<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Mon, 12 Oct 2026 19:40:17 +0000</lastBuildDate><pubDate>Mon, 12 Oct 2026 19:40:17 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA["Entre amanhã e sábado, Lisboa terá temperaturas superiores a 26 ºC": Joana Campos conta-lhe o que virá depois]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-amanha-e-sabado-lisboa-tera-temperaturas-superiores-a-26-c-joana-campos-conta-lhe-o-que-vira-depois.html</link><pubDate>Mon, 12 Oct 2026 16:08:42 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Esta semana poderá contar com temperaturas acima da média em praticamente toda a geografia continental. A cidade de Lisboa deverá registar valores entre os 26 ºC e os 30 ºC nos próximos dias.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbm50su"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbm50su.jpg" id="xbm50su"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O dia de hoje contou com uma temperatura máxima na ordem dos 24 ºC na cidade de Lisboa, de acordo com a previsão do ECMWF. Este valor representa uma <strong>pequena anomalia térmica positiva de 2 ºC</strong>, ou seja, de acordo com a normal climatológica de referência, a temperatura máxima que seria considerada "normal" seria de 22 ºC. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.´</div><p>No entanto, e tendo em conta o mesmo modelo de previsão, é esperada uma subida nos próximos dias, que poderá levar os termómetros a registarem <strong>temperaturas máximas entre os 26 ºC e os 30 ºC</strong>, sendo esperadas anomalias positivas até 7 ºC.</p><h2>Até sexta-feira os termómetros poderão alcançar os 30 ºC</h2><p>As temperaturas<strong> vão subir em todo o continente</strong>, tal como temos vindo a avançar noutras previsões. As regiões Centro e Sul poderão registar valores mais persistentes e elevados face ao Norte do país. Mas falemos acerca <strong>do que se prevê para Lisboa </strong>nos póximos dias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-amanha-e-sabado-lisboa-tera-temperaturas-superiores-a-26-c-joana-campos-conta-lhe-o-que-vira-depois-1791819441497.jpg" data-image="9gp30kmkutyn" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>A cidade de Lisboa poderá registar temperaturas máximas entre os 26 ºC e os 30 ºC entre amanhã, terça-feira, e sábado.</figcaption></figure><p>Tal como acima mencionado, <strong>Lisboa poderá atingir os 30 ºC em pleno mês de outubro, já na próxima sexta-feira</strong>, dia 16. Valor este que poderá representar uma anomalia térmica positiva de 7 ºC, face aos valores considerados normais para a época, tendo como referência a normal climatológica de 1990-2020.</p><p>Até lá, esperam-se 26 ºC já amanhã, terça-feira, e uma nova subida nos dias seguintes, onde <strong>na quarta e na quinta-feira os termómetros deverão alcançar os 29 ºC</strong>. Após os possíveis 30 ºC previstos para sexta, no <strong>sábado</strong> poderá dar-se uma <strong>descida das temperaturas, sendo esperada uma máxima de 26 ºC</strong> para esse dia.</p><h2>E a seguir? O que virá?</h2><p>Ainda que faltem alguns dias e que, por esse motivo, a confiança desta previsão diminua, o <strong>ECMWF prevê que a próxima semana traga valores mais contidos de temperatura a todo o continente português</strong>. Assim, Lisboa também poderá contar com temperaturas mais baixas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793043" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-valores-ate-33-c-e-chuva-a-vista-eis-a-previsao-para-os-proximos-dias.html" title="Tempo em Portugal esta semana: valores até 33 ºC e chuva 'à vista'; eis a previsão para os próximos dias">Tempo em Portugal esta semana: valores até 33 ºC e chuva "à vista"; eis a previsão para os próximos dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-valores-ate-33-c-e-chuva-a-vista-eis-a-previsao-para-os-proximos-dias.html" title="Tempo em Portugal esta semana: valores até 33 ºC e chuva 'à vista'; eis a previsão para os próximos dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-esta-semana-anticiclone-favorece-dias-soalheiros-e-calor-mas-a-chuva-pode-regressar-na-quinta-feira-1791801410175_320.png" alt="Tempo em Portugal esta semana: valores até 33 ºC e chuva 'à vista'; eis a previsão para os próximos dias"></a></article></aside><p>Além disso, e segundo o que conseguimos observar, é <strong>esperada a chegada da chuva na quarta-feira, dia 21, que deverá afetar a capital e contribuir para uma nova descida térmica</strong>. No entanto, frisamos que esta previsão conta com uma <strong>margem de erro maior</strong>, devido à distância temporal, e aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-amanha-e-sabado-lisboa-tera-temperaturas-superiores-a-26-c-joana-campos-conta-lhe-o-que-vira-depois.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bruxelas aperta o cerco a Portugal: morre um golfinho por dia nas redes de pesca e o caso pode acabar no tribunal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/bruxelas-aperta-o-cerco-a-portugal-morre-um-golfinho-por-dia-nas-redes-de-pesca-e-o-caso-pode-acabar-no-tribunal.html</link><pubDate>Mon, 12 Oct 2026 14:22:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O país tem dois meses para demonstrar que consegue reduzir a mortalidade de espécies protegidas causada por capturas acidentais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/bruxelas-aperta-o-cerco-a-portugal-morre-um-golfinho-por-dia-nas-redes-de-pesca-e-o-caso-pode-acabar-no-tribunal-1791807972940.jpg" data-image="yvwhodawb4w4" alt="Golfinho no mar" title="Golfinho no mar"><figcaption>Bruxelas considera que Portugal ainda tem falhas na proteção de golfinhos e outros cetáceos. Foto: FlowerPower385/Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Portugal entrou numa nova fase do processo de infração aberto pela Comissão Europeia por não conseguir impedir eficazmente a <strong>captura acidental de golfinhos e outros cetáceos durante a pesca</strong>. Bruxelas considera insuficientes as medidas adotadas até agora e deu ao país dois meses para responder. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Sem uma resposta considerada adequada, o processo poderá seguir para o Tribunal de Justiça da União Europeia. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A decisão surge enquanto os dados científicos continuam a apontar para uma mortalidade preocupante nas águas portuguesas. Estimativas divulgadas pelo Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM), da Universidade de Aveiro, indicam que morre <strong>pelo menos um golfinho por dia</strong> devido à interação com artes de pesca. Os investigadores consideram o valor conservador porque parte dos animais morre no mar e não é contabilizada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bruxelas-aperta-o-cerco-a-portugal-morre-um-golfinho-por-dia-nas-redes-de-pesca-e-o-caso-pode-acabar-no-tribunal-1791808037643.jpg" data-image="jskn84h3shfo" alt="Barco de pesca" title="Barco de pesca"><figcaption>A proteção de espécies marítimas já conta com um plano de ação nacional para evitar as capturas acidentais, mas ainda não foi implementado. Foto: dimitrisvetsikas1969/Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>O processo arrasta-se desde novembro de 2023, quando a Comissão Europeia abriu o procedimento contra Portugal. Nessa altura, <strong>Bruxelas concluiu que Portugal não implementou um sistema eficaz</strong> para monitorizar as capturas acidentais nem tomou medidas suficientes para evitar impactos significativos sobre espécies protegidas. Entre elas estão o golfinho-comum, o roaz-corvineiro e o boto. </p><h2>Um problema conhecido há anos</h2><p>As <strong>capturas acessórias</strong> ocorrem quando animais que não são alvo da atividade ficam presos nas artes de pesca. No caso dos cetáceos, as <strong>redes de emalhar </strong>estão entre os materiais identificados como particularmente problemáticos em Portugal.</p><div class="texto-destacado">Os animais podem morrer por afogamento ou sofrer ferimentos graves. Muitos cadáveres nunca são encontrados, o que dificulta a medição exata da mortalidade.</div><p>O <strong>boto</strong> é um dos casos mais preocupantes. Dados do projeto LIFE MarPro, citados no material de suporte ao processo, apontavam para uma <strong>taxa anual de captura</strong> de cerca de <strong>8,4% da população continental</strong> em meados da década passada. Para uma espécie protegida e com população reduzida, uma pressão desta dimensão pode ser particularmente grave.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="692037" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-que-acontece-quando-golfinhos-e-humanos-pescam-juntos-o-caso-unico-de-laguna-mostra-que-todos-ficam-a-ganhar.html" title="O que acontece quando golfinhos e humanos pescam juntos? O caso único de Laguna mostra que todos ficam a ganhar">O que acontece quando golfinhos e humanos pescam juntos? O caso único de Laguna mostra que todos ficam a ganhar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-que-acontece-quando-golfinhos-e-humanos-pescam-juntos-o-caso-unico-de-laguna-mostra-que-todos-ficam-a-ganhar.html" title="O que acontece quando golfinhos e humanos pescam juntos? O caso único de Laguna mostra que todos ficam a ganhar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-acontece-quando-golfinhos-e-humanos-pescam-juntos-o-caso-unico-de-laguna-mostra-que-todos-ficam-a-ganhar-1736791415075_320.jpg" alt="O que acontece quando golfinhos e humanos pescam juntos? O caso único de Laguna mostra que todos ficam a ganhar"></a></article></aside><p>A <strong>Diretiva Habitats</strong> obriga os Estados-membros a <strong>monitorizar as capturas e mortes acidentais</strong> <strong>de espécies estritamente protegidas</strong> e a garantir que estas não tenham impacto significativo nas populações. Também exige medidas adequadas para evitar perturbações nos sítios Natura 2000 destinados à sua conservação. </p><table><thead><tr><th>Cronologia</th><th>Processo de infração</th></tr></thead><tbody><tr><td>Novembro 2023</td><td>Comissão Europeia envia a Portugal uma carta de notificação</td></tr><tr><td>Outubro 2026</td><td>Bruxelas emite um parecer fundamentado</td></tr><tr><td>Dezembro 2026</td><td>Portugal deve responder e adotar medidas eficazes</td></tr><tr><td>Janeiro 2027</td><td>A Comissão poderá levar o caso ao Tribunal de Justiça da UE</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="2">Fonte: Comissão Europeia</td></tr></tbody></table><p><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></p><p>A nova decisão coincide com uma tentativa de Portugal de reforçar a resposta. O Governo preparou o <strong>Plano de Ação para a Minimização das Capturas Acidentais de Aves, Mamíferos e Répteis Marinhos</strong>, coordenado pela Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos.</p><p>O documento esteve em consulta pública, entre fevereiro e março de 2026, e a página oficial do processo identifica o plano como uma ferramenta destinada a responder às obrigações nacionais e europeias de proteção da biodiversidade marinha. Nesta fase, contudo, não apresenta ainda documentos de execução. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Entre as medidas propostas estão o reforço da monitorização das embarcações, através de observadores e sistemas eletrónicos, uma recolha mais sistemática de informação e o desenvolvimento de soluções destinadas a reduzir a interação entre artes de pesca e animais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Estão também previstas <strong>alterações técnicas às redes</strong>, <strong>dispositivos acústicos</strong> para afastar cetáceos e <strong>formação dirigida aos pescadores</strong>. O plano pode representar uma mudança importante, mas há uma diferença decisiva entre definir medidas e colocá-las em prática. É precisamente essa eficácia que Bruxelas considera insuficiente.</p><h2>O pescador não procura apanhar golfinhos</h2><p>As capturas acessórias não significam que os pescadores estejam deliberadamente a capturar animais protegidos. Os cetáceos ficam presos nas redes enquanto procuram alimento ou atravessam zonas de pesca. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A situação também representa um prejuízo económico para quem está no mar. O animal pode danificar a arte e o peixe que se encontra preso na rede pode ser perdido.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A solução, por isso, não passa por simplesmente responsabilizar os pescadores. Exige conhecer melhor onde e quando ocorrem as interações, <strong>adaptar as artes</strong>, <strong>testar equipamentos</strong> dissuasores e assegurar acompanhamento permanente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="745041" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/amizade-improvavel-orcas-e-golfinhos-revelam-cooperacao-inedita-em-cacadas-no-pacifico.html" title="‘Amizade improvável’: orcas e golfinhos revelam cooperação inédita em caçadas no Pacífico">‘Amizade improvável’: orcas e golfinhos revelam cooperação inédita em caçadas no Pacífico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/amizade-improvavel-orcas-e-golfinhos-revelam-cooperacao-inedita-em-cacadas-no-pacifico.html" title="‘Amizade improvável’: orcas e golfinhos revelam cooperação inédita em caçadas no Pacífico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/amizade-improvavel-orcas-e-golfinhos-revelam-cooperacao-inedita-em-cacadas-no-pacifico-1765992365408_320.jpg" alt="‘Amizade improvável’: orcas e golfinhos revelam cooperação inédita em caçadas no Pacífico"></a></article></aside><p>Esse é também um dos desafios identificados pela investigação portuguesa. Grande parte do conhecimento acumulado resulta de <strong>projetos científicos temporários</strong>, enquanto a monitorização contínua continua a apresentar lacunas.</p><h2>Dois meses para demonstrar eficácia</h2><p>Portugal tem o diagnóstico feito, conhece algumas das espécies mais afetadas e dispõe de um plano nacional com medidas concretas. O que <strong>Bruxelas diz agora é que isso ainda não chega</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bruxelas-aperta-o-cerco-a-portugal-morre-um-golfinho-por-dia-nas-redes-de-pesca-e-o-caso-pode-acabar-no-tribunal-1791808905574.jpg" data-image="m557yx7hnwo4" alt="Golfinho na rebentação da onda" title="Golfinho na rebentação da onda"><figcaption>Capturas acidentais matam pelo menos um golfinho por dia em Portugal continental, ameaçando espécies como o roaz-corvineiro e o golfinho-comum. Foto: PublicDomainImages/Pixabay</figcaption></figure><p>Enquanto o Governo prepara a implementação da <strong>nova estratégia</strong>, os dados disponíveis continuam a apontar para uma mortalidade diária que pode estar subestimada. E, no mar, cada animal que desaparece sem ser registado torna mais difícil perceber a verdadeira dimensão do fenómeno.</p><p>A Comissão Europeia deu dois meses para o país demonstrar que a resposta mudou. Mais do que uma questão jurídica, está em causa <strong>a capacidade de reduzir efetivamente uma das ameaças</strong> que continuam a pesar sobre os cetáceos nas águas nacionais.<superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp" style="visibility: visible !important; display: contents; --rem: 16;"></superhuman-go-underlines></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="CESAM" data-year="" data-title="Investiga%C3%A7%C3%A3o%20do%20CESAM%20destaca%20impacto%20das%20capturas%20acidentais%20na%20mortalidade%20de%20golfinhos%20em%20Portugal" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cesam-la.pt%2Finvestigacao-do-cesam-destaca-impacto-das-capturas-acidentais-na-mortalidade-de-golfinhos-em-portugal%2F">CESAM. <a href="https://www.cesam-la.pt/investigacao-do-cesam-destaca-impacto-das-capturas-acidentais-na-mortalidade-de-golfinhos-em-portugal/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Investigação do CESAM destaca impacto das capturas acidentais na mortalidade de golfinhos em Portugal</a>.</cite><br><cite data-author="Comiss%C3%A3o%20Europeia" data-year="" data-title="Diretiva%20Habitats" data-url="https%3A%2F%2Feur-lex.europa.eu%2Flegal-content%2FEN%2FTXT%2F%3Furi%3DCELEX%253A31992L0043">Comissão Europeia. <a href="https://eur-lex.europa.eu/legal-content/EN/TXT/?uri=CELEX%3A31992L0043" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Diretiva Habitats</a>.</cite><br><cite data-author="Comiss%C3%A3o%20Europeia" data-year="" data-title="Comiss%C3%A3o%20insta%20Portugal%20a%20monitorizar%20e%20prevenir%20as%20capturas%20acess%C3%B3rias%20de%20cet%C3%A1ceos%20nas%20atividades%20de%20pesca" data-url="https%3A%2F%2Feuropa.eu%2Fnewsroom%2Fecpc-failover%2Fpdf%2Finf-26-1760_pt.pdf">Comissão Europeia. <a href="https://europa.eu/newsroom/ecpc-failover/pdf/inf-26-1760_pt.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Comissão insta Portugal a monitorizar e prevenir as capturas acessórias de cetáceos nas atividades de pesca</a>.</cite><br><cite data-author="Projeto%20LIFE%20MarPro" data-year="" data-title="Conserva%C3%A7%C3%A3o%20de%20esp%C3%A9cies%20marinhas%20em%20Portugal" data-url="https%3A%2F%2Fwww.spea.pt%2Fwp-content%2Fuploads%2F2020%2F03%2F1_5.LIFE-Marpro-TECH_R_Final-2018_compressed.pdf">Projeto LIFE MarPro. <a href="https://www.spea.pt/wp-content/uploads/2020/03/1_5.LIFE-Marpro-TECH_R_Final-2018_compressed.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Conservação de espécies marinhas em Portugal</a>.</cite><br><cite data-author="Dire%C3%A7%C3%A3o%20Geral%20de%20Recursos%20Naturais%2C%20Seguran%C3%A7a%20e%20Servi%C3%A7os%20Mar%C3%ADtimos" data-year="" data-title="Plano%20de%20A%C3%A7%C3%A3o%20para%20Minimiza%C3%A7%C3%A3o%20das%20Capturas%20Acidentais%20de%20Aves%2C%20Mam%C3%ADferos%20e%20R%C3%A9pteis%20Marinhos" data-url="https%3A%2F%2Fparticipa.pt%2Fcontents%2Ffinalreport%2FRelatorio%2520de%2520Ponderacao_6695.pdf">Direção Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos. <a href="https://participa.pt/contents/finalreport/Relatorio%20de%20Ponderacao_6695.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Plano de Ação para Minimização das Capturas Acidentais de Aves, Mamíferos e Répteis Marinhos</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/bruxelas-aperta-o-cerco-a-portugal-morre-um-golfinho-por-dia-nas-redes-de-pesca-e-o-caso-pode-acabar-no-tribunal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo em Portugal esta semana: valores até 33 ºC e chuva "à vista"; eis a previsão para os próximos dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-valores-ate-33-c-e-chuva-a-vista-eis-a-previsao-para-os-proximos-dias.html</link><pubDate>Mon, 12 Oct 2026 13:21:40 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Para além da subida das temperaturas esperada e dos respetivos valores acima da média, há chuva à vista para Portugal Continental. Confira a previsão!</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/DdXNy2C1b7U/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=DdXNy2C1b7U" id="DdXNy2C1b7U"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Esta semana arranca estável, ainda que com a presença de alguma nebulosidade, <strong>especialmente nas horas da manhã</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Com o passar dos dias é <strong>expectável que estes se tornem mais soalheiros, especialmente até quarta-feira</strong>, 14, dia que também deve registar as temperaturas máximas mais elevadas da semana, com <strong>valores até 33 ºC no Ribatejo</strong>. Neste dia, nenhuma capital de distrito deverá registar máximas inferiores a 20 ºC e apenas as cidades costeiras deverão contar com valores na ordem deste, pois à medida que nos afastamos do mar, as temperaturas sobem de forma significativa.</p><h2>Anomalias térmicas positivas ganham força nos próximos dias</h2><p>Tendo em conta a subida mencionada acima, até quarta-feira espera-se também uma intensificação das anomalias térmicas positivas, onde os <strong>valores poderão ser de até 11 ºC acima da média</strong>. A capital distrital de Viseu poderá registar o maior desvio positivo do dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-esta-semana-anticiclone-favorece-dias-soalheiros-e-calor-mas-a-chuva-pode-regressar-na-quinta-feira-1791801426844.jpg" data-image="47uhh0241f0q" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Com temperaturas máximas esperadas na ordem dos 33 ºC, quarta-feira poderá ser o dia mais quente da semana, contando também com as anomalias mais pronunciadas, com desvios positivos de até 11 ºC.</figcaption></figure><p>Ainda que nos dias seguintes, até ao fim de semana, as anomalias persistam, espera-se que sejam menos pronunciadas, à medida que o tempo passa. No entanto, na <strong>quinta-feira as os valores anómalos ainda poderão atingir os 10 ºC</strong> em várias capitais de distrito e localmente, no Nordeste Transmontano, podem atingir novamente os 11 ºC. <strong>Entre sexta-feira e sábado poderemos denotar uma descida mais relevante dos valores anómalos</strong>, onde, ainda assim, estes podem ser de até 8 ºC em vários locais do Norte e Centro.</p><h2>Chuva à vista para Portugal Continental</h2><p>A mais recente atualização do modelo europeu indica ainda a<strong> possibilidade de chuva fraca e irregular na quinta-feira</strong>, dia 15, em alguns pontos das regiões Norte e Centro, entre as primeiras e as últimas horas da tarde, apesar da influência predominante do anticiclone.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792882" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/marta-godinho-anuncia-subida-das-temperaturas-o-dia-mais-quente-da-semana-tera-muitos-distritos-a-chegar-aos-30-c.html" title="Marta Godinho, anuncia subida das temperaturas: “O dia mais quente da semana terá muitos distritos a chegar aos 30 ºC”">Marta Godinho, anuncia subida das temperaturas: “O dia mais quente da semana terá muitos distritos a chegar aos 30 ºC”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/marta-godinho-anuncia-subida-das-temperaturas-o-dia-mais-quente-da-semana-tera-muitos-distritos-a-chegar-aos-30-c.html" title="Marta Godinho, anuncia subida das temperaturas: “O dia mais quente da semana terá muitos distritos a chegar aos 30 ºC”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/marta-godinho-anuncia-subida-das-temperaturas-o-dia-mais-quente-da-semana-tera-muitos-distritos-a-chegar-aos-30-c-1791722194941_320.jpg" alt="Marta Godinho, anuncia subida das temperaturas: “O dia mais quente da semana terá muitos distritos a chegar aos 30 ºC”"></a></article></aside><p>No entanto, esta deverá dissipar-se no mesmo dia, dando lugar a um <strong>resto de semana tendencialmente seco e com céu geralmente limpo, não se descartando alguns períodos de nebulosidade de Norte a Sul</strong>. O modelo ECMWF indica ainda a possibilidade de novos períodos de chuva na semana seguinte, especialmente entre os dias 20 e 21, contudo, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-valores-ate-33-c-e-chuva-a-vista-eis-a-previsao-para-os-proximos-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quando se prevê chuva em Portugal? As tendências do ECMWF até 25 de outubro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-se-preve-chuva-em-portugal-as-tendencias-do-ecmwf-ate-25-de-outubro.html</link><pubDate>Mon, 12 Oct 2026 12:17:47 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de vários dias de estabilidade e calor anómalo, o cenário poderá mudar em Portugal. O ECMWF começa a reforçar o sinal de chuva a partir de 20 de outubro, com a instabilidade a poder prolongar-se nos dias seguintes.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-se-preve-chuva-em-portugal-as-tendencias-do-ecmwf-ate-25-de-outubro-1791805065646.jpg" data-image="mv8n5mxcj10r" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>O outono é, por excelência, a estação do regresso da chuva a Portugal. Mas quando poderá terminar o atual período de estabilidade? As previsões do ECMWF já começam a mostrar sinais de uma mudança no padrão atmosférico.