municipal de Lisboa, “vai haver um<strong> terminal específico em 2028 para o Rock in Rio</strong>”, no Parque Tejo, que “poderá ser provisório”. “Mas se for bem sucedido, por que não ficar definitivo?”, questionou.</p><h2>Uma ideia que está a ser pensada há algum tempo</h2><p>E a ideia não é nova. Em janeiro deste ano, já o presidente da TTSL - Transtejo Soflusa, Rui Ribeiro Rei, havia referido que a empresa que assegura as ligações entre Lisboa e a margem sul do rio Tejo estava a estudar uma possível ligação ao Parque das Nações.</p><h2>Ligações fluviais com novos horários</h2><p>Ainda no âmbito das ligações fluviais, <strong>a Transtejo Soflusa reforçou em junho os horários das ligações fluviais</strong> entre o Barreiro, Cacilhas e Lisboa. A medida pretende dar uma melhor resposta às necessidades de quem utiliza estes transportes diariamente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777808" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lisboa-fechou-refugios-do-calor-em-plena-onda-de-calor-como-se-explica-este-paradoxo.html" title="Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?">Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lisboa-fechou-refugios-do-calor-em-plena-onda-de-calor-como-se-explica-este-paradoxo.html" title="Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-fechou-refugios-do-calor-em-plena-onda-de-calor-como-se-explica-este-paradoxo-1783594178234_320.jpg" alt="Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?"></a></article></aside><p>Nos dias úteis, o serviço passou, então, a começar mais cedo, às 5:00 horas, em vez das 5:20, e prolonga-se até às 2:30 da madrugada seguinte, quando antes terminava à 1:40.</p><p>Já aos sábados, domingos e feriados, a empresa acrescentou quatro ligações por dia, aumentando a oferta disponível para os passageiros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-depois-da-expo-98-os-barcos-estao-de-volta-ao-parque-das-nacoes-eis-quando-1784236649126.jpg" data-image="m2yobwttbwkk" alt="Parque das Nações" title="Parque das Nações"><figcaption>Uma série de novidades. Foto: Wikimedia // K.H.Reichert</figcaption></figure><p>“Em matéria de mobilidade da cidade, a vereadora Joana Batista revela que, em 2029-2030,<strong> a zona oriental da cidade será servida também de elétrico</strong>”, acrescenta a ‘Rádio Renascença’.</p><p>“O elétrico 16 que há muito está prometido, faz parte do nosso plano diretor municipal, virá do Cais Sodré à zona oriental da cidade, quase até ao Rio Trancão”, especifica, apontando que essa linha deve estar em funcionamento até 2029 ou 2030.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Expresso" data-year="2026" data-title="Lisboa%20ter%C3%A1%20nova%20esta%C3%A7%C3%A3o%20fluvial%20em%202027%20no%20Parque%20das%20Na%C3%A7%C3%B5es" data-url="https%3A%2F%2Fexpresso.pt%2Fsociedade%2F2026-06-28-lisboa-tera-nova-estacao-fluvial-em-2027-no-parque-das-nacoes-00e43171">Expresso. (2026). <a href="https://expresso.pt/sociedade/2026-06-28-lisboa-tera-nova-estacao-fluvial-em-2027-no-parque-das-nacoes-00e43171" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Lisboa terá nova estação fluvial em 2027 no Parque das Nações</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Pincelli%2C%20I" data-year="2026" data-title="Parque%20das%20Na%C3%A7%C3%B5es%20vai%20ter%20uma%20nova%20esta%C3%A7%C3%A3o%20fluvial%20em%202027" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fna-cidade%2Fparque-das-nacoes-vai-ter-uma-nova-estacao-fluvial-em-2027">NiT, Pincelli, I. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/parque-das-nacoes-vai-ter-uma-nova-estacao-fluvial-em-2027" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Parque das Nações vai ter uma nova estação fluvial em 2027</a>.</cite><br><cite data-author="RR%2C%20Nascimento%2C%20C" data-year="2026" data-title="%E2%80%8BLisboa%20vai%20ter%20nova%20esta%C3%A7%C3%A3o%20fluvial%20em%202027.%20Ser%C3%A1%20no%20Parque%20das%20Na%C3%A7%C3%B5es" data-url="https%3A%2F%2Frr.pt%2Fnoticia%2Fpais%2F2026%2F06%2F28%2Flisboa-vai-ter-nova-estacao-fluvial-em-2027-sera-no-parque-das-nacoes%2F476256%2F">RR, Nascimento, C. (2026). <a href="https://rr.pt/noticia/pais/2026/06/28/lisboa-vai-ter-nova-estacao-fluvial-em-2027-sera-no-parque-das-nacoes/476256/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Lisboa vai ter nova estação fluvial em 2027. Será no Parque das Nações</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/depois-da-expo-98-os-barcos-estao-de-volta-ao-parque-das-nacoes-eis-quando.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A partir das 11 horas a chuva chegará a vários distritos de Portugal: veja onde a probabilidade será maior]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-das-11-horas-a-chuva-chegara-a-varios-distritos-de-portugal-veja-onde-a-probabilidade-sera-maior.html</link><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 06:09:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A chuva regressará esta quinta-feira a várias regiões de Portugal Continental, ganhando expressão a partir do final da manhã, sobretudo no Centro, onde a probabilidade poderá superar os 40% durante a tarde.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaz3rcq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaz3rcq.jpg" id="xaz3rcq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Esta <strong>quinta-feira, 20 de agosto</strong>, deverá trazer uma mudança no estado do tempo a várias regiões de Portugal Continental. Depois de um início de dia marcado sobretudo pela presença de muita nebulosidade no Norte e Centro, a <strong>chuva deverá começar a ganhar terreno a partir do final da manhã</strong>, segundo a mais recente previsão do modelo europeu (ECMWF).</p><h2>Quinta-feira traz uma mudança no estado do tempo</h2><p>A evolução não será, contudo, uniforme em todo o território. Os mapas mostram uma distribuição bastante irregular da precipitação, com o <strong>Centro a destacar-se durante as horas centrais do dia</strong>, enquanto grande parte do Sul deverá ficar à margem dos episódios de chuva mais relevantes.</p><p>Durante as primeiras horas da manhã, a precipitação deverá ter ainda <strong>pouca expressão em Portugal Continental</strong>. Às 08:00, as probabilidades previstas pelo ECMWF são muito reduzidas na generalidade do território, apesar da presença de bastante nebulosidade sobretudo nas regiões Norte e Centro.</p><p>O cenário começa a alterar-se no decorrer da manhã. Pelas <strong>11:00</strong>, o modelo já apresenta uma probabilidade de aproximadamente <strong>22% na região de Coimbra e 19% em Leiria</strong>, ao mesmo tempo que surgem valores mais baixos noutras áreas do Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-das-11-horas-a-chuva-chegara-a-varios-distritos-de-portugal-veja-onde-a-probabilidade-sera-maior-1787160614225.jpg" data-image="o8nm0zykkdgf" alt="A probabilidade de chuva começa a aumentar no final da manhã" title="A probabilidade de chuva começa a aumentar no final da manhã"><figcaption>Às 11 horas, o ECMWF já projeta probabilidades de precipitação superiores a 20% em alguns setores do Centro, enquanto no restante território os valores são, em geral, mais reduzidos.</figcaption></figure><p> É, portanto, <strong>a partir do final da manhã que começam a surgir sinais mais evidentes da mudança</strong>, embora a precipitação prevista seja irregular e não deva atingir simultaneamente todas as regiões. </p><h2>A partir das 11 horas aumenta a possibilidade de chuva</h2><p>A nebulosidade será igualmente um elemento importante nesta evolução. O ECMWF projeta <strong>céus muito nublados em vários pontos do litoral Norte e Centro durante a manhã</strong>, criando um cenário bastante diferente daquele que deverá predominar em várias zonas do Sul.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784489" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-as-temperaturas-baixam-novamente-em-portugal-continental-nestes-2-distritos-a-queda-sera-de-4-c.html" title="Amanhã as temperaturas baixam novamente em Portugal continental: nestes 2 distritos a queda será de 4 ºC">Amanhã as temperaturas baixam novamente em Portugal continental: nestes 2 distritos a queda será de 4 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-as-temperaturas-baixam-novamente-em-portugal-continental-nestes-2-distritos-a-queda-sera-de-4-c.html" title="Amanhã as temperaturas baixam novamente em Portugal continental: nestes 2 distritos a queda será de 4 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-as-temperaturas-baixam-novamente-em-portugal-continental-nestes-2-distritos-a-queda-sera-de-4-c-1787138647439_320.jpg" alt="Amanhã as temperaturas baixam novamente em Portugal continental: nestes 2 distritos a queda será de 4 ºC"></a></article></aside><p>Pelas 11:00, os valores de nebulosidade aproximam-se dos <strong>90% a 100% em cidades como Porto, Aveiro, Coimbra e Viseu</strong>. Em contrapartida, algumas áreas do interior apresentam valores substancialmente inferiores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-das-11-horas-a-chuva-chegara-a-varios-distritos-de-portugal-veja-onde-a-probabilidade-sera-maior-1787160699186.jpg" data-image="tzuqpsopht2x" alt="Céu muito nublado acompanhará a mudança do tempo" title="Céu muito nublado acompanhará a mudança do tempo"><figcaption>A nebulosidade deverá ser bastante elevada durante a manhã no litoral Norte e Centro, atingindo valores próximos de 100% em vários setores.</figcaption></figure><p> Esta elevada cobertura de nuvens deverá acompanhar a progressão da instabilidade durante a manhã, antes de a <strong>probabilidade de precipitação aumentar de forma mais evidente durante as primeiras horas da tarde</strong>. </p><h2>Coimbra e Leiria entre as zonas onde a probabilidade será maior</h2><p>Será precisamente durante o início da tarde que a possibilidade de precipitação deverá tornar-se mais evidente.</p><p>Às <strong>14:00</strong>, o ECMWF projeta cerca de <strong>50% de probabilidade de precipitação em Leiria</strong> e aproximadamente <strong>42% em Coimbra</strong>. Na Guarda, a probabilidade ronda os <strong>27%</strong>, enquanto em Santarém surge próxima dos <strong>34%</strong>.</p><p>Também poderão ocorrer episódios de precipitação noutras zonas, mas com uma distribuição bastante irregular. No Norte, por exemplo, o modelo apresenta nesta altura cerca de <strong>16% em Braga</strong>, 13% em Viseu e valores inferiores em vários outros pontos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-das-11-horas-a-chuva-chegara-a-varios-distritos-de-portugal-veja-onde-a-probabilidade-sera-maior-1787160795685.jpg" data-image="1eiwdd1ttzgd" alt="Leiria e Coimbra destacam-se na probabilidade de chuva durante a tarde" title="Leiria e Coimbra destacam-se na probabilidade de chuva durante a tarde"><figcaption>Às 14 horas, o ECMWF projeta probabilidades próximas dos 50% em Leiria e superiores a 40% em Coimbra, com valores também relevantes noutras áreas do Centro.</figcaption></figure><p> Assim, os <strong>distritos de Leiria e Coimbra deverão estar entre os mais expostos durante as horas centrais da quinta-feira</strong>, podendo a chuva atingir também setores de Santarém, Guarda e outras áreas do Centro. </p><h2>Chuva será irregular e os acumulados deverão ser modestos</h2><p>Apesar do aumento da probabilidade, <strong>não se prevê um episódio de precipitação particularmente abundante ou persistente</strong>. Os mapas horários mostram, pelo contrário, núcleos de chuva bastante fragmentados.</p><p>Pelas 14:00, a precipitação aparece distribuída por vários setores do Norte e Centro, incluindo áreas próximas de <strong>Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Viseu, Guarda, Coimbra, Leiria, Castelo Branco e Santarém</strong>.</p><p>Ao longo da tarde, estes núcleos deverão continuar a deslocar-se e a perder organização. Pelas 17:00 ainda são projetadas áreas de precipitação, sobretudo no Centro e pontualmente no Norte, mas às 20:00 a chuva já deverá ter <strong>perdido grande parte da sua expressão em território nacional</strong>.</p><p>Os acumulados previstos reforçam precisamente esta ideia. Até ao final de quinta-feira, o ECMWF aponta, de forma geral, para quantidades modestas: aproximadamente <strong>2,9 mm em Leiria, 2,7 mm na Guarda, 1,7 mm em Coimbra e 1,5 mm em Viseu e Santarém</strong>, enquanto no litoral Norte os valores deverão ser inferiores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-das-11-horas-a-chuva-chegara-a-varios-distritos-de-portugal-veja-onde-a-probabilidade-sera-maior-1787160860579.jpg" data-image="w0ww10kv12yi" alt="Acumulados de chuva deverão permanecer geralmente baixos" title="Acumulados de chuva deverão permanecer geralmente baixos"><figcaption>Até ao final de quinta-feira, o ECMWF prevê acumulados geralmente reduzidos, embora alguns setores do Centro possam aproximar-se dos 3 mm.</figcaption></figure><p> Estes valores mostram que, apesar de a chuva poder marcar presença em diversos distritos, <strong>não deverá tratar-se de um episódio generalizado ou particularmente significativo em termos de quantidade</strong>, sendo a irregularidade uma das principais características da precipitação prevista. </p><h2>E entre sexta-feira e domingo?</h2><p>A alteração prevista para quinta-feira não deverá significar a instalação de vários dias consecutivos de chuva. Pelo contrário, o cenário deverá mudar novamente já na sexta-feira.</p><p>Na <strong>sexta-feira, dia 21</strong>, o cenário apresentado pelo ECMWF é substancialmente mais seco em Portugal Continental. Durante a tarde, o modelo praticamente não projeta precipitação sobre o território nacional.</p><p>No <strong>sábado, dia 22</strong>, deverá manter-se um cenário semelhante, embora uma depressão atlântica se aproxime a oeste da Península Ibérica, acompanhada por áreas de precipitação sobre o oceano.</p><p>A evolução desta depressão poderá tornar o cenário novamente mais interessante no <strong>domingo, dia 23</strong>. Na previsão atualmente disponível, o ECMWF projeta áreas de precipitação a alcançarem novamente partes do território, sobretudo do <strong>Norte, Centro e interior</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-das-11-horas-a-chuva-chegara-a-varios-distritos-de-portugal-veja-onde-a-probabilidade-sera-maior-1787160957639.jpg" data-image="0uqnutear3xe" alt="Nova aproximação da chuva poderá ocorrer no domingo" title="Nova aproximação da chuva poderá ocorrer no domingo"><figcaption>O ECMWF projeta para domingo a aproximação de uma depressão atlântica, com áreas de precipitação a atingirem novamente setores de Portugal Continental.</figcaption></figure><p>Ainda assim, <strong>esta evolução deverá ser acompanhada nas próximas atualizações do modelo</strong>, uma vez que a localização e a intensidade da precipitação poderão sofrer alterações devido à distância temporal.</p><p>Assim, no curto prazo, as atenções estarão concentradas na <strong>quinta-feira, dia 20</strong>. A partir do final da manhã, e particularmente durante o início da tarde, a probabilidade de chuva deverá aumentar em vários distritos, destacando-se sobretudo <strong>Leiria e Coimbra</strong>, antes de a precipitação perder expressão ao final do dia.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-das-11-horas-a-chuva-chegara-a-varios-distritos-de-portugal-veja-onde-a-probabilidade-sera-maior.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O alimento dos deuses: 5 curiosidades sobre a planta do cacau que talvez nem todos conheçam]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-alimento-dos-deuses-5-curiosidades-sobre-a-planta-do-cacau-que-talvez-nem-todos-conhecam.html</link><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>De uma pequena árvore tropical a uma vagem grande e repleta de sementes: cinco factos interessantes sobre a planta que produz um dos alimentos mais valorizados do mundo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-cibo-degli-dei-5-curiosita-che-forse-non-tutti-sanno-sulla-pianta-del-cacao-1785420761718.jpeg" data-image="88asgvg15kbs" alt="fruto e sementes de cacau" title="fruto e sementes de cacau"><figcaption>Alimento dos Deuses: 5 factos interessantes sobre o cacaueiro que nem todo mundo conhece.</figcaption></figure><p>Seja na forma de cacau puro, chocolate de leite, pó ou bebida preparada, o <strong>cacau </strong>faz parte da história da gastronomia e da confeitaria há séculos. É a <strong>base do chocolate</strong> e de muitos outros pratos populares em todo o mundo; no entanto, poucas pessoas conhecem <strong>a planta a partir da qual ele se origina: o cacaueiro</strong>.</p><p>O seu nome científico, <em><strong>Theobroma cacao</strong></em>, significa literalmente "alimento dos deuses" — uma homenagem ao valor que esta planta tinha para civilizações antigas, como os maias e os astecas, que conheciam e valorizavam as suas sementes muito antes do contacto com os europeus. Após a colheita, as sementes passam por processos de fermentação, secagem, torrefação e outros tratamentos para produzir o cacau e, posteriormente, o chocolate.</p><p>O cacau conquista o paladar de milhões de pessoas, mas a sua história começa muito antes de chegar às nossas mesas: provém de uma <strong>planta tropical </strong>com características botânicas frequentemente pouco conhecidas.</p><h2> 1. É uma pequena árvore tropical de folha perene, nativa das Américas</h2><ol></ol><ol></ol><ol></ol><p>O <em>Theobroma cacao</em> é uma espécie pertencente à família <em>Malvaceae </em>— a mesma família que também inclui o hibisco, o quiabo e o algodão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-cibo-degli-dei-5-curiosita-che-forse-non-tutti-sanno-sulla-pianta-del-cacao-1785420794572.jpeg" data-image="l2202a9pq6zg" alt="árvore de cacau (cacaueiro)" title="árvore de cacau (cacaueiro)"><figcaption>É uma pequena árvore tropical de folhagem persistente, nativa das Américas.</figcaption></figure><p><strong>Nativo das florestas tropicais da América Central e do Sul</strong>, cresce naturalmente como uma pequena árvore de folha perene, com copa densa e folhas grandes, brilhantes e coriáceas.</p><p>Em muitas variedades, as folhas jovens são avermelhadas ou bronzeadas e pendentes, enquanto, com o tempo, tornam-se rígidas e adquirem um tom verde-escuro. O cacaueiro<strong> desenvolve-se bem em ambientes quentes e húmidos</strong>, à sombra de árvores mais altas da floresta tropical.