<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Mon, 26 Oct 2026 18:30:10 +0000</lastBuildDate><pubDate>Mon, 26 Oct 2026 18:30:10 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[O paradoxo do Alqueva: mais riqueza não travou o despovoamento no Alentejo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-paradoxo-do-alqueva-mais-riqueza-nao-travou-o-despovoamento-no-alentejo.html</link><pubDate>Mon, 26 Oct 2026 14:05:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Estudo de investigadores de Évora e de Lisboa revela como a expansão agrícola e as exportações coexistem com desigualdades, perda de população e pressão ambiental.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-paradoxo-do-alqueva-mais-riqueza-nao-travou-o-despovoamento-no-alentejo-1793018760064.jpg" data-image="nfgwz87nke41" alt="Barragem do Alqueva" title="Barragem do Alqueva"><figcaption>O Alqueva transformou a economia regional, mas não travou o despovoamento nem reduziu as desigualdades. Foto: EDIA</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A água chegou, a agricultura transformou-se e o investimento multiplicou-se. Ao longo das últimas duas décadas, o empreendimento do <strong>Alqueva</strong> ajudou a converter vastas áreas do Alentejo num dos mais importantes <strong>polos agrícolas</strong> do país. </p><p>As exportações cresceram, as novas culturas ocuparam os campos e a região ganhou maior segurança no acesso à água. Ainda assim, o <strong>Alentejo continua a perder habitantes</strong>. É esta contradição que um estudo de investigadores das universidades de Lisboa e de Évora procura compreender. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A investigação conclui que o Alqueva cumpriu muitos dos objetivos para os quais foi concebido, mas não travou o despovoamento, o envelhecimento da população ou a persistência de desigualdades económicas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Publicado na revista científica <em>Sustainability</em>, o estudo analisa a evolução da região desde a construção do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva e questiona até que ponto o <strong>crescimento económico</strong> gerado pelo projeto se traduziu em <strong>benefícios</strong> para as <strong>comunidades locais</strong>.</p><h2>Prosperidade concentrada e mais desigualdades</h2><p>Poucas regiões portuguesas sofreram uma transformação tão profunda nas últimas décadas. O aumento da área irrigada impulsionou a <strong>produção agrícola</strong>, valorizou terras e atraiu investimento. O <strong>turismo</strong> e as <strong>energias renováveis</strong> também prosperaram com a construção do maior lago artificial da Europa.</p><p><strong>Alqueva em números: os ganhos e as contradições</strong></p><table><thead><tr><th><strong>Área</strong></th><th><strong>O que mudou</strong></th><th><strong>O paradoxo</strong></th></tr></thead><tbody><tr><td><strong>Água e regadio</strong></td><td>Até 130 mil hectares de regadio e abastecimento de água a cerca de 200 mil pessoas</td><td>A disponibilidade de água aumentou, mas também a pressão sobre os recursos naturais</td></tr><tr><td><strong>Agricultura</strong></td><td>A produção de azeite cresceu de 118 mil para 866 mil hectolitros entre 1998 e 2015</td><td>O aumento da produção não beneficiou todos de forma igual</td></tr><tr><td><strong>Terra</strong></td><td>Forte valorização dos terrenos agrícolas</td><td>A propriedade concentrou-se em grandes grupos de investimento</td></tr><tr><td><strong>População</strong></td><td>O projeto visava ajudar a fixar habitantes</td><td>O Alentejo perdeu 67 552 residentes entre 2001 e 2021</td></tr><tr><td><strong>Riqueza</strong></td><td>Mais de 2 mil milhões de euros investidos no projeto</td><td>Parte significativa do valor gerado não ficou no território</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3"><em>Fonte: Gonçalves e Gonçalves, "Promises and Deliveries in the Alqueva Paradox".</em></td></tr></tbody></table><p> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></p><p>Os indicadores demográficos, porém, revelam o lado B desta história de sucesso. Entre 2001 e 2021, o <strong>Alentejo perdeu 67 552 residentes</strong>. Nas freguesias situadas em torno da albufeira do Alqueva, a redução populacional atingiu 26,2%.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Este é um dos principais paradoxos do projeto. Apesar do crescimento económico, a região não conseguiu fixar população nem inverter tendências demográficas de longa duração.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Parte da explicação poderá estar na natureza do próprio modelo produtivo. Muitas explorações agrícolas dependem de <strong>trabalho sazonal e pouco qualificado</strong>. Uma proporção significativa dos trabalhadores é migrante e encontra frequentemente condições precárias de alojamento e emprego. Continuam a existir, simultaneamente, dificuldades no acesso à habitação, serviços públicos, transportes e oportunidades de qualificação profissional.</p><h2>Os grandes beneficiários da valorização das terras</h2><p>O estudo chama ainda a atenção para a <strong>concentração da propriedade agrícola</strong>. A chegada da água aumentou o valor dos terrenos e criou oportunidades económicas. Mas nem todos os agricultores estavam em posição de aproveitar essa transformação. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Cerca de 70% da terra agrícola da área abrangida pelo projeto mudou de mãos na década seguinte à conclusão da barragem. No mesmo período, seis grupos de investimento passaram a controlar mais de 65% dos olivais de regadio.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os investigadores defendem que uma parte importante dos <strong>ganhos gerados pela valorização da terra</strong> e pelo investimento público acabou por se concentrar num número <strong>reduzido de proprietários e investidores</strong>. A questão, sublinham, não é saber se a região produz mais riqueza. É perceber quem beneficia dessa riqueza e quanto dela permanece no território.</p><h2>Os recursos naturais são sempre limitados</h2><p>Para interpretar esta evolução, os autores recorrem ao conceito de "<strong>neoextrativismo</strong>". Trata-se de um modelo económico que utiliza intensivamente recursos naturais para abastecer mercados externos, mas gera benefícios mais limitados para as comunidades locais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-paradoxo-do-alqueva-mais-riqueza-nao-travou-o-despovoamento-no-alentejo-1793019290311.jpg" data-image="552i6kbnwhuv" alt="agricultura intensiva no Alqueva" title="agricultura intensiva no Alqueva"><figcaption>Parte significativa das terras beneficiadas pelo Alqueva passou para as mãos de grandes investidores, tornando mais difícil a permanência dos pequenos agricultores. Foto: EDIA</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>No caso do Alqueva, esta lógica não se restringe à agricultura. Os investigadores identificam tendências semelhantes em setores como a <strong>energia renovável</strong> e o <strong>turismo</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779714" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/alqueva-sustentavel-lanca-plataformas-digitais-para-guiar-agricultura-e-turismo-no-alentejo.html" title="Alqueva Sustentável lança plataformas digitais para guiar agricultura e turismo no Alentejo">Alqueva Sustentável lança plataformas digitais para guiar agricultura e turismo no Alentejo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/alqueva-sustentavel-lanca-plataformas-digitais-para-guiar-agricultura-e-turismo-no-alentejo.html" title="Alqueva Sustentável lança plataformas digitais para guiar agricultura e turismo no Alentejo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alqueva-sustentavel-lanca-plataformas-digitais-para-guiar-agricultura-e-turismo-no-alentejo-1784639154421_320.jpg" alt="Alqueva Sustentável lança plataformas digitais para guiar agricultura e turismo no Alentejo"></a></article></aside><p>O estudo alerta ainda para as <strong>pressões ambientais</strong> associadas à intensificação produtiva, incluindo riscos para os solos, para os recursos hídricos e para a biodiversidade. A disponibilidade de água permitiu expandir a produção agrícola, mas não eliminou os limites ecológicos da região.</p><h2>Crescimento económico nem sempre é desenvolvimento</h2><p>A principal conclusão dos investigadores é que o <strong>investimento em infraestruturas, por si só, não garante coesão territorial</strong>. Os autores defendem, por isso, uma maior articulação entre políticas agrícolas, habitação, transportes, serviços públicos, qualificação profissional e proteção ambiental. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Sem mecanismos capazes de redistribuir parte da riqueza gerada, argumentam, os benefícios do investimento público tendem a concentrar-se sem produzir melhorias equivalentes nas condições de vida locais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O caso do Alqueva deixa, assim, uma reflexão que vai muito além do Alentejo. Uma região pode aumentar a produção, exportar mais e atrair investimento sem conseguir inverter o declínio demográfico ou reduzir desigualdades.</p><p>O verdadeiro teste ao desenvolvimento não está apenas na riqueza que um território consegue gerar. Está sobretudo na <strong>capacidade de transformar essa riqueza em oportunidades</strong>, população residente e prosperidade partilhada.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Jorge%20Manuel%20Gon%C3%A7alves%20%26%20Carlos%20Gon%C3%A7alves" data-year="" data-title="Promises%20and%20Deliveries%20in%20the%20Alqueva%20Paradox%3A%20Neoextractivism%20and%20the%20Limits%20of%20Territorial%20Cohesion%20Policy%20in%20Southern%20Portugal.%20Sustainability" data-url="https%3A%2F%2Fwww.preprints.org%2Fmanuscript%2F202608.0707">Jorge Manuel Gonçalves & Carlos Gonçalves. <a href="https://www.preprints.org/manuscript/202608.0707" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Promises and Deliveries in the Alqueva Paradox: Neoextractivism and the Limits of Territorial Cohesion Policy in Southern Portugal. Sustainability</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-paradoxo-do-alqueva-mais-riqueza-nao-travou-o-despovoamento-no-alentejo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo em Portugal esta semana: anticiclone mantém estabilidade e temperaturas podem chegar aos 28 ºC no final de outubro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-anticiclone-mantem-estabilidade-e-temperaturas-podem-chegar-aos-28-c-no-final-de-outubro.html</link><pubDate>Mon, 26 Oct 2026 12:55:35 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A última semana de outubro arranca com tempo seco e com uma subida das temperaturas. Como será até ao fim de semana? Confira a previsão!</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/mZwEXbsVLQA/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=mZwEXbsVLQA" id="mZwEXbsVLQA"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Esta semana continuará a ser influenciada, maioritariamente, pelo <strong>anticiclone</strong>, contribuindo para uma maior estabilidade atmosférica em Portugal Continental. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ainda assim, com o <strong>Atlântico mais ativo, há algumas frentes a caminho que poderão afetar os Açores de forma mais direta</strong>. Segundo a mais recente previsão, apenas amanhã, terça-feira, o noroeste poderá registar ocorrência de chuva fraca e irregular, devido a uma frente que termina hoje a sua passagem pelos Açores e cujos remanescentes podem atingir uma pequena porção do continente.</p><h2>Temperaturas deverão subir de forma evidente a partir de quinta-feira, dia 29</h2><p>Além disto, de acordo com a mais recente atualização do nosso modelo de confiança, o ECMWF, as temperaturas poderão voltar a subir após uma descida esperada também para amanhã. Antes desta descida, é importante referir que hoje, segunda-feira, <strong>a semana arranca também com valores atípicos</strong>, onde se esperam máximas entre os 17 ºC em Viana do Castelo e os 27 ºC em Beja. <strong>Viana do Castelo deverá ser a única capital de distrito a registar um valor inferiora a 20 ºC esta tarde</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-esta-semana-anticiclone-mantem-estabilidade-e-temperaturas-podem-chegar-aos-28-c-no-final-de-outubro-1793013623346.jpg" data-image="cc76d1z7vqzu" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Até ao último dia deste mês de outubro é esperada uma subida gradual e generalizada dos termómetros. Entre sexta e sábado, várias cidades podem atingir os 28 ºC de máxima.</figcaption></figure><p>Tendo em consideração a descida esperada para amanhã, os valores máximos de temperatura deverão manter-se entre os 16 ºC em Viana do Castelo e os 23 ºC em Lisboa e Santarém. <strong>Várias cidades do Norte e Centro deverão registar valores abaixo dos 20 ºC</strong>.</p><p>Contudo, na <strong>quarta-feira dar-se-á uma recuperação dos termómetros, ainda que esta possa ser mais evidente a partir de quinta-feira</strong>, dia 29. Para este dia, esperam-se temperaturas máximas entre os 19 ºC em Viana do Castelo e os 27 ºC em Santarém.<strong> </strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795108" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-com-temperaturas-ate-26-c-esta-semana-ecmwf-preve-valores-ate-7-c-acima-da-media.html" title="Portugal com temperaturas até 26 ºC esta semana: ECMWF prevê valores até 7 ºC acima da média">Portugal com temperaturas até 26 ºC esta semana: ECMWF prevê valores até 7 ºC acima da média</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-com-temperaturas-ate-26-c-esta-semana-ecmwf-preve-valores-ate-7-c-acima-da-media.html" title="Portugal com temperaturas até 26 ºC esta semana: ECMWF prevê valores até 7 ºC acima da média"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-com-temperaturas-ate-26-c-esta-semana-ecmwf-preve-valores-ate-7-c-acima-da-media-1792958308420_320.png" alt="Portugal com temperaturas até 26 ºC esta semana: ECMWF prevê valores até 7 ºC acima da média"></a></article></aside><p><strong>Na sexta, esta tendência de subida mantém-se, especialmente ao longo da faixa litoral</strong>, onde as temperaturas deverão oscilar entre os 21 ºC em Viana do Castelo e os 28 ºC em Leiria e Santarém. Localmente, no Ribatejo, os valores podem ser de até 29 ºC. Para o último dia do mês, sábado, as temperaturas esperadas deverão manter-se entre os 21 ºC na Guarda e os 28 ºC novamente para Leiria e Santarém. <strong>A faixa litoral deverá registar valores mais elevados que a faixa interior</strong>.</p><h2>Anomalias térmicas voltam a ganhar terreno e intensidade</h2><p>Desta forma, as anomalias térmicas positivas, ou valores acima da média, deverão<strong> intensificar-se por toda a geografia</strong>, uma vez que para os últimos dias de outubro se esperam até 28 ºC de temperatura máxima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-esta-semana-anticiclone-mantem-estabilidade-e-temperaturas-podem-chegar-aos-28-c-no-final-de-outubro-1793014744212.jpg" data-image="k8jqc7du5rqs" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>A partir de quinta-feira as anomalias térmicas positivas voltam a intensificar-se de forma evidente em todo o país. No sábado, estas podem ser de até 9 ºC acima da média.</figcaption></figure><p>Estes valores acima da média deverão <strong>registar-se a partir da tarde de quarta-feira</strong>, no entanto, o modelo aponta para anomalias <strong>mais expressivas a partir de quinta-feira</strong>, podendo estas atingirem o seu pico no sábado, dia 31. Como podemos ver no mapa acima, as temperaturas esperadas poderão atingir valores <strong>até 9 ºC acima da média</strong>, também na região do Ribatejo, onde se esperam as temperaturas mais elevadas do país nesse dia, como mencionamos acima. Ainda assim, como em todas as previsões, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações, pois <strong>estes valores são suscetíveis a mudanças</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-anticiclone-mantem-estabilidade-e-temperaturas-podem-chegar-aos-28-c-no-final-de-outubro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bem-vindo, Outono: 3 factos botânicos sobre a nova estação]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/bem-vindo-outono-3-factos-botanicos-sobre-a-nova-estacao.html</link><pubDate>Mon, 26 Oct 2026 12:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A chegada da estação fria marca uma transição importante na vida das árvores. Da queda das folhas ao crescimento das raízes, eis três curiosidades botânicas num clima em transformação.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/benvenuto-autunno-3-curiosita-botaniche-sulla-nuova-stagione-1790099119274.jpeg" data-image="0vfyxu4jlsya"><figcaption>Bem-vindo, outono: 3 curiosidades botânicas sobre a nova estação</figcaption></figure><p>O outono começou em setembro, como acontece todos os anos; durante o equinócio de outono, o Sol posiciona-se sobre o equador celeste e a duração do dia e da noite é, numa primeira aproximação,<strong> semelhante em ambos os hemisférios</strong>.</p><p>A partir deste momento, no hemisfério norte, <strong>as horas de luz continuarão a diminuir e os raios solares incidirão sobre o solo com um ângulo cada vez mais oblíquo</strong> até atingir o solstício de inverno; isto acarreta uma redução da energia solar recebida e, à medida que a estação avança, uma descida das temperaturas.</p><p> Mas <strong>o que acontece às árvores quando chega o outono?</strong> Aqui apresentamos três curiosidades botânicas, que vão desde as folhas até às raízes. </p><h2>1. Porque é que algumas árvores perdem as folhas, enquanto outras não?</h2><p> Com a chegada do outono, <strong>muitas árvores de folha caduca entram na fase de senescência foliar</strong>. </p><p>A clorofila presente nas folhas decompõe-se progressivamente, deixando expostos outros <strong>pigmentos responsáveis pelos tons amarelos, alaranjados e vermelhos</strong>. Além disso, a planta reabsorve parte dos nutrientes contidos nas folhas e, na base do pecíolo, forma-se uma zona de separação que permite que a folha se desprenda.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/benvenuto-autunno-3-curiosita-botaniche-sulla-nuova-stagione-1790099138253.jpeg" data-image="cv4n3egfz8vz" alt="Porque é que algumas árvores perdem as folhas, enquanto outras não?" title="Porque é que algumas árvores perdem as folhas, enquanto outras não?"><figcaption>Porque é que algumas árvores perdem as folhas, enquanto outras não?</figcaption></figure><p>Pelo contrário, <strong>as árvores de folhagem perene conservam as suas folhas mesmo durante a estação fria</strong>. Estas folhas costumam ser mais resistentes e duradouras; não são renovadas todas de uma só vez, mas sim de forma gradual ao longo do tempo. </p><div class="texto-destacado"> Ambas as estratégias surgiram através da evolução como adaptações a diferentes condições ambientais. </div><p><strong>Perder as folhas ou conservá-las são duas formas diferentes de enfrentar uma estação desfavorável</strong>: a primeira estratégia reduz os custos e os riscos associados à manutenção da folhagem, enquanto a segunda permite que a planta continue a aproveitar a luz para a fotossíntese, sempre que as condições o permitam.</p><h2> 2. As raízes também crescem no inverno? Perspetivas a partir de um estudo publicado na Nature em 2025</h2><p>A chegada do inverno não implica que toda a atividade de crescimento de uma árvore <strong>cesse completamente</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/benvenuto-autunno-3-curiosita-botaniche-sulla-nuova-stagione-1790099156680.jpeg" data-image="pid9ppw5efli" alt="As raízes crescem mesmo no inverno? O que revela um estudo publicado na Nature em 2025" title="As raízes crescem mesmo no inverno? O que revela um estudo publicado na Nature em 2025"><figcaption>As raízes crescem mesmo no inverno? O que revela um estudo publicado na Nature em 2025</figcaption></figure><p>Um estudo publicado em 2025 revelou que, em quatro espécies de árvores de folha caduca da Europa Ocidental, a <strong>formação de madeira nas raízes de maior porte continuava durante todo o inverno</strong>, enquanto no tronco já tinha cessado no outono.</p><p>Os investigadores observaram a<strong> formação de novas células de xilema nas raízes</strong> mesmo durante a estação fria, e mesmo quando a temperatura do solo descia abaixo dos 3 °C.</p><p>Esta descoberta sugere que <strong>as árvores não passam necessariamente por um período de dormência completa durante o inverno</strong>; as partes aéreas e as subterrâneas podem seguir ritmos de crescimento diferentes.<strong> </strong></p><h2>3. As alterações climáticas afetam a folhagem de outono? </h2><p>As alterações climáticas podem também <strong>alterar o momento habitual </strong>em que ocorre a coloração outonal. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/benvenuto-autunno-3-curiosita-botaniche-sulla-nuova-stagione-1790099177339.jpeg" data-image="vx8ri0xca8bg" alt="As alterações climáticas afetam a folhagem de outono?" title="As alterações climáticas afetam a folhagem de outono?"><figcaption>As alterações climáticas afetam a folhagem de outono?</figcaption></figure><p>Temperaturas mais elevadas no outono podem <strong>retardar a senescência e a queda das folhas</strong>, fazendo com que estas permaneçam na planta durante mais tempo. </p><p>No entanto, <strong>isto não implica necessariamente que o surgimento da folhagem de outono vá ocorrer mais tarde</strong>; períodos de seca podem fazer com que uma planta perca as folhas mais cedo do que o habitual, mesmo quando as temperaturas se mantêm elevadas. Além disso, a duração do dia continua a variar consoante o ciclo sazonal habitual, o que constitui um sinal fundamental para que muitas espécies iniciem o processo de senescência.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794850" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/depressoes-de-outono-o-que-o-vento-forte-faz-as-arvores-e-as-estufas.html" title="Depressões de outono: o que o vento forte faz às árvores e às estufas">Depressões de outono: o que o vento forte faz às árvores e às estufas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/depressoes-de-outono-o-que-o-vento-forte-faz-as-arvores-e-as-estufas.html" title="Depressões de outono: o que o vento forte faz às árvores e às estufas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/depressoes-de-outono-o-que-o-vento-forte-faz-as-arvores-e-as-estufas-1792775162068_320.png" alt="Depressões de outono: o que o vento forte faz às árvores e às estufas"></a></article></aside><p>Por esta razão,<strong> as diferentes espécies podem responder às alterações climáticas de diversas formas</strong>: algumas podem atrasar a queda das folhas, outras podem acelerá-la, enquanto algumas podem apresentar apenas pequenas alterações.</p><h2> Por detrás das cores do outono</h2><p>Por detrás das mudanças que observamos no outono, <strong>existe um mundo complexo de mecanismos e influências</strong> — alguns já conhecidos, outros ainda por descobrir. Cada árvore é uma testemunha viva destes processos, regidos pelo ritmo das estações. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Nature%2C%20Lor%C3%A8ne%20J.%20Marchand%2C%20Jo%C5%BEica%20Gri%C4%8Dar%2C%20Paolo%20Zuccarini%2C%20Inge%20Dox%2C%20Bertold%20Mari%C3%ABn%2C%20Melanie%20Verlinden%2C%20Thilo%20Heinecke%2C%20Peter%20Prislan%2C%20Guillaume%20Marie%2C%20Holger%20Lange%2C%20Jan%20Van%20den%20Bulcke%2C%20Josep%20Penuelas%2C%20Patrick%20Fonti%20y%20Matteo%20Campioli" data-year="2025" data-title="No%20winter%20halt%20in%20below-ground%20wood%20growth%20of%20four%20angiosperm%20deciduous%20tree%20species" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41559-024-02602-6">Nature, Lorène J. Marchand, Jožica Gričar, Paolo Zuccarini, Inge Dox, Bertold Mariën, Melanie Verlinden, Thilo Heinecke, Peter Prislan, Guillaume Marie, Holger Lange, Jan Van den Bulcke, Josep Penuelas, Patrick Fonti y Matteo Campioli. (2025). <a href="https://www.nature.com/articles/s41559-024-02602-6" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">No winter halt in below-ground wood growth of four angiosperm deciduous tree species</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/bem-vindo-outono-3-factos-botanicos-sobre-a-nova-estacao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O dia em que a NASA sacrificou instrumentos da Voyager 1 para manter viva a sonda histórica]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-dia-em-que-a-nasa-sacrificou-instrumentos-da-voyager-1-para-manter-viva-a-sonda-historica.html</link><pubDate>Mon, 26 Oct 2026 11:05:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Para garantir a sobrevivência da Voyager 1, os engenheiros foram obrigados a terminar as medições de partículas carregadas de baixa energia. Na verdade, a energia da sonda está a diminuir cada vez mais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerte-la-nasa-choisit-de-sacrifier-des-mesures-pour-maintenir-voyager-1-en-vie-1777476674968.jpeg" data-image="vwmfydh7mqdh" alt="Voyager 1" title="Voyager 1"><figcaption>A sonda Voyager 1 encontra-se, atualmente, a mais de 25 mil milhões de km da Terra. É, de longe, o objeto mais distante enviado pelo ser humano para o espaço.</figcaption></figure><p>Para preservar a Voyager 1 e evitar que se desligue completamente, os cientistas do Jet Propulsion Laboratory tiveram de <strong>desativar um dos seus últimos instrumentos de medição</strong> que ainda estava em funcionamento.</p><h2>Um sacrifício necessário</h2><p>A sonda Voyager 1 foi <strong>lançada em setembro de 1977 </strong>com o objetivo de estudar os planetas exteriores do sistema solar, que, até então, só tinham sido observados através de telescópios.</p><p>No entanto, após ter concluído a sua missão, a sonda continuou a sua viagem pelo meio interestelar, tendo abandonado a heliosfera em agosto de 2012. Atualmente, <strong>encontra-se a cerca de 25.394 milhões de quilómetros do nosso planeta</strong>.</p><p>A tal distância da Terra e também do Sol, a Voyager 1, logicamente, não pode depender da energia solar para continuar a emitir sinais, quase 50 anos após o seu lançamento. Por isso, é <strong>alimentada por geradores termoelétricos de radioisótopos</strong>: "pilhas nucleares" que convertem em eletricidade o calor gerado pela desagregação do plutónio-238.</p><div class="texto-destacado">No entanto, a potência gerada por estas baterias diminui aproximadamente 4 watts por ano; isto significa que a Voyager 1 dispõe de cada vez menos energia para funcionar corretamente e que a sua margem de manobra também se reduz gradualmente.