</figcaption></figure><p>Depois de vários dias dominados pela estabilidade e por temperaturas anormalmente elevadas, os mapas do modelo europeu começam a mostrar uma possível mudança do padrão atmosférico. <strong>A partir de 16 de outubro surgem os primeiros sinais de instabilidade, mas é entre os dias 20 e 22 que o ECMWF aponta, neste momento, para um cenário potencialmente mais chuvoso em Portugal.</strong></p><h2>Até sexta-feira, o anticiclone ainda domina</h2><p>Até dia 16, <strong>Portugal continental continuará maioritariamente sob influência anticiclónica.</strong> Esta configuração deverá manter a precipitação afastada e favorecer temperaturas bastante elevadas para meados de outubro.</p><p>Em várias regiões do Norte, Centro e Sul, as máximas poderão aproximar-se ou mesmo ultrapassar os <strong>30 ºC</strong>. Contudo, durante a segunda metade da semana começam a surgir alterações importantes na circulação atmosférica sobre o Atlântico Norte.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ao longo desta semana o centro anticiclónico tende a deslocar-se para latitudes mais setentrionais, deixando de exercer uma influência tão direta sobre a Península Ibérica. <strong>É precisamente esta alteração que poderá abrir caminho ao regresso gradual da instabilidade.</strong></p><h2>Dia 16: os primeiros sinais de mudança aproximam-se de Portugal</h2><p>Na sexta-feira, dia 16, a configuração prevista pelo ECMWF é particularmente interessante. Com o núcleo das altas pressões bastante mais a norte, uma extensa depressão no Atlântico consegue fazer circular uma frente pela periferia meridional do anticiclone.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-se-preve-chuva-em-portugal-as-tendencias-do-ecmwf-ate-25-de-outubro-1791803637915.jpg" data-image="t8cm67zg6fg1" alt="Situação sinótica" title="Situação sinótica"><figcaption>O anticiclone mantém Portugal protegido da precipitação, enquanto uma frente atlântica contorna as altas pressões e se aproxima da Península Ibérica.</figcaption></figure><p>Esta frente aproxima-se da Península Ibérica, embora, nas atuais previsões, <strong>não apareça ainda associada a precipitação significativa e generalizada em Portugal</strong>. O ECMWF sugere apenas alguns sinais de chuva, nomeadamente no interior Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-se-preve-chuva-em-portugal-as-tendencias-do-ecmwf-ate-25-de-outubro-1791803762771.jpg" data-image="uto9g3txvyvm" alt="Precipitação dia 16" title="Precipitação dia 16"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-900064">Os primeiros sinais de mudança começam a surgir nos mapas, embora a precipitação prevista para dia 16 ainda seja escassa e localizada.</figcaption></figure><p>Ainda assim, a proximidade da instabilidade deverá ser suficiente para iniciar uma descida das temperaturas durante o fim de semana. Mesmo com este recuo térmico, os valores poderão continuar acima do habitual para esta altura do ano.</p><h2>Fim de semana poderá abrir a porta à instabilidade</h2><p>Entre sábado e domingo, dias 17 e 18, o cenário torna-se progressivamente mais favorável à formação de depressões próximas de Portugal.</p><p>O anticiclone que atualmente garante a estabilidade sobre Portugal deverá encontrar-se muito mais a norte, entre as Ilhas Britânicas e a Escandinávia. Esta deslocação poderá permitir que <strong>depressões e bolsas de ar mais instável circulem por latitudes mais baixas</strong>, próximas da Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-se-preve-chuva-em-portugal-as-tendencias-do-ecmwf-ate-25-de-outubro-1791803962875.jpg" data-image="fdsmyhov3j4v" alt="Situação sinótica dia 18 de outubro" title="Situação sinótica dia 18 de outubro"><figcaption>Com o anticiclone deslocado para latitudes mais a norte, abre-se espaço para a circulação de áreas depressionárias mais próximas da Península Ibérica.</figcaption></figure><p>Durante o fim de semana (dias 17 e 18) já poderão ocorrer episódios de <strong>precipitação fraca e dispersa</strong>, sobretudo em algumas zonas do interior Centro e Sul. No entanto, o sinal mais relevante aparece alguns dias depois.</p><h2>ECMWF reforça sinal de chuva para 20 e 21 de outubro</h2><p>As atuais previsões do modelo europeu mostram a possibilidade de uma área depressionária se organizar nas proximidades da Península Ibérica em torno de 20 de outubro.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-se-preve-chuva-em-portugal-as-tendencias-do-ecmwf-ate-25-de-outubro-1791804122048.jpg" data-image="veoader4xwnh" alt="Precipitação" title="Precipitação"><figcaption>O sinal de chuva intensifica-se significativamente em torno de 20 e 21 de outubro, com o ECMWF a projetar precipitação mais generalizada em Portugal.</figcaption></figure><p>Se esta configuração se confirmar, os dias <strong>20 e 21 poderão marcar um regresso mais evidente da chuva</strong>, com precipitação potencialmente mais generalizada de Norte a Sul e períodos que, localmente, poderão ser mais intensos. A instabilidade poderá prolongar-se pelo até ao dia 22.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792882" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/marta-godinho-anuncia-subida-das-temperaturas-o-dia-mais-quente-da-semana-tera-muitos-distritos-a-chegar-aos-30-c.html" title="Marta Godinho, anuncia subida das temperaturas: “O dia mais quente da semana terá muitos distritos a chegar aos 30 ºC”">Marta Godinho, anuncia subida das temperaturas: “O dia mais quente da semana terá muitos distritos a chegar aos 30 ºC”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/marta-godinho-anuncia-subida-das-temperaturas-o-dia-mais-quente-da-semana-tera-muitos-distritos-a-chegar-aos-30-c.html" title="Marta Godinho, anuncia subida das temperaturas: “O dia mais quente da semana terá muitos distritos a chegar aos 30 ºC”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/marta-godinho-anuncia-subida-das-temperaturas-o-dia-mais-quente-da-semana-tera-muitos-distritos-a-chegar-aos-30-c-1791722194941_320.jpg" alt="Marta Godinho, anuncia subida das temperaturas: “O dia mais quente da semana terá muitos distritos a chegar aos 30 ºC”"></a></article></aside><p>Contudo, estamos a falar de uma previsão a mais de uma semana de distância. <strong>A posição exata da depressão será determinante,</strong> pequenas alterações na sua trajetória podem modificar significativamente as regiões afetadas, a intensidade da precipitação e até os dias em que choverá mais.</p><h2>E depois? Outra depressão surge no Atlântico</h2><p>Para dia 22, o ECMWF desenha ainda uma <strong>depressão profunda no Atlântico, próxima dos Açores, associada a quantidades significativas de precipitação</strong>. Apesar de relativamente próxima no contexto da circulação do Atlântico Norte, encontra-se ainda demasiado distante de Portugal continental para se concluir qual será a sua trajetória.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-se-preve-chuva-em-portugal-as-tendencias-do-ecmwf-ate-25-de-outubro-1791804295110.jpg" data-image="167d9xoo67i9" alt="Mapa sinótico, pressão e chuva" title="Mapa sinótico, pressão e chuva"><figcaption>Uma nova e profunda depressão surge no Atlântico após o primeiro episódio de instabilidade, mas a sua trajetória e eventual influência em Portugal permanecem incertas.</figcaption></figure><p>Será, por isso, um sistema a acompanhar nas próximas atualizações. Até 25 de outubro, a tendência mais importante é precisamente esta: <strong>o domínio anticiclónico poderá começar a ceder, permitindo que o Atlântico volte gradualmente a ganhar protagonismo no estado do tempo em Portugal.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-se-preve-chuva-em-portugal-as-tendencias-do-ecmwf-ate-25-de-outubro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Astrónomos descobrem que o asteroide Bennu não se enquadra em nenhuma categoria (e Júpiter pode ser o culpado)]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-descobrem-que-o-asteroide-bennu-nao-se-enquadra-em-nenhuma-categoria-e-jupiter-pode-ser-o-culpado.html</link><pubDate>Mon, 12 Oct 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Amostras do asteroide Bennu revelam que este se formou numa região de transição do início do Sistema Solar, onde se misturaram materiais das regiões interna e externa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-identifican-que-asteroide-bennu-no-encaja-en-ninguna-categoria-y-jupiter-podria-tener-la-culpa-1791317748871.jpg" data-image="2t1uwlu6i3i3" alt="Asteroide Bennu" title="Asteroide Bennu"><figcaption>As novas descobertas oferecem informações sobre a forma como os planetas se formaram. Crédito: NASA/Goddard/University of Arizona.</figcaption></figure><p>O <strong>asteroide Bennu guarda no seu interior uma espécie de cápsula do tempo</strong>. Os seus materiais permaneceram praticamente inalterados desde os primórdios do Sistema Solar e, agora, graças a amostras recolhidas pela missão OSIRIS-REx da NASA, os cientistas conseguiram reconstituir parte da história da sua formação.</p><div class="texto-destacado">Bennu completa uma órbita em torno do Sol a cada 1,2 anos e aproxima-se da Terra aproximadamente a cada seis anos, passando a uma distância de cerca de 300 mil quilómetros. Esta proximidade permitiu à NASA enviar uma missão à sua superfície e recolher material diretamente do asteróide.</div><p>Em setembro de 2023, a cápsula que transportava as amostras aterrou no deserto do Utah. <strong>No seu interior, encontravam-se cerca de 120 gramas de material proveniente de Bennu</strong>. Uma pequena parte — apenas meio grama — foi posteriormente entregue ao Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETH Zurique), onde uma equipa liderada pela geoquímica de isótopos Maria Schönbächler iniciou o seu estudo.</p><p>As descobertas acabam de ser publicadas na revista <em>Science Advances</em> e fornecem mais uma peça do puzzle para perceber <strong>como se formaram os planetas</strong>.</p><h2>Uma assinatura química que liga Bennu a outros corpos celestes</h2><p>Os investigadores analisaram os isótopos de ferro, titânio e crómio encontrados nas amostras. Estes átomos pertencem aos mesmos elementos químicos, mas diferem ligeiramente em massa. <strong>A sua combinação específica atua como uma assinatura única capaz de revelar a origem de um corpo celeste</strong>.</p><p>As análises mostraram que o titânio e o ferro estão distribuídos uniformemente por Bennu. Revelaram também uma <strong>conexão inesperada</strong>.</p><p>O asteroide apresenta uma assinatura isotópica notavelmente semelhante à de Ryugu — outro asteroide primitivo visitado por uma missão espacial japonesa — e à dos meteoritos conhecidos como condritos CI, que são extremamente antigos e ricos em carbono. Acredita-se que <strong>os três se tenham formado a partir do mesmo reservatório de poeira cósmica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-identifican-que-asteroide-bennu-no-encaja-en-ninguna-categoria-y-jupiter-podria-tener-la-culpa-1791318135457.jpg" data-image="2ttwdk3u1gw7" alt="Asteroide Bennu" title="Asteroide Bennu"><figcaption>Um total de 120 gramas de material de Bennu foi trazido de volta à Terra. Crédito: Erika Blumenfeld e Joseph Aebersold – NASA.</figcaption></figure><p>No entanto, a sua composição é claramente diferente da de outros asteroides, grupos de meteoritos e planetas conhecidos.</p><h2>Bennu formou-se onde duas regiões do sistema solar se encontravam</h2><p>Durante anos, <strong>os cientistas sugeriram que o Bennu e asteroides semelhantes poderiam ter-se formado nas regiões exteriores do Sistema Solar</strong>, possivelmente perto da área onde os cometas tiveram origem. Acreditavam também que esses objetos se haviam formado relativamente tarde.</p><p>As novas descobertas apontam numa direção diferente. O cenário mais provável situa a formação de Bennu, Ryugu e dos meteoritos CI nas proximidades do que é conhecido como a<strong> linha de neve da água</strong>. Trata-se de uma região do disco que circundava o jovem Sol onde a água podia passar de vapor para gelo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779941" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nasa-adverte-que-o-asteroide-bennu-poderia-colidir-com-a-terra-em-2182-e-desencadear-o-temido-inverno-global.html" title="NASA adverte que o asteroide Bennu 'poderia colidir com a Terra em 2182 e desencadear o temido inverno global'">NASA adverte que o asteroide Bennu "poderia colidir com a Terra em 2182 e desencadear o temido inverno global"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nasa-adverte-que-o-asteroide-bennu-poderia-colidir-com-a-terra-em-2182-e-desencadear-o-temido-inverno-global.html" title="NASA adverte que o asteroide Bennu 'poderia colidir com a Terra em 2182 e desencadear o temido inverno global'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-advierte-que-el-asteroide-bennu-podria-colisionar-con-la-tierra-en-2182-y-provocar-el-temido-inverno-global-1784628445410_320.jpg" alt="NASA adverte que o asteroide Bennu 'poderia colidir com a Terra em 2182 e desencadear o temido inverno global'"></a></article></aside><p>Há cerca de 4,5 mil milhões de anos, quando o Sistema Solar ainda estava a ganhar forma, materiais das suas regiões interior e exterior misturaram-se nesta área. <strong>O gelo também pode ter desempenhado um papel fundamental</strong>, atuando como uma espécie de cola que unia as partículas de poeira mais finas.</p><p>"Bennu é um híbrido", explica Schönbächler. A sua composição não corresponde totalmente à do sistema solar interior nem à do exterior; em vez disso, apresenta <strong>características de ambos</strong>.</p><h2>O papel inesperado de Júpiter</h2><p>Os cientistas sugerem que <strong>Júpiter pode ter desempenhado um papel decisivo neste processo</strong>. O gigante gasoso começou provavelmente a formar-se logo após o nascimento do Sol, possivelmente dentro do primeiro milhão de anos.</p><p>Enquanto um enorme disco de gás, poeira e gelo rodeava a jovem estrela, Júpiter cresceu rapidamente e atuou como uma espécie de barreira. <strong>O planeta pode ter bloqueado a passagem de muitas partículas maiores</strong>, ao passo que as mais pequenas conseguiam contorná-lo e misturar-se na região próxima da linha de neve.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-identifican-que-asteroide-bennu-no-encaja-en-ninguna-categoria-y-jupiter-podria-tener-la-culpa-1791318196801.jpg" data-image="mcs2gswwspv9" alt="Asteroide Bennu" title="Asteroide Bennu"><figcaption>O Bennu é particularmente valioso porque preserva materiais que permaneceram praticamente inalterados desde o nascimento do Sistema Solar.</figcaption></figure><p>Esta mistura pode ter dado<strong> origem aos corpos que acabaram por se tornar Bennu, Ryugu e os meteoritos CI</strong>.</p><p>Este cenário também ajuda a explicar porque é que Bennu contém tanta água. <strong>Parte do gelo da região pode ter-se transformado em vapor e, posteriormente, condensado novamente</strong>, enquanto a influência de Júpiter favoreceu a acumulação de poeira fina.</p><h2>Uma janela para as origens da Terra</h2><p>O<strong> Bennu é particularmente valioso porque preserva materiais que permaneceram praticamente inalterados desde o nascimento do Sistema Solar</strong>. A sua composição poderá oferecer uma das melhores visões disponíveis da mistura original de elementos químicos a partir da qual os planetas rochosos acabaram por se formar.</p><div class="texto-destacado">A sua abundância de água e matéria orgânica também faz deste pequeno asteroide uma peça importante do puzzle para compreender como a Terra primitiva pode ter recebido alguns dos ingredientes necessários para o surgimento da vida.</div><p>Os investigadores querem agora determinar se outros asteroides partilham a mesma assinatura isotópica. Esperam também estabelecer com maior precisão <strong>quanta influência o jovem Júpiter exerceu sobre a seleção das partículas que acabaram por formar estes corpos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790920" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/calendario-astronomico-de-outubro-saturno-em-oposicao-as-orionidas-e-a-ocultacao-das-pleiades.html" title="Calendário astronómico de outubro: Saturno em oposição, as Oriónidas e a ocultação das Plêiades">Calendário astronómico de outubro: Saturno em oposição, as Oriónidas e a ocultação das Plêiades</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/calendario-astronomico-de-outubro-saturno-em-oposicao-as-orionidas-e-a-ocultacao-das-pleiades.html" title="Calendário astronómico de outubro: Saturno em oposição, as Oriónidas e a ocultação das Plêiades"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calendario-astronomico-de-octubre-saturno-en-oposicion-las-orionidas-y-ocultacion-de-las-pleyades-1790477423716_320.jpeg" alt="Calendário astronómico de outubro: Saturno em oposição, as Oriónidas e a ocultação das Plêiades"></a></article></aside><p>A investigação sobre Bennu pode estar a chegar ao fim, mas, para Schönbächler, o próximo desafio já está a começar: obter amostras de Fobos, uma das luas de Marte, através da missão japonesa MMX. Se tudo correr como planeado, a <strong>sonda será lançada no final de outubro deste ano</strong>, prevendo-se que as amostras regressem à Terra em 2031.</p><p>O laboratório suíço terá de esperar vários anos. Mas o material de Bennu já deixou uma coisa clara: para compreender como se formou a nossa vizinhança cósmica, <strong>por vezes precisamos de examinar muito de perto a poeira que ficou aprisionada há 4,5 mil milhões de anos</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Schoenbaechler%20M%2C%20Ek%20M%2C%20Fehr%20MA%2C%20et%20al." data-year="2026" data-title="Nucleosynthetic%20constraints%20on%20the%20origin%20of%20Bennu%20and%20CI-like%20asteroids" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fsciadv.aei9107%3Freferrer%3Dhttps%253A%252F%252Fethz.ch%252F">Schoenbaechler M, Ek M, Fehr MA, et al. (2026). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.aei9107?referrer=https%3A%2F%2Fethz.ch%2F" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Nucleosynthetic constraints on the origin of Bennu and CI-like asteroids</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-descobrem-que-o-asteroide-bennu-nao-se-enquadra-em-nenhuma-categoria-e-jupiter-pode-ser-o-culpado.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bolbos de primavera: o que plantar em outubro para florir em março]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/bolbos-de-primavera-o-que-plantar-em-outubro-para-florir-em-marco.html</link><pubDate>Mon, 12 Oct 2026 08:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Enterram-se agora, esquecem-se durante o inverno e aparecem sozinhos em março. Mas há bolbos que se dão bem no nosso clima e outros que precisam de um frio que, em boa parte do país, não existe.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolbos-de-primavera-o-que-plantar-em-outubro-para-florir-em-marco-1791561490854.png" data-image="9fb2jvirwzsn"><figcaption>Bolbos e flores de primavera, o resultado de um trabalho feito meses antes, no outono.</figcaption></figure><p>De todas as coisas que se fazem na horta e no jardim, poucas dão tanto por tão pouco trabalho. <strong>Abre-se um buraco, enterra-se, tapa-se, e cinco meses depois nasce uma flor </strong>sem se ter feito mais nada.</p><p>O que quase ninguém diz é que grande parte dos conselhos sobre bolbos <strong>vem de países onde o inverno é outra coisa</strong>. E isso explica muitas tulipas que nunca repetem.</p><h2>Um bolbo é uma planta já montada</h2><p>Vale a pena perceber o que se está a enterrar, porque explica porque é que é tão fácil.</p><div class="texto-destacado"><strong>Bolbo</strong><br><br>Órgão subterrâneo formado por folhas modificadas e carnudas, que guardam reservas. Lá dentro já está tudo: as folhas, o caule e, na maioria dos casos, a flor do ano seguinte, em miniatura. O bolbo não é uma semente, é uma planta inteira em pausa, com despensa própria.</div><p><strong>É por isso que não precisa de adubo no primeiro ano</strong>. Tudo o que vai aparecer em março já foi fabricado na primavera passada, com as folhas do ano anterior, e está ali guardado à espera.</p><h2>O frio é a chave que falta no sul</h2><p>A flor que está lá dentro não sai sozinha. <strong>Precisa de passar por um período de frio </strong>para que o caule se alongue e a flor suba, e cada espécie tem a sua exigência.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Uma tulipa que não apanha frio suficiente floresce rente ao chão, com um pé de dois dedos. Não foi o bolbo que veio mau, foi o inverno que foi curto.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Nos invernos de Bragança ou da Guarda isso não é problema nenhum</strong>. Já em Faro, ou em boa parte do litoral, há anos em que as tulipas e os jacintos simplesmente não reúnem frio bastante.</p><p>Convém então separar os bolbos que se instalam e repetem todos os anos daqueles que, no nosso clima, valem por uma época e pouco mais. <strong>A tabela seguinte reúne os mais comuns</strong>, com a profundidade a que se enterram e o comportamento que costumam ter em Portugal.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Bolbo</p></th><th scope="col"><p>Profundidade</p></th><th scope="col"><p>Floração</p></th><th scope="col"><p>Repete nos anos seguintes?</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Narciso</p></td><td><p>12 a 15 cm</p></td><td><p>Fev. a abr.</p></td><td><p>Sim, e multiplica-se</p></td></tr><tr><td><p>Muscari</p></td><td><p>5 a 8 cm</p></td><td><p>Mar. a abr.</p></td><td><p>Sim, com facilidade</p></td></tr><tr><td><p>Íris bolbosa</p></td><td><p>8 a 10 cm</p></td><td><p>Abr. a mai.</p></td><td><p>Sim</p></td></tr><tr><td><p>Freesia</p></td><td><p>5 a 8 cm</p></td><td><p>Mar. a mai.</p></td><td><p>Sim, sobretudo no litoral</p></td></tr><tr><td><p>Anémona</p></td><td><p>5 cm</p></td><td><p>Fev. a abr.</p></td><td><p>Sim, se o solo drenar bem</p></td></tr><tr><td><p>Allium ornamental</p></td><td><p>15 a 20 cm</p></td><td><p>Abr. a jun.</p></td><td><p>Sim</p></td></tr><tr><td><p>Jacinto</p></td><td><p>12 a 15 cm</p></td><td><p>Fev. a mar.</p></td><td><p>Fraco no sul</p></td></tr><tr><td><p>Tulipa</p></td><td><p>15 cm</p></td><td><p>Mar. a abr.</p></td><td><p>Raramente, no sul</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="4">Profundidade de plantação, época de floração aproximada e capacidade de repetir a floração em anos seguintes, para as condições de Portugal continental. A floração varia com a região e com o inverno de cada ano, e a coluna da direita refere-se a bolbos deixados na terra, sem arranque anual. Fonte: elaboração própria.</td></tr></tbody></table><h2><br>A regra da profundidade, e a que mais mata</h2><p>Se não quiser decorar a tabela, há uma regra que funciona quase sempre: <strong>enterre o bolbo a duas ou três vezes a sua própria altura.</strong> Um bolbo de cinco centímetros vai a dez ou quinze.</p><p><strong>Plantar à superfície dá caules fracos que tombam ao primeiro vento e bolbos que gelam.</strong> Plantar fundo de mais atrasa a floração e às vezes impede-a.</p><p>Mas o que mais mata bolbos em Portugal não é a profundidade nem o frio. É a <strong>água parada.</strong> Um bolbo é uma despensa cheia de açúcares, e num solo encharcado apodrece em poucas semanas. Em terra pesada, faça camalhão, junte areia grossa ao fundo do buraco, ou plante em vaso, que é onde se controla melhor a drenagem.</p><p><strong>E ponha a ponta para cima.</strong> Se não perceber qual é, deite-o de lado, que a planta encontra o caminho sozinha.</p><h2>O erro de depois da floração</h2><p>Este acontece em maio, mas convém saber desde já, porque decide se há flores no ano seguinte.</p><p>Quando a flor murcha, ficam as folhas, geralmente feias e a amarelecer. É muito tentador cortá-las para arrumar o canteiro. <strong>Não corte</strong>. São essas folhas que estão a refazer as reservas do bolbo para o ano que vem, e cortá-las é condenar a floração seguinte.