</p><h2>2. As sementes das quais se obtêm o cacau e o chocolate são encontradas dentro de frutos grandes chamados vagens</h2><p><strong>O fruto do cacaueiro é uma baga grande e sulcada, conhecida como vagem</strong>; ao amadurecer, a sua cor pode variar de amarelo a laranja ou roxo-avermelhado, dependendo da variedade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-cibo-degli-dei-5-curiosita-che-forse-non-tutti-sanno-sulla-pianta-del-cacao-1785420811886.jpeg" data-image="6ainrr0ubwvv"><figcaption>As sementes a partir das quais se obtêm o cacau e o chocolate são encontradas dentro de frutos grandes chamados vagens.</figcaption></figure><p>Por dentro, inúmeras sementes estão imersas numa polpa esbranquiçada, açucarada e mucilaginosa. Estas<strong> sementes, comumente chamadas de "grãos de cacau", são a matéria-prima do cacau e do chocolate</strong>.</p><p>No entanto, quando extraídas do fruto, elas ainda não possuem o seu aroma característico: é a fermentação, seguida de secagem e torrefação, que desenvolve o perfil aromático que conhecemos.</p><h2>3. As suas flores e frutos brotam diretamente do tronco</h2><p>Entre as características mais singulares do cacaueiro está a <strong>caulifloria</strong>, a capacidade de <strong>produzir flores e frutos diretamente no tronco </strong>e nos ramos mais velhos, em vez de nas pontas dos ramos jovens.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-cibo-degli-dei-5-curiosita-che-forse-non-tutti-sanno-sulla-pianta-del-cacao-1785420829869.jpeg" data-image="8u46pof2e34p" alt="vagens de cacau na árvore" title="vagens de cacau na árvore"><figcaption>As flores e os frutos do cacaueiro brotam diretamente do tronco.</figcaption></figure><p>As <strong>pequenas flores, esbranquiçadas, rosadas ou amareladas</strong>, surgem em grande número, presas à casca. Após a polinização, dão origem a grandes vagens que amadurecem ao longo de vários meses. Esta é uma característica bastante rara no reino vegetal, o que torna essa planta facilmente reconhecível.</p><h2>4. A sua polinização depende de pequenas moscas</h2><p>A reprodução do cacaueiro também é singular. As suas pequenas <strong>flores são polinizadas principalmente por minúsculas moscas </strong>pertencentes a diversos grupos de dípteros, que habitam os ambientes húmidos e ricos em matéria orgânica típicos das florestas tropicais. Portanto, abelhas ou outros insetos polinizadores maiores são responsáveis pela formação dos frutos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-cibo-degli-dei-5-curiosita-che-forse-non-tutti-sanno-sulla-pianta-del-cacao-1785420852963.jpeg" data-image="1r5zbrbe5wwh" alt="flores do cacaueiro" title="flores do cacaueiro"><figcaption>A sua polinização depende de pequenas moscas.</figcaption></figure><p>Embora a planta produza milhares de flores a cada ano, apenas uma pequena fração se desenvolve em vagens, portanto a <strong>polinização é uma etapa crucial no seu ciclo de vida</strong>.</p><h2>5. Produz teobromina, uma substância característica do cacau</h2><p>Entre os compostos mais representativos do cacaueiro está a teobromina, um <strong>alcaloide natural</strong> encontrado principalmente nas sementes e intimamente <strong>relacionado com a cafeína</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-cibo-degli-dei-5-curiosita-che-forse-non-tutti-sanno-sulla-pianta-del-cacao-1785420870142.jpeg" data-image="1jq14xwc2bz4"><figcaption>O cacaueiro produz teobromina, uma substância característica do cacau.</figcaption></figure><p>Além de contribuir para o <strong>sabor amargo característico do cacau</strong>, esta substância pode desempenhar um papel nos mecanismos naturais de defesa da planta. Em humanos, exerce um efeito estimulante que geralmente é mais suave e gradual do que o da cafeína.</p><h2>A essência autêntica do cacaueiro</h2><p>Por trás de uma barra de chocolate, existe muito mais do que <strong>aromas e doçura</strong>: uma pequena árvore que cresce à sombra de uma floresta tropical, minúsculas flores polinizadas por incansáveis moscas e grandes vagens repletas de sementes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/conheca-as-flores-que-dao-origem-ao-sabor-e-aroma-do-cacau-do-cafe-e-da-baunilha.html" title="Conheça as flores que dão origem ao sabor e aroma do cacau, do café e da baunilha ">Conheça as flores que dão origem ao sabor e aroma do cacau, do café e da baunilha </a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/conheca-as-flores-que-dao-origem-ao-sabor-e-aroma-do-cacau-do-cafe-e-da-baunilha.html" title="Conheça as flores que dão origem ao sabor e aroma do cacau, do café e da baunilha "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/conheca-as-flores-que-dao-origem-ao-sabor-e-aroma-do-cacau-do-cafe-e-da-baunilha-1763911672645_320.jpg" alt="Conheça as flores que dão origem ao sabor e aroma do cacau, do café e da baunilha "></a></article></aside><p>Esta é a verdadeira essência do cacaueiro: uma planta, uma semente e um longo processo de transformação que dá origem a um dos alimentos mais apreciados do mundo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-alimento-dos-deuses-5-curiosidades-sobre-a-planta-do-cacau-que-talvez-nem-todos-conhecam.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Multiverso, Big Bang, Via Láctea e muito mais: os cientistas continuam a tentar desvendar os mistérios do nosso Universo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/multiverso-big-bang-via-lactea-e-muito-mais-os-cientistas-continuam-a-tentar-desvendar-os-misterios-do-nosso-universo.html</link><pubDate>Wed, 19 Aug 2026 17:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Será possível que existam outros universos além do nosso? O que sabemos sobre a matéria e a antimatéria? Ao longo dos séculos, os cientistas têm tentado desvendar os segredos dos céus. No entanto, tudo ainda está por descobrir.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/multivers-big-bang-voie-lactee-univers-1786586198357.jpg" data-image="kkisidvn8yh8" alt="La Vía Láctea es visible desde lugares libres de contaminación lumínica." title="La Vía Láctea es visible desde lugares libres de contaminación lumínica."><figcaption>A Via Láctea é visível a partir de locais sem poluição luminosa.</figcaption></figure><p>Multiverso. Será possível conceber outros universos? O que existia em simultâneo com o Big Bang? Podemos imaginar que o nosso universo tenha uma forma geométrica específica? Estas são questões que os investigadores vêm colocando há séculos.</p><p>Galáxias, planetas, matéria... Embora poucos de nós compreendam realmente de que é feito o universo, <strong>os próprios astrónomos também questionam a natureza, o propósito e as implicações destes fenómenos</strong>.</p><h2>Big Bang, Galáxias, Multiverso... O que sabemos sobre o assunto? </h2><p>Observamos fenómenos surpreendentes com regularidade, bastando para isso olhar para cima. <strong>Desde a Via Láctea até às alinhamentos planetários, aos eclipses solares e ao famoso Sol da meia-noite</strong>, ocorrem espetáculos impressionantes com certa frequência; são visíveis sempre que nos encontramos no local e no momento certos. Observamo-los, mas nem sempre os compreendemos.</p><h3>Inúmeras teorias e hipóteses dividem, por vezes, a comunidade científica</h3><p>O que observamos está geralmente ligado a fontes de luz, como as estrelas. Por isso, é difícil quantificar exatamente o que os cientistas sabem sobre o universo, uma vez que a parte visível representa apenas uma fração ínfima do total, tal como explica o astrofísico <strong>Jean-Pierre Luminet</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Observamos diretamente cerca de 1 % do universo sob a forma de luz.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Então, o que sabem realmente os cientistas sobre este vasto tema? Em última análise, talvez não muito. <strong>A grande maioria ainda está por descobrir</strong>.</p><figure style="letter-spacing: 0.03em;"><img src="https://services.meteored.com/img/article/multivers-big-bang-voie-lactee-univers-1786586473250.jpg" data-image="6c78na87o5dr" alt="La Tierra es uno de los planetas del sistema solar." title="La Tierra es uno de los planetas del sistema solar."><figcaption>A Terra é um dos planetas do sistema solar.</figcaption></figure><p>Isto é especialmente verdade, dada a variedade de teorias existentes;<strong> os investigadores nem sempre chegam a um consenso sobre qual privilegiar, como salienta o astrofísico</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Estas numerosas teorias ainda estão em desenvolvimento e nenhuma foi comprovada experimentalmente até à data.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><br> Uma teoria que tende a dividir a comunidade científica é a possibilidade de um multiverso. Por outras palavras, <strong>sugere a ideia de que o nosso universo não é único, mas que poderão existir outros</strong>; talvez, até, uma quantidade infinita deles. </p><p>No entanto, Jean-Pierre Luminet considera que esta ideia é difícil de verificar e sugere que a sua popularidade se deve, em grande medida, ao seu carácter sensacionalista.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772066" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/james-webb-resolve-o-grande-enigma-astrofisico-os-buracos-negros-surgiram-antes-das-suas-proprias-galaxias.html" title="James Webb resolve o grande enigma astrofísico: os buracos negros surgiram antes das suas próprias galáxias">James Webb resolve o grande enigma astrofísico: os buracos negros surgiram antes das suas próprias galáxias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/james-webb-resolve-o-grande-enigma-astrofisico-os-buracos-negros-surgiram-antes-das-suas-proprias-galaxias.html" title="James Webb resolve o grande enigma astrofísico: os buracos negros surgiram antes das suas próprias galáxias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/james-webb-resuelve-el-gran-enigma-astrofisico-los-agujeros-negros-nacieron-antes-que-sus-propias-galaxias-1780186480620_320.jpg" alt="James Webb resolve o grande enigma astrofísico: os buracos negros surgiram antes das suas próprias galáxias"></a></article></aside><p>Por isso, o astrofísico interessa-se mais pelo universo: o nosso, aquele em que vivemos. Mas como podemos visualizar o nosso universo? É finito ou infinito? Tem forma? Jean-Pierre Luminet está convencido de que o universo tem, de facto, forma e é finito, embora não tenha limites. No entanto, <strong>reconhece que outras hipóteses continuam a ser totalmente plausíveis, dado o estado atual dos nossos conhecimentos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/multivers-big-bang-voie-lactee-univers-1786586517735.jpg" data-image="glotj0xqiyew" alt="Hay muchos objetos celestes visibles y luminosos." title="Hay muchos objetos celestes visibles y luminosos."><figcaption>Existem muitos objetos celestes visíveis e luminosos.</figcaption></figure><p>O mistério permanece por resolver, ou quase. Pois, embora algumas descobertas <strong>ajudem a responder a certas questões científicas, outras abalam hipóteses e crenças estabelecidas, ou então levantam questões totalmente novas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="707696" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/disposicao-misteriosa-no-universo-galaxias-satelites-de-andromeda-desafiam-a-cosmologia.html" title="Assimetria misteriosa no Universo: galáxias satélites de Andrómeda desafiam a cosmologia">Assimetria misteriosa no Universo: galáxias satélites de Andrómeda desafiam a cosmologia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/disposicao-misteriosa-no-universo-galaxias-satelites-de-andromeda-desafiam-a-cosmologia.html" title="Assimetria misteriosa no Universo: galáxias satélites de Andrómeda desafiam a cosmologia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ratselhafte-anordnung-im-universum-satellitengalaxien-von-andromeda-stellen-kosmologisches-weltbild-infrage-1745095242865_320.png" alt="Assimetria misteriosa no Universo: galáxias satélites de Andrómeda desafiam a cosmologia"></a></article></aside><p>Isto sublinha a importância de continuar a estudar e a investigar o tema, embora seja difícil imaginar, <strong>mesmo a longo prazo, que o Universo venha um dia a revelar todos os seus segredos</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Solveig%20Blakowski" data-year="2026" data-title="Ce%20que%20nous%20ignorons%20encore%20de%20l%E2%80%99univers" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nationalgeographic.fr%2Fespace%2Fconnaissances-generales-espace-ce-que-nous-ignorons-encore-de-univers-big-bang-matiere-fin-multivers">Solveig Blakowski. (2026). <a href="https://www.nationalgeographic.fr/espace/connaissances-generales-espace-ce-que-nous-ignorons-encore-de-univers-big-bang-matiere-fin-multivers" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Ce que nous ignorons encore de l’univers</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/multiverso-big-bang-via-lactea-e-muito-mais-os-cientistas-continuam-a-tentar-desvendar-os-misterios-do-nosso-universo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tem mais de 3700 anos e ainda produz azeitonas: a história da oliveira mais antiga de Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tem-mais-de-3700-anos-e-ainda-produz-azeitonas-a-historia-da-oliveira-mais-antiga-de-portugal.html</link><pubDate>Wed, 19 Aug 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Há árvores que prosperam por décadas ou séculos. E depois há as oliveiras milenares, autênticas cápsulas vivas do tempo, capazes de testemunhar a passagem de civilizações inteiras e de continuar a produzir azeitona. Conheça a que já terá superado os 3700 anos em Portugal.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tem-mais-de-3-700-anos-e-ainda-produz-azeitonas-a-historia-da-oliveira-mais-antiga-de-portugal-1787143695958.jpg" data-image="a9r3vmo3pdvw"><figcaption>Oliveira do Peso, Herdade do Peso - Vidigueira. Imagem: © Nuno Fox, Expresso (2023).</figcaption></figure><p><strong>Em Portugal contam-se centenas de oliveiras com mais de dois mil anos de existência</strong>. Algumas já terão mesmo ultrapassado os três mil anos. A idade estimada destas oliveiras tem sido estimada através de um método científico desenvolvido por investigadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), que transforma características do tronco numa espécie de relógio biológico.</p><p>Durante bastante tempo a mais famosa foi a <strong>Oliveira do Mouchão, em Abrantes</strong>. Em 2018 a UTAD calculava a sua idade em torno dos <strong>3350 anos, tendo sido contemporânea dos Fenícios, Celtiberos e Romanos</strong> e sobrevivido a invasões, migrações e profundas transformações da paisagem. Mesmo após milhares de anos de intempéries, esta célebre oliveira continuava a produzir azeitona em 2022.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tem-mais-de-3-700-anos-e-ainda-produz-azeitonas-a-historia-da-oliveira-mais-antiga-de-portugal-1787143863651.jpg" data-image="s8m9jle74302"><figcaption>Oliveira do Mouchão, em Abrantes. Imagem: © João Pinheiro, Wikimedia Commons.</figcaption></figure><p>Entretanto surgiu uma candidata mais antiga. <strong>Na Herdade do Peso, na Vidigueira, vive a Oliveira do Peso, cuja idade foi estimada em mais de 3700 anos</strong> de acordo com o reconhecimento realizado em 2021. Esta oliveira chegou a ser candidata ao concurso Árvore Portuguesa do Ano 2024, tendo ficado em terceiro lugar.</p><p>Segundo um comunicado da referida propriedade, a sua importância vai além de um único exemplar dado que, aquela que é <strong>a “oliveira milenar mais antiga da Herdade do Peso”</strong>, situa-se numa planície onde está “um conjunto de oliveiras cuja soma de idades ultrapassa os 7000 anos de idade”.</p><h2>Eis como os investigadores calcularam a idade de uma árvore milenar</h2><p>O método desenvolvido pela UTAD e já patenteado baseia-se num modelo matemático que relaciona <strong>a idade provável da árvore com características como o diâmetro, a altura e o perímetro do tronco</strong>. Em colaboração com a empresa Oliveiras Milenares, este método tem permitido estudar vários exemplares em Portugal e no estrangeiro, tendo permitido identificar a idade de outras oliveiras extraordinárias.</p><p>São casos disso <strong>a oliveira de Santa Iria de Azóia (idade estimada em cerca de 2850 anos) ou a de Monsaraz (idade estimada em cerca de 2450 anos)</strong>. Refira-se ainda a existência de outras oliveiras milenares espalhadas por todo o país, sobretudo a sul do rio Mondego, embora também existam casos a norte: Estremoz, Montemor-o-Novo, Lagoa, Beja, Vilamoura, Évora e no Parque de Serralves (Porto).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="757133" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/oliveiras-no-artico-como-o-cofre-de-svalbard-esta-a-proteger-o-futuro-do-azeite.html" title="Oliveiras no Ártico: como o cofre de Svalbard está a proteger o futuro do azeite">Oliveiras no Ártico: como o cofre de Svalbard está a proteger o futuro do azeite</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/oliveiras-no-artico-como-o-cofre-de-svalbard-esta-a-proteger-o-futuro-do-azeite.html" title="Oliveiras no Ártico: como o cofre de Svalbard está a proteger o futuro do azeite"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/oliveiras-no-artico-como-a-boveda-de-svalbard-esta-a-proteger-o-futuro-do-azeite-1772661557413_320.jpg" alt="Oliveiras no Ártico: como o cofre de Svalbard está a proteger o futuro do azeite"></a></article></aside><p><strong>A UTAD revelou ter sido convidada também a aplicar este método de investigação científica além-fronteiras</strong>, tendo estudado oliveiras em Espanha e França, incluindo exemplares em Bordéus, Girona, Málaga e na ilha de Menorca. Neste último território insular espanhol foi certificada uma árvore com mais de 2300 anos.</p><h2>O segredo da longevidade das oliveiras </h2><p>Segundo <strong>José Luís Louzada, investigador na UTAD</strong>, a mesma instituição de ensino onde foi desenvolvido o método científico que sustenta a datação destas árvores, uma das principais razões é a extraordinária capacidade de rejuvenescimento da oliveira.