<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Fri, 23 Oct 2026 16:20:14 +0000</lastBuildDate><pubDate>Fri, 23 Oct 2026 16:20:14 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Armadilhas travam pragas que ameaçam os pinhais portugueses após a tempestade Kristin]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/armadilhas-travam-pragas-que-ameacam-os-pinhais-portugueses-apos-a-tempestade-kristin.html</link><pubDate>Fri, 23 Oct 2026 14:15:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Troncos partidos e árvores debilitadas favorecem a multiplicação de insetos capazes de destruir madeira e comprometer a recuperação dos ecossistemas florestais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/armadilhas-travam-pragas-que-ameacam-os-pinhais-portugueses-apos-a-tempestade-kristin-1792758834804.jpg" data-image="tuf82fj32dee" alt="Floresta devastada após tempestade Kristin" title="Floresta devastada após tempestade Kristin"><figcaption>A tempestade Kristin atingiu Portugal na madrugada de 28 de janeiro, destruindo uma parte significativa da floresta na região Centro. Foto: Município de Ourém</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A <strong>tempestade Kristin</strong> derrubou árvores, partiu troncos e deixou extensas áreas florestais com madeira espalhada pelo terreno. Quase nove meses depois, a recuperação destes espaços enfrenta outro risco. Os pinheiros danificados podem atrair <strong>insetos que se reproduzem na madeira</strong> e ameaçam os povoamentos ainda de pé.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Para antecipar esse problema, os municípios de Proença-a-Nova e da Marinha Grande instalaram redes de armadilhas destinadas a capturar e monitorizar estas espécies.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A iniciativa procura detetar a presença dos insetos e acompanhar a evolução das suas populações antes que se multipliquem em excesso. Em <strong>Proença-a-Nova</strong> foram instaladas <strong>100 armadilhas</strong>. Na <strong>Marinha Grande</strong>, a rede conta com <strong>152 dispositivos</strong>, distribuídos por zonas consideradas prioritárias da Mata Nacional de Leiria.</p><p>A preocupação vai além das árvores derrubadas. Sem uma gestão adequada da madeira caída, os <strong>danos provocados pelo temporal podem prolongar-se</strong>, afetando a saúde dos pinhais, a qualidade da madeira e a recuperação das áreas atingidas.</p><h2>O cheiro da madeira atrai os insetos</h2><p>As armadilhas recorrem a <strong>feromonas</strong> e a outros <strong>iscos químicos</strong> para atrair os insetos. Depois de se aproximarem, estes ficam retidos num recipiente ou num sistema de captura, permitindo aos técnicos identificar as espécies e acompanhar a sua abundância.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Entre os principais alvos estão os escolitídeos, pequenos escaravelhos, conhecidos como bichos do mato ou gorgulhos da casca, que atacam sobretudo árvores debilitadas ou recentemente danificadas. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Também podem ser monitorizados insetos como o <strong>longicórnio do pinheiro</strong> (<em>Monochamus galloprovincialis</em>), associado à transmissão do nemátodo-da-madeira-do-pinheiro, um organismo microscópico capaz de provocar a morte das árvores infetadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/armadilhas-travam-pragas-que-ameacam-os-pinhais-portugueses-apos-a-tempestade-kristin-1792758899700.jpg" data-image="di0ds0txay2n" alt="escolitídeos" title="escolitídeos"><figcaption>Os escolitídeos perfuram a casca e escavam galerias no tecido que transporta nutrientes pela árvore. Foto: Canva</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A razão pela qual estas espécies podem aumentar após uma tempestade está relacionada com as <strong>defesas naturais das árvores</strong>. Um pinheiro saudável produz resina que ajuda a impedir a entrada de insetos. Quando o tronco se quebra ou as raízes são arrancadas, essa proteção pode ficar comprometida.</p><p>A madeira danificada liberta ainda compostos químicos que atraem os insetos. Os troncos caídos e as árvores moribundas oferecem <strong>condições favoráveis</strong> para a <strong>reprodução</strong>, permitindo que as populações aumentem se houver alimento disponível em quantidade suficiente.</p><h2>Da casca perfurada à perda de valor da madeira</h2><p>Os escolitídeos escavam galerias sob a casca dos pinheiros, onde se alimentam e depositam os ovos. A atividade destes insetos pode danificar os tecidos responsáveis pelo transporte de nutrientes e comprometer a vitalidade das árvores. Em ataques intensos, os pinheiros podem acabar por morrer.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os prejuízos não se limitam à floresta como ecossistema. As perfurações e as manchas provocadas pelos insetos reduzem a qualidade comercial dos troncos, diminuindo o seu valor para a indústria da madeira.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O risco é particularmente relevante em áreas onde a tempestade deixou grandes quantidades de material lenhoso. A <strong>remoção atempada dos troncos danificados</strong> e a <strong>monitorização</strong> das populações de insetos são, por isso, medidas complementares. As armadilhas ajudam a entender onde há maior pressão, mas não substituem a gestão dos resíduos florestais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793754" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/nao-podemos-controlar-as-alteracoes-climaticas-mas-o-microclima-a-estrategia-para-salvar-as-florestas-mediterranicas.html" title="'Não podemos controlar as alterações climáticas, mas o microclima': a estratégia para salvar as florestas mediterrânicas">"Não podemos controlar as alterações climáticas, mas o microclima": a estratégia para salvar as florestas mediterrânicas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/nao-podemos-controlar-as-alteracoes-climaticas-mas-o-microclima-a-estrategia-para-salvar-as-florestas-mediterranicas.html" title="'Não podemos controlar as alterações climáticas, mas o microclima': a estratégia para salvar as florestas mediterrânicas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/no-podemos-controlar-el-cambio-climatico-pero-si-el-microclima-la-estrategia-para-salvar-los-bosques-mediterraneos-1792080935916_320.png" alt="'Não podemos controlar as alterações climáticas, mas o microclima': a estratégia para salvar as florestas mediterrânicas"></a></article></aside><p>Na <strong>Marinha Grande</strong>, a intervenção integra as ações de prevenção previstas na Operação Integrada de Gestão da Paisagem, financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência. Os dispositivos são monitorizados e identificados com avisos sobre a presença de atrativos químicos. O município prevê <strong>duas rondas de acompanhamento</strong> antes da remoção das armadilhas, até 15 de novembro.</p><h2>Uma floresta já muito castigada</h2><p>A <strong>Mata Nacional de Leiria</strong> é um dos espaços mais emblemáticos entre os afetados. Depois dos incêndios de 2017 e dos danos provocados pela tempestade Leslie, a Kristin voltou a atingir duramente este pinhal. M<strong>ais de 90% dos povoamentos foram destruídos </strong>numa área de aproximadamente 1200 hectares.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Também Proença-a-Nova sofreu danos significativos, com rajadas que ultrapassaram os 150 quilómetros por hora em alguns locais. A queda de árvores dificultou o acesso a terrenos e caminhos florestais, enquanto a madeira dispersa aumentou a necessidade de operações de limpeza.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A dimensão dos estragos conduziu a uma mobilização em larga escala para retirar o material lenhoso e recuperar as áreas afetadas. Em vários municípios da região Centro, incluindo <strong>Leiria</strong>, <strong>Ourém</strong>, <strong>Pombal</strong> e <strong>Tomar</strong>, a prioridade passou a ser limpar os terrenos, remover os troncos e organizar locais de armazenamento temporário.</p><p>Estas medidas procuram reduzir a quantidade de madeira disponível para a reprodução dos insetos e facilitar o acompanhamento fitossanitário. A recuperação exige, assim, mais do que retirar árvores caídas. É necessário evitar que os danos iniciais desencadeiem novos problemas.</p><h2>Monitorização cada vez mais tecnológica</h2><p>A vigilância das pragas florestais poderá beneficiar ainda de uma rede nacional de monitorização baseada em <strong>tecnologia digital</strong>. Portugal está a desenvolver, em articulação com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, uma <strong>Rede Nacional Inteligente de Monitorização de Pragas e Vetores</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O projeto integra armadilhas com câmaras e sensores para capturar imagens dos insetos. Recorrendo à inteligência artificial e à visão computacional, o sistema identifica e contabiliza as espécies, enviando os dados a uma plataforma central que apoia a emissão de alertas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A rede visa acelerar a deteção de aumentos populacionais e impulsionar<strong> respostas</strong><strong> mais eficazes das autoridades</strong>. O desenvolvimento da infraestrutura decorre em várias fases, com a conclusão e a maturidade plena da plataforma previstas para o final de 2026.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/armadilhas-travam-pragas-que-ameacam-os-pinhais-portugueses-apos-a-tempestade-kristin-1792758963647.jpg" data-image="eyiy8d5gg3h5" alt="Armadilha para controlar pragas florestais" title="Armadilha para controlar pragas florestais"><figcaption>Armadilha com atrativo químico usada para monitorizar e capturar insetos que ameaçam os povoamentos florestais. Foto: Município de Proença-a-Nova</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Enquanto essa cobertura não estiver concluída, iniciativas como as de Proença-a-Nova e de Marinha Grande mantêm um papel importante. A colaboração dos habitantes também conta. Os <strong>municípios pedem que ninguém retire, desloque ou danifique os dispositivos instalados na floresta</strong>, para não comprometer a recolha de dados.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774684" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/algoritmos-e-drones-vao-defender-a-floresta-contra-vagas-de-insetos-destrutivos.html" title="Algoritmos e drones vão defender a floresta contra vagas de insetos destrutivos">Algoritmos e drones vão defender a floresta contra vagas de insetos destrutivos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/algoritmos-e-drones-vao-defender-a-floresta-contra-vagas-de-insetos-destrutivos.html" title="Algoritmos e drones vão defender a floresta contra vagas de insetos destrutivos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/algoritmos-e-drones-vao-defender-a-floresta-contra-vagas-de-insetos-destrutivos-1781871737899_320.jpg" alt="Algoritmos e drones vão defender a floresta contra vagas de insetos destrutivos"></a></article></aside><p>A tempestade deixou um rasto de árvores tombadas. Impedir que os insetos agravem as perdas é uma parte essencial da recuperação. A monitorização acompanha o risco, mas os resultados dependem também da rapidez na gestão dos terrenos e da continuidade dos esforços de prevenção.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Munic%C3%ADpio%20de%20Proen%C3%A7a-a-Nova" data-year="" data-title="Munic%C3%ADpio%20instala%20100%20armadilhas%20na%20floresta%20para%20proteger%20os%20povoamentos%20florestais" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cm-proencanova.pt%2F3685%2Fmunicipio-instala-100-armadilhas-na-floresta-para-proteger-os-povoamentos-flores">Município de Proença-a-Nova. <a href="https://www.cm-proencanova.pt/3685/municipio-instala-100-armadilhas-na-floresta-para-proteger-os-povoamentos-flores" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Município instala 100 armadilhas na floresta para proteger os povoamentos florestais</a>.</cite><br><cite data-author="Munic%C3%ADpio%20da%20Marinha%20Grande" data-year="" data-title="Munic%C3%ADpio%20da%20Marinha%20Grande%20instala%20152%20armadilhas%20para%20prevenir%20a%20prolifera%C3%A7%C3%A3o%20de%20escolit%C3%ADdeos%20na%20floresta" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cm-mgrande.pt%2Fcomunicar%2Fnoticias%2Fnoticia%2Fmunicipio-da-marinha-grande-instala-152-armadilhas-para-prevenir-a-proliferacao-de-escolitideos-na-floresta">Município da Marinha Grande. <a href="https://www.cm-mgrande.pt/comunicar/noticias/noticia/municipio-da-marinha-grande-instala-152-armadilhas-para-prevenir-a-proliferacao-de-escolitideos-na-floresta" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Município da Marinha Grande instala 152 armadilhas para prevenir a proliferação de escolitídeos na floresta</a>.</cite><br><cite data-author="ICNF" data-year="" data-title="Instala%C3%A7%C3%A3o%20de%20armadilhas%20para%20redu%C3%A7%C3%A3o%20do%20risco%20de%20dispers%C3%A3o%20do%20nem%C3%A1tode-da-madeira-do-pinheiro%20e%20do%20seu%20vetor" data-url="https%3A%2F%2Fwww.icnf.pt%2Fapi%2Ffile%2Fdoc%2Ff782f86174b5a38b">ICNF. <a href="https://www.icnf.pt/api/file/doc/f782f86174b5a38b" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Instalação de armadilhas para redução do risco de dispersão do nemátode-da-madeira-do-pinheiro e do seu vetor</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/armadilhas-travam-pragas-que-ameacam-os-pinhais-portugueses-apos-a-tempestade-kristin.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Fim de semana de contrastes em Portugal Continental: Norte manter-se-á abaixo dos 20 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/fim-de-semana-de-contrastes-em-portugal-continental-norte-manter-se-a-abaixo-dos-20-c.html</link><pubDate>Fri, 23 Oct 2026 13:24:57 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Este fim de semana contará com um ambiente mais típico outonal, do ponto de vista térmico. A estabilidade atmosférica também deverá manter-se.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbqpdyy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbqpdyy.jpg" id="xbqpdyy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Esta sexta-feira amanheceu mais estável face à madrugada, onde houve ocorrência de chuva em vários locais do Norte e Centro, devido à passagem de uma frente fria associada à depressão Austen. É esperado que <strong>esta estabilidade atmosférica, influenciada pelo anticiclone, se mantenha durante o fim de semana</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Além disto, as <strong>temperaturas deverão manter-se abaixo dos 20 ºC no Norte</strong> do país e nas cotas mais elevadas da região Centro e no restante território continental, especialmente no Sul, tal como vemos no mapa abaixo, os termómetros poderão ultrapassar os 20 ºC na maior parte das capitais de distrito, devendo chegar aos 23 ºC de máxima.</p><h2>Quais serão as cidades mais quentes do país este fim de semana?</h2><p>De acordo com a mais recente atualização do ECMWF, entre hoje e domingo, <strong>Beja deverá ser a capital de distrito a alcançar os 23 ºC de forma consecutiva</strong>, sendo que hoje, deverá ser a mais quente do país. Évora e Faro deverão registar 22 ºC, enquanto Lisboa e Castelo Branco devem ficar pelos 21 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-de-contrastes-em-portugal-continental-norte-manter-se-a-abaixo-dos-20-c-1792759479939.jpg" data-image="8z30295ihtn4" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Entre hoje e domingo as temperaturas deverão manter-se contidas em todo o país, ainda que no Norte a maior parte das capitais de distrito registe valores máximos abaixo dos 20 ºC. Já no Sul, os valores poderão chegar aos 23 ºC.</figcaption></figure><p>Para amanhã, sábado, <strong>Beja deverá manter-se no topo da tabela</strong>, com 23 ºC, seguida de Lisboa, Santarém e Évora que devem registar até 22 ºC e Castelo Branco, Portalegre e Faro cuja máxima não deve ultrapassar os 21 ºC.</p><p>No domingo, dar-se-á uma<strong> ligeira subida dos termómetros</strong>, onde as cidades de Lisboa, Castelo Branco, Santarém, Évora e Beja devem alcançar os 23 ºC de máxima. Leiria e Faro podem chegar aos 22 ºC e Coimbra deve registar 21 ºC.</p><h2>O Norte e uma parte do Centro concentram as cidades mais frias</h2><p>Ainda para hoje, <strong>as capitais de distrito mais frias deverão ser a Guarda</strong>, com 15 ºC, seguida de Bragança e Viana do Castelo com 16 ºC. Vila Real, Braga e Aveiro não deverão ultrapassar os 17 ºC, enquanto o Porto e Viseu poderão registar até 18 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-de-contrastes-em-portugal-continental-norte-manter-se-a-abaixo-dos-20-c-1792761826135.jpg" data-image="r0icxn6j2v18" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>No domingo, o noroeste do país deverá ser a região mais fria do continente.</figcaption></figure><p>Para amanhã, <strong>poderá dar-se uma subida das temperaturas na Beira Alta</strong>, sendo que a capital distrital mais fria deverá ser Viana do Castelo com 15 ºC, seguida de Bragança, Vila Real, Porto e Aveiro que devem registar 17 ºC. A cidade da <strong>Guarda deverá registar a subida mais expressiva</strong>, contando com 18 ºC de máxima. Braga também deverá ficar-se pelo mesmo valor, enquanto Viseu poderá chegar aos 19 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794707" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-6-c-acima-da-media-portugal-continental-volta-a-registar-temperaturas-elevadas-para-a-epoca-em-breve.html" title="Até 6 ºC acima da média: Portugal Continental volta a registar temperaturas elevadas para a época em breve">Até 6 ºC acima da média: Portugal Continental volta a registar temperaturas elevadas para a época em breve</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-6-c-acima-da-media-portugal-continental-volta-a-registar-temperaturas-elevadas-para-a-epoca-em-breve.html" title="Até 6 ºC acima da média: Portugal Continental volta a registar temperaturas elevadas para a época em breve"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-6-c-acima-da-media-portugal-continental-volta-a-registar-temperaturas-elevadas-para-a-epoca-em-breve-1792706506360_320.png" alt="Até 6 ºC acima da média: Portugal Continental volta a registar temperaturas elevadas para a época em breve"></a></article></aside><p><strong>No domingo os valores podem subir de forma ligeira, ainda que o noroeste se mantenha mais fresco</strong>. Assim, Viana do Castelo poderá, mais uma vez, ser a cidade mais fria do Norte, com máxima prevista de 16 ºC, enquanto Braga, Porto e Vila Real podem registar 18 ºC e Bragança 19 ºC. Quanto à Guarda, esta deve manter o mesmo valor do dia anterior (18 ºC), Aveiro pode chegar aos 19 ºC e Viseu pode alcançar os 20 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/fim-de-semana-de-contrastes-em-portugal-continental-norte-manter-se-a-abaixo-dos-20-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pegadas nas Américas revelam que os primeiros humanos sobreviveram a secas extremas na Idade do Gelo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/pegadas-nas-americas-revelam-que-os-primeiros-humanos-sobreviveram-a-secas-extremas-na-idade-do-gelo.html</link><pubDate>Fri, 23 Oct 2026 11:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo sobre o nosso passado, baseado no território, permite reconstruir tal como era, há mais de 23.000 anos, aquilo que hoje conhecemos como o Parque Nacional de White Sands.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-primeros-humanos-de-america-vivieron-un-caos-climatico-huellas-de-hace-23-000-anos-revelan-sequias-bruscas-en-plena-1792667956130.jpeg" data-image="hw6u8cmnl0g5"><figcaption>O Parque Nacional de White Sands, localizado no Novo México, possui um passado fascinante.</figcaption></figure><p>Há cerca de 23.000 anos, enquanto grande parte do planeta permanecia sob as condições extremas da última era glaciar, <strong>diversos grupos de humanos percorriam as margens de um enorme lago </strong>no que hoje conhecemos como Novo México, Estados Unidos.<strong></strong></p><p><strong>A paisagem daquela zona era muito diferente da atual</strong>, mas também não era estável, com águas que subiam e desciam, vegetação que se alterava muito e chuvas muito variáveis.</p><p>Agora, um novo estudo das pegadas humanas encontradas no Parque Nacional de White Sands permite-nos <strong>reconstruir este ambiente em transformação</strong> e compreender melhor as condições enfrentadas pelos seus habitantes.</p><h2>Pegadas humanas de há 23.000 anos</h2><p>O Parque Nacional de White Sands, no sul do Novo México, alberga<strong> um dos mais extraordinários registos</strong> arqueológicos para o estudo da presença humana primitiva na América do Norte.</p><p>Em 2021, as <strong>pesquisas dataram algumas destas pegadas há aproximadamente 23.000 anos</strong>, milhares de anos antes do que muitas cronologias tradicionais sugeriam. No entanto, estudos subsequentes reforçaram esta interpretação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-primeros-humanos-de-america-vivieron-un-caos-climatico-huellas-de-hace-23-000-anos-revelan-sequias-bruscas-en-plena-1792679031047.png" data-image="z68pxev65veq"><figcaption>A investigação sobre um território permite a sua reconstrução.</figcaption></figure><p>A nova investigação vai além de determinar quando é que estas pessoas caminharam: mostra<strong> 20 níveis ou superfícies de sedimentos com pegadas que abrangem aproximadamente o período de há 23.500 a 21.700 anos</strong>, durante o máximo glaciar, um dos períodos mais frios da última era glaciar.</p><p>Este registo permite-nos estudar<strong> como o ambiente mudou à medida que os humanos visitavam a área repetidamente</strong>. Tudo isto leva à clara conclusão de que a paisagem não se manteve congelada durante todo este tempo, mas antes sofreu alterações significativas na disponibilidade de água, na vegetação e nas temperaturas.</p><h3>Um enorme lago que começou a encolher</h3><p>Há cerca de 23.600 anos, <strong>o lago começou a diminuir com o aumento das temperaturas</strong>, o que levou a uma maior evaporação e contribuiu para a secura da região. </p><p>Ao mesmo tempo, <strong>as florestas de coníferas foram perdendo terreno e proliferaram outras plantas</strong>, como os carvalhos e as artemísias, que estavam melhor adaptadas às novas condições.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-primeros-humanos-de-america-vivieron-un-caos-climatico-huellas-de-hace-23-000-anos-revelan-sequias-bruscas-en-plena-1792667662349.jpg" data-image="d0c8fwc6su2l"><figcaption>O estudo das sementes permite aos cientistas determinar a idade das pegadas.</figcaption></figure><p>Mas uma das mudanças mais notáveis ocorreu há cerca de 23.200 anos, quando <strong>a região passou por uma seca intensa com diminuição das chuvas</strong>. Isto fez com que a água do lago se tornasse mais salina e a vegetação resistente à falta de água se expandisse.</p><h2>Mas como é que os cientistas sabem que ocorreram secas tão repentinas?</h2><p><strong>A resposta reside no estudo dos sedimentos que se acumularam na antiga bacia</strong>. O pólen preservado nestas camadas permitiu identificar quais as plantas que cresciam na área envolvente e, com base nos vestígios predominantes, <strong>foi possível classificar o tipo de vegetação que dominava a paisagem</strong> e as condições ambientais que favoreciam o seu crescimento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-primeros-humanos-de-america-vivieron-un-caos-climatico-huellas-de-hace-23-000-anos-revelan-sequias-bruscas-en-plena-1792667610848.jpg" data-image="ucjvqssv4hfg"><figcaption>Investigação sobre sedimentos em diferentes camadas.</figcaption></figure><p>Foram também<strong> estudadas moléculas orgânicas preservadas nos sedimentos</strong>, incluindo ceras, que, através da sua composição química, forneceram informações sobre as condições de temperatura e precipitação no passado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775167" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-misterio-das-pinturas-rupestres-e-a-busca-por-adn-da-idade-do-gelo.html" title="O mistério das pinturas rupestres e a busca por ADN da idade do gelo">O mistério das pinturas rupestres e a busca por ADN da idade do gelo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-misterio-das-pinturas-rupestres-e-a-busca-por-adn-da-idade-do-gelo.html" title="O mistério das pinturas rupestres e a busca por ADN da idade do gelo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-misterio-das-pinturas-rupestres-e-a-busca-por-adn-na-idade-do-gelo-1782211098895_320.png" alt="O mistério das pinturas rupestres e a busca por ADN da idade do gelo"></a></article></aside><p>Ao combinar estas evidências, <strong>os cientistas conseguiram reconstruir como o lago e a vegetação evoluíram </strong>e relacionar estas mudanças com a época em que as pegadas foram registadas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Matthew%20R.%20Bennett%20y%20Sally%20C.%20Reynolds" data-year="2026" data-title="The%20Conversation%2C%20Early%20humans%20in%20America%20endured%20climate%20chaos%20%E2%80%93%20new%20research" data-url="https%3A%2F%2Ftheconversation.com%2Fearly-humans-in-america-endured-climate-chaos-new-research-293174">Matthew R. Bennett y Sally C. Reynolds. (2026). <a href="https://theconversation.com/early-humans-in-america-endured-climate-chaos-new-research-293174" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The Conversation, Early humans in America endured climate chaos – new research</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/pegadas-nas-americas-revelam-que-os-primeiros-humanos-sobreviveram-a-secas-extremas-na-idade-do-gelo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Maria de Sousa: a mulher que revolucionou a imunologia e marcou a ciência portuguesa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/maria-de-sousa-a-mulher-que-revolucionou-a-imunologia-e-marcou-a-ciencia-portuguesa.html</link><pubDate>Fri, 23 Oct 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Maria de Sousa destacou-se internacionalmente pela investigação em imunologia e transformou a ciência portuguesa, formando gerações de investigadores e defendendo a importância do conhecimento científico para o futuro do país. Descubra mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-mulher-que-revolucionou-a-imunologia-e-marcou-a-ciencia-portuguesa-1792418067717.jpg" data-image="sl8qsopk85rt" alt="Maria de Sousa" title="Maria de Sousa"><figcaption>Maria de Sousa destacou-se internacionalmente pela sua investigação pioneira na área da imunologia. Fonte: Universidade do Porto</figcaption></figure><p><br>A história da ciência portuguesa escreve-se através de <strong>mulheres que desafiaram fronteiras, questionaram certezas </strong>e contribuíram para o avanço do conhecimento.