<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Mon, 02 Nov 2026 12:20:12 +0000</lastBuildDate><pubDate>Mon, 02 Nov 2026 12:20:12 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Marmelo: o fruto de outono que adoça a tradição portuguesa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/marmelo-o-fruto-de-outono-que-adoca-a-tradicao-portuguesa.html</link><pubDate>Mon, 02 Nov 2026 09:37:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Entre pomares e tradições, o marmelo atravessa gerações e continua a marcar o outono português, conquistando um lugar de destaque na agricultura e na gastronomia nacional. Venha saborear melhor este fruto connosco!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/marmelo-o-fruto-de-outono-que-adoca-a-tradicao-portuguesa-1793570653767.jpg" data-image="sd5ggukqm1w8" alt="Marmeleiro" title="Marmeleiro"><figcaption>Com flores delicadas na primavera a frutos dourados no outono, o marmeleiro mantém viva uma tradição antiga dos pomares portugueses.</figcaption></figure><p>Entre os frutos que anunciam a chegada do outono, <strong>o marmelo ocupa um lugar especial</strong>. De aroma intenso, polpa firme e sabor adstringente quando consumido cru, é uma <strong>presença antiga na agricultura portuguesa</strong> e continua a ter um papel importante na gastronomia tradicional.</p><p>A cultura do marmelo <strong>acompanha há séculos a vida rural em Portugal</strong>. O fruto nasce no marmeleiro (<em>Cydonia oblonga</em>), uma <strong>árvore de folha caduca</strong>, da família das rosáceas, a mesma de outras árvores de fruto, como a macieira e a pereira.</p><h2>Um fruto com origens antigas </h2><p>Embora seja originário de regiões da Ásia Ocidental e do Cáucaso, encontrou nas <strong>condições climáticas portuguesas um ambiente favorável ao seu desenvolvimento</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>"O marmeleiro consegue resistir a baixas temperaturas mas precisa de sol para produzir satisfatoriamente." </strong>De acordo com Miguel Boieiro</div><p>O marmeleiro é uma árvore de porte pequeno a médio, relativamente <strong>resistente e adaptável a diferentes tipos de solo</strong>, desde que tenham boa drenagem. Prefere locais soalheiros e necessita de água sobretudo durante os períodos de maior crescimento e formação dos frutos.</p><p>A sua <strong>floração acontece na primavera</strong>, geralmente entre março e maio, com flores solitárias de tonalidade branca ou rosada que atraem insetos polinizadores. Após a floração, começam a desenvolver-se os frutos, que amadurecem no outono.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/marmelo-o-fruto-de-outono-que-adoca-a-tradicao-portuguesa-1793570736632.jpg" data-image="o3boud5f5dxp" alt="Floração na primavera" title="Floração na primavera"><figcaption>Na primavera, o marmeleiro enche-se de delicadas flores brancas ou rosadas, que anunciam o início de um novo ciclo de frutificação.</figcaption></figure><p>A <strong>colheita ocorre habitualmente entre setembro e novembro</strong>, dependendo da região, da variedade e das condições meteorológicas. Quando estão maduros, os marmelos apresentam uma <strong>tonalidade amarela, uma superfície frequentemente coberta por uma fina penugem e um perfume</strong> bastante característico.</p><h2>Da árvore à marmelada: os sabores da nossa tradição </h2><p>Apesar de poder ser consumido fresco, <strong>o marmelo é pouco apreciado em cru devido à sua textura dura e ao sabor adstringente</strong>. É na transformação que revela grande parte do seu potencial.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/marmelo-o-fruto-de-outono-que-adoca-a-tradicao-portuguesa-1793570795321.jpg" data-image="wa65j0peer4v" alt="Marmelada" title="Marmelada"><figcaption>Feita a partir da polpa do marmelo e de açúcar, esta iguaria portuguesa transforma um fruto de outono num dos doces mais emblemáticos da gastronomia nacional.</figcaption></figure><p>Em Portugal, <strong>a marmelada é provavelmente a sua utilização mais conhecida</strong>, mas também é utilizado na preparação de geleias, compotas, doces, xaropes e até em pratos salgados, acompanhando carnes e assados.</p><p>De acordo com o Centro Hortofruticola, da Escola Superior Agrária de Beja, a cultura distingue-se também pela <strong>diversidade de variedades</strong>. Entre as mais conhecidas em Portugal encontram-se a "Portugal", a "Gigante de Vranja" e a "Galega", que apresentam diferenças no tamanho, formato, textura e características da polpa.</p><p>Alguns estudos realizados na Beira Interior têm procurado <strong>identificar e preservar variedades tradicionais</strong>, contribuindo para valorizar um património agrícola que nem sempre recebe a atenção merecida.</p><h2>Os desafios de uma cultura tradicional </h2><p>Embora esta seja uma árvore rústica e relativamente pouco exigente, <strong>o marmeleiro não está livre de desafios</strong>. A qualidade dos frutos depende de fatores como a escolha da variedade, a disponibilidade de água, a fertilidade do solo e o acompanhamento fitossanitário.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="681005" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-mes-de-novembro-e-sinonimo-de-castanhas-assadas.html" title="O mês de novembro é sinónimo de castanhas assadas!">O mês de novembro é sinónimo de castanhas assadas!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-mes-de-novembro-e-sinonimo-de-castanhas-assadas.html" title="O mês de novembro é sinónimo de castanhas assadas!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-mes-de-novembro-e-sinonimo-de-castanhas-assadas-1730396466042_320.jpg" alt="O mês de novembro é sinónimo de castanhas assadas!"></a></article></aside><p>Em Portugal, a cultura continua a ter expressão sobretudo em <strong>pequenas explorações agrícolas, quintais e pomares familiares</strong>, embora existam regiões onde a produção comercial tem vindo a ganhar importância.</p><p>Mais do que uma simples árvore de fruto, o marmeleiro representa uma <strong>ligação entre a agricultura, a paisagem e a memória gastronómica portuguesa</strong>.</p><p>Em tempos em que se procura recuperar variedades tradicionais e valorizar produtos locais, <strong>o marmelo merece voltar a ocupar um lugar de destaque</strong>. Afinal, poucos frutos conseguem transformar um aroma tão característico do outono num dos doces mais emblemáticos da nossa cozinha.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Regato%2C%20M.%20A.%20%20Guerreiro%2C%20I.%20M.%20%20Regato%2C%20J.%20E" data-year="2017" data-title="Estados%20fenol%C3%B3gicos%20do%20marmeleiro" data-url="http%3A%2F%2Fhdl.handle.net%2F10400.8%2F4481">Regato, M. A. Guerreiro, I. M. Regato, J. E. (2017). <a href="http://hdl.handle.net/10400.8/4481" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Estados fenológicos do marmeleiro</a>.</cite><br><cite data-author="Anabela%20Veloso" data-year="2016" data-title="A%20an%C3%A1lise%20de%20terras%20e%20a%20an%C3%A1lise%20foliar%20na%20fertiliza%C3%A7%C3%A3o%20do%20marmeleiro" data-url="https%3A%2F%2Fwww.iniav.pt%2Fdivulgacao%2Fpublicacoes-bd%2Fa-analise-de-terras-e-a-analise-foliar-na-fertilizacao-do-marmeleiro">Anabela Veloso. (2016). <a href="https://www.iniav.pt/divulgacao/publicacoes-bd/a-analise-de-terras-e-a-analise-foliar-na-fertilizacao-do-marmeleiro" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A análise de terras e a análise foliar na fertilização do marmeleiro</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/marmelo-o-fruto-de-outono-que-adoca-a-tradicao-portuguesa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Na Antártida, contar pinguins pode valer 2.500€ por mês]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/na-antartida-contar-pinguins-pode-valer-2-500-por-mes.html</link><pubDate>Mon, 02 Nov 2026 08:21:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Trocar o escritório por uma ilha gelada e receber um ordenado com alojamento e alimentação incluídos. Parece estranho, mas é uma real. E, sim, uma das tarefas é contar pinguins.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/na-antartida-contar-pinguins-pode-valer-2-500-por-mes-1793523611181.jpg" data-image="56c4pp5ur5w8" alt="Pinguins" title="Pinguins"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-325565">Esqueça o trânsito e o escritório. Este emprego tem pinguins e paga até 2.500€ por mês. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Há quem ambicione não ter de sair de casa para trabalhar. Outros preferem ir todos para o escritório. E depois há aqueles que vão até ao continente mais isolado do planeta. </p><p>Do que é que estamos a falar? Uma organização britânica recruta pessoas para passar vários meses na <strong>Antártida, entre gelo, <em>icebergs</em> e centenas de pinguins</strong>. </p><div class="texto-destacado">A remuneração pode chegar aos 2.500 euros mensais, com alojamento, alimentação e equipamento incluídos.</div><p>A proposta é da UK Antarctic Heritage Trust (UKAHT), uma organização dedicada à preservação do património histórico britânico na Antártida. O trabalho decorre em <strong>Port Lockroy</strong>, uma antiga base militar situada na ilha Goudier, junto à Península Antártica, que hoje funciona como museu, loja de recordações e estação de correios.</p><p>Sim, é verdade que as candidaturas para a temporada de 2026/2027 já encerraram. Ainda assim, a organização costuma realizar<strong> recrutamentos sazonais</strong>. Por isso, quem estiver interessado pode começar a acompanhar as próximas oportunidades.</p><h2>Contar pinguins não é a única tarefa</h2><p>A principal particularidade deste emprego está na <strong>variedade de funções</strong>. Uma parte da equipa é responsável por acompanhar uma colónia de pinguins-gentoo que vive na ilha. O trabalho passa por registar ninhos, ovos e crias, permitindo acompanhar a evolução da população e perceber de que forma a presença humana pode influenciar estes animais. Talvez por isso, há quem diga que se <strong>recebe milhares de euros para contar pinguins</strong>. Mas não se deixe enganar. É mais complexo do que isso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/na-antartida-contar-pinguins-pode-valer-2-500-por-mes-1793523882482.jpg" data-image="63fq87sc93jx" alt="Antártida" title="Antártida"><figcaption>O trabalho pode envolver várias funções. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>O programa de monitorização da fauna assinala 30 anos durante a temporada de 2026/2027 e representa uma <strong>importante fonte de informação sobre a vida destas aves</strong>.</p><p>E, não, as 9 horas de trabalho diárias não são passadas a observar pinguins. Os trabalhadores também<strong> recebem turistas</strong> que chegam à ilha a bordo de navios de cruzeiro,<strong> ajudam a gerir a loja de recordações</strong>, <strong>tratam da correspondência</strong> e <strong>asseguram a limpeza e manutenção das instalações</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="755590" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/quer-passar-o-proximo-verao-a-cuidar-de-gatos-numa-ilha-grega-saiba-como.html" title="Quer passar o próximo verão a cuidar de gatos numa ilha grega? Saiba como">Quer passar o próximo verão a cuidar de gatos numa ilha grega? Saiba como</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/quer-passar-o-proximo-verao-a-cuidar-de-gatos-numa-ilha-grega-saiba-como.html" title="Quer passar o próximo verão a cuidar de gatos numa ilha grega? Saiba como"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quer-passar-o-proximo-verao-a-cuidar-de-gatos-numa-ilha-grega-saiba-como-1771846586178_320.jpg" alt="Quer passar o próximo verão a cuidar de gatos numa ilha grega? Saiba como"></a></article></aside><p>“Os membros da equipa recebem turistas, ajudam a gerir uma loja de recordações, tratam da correspondência e asseguram a manutenção das instalações”, nota a revista ‘Versa’.</p><div class="texto-destacado">Um dos espaços mais conhecidos é a Penguin Post Office, uma estação de correios bastante invulgar de onde seguem dezenas de milhares de postais todos os anos para diferentes partes do mundo. </div><p>Port Lockroy tem também uma<strong> história interessante</strong>. A base foi criada em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial, e funcionou posteriormente como estação científica britânica. Depois de ter sido restaurada, abriu ao público em 1996, tornando-se um dos pontos de interesse para quem visita a Península Antártica.</p><h2>Salário até 2.500€, mas não espere grandes luxos</h2><p>A remuneração anunciada nos recrutamentos mais recentes varia consoante a função, situando-se entre 1.449 e 2.096 libras por mês, o equivalente a aproximadamente <strong>1.700 a 2.500 euros</strong>.</p><p>Além do ordenado, a organização assegura alojamento, alimentação, equipamento adequado às condições meteorológicas e deslocações relacionadas com a expedição. </p><div class="texto-destacado">Os contratos incluem um período de preparação e formação, a estadia na Antártida e as tarefas posteriores ao regresso.</div><p>Admitimos que o pacote parece bastante apelativo, sobretudo para quem está habituado a fazer contas à renda, ao supermercado e às despesas mensais. No entanto,<strong> há algumas contrapartidas</strong> que convém conhecer antes de trocar a rotina habitual por esta aventura.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/na-antartida-contar-pinguins-pode-valer-2-500-por-mes-1793524093651.jpg" data-image="m4xlkxbxk3jm" alt="Antártida" title="Antártida"><figcaption>Estará pronto para o desafio? Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>É que a base não tem água corrente nem sanitas com autoclismo. Aliás, a água potável chega através dos navios que abastecem a ilha e é transportada em recipientes, pelo que <strong>a sua utilização tem de ser cuidadosamente gerida</strong>. </p><div class="texto-destacado">Os banhos são limitados e podem mesmo passar vários dias sem que exista oportunidade para tomar um duche.</div><p>O alojamento também é simples, com<strong> quartos partilhados e beliches</strong>. A alimentação é preparada pela própria equipa e recorre sobretudo a produtos secos e enlatados, transportados para a ilha. Isto porque não há frigoríficos, o que exige que só se consiga comer aquilo que possa ser mantido à temperatura ambiente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="750140" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-calor-da-antartica-esta-forcando-os-pinguins-a-anteciparem-sua-epoca-de-reproducao-o-que-alarma-cientistas.html" title="O calor da Antártida está a forçar os pinguins a anteciparem a sua época de reprodução, o que alarma os cientistas">O calor da Antártida está a forçar os pinguins a anteciparem a sua época de reprodução, o que alarma os cientistas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-calor-da-antartica-esta-forcando-os-pinguins-a-anteciparem-sua-epoca-de-reproducao-o-que-alarma-cientistas.html" title="O calor da Antártida está a forçar os pinguins a anteciparem a sua época de reprodução, o que alarma os cientistas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-cambio-climatico-esta-alterando-la-temporada-de-reproduccion-de-los-pinguinos-y-pone-en-riesgo-su-sobrevivencia-1768859038334_320.jpg" alt="O calor da Antártida está a forçar os pinguins a anteciparem a sua época de reprodução, o que alarma os cientistas"></a></article></aside><p>Além disso, a eletricidade é limitada e a ligação ao exterior depende dos meios de comunicação disponíveis na base.</p><p>Há ainda outra particularidade: durante o verão austral, <strong>os dias podem ter praticamente 24 horas de luz natural</strong>. Dormir com tanta claridade pode exigir alguma habituação, mesmo para quem não tem dificuldade em acordar cedo.</p><h2>Nem toda a gente está preparada para viver na Antártida</h2><p>Gostar de animais e ter vontade de conhecer lugares diferentes são bons pontos de partida, mas não chegam para conseguir este emprego. Apesar de uma das poucas condições é ser maior de 18 anos, a organização diz <strong>procurar candidatos com capacidade de adaptação, espírito de equipa e resistência física</strong>.</p><p>Entre as tarefas estão transportar recipientes de água com cerca de 20 quilos, levantar caixas, retirar neve e ajudar nas operações de desembarque. Também é necessário estar preparado para viver durante vários meses num espaço reduzido, com poucas pessoas e sem as comodidades habituais.</p><p>Existe ainda uma condição importante para quem pensa candidatar-se a partir de Portugal. Apesar de aceitar candidatos de outras nacionalidades, a UK Antarctic Heritage Trust exige que estes tenham <strong>autorização para trabalhar no Reino Unido e residam no país </strong>durante o processo de seleção. A organização não assegura vistos de trabalho.</p><div class="texto-destacado">Para a temporada de 2026/2027, as vagas já foram preenchidas. Quem quiser tentar a sorte numa próxima edição deve acompanhar a página oficial de recrutamento da organização.Os contratos têm duração de seis meses.</div><p>“A organização recorda que a experiência é exigente, mas também oferece a oportunidade de conhecer uma das regiões mais isoladas do planeta e participar na preservação do seu património natural e histórico”, escreve o ‘Executive Digest’.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Versa%2C%20Sim%C3%B5es%2C%20R" data-year="2026" data-title="Este%20trabalho%20na%20Ant%C3%A1rtida%20paga%20at%C3%A9%202.500%20euros%20por%20m%C3%AAs%20e%20inclui%20alojamento%20e%20despesas" data-url="https%3A%2F%2Fversa.iol.pt%2Fsalario%2Ftrabalho%2Feste-trabalho-na-antartida-paga-ate-2-500-euros-por-mes-e-inclui-alojamento-e-despesas%2F20261017%2F6ad2448d0cf2e5e7f37ca16f">Versa, Simões, R. (2026). <a href="https://versa.iol.pt/salario/trabalho/este-trabalho-na-antartida-paga-ate-2-500-euros-por-mes-e-inclui-alojamento-e-despesas/20261017/6ad2448d0cf2e5e7f37ca16f" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Este trabalho na Antártida paga até 2.500 euros por mês e inclui alojamento e despesas</a>.</cite><br><cite data-author="Executive%20Digest%2C%20Laranjeira%2C%20F" data-year="2026" data-title="Contar%20pinguins%20e%20ganhar%20at%C3%A9%202.500%20euros%3A%20provavelmente%20o%20emprego%20mais%20invulgar%20do%20mundo%20est%C3%A1%20dispon%C3%ADvel" data-url="https%3A%2F%2Fexecutivedigest.sapo.pt%2Fcontar-pinguins-e-ganhar-ate-2-500-euros-provavelmente-o-emprego-mais-invulgar-do-mundo-esta-disponivel%2F">Executive Digest, Laranjeira, F. (2026). <a href="https://executivedigest.sapo.pt/contar-pinguins-e-ganhar-ate-2-500-euros-provavelmente-o-emprego-mais-invulgar-do-mundo-esta-disponivel/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Contar pinguins e ganhar até 2.500 euros: provavelmente o emprego mais invulgar do mundo está disponível</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/na-antartida-contar-pinguins-pode-valer-2-500-por-mes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Açores e Madeira sob influência de uma depressão atlântica: saiba onde vai chover até 8 de novembro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-e-madeira-sob-influencia-de-uma-depressao-atlantica-saiba-onde-vai-chover-ate-8-de-novembro.html</link><pubDate>Mon, 02 Nov 2026 07:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Até 8 de novembro, o tempo nos Açores e na Madeira ficará marcado por uma sucessão de superfícies frontais e pelo impacto de uma depressão atlântica, trazendo episódios de chuva forte e vento.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbssap6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbssap6.jpg" id="xbssap6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nesta primeira semana de novembro, o estado do tempo nas regiões insulares será condicionado por uma <strong>extensa e profunda região depressionária</strong> centrada no Atlântico, junto ao arquipélago açoriano. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-e-madeira-sob-a-influencia-de-depressao-atlantica-saiba-onde-vai-chover-ate-8-de-novembro-1793576390180.jpg" data-image="lcod44ln2z9f" alt="Temperatura no arquipélago dos Açores na segunda-feira, 2 de novembro, às 14:00." title="Temperatura no arquipélago dos Açores na segunda-feira, 2 de novembro, às 14:00."><figcaption>Temperatura no arquipélago dos Açores na segunda-feira, 2 de novembro, às 14:00. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Esta configuração atmosférica promoverá o <strong>transporte contínuo de ar marítimo, ameno e muito húmido</strong>, garantindo um padrão instável com passagens frontais sucessivas, momentos abafados e episódios de precipitação pontualmente intensa em ambos os arquipélagos ao longo da semana.</p><h2> Arranque da semana: chuva no Grupo Ocidental açoriano e na costa oeste da Madeira </h2><p>Na segunda-feira, dia 2 de novembro, o tempo nos Açores caracterizar-se-á por <strong>chuva persistente até ao final da tarde nas ilhas do Corvo e das Flores</strong>, ocorrendo também precipitação pontual nos pontos mais elevados da Terceira e de São Miguel. As temperaturas máximas apresentarão valores amenos: 23 ºC nas Flores e em São Jorge, 22 ºC em Santa Maria, 21 ºC no Corvo, Angra do Heroísmo e Ponta Delgada, e 20 ºC no Pico e na Graciosa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-e-madeira-sob-a-influencia-de-depressao-atlantica-saiba-onde-vai-chover-ate-8-de-novembro-1793576464637.jpg" data-image="m5p0venf5u8y" alt="Previsão de chuva para a Madeira à 12:00 de segunda-feira, 2 de novembro." title="Previsão de chuva para a Madeira à 12:00 de segunda-feira, 2 de novembro."><figcaption>Previsão de chuva para a Madeira à 12:00 de segunda-feira, 2 de novembro. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Na Madeira, <strong>perspectiva-se chuva fraca a partir das 12:00 no Porto Santo e na costa oeste da ilha da Madeira</strong>, com incidência pontual até ao fim da tarde, registando-se 22 ºC no Funchal e 23 ºC na Calheta. </p><div class="texto-destacado"><p>Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</p></div><p>Na terça-feira, dia 3, a precipitação nos Açores afetará o Grupo Ocidental e o Grupo Central durante a manhã, com <strong>maior persistência nas ilhas do Pico, Faial e São Jorge</strong>, registando-se às 18:00 temperaturas de 22 ºC em Ponta Delgada, 21 ºC na Horta e 20 ºC em Angra do Heroísmo.</p><p><strong>A chuva regressará na madrugada de 3 de novembro ao Porto Santo e à vertente norte da ilha da Madeira</strong>. Por volta do meio-dia, uma corrente de noroeste reativará a precipitação no Porto Santo e na zona oeste da Madeira, mantendo-se nas zonas montanhosas e vertente sudeste até ao final da tarde, com os termómetros a marcarem 19 ºC no Funchal e 18 ºC em Santana. </p><h2>Mudança a meio da semana: chuva forte em São Miguel e trégua temporária na Madeira </h2><p>Na quarta-feira, dia 4, o regresso da chuva aos Açores dar-se-á pelas 16:00 no Grupo Ocidental, afetando de seguida o Grupo Central, podendo manter-se ao longo da noite e madrugada. <strong>Na Madeira, prevê-se o regresso de chuva fraca a grande parte da ilha ao início da tarde</strong>, com persistência na vertente norte até ao final do dia. As máximas situar-se-ão nos 20 ºC no Funchal e 22 ºC na Calheta. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-e-madeira-sob-a-influencia-de-depressao-atlantica-saiba-onde-vai-chover-ate-8-de-novembro-1793576543505.jpg" data-image="4fra20iqrxw0" alt="Previsão de chuva forte na ilha de São Miguel e Santa Maria na madrugada de quinta-feira, 5 de novembro, com pico de 6,5 mm/h em Ribeira Grande." title="Previsão de chuva forte na ilha de São Miguel e Santa Maria na madrugada de quinta-feira, 5 de novembro, com pico de 6,5 mm/h em Ribeira Grande."><figcaption>Previsão de chuva forte na ilha de São Miguel e Santa Maria na madrugada de quinta-feira, 5 de novembro, com pico de 6,5 mm/h em Ribeira Grande. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p><em> </em>A madrugada de quinta-feira, dia 5, trará o episódio de precipitação mais intenso da semana ao Grupo Oriental dos Açores. <strong>Antecipa-se chuva forte em toda a ilha de São Miguel</strong>, com taxas de acumulação entre 5 mm/h e 6 mm/h (com destaque para Ribeira Grande e Ponta Delgada). <strong>Em Santa Maria, os registos poderão atingir 2 mm/h, mantendo-se a precipitação até meio da tarde</strong>. Em contraste, a quinta-feira na Madeira será de trégua, sem previsão de chuva e com subida das temperaturas máximas até aos 22 ºC no Funchal e 24 ºC na Calheta. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-e-madeira-sob-a-influencia-de-depressao-atlantica-saiba-onde-vai-chover-ate-8-de-novembro-1793576592025.jpg" data-image="fyct5v2c3c8f" alt="Temperatura na Madeira às 12:00 de sexta-feira, 6 de novembro, registando máximas amenas de 23 ºC no Porto Moniz e Calheta sob um fluxo húmido de Sudoeste." title="Temperatura na Madeira às 12:00 de sexta-feira, 6 de novembro, registando máximas amenas de 23 ºC no Porto Moniz e Calheta sob um fluxo húmido de Sudoeste."><figcaption>Temperatura na Madeira às 12:00 de sexta-feira, 6 de novembro, registando máximas amenas de 23 ºC no Porto Moniz e Calheta sob um fluxo húmido de Sudoeste. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p><strong>Na sexta-feira, 6 de novembro, uma corrente vinda de oeste varrerá o arquipélago dos Açores:</strong> afetará de madrugada o Grupo Ocidental, ao início da manhã o Grupo Central e ao final da manhã o Grupo Oriental, com precipitação persistente em todas as ilhas. Na Madeira, a chegada de uma corrente de sudoeste trará <strong>chuva a partir das 09:00, persistindo durante todo o dia sob ambiente abafado (21 ºC no Funchal e 23 ºC no Porto Moniz)</strong>. </p><h2> Fim de semana de 7 e 8 de novembro: depressão atlântica intensifica a instabilidade </h2><p>No sábado, dia 7 de novembro, a aproximação e consolidação da extensa depressão atlântica no oceano ditará um agravamento do estado do tempo nos dois arquipélagos. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-e-madeira-sob-a-influencia-de-depressao-atlantica-saiba-onde-vai-chover-ate-8-de-novembro-1793576703632.jpg" data-image="7i0vgixxhvi8" alt="Previsão da chuva para os Açores no sábado, 7 de novembro, às 12:00, precipitação contínua associada à depressão atlântica." title="Previsão da chuva para os Açores no sábado, 7 de novembro, às 12:00, precipitação contínua associada à depressão atlântica."><figcaption>Previsão da chuva para os Açores no sábado, 7 de novembro, às 12:00, precipitação contínua associada à depressão atlântica. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored.</figcaption></figure><p>Nos Açores, a chuva manter-se-á contínua ao longo de todo o dia em praticamente todas as ilhas sob a influência do centro depressionário. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796199" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-8-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir.html" title="Tempo em Portugal continental até domingo, 8 de novembro: veja como as temperaturas e a chuva irão evoluir">Tempo em Portugal continental até domingo, 8 de novembro: veja como as temperaturas e a chuva irão evoluir</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-8-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir.html" title="Tempo em Portugal continental até domingo, 8 de novembro: veja como as temperaturas e a chuva irão evoluir"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-8-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir-1793536972738_320.jpg" alt="Tempo em Portugal continental até domingo, 8 de novembro: veja como as temperaturas e a chuva irão evoluir"></a></article></aside><p><strong>Na Madeira, o sábado ficará marcado por um episódio de chuva forte generalizada a todo o arquipélago</strong>. Apesar da intensidade da chuva, a origem marítima do ar manterá as temperaturas diurnas amenas, oscilando entre os 20 ºC no Funchal e os 21 ºC no Porto Santo e Calheta, e 16 ºC nas zonas montanhosas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-e-madeira-sob-a-influencia-de-depressao-atlantica-saiba-onde-vai-chover-ate-8-de-novembro-1793576757230.jpg" data-image="btqulwuqfspj" alt="Previsão da precipitação sábado, 7 de novembro, às 09:00, pico de chuva forte na ilha da Madeira e Porto Santo." title="Previsão da precipitação sábado, 7 de novembro, às 09:00, pico de chuva forte na ilha da Madeira e Porto Santo."><figcaption>Previsão da precipitação sábado, 7 de novembro, às 09:00, pico de chuva forte na ilha da Madeira e Porto Santo. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored.</figcaption></figure><p>Para domingo, 8 de novembro, a depressão atlântica continuará posicionada nas imediações do arquipélago dos Açores. Esta proximidade ao centro do sistema garantirá a manutenção de um cenário de vincada instabilidade atmosférica, com aguaceiros frequentes, vento forte e mar agitado no arquipélago açoriano.</p><p>Já na Madeira, prevê-se uma redução progressiva da intensidade da precipitação a partir da tarde de domingo, embora mantendo a agitação marítima e a cobertura de nuvens.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-e-madeira-sob-influencia-de-uma-depressao-atlantica-saiba-onde-vai-chover-ate-8-de-novembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Pedro Carneiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tem chifres, parece um extraterrestre e chama-se Loki: as criaturas mais estranhas das profundezas do Mar Argentino]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/tem-chifres-parece-um-extraterrestre-e-se-chama-loki-as-criaturas-mais-estranhas-das-profundezas-do-mar-argentino.html</link><pubDate>Mon, 02 Nov 2026 06:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Corais vermelhos, copépodes inéditos e um pepino-do-mar com chifres: o fundo do Mar Argentino revelou 57 espécies novas para a ciência num canhão que quase duplica o tamanho do Grand Canyon.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tiene-cuernos-parece-extraterrestre-y-se-llama-loki-las-criaturas-mas-extranas-de-las-profundidades-del-mar-argentino-1791987410929.jpg" data-image="a5947444o4bp" alt="Pepino de mar" title="Pepino de mar"><figcaption>Uma nova espécie, descoberta durante a expedição Talud Continental IV — liderada por especialistas do CONICET a bordo do navio R/V Falkor (too), do Schmidt Ocean Institute —, foi batizada de Loki, devido à sua semelhança com o deus nórdico e conhecido personagem do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU).</figcaption></figure><p>Possui dois apêndices que parecem chifres, percorre um ambiente onde a luz do sol jamais chega e vive a 2.577 metros de profundidade. <strong>Foi batizado de Loki</strong>, como o deus trapaceiro da mitologia nórdica, e é a face visível de uma descoberta que coloca o Mar Argentino no mapa da biodiversidade mundial:<strong> 57 espécies marinhas novas para a ciência e cinco géneros, revelados no canhão submarino de Mar del Plata</strong>.</p><p>Se o lugar lhe parece familiar, há um motivo. Em agosto de 2025, a expedição Talud Continental IV, liderada por cientistas do CONICET a bordo do navio Falkor (too), foi<strong> transmitida ao vivo durante 21 dias e chegou perto de 22 milhões de visualizações</strong>.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/n7WrQMKRGoc/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=n7WrQMKRGoc" id="n7WrQMKRGoc"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Houve aulas inteiras diante do ecrã e até uma estrela-do-mar alaranjada que virou meme nacional. Ao encerrar a campanha, <strong>estimava-se a descoberta de cerca de 40 novas espécies</strong>. O número final superou todas as apostas.</p><h2>Um choque de correntes que alimenta o abismo</h2><p>O segredo começa na superfície. Diante da costa de Buenos Aires e do Uruguai ocorre a <strong>Confluência Brasil-Malvinas</strong>, onde as águas quentes que descem dos trópicos chocam com as águas frias e ricas em nutrientes que chegam da região subantártica.</p><p><strong>Esse encontro funciona como um fertilizante gigante</strong>: impulsiona a produção de plâncton e torna a região uma das mais produtivas do Atlântico Sul. O canhão — uma fenda que ultrapassa 3.500 metros, quase o dobro do Grand Canyon do Colorado —<strong> atua como um funil que conduz alimento para as profundezas</strong>.</p><p>O que resultou de uma oficina de duas semanas em Buenos Aires, em julho de 2026, é surpreendente. Há 20 copépodes — minúsculos crustáceos fundamentais nas redes alimentares —, 22 equinodermos (incluindo pepinos-do-mar e crinoides), 14 cnidários (como octocorais, penas-do-mar e corais pétreos) e um molusco escafópode com formato de presa.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/aeyXkvsHjiA/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=aeyXkvsHjiA" id="aeyXkvsHjiA"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Mas o dado que preocupa é outro: os especialistas analisaram apenas <strong>10% das amostras de copépodes,</strong> <strong>e todos os exemplares revelaram-se novos</strong>. Quantos mais estarão à espera nos frascos?</p><h2>Porque é que um pepino-do-mar com chifres é importante para todos nós?</h2><p>Por trás de cada espécie, há muito mais do que um nome exótico. Os corais e as penas-do-mar de águas frias formam <strong>florestas que oferecem refúgio e alimento a outros organismos</strong>, e a sua presença é um fator relevante na definição de áreas marinhas protegidas. Conhecer o que vive lá embaixo é o primeiro passo para não destruir tudo sem saber.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tiene-cuernos-parece-extraterrestre-y-se-llama-loki-las-criaturas-mas-extranas-de-las-profundidades-del-mar-argentino-1791986107645.jpg" data-image="4k3awyonftxr" alt="Loki Mar Argentino" title="Loki Mar Argentino"><figcaption>Loki (Peniagone sp.), um equinodermo de águas profundas encontrado no canhão submarino de Mar del Plata, batizado assim por causa dos seus chifres semelhantes aos do deus da lenda nórdica. Créditos: ROV SuBastian / Schmidt Ocean Institute.</figcaption></figure><p>A descoberta também revaloriza amostras que permaneciam guardadas em coleções, como as das expedições Talud Continental I a III, de 2012 e 2013. <strong>Todos os exemplares ficarão preservados no Museu Argentino de Ciências Naturais Bernardino Rivadavia</strong> e, agora, deverão ser formalmente descritos — uma tarefa lenta a cargo da taxonomia, disciplina que conta com poucos especialistas e que se torna cada vez mais estratégica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795770" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-animal-mexicano-que-consegue-andar-sobre-a-agua-gracas-as-suas-patas-eis-como-o-faz.html" title="O animal mexicano que consegue andar sobre a água graças às suas patas: eis como o faz">O animal mexicano que consegue andar sobre a água graças às suas patas: eis como o faz</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-animal-mexicano-que-consegue-andar-sobre-a-agua-gracas-as-suas-patas-eis-como-o-faz.html" title="O animal mexicano que consegue andar sobre a água graças às suas patas: eis como o faz"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-animal-mexicano-que-puede-caminar-sobre-el-agua-gracias-a-sus-patas-asi-lo-consigue-1792723731737_320.jpg" alt="O animal mexicano que consegue andar sobre a água graças às suas patas: eis como o faz"></a></article></aside><p>Para fevereiro e março de 2027, está prevista a expedição Talud Continental V, que explorará os canhões Ameghino e Almirante Brown, a cerca de 600 quilómetros da costa de Chubut — novamente com transmissão ao vivo. Se o canhão de Mar del Plata escondia 57 surpresas, ninguém se arrisca a adivinhar o que aparecerá mais a sul. É bom ir preparando o mate.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/tem-chifres-parece-um-extraterrestre-e-se-chama-loki-as-criaturas-mais-estranhas-das-profundezas-do-mar-argentino.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[10 plantas e flores secas perfeitas para decorar a casa no outono]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/10-plantas-e-flores-secas-perfeitas-para-decorar-a-casa-no-outono.html</link><pubDate>Sun, 01 Nov 2026 15:23:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Flores e folhas que mantêm o seu encanto mesmo depois de secas: 10 plantas ideais para criar composições naturais e trazer as cores do outono para dentro de casa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965594900.jpeg" data-image="nbz5qzjyk4xm"><figcaption>10 plantas e flores secas perfeitas para decorar a casa no outono</figcaption></figure><p><strong>As plantas verdejantes e as flores coloridas são as protagonistas das casas, dos jardins, dos varandas e dos ramos cortados durante a sua época mais bonita</strong>. É difícil imaginá-las como elementos decorativos quando o seu ciclo de vida já terminou; no entanto, algumas plantas e flores conservam as suas formas, cores e até mesmo aromas, mesmo depois de secas. São perfeitas para criar composições capazes de trazer aos ambientes domésticos um toque natural e evocativo durante o outono. Aqui estão 10 plantas que, uma vez secas, mantêm intacto o seu encanto.</p><h2>1. Limónio</h2><p><strong>O limónio é muito apreciado em arranjos de flores secas devido às suas numerosas pequenas inflorescências, disponíveis em vários tons, desde o roxo ao rosa e até ao branco</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965629951.jpeg" data-image="pow7c30r1k2g"><figcaption>Limónio.</figcaption></figure><p>Depois de secas, as flores mantêm a sua forma e cor durante muito tempo, tornando-se um elemento leve e versátil para ramos e decorações.</p><h2>2. Hortênsia</h2><p><strong>As grandes inflorescências da hortênsia são particularmente adequadas para a secagem</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965646406.jpeg" data-image="3lupamjbo9iq"><figcaption>Hortênsia.</figcaption></figure><p>Com o passar do tempo, as cores vivas podem adquirir tons mais delicados e vintage, enquanto a característica forma esférica permanece intacta.</p><p>Sozinhas ou acompanhadas de outras flores, são ideais para arranjos outonais com um aspeto natural e elegante.</p><h2>3. Cardo azul</h2><p><strong>O eríngio, também conhecido como cardo azul, distingue-se pelas suas inflorescências com a característica forma pontiaguda e pelos tons azulados ou prateados</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965664895.jpeg" data-image="27v8xmx8op3v"><figcaption>Cardo azul.</figcaption></figure><p>Mesmo depois de seco, conserva muito bem a sua estrutura e cor, tornando-se um elemento original para composições rústicas ou de estilo mais contemporâneo.</p><h2>4. Helicriso</h2><p><strong>O helicriso é também conhecido como "flor de papel" devido à textura particular dos seus pétalas, que parecem quase feitas de papel</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965685854.jpeg" data-image="bgdovmizbiid"><figcaption>Helicriso.</figcaption></figure><p>Após a secagem, mantém a forma das flores e as cores intensas, que vão do amarelo ao laranja e do rosa ao vermelho. É uma das flores mais características para criar decorações destinadas a durar no tempo.</p><h2>5. Eucalipto</h2><p><strong>Não são só as flores: também a folhagem de algumas plantas é perfeita para composições secas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965704569.jpeg" data-image="pkwz0z9044rn"><figcaption>Eucalipto.</figcaption></figure><p>O eucalipto mantém durante muito tempo as suas folhas arredondadas e o seu característico aspeto verde-prateado, para além do seu aroma. Os seus ramos podem ser utilizados sozinhos ou combinados com flores secas para conferir volume e movimento à composição.</p><h2>6. Alfazema</h2><p><strong>A alfazema mantém, mesmo seca, as suas características espigas florais e parte do seu aroma intenso</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965722624.jpeg" data-image="zhgwqdfhrrlq"><figcaption>Alfazema.</figcaption></figure><p>A cor tende a tornar-se mais suave, mas as inflorescências mantêm o seu aspeto decorativo durante muito tempo. As suas pequenas flores são perfeitas para ramos, guirlandas e arranjos com um delicado toque outonal.</p><h2>7. Gipsófila</h2><p><strong>Com as suas inúmeras pequenas flores brancas, a gipsófila cria um efeito leve e etéreo, particularmente adequado para arranjos florais</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965744864.jpeg" data-image="lr7bptamnfkd"><figcaption>Gipsófila.</figcaption></figure><p>Depois de seca, mantém a ramificação e a forma das inflorescências, tornando-se um elemento ideal para preencher os ramos e acompanhar flores maiores. </p><h2>8. Algodão</h2><p><strong>As características das sementes do algodão estão entre os elementos mais curiosos que se podem encontrar nas composições de flores secas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965764610.jpeg" data-image="pgf7nh6p6jtf"><figcaption>Algodão.</figcaption></figure><p>Quando se abrem, revelam a fibra branca e macia que envolve as sementes. A forma mantém-se estável e a cor clara cria um contraste agradável com as flores e as folhas em tons outonais.</p><h2>9. Urze</h2><p><strong>A urze produz inúmeras flores pequenas ao longo dos seus ramos, criando massas floridas delicadas e compactas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965783044.jpeg" data-image="ntuov7ee0skz"><figcaption>Urze.</figcaption></figure><p>Mesmo após a secagem, mantém bem a sua estrutura e as tonalidades rosadas, violáceas ou brancas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795427" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/cochonilha-e-aranhico-as-pragas-que-entram-em-casa-com-as-plantas.html" title="Cochonilha e aranhiço: as pragas que entram em casa com as plantas">Cochonilha e aranhiço: as pragas que entram em casa com as plantas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/cochonilha-e-aranhico-as-pragas-que-entram-em-casa-com-as-plantas.html" title="Cochonilha e aranhiço: as pragas que entram em casa com as plantas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cochonilha-e-aranhico-as-pragas-que-entram-em-casa-com-as-plantas-1793119955394_320.jpeg" alt="Cochonilha e aranhiço: as pragas que entram em casa com as plantas"></a></article></aside><p>É particularmente adequada para composições simples e de aspeto natural, nas quais também pode ser utilizada em conjunto com ramos e folhas secas.</p><h2>10. Protea</h2><p><strong>A protea é provavelmente uma das plantas mais espetaculares para utilizar em composições secas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965800957.jpeg" data-image="qr8adr0w56w0"><figcaption>Protea.</figcaption></figure><p>As suas grandes inflorescências, caracterizadas por formas invulgares e invólucros coriáceos, mantêm muito bem a sua estrutura após a secagem. Mesmo sozinha, pode tornar-se o ponto focal de um vaso, graças ao seu aspeto exótico e original.</p><h2>Um outono para trazer para dentro de casa</h2><p><strong>Graças a estas plantas, o outono entra em casa com originalidade</strong>: às cores da folhagem que observamos no exterior podem juntar-se as mais suaves das flores secas, criando composições capazes de evocar a estação que está a chegar ao fim.</p><p>Formas, cores e, por vezes, até aromas permanecem assim durante muito tempo nos ambientes domésticos, transformando partes já sem vida em decorações naturais dignas de admiração.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/10-plantas-e-flores-secas-perfeitas-para-decorar-a-casa-no-outono.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uns astrónomos sul-coreanos: o famoso quadro "A Noite Estrelada", de Van Gogh, poderá representar um céu real]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/uns-astronomos-sul-coreanos-o-famoso-quadro-a-noite-estrelada-de-van-gogh-podera-representar-um-ceu-real.html</link><pubDate>Sun, 01 Nov 2026 14:07:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Mais de um século após a sua criação, "A Noite Estrelada", de Van Gogh, continua a fascinar os investigadores. Um estudo sul-coreano traz novos indícios sobre o céu que terá inspirado o pintor em julho de 1889, com uma possível correspondência entre as estrelas representadas e um aglomerado real.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuit-etoilee-de-van-gogh-ce-tableau-celebre-pourrait-representer-un-ciel-reel-d-apres-les-chercheurs-1793119270011.jpeg" data-image="5lbwx8w79bsh" alt="Noche estrellada" title="Noche estrellada"><figcaption>«A Noite Estrelada» é um dos quadros mais conhecidos de Van Gogh. De acordo com um estudo recente, o artista poderá ter-se inspirado numa verdadeira noite de verão durante a sua estadia na Provença.</figcaption></figure><p>Algumas das maiores obras de arte da história continuam a revelar os seus segredos, por vezes séculos após a sua criação.</p><p>É precisamente o caso da famosa <em>Noite Estrelada</em> de <strong>Vincent van Gogh</strong>. Investigadores sul-coreanos acreditam agora ter desvendado um mistério que envolve esta pintura há décadas: <strong>o céu em redemoinho representado pelo pintor poderá estar muito mais próximo da realidade do que se pensava</strong>.</p><h2>Um quadro muito estudado </h2><p>Pintado em 1889, <em>Noite Estrelada</em> <strong>encontra-se hoje entre as obras mais famosas de Van Gogh</strong>. O quadro retrata uma aldeia provençal dominada por um céu noturno particularmente expressivo, <strong>onde as estrelas e a Lua estão rodeadas por grandes formas circulares</strong>. Em primeiro plano, ergue-se também um grande cipreste que reforça o contraste entre a paisagem e esta abóbada celeste tão particular.</p><div class="texto-destacado">Durante a criação deste quadro, o pintor encontrava-se alojado em Saint-Rémy-de-Provence, onde esteve internado num estabelecimento psiquiátrico. No entanto, esta situação não o impediu de prosseguir com o seu trabalho artístico e de produzir várias obras importantes, entre as quais «Noite Estrelada». O céu turbulento representado nesta pintura tem intrigado investigadores e historiadores há décadas.</div><p>Em 2008, por exemplo, os físicos descobriram semelhanças entre as formas representadas por Van Gogh e as turbulências de Kolmogorov,<strong> um fenómeno que se manifesta, em particular, nos movimentos do ar na atmosfera</strong>. Em 2024, outros investigadores analisaram esta obra e demonstraram que os redemoinhos pintados pelo artista seguiam padrões matemáticos semelhantes aos observados em certos fenómenos naturais.</p><p>Estas semelhanças com os fenómenos físicos, no entanto, não permitem determinar se Van Gogh se inspirou num céu realmente observado ou se dispôs as estrelas de acordo com a sua própria imaginação.<strong> Enquanto alguns acreditavam que o pintor tinha representado uma autêntica abóbada celeste, outros defendiam uma interpretação mais artística</strong>.</p><h2>Terá uma noite real inspirado Van Gogh?</h2><p>Segundo um estudo publicado recentemente na revista <em>Scientific Reports</em>, uma equipa de astrónomos da Universidade Kyung Hee, na Coreia do Sul, encontrou pistas para responder a esta questão. Para tal, os cientistas viajaram duas vezes para Saint-Rémy-de-Provence em 2019, <strong>com o objetivo de estudar os locais que inspiraram o pintor no final do século XIX</strong>.</p><p>Posteriormente, os investigadores analisaram os elementos da paisagem visíveis nas obras de Van Gogh, <strong>incluindo edifícios, pontes e características geográficas, para determinar o ângulo de visão adotado pelo artista</strong>. A partir destas observações, reconstruíram, através de simulações astronómicas, o aspeto do céu sobre a comuna provençal em 1889.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Van Goghs Nights 3 nights, 3 different worlds. He didnt just paint what he saw. He painted how the night made him feel. A café in Arles. A sky full of stars. The lights of the Rhône on the water. Which one inspires you the most? https://t.co/huVSxzD7oQ</p>— Impressions (@impression_ists) <a href="https://x.com/impression_ists/status/2114769984669000066?ref_src=twsrc%5Etfw">October 26, 2026</a></blockquote></figure><p>Este método permitiu-lhes delimitar a porção do céu representada no quadro e restringir a pesquisa aos períodos em que a posição dos astros poderia coincidir com a retratada por Van Gogh. Os cientistas analisaram, em particular, <strong>os amanheceres de junho e julho, momentos em que a disposição da Lua e de Vénus era compatível com a que se observa na tela</strong>.</p><p>As suas análises permitiram identificar um aglomerado estelar cuja disposição coincide com a representada em<em> A Noite Estrelada</em>: <strong>as Híades, situadas na constelação de Touro</strong>. Segundo os investigadores, esta configuração celeste corresponderia à que era visível ao amanhecer de 22 de julho de 1889, oferecendo assim, finalmente, uma pista concreta sobre o céu que poderá ter realmente inspirado o pintor.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="730449" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/janelas-meteorologicas-em-pinturas-de-rubens-bellini-e-tintoretto.html" title="Janelas meteorológicas em pinturas de Rubens, Bellini e Tintoretto">Janelas meteorológicas em pinturas de Rubens, Bellini e Tintoretto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/janelas-meteorologicas-em-pinturas-de-rubens-bellini-e-tintoretto.html" title="Janelas meteorológicas em pinturas de Rubens, Bellini e Tintoretto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ventanas-meteorologicas-en-los-cuadros-1757162100794_320.jpg" alt="Janelas meteorológicas em pinturas de Rubens, Bellini e Tintoretto"></a></article></aside><p>No entanto, <strong>esta data levanta uma incógnita, uma vez que A Noite Estrelada costuma ser datada, pelo menos, em junho de 1889</strong>. Para explicar este desfasamento de várias semanas, os autores do estudo avançam a hipótese de que Van Gogh poderá ter combinado, numa mesma tela, observações feitas em datas diferentes.</p><p>Trata-se de uma hipótese que, no entanto, se coaduna com o pós-impressionismo, <strong>um movimento em que os pintores não procuram tanto reproduzir fielmente a realidade, mas sim representá-la de acordo com a sua própria sensibilidade</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Camille%20Coirault" data-year="2026" data-title="Le%20tableau%20La%20Nuit%20%C3%A9toil%C3%A9e%20de%20Van%20Gogh%20cachait%20un%20secret%20depuis%20plus%20d%E2%80%99un%20si%C3%A8cle%20%3A%20des%20scientifiques%20viennent%20de%20le%20percer" data-url="https%3A%2F%2Fwww.presse-citron.net%2Ftableau-nuit-etoilee-van-gogh-cachait-secret-depuis-dun-siecle-scientifiques-viennent-percer%2F">Camille Coirault. (2026). <a href="https://www.presse-citron.net/tableau-nuit-etoilee-van-gogh-cachait-secret-depuis-dun-siecle-scientifiques-viennent-percer/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Le tableau La Nuit étoilée de Van Gogh cachait un secret depuis plus d’un siècle : des scientifiques viennent de le percer</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/uns-astronomos-sul-coreanos-o-famoso-quadro-a-noite-estrelada-de-van-gogh-podera-representar-um-ceu-real.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo em Portugal continental até domingo, 8 de novembro: veja como as temperaturas e a chuva irão evoluir]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-8-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir.html</link><pubDate>Sun, 01 Nov 2026 12:49:16 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A primeira semana de novembro poderá finalmente trazer novidades quanto ao estado do tempo em Portugal continental. Saiba o que esperar da evolução das temperaturas e do possível regresso da chuva.