</p><p>Assim, um <strong>“pedaço de tronco, por mais velho que esteja, tem a capacidade de voltar a rebentar”</strong>, fazendo com que seja possível a árvore continuar “a produzir azeitona”. Entre outros fatores, este cientista atribui a longevidade ao facto de ser uma espécie <strong>“muito bem adaptada ao nosso clima mediterrâneo”</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tem-mais-de-3-700-anos-e-ainda-produz-azeitonas-a-historia-da-oliveira-mais-antiga-de-portugal-1787144139359.jpg" data-image="prwe60a1v5po"><figcaption>Bem adaptada ao clima mediterrâneo, a oliveira combina resistência e capacidade de regeneração de uma forma excecional. </figcaption></figure><p>No nosso país<strong> estas oliveiras localizam-se "especialmente a sul do Mondego" e podem, "em teoria", viver "uma eternidade</strong>, ultrapassando a idade das inúmeras gerações que passem pelo mesmo território".</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ema%20Gil%20Pires" data-year="2026" data-title="Portugal%20guarda%20centenas%20de%20oliveiras%20milenares%20%E2%80%94%20e%20uma%20pode%20ter%20mais%20de%203700%20anos" data-url="https%3A%2F%2Fpt.euronews.com%2F2026%2F08%2F17%2Fportugal-guarda-centenas-de-oliveiras-milenares-e-uma-pode-ter-mais-de-3700-anos">Ema Gil Pires. (2026). <a href="https://pt.euronews.com/2026/08/17/portugal-guarda-centenas-de-oliveiras-milenares-e-uma-pode-ter-mais-de-3700-anos" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Portugal guarda centenas de oliveiras milenares — e uma pode ter mais de 3700 anos</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tem-mais-de-3700-anos-e-ainda-produz-azeitonas-a-historia-da-oliveira-mais-antiga-de-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[18 espécies de tubarões no Mar Báltico! O que os turistas precisam de saber agora]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/18-especies-de-tubaroes-no-mar-baltico-o-que-os-turistas-precisam-de-saber-agora.html</link><pubDate>Wed, 19 Aug 2026 15:23:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A descoberta de um tubarão gigante causou recentemente sensação na costa dinamarquesa. No entanto, os tubarões não são, de forma alguma, desconhecidos no Mar do Norte e no Mar Báltico. No total, foram mesmo identificadas 18 espécies no Mar Báltico.</p><figure id="first-image"><a href="Die Angst vor Haien ist groß. Dass sie auch in der Ostsee leben, kaum vorstellbar (Foto: Adobe Stock)"><img src="https://services.meteored.com/img/article/alarmierende-zahlen-die-sorge-bereiten-in-der-ostsee-leben-18-hai-arten-1786957947311.jpeg" alt="Die Angst vor Haien ist groß. Dass sie auch in der Ostsee leben, kaum vorstellbar (Foto: Adobe Stock)" title="Die Angst vor Haien ist groß. Dass sie auch in der Ostsee leben, kaum vorstellbar (Foto: Adobe Stock)"></a><figcaption>O medo dos tubarões é grande. É quase impossível imaginar que também vivam no Mar Báltico (Foto: Adobe Stock)</figcaption></figure><p><strong>Muitas pessoas associam inicialmente os tubarões a mares tropicais, cenas dramáticas de filmes e ataques perigosos</strong>. Na verdade, porém, estes animais também podem ser encontrados no Mar Báltico – pelo menos algumas espécies. De acordo com <strong>dados da "Shark Alliance"</strong>, uma aliança internacional que reúne mais de 100 organizações de conservação da natureza, científicas e de mergulho, foram identificadas no Mar Báltico um total de 18 espécies diferentes de tubarões.</p><p>Entre elas contam-se, entre outras, o tubarão-espinhoso, o tubarão-manchado, o tubarão-arenque e o tubarão-azul. <strong>Até o tubarão-baleia, o maior peixe do mundo, já foi avistado isoladamente no Mar Báltico</strong>. No entanto, isso não significa que todas estas espécies estejam regularmente presentes nas zonas balneares alemãs. Muitas das observações são casos isolados e raros.</p><h2>Porque é que o Mar Báltico não é, na verdade, um habitat ideal</h2><p>O Mar Báltico difere significativamente do mar aberto, uma vez que <strong>a sua salinidade é comparativamente baixa</strong>. Além disso, em diferentes zonas prevalecem condições de oxigénio distintas. Para muitas espécies de tubarões, este não é um habitat ideal.</p><p>Por esta razão, os especialistas consideram que <strong>alguns tubarões chegam ao Mar Báltico mais por acaso</strong>. Outros podem permanecer sobretudo nas zonas de transição para o Mar do Norte, onde as condições lhes são mais favoráveis.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769308" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/novo-estudo-revela-como-se-pode-melhorar-a-previsao-climatica-sazonal-com-recurso-a-tubaroes.html" title="Novo estudo revela como se pode melhorar a previsão climática sazonal com recurso a tubarões">Novo estudo revela como se pode melhorar a previsão climática sazonal com recurso a tubarões</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/novo-estudo-revela-como-se-pode-melhorar-a-previsao-climatica-sazonal-com-recurso-a-tubaroes.html" title="Novo estudo revela como se pode melhorar a previsão climática sazonal com recurso a tubarões"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/novo-estudo-revela-como-se-pode-melhorar-a-previsao-climatica-sazonal-com-recurso-a-tubaroes-1779051973645_320.jpg" alt="Novo estudo revela como se pode melhorar a previsão climática sazonal com recurso a tubarões"></a></article></aside><h3>Também no Mar do Norte vivem várias espécies de tubarões</h3><p>Na verdade, os tubarões também não são raros no Mar do Norte. <strong>Entre as espécies mais conhecidas está o tubarão-cão</strong>. Os investigadores observam estes animais sobretudo a sudoeste de Helgoland. Os tubarões-cão podem atingir até <strong>dois metros de comprimento </strong>e estão regularmente presentes no Mar do Norte.</p><figure><a href="Hundshaie kommen in der Nord- und Ostsee häufiger vor (Foto: Adobe Stock)"><img src="https://services.meteored.com/img/article/alarmierende-zahlen-die-sorge-bereiten-in-der-ostsee-leben-18-hai-arten-1786958988081.jpeg" data-image="12tcq0hoh1fr" alt="Hundshaie kommen in der Nord- und Ostsee häufiger vor (Foto: Adobe Stock)" title="Hundshaie kommen in der Nord- und Ostsee häufiger vor (Foto: Adobe Stock)"></a><figcaption>Os tubarões-cão são mais comuns no Mar do Norte e no Mar Báltico (Foto: Adobe Stock)</figcaption></figure><p>Os cientistas suspeitam que os animais também utilizam <strong>a zona para se reproduzirem e darem à luz as suas crias</strong>. Para além dos tubarões-cão, no Mar do Norte encontram-se, entre outros, tubarões-espinhosos, tubarões-gato-manchados e tubarões-lisos-de-manchas-brancas.</p><h2>Os banhistas não têm motivos para se preocuparem</h2><p>A palavra "tubarão" provoca automaticamente um sentimento de desconforto em muitas pessoas. <strong>A cultura popular e os filmes moldaram a imagem de um peixe predador agressivo</strong>. No entanto, as espécies que habitam o Mar do Norte e o Mar Báltico não representam, de forma alguma, <strong>um perigo automático para os seres humanos</strong>.</p><p>Pelo contrário: <strong>os tubarões desempenham uma função importante no ecossistema marinho</strong>. Enquanto predadores, contribuem para regular as populações de peixes e para manter o equilíbrio natural no mar.</p><p>Quem, durante as férias no Mar do Norte ou no Mar Báltico, avistar realmente um tubarão, vivencia, acima de tudo, <strong>um encontro raro com um animal marinho fascinante</strong>. Isso não é motivo para deixar de entrar na água.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Bild.de" data-year="2026" data-title="In%20der%20Ostsee%20leben%2018%20Haiarten!" data-url="https%3A%2F%2Fwww.bild.de%2Fleben-wissen%2Fwissenschaft%2Fdas-sagt-die-shark-alliance-18-haiarten-in-der-ostsee-nachgewiesen-6a1d94a9fbaeffae77069dfe">Bild.de. (2026). <a href="https://www.bild.de/leben-wissen/wissenschaft/das-sagt-die-shark-alliance-18-haiarten-in-der-ostsee-nachgewiesen-6a1d94a9fbaeffae77069dfe" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">In der Ostsee leben 18 Haiarten!</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/18-especies-de-tubaroes-no-mar-baltico-o-que-os-turistas-precisam-de-saber-agora.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pedra a pedra, assim se constrói a paisagem agreste de Sicó]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pedra-a-pedra-assim-se-constroi-a-paisagem-de-sico.html</link><pubDate>Wed, 19 Aug 2026 14:45:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Na região do Maciço Calcário de Sicó, entre Leiria e Coimbra, os muros de pedra seca transformaram obstáculos agrícolas em património cultural, preservando um modo de vida singular.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/pedra-a-pedra-assim-se-constroi-a-paisagem-de-sico-1787146041623.jpg" data-image="s4ics6fvafnt" alt="mestre pedreiro constrói um muro em pedra seca" title="mestre pedreiro constrói um muro em pedra seca"><figcaption>Um mestre pedreiro constrói um muro em pedra seca, uma arte transmitida de geração em geração que continua viva no Maciço Calcário de Sicó. Foto: CCDR-Centro</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Há paisagens selvagens e outras que imediatamente revelam a marca dos homens. No <strong>Maciço Calcário de Sicó</strong>, que se estende entre os concelhos de Condeixa-a-Nova, Penela, Ansião, Alvaiázere, Pombal e Soure, é quase impossível distinguir onde termina a natureza e começa o trabalho humano.</p><p>A pedra, nesta região, nunca foi apenas pedra. Foi obstáculo, ferramenta, abrigo e fronteira. Durante gerações, as comunidades rurais aprenderam a retirar dos campos os <strong>blocos calcários</strong> que impediam o cultivo da terra. Com eles ergueram <strong>muros</strong>, <strong>socalcos</strong>, <strong>currais</strong>, <strong>abrigos</strong> e pequenas construções que acabariam por condicionar a identidade daquela região.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Sem argamassa nem cimento, mas apenas com pedra, gravidade e um conhecimento transmitido de geração em geração.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>É essa arte – enraizada na paisagem e na vida das comunidades locais – que entrou agora no <strong>Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial</strong>, um passo essencial para uma futura candidatura à lista representativa da UNESCO.</p><p>Mais do que distinguir uma <strong>técnica de construção</strong>, o reconhecimento identifica um saber que continua vivo e que transformou um <strong>território hostil</strong> numa das paisagens culturais mais singulares do país.</p><h2>A geografia ensina a construir</h2><p>Não são muitos os lugares que explicam tão bem a influência da geografia sobre uma comunidade como a região do Maciço Calcário de Sicó. O <strong>relevo acidentado</strong>, os <strong>solos pouco profundos</strong> e a abundância de <strong>afloramentos calcários</strong> sempre dificultaram a agricultura. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Antes de semear, era preciso libertar a terra das pedras. O que parecia um problema tornou-se, pouco a pouco, uma oportunidade.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Em vez de serem descartadas, essas pedras passaram a constituir a principal <strong>matéria-prima</strong> disponível. À medida que os campos eram limpos, surgiam <strong>muros</strong> que delimitavam propriedades, protegiam culturas do vento, <strong>estabilizavam encostas</strong> e criavam pequenas parcelas agrícolas adaptadas ao relevo. </p><p>Cada vedação respondia a uma necessidade concreta. Mas, somadas ao longo dos séculos, acabaram por compor a paisagem da região.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pedra-a-pedra-assim-se-constroi-a-paisagem-de-sico-1787146178750.jpg" data-image="g9s8vg740tlu" alt="Muros de pedra seca" title="Muros de pedra seca"><figcaption>Ao longo dos caminhos de Sicó, os muros de pedra seca contam séculos de convivência entre as comunidades e a paisagem. Foto: Federação Portuguesa de Associações de Desenvolvimento Local</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>O resultado é uma <strong>arquitetura vernacular</strong> que parece nascer naturalmente do terreno. As pedras utilizadas pertencem ao próprio lugar, partilham a mesma cor da encosta e acompanham-lhe as curvas. É essa <strong>fusão entre património natural e património construído</strong> que distingue a paisagem de Sicó.</p><h2>Para além dos simples muros</h2><p>Um muro de pedra seca pode parecer apenas uma divisória, mas desempenha funções muito mais complexas. A sua estrutura, construída sem qualquer material de ligação, permite à <strong>água da chuva</strong> atravessar as juntas entre as pedras, reduzindo a <strong>erosão dos solos</strong> e evitando a pressão exercida pela água acumulada. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ao mesmo tempo, ajuda a estabilizar terrenos inclinados, protege as culturas agrícolas e cria microclimas favoráveis ao desenvolvimento da vegetação.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Mas há outro papel, menos percetível, que a investigação científica tem vindo a revelar. As <strong>cavidades</strong> entre as pedras são refúgio para inúmeras espécies de <strong>plantas</strong>, <strong>insetos</strong>, <strong>répteis</strong> e <strong>pequenos mamíferos</strong>, convertendo os muros em corredores ecológicos. Num território fortemente marcado pela atividade agrícola, tornam-se importantes <strong>reservatórios de biodiversidade</strong> e contribuem para manter o equilíbrio dos ecossistemas.</p><p>Muito antes de se falar em infraestruturas verdes, soluções baseadas na natureza ou adaptação às alterações climáticas, as comunidades de Sicó já aplicavam, de forma intuitiva, <strong>princípios</strong> que hoje são exemplos de <strong>gestão sustentável</strong> da paisagem.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773035" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/andor-da-senhora-da-pena-com-mais-de-vinte-metros-e-tres-toneladas-ja-e-patrimonio-cultural-imaterial.html" title="Andor da Senhora da Pena com mais de vinte metros e três toneladas já é Património Cultural Imaterial">Andor da Senhora da Pena com mais de vinte metros e três toneladas já é Património Cultural Imaterial</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/andor-da-senhora-da-pena-com-mais-de-vinte-metros-e-tres-toneladas-ja-e-patrimonio-cultural-imaterial.html" title="Andor da Senhora da Pena com mais de vinte metros e três toneladas já é Património Cultural Imaterial"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/andor-da-senhora-da-pena-com-mais-de-vinte-metros-e-tres-toneladas-ja-e-patrimonio-cultural-imaterial-1781009677336_320.jpg" alt="Andor da Senhora da Pena com mais de vinte metros e três toneladas já é Património Cultural Imaterial"></a></article></aside><p>Sem recorrer a cálculos de engenharia ou modelos ambientais, construíram estruturas capazes de <strong>conservar solos</strong>, <strong>gerir água</strong> e integrar-se harmoniosamente no território. E fizeram-no apenas observando a terra.</p><h2>O saber de mão em mão</h2><p>Os muros de pedra seca impressionam pela sua solidez. Alguns atravessaram séculos quase inalterados, resistindo à chuva, ao calor, ao vento e ao abandono. O verdadeiro património, no entanto, sempre esteve nas pessoas que aprenderam a escolhê-las, encaixá-las e equilibrá-las, transmitindo um <strong>conhecimento oral</strong> que passou entre <strong>gerações</strong> pela observação, pela repetição e pela prática.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pedra-a-pedra-assim-se-constroi-a-paisagem-de-sico-1787146301409.jpg" data-image="ppcs2ofm4oup" alt="Pedreira de Pombal" title="Pedreira de Pombal"><figcaption>As pedreiras, como esta, localizada em Pombal, transformaram-se numa das principais atividades económicas da região de Sicó. Foto: PNAB</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>É essa <strong>dimensão humana</strong> que o dossiê preparado para a inscrição da arte da construção dos muros em pedra seca no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial procurou demonstrar. Além de descrever técnicas e caracterizar a paisagem, o documento identifica alguns dos <strong>mestres pedreiros</strong> que continuam a dominar o ofício, homens cuja vida se confunde com os campos, os rebanhos e a pedra calcária de Sicó.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As suas biografias revelam percursos diferentes, mas quase todos aprenderam ainda crianças, acompanhando pais, avôs ou outros familiares durante os trabalhos agrícolas. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O conhecimento era adquirido lentamente, observando os mais velhos, levantando as primeiras pedras, errando, corrigindo e voltando a tentar até o muro se confundir com a paisagem. Ao longo de décadas, estes <strong>mestres ajudaram a erguer quilómetros de muros</strong>, currais, socalcos e pequenas construções rurais.</p><p>Fizeram-no porque era necessário cultivar a terra, guardar os animais ou delimitar propriedades. Só muito mais tarde perceberam que aquilo que aprenderam por necessidade viria a ser <strong>reconhecido como património cultural</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="756359" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ue-atribui-selo-de-patrimonio-europeu-ao-abrigo-do-lagar-velho-em-leiria.html" title="UE atribui Selo de Património Europeu ao Abrigo do Lagar Velho em Leiria">UE atribui Selo de Património Europeu ao Abrigo do Lagar Velho em Leiria</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ue-atribui-selo-de-patrimonio-europeu-ao-abrigo-do-lagar-velho-em-leiria.html" title="UE atribui Selo de Património Europeu ao Abrigo do Lagar Velho em Leiria"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ue-atribui-selo-de-patrimonio-europeu-a-abrigo-do-lagar-velho-em-leiria-1772198629605_320.jpg" alt="UE atribui Selo de Património Europeu ao Abrigo do Lagar Velho em Leiria"></a></article></aside><p>A inscrição no Inventário Nacional procura precisamente evitar que esse conhecimento desapareça com quem ainda o detém. Inventariar um património imaterial não significa apenas descrever uma técnica construtiva. Significa também <strong>reconhecer as pessoas</strong> que a mantêm viva e documentar os processos através dos quais esse <strong>saber continua a ser transmitido</strong>.