<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Sat, 18 Jul 2026 20:20:22 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sat, 18 Jul 2026 20:20:22 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[O Sol é o verdadeiro motor por trás dos furacões: eis como a radiação solar desperta os monstros do oceano]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-sol-e-o-verdadeiro-motor-por-tras-dos-furacoes-eis-como-a-radiacao-solar-desperta-os-monstros-do-oceano.html</link><pubDate>Sat, 18 Jul 2026 14:45:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O vento e a chuva são apenas a parte visível de um furacão. Por trás do seu imenso poder, esconde-se um processo que tem início muito antes da sua formação, à medida que o sol aquece os oceanos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-sol-es-el-verdadero-motor-de-los-huracanes-asi-es-como-la-radiacion-solar-despierta-a-los-monstruos-del-oceano-1783042062678.png" data-image="7zo773fu6ghd" alt="radiation; warming; sun; climate" title="radiation; warming; sun; climate"><figcaption>O oceano é o maior reservatório de calor do planeta, armazenando energia solar durante semanas, meses e até anos.</figcaption></figure><p> O que lhe vem à cabeça quando pensa num <strong>furacão</strong>? A maioria das pessoas imagina ventos destrutivos, chuva torrencial e ondas poderosas. Mas por trás dessa força, muitas vezes devastadora, esconde-se um fator determinante muito menos óbvio.</p><div class="texto-destacado">Graças à sua enorme capacidade de armazenar calor — cerca de quatro vezes superior à do ar —, <strong>os oceanos funcionam como o maior reservatório de energia do sistema climático.</strong></div><p>Tudo começa com o <strong>sol</strong>. Cerca de <strong>50–51% da radiação solar</strong> que atinge o nosso planeta é absorvida pela superfície da Terra, sendo que<strong> os oceanos absorvem a maior parte dessa energia</strong>, uma vez que cobrem uma porção tão grande do globo. Sem esta energia, os ciclones tropicais simplesmente não se poderiam formar.</p><h2>O oceano: uma bateria carregada pelo sol</h2><p>Durante meses, especialmente nos trópicos, <strong>o oceano absorve enormes quantidades de energia solar e armazena-a sob a forma de calor</strong>. Não é apenas a superfície que se aquece. As camadas superiores do oceano acumulam uma grande reserva de energia conhecida como conteúdo de calor oceânico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-sol-es-el-verdadero-motor-de-los-huracanes-asi-es-como-la-radiacion-solar-despierta-a-los-monstruos-del-oceano-1783041646034.png" data-image="jkqx6or9idt2" alt="tropical cyclone; sun; ocean heat content" title="tropical cyclone; sun; ocean heat content"><figcaption>No Atlântico Norte e na parte oriental do Pacífico Norte, setembro regista o maior número de furacões, uma vez que o oceano passou o verão a acumular enormes quantidades de energia solar.</figcaption></figure><p>A fase seguinte tem início <strong>quando a água do mar começa a evaporar</strong>. Esse vapor de água sobe para a atmosfera e, à medida que arrefece, condensa-se, formando nuvens e chuva. Durante este processo, liberta uma quantidade enorme de calor latente, o que aquece o ar circundante e faz com que este suba ainda mais.</p><div class="texto-destacado">Quando<strong> as temperaturas da superfície do mar excedem os 26,5 °C</strong> e essa água quente se estende por várias dezenas de metros abaixo da superfície, o oceano <strong>contém o combustível necessário para que um ciclone tropical se desenvolva</strong>.</div><p>Esse movimento ascendente reduz a pressão à superfície, permitindo que mais ar quente e rico em humidade flua do ambiente circundante. À medida que este ciclo se repete, o sistema torna-se mais forte, <strong>tal como um motor continuamente alimentado pelo oceano quente</strong>.</p><p>É por isso que um ciclone tropical enfraquece quando se desloca sobre águas mais frias ou agita o oceano o suficiente para trazer água mais fria das profundezas para a superfície.<strong> À medida que a energia armazenada pelo oceano se esgota, o motor da tempestade começa a ficar sem combustível</strong>.</p><h2>A água quente, por si só, não é suficiente</h2><p>O calor do oceano, por si só, não consegue gerar um furacão. São também essenciais condições atmosféricas favoráveis. Os ventos devem variar muito pouco com a altitude — uma condição conhecida como <strong>baixo cisalhamento do vento</strong>.</p><p>A atmosfera precisa também de <strong>humidade adequada nos níveis médios</strong>, juntamente com a <strong>força de Coriolis</strong>, que confere à tempestade o seu movimento rotativo característico.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771154" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-oficial-da-meteored-para-a-temporada-de-furacoes-de-2026-teremos-mais-ciclones-este-ano.html" title="Previsão oficial da Meteored para a temporada de furacões de 2026: teremos mais ciclones este ano?">Previsão oficial da Meteored para a temporada de furacões de 2026: teremos mais ciclones este ano?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-oficial-da-meteored-para-a-temporada-de-furacoes-de-2026-teremos-mais-ciclones-este-ano.html" title="Previsão oficial da Meteored para a temporada de furacões de 2026: teremos mais ciclones este ano?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pronostico-oficial-de-meteored-para-la-temporada-de-huracanes-2026-tendremos-mas-ciclones-este-ano-1779838196467_320.png" alt="Previsão oficial da Meteored para a temporada de furacões de 2026: teremos mais ciclones este ano?"></a></article></aside><p>Por isso, da próxima vez que vir imagens de satélite de um furacão, lembre-se de que a sua força não se formou da noite para o dia. <strong>É o resultado de semanas — ou mesmo meses — de energia solar armazenada no oceano</strong>, à espera do momento em que se transforma num dos fenómenos mais poderosos da Terra.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-sol-e-o-verdadeiro-motor-por-tras-dos-furacoes-eis-como-a-radiacao-solar-desperta-os-monstros-do-oceano.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Criam um "escudo de plasma" para proteger a Terra e evitar o fim da Internet em caso de tempestades solares]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/criam-um-escudo-de-plasma-para-proteger-a-terra-e-evitar-o-fim-da-internet-em-caso-de-tempestades-solares.html</link><pubDate>Sat, 18 Jul 2026 13:31:42 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Os cientistas propõem um novo sistema para proteger a Terra através de um escudo de plasma artificial. Este método reduziria para metade o impacto tecnológico das tempestades solares mais extremas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-proponen-un-metodo-para-proteger-artifivalmente-a-la-tierra-de-las-tormentas-solares-intensas-1784232354186.png" data-image="ynbkd70gp2iu"><figcaption>As ejeções de massa coronal e as tempestades solares são provocadas pela ruptura dos campos magnéticos no Sol.</figcaption></figure><p>Quando ocorre uma libertação repentina de energia acumulada na nossa estrela, surgem tempestades solares, explosões gigantescas de energia e partículas carregadas que são lançadas para o espaço. Se se dirigirem para o nosso planeta, podem afetar os sistemas de comunicação, navegação e eletricidade.</p><p>A causa é a reconexão magnética, <strong>um processo em que as linhas do campo magnético solar se rompem e se reorganizam violentamente</strong>, o que liberta radiação e plasma para o sistema solar. Costuma dar origem às manchas solares, regiões que parecem escuras devido à sua temperatura mais baixa.</p><p>Existem diferentes tipos de emissões, como as erupções solares, que são rajadas de energia que interferem quase imediatamente com os sinais de rádio. Por outro lado, as Ejeções de Massa Coronal (CME) são enormes bolhas de plasma e campo magnético que podem demorar vários dias a chegar à Terra.</p><div class="texto-destacado">O Evento de Carrington, de 1859, foi a tempestade solar mais intensa de que há registo. Provocou auroras visíveis até no Panamá e colapsou a rede telegráfica da época; as correntes induzidas foram tão fortes que os equipamentos de comunicação lançaram faíscas e os instrumentos de medição magnética ultrapassaram os limites da escala.</div><p>Para além do risco do tipo Carrington, existem os eventos Miyake, que são explosões solares muito mais intensas, descobertas através da análise do carbono-14 nos anéis das árvores. O que realça a urgência de desenvolver sistemas de proteção para evitar um colapso total da nossa civilização.</p><h2>Vulnerabilidade na infraestrutura global</h2><p>No nosso mundo hiperconectado, <strong>um evento desta magnitude provocaria cortes de energia a nível continental </strong>e danos nos transformadores que demorariam semanas ou meses a ser reparados. As correntes induzidas ultrapassariam as proteções atuais e deixariam milhões de pessoas numa escuridão sem precedentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-proponen-un-metodo-para-proteger-artifivalmente-a-la-tierra-de-las-tormentas-solares-intensas-1784232188758.png" data-image="r4qhe5solx97"><figcaption>Uma das consequências mais belas das tempestades solares são as auroras que se podem observar nos pólos terrestres.</figcaption></figure><p>Os satélites em órbita podem sofrer sobrecargas elétricas que inutilizem as suas operações ou alterem a precisão do GPS. De facto, <strong>ocorreram incidentes recentes, como a perda de satélites Starlink em 2022</strong>. A degradação destes sinais afetaria a navegação aérea e marítima a nível global.</p><p>Embora seja improvável que ocorra um apagão digital total, <strong>falhas regionais graves poderiam interromper a banca eletrónica, os voos e as operações logísticas</strong>. Por fim, representam um perigo direto para a segurança dos astronautas e a integridade das naves espaciais fora da atmosfera protetora.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="742895" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/iluminou-o-ceu-e-queimou-telegrafos-em-1859-o-que-e-o-evento-carrington-e-como-pode-fazer-colapsar-a-tecnologia-atual.html" title="Iluminou o céu e queimou telégrafos em 1859: o que é o Evento Carrington e como pode fazer colapsar a tecnologia atual?">Iluminou o céu e queimou telégrafos em 1859: o que é o Evento Carrington e como pode fazer colapsar a tecnologia atual?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/iluminou-o-ceu-e-queimou-telegrafos-em-1859-o-que-e-o-evento-carrington-e-como-pode-fazer-colapsar-a-tecnologia-atual.html" title="Iluminou o céu e queimou telégrafos em 1859: o que é o Evento Carrington e como pode fazer colapsar a tecnologia atual?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ilumino-el-cielo-y-quemo-telegrafos-en-1859-el-evento-carrington-y-como-podria-colapsar-la-tecnologia-actual-1764357549707_320.jpeg" alt="Iluminou o céu e queimou telégrafos em 1859: o que é o Evento Carrington e como pode fazer colapsar a tecnologia atual?"></a></article></aside><p>Um fenómeno que tem deixado os físicos perplexos nos últimos tempos é a "super-expansão" das tempestades solares durante o seu percurso até à Terra, uma vez que se observou que algumas nuvens de plasma aumentaram o seu volume e triplicaram a sua temperatura interna num curto espaço de tempo, o que reduz o tempo de reação para proteger as infraestruturas críticas.</p><h3>Chegaram os reforços!</h3><p>Perante estas ameaças, foi proposto<strong> um sistema defensivo baseado na introdução de massa artificial na magnetosfera da Terra</strong>, com o objetivo de reforçar as defesas naturais do planeta, criando um escudo para reduzir o impacto do vento solar antes que este interaja com a nossa atmosfera e tecnologia.</p><p>O método seria implementado através da mobilização de um conjunto de naves espaciais que, basicamente, transportariam um gás para o espaço, o qual seria libertado na magnetosfera, "semeando-a" com um plasma artificial para reforçar a região contra a radiação e as partículas cósmicas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-proponen-un-metodo-para-proteger-artifivalmente-a-la-tierra-de-las-tormentas-solares-intensas-1784232534224.jpg" data-image="rbu3uhto5yc9"><figcaption>O plasma e as partículas carregadas provenientes do Sol são desviados pela magnetosfera terrestre.</figcaption></figure><p>Os resultados previstos sugerem que esta técnica <strong>poderá alcançar uma redução de 50% ou mais nos efeitos negativos do vento solar</strong>, uma vez que, ao atenuar a força do impacto inicial, se reduziriam as correntes elétricas induzidas perigosas, permitindo assim que as infraestruturas críticas funcionassem em níveis mais controláveis.</p><p>Uma das vantagens logísticas do sistema é que, uma vez instalada a base no espaço, os materiais de carga poderiam permanecer armazenados durante anos em órbita e a carga só seria libertada quando fosse detetada uma ameaça iminente, garantindo que a defesa esteja disponível exatamente quando for necessária.</p><h3>Prevenção e monitorização</h3><p>A verdade é que a vigilância contínua constitui a primeira linha de defesa para mitigar riscos, ações levadas a cabo por<strong> agências como a NOAA e o SWPC, que monitorizam o Sol em tempo real</strong>. Emitindo alertas precoces e dando aos operadores de redes elétricas e de satélites horas ou mesmo dias para tomarem as devidas precauções.</p><p>Atualmente, para proteger as infraestruturas, os operadores adotam protocolos de mitigação que incluem <strong>isolar transformadores ou colocar os satélites em modo de segurança</strong>. A NASA, por exemplo, pode desligar instrumentos nas naves espaciais durante as fases mais críticas de uma tempestade para evitar curto-circuitos internos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="618291" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/eventos-miyake-um-risco-cataclismico-para-o-nosso-planeta-qual-e-a-gravidade-da-ameaca-civilizacao.html" title="Eventos Miyake: um risco cataclísmico para o nosso planeta? Qual é a gravidade da ameaça?">Eventos Miyake: um risco cataclísmico para o nosso planeta? Qual é a gravidade da ameaça?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/eventos-miyake-um-risco-cataclismico-para-o-nosso-planeta-qual-e-a-gravidade-da-ameaca-civilizacao.html" title="Eventos Miyake: um risco cataclísmico para o nosso planeta? Qual é a gravidade da ameaça?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/les-evenements-miyake-un-risque-cataclysmique-pour-notre-planete-quel-est-l-etat-de-la-menace-1703007197697_320.jpeg" alt="Eventos Miyake: um risco cataclísmico para o nosso planeta? Qual é a gravidade da ameaça?"></a></article></aside><p>Não obstante o exposto,<strong> estas medidas são limitadas perante eventos de magnitude extrema</strong>. Por isso, os modelos digitais, baseados em IA, ajudam a visualizar as velocidades de propagação e as trocas de calor que inflam as nuvens magnéticas no meio interplanetário.</p><p>A verdade é que, embora estas tempestades nos ofereçam auroras espetaculares (tanto boreais como austrais), à medida que a nossa dependência tecnológica aumenta, também deve aumentar a nossa capacidade de a proteger face a um Sol que, embora nos dê vida, também possui um poder destrutivo inimaginável.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="B.%20M.%20Walsh%2C%20D.%20T.%20Welling%2C%20Z.%20Huang" data-year="2026" data-title="Terrestrial%20Space%20Weather%20Protection%20Through%20Human-Produced%20Mass-Loading" data-url="https%3A%2F%2Fagupubs.onlinelibrary.wiley.com%2Fdoi%2Ffull%2F10.1029%2F2025SW004846">B. M. Walsh, D. T. Welling, Z. Huang. (2026). <a href="https://agupubs.onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1029/2025SW004846" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Terrestrial Space Weather Protection Through Human-Produced Mass-Loading</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/criam-um-escudo-de-plasma-para-proteger-a-terra-e-evitar-o-fim-da-internet-em-caso-de-tempestades-solares.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Gota fria a noroeste de Portugal deverá persistir até 25 de julho: saiba como poderá afetar o tempo no nosso país]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/gota-fria-a-noroeste-de-portugal-devera-persistir-ate-25-de-julho-saiba-como-podera-afetar-o-tempo-no-nosso-pais.html</link><pubDate>Sat, 18 Jul 2026 13:13:05 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma depressão isolada em altitude, conhecida por gota fria, formou-se a noroeste da Península Ibérica e poderá condicionar o estado do tempo em Portugal até, pelo menos, 25 de julho. </p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaq71i6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaq71i6.jpg" id="xaq71i6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma depressão isolada em altitude, vulgarmente conhecida por <strong>gota fria</strong>, formou-se este sábado (18) a noroeste da Península Ibérica e deverá condicionar o estado do tempo em Portugal durante praticamente toda a próxima semana.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p> Embora não se trate de uma situação de instabilidade severa, <strong>o sistema poderá influenciar as temperaturas, provocar alguma trovoada localizada</strong> e manter uma circulação atmosférica pouco habitual para esta época do ano.</p><h2>Uma gota fria instalou-se a noroeste da Península Ibérica</h2><p>Desde este sábado, 18 de julho, os modelos meteorológicos <strong>mostram a formação de uma depressão isolada em altitude sobre o Atlântico,</strong> a noroeste da Península Ibérica. Este tipo de sistema forma-se quando uma bolsa de ar frio, se separa da circulação principal do jato polar, ficando isolada e deslocando-se lentamente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gota-fria-a-noroeste-de-portugal-devera-persistir-ate-25-de-julho-como-podera-afetar-o-estado-do-tempo-1784377453961.jpg" data-image="kuo8lt85ao1o" alt="Geopotencial 500 hPa" title="Geopotencial 500 hPa"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-683178">Uma depressão isolada em altitude (gota fria) começou a formar-se este sábado a noroeste da Península Ibérica. O núcleo de ar frio, localizado em altitude, deverá influenciar o estado do tempo em Portugal durante vários dias.</figcaption></figure><p>Ao contrário das depressões atlânticas clássicas, <strong>uma gota fria pode permanecer praticamente estacionária durante vários dias,</strong> tornando a previsão da sua trajetória mais difícil. Pequenos desvios na posição do seu núcleo são suficientes para alterar significativamente os seus efeitos à superfície.</p><h2>Entre domingo e segunda-feira: litoral mais fresco, interior continua quente</h2><p>Apesar da proximidade desta circulação fria, o calor não desaparecerá de Portugal continental. Entre domingo (19) e segunda-feira (20), o interior continuará a registar temperaturas tipicamente estivais, frequentemente entre os <strong>30 e 35 ºC</strong>, enquanto a influência marítima será bastante mais evidente ao longo da fachada atlântica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gota-fria-a-noroeste-de-portugal-devera-persistir-ate-25-de-julho-como-podera-afetar-o-estado-do-tempo-1784377520075.png" data-image="jaj82rgss529" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption>A circulação associada à gota fria irá favorecer a entrada de ar marítimo mais fresco ao longo da costa portuguesa, mantendo máximas próximas dos 25 ºC no litoral, enquanto o interior continuará a registar temperaturas tipicamente estivais.</figcaption></figure><p>A circulação ciclónica associada à depressão<strong> favorecerá a entrada de ar mais fresco sobre o litoral Norte, Centro e região de Lisboa</strong>,<strong> </strong>onde as temperaturas máximas dificilmente deverão ultrapassar os <strong>25 ºC</strong>. Assim, manter-se-á um contraste marcado entre o litoral, mais fresco, e o interior, mais quente.</p><h2>Instabilidade localizada poderá originar algumas trovoadas</h2><p>Além da descida das temperaturas junto à costa, o ar frio em altitude poderá favorecer alguma<strong> instabilidade durante as tardes, sobretudo no interior Norte</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gota-fria-a-noroeste-de-portugal-devera-persistir-ate-25-de-julho-como-podera-afetar-o-estado-do-tempo-1784377640434.png" data-image="pa66qv24idc8" alt="Densidade de raios" title="Densidade de raios"><figcaption>Durante a tarde de domingo poderá desenvolver-se alguma instabilidade no interior Norte, com possibilidade de trovoadas muito localizadas e de fraca intensidade, sobretudo em zonas montanhosas de Trás-os-Montes.</figcaption></figure><p>Segundo a previsão atual da Meteored Portugal, durante a tarde de domingo poderão desenvolver-se <strong>células convectivas muito localizadas</strong> nas regiões de Mourão, Lousã, Chaves, e áreas envolventes. Ainda assim, trata-se de uma situação de <strong>fraca intensidade</strong>, com uma densidade muito reduzida de descargas elétricas, em muitos casos, poderá ocorrer apenas um raio por hora ou menos.</p><h2>A depressão poderá persistir até ao final da próxima semana</h2><p>Os modelos continuam a indicar que esta depressão isolada permanecerá ativa durante vários dias. O mapa de geopotencial aos <strong>700 hPa</strong> (cerca de 3000 metros de altitude) mostra que, a 22 de julho, o núcleo da gota fria continuará presente a oeste da Península Ibérica, embora ligeiramente mais deslocado para oeste relativamente aos dias anteriores.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779231" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/este-domingo-19-de-julho-as-temperaturas-sobem-ligeiramente-eis-as-cinco-localidades-onde-se-preveem-35-c-ou-mais.html" title="Este domingo, 19 de julho, as temperaturas sobem ligeiramente: eis as cinco localidades onde se preveem 35 ºC ou mais">Este domingo, 19 de julho, as temperaturas sobem ligeiramente: eis as cinco localidades onde se preveem 35 ºC ou mais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/este-domingo-19-de-julho-as-temperaturas-sobem-ligeiramente-eis-as-cinco-localidades-onde-se-preveem-35-c-ou-mais.html" title="Este domingo, 19 de julho, as temperaturas sobem ligeiramente: eis as cinco localidades onde se preveem 35 ºC ou mais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/este-domingo-19-de-julho-as-temperaturas-sobem-ligeiramente-eis-as-cinco-localidades-onde-se-preveem-35-c-ou-mais-1784378016427_320.png" alt="Este domingo, 19 de julho, as temperaturas sobem ligeiramente: eis as cinco localidades onde se preveem 35 ºC ou mais"></a></article></aside><p>As previsões mais recentes sugerem que o sistema apenas começará a atravessar o norte da Península Ibérica entre <strong>24 e 25 de julho</strong>, deslocando-se depois para leste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gota-fria-a-noroeste-de-portugal-devera-persistir-ate-25-de-julho-como-podera-afetar-o-estado-do-tempo-1784377951757.jpg" data-image="1qg6uzbiwj78" alt="Geopotencial e vento 300 hPa" title="Geopotencial e vento 300 hPa"><figcaption>Na reta final da previsão, a depressão isolada em altitude deverá atravessar o norte da Península Ibérica em direção ao interior da Europa, permitindo a entrada de uma massa de ar mais fresca sobre Portugal continental.</figcaption></figure><p>Esta evolução permitirá a contínua entrada de uma massa de ar relativamente mais fresca sobre Portugal continental, favorecendo uma descida mais evidente das temperaturas nas regiões Norte e Centro. <strong>Nas serras mais elevadas destas regiões, as temperaturas ao início da tarde poderão mesmo permanecer abaixo dos 20 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gota-fria-a-noroeste-de-portugal-devera-persistir-ate-25-de-julho-como-podera-afetar-o-estado-do-tempo-1784378044472.jpg" data-image="eafuayfuojgf" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-198435">A previsão indica que a gota fria permanecerá próxima da Península Ibérica até meados da próxima semana. A sua deslocação gradual para norte poderá favorecer uma descida mais significativa das temperaturas nas regiões Norte e Centro a partir dos dias 24 e 25 de julho.</figcaption></figure><p>Apesar desta tendência, importa recordar que a posição exata da gota fria continua a apresentar alguma incerteza. Pequenas alterações na sua trajetória poderão <strong>modificar a distribuição da instabilidade e da intensidade da descida das temperaturas</strong>, pelo que será importante acompanhar as próximas atualizações dos modelos meteorológicos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/gota-fria-a-noroeste-de-portugal-devera-persistir-ate-25-de-julho-saiba-como-podera-afetar-o-tempo-no-nosso-pais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este domingo, 19 de julho, as temperaturas sobem ligeiramente: eis as cinco localidades onde se preveem 35 ºC ou mais]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/este-domingo-19-de-julho-as-temperaturas-sobem-ligeiramente-eis-as-cinco-localidades-onde-se-preveem-35-c-ou-mais.html</link><pubDate>Sat, 18 Jul 2026 12:41:14 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Para domingo, 19 de julho, está prevista uma ligeira subida das temperaturas máximas em grande parte da geografia de Portugal continental. Consulte a previsão do tempo e descubra as 5 localidades mais quentes do país amanhã.