<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Sun, 01 Nov 2026 19:10:21 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sun, 01 Nov 2026 19:10:21 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[10 plantas e flores secas perfeitas para decorar a casa no outono]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/10-plantas-e-flores-secas-perfeitas-para-decorar-a-casa-no-outono.html</link><pubDate>Sun, 01 Nov 2026 15:23:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Flores e folhas que mantêm o seu encanto mesmo depois de secas: 10 plantas ideais para criar composições naturais e trazer as cores do outono para dentro de casa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965594900.jpeg" data-image="nbz5qzjyk4xm"><figcaption>10 plantas e flores secas perfeitas para decorar a casa no outono</figcaption></figure><p><strong>As plantas verdejantes e as flores coloridas são as protagonistas das casas, dos jardins, dos varandas e dos ramos cortados durante a sua época mais bonita</strong>. É difícil imaginá-las como elementos decorativos quando o seu ciclo de vida já terminou; no entanto, algumas plantas e flores conservam as suas formas, cores e até mesmo aromas, mesmo depois de secas. São perfeitas para criar composições capazes de trazer aos ambientes domésticos um toque natural e evocativo durante o outono. Aqui estão 10 plantas que, uma vez secas, mantêm intacto o seu encanto.</p><h2>1. Limónio</h2><p><strong>O limónio é muito apreciado em arranjos de flores secas devido às suas numerosas pequenas inflorescências, disponíveis em vários tons, desde o roxo ao rosa e até ao branco</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965629951.jpeg" data-image="pow7c30r1k2g"><figcaption>Limónio.</figcaption></figure><p>Depois de secas, as flores mantêm a sua forma e cor durante muito tempo, tornando-se um elemento leve e versátil para ramos e decorações.</p><h2>2. Hortênsia</h2><p><strong>As grandes inflorescências da hortênsia são particularmente adequadas para a secagem</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965646406.jpeg" data-image="3lupamjbo9iq"><figcaption>Hortênsia.</figcaption></figure><p>Com o passar do tempo, as cores vivas podem adquirir tons mais delicados e vintage, enquanto a característica forma esférica permanece intacta.</p><p>Sozinhas ou acompanhadas de outras flores, são ideais para arranjos outonais com um aspeto natural e elegante.</p><h2>3. Cardo azul</h2><p><strong>O eríngio, também conhecido como cardo azul, distingue-se pelas suas inflorescências com a característica forma pontiaguda e pelos tons azulados ou prateados</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965664895.jpeg" data-image="27v8xmx8op3v"><figcaption>Cardo azul.</figcaption></figure><p>Mesmo depois de seco, conserva muito bem a sua estrutura e cor, tornando-se um elemento original para composições rústicas ou de estilo mais contemporâneo.</p><h2>4. Helicriso</h2><p><strong>O helicriso é também conhecido como "flor de papel" devido à textura particular dos seus pétalas, que parecem quase feitas de papel</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965685854.jpeg" data-image="bgdovmizbiid"><figcaption>Helicriso.</figcaption></figure><p>Após a secagem, mantém a forma das flores e as cores intensas, que vão do amarelo ao laranja e do rosa ao vermelho. É uma das flores mais características para criar decorações destinadas a durar no tempo.</p><h2>5. Eucalipto</h2><p><strong>Não são só as flores: também a folhagem de algumas plantas é perfeita para composições secas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965704569.jpeg" data-image="pkwz0z9044rn"><figcaption>Eucalipto.</figcaption></figure><p>O eucalipto mantém durante muito tempo as suas folhas arredondadas e o seu característico aspeto verde-prateado, para além do seu aroma. Os seus ramos podem ser utilizados sozinhos ou combinados com flores secas para conferir volume e movimento à composição.</p><h2>6. Alfazema</h2><p><strong>A alfazema mantém, mesmo seca, as suas características espigas florais e parte do seu aroma intenso</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965722624.jpeg" data-image="zhgwqdfhrrlq"><figcaption>Alfazema.</figcaption></figure><p>A cor tende a tornar-se mais suave, mas as inflorescências mantêm o seu aspeto decorativo durante muito tempo. As suas pequenas flores são perfeitas para ramos, guirlandas e arranjos com um delicado toque outonal.</p><h2>7. Gipsófila</h2><p><strong>Com as suas inúmeras pequenas flores brancas, a gipsófila cria um efeito leve e etéreo, particularmente adequado para arranjos florais</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965744864.jpeg" data-image="lr7bptamnfkd"><figcaption>Gipsófila.</figcaption></figure><p>Depois de seca, mantém a ramificação e a forma das inflorescências, tornando-se um elemento ideal para preencher os ramos e acompanhar flores maiores. </p><h2>8. Algodão</h2><p><strong>As características das sementes do algodão estão entre os elementos mais curiosos que se podem encontrar nas composições de flores secas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965764610.jpeg" data-image="pgf7nh6p6jtf"><figcaption>Algodão.</figcaption></figure><p>Quando se abrem, revelam a fibra branca e macia que envolve as sementes. A forma mantém-se estável e a cor clara cria um contraste agradável com as flores e as folhas em tons outonais.</p><h2>9. Urze</h2><p><strong>A urze produz inúmeras flores pequenas ao longo dos seus ramos, criando massas floridas delicadas e compactas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965783044.jpeg" data-image="ntuov7ee0skz"><figcaption>Urze.</figcaption></figure><p>Mesmo após a secagem, mantém bem a sua estrutura e as tonalidades rosadas, violáceas ou brancas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795427" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/cochonilha-e-aranhico-as-pragas-que-entram-em-casa-com-as-plantas.html" title="Cochonilha e aranhiço: as pragas que entram em casa com as plantas">Cochonilha e aranhiço: as pragas que entram em casa com as plantas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/cochonilha-e-aranhico-as-pragas-que-entram-em-casa-com-as-plantas.html" title="Cochonilha e aranhiço: as pragas que entram em casa com as plantas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cochonilha-e-aranhico-as-pragas-que-entram-em-casa-com-as-plantas-1793119955394_320.jpeg" alt="Cochonilha e aranhiço: as pragas que entram em casa com as plantas"></a></article></aside><p>É particularmente adequada para composições simples e de aspeto natural, nas quais também pode ser utilizada em conjunto com ramos e folhas secas.</p><h2>10. Protea</h2><p><strong>A protea é provavelmente uma das plantas mais espetaculares para utilizar em composições secas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965800957.jpeg" data-image="qr8adr0w56w0"><figcaption>Protea.</figcaption></figure><p>As suas grandes inflorescências, caracterizadas por formas invulgares e invólucros coriáceos, mantêm muito bem a sua estrutura após a secagem. Mesmo sozinha, pode tornar-se o ponto focal de um vaso, graças ao seu aspeto exótico e original.</p><h2>Um outono para trazer para dentro de casa</h2><p><strong>Graças a estas plantas, o outono entra em casa com originalidade</strong>: às cores da folhagem que observamos no exterior podem juntar-se as mais suaves das flores secas, criando composições capazes de evocar a estação que está a chegar ao fim.</p><p>Formas, cores e, por vezes, até aromas permanecem assim durante muito tempo nos ambientes domésticos, transformando partes já sem vida em decorações naturais dignas de admiração.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/10-plantas-e-flores-secas-perfeitas-para-decorar-a-casa-no-outono.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uns astrónomos sul-coreanos: o famoso quadro "A Noite Estrelada", de Van Gogh, poderá representar um céu real]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/uns-astronomos-sul-coreanos-o-famoso-quadro-a-noite-estrelada-de-van-gogh-podera-representar-um-ceu-real.html</link><pubDate>Sun, 01 Nov 2026 14:07:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Mais de um século após a sua criação, "A Noite Estrelada", de Van Gogh, continua a fascinar os investigadores. Um estudo sul-coreano traz novos indícios sobre o céu que terá inspirado o pintor em julho de 1889, com uma possível correspondência entre as estrelas representadas e um aglomerado real.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuit-etoilee-de-van-gogh-ce-tableau-celebre-pourrait-representer-un-ciel-reel-d-apres-les-chercheurs-1793119270011.jpeg" data-image="5lbwx8w79bsh" alt="Noche estrellada" title="Noche estrellada"><figcaption>«A Noite Estrelada» é um dos quadros mais conhecidos de Van Gogh. De acordo com um estudo recente, o artista poderá ter-se inspirado numa verdadeira noite de verão durante a sua estadia na Provença.</figcaption></figure><p>Algumas das maiores obras de arte da história continuam a revelar os seus segredos, por vezes séculos após a sua criação.</p><p>É precisamente o caso da famosa <em>Noite Estrelada</em> de <strong>Vincent van Gogh</strong>. Investigadores sul-coreanos acreditam agora ter desvendado um mistério que envolve esta pintura há décadas: <strong>o céu em redemoinho representado pelo pintor poderá estar muito mais próximo da realidade do que se pensava</strong>.</p><h2>Um quadro muito estudado </h2><p>Pintado em 1889, <em>Noite Estrelada</em> <strong>encontra-se hoje entre as obras mais famosas de Van Gogh</strong>. O quadro retrata uma aldeia provençal dominada por um céu noturno particularmente expressivo, <strong>onde as estrelas e a Lua estão rodeadas por grandes formas circulares</strong>. Em primeiro plano, ergue-se também um grande cipreste que reforça o contraste entre a paisagem e esta abóbada celeste tão particular.</p><div class="texto-destacado">Durante a criação deste quadro, o pintor encontrava-se alojado em Saint-Rémy-de-Provence, onde esteve internado num estabelecimento psiquiátrico. No entanto, esta situação não o impediu de prosseguir com o seu trabalho artístico e de produzir várias obras importantes, entre as quais «Noite Estrelada». O céu turbulento representado nesta pintura tem intrigado investigadores e historiadores há décadas.</div><p>Em 2008, por exemplo, os físicos descobriram semelhanças entre as formas representadas por Van Gogh e as turbulências de Kolmogorov,<strong> um fenómeno que se manifesta, em particular, nos movimentos do ar na atmosfera</strong>. Em 2024, outros investigadores analisaram esta obra e demonstraram que os redemoinhos pintados pelo artista seguiam padrões matemáticos semelhantes aos observados em certos fenómenos naturais.</p><p>Estas semelhanças com os fenómenos físicos, no entanto, não permitem determinar se Van Gogh se inspirou num céu realmente observado ou se dispôs as estrelas de acordo com a sua própria imaginação.<strong> Enquanto alguns acreditavam que o pintor tinha representado uma autêntica abóbada celeste, outros defendiam uma interpretação mais artística</strong>.</p><h2>Terá uma noite real inspirado Van Gogh?</h2><p>Segundo um estudo publicado recentemente na revista <em>Scientific Reports</em>, uma equipa de astrónomos da Universidade Kyung Hee, na Coreia do Sul, encontrou pistas para responder a esta questão. Para tal, os cientistas viajaram duas vezes para Saint-Rémy-de-Provence em 2019, <strong>com o objetivo de estudar os locais que inspiraram o pintor no final do século XIX</strong>.</p><p>Posteriormente, os investigadores analisaram os elementos da paisagem visíveis nas obras de Van Gogh, <strong>incluindo edifícios, pontes e características geográficas, para determinar o ângulo de visão adotado pelo artista</strong>. A partir destas observações, reconstruíram, através de simulações astronómicas, o aspeto do céu sobre a comuna provençal em 1889.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Van Goghs Nights 3 nights, 3 different worlds. He didnt just paint what he saw. He painted how the night made him feel. A café in Arles. A sky full of stars. The lights of the Rhône on the water. Which one inspires you the most? https://t.co/huVSxzD7oQ</p>— Impressions (@impression_ists) <a href="https://x.com/impression_ists/status/2114769984669000066?ref_src=twsrc%5Etfw">October 26, 2026</a></blockquote></figure><p>Este método permitiu-lhes delimitar a porção do céu representada no quadro e restringir a pesquisa aos períodos em que a posição dos astros poderia coincidir com a retratada por Van Gogh. Os cientistas analisaram, em particular, <strong>os amanheceres de junho e julho, momentos em que a disposição da Lua e de Vénus era compatível com a que se observa na tela</strong>.</p><p>As suas análises permitiram identificar um aglomerado estelar cuja disposição coincide com a representada em<em> A Noite Estrelada</em>: <strong>as Híades, situadas na constelação de Touro</strong>. Segundo os investigadores, esta configuração celeste corresponderia à que era visível ao amanhecer de 22 de julho de 1889, oferecendo assim, finalmente, uma pista concreta sobre o céu que poderá ter realmente inspirado o pintor.