<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Tempo.pt - Meteored</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Fri, 12 Jun 2026 10:00:18 +0000</lastBuildDate><pubDate>Fri, 12 Jun 2026 10:00:18 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Tempo.pt - Meteored</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[UE mobiliza 500 milhões de euros da PAC para acudir à crise dos fertilizantes. COPA COGECA pede “decisões rápidas”]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ue-mobiliza-500-milhoes-de-euros-da-pac-para-acudir-a-crise-dos-fertilizantes-copa-cogeca-pede-decisoes-rapidas.html</link><pubDate>Fri, 12 Jun 2026 09:15:12 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A Comissão Europeia acordou finalmente para uma resposta à crise dos fertilizantes que está a sacudir a Europa - e o mundo - em resultado do bloqueio do estreito de Ormuz. Haverá 500 milhões de euros da reserva de crise, mas não se sabe quando chegarão ao terreno.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ue-mobiliza-500-milhoes-de-euros-para-acudir-a-crise-dos-fertilizantes-copa-cogeca-pede-decisoes-rapidas-1781203467995.jpg" data-image="cornjyrvme1m" alt="Fertilizantes" title="Fertilizantes"><figcaption>Os preços dos fertilizantes na UE subiram em flecha desde o início do conflito no Médio Oriente desencadeado pelos EUA e Israel contra alvos do Irão e o subsequente bloqueio da navegação no estreito de Ormuz.</figcaption></figure><p>Os<strong> preços dos fertilizantes na União Europeia subiram em flecha desde o início do conflito no Médio Oriente</strong> desencadeado pelos Estados Unidos (EUA) e Israel contra alvos do Irão e o subsequente bloqueio da navegação no estreito de Ormuz.</p><p>Mais de quatro meses depois, a Comissão Europeia avançou com um Plano de Ação para os Fertilizantes, que inclui a <strong>mobilização e o reforço da reserva de crise para a agricultura de 200 milhões de euros para um total de 500 milhões </strong>de euros.</p><p>Também está previsto que os <strong>Estados-membros tenham a possibilidade de complementar este montante com um apoio nacional</strong> adicional de até 200% da dotação recebida.</p><h2>Coro de críticas dos agricultores</h2><p>Foi isso que levou o <strong>ministro da Agricultura de Portugal, José Manuel Fernandes, a anunciar, a 30 de abril, um apoio de 20 milhões de euros</strong> para mitigar o impacto do aumento dos custos de produção no setor agrícola, associados sobretudo à energia e aos fertilizantes.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Mas <strong>nem um euro chegou ainda ao terreno. Aliás, é o próprio governante que admite que esse montante é escasso</strong>, face à dimensão do problema. “Não considero que seja suficiente", afirmou José Manuel Fernandes em Santarém, esta semana, em declarações aos jornalistas, à margem da Feira Nacional da Agricultura. O ministro português da Agricultura explicou que o país aguarda ainda financiamento adicional da União Europeia, cujo montante - sabe-se agora - foi aumentado de 200 milhões de euros para um total de 500 milhões de euros. E será coberto pela reserva de crise da Política Agrícola Comum (PAC).<br>Este anúncio da Comissão Europeia representa um primeiro passo considerado positivo, face a uma crise que poderá revelar-se prolongada, já que não há perspetivas de solução para o conflito militar e político.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><br>O <strong>comissário europeu da Agricultura, Christophe Hansen, acabou por se vergar ao coro de críticas</strong> das várias organizações de agricultores de toda a Europa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ue-mobiliza-500-milhoes-de-euros-para-acudir-a-crise-dos-fertilizantes-copa-cogeca-pede-decisoes-rapidas-1781203539228.jpg" data-image="brpqrcw1wosb" alt="Agricultura" title="Agricultura"><figcaption>O ministro português da Agricultura explicou que o país aguarda ainda financiamento adicional da União Europeia, cujo montante - sabe-se agora - foi aumentado de 200 milhões de euros para um total de 500 milhões.</figcaption></figure><p>Entre essas organizações de agricultores, o Comité das Organizações Profissionais Agrícolas (<strong>COPA), que congrega a representação de todos os agricultores europeus, e o Comité Geral para a Cooperação Agrícola na União Europeia (COGECA</strong>), a entidade que agrega todas as cooperativas agrícolas europeias.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="677767" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/floresta-produtores-de-leite-e-cooperativas-criticam-cortes-da-pac-no-investimento-agricola-para-portugal.html" title="Floresta, produtores de leite e cooperativas criticam cortes da PAC no investimento agrícola para Portugal">Floresta, produtores de leite e cooperativas criticam cortes da PAC no investimento agrícola para Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/floresta-produtores-de-leite-e-cooperativas-criticam-cortes-da-pac-no-investimento-agricola-para-portugal.html" title="Floresta, produtores de leite e cooperativas criticam cortes da PAC no investimento agrícola para Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/floresta-produtores-de-leite-e-cooperativas-criticam-cortes-da-pac-no-investimento-agricola-para-portugal-1728504461117_320.jpg" alt="Floresta, produtores de leite e cooperativas criticam cortes da PAC no investimento agrícola para Portugal"></a></article></aside><p>O COPA-COGECA, num comunicado emitido esta semana, veio assumir que <strong>o montante anunciado pela Comissão, quando distribuído pelos milhões de agricultores europeus afetados, ficará “muito aquém</strong> de compensar os custos adicionais” gerados pela escalada dos preços dos fertilizantes a curto e médio prazo.</p><div class="texto-destacado">Além disso, a <strong>introdução do Mecanismo de Ajustamento de Carbono à Fronteira (CBAM) da UE nos fertilizantes — cujos custos são suportados exclusivamente pelos agricultores</strong> — está estimada pelo COPA-COGECA em <strong>820 milhões</strong> de euros só em 2026. Trata-se de uma <strong>taxa que se vai manter e que aumentará mesmo após o fim da crise</strong> no Estreito de Ormuz e que a Comissão optou por não suspender, apesar de isso poder proporcionar um alívio direto e imediato aos agricultores europeus. Um dado parece certo: <strong>os 500 milhões de euros agora anunciados serão canalizados através da reserva de crise</strong> da PAC.</div><p>O COPA-COGECA adverte, porém, que “<strong>esta reserva, enquanto ferramenta da PAC, não é um fundo de apoio dedicado exclusivamente aos fertilizantes</strong>”. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ue-mobiliza-500-milhoes-de-euros-para-acudir-a-crise-dos-fertilizantes-copa-cogeca-pede-decisoes-rapidas-1781203765023.jpg" data-image="7nye2k7aipuj" alt="Navio cargueiro" title="Navio cargueiro"><figcaption>O COPA-COGECA adverte que, “nesta fase, não há garantias de que todos os governos tenham margem orçamental ou vontade política para mobilizar recursos adicionais”.</figcaption></figure><p>Pelo contrário, a reserva de crise <strong>foi concebida para fazer face à vasta gama de crises que podem afetar a produção agrícola</strong> a nível nacional ou regional. Por exemplo, as tempestades ocorridas em Portugal em finais de janeiro e início de fevereiro.</p><h2>Cautela com as ajudas nacionais</h2><p>Além disso, a <strong>possibilidade de os Estados-membros complementarem este apoio a nível nacional “deve também ser encarada com cautela</strong>”, diz o COPA-COGECA.</p><p>É que, “nesta fase, <strong>não há garantias de que todos os governos tenham margem orçamental ou vontade política</strong> para mobilizar recursos adicionais”, sobretudo num momento em que as finanças públicas estão sob pressão em grande parte da União Europeia.</p><p>Os <strong>líderes do COPA-COGECA pedem, assim, “decisões rápidas, não apenas em termos de apoio financeiro</strong>, mas também no que diz respeito às barreiras regulamentares”. E insistem na “derrogação imediata do limite da diretiva nitratos para o estrume e o digestato, bem como a uma maior transparência do mercado”.</p><p>“Embora a campanha de 2026 ainda esteja a decorrer, <strong>temos de focar, desde já, a nossa atenção na garantia de abastecimento para 2027</strong>”, dizem as duas organizações, avisando que se espera que a procura de fertilizantes volte a aumentar na preparação para a próxima época de cultivo. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ue-mobiliza-500-milhoes-de-euros-da-pac-para-acudir-a-crise-dos-fertilizantes-copa-cogeca-pede-decisoes-rapidas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Agora é oficial: NOAA declara a formação do El Niño]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/agora-e-oficial-noaa-declara-a-formacao-do-el-nino.html</link><pubDate>Fri, 12 Jun 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A mudança de status da NOAA não representa uma viragem repentina nas condições do Pacífico, mas sim a formalização de um processo que tinha vindo a desenhar-se ao longo dos últimos meses.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/agora-e-oficial-noaa-declara-a-formacao-do-el-nino-1781188337037.png" data-image="9n2sp77sa7wb" alt="Anomalia diária de temperatura da superfície do mar no dia 9 de junho de 2026 mostra um intenso aquecimento no Oceano Pacífico Equatorial. Créditos: NASA Overview." title="Anomalia diária de temperatura da superfície do mar no dia 9 de junho de 2026 mostra um intenso aquecimento no Oceano Pacífico Equatorial. Créditos: NASA Overview."><figcaption>Anomalia diária de temperatura da superfície do mar no dia 9 de junho de 2026 mostra um intenso aquecimento no Oceano Pacífico Equatorial. Créditos: NASA Overview.</figcaption></figure><p><strong>A NOAA</strong> (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos) <strong>declarou oficialmente</strong> o regresso do<strong> El Niño </strong>no Pacífico equatorial na sua atualização mensal sobre o fenómeno, divulgada ontem, <strong>quinta-feira (11)</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/agora-e-oficial-noaa-declara-a-formacao-do-el-nino-1781187983211.png" data-image="wy8d25sdzbgt" alt="Discussão diagnóstica do El Niño Oscilação-Sul atualizada nesta quinta-feira (11) pela NOAA." title="Discussão diagnóstica do El Niño Oscilação-Sul atualizada nesta quinta-feira (11) pela NOAA."><figcaption>Discussão diagnóstica do El Niño Oscilação-Sul atualizada nesta quinta-feira (11) pela NOAA.</figcaption></figure><p><strong>O novo relatório</strong>, conhecido como ENSO <em>Diagnostic Discussion</em><strong> elevou o status</strong> do sistema de alerta para "El Niño <em>Advisory</em>", que significa <strong>“Aviso de El Niño”</strong>, indicando que as condições oceânicas e atmosféricas características do fenómeno já estão estabelecidas. Confira os detalhes.</p><h2>O que diz a Discussão Diagnóstica na NOAA?</h2><p>Segundo a Discussão Diagnóstica do El Niño Oscilação-Sul (ENSO), divulgada pelo Centro de Previsão Climática (CPC) da NOAA na passada quinta-feira (11), as <strong>condições de El Niño estabeleceram-se no último mês</strong> e <strong>devem intensificar-se </strong>ao longo dos próximos meses, persistindo durante o inverno do Hemisfério Norte (2026-2027) - verão no Hemisfério Sul.</p><p>O <strong>r</strong><strong>elatório destaca </strong>que o <strong>Pacífico equatorial</strong> apresentou <strong>aquecimento</strong> acima da média na sua porção central e oriental, com o índice <strong>Niño 3.4</strong> a atingir <strong>+0,7 °C</strong> na última semana. O aquecimento foi ainda mais expressivo próximo à costa da América do Sul, onde o índice<strong> Niño 1+2</strong> alcançou <strong>+2,1 °C</strong> - categoria "muito forte".</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/agora-e-oficial-noaa-declara-a-formacao-do-el-nino-1781188534108.png" data-image="194k8n1j02hk" alt="Evolução das anomalias relativas de TSM nas regiões de monitoramento (esquerda), anomalias relativas de TSM na semana centrada em 3 de junho (direita, superior) e anomalias de TSM na camada subsuperficial (direita, embaixo). Créditos: CPC/NOAA." title="Evolução das anomalias relativas de TSM nas regiões de monitoramento (esquerda), anomalias relativas de TSM na semana centrada em 3 de junho (direita, superior) e anomalias de TSM na camada subsuperficial (direita, embaixo). Créditos: CPC/NOAA."><figcaption>Evolução das anomalias relativas de TSM nas regiões de monitorização (esquerda), anomalias relativas de TSM na semana centrada em 3 de junho (direita, superior) e anomalias de TSM na camada subsuperficial (direita, embaixo). Créditos: CPC/NOAA.</figcaption></figure><p>Além do oceano mais quente, a<strong> NOAA observou</strong> <strong>sinais</strong> claros da <strong>resposta da atmosfera </strong>ao aquecimento do Pacífico,<strong> elemento essencial para a declaração</strong> oficial do fenómeno. Entre eles, destacam-se a presença de <strong>anomalias de ventos</strong> <strong>de oeste</strong> em baixos níveis, anomalias de ventos de leste em altos níveis, <strong>aumento</strong> da <strong>atividade convectiva</strong> sobre o <strong>Pacífico</strong> <strong>equatorial</strong> <strong>central</strong> e valores negativos dos índices da Oscilação Sul (SOI). O documento afirma que:</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em conjunto, o sistema oceano-atmosfera acoplado refletiu o início das condições de El Niño.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>As <strong>projeções </strong>também <strong>aumentaram</strong> a <strong>probabilidade de fortalecimento </strong>do fenómeno nos próximos meses. De acordo com a média dos modelos do conjunto NMME (<em>North American Multi-Model Ensemble</em>), o El Niño deve atingir o seu<strong> pico</strong> entre o <strong>fim de 2026 </strong>e o <strong>início de 2027</strong>. A NOAA estima <strong>63% de chance</strong> de que o evento se torne <strong>muito forte</strong> entre novembro e janeiro, o que o colocaria entre os mais intensos desde o início dos registos modernos, em 1950.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/agora-e-oficial-noaa-declara-a-formacao-do-el-nino-1781188558294.png" data-image="oe8dsiyso3jj" alt="Probabilidade de intensidade do El Niño, considerando anomalias relativas de TSM. Créditos: CPC/NOAA." title="Probabilidade de intensidade do El Niño, considerando anomalias relativas de TSM. Créditos: CPC/NOAA."><figcaption>Probabilidade de intensidade do El Niño, considerando anomalias relativas de TSM. Créditos: CPC/NOAA.</figcaption></figure><p>Apesar disso, a agência salienta que <strong>mesmo episódios muito intensos</strong> <strong>não produzem os mesmos impactos em todas as regiões</strong> do planeta. Eventos mais fortes tendem a aumentar a probabilidade de determinados padrões climáticos, mas não garantem que eles ocorrerão em todos os locais afetados pelo fenómeno.</p><h2>Como a NOAA declara El Niño?</h2><p>Um <strong>evento El Niño é declarado</strong> oficialmente pela NOAA quando as <strong>anomalias de um mês</strong> alcançam <strong>+0,5 °C</strong> na região de monitorização conhecida como Niño 3.4, no Pacífico equatorial central, somado à <strong>confiança de persistência</strong> do aquecimento nos próximos meses e à<strong> resposta atmosférica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/agora-e-oficial-noaa-declara-a-formacao-do-el-nino-1781188573333.png" data-image="bsh51hpp4suf" alt="O fluxograma da NOAA mostra os critérios usados para caracterizar as condições de El Niño no Pacífico tropical. Créditos: CPC/NOAA." title="O fluxograma da NOAA mostra os critérios usados para caracterizar as condições de El Niño no Pacífico tropical. Créditos: CPC/NOAA."><figcaption>O fluxograma da NOAA mostra os critérios usados para caracterizar as condições de El Niño no Pacífico tropical. Créditos: CPC/NOAA.</figcaption></figure><p><strong>Tecnicamente</strong>, segundo os dados da própria NOAA, a<strong> anomalia relativa mensal</strong> de <strong>maio</strong> de 2026 ficou em<strong> 0,49 °C</strong>, apenas 1 décimo abaixo do valor oficial. Isto deve-se a uma correção que foi realizada na anomalia da semana centrada em 13 de maio, onde o valor inicialmente divulgado de +0,5 °C foi rebaixado para +0,4 °C nas semanas posteriores, após revisão dos cálculos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770434" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/secas-calor-e-tempestades-extremas-o-mapa-dos-efeitos-globais-que-o-iminente-fenomeno-el-nino-ira-deixar.html" title="Secas, calor e tempestades extremas: o mapa dos efeitos globais que o iminente fenómeno El Niño irá deixar">Secas, calor e tempestades extremas: o mapa dos efeitos globais que o iminente fenómeno El Niño irá deixar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/secas-calor-e-tempestades-extremas-o-mapa-dos-efeitos-globais-que-o-iminente-fenomeno-el-nino-ira-deixar.html" title="Secas, calor e tempestades extremas: o mapa dos efeitos globais que o iminente fenómeno El Niño irá deixar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sequias-calor-y-tormentas-extremas-el-mapa-de-los-efectos-globales-que-dejara-el-inminente-fenomeno-de-el-nino-1779617494107_320.png" alt="Secas, calor e tempestades extremas: o mapa dos efeitos globais que o iminente fenómeno El Niño irá deixar"></a></article></aside><p>Porém, independentemente deste pequeno detalhe, <strong>pela metodologia tradicional</strong>, que utiliza anomalias absolutas em vez de relativas e foi amplamente utilizada durante décadas até ao início deste ano, as condições já estão presentes desde meados de abril, sendo que a anomalia do mês de <strong>maio</strong> ficou em<strong> +0,94 °C</strong> - já em <strong>categoria</strong> de um <strong>evento moderado</strong>.</p><p>Assim, a <strong>mudança no status</strong> da NOAA não representa uma viragem repentina nas condições do Pacífico, mas sim a <strong>formalização de um processo</strong> que já tinha vindo a desenhar-se ao longo dos últimos meses.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/agora-e-oficial-noaa-declara-a-formacao-do-el-nino.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O Último Bolo de Arroz de Lisboa é o mapa que resiste ao desaparecimento dos cafés tradicionais]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-ultimo-bolo-de-arroz-de-lisboa-e-o-mapa-que-resiste-ao-desaparecimento-dos-cafes-tradicionais.html</link><pubDate>Fri, 12 Jun 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um levantamento comunitário identifica locais essenciais ameaçados pela pressão urbana. A iniciativa reúne contributos de moradores e expõe a rapidez com que desaparecem referências fundamentais da vida quotidiana lisboeta.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/o-ultimo-bolo-de-arroz-de-lisboa-e-o-mapa-que-resiste-ao-desaparecimento-dos-cafes-tradicionais-1781183404044.jpg" data-image="fmqpekstujg8" alt="Bolo de arroz" title="Bolo de arroz"><figcaption>O bolo de arroz, mais do que uma pastelaria típica portuguesa, tornou-se num ato de resistência contra a homogeneidade do comércio em Lisboa. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>Os <strong>cafés e pastelarias tradicionais de Lisboa</strong> estão a desaparecer. Não é apenas um ciclo natural de renovação urbana, mas um fenómeno estrutural que atravessa praticamente todas as freguesias, expondo uma transformação profunda no modelo económico e social da cidade.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A erosão é particularmente visível nas zonas centrais – Baixa, Bairro Alto, Praça da Figueira, Calçada do Combro, Arroios ou o Miradouro de São Pedro de Alcântara – onde a pressão turística e a valorização imobiliária se intensificaram na última década. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Nestes bairros, a <strong>memória coletiva</strong> dilui-se ao mesmo ritmo que os estabelecimentos históricos cedem lugar a <strong>negócios de curta duração</strong> e orientados para o consumo rápido.</p><h2>Encerramentos sucessivos</h2><p>O encerramento da <strong>Confeitaria Cister</strong>, fundada em 1838 e associada à memória literária de Eça de Queirós, tornou-se um símbolo desta mudança. Mas a lista é longa: a <strong>Doce Real</strong>, no Príncipe Real; a <strong>Vitória</strong>, na Estefânia, convertida num Burger King; ou a <strong>Suíça</strong>, no Rossio, que fechou em 2023 após quase um século de atividade. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Cada porta trancada representa mais do que a perda de um espaço comercial. É a interrupção de práticas sociais, de rotinas e de uma estética urbana que moldou a Lisboa do século XX.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>As causas são sobejamente conhecidas e vão do <strong>aumento das rendas comerciais</strong> à subida dos custos das matérias-primas, passando pela substituição de arrendamentos antigos por contratos a preços de mercado até à crescente <strong>dependência do turismo</strong>.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/o-ultimo-bolo-de-arroz-de-lisboa-e-o-mapa-que-resiste-ao-desaparecimento-dos-cafes-tradicionais-1781183510760.jpg" data-image="kvkm9m6pwjlv" alt="Confeitaria Cister, Lisboa" title="Confeitaria Cister, Lisboa"><figcaption>O encerramento da Confeitaria Cister, fundada em 1838, é um exemplo simbólico da perda de comércio de proximidade e da identidade da cidade. Foto: reprodução de Facebook/Confeitaria Cister</figcaption></figure><p>Todos estes fatores contribuíram para um ecossistema hostil ao pequeno comércio. A <strong>gentrificação</strong>, ao atrair novos residentes com maior poder de compra, altera o perfil de consumo e acelera a substituição de negócios tradicionais por <strong>marcas globais</strong> e <strong>lojas monotemáticas</strong> de souvenirs. O resultado é uma cidade mais homogénea, menos enraizada e com menor diversidade social e económica.</p><h2>Uma missão comunitária</h2><p>É nesta nova era que surge o projeto “<strong>O Último Bolo de Arroz de Lisboa</strong>”, promovido pela Associação Vizinhos em Lisboa. A iniciativa procura contrariar a tendência através de um mapeamento colaborativo dos cafés e pastelarias tradicionais. </p><p>O intuito não é apenas preservar a memória, mas construir uma cartografia dinâmica que permite <strong>observar padrões</strong>, identificar zonas de maior vulnerabilidade e compreender a velocidade a que o comércio histórico está a desaparecer.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A participação dos moradores tem sido central. A rede já reúne quase 600 estabelecimentos assinalados no Google Maps, num processo contínuo alimentado por contributos enviados por email. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para garantir rigor, a associação definiu <strong>três critérios</strong>: a venda de produtos clássicos da pastelaria portuguesa; a gestão familiar mantida ao longo de várias gerações; e a ligação afetiva do estabelecimento às memórias dos moradores. Como <strong>símbolo do projeto</strong>, os Vizinhos do Areeiro escolheram o <strong>bolo de arroz</strong> por ser simples, popular e profundamente enraizado na pastelaria portuguesa.</p><h2>A defesa do comércio de proximidade</h2><p>Ao criar este inventário, o grupo cívico procura mais do que simplesmente documentar. A ambição é, sobretudo, <strong>influenciar comportamentos e políticas públicas</strong>. A defesa do comércio de proximidade é um <strong>ato de resistência urbana</strong>, essencial para preservar a densidade social dos bairros. Sem estes espaços, desaparecem os encontros fortuitos, as conversas ao balcão, os rituais matinais que suportam a vida comunitária.