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaq6vtm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaq6vtm.jpg" id="xaq6vtm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A partir deste fim de semana de 18 e 19 de julho, a previsão do modelo Europeu indica o estabelecimento de um padrão de circulação compatível com o regime atmosférico conhecido como <strong>crista atlântica</strong>.</p><p>Este padrão consiste no fortalecimento e extensão de um anticiclone sobre o Atlântico Norte sob a forma de uma crista anticiclónica que, quando se instala na região Euro-Atlântica, tende a favorecer <strong>tempo seco e estável em Portugal continental</strong>, bem como a presença da nortada, um fenómeno típico da estação estival no nosso país.</p><p>Os mapas de confiança da Meteored revelam uma região anticiclónica robusta, centrada a oeste da Irlanda, enquanto a disposição das isóbaras junto à costa portuguesa vai produzindo um <strong>gradiente de pressão favorável a um fluxo persistente dos quadrantes norte e oeste</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-domingo-19-de-julho-as-temperaturas-sobem-ligeiramente-eis-as-cinco-localidades-onde-se-preveem-35-c-ou-mais-1784377800601.png" data-image="30thxhyjn9l2"><figcaption>Padrão de crista atlântica bem evidenciado neste mapa, com o centro de altas pressões situado a oeste da Irlanda e a estender-se em crista de norte para sul.</figcaption></figure><p>O vento, inicialmente do quadrante norte (Nortada), mudará de rumo no domingo (19), passando a soprar predominantemente do quadrante oeste.<strong> Para domingo (19) não estão previstas alterações significativas no panorama meteorológico, exceto no que toca a uma pequena subida das temperaturas máximas</strong>.</p><p>Espera-se, de novo, a formação de nevoeiro matinal ou nebulosidade baixa em boa parte das Regiões Norte e Centro, podendo persistir durante grande parte do dia na metade norte do distrito de Viana do Castelo e nalguns setores do litoral Norte.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Ademais, para amanhã (19), mantém-se a <strong>possibilidade de chuviscos matinais no litoral Centro e de aguaceiros fracos e dispersos nas serras do Alto Minho</strong> e noutras áreas montanhosas do Norte e Centro-norte durante a tarde, <strong>embora a probabilidade seja reduzida</strong>.</p><p>No caso das zonas minhotas, esta situação resulta do transporte de ar marítimo procedente do Atlântico que, ao convergir com o relevo montanhoso, é forçado a ascender, favorecendo a condensação, gerando a formação de algumas nuvens e, eventualmente, a ocorrência pontual de precipitação fraca.</p><h2>Temperaturas máximas vão registar uma ligeira subida em mais de metade das capitais distritais este domingo, dia 19</h2><p>No que diz respeito às temperaturas, não se antecipam variações muito significativas, embora seja expectável uma <strong>ligeira subida dos valores das máximas no domingo (19)</strong> - de cerca de <strong>1 ºC</strong> - em várias capitais distritais, entre as quais: <strong>Évora (33 ºC), Beja (32 ºC), Portalegre (31 ºC), Santarém e Setúbal (30 ºC), Viseu (29 ºC), Coimbra, Leiria e Lisboa (28 ºC) e Aveiro (26 ºC)</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779103" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-enfrenta-um-novo-cenario-a-partir-de-terca-feira-21-o-calor-intenso-passara-do-mediterraneo-para-o-atlantico.html" title="Portugal enfrenta um novo cenário: a partir de terça-feira, 21 o calor intenso passará do Mediterrâneo para o Atlântico">Portugal enfrenta um novo cenário: a partir de terça-feira, 21 o calor intenso passará do Mediterrâneo para o Atlântico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-enfrenta-um-novo-cenario-a-partir-de-terca-feira-21-o-calor-intenso-passara-do-mediterraneo-para-o-atlantico.html" title="Portugal enfrenta um novo cenário: a partir de terça-feira, 21 o calor intenso passará do Mediterrâneo para o Atlântico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-enfrenta-um-novo-cenario-a-partir-de-terca-feira-21-o-calor-intenso-passara-do-mediterraneo-para-o-atlantico-1784294286955_320.png" alt="Portugal enfrenta um novo cenário: a partir de terça-feira, 21 o calor intenso passará do Mediterrâneo para o Atlântico"></a></article></aside><p>Em cidades como o Porto, Guarda e Bragança <strong>a temperatura máxima irá manter-se inalterada entre hoje (18) e amanhã (19)</strong>, estando previstos, respetivamente, 24, 28 e 33 ºC.</p><h2>Eis as localidades de Portugal continental onde se prevê mais calor neste domingo, 19 de julho</h2><p>Embora seja esperado um ligeiro aquecimento durante o dia de amanhã em várias regiões do país - mesmo assim -, as temperaturas máximas previstas para este domingo (19) <strong>não irão atingir valores tão elevados como se estimava anteriormente</strong>. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Mirandela, Vila Nova de Foz Côa, Reguengos de Monsaraz, Mértola e Alcoutim serão as cinco localidades mais quentes em Portugal continental este domingo, 19 de julho.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Esta revisão da previsão resulta de um reajuste da circulação atmosférica, marcada pelo predomínio do vento do quadrante oeste, que interveio substantivamente na distribuição das massas de ar e dos centros de ação, <strong>travando uma subida mais significativa das temperaturas e limitando o aquecimento diurno</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-domingo-19-de-julho-as-temperaturas-sobem-ligeiramente-eis-as-cinco-localidades-onde-se-preveem-35-c-ou-mais-1784377539144.png" data-image="9v55zwwg8vfn"><figcaption>Algumas localidades alentejanas, bem como as que se inserem nos principais vales fluviais, como o Douro e o Guadiana, serão as mais quentes do país neste domingo, 19 de julho.</figcaption></figure><p>Assim, <strong>a subida das temperaturas será mais contida, proporcionando um maior conforto térmico à população</strong>, mesmo estando agora na fase estatisticamente mais quente do ano (canícula).</p><p>Deste modo, as únicas localidades do nosso país onde se preveem máximas iguais ou superiores a 35 ºC no dia de amanhã, 19 de julho, serão <strong>Vila Nova de Foz Côa, Reguengos de Monsaraz, Mértola e Alcoutim (35 ºC), Mirandela (36 ºC)</strong>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/este-domingo-19-de-julho-as-temperaturas-sobem-ligeiramente-eis-as-cinco-localidades-onde-se-preveem-35-c-ou-mais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Viver no "forno": a injustiça social escondida no uso do ar condicionado e o agravamento nas ilhas de calor]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/viver-no-forno-a-injustica-social-escondida-no-uso-do-ar-condicionado-e-o-agravamento-nas-ilhas-de-calor.html</link><pubDate>Sat, 18 Jul 2026 08:47:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O paradoxo do frio: como a solução para o calor acelera o aquecimento global. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/viver-no-forno-a-injustica-social-escondida-no-uso-do-ar-condicionado-1783517091664.png" data-image="kff33hrfn2hq"><figcaption>Aparelhos de AC aumentam a temperatura das ruas em até 1°C, e apenas 10% das famílias em países quentes os possuem.</figcaption></figure><p>À medida que as ondas de calor extremo se tornam mais frequentes, intensas e prolongadas devido às alterações climáticas globais, <strong>o acesso ao ar condicionado (AC) passou rapidamente de um luxo moderno a uma necessidade premente de sobrevivência e saúde pública</strong>.</p><div class="texto-destacado">No entanto, este aumento drástico na procura por refrigeração está a expor e a criar uma nova e profunda fratura social, frequentemente denominada de "fosso do arrefecimento" (<em>cooling divide</em>). </div><p>Este fenómeno espelha uma cruel ironia: <strong>a tecnologia que nos protege do aquecimento global está, na verdade, a agravar o problema climático</strong> e a acentuar de forma severa as desigualdades socioeconómicas em todo o mundo.</p><h2>O privilégio do frio vs a vulnerabilidade térmica</h2><p>O paradoxo do ar condicionado assenta na criação de um ciclo vicioso evidente. Por um lado, as populações e os países mais ricos possuem os meios financeiros para instalar sistemas modernos de refrigeração e suportar os elevados custos da fatura elétrica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/viver-no-forno-a-injustica-social-escondida-no-uso-do-ar-condicionado-1783517169098.png" data-image="pc7losxdq3x5"><figcaption>Atualmente, os aparelhos de AC e as ventoinhas já consomem cerca de 10% de toda a eletricidade gerada no mundo.</figcaption></figure><p>Conseguem, assim, manter o seu conforto, a saúde e a produtividade laboral. Em contrapartida, as famílias com rendimentos mais baixos encontram-se cada vez mais impossibilitadas de aceder a esta forma de adaptação. Estas populações habitam, regra geral, em edifícios precários, com fraco isolamento térmico e situados em bairros de alta densidade sem árvores, onde predomina o asfalto.</p><h2>As consequências letais da desigualdade </h2><p>Esta desigualdade vai muito além do simples desconforto. <strong>A incapacidade de aceder a ambientes frescos resulta em consequências dramáticas e letai</strong><strong>s</strong>, gerando um aumento exponencial de golpes de calor, exaustão, agravamento de doenças crónicas (cardiovasculares e respiratórias) e picos de mortalidade prematura entre as camadas mais desprotegidas da sociedade. </p><h2>Aquecer a rua para arrefecer a casa </h2><p>A injustiça intensifica-se ainda mais no espaço físico da cidade devido à própria tecnologia do AC: para gerar ar frio no interior, os aparelhos expelem quantidades massivas de ar quente para as ruas. </p><div class="texto-destacado">Nas zonas urbanas, isto contribui diretamente para o efeito de "ilha de calor". O resultado é que os mais abastados estão literalmente a aquecer o ambiente de quem não tem qualquer alternativa. </div><p>Além disso, a nível global, o uso massificado do ar condicionado exige uma enorme queima de combustíveis fósseis e liberta gases refrigerantes nocivos, acelerando as alterações climáticas que justificaram o seu uso inicial. </p><h2>Uma mudança de paradigma: arrefecimento sustentável </h2><p>Para combater esta perigosa exclusão térmica, os especialistas concluem que a solução não passa por inundar o mundo com mais aparelhos de ar condicionado. É imperativa uma mudança de paradigma rumo ao "arrefecimento passivo": <strong>apostar num melhor isolamento de edifícios, numa arquitetura adaptada ao clima e na renaturalização das cidades com mais sombras e espaços verdes</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777246" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-ar-condicionado-tornou-se-uma-questao-politica-na-europa-a-onda-de-calor-que-mudou-o-debate.html" title="O ar condicionado tornou-se uma questão política na Europa: a onda de calor que mudou o debate">O ar condicionado tornou-se uma questão política na Europa: a onda de calor que mudou o debate</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-ar-condicionado-tornou-se-uma-questao-politica-na-europa-a-onda-de-calor-que-mudou-o-debate.html" title="O ar condicionado tornou-se uma questão política na Europa: a onda de calor que mudou o debate"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-aire-acondicionado-se-volvio-tema-politico-en-europa-la-ola-de-calor-que-cambio-el-debate-1783239402108_320.jpg" alt="O ar condicionado tornou-se uma questão política na Europa: a onda de calor que mudou o debate"></a></article></aside><p>Só com um forte investimento em políticas públicas de habitação e urbanismo se poderá garantir o direito fundamental a um ambiente seguro, quebrando um ciclo que hoje beneficia alguns à custa da maioria.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Hood%2C%20Laura" data-year="2026" data-title="The%20cooling%20divide%3A%20how%20air%20conditioning%20is%20creating%20a%20new%20climate%20inequality" data-url="https%3A%2F%2Ftheconversation.com%2Fthe-cooling-divide-how-air-conditioning-is-creating-a-new-climate-inequality-286592">Hood, Laura. (2026). <a href="https://theconversation.com/the-cooling-divide-how-air-conditioning-is-creating-a-new-climate-inequality-286592" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The cooling divide: how air conditioning is creating a new climate inequality</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/viver-no-forno-a-injustica-social-escondida-no-uso-do-ar-condicionado-e-o-agravamento-nas-ilhas-de-calor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este hospital português foi abandonado há mais de 30 anos, mas mantém tudo lá dentro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-hospital-portugues-foi-abandonado-ha-mais-de-30-anos-mas-mantem-tudo-la-dentro.html</link><pubDate>Sat, 18 Jul 2026 07:35:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Consultórios com todos os materiais, uma sala de raio-X ainda equipada e até uma despensa com medicamentos. Aqui tudo parece intocado, apenas desgastado pelo tempo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-hospital-portugues-foi-abandonado-ha-mais-de-30-anos-mas-mantem-tudo-la-dentro-1783966596159.jpg" data-image="maslw6q9umrl" alt="Hospital abandonado" title="Hospital abandonado"><figcaption>Há mais de 30 anos que este hospital está abandonado. Lá dentro, quase nada mudou. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Durante mais de 30 anos, ninguém desligou verdadeiramente este hospital. As camas continuaram nos quartos, a sala de operações permaneceu montada, os medicamentos ficaram nas prateleiras e os processos dos doentes nunca saíram dos armários. O tempo passou, mas, entre aquelas paredes, quase tudo ficou exatamente onde estava quando as portas fecharam, em 1992.</p><p>Há locais que parecem ter ficado suspensos entre o passado e o presente. Este antigo hospital, algures no norte de Portugal, é um deles. <strong>Encerrado desde 1992</strong>, continua a guardar no seu interior uma impressionante coleção de memórias: equipamentos médicos, medicamentos, salas de consulta, documentos e até um bloco operatório praticamente intacto. </p><div class="texto-destacado">Mais de três décadas depois de ter fechado portas, o edifício mantém muitos dos objetos exatamente onde foram deixados.</div><p>A descoberta foi partilhada recentemente por João Chalupa, criador de conteúdos dedicado à <strong>exploração urbana</strong>, numa visita que realizou ao local. Tal como acontece frequentemente entre os praticantes de <em>urbex</em> (exploração de espaços abandonados),<strong> a localização exata não é divulgada</strong>, precisamente para evitar atos de vandalismo ou furtos que possam acelerar a degradação do património.</p><p>Segundo explicou à revista NiT, a experiência começou de forma memorável. “As primeiras impressões são de loucos”, afirmou, numa declaração citada pela revista. Para quem está habituado a visitar edifícios abandonados, encontrar um hospital encerrado há mais de 30 anos e<strong> ainda com grande parte do seu conteúdo original</strong> continua a ser algo raro.</p><h2>Um hospital onde quase tudo ficou para trás</h2><p>Sim, porque, ao contrário do que acontece na maioria dos edifícios abandonados, onde os equipamentos acabam por ser retirados ou destruídos, neste hospital praticamente tudo permaneceu no mesmo lugar durante mais de três décadas.</p><p>A sensação, descreve, é semelhante a entrar numa<strong> cápsula do tempo</strong>. Corredores silenciosos, salas de espera vazias e equipamentos que parecem aguardar o regresso de médicos e pacientes criam uma atmosfera simultaneamente fascinante e inquietante. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="697878" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lugares-abandonados-em-portugal-que-deviam-tornar-se-atracoes-turisticas.html" title="Lugares abandonados em Portugal que deviam tornar-se atrações turísticas">Lugares abandonados em Portugal que deviam tornar-se atrações turísticas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lugares-abandonados-em-portugal-que-deviam-tornar-se-atracoes-turisticas.html" title="Lugares abandonados em Portugal que deviam tornar-se atrações turísticas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/lugares-abandonados-em-portugal-que-deviam-tornar-se-atracoes-turisticas-1740042365692_320.jpg" alt="Lugares abandonados em Portugal que deviam tornar-se atrações turísticas"></a></article></aside><p>Entre as áreas que mais o impressionaram encontra-se uma sala de cirurgia que permanece praticamente preservada. De acordo com João Chalupa, era fácil imaginar que o espaço ainda estava em funcionamento. “Sentimos que estávamos à espera para sermos atendidos numa consulta, ou até mesmo para uma cirurgia”, contou à publicação.</p><p>Mas a <strong>história do edifício</strong> é quase tão interessante quanto o seu estado de conservação. Antes de funcionar como unidade hospitalar, o imóvel terá sido um <strong>palacete construído no século XVII</strong>. Mais tarde, foi adquirido por um médico da região e transformado num hospital privado. Após a morte do proprietário, a gestão passou para vários profissionais de saúde ligados ao projeto. Contudo, divergências entre os responsáveis acabariam por comprometer o futuro da instituição, conduzindo ao<strong> encerramento definitivo em 1992</strong>.</p><h2>Porque é que tudo ficou no edifício?</h2><p>Foi precisamente essa situação que ajudou a explicar porque é que tantos objetos permaneceram no interior. Segundo João, como a propriedade estava dividida entre várias partes e nunca existiu um entendimento claro sobre o destino do espaço,<strong> muito do material acabou por ficar onde estava</strong>. “Há máquinas abandonadas, ficheiros e medicamentos da época, todos no sítio onde se encontravam”, relatou à revista. “Como pertencia a muita gente e ninguém se entendia, acabou por ficar tudo como estava”, explica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-hospital-portugues-foi-abandonado-ha-mais-de-30-anos-mas-mantem-tudo-la-dentro-1783966930649.jpg" data-image="mymc81pnf1nr" alt="Hospital abandonado" title="Hospital abandonado"><figcaption>Ao contrário do que seria de esperar, está quase tudo intacto. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Durante a exploração, o criador de conteúdos encontrou consultórios equipados, um escritório, uma antiga sala de raio-X, uma área de receção, uma divisão cheia de medicamentos e cerca de dez quartos de internamento. Em muitos destes espaços, o mobiliário e os equipamentos permanecem visíveis, apesar dos <strong>inevitáveis sinais de desgaste provocados pela passagem do tempo</strong>.</p><h2>Um dos locais de exploração urbana mais invulgares em Portugal</h2><p>É precisamente este <strong>nível de preservação </strong>que o entrevistado aponta como um dos aspetos mais surpreendentes. Em muitos edifícios abandonados, os objetos desaparecem rapidamente devido a furtos, sucata ou vandalismo. Neste caso, porém, grande parte do espólio continua presente. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="735495" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/estes-sao-os-lugares-mais-assombrados-de-portugal-principalmente-este-mes.html" title="Estes são os lugares mais assombrados de Portugal (principalmente este mês)">Estes são os lugares mais assombrados de Portugal (principalmente este mês)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/estes-sao-os-lugares-mais-assombrados-de-portugal-principalmente-este-mes.html" title="Estes são os lugares mais assombrados de Portugal (principalmente este mês)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estes-sao-os-lugares-mais-assombrados-de-portugal-principalmente-este-mes-1761119783228_320.jpg" alt="Estes são os lugares mais assombrados de Portugal (principalmente este mês)"></a></article></aside><p>“O que torna tudo sinistro é que ficou tudo lá dentro”, garante, citado pela mesmo revista. “Não há nada como aquilo em lado nenhum. Raramente os espaços são abandonados com tudo lá dentro. E é muito mais difícil ainda algo ser abandonado durante 34 anos e ninguém roubar nada”, aponta. </p><p>Naturalmente, <strong>nem tudo escapou à deterioração</strong>. O ambiente é descrito como sombrio, com sinais visíveis de decadência, infiltrações e algumas marcas de vandalismo. </p><div class="texto-destacado">Ainda assim, o estado geral do espaço continua a impressionar quem o visita. </div><p>Segundo explicou João Chalupa, o facto de poucas pessoas conhecerem a localização e de o acesso não ser simples ajudou a proteger o edifício ao longo dos anos.</p><p>Entre os exploradores urbanos existe, aliás, uma <strong>regra não escrita que ajuda a preservar estes locais</strong>: não partir, não levar e não alterar nada. Em vez disso, o objetivo é observar, fotografar e documentar.</p><p>*Toda a exploração foi documentada em vídeo por João Chalupa e está disponível no seu canal de YouTube, onde o criador de conteúdos mostra os diferentes espaços do hospital e partilha mais detalhes sobre a visita, sempre sem revelar a localização exata do edifício para ajudar a preservar o local.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="NiT%2C%20Pincelli%2C%20I" data-year="2026" data-title="O%20hospital%20abandonado%20h%C3%A1%20mais%20de%2030%20anos%20em%20Portugal%20com%20tudo%20dentro" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fna-cidade%2Fo-hospital-abandonado-ha-mais-de-30-anos-no-norte-de-portugal-com-tudo-dentro">NiT, Pincelli, I. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/o-hospital-abandonado-ha-mais-de-30-anos-no-norte-de-portugal-com-tudo-dentro" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">O hospital abandonado há mais de 30 anos em Portugal com tudo dentro</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-hospital-portugues-foi-abandonado-ha-mais-de-30-anos-mas-mantem-tudo-la-dentro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pescas, biodiversidade marinha e economia azul. Comissário Europeu das Pescas e Oceanos visita os Açores e a Madeira]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pescas-biodiversidade-marinha-e-economia-azul-comissario-europeu-das-pescas-e-oceanos-visita-os-acores-e-a-madeira.html</link><pubDate>Sat, 18 Jul 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O ministro da Agricultura e Mar acompanha, de 18 a 20 de julho, o comissário das Pescas e Oceanos, Costas Kadis, numa visita oficial aos Açores e à Madeira. O programa inclui a apresentação dos projetos BlueAzores e Tecnopolo MARTE.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/pescas-biodiversidade-marinha-e-economia-azul-comissario-europeu-das-pescas-e-oceanos-visita-os-acores-e-a-madeira-1784313652162.jpg" data-image="ozc1i0zgjauj" alt="Basco de pesca" title="Basco de pesca"><figcaption> O ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, acompanha, de 18 a 20 de julho, o comissário europeu das Pescas e Oceanos, Costas Kadis, numa visita oficial aos arquipélagos dos Açores e da Madeira.</figcaption></figure><p>A Comissão Europeia apresentou, no passado dia 10 de junho, em Bruxelas, duas estratégias para <strong>responder aos desafios provocados pelas alterações climáticas nas comunidades costeiras na União Europeia</strong> e em mais de quatro mil ilhas em 16 Estados-membros. Neles se incluem os Estados insulares de Chipre, Irlanda e Malta.</p><p>As <strong>regiões ultraperiféricas dos Açores e da Madeira ficaram de fora</strong> desta estratégia. Para estes arquipélagos, a Comissão Europeia garante que vai apresentar um plano específico no final deste ano.</p><p>Os números contabilizados pela Comissão revelam que <strong>há, neste momento, 95 milhões de pessoas a viver ao longo dos 70 mil quilómetros das zonas costeiras</strong> da UE de 22 Estados-membros, incluindo Portugal.</p><p>A estratégia apresentada tem como objetivo <strong>promover “uma economia azul dinâmica, competitiva e diversificada</strong>”, nomeadamente com o desenvolvimento de negócios como o turismo pesqueiro e a energia de fontes renováveis ao largo.