</p><p>Assim, Maria de Sousa foi uma dessas figuras, <strong>imunologista de renome internacional, dedicou a vida a compreender o funcionamento do sistema imunitário</strong> e deixou uma marca profunda na investigação científica em Portugal.</p><p>Segundo a Fundação para a Ciência e a Tecnologia <em>(FCT)</em>, nasceu no Porto, a 17 de outubro de 1939 e <strong>licenciou-se em Medicina pela Universidade de Lisboa, em 1963</strong>. Contudo, foi na investigação científica que encontrou o caminho para <strong>desenvolver uma carreira que a levaria a trabalhar em instituições internacionais de referência</strong>. O seu percurso ficou marcado pela curiosidade, pelo rigor científico e pela defesa de uma ciência aberta ao pensamento crítico.</p><h2>Uma descoberta que mudou a compreensão do sistema imunitário</h2><p>Durante a década de 70, Maria de Sousa realizou <strong>investigações fundamentais sobre a forma como os linfócitos, células essenciais para as defesas do organismo</strong>, se distribuem pelos diferentes tecidos e órgãos.</p><p>O seu trabalho ajudou a <strong>aprofundar a compreensão da organização do sistema imunitário </strong>e da relação entre estas células e o ambiente em que se encontram.</p><p>Um dos seus contributos mais importantes foi o <strong>desenvolvimento do conceito de ecotaxia</strong>, que descreve a distribuição seletiva das células do sistema imunitário pelos tecidos do organismo. Esta perspetiva ajudou a compreender que <strong>a resposta imunitária não depende apenas das características das células, mas também do local onde se encontram.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-mulher-que-revolucionou-a-imunologia-e-marcou-a-ciencia-portuguesa-1792418120971.jpg" data-image="2a9bpv1uob00" alt="Imonulogista portuguesa" title="Imonulogista portuguesa"><figcaption>A cientista contribuiu para formar novas gerações de investigadores e fortalecer a ciência portuguesa. Fonte: Noticias ao minuto</figcaption></figure><p>A investigação de Maria de Sousa contribuiu, assim, para uma <strong>visão mais integrada do sistema imunitário</strong>, com implicações para o estudo de doenças e dos mecanismos que regulam as defesas do corpo humano.</p><h2>O regresso a Portugal e a aposta nas novas gerações</h2><p>Após ter trabalhado no Reino Unido e nos Estados Unidos, <strong>Maria de Sousa regressou a Portugal em 1984</strong>. No ano seguinte, integrou o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar <em>(ICBAS)</em>, da Universidade do Porto, onde assumiu um <strong>papel determinante no desenvolvimento da imunologia e na formação de novos investigadores</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="645150" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-organizacao-meteorologica-mundial-na-defesa-dos-direitos-das-mulheres-no-reforco-da-adaptacao-as-alteracoes-climaticas-mulheres-crise-climatica.html" title="A Organização Meteorológica Mundial na defesa dos direitos das mulheres no reforço da adaptação às alterações climáticas">A Organização Meteorológica Mundial na defesa dos direitos das mulheres no reforço da adaptação às alterações climáticas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-organizacao-meteorologica-mundial-na-defesa-dos-direitos-das-mulheres-no-reforco-da-adaptacao-as-alteracoes-climaticas-mulheres-crise-climatica.html" title="A Organização Meteorológica Mundial na defesa dos direitos das mulheres no reforço da adaptação às alterações climáticas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-organizacao-meteorologica-mundial-na-defesa-dos-direitos-das-mulheres-no-reforco-da-adaptacao-as-alteracoes-climaticas-mulheres-crise-climatica-1708694583317_320.jpg" alt="A Organização Meteorológica Mundial na defesa dos direitos das mulheres no reforço da adaptação às alterações climáticas"></a></article></aside><p>A sua influência ultrapassou os laboratórios. Em 1985, <strong>fundou o mestrado em Imunologia do ICBAS e, em 1996, esteve na origem do programa doutoral GABBA</strong> (<em>Graduate Program in Basic and Applied Biology</em>), uma iniciativa pioneira que promoveu a formação avançada e interdisciplinar de jovens cientistas.</p><p>Muitos dos investigadores que passaram por estes programas prosseguiram <strong>carreiras de destaque</strong>, contribuindo para reforçar a investigação biomédica nacional.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-mulher-que-revolucionou-a-imunologia-e-marcou-a-ciencia-portuguesa-1792418232087.jpg" data-image="2hzy6ifynt7r" alt="Investiadora reconhecida internacionalmente" title="Investiadora reconhecida internacionalmente"><figcaption>O seu legado permanece vivo na investigação biomédica e nas instituições científicas nacionais.Fonte: RTP Arquivos</figcaption></figure><p>Maria de Sousa também <strong>defendeu a importância de avaliar a qualidade da investigação científica </strong>e de criar condições para que os investigadores pudessem desenvolver o seu trabalho em Portugal. Numa época em que o sistema científico português procurava consolidar-se, Maria de Sousa<strong> ajudou a aproximar instituições, incentivar a colaboração e afirmar a investigação como uma prioridade para o país</strong>.</p><h2>Um legado que vai além da ciência</h2><p>O seu percurso foi reconhecido com diversas distinções, entre as quais a <strong>Medalha de Ouro de Mérito Científico, em 2009, e a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada, em 2016</strong>. Mostrou também interesse pela literatura, pela poesia e pelas artes, revelando uma visão da ciência ligada à cultura e à sociedade.</p><p><strong>Maria de Sousa faleceu a 14 de abril de 2020, aos 80 anos, vítima de COVID-19</strong>. Deixou, porém, um legado que permanece vivo nas instituições que ajudou a desenvolver, nos investigadores que formou e no conhecimento que contribuiu para construir.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767168" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-papel-de-maria-manuel-mota-na-ciencia-biomedica-contemporanea.html" title="O papel de Maria Manuel Mota na ciência biomédica contemporânea">O papel de Maria Manuel Mota na ciência biomédica contemporânea</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-papel-de-maria-manuel-mota-na-ciencia-biomedica-contemporanea.html" title="O papel de Maria Manuel Mota na ciência biomédica contemporânea"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-papel-de-maria-manuel-mota-na-ciencia-biomedica-contemporanea-1777929466089_320.jpg" alt="O papel de Maria Manuel Mota na ciência biomédica contemporânea"></a></article></aside><p>A sua importância para Portugal não se mede apenas pelas descobertas científicas, mas também pela <strong>capacidade de transformar o meio académico e abrir oportunidades</strong> para as novas gerações.</p><p>Num país onde a investigação nem sempre teve os recursos e o reconhecimento necessários, Maria de Sousa demonstrou que o <strong>talento português podia alcançar projeção internacional</strong> e, simultaneamente, contribuir para fortalecer a ciência nacional.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="FCT%20-%20Funda%C3%A7%C3%A3o%20para%20a%20Ci%C3%AAncia%20e%20Tecnologia" data-year="2020" data-title="Maria%20de%20Sousa%20(1939-2020)" data-url="https%3A%2F%2Fwww.fct.pt%2Fmedia%2Fnoticias%2Fmaria-de-sousa-1939-2020">FCT - Fundação para a Ciência e Tecnologia. (2020). <a href="https://www.fct.pt/media/noticias/maria-de-sousa-1939-2020" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Maria de Sousa (1939-2020)</a>.</cite><br><cite data-author="Not%C3%ADcias%20da%20Universidade%20do%20Porto" data-year="2009" data-title="Maria%20de%20Sousa%3A%20Uma%20vida%20de%20descobertas" data-url="https%3A%2F%2Fnoticias.up.pt%2F2020%2F04%2F14%2Fmaria-de-sousa-uma-vida-de-descobertas">Notícias da Universidade do Porto. (2009). <a href="https://noticias.up.pt/2020/04/14/maria-de-sousa-uma-vida-de-descobertas" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Maria de Sousa: Uma vida de descobertas</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/maria-de-sousa-a-mulher-que-revolucionou-a-imunologia-e-marcou-a-ciencia-portuguesa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um naufrágio foi descoberto na costa da Turquia; crê-se que seja o mais antigo da história]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-naufragio-foi-descoberto-na-costa-da-turquia-cre-se-que-seja-o-mais-antigo-da-historia.html</link><pubDate>Fri, 23 Oct 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Os arqueólogos que mergulhavam na costa sul da Turquia encontraram algo que, segundo eles, é o naufrágio mais antigo alguma vez descoberto.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/shipwreck-found-off-coast-of-turkey-thought-to-be-the-oldest-in-history-1792579513957.png" data-image="e3kyd7sfrpbh" alt="Foram descobertos vestígios da embarcação na costa da ilha de Kekova, na Turquia. FONTE DA IMAGEM: BBC News" title="Foram descobertos vestígios da embarcação na costa da ilha de Kekova, na Turquia. FONTE DA IMAGEM: BBC News"> <figcaption>Foram descobertos vestígios da embarcação na costa da ilha de Kekova, na Turquia. FONTE DA IMAGEM: BBC News</figcaption></figure><p>As águas em redor da ilha de Kekova, na costa sul da Turquia, na província de Antalya, são conhecidas pelas suas <strong>fortes correntes e ventos</strong> e, ao longo dos séculos, <strong>engoliram centenas de embarcações</strong>, tornando-se numa espécie de cemitério de naufrágios. </p><p>No entanto, uma equipa da "Asociación de Arqueología Mediterránea" — especializada na busca e na investigação deste tipo de naufrágio — anunciou que <strong>está a trabalhar num naufrágio que, segundo se supõe, é mais antigo do que todos os outros encontrados até à data</strong>.</p><p>Os arqueólogos dataram os vestígios num <strong>período entre 4400 e 4700 anos</strong>, situando-os no início da Idade do Bronze — aproximadamente na mesma altura em que a Grande Pirâmide foi construída no Egito. Com isto, o antigo recordista — um naufrágio encontrado em frente à ilha grega de Dokos, com cerca de 4200 anos — perde o seu posto.</p><h2> “Uma cápsula do tempo no fundo do mar” </h2><p>Embora não tenham ficado vestígios de madeira da embarcação (o que significa que a equipa não pôde utilizar a datação por radiocarbono para determinar a sua idade), <strong>foram encontradas três grandes âncoras de pedra e mais de 30 recipientes de cerâmica</strong> — as chamadas ânforas —, todos espalhados ao longo de uma encosta, a uma profundidade de cerca de 30 metros.</p><p>Segundo o professor Hakan Öniz, da Universidade Akdeniz, que liderou a expedição, <strong>foram estes recipientes que revelaram a idade da embarcação</strong>. Öniz explicou que as ânforas apresentam um design característico — com duas alças, uma borda em torno da parte central e fundo plano —, o que coincide com recipientes encontrados no Egito e no Médio Oriente, cuja idade é estimada entre os 4400 e os 4700 anos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/shipwreck-found-off-coast-of-turkey-thought-to-be-the-oldest-in-history-1792579588891.png" data-image="3zh1n2124p64" alt="Depois de passarem milhares de anos debaixo de água, os artefactos estão a ser cuidadosamente conservados pelos cientistas. Crédito da imagem: BBC News" title="Depois de passarem milhares de anos debaixo de água, os artefactos estão a ser cuidadosamente conservados pelos cientistas. Crédito da imagem: BBC News"><figcaption>Depois de passarem milhares de anos debaixo de água, os artefactos estão a ser cuidadosamente conservados pelos cientistas. Crédito da imagem: BBC News</figcaption></figure><p>“Um naufrágio é uma cápsula do tempo no fundo do mar”, explicou à BBC News.</p><p>A equipa estima que a <strong>embarcação tinha cerca de 10 metros de comprimento e tratava-se de um navio mercante</strong> que partiu de um local na costa oriental do Mediterrâneo. Segundo os investigadores, estava provavelmente a caminho da antiga cidade de Tróia, situada no atual noroeste da Turquia, ou da civilização minoica, em Creta.</p><h2> Uma descoberta surpreendente </h2><p>O que surpreendeu alguns cientistas foi o facto de <strong>alguns dos recipientes estarem intactos</strong>; a Dra. Karin Sowada, arqueóloga da Universidade Macquarie, na Austrália, que os examinou, constatou que, no seu interior, existia ainda um resíduo espesso e brilhante.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762055" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/descoberto-antigo-submarino-nuclear-sovietico-que-ainda-libera-material-radioativo-40-anos-apos-o-naufragio.html" title="Descoberto antigo submarino nuclear soviético que ainda liberta material radioativo 40 anos após o naufrágio">Descoberto antigo submarino nuclear soviético que ainda liberta material radioativo 40 anos após o naufrágio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/descoberto-antigo-submarino-nuclear-sovietico-que-ainda-libera-material-radioativo-40-anos-apos-o-naufragio.html" title="Descoberto antigo submarino nuclear soviético que ainda liberta material radioativo 40 anos após o naufrágio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-submarino-nuclear-sovietico-komsomolets-aun-libera-material-radiactivo-en-el-atlantico-35-anos-despues-de-hundirse-1774847395876_320.jpg" alt="Descoberto antigo submarino nuclear soviético que ainda liberta material radioativo 40 anos após o naufrágio"></a></article></aside><p>"Olhei para dentro e quase desmaiei. Mal podia acreditar no que via ali", disse. A equipa está a tentar descobrir, no momento, o que estava exatamente a ser transportado.</p><p>“<strong>Podia ser azeite, podia ser vinho, podiam ser resinas de árvores</strong>”, disse Sowada, acrescentando que as garrafas talvez já estivessem a ser reutilizadas há anos antes de o navio se afundar.</p><p>Segundo o ministro da Cultura da Turquia, os<strong> objetos recuperados serão expostos no novo Museu de Arqueologia Subaquática do Mediterrâneo</strong>, em Antalya, assim que este abrir as suas portas nos próximos meses.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="BBC%20News%20via%20New%20Scientist" data-year="2026" data-title="World's%20oldest%20shipwreck%20found%20off%20coast%20of%20Turkey" data-url="https%3A%2F%2Fwww.bbc.co.uk%2Fnews%2Farticles%2Fc6gr80rk1yyko">BBC News via New Scientist. (2026). <a href="https://www.bbc.co.uk/news/articles/c6gr80rk1yyko" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">World's oldest shipwreck found off coast of Turkey</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-naufragio-foi-descoberto-na-costa-da-turquia-cre-se-que-seja-o-mais-antigo-da-historia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Num lago, na Tanzânia, há animais que parecem ter virado pedra: o que explica este fenómeno natural?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/em-um-lago-na-tanzania-ha-animais-que-parecem-ter-virado-pedra-o-que-explica-esse-fenomeno-natural.html</link><pubDate>Fri, 23 Oct 2026 08:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Este lago na Tanzânia é famoso pelas imagens de aves que parecem estátuas de pedra. A sua água extremamente alcalina e os sais minerais que contém ajudam a conservar alguns cadáveres, que proporcionam imagens tão espetaculares como inquietantes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/en-un-lago-de-tanzania-hay-animales-que-parecen-convertidos-en-piedra-que-explica-este-fenomeno-natural-1792571923013.png" data-image="ei4wfvtdk112"><figcaption>Reconstituição de como a elevada alcalinidade e os sais minerais do lago Natron, na Tanzânia, podem favorecer a conservação de alguns cadáveres de animais.</figcaption></figure><p>No <strong>norte da Tanzânia</strong>, perto da fronteira com o Quénia, encontra-se um dos lagos mais singulares do mundo. O <strong>Lago Natron</strong> surpreende pelas suas <strong>águas rasas</strong>, os seus <strong>tons rosados</strong> e um<strong> ambiente vulcânico</strong> onde as temperaturas podem ultrapassar os 40 °C. Mas são as fotografias de <strong>aves e morcegos com aspeto de estátuas que transformaram este lugar num fenómeno viral</strong>.</p><p>A explicação reside na sua composição química peculiar. O <strong>Natron é um lago salino e alcalino</strong>, cuja água pode atingir um pH entre 9,5 e 12, segundo a autoridade de vida selvagem da Tanzânia. Em determinadas condições, a sua elevada concentração de sais<strong> favorece a conservação dos restos de alguns animais que morrem nas suas águas</strong>.</p><p>O resultado pode parecer inquietante:<strong> corpos cobertos por uma crosta esbranquiçada</strong>, com penas ou pele endurecidas por<strong> depósitos minerais</strong>, que <strong>parecem ter se transformado em pedra</strong>. No entanto, por trás destas imagens não há uma petrificação instantânea, mas sim um processo de conservação química e dessecação.</p><h2>Por que os animais parecem transformados em pedra</h2><p>O segredo está nos<strong> sais de sódio</strong>, especialmente no <strong>carbonato de sódio</strong>, que chegam ao lago através de cursos de água, fontes minerais e da geologia vulcânica da região. Com a evaporação da água, estes compostos podem depositar-se sobre os restos orgânicos e formar uma <strong>camada mineral que altera o seu aspeto</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/en-un-lago-de-tanzania-hay-animales-que-parecen-convertidos-en-piedra-que-explica-este-fenomeno-natural-1792573296273.jpg" data-image="4348f2a6uh0v"><figcaption>Os cadáveres que permanecem nas margens podem acumular depósitos salinos enquanto secam, o que ajuda a preservar a sua forma por mais tempo e produz esta aparência de mumificação.</figcaption></figure><p>A <strong>elevada alcalinidade</strong> também contribui para criar um ambiente hostil para numerosos organismos. No entanto, a água não transforma instantaneamente em pedra os animais que a tocam.</p><p>Os <strong>animais mortos que permanecem nas margens podem acumular depósitos salinos enquanto secam</strong>, o que ajuda a <strong>preservar a </strong><strong>sua forma</strong> por mais tempo e produz esta aparência de mumificação.</p><h2>Semelhante à mumificação egípcia</h2><p><strong>O fenómeno lembra, de certa forma, as técnicas de mumificação do antigo Egito</strong>. Os egípcios utilizavam uma mistura natural de sais conhecida como natrão — na antiguidade, também chamada de "sal divino" — para desidratar os corpos e retardar a sua decomposição.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/en-un-lago-de-tanzania-hay-animales-que-parecen-convertidos-en-piedra-que-explica-este-fenomeno-natural-1792573130395.jpg" data-image="yfwsehm4zwcx"><figcaption>A cor do lago deve-se, em parte, à proliferação de microrganismos adaptados à salinidade e à alcalinidade das suas águas.</figcaption></figure><p>Embora o ambiente e os processos não sejam idênticos, em ambos os casos os sais desempenham um papel importante na conservação dos restos.</p><p>O termo calcificação, frequentemente utilizado para descrever os animais do lago Natron, também não é totalmente preciso do ponto de vista químico:<strong> os depósitos estão relacionados principalmente a sais de sódio</strong>, e não necessariamente a uma mineralização equivalente àquela que transforma tecidos em rocha.</p><p>Trata-se, portanto, de<strong> restos conservados e recobertos por minerais</strong>, e não de animais literalmente transformados em pedra.</p><h2>As fotografias que deram a volta ao mundo</h2><p>A <strong>fama internacional do lago cresceu em 2013</strong>, quando o fotógrafo Nick Brandt publicou imagens de aves e morcegos mortos com um aspeto quase escultórico.</p><p>As <strong>fotografias</strong>, incluídas no seu livro<em> Across the Ravaged Land</em>, mostravam os animais posicionados sobre galhos ou junto à água, em posturas que pareciam devolver-lhes a vida.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Con un pH superior a 11, el lago Natrón, en Tanzania, es un lugar inhóspito para la vida. La alta alcalinidad de sus aguas ricas en carbonato de sodio ha provocado la "muerte salada" y la petrificación de estos animales, "reanimados" en poses vivas por el fotógrafo Nick Brandt: https://t.co/OOKFIhLWtI</p>— Héctor Rodríguez (@Hector_Rguezm) <a href="https://x.com/Hector_Rguezm/status/1227561499243241473?ref_src=twsrc%5Etfw">February 12, 2020</a></blockquote></figure><p>Brandt explicou que tinha encontrado os cadáveres nas margens e que, depois, <strong>os posicionou para fazer as fotografias</strong>. Por isso, as imagens não devem ser interpretadas como cenas de animais que se transformaram em estátuas enquanto estavam vivos. O seu<strong> impacto visual</strong> decorre da combinação de conservação natural e composição fotográfica.</p><h2>Um lago que também tem vida</h2><p>Apesar da sua reputação como um lugar mortal, o lago Natron não é um cemitério natural nem um ambiente completamente estéril. As suas condições extremas favorecem <strong>microrganismos adaptados à salinidade e à alcalinidade</strong>, alguns dos quais podem tingir a água de vermelho.</p><p>As<strong> algas</strong> e <strong>cianobactérias </strong>que prosperam neste ambiente também constituem uma fonte de alimento essencial para os flamingos-pequenos. De facto, o lago é um dos locais de reprodução mais importantes do mundo para esta espécie. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/en-un-lago-de-tanzania-hay-animales-que-parecen-convertidos-en-piedra-que-explica-este-fenomeno-natural-1792573021258.jpg" data-image="xlccdt089cs3"><figcaption>O lago Natron é um dos locais mais importantes do mundo para a reprodução do flamingo-pequeno.</figcaption></figure><p>A autoridade de vida selvagem da Tanzânia aponta que<strong> a região abriga uma proporção muito significativa</strong> da população mundial de flamingos-pequenos e constitui um local fundamental para a sua reprodução.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="717433" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/onde-e-quando-pode-ser-a-grande-migracao-de-africa-o-guia-definitivo-para-o-seu-safari-no-quenia-e-tanzania.html" title="Onde e quando pode ser a Grande Migração de África: o guia definitivo para o seu safari no Quénia e Tanzânia">Onde e quando pode ser a Grande Migração de África: o guia definitivo para o seu safari no Quénia e Tanzânia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/onde-e-quando-pode-ser-a-grande-migracao-de-africa-o-guia-definitivo-para-o-seu-safari-no-quenia-e-tanzania.html" title="Onde e quando pode ser a Grande Migração de África: o guia definitivo para o seu safari no Quénia e Tanzânia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/onde-e-quando-pode-ser-a-grande-migracao-de-africa-o-guia-definitivo-para-o-seu-safari-no-quenia-e-tanzania-1751201039750_320.jpeg" alt="Onde e quando pode ser a Grande Migração de África: o guia definitivo para o seu safari no Quénia e Tanzânia"></a></article></aside><p>Isto ocorre porque a salinidade, as áreas rasas e as características do terreno ajudam a criar condições adequadas para os seus ninhos; contudo, o <strong>equilíbrio é delicado e pode ser afetado por alterações na água</strong>, pelas chuvas e pelas atividades humanas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Sascha%20Par%C3%A9" data-year="2026" data-title="Lago%20Natron%3A%20El%20lago%20c%C3%A1ustico%20de%20color%20rojo%20sangre%20en%20Tanzania%20que%20convierte%20a%20los%20animales%20en%20%22piedra%22" data-url="https%3A%2F%2Fwww.livescience.com%2Fplanet-earth%2Fgeology%2Flake-natron-the-caustic-blood-red-lake-in-tanzania-that-turns-animals-to-stone">Sascha Paré. (2026). <a href="https://www.livescience.com/planet-earth/geology/lake-natron-the-caustic-blood-red-lake-in-tanzania-that-turns-animals-to-stone" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Lago Natron: El lago cáustico de color rojo sangre en Tanzania que convierte a los animales en "piedra"</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/em-um-lago-na-tanzania-ha-animais-que-parecem-ter-virado-pedra-o-que-explica-esse-fenomeno-natural.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria chega aos Açores na próxima segunda-feira: eis as horas-chave e os possíveis impactos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frente-fria-chega-aos-acores-na-proxima-segunda-feira-eis-as-horas-chave-e-os-possiveis-impactos.html</link><pubDate>Fri, 23 Oct 2026 07:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma frente fria deverá atingir os Açores entre domingo e segunda-feira, trazendo chuva e vento mais intenso. O ECMWF identifica os períodos de maior instabilidade, sobretudo nos grupos Ocidental e Central.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbqj1w2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbqj1w2.jpg" id="xbqj1w2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O estado do tempo nos Açores deverá sofrer alterações significativas entre o final de domingo, 25 de outubro, e segunda-feira, 26, devido à aproximação de uma <strong>frente fria associada a uma depressão atlântica</strong>. Segundo a previsão do modelo europeu (ECMWF), a passagem deste sistema poderá provocar <strong>períodos de chuva, intensificação do vento e condições marítimas mais adversas</strong>.</p><h2>Domingo: frente fria aproxima-se do Grupo Ocidental</h2><p>Ao longo da tarde de domingo, a frente deverá aproximar-se dos Açores pelo Atlântico, com a precipitação mais organizada ainda a oeste do arquipélago.