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/o-ultimo-bolo-de-arroz-de-lisboa-e-o-mapa-que-resiste-ao-desaparecimento-dos-cafes-tradicionais-1781183624885.jpg" data-image="rdcmc3af2uwu" alt="Foto de arquivo da Pastelaria Suíça, Rossio, Lisboa" title="Foto de arquivo da Pastelaria Suíça, Rossio, Lisboa"><figcaption>Quase 100 anos após abrir as portas no Rossio, Pastelaria Suíça fechou em 2023 devido ao aumento de renda. Foto: António Serôdio/Arquivo Municipal de Lisboa</figcaption></figure><p>A substituição por cadeias internacionais e lojas indiferenciadas revela uma cidade orientada quase exclusivamente para o turismo, com <strong>menor capacidade de servir quem nela vive e trabalha</strong>. Paradoxalmente, ao perder autenticidade, Lisboa arrisca também perder o interesse dos próprios visitantes que procuram experiências locais genuínas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="743598" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/entre-natas-alheiras-e-pao-de-lo-portugal-serve-o-melhor-do-mundo.html" title="Entre natas, alheiras e pão de ló, Portugal serve o melhor do mundo">Entre natas, alheiras e pão de ló, Portugal serve o melhor do mundo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/entre-natas-alheiras-e-pao-de-lo-portugal-serve-o-melhor-do-mundo.html" title="Entre natas, alheiras e pão de ló, Portugal serve o melhor do mundo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/entre-natas-alheiras-e-pao-de-lo-portugal-serve-o-melhor-do-mundo-1765525253249_320.jpg" alt="Entre natas, alheiras e pão de ló, Portugal serve o melhor do mundo"></a></article></aside><p>O que os Vizinhos do Areeiro pretendem, no essencial, é incentivar os lisboetas a entrar num café de bairro, pedir um bolo de arroz e conversar ao balcão ou à mesa com os amigos. Estes gestos, aparentemente mínimos, preservam histórias, relações e modos de estar que definem a identidade lisboeta.</p><h3><em>Referências do artigo</em></h3><p><em>O projeto “<a href="https://www.facebook.com/vizinhos.de.arroios/posts/o-projeto-o-%C3%BAltimo-bolo-de-arroz-de-lisboa-lan%C3%A7ado-pelos-vizinhos-em-lisboa-tem-/923335243377904/" target="_blank">O Último Bolo de Arroz de Lisboa</a>”.</em></p><p><em>Consulte <a href="https://www.google.com/maps/d/u/0/viewer?fbclid=IwY2xjawRxYoZleHRuA2FlbQIxMABicmlkETFQYURKWXpiRExsN05RZ09Kc3J0YwZhcHBfaWQQMjIyMDM5MTc4ODIwMDg5MgABHhCKfyWtDfMKoNkSjHrhw8eRf0jp6SriHmBgvcWLlq4MV4iTvQwiZWQqqNU8_aem_YWdncwCdK39tP3ouDpgGJgK2kFQ5&brid=YWdncwEkgGdv68Q4UVd4jxZF92sq&mid=1TPWfAgQKPRxjNa3zfwR6oDv5jaAAWms&ll=38.73842034740145%2C-9.15443465000001&z=12" target="_blank">aqui</a> os cafés mapeados até ao momento</em></p><p><em>Se quiser contribuir, envie um email com o nome do café, arruamento e nº de porta para geral@vizinhos.org</em><em><br></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-ultimo-bolo-de-arroz-de-lisboa-e-o-mapa-que-resiste-ao-desaparecimento-dos-cafes-tradicionais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Dias com quase 40 ºC? Descubra este parque com piscinas e escorregas a meia hora de Lisboa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/dias-com-quase-40-c-descubra-este-parque-com-piscinas-e-escorregas-a-meia-hora-de-lisboa.html</link><pubDate>Fri, 12 Jun 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Com o calor a intensificar-se em Portugal, este espaço aquático na Moita prepara a reabertura com três piscinas, escorregas e muita diversão.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/feriado-com-subida-de-temperaturas-descubra-este-parque-com-piscinas-e-escorregas-a-meia-hora-de-lisboa-1781026657931.jpg" data-image="6rh4qqigqsvb" alt="Salina Splash" title="Salina Splash"><figcaption>À procura de planos para o fim de semana? Foto: CM Moita</figcaption></figure><p>O calor está a chegar. O<strong> IPMA cobriu o país de avisos amarelos até sábado, dia 13</strong>, devido ao aumento acentuado das temperaturas. </p><p>"Com a previsão de nova subida para sexta-feira, o mesmo instituto <strong>reforçou os avisos em todos os distritos, permanecendo em vigor até às 21h de sábado</strong>, à exceção de Faro, cujo aviso estará em vigor até às 21h de amanhã", <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-emite-avisos-devido-as-temperaturas-previstas-de-quase-40-c-atencao-as-localidades-inseridas-nestes-4-vales.html" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">avisa</a> Joana Campos.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.<br> </div><p>E onde é que se pode refugiar das temperaturas altas? Portugal tem muitas opções. Desde praias, a quedas de águas, passando por cantinhos mais escondidos, não faltam sugestões. Mas, se estiver perto da capital, vai gostar de saber que, <strong>a apenas 30 minutos de Lisboa</strong>, estão prestes a abrir três piscinas num mesmo espaço.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773361" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-emite-avisos-devido-as-temperaturas-previstas-de-quase-40-c-atencao-as-localidades-inseridas-nestes-4-vales.html" title="IPMA emite avisos devido às temperaturas previstas de quase 40 ºC: atenção às localidades inseridas nestes 4 vales">IPMA emite avisos devido às temperaturas previstas de quase 40 ºC: atenção às localidades inseridas nestes 4 vales</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-emite-avisos-devido-as-temperaturas-previstas-de-quase-40-c-atencao-as-localidades-inseridas-nestes-4-vales.html" title="IPMA emite avisos devido às temperaturas previstas de quase 40 ºC: atenção às localidades inseridas nestes 4 vales"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-emite-avisos-devido-as-temperaturas-previstas-de-quase-40-c-atencao-as-localidades-inseridas-nestes-4-vales-1781179817159_320.png" alt="IPMA emite avisos devido às temperaturas previstas de quase 40 ºC: atenção às localidades inseridas nestes 4 vales"></a></article></aside><p>É isso mesmo. A poucos minutos da cidade, o<strong> Salina Splash</strong> volta a receber famílias e grupos de amigos. </p><p>As piscinas do Salina Splash, um complexo situado na <strong>Moita</strong>, no distrito de Setúbal, vão reabrir já a <strong>13 de junho</strong>, no próximo sábado. A notícia foi avançada pelo próprio espaço, prometendo um verão “cheio de mergulhos, gargalhadas e momentos inesquecíveis”. </p><h2>Uma festa pré-abertura</h2><p>O melhor é que, antes da abertura oficial, o Salinas Splash organizou uma<strong> Pool Party</strong>. Quando? Na quarta-feira passada, feriado, 10 de junho. </p><p>Com o tema Hawaii, a festa arrancou às 15:00 horas e estendeu-se até às 21:30. Mas, atenção, porque, apesar de este ser um espaço pensado para famílias, <strong>esta festa pré-abertura destinou-se a maiores de 18 anos</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/feriado-com-subida-de-temperaturas-descubra-este-parque-com-piscinas-e-escorregas-a-meia-hora-de-lisboa-1781026414015.jpg" data-image="o22yi8nudwc2" alt="Salina Splash" title="Salina Splash"><figcaption>Uma sugestão para fugir do calor. Foto: Salina Splash</figcaption></figure><p>Além de contar com DJ set, o bilhete (20€) incluiu uma bebida. “O programa da festa abrange música e diversão, convidando ainda os interessados a irem vestidos a rigor para viver uma autêntica festa tropical”, acrescenta o <em>site</em> ‘Lisboa Secreta’.</p><p>Se não a conseguiu aproveitar, não se preocupe. Ainda vai ter muitas oportunidades.</p><h2>A partir de sábado pode escolher em qual das três piscinas mergulhar primeiro</h2><p>Quanto o resto do verão, tudo será pensado especialmente para <strong>famílias</strong>. Só tem de escolher em qual das três piscinas, todas com profundidades diferentes e com dois escorregas, quer mergulhar primeiro. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772081" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/um-dos-melhores-parques-aquaticos-da-peninsula-iberica-reabre-este-sabado-com-novidades.html" title="Um dos melhores parques aquáticos da Península Ibérica reabre este sábado com novidades ">Um dos melhores parques aquáticos da Península Ibérica reabre este sábado com novidades </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/um-dos-melhores-parques-aquaticos-da-peninsula-iberica-reabre-este-sabado-com-novidades.html" title="Um dos melhores parques aquáticos da Península Ibérica reabre este sábado com novidades "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/um-dos-melhores-parques-aquaticos-da-peninsula-iberica-reabre-este-sabado-com-novidades-1780488382360_320.png" alt="Um dos melhores parques aquáticos da Península Ibérica reabre este sábado com novidades "></a></article></aside><p>“Neste espaço desenhado a pensar para toda a família, vai encontrar<strong> piscinas para várias idades</strong>, escorregas aquáticos, extensas zonas de relvado, áreas com sombra natural, zona de snacks, gelados e bebidas frescas”, lê-se no mesmo <em>site</em>.</p><p>“É habitual o espaço organizar diferentes atividades, sobretudo em julho e agosto, como aulas de zumba aquático”, escreve ainda a revista ‘NiT’.</p><h2>Mais informações e detalhes</h2><p>Os bilhetes para a nova temporada deverão ser colocados à venda nos próximos dias. Para já, podemos adiantar que, no verão passado, os preços para dias inteiros variavam entre <strong>3€ e 19€</strong>. No caso do período da tarde, o valor baixava para um intervalo entre<strong> 2,5€ e 18,5€</strong>. </p><div class="texto-destacado">Já para miúdos até aos quatro anos, a entrada era livre. E, sim, os ingressos podem ser comprados no local. </div><p>Quanto a<strong> horários</strong>, o parque funciona de segunda a sexta-feira, das 10:00 h às 19:00 horas, e aos fins de semana e feriados das 9:30 às 19:00 horas. Contudo, os escorregas encerram às 18:15 e as piscinas às 18:30.</p><p>“Convém salientar que as manhãs dos dias úteis, entre as 9:00 h e as 11:00 horas, destinam-se a grupos escolares, Instituições Particulares de Segurança Social e outras, conforme marcação prévia.”</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Filipa Santos Sousa. <a href="https://lisboasecreta.co/reabertura-complexo-piscina-salina-splash/#google_vignette" target="_blank">A partir de 13 de junho: Salina Splash reabre a apenas 30 minutos de Lisboa com escorregas aquáticos e piscinas para todas as idades.</a> Lisboa Secreta. 1 de junho de 2026.</em></p><p><em>Izabelli Pincelli. <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/estas-piscinas-com-escorregas-a-30-minutos-de-lisboa-reabrem-em-junho" target="_blank">Estas piscinas com escorregas a 30 minutos de Lisboa reabrem em junho</a>. NiT. 1 de junho de 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/dias-com-quase-40-c-descubra-este-parque-com-piscinas-e-escorregas-a-meia-hora-de-lisboa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Previsão de chuva a médio prazo: saiba como vai chover em Portugal entre 15 e 22 de junho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-saiba-como-vai-chover-em-portugal-entre-15-e-22-de-junho.html</link><pubDate>Thu, 11 Jun 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois das trovoadas deste fim de semana, Portugal poderá enfrentar uma semana mais instável, com chuva frequente entre 15 e 22 de junho e uma distribuição da precipitação que evoluirá ao longo dos dias.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaejefq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaejefq.jpg" id="xaejefq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Antes do início da semana de 15 a 22 de junho, Portugal Continental enfrentará um fim de semana de mudança atmosférica. A Península Ibérica continuará sob a influência de uma massa de ar muito quente, mas a <strong>a</strong><strong>proximação de uma gota fria (depressão isolada em altitude) a sudoeste do território</strong> irá aumentar significativamente a instabilidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-saiba-como-vai-chover-em-portugal-entre-15-e-22-de-junho-1781177344446.jpg" data-image="2sfk9t52ug0u" alt="Geopotencial a 925 hPa" title="Geopotencial a 925 hPa"><figcaption>Uma gota fria (região circular a amarelo a sudoeste de Portugal, envolvida por cores mais quentes) aproxima-se de Portugal e interage com uma massa de ar muito quente, aumentando a instabilidade atmosférica e o risco de aguaceiros e trovoadas durante o fim de semana.</figcaption></figure><p>Uma <strong>gota fria corresponde a uma bolsa de ar frio em altitude isolada da circulação principal da atmosfera</strong>. Quando interage com uma massa de ar quente e húmido junto à superfície, favorece o desenvolvimento de nuvens de grande desenvolvimento vertical, aguaceiros intensos e trovoadas localizadas.</p><p>Entre sábado (13) e segunda-feira (15), <strong>prevê-se a ocorrência de aguaceiros dispersos, sobretudo nas regiões Norte e Centro, </strong>acompanhados por trovoadas que poderão ser localmente moderadas a fortes.</p><h2>Primeira metade da semana: chuva concentrada no Norte e Centro</h2><p>Entre os dias 15 e 18 de junho, a precipitação deverá manter-se mais frequente nas regiões Norte e Centro, estendendo-se também a alguns pontos do interior Sul junto à fronteira com Espanha.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-saiba-como-vai-chover-em-portugal-entre-15-e-22-de-junho-1781177530103.jpg" data-image="atpa781hbtde" alt="Precipitação acumulada" title="Precipitação acumulada"><figcaption>Os maiores acumulados previstos até meados da próxima semana concentram-se nas regiões Norte e Centro, embora parte destes valores inclua a precipitação esperada entre os dias 13 e 15.</figcaption></figure><p>Apesar desta instabilidade, a distribuição da chuva será típica de situações convectivas, alternando períodos secos com aguaceiros localmente intensos.<strong> As temperaturas deverão descer gradualmente na faixa costeira do Norte e Centro</strong> após o calor intenso previsto para os dias anteriores (dias 11 a 15 de junho), enquanto o Sul poderá continuar relativamente quente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-saiba-como-vai-chover-em-portugal-entre-15-e-22-de-junho-1781177714685.jpg" data-image="7b5gew8jopnr" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-38158">Apesar da previsão de chuva durante a próxima semana, as temperaturas deverão sofrer apenas uma ligeira descida. O ar continuará relativamente quente, sendo a diminuição mais evidente na faixa costeira entre Lisboa e Viana do Castelo, enquanto o interior deverá manter valores elevados, próximos ou acima dos 30 °C em diversas localidades.</figcaption></figure><p>Importa referir que os mapas de precipitação acumulada incluem igualmente a chuva prevista para este fim de semana, pelo que parte dos valores apresentados resulta dos episódios previstos entre 13 e 15 de junho.</p><h2>Entre 19 e 22 de junho a chuva poderá tornar-se mais generalizada</h2><p>Na segunda metade do período em análise, entre os dias 19 e 22 de junho, os mais recentes cenários do modelo europeu ECMWF apontam para uma <strong>extensão da precipitação a uma área mais vasta do território nacional</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-saiba-como-vai-chover-em-portugal-entre-15-e-22-de-junho-1781177787914.jpg" data-image="aoo1ulnwq58e" alt="Precipitação acumulada" title="Precipitação acumulada"><figcaption>Os mais recentes cálculos do ECMWF sugerem uma distribuição mais abrangente da chuva entre 19 e 22 de junho, podendo alcançar também regiões do Sul, embora os maiores acumulados permaneçam no Norte e Centro Interior.</figcaption></figure><p>Além do Norte e Centro,<strong> também distritos como Beja, Évora Santarém e Portalegre poderão registar períodos de chuva já moderados, </strong>embora com quantidades geralmente inferiores às previstas para as regiões montanhosas do Norte e do Centro Interior, onde os acumulados poderão ser mais expressivos devido ao efeito do relevo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773371" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ultima-hora-da-gota-fria-vem-ai-pelo-menos-4-dias-com-nuvens-de-trovoada-e-muitos-relampagos-em-portugal.html" title="Última hora da gota fria: vêm aí pelo menos 4 dias com nuvens de trovoada e muitos relâmpagos em Portugal">Última hora da gota fria: vêm aí pelo menos 4 dias com nuvens de trovoada e muitos relâmpagos em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ultima-hora-da-gota-fria-vem-ai-pelo-menos-4-dias-com-nuvens-de-trovoada-e-muitos-relampagos-em-portugal.html" title="Última hora da gota fria: vêm aí pelo menos 4 dias com nuvens de trovoada e muitos relâmpagos em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ultima-hora-da-gota-fria-vem-ai-pelo-menos-4-dias-com-nuvens-de-trovoada-e-muitos-relampagos-em-portugal-1781177066287_320.jpg" alt="Última hora da gota fria: vêm aí pelo menos 4 dias com nuvens de trovoada e muitos relâmpagos em Portugal"></a></article></aside><p>Apesar da <strong>elevada incerteza inerente a previsões de médio prazo,</strong> os sinais atuais sugerem que Portugal poderá atravessar um período relativamente instável para a época do ano, interrompendo temporariamente o padrão de tempo seco.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-saiba-como-vai-chover-em-portugal-entre-15-e-22-de-junho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Milhares de pepinos-do-mar cor-de-rosa cobrem as praias da Tailândia: o vídeo do fenómeno que intriga os cientistas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/milhares-de-pepinos-do-mar-cor-de-rosa-cobrem-as-praias-da-tailandia-o-video-do-fenomeno-que-intriga-os-cientistas.html</link><pubDate>Thu, 11 Jun 2026 14:21:54 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Os equinodermos apareceram encalhados em várias praias de Mae Ramphueng, onde tingiram a costa de um tom de rosa impressionante. As autoridades estão a investigar este fenómeno invulgar, enquanto os cientistas apontam as chuvas e as correntes oceânicas como possíveis causas.</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/-ff1_iCodbk/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=-ff1_iCodbk" id="-ff1_iCodbk"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Um <strong>fenómeno natural raro transformou Mae Ramphueng</strong>, um trecho de 12 quilómetros de costa na província de Rayong, no Golfo da Tailândia, num espetáculo notável.</p><p><strong>Milhares de pepinos-do-mar rosados e verrugosos —<em> Cercodemas anceps</em> — foram levados pela maré até à costa</strong>, surpreendendo residentes e turistas, que rapidamente partilharam imagens deste acontecimento invulgar nas redes sociais e nos meios de comunicação social.</p><p>Na sequência do incidente, o Ministério dos Recursos Naturais e do Ambiente da Tailândia solicitou uma investigação urgente sobre o fenómeno. O objetivo é <strong>determinar o que causou a chegada em massa destes equinodermos</strong>, uma situação considerada altamente invulgar na região.</p><div class="texto-destacado">Os <strong>holotúrios</strong>, vulgarmente conhecidos como <strong>pepinos-do-mar</strong>, são <strong>animais invertebrados</strong> pertencentes ao grupo dos <strong>equinodermos</strong>, a mesma família das estrelas-do-mar e dos ouriços-do-mar, e vivem normalmente no fundo do mar.</div><p>Embora ainda não haja uma explicação definitiva, os especialistas estão a considerar <strong>várias hipóteses relacionadas com as condições meteorológicas e oceanográficas</strong> registadas nos últimos dias.</p><h2>As chuvas intensas e as correntes marítimas estão entre as principais teorias</h2><p><strong>Os pepinos-do-mar vivem no fundo do oceano</strong>, o que torna invulgar encontrá-los em tão grande número na praia, um fenómeno que chamou a atenção de investigadores e autoridades ambientais.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">RAYONG 6 June 2026, Millions of pink sea cucumbers have washed up along a beach in Thailand's eastern province of Rayong in a rare natural phenomenon that has attracted widespread attention from tourists and marine experts.<br><br>Large numbers of the marine animals were found <a href="https://t.co/sGdGQ6EoGT">pic.twitter.com/sGdGQ6EoGT</a></p>— Khaosod English (@KhaosodEnglish) <a href="https://x.com/KhaosodEnglish/status/2063177181304660062?ref_src=twsrc%5Etfw">June 6, 2026</a></blockquote></figure><p>De acordo com as primeiras avaliações, <strong>as chuvas intensas registadas recentemente e as alterações nas correntes marítimas podem ter afastado estes animais do seu habitat habitual</strong>, levando-os para a costa.</p><p>As tempestades alteram frequentemente a dinâmica oceânica, gerando ondas e movimentos de água capazes de transportar organismos marinhos para zonas pouco profundas. <strong>Se estas condições coincidirem com marés favoráveis</strong>, o resultado pode ser<strong> uma acumulação em massa de espécies nas praias</strong>.</p><p>Os especialistas estão também a analisar se <strong>outros fatores ambientais</strong>, tais como alterações na temperatura da água ou variações na salinidade causadas pela chuva, poderão ter contribuído para este deslocamento coletivo.</p><h2>Um papel importante no ecossistema marinho</h2><p>Embora a sua aparência possa parecer invulgar para muitas pessoas, os pepinos-do-mar desempenham um papel essencial no oceano. Ao consumirem sedimentos e matéria orgânica, <strong>reciclam nutrientes e ajudam a manter o fundo do mar saudável, atuando como "limpadores" naturais</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/miles-de-pepinos-de-mar-rosados-cubren-las-playas-de-tailandia-y-desconciertan-a-cientificos-y-autoridades-1781115657578.jpg" data-image="3pfwdilpxsnn"><figcaption>Exemplar de Cercodemas anceps, vulgarmente conhecido como pepino-do-mar rosa verrugoso.</figcaption></figure><p><strong>Em muitos países asiáticos, algumas espécies têm também um valor comercial e culinário significativo</strong>, o que tem levado a uma pressão considerável sobre as suas populações em determinadas regiões.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773403" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-estranho-redemoinho-surge-na-costa-de-puerto-escondido-no-mexico-como-e-que-este-fenomeno-surpreendente-se-formou.html" title="Um estranho redemoinho surge na costa de Puerto Escondido, no México: como é que este fenómeno surpreendente se formou">Um estranho redemoinho surge na costa de Puerto Escondido, no México: como é que este fenómeno surpreendente se formou</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-estranho-redemoinho-surge-na-costa-de-puerto-escondido-no-mexico-como-e-que-este-fenomeno-surpreendente-se-formou.html" title="Um estranho redemoinho surge na costa de Puerto Escondido, no México: como é que este fenómeno surpreendente se formou"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/extrano-remolino-aparece-en-costas-de-puerto-escondido-oaxaca-mira-este-video-sorprendente-de-este-peculiar-fenomeno-1781135755236_320.jpg" alt="Um estranho redemoinho surge na costa de Puerto Escondido, no México: como é que este fenómeno surpreendente se formou"></a></article></aside><p>Por este motivo, os especialistas salientam que estes animais fazem parte de um ecossistema delicado e <strong>recomendam que não sejam manuseados nem removidos sem a supervisão das autoridades competentes</strong>, especialmente durante eventos extraordinários como o que está atualmente a afetar a costa de Mae Ramphueng.