</p><h2>Preservar as pedras do conhecimento</h2><p>Num tempo em que a <strong>mecanização</strong> substituiu muitos dos <strong>trabalhos tradicionais</strong> e em que poucos jovens aprendem este ofício, a preservação da construção em pedra seca coloca desafios que vão muito além da conservação dos muros existentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pedra-a-pedra-assim-se-constroi-a-paisagem-de-sico-1787146481980.jpg" data-image="b5txu6tniinn" alt="Rebanho de ovelhas" title="Rebanho de ovelhas"><figcaption>Os rebanhos de diferentes proprietários pastam nos terrenos comunitários e baldios das terras de Sicó, onde o tomilho-silvestre e a erva-de-santa-maria dão ao leite o sabor aromático único. Foto: PNAB</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Um muro pode ser restaurado, mas um <strong>saber perdido dificilmente poderá ser reconstruído</strong>. É por isso que a candidatura ao Património Cultural Imaterial da UNESCO representa muito mais do que um reconhecimento simbólico. O objetivo não é transformar estes muros em peças de museu, mas garantir que continuam a ser construídos e reparados pelas gerações seguintes.</p><p>Essa preocupação ganha particular importância numa época em que soluções tradicionais voltam a despertar o interesse de investigadores, arquitetos e especialistas em ambiente. Cada muro de Sicó, afinal, representa milhares de <strong>decisões</strong> aparentemente simples, <strong>aperfeiçoadas durante gerações</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Patrim%C3%B3nio%20Cultural%2C%20Instituto%20P%C3%BAblico" data-year="" data-title="Arte%20da%20constru%C3%A7%C3%A3o%20dos%20muros%20em%20pedra%20seca%20no%20Maci%C3%A7o%20Calc%C3%A1rio%20de%20Sic%C3%B3%E2%80%9D%20inscrita%20no%20Invent%C3%A1rio%20Nacional%20do%20Patrim%C3%B3nio%20Cultural%20Imaterial" data-url="https%3A%2F%2Fwww.patrimoniocultural.gov.pt%2F2026%2F06%2Farte-da-construcao-dos-muros-em-pedra-seca-no-macico-calcario-de-sico-inscrita-no-inventario-nacional-do-patrimonio-cultural-imaterial%2F">Património Cultural, Instituto Público. <a href="https://www.patrimoniocultural.gov.pt/2026/06/arte-da-construcao-dos-muros-em-pedra-seca-no-macico-calcario-de-sico-inscrita-no-inventario-nacional-do-patrimonio-cultural-imaterial/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Arte da construção dos muros em pedra seca no Maciço Calcário de Sicó” inscrita no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial</a>.</cite><br><cite data-author="Associa%C3%A7%C3%A3o%20de%20Desenvolvimento%20Terras%20de%20Sic%C3%B3" data-year="" data-title="Anexo%20I%20da%20candidatura%20ao%20Registo%20no%20Invent%C3%A1rio%20Nacional%20do%20Patrim%C3%B3nio" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ccdrc.pt%2Fwp-content%2Fuploads%2F2025%2F02%2FANEXO-I-24.04.pdf">Associação de Desenvolvimento Terras de Sicó. <a href="https://www.ccdrc.pt/wp-content/uploads/2025/02/ANEXO-I-24.04.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Anexo I da candidatura ao Registo no Inventário Nacional do Património</a>.</cite><br><cite data-author="Associa%C3%A7%C3%A3o%20de%20Desenvolvimento%20Terras%20de%20Sic%C3%B3" data-year="" data-title="Anexo%20II%20da%20candidatura%20ao%20Registo%20no%20Invent%C3%A1rio%20Nacional%20do%20Patrim%C3%B3nio" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ccdrc.pt%2Fwp-content%2Fuploads%2F2025%2F02%2FINPCI_Ficha-Inventario_Anexo-II-Final.pdf">Associação de Desenvolvimento Terras de Sicó. <a href="https://www.ccdrc.pt/wp-content/uploads/2025/02/INPCI_Ficha-Inventario_Anexo-II-Final.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Anexo II da candidatura ao Registo no Inventário Nacional do Património</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pedra-a-pedra-assim-se-constroi-a-paisagem-de-sico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 25 mm: eis a distribuição de chuva acumulada prevista pelos mapas da Meteored Portugal entre 20 e 24 de agosto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-25-mm-eis-a-distribuicao-de-chuva-acumulada-prevista-pelos-mapas-da-meteored-portugal-entre-20-e-24-de-agosto.html</link><pubDate>Wed, 19 Aug 2026 14:13:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os mapas do ECMWF apontam para o regresso da chuva a várias regiões de Portugal continental, com uma distribuição muito irregular e acumulados que poderão aproximar-se dos 25 mm em alguns pontos do interior Norte.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaz29fm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaz29fm.jpg" id="xaz29fm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os próximos dias deverão trazer chuva a várias regiões de Portugal continental, embora com diferenças acentuadas nos quantitativos previstos. Entre 20 e 24 de agosto, o ECMWF <strong>concentra os maiores acumulados no interior Norte</strong>, onde os valores poderão atingir cerca 25 mm.</p><h2>Uma ondulação da corrente de jato favorecerá o aumento da instabilidade</h2><p>A precipitação surge num contexto de mudança da circulação atmosférica sobre o Atlântico e a Península Ibérica. A corrente de jato, uma faixa de ventos muito fortes que circula na alta troposfera, aproximadamente entre 9 e 10 quilómetros de altitude, deverá sofrer uma ondulação acentuada a oeste da Península. <strong>Esta configuração permitirá que ar mais frio em altitude avance para sul, favorecendo o aumento da instabilidade atmosférica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-26-mm-eis-a-distribuicao-de-chuva-acumulada-prevista-pelos-mapas-da-meteored-portugal-entre-20-e-24-de-agosto-1787144955788.jpg" data-image="5ea1ro8xwqbt"><figcaption>A ondulação da corrente de jato deverá favorecer a descida de ar mais frio em altitude a oeste da Península Ibérica, contribuindo para uma atmosfera mais instável sobre Portugal.</figcaption></figure><p>Na quinta-feira, a chuva deverá surgir de forma irregular e pouco abundante. Até ao final do dia, <strong>os acumulados deverão manter-se reduzidos</strong>, atingindo cerca de 2 a 3 mm em zonas dos distritos da Guarda, Coimbra e Leiria e ficando, em geral, abaixo dos 2 mm no restante território. Na sexta-feira, a precipitação terá pouca expressão, pelo que os totais acumulados deverão sofrer poucas alterações.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-26-mm-eis-a-distribuicao-de-chuva-acumulada-prevista-pelos-mapas-da-meteored-portugal-entre-20-e-24-de-agosto-1787145163257.jpg" data-image="hep5fl0xsiz2"><figcaption>Até sábado à noite, a precipitação deverá manter uma distribuição irregular, com acumulados geralmente reduzidos, embora alguns núcleos possam atingir cerca de 5 a 6 mm em diferentes pontos do Norte, Centro e Sul.</figcaption></figure><p>No sábado, a precipitação deverá ganhar maior expressão e abranger diferentes regiões do território. Até ao final do dia, os acumulados poderão rondar 3 a 4 mm em zonas do Norte e Centro, incluindo Leiria, Coimbra, Guarda e Bragança. Localmente, os quantitativos poderão ser superiores, atingindo cerca de <strong>5 a 6 mm em alguns pontos do Norte, Centro e também do Sul</strong>.</p><h2>Domingo deverá trazer o maior aumento dos acumulados no interior Norte</h2><p>No domingo, a precipitação deverá tornar-se mais frequente e os acumulados aumentarão de forma mais significativa, sobretudo no interior Norte. Durante a tarde, <strong>a instabilidade deverá intensificar-se em Trás-os-Montes e nas áreas interiores do Centro</strong>, favorecendo a formação de aguaceiros. Ao final do dia e durante a noite, poderão reunir-se condições para a ocorrência pontual de trovoada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-26-mm-eis-a-distribuicao-de-chuva-acumulada-prevista-pelos-mapas-da-meteored-portugal-entre-20-e-24-de-agosto-1787144444659.jpg" data-image="ls64eqzeuq23"><figcaption>Os maiores acumulados entre 20 e 24 de agosto deverão concentrar-se no interior Norte, onde o ECMWF prevê máximos localizados próximos dos 25 mm, contrastando com quantitativos inferiores em grande parte do território.</figcaption></figure><p>Esta instabilidade poderá prolongar-se pelas primeiras horas de segunda-feira, antes de se deslocar progressivamente para leste, em direção a Espanha. Entre quinta (20) e segunda-feira (24) é no interior Norte que os totais deverão alcançar maior expressão, com algumas áreas de <strong>Trás-os-Montes a superar os 20 mm e máximos localizados que poderão aproximar-se dos 25 mm</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784500" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-depressoes-apontam-para-portugal-o-padrao-nao-consolida-se-nos-ultimos-6-dias-de-agosto.html" title="As depressões apontam para Portugal: o padrão NAO- consolida-se nos últimos 6 dias de agosto">As depressões apontam para Portugal: o padrão NAO- consolida-se nos últimos 6 dias de agosto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-depressoes-apontam-para-portugal-o-padrao-nao-consolida-se-nos-ultimos-6-dias-de-agosto.html" title="As depressões apontam para Portugal: o padrão NAO- consolida-se nos últimos 6 dias de agosto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-tempestades-apontam-para-portugal-o-padrao-nao-consolida-se-nos-ultimos-6-dias-de-agosto-1787144032714_320.jpg" alt="As depressões apontam para Portugal: o padrão NAO- consolida-se nos últimos 6 dias de agosto"></a></article></aside><p>Nas cidades de Vila Real e Bragança, os acumulados deverão rondar 12 e 10 mm, respetivamente, enquanto na Guarda poderão aproximar-se dos 7 mm. <strong>No litoral, os valores poderão ser inferiores</strong>, com cerca de 1 mm no Porto, 2 mm em Braga e 4 mm em Leiria. Lisboa poderá ficar perto de 1,5 mm. Mais a sul, Beja poderá aproximar-se dos 7 mm e Faro poderá rondar os 3 mm.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-25-mm-eis-a-distribuicao-de-chuva-acumulada-prevista-pelos-mapas-da-meteored-portugal-entre-20-e-24-de-agosto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As depressões apontam para Portugal: o padrão NAO- consolida-se nos últimos 6 dias de agosto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-depressoes-apontam-para-portugal-o-padrao-nao-consolida-se-nos-ultimos-6-dias-de-agosto.html</link><pubDate>Wed, 19 Aug 2026 13:11:10 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os últimos dias de agosto poderão trazer uma mudança importante a Portugal. O regime NAO- ganha consistência nas previsões, abrindo caminho às depressões atlânticas, à chuva e a temperaturas mais baixas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-tempestades-apontam-para-portugal-o-padrao-nao-consolida-se-nos-ultimos-6-dias-de-agosto-1787144032714.jpg" data-image="fqjrrzlg3331" alt="Últimos dias de agosto" title="Últimos dias de agosto"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-29949">Uma reorganização da circulação atmosférica, com a consolidação de um regime NAO-, poderá abrir caminho à chegada de frentes atlânticas a Portugal na última semana de agosto. A chuva poderá regressar a várias regiões do território, acompanhada por um ambiente mais fresco.</figcaption></figure><p>Depois de várias semanas marcadas pelo calor e alguns períodos de estabilidade, os últimos dias de agosto poderão trazer uma alteração importante do padrão atmosférico em Portugal. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>O modelo europeu aponta para a consolidação de um regime de <strong>NAO- (fase negativa da Oscilação do Atlântico Norte) entre os dias 25 e 30</strong>, favorecendo uma circulação atlântica mais baixa em latitude. Mas será que desta vez as tempestades chegam realmente a Portugal?</p><h2>NAO- ganha força no final de agosto</h2><p>A previsão sub-sazonal do ECMWF permite avaliar a probabilidade de diferentes <strong>regimes meteorológicos na região euro-atlântica</strong>, entre eles NAO+, NAO-, bloqueio e crista atlântica. No verão, a consolidação de um regime de <strong>NAO-</strong> não é tão frequente como noutras alturas do ano. Além disso, ao longo deste verão de 2026, este padrão não se apresentou de forma tão persistente nas previsões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-tempestades-apontam-para-portugal-o-padrao-nao-consolida-se-nos-ultimos-6-dias-de-agosto-1787141579888.jpg" data-image="sbfb7pnf3wlk" alt="Regimes euro-atlânticos" title="Regimes euro-atlânticos"><figcaption>Pela primeira vez neste verão, a previsão sub-sazonal do ECMWF mostra o regime NAO- consolidado durante vários dias, entre 25 e 30 de agosto. Esta configuração pode favorecer a circulação das depressões atlânticas por latitudes mais baixas.</figcaption></figure><p> Desta vez, o cenário é diferente. Entre <strong>25 e 30 de agosto</strong>, o ECMWF favorece sucessivamente a NAO-, enquanto nos dias 24 e 31 não existe um regime claramente dominante.</p><div class="texto-destacado"> <p>A fase negativa da Oscilação do Atlântico Norte (NAO-) tende a favorecer uma circulação das depressões e frentes atlânticas até latitudes mais baixas, aumentando a possibilidade de instabilidade e precipitação em Portugal.</p> </div><p> Em termos de pressão atmosférica, a<strong> NAO- </strong>corresponde a um<strong> enfraquecimento do contraste entre as altas pressões subtropicais dos Açores e as baixas pressões do Atlântico Norte</strong>.<strong> </strong> Contudo, a presença de NAO- não significa automaticamente chuva no nosso país. É necessário observar onde estarão efetivamente posicionados os centros de ação e as frentes.</p><h2>Dia 24, o Atlântico começa a dar sinais de mudança</h2><p>Na próxima segunda-feira, <strong>24 de agosto</strong>, a configuração atmosférica já mostra sinais dessa alteração, apesar de a NAO- ainda não estar consolidada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-tempestades-apontam-para-portugal-o-padrao-nao-consolida-se-nos-ultimos-6-dias-de-agosto-1787141903698.jpg" data-image="0qf9294yddcy" alt="Pressão atmosférica e chuva" title="Pressão atmosférica e chuva"><figcaption>O anticiclone dos Açores aparece recuado para oeste, enquanto uma extensa depressão e a respetiva frente avançam pelo Atlântico. Portugal poderá já registar alguma instabilidade neste dia, antes da chegada do sistema principal.</figcaption></figure><p>O <strong>anticiclone dos Açores surge bastante </strong><strong>recuado para oeste</strong>, deixando de exercer uma influência tão direta sobre a Península Ibérica. Ao mesmo tempo, uma extensa depressão circula pelo Atlântico Norte, transportando consigo uma longa faixa de nebulosidade e precipitação.</p><p>Antes da chegada dessa frente, o próprio dia 24 poderá já registar <strong>alguns períodos de chuva</strong>, associados a uma perturbação mais isolada com aproximação pelo sul de Portugal.</p><h2>26 e 27 de agosto poderão ser dias chuvosos</h2><p>É a partir de <strong>quarta-feira, dia 26</strong>, que a situação se torna particularmente "interessante". Segundo a atual previsão do ECMWF, a extensa faixa de precipitação anteriormente localizada sobre o Atlântico deverá alcançar Portugal Continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-tempestades-apontam-para-portugal-o-padrao-nao-consolida-se-nos-ultimos-6-dias-de-agosto-1787142068690.jpg" data-image="11lxl4scyrsb" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>A extensa faixa de precipitação atlântica deverá alcançar Portugal na quarta-feira, dia 26. A chuva poderá ser moderada a localmente forte no litoral Norte e Centro, estendendo-se também a regiões do interior.</figcaption></figure><p>A chuva poderá apresentar-se <strong>moderada a localmente forte</strong>, sobretudo no litoral Norte e Centro. Com o avanço da frente atlântica, a precipitação poderá alcançar várias regiões do interior e, eventualmente, alguns setores do Sul. A influência desta frente poderá prolongar-se por <strong>quinta-feira, dia 27</strong>, fazendo destes dois dias um dos períodos potencialmente mais chuvosos desta segunda metade de agosto.</p><h2>Madrugadas frescas e calor extremo afastado</h2><p>A mudança não deverá limitar-se à precipitação. A circulação atlântica favorecerá também um ambiente consideravelmente mais fresco.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-tempestades-apontam-para-portugal-o-padrao-nao-consolida-se-nos-ultimos-6-dias-de-agosto-1787142160949.jpg" data-image="akhdwmkxb5f3" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>A instabilidade será acompanhada por madrugadas frescas, com temperaturas relativamente baixas para o final de agosto em grande parte do território continental.</figcaption></figure><p>As <strong>madrugadas poderão apresentar temperaturas relativamente baixas para a época</strong>, seguindo-se uma recuperação térmica durante as horas de maior insolação. Ainda assim, não se antevê, neste cenário, um regresso aos extremos de calor que Portugal registou anteriormente.</p><h2>E até dia 31?</h2><p>A NAO- permanece como o regime mais provável até <strong>30 de agosto</strong>, porém, no dia 31 deixa de existir um regime claramente dominante.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784489" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-as-temperaturas-baixam-novamente-em-portugal-continental-nestes-2-distritos-a-queda-sera-de-4-c.html" title="Amanhã as temperaturas baixam novamente em Portugal continental: nestes 2 distritos a queda será de 4 ºC">Amanhã as temperaturas baixam novamente em Portugal continental: nestes 2 distritos a queda será de 4 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-as-temperaturas-baixam-novamente-em-portugal-continental-nestes-2-distritos-a-queda-sera-de-4-c.html" title="Amanhã as temperaturas baixam novamente em Portugal continental: nestes 2 distritos a queda será de 4 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-as-temperaturas-baixam-novamente-em-portugal-continental-nestes-2-distritos-a-queda-sera-de-4-c-1787138647439_320.jpg" alt="Amanhã as temperaturas baixam novamente em Portugal continental: nestes 2 distritos a queda será de 4 ºC"></a></article></aside><p>Importa salientar que entramos aqui no <strong>médio e longo prazo</strong>, onde aumenta substancialmente a incerteza quanto à trajetória, intensidade e momento de chegada das depressões. Ainda assim, o sinal de fundo é relevante, a instabilidade<strong> Atlântica poderá finalmente ganhar espaço sobre Portugal nos últimos dias de agosto</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-depressoes-apontam-para-portugal-o-padrao-nao-consolida-se-nos-ultimos-6-dias-de-agosto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Amanhã as temperaturas baixam novamente em Portugal continental: nestes 2 distritos a queda será de 4 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-as-temperaturas-baixam-novamente-em-portugal-continental-nestes-2-distritos-a-queda-sera-de-4-c.html</link><pubDate>Wed, 19 Aug 2026 11:33:05 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Para amanhã, quinta-feira 20 de agosto, prevê-se uma nova descida das temperaturas, quase generalizada em Portugal continental. Embora não tão acentuada como a que ocorreu hoje, há zonas onde é expectável que as máximas baixem 4 ºC.