</p><h2>Mais resiliência às alterações climáticas </h2><p>A Comissão Europeia também quer aumentar a adaptabilidade destas regiões costeiras às alterações climáticas e aos <strong>desafios ambientais, económicos, sociais e de segurança</strong>. E, em paralelo, melhorar a habitabilidade, salvaguardando a <strong>cultura marítima, o património e a identidade local</strong> destes locais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pescas-biodiversidade-marinha-e-economia-azul-comissario-europeu-das-pescas-e-oceanos-visita-os-acores-e-a-madeira-1784313700327.jpg" data-image="shlycoydup7a" alt="Pescador" title="Pescador"><figcaption>O ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, está nos Açores entre 18 e 20 de julho e reúne com as associações representativas do setor das pescas dos Açores.</figcaption></figure><p>Bruxelas quer um desenvolvimento económico assente em <strong>melhores ligações, um turismo sustentável, segurança energética, proteção ambiental </strong>e mais capacidade de resiliência às alterações climáticas, muito em particular nos momentos de crise.</p><p>Para tal, tem de haver <strong>reforço dos serviços públicos prestados às populações, nomeadamente ao nível dos cuidados de saúde, habitação</strong>, educação e inclusão social, como forma de inverter o despovoamento destas regiões e reter os jovens.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>No dia da apresentação desta estratégia (10 de junho de 2026),<strong> Rafaelle Fitto, comissário europeu para a Coesão e Reformas</strong>, revelou que a proposta para o próximo quadro financeiro plurianual da UE (2028-2032) vai reconhecer a “necessidade de responder às necessidades especiais das ilhas”. Costa Kadis, que é o comissário europeu das Pescas e Oceanos, não tem dúvidas – e afirmou-o em conferência de imprensa no mesmo dia -, que “as regiões costeiras estão na primeira linha das alterações climáticas”, realçando a necessidade da implementação desta estratégia.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Falta, agora, também, uma <strong>estratégia regiões ultraperiféricas dos Açores e da Madeira</strong>.</p><h2>Comissário das Pescas nos Açores e Madeira</h2><p>E essa é uma das motivações do <strong>comissário europeu das Pescas e Oceanos, que, entre os dias 18 e 21 de julho, se desloca aos arquipélagos dos Açores e da Madeira</strong> para uma visita oficial.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="720433" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/governo-reforca-fiscalizacao-do-defeso-do-polvo-na-regiao-norte-pesca-esta-suspensa-ate-15-de-agosto.html" title="Governo reforça fiscalização do defeso do polvo na região Norte. Pesca está suspensa até 15 de agosto">Governo reforça fiscalização do defeso do polvo na região Norte. Pesca está suspensa até 15 de agosto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/governo-reforca-fiscalizacao-do-defeso-do-polvo-na-regiao-norte-pesca-esta-suspensa-ate-15-de-agosto.html" title="Governo reforça fiscalização do defeso do polvo na região Norte. Pesca está suspensa até 15 de agosto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/governo-reforca-fiscalizacao-do-defeso-do-polvo-na-regiao-norte-pesca-esta-suspensa-ate-15-de-agosto-1752860259171_320.jpg" alt="Governo reforça fiscalização do defeso do polvo na região Norte. Pesca está suspensa até 15 de agosto"></a></article></aside><p>A missão é dedicada às <strong>políticas do mar, às pescas sustentáveis, à conservação da biodiversidade marinha</strong> e ao desenvolvimento das pescas e da economia azul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pescas-biodiversidade-marinha-e-economia-azul-comissario-europeu-das-pescas-e-oceanos-visita-os-acores-e-a-madeira-1784313795674.jpg" data-image="2so8mfukg5kg" alt="Tanques de aquacultura" title="Tanques de aquacultura"><figcaption>No dia 20 de julho, segunda-feira, o ministro José Manuel Fernandes assiste à apresentação do Tecnopolo MARTEC, na ilha do Faial, e do respetivo navio de investigação. O investimento é de 22 milhões de euros, financiados pelo PRR.</figcaption></figure><p>O <strong>ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, vai acompanhar a visita</strong> do comissário. E já divulgou alguns detalhes do programa que é público e que pode ser acompanhado pela comunicação social.</p><h2> Festival do Caldo de Peixe </h2><p>Neste sábado, 18 de julho, na ilha de São Miguel, dá-se a <strong>receção oficial ao comissário Costa Kadis, pelo Presidente do Governo Regional dos Açores</strong>, José Manuel Bolieiro. Segue-se uma visita ao porto de pesca do Rabo de Peixe, incluindo a participação no <strong>Festival do Caldo de Peixe</strong>.</p><div class="texto-destacado">No domingo, 19 de julho, ao início da manhã, vai ser feita a apresentação do <strong>Programa BlueAzores</strong>, que reúne cientistas e diversas partes interessadas num processo considerado “inédito” de cocriação, com o objetivo de equilibrar a conservação dos ecossistemas marinhos com a atividade económica local.</div><p>O <strong>programa Blue Azore</strong><strong>s</strong> conta com um financiamento de <strong>pelo menos 10,4 milhões de dólares</strong> para sua implementação nos próximos cinco anos. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="719337" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/parlamento-europeu-quer-combater-praticas-de-pesca-nao-sustentaveis-por-paises-terceiros-novas-regras-aprovadas.html" title="Parlamento Europeu quer combater práticas de pesca não sustentáveis por países terceiros. Novas regras aprovadas">Parlamento Europeu quer combater práticas de pesca não sustentáveis por países terceiros. Novas regras aprovadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/parlamento-europeu-quer-combater-praticas-de-pesca-nao-sustentaveis-por-paises-terceiros-novas-regras-aprovadas.html" title="Parlamento Europeu quer combater práticas de pesca não sustentáveis por países terceiros. Novas regras aprovadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/parlamento-europeu-quer-combater-praticas-de-pesca-nao-sustentaveis-por-paises-terceiros-novas-regras-aprovadas-1752244296418_320.jpg" alt="Parlamento Europeu quer combater práticas de pesca não sustentáveis por países terceiros. Novas regras aprovadas"></a></article></aside><p>Aí se incluem cinco milhões de dólares da Waitt Foundation, <strong>2,7 milhões de euros da Fundação Oceano Azul e mais 2,7 milhões de dólares da Blue Nature Alliance</strong>.</p><h2> Tecnopolo MARTEC: 22 milhões de investimento</h2><p>Ainda no âmbito da visita do comissário europeu das Pescas e Oceanos, Costas Kadis, aos Açores, o ministro da Agricultura, <strong>José Manuel Fernandes, reune com as associações representativas do setor das pescas</strong> do arquipélago.</p><p>No dia 20 de julho, segunda-feira, o ministro José Manuel Fernandes assiste à <strong>apresentação do Tecnopolo MARTEC e do respetivo navio</strong> de investigação.</p><p>O Tecnopolo MARTEC é um centro experimental de investigação e desenvolvimento ligado ao mar, na <strong>ilha do Faial</strong>, que representa um investimento de, aproximadamente,<strong> 22 milhões de euros</strong>, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (<strong>PRR</strong>).</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pescas-biodiversidade-marinha-e-economia-azul-comissario-europeu-das-pescas-e-oceanos-visita-os-acores-e-a-madeira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O erro de plantar árvores sem pensar nas raízes: espécies que podem levantar calçadas e danificar tubagens]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-erro-de-plantar-arvores-sem-pensar-nas-raizes-especies-que-podem-levantar-calcadas-e-danificar-tubulacoes.html</link><pubDate>Sat, 18 Jul 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Durante anos parece que nada acontece. Mas enquanto a árvore cresce para cima, as suas raízes avançam silenciosamente sob a terra e podem encontrar obstáculos que ninguém imaginou quando foi plantada.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-error-de-plantar-un-arbol-sin-pensar-en-sus-raices-las-especies-que-pueden-levantar-veredas-y-danar-canerias-1783721796593.jpg" data-image="auw2d8b1qi9k" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Uma árvore jovem pode parecer inofensiva, mas ao longo dos anos o seu sistema radicular pode ocupar uma área muito maior do que se imagina no momento do plantio.</figcaption></figure><p>Quando plantamos uma <strong>árvore </strong>perto de casa, geralmente imaginamos o tamanho que ela atingirá, a sombra que proporcionará ou se florescerá. Raramente pensamos no que acontece sob a terra.</p><p>Existe um equívoco comum de que as raízes crescem principalmente para baixo, mas <strong>muitas espécies também se espalham lateralmente, perto da superfície</strong>, onde encontram oxigénio, humidade e nutrientes. É por isto que uma árvore que parece perfeita quando plantada pode tornar-se um <strong>problema para calçadas, muros ou canos anos depois</strong>.</p><p>A <strong>extensão do sistema radicular depende da espécie, do tipo de solo, da disponibilidade de água e de quaisquer obstáculos no terreno</strong>. Em algumas árvores adultas, as raízes podem estender-se por vários metros a partir do tronco e até mesmo ultrapassar o diâmetro da copa. Este processo leva anos, razão pela qual uma árvore jovem pode parecer inofensiva por muito tempo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-error-de-plantar-un-arbol-sin-pensar-en-sus-raices-las-especies-que-pueden-levantar-veredas-y-danar-canerias-1783721991416.jpg" data-image="utgkq717xdh8" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Não existem raízes "más": o conflito surge quando uma espécie com grande hábito de crescimento é plantada num espaço que não consegue acomodar o seu crescimento.</figcaption></figure><p>Na cidade as raízes também crescem num ambiente limitado por cimento, canos e solo compactado. <strong>Se encontrarem um obstáculo abaixo, podem mudar de direção e espalhar-se lateralmente</strong>. Quando encontram uma área húmida, como uma fenda num cano, podem aproveitar esse espaço e agravar um problema existente.</p><p>Estas são algumas das <strong>espécies que tendem a causar mais problemas </strong>quando plantadas em espaços confinados.</p><h2>Figueira: o exemplo clássico de uma árvore que precisa de espaço</h2><p>A <strong>Ficus</strong>, ou <strong>figueira</strong>, é uma árvore resistente, de fácil crescimento e que pode atingir grande porte. No entanto, é uma das árvores que mais causam problemas em jardins e ao longo de calçadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-error-de-plantar-un-arbol-sin-pensar-en-sus-raices-las-especies-que-pueden-levantar-veredas-y-danar-canerias-1783780511338.jpg" data-image="a0fkidmke8tg" alt="Plantas" title="Plantas"><figcaption>Em jardins pequenos ou perto de edifícios, o seu desenvolvimento deve ser cuidadosamente planeado.</figcaption></figure><p>O problema surge quando a planta é cultivada perto de edifícios. Algumas espécies, como a <strong>figueira-chorona (<em>Ficus benjamina</em>)</strong>, desenvolvem um sistema radicular muito extenso, capaz de levantar pedras do pavimento, danificar calçadas e pressionar estruturas próximas.</p><p>Num parque ou grande espaço aberto, ela pode crescer sem problemas. Numa calçada estreita, a situação muda.</p><h2>Salgueiro e álamo: excelentes no campo, difíceis em espaços pequenos</h2><p>Os <strong>salgueiros (<em>Salix sp.</em>)</strong> têm uma capacidade notável de explorar o solo em busca de humidade, o que lhes permite prosperar perto de rios e pântanos.</p><p>O problema surge quando são plantados perto de casas, piscinas ou instalações subterrâneas. Nesses locais, as suas raízes podem espalhar-se e causar problemas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-error-de-plantar-un-arbol-sin-pensar-en-sus-raices-las-especies-que-pueden-levantar-veredas-y-danar-canerias-1783722152676.jpg" data-image="fi68d7zu3tqm" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Os salgueiros são adaptados a ambientes húmidos e desenvolvem raízes capazes de explorar grandes áreas em busca de água.</figcaption></figure><p>O mesmo se aplica aos<strong> álamos (<em>Populus </em>(L).)</strong>. São muito utilizados como quebra-ventos e em grandes propriedades rurais. No entanto, as suas raízes precisam de espaço e podem causar problemas quando ficam presas entre o cimento e os edifícios.</p><h2>Eucaliptos e seringueiras: árvores imponentes que precisam de distância</h2><p>O rápido crescimento e o grande porte do <strong>eucalipto </strong>fazem dele uma espécie ideal para áreas espaçosas. Pode prosperar em campos, parques e grandes terrenos.</p><p>O problema surge quando é plantado perto de uma casa. Uma árvore adulta precisa de espaço para as suas raízes e copa, e a escolha de uma envolve considerar não apenas a sua aparência daqui a um ano, mas também como estará daqui a décadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-error-de-plantar-un-arbol-sin-pensar-en-sus-raices-las-especies-que-pueden-levantar-veredas-y-danar-canerias-1783722303140.jpg" data-image="1mzovspxngc3" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>O eucalipto é uma árvore de grande porte que precisa de espaço para desenvolver a sua copa e sistema radicular ao longo de décadas.</figcaption></figure><p>Algo semelhante acontece com as <strong>seringueiras</strong>, parentes do ficus. Quando jovens, parecem fáceis de manejar, mas com o tempo podem ficar grandes demais para certos espaços urbanos.</p><p>A <strong>figueira </strong>também pode surpreender. Muitas vezes é plantada por causa dos seus frutos, sem que se considere que, ao longo dos anos, ela pode transformar-se numa árvore enorme, com raízes capazes de se espalhar por grandes áreas.</p><h2>Que árvores escolher para a casa?</h2><p>Em jardins pequenos ou calçadas estreitas, árvores ornamentais menores costumam ser as mais indicadas, como a <strong>árvore-de-júpiter</strong>, a árvore-orquídea, a <strong>ameixeira-de-flores</strong>, a árvore-de-judas ou algumas variedades de <strong>magnólia</strong>.</p><p>Os<strong> bordos ornamentais (<em>Acer</em>)</strong> também podem ser uma opção, embora a sua adequação dependa muito da região: algumas espécies adaptam-se melhor a áreas mais frias ou montanhosas do que aos verões mais quentes de outras partes do país.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/7-plantas-trepadeiras-ideais-para-dar-altura-cor-e-um-toque-de-elegancia-ao-seu-jardim.html" title="7 plantas trepadeiras ideais para dar altura, cor e um toque de elegância ao seu jardim">7 plantas trepadeiras ideais para dar altura, cor e um toque de elegância ao seu jardim</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/7-plantas-trepadeiras-ideais-para-dar-altura-cor-e-um-toque-de-elegancia-ao-seu-jardim.html" title="7 plantas trepadeiras ideais para dar altura, cor e um toque de elegância ao seu jardim"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/7-trepadoras-ideales-para-sumar-altura-color-y-un-toque-de-elegancia-sin-danar-paredes-ni-estructuras-1777848355944_320.jpg" alt="7 plantas trepadeiras ideais para dar altura, cor e um toque de elegância ao seu jardim"></a></article></aside><p><strong>O jacarandá </strong>é um excelente exemplo dessa ideia. É uma das árvores mais apreciadas pelas pessoas e pode ser espetacular em ruas largas e áreas espaçosas, mas talvez não seja a melhor escolha para uma calçada estreita ao lado de uma casa.</p><p>Plantar uma árvore é um compromisso de longo prazo. A questão não deve ser apenas "Que árvore eu gosto?", mas também "Este local comporta a árvore que eu quero?".</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-erro-de-plantar-arvores-sem-pensar-nas-raizes-especies-que-podem-levantar-calcadas-e-danificar-tubulacoes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Espanha-Argentina sob ameaça: o fumo dos incêndios no Canadá coloca Nova Iorque em alerta a poucas horas da final]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/espanha-argentina-sob-ameaca-o-fumo-dos-incendios-no-canada-coloca-nova-iorque-em-alerta-a-poucas-horas-da-final.html</link><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 17:31:49 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O caminho para a glória no Mundial já não depende apenas de táticas, talento e sorte, mas também da direção do vento.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/argentina-espana-bajo-amenaza-el-humo-de-los-incendios-en-canada-pone-en-alerta-a-nueva-york-a-horas-de-la-final-1784253496208.jpg" data-image="q1jus7vndiv2" alt="Imagen de satélite registrada durante el jueves 16 de julio de 2026." title="Imagen de satélite registrada durante el jueves 16 de julio de 2026."><figcaption>Imagem de satélite captada na quinta-feira, 16 de julho de 2026.</figcaption></figure><p><strong>Será que o fumo dos incêndios no Canadá pode arruinar a final entre a Espanha e a Argentina? </strong>A poucas horas do início do jogo mais importante do ano, os olhares não estão apenas voltados para Lionel Messi ou Lamine Yamal, mas também para o céu de Nova Iorque e Nova Jérsia: ali começa a formar-se uma densa e inesperada nuvem de fumo, levada pelos ventos a partir dos enormes incêndios florestais em curso em Ontário, no Canadá.</p><p>O fenómeno fez disparar os alarmes sanitários e organizacionais na sede da grande final do Mundial de 2026, uma vez que o <strong>MetLife Stadium, em East Rutherford</strong>, palco do jogo que oporá a Argentina à Espanha e cujo recinto é totalmente aberto, <strong>se encontra no epicentro deste alerta ambiental</strong>.</p><p>Ao que parece, <strong>as condições atmosféricas tornar-se-ão um jogador extra</strong> que também marcará a sua presença durante a jornada. Embora, por enquanto, a FIFA não preveja o adiamento do jogo, a qualidade do ar é um fator crítico para o esforço físico extremo.</p><h2>Fumo e preocupação: a final do Mundial de 2026 sob alerta sanitário </h2><p>O fumo provém principalmente dos inúmeros incêndios florestais ativos no Canadá, especialmente em Ontário. As partículas foram transportadas para os Estados Unidos por uma corrente de ar proveniente do norte. A poluição avançou depois para sul, impulsionada pelos ventos, e provocou uma<strong> forte redução da visibilidade em vários pontos da região, afetando principalmente Nova Iorque e Nova Jérsia</strong>.</p><p>Trata-se de um fenómeno que se tornou cada vez mais comum durante os verões boreais: quando a direção do vento é desfavorável, <strong>o fumo canadiano pode percorrer milhares de quilómetros e cobrir importantes cidades norte-americanas</strong>.<br></p><div class="texto-destacado">As autoridades de Nova Iorque emitiram um alerta de saúde devido à presença de fumo visível e ao aumento das partículas poluentes no ar.</div><p>"O Índice de Qualidade do Ar (AQI) em toda ou parte da cidade de Nova Iorque atingiu o <strong>Nível Púrpura (AQI entre 201 e 300) — Muito insalubre</strong>, podendo causar problemas de saúde a todas as pessoas, especialmente aos grupos sensíveis", indicou a cidade de Nova Iorque através de um alerta emitido a 16 de julho de 2026, às 18h14.</p><p>A situação alastrou-se também a Nova Jérsia e a outros estados do nordeste dos Estados Unidos. O Departamento de Conservação Ambiental de Nova Iorque confirmou que os incêndios provocaram<strong> céus enevoados e picos de poluição associados ao fumo</strong>.</p><h3>O inimigo inesperado da Espanha e da Argentina</h3><p>No caso dos jogadores, num jogo de máxima intensidade, estes inspiram uma quantidade de ar muito superior à de uma pessoa em repouso, o que faz com que, em maior ou menor grau, a sua presença tenha repercussões no organismo, uma vez que <strong>as micropartículas do fumo da madeira podem provocar irritação nas vias respiratórias</strong>, tosse e uma diminuição do desempenho aeróbico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/argentina-espana-bajo-amenaza-el-humo-de-los-incendios-en-canada-pone-en-alerta-a-nueva-york-a-horas-de-la-final-1784254194686.jpg" data-image="y3wf7mri21za" alt="Humo en Nueva York" title="Humo en Nueva York"><figcaption>Foto aérea de Manhattan e Brooklyn, afetadas pela poluição causada pelo fumo em Nova Iorque, proveniente dos incêndios florestais no Canadá.</figcaption></figure><p>No que diz respeito à presença de público nas bancadas — espera-se que mais de 80 000 pessoas lotem o estádio —, <strong>as autoridades sanitárias alertam que os espectadores com asma, alergias ou problemas cardíacos pré-existentes devem tomar precauções extremas</strong> caso o índice de qualidade do ar ultrapasse os 100 pontos.</p><p>Por enquanto, felizmente para a organização e para as equipas de Lionel Scaloni e Luis de la Fuente, <strong>a natureza parece ter um plano de contingência</strong>:</p><ul><li>Durante o dia anterior à final, sábado, 18 de julho, preveem-se <strong>chuvas intensas ao longo do dia</strong>, algo que funcionaria como uma "limpeza" natural da atmosfera, arrastando as partículas de fumo para o solo.</li><li>Já no domingo, precisamente pela manhã, a região poderá receber uma <strong>importante corrente de ar frio vinda do norte</strong>. Esta mudança de vento afastaria a coluna de fumo canadiana da área metropolitana de Nova Iorque e Nova Jérsia.</li></ul><h3>Um cocktail meteorológico em destaque</h3><p>O fumo não é o único desafio que os preparadores físicos de ambas as seleções estão a acompanhar de perto. Para a tarde de domingo, a previsão aponta para uma combinação complexa que inclui <strong>calor sufocante, elevada humidade e probabilidade de tempestades elétricas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772712" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/uns-engenheiros-revelam-na-nature-quantos-quilometros-percorrem-as-particulas-toxicas-dos-incendios-florestais.html" title="Uns engenheiros revelam na Nature quantos quilómetros percorrem as partículas tóxicas dos incêndios florestais">Uns engenheiros revelam na Nature quantos quilómetros percorrem as partículas tóxicas dos incêndios florestais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/uns-engenheiros-revelam-na-nature-quantos-quilometros-percorrem-as-particulas-toxicas-dos-incendios-florestais.html" title="Uns engenheiros revelam na Nature quantos quilómetros percorrem as partículas tóxicas dos incêndios florestais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/hasta-donde-viajan-las-particulas-toxicas-de-los-incendios-forestales-las-nanoparticulas-permanencen-hasta-meses-depue-1780649645472_320.jpeg" alt="Uns engenheiros revelam na Nature quantos quilómetros percorrem as partículas tóxicas dos incêndios florestais"></a></article></aside><p>Em primeiro lugar, face ao registo de temperaturas extremas, a FIFA ativará as pausas obrigatórias para hidratação. No entanto, <strong>o maior risco de interrupção efetiva recai sobre as tempestades</strong>: os protocolos de segurança estipulam que, em caso de queda de raios nas imediações do MetLife Stadium, o jogo deve ser interrompido imediatamente para proteger os jogadores e o público.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/argentina-espana-bajo-amenaza-el-humo-de-los-incendios-en-canada-pone-en-alerta-a-nueva-york-a-horas-de-la-final-1784253594472.jpg" data-image="djf5uo2v9u1r" alt="MetLife Stadium" title="MetLife Stadium"><figcaption>MetLife Stadium.</figcaption></figure><p>A poucas horas do apito inicial que dará início a um jogo extremamente emocionante, <strong>o cenário mais provável é que a chuva de sábado dissipe o fumo a tempo</strong>. No entanto, na final mais esperada do planeta, o céu de Nova Jérsia já deixou claro que tenciona ser mais um protagonista.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/espanha-argentina-sob-ameaca-o-fumo-dos-incendios-no-canada-coloca-nova-iorque-em-alerta-a-poucas-horas-da-final.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Já existia antes dos dinossauros: o âmbar mais antigo conhecido (385 milhões de anos) foi descoberto na China]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ja-existia-antes-dos-dinossauros-o-ambar-mais-antigo-conhecido-385-milhoes-de-anos-foi-descoberto-na-china.html</link><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 16:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>De acordo com um estudo internacional a produção de resina poderá ter surgido muito antes do que se pensava, com esta descoberta a ser crucial para a compreensão da evolução das primeiras plantas na Terra.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-existia-antes-dos-dinossauros-o-ambar-mais-antigo-conhecido-385-milhoes-de-anos-foi-descoberto-na-china-1784296083893.jpg" data-image="f5fyvrtld170"><figcaption>Pedaços de âmbar (resina em estado fossilizado).