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbsonp2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbsonp2.jpg" id="xbsonp2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O tempo no mês de novembro arrancou hoje (1 de novembro e feriado de Todos os Santos), exatamente da mesma forma como outubro terminou: <strong>estável, seco, com céu pouco nublado ou limpo e temperaturas acima do habitual para esta época do ano</strong>. De acordo com a mais recente atualização das cartas sinópticas, esta situação meteorológica persistirá durante boa parte da primeira semana de novembro.</p><h2>Anticiclone britânico, massa de ar polar a espalhar-se pelo continente europeu e evolução térmica em Portugal</h2><p>Não obstante, devido à subida em latitude do <strong>forte anticiclone que se fixará sobre as Ilhas Britânicas</strong> (pressão central superior a 1040 hPa), a atmosfera sobre as nossas cabeças fará com que assistamos a uma mudança gradual do estado do tempo. O potente bloqueio anticiclónico britânico será favorável à <strong>deslocação retrógrada (de leste para oeste) de uma massa de ar polar continental, fria e seca, proveniente do oeste da Rússia</strong>, que contornará a região anticiclónica referida pelos seus flancos oriental e meridional.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-8-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir-1793535678508.jpg" data-image="4lzby97jcuig"><figcaption>Neste mapa de previsão da temperatura a 1500 metros de altitude da próxima quarta-feira, 4 de novembro, percebe-se que o ar polar continental procedente do oeste da Rússia contornará os flancos oriental e meridional do forte anticiclone britânico, passando 'de raspão' na geografia continental portuguesa.</figcaption></figure><p><strong>Embora em Portugal continental os seus efeitos sejam consideravelmente modestos</strong>, não só devido à nossa posição periférica na geografia europeia, mas também por causa da trajetória da massa de ar polar e pelo facto da mesma chegar bastante modificada e temperada até nós, a mesma será suficiente para fazer com que os valores da temperatura máxima, que na <strong>segunda-feira (2) estarão entre 18 a 26 ºC em grande parte do território</strong>, diminuam gradualmente para 15 a 23 ºC até meados da próxima semana, ou seja, entre terça (3) e quarta-feira (4).</p><p><strong>Para quinta e sexta-feira, 5 e 6 de novembro, prevê-se, de um modo geral, que as temperaturas máximas variem entre 15 e 22 ºC</strong>, exceto no Nordeste Transmontano e na Beira Alta - onde seriam ligeiramente inferiores (entre 13 e 18 ºC).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-8-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir-1793535474684.jpg" data-image="39e1jqyh4963"><figcaption>Mapa da temperatura prevista às 14:00 de quarta-feira, 4 de novembro em Portugal continental.</figcaption></figure><p>Quanto às temperaturas mínimas, numa fase inicial - entre 2 e 4 de novembro - estarão relativamente baixas (0 a 8 ºC no interior Norte e Centro; 10 a 15 ºC no resto do Continente) e propícias à formação de <strong>geadas localizadas no interior Norte e Centro</strong>. Porém, os mapas apontam para uma tendência contrária à das máximas, o que resultaria numa redução da amplitude térmica diária.</p><p>Neste sentido, os modelos sugerem que <strong>a partir de quinta-feira, 5 de novembro </strong>ocorra uma<strong> ligeira subida das temperaturas mínimas</strong>, especialmente no interior e nas terras montanhosas: <strong>o intervalo de valores passaria de 0 a 8 ºC para 6 a 12 ºC</strong>. No resto do país, pelo contrário, esperam-se valores mínimos algo mais baixos face aos do início da semana, entre 7 e 13 ºC, exceto no Algarve onde poderiam rondar os 12 a 15 ºC.</p><h2>Mapas sugerem regresso da chuva a Portugal continental no fim de semana de 7 e 8 de novembro</h2><p>Tal como referido em previsões anteriormente lançadas pela Meteored Portugal, grande parte da <strong>primeira semana de novembro</strong> decorrerá sem novidades significativas no que concerne à precipitação. As condições meteorológicas manter-se-ão <strong>secas, com céu limpo ou pouco nublado a imperar e vento Leste geralmente fraco</strong>, soprando temporariamente moderado ou forte nas terras altas e montanhosas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-8-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir-1793534741328.jpg" data-image="10dhz78ww7ja"><figcaption>Esta previsão do modelo ECMWF indica o regresso generalizado da chuva a Portugal continental no sábado, 7 de novembro. Porém, uma saída determinista com um horizonte temporal tão alargado - correspondente a um prazo de 156 horas - possui uma fiabilidade bastante reduzida. É preciso esperar mais alguns dias para averiguar com exatidão se a chuva irá ou não regressar à nossa geografia. </figcaption></figure><p>Ainda assim, os mapas sugerem um aumento gradual da nebulosidade a partir de quinta-feira, 5 de novembro, não se descartando a possível ocorrência de chuviscos residuais e dispersos a sul do Mondego entre quinta (5) e sexta-feira (6).</p><p>É, contudo, para o <strong>fim de semana de 7 e 8 de novembro </strong>que os mapas vislumbram uma mudança mais significativa do estado do tempo na unidade territorial do Continente, perspetivando-se um possível <strong>regresso mais generalizado da chuva ao nosso país</strong>. Na origem da alteração para o tempo húmido estaria uma <strong>extensa região depressionária</strong> centrada no Atlântico e nas imediações do arquipélago dos Açores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-8-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir-1793534535898.jpg" data-image="13hp8hrwbujr"><figcaption>Tudo indica que em Portugal continental apenas a Região Norte registará uma anomalia térmica negativa na primeira semana de novembro, isto é, temperaturas entre 1 a 3 ºC abaixo da média climatológica de referência.</figcaption></figure><p><strong>É, todavia, precoce definir quais serão as regiões e zonas mais afetadas</strong>, uma vez que qualquer alteração na posição e trajetória do sistema depressionário poderá atrasar ou adiantar a chegada da chuva, e provocar ajustes na distribuição espacial e intensidade da chuva na geografia de Portugal continental.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796103" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/do-calor-invulgar-a-geada-a-viragem-termica-em-portugal-continental-ate-6-de-novembro.html" title="Do calor invulgar à geada: a viragem térmica em Portugal continental até 6 de novembro">Do calor invulgar à geada: a viragem térmica em Portugal continental até 6 de novembro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/do-calor-invulgar-a-geada-a-viragem-termica-em-portugal-continental-ate-6-de-novembro.html" title="Do calor invulgar à geada: a viragem térmica em Portugal continental até 6 de novembro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/do-calor-invulgar-a-geada-a-viragem-termica-em-portugal-continental-ate-6-de-novembro-1793483634082_320.jpg" alt="Do calor invulgar à geada: a viragem térmica em Portugal continental até 6 de novembro"></a></article></aside><p>Apesar da mudança para um panorama algo mais chuvoso, <strong>as temperaturas manter-se-ão geralmente amenas para a época do ano</strong>, registando valores muito distantes do frio gélido que “abraçará” grande parte da Europa ao longo da primeira semana de novembro. De acordo com o mapa de anomalias térmicas semanais do modelo Europeu, somente a Região Norte registará temperaturas ligeiramente inferiores à média.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-8-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA["Os crocodilos não se adaptaram, seguiram o calor": e assim sobreviveram ao asteroide que acabou com os dinossauros]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-crocodilos-nao-se-adaptaram-seguiram-o-calor-e-assim-sobreviveram-ao-asteroide-que-acabou-com-os-dinossauros.html</link><pubDate>Sun, 01 Nov 2026 11:45:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O facto de se terem adaptado a climas quentes ao longo dos seus 250 milhões de anos de história pode ter ajudado os crocodilos e os seus parentes a sobreviver ao asteroide que exterminou os dinossauros.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-crocodilos-nao-se-adaptaram-seguiram-o-calor-e-assim-sobreviveram-ao-asteroide-que-acabou-com-os-dinossauros-1793441393906.jpg" data-image="9xuh6lwpuft1" alt="crocodilo" title="crocodilo"><figcaption>Os crocodilos de hoje são menos diversificados do que há milhões de anos.</figcaption></figure><p>Esta investigação baseia-se na <strong>análise de mais de 7.000 fósseis e registos de mais de 400 espécies</strong>, tanto vivas como extintas, comparando-os com reconstruções computacionais do clima e da geografia da Terra ao longo de 245 milhões de anos.</p><p>A equipa descobriu que, em vez de se adaptarem a novos climas, <strong>os crocodilos e os seus parentes seguiam os climas quentes para onde quer que fossem</strong>: em épocas de calor, expandiam-se até à Antártida; em épocas mais frias, recuavam para os trópicos.</p><p>Os investigadores simularam também como o clima poderia ter mudado após o impacto do asteroide, há 66 milhões de anos, e concluíram que, exceto nos cenários mais extremos, <strong>as regiões quentes junto ao equador e nos subtrópicos permaneceram adequadas para os parentes dos crocodilos</strong>.</p><h2>A linhagem de crocodilos adaptou-se ao longo do tempo</h2><p>Modelos anteriores, elaborados por membros da mesma equipa, demonstraram que os <strong>climas adequados para os dinossauros não aviários </strong>(aqueles que foram extintos) <strong>sofreram uma redução muito mais drástica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-crocodilos-nao-se-adaptaram-seguiram-o-calor-e-assim-sobreviveram-ao-asteroide-que-acabou-com-os-dinossauros-1793441948246.jpg" data-image="d1wrp5izayj8" alt="Postosuchus" title="Postosuchus"><figcaption>Ilustração de como o réptil <em>Postosuchus</em> seria.</figcaption></figure><p> A linhagem dos crocodilos, conhecida pelos cientistas como pseudosúquios, <strong>surgiu na mesma altura que os dinossauros</strong> e, desde então, <strong>sobreviveu a duas das cinco extinções em massa da Terra</strong>. Embora os crocodilos e os seus parentes pareçam muito semelhantes entre si hoje em dia, os <strong>antepassados deste grupo eram muito mais diversificados e incluíam herbívoros</strong> fortemente couraçados, predadores terrestres e gigantes que pesavam mais de uma tonelada. </p><p> Entre os pseudosúquios mais conhecidos contam-se o predador gigante <em>Sarcosuchus</em> — um supercrocodilo que chegava a medir<strong> até 12 metros de comprimento</strong> — e o <em>Postosuchus</em>, que <strong>caçava exclusivamente em terra</strong> e podia deslocar-se tanto sobre duas como sobre quatro patas.</p><h2>Os crocodilos seguem o calor</h2><p>Para este estudo, a equipa de investigação deduziu as <strong>preferências de temperatura e precipitação de 400 espécies</strong>, utilizando registos fósseis, árvores filogenéticas e mapas detalhados de onde as espécies de crocodilos vivem atualmente. </p><p>Posteriormente, <strong>mapearam os habitats adequados destas espécies ao longo do tempo</strong>, recorrendo a reconstituições do clima e da geografia da Terra. Descobriram que os parentes dos crocodilos, de um modo geral, acompanharam os climas quentes de todo o mundo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-crocodilos-nao-se-adaptaram-seguiram-o-calor-e-assim-sobreviveram-ao-asteroide-que-acabou-com-os-dinossauros-1793442429527.jpg" data-image="43obvjtth1fy" alt="Sarcosuchus" title="Sarcosuchus"><figcaption>Ilustração do <em>Sarcosuchus</em>, super crocodilo que podia medir até 12 metros. </figcaption></figure><p> Durante o período quente do início do Eoceno, há cerca de 50 milhões de anos — <strong>quando as temperaturas globais eram cerca de 10 graus mais elevadas do que hoje</strong> e as regiões polares estavam livres de gelo —, viviam em latitudes elevadas na América do Norte, na Europa e na Antártida. </p><p>À medida que o planeta arrefeceu nos milhões de anos seguintes, <strong>a sua área de distribuição retraiu-se em direção aos trópicos</strong>. Os investigadores analisaram também as alterações climáticas ocorridas nas décadas ou séculos seguintes ao impacto do asteróide de Chicxulub, que dizimou a maioria dos dinossauros. </p><h2>Exceção à regra</h2><p>Foram testados diversos cenários, incluindo uma diminuição da luz solar provocada pelas cinzas e poeiras, bem como um aumento do dióxido de carbono resultante das erupções vulcânicas. <strong>Com uma redução de 5% a 10% da luz solar, as regiões quentes próximas do equador permaneceram adequadas para os parentes dos crocodilos</strong>; contudo, tal não se verificou com uma redução de 15% — embora os investigadores tenham salientado que este cenário mais extremo é, atualmente, considerado improvável. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="688793" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/insolito-descoberto-o-crocodilo-mais-antigo-do-mundo-com-10-000-descendentes.html" title="Insólito: descoberto o crocodilo mais antigo do mundo com 10.000 descendentes">Insólito: descoberto o crocodilo mais antigo do mundo com 10.000 descendentes</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/insolito-descoberto-o-crocodilo-mais-antigo-do-mundo-com-10-000-descendentes.html" title="Insólito: descoberto o crocodilo mais antigo do mundo com 10.000 descendentes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/insolite-decouvrez-le-crocodile-le-plus-vieux-du-monde-aux-10-000-descendants-1734624142626_320.jpg" alt="Insólito: descoberto o crocodilo mais antigo do mundo com 10.000 descendentes"></a></article></aside><p>Outros cenários, como o <strong>aumento do dióxido de carbono, não afetaram a aptidão climática para os crocodilos</strong>. Os autores salientaram que o clima, por si só, não explicava a sobrevivência dos crocodilos. O seu menor tamanho corporal, o seu estilo de vida semi-aquático, a sua dieta flexível e as baixas necessidades energéticas dos animais ectotérmicos (de sangue frio) provavelmente também contribuíram para isso. </p><p>A equipa descobriu duas exceções a este padrão. Durante o Máximo Térmico do Cretácico, há cerca de 94 milhões de anos — <strong>quando as temperaturas globais eram até cerca de 14 graus mais elevadas do que hoje</strong> —, um ramo da árvore genealógica dos crocodilos <strong>adaptou-se a temperaturas mais elevadas </strong>do que aquelas que a linhagem dos crocodilos tinha conseguido tolerar noutros períodos. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Chiarenza%2C%20A.%2C%20Howard%2C%20A.%2C%20Varnham%2C%20G.%20et%20al." data-year="2026" data-title="Climatic%20niche%20conservatism%20shapes%20the%20macroevolution%2C%20extinction%2C%20and%20survivorship%20of%20crocodile-line%20archosaurs" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fsciadv.aeg2217">Chiarenza, A., Howard, A., Varnham, G. et al.. (2026). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.aeg2217" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Climatic niche conservatism shapes the macroevolution, extinction, and survivorship of crocodile-line archosaurs</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-crocodilos-nao-se-adaptaram-seguiram-o-calor-e-assim-sobreviveram-ao-asteroide-que-acabou-com-os-dinossauros.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cidades a afundar: dados de satélite revelam o ritmo da subsidência urbana no mundo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cidades-a-afundar-dados-de-satelite-revelam-o-ritmo-da-subsidencia-urbana-no-mundo.html</link><pubDate>Sun, 01 Nov 2026 09:37:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Estudo global em mais de quatrocentas cidades mapeia a subsidência do solo e revela contrastes extremos entre diferentes regiões. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cidades-a-afundar-dados-de-satelite-revelam-o-ritmo-da-subsidencia-urbana-no-mundo-1793493619801.jpg" data-image="73qhrra0flqc"><figcaption>O afundamento gradual do solo ameaça infraestruturas vitais, fragilizando edifícios, sistemas subterrâneos e aumentando de forma crítica o risco de inundações.</figcaption></figure><p>A subsidência do solo consiste no afundamento progressivo da superfície terrestre, configurando uma ameaça estrutural para os ambientes urbanos modernos. <strong>A descida lenta dos solos provoca fissuras e danos graves em edifícios, enfraquece fundações de infraestruturas estratégicas e compromete sistemas subterrâneos essenciais</strong>, designadamente as redes de drenagem pluvial e de saneamento de águas residuais. </p><div class="texto-destacado">Como consequência direta, este fenómeno amplia consideravelmente a vulnerabilidade das populações ao risco de inundações. </div><p>Contudo, a informação sobre a sua dinâmica tem sido historicamente escassa e fragmentada, <strong>dificultando a atuação dos decisores políticos na identificação das zonas prioritárias</strong>. A maioria dos estudos anteriores recorria a metodologias divergentes, cobria períodos díspares ou incidia somente sobre poucas cidades, impossibilitando comparações à escala planetária.</p><h2> Focos críticos: aceleração no México e no continente asiático </h2><p> Para colmatar esta lacuna, os investigadores recorreram a dados de satélite de alta resolução recolhidos entre 2014 e 2023, quantificando a movimentação vertical do solo em 465 cidades de 107 países, num estudo divulgado pela revista <em>Nature Cities</em>. Os resultados revelaram assimetrias territoriais marcantes. </p><div class="texto-destacado">A Cidade do México registou o afundamento localizado mais rápido do mundo, com certas áreas a descerem cerca de 217 milímetros por ano, embora a mediana municipal global se tenha situado nos 8 mm anuais. </div><p>No mesmo país, Torreón registou uma descida de aproximadamente <strong>17 mm por ano.</strong> A nível regional, a Ásia concentrou os cenários mais graves em termos medianos: destacam-se Medan (cerca de 33 mm por ano) e Bandung (22 mm por ano), ambas na Indonésia, a par de Isfahan, no Irão, com 11 mm anuais.</p><h2> Estabilidade geológica: metrópoles com oscilações mínimas </h2><p> Em sentido inverso, <strong>v</strong><strong>árias das maiores capitais e polos económicos mundiais apresentaram uma estabilidade assinalável na movimentação anual da superfície.</strong> Cidades como Boston, Nova Iorque, Londres, Pequim, Tóquio, Seul, Sydney, Montevideu e Nápoles registaram taxas anuais reduzidas, que oscilaram meramente entre 0,1 e 1,9 milímetros por ano. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cidades-a-afundar-dados-de-satelite-revelam-o-ritmo-da-subsidencia-urbana-no-mundo-1793456602377.png" data-image="zst8ic3ah4j3"><figcaption>Metrópoles como Londres, Nova Iorque e Tóquio mantêm solos geologicamente estáveis, registando variações anuais inferiores a apenas dois milímetros.</figcaption></figure><p>Estas estimativas<strong> abrangeram tanto ligeiros afundamentos como pequenos soerguimentos (elevação) do terreno</strong>. Dada a reduzida dimensão física destas medições, os investigadores <strong>recomendam prudência na sua interpretação</strong>, salientando que estes centros urbanos se mantêm substancialmente equilibrados. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cidades-a-afundar-dados-de-satelite-revelam-o-ritmo-da-subsidencia-urbana-no-mundo-1793456482894.png" data-image="jhbstt15rzdx"><figcaption>Zonas da Cidade do México afundam até 217 milímetros anuais, registando a descida localizada mais acelerada à escala global</figcaption></figure><p> Os investigadores destacam igualmente i<strong>mportantes ressalvas metodológicas que devem contextualizar as conclusões</strong>. A investigação incidiu sobre um período de nove anos e focou-se estritamente na subsidência local relativa dentro do perímetro de grandes cidades, podendo desconsiderar áreas adjacentes situadas fora dos limites administrativos oficiais. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="669963" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/estas-sao-as-6-cidades-submersas-mais-impressionantes-do-mundo-curioso-turismo.html" title="Estas são as 6 cidades submersas mais impressionantes do mundo">Estas são as 6 cidades submersas mais impressionantes do mundo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/estas-sao-as-6-cidades-submersas-mais-impressionantes-do-mundo-curioso-turismo.html" title="Estas são as 6 cidades submersas mais impressionantes do mundo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ferias-estas-sao-as-6-cidades-submersas-mais-impressionantes-do-mundo-1723748094606_320.jpg" alt="Estas são as 6 cidades submersas mais impressionantes do mundo"></a></article></aside><p>Adicionalmente, as medições <strong>apresentam maior incerteza em territórios onde a rede de estações terrestres de validação é reduzida ou dispersa</strong>. Por esta razão, a manutenção de uma vigilância por satélite continuada revela-se fundamental para atestar se estas tendências persistem ao longo do tempo e para fundamentar respostas governamentais direcionadas. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Wang%2C%20L.%2C%20Ao%2C%20Z.%2C%20Tao%2C%20S.%20et%20al." data-year="2026" data-title="A%20global%20view%20of%20urban%20land%20subsidence%20and%20its%20changing%20trajectories." data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs44284-026-00527-8">Wang, L., Ao, Z., Tao, S. et al.. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s44284-026-00527-8" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A global view of urban land subsidence and its changing trajectories.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cidades-a-afundar-dados-de-satelite-revelam-o-ritmo-da-subsidencia-urbana-no-mundo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal conquista a Europa e traz 32 Óscares do turismo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-conquista-a-europa-e-traz-32-oscares-do-turismo.html</link><pubDate>Sun, 01 Nov 2026 08:23:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Lisboa, Porto, Algarve, Madeira e Açores estão entre os grandes vencedores dos World Travel Awards 2026. Esta edição voltou a colocar o turismo português em destaque internacional.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-conquista-a-europa-e-traz-32-oscares-do-turismo-1793302597475.jpg" data-image="5lz243awcsd6" alt="Portugal" title="Portugal"><figcaption>Portugal volta a conquistar a Europa. E não veio de mãos a abanar: trouxe 32 Óscares do turismo. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Portugal voltou a brilhar internacionalmente. O nosso país conquistou, novamente, o título de<strong> Melhor Destino da Europa</strong> nos World Travel Awards 2026. E, atenção, porque estes prémios são conhecidos como os ‘Óscares do turismo’. </p><p>É isso mesmo. E o melhor? O prémio principal não veio sozinho. Aliás, <strong>Lisboa, Porto, Algarve, Madeira e Açores</strong> também estiveram entre os grandes vencedores. Feitas as contas, Portugal somou 32 distinções nesta edição.</p><div class="texto-destacado">Criados em 1993, os World Travel Awards distinguem o trabalho desenvolvido na indústria turística internacional. Os vencedores são escolhidos através de votações que envolvem profissionais do setor e viajantes, numa iniciativa que procura reconhecer a qualidade dos destinos e dos serviços turísticos.</div><p>E o que é que este reconhecimento nos traz? A confirmação de que Portugal continua a ter argumentos para convencer quem procura férias à beira-mar, escapadinhas culturais, paisagens naturais ou experiências gastronómicas. Convenhamos, não é todos os dias que um país tão pequeno consegue reunir tantas opções sem obrigar a percorrer milhares de quilómetros.</p><p>“É com enorme orgulho que recebemos estes galardões, que refletem a qualidade de Portugal enquanto destino turístico e o trabalho desenvolvido na sua promoção”, notou Carlos Abade, presidente do Turismo de Portugal.</p><h2>Portugal soma prémios de norte a sul</h2><p>A cerimónia europeia dos World Travel Awards decorreu a 17 de outubro, no Hyatt Regency Kotor Bay Resort, no Montenegro, e<strong> distinguiu destinos, hotéis, atrações turísticas e empresas ligadas ao setor</strong>. Portugal conquistou 32 prémios, num total de 157 categorias em avaliação. </p><p>Entre os vencedores, o Algarve voltou a destacar-se como Melhor Destino de Praia da Europa, enquanto a Madeira recebeu o título de Melhor Destino Insular. Nos Açores, a natureza e a aventura estiveram em destaque, com a região a conquistar o prémio de Melhor Destino Regional de Turismo de Aventura. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-conquista-a-europa-e-traz-32-oscares-do-turismo-1793302820432.jpg" data-image="25wbwkamczs4" alt="Portugal" title="Portugal"><figcaption>O nosso país tem muito para descobrir. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Lisboa também tem motivos para celebrar. A capital portuguesa foi eleita Melhor Destino Urbano da Europa e Melhor Destino de Cruzeiros da Europa, duas distinções que reforçam a sua atratividade para quem procura combinar património, gastronomia, vida cultural e uma passagem pela cidade antes ou depois de uma viagem de barco.</p><p>Já o Porto foi reconhecido como Melhor Destino de Cidade Cultural da Europa. Afinal, entre as caves de vinho do Porto, os edifícios históricos, os museus e as ruas que convidam a descobrir diferentes perspetivas sobre a cidade, não faltam motivos para a incluir numa escapadinha. </p><h2>Do céu alentejano aos grandes nomes do turismo</h2><p><strong>Os prémios não ficaram pelas cidades e regiões</strong>. O Dark Sky Alqueva, projeto de astroturismo no Alentejo, foi distinguido como Melhor Atração Turística da Europa pelo terceiro ano consecutivo. </p><div class="texto-destacado">A iniciativa permite observar o céu noturno em condições privilegiadas, numa região onde a baixa poluição luminosa ajuda a revelar estrelas e outros fenómenos astronómicos. </div><p>Também os Passadiços do Paiva e o parque aquático Aquashow voltaram a figurar entre os vencedores europeus, enquanto a TAP conquistou dois prémios: Melhor Companhia Aérea para África e Melhor Companhia Aérea para a América do Sul. O Turismo de Portugal recebeu ainda o galardão de Melhor Organismo Oficial de Turismo da Europa. </p><h2>A distinção europeia é apenas o começo</h2><p>A conquista do título europeu não significa que Portugal tenha sido eleito o melhor destino turístico do mundo nesta edição. Essa decisão fica para a <strong>final mundial dos World Travel Awards</strong>, marcada para 12 de dezembro, na Tanzânia, onde serão conhecidos os vencedores das categorias globais. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-conquista-a-europa-e-traz-32-oscares-do-turismo-1793303102582.jpg" data-image="s23bdqd4v6op" alt="Portugal" title="Portugal"><figcaption>Um motivo de orgulho nacional. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Além disso, os 32 prémios não significam que tudo esteja perfeito no turismo português, mas são um <strong>reconhecimento internacional do trabalho desenvolvido pelo setor</strong>. E, para quem ainda está a decidir o próximo destino de férias, ficam mais alguns argumentos para descobrir Portugal.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795466" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-cidade-portuguesa-e-muito-mais-do-que-francesinhas-e-provou-o-mais-uma-vez.html" title="Esta cidade portuguesa é muito mais do que francesinhas (e provou-o mais uma vez)">Esta cidade portuguesa é muito mais do que francesinhas (e provou-o mais uma vez)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-cidade-portuguesa-e-muito-mais-do-que-francesinhas-e-provou-o-mais-uma-vez.html" title="Esta cidade portuguesa é muito mais do que francesinhas (e provou-o mais uma vez)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esta-cidade-portuguesa-e-muito-mais-do-que-francesinhas-e-provou-o-mais-uma-vez-1793133236318_320.jpg" alt="Esta cidade portuguesa é muito mais do que francesinhas (e provou-o mais uma vez)"></a></article></aside><p>“Em nome do Turismo de Portugal, agradeço a todos os profissionais e entidades do setor que contribuem diariamente para afirmar o nosso país como uma referência no turismo internacional”, acrescentou o presidente do Turismo de Portugal.</p><p><strong>A lista completa dos vencedores portugueses pode ser consultada</strong><em><strong> online</strong></em> e inclui empresas, projetos e experiências turísticas. Antes das distinções a nível europeu, já tinham também sido escolhidos os melhores spots a nível nacional.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="World%20Travel%20Awards" data-year="2026" data-title="Europe%20Winners%202026" data-url="https%3A%2F%2Fwww.worldtravelawards.com%2Fwinners%2F2026%2Feurope">World Travel Awards. (2026). <a href="https://www.worldtravelawards.com/winners/2026/europe" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Europe Winners 2026</a>.</cite><br><cite data-author="Expresso" data-year="2026" data-title="Portugal%20renova%20pr%C3%A9mio%20de%20%22Melhor%20Destino%20da%20Europa%22%20na%20gala%20europeia%20dos%20World%20Travel%20Awards" data-url="https%3A%2F%2Fexpresso.pt%2Fboa-cama-boa-mesa%2Fviagens-hoteis%2Fdestinos-portugal%2F2026-10-18-portugal-renova-premio-de-melhor-destino-da-europa-na-gala-europeia-dos-world-travel-awards-c781b9c8">Expresso. (2026). <a href="https://expresso.pt/boa-cama-boa-mesa/viagens-hoteis/destinos-portugal/2026-10-18-portugal-renova-premio-de-melhor-destino-da-europa-na-gala-europeia-dos-world-travel-awards-c781b9c8" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Portugal renova prémio de "Melhor Destino da Europa" na gala europeia dos World Travel Awards</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-conquista-a-europa-e-traz-32-oscares-do-turismo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Do calor invulgar à geada: a viragem térmica em Portugal continental até 6 de novembro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/do-calor-invulgar-a-geada-a-viragem-termica-em-portugal-continental-ate-6-de-novembro.html</link><pubDate>Sun, 01 Nov 2026 07:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Entre 1 e 6 de novembro o tempo em Portugal continental registará uma vincada transição térmica: um arranque com tardes quentes até 26 ºC dará lugar a madrugadas gélidas com geada e anomalias até -7 ºC.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbskr1i"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbskr1i.jpg" id="xbskr1i"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>A primeira semana de novembro trará uma reviravolta térmica substancial a Portugal continental</strong>, caracterizada por um padrão de vincada amplitude térmica.</p><p>Conforme detalhado pelos especialistas em geografia, clima e meteorologia da nossa equipa - Alfredo Graça, Joana Campos e Marta Godinho -, o estado do tempo no nosso país será condicionado pela interação entre um <strong>robusto bloqueio anticiclónico nas Ilhas Britânicas, com valores de pressão central em torno dos 1040 hPa</strong> e uma ondulação pronunciada da corrente de jato polar a cerca de 10 000 metros de altitude. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-calor-invulgar-a-geada-a-viragem-termica-em-portugal-continental-ate-6-de-novembro-1793483124638.jpg" data-image="xvp0e0686rbb" alt="Temperatura prevista para Portugal continental no domingo, 1 de novembro, às 12:00" title="Temperatura prevista para Portugal continental no domingo, 1 de novembro, às 12:00"><figcaption>Temperatura prevista para Portugal continental no domingo, 1 de novembro, às 12:00. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Esta configuração atmosférica criará um corredor propício ao transporte de uma <strong>massa de ar frio e seco, de origem continental, que atravessará a Europa no sentido Este-Oeste</strong>. Portugal continental ficará à margem da sua influência, uma vez que a massa de ar chegará até nós bastante temperada e modificada.</p><p>Ainda assim, a estabilidade, a subsidência atmosférica e o céu limpo associados ao anticiclone poderão favorecer um <strong>intenso arrefecimento noturno</strong>, refletindo-se em descidas significativas das temperaturas mínimas e em desvios negativos expressivos face à normal climatológica da época.</p><h2> Arranque de novembro: tardes quase de verão e anomalias de +6 ºC no Litoral</h2><p>O arranque do mês de novembro dará continuidade a um cenário pouco outonal, com <strong>tardes quentes e ambiente seco em praticamente todo o território continental</strong>. Neste domingo, dia 1 de novembro, os termómetros subirão substancialmente após uma madrugada fresca. Pelas 12:00 poderá registar-se em Coimbra máxima de 26 ºC, acompanhada por 24 ºC em Santarém e Beja, 23 ºC em Évora. A Guarda poderá registar apenas 17 ºC. </p><p>Ao meio-dia deste domingo poderá registar-se calor excecionalmente elevado, registando-se até +6 ºC acima da média climatológica de referência. O Porto liderará o desvio com +6 ºC acima do normal, enquanto Braga, Aveiro, Leiria e Santarém assinalarão +5 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-calor-invulgar-a-geada-a-viragem-termica-em-portugal-continental-ate-6-de-novembro-1793483323298.jpg" data-image="t9ywnocio8bs" alt="Mapa de anomalia de temperatura no domingo, 1 de novembro, às 12:00, destacando desvios positivos até +6 ºC acima da média no Litoral Norte e Centro" title="Mapa de anomalia de temperatura no domingo, 1 de novembro, às 12:00, destacando desvios positivos até +6 ºC acima da média no Litoral Norte e Centro"><figcaption>Mapa de anomalia de temperatura no domingo, 1 de novembro, às 12:00, destacando desvios positivos até +6 ºC acima da média no Litoral Norte e Centro. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Na segunda-feira, dia 2, as máximas diurnas iniciarão uma trajetória descendente no Norte, embora o Sul mantenha o ambiente bastante ameno. <strong>Pelas 12:00, a Guarda poderá descer aos 13 ºC e Viseu aos 16 ºC</strong>, enquanto Beja ainda registará 25 ºC e Lisboa 22 ºC. No entanto, a transição noturna já será visível logo no início da manhã: às 08:00 de segunda-feira, o interior Norte e Centro apresentará anomalias negativas, destacando-se a Guarda com -5 ºC e Bragança e Castelo Branco com -4 ºC abaixo da média climatológica. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-calor-invulgar-a-geada-a-viragem-termica-em-portugal-continental-ate-6-de-novembro-1793483483278.jpg" data-image="85byimi5si81" alt="Previsão da anomalia térmico-climatológica para quarta-feira, 4 de novembro, às 06:00, evidenciando o pico do frio noturno com o país coberto por anomalias de até -7 ºC" title="Previsão da anomalia térmico-climatológica para quarta-feira, 4 de novembro, às 06:00, evidenciando o pico do frio noturno com o país coberto por anomalias de até -7 ºC"><figcaption>Previsão da anomalia térmica para quarta-feira, 4 de novembro, às 06:00, evidenciando o pico do frio noturno com o país coberto por anomalias de até -7 ºC. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p> Na terça-feira, dia 3, o contraste regional acentuar-se-á. <strong>O ar frio avançará a norte do Tejo, fazendo cair a temperatura ao meio-dia para 10 ºC na Guarda, 11 ºC em Vila Real e 12 ºC em Bragança</strong>. No entanto, no Alentejo e Algarve, as anomalias diurnas poderão manter-se com tom alaranjado, com desvios de +3 ºC acima da norma em Leiria, Santarém, Évora e Beja. </p><h2>Mudança a meio da semana: frio noturno acentuado, geada e anomalias de -7 ºC </h2><p><strong>A grande mudança do padrão térmico consolidar-se-á entre terça e quarta-feira</strong>, quando a massa de ar frio de origem continental estiver algo mais próxima da Península Ibérica. O arrefecimento será particularmente severo durante as noites e madrugadas. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796042" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-45-mm-a-partir-das-21-horas-a-chuva-ganhara-intensidade-no-arquipelago-da-madeira-eis-as-duas-zonas-mais-afetadas.html" title="Até 45 mm: a partir das 21 horas a chuva ganhará intensidade no arquipélago da Madeira; eis as duas zonas mais afetadas">Até 45 mm: a partir das 21 horas a chuva ganhará intensidade no arquipélago da Madeira; eis as duas zonas mais afetadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-45-mm-a-partir-das-21-horas-a-chuva-ganhara-intensidade-no-arquipelago-da-madeira-eis-as-duas-zonas-mais-afetadas.html" title="Até 45 mm: a partir das 21 horas a chuva ganhará intensidade no arquipélago da Madeira; eis as duas zonas mais afetadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-45-mm-a-partir-das-21-horas-a-chuva-ganhara-intensidade-no-arquipelago-da-madeira-eis-as-duas-zonas-mais-afetadas-1793450540052_320.png" alt="Até 45 mm: a partir das 21 horas a chuva ganhará intensidade no arquipélago da Madeira; eis as duas zonas mais afetadas"></a></article></aside><p><strong>Na madrugada de quarta-feira, 4 de novembro, o sinal frio poderá atingir o seu pico</strong>. Às 06:00 da manhã, o mapa de anomalias do ECMWF cobrirá Portugal continental sob tons azuis escuros. A Guarda poderá registar um desvio de -7 ºC abaixo da norma climatológica, ao passo que Bragança e Lisboa atingirão -6 ºC, Vila Real e Évora -5 ºC, e Santarém, Castelo Branco, Portalegre e Beja se fixarão nos -4 ºC. </p><div class="texto-destacado"><p>Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</p></div><p><strong>Este arrefecimento noturno pronunciado fará com que as temperaturas mínimas se aproximem dos 0 ºC no interior Norte e Centro</strong>, descendo para valores negativos nas áreas mais elevadas da Serra da Estrela e em vales abrigados, favorecendo a formação de geada matinal. Durante o dia de quarta-feira, o frio sentir-se-á também ao meio-dia, com <strong>a Guarda a não ir além dos 9 ºC, Vila Real 11 ºC, Viseu 12 ºC</strong>, Porto 15 ºC e Lisboa 18 ºC. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-calor-invulgar-a-geada-a-viragem-termica-em-portugal-continental-ate-6-de-novembro-1793483634082.jpg" data-image="9my5tjtzkhac" alt="Temperatura ao meio-dia de quinta-feira, 5 de novembro, mostrando a consolidação do arrefecimento diurno em todo o país" title="Temperatura ao meio-dia de quinta-feira, 5 de novembro, mostrando a consolidação do arrefecimento diurno em todo o país"><figcaption>Temperatura ao meio-dia de quinta-feira, 5 de novembro, mostrando a consolidação do arrefecimento diurno em todo o país. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Entre quinta e sexta-feira, 6 de novembro, a sensação de tempo fresco e tipicamente outonal permanecerá instalada em todo o continente. <strong>As temperaturas diurnas às 12:00 estabilizarão entre os 12 ºC e os 15 ºC nas regiões do Norte e Centro</strong>, e entre os 17 ºC e os 19 ºC no Sul. As madrugadas continuarão frias e secas até sexta-feira, com anomalias negativas entre -4 ºC e -8 ºC abaixo da média histórica, mantendo o risco de geada matinal nos locais mais abrigados do interior antes de qualquer alteração de padrão no fim de semana. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/do-calor-invulgar-a-geada-a-viragem-termica-em-portugal-continental-ate-6-de-novembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Pedro Carneiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Super El Niño alcança recorde de 3,4 °C; entenda o que isto significa e o que esperar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-alcanca-3-4-c-de-anomalia-entenda-o-que-isso-significa-e-o-que-esperar.html</link><pubDate>Sun, 01 Nov 2026 06:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A anomalia semanal absoluta da temperatura da superfície do mar na região Niño 3.4 atingiu +3,4 °C, o maior valor da série histórica. Além de estabelecer um recorde, este valor já se aproxima do patamar que os modelos preveem para o pico trimestral do Super El Niño, sugerindo que o aquecimento deve continuar muito intenso até ao fim do ano.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-alcanca-3-4-c-de-anomalia-entenda-o-que-isso-significa-e-o-que-esperar-1793284541560.png" data-image="nv5tm5qxkbz0" alt="Anomalia de temperatura da superfície do mar entre 19 e 25 de outubro de 2026. A região indicada como Niño 3.4 refere-se à área de monitoramento do El Niño. Créditos: BoM." title="Anomalia de temperatura da superfície do mar entre 19 e 25 de outubro de 2026. A região indicada como Niño 3.4 refere-se à área de monitoramento do El Niño. Créditos: BoM."><figcaption>Anomalia de temperatura da superfície do mar entre 19 e 25 de outubro de 2026. A região indicada como Niño 3.4 refere-se à área de monitorização do El Niño. Créditos: BoM.</figcaption></figure><p>A <strong>anomalia semanal</strong> absoluta da <strong>temperatura</strong> da superfície do mar (TSM) no Pacífico equatorial alcançou impressionantes <strong>+3,4 °C</strong> na última semana na região de monitorização do El Niño, de acordo com os registos da NOAA, a Administração Atmosférica e Oceânica dos Estados Unidos. </p><div class="texto-destacado">Segundo análise exclusiva da Meteored Brasil, este valor nunca foi observado anteriormente. </div><p>As anomalias semanais relativas, pela sua vez, ainda não são recordes, mas já atingiram +2,5 °C no mesmo período. Estes números reforçam a<strong> intensidade excecional do aquecimento</strong>, mas é importante entender que essas duas medidas representam coisas diferentes e que os<strong> </strong>valores semanais não determinam, por si só, a classificação final do El Niño. <strong>Afinal, </strong><strong>qual é a real intensidade do El Niño</strong><strong> atualmente e o que estes valores semanais sugerem?</strong></p><h2>Anomalias absolutas <em>versus</em> anomalias relativas</h2><p>A anomalia absoluta indica o quanto a<strong> </strong>temperatura está acima da climatologia de referência. A anomalia relativa desconta o aquecimento de fundo dos oceanos tropicais, apresentando valores menores.</p><p>Os dois valores descrevem o aquecimento sob perspetivas diferentes: as <strong>anomalias absolutas</strong> representam o fenómeno <strong>El Niño</strong><strong> somado ao aquecimento global</strong>, enquanto as <strong>anomalias relativas</strong><strong> procuram isolar </strong>o sinal do fenómeno <strong>El Niño</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-alcanca-3-4-c-de-anomalia-entenda-o-que-isso-significa-e-o-que-esperar-1793284704329.png" data-image="5ty81rh0f8zi" alt="Série histórica de anomalias semanais absolutas de TSM, com base nos dados da NOAA, destacando os 2 maiores recordes. Créditos: Meteored." title="Série histórica de anomalias semanais absolutas de TSM, com base nos dados da NOAA, destacando os 2 maiores recordes. Créditos: Meteored."><figcaption>Série histórica de anomalias semanais absolutas de TSM, com base nos dados da NOAA, destacando os 2 maiores recordes. Créditos: Meteored.</figcaption></figure><p>Uma <strong>anomalia absoluta de 3,4 °C jamais foi observada anteriormente </strong>na série histórica da NOAA, iniciada em 1981. O maior valor de anomalia absoluta fora o evento de 2026/2027 é de 3 °C, na semana de 18 de novembro de 2015. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-alcanca-3-4-c-de-anomalia-entenda-o-que-isso-significa-e-o-que-esperar-1793285174533.png" data-image="k6a5qze1jpn0" alt="Série histórica de anomalias semanais relativas de TSM, com base nos dados da NOAA, destacando os 2 maiores recordes. Créditos: Meteored." title="Série histórica de anomalias semanais relativas de TSM, com base nos dados da NOAA, destacando os 2 maiores recordes. Créditos: Meteored."><figcaption>Série histórica de anomalias semanais relativas de TSM, com base nos dados da NOAA, destacando os 2 maiores recordes. Créditos: Meteored.</figcaption></figure><p>Já em termos de<strong> anomalia relativa</strong>, o valor de<strong> 2,5 °C</strong> é inferior ao <strong>recorde de 2,9 °C</strong> observado na semana de <strong>29 de dezembro de 1982</strong>. Mas vale a pena realçar que o recorde foi alcançado durante o pico do evento daquele ano, enquanto o evento em curso ainda não alcançou o seu pico. Além disso, uma<strong> anomalia de 2,5 °C nunca foi observada num mês de outubro anteriormente</strong>.</p><h2>Como será definida a intensidade final do Super El Niño?</h2><p>A <strong>i</strong><strong>ntensidade final do El Niño será definida pela média trimestral das anomalias</strong> de TSM no Pacífico equatorial, e não pelos maiores valores semanais isolados. Na<strong> metodologia </strong>oficial<strong> </strong><strong>atual</strong>, utiliza-se o<strong> RONI</strong>, baseado em anomalias relativas; anteriormente, a monitorização era feita pelo ONI, baseado em anomalias absolutas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-nova-previsao-confirma-pico-excepcional-de-3-5-c.html" title="Super El Niño: nova previsão confirma pico excecional de 3,5°C">Super El Niño: nova previsão confirma pico excecional de 3,5°C</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-nova-previsao-confirma-pico-excepcional-de-3-5-c.html" title="Super El Niño: nova previsão confirma pico excecional de 3,5°C"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-nova-previsao-confirma-pico-excepcional-de-3-5-c-1792441726865_320.png" alt="Super El Niño: nova previsão confirma pico excecional de 3,5°C"></a></article></aside><p>De acordo com os<strong> </strong>índices mais recentes, o trimestre de <strong>julho-agosto-setembro</strong> registou anomalia de<strong> +1,7 °C </strong>pelo <strong>RONI</strong>, caracterizando um <strong>El Niño forte </strong>(acima de +1,5 °C), e de <strong>+2,2 °C </strong>pelo <strong>ONI</strong>, na categoria<strong> muito forte</strong> (acima de +2,0 °C).</p><h2>O que as anomalias semanais sugerem?</h2><p>As <strong>anomalias semanais não determinam</strong> <strong>a intensidade final do El Niño</strong>, calculada a partir de médias trimestrais. No entanto, ajudam a acompanhar a evolução do fenómeno e, neste momento, <strong>mostram um sinal importante</strong>: o <strong>aquecimento</strong> do Pacífico equatorial <strong>já está a atingir valores próximos aos previstos </strong>pelos principais modelos para o pico do evento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-alcanca-3-4-c-de-anomalia-entenda-o-que-isso-significa-e-o-que-esperar-1793285194726.png" data-image="84t2irzfrys6" alt="A pluma de modelos do IRI mostra uma previsão de anomalia absoluta trimestral da ordem de 3,5°C entre outubro-novembro-dezembro e novembro-dezembro-janeiro. Créditos: Meteored/IRI." title="A pluma de modelos do IRI mostra uma previsão de anomalia absoluta trimestral da ordem de 3,5°C entre outubro-novembro-dezembro e novembro-dezembro-janeiro. Créditos: Meteored/IRI."><figcaption>A pluma de modelos do IRI mostra uma previsão de anomalia absoluta trimestral da ordem de 3,5 °C entre outubro-novembro-dezembro e novembro-dezembro-janeiro. Créditos: Meteored/IRI.</figcaption></figure><p>A <strong>pluma de modelos do IRI </strong>indica que a <strong>média trimestral</strong> das anomalias absolutas poderá aproximar-se de<strong> +3,5 °C</strong> nos períodos de outubro-novembro-dezembro e novembro-dezembro-janeiro. </p><p>Para que essa média seja alcançada, o aquecimento precisará de permanecer em níveis muito elevados ao longo dos próximos meses. <strong>Isto sugere que as anomalias semanais podem manter-se próximas dos valores atuais ou até aumentar</strong> um pouco mais até ao fim do ano, antes de o evento atingir o seu pico.</p><h2>O que esperar dos impactos em novembro?</h2><p>A expectativa de que o<strong> El Niño continue a intensificar-se até ao fim do ano</strong> aumenta o interesse sobre os seus <strong>impactos no Brasil</strong>. No entanto, a distribuição das chuvas e das temperaturas também depende da atuação de outros sistemas atmosféricos. </p><div class="texto-destacado">Para novembro, a previsão do modelo ECMWF indica contrastes importantes entre as regiões do país, com chuva acima da média no Sul e em áreas vizinhas, enquanto grande parte da metade norte do país deve registar volumes abaixo da média, um sinal conhecido do El Niño.</div><p>Os <strong>maiores desvios </strong>superam <strong>100 mm acima da média</strong> e estão previstos ocorrer entre uma área que abrange desde o <strong>centro-norte do Rio Grande do Sul e oeste de Santa Catarina e do Paraná</strong>. Já os maiores desvios negativos<strong> </strong>são da ordem de <strong>100 mm abaixo da média</strong> e estão previstos para o<strong> oeste da Amazónia</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-alcanca-3-4-c-de-anomalia-entenda-o-que-isso-significa-e-o-que-esperar-1793285213606.png" data-image="t6uvjshh5mak" alt="Previsão de anomalia de chuva (esquerda, em mm) e de temperatura (direita, °C) para novembro, de acordo com o ECMWF. Créditos: Meteored/ECMWF." title="Previsão de anomalia de chuva (esquerda, em mm) e de temperatura (direita, °C) para novembro, de acordo com o ECMWF. Créditos: Meteored/ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia de chuva (esquerda, em mm) e de temperatura (direita, °C) para novembro, de acordo com o ECMWF. Créditos: Meteored/ECMWF.</figcaption></figure><p>Em relação à <strong>temperatura</strong>, o modelo prevê valores <strong>acima da média em praticamente todo o Brasil</strong>, especialmente na área de menor precipitação, onde as anomalias podem superar<strong> +2 °C</strong>. Sobre o<strong> Rio Grande do Sul</strong>, a área a branco significa que há igual probabilidade entre as categorias abaixo, acima ou dentro da média, portanto, sem <strong>nenhum sinal predominante</strong>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-alcanca-3-4-c-de-anomalia-entenda-o-que-isso-significa-e-o-que-esperar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Meteoropatia de outono: como os dias mais curtos e os primeiros períodos de frio afetam o humor e a saúde do corpo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/meteoropatia-de-outono-como-os-dias-mais-curtos-e-os-primeiros-periodos-de-frio-afetam-o-humor-e-a-saude-do-corpo.html</link><pubDate>Sat, 31 Oct 2026 16:37:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A redução da luz solar e a descida das temperaturas têm efeitos reais no humor e no corpo. Quando o outono entra em pleno andamento, a meteoropatia afeta toda a gente, muitas vezes com efeitos insignificantes, outras vezes com perturbações mais acentuadas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteoropatia-d-autunno-come-giornate-piu-corte-e-primi-freddi-influiscono-sull-umore-e-sulla-salute-del-corpo-1791482074908.jpg" data-image="pz87u26lwo3q" alt="autunno meteoropatia" title="autunno meteoropatia"><figcaption>Os sintomas físicos e mentais associados à falta de luz podem tornar o outono uma estação difícil.</figcaption></figure><p>A meteoropatia não é uma lenda urbana nem uma excentricidade de alguém, mas sim uma resposta <strong>natural </strong>do corpo à sucessão das estações. As variações do tempo atmosférico e a redução das horas de luz provocam, de facto, sintomas frequentemente ligados à produção de <strong>hormonas</strong>.</p><p>A isto acrescenta-se um maior estilo de vida <strong>sedentário</strong> e o frio, que podem provocar sintomas físicos como dores nos ossos e nas articulações e, consequentemente, um ligeiro <strong>aumento de peso</strong>.</p><p>Todos estes sintomas são, no entanto,<strong> controláveis</strong> com os devidos cuidados, para que se possa desfrutar ao máximo de toda a beleza do outono.</p><h2>Os sintomas da meteoropatia</h2><p>Não deve ser confundida com o<strong> transtorno afetivo sazonal</strong>, que é uma forma de <strong>depressão</strong> associada a determinadas estações do ano, mas mais frequentemente ao inverno; a meteoropatia, que afeta milhões de pessoas no outono, apresenta alguns sintomas bem específicos.