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="730449" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/janelas-meteorologicas-em-pinturas-de-rubens-bellini-e-tintoretto.html" title="Janelas meteorológicas em pinturas de Rubens, Bellini e Tintoretto">Janelas meteorológicas em pinturas de Rubens, Bellini e Tintoretto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/janelas-meteorologicas-em-pinturas-de-rubens-bellini-e-tintoretto.html" title="Janelas meteorológicas em pinturas de Rubens, Bellini e Tintoretto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ventanas-meteorologicas-en-los-cuadros-1757162100794_320.jpg" alt="Janelas meteorológicas em pinturas de Rubens, Bellini e Tintoretto"></a></article></aside><p>No entanto, <strong>esta data levanta uma incógnita, uma vez que A Noite Estrelada costuma ser datada, pelo menos, em junho de 1889</strong>. Para explicar este desfasamento de várias semanas, os autores do estudo avançam a hipótese de que Van Gogh poderá ter combinado, numa mesma tela, observações feitas em datas diferentes.</p><p>Trata-se de uma hipótese que, no entanto, se coaduna com o pós-impressionismo, <strong>um movimento em que os pintores não procuram tanto reproduzir fielmente a realidade, mas sim representá-la de acordo com a sua própria sensibilidade</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Camille%20Coirault" data-year="2026" data-title="Le%20tableau%20La%20Nuit%20%C3%A9toil%C3%A9e%20de%20Van%20Gogh%20cachait%20un%20secret%20depuis%20plus%20d%E2%80%99un%20si%C3%A8cle%20%3A%20des%20scientifiques%20viennent%20de%20le%20percer" data-url="https%3A%2F%2Fwww.presse-citron.net%2Ftableau-nuit-etoilee-van-gogh-cachait-secret-depuis-dun-siecle-scientifiques-viennent-percer%2F">Camille Coirault. (2026). <a href="https://www.presse-citron.net/tableau-nuit-etoilee-van-gogh-cachait-secret-depuis-dun-siecle-scientifiques-viennent-percer/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Le tableau La Nuit étoilée de Van Gogh cachait un secret depuis plus d’un siècle : des scientifiques viennent de le percer</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/uns-astronomos-sul-coreanos-o-famoso-quadro-a-noite-estrelada-de-van-gogh-podera-representar-um-ceu-real.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo em Portugal continental até domingo, 8 de novembro: veja como as temperaturas e a chuva irão evoluir]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-8-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir.html</link><pubDate>Sun, 01 Nov 2026 12:49:16 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A primeira semana de novembro poderá finalmente trazer novidades quanto ao estado do tempo em Portugal continental. Saiba o que esperar da evolução das temperaturas e do possível regresso da chuva.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbsonp2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbsonp2.jpg" id="xbsonp2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O tempo no mês de novembro arrancou hoje (1 de novembro e feriado de Todos os Santos), exatamente da mesma forma como outubro terminou: <strong>estável, seco, com céu pouco nublado ou limpo e temperaturas acima do habitual para esta época do ano</strong>. De acordo com a mais recente atualização das cartas sinópticas, esta situação meteorológica persistirá durante boa parte da primeira semana de novembro.</p><h2>Anticiclone britânico, massa de ar polar a espalhar-se pelo continente europeu e evolução térmica em Portugal</h2><p>Não obstante, devido à subida em latitude do <strong>forte anticiclone que se fixará sobre as Ilhas Britânicas</strong> (pressão central superior a 1040 hPa), a atmosfera sobre as nossas cabeças fará com que assistamos a uma mudança gradual do estado do tempo. O potente bloqueio anticiclónico britânico será favorável à <strong>deslocação retrógrada (de leste para oeste) de uma massa de ar polar continental, fria e seca, proveniente do oeste da Rússia</strong>, que contornará a região anticiclónica referida pelos seus flancos oriental e meridional.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-8-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir-1793535678508.jpg" data-image="4lzby97jcuig"><figcaption>Neste mapa de previsão da temperatura a 1500 metros de altitude da próxima quarta-feira, 4 de novembro, percebe-se que o ar polar continental procedente do oeste da Rússia contornará os flancos oriental e meridional do forte anticiclone britânico, passando 'de raspão' na geografia continental portuguesa.</figcaption></figure><p><strong>Embora em Portugal continental os seus efeitos sejam consideravelmente modestos</strong>, não só devido à nossa posição periférica na geografia europeia, mas também por causa da trajetória da massa de ar polar e pelo facto da mesma chegar bastante modificada e temperada até nós, a mesma será suficiente para fazer com que os valores da temperatura máxima, que na <strong>segunda-feira (2) estarão entre 18 a 26 ºC em grande parte do território</strong>, diminuam gradualmente para 15 a 23 ºC até meados da próxima semana, ou seja, entre terça (3) e quarta-feira (4).</p><p><strong>Para quinta e sexta-feira, 5 e 6 de novembro, prevê-se, de um modo geral, que as temperaturas máximas variem entre 15 e 22 ºC</strong>, exceto no Nordeste Transmontano e na Beira Alta - onde seriam ligeiramente inferiores (entre 13 e 18 ºC).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-8-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir-1793535474684.jpg" data-image="39e1jqyh4963"><figcaption>Mapa da temperatura prevista às 14:00 de quarta-feira, 4 de novembro em Portugal continental.</figcaption></figure><p>Quanto às temperaturas mínimas, numa fase inicial - entre 2 e 4 de novembro - estarão relativamente baixas (0 a 8 ºC no interior Norte e Centro; 10 a 15 ºC no resto do Continente) e propícias à formação de <strong>geadas localizadas no interior Norte e Centro</strong>. Porém, os mapas apontam para uma tendência contrária à das máximas, o que resultaria numa redução da amplitude térmica diária.</p><p>Neste sentido, os modelos sugerem que <strong>a partir de quinta-feira, 5 de novembro </strong>ocorra uma<strong> ligeira subida das temperaturas mínimas</strong>, especialmente no interior e nas terras montanhosas: <strong>o intervalo de valores passaria de 0 a 8 ºC para 6 a 12 ºC</strong>. No resto do país, pelo contrário, esperam-se valores mínimos algo mais baixos face aos do início da semana, entre 7 e 13 ºC, exceto no Algarve onde poderiam rondar os 12 a 15 ºC.</p><h2>Mapas sugerem regresso da chuva a Portugal continental no fim de semana de 7 e 8 de novembro</h2><p>Tal como referido em previsões anteriormente lançadas pela Meteored Portugal, grande parte da <strong>primeira semana de novembro</strong> decorrerá sem novidades significativas no que concerne à precipitação. As condições meteorológicas manter-se-ão <strong>secas, com céu limpo ou pouco nublado a imperar e vento Leste geralmente fraco</strong>, soprando temporariamente moderado ou forte nas terras altas e montanhosas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-8-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir-1793534741328.jpg" data-image="10dhz78ww7ja"><figcaption>Esta previsão do modelo ECMWF indica o regresso generalizado da chuva a Portugal continental no sábado, 7 de novembro. Porém, uma saída determinista com um horizonte temporal tão alargado - correspondente a um prazo de 156 horas - possui uma fiabilidade bastante reduzida. É preciso esperar mais alguns dias para averiguar com exatidão se a chuva irá ou não regressar à nossa geografia. </figcaption></figure><p>Ainda assim, os mapas sugerem um aumento gradual da nebulosidade a partir de quinta-feira, 5 de novembro, não se descartando a possível ocorrência de chuviscos residuais e dispersos a sul do Mondego entre quinta (5) e sexta-feira (6).</p><p>É, contudo, para o <strong>fim de semana de 7 e 8 de novembro </strong>que os mapas vislumbram uma mudança mais significativa do estado do tempo na unidade territorial do Continente, perspetivando-se um possível <strong>regresso mais generalizado da chuva ao nosso país</strong>. Na origem da alteração para o tempo húmido estaria uma <strong>extensa região depressionária</strong> centrada no Atlântico e nas imediações do arquipélago dos Açores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-8-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir-1793534535898.jpg" data-image="13hp8hrwbujr"><figcaption>Tudo indica que em Portugal continental apenas a Região Norte registará uma anomalia térmica negativa na primeira semana de novembro, isto é, temperaturas entre 1 a 3 ºC abaixo da média climatológica de referência.</figcaption></figure><p><strong>É, todavia, precoce definir quais serão as regiões e zonas mais afetadas</strong>, uma vez que qualquer alteração na posição e trajetória do sistema depressionário poderá atrasar ou adiantar a chegada da chuva, e provocar ajustes na distribuição espacial e intensidade da chuva na geografia de Portugal continental.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796103" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/do-calor-invulgar-a-geada-a-viragem-termica-em-portugal-continental-ate-6-de-novembro.html" title="Do calor invulgar à geada: a viragem térmica em Portugal continental até 6 de novembro">Do calor invulgar à geada: a viragem térmica em Portugal continental até 6 de novembro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/do-calor-invulgar-a-geada-a-viragem-termica-em-portugal-continental-ate-6-de-novembro.html" title="Do calor invulgar à geada: a viragem térmica em Portugal continental até 6 de novembro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/do-calor-invulgar-a-geada-a-viragem-termica-em-portugal-continental-ate-6-de-novembro-1793483634082_320.jpg" alt="Do calor invulgar à geada: a viragem térmica em Portugal continental até 6 de novembro"></a></article></aside><p>Apesar da mudança para um panorama algo mais chuvoso, <strong>as temperaturas manter-se-ão geralmente amenas para a época do ano</strong>, registando valores muito distantes do frio gélido que “abraçará” grande parte da Europa ao longo da primeira semana de novembro. De acordo com o mapa de anomalias térmicas semanais do modelo Europeu, somente a Região Norte registará temperaturas ligeiramente inferiores à média.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-8-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA["Os crocodilos não se adaptaram, seguiram o calor": e assim sobreviveram ao asteroide que acabou com os dinossauros]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-crocodilos-nao-se-adaptaram-seguiram-o-calor-e-assim-sobreviveram-ao-asteroide-que-acabou-com-os-dinossauros.html</link><pubDate>Sun, 01 Nov 2026 11:45:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O facto de se terem adaptado a climas quentes ao longo dos seus 250 milhões de anos de história pode ter ajudado os crocodilos e os seus parentes a sobreviver ao asteroide que exterminou os dinossauros.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-crocodilos-nao-se-adaptaram-seguiram-o-calor-e-assim-sobreviveram-ao-asteroide-que-acabou-com-os-dinossauros-1793441393906.jpg" data-image="9xuh6lwpuft1" alt="crocodilo" title="crocodilo"><figcaption>Os crocodilos de hoje são menos diversificados do que há milhões de anos.</figcaption></figure><p>Esta investigação baseia-se na <strong>análise de mais de 7.000 fósseis e registos de mais de 400 espécies</strong>, tanto vivas como extintas, comparando-os com reconstruções computacionais do clima e da geografia da Terra ao longo de 245 milhões de anos.</p><p>A equipa descobriu que, em vez de se adaptarem a novos climas, <strong>os crocodilos e os seus parentes seguiam os climas quentes para onde quer que fossem</strong>: em épocas de calor, expandiam-se até à Antártida; em épocas mais frias, recuavam para os trópicos.</p><p>Os investigadores simularam também como o clima poderia ter mudado após o impacto do asteroide, há 66 milhões de anos, e concluíram que, exceto nos cenários mais extremos, <strong>as regiões quentes junto ao equador e nos subtrópicos permaneceram adequadas para os parentes dos crocodilos</strong>.</p><h2>A linhagem de crocodilos adaptou-se ao longo do tempo</h2><p>Modelos anteriores, elaborados por membros da mesma equipa, demonstraram que os <strong>climas adequados para os dinossauros não aviários </strong>(aqueles que foram extintos) <strong>sofreram uma redução muito mais drástica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-crocodilos-nao-se-adaptaram-seguiram-o-calor-e-assim-sobreviveram-ao-asteroide-que-acabou-com-os-dinossauros-1793441948246.jpg" data-image="d1wrp5izayj8" alt="Postosuchus" title="Postosuchus"><figcaption>Ilustração de como o réptil <em>Postosuchus</em> seria.</figcaption></figure><p> A linhagem dos crocodilos, conhecida pelos cientistas como pseudosúquios, <strong>surgiu na mesma altura que os dinossauros</strong> e, desde então, <strong>sobreviveu a duas das cinco extinções em massa da Terra</strong>. Embora os crocodilos e os seus parentes pareçam muito semelhantes entre si hoje em dia, os <strong>antepassados deste grupo eram muito mais diversificados e incluíam herbívoros</strong> fortemente couraçados, predadores terrestres e gigantes que pesavam mais de uma tonelada. </p><p> Entre os pseudosúquios mais conhecidos contam-se o predador gigante <em>Sarcosuchus</em> — um supercrocodilo que chegava a medir<strong> até 12 metros de comprimento</strong> — e o <em>Postosuchus</em>, que <strong>caçava exclusivamente em terra</strong> e podia deslocar-se tanto sobre duas como sobre quatro patas.