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="755146" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/7-bolbos-de-flores-de-inverno-que-pode-plantar-agora-para-obter-flores-mais-cedo.html" title="7 bolbos de flores de inverno que pode plantar agora para obter flores mais cedo">7 bolbos de flores de inverno que pode plantar agora para obter flores mais cedo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/7-bolbos-de-flores-de-inverno-que-pode-plantar-agora-para-obter-flores-mais-cedo.html" title="7 bolbos de flores de inverno que pode plantar agora para obter flores mais cedo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/i-7-bulbi-da-fiore-invernali-che-puoi-piantare-ora-per-una-fioritura-precoce-1771078371938_320.jpeg" alt="7 bolbos de flores de inverno que pode plantar agora para obter flores mais cedo"></a></article></aside><p>Espere que amarelecam e sequem por completo, o que leva seis a oito semanas. Só aí se corta, ou se arranca o bolbo para guardar.</p><h2>O truque do frigorífico, para quem vive no sul</h2><p>Fica para o fim a solução do problema com que o artigo começou.</p><p>Se vive numa zona de inverno ameno e quer mesmo ter tulipas ou jacintos a sério, pode dar-lhes o frio que o clima não dá. <strong>Guarde os bolbos no frigorífico,</strong> dentro de um saco de papel, durante seis a oito semanas antes de plantar, a uma temperatura entre os quatro e os nove graus.</p><p>Um aviso que faz toda a diferença: <strong>longe da fruta</strong>. A maçã, a pêra e a banana libertam etileno durante o amadurecimento, e esse gás estraga a flor que está dentro do bolbo. Sai um pé de folhas e nenhuma flor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolbos-de-primavera-o-que-plantar-em-outubro-para-florir-em-marco-1791561563823.png" data-image="vjpautv9yzyo"><figcaption>O rebento sai de reservas que já estavam dentro do bolbo, sem precisar de adubo nenhum.</figcaption></figure><p>Com esse tratamento, <strong>plante em novembro ou dezembro, quando o solo já estiver frio</strong>. E, sendo realista, trate-as como anuais: florescem uma vez em grande e, no ano seguinte, é melhor comprar novas. Para ter flor sem este trabalho todo, os narcisos, os muscari e as freesias fazem-no sozinhos, ano após ano, e em Lisboa ou no litoral dão-se particularmente bem.</p><p><strong>Antes de escolher o dia, veja a previsão da sua zona.</strong> O momento certo é com o solo já arrefecido mas ainda trabalhável, depois das primeiras chuvas terem amolecido a terra e antes de ela ficar encharcada.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/bolbos-de-primavera-o-que-plantar-em-outubro-para-florir-em-marco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bonita como o jasmim, mas mais resistente: a planta que se cobre de flores brancas no início da primavera]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/bonita-como-o-jasmim-mas-mais-resistente-a-planta-que-se-cobre-de-flores-brancas-no-inicio-da-primavera.html</link><pubDate>Mon, 12 Oct 2026 07:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Os seus ramos arqueados cobrem-se de pequenas flores brancas e formam uma cascata espetacular que anuncia a primavera. É uma planta rústica e pode ser propagada em casa com muita facilidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/bella-como-el-jazmin-pero-mas-resistente-la-planta-que-se-cubre-de-flores-blancas-al-comenzar-la-primavera-1791228395103.jpg" data-image="ngy92d36ea3q" alt="flor grinalda-de-noiva" title="flor grinalda-de-noiva"><figcaption>Durante a primavera, os ramos da grinalda-de-noiva cobrem-se de pequenos grupos de flores brancas e formam uma cascata floral impressionante.</figcaption></figure><p>Quando a<strong> primavera</strong> se aproxima, os seus galhos arqueiam-se numa cascata de <strong>flores brancas</strong> que rouba todos os olhares.</p><p>As flores são pequenas, mas surgem agrupadas de modo a cobrir os ramos. Esta abundância, somada ao seu <strong>porte elegante</strong> e à sua <strong>resistência</strong>, faz da <strong>grinalda-de-noiva </strong>uma das grandes protagonistas de jardins e varandas.</p><p>O seu nome científico é <em>Spiraea cantoniensis</em> e, embora tenha uma aparência muito delicada, <strong>é uma planta bastante rústica e de cuidados relativamente simples</strong>. Além disso, um exemplar adulto pode servir de ponto de partida para obter novas plantas, já que ela se reproduz com muita facilidade através de estacas.</p><h2>Uma verdadeira cascata de flores brancas</h2><p>A grinalda-de-noiva é um arbusto de folhagem caduca que pode atingir entre 1,5 e 2 metros de altura. O seu principal atrativo está no seu hábito de crescimento: <strong>desenvolve ramos longos, finos e arqueados</strong> que se inclinam para fora e para baixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bella-como-el-jazmin-pero-mas-resistente-la-planta-que-se-cubre-de-flores-blancas-al-comenzar-la-primavera-1791228440234.jpg" data-image="ajrqruybrx3i"><figcaption>As suas flores são pequenas, mas surgem em tal quantidade que podem cobrir boa parte dos ramos e transformar completamente o aspeto do arbusto.</figcaption></figure><p>A <strong>floração </strong>pode começar no final do inverno e estender-se por várias semanas, período em que o<strong> arbusto fica praticamente coberto de branco</strong>. Após as flores, permanece a sua folhagem verde, muito mais discreta.</p><p>É recomendável posicioná-la onde os ramos possam desenvolver-se livremente: perto de um caminho, diante de um muro ou como protagonista solitária numa área exclusiva do jardim.</p><h2>Cuidados: sol, rega e boa drenagem</h2><p>Prefere<strong> locais iluminados</strong>. Pode crescer em pleno sol ou à meia-sombra, embora uma boa quantidade de luz favoreça uma floração mais abundante.</p><p>Quanto ao <strong>solo</strong>, é fundamental que tenha <strong>boa drenagem</strong>. O excesso de água ao redor das raízes pode causar problemas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bella-como-el-jazmin-pero-mas-resistente-la-planta-que-se-cubre-de-flores-blancas-al-comenzar-la-primavera-1791228540021.jpg" data-image="9t6ng8q79djm"><figcaption>A forma arqueada dos seus ramos é uma das características mais marcantes da grinalda-de-noiva e realça seu efeito ornamental durante a floração.</figcaption></figure><p>Durante a primavera e o verão, necessita de <strong>regas regulares</strong>, especialmente em períodos de seca e enquanto a planta ainda está a estabelecer-se. Depois de desenvolvida, tolera melhor a falta de água.</p><p>Também <strong>suporta bem o frio e as geadas</strong>, característica que explica parte da sua fama de arbusto resistente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bella-como-el-jazmin-pero-mas-resistente-la-planta-que-se-cubre-de-flores-blancas-al-comenzar-la-primavera-1791228606753.jpg" data-image="3zue5aoq0okj"><figcaption>A grinalda-de-noiva floresce na primavera e, no Hemisfério Sul, pode começar a exibir as suas primeiras flores no final do inverno.</figcaption></figure><p>E esta<strong> também pode ser cultivada em vasos</strong>. Neste caso, convém escolher um vaso amplo, com boa drenagem e profundidade suficiente para que as raízes possam desenvolver-se. O substrato seca mais rápido do que o solo do jardim, por isso será preciso controlar a humidade, sobretudo na primavera e no verão.</p><p>A <strong>poda </strong>tem o momento certo: <strong>após a floração</strong>. Se os ramos forem cortados antes da chegada da primavera, pode-se acabar por eliminar boa parte dos brotos que produziriam flores.</p><p>Não é preciso transformá-la numa esfera perfeita. A sua forma arqueada é, justamente, uma das suas maiores virtudes ornamentais.</p><h2>A propagação</h2><p>A maneira mais simples é<strong> através de estacas</strong>. É preciso selecionar um galho saudável e vigoroso, preparar uma estaca e colocá-la num substrato leve e com boa drenagem. Durante o enraizamento, o substrato deve ser mantido húmido, mas nunca encharcado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bella-como-el-jazmin-pero-mas-resistente-la-planta-que-se-cubre-de-flores-blancas-al-comenzar-la-primavera-1791228718955.jpg" data-image="kawu71mpyl4f"><figcaption>Ao contrário de muitas plantas ornamentais delicadas, a grinalda-de-noiva é um arbusto bastante resistente ao frio e tolera geadas.</figcaption></figure><p>O <strong>enraizamento </strong>não acontece da noite para o dia, e o resultado depende de fatores como a época do ano, a temperatura, a humidade e o estado da planta-mãe. Por isso, mais do que buscar um prazo exato, convém observar a evolução da estaca e manter condições estáveis.</p><p>E há algo mais que torna esta planta atraente: após a espetacular floração primaveril, ela volta a integrar-se ao jardim sem exigir atenção constante.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786979" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/arco-iris-num-vaso-de-flores-como-cuidar-da-croton-petra-para-que-as-suas-folhas-continuem-a-ser-as-estrelas-da-varanda.html" title="Arco-íris num vaso de flores: como cuidar da Croton Petra para que as suas folhas continuem a ser as estrelas da varanda">Arco-íris num vaso de flores: como cuidar da Croton Petra para que as suas folhas continuem a ser as estrelas da varanda</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/arco-iris-num-vaso-de-flores-como-cuidar-da-croton-petra-para-que-as-suas-folhas-continuem-a-ser-as-estrelas-da-varanda.html" title="Arco-íris num vaso de flores: como cuidar da Croton Petra para que as suas folhas continuem a ser as estrelas da varanda"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-arcoiris-en-una-maceta-como-cuidar-el-croton-petra-para-que-sus-hojas-sigan-siendo-las-protagonistas-del-balcon-1788067816881_320.png" alt="Arco-íris num vaso de flores: como cuidar da Croton Petra para que as suas folhas continuem a ser as estrelas da varanda"></a></article></aside><p>Por algumas semanas, no entanto, é difícil que passe despercebida. Os seus ramos, carregados de pequenas flores brancas, parecem derramar-se uns sobre os outros e formam uma daquelas cenas que explicam por que <strong>alguns arbustos acabam por tornar-se clássicos da jardinagem</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/bonita-como-o-jasmim-mas-mais-resistente-a-planta-que-se-cobre-de-flores-brancas-no-inicio-da-primavera.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Milhões sentiram o sismo de magnitude 7,7 no Panamá – veja o que aconteceu abaixo da superfície]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/milhoes-sentiram-o-sismo-de-magnitude-7-7-no-panama-veja-o-que-aconteceu-abaixo-da-superficie.html</link><pubDate>Mon, 12 Oct 2026 06:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O solo tremeu por todo o Panamá em questão de segundos, mas as forças por detrás deste poderoso sismo de magnitude 7,7 estavam a acumular-se sob a região há muito, muito mais tempo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/millions-felt-panama-s-7-7-earthquake-here-s-what-happened-beneath-the-surface-1791582189248.jpg" data-image="pfgrlwd2bjxf" alt="Sismógrafo e sismo, por Andrey VP" title="Sismógrafo e sismo, por Andrey VP"><figcaption>Um sismo de magnitude 7,7 atingiu o Panamá, expondo milhões de pessoas a fortes tremores num dos maiores abalos sísmicos da região das últimas décadas.</figcaption></figure><p>Um <strong>sismo de magnitude 7,7 atingiu as proximidades de Pitaloza Arriba</strong>, no Panamá, <strong>no dia 9 de outubro</strong>, às 12h56 (hora local), provocando fortes abalos numa vasta área e expondo milhões de pessoas aos efeitos de um dos sismos mais significativos da região nas últimas décadas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Cerca de 4,6 milhões de pessoas sentiram tremores de intensidade moderada a severa, segundo estimativas do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). A avaliação inicial do organismo indica que são prováveis impactos extensos e que os efeitos do sismo podem ser generalizados.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Mas porque é que o Panamá pode sofrer um terramoto tão poderoso? <strong>A resposta está abaixo da superfície</strong>, onde várias partes da crosta terrestre se encontram numa das regiões tectonicamente mais complexas da América Central.</p><h2>Milhões de pessoas sentiram o chão tremer</h2><p>O USGS estima que cerca de 4,6 milhões de pessoas tenham sido expostas a tremores que <strong>variam entre os níveis V e VIII na Escala de Intensidade de Mercalli Modificada</strong>. Esta escala informa-nos algo diferente do valor de magnitude que normalmente vemos após um sismo. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A magnitude mede a energia libertada na fonte, enquanto a escala de Mercalli descreve como o tremor é realmente sentido e que efeitos pode causar em diferentes locais.<br><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/millions-felt-panama-s-7-7-earthquake-here-s-what-happened-beneath-the-surface-1791582728952.jpg" data-image="9tm3p0ialgbx" alt="Segundo o USGS, 4,6 milhões de pessoas sentiram um tremor significativo." title="Segundo o USGS, 4,6 milhões de pessoas sentiram um tremor significativo."><figcaption>No nível V, o tremor é suficientemente forte para ser sentido por quase todas as pessoas e pode deslocar ou derrubar objetos instáveis. No nível VIII, a situação torna-se consideravelmente mais grave, com potencial para danos substanciais, especialmente em estruturas vulneráveis.</figcaption></figure><p>Esta distinção é importante porque<strong> duas comunidades podem experienciar o mesmo sismo de formas muito diferentes</strong>. A distância em relação à falha é relevante, mas também o são a profundidade do sismo, as condições locais do solo e a forma como os edifícios foram construídos.</p><h2>Porque é que um terramoto tão poderoso aconteceu aqui?</h2><p>O Panamá situa-se próximo do ponto de encontro de várias placas tectónicas. <strong>As placas de Cocos e de Nazca localizam-se a oeste e a sul, a Placa das Caraíbas a norte e a Placa Sul-Americana mais a leste</strong>. Entre elas encontra-se a microplaca do Panamá, de menor dimensão.</p><div class="texto-destacado">Estes enormes fragmentos da crosta terrestre estão em constante movimento. Em algumas zonas, uma placa afunda sob outra; noutras, pressionam uma contra a outra ou deslizam horizontalmente ao longo de falhas.</div><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">A massive magnitude 7.7 earthquake struck Panama, shaking buildings more than 100 miles away and prompting evacuations, according to the U.S. Geological Survey. Tremors were felt in Panama City, where buildings shook and people evacuated into the streets. https://t.co/46kFq5wpSV https://t.co/jsr5g6uLDv</p>— CBS News (@CBSNews) <a href="https://x.com/CBSNews/status/2108661313534677410?ref_src=twsrc%5Etfw">October 9, 2026</a></blockquote></figure><p>O<strong> </strong>movimento é lento, mas a tensão pode acumular-se ao longo das falhas durante anos. <strong>Quando uma falha já não consegue permanecer bloqueada, desliza repentinamente e liberta energia sob a forma de ondas sísmicas</strong>. É isso que sentimos à superfície como um terramoto.</p><h3>Este sismo envolveu movimento lateral</h3><p>Segundo o USGS, o mecanismo focal do sismo indica uma falha transcorrente sinistral. Em termos simples, <strong>os dois lados da falha deslizaram horizontalmente um em relação ao outro, em vez de um se mover predominantemente acima ou abaixo do outro</strong>. Este tipo de movimento é consistente com a complexa deformação tectónica que ocorre na região do Panamá.</p><p>Os<strong> sismos não são incomuns na região</strong>. Os eventos históricos significativos incluem um sismo de magnitude 7,5 em julho de 1934 e um sismo de magnitude 7,2 em julho de 1962.</p><h2>As réplicas podem trazer mais tremores fortes</h2><p>O <strong>sismo principal pode ter passado, mas a atividade sísmica não terminou necessariamente</strong>. Após um grande sismo, a crosta em redor da falha ajusta-se a uma nova distribuição de tensões, gerando réplicas que podem persistir durante dias, semanas ou mais. A maioria delas será de menor magnitude que o sismo principal, mas algumas podem ainda provocar tremores fortes. Isto é particularmente preocupante para edifícios e infraestruturas já fragilizadas pelo evento inicial.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="756042" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-os-gatilhos-de-sismos-impossiveis-em-regioes-estaveis.html" title="Cientistas descobrem os gatilhos de sismos 'impossíveis' em regiões estáveis">Cientistas descobrem os gatilhos de sismos "impossíveis" em regiões estáveis</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-os-gatilhos-de-sismos-impossiveis-em-regioes-estaveis.html" title="Cientistas descobrem os gatilhos de sismos 'impossíveis' em regiões estáveis"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-descobrem-os-gatilhos-de-sismos-impossiveis-em-regioes-estaveis-1772050359885_320.png" alt="Cientistas descobrem os gatilhos de sismos 'impossíveis' em regiões estáveis"></a></article></aside><p>Para as pessoas nas áreas afetadas, manter-se afastado de estruturas danificadas e seguir as instruções das autoridades locais continuará a ser importante à medida que <strong>os cientistas prosseguem com a monitorização da sequência de réplicas</strong>.</p><p>Ainda não é possível prever sismos com data e hora exatas, mas os riscos que representam podem ser estudados. Numa região tectonicamente ativa como o Panamá, as construções resistentes a sismos, <strong>o planeamento de emergência e o conhecimento sobre como reagir quando o solo começa a mover-se podem reduzir significativamente o risco</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="USGS" data-year="2026" data-title="M%207.7%20-%2012%20km%20WSW%20of%20Pitaloza%20Arriba%2C%20Panama" data-url="https%3A%2F%2Fearthquake.usgs.gov%2Fearthquakes%2Feventpage%2Fus6000u18k%2Fregion-info">USGS. (2026). <a href="https://earthquake.usgs.gov/earthquakes/eventpage/us6000u18k/region-info" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">M 7.7 - 12 km WSW of Pitaloza Arriba, Panama</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/milhoes-sentiram-o-sismo-de-magnitude-7-7-no-panama-veja-o-que-aconteceu-abaixo-da-superficie.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As plantas podem estar a desenvolver características inadequadas para um mundo em aquecimento]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-plantas-podem-estar-a-desenvolver-caracteristicas-inadequadas-para-um-mundo-em-aquecimento.html</link><pubDate>Mon, 12 Oct 2026 05:07:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>As glórias-da-manhã podem estar presas num cabo de guerra evolutivo entre sobreviver às alterações climáticas e atrair polinizadores cada vez mais escassos. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-plantas-podem-estar-a-desenvolver-caracteristicas-inadequadas-para-um-mundo-em-aquecimento-1789597708472.jpg" data-image="zp203app4k76" alt="glória-da-manhã (morning glory)" title="glória-da-manhã (morning glory)"><figcaption>Em apenas nove anos, os investigadores verificaram que a taxa de adaptação desta planta caiu a pique 96%, embora ainda dispusessem de uma ampla diversidade genética para evoluir. Fonte: Imagem de <a href="https://pixabay.com/pt/users/rococoneko-18459/?utm_source=link-attribution&utm_medium=referral&utm_campaign=image&utm_content=173440">RococoNeko</a> por <a href="https://pixabay.com/pt//?utm_source=link-attribution&utm_medium=referral&utm_campaign=image&utm_content=173440">Pixabay</a></figcaption></figure><p>As plantas que enfrentam tanto o aquecimento do clima como o rápido declínio das populações de polinizadores <strong>podem ser levadas a seguir direções evolutivas conflituantes</strong>. Um estudo da Universidade de Michigan sugere que, em vez de se adaptarem principalmente às pressões climáticas, <strong>algumas plantas podem estar a desenvolver características que as ajudam a atrair polinizadores</strong>. </p><div class="texto-destacado"><strong>"Como a pressão exercida pelos polinizadores favorece fortemente as flores maiores, esta associação pode limitar a eficiência com que a população responde a outras pressões seletivas. É difícil prever se isto tornará a planta invasora um problema maior ou menor para os agricultores — e esta imprevisibilidade é, por si só, parte da história".</strong><br><br>Regina Baucom, professora do Departamento de Ecologia e Biologia Evolutiva da Universidade de Michigan (U.M). </div><p> No caso das <em>Ipomoea</em> (conhecidas como glórias-da-manhã), <strong>os investigadores verificaram que a taxa de adaptação da população desceu 96% ao longo de nove anos</strong>. Esta desaceleração acentuada pode também ter implicações para a agricultura, uma vez que estas plantas são frequentemente consideradas infestantes problemáticas pelos agricultores. </p><h2>Flores maiores podem trazer um custo evolutivo </h2><p>Baucom explica que esta desaceleração parece resultar de um conflito entre duas características potencialmente vantajosas. Flores maiores podem aumentar as hipóteses de a planta atrair polinizadores, enquanto <strong>florescer mais cedo pode ajudar as plantas a responder a alterações nas condições ambientais</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-plantas-podem-estar-a-desenvolver-caracteristicas-inadequadas-para-um-mundo-em-aquecimento-1789598876165.jpg" data-image="faa10g5vmye8" alt="glória-da-manhã" title="glória-da-manhã"><figcaption>Bishop e Baucom verificaram que o tamanho da flor e a época de floração se tornaram associados nas populações de Glórias-da-manhã durante o período de estudo relativamente curto de nove anos. Fonte: Imagem de <a href="https://pixabay.com/pt/users/rococoneko-18459/?utm_source=link-attribution&utm_medium=referral&utm_campaign=image&utm_content=140938">RococoNeko</a> por <a href="https://pixabay.com/pt//?utm_source=link-attribution&utm_medium=referral&utm_campaign=image&utm_content=140938">Pixabay</a></figcaption></figure><p>Nas populações de <em>Ipomoea</em>, estas características tornaram-se cada vez mais associadas. <strong>Esta ligação parece restringir a liberdade de adaptação das plantas, fazendo com que a seleção por flores maiores prevaleça sobre o potencial benefício de uma floração mais precoce</strong>. De salientar que as populações de plantas mais recentes ainda apresentavam uma variação genética significativa. Em teoria, esta diversidade deveria fornecer matéria-prima suficiente para uma adaptação contínua. </p><h2>Alterações ambientais causadas pelo ser humano </h2><p>A investigação foi liderada por Sasha Bishop, recém-doutora na área, em colaboração com o investigador John Stinchcombe, da Universidade de Toronto. A equipa estudou estas plantas como parte de um esforço mais amplo para <strong>compreender como as alterações globais causadas pelo ser humano estão a moldar a evolução</strong>. </p><p>O aquecimento climático é apenas uma das pressões que as plantas e os animais enfrentam atualmente. O desenvolvimento humano substituiu habitats anteriormente intocados, enquanto a utilização generalizada de pesticidas e herbicidas na agricultura <strong>contribuiu para um declínio acentuado das populações de polinizadores</strong>.</p><p>Bishop afirma que o estudo, publicado na revista <em>Evolution Letters</em>, explora uma <strong>crescente discrepância entre a teoria evolutiva e aquilo que os investigadores observam na natureza</strong>. A teoria sugere que os organismos podem, por vezes, adaptar-se rapidamente quando os seus ambientes mudam com rapidez, mas muitas populações de plantas silvestres não parecem estar a acompanhar este ritmo.</p><h2>Adaptação de plantas cai drasticamente </h2><p>Nas populações originais de<em> Ipomoea</em>, os investigadores estimaram que a <strong>adaptação ocorria a cerca de 76% da taxa esperada caso a covariância entre as características não fosse tida em conta</strong>. Nove anos depois, este índice tinha descido para aproximadamente 9% da taxa esperada sem a covariância.