</div><p>De facto, em fevereiro de 2026, <strong>uma simples manobra de rotina provocou uma súbita e inesperada queda de tensão</strong> que quase pôs fim à atividade da sonda mais distante enviada pelo ser humano para o espaço.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr">️ Le 17 avril 2026, la NASA a dû éteindre un instrument (le LECP) à bord de Voyager 1 pour préserver le peu dénergie restante. À plus de 25 milliards de km de la Terre, près de 49 ans après son lancement, la sonde poursuit sa mission avec deux instruments encore actifs ! <a href="https://t.co/GvVXbdqlJM">pic.twitter.com/GvVXbdqlJM</a></p>— Xplora (@XploraSpace) <a href="https://twitter.com/XploraSpace/status/2045771672280601076?ref_src=twsrc%5Etfw">April 19, 2026</a></blockquote></figure><p>Por este motivo, há já vários anos que tem sido<strong> necessário desativar os instrumentos de medição</strong>, um após outro, de forma a preservar a escassa energia disponível para manter um funcionamento mínimo desta sonda espacial. </p><p>De acordo com o plano de redução de carga estabelecido pelos cientistas, o LECP — um <strong>instrumento que mede partículas carregadas de baixa energia</strong> — era o próximo da lista e, por isso, foi recentemente desativado.</p><h2>Uma última oportunidade para atingir os 50 anos de serviço</h2><p>Assim, hoje em dia, <strong>restam à Voyager 1 apenas dois instrumentos de medição</strong>: o magnetómetro e o instrumento para medir as ondas de plasma. Se tudo correr bem, ambos poderão continuar a realizar medições durante mais um ano, graças ao sacrifício do LECP.</p><p>No entanto, para garantir que a Voyager 1 atinge os 50 anos de serviço, os cientistas prepararam uma operação de último recurso, denominada "The Big Bang". Consiste numa <strong>reconfiguração completa da gestão de energia da sonda</strong>, modificando o seu controlo térmico e procurando alternativas que consumam menos energia.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Voyager 1 is now nearly a full light-day away from Earth. <a href="https://t.co/2cN1vjcJhP">pic.twitter.com/2cN1vjcJhP</a></p>— CHItrader (@CHItrader) <a href="https://twitter.com/CHItrader/status/2048125467920674869?ref_src=twsrc%5Etfw">April 25, 2026</a></blockquote></figure><p>Se esta reconfiguração integral for bem-sucedida (após ter sido previamente testada na Voyager 2), <strong>os engenheiros esperam mesmo conseguir reativar temporariamente alguns instrumentos de medição</strong>. O objetivo é obter os dados mais distantes alguma vez recolhidos pelo ser humano, a mais de 25 mil milhões de quilómetros da Terra, o que constituiria uma verdadeira mina de ouro para a investigação científica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="490902" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/voyager-da-nasa-fara-mais-ciencia-com-a-nova-estrategia-energetica-astronomia.html" title="Voyager da NASA fará mais ciência com a nova estratégia energética">Voyager da NASA fará mais ciência com a nova estratégia energética</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/voyager-da-nasa-fara-mais-ciencia-com-a-nova-estrategia-energetica-astronomia.html" title="Voyager da NASA fará mais ciência com a nova estratégia energética"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/voyager-da-nasa-fara-mais-ciencia-com-a-nova-estrategia-energetica-astronomia-1682777203781_320.jpg" alt="Voyager da NASA fará mais ciência com a nova estratégia energética"></a></article></aside><p>De facto, a <strong>Voyager 1 está prestes a cruzar um limiar simbólico, algo impensável aquando do seu lançamento</strong>, há quase 50 anos. Com efeito, dentro de alguns meses, a sonda atingirá uma distância tal que as ondas de rádio demorarão um dia inteiro a transmitir-nos os seus dados; isto significa que a Voyager 1 estará a <strong>uma distância de um dia-luz do nosso planeta</strong>!</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Brice%20Hazizam%2C%20Les%20Numeriques" data-year="2026" data-title="Voyager%201%20en%20mode%20survie%20%3A%20la%20Nasa%20coupe%20un%20des%20derniers%20instruments%20de%20la%20sonde%20pour%20gagner%20quelques%20mois" data-url="https%3A%2F%2Fwww.lesnumeriques.com%2Fastronomie-conquete-spatiale%2Fvoyager-1-en-survie-la-nasa-coupe-un-des-derniers-instruments-de-la-sonde-pour-gagner-quelques-mois-n254641.html">Brice Hazizam, Les Numeriques. (2026). <a href="https://www.lesnumeriques.com/astronomie-conquete-spatiale/voyager-1-en-survie-la-nasa-coupe-un-des-derniers-instruments-de-la-sonde-pour-gagner-quelques-mois-n254641.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Voyager 1 en mode survie : la Nasa coupe un des derniers instruments de la sonde pour gagner quelques mois</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-dia-em-que-a-nasa-sacrificou-instrumentos-da-voyager-1-para-manter-viva-a-sonda-historica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A Terra arrasta o espaço-tempo? Sensor quântico pode ajudar a medir este efeito]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-terra-arrasta-o-espaco-tempo-sensor-quantico-pode-ajudar-a-medir-o-efeito.html</link><pubDate>Mon, 26 Oct 2026 10:04:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Investigadores propuseram um sensor quântico capaz de medir como a rotação da Terra arrasta o espaço-tempo, um efeito previsto pela teoria da relatividade de Einstein. A experiência usa hélio superfluido arrefecido dentro de um giroscópio.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-terra-arrasta-o-espaco-tempo-sensor-quantico-pode-ajudar-a-medir-o-efeito-1792338529177.png" data-image="i1u971045hrt" alt="Investigadores propõem um sensor quântico com hélio superfluido para medir rotações minúsculas e investigar o arrasto do espaço-tempo terrestre em laboratório." title="Investigadores propõem um sensor quântico com hélio superfluido para medir rotações minúsculas e investigar o arrasto do espaço-tempo terrestre em laboratório."><figcaption>Investigadores propõem um sensor quântico com hélio superfluido para medir rotações minúsculas e investigar o arrasto do espaço-tempo terrestre em laboratório.</figcaption></figure><p><strong>Segundo a teoria da relatividade geral, os corpos massivos em rotação deformam o espaço-tempo ao seu redor</strong>, produzindo um efeito conhecido como <em>frame-dragging</em>. Neste fenómeno, a rotação do objeto influencia a geometria do espaço-tempo e afeta o movimento de corpos e instrumentos próximos. </p><p>Embora a Terra seja massiva à escala humana, o seu <em>frame-dragging </em>é muito pequeno quando comparado ao produzido por objetos astrofísicos mais compactos e massivos. Por isso, <strong>o efeito terrestre é difícil de observar por causa de outras influências</strong>, como perturbações gravitacionais.</p><p><strong>Para investigar uma nova forma de medir este efeito, investigadores propuseram um sensor quântico baseado em hélio superfluido. </strong>Neste estado, o hélio apresenta propriedades quânticas coletivas e pode sustentar movimentos com dissipação baixa, características úteis para medições de rotação. </p><h2>Previsão de Einstein</h2><p>A teoria da relatividade geral descreve a gravidade como uma consequência da <strong>curvatura do espaço-tempo causada pela massa e pela energia.</strong> Quando um corpo massivo está em rotação, este movimento também modifica a geometria do espaço-tempo ao seu redor, produzindo o <em>frame-dragging.</em> </p><div class="texto-destacado">O <em>frame-dragging</em> influencia o movimento de partículas e instrumentos próximos ao corpo em rotação.</div><p><strong>O efeito depende das propriedades do objeto, incluindo o seu momento angular, e é mais intenso nas proximidades de corpos compactos</strong>, como buracos negros em rotação. Na Terra, embora previsto pela relatividade geral, o arrasto é extremamente fraco, o que dificulta a sua medição precisa. </p><h2>O que é um superfluido?</h2><p><strong>Um superfluido é um estado da matéria que apresenta viscosidade nula, permitindo que flua sem dissipar energia por atrito interno.</strong> Este comportamento surge em condições específicas, geralmente a temperaturas baixas, quando as partículas passam a apresentar um comportamento coletivo. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-terra-arrasta-o-espaco-tempo-sensor-quantico-pode-ajudar-a-medir-o-efeito-1792339429551.png" data-image="b2yatf2fm7iw" alt="Um superfluido é um estado da matéria com viscosidade nula, capaz de fluir sem dissipar energia por atrito interno. O hélio-4 apresenta esta propriedade quando arrefecido abaixo de 2,17 kelvin." title="Um superfluido é um estado da matéria com viscosidade nula, capaz de fluir sem dissipar energia por atrito interno. O hélio-4 apresenta esta propriedade quando arrefecido abaixo de 2,17 kelvin."><figcaption>Um superfluido é um estado da matéria com viscosidade nula, capaz de fluir sem dissipar energia por atrito interno. O hélio-4 apresenta esta propriedade quando arrefecido abaixo de 2,17 kelvin.</figcaption></figure><p><strong>U</strong><strong>m exemplo é o hélio-4, que se torna superfluido abaixo de aproximadamente 2,17 kelvin, perto de −271 °C, à pressão atmosférica.</strong> O material pode fluir por canais estreitos com dissipação muito baixa. Os superfluidos são promissores para sensores de alta precisão, incluindo giroscópios quânticos.</p><h2>Sensor Quântico</h2><p><strong>O sensor quântico proposto pelos investigadores usa hélio-4 arrefecido.</strong> O dispositivo consiste num tubo em formato de anel preenchido com este líquido, projetado para detetar variações no seu movimento. Quando o dispositivo gira, surge uma diferença de fase que pode ser sinal da rotação. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="707930" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-esa-poe-a-prova-a-famosa-teoria-de-einstein-os-relogios-atomicos-ja-chegaram-ao-espaco-para-a-missao-aces.html" title=" A ESA põe à prova a famosa teoria de Einstein: os relógios atómicos já chegaram ao espaço para a missão ACES"> A ESA põe à prova a famosa teoria de Einstein: os relógios atómicos já chegaram ao espaço para a missão ACES</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-esa-poe-a-prova-a-famosa-teoria-de-einstein-os-relogios-atomicos-ja-chegaram-ao-espaco-para-a-missao-aces.html" title=" A ESA põe à prova a famosa teoria de Einstein: os relógios atómicos já chegaram ao espaço para a missão ACES"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-esa-poe-a-prova-a-famosa-teoria-de-einstein-os-relogios-atomicos-ja-chegaram-ao-espaco-para-a-missao-aces-1745713134177_320.jpg" alt=" A ESA põe à prova a famosa teoria de Einstein: os relógios atómicos já chegaram ao espaço para a missão ACES"></a></article></aside><p><strong>Para medir esta variação, os investigadores propõem acompanhar o movimento de um diafragma mecânico conectado ao circuito de hélio superfluido. </strong>O principal desafio é distinguir o sinal relativístico do ruído térmico, que pode produzir flutuações aleatórias na fase quântica e encobrir o efeito procurado. </p><h2>Resultados</h2><p><strong>O estudo indica que arrefecer o sensor de hélio superfluido a temperaturas inferiores ao limite de 2,17 kelvin pode reduzir o ruído térmico </strong>e aumentar a sua sensibilidade à rotação. Um giroscópio operando a cerca de 10 milikelvin poderia alcançar precisão comparável ou superior à das melhores medições anteriores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-terra-arrasta-o-espaco-tempo-sensor-quantico-pode-ajudar-a-medir-o-efeito-1792339512643.png" data-image="tf24k9fxa96h" alt="Previsto pela relatividade geral de Einstein, o frame-dragging ocorre quando a rotação de um corpo massivo influencia a geometria do espaço-tempo ao seu redor. Crédito: ICRAR" title="Previsto pela relatividade geral de Einstein, o frame-dragging ocorre quando a rotação de um corpo massivo influencia a geometria do espaço-tempo ao seu redor. Crédito: ICRAR"><figcaption>Previsto pela relatividade geral de Einstein, o frame-dragging ocorre quando a rotação de um corpo massivo influencia a geometria do espaço-tempo ao seu redor. Crédito: ICRAR</figcaption></figure><p>Além de investigar o <em>frame-dragging</em>, o dispositivo poderia permitir estudos de diferenças extremamente pequenas na passagem do tempo.<strong> Os investigadores planeiam avançar na etapa experimental e investigar se o sensor poderá, futuramente, testar efeitos associados à gravidade quântica.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ellers%20et%20al" data-year="2026" data-title="Quantum%20Sensing%20of%20Gravitational%20Frame%20Dragging%20with%20a%20Superfluid" data-url="https%3A%2F%2Fjournals.aps.org%2Fprl%2Fabstract%2F10.1103%2Fq3v9-rjm9">Ellers et al. (2026). <a href="https://journals.aps.org/prl/abstract/10.1103/q3v9-rjm9" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Quantum Sensing of Gravitational Frame Dragging with a Superfluid</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-terra-arrasta-o-espaco-tempo-sensor-quantico-pode-ajudar-a-medir-o-efeito.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Qual é a cidade mais feliz do mundo para passar férias? A resposta fica em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/qual-e-a-cidade-mais-feliz-do-mundo-para-passar-ferias-a-resposta-fica-em-portugal.html</link><pubDate>Mon, 26 Oct 2026 09:05:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Sol, boa comida, passeios a pé e praias a curta distância ajudam a explicar a distinção. Conheça o destino que conquistou o primeiro lugar num ranking internacional.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/qual-e-a-cidade-mais-feliz-do-mundo-para-passar-ferias-a-resposta-fica-em-portugal-1792949294792.jpg" data-image="nzkg2jjhoct7" alt="Portugal" title="Portugal"><figcaption>Esta é a cidade mais feliz do mundo para passar férias. E há boas razões para isso. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Segurança? Muitas atrações? Vários museus? Qual é para si o critério mais importante ao escolher um destino de férias? Se a resposta é a<strong> felicidade</strong>, saiba que<strong> Lisboa é o local indicado</strong>. Porquê? Porque, de acordo com ranking Holiday Happiness Index, da BookRetreats, a capital portuguesa é o destino mais feliz do mundo.</p><p>Sim, é verdade. Lisboa não está apenas no <em>top</em> 3 dos destinos mais felizes do mundo. Foi mesmo considerado o <strong>líder do</strong><em><strong> ranking</strong></em>. Atrás ficaram cidades como Helsínquia, Orlando e Atenas. </p><p>“Lisboa lidera o nosso Índice de Felicidade nas Férias, reivindicando o título de destino de férias mais feliz do mundo.” </p><div class="texto-destacado">O ranking internacional desenvolvido pela plataforma BookRetreats procura perceber quais os destinos que reúnem melhores condições para uma estadia associada ao bem-estar.</div><p>Publicado em 2026, o estudo analisou 47 cidades de diferentes partes do mundo e teve em conta cinco fatores: exposição solar, qualidade do sono, alimentação saudável, contacto com a natureza e facilidade de fazer exercício físico através de caminhadas. Cada um destes elementos teve o mesmo peso na classificação final.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793116" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/sera-que-o-modo-de-vida-portugues-e-mesmo-dos-melhores-do-mundo.html" title="Será o modo de vida português “dos melhores do mundo”?">Será o modo de vida português “dos melhores do mundo”?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/sera-que-o-modo-de-vida-portugues-e-mesmo-dos-melhores-do-mundo.html" title="Será o modo de vida português “dos melhores do mundo”?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sera-que-o-modo-de-vida-portugues-e-mesmo-dos-melhores-do-mundo-1791835896065_320.jpg" alt="Será o modo de vida português “dos melhores do mundo”?"></a></article></aside><p>“Para calcular a classificação final, a publicação utilizou uma normalização dos diferentes indicadores e calculou uma média ponderada”, explica o <em>site</em> ‘Away’. “Quanto mais próximo de 100 o resultado, maior o potencial de ‘holiday happiness’, segundo a metodologia do estudo.”</p><p><strong>A ideia é simples:</strong> umas férias felizes não dependem apenas de um hotel confortável, de monumentos para visitar ou de restaurantes instagramáveis. Também contam as condições para descansar, comer bem, passar tempo ao ar livre e conhecer um destino sem estar constantemente a olhar para o relógio.</p><p>Foi nesta combinação que Lisboa se destacou. A capital portuguesa não ficou em primeiro lugar por ser a cidade mais soalheira, a mais verde ou aquela onde é mais fácil caminhar.<strong> O resultado deve-se ao equilíbrio entre os vários critérios avaliados</strong>.</p><h2>Sol, boa comida e passeios com vista para o Tejo</h2><p>Comecemos por uma das vantagens mais evidentes de Lisboa: <strong>a luz</strong>. Segundo os dados utilizados pela BookRetreats, a cidade regista cerca de 2828 horas de sol por ano. É uma boa notícia para quem gosta de explorar destinos ao ar livre, embora não signifique que os dias de chuva tenham sido riscados do calendário.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>A <strong>alimentação</strong> é outro dos pontos fortes identificados pelo estudo. Quase 10% dos restaurantes de Lisboa estão classificados como estabelecimentos de alimentação saudável, a segunda maior proporção entre as cidades analisadas. Para chegar a este resultado, a plataforma recorreu à classificação dos restaurantes no Tripadvisor, comparando os estabelecimentos identificados como saudáveis com o total listado em cada destino.</p><p>Mas não se deixe enganar. Esta distinção não significa que a capital tenha apenas saladas, pratos vegetarianos ou menus pensados ao pormenor por nutricionistas. Pelo contrário: <strong>a oferta gastronómica é bastante variada</strong>, com peixe, marisco, legumes, pratos tradicionais e restaurantes para diferentes orçamentos. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/qual-e-a-cidade-mais-feliz-do-mundo-para-passar-ferias-a-resposta-fica-em-portugal-1792949694123.jpg" data-image="ik71xfng5l69" alt="Lisboa" title="Lisboa"><figcaption>A oferta gastronómica foi um dos fatores considerados. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Depois, há a <strong>possibilidade de explorar a cidade a pé</strong>. Entre praças, bairros históricos, jardins e miradouros, Lisboa oferece muitas oportunidades para descobrir novos recantos sem depender sempre dos transportes. A Praça do Comércio e a Torre de Belém, por exemplo, podem ser ligadas por um percurso pedonal de pouco menos de duas horas, de acordo com a análise da BookRetreats.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791860" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/neste-outono-os-portugueses-estao-a-descobrir-um-novo-lado-de-portugal.html" title="Neste outono, os portugueses estão a descobrir um novo lado de Portugal">Neste outono, os portugueses estão a descobrir um novo lado de Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/neste-outono-os-portugueses-estao-a-descobrir-um-novo-lado-de-portugal.html" title="Neste outono, os portugueses estão a descobrir um novo lado de Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/neste-outono-os-portugueses-estao-a-descobrir-um-novo-lado-de-portugal-1791140420660_320.jpg" alt="Neste outono, os portugueses estão a descobrir um novo lado de Portugal"></a></article></aside><p>Claro que existe um pequeno detalhe: <strong>Lisboa não é propriamente plana</strong>. As subidas de Alfama, do Bairro Alto e de outras zonas históricas podem transformar um passeio descontraído num treino inesperado para as pernas. </p><p>“Embora o seu terreno notoriamente acidentado implique algumas subidas íngremes, principalmente no Bairro Alto e em Alfama, basta um calçado adequado para desfrutar do passeio”, lê-se na publicação.</p><h2>Praias, jardins e natureza a pouca distância</h2><p>O <strong>contacto com a natureza </strong>também ajudou Lisboa a chegar ao topo. Segundo o índice, a cidade dispõe de cerca de 49 metros quadrados de espaços verdes por habitante, um valor que a BookRetreats apresenta como quase quatro vezes superior ao de Madrid.</p><p>Jardins e parques urbanos permitem fazer uma pausa entre visitas, ler um livro, caminhar ou simplesmente fugir durante algum tempo ao movimento das ruas. E, para quem prefere trocar os espaços urbanos pela areia, a localização da capital oferece outra vantagem: a <strong>proximidade do litoral</strong>.</p><div class="texto-destacado">A Costa da Caparica e as praias da linha de Cascais são opções para um passeio de um dia, com acesso a partir de Lisboa por diferentes meios de transporte. </div><p>A oferta de espaços verdes, a proximidade do mar e as possibilidades de atividade física ajudam a explicar a classificação obtida. Ainda assim, importa lembrar que estes indicadores não garantem, por si só, uma experiência perfeita. O trânsito, as multidões, o calor intenso no verão ou as subidas mais exigentes também fazem parte da realidade de Lisboa.</p><h2>Quais são as outras cidades mais felizes para passar férias?</h2><p>Já sabemos que Lisboa ocupa o primeiro lugar do Holiday Happiness Index, mas <strong>há outros destinos que também se destacam</strong>. Helsínquia, na Finlândia, surge em segundo, valorizada pela presença da natureza, pelos espaços verdes e pelas condições de descanso. Orlando, nos Estados Unidos, fica em terceiro, beneficiando da combinação entre espaços verdes, lagos e muitas horas de sol.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/qual-e-a-cidade-mais-feliz-do-mundo-para-passar-ferias-a-resposta-fica-em-portugal-1792949886671.jpg" data-image="oq0lgdgxs0rn" alt="Helsínquia" title="Helsínquia"><figcaption>Helsínquia ocupa o segundo lugar do ranking. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>O quarto lugar pertence a Atenas, na Grécia, que se destaca, entre outros aspetos, pela facilidade de explorar várias zonas a pé. Edimburgo, na Escócia, fecha o top cinco, oferecendo uma combinação de património histórico, cultura e percursos pedonais.</p><p>O <em>ranking</em> mostra também que<strong> não existe uma fórmula única para umas férias felizes</strong>. Uma cidade pode conquistar pontos pela abundância de espaços verdes, outra pela facilidade de caminhar e outra pelo clima. Lisboa acabou por vencer graças ao desempenho conjunto nos cinco critérios escolhidos.</p><p>Há, contudo, uma ressalva importante:<strong> este índice não mede diretamente a felicidade dos habitantes de cada cidade</strong>, nem demonstra que quem visita Lisboa será necessariamente mais feliz. Trata-se de uma classificação criada para comparar características dos destinos que podem contribuir para o bem-estar durante as férias. </p><div class="texto-destacado">Os resultados dependem dos indicadores selecionados e da metodologia utilizada, e a própria experiência varia de pessoa para pessoa.</div><p>Por isso, a distinção deve ser entendida como um argumento a favor de Lisboa enquanto destino de férias, e não como uma prova de que a capital portuguesa é, em todos os sentidos, o lugar mais feliz do planeta.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="BookRetreats%2C%20Westman%2C%20C" data-year="2026" data-title="Holiday%20Happiness%20Index%3A%20World%E2%80%99s%20Best%20Destinations%20to%20Boost%20Your%20%E2%80%98Feel-Good%E2%80%99%20Hormones" data-url="https%3A%2F%2Fbookretreats.com%2Fblog%2Fholiday-happiness-index%2F%23h-the-world-s-happiest-holiday-destinations">BookRetreats, Westman, C. (2026). <a href="https://bookretreats.com/blog/holiday-happiness-index/#h-the-world-s-happiest-holiday-destinations" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Holiday Happiness Index: World’s Best Destinations to Boost Your ‘Feel-Good’ Hormones</a>.</cite><br><cite data-author="Away" data-year="2026" data-title="Num%20ranking%20internacional%20com%20quase%2050%20cidades%2C%20%C3%A9%20em%20Portugal%20que%20est%C3%A1%20a%20localidade%20mais%20feliz%20do%20mundo" data-url="https%3A%2F%2Faway.iol.pt%2Fholiday-happiness-index%2Fbookretreats%2Fnum-ranking-internacional-com-quase-50-cidades-e-em-portugal-que-esta-a-localidade-mais-feliz-do-mundo%2F20260924%2F6ab5159c0cf22b9f8904c960">Away. (2026). <a href="https://away.iol.pt/holiday-happiness-index/bookretreats/num-ranking-internacional-com-quase-50-cidades-e-em-portugal-que-esta-a-localidade-mais-feliz-do-mundo/20260924/6ab5159c0cf22b9f8904c960" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Num ranking internacional com quase 50 cidades, é em Portugal que está a localidade mais feliz do mundo</a>.</cite><br><cite data-author="Euronews%2C%20Rosa%20Rodrigues%2C%20D" data-year="2026" data-title="Turismo%3A%20Lisboa%20eleita%20o%20destino%20mais%20feliz%20do%20mundo" data-url="https%3A%2F%2Fpt.euronews.com%2F2026%2F09%2F22%2Fturismo-lisboa-eleita-o-destino-mais-feliz-do-mundo">Euronews, Rosa Rodrigues, D. (2026). <a href="https://pt.euronews.com/2026/09/22/turismo-lisboa-eleita-o-destino-mais-feliz-do-mundo" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Turismo: Lisboa eleita o destino mais feliz do mundo</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/qual-e-a-cidade-mais-feliz-do-mundo-para-passar-ferias-a-resposta-fica-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo nos Açores deverá continuar instável: há mais uma frente a caminho e pode chegar já na quarta-feira (28)]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-acores-devera-continuar-instavel-ha-mais-uma-frente-a-caminho-e-pode-chegar-ja-na-quarta-feira.html</link><pubDate>Mon, 26 Oct 2026 08:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma nova frente fria deverá atingir os Açores na quarta-feira, provocando chuva forte e rajadas de vento até 90 km/h.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbr7clu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbr7clu.jpg" id="xbr7clu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A dinâmica atmosférica no Atlântico Norte continuará a ditar um padrão de <strong>elevada instabilidade sobre o arquipélago dos Açores nos próximos dias.</strong></p><div class="texto-destacado"><strong><p>Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong> nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</p></strong></div><p>A frente fria que afetou o território este domingo prosseguirá a sua progressão de Oeste para Este, continuando a <strong>condicionar o tempo em todo o arquipélago até por volta das 15:00 desta segunda-feira</strong>, dia 26 de outubro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nos-acores-devera-continuar-instavel-ha-mais-uma-frente-a-caminho-e-pode-chegar-ja-na-quarta-feira-1792973718492.jpg" data-image="os0q6t25siyh" alt="Previsão da nebulosidade e precipitação para segunda-feira, 26 de outubro, às 10:00" title="Previsão da nebulosidade e precipitação para segunda-feira, 26 de outubro, às 10:00"><figcaption>Previsão da nebulosidade e precipitação para segunda-feira, 26 de outubro, às 10:00. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Esta<strong> segunda-feira fica marcada por um arrefecimento sensível no Grupo Ocidental</strong>, onde a ilha das Flores registará uma descida das máximas para os 17 ºC e mínimas de 12 ºC. O Corvo manter-se-á com 22 ºC de máxima. Nos Grupos Central e Oriental, os valores diurnos oscilarão entre os 20 ºC em São Jorge e os 24 ºC no Faial e Graciosa, Santa Maria registará máximas de 23 ºC e mínimas de 20 ºC. </p><h2>Terça-feira: dia de transição, arrefecimento e trégua na precipitação</h2><p>Na terça-feira, dia 27, prevê-se um período de trégua e estabilização temporária da atmosfera na maioria das ilhas. <strong>A precipitação pode diminuir, registando-se apenas aguaceiros fracos. </strong>Contudo, será acompanhada por uma descida generalizada das temperaturas em todo o arquipélago.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794973" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frente-fria-chega-domingo-aos-acores-chuva-intensifica-se-no-grupo-ocidental-a-partir-das-20h.html" title="Frente fria chega este domingo aos Açores: chuva intensifica-se no Grupo Ocidental a partir das 20h">Frente fria chega este domingo aos Açores: chuva intensifica-se no Grupo Ocidental a partir das 20h</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frente-fria-chega-domingo-aos-acores-chuva-intensifica-se-no-grupo-ocidental-a-partir-das-20h.html" title="Frente fria chega este domingo aos Açores: chuva intensifica-se no Grupo Ocidental a partir das 20h"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-domingo-aos-acores-chuva-intensifica-se-no-grupo-ocidental-a-partir-das-20h-1792873663997_320.png" alt="Frente fria chega este domingo aos Açores: chuva intensifica-se no Grupo Ocidental a partir das 20h"></a></article></aside><p><strong>A ilha das Flores apresentará as temperaturas mais baixas de todo o território açoriano, com a máxima a não ultrapassar os 15 ºC e a mínima a descer aos 10 ºC.</strong> No Grupo Central, as máximas podem recuar para valores entre os 17 ºC em São Jorge e os 20 ºC no Faial, Pico, Graciosa e Terceira. Por sua vez, no Grupo Oriental, São Miguel e Santa Maria poderão registar máximas de 20 ºC e 21 ºC, respetivamente, antecipando a chegada de uma nova massa de ar. </p><h2>Quarta-feira: frente fria entra pelo Grupo Ocidental com vento forte e chuva</h2><p>As mais recentes projeções do modelo europeu de referência (ECMWF) indicam a <strong>aproximação e entrada de uma nova superfície frontal fria de forte atividade na quarta-feira, dia 28.</strong> A frente começará a afetar o Grupo Ocidental na madrugada, atingindo as ilhas das Flores e do Corvo por volta das 04:00. <strong>O período de maior intensidade de precipitação poderá ocorrer entre as 07:00 e as 09:00, acompanhado por vento forte do quadrante Sul, cujas rajadas poderão atingir os 90 km/h.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nos-acores-devera-continuar-instavel-ha-mais-uma-frente-a-caminho-e-pode-chegar-ja-na-quarta-feira-1792973932036.jpg" data-image="rb7cwahqnqst" alt="Mapa de rajadas de vento previstas para quarta-feira, 28 de outubro, às 09:00" title="Mapa de rajadas de vento previstas para quarta-feira, 28 de outubro, às 09:00"><figcaption>Mapa de rajadas de vento previstas para quarta-feira, 28 de outubro, às 09:00, evidenciando instabilidade no Grupo Ocidental. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>À medida que o sistema frontal avança para Este,<strong> o Grupo Central deverá começar a sentir os seus efeitos a partir das 08:00</strong>, prolongando-se a instabilidade até às 20:00, com rajadas de vento a poderem alcançar os 80 km/h.</p><p><strong>A ilha do Pico será a mais fustigada pela precipitação durante a semana</strong>, com o pico de intensidade previsto entre as 12:00 e as 14:00, altura em que se poderão registar 13,5 mm por hora.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nos-acores-devera-continuar-instavel-ha-mais-uma-frente-a-caminho-e-pode-chegar-ja-na-quarta-feira-1792974019477.jpg" data-image="z69q1lpq93y9" alt="Previsão de precipitação para quarta-feira, 28 de outubro, às 14:00" title="Previsão de precipitação para quarta-feira, 28 de outubro, às 14:00"><figcaption>Previsão de precipitação para quarta-feira, 28 de outubro, às 14:00, com destaque para a intensidade da chuva na ilha do Pico. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>No mesmo intervalo temporal, o Faial poderá atingir máximos de 7,9 mm, São Jorge 6,5 mm e a Graciosa 5,3 mm. Mais ao final da tarde, entre as 16:00 e as 17:00, o foco de chuva mais intensa deslocar-se-á para a Terceira, com valores a rondar os 6 mm. <strong>Estes valores podem sofrer alterações nas próximas atualizações</strong>.</p><h2>Progressão para o Grupo Oriental e arrefecimento pós-frontal de quinta-feira</h2><p>A superfície frontal deverá alcançar o Grupo Oriental por volta das 21:00 de quarta-feira, afetando São Miguel e Santa Maria até às 06:00 de quinta-feira, dia 29. <strong>Entre as 23:00 e a meia-noite, prevê-se chuva forte na vertente Norte de São Miguel</strong>, com acumulados horários entre 9,4 mm e 11,4 mm. A ilha de Santa Maria poderá ser fortemente afetada na madrugada de quinta-feira, registando-se até 12 mm entre as 03:00 e as 04:00.</p><p>Na quinta-feira, dia 29, a passagem da frente fria dará lugar a uma massa de ar <strong>pós-frontal significativamente mais fria</strong>, devendo a mesma promover uma nova queda acentuada das temperaturas em todas as ilhas. Nas Flores a temperatura máxima pode baixar para os 13 ºC e a mínima para os 9 ºC. No Grupo Central, o Pico e São Jorge as mínimas podem descer para os 14 ºC e 13 ºC, respetivamente. </p><h2>Sexta-feira com céus muito nublados</h2><p>Na sexta-feira, dia 30 de outubro, prevê-se a manutenção de <strong>céu muito nublado em todo o arquipélago</strong>, com maior expressão e densidade de nebulosidade nos Grupos Central e Oriental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nos-acores-devera-continuar-instavel-ha-mais-uma-frente-a-caminho-e-pode-chegar-ja-na-quarta-feira-1792974131197.jpg" data-image="pca7lo9l8nag" alt="Previsão da cobertura de nuvens sobre o arquipélago dos Açores para sexta-feira, 30 de outubro, às 18:00" title="Previsão da cobertura de nuvens sobre o arquipélago dos Açores para sexta-feira, 30 de outubro, às 18:00"><figcaption>Previsão da cobertura de nuvens sobre o arquipélago dos Açores para sexta-feira, 30 de outubro, às 18:00. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>No balanço global da semana, a análise dos mapas de precipitação acumulada do ECMWF revela que<strong> a ilha do Pico será aquela que poderá registar os valores totais mais expressivos em todo o arquipélago</strong>, podendo alcançar marcas na ordem dos 77,2 mm até às 18:00 de sexta-feira, seguida do Faial com 47,8 mm, São Miguel com 39,9 mm e Terceira com 33 mm.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-acores-devera-continuar-instavel-ha-mais-uma-frente-a-caminho-e-pode-chegar-ja-na-quarta-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Pedro Carneiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal com temperaturas até 26 ºC esta semana: ECMWF prevê valores até 7 ºC acima da média]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-com-temperaturas-ate-26-c-esta-semana-ecmwf-preve-valores-ate-7-c-acima-da-media.html</link><pubDate>Mon, 26 Oct 2026 07:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A semana começa com manhãs frescas e tardes relativamente quentes em Portugal continental. O ECMWF prevê temperaturas próximas dos 26 ºC e anomalias positivas até 7 ºC em algumas regiões do interior.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbr67pu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbr67pu.jpg" id="xbr67pu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A última atualização do modelo europeu (ECMWF) aponta para uma semana marcada por contrastes térmicos em Portugal continental. Entre segunda-feira, 26 de outubro, e quinta-feira, 29, <strong>as temperaturas deverão variar consideravelmente entre a madrugada e a tarde</strong>, mantendo-se valores relativamente elevados em algumas regiões interiores.</p><p>Os mapas de anomalia térmica indicam ainda temperaturas acima dos valores de referência em grande parte do interior, embora a situação apresente<strong> diferenças regionais</strong>.</p><h2>Segunda-feira começa fresca, mas termómetros poderão atingir os 26 ºC</h2><p>Hoje, segunda-feira, as <strong>temperaturas deverão apresentar diferenças significativas ao longo do dia</strong>. Pelas 06h, o ECMWF prevê valores próximos de 6 a 10 ºC em várias localidades do Norte e Centro interior, enquanto Lisboa e algumas regiões do Sul deverão apresentar cerca de 11 a 12 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-com-temperaturas-ate-26-c-esta-semana-ecmwf-preve-anomalias-positivas-de-5-c-em-varias-regioes-1792954106447.jpg" data-image="7a4y0t0zmg9w" alt="Manhã de segunda-feira com temperaturas baixas no interior" title="Manhã de segunda-feira com temperaturas baixas no interior"><figcaption>O ECMWF prevê valores próximos de 6 a 10 ºC em várias localidades do Norte e Centro interior, contrastando com temperaturas mais elevadas em algumas zonas do litoral e do Sul.</figcaption></figure><p><strong>Durante a tarde, a subida será expressiva</strong>. Pelas 15h, o modelo aponta para cerca de 23 ºC em Coimbra, Leiria e Portalegre, 25 ºC em Santarém e Évora e aproximadamente 26 ºC em Beja. No litoral Norte, os valores deverão ser mais moderados, próximos de 17 ºC no Porto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-com-temperaturas-ate-26-c-esta-semana-ecmwf-preve-anomalias-positivas-de-5-c-em-varias-regioes-1792954155445.jpg" data-image="od5l6vcmylmm" alt="Temperaturas aproximam-se dos 26 ºC no interior alentejano" title="Temperaturas aproximam-se dos 26 ºC no interior alentejano"><figcaption>A previsão do ECMWF aponta para uma tarde relativamente quente, com valores próximos de 25 a 26 ºC em algumas localidades do Alentejo e temperaturas mais moderadas no litoral Norte.</figcaption></figure><p><strong>Este contraste entre o litoral e o interior deverá ser uma das características mais evidentes do dia</strong>, com amplitudes térmicas diárias significativas em várias localidades. Ainda assim, os valores previstos poderão apresentar pequenas variações consoante as condições meteorológicas locais.</p><h2>Terça-feira traz descida das temperaturas durante a tarde</h2><p><strong>Na terça-feira, 27 de outubro, as temperaturas matinais deverão manter-se relativamente baixas </strong>em algumas regiões interiores, com valores próximos de 6 ºC na Guarda e entre 10 e 14 ºC em várias localidades do Norte e Centro.</p><p>À tarde, o ECMWF prevê uma<strong> diminuição relativamente a segunda-feira</strong>. Lisboa poderá registar cerca de 23 ºC, enquanto Coimbra e Leiria deverão aproximar-se dos 21 ºC. No interior alentejano, os valores poderão situar-se entre 22 e 23 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-com-temperaturas-ate-26-c-esta-semana-ecmwf-preve-anomalias-positivas-de-5-c-em-varias-regioes-1792954199833.jpg" data-image="2j21nnxkr44u" alt="Terça-feira apresenta descida das temperaturas em várias regiões" title="Terça-feira apresenta descida das temperaturas em várias regiões"><figcaption>O ECMWF prevê uma tarde menos quente do que a de segunda-feira, com valores próximos de 21 ºC em Coimbra e Leiria e cerca de 22 a 23 ºC em localidades do interior alentejano.</figcaption></figure><p><strong>Esta descida deverá ser mais evidente em algumas localidades do Centro e Sul</strong>, embora as temperaturas continuem relativamente amenas durante a tarde. No Norte, os valores deverão manter-se mais moderados, sobretudo nas áreas próximas do litoral.</p><h2>Quarta e quinta-feira mantêm tardes amenas a quentes</h2><p>Na <strong>quarta-feira, 28 de outubro, as temperaturas deverão voltar a subir ligeiramente em algumas regiões</strong>. Pelas 15h, o modelo prevê aproximadamente 24 ºC em Évora e 25 ºC em Beja, enquanto Lisboa poderá atingir 23 ºC.</p><p><strong>Na quinta-feira, 29, o cenário deverá manter-se semelhante no Sul</strong>, com cerca de 25 ºC em Beja e valores próximos de 21 a 23 ºC em várias localidades do Centro e Alentejo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-com-temperaturas-ate-26-c-esta-semana-ecmwf-preve-anomalias-positivas-de-5-c-em-varias-regioes-1792954251900.jpg" data-image="cdl5848f1qec" alt="Quinta-feira mantém temperaturas próximas dos 25 ºC no Sul" title="Quinta-feira mantém temperaturas próximas dos 25 ºC no Sul"><figcaption>A previsão do modelo europeu indica temperaturas próximas de 25 ºC em Beja e entre 21 e 23 ºC em diversas localidades do Centro e Sul, mantendo-se diferenças entre o litoral e o interior.</figcaption></figure><p>A evolução prevista entre quarta e quinta-feira sugere, assim, uma <strong>relativa estabilidade das temperaturas durante a tarde, especialmente no Alentejo</strong>. No entanto, as manhãs deverão continuar mais frescas, mantendo-se diferenças térmicas consideráveis entre o início e o período mais quente do dia.</p><h2>Anomalias térmicas positivas destacam-se no interior</h2><p>Apesar das oscilações diárias, <strong>o ECMWF prevê anomalias térmicas positivas em grande parte do interior de Portugal continental</strong>.</p><p>Na segunda-feira, pelas 15h, estas poderão aproximar-se dos 4 a 5 ºC em zonas do Centro interior e Alentejo, devendo alcnçar os 7 ºC em alguns locais da Beira Alta. Na terça-feira, os desvios deverão ser menos expressivos, enquanto quarta e quinta-feira poderão voltar a apresentar anomalias próximas de 3 a 4 ºC em várias regiões interiores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-com-temperaturas-ate-26-c-esta-semana-ecmwf-preve-valores-ate-7-c-acima-da-media-1792958092580.jpg" data-image="lqjg1pl9nhdy" alt="anomalias positivas" title="anomalias positivas"><figcaption>O ECMWF prevê desvios positivos próximos de 4 a 5 ºC em várias localidades do interior de Portugal continental, enquanto algumas zonas do litoral poderão apresentar temperaturas próximas ou abaixo dos valores de referência.</figcaption></figure><p>Em contrapartida, <strong>algumas áreas do litoral ocidental poderão apresentar anomalias ligeiramente negativas</strong>, especialmente no Norte e Centro. Estas diferenças mostram que o comportamento térmico não será uniforme em todo o território.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794988" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-sobem-e-voltam-a-descer-em-breve-o-que-esperar-dos-termometros-esta-semana-em-portugal-continental.html" title="Temperaturas sobem e voltam a descer em breve: o que esperar dos termómetros esta semana em Portugal Continental">Temperaturas sobem e voltam a descer em breve: o que esperar dos termómetros esta semana em Portugal Continental</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-sobem-e-voltam-a-descer-em-breve-o-que-esperar-dos-termometros-esta-semana-em-portugal-continental.html" title="Temperaturas sobem e voltam a descer em breve: o que esperar dos termómetros esta semana em Portugal Continental"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-sobem-e-voltam-a-descer-em-breve-o-que-esperar-dos-termometros-esta-semana-em-portugal-continental-1792921758700_320.jpg" alt="Temperaturas sobem e voltam a descer em breve: o que esperar dos termómetros esta semana em Portugal Continental"></a></article></aside><p>Os valores apresentados constituem projeções do ECMWF e poderão sofrer alterações nas próximas atualizações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-com-temperaturas-ate-26-c-esta-semana-ecmwf-preve-valores-ate-7-c-acima-da-media.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Primeiras geadas: como saber se a sua zona já está em risco]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/primeiras-geadas-como-saber-se-a-sua-zona-ja-esta-em-risco.html</link><pubDate>Mon, 26 Oct 2026 06:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A previsão dizia três graus e, de manhã, metade da horta amanheceu branca. Não foi engano da previsão. O termómetro está a dois metros do chão, e as plantas não.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/primeiras-geadas-como-saber-se-a-sua-zona-ja-esta-em-risco-1792771697984.png" data-image="99mg05rd1k3q"><figcaption>Geada branca sobre couves depois de uma noite de céu limpo e sem vento, a combinação que a provoca.</figcaption></figure><p>Todos os anos acontece o mesmo. Olha-se para a previsão, vê-se uma mínima de três ou quatro graus, conclui-se que não há perigo, e no dia seguinte há folhas queimadas.</p><p>A previsão não estava errada. Estava apenas a medir noutro sítio.</p><h2>O termómetro está onde as plantas não estão</h2><p><strong>As temperaturas das previsões são medidas em abrigo meteorológico</strong>, a cerca de um metro e meio ou dois do solo, ao abrigo do vento e da radiação. É uma convenção que permite comparar valores entre estações.</p><p>Numa noite limpa e sem vento, o solo perde calor para o céu e arrefece mais depressa do que o ar acima dele. Junto ao chão, onde estão as folhas das alfaces, podem registar-se dois a quatro graus a menos do que o valor previsto.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Uma previsão de três graus pode significar zero no canteiro. O risco de geada começa muito antes de a previsão chegar a zero.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><h2>Nem todas as noites frias são noites de geada</h2><p>Há duas maneiras de o frio chegar a uma horta, e só uma delas é frequente em Portugal. Distingui-las é o que permite saber quais são as noites de risco a sério.</p><div class="texto-destacado">Geada de radiação-Forma-se em noites de céu limpo, sem vento e com ar seco, quando o solo liberta para o céu o calor que acumulou de dia. É a geada mais comum em Portugal, aparece em manchas e concentra-se nos pontos baixos do terreno. Distingue-se da geada de advecção, que chega com uma massa de ar frio e vento, afecta tudo por igual e é bem mais rara entre nós.</div><p><strong>As três condições têm de estar presentes ao mesmo tempo. </strong>Com nuvens, o calor fica retido e não há geada. Com vento, o ar mistura-se e não arrefece junto ao solo. Com ar húmido, a condensação liberta calor e trava a descida.</p><p><strong>É por isso que duas noites com a mesma mínima prevista podem acabar de maneiras completamente diferentes. </strong>A tabela seguinte cruza a mínima com o estado do céu e do vento, e traduz essa combinação no risco real junto ao solo, que é onde estão as plantas.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Mínima prevista</p></th><th scope="col"><p>Céu e vento</p></th><th scope="col"><p>Risco real junto ao solo</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>5 ºC ou mais</p></td><td><p>Limpo e sem vento</p></td><td><p>Baixo, mas possível em baixas</p></td></tr><tr><td><p>3 a 5 ºC</p></td><td><p>Limpo e sem vento</p></td><td><p>Alto, geada provável</p></td></tr><tr><td><p>3 a 5 ºC</p></td><td><p>Encoberto ou com vento</p></td><td><p>Baixo</p></td></tr><tr><td><p>0 a 3 ºC</p></td><td><p>Limpo e sem vento</p></td><td><p>Muito alto, geada certa</p></td></tr><tr><td><p>0 a 3 ºC</p></td><td><p>Encoberto ou com vento</p></td><td><p>Moderado</p></td></tr><tr><td><p>Abaixo de 0 ºC</p></td><td><p>Qualquer condição</p></td><td><p>Geada generalizada</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Risco de geada ao nível do solo em função da temperatura mínima prevista e das condições de céu e vento. Os valores são indicativos e o risco aumenta em zonas baixas, em terrenos descobertos e em noites de ar seco, com o ponto de orvalho muito abaixo da mínima. Fonte: elaboração própria.<br></td></tr></tbody></table><h2>O frio corre como a água</h2><p>Aqui está o que explica porque é que, no mesmo terreno, umas zonas gelam e outras não.</p><p><strong>O ar frio é mais pesado do que o ar quente</strong>. Em noites calmas, escorre pelas encostas abaixo e acumula-se nas partes baixas, em covas, junto a muros e em qualquer sítio onde não tenha saída.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793448" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/menos-dias-de-geada-mas-mais-extremas-e-assim-que-o-aquecimento-global-influencia-as-ondas-de-frio.html" title="Menos dias de geada, mas mais extremas: é assim que o aquecimento global influencia as vagas de frio">Menos dias de geada, mas mais extremas: é assim que o aquecimento global influencia as vagas de frio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/menos-dias-de-geada-mas-mais-extremas-e-assim-que-o-aquecimento-global-influencia-as-ondas-de-frio.html" title="Menos dias de geada, mas mais extremas: é assim que o aquecimento global influencia as vagas de frio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/menos-dias-de-helada-pero-mas-extremos-el-impacto-del-calentamiento-global-en-las-olas-de-frio-actuales-1791619572829_320.jpeg" alt="Menos dias de geada, mas mais extremas: é assim que o aquecimento global influencia as vagas de frio"></a></article></aside><p>Uma horta encostada a um muro na base de uma encosta pode ser vários graus mais fria do que a mesma horta a vinte metros de distância, a meia encosta. É por isso que os olivais e os pomares antigos estão quase sempre nas encostas e raramente no fundo dos vales.</p><p>Em Bragança e na Guarda as primeiras geadas aparecem tipicamente ainda em outubro. Mas mesmo em zonas de inverno ameno, como Évora, há sempre pontos baixos que gelam enquanto o resto do terreno escapa.</p><h2>O que fazer na véspera, e o que fazer de manhã</h2><p>Cubra antes do pôr do sol, e não à noite. O que se quer é reter o calor que o solo acumulou durante o dia, e esse calor perde-se nas primeiras horas depois do anoitecer.</p><p>Use um tecido, uma manta térmica ou até um lençol velho, e evite plástico em contacto directo com as folhas, porque o gelo forma-se na própria superfície e queima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/primeiras-geadas-como-saber-se-a-sua-zona-ja-esta-em-risco-1792773615038.png" data-image="1jj8rdrt346o"><figcaption>De manhã, deixe as plantas descongelar devagar e à sombra, porque o degelo rápido faz mais estragos do que o gelo.</figcaption></figure><p><strong>Regue o solo ao fim da tarde. </strong>A terra húmida guarda e devolve mais calor do que a terra seca, e a água que evapora durante a noite sobe a humidade do ar junto às plantas, o que trava o arrefecimento.</p><p><strong>E, de manhã, resista a duas tentações.</strong> Não regue as plantas geladas com água para as descongelar, e não as arranque. Uma planta congelada parece morta às oito da manhã e recupera por completo às onze, desde que descongele devagar e à sombra. Se puder, mantenha a cobertura até o sol estar alto, porque o que mais danos faz não é o gelo em si, é o degelo rápido ao sol directo.</p><h2>Faça o mapa de geada do seu terreno</h2><p>Fica para o fim o conselho que vale por todos os outros e que não custa nada.</p><p><strong>Na manhã a seguir à primeira geada a sério, saia cedo e percorra o terreno antes de o sol bater.</strong> Repare onde está branco e onde não está. Marque no telemóvel ou num papel.</p><p>Esse desenho repete-se praticamente igual todos os anos, porque depende do relevo e não do tempo. Fica a saber exactamente onde não deve pôr as culturas sensíveis, onde vale a pena cobrir primeiro e onde pode plantar à vontade.</p><p>É o tipo de informação que nenhuma previsão lhe dá, porque funciona a uma escala de metros, e que só se obtém olhando para o próprio terreno numa manhã fria.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/primeiras-geadas-como-saber-se-a-sua-zona-ja-esta-em-risco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temperaturas sobem e voltam a descer em breve: o que esperar dos termómetros esta semana em Portugal Continental]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-sobem-e-voltam-a-descer-em-breve-o-que-esperar-dos-termometros-esta-semana-em-portugal-continental.html</link><pubDate>Sun, 25 Oct 2026 13:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal Continental enfrentará uma subida temporária das temperaturas na segunda-feira, com valores até 7 ºC acima do normal, antes de um regresso à normalidade a partir de terça-feira.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbr3ude"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbr3ude.jpg" id="xbr3ude"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>A dinâmica atmosférica em Portugal Continental continuará a apresentar oscilações térmicas de relevo</strong> nos próximos dias. </p><div class="texto-destacado"><strong><p>Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong> nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</p></strong></div><p>De acordo com as mais recentes projeções do modelo europeu de referência (ECMWF), o país transitará de um domingo estável para um <strong>pico de calor anómalo no início da semana</strong>, seguido de um rápido arrefecimento que reporá as temperaturas dentro dos padrões normais para a época.</p><h2>Domingo estável com descida térmica ao final da tarde</h2><p><strong>Para este domingo, dia 25 de outubro, prevê-se a manutenção de temperaturas máximas relativamente estáveis em todo o território continental</strong>, variando em geral entre os 16 ºC nas regiões do Norte e os 24 ºC no Centro e Sul, nomeadamente nos distritos de Santarém, Castelo Branco, Évora e Beja.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-sobem-e-voltam-a-descer-em-breve-o-que-esperar-dos-termometros-esta-semana-em-portugal-continental-1792884332413.jpg" data-image="rsm6qakszh1r" alt="Previsão da temperatura do ar à superfície para domingo, 25 de outubro, às 16:00" title="Previsão da temperatura do ar à superfície para domingo, 25 de outubro, às 16:00"><figcaption>Previsão da temperatura do ar à superfície para domingo, 25 de outubro, às 16:00. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Ao final da tarde de domingo, contudo, a redução de radiação solar induzirá uma descida média da temperatura de cerca de 4 ºC, antecipando uma <strong>noite fresca</strong>, com valores próximos ou pouco abaixo do habitual para a época.