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaz1d7e"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaz1d7e.jpg" id="xaz1d7e"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nesta quarta-feira, 19 de agosto, já é notável o brusco arrefecimento do estado do tempo em quase todo o território de Portugal continental face ao calor intenso do dia de ontem (18), embora em vastas zonas do interior ainda estejam previstas temperaturas máximas iguais ou superiores a 30 ºC, pelo que <strong>o dia de hoje é essencialmente uma jornada de transição</strong>. Mesmo assim, nas Regiões Norte e Centro a descida das temperaturas revelar-se-á particularmente acentuada.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Entretanto, durante as próximas horas a massa de ar mais fresco associada à depressão isolada em altitude que está agora a atravessar a Península Ibérica instalar-se-á de forma gradual sobre a geografia portuguesa, <strong>contribuindo para uma nova descida das temperaturas quase generalizada entre hoje e amanhã, embora não tão acentuada</strong> como a que ocorreu de ontem (18) para hoje (19).</p><p>De seguida, esta variação térmica será analisada ao detalhe para todas as capitais distritais de Portugal continental, <strong>incluindo as 2 onde a queda das máximas será mais pronunciada</strong>.</p><h2>Uma massa de ar mais fresco provocará uma nova descida das temperaturas, que será ligeira a moderada</h2><p>Para amanhã - quinta-feira, 20 de agosto - o mapa de anomalia das temperaturas é bastante contundente, com <strong>as cores azul e/ou roxo a espalharem-se pela nossa geografia devido à progressão e consolidação da massa de ar mais fresco</strong> que já trouxe o alívio térmico substancial sentido esta quarta-feira (19).</p><p>De acordo com as projeções do ECMWF, modelo de maior confiança da Meteored, a descida será particularmente pronunciada em <strong>dois distritos, onde as temperaturas máximas ficarão até 4 ºC abaixo dos valores registados hoje</strong>, quarta-feira (19).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-as-temperaturas-baixam-novamente-em-portugal-continental-nestes-2-distritos-a-queda-sera-de-4-c-1787138585670.jpg" data-image="ebyduwxy51k5"><figcaption>Este mapa da anomalia de temperatura de quinta-feira (21) indica quase todo o país "manchado" por tons azuis, sugerindo um registo de temperaturas geralmente inferiores ao habitual.</figcaption></figure><p>Como se pode observar na tabela abaixo, que compara as temperaturas máximas previstas para hoje e amanhã, dias 19 e 20 de agosto nas capitais de distrito de Portugal continental, <strong>haverá exceções em algumas zonas do país</strong>, incluindo a capital Lisboa e algumas outras capitais de distrito do Centro/Sul.</p><p>Ao deitarmos um olhar pela tabela constata-se imediatamente que <strong>Bragança e Guarda</strong>, capitais distritais do Nordeste Transmontano e da Beira Alta, respetivamente, e situadas no interior Norte e Centro, serão as duas cidades do país onde se<strong> prevê uma descida mais pronunciada dos valores de temperatura máxima entre hoje e amanhã, baixando 4 ºC entre um dia e outro</strong>.</p><p>No resto das cidades nas quais também se espera uma descida das temperaturas essa variação será menor, entre 1 e 3 ºC.</p><table><thead><tr><th>Capital de Distrito</th><th>Temperatura Máxima Quarta-feira, 19 de agosto</th><th>Temperatura Máxima Quinta-feira, 20 de agosto</th></tr></thead><tbody><tr><td>Bragança</td><td>32 ºC</td><td>28 ºC</td></tr><tr><td>Guarda</td><td>28 ºC</td><td>24 ºC</td></tr><tr><td>Vila Real</td><td>30 ºC</td><td>27 ºC</td></tr><tr><td>Viseu</td><td>29 ºC</td><td>27 ºC</td></tr><tr><td>Viana do Castelo</td><td>22 ºC</td><td>20 ºC</td></tr><tr><td>Braga</td><td>28 ºC</td><td>26 ºC</td></tr><tr><td>Porto</td><td>25 ºC</td><td>23 ºC</td></tr><tr><td>Aveiro</td><td>25 ºC</td><td>22 ºC</td></tr><tr><td>Coimbra</td><td>29 ºC</td><td>26 ºC</td></tr><tr><td>Castelo Branco</td><td>32 ºC</td><td>29 ºC</td></tr><tr><td>Leiria</td><td>28 ºC</td><td>25 ºC</td></tr><tr><td>Santarém</td><td>30 ºC</td><td>28 ºC</td></tr><tr><td>Lisboa</td><td>29 ºC</td><td>29 ºC</td></tr><tr><td>Setúbal</td><td>23 ºC</td><td>26 ºC</td></tr><tr><td>Portalegre</td><td>30 ºC</td><td>27 ºC</td></tr><tr><td>Évora</td><td>31 ºC</td><td>29 ºC</td></tr><tr><td>Beja</td><td>31 ºC</td><td>29 ºC</td></tr><tr><td>Faro</td><td>25 ºC</td><td>27 ºC</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Fonte: Mapas da Meteored</td></tr></tbody></table><p>Outro facto que salta imediatamente à vista é que <strong>já não haverá nenhuma capital distrital onde se registem temperaturas máximas iguais ou superiores a 30 ºC no dia de amanhã - quinta-feira, 20 de agosto</strong>, o que reforça a previsão da descida das temperaturas, ainda que ligeira.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784378" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/dois-arquipelagos-dois-cenarios-o-que-esperar-do-tempo-nos-acores-e-na-madeira-ate-domingo-23-de-agosto.html" title="Dois arquipélagos, dois cenários: o que esperar do tempo nos Açores e na Madeira até domingo, 23 de agosto?">Dois arquipélagos, dois cenários: o que esperar do tempo nos Açores e na Madeira até domingo, 23 de agosto?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/dois-arquipelagos-dois-cenarios-o-que-esperar-do-tempo-nos-acores-e-na-madeira-ate-domingo-23-de-agosto.html" title="Dois arquipélagos, dois cenários: o que esperar do tempo nos Açores e na Madeira até domingo, 23 de agosto?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/dois-arquipelagos-dois-cenarios-o-que-reservam-os-proximos-dias-para-os-acores-e-a-madeira-ate-domingo-1787069792664_320.jpg" alt="Dois arquipélagos, dois cenários: o que esperar do tempo nos Açores e na Madeira até domingo, 23 de agosto?"></a></article></aside><p>Por fim, há um outro aspeto que se realça ao compararmos a variação térmica dos valores das máximas:<strong> há 3 cidades entre o total de 18 capitais de distrito que se evidenciam por constituir exceções à tendência dominante</strong>. Lisboa mantém a máxima de 29 ºC entre quarta (19) e quinta-feira (20), enquanto Faro e Setúbal deverão registar subidas de 2 e 3 ºC, respetivamente.</p><h2>Um alívio térmico que poderá ser persistente</h2><p>Após um período de curta duração marcado pela persistência de temperaturas elevadas ou muito elevadas e que levou à emissão de avisos amarelo e laranja de tempo quente por parte do IPMA para diversas regiões do país, as últimas saídas dos modelos meteorológicas continuam a indicar que <strong>este alívio térmico poderá prolongar-se, com as temperaturas a manterem valores inferiores ou próximos à média de referência durante alguns dias</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-as-temperaturas-baixam-novamente-em-portugal-continental-nestes-2-distritos-a-queda-sera-de-4-c-1787138875337.jpg" data-image="qpnqp3locgjs"><figcaption>O alívio térmico poderá prolongar-se pelo menos até ao fim de semana. Para este sábado, 22 de agosto, o contraste térmico entre as regiões situadas a norte e a sul do sistema montanhoso Montejunto-Estrela poderá ser bastante notável, com algumas zonas do extremo norte do país a registarem temperaturas máximas de somente 14 a 16 ºC.</figcaption></figure><p>Caso as previsões atualmente disponíveis nos mapas de referência da Meteored se mantenham,<strong> a partir de sexta-feira, 21 de agosto, prevê-se o estabelecimento de um vale depressionário a oeste de Portugal continental</strong>, o que contribuirá para a manutenção de temperaturas bastante comedidas, especialmente na faixa costeira ocidental e nas Regiões Norte e Centro.</p><p>A intensidade e a duração deste período mais fresco ainda estarão dependentes da evolução da situação atmosférica nos próximos dias, contudo, tudo indica a continuidade de um<strong> cenário térmico bem mais ameno</strong> face ao calor intenso sentido no início da presente semana.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-as-temperaturas-baixam-novamente-em-portugal-continental-nestes-2-distritos-a-queda-sera-de-4-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nevoeiro matinal no litoral norte: o que muda nas hortas de Viana do Castelo ao Porto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nevoeiro-matinal-no-litoral-norte-o-que-muda-nas-hortas-de-viana-do-castelo-ao-porto.html</link><pubDate>Wed, 19 Aug 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Enquanto no interior o sol nasce a bater com força, aqui as manhãs são de neblina cerrada. Isso muda a rega, adianta as doenças e explica porque há tomates que teimam em não amadurecer.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nevoeiro-matinal-no-litoral-norte-o-que-muda-nas-hortas-de-viana-do-castelo-ao-porto-1786982336030.png" data-image="hg4jfhp2fowe"><figcaption>Nas manhãs assim, as folhas ficam molhadas durante horas e a planta recebe muito menos luz.</figcaption></figure><p><strong>Quem tem horta entre Viana do Castelo e o Porto conhece bem o cenário</strong>. Sai de casa às oito da manhã em pleno agosto e não se vê o fundo do quintal. Por volta das onze, o nevoeiro levanta e fica um dia de sol como outro qualquer.</p><p>O que muita gente não faz é ligar essas três horas de neblina àquilo que se passa nas plantas. E, no entanto,<strong> é aí que está a explicação para metade dos problemas da horta no litoral norte</strong>, e também para algumas vantagens que o interior não tem.</p><h2>Porque é que o nevoeiro se instala aqui e não a trinta quilómetros</h2><p>No verão, a nortada empurra a água superficial da costa para o largo e faz subir água fria das profundidades. <strong>O ar que vem do Atlântico é quente e húmido, e quando passa por cima dessa água fria arrefece, condensa e transforma-se em nevoeiro</strong>. Depois entra por terra dentro, tantas vezes até Vila do Conde ou Esposende, mas raramente muito mais.</p><div class="texto-destacado"><strong>Nevoeiro de advecção </strong>- Forma-se quando uma massa de ar húmido se desloca sobre uma superfície mais fria e arrefece até condensar. É o nevoeiro típico da costa portuguesa no verão, ao contrário do nevoeiro de inverno, que se forma nos vales durante noites frias e sem vento.</div><p>É por isso que a poucos quilómetros para o interior o cenário é completamente diferente. A mesma manhã que aqui é de neblina, ali é de sol aberto desde cedo.</p><h2>O que isto muda, cultura a cultura</h2><p>Três horas sem sol direto por dia são muitas horas ao longo de um mês. As plantas recebem menos luz para trabalhar, o que atrasa o amadurecimento, e ficam com as folhas molhadas durante muito tempo, o que abre a porta às doenças. <strong>Na tabela abaixo</strong> encontra algumas informações sobre como algumas das culturas hortícolas reagem ao nevoeiro.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Cultura</p></th><th scope="col"><p>Como reage ao nevoeiro</p></th><th scope="col"><p>O que fazer</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Tomate</p></td><td><p>Amadurece mais tarde e apanha míldio facilmente</p></td><td><p>Desfolhar a base e nunca molhar as folhas</p></td></tr><tr><td><p>Melão e melancia</p></td><td><p>Menos sol significa menos açúcar e ciclo mais longo</p></td><td><p>Escolher variedades precoces ou zona abrigada</p></td></tr><tr><td><p>Alface e couves</p></td><td><p>Beneficiam do ar fresco e húmido</p></td><td><p>Aproveitar e semear mais cedo do que no interior</p></td></tr><tr><td><p>Feijão-verde</p></td><td><p>Ferrugem e oídio com a folha sempre molhada</p></td><td><p>Espaçar as plantas e conduzir na vertical</p></td></tr><tr><td><p>Alecrim e tomilho</p></td><td><p>Sofrem com humidade constante na folha</p></td><td><p>Solo bem drenado e vaso levantado do chão</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Como reagem algumas culturas da horta ao nevoeiro. Fonte: elaboração própria.</td></tr></tbody></table><h2>O erro mais comum é regar como se houvesse sol o dia todo</h2><p>Uma planta perde água pelas folhas em função do sol, da temperatura e do vento. Numa manhã de nevoeiro, com o ar saturado de humidade,<strong> essa perda é muito menor do que numa manhã de sol</strong>. Ou seja, a horta do litoral gasta bastante menos água do que a do interior, mesmo estando as duas em agosto.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783706" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-revitalizar-plantas-stressadas-pelo-calor-extremo-um-guia-para-salvar-o-seu-jardim-no-verao.html" title="Como revitalizar plantas stressadas pelo calor extremo: um guia para salvar o seu jardim no verão">Como revitalizar plantas stressadas pelo calor extremo: um guia para salvar o seu jardim no verão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-revitalizar-plantas-stressadas-pelo-calor-extremo-um-guia-para-salvar-o-seu-jardim-no-verao.html" title="Como revitalizar plantas stressadas pelo calor extremo: um guia para salvar o seu jardim no verão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-recuperar-plantas-con-estres-por-calor-guia-para-salvar-tu-jardin-en-verano-1784810550858_320.jpeg" alt="Como revitalizar plantas stressadas pelo calor extremo: um guia para salvar o seu jardim no verão"></a></article></aside><p>Regar a mesma quantidade nos dois sítios é dar água a mais aqui, e água a mais em solo já húmido é convite a doenças de raiz.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O nevoeiro molha as folhas, mas praticamente não molha a terra. Deixa a planta encharcada por fora e o solo tão seco como estava.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Esta é a parte que engana. Ao ver tudo molhado de manhã, muita gente conclui que não precisa de regar. A humidade que fica nas folhas é mínima em termos de água no solo e não chega às raízes. <strong>O que interessa é meter o dedo na terra, dois ou três centímetros, e decidir a partir daí</strong>.</p><h2>As regras que mudam tudo no litoral</h2><p>Como as folhas já passam a manhã molhadas, o objetivo é não acrescentar mais horas de humidade. <strong>Regue de manhã, depois do nevoeiro levantar, e sempre no chão, nunca por cima da planta</strong>. A rega ao fim da tarde, que no interior funciona bem, aqui prolonga a folha molhada pela noite dentro e é o pior que se pode fazer.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nevoeiro-matinal-no-litoral-norte-o-que-muda-nas-hortas-de-viana-do-castelo-ao-porto-1786982298654.png" data-image="dxu1jst35fil"><figcaption> O nevoeiro dissipa-se ao meio da manhã e o dia acaba por ser de sol aberto. </figcaption></figure><p>Depois, <strong>dê espaço às plantas</strong>. Um tomateiro apertado contra outro não seca nunca. Mais distância entre plantas, condução na vertical e a base do tomateiro desfolhada até aos trinta centímetros fazem mais pela sanidade da horta do que qualquer tratamento.</p><p>E há a vantagem, que existe e é grande. <strong>As máximas no litoral são bem mais suaves do que no interior, e isso permite semear folhosas de outono mais cedo</strong>, sem o problema do calor que trava a germinação em Bragança ou no Alentejo. Alfaces, couves e espinafres agradecem estas manhãs.</p><p>Um último pormenor, <strong>para quem tem aromáticas: colha sempre depois do nevoeiro levantar e das folhas secarem</strong>. Planta molhada não guarda bem, apodrece no frigorífico e perde aroma. Aqui, isso significa esperar pelo meio da manhã, e não colher ao nascer do sol como se recomenda noutras zonas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nevoeiro-matinal-no-litoral-norte-o-que-muda-nas-hortas-de-viana-do-castelo-ao-porto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Dois arquipélagos, dois cenários: o que esperar do tempo nos Açores e na Madeira até domingo, 23 de agosto?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/dois-arquipelagos-dois-cenarios-o-que-esperar-do-tempo-nos-acores-e-na-madeira-ate-domingo-23-de-agosto.html</link><pubDate>Wed, 19 Aug 2026 06:09:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Açores e Madeira terão uma semana marcada por cenários distintos. Até domingo, o ECMWF prevê maior variabilidade nos Açores, enquanto na Madeira predominará um cenário mais estável e quente.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xayt69a"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xayt69a.jpg" id="xayt69a"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os dois arquipélagos portugueses deverão apresentar <strong>condições meteorológicas distintas ao longo dos próximos dias</strong>, segundo as previsões do modelo europeu (ECMWF). Entre esta quarta-feira, 19 de agosto, e domingo, dia 23, os Açores deverão ficar sujeitos a maior variabilidade, enquanto na Madeira o tempo tenderá a apresentar maior estabilidade.</p><p>Apesar das diferenças, as temperaturas deverão permanecer relativamente elevadas para a época em ambos os arquipélagos, com valores que poderão aproximar-se ou mesmo superar localmente os <strong>27 ºC a 28 ºC</strong> durante as tardes.</p><h2>Açores começam com temperaturas elevadas, mas a chuva poderá aparecer</h2><p>Esta quarta-feira, o arquipélago dos Açores deverá apresentar um ambiente relativamente quente. De acordo com o ECMWF, durante a tarde são previstos valores próximos dos <strong>28 ºC na Horta</strong>, cerca de <strong>27 ºC em Ponta Delgada</strong> e aproximadamente <strong>26 ºC em Angra do Heroísmo</strong>.</p><p>A distribuição do vento e das isóbaras mostra o arquipélago inserido numa circulação relativamente pouco perturbada nesta fase. Contudo, tratando-se dos Açores, a influência atlântica continuará a favorecer alguma variabilidade do estado do tempo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dois-arquipelagos-dois-cenarios-o-que-reservam-os-proximos-dias-para-os-acores-e-a-madeira-ate-domingo-1787069703525.jpg" data-image="rfh722pdwczi" alt="Temperaturas poderão aproximar-se dos 28 ºC nos Açores esta quarta-feira" title="Temperaturas poderão aproximar-se dos 28 ºC nos Açores esta quarta-feira"><figcaption>O modelo europeu prevê uma tarde relativamente quente no arquipélago, com valores próximos dos 28 ºC na Horta e dos 27 ºC em Ponta Delgada.