</p><p>Entre as <strong>21h e as 23h</strong>, a faixa de chuva deverá aproximar-se das ilhas das Flores e do Corvo, enquanto nos grupos Central e Oriental poderão ocorrer períodos de nebulosidade variável e precipitação dispersa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-aos-acores-dentro-de-poucos-dias-eis-as-horas-chave-e-os-possiveis-impactos-1792701393643.jpg" data-image="mdja5rqaksv3" alt="Frente fria aproxima-se dos Açores no final de domingo" title="Frente fria aproxima-se dos Açores no final de domingo"><figcaption>Previsão de precipitação do ECMWF para as 23h de domingo, 25 de outubro, com a faixa frontal ainda a oeste do Grupo Central e em aproximação ao arquipélago.</figcaption></figure><p>A previsão mostra uma faixa de precipitação orientada aproximadamente de sudoeste para nordeste, ainda a oeste do Grupo Central. A sua deslocação para leste será determinante para a evolução do tempo durante a madrugada.</p><h2>Madrugada de segunda-feira: chuva avança para o Grupo Central</h2><p>Nas primeiras horas de segunda-feira, 26, a frente deverá continuar a deslocar-se para leste, aproximando-se progressivamente do Grupo Central.</p><p><strong>Entre as 03h e as 06h</strong>, o cenário do ECMWF aponta para um aumento da precipitação na região das ilhas do Faial, Pico, São Jorge, Terceira e Graciosa, embora com diferenças de intensidade e duração entre ilhas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-aos-acores-dentro-de-poucos-dias-eis-as-horas-chave-e-os-possiveis-impactos-1792701597966.jpg" data-image="7te1ebwfpl98" alt="Chuva intensifica-se na região do Grupo Central durante a madrugada" title="Chuva intensifica-se na região do Grupo Central durante a madrugada"><figcaption>Previsão do ECMWF para as 06h de segunda-feira, mostrando a progressão da faixa de precipitação sobre o Grupo Central dos Açores.</figcaption></figure><p>Às 06h, a faixa frontal deverá atingir o Grupo Central, com núcleos de precipitação mais intensa sobretudo na sua parte ocidental. <strong>A distribuição da chuva poderá variar localmente</strong>, pelo que os acumulados não serão necessariamente uniformes.</p><h2>Vento intensifica-se: manhã de segunda-feira merece atenção</h2><p>A passagem do sistema frontal deverá ser acompanhada por um <strong>aumento das rajadas de vento</strong>, sobretudo nos grupos Ocidental e Central.</p><p>Durante a madrugada, o ECMWF aponta para rajadas próximas de <strong>65 a 70 km/h na Horta</strong> e de <strong>65 km/h em Angra do Heroísmo</strong>. O período próximo das <strong>09h de segunda-feira</strong> poderá ser particularmente ventoso, com valores em torno de <strong>80 km/h na Horta e 75 km/h em Angra do Heroísmo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-aos-acores-dentro-de-poucos-dias-eis-as-horas-chave-e-os-possiveis-impactos-1792701670954.jpg" data-image="1z5a5voec46i" alt="Rajadas poderão aproximar-se dos 80 km/h na Horta" title="Rajadas poderão aproximar-se dos 80 km/h na Horta"><figcaption>Previsão de rajadas de vento do ECMWF para as 09h de segunda-feira, 26 de outubro, com maior intensidade prevista nos grupos Ocidental e Central.</figcaption></figure><p>Os valores previstos evidenciam diferenças entre os grupos de ilhas. Em Ponta Delgada, as rajadas poderão rondar os <strong>55 a 60 km/h</strong> durante a manhã. Em locais elevados e mais expostos, o vento poderá apresentar maior intensidade.</p><h2>Chuva chega ao Grupo Oriental e mar poderá ficar mais agitado</h2><p>Durante a manhã de segunda-feira, a precipitação deverá avançar para o Grupo Oriental, atingindo São Miguel e Santa Maria, enquanto a oeste se poderão verificar períodos de melhoria temporária.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-aos-acores-dentro-de-poucos-dias-eis-as-horas-chave-e-os-possiveis-impactos-1792701729208.jpg" data-image="3nyb3vifdald" alt="Frente fria prossegue para leste durante a manhã de segunda-feira" title="Frente fria prossegue para leste durante a manhã de segunda-feira"><figcaption>Distribuição prevista da precipitação às 12h de segunda-feira, com a faixa frontal a deslocar-se para o Grupo Oriental e para leste do arquipélago.</figcaption></figure><p>Ao meio-dia, o modelo sugere a<strong> deslocação da faixa principal de precipitação para leste do Grupo Central</strong>, com chuva ainda possível no Grupo Oriental. A evolução dependerá da velocidade de deslocação da frente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-aos-acores-dentro-de-poucos-dias-eis-as-horas-chave-e-os-possiveis-impactos-1792702475277.jpg" data-image="c9xyqjskh850" alt="Agitação marítima poderá agravar-se nos Açores durante segunda-feira" title="Agitação marítima poderá agravar-se nos Açores durante segunda-feira"><figcaption>Previsão do ECMWF para a altura significativa das ondas nas águas dos Açores, com maior agitação marítima prevista em áreas de mar aberto, sobretudo a oeste e noroeste dos grupos Ocidental e Central.</figcaption></figure><p>A passagem da frente fria deverá também ser acompanhada por <strong>um agravamento da agitação marítima</strong>. Segundo os mapas do ECMWF, a altura significativa das ondas poderá atingir <strong>cerca de 5 a 7 metros em áreas de mar aberto</strong>, sobretudo a oeste e noroeste dos grupos Ocidental e Central, durante segunda-feira. Os valores poderão variar significativamente consoante a localização e a exposição das zonas costeiras.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794623" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-madrugada-de-segunda-feira-26-uma-frente-fria-devera-atingir-os-acores-eis-as-ilhas-mais-afetadas-pela-chuva.html" title="Na madrugada de segunda-feira (26), uma frente fria deverá atingir os Açores: eis as ilhas mais afetadas pela chuva">Na madrugada de segunda-feira (26), uma frente fria deverá atingir os Açores: eis as ilhas mais afetadas pela chuva</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-madrugada-de-segunda-feira-26-uma-frente-fria-devera-atingir-os-acores-eis-as-ilhas-mais-afetadas-pela-chuva.html" title="Na madrugada de segunda-feira (26), uma frente fria deverá atingir os Açores: eis as ilhas mais afetadas pela chuva"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/na-madrugada-de-segunda-feira-26-uma-frente-fria-devera-atingir-os-acores-eis-as-ilhas-mais-afetadas-pela-chuva-1792663884784_320.png" alt="Na madrugada de segunda-feira (26), uma frente fria deverá atingir os Açores: eis as ilhas mais afetadas pela chuva"></a></article></aside><p>Tratando-se de uma previsão com vários dias de antecedência, <strong>a localização dos núcleos de chuva, a intensidade das rajadas e a evolução da agitação marítima poderão sofrer alterações</strong> nas próximas atualizações do ECMWF.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frente-fria-chega-aos-acores-na-proxima-segunda-feira-eis-as-horas-chave-e-os-possiveis-impactos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 6 ºC acima da média: Portugal Continental volta a registar temperaturas elevadas para a época em breve]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-6-c-acima-da-media-portugal-continental-volta-a-registar-temperaturas-elevadas-para-a-epoca-em-breve.html</link><pubDate>Fri, 23 Oct 2026 06:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após um fim de semana marcado por noites frias, Portugal Continental poderá registar um aumento das temperaturas a partir de domingo, culminando em valores até 6 ºC acima da média.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbqj4pe"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbqj4pe.jpg" id="xbqj4pe"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A variabilidade atmosférica continuará a ser a grande protagonista da dinâmica meteorológica em Portugal Continental durante os próximos dias.</p><div class="texto-destacado"><p>Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong> nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</p></div><p>De acordo com as mais recentes projeções do modelo europeu de referência (ECMWF), <strong>o país prepara-se para transitar de um ambiente temporariamente mais frio do que o habitual para um novo episódio de temperaturas invulgarmente elevadas</strong> para a reta final de outubro.</p><h2>Sexta-feira e sábado: estabilidade inicial seguida de arrefecimento noturno acentuado</h2><p>Para esta sexta-feira, dia 23 de outubro, a previsão aponta para a manutenção de um padrão de estabilidade atmosférica, embora com temperaturas contidas. Os mapas de anomalia do ECMWF indicam uma <strong>descida da temperatura que poderá ser até 2 ºC abaixo da média climatológica nas regiões do Norte e do Centro</strong>, mantendo-se o restante território com valores dentro do padrão habitual.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-6-c-acima-da-media-portugal-continental-volta-a-registar-temperaturas-elevadas-para-a-epoca-em-breve-1792702359255.jpg" data-image="d2t08rlb54ng" alt="Anomalia de temperatura prevista para sexta-feira, 23 de outubro" title="Anomalia de temperatura prevista para sexta-feira, 23 de outubro"><figcaption>Anomalia de temperatura prevista para sexta-feira, 23 de outubro, às 15:00 em Portugal Continental. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Contudo, a transição para o fim de semana trará um arrefecimento noturno bastante vincado. <strong>Durante a madrugada de sábado, dia 24 de outubro, as temperaturas mínimas poderão baixar significativamente em todo o território nacional</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794638" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-em-alerta-os-modelos-preveem-uma-grande-ondulacao-da-corrente-de-jato-polar-a-partir-de-quinta-feira-dia.html" title="Portugal em alerta: os modelos preveem uma grande ondulação da corrente de jato polar a partir de quinta-feira, dia 29">Portugal em alerta: os modelos preveem uma grande ondulação da corrente de jato polar a partir de quinta-feira, dia 29</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-em-alerta-os-modelos-preveem-uma-grande-ondulacao-da-corrente-de-jato-polar-a-partir-de-quinta-feira-dia.html" title="Portugal em alerta: os modelos preveem uma grande ondulação da corrente de jato polar a partir de quinta-feira, dia 29"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-em-alerta-os-modelos-preveem-uma-grande-ondulacao-da-corrente-de-jato-polar-a-partir-de-quinta-feira-dia-1792670194236_320.jpg" alt="Portugal em alerta: os modelos preveem uma grande ondulação da corrente de jato polar a partir de quinta-feira, dia 29"></a></article></aside><p>As cartas de anomalia revelam<strong> desvios negativos acentuados</strong>, situando-se em geral entre 2 ºC e 6 ºC abaixo da média de referência para esta altura do ano. Durante o período diurno de sábado, o comportamento térmico deverá manter-se relativamente estável, sem grandes oscilações nas máximas. </p><h2>Domingo traz inversão da tendência térmica com subida das máximas no Interior</h2><p><strong>Um cenário idêntico de arrefecimento noturno deverá repetir-se durante a noite e madrugada de domingo, dia 25.</strong> No entanto, durante o período da tarde, os dados do ECMWF apontam para uma inversão clara da tendência meteorológica, prevendo-se um reaparecimento generalizado das anomalias térmicas em quase todo o Portugal Continental. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-6-c-acima-da-media-portugal-continental-volta-a-registar-temperaturas-elevadas-para-a-epoca-em-breve-1792702476139.jpg" data-image="vrs4co3qf8yu" alt="Anomalia de temperatura prevista para a tarde de domingo, 25 de outubro" title="Anomalia de temperatura prevista para a tarde de domingo, 25 de outubro"><figcaption>Anomalia de temperatura prevista para a tarde de domingo, 25 de outubro, às 15:00. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p><strong>Estas anomalias positivas deverão registar maior incidência nas regiões do Interior, destacando-se distritos como Castelo Branco e Bragança</strong> com valores que poderão oscilar entre os 3 ºC e os 4 ºC acima da referência da época.</p><p>Exceção nesta tendência para os distritos de Braga e Viana do Castelo, onde os valores deverão manter-se ligeiramente abaixo do normal. </p><h2>Segunda-feira com pico de calor anómalo e posterior estabilização na terça-feira</h2><p>Durante a madrugada de segunda-feira, dia 26, poderá registar-se ainda uma ligeira descida temporária. Todavia, <strong>durante o período da tarde, as projeções do modelo europeu preveem o pico máximo desta alteração térmica, com uma subida expressiva das temperaturas que poderá resultar em valores até 6 ºC</strong> acima dos parâmetros climatológicos normais para o final de outubro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-6-c-acima-da-media-portugal-continental-volta-a-registar-temperaturas-elevadas-para-a-epoca-em-breve-1792702522902.jpg" data-image="itjpt50ti0uv" alt="Anomalia de temperatura prevista para a tarde de segunda-feira, 26 de outubro" title="Anomalia de temperatura prevista para a tarde de segunda-feira, 26 de outubro"><figcaption>Anomalia de temperatura prevista para a tarde de segunda-feira, 26 de outubro, às 15:00. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Este pico de anomalia térmica positiva far-se-á sentir de forma abrangente em Portugal Continental, com os termómetros a registarem desvios térmicos muito expressivos no Interior e no Sul do país.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Na tarde de segunda-feira, dia 26, as temperaturas em Portugal Continental poderão registar valores até 6 ºC acima do normal para a época.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Já na manhã de terça-feira, dia 27 de outubro, os mapas indicam que as temperaturas deverão voltar a estabilizar</strong>, verificando-se uma diminuição de até 4 ºC em relação ao pico registado no dia anterior. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-6-c-acima-da-media-portugal-continental-volta-a-registar-temperaturas-elevadas-para-a-epoca-em-breve.html</guid><dc:creator><![CDATA[Pedro Carneiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Dinossauros, caveiras mexicanas e luzes de Natal: este zoo português tem de tudo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/dinossauros-caveiras-mexicanas-e-luzes-de-natal-este-zoo-prepara-noites-surpreendentes.html</link><pubDate>Fri, 23 Oct 2026 05:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A exposição Luzes Selvagens regressa ao Zoo Santo Inácio, em Vila Nova de Gaia, com centenas de figuras iluminadas e novos cenários para descobrir até 30 de dezembro.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/dinossauros-caveiras-mexicanas-e-luzes-de-natal-este-zoo-prepara-noites-surpreendentes-1792438752209.jpg" data-image="on0y3l28ipup" alt="Luzes Selvagens" title="Luzes Selvagens"><figcaption>As noites vão ficar mais luminosas neste zoo. Foto: Zoo Santo Inácio</figcaption></figure><p>Esqueletos coloridos, dinossauros e luzes de Natal. Quando anoitece, os animais não são os únicos a chamar a atenção no Zoo Santo Inácio. </p><p>A novidade chegou a 16 de outubro, no parque de Avintes, em <strong>Vila Nova de Gaia</strong>. </p><p>Do que é que estamos a falar? Do zoo que voltou a transformar-se num percurso de luzes e cores, onde centenas de figuras iluminadas dão outra vida aos caminhos. </p><div class="texto-destacado">A exposição Luzes Selvagens chega à quinta edição e prolonga-se até 30 de dezembro, com novidades que misturam o espírito natalício com as tradições mexicanas do Día de los Muertos.</div><p>Confuso? A proposta é simples: trocar, por algumas horas, a visita habitual ao jardim zoológico por um<strong> passeio noturno entre instalações luminosas de animais e plantas</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="743384" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-a-viagem-de-900-km-da-tartaruga-do-zoomarine-algarve-virou-um-caso-de-estudo-internacional.html" title="Como a viagem de 900 km da tartaruga do Zoomarine Algarve virou um caso de estudo internacional">Como a viagem de 900 km da tartaruga do Zoomarine Algarve virou um caso de estudo internacional</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-a-viagem-de-900-km-da-tartaruga-do-zoomarine-algarve-virou-um-caso-de-estudo-internacional.html" title="Como a viagem de 900 km da tartaruga do Zoomarine Algarve virou um caso de estudo internacional"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-a-viagem-de-900-km-da-tartaruga-do-zoomarine-algarve-virou-um-caso-de-estudo-internacional-1765375604724_320.jpg" alt="Como a viagem de 900 km da tartaruga do Zoomarine Algarve virou um caso de estudo internacional"></a></article></aside><p>Aqui há cenários para admirar, pormenores para descobrir e muitas oportunidades para tirar fotografias. Afinal, não é todos os dias que se encontra um desfile de criaturas gigantes iluminadas no meio de um parque rodeado de natureza.</p><p>“Quando o sol se põe, o Zoo Santo Inácio transforma-se num <strong>cenário mágico</strong> onde a natureza ganha novas cores, brilhos e formas”, explicam os responsáveis. “As Luzes Selvagens são muito mais do que uma exposição. São uma v<strong>iagem sensorial</strong> que mistura luz, cor, natureza e imaginação. Ao percorrer os caminhos iluminados do Zoo, os visitantes encontram figuras de animais selvagens de todos os tamanhos, criadas com milhares de pequenas luzes LED que enchem o ambiente de cor e encanto.”</p><h2>Do Día de los Muertos ao Natal, há novos mundos para descobrir</h2><p>Se teve a oportunidade de explorar o parque à noite numa das edições passadas, não se deixe enganar: <strong>este ano há muitas novidades para descobrir</strong>. </p><p>“As Luzes Selvagens regressam para a sua 5.ª edição, prometendo noites ainda mais deslumbrantes e cheias de surpresas”, garantem. “Depois do sucesso das edições anteriores, este evento noturno volta a iluminar o <strong>maior e mais verde Zoo do Norte de Portugal </strong>com um percurso de milhares de luzes e figuras luminosas de animais.”</p><div class="texto-destacado">A edição deste ano traz dois ambientes temáticos que prometem distinguir o percurso das edições anteriores. </div><p>Um deles inspira-se no<strong> Día de los Muertos</strong>, uma celebração tradicional mexicana que homenageia os entes queridos que já morreram e que se distingue pelas cores vivas, pelas flores e pelas caveiras decoradas. O outro acompanha a aproximação do <strong>Natal</strong>, com cenários dedicados a uma das épocas mais luminosas do ano.</p><p>As duas propostas juntam-se às figuras iluminadas que caracterizam as Luzes Selvagens, criando diferentes ambientes ao longo da visita. O resultado? Um programa que pode agradar tanto aos mais novos, como aos adultos que procuram uma atividade diferente para uma tarde ou noite de outono.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dinossauros-caveiras-mexicanas-e-luzes-de-natal-este-zoo-prepara-noites-surpreendentes-1792439024464.jpg" data-image="h2i4lfepua62" alt="Luzes Selvagens" title="Luzes Selvagens"><figcaption>Um programa especial pensado para toda a família. Foto: Zoo Santo Inácio</figcaption></figure><p>E, não, não é preciso esperar pelo mês de dezembro para entrar no espírito natalício. Já é possível encontrar esta combinação de luzes, fantasia e natureza. E calha mesmo bem, já que <strong>os dias ficam progressivamente mais curtos </strong>e os programas ao ar livre começam a precisar de um pequeno reforço luminoso.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792691" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/mudanca-da-hora-o-que-muda-na-horta-quando-anoitece-uma-hora-mais-cedo.html" title="Mudança da hora: o que muda na horta quando anoitece uma hora mais cedo">Mudança da hora: o que muda na horta quando anoitece uma hora mais cedo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/mudanca-da-hora-o-que-muda-na-horta-quando-anoitece-uma-hora-mais-cedo.html" title="Mudança da hora: o que muda na horta quando anoitece uma hora mais cedo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-da-hora-o-que-muda-na-horta-quando-anoitece-uma-hora-mais-cedo-1791561807853_320.png" alt="Mudança da hora: o que muda na horta quando anoitece uma hora mais cedo"></a></article></aside><p>“É a atividade perfeita para o outono e inverno, quando as noites chegam mais cedo e o frio convida a momentos acolhedores e luminosos.”</p><h2>Uma visita noturna para toda a família</h2><p>O melhor é que as Luzes Selvagens não se limitam às figuras instaladas no exterior. <strong>Durante o evento, continuam acessíveis espaços</strong> como a Casa dos Animais Noturnos e o Mundo Tropical, além de zonas de lazer e de apoio, entre as quais o Bar do Lago, o Bar do Relvado e a loja do Zoo.</p><div class="texto-destacado">Inaugurado em 2000, o Zoo Santo Inácio é conhecido pelo trabalho de conservação da vida selvagem e pela participação em programas de reprodução de espécies ameaçadas. As Luzes Selvagens acrescentam uma dimensão mais lúdica à programação do espaço, oferecendo uma forma diferente de explorar o parque sem perder a ligação à natureza.</div><p>Importa, contudo, ter em conta uma diferença essencial:<strong> a exposição decorre depois de escurecer</strong> e os animais deixam de estar visíveis nos seus<em> habitats</em> a partir do início do percurso luminoso. Por isso, quem quiser conhecer o jardim zoológico e observar os seus habitantes deve planear a visita durante o dia, antes de aproveitar as luzes ao final da tarde.</p><h2>Datas, horários e preços das Luzes Selvagens</h2><p>A quinta edição das Luzes Selvagens decorre de <strong>16 de outubro a 30 de dezembro</strong> de 2026, aos fins de semana, feriados e durante as férias escolares. Em outubro, o percurso pode ser visitado entre as 16:30 e as 20:30. Já em novembro e dezembro, o horário anunciado passa a ser das 17:30 às 20:30. </p><div class="texto-destacado">Como a exposição não está aberta necessariamente todos os dias, é aconselhável consultar o calendário antes da visita.</div><p>Existem<strong> duas modalidades de bilhete</strong>, consoante o tipo de experiência pretendida. Quem quiser visitar apenas a exposição noturna pode comprar um ingresso específico, com preços a partir de 10,50€ para crianças dos 3 aos 12 anos, 15,50€ para adultos dos 13 aos 64 anos e 13,50€ para seniores a partir dos 65 anos. Para as famílias, há um bilhete de 49,50€, válido para dois adultos e duas crianças.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dinossauros-caveiras-mexicanas-e-luzes-de-natal-este-zoo-prepara-noites-surpreendentes-1792439267065.jpg" data-image="9e3ic0yysttw" alt="Luzes Selvagens" title="Luzes Selvagens"><figcaption>Pronto para a descoberta? Foto: Zoo Santo Inácio</figcaption></figure><p>Por outro lado, quem preferir passar o dia no Zoo Santo Inácio e aproveitar também o percurso luminoso pode optar pelo<strong> bilhete de entrada no parque</strong>, que inclui o acesso às Luzes Selvagens nos dias em que a exposição decorre. Os preços <em>online</em> são de 12,90€ para crianças, 18,90€ para adultos e 16,90€ para seniores. O bilhete familiar, destinado a dois adultos e duas crianças, custa 60,90€. Os bebés até aos dois anos têm entrada gratuita.</p><p><strong>Além de puder comprar <em>online</em>, os bilhetes podem ser adquiridos através da bilheteira oficial do Zoo Santo Inácio</strong>. Aconselhamos que consulte o calendário da exposição e confirmar os horários e as condições de acesso antes de planear a visita.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Zoo%20Santo%20In%C3%A1cio" data-year="2026" data-title="Luzes%20Selvagens%202026%3A%20Uma%20Experi%C3%AAncia%20Imersiva%20e%20Luminosa%20no%20Zoo%20Santo%20In%C3%A1cio" data-url="https%3A%2F%2Fwww.zoosantoinacio.com%2Feventos%2Fluzes-selvagens-2026%2F">Zoo Santo Inácio. (2026). <a href="https://www.zoosantoinacio.com/eventos/luzes-selvagens-2026/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Luzes Selvagens 2026: Uma Experiência Imersiva e Luminosa no Zoo Santo Inácio</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/dinossauros-caveiras-mexicanas-e-luzes-de-natal-este-zoo-prepara-noites-surpreendentes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Projeto coverPLUS quer regenerar os solos do Alentejo com plantas e tecnologia digital]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/projeto-coverplus-quer-regenerar-os-solos-do-alentejo-com-plantas-e-tecnologia-digital.html</link><pubDate>Thu, 22 Oct 2026 13:01:04 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Culturas de cobertura, fertilização orgânica e modelos tridimensionais ajudam a reter água, proteger o solo e orientar decisões agrícolas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/projeto-coverplus-quer-regenerar-os-solos-do-alentejo-com-plantas-e-tecnologia-digital-1792670970597.jpg" data-image="v82b483p2524" alt="Solo alentejano" title="Solo alentejano"><figcaption>O solo alentejano caracteriza-se por baixos teores de matéria orgânica e reduzida capacidade de retenção de água. Foto: Da Cunha/Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Nem toda a chuva que cai no <strong>Alentejo</strong> é aproveitada pela terra. Após longos períodos de calor e falta de precipitação, o solo pode perder água rapidamente e ficar mais exposto à erosão. A ausência de matéria orgânica dificulta a retenção de <strong>humidade</strong> e <strong>nutrientes</strong>, comprometendo a <strong>fertilidade</strong> das culturas. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Regenerar estes terrenos exige, por isso, mais do que esperar pela próxima estação chuvosa.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>É neste desafio que se centra o <strong>coverPLUS</strong>, um projeto da Universidade Politécnica de Portalegre que procura recuperar a qualidade dos solos agrícolas, melhorar a utilização dos recursos e aproximar a tecnologia digital das explorações. </p><p>Coordenada pelo professor Luís Alcino da Conceição, a iniciativa decorre até agosto de 2028 e dispõe de 49.025,70 euros de investimento elegível. A proposta combina práticas agrícolas de regeneração, ferramentas de monitorização e formação dirigida aos produtores.