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788067" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/fotoperiodo-como-as-plantas-sabem-que-o-verao-acabou.html" title="Fotoperíodo: como as plantas sabem que o verão acabou">Fotoperíodo: como as plantas sabem que o verão acabou</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/fotoperiodo-como-as-plantas-sabem-que-o-verao-acabou.html" title="Fotoperíodo: como as plantas sabem que o verão acabou"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fotoperiodo-como-as-plantas-sabem-que-o-verao-acabou-1789063896844_320.jpeg" alt="Fotoperíodo: como as plantas sabem que o verão acabou"></a></article></aside><p>O resultado aponta para um<strong> aumento substancial das restrições evolutivas num período relativamente curto</strong>. A época de floração é particularmente importante, uma vez que as plantas podem alterar o momento em que florescem em resposta a alterações ambientais.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Bishop%2C%20S.%2C%20Stinchcombe%2C%20J.%2C%20Baucom%2C%20R." data-year="" data-title="A%20resurrection%20experiment%20reveals%20reduced%20adaptive%20potential%20in%20a%20common%20agricultural%20weed" data-url="https%3A%2F%2Facademic.oup.com%2Fevlett%2Fadvance-article%2Fdoi%2F10.1093%2Fevlett%2Fqrag026%2F8726110">Bishop, S., Stinchcombe, J., Baucom, R.. <a href="https://academic.oup.com/evlett/advance-article/doi/10.1093/evlett/qrag026/8726110" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A resurrection experiment reveals reduced adaptive potential in a common agricultural weed</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-plantas-podem-estar-a-desenvolver-caracteristicas-inadequadas-para-um-mundo-em-aquecimento.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Marta Godinho, anuncia subida das temperaturas: “O dia mais quente da semana terá muitos distritos a chegar aos 30 ºC”]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/marta-godinho-anuncia-subida-das-temperaturas-o-dia-mais-quente-da-semana-tera-muitos-distritos-a-chegar-aos-30-c.html</link><pubDate>Sun, 11 Oct 2026 13:51:43 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal prepara-se para vários dias de calor anómalo, com uma subida acentuada das temperaturas a partir de terça-feira. Quarta-feira deverá ser o dia mais quente, com máximas acima dos 30 ºC em vários distritos e desvios até 11 ºC face ao normal.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbljfxm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbljfxm.jpg" id="xbljfxm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><br>Depois de um fim de semana relativamente ameno mas com noites frescas, <strong>Portugal continental prepara-se para uma subida acentuada das temperaturas</strong>. A partir de terça-feira, uma massa de ar quente associada a uma poderosa dorsal anticiclónica deverá favorecer valores muito acima do habitual para meados de outubro, com o pico do calor previsto para quarta-feira (14).</p><h2>Domingo e segunda-feira ainda com temperaturas mais contidas</h2><p>Durante a tarde deste domingo, dia 11, <strong>o cenário será ainda relativamente ameno quando comparado com aquilo que se prevê para os próximos dias.</strong> Apesar de as temperaturas já se encontrarem acima da média em algumas regiões, a nebulosidade deverá ser abundante, com aumento da intensidade do vento durante a tarde, sobretudo nos distritos de Lisboa, Santarém e Leiria.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Na segunda-feira (12), o panorama não deverá sofrer grandes alterações. No interior Norte, Centro e Sul, as máximas poderão situar-se geralmente entre os <strong>24 e os 27 ºC</strong>, podendo Mértola aproximar-se dos <strong>28 ºC</strong>. O litoral oeste continuará bastante mais fresco devido à influência marítima, com vários locais a registarem máximas próximas dos <strong>18 a 20 ºC</strong>.</p><h2>Terça-feira traz uma massa de ar muito mais quente</h2><p>A mudança mais significativa começa a fazer-se sentir na terça-feira, dia 13. Uma <strong>massa de ar anormalmente quente para meados de outubro</strong>, associada a uma dorsal anticiclónica, deverá instalar-se sobre a Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/marta-godinho-anuncia-subida-das-temperaturas-o-dia-mais-quente-da-semana-tera-muitos-distritos-a-chegar-aos-30-c-1791722064207.jpg" data-image="fdl5tumkgfrd" alt="Tmperatura e geopotencial 925 hPa" title="Tmperatura e geopotencial 925 hPa"><figcaption>Uma massa de ar anormalmente quente para meados de outubro irá instalar-se sobre a Península Ibérica, contrastando com o ar bastante mais frio presente em grande parte da Europa.</figcaption></figure><p>A configuração prevista aos 925 hPa evidencia bem o contraste. Enquanto uma massa de ar consideravelmente mais fria domina grande parte da Europa, <strong>Portugal e Espanha permanecem sob a influência de ar bastante mais quente</strong>.</p><p>Como consequência, as temperaturas à superfície deverão subir de forma generalizada, podendo os termómetros alcançar ou mesmo ultrapassar os <strong>30 ºC</strong> durante as horas centrais do dia, especialmente no interior.</p><h2>Quarta-feira poderá ser o dia mais quente da semana</h2><p>Por agora, as previsões apontam para <strong>quarta-feira, dia 14, como o pico deste episódio de calor anómalo</strong>. O dia mais quente da semana terá muitos distritos a chegar aos 30 ºC, com valores desta ordem a poderem surgir desde o Norte até ao Alentejo. No Centro, várias áreas entre Coimbra, Viseu e o interior poderão aproximar-se desta marca, enquanto no Ribatejo e Alentejo os <strong>30 ºC deverão ser ultrapassados com maior facilidade</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/marta-godinho-anuncia-subida-das-temperaturas-o-dia-mais-quente-da-semana-tera-muitos-distritos-a-chegar-aos-30-c-1791722150178.jpg" data-image="r0ta37pl76es" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Quarta-feira deverá ser o dia mais quente da semana, com vários locais a atingirem ou ultrapassarem os 30 ºC. O valor mais elevado poderá rondar os 33 ºC na região de Coruche.</figcaption></figure><p>A temperatura máxima prevista poderá rondar os <strong>33 ºC na região de Coruche. </strong>Mas mais impressionante do que os valores absolutos será, contudo, a sua comparação com a climatologia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/marta-godinho-anuncia-subida-das-temperaturas-o-dia-mais-quente-da-semana-tera-muitos-distritos-a-chegar-aos-30-c-1791722194941.jpg" data-image="pxikfp0h52mf" alt="Anomalia da Temperatura" title="Anomalia da Temperatura"><figcaption>O calor será particularmente anómalo no Norte e Centro: em regiões como Viseu, Guarda e Bragança, as temperaturas poderão ficar entre 9 e 11 ºC acima do normal para esta altura do ano.</figcaption></figure><p>Em algumas zonas do Norte e Centro, as temperaturas durante a tarde poderão ficar <strong>entre 9 e 11 ºC acima do normal para meados de outubro</strong>. Viseu poderá apresentar uma anomalia próxima de +11 ºC, enquanto Bragança poderá rondar +10 ºC e Guarda +9 ºC.</p><p>Enquanto o Alentejo poderá registar as máximas mais altas, próximas dos 32 a 33 ºC,<strong> será em regiões como Viseu, Guarda ou Bragança que o desvio face à normal das temperaturas poderá ser mais expressivo. </strong></p><h2>Calor persiste, mas sexta-feira poderá trazer sinais de mudança</h2><p>Na quinta-feira, as temperaturas deverão continuar <strong>muito acima da média</strong>, mantendo-se o ambiente invulgarmente quente para esta fase do outono.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792877" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-emite-aviso-amarelo-de-chuva-para-os-acores-frente-fria-chega-nas-proximas-horas-eis-as-horas-mais-criticas.html" title="IPMA emite aviso amarelo de chuva para os Açores: frente fria chega nas próximas horas; eis as horas mais críticas">IPMA emite aviso amarelo de chuva para os Açores: frente fria chega nas próximas horas; eis as horas mais críticas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-emite-aviso-amarelo-de-chuva-para-os-acores-frente-fria-chega-nas-proximas-horas-eis-as-horas-mais-criticas.html" title="IPMA emite aviso amarelo de chuva para os Açores: frente fria chega nas próximas horas; eis as horas mais críticas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-emite-aviso-amarelo-de-chuva-para-os-acores-frente-fria-chega-nas-proximas-horas-eis-as-horas-mais-criticas-1791717644752_320.png" alt="IPMA emite aviso amarelo de chuva para os Açores: frente fria chega nas próximas horas; eis as horas mais críticas"></a></article></aside><p>Já na sexta-feira, dia 16, os modelos começam a sugerir <strong>os primeiros sinais de uma alteração do padrão atmosférico</strong>, com possibilidade de aumento da instabilidade. A evolução ainda deverá ser acompanhada nas próximas atualizações, sobretudo para perceber quando e onde esta mudança poderá começar a fazer-se sentir.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/marta-godinho-anuncia-subida-das-temperaturas-o-dia-mais-quente-da-semana-tera-muitos-distritos-a-chegar-aos-30-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[IPMA emite aviso amarelo de chuva para os Açores: frente fria chega nas próximas horas; eis as horas mais críticas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-emite-aviso-amarelo-de-chuva-para-os-acores-frente-fria-chega-nas-proximas-horas-eis-as-horas-mais-criticas.html</link><pubDate>Sun, 11 Oct 2026 11:58:27 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nas próximas horas uma frente fria chegará aos Açores. O IPMA já emitiu aviso amarelo de chuva para os grupos Ocidental e Central.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xblhiuy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xblhiuy.jpg" id="xblhiuy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como temos vindo a avançar noutras previsões aqui na Meteored Portugal, uma <strong>frente fria está prestes a chegar ao arquipélago dos Açores</strong>, tendo o IPMA emitido aviso amarelo de precipitação, com possibilidade de ser acompanhada de trovoada, para os grupos Ocidental e Central.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No <strong>primeiro grupo o aviso estará em vigor entre as 15h e as 20h de hoje</strong>, enquanto no <strong>segundo entra em vigor à meia-noite de amanhã</strong>, dia 12 de outubro, e <strong>deverá permanecer até às 9h </strong>do mesmo dia. </p><h2>Espera-se ainda que o impacto no Grupo Ocidental não seja significativo</h2><p>Ainda que a frente deva passar diretamente no Grupo Ocidental, nas próximas horas espera-se uma acumulação de precipitação de cerca de 15 mm. No entanto, e de acordo com a mais recente saída do ECMWF,<strong> o cenário no Grupo Central poderá ser um pouco diferente, com quantidades de chuva muito superiores</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-emite-aviso-amarelo-de-chuva-para-os-acores-frente-fria-chega-nas-proximas-horas-eis-as-horas-mais-criticas-1791717582697.jpg" data-image="waufynakwk4c" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>Uma frente fria irá atingir o arquipélago dos Açores nas próximas horas. O IPMA emitiu aviso amarelo de precipitação para os grupos Ocidental e Central.</figcaption></figure><p>Segundo a atual previsão, a chuva deverá cair no Grupo Ocidental até às 20h do dia de hoje, não se descartando alguns aguaceiros fracos pós-frontais, após esse horário. <strong>Entre as 17h e as 18h a intensidade da chuva poderá ser um pouco superior</strong>, ainda que não deva representar nenhum risco. </p><h2>Ilha Terceira poderá acumular cerca de 50 mm em 7 horas</h2><p>O maior risco poderá ser mesmo no Grupo Central, onde para a ilha Terceira está prevista uma acumulação de precipitação de cerca de<strong> 50 mm entre a meia-noite e as 7h de amanhã</strong>, segunda-feira. A ilha do Pico também poderá ser das mais chuvosas, onde, no mesmo período podem acumular-se cerca de 45 mm de chuva.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792747" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-a-medio-prazo-para-portugal-o-padrao-do-atlantico-norte-que-determinara-o-tempo-nos-proximos-10-dias.html" title="Previsão a médio prazo para Portugal: o padrão do Atlântico Norte que determinará o tempo nos próximos 10 dias">Previsão a médio prazo para Portugal: o padrão do Atlântico Norte que determinará o tempo nos próximos 10 dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-a-medio-prazo-para-portugal-o-padrao-do-atlantico-norte-que-determinara-o-tempo-nos-proximos-10-dias.html" title="Previsão a médio prazo para Portugal: o padrão do Atlântico Norte que determinará o tempo nos próximos 10 dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-medio-prazo-para-portugal-o-padrao-do-atlantico-norte-que-determinara-o-tempo-nos-proximos-10-dias-1791588449602_320.jpg" alt="Previsão a médio prazo para Portugal: o padrão do Atlântico Norte que determinará o tempo nos próximos 10 dias"></a></article></aside><p>Voltando à ilha Terceira, e falando da hora mais crítica da chuva prevista, o nosso modelo indica que <strong>pelas 7h poderão cair até 25 mm de chuva numa hora</strong>, representando metade da acumulação prevista para esta ilha no período acima mencionado. Na ilha do Pico, pelas 3h, poderão cair até 10 mm numa hora, assim como em São Jorge e na Graciosa, pelas 4h. <strong>Estas deverão ser as ilhas mais afetadas pela frente fria</strong>, que após as 12h de amanhã deverá já ter passado pelo arquipélago dando lugar a um dia mais seco e soalheiro.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-emite-aviso-amarelo-de-chuva-para-os-acores-frente-fria-chega-nas-proximas-horas-eis-as-horas-mais-criticas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um estudo da NASA afirma que talvez não haja limites para os efeitos das tempestades solares]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-estudo-da-nasa-afirma-que-talvez-nao-haja-limites-para-os-efeitos-das-tempestades-solares.html</link><pubDate>Sun, 11 Oct 2026 11:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Novos dados da NASA, recolhidos mais perto da Terra, indicam que as tempestades solares poderão ter efeitos muito mais graves na nossa tecnologia do que se pensava.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/no-haya-limites-efectos-de-las-tormentas-solares-1791176200822.png" data-image="o7ykqx7ylzht" alt="Quando o vento solar atinge a Terra durante uma tempestade solar, as correntes elétricas na alta atmosfera intensificam-se. No gráfico da esquerda, uma linha azul mostra como a intensidade média das correntes elétricas na alta atmosfera terrestre aumenta juntamente com a intensidade do vento solar, antes de estabilizar ou &quot;saturar&quot; progressivamente quando medida a cerca de um milhão de milhas da Terra. (Ambos os valores estão expressos em milivolts por metro). No gráfico da direita, uma nova análise baseada em medições do vento solar realizadas mais perto da Terra sugere que a intensidade média das correntes elétricas (linha cor-de-rosa) continua a aumentar à medida que a intensidade do vento solar cresce, sem um limite superior. NASA/Nithin Sivadas" title="Quando o vento solar atinge a Terra durante uma tempestade solar, as correntes elétricas na alta atmosfera intensificam-se. No gráfico da esquerda, uma linha azul mostra como a intensidade média das correntes elétricas na alta atmosfera terrestre aumenta juntamente com a intensidade do vento solar, antes de estabilizar ou &quot;saturar&quot; progressivamente quando medida a cerca de um milhão de milhas da Terra. (Ambos os valores estão expressos em milivolts por metro). No gráfico da direita, uma nova análise baseada em medições do vento solar realizadas mais perto da Terra sugere que a intensidade média das correntes elétricas (linha cor-de-rosa) continua a aumentar à medida que a intensidade do vento solar cresce, sem um limite superior. NASA/Nithin Sivadas"><figcaption>Quando o vento solar atinge a Terra durante uma tempestade solar, as correntes elétricas na alta atmosfera intensificam-se. No gráfico da esquerda, uma linha azul mostra como a intensidade média das correntes elétricas na alta atmosfera terrestre aumenta juntamente com a intensidade do vento solar, antes de estabilizar ou "saturar" progressivamente quando medida a cerca de um milhão de milhas da Terra. (Ambos os valores estão expressos em milivolts por metro). No gráfico da direita, uma nova análise baseada em medições do vento solar realizadas mais perto da Terra sugere que a intensidade média das correntes elétricas (linha cor-de-rosa) continua a aumentar à medida que a intensidade do vento solar cresce, sem um limite superior. NASA/Nithin Sivadas</figcaption></figure><p>Durante décadas, os cientistas acreditaram que existia um limite para a intensidade da resposta da Terra às tempestades solares. No entanto, um estudo conduzido pela NASA e publicado na revista Nature sugere que <strong>este limite é uma ilusão</strong>. Se for esse o caso, isso significaria que as tempestades solares poderiam ter consequências muito mais graves para as nossas tecnologias do que se pensava.</p><h2>Impactos solares na alta atmosfera </h2><p>As observações sugerem que as correntes elétricas na alta atmosfera terrestre — capazes de afetar satélites, comunicações e sinais de navegação — <strong>aumentam à medida que o vento solar se intensifica</strong>, mas apenas até certo ponto. </p><p>No entanto, uma equipa liderada pelo físico espacial Nithin Sivadas, do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt (Maryland), afirma que este <strong>aparente limite resulta simplesmente de incertezas associadas às medições do vento solar</strong>. </p><p>O problema reside no facto de a maioria das medições do vento solar serem realizadas por naves espaciais situadas a um milhão de quilómetros mais perto do Sol do que a Terra. No entanto, estatisticamente, o vento solar que acaba por chegar ao campo magnético terrestre é provavelmente mais fraco, explicou Sivadas. Isto dá a impressão de que <strong>os ventos solares potentes não geram correntes de intensidade proporcional, quando, na realidade, estas correntes são induzidas por ventos solares mais fracos</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779245" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/criam-um-escudo-de-plasma-para-proteger-a-terra-e-evitar-o-fim-da-internet-em-caso-de-tempestades-solares.html" title="Criam um 'escudo de plasma' para proteger a Terra e evitar o fim da Internet em caso de tempestades solares">Criam um "escudo de plasma" para proteger a Terra e evitar o fim da Internet em caso de tempestades solares</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/criam-um-escudo-de-plasma-para-proteger-a-terra-e-evitar-o-fim-da-internet-em-caso-de-tempestades-solares.html" title="Criam um 'escudo de plasma' para proteger a Terra e evitar o fim da Internet em caso de tempestades solares"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-proponen-un-metodo-para-proteger-artifivalmente-a-la-tierra-de-las-tormentas-solares-intensas-1784232534224_320.jpg" alt="Criam um 'escudo de plasma' para proteger a Terra e evitar o fim da Internet em caso de tempestades solares"></a></article></aside><p>A equipa analisou dados de mais de um milhão de medições do vento solar recolhidas por sondas da NASA muito mais próximas da Terra, como a MMS e a THEMIS. Ao contrário das medições realizadas a distâncias maiores, estas revelaram uma relação direta entre a intensidade do vento solar e a das correntes, sugerindo, assim, que<strong> não existe um limite superior</strong>. </p><p>Estas<strong> descobertas desafiam décadas de conhecimento</strong>, e novas observações de ventos solares intensos ajudarão a determinar se a resposta da Terra tem realmente um limite superior. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="NASA" data-year="" data-title="NASA" data-url="https%3A%2F%2Fscience.nasa.gov%2F">NASA. <a href="https://science.nasa.gov/" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">NASA</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-estudo-da-nasa-afirma-que-talvez-nao-haja-limites-para-os-efeitos-das-tempestades-solares.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um caso não resolvido com 25 anos foi resolvido: os vestígios provinham de um planeta de "segunda geração"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-caso-nao-resolvido-com-25-anos-foi-resolvido-os-vestigios-provinham-de-um-planeta-de-segunda-geracao.html</link><pubDate>Sun, 11 Oct 2026 10:07:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um antigo espectro do Hubble revelou a presença de nióbio e outros elementos inesperados na anã branca HS 0209+0832. Passados 25 anos, descobre-se um possível planeta gigante como a causa provável dos "vestígios" arquivados nessa altura.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/riaperto-e-risolto-un-cold-case-lungo-25-anni-le-impronte-erano-di-pianeta-di-seconda-generazione-1791479904150.png" data-image="r9jhiw3imhd4" alt="exoplaneta" title="exoplaneta"><figcaption> Representação artística do sistema HS 0209+0832. O possível planeta gigante orbita muito perto da anã branca quente e perde parte da sua atmosfera; o material ejetado pode voltar a cair sobre a estrela posteriormente. Crédito: NASA, ESA, Leah Hustak (STScI).</figcaption></figure><p>Os astrónomos da Universidade de Warwick (Reino Unido) resolveram recentemente um mistério que remontava há cerca de 25 anos. Nessa altura, o telescópio Hubble, ao observar uma anã branca, descobriu a p<strong>resença de elementos nunca antes observados na sua atmosfera</strong>. </p><p>Esta descoberta, sem precedentes para outras estrelas semelhantes, não pôde ser explicada e <strong>o caso foi encerrado</strong>.</p><h2> Um antigo espectro do Hubble escondia a assinatura do nióbio</h2><p>A anã branca em questão chama-se HS 0209+0832. Ela formou-se recentemente. Mais precisamente, <strong>a estrela gigante que deu origem à anã branca morreu há poucos milhões de anos</strong>.</p><p>A solução para o mistério — isto é, a presença de elementos desconhecidos, mas também de alguns conhecidos, porém <strong>nunca antes observados em anãs brancas</strong> — surgiu de uma nova análise de dados recolhidos no passado.</p><p> Recorrendo a modelos atmosféricos e a dados atómicos mais precisos, Jamie T. Williams e os seus colaboradores detetaram a <strong>presença de nióbio</strong> — um elemento raro e anteriormente não identificado —, bem como de cobre, zinco e níquel em quantidades invulgares para a atmosfera de uma anã branca. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/riaperto-e-risolto-un-cold-case-lungo-25-anni-le-impronte-erano-di-pianeta-di-seconda-generazione-1791479365956.jpg" data-image="2h5sfy5nyo3f" alt="Espectro" title="Espectro"><figcaption> Uma parte do espectro da anã branca HS 0209+0832 observada pelo Hubble. As características de absorção revelam a presença de nióbio, níquel e cálcio; o nióbio constitui um dos principais indícios da origem de segunda geração do material. Crédito: NASA, ESA, Leah Hustak (STScI).</figcaption></figure><p>O <strong>nióbio é produzido através dos chamados "processos s"</strong>, durante os quais elementos químicos mais leves capturam lentamente os neutrões para formar elementos mais pesados, como o nióbio.</p><p>Os processos que dão origem à formação do nióbio<strong> ocorrem em estrelas gigantes que começam a expelir as suas camadas exteriores</strong>, enriquecidas com carbono e elementos pesados, para depois formarem uma anã branca rodeada por uma nebulosa planetária.</p><h2> Um planeta nascido após a morte da sua estrela</h2><p> Segundo os investigadores, o material expelido pela estrela progenitora — rico em nióbio, cobre e zinco — <strong>terá formado uma espécie de disco em torno da anã branca</strong>, e é precisamente neste disco que terá surgido um planeta gasoso de "segunda geração". </p><p> Sabe-se que <strong>a formação de planetas ocorre no interior do disco protoestelar</strong>, quase em simultâneo com a formação da estrela-mãe. Neste caso, o planeta teria nascido no disco da estrela "morta" — isto é, a anã branca — e, por isso, seria um planeta de segunda geração. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/riaperto-e-risolto-un-cold-case-lungo-25-anni-le-impronte-erano-di-pianeta-di-seconda-generazione-1791479420627.jpg" data-image="p1hlxh0qjyo1" alt="evolução de uma estrela solar" title="evolução de uma estrela solar"><figcaption>O cenário proposto para HS 0209+0832: uma estrela semelhante ao Sol evolui até se tornar uma gigante vermelha, expele as suas camadas exteriores e deixa para trás uma anã branca. Parte do material expelido forma um novo disco, do qual poderá surgir um planeta de segunda geração. Crédito: NASA, ESA, Leah Hustak (STScI).</figcaption></figure><p>Por ser ainda jovem, <strong>a anã branca tem uma temperatura superficial muito elevada</strong>, de cerca de 35.800 K. Devido à sua extrema proximidade, a intensa radiação da anã branca está a erodir a atmosfera do planeta, formando um halo que cai sobre a atmosfera da estrela. <strong>Pensa-se que o telescópio Hubble terá observado as características químicas deste halo em 1999</strong>.</p><p>Outra possibilidade é que o <strong>núcleo de um planeta de primeira geração tenha sobrevivido à transformação da estrela</strong>. Posteriormente, terá adquirido uma nova atmosfera formada a partir do material expelido pela gigante vermelha.</p><h2> TESS encontra um planeta em torno da anã branca</h2><p> Através de técnicas de trânsito, a análise de dados do telescópio espacial TESS <strong>revelou um planeta a orbitar esta anã branca</strong>. Pode tratar-se de um planeta de segunda geração. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg> O planeta descoberto pelo TESS em torno da anã branca poderá ser um planeta de segunda geração.<br> <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A análise dos eclipses mostra um <strong>período orbital de aproximadamente 4,4 dias a uma distância suposta da estrela de 0,04 unidades astronómicas</strong>, ou 10 vezes mais perto do que Mercúrio está do Sol.</p><p>Segundo a interpretação da equipa, poderá tratar-se de um <strong>gigante gasoso de tamanho comparável ao de Júpiter</strong>. A equipa especula ainda que os eclipses observados poderão ser causados por uma cauda de gás de um cometa — produzida pela evaporação do planeta — em vez de pelo próprio planeta.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781127" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-sucessor-do-james-webb-ja-esta-em-desenvolvimento-este-e-o-megatelescopio-da-nasa-concebido-para-procurar-outra-terra.html" title="O sucessor do James Webb já está em desenvolvimento: este é o megatelescópio da NASA concebido para procurar outra Terra">O sucessor do James Webb já está em desenvolvimento: este é o megatelescópio da NASA concebido para procurar outra Terra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-sucessor-do-james-webb-ja-esta-em-desenvolvimento-este-e-o-megatelescopio-da-nasa-concebido-para-procurar-outra-terra.html" title="O sucessor do James Webb já está em desenvolvimento: este é o megatelescópio da NASA concebido para procurar outra Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-sucesor-de-james-webb-ya-esta-en-marcha-este-es-el-megatelescopio-de-la-nasa-disenado-para-buscar-otra-tierra-1785270499023_320.jpg" alt="O sucessor do James Webb já está em desenvolvimento: este é o megatelescópio da NASA concebido para procurar outra Terra"></a></article></aside><p> A proposta dos autores do estudo é muito interessante. De facto, <strong>ela estende a possibilidade de formação de planetas desde o nascimento da estrela até à sua morte</strong>. Será interessante investigar se estes vestígios de elementos químicos, como o nióbio, existem em redor de outras anãs brancas, o que poderá revelar outros planetas de segunda geração. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Jamie%20T.%20Williams%20et%20al." data-year="2026" data-title="Discovery%20of%20a%20second-generation%20planet%20candidate%20accreting%20onto%20a%20white%20dwarf" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41550-026-02983-7%23auth-Jamie_T_-Williams-Aff1">Jamie T. Williams et al.. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41550-026-02983-7#auth-Jamie_T_-Williams-Aff1" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Discovery of a second-generation planet candidate accreting onto a white dwarf</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-caso-nao-resolvido-com-25-anos-foi-resolvido-os-vestigios-provinham-de-um-planeta-de-segunda-geracao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alho: a data de plantação que decide o tamanho das cabeças]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/alho-a-data-de-plantacao-que-decide-o-tamanho-das-cabecas.html</link><pubDate>Sun, 11 Oct 2026 08:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Toda a gente planta alho e quase toda a gente se queixa do mesmo: cabeças pequenas. O problema raramente está na terra ou no adubo, está no dia em que os dentes foram enterrados.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/alho-a-data-de-plantacao-que-decide-o-tamanho-das-cabecas-1791560938248.png" data-image="syrogwr32tdm"><figcaption>Dentes de alho a serem enterrados um a um, com a ponta virada para cima e a poucos centímetros.</figcaption></figure><p><strong>O alho é das culturas mais fáceis da horta</strong> e, ao mesmo tempo, das que mais desilude. Planta-se, nasce bem, passa o inverno verdinho, e em junho saem umas cabeças do tamanho de uma noz.</p><p>A explicação não está em nada do que se faz durante o inverno. <strong>Está numa decisão tomada</strong> agora, em outubro, e que depois já não se consegue corrigir.</p><h2>O alho tem duas vidas separadas</h2><p>Ao contrário da maioria das hortícolas, <strong>o alho não cresce de forma contínua até à colheita. </strong>Faz duas coisas distintas, uma a seguir à outra.</p><p>Primeiro cria folhas e raízes, e é nisso que gasta todo o outono e todo o inverno. Depois, a certa altura da primavera, pára por completo de fazer folha nova e passa a encher o bolbo com as reservas que essas folhas produziram.</p><div class="texto-destacado"><strong>Bulbificação</strong>: <br><br>Momento em que a planta deixa de investir em folhas e passa a formar e a encher os dentes. Não é desencadeado pela idade da planta nem pelo adubo, mas sobretudo pela duração do dia: quando os dias passam das doze ou treze horas de luz, conforme a variedade, o interruptor liga-se e já não há volta atrás.</div><p>Em Portugal, essa duração atinge-se por volta de abril. E atinge-se na mesma data, quer a planta tenha sido posta na terra em outubro, quer tenha sido posta em janeiro.</p><h2>Cada folha é uma camada do bolbo</h2><p>Aqui está a mecânica que explica tudo o resto.</p><p>Cada folha que o alho forma antes da bulbificação corresponde a uma camada do bolbo, e é nas axilas das folhas interiores que se formam os dentes. Uma planta que chegue a abril com dez folhas tem material para uma cabeça grande e bem compartimentada. Uma planta que lá chegue com quatro folhas não tem.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O alho não escolhe quando engrossar, é o calendário solar que escolhe por ele. Cada semana de atraso na plantação é uma folha a menos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Por isso é que adubar em abril não resolve nada. Nessa altura a planta já não faz folha nova, e o fertilizante chega quando o tamanho possível da cabeça já está determinado.</p><p>A relação entre a data e o resultado é suficientemente direta para se poder pôr em números. <strong>A tabela seguinte</strong> mostra, para as condições médias do nosso território, quantas folhas a planta costuma conseguir formar consoante o mês em que vai à terra, e que tipo de cabeça isso acaba por dar.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Altura da plantação</p></th><th scope="col"><p>Folhas até à bolbificação</p></th><th scope="col"><p>Resultado provável</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Outubro</p></td><td><p>8 a 10</p></td><td><p>Cabeças grandes e bem formadas</p></td></tr><tr><td><p>Novembro</p></td><td><p>6 a 8</p></td><td><p>Cabeças médias</p></td></tr><tr><td><p>Dezembro</p></td><td><p>5 a 6</p></td><td><p>Cabeças pequenas</p></td></tr><tr><td><p>Janeiro ou mais tarde</p></td><td><p>3 a 4</p></td><td><p>Cabeças muito pequenas ou bolbo único</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Relação entre a data de plantação, o número de folhas formadas até à bolbificação e o tamanho esperado da cabeça, em condições médias de Portugal continental. Os valores são indicativos e variam com a variedade, com a região e com o rigor do inverno de cada ano. Fonte: elaboração própria.</td></tr></tbody></table><p>Aquele bolbo único da última linha é uma cabeça sem dentes nenhuns, redonda como uma cebolinha. <strong>Acontece quando a planta não teve tempo nem frio suficiente para diferenciar os dentes</strong>, e é o sinal clássico de plantação tardia.</p><h2>O provérbio marca o limite, não o ideal</h2><p><strong>Diz o ditado que no dia de São Martinho se planta o alho e se prova o vinho</strong>. É boa memória popular, mas convém lê-la como prazo e não como data recomendada.</p><p><strong>Quem planta a 11 de novembro ainda apanha uma colheita razoável</strong>. Quem planta três ou quatro semanas antes apanha cabeças visivelmente maiores, porque dá à planta mais um mês de temperaturas amenas para fazer folha antes de o frio travar o crescimento.</p><p>Há também diferença de região. <strong>Em Vila Real ou noutra zona de inverno rigoroso, outubro é mesmo o mês, porque o crescimento pára cedo</strong>. Em Beja e no sul, com outonos mais longos e amenos, há margem confortável até meados de novembro.</p><h2>O dente que se escolhe é o tamanho que se colhe</h2><p>Esta é a parte onde se perde metade do resultado sem dar por isso.</p><p><strong>Separe a cabeça apenas no dia da plantação e escolha os dentes maiores e exteriores.</strong> Os pequenos do interior dão plantas fracas e cabeças pequenas. Muita gente faz exactamente ao contrário, guardando os melhores dentes para a cozinha e plantando os miúdos, e depois não percebe o resultado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alho-a-data-de-plantacao-que-decide-o-tamanho-das-cabecas-1791561061981.png" data-image="12wrhjh0lwgk"><figcaption>Alho de supermercado: muitas vezes tratado para não abrolhar, e por isso pouco fiável para plantar</figcaption></figure><p>Evite também alho de supermercado. Além de poder trazer doenças do solo, muito do alho de armazém é tratado para não abrolhar, e simplesmente não nasce.</p><h2>Como plantar, sem complicar</h2><p><strong>Enterre cada dente com a ponta virada para cima,</strong> a três ou quatro centímetros de profundidade, deixando dez a quinze centímetros entre dentes e cerca de trinta entre linhas.</p><p>O alho não tolera terra encharcada, e em solos pesados vale a pena fazer camalhão para a água escoar. Nada de estrume fresco, que apodrece os dentes. Se o solo precisar de matéria orgânica, use composto bem curtido.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786858" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/guia-facil-para-cultivar-alho-em-casa-mesmo-em-vaso-e-colher-o-melhor-sabor-para-os-seus-pratos.html" title="Guia fácil para cultivar alho em casa (mesmo em vaso) e colher o melhor sabor para os seus pratos">Guia fácil para cultivar alho em casa (mesmo em vaso) e colher o melhor sabor para os seus pratos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/guia-facil-para-cultivar-alho-em-casa-mesmo-em-vaso-e-colher-o-melhor-sabor-para-os-seus-pratos.html" title="Guia fácil para cultivar alho em casa (mesmo em vaso) e colher o melhor sabor para os seus pratos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/guia-facil-para-cultivar-ajo-en-casa-incluso-en-maceta-y-cosechar-el-mejor-sabor-para-tus-platos-1786975989386_320.jpg" alt="Guia fácil para cultivar alho em casa (mesmo em vaso) e colher o melhor sabor para os seus pratos"></a></article></aside><h2>O que ainda vai decidir o tamanho na primavera</h2><p>Ficam duas coisas para o ano que vem, porque são as únicas que ainda somam depois de outubro.</p><p><strong>Se plantou alho roxo, </strong>a planta vai lançar uma haste floral no meio da primavera. Corte-a assim que aparecer. A planta deixa de gastar energia a fazer semente e passa a investi-la no bolbo, com ganhos que podem chegar a cerca de um quinto do peso. E essas hastes tenras são excelentes salteadas, portanto não se deita nada fora.</p><p>Depois, pare de regar duas a três semanas antes da colheita. Alho arrancado de terra húmida conserva-se mal e apodrece no armazenamento.</p><p><strong>Nas próximas semanas, escolha o dia pela previsão da sua zona.</strong> O melhor momento é com o solo húmido mas trabalhável, alguns dias depois de uma chuvada e não na véspera de outra. O solo de outubro ainda guarda calor do verão, e é esse calor que faz a raiz pegar depressa.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/alho-a-data-de-plantacao-que-decide-o-tamanho-das-cabecas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Dos navios ao nuclear: como a energia flutuante está a mudar o mundo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/dos-navios-ao-nuclear-como-a-energia-flutuante-esta-a-mudar-o-mundo.html</link><pubDate>Sun, 11 Oct 2026 07:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Como as centrais elétricas flutuantes estão a revolucionar o abastecimento de energia costeiro e os desafios legais da tecnologia nuclear marinha. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/dos-navios-ao-nuclear-como-a-energia-flutuante-esta-a-mudar-o-mundo-1791367603891.jpeg" data-image="7blgpxcc23lc"><figcaption>O conceito de gerar energia sobre a água começou em 1931 com o cargueiro SS Jacona, adaptado para socorrer povoações americanas sem luz após tempestades rigorosas.</figcaption></figure><p>As centrais elétricas flutuantes surgem como uma solução para os limites de espaço e o impacto visual das infraestruturas renováveis terrestres. </p><div class="texto-destacado">Trata-se de embarcações equipadas com sistemas de geração de energia que enviam eletricidade diretamente para a rede em terra, abastecendo regiões insulares, cidades costeiras ou zonas sob emergência. </div><p>A ideia <strong>teve origem em 1931</strong> com a conversão do cargueiro SS Jacona nos Estados Unidos, tendo-se expandido após a Segunda Guerra Mundial e <strong>ganho escala nos anos 1990</strong> para responder às necessidades energéticas de países em desenvolvimento.</p><h2>Mas afinal quais as frotas das centrais flutuantes?</h2><p> A frota atual divide-se maioritariamente entre navios geradores e barcaças. Os <strong>navios geradores são embarcações autopropulsadas</strong>, habitualmente convertidas de cargueiros, como o <em>MV Doğan Bey</em>, que produzem energia em grande escala através de gás natural ou óleos pesados. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dos-navios-ao-nuclear-como-a-energia-flutuante-esta-a-mudar-o-mundo-1791367773456.png" data-image="vrkt0aloql7f"><figcaption>Estes gigantes dos mares são antigos navios cargueiros transformados em centrais elétricas autónomas, capazes de navegar até zonas de crise e fornecer eletricidade imediata.</figcaption></figure><p>Por outro lado, as barcaças não possuem motor próprio e precisam de ser rebocadas. <strong>Quando equipadas com painéis solares e baterias, adaptam-se bem a comunidades fluviais e à aquacultura</strong>, distinguindo-se das instalações solares flutuantes fixas por poderem ser facilmente relocalizadas. </p><h2>A energia nuclear flutuante</h2><p> Como as barcaças solares têm uma capacidade de geração limitada e os navios convencionais utilizam combustíveis fósseis poluentes, a <strong>indústria tem vindo a focar-se na tecnologia nuclear flutuante</strong>. </p><div class="texto-destacado">O principal exemplo é o <em>Akademik Lomonosov</em>, operacional na Rússia desde 2019, que consegue abastecer mais de 200 mil pessoas e eliminar o consumo de combustível fóssil no Ártico. </div><p>Apesar de garantirem um fornecimento contínuo de energia limpa, <strong>estas centrais envolvem riscos ambientais significativos</strong>, como a gestão do combustível nuclear usado e a possibilidade de acidentes no reator. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dos-navios-ao-nuclear-como-a-energia-flutuante-esta-a-mudar-o-mundo-1791367950459.png" data-image="z2oy1cl0prtv"><figcaption>Sabia que o navio Akademik Lomonosov consegue gerar energia suficiente para substituir completamente o consumo de carvão e diesel numa cidade com mais de 200 mil habitantes?</figcaption></figure><p> O crescimento do interesse internacional nesta tecnologia suscita<strong> importantes dúvidas jurídicas</strong> sobre se estas infraestruturas devem ser classificadas como navios ou como centrais elétricas. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="668464" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/79-anos-da-bomba-de-hiroshima-o-futuro-da-energia-nuclear-no-planeta-guerra.html" title="79 anos da bomba de Hiroshima: o futuro da energia nuclear no planeta">79 anos da bomba de Hiroshima: o futuro da energia nuclear no planeta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/79-anos-da-bomba-de-hiroshima-o-futuro-da-energia-nuclear-no-planeta-guerra.html" title="79 anos da bomba de Hiroshima: o futuro da energia nuclear no planeta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/79-anos-da-bomba-de-hiroshima-o-futuro-da-energia-nuclear-no-planeta-historia-guerra-recursos-energeticos-1722893318573_320.jpg" alt="79 anos da bomba de Hiroshima: o futuro da energia nuclear no planeta"></a></article></aside><p>Subsistem também <strong>incertezas quanto à aplicação do Direito do Mar</strong>, à definição de responsabilidades em caso de incidentes ecológicos e aos padrões de segurança necessários. Embora entidades como o <em>American Bureau of Shipping</em> já tenham criado diretrizes iniciais, torna-se essencial estabelecer um enquadramento legal e normativo internacional que assegure uma operação segura e eficaz. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Tina%20Soliman-Hunter" data-year="2026" data-title="Floating%20power%20plants%20could%20offer%20coastal%20communities%20a%20reliable%20energy%20source.%20Here%E2%80%99s%20how" data-url="https%3A%2F%2Ftheconversation.com%2Ffloating-power-plants-could-offer-coastal-communities-a-reliable-energy-source-heres-how-289134">Tina Soliman-Hunter. (2026). <a href="https://theconversation.com/floating-power-plants-could-offer-coastal-communities-a-reliable-energy-source-heres-how-289134" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Floating power plants could offer coastal communities a reliable energy source. Here’s how</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/dos-navios-ao-nuclear-como-a-energia-flutuante-esta-a-mudar-o-mundo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Esta é uma das maiores igrejas com cúpula da Europa: uma maravilha arquitetónica na Floresta Negra]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-e-uma-das-maiores-igrejas-com-cupula-da-europa-uma-maravilha-arquitetonica-na-floresta-negra.html</link><pubDate>Sun, 11 Oct 2026 06:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Maior do que as cúpulas da Basílica de Santa Sofia, em Istambul, e da Catedral de São Paulo, em Londres, este imponente edifício religioso ergue-se numa pequena cidade termal de Baden-Württemberg.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/eine-der-gro-ten-kuppelkirchen-europas-das-architekturwunder-im-schwarzwald-1790582795320.jpeg" data-image="0acpawkzkp26" alt="St. Blasien" title="St. Blasien"><figcaption>Esta não é uma igreja de vilarejo comum: a Catedral de St. Blasien ergue-se imponente sobre a cidade de mesmo nome. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p><strong>Igrejas com cúpulas enormes</strong>? Muitas pessoas pensam imediatamente na Hagia Sophia em Istambul. A sua cúpula mede cerca de 32 metros de diâmetro, característica pela qual este edifício bizantino é famoso há séculos.</p><p>Mas no sul da Floresta Negra existe uma igreja com uma <strong>cúpula </strong>ainda maior: a <strong>Catedral de St. Blasien</strong>, que se estende por <strong>36 metros</strong>.</p><p>O edifício neoclássico, com a sua fachada de 63 metros de altura, ergue-se proeminentemente acima dos telhados da cidade termal com o mesmo nome. St. Blasien está localizado no distrito de Waldshut, na <strong>Alemanha</strong>, entre Waldshut e Schluchsee.</p><h2>A catedral domina a cidade</h2><p>Mesmo vista de fora<strong>, a catedral parece quase monumental para uma cidade pequena</strong> com menos de 4.000 habitantes. No entanto, a sua verdadeira dimensão só se revela plenamente quando se entra nela: 20 colunas sustentam a imponente estrutura da cúpula.</p><p>A história da catedral começa com um desastre: em <strong>1768</strong>, um incêndio destruiu a igreja do mosteiro medieval. O abade Martin Gerbert decidiu construir uma nova e encarregou o arquiteto francês Pierre Michel d'Ixnard de projetá-la.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/eine-der-gro-ten-kuppelkirchen-europas-das-architekturwunder-im-schwarzwald-1790583382351.jpeg" data-image="518ehx7y2v2n"><figcaption>A cúpula da catedral é igualmente impressionante quando vista de dentro. Foto: Bill Ernest/Adobe Stock</figcaption></figure><p>Treze anos depois, em novembro de 1781, realizou-se o primeiro serviço religioso na nova igreja com cúpula; a sua consagração ocorreu em <strong>1783</strong>.</p><h3>36 é o número mágico</h3><p>No interior, a escala do edifício reflete-se num sistema de medidas incomum. O <strong>diâmetro de 36 metros da rotunda corresponde exatamente à sua altura até ao topo da cúpula</strong>. A cúpula tem um raio de 18 metros, a mesma altura das 20 colunas independentes. Até mesmo o coro possui 36 metros de comprimento.</p><p>No entanto, a catedral não escapou de um desastre por muito tempo: em 1874, outro grande incêndio destruiu o edifício. Somente em <strong>1913 </strong>ela pôde ser consagrada novamente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/eine-der-gro-ten-kuppelkirchen-europas-das-architekturwunder-im-schwarzwald-1790582984527.jpeg" data-image="wzx7f8po1nb3" alt="Santa Maria del Fiore, Florence" title="Santa Maria del Fiore, Florence"><figcaption>Recorde mundial: a cúpula de Santa Maria del Fiore em Florença. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p> Durante a<strong> ampla restauração realizada para o seu bicentenário, em 1983</strong>, o interior adquiriu a sua atual aparência luminosa, destacando-se o estuque branco, o mármore e o mármore de Carrara.</p><p>Comparado a outras cúpulas europeias, o seu vão de 36 metros não detém o recorde. A rotunda de Mosta, em Malta, chega a 39 metros, enquanto a cúpula da Basílica de São Pedro, em Roma, mede 42 metros. O Panteão de Roma atinge impressionantes 43,2 metros.</p><h2>O recorde pertence a Florença</h2><p>Ainda maior é a cúpula de Santa Maria del Fiore, em Florença, com um diâmetro interno de 45,5 metros. Diz-se que é a maior cúpula de tijolos do mundo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792682" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/e-se-trocasse-as-ruas-de-lisboa-por-um-passeio-debaixo-da-cidade.html" title="E se trocasse as ruas de Lisboa por um passeio debaixo da cidade?">E se trocasse as ruas de Lisboa por um passeio debaixo da cidade?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/e-se-trocasse-as-ruas-de-lisboa-por-um-passeio-debaixo-da-cidade.html" title="E se trocasse as ruas de Lisboa por um passeio debaixo da cidade?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/e-se-trocasse-as-ruas-de-lisboa-por-um-passeio-debaixo-da-cidade-1791553129284_320.jpg" alt="E se trocasse as ruas de Lisboa por um passeio debaixo da cidade?"