</figcaption></figure><p>Ao longo dos dias seguintes, as temperaturas deverão sofrer poucas alterações significativas. Na sexta-feira, dia 21, o ECMWF continua a projetar máximas na ordem dos <strong>26 ºC a 27 ºC</strong> nas principais localidades representadas pelo modelo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784318" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-grande-ondulacao-do-jato-polar-provocara-uma-mudanca-radical-do-tempo-em-portugal-a-partir-de-quinta-feira.html" title="Uma grande ondulação do jato polar provocará uma mudança radical do tempo em Portugal a partir de quinta-feira">Uma grande ondulação do jato polar provocará uma mudança radical do tempo em Portugal a partir de quinta-feira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-grande-ondulacao-do-jato-polar-provocara-uma-mudanca-radical-do-tempo-em-portugal-a-partir-de-quinta-feira.html" title="Uma grande ondulação do jato polar provocará uma mudança radical do tempo em Portugal a partir de quinta-feira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uma-grande-ondulacao-do-jato-polar-provocara-uma-mudanca-radical-do-tempo-em-portugal-a-partir-de-quinta-feira-1787049182818_320.jpg" alt="Uma grande ondulação do jato polar provocará uma mudança radical do tempo em Portugal a partir de quinta-feira"></a></article></aside><p>No entanto, será sobretudo a evolução da precipitação que deverá merecer atenção. A previsão aponta para a passagem de áreas de precipitação pelas proximidades do arquipélago, podendo atingir algumas ilhas de forma irregular.</p><h2>Sexta-feira poderá trazer maior instabilidade a algumas ilhas açorianas</h2><p>Na sexta-feira, o modelo europeu projeta uma área de precipitação a atravessar sobretudo a região dos <strong>grupos Ocidental e Central</strong>, embora a distribuição seja bastante irregular.</p><p>As ilhas do Grupo Oriental aparecem, nesta fase da previsão, menos expostas à precipitação mais significativa. Ainda assim, a natureza muito localizada dos aguaceiros e a evolução das estruturas atlânticas aconselham alguma prudência na interpretação dos pormenores a vários dias de distância.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dois-arquipelagos-dois-cenarios-o-que-reservam-os-proximos-dias-para-os-acores-e-a-madeira-ate-domingo-1787069792664.jpg" data-image="bhf9oq2ak3hd" alt="Chuva poderá atingir partes dos Açores na sexta-feira" title="Chuva poderá atingir partes dos Açores na sexta-feira"><figcaption>O ECMWF projeta áreas de precipitação nas proximidades do arquipélago, com maior incidência prevista em setores dos grupos Ocidental e Central.</figcaption></figure><p>Para domingo, dia 23, o cenário apresentado pelo ECMWF torna-se novamente menos chuvoso sobre grande parte do arquipélago. Às primeiras horas da tarde, as principais áreas de precipitação aparecem essencialmente afastadas das ilhas, embora permaneçam alguns núcleos dispersos nas proximidades.</p><p>As temperaturas também deverão continuar bastante agradáveis. O modelo aponta para valores próximos dos <strong>25 ºC a 27 ºC</strong>, sem uma alteração térmica particularmente expressiva relativamente ao início do período.</p><h2>Madeira: estabilidade domina e termómetros poderão chegar aos 28 ºC</h2><p>Na Madeira, o cenário previsto é diferente. O arquipélago deverá permanecer sob condições globalmente mais estáveis durante grande parte do período, com temperaturas amenas a quentes e reduzida expressão da precipitação.</p><p>Esta quarta-feira, durante a tarde, são previstos cerca de <strong>27 ºC na Calheta</strong>, enquanto Funchal, Machico e Porto Moniz deverão apresentar valores aproximadamente entre <strong>23 ºC e 24 ºC</strong>.</p><p>A sexta-feira poderá trazer uma ligeira subida em algumas zonas. O ECMWF projeta novamente <strong>27 ºC na Calheta</strong>, cerca de <strong>26 ºC no Funchal</strong> e valores próximos dos <strong>22 ºC a 24 ºC</strong> em vários pontos do norte e leste da ilha.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dois-arquipelagos-dois-cenarios-o-que-reservam-os-proximos-dias-para-os-acores-e-a-madeira-ate-domingo-1787069855214.jpg" data-image="itfa5lc6g9ol" alt="Temperaturas mantêm-se elevadas na Madeira no final da semana" title="Temperaturas mantêm-se elevadas na Madeira no final da semana"><figcaption>Na sexta-feira, o ECMWF prevê valores próximos dos 27 ºC na costa sudoeste e cerca de 26 ºC no Funchal, com temperaturas mais baixas no norte da ilha.</figcaption></figure><p>A precipitação deverá ter, em geral, pouca expressão. Ainda assim, os mapas mostram a possibilidade de <strong>chuva fraca e muito localizada</strong>, particularmente sobre zonas da ilha da Madeira, sem indicação neste cenário de precipitação generalizada ou persistente.</p><h2>Domingo poderá ser o dia mais quente na Madeira</h2><p>A subida da temperatura poderá tornar-se mais evidente no domingo, sobretudo em setores da costa sul e sudoeste da Madeira.</p><p>Para a tarde de dia 23, o ECMWF projeta cerca de <strong>28 ºC na Calheta</strong>, enquanto Porto Moniz e Machico poderão rondar os <strong>24 ºC</strong>. No Funchal, o modelo apresenta igualmente valores na casa dos 24 ºC neste momento da previsão.</p><p>Esta distribuição evidencia também os habituais contrastes térmicos associados ao relevo muito acentuado da ilha, com diferenças entre vertentes e zonas costeiras.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dois-arquipelagos-dois-cenarios-o-que-reservam-os-proximos-dias-para-os-acores-e-a-madeira-ate-domingo-1787069902277.jpg" data-image="r38e9ac1yu58" alt="Termómetros poderão atingir os 28 ºC na Madeira no domingo" title="Termómetros poderão atingir os 28 ºC na Madeira no domingo"><figcaption>O ECMWF projeta uma tarde quente em partes da Madeira, com valores próximos dos 28 ºC na costa sudoeste e temperaturas geralmente superiores a 20 ºC no restante território.</figcaption></figure><p> Assim, até domingo, <strong>os Açores deverão apresentar o cenário meteorológico mais variável</strong>, com possibilidade de períodos de precipitação intercalados com fases mais secas. Na Madeira, pelo contrário, deverá predominar um ambiente mais estável, com pouca precipitação e temperaturas relativamente elevadas, particularmente no final da semana. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/dois-arquipelagos-dois-cenarios-o-que-esperar-do-tempo-nos-acores-e-na-madeira-ate-domingo-23-de-agosto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Qual é o limite máximo para a previsão do tempo? A ciência revela o número exato de dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/qual-e-o-limite-maximo-para-a-previsao-do-tempo-a-ciencia-revela-o-numero-exato-de-dias.html</link><pubDate>Wed, 19 Aug 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Nem 14 dias, nem 1 mês. Um novo estudo calculou o limite teórico para qualquer previsão do tempo e explicou porque é que ela não pode ir além disso.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cual-es-el-limite-maximo-de-la-prediccion-del-tiempo-la-ciencia-revela-el-numero-exacto-de-dias-1786964305035.jpg" data-image="we1y1a1jbste"><figcaption>Hoje, a previsão meteorológica mais confiável é de 3 a 5 dias.</figcaption></figure><p>Hoje em dia, o <strong>limite para uma previsão do tempo é de 14 dias</strong>. Depois disso, a confiança nos modelos de previsão diminui devido ao que é popularmente conhecido como efeito borboleta.</p><p>O <strong>sistema atmosférico é tão caótico </strong>que um pequeno erro no registo do seu estado inicial (temperatura, humidade, pressão, etc.) pode ser amplificado nos modelos, levando a um resultado inútil.</p><div class="texto-destacado"><strong>O que é o efeito borboleta?</strong><br>É um conceito da teoria do caos que explica como uma pequena ação inicial pode causar uma mudança enorme e distinta ao longo do tempo.</div><p>Mas e<strong> se a tecnologia fosse precisa</strong> o suficiente para registar variáveis atmosféricas sem erros? <strong>Qual seria o horizonte máximo de previsão do tempo?</strong> Um novo estudo, conduzido por uma equipa internacional de cientistas, chegou à resposta: <strong>129 dias</strong>.</p><h2>O limite absoluto para prever o tempo</h2><p>Historicamente, a utilidade diária das previsões tem aumentado progressivamente a uma taxa de aproximadamente um dia adicional de previsibilidade por década. <strong>Atualmente, atinge 14 dias, devido às limitações humanas na observação, nos modelos computacionais e na recolha de dados</strong> de satélites e estações meteorológicas.</p><p>No entanto, o <strong>estudo </strong>liderado por Wei Zhang, cientista climático da Universidade de Miami e do Instituto Cooperativo de Estudos Marinhos e Atmosféricos (CIMAS) da NOAA, adotou uma abordagem diferente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cual-es-el-limite-maximo-de-la-prediccion-del-tiempo-la-ciencia-revela-el-numero-exacto-de-dias-1786964389700.jpg" data-image="lr1voxcx2n3n"><figcaption>Novo estudo amplia o período de tempo em que uma previsão do tempo é confiável.</figcaption></figure><p>Em vez de se concentrar nas limitações atuais da captura do estado inicial da atmosfera, ele decidiu concentrar-se em determinar o que aconteceria se esses <strong>dados</strong>, juntamente com as<strong> leis físicas </strong>que os regem e todas as<strong> futuras condições de contorno em grande escala</strong>, fossem conhecidos com precisão. Ainda haveria um limite para a previsão?</p><p>Os resultados deste exercício demonstraram que, mesmo com conhecimento perfeito de todas as variáveis,<strong> haveria um limite intransponível causado pelo ciclo energético atmosférico</strong>. Este ciclo determina o tempo que a radiação solar — que, em última análise, alimenta todos os padrões climáticos — leva para interagir com cada molécula do planeta.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="698944" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ecmwf-lanca-o-primeiro-modelo-operacional-baseado-em-ia-e-revoluciona-a-previsao-do-tempo.html" title="ECMWF lança o primeiro modelo operacional baseado em IA e revoluciona a previsão do tempo">ECMWF lança o primeiro modelo operacional baseado em IA e revoluciona a previsão do tempo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ecmwf-lanca-o-primeiro-modelo-operacional-baseado-em-ia-e-revoluciona-a-previsao-do-tempo.html" title="ECMWF lança o primeiro modelo operacional baseado em IA e revoluciona a previsão do tempo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ecmwf-lanca-o-primeiro-modelo-operacional-baseado-em-ia-e-revoluciona-a-previsao-do-tempo-1740531996537_320.jpg" alt="ECMWF lança o primeiro modelo operacional baseado em IA e revoluciona a previsão do tempo"></a></article></aside><p>Quando isto ocorre, a incerteza associada à fase desconhecida dos fótões incidentes apaga qualquer vestígio do estado inicial, tornando qualquer previsão futura fisicamente impossível. De acordo com o artigo publicado na revista <em>Advances in Atmospheric Sciences</em>,<strong> o limite antes que isso torne a previsão inútil é de 129 dias, com uma margem de erro aproximada de uma semana</strong>.</p><h2>Um objetivo até onde a tecnologia apontar</h2><p>Através de cálculos baseados nesse ciclo de energia e na termodinâmica do sistema terrestre, os investigadores conseguiram detetar que 129 dias é o tempo necessário para que esse<strong> processo cósmico "reinicie" a memória da atmosfera</strong>.</p><p>Assim, argumentam que,<strong> superando todas as barreiras tecnológicas atuais</strong>, o tempo máximo em que se poderia obter uma previsão precisa aumentaria em 57 dias, mais um período de igual duração, mas com uma precisão ligeiramente inferior à das previsões atuais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cual-es-el-limite-maximo-de-la-prediccion-del-tiempo-la-ciencia-revela-el-numero-exacto-de-dias-1786965702378.jpg" data-image="ow2d65zunc2d"><figcaption>Sem limitações tecnológicas, a previsão do tempo mais confiável seria de 5 a 62 dias.</figcaption></figure><p>Segundo um comunicado divulgado pelos investigadores, isso significa que, em condições ideais, <strong>a precisão da previsão de 5 dias (a mais confiável) poderia</strong>, teoricamente, <strong>ser estendida para aproximadamente 62 dias</strong>.</p><p>Conhecer este número revela um potencial significativo ainda não explorado para aprimorar a previsão do tempo. Portanto, serve como referência, justificativa e guia para que as nações decidam se devem investir no desenvolvimento contínuo de supercomputadores e tecnologias de observação global.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Zhang%2C%20W.%2C%20Toth%2C%20Z.%2C%20Zhou%2C%20F.%20et%20al." data-year="2026" data-title="A%20New%20Approach%20to%20Estimating%20the%20Limit%20of%20Predictability" data-url="https%3A%2F%2Flink.springer.com%2Farticle%2F10.1007%2Fs00376-026-5621-8">Zhang, W., Toth, Z., Zhou, F. et al.. (2026). <a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s00376-026-5621-8" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A New Approach to Estimating the Limit of Predictability</a>.</cite><br><cite data-author="Institute%20of%20Atmospheric%20Physics%2C%20Chinese%20Academy%20of%20Sciences" data-year="2026" data-title="Weather%20prediction%20hits%20a%20129-day%20ceiling" data-url="https%3A%2F%2Fwww.eurekalert.org%2Fnews-releases%2F1139324">Institute of Atmospheric Physics, Chinese Academy of Sciences. (2026). <a href="https://www.eurekalert.org/news-releases/1139324" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Weather prediction hits a 129-day ceiling</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/qual-e-o-limite-maximo-para-a-previsao-do-tempo-a-ciencia-revela-o-numero-exato-de-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Galileu Galilei: "Mede o que for mensurável e torna mensurável o que não o for"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/galileu-galilei-mede-o-que-for-mensuravel-e-torna-mensuravel-o-que-nao-o-for.html</link><pubDate>Tue, 18 Aug 2026 17:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Muito antes de existirem os termómetros modernos, o génio italiano inventou o termoscópio, um instrumento revolucionário para a sua época que abriu caminho para tornar a temperatura uma grandeza mensurável e transformou a observação do tempo atmosférico.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/galileo-galilei-mide-lo-que-sea-medible-y-haz-medible-lo-que-no-lo-sea-1787006456564.jpg" data-image="op127p21znzy"><figcaption>O italiano Galileu Galilei, astrónomo, engenheiro, matemático e físico, é considerado o pai da ciência moderna.</figcaption></figure><p><strong>No final do século XVI, falar de temperatura não significava o mesmo que hoje. O calor e o frio eram considerados qualidades dos corpos, mas não existia uma escala universal</strong> que permitisse dizer que uma divisão estava a 20 graus ou que um dia era dez graus mais quente do que outro. Ou seja, não havia termómetros tal como os conhecemos hoje.</p><p>Foi nesse contexto que, por volta de 1592, o célebre homem do Renascimento Galileu Galilei (1564-1642) <strong>desenvolveu um instrumento conhecido como termoscópio</strong>.</p><h2>O que era o termoscópio?</h2><p>O aparelho era extraordinariamente simples. Consistia numa<strong> pequena ampola ou recipiente de vidro, aproximadamente do tamanho de um ovo, com um gargalo longo e estreito</strong>. A ampola era aquecida com as mãos e, em seguida, colocada de cabeça para baixo num recipiente que continha água.</p><p>Quando o ar no interior arrefecia, o seu volume alterava-se e a água começava a subir pelo gargalo de vidro. <strong>Se o ar voltasse a aquecer, ocorria o fenómeno contrário</strong>: a água descia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/galileo-galilei-mide-lo-que-sea-medible-y-haz-medible-lo-que-no-lo-sea-1787050125283.png" data-image="dmb377dxpf7f"><figcaption>Um termoscópio como o concebido por Galileu, conservado no Museu das Artes e ofícios (Musée des Arts et Métiers) de Paris.</figcaption></figure><p>Galileu tinha assim encontrado uma<strong> forma de tornar visível uma variação de temperatura</strong>. A experiência ainda não fornecia uma temperatura expressa em graus, mas este passo revelou-se fundamental. A temperatura, que <strong>até então era uma sensação</strong> — "está frio", "está calor" —, começava a tornar-se algo que podia ser observado através de um instrumento.</p><p>Era exatamente <strong>o espírito que resume a famosa máxima atribuída a Galileu</strong>: se um fenómeno não pode ser medido diretamente, é preciso encontrar uma forma de o tornar observável e quantificável.</p><h2>Da sensação ao instrumento que permite medir</h2><p>A importância do termoscópio vai muito além do seu aspeto rudimentar. Antes deste simples aparelho, a perceção humana era a principal referência para avaliar o calor. Mas os <strong>nossos sentidos não são instrumentos de medição especialmente fiáveis </strong>— a sensação depende das condições prévias e do próprio observador. Um instrumento, por outro lado, permite comparar.</p><p>É verdade que o termoscópio de Galileu não possuía uma escala padronizada, que<strong> as suas indicações podiam ser afetadas por fatores como a pressão atmosféric</strong>a e que permitia detetar alterações, mas não lhes atribuir uma temperatura numérica universal.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="406881" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/temperatura-e-sensacao-termica-o-que-sao-e-o-que-as-distingue-conforto-bioclimatico.html" title="Temperatura e sensação térmica: o que são e o que as distingue?">Temperatura e sensação térmica: o que são e o que as distingue?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/temperatura-e-sensacao-termica-o-que-sao-e-o-que-as-distingue-conforto-bioclimatico.html" title="Temperatura e sensação térmica: o que são e o que as distingue?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/temperatura-e-sensacao-termica-o-que-sao-conforto-bioclimatico-1648915230274_320.jpg" alt="Temperatura e sensação térmica: o que são e o que as distingue?"></a></article></aside><p>Mas essa mudança de mentalidade foi decisiva para a ciência moderna: já não bastava dizer que algo estava quente; era preciso encontrar uma forma de determinar em que medida a sua temperatura tinha mudado. E é <strong>aí que começa o caminho para a invenção do termómetro moderno</strong>, obra do físico e engenheiro polaco-alemão Daniel Gabriel Fahrenheit, em 1714.