</p><h2>Cobrir o solo para proteger a água</h2><p>Uma das principais linhas de trabalho assenta nas <strong>culturas de cobertura</strong>. São plantas semeadas para proteger e melhorar o terreno, em vez de serem cultivadas exclusivamente para colheita. Mantêm a superfície protegida entre as culturas principais e ajudam a <strong>reduzir a exposição direta ao sol e à chuva</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As espécies foram selecionadas especificamente para a região do Alentejo, podendo as misturas combinar gramíneas, leguminosas e outras plantas adaptadas às condições locais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A <strong>aveia</strong>, por exemplo, gera biomassa e mantém os resíduos vegetais na superfície. A <strong>ervilhaca</strong> e os <strong>trevos</strong> ajudam a fixar o azoto no solo. Já as raízes do <strong>nabo forrageiro</strong> melhoram a estrutura de solos compactados.</p><p><strong>Que plantas podem ajudar a recuperar os solos do Alentejo?</strong></p><table><thead><tr><th><strong>Grupo</strong></th><th>Exemplos</th><th>Contributo</th></tr></thead><tbody><tr><td>Leguminosas</td><td>Trevo-subterrâneo, ervilhaca e tremocilha</td><td>Fixam azoto atmosférico, contribuindo para enriquecer o solo em nutrientes e reduzir a dependência de fertilizantes</td></tr><tr><td>Cereais e gramíneas</td><td>Aveia-preta e centeio forrageiro</td><td>Produzem biomassa que protege a superfície do solo, reduz a exposição ao sol e ajuda a conservar a humidade</td></tr><tr><td>Crucíferas</td><td>Nabo forrageiro e mostarda-branca</td><td>As raízes aliviam a compactação. A cobertura rápida do terreno também ajuda a limitar o desenvolvimento de ervas espontâneas</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Fonte: DGADR/CCDR Alentejo</td></tr></tbody></table><p><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></p><p>Estas plantas não produzem todas o mesmo efeito. É a combinação ajustada às características de cada exploração que pode trazer <strong>benefícios complementares</strong>. Ao aumentar a matéria orgânica e melhorar a estrutura física do terreno, estas práticas poderão favorecer a infiltração e a retenção de água de nutrientes.</p><p>O projeto prevê ainda estratégias de <strong>fertilização orgânica</strong>. O objetivo é melhorar a fertilidade sem depender exclusivamente de fertilizantes minerais e criar condições para que o solo responda melhor aos períodos de escassez hídrica.</p><h2>Terras expostas à erosão</h2><p>A necessidade destas intervenções está ligada às <strong>características</strong> de muitos <strong>solos alentejanos</strong>. Em várias zonas, são pouco espessos e apresentam baixos teores de matéria orgânica, o que limita a capacidade de armazenar água e os torna vulneráveis à erosão hídrica e eólica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/projeto-coverplus-quer-regenerar-os-solos-do-alentejo-com-plantas-e-tecnologia-digital-1792671913225.jpg" data-image="ikeow4lqz4gb" alt="Vinha em Reguengos" title="Vinha em Reguengos"><figcaption>O projeto adotou a fertilização orgânica para reduzir o uso de fertilizantes minerais e aumentar a resiliência à escassez hídrica. Foto:joaoluismf/Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A forma como a terra é utilizada também influencia a sua conservação. A mobilização frequente deixa a superfície exposta à ação da chuva, enquanto a <strong>maquinaria pesada</strong> pode provocar compactação. A simplificação da vegetação em sistemas agrícolas demasiado uniformes reduz ainda a <strong>diversidade de habitats</strong> e de organismos vitais para a saúde do solo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790032" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/solo-compactado-o-que-uma-chuvada-forte-faz-a-uma-terra-descoberta.html" title="Solo compactado: o que uma chuvada forte faz a uma terra descoberta">Solo compactado: o que uma chuvada forte faz a uma terra descoberta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/solo-compactado-o-que-uma-chuvada-forte-faz-a-uma-terra-descoberta.html" title="Solo compactado: o que uma chuvada forte faz a uma terra descoberta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/solo-compactado-o-que-uma-chuvada-forte-faz-a-uma-terra-descoberta-1790148931635_320.jpeg" alt="Solo compactado: o que uma chuvada forte faz a uma terra descoberta"></a></article></aside><p>A <strong>pressão sobre os recursos hídricos</strong> torna estes problemas especialmente relevantes no Alentejo. A expansão de sistemas e culturas de <strong>regadio intensivo</strong> aumentou a necessidade de água em algumas áreas. A proteção do solo e a gestão eficiente dos recursos têm, por isso, de ser consideradas em conjunto.</p><p>As culturas de cobertura não resolvem, por si só, todos estes desafios. Podem, no entanto, integrar uma <strong>estratégia de regeneração</strong> que proteja a terra, reduza perdas e ajude a conservar a água disponível.</p><h2>Gémeo digital antecipa decisões</h2><p>A outra vertente do coverPLUS é tecnológica. Os investigadores estão a desenvolver um modelo tridimensional de previsão da produção agrícola baseado no conceito de <strong>gémeo digital</strong>. Trata-se de uma <strong>representação virtual de um terreno real</strong>, alimentada por dados recolhidos no campo.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Sensores e drones deverão permitir acompanhar parâmetros como a humidade e a temperatura do solo, a disponibilidade de nutrientes e o crescimento das forragens e das culturas de cobertura. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A informação é integrada num modelo que procura representar a evolução do terreno e apoiar a previsão da produção. Com estes dados, investigadores e agricultores poderão <strong>comparar cenários</strong> e <strong>avaliar as consequências</strong> prováveis de diferentes decisões. Por exemplo, estimar como a falta de chuva poderá afetar a produção de forragem ou analisar a resposta esperada à aplicação de fertilização orgânica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/projeto-coverplus-quer-regenerar-os-solos-do-alentejo-com-plantas-e-tecnologia-digital-1792672213722.jpg" data-image="v341xa5sznga" alt="campo de cereais" title="campo de cereais"><figcaption>Cereais e gramíneas são culturas de cobertura que ajudam a conservar a humidade do solo. Foto: AntonioFCalado/Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A ferramenta visa <strong>apoiar a monitorização</strong> e o <strong>planeamento</strong>, não substituir a experiência agrícola nem eliminar a incerteza das previsões. O seu valor dependerá da qualidade dos dados, da capacidade de representar as condições reais e da utilidade dos dados na tomada de decisões.</p><h2>A tecnologia no cultivo</h2><p>Para que estas tecnologias tenham aplicação prática, o coverPLUS inclui um programa de <strong>capacitação digital</strong>. Estão previstas ações de formação, workshops, tecnologias acessíveis e acompanhamento técnico, com o objetivo de ajudar os produtores a utilizar informação digital na gestão quotidiana das culturas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779714" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/alqueva-sustentavel-lanca-plataformas-digitais-para-guiar-agricultura-e-turismo-no-alentejo.html" title="Alqueva Sustentável lança plataformas digitais para guiar agricultura e turismo no Alentejo">Alqueva Sustentável lança plataformas digitais para guiar agricultura e turismo no Alentejo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/alqueva-sustentavel-lanca-plataformas-digitais-para-guiar-agricultura-e-turismo-no-alentejo.html" title="Alqueva Sustentável lança plataformas digitais para guiar agricultura e turismo no Alentejo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alqueva-sustentavel-lanca-plataformas-digitais-para-guiar-agricultura-e-turismo-no-alentejo-1784639154421_320.jpg" alt="Alqueva Sustentável lança plataformas digitais para guiar agricultura e turismo no Alentejo"></a></article></aside><p>A preocupação é particularmente relevante para pequenas e médias explorações, onde os <strong>custos e a complexidade das novas tecnologias</strong> podem dificultar a sua adoção. A formação pretende aproximar os instrumentos de monitorização das necessidades concretas de quem trabalha a terra.</p><p>O projeto é financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, através do programa regional ALT2030, com uma comparticipação de 85% do investimento elegível.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Universidade%20Polit%C3%A9cnica%20de%20Portalegre" data-year="" data-title="Projetos%20em%20destaque" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ipportalegre.pt%2Fpt%2F2026%2F09%2F18%2Fprojetos-em-destaque%2F">Universidade Politécnica de Portalegre. <a href="https://www.ipportalegre.pt/pt/2026/09/18/projetos-em-destaque/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Projetos em destaque</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/projeto-coverplus-quer-regenerar-os-solos-do-alentejo-com-plantas-e-tecnologia-digital.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal em alerta: os modelos preveem uma grande ondulação da corrente de jato polar a partir de quinta-feira, dia 29]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-em-alerta-os-modelos-preveem-uma-grande-ondulacao-da-corrente-de-jato-polar-a-partir-de-quinta-feira-dia.html</link><pubDate>Thu, 22 Oct 2026 12:03:38 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de duas passagens de chuva pouco expressivas, o cenário poderá mudar no final de outubro. Uma forte ondulação da corrente de jato polar deverá favorecer a aproximação das baixas pressões e aumentar a instabilidade em Portugal.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-em-alerta-os-modelos-preveem-uma-grande-ondulacao-da-corrente-de-jato-polar-a-partir-de-quinta-feira-dia-1792670194236.jpg" data-image="d8pg5u0i8k6h" alt="Atlântico" title="Atlântico"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-728609">O Atlântico norte começa a dar sinais de mudança. A forte ondulação da corrente de jato poderá abrir caminho a um cenário mais instável em Portugal nos últimos dias de outubro, com o regresso de chuva mais generalizada.</figcaption></figure><p>Os próximos dias em Portugal continental serão marcados por algumas passagens de chuva, inicialmente pouco expressivas e concentradas sobretudo no Norte e Centro. No entanto, a partir de quinta-feira, dia 29, <strong>os modelos começam a sinalizar uma alteração mais importante na circulação atmosférica, associada a uma forte ondulação da corrente de jato polar.</strong></p><h2>Primeira frente atravessa Portugal entre esta noite e sexta-feira</h2><p>O primeiro episódio de precipitação deverá ocorrer entre o final desta quinta-feira e a madrugada de sexta-feira, dia 23. <strong>Uma frente pouco ativa deverá aproximar-se do Noroeste por volta das 21 horas,</strong> levando chuva inicialmente aos distritos de Viana do Castelo e Braga.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-em-alerta-os-modelos-preveem-uma-grande-ondulacao-da-corrente-de-jato-polar-a-partir-de-quinta-feira-dia-1792668794520.jpg" data-image="jz7xm0jfbem6" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>A primeira passagem de chuva deverá ocorrer entre a noite de quinta e a madrugada de sexta-feira, afetando sobretudo o Norte e parte do Centro, mas com acumulados pouco expressivos.</figcaption></figure><p>Com o avançar das horas, a precipitação deverá estender-se a outras regiões do Norte, incluindo Porto e Vila Real, e posteriormente a zonas do Centro, como Aveiro, Viseu e Leiria. Já durante a madrugada, alguma precipitação poderá alcançar áreas mais a sul do litoral, nomeadamente a região de Mafra e Sintra.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ainda assim,<strong> será um episódio passageiro e, na generalidade, com quantidades pouco significativas.</strong> Durante o fim de semana e na segunda-feira, dia 26, o cenário volta a ser predominantemente seco. A nebulosidade poderá marcar presença de Norte a Sul, intercalada por períodos de abertas, enquanto as madrugadas continuarão bastante frescas, sobretudo no sábado (24).</p><h2>Nova frente fria poderá chegar na terça-feira</h2><p>Na terça-feira, dia 27, uma nova frente fria poderá atravessar Portugal. As atualizações mais recentes do modelo europeu alteraram a trajetória deste sistema, aproximando-o mais do território continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-em-alerta-os-modelos-preveem-uma-grande-ondulacao-da-corrente-de-jato-polar-a-partir-de-quinta-feira-dia-1792668859220.jpg" data-image="1rnpbux6kqui" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>Uma nova frente fria poderá alcançar Portugal na terça-feira, com chuva a entrar pelo Noroeste e a avançar posteriormente para outras regiões do Norte e Centro.</figcaption></figure><p>A chuva deverá voltar a entrar pelo Noroeste, onde serão esperadas as maiores quantidades, avançando depois para outras regiões do Norte e Centro, sobretudo junto ao litoral. <strong>A passagem frontal poderá ainda ser acompanhada por um aumento temporário das rajadas de vento.</strong></p><p>À semelhança do primeiro episódio, não se prevê, para já, um evento particularmente significativo. No entanto, esta frente antecederá uma mudança mais importante na configuração atmosférica sobre o Atlântico Norte.</p><h2>Corrente de jato polar sofre forte ondulação a partir de dia 29</h2><p>É a partir de quinta-feira, dia 29, que os mapas sinóticos começam a mostrar uma evolução particularmente interessante. <strong>A corrente de jato polar,</strong> uma faixa de ventos muito intensos que circula a vários quilómetros de altitude e que ajuda a orientar depressões e sistemas frontais, <strong>deverá apresentar uma ondulação bastante pronunciada sobre o Atlântico.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-em-alerta-os-modelos-preveem-uma-grande-ondulacao-da-corrente-de-jato-polar-a-partir-de-quinta-feira-dia-1792668965842.jpg" data-image="n93aia3s4n1j" alt="Corrente de jato polar" title="Corrente de jato polar"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-581797">A partir de quinta-feira (29), uma forte ondulação da corrente de jato polar começará a alterar o padrão atmosférico no Atlântico, favorecendo a aproximação das baixas pressões à Península Ibérica.</figcaption></figure><p>O modelo europeu mostra o ramo do jato a mergulhar para latitudes muito mais meridionais, <strong>aproximando ventos muito intensos em altitude da Península Ibérica. </strong>Esta configuração poderá alterar substancialmente o padrão que tem dominado os últimos dias.</p><p>O anticiclone que tem permanecido próximo de Portugal, funcionando como uma barreira às depressões atlânticas e fazendo com que várias frentes chegassem enfraquecidas ao território, deverá perder protagonismo. Com a circulação em altitude a tornar-se mais ondulada, abre-se espaço para que as baixas pressões consigam aproximar-se mais facilmente da Península Ibérica.</p><h2>Uma depressão poderá instalar-se ao largo de Portugal no final do mês</h2><p>Para o dia 31, o cenário apresentado atualmente pelo ECMWF é diferente daquele previsto para os próximos dias. Nas camadas superiores da atmosfera surge uma região depressionária bem definida ao largo da costa portuguesa, associada à forte ondulação do jato.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-em-alerta-os-modelos-preveem-uma-grande-ondulacao-da-corrente-de-jato-polar-a-partir-de-quinta-feira-dia-1792669062495.jpg" data-image="2vv6o61ch8ot" alt="Corrente de jato polar" title="Corrente de jato polar"><figcaption>No final do mês, a ondulação do jato polar poderá permitir a formação ou aproximação de uma depressão a oeste da Península Ibérica, aumentando significativamente a instabilidade.</figcaption></figure><p>À superfície, os mapas começam igualmente a mostrar uma depressão próxima do território, acompanhada por uma extensa área de precipitação atlântica. Caso esta configuração se confirme, <strong>entre os dias 30 e 31 poderá ocorrer um episódio de chuva mais generalizada, potencialmente de Norte a Sul, e com períodos de precipitação mais intensa do que aqueles previstos para os dias anteriores.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-em-alerta-os-modelos-preveem-uma-grande-ondulacao-da-corrente-de-jato-polar-a-partir-de-quinta-feira-dia-1792669106981.jpg" data-image="49wgcxkucvwn" alt="Situação sinótica" title="Situação sinótica"><figcaption>O cenário previsto para dia 31 mostra uma depressão próxima de Portugal e uma extensa área de precipitação, aumentando a possibilidade de chuva mais forte e generalizada de Norte a Sul.</figcaption></figure><p>Contudo, estamos perante uma previsão a cerca de uma semana de distância. A posição exata da depressão, a trajetória das frentes e, consequentemente, a distribuição e intensidade da precipitação ainda poderão sofrer alterações relevantes nas próximas atualizações.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794623" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-madrugada-de-segunda-feira-26-uma-frente-fria-devera-atingir-os-acores-eis-as-ilhas-mais-afetadas-pela-chuva.html" title="Na madrugada de segunda-feira (26), uma frente fria deverá atingir os Açores: eis as ilhas mais afetadas pela chuva">Na madrugada de segunda-feira (26), uma frente fria deverá atingir os Açores: eis as ilhas mais afetadas pela chuva</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-madrugada-de-segunda-feira-26-uma-frente-fria-devera-atingir-os-acores-eis-as-ilhas-mais-afetadas-pela-chuva.html" title="Na madrugada de segunda-feira (26), uma frente fria deverá atingir os Açores: eis as ilhas mais afetadas pela chuva"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/na-madrugada-de-segunda-feira-26-uma-frente-fria-devera-atingir-os-acores-eis-as-ilhas-mais-afetadas-pela-chuva-1792663884784_320.png" alt="Na madrugada de segunda-feira (26), uma frente fria deverá atingir os Açores: eis as ilhas mais afetadas pela chuva"></a></article></aside><p>Mais do que os valores concretos de chuva, o sinal que ganha consistência é, para já, o de uma <strong>mudança para um padrão potencialmente mais instável nos últimos dias de outubro</strong>, depois de várias semanas em que as altas pressões limitaram a chegada das depressões atlânticas a Portugal.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-em-alerta-os-modelos-preveem-uma-grande-ondulacao-da-corrente-de-jato-polar-a-partir-de-quinta-feira-dia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Na madrugada de segunda-feira (26), uma frente fria deverá atingir os Açores: eis as ilhas mais afetadas pela chuva]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-madrugada-de-segunda-feira-26-uma-frente-fria-devera-atingir-os-acores-eis-as-ilhas-mais-afetadas-pela-chuva.html</link><pubDate>Thu, 22 Oct 2026 10:52:07 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O arranque da próxima semana poderá trazer mais chuva aos Açores, devido à passagem de uma frente fria. Saiba quais as ilhas mais afetadas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbqdh2a"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbqdh2a.jpg" id="xbqdh2a"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Entre hoje, quinta-feira, e domingo, os Açores poderão contar com<strong> tempo maioritariamente estável</strong>, podendo registar períodos de aguaceiros fracos e irregulares em algumas ilhas, ainda que sem episódios significativos, <strong>devido à influência do anticiclone</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No entanto, de acordo com a mais recente atualização do ECMWF, é expectável que este <strong>anticiclone comece a movimentar-se para leste, permitindo, assim, a chegada de uma frente fria</strong> nos próximos dias, como podemos ver no mapa abaixo.</p><h2>Frente fria começa a organizar-se no domingo, dia 25</h2><p>Ao longo do dia de domingo, os mapas mostram a <strong>organização desta frente que nas horas seguintes irá impactar os Açores</strong>. É esperado que logo nas primeiras horas de segunda-feira, a chuva chegue ao Grupo Ocidental e que, pelas 3h esta se intensifique, podendo ocorrer entre 5 a 10 mm por hora na Ilha das Flores. A <strong>acumulação de precipitação poderá ser entre 15 a 20 mm nesta ilha</strong>, entre a meia-noite e as 3h desse dia. Na Ilha do Corvo esperam-se valores inferiores a 15 mm de acumulação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/na-madrugada-de-segunda-feira-26-uma-frente-fria-devera-atingir-os-acores-eis-as-ilhas-mais-afetadas-pela-chuva-1792663460416.jpg" data-image="91o0jqz6atr3" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>Nas primeiras horas da madrugada de segunda-feira, o Grupo Ocidental dos Açores deverá ser afetado pela chegada de uma frente fria.</figcaption></figure><p><strong>Entre as 3h e as 6h esta frente chegará ao Grupo Central, ainda que com menos intensidade por hora</strong>, ao que tudo indica. É expectável que entre as 9h e as 12h se dissipe deste grupo, depois de deixar <strong>acumulados na ordem dos 15 a 20 mm nas ilhas do Pico e Faial</strong>. Nas restantes ilhas a acumulação não deverá ultrapassar os 10 mm.</p><p>O último grupo a ser afetado por esta frente fria, associada a uma depressão que passará a norte do arquipélago, será o Grupo Oriental, ainda com menos intensidade face ao Grupo Central. É esperado que entre o início do episódio de chuva até que a mesma se dissipe,<strong> se acumulem, no máximo 10 mm na ilha de São Miguel</strong>. Em Santa Maria o impacto será menos expressivo, onde a acumulação não deverá ultrapassar os 5 mm. </p><h2>Estabilidade atmosférica regressa após a passagem da frente fria</h2><p>Segundo os nossos mapas de chuva prevista, é esperado que a estabilidade atmosférica regresse logo após a passagem desta frente. Esta <strong>estabilidade será reforçada pela movimentação de um anticiclone que se posicionará sobre este arquipélago</strong>, entre segunda e terça-feira.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794535" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frente-fria-chega-ao-pais-a-partir-das-19h-desta-quinta-feira-22-eis-os-locais-potencialmente-afetados-pela-chuva.html" title="Frente fria chega ao país a partir das 19h desta quinta-feira (22): eis os locais potencialmente afetados pela chuva">Frente fria chega ao país a partir das 19h desta quinta-feira (22): eis os locais potencialmente afetados pela chuva</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frente-fria-chega-ao-pais-a-partir-das-19h-desta-quinta-feira-22-eis-os-locais-potencialmente-afetados-pela-chuva.html" title="Frente fria chega ao país a partir das 19h desta quinta-feira (22): eis os locais potencialmente afetados pela chuva"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-ao-pais-a-partir-das-19h-desta-quinta-feira-22-eis-os-locais-potencialmente-afetados-pela-chuva-1792614475206_320.jpg" alt="Frente fria chega ao país a partir das 19h desta quinta-feira (22): eis os locais potencialmente afetados pela chuva"></a></article></aside><p>Contudo, os modelos indicam que este anticiclone poderá voltar a <strong>movimentar-se também para leste nas horas seguintes, abrindo "portas" à chegada de mais frentes</strong>, uma vez que o Atlântico já se encontra mais ativo. Com isto, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-madrugada-de-segunda-feira-26-uma-frente-fria-devera-atingir-os-acores-eis-as-ilhas-mais-afetadas-pela-chuva.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tendência do tempo em Portugal a 10 dias: anticiclone enfraquece e a chuva mais intensa poderá regressar no fim do mês]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-do-tempo-em-portugal-a-10-dias-anticiclone-enfraquece-e-a-chuva-mais-intensa-podera-regressar-no-fim-do-mes.html</link><pubDate>Thu, 22 Oct 2026 10:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O anticiclone continuará a proteger Portugal da maioria das depressões atlânticas nos próximos dias. No entanto, o padrão poderá mudar no final de outubro, abrindo caminho a maior instabilidade e a um possível episódio de chuva mais generalizada.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-do-tempo-em-portugal-a-10-dias-anticiclone-enfraquece-e-a-chuva-mais-intensa-podera-regressar-no-fim-do-mes-1792626509138.jpg" data-image="hyjvkt7cd7fs" alt="Final de outubro" title="Final de outubro"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-561432">Embora os mapas apontem para uma última semana de outubro com um total de precipitação abaixo da média climatológica, começam a surgir sinais de uma possível mudança no final do mês, com a chegada de um episódio de chuva mais generalizada a Portugal.</figcaption></figure><p>Os próximos dez dias poderão ficar marcados por d<strong>uas fases distintas em Portugal continental</strong>. Depois de vários dias em que o anticiclone continuará a dificultar a chegada das depressões atlânticas, os últimos dias de outubro poderão trazer uma alteração do padrão atmosférico, com maior abertura à instabilidade e à passagem de sistemas frontais mais ativos.</p><h2>Os regimes atmosféricos ajudam a perceber a evolução dos próximos dias</h2><p>A previsão dos regimes atmosféricos do ECMWF ajuda a compreender esta mudança. O período começa ainda sob um padrão de bloqueio, seguindo-se um breve intervalo sem um regime dominante no dia 23. Entre aproximadamente 24 e 28 de outubro, o cenário passa a ser dominado pela <strong>NAO+ (Oscilação do Atlântico Norte positiva)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-do-tempo-em-portugal-a-10-dias-anticiclone-enfraquece-e-a-chuva-mais-intensa-podera-regressar-no-fim-do-mes-1792624871003.jpg" data-image="c0b0ghjwnzty" alt="Regimes atmosféricos Euro-Atlênticos" title="Regimes atmosféricos Euro-Atlênticos"><figcaption>A previsão dos regimes atmosféricos mostra uma fase de NAO+ entre aproximadamente 24 e 28 de outubro, antes do regresso de um padrão de bloqueio que poderá favorecer maior instabilidade em Portugal.</figcaption></figure><p>Neste tipo de configuração, a circulação depressionária tende a decorrer em latitudes mais elevadas, enquanto as altas pressões ganham maior influência sobre a Península Ibérica e regiões adjacentes. <strong>Para Portugal, isto traduz-se numa maior dificuldade para as depressões atlânticas e respetivas frentes atingirem diretamente o território.