</p><h2>Os crocodilos seguem o calor</h2><p>Para este estudo, a equipa de investigação deduziu as <strong>preferências de temperatura e precipitação de 400 espécies</strong>, utilizando registos fósseis, árvores filogenéticas e mapas detalhados de onde as espécies de crocodilos vivem atualmente. </p><p>Posteriormente, <strong>mapearam os habitats adequados destas espécies ao longo do tempo</strong>, recorrendo a reconstituições do clima e da geografia da Terra. Descobriram que os parentes dos crocodilos, de um modo geral, acompanharam os climas quentes de todo o mundo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-crocodilos-nao-se-adaptaram-seguiram-o-calor-e-assim-sobreviveram-ao-asteroide-que-acabou-com-os-dinossauros-1793442429527.jpg" data-image="43obvjtth1fy" alt="Sarcosuchus" title="Sarcosuchus"><figcaption>Ilustração do <em>Sarcosuchus</em>, super crocodilo que podia medir até 12 metros. </figcaption></figure><p> Durante o período quente do início do Eoceno, há cerca de 50 milhões de anos — <strong>quando as temperaturas globais eram cerca de 10 graus mais elevadas do que hoje</strong> e as regiões polares estavam livres de gelo —, viviam em latitudes elevadas na América do Norte, na Europa e na Antártida. </p><p>À medida que o planeta arrefeceu nos milhões de anos seguintes, <strong>a sua área de distribuição retraiu-se em direção aos trópicos</strong>. Os investigadores analisaram também as alterações climáticas ocorridas nas décadas ou séculos seguintes ao impacto do asteróide de Chicxulub, que dizimou a maioria dos dinossauros. </p><h2>Exceção à regra</h2><p>Foram testados diversos cenários, incluindo uma diminuição da luz solar provocada pelas cinzas e poeiras, bem como um aumento do dióxido de carbono resultante das erupções vulcânicas. <strong>Com uma redução de 5% a 10% da luz solar, as regiões quentes próximas do equador permaneceram adequadas para os parentes dos crocodilos</strong>; contudo, tal não se verificou com uma redução de 15% — embora os investigadores tenham salientado que este cenário mais extremo é, atualmente, considerado improvável. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="688793" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/insolito-descoberto-o-crocodilo-mais-antigo-do-mundo-com-10-000-descendentes.html" title="Insólito: descoberto o crocodilo mais antigo do mundo com 10.000 descendentes">Insólito: descoberto o crocodilo mais antigo do mundo com 10.000 descendentes</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/insolito-descoberto-o-crocodilo-mais-antigo-do-mundo-com-10-000-descendentes.html" title="Insólito: descoberto o crocodilo mais antigo do mundo com 10.000 descendentes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/insolite-decouvrez-le-crocodile-le-plus-vieux-du-monde-aux-10-000-descendants-1734624142626_320.jpg" alt="Insólito: descoberto o crocodilo mais antigo do mundo com 10.000 descendentes"></a></article></aside><p>Outros cenários, como o <strong>aumento do dióxido de carbono, não afetaram a aptidão climática para os crocodilos</strong>. Os autores salientaram que o clima, por si só, não explicava a sobrevivência dos crocodilos. O seu menor tamanho corporal, o seu estilo de vida semi-aquático, a sua dieta flexível e as baixas necessidades energéticas dos animais ectotérmicos (de sangue frio) provavelmente também contribuíram para isso. </p><p>A equipa descobriu duas exceções a este padrão. Durante o Máximo Térmico do Cretácico, há cerca de 94 milhões de anos — <strong>quando as temperaturas globais eram até cerca de 14 graus mais elevadas do que hoje</strong> —, um ramo da árvore genealógica dos crocodilos <strong>adaptou-se a temperaturas mais elevadas </strong>do que aquelas que a linhagem dos crocodilos tinha conseguido tolerar noutros períodos. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Chiarenza%2C%20A.%2C%20Howard%2C%20A.%2C%20Varnham%2C%20G.%20et%20al." data-year="2026" data-title="Climatic%20niche%20conservatism%20shapes%20the%20macroevolution%2C%20extinction%2C%20and%20survivorship%20of%20crocodile-line%20archosaurs" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fsciadv.aeg2217">Chiarenza, A., Howard, A., Varnham, G. et al.. (2026). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.aeg2217" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Climatic niche conservatism shapes the macroevolution, extinction, and survivorship of crocodile-line archosaurs</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-crocodilos-nao-se-adaptaram-seguiram-o-calor-e-assim-sobreviveram-ao-asteroide-que-acabou-com-os-dinossauros.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cidades a afundar: dados de satélite revelam o ritmo da subsidência urbana no mundo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cidades-a-afundar-dados-de-satelite-revelam-o-ritmo-da-subsidencia-urbana-no-mundo.html</link><pubDate>Sun, 01 Nov 2026 09:37:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Estudo global em mais de quatrocentas cidades mapeia a subsidência do solo e revela contrastes extremos entre diferentes regiões. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cidades-a-afundar-dados-de-satelite-revelam-o-ritmo-da-subsidencia-urbana-no-mundo-1793493619801.jpg" data-image="73qhrra0flqc"><figcaption>O afundamento gradual do solo ameaça infraestruturas vitais, fragilizando edifícios, sistemas subterrâneos e aumentando de forma crítica o risco de inundações.</figcaption></figure><p>A subsidência do solo consiste no afundamento progressivo da superfície terrestre, configurando uma ameaça estrutural para os ambientes urbanos modernos. <strong>A descida lenta dos solos provoca fissuras e danos graves em edifícios, enfraquece fundações de infraestruturas estratégicas e compromete sistemas subterrâneos essenciais</strong>, designadamente as redes de drenagem pluvial e de saneamento de águas residuais. </p><div class="texto-destacado">Como consequência direta, este fenómeno amplia consideravelmente a vulnerabilidade das populações ao risco de inundações. </div><p>Contudo, a informação sobre a sua dinâmica tem sido historicamente escassa e fragmentada, <strong>dificultando a atuação dos decisores políticos na identificação das zonas prioritárias</strong>. A maioria dos estudos anteriores recorria a metodologias divergentes, cobria períodos díspares ou incidia somente sobre poucas cidades, impossibilitando comparações à escala planetária.</p><h2> Focos críticos: aceleração no México e no continente asiático </h2><p> Para colmatar esta lacuna, os investigadores recorreram a dados de satélite de alta resolução recolhidos entre 2014 e 2023, quantificando a movimentação vertical do solo em 465 cidades de 107 países, num estudo divulgado pela revista <em>Nature Cities</em>. Os resultados revelaram assimetrias territoriais marcantes. </p><div class="texto-destacado">A Cidade do México registou o afundamento localizado mais rápido do mundo, com certas áreas a descerem cerca de 217 milímetros por ano, embora a mediana municipal global se tenha situado nos 8 mm anuais. </div><p>No mesmo país, Torreón registou uma descida de aproximadamente <strong>17 mm por ano.</strong> A nível regional, a Ásia concentrou os cenários mais graves em termos medianos: destacam-se Medan (cerca de 33 mm por ano) e Bandung (22 mm por ano), ambas na Indonésia, a par de Isfahan, no Irão, com 11 mm anuais.</p><h2> Estabilidade geológica: metrópoles com oscilações mínimas </h2><p> Em sentido inverso, <strong>v</strong><strong>árias das maiores capitais e polos económicos mundiais apresentaram uma estabilidade assinalável na movimentação anual da superfície.</strong> Cidades como Boston, Nova Iorque, Londres, Pequim, Tóquio, Seul, Sydney, Montevideu e Nápoles registaram taxas anuais reduzidas, que oscilaram meramente entre 0,1 e 1,9 milímetros por ano. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cidades-a-afundar-dados-de-satelite-revelam-o-ritmo-da-subsidencia-urbana-no-mundo-1793456602377.png" data-image="zst8ic3ah4j3"><figcaption>Metrópoles como Londres, Nova Iorque e Tóquio mantêm solos geologicamente estáveis, registando variações anuais inferiores a apenas dois milímetros.</figcaption></figure><p>Estas estimativas<strong> abrangeram tanto ligeiros afundamentos como pequenos soerguimentos (elevação) do terreno</strong>. Dada a reduzida dimensão física destas medições, os investigadores <strong>recomendam prudência na sua interpretação</strong>, salientando que estes centros urbanos se mantêm substancialmente equilibrados. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cidades-a-afundar-dados-de-satelite-revelam-o-ritmo-da-subsidencia-urbana-no-mundo-1793456482894.png" data-image="jhbstt15rzdx"><figcaption>Zonas da Cidade do México afundam até 217 milímetros anuais, registando a descida localizada mais acelerada à escala global</figcaption></figure><p> Os investigadores destacam igualmente i<strong>mportantes ressalvas metodológicas que devem contextualizar as conclusões</strong>. A investigação incidiu sobre um período de nove anos e focou-se estritamente na subsidência local relativa dentro do perímetro de grandes cidades, podendo desconsiderar áreas adjacentes situadas fora dos limites administrativos oficiais. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="669963" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/estas-sao-as-6-cidades-submersas-mais-impressionantes-do-mundo-curioso-turismo.html" title="Estas são as 6 cidades submersas mais impressionantes do mundo">Estas são as 6 cidades submersas mais impressionantes do mundo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/estas-sao-as-6-cidades-submersas-mais-impressionantes-do-mundo-curioso-turismo.html" title="Estas são as 6 cidades submersas mais impressionantes do mundo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ferias-estas-sao-as-6-cidades-submersas-mais-impressionantes-do-mundo-1723748094606_320.jpg" alt="Estas são as 6 cidades submersas mais impressionantes do mundo"></a></article></aside><p>Adicionalmente, as medições <strong>apresentam maior incerteza em territórios onde a rede de estações terrestres de validação é reduzida ou dispersa</strong>. Por esta razão, a manutenção de uma vigilância por satélite continuada revela-se fundamental para atestar se estas tendências persistem ao longo do tempo e para fundamentar respostas governamentais direcionadas. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Wang%2C%20L.%2C%20Ao%2C%20Z.%2C%20Tao%2C%20S.%20et%20al." data-year="2026" data-title="A%20global%20view%20of%20urban%20land%20subsidence%20and%20its%20changing%20trajectories." data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs44284-026-00527-8">Wang, L., Ao, Z., Tao, S. et al.. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s44284-026-00527-8" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A global view of urban land subsidence and its changing trajectories.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cidades-a-afundar-dados-de-satelite-revelam-o-ritmo-da-subsidencia-urbana-no-mundo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal conquista a Europa e traz 32 Óscares do turismo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-conquista-a-europa-e-traz-32-oscares-do-turismo.html</link><pubDate>Sun, 01 Nov 2026 08:23:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Lisboa, Porto, Algarve, Madeira e Açores estão entre os grandes vencedores dos World Travel Awards 2026. Esta edição voltou a colocar o turismo português em destaque internacional.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-conquista-a-europa-e-traz-32-oscares-do-turismo-1793302597475.jpg" data-image="5lz243awcsd6" alt="Portugal" title="Portugal"><figcaption>Portugal volta a conquistar a Europa. E não veio de mãos a abanar: trouxe 32 Óscares do turismo. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Portugal voltou a brilhar internacionalmente. O nosso país conquistou, novamente, o título de<strong> Melhor Destino da Europa</strong> nos World Travel Awards 2026. E, atenção, porque estes prémios são conhecidos como os ‘Óscares do turismo’. </p><p>É isso mesmo. E o melhor? O prémio principal não veio sozinho. Aliás, <strong>Lisboa, Porto, Algarve, Madeira e Açores</strong> também estiveram entre os grandes vencedores. Feitas as contas, Portugal somou 32 distinções nesta edição.</p><div class="texto-destacado">Criados em 1993, os World Travel Awards distinguem o trabalho desenvolvido na indústria turística internacional. Os vencedores são escolhidos através de votações que envolvem profissionais do setor e viajantes, numa iniciativa que procura reconhecer a qualidade dos destinos e dos serviços turísticos.</div><p>E o que é que este reconhecimento nos traz? A confirmação de que Portugal continua a ter argumentos para convencer quem procura férias à beira-mar, escapadinhas culturais, paisagens naturais ou experiências gastronómicas. Convenhamos, não é todos os dias que um país tão pequeno consegue reunir tantas opções sem obrigar a percorrer milhares de quilómetros.</p><p>“É com enorme orgulho que recebemos estes galardões, que refletem a qualidade de Portugal enquanto destino turístico e o trabalho desenvolvido na sua promoção”, notou Carlos Abade, presidente do Turismo de Portugal.</p><h2>Portugal soma prémios de norte a sul</h2><p>A cerimónia europeia dos World Travel Awards decorreu a 17 de outubro, no Hyatt Regency Kotor Bay Resort, no Montenegro, e<strong> distinguiu destinos, hotéis, atrações turísticas e empresas ligadas ao setor</strong>. Portugal conquistou 32 prémios, num total de 157 categorias em avaliação. </p><p>Entre os vencedores, o Algarve voltou a destacar-se como Melhor Destino de Praia da Europa, enquanto a Madeira recebeu o título de Melhor Destino Insular. Nos Açores, a natureza e a aventura estiveram em destaque, com a região a conquistar o prémio de Melhor Destino Regional de Turismo de Aventura. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-conquista-a-europa-e-traz-32-oscares-do-turismo-1793302820432.jpg" data-image="25wbwkamczs4" alt="Portugal" title="Portugal"><figcaption>O nosso país tem muito para descobrir. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Lisboa também tem motivos para celebrar. A capital portuguesa foi eleita Melhor Destino Urbano da Europa e Melhor Destino de Cruzeiros da Europa, duas distinções que reforçam a sua atratividade para quem procura combinar património, gastronomia, vida cultural e uma passagem pela cidade antes ou depois de uma viagem de barco.</p><p>Já o Porto foi reconhecido como Melhor Destino de Cidade Cultural da Europa. Afinal, entre as caves de vinho do Porto, os edifícios históricos, os museus e as ruas que convidam a descobrir diferentes perspetivas sobre a cidade, não faltam motivos para a incluir numa escapadinha. </p><h2>Do céu alentejano aos grandes nomes do turismo</h2><p><strong>Os prémios não ficaram pelas cidades e regiões</strong>. O Dark Sky Alqueva, projeto de astroturismo no Alentejo, foi distinguido como Melhor Atração Turística da Europa pelo terceiro ano consecutivo. </p><div class="texto-destacado">A iniciativa permite observar o céu noturno em condições privilegiadas, numa região onde a baixa poluição luminosa ajuda a revelar estrelas e outros fenómenos astronómicos. </div><p>Também os Passadiços do Paiva e o parque aquático Aquashow voltaram a figurar entre os vencedores europeus, enquanto a TAP conquistou dois prémios: Melhor Companhia Aérea para África e Melhor Companhia Aérea para a América do Sul. O Turismo de Portugal recebeu ainda o galardão de Melhor Organismo Oficial de Turismo da Europa. </p><h2>A distinção europeia é apenas o começo</h2><p>A conquista do título europeu não significa que Portugal tenha sido eleito o melhor destino turístico do mundo nesta edição. Essa decisão fica para a <strong>final mundial dos World Travel Awards</strong>, marcada para 12 de dezembro, na Tanzânia, onde serão conhecidos os vencedores das categorias globais. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-conquista-a-europa-e-traz-32-oscares-do-turismo-1793303102582.jpg" data-image="s23bdqd4v6op" alt="Portugal" title="Portugal"><figcaption>Um motivo de orgulho nacional. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Além disso, os 32 prémios não significam que tudo esteja perfeito no turismo português, mas são um <strong>reconhecimento internacional do trabalho desenvolvido pelo setor</strong>. E, para quem ainda está a decidir o próximo destino de férias, ficam mais alguns argumentos para descobrir Portugal.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795466" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-cidade-portuguesa-e-muito-mais-do-que-francesinhas-e-provou-o-mais-uma-vez.html" title="Esta cidade portuguesa é muito mais do que francesinhas (e provou-o mais uma vez)">Esta cidade portuguesa é muito mais do que francesinhas (e provou-o mais uma vez)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-cidade-portuguesa-e-muito-mais-do-que-francesinhas-e-provou-o-mais-uma-vez.html" title="Esta cidade portuguesa é muito mais do que francesinhas (e provou-o mais uma vez)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esta-cidade-portuguesa-e-muito-mais-do-que-francesinhas-e-provou-o-mais-uma-vez-1793133236318_320.jpg" alt="Esta cidade portuguesa é muito mais do que francesinhas (e provou-o mais uma vez)"></a></article></aside><p>“Em nome do Turismo de Portugal, agradeço a todos os profissionais e entidades do setor que contribuem diariamente para afirmar o nosso país como uma referência no turismo internacional”, acrescentou o presidente do Turismo de Portugal.</p><p><strong>A lista completa dos vencedores portugueses pode ser consultada</strong><em><strong> online</strong></em> e inclui empresas, projetos e experiências turísticas. Antes das distinções a nível europeu, já tinham também sido escolhidos os melhores spots a nível nacional.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="World%20Travel%20Awards" data-year="2026" data-title="Europe%20Winners%202026" data-url="https%3A%2F%2Fwww.worldtravelawards.com%2Fwinners%2F2026%2Feurope">World Travel Awards. (2026). <a href="https://www.worldtravelawards.com/winners/2026/europe" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Europe Winners 2026</a>.</cite><br><cite data-author="Expresso" data-year="2026" data-title="Portugal%20renova%20pr%C3%A9mio%20de%20%22Melhor%20Destino%20da%20Europa%22%20na%20gala%20europeia%20dos%20World%20Travel%20Awards" data-url="https%3A%2F%2Fexpresso.pt%2Fboa-cama-boa-mesa%2Fviagens-hoteis%2Fdestinos-portugal%2F2026-10-18-portugal-renova-premio-de-melhor-destino-da-europa-na-gala-europeia-dos-world-travel-awards-c781b9c8">Expresso. (2026). <a href="https://expresso.pt/boa-cama-boa-mesa/viagens-hoteis/destinos-portugal/2026-10-18-portugal-renova-premio-de-melhor-destino-da-europa-na-gala-europeia-dos-world-travel-awards-c781b9c8" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Portugal renova prémio de "Melhor Destino da Europa" na gala europeia dos World Travel Awards</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-conquista-a-europa-e-traz-32-oscares-do-turismo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Do calor invulgar à geada: a viragem térmica em Portugal continental até 6 de novembro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/do-calor-invulgar-a-geada-a-viragem-termica-em-portugal-continental-ate-6-de-novembro.html</link><pubDate>Sun, 01 Nov 2026 07:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Entre 1 e 6 de novembro o tempo em Portugal continental registará uma vincada transição térmica: um arranque com tardes quentes até 26 ºC dará lugar a madrugadas gélidas com geada e anomalias até -7 ºC.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbskr1i"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbskr1i.jpg" id="xbskr1i"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>A primeira semana de novembro trará uma reviravolta térmica substancial a Portugal continental</strong>, caracterizada por um padrão de vincada amplitude térmica.</p><p>Conforme detalhado pelos especialistas em geografia, clima e meteorologia da nossa equipa - Alfredo Graça, Joana Campos e Marta Godinho -, o estado do tempo no nosso país será condicionado pela interação entre um <strong>robusto bloqueio anticiclónico nas Ilhas Britânicas, com valores de pressão central em torno dos 1040 hPa</strong> e uma ondulação pronunciada da corrente de jato polar a cerca de 10 000 metros de altitude. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-calor-invulgar-a-geada-a-viragem-termica-em-portugal-continental-ate-6-de-novembro-1793483124638.jpg" data-image="xvp0e0686rbb" alt="Temperatura prevista para Portugal continental no domingo, 1 de novembro, às 12:00" title="Temperatura prevista para Portugal continental no domingo, 1 de novembro, às 12:00"><figcaption>Temperatura prevista para Portugal continental no domingo, 1 de novembro, às 12:00. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Esta configuração atmosférica criará um corredor propício ao transporte de uma <strong>massa de ar frio e seco, de origem continental, que atravessará a Europa no sentido Este-Oeste</strong>. Portugal continental ficará à margem da sua influência, uma vez que a massa de ar chegará até nós bastante temperada e modificada.</p><p>Ainda assim, a estabilidade, a subsidência atmosférica e o céu limpo associados ao anticiclone poderão favorecer um <strong>intenso arrefecimento noturno</strong>, refletindo-se em descidas significativas das temperaturas mínimas e em desvios negativos expressivos face à normal climatológica da época.</p><h2> Arranque de novembro: tardes quase de verão e anomalias de +6 ºC no Litoral</h2><p>O arranque do mês de novembro dará continuidade a um cenário pouco outonal, com <strong>tardes quentes e ambiente seco em praticamente todo o território continental</strong>. Neste domingo, dia 1 de novembro, os termómetros subirão substancialmente após uma madrugada fresca. Pelas 12:00 poderá registar-se em Coimbra máxima de 26 ºC, acompanhada por 24 ºC em Santarém e Beja, 23 ºC em Évora. A Guarda poderá registar apenas 17 ºC. </p><p>Ao meio-dia deste domingo poderá registar-se calor excecionalmente elevado, registando-se até +6 ºC acima da média climatológica de referência. O Porto liderará o desvio com +6 ºC acima do normal, enquanto Braga, Aveiro, Leiria e Santarém assinalarão +5 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-calor-invulgar-a-geada-a-viragem-termica-em-portugal-continental-ate-6-de-novembro-1793483323298.jpg" data-image="t9ywnocio8bs" alt="Mapa de anomalia de temperatura no domingo, 1 de novembro, às 12:00, destacando desvios positivos até +6 ºC acima da média no Litoral Norte e Centro" title="Mapa de anomalia de temperatura no domingo, 1 de novembro, às 12:00, destacando desvios positivos até +6 ºC acima da média no Litoral Norte e Centro"><figcaption>Mapa de anomalia de temperatura no domingo, 1 de novembro, às 12:00, destacando desvios positivos até +6 ºC acima da média no Litoral Norte e Centro. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Na segunda-feira, dia 2, as máximas diurnas iniciarão uma trajetória descendente no Norte, embora o Sul mantenha o ambiente bastante ameno. <strong>Pelas 12:00, a Guarda poderá descer aos 13 ºC e Viseu aos 16 ºC</strong>, enquanto Beja ainda registará 25 ºC e Lisboa 22 ºC. No entanto, a transição noturna já será visível logo no início da manhã: às 08:00 de segunda-feira, o interior Norte e Centro apresentará anomalias negativas, destacando-se a Guarda com -5 ºC e Bragança e Castelo Branco com -4 ºC abaixo da média climatológica. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-calor-invulgar-a-geada-a-viragem-termica-em-portugal-continental-ate-6-de-novembro-1793483483278.jpg" data-image="85byimi5si81" alt="Previsão da anomalia térmico-climatológica para quarta-feira, 4 de novembro, às 06:00, evidenciando o pico do frio noturno com o país coberto por anomalias de até -7 ºC" title="Previsão da anomalia térmico-climatológica para quarta-feira, 4 de novembro, às 06:00, evidenciando o pico do frio noturno com o país coberto por anomalias de até -7 ºC"><figcaption>Previsão da anomalia térmica para quarta-feira, 4 de novembro, às 06:00, evidenciando o pico do frio noturno com o país coberto por anomalias de até -7 ºC. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p> Na terça-feira, dia 3, o contraste regional acentuar-se-á. <strong>O ar frio avançará a norte do Tejo, fazendo cair a temperatura ao meio-dia para 10 ºC na Guarda, 11 ºC em Vila Real e 12 ºC em Bragança</strong>. No entanto, no Alentejo e Algarve, as anomalias diurnas poderão manter-se com tom alaranjado, com desvios de +3 ºC acima da norma em Leiria, Santarém, Évora e Beja. </p><h2>Mudança a meio da semana: frio noturno acentuado, geada e anomalias de -7 ºC </h2><p><strong>A grande mudança do padrão térmico consolidar-se-á entre terça e quarta-feira</strong>, quando a massa de ar frio de origem continental estiver algo mais próxima da Península Ibérica. O arrefecimento será particularmente severo durante as noites e madrugadas. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796042" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-45-mm-a-partir-das-21-horas-a-chuva-ganhara-intensidade-no-arquipelago-da-madeira-eis-as-duas-zonas-mais-afetadas.html" title="Até 45 mm: a partir das 21 horas a chuva ganhará intensidade no arquipélago da Madeira; eis as duas zonas mais afetadas">Até 45 mm: a partir das 21 horas a chuva ganhará intensidade no arquipélago da Madeira; eis as duas zonas mais afetadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-45-mm-a-partir-das-21-horas-a-chuva-ganhara-intensidade-no-arquipelago-da-madeira-eis-as-duas-zonas-mais-afetadas.html" title="Até 45 mm: a partir das 21 horas a chuva ganhará intensidade no arquipélago da Madeira; eis as duas zonas mais afetadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-45-mm-a-partir-das-21-horas-a-chuva-ganhara-intensidade-no-arquipelago-da-madeira-eis-as-duas-zonas-mais-afetadas-1793450540052_320.png" alt="Até 45 mm: a partir das 21 horas a chuva ganhará intensidade no arquipélago da Madeira; eis as duas zonas mais afetadas"></a></article></aside><p><strong>Na madrugada de quarta-feira, 4 de novembro, o sinal frio poderá atingir o seu pico</strong>. Às 06:00 da manhã, o mapa de anomalias do ECMWF cobrirá Portugal continental sob tons azuis escuros. A Guarda poderá registar um desvio de -7 ºC abaixo da norma climatológica, ao passo que Bragança e Lisboa atingirão -6 ºC, Vila Real e Évora -5 ºC, e Santarém, Castelo Branco, Portalegre e Beja se fixarão nos -4 ºC. </p><div class="texto-destacado"><p>Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</p></div><p><strong>Este arrefecimento noturno pronunciado fará com que as temperaturas mínimas se aproximem dos 0 ºC no interior Norte e Centro</strong>, descendo para valores negativos nas áreas mais elevadas da Serra da Estrela e em vales abrigados, favorecendo a formação de geada matinal. Durante o dia de quarta-feira, o frio sentir-se-á também ao meio-dia, com <strong>a Guarda a não ir além dos 9 ºC, Vila Real 11 ºC, Viseu 12 ºC</strong>, Porto 15 ºC e Lisboa 18 ºC. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-calor-invulgar-a-geada-a-viragem-termica-em-portugal-continental-ate-6-de-novembro-1793483634082.jpg" data-image="9my5tjtzkhac" alt="Temperatura ao meio-dia de quinta-feira, 5 de novembro, mostrando a consolidação do arrefecimento diurno em todo o país" title="Temperatura ao meio-dia de quinta-feira, 5 de novembro, mostrando a consolidação do arrefecimento diurno em todo o país"><figcaption>Temperatura ao meio-dia de quinta-feira, 5 de novembro, mostrando a consolidação do arrefecimento diurno em todo o país. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Entre quinta e sexta-feira, 6 de novembro, a sensação de tempo fresco e tipicamente outonal permanecerá instalada em todo o continente. <strong>As temperaturas diurnas às 12:00 estabilizarão entre os 12 ºC e os 15 ºC nas regiões do Norte e Centro</strong>, e entre os 17 ºC e os 19 ºC no Sul. As madrugadas continuarão frias e secas até sexta-feira, com anomalias negativas entre -4 ºC e -8 ºC abaixo da média histórica, mantendo o risco de geada matinal nos locais mais abrigados do interior antes de qualquer alteração de padrão no fim de semana. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/do-calor-invulgar-a-geada-a-viragem-termica-em-portugal-continental-ate-6-de-novembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Pedro Carneiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Super El Niño alcança recorde de 3,4 °C; entenda o que isto significa e o que esperar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-alcanca-3-4-c-de-anomalia-entenda-o-que-isso-significa-e-o-que-esperar.html</link><pubDate>Sun, 01 Nov 2026 06:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A anomalia semanal absoluta da temperatura da superfície do mar na região Niño 3.4 atingiu +3,4 °C, o maior valor da série histórica. Além de estabelecer um recorde, este valor já se aproxima do patamar que os modelos preveem para o pico trimestral do Super El Niño, sugerindo que o aquecimento deve continuar muito intenso até ao fim do ano.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-alcanca-3-4-c-de-anomalia-entenda-o-que-isso-significa-e-o-que-esperar-1793284541560.png" data-image="nv5tm5qxkbz0" alt="Anomalia de temperatura da superfície do mar entre 19 e 25 de outubro de 2026. A região indicada como Niño 3.4 refere-se à área de monitoramento do El Niño. Créditos: BoM." title="Anomalia de temperatura da superfície do mar entre 19 e 25 de outubro de 2026. A região indicada como Niño 3.4 refere-se à área de monitoramento do El Niño. Créditos: BoM."><figcaption>Anomalia de temperatura da superfície do mar entre 19 e 25 de outubro de 2026. A região indicada como Niño 3.4 refere-se à área de monitorização do El Niño. Créditos: BoM.</figcaption></figure><p>A <strong>anomalia semanal</strong> absoluta da <strong>temperatura</strong> da superfície do mar (TSM) no Pacífico equatorial alcançou impressionantes <strong>+3,4 °C</strong> na última semana na região de monitorização do El Niño, de acordo com os registos da NOAA, a Administração Atmosférica e Oceânica dos Estados Unidos. </p><div class="texto-destacado">Segundo análise exclusiva da Meteored Brasil, este valor nunca foi observado anteriormente. </div><p>As anomalias semanais relativas, pela sua vez, ainda não são recordes, mas já atingiram +2,5 °C no mesmo período. Estes números reforçam a<strong> intensidade excecional do aquecimento</strong>, mas é importante entender que essas duas medidas representam coisas diferentes e que os<strong> </strong>valores semanais não determinam, por si só, a classificação final do El Niño. <strong>Afinal, </strong><strong>qual é a real intensidade do El Niño</strong><strong> atualmente e o que estes valores semanais sugerem?</strong></p><h2>Anomalias absolutas <em>versus</em> anomalias relativas</h2><p>A anomalia absoluta indica o quanto a<strong> </strong>temperatura está acima da climatologia de referência. A anomalia relativa desconta o aquecimento de fundo dos oceanos tropicais, apresentando valores menores.</p><p>Os dois valores descrevem o aquecimento sob perspetivas diferentes: as <strong>anomalias absolutas</strong> representam o fenómeno <strong>El Niño</strong><strong> somado ao aquecimento global</strong>, enquanto as <strong>anomalias relativas</strong><strong> procuram isolar </strong>o sinal do fenómeno <strong>El Niño</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-alcanca-3-4-c-de-anomalia-entenda-o-que-isso-significa-e-o-que-esperar-1793284704329.png" data-image="5ty81rh0f8zi" alt="Série histórica de anomalias semanais absolutas de TSM, com base nos dados da NOAA, destacando os 2 maiores recordes. Créditos: Meteored." title="Série histórica de anomalias semanais absolutas de TSM, com base nos dados da NOAA, destacando os 2 maiores recordes. Créditos: Meteored."><figcaption>Série histórica de anomalias semanais absolutas de TSM, com base nos dados da NOAA, destacando os 2 maiores recordes. Créditos: Meteored.</figcaption></figure><p>Uma <strong>anomalia absoluta de 3,4 °C jamais foi observada anteriormente </strong>na série histórica da NOAA, iniciada em 1981. O maior valor de anomalia absoluta fora o evento de 2026/2027 é de 3 °C, na semana de 18 de novembro de 2015. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-alcanca-3-4-c-de-anomalia-entenda-o-que-isso-significa-e-o-que-esperar-1793285174533.png" data-image="k6a5qze1jpn0" alt="Série histórica de anomalias semanais relativas de TSM, com base nos dados da NOAA, destacando os 2 maiores recordes. Créditos: Meteored." title="Série histórica de anomalias semanais relativas de TSM, com base nos dados da NOAA, destacando os 2 maiores recordes. Créditos: Meteored."><figcaption>Série histórica de anomalias semanais relativas de TSM, com base nos dados da NOAA, destacando os 2 maiores recordes. Créditos: Meteored.</figcaption></figure><p>Já em termos de<strong> anomalia relativa</strong>, o valor de<strong> 2,5 °C</strong> é inferior ao <strong>recorde de 2,9 °C</strong> observado na semana de <strong>29 de dezembro de 1982</strong>. Mas vale a pena realçar que o recorde foi alcançado durante o pico do evento daquele ano, enquanto o evento em curso ainda não alcançou o seu pico. Além disso, uma<strong> anomalia de 2,5 °C nunca foi observada num mês de outubro anteriormente</strong>.</p><h2>Como será definida a intensidade final do Super El Niño?</h2><p>A <strong>i</strong><strong>ntensidade final do El Niño será definida pela média trimestral das anomalias</strong> de TSM no Pacífico equatorial, e não pelos maiores valores semanais isolados. Na<strong> metodologia </strong>oficial<strong> </strong><strong>atual</strong>, utiliza-se o<strong> RONI</strong>, baseado em anomalias relativas; anteriormente, a monitorização era feita pelo ONI, baseado em anomalias absolutas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-nova-previsao-confirma-pico-excepcional-de-3-5-c.html" title="Super El Niño: nova previsão confirma pico excecional de 3,5°C">Super El Niño: nova previsão confirma pico excecional de 3,5°C</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-nova-previsao-confirma-pico-excepcional-de-3-5-c.html" title="Super El Niño: nova previsão confirma pico excecional de 3,5°C"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-nova-previsao-confirma-pico-excepcional-de-3-5-c-1792441726865_320.png" alt="Super El Niño: nova previsão confirma pico excecional de 3,5°C"></a></article></aside><p>De acordo com os<strong> </strong>índices mais recentes, o trimestre de <strong>julho-agosto-setembro</strong> registou anomalia de<strong> +1,7 °C </strong>pelo <strong>RONI</strong>, caracterizando um <strong>El Niño forte </strong>(acima de +1,5 °C), e de <strong>+2,2 °C </strong>pelo <strong>ONI</strong>, na categoria<strong> muito forte</strong> (acima de +2,0 °C).</p><h2>O que as anomalias semanais sugerem?</h2><p>As <strong>anomalias semanais não determinam</strong> <strong>a intensidade final do El Niño</strong>, calculada a partir de médias trimestrais. No entanto, ajudam a acompanhar a evolução do fenómeno e, neste momento, <strong>mostram um sinal importante</strong>: o <strong>aquecimento</strong> do Pacífico equatorial <strong>já está a atingir valores próximos aos previstos </strong>pelos principais modelos para o pico do evento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-alcanca-3-4-c-de-anomalia-entenda-o-que-isso-significa-e-o-que-esperar-1793285194726.png" data-image="84t2irzfrys6" alt="A pluma de modelos do IRI mostra uma previsão de anomalia absoluta trimestral da ordem de 3,5°C entre outubro-novembro-dezembro e novembro-dezembro-janeiro. Créditos: Meteored/IRI." title="A pluma de modelos do IRI mostra uma previsão de anomalia absoluta trimestral da ordem de 3,5°C entre outubro-novembro-dezembro e novembro-dezembro-janeiro. Créditos: Meteored/IRI."><figcaption>A pluma de modelos do IRI mostra uma previsão de anomalia absoluta trimestral da ordem de 3,5 °C entre outubro-novembro-dezembro e novembro-dezembro-janeiro. Créditos: Meteored/IRI.</figcaption></figure><p>A <strong>pluma de modelos do IRI </strong>indica que a <strong>média trimestral</strong> das anomalias absolutas poderá aproximar-se de<strong> +3,5 °C</strong> nos períodos de outubro-novembro-dezembro e novembro-dezembro-janeiro. </p><p>Para que essa média seja alcançada, o aquecimento precisará de permanecer em níveis muito elevados ao longo dos próximos meses. <strong>Isto sugere que as anomalias semanais podem manter-se próximas dos valores atuais ou até aumentar</strong> um pouco mais até ao fim do ano, antes de o evento atingir o seu pico.</p><h2>O que esperar dos impactos em novembro?</h2><p>A expectativa de que o<strong> El Niño continue a intensificar-se até ao fim do ano</strong> aumenta o interesse sobre os seus <strong>impactos no Brasil</strong>. No entanto, a distribuição das chuvas e das temperaturas também depende da atuação de outros sistemas atmosféricos. </p><div class="texto-destacado">Para novembro, a previsão do modelo ECMWF indica contrastes importantes entre as regiões do país, com chuva acima da média no Sul e em áreas vizinhas, enquanto grande parte da metade norte do país deve registar volumes abaixo da média, um sinal conhecido do El Niño.</div><p>Os <strong>maiores desvios </strong>superam <strong>100 mm acima da média</strong> e estão previstos ocorrer entre uma área que abrange desde o <strong>centro-norte do Rio Grande do Sul e oeste de Santa Catarina e do Paraná</strong>. Já os maiores desvios negativos<strong> </strong>são da ordem de <strong>100 mm abaixo da média</strong> e estão previstos para o<strong> oeste da Amazónia</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-alcanca-3-4-c-de-anomalia-entenda-o-que-isso-significa-e-o-que-esperar-1793285213606.png" data-image="t6uvjshh5mak" alt="Previsão de anomalia de chuva (esquerda, em mm) e de temperatura (direita, °C) para novembro, de acordo com o ECMWF. Créditos: Meteored/ECMWF." title="Previsão de anomalia de chuva (esquerda, em mm) e de temperatura (direita, °C) para novembro, de acordo com o ECMWF. Créditos: Meteored/ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia de chuva (esquerda, em mm) e de temperatura (direita, °C) para novembro, de acordo com o ECMWF. Créditos: Meteored/ECMWF.</figcaption></figure><p>Em relação à <strong>temperatura</strong>, o modelo prevê valores <strong>acima da média em praticamente todo o Brasil</strong>, especialmente na área de menor precipitação, onde as anomalias podem superar<strong> +2 °C</strong>. Sobre o<strong> Rio Grande do Sul</strong>, a área a branco significa que há igual probabilidade entre as categorias abaixo, acima ou dentro da média, portanto, sem <strong>nenhum sinal predominante</strong>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-alcanca-3-4-c-de-anomalia-entenda-o-que-isso-significa-e-o-que-esperar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Meteoropatia de outono: como os dias mais curtos e os primeiros períodos de frio afetam o humor e a saúde do corpo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/meteoropatia-de-outono-como-os-dias-mais-curtos-e-os-primeiros-periodos-de-frio-afetam-o-humor-e-a-saude-do-corpo.html</link><pubDate>Sat, 31 Oct 2026 16:37:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A redução da luz solar e a descida das temperaturas têm efeitos reais no humor e no corpo. Quando o outono entra em pleno andamento, a meteoropatia afeta toda a gente, muitas vezes com efeitos insignificantes, outras vezes com perturbações mais acentuadas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteoropatia-d-autunno-come-giornate-piu-corte-e-primi-freddi-influiscono-sull-umore-e-sulla-salute-del-corpo-1791482074908.jpg" data-image="pz87u26lwo3q" alt="autunno meteoropatia" title="autunno meteoropatia"><figcaption>Os sintomas físicos e mentais associados à falta de luz podem tornar o outono uma estação difícil.</figcaption></figure><p>A meteoropatia não é uma lenda urbana nem uma excentricidade de alguém, mas sim uma resposta <strong>natural </strong>do corpo à sucessão das estações. As variações do tempo atmosférico e a redução das horas de luz provocam, de facto, sintomas frequentemente ligados à produção de <strong>hormonas</strong>.</p><p>A isto acrescenta-se um maior estilo de vida <strong>sedentário</strong> e o frio, que podem provocar sintomas físicos como dores nos ossos e nas articulações e, consequentemente, um ligeiro <strong>aumento de peso</strong>.</p><p>Todos estes sintomas são, no entanto,<strong> controláveis</strong> com os devidos cuidados, para que se possa desfrutar ao máximo de toda a beleza do outono.</p><h2>Os sintomas da meteoropatia</h2><p>Não deve ser confundida com o<strong> transtorno afetivo sazonal</strong>, que é uma forma de <strong>depressão</strong> associada a determinadas estações do ano, mas mais frequentemente ao inverno; a meteoropatia, que afeta milhões de pessoas no outono, apresenta alguns sintomas bem específicos.</p><div class="texto-destacado">A<strong> luz do dia</strong> tem efeitos bem conhecidos na química do cérebro. Os dias mais curtos provocam uma alteração na produção da <strong>melatonina</strong>, a hormona do sono, e da <strong>serotonina</strong>, a hormona que regula o humor.</div><p>Daí resulta uma <strong>sonolência</strong> que se prolonga ao longo do dia, com maior dificuldade em sair da cama de manhã e uma tendência para <strong>mudanças de humor</strong>.