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/milhares-de-pepinos-do-mar-cor-de-rosa-cobrem-as-praias-da-tailandia-o-video-do-fenomeno-que-intriga-os-cientistas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um estranho redemoinho surge na costa de Puerto Escondido, no México: como é que este fenómeno surpreendente se formou]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-estranho-redemoinho-surge-na-costa-de-puerto-escondido-no-mexico-como-e-que-este-fenomeno-surpreendente-se-formou.html</link><pubDate>Thu, 11 Jun 2026 14:14:14 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um estranho redemoinho foi observado no meio de uma tempestade em frente à Baía Principal de Puerto Escondido, no México, surpreendendo visitantes e surfistas. Veja aqui os detalhes deste fenómeno.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaeci8m"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaeci8m.jpg" id="xaeci8m"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Um forte redemoinho marinho <strong>foi captado na passada segunda-feira 8 de junho de 2026 em frente à Baía Principal de Puerto Escondido, em Oaxaca (México)</strong>, causando surpresa entre turistas, surfistas e habitantes locais.</p><p>As imagens do fenómeno, que mostram uma intensa rotação da água com forte turbulência, tornaram-se rapidamente virais nas redes sociais e nos meios de comunicação nacionais. <strong>O redemoinho surgiu numa zona conhecida pelas suas ondas potentes e não causou danos materiais nem feridos</strong>, mas acendeu alertas de segurança.</p><div class="texto-destacado">De acordo com versões oficiais e de especialistas da Proteção Civil e socorristas, este redemoinho é um <strong>vórtice hidrodinâmico ou forte corrente de ressaca.</strong><br></div><p>Forma-se quando a água acumulada na praia regressa com grande força para o mar devido a mudanças abruptas na profundidade do fundo marinho; <strong>são típicas da costa de Oaxaca, onde existem canyons submarinos nas proximidades</strong>. Não se trata de um fenómeno paranormal nem invulgar para a região, embora a sua visibilidade tenha sido notável.</p><h2>O que dizem os especialistas sobre o fenómeno?</h2><p>Especialistas em oceanografia e Proteção Civil de Oaxaca <strong>explicam que o fenómeno se intensificou devido às condições de mar de fundo presentes nas últimas horas</strong>, que aumentam a ondulação e geram correntes de ressaca mais poderosas.</p><p>Estas <strong>mudanças na batimetria</strong> (fundo marinho) <strong>atuam como canais naturais que concentram o fluxo de água que sai</strong>, criando o aspeto de um redemoinho giratório visível a partir da superfície.</p><figure><a href="https://www.facebook.com/photo.php?fbid=37024261550494420&set=pb.100000121212313.-2207520000&type=3"><img src="https://services.meteored.com/img/article/extrano-remolino-aparece-en-costas-de-puerto-escondido-oaxaca-mira-este-video-sorprendente-de-este-peculiar-fenomeno-1781135755236.jpg" data-image="mip5u3dwqo9v" alt="Estos remolinos aquí se forman mucho en zonas donde el fondo cambia de profundidad de golpe, como cerca de la Barra o en la zona de Zicatela, porque el agua corre muy rápido de regreso al océano. Son parte de la fuerza del mar en esta costa y se tienen que respetar porque arrastran hacia mar adentro. Fuente y fotografía: Jose Viruel Valladolid / Viruel Aéreo." title="Estos remolinos aquí se forman mucho en zonas donde el fondo cambia de profundidad de golpe, como cerca de la Barra o en la zona de Zicatela, porque el agua corre muy rápido de regreso al océano. Son parte de la fuerza del mar en esta costa y se tienen que respetar porque arrastran hacia mar adentro. Fuente y fotografía: Jose Viruel Valladolid / Viruel Aéreo."></a><figcaption>Estes redemoinhos formam-se frequentemente em zonas onde a profundidade do fundo muda abruptamente, como perto da Barra ou na zona de Zicatela, porque a água corre muito rapidamente de volta para o oceano. Fonte e fotografia: Jose Viruel Valladolid/Viruel Aéreo.</figcaption></figure><p>Este tipo de vórtices não está diretamente relacionado com ciclones tropicais próximos, como o Cristina (que afeta mais o Pacífico da América Central), mas principalmente com a orografia submarina local e o sazonal. <strong>Os especialistas descartam qualquer ligação com atividade sísmica ou anomalias climáticas extraordinárias nesta ocasião</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As versões oficiais coincidem em que se tratou de um vórtice hidrodinâmico provocado pela interação das ondas com o relevo submarino, um fenómeno natural que serve como lembrete da força do Pacífico mexicano.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Até ao momento, as informações mais atualizadas indicam que o redemoinho foi um evento pontual e não persiste de forma contínua</strong>. No entanto, as condições de ondulação intensa e correntes de retorno mantêm-se na zona devido às condições meteorológicas marítimas, pelo que se pede que visitantes e locais tomem o máximo de precauções.</p><h2>A vigilância mantém-se constante</h2><p>As autoridades municipais e estaduais de Oaxaca, através dos nadadores-salvadores e da Coordenação de Proteção Civil, <strong>têm mantido bandeiras vermelhas e exortações para que não se entre no mar na zona da Baía Principal</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="519372" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-traicoeiras-correntes-de-ressaca-o-que-sao-e-como-se-defender-mar.html" title="As traiçoeiras correntes de ressaca: o que são e como se defender">As traiçoeiras correntes de ressaca: o que são e como se defender</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-traicoeiras-correntes-de-ressaca-o-que-sao-e-como-se-defender-mar.html" title="As traiçoeiras correntes de ressaca: o que são e como se defender"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/le-insidiose-correnti-di-risacca-cosa-sono-e-come-difendersi-1689084389335_320.jpeg" alt="As traiçoeiras correntes de ressaca: o que são e como se defender"></a></article></aside><p>Recomenda-se que <strong>se sigam as instruções dos socorristas, uma vez que estas correntes podem arrastar nadadores e surfistas inexperiente</strong>s para águas mais profundas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr"> Continúa el evento de <a href="https://x.com/hashtag/MarDeFondo?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#MarDeFondo</a> en la costa oaxaqueña, generando oleaje elevado y fuerte corriente de retorno.<br><br>Se exhorta a la población, prestadores de servicios turísticos y visitantes a no ingresar al mar, respetar la señalización de bandera roja.<a href="https://x.com/hashtag/Protecci%C3%B3nCivil?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#ProtecciónCivil</a> <a href="https://t.co/6i1YddJSXq">pic.twitter.com/6i1YddJSXq</a></p>— Coordinación Estatal de Protección Civil (@CEPCyGR_GobOax) <a href="https://x.com/CEPCyGR_GobOax/status/2064744751912329530?ref_src=twsrc%5Etfw">June 10, 2026</a></blockquote></figure><p>Entretanto, a Secretaria de Segurança e Proteção Cívica e a Proteção Civil estadual continuam a monitorizar a Baía Principal e as praias vizinhas, como Zicatela e Marinero. Informaram que, <strong>embora o redemoinho captado tenha sido espetacular, faz parte dos riscos naturais habituais de Puerto Escondido, destino famoso pelo seu surf de alto nível</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-estranho-redemoinho-surge-na-costa-de-puerto-escondido-no-mexico-como-e-que-este-fenomeno-surpreendente-se-formou.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Defesa da costa falha e Carla Gonçalves propõe plano inovador para proteger o litoral]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/defesa-da-costa-falha-e-carla-goncalves-propoe-plano-inovador-para-proteger-o-litoral.html</link><pubDate>Thu, 11 Jun 2026 13:32:23 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p> Investigadora da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto avaliou os modelos atuais, propondo uma abordagem inovadora que converte as palavras dos discursos políticos em ações práticas</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/defesa-da-costa-falha-e-carla-goncalves-propoe-plano-inovador-para-proteger-o-litoral-1781181796371.jpg" data-image="zi46an8srsnc" alt="Praia de Caxinas" title="Praia de Caxinas"><figcaption>A transformação acelerada da costa nortenha reduziu a resiliência ecológica de ecossistemas vulneráveis e agravou os riscos associados à subida do nível do mar. Foto da praia de Caxinas: Vitor Oliveira, CC BY-SA 2.0, via Flickr</figcaption></figure><p>Todos os anos, multiplicam-se os planos, os investimentos e as promessas para travar a erosão que ameaça a orla costeira portuguesa. Estas <strong>linhas de defesa</strong> planeadas no papel pretendem blindar o território contra os efeitos das <strong>alterações climáticas</strong> e a <strong>pressão</strong> <strong>imobiliária</strong>. </p><p>A eficácia prática destas medidas, contudo, permanece reduzida. O alerta surge de uma investigação pioneira desenvolvida na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, que avaliou o verdadeiro impacto dos <strong>modelos de gestão</strong> na preservação da nossa costa.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O trabalho conduzido por Carla Gonçalves, investigadora do Centro de Investigação do Território, Transportes e Ambiente, conquistou o primeiro lugar num concurso de teses promovido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A <strong>arquiteta paisagista</strong> procurou compreender se a forma como olhamos para o território litoral traduz uma proteção efetiva do ambiente. Os resultados demonstram que as zonas onde há uma <strong>visão integrada do cenário natural</strong> apresentam melhores indicadores de conservação.</p><h2>Uma manta de retalhos burocrática</h2><p>A realidade das escarpas e das praias portuguesas revela-se complexa, pois o mesmo espaço geográfico encontra-se frequentemente dependente de <strong>múltiplas instituições</strong><strong> com interesses divergentes</strong>. Esta sobreposição de competências administrativas gera impasses na tomada de decisões urgentes. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O estudo comprova que, nas últimas décadas, a transformação acelerada da costa nortenha reduziu a resiliência ecológica de ecossistemas vulneráveis, agravando os riscos associados à subida do nível do mar.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para superar este bloqueio, a cientista sugere uma <strong>reforma profunda nos mecanismos de decisão pública</strong>. A análise fornece dados empíricos que servem de guia para criar futuras políticas de ordenamento. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="743668" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-custo-da-erosao-e-uma-grande-emergencia-pelo-que-so-pode-ser-combatido-com-solucoes-naturais.html" title="O custo da erosão é uma grande emergência, pelo que só pode ser combatido com soluções naturais">O custo da erosão é uma grande emergência, pelo que só pode ser combatido com soluções naturais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-custo-da-erosao-e-uma-grande-emergencia-pelo-que-so-pode-ser-combatido-com-solucoes-naturais.html" title="O custo da erosão é uma grande emergência, pelo que só pode ser combatido com soluções naturais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/l-erosione-costiera-e-diventata-una-grande-emergenza-ma-si-puo-combattere-solo-con-soluzioni-naturali-1737390776885_320.jpg" alt="O custo da erosão é uma grande emergência, pelo que só pode ser combatido com soluções naturais"></a></article></aside><p>Esta necessidade de mudança estrutural foi igualmente validada pelo Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável, que identificou a <strong>desvalorização da paisagem</strong> como uma falha grave na gestão das zonas litorais. O organismo defende a urgência de aplicar critérios socioecológicos rigorosos na divisão e no planeamento do território.</p><h2>As leis que não saem do papel</h2><p>A motivação para este diagnóstico nasceu das <strong>memórias da infância</strong> de Carla Gonçalves, que acompanhou a <strong>degradação e o desaparecimento gradual das praias</strong> entre o Porto e Viana do Castelo. Ao cruzar a gestão costeira com a ciência do território, a investigadora deparou-se com uma contradição histórica surpreendente. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os arquivos revelam que as entidades nacionais estavam mais sintonizadas com a proteção ambiental nas décadas de 1970 e 1980 do que após a assinatura formal da Convenção Europeia da Paisagem em 2005.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A conclusão demonstra que os acordos internacionais perdem utilidade quando não são acompanhados por leis de aplicação obrigatória. Verificou-se que a <strong>palavra “paisagem” passou a ser mais utilizada nos discursos oficiais, mas a tomada de decisões políticas afastou-se dos critérios puramente científicos</strong>. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/defesa-da-costa-falha-e-carla-goncalves-propoe-plano-inovador-para-proteger-o-litoral-1781182203144.jpg" data-image="hr33n05mlgan" alt="Carla Gonçalves recebeu o prémio das mãos de Álvaro Santos, Presidente da CCDR Norte" title="Carla Gonçalves recebeu o prémio das mãos de Álvaro Santos, Presidente da CCDR Norte"><figcaption>Carla Gonçalves recebeu o prémio das mãos de Álvaro Santos, Presidente da CCDR Norte. Foto: Universidade do Porto</figcaption></figure><p>A autora recorda o exemplo de um <strong>plano</strong> pioneiro projetado pelo arquiteto Ilídio de Araújo na década de <strong>1970</strong> que, caso tivesse sido executado, <strong>teria poupado o norte do país</strong> de muitos dos <strong>erros urbanísticos</strong> visíveis na atualidade.</p><h2>Um manifesto para proteger o futuro</h2><p>De forma a converter as conclusões científicas em ferramentas práticas, o trabalho culmina na redação de um documento estratégico que funciona como um roteiro para os decisores políticos. </p><p>A investigadora defende o regresso dos especialistas em arquitetura paisagística ao núcleo central do planeamento das zonas costeiras, recuperando o conhecimento técnico acumulado ao longo de gerações.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A aplicação prática destas reformas institucionais depende agora da vontade política dos governantes. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Sem um compromisso financeiro e legislativo estável a longo prazo, as frentes de mar continuarão vulneráveis às dinâmicas destrutivas do clima. O estudo premiado deixa um aviso claro: salvaguardar o futuro da costa exige que a<strong> ciência </strong><strong>deixe</strong><strong> de ser apenas uma recomendação</strong> e passe a ditar as regras do ordenamento do território.</p><h3><em>Referências do artigo</em></h3><p><em>Carla Gonçalves. <a href="https://www.researchgate.net/publication/404285555_Towards_Coastal_Landscape_Governance_Insights_across_time_and_space_from_Northern_Portugal" target="_blank">Towards Coastal Landscape Governance. Insights across time and space from Northern Portugal</a>. Universidade do Porto</em></p><p><em>Raquel Pires. <a href="https://noticias.up.pt/2026/06/02/investigacao-da-feup-aponta-caminho-para-proteger-paisagens-costeiras-do-norte/" target="_blank">Investigação da FEUP aponta caminho para proteger paisagens costeiras do norte</a>. Universidade do Porto</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/defesa-da-costa-falha-e-carla-goncalves-propoe-plano-inovador-para-proteger-o-litoral.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[IPMA emite avisos devido às temperaturas previstas de quase 40 ºC: atenção às localidades inseridas nestes 4 vales]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-emite-avisos-devido-as-temperaturas-previstas-de-quase-40-c-atencao-as-localidades-inseridas-nestes-4-vales.html</link><pubDate>Thu, 11 Jun 2026 13:15:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Hoje estão 15 distritos sob aviso amarelo devido ao tempo quente, segundo o IPMA. Amanhã, sexta-feira, os avisos estender-se-ão a todos os distritos, devido à previsão de nova subida das temperaturas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaeizmy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaeizmy.jpg" id="xaeizmy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O<strong> IPMA cobriu o país de avisos amarelos até sábado, dia 13</strong>, devido ao aumento acentuado das temperaturas. Hoje, quinta-feira, apenas os distritos de Vila Real, Viseu e Bragança estão isentos de qualquer aviso.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No entanto, e com a previsão de nova subida para amanhã, sexta-feira, o mesmo instituto <strong>reforçou os avisos em todos os distritos, permanecendo em vigor até às 21h de sábado</strong>, à exceção de Faro, cujo aviso estará em vigor até às 21h de amanhã.</p><h2>Avisos cobrem o país, mas atenção a estes locais</h2><p>Como é habitual no verão, há sempre<strong> locais tendencialmente mais quentes, como os vales</strong>, especialmente os vales do Douro, Guadiana, Tejo e Sado, onde facilmente os valores máximos podem aproximar-se e, por vezes, ultrapassar os 40 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-emite-avisos-devido-as-temperaturas-previstas-de-quase-40-c-atencao-as-localidades-inseridas-nestes-4-vales-1781180128300.png" data-image="29l4bqju8erc" alt="anomalia térmica positiva" title="anomalia térmica positiva"><figcaption>O IPMA emitiu aviso amarelo de tempo quente em todos os distritos, para amanhã, sexta-feira. Este deverá prolongar-se até sábado à noite. Com estes valores, as anomalias térmicas positivas ganham expressão em todo o país.</figcaption></figure><p>Neste caso, entre hoje e sábado, estes serão dos locais mais quentes do país, ainda que <strong>a disparidade de valores não seja muito elevada</strong>, visto que mesmo na faixa litoral os termómetros podem registar facilmente 30 ºC ou mais, especialmente no dia de amanhã, que poderá ser o mais quente da semana.</p><p>Ainda assim, é esperado que nestes quatro vales, <strong>os valores máximos poderão ser de 38 ºC, podendo haver variações a nível local </strong>e registarem-se valores superiores, nos próximos dias, principalmente até sábado.</p><p>No domingo prevê-se um alívio no calor, <strong>mas o Vale do Douro poderá registar valores até 36 ºC, podendo ser a zona mais quente do país nesse dia, seguido do Vale do Guadiana</strong>, cujo valor máximo poderá ser até 34 ºC. Segundo a atual previsão, o Vale do Douro deverá sentir um alívio mais expressivo na segunda-feira, enquanto no Vale do Guadiana os valores poderão manter-se.</p><h2>Cuidados a ter com o calor</h2><p>De acordo com a Direção Geral de Saúde (DGS), há uma série de cuidados a ter face ao calor previsto, especialmente para os<strong> grupos mais vulneráveis</strong>, como idosos, crianças, pessoas com doenças crónicas e pessoas que exerçam atividades ao ar livre.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773347" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/confirmado-portugal-encaminha-se-para-um-episodio-de-calor-intenso-mas-a-descida-das-temperaturas-ja-tem-data-marcada.html" title="Confirmado: Portugal encaminha-se para um episódio de calor intenso, mas a descida das temperaturas já tem data marcada">Confirmado: Portugal encaminha-se para um episódio de calor intenso, mas a descida das temperaturas já tem data marcada</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/confirmado-portugal-encaminha-se-para-um-episodio-de-calor-intenso-mas-a-descida-das-temperaturas-ja-tem-data-marcada.html" title="Confirmado: Portugal encaminha-se para um episódio de calor intenso, mas a descida das temperaturas já tem data marcada"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/confirmado-portugal-encaminha-se-para-um-episodio-de-calor-intenso-mas-a-descida-das-temperaturas-ja-tem-data-marcada-1781177964295_320.png" alt="Confirmado: Portugal encaminha-se para um episódio de calor intenso, mas a descida das temperaturas já tem data marcada"></a></article></aside><p>Estes cuidados passam por: </p><ul><li><strong>Procurar ambientes frescos e arejados</strong>;</li><li><strong>Beber água ou sumos naturais</strong> com regularidade e mesmo que não tenha sede;</li><li><strong>Evitar o consumo de bebidas quentes, alcoólicas, gaseificadas</strong>, com cafeína e ricas em açúcar;</li><li><strong>Evitar a exposição direta ao sol nas horas de maior calor</strong>, nomeadamente entre as 11 e as 17 horas;</li><li><strong>Aplicar protetor solar com fator 30</strong> ou superior de 2 em 2 horas;</li><li><strong>Usar roupas leves, soltas e de cor clar</strong>a e preferencialmente de algodão</li><li>Utilizar <strong>chapéu e óculos de so</strong>l;</li><li><strong>Evitar</strong> atividades que exijam <strong>grandes esforços físicos</strong>, como desporto ou atividades de lazer no exterior;</li><li><strong>Não permanecer dentro de viaturas estacionadas e expostas ao sol</strong>.</li></ul><p>Desta forma, aconselhamos que estes cuidados sejam respeitados, especialmente durante os períodos de maior calor, pois perante a persistência de temperaturas elevadas, a <strong>adoção de medidas preventivas torna-se essencial para minimizar possíveis impactos na saúde</strong>. É também importante que se mantenha atento às próximas atualizações, em <a href="https://www.tempo.pt/" target="_blank" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">tempo.pt</a>, uma vez que a intensidade e a duração do calor poderão sofrer alterações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-emite-avisos-devido-as-temperaturas-previstas-de-quase-40-c-atencao-as-localidades-inseridas-nestes-4-vales.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Confirmado: Portugal encaminha-se para um episódio de calor intenso, mas a descida das temperaturas já tem data marcada]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/confirmado-portugal-encaminha-se-para-um-episodio-de-calor-intenso-mas-a-descida-das-temperaturas-ja-tem-data-marcada.html</link><pubDate>Thu, 11 Jun 2026 11:41:50 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal continental enfrenta agora os dias mais quentes deste episódio de calor, com temperaturas muito acima da média e aviso amarelo em vários distritos até sábado.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaeix46"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaeix46.jpg" id="xaeix46"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois do aumento gradual das temperaturas registado ao longo dos últimos dias, <strong>Portugal continental entra agora na fase mais intensa deste episódio de calor</strong>. Os modelos meteorológicos continuam a indicar valores muito acima da média para a época em grande parte do território continental, embora já surjam sinais de uma diminuição térmica a partir de domingo.</p><h2>Sexta e sábado serão os dias mais quentes deste episódio de calor</h2><p>Os modelos meteorológicos indicam que sexta-feira (12) e sábado (13) deverão corresponder ao <strong>pico deste episódio de calor</strong>, prevendo-se <strong>temperaturas máximas superiores a 35 ºC</strong> em numerosas regiões do interior Norte, Centro e Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/confirmado-portugal-encaminha-se-para-um-episodio-de-calor-intenso-mas-a-descida-das-temperaturas-ja-tem-data-marcada-1781172697420.png" data-image="i88kztcv6ke6" alt="Temperatura máxima prevista para sexta-feira, 12 de junho, às 16h" title="Temperatura máxima prevista para sexta-feira, 12 de junho, às 16h"><figcaption>Os valores poderão ultrapassar os 35 ºC em várias regiões do interior de Portugal continental.