</strong></p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a><strong>.</strong> Siga-nos e ative as notificações. <br></div><p>Já no final de outubro, a previsão aponta novamente para uma maior expressão do regime de <strong>bloqueio</strong>, com altas pressões a ganharem protagonismo no norte da Europa. Esta reorganização poderá favorecer trajetórias depressionárias mais meridionais e, consequentemente, aumentar a possibilidade de chuva em Portugal.</p><h2>Quinta e sexta-feira ainda com alguma chuva no Norte</h2><p>Antes desse período mais estável, entre a noite desta quinta-feira, dia 22, e a manhã de sexta-feira, uma frente atlântica pouco ativa deverá alcançar Portugal continental. <strong>A chuva ficará essencialmente concentrada no Norte,</strong> sobretudo nos distritos de Viana do Castelo, Braga, Vila Real e Porto, podendo estender-se pontualmente a algumas zonas do litoral Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-do-tempo-em-portugal-a-10-dias-anticiclone-enfraquece-e-a-chuva-mais-intensa-podera-regressar-no-fim-do-mes-1792624969148.jpg" data-image="lp4jt8ffofvs" alt="Precipitação acumulada até sexta-feira" title="Precipitação acumulada até sexta-feira"><figcaption>A frente que atravessará o Norte entre quinta e sexta-feira deverá deixar acumulados pouco expressivos, embora no extremo noroeste possam aproximar-se localmente dos 8 mm.</figcaption></figure><p>Os acumulados previstos são, no entanto, pouco expressivos. <strong>No extremo noroeste poderão aproximar-se localmente dos 10 mm</strong>, enquanto noutras áreas deverão ficar bastante abaixo destes valores. Não se trata, portanto, de um episódio de precipitação generalizada ou particularmente abundante.</p><h2>Entre 24 e 28 de outubro o anticiclone volta a dominar</h2><p>Durante o fim de semana e o início da próxima semana, o <strong>anticiclone deverá manter-se próximo da Península Ibérica</strong>. As perturbações atlânticas continuarão presentes, mas serão obrigadas a seguir trajetórias mais setentrionais.</p><p>A situação prevista para domingo, dia 25, é bastante ilustrativa: uma extensa faixa de precipitação estende-se pelo Atlântico em direção à Europa Ocidental, mas <strong>contorna as altas pressões instaladas junto à Península</strong>, deixando Portugal praticamente à margem.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-do-tempo-em-portugal-a-10-dias-anticiclone-enfraquece-e-a-chuva-mais-intensa-podera-regressar-no-fim-do-mes-1792625023531.jpg" data-image="oij97xposbtu" alt="Situação sinótica" title="Situação sinótica"><figcaption>O anticiclone instalado junto à Península Ibérica obriga a precipitação atlântica a contornar Portugal, mantendo o território maioritariamente seco durante o fim de semana.</figcaption></figure><p>Entre os dias 24 e 28, a <strong>chuva deverá, por isso, ser escassa ou mesmo inexistente em grande parte do território</strong>. As temperaturas poderão também apresentar períodos relativamente frescos, sobretudo durante as madrugadas e primeiras horas da manhã.</p><h2>A partir de dia 29 poderá começar uma mudança importante</h2><p>É nos últimos dias de outubro que a previsão se torna mais interessante, porém, também mais incerta. <strong>A partir de dia 29, os mapas começam a mostrar uma diminuição da proteção anticiclónica sobre Portugal.</strong> Ao mesmo tempo, a circulação atmosférica poderá tornar-se mais favorável à descida das depressões e frentes atlânticas para latitudes mais baixas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-do-tempo-em-portugal-a-10-dias-anticiclone-enfraquece-e-a-chuva-mais-intensa-podera-regressar-no-fim-do-mes-1792625138571.jpg" data-image="uxahywm8k93l" alt="Situação sinótica dia 30" title="Situação sinótica dia 30"><figcaption>A partir dos últimos dias de outubro, o anticiclone poderá perder influência sobre Portugal, permitindo que as depressões e frentes atlânticas consigam aproximar-se de latitudes mais baixas.</figcaption></figure><p>O cenário atualmente projetado pelo ECMWF para os dias 30 e 31 mostra precisamente esta possibilidade. Uma <strong>depressão poderá aproximar-se da Península Ibérica</strong>, acompanhada por uma frente fria bastante mais ativa do que aquelas que têm conseguido chegar a Portugal nos últimos dias.</p><h2>Dia 31 poderá trazer chuva mais generalizada, mas ainda há incerteza</h2><p>Na atual previsão, esta frente atravessaria Portugal durante o dia 31, trazendo <strong>chuva a uma parte significativa do território e quantidades potencialmente mais expressivas</strong>, incluindo regiões que têm permanecido mais secas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-do-tempo-em-portugal-a-10-dias-anticiclone-enfraquece-e-a-chuva-mais-intensa-podera-regressar-no-fim-do-mes-1792625242479.jpg" data-image="r4azdnmsebvs" alt="Precipitação" title="Precipitação"><figcaption>O cenário atual do ECMWF aponta para uma frente fria mais ativa a atravessar Portugal no dia 31, com possibilidade de chuva mais generalizada e abundante. A distância temporal exige, contudo, cautela quanto à sua trajetória e intensidade.</figcaption></figure><p>No entanto, <strong>a esta distância temporal, não é possível determinar com rigor a trajetória da depressão, os horários da passagem frontal ou os acumulados de precipitação.</strong> Pequenas alterações na posição dos centros de pressão poderão modificar substancialmente o cenário.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794263" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/pico-de-ar-polar-em-portugal-esta-quinta-feira-guarda-viseu-e-outras-6-capitais-de-distrito-vao-estar-abaixo-dos-8-c.html" title="Pico de ar polar em Portugal esta quinta-feira: Guarda, Viseu e outras 6 capitais de distrito vão estar abaixo dos 8 ºC">Pico de ar polar em Portugal esta quinta-feira: Guarda, Viseu e outras 6 capitais de distrito vão estar abaixo dos 8 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/pico-de-ar-polar-em-portugal-esta-quinta-feira-guarda-viseu-e-outras-6-capitais-de-distrito-vao-estar-abaixo-dos-8-c.html" title="Pico de ar polar em Portugal esta quinta-feira: Guarda, Viseu e outras 6 capitais de distrito vão estar abaixo dos 8 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pico-de-ar-polar-em-portugal-esta-quinta-feira-guarda-viseu-e-outras-6-capitais-de-distrito-vao-estar-abaixo-dos-8-c-1792490031445_320.png" alt="Pico de ar polar em Portugal esta quinta-feira: Guarda, Viseu e outras 6 capitais de distrito vão estar abaixo dos 8 ºC"></a></article></aside><p>Assim, mais do que assumir já um episódio concreto de chuva para dia 31, o sinal meteorologicamente mais relevante é outro: <strong>depois de vários dias dominados pelas altas pressões, os últimos dias de outubro apresentam uma tendência para maior instabilidade em Portugal</strong>. Se esta mudança de padrão se consolidar nas próximas atualizações, o Atlântico poderá finalmente encontrar uma porta mais aberta para trazer chuva mais generalizada ao território.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-do-tempo-em-portugal-a-10-dias-anticiclone-enfraquece-e-a-chuva-mais-intensa-podera-regressar-no-fim-do-mes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um comboio que percorre 3,5 km no subsolo e um castelo escavado na rocha: o passeio mais surpreendente da Europa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/um-comboio-que-percorre-3-5-km-no-subsolo-e-um-castelo-escavado-na-rocha-o-passeio-mais-surpreendente-da-europa.html</link><pubDate>Thu, 22 Oct 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Este país esconde um dos passeios mais surpreendentes da Europa: um comboio elétrico que entra vários quilómetros numa gruta repleta de formações calcárias, e um castelo medieval encaixado na rocha, no meio de um gigantesco penhasco.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-tren-que-recorre-3-5-km-bajo-tierra-y-un-castillo-excavado-en-la-roca-la-escapada-mas-sorprendente-de-europa-1792450907410.jpg" data-image="e4u5o8iow48x"><figcaption>Castelo de Predjama, construído na foz de uma gruta na Eslovénia.</figcaption></figure><p>A pouco mais de uma hora de Liubliana, a capital da Eslovénia, existem dois lugares espetaculares que parecem saídos de um filme de aventuras. No subsolo, <strong>a gruta de Postojna revela quilómetros de galerias e enormes salões de rocha calcária, que podem ser percorridos, em parte, a bordo de um comboio elétrico</strong>. </p><p>Bem perto dali, <strong>o castelo de Predjama desafia a gravidade</strong> a partir de uma parede rochosa com 123 metros de altura. Natureza, história e lendas antigas unem-se num roteiro que permite descobrir dois dos locais mais singulares do país. </p><h2>A Gruta de Postojna: uma viagem de comboio ao coração da Terra</h2><p>A primeira paragem desta viagem leva ao<strong> subsolo da região de Karst, no sudoeste da Eslovénia</strong>. Aí encontra-se a gruta de Postojna, um sistema cársico com cerca de 24 quilómetros de galerias, passagens e salões, formado ao longo de milhões de anos pela ação da água sobre a rocha calcária.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-tren-que-recorre-3-5-km-bajo-tierra-y-un-castillo-excavado-en-la-roca-la-escapada-mas-sorprendente-de-europa-1792453396905.png" data-image="7vp2dayifjs6"><figcaption>Parte da gruta pode ser visitada a bordo de um comboio elétrico subterrâneo. Parque da Gruta de Postojna.</figcaption></figure><p>A experiência começa com um dos seus elementos mais marcantes: <strong>um comboio que entra na gruta e percorre aproximadamente 3,7 quilómetros no subsolo</strong>. A ferrovia, inaugurada em 1872, foi a primeira documentada numa gruta deste tipo. A sua criação facilitou as visitas a um espaço que, até então, exigia longos percursos a pé e dispunha de uma iluminação rudimentar. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-tren-que-recorre-3-5-km-bajo-tierra-y-un-castillo-excavado-en-la-roca-la-escapada-mas-sorprendente-de-europa-1792453496024.jpg" data-image="08onkizyg4wh"><figcaption>A gruta é um sistema cársico de cerca de 24 quilómetros de galerias.</figcaption></figure><p><strong>Após o percurso ferroviário, a visita prossegue a pé </strong>por passadiços preparados que permitem contemplar as formações calcárias sem alterar o percurso natural. O passeio turístico abrange pouco mais de cinco quilómetros e dura aproximadamente uma hora e meia. </p><h2>Umas misteriosas “crias de dragão”</h2><p>A paisagem subterrânea surpreende pela variedade das suas formas. Estalactites que pendem do teto, estalagmites que crescem a partir do solo e colunas minerais transformam as galerias numa sucessão de cenários quase irreais. <strong>Entre as formações mais conhecidas está o chamado Arranha-céu, uma estalagmite com cerca de 16 metros de altura</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-tren-que-recorre-3-5-km-bajo-tierra-y-un-castillo-excavado-en-la-roca-la-escapada-mas-sorprendente-de-europa-1792453319318.png" data-image="d0vby0ttswgn"><figcaption>Exemplar de proteu (Proteus anguinus), o anfíbio cavernícola de pele pálida e brânquias externas avermelhadas que habita as águas subterrâneas dos Balcãs.</figcaption></figure><p>A gruta alberga também uma fauna extraordinária. O seu habitante mais famoso é o proteu (<em>Proteus anguinus</em>), conhecido popularmente como “filhote de dragão”.</p><p>Trata-se de um<strong> anfíbio adaptado à vida nas águas subterrâneas</strong>, praticamente sem luz. A sua aparência pálida e a sua resistência à escuridão alimentam, há séculos, lendas sobre criaturas misteriosas que viviam nas profundezas. </p><h2>O Castelo de Predjama, uma fortaleza escondida na montanha</h2><p>A poucos quilómetros da gruta, surge o segundo local de destaque nesta viagem: o Castelo de Predjama. A sua imagem é difícil de esquecer. <strong>A fortaleza está encaixada na entrada de uma cavidade natural</strong>, integrada num imponente penhasco que atinge cerca de 123 metros de altura. O local está ligado à história da região há mais de oito séculos e é considerado um dos maiores castelos do mundo construídos no interior de uma gruta. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-tren-que-recorre-3-5-km-bajo-tierra-y-un-castillo-excavado-en-la-roca-la-escapada-mas-sorprendente-de-europa-1792452776191.png"><figcaption>No Castelo de Predjama é possível ver recriações de torneios de justas medievais. Parque da Gruta de Postjona.</figcaption></figure><p>A sua localização não é apenas espetacular. Noutros tempos, ela também desempenhou uma função defensiva. <strong>A rocha oferecia proteção, e o sistema de grutas e passagens subterrâneas permitia ligar a fortaleza ao interior da montanha</strong>. Esta particularidade deu origem a algumas das histórias mais conhecidas do castelo.</p><p>A mais célebre é a de Erazem de Predjama, um cavaleiro rebelde que, segundo a tradição, resistiu durante mais de um ano ao cerco das tropas do imperador Frederico III de Habsburgo. Contam as lendas que <strong>aproveitava os túneis para se abastecer e manter a sua resistência, mesmo quando os seus inimigos acreditavam tê-lo encurralado</strong>. A história mistura factos históricos e elementos lendários, mas ajuda a perceber porque é que Predjama conserva uma atmosfera tão singular. </p><h2>Como organizar um tour a Postojna e Predjama</h2><p><strong>O mais prático é visitar ambos os locais no mesmo dia</strong>. O parque oficial recomenda começar pelo Castelo de Predjama e dedicar a tarde à Gruta de Postojna, embora a ordem possa ser adaptada aos horários e aos bilhetes disponíveis. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="449472" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-verdadeira-casa-do-dragao-situa-se-nas-profundezas-da-eslovenia-grutas-postojna.html" title="A verdadeira 'Casa do Dragão' situa-se nas profundezas da Eslovénia">A verdadeira "Casa do Dragão" situa-se nas profundezas da Eslovénia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-verdadeira-casa-do-dragao-situa-se-nas-profundezas-da-eslovenia-grutas-postojna.html" title="A verdadeira 'Casa do Dragão' situa-se nas profundezas da Eslovénia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-verdadeira-casa-do-dragao-nas-profundezas-da-eslovenia-1667385889820_320.jpg" alt="A verdadeira 'Casa do Dragão' situa-se nas profundezas da Eslovénia"></a></article></aside><p><strong>Recomenda-se reservar com antecedência</strong>, sobretudo nos períodos de maior afluência, e consultar os horários no site oficial. Na gruta, a <strong>temperatura mantém-se aproximadamente entre os 10 e os 12 ºC </strong>durante todo o ano; por isso, é aconselhável levar um casaco e calçado fechado, mesmo no verão.</p><p>A combinação destes dois cenários tão distintos, mas unidos pela rocha, torna este recanto da Eslovénia numa <strong>alternativa perfeita e surpreendente</strong> para quem procura algo mais do que uma escapadinha urbana.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Park%20Postojnska%20Jama" data-year="2026" data-title="El%20castillo%20m%C3%A1s%20grande%20del%20mundo%20ubicado%20dentro%20de%20una%20cueva" data-url="https%3A%2F%2Fwww.postojnska-jama.eu%2Fes%2Fcastillo-de-predjama%2F">Park Postojnska Jama. (2026). <a href="https://www.postojnska-jama.eu/es/castillo-de-predjama/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">El castillo más grande del mundo ubicado dentro de una cueva</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/um-comboio-que-percorre-3-5-km-no-subsolo-e-um-castelo-escavado-na-rocha-o-passeio-mais-surpreendente-da-europa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Fim de semana com chuva ou sol? Veja como estará o estado do tempo em Portugal Continental]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/fim-de-semana-com-chuva-ou-sol-veja-como-estara-o-estado-do-tempo-em-portugal-continental.html</link><pubDate>Thu, 22 Oct 2026 08:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O próximo fim de semana deverá trazer uma melhoria gradual do estado do tempo em Portugal continental. Saiba onde poderá chover, como evoluem as temperaturas e quais as regiões com mais períodos de sol.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbq96hm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbq96hm.jpg" id="xbq96hm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O fim de semana de 23 a 25 de outubro deverá ser marcado por uma <strong>melhoria gradual das condições meteorológicas em Portugal continental</strong>, depois da passagem de uma frente atlântica. Segundo as previsões do modelo europeu (ECMWF), a precipitação deverá concentrar-se sobretudo no Noroeste, enquanto grande parte do território poderá beneficiar de períodos de tempo seco.</p><p>A evolução das temperaturas, da nebulosidade e do vento também deverá apresentar diferenças entre o litoral e o interior.</p><h2>Sexta-feira: chuva no Noroeste, mas com abertas ao longo da tarde</h2><p>A sexta-feira, 23 de outubro, deverá começar com maior nebulosidade e possibilidade de chuva, especialmente no Minho e no litoral Norte. Ao longo do dia, a precipitação deverá tornar-se menos provável e o céu poderá apresentar abertas em várias regiões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-com-chuva-ou-sol-veja-como-estarao-as-temperaturas-e-o-estado-do-tempo-em-portugal-1792617841015.jpg" data-image="x2swlhklw7ao" alt="Chuva concentra-se no Noroeste de Portugal" title="Chuva concentra-se no Noroeste de Portugal"><figcaption>Precipitação acumulada prevista pelo modelo europeu (ECMWF) até às 23h de sexta-feira, com os valores mais elevados no Minho e no litoral Norte.</figcaption></figure><p>O ECMWF apresenta acumulados próximos dos <strong>5 mm em Braga e no Porto</strong>, com possibilidade de valores localmente superiores no Minho. Em Aveiro, a precipitação deverá ser mínima, diminuindo significativamente em direção ao Centro e Sul, onde deverá ser residual ou inexistente. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-com-chuva-ou-sol-veja-como-estarao-as-temperaturas-e-o-estado-do-tempo-em-portugal-1792617911583.jpg" data-image="yzcm75n5vuzv" alt="Abertas ganham terreno durante a tarde de sexta-feira" title="Abertas ganham terreno durante a tarde de sexta-feira"><figcaption>Distribuição da nebulosidade prevista pelo ECMWF para as 16h de sexta-feira, com períodos de céu pouco nublado em grande parte do Centro e Sul.</figcaption></figure><p>Durante a tarde, o modelo indica uma redução da cobertura de nuvens, sobretudo nas regiões Centro e Sul. No Norte, particularmente no Minho e em alguns setores do litoral, a nebulosidade poderá manter-se mais persistente.</p><h2>Temperaturas: haverá recuperação ao longo do fim de semana?</h2><p>A evolução térmica deverá apresentar contrastes regionais. Na sexta-feira, as temperaturas durante a tarde poderão atingir <strong>cerca de 17 °C em Braga e no Porto, 21 °C em Lisboa e 23 °C em Beja</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-com-chuva-ou-sol-veja-como-estarao-as-temperaturas-e-o-estado-do-tempo-em-portugal-1792617974888.jpg" data-image="5y0tbcx9511j" alt="Temperaturas da tarde apresentam diferenças entre Norte e Sul" title="Temperaturas da tarde apresentam diferenças entre Norte e Sul"><figcaption>Temperatura do ar prevista pelo ECMWF para as 16h de sexta-feira, com valores mais elevados no Sul e condições mais frescas no Noroeste.</figcaption></figure><p>Os valores evidenciam um contraste entre o Norte e o Sul, sem uma recuperação térmica uniforme. No sábado, as temperaturas diurnas deverão manter-se relativamente semelhantes às de sexta-feira em várias regiões, enquanto <strong>a madrugada de domingo poderá ser mais fria</strong>, especialmente no interior Norte e Centro.</p><h2>Sábado: muitas nuvens, mas pouca chuva</h2><p>O sábado, 24 de outubro, deverá apresentar condições geralmente estáveis, sob a influência de uma região de altas pressões. Apesar disso, a nebulosidade poderá ser significativa durante a manhã, sobretudo no Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-com-chuva-ou-sol-veja-como-estarao-as-temperaturas-e-o-estado-do-tempo-em-portugal-1792618032068.jpg" data-image="du06ygiswvjv" alt="Céu muito nublado marca a manhã de sábado" title="Céu muito nublado marca a manhã de sábado"><figcaption>Previsão da nebulosidade para as 09h de sábado, com elevada cobertura de nuvens em grande parte do território continental.</figcaption></figure><p>O modelo apresenta valores de nebulosidade superiores a 80% em diversas localidades do Norte e Centro, podendo também ocorrer períodos muito nublados na região de Lisboa e no Alto Alentejo. Apesar das nuvens, <strong>não se prevê precipitação significativa na maior parte do país</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794354" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/massa-de-ar-polar-ameaca-portugal-modelo-europeu-aponta-para-descida-das-temperaturas-nas-proximas-horas.html" title="Massa de ar polar ameaça Portugal? Modelo europeu aponta para descida das temperaturas nas próximas horas">Massa de ar polar ameaça Portugal? Modelo europeu aponta para descida das temperaturas nas próximas horas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/massa-de-ar-polar-ameaca-portugal-modelo-europeu-aponta-para-descida-das-temperaturas-nas-proximas-horas.html" title="Massa de ar polar ameaça Portugal? Modelo europeu aponta para descida das temperaturas nas próximas horas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-polar-ameaca-portugal-modelo-europeu-aponta-para-a-manutencao-de-temperaturas-baixas-nos-proximos-dias-1792528310069_320.jpg" alt="Massa de ar polar ameaça Portugal? Modelo europeu aponta para descida das temperaturas nas próximas horas"></a></article></aside><p>Durante a tarde, o vento poderá fazer-se sentir com maior intensidade junto ao litoral ocidental, com rajadas próximas de <strong>30 a 35 km/h</strong>, podendo atingir cerca de 40 km/h em alguns locais expostos.</p><h2>Domingo: mais sol e tempo geralmente seco</h2><p>Para domingo, 25 de outubro, o ECMWF prevê uma redução da nebulosidade em grande parte de Portugal continental, favorecendo períodos de céu pouco nublado ou limpo, sobretudo no Centro e Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-com-chuva-ou-sol-veja-como-estarao-as-temperaturas-e-o-estado-do-tempo-em-portugal-1792618086000.jpg" data-image="zj43brpggl9m" alt="Domingo começa com mais abertas em grande parte do país" title="Domingo começa com mais abertas em grande parte do país"><figcaption>Nebulosidade prevista pelo ECMWF para a manhã de domingo, com céu pouco nublado em diversas regiões do Centro e Sul e maior presença de nuvens no Minho.</figcaption></figure><p>Na manhã de domingo, o modelo apresenta nebulosidade muito reduzida em cidades como Coimbra, Lisboa e Viseu, enquanto Braga poderá continuar com maior cobertura de nuvens. A precipitação deverá ser pouco provável na generalidade do território.</p><p>O vento deverá apresentar intensidade geralmente fraca a moderada, com rajadas que poderão aproximar-se dos <strong>30 a 35 km/h</strong> em alguns setores do litoral.</p><p>Assim, <strong>o fim de semana deverá terminar com condições mais favoráveis a atividades ao ar livre</strong>, embora as temperaturas das primeiras horas do dia continuem a exigir alguma atenção, especialmente no interior.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/fim-de-semana-com-chuva-ou-sol-veja-como-estara-o-estado-do-tempo-em-portugal-continental.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O projeto europeu para salvar a toupeira-de-água, um dos mamíferos mais raros da Península Ibérica]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-projeto-europeu-para-salvar-a-toupeira-de-agua-um-dos-mamiferos-mais-raros-da-espanha.html</link><pubDate>Thu, 22 Oct 2026 07:02:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Tem uma pequena tromba, vive escondido nos rios de montanha e é um dos mamíferos mais difíceis de observar na Península Ibérica. Agora, a Europa quer evitar que ele desapareça, através de um ambicioso projeto de conservação que conta com 17,6 milhões de euros.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-proyecto-europeo-pretende-recuperar-al-desman-iberico-uno-de-los-mamiferos-mas-desconocidos-de-espana-1792488680022.jpg" data-image="88gsmh2skort" alt="toupeira-de-água (Galemys pyrenaicus)" title="toupeira-de-água (Galemys pyrenaicus)"><figcaption>Este animal, que habita em rios e riachos de montanha, enfrenta um futuro incerto devido à degradação do seu habitat.</figcaption></figure><p>Pequeno, esquivo e praticamente invisível para a maioria dos cidadãos, o <strong>toupeira-de-água</strong> é <strong>um dos mamíferos mais singulares da fauna espanhola e portuguesa</strong>. Este animal, que habita rios e riachos de montanha, enfrenta um futuro incerto devido à degradação do seu habitat, à alteração dos cursos fluviais e às alterações climáticas.</p><p>Agora, um novo <strong>projeto europeu</strong>, com um orçamento de 17,6 milhões de euros, <strong>pretende contribuir para a sua recuperação e garantir a sua sobrevivência</strong>.</p><p>A Comissão Europeia anunciou a seleção de 135 novos projetos ambientais e climáticos que receberão mais de 390 milhões de euros em financiamento comunitário através do programa LIFE. Entre eles, destaca-se o <em><strong>LIFE SAVE Desman</strong></em>, uma iniciativa espanhola voltada para a proteção desta espécie tão desconhecida quanto vulnerável.</p><h2>O que é a toupeira-de-água e por que é que está ameaçada?</h2><p>A toupeira-de-água (<em>Galemys pyrenaicus</em>), também conhecida como <strong>toupeira-dos-pirenéus</strong>, é um <strong>pequeno mamífero semiaquático</strong> que pertence à família dos talpídeos — a mesma das toupeiras.</p><p>A sua aparência é particularmente marcante. Esta possui um <strong>focinho alongado e flexível</strong>, semelhante a uma pequena tromba, que utiliza para localizar alimento debaixo de água. Apresenta também patas traseiras adaptadas à natação e uma cauda longa que a ajuda a deslocar-se através das correntes.