</p><p>A relação entre o <strong>cortisol</strong> e as horas de luz também é fundamental. De facto, esta hormona também é afetado pelo encurtamento dos dias e a sua produção no outono está associada à sensação de <strong>cansaço</strong>.</p><p><strong>Oscilações de temperatura </strong>e<strong> temperaturas inconstantes</strong> ativam o sistema de resposta ao stress, provocando <strong>dores de cabeça ou irritabilidade</strong>. Além disso, quando chegam os primeiros dias de frio, os <strong>músculos </strong>tendem a contrair-se, o que abranda a circulação periférica. Isto provoca <strong>rigidez</strong> nas articulações e nos próprios músculos.</p><h2>Como combater os efeitos negativos do outono</h2><p>Quando os sintomas da meteoropatia se fazem sentir, é possível intervir.</p><p>É claro que não existe uma receita única para todos, porque a "cura" depende de uma multiplicidade de fatores, tanto ambientais como pessoais. De qualquer forma, quando o tempo o permite, passar algum <strong>tempo ao ar livre</strong> ajuda a regular a produção de hormonas. Basta <strong>meia hora </strong>ao sol por dia para melhorar o humor e o ritmo sono/vigília.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteoropatia-d-autunno-come-giornate-piu-corte-e-primi-freddi-influiscono-sull-umore-e-sulla-salute-del-corpo-1791482217399.jpg" data-image="d7onnov02p01" alt="autunno luce" title="autunno luce"><figcaption>O sol de outono faz bem ao corpo e à mente.</figcaption></figure><p>De um ponto de vista estritamente <strong>psicológico</strong>, planear atividades agradáveis para fazer em casa quando a previsão meteorológica indica chuva ajuda a manter <strong>o bom humor </strong>e a gerir melhor a <strong>ansiedade</strong>, evitando também que nos tornemos apáticos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795923" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/castanhas-miscaros-e-medronho-roteiro-de-outono-leva-sabores-da-estacao-as-aldeias-de-montanha.html" title="Castanhas, míscaros e medronho: Roteiro de Outono leva sabores da estação às Aldeias de Montanha">Castanhas, míscaros e medronho: Roteiro de Outono leva sabores da estação às Aldeias de Montanha</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/castanhas-miscaros-e-medronho-roteiro-de-outono-leva-sabores-da-estacao-as-aldeias-de-montanha.html" title="Castanhas, míscaros e medronho: Roteiro de Outono leva sabores da estação às Aldeias de Montanha"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/castanhas-miscaros-e-medronho-roteiro-de-outono-leva-sabores-da-estacao-as-aldeias-de-montanha-1793363556373_320.jpg" alt="Castanhas, míscaros e medronho: Roteiro de Outono leva sabores da estação às Aldeias de Montanha"></a></article></aside><p>A <strong>alimentação</strong> no período do outono também é importante. Se, para algumas pessoas, a diminuição da serotonina se traduz numa perda de apetite, muitas outras têm a reação oposta. Com a chegada do outono, o corpo parece pedir mais <strong>açúcares</strong> e mais <strong>calorias</strong>, mas é importante não exagerar.</p><h2>Meteoropatia de outono e atividade física</h2><p>No que diz respeito ao aspeto físico, <strong>movimentar-se</strong> um pouco, mesmo em casa, ajuda a reduzir as pequenas dores que muitas vezes acompanham a chegada do outono. Ficar muito tempo parado, por exemplo, no escritório, no outono ajuda ainda menos do que no resto do ano. Por isso, deve-se tentar levantar-se e caminhar de vez em quando.</p><div class="texto-destacado">Algumas sessões de <strong>alongamentos</strong> durante a semana continuam, no entanto, a ser indispensáveis. Esta é a solução mais eficaz para manter a saúde muscular nos meses frios. </div><p>Uma vez que a descida das temperaturas faz com que os músculos se contraiam e que, precisamente entre setembro e outubro, muitas pessoas retomam a prática desportiva após a pausa de verão, também neste caso são necessárias algumas precauções. A retoma deve ser sempre<strong> gradual</strong> mas <strong>constante </strong>e cada sessão deve ser precedida por um <strong>aquecimento </strong>bem feito.</p><h2>Outono e as primeiras constipações</h2><p>O outono traz também<strong> as primeiras constipações</strong>, mas a culpa não é apenas do frio. Muitas vezes, a descida das temperaturas é responsável apenas de forma indireta.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteoropatia-d-autunno-come-giornate-piu-corte-e-primi-freddi-influiscono-sull-umore-e-sulla-salute-del-corpo-1791482149150.jpg" data-image="us7vua65wwjp" alt="Autunno raffreddore" title="Autunno raffreddore"><figcaption>Com o outono chegam as primeiras constipações, mas a culpa não é apenas das temperaturas mais baixas</figcaption></figure><p>Quando se liga o<strong> aquecimento</strong> em casa, nas escolas, nas lojas ou nos escritórios, o corpo fica exposto ao ar <strong>seco</strong> durante várias horas por dia. As<strong> mucosas</strong> das vias respiratórias acabam, assim, por secar, pelo que não conseguem desempenhar plenamente a sua função.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795761" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/outono-quente-e-seco-deixa-tras-os-montes-sem-os-cogumelos-mais-procurados-nesta-epoca.html" title="Outono quente e seco deixa Trás-os-Montes sem os cogumelos mais procurados nesta época">Outono quente e seco deixa Trás-os-Montes sem os cogumelos mais procurados nesta época</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/outono-quente-e-seco-deixa-tras-os-montes-sem-os-cogumelos-mais-procurados-nesta-epoca.html" title="Outono quente e seco deixa Trás-os-Montes sem os cogumelos mais procurados nesta época"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/outono-quente-e-seco-deixa-tras-os-montes-sem-os-cogumelos-mais-procurados-nesta-epoca-1793282726779_320.jpg" alt="Outono quente e seco deixa Trás-os-Montes sem os cogumelos mais procurados nesta época"></a></article></aside><p>De facto, as mucosas constituem o sistema natural de limpeza do aparelho respiratório: se estiverem demasiado secas, não conseguem reter os agentes patogénicos e os irritantes, que, por sua vez, provocam <strong>infeções, bronquites e inflamações</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/meteoropatia-de-outono-como-os-dias-mais-curtos-e-os-primeiros-periodos-de-frio-afetam-o-humor-e-a-saude-do-corpo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Morcegos: esta medida reduziria a mortalidade destes animais relacionada com as turbinas eólicas em 80%]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/morcegos-esta-medida-reduziria-a-mortalidade-destes-animais-relacionada-com-as-turbinas-eolicas-em.html</link><pubDate>Sat, 31 Oct 2026 15:17:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O impacto dos parques eólicos na fauna voadora é significativo. Um novo estudo francês demonstra que um método específico poderia reduzir consideravelmente as colisões dos morcegos com as pás em movimento.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/chauves-souris-cette-mesure-permettrait-de-reduire-de-80-leur-mortalite-liee-aux-eoliennes-nature-1793211852897.jpeg" data-image="j2yjsp15db4a" alt="Los murciélagos se encuentran entre los animales más vulnerables a este tipo de mortalidad accidental." title="Los murciélagos se encuentran entre los animales más vulnerables a este tipo de mortalidad accidental."><figcaption>Os morcegos estão entre os animais mais vulneráveis a este tipo de mortalidade acidental.</figcaption></figure><p>Cientistas do Museu de História Natural demonstraram que a paragem temporária das turbinas eólicas <strong>durante o período de maior atividade dos morcegos </strong>reduziria a sua mortalidade em mais de 80%, sem prejudicar a produtividade dos parques eólicos.</p><h2> As turbinas eólicas representam um perigo para os morcegos</h2><p>Como explica Jeanne Bourdier, editora científica do Museu Nacional de História Natural, <strong>"os parques eólicos têm um impacto significativo na fauna voadora</strong>, que, além de ver o seu habitat degradado por estas infraestruturas, <strong>por vezes colide diretamente com as pás giratórias"</strong>.</p><p>Os morcegos desempenham um <strong>papel vital nos ecossistemas</strong>, especialmente na regulação das populações de insetos, incluindo certas pragas agrícolas. Por conseguinte, é necessário, e até essencial, ter em conta<strong> a proteção do habitat e da biodiversidade </strong>ao desenvolver projetos de energias renováveis.</p><h3>Uma redução da mortalidade superior a 80% graças às restrições</h3><p>Graças aos <strong>dados de mais de 600 parques eólicos</strong>, os investigadores conseguiram medir os efeitos da redução da produção, ou seja, <strong>a paragem temporária das turbinas eólica</strong><strong>s</strong>, adaptada às condições de atividade dos morcegos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chauves-souris-cette-mesure-permettrait-de-reduire-de-80-leur-mortalite-liee-aux-eoliennes-nature-1793261058528.jpeg" data-image="86t67quwmee9" alt="La limitación de la velocidad de los aerogeneradores, basada en los períodos de actividad de los murciélagos, permite reducir su mortalidad en más del 80 %." title="La limitación de la velocidad de los aerogeneradores, basada en los períodos de actividad de los murciélagos, permite reducir su mortalidad en más del 80 %."><figcaption>A limitação da velocidade das turbinas eólicas, com base nos períodos de atividade dos morcegos, permite reduzir a sua mortalidade em mais de 80%.</figcaption></figure><p>Os resultados, publicados a 20 de outubro de 2026 na revista <em>Journal of Applied Ecology</em>, mostram que a restrição da população de morcegos em função dos seus períodos de atividade reduz <strong>a sua mortalidade em mais de 80%</strong>.</p><p>"Estes resultados dizem respeito tanto<strong> aos morcegos com ecolocalização de longo alcance</strong>, que voam mais em prados abertos ou por cima da copa das árvores, como aos morcegos <strong>com ecolocalização de alcance intermédio</strong>, que frequentam as orlas das florestas e a vegetação rasteira", explica Andréas Ravache, investigador do CESCO e coautor do estudo.</p><h2> Será que podemos proteger os morcegos sem prejudicar a produção de eletricidade? <br></h2><p>Embora a eficácia da adaptação da restrição à atividade dos morcegos pareça inegável, cabe questionar <strong>o impacto dessa mesma restrição na produção de energia</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chauves-souris-cette-mesure-permettrait-de-reduire-de-80-leur-mortalite-liee-aux-eoliennes-nature-1793261803738.jpeg" data-image="tyvo7bmfludz" alt="Aerogeneradores de noche." title="Aerogeneradores de noche."><figcaption>Turbinas eólicas à noite.</figcaption></figure><p><strong>“Os morcegos só estão ativos à noite e movimentam-se sobretudo quando há pouco vento”</strong>, responde Andréas Ravache. “Por isso, limitar a velocidade das turbinas eólicas nestas condições não só é muito eficaz para preservar a fauna voadora, como, em última análise, <strong>tem pouco impacto na produtividade</strong>, uma vez que estes períodos correspondem a uma baixa produção de energia.”</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762868" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-tornado-de-morcegos-emerge-de-uma-gruta-no-mexico-este-e-o-fenomeno-natural-que-fascina-o-mundo.html" title="Um “tornado de morcegos” emerge de uma gruta no México: este é o fenómeno natural que fascina o mundo">Um “tornado de morcegos” emerge de uma gruta no México: este é o fenómeno natural que fascina o mundo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-tornado-de-morcegos-emerge-de-uma-gruta-no-mexico-este-e-o-fenomeno-natural-que-fascina-o-mundo.html" title="Um “tornado de morcegos” emerge de uma gruta no México: este é o fenómeno natural que fascina o mundo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/video-impresionante-tornado-de-murcielagos-en-mexico-un-fenomeno-natural-que-fascina-al-mundo-1775565647040_320.jpg" alt="Um “tornado de morcegos” emerge de uma gruta no México: este é o fenómeno natural que fascina o mundo"></a></article></aside><p>Segundo um estudo posterior, "proteger 90% da atividade dos morcegos poderia equivaler a uma <strong>perda de produção anual entre 3,5% e 4,9%"</strong>. Além disso, as paragens das turbinas eólicas poderiam ser geridas com maior precisão <strong>através de algoritmos</strong> capazes de fornecer informações sobre o clima, a estação do ano e o habitat.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Jeanne%20Bourdier" data-year="20%2F10%2F2026" data-title="Comment%20r%C3%A9duire%20la%20mortalit%C3%A9%20des%20chauves-souris%20dans%20les%20parcs%20%C3%A9oliens%20%3F" data-url="https%3A%2F%2Fwww.mnhn.fr%2Ffr%2Factualites%2Fcomment-reduire-la-mortalite-des-chauves-souris-dans-les-parcs-eoliens">Jeanne Bourdier. (20/10/2026). <a href="https://www.mnhn.fr/fr/actualites/comment-reduire-la-mortalite-des-chauves-souris-dans-les-parcs-eoliens" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Comment réduire la mortalité des chauves-souris dans les parcs éoliens ?</a>.</cite></p></section><ul></ul><ul></ul>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/morcegos-esta-medida-reduziria-a-mortalidade-destes-animais-relacionada-com-as-turbinas-eolicas-em.