</figcaption></figure><p>Durante várias décadas os cientistas acreditavam que o âmbar mais antigo conhecido tinha surgido muito depois das primeiras grandes florestas da Terra. Mas agora, <strong>uma descoberta extraordinária obriga a recuar esse marco em cerca de 65 milhões de anos</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>No estudo conduzido por cientistas da Alemanha, China, Estados Unidos e Reino Unido foi revelado que a capacidade de produzir resina (conhecida como âmbar no seu estado fossilizado) surgiu muito antes do que se pensava. Esta descoberta lança uma nova luz sobre a inovação evolutiva que poderá ter desempenhado um papel decisivo na conquista dos ambientes terrestres por parte das plantas.</strong></div><p>Uma equipa internacional de <strong>12 investigadores </strong>identificou, na Formação Hujiersite (China), <strong>o âmbar mais antigo alguma vez encontrado, datado de aproximadamente 385 milhões de anos no Devoniano Médio</strong>. Os resultados da investigação foram publicados na revista <em>Science Advances</em> e marcam um avanço significativo na compreensão da evolução das plantas terrestres.</p><h2>A produção de resina é um processo sofisticado a nível biológico</h2><p>Para que a resina seja gerada é necessário que ocorra a síntese de moléculas orgânicas complexas, conhecidas como <strong>terpenóides</strong>, bem como o desenvolvimento de sistemas especializados de secreção. Nas plantas da atualidade a resina age como uma verdadeira barreira de defesa: <strong>trata as feridas, combate os agentes patogénicos e protege de fatores ambientais adversos, tais como os incêndios ou ataques de insetos</strong>. </p><p>Não obstante, a origem da resina mantinha-se rodeada de mistério, e isto porque <strong>o âmbar é extremamente raro nos depósitos do Paleozoico</strong>, numa altura em que a Terra estava colonizada por plantas. Recordemos que o Paleozoico foi um período em que os ecossistemas da Terra ainda se estavam a formar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-existia-antes-dos-dinossauros-o-ambar-mais-antigo-conhecido-385-milhoes-de-anos-foi-descoberto-na-china-1784296177838.jpg" data-image="c7cyxw6rhg4s"><figcaption>Cientistas descobrem que afinal a resina terá surgido muito mais cedo do que se pensava no nosso planeta, tendo tido um papel fundamental para o aumento da probabilidade de sobrevivência e na capacidade de resiliência das florestas primitivas terrestres.</figcaption></figure><p>Os <strong>fragmentos </strong>analisados foram descobertos por <strong>Cihang Luo</strong>, investigador do <strong>Instituto de Geologia e Paleontologia de Nanjing</strong>, e pelos seus colegas cientistas. A maioria dos fragmentos possui um tamanho <strong>microscópico</strong> e encontra-se<strong> incrustada em pequenos aglomerados de carvão</strong> (o maior exemplar mede somente 1,5 milímetros). </p><p>Apesar das suas dimensões reduzidas, os fragmentos são detentores de informação química valiosíssima. Através da implementação de técnicas como a <strong>espectrografia de infravermelhos e a cromatografia gasosa</strong>, os autores do estudo concluíram que a sua <strong>composição molecular é incrivelmente semelhante à do âmbar presente nas coníferas da atualidade</strong>.</p><h2>Descoberta importante para a reconstrução evolutiva das primeiras plantas da Terra</h2><p>De acordo com os autores deste estudo, a produção de resina pode ter constituído uma <strong>adaptação fundamental </strong>ao longo da transição entre o Devoniano e o Carbonífero, fazendo com que as plantas fossem capazes de<strong> curar lesões provocadas por patógenos, insetos, incêndios e outros elementos do ambiente</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774925" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/reutilizar-a-agua-do-cozimento-de-legumes-em-suas-plantas-de-interior-passo-a-passo-e-beneficios.html" title="Reutilizar a água da cozedura de legumes nas suas plantas de interior: passo a passo e benefícios">Reutilizar a água da cozedura de legumes nas suas plantas de interior: passo a passo e benefícios</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/reutilizar-a-agua-do-cozimento-de-legumes-em-suas-plantas-de-interior-passo-a-passo-e-beneficios.html" title="Reutilizar a água da cozedura de legumes nas suas plantas de interior: passo a passo e benefícios"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/reutilizar-el-agua-de-las-legumbres-en-tus-plantas-del-hogar-paso-a-paso-y-beneficios-1781698125525_320.jpg" alt="Reutilizar a água da cozedura de legumes nas suas plantas de interior: passo a passo e benefícios"></a></article></aside><p>Deste modo, a <strong>resina</strong> poderá então ter sido crucial para o aumento da probabilidade de <strong>sobrevivência </strong>e para a <strong>capacidade de resiliência</strong> das <strong>florestas primitivas terrestres</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Cihang%20Luo%20et%20al" data-year="2026" data-title="The%20earliest%20amber%20from%20the%20Middle%20Devonian%20of%20China" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fsciadv.aeh1266">Cihang Luo et al. (2026). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.aeh1266" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The earliest amber from the Middle Devonian of China</a>.</cite><br><cite data-author="20minutos" data-year="2026" data-title="https%3A%2F%2Fwww.20minutos.es%2Fciencia%2Fhallan-china-ambar-mas-antiguo-jamas-conocido-tiene-385-millones-anos_7015195_0.html" data-url="https%3A%2F%2Fwww.20minutos.es%2Fciencia%2Fhallan-china-ambar-mas-antiguo-jamas-conocido-tiene-385-millones-anos_7015195_0.html">20minutos. (2026). <a href="https://www.20minutos.es/ciencia/hallan-china-ambar-mas-antiguo-jamas-conocido-tiene-385-millones-anos_7015195_0.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">https://www.20minutos.es/ciencia/hallan-china-ambar-mas-antiguo-jamas-conocido-tiene-385-millones-anos_7015195_0.html</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ja-existia-antes-dos-dinossauros-o-ambar-mais-antigo-conhecido-385-milhoes-de-anos-foi-descoberto-na-china.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal respira cada vez mais poeiras do Sara. A ciência explica agora porquê]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-respira-cada-vez-mais-poeiras-do-sara-a-ciencia-explica-agora-porque.html</link><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 15:37:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Estudo internacional revela que o transporte de poeiras do Norte de África está a intensificar-se e coloca a Península Ibérica entre as regiões europeias mais expostas.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-respira-cada-vez-mais-poeiras-do-sara-a-ciencia-explica-agora-porque-1784294994209.jpg" data-image="vl96h8hsb62a" alt="Poeiras do deserto Sara" title="Poeiras do deserto Sara"><figcaption>As intrusões de poeiras do Norte de África não são necessariamente mais frequentes, mas tendem a ser cada vez mais intensas e a transportar maiores quantidades de partículas. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>Há dias em que a luz parece diferente, o <strong>céu perde a transparência</strong>, o horizonte ganha um tom esbranquiçado e uma <strong>fina camada de pó</strong> cobre automóveis, janelas e varandas. Para muitos portugueses, estas imagens fazem parte da paisagem dos meses mais quentes do ano. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O que poucos imaginam é que essa realidade está a tornar-se cada vez mais intensa em Portugal e no Sul da Europa.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Um estudo publicado na revista <em>Nature</em>, liderado pelo <strong>Instituto Paul Scherrer</strong> (PSI), na Suíça, e com a participação de investigadores da <strong>Universidade de Aveiro</strong>, conclui que a <strong>concentração de poeiras do deserto do Sara</strong> na atmosfera europeia aumentou entre <strong>10% e 25%</strong> na última década e mais do que duplicou desde a era pré-industrial.</p><h2>O primeiro estudo abrangente</h2><p>Esta é a primeira avaliação pan-europeia baseada exclusivamente em <strong>medições</strong> <strong>observacionais</strong>, que permitiu traçar o retrato mais completo de sempre sobre a influência das poeiras minerais do Norte de África na qualidade do ar do continente.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-respira-cada-vez-mais-poeiras-do-sara-a-ciencia-explica-agora-porque-1784295069575.jpg" data-image="k649ia4ydo7x" alt="Imagem de satélite mostra uma invasão de poeiras do Norte de África a entrar na Península Ibérica" title="Imagem de satélite mostra uma invasão de poeiras do Norte de África a entrar na Península Ibérica"><figcaption>Portugal é uma das principais portas de entrada das poeiras do Sara na Europa e está entre os territórios mais expostos a este fenómeno. Foto: ©ESA (contém dados modificados do programa Copernicus Sentinel/2025, processados pela ESA)</figcaption></figure><p>Embora o fenómeno afete grande parte da Europa, é na <strong>Península Ibérica</strong> que os seus efeitos se fazem sentir com maior intensidade. Portugal surge entre os territórios mais expostos ao transporte de poeiras provenientes do Sara, sobretudo durante os meses de <strong>julho</strong> e <strong>agosto</strong>, quando as condições atmosféricas favorecem a chegada destas massas de ar carregadas de partículas.</p><h2>Portugal na linha da frente</h2><p>As poeiras do Sara sempre atravessaram o <strong>Mediterrâneo</strong> e o <strong>Atlântico</strong> até alcançarem a Europa. A novidade revelada pelo estudo não está na existência dessas intrusões, mas na sua <strong>intensidade crescente</strong>.</p><p>Os investigadores verificaram que o número de episódios registados entre 2012 e 2021 não aumentou de forma significativa. O que mudou foi a quantidade de poeira transportada em cada evento. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Hoje, cada intrusão transporta mais partículas do que há apenas algumas décadas, agravando o impacto na qualidade do ar.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para Portugal, esta tendência assume uma relevância particular. Inserido no setor ocidental do Mediterrâneo, o <strong>país encontra-se numa das principais portas de entrada das poeiras africanas na Europa</strong>. Os dados mostram que o Sul do continente regista concentrações médias de poeira mineral cerca de duas vezes e meia superiores às observadas na Europa Central e Setentrional.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A investigação estima que esta região enfrente, em média, cerca de 46 dias por ano afetados por episódios de transporte de poeiras do deserto. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>No caso da Península Ibérica, o período mais crítico coincide com o <strong>pico do verão</strong>, precisamente quando o tempo seco e as temperaturas elevadas favorecem a persistência destas massas de ar sobre o território.</p><h2>Picos de concentrações no Sul da Europa</h2><p>Os investigadores identificaram ainda uma <strong>ligação</strong> entre determinadas <strong>configurações atmosféricas</strong> e a <strong>intensidade das intrusões</strong> na Europa Ocidental. Durante fases positivas da Oscilação do Atlântico Norte, um dos principais padrões que condicionam o estado do tempo no Atlântico, observaram-se <strong>concentrações mais elevadas</strong> sobre <strong>Portugal</strong>, <strong>Espanha</strong> e parte de <strong>França</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="702906" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/poeiras-ameaca-invisivel-e-fenomeno-ecologico-do-deserto.html" title="Poeiras: ameaça invisível e fenómeno ecológico do deserto">Poeiras: ameaça invisível e fenómeno ecológico do deserto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/poeiras-ameaca-invisivel-e-fenomeno-ecologico-do-deserto.html" title="Poeiras: ameaça invisível e fenómeno ecológico do deserto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/staub-unsichtbare-bedrohung-und-oekologisches-phaenomen-aus-der-wueste-1742558779470_320.png" alt="Poeiras: ameaça invisível e fenómeno ecológico do deserto"></a></article></aside><p>O resultado é visível muito para além dos automóveis cobertos por uma película alaranjada. A <strong>redução da qualidade do ar afeta milhões de pessoas</strong> e representa um desafio crescente para setores tão distintos como a saúde pública, a produção de energia solar e a monitorização ambiental.</p><h2>Uma viagem de milhares de quilómetros</h2><p>Cada episódio começa muito antes de chegar ao céu português. <strong>As poeiras têm origem nas extensas regiões áridas do Norte de África</strong>, onde os ventos levantam partículas minerais extremamente finas que permanecem em suspensão durante vários dias. Transportadas pelas correntes atmosféricas, percorrem milhares de quilómetros até atingirem a Península Ibérica e outras regiões europeias.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-respira-cada-vez-mais-poeiras-do-sara-a-ciencia-explica-agora-porque-1784295409771.jpg" data-image="degktcqm5xdi" alt="Skyline laranja" title="Skyline laranja"><figcaption>Além de partículas minerais, as poeiras que chegam à Europa podem conter bactérias, fungos, esporos e diversos contaminantes presentes na atmosfera. Foto: Josh_Rose/Freerange Stock</figcaption></figure><p>Para reconstruir esta viagem, a equipa internacional analisou mais de <strong>18.500 medições diárias</strong> recolhidas <span style="margin: 0px; padding: 0px;">em<strong> 103</strong></span><strong> estações de monitorização</strong> distribuídas por toda a Europa. Os dados foram cruzados com imagens de satélite, modelos atmosféricos e ferramentas de inteligência artificial, permitindo distinguir a poeira proveniente do deserto de outras fontes de poluição presentes na atmosfera.</p><h2>A evolução preservada nos Alpes </h2><p>O resultado é o retrato mais detalhado alguma vez produzido sobre este fenómeno e confirma que a presença de poeiras do Sara tem vindo a aumentar de forma consistente ao longo dos últimos 250 anos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="261761" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-impactos-poeiras-saara-sul-europa-godzilla-oceano-atlantico.html" title="Os impactos das poeiras do Saara no sul da Europa">Os impactos das poeiras do Saara no sul da Europa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-impactos-poeiras-saara-sul-europa-godzilla-oceano-atlantico.html" title="Os impactos das poeiras do Saara no sul da Europa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-impactos-das-poeiras-do-sahara-no-sul-da-europa-261761-1_320.jpg" alt="Os impactos das poeiras do Saara no sul da Europa"></a></article></aside><p>Os testemunhos preservados no <strong>gelo dos Alpes</strong> ajudam igualmente a contar essa história. A análise desses registos mostra que a deposição de poeiras mais do que duplicou desde a era pré-industrial, confirmando que não se trata de uma oscilação temporária, mas de uma <strong>tendência que se prolonga</strong> há várias gerações.</p><h2>Por que chegam mais poeiras à Europa?</h2><p>A resposta começa a milhares de quilómetros da Península Ibérica. O aumento da poeira transportada para a Europa resulta da combinação de dois fatores que se reforçam mutuamente. Por um lado, a <strong>desertificação e a aridez</strong> intensificaram-se em várias regiões do Norte de África. As alterações nos <strong>padrões de circulação atmosférica</strong>, por outro lado, favorecem o transporte dessas partículas até ao continente europeu.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O estudo identifica o Noroeste africano e algumas zonas de Marrocos como importantes áreas emissoras de poeiras que chegam à Europa Ocidental. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>À medida que os solos perdem humidade e a vegetação diminui, aumenta também a quantidade de sedimentos disponíveis para serem levantados pelo vento.</p><h2>O contributo das atividades humanas</h2><p>Os autores reconhecem as incertezas sobre o peso exato das <strong>alterações climáticas </strong>neste processo. Ainda assim, o conhecimento científico atual aponta para uma conclusão consistente. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O aquecimento global e as emissões humanas de gases com efeito de estufa estão a favorecer a expansão das áreas áridas e, consequentemente, a intensificação deste fenómeno.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Em poucas palavras, quanto mais seco se torna o Norte de África, maior tende a ser a quantidade de poeira disponível para atravessar o Mediterrâneo e alcançar países como Portugal.</p><h2>Muito mais do que areia em suspensão</h2><p>A camada avermelhada que se deposita sobre automóveis, telhados ou varandas é apenas a parte mais visível da viagem iniciada no deserto. As <strong>partículas mais finas permanecem em suspensão na atmosfera durante muito mais tempo</strong> e conseguem percorrer milhares de quilómetros antes de regressarem ao solo.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Durante esse percurso transportam também bactérias, fungos, esporos e diversos contaminantes presentes na atmosfera, incluindo alguns metais e outros poluentes de origem humana.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O estudo conclui que, durante os episódios de intrusão, a contribuição da <strong>poeira mineral</strong> representa cerca de <strong>um terço do valor médio anual</strong> recomendado pela <strong>Organização Mundial da Saúde</strong> para as partículas inaláveis <strong>PM10</strong>. Para as partículas mais finas, conhecidas como PM2.5, a contribuição corresponde a cerca de um quarto do valor de referência.</p><h2>Os grandes impactos na saúde</h2><p>Embora os efeitos a longo prazo continuem a ser investigados, já existem evidências consistentes sobre as consequências imediatas destes episódios. Os investigadores identificaram um <strong>aumento da mortalidade diária</strong>, bem como das <strong>hospitalizações</strong> <strong>por doenças respiratórias</strong>, sobretudo entre grupos mais vulneráveis, como crianças, adolescentes, idosos e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-respira-cada-vez-mais-poeiras-do-sara-a-ciencia-explica-agora-porque-1784295598158.jpg" data-image="v841fqhhs4sq" alt="Por do sol no mar" title="Por do sol no mar"><figcaption>Julho e agosto concentram alguns dos episódios mais intensos de transporte de poeiras do Sara para Portugal. Foto: Rawpixel</figcaption></figure><p>Segundo Petros Vasilakos, primeiro autor do estudo citado no comunicado do PSI, há mais mortes relacionadas com enfartes e problemas respiratórios nos dias de elevadas concentrações de poeiras do que nos restantes dias.</p><h2>Um desafio que também é económico</h2><p>As consequências não se sentem apenas na qualidade do ar. A acumulação de poeiras reduz ainda a <strong>eficiência dos painéis fotovoltaicos</strong>, comprometendo a produção de energia solar precisamente nas regiões do Sul da Europa onde esta fonte renovável assume um peso crescente. </p><p>Ao mesmo tempo, dificulta a <strong>monitorização da qualidade da atmosfera</strong> e aumenta os desafios para a previsão meteorológica e gestão de episódios de poluição.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Por essa razão, os investigadores defendem o reforço dos sistemas de monitorização e de alerta, para antecipar os dias de maior concentração de poeiras e proteger as populações mais vulneráveis.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Ao contrário da poluição emitida pelos automóveis, pela indústria ou pelo aquecimento doméstico, <strong>as poeiras do deserto não podem ser controladas com medidas locais</strong>. Uma vez levantadas pelos ventos no Norte de África, atravessam fronteiras sem encontrar barreiras.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-respira-cada-vez-mais-poeiras-do-sara-a-ciencia-explica-agora-porque-1784295681885.jpg" data-image="wjj70brn8dpv" alt="Chaminés industriais" title="Chaminés industriais"><figcaption>Reduzir as emissões de gases com efeito de estufa poderá ajudar, a longo prazo, a limitar o agravamento das poeiras transportadas do Sara para a Europa. Foto: Dietmar Rabich, CC-BY-SA 4.0, Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>Isso não significa que nada possa ser feito. Segundo os autores, políticas eficazes de mitigação das alterações climáticas poderão contribuir, a longo prazo, para limitar a expansão das áreas áridas e reduzir o agravamento deste fenómeno nas próximas décadas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Paul%20Scherrer%20Insitute%20(PSI)" data-year="" data-title="Desert%20dust%20in%20Europe%20is%20increasing" data-url="https%3A%2F%2Fwww.psi.ch%2Fen%2Fnews%2Fmedia-releases%2Fdesert-dust-in-europe-is-increasing">Paul Scherrer Insitute (PSI). <a href="https://www.psi.ch/en/news/media-releases/desert-dust-in-europe-is-increasing" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Desert dust in Europe is increasing</a>.</cite><br><cite data-author="Petros%20N.%20Vasilakos%2C%20Abhishek%20Upadhyay%2C%20Manousos%20I.%20Manousakas%2C%20Andr%C3%A9s%20Alastuey%2C%20James%20D.%20Allan%2C%20C%C3%A9lia%20A.%20Alves%2C%20Benjamin%20Bergmans%2C%20et%20al." data-year="" data-title="Rising%20dust%20pollution%20across%20Europe%20in%20a%20changing%20climate" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41586-026-10743-w">Petros N. Vasilakos, Abhishek Upadhyay, Manousos I. Manousakas, Andrés Alastuey, James D. Allan, Célia A. Alves, Benjamin Bergmans, et al.. <a href="https://www.nature.com/articles/s41586-026-10743-w" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Rising dust pollution across Europe in a changing climate</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-respira-cada-vez-mais-poeiras-do-sara-a-ciencia-explica-agora-porque.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um funil gigante a caminho do porto de Masbate: as imagens impressionantes da tromba marinha nas Filipinas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-funil-gigante-a-caminho-do-porto-de-masbate-as-imagens-impressionantes-da-tromba-marinha-nas-filipinas.html</link><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 14:51:04 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Uma enorme tromba marinha foi filmada ao largo da costa de Masbate, nas Filipinas, onde a instabilidade atmosférica sobre as águas tropicais quentes propiciou a formação de um impressionante funil que desceu das nuvens até ao mar.</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/xUk4qNgVnXs/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=xUk4qNgVnXs" id="xUk4qNgVnXs"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Uma impressionante tromba marinha proporcionou uma das imagens meteorológicas mais marcantes dos últimos dias nas <strong>Filipinas</strong>. O fenómeno foi captado ao largo da costa de <strong>Masbate</strong>, onde <strong>um enorme funil desceu de uma nuvem em desenvolvimento vertical </strong>até à superfície do mar, muito perto do porto local.</p><p><strong>As imagens mostram a coluna rotativa a elevar água pulverizada</strong>, mantendo-se perfeitamente definida durante vários minutos. Este episódio espetacular, gravado por várias testemunhas, reflete <strong>a enorme energia que se pode concentrar na atmosfera</strong> quando se combinam humidade abundante, temperaturas elevadas da água e condições de instabilidade.</p><p>Embora este tipo de fenómenos não seja invulgar em regiões tropicais, a nitidez com que a tromba marinha pôde ser observada <strong>tornou o vídeo num dos mais impressionantes divulgados recentemente</strong>.</p><h2>O que é uma tromba marinha?</h2><p>As trombas marinhas são <strong>colunas de ar em rotação que se formam sobre massas de água</strong>. Visualmente, assemelham-se a um tornado, embora nem sempre tenham a mesma origem nem a mesma intensidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/espectacular-manga-marina-frente-a-la-costa-de-filipinas-un-gigantesco-embudo-se-forma-junto-al-puerto-de-masbate-1784236037576.jpg" data-image="u97q40peey1t"><figcaption>As trombas marinhs são colunas de ar em rotação que se formam sobre massas de água.</figcaption></figure><p>Em muitas ocasiões, formam-se sob nuvens convectivas quando existe uma instabilidade atmosférica acentuada. O ar quente e muito húmido ascende rapidamente, enquanto<strong> as diferenças de vento nas diferentes camadas da atmosfera favorecem o surgimento de um movimento giratório</strong>. Quando esse movimento giratório se intensifica e liga a nuvem à superfície do mar, surge o característico funil visível.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="672048" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/trombas-de-agua-o-que-sao-como-se-formam-e-qual-o-risco-que-representam-para-quem-navega-no-mar.html" title="Trombas de Água: o que são, como se formam e qual o risco que representam para quem navega no mar?">Trombas de Água: o que são, como se formam e qual o risco que representam para quem navega no mar?