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Continuamos con los trabajos de campo para la detección de desmán ibérico (Galemys pyrenaicus) mediante la prospección de los cauces y la localización de excrementos y otros indicios de presencia. https://t.co/ymANxeKLTs</p>— AAPNA (@aaffaragon) <a href="https://x.com/aaffaragon/status/2096574529803817183?ref_src=twsrc%5Etfw">September 6, 2026</a></blockquote></figure><p>Uma das suas principais particularidades é que depende de ecossistemas fluviais bem conservados, com águas frescas, oxigenadas e abundantes invertebrados aquáticos, que constituem a base da sua alimentação. Na Península Ibérica, sua distribuição está associada principalmente a sistemas montanhosos do norte e noroeste, embora as <strong>suas populações tenham sofrido um declínio significativo</strong>.</p><p>A<strong> fragmentação dos rios</strong>, a construção de infraestruturas hidráulicas, a <strong>poluição e a redução das vazões</strong> <strong>ameaçam a sua sobrevivência</strong>. A estes problemas soma-se o aquecimento global, que pode modificar as condições dos cursos de água onde a espécie vive.</p><h2>17,6 milhões de euros para proteger a espécie</h2><p>A Comissão Europeia incluiu o projeto espanhol <em>LIFE SAVE Desman</em> entre as iniciativas selecionadas para a <strong>conservação da natureza e da biodiversidade</strong>. Com um orçamento total de 17,6 milhões de euros, trata-se de uma das ações de destaque na nova chamada do programa LIFE.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-proyecto-europeo-pretende-recuperar-al-desman-iberico-uno-de-los-mamiferos-mas-desconocidos-de-espana-1792489199346.jpg" data-image="kwi7tr6cwbp1" alt="toupeira-de-água" title="toupeira-de-água"><figcaption>A Comissão Europeia incluiu o projeto espanhol <em>LIFE SAVE Desman</em> entre as iniciativas selecionadas para a conservação da natureza.</figcaption></figure><p>A sua finalidade é contribuir para a <strong>conservação da toupeira-de-água</strong>, uma espécie cuja sobrevivência depende estreitamente do estado ecológico dos rios. A recuperação das suas populações exige atuar sobre as ameaças que afetam estes ecossistemas, especialmente a perda de conetividade fluvial e a degradação dos habitats.</p><p>Além disso, <strong>proteger a toupeira-de-água pode favorecer indiretamente outras espécies que compartilham o seu ambiente</strong>, uma vez que a sua conservação está vinculada à manutenção de rios saudáveis.</p><h2>Mais de 390 milhões para proteger o meio ambiente</h2><p>A iniciativa espanhola faz parte de <strong>um investimento europeu</strong> muito mais amplo. A Comissão aprovou o financiamento de 135 projetos distribuídos por vários países, com um investimento global previsto de 579 milhões de euros. Destes, 29 serão destinados especificamente à natureza e à biodiversidade, com um orçamento conjunto superior a 223 milhões de euros, dos quais mais de 151 milhões virão de fundos comunitários.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794476" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/novos-planos-de-gestao-da-agua-vao-definir-as-prioridades-de-portugal-ate.html" title="Novos planos de gestão da água vão definir as prioridades de Portugal até 2033">Novos planos de gestão da água vão definir as prioridades de Portugal até 2033</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/novos-planos-de-gestao-da-agua-vao-definir-as-prioridades-de-portugal-ate.html" title="Novos planos de gestão da água vão definir as prioridades de Portugal até 2033"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/novos-planos-de-gestao-da-agua-vao-definir-as-prioridades-de-portugal-ate-1792586418873_320.jpg" alt="Novos planos de gestão da água vão definir as prioridades de Portugal até 2033"></a></article></aside><p>Entre as espécies beneficiadas estão também a<strong> foca-anelada do lago Saimaa, na Finlândia</strong>,<strong> diversas aves aquáticas ameaçadas e várias espécies de abutres</strong>. Outros projetos abordarão a prevenção de inundações, a restauração de áreas afetadas por incêndios florestais e a transição para energias mais limpas.</p><p>A recuperação da toupeira-de-água representa, assim, um novo esforço para evitar o desaparecimento de uma espécie estreitamente ligada à saúde dos rios, cuja proteção constitui também um investimento na conservação dos ecossistemas de água doce.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-projeto-europeu-para-salvar-a-toupeira-de-agua-um-dos-mamiferos-mais-raros-da-espanha.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria chega ao país a partir das 19h desta quinta-feira (22): eis os locais potencialmente afetados pela chuva]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frente-fria-chega-ao-pais-a-partir-das-19h-desta-quinta-feira-22-eis-os-locais-potencialmente-afetados-pela-chuva.html</link><pubDate>Thu, 22 Oct 2026 06:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma frente fria deverá aproximar-se de Portugal continental esta quinta-feira (22), trazendo chuva sobretudo ao Norte a partir do final do dia. O ECMWF prevê precipitação no Minho e litoral Norte.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbq8vxq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbq8vxq.jpg" id="xbq8vxq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois de vários períodos de tempo maioritariamente seco, <strong>uma frente fria deverá aproximar-se de Portugal continental a partir das 19h desta quinta-feira, 22 de outubro</strong>. Segundo as previsões do modelo europeu (ECMWF), a precipitação associada deverá afetar sobretudo o Norte, prolongando-se durante as primeiras horas de sexta-feira.</p><p>Apesar desta alteração, <strong>a chuva não deverá atingir todas as regiões do país</strong>, mantendo-se um contraste significativo entre o Norte e o Sul.</p><h2>Frente fria aproxima-se durante a tarde de quinta-feira</h2><p>Ao longo da manhã e do início da tarde de quinta-feira, os mapas do ECMWF não indicam precipitação significativa sobre a generalidade do território continental. A chuva deverá permanecer essencialmente sobre o Atlântico, a noroeste da costa portuguesa.</p><p>Entretanto, <strong>o vento deverá intensificar-se em várias regiões</strong>, particularmente no Norte e em alguns setores do interior. Pelas 16h, o modelo prevê rajadas próximas dos 40 km/h em Braga.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-ao-pais-a-partir-das-19h-desta-quinta-feira-22-eis-os-locais-potencialmente-afetados-pela-chuva-1792614345760.jpg" data-image="4w9os7f80ccp" alt="Vento intensifica-se antes da chegada da frente fria" title="Vento intensifica-se antes da chegada da frente fria"><figcaption>O ECMWF prevê um reforço das rajadas durante a tarde de quinta-feira, com valores próximos dos 40 km/h em Braga.</figcaption></figure><p>Este reforço do vento deverá anteceder a aproximação da precipitação, embora <strong>a intensidade das rajadas varie de forma significativa entre localidades</strong>.</p><h2>A partir das 19h, chuva aproxima-se do Minho</h2><p>A partir do final da tarde, a frente fria deverá aproximar-se do noroeste da Península Ibérica. Contudo, <strong>a chegada do sistema não significa que a chuva comece imediatamente em todo o Norte</strong>.</p><p>Pelas 19h, o ECMWF ainda representa a precipitação sobretudo sobre o Atlântico. Já pelas 21h, a faixa de chuva aproxima-se da costa e poderá atingir setores do Minho, incluindo áreas próximas de Braga e Viana do Castelo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-ao-pais-a-partir-das-19h-desta-quinta-feira-22-eis-os-locais-potencialmente-afetados-pela-chuva-1792614430998.jpg" data-image="t39wvijs1qg7" alt="Frente fria aproxima-se do Minho durante a noite de quinta-feira" title="Frente fria aproxima-se do Minho durante a noite de quinta-feira"><figcaption>O modelo europeu prevê uma faixa de precipitação a avançar pelo Atlântico, com chuva fraca a atingir setores do extremo noroeste de Portugal continental.</figcaption></figure><p>Durante as horas seguintes, <strong>a precipitação deverá estender-se gradualmente a outras áreas do litoral Norte</strong>, enquanto grande parte do Centro e do Sul permanecerá sem chuva significativa.</p><h2>Que regiões poderão ser afetadas durante a madrugada?</h2><p>A madrugada de sexta-feira deverá concentrar a maior parte da precipitação prevista para o território continental. Pelas 1h, o ECMWF projeta chuva nas regiões de Braga, Porto e Aveiro, com intensidade geralmente fraca.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794473" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-26-de-outubro-a-2-de-novembro-tendencias-da-chuva-e-temperatura-em-portugal-continental.html" title="Semana de 26 de outubro a 2 de novembro: tendências da chuva e temperatura em Portugal continental">Semana de 26 de outubro a 2 de novembro: tendências da chuva e temperatura em Portugal continental</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-26-de-outubro-a-2-de-novembro-tendencias-da-chuva-e-temperatura-em-portugal-continental.html" title="Semana de 26 de outubro a 2 de novembro: tendências da chuva e temperatura em Portugal continental"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-26-de-outubro-a-2-de-novembro-tendencias-da-chuva-e-temperatura-em-portugal-continental-1792584367934_320.jpg" alt="Semana de 26 de outubro a 2 de novembro: tendências da chuva e temperatura em Portugal continental"></a></article></aside><p>Entre as 3h e as 5h, <strong>a precipitação poderá atingir também alguns setores do Centro</strong>, nomeadamente áreas próximas de Viseu, Coimbra e Leiria, embora de forma irregular e localizada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-ao-pais-a-partir-das-19h-desta-quinta-feira-22-eis-os-locais-potencialmente-afetados-pela-chuva-1792614475206.jpg" data-image="59fxrvwn55i8" alt="Chuva estende-se ao litoral Norte durante a madrugada" title="Chuva estende-se ao litoral Norte durante a madrugada"><figcaption>O ECMWF prevê precipitação nas regiões do Minho, Porto e Aveiro durante as primeiras horas de sexta-feira, com a frente fria a avançar gradualmente para sul.</figcaption></figure><p>Já durante a manhã de sexta-feira, os mapas apontam para <strong>uma diminuição da precipitação no Norte</strong>, persistindo apenas alguns núcleos dispersos, sobretudo no Centro e junto à costa ocidental.</p><h2>Quanto poderá chover com a passagem da frente fria?</h2><p>A precipitação acumulada prevista pelo ECMWF evidencia <strong>valores mais expressivos no extremo noroeste do território continental</strong>. Pelas 6h de sexta-feira, o modelo apresenta menos de 5 mm em Braga, Porto e Aveiro. Localmente, na região minhota, os acumulados poderão ser entre 5 a 10 mm.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-ao-pais-a-partir-das-19h-desta-quinta-feira-22-eis-os-locais-potencialmente-afetados-pela-chuva-1792614530499.jpg" data-image="1pbmg2osaf2i" alt="Minho e litoral Norte concentram os maiores acumulados de chuva" title="Minho e litoral Norte concentram os maiores acumulados de chuva"><figcaption>O ECMWF apresenta acumulados próximos de 4 mm em Braga e de 3 mm no Porto.</figcaption></figure><p>Apesar da passagem desta frente fria, <strong>os mapas analisados não apontam para precipitação intensa ou generalizada em Portugal continental</strong>. O episódio deverá ser marcado por chuva maioritariamente fraca, com maior incidência no Minho e litoral Norte.</p><p>No Sul, especialmente no Alentejo e Algarve, <strong>a probabilidade de precipitação associada a esta passagem deverá manter-se reduzida</strong>, de acordo com a evolução representada pelo modelo europeu.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frente-fria-chega-ao-pais-a-partir-das-19h-desta-quinta-feira-22-eis-os-locais-potencialmente-afetados-pela-chuva.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Não é só a fruteira: os recantos escondidos na sua cozinha onde proliferam as moscas da fruta]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nao-e-so-a-fruteira-os-recantos-escondidos-na-sua-cozinha-onde-proliferam-as-moscas-da-fruta.html</link><pubDate>Thu, 22 Oct 2026 05:06:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Como pode evitar que as moscas-da-fruta se multipliquem e se espalhem pela sua cozinha? Aqui encontra algumas dicas e truques úteis para manter estes pequenos insetos sob controlo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/no-es-solo-el-frutero-los-lugares-ocultos-de-tu-cocina-donde-se-reproducen-las-moscas-de-la-fruta-1792549636055.jpeg" data-image="drb6qu1etqem" alt="Tem moscas-das-frutas? Esqueça a fruteira: limpe imediatamente estes cantos escondidos." title="Tem moscas-das-frutas? Esqueça a fruteira: limpe imediatamente estes cantos escondidos."><figcaption>Tem moscas-das-frutas? Esqueça a fruteira: limpe imediatamente estes cantos escondidos.</figcaption></figure><p>As <strong>moscas-da-fruta são visitantes frequentes em cozinhas muito utilizadas</strong>; isto deve-se, em grande parte, ao aroma atraente exalado por uma banana que começa a escurecer, ou por qualquer outro fruto que apresente bolor ou uma superfície aveludada.</p><p>Também podem acabar num copo de vinho recém-servido ou na lancheira. <strong>O que atrai exatamente estes pequenos insetos</strong> e como podemos mantê-los afastados?</p><h2>Açúcar, substâncias pegajosas e outros atrativos</h2><p>As<strong> moscas-da-fruta possuem recetores olfativos altamente desenvolvidos nas suas antenas</strong>, com os quais conseguem detetar moléculas no ar associadas a fontes de água ou de alimento. As leveduras, que se encontram naturalmente presentes no ambiente — flutuando e movendo-se pelo ar —, depositam-se sobre frutos e outros materiais orgânicos.</p><p>Quando surge uma fenda na casca de um fruto — como, por exemplo, numa banana que está a amadurecer —, as leveduras iniciam a sua atividade e começam a alimentar-se do sumo açucarado do fruto. <strong>O processo de fermentação (uma etapa fundamental do processo de decomposição) gera álcool, dióxido de carbono e outros gases</strong>.</p><p><strong>As moscas-da-fruta conseguem detetar exatamente estes subprodutos</strong>, mesmo a uma distância de até um quilómetro e meio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/no-es-solo-el-frutero-los-lugares-ocultos-de-tu-cocina-donde-se-reproducen-las-moscas-de-la-fruta-1792549785546.jpeg" data-image="9tpb5zwueo6r" alt="Os focos de reprodução escondidos na sua cozinha, onde nascem milhares de moscas-da-fruta" title="Os focos de reprodução escondidos na sua cozinha, onde nascem milhares de moscas-da-fruta"><figcaption>Os focos de reprodução escondidos na sua cozinha, onde nascem milhares de moscas-da-fruta</figcaption></figure><p>A humidade também desempenha um papel fundamental. <strong>Estes insetos necessitam de ambientes que retenham humidade</strong>, de forma a evitar a secura e criar condições adequadas para a sua reprodução.</p><p><strong>Qualquer local com um ambiente húmido pode ser considerado pela mosca da fruta como um local ideal para a reprodução e a postura de ovos</strong>: desde uma esponja de cozinha húmida ou o ralo do lava-loiças — repleto de bolor e resíduos viscosos — até aos restos pegajosos e malcheirosos que se acumulam no fundo de um contentor do lixo.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/KeOP6Zca8QY/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=KeOP6Zca8QY" id="KeOP6Zca8QY"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Agora que já sabemos um pouco sobre o que atrai as moscas-da-fruta para as nossas cozinhas — bem como quais os locais ou condições que provavelmente lhes oferecem um ambiente favorável para se alimentarem e reproduzirem —, podemos adotar <strong>algumas medidas para conter este comportamento</strong>.</p><p>Assim, quando uma esponja de cozinha estiver suja e húmida, pode lavá-la com detergente, enxaguar com água, espremer bem e, em seguida, colocá-la a secar num armário bem ventilado. <strong>Para os resíduos, utilize um saco e esvazie-o regularmente</strong>, separando os resíduos compostáveis para um recipiente de compostagem localizado fora da área da cozinha.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790460" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/mosca-da-azeitona-a-praga-que-dispara-quando-as-temperaturas-descem.html" title="Mosca-da-azeitona: a praga que dispara quando as temperaturas descem">Mosca-da-azeitona: a praga que dispara quando as temperaturas descem</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/mosca-da-azeitona-a-praga-que-dispara-quando-as-temperaturas-descem.html" title="Mosca-da-azeitona: a praga que dispara quando as temperaturas descem"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mosca-da-azeitona-a-praga-que-dispara-quando-as-temperaturas-descem-1790348139450_320.png" alt="Mosca-da-azeitona: a praga que dispara quando as temperaturas descem"></a></article></aside><p>Como prefere preparações à base de massa fermentada natural (<em>sourdough</em>), pode ser uma boa ideia <strong>guardar o pão no frigorífico</strong>. Substitua as frutas estragadas ou, se for o caso, guarde-as no frigorífico num recipiente com tampa. Por exemplo, pode ter bananas com a casca a ficar castanha, mas que ainda assim servem perfeitamente para a preparação de bolos deliciosos. <strong>Coloque-as num recipiente hermético</strong> e guarde-as no frigorífico até ao momento de utilizar. </p><p>Para capturar e eliminar as moscas-da-fruta, pode <strong>colocar um quarto de chávena de vinagre de maçã num copo, juntamente com açúcar e uma gota de detergente</strong>. A utilização de restos de cerveja ou vinho em copos ou garrafas separados pode também ajudar a atrair estas moscas e a conter a sua proliferação.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nao-e-so-a-fruteira-os-recantos-escondidos-na-sua-cozinha-onde-proliferam-as-moscas-da-fruta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Novos planos de gestão da água vão definir as prioridades de Portugal até 2033]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/novos-planos-de-gestao-da-agua-vao-definir-as-prioridades-de-portugal-ate.html</link><pubDate>Wed, 21 Oct 2026 14:40:50 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Centenas de contributos de cidadãos, associações e empresas chegaram à Agência Portuguesa do Ambiente para ajudar a definir o futuro dos rios, aquíferos e reservas de água em Portugal continental.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/novos-planos-de-gestao-da-agua-vao-definir-as-prioridades-de-portugal-ate-1792585644395.jpg" data-image="4ovfj0zidr98" alt="Bacia do Douro" title="Bacia do Douro"><figcaption>A bacia do Douro é uma das maiores regiões hidrográficas do país, concentrando importantes desafios ligados à gestão da água, à agricultura e à produção hidroelétrica. Foto: APA</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Exigir caudais suficientes para sustentar a vida selvagem no Tejo. Financiar sistemas de rega mais eficientes nas vinhas do Douro. Travar a contaminação química associada ao olival intensivo na bacia do Guadiana. Reutilizar a água tratada das ETAR para regar campos de golfe no Algarve. Estas são apenas algumas das <strong>centenas de propostas</strong> enviadas à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) com o intuito de preparar o <strong>próximo ciclo dos Planos de Gestão das oito regiões hidrográficas </strong>de Portugal Continental.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O momento é decisivo para a gestão dos recursos hídricos nacionais. Os textos em revisão irão contribuir para criar os principais instrumentos de política pública, definindo as prioridades de investimento, as metas ambientais e as medidas de controlo da poluição para os próximos anos.<br><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A consulta pública terminou no final de setembro e deu lugar à fase de <strong>análise técnica </strong>das participações recebidas. O exercício abrange todo o território continental, das bacias internacionais às pequenas ribeiras, refletindo a <strong>diversidade de desafios</strong> na gestão da água em Portugal.</p><table><thead><tr><th><strong>Região Hidrográfica (RH)</strong></th><th><strong>Principais rios e áreas abrangidas</strong></th></tr></thead><tbody><tr><td><strong>RH1 – Minho e Lima</strong></td><td>Rios Minho, Lima, Âncora e Coura na fronteira noroeste</td></tr><tr><td><strong>RH2 – Cávado, Ave e Leça</strong></td><td>Linhas de água do Minho central e zona litoral do Porto</td></tr><tr><td><strong>RH3 – Douro</strong></td><td>Toda a calha do Douro e afluentes como o Côa, Tâmega e Tua</td></tr><tr><td><strong>RH4A – Vouga, Mondego e Lis</strong></td><td>Região Centro, incluindo a Ria de Aveiro e o vale do Mondego</td></tr><tr><td><strong>RH5A – Tejo e Oeste</strong></td><td>Bacia do Tejo e ribeiras litorâneas de Alcobaça a Torres Vedras</td></tr><tr><td><strong>RH6 – Sado e Mira</strong></td><td>Planície alentejana, estuário do Sado e a costa vicentina</td></tr><tr><td><strong>RH7 – Guadiana</strong></td><td>Grande bacia do sul profundo e afluentes junto à fronteira</td></tr><tr><td><strong>RH8 – Ribeiras do Algarve</strong></td><td>Toda a faixa sul e ribeiras que desaguam no oceano</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="2">Fonte: APA</td></tr></tbody></table><p><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></p><p>No centro deste processo está a avaliação do estado dos <strong>ecossistemas aquáticos</strong> nacionais. Os diagnósticos realizados identificaram <strong>problemas persistentes </strong>que exigem intervenção, desde a degradação da qualidade da água até à crescente pressão sobre os recursos disponíveis.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/novos-planos-de-gestao-da-agua-vao-definir-as-prioridades-de-portugal-ate-1792586418873.jpg" data-image="10w124ta4c0j" alt="Olival intensivo no Alqueva" title="Olival intensivo no Alqueva"><figcaption>O crescimento do olival superintensivo em torno do Alqueva coloca a região no centro do debate sobre o equilíbrio entre a produção agrícola e a sustentabilidade hídrica. Foto: EDIA</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>As preocupações dividem-se essencialmente em duas frentes. Por um lado, a qualidade da água continua ameaçada pela poluição da <strong>agricultura intensiva</strong>, que transporta fertilizantes e pesticidas para rios e aquíferos. </p><p>Por outro, a disponibilidade hídrica diminui à medida que as <strong>secas se tornam frequentes e prolongadas</strong>. A estas pressões juntam-se os impactos das grandes barragens, que alteram a dinâmica natural dos rios, retêm sedimentos essenciais para a alimentação das praias e dificultam a migração de várias espécies piscícolas.</p><h2>A engrenagem europeia de seis em seis anos</h2><p>A revisão das políticas da água segue um <strong>calendário</strong> definido pela União Europeia. A <strong>Diretiva-Quadro da Água</strong> obriga os Estados-membros a atualizar os seus planos de gestão a cada seis anos, permitindo ajustar objetivos e medidas às mudanças ambientais, económicas e sociais que vão surgindo.</p><table><thead><tr><th><strong>Ciclo de planeamento</strong></th><th>Vigência</th><th><strong>Estratégia</strong></th></tr></thead><tbody><tr><td>1.º Ciclo</td><td>2009 – 2015</td><td>Implementação inicial e diagnóstico de massas de água</td></tr><tr><td>2.º Ciclo</td><td>2016 – 2021</td><td>Aplicação dos primeiros programas de medidas integradas</td></tr><tr><td>3.º Ciclo</td><td>2022 – 2027</td><td>Monitorização do impacto das alterações climáticas</td></tr><tr><td><strong>4.º Ciclo</strong></td><td><strong>2028 – 2033</strong></td><td><strong>Mitigação da escassez hídrica e eficiência estrutural</strong></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Fonte: APA</td></tr></tbody></table><p> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></p><p>Quase duas décadas após a adoção deste modelo de gestão, Portugal encontra-se a preparar o <strong>quarto ciclo</strong> de planeamento integrado. O percurso iniciado em 2009 entra agora numa nova etapa, apoiada por um volume significativo de informação recolhida ao longo dos últimos anos. O objetivo é <strong>garantir recursos hídricos suficientes</strong> e <strong>ecossistemas mais resilientes</strong> num contexto de incerteza climática.</p><h2>Da participação pública à decisão técnica</h2><p>Terminada a fase participativa, inicia-se o escrutínio técnico das propostas apresentadas. No <strong>Tejo</strong>, o movimento proTEJO considera "inaceitável" a <strong>insuficiência de caudais ecológicos</strong> em algumas barragens da Península Ibérica e pede intervenção nas albufeiras de Cedillo e Fratel. A organização alerta ainda para a <strong>degradação das reservas minerais</strong> presentes nos sedimentos do rio.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786683" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/agua-a-montante-incerteza-a-jusante-como-sao-geridos-os-rios-que-ligam-portugal-e-espanha.html" title="Água a montante, incerteza a jusante: como são geridos os rios que ligam Portugal e Espanha?">Água a montante, incerteza a jusante: como são geridos os rios que ligam Portugal e Espanha?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/agua-a-montante-incerteza-a-jusante-como-sao-geridos-os-rios-que-ligam-portugal-e-espanha.html" title="Água a montante, incerteza a jusante: como são geridos os rios que ligam Portugal e Espanha?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/agua-a-montante-incerteza-a-jusante-como-sao-geridos-os-rios-que-ligam-portugal-e-espanha-1788285546194_320.jpg" alt="Água a montante, incerteza a jusante: como são geridos os rios que ligam Portugal e Espanha?"></a></article></aside><p>Na bacia do <strong>Douro</strong>, a Confederação dos Agricultores de Portugal defende apoios à <strong>modernização das charcas</strong> e dos sistemas de armazenamento de água destinados à atividade vitivinícola. </p><p>Mais a sul, a Liga para a Proteção da Natureza pede restrições à expansão das culturas superintensivas na bacia do <strong>Guadiana</strong>, argumentando que estas agravam a pressão sobre os recursos hídricos. </p><p>Já no <strong>Algarve</strong>, municípios e setor turístico convergem na defesa de soluções como a <strong>dessalinização</strong>, vista como uma forma de reforçar a segurança do abastecimento durante os meses de maior procura.