</p><h2>Segunda-feira com subida e anomalia positiva acentuada em vários locais</h2><p>Na segunda-feira, dia 26, as cartas de previsão apontam para um <strong>aumento generalizado das temperaturas </strong>máximas durante a tarde.</p><p>Em comparação com o dia anterior, <strong>o aumento será mais evidente no Norte e Centro</strong>, ainda que o Alentejo, possa registar os valores mais elevados do dia, com previsão de 26 ºC em Beja e 25 ºC em Évora. Assim, nesta 2ª feira durante a tarde, prevê-se que as temperaturas atinjam cerca de 5 ºC acima da normal climatológica para a época do ano, nesta última região.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-sobem-e-voltam-a-descer-em-breve-o-que-esperar-dos-termometros-esta-semana-em-portugal-continental-1792920701677.jpg" data-image="s9xjutrwgfqu" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>A tarde de segunda-feira registará valores anómalos em boa parte do continente, onde as temperaturas podem ser de até 7 ºC acima da média.</figcaption></figure><p>No entanto, e tal como podemos observar no mapa acima, as <strong>anomalias mais expressivas deverão registar-se na Beira Alta</strong>, onde os termómetros poderão registar até 7 ºC acima da média.</p><h2>Terça e quarta-feira: regresso aos valores normais da época e noites frescas</h2><p><strong>Na terça-feira, dia 27, prevê-se uma diminuição das temperaturas máximas em Portugal Continental.</strong> A descida será percetível em boa parte do território, com Beja a recuar de 26 ºC para 22 ºC, Castelo Branco de 23 ºC para 21 ºC e Braga de 21 ºC para 16 ºC. Com esta descida, as anomalias negativas regressam a alguns locais, ainda que o interior Norte e Centro possa registar anomalias positivas de até 3 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-sobem-e-voltam-a-descer-em-breve-o-que-esperar-dos-termometros-esta-semana-em-portugal-continental-1792884487309.jpg" data-image="fqul6mluzr8d" alt="Previsão da temperatura do ar à superfície para terça-feira, 27 de outubro, às 16:00" title="Previsão da temperatura do ar à superfície para terça-feira, 27 de outubro, às 16:00"><figcaption>Previsão da temperatura do ar à superfície para terça-feira, 27 de outubro, às 16:00. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Na<strong> quarta-feira, dia 28, prevê-se uma nova subida</strong>, especialmente no noroeste do país, onde Braga poderá registar até 20 ºC de máxima. No Sul este aumento também será percetível, especialmente em Beja, onde os termómetros poderão alcançar os 25 ºC. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794973" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frente-fria-chega-domingo-aos-acores-chuva-intensifica-se-no-grupo-ocidental-a-partir-das-20h.html" title="Frente fria chega este domingo aos Açores: chuva intensifica-se no Grupo Ocidental a partir das 20h">Frente fria chega este domingo aos Açores: chuva intensifica-se no Grupo Ocidental a partir das 20h</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frente-fria-chega-domingo-aos-acores-chuva-intensifica-se-no-grupo-ocidental-a-partir-das-20h.html" title="Frente fria chega este domingo aos Açores: chuva intensifica-se no Grupo Ocidental a partir das 20h"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-domingo-aos-acores-chuva-intensifica-se-no-grupo-ocidental-a-partir-das-20h-1792873663997_320.png" alt="Frente fria chega este domingo aos Açores: chuva intensifica-se no Grupo Ocidental a partir das 20h"></a></article></aside><p>Assim, o nosso mapa de anomalias indica que a maior parte do território continental permanecerá sob <strong>valores acima da média entre 2 ºC a 5 ºC</strong>. Apenas a faixa litoral entre Viana do Castelo e Leiria poderá registar valores próximos ou abaixo da média, até 2 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-sobem-e-voltam-a-descer-em-breve-o-que-esperar-dos-termometros-esta-semana-em-portugal-continental.html</guid><dc:creator><![CDATA[Pedro Carneiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Do espaço, os satélites revelam as mudanças no ciclo da água]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/do-espaco-os-satelites-revelam-as-mudancas-no-ciclo-da-agua.html</link><pubDate>Sun, 25 Oct 2026 12:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma investigação baseada em dados de satélite revela como a agricultura, as barragens e a exploração das águas subterrâneas estão a alterar as reservas de água doce do nosso planeta. Venha descobrir mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-espaco-os-satelites-revelam-as-mudancas-no-ciclo-da-agua-1792791005579.jpg" data-image="i3zkwtr8msqt" alt="Imagem de satelite" title="Imagem de satelite"><figcaption>Satélites da NASA permitem observar como a atividade humana está a alterar a distribuição da água na Terra, revelando alterações nas reservas subterrâneas e superficiais do planeta.</figcaption></figure><p><br>O <strong>ciclo da água</strong> é um dos sistemas fundamentais para a <strong>vida no planeta</strong>, mas a <strong>agricultura, a construção de barragens e a exploração de águas subterrâneas</strong> estão a alterar a forma como este recurso se distribui pelos continentes.</p><p>De acordo com um estudo recente divulgado pela NASA mostra até que ponto <strong>a atividade humana está a deixar uma marca mensurável nas reservas de água da Terra</strong>.</p><p>Publicado a 20 de outubro de 2026, este estudo <strong>analisou dados recolhidos entre abril de 2002 e novembro de 2025 pelos satélites</strong> das missões <em>GRACE</em> e <em>GRACE-FO</em>, desenvolvidas pela NASA.</p><p>Através da medição de pequenas alterações na gravidade terrestre, estes equipamentos <strong>permitem estimar as variações na quantidade de água armazenada nos solos, nos lagos, nos rios e nos aquíferos</strong>.</p><h2>Satélites conseguem detetar alterações nas reservas de água</h2><p>A análise identificou <strong>40 regiões onde as tendências observadas nas reservas de água estavam fortemente associadas a atividades humanas</strong>, como a irrigação agrícola, a construção de reservatórios e as alterações na utilização dos solos. Estas relações foram <strong>identificadas em todos os continentes não polares</strong>, com exceção da Austrália.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="755236" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-os-satelites-e-os-oceanos-confirmam-a-origem-humana-do-aquecimento-global.html" title="Como é que os satélites e os oceanos confirmam a origem humana do aquecimento global?">Como é que os satélites e os oceanos confirmam a origem humana do aquecimento global?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-os-satelites-e-os-oceanos-confirmam-a-origem-humana-do-aquecimento-global.html" title="Como é que os satélites e os oceanos confirmam a origem humana do aquecimento global?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/comment-les-satellites-et-les-oceans-confirment-ils-l-origine-humaine-du-rechauffement-changement-climatique-1770297069400_320.jpeg" alt="Como é que os satélites e os oceanos confirmam a origem humana do aquecimento global?"></a></article></aside><p>A resolução espacial mais detalhada permitiu ainda <strong>identificar alterações que análises anteriores não tinham conseguido distinguir </strong>com tanta clareza.</p><p>Em quatro regiões continentais, um fator associado à atividade humana apresentou <strong>uma relação mais forte com as mudanças na água armazenada</strong> do que qualquer variável climática considerada no estudo.</p><h2>A agricultura está a transformar a distribuição da água</h2><p>Um dos exemplos mais evidentes encontra-se na <strong>Califórnia</strong>, nos Estados Unidos, <strong>onde a agricultura depende fortemente da extração de água subterrânea</strong>.</p><p>A mesma tendência foi identificada nas <strong>Grandes Planícies do Sul norte-americanas</strong>, em Chihuahua, no México, e no norte da Índia. Nestas regiões, <strong>a captação de água dos aquíferos para regar as culturas está associada a uma diminuição das reservas subterrâneas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-espaco-os-satelites-revelam-as-mudancas-no-ciclo-da-agua-1792791106886.jpg" data-image="8y7mp7y1roay" alt="Áreas associadas à forte atuvidade humana" title="Áreas associadas à forte atuvidade humana"><figcaption>As missões GRACE e GRACE-FO da NASA monitorizaram as alterações no armazenamento de água terrestre entre abril de 2002 e novembro de 2025. Fonte: NASA.GOV</figcaption></figure><p>Os <strong>períodos prolongados de seca agravam o problema, aumentando a dependência dos agricultores destas fontes de água</strong>. No norte da Índia, a análise mais recente revelou uma redução das reservas mais acentuada do que algumas estimativas anteriores indicavam.</p><p>Contudo, a influência da agricultura não se manifesta sempre da mesma forma. Em algumas partes da África subsaariana, <strong>a expansão de culturas de sequeiro, como o milheto</strong>, esteve associada a aumentos das reservas de água subterrânea.</p><p>Também no estado brasileiro do Maranhão foram <strong>observadas tendências semelhantes em áreas onde a vegetação natural foi substituída por campos agrícolas</strong>. Os investigadores sublinham que estes resultados podem ter várias explicações e exigem uma análise cuidadosa das condições locais.</p><h2>As barragens e os canais também deixam marcas</h2><p>A construção de <strong>infraestruturas para armazenar e transportar água </strong>constitui outro fator importante. <strong>As barragens alteram a distribuição da água à superfície</strong>, enquanto os canais de irrigação podem modificar a quantidade de água que chega ao subsolo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-espaco-os-satelites-revelam-as-mudancas-no-ciclo-da-agua-1792791300462.jpg" data-image="fn1a2kc8au45" alt="Imagem de satelite do canal de Karakum" title="Imagem de satelite do canal de Karakum"><figcaption>Um troço do canal de Karakum no Turquemenistão destaca-se na paisagem desértica pela faixa verde que acompanha o seu percurso. Fonte: NASA.GOV</figcaption></figure><p>No deserto de Karakum, no Turquemenistão, o canal com o mesmo nome transporta água dos rios para apoiar a agricultura em zonas áridas. Ao longo do percurso, <strong>parte dessa água infiltra-se no terreno, contribuindo para alterar as reservas subterrâneas</strong>. A nova análise conseguiu identificar esta influência com maior detalhe.</p><p>Estas alterações demonstram que a intervenção humana pode produzir efeitos muito para além do local onde a água é captada ou utilizada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761076" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-trigo-lanca-um-alerta-nao-estamos-freando-a-mudanca-climatica-e-a-agricultura-podera-pagar-o-preco.html" title="O trigo lança um alerta: não estamos a travar as alterações climáticas e a agricultura poderá pagar o preço">O trigo lança um alerta: não estamos a travar as alterações climáticas e a agricultura poderá pagar o preço</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-trigo-lanca-um-alerta-nao-estamos-freando-a-mudanca-climatica-e-a-agricultura-podera-pagar-o-preco.html" title="O trigo lança um alerta: não estamos a travar as alterações climáticas e a agricultura poderá pagar o preço"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-trigo-lanza-una-advertencia-no-estamos-frenando-el-cambio-climatico-y-la-agricultura-podria-pagar-el-precio-1774406914370_320.png" alt="O trigo lança um alerta: não estamos a travar as alterações climáticas e a agricultura poderá pagar o preço"></a></article></aside><p>A gestão de um rio, a expansão de uma cidade ou a transformação de uma floresta em terreno agrícola podem modificar a <strong>infiltração da água no solo, a evaporação e o escoamento superficial</strong>, influenciando também o risco de cheias e a disponibilidade de água a jusante.</p><p>Desta forma, num planeta onde a água circula continuamente entre a atmosfera, a superfície e o subsolo, <strong>alterar a quantidade disponível num determinado lugar pode ter consequências duradouras</strong>. Reconhecer a marca humana neste ciclo natural é, por isso, um passo essencial para proteger as reservas de água doce e garantir a sua disponibilidade no futuro.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="NASA%20Earth%20Observatory" data-year="2026" data-title="The%20Human%20Fingerprint%20on%20Earth%E2%80%99s%20Water%20Cycle" data-url="https%3A%2F%2Fscience.nasa.gov%2Fearth%2Fearth-observatory%2Fthe-human-fingerprint-on-earths-water-cycle%2F">NASA Earth Observatory. (2026). <a href="https://science.nasa.gov/earth/earth-observatory/the-human-fingerprint-on-earths-water-cycle/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The Human Fingerprint on Earth’s Water Cycle</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/do-espaco-os-satelites-revelam-as-mudancas-no-ciclo-da-agua.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Começa o mês de Escorpião: mitos e maravilhas da constelação do coração vermelho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/comeca-o-mes-de-escorpiao-mitos-e-maravilhas-da-constelacao-do-coracao-vermelho.html</link><pubDate>Sun, 25 Oct 2026 11:04:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um coração avermelhado, uma cauda curvada e uma história ligada a Órion: Escorpião esconde estrelas e nebulosas espetaculares. Descobre os seus tesouros e como reconhecer esta constelação no céu de verão em Portugal, escolhendo o local e o momento certos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/lo-scorpione-miti-e-meraviglie-della-costellazione-dal-cuore-rosso-1792046397491.jpg" data-image="zi9vz5njl3n0" alt="Constelação de Escorpião" title="Constelação de Escorpião"><figcaption>Representação artística da constelação de Escorpião no céu de verão.</figcaption></figure><p>Das doze constelações do Zodíaco,<strong> Escorpião é aquela cuja forma melhor evoca aquilo que representa</strong>: uma longa sequência de estrelas desenha o corpo, a cauda curvada e as pinças, enquanto a estrela Antares assinala o seu coração avermelhado.</p><p>Tradicionalmente, o dia 23 de outubro marca o início do mês de Escorpião, quando o Sol entra nos limites desta constelação durante o seu movimento aparente ao longo da eclíptica. No entanto, <strong>o fenómeno da precessão dos equinócios atrasou esta entrada cerca de um mês</strong>, desfasando o calendário zodiacal da posição efetiva do Sol.</p><h2>A mitologia: o escorpião que desafiou Órion</h2><p>Na mitologia grega, <strong>a história de Escorpião está ligada à do formidável caçador Órion</strong>. Segundo uma das narrativas mitológicas, Órion era um gigante e um caçador extraordinário. Cego pela arrogância, gabou-se de conseguir matar qualquer animal existente na Terra.</p><p>Para o castigar pela sua presunção, Gaia, a deusa da Terra, enviou um escorpião pequeno, mas mortal. <strong>Este picou o gigante no calcanhar, provocando a sua morte</strong>. Um animal minúsculo conseguiu, assim, vencer um gigante poderoso.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772817" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/fossil-de-415-milhoes-de-anos-revela-maior-escorpiao-ja-identificado-na-terra.html" title="Fóssil de 415 milhões de anos revela maior escorpião já identificado na Terra">Fóssil de 415 milhões de anos revela maior escorpião já identificado na Terra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/fossil-de-415-milhoes-de-anos-revela-maior-escorpiao-ja-identificado-na-terra.html" title="Fóssil de 415 milhões de anos revela maior escorpião já identificado na Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fossil-de-415-milhoes-de-anos-revela-maior-escorpiao-ja-identificado-na-terra-1780847184190_320.jpg" alt="Fóssil de 415 milhões de anos revela maior escorpião já identificado na Terra"></a></article></aside><p>Por vontade de Zeus, <strong>Órion e o escorpião foram transformados em constelações</strong>. No entanto, para evitar que continuassem a combater-se eternamente, foram colocados em pontos opostos da abóbada celeste. Assim, quando a constelação de Escorpião nasce a este, a constelação de Órion põe-se a oeste, e vice-versa. Na tradição grega, a constelação de Escorpião tinha uma extensão maior do que a atual, incluindo também estrelas que hoje pertencem à constelação da Balança.</p><h2>Os objetos mais interessantes: do coração vermelho aos berços estelares</h2><p>Na direção da constelação encontram-se objetos muito interessantes de diferentes tipos. O principal destaque é, sem dúvida, <strong>a estrela Antares, uma supergigante vermelha</strong>. </p><div class="texto-destacado">O nome Antares significa "rival de Ares", ou seja, de Marte, devido à semelhança da sua cor com a do planeta. </div><p>Estima-se que tenha um <strong>diâmetro cerca de 700 vezes superior ao do Sol</strong>, daí a sua classificação como supergigante. Se Antares ocupasse o lugar do Sol, a sua superfície estender-se-ia para além da órbita de Marte. </p><p>Outro objeto interessante é Messier 4, um dos enxames globulares mais próximos da Terra. Trata-se de um enorme conjunto de estrelas unidas pela atração gravitacional mútua. Tal como outros enxames globulares, apresenta uma forma esferoidal e<strong> contém mais de cem mil estrelas</strong>, bastante mais antigas do que o Sol. A sua proximidade aparente à brilhante Antares ajuda a localizá-lo.<a href="https://science.nasa.gov/mission/hubble/science/explore-the-night-sky/hubble-messier-catalog/messier-4/?utm_source=chatgpt.com"> </a></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lo-scorpione-miti-e-meraviglie-della-costellazione-dal-cuore-rosso-1792046488017.jpg" data-image="53y5owwunjaa" alt="Antares" title="Antares"><figcaption>Uma representação artística da supergigante vermelha Antares.</figcaption></figure><p>Perto do ferrão do escorpião, é possível observar dois jovens enxames abertos: Messier 6, conhecido como <strong>Enxame da Borboleta</strong>, porque a disposição das suas estrelas faz lembrar duas asas, e Messier 7, também designado Enxame de Ptolomeu, por já ser conhecido na Antiguidade.</p><p>Outro objeto é a<strong> curiosa Nebulosa da Pata de Gato</strong> (NGC 6334), onde está a ocorrer a formação de novas estrelas. Trata-se, por isso, de uma região de formação estelar. No entanto, esta nebulosa só é acessível através da astrofotografia.</p><p>Existem também <strong>numerosas estrelas com exoplanetas</strong>. Entre elas encontra-se Gliese 667 C, que possui um sistema planetário com três planetas na zona habitável. Já 1RXS 1609 b é um planeta gasoso conhecido por se encontrar a uma distância enorme da sua estrela, equivalente a cerca de 300 vezes a distância entre o Sol e a Terra.</p><h2>Quando observar Escorpião em Portugal e como reconhecê-lo</h2><p>Os <strong>meses de junho e julho são os mais favoráveis para observar a constelação de Escorpião</strong>. Esta situa-se entre a Balança, a oeste, e Sagitário, a este.<a href="https://www.uai.it/sito/news/uai-divulgazione/cielo-del-mese-di-giugno-2026/?utm_source=chatgpt.com"> </a></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lo-scorpione-miti-e-meraviglie-della-costellazione-dal-cuore-rosso-1792046626702.png" data-image="rr5l2w19ivqe" alt="Constelação de Escorpião" title="Constelação de Escorpião"><figcaption>Situada entre Balança e Sagitário, a constelação do Escorpião — quando observada a partir de Portugal — mantém-se sempre baixa acima do horizonte sul. Crédito: Stellarium Web</figcaption></figure><p>Depois de localizar Antares, graças à sua cor alaranjada-avermelhada, basta seguir uma cadeia de estrelas que desce em direção ao horizonte para chegar à cauda. As estrelas Shaula e Lesath, próximas uma da outra no céu, assinalam a <strong>extremidade do ferrão</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="731543" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/conheca-as-principais-diferencas-entre-astronomia-e-astrologia.html" title="Conheça as principais diferenças entre astronomia e astrologia">Conheça as principais diferenças entre astronomia e astrologia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/conheca-as-principais-diferencas-entre-astronomia-e-astrologia.html" title="Conheça as principais diferenças entre astronomia e astrologia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/diferencias-clave-entre-astronomia-y-astrologia-1758723189618_320.jpeg" alt="Conheça as principais diferenças entre astronomia e astrologia"></a></article></aside><p>A partir de Portugal, <strong>Escorpião mantém-se baixo acima do horizonte</strong>. No sul do país, é possível observar toda a constelação acima do horizonte, enquanto nas latitudes mais setentrionais algumas partes da figura ficam muito próximas da linha do horizonte. Por isso, é importante escolher um local sem edifícios, árvores ou relevos na direção sul. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/comeca-o-mes-de-escorpiao-mitos-e-maravilhas-da-constelacao-do-coracao-vermelho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mais de 2.000 árvores de Natal enterradas na areia: o truque natural de Inglaterra para proteger a sua costa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mais-de-2-000-arvores-de-natal-enterradas-na-areia-o-truque-natural-da-inglaterra-para-proteger-sua-costa.html</link><pubDate>Sun, 25 Oct 2026 10:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A localidade de St. Annes, em Lancashire, reaproveita os pinheiros descartados após as festas natalinas para reter areia, reconstruir dunas e reduzir a exposição das residências a tempestades.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mas-de-2-000-arboles-de-navidad-enterrados-en-la-arena-el-truco-natural-de-inglaterra-para-proteger-su-costa-1792579612553.jpg" data-image="na6zppkq499d"><figcaption>Em Inglaterra enterram-se milhares de árvores de Natal nas praias de St. Annes para recuperar as dunas e travar a erosão costeira. (Imagem feita com IA)</figcaption></figure><p>As<strong> praias britânicas</strong> enfrentam, há muito tempo, um problema sério: uma <strong>perda progressiva de areia </strong>que <strong>enfraquece a barreira natural entre o mar e as áreas habitadas</strong>.</p><p>Por este motivo, em<strong> St. Annes</strong>, localidade do<strong> condado inglês de Lancashire</strong>, uma iniciativa ambiental aproveita um resíduo comum em janeiro para recuperar terreno na linha de costa. As <strong>árvores de natal (pinheiros)</strong> provenientes das residências <strong>ganham uma segunda utilidade após as festas de fim de ano: ajudar a reconstruir as dunas</strong>.</p><p>A intervenção faz parte de um <strong>programa de restauração </strong>que reúne entidades de conservação, administrações locais e voluntários. O objetivo é <strong>recuperar o terreno perdido, reter sedimentos e favorecer o retorno da vegetação nativa</strong>. As ações repetem-se a cada inverno e integram uma estratégia que já está em curso há mais de dez anos.</p><h2>Como as árvores de Natal ajudam a recuperar as dunas da Inglaterra</h2><p>O procedimento aproveita um fenómeno natural: o vento transporta pequenos <strong>grãos de areia</strong> que ficam retidos ao encontrar obstáculos. Para facilitar este acúmulo, os trabalhadores abrem valas na praia, colocam as árvores e cobrem parte dos seus troncos. Os <strong>galhos</strong> permanecem descobertos e travam<strong> o deslocamento do sedimento próximo ao solo</strong>.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/LiIrfFaV0IM/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=LiIrfFaV0IM" id="LiIrfFaV0IM"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p><strong>A areia retida em redor dos exemplares forma pequenos montes que, com o tempo, podem transformar-se em novas dunas</strong>. A instalação exige o estudo das condições da praia, uma vez que as marés poderiam levar as árvores caso fossem colocadas em locais inadequados. Por este motivo, a intervenção é realizada em pontos selecionados, e não diretamente sobre a linha de rebentação.</p><p>O sistema também inclui <strong>barreiras feitas de madeira de castanheiro e estruturas vegetais que ajudam a imobilizar a areia</strong>. Em seguida, são introduzidas plantas adaptadas a esses terrenos, entre elas a erva-das-dunas — conhecida em inglês como <em>marram grass</em>. As suas raízes fixam o substrato e favorecem a estabilidade das formações arenosas, de modo a que a vegetação acabe por desempenhar um papel fundamental na proteção do litoral.</p><h2>O projeto de St. Annes recupera terreno face à erosão costeira</h2><p>A iniciativa chama-se “<em><strong>Fylde Sand Dunes Project</strong></em>” e conta com a participação do Lancashire Wildlife Trust, do Fylde Council e do Blackpool Council.</p><p>A <em>Environment Agency</em> fornece financiamento ao programa, que visa <strong>restaurar um sistema de dunas que perdeu cerca de 80% da sua extensão nos últimos 150 anos</strong>. A urbanização e a erosão estão entre as principais causas deste recuo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mas-de-2-000-arboles-de-navidad-enterrados-en-la-arena-el-truco-natural-de-inglaterra-para-proteger-su-costa-1792579698459.jpg" data-image="us6xgqjrwcv4"><figcaption>O projeto inglês aproveita pinheiros descartados no Natal para reter areia e proteger centenas de residências contra tempestades. (Imagem feita por IA)</figcaption></figure><p>A <strong>recolha</strong><strong> de árvores</strong> permite aproveitar exemplares naturais que, após as festas natalícias, poderiam acabar transformados em lascas de madeira ou ser descartados. Os moradores entregam os pinheiros em diversos pontos designados, e entidades como a<em> Trinity Hospice </em>colaboram na organização das campanhas. Em seguida, os voluntários transportam as árvores até aos trechos de praia selecionados para a sua instalação.</p><p>A dimensão destas operações pôde ser observada em várias campanhas. Numa delas, mais de 250 participantes instalaram mais de 2.000 árvores em três dias em North Beach, St. Annes. Em <strong>2026</strong>, até ao momento, cerca de 650 voluntários <strong>enterraram aproximadamente 2.000 exemplares ao longo de cerca de três quilómetros de costa</strong>. Estas ações permitem dar continuidade aos trabalhos de recuperação durante cada temporada de inverno.