</p><div class="texto-destacado">A<strong> luz do dia</strong> tem efeitos bem conhecidos na química do cérebro. Os dias mais curtos provocam uma alteração na produção da <strong>melatonina</strong>, a hormona do sono, e da <strong>serotonina</strong>, a hormona que regula o humor.</div><p>Daí resulta uma <strong>sonolência</strong> que se prolonga ao longo do dia, com maior dificuldade em sair da cama de manhã e uma tendência para <strong>mudanças de humor</strong>.</p><p>A relação entre o <strong>cortisol</strong> e as horas de luz também é fundamental. De facto, esta hormona também é afetado pelo encurtamento dos dias e a sua produção no outono está associada à sensação de <strong>cansaço</strong>.</p><p><strong>Oscilações de temperatura </strong>e<strong> temperaturas inconstantes</strong> ativam o sistema de resposta ao stress, provocando <strong>dores de cabeça ou irritabilidade</strong>. Além disso, quando chegam os primeiros dias de frio, os <strong>músculos </strong>tendem a contrair-se, o que abranda a circulação periférica. Isto provoca <strong>rigidez</strong> nas articulações e nos próprios músculos.</p><h2>Como combater os efeitos negativos do outono</h2><p>Quando os sintomas da meteoropatia se fazem sentir, é possível intervir.</p><p>É claro que não existe uma receita única para todos, porque a "cura" depende de uma multiplicidade de fatores, tanto ambientais como pessoais. De qualquer forma, quando o tempo o permite, passar algum <strong>tempo ao ar livre</strong> ajuda a regular a produção de hormonas. Basta <strong>meia hora </strong>ao sol por dia para melhorar o humor e o ritmo sono/vigília.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteoropatia-d-autunno-come-giornate-piu-corte-e-primi-freddi-influiscono-sull-umore-e-sulla-salute-del-corpo-1791482217399.jpg" data-image="d7onnov02p01" alt="autunno luce" title="autunno luce"><figcaption>O sol de outono faz bem ao corpo e à mente.</figcaption></figure><p>De um ponto de vista estritamente <strong>psicológico</strong>, planear atividades agradáveis para fazer em casa quando a previsão meteorológica indica chuva ajuda a manter <strong>o bom humor </strong>e a gerir melhor a <strong>ansiedade</strong>, evitando também que nos tornemos apáticos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795923" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/castanhas-miscaros-e-medronho-roteiro-de-outono-leva-sabores-da-estacao-as-aldeias-de-montanha.html" title="Castanhas, míscaros e medronho: Roteiro de Outono leva sabores da estação às Aldeias de Montanha">Castanhas, míscaros e medronho: Roteiro de Outono leva sabores da estação às Aldeias de Montanha</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/castanhas-miscaros-e-medronho-roteiro-de-outono-leva-sabores-da-estacao-as-aldeias-de-montanha.html" title="Castanhas, míscaros e medronho: Roteiro de Outono leva sabores da estação às Aldeias de Montanha"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/castanhas-miscaros-e-medronho-roteiro-de-outono-leva-sabores-da-estacao-as-aldeias-de-montanha-1793363556373_320.jpg" alt="Castanhas, míscaros e medronho: Roteiro de Outono leva sabores da estação às Aldeias de Montanha"></a></article></aside><p>A <strong>alimentação</strong> no período do outono também é importante. Se, para algumas pessoas, a diminuição da serotonina se traduz numa perda de apetite, muitas outras têm a reação oposta. Com a chegada do outono, o corpo parece pedir mais <strong>açúcares</strong> e mais <strong>calorias</strong>, mas é importante não exagerar.</p><h2>Meteoropatia de outono e atividade física</h2><p>No que diz respeito ao aspeto físico, <strong>movimentar-se</strong> um pouco, mesmo em casa, ajuda a reduzir as pequenas dores que muitas vezes acompanham a chegada do outono. Ficar muito tempo parado, por exemplo, no escritório, no outono ajuda ainda menos do que no resto do ano. Por isso, deve-se tentar levantar-se e caminhar de vez em quando.</p><div class="texto-destacado">Algumas sessões de <strong>alongamentos</strong> durante a semana continuam, no entanto, a ser indispensáveis. Esta é a solução mais eficaz para manter a saúde muscular nos meses frios. </div><p>Uma vez que a descida das temperaturas faz com que os músculos se contraiam e que, precisamente entre setembro e outubro, muitas pessoas retomam a prática desportiva após a pausa de verão, também neste caso são necessárias algumas precauções. A retoma deve ser sempre<strong> gradual</strong> mas <strong>constante </strong>e cada sessão deve ser precedida por um <strong>aquecimento </strong>bem feito.</p><h2>Outono e as primeiras constipações</h2><p>O outono traz também<strong> as primeiras constipações</strong>, mas a culpa não é apenas do frio. Muitas vezes, a descida das temperaturas é responsável apenas de forma indireta.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteoropatia-d-autunno-come-giornate-piu-corte-e-primi-freddi-influiscono-sull-umore-e-sulla-salute-del-corpo-1791482149150.jpg" data-image="us7vua65wwjp" alt="Autunno raffreddore" title="Autunno raffreddore"><figcaption>Com o outono chegam as primeiras constipações, mas a culpa não é apenas das temperaturas mais baixas</figcaption></figure><p>Quando se liga o<strong> aquecimento</strong> em casa, nas escolas, nas lojas ou nos escritórios, o corpo fica exposto ao ar <strong>seco</strong> durante várias horas por dia. As<strong> mucosas</strong> das vias respiratórias acabam, assim, por secar, pelo que não conseguem desempenhar plenamente a sua função.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795761" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/outono-quente-e-seco-deixa-tras-os-montes-sem-os-cogumelos-mais-procurados-nesta-epoca.html" title="Outono quente e seco deixa Trás-os-Montes sem os cogumelos mais procurados nesta época">Outono quente e seco deixa Trás-os-Montes sem os cogumelos mais procurados nesta época</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/outono-quente-e-seco-deixa-tras-os-montes-sem-os-cogumelos-mais-procurados-nesta-epoca.html" title="Outono quente e seco deixa Trás-os-Montes sem os cogumelos mais procurados nesta época"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/outono-quente-e-seco-deixa-tras-os-montes-sem-os-cogumelos-mais-procurados-nesta-epoca-1793282726779_320.jpg" alt="Outono quente e seco deixa Trás-os-Montes sem os cogumelos mais procurados nesta época"></a></article></aside><p>De facto, as mucosas constituem o sistema natural de limpeza do aparelho respiratório: se estiverem demasiado secas, não conseguem reter os agentes patogénicos e os irritantes, que, por sua vez, provocam <strong>infeções, bronquites e inflamações</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/meteoropatia-de-outono-como-os-dias-mais-curtos-e-os-primeiros-periodos-de-frio-afetam-o-humor-e-a-saude-do-corpo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Morcegos: esta medida reduziria a mortalidade destes animais relacionada com as turbinas eólicas em 80%]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/morcegos-esta-medida-reduziria-a-mortalidade-destes-animais-relacionada-com-as-turbinas-eolicas-em.html</link><pubDate>Sat, 31 Oct 2026 15:17:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O impacto dos parques eólicos na fauna voadora é significativo. Um novo estudo francês demonstra que um método específico poderia reduzir consideravelmente as colisões dos morcegos com as pás em movimento.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/chauves-souris-cette-mesure-permettrait-de-reduire-de-80-leur-mortalite-liee-aux-eoliennes-nature-1793211852897.jpeg" data-image="j2yjsp15db4a" alt="Los murciélagos se encuentran entre los animales más vulnerables a este tipo de mortalidad accidental." title="Los murciélagos se encuentran entre los animales más vulnerables a este tipo de mortalidad accidental."><figcaption>Os morcegos estão entre os animais mais vulneráveis a este tipo de mortalidade acidental.</figcaption></figure><p>Cientistas do Museu de História Natural demonstraram que a paragem temporária das turbinas eólicas <strong>durante o período de maior atividade dos morcegos </strong>reduziria a sua mortalidade em mais de 80%, sem prejudicar a produtividade dos parques eólicos.</p><h2> As turbinas eólicas representam um perigo para os morcegos</h2><p>Como explica Jeanne Bourdier, editora científica do Museu Nacional de História Natural, <strong>"os parques eólicos têm um impacto significativo na fauna voadora</strong>, que, além de ver o seu habitat degradado por estas infraestruturas, <strong>por vezes colide diretamente com as pás giratórias"</strong>.</p><p>Os morcegos desempenham um <strong>papel vital nos ecossistemas</strong>, especialmente na regulação das populações de insetos, incluindo certas pragas agrícolas. Por conseguinte, é necessário, e até essencial, ter em conta<strong> a proteção do habitat e da biodiversidade </strong>ao desenvolver projetos de energias renováveis.</p><h3>Uma redução da mortalidade superior a 80% graças às restrições</h3><p>Graças aos <strong>dados de mais de 600 parques eólicos</strong>, os investigadores conseguiram medir os efeitos da redução da produção, ou seja, <strong>a paragem temporária das turbinas eólica</strong><strong>s</strong>, adaptada às condições de atividade dos morcegos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chauves-souris-cette-mesure-permettrait-de-reduire-de-80-leur-mortalite-liee-aux-eoliennes-nature-1793261058528.jpeg" data-image="86t67quwmee9" alt="La limitación de la velocidad de los aerogeneradores, basada en los períodos de actividad de los murciélagos, permite reducir su mortalidad en más del 80 %." title="La limitación de la velocidad de los aerogeneradores, basada en los períodos de actividad de los murciélagos, permite reducir su mortalidad en más del 80 %."><figcaption>A limitação da velocidade das turbinas eólicas, com base nos períodos de atividade dos morcegos, permite reduzir a sua mortalidade em mais de 80%.</figcaption></figure><p>Os resultados, publicados a 20 de outubro de 2026 na revista <em>Journal of Applied Ecology</em>, mostram que a restrição da população de morcegos em função dos seus períodos de atividade reduz <strong>a sua mortalidade em mais de 80%</strong>.</p><p>"Estes resultados dizem respeito tanto<strong> aos morcegos com ecolocalização de longo alcance</strong>, que voam mais em prados abertos ou por cima da copa das árvores, como aos morcegos <strong>com ecolocalização de alcance intermédio</strong>, que frequentam as orlas das florestas e a vegetação rasteira", explica Andréas Ravache, investigador do CESCO e coautor do estudo.</p><h2> Será que podemos proteger os morcegos sem prejudicar a produção de eletricidade? <br></h2><p>Embora a eficácia da adaptação da restrição à atividade dos morcegos pareça inegável, cabe questionar <strong>o impacto dessa mesma restrição na produção de energia</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chauves-souris-cette-mesure-permettrait-de-reduire-de-80-leur-mortalite-liee-aux-eoliennes-nature-1793261803738.jpeg" data-image="tyvo7bmfludz" alt="Aerogeneradores de noche." title="Aerogeneradores de noche."><figcaption>Turbinas eólicas à noite.</figcaption></figure><p><strong>“Os morcegos só estão ativos à noite e movimentam-se sobretudo quando há pouco vento”</strong>, responde Andréas Ravache. “Por isso, limitar a velocidade das turbinas eólicas nestas condições não só é muito eficaz para preservar a fauna voadora, como, em última análise, <strong>tem pouco impacto na produtividade</strong>, uma vez que estes períodos correspondem a uma baixa produção de energia.”</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762868" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-tornado-de-morcegos-emerge-de-uma-gruta-no-mexico-este-e-o-fenomeno-natural-que-fascina-o-mundo.html" title="Um “tornado de morcegos” emerge de uma gruta no México: este é o fenómeno natural que fascina o mundo">Um “tornado de morcegos” emerge de uma gruta no México: este é o fenómeno natural que fascina o mundo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-tornado-de-morcegos-emerge-de-uma-gruta-no-mexico-este-e-o-fenomeno-natural-que-fascina-o-mundo.html" title="Um “tornado de morcegos” emerge de uma gruta no México: este é o fenómeno natural que fascina o mundo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/video-impresionante-tornado-de-murcielagos-en-mexico-un-fenomeno-natural-que-fascina-al-mundo-1775565647040_320.jpg" alt="Um “tornado de morcegos” emerge de uma gruta no México: este é o fenómeno natural que fascina o mundo"></a></article></aside><p>Segundo um estudo posterior, "proteger 90% da atividade dos morcegos poderia equivaler a uma <strong>perda de produção anual entre 3,5% e 4,9%"</strong>. Além disso, as paragens das turbinas eólicas poderiam ser geridas com maior precisão <strong>através de algoritmos</strong> capazes de fornecer informações sobre o clima, a estação do ano e o habitat.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Jeanne%20Bourdier" data-year="20%2F10%2F2026" data-title="Comment%20r%C3%A9duire%20la%20mortalit%C3%A9%20des%20chauves-souris%20dans%20les%20parcs%20%C3%A9oliens%20%3F" data-url="https%3A%2F%2Fwww.mnhn.fr%2Ffr%2Factualites%2Fcomment-reduire-la-mortalite-des-chauves-souris-dans-les-parcs-eoliens">Jeanne Bourdier. (20/10/2026). <a href="https://www.mnhn.fr/fr/actualites/comment-reduire-la-mortalite-des-chauves-souris-dans-les-parcs-eoliens" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Comment réduire la mortalité des chauves-souris dans les parcs éoliens ?</a>.</cite></p></section><ul></ul><ul></ul>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/morcegos-esta-medida-reduziria-a-mortalidade-destes-animais-relacionada-com-as-turbinas-eolicas-em.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Wisdom, a albatroz que sobreviveu a gerações e continua a fazer história]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/wisdom-a-albatroz-que-sobreviveu-a-geracoes-e-continua-a-fazer-historia.html</link><pubDate>Sat, 31 Oct 2026 14:05:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Anilhada pela primeira vez em 1956, Wisdom é a ave selvagem mais velha do mundo e continua a desafiar os limites da longevidade, regressando ano após ano à mesma ilha do Pacífico. Venha descobrir mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/wisdom-a-albatroz-que-sobreviveu-a-geracoes-e-continua-a-fazer-historia-1793448210546.jpg" data-image="54qxi7c8mgbk" alt="Ave com 7 décadas de história" title="Ave com 7 décadas de história"><figcaption>Identificada e anilhada em 1956, Wisdom continua a regressar ao Atol de Midway, no Pacífico Norte.</figcaption></figure><p>Uma pequena anilha colocada na pata em 1956 permitiu acompanhar uma das histórias mais extraordinárias da vida selvagem. Wisdom, <strong>uma fêmea de albatroz-de-Laysan, tem cerca de 75 anos e continua a surpreender os investigadores</strong> com a sua longevidade e capacidade de reprodução.</p><div class="texto-destacado">De acordo com a revista online <em>Diário do Litoral</em>, no meio da imensidão do oceano Pacífico, esta ave <strong>continua a desafiar aquilo que a ciência conhece sobre a longevidade dos animais</strong>. Chama-se Wisdom, é uma fêmea de albatroz-de-Laysan (<em>Phoebastria immutabilis</em>) e é considerada a <strong>ave selvagem conhecida mais velha do mundo</strong>. Com aproximadamente 75 anos, continua a regressar ao Atol de Midway, no Havai, onde a sua história começou a ser acompanhada há quase sete décadas.</div><p>Tudo começou a 10 de dezembro de 1956, quando o ornitólogo norte-americano <strong>Chandler Robbins colocou uma pequena anilha metálica numa das patas da ave</strong>. Na altura, Wisdom já estava a incubar um ovo, o que permitiu aos investigadores concluir que teria, pelo menos, cinco anos, sendo que desde aí, a identificação <strong>tornou possível acompanhar a sua trajetória ao longo de várias gerações de cientistas</strong>.</p><p>A anilha original acabou por ser substituída ao longo dos anos, devido ao desgaste provocado pela exposição constante à água salgada. Em 2002, aconteceu um episódio particularmente invulgar, <strong>Chandler Robbins voltou a encontrar a mesma ave, 46 anos depois de a ter identificado pela primeira vez</strong>.</p><h2>Uma vida que ultrapassa todas as expectativas</h2><p>Os albatrozes-de-Laysan vivem, em média, cerca de 40 anos, mas Wisdom (sabedoria, traduzida para inglês) ultrapassou largamente essa referência. Ao longo da sua vida, <strong>estima-se que tenha percorrido milhões de quilómetros sobre o oceano e criado aproximadamente 30 crias </strong>que conseguiram chegar à fase de voo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/wisdom-a-albatroz-que-sobreviveu-a-geracoes-e-continua-a-fazer-historia-1793448358509.jpg" data-image="5qn3yqfwm10n" alt="Wisdom" title="Wisdom"><figcaption>Wisdom, a albatroz-de-Laysan considerada a ave selvagem mais velha do mundo, tem cerca de 75 anos. Fonte: Diário do Litoral</figcaption></figure><p>A sua <strong>capacidade reprodutiva é igualmente surpreendente</strong>, pois estas aves <strong>formam geralmente casais duradouros</strong> e regressam às mesmas colónias para nidificar. No entanto, Wisdom teve de encontrar um novo companheiro depois de o seu parceiro anterior, Akeakamai, ter deixado de ser observado pelos investigadores.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793722" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-arrozais-que-alimentam-o-pais-sao-tambem-um-dos-ultimos-refugios-para-as-aves-aquaticas.html" title="Os arrozais que alimentam o país são também um dos últimos refúgios para as aves aquáticas">Os arrozais que alimentam o país são também um dos últimos refúgios para as aves aquáticas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-arrozais-que-alimentam-o-pais-sao-tambem-um-dos-ultimos-refugios-para-as-aves-aquaticas.html" title="Os arrozais que alimentam o país são também um dos últimos refúgios para as aves aquáticas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-arrozais-que-alimentam-o-pais-sao-tambem-um-dos-ultimos-refugios-para-as-aves-aquaticas-1792155588964_320.jpg" alt="Os arrozais que alimentam o país são também um dos últimos refúgios para as aves aquáticas"></a></article></aside><p>Em novembro de 2024, voltou a pôr um ovo, desta vez com um novo parceiro, identificado pela anilha <em>EX25</em>. A cria nasceu no início de 2025, tornando este episódio particularmente notável, <strong>Wisdom conseguiu reproduzir-se numa idade em que muitos animais da sua espécie já não estariam vivos</strong>.</p><div class="texto-destacado">"<strong>Os albatrozes-de-Laysan passam grande parte da sua vida a voar em alto mar e, normalmente, vivem até aos 40 anos. Regressam à terra para se reproduzirem, em média de dois em dois anos, por volta de novembro." </strong>Segundo o Guiness World Record</div><p>Na temporada seguinte, regressou novamente ao Atol de Midway, embora não tenha sido registada uma nova postura. <strong>A sua presença continua, por isso, a ser acompanhada com especial interesse pelos investigadores e voluntários </strong>que monitorizam a colónia.</p><h2>A história de Wisdom é também um exemplo da importância do acompanhamento científico a longo prazo</h2><p>É através das anilhas que os investigadores conseguem <strong>identificar indivíduos, estudar os seus movimentos, compreender os seus hábitos reprodutivos</strong> e recolher informações sobre a longevidade das espécies.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/wisdom-a-albatroz-que-sobreviveu-a-geracoes-e-continua-a-fazer-historia-1793448432257.jpg" data-image="dycrb8t688p7" alt="Simbolo de longevidade" title="Simbolo de longevidade"><figcaption>Ao longo da vida, Wisdom terá criado cerca de 30 crias, tornando-se um caso extraordinário para a ciência.</figcaption></figure><p>O <strong>Atol de Midway</strong>, no Pacífico Norte, é <strong>um dos locais mais importantes do mundo para a reprodução dos albatrozes-de-Laysan</strong>, acolhendo centenas de milhares de ninhos. É neste território que Wisdom continua a regressar, depois de longos períodos passados em mar aberto.</p><p>A sua sobrevivência também recorda os desafios enfrentados pelas aves marinhas, desde a <strong>poluição por plásticos até à captura acidental em equipamentos de pesca e à perda de habitats</strong> provocada pelas alterações climáticas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Luna%20Almeida" data-year="2026" data-title="Ave%20selvagem%20mais%20velha%20do%20mundo%2C%20p%C3%A1ssaro%20anilhado%20em%201956%20retorna%20a%20ilha%20no%20Pac%C3%ADfico%20aos%2075%20anos%20com%20novo%20parceiro." data-url="https%3A%2F%2Fwww.diariodolitoral.com.br%2Fmundo%2Fave-selvagem-mais-velha-do-mundo-passaro-anilhado-em-1956-retorna-a-ilha%2F">Luna Almeida. (2026). <a href="https://www.diariodolitoral.com.br/mundo/ave-selvagem-mais-velha-do-mundo-passaro-anilhado-em-1956-retorna-a-ilha/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Ave selvagem mais velha do mundo, pássaro anilhado em 1956 retorna a ilha no Pacífico aos 75 anos com novo parceiro.</a>.</cite><br><cite data-author="Guiness%20World%20Record" data-year="2024" data-title="Oldest%20wild%20bird" data-url="https%3A%2F%2Fwww.guinnessworldrecords.com%2Fworld-records%2Foldest-wild-bird">Guiness World Record. (2024). <a href="https://www.guinnessworldrecords.com/world-records/oldest-wild-bird" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Oldest wild bird</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/wisdom-a-albatroz-que-sobreviveu-a-geracoes-e-continua-a-fazer-historia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tendência semanal do tempo em Portugal: até dia 7, o frio ganha terreno antes da chegada da chuva]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-semanal-do-tempo-em-portugal-ate-dia-7-o-frio-ganha-terreno-antes-da-chegada-da-chuva.html</link><pubDate>Sat, 31 Oct 2026 13:31:59 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O início de novembro será marcado por tardes ainda amenas, mas o cenário muda a partir de quarta-feira, com madrugadas bastante mais frias e possibilidade de geada. Dia 7, uma depressão atlântica poderá começar a anunciar o regresso da chuva.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbshorq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbshorq.jpg" id="xbshorq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Novembro começa com um cenário ainda pouco outonal em Portugal continental, marcado por tempo maioritariamente seco e tardes amenas. No entanto, a situação deverá mudar gradualmente ao longo da semana. Primeiro com uma descida acentuada das temperaturas durante as noites e madrugadas e, mais tarde, <strong>com sinais de uma alteração do padrão atmosférico que poderá abrir caminho ao regresso da chuva</strong>.</p><h2>Domingo ainda com máximas acima dos 20 ºC</h2><p>Este domingo, dia 1, será marcado por uma grande amplitude térmica, depois de uma madrugada fresca, as temperaturas deverão subir consideravelmente durante a tarde. A maioria das capitais de distrito poderá registar <strong>máximas superiores a 20 ºC</strong>, com exceção da Guarda, onde deverão ficar próximas dos 18 ºC. Leiria, Santarém, Lisboa, Évora e Beja poderão destacar-se, com valores entre <strong>24 e 26 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-semanal-do-tempo-em-portugal-ate-dia-7-o-frio-ganha-terreno-antes-da-chegada-da-chuva-1793452214783.jpg" data-image="av3du38lif90" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-997936">Novembro começa com uma tarde pouco outonal, grande parte das capitais de distrito poderá superar os 20 ºC, com máximas entre 24 e 26 ºC em vários locais do Centro e Sul.</figcaption></figure><p>Na segunda-feira, dia 2, as máximas começam a descer, sobretudo no Norte, embora o ambiente permaneça relativamente ameno durante a tarde e sem sinais relevantes de precipitação.</p><h2>Ar mais frio avança para sul: madrugadas mudam a partir de quarta-feira</h2><p>Entre terça e quarta-feira ocorre uma mudança mais evidente. Uma ondulação pronunciada da corrente de jato, em conjugação com um <strong>robusto anticiclone sobre as Ilhas Britânicas</strong>, deverá favorecer a advecção de uma massa de ar mais frio proveniente de latitudes setentrionais em direção à Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-semanal-do-tempo-em-portugal-ate-dia-7-o-frio-ganha-terreno-antes-da-chegada-da-chuva-1793452258918.jpg" data-image="bxsiz3cxuf5w" alt="Temperatura a 700 hPa" title="Temperatura a 700 hPa"><figcaption>Uma ondulação da corrente de jato e o bloqueio anticiclónico sobre as Ilhas Britânicas favorecem a progressão de ar mais frio de latitudes setentrionais em direção à Península Ibérica.</figcaption></figure><p>O arrefecimento será particularmente evidente durante as noites e madrugadas. Na madrugada de quarta-feira, dia 4, as temperaturas poderão aproximar-se dos <strong>0 ºC em algumas zonas do interior Norte e Centro</strong>, descendo para valores negativos nas áreas mais elevadas da Serra da Estrela e, pontualmente, noutros locais montanhosos ou vales abrigados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-semanal-do-tempo-em-portugal-ate-dia-7-o-frio-ganha-terreno-antes-da-chegada-da-chuva-1793452274840.jpg" data-image="1h2hz5q0vsrx" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O frio torna-se mais evidente na madrugada de quarta-feira: as temperaturas poderão aproximar-se dos 0 ºC no interior Norte e Centro e atingir valores negativos nas zonas mais elevadas, com possibilidade de geada.</figcaption></figure><p>Assim, poderá ocorrer <strong>formação de geada matinal</strong> em alguns destes locais. A partir de quarta-feira, a sensação será de tempo bastante mais fresco durante as manhãs e noites.