</p><h2>Da triagem à ponderação</h2><p>Com o encerramento da plataforma de participação, os técnicos da APA iniciaram a <strong>análise detalhada das contribuições recebidas</strong>. Cada proposta é avaliada à luz da sua viabilidade técnica, do enquadramento legal e do impacto financeiro, num processo que envolve tanto contributos de organizações especializadas como sugestões apresentadas por cidadãos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/novos-planos-de-gestao-da-agua-vao-definir-as-prioridades-de-portugal-ate-1792586878497.jpg" data-image="oariotlehazs" alt="Bacia do Tejo" title="Bacia do Tejo"><figcaption>A gestão dos caudais ecológicos e a pressão sobre os ecossistemas fluviais estão entre os principais desafios identificados na bacia do Tejo. Foto: Município de Abrantes</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>As respostas não são divulgadas individualmente. Em vez disso, a APA reúne e sistematiza os contributos por temas num <strong>relatório público</strong>, revelando quais foram acolhidos, parcialmente integrados ou rejeitados e em que condições. As medidas aprovadas passam, depois, a integrar os <strong>programas de ação</strong> associados a novos planos de gestão.</p><h2>O longo calendário até à aprovação</h2><p>A implementação destas medidas ainda está longe. A atual fase de análise deverá prolongar-se até ao <strong>primeiro trimestre de 2027</strong>, altura em que serão publicados os <strong>relatórios finais,</strong> com a síntese dos resultados da consulta pública.</p><p>Seguir-se-á a apresentação das versões provisórias dos planos, prevista para meados de 2027. Nessa altura, arranca um novo período de consulta pública, com duração de seis meses, durante o qual cidadãos, associações e entidades económicas poderão voltar a pronunciar-se sobre os documentos.</p><p>A aprovação definitiva, em Conselho de Ministros, e a publicação no Diário da República estão previstas para o <strong>início de 2028</strong>. Será então dado o arranque formal ao ciclo de gestão que orientará as políticas da água em Portugal até 2033.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Portal%20Participa" data-year="" data-title="4.%C2%BA%20Ciclo%20PGRH%3A%20QSiGA%20da%20Regi%C3%A3o%20Hidrogr%C3%A1fica%20do%20Tejo%20e%20Ribeiras%20do%20Oeste%20(RH5A)" data-url="https%3A%2F%2Fparticipa.pt%2Fpt%2Fconsulta%2F4-ciclo-pgrh-qsiga-da-regiao-hidrografica-do-tejo-e-ribeiras-do-oeste-rh5a">Portal Participa. <a href="https://participa.pt/pt/consulta/4-ciclo-pgrh-qsiga-da-regiao-hidrografica-do-tejo-e-ribeiras-do-oeste-rh5a" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">4.º Ciclo PGRH: QSiGA da Região Hidrográfica do Tejo e Ribeiras do Oeste (RH5A)</a>.</cite><br><cite data-author="Ag%C3%AAncia%20Portuguesa%20do%20Ambiente%20(APA)" data-year="" data-title="4.%C2%BA%20Ciclo%20de%20Planeamento%20de%20Recursos%20H%C3%ADdricos%20(2028-2033)" data-url="https%3A%2F%2Fapambiente.pt%2Fagua%2F4o-ciclo-de-planeamento-2028-2033">Agência Portuguesa do Ambiente (APA). <a href="https://apambiente.pt/agua/4o-ciclo-de-planeamento-2028-2033" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">4.º Ciclo de Planeamento de Recursos Hídricos (2028-2033)</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/novos-planos-de-gestao-da-agua-vao-definir-as-prioridades-de-portugal-ate.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Semana de 26 de outubro a 2 de novembro: tendências da chuva e temperatura em Portugal continental]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-26-de-outubro-a-2-de-novembro-tendencias-da-chuva-e-temperatura-em-portugal-continental.html</link><pubDate>Wed, 21 Oct 2026 12:15:05 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A última semana de outubro deverá trazer grandes contrastes térmicos entre manhãs frescas e tardes amenas. Apesar da atividade depressionária no Atlântico, Portugal deverá continuar com pouca chuva e temperaturas, em média, acima do normal.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-26-de-outubro-a-2-de-novembro-tendencias-da-chuva-e-temperatura-em-portugal-continental-1792584367934.jpg" data-image="x43jzppg6abh" alt="Final de outubro com pouca chuva" title="Final de outubro com pouca chuva"><figcaption>O guarda-chuva poderá ter pouco uso na última semana de outubro: o ECMWF aponta, para já, para pouca chuva e um balanço semanal mais seco do que o normal em Portugal.</figcaption></figure><p>A última semana de outubro deverá arrancar com um cenário relativamente estável em Portugal continental. Apesar da intensa atividade depressionária prevista no Atlântico Norte, o anticiclone continuará a desempenhar um papel importante, desviando as principais depressões para latitudes mais elevadas. O resultado deverá ser uma semana com <strong>temperaturas acima do normal e precipitação inferior à média climatológica</strong>.</p><h2>Segunda-feira, dia 26: depressões no Atlântico, mas Portugal continua protegido</h2><p>Na segunda-feira, dia 26, o Atlântico Norte apresentará uma configuração bastante dinâmica. Uma depressão muito cavada deverá posicionar-se a oeste das Ilhas Britânicas, <strong>acompanhada por um sistema frontal extenso que se prolongará para sul.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-26-de-outubro-a-2-de-novembro-tendencias-da-chuva-e-temperatura-em-portugal-continental-1792583137955.jpg" data-image="labyxjjs3oyv" alt="Situação sinótica" title="Situação sinótica"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-982373">Uma profunda depressão deverá circular no Atlântico Norte, mas as altas pressões sobre a Península Ibérica continuam a afastar de Portugal os sistemas mais ativos e chuvosos.</figcaption></figure><p>Apesar da dimensão e intensidade desta depressão, o seu núcleo permanecerá muito afastado de Portugal. Ao mesmo tempo,<strong> as altas pressões deverão continuar a exercer influência sobre a Península Ibérica.</strong></p><p>Esta configuração tem-se repetido nos últimos dias. <strong>A</strong><strong>s depressões atlânticas formam-se e deslocam-se em direção à Europa, mas encontram resistência das altas pressões nas proximidades de Portugal</strong>, sendo encaminhadas preferencialmente para norte. As respetivas frentes conseguem aproximar-se de Portugal, mas tendem a fazê-lo já bastante enfraquecidas e com pouco conteúdo precipitável.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Na segunda-feira, o ECMWF sugere precisamente este cenário. Uma frente fria deverá aproximar-se pelo Atlântico, mas, à medida que progride para leste, deverá perder atividade, <strong>não estando, nesta altura, previsto um episódio significativo de precipitação em Portugal continental.</strong></p><h2>Manhãs frescas contrastam com tardes bastante amenas</h2><p>No campo térmico, a semana deverá apresentar um contraste interessante entre as primeiras horas do dia e o período da tarde. Na madrugada de segunda-feira, os termómetros poderão descer para valores próximos ou inferiores a <strong>8 ºC em várias regiões do Norte e Centro</strong>, com cerca de 7 ºC em Bragança e 6 ºC na Guarda, segundo a atual previsão do ECMWF. Mais perto do litoral e no Sul, as temperaturas mínimas deverão ser mais elevadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-26-de-outubro-a-2-de-novembro-tendencias-da-chuva-e-temperatura-em-portugal-continental-1792583308427.jpg" data-image="y2478atth175" alt="Temperatura matinal" title="Temperatura matinal"><figcaption>A semana começa com uma madrugada fresca: várias regiões do Norte e Centro poderão registar temperaturas inferiores a 10 ºC, descendo para cerca de 6 a 7 ºC em alguns locais do interior.</figcaption></figure><p>Contudo, este ambiente fresco das manhãs não será representativo do comportamento térmico de todo o dia. Durante as horas de maior insolação, as temperaturas deverão recuperar significativamente. Na tarde de segunda-feira, grande parte do interior poderá apresentar valores <strong>3 a 5 ºC acima da média climatológica</strong>, com algumas regiões do Sul a poderem aproximar-se dos <strong>25 a 26 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-26-de-outubro-a-2-de-novembro-tendencias-da-chuva-e-temperatura-em-portugal-continental-1792583354854.jpg" data-image="dvq99fxkyrva" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-559332">O contraste será evidente durante a tarde. Grande parte do território poderá registar temperaturas 3 a 5 ºC acima do normal, depois de uma manhã bastante mais fresca.</figcaption></figure><p>Assim, poderemos ter uma amplitude térmica diária considerável, <strong>manhãs relativamente frescas, seguidas de tardes bastante mais amenas e, em geral, mais quentes do que seria habitual no final de outubro</strong>.</p><h2>Outubro deverá terminar mais quente do que o normal</h2><p>Este comportamento ajuda a explicar o sinal apresentado pelo mapa semanal do ECMWF para o período entre <strong>26 de outubro e 2 de novembro</strong>. Apesar das madrugadas mais frescas, sobretudo no início da semana, as temperaturas diurnas deverão compensar esse arrefecimento. No balanço dos sete dias, Portugal continental surge com uma <strong>anomalia térmica positiva</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-26-de-outubro-a-2-de-novembro-tendencias-da-chuva-e-temperatura-em-portugal-continental-1792583458079.jpg" data-image="qkw015oytyz7" alt="Anomalia média semanal da temperatura" title="Anomalia média semanal da temperatura"><figcaption>Apesar das manhãs frescas, as tardes mais amenas deverão fazer pender o balanço semanal para valores acima da média climatológica em Portugal continental.</figcaption></figure><p>Isto significa que, quando comparamos a temperatura média prevista para toda a semana com a média climatológica para esta altura do ano, o resultado deverá ficar acima do normal. <strong>Não significa, portanto, que todas as horas ou todos os dias sejam mais quentes do que o habitual</strong>.</p><h2>Pouca chuva à vista até ao final de outubro</h2><p>A precipitação poderá ser precisamente o elemento que mais se irá afastar do comportamento típico desta altura do ano. Até, pelo menos, <strong>31 de outubro</strong>, os atuais mapas sinóticos do ECMWF não mostram a passagem de nenhum sistema frontal capaz de produzir um episódio de chuva generalizada e significativa em Portugal continental.</p><p>Poderão ocorrer alterações à medida que avançamos no horizonte de previsão, mas, neste momento, a tendência aponta para <strong>quantidades de precipitação inferiores ao normal para a época</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-26-de-outubro-a-2-de-novembro-tendencias-da-chuva-e-temperatura-em-portugal-continental-1792583523603.jpg" data-image="4gz4yj1k02ze" alt="Anomalia média semanal da precipitação" title="Anomalia média semanal da precipitação"><figcaption>O ECMWF aponta para uma semana mais seca do que o habitual em Portugal, com um défice de precipitação relativamente à média climatológica para esta altura do ano.</figcaption></figure><p>O mapa de anomalia da precipitação semanal reforça este cenário, mostrando um sinal negativo de precipitação sobre Portugal. Isto não significa necessariamente ausência completa de chuva. Significa que, no conjunto da semana, deverá chover <strong>menos do que seria climatologicamente esperado</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794354" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/massa-de-ar-polar-ameaca-portugal-modelo-europeu-aponta-para-descida-das-temperaturas-nas-proximas-horas.html" title="Massa de ar polar ameaça Portugal? Modelo europeu aponta para descida das temperaturas nas próximas horas">Massa de ar polar ameaça Portugal? Modelo europeu aponta para descida das temperaturas nas próximas horas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/massa-de-ar-polar-ameaca-portugal-modelo-europeu-aponta-para-descida-das-temperaturas-nas-proximas-horas.html" title="Massa de ar polar ameaça Portugal? Modelo europeu aponta para descida das temperaturas nas próximas horas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-polar-ameaca-portugal-modelo-europeu-aponta-para-a-manutencao-de-temperaturas-baixas-nos-proximos-dias-1792528310069_320.jpg" alt="Massa de ar polar ameaça Portugal? Modelo europeu aponta para descida das temperaturas nas próximas horas"></a></article></aside><p>À medida que nos aproximamos do final de outubro e início de novembro, a incerteza naturalmente aumenta. Ainda assim, a tendência atualmente desenhada pelo ECMWF é relativamente consistente. <strong>Portugal deverá continuar à margem dos principais corredores depressionários do Atlântico, com temperaturas acima da média e um défice de precipitação no balanço semanal</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-26-de-outubro-a-2-de-novembro-tendencias-da-chuva-e-temperatura-em-portugal-continental.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Rochas como as da Lua: o que tem uma formação rochosa ancestral em Madagáscar a ver com o satélite natural da Terra]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/rochas-como-as-da-lua-o-que-tem-uma-formacao-rochosa-ancestral-em-madagascar-a-ver-com-o-satelite-natural-da-terra.html</link><pubDate>Wed, 21 Oct 2026 11:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um maciço rochoso notavelmente claro na paisagem de Madagáscar faz lembrar as terras altas brancas da Lua. Aí, rochas antiquíssimas e forças tectónicas criaram uma formação que tem, pelo menos, 600 milhões de anos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/gestein-wie-auf-dem-mond-was-eine-uralte-felsformation-in-madagaskar-mit-dem-erdtrabanten-zu-tun-hat-1791983562790.jpg" alt="O maciço de Saririaky, em Madagáscar, parece um local onde rochas lunares brancas aterraram na Terra. Mas esta cor marcante tem outro motivo. Imagem: NASA" title="O maciço de Saririaky, em Madagáscar, parece um local onde rochas lunares brancas aterraram na Terra. Mas esta cor marcante tem outro motivo. Imagem: NASA"><figcaption>O maciço de Saririaky, em Madagáscar, parece um local onde rochas lunares brancas aterraram na Terra. Mas esta cor marcante tem outro motivo. Imagem: NASA</figcaption></figure><p>Do espaço, parece uma mancha clara no meio de uma paisagem seca e de cor castanho-ferrugem: <strong>o maciço de Saririaky, no sul de Madagáscar, destaca-se nitidamente do seu meio envolvente</strong>. Um astronauta a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) fotografou a formação no dia 28 de agosto de 2026. A NASA publicou a imagem no Earth Observatory.</p><p>O que tem de especial é a rocha branca: <strong>o anortosito é uma rocha ígnea intrusiva que também se encontra na Lua</strong>, especialmente nas terras altas claras. Estas áreas refletem a luz solar e, por isso, podem ser observadas até a partir da Terra, surgindo como regiões claras na superfície lunar.</p><p>O anortosito não ocorre apenas na Lua. <strong>Existem depósitos de maior dimensão, por exemplo, no leste do Canadá, na Escandinávia, no sul da Índia e em Madagáscar</strong>. O maciço de Saririaky, em Madagáscar, abrange cerca de 100 quilómetros quadrados e, segundo estudos geológicos, deverá ter-se formado há pelo menos 600 milhões de anos.</p><h2>Colisões continentais gigantescas</h2><p>O <strong>anortosito forma-se quando rocha fundida arrefece e solidifica abaixo da superfície terrestre</strong>. Como este processo ocorre de forma relativamente lenta, é possível o crescimento de cristais minerais de maiores dimensões. No maciço de Saririaky, a rocha encontra-se hoje exposta, constituindo uma estrutura marcante dentro de uma região geologicamente muito deformada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gestein-wie-auf-dem-mond-was-eine-uralte-felsformation-in-madagaskar-mit-dem-erdtrabanten-zu-tun-hat-1791983578090.jpg" alt="As estruturas alongadas evidenciam as fortes forças tectónicas de uma zona de cisalhamento dúctil. Imagem: NASA" title="As estruturas alongadas evidenciam as fortes forças tectónicas de uma zona de cisalhamento dúctil. Imagem: NASA"><figcaption>As estruturas alongadas evidenciam as fortes forças tectónicas de uma zona de cisalhamento dúctil. Imagem: NASA</figcaption></figure><p>O maciço situa-se numa<strong> formação geológica peculiar</strong>: uma zona de cisalhamento dúctil. Neste local, as rochas podem ser deformadas sob enormes pressões e altas temperaturas, sem se partirem. São esticadas, dobradas e sofrem alterações estruturais; simultaneamente, a sua composição mineral pode alterar-se. Tais transformações — incluindo nas rochas — são designadas por metamorfismo. </p><p><strong>Sulcos longos e aproximadamente paralelos revelam a atuação destas forças</strong>. As deformações podem estar relacionadas com a forma como surgiu o Gondwana, um supercontinente que abrangia, entre outras regiões, partes da atual África, Índia, Madagáscar, Austrália e Antártida.</p><h2>Rochas como a Lua</h2><p><strong>A cerca de 60 quilómetros a norte de Saririaky, encontra-se outro maciço de anortosito</strong>. Alguns supõem que ambos faziam parte de um único conjunto e que estavam separados por um processo de extensão tectónica. Este fenómeno é designado por <em>boudinage</em>: um corpo rochoso mais resistente é fragmentado em segmentos distintos, enquanto o material que o rodeia sofre deformação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gestein-wie-auf-dem-mond-was-eine-uralte-felsformation-in-madagaskar-mit-dem-erdtrabanten-zu-tun-hat-1791983569838.jpg" alt="Na Lua, é possível distinguir dois tipos de superfície: as terras altas, mais claras, denominadas Terra (pl. Terrae), e as bacias, mais escuras, denominadas Mare (pl. Maria). Imagem: NASA/JPL/USGS" title="Na Lua, é possível distinguir dois tipos de superfície: as terras altas, mais claras, denominadas Terra (pl. Terrae), e as bacias, mais escuras, denominadas Mare (pl. Maria). Imagem: NASA/JPL/USGS"><figcaption>Na Lua, é possível distinguir dois tipos de superfície: as terras altas, mais claras, denominadas Terra (pl. Terrae), e as bacias, mais escuras, denominadas Mare (pl. Maria). Imagem: NASA/JPL/USGS</figcaption></figure><p><strong>A lua também pode ser explorada utilizando estas rochas terrestres</strong>. As terras altas do anortosito têm mais de quatro mil milhões de anos. De acordo com o conhecimento atual, cristalizaram a partir de um enorme oceano de magma que outrora cobriu a jovem lua. Certos minerais acumularam-se perto da superfície à medida que esta arrefecia, formando as primeiras partes da sua crosta.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794043" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/pela-primeira-vez-o-japao-e-a-nasa-lancam-hoje-a-nave-espacial-que-trara-a-terra-um-pedaco-de-uma-lua-de-marte.html" title="Pela primeira vez, o Japão e a NASA lançam, hoje, a nave espacial que trará à Terra um pedaço de uma lua de Marte">Pela primeira vez, o Japão e a NASA lançam, hoje, a nave espacial que trará à Terra um pedaço de uma lua de Marte</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/pela-primeira-vez-o-japao-e-a-nasa-lancam-hoje-a-nave-espacial-que-trara-a-terra-um-pedaco-de-uma-lua-de-marte.html" title="Pela primeira vez, o Japão e a NASA lançam, hoje, a nave espacial que trará à Terra um pedaço de uma lua de Marte"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/por-primera-vez-japon-y-la-nasa-lanzan-el-19-de-octubre-la-nave-que-traera-a-la-tierra-un-trozo-de-una-luna-de-marte-1792143421785_320.jpg" alt="Pela primeira vez, o Japão e a NASA lançam, hoje, a nave espacial que trará à Terra um pedaço de uma lua de Marte"></a></article></aside><p>Embora as amostras lunares trazidas para a Terra pelas missões Apollo tenham possibilitado análises diretas, a sua disponibilidade era limitada. Por este motivo, rochas terrestres comparáveis também podem ser utilizadas para fins de investigação. <strong>Um exemplo de uma ocorrência muito semelhante encontra-se nas montanhas Beartooth, no estado do Montana</strong>, nos Estados Unidos.</p><p>O Maciço Saririaky une, assim, uma <strong>visão espetacular a partir do espaço a um acontecimento ancestral</strong> que moldou de forma significativa tanto a Terra como a Lua.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="NASA's%20Earth%20Observatory" data-year="2026" data-title="Moon-Like%20Madagascar" data-url="https%3A%2F%2Fscience.nasa.gov%2Fearth%2Fearth-observatory%2Fmoon-like-madagascar%2F">NASA's Earth Observatory. (2026). <a href="https://science.nasa.gov/earth/earth-observatory/moon-like-madagascar/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Moon-Like Madagascar</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/rochas-como-as-da-lua-o-que-tem-uma-formacao-rochosa-ancestral-em-madagascar-a-ver-com-o-satelite-natural-da-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Colheita da azeitona: como a chuva e o frio decidem a data da apanha]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/colheita-da-azeitona-como-a-chuva-e-o-frio-decidem-a-data-da-apanha.html</link><pubDate>Wed, 21 Oct 2026 10:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Cada semana a mais na árvore dá mais quilos de azeite e tira qualidade ao que sai. A decisão não se toma pelo calendário, toma-se a olhar para a chuva e para as mínimas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/colheita-da-azeitona-como-a-chuva-e-o-frio-decidem-a-data-da-apanha-1792185131680.png" data-image="43ygyuem4inw"><figcaption>Azeitonas ainda verdes no ramo, numa fase anterior ao ponto em que se decide a apanha.</figcaption></figure><p>No olival, a pergunta de outubro e novembro é sempre a mesma:<strong> apanha-se agora ou espera-se mais uma semana?</strong></p><p>Quem espera ganha rendimento, porque a azeitona continua a acumular gordura. E quem espera arrisca, porque basta um episódio de tempo mau para transformar uma boa colheita num azeite medíocre.</p><h2>Duas coisas que puxam em sentidos contrários</h2><p>A azeitona muda de cor de verde para arroxeada e depois para preta, e ao longo desse percurso o teor em gordura vai subindo até estabilizar.</p><p>Só que, ao mesmo tempo, descem os compostos que dão ao azeite o amargo, o picante e a resistência à oxidação. <strong>Um azeite de azeitona verde rende menos mas dura mais e tem muito mais carácter</strong>. Um azeite de azeitona preta rende mais e é mais suave, mas oxida muito mais depressa.</p><div class="texto-destacado"><strong> Índice de maturação</strong>:<br><br>Escala que classifica a azeitona pela cor da pele e da polpa, de zero, totalmente verde, a sete, totalmente preta por dentro e por fora. Calcula-se numa amostra de cem azeitonas e serve para decidir a data da apanha sem depender de impressões.</div><p>Para azeite, <strong>o ponto que a maior parte dos produtores procura situa-se na transição</strong>, com boa parte da amostra já arroxeada mas ainda poucas completamente pretas. Em boa parte do país, isso cai entre o fim de outubro e meados de novembro.</p><h2>O tempo é que decide se vale a pena esperar</h2><p>Aqui está o ponto central. O ganho de esperar é lento e previsível, mas a perda por mau tempo é rápida e irreversível.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Cada semana a mais na árvore acrescenta uns quilos. Uma noite de geada ou uma semana de chuva tira muito mais do que isso.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Vale a pena perceber o que cada tipo de tempo faz à azeitona que ainda está na árvore, porque a decisão de antecipar ou esperar depende quase sempre disso. A tabela seguinte reúne os episódios mais frequentes nesta altura do ano.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Episódio de tempo</p></th><th scope="col"><p>O que provoca na azeitona</p></th><th scope="col"><p>Decisão habitual</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Chuva forte e prolongada</p></td><td><p>Fruto incha, o azeite dilui e o terreno fica intransitável</p></td><td><p>Antecipar, se o ponto já permitir</p></td></tr><tr><td><p>Geada firme</p></td><td><p>Dano nas células, oxidação e sabores a defeito</p></td><td><p>Apanhar de imediato</p></td></tr><tr><td><p>Vento forte de depressão</p></td><td><p>Queda de fruto, que no chão ganha acidez</p></td><td><p>Antecipar e recolher o caído à parte</p></td></tr><tr><td><p>Dias amenos e secos</p></td><td><p>Maturação continua sem risco</p></td><td><p>Esperar compensa</p></td></tr><tr><td><p>Granizo</p></td><td><p>Feridas que abrem porta a podridões</p></td><td><p>Apanhar em poucos dias</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3"><br><p>Efeito dos episódios de tempo mais comuns no fim do outono sobre a azeitona ainda por colher, e decisão que costuma ser tomada em cada caso. As respostas variam com a variedade, com o estado de maturação e com o destino da azeitona, e a azeitona de mesa segue critérios próprios. Fonte: elaboração própria.</p></td></tr></tbody></table><h2>Porque é que a chuva faz mais estrago do que parece</h2><p><strong>A chuva antes da apanha tem três efeitos que se somam.</strong></p><p><strong>O primeiro é a diluição.</strong> A azeitona absorve água e o rendimento por quilo desce, o que significa mais fruta para o mesmo azeite.</p><p><strong>O segundo é o chão.</strong> Um olival encharcado não deixa entrar máquinas nem redes em condições, e em Mirandela ou em Elvas pode custar duas semanas de espera forçada, com a azeitona a amadurecer de mais entretanto.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790460" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/mosca-da-azeitona-a-praga-que-dispara-quando-as-temperaturas-descem.html" title="Mosca-da-azeitona: a praga que dispara quando as temperaturas descem">Mosca-da-azeitona: a praga que dispara quando as temperaturas descem</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/mosca-da-azeitona-a-praga-que-dispara-quando-as-temperaturas-descem.html" title="Mosca-da-azeitona: a praga que dispara quando as temperaturas descem"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mosca-da-azeitona-a-praga-que-dispara-quando-as-temperaturas-descem-1790348139450_320.png" alt="Mosca-da-azeitona: a praga que dispara quando as temperaturas descem"></a></article></aside><p><strong>O terceiro é a terra que vai agarrada ao fruto. </strong>Azeitona suja traz consigo microrganismos do solo, e isso traduz-se depois em acidez e em defeitos de prova que nenhum lagar corrige.