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Wisdom, a albatroz que sobreviveu a gerações e continua a fazer história]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/wisdom-a-albatroz-que-sobreviveu-a-geracoes-e-continua-a-fazer-historia.html</link><pubDate>Sat, 31 Oct 2026 14:05:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Anilhada pela primeira vez em 1956, Wisdom é a ave selvagem mais velha do mundo e continua a desafiar os limites da longevidade, regressando ano após ano à mesma ilha do Pacífico. Venha descobrir mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/wisdom-a-albatroz-que-sobreviveu-a-geracoes-e-continua-a-fazer-historia-1793448210546.jpg" data-image="54qxi7c8mgbk" alt="Ave com 7 décadas de história" title="Ave com 7 décadas de história"><figcaption>Identificada e anilhada em 1956, Wisdom continua a regressar ao Atol de Midway, no Pacífico Norte.</figcaption></figure><p>Uma pequena anilha colocada na pata em 1956 permitiu acompanhar uma das histórias mais extraordinárias da vida selvagem. Wisdom, <strong>uma fêmea de albatroz-de-Laysan, tem cerca de 75 anos e continua a surpreender os investigadores</strong> com a sua longevidade e capacidade de reprodução.</p><div class="texto-destacado">De acordo com a revista online <em>Diário do Litoral</em>, no meio da imensidão do oceano Pacífico, esta ave <strong>continua a desafiar aquilo que a ciência conhece sobre a longevidade dos animais</strong>. Chama-se Wisdom, é uma fêmea de albatroz-de-Laysan (<em>Phoebastria immutabilis</em>) e é considerada a <strong>ave selvagem conhecida mais velha do mundo</strong>. Com aproximadamente 75 anos, continua a regressar ao Atol de Midway, no Havai, onde a sua história começou a ser acompanhada há quase sete décadas.</div><p>Tudo começou a 10 de dezembro de 1956, quando o ornitólogo norte-americano <strong>Chandler Robbins colocou uma pequena anilha metálica numa das patas da ave</strong>. Na altura, Wisdom já estava a incubar um ovo, o que permitiu aos investigadores concluir que teria, pelo menos, cinco anos, sendo que desde aí, a identificação <strong>tornou possível acompanhar a sua trajetória ao longo de várias gerações de cientistas</strong>.</p><p>A anilha original acabou por ser substituída ao longo dos anos, devido ao desgaste provocado pela exposição constante à água salgada. Em 2002, aconteceu um episódio particularmente invulgar, <strong>Chandler Robbins voltou a encontrar a mesma ave, 46 anos depois de a ter identificado pela primeira vez</strong>.</p><h2>Uma vida que ultrapassa todas as expectativas</h2><p>Os albatrozes-de-Laysan vivem, em média, cerca de 40 anos, mas Wisdom (sabedoria, traduzida para inglês) ultrapassou largamente essa referência. Ao longo da sua vida, <strong>estima-se que tenha percorrido milhões de quilómetros sobre o oceano e criado aproximadamente 30 crias </strong>que conseguiram chegar à fase de voo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/wisdom-a-albatroz-que-sobreviveu-a-geracoes-e-continua-a-fazer-historia-1793448358509.jpg" data-image="5qn3yqfwm10n" alt="Wisdom" title="Wisdom"><figcaption>Wisdom, a albatroz-de-Laysan considerada a ave selvagem mais velha do mundo, tem cerca de 75 anos. Fonte: Diário do Litoral</figcaption></figure><p>A sua <strong>capacidade reprodutiva é igualmente surpreendente</strong>, pois estas aves <strong>formam geralmente casais duradouros</strong> e regressam às mesmas colónias para nidificar. No entanto, Wisdom teve de encontrar um novo companheiro depois de o seu parceiro anterior, Akeakamai, ter deixado de ser observado pelos investigadores.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793722" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-arrozais-que-alimentam-o-pais-sao-tambem-um-dos-ultimos-refugios-para-as-aves-aquaticas.html" title="Os arrozais que alimentam o país são também um dos últimos refúgios para as aves aquáticas">Os arrozais que alimentam o país são também um dos últimos refúgios para as aves aquáticas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-arrozais-que-alimentam-o-pais-sao-tambem-um-dos-ultimos-refugios-para-as-aves-aquaticas.html" title="Os arrozais que alimentam o país são também um dos últimos refúgios para as aves aquáticas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-arrozais-que-alimentam-o-pais-sao-tambem-um-dos-ultimos-refugios-para-as-aves-aquaticas-1792155588964_320.jpg" alt="Os arrozais que alimentam o país são também um dos últimos refúgios para as aves aquáticas"></a></article></aside><p>Em novembro de 2024, voltou a pôr um ovo, desta vez com um novo parceiro, identificado pela anilha <em>EX25</em>. A cria nasceu no início de 2025, tornando este episódio particularmente notável, <strong>Wisdom conseguiu reproduzir-se numa idade em que muitos animais da sua espécie já não estariam vivos</strong>.</p><div class="texto-destacado">"<strong>Os albatrozes-de-Laysan passam grande parte da sua vida a voar em alto mar e, normalmente, vivem até aos 40 anos. Regressam à terra para se reproduzirem, em média de dois em dois anos, por volta de novembro." </strong>Segundo o Guiness World Record</div><p>Na temporada seguinte, regressou novamente ao Atol de Midway, embora não tenha sido registada uma nova postura. <strong>A sua presença continua, por isso, a ser acompanhada com especial interesse pelos investigadores e voluntários </strong>que monitorizam a colónia.</p><h2>A história de Wisdom é também um exemplo da importância do acompanhamento científico a longo prazo</h2><p>É através das anilhas que os investigadores conseguem <strong>identificar indivíduos, estudar os seus movimentos, compreender os seus hábitos reprodutivos</strong> e recolher informações sobre a longevidade das espécies.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/wisdom-a-albatroz-que-sobreviveu-a-geracoes-e-continua-a-fazer-historia-1793448432257.jpg" data-image="dycrb8t688p7" alt="Simbolo de longevidade" title="Simbolo de longevidade"><figcaption>Ao longo da vida, Wisdom terá criado cerca de 30 crias, tornando-se um caso extraordinário para a ciência.</figcaption></figure><p>O <strong>Atol de Midway</strong>, no Pacífico Norte, é <strong>um dos locais mais importantes do mundo para a reprodução dos albatrozes-de-Laysan</strong>, acolhendo centenas de milhares de ninhos. É neste território que Wisdom continua a regressar, depois de longos períodos passados em mar aberto.</p><p>A sua sobrevivência também recorda os desafios enfrentados pelas aves marinhas, desde a <strong>poluição por plásticos até à captura acidental em equipamentos de pesca e à perda de habitats</strong> provocada pelas alterações climáticas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Luna%20Almeida" data-year="2026" data-title="Ave%20selvagem%20mais%20velha%20do%20mundo%2C%20p%C3%A1ssaro%20anilhado%20em%201956%20retorna%20a%20ilha%20no%20Pac%C3%ADfico%20aos%2075%20anos%20com%20novo%20parceiro." data-url="https%3A%2F%2Fwww.diariodolitoral.com.br%2Fmundo%2Fave-selvagem-mais-velha-do-mundo-passaro-anilhado-em-1956-retorna-a-ilha%2F">Luna Almeida. (2026). <a href="https://www.diariodolitoral.com.br/mundo/ave-selvagem-mais-velha-do-mundo-passaro-anilhado-em-1956-retorna-a-ilha/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Ave selvagem mais velha do mundo, pássaro anilhado em 1956 retorna a ilha no Pacífico aos 75 anos com novo parceiro.</a>.</cite><br><cite data-author="Guiness%20World%20Record" data-year="2024" data-title="Oldest%20wild%20bird" data-url="https%3A%2F%2Fwww.guinnessworldrecords.com%2Fworld-records%2Foldest-wild-bird">Guiness World Record. (2024). <a href="https://www.guinnessworldrecords.com/world-records/oldest-wild-bird" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Oldest wild bird</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/wisdom-a-albatroz-que-sobreviveu-a-geracoes-e-continua-a-fazer-historia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tendência semanal do tempo em Portugal: até dia 7, o frio ganha terreno antes da chegada da chuva]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-semanal-do-tempo-em-portugal-ate-dia-7-o-frio-ganha-terreno-antes-da-chegada-da-chuva.html</link><pubDate>Sat, 31 Oct 2026 13:31:59 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O início de novembro será marcado por tardes ainda amenas, mas o cenário muda a partir de quarta-feira, com madrugadas bastante mais frias e possibilidade de geada. Dia 7, uma depressão atlântica poderá começar a anunciar o regresso da chuva.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbshorq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbshorq.jpg" id="xbshorq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Novembro começa com um cenário ainda pouco outonal em Portugal continental, marcado por tempo maioritariamente seco e tardes amenas. No entanto, a situação deverá mudar gradualmente ao longo da semana. Primeiro com uma descida acentuada das temperaturas durante as noites e madrugadas e, mais tarde, <strong>com sinais de uma alteração do padrão atmosférico que poderá abrir caminho ao regresso da chuva</strong>.</p><h2>Domingo ainda com máximas acima dos 20 ºC</h2><p>Este domingo, dia 1, será marcado por uma grande amplitude térmica, depois de uma madrugada fresca, as temperaturas deverão subir consideravelmente durante a tarde. A maioria das capitais de distrito poderá registar <strong>máximas superiores a 20 ºC</strong>, com exceção da Guarda, onde deverão ficar próximas dos 18 ºC. Leiria, Santarém, Lisboa, Évora e Beja poderão destacar-se, com valores entre <strong>24 e 26 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-semanal-do-tempo-em-portugal-ate-dia-7-o-frio-ganha-terreno-antes-da-chegada-da-chuva-1793452214783.jpg" data-image="av3du38lif90" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-997936">Novembro começa com uma tarde pouco outonal, grande parte das capitais de distrito poderá superar os 20 ºC, com máximas entre 24 e 26 ºC em vários locais do Centro e Sul.</figcaption></figure><p>Na segunda-feira, dia 2, as máximas começam a descer, sobretudo no Norte, embora o ambiente permaneça relativamente ameno durante a tarde e sem sinais relevantes de precipitação.</p><h2>Ar mais frio avança para sul: madrugadas mudam a partir de quarta-feira</h2><p>Entre terça e quarta-feira ocorre uma mudança mais evidente. Uma ondulação pronunciada da corrente de jato, em conjugação com um <strong>robusto anticiclone sobre as Ilhas Britânicas</strong>, deverá favorecer a advecção de uma massa de ar mais frio proveniente de latitudes setentrionais em direção à Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-semanal-do-tempo-em-portugal-ate-dia-7-o-frio-ganha-terreno-antes-da-chegada-da-chuva-1793452258918.jpg" data-image="bxsiz3cxuf5w" alt="Temperatura a 700 hPa" title="Temperatura a 700 hPa"><figcaption>Uma ondulação da corrente de jato e o bloqueio anticiclónico sobre as Ilhas Britânicas favorecem a progressão de ar mais frio de latitudes setentrionais em direção à Península Ibérica.</figcaption></figure><p>O arrefecimento será particularmente evidente durante as noites e madrugadas. Na madrugada de quarta-feira, dia 4, as temperaturas poderão aproximar-se dos <strong>0 ºC em algumas zonas do interior Norte e Centro</strong>, descendo para valores negativos nas áreas mais elevadas da Serra da Estrela e, pontualmente, noutros locais montanhosos ou vales abrigados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-semanal-do-tempo-em-portugal-ate-dia-7-o-frio-ganha-terreno-antes-da-chegada-da-chuva-1793452274840.jpg" data-image="1h2hz5q0vsrx" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O frio torna-se mais evidente na madrugada de quarta-feira: as temperaturas poderão aproximar-se dos 0 ºC no interior Norte e Centro e atingir valores negativos nas zonas mais elevadas, com possibilidade de geada.</figcaption></figure><p>Assim, poderá ocorrer <strong>formação de geada matinal</strong> em alguns destes locais. A partir de quarta-feira, a sensação será de tempo bastante mais fresco durante as manhãs e noites.</p><h2>Até 10 ºC abaixo da média durante as madrugadas</h2><p>O sinal frio poderá prolongar-se pelos dias <strong>4, 5, 6 e possivelmente 7</strong>, sobretudo durante as horas noturnas e matinais. Os mapas do ECMWF mostram anomalias negativas generalizadas nas temperaturas durante a madrugada, que poderão atingir pontualmente cerca de <strong>-10 ºC face à média climatológica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-semanal-do-tempo-em-portugal-ate-dia-7-o-frio-ganha-terreno-antes-da-chegada-da-chuva-1793452323431.jpg" data-image="4yjy9npuivld" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-108716">As manhãs tornam-se muito mais frias do que o normal. Na madrugada de quinta-feira, as temperaturas poderão ficar entre 4 e 8 ºC abaixo da média em grande parte do país, com desvios pontualmente próximos de -10 ºC.</figcaption></figure><p>Importa esclarecer que isto <strong>não significa temperaturas de -10 ºC</strong>. Uma anomalia de -10 ºC indica que, naquele local e naquela hora, a temperatura prevista poderá estar cerca de 10 ºC abaixo do valor climatológico correspondente. O contraste com o início da semana será, portanto, significativo.</p><h2>E a chuva? Dia 7 poderá começar a anunciar uma mudança</h2><p>Apesar do arrefecimento, a chuva deverá continuar relativamente afastada durante boa parte da semana. A partir de quinta-feira, dia 5, começa a observar-se maior instabilidade nas proximidades da Península Ibérica, mas <strong>os atuais mapas sinópticos não apresentam um sinal consistente de precipitação significativa em Portugal entre os dias 5 e 6</strong>.</p><p>É mais para o final do período que o cenário se torna interessante. Para sábado, <strong>dia 7 de novembro</strong>, o ECMWF projeta uma extensa e profunda depressão no Atlântico, a oeste da Península Ibérica. A sua aproximação poderá começar a alterar o estado do tempo, com <strong>aumento da nebulosidade, intensificação do vento e agravamento da agitação marítima</strong>, além da possibilidade de precipitação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-semanal-do-tempo-em-portugal-ate-dia-7-o-frio-ganha-terreno-antes-da-chegada-da-chuva-1793452410864.jpg" data-image="jb1j3j462hkj" alt="Situação sinótica" title="Situação sinótica"><figcaption>Uma extensa depressão atlântica deverá posicionar-se a oeste da Península Ibérica no final da semana. A sua aproximação poderá anunciar uma mudança do tempo, embora a trajetória e intensidade ainda apresentem incerteza.