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/trombas-de-agua-o-que-sao-como-se-formam-e-qual-o-risco-que-representam-para-quem-navega-no-mar.html" title="Trombas de Água: o que são, como se formam e qual o risco que representam para quem navega no mar?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/trombas-de-agua-o-que-sao-como-se-formam-e-qual-o-risco-que-representa-para-quem-navega-no-mar-1724972418886_320.jpg" alt="Trombas de Água: o que são, como se formam e qual o risco que representam para quem navega no mar?"></a></article></aside><p>A maioria das trombas marinhas é relativamente fraca em comparação com os tornados mais violentos que ocorrem em terra. No entanto, devido às fortes rajadas de vento, à ondulação repentina e à fraca visibilidade que costumam provocar, <strong>podem representar um perigo para pequenas embarcações, pescadores e para a prática de atividades náuticas</strong>.</p><h2>Águas quentes que favorecem estes fenómenos</h2><p>As Filipinas apresentam condições especialmente favoráveis à formação de trombas marinhas. Rodeado por águas tropicais com temperaturas muito elevadas durante grande parte do ano, este arquipélago regista <strong>frequentes episódios de tempestades convectivas, especialmente durante a estação chuvosa</strong>.</p><p>O intenso aquecimento do mar liberta enormes quantidades de vapor de água para a atmosfera. Quando esse ar quente sobe e entra em contacto com camadas superiores mais frias, <strong>podem formar-se nuvens de grande desenvolvimento vertical</strong>, capazes de provocar trovoadas intensas e, em determinadas circunstâncias, trombas marinhas como a registada em Masbate.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="tl" dir="ltr">ICYMI | Isang malaking ipo-ipo ang namataan sa Masbate City bandang 1:30 PM, Huwebes, July 16.<br><br>Ayon kay Melanie Montermoso, na siyang kumuha ng video, tumagal ng dalawa hanggang limang minuto ang ipo-ipo. Aniya, umikot pa ito sa karatig barangay bago tuluyang nalusaw. | via Paul <a href="https://t.co/NzgFQTS1Nh">pic.twitter.com/NzgFQTS1Nh</a></p>— Radyo Pilipinas (@radyopilipinas1) <a href="https://x.com/radyopilipinas1/status/2077881370723164260?ref_src=twsrc%5Etfw">July 16, 2026</a></blockquote></figure><p>Este tipo de fenómenos ocorre geralmente com maior frequência em regiões tropicais e subtropicais, embora<strong> também possam ser observados noutras zonas do mundo, incluindo o Mediterrâneo</strong>, quando se dão condições atmosféricas favoráveis.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-funil-gigante-a-caminho-do-porto-de-masbate-as-imagens-impressionantes-da-tromba-marinha-nas-filipinas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal enfrenta um novo cenário: a partir de terça-feira, 21 o calor intenso passará do Mediterrâneo para o Atlântico]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-enfrenta-um-novo-cenario-a-partir-de-terca-feira-21-o-calor-intenso-passara-do-mediterraneo-para-o-atlantico.html</link><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 14:15:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O avanço do ar mais quente do Mediterrâneo para o Atlântico deverá desencadear uma nova subida das temperaturas em Portugal continental, com o calor a intensificar-se gradualmente ao longo da semana, sobretudo nas regiões do interior.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xapyqu2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xapyqu2.jpg" id="xapyqu2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A partir de terça-feira, Portugal continental deverá entrar numa nova fase de aquecimento, marcada por uma subida gradual das temperaturas ao longo da semana. <strong>O calor ganhará intensidade de forma progressiva</strong>, abrangendo grande parte do território e fazendo-se sentir com maior expressão no interior, sem deixar de alcançar também várias zonas próximas do litoral.</p><h2>A circulação atmosférica favorecerá o avanço do ar quente para oeste</h2><p>Esta mudança resulta da <strong>expansão para oeste da massa de ar muito quente</strong>, até agora concentrada sobretudo sobre o Mediterrâneo, que passará também a abranger o Atlântico oriental. Em simultâneo, <strong>o reforço de uma crista subtropical </strong>sobre a Península Ibérica e a <strong>deslocação da corrente de jato</strong> para latitudes mais elevadas favorecerão uma atmosfera mais estável, reduzindo temporariamente a influência de massas de ar mais frescas provenientes do Atlântico. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-enfrenta-um-novo-cenario-a-partir-de-terca-feira-21-o-calor-intenso-passara-do-mediterraneo-para-o-atlantico-1784294049205.jpg" data-image="fafbpa44ocx1"><figcaption>A configuração atmosférica prevista para terça-feira mostra o reforço do anticiclone sobre o Atlântico e a presença de ar mais quente sobre a Península Ibérica, um padrão que favorecerá uma subida gradual das temperaturas em Portugal.</figcaption></figure><p>Como consequência, o habitual efeito moderador do oceano será menos eficaz, permitindo que o calor se faça sentir de forma mais expressiva também em muitas zonas costeiras.</p><p>Na terça-feira, as temperaturas mais elevadas deverão registar-se no <strong>interior do Alentejo, na Beira Baixa, no vale do Guadiana e em setores do Nordeste Transmontano</strong>, onde as máximas poderão atingir entre <strong>34 e 36 ºC</strong>. Bragança, Castelo Branco e Beja deverão rondar os 34 ºC, enquanto Portalegre e Vila Real poderão alcançar 33 ºC. Santarém deverá atingir cerca de 32 ºC e <strong>Lisboa aproximar-se dos 29 ºC</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-enfrenta-um-novo-cenario-a-partir-de-terca-feira-21-o-calor-intenso-passara-do-mediterraneo-para-o-atlantico-1784294273862.png" data-image="9ti28rh6o6bw"><figcaption>A terça-feira marcará o início de um novo episódio de calor em Portugal, com o interior a aquecer de forma mais expressiva do que o litoral, onde a nortada continuará a limitar a subida das temperaturas.</figcaption></figure><p>No litoral Centro e Sul, a subida das temperaturas será igualmente evidente, embora menos acentuada do que no interior. <strong>A influência marítima, associada ao reforço do vento de norte durante a tarde, deverá contribuir para manter valores mais moderados ao longo da faixa costeira</strong>.</p><h2>A subida das temperaturas será gradual e mais expressiva no interior</h2><p>Na quarta-feira, <strong>o aquecimento deverá tornar-se mais evidente</strong>, sobretudo no interior Centro e Sul, onde vários locais poderão atingir entre <strong>37 e 39 ºC</strong>. Beja e Castelo Branco deverão aproximar-se dos 37 ºC, enquanto Portalegre e Bragança poderão rondar os 35 ºC. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-enfrenta-um-novo-cenario-a-partir-de-terca-feira-21-o-calor-intenso-passara-do-mediterraneo-para-o-atlantico-1784294286955.png" data-image="5ul8rylpjk3d"><figcaption>Na quarta-feira o aquecimento deverá ganhar expressão em grande parte do território, com vários locais do interior a aproximarem-se dos 40 ºC, contrastando com valores significativamente mais baixos ao longo da faixa costeira.</figcaption></figure><p><strong>A partir de quinta-feira</strong>, os modelos apontam para uma nova intensificação do calor, aumentando a probabilidade de algumas áreas do <strong>interior alentejano, do vale do Guadiana e, pontualmente, da Beira Baixa atingirem ou ultrapassarem os 40 ºC</strong> até ao final da semana.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779074" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nortada-nevoeiro-chuviscos-e-maximas-ate-34-c-eis-a-previsao-para-o-fim-de-semana-em-portugal.html" title="Nortada, nevoeiro, chuviscos e máximas até 34 ºC: eis a previsão para o fim de semana em Portugal">Nortada, nevoeiro, chuviscos e máximas até 34 ºC: eis a previsão para o fim de semana em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nortada-nevoeiro-chuviscos-e-maximas-ate-34-c-eis-a-previsao-para-o-fim-de-semana-em-portugal.html" title="Nortada, nevoeiro, chuviscos e máximas até 34 ºC: eis a previsão para o fim de semana em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nortada-nevoeiro-chuviscos-e-maximas-ate-34-c-eis-a-previsao-para-o-fim-de-semana-em-portugal-1784293244532_320.jpg" alt="Nortada, nevoeiro, chuviscos e máximas até 34 ºC: eis a previsão para o fim de semana em Portugal"></a></article></aside><p>Os cenários mais recentes do ECMWF sugerem que este episódio de calor poderá persistir durante alguns dias. Mesmo assim, a intensidade e a distribuição das temperaturas mais elevadas podem ainda sofrer pequenos ajustes nas próximas atualizações, em função da evolução da circulação atmosférica sobre o Atlântico Nordeste e a Península Ibérica.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-enfrenta-um-novo-cenario-a-partir-de-terca-feira-21-o-calor-intenso-passara-do-mediterraneo-para-o-atlantico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nortada, nevoeiro, chuviscos e máximas até 34 ºC: eis a previsão para o fim de semana em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nortada-nevoeiro-chuviscos-e-maximas-ate-34-c-eis-a-previsao-para-o-fim-de-semana-em-portugal.html</link><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 13:03:14 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Este fim de semana de 18 e 19 de julho o estado do tempo em Portugal continental será marcado pela formação de nevoeiro matinal nalgumas zonas, por nortada e pela possibilidade de aguaceiros isolados. Consulte a previsão.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xapynde"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xapynde.jpg" id="xapynde"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>De acordo com a previsão subsazonal do modelo ECMWF, durante o fim de semana de 18 e 19 de julho, prevê-se o estabelecimento de um regime atmosférico conhecido como <strong>crista atlântica</strong>.</p><p>Este padrão consiste no fortalecimento e extensão de um anticiclone sobre o Atlântico Norte sob a forma de uma crista anticiclónica que, quando se instala na região Euro-Atlântica, tende a favorecer <strong>tempo seco e estável em Portugal continental, bem como o reforço da habitual nortada</strong>, um fenómeno típico da estação estival no nosso país.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Os mapas de referência da Meteored mostram uma <strong>região anticiclónica robusta e bem posicionada a oeste da Irlanda</strong>, enquanto as isóbaras, orientadas aproximadamente de norte para sul junto à costa portuguesa, vão estimulando um fluxo persistente do quadrante norte.</p><h2>Nortada, nevoeiro matinal e possibilidade de precipitação fraca nalguns locais</h2><p><strong>Para este fim de semana prevê-se vento fraco a moderado do quadrante norte, intensificando-se temporariamente durante a tarde, especialmente no sábado (18)</strong>. Na faixa costeira ocidental, sobretudo a sul de Cascais, a nortada poderá soprar com mais intensidade, sendo expectáveis <strong>rajadas até 50 km/h no Barlavento Algarvio</strong>. No domingo (19) espera-se que o vento sopre predominantemente do quadrante oeste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nortada-nevoeiro-chuviscos-e-maximas-ate-34-c-eis-a-previsao-para-o-fim-de-semana-em-portugal-1784288190375.png" data-image="7kx5h0qptjmn"><figcaption>Nortada no sábado (18), sendo particularmente mais intensa durante a tarde na faixa costeira ocidental a sul de Cascais. Rajadas em torno de 50 km/h previstas para zonas do Barlavento Algarvio.</figcaption></figure><p>No sábado (18) espera-se ainda a formação de nevoeiro ou nebulosidade baixa durante a manhã nas regiões Norte, Centro e no litoral Oeste. <strong>Existe também a possibilidade de ocorrência de chuvisco fraco no litoral Centro durante a manhã</strong>. Pela tarde poderão cair aguaceiros fracos e dispersos nas serras do Minho e noutras áreas montanhosas do Norte ou Centro-norte. No entanto, no geral, a precipitação será pouco provável.</p><p>Para domingo (19) não estão previstas alterações significativas no panorama meteorológico. <strong>O nevoeiro matinal deverá voltar a formar-se</strong> em boa parte das Regiões Norte e Centro, podendo persistir durante grande parte do dia na metade norte do distrito de Viana do Castelo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nortada-nevoeiro-chuviscos-e-maximas-ate-34-c-eis-a-previsao-para-o-fim-de-semana-em-portugal-1784288204613.png" data-image="4bm399z6qh1v"><figcaption>Possibilidade de ocorrência de aguaceiros fracos, mas pouco prováveis, nas serras do Alto Minho no domingo, 19 de julho.</figcaption></figure><p>Além disto, mantém-se a possibilidade de chuviscos no litoral Centro durante a manhã e de<strong> aguaceiros fracos e dispersos nas serras do Alto Minho e noutras áreas montanhosas do Norte e Centro-norte durante a tarde</strong>, embora pouco prováveis.</p><h2>Temperaturas máximas mantêm-se relativamente estáveis, embora com uma pequena subida no domingo, dia 19</h2><p>No que diz respeito às temperaturas, não se antecipam variações muito significativas, embora seja expectável uma <strong>ligeira subida dos valores das máximas no domingo (19) em algumas capitais distritais</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779003" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/proxima-semana-traz-mudancas-nas-temperaturas-mas-a-chuva-continuara-ausente.html" title="Próxima semana traz mudanças nas temperaturas, mas a chuva continuará ausente">Próxima semana traz mudanças nas temperaturas, mas a chuva continuará ausente</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/proxima-semana-traz-mudancas-nas-temperaturas-mas-a-chuva-continuara-ausente.html" title="Próxima semana traz mudanças nas temperaturas, mas a chuva continuará ausente"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-na-proxima-semana-1784241783067_320.png" alt="Próxima semana traz mudanças nas temperaturas, mas a chuva continuará ausente"></a></article></aside><p>No sábado (18) espera-se que as temperaturas máximas variem entre os <strong>24 ºC no Porto e em Aveiro e os 33 ºC em Bragança, Castelo Branco, Évora e Faro</strong>. Para domingo (19) prevê-se que os valores das máximas oscilem entre os <strong>23 ºC em Viana do Castelo e os 34 ºC em Faro</strong>, com o ambiente a manter-se mais ameno no litoral e mais quente no interior e no Sul.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nortada-nevoeiro-chuviscos-e-maximas-ate-34-c-eis-a-previsao-para-o-fim-de-semana-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Próxima semana traz mudanças nas temperaturas, mas a chuva continuará ausente]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/proxima-semana-traz-mudancas-nas-temperaturas-mas-a-chuva-continuara-ausente.html</link><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 09:09:55 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal Continental poderá voltar a aquecer na próxima semana, mas não de forma generalizada. Saiba o que esperar do tempo na semana de 20 a 26 de julho.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xapsx3q"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xapsx3q.jpg" id="xapsx3q"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Apesar de a canícula (o período mais quente e seco do ano) já ter iniciado, no passado dia 15 de julho, <strong>as temperaturas continuam abaixo da média</strong>, para a época do ano.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No entanto, <strong>este cenário poderá mudar nos próximos dias</strong>, ainda que seja esperado que uma nova bolsa de ar frio possa voltar a interferir no estado da atmosfera em Portugal, já a partir de domingo, dia 19. Ainda assim, esta poderá não ter um efeito direto na nossa geografia, visto que no mesmo período se prevê um reforço da crista anticiclónica. Desta forma, os nossos mapas indicam apenas uma maior nebulosidade, especialmente no litoral, na segunda-feira, dia 20, <strong>não havendo possibilidade de chuva</strong> sobre o nosso território.</p><h2>Temperaturas sobem, mas não em todo o lado</h2><p>O mapa abaixo mostra-nos as anomalias térmicas esperadas para terça-feira, dia 21 de julho. Este poderá ser o primeiro dia, depois de vários dias consecutivos, em que <strong>uma boa parte do território continental deverá registar temperaturas máximas acima da média</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-na-proxima-semana-1784241783067.png" data-image="xmk5zj0yuozx" alt="anomalias térmicas;" title="anomalias térmicas;"><figcaption>Na próxima semana, poderemos registar uma inversão das anomalias térmicas em Portugal Continental, devido à subida das temperaturas.</figcaption></figure><p>Porém, e apesar destas anomalias indicarem valores acima do esperado para a época, as mais recentes previsões do ECMWF indicam que<strong> a subida prevista das temperaturas será mais expressiva ao longo da faixa interior do continente e na região Sul</strong>, deixando a faixa litoral com valores mais contidos, dentro ou ligeiramente acima da normal climatológica de referência.</p><p>À semelhança do último episódio de calor, <strong>o Vale do Douro poderá contar com as anomalias positivas mais pronunciadas</strong>, podendo registar temperaturas até 7 ºC acima da média.</p><h2> Interior do país e Sul com valores mais elevados</h2><p>Como é habitual, <strong>a faixa interior e o Sul do país</strong>, por estarem expostos a um fluxo de leste ou de sudeste, <strong>geralmente registam temperaturas mais elevadas</strong> no verão, enquanto a faixa litoral mantém valores mais amenos, devido à influência marítima, resultante de um fluxo predominantemente de oeste ou noroeste.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778913" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-do-tempo-para-10-dias-em-portugal-rajadas-de-vento-acima-dos-50-km-h-chuva-fraca-e-temperaturas-em-mudanca.html" title="Tendência do tempo para 10 dias em Portugal: rajadas de vento acima dos 50 km/h, chuva fraca e temperaturas em mudança ">Tendência do tempo para 10 dias em Portugal: rajadas de vento acima dos 50 km/h, chuva fraca e temperaturas em mudança </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-do-tempo-para-10-dias-em-portugal-rajadas-de-vento-acima-dos-50-km-h-chuva-fraca-e-temperaturas-em-mudanca.html" title="Tendência do tempo para 10 dias em Portugal: rajadas de vento acima dos 50 km/h, chuva fraca e temperaturas em mudança "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-do-tempo-para-10-dias-em-portugal-rajadas-de-vento-acima-dos-50-km-h-chuva-fraca-e-temperaturas-em-mudanca-1784204077149_320.png" alt="Tendência do tempo para 10 dias em Portugal: rajadas de vento acima dos 50 km/h, chuva fraca e temperaturas em mudança "></a></article></aside><p>Com isto, espera-se que ao longo da próxima semana haja um contraste mais evidente entre litoral e interior, na medida em que <strong>os valores no interior deverão manter-se acima dos 30 ºC, podendo mesmo aproximarem-se dos 40 ºC</strong>, e no litoral os valores não deverão ultrapassar os 28 ºC. Segundo a mais recente atualização do nosso modelo de confiança, os dias mais quentes da próxima semana, nestas regiões, poderão ser entre quinta-feira (23) e domingo (26).</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/proxima-semana-traz-mudancas-nas-temperaturas-mas-a-chuva-continuara-ausente.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aloe vera em vaso: 7 dicas para cultivá-la com sucesso]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/aloe-vera-em-vaso-7-dicas-para-cultiva-la-com-sucesso.html</link><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 06:17:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Resistente tanto ao calor quanto ao frio e de baixa manutenção, a aloe vera é uma das plantas mais adequadas para varandas e terraços. Aqui estão sete regras simples que podem fazer toda a diferença entre um crescimento vigoroso e uma planta que tem dificuldade para se desenvolver.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/aloe-vera-in-vaso-7-attenzioni-per-coltivarla-con-successo-1781978294283.jpeg" data-image="g0jl19t1meg5"><figcaption>Aloe vera: as 7 regras essenciais para o cultivo bem-sucedido em vasos.</figcaption></figure><p>Nativa das regiões áridas da Península Arábica, a <strong>Aloe vera</strong>, também<strong> conhecida como aloé em Portugal</strong>, é uma suculenta conhecida pela sua capacidade de armazenar água nas suas folhas grossas e carnudas. Embora seja geralmente vendida em vasos pequenos e permaneça relativamente compacta, sob as condições adequadas ela pode crescer significativamente, produzindo novas folhas e numerosas brotações laterais na base.</p><p>A sua resistência, excelente tolerância ao calor e baixa necessidade de água fazem dela<strong> uma das melhores plantas para varandas e terraços bem iluminados</strong>. No entanto, poucas pessoas conhecem as sete regras simples que podem melhorar muito o vigor, o crescimento e a aparência da planta.</p><h2>1. Evite a luz solar direta</h2><p>A aloe vera prospera em locais bem iluminados, mas <strong>a exposição à luz solar direta nem sempre é a melhor opção</strong>.</p><p> Plantas recém-adquiridas ou que passaram muito tempo num viveiro podem sofrer<strong> queimaduras solares </strong>se forem expostas repentinamente à luz solar intensa. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aloe-vera-in-vaso-7-attenzioni-per-coltivarla-con-successo-1781978785378.jpeg" data-image="919qw20xd3c2" alt="Aloe vera" title="Aloe vera"><figcaption>Evite a luz solar direta.</figcaption></figure><p>O ideal é colocá-las primeiro num local iluminado, porém protegido durante as horas mais quentes do dia, e aumentar gradualmente a exposição. Plantas adultas e bem aclimatadas geralmente toleram muito melhor a luz solar direta.</p><h2>2. Regue com moderação, mas corretamente</h2><p>Por ser uma suculenta, a aloe vera <strong>não requer regas frequentes</strong>.</p><p>Na primavera e no verão, basta regar o substrato com moderação e deixar que ela <strong>seque quase completamente antes de regar novamente</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aloe-vera-in-vaso-7-attenzioni-per-coltivarla-con-successo-1781978361186.jpeg" data-image="ziwxkh8n9k5w" alt="regando aloe vera" title="regando aloe vera"><figcaption>Regue com moderação, mas de forma adequada.</figcaption></figure><p>No inverno, o ideal é reduzir ainda mais a frequência das regas, pois o solo demora mais para secar. Mais do que a falta de água, <strong>o verdadeiro inimigo da aloe vera é o excesso de humidade</strong>, que pode causar o apodrecimento das raízes e enfraquecer rapidamente a planta.</p><h2>3. Escolha um substrato com boa drenagem</h2><p>O <strong>substrato ideal deve ser leve e permitir a drenagem rápida</strong> do excesso de água.</p><p>Substratos formulados especificamente para cactos e suculentas são ideais, especialmente se enriquecidos com areia grossa, pedra-pomes ou rocha vulcânica. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aloe-vera-in-vaso-7-attenzioni-per-coltivarla-con-successo-1781978417559.jpeg" data-image="bus5c5u8dz06"><figcaption>Escolha um substrato com excelente drenagem para minimizar o risco de apodrecimento das raízes.</figcaption></figure><p>Também é essencial que o <strong>vaso possua furos de drenagem no fundo</strong>. Para minimizar o risco de acumulação de água e apodrecimento das raízes, o ideal é cultivar a aloe vera num vaso sem prato.</p><h2>4. Opte por um vaso grande de barro</h2><p>O barro (argila) oferece boa <strong>estabilidade térmica e favorece a aeração</strong>, bem como a secagem do substrato.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aloe-vera-in-vaso-7-attenzioni-per-coltivarla-con-successo-1781978385268.jpeg" data-image="83yox9fbzbsl"><figcaption>Opte por um vaso grande de barro (argila).</figcaption></figure><p>Para uma <strong>planta jovem </strong>de aloe vera, recomenda-se escolher um <strong>vaso com diâmetro entre 25 e 35 centímetros</strong>. Este tamanho oferece espaço suficiente para o desenvolvimento gradual das raízes, ao mesmo tempo que reduz a necessidade de trocas de vaso.</p><p>Embora a aloe vera suporte muito bem períodos de seca, um vaso maior proporciona uma melhor reserva de humidade e oferece maior proteção às raízes durante épocas de calor intenso.</p><h2>5. Adube com moderação</h2><p>A aloe vera não é uma planta particularmente exigente em termos de nutrientes De modo geral, uma <strong>adubação leve na primavera e no início do verão</strong> é suficiente. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aloe-vera-in-vaso-7-attenzioni-per-coltivarla-con-successo-1781978826359.jpeg" data-image="hhqvu6ysc49e"><figcaption>Fertilize a Aloe Vera com moderação.</figcaption></figure><p>O ideal é utilizar um<strong> fertilizante formulado especificamente para suculentas ou um com baixo teor de nitrogénio</strong>. O excesso de adubação pode resultar num crescimento mais fraco e menos compacto, além de tornar a planta mais suscetível a fatores de stress ambiental.