</figcaption></figure><p>Em algumas localidades dos vales do Tejo e do Douro, bem como em diversas áreas do Alentejo, os termómetros poderão aproximar-se dos <strong>38 a 40 ºC </strong>durante o período mais quente deste episódio.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773346" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depois-de-uma-subida-de-4-c-a-regiao-norte-registara-um-novo-aumento-amanha-sexta-feira-esperam-se-ate-38-c.html" title="Depois de uma subida de 4 ºC, a região Norte registará um novo aumento amanhã, sexta-feira: esperam-se até 38 ºC">Depois de uma subida de 4 ºC, a região Norte registará um novo aumento amanhã, sexta-feira: esperam-se até 38 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depois-de-uma-subida-de-4-c-a-regiao-norte-registara-um-novo-aumento-amanha-sexta-feira-esperam-se-ate-38-c.html" title="Depois de uma subida de 4 ºC, a região Norte registará um novo aumento amanhã, sexta-feira: esperam-se até 38 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/depois-de-uma-subida-de-4-c-a-regiao-norte-registara-um-novo-aumento-amanha-sexta-feira-esperam-se-ate-38-c-1781173561797_320.png" alt="Depois de uma subida de 4 ºC, a região Norte registará um novo aumento amanhã, sexta-feira: esperam-se até 38 ºC"></a></article></aside><p> Apesar de o calor ser mais intenso nas regiões do interior, também o litoral deverá registar <strong>temperaturas superiores às habituais para esta época do ano</strong>, ainda que mais moderadas devido à influência marítima. </p><h2>Temperaturas continuarão muito acima da média para a época</h2><p>Além dos valores absolutos elevados, os modelos destacam igualmente a <strong>intensidade das anomalias térmicas</strong> previstas para os próximos dias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/confirmado-portugal-encaminha-se-para-um-episodio-de-calor-intenso-mas-a-descida-das-temperaturas-ja-tem-data-marcada-1781172918801.png" data-image="ezqd2j63z670" alt="Anomalia da temperatura para sexta-feira, 12 de junho, às 16h" title="Anomalia da temperatura para sexta-feira, 12 de junho, às 16h"><figcaption>As temperaturas deverão situar-se vários graus acima da média climatológica em grande parte de Portugal continental.</figcaption></figure><p>Em numerosas regiões, os valores previstos poderão situar-se entre <strong>7 e 10 ºC</strong> acima da média para meados de junho, refletindo a intensidade da <strong>massa de ar subtropical</strong> que continua instalada sobre a Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/confirmado-portugal-encaminha-se-para-um-episodio-de-calor-intenso-mas-a-descida-das-temperaturas-ja-tem-data-marcada-1781173056128.png" data-image="snffm7zizbzo" alt="Temperatura a 850 hPa para sábado, 13 de junho, às 16h" title="Temperatura a 850 hPa para sábado, 13 de junho, às 16h"><figcaption>A massa de ar subtropical continuará a dominar a Península Ibérica durante o sábado.</figcaption></figure><p>As temperaturas previstas a cerca de 1500 metros de altitude permanecem particularmente elevadas, confirmando a persistência de uma <strong>massa de ar subtropical</strong> sobre Portugal continental e Espanha.</p><h2>Domingo deverá trazer uma gradual diminuição térmica</h2><p>A partir de domingo (14), os modelos meteorológicos apontam para uma <strong>redução gradual das temperaturas</strong> em grande parte do território continental. Ainda assim, os valores deverão continuar <strong>relativamente elevados para a época</strong>, sobretudo nas regiões do interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/confirmado-portugal-encaminha-se-para-um-episodio-de-calor-intenso-mas-a-descida-das-temperaturas-ja-tem-data-marcada-1781173348765.png" data-image="gj0pt25aidi9" alt="Temperatura máxima prevista para domingo, 14 de junho, às 16h" title="Temperatura máxima prevista para domingo, 14 de junho, às 16h"><figcaption>Apesar da diminuição térmica, as temperaturas continuarão relativamente elevadas em várias regiões do país.</figcaption></figure><p>Embora o calor perca intensidade quando comparado com sexta-feira e sábado, os modelos continuam a indicar <strong>temperaturas acima da média climatológica</strong> em grande parte de Portugal continental.</p><p>Tudo aponta para que <strong>o pico deste episódio ocorra entre sexta e sábad</strong><strong>o</strong>, seguindo-se uma fase menos intensa, mas ainda marcada por temperaturas relativamente elevadas para a época do ano.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/confirmado-portugal-encaminha-se-para-um-episodio-de-calor-intenso-mas-a-descida-das-temperaturas-ja-tem-data-marcada.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Última hora da gota fria: vêm aí pelo menos 4 dias com nuvens de trovoada e muitos relâmpagos em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ultima-hora-da-gota-fria-vem-ai-pelo-menos-4-dias-com-nuvens-de-trovoada-e-muitos-relampagos-em-portugal.html</link><pubDate>Thu, 11 Jun 2026 11:29:06 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A partir deste sábado (13) uma gota fria irá atravessar a Península Ibérica. São esperados vários dias de aguaceiros e trovoadas, por vezes localmente fortes, não se excluindo o risco de queda de granizo e até mesmo de fenómenos extremos de vento em várias regiões de Portugal continental.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaej7ai"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaej7ai.jpg" id="xaej7ai"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Confirmam-se as previsões lançadas com mais de uma semana de antecedência pelos nossos especialistas sobre a intensificação do calor </strong>na segunda metade desta segunda semana de junho: vêm aí temperaturas máximas em torno dos 35 ºC (por vezes até mesmo a aproximar-se dos 40 ºC) nos próximos dias, sobretudo na sexta-feira (12) e em particular na Beira Baixa, Ribatejo e Alentejo. </p><p>Porém, até mesmo temperaturas na mesma ordem de valores são esperadas em amplas zonas da Região Norte (tanto no vale do Douro, como no litoral). Além disto, como temos vindo a explicar na Meteored Portugal ao longo da presente semana, <strong>a partir de sábado (13) as trovoadas vão começar a ganhar terreno no nosso país</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>A gota fria atravessará a Península Ibérica durante este fim de semana, embora na próxima semana o ar frio em altitude se mantenha. Isto dará origem a trovoadas em vastas zonas do interior da geografia portuguesa, potencialmente fortes à escala local, não se excluindo a ocorrência de outros fenómenos adversos.</div><p>O anticiclone irá deslocar-se gradualmente para o Golfo da Biscaia e posteriormente para o centro do continente europeu, ao mesmo tempo que o jato polar apresentará ondulações um pouco mais acentuadas nas imediações da nossa geografia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ultima-hora-da-gota-fria-vem-ai-pelo-menos-4-dias-com-nuvens-de-trovoada-e-muitos-relampagos-em-portugal-1781176631696.png" data-image="1kbx3rk8ja0l"><figcaption>Prevê-se que amanhã - sexta-feira, 12 de junho - seja o dia mais quente da semana em Portugal continental em termos de intensidade e área geográfica abrangida, com temperaturas máximas superiores a 30 ºC em quase todo o território.</figcaption></figure><p>Estas ondulações farão com que um vale nos níveis altos da atmosfera se desloque para o oes-sudoeste de Portugal continental, gerando-se provavelmente <strong>uma pequena depressão isolada em altitude que se aproximará do nosso país, </strong>dando origem a um episódio de<strong> aguaceiros e trovoadas que durará pelo menos quatro dias</strong>.</p><h2>A gota fria provocará trovoadas fortes em Portugal: prevê-se a possibilidade de fenómenos adversos</h2><p><strong>Continua a persistir alguma incerteza quanto à evolução desta pequena gota fria</strong>, mas os principais indícios sugerem que ela se deslocará sobre a Península Ibérica, de sudoeste para nordeste.</p><p>Contudo, embora a gota fria provavelmente venha a ser reabsorvida pela circulação geral da atmosfera, <strong>o ar frio deverá permanecer em altitude sobre Portugal continental, o que, juntamente com o calor, a convergência de vento à superfície e o efeito do relevo</strong>, será suficiente para que as nuvens cresçam com energia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ultima-hora-da-gota-fria-vem-ai-pelo-menos-4-dias-com-nuvens-de-trovoada-e-muitos-relampagos-em-portugal-1781176390698.png" data-image="6u2fav258y1d"><figcaption>Interior Norte e Centro e Alto Alentejo são as zonas onde se prevê uma maior concentração das descargas elétricas na segunda-feira, 15 de junho.</figcaption></figure><p>A partir da <strong>tarde de amanhã - sexta-feira (12) - poderão ocorrer as primeiras trovoadas relativamente fracas e dispersas pelas faixas do território entre Douro e Mondego e entre Tejo e Guadiana</strong>. Não obstante, a probabilidade é muito mais elevada a partir da tarde de sábado, 13 de junho, devido à aproximação e posterior passagem da baixa pressão isolada em altitude.</p><div class="texto-destacado"><strong>Deste modo, na tarde de sábado (13), prevê-se a ocorrência de aguaceiros, potencialmente acompanhados de trovoadas no Norte, Centro e Alto Alentejo, especialmente nas zonas montanhosas destas regiões. Poderão ser pontualmente fortes e sob a forma de granizo.</strong></div><p><strong>Na tarde de domingo (14) é expectável uma nova fase de aguaceiros, por vezes fortes e potencialmente acompanhados de trovoadas, com maior probabilidade na Região Norte e no interior Centro</strong>. As zonas mais expostas serão os distritos de Vila Real, Bragança, Viseu e Guarda e ainda as áreas montanhosas do Minho e Douro Litoral.</p><p>Tampouco se descarta a ocorrência de queda de <strong>granizo</strong>. A sul do Mondego a possibilidade de atividade elétrica é real, mas a probabilidade de ocorrência é mais reduzida. A presença de poeiras em suspensão poderá inibir parcialmente as trovoadas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773346" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depois-de-uma-subida-de-4-c-a-regiao-norte-registara-um-novo-aumento-amanha-sexta-feira-esperam-se-ate-38-c.html" title="Depois de uma subida de 4 ºC, a região Norte registará um novo aumento amanhã, sexta-feira: esperam-se até 38 ºC">Depois de uma subida de 4 ºC, a região Norte registará um novo aumento amanhã, sexta-feira: esperam-se até 38 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depois-de-uma-subida-de-4-c-a-regiao-norte-registara-um-novo-aumento-amanha-sexta-feira-esperam-se-ate-38-c.html" title="Depois de uma subida de 4 ºC, a região Norte registará um novo aumento amanhã, sexta-feira: esperam-se até 38 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/depois-de-uma-subida-de-4-c-a-regiao-norte-registara-um-novo-aumento-amanha-sexta-feira-esperam-se-ate-38-c-1781173561797_320.png" alt="Depois de uma subida de 4 ºC, a região Norte registará um novo aumento amanhã, sexta-feira: esperam-se até 38 ºC"></a></article></aside><p>Atenção também <strong>à tarde de segunda-feira (15)</strong>, pois, de acordo com o modelo europeu, os <strong>aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados de trovoada, serão mais generalizadas no interior Norte e Centro e Alto Alentejo</strong>, destacando-se as áreas montanhosas. Além disto, não se exclui, de novo, o risco de queda de granizo.</p><h2>Risco de ocorrência de trovoadas em mais dias da próxima semana. Incerteza mantém-se elevada</h2><p><strong>Na terça-feira (16) espera-se que as trovoadas sejam fracas e mais isoladas</strong>, concentrando-se de forma muito dispersa no interior Norte e Centro de Portugal continental. Para os <strong>dias seguintes, a incerteza aumenta substancialmente </strong>no modelo de previsão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ultima-hora-da-gota-fria-vem-ai-pelo-menos-4-dias-com-nuvens-de-trovoada-e-muitos-relampagos-em-portugal-1781176268522.png" data-image="hqm7srol2t3t"><figcaption>Apesar do seu carácter irregular, a precipitação convectiva irá distribuir-se por grande parte das Regiões Norte e Centro entre sábado (13) e a próxima terça-feira (16).</figcaption></figure><p>As mais recentes saídas das cartas deterministas do modelo ECMWF salientam <strong>a possibilidade da continuidade de atividade elétrica nos dias seguintes</strong>, embora com uma diminuição da sua frequência, intensidade e área geográfica abrangida. Caso aconteça, será sempre <strong>mais provável durante a tarde</strong>.</p><p>Adicionalmente, os mapas detetam ainda a possibilidade de <strong>uma nova fase de aguaceiros e trovoadas se desenvolver com mais frequência e intensidade entre sexta-feira e sábado, dias 19 e 20 de junho</strong>. Porém, como já foi referido anteriormente, a incerteza é bastante elevada, requerendo novas atualizações à medida que nos formos aproximando dessas datas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ultima-hora-da-gota-fria-vem-ai-pelo-menos-4-dias-com-nuvens-de-trovoada-e-muitos-relampagos-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Depois de uma subida de 4 ºC, a região Norte registará um novo aumento amanhã, sexta-feira: esperam-se até 38 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depois-de-uma-subida-de-4-c-a-regiao-norte-registara-um-novo-aumento-amanha-sexta-feira-esperam-se-ate-38-c.html</link><pubDate>Thu, 11 Jun 2026 10:47:16 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Todo o país regista uma subida das temperaturas no dia de hoje, quinta-feira, mas esta será mais sentida no Norte, especialmente no litoral, onde os valores têm sido mais contidos. Para amanhã esperam-se valores ainda mais elevados.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaeista"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaeista.jpg" id="xaeista"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como temos vindo a mencionar em previsões anteriores, estava prevista para hoje, quinta-feira, uma <strong>subida acentuada das temperaturas máximas</strong>, especialmente no litoral Norte e Centro, onde os valores têm sido mais contidos, face ao interior Centro e Sul.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ainda assim, e apesar de esta subida já se sentir, espera-se que amanhã, sexta-feira, se dê um novo aumento destes valores, podendo levar os termómetros a <strong>valores pouco comuns em alguns locais, especialmente em algumas cidades costeiras</strong>.</p><h2>Amanhã, pelas 13h, algumas cidades costeiras poderão alcançar ou ultrapassar os 30 ºC</h2><p>O dia de hoje, quinta-feira, trará muito calor ao Norte do país. <strong>O fluxo de leste contribui para o transporte de ar quente proveniente do interior da Península Ibérica para a costa ocidental</strong> de Portugal Continental, resultando em valores acima da média para esta zona. Desta forma, esperam-se <strong>máximas até 31 ºC na cidade do Porto</strong>, onde geralmente são registados valores mais contidos devido à influência marítima. O Vale do Douro poderá continuar a ser a zona mais quente da região, com valores na ordem dos 34 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depois-de-uma-subida-de-4-c-a-regiao-norte-registara-um-novo-aumento-amanha-sexta-feira-esperam-se-ate-38-c-1781173561797.png" data-image="u3ax991qphp8" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Para amanhã, sexta-feira, esperam-se valores elevados em toda a região Norte. Entre as 12h e as 13h, o litoral poderá registar valores até 33 ºC (na cidade do Porto), e pelas 16h algumas cidades a oeste da Barreira de Condensação podem chegar aos 37 ºC.</figcaption></figure><p>No entanto, e apesar de hoje já se esperar um dia bem quente, <strong>amanhã estes valores podem aumentar e novamente na faixa costeira</strong>. Assim, entre as 12h e as 13h esperam-se máximas de<strong> 28 ºC para Viana do Castelo, 29 ºC para a Póvoa de Varzim e de 33 ºC para o Porto</strong>. Ainda no litoral Centro, Aveiro poderá contar com 34 ºC. <strong>Estes valores representam anomalias térmicas positivas bastante pronunciadas</strong>, sendo que para as cidades referidas, esperam-se entre 9 ºC (Póvoa de Varzim) a 13 ºC (Aveiro) acima da normal climatológica de referência.</p><p>Já na hora de maior calor, entre as 15h e as 16h, espera-se um <strong>pequeno alívio no litoral</strong> (entre 2 ºC a 3 ºC), e um aumento no interior, onde o<strong> Vale do Douro</strong> <strong>poderá chegar aos 38 ºC </strong>em alguns pontos. Já nas cidades a oeste da Barreira de Condensação, os termómetros poderão registar até 37 ºC, como podemos observar acima.</p><h2>Esperam-se também noites tropicais no Norte do país</h2><p>Este <strong>aumento será refletido ainda nas temperaturas noturnas</strong>, onde na noite de hoje, pelas 23h, o Porto registará até 26 ºC, Viana do Castelo 23 ºC (contando com uma amplitude térmica quase nula) e a Póvoa de Varzim deverá registar 22 ºC. Nas localidades abrangidas pelo Vale do Douro, também se esperam valores entre os 22 ºC e os 24 ºC. Pelas 6h de sexta, hora em que geralmente se registam os valores mais baixos, <strong>os distritos de Braga e Porto registarão os valores mais elevados do Norte</strong>, com valores compreendidos entre os 18º C em Felgueiras e os 24 ºC no Porto e Maia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773181" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/subida-de-ate-8-c-amanha-as-temperaturas-disparam-nestas-5-cidades-do-norte-de-portugal-continental.html" title="Subida de até 8 ºC: amanhã as temperaturas disparam nestas 5 cidades do Norte de Portugal continental">Subida de até 8 ºC: amanhã as temperaturas disparam nestas 5 cidades do Norte de Portugal continental</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/subida-de-ate-8-c-amanha-as-temperaturas-disparam-nestas-5-cidades-do-norte-de-portugal-continental.html" title="Subida de até 8 ºC: amanhã as temperaturas disparam nestas 5 cidades do Norte de Portugal continental"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/subida-de-ate-8-c-amanha-as-temperaturas-disparam-nestas-5-cidades-do-norte-de-portugal-continental-1781088893992_320.jpg" alt="Subida de até 8 ºC: amanhã as temperaturas disparam nestas 5 cidades do Norte de Portugal continental"></a></article></aside><p>Já <strong>a noite de amanhã, sexta-feira, poderá registar valores próximos dos 30 ºC na região do Vale do Douro</strong>, especialmente entre Santa Comba da Vilariça e Horta da Vilariça, e todas as cidades desta região registarão valores acima dos 21 ºC. Na madrugada de sábado, os valores manter-se-ão elevados, com as cidades de Paredes e Santo Tirso a registarem os valores mais elevados, na ordem dos 24 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depois-de-uma-subida-de-4-c-a-regiao-norte-registara-um-novo-aumento-amanha-sexta-feira-esperam-se-ate-38-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Código da comunicação entre ratos é decifrado por cientistas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/codigo-da-comunicacao-entre-ratos-e-decifrado-por-cientistas.html</link><pubDate>Thu, 11 Jun 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Estudos recentes com inteligência artificial revelam que vocalizações de animais, antes consideradas simples, possuem estruturas complexas e significados específicos, ampliando o entendimento científico sobre comunicação no reino animal.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/codigo-da-comunicacao-entre-ratos-e-decifrado-por-cientistas-1780942920375.jpg" data-image="hkdnknlsunwn" alt="Um rato listrado africano caminha em direção a uma caixa de som. Crédito: Léo Perrier e Nicolas Mathevon" title="Um rato listrado africano caminha em direção a uma caixa de som. Crédito: Léo Perrier e Nicolas Mathevon"><figcaption>Um rato listrado africano caminha em direção a uma caixa de som. Crédito: Léo Perrier e Nicolas Mathevon</figcaption></figure><p>Na vasta<strong> região semidesértica do Karoo, na África do Sul</strong>, um pequeno rato-listrado-africano protagoniza uma descoberta científica que pode <strong>mudar a forma como entendemos a comunicação animal</strong>.<strong> </strong>No meio da paisagem árida, investigadores instalaram equipamentos capazes de captar e reproduzir sons impercetíveis aos ouvidos humanos.</p><p>Durante experiências de campo, os cientistas emitiram guinchos de alta frequência previamente gravados. A reação do roedor variou de acordo com a origem do som: quando o áudio simulava um vizinho conhecido, o animal demonstrava atenção e vigilância; já diante de sons de indivíduos desconhecidos, a resposta era mais intensa, incluindo fuga imediata.</p><p>Os resultados indicam que <strong>estes animais conseguem identificar não apenas o tipo de vocalização, mas também quem a emitiu</strong>, sugerindo um nível de sofisticação comunicativa até então subestimado.</p><h2>Comunicação animal vai além do que se imaginava</h2><p>A investigação, liderada por especialistas em bioacústica, é considerada <strong>um marco por decifrar, pela primeira vez, sons naturais de ratos em ambiente selvagem</strong>. O estudo soma-se a uma crescente série de investigações que apontam para a complexidade da comunicação entre diversas espécies.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/codigo-da-comunicacao-entre-ratos-e-decifrado-por-cientistas-1780943105124.jpg" data-image="o0nf7xsajvpx" alt="pesquisa foi conduzida por cientistas que gravaram mais de 120 mil vocalizações de ratos em seu habitat natural" title="pesquisa foi conduzida por cientistas que gravaram mais de 120 mil vocalizações de ratos em seu habitat natural"><figcaption>Estudo foi conduzido por cientistas que gravaram mais de 120 mil vocalizações de ratos no seu habitat natural, na África do Sul. Crédito: Divulgação Diário da Manhã</figcaption></figure><p>Com o auxílio de inteligência artificial, os cientistas analisaram<strong> mais de 120 mil vocalizações registadas ao longo de quase duas semanas</strong>. Os dados revelaram a existência de diferentes tipos de chamados, além de “assinaturas vocais” específicas de cada grupo e até de indivíduos.</p><p>Segundo os investigadores, esta tecnologia é essencial para lidar com o grande volume de dados. A expectativa agora é avançar na interpretação de informações dinâmicas, como <strong>estados emocionais ou níveis de stress</strong> transmitidos pelos sons.</p><h2>Tecnologia impulsiona novas descobertas</h2><p>O uso de algoritmos de aprendizagem de máquina tem permitido i<strong>dentificar padrões antes invisíveis</strong>, aproximando a comunicação animal de conceitos associados à linguagem humana. Noutras pesquisas, primatas como chimpanzés e bonobos demonstraram capacidade de combinar sons para criar novos significados.</p><p>Estas combinações lembram uma forma rudimentar de <strong>sintaxe, característica considerada exclusiva dos humanos</strong>. Estudos indicam que, ao unir diferentes vocalizações, estes animais conseguem transmitir mensagens mais complexas, como intenções ou ações futuras.</p><p><strong>Outras espécies, como aves canoras, também têm sido analisadas</strong>. Experiências mostram que elas conseguem reconhecer e classificar vocalizações de acordo com os seus significados, evidenciando que possuem representações mentais associadas aos sons.</p><h2>Desafios e implicações éticas</h2><p>Apesar dos avanços, especialistas alertam para os <strong>desafios de recolher dados suficientes na natureza</strong> e para os riscos de interferência nos comportamentos animais. A reprodução de sons, por exemplo, pode alterar dinâmicas sociais ou causar stress.