</p><h2>Os resultados: dunas mais extensas e proteção para moradias</h2><p>Os dados disponíveis mostram mudanças na extensão de determinados trechos do litoral. <strong>Algumas áreas ganharam entre 60 e 90 metros desde 2013</strong>. Outras referências do projeto indicam um crescimento de até 80 metros em pontos específicos de North Beach. Os números referem-se a trechos determinados, e não a um aumento uniforme em toda a extensão da praia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mas-de-2-000-arboles-de-navidad-enterrados-en-la-arena-el-truco-natural-de-inglaterra-para-proteger-su-costa-1792579882723.jpeg" data-image="57i6ietdsax2"><figcaption>A erva-das-dunas ajuda a fixar a areia com as suas raízes e a estabilizar as dunas de Inglaterra, uma barreira natural contra a erosão costeira e as tempestades.</figcaption></figure><p>Além disso, <strong>a ampliação das dunas aumenta a separação entre o mar e as áreas residenciais.</strong> De acordo com os dados do programa, estas barreiras naturais protegem, atualmente, 493 propriedades contra a erosão costeira e outras oito contra inundações. Ademais, cerca de 400 residências poderiam beneficiar-se da proteção proporcionada por futuras intervenções. A capacidade de defesa depende da conservação das dunas e das condições que afetam a costa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="743668" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-custo-da-erosao-e-uma-grande-emergencia-pelo-que-so-pode-ser-combatido-com-solucoes-naturais.html" title="O custo da erosão é uma grande emergência, pelo que só pode ser combatido com soluções naturais">O custo da erosão é uma grande emergência, pelo que só pode ser combatido com soluções naturais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-custo-da-erosao-e-uma-grande-emergencia-pelo-que-so-pode-ser-combatido-com-solucoes-naturais.html" title="O custo da erosão é uma grande emergência, pelo que só pode ser combatido com soluções naturais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/l-erosione-costiera-e-diventata-una-grande-emergenza-ma-si-puo-combattere-solo-con-soluzioni-naturali-1737390776885_320.jpg" alt="O custo da erosão é uma grande emergência, pelo que só pode ser combatido com soluções naturais"></a></article></aside><p>A <strong>restauração </strong>também contribui para conservar a fauna e a flora da área circundante. Esta reúne mais de 300 espécies vegetais, além de invertebrados pouco comuns e aves consideradas prioritárias para a conservação. Os trabalhos incluem a remoção de plantas invasoras e a melhoria dos habitats.</p><p>A reciclagem das árvores de Natal faz, assim, parte de uma intervenção mais ampla, cujo objetivo é recuperar o ecossistema dunar e reduzir a vulnerabilidade da costa frente ao mar.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mais-de-2-000-arvores-de-natal-enterradas-na-areia-o-truque-natural-da-inglaterra-para-proteger-sua-costa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Depressões de outono: o que o vento forte faz às árvores e às estufas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/depressoes-de-outono-o-que-o-vento-forte-faz-as-arvores-e-as-estufas.html</link><pubDate>Sun, 25 Oct 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Chegam as primeiras depressões do Atlântico e, com elas, as árvores tombadas e os plásticos pelo ar. Quase sempre o estrago não vem da força do vento, vem de uma combinação que se podia ter evitado.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressoes-de-outono-o-que-o-vento-forte-faz-as-arvores-e-as-estufas-1792775162068.png" data-image="00rmp7t2hbdy"><figcaption>Ramo partido numa macieira ainda carregada de fruta, o peso que o vento de outono encontra.</figcaption></figure><p><strong>A partir de outubro,</strong> Portugal volta a ficar na rota das depressões que atravessam o Atlântico. Trazem chuva, trazem queda de temperatura e trazem sobretudo vento.</p><p>E há uma razão para o outono ser<strong> a estação em que mais árvores tombam,</strong> que não tem a ver com o vento ser mais forte do que no inverno.</p><h2>O número a vigiar é a rajada, não a média</h2><p><strong>Nas previsões de vento aparecem sempre dois valores</strong>, e é fácil olhar para aquele que não interessa. Convém saber qual é qual, porque só um deles explica os estragos.</p><div class="texto-destacado"><strong>Rajada de vento:</strong><br><br>Velocidade máxima atingida pelo vento num curto instante, por oposição ao vento médio, que é a média ao longo de um período. Nas previsões aparecem os dois valores. Os estragos em árvores, estufas e culturas são provocados quase sempre pela rajada, que pode ser o dobro da média.</div><p>Um dia com vento médio de 30 km/h e rajadas de 80 km/h não é um dia de vento moderado. É um dia em que, várias vezes, a estrutura apanha um empurrão três vezes mais forte do que aquilo que o número da média sugere.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O que derruba uma árvore não é o vento que soprou toda a tarde. É a rajada de poucos segundos que apanhou o solo já encharcado.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><h2>Porque é que o outono é pior do que o inverno</h2><p>Aqui está a combinação que explica tudo.</p><p>No outono, <strong>as árvores de folha caduca ainda têm a copa cheia</strong>, e cada folha é uma pequena vela que apanha vento. Ao mesmo tempo, as primeiras chuvas já encharcaram o solo, e uma raiz em terra saturada agarra muito menos do que em terra firme.</p><p>Copa cheia e solo mole é a receita do desenraizamento. Em janeiro, com a árvore já sem folhas, o mesmo vento passa por entre os ramos sem fazer força nenhuma.</p><p>Vale a pena perceber o que esperar a cada escalão de rajada, porque é esse número que aparece na previsão e é com ele que se decide o que fazer na véspera.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Rajada prevista</p></th><th scope="col"><p>O que costuma acontecer</p></th><th scope="col"><p>O que fazer antes</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>50 a 60 km/h</p></td><td><p>Queda de fruta, ramos finos partidos</p></td><td><p>Colher o que estiver maduro</p></td></tr><tr><td><p>60 a 80 km/h</p></td><td><p>Plásticos levantados, tutores vergados</p></td><td><p>Reforçar amarrações e fechar estufas</p></td></tr><tr><td><p>80 a 100 km/h</p></td><td><p>Estufas caseiras perdidas, ramos grandes partidos</p></td><td><p>Retirar coberturas soltas e vasos altos</p></td></tr><tr><td><p>Acima de 100 km/h</p></td><td><p>Árvores desenraizadas, estragos estruturais</p></td><td><p>Nada a fazer na hora, só prevenção prévia</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Efeitos mais frequentes em função da rajada máxima prevista, para condições de outono com o solo já húmido. Os limiares são indicativos e os estragos ocorrem com valores mais baixos em terrenos expostos, em solos encharcados e em árvores com copa densa ou mal enraizadas. Fonte: elaboração própria.</td></tr></tbody></table><h2>As estufas não se perdem por empurrão, perdem-se por sucção</h2><p>Este é o erro de raciocínio mais comum de quem monta uma estufa ou um túnel.</p><p><strong>O vento não derruba a estrutura empurrando-a de lado. </strong>O que acontece é que o ar entra por baixo ou por uma abertura e cria uma pressão de dentro para fora, que levanta a cobertura como se fosse a asa de um avião.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786621" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-avanca-a-previsao-para-o-outono-2026-as-depressoes-e-gotas-frias-poderao-chegar-a-portugal.html" title="Alfredo Graça avança a previsão para o outono 2026: “as depressões e gotas frias poderão chegar a Portugal”">Alfredo Graça avança a previsão para o outono 2026: “as depressões e gotas frias poderão chegar a Portugal”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-avanca-a-previsao-para-o-outono-2026-as-depressoes-e-gotas-frias-poderao-chegar-a-portugal.html" title="Alfredo Graça avança a previsão para o outono 2026: “as depressões e gotas frias poderão chegar a Portugal”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-avanca-a-previsao-para-o-outono-2026-as-depressoes-e-gotas-frias-poderao-chegar-a-portugal-1788265323105_320.png" alt="Alfredo Graça avança a previsão para o outono 2026: “as depressões e gotas frias poderão chegar a Portugal”"></a></article></aside><p><strong>Daí resultam três regras práticas.</strong> Enterre bem os bordos do filme em toda a volta, sem deixar nenhuma ponta solta. Mantenha as portas e as janelas fechadas quando se anuncia vento, sobretudo as do lado de onde ele vem. E prenda o filme com fio cruzado por cima, que é o que impede o levantamento.</p><p>Em zonas expostas como Viana do Castelo, Peniche ou Sines, a ancoragem importa bastante mais do que a qualidade do plástico.</p><h2>A véspera, em dez minutos</h2><p>Quando se anuncia uma depressão com rajadas fortes, há uma ronda rápida que evita a maior parte dos estragos.</p><p>Recolha ou deite vasos altos, que tombam e partem. Retire coberturas soltas, redes e lonas que possam voar. <strong>Verifique tutores e amarrações</strong>, porque um tutor partido é pior do que nenhum, pois fere o tronco durante toda a noite. Colha a fruta que estiver madura, porque no chão perde-se. E feche portões e estufas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressoes-de-outono-o-que-o-vento-forte-faz-as-arvores-e-as-estufas-1792775665071.png" data-image="eg759tfk15ui"><figcaption>Gramíneas espigadas deitadas todas na mesma direcção, o resultado do vento e da chuva sobre plantas altas.</figcaption></figure><p>Também vale a pena <strong>esvaziar depósitos que estejam quase cheios e mal apoiados</strong>, porque um reservatório de água em cima de uma estrutura instável é um perigo a sério.</p><h2>A tentação de podar, e porque é má ideia</h2><p>Fica para o fim o erro que se comete com a melhor das intenções.</p><p>Ao ver uma árvore a abanar, a reacção natural é querer aliviá-la, cortando ramos para reduzir a resistência ao vento. <strong>É das piores coisas que se pode fazer nesta altura do ano</strong>. As feridas de outubro não cicatrizam, porque a árvore está a entrar em repouso, e ficam abertas a fungos durante todo o inverno. Além disso, uma poda forte estimula rebentos novos e fracos na primavera seguinte, que são os primeiros a partir no ano seguinte.</p><p><strong>E há uma coisa ainda mais contraintuitiva sobre os tutores.</strong> Uma árvore amarrada com força a uma estaca, impedida de se mexer, não engrossa o tronco como devia, porque é justamente o balanço que a leva a reforçar a base. Fica dependente da estaca e, no dia em que esta cede, parte. O tutor deve ser baixo, amarrar só o terço inferior, permitir algum movimento, e sair ao fim de um ou dois anos.</p><p>Nas próximas semanas, <strong>habitue-se a olhar para a rajada de vento </strong>e não só para a média na previsão da sua zona, e a cruzá-la com a precipitação dos dias anteriores. É essa combinação, e não a velocidade sozinha, que diz se a noite é de risco.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/depressoes-de-outono-o-que-o-vento-forte-faz-as-arvores-e-as-estufas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Segundo a NASA, o gelo marinho do Ártico atingiu, este ano, o seu décimo nível mais baixo alguma vez registado no verão]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/segundo-a-nasa-o-gelo-marinho-do-artico-atingiu-este-ano-o-seu-decimo-nivel-mais-baixo-alguma-vez-registado-no-verao.html</link><pubDate>Sun, 25 Oct 2026 08:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Quase 50 anos de dados de satélite mostram que o gelo marinho do Ártico está a diminuir tanto no verão como no inverno e, segundo a NASA, o gelo que ainda existe é muito mais fino e frágil do que antes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/arctic-sea-ice-hit-its-10th-lowest-summer-level-on-record-in-1792766684884.png" data-image="ojmipsiq2iyl" alt="NASA" title="NASA"><figcaption>A NASA informou que a extensão do gelo marinho do Ártico atingiu, em 2026, o seu décimo nível mais baixo alguma vez registado durante o verão, dando continuidade a um declínio de longo prazo impulsionado, em grande medida, pelo aumento das temperaturas globais.</figcaption></figure><p>Todos os anos, o gelo que cobre o Oceano Ártico acumula-se durante um longo e escuro inverno, <strong>atinge a sua maior extensão por volta de março e, depois, reduz-se durante os meses mais quentes </strong>até atingir o seu ponto de menor extensão em setembro.</p><p>É um <strong>ciclo que se verifica há milhares de anos</strong>, mas os satélites monitorizam-no desde 1978 e, segundo a NASA, a quantidade de gelo em ambos os extremos deste ciclo diminuiu significativamente.</p><h2>Uma desaceleração, mas não uma recuperação</h2><p>Este ano, o gelo marinho do Ártico atingiu o seu mínimo anual a 12 de setembro, cobrindo cerca de 4,6 milhões de quilómetros quadrados. Os dados registados pela NASA e pelo Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo dos EUA mostram que<strong> este número iguala os níveis de 2008, 2010 e 2025</strong>, situando-se como o décimo nível mais baixo desde o início dos registos por satélite.</p><p>E não se trata apenas do verão. Em março, o pico de inverno igualou, estatisticamente, o <strong>máximo mais baixo alguma vez registado em março de 2025</strong>.</p><p>No entanto, segundo os investigadores da NASA, na última década, <strong>os níveis de gelo em setembro mantiveram-se bastante estáveis</strong>, em vez de continuarem com o acentuado declínio observado na década de 2000. Uma das razões, explicam, é a maior nebulosidade sobre o Ártico nos últimos anos, o que impediu que parte da luz solar chegasse ao gelo e contribuiu para limitar o degelo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arctic-sea-ice-hit-its-10th-lowest-summer-level-on-record-in-1792766704406.png" data-image="h2juj08lpwj3" alt="ártico" title="ártico"><figcaption>Os cientistas alertaram que o Ártico está cada vez mais dominado por gelo marinho mais jovem e fino, o que gera preocupação com a vida selvagem e o futuro da região, à medida que a camada de gelo de verão continua a diminuir.</figcaption></figure><p>Mas isso não significa que as coisas estejam a melhorar. De acordo com os dados, todos os verões, de 2007 a 2026, <strong>figuram entre os 20 com a menor extensão de gelo em setembro na história</strong> — sendo o de 2012 o mais baixo de todos —, pelo que a situação estabilizou num nível muito mais baixo do que anteriormente.</p><h2>O que resta é mais jovem e mais fino</h2><p>No entanto, a maior preocupação para os cientistas é agora o que está a acontecer com o gelo em si. O Ártico costumava estar coberto por uma <strong>grande quantidade de gelo plurianual</strong> — ou seja, gelo que sobrevive pelo menos a um verão e se acumula ao longo de vários anos, tornando-se mais espesso e resistente com o passar do tempo.</p><p>Segundo a NASA, <strong>este gelo antigo diminuiu significativamente</strong>, e a maior parte do Ártico está agora coberta por gelo de primeiro ano, que se forma durante o inverno, mas é muito mais fino e derrete muito mais facilmente quando chega o verão.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792474" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-chegam-a-uma-conclusao-inesperada-em-relacao-ao-comportamento-do-oceano-antartico-no-futuro.html" title="Cientistas chegam a uma conclusão inesperada em relação ao comportamento do Oceano Antártico no futuro">Cientistas chegam a uma conclusão inesperada em relação ao comportamento do Oceano Antártico no futuro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-chegam-a-uma-conclusao-inesperada-em-relacao-ao-comportamento-do-oceano-antartico-no-futuro.html" title="Cientistas chegam a uma conclusão inesperada em relação ao comportamento do Oceano Antártico no futuro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-chegam-a-uma-conclusao-inesperada-em-relacao-ao-comportamento-do-oceano-antartico-no-futuro-1791470853030_320.jpg" alt="Cientistas chegam a uma conclusão inesperada em relação ao comportamento do Oceano Antártico no futuro"></a></article></aside><p>Os padrões naturais, como a Oscilação Ártica — que afeta os ventos e as temperaturas em toda a região —, influenciam a quantidade de gelo de um ano para o outro. No entanto,<strong> os cientistas afirmam que as flutuações naturais não conseguem explicar, por si só, o declínio a longo prazo</strong>, e que o aumento das temperaturas globais é um factor importante.</p><p>Olhando para o futuro, os <strong>investigadores prevêem que o Oceano Ártico poderá ficar praticamente livre de gelo marinho durante pelo menos um verão antes de 2050</strong>, o que representaria uma enorme mudança para uma região que manteve uma extensa camada de gelo durante milénios.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="NASA%20Earth%20Observatory" data-year="October%202026" data-title="Arctic%20Sea%20Ice%20Shrinks%20to%20Its%202026%20Minimum" data-url="https%3A%2F%2Fscience.nasa.gov%2Fearth%2Fearth-observatory%2Farctic-sea-ice-shrinks-to-its-2026-minimum%2F">NASA Earth Observatory. (October 2026). <a href="https://science.nasa.gov/earth/earth-observatory/arctic-sea-ice-shrinks-to-its-2026-minimum/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Arctic Sea Ice Shrinks to Its 2026 Minimum</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/segundo-a-nasa-o-gelo-marinho-do-artico-atingiu-este-ano-o-seu-decimo-nivel-mais-baixo-alguma-vez-registado-no-verao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria chega este domingo aos Açores: chuva intensifica-se no Grupo Ocidental a partir das 20h]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frente-fria-chega-domingo-aos-acores-chuva-intensifica-se-no-grupo-ocidental-a-partir-das-20h.html</link><pubDate>Sun, 25 Oct 2026 07:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma frente fria deverá atingir os Açores este domingo, com chuva mais intensa nas Flores e no Corvo a partir das 20h. O vento também deverá intensificar-se em algumas ilhas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbr0mje"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbr0mje.jpg" id="xbr0mje"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A atualização mais recente do modelo europeu (ECMWF) aponta para uma mudança das condições meteorológicas nos Açores durante a noite de domingo, 25 de outubro. <strong>A aproximação de uma frente fria deverá provocar períodos de chuva mais intensa, inicialmente nas ilhas das Flores e do Corvo</strong>, enquanto o vento poderá ganhar intensidade em diferentes pontos do arquipélago.</p><p>A evolução prevista sugere uma passagem relativamente rápida da faixa de precipitação mais significativa pelo Grupo Ocidental, com diferenças acentuadas entre as quantidades de chuva previstas ao longo de poucas horas.</p><h2>Chuva intensifica-se no Grupo Ocidental a partir das 20h</h2><p><strong>As ilhas das Flores e do Corvo deverão ser as primeiras a sentir os efeitos mais evidentes da aproximação frontal</strong>. Segundo o ECMWF, a precipitação deverá intensificar-se durante a noite de domingo, sobretudo entre as 20h e as 21h, período em que o modelo apresenta os valores mais expressivos nos mapas analisados.</p><p>Às 20h, a previsão já indica chuva nas duas ilhas, com quantidades próximas de 2 mm, por hora, em algumas zonas das Flores e de 3 mm no Corvo. Nesta fase, a faixa de precipitação mais intensa deverá encontrar-se ainda sobre o Atlântico, a oeste do arquipélago, aproximando-se progressivamente do Grupo Ocidental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-hoje-aos-acores-a-partir-das-20h-a-chuva-forte-chegara-ao-grupo-ocidental-1792868721032.jpg" data-image="t2djrm81cb25" alt="Frente fria aproxima-se do Grupo Ocidental dos Açores" title="Frente fria aproxima-se do Grupo Ocidental dos Açores"><figcaption>O ECMWF prevê o início da intensificação da precipitação nas Flores e no Corvo pelas 20h de domingo, com valores localizados próximos de 2 a 3 mm. </figcaption></figure><p>Uma hora depois, o cenário deverá alterar-se significativamente. <strong>Às 21h, o ECMWF prevê quantidades próximas de 10 a 12 mm, por hora, em algumas localidades das Flores</strong>, enquanto no Corvo os valores poderão aproximar-se dos 10 mm no intervalo representado pelo modelo.</p><p>Esta evolução traduz um aumento expressivo da precipitação prevista num curto espaço de tempo, com a faixa frontal a atingir diretamente as duas ilhas. Ainda assim, <strong>os valores poderão variar </strong>de localidade para localidade, dependendo da posição e intensidade dos núcleos de chuva.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-hoje-aos-acores-a-partir-das-20h-a-chuva-forte-chegara-ao-grupo-ocidental-1792868967346.jpg" data-image="3wjgk9yi7u52" alt="Chuva intensifica-se nas Flores e no Corvo durante a noite" title="Chuva intensifica-se nas Flores e no Corvo durante a noite"><figcaption>Pelas 21h, a previsão do ECMWF aponta para quantidades próximas de 10 a 12 mm em algumas zonas das Flores e de 10 mm no Corvo, no intervalo representado.</figcaption></figure><p><strong>O período entre as 20h e as 21h destaca-se, assim, como uma das fases mais relevantes deste episódio no Grupo Ocidental</strong>. A precipitação poderá apresentar intensidade variável, alternando momentos de chuva mais forte com períodos menos intensos. Importa, contudo, sublinhar que estas quantidades constituem estimativas do ECMWF e poderão sofrer alterações nas próximas atualizações.</p><h2>Precipitação diminui durante a madrugada de segunda-feira no Grupo Ocidental, mas intensifica-se no Grupo Central</h2><p>Após a passagem da faixa de precipitação mais intensa, <strong>o cenário previsto aponta para uma diminuição gradual da chuva nas Flores e no Corvo</strong>. Às 23h de domingo, o modelo já apresenta quantidades bastante inferiores em algumas zonas, sugerindo que a parte mais ativa da frente poderá estar a afastar-se do Grupo Ocidental.</p><p>Entretanto, <strong>a precipitação deverá intensificar-se no Grupo Central durante a madrugada de segunda-feira, sobretudo entre as 03h e as 04h</strong>. De acordo com a atualização do ECMWF, a faixa de chuva associada à frente deverá deslocar-se para leste, atingindo com maior intensidade algumas ilhas deste grupo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-domingo-aos-acores-chuva-intensifica-se-no-grupo-ocidental-a-partir-das-20h-1792871281638.jpg" data-image="jhmkgv4cuy6i" alt="Chuva intensifica-se no Grupo Central durante a madrugada de segunda-feira" title="Chuva intensifica-se no Grupo Central durante a madrugada de segunda-feira"><figcaption>O ECMWF prevê precipitação mais intensa em algumas ilhas do Grupo Central pelas 04h de segunda-feira, com valores próximos de 5 a 10 mm, por hora, em zonas do Pico, São Jorge e Faial.</figcaption></figure><p>Pelas 04h, o modelo prevê quantidades próximas de <strong>5 a 10 mm no intervalo representado</strong> em algumas zonas do Pico, São Jorge e Faial. Na ilha do Pico, os valores poderão aproximar-se dos 8 mm em Lajes do Pico e dos 6 mm em São Roque do Pico, enquanto na Horta, no Faial, a previsão aponta para cerca de 4 mm. Em São Jorge, os valores deverão situar-se próximos dos 4 mm em algumas localidades.</p><p><strong>A distribuição da precipitação não deverá ser uniforme</strong>, com diferenças entre ilhas e localidades. Na Terceira, por exemplo, o ECMWF apresenta quantidades inferiores, próximas de 1 mm em Angra do Heroísmo e na Praia da Vitória, sugerindo uma intensidade mais reduzida nesta fase.</p><p><strong>O Grupo Oriental também deverá registar precipitação associada à passagem frontal</strong>, embora, de acordo com a previsão atual, esta não deva atingir a mesma intensidade dos períodos mais chuvosos previstos para os grupos Ocidental e Central.<strong> A evolução dos núcleos de precipitação continuará, contudo, sujeita a alterações nas próximas atualizações do modelo</strong>.</p><h2>Vento ganha velocidade em algumas ilhas</h2><p>Para além da precipitação, a circulação atmosférica associada à passagem frontal deverá favorecer<strong> condições de vento moderado a forte </strong>em algumas zonas do arquipélago, assim como, rajadas de vento bastante intensas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-domingo-aos-acores-chuva-intensifica-se-no-grupo-ocidental-a-partir-das-20h-1792873008954.jpg" data-image="yv4pe7mxhj7w" alt="rajadas de vento" title="rajadas de vento"><figcaption>O Grupo Ocidental deverá registar as rajadas mais intensas deste episódio, com valores na ordem dos 100 km/h na Ilha das Flores.</figcaption></figure><p>Na noite de domingo, por volta das 22h, a previsão aponta para velocidades máximas de rajada na ordem dos <strong>100 km/h na ilha das Flores</strong>, e de 80 km/h no Corvo, devendo este grupo ser o mais afetado, tanto pela chuva como pelo vento.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794919" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/inverno-de-2026-27-em-portugal-continental-o-ecmwf-preve-um-cenario-mais-quente-e-chuvoso-que-o-normal.html" title="Inverno de 2026-27 em Portugal continental: o ECMWF prevê um cenário mais quente e chuvoso que o normal">Inverno de 2026-27 em Portugal continental: o ECMWF prevê um cenário mais quente e chuvoso que o normal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/inverno-de-2026-27-em-portugal-continental-o-ecmwf-preve-um-cenario-mais-quente-e-chuvoso-que-o-normal.html" title="Inverno de 2026-27 em Portugal continental: o ECMWF prevê um cenário mais quente e chuvoso que o normal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/inverno-de-2026-27-em-portugal-continental-o-ecmwf-preve-um-cenario-mais-quente-e-chuvoso-que-o-normal-1792843895817_320.jpg" alt="Inverno de 2026-27 em Portugal continental: o ECMWF prevê um cenário mais quente e chuvoso que o normal"></a></article></aside><p>Pelas 04h de segunda-feira, a Ilha do Pico, no Grupo Central, poderá contar com rajadas de vento na ordem dos 90 km/h, devendo este ser o valor mais expressivo registado neste grupo de ilhas. Na Ilha <strong>Terceira, a velocidade de rajada poderá atingir os 80 km/h</strong>. Já no Grupo Oriental, estas não deverão ultrapassar os 60 km/h.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frente-fria-chega-domingo-aos-acores-chuva-intensifica-se-no-grupo-ocidental-a-partir-das-20h.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Dormir num cogumelo gigante ou num caracol. Será este um dos parques de campismo mais impressionantes da Europa? ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/dormir-num-cogumelo-gigante-ou-num-caracol-sera-este-um-dos-parques-de-campismo-mais-impressionantes-da-europa.html</link><pubDate>Sun, 25 Oct 2026 06:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>França tem um parque de campismo onde pode dormir num cogumelo e nadar numa praia artificial. Já o conhece?