</p><h2>6. Proteção contra o frio do inverno</h2><p>A aloe vera tolera quedas ocasionais de temperatura, mas é muito <strong>sensível à geada</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aloe-vera-in-vaso-7-attenzioni-per-coltivarla-con-successo-1781978543725.jpeg" data-image="31xh90xmea4j"><figcaption>Adaptada a climas áridos e temperaturas elevadas, a aloe vera é altamente resistente à seca. No entanto, não tolera bem geadas ou períodos prolongados de baixas temperaturas.</figcaption></figure><p>Em regiões de clima ameno, a aloe vera pode passar o inverno ao ar livre, desde que seja colocada num local protegido e coberta durante as noites mais frias. No entanto, <strong>em áreas onde ocorrem geadas frequentes, o ideal é levar a planta para dentro de casa</strong>, acomodando-a num local bem iluminado e protegido das intempéries.</p><h2>7. Separe as brotações para estimular um crescimento harmonioso</h2><p>Com o tempo, a <strong>aloe vera produz inúmeros brotos</strong> que se desenvolvem na base da planta-mãe.</p><p>Se deixadas no local, esses brotos laterais<strong> podem formar uma touceira</strong> (tufo espesso) muito ornamental. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aloe-vera-in-vaso-7-attenzioni-per-coltivarla-con-successo-1781978487345.jpeg" data-image="bgx5f9cir89i"><figcaption>Separe as brotações laterais para promover o desenvolvimento harmonioso da planta-mãe e obter novas mudas.</figcaption></figure><p>No entanto, com o tempo, <strong>essas touceiras podem acabar por competir com a planta-mãe por recursos</strong>. Ao separar as mudas mais desenvolvidas e replantá-las em novos vasos, irá favorecer um crescimento mais equilibrado da planta principal e, ao mesmo tempo, obtém facilmente novos exemplares.</p><h2>Uma solução ideal para cidades cada vez mais quentes</h2><p>Verões cada vez mais quentes e secas mais frequentes estão a mudar a forma como os espaços verdes urbanos são projetados e mantidos. Nesse cenário, a aloe vera destaca-se como uma excelente opção para quem procura uma <strong>planta ornamental resistente, sustentável e de baixa manutenção</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777346" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-algas-nao-sao-plantas-factos-surpreendentes-sobre-a-vida-aquatica-que-precisa-de-saber.html" title="As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber">As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-algas-nao-sao-plantas-factos-surpreendentes-sobre-a-vida-aquatica-que-precisa-de-saber.html" title="As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/seaweeds-aren-t-plants-seven-surprising-facts-about-aquatic-life-1783270730480_320.jpg" alt="As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber"></a></article></aside><p>Com os cuidados adequados, ela pode prosperar durante anos, transformando uma simples varanda ou um pequeno terraço num refúgio verde e exuberante — mais preparado para enfrentar os desafios do aquecimento global e a "selva de pedra" típica dos ambientes urbanos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/aloe-vera-em-vaso-7-dicas-para-cultiva-la-com-sucesso.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Segundo uma investigação, o calor extremo poderá estar a afetar a comunicação sexual dos insetos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/segundo-uma-investigacao-o-calor-extremo-podera-estar-a-afetar-a-comunicacao-sexual-dos-insetos.html</link><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Segundo um grupo de investigação, o calor extremo poderá interferir na comunicação química dos insetos, aumentando assim os erros durante a procura de parceiros para a sua reprodução. Venha descubrir mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/segundo-uma-investigacao-o-calor-extremo-podera-estar-a-afetar-a-comunicacao-sexual-dos-insetos-1783854916435.jpg" data-image="iotv63g7ukbr" alt="Escaravelho vermelho" title="Escaravelho vermelho"><figcaption>Investigadores descobriram que o calor extremo pode alterar os sinais químicos usados pelos insetos para reconhecer potenciais parceiros de acasalamento.</figcaption></figure><p>As alterações climáticas <strong>poderão estar a provocar efeitos muito mais avassaladores na natureza</strong> do que aqueles que habitualmente associamos ao aumento das temperaturas.</p><p>Para além da deslocação de espécies, da alteração dos ciclos reprodutivos ou da perda de habitats, novas investigações sugerem que <strong>o calor extremo poderá interferir com a própria comunicação química entre os animais</strong>.</p><p>Foi precisamente esta hipótese que uma equipa da Universidade de St. Andrews apresentou na <em>Conferência Anual da Society for Experimental Biology (SEB)</em>, realizada em Florença, onde <strong>investigadores de várias áreas da biologia divulgaram os seus trabalhos mais recentes sobre adaptação e resiliência dos organismos perante as mudanças ambientais</strong>.</p><h2>O papel dos sinais químicos na reprodução </h2><p>O estudo centrou-se essencialmente escaravelho <em>Nicrophorus vespilloides</em>, conhecido como escaravelho-enteerrador, uma espécie que apresenta um comportamento reprodutivo invulgar. <strong>Estes insetos utilizam pequenos cadáveres de aves ou roedores como alimento para as suas larvas</strong>, sendo que macho e a fêmea cooperam na preparação do ninho e nos cuidados parentais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/segundo-uma-investigacao-o-calor-extremo-podera-estar-a-afetar-a-comunicacao-sexual-dos-insetos-1783854941416.jpg" data-image="4s72gmqdupoo" alt="Investigação de Solène" title="Investigação de Solène"><figcaption>O estudo analisou o impacto das ondas de calor na comunicação química e no comportamento reprodutivo dos escaravelhos. Fonte: Lazaron</figcaption></figure><p>Para coordenar estas tarefas, os <strong>escaravelhos dependem de sinais químicos presentes na superfície do corpo</strong>. Estes compostos, designados hidrocarbonetos cuticulares, desempenham uma dupla função, reduzem a perda de água através do exoesqueleto e funcionam como uma verdadeira "assinatura química", permitindo desta forma <strong>reconhecer os indivíduos da mesma espécie, distinguir os machos de fêmeas e identificar potenciais parceiros</strong> reprodutores.</p><p>No entanto, os investigadores tinham algumas suspeitas em relação às <strong>temperaturas mais elevadas que poderiam alterar esta composição química</strong>. Para testar esta hipótese, mantiveram um grupo de escaravelhos à temperatura considerada normal para a espécie (20 ºC) e outro grupo sujeito, durante três dias a uma onda de calor simulada de 26 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="700978" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-maior-escaravelho-do-mundo-esta-em-risco-de-extincao-a-ciencia-ja-identificou-os-culpados.html" title="O maior escaravelho do mundo está em risco de extinção: a ciência já identificou os culpados">O maior escaravelho do mundo está em risco de extinção: a ciência já identificou os culpados</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-maior-escaravelho-do-mundo-esta-em-risco-de-extincao-a-ciencia-ja-identificou-os-culpados.html" title="O maior escaravelho do mundo está em risco de extinção: a ciência já identificou os culpados"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-maior-escaravelho-do-mundo-esta-em-risco-de-extincao-a-ciencia-ja-identificou-os-culpados-1741728045134_320.jpg" alt="O maior escaravelho do mundo está em risco de extinção: a ciência já identificou os culpados"></a></article></aside><p>Após esse período, <strong>observaram um aumento significativo no número tentativas de acasalamento entre machos nos indivíduos expostos ao calor</strong>. Contudo, os cientistas sublinham que este comportamento não deve ser interpretado como uma alteração da orientação sexual dos insetos.</p><h2>A explicação dos investigadores</h2><p>A explicação mais provável reside numa perturbação do sistema de reconhecimento químico. <strong>À medida que as temperaturas aumentam, os hidrocarbonetos poderão sofrer alterações destinadas a melhorar a proteção contra a desidratação</strong>. Como consequência, os sinais utilizados para identificar corretamente o sexo de outro indivíduo tornam-se menos precisos, aumentando a probabilidade de erros durante a procura de parceiros.</p><p>A investigadora Solène Morelle, responsável pelo trabalho, admite que <strong>um dos aspetos mais surpreendentes foi verificar que este tipo de comportamento já ocorria, ainda que em menor escala</strong><strong>, mesmo em condições ambientais normais</strong>. Isso sugere que os erros de reconhecimento podem fazer parte da estratégia evolutiva da espécie.</p><div class="texto-destacado"><strong>"Fiquei surpreendida ao descobrir a quantidade de tentativas de acasalamento entre indivíduos do mesmo sexo, mas ainda não sabemos o que isso significa." </strong>De acordo com Solène Morelle na revista Lazaron</div><p>Do ponto de vista da seleção natural, pode ser mais vantajoso aceitar alguns "<em>falsos positivos</em>" do que <strong>correr o risco de deixar escapar uma oportunidade real de reprodução</strong>. Em termos evolutivos, o custo de uma tentativa de acasalamento mal direcionada poderá ser inferior ao prejuízo de não reconhecer uma fêmea disponível.</p><p>A investigação encontra-se ainda em desenvolvimento e pretende agora determinar exatamente quais os compostos químicos que sofrem alterações durante os episódios de calor extremo. Os cientistas acreditam que <strong>o aumento de determinadas moléculas de cadeia mais longa poderá reforçar a impermeabilidade do exoesqueleto</strong>, embora comprometa a eficácia da comunicação química entre os indivíduos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="576362" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/incrivel-mas-verdadeiro-o-escaravelho-comedor-de-mosquitos-reapareceu-ao-fim-de-anos-biodiversidade.html" title="Incrível mas verdadeiro: o escaravelho comedor de mosquitos reapareceu ao fim de anos!">Incrível mas verdadeiro: o escaravelho comedor de mosquitos reapareceu ao fim de anos!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/incrivel-mas-verdadeiro-o-escaravelho-comedor-de-mosquitos-reapareceu-ao-fim-de-anos-biodiversidade.html" title="Incrível mas verdadeiro: o escaravelho comedor de mosquitos reapareceu ao fim de anos!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/considerato-estinto-da-anni-ricompare-in-italia-il-coleottero-mangia-zanzare-1698070436526_320.jpg" alt="Incrível mas verdadeiro: o escaravelho comedor de mosquitos reapareceu ao fim de anos!"></a></article></aside><p>Este trabalho reforça a ideia de que <strong>os impactos das alterações climáticas vão muito além das mudanças visíveis na distribuição das espécies</strong>. Pequenas variações de temperatura poderão modificar mecanismos de comunicação que evoluíram ao longo de milhões de anos e dos quais dependem processos fundamentais como a reprodução, o cuidado parental e a sobrevivência das populações.</p><p>À medida que as ondas de calor se tornam mais frequentes e intensas, <strong>compreender estas alterações poderá revelar novos efeitos ecológicos das mudanças climáticas</strong>, alguns deles praticamente invisíveis à primeira vista, mas potencialmente determinantes para o equilíbrio dos ecossistemas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/segundo-uma-investigacao-o-calor-extremo-podera-estar-a-afetar-a-comunicacao-sexual-dos-insetos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[“Antes eram gigantes”: estudo alerta que tamanho médio do bacalhau no Báltico encolheu 48% devido à atividade humana]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/antes-eram-gigantes-estudo-alerta-que-tamanho-medio-do-bacalhau-no-baltico-encolheu-48-devido-a-atividade-humana.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 17:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Estudo liderado pelo GEOMAR, Alemanha, e publicado na Science Advances, revela que a redução do tamanho da população de bacalhaus no Báltico e do comprimento dos próprios peixes se deve ao profundo impacto da atividade humana.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/antes-eram-gigantes-estudo-alerta-que-tamanho-medio-do-bacalhau-no-baltico-encolheu-48-devido-a-atividade-humana-1784211935961.jpg" data-image="zzhe9p624h0b"><figcaption>Em quase 25 anos, o comprimento médio dos bacalhaus-do-atlântico encolheu aproximadamente para metade, tendo sido gerado pela pesca excessiva que exerceu uma forte pressão seletiva sobre a espécie Gadus morhua.</figcaption></figure><p>Entre 1996 e 2019 <strong>o comprimento médio dos bacalhaus-do-atlântico (Gadus morhua) no Mar Báltico diminuiu cerca de 48%</strong>, passando aproximadamente de 40 para 20 centímetros. Segundo um estudo liderado pelo GEOMAR (Centro Helmholtz para a Investigação Oceânica, Alemanha), esta redução resulta sobretudo da pesca excessiva, que exerceu uma forte pressão seletiva sobre a espécie.</p><div class="texto-destacado">“Pela primeira vez numa espécie totalmente marinha, fornecemos evidências de alterações evolutivas nos genomas de uma população de peixes sujeita a exploração intensa, o que empurrou a população para o limiar do colapso”, afirmou em comunicado <strong>Kwi Young Han</strong>, primeira autora do estudo.</div><p>O estudo, publicado na revista <em>Science Advances</em>, conclui que <strong>décadas de exploração intensiva alteraram a composição genética da população de bacalhau-do-atlântico do Báltico Oriental</strong>, demonstrando que a atividade humana pode provocar mudanças evolutivas em espécies marinhas.</p><h2>Otólitos de 152 bacalhaus permitem identificar perda progressiva dos genes associados a um crescimento mais rápido</h2><p>A captura sistemática dos maiores exemplares foi favorável à sobrevivência de indivíduos menores, de crescimento mais lento e de maturação mais precoce. <strong>Estes peixes escapavam com maior frequência à pesca por serem pequenos, transmitindo essas características às gerações seguintes</strong>. Consequentemente, os genes associados ao crescimento rápido e a um amadurecimento tardio tornaram-se cada vez mais raros, podendo até mesmo ter desaparecido desta população.</p><div class="texto-destacado">“Quando os maiores indivíduos são sistematicamente removidos da população durante muitos anos, peixes mais pequenos e que amadurecem mais rapidamente ganham uma vantagem evolutiva”, explica <strong>Thorsten Reusch</strong>, um dos principais coautores do estudo.</div><p>A investigação baseou-se na análise dos <strong>otólitos de 152 bacalhaus capturados entre 1996 e 2019 na Bacia de Bornholm, entre a Polónia e a Suécia</strong>, principal zona de desova do bacalhau-do-atlântico do Báltico Oriental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/antes-eram-gigantes-estudo-alerta-que-tamanho-medio-do-bacalhau-no-baltico-encolheu-48-devido-a-atividade-humana-1784212128174.jpg" data-image="w8136kd8pe78"><figcaption>Os indivíduos menores da espécie Gadus morhua tiveram um ambiente favorável à sua sobrevivência devido à constante captura de exemplares maiores. Deste modo, por serem pequenos, escapavam frequentemente à pesca e transmitiram características como o crescimento lento e o amadurecimento mais precoce de forma sucessiva e mais consistente às gerações seguintes. Imagem: Wikimedia Commons - MichalPL - Obra do próprio, CC BY-SA 4.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=114770738</figcaption></figure><p><strong>Os otólitos são pequenas estruturas de carbonato de cálcio presentes no ouvido interno dos peixes</strong>, funcionam de forma semelhante aos anéis de crescimento das árvores e permitem <strong>reconstruir a idade e o crescimento dos peixes</strong>. Analisando estes registos e a genética, os cientistas foram capazes de identificar a gradual perda dos genes associados a um crescimento mais rápido.</p><h2>“O impacto profundo das atividades humanas em populações selvagens" e o apelo à pesca sustentável</h2><p><strong>Desde 2019, a pesca do bacalhau-do-atlântico no Mar Báltico está proibida para permitir a recuperação da espécie, que esteve próxima do colapso</strong>. Contudo, os investigadores verificam que os peixes continuam pequenos, o que sugere que a recuperação genética é muito mais lenta do que a sua degradação. Ademais, os indivíduos com dimensões mais pequenas geram menos descendentes, dificultando ainda mais a reposição das populações.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="722494" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-proteger-os-oceanos-da-pesca-predatoria-com-satelites-de-ultima-geracao-respondem-os-investigadores.html" title="Como proteger os oceanos da pesca predatória? Com satélites de última geração, respondem os investigadores">Como proteger os oceanos da pesca predatória? Com satélites de última geração, respondem os investigadores</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-proteger-os-oceanos-da-pesca-predatoria-com-satelites-de-ultima-geracao-respondem-os-investigadores.html" title="Como proteger os oceanos da pesca predatória? Com satélites de última geração, respondem os investigadores"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-proteger-os-oceanos-da-pesca-predatoria-com-satelites-de-ultima-geracao-dizem-os-investigadores-1753974726443_320.jpg" alt="Como proteger os oceanos da pesca predatória? Com satélites de última geração, respondem os investigadores"></a></article></aside><p>Young Han, Reusch e os restantes autores do estudo concluem que este caso demonstra o impacto profundo das atividades humanas não apenas sobre o número de indivíduos, mas também no património genético das populações selvagens. Os investigadores reforçam ainda <strong>a importância da pesca sustentável</strong> como medida essencial para preservar a biodiversidade, proteger os recursos genéticos das espécies e garantir a sua capacidade de adaptação e sobrevivência a longo prazo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Kwi%20Young%20Han%2C%20Reid%20S.%20Brennan%2C%20Christopher%20T.%20Monk%2C%20Sissel%20Jentoft%2C%20Cecilia%20Helmerson%2C%20Jan%20Dierking%2C%20Karin%20H%C3%BCssy%2C%20%C3%89rika%20Endo%20Kokubun%2C%20Janina%20Fuss%2C%20Ben%20Krause-Kyora%2C%20Tonny%20B.%20Thomsen%2C%20Benjamin%20D.%20Heredia%2C%20and%20Thorsten%20B.%20H.%20Reusch" data-year="2025" data-title="Genomic%20evidence%20for%20fisheries-induced%20evolution%20in%20Eastern%20Baltic%20cod" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fsciadv.adr9889">Kwi Young Han, Reid S. Brennan, Christopher T. Monk, Sissel Jentoft, Cecilia Helmerson, Jan Dierking, Karin Hüssy, Érika Endo Kokubun, Janina Fuss, Ben Krause-Kyora, Tonny B. Thomsen, Benjamin D. Heredia, and Thorsten B. H. Reusch. (2025). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.adr9889" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Genomic evidence for fisheries-induced evolution in Eastern Baltic cod</a>.</cite><br><cite data-author="Green%20Savers%20Sapo" data-year="2026" data-title="%E2%80%9CAntes%20eram%20gigantes%E2%80%9D%3A%20Sobre-explora%C3%A7%C3%A3o%20reduz%20em%20quase%20metade%20tamanho%20dos%20bacalhaus-do-atl%C3%A2ntico%20desde%20os%20anos%2090" data-url="https%3A%2F%2Fsapo.pt%2Fartigo%2Fantes-eram-gigantes-sobre-exploracao-reduz-em-quase-metade-tamanho-dos-bacalhaus-do-atlantico-desde-os-anos-90-6a53b9bf93000f7db61b0d5f">Green Savers Sapo. (2026). <a href="https://sapo.pt/artigo/antes-eram-gigantes-sobre-exploracao-reduz-em-quase-metade-tamanho-dos-bacalhaus-do-atlantico-desde-os-anos-90-6a53b9bf93000f7db61b0d5f" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">“Antes eram gigantes”: Sobre-exploração reduz em quase metade tamanho dos bacalhaus-do-atlântico desde os anos 90</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/antes-eram-gigantes-estudo-alerta-que-tamanho-medio-do-bacalhau-no-baltico-encolheu-48-devido-a-atividade-humana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O método definitivo e natural para afastar os mosquitos do teu terraço durante todo o verão]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-metodo-definitivo-e-natural-para-afastar-os-mosquitos-do-teu-terraco-durante-todo-o-verao.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 16:33:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Acordas num dia perfeito e apetece-te passar a tarde no jardim. Mas, ai de ti!, aqueles mosquitos irritantes estragam-te os planos. Não te preocupes, aqui ficam algumas recomendações para que possas aproveitar o dia sem esses convidados indesejados.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-metodo-definitivo-y-natural-para-ahuyentar-a-los-mosquitos-de-tu-terraza-durante-todo-el-verano-1783659214836.jpg" data-image="oxfvavjoni27" alt="La recomendación de los expertos es utilizar ropa que cubra piernas y brazos con colores claros, los moscos son atraídos por colores oscuros." title="La recomendación de los expertos es utilizar ropa que cubra piernas y brazos con colores claros, los moscos son atraídos por colores oscuros."><figcaption>A recomendação dos especialistas é usar roupa que cubra as pernas e os braços, em tons claros, pois os mosquitos são atraídos por cores escuras.</figcaption></figure><p>Com a chegada do calor de verão, o zumbido dos mosquitos torna-se um incómodo constante, tanto à hora de dormir como quando estamos ao ar livre, como no jardim.</p><p>Embora alguns tipos de mosquitos prefiram picar durante o dia, outros optam pelo amanhecer ou pelo anoitecer; o que é certo é que, se não tomarmos medidas, vão atormentar-nos, sobretudo nos jardins.</p><p>Em primeiro lugar, é importante compreender que erradicá-los completamente é quase impossível; <strong>estes insetos sobreviveram e existiam no planeta antes de nós</strong> e desempenham um papel no ecossistema aquático como alimento para peixes e rãs. No entanto, também são transmissores de doenças aos seres humanos, razão pela qual são chamados de vetores, uma espécie de cavalos de Tróia.</p><div class="texto-destacado">Existem mosquitos que podem transmitir até cinco doenças, como o<em> Aedes aegypti</em>, que pode ser portador do vírus da dengue, do zika, do chikungunya, da febre amarela e da febre do vale. Embora não as transmita todas ao mesmo tempo, pode ser portador de qualquer uma delas.</div><p>E já que o mosquito está em casa, vou agora detalhar algumas recomendações para evitar ter estes inquilinos incómodos em casa.<strong> O primeiro passo é eliminar os focos de reprodução</strong>: a água estagnada e limpa é o principal caldo de cultura do Aedes aegypti, enquanto a água suja serve de foco para outros tipos de mosquitos que, além de incómodos, também podem causar doenças.</p><h2>Medidas para combater os mosquitos</h2><p>Estes insetos voam pouco e costumam reproduzir-se muito perto do local onde picam. Por exemplo, o mosquito-tigre asiático (<em>Aedes albopictus</em>), <strong>muito comum em zonas residenciais</strong>, atua a uma distância de apenas 200 ou 300 metros do seu local de reprodução.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-metodo-definitivo-y-natural-para-ahuyentar-a-los-mosquitos-de-tu-terraza-durante-todo-el-verano-1783659577191.jpg" data-image="ip58d4xgkgji" alt="Los bebederos de mascotas y de aves deben limpiarse y rellenarse cada día y las piletas en los patios deben ser tapadas." title="Los bebederos de mascotas y de aves deben limpiarse y rellenarse cada día y las piletas en los patios deben ser tapadas."><figcaption>Os bebedouros para animais de estimação e aves devem ser limpos e reabastecidos todos os dias, e as pias nos pátios devem ser tapadas.</figcaption></figure><p>Ao contrário da água corrente de ribeiros ou piscinas em uso, os mosquitos são atraídos pelas águas paradas que contêm resíduos orgânicos, como folhas, especialmente se estiverem acumuladas há mais de uma semana. Outro local muito comum são as bacias onde depositam os seus ovos.</p><div class="texto-destacado">Zonas de risco esquecidas: tal como em locais onde se deitam pneus velhos, baldes, brinquedos e lonas, os especialistas alertam para se prestar atenção aos pratos por baixo dos vasos de plantas, que devem ser esvaziados após a rega.</div><p>Os bebedouros para animais de estimação e aves devem ser limpos e reabastecidos diariamente, assim como os barris ou recipientes de água da chuva devem estar hermeticamente tapados para impedir que os mosquitos possam depositar os seus ovos.</p><h2>Bactérias para combater os mosquitos</h2><p>Há alguns especialistas que recomendam colocar pastilhas ou grânulos antimosquitos — no México, <strong>conhecidos como "molotitos" — em tanques que não possam ser tapados</strong> e que tenham de acumular água. Estes "molotitos ou costalitos" contêm a bactéria natural Bacillus thuringiensis (Bti), que impede o desenvolvimento dos ovos.