</p><h2>Até 10 ºC abaixo da média durante as madrugadas</h2><p>O sinal frio poderá prolongar-se pelos dias <strong>4, 5, 6 e possivelmente 7</strong>, sobretudo durante as horas noturnas e matinais. Os mapas do ECMWF mostram anomalias negativas generalizadas nas temperaturas durante a madrugada, que poderão atingir pontualmente cerca de <strong>-10 ºC face à média climatológica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-semanal-do-tempo-em-portugal-ate-dia-7-o-frio-ganha-terreno-antes-da-chegada-da-chuva-1793452323431.jpg" data-image="4yjy9npuivld" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-108716">As manhãs tornam-se muito mais frias do que o normal. Na madrugada de quinta-feira, as temperaturas poderão ficar entre 4 e 8 ºC abaixo da média em grande parte do país, com desvios pontualmente próximos de -10 ºC.</figcaption></figure><p>Importa esclarecer que isto <strong>não significa temperaturas de -10 ºC</strong>. Uma anomalia de -10 ºC indica que, naquele local e naquela hora, a temperatura prevista poderá estar cerca de 10 ºC abaixo do valor climatológico correspondente. O contraste com o início da semana será, portanto, significativo.</p><h2>E a chuva? Dia 7 poderá começar a anunciar uma mudança</h2><p>Apesar do arrefecimento, a chuva deverá continuar relativamente afastada durante boa parte da semana. A partir de quinta-feira, dia 5, começa a observar-se maior instabilidade nas proximidades da Península Ibérica, mas <strong>os atuais mapas sinópticos não apresentam um sinal consistente de precipitação significativa em Portugal entre os dias 5 e 6</strong>.</p><p>É mais para o final do período que o cenário se torna interessante. Para sábado, <strong>dia 7 de novembro</strong>, o ECMWF projeta uma extensa e profunda depressão no Atlântico, a oeste da Península Ibérica. A sua aproximação poderá começar a alterar o estado do tempo, com <strong>aumento da nebulosidade, intensificação do vento e agravamento da agitação marítima</strong>, além da possibilidade de precipitação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-semanal-do-tempo-em-portugal-ate-dia-7-o-frio-ganha-terreno-antes-da-chegada-da-chuva-1793452410864.jpg" data-image="jb1j3j462hkj" alt="Situação sinótica" title="Situação sinótica"><figcaption>Uma extensa depressão atlântica deverá posicionar-se a oeste da Península Ibérica no final da semana. A sua aproximação poderá anunciar uma mudança do tempo, embora a trajetória e intensidade ainda apresentem incerteza.</figcaption></figure><p>Contudo, os atuais mapas apontam para que <strong>o período de precipitação mais significativo possa começar apenas a partir do dia 8 e durar até dia 10 de novembro</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796042" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-45-mm-a-partir-das-21-horas-a-chuva-ganhara-intensidade-no-arquipelago-da-madeira-eis-as-duas-zonas-mais-afetadas.html" title="Até 45 mm: a partir das 21 horas a chuva ganhará intensidade no arquipélago da Madeira; eis as duas zonas mais afetadas">Até 45 mm: a partir das 21 horas a chuva ganhará intensidade no arquipélago da Madeira; eis as duas zonas mais afetadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-45-mm-a-partir-das-21-horas-a-chuva-ganhara-intensidade-no-arquipelago-da-madeira-eis-as-duas-zonas-mais-afetadas.html" title="Até 45 mm: a partir das 21 horas a chuva ganhará intensidade no arquipélago da Madeira; eis as duas zonas mais afetadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-45-mm-a-partir-das-21-horas-a-chuva-ganhara-intensidade-no-arquipelago-da-madeira-eis-as-duas-zonas-mais-afetadas-1793450540052_320.png" alt="Até 45 mm: a partir das 21 horas a chuva ganhará intensidade no arquipélago da Madeira; eis as duas zonas mais afetadas"></a></article></aside><p>Tratando-se ainda de um horizonte de vários dias, a posição, trajetória e intensidade desta depressão poderão sofrer alterações importantes nas próximas atualizações. Até lá, novembro começa maioritariamente seco e ameno durante as tardes, mas com uma mudança clara a meio da semana: <strong>as manhãs e noites vão ficar bastante mais frias e, perto do dia 7, o Atlântico poderá finalmente começar a dar sinais de mudança</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-semanal-do-tempo-em-portugal-ate-dia-7-o-frio-ganha-terreno-antes-da-chegada-da-chuva.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Fotógrafo Sebastião Salgado plantou dois milhões de árvores numa propriedade devastada e a fauna regressa 28 anos depois]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/fotografo-sebastiao-salgado-plantou-dois-milhoes-de-arvores-numa-propriedade-devastada-e-a-fauna-regressa-28-anos-depois.html</link><pubDate>Sat, 31 Oct 2026 13:25:06 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Em 1998, Sebastião Salgado e a sua esposa deram início à recuperação de uma propriedade degradada no Brasil. O projeto permitiu restaurar milhares de hectares e recuperar habitats naturais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-fotografo-que-planto-2-millones-de-arboles-en-una-finca-devastada-28-anos-despues-la-fauna-y-flora-han-vuelto-1793165010970.jpg" data-image="mmi2ca0c8nwm" alt="Proyecto Terra" title="Proyecto Terra"><figcaption>Sebastião Salgado impulsionou o reflorestamento de uma propriedade familiar no Brasil, onde o regresso das árvores tem favorecido a recuperação da fauna e da flora. Imagem: Instituto Terra.</figcaption></figure><p>A desflorestação e a pecuária tinham deixado uma marca profunda numa propriedade familiar situada no sudeste do Brasil. Perante a deterioração do terreno, <strong>o fotógrafo Sebastião Salgado e a sua esposa, Lélia Deluiz Wanick Salgado</strong>, decidiram agir para recuperar a vegetação perdida e devolver ao ambiente parte da sua riqueza natural.</p><p><strong>A iniciativa teve início em 1998 e acabou por dar origem ao Instituto Terra</strong>, uma entidade dedicada à restauração ambiental. O trabalho realizado desde então demonstra que recuperar um espaço degradado requer anos de intervenções, recursos económicos e uma seleção adequada das espécies vegetais. A experiência também serviu para alargar as tarefas de conservação para além da propriedade original.</p><h2>Sebastião Salgado e o Instituto Terra: como começou a reflorestação</h2><p>A propriedade reflorestada situa-se em Aimorés, no estado brasileiro de Minas Gerais. Antes do início dos trabalhos, décadas de exploração pecuária e abate de árvores tinham reduzido a cobertura vegetal e prejudicado as condições do solo. A intervenção de Salgado e da sua esposa<strong> visava recuperar a Mata Atlântica, um ecossistema que tinha perdido terreno naquela zona</strong>.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/RY2dIEba30o/sddefault.jpg" alt="youtube video id=RY2dIEba30o" id="RY2dIEba30o"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>O casal lançou um programa de recuperação que exigia conhecer as características do terreno e as necessidades de cada espécie. A produção de mudas, a escolha de árvores autóctones e a sua distribuição nas áreas danificadas fizeram parte dos trabalhos. O objetivo era <strong>favorecer a recuperação do ambiente e criar as condições adequadas para o regresso de outras espécies</strong>.</p><p>Os primeiros resultados obrigaram a rever alguns procedimentos. <strong>A sobrevivência das plantas colocou dificuldades e a equipa teve de adaptar as técnicas de plantação</strong> às condições da propriedade. De acordo com os dados publicados pelo Instituto Terra, a organização já conseguiu restaurar mais de 2 300 hectares de floresta atlântica e plantar mais de 3,5 milhões de árvores.</p><h2>A recuperação da floresta brasileira devolve espaço à fauna</h2><p>O regresso da vegetação permitiu recuperar funções naturais que o terreno tinha perdido. <strong>As raízes contribuíram para fixar o solo e reduzir a erosão, enquanto a cobertura vegetal ajudou a conservar a humidade</strong>. Além disso, as árvores também proporcionaram abrigo e alimento a diversas espécies, o que favoreceu a recuperação da biodiversidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-fotografo-que-planto-2-millones-de-arboles-en-una-finca-devastada-28-anos-despues-la-fauna-y-flora-han-vuelto-1793165396923.jpg" data-image="1oaihqwwcphs" alt="Recuperación del bosque atlántico en Brasil" title="Recuperación del bosque atlántico en Brasil"><figcaption>O Instituto Terra já restaurou mais de 2 300 hectares de mata atlântica e trabalha na conservação da água, da biodiversidade e dos solos degradados. Imagem: Instituto Terra.</figcaption></figure><p><strong>Outro dos trabalhos de recuperação centrou-se nos recursos hídricos</strong>. A regeneração da floresta contribuiu para proteger as nascentes e melhorar as condições das áreas próximas dos cursos de água. A recuperação destes elementos revelou-se determinante para restabelecer as relações entre o solo, a vegetação e a fauna autóctone.</p><p>Os trabalhos, no entanto, não estiveram isentos de obstáculos. O casal teve de enfrentar diversos problemas durante os primeiros anos, tanto no que diz respeito à sobrevivência das plantas como ao financiamento necessário para manter o projeto. A produção de espécimes, os seus cuidados e a ampliação das áreas intervencionadas<strong> exigiram recursos contínuos para sustentar a restauração</strong>.</p><h2>O Instituto Terra alarga a recuperação ambiental para além da propriedade</h2><p>A iniciativa lançada por Sebastião Salgado e Lélia Deluiz Wanick Salgado deu origem a uma atividade que já ultrapassa os limites da sua própria propriedade. Atualmente, <strong>o Instituto Terra desenvolve iniciativas de recuperação de terrenos degradados na bacia do rio Doce</strong>, além de programas educativos e ações de formação profissional relacionadas com o ambiente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-fotografo-que-planto-2-millones-de-arboles-en-una-finca-devastada-28-anos-despues-la-fauna-y-flora-han-vuelto-1793165518602.jpg" data-image="6md939m2ywfw" alt="Recuperación de flora y fauna en Brasil" title="Recuperación de flora y fauna en Brasil"><figcaption>A recuperação da floresta atlântica favoreceu o regresso da fauna autóctone a uma propriedade brasileira devastada por décadas de desflorestação e pecuária. Imagem: Instituto Terra.</figcaption></figure><p>Uma parte deste trabalho destina-se aos produtores rurais, com o objetivo de <strong>promover práticas agrícolas compatíveis com a conservação dos recursos naturais</strong>. A organização pretende que a restauração florestal possa ser aplicada noutras explorações e áreas que também tenham sofrido a perda de vegetação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795930" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-projeto-de-jason-momoa-para-proteger-o-ambiente-um-sistema-inovador-para-eliminar-as-garrafas-de-plastico.html" title="O projeto de Jason Momoa para proteger o ambiente: um sistema inovador para eliminar as garrafas de plástico">O projeto de Jason Momoa para proteger o ambiente: um sistema inovador para eliminar as garrafas de plástico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-projeto-de-jason-momoa-para-proteger-o-ambiente-um-sistema-inovador-para-eliminar-as-garrafas-de-plastico.html" title="O projeto de Jason Momoa para proteger o ambiente: um sistema inovador para eliminar as garrafas de plástico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/il-nuovo-progetto-di-jason-momoa-per-proteggere-l-ambiente-un-sistema-innovativo-per-eliminare-le-bottiglie-di-plastica-1793112428007_320.jpg" alt="O projeto de Jason Momoa para proteger o ambiente: um sistema inovador para eliminar as garrafas de plástico"></a></article></aside><p>Entre as suas áreas de atuação contam-se <strong>a recuperação de nascentes, a proteção das florestas ribeirinhas e a promoção de métodos de cultivo sustentáveis</strong>. O projeto, criado em 1998, passou da recuperação de uma exploração agrícola familiar para a promoção de iniciativas que associam a conservação da floresta à proteção da água, do solo e da biodiversidade.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/fotografo-sebastiao-salgado-plantou-dois-milhoes-de-arvores-numa-propriedade-devastada-e-a-fauna-regressa-28-anos-depois.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 45 mm: a partir das 21 horas a chuva ganhará intensidade no arquipélago da Madeira; eis as duas zonas mais afetadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-45-mm-a-partir-das-21-horas-a-chuva-ganhara-intensidade-no-arquipelago-da-madeira-eis-as-duas-zonas-mais-afetadas.html</link><pubDate>Sat, 31 Oct 2026 12:45:08 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Aviso amarelo de precipitação no arquipélago da Madeira na transição de outubro para novembro. A partir das 21:00 deste sábado de Halloween, os aguaceiros ganharão intensidade e frequência, sendo potencialmente acompanhados de trovoadas ocasionais.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbshfv2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbshfv2.jpg" id="xbshfv2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Na origem do agravamento do estado do tempo previsto para o arquipélago da Madeira, sobretudo a partir das <strong>21:00 deste</strong> <strong>sábado, 31 de outubro</strong>, está uma <strong>depressão fria isolada</strong> situada atualmente a oeste deste território insular.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>A situação meteorológica adversa prevista já levou o IPMA a ativar o <strong>aviso amarelo de precipitação</strong>. Estará em vigor durante 12 horas, desde as <strong>21:00 de hoje até às 09:00 da manhã de domingo, 1 de novembro</strong> e Dia de Todos os Santos.</p><h2>Céu muito encoberto esta tarde; a partir da noite haverá risco de aguaceiros fortes e trovoadas ocasionais</h2><p>Com a progressiva aproximação da depressão ao arquipélago da Madeira, os períodos de céu muito nublado sobre este território insular darão lugar a um panorama generalizado de <strong>céu muito nublado, especialmente a partir do meio da tarde deste sábado de Halloween</strong>.</p><p>Os mapas de referência da Meteored mostram como os <strong>aguaceiros, por vezes fortes </strong>e ocasionalmente acompanhados de<strong> trovoada</strong>, terão tendência a concentrar-se geograficamente na <strong>Costa Sul </strong>e nas<strong> Regiões Montanhosas</strong> da Ilha da Madeira, realçando-se localidades como <strong>Ponta do Sol, Curral das Freiras e Funchal</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-45-mm-a-partir-das-21-horas-a-chuva-ganhara-intensidade-no-arquipelago-da-madeira-eis-as-duas-zonas-mais-afetadas-1793449458371.jpg" data-image="m1psi560gnx8"><figcaption>Bandas de nebulosidade e precipitação geradas pelo sistema depressionário na Madeira à 01:00 da manhã de domingo, 1 de novembro.</figcaption></figure><p><strong>O vento Sul/Sueste acompanhará o agravamento da instabilidade atmosférica</strong> gerada pela aproximação e passagem da depressão, passando a soprar moderado a forte e condicionando particularmente as áreas centrais e montanhosas da Ilha da Madeira, mais expostas a este elemento climático.</p><p><strong>Para a madrugada e início da manhã de domingo, 1 de novembro e feriado de Todos os Santos a situação meteorológica adversa pouco mudará</strong>. Espera-se que os aguaceiros continuem a cair com pujança entre a meia-noite e até ao final da manhã do dia 1 de novembro, sendo por vezes intensos e potencialmente acompanhados de trovoada.</p><h2>Até às 16:00 de domingo, 1 de novembro, os mapas preveem até 45 mm de chuva acumulada</h2><p>Prevê-se que a fase mais instável deste episódio de aguaceiros e trovoadas ocorra entre as 21:00 de sábado (31) e as 09:00 de domingo (1). Os nossos mapas, baseados no modelo que inspira a nossa maior confiança - ECMWF -, continuam a assinalar <strong>a Costa Sul e as Regiões Montanhosas como as zonas da ilha da Madeira onde a probabilidade de precipitação é mais elevada, e onde os acumulados de chuva serão superiores </strong>face ao restante território da Madeira.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-45-mm-a-partir-das-21-horas-a-chuva-ganhara-intensidade-no-arquipelago-da-madeira-eis-as-duas-zonas-mais-afetadas-1793449322479.jpg" data-image="f8ho9jr3267e"><figcaption>Probabilidade de precipitação é elevada em todo o arquipélago na madrugada de domingo (1). Fica ainda evidente que essa probabilidade é superior na vertente sul e terras altas da Madeira.</figcaption></figure><p><strong>A Costa Norte e as extremidades ocidental e oriental da Madeira, bem como a ilha de Porto Santo, serão significativamente menos afetadas</strong> pela precipitação de carácter convectivo desencadeada pela passagem desta depressão fria isolada. Isto dever-se-á, entre vários fatores geográficos e meteorológicos, à posição e trajetória prevista deste sistema depressionário, pela direção e intensidade do fluxo atmosférico e pela interação entre a depressão e o relevo madeirense.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-45-mm-a-partir-das-21-horas-a-chuva-ganhara-intensidade-no-arquipelago-da-madeira-eis-as-duas-zonas-mais-afetadas-1793448734634.jpg" data-image="ymrckloe5iv3"><figcaption>Neste mapa de chuva acumulada das 16:00 de domingo, 1 de novembro, vê-se como os modelos preveem uma distribuição muito irregular da precipitação. A localidade de Porto Moniz, situada na vertente setentrional da ilha, deverá registar acumulados em torno dos 15 mm, contrastando fortemente com a capital madeirense, o Funchal, onde se poderiam somar cerca de 45 mm, um valor três vezes superior para o mesmo período de tempo.</figcaption></figure><p>Efetivamente, o maciço montanhoso central da ilha da Madeira, possuidor de uma <strong>elevada altitude e acentuada orografia, será favorável à intensificação da precipitação nas partes centrais e meridionais da ilha</strong>, contribuindo para uma distribuição muito desigual da precipitação acumulada na Madeira.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795924" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-a-longo-prazo-em-portugal-o-modelo-ecwmf-preve-uma-mudanca-de-padrao-a-partir-de-8-de-novembro.html" title="Previsão a longo prazo em Portugal: o modelo ECMWF prevê uma mudança de padrão a partir de 8 de novembro">Previsão a longo prazo em Portugal: o modelo ECMWF prevê uma mudança de padrão a partir de 8 de novembro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-a-longo-prazo-em-portugal-o-modelo-ecwmf-preve-uma-mudanca-de-padrao-a-partir-de-8-de-novembro.html" title="Previsão a longo prazo em Portugal: o modelo ECMWF prevê uma mudança de padrão a partir de 8 de novembro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-longo-prazo-em-portugal-o-modelo-ecwmf-preve-uma-mudanca-de-padrao-a-partir-de-8-de-novembro-1793365765371_320.jpg" alt="Previsão a longo prazo em Portugal: o modelo ECMWF prevê uma mudança de padrão a partir de 8 de novembro"></a></article></aside><p><strong>Entre o final da manhã e o início da tarde de</strong><strong> domingo (1) o sistema depressionário tenderá a afastar-se da geografia madeirense</strong>, os aguaceiros diminuirão de frequência e intensidade e o céu muito nublado dará lugar a abertas e a uma estabilização atmosférica generalizada.</p><p>Quanto ao vento, espera-se que continue a soprar pontualmente forte do quadrante Sul até ao final da manhã, particularmente nas terras altas, perdendo posteriormente intensidade, o que coincide, naturalmente, com o afastamento do sistema depressionário da ilha da Madeira.</p><p><em><strong>* Nota complementar</strong>: 45 minutos após a publicação deste artigo, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (<strong>IPMA</strong>), organismo público responsável pela emissão oficial de avisos meteorológicos, atualizou os avisos de <strong>precipitação</strong> para o arquipélago da <strong>Madeira</strong>, elevando para<strong> laranja o aviso na Costa Sul e Regiões Montanhosas</strong> entre as <strong>00:00 e as 09:00 de domingo, 1 de novembro</strong>. O aviso amarelo estendeu-se agora <strong>a toda a ilha da Madeira</strong> entre as 21:00 de sábado (31) e as 12:00 de domingo (1). A ilha de <strong>Porto Santo</strong> também está agora abrangida pelo aviso amarelo de precipitação entre as 06:00 e as 15:00 de domingo, 1 de novembro.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-45-mm-a-partir-das-21-horas-a-chuva-ganhara-intensidade-no-arquipelago-da-madeira-eis-as-duas-zonas-mais-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pinóquio, carrosséis e magia. Esta vila portuguesa já tem planos para o Natal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/pinoquio-carrosseis-e-magia-esta-vila-portuguesa-ja-tem-planos-para-o-natal.html</link><pubDate>Sat, 31 Oct 2026 07:19:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A festa começa já em novembro e traz um mundo de histórias para descobrir em família. “Cada canto esconde uma nova surpresa.”</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/pinoquio-carrosseis-e-magia-esta-vila-portuguesa-ja-tem-planos-para-o-natal-1793219635144.jpg" data-image="q5iw3qvbt0ll" alt="Óbidos Vila Natal" title="Óbidos Vila Natal"><figcaption>Óbidos Vila Natal regressa em novembro com Pinóquio, marionetas e muita diversão. Foto: Óbidos Vila Natal</figcaption></figure><p>Óbidos vai voltar a transformar-se num cenário natalício e tudo está mais perto do que imagina. É já a partir de <strong>dia 27 de novembro</strong>. </p><div class="texto-destacado">O Óbidos Vila Natal regressa à vila medieval do distrito de Leiria com uma edição dedicada a Pinóquio e ao mundo das marionetas. </div><p>A iniciativa decorre até 3 de janeiro de 2027 e promete juntar histórias, espetáculos e diversões para quem não dispensa um programa especial nesta altura do ano.</p><p>O tema escolhido para esta edição é <strong>‘Pinocchio e o Mundo das Marionetas’</strong>. E o que é que isto significa? Que se convidam os visitantes a entrar num universo inspirado numa das personagens mais conhecidas da literatura infantil. Entre espaços temáticos, atividades e cenários decorados para a ocasião, há várias propostas para descobrir em família.</p><p>“Este ano, o encanto do Natal traz Pinocchio até Óbidos. Uma figura esculpida em madeira, mas alimentada por um coração repleto de sonhos, que traz consigo um universo vibrante de marionetas, figuras fantásticas e aventuras inesquecíveis”, anuncia a organização.</p><p><strong>“Aqui, as histórias saem dos livros, as marionetas ganham movimento e cada canto esconde uma nova surpresa</strong>. Entre espetáculos, brincadeiras e momentos para partilhar em família, há um Natal inteiro para descobrir.”</p><h2>Pinóquio, marionetas e encontros com o Pai Natal</h2><p>O programa inclui <strong>espaços inspirados nas personagens e nos lugares </strong>associados à história de Pinóquio, como o Bairro do Geppetto, o Reino da Fada, a Oficina do Mestre e a Toca da Raposa Manca e do Gato Cego. O Teatro das Marionetas e a Mostra de Bonecos de Santo Aleixo acrescentam uma componente ligada à tradição desta forma de teatro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pinoquio-carrosseis-e-magia-esta-vila-portuguesa-ja-tem-planos-para-o-natal-1793220497017.jpg" data-image="sr7igop7jmnm" alt="Óbidos Vila Natal" title="Óbidos Vila Natal"><figcaption>A animação é garantida. Foto: Óbidos Vila Natal</figcaption></figure><p>Como manda a época, também não falta a oportunidade de visitar a Casa do Pai Natal. Os mais novos podem ainda passar pelo Posto de Correios, onde podem preparar e enviar os pedidos de presentes. Afinal, por esta altura, há listas que não convém deixar para a última hora.</p><p>Para quem prefere atividades mais movimentadas, <strong>o recinto conta com várias atrações</strong>, incluindo o Mar Gelado, com o Mergulho do Pinóquio, uma Mini Roda Gigante, o Carrossel Parisiense e uma Terra das Diversões. Estão também previstas atividades de pinturas faciais e um<em> Atelier</em> das Marionetas, entre outras propostas de animação.</p><h2>Datas, horários e preços do Óbidos Vila Natal</h2><p>O evento decorre na Cerca do Castelo de Óbidos, entre<strong> 27 de novembro de 2026 e 3 de janeiro de 2027</strong>. </p><div class="texto-destacado">Os horários variam consoante o dia da semana e a fase da época natalícia.</div><p>De segunda a quinta-feira, entre 30 de novembro e 17 de dezembro, o recinto funciona das 10:00 às 18:00 horas. Entre 21 e 30 de dezembro, o horário prolonga-se até às 20:00 horas. Às sextas-feiras, aos sábados, aos domingos e nos feriados, as portas estão abertas das 10:00 às 21:00 horas.</p><p>Nos dias 24 e 31 de dezembro, as visitas podem ser feitas entre as 10:00 e as 17:00 horas. <strong>O evento encerra a 25 de dezembro e a 1 de janeiro</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="688422" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nao-gosta-do-natal-conheca-os-destinos-onde-nao-ha-musicas-luzes-nem-pinheiros.html" title="Não gosta do Natal? Conheça os destinos onde não há músicas, luzes, nem pinheiros">Não gosta do Natal? Conheça os destinos onde não há músicas, luzes, nem pinheiros</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nao-gosta-do-natal-conheca-os-destinos-onde-nao-ha-musicas-luzes-nem-pinheiros.html" title="Não gosta do Natal? Conheça os destinos onde não há músicas, luzes, nem pinheiros"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nao-gosta-do-natal-conheca-os-destinos-onde-nao-ha-musicas-luzes-nem-pinheiros-1734645180248_320.jpg" alt="Não gosta do Natal? Conheça os destinos onde não há músicas, luzes, nem pinheiros"></a></article></aside><p>Os preços anunciados para esta edição <strong>começam nos 8€ </strong>para crianças dos três aos 11 anos. O bilhete geral custa 12€, enquanto estudantes dos 12 aos 25 anos e visitantes com mais de 65 anos pagam 11€, mediante as condições aplicáveis. Existe também um bilhete família a partir de 36€, para dois adultos e duas crianças. A entrada é gratuita para crianças até aos dois anos.</p><p>É importante ter em conta que<strong> algumas diversões podem exigir um pagamento adicional ao bilhete de entrada</strong>. Antes de organizar a visita, vale a pena consultar as condições de acesso, os preços e a disponibilidade das atividades no <em>site</em> oficial do evento.