</p><h2>Instrumentos para uma nova forma de observar o tempo atmosférico</h2><p>O termoscópio de Galileu foi um dos primeiros passos rumo a uma nova forma de estudar a atmosfera: <strong>medi-la, em vez de se limitar a descrevê-la</strong>.</p><p>Em meados do século XVII, começaram a surgir e a ser aperfeiçoados outros instrumentos capazes de registar diferentes variáveis meteorológicas: o <strong>termómetro</strong> para a temperatura, o <strong>higrómetro</strong> para a humidade ou os <strong>pluviómetros</strong> para a precipitação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/galileo-galilei-mide-lo-que-sea-medible-y-haz-medible-lo-que-no-lo-sea-1787051025776.png" data-image="nnha2f6on6gd"><figcaption>Infografia sobre os instrumentos de medição meteorológica.</figcaption></figure><p>O <strong>barómetro de mercúrio de Evangelista Torricelli</strong>, desenvolvido em 1643, demonstrou ainda que o ar tinha peso e transformou a pressão atmosférica numa outra grandeza passível de observação. A Organização Meteorológica Mundial considera precisamente o desenvolvimento de instrumentos como o termómetro e o barómetro nos séculos XVII e XVIII uma das <strong>bases da abordagem científica à atmosfera</strong>.</p><h2>O nascimento do método atmosférico</h2><p><strong>O passo seguinte foi compreender que uma medição isolada não era suficiente</strong>. Para saber como se comporta a atmosfera, era necessário observá-la de forma contínua, registar os dados e compará-los.</p><p>Em meados do século XVII, surgiram na Europa as primeiras tentativas de criar redes organizadas de observação; <strong>a Organização Meteorológica Mundial situa em 1654 um dos primeiros exemplos, impulsionado por Fernando II de Médici</strong>, que reuniu observações meteorológicas provenientes de diferentes locais.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr"> Galileo Galilei fue uno de los más grandes científicos de la historia, veamos algunos de sus aportes a la astronomía, la física y la matemática, y como siempre algunos datos curiosos. <br><br> Galileo nació el 15 de febrero de 1564 en Pisa, Italia, y murió el 8 de enero de 1642 <a href="https://t.co/sPzJkRPVCz">pic.twitter.com/sPzJkRPVCz</a></p>— Giucp (@giucpv) <a href="https://x.com/giucpv/status/1646846188425969666?ref_src=twsrc%5Etfw">April 14, 2023</a></blockquote></figure><p>Aquela ideia — instrumentos semelhantes, observações sistemáticas e dados comparáveis — acabaria por se tornar <strong>a base do método meteorológico moderno</strong>. Séculos mais tarde, as redes nacionais e internacionais alargariam este princípio até o transformar numa <strong>autêntica ciência da atmosfera</strong>: primeiro através de observações à superfície, depois com balões e radiossondas e, finalmente, com satélites e sistemas de observação global.</p><p>Mas <strong>foi o termoscópio que abriu a porta</strong>. A partir daí, o estado da atmosfera deixou de ser descrito apenas por palavras e passou a ser registado através de observações instrumentais. Isso <strong>permitiu comparar locais, dias e estações</strong>. E, com o tempo, <strong>construir séries de dados</strong>. A meteorologia moderna nasceu precisamente dessa transformação: <strong>observar, medir, registar e comparar</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Agencia%20Estatal%20de%20Meteorolog%C3%ADa" data-year="2009" data-title="F%C3%ADsica%20del%20caos%20en%20la%20predicci%C3%B3n%20meteorol%C3%B3gica%3A%20Perspectiva%20hist%C3%B3rica%20de%20la%20predicci%C3%B3n%20meteorol%C3%B3gica%20antes%20del%20siglo%20XX" data-url="https%3A%2F%2Fwww.aemet.es%2Fdocumentos%2Fes%2Fconocermas%2Frecursos_en_linea%2Fpublicaciones_y_estudios%2Fpublicaciones%2FFisica_del_caos_en_la_predicc_meteo%2F03_Perspectiva_historica_de_la_prediccion_meteorologica_antes_del_siglo_XX.pdf">Agencia Estatal de Meteorología. (2009). <a href="https://www.aemet.es/documentos/es/conocermas/recursos_en_linea/publicaciones_y_estudios/publicaciones/Fisica_del_caos_en_la_predicc_meteo/03_Perspectiva_historica_de_la_prediccion_meteorologica_antes_del_siglo_XX.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Física del caos en la predicción meteorológica: Perspectiva histórica de la predicción meteorológica antes del siglo XX</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/galileu-galilei-mede-o-que-for-mensuravel-e-torna-mensuravel-o-que-nao-o-for.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os gigantes de betão voltam a guardar o futuro: dos cereais à energia renovável]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-gigantes-de-betao-voltam-a-guardar-o-futuro-dos-cereais-a-energia-renovavel.html</link><pubDate>Tue, 18 Aug 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Durante décadas alimentaram um país. Agora, antigos silos agrícolas da Península Ibérica preparam-se para armazenar energia renovável e voltar a desempenhar um papel estratégico.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-gigantes-de-betao-voltam-a-guardar-o-futuro-dos-cereais-a-energia-renovavel-1787059442779.jpg" data-image="xz0jr89vkz3x" alt="Silo de Évora" title="Silo de Évora"><figcaption>O silo de Évora é um dos exemplos mais emblemáticos da rede nacional de armazenamento de cereais construída na segunda metade do século XX. Foto: João Manita/reprodução do Facebook</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Durante décadas, desempenharam uma função essencial <strong>junto às linhas férreas</strong>, nos arredores das cidades e no coração das grandes planícies agrícolas. Enormes depósitos de betão, os <strong>silos de cereais</strong> garantiram a segurança alimentar do país. </p><p>Quando o setor agrícola mudou e os sistemas de armazenamento evoluíram, boa parte deles ficou vazia. Mas<strong> permaneceram</strong><strong> na </strong><strong>paisagem </strong>como testemunhos de um tempo em que Portugal media a abundância em toneladas de trigo.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Hoje, quando a Europa enfrenta um desafio muito diferente, estes gigantes adormecidos podem voltar a ter uma missão. Não para armazenar alimento, mas para guardar energia.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>É essa a proposta do projeto transfronteiriço <strong>THESILO</strong>, que pretende transformar <strong>antigos silos industriais abandonados de Portugal e Espanha</strong> em grandes baterias térmicas capazes de armazenar o excedente produzido pelas energias renováveis. </p><p>A iniciativa surge numa altura em que a capacidade de produzir eletricidade limpa cresce mais rapidamente do que a capacidade de a utilizar, tornando o <strong>armazenamento</strong> um dos maiores <strong>desafios</strong> da <strong>transição</strong> <strong>energética</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-gigantes-de-betao-voltam-a-guardar-o-futuro-dos-cereais-a-energia-renovavel-1787059596694.jpg" data-image="2gpag8ls2q5u" alt="Silo de Portalegre" title="Silo de Portalegre"><figcaption>O silo de Portalegre assegurava o armazenamento e o transporte ferroviário de cereais do Alto Alentejo. Foto: Nuno Morão, Portugal – Estação de Portalegre, 2008, CC BY-SA 2.0, Wikimedia Commons</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>O projeto, liderado pelo Centro Ibérico de Investigação em Armazenamento de Energia (CIIAE), envolve a <strong>Extremadura</strong>, o <strong>Alentejo</strong> e a região <strong>Centro de Portugal</strong> e pretende avaliar o potencial de cerca de <strong>1.050 silos desativados</strong> distribuídos pela euro-região EUROACE. </p><p>Em vez de demolir estas estruturas, a ideia passa por lhes dar uma nova função, aproveitando a sua robustez e localização estratégica para criar uma <strong>solução</strong> de armazenamento <strong>energeticamente eficiente</strong> e ambientalmente sustentável.</p><h2>De armazéns de cereais a baterias térmicas</h2><p>Em regiões com forte produção solar, como a Extremadura ou o Alentejo, há períodos em que a <strong>eletricidade produzida</strong> pelos painéis fotovoltaicos <strong>excede a capacidade da rede elétrica para a absorver.</strong> Em vez de desperdiçar essa energia, o THESILO propõe convertê-la em calor através de resistências de alta eficiência.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="705377" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/soberania-alimentar-de-portugal-governo-lanca-estrategia-cereais-para-fomentar-a-autonomia-alimentar-do-pais.html" title="Soberania alimentar de Portugal. Governo lança Estratégia +CEREAIS para fomentar a autonomia alimentar do país">Soberania alimentar de Portugal. Governo lança Estratégia +CEREAIS para fomentar a autonomia alimentar do país</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/soberania-alimentar-de-portugal-governo-lanca-estrategia-cereais-para-fomentar-a-autonomia-alimentar-do-pais.html" title="Soberania alimentar de Portugal. Governo lança Estratégia +CEREAIS para fomentar a autonomia alimentar do país"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/soberania-alimentar-de-portugal-governo-lanca-estrategia-cereais-1744310497493_320.jpg" alt="Soberania alimentar de Portugal. Governo lança Estratégia +CEREAIS para fomentar a autonomia alimentar do país"></a></article></aside><p>Esse <strong>calor</strong> será depois armazenado no interior dos antigos silos recorrendo a <strong>materiais de baixo custo</strong> e elevada resistência térmica, como resíduos reciclados de pedreiras, subprodutos industriais e materiais provenientes da demolição de edifícios. Quando necessário, essa <strong>energia poderá ser utilizada para abastecer a indústria agroalimentar e outras atividades económicas</strong> das comunidades vizinhas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O primeiro passo será dado em Torremocha, na província espanhola de Cáceres, onde um antigo silo municipal servirá de laboratório em condições reais. Até ao final de 2028, os investigadores irão avaliar não apenas o desempenho técnico da solução, mas também a sua viabilidade económica, ambiental e regulamentar.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Mais do que desenvolver uma nova tecnologia, o projeto procura responder a uma pergunta cada vez mais atual: <strong>será possível reutilizar infraestruturas existentes para acelerar a transição energética, reduzindo custos e evitando novas construções?</strong> A resposta poderá estar escondida em edifícios que muitos julgavam condenados ao esquecimento.</p><h2>Um regresso inesperado num momento de incerteza</h2><p>Enquanto investigadores portugueses e espanhóis estudam a possibilidade de transformar antigos silos em baterias térmicas, Portugal prepara-se para lhes devolver outra das funções para as quais nasceram.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O Governo pretende investir cerca de 200 milhões de euros na criação de reservas estratégicas de alimentos, um plano que prevê a recuperação de parte destas infraestruturas e a construção de novos silos para armazenar cereais e outros produtos considerados essenciais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A iniciativa surge num contexto em que a pandemia, a guerra na Ucrânia, os <strong>fenómenos meteorológicos </strong><strong>extremos </strong>e o grande apagão elétrico registado na Península Ibérica reforçaram as preocupações com a segurança do abastecimento. </p><p>Ao contrário de vários países europeus, <strong>Portugal nunca desenvolveu um sistema robusto de reservas alimentares para responder a emergências</strong>. Agora pretende fazê-lo, recorrendo precisamente a algumas das estruturas que durante décadas asseguraram o armazenamento de trigo e outros cereais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="680494" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/reduzir-a-inseguranca-alimentar-e-o-impacto-ambiental-da-producao-alimentar-com-a-eletro-agricultura.html" title="Reduzir a insegurança alimentar e o impacto ambiental da produção alimentar com a “eletro-agricultura'">Reduzir a insegurança alimentar e o impacto ambiental da produção alimentar com a “eletro-agricultura"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/reduzir-a-inseguranca-alimentar-e-o-impacto-ambiental-da-producao-alimentar-com-a-eletro-agricultura.html" title="Reduzir a insegurança alimentar e o impacto ambiental da produção alimentar com a “eletro-agricultura'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/reducing-food-insecurity-and-the-environmental-impact-of-food-production-with-electro-agriculture-1730031784206_320.jpg" alt="Reduzir a insegurança alimentar e o impacto ambiental da produção alimentar com a “eletro-agricultura'"></a></article></aside><p>A proposta, apresentada pela Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares (FIPA), prevê um modelo em que operadores privados mantenham determinados níveis de <strong>reservas estratégicas</strong> mediante compensação financeira do Estado. </p><p>Embora ainda não estejam definidos os locais nem a dimensão das reservas, os <strong>cereais</strong> deverão assumir um papel central, acompanhados por algumas <strong>oleaginosas</strong> e outros <strong>alimentos de primeira necessidade</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-gigantes-de-betao-voltam-a-guardar-o-futuro-dos-cereais-a-energia-renovavel-1787059864696.jpg" data-image="oxjpwk7xmfyj" alt="Silo de Alcácer do Sal" title="Silo de Alcácer do Sal"><figcaption>O silo de Alcácer do Sal recorda a importância do município na produção e distribuição de arroz e cereais. Foto: Nuno Morão, Lisboa – Estação de Alcácer do Sal, 2009, CC BY-SA 2.0, Wikimedia Commons</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Portugal acompanha, assim, uma <strong>tendência</strong> que se tem vindo a consolidar na <strong>Europa</strong>. Países como a Alemanha, a Finlândia, a Noruega, a Suécia ou a Suíça reforçaram, nos últimos anos, os seus sistemas de armazenamento estratégico, procurando preparar-se para <strong>crises prolongadas</strong> que possam comprometer o abastecimento alimentar.</p><h2>Um património que voltou a fazer sentido</h2><p>Durante muito tempo, os silos foram encarados como vestígios de um modelo agrícola ultrapassado. A <strong>substituição das grandes estruturas de betão por silos metálicos</strong> mais eficientes e a transformação do setor cerealífero conduziram à desativação de muitos destes edifícios.</p><p>Mas o que parecia ser apenas património industrial ganhou, inesperadamente, uma <strong>nova atualidade</strong>. No caso do THESILO, o objetivo é armazenar o excedente da energia produzida pelo Sol para abastecer comunidades e indústria.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="738550" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/crise-climatica-e-fome-secas-e-inundacoes-extremas-comprometem-a-seguranca-alimentar-de-700-milhoes-de-pessoas.html" title="Crise climática e fome: secas e inundações extremas comprometem a segurança alimentar de 700 milhões de pessoas">Crise climática e fome: secas e inundações extremas comprometem a segurança alimentar de 700 milhões de pessoas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/crise-climatica-e-fome-secas-e-inundacoes-extremas-comprometem-a-seguranca-alimentar-de-700-milhoes-de-pessoas.html" title="Crise climática e fome: secas e inundações extremas comprometem a segurança alimentar de 700 milhões de pessoas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/crisis-climatica-y-hambre-sequias-e-inundaciones-extremas-danan-la-seguridad-alimentaria-de-700-millones-de-personas-1762189614792_320.png" alt="Crise climática e fome: secas e inundações extremas comprometem a segurança alimentar de 700 milhões de pessoas"></a></article></aside><p>No plano do Governo português, a prioridade passa por <strong>reforçar a capacidade</strong> de resposta perante eventuais <strong>ruturas no fornecimento de alimentos</strong>. São estratégias distintas, mas ambas partem da mesma convicção: reutilizar infraestruturas existentes pode ser mais inteligente, mais económico e mais sustentável do que começar do zero.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-gigantes-de-betao-voltam-a-guardar-o-futuro-dos-cereais-a-energia-renovavel-1787059980384.jpg" data-image="10yz5902bowo" alt="silo de Valencia de Alcántara" title="silo de Valencia de Alcántara"><figcaption>Inaugurado em 1957, o silo de Valencia de Alcántara servia a ligação ferroviária entre a Estremadura espanhola e o Alto Alentejo. Foto: Mentxuwiki, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Durante décadas, aqueles colossos de betão guardaram aquilo que permitia <strong>alimentar um país</strong>. Quando deixaram de ser necessários, permaneceram na paisagem, como se aguardassem um novo propósito.</p><p>Esse momento chegou agora com uma parte dos edifícios a voltar a encher-se de cereais e outra a armazenar calor produzido pelas energias renováveis. Em comum, mantêm a missão de <strong>preservar recursos essenciais</strong> para enfrentar tempos de incerteza.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ag%C3%AAncia%20Regional%20de%20Energia%20e%20Ambiente%20do%20Norte%20Alentejano%20e%20Tejo" data-year="" data-title="THESILO%20%E2%80%93%20Armazenamento%20de%20energia%20t%C3%A9rmica%20em%20silos.%20Reutiliza%C3%A7%C3%A3o%20de%20silos%20de%20cereais%20como%20baterias%20t%C3%A9rmicas%20para%20o%20armazenamento%20de%20energia%20renov%C3%A1vel" data-url="https%3A%2F%2Fwww.areanatejo.pt%2Fthesilo-armazenamento-de-energia-termica-em-silos-reutilizacao-de-silos-de-cereais-como-baterias-termicas-para-o-armazenamento-de-energia-renovavel%2F">Agência Regional de Energia e Ambiente do Norte Alentejano e Tejo. <a href="https://www.areanatejo.pt/thesilo-armazenamento-de-energia-termica-em-silos-reutilizacao-de-silos-de-cereais-como-baterias-termicas-para-o-armazenamento-de-energia-renovavel/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">THESILO – Armazenamento de energia térmica em silos. Reutilização de silos de cereais como baterias térmicas para o armazenamento de energia renovável</a>.</cite><br><cite data-author="Ana%20Sanlez" data-year="" data-title="Como%20Portugal%20prepara%20reservas%20de%20alimentos%20para%20crises.