</p><h2>A geada é o caso em que não se discute</h2><p><strong>Com a chuva há margem de manobra. Com a geada não há.</strong></p><p>Quando a temperatura desce abaixo de zero com a azeitona na árvore, a água dentro das células congela e rompe as paredes celulares. A partir daí, a oxidação dispara e aparecem aqueles sabores que na prova se classificam como defeito, e que tornam o azeite não comercializável como virgem extra.</p><p>Se a previsão para a sua zona anunciar mínimas negativas e ainda tem azeitona por apanhar, deixa de haver decisão a tomar. Em zonas como Bragança ou o interior da Beira, isso pode acontecer já em finais de novembro.</p><h2>O relógio que começa quando a azeitona sai da árvore</h2><p><strong>Fica para o fim a parte que estraga mais azeite em Portugal e que não tem nada a ver com a data da apanha.</strong></p><p>Assim que a azeitona é colhida, começa a fermentar. Em pilha ou dentro de sacos, aquece por dentro, e em dois ou três dias o azeite que lá está já perdeu a classificação. Não há lagar que recupere isso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/colheita-da-azeitona-como-a-chuva-e-o-frio-decidem-a-data-da-apanha-1792185254990.png" data-image="tbqg0haht1nv"><figcaption>Azeitona de mesa já curada, que segue critérios de colheita diferentes dos da azeitona para azeite.</figcaption></figure><p><strong>A regra é levar ao lagar no próprio dia, e no limite no dia seguinte. </strong>Até lá, caixas vazadas e empilhadas de forma a deixar circular o ar, nunca sacos, nunca montes, e sempre num sítio fresco e à sombra.</p><p><strong>Separe também o que caiu ao chão</strong>. Essa azeitona tem acidez muito mais alta e, misturada com a boa, arrasta a qualidade do lote inteiro para baixo.</p><p>E<strong> apanhe de manhã, enquanto a fruta ainda está fresca</strong>. Uma azeitona a vinte e cinco graus dentro de uma caixa fermenta bem mais depressa do que uma a doze, e nesta altura do ano a diferença entre apanhar às nove e apanhar às três da tarde é precisamente essa.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/colheita-da-azeitona-como-a-chuva-e-o-frio-decidem-a-data-da-apanha.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A Estação Espacial Internacional cruza o céu em poucos minutos: como saber quando passa pela sua cidade]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-estacao-espacial-internacional-cruza-o-ceu-em-poucos-minutos-como-saber-quando-passa-pela-sua-cidade.html</link><pubDate>Wed, 21 Oct 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A NASA permite-nos saber quando a Estação Espacial Internacional estará visível, a partir de praticamente qualquer cidade do mundo, e com bastante antecedência, graças à sua aplicação móvel.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-estacion-espacial-internacional-cruza-el-cielo-en-pocos-minutos-como-saber-cuando-pasa-por-tu-ciudad-1792371295045.jpg" data-image="b9s7j7ah8md4"><figcaption>Fotografia da Estação Espacial Internacional em órbita à volta do planeta.</figcaption></figure><p><strong>Já lhe aconteceu ver um ponto luminoso no céu que se move muito mais depressa do que as outras estrelas</strong> e, passado algum tempo, desaparece? Não é uma estrela cadente nem um avião; trata-se, provavelmente, da Estação Espacial Internacional (ou ISS, na sigla em inglês).</p><div class="texto-destacado">É um laboratório que orbita em torno do nosso planeta e alberga tripulações dedicadas a experiências científicas. Viaja a cerca de 28.000 quilómetros por hora e completa aproximadamente uma volta à Terra a cada noventa minutos.</div><p>Apesar da sua enorme velocidade, <strong>nem todos os seus percursos podem ser observados a partir de uma determinada cidade</strong>. Para a distinguir, precisamos da combinação ideal: que passe sobre uma região favorável, que reflita a luz solar e que o céu esteja relativamente escuro.</p><h2>Porque é que parece uma estrela que se move</h2><p>A ISS não produz, por si só, o brilho que vemos da superfície;<strong> as suas estruturas refletem a luz do Sol, de forma semelhante à Lua</strong>. Esta iluminação permite identificá-la como um ponto branco que avança entre as estrelas.</p><p> As <strong>oportunidades mais frequentes ocorrem pouco antes do amanhecer ou depois do pôr do sol</strong>. Enquanto o observador se encontra sob um céu escuro, a estação pode continuar iluminada pelo Sol, devido à sua altitude durante a passagem. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-estacion-espacial-internacional-cruza-el-cielo-en-pocos-minutos-como-saber-cuando-pasa-por-tu-ciudad-1792371313409.jpg" data-image="qlkcpdgt05d1"><figcaption>A Estação Espacial Internacional parece uma estrela que se move rapidamente cruzando o céu. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>O seu movimento é contínuo e normalmente não apresenta os flashes característicos de muitas aeronaves, <strong>podendo desaparecer subitamente ao entrar na sombra da Terra</strong>, mesmo sem atingir o horizonte. Uma mudança de iluminação que é completamente normal.</p><p><strong>Não precisa de telescópio nem de binóculos para a acompanhar</strong>; na verdade, os instrumentos de ampliação dificultam a sua manutenção dentro do campo visual. A observação a olho nu permite apreciar melhor a trajetória completa, desde que a passagem tenha altura e duração suficientes.</p><h3>Horários exatos: Spot the Station</h3><p>A ferramenta oficial da NASA chama-se <em>Spot the Station</em> e está disponível através do seu website e aplicação móvel. Permite selecionar uma localização, <strong>consultar as próximas visualizações e receber avisos </strong>antes que a estação apareça sobre a sua cidade.</p><p>Basta <strong>aceder à plataforma, pesquisar a sua localidade e verificar as datas disponíveis</strong>. Cada previsão indica a hora local, a duração estimada da observação, a altura máxima acima do horizonte, bem como as direções aproximadas de surgimento e desaparecimento no horizonte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-estacion-espacial-internacional-cruza-el-cielo-en-pocos-minutos-como-saber-cuando-pasa-por-tu-ciudad-1792371330475.png" data-image="0co1l9ph3qdh"><figcaption>Visualização da aplicação online para encontrar a localização da Estação Espacial Internacional. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>A altura é expressa em graus: </p><ul><li>0 corresponde ao horizonte;</li><li>90 significa exatamente sobre a cabeça. </li></ul><p>Uma trajetória elevada é normalmente mais fácil de seguir, <strong>especialmente se os edifícios ou as árvores bloquearem as áreas</strong> próximas do horizonte do observador.</p><p><strong>A aplicação inclui ainda um mapa de rastreio</strong> e uma visualização em realidade aumentada, compatível com determinados telemóveis. Estas funcionalidades ajudam a orientar o olhar, mas lembre-se de verificar as previsões, uma vez que não existe um horário universal de passagem para todo o país.</p><h3>Conselhos para o próximo passo</h3><p>Verifique as previsões de avistamento com antecedência, prepare o seu equipamento alguns minutos antes e <strong>procure um local com um horizonte alargado</strong>. Embora seja possível vê-la a partir de zonas urbanas muito iluminadas, as nuvens podem impedir a observação. Evite confundir a previsão orbital com uma garantia de visibilidade.<strong></strong></p><p><strong>Para a fotografar, estabilize o telefone ou a câmara e experimente exposições mais longas</strong>. A passagem pode durar muito poucos minutos; por isso, prepare o enquadramento com antecedência, esteja atento ao ponto previsto de surgimento e evite luzes que ofusquem.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="734932" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/raios-incendios-e-luzes-de-cidades-imagens-de-tirar-o-folego-vistas-da-estacao-espacial-internacional-confira.html" title="Raios, incêndios e luzes de cidades: imagens de tirar o fôlego vistas da Estação Espacial Internacional; confira">Raios, incêndios e luzes de cidades: imagens de tirar o fôlego vistas da Estação Espacial Internacional; confira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/raios-incendios-e-luzes-de-cidades-imagens-de-tirar-o-folego-vistas-da-estacao-espacial-internacional-confira.html" title="Raios, incêndios e luzes de cidades: imagens de tirar o fôlego vistas da Estação Espacial Internacional; confira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/video-impactante-espectaculo-de-llamas-relampagos-y-luces-en-el-sudeste-de-asia-vistos-desde-el-espacio-por-la-iss-1760687340051_320.png" alt="Raios, incêndios e luzes de cidades: imagens de tirar o fôlego vistas da Estação Espacial Internacional; confira"></a></article></aside><p>Antes de olhar para o céu, verifique a previsão de nebulosidade para a sua cidade e consulte o <em>Spot the Station</em>, da NASA, para saber quando é que esta passará sobre a sua localidade. <strong>Acompanhar este ponto luminoso pode transformar uma noite comum num encontro memorável com a exploração espacial</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-estacao-espacial-internacional-cruza-o-ceu-em-poucos-minutos-como-saber-quando-passa-pela-sua-cidade.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva aproxima-se de Portugal esta quarta-feira? O ECMWF revela onde poderá chover e como estará o céu]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-aproxima-se-de-portugal-esta-quarta-feira-o-ecmwf-revela-onde-podera-chover-e-como-estara-o-ceu.html</link><pubDate>Wed, 21 Oct 2026 08:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A chuva deverá manter-se afastada de grande parte de Portugal continental esta quarta-feira. O ECMWF prevê precipitação sobretudo no Atlântico, enquanto a nebulosidade poderá aumentar em várias regiões ao final do dia.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbpz03i"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbpz03i.jpg" id="xbpz03i"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A possibilidade de regresso da chuva a Portugal continental continua a despertar atenção nesta quarta-feira, 21 de outubro. Contudo, <strong>as projeções mais recentes do modelo europeu (ECMWF) não indicam precipitação significativa na generalidade do território</strong>, apesar da presença de alguma instabilidade sobre o Atlântico.</p><p>Ao longo do dia, a principal alteração deverá ocorrer na distribuição da nebulosidade, com diferenças entre as regiões Norte, Centro e Sul.</p><h2>Chuva permanece sobretudo sobre o Atlântico durante a manhã</h2><p>Durante a madrugada desta quarta-feira, <strong>alguns períodos de chuva fraca podem ter afetado pontualmente o litoral Norte, sobretudo a região do Minho</strong>. Segundo o modelo europeu (ECMWF), esta precipitação deverá ter sido pouco expressiva e passageira, deixando de surgir sobre o território continental nos mapas das horas seguintes.</p><p>Com o avançar da manhã, os mapas do ECMWF mostram <strong>pequenos núcleos de precipitação sobre o oceano Atlântico, a oeste e sudoeste de Portugal continental</strong>, sem uma entrada generalizada de chuva no território.</p><p>Pelas 7h, a precipitação surge afastada da costa, enquanto às 10h permanece essencialmente sobre o oceano. Durante o início da tarde, os núcleos tornam-se menos expressivos nas áreas representadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-aproxima-se-de-portugal-esta-quarta-feira-o-ecmwf-revela-onde-podera-chover-e-como-estara-o-ceu-1792525571550.jpg" data-image="9aoifos4jumj" alt="Chuva concentra-se sobre o Atlântico durante a manhã" title="Chuva concentra-se sobre o Atlântico durante a manhã"><figcaption>O ECMWF prevê pequenos núcleos de precipitação a oeste e sudoeste de Portugal continental, sem chuva significativa sobre a generalidade do território às 7h.</figcaption></figure><p>Apesar da proximidade de algumas áreas de precipitação, <strong>o cenário não aponta para um dia de chuva generalizada</strong>. A distribuição prevista sugere que grande parte do continente deverá permanecer sem precipitação durante a manhã.</p><h2>Como estará o céu? Nebulosidade deverá aumentar ao final do dia</h2><p>A ausência de chuva significativa não significa que o céu permaneça limpo em todas as regiões.</p><p>Pelas 7h, o ECMWF prevê <strong>nebulosidade mais expressiva em setores do interior Norte e Centro</strong>, nomeadamente nas proximidades da Guarda e de Vila Real. Em contrapartida, várias localidades do litoral e do Sul apresentam menor cobertura de nuvens.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-aproxima-se-de-portugal-esta-quarta-feira-o-ecmwf-revela-onde-podera-chover-e-como-estara-o-ceu-1792525620726.jpg" data-image="wboboy1ng0y4" alt="Interior Norte e Centro com maior nebulosidade durante a manhã" title="Interior Norte e Centro com maior nebulosidade durante a manhã"><figcaption>O modelo europeu prevê cobertura de nuvens elevada em algumas zonas do interior Norte e Centro, enquanto várias regiões do litoral e do Sul apresentam céu pouco nublado.</figcaption></figure><p>Durante a tarde, a nebulosidade deverá apresentar uma distribuição irregular, permitindo períodos de céu pouco nublado em várias localidades. Contudo, <strong>ao final do dia, as nuvens poderão tornar-se mais abundantes no Norte e Centro</strong>.</p><p>Pelas 19h, o modelo projeta cobertura de nuvens próxima dos 90% em Viseu e Coimbra, enquanto Braga poderá apresentar cerca de 77% e a Guarda aproximadamente 72%.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-aproxima-se-de-portugal-esta-quarta-feira-o-ecmwf-revela-onde-podera-chover-e-como-estara-o-ceu-1792525655671.jpg" data-image="jja0darbk9k4" alt="Nuvens ganham expressão no Norte e Centro ao final da tarde" title="Nuvens ganham expressão no Norte e Centro ao final da tarde"><figcaption>O ECMWF prevê um aumento da nebulosidade em várias regiões do Norte e Centro, com cobertura próxima dos 90% em Viseu e Coimbra, contrastando com o céu menos nublado no Sul.</figcaption></figure><p>Em contrapartida, <strong>Lisboa, Évora e Beja deverão apresentar menor nebulosidade</strong> nesse horário, evidenciando um contraste entre diferentes regiões do país.</p><h2>Probabilidade de chuva muito reduzida durante a tarde</h2><p>Apesar do aumento previsto da nebulosidade, os mapas de probabilidade de precipitação reforçam a tendência para tempo maioritariamente seco.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-aproxima-se-de-portugal-esta-quarta-feira-o-ecmwf-revela-onde-podera-chover-e-como-estara-o-ceu-1792526270387.jpg" data-image="exzfns4vc2nr" alt="ECMWF aponta para probabilidade de precipitação muito reduzida" title="ECMWF aponta para probabilidade de precipitação muito reduzida"><figcaption>A previsão do modelo europeu indica probabilidades de precipitação próximas de 0% nas localidades representadas, reforçando a tendência para uma tarde sem chuva significativa.</figcaption></figure><p>Pelas 16h, <strong>o ECMWF apresenta probabilidades próximas de 0% nas localidades assinaladas em Portugal continental</strong>, não identificando áreas relevantes de precipitação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794291" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-atlantico-ja-produz-depressoes-sucessivas-mas-o-anticiclone-protege-portugal-onde-e-quando-podera-chover-ate-dia.html" title="O Atlântico já produz depressões sucessivas, mas o anticiclone protege Portugal: onde e quando poderá chover até dia 23">O Atlântico já produz depressões sucessivas, mas o anticiclone protege Portugal: onde e quando poderá chover até dia 23</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-atlantico-ja-produz-depressoes-sucessivas-mas-o-anticiclone-protege-portugal-onde-e-quando-podera-chover-ate-dia.html" title="O Atlântico já produz depressões sucessivas, mas o anticiclone protege Portugal: onde e quando poderá chover até dia 23"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-atlantico-ja-produz-depressoes-sucessivas-mas-o-anticiclone-protege-portugal-onde-e-quando-podera-chover-ate-dia-1792500559849_320.jpg" alt="O Atlântico já produz depressões sucessivas, mas o anticiclone protege Portugal: onde e quando poderá chover até dia 23"></a></article></aside><p>Esta situação deverá prolongar-se durante a noite. Os mapas das 19h e 22h continuam sem representar precipitação significativa sobre o continente. Assim, <strong>quarta-feira deverá ser marcada sobretudo por tempo seco e nebulosidade variável</strong>, com maior presença de nuvens em várias regiões do Norte e Centro ao final do dia.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-aproxima-se-de-portugal-esta-quarta-feira-o-ecmwf-revela-onde-podera-chover-e-como-estara-o-ceu.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Super El Niño: nova previsão confirma pico excecional de 3,5°C]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-nova-previsao-confirma-pico-excepcional-de-3-5-c.html</link><pubDate>Wed, 21 Oct 2026 07:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nova rodada de previsões do Instituto Internacional de Pesquisa para o Clima e a Sociedade (IRI) reforça que o pico do El Niño 2026/2027 deve alcançar 3,5 °C e está cada vez mais próximo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-nova-previsao-confirma-pico-excepcional-de-3-5-c-1792441726865.png" data-image="ro3ngmqvly2v" alt="Anomalia de temperatura da superfície do mar no último dia 17 de outubro de 2026, com uma ampla região do Pacífico com valores acima de 3°C. Créditos: NASA Worldview/Meteored." title="Anomalia de temperatura da superfície do mar no último dia 17 de outubro de 2026, com uma ampla região do Pacífico com valores acima de 3°C. Créditos: NASA Worldview/Meteored."><figcaption>Anomalia de temperatura da superfície do mar no último dia 17 de outubro de 2026, com uma ampla região do Pacífico com valores acima de 3 °C. Créditos: NASA Worldview/Meteored.</figcaption></figure><p>O<strong> Super El Niño de 2026/2027</strong> pode atingir uma<strong> intensidade excecional</strong>, com anomalias de temperatura da superfície do mar (TSM) de<strong> +3,5 °C </strong>no Pacífico Equatorial, segundo a nova atualização da pluma de modelos do El Niño Oscilação-Sul (ENSO). </p><div class="texto-destacado">Divulgado mensalmente pelo Instituto Internacional de Pesquisa para o Clima e a Sociedade (IRI), ligado à Universidade Columbia, nos Estados Unidos, este boletim reúne as previsões de dezenas de modelos climáticos, dinâmicos e estatísticos, que são constantemente atualizados com as condições iniciais mais recentes para recalcular a evolução esperada deste fenómeno. <br></div><p>Na atualização de <strong>outubro</strong>, as <strong>anomalias</strong> previstas <strong>aumentaram</strong> ainda mais em relação ao mês passado e a<strong> média dos modelos reforça</strong> o cenário de um <strong>pico excecional</strong>. A seguir, veja o que mostra o novo boletim do IRI e o que mudou nas previsões em relação à atualização de setembro.</p><h2>O que diz o boletim de outubro</h2><p>O <strong>boletim de outubro do ENSO</strong>, publicado na segunda-feira (19) pelo IRI, indica que o <strong>El Niño se aproxima do seu pico de intensidade</strong>. Diferente das atualizações anteriores, as previsões agora começam próximas dos valores máximos e apontam para um declínio nos trimestres seguintes.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Outro destaque é o<strong> </strong>aumento das anomalias previstas por todas as categorias de modelos em relação à atualização de setembro. Tanto a <strong>média dos modelos estatísticos</strong> (linha verde espessa) quanto a dos <strong>modelos dinâmicos</strong> (linha rosa espessa) <strong>subiram</strong> cerca de<strong> 0,1 °C a 0,2 °C</strong>. Com isso, a<strong> média geral</strong>, representada pela linha azul espessa, alcançou<strong> +3,5 °C</strong> de anomalia absoluta na região Niño 3.4.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-nova-previsao-confirma-pico-excepcional-de-3-5-c-1792441852036.png" data-image="s7r9cfsdns3t" alt="Previsão de anomalia de TSM no Niño 3.4 iniciada em outubro, destacando o valor de 3,5°C linha vermelha. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI." title="Previsão de anomalia de TSM no Niño 3.4 iniciada em outubro, destacando o valor de 3,5°C linha vermelha. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI."><figcaption>Previsão de anomalia de TSM no Niño 3.4 iniciada em outubro, destacando o valor de 3,5 °C linha vermelha. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI.</figcaption></figure><p>A nova <strong>atualização reforça o cenário excecional</strong> já indicado no <strong>mês passado</strong>, quando os modelos dinâmicos apontavam para um pico desta magnitude. Porém, agora, a elevação também aparece nas previsões estatísticas, fortalecendo a <strong>convergência entre as diferentes categorias de modelos</strong>. </p><div class="texto-destacado">Este resultado aumenta a confiança no cenário de um pico de aquecimento próximo ou superior a +3,5 °C, embora a intensidade final do evento ainda dependa da evolução das condições oceânicas e atmosféricas nos próximos meses.</div><p>O boletim também atualiza a monitorazação das<strong> condições observadas</strong>, que confirmam a intensificação do El Niño. O <strong>índice Niño 3.4</strong>, utilizado para acompanhar as anomalias de TSM nessa região, registou uma anomalia média de<strong> +2,46 °C</strong> <strong>entre julho e setembro</strong>, enquanto o valor mensal de <strong>sete</strong><strong>mbro</strong> chegou a <strong>+2,84 °C.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794263" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/pico-de-ar-polar-em-portugal-esta-quinta-feira-guarda-viseu-e-outras-6-capitais-de-distrito-vao-estar-abaixo-dos-8-c.html" title="Pico de ar polar em Portugal esta quinta-feira: Guarda, Viseu e outras 6 capitais de distrito vão estar abaixo dos 8 ºC">Pico de ar polar em Portugal esta quinta-feira: Guarda, Viseu e outras 6 capitais de distrito vão estar abaixo dos 8 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/pico-de-ar-polar-em-portugal-esta-quinta-feira-guarda-viseu-e-outras-6-capitais-de-distrito-vao-estar-abaixo-dos-8-c.html" title="Pico de ar polar em Portugal esta quinta-feira: Guarda, Viseu e outras 6 capitais de distrito vão estar abaixo dos 8 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pico-de-ar-polar-em-portugal-esta-quinta-feira-guarda-viseu-e-outras-6-capitais-de-distrito-vao-estar-abaixo-dos-8-c-1792490031445_320.png" alt="Pico de ar polar em Portugal esta quinta-feira: Guarda, Viseu e outras 6 capitais de distrito vão estar abaixo dos 8 ºC"></a></article></aside><p>Mais recentemente, a <strong>média semanal</strong> centrada a 14 de outubro alcançou <strong>+3,3 °C</strong>. As anomalias semanais permaneceram <strong>acima de +3 °C </strong>pela <strong>quinta semana consecutiva</strong>, evidenciando a intensidade excecional e a persistência do aquecimento.</p><h2>O que mudou em relação à previsão anterior?</h2><p>Na atualização de <strong>setembro</strong>, as curvas dos modelos ainda mostravam uma <strong>trajetória ascendente </strong>das anomalias de TSM em direção aos trimestres OND (outubro a dezembro) e NDJ (novembro a janeiro), indicando que o aquecimento do Pacífico Equatorial ainda deveria intensificar-se até alcançar o seu pico. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-nova-previsao-confirma-pico-excepcional-de-3-5-c-1792441932376.png" data-image="ug5tp5ald89w" alt="Previsão de anomalia de TSM no Niño 3.4 iniciada em setembro, destacando o valor máximo previsto na linha vermelha. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI." title="Previsão de anomalia de TSM no Niño 3.4 iniciada em setembro, destacando o valor máximo previsto na linha vermelha. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI."><figcaption>Previsão de anomalia de TSM no Niño 3.4 iniciada em setembro, destacando o valor máximo previsto na linha vermelha. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI.</figcaption></figure><p>Outra <strong>mudança</strong> importante está na <strong>intensidade prevista</strong>. Em setembro, a média dos <strong>modelos dinâmicos</strong> já alcançava cerca de <strong>+3,5 °C</strong> de anomalia absoluta, mas a média dos <strong>modelos estatísticos</strong> e a <strong>média geral </strong>ainda <strong>ficavam abaixo</strong> desse patamar. </p><h2>Quais dados o IRI usa?</h2><p>A <strong>previsão do IRI utiliza</strong> a <strong>metodologia tradicional </strong>de<strong> anomalias absolutas</strong> da TSM, calculadas em relação a uma climatologia de referência. Esta abordagem difere da metodologia relativa adotada pela NOAA em 2026 para o índice RONI (Relative Oceanic Niño Index), que desconta a anomalia média da TSM dos oceanos tropicais para isolar melhor o sinal do ENSO em relação ao aquecimento de fundo dos oceanos.</p><div class="texto-destacado">Esta diferença metodológica é importante para interpretar a intensidade prevista para o Super El Niño. Enquanto a anomalia absoluta semanal na região Niño 3.4 chegou a +3,3 °C na última semana, a temperatura relativa ficou em torno de +2,4 °C. </div><p>A <strong>diferença entre as duas métricas</strong> pode variar ao longo do tempo, ficando na faixa de<strong> 0,5 °C a 1 °C</strong> em determinadas condições. Assim, caso a<strong> anomalia absoluta </strong>alcance um pico de <strong>+3,5 °C</strong>, a <strong>anomalia relativa</strong> poderá ficar aproximadamente entre<strong> +2,5 °C e +3,0 °C</strong>, dependendo da evolução do aquecimento médio dos oceanos tropicais. Em <strong>ambas as metodologias</strong>, caso o El Niño alcance os valores previstos, irá<strong> superar os valores registados</strong> nos eventos de El Niño <strong>desde 1950</strong>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-nova-previsao-confirma-pico-excepcional-de-3-5-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item></channel></rss>