></a></article></aside><p>No entanto, alguns outros edifícios religiosos famosos são menores do que a aparência poderia sugerir: a cúpula da Catedral de São Paulo, em Londres, mede cerca de 34 metros, sendo, portanto, menor do que a de St. Blasien.</p><p>Os interessados em saber mais sobre a arquitetura da catedral podem participar de uma das <strong>visitas guiadas oferecidas regularmente</strong>. O ponto de encontro para estas visitas é o posto de informações turísticas.</p><p>A igreja está aberta a visitantes todos os dias. Não são permitidas visitas durante as celebrações religiosas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Lena%20Catharina%20Stawski" data-year="2026" data-title="In%20einer%20Kleinstadt%20im%20Schwarzwald%20steht%20eine%20der%20gr%C3%B6%C3%9Ften%20Kuppelkirchen%20Europas" data-url="https%3A%2F%2Fwww.reisereporter.de%2Freiseziele%2Feuropa%2Fdeutschland%2Fbaden-wuerttemberg%2Fschwarzwald%2Fin-einer-kleinstadt-im-schwarzwald-steht-eine-der-groessten-kuppelkirchen-europas-IHZG5HRC4RFBZHWHUX4U2H7LLU.html%3FoutputType%3Dvalid_amp">Lena Catharina Stawski. (2026). <a href="https://www.reisereporter.de/reiseziele/europa/deutschland/baden-wuerttemberg/schwarzwald/in-einer-kleinstadt-im-schwarzwald-steht-eine-der-groessten-kuppelkirchen-europas-IHZG5HRC4RFBZHWHUX4U2H7LLU.html?outputType=valid_amp" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">In einer Kleinstadt im Schwarzwald steht eine der größten Kuppelkirchen Europas</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-e-uma-das-maiores-igrejas-com-cupula-da-europa-uma-maravilha-arquitetonica-na-floresta-negra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[É aqui que vivem os portugueses mais infelizes]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/e-aqui-que-vivem-os-urbanos-mais-infelizes.html</link><pubDate>Sun, 11 Oct 2026 05:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Habitação cara, trânsito interminável e pouco tempo livre ajudam a explicar porque é que uma região portuguesa está no fundo da tabela da satisfação urbana.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/e-aqui-que-vivem-os-urbanos-mais-infelizes-de-portugal-1791575990370.jpg" data-image="9gx3zd04fvo0" alt="Portugal" title="Portugal"><figcaption>Casas caras, trânsito e pouco tempo livre são alguns dos principais motivos para o descontentamento. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Não temos dúvidas: <strong>Portugal tem cidades de que muitos habitantes gostam</strong>. Há, contudo, uma região onde a vida urbana parece dar mais dores de cabeça do que motivos para sorrir. </p><div class="texto-destacado">A habitação está cara, as deslocações consomem tempo e o ruído faz parte da banda sonora diária. </div><p>E, não, não é preciso muito para adivinhar. De facto, os residentes da <strong>Área Metropolitana de Lisboa </strong>são os mais insatisfeitos com a cidade onde vivem. A conclusão é de um novo estudo traçado pelo Barómetro das Cidades, divulgado a 29 de setembro pela Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS). </p><p>Este estudo ouviu 1247 pessoas e analisou a forma como os portugueses avaliam vários aspetos da vida urbana, desde o acesso à habitação e aos cuidados de saúde até à mobilidade, à segurança e às relações com os vizinhos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="697524" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-se-passa-em-braga-e-lisboa-saiba-os-locais-em-portugal-onde-mais-se-reclama-e-porque.html" title="O que se passa em Braga e Lisboa? Saiba os locais em Portugal onde mais se reclama e porquê">O que se passa em Braga e Lisboa? Saiba os locais em Portugal onde mais se reclama e porquê</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-se-passa-em-braga-e-lisboa-saiba-os-locais-em-portugal-onde-mais-se-reclama-e-porque.html" title="O que se passa em Braga e Lisboa? Saiba os locais em Portugal onde mais se reclama e porquê"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-se-passa-em-braga-e-lisboa-saiba-os-locais-em-portugal-onde-mais-se-reclama-e-porque-1739870992287_320.jpg" alt="O que se passa em Braga e Lisboa? Saiba os locais em Portugal onde mais se reclama e porquê"></a></article></aside><p>O resultado é claro: embora cerca de 70% dos inquiridos estejam satisfeitos com a cidade onde vivem, <strong>Portugal fica aquém da média europeia</strong>, que ronda os 86%. </p><p>Entre regiões, aliás, há diferenças consideráveis. Enquanto, na Área Metropolitana de Lisboa, apenas 58% dos residentes dizem estar satisfeitos, na Área Metropolitana do Porto a percentagem sobe para 76%. Nas cidades pequenas do litoral não metropolitano os resultados parecem ser mais positivos.</p><h2>Lisboa tem um problema com as casas (e não só)</h2><p>Se há uma preocupação que atravessa o país, é a <strong>dificuldade em encontrar uma casa adequada a um preço razoável</strong>. Na Área Metropolitana de Lisboa, onde se incluem municípios como Lisboa, Sintra, Cascais, Almada e Amadora, a questão pesa especialmente na avaliação da qualidade de vida.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776160" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-podemos-esperar-afinal-dos-precos-das-casas-em-portugal.html" title="O que podemos esperar, afinal, dos preços das casas em Portugal?">O que podemos esperar, afinal, dos preços das casas em Portugal?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-podemos-esperar-afinal-dos-precos-das-casas-em-portugal.html" title="O que podemos esperar, afinal, dos preços das casas em Portugal?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-podemos-esperar-afinal-dos-precos-das-casas-em-portugal-1782685213593_320.jpg" alt="O que podemos esperar, afinal, dos preços das casas em Portugal?"></a></article></aside><p>Segundo o barómetro, <strong>82% dos inquiridos desta região não consideram fácil encontrar habitação a preços acessíveis</strong>. A situação é ainda mais expressiva na Área Metropolitana do Porto, onde 88% partilham essa opinião. A nível nacional, apenas uma pequena minoria considera simples encontrar uma casa que se ajuste às necessidades e ao orçamento familiar.</p><p>E o problema não termina na procura de casa. Mais de metade dos inquiridos portugueses afirma que os <strong>encargos com a habitação limitam outras despesas do agregado familiar</strong>. Ou seja, pagar a renda ou a prestação pode significar ter menos dinheiro disponível para as compras do supermercado, para as atividades de lazer ou para aquelas pequenas escapadinhas que ajudam a quebrar a rotina.</p><p>A saúde também contribui para a insatisfação. Na Área Metropolitana de Lisboa, <strong>os cuidados de saúde primários e o acesso a serviços especializados e de emergência </strong>estão entre os aspetos que merecem avaliações menos favoráveis. Não admira, por isso, que a saúde e a habitação surjam no topo das prioridades apontadas pelos portugueses para melhorar a vida nas cidades.</p><h2>Entre filas de trânsito e transportes pouco fiáveis, sobra menos tempo para viver</h2><p>O custo da habitação não é a única dor de cabeça de quem vive na região de Lisboa. A <strong>mobilidade</strong> também pesa na avaliação dos residentes, sobretudo devido ao congestionamento rodoviário e à fiabilidade dos transportes públicos.</p><div class="texto-destacado">A rotina de muitos habitantes passa por sair de casa cedo, enfrentar o trânsito ou tentar acertar com os horários dos transportes e chegar ao destino com tempo para começar o dia. Quando o regresso a casa repete o mesmo cenário, as horas disponíveis para descansar, estar com a família ou simplesmente não fazer nada ficam mais curtas.</div><p>O <strong>tempo livre</strong> é, aliás, outro dos pontos em que os portugueses mostram margem para melhorar. No conjunto do país, apenas 58% dos inquiridos estão satisfeitos com o tempo de que dispõem para si.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/e-aqui-que-vivem-os-urbanos-mais-infelizes-de-portugal-1791576470018.jpg" data-image="mmwfm3duphs5" alt="Lisboa" title="Lisboa"><figcaption>Há vários fatores a condicionar a qualidade de vida dos portugueses. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Os números relativos aos hábitos de transporte também ajudam a enquadrar o cenário nacional. De acordo com o estudo, 79% dos inquiridos utilizam o automóvel diariamente, enquanto 28% recorrem todos os dias aos transportes públicos. </p><div class="texto-destacado">Nas cidades europeias usadas para comparação, a utilização diária dos transportes públicos chega aos 43%.</div><p>Além disso, a Área Metropolitana de Lisboa regista <strong>avaliações particularmente negativas em aspetos do ambiente urbano</strong>. Apenas 35% dos residentes estão satisfeitos com os níveis de ruído, 40% com a qualidade do ar e 30% com a limpeza urbana. </p><p>Estes resultados mostram como a qualidade de vida depende de muito mais do que ter restaurantes, lojas e serviços à porta.</p><h2>Viver numa cidade grande também pode significar sentir-se mais sozinho</h2><p>Além disso, a insatisfação não se mede apenas pelo preço das casas ou pelo tempo passado no trânsito. O<strong> sentimento de segurança e a relação com a comunidade</strong> também fazem parte da equação. Neste campo, as cidades mais pequenas apresentam vantagens.</p><p>Na Área Metropolitana de Lisboa, apenas 39% dos inquiridos dizem sentir um forte sentimento de pertença à comunidade local. A confiança nos vizinhos também é reduzida: 42% afirmam confiar nas pessoas que vivem perto de si. Já a participação nas atividades do bairro reúne apenas 33% de avaliações positivas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781861" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ruas-coloridas-boa-comida-e-muito-charme-esta-e-a-melhor-cidade-do-mundo-em.html" title="Ruas coloridas, boa comida e muito charme: esta é a melhor cidade do mundo em 2026">Ruas coloridas, boa comida e muito charme: esta é a melhor cidade do mundo em 2026</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ruas-coloridas-boa-comida-e-muito-charme-esta-e-a-melhor-cidade-do-mundo-em.html" title="Ruas coloridas, boa comida e muito charme: esta é a melhor cidade do mundo em 2026"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ruas-coloridas-boa-comida-e-muito-charme-esta-e-a-melhor-cidade-do-mundo-em-1785772447608_320.jpg" alt="Ruas coloridas, boa comida e muito charme: esta é a melhor cidade do mundo em 2026"></a></article></aside><p><strong>Nas cidades do interior, o cenário é diferent</strong><strong>e</strong>. Cerca de 68% dos inquiridos dizem confiar nos vizinhos, um sinal de relações de proximidade mais fortes. A perceção de segurança acompanha esta diferença: 49% dos residentes da Área Metropolitana de Lisboa sentem-se seguros a andar sozinhos no bairro durante a noite, contra 71% nas cidades do interior e 76% nas regiões autónomas.</p><p>Isto não significa que viver numa cidade pequena seja automaticamente melhor. O próprio estudo mostra que <strong>as necessidades variam consoante o território</strong>. Nas cidades do interior, por exemplo, o emprego e a economia local ganham especial importância, refletindo preocupações que podem ser menos visíveis nas grandes áreas metropolitanas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/e-aqui-que-vivem-os-urbanos-mais-infelizes-de-portugal-1791576727437.jpg" data-image="okxxvoq0so3g" alt="Lisboa" title="Lisboa"><figcaption>Identifica-se com estas questões? Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>No conjunto do país, os portugueses continuam a reconhecer aspetos positivos nas cidades onde vivem. A educação, o bairro e a própria habitação recebem avaliações globalmente favoráveis. Ainda assim, <strong>a distância face à média europeia e as diferenças entre regiões </strong>deixam uma mensagem difícil de ignorar: para melhorar a vida urbana, não basta construir mais edifícios ou atrair novos negócios. É preciso garantir casas a preços comportáveis, serviços de saúde acessíveis, deslocações mais simples e bairros onde as pessoas se sintam seguras e integradas.</p><p>Até lá, para muitos habitantes da Área Metropolitana de Lisboa, a cidade pode continuar a oferecer oportunidades e uma agenda cheia. </p><div class="texto-destacado">O desafio é conseguir aproveitar tudo isso sem passar uma parte excessiva do dia a pagar para viver, a caminho do trabalho ou à espera de chegar a casa.</div><p>“Muitos dos resultados parecem confirmar alguma intuição”, reconhece Patrícia Melo, mas os dados permitem perceber quais dessas perceções se verificam de forma sistemática nos diferentes territórios. O objetivo, resume, é fazer “um retrato territorial da perceção dos cidadãos sobre as dimensões que afetam a qualidade de vida em diferentes contextos urbanos”.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Funda%C3%A7%C3%A3o%20Francisco%20Manuel%20dos%20Santos" data-year="2026" data-title="Bar%C3%B3metro%20das%20Cidades" data-url="https%3A%2F%2Fffms.pt%2Fpt-pt%2Festudos%2Fbarometros%2Fbarometro-das-cidades%3F_gl%3D1*1j6wmnt*_up*MQ..*_ga*NjI0MTY0Mjg3LjE3OTA4NjU5Mjc.*_ga_N9RLJ8M581*czE3OTA4NjU5MjckbzEkZzAkdDE3OTA4NjU5MjckajYwJGwwJGgw">Fundação Francisco Manuel dos Santos. (2026). <a href="https://ffms.pt/pt-pt/estudos/barometros/barometro-das-cidades?_gl=1*1j6wmnt*_up*MQ..*_ga*NjI0MTY0Mjg3LjE3OTA4NjU5Mjc.*_ga_N9RLJ8M581*czE3OTA4NjU5MjckbzEkZzAkdDE3OTA4NjU5MjckajYwJGwwJGgw" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Barómetro das Cidades</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/e-aqui-que-vivem-os-urbanos-mais-infelizes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[E se trocasse as ruas de Lisboa por um passeio debaixo da cidade?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/e-se-trocasse-as-ruas-de-lisboa-por-um-passeio-debaixo-da-cidade.html</link><pubDate>Sat, 10 Oct 2026 10:33:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>No final deste mês, há uma visita guiada à Galeria do Loreto que permite descobrir os túneis subterrâneos ligados à história do abastecimento de água da capital.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/e-se-trocasse-as-ruas-de-lisboa-por-um-passeio-debaixo-da-cidade-1791553129284.jpg" data-image="kw41vsjej7g4" alt="Galeria subterrânea" title="Galeria subterrânea"><figcaption>Lisboa esconde uma galeria subterrânea que pode descobrir este mês. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>O outono já se instalou em Portugal, mas os termómetros parecem não ter recebido o aviso. Pelo menos, nos próximos dias. </p><p>“Até domingo, especialmente ao longo da faixa interior Centro e Sul, e sobretudo nesta última região, <strong>as temperaturas deverão manter-se acima dos 25 ºC</strong>, ainda que não devam ultrapassar os 28 ºC”, avisa Joana Campos.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.<br> </div><p>Apesar das manhãs e noites frias, tal como tem vindo a acontecer nos últimos dias, esperam-se tardes quentes, "com temperaturas na ordem dos 30 ºC em vários locais e durante vários dias”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792621" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-entre-segunda-e-quarta-feira-uma-dorsal-anticiclonica-podera-levar-os-termometros-ate-aos-32-c.html" title="Joana Campos: 'Entre segunda e quarta-feira, uma dorsal anticiclónica poderá levar os termómetros até aos 32 ºC'">Joana Campos: "Entre segunda e quarta-feira, uma dorsal anticiclónica poderá levar os termómetros até aos 32 ºC"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-entre-segunda-e-quarta-feira-uma-dorsal-anticiclonica-podera-levar-os-termometros-ate-aos-32-c.html" title="Joana Campos: 'Entre segunda e quarta-feira, uma dorsal anticiclónica poderá levar os termómetros até aos 32 ºC'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/joana-campos-entre-segunda-e-quarta-feira-uma-dorsal-anticiclonica-podera-levar-os-termometros-ate-aos-32-c-1791537851559_320.jpg" alt="Joana Campos: 'Entre segunda e quarta-feira, uma dorsal anticiclónica poderá levar os termómetros até aos 32 ºC'"></a></article></aside><p>Isto significa que ainda pode aproveitar os últimos raios de sol para dar um passeio pela praia ou dar aquela volta de bicicleta que anda a adiar. Ainda assim, há que começar a planear atividades com que se ocupar quando o <strong>tempo começar a arrefecer</strong>. Uma delas, acontece já no final deste mês. O melhor? É à prova de chuva, frio, vento e também de calor. </p><p>Como? Afinal, quando a aventura acontece debaixo da cidade, dentro de túneis, pouco importa se lá fora chove ou se fazem 30 °C.</p><h2>Uma visita guiada à Galeria do Loreto</h2><p>“<strong>Debaixo de Lisboa</strong> existe uma rede de túneis que poucos conhecem e que ajudou a levar a água a diferentes pontos da cidade na antiguidade”, começamos por ler na revista ‘NiT’. “Hoje, estas construções continuam escondidas debaixo das ruas da capital e podem ser exploradas por quem quiser trocar os passeios na rua por uma viagem ao subsolo lisboeta.”</p><div class="texto-destacado">Já começou a perceber a ideia, certo? Este mês, há uma galeria subterrânea para descobrir.</div><p>O Museu da Água preparou uma visita guiada à Galeria do Loreto. No dia 25 de outubro, domingo, poderá explorar uma <strong>passagem subterrânea</strong>, escondida sob as ruas da capital e ligada precisamente à história do abastecimento de água.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/e-se-trocasse-as-ruas-de-lisboa-por-um-passeio-debaixo-da-cidade-1791553402905.jpg" data-image="ubyrfmeh8cy4" alt="Galeria subterrânea" title="Galeria subterrânea"><figcaption>Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>“A Galeria do Loreto está integrada no sistema das Águas Livres e estende-se por baixo de algumas das zonas mais conhecidas da capital, como a Rua do Loreto, a Rua da Misericórdia, a Rua de São Pedro de Alcântara, a Rua Dom Pedro V e a Rua da Escola Politécnica.”</p><p>Durante a experiência,<strong> os participantes poderão descobrir um lado menos conhecido da cidade</strong>. Um que integrava o sistema Aqueduto das Águas Livres e que abastecia alguns estabelecimentos públicos como a Imprensa Nacional, o Passeio Público, a Misericórdia, o recolhimento de S. Pedro de Alcântara, o Passeio de S. Pedro de Alcântara e o Quartel da Guarda Municipal do Carmo.</p><h2>Mais informações e detalhes</h2><p>E onde é que tudo começa? O ponto de encontro da atividade vai ser no número 12 da Rua das Amoreiras, na Casa do Registo. O ponto de chegada, por sua vez, vai ser o Reservatório da Patriarcal, na Praça do Príncipe Real.</p><p><strong>A experiência é desaconselhada a pessoas com claustrofobia</strong>. “Aconselha-se a utilização de sapatos fechados, impermeáveis e confortáveis”, recomendam ainda os responsáveis.</p><p>Estas visitas guiadas vão acontecer às 14:30 e às 16:30. Têm um valor de 6€ por pessoa e os bilhetes podem ser comprados online.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Epal" data-year="" data-title="Galeria%20do%20Loreto" data-url="https%3A%2F%2Fwww.epal.pt%2FEPAL%2Fmenu%2Fmuseu-da-%25C3%25A1gua%2Fexposi%25C3%25A7%25C3%25A3o-permanente-patrim%25C3%25B3nio-associado%2Faquedutos-subterr%25C3%25A2neos---percursos%2Fgaleria-do-loreto">Epal. <a href="https://www.epal.pt/EPAL/menu/museu-da-%C3%A1gua/exposi%C3%A7%C3%A3o-permanente-patrim%C3%B3nio-associado/aquedutos-subterr%C3%A2neos---percursos/galeria-do-loreto" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Galeria do Loreto</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Pincelli%2C%20I" data-year="2026" data-title="Este%20m%C3%AAs%2C%20vai%20poder%20visitar%20uma%20galeria%20subterr%C3%A2nea%20em%20Lisboa%20por%206%E2%82%AC" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fna-cidade%2Feste-mes-vai-poder-visitar-uma-galeria-subterranea-de-lisboa-por-menos-de-10e">NiT, Pincelli, I. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/este-mes-vai-poder-visitar-uma-galeria-subterranea-de-lisboa-por-menos-de-10e" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Este mês, vai poder visitar uma galeria subterrânea em Lisboa por 6€</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/e-se-trocasse-as-ruas-de-lisboa-por-um-passeio-debaixo-da-cidade.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Começou em 1927 e continua em curso: a experiência em que uma única gota pode demorar dez anos a cair]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/comecou-em-1927-e-continua-em-curso-a-experiencia-em-que-uma-unica-gota-pode-demorar-dez-anos-a-cair.html</link><pubDate>Sat, 10 Oct 2026 10:02:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um cientista cuidou dele durante 52 anos e morreu sem ver cair uma única gota. O que demonstra esta experiência para que, quase um século depois, ainda haja pessoas à espera em frente ao funil?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/comenzo-en-1944-y-sigue-funcionando-el-experimento-donde-una-sola-gota-puede-tardar-diez-anos-en-caer-1791431128200.png" data-image="l2mergojdiwj" alt="ciência; física; viscosidade; gota de alcatrão; experimento; Queensland" title="ciência; física; viscosidade; gota de alcatrão; experimento; Queensland"><figcaption>O alcatrão parece sólido, mas pode fluir como um líquido... se tiver paciência suficiente para o observar.</figcaption></figure><p>Pode concluir uma licenciatura, mudar de emprego e mudar-se várias vezes <strong>enquanto uma gota continua a formar-se nesta experiência</strong>. No <em>Trinity College Dublin</em>, na Irlanda, uma substância negra desce há décadas por um funil a um ritmo desesperante lento. Estamos a falar, aproximadamente, de uma gota formada a cada dez anos.</p><div class="texto-destacado">A experiência da gota de alcatrão de Queensland, na Austrália, iniciada em 1927, está em curso há quase um século e detém o recorde do Guinness de duração em laboratório.</div><p>A este ritmo, "a gota que faz transbordar o copo" seria o desfecho de uma saga de várias gerações. E é assim que funciona a experiência da gota de alcatrão, uma <strong>demonstração realizada em várias instituições para mostrar algo que parece desafiar toda a lógica ou intuição</strong>. Pode fluir uma substância que parece sólida?</p><h2>Um material que engana os nossos sentidos</h2><p>O pez é uma substância escura que pode ser obtida a partir de diferentes matérias-primas, como os derivados do petróleo ou as resinas vegetais. Pode parecer tão sólido que se parte ao ser atingido por um martelo. No entanto, <strong>sob a ação constante da gravidade, flui lentamente</strong> — ênfase em "lentamente" — e acaba por formar gotas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/comenzo-en-1944-y-sigue-funcionando-el-experimento-donde-una-sola-gota-puede-tardar-diez-anos-en-caer-1791431419565.png" data-image="4mnv42pe9snx" alt="ciência; física; Guinness; experiência; gota de alcatrão" title="ciência; física; Guinness; experiência; gota de alcatrão"><figcaption>Montagens da experiência da gota de alcatrão em Queensland (à esquerda) e no Trinity College Dublin (à direita). Créditos: Universidade de Queensland e Patrick Keegan / Wikimedia Commons, licença CC BY 4.0.</figcaption></figure><p>A<strong> chave está na sua viscosidade, ou seja, na sua resistência ao fluxo</strong>. Vamos usar o mel como comparação do dia a dia. Quando deitamos mel, este flui mais lentamente do que a água. É mais viscoso. Bem, o alcatrão leva essa qualidade ao extremo. Em 2013, os investigadores calcularam que a sua <strong>viscosidade é aproximadamente dois milhões de vezes superior à do mel</strong>.</p><h2>Mesma ideia, funis diferentes</h2><p>O procedimento para realizar a experiência de gotejamento de alcatrão pode variar. Algumas montagens começam por aquecer o piche e vertê-lo para um funil selado. Após o arrefecimento e a sedimentação, a saída é aberta. Outras utilizam fragmentos que se aglomeram e fluem gradualmente. Mas todos eles permitem observar <strong>como um material aparentemente rígido se deforma e "flui" ao longo do tempo</strong>.</p><div class="texto-destacado">A experiência do Trinity College Dublin começou em 1944 e ainda está em curso. Uma queda foi filmada pela primeira vez em 2013; outra queda ocorreu em 2024 sem testemunhas.