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/dormir-num-cogumelo-gigante-ou-num-caracol-sera-este-um-dos-parques-de-campismo-mais-impressionantes-da-europa-1792700571004.png" data-image="fpyi2c3j3rq3" alt="Domaine de Dienne" title="Domaine de Dienne"><figcaption>França tem um parque de campismo onde pode dormir num cogumelo. Foto: Domaine de Dienne</figcaption></figure><p>Esqueça, por uns dias, a instabilidade atmosférica e um possível episódio de chuva mais generalizada. Esqueça também os hotéis convencionais e as férias em que é preciso decidir o que fazer a cada manhã. Em França, há um<strong> parque de férias </strong>onde pode passar a noite numa casa em forma de cogumelo, instalar-se numa espécie de caracol gigante ou dormir num castelo construído entre as árvores. E, quando chegar a hora de trocar os passeios pela água, também há uma praia artificial à espera dos hóspedes.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a><strong>.</strong> Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Chama-se<strong> Domaine de Dienné </strong>e fica na região de Vienne, no oeste de França. O espaço combina alojamento, natureza e atividades ao ar livre, com propostas pensadas para famílias que querem sair da rotina sem transformar as férias numa sucessão de deslocações. Acredite quando lhe dissemos que, por aqui, até escolher onde dormir pode ser uma aventura para os mais pequenos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794557" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-do-tempo-em-portugal-a-10-dias-anticiclone-enfraquece-e-a-chuva-mais-intensa-podera-regressar-no-fim-do-mes.html" title="Tendência do tempo em Portugal a 10 dias: anticiclone enfraquece e a chuva mais intensa poderá regressar no fim do mês">Tendência do tempo em Portugal a 10 dias: anticiclone enfraquece e a chuva mais intensa poderá regressar no fim do mês</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-do-tempo-em-portugal-a-10-dias-anticiclone-enfraquece-e-a-chuva-mais-intensa-podera-regressar-no-fim-do-mes.html" title="Tendência do tempo em Portugal a 10 dias: anticiclone enfraquece e a chuva mais intensa poderá regressar no fim do mês"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-do-tempo-em-portugal-a-10-dias-anticiclone-enfraquece-e-a-chuva-mais-intensa-podera-regressar-no-fim-do-mes-1792626509138_320.jpg" alt="Tendência do tempo em Portugal a 10 dias: anticiclone enfraquece e a chuva mais intensa poderá regressar no fim do mês"></a></article></aside><p>Porquê? Porque a oferta vai muito além das tendas e das caravanas habituais. Há casas temáticas inspiradas em animais, cabanas suspensas, alojamentos invulgares e alternativas mais tradicionais, para quem prefere conforto sem abdicar do contacto com a natureza. Tudo isto num recinto onde também há espaço para brincar, explorar e, claro, passar umas boas horas dentro de água.</p><h2>Casas de cogumelos, caracóis e até um castelo nas árvores</h2><p>Uma das grandes atrações do Domaine de Dienné é a <strong>coleção de alojamentos temáticos</strong>. A Maison Champignon tem a forma de um cogumelo e 45 metros quadrados, distribuídos por dois quartos. Já a Maison Escargot foi inspirada num caracol e aposta numa arquitetura curva, com espaço para até seis pessoas.</p><p>Se os seus filhos preferirem outros habitantes do mundo animal, também podem escolher a Maison Lapin, com inspiração numa toca de coelho, ou a Maison Poule, que recria a forma de uma galinha. </p><div class="texto-destacado">Não é todos os dias que se pode dizer que se vai dormir dentro de um cogumelo ou passar férias numa casa de caracol. </div><p>Neste caso, a experiência não fica reservada às crianças: os alojamentos têm cozinha equipada, terraço privado e comodidades para tornar a estadia mais confortável.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dormir-num-cogumelo-gigante-ou-num-caracol-sera-este-um-dos-parques-de-campismo-mais-impressionantes-da-europa-1792700640658.png" data-image="th61l7nb0iqs" alt="Domaine de Dienne" title="Domaine de Dienne"><figcaption>Os alojamentos são originais. Foto: Domaine de Dienne</figcaption></figure><p>E a aventura não fica por aqui. Aliás, continua nas alturas. É que o recinto dispõe de<strong> alojamentos construídos entre as árvores</strong>, incluindo um castelo e outras casas que parecem saídos de uma história de fantasia. </p><p>Para quem gosta da ideia de dormir rodeado de natureza, mas não dispensa um teto, existem ainda chalés, caravanas,<em> yurts</em> de inspiração mongol e quartos de hotel. Ou seja,<strong> há opções para diferentes gostos e tamanhos de família</strong>, sem ser necessário levar a tenda de casa.</p><h2>Uma praia artificial, piscina aquecida e atividades para gastar energias</h2><p>Depois de escolher o alojamento, há outro motivo para ficar por aqui: <strong>a zona aquática</strong>. O parque tem um espaço exterior chamado Le Lagon, com areia, água e zonas de descanso que recriam o ambiente de uma praia. É uma alternativa para os dias quentes em que a família só quer estender a toalha, brincar e refrescar-se sem ter de pegar no carro para procurar um areal.</p><p>Há, contudo, um pormenor importante para planear a viagem: <strong>a lagoa está prevista para a época balnear</strong>, entre 1 de maio e 30 de setembro, e o acesso é reservado aos hóspedes. A profundidade varia entre 65 centímetros e 1,40 metros e a zona não tem vigilância de nadadores-salvadores, pelo que é indispensável manter as crianças sob supervisão.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793602" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/parece-saido-de-um-conto-de-fadas-mas-este-lago-europeu-existe-mesmo.html" title="Parece “saído de um conto de fadas”, mas este lago europeu existe mesmo">Parece “saído de um conto de fadas”, mas este lago europeu existe mesmo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/parece-saido-de-um-conto-de-fadas-mas-este-lago-europeu-existe-mesmo.html" title="Parece “saído de um conto de fadas”, mas este lago europeu existe mesmo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/parece-saido-de-um-conto-de-fadas-mas-este-lago-europeu-existe-mesmo-1792092845751_320.jpg" alt="Parece “saído de um conto de fadas”, mas este lago europeu existe mesmo"></a></article></aside><p>E se o tempo não colaborar, a solução está na<strong> piscina interior aquecida</strong>, que funciona durante todo o ano. Assim, mesmo que a meteorologia francesa não esteja propriamente em modo de verão, continua a ser possível incluir um mergulho no programa.</p><p>Fora de água, também não faltam formas de ocupar o dia. O Domaine de Dienné tem parques infantis, percursos de arborismo com desafios nas árvores, minigolfe, <em>disc golf</em>, tiro com arco e jogos de aventura, incluindo caça ao tesouro. Existem ainda espaços desportivos e percursos para explorar a pé ou de bicicleta. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dormir-num-cogumelo-gigante-ou-num-caracol-sera-este-um-dos-parques-de-campismo-mais-impressionantes-da-europa-1792700695844.png" data-image="d1j0r0ndiv2k" alt="Domaine de Dienne" title="Domaine de Dienne"><figcaption>A piscina interior. Foto: Domaine de Dienne</figcaption></figure><p>“Para os mais novos, existe um parque infantil e espaços onde podem brincar livremente”, acrescenta a revista ‘NiT’. “Há também animais no recinto, incluindo cavalos, que rapidamente se tornaram uma das atrações favoritas dos filhos da família portuguesa.”</p><div class="texto-destacado">Algumas atividades têm um custo adicional, por isso convém confirmar as condições antes de chegar.</div><p>E, claro, que a localização também pode ajudar a completar as férias. O parque fica em Dienné, na região de Vienne, a cerca de 25 minutos de Poitiers e <strong>nas proximidades do Futuroscope</strong>, o parque temático dedicado à tecnologia, à ciência e às experiências audiovisuais. </p><h2>Quanto custa ficar neste parque de campismo em França?</h2><p><strong>O preço depende do alojamento escolhido</strong>, das datas e do número de hóspedes. As casas temáticas Maison Champignon, Maison Lapin, Maison Poule e Maison Escargot têm preços a partir dos 200€ por noite, com capacidade para seis pessoas. Já algumas opções mais pequenas, como os alojamentos de inspiração invulgar destinados a duas pessoas, podem ser mais económicas. </p><div class="texto-destacado">Atenção, porque estes valores são indicativos e podem mudar consoante a disponibilidade e a época.</div><p>Para quem prefere uma experiência mais tradicional, também <strong>existem parcelas para tendas, caravanas e autocaravanas</strong>. Pode ser uma alternativa para quem quer aproveitar as instalações e as atividades do recinto sem investir tanto numa noite num alojamento temático.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Explore%20a%20propriedade%20Dienn%C3%A9" data-year="" data-title="Domaine%20de%20Dienn%C3%A9" data-url="https%3A%2F%2Fwww.domaine-de-dienne.com%2F">Explore a propriedade Dienné. <a href="https://www.domaine-de-dienne.com/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Domaine de Dienné</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Ant%C3%B3nio%2C%20D" data-year="2026" data-title="Este%20parque%20de%20campismo%20tem%20casas%20inspiradas%20em%20animais%20e%20uma%20praia%20artificial" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fviagens%2Feste-parque-de-campismo-tem-casas-inspiradas-em-animais-e-uma-praia-artificial">NiT, António, D. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/viagens/este-parque-de-campismo-tem-casas-inspiradas-em-animais-e-uma-praia-artificial" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Este parque de campismo tem casas inspiradas em animais e uma praia artificial</a>.</cite><br><cite data-author="Gazeta%20de%20S.%20Paulo%2C%20Matias%2C%20Juliana" data-year="2026" data-title="Camping%20com%20casa%20de%20cogumelo%2C%20de%20caracol%2C%20castelo%20nas%20%C3%A1rvores%20e%20praia%20artificial%20vira%20op%C3%A7%C3%A3o%20diferente%20para%20viajar%20com%20crian%C3%A7as" data-url="https%3A%2F%2Fwww.gazetasp.com.br%2Fturismo%2Fcamping-com-casa-de-cogumelo-de-caracol-castelo-nas-arvores-e-praia-artificial-vira-opcao-diferente-para-viajar-com-criancas%2F">Gazeta de S. Paulo, Matias, Juliana. (2026). <a href="https://www.gazetasp.com.br/turismo/camping-com-casa-de-cogumelo-de-caracol-castelo-nas-arvores-e-praia-artificial-vira-opcao-diferente-para-viajar-com-criancas/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Camping com casa de cogumelo, de caracol, castelo nas árvores e praia artificial vira opção diferente para viajar com crianças</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/dormir-num-cogumelo-gigante-ou-num-caracol-sera-este-um-dos-parques-de-campismo-mais-impressionantes-da-europa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Inverno de 2026-27 em Portugal continental: o ECMWF prevê um cenário mais quente e chuvoso que o normal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/inverno-de-2026-27-em-portugal-continental-o-ecmwf-preve-um-cenario-mais-quente-e-chuvoso-que-o-normal.html</link><pubDate>Sat, 24 Oct 2026 12:30:25 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O ECMWF mantém um sinal consistente para o inverno 2026-27 em Portugal. Temperaturas médias mensais acima do normal e meses potencialmente mais chuvosos, sobretudo no Norte e Centro. Março poderá começar a trazer algumas alterações a este padrão.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/inverno-de-2026-27-em-portugal-continental-o-ecmwf-preve-um-cenario-mais-quente-e-chuvoso-que-o-normal-1792843895817.jpg" data-image="mds67bs70o1y" alt="Chuva no inverno" title="Chuva no inverno"><figcaption>O inverno 2026-27 poderá trazer mais chuva do que o habitual a Portugal, segundo as mais recentes tendências sazonais do ECMWF. Dezembro e janeiro destacam-se pelo sinal de precipitação acima da média, sobretudo nas regiões Norte e Centro, embora ainda exista uma elevada incerteza associada a previsões a vários meses de distância.</figcaption></figure><p>Embora o inverno astronómico só comece a <strong>21 de dezembro</strong>, a mudança para a hora de inverno acontece já na madrugada de <strong>25 de outubro</strong>, quando os relógios atrasam uma hora. É também nesta altura que começa a aumentar a curiosidade sobre aquilo que os próximos meses poderão reservar em termos meteorológicos. A mais recente previsão sazonal do <strong>ECMWF</strong>, através do modelo SEAS5, mantém um padrão bastante consistente para Portugal, <strong>temperaturas médias acima do normal e precipitação acima da média</strong>, sobretudo durante dezembro e janeiro.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Importa, contudo, interpretar estes mapas com cautela. Uma previsão sazonal não permite antecipar o estado do tempo num determinado dia, nem prever desde já tempestades, vagas de frio ou episódios específicos de chuva intensa. O objetivo é identificar <strong>tendências médias para períodos prolongados</strong>.</p><h2>Dezembro poderá arrancar com temperaturas acima da média e bastante chuva</h2><p>Para <strong>dezembro</strong>, primeiro mês do inverno astronómico, o modelo SEAS5 prevê uma anomalia positiva da temperatura em praticamente todo o território continental. No litoral, os valores deverão situar-se aproximadamente <strong>0,5 a 1 ºC acima da média climatológica</strong>, enquanto em várias regiões do interior a anomalia poderá aproximar-se de <strong>+1 a +1,5 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/inverno-de-2026-27-em-portugal-continental-o-ecmwf-preve-um-cenario-mais-quente-e-chuvoso-que-o-normal-1792842579343.jpg" data-image="bbn607kpghpn" alt="Anomalia média mensal da temperatura (dezembro)" title="Anomalia média mensal da temperatura (dezembro)"><figcaption>Dezembro poderá apresentar temperaturas médias acima do normal em Portugal, com anomalias entre +0,5 e +1,5 ºC na generalidade do território.</figcaption></figure><p>Isto não significa que dezembro será permanentemente ameno. Poderão ocorrer períodos frios e até temperaturas temporariamente abaixo da média. O mapa representa apenas o resultado médio de todo o mês.</p><p>Mais expressivo é o sinal da precipitação. O ECMWF projeta um <strong>dezembro mais chuvoso do que o habitual</strong>, especialmente no Norte e Centro. No Noroeste e em algumas áreas do interior Centro, a anomalia mensal poderá atingir ou ultrapassar os <strong>+50 mm</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/inverno-de-2026-27-em-portugal-continental-o-ecmwf-preve-um-cenario-mais-quente-e-chuvoso-que-o-normal-1792842613694.jpg" data-image="4x833b8in85s" alt="Anomalia média mensal de precipitação (dezembro)" title="Anomalia média mensal de precipitação (dezembro)"><figcaption>O sinal de precipitação é expressivo em dezembro: Norte e Centro poderão registar um mês mais chuvoso do que o habitual, com anomalias localmente superiores a +50 mm.</figcaption></figure><p>Ou seja, algumas regiões poderão terminar dezembro com pelo menos 50 mm de precipitação a mais relativamente ao que seria climatologicamente esperado.</p><h2>Janeiro mantém praticamente o mesmo padrão</h2><p>Em <strong>janeiro de 2027</strong>, o cenário pouco muda. As temperaturas continuam acima da média, com o sinal quente a intensificar-se em algumas áreas do interior Norte e Centro, onde as anomalias poderão alcançar aproximadamente <strong>+1,5 a +2 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/inverno-de-2026-27-em-portugal-continental-o-ecmwf-preve-um-cenario-mais-quente-e-chuvoso-que-o-normal-1792842667571.jpg" data-image="io5nb85kbmtx" alt="Anomalia da temperatura média mensal" title="Anomalia da temperatura média mensal"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-356764">Janeiro mantém o sinal mais quente, que poderá intensificar-se no interior Norte e Centro, onde algumas regiões apresentam anomalias entre +1,5 e +2 ºC.</figcaption></figure><p>Novamente, isto não exclui entradas de ar frio, geadas ou outros episódios tipicamente invernais. Um mês pode terminar acima da média mesmo depois de atravessar vários períodos bastante frios.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/inverno-de-2026-27-em-portugal-continental-o-ecmwf-preve-um-cenario-mais-quente-e-chuvoso-que-o-normal-1792842730221.jpg" data-image="xoivfaq6299c" alt="Anomalia média mensal da precipitação" title="Anomalia média mensal da precipitação"><figcaption>O ECMWF mantém para janeiro uma tendência de precipitação acima da média, novamente mais vincada nas regiões Norte e Centro.</figcaption></figure><p>Na precipitação, janeiro volta a destacar-se. Grande parte de Portugal apresenta uma <strong>anomalia positiva</strong>, mais marcada nas regiões Norte e Centro, onde algumas áreas voltam a aproximar-se do patamar de <strong>+50 mm</strong>. Assim, dezembro e janeiro apresentam atualmente um sinal coerente, <strong>um início de inverno potencialmente mais húmido do que o habitual</strong>.</p><h2>Março começa a mostrar uma mudança no padrão</h2><p> <strong>Em fevereiro, a tendência mantém-se semelhante à prevista para dezembro e janeiro</strong>, com temperaturas médias acima do normal e um sinal de precipitação também superior à média climatológica. </p><p>À medida que avançamos no horizonte da previsão, a incerteza aumenta. Ainda assim, <strong>março</strong>, último mês do inverno astronómico, começa a apresentar algumas diferenças. O sinal de temperaturas acima da média permanece, mas torna-se <strong>menos acentuado em Portugal</strong>, sobretudo no Centro e Sul, onde predominam anomalias mais próximas de <strong>+0,5 a +1 ºC</strong>. O Norte e algumas zonas do interior continuam a apresentar um sinal ligeiramente mais quente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/inverno-de-2026-27-em-portugal-continental-o-ecmwf-preve-um-cenario-mais-quente-e-chuvoso-que-o-normal-1792842924230.jpg" data-image="cplni7029i9m" alt="Anomalia média mensal da temperatura" title="Anomalia média mensal da temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-637369">No último mês do inverno astronómico, o sinal das temperaturas médias mais elevadas perde alguma intensidade, embora as temperaturas médias ainda possam permanecer acima do normal em grande parte do país.</figcaption></figure><p>Também na precipitação o padrão positivo persiste, mas apresenta-se <strong>menos vincado e mais irregular</strong>. O Norte continua a concentrar os desvios positivos mais significativos, enquanto noutras regiões os valores se aproximam mais da normalidade climatológica.</p><h2>O que podemos realmente concluir sobre o inverno?</h2><p>As previsões do SEAS5 são produzidas através de um conjunto de <strong>51 membros</strong>, que representam diferentes evoluções possíveis da atmosfera. É precisamente esta abordagem probabilística que permite identificar tendências, mas não acontecimentos meteorológicos concretos com vários meses de antecedência.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794864" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-sobem-ate-5-c-em-portugal-na-segunda-feira-ecmwf-preve-valores-ate-6-c-acima-do-normal.html" title="Temperaturas sobem até 5 °C em Portugal na segunda-feira: ECMWF prevê valores até 6 °C acima do normal">Temperaturas sobem até 5 °C em Portugal na segunda-feira: ECMWF prevê valores até 6 °C acima do normal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-sobem-ate-5-c-em-portugal-na-segunda-feira-ecmwf-preve-valores-ate-6-c-acima-do-normal.html" title="Temperaturas sobem até 5 °C em Portugal na segunda-feira: ECMWF prevê valores até 6 °C acima do normal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-sobem-ate-5-c-em-portugal-na-segunda-feira-ecmwf-preve-valores-ate-6-c-acima-do-normal-1792790358700_320.jpg" alt="Temperaturas sobem até 5 °C em Portugal na segunda-feira: ECMWF prevê valores até 6 °C acima do normal"></a></article></aside><p>Quanto mais distante estiver o mês analisado, <strong>menor é a previsibilidade</strong>, pelo que não seria correto atribuir uma percentagem única de “certeza” a dezembro, janeiro ou março apenas a partir destes mapas de anomalias.</p><div class="texto-destacado">Neste momento, o sinal mais consistente é, portanto, de um <strong>inverno 2026-27 globalmente mais quente do que a média climatológica e potencialmente mais chuvoso</strong>, com o excesso de precipitação mais marcado no Norte e Centro.</div><p>Mas há uma distinção fundamental, <strong>um inverno mais quente em média não significa ausência de frio, e um inverno mais chuvoso não significa que choverá constantemente</strong>. Entre dezembro e março poderão surgir períodos secos, episódios frios e eventos de precipitação intensa. É a frequência e persistência desses episódios que só as atualizações das próximas semanas começarão a esclarecer.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/inverno-de-2026-27-em-portugal-continental-o-ecmwf-preve-um-cenario-mais-quente-e-chuvoso-que-o-normal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Lisboa vai plantar 2400 árvores. Mas antes pode perder centenas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lisboa-vai-plantar-2400-arvores-mas-antes-pode-perder-centenas.html</link><pubDate>Sat, 24 Oct 2026 12:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A nova linha de elétrico e a requalificação da Avenida Almirante Reis ameaçam o arvoredo da capital. Em contrapartida, a autarquia prepara um investimento de quase meio milhão de euros para ganhar árvores.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-vai-plantar-2400-arvores-mas-antes-pode-perder-centenas-1792521536110.jpg" data-image="f29123v9gxth" alt="Lisboa" title="Lisboa"><figcaption>Poderá isto ser um contrassenso? Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Mais de 400 árvores poderão ser afetadas por duas grandes obras na capital. Em paralelo, a Câmara Municipal prepara um investimento de quase meio milhão de euros para reforçar o arvoredo nas 24 freguesias. Será um contrassenso?</p><p>É verdade. Lisboa quer ganhar árvores, mas há projetos que podem obrigar a <strong>retirar ou transplantar centenas de exemplares</strong> já existentes. </p><div class="texto-destacado">Enquanto duas grandes intervenções urbanas levantam preocupações sobre o futuro de parte do arvoredo da capital, a Câmara Municipal prepara-se para investir 491 mil euros na plantação e rega de 2400 novas árvores, distribuídas por todas as freguesias da cidade.</div><p>A notícia chega numa altura em que as árvores urbanas são cada vez mais importantes. Além de tornarem as ruas mais agradáveis,<strong> ajudam a criar sombra nos dias quentes</strong>, contribuem para reduzir o efeito das chamadas ilhas de calor e podem melhorar a qualidade do ar. Por isso, quando se fala em retirar árvores de uma avenida, a questão vai muito além da paisagem.</p><h2>Duas obras que podem mudar a paisagem de Lisboa</h2><p>Um dos projetos que está a dar que falar é o <strong>futuro elétrico 16E</strong>, que deverá ligar o Terreiro do Paço ao Parque das Nações. A nova linha da Carris terá cerca de 11 quilómetros e atravessará zonas da cidade onde existe atualmente um arvoredo significativo.</p><p>De acordo com o Estudo de Impacte Ambiental, citado pelo jornal 'Público' a 5 de outubro, <strong>o destino das árvores dependerá do traçado escolhido entre cinco possibilidades</strong>. No cenário considerado menos prejudicial, será necessário transplantar 116 exemplares e avaliar outros 668, para determinar se podem ser mantidos, podados ou transferidos. Na alternativa com maior impacto, o número de árvores a transplantar poderá chegar às 520, além de mais de 360 que terão de ser avaliadas. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777808" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lisboa-fechou-refugios-do-calor-em-plena-onda-de-calor-como-se-explica-este-paradoxo.html" title="Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?">Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lisboa-fechou-refugios-do-calor-em-plena-onda-de-calor-como-se-explica-este-paradoxo.html" title="Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-fechou-refugios-do-calor-em-plena-onda-de-calor-como-se-explica-este-paradoxo-1783594178234_320.jpg" alt="Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?"></a></article></aside><p>A zona de intervenção inclui<strong> 4223 árvores identificadas</strong> ao longo do percurso analisado. Isto não significa que todas estejam ameaçadas, mas mostra a dimensão do trabalho necessário para compatibilizar a construção da linha com a preservação do arvoredo existente.</p><div class="texto-destacado">A Carris comprometeu-se a procurar soluções que minimizem os impactos ambientais do projeto. O início das obras está previsto para 2027.</div><p>Independentemente do número, o transplante “deverá ser efetuado para locais disponíveis”, na área geográfica de qualquer uma das seis freguesias por onde passará o novo elétrico, prevê o programa base do projeto. Apenas depois de elaborado o relatório técnico de avaliação visual do arvoredo, se conhecerão as novas localizações dos exemplares potencialmente alvos de transferência ou de poda.</p><p>“A informação é conhecida desde setembro e estava explícita nos documentos disponibilizados para consulta pública pela autarquia, com a Carris a garantir que alteraria o projeto com o fim de <strong>minimizar impactos de cariz ecológico ou relacionados com o ruído</strong>, por exemplo”, nota a revista ‘Time Out’. “Mas a perda de mancha arbórea ao longo do traçado – onde vivem hoje mais de 4000 árvores – é inevitável, em especial em vias como a Avenida Infante Dom Henrique, a Avenida Dom João II e a Alameda dos Oceanos.”</p><p>Esta, contudo, não é a única intervenção a levantar dúvidas entre quem defende mais espaços verdes na capital.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-vai-plantar-2400-arvores-mas-antes-pode-perder-centenas-1792521962721.jpg" data-image="r5cbr3q10mwv" alt="Lisboa" title="Lisboa"><figcaption>Uma discussão que não é de agora. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>A <strong>requalificação da Avenida Almirante Reis</strong>, cujo projeto foi apresentado pela autarquia em novembro de 2024, prevê alterações à circulação automóvel, à mobilidade pedonal e à rede ciclável. Uma das mudanças mais controversas é a eliminação do separador central, onde se encontram 295 tílias.</p><p>Um grupo de moradores contestou esta opção e lançou uma petição para pedir à Câmara que reconsidere o projeto. Entre as preocupações apontadas estão a <strong>perda das árvores existentes</strong>, o aumento do espaço destinado aos automóveis em parte da avenida e as condições previstas para a circulação de bicicletas e peões. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769475" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/e-possivel-ter-cidades-verdes-e-crescimento-economico-ao-mesmo-tempo-como-funciona-o-desacoplamento.html" title="É possível ter cidades verdes e crescimento económico ao mesmo tempo? Como funciona o 'desacoplamento'">É possível ter cidades verdes e crescimento económico ao mesmo tempo? Como funciona o "desacoplamento"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/e-possivel-ter-cidades-verdes-e-crescimento-economico-ao-mesmo-tempo-como-funciona-o-desacoplamento.html" title="É possível ter cidades verdes e crescimento económico ao mesmo tempo? Como funciona o 'desacoplamento'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/citta-green-e-crescita-economica-sono-possibili-al-tempo-stesso-cos-e-il-decoupling-e-perche-funziona-1778580804737_320.jpg" alt="É possível ter cidades verdes e crescimento económico ao mesmo tempo? Como funciona o 'desacoplamento'"></a></article></aside><p>"A CML apresentou um projeto para a Almirante Reis com várias melhorias, mas discordamos da opção de fundo: o aumento do espaço rodoviário, de duas para três vias entre o Martim Moniz e a Alameda. Esta opção implica a remoção de 295 árvores do separador central, a manutenção de passeios estreitos e a implementação de atravessamentos pedonais mais largos e perigosos. Implica ainda ciclovias com larguras muito abaixo dos mínimos e integradas nos passeios, o que exponenciará os conflitos com peões, mas também com os automóveis que viram à direita para aceder às transversais – acabando, em última instância, por comprometer a fluidez do tráfego", pode ler-se no documento.</p><p>A autarquia, por seu lado, apresentou a intervenção como uma<strong> oportunidade para criar uma estrutura verde contínua</strong>, melhorar a segurança dos percursos pedonais e cicláveis e aumentar a presença de árvores e espaços verdes. </p><div class="texto-destacado">Em 2024, a Câmara indicou que a avenida passaria das atuais 295 árvores para 370, embora a concretização dessa meta dependa dos detalhes do projeto.</div><p>"’Temos agora 295 árvores ao longo de todo o eixo e vamos ter 370’, assegurou na altura a vereadora do Urbanismo, Joana Almeida, sem precisar como e sem adiantar detalhes sobre as novas plantações e eventuais transplantações”, lê-se na ‘Time Out’. “Somando aos canteiros e arbustos previstos, a autarca avançou uma <strong>redução em 46% da área betuminosa</strong> e um ganho de 50% de sombra nos passeios.”</p><h2>Meio milhão de euros para plantar 2400 árvores</h2><p>Em paralelo com estas intervenções, <strong>Lisboa prepara um investimento de 491 040 euros para plantar e regar 2400 árvores</strong> nas 24 freguesias da cidade, ao longo de três anos.</p><p>“Objetivo é fomentar a proteção da biodiversidade, redução da poluição e utilização sustentável dos recursos hídricos”, avança o ‘Jornal PT Green’.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-vai-plantar-2400-arvores-mas-antes-pode-perder-centenas-1792522121864.jpg" data-image="unir91o3gr9h" alt="Jacarandás Lisboa" title="Jacarandás Lisboa"><figcaption>Entre as espécies previstas encontram-se jacarandás e tipuanas. Foto ilustrativas: Unsplash</figcaption></figure><p>O valor consta de um concurso público lançado pelo município, dividido em dois lotes. O primeiro, no valor de cerca de 248 mil euros, abrange 12 freguesias e prevê 1212 árvores. O segundo, de aproximadamente 243 mil euros, inclui as restantes 12 freguesias e contempla 1188 exemplares. </p><p>A iniciativa pretende<strong> reforçar a estrutura verde da cidade e contribuir para a proteção da biodiversidade</strong>, a redução da poluição e a utilização sustentável dos recursos hídricos. Entre as espécies previstas encontram-se jacarandás e tipuanas, árvores conhecidas pela sombra que proporcionam e, no caso dos jacarandás, pela floração roxa que colore várias ruas portuguesas na primavera.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790593" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/estas-cidades-vao-ganhar-enormes-florestas-mesmo-a-porta-de-casa.html" title="Estas cidades vão ganhar florestas enormes mesmo à porta de casa">Estas cidades vão ganhar florestas enormes mesmo à porta de casa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/estas-cidades-vao-ganhar-enormes-florestas-mesmo-a-porta-de-casa.html" title="Estas cidades vão ganhar florestas enormes mesmo à porta de casa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estas-cidades-vao-ganhar-enormes-florestas-mesmo-a-porta-de-casa-1790433732188_320.jpg" alt="Estas cidades vão ganhar florestas enormes mesmo à porta de casa"></a></article></aside><p>O calendário do concurso prevê que a maior parte das plantações decorra até março de 2027. Seguir-se-ão novas fases entre novembro de 2027 e maio de 2028 e entre novembro de 2028 e maio de 2029. A plantação deverá ser acompanhada por trabalhos de rega, essenciais para ajudar as árvores a estabelecerem-se, sobretudo durante os primeiros verões.</p><p>O procedimento prevê ainda a contratação de empresas para executar os trabalhos nas diferentes freguesias, estando a apresentação de propostas aberta até 13 de novembro de 2026. Por isso, o valor anunciado corresponde ao preço-base do concurso, não devendo ser confundido com um contrato já adjudicado.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="P%C3%BAblico%2C%20Alem%C3%A3o%2C%20S" data-year="2026" data-title="El%C3%A9ctrico%20do%20Terreiro%20do%20Pa%C3%A7o%20%C3%A0%20Expo%20poder%C3%A1%20obrigar%20a%20transferir%20centenas%20de%20%C3%A1rvores" data-url="https%3A%2F%2Fwww.publico.pt%2F2026%2F10%2F05%2Flocal%2Fnoticia%2Felectrico-terreiro-paco-expo-podera-obrigar-transferir-centenas-arvores-2190150%23goog_rewarded">Público, Alemão, S. (2026). <a href="https://www.publico.pt/2026/10/05/local/noticia/electrico-terreiro-paco-expo-podera-obrigar-transferir-centenas-arvores-2190150#goog_rewarded" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Eléctrico do Terreiro do Paço à Expo poderá obrigar a transferir centenas de árvores</a>.</cite><br><cite data-author="Time%20Out%2C%20Barbedo%2C%20R" data-year="2026" data-title="Mais%20de%20400%20%C3%A1rvores%20poder%C3%A3o%20estar%20em%20risco%20por%20causa%20de%20duas%20grandes%20obras%20em%20Lisboa" data-url="https%3A%2F%2Fwww.timeout.pt%2Flisboa%2Fpt%2Fnoticias%2Fmais-de-400-arvores-poderao-estar-em-risco-por-causa-de-duas-grandes-obras-em-lisboa-100726">Time Out, Barbedo, R. (2026). <a href="https://www.timeout.pt/lisboa/pt/noticias/mais-de-400-arvores-poderao-estar-em-risco-por-causa-de-duas-grandes-obras-em-lisboa-100726" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Mais de 400 árvores poderão estar em risco por causa de duas grandes obras em Lisboa</a>.</cite><br><cite data-author="Jornal%20PT%20Green" data-year="2026" data-title="Lisboa%20vai%20investir%20meio%20milh%C3%A3o%20de%20euros%20para%20plantar%202400%20%C3%A1rvores%20em%20todas%20as%20freguesias" data-url="https%3A%2F%2Fsapo.pt%2Fartigo%2Flisboa-vai-investir-meio-milhao-de-euros-para-plantar-2400-arvores-em-todas-as-freguesias-6acdcb0cded6b2a5e34f4df1">Jornal PT Green. (2026). <a href="https://sapo.pt/artigo/lisboa-vai-investir-meio-milhao-de-euros-para-plantar-2400-arvores-em-todas-as-freguesias-6acdcb0cded6b2a5e34f4df1" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Lisboa vai investir meio milhão de euros para plantar 2400 árvores em todas as freguesias</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lisboa-vai-plantar-2400-arvores-mas-antes-pode-perder-centenas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os mapas de furacões estão a melhorar, mas será que as pessoas compreendem os riscos? Eis o que foi descoberto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-mapas-de-furacoes-estao-a-melhorar-mas-sera-que-as-pessoas-compreendem-os-riscos-eis-o-que-foi-descoberto.html</link><pubDate>Sat, 24 Oct 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo revela que os mapas atualizados de previsão de furacões poderiam melhorar a compreensão do público sobre as ameaças representadas pelas tempestades, sem necessariamente levar as pessoas a tomar precauções antes da chegada de condições meteorológicas perigosas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/hurricane-maps-are-improving-but-are-people-understanding-the-risks-here-s-what-researchers-found-1792692287618.jpg" data-image="bfjkl4b4l5so" alt="Imagem de satélite de um furacão" title="Imagem de satélite de um furacão"><figcaption>As condições perigosas causadas por um furacão podem estender-se muito para além do cone previsto para a tempestade.</figcaption></figure><p>Com a aproximação de um furacão, é natural que os residentes se sintam ansiosos, sobretudo quando os mapas de previsão começam a circular nas redes sociais. Muitos recorrem a estes mapas em busca de segurança, na esperança de saber se a sua comunidade está na trajetória da tempestade. No entanto, novas investigações sugerem que <strong>o que as pessoas veem nestes mapas e a forma como os interpretam podem ser duas coisas muito diferentes</strong>.</p><h2> Os novos mapas de furacões mostram resultados mistos</h2><p>Quando um furacão ameaça atingir uma zona costeira, mesmo <strong>uma pequena alteração na sua trajetória prevista pode trazer alívio a uma comunidade e aumentar a ansiedade noutra</strong>. Mas, embora as pessoas acompanhem atentamente cada atualização da previsão, nem sempre se apercebem da verdadeira dimensão do perigo.</p><p>Investigadores da Universidade Estadual da Florida estudaram se a modificação dos mapas de previsão utilizados pelo Centro Nacional de Furacões (NHC) ajuda as pessoas a compreender melhor os riscos associados aos furacões.</p><p>As suas conclusões, publicadas na revista <em>Weather, Climate, and Society</em>, indicam que <strong>mapas mais simples nem sempre conduzem a uma maior consciencialização</strong> do perigo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hurricane-maps-are-improving-but-are-people-understanding-the-risks-here-s-what-researchers-found-1792695649680.jpg" data-image="8reuvr0cw4ih" alt="Cone de previsão do furacão Milton" title="Cone de previsão do furacão Milton"><figcaption>Segundo uma nova investigação, muitas pessoas acreditam erradamente que um cone de furacão mais largo indica uma tempestade maior.</figcaption></figure><p>O estudo analisou uma versão experimental do cone de furacões que o NHC introduziu em 2024. Ao contrário da versão anterior, o novo mapa mostra avisos e alertas de furacões e tempestades tropicais para áreas do interior, indicando que <strong>as condições perigosas podem estender-se muito para além da costa</strong>.</p><p>Para avaliar as mudanças, os investigadores entrevistaram participantes residentes na Florida e na Geórgia, mostrando a cada participante o cone de incerteza convencional ou a nova versão. Aqueles que viram o gráfico revisto identificaram com maior precisão as áreas do interior sob alerta, mas não referiram sentir-se significativamente mais ameaçados ou mais propensos a tomar medidas de proteção. Da mesma forma, <strong>o novo mapa não melhorou a sua capacidade de identificar locais com avisos de tempestade</strong>.</p><h2> Porque é que as pessoas interpretam mal o cone de um furacão? </h2><p>Uma das conclusões mais preocupantes do estudo relaciona-se com uma <strong>interpretação errónea comum do conhecido cone de incerteza</strong>. Muitas pessoas acreditam que o cone representa o tamanho físico de um furacão e que um cone mais largo sugere uma tempestade maior.</p><p class="texto-destacado">"Durante anos, a investigação demonstrou que as pessoas confundem frequentemente um cone de tempestade mais largo com uma tempestade maior", disse Elizabeth Ray, autora principal do estudo e professora assistente. "Os nossos resultados sugerem que, mesmo com um gráfico atualizado, esta ideia errada pode ser difícil de erradicar."<br> </p><p>No entanto, <strong>o cone ilustra a incerteza em torno da trajetória projetada da tempestade</strong>. Não indica até onde se podem estender os ventos fortes, as inundações ou outras condições perigosas.</p><p>Este mal-entendido pode levar a uma perceção incompleta dos riscos para os residentes, especialmente aqueles que vivem fora da trajetória prevista. <strong>Os efeitos de um furacão podem estender-se por centenas de quilómetros a partir do seu centro</strong>, provocando chuvas torrenciais, tornados e ventos destrutivos em comunidades muito distantes da trajetória prevista.</p><h2> O que devem os residentes saber antes da chegada de um furacão? </h2><p>Os investigadores sublinham que as descobertas não sugerem um problema com a precisão das previsões do NHC. Em vez disso, o desafio reside em <strong>ajudar as pessoas a compreender o que a informação significa</strong> para as suas próprias comunidades e como devem reagir.</p><p><strong>A trajetória projetada do furacão é apenas um elemento da previsão</strong>; as pessoas devem também ter em conta os alertas e avisos locais, as previsões de chuva, a possibilidade de inundações e as condições de vento previstas, mesmo que estejam fora do cone de trajetória projetado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791315" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-aviao-caca-furacoes-da-noaa-penetrou-no-olho-do-devastador-furacao-polo-e-o-video-e-impressionante.html" title="Um avião caça-furacões da NOAA penetrou no olho do devastador furacão Polo e o vídeo é impressionante">Um avião caça-furacões da NOAA penetrou no olho do devastador furacão Polo e o vídeo é impressionante</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-aviao-caca-furacoes-da-noaa-penetrou-no-olho-do-devastador-furacao-polo-e-o-video-e-impressionante.html" title="Um avião caça-furacões da NOAA penetrou no olho do devastador furacão Polo e o vídeo é impressionante"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-avion-cazahuracanes-de-la-noaa-se-adentro-en-el-ojo-del-devastador-huracan-polo-y-el-video-es-soprendente-1790695923463_320.png" alt="Um avião caça-furacões da NOAA penetrou no olho do devastador furacão Polo e o vídeo é impressionante"></a></article></aside><p> O estudo destaca a <strong>necessidade de combinar gráficos de furacões com previsões locais detalhadas e conselhos de segurança</strong>. Se as pessoas estiverem conscientes dos riscos que podem afetar uma área específica, poderão tomar decisões mais informadas antes da chegada de condições meteorológicas severas. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Florida%20State%20University" data-year="" data-title="Hurricane%20warning%20maps%20are%20improving%2C%20but%20a%20dangerous%20problem%20remains" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedaily.com%2Freleases%2F2026%2F10%2F261019093443.htm">Florida State University. <a href="https://www.sciencedaily.com/releases/2026/10/261019093443.htm" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Hurricane warning maps are improving, but a dangerous problem remains</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-mapas-de-furacoes-estao-a-melhorar-mas-sera-que-as-pessoas-compreendem-os-riscos-eis-o-que-foi-descoberto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um satélite russo perseguiu, durante dias, um satélite norte-americano a 27.000 km/h: o que se sabe sobre a manobra]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-satelite-russo-perseguiu-durante-dias-um-satelite-norte-americano-a-27-000-km-h-o-que-se-sabe-sobre-a-manobra.html</link><pubDate>Sat, 24 Oct 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Duas naves espaciais que orbitam a Terra a cerca de 27.000 km/h passaram dias a uma distância muito pequena uma da outra. O que se sabe sobre o sucedido, porque é que o alvo foi um satélite de radar e que riscos isso traz para os outros.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-satelite-ruso-acecho-durante-dias-a-uno-de-ee-uu-a-27-000-km-h-que-se-sabe-de-la-maniobra-1792595909635.jpg" data-image="6vdrx4bftkj6" alt="satelites" title="satelites"><figcaption>Os satélites comerciais de observação fornecem imagens a governos, empresas e equipas de emergência.</figcaption></figure><p>Segundo a empresa de monitorização espacial LeoLabs, <strong>o satélite militar russo Kosmos-2612 realizou, entre os dias 15 e 19 de outubro, uma série de manobras deliberadas em direção ao Iceye-X36</strong>. No dia 15, reduziu a distância de cerca de 400 para aproximadamente 210 quilómetros. No dia 16, já estava a 2 ou 3 quilómetros de distância e, nos dias seguintes, movimentou-se alternando posições à frente e atrás do satélite norte-americano, com momentos em que a distância desceu para cerca de 500 metros. </p><p>Depois,<strong> iniciou uma retirada controlada e, hoje, encontra-se a mais de uma centena de quilómetros</strong>. As primeiras estimativas apontavam para menos de 5 quilómetros, e algumas análises baseadas em dados públicos sugerem distâncias de apenas dezenas de metros; portanto, o número exato continua em discussão.</p><div class="texto-destacado"><strong>Dois objetos que viajam a aproximadamente 27.000 km/h podem parecer praticamente estacionários um em relação ao outro. Isto ocorre quando ambos seguem a mesma órbita na mesma direção, de forma semelhante a dois carros que viajam lado a lado numa autoestrada, mantendo uma distância constante. A uma altitude de cerca de 540 quilómetros, onde orbita o satélite norte-americano Iceye-X36, esta é a velocidade necessária para evitar a queda. Por conseguinte, aproximar-se de outro satélite requer não velocidade, mas sim cálculos precisos, e mesmo um erro mínimo a uma distância tão curta pode ser muito dispendioso.</strong></div><p>O astrofísico Jonathan McDowell, que monitoriza a atividade espacial, acredita que <strong>este é o primeiro encontro conhecido em órbita baixa da Terra entre dois satélites ativos sem o consentimento de um dos operadores</strong>. Adam Marsh, vice-presidente de soluções técnicas da LeoLabs, descreveu a manobra como a aproximação não cooperativa mais avançada e potencialmente perigosa alguma vez observada pela empresa. A Iceye respondeu que está a monitorizar a situação de perto e que a sua arquitetura de constelação foi concebida para garantir a continuidade e a resiliência.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="716180" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-mae-de-todas-as-chuvas-de-meteoros-o-impacto-do-yr4-de-2024-com-a-lua-resultaria-em-milhoes-de-fragmentos.html" title="“A mãe de todas as chuvas de meteoros”: o impacto do YR4 de 2024 com a Lua resultaria em milhões de fragmentos">“A mãe de todas as chuvas de meteoros”: o impacto do YR4 de 2024 com a Lua resultaria em milhões de fragmentos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-mae-de-todas-as-chuvas-de-meteoros-o-impacto-do-yr4-de-2024-com-a-lua-resultaria-em-milhoes-de-fragmentos.html" title="“A mãe de todas as chuvas de meteoros”: o impacto do YR4 de 2024 com a Lua resultaria em milhões de fragmentos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/l-impatto-di-2024-yr4-con-la-luna-genererebbe-uno-sciame-meteorico-senza-precedent-con-milioni-di-tonnellate-di-detriti-1750254239280_320.jpeg" alt="“A mãe de todas as chuvas de meteoros”: o impacto do YR4 de 2024 com a Lua resultaria em milhões de fragmentos"></a></article></aside><p><strong>Para quem não está familiarizado com o tema, a consequência prática está mais próxima do que parece</strong>. Os satélites de observação comerciais fornecem imagens aos governos, empresas e equipas de emergência, e cada manobra evasiva que uma empresa é obrigada a realizar consome combustível e reduz a vida útil do satélite.</p><h2>Porque é que o alvo era um satélite de radar?</h2><p>A Iceye é uma empresa finlandesa com uma subsidiária nos Estados Unidos, que opera o satélite X36. Os seus satélites utilizam radar de abertura sintética, uma técnica que emite micro-ondas e processa os ecos com algoritmos para criar imagens muito nítidas à noite e em condições de céu nublado. É a mesma tecnologia que permite mapear inundações ou rastrear gelo marinho quando a cobertura de nuvens impede a visualização com câmaras óticas. No entanto,<strong> o seu foco principal está no reconhecimento, inteligência militar e monitorização estratégica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-satelite-ruso-acecho-durante-dias-a-uno-de-ee-uu-a-27-000-km-h-que-se-sabe-de-la-maniobra-1792596071364.jpg" data-image="62d0dmigi6ko" alt="detritos espaciais" title="detritos espaciais"><figcaption>Pensa-se que este é o primeiro encontro conhecido em órbita terrestre baixa entre dois satélites ativos sem o consentimento de um dos operadores.</figcaption></figure><p>Desde 2022 que a empresa colabora com a Ucrânia, para cujo governo transferiu um satélite e concedeu acesso ao resto da sua constelação. Nesse mesmo ano, um responsável russo alertou que os satélites civis que apoiam as forças armadas ucranianas são alvos legítimos. A Iceye não confirmou publicamente quem são os clientes do X36, embora exista a crença generalizada de que está a prestar apoio à Ucrânia. </p><p>A <strong>Rússia não explicou a missão do Kosmos-2612</strong>, e a LeoLabs esclarece que o que foi observado demonstra capacidades que poderiam ser utilizadas para recolher informações, inspecionar outro satélite ou enviar um sinal de pressão, <strong>mas não estabelece uma intenção hostil</strong>.</p><h2>O custo de se deslocar em órbita e o que acontece se algo correr mal.</h2><p>A<strong> alteração dos planos orbitais, mesmo que ligeiramente, consome muito combustível</strong>, razão pela qual os analistas atribuem tanta importância a estas manobras. De acordo com a LeoLabs, tais ações exigem planeamento, manobrabilidade, navegação precisa e uma quantidade significativa de combustível. Michael Traut, chefe do Comando Espacial Alemão, alertou que, mesmo sem um ataque direto, este tipo de operações pode ameaçar as constelações comerciais, uma vez que obriga os satélites a reajustar as suas órbitas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782068" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/alerta-espacial-satelite-privado-enviado-para-resgatar-o-telescopio-swift-da-nasa-esta-girando-sem-controle.html" title="Alerta espacial: satélite privado enviado para resgatar o telescópio Swift da NASA está a girar sem controlo">Alerta espacial: satélite privado enviado para resgatar o telescópio Swift da NASA está a girar sem controlo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/alerta-espacial-satelite-privado-enviado-para-resgatar-o-telescopio-swift-da-nasa-esta-girando-sem-controle.html" title="Alerta espacial: satélite privado enviado para resgatar o telescópio Swift da NASA está a girar sem controlo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alarma-espacial-el-satelite-privado-enviado-a-rescatar-el-telescopio-swift-de-la-nasa-gira-sin-control-1785720455757_320.jpg" alt="Alerta espacial: satélite privado enviado para resgatar o telescópio Swift da NASA está a girar sem controlo"></a></article></aside><p>Outro risco são os detritos espaciais. Em 2007, a China testou um míssil antissatélite a uma altitude de 865 quilómetros, deixando uma nuvem de fragmentos numa área sobrevoada por 1.866 dos 2.792 satélites lançados pela humanidade até então. Os Estados Unidos tinham suspendido os seus próprios testes na década de 1980 por um motivo semelhante. Além disso, o quadro legal apresenta áreas cinzentas, dado que <strong>o Tratado do Espaço Exterior de 1967 proíbe a colocação de armas de destruição maciça em órbita</strong>, mas não estabelece uma proibição geral das armas convencionais.</p><p>Há um mês, o secretário da Força Aérea norte-americana, Troy Meink, reconheceu publicamente que<strong> o seu país tem armas de controlo espacial em órbita</strong>, segundo o jornal El País. Não especificou que sistemas são estes.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-satelite-russo-perseguiu-durante-dias-um-satelite-norte-americano-a-27-000-km-h-o-que-se-sabe-sobre-a-manobra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Morangueiro: o mês de plantar e os erros que comprometem a colheita]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/morangueiro-o-mes-de-plantar-e-os-erros-que-comprometem-a-colheita.html</link><pubDate>Sat, 24 Oct 2026 08:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A planta de morangueiro chega sem uma folha e com ar de raiz seca. O que acontece nos dez minutos seguintes, e sobretudo a profundidade a que fica, decide a colheita da primavera.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/morangueiro-o-mes-de-plantar-e-os-erros-que-comprometem-a-colheita-1792661557414.png" data-image="mujpt1aefszd"><figcaption>Morangueiro de raiz nua a ser plantado, com a coroa a ficar exactamente ao nível do solo.</figcaption></figure><p>O terreno já devia estar preparado desde o verão, e agora chega a parte que parece a mais simples de todas: abrir um buraco e pôr lá a planta.</p><p>Só que é precisamente aqui que se perde a maior parte das <strong>colheitas de morango</strong>, e quase sempre por causa de poucos milímetros.</p><h2>Tudo se decide na altura a que fica a coroa</h2><p>Quando se olha para a planta que chega, vê-se um feixe de raízes e, no topo, um engrossamento curto de onde vão sair as folhas. É aí que está o que decide a plantação inteira.</p><p><strong>Essa zona engrossada entre as raízes e as folhas chama-se coroa.</strong> É a parte viva do morangueiro, aquela de onde nascem todos os rebentos, e a única que não pode ser enterrada nem deixada ao ar. Tem de ficar exactamente ao nível do solo.</p><p><strong>Enterrada, a coroa apodrece nas primeiras semanas de chuva e a planta morre sem nunca chegar a arrancar.</strong> Demasiado alta, as raízes ficam expostas, secam ao primeiro vento e a planta definha.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A diferença entre um morangueiro que vinga e um que apodrece é de poucos milímetros, e está na altura a que fica a coroa.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Vale a pena plantar com calma e verificar planta a planta, porque é um gesto que não se corrige depois.</p><h2>Da caixa para a terra, no mesmo dia</h2><p>A planta chega dormente e sem folhas, e é normal duvidar que esteja viva. Está, mas tem pressa. E tem um nome próprio, que aparece nos catálogos e nas etiquetas dos viveiros.</p><div class="texto-destacado">Planta frigo-Planta de morangueiro arrancada do viveiro em repouso vegetativo, limpa das folhas e conservada em câmara frigorífica, a cerca de um a dois graus negativos, até ao momento da venda. Chega sem folhas e com aspecto de raiz seca, mas está viva e carregada de reservas, e arranca com vigor assim que encontra terra húmida.