</p><div class="texto-destacado">Além disso, a possibilidade de comunicação bidirecional entre humanos e animais levanta questões éticas. Investigadores discutem se esta interação realmente beneficiaria as espécies ou poderia resultar em exploração e impactos negativos.</div><p>Ainda assim, há <strong>aplicações práticas promissoras</strong>. O entendimento das vocalizações pode contribuir para melhorar o bem-estar de animais domésticos, de quinta e até selvagens, permitindo monitorizar emoções sem métodos invasivos.</p><h2>Um futuro de diálogo entre espécies?</h2><p>Projetos internacionais já trabalham com <strong>a ideia de traduzir a comunicação de espécies como baleias e golfinhos</strong>. Embora o cenário de “conversar com animais” ainda esteja distante, os avanços indicam que essa possibilidade pode não ser apenas ficção.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="570682" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/descobriu-se-que-os-elefantes-se-tratam-por-nomes-proprios-como-os-humanos-africa.html" title="Descobriu-se que os elefantes se tratam por nomes próprios como os humanos">Descobriu-se que os elefantes se tratam por nomes próprios como os humanos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/descobriu-se-que-os-elefantes-se-tratam-por-nomes-proprios-como-os-humanos-africa.html" title="Descobriu-se que os elefantes se tratam por nomes próprios como os humanos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/descubren-que-los-elefantes-se-llaman-por-nombres-propios-como-hacemos-los-humanos-1698048214527_320.jpg" alt="Descobriu-se que os elefantes se tratam por nomes próprios como os humanos"></a></article></aside><p>Especialistas, no entanto, ponderam que, mesmo que esse diálogo seja possível, ele provavelmente será limitado. Cada espécie percebe o mundo de forma distinta, o que restringe o tipo de informação que poderia ser partilhada.</p><p>A grande questão que permanece é: <strong>estamos preparados para entender o que os animais têm a dizer? </strong>Para muitos cientistas, mais importante do que falar com eles é aprender a ouvir, e respeitar, as complexas formas de comunicação que já existem na natureza.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>CNN Brasil. <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/codigo-da-comunicacao-entre-ratos-e-decifrado-por-cientistas/?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank">Código da comunicação entre ratos é decifrado por cientistas</a>. 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/codigo-da-comunicacao-entre-ratos-e-decifrado-por-cientistas.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como utilizar borras de café para enriquecer o solo do jardim e das plantas em vasos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-utilizar-borras-de-cafe-para-enriquecer-o-solo-do-jardim-e-das-plantas-em-vasos.html</link><pubDate>Wed, 10 Jun 2026 17:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A verdade sobre a utilização de borras de café para enriquecer o solo e cuidar dos nossos oásis verdes, tanto no interior como no exterior.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-utilizar-borras-de-cafe-para-enriquecer-o-solo-do-jardim-e-das-plantas-em-vasos-1781096433809.jpg" data-image="7f75hlgkty4t"><figcaption>Os grãos de café podem ser adicionados ao solo com moderação. Veja aqui como fazê-lo e quais são os benefícios. Crédito: Pixabay</figcaption></figure><p>Acabaste de fazer o teu café, depois de teres desfrutado do seu aroma sumptuoso, e agora, sentindo-te revigorado e pronto para o dia, arrumas tudo como parte do teu ritual.</p><p>Mas espera! Não deites fora esses grãos de café! O que a princípio é considerado lixo torna-se outra fonte de renovação na sua manhã, mas não apenas para si, mas também para o seu jardim e plantas de interior. <strong>Guarde esses grãos de café usados à parte e à mão até ter explorado connosco, neste artigo, como pode aproveitá-los</strong>.</p><h2>A moderação é fundamental</h2><p><a href="https://horticulture.oregonstate.edu/users/linda-brewer" target="_blank">Linda Brewer</a>, investigadora sénior e especialista em solos na Universidade Estadual do Oregon, deu conselhos úteis aos jardineiros através de uma coleção dedicada de dicas e truques de jardinagem para enriquecer as suas plantas e protegê-las de animais como lesmas e caracóis. Numa notícia em particular, Brewer aconselha que <strong>os grãos de café devem ser usados com moderação, adicionando a dose certa ao solo para enriquecer a sua estrutura </strong>e não sobrecarregar as plantas nem impedir a drenagem adequada.</p><p>Ao contrário do que muitos possam acreditar ou ter ouvido, os grãos de café não baixam o pH do solo para enriquecer plantas que gostam de ácido (ericáceas), como mirtilos, rododendros, batatas, camélias e amoras.<strong> O pH dos grãos de café, na verdade, desce para um valor mais baixo (cerca de 6,5 a 6,8) após a preparação</strong>.</p><h2>Qual é a principal vantagem de adicionar borras de café?</h2><p>Embora as borras de café contribuam com um pouco de <strong>azoto para o solo</strong> (cerca de 1 a 2%), essa quantidade não é, por si só, significativa, pelo que se recomenda a adição de outros nutrientes através de aparas de relva, farinha de soja, farinha de alfafa, farinha de sangue ou estrume compostado. O café também fornece elementos essenciais como<strong> fósforo, manganês, potássio, cálcio, magnésio, ferro e cobre</strong>, embora, mais uma vez, em pequenas quantidades.</p><p>O principal benefício de adicionar café ao solo das suas plantas é <strong>a melhoria da estrutura do solo e da sua capacidade de retenção de água</strong>. Os micróbios alimentam-se dos grãos de café e libertam subprodutos químicos que se ligam às partículas do solo. As partículas ligadas acumulam-se para formar agregados que facilitam a drenagem.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/JLUvaBIMDOw/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=JLUvaBIMDOw" id="JLUvaBIMDOw"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Ao adicionar borras de café usadas ao solo (seja no exterior ou no interior, no caso de plantas de interior), menos é realmente mais. Brewer recomenda incorporar cerca de <strong>1,25 cm de borras no solo, chegando a uma profundidade de 10 cm à medida que avança</strong>. Se quiser fazer um composto rico e com infusão de café, pode guardar os grãos em recipientes selados até estar pronto para os incorporar. Comece por misturar uma parte de grãos de café com três partes de folhas e uma parte de aparas de relva fresca, em volume.</p><p>Revire a pilha de composto semanalmente e monitorize os níveis de humidade. <strong>O ideal é obter uma mistura de composto com apenas 20% de borras de café</strong>; qualquer percentagem superior será tóxica para as suas plantas, afirma Brewer.</p><p>Se adicionar borras diretamente ao solo, <strong>evite plântulas e solo recém-semeado</strong>, pois sabe-se que o café possui substâncias bioquímicas que podem suprimir o crescimento e o desenvolvimento de outras plantas (o que, no contexto certo, é uma tática de sobrevivência útil).</p><h2>Repulsão de pragas</h2><p>Os grãos de café são um excelente complemento para o solo devido ao seu aroma, e <strong>reutilizar o café desta forma é uma ótima maneira de promover práticas sustentáveis</strong> que podem ajudar o nosso planeta.</p><p>Voltando ao solo e aos animais que vivem nele e à sua superfície,<strong> adicionar grãos de café pode ajudar a afastar as pragas</strong>. Os gatos não gostam de cafeína, o que pode impedir que o gatinho travesso do vizinho revire os seus canteiros e deixe uma surpresa indesejada.</p><p>Brewer aconselha a utilização de uma mistura para regar o solo (de 1 a 2%) composta por uma parte de água e duas partes de café (preparado para maior potência) para proteger as suas plantas de lesmas e caracóis. Para uma pulverização foliar, pode adicionar nove partes de água a uma parte de café acabado de fazer.<strong> Aplique o café diluído nas folhas e deixe atuar durante alguns dias enquanto o tempo estiver quente</strong>. Se não se observar queimaduras nas folhas ou outro tipo de danos, pode continuar a pulverizar.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><a href="https://extension.oregonstate.edu/news/coffee-grounds-boost-soil-health-help-control-slugs" target="_blank"><em>Oregon State University News, Coffee grounds boost soil health — and help control slugs</em></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-utilizar-borras-de-cafe-para-enriquecer-o-solo-do-jardim-e-das-plantas-em-vasos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Do colapso à abundância: há uma década que não havia tanta sardinha no mar português]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/do-colapso-a-abundancia-ha-uma-decada-que-nao-havia-tanta-sardinha-no-mar-portugues.html</link><pubDate>Wed, 10 Jun 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Com os Santos Populares à porta, a notícia não podia ser mais oportuna. Graças ao esforço e persistência dos pescadores, a espécie regressou ao mar e ao prato dos portugueses</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/do-colapso-a-abundancia-ha-uma-decada-que-nao-havia-tanta-sardinha-no-mar-portugues-1781093858214.jpg" data-image="i1xg7hzt51nq" alt="Sardinhas no oceano" title="Sardinhas no oceano"><figcaption>O stock da sardinha quadruplicou com um plano de gestão sustentável que pescadores portugueses e espanhóis cumpriram à risca. Foto: Hans/Pixabay</figcaption></figure><p>Houve um tempo em que os portos portugueses temeram o fim do peixe mais emblemático da nossa costa. Há uma década, os barcos regressavam a terra com redes vazias e as traineiras enfrentavam um deserto marinho que ameaçava o <strong>prato preferido</strong> dos verões portugueses e, em especial, dos <strong>arraiais</strong> dos Santos Populares. </p><p>O futuro parecia sombrio quando, em 2014, a certificação de sustentabilidade do Marine Stewardship Council (MSC) foi suspensa devido ao <strong>declínio drástico</strong> dos recursos. A realidade, hoje, é completamente distinta. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A costa da Península Ibérica regista atualmente uma abundância de sardinha que superou as melhores expectativas tanto de pescadores portugueses como de espanhóis.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Esta reviravolta histórica consta do relatório “Fishing for the Future”, divulgado pelo Marine Stewardship Council. Os dados revelam que a biomassa adulta deste <strong>recurso quadruplicou</strong> desde 2015. A impressionante recuperação resulta de uma estratégia luso-espanhola que aliou a biologia marinha à <strong>resiliência</strong> das comunidades piscatórias.</p><h2>Uma travessia nos anos de sobrevivência</h2><p>Para compreender estes resultados, importa recuar ao período crítico de <strong>2017</strong>. Nesse ano, a comunidade científica internacional recomendou a <strong>paragem total da atividade pesqueira</strong> para evitar o colapso da espécie. A perspetiva de encerramento sobressaltou desde pescadores até armadores e operários das indústrias conserveiras.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A frota de cerco iniciou então uma fase difícil de sobrevivência económica. Em vez de ignorar os alertas, o setor optou por assumir sacrifícios severos para salvaguardar o futuro do mar. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Durante quase uma década, as comunidades piscatórias aceitaram amarrar as embarcações ao cais em<strong> paragens</strong><strong> biológicas prolongadas</strong>. O controlo preventivo fixou limites anuais de captura muito restritos, exigindo uma disciplina coletiva sem precedentes na história da pesca ibérica.</p><h2>A aliança ibérica guiada pela ciência</h2><p>A inversão da tendência negativa assentou num <strong>plano de gestão </strong><strong>partilhado </strong>entre Portugal e Espanha. Os dois países uniram esforços para implementar regras comuns com base em dados biológicos rigorosos.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/do-colapso-a-abundancia-ha-uma-decada-que-nao-havia-tanta-sardinha-no-mar-portugues-1781094145323.jpg" data-image="hy80p879u7ez" alt="Embarcões de pesca em Sesimbra" title="Embarcões de pesca em Sesimbra"><figcaption>Os pescadores ibéricos atravessaram períodos prolongados de paragem de atividade que comprometeram a sua subsistência. Foto: Lopo Pizarro, trabalho do próprio, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>A estratégia integrou <strong>períodos de defeso</strong> para proteger a reprodução e um sistema flexível que ajustou as quotas conforme a evolução real do recurso no oceano. Esta proteção humana coincidiu com vários anos de <strong>recrutamento natural favorável</strong>, expressão que designa a sobrevivência dos peixes jovens até à idade de reprodução. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O empenho foi recompensado com a atribuição do selo azul de pesca sustentável a mais de 300 embarcações que operam desde o Golfo da Biscaia até ao Estreito de Gibraltar. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A sardinha deixou finalmente de ser um símbolo de escassez para se tornar um exemplo de <strong>convivência harmoniosa</strong> entre a atividade económica e o meio ambiente.</p><h2>O pessimismo nacional perante os dados reais</h2><p>O sucesso deste processo contraria o <strong>ceticismo </strong>generalizado dos <strong>consumidores</strong>. O inquérito incluído no relatório indica que quatro em cada dez portugueses acreditam que um stock esgotado nunca mais consegue recuperar os seus níveis saudáveis.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Apenas um terço dos entrevistados sabe que as populações marinhas possuem capacidade de regeneração se houver uma intervenção adequada.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Apesar desta visão pessimista, o estudo confirma que os portugueses revelam uma <strong>elevada sensibilidade</strong> para os temas marítimos. Cerca de 85% dos inquiridos reconhecem que a água cobre a maior parte da superfície do planeta e a esmagadora maioria sabe que a <strong>pressão da pesca</strong> aumentou significativamente no último meio século. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/do-colapso-a-abundancia-ha-uma-decada-que-nao-havia-tanta-sardinha-no-mar-portugues-1781094339546.jpg" data-image="bvoycs7lvo5b" alt="Sardinha assada" title="Sardinha assada"><figcaption>Após vários anos de escassez, podemos voltar a comer sardinhas neste verão, sem peso na consciência. Foto: Mario Cvitkovic/Pixabay</figcaption></figure><p>Subsistem, no entanto, algumas lacunas de conhecimento geral, visto que mais de metade <strong>desconhece a origem geográfica do atum</strong> consumido globalmente e uma boa parte ignora a profundidade real das fossas oceânicas. As alterações climáticas e a poluição continuam a figurar no topo das preocupações da população portuguesa.</p><h2>A capacidade de regeneração global</h2><p>A recuperação alcançada na costa ibérica não é um caso isolado e reforça as mensagens de esperança partilhadas pela organização ambiental. O relatório detalha outros sucessos internacionais de grande relevância, como o caso do <strong>atum-rabilho</strong> no Atlântico Oriental. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>À beira do colapso no final do século passado, a espécie atingiu recentemente os valores populacionais mais elevados desde os anos de 1960 graças a controlos muito rígidos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O percurso da <strong>pescada</strong> segue a mesma direção favorável. Após um declínio acentuado na <strong>década de 1990</strong>, os stocks estabilizaram em patamares seguros devido à alteração técnica do tamanho das malhas das redes de pesca. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="722494" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-proteger-os-oceanos-da-pesca-predatoria-com-satelites-de-ultima-geracao-respondem-os-investigadores.html" title="Como proteger os oceanos da pesca predatória? Com satélites de última geração, respondem os investigadores">Como proteger os oceanos da pesca predatória? Com satélites de última geração, respondem os investigadores</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-proteger-os-oceanos-da-pesca-predatoria-com-satelites-de-ultima-geracao-respondem-os-investigadores.html" title="Como proteger os oceanos da pesca predatória? Com satélites de última geração, respondem os investigadores"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-proteger-os-oceanos-da-pesca-predatoria-com-satelites-de-ultima-geracao-dizem-os-investigadores-1753974726443_320.jpg" alt="Como proteger os oceanos da pesca predatória? Com satélites de última geração, respondem os investigadores"></a></article></aside><p>No prefácio do relatório, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura salienta que estes exemplos demonstram a eficácia da união entre o conhecimento científico e o compromisso político. O grande desafio nestes tempos de incerteza consiste em <strong>expandir estas boas </strong><span style="margin: 0px; padding: 0px;"><strong>práticas </strong>para</span> assegurar oceanos saudáveis para as próximas gerações.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em><a href="https://www.msc.org/docs/default-source/default-document-library/what-we-are-doing/fishing-for-the-future---msc-sustainable-stocks-report-(2026)dcfab440-5a4b-4fe7-a762-c2e06c57fc5f.pdf?sfvrsn=f46aebc8_1" target="_blank">FISHING FOR THE FUTURE - How sustainable fishing helps secure stocks and build long-term resilience</a>. Marine Stewardship Council</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/do-colapso-a-abundancia-ha-uma-decada-que-nao-havia-tanta-sardinha-no-mar-portugues.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O modelo europeu alterou a previsão da circulação atmosférica para junho: quais as alterações em Portugal?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-modelo-europeu-alterou-a-previsao-da-circulacao-atmosferica-para-junho-quais-as-alteracoes-em-portugal.html</link><pubDate>Wed, 10 Jun 2026 13:15:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O modelo europeu reviu a circulação atmosférica para junho, apontando agora para uma segunda metade do mês mais dinâmica em Portugal, com alternância entre calor intenso, períodos de estabilidade e episódios de instabilidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-modelo-europeu-alterou-a-previsao-da-circulacao-atmosferica-para-junho-quais-as-alteracoes-em-portugal-1781092913788.jpg" data-image="3d8itq1lkep4" alt="Chuva, trovoada e calor" title="Chuva, trovoada e calor"> <figcaption>Portugal entre calor intenso, trovoadas e chuva. Os próximos dias trazem mudanças rápidas no estado do tempo.</figcaption></figure><p>Os mais recentes cálculos do modelo europeu ECMWF para os <strong>Sub-seasonal</strong> <strong>Weather Regimes</strong> (Regimes atmosféricos na Europa-Atlântico Norte) introduziram alterações relevantes na previsão da circulação atmosférica para a segunda metade de junho. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Se há poucos dias o cenário apontava para um domínio quase contínuo do regime <strong>Scandinavian Blocking</strong>, a atualização mais recente mostra uma atmosfera muito mais dinâmica, com alternância entre diferentes regimes e períodos sem um padrão dominante.</p><h2>Entre 11 e 15 de junho o calor intenso será seguido de instabilidade</h2><p>Os primeiros dias após 10 de junho deverão ser marcados por uma circulação pouco definida, permitindo que uma massa de ar muito quente se instale sobre a Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-modelo-europeu-alterou-a-previsao-da-circulacao-atmosferica-para-junho-quais-as-alteracoes-em-portugal-1781091209802.jpg" data-image="jobqxr96ojnl" alt="Regimes atmosféricos Euro-Atlânticos" title="Regimes atmosféricos Euro-Atlânticos"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-897434">A previsão do ECMWF mostra uma atmosfera mais dinâmica e menos bloqueada, com alternância entre diferentes regimes e vários dias em que não existe um regime claramente dominante (cinzento).</figcaption></figure><p>Este cenário irá favorecer uma subida generalizada das temperaturas e uma diminuição do vento relativamente aos dias anteriores. Contudo, entre <strong>13 e 15 de junho</strong>, o reforço temporário do regime <strong>Scandinavian Blocking (Bloqueio Escandinavo)</strong> poderá alterar novamente o estado do tempo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-modelo-europeu-alterou-a-previsao-da-circulacao-atmosferica-para-junho-quais-as-alteracoes-em-portugal-1781091534088.jpg" data-image="x4d9kly1lui2" alt="Chuva" title="Chuva"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-957303">Entre 13 e 15 de junho, uma pequena quantidade de água precipitável poderá aproximar-se da Península Ibérica. A interação entre ar muito quente (já presente) e humidade atlântica poderá favorecer aguaceiros e trovoadas no Norte e Centro e Sul.</figcaption></figure><p>A aproximação de água precipitável vinda do Atlântico poderá originar <strong>aguaceiros e trovoadas no Norte e Centro e Sul de Portugal</strong>, localmente moderados ou fortes, devido ao contraste entre a massa de ar muito quente instalada e a humidade proveniente do Atlântico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-modelo-europeu-alterou-a-previsao-da-circulacao-atmosferica-para-junho-quais-as-alteracoes-em-portugal-1781091620114.png" data-image="ninaobkglrda"></figure><p> Se a atual tendência se confirmar, esta situação poderá <strong>prolongar-se até segunda-feira, dia 15 de junho</strong>, antes de nova reorganização da circulação atmosférica. </p><h2>A segunda metade de junho poderá ser mais variável</h2><p>Ao contrário do que indicavam as previsões anteriores, o novo ensemble do ECMWF deixa de mostrar um bloqueio escandinavo persistente durante toda a segunda metade do mês. Entre <strong>15 e 20 de junho</strong>, observa-se uma sucessão de períodos sem regime dominante, alternados com fases de <strong>NAO+</strong> e de <strong>Scandinavian Blocking</strong>, tornando a evolução atmosférica bastante mais incerta.</p><p>Esta alternância favorece rápidas mudanças no estado do tempo e dificulta a instalação prolongada de um padrão estável sobre Portugal.</p><h2>Nova instabilidade prevista entre 17 e 19 de junho</h2><p>Os mapas sinópticos mais recentes sugerem uma nova fase de instabilidade entre <strong>17 e 19 de junho</strong>, podendo trazer precipitação moderada a Portugal Continental e à restante Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-modelo-europeu-alterou-a-previsao-da-circulacao-atmosferica-para-junho-quais-as-alteracoes-em-portugal-1781091828891.jpg" data-image="1hunp8dzfnma" alt="Mapa de chuva" title="Mapa de chuva"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-858118">A 18 de junho, os mapas do ECMWF sugerem nova aproximação de instabilidade sob a Península Ibérica, com possibilidade de precipitação moderada em Portugal, sobretudo nas regiões do interior Norte e Centro.</figcaption></figure><p>Apesar deste aumento da instabilidade, <strong>as temperaturas poderão continuar elevadas no Sul do país, </strong>enquanto o Norte e parte do Centro poderão registar uma descida térmica devido ao aumento da nebulosidade e da precipitação.</p><h2>Um mês de junho menos previsível do que parecia</h2><p>As atualizações mais recentes do ECMWF evidenciam que a circulação atmosférica sobre o Atlântico Norte e Europa continua bastante dinâmica e sujeita a reajustes diários.