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="%C3%93bidos%20Vila%20Natal" data-year="2026" data-title="Pinocchio%20e%20o%20mundo%20das%20Marionetas!" data-url="https%3A%2F%2Fobidosvilanatal.pt%2F">Óbidos Vila Natal. (2026). <a href="https://obidosvilanatal.pt/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Pinocchio e o mundo das Marionetas!</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/pinoquio-carrosseis-e-magia-esta-vila-portuguesa-ja-tem-planos-para-o-natal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[É possível viajar no tempo? Neil Tyson explica porque é que o futuro é uma possibilidade, mas o passado não]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/e-possivel-viajar-no-tempo-neil-tyson-explica-por-que-o-futuro-e-uma-possibilidade-mas-o-passado-nao.html</link><pubDate>Sat, 31 Oct 2026 06:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O astrofísico americano explica como a relatividade permite-nos vivenciar a passagem do tempo em ritmos diferentes, e porque é que viajar ao passado continua fora do nosso alcance.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/neil-degrasse-tyson-podemos-viajar-en-el-tiempo-hacia-el-futuro-pero-siempre-seras-prisionero-del-presente-1793008179971.jpg" data-image="eg1soula1xiy" alt="Neil deGrasse Tyson" title="Neil deGrasse Tyson"><figcaption>Neil deGrasse Tyson explica os limites físicos da viagem no tempo e porque é que avançar em direção ao futuro não significa ser possível regressar ao passado. Imagem: Foto da Força Aérea dos EUA, de autoria do aviador de primeira classe Jonathan Whitely.</figcaption></figure><p>A <strong>viagem no tempo</strong> tem aparecido em romances, filmes e séries de televisão há muitos anos, mas a física sempre ofereceu uma explicação que difere consideravelmente dessas histórias. O<strong> astrofísico Neil deGrasse Tyson</strong> abordou essa questão durante uma entrevista recente, na qual explicou que possibilidades a ciência considera e quais aquelas que ainda não contam com evidências experimentais que as sustentem.</p><p>A conversa também abriu espaço para outros temas relacionados com a divulgação científica. <strong>O investigador americano discutiu os limites da viagem no tempo</strong> e participou na elaboração de um <em>ranking </em>de várias figuras notáveis, reconhecidas pelo seu trabalho na ciência e na comunicação.</p><h2>Neil Tyson explica a viagem no tempo para o futuro</h2><p>Durante a sua participação no <strong>programa </strong>de entrevistas do <strong>YouTube </strong><em>Hot Ones Game Night</em>, transmitido a 14 de outubro e apresentado por Joe Santagato, Tyson respondeu a uma pergunta sobre se os seres humanos seriam, algum dia, capazes de viajar no tempo.</p><p>A sua reação inicial foi descartar a ideia, embora, mais tarde, ele tenha feito uma ressalva na sua resposta para diferenciar a viagem para o futuro do regresso a períodos anteriores.</p><p>“<strong>Podemos viajar no tempo rumo ao futuro, mas não ao passado</strong>”, explicou o astrofísico. Com essa afirmação, ele resumiu uma distinção fundamental para <strong>compreender o que a física permite e o que ainda pertence ao campo da ficção</strong>. </p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/feiF4mTzfsU/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=feiF4mTzfsU" id="feiF4mTzfsU"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Para ilustrar o seu <strong>ponto de vista</strong>, ele descreveu o caso de alguém que viaja pelo espaço a uma velocidade muito elevada. Se essa pessoa envelhecesse dez minutos durante a viagem, ao regressar à Terra, poderia descobrir que uma hora, um dia ou até mesmo um ano ter-se-ia passado para aqueles que permaneceram no planeta. A diferença dependeria da velocidade atingida.</p><p>Este fenómeno é conhecido como<strong> dilatação temporal</strong> e está relacionado com a <strong>Teoria da Relatividade de Albert Einstein</strong>. O tempo pode transcorrer em ritmos diferentes, dependendo do movimento do observador e das condições gravitacionais. Consequentemente, o viajante poderia regressar a uma Terra que estivesse muitos anos à frente daquela que ele tinha deixado para trás.</p><h2>Porque é que não podemos voltar ao passado, segundo Tyson</h2><p>A explicação de Tyson apresenta uma limitação fundamental: vivenciar um período de tempo mais curto do que outras pessoas não permite que alguém escolha uma data livremente ou regresse a um momento anterior. <strong>A relatividade descreve diferenças na quantidade de tempo que transcorre, mas não prova que seja possível viajar para trás na história</strong>.</p><p>O astrofísico resumiu essa ideia com uma reflexão sobre os limites da nossa experiência do tempo: “É uma forma de viagem no tempo, mas não há como viajar para o seu próprio futuro. Não. Tu és prisioneiro do presente na tua própria linha do tempo, numa transição constante entre o teu passado inacessível e o teu futuro desconhecido”.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/neil-degrasse-tyson-podemos-viajar-en-el-tiempo-hacia-el-futuro-pero-siempre-seras-prisionero-del-presente-1793007734109.jpeg" data-image="0t9si7xbnzh0"><figcaption>Viajar no tempo para o futuro é possível segundo a Teoria da Relatividade, que explica porque é que duas pessoas podem envelhecer em ritmos diferentes.</figcaption></figure><p>A afirmação refere-se à<strong> impossibilidade de controlarmos a nossa própria passagem pelo tempo</strong>, da forma como ocorre em muitos filmes. No exemplo apresentado por Tyson, o viajante chega a um futuro que está mais adiante para todos os outros, mas continua a avançar a partir do seu próprio presente. Não existe um método comprovado para que ele regresse ao seu ponto de partida.</p><p>Além disso, <strong>tornar realidade viagens espaciais a velocidades próximas à da luz apresenta desafios tecnológicos enormes</strong>. A existência da dilatação temporal não significa que, atualmente, possamos organizar viagens desse tipo ou que elas estejam ao alcance da tecnologia disponível.</p><h2>Stephen Hawking, Carl Sagan e Bill Nye: o <em>ranking </em>de Tyson</h2><p>Noutro momento da entrevista, Santagato pediu ao astrofísico que classificasse quatro personalidades ligadas à ciência de acordo com a inteligência delas: Stephen Hawking, Carl Sagan, Bill Nye e o próprio Neil deGrasse Tyson.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="640747" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/novas-provas-da-relatividade-geral-reveladas-atraves-da-sombra-do-buraco-negro-de-m-87-astronomia.html" title="Novas provas da Relatividade Geral reveladas através da sombra do buraco negro de M87*">Novas provas da Relatividade Geral reveladas através da sombra do buraco negro de M87*</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/novas-provas-da-relatividade-geral-reveladas-atraves-da-sombra-do-buraco-negro-de-m-87-astronomia.html" title="Novas provas da Relatividade Geral reveladas através da sombra do buraco negro de M87*"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/revelan-nuevas-pruebas-de-relatividad-general-usando-la-sombra-del-agujero-negro-de-m-astronomia-universo-1705763401467_320.png" alt="Novas provas da Relatividade Geral reveladas através da sombra do buraco negro de M87*"></a></article></aside><p>A pergunta levou o investigador a explicar as suas preferências, sem, contudo, estabelecer uma classificação baseada em critérios objetivos. <strong>Tyson colocou Hawking em primeiro lugar, apresentando-o como o nome incontestável</strong> — com a exceção de Albert Einstein.</p><p>Em seguida, ele escolheu Sagan, conhecido pelo seu trabalho de divulgação científica, e reconheceu que o colocaria à frente de si mesmo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/neil-degrasse-tyson-podemos-viajar-en-el-tiempo-hacia-el-futuro-pero-siempre-seras-prisionero-del-presente-1793008093597.jpg" data-image="qfxvozdjgbej"><figcaption>Neil deGrasse Tyson explica como a teoria da relatividade de Einstein permite-nos viajar para o futuro através da dilatação temporal, e porque é que regressar ao passado permanece fora do alcance da física conhecida. Imagem: Wikipedia / BDEngler.</figcaption></figure><p>“<strong>Sem dúvida, Stephen Hawking, lá no topo, certo? O campeão incontestável</strong>. <strong>Bem, depois de Einstein, é claro</strong>. Eu diria que Carl Sagan viria em seguida; ele era um sujeito inteligente. Sim, eu o colocaria à minha frente”, respondeu ele.</p><p>A definição das duas últimas posições foi diferente. Tyson explicou que é amigo de Bill Nye e considera que as capacidades intelectuais de ambos são semelhantes. Por esse motivo, ele evitou fazer distinções entre eles e dividiu o terceiro lugar com ele. O ranking, portanto, permaneceu como uma opinião pessoal expressa durante uma entrevista, e não como uma avaliação científica da inteligência dos quatro indivíduos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/e-possivel-viajar-no-tempo-neil-tyson-explica-por-que-o-futuro-e-uma-possibilidade-mas-o-passado-nao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mergulhe na leitura: por dentro da livraria subaquática onde pode ler na companhia dos peixes]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/mergulhe-na-leitura-por-dentro-da-livraria-subaquatica-onde-pode-ler-na-companhia-dos-peixes.html</link><pubDate>Fri, 30 Oct 2026 17:33:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Situada no Lago Xinglong, na cidade chinesa de Chengdu, esta livraria combina literatura, arte e natureza. A sua fachada de vidro estende-se um metro abaixo da superfície da água, proporcionando uma vista fascinante do mundo subaquático.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sumergirse-en-la-lectura-asi-es-la-libreria-subacuatica-en-la-que-se-puede-leer-junto-a-los-peces-1792268994676.jpg" data-image="kkk06z0ulovl" alt="Tourism" title="Tourism"><figcaption>Através das janelas inferiores, os visitantes podem observar a vegetação aquática e os peixes a nadar enquanto leem. Crédito: MUDA Architects e ArchDaily</figcaption></figure><p><strong>Como seria mergulhar na leitura de um livro enquanto os peixes nadam a apenas polegadas de distância da sua cadeira? </strong>No sudoeste da China, esta cena faz parte de uma verdadeira experiência arquitetónica.</p><p><strong>A livraria CITIC, no Lago Xinglong</strong>, possui uma parede de vidro que se estende abaixo da superfície da água, permitindo aos visitantes observar a vida aquática enquanto folheiam um livro e apreciam o ambiente natural circundante.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sumergirse-en-la-lectura-asi-es-la-libreria-subacuatica-en-la-que-se-puede-leer-junto-a-los-peces-1792269335048.jpg" data-image="prbuqow9zr7g" alt="Tourism" title="Tourism"><figcaption>Grandes painéis de vidro ligam o interior da livraria ao lago ao longo do dia. Crédito: MUDA Architects e ArchDaily</figcaption></figure><p>A verdadeira magia desta livraria reside não só na sua aparência, mas também na sua engenharia. A fachada virada para o lago estende-se quase um metro debaixo de água. <strong>A partir das mesas de leitura, os visitantes podem observar peixes, plantas flutuantes e rochas</strong>, enquanto a luz do sol, ao filtrar-se pela água, projeta reflexos cintilantes pelo teto.</p><h2>Uma página que caiu do céu</h2><p>O conceito criativo por trás do edifício teve início com uma metáfora poética:<strong> "um livro a cair do céu" na margem do lago</strong>. Os seus projetistas procuraram também prestar<strong> homenagem à arquitetura tradicional da província de Sichuan</strong>, reinterpretando os telhados inclinados das casas rurais através de um único telhado contínuo e ondulado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sumergirse-en-la-lectura-asi-es-la-libreria-subacuatica-en-la-que-se-puede-leer-junto-a-los-peces-1792269094216.jpg" data-image="awz1hgrbc2i4" alt="Tourism" title="Tourism"><figcaption>O telhado inclinado presta homenagem às casas tradicionais da região e assemelha-se a uma folha de papel a ondular ao vento. Crédito: MUDA Architects e ArchDaily</figcaption></figure><p><strong>Com uma área de 500 metros quadrados</strong>, a estrutura retangular atinge alturas diferentes em cada extremidade, chegando aos 16 metros no seu ponto mais alto, de forma a assemelhar-se a uma folha de papel curvada pelo vento.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="745650" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/onde-os-livros-cheiram-a-cafe-as-mais-belas-livrarias-com-cafetaria-do-mundo.html" title="Onde os livros cheiram a café: as mais belas livrarias com cafetaria do mundo">Onde os livros cheiram a café: as mais belas livrarias com cafetaria do mundo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/onde-os-livros-cheiram-a-cafe-as-mais-belas-livrarias-com-cafetaria-do-mundo.html" title="Onde os livros cheiram a café: as mais belas livrarias com cafetaria do mundo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/onde-os-livros-cheiram-a-cafe-as-mais-belas-livrarias-com-cafetaria-do-mundo-1766592907644_320.png" alt="Onde os livros cheiram a café: as mais belas livrarias com cafetaria do mundo"></a></article></aside><p>Os materiais reforçam esta harmonia orgânica. O edifício combina estruturas de aço e revestimento interior de alumínio com acabamento semelhante à madeira, juntamente com painéis exteriores de titânio-zinco que desenvolvem uma pátina protetora.</p><h2>Exposições de arte, café e meditação</h2><p>O projeto teve início em 2018, quando a <strong>MUDA-Architects </strong>venceu um concurso internacional para projetar a livraria emblemática do lago. Após três anos de engenharia e construção complexas,<strong> abriu as suas portas em outubro de 2021</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sumergirse-en-la-lectura-asi-es-la-libreria-subacuatica-en-la-que-se-puede-leer-junto-a-los-peces-1792269163714.jpg" data-image="p5bv9roy3ujl" alt="Tourism" title="Tourism"><figcaption>A luz natural atravessa a água do lago, projetando reflexos em constante mudança no teto da área de leitura. Crédito: MUDA Architects e ArchDaily</figcaption></figure><p>Desde então, o edifício tem continuado a receber<strong> prémios internacionais de arquitetura</strong> e tornou-se uma <strong>atração viral</strong>, atraindo <strong>milhares de visitantes</strong> todos os dias que vêm tirar fotografias e desfrutar da <strong>experiência invulgar de ler imersos na paisagem circundante</strong>.</p><p>A livraria oferece vários outros espaços para explorar. Ao entrar, os visitantes deparam-se com uma <strong>galeria que apresenta exposições de arte rotativas </strong>antes de descerem para a sala de leitura principal. Lá, os leitores podem acomodar-se nos bancos de madeira em degraus ou encontrar um lugar junto às janelas com uma chávena de café.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sumergirse-en-la-lectura-asi-es-la-libreria-subacuatica-en-la-que-se-puede-leer-junto-a-los-peces-1792269250648.jpg" data-image="3hj8t0zi19de" alt="Tourism" title="Tourism"><figcaption>O vidro laminado de quatro camadas permite aos visitantes observar a vida aquática, ao mesmo tempo que resiste à pressão da água na secção submersa. Crédito: MUDA Architects e ArchDaily</figcaption></figure><p><strong>Para quem procura tranquilidade total</strong>, um corredor mais isolado apresenta aberturas estreitas ao nível dos olhos que emolduram pequenas secções da paisagem exterior. Para além do edifício, terraços de madeira estendem-se ao longo da margem do lago, oferecendo um local tranquilo para apreciar o pôr-do-sol.</p><h2>Um desafio de engenharia sob a superfície</h2><p>Para criar a impressionante vista subaquática, os arquitetos da MUDA-Architects tiveram de<strong> superar o desafio da enorme pressão exercida pela água sobre a estrutura</strong>.</p><p> A solução consistiu na <strong>instalação de painéis de vidro temperado e laminado de quatro camadas</strong>, concebidos para resistir à <strong>pressão da água</strong> e garantir a segurança dos visitantes. A equipa também aplicou vedantes estanques nas juntas e protegeu os perfis metálicos contra a corrosão. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sumergirse-en-la-lectura-asi-es-la-libreria-subacuatica-en-la-que-se-puede-leer-junto-a-los-peces-1792269602420.jpg" data-image="tntzm46in1ai" alt="Tourism" title="Tourism"><figcaption>A silhueta do edifício acompanha os contornos do terreno e parece flutuar na superfície do Lago Xinglong. Crédito: MUDA Architects e ArchDaily</figcaption></figure><p>O projeto teve igualmente em conta a subida do nível do lago durante a estação das chuvas.<strong> A fachada foi concebida para funcionar corretamente</strong> tanto quando os níveis de <strong>água estão baixos </strong>como quando o lago atinge o seu<strong> nível mais elevado</strong>.</p><p>A China pode estar do outro lado do oceano, e viajar até ao Lago Xinglong não é propriamente uma aventura do dia-a-dia. Felizmente, perder-se num bom livro não requer viajar meio mundo. É uma viagem que pode começar mesmo no conforto do seu próprio sofá.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/mergulhe-na-leitura-por-dentro-da-livraria-subaquatica-onde-pode-ler-na-companhia-dos-peixes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O projeto de Jason Momoa para proteger o ambiente: um sistema inovador para eliminar as garrafas de plástico]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-projeto-de-jason-momoa-para-proteger-o-ambiente-um-sistema-inovador-para-eliminar-as-garrafas-de-plastico.html</link><pubDate>Fri, 30 Oct 2026 16:17:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O conhecido ator Jason Momoa sempre lutou pela proteção do ambiente e, agora, lançou um projeto para reutilizar o plástico de forma mais eficaz do que a reciclagem comum.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-nuovo-progetto-di-jason-momoa-per-proteggere-l-ambiente-un-sistema-innovativo-per-eliminare-le-bottiglie-di-plastica-1793112428007.jpg" data-image="sk7a1xlrf31f" alt="Jason Momoa" title="Jason Momoa"><figcaption>Jason Momoa, ator também conhecido pelo seu empenho na defesa do ambiente - Gage Skidmore / Wikimedia Commons, licença CC BY-SA 2.0</figcaption></figure><p>Jason Momoa, ator e produtor norte-americano natural do Havai, <strong>sempre teve em conta as questões ambientais, com especial atenção à poluição</strong> causada pelo plástico e à defesa dos ecossistemas marinhos.</p><p>Em 2019, Momoa fundou a <strong>Mananalu, uma empresa dedicada a encontrar alternativas às garrafas de água de plástico</strong>. Agora, a empresa evoluiu ainda mais, disponibilizando novos sistemas para reduzir os resíduos plásticos, além de retirar as garrafas usadas do mar.</p><h2>Mananalu e a luta contra o plástico</h2><p>Mananalu é um termo havaiano que significa "espírito sagrado da vida" e <strong>a marca de Momoa nasceu em torno do princípio do mālama honua</strong>, que também provém da cultura havaiana e se centra no cuidado da Terra.</p><p>A missão da Mananalu é precisamente esta: <strong>ajudar o planeta a recuperar-se após décadas de exploração</strong> indiscriminada e poluição desenfreada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-nuovo-progetto-di-jason-momoa-per-proteggere-l-ambiente-un-sistema-innovativo-per-eliminare-le-bottiglie-di-plastica-1793113629738.jpg" data-image="yf4srwmhhpgy" alt="Momoa Hawaii" title="Momoa Hawaii"><figcaption>Uma praia no Havai ao pôr-do-sol.</figcaption></figure><p><strong>O primeiro passo, em 2019, foi criar garrafas de água de alumínio para substituir as de plástico</strong>. Além disso, por cada garrafa de alumínio comprada, uma parte do valor era destinada a financiar a recuperação das garrafas descartadas no mar. A iniciativa foi um sucesso, tendo conseguido retirar seis milhões de garrafas dos oceanos.</p><h2>Em que consiste o projeto de Jason Momoa?</h2><p>O próximo passo da Mananalu, que iniciou uma colaboração com a Boomerang Water em 2025, é <strong>explicar às pessoas para que comprem menos garrafas e reutilizem as que já têm</strong>, em vez de simplesmente substituir os materiais.</p><p>Para tal, foram concebidas máquinas que podem ser instaladas em estabelecimentos onde habitualmente se vende água engarrafada, como, por exemplo, hotéis. Estas máquinas funcionam como distribuidores de garrafas normais, mas <strong>as embalagens podem ser devolvidas para serem desinfetadas, reenchidas e redistribuídas</strong>.</p><div class="texto-destacado">As máquinas estão ligadas à rede de água local e podem realizar de forma autónoma e rápida todas as operações necessárias para recuperar os recipientes in situ.</div><p><strong>Cada máquina pode processar até 500 garrafas por hora, ou 4000 por dia</strong>. A utilização desta tecnologia também simplifica a compra, o transporte e o armazenamento de água para as instalações que acolhem as novas máquinas, uma vez que estas já não precisarão de comprar água engarrafada.</p><h2>Reutilização e reciclagem: qual é o sistema mais eficiente?</h2><p>No caso das garrafas de plástico, <strong>o sistema de reutilização é mais eficiente do que a reciclagem</strong>, porque não é necessário recolher, transportar nem processar as embalagens. Segundo a <strong>Manalalu, nem sequer é necessária uma nova embalagem ou rotulagem</strong>, o que representa uma redução de 95% nas emissões de carbono.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">If youre thirsty from doing stuff here on Earth, & also happen to be a fan of that very same planet, then youre gonna love #Mananalu. Because for every bottle of Mananalu you drink, well remove one gnarly, plastic bottle from ocean-going wasteevery single one of us wins https://t.co/n1bcY00ikW</p>— Mananalu (@MananaluWater) <a href="https://x.com/MananaluWater/status/1481296317574004740?ref_src=twsrc%5Etfw">January 12, 2022</a></blockquote></figure><p><strong>Este valor inclui também a poupança relacionada com a utilização da rede local de água</strong> e, sobretudo, com a compra de garrafas de água para os hotéis, que, no caso do Havai, é quase sempre feita a partir do continente.</p><p><strong>O arquipélago não possui grandes fábricas</strong>, pelo que comprar água engarrafada em grandes quantidades representa uma perda de tempo, dinheiro e energia.</p><h3>O Havai, um paraíso sob constante ameaça</h3><p><strong>O projeto de Momoa teve início na ilha de Oahu, onde, numa primeira fase, aderiram quatro hotéis</strong>. Agora, a esperança é alargar o sistema a escolas, escritórios, etc., e, posteriormente, levá-lo para fora do Havai.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-nuovo-progetto-di-jason-momoa-per-proteggere-l-ambiente-un-sistema-innovativo-per-eliminare-le-bottiglie-di-plastica-1793113575542.jpg" data-image="7fdzut9ei2yn"><figcaption>Seja debaixo de água ou debaixo da areia, o plástico constitui um perigo constante para os habitats costeiros.</figcaption></figure><p><strong>Abordar o problema das garrafas de plástico na sua origem, através da reutilização, é especialmente importante para estas belas ilhas</strong> do Pacífico, e não apenas devido ao envolvimento pessoal do fundador do projeto. O Havaí está constantemente ameaçado pelo plástico e, entre os estados costeiros da América do Norte, é o mais afetado pela poluição marinha.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="748269" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-sucesso-historico-a-ocean-cleanup-retirou-45-milhoes-de-quilos-de-lixo-dos-oceanos.html" title="Um sucesso histórico! A Ocean Cleanup retirou 45 milhões de quilos de lixo dos oceanos">Um sucesso histórico! A Ocean Cleanup retirou 45 milhões de quilos de lixo dos oceanos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-sucesso-historico-a-ocean-cleanup-retirou-45-milhoes-de-quilos-de-lixo-dos-oceanos.html" title="Um sucesso histórico! A Ocean Cleanup retirou 45 milhões de quilos de lixo dos oceanos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/logro-historico-the-ocean-cleanup-retira-45-millones-de-kilogramos-de-basura-de-los-oceanos-1767741854341_320.png" alt="Um sucesso histórico! A Ocean Cleanup retirou 45 milhões de quilos de lixo dos oceanos"></a></article></aside><p>A localização geográfica do Havaí coloca estas ilhas <strong>no centro das correntes oceânicas que transportam resíduos plásticos desde locais tão distantes como a Ásia até às suas costas</strong>. Estes resíduos põem em risco os ecossistemas marinhos e podem ficar enterrados na areia até um metro de profundidade.</p><p>Além disso, <strong>uma elevada percentagem dos resíduos plásticos que contaminam o Havai provém das atividades da população local</strong> e do elevado afluxo de turistas. As ilhas carecem de infraestruturas de reciclagem de resíduos e os aterros estão há muito tempo a transbordar.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="TOI%20Science%20Desk" data-year="2026" data-title="jason%20momoa%20launched%20a%20water%20brand%20to%20fight%20plastic%20pollution%20after%20reporting%20more%20than%206%20million%20plastic%20bottles%20removed%20his%20company%20introduced%20hotel%20machines%20that%20can%20refill%20up%20to%20500%20bottles%20an%20hour" data-url="https%3A%2F%2Ftimesofindia.indiatimes.com%2Fscience%2Fnature%2Fjason-momoa-launched-a-water-brand-to-fight-plastic-pollution-after-reporting-more-than-6-million-plastic-bottles-removed-his-company-introduced-hotel-machines-that-can-refill-up-to-500-bottles-an-hour%2Farticleshow%2F135119843.cms">TOI Science Desk. (2026). <a href="https://timesofindia.indiatimes.com/science/nature/jason-momoa-launched-a-water-brand-to-fight-plastic-pollution-after-reporting-more-than-6-million-plastic-bottles-removed-his-company-introduced-hotel-machines-that-can-refill-up-to-500-bottles-an-hour/articleshow/135119843.cms" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">jason momoa launched a water brand to fight plastic pollution after reporting more than 6 million plastic bottles removed his company introduced hotel machines that can refill up to 500 bottles an hour</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-projeto-de-jason-momoa-para-proteger-o-ambiente-um-sistema-inovador-para-eliminar-as-garrafas-de-plastico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Castanhas, míscaros e medronho: Roteiro de Outono leva sabores da estação às Aldeias de Montanha]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/castanhas-miscaros-e-medronho-roteiro-de-outono-leva-sabores-da-estacao-as-aldeias-de-montanha.html</link><pubDate>Fri, 30 Oct 2026 15:05:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Magustos, passeios micológicos e refeições comunitárias integram um programa que, até 29 de novembro, convida a descobrir as tradições sazonais da Serra da Estrela e da Gardunha.