</div><p>Em Queensland, na Austrália, Thomas Parnell preparou a sua versão em 1927, utilizando um funil. Abriu o funil em 1930. <strong>A primeira gota demorou oito anos a cair</strong>. A contagem oficial até hoje mantém-se nas nove gotas. A última caiu em abril de 2014. Ainda estamos à espera da décima.</p><p>Entretanto, a Universidade de Aberystwyth, no País de Gales, mantém uma instalação iniciada em 1914. Mas<strong> ainda não se formou nenhuma gota</strong>. Claro que o facto de não ter caído nenhuma gota não significa que a experiência tenha terminado. Aqui, <strong>a espera faz parte do processo</strong>; e a paciência, muita paciência.</p><h2>Esperar décadas e perder o momento</h2><p>A experiência australiana detém o recorde mundial do Guinness para a experiência de laboratório de maior duração. O seu segundo responsável, John Mainstone, cuidou dele durante 52 anos. Sob a sua responsabilidade, caíram cinco gotas, mas <strong>nunca testemunhou o momento em que uma delas se desprendeu</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/comenzo-en-1944-y-sigue-funcionando-el-experimento-donde-una-sola-gota-puede-tardar-diez-anos-en-caer-1791431754149.png" data-image="h1jza2h3x7ug" alt="ciência; Guinness; Queensland; experimento; curiosidade" title="ciência; Guinness; Queensland; experimento; curiosidade"><figcaption>Mainstone, juntamente com Parnell, recebeu o Prémio Ig Nobel de Física, um prémio para investigação que faz rir e depois pensar. Imagem retirada do site da Universidade de Queensland.</figcaption></figure><p>Entretanto, a experiência irlandesa alcançou outro marco. A 11 de julho de 2013, <strong>uma câmara registou, pela primeira vez, o desprendimento de uma gota neste tipo de demonstração</strong>. Mas nem esse sucesso garantiu a captura da próxima. A Trinity informou que outra gota caiu sem ser observada em 2024.</p><p>Mas o objetivo destas experiências vai além de simplesmente esperar por uma gota. <strong>A ideia é demonstrar que o alcatrão pode fluir mesmo quando parece sólido e estimar a sua resistência ao fluxo</strong>. A experiência também ilustra por que razão o tempo de observação é importante. Observar apenas durante alguns minutos pode levar a uma conclusão diferente de observar durante anos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783240" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-astrofisico-especializado-zeus-valtierra-explica-nos-o-que-aconteceria-a-terra-se-a-lua-desaparecesse.html" title="O astrofísico especializado Zeus Valtierra explica-nos o que aconteceria à Terra se a Lua desaparecesse">O astrofísico especializado Zeus Valtierra explica-nos o que aconteceria à Terra se a Lua desaparecesse</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-astrofisico-especializado-zeus-valtierra-explica-nos-o-que-aconteceria-a-terra-se-a-lua-desaparecesse.html" title="O astrofísico especializado Zeus Valtierra explica-nos o que aconteceria à Terra se a Lua desaparecesse"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-astrofisico-especializado-zeus-valtierra-nos-dice-que-le-pasaria-a-la-tierra-si-la-luna-desapareciera-1786239227583_320.jpg" alt="O astrofísico especializado Zeus Valtierra explica-nos o que aconteceria à Terra se a Lua desaparecesse"></a></article></aside><p>A verdade é que estas experiências continuam a ensinar uma lição simples.<strong> O que vemos diariamente abrange apenas um breve instante do que acontece na natureza</strong>. Por vezes, perceber ou descobrir um movimento exige anos de observação. E aqui, a tarefa, e a paciência, são partilhadas por várias gerações.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="School%20of%20Mathematics%20and%20Physics%20of%20The%20University%20of%20Queensland" data-year="2026" data-title="Pitch%20Drop%20experiment" data-url="https%3A%2F%2Fsmp.uq.edu.au%2Fpitch-drop-experiment">School of Mathematics and Physics of The University of Queensland. (2026). <a href="https://smp.uq.edu.au/pitch-drop-experiment" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Pitch Drop experiment</a>.</cite><br><cite data-author="Trinity%20Collage%20Dublin" data-year="2013" data-title="Trinity%20Scientists%20Capture%20Pitch%20Drop%20on%20Camera%20for%20First%20Time" data-url="https%3A%2F%2Fwww.tcd.ie%2Fnews_events%2Farticles%2Ftrinity-scientists-capture-pitch-drop-on-camera-for-first-time">Trinity Collage Dublin. (2013). <a href="https://www.tcd.ie/news_events/articles/trinity-scientists-capture-pitch-drop-on-camera-for-first-time" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Trinity Scientists Capture Pitch Drop on Camera for First Time</a>.</cite><br><cite data-author="Trinity%20Collage%20Dublin" data-year="2024" data-title="80-year%20experiment%20put%20in%20the%20hands%20of%20Ireland%E2%80%99s%20young%20scientists" data-url="https%3A%2F%2Fwww.tcd.ie%2Fnews_events%2Farticles%2F2024%2F80-year-experiment-put-in-the-hands-of-irelands-young-scientists%2F">Trinity Collage Dublin. (2024). <a href="https://www.tcd.ie/news_events/articles/2024/80-year-experiment-put-in-the-hands-of-irelands-young-scientists/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">80-year experiment put in the hands of Ireland’s young scientists</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/comecou-em-1927-e-continua-em-curso-a-experiencia-em-que-uma-unica-gota-pode-demorar-dez-anos-a-cair.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O desaparecimento de insetos pode desencadear uma crise na vida selvagem]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-desaparecimento-de-insetos-pode-desencadear-uma-crise-na-vida-selvagem.html</link><pubDate>Sat, 10 Oct 2026 09:34:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A vida selvagem em todo o planeta depende dos insetos de maneiras muito mais variadas do que a maioria de nós imagina. O declínio contínuo das populações de insetos pode ter consequências graves para animais e ecossistemas, segundo uma nova e importante análise global.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/disappearing-insects-could-spark-wildlife-crisis-1791390632299.jpg" data-image="jragnua9tzpe"><figcaption>Os sapos-flecha produzem as suas toxinas graças aos insetos que ingerem.</figcaption></figure><p>Um novo estudo revela que <strong>os insetos sustentam a vida selvagem</strong> não apenas como alimento, mas também como construtores, empregados de limpeza, médicos e até mesmo guarda-costas químicos.</p><p>A investigação constatou que <strong>quase três quartos das espécies de vida selvagem terrestres e de água doce se alimentam de invertebrados — principalmente insetos</strong> — e que mais de dois quintos dependem deles exclusivamente.</p><p>De ursos-pardos e chimpanzés a lagartixas e rãs-venenosas, dezenas de milhares de espécies dependem dos insetos para sobreviver.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A perda de insetos ameaça alterar ecossistemas, prejudicar a polinização e a dispersão de sementes, enfraquecer a limpeza do ambiente e modificar as inúmeras interações que permitem o funcionamento dos ecossistemas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Mas o alimento é apenas o começo. Muitos animais dependem de frutas, sementes e outros alimentos que só existem porque<strong> insetos polinizam plantas ou dispersam sementes</strong>.</p><p>Alguns animais selvagens desenvolveram até mesmo formas extraordinárias de capturar insetos, como anfíbios e camaleões com línguas projetáveis, ou aves que aprenderam a remover os ferrões das abelhas antes de comê-las.</p><h2>Insetos mantêm o funcionamento dos ecossistemas</h2><p><strong>Termiteiras e formigueiros servem como abrigo pronto para muitas espécies</strong>. Os animais utilizam estas estruturas para se proteger de predadores, reproduzir-se ou depositar ovos. Estas habitações construídas por insetos podem ser refúgios essenciais em ambientes hostis.</p><p>Alguns animais, como os sapos-flecha, produzem toxinas que os tornam menos atraentes para predadores, obtendo-as a partir das formigas e besouros que consomem.</p><p>Os<strong> insetos também ajudam a reduzir o risco de doenças ao decompor ou desidratar fezes</strong>, o que elimina parasitas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/voce-ainda-ve-vaga-lumes-entenda-os-motivos-por-tras-do-desaparecimento-preocupante-do-inseto.html" title="Ainda vê pirilampos? Entenda os motivos por trás do desaparecimento preocupante deste inseto ">Ainda vê pirilampos? Entenda os motivos por trás do desaparecimento preocupante deste inseto </a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/voce-ainda-ve-vaga-lumes-entenda-os-motivos-por-tras-do-desaparecimento-preocupante-do-inseto.html" title="Ainda vê pirilampos? Entenda os motivos por trás do desaparecimento preocupante deste inseto "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/voce-ainda-ve-vaga-lumes-entenda-os-motivos-por-tras-do-desaparecimento-preocupante-do-inseto-1779988054485_320.jpg" alt="Ainda vê pirilampos? Entenda os motivos por trás do desaparecimento preocupante deste inseto "></a></article></aside><p><strong>Besouros protegem aves e mamíferos de insetos </strong>que picam e das doenças que eles transmitem, alimentando-se das larvas de moscas-varejeiras e de outras pragas.</p><p>Algumas espécies chegam a utilizar insetos diretamente como <strong>medicamento</strong>: chimpanzés aplicam insetos em feridas abertas, enquanto aves, répteis, anfíbios, roedores e primatas usam formigas para a higiene corporal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/disappearing-insects-could-spark-wildlife-crisis-1791390998396.jpeg" data-image="iot2h8l6yy10"><figcaption>Besouros-roladores reciclam dejetos animais e devolvem os nutrientes ao solo.</figcaption></figure><p> Existem também<strong> relações notáveis de "convivência"</strong>. Mariposas vivem em ninhos de corujas e guarda-rios, onde fazem a limpeza de pelos, penas e fezes.</p><p>Outras vivem sobre o dorso de bichos-preguiça, depositando nitrogénio que favorece o crescimento de algas — uma fonte de alimento fundamental para os próprios bichos-preguiça. </p><h2>Proteger insetos é proteger a biodiversidade</h2><p>No entanto, os cientistas alertam que o <strong>declínio generalizado das populações de insetos </strong>pode perturbar todas estas interações.</p><p>O Dr. Rob Cooke, ecólogo do Centro de Ecologia e Hidrologia do Reino Unido (UKCEH), afirmou que as formas notáveis como os<strong> insetos sustentam outros animais </strong>são "frequentemente ignoradas". "É provável que o declínio generalizado dos insetos à escala global tenha efeitos de grande alcance sobre a vida selvagem", disse.</p><p>"Além de reduzir uma fonte essencial de alimento,<strong> a perda de insetos traz o risco de alterar ecossistemas, prejudicar a polinização e a dispersão de sementes</strong>, enfraquecer processos de limpeza natural e modificar as inúmeras interações que permitem o funcionamento dos ecossistemas", afirmou ele.</p><p>Esta pesquisa foi liderada pelo UKCEH e pela Universidade de Binghamton, dos EUA, e analisou cerca de 300 artigos científicos publicados nos últimos 75 anos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Cooke%2C%20et%20al" data-year="2026" data-title="The%20importance%20of%20insect%20biodiversity%20for%20vertebrates" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs44358-026-00201-w">Cooke, et al. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s44358-026-00201-w" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The importance of insect biodiversity for vertebrates</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-desaparecimento-de-insetos-pode-desencadear-uma-crise-na-vida-selvagem.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tom Hanks tem um asteroide com o seu nome: de "Apollo 13" à National Space Society, a outra paixão do ator]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/tom-hanks-tem-um-asteroide-com-o-seu-nome-de-apollo-13-a-national-space-society-a-outra-paixao-do-ator.html</link><pubDate>Sat, 10 Oct 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A paixão de Tom Hanks pelo espaço tem estado presente em boa parte da sua carreira, desde o filme "Apollo 13" aos seus trabalhos para a National Space Society.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tom-hanks-tiene-hasta-un-asteroide-con-su-nombre-del-apolo-13-a-la-national-space-society-la-otra-pasion-del-actor-1791349550567.jpg" data-image="hl1e231trxhb" alt="Tom Hanks em &quot;Apollo 13&quot;" title="Tom Hanks em &quot;Apollo 13&quot;"><figcaption>Tom Hanks transformou a sua paixão pelo espaço em mais uma faceta da sua carreira, intimamente ligada à NASA e à exploração lunar. O seu papel em "Apollo 13" e o seu trabalho em produções sobre o programa espacial reforçaram esta ligação. Imagem: Universal Pictures.</figcaption></figure><p>O ator Tom Hanks conquistou uma posição de destaque no cinema norte-americano, com uma carreira que lhe valeu dois Óscares e várias nomeações da Academia. No entanto, <strong>a sua relação com o espaço vai muito para além daquele filme</strong>, estando presente em diferentes fases da sua vida. Atualmente, o ator integra o Conselho de Governadores da National Space Society, uma organização ligada à exploração espacial. Esta relação tem-se manifestado na televisão, em documentários e em diversas iniciativas de divulgação.</p><p>O seu interesse pelo espaço já tinha sido demonstrado na exposição "<em>Moonwalkers: Uma Viagem com Tom Hanks</em>", realizada em 2024 na galeria Lightroom, em Londres. <strong>A exposição abordava as primeiras alunagens do programa Apollo, entre 1969 e 1972</strong>. Além disso, apresentava imagens, projeções e entrevistas com os astronautas selecionados para o projeto Artemis II, incluindo Victor Glover, Jeremy Hansen, Christina Koch e Reid Wiseman.</p><h2>Tom Hanks e o espaço desde "Apollo 13"</h2><p>Hanks interpretou o astronauta Jim Lovell no filme "<em>Apollo 13</em>", lançado em 1995. O filme relatava a história da <strong>missão lunar que teve de desistir da alunagem após a explosão de um tanque de oxigénio</strong>. A longa-metragem foi nomeada ao Oscar de Melhor Filme.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/qo8OheTCm4A/sddefault.jpg" alt="youtube video id=qo8OheTCm4A" id="qo8OheTCm4A"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Hanks também apareceu em “<em>From the Earth to the Moon</em>”, uma <strong>minissérie de 12 episódios da HBO sobre os primeiros anos do programa espacial americano</strong>. A produção recebeu o Emmy e o Globo de Ouro de melhor minissérie em 1998. O seu interesse em contar a história espacial continuou em “<em>Magnificent Desolation: Walking on the Moon in 3D</em>”, lançado em 2005 para o formato IMAX.</p><p>Nesta produção, assumiu as funções de narrador, argumentista e produtor. O filme centrou-se na<strong> experiência dos astronautas que caminharam sobre a superfície lunar</strong>. A esta trajetória juntou-se o reconhecimento da NASA: a 27 de abril de 2000, a agência atribuiu-lhe o NASA Public Service Award pelo seu contributo para despertar o interesse do público pela exploração espacial.</p><h2>Tom Hanks e o espaço: de Hollywood a um asteróide com o seu nome</h2><p>A relação de Hanks com a astronomia estendeu-se também à nomenclatura de corpos menores do Sistema Solar. <strong>O asteroide 12818 Tomhanks recebeu este nome em homenagem ao ator e à sua relação com a exploração espacial</strong>. Assim, o nome do ator chegou ao espaço por uma via muito diferente dos seus filmes e documentários sobre a NASA.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tom-hanks-tiene-hasta-un-asteroide-con-su-nombre-del-apolo-13-a-la-national-space-society-la-otra-pasion-del-actor-1791351296572.jpeg" data-image="y27gmx1pv0r9" alt="Estrela de Tom Hanks na Calçada da Fama de Hollywood" title="Estrela de Tom Hanks na Calçada da Fama de Hollywood"><figcaption>Tom Hanks construiu uma das carreiras mais reconhecidas de Hollywood, com dois Óscares e filmes como Forrest Gump, Philadelphia e Apollo 13.</figcaption></figure><p>O seu percurso cinematográfico ganhou dimensão internacional com "Quero Ser Grande" (Big), em 1988, filme que lhe valeu a sua primeira nomeação para os Óscares e o Globo de Ouro de Melhor Ator. "Filadélfia", lançado em 1993, garantiu-lhe o primeiro Óscar de Melhor Ator. Um ano depois, voltou a conquistar a estatueta por "Forrest Gump", filme que arrecadou também o Óscar de Melhor Filme.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792205" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/brian-may-guitarrista-da-banda-queen-e-doutorado-em-astrofisica-colaborou-com-a-nasa-na-sua-primeira-missao-a-plutao.html" title="Brian May, guitarrista da banda Queen e doutorado em astrofísica, colaborou com a NASA na sua primeira missão a Plutão">Brian May, guitarrista da banda Queen e doutorado em astrofísica, colaborou com a NASA na sua primeira missão a Plutão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/brian-may-guitarrista-da-banda-queen-e-doutorado-em-astrofisica-colaborou-com-a-nasa-na-sua-primeira-missao-a-plutao.html" title="Brian May, guitarrista da banda Queen e doutorado em astrofísica, colaborou com a NASA na sua primeira missão a Plutão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/brian-may-guitarrista-de-la-banda-queen-y-doctor-en-astrofisica-colaboro-con-la-nasa-en-su-primera-mision-a-pluton-1791189960467_320.jpg" alt="Brian May, guitarrista da banda Queen e doutorado em astrofísica, colaborou com a NASA na sua primeira missão a Plutão"></a></article></aside><p>Depois, vieram novas nomeações por "O Resgate do Soldado Ryan", em 1998, e "Náufrago", em 2000. Esta última prestação valeu-lhe ainda outro Globo de Ouro. Em 2002, recebeu o prémio pelo conjunto da sua obra (<em>Life Achievement Award</em>) do American Film Institute. Em 2005, foi <strong>eleito vice-presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas</strong> e, em 2006, a Forbes colocou-o entre as celebridades que mais inspiravam confiança nos americanos.</p><h2>Moonwalkers: uma viagem com Tom Hanks</h2><p>A exposição "Moonwalkers: uma viagem com Tom Hanks", realizada em Londres em 2024, é um bom exemplo da relação do ator com a exploração espacial. O percurso começava com as missões Apollo, entre 1969 e 1972, e chegava até à Artemis, o programa da NASA para retomar os voos tripulados em torno da Lua. As<strong> imagens e projeções serviram para ligar a história daquelas primeiras viagens às novas missões</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tom-hanks-tiene-hasta-un-asteroide-con-su-nombre-del-apolo-13-a-la-national-space-society-la-otra-pasion-del-actor-1791351376615.jpeg" data-image="hz538zahcv1m" alt="Artemis II" title="Artemis II"><figcaption>Tom Hanks acompanhou de perto a Artemis II, uma missão que levou quatro astronautas à volta da Lua e retomou o legado do programa Apollo.</figcaption></figure><p>A exposição abordou também a Artemis II, a missão composta por Victor Glover, Jeremy Hansen, Christina Koch e Reid Wiseman para voar à volta da Lua. Glover foi o primeiro astronauta negro a participar numa missão lunar. O programa Artemis previa ainda a permanência dos astronautas na Lua por longos períodos. <strong>Para Hanks, o regresso ao satélite respondia, em grande medida, à curiosidade e ao interesse em enfrentar novos desafios</strong>.</p><p>A exposição permitiu ainda conhecer uma faceta de Hanks distante dos seus principais trabalhos no cinema. <strong>O ator contou que gostaria de ter sido astronauta e que encontrou nos filmes uma forma de se aproximar deste mundo</strong>. Quando lhe perguntaram se se deslocava ao espaço, respondeu com humor que aceitaria o trabalho de limpar janelas, servir comida e recolher tudo depois. Atualmente, a sua presença na National Space Society mantém esta ligação com a exploração espacial.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/tom-hanks-tem-um-asteroide-com-o-seu-nome-de-apollo-13-a-national-space-society-a-outra-paixao-do-ator.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Outro veranico aproxima-se da capital distrital de Beja: a previsão indica dias quentes com mais de 27 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/outro-veranico-aproxima-se-da-capital-distrital-de-beja-a-previsao-indica-dias-quentes-com-mais-de-27-c.html</link><pubDate>Sat, 10 Oct 2026 08:40:19 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Com a nova subida prevista, o Alentejo poderá liderar enquanto região mais quente do país. Beja poderá ser das capitais de distrito a registar as temperaturas mais elevadas nos próximos dias.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbkrs5u"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbkrs5u.jpg" id="xbkrs5u"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A instabilidade dissipou-se de Portugal Continental, dando lugar a uma sequência de dias secos e soalheiros, influenciados pela presença de um anticiclone robusto ao largo da nossa geografia. Os<strong> dias secos e soalheiros vão continuar e as temperaturas vão subir um pouco mais</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ainda que esta subida seja generalizada e que praticamente<strong> todo o território continental possa registar valores de temperatura acima da média</strong> (anomalia térmica positiva), há <strong>algumas cidades que se destacam pelos valores previstos</strong>, com o caso de Beja, onde os 30 ºC podem ser atingidos no arranque da próxima semana.</p><h2>Calor regressa ao Alentejo e não só</h2><p>A mais recente atualização do nosso modelo de confiança, ECMWF, indica que ainda que este fim de semana possa ser bastante agradável do ponto de vista térmico, é <strong>expectável que a próxima semana traga temperaturas ainda mais típicas de verão</strong>, especialmente durante as tardes, visto que as manhãs e as noites deverão permanecer mais frescas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/outro-veranico-aproxima-se-da-capital-distrital-de-beja-a-previsao-indica-dias-quentes-com-mais-de-27-c-1791620236341.jpg" data-image="tlnbppp9rnj1" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>A cidade de Beja deverá ser uma das mais quentes do país, nos próximos dias.</figcaption></figure><p>Com isto, espera-se também que Beja experiencie um veranico, que pode começar ainda hoje, devido à anomalia térmica prevista e às condições anticiclónicas. Este <strong>fenómeno poderá dar-se em várias outras cidades que registem anomalias semelhantes</strong>, durante vários dias consecutivos.</p><div class="texto-destacado"><strong>O que é "veranico"?</strong><br><br>É um período de vários dias consecutivos com temperaturas anormalmente elevadas para a época do ano, geralmente acompanhado por tempo seco e estável. O fenómeno ocorre quando se verifica um regresso temporário de condições típicas de verão durante uma estação mais fresca, como o outono.</div><p>Apesar de as anomalias térmicas mais pronunciadas poderem ser registadas no Norte e Centro do país, <strong>a maior parte das capitais de distrito destas região deverão manter-se abaixo dos 30 ºC</strong>, com exceção de Coimbra e Santarém, que na quarta-feira, dia 14, poderão atingir 30 ºC e 31 ºC, respetivamente.