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773181" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/subida-de-ate-8-c-amanha-as-temperaturas-disparam-nestas-5-cidades-do-norte-de-portugal-continental.html" title="Subida de até 8 ºC: amanhã as temperaturas disparam nestas 5 cidades do Norte de Portugal continental">Subida de até 8 ºC: amanhã as temperaturas disparam nestas 5 cidades do Norte de Portugal continental</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/subida-de-ate-8-c-amanha-as-temperaturas-disparam-nestas-5-cidades-do-norte-de-portugal-continental.html" title="Subida de até 8 ºC: amanhã as temperaturas disparam nestas 5 cidades do Norte de Portugal continental"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/subida-de-ate-8-c-amanha-as-temperaturas-disparam-nestas-5-cidades-do-norte-de-portugal-continental-1781088893992_320.jpg" alt="Subida de até 8 ºC: amanhã as temperaturas disparam nestas 5 cidades do Norte de Portugal continental"></a></article></aside><p>Em vez de um bloqueio persistente durante várias semanas, o modelo europeu aponta agora para uma alternância entre diferentes regimes atmosféricos, traduzindo-se em <strong>períodos de calor intenso intercalados por episódios de instabilidade</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-modelo-europeu-alterou-a-previsao-da-circulacao-atmosferica-para-junho-quais-as-alteracoes-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este oásis tropical escondido é um dos mais belos locais para nadar em águas abertas. Onde fica?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-oasis-tropical-escondido-e-um-dos-mais-belos-locais-para-nadar-em-aguas-abertas-onde-fica.html</link><pubDate>Wed, 10 Jun 2026 12:57:39 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Dê o grande salto e deixe-se seduzir pelas sensações únicas de um mergulho em águas abertas e pelo relaxamento de uma sessão de sauna num cenário pitoresco, a poucos passos de Londres.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cette-oasis-tropicale-cachee-est-l-un-des-plus-beaux-spots-de-baignade-en-eau-libre-ou-se-trouve-t-il-1781001603985.jpg" data-image="aefykgh5t7ja" alt="Laissez-vous séduire par les sensations uniques de la baignade en eau libre" title="Laissez-vous séduire par les sensations uniques de la baignade en eau libre"><figcaption>Deixe-se seduzir pelas sensações únicas de um mergulho em águas abertas. Crédito: Divers Cove</figcaption></figure><p><strong>Existe um local pouco conhecido, aninhado no coração das magníficas paisagens de Surrey</strong>, que oferece aos amantes da natureza uma experiência imersiva que combina banhos no lago e sessões de terapia de contraste, conhecidas pelos seus efeitos estimulantes e revigorantes.</p><p>Poderá também participar numa sessão de ioga relaxante, pontuada por banhos, momentos de descontração e diversas atividades de bem-estar, antes de concluir o dia com uma prática de ioga ainda mais tranquilizante. <strong>Visite Divers Cove (North Park Lane, Godstone, Surrey)</strong> para se conceder uma pausa de relaxamento, desconexão e recarga de energias.</p><h2>Descubra a natação em águas abertas</h2><p><strong>Descubra os benefícios revitalizantes da natação em águas frias nos arredores de Londres</strong>. A Divers Cove oferece sessões de iniciação à natação em águas frias, bem como programas de treino de quatro semanas centrados no crawl e/ou no aperfeiçoamento técnico para nadadores mais experientes.</p><p>Neste reservatório de 7,3 acres (cerca de 3 hectares), <strong>a temperatura da água pode atingir os 25 °C no final do verão</strong>. Sob o sol, as águas turquesa convidam imediatamente à evasão e proporcionam uma verdadeira sensação de férias.</p><p>Apesar destas temperaturas agradáveis,<strong> recomenda-se sempre realizar um aquecimento suave antes de mergulhar em águas abertas, para dar tempo ao corpo de se adaptar gradualmente à mudança de temperatura</strong>. Além disso, quando a água desce abaixo dos 16 °C, o uso de um fato de mergulho torna-se obrigatório. Este pode ser trazido pelos visitantes, alugado no local ou comprado.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/50i-vQPwPRQ/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=50i-vQPwPRQ" id="50i-vQPwPRQ"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Para nadar em águas abertas em Divers Cove, <strong>é necessário usar uma touca de banho de cor viva, para garantir uma boa visibilidade na água, bem como um colete salva-vidas</strong>. Este equipamento pode ser trazido pelos visitantes ou alugado e comprado no local.</p><p>Os visitantes e os membros também podem desfrutar de deliciosas pizzas artesanais, ideais para se aquecerem após um mergulho em águas frias. Aqueles que desejam simplesmente desfrutar da tranquilidade do local também poderão apreciar <strong>a atmosfera pacífica do lago e dos bosques circundantes antes de saírem de uma sauna noturna bem quente</strong>.</p><h2>Banhos, sauna e ioga</h2><p>Para os amantes de banhos em águas abertas e de ioga, é difícil imaginar uma combinação melhor para recarregar completamente as energias. A professora de ioga Anna Rooke organiza, ao longo do verão, <strong>retiros de meio dia especialmente concebidos para promover o bem-estar do corpo e da mente</strong>.</p><p>No programa: sessões de ioga yin relaxante, práticas de ioga nidra particularmente calmantes, banhos ou imersões em água fria, sessões de sauna e iguarias energizantes. <strong>Uma experiência pensada para revitalizar o corpo, acalmar a mente e recuperar uma verdadeira sensação de bem-estar</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772557" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-melhor-praia-da-europa-fica-mesmo-em-portugal.html" title="A melhor praia da Europa fica mesmo em Portugal">A melhor praia da Europa fica mesmo em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-melhor-praia-da-europa-fica-mesmo-em-portugal.html" title="A melhor praia da Europa fica mesmo em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-melhor-praia-da-europa-fica-mesmo-em-portugal-1780733980402_320.jpg" alt="A melhor praia da Europa fica mesmo em Portugal"></a></article></aside><p><strong>As vagas para os retiros de verão que combinam natação em águas abertas e ioga com Anna Rooke estão, neste momento, esgotadas</strong>.<strong> </strong>No entanto, recomendamos que fique atento a eventuais novos retiros que possam vir a ser anunciados em breve.</p><p>Entretanto, <strong>deixe-se seduzir pela experiência única do Divers Cove</strong>. Dê o grande salto e ofereça ao seu corpo e à sua mente um momento tão estimulante quanto revigorante. Quem sabe? <strong>Esta experiência pode muito bem fazer com que queira voltar vezes sem conta</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-oasis-tropical-escondido-e-um-dos-mais-belos-locais-para-nadar-em-aguas-abertas-onde-fica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Gota fria em aproximação: trovoadas fortes começam a ganhar terreno a partir de sábado, dia 13]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/gota-fria-em-aproximacao-trovoadas-fortes-comecam-a-ganhar-terreno-a-partir-de-sabado-dia.html</link><pubDate>Wed, 10 Jun 2026 11:35:47 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os nossos mapas continuam a insistir na possibilidade de formação de uma gota fria, que poderá levar à ocorrência de chuva fraca a moderada e trovoadas fortes em Portugal Continental.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaecdeq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaecdeq.jpg" id="xaecdeq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os dias secos e soalheiros podem ter as horas contadas. O modelo europeu, ECMWF, mostra-nos a <strong>formação de uma gota fria </strong>ou depressão isolada em altitude, a partir das últimas horas de sábado, a sul de Portugal Continental.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ao que tudo indica, esta deverá permanecer sobre aquela região até segunda-feira, devendo resultar em<strong> fenómenos como chuva </strong>fraca a moderada, <strong>trovoadas</strong> fortes e num <strong>aumento da velocidade do vento</strong>, em boa parte do país.</p><h2>Instabilidade atmosférica regressa no sábado</h2><p>Segundo a mais recente atualização dos nossos mapas, a nebulosidade poderá cobrir o país já na sexta-feira. No entanto, será na manhã de sábado, dia 13, que <strong>a chuva poderá surgir em alguns locais da região Centro</strong>, dissipando-se pouco depois. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gota-fria-em-aproximacao-trovoadas-fortes-comecam-a-ganhar-terreno-a-partir-de-sabado-dia-1781087511321.png" data-image="lnkd8ttkft3n" alt="densidade de raios" title="densidade de raios"><figcaption>Entre sábado e segunda-feira esperam-se vários episódios de trovoada forte, em vários pontos do país, mas com maior expressão no Norte e Centro.</figcaption></figure><p>Nas primeiras horas da tarde desse dia, será a região Norte a <strong>registar alguns episódios de chuva fraca a moderada </strong>que deverão estender-se novamente ao Centro e permanecer até ao final do dia, de forma irregular. </p><p>Já a trovoada, esta poderá começar a sentir-se ainda na madrugada de sábado, no litoral Centro, <strong>evoluindo nas horas seguintes</strong>, podendo afetar uma boa parte das regiões Norte e Centro com alguns períodos de trovoada intensa, especialmente entre as 15h e as 16h.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gota-fria-em-aproximacao-trovoadas-fortes-comecam-a-ganhar-terreno-a-partir-de-sabado-dia-1781090654695.png" data-image="oihnjjvfdrtn" alt="rajadas de vento" title="rajadas de vento"><figcaption>Ao longo do dia de sábado, o vento poderá ganhar mais velocidade no Sotavento Algarvio, com rajadas na ordem dos 65 km/h.</figcaption></figure><p>Quanto ao vento mais forte, este também poderá surgir ao início da madrugada de sábado na região algarvia e permanecer até ao final da tarde, especialmente no<strong> Sotavento Algarvio, com rajadas na ordem dos 65 km/h</strong>, como podemos observar acima. Nas últimas horas do dia, a velocidade do vento poderá aumentar também na região do Ribatejo.</p><h2>No domingo e na segunda-feira dar-se-á uma extensão destes fenómenos</h2><p>No <strong>domingo, o período mais crítico da trovoada deverá ser entre as 13h e as 19h</strong>, momento em que a mesma poderá ganhar terreno e abranger toda a região Norte e uma boa parte da região Centro. A chuva também deverá abranger uma área maior face ao dia de sábado, podendo ocorrer numa boa área da região Norte e ainda na Beira Interior, ao final da tarde. Já o vento deverá contar com rajadas mais intensas entre as 16h e as 19h, especialmente na Beira Interior, com valores na ordem dos <strong>60 km/h</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773181" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/subida-de-ate-8-c-amanha-as-temperaturas-disparam-nestas-5-cidades-do-norte-de-portugal-continental.html" title="Subida de até 8 ºC: amanhã as temperaturas disparam nestas 5 cidades do Norte de Portugal continental">Subida de até 8 ºC: amanhã as temperaturas disparam nestas 5 cidades do Norte de Portugal continental</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/subida-de-ate-8-c-amanha-as-temperaturas-disparam-nestas-5-cidades-do-norte-de-portugal-continental.html" title="Subida de até 8 ºC: amanhã as temperaturas disparam nestas 5 cidades do Norte de Portugal continental"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/subida-de-ate-8-c-amanha-as-temperaturas-disparam-nestas-5-cidades-do-norte-de-portugal-continental-1781088893992_320.jpg" alt="Subida de até 8 ºC: amanhã as temperaturas disparam nestas 5 cidades do Norte de Portugal continental"></a></article></aside><p>Na segunda-feira o cenário será idêntico ao de domingo, com o período mais crítico entre as 13h e as 19h, mas com <strong>maior expressão pelas 16h, onde a trovoada e a chuva fraca poderão chegar ao Sul do país</strong>, cobrindo a maior parte do território continental. Na Beia Interior, poderá dar-se um episódio de chuva forte, por volta do mesmo horário. O vento ganhará maior expressão ao longo do dia, em boa parte do país, com <strong>rajadas entre os 35 km/h e os 60 km/h</strong>. Neste dia, o Nordeste Transmontano poderá ser uma das regiões mais ventosas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/gota-fria-em-aproximacao-trovoadas-fortes-comecam-a-ganhar-terreno-a-partir-de-sabado-dia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Subida de até 8 ºC: amanhã as temperaturas disparam nestas 5 cidades do Norte de Portugal continental]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/subida-de-ate-8-c-amanha-as-temperaturas-disparam-nestas-5-cidades-do-norte-de-portugal-continental.html</link><pubDate>Wed, 10 Jun 2026 11:07:33 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal continental enfrentará um episódio de calor intenso nas próximas horas e dias. A subida mais acentuada da temperatura máxima está prevista já para amanhã, especialmente na Região Norte, onde haverá aumentos até 8 ºC nas principais cidades.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaecgmm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaecgmm.jpg" id="xaecgmm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Entre <strong>hoje - quarta-feira, 10 - e sábado, 13 de junho, Portugal continental enfrentará um episódio de calor intenso</strong>, marcado pela persistência de valores elevados da temperatura máxima. Apesar da intensidade prevista, este evento não reúne os critérios suficientes para ser classificado como uma onda de calor, designadamente no que toca à sua duração.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo </strong><br>Nestes próximos dias o estado do tempo no nosso país será condicionado pela influência de um <strong>anticiclone</strong> centrado a nordeste do arquipélago dos Açores, cujo campo de pressão se prolongará em crista até França, em conjugação com a entrada de uma <strong>massa de ar quente e seco impulsionada do Norte de África</strong> até à Península Ibérica e favorecida pelo predomínio de um <strong>fluxo de Leste</strong>. </div><p>Isto contribuirá para uma subida generalizada e acentuada das temperaturas máximas e para condições de estabilidade atmosférica, apesar das trovoadas previstas a partir do fim de semana devido à presença de ar frio em níveis altos da atmosfera.</p><h2>Quinta, dia 11 com subida acentuada da temperatura máxima. A previsão para as 5 capitais distritais do Norte</h2><p><strong>As temperaturas vão subir já hoje, dia 10, esperando-se valores de temperatura máxima a variar entre 25 e 35 ºC</strong>, com exceção de alguns locais da faixa costeira, onde serão ligeiramente inferiores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/subida-de-ate-8-c-amanha-as-temperaturas-disparam-nestas-5-cidades-do-norte-de-portugal-continental-1781088712359.png" data-image="y0gk9rnxc3vc"><figcaption>Esta quinta-feira, 11 de junho, as temperaturas máximas nas principais cidades da Região Norte deverão registar subidas entre 3 e 8 ºC face a hoje.</figcaption></figure><p>Não obstante, <strong>a subida mais acentuada está prevista para quinta-feira, dia 11, quando poderão subir cerca de 10 ºC em algumas zonas</strong>. A Região Norte e o litoral Centro são as áreas do país em que a intensificação do calor será mais notável entre hoje (10) e amanhã (11).</p><div class="texto-destacado">O <strong>IPMA</strong> já emitiu <strong>aviso amarelo de tempo quente para 15 distritos de Portugal continental na quinta-feira, dia 11</strong> - exceto em Vila Real, Viseu e Bragança - e para <strong>o total da geografia continental (18 distritos) na sexta-feira, 12 de junho</strong>.</div><p>De acordo com os mapas de referência da Meteored, se colocarmos a nossa atenção somente nas principais capitais distritais nortenhas para quinta-feira (11), as temperaturas máximas deverão atingir os <strong>32 ºC em Braga e no Porto, após aumentos de 5 e 8 ºC, respetivamente</strong>. Em <strong>Vila Real prevê-se 31 ºC</strong> (+3 ºC face a hoje), em<strong> Bragança 29 ºC</strong> (+4 ºC face a hoje) e em <strong>Viana do Castelo 24 ºC</strong> (+4 ºC face a hoje).</p><h2>Sexta-feira, 12 de junho, será o dia mais quente em intensidade e área geográfica abrangida</h2><p> Prevê-se que sexta-feira, 12 de junho, seja o dia mais quente, com as <strong>temperaturas máximas a variarem entre 35 e 40 ºC na generalidade da geografia</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773005" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-modelos-coincidem-entre-sabado-e-terca-feira-uma-gota-fria-deixara-trovoadas-fortes-em-portugal-continental.html" title="Os modelos coincidem: entre sábado e terça-feira uma gota fria deixará trovoadas fortes em Portugal continental">Os modelos coincidem: entre sábado e terça-feira uma gota fria deixará trovoadas fortes em Portugal continental</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-modelos-coincidem-entre-sabado-e-terca-feira-uma-gota-fria-deixara-trovoadas-fortes-em-portugal-continental.html" title="Os modelos coincidem: entre sábado e terça-feira uma gota fria deixará trovoadas fortes em Portugal continental"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-modelos-coincidem-entre-sabado-e-terca-feira-uma-gota-fria-deixara-trovoadas-fortes-em-portugal-continental-1781001209303_320.jpg" alt="Os modelos coincidem: entre sábado e terça-feira uma gota fria deixará trovoadas fortes em Portugal continental"></a></article></aside><p><strong>Atenção também aos valores elevados da temperatura mínima</strong> nas próximas noites em praticamente toda a geografia do Continente. Nalgumas zonas do país prevê-se que sejam registados<strong> valores próximos ou superiores a 20 ºC </strong>até à noite de sábado (13) para domingo (14), o que resultará nas chamadas <strong>noites tropicais</strong>, especialmente a partir de sexta (12).</p><p><strong>No sábado (13) espera-se que as temperaturas máximas se mantenham geralmente muito elevadas, entre 30 e 38 ºC</strong>, exceto no Algarve, nalguns locais da faixa costeira ocidental e em pontos montanhosos das Regiões Norte e Centro, onde os valores estarão mais contidos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/subida-de-ate-8-c-amanha-as-temperaturas-disparam-nestas-5-cidades-do-norte-de-portugal-continental.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Criam tijolo capaz de arrefecer cidades em até 9 graus, e isso pode mudar a forma de construir prédios]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/criam-tijolo-capaz-de-resfriar-cidades-em-ate-9-graus-e-isso-pode-mudar-a-forma-de-construir-predios.html</link><pubDate>Wed, 10 Jun 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um protótipo de terracota impresso em 3D promete arrefecer espaços urbanos em até 9 °C através da evaporação. A inovação utiliza água, argila e energia solar, e pode transformar pontos de autocarro, praças e edifícios em refúgios contra o calor extremo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/crean-un-ladrillo-capaz-de-enfriar-las-ciudades-hasta-9-grados-y-podria-cambiar-la-forma-de-construir-edificios-1781028369111.png" data-image="t7bnyvqu3cij"><figcaption>Imagem de referência inspirada no Bloc°, um módulo de argila impresso em 3D projetado para arrefecer espaços urbanos utilizando água, argila e ventilação. Este tipo de projeto visa criar zonas de alívio térmico em cidades cada vez mais expostas ao calor extremo.</figcaption></figure><p>No meio de cidades cada vez mais quentes, onde o concreto, o asfalto e as superfícies escuras acumulam calor durante o dia e o libertam lentamente à noite, uma ideia simples recorre aos materiais tradicionais para imaginar o futuro urbano.</p><p>Este é o <strong>Bloc°</strong>, um <strong>sistema modular de argila (barro) impresso em 3D</strong> que promete<strong> arrefecer espaços públicos</strong> como pontos de autocarros, praças, pátios de escolas ou áreas de pedestres. Segundo os seus criadores, sob certas condições <strong>poderia reduzir a temperatura em até 9 °C</strong>, utilizando água, argila e energia solar.</p><h2>Um tijolo de terracota para arrefecimento a água</h2><p>O projeto foi desenvolvido por Andrin Stocker e Luc Schweizer, estudantes de Design Industrial da Universidade de Artes de Zurique, na Suíça. A proposta não visa funcionar como um ar-condicionado tradicional, mas sim como<strong> uma estrutura urbana capaz de proporcionar alívio térmico em áreas muito expostas ao calor</strong>.</p><p><strong>A chave está na argila, um material poroso que absorve e retém água</strong>. Quando o ar quente passa pela cerâmica húmida, parte dessa água evapora. Nesse processo, a evaporação retira calor do ambiente, e o ar que sai pela estrutura pode parecer mais fresco.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/crean-un-ladrillo-capaz-de-enfriar-las-ciudades-hasta-9-grados-y-podria-cambiar-la-forma-de-construir-edificios-1781027253833.png" data-image="7rqecu9yjkvr"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-253992">O protótipo Bloc° utiliza argila impressa em 3D para criar módulos capazes de arrefecer o ar através da evaporação. O seu design combina argila, água e ventilação solar, inspirando-se em soluções passivas para combater o calor urbano. Créditos: Arts Thread / Bloc°.</figcaption></figure><p>É o mesmo princípio que permite que o suor arrefeça os nossos corpos ou que mantêm a água mais fresca em antigos potes de barro. A diferença aqui é que esta ideia é aplicada ao <strong>planeamento urbano</strong> utilizando impressão 3D, módulos de cerâmica e um sistema projetado para espaços públicos.</p><p><strong>Cada bloco contém câmaras internas que armazenam água e permitem a circulação de ar</strong>. Pequenos ventiladores movidos a energia solar ajudam a movimentar o fluxo de ar pela estrutura, enquanto uma bomba mantém a cerâmica húmida sem depender diretamente da rede elétrica.</p><h2>Uma técnica ancestral com um design futurista</h2><p>Embora possa parecer futurista, <strong>o Bloc° inspira-se em soluções utilizadas por várias culturas há séculos</strong>. Entre elas, torres de vento persas, construções de barro em climas quentes e formas naturais como cactos ou termiteiras, que conseguem regular a temperatura através da sombra, ventilação e evaporação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/crean-un-ladrillo-capaz-de-enfriar-las-ciudades-hasta-9-grados-y-podria-cambiar-la-forma-de-construir-edificios-1781027414525.png" data-image="275o306esdvr"> <figcaption>Bloc° é um módulo de argila impresso em 3D que utiliza a porosidade da argila para reter água e arrefecer o ar através da evaporação. O seu design visa proporcionar sombra, ventilação e alívio térmico em espaços urbanos expostos ao calor. Créditos: Arts Thread/Bloc°.</figcaption></figure><p>A ideia dos criadores era combinar estes princípios passivos com ferramentas contemporâneas. A impressão 3D permite o fabrico de formas complexas, otimiza a circulação do ar e adapta os módulos a diferentes locais da cidade.