%20Jornal%20Observador." data-url="https%3A%2F%2Fobservador.pt%2Fespeciais%2Fcereais-e-sardinha-em-lata-como-portugal-esta-a-preparar-reservas-de-alimentos-para-enfrentar-grandes-crises%2F">Ana Sanlez. <a href="https://observador.pt/especiais/cereais-e-sardinha-em-lata-como-portugal-esta-a-preparar-reservas-de-alimentos-para-enfrentar-grandes-crises/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Como Portugal prepara reservas de alimentos para crises. Jornal Observador.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-gigantes-de-betao-voltam-a-guardar-o-futuro-dos-cereais-a-energia-renovavel.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Descobrem um meteorito de Marte com 1 273 milhões de anos que revela um segredo do planeta vermelho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/descobrem-um-meteorito-de-marte-com-1-273-milhoes-de-anos-que-revela-um-segredo-do-planeta-vermelho.html</link><pubDate>Tue, 18 Aug 2026 15:11:42 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um meteorito marciano descoberto na Argélia apresenta uma composição isotópica nunca antes observada noutras rochas de Marte. Esta descoberta permite estudar uma fase pouco conhecida da sua evolução geológica.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/descubren-un-meteorito-de-marte-de-1-273-millones-de-anos-que-revela-un-secreto-del-planeta-rojo-1786378349520.jpg" data-image="054gd20xsa5h" alt="Marte planeta rojo meteorito" title="Marte planeta rojo meteorito"><figcaption>Até agora, só foram identificados cerca de 400 meteoritos marcianos.</figcaption></figure><p> Um meteorito proveniente de Marte acaba de fornecer uma peça inesperada para <strong>reconstruir a história geológica do planeta vermelho</strong>. Cientistas do Boston College determinaram que uma rocha descoberta no Norte de África tem aproximadamente 1 273 milhões de anos e, além disso, provém de uma região de Marte <strong>cuja composição parece ter permanecido praticamente intacta desde os primórdios do planeta</strong>. </p><p> O estudo, publicado na revista <em>Geochimica et Cosmochimica Acta</em>, analisa o meteorito conhecido como <strong>Northwest Africa (NWA) 13441</strong><strong>, encontrado na Argélia em 2019</strong>. A sua importância não reside apenas na sua idade. A rocha apresenta uma assinatura isotópica que <strong>não tinha sido detetada noutros meteoritos marcianos do mesmo tipo </strong>e poderá oferecer novas pistas sobre o interior primitivo de Marte. </p><p> As amostras de origem marciana são extremamente difíceis de obter. Para que uma rocha de Marte chegue à Terra, tem de ser expelida da superfície pelo impacto de outro corpo, atravessar o espaço e, finalmente, sobreviver à entrada na nossa atmosfera. </p><div class="texto-destacado"><strong> Por isso, até agora, só foram identificados cerca de 400 meteoritos marcianos. </strong></div><p>O problema é que este conjunto de amostras apresenta <strong>importantes limitaçõe</strong><strong>s</strong>. </p><h2>Um vazio de quase 2 000 milhões de anos</h2><p>A maioria dos meteoritos marcianos pertence a um grupo de rochas ígneas denominado <strong>shergottitas</strong>. As amostras deste tipo que foi possível datar são, na sua grande maioria, <strong>muito mais jovens do que 600 milhões de anos</strong>.</p><p>No outro extremo, encontram-se algumas <strong>shergottitas com cerca de 2.400 milhões de anos</strong>. Entre ambos os períodos existia uma <strong>enorme lacuna de informação de aproximadamente 1.800 milhões de anos</strong>, durante a qual os cientistas praticamente não dispunham de amostras deste grupo para reconstruir a atividade geológica de Marte.</p><h2>O novo meteorito situa-se precisamente nesse intervalo</h2><p>"As características deste meteorito foram absolutamente surpreendentes. <strong>Nenhum outro meteorito marciano como este tem 1 270 milhões de anos</strong>", explicou Ethan Baxter, professor de Ciências da Terra e Ambientais no Boston College e um dos autores do estudo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/descubren-un-meteorito-de-marte-de-1-273-millones-de-anos-que-revela-un-secreto-del-planeta-rojo-1786378401319.jpg" data-image="5yarw63z90zu" alt="Marte planeta rojo meteorito" title="Marte planeta rojo meteorito"><figcaption>O meteorito, conhecido como Northwest Africa (NWA) 13441, foi encontrado na Argélia em 2019.</figcaption></figure><p>Para estudar o NWA 13441, a equipa recebeu uma <strong>pequena amostra que foi limpa e triturada</strong>, além de uma secção extremamente fina da rocha montada numa lâmina de microscópio. Os investigadores trabalharam em colaboração com cientistas do Scripps Institution of Oceanography e da The Open University, no Reino Unido.</p><p>Através de técnicas de alta precisão baseadas em isótopos radioativos, <strong>conseguiram determinar a idade de cristalização e analisar em pormenor a sua composição química</strong>.</p><h2>Uma assinatura isotópica nunca antes observada noutras shergottitas</h2><p>Um dos elementos-chave do estudo foi o neodímio, um elemento natural pouco abundante que possui sete isótopos. A proporção isotópica encontrada na NWA 13441 coincide com a composição do sistema solar nas suas fases iniciais, algo que <strong>não tinha sido observado em nenhuma outra shergottita conhecida</strong>.</p><p>Esta pista reveste-se de especial importância porque essa composição, denominada condrítica, coincide com a dos meteoritos conhecidos como condritas. Estas rochas representam alguns dos materiais mais primitivos do sistema solar e<strong> formaram-se há cerca de 4 560 milhões de anos</strong>, a partir de agregados de material que ainda não tinham sido submetidos a processos de fusão.</p><p>Segundo os investigadores, encontrar esta assinatura num meteorito marciano indica que uma parte profunda do planeta <strong>pode ter conservado materiais praticamente inalterados durante milhares de milhões de anos</strong>.</p><h2>Uma janela para o interior do Marte primitivo</h2><p>A descoberta também fornece informações sobre <strong>como Marte evoluiu desde a sua formação</strong>. O planeta vermelho terá-se formado muito rapidamente, menos de cinco milhões de anos após o nascimento do sistema solar.</p><p>Ao contrário da Terra, Marte não possui tectónica de placas ativa. Essa diferença é fundamental: ao não reciclar continuamente a sua crosta através de grandes movimentos tectónicos, <strong>algumas composições químicas muito antigas puderam ter ficado preservadas no seu interior</strong>.</p><p>Por isso, <strong>o NWA 13441 pode funcionar como uma verdadeira cápsula do tempo geológica</strong>. A sua composição permite estabelecer novos limites sobre os processos que ocorreram durante as primeiras fases da formação de Marte e, ao mesmo tempo, ajuda a compreender melhor a relação entre as diferentes famílias de meteoritos marcianos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783354" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-simples-fungo-pode-ajudar-a-construir-uma-base-em-marte-a-ciencia-portuguesa-acredita-que-sim.html" title="Um simples fungo pode ajudar a construir uma base em Marte? A ciência portuguesa acredita que sim">Um simples fungo pode ajudar a construir uma base em Marte? A ciência portuguesa acredita que sim</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-simples-fungo-pode-ajudar-a-construir-uma-base-em-marte-a-ciencia-portuguesa-acredita-que-sim.html" title="Um simples fungo pode ajudar a construir uma base em Marte? A ciência portuguesa acredita que sim"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/um-simples-fungo-pode-ajudar-a-construir-uma-base-em-marte-a-ciencia-portuguesa-acredita-que-sim-1786532940282_320.jpg" alt="Um simples fungo pode ajudar a construir uma base em Marte? A ciência portuguesa acredita que sim"></a></article></aside><p>A equipa do Boston College continua a estudar a amostra. As próximas análises procurarão determinar a presença e a distribuição de outros sistemas isotópicos para <strong>estabelecer com maior precisão como é que esta rocha excecional se relaciona com outros materiais provenientes do Marte primitivo</strong>.</p><p>Por enquanto, uma pequena rocha proveniente do planeta vermelho conseguiu algo que, durante décadas, parecia impossível: abrir uma janela para <strong>uma fase de quase 2 000 milhões de anos da história geológica de Marte que permanecia praticamente desconhecida</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Dylan%20M.%20Seal%20et%20al" data-year="2026" data-title="Implications%20for%20martian%20mantle%20reservoirs%20from%20petrogenesis%20of%20the%201.27%20Ga%20olivine-phyric%20shergottite%20Northwest%20Africa%2013441" data-url="https%3A%2F%2Flinkinghub.elsevier.com%2Fretrieve%2Fpii%2FS0016703726004102">Dylan M. Seal et al. (2026). <a href="https://linkinghub.elsevier.com/retrieve/pii/S0016703726004102" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Implications for martian mantle reservoirs from petrogenesis of the 1.27 Ga olivine-phyric shergottite Northwest Africa 13441</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/descobrem-um-meteorito-de-marte-com-1-273-milhoes-de-anos-que-revela-um-segredo-do-planeta-vermelho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Assim será o tempo em Portugal durante a última semana de agosto, segundo o modelo europeu]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/assim-sera-o-tempo-em-portugal-durante-a-ultima-semana-de-agosto-segundo-o-modelo-europeu.html</link><pubDate>Tue, 18 Aug 2026 14:09:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A última semana de agosto traz uma mudança acentuada do padrão térmico em Portugal. Depois de máximas superiores a 40 ºC, o ECMWF aponta para vários dias abaixo da média e para um final de mês potencialmente mais húmido.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/assim-sera-o-tempo-em-portugal-durante-a-ultima-semana-de-agosto-segundo-o-modelo-europeu-1787054227736.jpg" data-image="7nj0ip12bajg" alt="última semana de agosto" title="última semana de agosto"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-397023">Depois do calor, agosto poderá despedir-se com uma mudança significativa. Temperaturas abaixo da média e maior probabilidade de chuva em Portugal, especialmente no Nordeste Transmontano.</figcaption></figure><p>Depois de um início da semana marcado por calor intenso e temperaturas superiores a 40 ºC, o cenário poderá inverter-se o modelo europeu antecipa um arrefecimento expressivo e um final de mês potencialmente mais chuvoso do que o habitual.</p><h2>18 e 19 de agosto o calor ainda domina, sobretudo no Norte</h2><p>Esta terça-feira, dia 18, será ainda marcada por temperaturas muito elevadas, especialmente nas regiões do Norte. As anomalias térmicas poderão atingir valores muito elevados, localmente próximos de <strong>+12 ºC em relação à média climatológica</strong>, enquanto as máximas poderão <strong>ultrapassar os 40 ºC</strong> em alguns pontos do interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/assim-sera-o-tempo-em-portugal-durante-a-ultima-semana-de-agosto-segundo-o-modelo-europeu-1787052369143.jpg" data-image="wb7ix3ta7ylg" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"><figcaption>O Norte concentra as anomalias térmicas mais elevadas, com desvios localmente próximos de +12 ºC. Em contraste, Algarve, sudoeste alentejano e alguns setores do litoral de Setúbal ficam ligeiramente abaixo da média.</figcaption></figure><p>Na quarta-feira, dia 19, o ambiente continuará quente e abafado, embora já seja percetível uma tendência de descida das temperaturas no Norte.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>O cenário é diferente no Algarve, sudoeste alentejano e em alguns setores do litoral de Setúbal, onde as temperaturas poderão ficar ligeiramente abaixo do habitual para esta altura do ano.</p><h2>A partir de quinta-feira, dia 20, o cenário muda</h2><p>A mudança torna-se bastante mais evidente a partir de <strong>quinta-feira, dia 20</strong>. Portugal deverá entrar numa fase caracterizada por anomalias térmicas negativas, abrangendo praticamente todo o território e várias horas do dia.</p><p> O contraste poderá tornar-se particularmente expressivo no domingo, dia 23. Ao final da tarde, o ECMWF projeta anomalias que poderão atingir cerca de <strong>-11 ºC no Nordeste Transmontano</strong>. Isto significa valores de temperatura até 11 ºC inferiores ao que seria climatologicamente esperado naquele local e hora. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/assim-sera-o-tempo-em-portugal-durante-a-ultima-semana-de-agosto-segundo-o-modelo-europeu-1787052529071.jpg" data-image="8dirawct4dpw" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-6424">O arrefecimento poderá intensificar-se no domingo, com anomalias muito negativas no interior Norte. No Nordeste Transmontano, os desvios poderão aproximar-se de -11 ºC em relação ao normal para a hora representada no mapa (19h).</figcaption></figure><p>Entre os dias <strong>20 e 24</strong>, este arrefecimento poderá ainda ser acompanhado por períodos de precipitação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/assim-sera-o-tempo-em-portugal-durante-a-ultima-semana-de-agosto-segundo-o-modelo-europeu-1787052588613.jpg" data-image="pkal1lsmat66" alt="Chuva (mm)" title="Chuva (mm)"><figcaption>A descida das temperaturas poderá ser acompanhada por precipitação mais organizada no domingo, sobretudo no Norte e em alguns setores do Centro.</figcaption></figure><p>Inicialmente, a chuva deverá apresentar um caráter mais fraco e disperso, mas no domingo o modelo europeu sugere precipitação mais organizada, sobretudo nas regiões Norte e Centro.</p><h2>Última semana de agosto poderá ser fresca e mais chuvosa</h2><p>Olhando mais à frente, para o período entre <strong>24 e 31 de agosto</strong>, as previsões sub-sazonais do modelo europeu ECMWF sugerem que o padrão mais fresco poderá prolongar-se durante grande parte da última semana do mês. O sinal de <strong>anomalias negativas de temperatura</strong> mantém-se sobre Portugal Continental, sendo mais evidente no interior Norte e, particularmente, no Nordeste Transmontano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/assim-sera-o-tempo-em-portugal-durante-a-ultima-semana-de-agosto-segundo-o-modelo-europeu-1787052653612.jpg" data-image="s77ayyr3sx29" alt="Anomalia semanal da temperatura" title="Anomalia semanal da temperatura"><figcaption>O sinal sub-sazonal do ECMWF mantém uma última semana de agosto mais fresca do que o habitual, principalmente no Nordeste. No litoral oeste, o sinal é menos robusto.</figcaption></figure><p>Isto significa que, considerando a semana como um todo, <strong>as temperaturas deverão ficar abaixo dos valores climatologicamente habituais para o final de agosto</strong>. Depois do calor muito intenso registado no início desta segunda quinzena, com máximas superiores a 40 ºC em alguns locais, a diferença poderá ser bastante percetível. No entanto, estes mapas representam médias semanais e não excluem a ocorrência de um ou outro dia temporariamente mais quente.</p><div class="texto-destacado">Na <strong>Grande Lisboa e em alguns setores do litoral oeste</strong>, o cenário é menos claro. Estas áreas aparecem a branco no produto sub-sazonal, o que significa que a previsão do ensemble <strong>não apresenta diferenças estatisticamente significativas relativamente à climatologia</strong>. </div><p>Por outras palavras, não existe atualmente um sinal suficientemente robusto para afirmar que a semana será mais quente ou mais fria do que o normal nestas regiões.</p><h2>E a chuva? </h2><p>Também a precipitação merece atenção. O mapa semanal do ECMWF apresenta <strong>anomalias positivas de precipitação em grande parte de Portugal Continental</strong>, sugerindo uma última semana de agosto potencialmente mais húmida do que é habitual nesta altura do ano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/assim-sera-o-tempo-em-portugal-durante-a-ultima-semana-de-agosto-segundo-o-modelo-europeu-1787052824885.jpg" data-image="ovplx5n7tfm3" alt="Anomalia média semanal da precipitação" title="Anomalia média semanal da precipitação"><figcaption>Grande parte do território apresenta sinal de precipitação acima da média, mais expressivo no Norte e Centro. A tendência aponta, por agora, para um final de agosto mais húmido do que o normal.</figcaption></figure><p>O sinal é mais evidente em setores do <strong>Norte e alguns locais do Centro</strong>, onde o modelo aponta para valores semanais que poderão ficar cerca de <strong>10 a 30 mm acima da média climatológica</strong>. Mais a sul, incluindo partes do Alentejo e Algarve, o sinal é menos pronunciado, situando-se geralmente entre <strong>0 e 10 mm acima do normal</strong>.</p><p>É importante, contudo, interpretar estes valores como uma <strong>tendência semanal e não como uma previsão de acumulados concretos para cada local</strong>. A esta distância temporal ainda não é possível determinar em que dias choverá, durante quanto tempo ou se a precipitação estará associada a frentes, aguaceiros ou episódios de instabilidade.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784318" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-grande-ondulacao-do-jato-polar-provocara-uma-mudanca-radical-do-tempo-em-portugal-a-partir-de-quinta-feira.html" title="Uma grande ondulação do jato polar provocará uma mudança radical do tempo em Portugal a partir de quinta-feira">Uma grande ondulação do jato polar provocará uma mudança radical do tempo em Portugal a partir de quinta-feira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-grande-ondulacao-do-jato-polar-provocara-uma-mudanca-radical-do-tempo-em-portugal-a-partir-de-quinta-feira.html" title="Uma grande ondulação do jato polar provocará uma mudança radical do tempo em Portugal a partir de quinta-feira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uma-grande-ondulacao-do-jato-polar-provocara-uma-mudanca-radical-do-tempo-em-portugal-a-partir-de-quinta-feira-1787049182818_320.jpg" alt="Uma grande ondulação do jato polar provocará uma mudança radical do tempo em Portugal a partir de quinta-feira"></a></article></aside><p><strong>O modelo europeu favorece, neste momento, um final de agosto mais fresco e mais húmido do que o habitual em várias regiões de Portugal</strong>, num contraste marcado com o calor intenso que caracterizou o início desta segunda quinzena.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/assim-sera-o-tempo-em-portugal-durante-a-ultima-semana-de-agosto-segundo-o-modelo-europeu.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item></channel></rss>