</div><p>Ao lado desta aparece também a planta fresca, arrancada no viveiro e vendida de imediato, ainda com algumas folhas e com a raiz em actividade. Serve igualmente para plantar nesta altura, e tudo o que se segue vale para as duas.</p><p>Se as raízes forem muito compridas, apare-as até cerca de dez centímetros, para caberem direitas no buraco. Raízes dobradas para cima dentro da cova são outro erro frequente e dão plantas fracas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/morangueiro-o-mes-de-plantar-e-os-erros-que-comprometem-a-colheita-1792661785792.png" data-image="9qqo7637dun9"><figcaption>Morangueiro enterrado em terra solta, com cuidado para a coroa não ficar coberta</figcaption></figure><p><strong>Mergulhe as raízes em água durante quinze a trinta minutos antes de plantar, e não mais do que isso</strong>. O que se pretende é rehidratar, não afogar.</p><p>E, acima de tudo, não deixe as plantas ao sol enquanto trabalha. As raízes secam em minutos. Mantenha-as tapadas com um pano húmido e tire uma de cada vez.</p><p>Os erros desta fase repetem-se todos os anos e são sempre os mesmos. A tabela seguinte reúne os mais comuns, com o que provocam e como se evitam.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Erro</p></th><th scope="col"><p>O que acontece</p></th><th scope="col"><p>Como evitar</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Coroa enterrada</p></td><td><p>Apodrece com as chuvas de inverno</p></td><td><p>Deixar ao nível exacto do solo</p></td></tr><tr><td><p>Coroa alta de mais</p></td><td><p>Raízes expostas que secam</p></td><td><p>Chegar terra até à base da coroa</p></td></tr><tr><td><p>Raízes dobradas na cova</p></td><td><p>Planta fraca e produção baixa</p></td><td><p>Aparar a dez centímetros e pôr a direito</p></td></tr><tr><td><p>Raízes ao sol antes de plantar</p></td><td><p>Morte em poucos dias</p></td><td><p>Tapar com pano húmido e plantar uma a uma</p></td></tr><tr><td><p>Plantas apertadas</p></td><td><p>Pouco ar, mais doenças, fruto pequeno</p></td><td><p>Trinta a trinta e cinco centímetros entre plantas</p></td></tr><tr><td><p>Estrume fresco na cova</p></td><td><p>Apodrecimento da coroa e das raízes</p></td><td><p>Composto curtido, aplicado no verão</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Erros mais frequentes na plantação de morangueiro de outono, com a consequência habitual e a forma de os evitar. As distâncias indicadas referem-se a plantação em camalhão com duas linhas. Fonte: elaboração própria.</td></tr></tbody></table><h2>Depois de plantar, três semanas de atenção</h2><p><strong>A planta não tem folhas para transpirar,</strong> mas tem de criar raiz nova, e para isso precisa de terra húmida de forma constante.</p><p>Regue logo a seguir à plantação, mesmo que o solo pareça húmido, para assentar a terra à volta das raízes e eliminar bolsas de ar. Depois mantenha a humidade sem encharcar, durante as primeiras três a quatro semanas.</p><p>É também a altura de cobrir. Um plástico preto aquece o solo, abafa as infestantes e mantém o fruto limpo na primavera. Uma camada de palha faz quase o mesmo e é mais barata, embora exija reposição.</p><h2>Onde plantar, e quando em cada região</h2><p>O morangueiro quer sol pleno, solo bem drenado e, sobretudo, terra onde não tenha estado morangueiro, tomate, batata ou pimento nos últimos anos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="701121" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conheca-os-beneficios-do-morango-um-dos-frutos-primaveris-preferido-dos-portugueses.html" title="Conheça os benefícios do morango, um dos frutos primaveris preferido dos portugueses">Conheça os benefícios do morango, um dos frutos primaveris preferido dos portugueses</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conheca-os-beneficios-do-morango-um-dos-frutos-primaveris-preferido-dos-portugueses.html" title="Conheça os benefícios do morango, um dos frutos primaveris preferido dos portugueses"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/conheca-os-beneficios-do-morango-um-dos-frutos-primaveris-preferido-dos-portugueses-1741811206099_320.jpg" alt="Conheça os benefícios do morango, um dos frutos primaveris preferido dos portugueses"></a></article></aside><p>Em Odemira e no sul, a janela de plantação estende-se confortavelmente por novembro. Em Leiria e no centro litoral, outubro e a primeira metade de novembro são o melhor período. Em Braga e no interior norte, convém não passar muito de outubro, porque a planta precisa de tempo para enraizar antes de o solo arrefecer.</p><h2>Os estolhos, que são o erro silencioso</h2><p>Fica para o fim aquele que não dá problema nenhum agora e tira metade da produção depois.</p><p>Chega a primavera e o morangueiro começa a mandar para fora uns caules compridos, que se espalham pelo chão em todas as direcções. Parece vigor da planta, e em parte é, mas tem um custo que se paga na colheita.</p><div class="texto-destacado">Estolho-Caule rastejante que o morangueiro emite a partir da coroa e que enraíza nos nós, dando origem a uma planta nova geneticamente igual à planta mãe. É a forma de multiplicação vegetativa da espécie, e cada estolho é alimentado com reservas que de outro modo iriam para o fruto.</div><p><strong>No primeiro ano, corte-os todos assim que aparecerem.</strong> A planta concentra tudo na coroa e nos frutos, e a diferença na colheita é visível.</p><p>No segundo ano é que se inverte a estratégia. Aí, deixe enraizar alguns estolhos das plantas mais saudáveis e mais produtivas, porque é com eles que vai renovar o morangal. Um morangueiro produz bem durante dois ou três anos e depois cai de rendimento, por isso convém ter sempre plantas novas a caminho.</p><p>Para escolher o dia, veja a previsão da sua zona. Plante com a terra húmida mas trabalhável, de preferência alguns dias depois de chuva, e evite os dias de vento, que secam as raízes expostas muito mais depressa do que o sol.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/morangueiro-o-mes-de-plantar-e-os-erros-que-comprometem-a-colheita.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Amazónia emite 1,17 mil milhões de toneladas de carbono a mais por ano, diz estudo na Nature]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/amazonia-emite-1-17-bilhao-de-toneladas-de-carbono-a-mais-por-ano-diz-estudo-na-nature.html</link><pubDate>Sat, 24 Oct 2026 07:05:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>As medições atmosféricas realizadas ao longo de quinze anos comprovaram que a queima da biomassa florestal superou amplamente a retenção de gases poluentes efetuada pelas árvores vivas. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/amazonia-emite-1-17-bilhao-de-toneladas-de-carbono-a-mais-por-ano-diz-estudo-1792673344988.jpg" data-image="qgeq2r7nl6zv" alt="Seca e desflorestação reduziram em 20% as chuvas na Amazónia. Foto: Christian Braga/ Greenpeace" title="Seca e desflorestação reduziram em 20% as chuvas na Amazónia. Foto: Christian Braga/ Greenpeace"><figcaption>Seca e desflorestação reduziram em 20% as chuvas na Amazónia. Foto: Christian Braga/ Greenpeace</figcaption></figure><p><strong>A Amazónia libertou para a atmosfera uma média anual de 1,17 mil milhões de toneladas de dióxido de carbono</strong> a mais do que conseguiu absorver entre 2010 e 2024. Historicamente reconhecida como um regulador do clima global, a vegetação passou a operar em desequilíbrio contínuo decorrente da pressão antrópica sobre este ecossistema.</p><p>Os incêndios florestais figuram como o fator central desta mudança expressiva de dinâmica ambiental. Enquanto a taxa média de absorção da mata ficou em cerca de 300 milhões de toneladas por ano, <strong>as queimadas lançaram aproximadamente 1,47 mil milhões de toneladas anuais de gases poluentes no ar</strong>.</p><h2>O impacto das queimadas e do clima extremo no bioma</h2><p>As análises científicas demonstraram que o avanço da desflorestação e os períodos de seca prolongada intensificaram a perda funcional da cobertura vegetal. Em cenários marcados por forte stress climático associado ao El Niño, <strong>a taxa anual de libertação líquida alcançou o recorde de 1,8 mil milhões de toneladas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/amazonia-emite-1-17-bilhao-de-toneladas-de-carbono-a-mais-por-ano-diz-estudo-1792673317512.jpg" data-image="i0wsafz0ax71" alt="Terra Indígena Paraná do Arauató, no Amazonas. Foto: Liam Cavalcante/Rede Amazónica" title="Terra Indígena Paraná do Arauató, no Amazonas. Foto: Liam Cavalcante/Rede Amazónica"><figcaption>Terra Indígena Paraná do Arauató, no Amazonas. Foto: Liam Cavalcante/Rede Amazónica</figcaption></figure><p>Além da elevação nas emissões, <strong>os registos de focos de calor nos primeiros dez meses de 2026 superaram 41.300 ocorrências</strong>, aproximando-se do total de 43.130 apurado ao longo de 2025. Esta densa camada de fumo resultou no encerramento de escolas e na sobrecarga de unidades médicas na região de Manaus.</p><div class="texto-destacado">O levantamento realizado através de monitorizações aéreas em quatro regiões do bioma indicou que as queimadas anularam a neutralidade ecológica da floresta. Sem esta compensação natural, as emissões brutas decorrentes do fogo tornaram-se o elemento definitivo para consolidar o saldo desfavorável na atmosfera.</div><p>"<strong>A principal mensagem da pesquisa é chocante:</strong> <strong>o problema da Amazónia é a ação humana</strong>. Estamos a perder a floresta porque o modelo de desenvolvimento da região tem sido baseado na destruição. Precisamos de políticas públicas que valorizem a floresta em pé", apontam investigadores do <a href="https://www.gov.br/inpe/pt-br" target="_blank">INPE</a>, responsáveis pelo estudo publicado na <a href="https://www.nature.com/" target="_blank">Nature</a>.</p><h2>Alterações térmicas e o risco do ponto de não retorno</h2><p>O histórico dos últimos 46 anos revelou alterações profundas no regime de chuvas e nos registros térmicos da floresta. Durante o ápice da seca, entre agosto e outubro, <strong>a redução na precipitação atingiu 20%, à medida que a temperatura média no mesmo período subiu 1,81 °C</strong>.</p><div class="texto-destacado">Estas transformações alimentam um ciclo contínuo de vulnerabilidade, no qual o ar excessivamente seco favorece novos focos de fogo. Consequentemente, as áreas remanescentes sofrem degradação progressiva, reduzindo o ritmo da fotossíntese natural e ampliando o volume de biomassa vegetal decomposta.</div><p>Mesmo sob a ação atenuante de fenómenos húmidos como o La Niña, o balanço de carbono manteve-se deficitário devido à intensidade da destruição. <strong>Os cientistas apontam que a vegetação sobrevivente enfrenta um stress severo</strong>, perdendo a capacidade de regeneração face a eventos extremos recorrentes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781236" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-deserto-que-alimenta-a-selva-como-o-saara-mantem-a-amazonia-viva.html" title="O deserto que alimenta a selva: Como o Saara mantém a Amazónia viva">O deserto que alimenta a selva: Como o Saara mantém a Amazónia viva</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-deserto-que-alimenta-a-selva-como-o-saara-mantem-a-amazonia-viva.html" title="O deserto que alimenta a selva: Como o Saara mantém a Amazónia viva"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-deserto-que-alimenta-a-selva-como-o-saara-mantem-a-amazonia-viva-1785409165521_320.png" alt="O deserto que alimenta a selva: Como o Saara mantém a Amazónia viva"></a></article></aside><p>A conservação da integridade ecológica depende agora de metas imediatas voltadas à contenção do fogo, à deflorestação zero e à restauração florestal. Estas ações conjuntas<strong> são necessárias para evitar a conversão definitiva do bioma</strong> <strong>n</strong><strong>uma vegetação empobrecida</strong> e incapaz de sustentar a sua rica biodiversidade.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Luciana%20Constantino" data-year="2026" data-title="Fogo%20e%20desmatamento%20transformam%20Amaz%C3%B4nia%20em%20fonte%20de%20carbono%20para%20a%20atmosfera" data-url="https%3A%2F%2Fagencia.fapesp.br%2Ffogo-e-desmatamento-transformam-amazonia-em-fonte-de-carbono-para-a-atmosfera%2F59446">Luciana Constantino. (2026). <a href="https://agencia.fapesp.br/fogo-e-desmatamento-transformam-amazonia-em-fonte-de-carbono-para-a-atmosfera/59446" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Fogo e desmatamento transformam Amazônia em fonte de carbono para a atmosfera</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/amazonia-emite-1-17-bilhao-de-toneladas-de-carbono-a-mais-por-ano-diz-estudo-na-nature.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temperaturas sobem até 5 °C em Portugal na segunda-feira: ECMWF prevê valores até 6 °C acima do normal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-sobem-ate-5-c-em-portugal-na-segunda-feira-ecmwf-preve-valores-ate-6-c-acima-do-normal.html</link><pubDate>Sat, 24 Oct 2026 06:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O início da semana deverá trazer uma subida das temperaturas a várias regiões de Portugal continental. O ECMWF prevê até 27 °C no Alentejo e anomalias positivas expressivas no interior.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbqtew2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbqtew2.jpg" id="xbqtew2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Segundo as previsões mais recentes do modelo europeu (ECMWF), <strong>segunda-feira, 26 de outubro, deverá trazer uma subida das temperaturas a várias regiões de Portugal continental</strong>, com maior expressão em algumas localidades do Norte, Centro e Alentejo.</p><p>O aquecimento será acompanhado por anomalias térmicas positivas, embora nem todas as regiões apresentem a mesma evolução.</p><h2>Domingo antecipa temperaturas mais amenas</h2><p>Durante a tarde de domingo, 25, o ECMWF prevê temperaturas próximas de 18 °C em Braga e no Porto, 20 °C em Viseu, 23 °C em Lisboa e Évora e 24 °C em Santarém e Beja.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-sobem-ate-5-c-em-portugal-na-segunda-feira-ecmwf-preve-valores-ate-6-c-acima-do-normal-1792784860404.jpg" data-image="1wa6xk37xqww" alt="Domingo antecipa temperaturas amenas em várias regiões" title="Domingo antecipa temperaturas amenas em várias regiões"><figcaption>Previsão do ECMWF para a tarde de domingo, com temperaturas próximas de 23 °C em Lisboa e Évora e 24 °C em Beja.</figcaption></figure><p>Estes valores permitem comparar a <strong>evolução das temperaturas no dia seguinte</strong>, que deverá ser marcada por subidas em várias regiões, mas também por algumas exceções. As anomalias já serão positivas em várias regiões, atingindo cerca de 4 °C no interior Centro.</p><h2>Segunda-feira poderá trazer subidas até 5 °C</h2><p><strong>Na tarde de segunda-feira, o aquecimento deverá tornar-se mais evidente</strong>, sobretudo em algumas áreas do Norte e do interior.</p><p>Às 15h, o modelo aponta para aproximadamente 23 °C em Braga e Viseu, 24 °C em Coimbra e Castelo Branco, 26 °C em Santarém e Évora e 27 °C em Beja.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-sobem-ate-5-c-em-portugal-na-segunda-feira-ecmwf-preve-valores-ate-6-c-acima-do-normal-1792790358700.jpg" data-image="uplci2vs24jq" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>O modelo europeu prevê uma subida das temperaturas em várias regiões, com cerca de 26 °C em Santarém e Évora e 27 °C em Beja.</figcaption></figure><p>Comparativamente a domingo, Braga poderá registar mais 5 °C, enquanto Coimbra, Viseu, Évora e Beja deverão apresentar subidas próximas de 3 °C. <strong>A evolução não será uniforme:</strong> Lisboa poderá descer de 23 °C para cerca de 21 °C.</p><h2>Anomalias térmicas poderão atingir 6 °C</h2><p>Além da subida efetiva das temperaturas, o ECMWF prevê desvios positivos relativamente aos valores habituais para a época.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-sobem-ate-5-c-em-portugal-na-segunda-feira-ecmwf-preve-valores-ate-6-c-acima-do-normal-1792784964269.jpg" data-image="igksidc3k2xf" alt="Interior poderá registar anomalias positivas até 6 °C" title="Interior poderá registar anomalias positivas até 6 °C"><figcaption>Anomalias de temperatura previstas pelo ECMWF para segunda-feira, com desvios positivos mais expressivos no interior e em várias regiões do Sul.</figcaption></figure><p>As anomalias poderão rondar <strong>5 a 6 °C em algumas áreas do interior</strong>, com valores próximos de +6 °C em Viseu e de +5 °C na Guarda, Santarém, Évora e Beja. Estes desvios não representam uma subida equivalente face ao dia anterior, mas sim a diferença relativamente à referência climatológica.</p><h2>Terça-feira: o aquecimento deverá perder intensidade?</h2><p>Na terça-feira, 27, o cenário poderá sofrer alterações, com temperaturas menos elevadas em várias regiões.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794823" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/fim-de-semana-de-contrastes-em-portugal-continental-norte-manter-se-a-abaixo-dos-20-c.html" title="Fim de semana de contrastes em Portugal Continental: Norte manter-se-á abaixo dos 20 ºC">Fim de semana de contrastes em Portugal Continental: Norte manter-se-á abaixo dos 20 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/fim-de-semana-de-contrastes-em-portugal-continental-norte-manter-se-a-abaixo-dos-20-c.html" title="Fim de semana de contrastes em Portugal Continental: Norte manter-se-á abaixo dos 20 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-de-contrastes-em-portugal-continental-norte-manter-se-a-abaixo-dos-20-c-1792759479939_320.jpg" alt="Fim de semana de contrastes em Portugal Continental: Norte manter-se-á abaixo dos 20 ºC"></a></article></aside><p>O modelo prevê cerca de 19 °C em Braga, 20 °C em Castelo Branco, 22 °C em Coimbra e Beja e 23 °C em Lisboa. As anomalias deverão enfraquecer em diversas localidades, sugerindo que <strong>o aquecimento mais expressivo poderá concentrar-se na segunda-feira</strong>. A previsão permanece sujeita a atualizações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-sobem-ate-5-c-em-portugal-na-segunda-feira-ecmwf-preve-valores-ate-6-c-acima-do-normal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Será que a Antártida, neste século, irá ganhar mais gelo do que aquele que irá perder? ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/sera-que-a-antartida-neste-seculo-ira-ganhar-mais-gelo-do-que-aquele-que-ira-perder.html</link><pubDate>Sat, 24 Oct 2026 05:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A subida do nível do mar é um dos sinais mais visíveis das alterações climáticas e a Antártida contém gelo suficiente para elevar o nível global do mar em cerca de 58 metros.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sera-que-a-antartida-neste-seculo-ira-ganhar-mais-gelo-do-que-aquele-que-ira-perder-1792279398185.jpg" data-image="n7xc1xm0qm3e" alt="Antártida" title="Antártida"><figcaption>Atendendo às alterações climáticas, a Antártida está a aquecer, tendo sido registado o seu recorde oficial de temperatura máxima, 18,3 oC, em fevereiro de 2020. </figcaption></figure><p>No entanto os cientistas divergem sobre uma questão fundamental: será que a Antártida ganhará mais gelo do que aquele que perderá neste século, ou perderá mais gelo do que aquele que ganhará?</p><h2>Antártida e a subida do nível do mar</h2><p>Ao falar-se de subida do nível do mar há que ter em conta, particularmente, a Antártida, atendendo que a perda de gelo deste continente gelado irá influenciar, e muito, o nível do mar.</p><p><strong>A Antártida detém a maior reserva de água doce congelada do mundo</strong>. A sua enorme camada de gelo repousa sobre a terra e, quando este gelo se desloca para o oceano, adiciona água e eleva o nível do mar. As plataformas flutuantes de gelo ao longo das margens do continente ajudam a conter os glaciares atrás delas, funcionando como uma espécie de travão.</p><p>No entanto, estes travões podem enfraquecer com o aquecimento do clima. A água mais quente do oceano derrete as plataformas de gelo por baixo, tornando-as mais finas. À medida que as plataformas enfraquecem ou se fragmentam, os glaciares podem fluir mais rapidamente para o mar. A facilidade com que o gelo desliza sobre o solo que se encontra por baixo dele também influencia o ritmo desta perda.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766698" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-revela-que-o-calor-das-profundezas-oceanicas-esta-a-aproximar-se-da-antartida.html" title="Estudo revela que o calor das profundezas oceânicas está a aproximar-se da Antártida">Estudo revela que o calor das profundezas oceânicas está a aproximar-se da Antártida</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-revela-que-o-calor-das-profundezas-oceanicas-esta-a-aproximar-se-da-antartida.html" title="Estudo revela que o calor das profundezas oceânicas está a aproximar-se da Antártida"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-revela-que-o-calor-das-profundezas-oceanicas-esta-a-aproximar-se-da-antartida-1777632727061_320.jpg" alt="Estudo revela que o calor das profundezas oceânicas está a aproximar-se da Antártida"></a></article></aside><p>Atualmente, cerca de <strong>1 bilião de pessoas vive em zonas costeiras e aproximadamente 100 milhões vivem a menos de 1 metro do nível do mar</strong>, estando altamente expostas a inundações costeiras.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sera-que-a-antartida-neste-seculo-ira-ganhar-mais-gelo-do-que-aquele-que-ira-perder-1792279575568.jpg" data-image="dmt02yejq3i1" alt="Região costeira" title="Região costeira"><figcaption>Com a subida do nível do mar, milhões de pessoas serão afetadas</figcaption></figure><p>Num novo estudo desenvolvido por uma equipa internacional de cientista, publicado na revista científica Nature Geoscience, foram analisados centenas de milhares de futuros possíveis e o impacto de cada um na camada de gelo da Antártida.</p><div class="texto-destacado">O estudo detalha a drástica redução contínua da camada de gelo da Antártida, a subida esperada do nível do mar e as medidas que a humanidade pode tomar para abrandar o progresso de ambos.</div><p>A equipa de investigação utilizou simulações detalhadas baseadas em aprendizagem automática, um subconjunto da inteligência artificial, para estimar os resultados de diferentes medidas de prevenção de emissões em comparação com os níveis atuais.</p><p><strong>Uma das grandes inovações deste estudo foi a utilização da ferramenta de aprendizagem automática</strong>, que aprende as relações entre as suposições nestas simulações e os seus resultados. Ela pôde, então, estimar os resultados muito mais rapidamente do que os modelos originais, permitindo aos investigadores explorar possibilidades que, de outra forma, seriam demasiado dispendiosas para testar em detalhe e exigiria enormes recursos computacionais.</p><p><strong>O modelo de aprendizagem automática, utilizado neste estudo realiza numa fração de segundo o que os modelos originais demoravam dias</strong>, prevendo a alteração do nível do mar com precisão semelhante.</p><div class="texto-destacado">De acordo com o estudo, a Antártida deverá continuar a perder grandes porções das camadas de gelo até ao ano 2100, mesmo que sejam implementados planos ambiciosos de redução de emissões.</div><p>Considera-se como um plano ambicioso, a redução de emissões de forma a que o aquecimento global fique limitado a 1,5 <sup>o</sup>C acima dos níveis pré-industriais, que é a meta mais ambiciosa do Acordo de Paris sobre o clima, assinado em 2015.</p><div class="texto-destacado">Caso as atuais taxas de emissão de gases de efeito de estufa se mantenham o estudo prevê uma subida do nível do mar entre os 15 e os 25 centímetros devido apenas ao gelo da Antártida, excluindo a água do degelo da Gronelândia e dos glaciares de montanha, bem como a expansão da água do mar à medida que aquece.</div><p>No entanto, a equipa descobriu, com uma probabilidade de pelo menos 89%, <strong>que a meta de baixas emissões mais ambiciosa, resultaria em menos perda de gelo na Antártida até ao final do século do que um cenário com emissões mais elevadas.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sera-que-a-antartida-neste-seculo-ira-ganhar-mais-gelo-do-que-aquele-que-ira-perder-1792279858006.jpg" data-image="3bkc6paimm9r" alt="Emissões" title="Emissões"><figcaption>Se se quer proteger as populações que vivem em regiões costeiras, é urgente reduzir as emissões de CO2.</figcaption></figure><p>O estudo mostra que, no futuro, se as emissões forem mais elevadas podem desencadear uma série de mudanças que aceleram o movimento do gelo antártico em direção ao oceano.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Cada tonelada de gás com efeito de estufa que se adiciona à atmosfera piora a situação, e o efeito dura centenas de anos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Os investigadores descobriram que é muito improvável que a queda de neve adicional num clima mais quente substitua todo o gelo que a Antártida perde.</strong> A sua resposta às alterações climáticas desenrola-se lentamente, o que significa que as consequências das emissões atuais podem persistir muito tempo depois de entrarem na atmosfera.</p><p>Os autores do estudo alertam que alguns processos estão ausentes das simulações atuais, pelo que o modelo de aprendizagem automática, utilizado no estudo, não consegue aprender sobre eles. Por exemplo, como o gelo racha e se quebra, e como os rios e lagos sob a camada de gelo mudam ao longo do tempo. Qualquer um destes fatores poderá alterar a compreensão da rapidez com que o gelo da Antártida chega ao mar e se as comunidades costeiras têm tempo suficiente para se adaptarem.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Lin%2C%20Y.%2C%20Zhang%2C%20X.%20et%20al." data-year="2026" data-title="Committed%20Antarctic%20Ice%20Sheet%20mass%20loss%20by%20the%20end%20of%20the%20twenty-first%20century" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1038%2Fs41561-026-02102-1">Lin, Y., Zhang, X. et al.. (2026). <a href="https://doi.org/10.1038/s41561-026-02102-1" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Committed Antarctic Ice Sheet mass loss by the end of the twenty-first century</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/sera-que-a-antartida-neste-seculo-ira-ganhar-mais-gelo-do-que-aquele-que-ira-perder.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item></channel></rss>