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="668796" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-anel-de-terras-rurais-ajudara-as-cidades-a-reduzir-o-efeito-de-ilha-de-calor-urbano-segundo-um-novo-estudo-adaptacao.html" title="Um anel de terras rurais ajudará as cidades a reduzir o efeito de ilha de calor urbano, segundo um novo estudo">Um anel de terras rurais ajudará as cidades a reduzir o efeito de ilha de calor urbano, segundo um novo estudo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-anel-de-terras-rurais-ajudara-as-cidades-a-reduzir-o-efeito-de-ilha-de-calor-urbano-segundo-um-novo-estudo-adaptacao.html" title="Um anel de terras rurais ajudará as cidades a reduzir o efeito de ilha de calor urbano, segundo um novo estudo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-anillo-de-vegetacion-ayudara-a-las-ciudades-a-reducir-el-efecto-isla-de-calor-urbano-segun-un-estudio-internacional-1722814743384_320.jpg" alt="Um anel de terras rurais ajudará as cidades a reduzir o efeito de ilha de calor urbano, segundo um novo estudo"></a></article></aside><p>Em dias com temperaturas acima dos 30 °C, uma instalação completa pode utilizar aproximadamente 56 litros de água, provenientes da rede pública ou recolhidas da chuva através de uma estrutura superior em forma de funil. Desta forma,<strong> o sistema visa reduzir o consumo de energia</strong> e evitar o uso de refrigerantes associados aos equipamentos de ar condicionado convencionais.</p><h2>Não substitui as árvores, mas pode ajudar o clima</h2><p><strong>A invenção ainda está na fase de protótipo</strong>. Não se trata de um produto fabricado em massa nem de uma solução instalada permanentemente nas ruas, portanto, <strong>ainda precisa de ser testada em condições reais</strong>: vento, humidade, uso intenso, desgaste, manutenção e disponibilidade de água.</p><div class="texto-destacado">Possui uma limitação importante: o arrefecimento evaporativo funciona melhor em climas quentes e secos. Em ambientes muito húmidos, o ar já contém uma quantidade significativa de vapor de água, e a evaporação torna-se menos eficiente.</div><p>Ainda assim, o seu valor está em levantar uma questão urgente: o mobiliário urbano pode ajudar a combater as ondas de calor? Em cidades afetadas por ilhas de calor, um muro ou ponto de autocarro capaz de fornecer ar mais fresco <strong>não resolverá o problema por si só, mas poderá complementar medidas essenciais</strong> como mais árvores, sombra, pavimentos permeáveis e um melhor planeamento urbano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/crean-un-ladrillo-capaz-de-enfriar-las-ciudades-hasta-9-grados-y-podria-cambiar-la-forma-de-construir-edificios-1781027342700.png" data-image="0uucd4amm3av"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-971811">O Bloc° também foi projetado para ser integrado a espaços públicos, como pontos de autocarros, praças e áreas de pedestres. O seu sistema de módulos de argila, água e ventilação solar visa proporcionar alívio térmico em cidades cada vez mais expostas a ondas de calor. Créditos: Arts Thread/Bloc°.</figcaption></figure><p>O projeto Bloc° lembra-nos que a inovação climática nem sempre depende de grandes máquinas. Às vezes, ela pode surgir da observação de um material ancestral, como a argila, e da reflexão sobre como ela poderia ajudar-nos a construir cidades mais habitáveis num planeta cada vez mais quente.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>AS. <a href="https://as.com/actualidad/sociedad/crean-un-ladrillo-capaz-de-enfriar-las-ciudades-hasta-9-grados-y-podria-cambiar-la-forma-de-construir-edificios-f202606-n/?outputType=amp" target="_blank">Crean un ladrillo capaz de enfriar las ciudades hasta 9 grados y podría cambiar la forma de construir edificios.</a></em></p><p><em>Arts Thread <a href="https://www.artsthread.com/portfolios/bloc1" target="_blank">Bloc°.</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/criam-tijolo-capaz-de-resfriar-cidades-em-ate-9-graus-e-isso-pode-mudar-a-forma-de-construir-predios.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[CAP atribui a Bernardo Vieira e Brito o prémio “Melhor Projeto de Jovem Agricultor 2026”]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cap-atribui-a-bernardo-vieira-e-brito-o-premio-melhor-projeto-de-jovem-agricultor.html</link><pubDate>Wed, 10 Jun 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) anunciou nesta segunda-feira, 8 de junho, na Feira Nacional de Agricultura, em Santarém, o vencedor do prémio “Melhor Projeto de Jovem Agricultor 2026”, no âmbito do Concurso Nacional de Jovens Agricultores.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cap-atribui-a-bernardo-vieira-e-brito-o-premio-melhor-projeto-de-jovem-agricultor-1781029007172.jpg" data-image="rvbpjnd0zfou" alt="Atribuição do prémio “Melhor Projeto de Jovem Agricultor 2026”" title="Atribuição do prémio “Melhor Projeto de Jovem Agricultor 2026”"><figcaption>O prémio “Melhor Projeto de Jovem Agricultor 2026” foi atribuído a Bernardo Vieira e Brito (ao centro, na imagem) e entregue pelo presidente da CAP, Álvaro Mendonça e Moura. Crédito da fotografia: CAP.</figcaption></figure><p><strong>Bernardo Vieira e Brito</strong> tem 36 anos, é licenciado em Direito e possui um MBA, sendo detentor de <strong>experiência profissional nas áreas da advocacia, da consultoria de gestão e de <em>marketin</em></strong><strong><em>g</em></strong>. E é o vencedor do prémio “Melhor Projeto de Jovem Agricultor 2026”, atribuído pela CAP.</p><p>O <strong>prémio, propositadamente anunciado na Feira Nacional de Agricultura, em Santarém</strong>, durante uma conferência dedicada aos jovens agricultores, foi entregue a um projeto que, para a CAP, “assume a agricultura com a mesma exigência de planeamento, eficiência e visão estratégica exigidos a qualquer outra atividade empresarial”.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A exploração agrícola de Bernardo Vieira e Brito agora premiada integra três hectares de vinha DOC vinho verde, oito hectares de kiwi biológico (das variedades verde e amarela), dois aviários de produção biológica, com capacidade de 3.000 galinhas cada, e outras produções complementares, como o milho, limões e mel. De acordo com informação revelada pela CAP, este modelo de gestão “reflete uma visão integrada e sustentável da atividade agrícola, combinando inovação, eficiência e criação de valor”.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><br>O modelo assenta na <strong>maximização e reutilização de recursos dentro da exploração, promovendo uma lógica de economia circular</strong>, onde diferentes componentes do sistema produtivo se articulam para aumentar a eficiência, reduzir o desperdício e gerar valor acrescentado para o consumidor.</p><h2>Aposta na economia circular</h2><p>“O projeto distinguido destaca-se pela <strong>abordagem empresarial, diversidade e aposta na economia circular</strong>”, explica a Confederação liderada por Álvaro Mendonça e Moura.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="717226" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/agrijovem-acolhe-40-estudantes-do-ensino-superior-em-evora-para-explicar-a-ue-e-a-politica-agricola-comum.html" title="AgriJovem acolhe 40 estudantes do ensino superior em Évora para explicar a UE e a Política Agrícola Comum">AgriJovem acolhe 40 estudantes do ensino superior em Évora para explicar a UE e a Política Agrícola Comum</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/agrijovem-acolhe-40-estudantes-do-ensino-superior-em-evora-para-explicar-a-ue-e-a-politica-agricola-comum.html" title="AgriJovem acolhe 40 estudantes do ensino superior em Évora para explicar a UE e a Política Agrícola Comum"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/agrijovem-acolhe-40-estudantes-do-ensino-superior-em-evora-para-explicar-a-ue-e-a-politica-agricola-comum-1751043364280_320.jpg" alt="AgriJovem acolhe 40 estudantes do ensino superior em Évora para explicar a UE e a Política Agrícola Comum"></a></article></aside><p>A CAP acrescenta que a atividade desenvolvida por Bernardo Vieira e Brito está “assente numa <strong>estratégia de produção de várias culturas e diferentes atividades agrícolas”, procurando “potenciar sinergias</strong> internas, otimizar recursos e reduzir os riscos inerentes à produção agrícola”.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cap-atribui-a-bernardo-vieira-e-brito-o-premio-melhor-projeto-de-jovem-agricultor-1781029159747.jpg" data-image="3ioheleq1lfc" alt="Jovem agricultor" title="Jovem agricultor"><figcaption>Um estudo da consultora Consulai divulgado em finais de março deste ano revelava que, no setor agrícola, se está a assistir a “um envelhecimento contínuo da mão-de-obra familiar”.</figcaption></figure><p>O projeto liderado por este jovem agricultor aposta ainda na <strong>incorporação de tecnologias e boas práticas </strong>que, segundo a CAP, “contribuem para a sustentabilidade e competitividade”.</p><p>Entre essas boas práticas está a <strong>utilização de inteligência artificial, energia verde e gestão estratégica da rega</strong>, com vista a uma “utilização mais eficiente dos recursos e uma redução do impacto ambiental”.</p><p>A distinção atribuída a Bernardo Vieira e Brito surge associada ao <strong>Concurso Nacional de Jovens Agricultores, promovido pela CAP</strong>, que se tem mostrado preocupada com a renovação geracional para o futuro da agricultura portuguesa.</p><h2>Envelhecimento contínuo da mão-de-obra </h2><p>Um estudo da consultora Consulai divulgado em finais de março deste ano revelava que, <strong>no setor agrícola, se está a assistir a “um envelhecimento contínuo da mão-de-obra familiar</strong>”, cuja idade média passou de 46 anos em 1989 para 59 anos em 2023.</p><div class="texto-destacado">Esta tendência, frisa a Consulai, é “transversal às regiões, mas <strong>mais acentuada no Alentejo e no Centro</strong>, onde predominam explorações de maior dimensão e gestão tradicional”. Apesar da modernização gradual a que temos assistido, a consultora refere que “o aumento da idade média evidencia falta de renovação geracional e declínio do trabalho familiar jovem”. E isso, acrescenta, tem “impactos diretos na capacidade de inovação, sucessão e adaptação às exigências tecnológicas e ambientais”.</div><p>E a CAP está ciente da situação, defendendo o reconhecimento e a valorização de projetos como os de Bernardo Vieira e Brito, agora premiado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772269" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/feira-nacional-de-agricultura-arranca-em-santarem-com-destaque-aos-pequenos-frutos-exportacoes-chegaram-aos-398-milhoes.html" title="Feira Nacional de Agricultura arranca em Santarém com destaque aos pequenos frutos. Exportações chegaram aos 398 milhões">Feira Nacional de Agricultura arranca em Santarém com destaque aos pequenos frutos. Exportações chegaram aos 398 milhões</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/feira-nacional-de-agricultura-arranca-em-santarem-com-destaque-aos-pequenos-frutos-exportacoes-chegaram-aos-398-milhoes.html" title="Feira Nacional de Agricultura arranca em Santarém com destaque aos pequenos frutos. Exportações chegaram aos 398 milhões"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/feira-nacional-de-agricultura-arranca-em-santarem-com-destaque-aos-pequenos-frutos-exportacoes-chegaram-aos-298-milhoes-1780588083462_320.jpg" alt="Feira Nacional de Agricultura arranca em Santarém com destaque aos pequenos frutos. Exportações chegaram aos 398 milhões"></a></article></aside><p>Para a Confederação, <strong>é preciso avançar para a “implementação de políticas públicas e europeias mais eficazes</strong>, com simplificação administrativa, previsibilidade e condições de investimento”, de modo a <strong>permitir aos jovens agricultores instalar-se, produzir com viabilidade económica</strong> e construir um futuro sustentável no setor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cap-atribui-a-bernardo-vieira-e-brito-o-premio-melhor-projeto-de-jovem-agricultor-1781029216128.jpg" data-image="y1fuij3arqwp" alt="Trator" title="Trator"><figcaption>Em 2023 deu-se uma redução generalizada do peso do emprego agrícola em toda a Europa. A União Europeia registou 217,7 milhões de trabalhadores, dos quais 8,43 milhões na agricultura (3,9%). </figcaption></figure><p>E, para a CAP, o “<strong>Melhor Projeto de Jovem Agricultor 2026” reflete os “fatores necessários à agricultura</strong>: jovens com ambição, capacidade de gestão e visão estratégica”.</p><p>Em 2023 deu-se uma redução generalizada do peso do emprego agrícola em toda a Europa. A União Europeia registou <strong>217,7 milhões de trabalhadores, dos quais 8,43 milhões na agricultura</strong> (3,9%).</p><p>Portugal segue a tendência europeia de redução do trabalho agrícola, mas com uma queda mais acentuada do que a média da União. <strong>Em 2023, o nosso país empregava 270 mil pessoas na agricultura</strong> em 5,24 milhões de trabalhadores (5,2%).</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cap-atribui-a-bernardo-vieira-e-brito-o-premio-melhor-projeto-de-jovem-agricultor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O passado secreto do Eufrates: o rio que nasceu de duas correntes que desaguavam num mar Mediterrâneo desértico]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-passado-secreto-do-eufrates-o-rio-que-nasceu-de-duas-correntes-que-desaguavam-num-mar-mediterraneo-desertico.html</link><pubDate>Wed, 10 Jun 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Dos desertos de sal ao crescente fértil: a longa viagem milenar do rio Eufrates. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-passado-secreto-do-eufrates-o-rio-que-nasceu-de-duas-correntes-que-desaguavam-num-mar-mediterraneo-desertico-1780994547654.png" data-image="2oiakqgnyhpr"><figcaption>Inicialmente, as águas do rio corriam para o Mar Mediterrâneo, numa época em que este era um enorme deserto salgado.</figcaption></figure><p>O mistério geológico que envolvia a formação e a evolução do rio Eufrates, um dos cursos de água mais emblemáticos da história humana. A investigação revelou que este <strong>grande rio da Mesopotâmia nasceu da fusão de dois antigos sistemas fluviais independentes</strong>, impulsionada por uma combinação de forças tectónicas e dinâmicas climáticas ocorridas há milhões de anos. </p><h2>Os dois "rios" precursores</h2><p>De acordo com a reconstrução geológica obtida, há cerca de 5,4 milhões de anos o Eufrates não existia como o rio único e contínuo que conhecemos hoje. </p><div class="texto-destacado">No seu lugar operavam dois sistemas fluviais totalmente distintos na região que hoje abrange a Turquia e a Síria: o Paleo-Karasu (situado mais a norte) e o Paleo-Murat (posicionado mais a sul). </div><p>Surpreendentemente, as simulações em computador e os dados geológicos indicam que estes dois proto-rios<strong> transportavam um volume colossal de água doce e sedimentos</strong>, cujo total combinado superava o caudal atual dos rios Nilo, Tigre e do próprio Eufrates moderno juntos.</p><h2>A foz num mar Mediterrâneo desértico</h2><p>Uma das descobertas mais surpreendentes do estudo prende-se com o destino inicial de todas estas águas. Em vez de correrem em direção ao Golfo Pérsico, como fazem na atualidade, o Paleo-Karasu e o Paleo-Murat desaguavam na bacia do Mar Mediterrâneo Oriental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-passado-secreto-do-eufrates-o-rio-que-nasceu-de-duas-correntes-que-desaguavam-num-mar-mediterraneo-desertico-1780994723600.png" data-image="yvx7457uma59"><figcaption>O formato atual do Eufrates nasceu do "choque" de quatro placas tectónicas, que alteraram o relevo da Turquia e Síria.</figcaption></figure><p>Esse período coincidiu com a famosa "Crise de Salinidade do Messiniano", uma <strong>época geológica em que o Mediterrâneo ficou temporariamente isolado do Oceano Atlântico devido a bloqueios tectónicos e evaporou quase por completo,</strong> transformando-se num gigantesco deserto de sal. Os dois rios ancestrais desempenharam, assim, um papel fundamental ao descarregar volumes massivos de sedimentos sobre estas espessas camadas salinas. </p><h2>A força da tectónica de placas e a fusão </h2><p>A transição para a configuração atual do rio começou a desenhar-se devido à intensa atividade tectónica na zona de colisão de quatro placas tectónicas na região, incluindo falhas ativas na cordilheira de Taurus. </p><div class="texto-destacado">Há cerca de 3,6 milhões de anos, a elevação progressiva do terreno e os sismos alteraram o relevo, forçando o Paleo-Murat a desviar o seu curso para sul e sudeste, afastando-o do Mediterrâneo.</div><p>Cerca de 800 mil anos depois (há aproximadamente 2,8 milhões de anos), o Paleo-Karasu sofreu um redirecionamento semelhante. Livres da antiga bacia, as duas correntes convergiram e uniram-se numa única e interligada rede hidrográfica. </p><h2>A consolidação do crescente fértil </h2><p>Este longo processo de reorganização culminou na consolidação definitiva do rio Eufrates há cerca de 1,6 milhões de anos. A partir dessa altura, o rio passou a <strong>correr ao longo de cerca de 2.800 quilómetros em direção à Placa Arábica, estabelecendo a rota que hoje atravessa a Turquia, a Síria e o Iraque</strong> até desaguar no Golfo Pérsico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-passado-secreto-do-eufrates-o-rio-que-nasceu-de-duas-correntes-que-desaguavam-num-mar-mediterraneo-desertico-1780994917298.png" data-image="fxkuti9rk28e"><figcaption>O Eufrates estabilizou o seu curso há 1,6 milhões de anos, preparando o terreno para o futuro berço da humanidade.</figcaption></figure><p>Para reconstruir este cenário de longo prazo, analisou-se mapas geológicos terrestres e utilizou-se dados de reflexão sísmica de alta resolução para examinar os sedimentos enterrados no subsolo profunda, cruzando-os com modelos digitais de transporte sedimentar. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="672553" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conheca-o-impacto-da-crise-de-salinidade-messiniana-no-mediterraneo-sobre-a-biodiversidade-marinha.html" title="Conheça o impacto da crise de salinidade messiniana no Mediterrâneo sobre a biodiversidade marinha">Conheça o impacto da crise de salinidade messiniana no Mediterrâneo sobre a biodiversidade marinha</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conheca-o-impacto-da-crise-de-salinidade-messiniana-no-mediterraneo-sobre-a-biodiversidade-marinha.html" title="Conheça o impacto da crise de salinidade messiniana no Mediterrâneo sobre a biodiversidade marinha"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/conheca-o-impacto-da-crise-de-salinidade-no-mediterraneo-no-final-do-miocenico-sobre-a-biodiversidade-marinha-1725291297671_320.jpg" alt="Conheça o impacto da crise de salinidade messiniana no Mediterrâneo sobre a biodiversidade marinha"></a></article></aside><p>Este avanço científico<strong> preenche uma lacuna histórica substancial e demonstra como as dinâmicas profundas da Terra esculpiram a paisagem </strong>que, muito mais tarde, serviria de base ao desenvolvimento do Crescente Fértil e das primeiras grandes civilizações humanas.</p><h3><em>Referências da notícia:</em></h3><p><a href="https://www.nationalgeographic.com/environment/article/euphrates-origin" target="_blank"><em>https://www.nationalgeographic.com/environment/article/euphrates-origin</em></a></p><p><a href="https://www.nationalgeographic.com/environment/article/euphrates-origin"><em></em></a><em><a href="https://www.agenciasinc.es/Noticias/El-rio-Eufrates-pudo-originarse-por-la-union-de-dos-antiguos-sistemas-fluviales" target="_blank">https://www.agenciasinc.es/Noticias/El-rio-Eufrates-pudo-originarse-por-la-union-de-dos-antiguos-sistemas-fluviales</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-passado-secreto-do-eufrates-o-rio-que-nasceu-de-duas-correntes-que-desaguavam-num-mar-mediterraneo-desertico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Andor da Senhora da Pena com mais de vinte metros e três toneladas já é Património Cultural Imaterial]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/andor-da-senhora-da-pena-com-mais-de-vinte-metros-e-tres-toneladas-ja-e-patrimonio-cultural-imaterial.html</link><pubDate>Tue, 09 Jun 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A monumental estrutura religiosa de Mouçós, em Vila Real, recebeu a classificação oficial que protege um saber ancestral transmitido entre gerações.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/andor-da-senhora-da-pena-com-mais-de-vinte-metros-e-tres-toneladas-ja-e-patrimonio-cultural-imaterial-1781009677336.jpg" data-image="pj1lf1s81d99" alt="Andor da Senhora da Pena" title="Andor da Senhora da Pena"><figcaption>O monumental Andor da Senhora da Pena, com 20 metros de altura, é carregado por mais de uma centena de pessoas organizadas em turnos rotativos. Foto: www.patrimoniocultural.gov.pt</figcaption></figure><p>No <strong>segundo domingo de setembro</strong>, milhares de romeiros convergem para a <strong>freguesia de Mouçós</strong>, no município de Vila Real. Vindos de toda a região transmontana, os devotos reúnem-se no recinto do santuário para testemunhar a saída de uma torre de madeira revestida a tecidos e flores.</p><p>O <strong>Andor da Senhora da Pena</strong> impõe-se na paisagem com uma <strong>altura</strong> descomunal que atinge os <strong>23 metros</strong>. Erguido unicamente pela força humana, este gigante com cerca de <strong>três toneladas</strong> acaba de conquistar um lugar na identidade oficial do país. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A sua inscrição no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial foi publicada no Diário da República, coroando séculos de dedicação comunitária no concelho de Vila Real.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O anúncio oficial realça o papel desta manifestação na matriz identitária transmontana. A classificação protege as dinâmicas de <strong>transmissão de conhecimentos</strong> práticos desenvolvidos pelos moradores ao longo de <strong>várias gerações</strong>. A decisão surge como uma medida para salvaguardar um património humano raro, perpetuando uma <strong>celebração que remonta ao século XVIII</strong>.</p><h2>A reinvenção anual de uma obra minuciosa</h2><p>A preparação da estrutura começa <strong>dois meses antes da grande romaria</strong>. O processo exige um trabalho artesanal minucioso dos habitantes, que reconstroem os ornamentos quase inteiramente a partir do zero. São utilizados mais de <strong>mil metros de tecidos</strong> variados e <strong>dezenas de quilos de alfinetes</strong> para cobrir a base de madeira. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Essa dedicação garante que o elemento central da festa exiba anualmente novas formas, cores e texturas surpreendentes.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O peso final do conjunto atinge o seu auge no dia da procissão solene. A engenharia empírica dos carpinteiros locais permite que a estrutura vertical resista às oscilações da marcha. O <strong>equilíbrio exige uma enorme precisão coletiva, transformando a preparação física e material num ato de profunda reverência coletiva</strong>.</p><h2>O ritual de passagem no ombro dos homens</h2><p>O transporte da pesada armação mobiliza mais de <strong>uma centena de pessoas</strong> em rotação alternada para evitar esforços físicos extremos. O percurso circular estende-se por <strong>650 metros </strong>em redor do espaço sagrado. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Para os jovens das aldeias, carregar este peso representa um momento de afirmação social e de passagem simbólica para a vida adulta.