</p><p><strong>Esta bactéria liberta uma toxina que destrói exclusivamente as larvas de mosquitos e moscas negras</strong> quando ingerida, pelo que é totalmente segura para pessoas, animais de estimação, abelhas e borboletas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777071" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/porque-os-mosquitos-picam-mais-algumas-pessoas-do-que-outras-assim-e-o-sistema-sensorial-do-animal-mais-letal-do-mundo.html" title="Porque os mosquitos picam mais algumas pessoas do que outras: assim é o sistema sensorial do animal mais letal do mundo">Porque os mosquitos picam mais algumas pessoas do que outras: assim é o sistema sensorial do animal mais letal do mundo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/porque-os-mosquitos-picam-mais-algumas-pessoas-do-que-outras-assim-e-o-sistema-sensorial-do-animal-mais-letal-do-mundo.html" title="Porque os mosquitos picam mais algumas pessoas do que outras: assim é o sistema sensorial do animal mais letal do mundo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-los-mosquitos-suelen-picar-mas-a-unas-personas-que-a-otras-1782901538130_320.jpeg" alt="Porque os mosquitos picam mais algumas pessoas do que outras: assim é o sistema sensorial do animal mais letal do mundo"></a></article></aside><p>Por outro lado, uma vez que os mosquitos adultos procuram vegetação densa para se protegerem do calor diurno, manter a relva curta e os arbustos podados nas proximidades das áreas de descanso reduzirá drasticamente os seus esconderijos.</p><p>Também é importante usar roupa que cubra os braços e as pernas e que seja de cores claras. <strong>Recomenda-se cobrir as extremidades, sobretudo quando estiver ao ar livre </strong>e, se não for possível usar essa roupa, o repelente de mosquitos é a melhor opção para os evitar de facto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-metodo-definitivo-y-natural-para-ahuyentar-a-los-mosquitos-de-tu-terraza-durante-todo-el-verano-1783659822734.jpg" data-image="jtwh5nd9vm4v" alt="Hay algunas plantas que ayudan a ahuyentar a estos molestos insectos y son la citronela, la lavanda, la hierba limón, entre otras." title="Hay algunas plantas que ayudan a ahuyentar a estos molestos insectos y son la citronela, la lavanda, la hierba limón, entre otras."><figcaption>Existem algumas plantas que ajudam a afastar estes insetos incómodos, como a citronela, a lavanda e a erva-cidreira, entre outras.</figcaption></figure><p>Se estiver no jardim numa reunião e houver muitos mosquitos, recomenda-se também colocar ventiladores na potência máxima no terraço; isto afasta-os imediatamente, uma vez que não conseguem voar contra correntes de vento fortes.</p><p>Algumas das plantas que ajudam a afastar estes insetos incómodos são a citronela, a lavanda e a erva-cidreira; mantê-las no terraço será uma boa estratégia.<strong> Os seus óleos essenciais emitem aromas potentes que mascaram o odor corporal humano (como o dióxido de carbono) e desorientam os inseto</strong><strong>s</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="749437" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mosquitos-os-humanos-sao-a-sua-principal-fonte-de-alimento-devido-a-falta-de-florestas.html" title="Mosquitos: os humanos são a sua principal fonte de alimento devido à falta de florestas!">Mosquitos: os humanos são a sua principal fonte de alimento devido à falta de florestas!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mosquitos-os-humanos-sao-a-sua-principal-fonte-de-alimento-devido-a-falta-de-florestas.html" title="Mosquitos: os humanos são a sua principal fonte de alimento devido à falta de florestas!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-falta-de-bosque-esta-volviendo-a-los-humanos-el-alimento-principal-de-los-mosquitos-1768483576885_320.jpg" alt="Mosquitos: os humanos são a sua principal fonte de alimento devido à falta de florestas!"></a></article></aside><p>Outras plantas são <strong>o manjericão, que liberta compostos voláteis que confundem os mosquitos</strong>, ideal para ter perto das janelas. Também não gostam do cheiro do alecrim, que é resistente e aromático, sendo especialmente útil se criares uma pequena cerca ou barreira verde.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-metodo-definitivo-e-natural-para-afastar-os-mosquitos-do-teu-terraco-durante-todo-o-verao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Criaram vida a partir do nada? Uma célula sintética reabre o grande debate científico]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/criaram-vida-a-partir-do-nada-uma-celula-sintetica-reabre-o-grande-debate-cientifico.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 15:21:28 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma equipa da Universidade do Minnesota criou uma célula sintética capaz de crescer e dividir-se, embora ainda não esteja viva; trata-se de um avanço no sentido da construção de vida artificial.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/crearon-vida-desde-cero-la-nueva-sputnik-de-la-biologia-reabre-un-viejo-debate-cientifico-1784127304632.jpg" data-image="szu74y431mjg" alt="Célula" title="Célula"><figcaption>Vários especialistas concordam que se trata de um dos maiores avanços até agora na construção de uma célula a partir do zero.</figcaption></figure><p>Parece uma gota de água microscópica envolvida numa membrana de gordura, mas dentro dessa bolha minúscula acontece algo extraordinário. <strong>Um conjunto de substâncias químicas e fragmentos de ADN está a "alimentar-se", a crescer e a dividir-se</strong>.</p><p>A cientista Kate Adamala, da Universidade do Minnesota, e a sua equipa de laboratório acabaram de apresentar um sistema sintético chamado <strong>SpudCell</strong>, o passo mais ousado já dado para construir uma célula a partir do zero.</p><p>No entanto, há uma pergunta que paira no ar: <strong>Está viva? Hoje, o consenso continua a ser que não</strong>, mas a explicação é toda uma viagem até aos limites da biologia.</p><h2>Se tem tantas características de um ser vivo, o que é que lhe falta?</h2><p>A SpudCell surgiu com a ideia de verificar <strong>até onde pode chegar uma célula construída do zero</strong>.</p><div class="texto-destacado">Para o conseguir, a equipa reuniu os ingredientes básicos que todas as células utilizam — moléculas, proteínas e um pequeno conjunto de instruções genéticas — dentro de uma bolha minúscula rodeada por uma membrana.</div><p>Depois, conceberam um sistema para que essa bolha pudesse capturar <strong>pequenas "cargas" de nutrientes que flutuam à sua volta</strong>. Sempre que incorpora uma delas, cresce um pouco mais e copia o seu material genético. O passo seguinte foi conseguir que também se pudesse dividir… e conseguiu-o, embora ainda de forma bastante limitada e com a ajuda dos próprios investigadores.</p><h2>A fronteira entre o vivo e o inerte nunca tinha sido tão difusa</h2><p>À primeira vista, pareceria suficiente afirmar que a SpudCell está viva, mas a biologia é muito mais exigente.</p><p>Uma célula não deve apenas crescer ou dividir-se; <strong>também precisa de se manter a funcionar por si própria, reparar os danos que sofre ao longo do tempo e adaptar-se às mudanças do seu ambiente</strong>. Além disso, deve ser capaz de transmitir essas capacidades às gerações seguintes. A <strong>SpudCell ainda não consegue fazer nada disso</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Researchers at the University of Minnesota have helped create the world's first synthetic cell that can feed, grow and reproduce. Built entirely from non-living chemical components, SpudCell marks a major breakthrough in biological engineering with the potential to transform</p>— University of Minnesota (@UMNews) <a href="https://x.com/UMNews/status/2072445648394215696?ref_src=twsrc%5Etfw">July 1, 2026</a></blockquote></figure><p>Funciona durante algum tempo, mas acaba por se esgotar. Se os investigadores deixarem de intervir, o processo pára.<strong> É como uma planta que só sobrevive enquanto alguém a rega constantemente</strong>: desempenha algumas funções vitais, mas ainda não consegue sustentar-se por si própria.</p><h2>Por que é que esta experiência entusiasma tanto a comunidade científica?</h2><p>Por vezes, as descobertas mais importantes <strong>não são aquelas que respondem a perguntas, mas sim aquelas que nos obrigam a reformulá-las</strong>. A SpudCell pertence a essa categoria.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/crearon-vida-desde-cero-la-nueva-sputnik-de-la-biologia-reabre-un-viejo-debate-cientifico-1784138932577.jpg" data-image="wsju6onltp51" alt="SpudCell reproduce varias funciones esenciales de una célula." title="SpudCell reproduce varias funciones esenciales de una célula."><figcaption>A SpudCell reproduz várias funções essenciais de uma célula, tais como absorver nutrientes, crescer, replicar o seu material genético e dividir-se, embora ainda dependa de intervenção externa e não seja considerada um organismo vivo. Imagem: equipa de Kate Adamala/Universidade do Minnesota.</figcaption></figure><p>Os investigadores acreditam que este tipo de células sintéticas poderá ajudar a reconstruir <strong>como surgiram as primeiras formas de vida na Terra</strong>. No futuro, poderão também servir para desenvolver minúsculas "fábricas biológicas" capazes de produzir medicamentos ou novos materiais de forma muito mais controlada.</p><p>Kate Adamala compara este avanço com o primeiro voo dos irmãos Wright: breve, imperfeito e muito longe dos aviões atuais. A SpudCell também não está viva, mas poderá representar <strong>o primeiro passo de uma tecnologia que mal começa a descolar</strong>.</p><h2>Mais do que criar vida, a experiência obriga a redefini-la</h2><p>Por enquanto, <strong>ninguém construiu uma célula completamente viva num laboratório</strong>. A própria Kate Adamala insiste que essa não é a conquista deste trabalho, enquanto outros investigadores lembram que o estudo ainda tem de passar pela revisão por pares.</p><p>No entanto, a SpudCell já conseguiu algo importante: obrigar a ciência a repensar uma questão que parecia simples, mas que nunca o foi totalmente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762491" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/das-colisoes-cosmicas-as-primeiras-celulas-como-os-impactos-dos-meteoritos-podem-ter-dado-origem-a-vida.html" title="Das colisões cósmicas às primeiras células: como os impactos dos meteoritos podem ter dado origem à vida">Das colisões cósmicas às primeiras células: como os impactos dos meteoritos podem ter dado origem à vida</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/das-colisoes-cosmicas-as-primeiras-celulas-como-os-impactos-dos-meteoritos-podem-ter-dado-origem-a-vida.html" title="Das colisões cósmicas às primeiras células: como os impactos dos meteoritos podem ter dado origem à vida"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/from-cosmic-collisions-to-first-cells-how-meteor-impacts-may-have-started-life-1775382140196_320.jpg" alt="Das colisões cósmicas às primeiras células: como os impactos dos meteoritos podem ter dado origem à vida"></a></article></aside><p>Sabemos reconhecer uma árvore, um cão ou uma bactéria como seres vivos. Mas quando uma minúscula gota de água começa a alimentar-se, a crescer e a dividir-se sem chegar a estar realmente viva, a fronteira entre o vivo e o inerte deixa de parecer tão clara. Esse é, por enquanto, o verdadeiro alcance da SpudCell.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Kupferschmidt%20K" data-year="2026" data-title="Lab-created%20%E2%80%98SpudCell%E2%80%99%20marks%20%E2%80%98stunning%E2%80%99%20step%20toward%20building%20life%20from%20scratch" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fcontent%2Farticle%2Flab-created-spudcell-marks-major-step-toward-building-life-scratch">Kupferschmidt K. (2026). <a href="https://www.science.org/content/article/lab-created-spudcell-marks-major-step-toward-building-life-scratch" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Lab-created ‘SpudCell’ marks ‘stunning’ step toward building life from scratch</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/criaram-vida-a-partir-do-nada-uma-celula-sintetica-reabre-o-grande-debate-cientifico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Trás-os-Montes usa tecnologia pioneira para travar o avanço dos fogos rurais]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tras-os-montes-usa-tecnologia-pioneira-para-travar-o-avanco-dos-fogos-rurais.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 14:17:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Plataforma digital cruza dados de propriedade com mapas de risco, permitindo aos nove municípios transmontanos antecipar limpezas e proteger o património florestal contra a ameaça dos incêndios florestais.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/tras-os-montes-usa-tecnologia-pioneira-para-travar-o-avanco-dos-fogos-rurais-1784206927671.jpg" data-image="n295faz7xcbs" alt="povoação transmontana" title="povoação transmontana"><figcaption>A nova plataforma digital identifica proprietários em zonas críticas, acelerando limpezas para garantir a segurança das populações transmontanas. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>O verão em <strong>Trás-os-Montes</strong> traz consigo um calor seco que transforma a paisagem num gigantesco combustível à espera de uma centelha. A gestão das vastas extensões de pinheiro-bravo e a monitorização de <strong>matos densos</strong> representaram uma tarefa hercúlea para as autoridades locais. A <strong>desertificação</strong> e o abandono rural exacerbaram esta vulnerabilidade, colocando a região num patamar de perigosidade muito alta. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes pretende agora inverter a lógica do combate aos incêndios com uma solução tecnológica que coloca o cadastro de propriedades rústicas e terrenos florestais ao serviço da segurança.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A ferramenta de apoio à decisão técnica cruza, num único mapa digital, <strong>informações</strong> <strong>dispersas</strong> sobre a titularidade dos terrenos com dados geográficos relevantes. Através desta plataforma, os técnicos municipais conseguem identificar em segundos quais os prédios rústicos situados em <strong>zonas críticas</strong> de risco. </p><p>Se uma <strong>faixa de gestão de combustível</strong> precisa de <strong>limpeza urgente</strong>, o sistema revela imediatamente quem é o proprietário responsável, acelerando o planeamento das intervenções preventivas.</p><h2>A precisão técnica na gestão do território</h2><p>A inovação reside na capacidade de integrar o <strong>Balcão Único do Prédio</strong> com indicadores críticos como áreas ardidas anteriormente ou perímetros urbanos sensíveis. Esta organização da informação permite não apenas o planeamento de ações preventivas, mas também o <strong>reforço da fiscalização</strong> nas faixas de 100 metros obrigatórias junto às casas. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ao transformar dados complexos num auxiliar operacional diário, os nove municípios que compõem a comunidade intermunicipal têm acesso a uma gestão ativa e inteligente das parcelas onde o perigo de propagação é mais elevado.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os operacionais nos nove municípios da região já começam a utilizar este mapa dinâmico para priorizar o terreno. O investimento supramunicipal reflete um compromisso coletivo com a proteção dos recursos naturais, transformando o <strong>cadastro rústico</strong>, tantas vezes burocrático, num <strong>escudo preventivo</strong>. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/tras-os-montes-usa-tecnologia-pioneira-para-travar-o-avanco-dos-fogos-rurais-1784207015517.jpg" data-image="di0defiawxkp" alt="Serra de Montesinho" title="Serra de Montesinho"><figcaption>O clima seco e a floresta contínua colocam a região de Trás-os-Montes em risco muito elevado de incêndio. Foto da Serra de Montesinho: Adobe Stock</figcaption></figure><p>Esta estratégia assegura que as medidas de limpeza cheguem primeiro aos locais onde a necessidade é maior, evitando que a falta de informação atrase a proteção das populações.</p><h2>Videovigilância reforça a proteção das serras</h2><p>A estratégia de defesa contra o fogo completa-se com um <strong>sistema de videovigilância</strong> em tempo real instalado em pontos estratégicos da região. A Serra de <strong>Bornes</strong>, a Serra da <strong>Castanheira</strong> e a Serra da <strong>Nogueira</strong> beneficiam agora de torres que cobrem vastas extensões montanhosas, permitindo uma resposta rápida a qualquer foco de ignição.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As imagens são transmitidas diretamente para o Comando Territorial da GNR, onde o acesso remoto permite monitorizar a evolução de ocorrências sem necessidade de deslocar meios desnecessariamente.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Este projeto, que resulta de um esforço de investimento conjunto em tecnologia, cria uma rede de observação que potencia a eficiência dos meios no terreno. A <strong>monitorização constante</strong> destas áreas florestais, somada à capacidade de identificar proprietários em zonas de risco, marca uma viragem na forma como a região encara a gestão da paisagem.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775443" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/vacas-maronesas-combatem-fogos-ao-limpar-vegetacao-sob-linhas-de-alta-tensao-do-alvao.html" title="Vacas maronesas combatem fogos ao limpar vegetação sob linhas de alta tensão do Alvão ">Vacas maronesas combatem fogos ao limpar vegetação sob linhas de alta tensão do Alvão </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/vacas-maronesas-combatem-fogos-ao-limpar-vegetacao-sob-linhas-de-alta-tensao-do-alvao.html" title="Vacas maronesas combatem fogos ao limpar vegetação sob linhas de alta tensão do Alvão "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vacas-maronesas-combatem-fogos-ao-limpar-vegetacao-sob-linhas-de-alta-tensao-do-alvao-1782305879022_320.jpg" alt="Vacas maronesas combatem fogos ao limpar vegetação sob linhas de alta tensão do Alvão "></a></article></aside><p>O esforço tecnológico não substitui a ação humana, mas oferece aos profissionais da proteção civil e da floresta os dados necessários para <strong>tomar decisões acertadas</strong> antes que o fogo tome conta do horizonte transmontano.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="CIM%20Terras%20de%20Tr%C3%A1s-os-Montes" data-year="" data-title="Produ%C3%A7%C3%A3o%20de%20Cartografia%20Intermunicipal%20para%20Avalia%C3%A7%C3%A3o%20de%20Riscos%20Associados%20%C3%A0s%20Altera%C3%A7%C3%B5es%20Clim%C3%A1ticas" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cim-ttm.pt%2Fpages%2F556">CIM Terras de Trás-os-Montes. <a href="https://www.cim-ttm.pt/pages/556" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Produção de Cartografia Intermunicipal para Avaliação de Riscos Associados às Alterações Climáticas</a>.</cite><br><cite data-author="CIM%20Terras%20de%20Tr%C3%A1s-os-Montes" data-year="" data-title="Sistema%20de%20Vigil%C3%A2ncia%20e%20Apoio%20%C3%A0%20Decis%C3%A3o%20Operacional" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cim-ttm.pt%2Fpages%2F519">CIM Terras de Trás-os-Montes. <a href="https://www.cim-ttm.pt/pages/519" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Sistema de Vigilância e Apoio à Decisão Operacional</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tras-os-montes-usa-tecnologia-pioneira-para-travar-o-avanco-dos-fogos-rurais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo nos arquipélagos até terça, 21 de julho: Açores deverão registar períodos de maior instabilidade face à Madeira]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-arquipelagos-ate-terca-21-de-julho-acores-deverao-registar-periodos-de-maior-instabilidade-face-a-madeira.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 14:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A chuva poderá incidir em ambos os arquipélagos nos próximos dias, mas os Açores devem registar valores de acumulação superiores, entre hoje e terça-feira.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xapoxii"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xapoxii.jpg" id="xapoxii"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como temos vindo a avançar noutras previsões, <strong>o estado de tempo esperado para os arquipélagos dos Açores e Madeira nos próximos dias será variável</strong>, contando com alguns períodos de chuva, com maior incidência no arquipélago açoriano.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ainda que, entre hoje e terça-feira, o arquipélago da Madeira apresente, de forma geral, uma maior estabilidade atmosférica, <strong>não se descarta a possibilidade de chuva fraca a moderada</strong>, essencialmente sobre a Costa Norte da ilha homónima. No entanto, os períodos secos e soalheiros deverão prevalecer, enquanto nos Açores poderá dar-se o oposto.</p><h2>Arquipélago açoriano contará com mais períodos de chuva, em relação à Madeira</h2><p>A presença de uma <strong>baixa pressão ao largo dos Açores está a contribuir para um aumento da instabilidade no arquipélago</strong>, como o aumento da nebulosidade e chuva fraca a moderada em praticamente todas as ilhas, ainda que de forma intercalada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nos-arquipelagos-ate-terca-feira-acores-deverao-registar-periodos-de-maior-instabilidade-face-a-madeira-1784206770569.png" data-image="8lblmc6vbr9z" alt="precipitação acumulada" title="precipitação acumulada"><figcaption>Ainda que ambos os arquipélagos registem ocorrência de precipitação, é provável que os valores sejam mais elevados nos Açores, principalmente no Grupo Ocidental, entre hoje e terça-feira.</figcaption></figure><p>É expectável que, pelo menos até à manhã de amanhã, sexta-feira, <strong>esta depressão se mantenha, podendo dissipar-se nas horas seguintes</strong>, dando lugar a uma diminuição dos períodos mais instáveis na maior parte das ilhas açorianas, ainda que estes não se dissipem totalmente.</p><p>No caso da Madeira, este arquipélago poderá contar com alguns episódios de <strong>chuva fraca entre hoje e amanhã, devendo os mesmos voltarem na terça-feira</strong>. Desta forma, espera-se um fim de semana e arranque de semana seco e soalheiro neste conjunto de ilhas.</p><h2>Reforço anticiclónico poderá afastar a chuva das ilhas</h2><p>Os nossos mapas de precipitação acumulada mostram que, entre hoje e terça-feira, pelas 22h, <strong>o Grupo Ocidental dos Açores contará com os valores mais elevados</strong>, na ordem dos 33 mm. De seguida, o Grupo Oriental poderá contar com acumulações próximas dos 29 mm. No Grupo Central, não deverão ser ultrapassados os 25 mm. Quanto à<strong> Madeira, o valor mais elevado poderá ser na ordem dos 24 mm, na Costa Norte</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778913" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-do-tempo-para-10-dias-em-portugal-rajadas-de-vento-acima-dos-50-km-h-chuva-fraca-e-temperaturas-em-mudanca.html" title="Tendência do tempo para 10 dias em Portugal: rajadas de vento acima dos 50 km/h, chuva fraca e temperaturas em mudança ">Tendência do tempo para 10 dias em Portugal: rajadas de vento acima dos 50 km/h, chuva fraca e temperaturas em mudança </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-do-tempo-para-10-dias-em-portugal-rajadas-de-vento-acima-dos-50-km-h-chuva-fraca-e-temperaturas-em-mudanca.html" title="Tendência do tempo para 10 dias em Portugal: rajadas de vento acima dos 50 km/h, chuva fraca e temperaturas em mudança "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-do-tempo-para-10-dias-em-portugal-rajadas-de-vento-acima-dos-50-km-h-chuva-fraca-e-temperaturas-em-mudanca-1784204077149_320.png" alt="Tendência do tempo para 10 dias em Portugal: rajadas de vento acima dos 50 km/h, chuva fraca e temperaturas em mudança "></a></article></aside><p>Porém, e tendo em conta o que podemos observar neste momento, é que <strong>a partir de terça-feira, dar-se-á um reforço anticiclónico no Atlântico</strong>, pelo que a instabilidade que poderá rondar os arquipélagos deverá afastar-se para oeste, dando assim a possibilidade de dias mais estáveis em todas as ilhas, com uma probabilidade de ocorrência de chuva muito mais baixa. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-arquipelagos-ate-terca-21-de-julho-acores-deverao-registar-periodos-de-maior-instabilidade-face-a-madeira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tendência do tempo para 10 dias em Portugal: rajadas de vento acima dos 50 km/h, chuva fraca e temperaturas em mudança ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-do-tempo-para-10-dias-em-portugal-rajadas-de-vento-acima-dos-50-km-h-chuva-fraca-e-temperaturas-em-mudanca.