</p><h2>Temperaturas previstas para Beja e respetivas anomalias</h2><p>O<strong> dia de hoje deverá levar os termómetros desta capital distrital aos 27 ºC</strong> de máxima, representado uma <strong>anomalia positiva de cerca de 3 ºC</strong>, Para amanhã, domingo, a tendência deverá permanecer sem grandes alterações. A partir de segunda-feira as anomalias intensificam-se, onde para este dia se espera um desvio positivo de 5 ºC, com máxima esperada de 27 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792747" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-a-medio-prazo-para-portugal-o-padrao-do-atlantico-norte-que-determinara-o-tempo-nos-proximos-10-dias.html" title="Previsão a médio prazo para Portugal: o padrão do Atlântico Norte que determinará o tempo nos próximos 10 dias">Previsão a médio prazo para Portugal: o padrão do Atlântico Norte que determinará o tempo nos próximos 10 dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-a-medio-prazo-para-portugal-o-padrao-do-atlantico-norte-que-determinara-o-tempo-nos-proximos-10-dias.html" title="Previsão a médio prazo para Portugal: o padrão do Atlântico Norte que determinará o tempo nos próximos 10 dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-medio-prazo-para-portugal-o-padrao-do-atlantico-norte-que-determinara-o-tempo-nos-proximos-10-dias-1791588449602_320.jpg" alt="Previsão a médio prazo para Portugal: o padrão do Atlântico Norte que determinará o tempo nos próximos 10 dias"></a></article></aside><p>Na <strong>terça-feira, a máxima esperada poderá ser de 30 ºC, representando este valor uma anomalia positiva de 7 ºC</strong>. Até quinta-feira, dia 15, esta tendência deverá manter-se sem variações significativas, mantendo-se o desvio positivo das temperaturas na ordem dos 7 ºC em Beja. Quarta-feira poderá ser o dia com as anomalias positivas mais acentuadas em todo o país. <strong>Viseu deverá registar o valor acima da média mais significativo, na ordem dos 11 ºC</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/outro-veranico-aproxima-se-da-capital-distrital-de-beja-a-previsao-indica-dias-quentes-com-mais-de-27-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bolotana: a aldeia da Sardenha onde a longevidade desafia todas as expectativas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/bolotana-a-aldeia-da-sardenha-onde-a-longevidade-desafia-todas-as-expectativas.html</link><pubDate>Sat, 10 Oct 2026 08:03:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Bolotana, na Sardenha, destaca-se pela extraordinária longevidade dos seus habitantes, levando os investigadores a procurar nos hábitos, alimentação e relações sociais as pistas para chegar aos 100 anos. Descubra mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolotana-a-aldeia-da-sardenha-onde-a-longevidade-desafia-todas-as-expectativas-1791459288039.jpg" data-image="dktx232hnw90" alt="Vila de Bolotana" title="Vila de Bolotana"><figcaption>Bolotana, na Sardenha, destaca-se pela extraordinária concentração de centenários e pelos hábitos tradicionais que marcam o quotidiano da comunidade.</figcaption></figure><p>Nas montanhas da Sardenha, uma pequena aldeia está a chamar a atenção dos investigadores por uma característica extraordinária, <strong>a quantidade de pessoas que conseguem chegar aos 100 anos</strong>.</p><p>Esta aldeia, em Bolotana, com cerca de <strong>2262 habitantes</strong>, vivem atualmente dez centenários, uma proporção aproximadamente dez vezes superior à média da Sardenha.</p><p>A descoberta levou a equipa do investigador de longevidade Dan Buettner a considerar Bolotana uma nova “<em>zona azul</em>”, um <strong>conceito utilizado para identificar regiões onde as pessoas com mais de 70 anos apresentam probabilidades excecionais de sobrevivência</strong>. Entre os aspetos mais surpreendentes está a longevidade das mulheres.</p><p>As habitantes que chegam aos 70 anos <strong>têm cerca de três vezes mais probabilidades de atingir os 100 </strong>do que as mulheres norte-americanas da mesma idade.</p><h2>Uma alimentação ligada à terra</h2><p>A alimentação tradicional parece ser uma das peças deste puzzle. Segundo a investigação citada pela <em>National Geographic</em>, e publicada a revista <em>Frontiers in Aging</em> <strong>a dieta de Bolotana era composta em cerca de 90% por alimentos de origem vegetal. </strong>Feijão, massa, batata, hortaliças, trigo e azeite faziam parte do quotidiano, enquanto a carne era consumida apena ocasionalmente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="551641" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/zonas-azuis-os-cinco-locais-do-planeta-onde-vivem-as-pessoas-mais-saudaveis-e-com-maior-longevidade-saude.html" title="'Zonas Azuis': os cinco locais do planeta onde vivem as pessoas mais saudáveis e com maior longevidade">"Zonas Azuis": os cinco locais do planeta onde vivem as pessoas mais saudáveis e com maior longevidade</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/zonas-azuis-os-cinco-locais-do-planeta-onde-vivem-as-pessoas-mais-saudaveis-e-com-maior-longevidade-saude.html" title="'Zonas Azuis': os cinco locais do planeta onde vivem as pessoas mais saudáveis e com maior longevidade"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/zonas-azules-los-cinco-lugares-del-planeta-donde-viven-las-personas-mas-sanas-y-longevas-1694633657757_320.jpg" alt="'Zonas Azuis': os cinco locais do planeta onde vivem as pessoas mais saudáveis e com maior longevidade"></a></article></aside><p>Grande parte dos alimentos era produzida pelos próprios habitantes. <strong>As famílias cultivavam os seus terrenos, produziam azeite e trigo e criavam ovelhas</strong>, de onde obtinham também queijo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolotana-a-aldeia-da-sardenha-onde-a-longevidade-desafia-todas-as-expectativas-1791459353165.jpg" data-image="gmpk8z6wxoec" alt="Oliveiras" title="Oliveiras"><figcaption>Entre oliveiras centenárias, a produção de azeite mantém uma forte ligação à terra e à alimentação tradicional de Bolotana.</figcaption></figure><p>A <strong>ausência, durante décadas, de restaurantes de <em>fast food</em> e de uma forte presença de alimentos ultraprocessados</strong> distingue este padrão alimentar dos hábitos modernos.</p><h2>Exercício sem ginásio</h2><p>Bolotana também contraria a ideia de que para <strong>envelhecer bem é necessário seguir uma rotina rigorosa de exercício</strong>.</p><p>A aldeia não tem ginásios e os seus habitantes não praticam necessariamente atividade física com o objetivo de prolongar a vida. <strong>O próprio território encarrega-se de os manter em movimento</strong>. </p><div class="texto-destacado"><strong>“Por algumas medidas, Bolotana é a zona azul mais extraordinária. Enquanto as outras zonas azuis estão a diminuir, esta está a crescer. Ou seja, todos os anos há mais centenários.” </strong>Segundo<strong> </strong>Dan Buettner u dos principais investigadores do estudo.</div><p>As <strong>ruas íngremes, as escadas e as deslocações a pé</strong> fazem com que caminhar e subir desníveis seja uma parte natural do dia.</p><p>É uma espécie de <strong>atividade física integrada na rotina</strong>, sem horários ou planos de treino.</p><h2>O segredo pode estar também nas relações</h2><p>Outro elemento importante é a vida familiar. Em Bolotana, <strong>várias gerações tendem a viver próximas ou na mesma casa</strong>, partilhando tarefas domésticas e a educação das crianças.</p><p>A organização da comunidade poderá ser particularmente relevante para explicar a longevidade feminina. A aldeia combina atividades agrícolas e pastorícias, o que <strong>permite que muitos homens permaneçam mais tempo em casa e participem nas responsabilidades familiares</strong>.</p><p>Para os investigadores, esta <strong>divisão das tarefas</strong> poderá contribuir para reduzir a carga de <em>stress</em> suportada pelas mulheres.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolotana-a-aldeia-da-sardenha-onde-a-longevidade-desafia-todas-as-expectativas-1791459447473.jpg" data-image="2xdtcywa1ovj" alt="Pastorícias" title="Pastorícias"><figcaption>O pastoreio continua a fazer parte da paisagem e da vida rural de Bolotana, mantendo vivas práticas transmitidas entre gerações.</figcaption></figure><p>Ainda não existe uma explicação definitiva para a extraordinária longevidade de Bolotana. A genética poderá desempenhar um papel, mas os <strong>investigadores consideram que o ambiente, a alimentação, o movimento diário e os laços familiares</strong> oferecem pistas valiosas.</p><p>O desafio agora é perceber se <strong>este modo de vida conseguirá sobreviver à modernização</strong>. A chegada de alimentos ultraprocessados, carros e novos hábitos poderá alterar profundamente a comunidade.</p><p>Bolotana representa, por isso, não apenas uma possível receita para envelhecer melhor, mas também um <strong>retrato de um modo de vida que pode estar a desaparecer</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/bolotana-a-aldeia-da-sardenha-onde-a-longevidade-desafia-todas-as-expectativas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Previsão a médio prazo para Portugal: o padrão do Atlântico Norte que determinará o tempo nos próximos 10 dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-a-medio-prazo-para-portugal-o-padrao-do-atlantico-norte-que-determinara-o-tempo-nos-proximos-10-dias.html</link><pubDate>Sat, 10 Oct 2026 06:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal deverá manter tempo seco e temperaturas acima da média durante grande parte dos próximos dias. No entanto, o ECMWF começa a sinalizar uma mudança a partir de 16 de outubro, com descida das temperaturas e regresso da chuva.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbkjx4a"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbkjx4a.jpg" id="xbkjx4a"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal deverá permanecer sob um<strong> padrão predominantemente estável e anormalmente quente</strong> durante grande parte dos próximos dez dias. Contudo, as últimas atualizações do modelo europeu começam a mostrar uma possível alteração do cenário a partir de 16/17 de outubro, com descida das temperaturas e regresso da precipitação.</p><h2>NAO+ domina o Atlântico Norte nos próximos dias</h2><p>A mais recente previsão sub-sazonal do ECMWF reforça a <strong>NAO+ (fase positiva da Oscilação do Atlântico Norte)</strong> como o regime euro-atlântico predominante durante boa parte de outubro (até dia 26).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-medio-prazo-para-portugal-o-padrao-do-atlantico-norte-que-determinara-o-tempo-nos-proximos-10-dias-1791588358226.jpg" data-image="6l3u5234qceo" alt="Regimes Euro-Atlânticos" title="Regimes Euro-Atlânticos"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-558861">A NAO+ deverá dominar grande parte de outubro, favorecendo uma circulação atlântica que mantém as principais depressões e frentes afastadas de Portugal.</figcaption></figure><p>Este padrão está associado a um maior gradiente de pressão entre as altas pressões subtropicais do Atlântico e as baixas pressões das latitudes mais elevadas. Na configuração prevista para os próximos dias, a c<strong>irculação depressionária e as frentes atlânticas deverão permanecer sobretudo a norte de Portugal</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Um <strong>centro de altas pressões próximo dos Açores</strong> será uma das peças fundamentais deste cenário. Durante o fim de semana e início da próxima semana, o anticiclone deverá funcionar como uma barreira à progressão das frentes provenientes do Atlântico Norte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-medio-prazo-para-portugal-o-padrao-do-atlantico-norte-que-determinara-o-tempo-nos-proximos-10-dias-1791588449602.jpg" data-image="t557bqcq5kru" alt="Configuração sinótica" title="Configuração sinótica"><figcaption>As altas pressões próximas dos Açores bloqueiam a progressão das frentes atlânticas, mantendo Portugal à margem da precipitação durante os próximos dias.</figcaption></figure><p>Assim, apesar da presença de depressões e sistemas frontais no oceano, estes deverão circular inicialmente demasiado a norte para provocar uma mudança significativa do estado do tempo em Portugal continental.</p><h2>Temperaturas voltam a ultrapassar os 30 ºC</h2><p>A estabilidade atmosférica será acompanhada por temperaturas pouco habituais para meados de outubro. Na terça-feira, dia 13, o modelo europeu prevê <strong>máximas iguais ou superiores a 30 ºC em vários locais do Sul</strong>, particularmente no Alentejo. O aquecimento também será sentido no interior das regiões Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-medio-prazo-para-portugal-o-padrao-do-atlantico-norte-que-determinara-o-tempo-nos-proximos-10-dias-1791588566610.jpg" data-image="x95fvkavavec" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-580867">O calor volta a destacar-se na próxima semana: na terça-feira, as máximas poderão atingir ou ultrapassar os 30 ºC em vários pontos do Sul e alguns do interior centro.</figcaption></figure><p>Durante as madrugadas de 14 e 15 de outubro, as temperaturas mínimas poderão igualmente ficar acima dos valores climatológicos. As anomalias da temperatura deverão rondar os <strong>3 a 4 ºC em grande parte do território</strong>, podendo aproximar-se localmente dos <strong>6 a 7 ºC</strong>.</p><h2>O jato polar permanece afastado, mas poderá aproximar-se depois</h2><p>Outro elemento fundamental será a posição da <strong>corrente de jato polar,</strong> uma faixa de ventos muito fortes que circula a vários quilómetros de altitude e que ajuda a orientar depressões, frentes e massas de ar.</p><p>Durante grande parte deste período, o jato deverá permanecer deslocado para latitudes mais setentrionais, dificultando tanto a chegada das depressões atlânticas como descidas significativas de ar polar até Portugal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-medio-prazo-para-portugal-o-padrao-do-atlantico-norte-que-determinara-o-tempo-nos-proximos-10-dias-1791588608464.jpg" data-image="d6gmyeuvocg7" alt="Corrente de Jato" title="Corrente de Jato"><figcaption>Por volta de 17/18 de outubro, a corrente de jato poderá ondular para sul, abrindo caminho à aproximação de ar mais frio e a uma possível mudança do padrão atmosférico.</figcaption></figure><p>Contudo, as projeções mais recentes do ECMWF sugerem uma mudança por volta de <strong>17/18 de outubro</strong>. <strong>O bloqueio anticiclónico deverá perder força e a corrente de jato poderá ondular mais para sul,</strong> aproximando ar mais frio de origem polar da Península Ibérica.</p><h2>Chuva poderá regressar a partir de 16/17 de outubro</h2><p>Esta mudança poderá traduzir-se numa <strong>descida das temperaturas</strong>, possivelmente mais evidente inicialmente no Norte e Nordeste, embora a distribuição e intensidade do ar frio permaneçam incertas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792621" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-entre-segunda-e-quarta-feira-uma-dorsal-anticiclonica-podera-levar-os-termometros-ate-aos-32-c.html" title="Joana Campos: 'Entre segunda e quarta-feira, uma dorsal anticiclónica poderá levar os termómetros até aos 32 ºC'">Joana Campos: "Entre segunda e quarta-feira, uma dorsal anticiclónica poderá levar os termómetros até aos 32 ºC"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-entre-segunda-e-quarta-feira-uma-dorsal-anticiclonica-podera-levar-os-termometros-ate-aos-32-c.html" title="Joana Campos: 'Entre segunda e quarta-feira, uma dorsal anticiclónica poderá levar os termómetros até aos 32 ºC'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/joana-campos-entre-segunda-e-quarta-feira-uma-dorsal-anticiclonica-podera-levar-os-termometros-ate-aos-32-c-1791537851559_320.jpg" alt="Joana Campos: 'Entre segunda e quarta-feira, uma dorsal anticiclónica poderá levar os termómetros até aos 32 ºC'"></a></article></aside><p>Ao mesmo tempo, começa a surgir <strong>sinal de precipitação a partir do dia 16</strong>, tornando-se mais expressivo nas atuais projeções para dia 17 e 18.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-medio-prazo-para-portugal-o-padrao-do-atlantico-norte-que-determinara-o-tempo-nos-proximos-10-dias-1791588793914.jpg" data-image="7j9hn3i5mejn" alt="Precipitação" title="Precipitação"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-845358">As últimas projeções do ECMWF começam a mostrar o regresso da precipitação por volta de 16/17 de outubro, embora a localização e intensidade da chuva ainda apresentem incerteza.</figcaption></figure><p>Ainda faltam vários dias e pequenas alterações na posição do jato e dos centros de pressão poderão mudar substancialmente onde e quando choverá. Por isso, o cenário mais provável aponta para <strong>tempo seco e quente durante grande parte do período, seguido de uma possível reviravolta para condições mais frescas e instáveis na segunda metade da próxima semana</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-a-medio-prazo-para-portugal-o-padrao-do-atlantico-norte-que-determinara-o-tempo-nos-proximos-10-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A Antártida ganhou um volume recorde de 695 mil milhões de toneladas de gelo: os cientistas descobriram a razão]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-antartida-ganhou-um-volume-recorde-de-695-mil-milhoes-de-toneladas-de-gelo-os-cientistas-descobriram-a-razao.html</link><pubDate>Sat, 10 Oct 2026 05:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Os investigadores descobriram que o aquecimento a milhares de quilómetros de distância no oceano tropical alterou a circulação atmosférica e canalizou a humidade para o continente, provocando nevões excecionalmente fortes. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-antartida-ganhou-um-volume-recorde-de-695-mil-milhoes-de-toneladas-de-gelo-os-cientistas-descobriram-a-razao-1789595969666.jpg" data-image="0cxaw7kk42gc" alt="antártida" title="antártida"><figcaption>O aquecimento dos oceanos tropicais contribuiu para a ocorrência de neve adicional suficiente sobre a Antártida Oriental, originando um impressionante ganho temporário de gelo de 695 mil milhões de toneladas.</figcaption></figure><p>Uma área persistente de oceano tropical excecionalmente quente ajudou a <strong>intensificar a queda de neve na Antártida Oriental</strong>, contribuindo para um ganho líquido temporário de massa na camada de gelo de cerca de 695 mil milhões de toneladas, de acordo com um novo estudo publicado na revista <em>Nature</em> a 19 de agosto.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Os investigadores descobriram que o aquecimento contínuo na área de águas tropicais quentes durante o período de 2021 a 2023 desencadeou uma série de <strong>alterações atmosféricas que, em última análise, afetaram o clima a milhares de quilómetros de distância</strong>, na Antártida. Este aquecimento deu origem um comboio de ondas de Rossby que se propagou em direção ao continente, ajudou a estabelecer um padrão de circulação norte-sul sobre a Antártida Oriental, alterou a deslocação da humidade e aumentou a precipitação de neve na região. Em conjunto, <strong>estas alterações abrandaram temporariamente a perda geral de massa da camada de gelo antártica</strong>.</p><h2>Um ganho notável de gelo na Antártida</h2><p>A <strong>camada de gelo da Antártida é uma importante fonte de incerteza quando os cientistas estimam quanto poderá subir o nível global do mar no futuro</strong>. Nas últimas duas décadas, a Antártida perdeu gelo a um ritmo médio de aproximadamente 140,5 mil milhões de toneladas por ano. No entanto, entre 2021 e 2023, este padrão mudou brevemente. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-antartida-ganhou-um-volume-recorde-de-695-mil-milhoes-de-toneladas-de-gelo-os-cientistas-descobriram-a-razao-1789596448390.jpg" data-image="c1qqzi9yrx7n" alt="antártida" title="antártida"><figcaption>A camada de gelo ganhou cerca de 695 mil milhões de toneladas de massa, sendo o maior ganho de massa antártica já observado pelas missões de satélite GRACE. </figcaption></figure><p>Para perceber o que provocou este aumento invulgar, investigadores liderados pelo Instituto de Oceanologia da Academia Chinesa de Ciências (IOCAS) reuniram vários tipos de evidências. Analisaram medições de satélites de gravidade, registos de acumulação de neve preservados em testemunhos de gelo e simulações de circulação atmosférica. O objetivo era <strong>determinar a origem da humidade extra e como os padrões climáticos a transportaram para a Antártida Oriental</strong>. </p><h2>Um sinal climático dos trópicos </h2><p>A equipa identificou um <strong>aquecimento persistente nesta "piscina quente" tropical durante o período de 2021 a 2023</strong>. Esta região situa-se onde o Pacífico tropical ocidental se encontra com o Oceano Índico oriental e alberga algumas das águas oceânicas mais quentes do planeta. </p><p>Este aquecimento desencadeou aquilo a que os cientistas chamam o<strong> comboio de ondas de Rossby </strong>— um padrão de ondas atmosféricas de grande escala capaz de transmitir alterações no clima e na circulação a enormes distâncias. A perturbação propagou-se em direção às altas latitudes do sul e ajudou a reorganizar as condições atmosféricas em redor da Antártida. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-antartida-ganhou-um-volume-recorde-de-695-mil-milhoes-de-toneladas-de-gelo-os-cientistas-descobriram-a-razao-1789597126548.jpg" data-image="xyk3al7a5cuj" alt="antártida" title="antártida"><figcaption>As experiências com modelos de circulação atmosférica forneceram provas adicionais de que o aquecimento da "piscina quente" tropical impulsionou diretamente tanto as alterações na circulação como o aumento da precipitação de neve.</figcaption></figure><p>As retroalimentações do fluxo médio fortaleceram e prolongaram o padrão de circulação resultante. Isto gerou um dipolo norte-sul, com uma <strong>área de baixas pressões invulgar a sul da Austrália e uma área de altas pressões invulgar ao longo da costa da Antártida Oriental</strong>. O padrão de pressão resultante alterou as trajetórias da humidade que se desloca pela atmosfera. Em particular, intensificou o transporte de vapor de água do Oceano Índico (em latitudes médias) em direção à Antártida Oriental através dos rios atmosféricos. </p><h2>Rios atmosféricos alimentaram fortes nevões</h2><p>Os rios atmosféricos são corredores relativamente estreitos na atmosfera capazes de <strong>transportar enormes quantidades de vapor de água a longas distâncias</strong>. Ao chegarem a regiões frias, como a Antártida, esta humidade pode precipitar-se sob a forma de neve intensa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781704" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/antartica-a-base-franco-italiana-concordia-registrou-84-1-c-a-temperatura-mais-baixa-do-planeta-em-14-anos.html" title="Antártida: A base franco-italiana Concordia registou -84,1 °C, a temperatura mais baixa do planeta em 14 anos">Antártida: A base franco-italiana Concordia registou -84,1 °C, a temperatura mais baixa do planeta em 14 anos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/antartica-a-base-franco-italiana-concordia-registrou-84-1-c-a-temperatura-mais-baixa-do-planeta-em-14-anos.html" title="Antártida: A base franco-italiana Concordia registou -84,1 °C, a temperatura mais baixa do planeta em 14 anos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/antartida-la-base-italiana-concordia-marco-84-1-c-el-registro-mas-frio-del-planeta-en-catorce-anos-1785629561012_320.jpg" alt="Antártida: A base franco-italiana Concordia registou -84,1 °C, a temperatura mais baixa do planeta em 14 anos"></a></article></aside><p>As simulações de seguimento de vapor de água mostraram que a circulação em dipolo direcionou ar húmido das latitudes médias do Oceano Índico em direção à Antártida Oriental e <strong>permitiu que mais rios atmosféricos chegassem ao continente</strong>. Isto originou uma precipitação de neve intensa e persistente na região da Terra da Rainha Mary e da Terra de Wilkes, <strong>acrescentando uma massa significativa à camada de gelo</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Wang%2C%20Y.%2C%20Ding%2C%20Q.%2C%20Li%2C%20X.%20et%20al." data-year="" data-title="Multiyear%20tropical%20warm%20pool%20warming%20drives%20slowdown%20in%20Antarctic%20mass%20loss" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1038%2Fs41586-026-10912-x">Wang, Y., Ding, Q., Li, X. et al.. <a href="https://doi.org/10.1038/s41586-026-10912-x" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Multiyear tropical warm pool warming drives slowdown in Antarctic mass loss</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-antartida-ganhou-um-volume-recorde-de-695-mil-milhoes-de-toneladas-de-gelo-os-cientistas-descobriram-a-razao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item></channel></rss>