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O costume transmite-se de pais para filhos, gerando um forte <strong>sentimento de orgulho</strong> e superação pessoal. Toda a organização do evento, aliás, possui <strong>características etnográficas e antropológicas</strong> muito <strong>particulares</strong>. O transporte fica sempre sob a responsabilidade dos habitantes da povoação encarregados de preparar a festividade no ano seguinte. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="756359" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ue-atribui-selo-de-patrimonio-europeu-ao-abrigo-do-lagar-velho-em-leiria.html" title="UE atribui Selo de Património Europeu ao Abrigo do Lagar Velho em Leiria">UE atribui Selo de Património Europeu ao Abrigo do Lagar Velho em Leiria</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ue-atribui-selo-de-patrimonio-europeu-ao-abrigo-do-lagar-velho-em-leiria.html" title="UE atribui Selo de Património Europeu ao Abrigo do Lagar Velho em Leiria"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ue-atribui-selo-de-patrimonio-europeu-a-abrigo-do-lagar-velho-em-leiria-1772198629605_320.jpg" alt="UE atribui Selo de Património Europeu ao Abrigo do Lagar Velho em Leiria"></a></article></aside><p>Esse ato simboliza uma <strong>passagem de testemunho ritualizada entre as onze aldeias</strong> que integram a freguesia. O esforço partilhado consolida os laços de solidariedade e a entreajuda entre vizinhos.</p><h2>A apoteose final junto ao monumento barroco</h2><p>A caminhada culmina num momento de grande espetáculo em frente à Capela da Senhora da Pena, um belo exemplar da arquitetura barroca da região de Trás-os-Montes.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/andor-da-senhora-da-pena-com-mais-de-vinte-metros-e-tres-toneladas-ja-e-patrimonio-cultural-imaterial-1781009948414.jpg" data-image="35oxfvth8fcq" alt="Andor da Senhora da Pena" title="Andor da Senhora da Pena"><figcaption>A romaria da Senhora da Pena atrai todos os anos milhares de devotos, sobretudo da região transmontana. Foto: Município de Vila Real</figcaption></figure><p>Nesse local, os carregadores elevam repetidamente a enorme peça com movimentos coordenados numa coreografia designada como a <strong>dança do andor</strong>. O movimento encerra as celebrações sob aplausos entusiásticos da multidão. </p><h2>A proteção de uma tradição secular</h2><p>A candidatura foi submetida pelo município de Vila Real no final de 2023. Na apresentação do Andor da Senhora da Pena ao património imaterial, o então presidente do município, Rui Santos, relembrou o longo <strong>processo de investigação</strong> de mais de um ano, coordenado pelo historiador Vítor Nogueira.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ao longo de 13 meses, foram recolhidos testemunhos orais dos aldeões, realizadas pesquisas documentais no Arquivo da Arquidiocese de Braga e selecionados registos audiovisuais do processo de montagem da estrutura.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>“Esta candidatura obrigou-nos a aprofundar a nossa história, permitindo globalizar e perpetuar no tempo este <strong>saber </strong><span style="margin: 0px; padding: 0px;"><strong>ancestral </strong>que</span>, claramente, valoriza o nosso património cultural e humano”, rematou o autarca durante a cerimónia. O reconhecimento nacional garante agora que a <strong>memória</strong> deste <strong>esforço</strong> <strong>coletivo</strong> permaneça protegida contra o esquecimento.</p><h3><em>Referências do artigo</em></h3><p><em><a href="https://www.patrimoniocultural.gov.pt/2026/06/patrimonio-cultural-i-p-aprova-o-registo-da-manifestacao-andor-da-senhora-da-pena-no-inventario-nacional-do-patrimonio-cultural-imaterial/" target="_blank">Património Cultural, I.P. aprova o registo da manifestação “Andor da Senhora da Pena” no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial</a>. <a href="http://www.patrimoniocultural.gov.pt">patrimoniocultural.gov.pt</a></em></p><p><em><a href="https://www.cm-vilareal.pt/index.php/component/content/article/andor-da-senhora-da-pena-inscrito-no-inventario-nacional-do-patrimonio-cultural-imaterial?catid=8&Itemid=101" target="_blank">Andor da Senhora da Pena inscrito no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial</a>. Município de Vila Real</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/andor-da-senhora-da-pena-com-mais-de-vinte-metros-e-tres-toneladas-ja-e-patrimonio-cultural-imaterial.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os microrganismos do solo que alimentam as suas plantas e porque deve protegê-los se não quiser que entrem em declínio]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/os-microrganismos-do-solo-que-alimentam-as-suas-plantas-e-porque-deve-protege-los-se-nao-quiser-que-entrem-em-declinio.html</link><pubDate>Tue, 09 Jun 2026 15:33:08 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Por baixo de cada planta existe uma rede viva que permanece invisível, mas que determina se as suas raízes estão bem nutridas, se resistem ao stress ou se começam a enfraquecer gradualmente.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/los-microorganismos-del-suelo-que-alimentan-tus-plantas-y-que-debes-cuidar-si-no-quieres-que-mueran-lentamente-1780628189702.png" data-image="b7mwnqo95sh6" alt="The smell of wet soil is linked to geosmin, a compound associated with the scent of the ground after rainfall." title="The smell of wet soil is linked to geosmin, a compound associated with the scent of the ground after rainfall."> <figcaption>O cheiro da terra molhada está associado à geosmina, um composto relacionado com o aroma do solo após a chuva.</figcaption> </figure><p>Quando uma planta amarelece, cresce com dificuldade ou deixa de responder ao fertilizante, quase sempre culpamos as folhas, a rega ou os nutrientes. Mas, em muitos casos,<strong> o problema começa abaixo da superfície, na parte que raramente vemos: o solo</strong>. Grande parte da saúde de uma planta é determinada ali.</p><p>Na agricultura e na jardinagem, enfrentamos um grande problema: <strong>o uso generalizado de lavoura intensiva, monocultura e agroquímicos em excesso</strong> fez com que muitos solos perdessem a sua estrutura, matéria orgânica e vida microbiana.</p><div class="texto-destacado">A FAO reconhece que a biodiversidade do solo sustenta processos essenciais relacionados com a fertilidade e a saúde das plantas.</div><p>O microbioma do solo é composto por bactérias, fungos, actinomicetos, protozoários, nemátodos benéficos e muitos outros organismos microscópicos. Para se ter uma ideia, <strong>um único grama de solo saudável pode conter quase um bilhão de bactérias e milhares de espécies bacterianas</strong>.</p><p>Esses microrganismos não são apenas habitantes passivos. Alguns decompõem resíduos orgânicos, outros libertam nutrientes retidos, alguns protegem as raízes e outros ajudam a formar agregados do solo, as estruturas semelhantes a migalhas que permitem que o ar e a água circulem pelo solo. É por isso que <strong>um solo saudável tem um cheiro agradável, desintegra-se facilmente e não se transforma numa massa dura após a rega</strong>.</p><p>A realidade é simples: o verdadeiro motor da fertilidade do solo não é o fertilizante químico, mas sim <strong>o microbioma do solo</strong>. Os fertilizantes podem dar um impulso, mas é esta comunidade invisível que recicla, transforma e fornece nutrientes disponíveis para as plantas às raízes. Se o cuidares, a planta colabora contigo; se o destruíres, cada época de cultivo exigirá mais intervenção.</p><h2>Simbiose: a parceria subterrânea que alimenta as plantas</h2><p>O exemplo mais famoso é a <strong>micorriza arbuscular</strong>, uma parceria entre as raízes das plantas e fungos benéficos. A planta fornece açúcares produzidos através da fotossíntese e, em troca, o fungo fornece água, fósforo, zinco e outros micronutrientes.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/los-microorganismos-del-suelo-que-alimentan-tus-plantas-y-que-debes-cuidar-si-no-quieres-que-mueran-lentamente-1780628212571.png" data-image="godhtj6en4rs" alt="An inoculant cannot compensate for degraded soil. Without organic matter, moisture, and living roots, many introduced microorganisms struggle to establish themselves." title="An inoculant cannot compensate for degraded soil. Without organic matter, moisture, and living roots, many introduced microorganisms struggle to establish themselves."> <figcaption>Um inoculante não consegue compensar a degradação do solo. Sem matéria orgânica, humidade e raízes vivas, muitos dos microrganismos introduzidos têm dificuldade em estabelecer-se.</figcaption> </figure><p>Isto ajuda a explicar por que razão <strong>uma planta micorrízica é frequentemente mais resistente à seca, à salinidade, ao choque de transplante e a solos pobres</strong>. Os fungos micorrízicos também melhoram a absorção de água e de minerais, reforçando o crescimento e aumentando a tolerância ao stress ambiental. </p><p>Existem também <strong>bactérias benéficas</strong>. O Rhizobium forma nódulos em leguminosas como o feijão, a soja e a alfafa, onde converte o azoto atmosférico numa forma que a planta pode utilizar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771904" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-plantas-espiam-e-cheiram-as-suas-vizinhas-para-competir-pela-luz-e-determinar-o-seu-crescimento.html" title="As plantas 'espiam' e cheiram as suas vizinhas para competir pela luz e determinar o seu crescimento">As plantas "espiam" e cheiram as suas vizinhas para competir pela luz e determinar o seu crescimento</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-plantas-espiam-e-cheiram-as-suas-vizinhas-para-competir-pela-luz-e-determinar-o-seu-crescimento.html" title="As plantas 'espiam' e cheiram as suas vizinhas para competir pela luz e determinar o seu crescimento"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/las-plantas-espian-y-huelen-a-sus-vecinas-para-competir-por-la-luz-y-determinar-su-crecimiento-1780090464786_320.jpg" alt="As plantas 'espiam' e cheiram as suas vizinhas para competir pela luz e determinar o seu crescimento"></a></article></aside><p>Outras bactérias, incluindo algumas espécies de <em><strong>Pseudomonas</strong></em>, podem <strong>solubilizar o fósforo através de ácidos orgânicos</strong>, libertando nutrientes que já estavam presentes no solo, mas que não estavam disponíveis para as plantas.</p><h3>Como a vida do solo é prejudicada — e como restaurá-la</h3><p>O microbioma do solo enfraquece quando removemos as suas fontes de alimento e destruímos o seu habitat. O uso excessivo de fertilizantes altamente solúveis, fungicidas de amplo espectro, herbicidas mal geridos, solo descoberto e a falta de matéria orgânica <strong>reduzem a atividade biológica</strong>.</p><div class="texto-destacado">O PNUA alerta que o uso excessivo de fertilizantes pode perturbar o equilíbrio de nutrientes, enquanto os pesticidas podem prejudicar os organismos benéficos do solo.</div><p><strong>Como podemos reconhecer o problema?</strong> Muitas vezes manifesta-se através de plantas amareladas, raízes curtas ou escuras com odores desagradáveis, solos que se compactam rapidamente, doenças nas raízes e rendimentos em declínio ano após ano. O mesmo acontece em vasos: misturas de envasamento que se tornam biologicamente inativas e nunca são renovadas com composto acabam por depender quase inteiramente de fertilizantes líquidos.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/los-microorganismos-del-suelo-que-alimentan-tus-plantas-y-que-debes-cuidar-si-no-quieres-que-mueran-lentamente-1780628245729.png" data-image="f6pbvn060bbh" alt="Glomalin, produced by mycorrhizal fungi, helps bind soil particles together and improves aggregate stability." title="Glomalin, produced by mycorrhizal fungi, helps bind soil particles together and improves aggregate stability."> <figcaption>A glomalina, produzida por fungos micorrízicos, ajuda a aglomerar as partículas do solo e melhora a estabilidade dos agregados.</figcaption> </figure><p>Para regenerar o solo, comece pelo básico: <strong>adicione composto maduro, vermicomposto, resíduos de culturas triturados ou cobertura morta orgânica</strong>. Adote práticas como a rotação de culturas, o cultivo com lavoura reduzida e a manutenção de raízes vivas no solo.</p><p>Para avaliar a atividade biológica, experimente o <strong>teste da pá</strong>: desenterre um bloco de solo e examine o seu cheiro, a presença de minhocas, as raízes finas e a estrutura. Outro método simples consiste em enterrar uma tira de tecido 100% algodão durante um mês. Quanto mais se decompor, maior será a probabilidade de atividade biológica. Esta técnica é frequentemente utilizada como uma avaliação simples no terreno da decomposição microbiana.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772454" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-aproveitar-garrafas-usadas-para-cuidar-das-suas-plantas-5-ideias-simples-para-regar-proteger-e-decorar-o-jardim.html" title="Como aproveitar garrafas usadas para cuidar das suas plantas: 5 ideias simples para regar, proteger e decorar o jardim">Como aproveitar garrafas usadas para cuidar das suas plantas: 5 ideias simples para regar, proteger e decorar o jardim</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-aproveitar-garrafas-usadas-para-cuidar-das-suas-plantas-5-ideias-simples-para-regar-proteger-e-decorar-o-jardim.html" title="Como aproveitar garrafas usadas para cuidar das suas plantas: 5 ideias simples para regar, proteger e decorar o jardim"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-aprovechar-las-botellas-usadas-para-cuidar-tus-plantas-5-ideas-simples-para-regar-proteger-y-decorar-el-jardin-1780517991242_320.jpg" alt="Como aproveitar garrafas usadas para cuidar das suas plantas: 5 ideias simples para regar, proteger e decorar o jardim"></a></article></aside><p>O solo não é um meio de cultivo inerte; é um sistema vivo. Não é necessário transformar todo o seu jardim ou quinta da noite para o dia. Comece por <strong>adicionar mais matéria orgânica e reduzir o uso de produtos químicos num único canteiro</strong>, em alguns vasos ou numa secção do terreno. Se o solo recuperar, as suas plantas irão rapidamente demonstrar o seu agradecimento.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/os-microrganismos-do-solo-que-alimentam-as-suas-plantas-e-porque-deve-protege-los-se-nao-quiser-que-entrem-em-declinio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Astrónomos descobriram que Marte possui uma camada protetora que bloqueia as partículas e a radiação destrutivas do Sol]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-descobriram-que-marte-possui-uma-camada-protetora-que-bloqueia-as-particulas-e-a-radiacao-destrutivas-do-sol.html</link><pubDate>Tue, 09 Jun 2026 15:25:10 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Uma descoberta feita pela missão MAVEN da NASA demonstra que Marte possui um mecanismo de defesa contra o vento solar que, até agora, se pensava ser exclusivo dos planetas com magnetosfera.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-astronomos-descubren-que-marte-tiene-una-armadura-para-frenar-las-particulas-y-la-radiacion-destructivas-del-sol-1780700182135.jpg" data-image="vgldpty8bsi3" alt="Marte planeta rojo" title="Marte planeta rojo"><figcaption>Até agora, o efeito Zwan-Wolf tinha sido estudado principalmente na Terra e noutros planetas dotados de fortes campos magnéticos.</figcaption></figure><p>Durante décadas, os cientistas consideraram que <strong>a presença de um campo magnético global era uma condição essencial para proteger um planeta da radiação e das partículas carregadas emitidas pela sua estrela</strong>. A Terra é o exemplo mais conhecido: a sua magnetosfera desvia grande parte do vento solar e impede que a atmosfera seja progressivamente erodida.</p><p><strong>Sem essa proteção, o nosso planeta teria seguido um destino semelhante ao de Marte</strong>, que perdeu grande parte da sua atmosfera há milhares de milhões de anos e acabou por se tornar um mundo frio e árido.</p><div class="texto-destacado">No entanto, uma nova investigação acaba de demonstrar que a realidade pode ser mais complexa. Uma equipa de cientistas detetou pela primeira vez em Marte <strong>um fenómeno denominado efeito Zwan-Wolf, um mecanismo que ajuda a desviar partículas solares mesmo num planeta que carece de um campo magnético global</strong>.</div><p>O trabalho <strong>foi publicado na revista Nature Communications</strong> e foi liderado por Christopher Fowler, investigador da Universidade da Virgínia Ocidental.</p><h2>A chave estava na atmosfera marciana</h2><p>A descoberta foi possível graças aos <strong>dados obtidos pela sonda MAVEN (Mars Atmosphere and Volatile Evolution) da NASA</strong>, cuja missão se prolongou por mais de onze anos a estudar a atmosfera superior de Marte e os processos responsáveis pela sua evolução.</p><p>Até agora, o <strong>efeito Zwan-Wolf</strong> tinha sido estudado principalmente na Terra e noutros planetas dotados de fortes campos magnéticos. Aí, as partículas carregadas do vento solar colidem com as linhas do campo magnético e <strong>são</strong> <strong>obrigadas a contornar o planeta, reduzindo significativamente o seu impacto</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771370" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/missao-psyche-da-nasa-rumo-a-cintura-de-asteroides-ganha-impulso-com-a-aproximacao-a-marte.html" title="Missão Psyche da NASA rumo à Cintura de Asteroides ganha impulso com a aproximação a Marte">Missão Psyche da NASA rumo à Cintura de Asteroides ganha impulso com a aproximação a Marte</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/missao-psyche-da-nasa-rumo-a-cintura-de-asteroides-ganha-impulso-com-a-aproximacao-a-marte.html" title="Missão Psyche da NASA rumo à Cintura de Asteroides ganha impulso com a aproximação a Marte"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nasa-s-psyche-mission-toward-the-asteroid-belt-gains-speed-from-mars-flyby-1779921273156_320.jpg" alt="Missão Psyche da NASA rumo à Cintura de Asteroides ganha impulso com a aproximação a Marte"></a></article></aside><p>O que é surpreendente é que <strong>Marte não possui uma magnetosfera semelhante à da Terra</strong>.</p><p>Os investigadores descobriram que, na ausência de um campo magnético global, a própria ionosfera marciana — uma camada atmosférica eletricamente carregada pela radiação solar — <strong>pode gerar condições capazes de produzir este fenómeno</strong>.</p><p>Segundo os autores, o efeito ocorre provavelmente de forma contínua, embora <strong>normalmente seja demasiado fraco para ser detetado pelos instrumentos disponíveis</strong>.</p><h2>Uma tempestade solar permitiu observar o fenómeno</h2><p>A oportunidade surgiu em dezembro de 2023, quando uma <strong>poderosa ejeção de massa coronal proveniente do Sol atingiu Marte</strong>.</p><p>Esse evento extremo alterou profundamente o ambiente espacial que rodeia o planeta e <strong>amplificou o efeito Zwan-Wolf até níveis observáveis</strong>.</p><p>Fowler compara o processo à água de um riacho que contorna uma rocha. A diferença é que, no espaço, as partículas praticamente não colidem entre si. Em vez das interações físicas habituais, <strong>são as forças eletromagnéticas que controlam o movimento e o desvio das partículas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-astronomos-descubren-que-marte-tiene-una-armadura-para-frenar-las-particulas-y-la-radiacion-destructivas-del-sol-1780701756639.jpg" data-image="tipxziwg3vrx" alt="Marte planeta rojo" title="Marte planeta rojo"><figcaption>Em dezembro de 2023 uma poderosa ejeção de massa coronal proveniente do Sol atingiu Marte.</figcaption></figure><p>Durante a tempestade solar, os cientistas observaram a formação de grandes estruturas magnéticas em torno de Marte. Estas configurações funcionavam como <strong>barreiras temporárias que desviavam o fluxo de plasma solar à volta do planeta</strong>.</p><p>As medições revelaram <strong>mudanças evidentes na direção do movimento do plasma precisamente nas bordas dessas estruturas magnéticas</strong>, um sinal inequívoco de que o efeito estava a ocorrer.</p><h2>Uma proteção mais importante do que se pensava</h2><p>A investigação revelou também que a ionosfera marciana gera uma espécie de <strong>magnetosfera induzida</strong>. Embora muito mais fraca do que a terrestre, esta estrutura cria linhas de campo magnético que envolvem o lado iluminado do planeta e ajudam a atenuar parte do impacto do vento solar.</p><p>Até agora, acreditava-se que o efeito Zwan-Wolf só se pudesse desenvolver em regiões situadas acima da atmosfera de um planeta. <strong>Detetá-lo diretamente dentro da ionosfera de Marte representa uma novidade científica significativa</strong>.</p><p>Os investigadores chegaram mesmo a encontrar evidências de que <strong>o fenómeno atinge altitudes muito baixas</strong>. Os sinais foram registados até aos níveis mais profundos explorados pela MAVEN, a cerca de 125 quilómetros da superfície marciana.</p><h2>Implicações para todo o Sistema Solar</h2><p><strong>Esta descoberta poderá ter consequências que vão muito além de Marte</strong>. Os cientistas consideram que processos semelhantes poderão estar a ocorrer noutros corpos celestes sem campo magnético global, como Vénus, alguns cometas e até mesmo Titã, a maior lua de Saturno.</p><p>Compreender como o Sol interage com estes mundos ajudará a aperfeiçoar os modelos sobre a evolução atmosférica planetária e sobre os efeitos do clima espacial em diferentes ambientes do sistema solar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771036" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-heliopausa-e-a-barreira-invisivel-do-sistema-solar-a-fronteira-que-protege-a-terra-do-espaco-interestelar.html" title="A heliopausa é a 'barreira' invisível do Sistema Solar: a fronteira que protege a Terra do espaço interestelar">A heliopausa é a "barreira" invisível do Sistema Solar: a fronteira que protege a Terra do espaço interestelar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-heliopausa-e-a-barreira-invisivel-do-sistema-solar-a-fronteira-que-protege-a-terra-do-espaco-interestelar.html" title="A heliopausa é a 'barreira' invisível do Sistema Solar: a fronteira que protege a Terra do espaço interestelar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-heliopausa-es-el-muro-invisible-del-sistema-solar-la-frontera-que-protege-a-la-tierra-del-espacio-interestelar-1779029796945_320.jpg" alt="A heliopausa é a 'barreira' invisível do Sistema Solar: a fronteira que protege a Terra do espaço interestelar"></a></article></aside><p>Além disso, este tipo de investigação tem aplicações práticas. Compreender o comportamento das tempestades solares é fundamental para p<strong>roteger futuras missões robóticas e tripuladas, bem como os satélites e sistemas tecnológicos</strong> dos quais depende a vida moderna na Terra.</p><p>O que começou como a observação de uma poderosa tempestade solar acabou por revelar que <strong>Marte possui uma forma inesperada de se defender</strong>. Embora não possua o poderoso escudo magnético terrestre, o planeta vermelho parece dispor de mecanismos próprios que, silenciosamente, continuam a enfrentar a influência do Sol.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.nasa.gov/news-release/nasa-says-farewell-to-maven-mars-mission-hosts-media-call-today/" target="_blank">NASA Says Farewell to MAVEN Mars Mission, Hosts Media Call Today</a> - NASA</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-descobriram-que-marte-possui-uma-camada-protetora-que-bloqueia-as-particulas-e-a-radiacao-destrutivas-do-sol.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item></channel></rss>