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 12:54:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os modelos apontam agora para um período de tempo variável em Portugal continental. Entre 16 e 26 de julho, prevê-se vento por vezes forte, o regresso de precipitação ao Norte e Centro e uma subida temporária das temperaturas antes de novo alívio térmico.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xapoxhq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xapoxhq.jpg" id="xapoxhq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A previsão para <strong>os próximos 10 dias revela uma atmosfera em constante reorganização</strong>. Depois de um período em que os modelos apontavam para o domínio mais estável de um regime atmosférico, as atualizações mais recentes do ECMWF mostram um cenário mais dinâmico, traduzido em alterações na distribuição do vento, da precipitação e das temperaturas ao longo da próxima semana.</p><h2>Atmosfera em reorganização dificulta a instalação de um padrão estável</h2><p>Antes de analisar a evolução prevista, importa destacar uma alteração importante face às previsões de longo prazo divulgadas há apenas alguns dias. No anterior ensemble do ECMWF, o regime atmosférico dominante entre 19 e 24 de julho era o <strong>Atlantic Ridge (ATR)</strong>, um padrão frequentemente associado a tempo estável em Portugal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-do-tempo-para-10-dias-em-portugal-rajadas-de-vento-acima-dos-50-km-h-chuva-fraca-e-temperaturas-em-mudanca-1784204038418.jpg" data-image="3gc9688r22lb" alt="Regimes sub-sazonais" title="Regimes sub-sazonais"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-950889">O ECMWF não prevê um único regime atmosférico dominante para os próximos dias. A alternância entre Atlantic Ridge, Scandinavian Blocking e períodos sem regime definido evidencia uma atmosfera em reorganização, aumentando a incerteza da previsão.</figcaption></figure><p>Contudo, a atualização mais recente mostra agora uma alternância entre os regimes <strong>Atlantic Ridge (ATR)</strong> e <strong>Scandinavian Blocking (BL)</strong>, intercalada por vários períodos sem um regime dominante claramente definido.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Esta mudança demonstra bem a elevada variabilidade da atmosfera e explica porque as previsões de médio e longo prazo sofrem frequentemente ajustes. <strong>A ausência de um padrão persistente indica uma circulação atmosférica em reorganização</strong>, dificultando a instalação de um cenário meteorológico estável durante vários dias consecutivos.</p><h2>Vento mais intenso durante as tardes</h2><p>Uma das <strong>tendências mais consistentes para os próximos dias será o comportamento do vento</strong>. De forma geral, espera-se um reforço da intensidade durante as tardes, seguido de um enfraquecimento significativo ao longo da noite e das primeiras horas da manhã.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-do-tempo-para-10-dias-em-portugal-rajadas-de-vento-acima-dos-50-km-h-chuva-fraca-e-temperaturas-em-mudanca-1784204077149.png" data-image="5phojm1zojy3" alt="Rajada de vento" title="Rajada de vento"><figcaption>O vento será um dos protagonistas dos próximos dias. As rajadas poderão ultrapassar pontualmente os 50 km/h durante as tardes, alternando entre maior intensidade na costa ocidental e no interior, consoante a evolução da circulação atmosférica.</figcaption></figure><p>As rajadas poderão ultrapassar pontualmente os <strong>50 km/h</strong>, sobretudo em zonas mais expostas. No entanto, <strong>a distribuição do vento não será uniforme ao longo do período de previsão</strong>. Haverá dias em que as rajadas mais intensas se concentrarão na faixa costeira ocidental, devido ao reforço da nortada, enquanto noutros dias será o interior, especialmente as regiões Norte e Centro, a registar os valores mais elevados.</p><h2>A chuva regressa, mas apenas em algumas regiões</h2><p>Outro dos aspetos importantes desta previsão prende-se com a distribuição da precipitação ao longo dos próximos 10 dias (16 a 26 de julho). O mapa de precipitação acumulada do ECMWF representa o total de chuva previsto durante cerca de <strong>240 horas</strong> de simulação, ou seja, desde o início da previsão até ao dia 26 de julho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-do-tempo-para-10-dias-em-portugal-rajadas-de-vento-acima-dos-50-km-h-chuva-fraca-e-temperaturas-em-mudanca-1784204213122.jpg" data-image="5uajz6x29gzf" alt="Precipitação acumulada até dia 26 de julho" title="Precipitação acumulada até dia 26 de julho"><figcaption>O mapa representa a precipitação total prevista até 26 de julho. Os maiores acumulados deverão ocorrer no Norte e em alguns setores do litoral Centro, Lisboa e litoral alentejano, enquanto o interior Sul continuará bastante seco.</figcaption></figure><p>Importa recordar que este tipo de mapa <strong>não indica a hora nem o local exato onde irá chover</strong>, mas permite identificar as regiões com maior probabilidade de acumularem precipitação ao longo do período.</p><p>A tendência atual aponta para uma maior ocorrência de chuva no <strong>Norte do país</strong>, estendendo-se pontualmente à faixa costeira do Centro, à região de Lisboa e a alguns setores do litoral alentejano.</p><p>Os primeiros sinais desta mudança surgem já durante a <strong>tarde desta quinta-feira (16)</strong>. Os modelos sugerem a formação de aguaceiros fracos e dispersos em alguns locais das regiões Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-do-tempo-para-10-dias-em-portugal-rajadas-de-vento-acima-dos-50-km-h-chuva-fraca-e-temperaturas-em-mudanca-1784204287982.png" data-image="dxc0ktu97irf" alt="Chuva (mm)" title="Chuva (mm)"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-744514">Os primeiros aguaceiros deverão surgir durante a tarde desta quinta-feira (16) nas regiões Norte e Centro. Esperam-se episódios fracos, dispersos e de curta duração, sem acumulados significativos.</figcaption></figure><p>De forma geral, serão episódios de curta duração e pouco expressivos, sem impactos relevantes.</p><h2>Calor regressa antes de novo alívio térmico</h2><p>Por fim, importa analisar a evolução das temperaturas. Entre <strong>quinta-feira (16)</strong> e o início da próxima semana, a tendência será de <strong>subida gradual das temperaturas.</strong></p><p><strong>Terça-feira (21)</strong> poderá vir a ser o dia mais quente deste período, com valores próximos dos <strong>40 ºC</strong> em alguns pontos do interior Norte e Centro e máximas superiores a <strong>35 ºC</strong> em várias regiões do interior. Em contrapartida, o litoral continuará a beneficiar da influência marítima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-do-tempo-para-10-dias-em-portugal-rajadas-de-vento-acima-dos-50-km-h-chuva-fraca-e-temperaturas-em-mudanca-1784204354604.png" data-image="w9zd8timhm86" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption>O início da próxima semana poderá trazer uma nova subida das temperaturas. Terça-feira tem potencial para ser o dia mais quente do período, com valores potencialmente próximos dos 40 ºC em alguns pontos do interior Norte.</figcaption></figure><p>Ainda assim, <strong>importa salientar que esta previsão apresenta </strong><strong>alguma incerteza</strong>, uma vez que diz respeito a um horizonte temporal de cerca de 10 dias. Embora exista um consenso entre os ensembles quanto a uma subida das temperaturas até ao início da próxima semana, a localização exata dos valores mais elevados e a intensidade do calor poderão ainda sofrer ajustes nas próximas atualizações. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778904" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-na-trajetoria-o-modelo-europeu-preve-um-corredor-de-trovoadas-no-sul-da-europa-em-agosto.html" title="Portugal na trajetória: o modelo europeu prevê um 'corredor de trovoadas' no sul da Europa em agosto">Portugal na trajetória: o modelo europeu prevê um "corredor de trovoadas" no sul da Europa em agosto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-na-trajetoria-o-modelo-europeu-preve-um-corredor-de-trovoadas-no-sul-da-europa-em-agosto.html" title="Portugal na trajetória: o modelo europeu prevê um 'corredor de trovoadas' no sul da Europa em agosto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-na-trajetoria-o-modelo-europeu-preve-um-corredor-de-trovoadas-no-sul-da-europa-em-agosto-1784203750073_320.jpg" alt="Portugal na trajetória: o modelo europeu prevê um 'corredor de trovoadas' no sul da Europa em agosto"></a></article></aside><p>A partir de <strong>terça-feira e ao longo da segunda metade da semana</strong>, os modelos apontam para um novo decréscimo das temperaturas até dia 26 de julho.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-do-tempo-para-10-dias-em-portugal-rajadas-de-vento-acima-dos-50-km-h-chuva-fraca-e-temperaturas-em-mudanca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal na trajetória: o modelo europeu prevê um "corredor de trovoadas" no sul da Europa em agosto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-na-trajetoria-o-modelo-europeu-preve-um-corredor-de-trovoadas-no-sul-da-europa-em-agosto.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 12:15:06 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Segundo a tendência a longo prazo do ECMWF, evidencia-se a possibilidade de precipitação acima da média em vários países do sul da Europa no mês de agosto, o que converge com a eventual formação de um corredor de trovoadas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-na-trajetoria-o-modelo-europeu-preve-um-corredor-de-trovoadas-no-sul-da-europa-em-agosto-1784203750073.jpg" data-image="7n4z334cawo2"><figcaption>Um "corredor de trovoadas" poderá formar-se no sul da Europa, em países como Portugal, Espanha e Itália no mês de agosto. Aqui na Meteored explicamos a que se poderá dever isto.</figcaption></figure><p>A origem da formação de um <strong>“corredor de trovoadas” no sul da Europa no mês de agosto</strong>, particularmente em países como Portugal, Espanha e Itália, poderá dever-se à combinação de vários fatores de ordem geográfica e meteorológica.</p><h2>Entenda o padrão atmosférico que poderá estar na origem das trovoadas em agosto no sul da Europa</h2><p>Entre os mais relevantes destaca-se o comportamento do<strong> jato polar</strong> que, ao apresentar uma <strong>ondulação mais pronunciada</strong>, é capaz de estimular a formação de <strong>depressões isoladas em altitude</strong> (bolsas de ar frio ou gotas frias), caracterizadas pela presença de ar frio nos níveis médios e altos da troposfera.</p><p>Simultaneamente, nos países do sul da Europa, destacando-se em particular a Península Ibérica, o mês de agosto continua a ser caracterizado por uma <strong>forte insolação e por um elevado ângulo de incidência da radiação solar</strong>, fatores que promovem um aquecimento intenso da superfície terrestre.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-na-trajetoria-o-modelo-europeu-preve-um-corredor-de-trovoadas-no-sul-da-europa-em-agosto-1784203323299.jpg" data-image="maxmtzgkdot2"><figcaption>Exemplo de uma gota fria observada através da variável do vento a 300 hPa, posicionada sobre Portugal continental, Espanha e França. As depressões isoladas provocam um aumento da instabilidade atmosférica ao sobreporem o ar frio em altitude a uma massa de ar muito quente junto à superfície, às quais acresce a humidade.</figcaption></figure><p> O aquecimento é favorável à ascensão do ar, que conduz à formação de <strong>nuvens de desenvolvimento vertical </strong>e, consequentemente, a uma maior atividade convectiva durante as tardes e início das noites. </p><p>Quando se geram determinadas configurações atmosféricas de larga escala, como é disso exemplo o <strong>bloqueio anticiclónico escandinavo-britânico</strong> (altas pressões que persistem nas latitudes altas), pode ainda verificar-se uma <strong>maior persistência das bolsas de ar frio isoladas em altitude sobre o sul da Europa</strong>.</p><p>Este tipo de baixas pressões pode então favorecer o prolongamento de condições meteorológicas instáveis, que se manifestam sob a forma de <strong>aguaceiros, por vezes localmente fortes e sob a forma de granizo</strong>, frequentemente acompanhados de <strong>trovoadas </strong>e<strong> rajadas intensas de vento</strong> ou outros fenómenos extremos (tornados, downbursts ou até mesmo supercélulas).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-na-trajetoria-o-modelo-europeu-preve-um-corredor-de-trovoadas-no-sul-da-europa-em-agosto-1784202570827.png" data-image="nboxyubrp9hk"><figcaption>Durante a época estival, a temperatura do mar Mediterrâneo é suficientemente elevada para providenciar um fornecimento extra de calor e humidade à atmosfera, cuja maior disponibilidade pode aumentar o potencial de precipitação convectiva localmente forte.</figcaption></figure><p>Além disto, é importante ainda ter em conta fatores de natureza oceânica: à latitude dos países do sul da Europa, <strong>as temperaturas da superfície do oceano</strong> Atlântico e do mar Mediterrâneo, já na presente data relativamente elevadas (sobretudo na bacia mediterrânica), contribuem para um <strong>maior fornecimento de calor e humidade à atmosfera</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778774" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-a-longo-prazo-para-portugal-o-verao-podera-ja-ter-atingido-o-seu-pico.html" title="Previsão a longo prazo para Portugal: 'o verão poderá já ter atingido o seu pico'">Previsão a longo prazo para Portugal: "o verão poderá já ter atingido o seu pico"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-a-longo-prazo-para-portugal-o-verao-podera-ja-ter-atingido-o-seu-pico.html" title="Previsão a longo prazo para Portugal: 'o verão poderá já ter atingido o seu pico'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-longo-prazo-para-portugal-o-verao-podera-ja-ter-atingido-o-seu-pico-1784117627209_320.jpg" alt="Previsão a longo prazo para Portugal: 'o verão poderá já ter atingido o seu pico'"></a></article></aside><p>Esta energia extra torna ainda mais favorável<strong> o desenvolvimento de nuvens de desenvolvimento vertical</strong> associadas às gotas frias, tendo o potencial de agravar os episódios de trovoadas localmente fortes.</p><h2>Tendência do modelo europeu para agosto, sobretudo nestas datas da segunda quinzena do mês</h2><p>As projeções semanais do ECMWF, modelo de maior confiança para a Meteored, indicam <strong>anomalias positivas de precipitação para o Centro-Sul de Portugal continental, arquipélago da Madeira e algumas zonas montanhosas do Norte</strong>, representadas no mapa por tons de verde e correspondentes a valores compreendidos entre 0 e 10 mm acima da média climatológica de referência nas regiões referidas.</p><div class="texto-destacado"><strong>Climatologia de agosto em Portugal continental</strong><br>Segundo a normal climatológica de 1991-2020 do IPMA, agosto é, na maioria das estações meteorológicas analisadas, o mês mais quente, sendo o segundo mês mais seco do ano em Portugal continental.</div><p>Analisando os mapas semanais de anomalias de precipitação do modelo Europeu, constata-se que <strong>o sinal de precipitação acima da média se apresenta mais consistente no período que se estende entre os dias 17 e 24 de agosto</strong>, abrangendo boa parte de Portugal continental, o arquipélago da Madeira, grande parte da Espanha peninsular e Ilhas Canárias e ainda algumas regiões de Itália.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-na-trajetoria-o-modelo-europeu-preve-um-corredor-de-trovoadas-no-sul-da-europa-em-agosto-1784202321966.jpg" data-image="iujvov5p0j29"><figcaption>Este mapa de anomalia de precipitação do modelo ECMWF para a semana de 17 a 24 de agosto evidencia a possibilidade de valores de precipitação acima da média em países como Portugal, Espanha e Itália.</figcaption></figure><p>Importa, contudo, esclarecer que esta análise representa apenas uma <strong>tendência de longo prazo</strong> dado que abarca um horizonte temporal superior a um mês, pelo que <strong>a incerteza associada é bastante elevada</strong>, com a previsão a poder vir a sofrer alterações significativas nas próximas atualizações do modelo ECMWF. </p><p>Ainda assim, a persistência deste sinal em sucessivas saídas semanais dos mapas de anomalias de precipitação do modelo Europeu reforça a possibilidade de se verificarem condições meteorológicas favoráveis a uma maior atividade convectiva, com valores de precipitação acima da média, nos países já referidos (Portugal, Espanha e Itália), <strong>aumentando a probabilidade de ocorrência</strong> de aguaceiros e trovoadas, ou de um<strong> “corredor de trovoadas” no sul da Europa</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-na-trajetoria-o-modelo-europeu-preve-um-corredor-de-trovoadas-no-sul-da-europa-em-agosto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo no fim de semana de 18 e 19 de julho em Portugal: eis em que zonas poderá chover e onde o calor será mais intenso]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-no-fim-de-semana-de-18-e-19-de-julho-em-portugal-eis-em-que-zonas-podera-chover-e-onde-o-calor-sera-mais-intenso.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 11:37:05 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O estado do tempo em Portugal continental deverá manter-se relativamente estável entre sexta-feira e domingo, com subida gradual das temperaturas, pouca precipitação e apenas alguns períodos de maior nebulosidade no litoral Norte e Centro.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xapo48e"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xapo48e.jpg" id="xapo48e"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O próximo fim de semana deverá ser marcado por um <strong>estado do tempo tipicamente estival</strong> em Portugal continental. De acordo com a previsão do <strong>modelo europeu ECMWF</strong>, a influência do <strong>Anticiclone dos Açores</strong> continuará a dominar a circulação atmosférica, favorecendo dias geralmente secos, céu pouco nublado e uma <strong>subida gradual das temperaturas</strong>.</p><p>Apesar da estabilidade prevista, poderão ocorrer alguns períodos de <strong>nebulosidade baixa</strong> no litoral Norte e Centro durante as manhãs, acompanhados por <strong>chuvisco ou chuva fraca</strong> em alguns locais. No restante território, o tempo deverá manter-se seco e com bastante sol.</p><h2>As temperaturas deverão subir gradualmente até domingo</h2><p>Ao longo de <strong>sexta-feira </strong>as temperaturas deverão apresentar valores próximos da média para a época, proporcionando um ambiente agradável em praticamente todo o território. No entanto, durante o fim de semana, prevê-se uma <strong>subida gradual das máximas</strong>, sobretudo nas regiões do <strong>interior Norte, Centro e Alentejo</strong>.</p><p>No <strong>domingo</strong>, as temperaturas poderão atingir <strong>31 a 32 ºC</strong> em vários locais do interior, enquanto o litoral continuará bastante mais fresco devido à influência marítima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-com-tempo-estavel-em-portugal-saiba-onde-podera-chover-e-onde-o-calor-sera-mais-intenso-1784196098820.png" data-image="2uvmcub68ayt" alt="Temperatura - domingo, 19 de julho, às 15h" title="Temperatura - domingo, 19 de julho, às 15h"><figcaption>As temperaturas máximas deverão atingir os 31 a 32 ºC em vários pontos do interior, enquanto o litoral continuará mais fresco, com valores entre 24 e 29 ºC.</figcaption></figure><p>Apesar desta subida, não se perspetivam <strong>episódios de calor intenso ou extremo</strong>, sendo esperado um ambiente relativamente confortável para a época do ano.</p><h2>A chuva deverá restringir-se ao litoral Norte e Centro</h2><p>A previsão aponta para um <strong>fim de semana predominantemente seco</strong>, embora o fluxo marítimo possa favorecer a ocorrência de <strong>chuviscos ou chuva fraca</strong> em alguns pontos do litoral Norte e Centro, sobretudo durante os períodos da manhã.</p><p>Os acumulados previstos pelo <strong>ECMWF</strong> mostram-se muito reduzidos e deverão ser, na maioria dos casos, inferiores a <strong>2 mm</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-com-tempo-estavel-em-portugal-saiba-onde-podera-chover-e-onde-o-calor-sera-mais-intenso-1784196211936.png" data-image="hqgsmwflr7t4" alt="Precipitação acumulada - sexta-feira a domingo" title="Precipitação acumulada - sexta-feira a domingo"><figcaption>A precipitação deverá manter-se muito reduzida, restringindo-se sobretudo ao litoral Norte e Centro, enquanto o restante território continuará praticamente sem chuva.</figcaption></figure><p>No <strong>Centro interior, Alentejo e Algarve</strong>, o estado do tempo deverá permanecer seco durante praticamente todo o fim de semana.</p><h2>O céu deverá apresentar mais nuvens junto ao litoral</h2><p>Embora predomine o tempo estável, a circulação de <strong>vento de noroeste</strong> continuará a favorecer a formação de <strong>nebulosidade baixa</strong> junto ao litoral ocidental, especialmente durante as manhãs.</p><p>Ao longo da tarde, essa nebulosidade tenderá a dissipar-se, permitindo o regresso do <strong>céu pouco nublado ou limpo</strong> na maioria das regiões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-com-tempo-estavel-em-portugal-saiba-onde-podera-chover-e-onde-o-calor-sera-mais-intenso-1784196332766.png" data-image="llyyoxvqtsi4" alt="Nebulosidade - sexta-feira, 17 de julho, às 18h" title="Nebulosidade - sexta-feira, 17 de julho, às 18h"><figcaption>A nebulosidade será mais persistente no litoral Norte e Centro, enquanto o interior e o Sul deverão beneficiar de períodos prolongados de céu pouco nublado ou limpo.</figcaption></figure><p>O vento deverá soprar geralmente <strong>fraco a moderado do quadrante norte ou noroeste</strong>, tornando-se mais intenso durante a tarde nas zonas costeiras.</p><h2>As temperaturas deverão manter-se próximas da média para a época</h2><p>Os mapas de <strong>anomalia térmica</strong> mostram que Portugal continuará sob influência de uma massa de ar relativamente quente, embora sem valores excecionais para a segunda quinzena de julho.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778776" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-e-atualmente-um-oasis-de-frescura-na-europa-mas-o-calor-acima-dos-35-c-regressara-nesta-data.html" title="Portugal continental é atualmente um “oásis” de frescura na Europa, mas o calor acima dos 35 ºC regressará nesta data">Portugal continental é atualmente um “oásis” de frescura na Europa, mas o calor acima dos 35 ºC regressará nesta data</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-e-atualmente-um-oasis-de-frescura-na-europa-mas-o-calor-acima-dos-35-c-regressara-nesta-data.html" title="Portugal continental é atualmente um “oásis” de frescura na Europa, mas o calor acima dos 35 ºC regressará nesta data"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-e-atualmente-um-oasis-de-frescura-na-europa-mas-o-calor-acima-dos-35-c-regressara-nesta-data-1784118028413_320.png" alt="Portugal continental é atualmente um “oásis” de frescura na Europa, mas o calor acima dos 35 ºC regressará nesta data"></a></article></aside><p>Na maior parte do território, as temperaturas deverão situar-se <strong>entre os valores normais e cerca de 2 ºC acima da média climatológica</strong>, especialmente nas regiões do Norte e interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-com-tempo-estavel-em-portugal-saiba-onde-podera-chover-e-onde-o-calor-sera-mais-intenso-1784196449476.png" data-image="5k70nenex6kv" alt="Anomalia da temperatura - domingo, 19 de julho, às 16h" title="Anomalia da temperatura - domingo, 19 de julho, às 16h"><figcaption>As temperaturas deverão manter-se próximas da média ou ligeiramente acima do normal, sem previsão de ondas de calor durante este fim de semana.</figcaption></figure><p>As noites deverão continuar relativamente frescas, sobretudo no interior Norte e Centro, proporcionando uma recuperação térmica após as tardes mais quentes.</p><p>Em resumo, o próximo fim de semana deverá ser marcado por um <strong>tempo estável</strong> em Portugal continental, com <strong>subida gradual das temperaturas</strong>, pouca precipitação e apenas alguma nebulosidade junto ao litoral Norte e Centro. Apesar do aumento do calor no interior, <strong>não são esperados episódios de calor extremo</strong>, mantendo-se um cenário típico da segunda quinzena de julho.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-no-fim-de-semana-de-18-e-19-de-julho-em-portugal-eis-em-que-zonas-podera-chover-e-onde-o-calor-sera-mais-intenso.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item></channel></rss>