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/castanhas-miscaros-e-medronho-roteiro-de-outono-leva-sabores-da-estacao-as-aldeias-de-montanha-1793363556373.jpg" data-image="olkiza08wy1h" alt="Verdelhos, Covilhã, festas de outono" title="Verdelhos, Covilhã, festas de outono"><figcaption>Entre oficinas, gastronomia e caminhadas, Verdelhos, na Covilhã, assinala a chegada dos dias mais frios. Foto: aldeiasdemontanha.pt</figcaption></figure><p>Com as encostas a ganhar os tons dourados do outono e o aroma das castanhas assadas a regressar às praças e aos largos, as <strong>Aldeias de Montanha</strong> voltam a celebrar a estação através da gastronomia e das tradições locais. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Até 29 de novembro, o Roteiro de Outono reúne um conjunto de iniciativas nas serras da Estrela e da Gardunha, destacando os produtos mais típicos desta época, como a castanha, os míscaros, o medronho e a jeropiga.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O programa percorre várias localidades da rede das Aldeias de Montanha, combinando <strong>mercados de produtores</strong>, <strong>caminhadas interpretativas</strong>, <strong>festivais gastronómicos</strong> e momentos de <strong>convívio comunitário. </strong>Será uma excelente oportunidade para conhecer o património natural e cultural da região.</p><h2>Castanhas em destaque nas festas das aldeias</h2><p>A castanha tem um papel central em vários dos eventos agendados. Em <strong>Prados</strong>, no concelho de Celorico da Beira, a <strong>Festa da Castanha</strong> decorre nos dias 7 e 8 de novembro e presta homenagem a um dos produtos mais característicos da Serra da Estrela. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/castanhas-miscaros-e-medronho-roteiro-de-outono-leva-sabores-da-estacao-as-aldeias-de-montanha-1793363818088.jpg" data-image="9p46pdzh1jla" alt="Magusto de Famalicão da Serra" title="Magusto de Famalicão da Serra"><figcaption>Entre castanhas assadas e jeropiga, Famalicão da Serra mantém viva uma tradição serrana. Foto: aldeiasdemontanha.pt</figcaption></figure><p>O programa inclui mercado de produtores, magusto comunitário e carnes assadas em forno tradicional.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A iniciativa visa valorizar a produção local da variedade Longal, amplamente cultivada na região, e destacar a sua ligação a outros sabores outonais, como os cogumelos silvestres.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Também em <strong>Famalicão da Serra</strong>, no concelho da Guarda, a castanha partilha protagonismo com a jeropiga durante a <strong>Festa da Castanha e da Jeropiga</strong>, igualmente agendada para os dias 7 e 8 de novembro.</p><p>Mostras de produtos regionais, artesanato, concursos e animação musical fazem parte de uma celebração que destaca um património gastronómico intimamente ligado à vida da aldeia.</p><h2>Dos cogumelos aos sabores comunitários</h2><p>A programação valoriza igualmente outros recursos típicos da estação. Entre 18 e 22 de novembro, Alcaide, no concelho do Fundão, recebe o <strong>Míscaro, Festival do Cogumelo</strong>, dedicado aos apreciadores de micologia. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O evento inclui passeios pelos bosques, workshops, animação de rua e tasquinhas com propostas gastronómicas inspiradas em cogumelos silvestres.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>No <strong>Sabugueiro</strong>, em Seia, a tradicional <strong>Noite das Caçoilas</strong>, a 7 de novembro, convida habitantes e visitantes a se reunirem em torno do forno comunitário da aldeia. A iniciativa proporciona uma imersão numa tradição secular, associada à <strong>confeção lenta de pratos de carne</strong> em recipientes de barro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/castanhas-miscaros-e-medronho-roteiro-de-outono-leva-sabores-da-estacao-as-aldeias-de-montanha-1793364233279.jpg" data-image="9qnuzcyqn2gi" alt="Noite das Caçoilas, Sabugueiro, Seia" title="Noite das Caçoilas, Sabugueiro, Seia"><figcaption>Preparar as caçoilas na aldeia do Sabugueiro exige tempo, saber e práticas transmitidas de geração em geração. Foto: aldeiasdemontanha.pt</figcaption></figure><p>No mesmo fim de semana, Meruge, no concelho de Oliveira do Hospital, acolhe a <strong>Feira do Porco e do Enchido. </strong>Não vão faltar torresmos, enchidos e arroz de suã, algumas das especialidades mais apreciadas da gastronomia regional.</p><h2>Caminhadas, cultura e paisagens de outono</h2><p>Além da componente gastronómica, o roteiro inclui várias propostas para descobrir a paisagem serrana nesta época do ano.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="682249" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-e-o-verao-de-sao-martinho-eis-a-explicacao-da-meteorologia-para-este-famoso-evento-do-calendario.html" title="O que é o verão de São Martinho? Eis a explicação da meteorologia para este famoso evento do calendário">O que é o verão de São Martinho? Eis a explicação da meteorologia para este famoso evento do calendário</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-e-o-verao-de-sao-martinho-eis-a-explicacao-da-meteorologia-para-este-famoso-evento-do-calendario.html" title="O que é o verão de São Martinho? Eis a explicação da meteorologia para este famoso evento do calendário"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-e-o-verao-de-sao-martinho-eis-a-explicacao-da-meteorologia-para-este-famoso-evento-do-calendario-1731081920691_320.jpg" alt="O que é o verão de São Martinho? Eis a explicação da meteorologia para este famoso evento do calendário"></a></article></aside><p>Até 29 de novembro, Manteigas promove a iniciativa <strong>Outono nas Faias</strong>, com percursos pedestres guiados, atividades culturais e experiências ligadas aos produtos da estação. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em Folgosinho, no concelho de Gouveia, os Sabores da Montanha decorrem até 2 de novembro, com um mercado de produtores, castanha assada e caminhadas interpretativas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Nos dias 14 e 15 de novembro, <strong>Verdelhos</strong>, próximo da Covilhã, recebe mais uma edição dos <strong>Agasalhos no Frio</strong>, evento que alia natureza, artesanato, gastronomia e música tradicional, incentivando os visitantes a descobrir a aldeia e a envolvente serrana.</p><h2>Uma viagem pelo património das montanhas</h2><p>Mais do que uma programação de outono, o roteiro procura valorizar os produtos locais e as tradições que continuam a marcar a identidade das comunidades de montanha. </p><table><thead><tr><th><strong>Data</strong></th><th><strong>Localidade</strong></th><th>Evento</th><th>Destaques</th></tr></thead><tbody><tr><td>Até 29 nov.</td><td>Manteigas</td><td><strong>Outono nas Faias</strong></td><td>Percursos pedestres, atividades culturais e experiências gastronómicas</td></tr><tr><td>Até 2 nov.</td><td>Folgosinho (Gouveia)</td><td><strong>Sabores da Montanha</strong></td><td>Mercado de produtores, castanha assada e caminhadas interpretativas</td></tr><tr><td>7 e 8 nov.</td><td>Prados (Celorico da Beira)</td><td><strong>Festa da Castanha</strong></td><td>Magusto, mercado local, carnes assadas em forno comunitário</td></tr><tr><td>7 e 8 nov.</td><td>Famalicão da Serra (Guarda)</td><td><strong>Festa da Castanha e da Jeropiga</strong></td><td>Produtos regionais, artesanato, concursos e animação musical</td></tr><tr><td>7 nov.</td><td>Sabugueiro (Seia)</td><td><strong>Noite das Caçoilas</strong></td><td>Jantar comunitário, confeção tradicional em forno comunitário</td></tr><tr><td> 7 e 8 nov. </td><td>Meruge (Oliveira do Hospital)</td><td><strong>Feira do Porco e do Enchido</strong></td><td>Torresmos, enchidos e arroz de suã</td></tr><tr><td>14 e 15 nov.</td><td>Verdelhos (Covilhã)</td><td><strong>Agasalhos no Frio</strong></td><td>Artesanato, produtos locais, natureza e música tradicional</td></tr><tr><td>18 a 22 nov.</td><td>Alcaide (Fundão)</td><td><strong>Míscaro, Festival do Cogumelo</strong></td><td>Passeios micológicos, workshops, tasquinhas e animação de rua</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="4">Fonte: aldeiasdemontanha.pt</td></tr></tbody></table><p> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" 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data-url="https%3A%2F%2Fwww.aldeiasdemontanha.pt%2Fpt%2Fagenda%2F">Aldeias de Monhanta. <a href="https://www.aldeiasdemontanha.pt/pt/agenda/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Rota de Outono (Agenda)</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/castanhas-miscaros-e-medronho-roteiro-de-outono-leva-sabores-da-estacao-as-aldeias-de-montanha.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Previsão a longo prazo em Portugal: o modelo ECMWF prevê uma mudança de padrão a partir de 8 de novembro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-a-longo-prazo-em-portugal-o-modelo-ecwmf-preve-uma-mudanca-de-padrao-a-partir-de-8-de-novembro.html</link><pubDate>Fri, 30 Oct 2026 14:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Irá a chuva de outono finalmente impor-se em Portugal continental? Entenda o que implica para o país a possível mudança de padrão projetada pelo modelo ECMWF em torno do dia 8 de novembro!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-longo-prazo-em-portugal-o-modelo-ecwmf-preve-uma-mudanca-de-padrao-a-partir-de-8-de-novembro-1793365765371.jpg" data-image="dwk5x48g1q9z"><figcaption>Irá a chuva outonal finalmente impor-se em Portugal continental?</figcaption></figure><p>Até agora Portugal continental tem permanecido sob a influência de um <strong>anticiclone robusto e persistente</strong>. Esta situação tem vindo a traduzir-se em temperaturas invulgarmente elevadas para a época do ano e claramente superiores aos valores médios de referência, com algumas zonas do Sul do país a registarem valores próximos dos 30 ºC nesta reta final de outubro,<strong> e num estado do tempo estável, seco e predominantemente soalheiro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-longo-prazo-em-portugal-o-modelo-ecwmf-preve-uma-mudanca-de-padrao-a-partir-de-8-de-novembro-1793364489919.jpg" data-image="acfprogqc7fk"><figcaption>Anticiclone robusto (1041 hPa) deslocado para norte e centrado nas Ilhas Britânicas na terça-feira, 3 de novembro.</figcaption></figure><p>Este poderoso “escudo” anticiclónico tem vindo a desviar de forma quase contínua para latitudes setentrionais as frentes e depressões atlânticas, responsáveis pela chuva que habitualmente cai no outono,<strong> favorecendo ainda a entrada de massas de ar quente vindas do Norte de África</strong>.</p><h2>Deslocação do anticiclone para norte e entrada de ar mais frio, eis o que esperar em Portugal</h2><p>Os mapas de referência da Meteored, baseados no modelo que merece a nossa maior confiança (ECMWF), indicam que entre domingo e terça-feira, dias 1 e 3 de novembro, o mesmo anticiclone robusto responsável pela estabilidade atmosférica e pelo tempo ameno a quente que imperou até agora em Portugal continental, <strong>irá mudar de posição, rumando para norte e fixando-se sobre as Ilhas Britânicas</strong>. </p><div class="texto-destacado">Na origem desta reorganização estará uma ondulação maior e mais significativa da corrente de jato polar, que favorecerá uma configuração de bloqueio anticiclónico mais a norte.<br></div><p>Esta mudança no regime de circulação atmosférica, observável nas cartas sinópticas de temperatura a 850 hPa da Meteored (mapa abaixo), poderá permitir <strong>a progressão de uma massa de ar polar continental, mais fria e seca, proveniente do oeste da Rússia</strong> e da Europa de Leste, que contornaria o anticiclone pelo seu flanco oriental e meridional.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-longo-prazo-em-portugal-o-modelo-ecwmf-preve-uma-mudanca-de-padrao-a-partir-de-8-de-novembro-1793364651174.jpg" data-image="vzei13jczrxi"><figcaption>A extensa 'língua' de ar frio e seco, de origem polar continental, passará "de raspão" em Portugal continental. Mapa de temperatura a 1500 metros de altitude.</figcaption></figure><p><strong>Em Portugal continental prevê-se que os efeitos desta entrada de nordeste sejam relativamente modestos</strong>. Devido à nossa posição periférica na geografia europeia, esta massa de ar frio chegará até nós bastante modificada e temperada, provocando sobretudo uma <strong>ligeira descida das temperaturas máximas e mínimas</strong>, sem configurar uma entrada polar intensa. Ainda assim, nalguns locais do interior do nosso território não se exclui a possibilidade de um arrefecimento mais moderado.</p><h2>Regresso da chuva a Portugal: o que nos contam os modelos e tendências a médio prazo e que diferenças há?</h2><p>Quanto à chuva na nossa geografia continental, a última atualização determinista do modelo ECMWF sugere a possibilidade da chuva regressar a Portugal continental a partir de <strong>sexta-feira, 6 de novembro. Tal poderia acontecer através da formação de uma depressão atlântica </strong>que aproveitaria a reorganização da circulação atmosférica e o ‘vazio’ deixado pelo anticiclone deslocado para norte, gerando-se uma eventual aproximação e passagem de superfícies frontais pelo nosso país.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-longo-prazo-em-portugal-o-modelo-ecwmf-preve-uma-mudanca-de-padrao-a-partir-de-8-de-novembro-1793364836823.jpg" data-image="wlsmct64kv9r"><figcaption>Saída determinista do modelo ECMWF aponta para um possível regresso da chuva a Portugal continental na sexta-feira, 6 de novembro através de uma depressão posicionada a oeste e frentes associadas.</figcaption></figure><p>Isto coincide - embora geograficamente apenas de forma parcial - com o mapa semanal de anomalias de precipitação do modelo Europeu, que coloca para a <strong>semana de 2 a 9 de novembro um sinal de probabilidade de precipitação superior à média, somente nas regiões a sul do sistema montanhoso Montejunto-Estrela</strong> (área manchada a verde indica anomalia positiva de chuva).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-longo-prazo-em-portugal-o-modelo-ecwmf-preve-uma-mudanca-de-padrao-a-partir-de-8-de-novembro-1793365198275.jpg" data-image="b6f1mtguihms"><figcaption>Anomalia positiva de chuva indica probabilidade de precipitação superior à média climática de referência na primeira semana de novembro na metade sul de Portugal continental.</figcaption></figure><p>Indo mais além no horizonte temporal de previsão, <strong>esta tendência para anomalias positivas de chuva obtém continuidade na semana de 9 a 16 de novembro, já sobre a totalidade de Portugal continental</strong>, um cenário no qual o ECMWF tem vindo a insistir consistentemente nas últimas atualizações.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-longo-prazo-em-portugal-o-modelo-ecwmf-preve-uma-mudanca-de-padrao-a-partir-de-8-de-novembro-1793365384852.jpg" data-image="aukt5oftkxdp"><figcaption>Portugal continental "manchado" de verde na segunda semana de novembro. O ECMWF sugere um regresso da precipitação mais generalizada ao nosso país entre 9 e 16 de novembro.</figcaption></figure><p>Importa ainda analisar o <strong>gráfico de probabilidades diárias dos principais regimes atmosféricos no setor Euro-Atlântico</strong> para perceber se esta tendência para um regresso de chuva obtém consistência. É possível perceber que o Bloqueio anticiclónico (barras a vermelho) é dominante aproximadamente até ao dia 7 de novembro (sábado), <strong>perde protagonismo a partir do dia 8 (domingo) e dá lugar a uma maior expressão da Crista Atlântica (barras roxas)</strong>.</p><p>Esta mudança sugere-nos uma reorganização da circulação atmosférica <strong>e reforça a possibilidade de regresso da chuva durante a segunda semana de novembro</strong>. Todavia, a presença de uma crista atlântica não significa necessariamente o regresso da chuva a Portugal. Tudo dependerá da posição e orientação da crista, e da capacidade das frentes e depressões se aproximarem da Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-longo-prazo-em-portugal-o-modelo-ecwmf-preve-uma-mudanca-de-padrao-a-partir-de-8-de-novembro-1793365049480.jpg" data-image="4ishjttzm932"><figcaption>Domínio do padrão de bloqueio anticiclónico até 6/7 de novembro (barras vermelhas). Possível alteração de padrão no dia 8 de novembro.</figcaption></figure><p>Assim sendo, é preciso encarar com muita cautela estas tendências de médio prazo, uma vez que as mesmas ainda estão sujeitas a ajustes significativos. <strong>É genuinamente precoce afirmar que a chuva irá regressar a Portugal continental entre o final da primeira semana de novembro e o início da segunda semana</strong>, embora os modelos continuem a insistir com alguma consistência nessa tendência (algures entre 6 e 9 de novembro poderá dar-se um regresso mais generalizado).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795912" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-cerca-de-10-000-metros-sobre-portugal-a-corrente-de-jato-polar-vai-ondular-sobre-a-europa-eis-os-efeitos-previstos.html" title="A cerca de 10.000 metros sobre Portugal: a corrente de jato polar vai ondular sobre a Europa; eis os efeitos previstos">A cerca de 10.000 metros sobre Portugal: a corrente de jato polar vai ondular sobre a Europa; eis os efeitos previstos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-cerca-de-10-000-metros-sobre-portugal-a-corrente-de-jato-polar-vai-ondular-sobre-a-europa-eis-os-efeitos-previstos.html" title="A cerca de 10.000 metros sobre Portugal: a corrente de jato polar vai ondular sobre a Europa; eis os efeitos previstos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-cerca-de-10-000-metros-sobre-portugal-a-corrente-de-jato-polar-vai-ondular-sobre-a-europa-eis-os-efeitos-previstos-1793357842533_320.jpg" alt="A cerca de 10.000 metros sobre Portugal: a corrente de jato polar vai ondular sobre a Europa; eis os efeitos previstos"></a></article></aside><p>Portanto, é possível concluir que não há certezas quanto ao regresso da chuva a Portugal continental na segunda semana de novembro, apesar da mesma se apresentar como uma janela de oportunidade para tal. <strong>As próximas atualizações, mais próximas das datas referidas, vão permitir-nos concluir com um grau de detalhe mais exato, se realmente a chuva regressa ou não nas datas em questão</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-a-longo-prazo-em-portugal-o-modelo-ecwmf-preve-uma-mudanca-de-padrao-a-partir-de-8-de-novembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A cerca de 10.000 metros sobre Portugal: a corrente de jato polar vai ondular sobre a Europa; eis os efeitos previstos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-cerca-de-10-000-metros-sobre-portugal-a-corrente-de-jato-polar-vai-ondular-sobre-a-europa-eis-os-efeitos-previstos.html</link><pubDate>Fri, 30 Oct 2026 13:21:24 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A configuração atmosférica esperada para a próxima semana poderá resultar na chegada de uma massa de ar frio e seco de origem continental à maior parte da Europa. Portugal será afetado? Saiba aqui a resposta!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbs8s7e"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbs8s7e.jpg" id="xbs8s7e"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>De acordo com a mais recente atualização do ECMWF, tudo indica que a próxima semana trará <strong>algumas mudanças na configuração atmosférica europeia</strong>. Será Portugal afetado por esta mudança?</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Um jato polar bastante ondulado, um anticiclone robusto e uma massa de ar frio e seco, de origem continental, estarão na origem desta mudança que poderá ter influência na descida das temperaturas em praticamente toda a Europa. Ainda assim, <strong>é esperado que Portugal não seja diretamente afetado por esta configuração e aqui, tentaremos explicar porquê</strong>.</p><h2>Corrente de jato poderá salvaguardar Portugal do ar frio</h2><p>Olhando para o mapa abaixo, conseguimos ver (em tons de rosa) o jato polar na próxima semana e a possível influência do mesmo. Ora, <strong>sobre as Ilhas Britânicas deveremos contar com um anticiclone bastante robusto</strong>, com pressões na ordem dos 1040 hPa, que deverá manter-se na mesma posição durante alguns dias, enquanto o jato o "prende", tendo em conta a sua ondulação. Este bloqueio deverá contribuir para a movimentação da massa de ar frio e seco, proveniente da Rússia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-cerca-de-10-000-metros-sobre-portugal-a-corrente-de-jato-polar-vai-ondular-sobre-a-europa-eis-os-efeitos-previstos-1793357842533.jpg" data-image="i2q438nhsi4w" alt="vento a 300 hpa; jato polar" title="vento a 300 hpa; jato polar"><figcaption>O jato polar deverá contribuir tanto para o bloqueio anticiclónico nas Ilhas Britânicas como para a movimentação da massa de ar frio e seco de origem continental em direção à Europa. No caso de Portugal Continental, este poderá servir como "escudo", impedindo a influência direta desta massa de ar no nosso país.</figcaption></figure><p>Mais a leste, conseguimos ver uma <strong>baixa pressão (ou depressão) sobre a Rússia</strong>, que também contribui para facilitar o movimento desta massa de ar frio, que, ainda de acordo com o mesmo mapa, deverá<strong> atravessar grande parte da Europa</strong>, no sentido Este-Oeste. Contudo, sobre Portugal conseguimos verificar a presença do jato que, apesar deste se situar a milhares de metros de altitude, acaba por influenciar esta movimentação de altas/baixas pressões e de massas de ar, <strong>devendo, desta forma, impedir a influência direta desta massa de ar na nossa geografia</strong>.</p><h2>Efeitos esperados em Portugal Continental</h2><p>Esperamos que até aqui a explicação tenha sido o mais clara possível, mas o ponto a reter em relação ao nosso território é: <strong>esta massa de ar frio e seco não nos deverá afetar de forma direta</strong>. Mas o que significa isto na prática?</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-cerca-de-10-000-metros-sobre-portugal-a-corrente-de-jato-polar-vai-ondular-sobre-a-europa-eis-os-efeitos-previstos-1793358748835.jpg" data-image="htcdi837jtnp" alt="temperatura a 700 hPa" title="temperatura a 700 hPa"><figcaption>Nos mapas de temperatura em altitude é possível observar esta massa de ar frio sobre a nossa geografia, no entanto, nas temperaturas à superfície esta influência não será tão significativa, uma vez que se prevêm anomalias negativas, ou valores abaixo da média, mais evidentes apenas durante as madrugadas da próxima semana.</figcaption></figure><p>O mapa acima mostra a área abrangida por esta massa de ar frio, onde Portugal se insere. No entanto, e tal como mencionado na legenda do mesmo, <strong>nem sempre as temperaturas em altitude influenciam as temperaturas à superfície, de forma generalizada</strong>. Neste caso em específico, os nossos mapas de anomalia térmica à superfície indicam <strong>valores acima da média na maior parte do continente</strong>, especialmente durante a tarde, onde os termómetros atingem os valores mais elevados, mas este cenário muda nas temperaturas noturnas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795828" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-e-madeira-sob-chuva-no-halloween-na-viragem-do-mes-saiba-a-previsao-ate-4-de-novembro.html" title="Açores e Madeira sob chuva no Halloween na viragem do mês: saiba a previsão até 4 de novembro">Açores e Madeira sob chuva no Halloween na viragem do mês: saiba a previsão até 4 de novembro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-e-madeira-sob-chuva-no-halloween-na-viragem-do-mes-saiba-a-previsao-ate-4-de-novembro.html" title="Açores e Madeira sob chuva no Halloween na viragem do mês: saiba a previsão até 4 de novembro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/acores-e-madeira-sob-chuva-de-halloween-na-viragem-do-mes-saiba-a-previsao-ate-4-de-novembro-1793318375838_320.jpg" alt="Açores e Madeira sob chuva no Halloween na viragem do mês: saiba a previsão até 4 de novembro"></a></article></aside><p>Ainda de acordo com os mesmos mapas, estas anomalias poderão tornar-se negativas, com valores mais evidentes, até 8 ºC abaixo da média, durante as madrugadas, onde se esperam descidas acentuadas da temperatura.</p><p>Ou seja, <strong>esta massa de ar frio poderá contribuir para esta descida acentuada, especialmente no Norte e Centro do país</strong>, sendo esperado que o Sul mantenha máximas na ordem dos 20 ºC ou mais e mínimas próximas dos 10 ºC ou mais, enquanto nas cotas mais elevadas do Norte e Centro os valores se possam aproximar dos 0 ºC e no caso da Serra da Estrela poderão registar-se temperaturas negativas até - 3 ºC, na madrugada de quarta-feira (4).</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-cerca-de-10-000-metros-sobre-portugal-a-corrente-de-jato-polar-vai-ondular-sobre-a-europa-eis-os-efeitos-previstos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item></channel></rss>