</figcaption></figure><p>Contudo, os atuais mapas apontam para que <strong>o período de precipitação mais significativo possa começar apenas a partir do dia 8 e durar até dia 10 de novembro</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796042" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-45-mm-a-partir-das-21-horas-a-chuva-ganhara-intensidade-no-arquipelago-da-madeira-eis-as-duas-zonas-mais-afetadas.html" title="Até 45 mm: a partir das 21 horas a chuva ganhará intensidade no arquipélago da Madeira; eis as duas zonas mais afetadas">Até 45 mm: a partir das 21 horas a chuva ganhará intensidade no arquipélago da Madeira; eis as duas zonas mais afetadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-45-mm-a-partir-das-21-horas-a-chuva-ganhara-intensidade-no-arquipelago-da-madeira-eis-as-duas-zonas-mais-afetadas.html" title="Até 45 mm: a partir das 21 horas a chuva ganhará intensidade no arquipélago da Madeira; eis as duas zonas mais afetadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-45-mm-a-partir-das-21-horas-a-chuva-ganhara-intensidade-no-arquipelago-da-madeira-eis-as-duas-zonas-mais-afetadas-1793450540052_320.png" alt="Até 45 mm: a partir das 21 horas a chuva ganhará intensidade no arquipélago da Madeira; eis as duas zonas mais afetadas"></a></article></aside><p>Tratando-se ainda de um horizonte de vários dias, a posição, trajetória e intensidade desta depressão poderão sofrer alterações importantes nas próximas atualizações. Até lá, novembro começa maioritariamente seco e ameno durante as tardes, mas com uma mudança clara a meio da semana: <strong>as manhãs e noites vão ficar bastante mais frias e, perto do dia 7, o Atlântico poderá finalmente começar a dar sinais de mudança</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-semanal-do-tempo-em-portugal-ate-dia-7-o-frio-ganha-terreno-antes-da-chegada-da-chuva.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Fotógrafo Sebastião Salgado plantou dois milhões de árvores numa propriedade devastada e a fauna regressa 28 anos depois]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/fotografo-sebastiao-salgado-plantou-dois-milhoes-de-arvores-numa-propriedade-devastada-e-a-fauna-regressa-28-anos-depois.html</link><pubDate>Sat, 31 Oct 2026 13:25:06 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Em 1998, Sebastião Salgado e a sua esposa deram início à recuperação de uma propriedade degradada no Brasil. O projeto permitiu restaurar milhares de hectares e recuperar habitats naturais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-fotografo-que-planto-2-millones-de-arboles-en-una-finca-devastada-28-anos-despues-la-fauna-y-flora-han-vuelto-1793165010970.jpg" data-image="mmi2ca0c8nwm" alt="Proyecto Terra" title="Proyecto Terra"><figcaption>Sebastião Salgado impulsionou o reflorestamento de uma propriedade familiar no Brasil, onde o regresso das árvores tem favorecido a recuperação da fauna e da flora. Imagem: Instituto Terra.</figcaption></figure><p>A desflorestação e a pecuária tinham deixado uma marca profunda numa propriedade familiar situada no sudeste do Brasil. Perante a deterioração do terreno, <strong>o fotógrafo Sebastião Salgado e a sua esposa, Lélia Deluiz Wanick Salgado</strong>, decidiram agir para recuperar a vegetação perdida e devolver ao ambiente parte da sua riqueza natural.</p><p><strong>A iniciativa teve início em 1998 e acabou por dar origem ao Instituto Terra</strong>, uma entidade dedicada à restauração ambiental. O trabalho realizado desde então demonstra que recuperar um espaço degradado requer anos de intervenções, recursos económicos e uma seleção adequada das espécies vegetais. A experiência também serviu para alargar as tarefas de conservação para além da propriedade original.</p><h2>Sebastião Salgado e o Instituto Terra: como começou a reflorestação</h2><p>A propriedade reflorestada situa-se em Aimorés, no estado brasileiro de Minas Gerais. Antes do início dos trabalhos, décadas de exploração pecuária e abate de árvores tinham reduzido a cobertura vegetal e prejudicado as condições do solo. A intervenção de Salgado e da sua esposa<strong> visava recuperar a Mata Atlântica, um ecossistema que tinha perdido terreno naquela zona</strong>.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/RY2dIEba30o/sddefault.jpg" alt="youtube video id=RY2dIEba30o" id="RY2dIEba30o"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>O casal lançou um programa de recuperação que exigia conhecer as características do terreno e as necessidades de cada espécie. A produção de mudas, a escolha de árvores autóctones e a sua distribuição nas áreas danificadas fizeram parte dos trabalhos. O objetivo era <strong>favorecer a recuperação do ambiente e criar as condições adequadas para o regresso de outras espécies</strong>.</p><p>Os primeiros resultados obrigaram a rever alguns procedimentos. <strong>A sobrevivência das plantas colocou dificuldades e a equipa teve de adaptar as técnicas de plantação</strong> às condições da propriedade. De acordo com os dados publicados pelo Instituto Terra, a organização já conseguiu restaurar mais de 2 300 hectares de floresta atlântica e plantar mais de 3,5 milhões de árvores.</p><h2>A recuperação da floresta brasileira devolve espaço à fauna</h2><p>O regresso da vegetação permitiu recuperar funções naturais que o terreno tinha perdido. <strong>As raízes contribuíram para fixar o solo e reduzir a erosão, enquanto a cobertura vegetal ajudou a conservar a humidade</strong>. Além disso, as árvores também proporcionaram abrigo e alimento a diversas espécies, o que favoreceu a recuperação da biodiversidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-fotografo-que-planto-2-millones-de-arboles-en-una-finca-devastada-28-anos-despues-la-fauna-y-flora-han-vuelto-1793165396923.jpg" data-image="1oaihqwwcphs" alt="Recuperación del bosque atlántico en Brasil" title="Recuperación del bosque atlántico en Brasil"><figcaption>O Instituto Terra já restaurou mais de 2 300 hectares de mata atlântica e trabalha na conservação da água, da biodiversidade e dos solos degradados. Imagem: Instituto Terra.</figcaption></figure><p><strong>Outro dos trabalhos de recuperação centrou-se nos recursos hídricos</strong>. A regeneração da floresta contribuiu para proteger as nascentes e melhorar as condições das áreas próximas dos cursos de água. A recuperação destes elementos revelou-se determinante para restabelecer as relações entre o solo, a vegetação e a fauna autóctone.</p><p>Os trabalhos, no entanto, não estiveram isentos de obstáculos. O casal teve de enfrentar diversos problemas durante os primeiros anos, tanto no que diz respeito à sobrevivência das plantas como ao financiamento necessário para manter o projeto. A produção de espécimes, os seus cuidados e a ampliação das áreas intervencionadas<strong> exigiram recursos contínuos para sustentar a restauração</strong>.</p><h2>O Instituto Terra alarga a recuperação ambiental para além da propriedade</h2><p>A iniciativa lançada por Sebastião Salgado e Lélia Deluiz Wanick Salgado deu origem a uma atividade que já ultrapassa os limites da sua própria propriedade. Atualmente, <strong>o Instituto Terra desenvolve iniciativas de recuperação de terrenos degradados na bacia do rio Doce</strong>, além de programas educativos e ações de formação profissional relacionadas com o ambiente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-fotografo-que-planto-2-millones-de-arboles-en-una-finca-devastada-28-anos-despues-la-fauna-y-flora-han-vuelto-1793165518602.jpg" data-image="6md939m2ywfw" alt="Recuperación de flora y fauna en Brasil" title="Recuperación de flora y fauna en Brasil"><figcaption>A recuperação da floresta atlântica favoreceu o regresso da fauna autóctone a uma propriedade brasileira devastada por décadas de desflorestação e pecuária. Imagem: Instituto Terra.</figcaption></figure><p>Uma parte deste trabalho destina-se aos produtores rurais, com o objetivo de <strong>promover práticas agrícolas compatíveis com a conservação dos recursos naturais</strong>. A organização pretende que a restauração florestal possa ser aplicada noutras explorações e áreas que também tenham sofrido a perda de vegetação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795930" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-projeto-de-jason-momoa-para-proteger-o-ambiente-um-sistema-inovador-para-eliminar-as-garrafas-de-plastico.html" title="O projeto de Jason Momoa para proteger o ambiente: um sistema inovador para eliminar as garrafas de plástico">O projeto de Jason Momoa para proteger o ambiente: um sistema inovador para eliminar as garrafas de plástico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-projeto-de-jason-momoa-para-proteger-o-ambiente-um-sistema-inovador-para-eliminar-as-garrafas-de-plastico.html" title="O projeto de Jason Momoa para proteger o ambiente: um sistema inovador para eliminar as garrafas de plástico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/il-nuovo-progetto-di-jason-momoa-per-proteggere-l-ambiente-un-sistema-innovativo-per-eliminare-le-bottiglie-di-plastica-1793112428007_320.jpg" alt="O projeto de Jason Momoa para proteger o ambiente: um sistema inovador para eliminar as garrafas de plástico"></a></article></aside><p>Entre as suas áreas de atuação contam-se <strong>a recuperação de nascentes, a proteção das florestas ribeirinhas e a promoção de métodos de cultivo sustentáveis</strong>. O projeto, criado em 1998, passou da recuperação de uma exploração agrícola familiar para a promoção de iniciativas que associam a conservação da floresta à proteção da água, do solo e da biodiversidade.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/fotografo-sebastiao-salgado-plantou-dois-milhoes-de-arvores-numa-propriedade-devastada-e-a-fauna-regressa-28-anos-depois.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 45 mm: a partir das 21 horas a chuva ganhará intensidade no arquipélago da Madeira; eis as duas zonas mais afetadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-45-mm-a-partir-das-21-horas-a-chuva-ganhara-intensidade-no-arquipelago-da-madeira-eis-as-duas-zonas-mais-afetadas.html</link><pubDate>Sat, 31 Oct 2026 12:45:08 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Aviso amarelo de precipitação no arquipélago da Madeira na transição de outubro para novembro. A partir das 21:00 deste sábado de Halloween, os aguaceiros ganharão intensidade e frequência, sendo potencialmente acompanhados de trovoadas ocasionais.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbshfv2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbshfv2.jpg" id="xbshfv2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Na origem do agravamento do estado do tempo previsto para o arquipélago da Madeira, sobretudo a partir das <strong>21:00 deste</strong> <strong>sábado, 31 de outubro</strong>, está uma <strong>depressão fria isolada</strong> situada atualmente a oeste deste território insular.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>A situação meteorológica adversa prevista já levou o IPMA a ativar o <strong>aviso amarelo de precipitação</strong>. Estará em vigor durante 12 horas, desde as <strong>21:00 de hoje até às 09:00 da manhã de domingo, 1 de novembro</strong> e Dia de Todos os Santos.</p><h2>Céu muito encoberto esta tarde; a partir da noite haverá risco de aguaceiros fortes e trovoadas ocasionais</h2><p>Com a progressiva aproximação da depressão ao arquipélago da Madeira, os períodos de céu muito nublado sobre este território insular darão lugar a um panorama generalizado de <strong>céu muito nublado, especialmente a partir do meio da tarde deste sábado de Halloween</strong>.</p><p>Os mapas de referência da Meteored mostram como os <strong>aguaceiros, por vezes fortes </strong>e ocasionalmente acompanhados de<strong> trovoada</strong>, terão tendência a concentrar-se geograficamente na <strong>Costa Sul </strong>e nas<strong> Regiões Montanhosas</strong> da Ilha da Madeira, realçando-se localidades como <strong>Ponta do Sol, Curral das Freiras e Funchal</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-45-mm-a-partir-das-21-horas-a-chuva-ganhara-intensidade-no-arquipelago-da-madeira-eis-as-duas-zonas-mais-afetadas-1793449458371.jpg" data-image="m1psi560gnx8"><figcaption>Bandas de nebulosidade e precipitação geradas pelo sistema depressionário na Madeira à 01:00 da manhã de domingo, 1 de novembro.</figcaption></figure><p><strong>O vento Sul/Sueste acompanhará o agravamento da instabilidade atmosférica</strong> gerada pela aproximação e passagem da depressão, passando a soprar moderado a forte e condicionando particularmente as áreas centrais e montanhosas da Ilha da Madeira, mais expostas a este elemento climático.</p><p><strong>Para a madrugada e início da manhã de domingo, 1 de novembro e feriado de Todos os Santos a situação meteorológica adversa pouco mudará</strong>. Espera-se que os aguaceiros continuem a cair com pujança entre a meia-noite e até ao final da manhã do dia 1 de novembro, sendo por vezes intensos e potencialmente acompanhados de trovoada.</p><h2>Até às 16:00 de domingo, 1 de novembro, os mapas preveem até 45 mm de chuva acumulada</h2><p>Prevê-se que a fase mais instável deste episódio de aguaceiros e trovoadas ocorra entre as 21:00 de sábado (31) e as 09:00 de domingo (1). Os nossos mapas, baseados no modelo que inspira a nossa maior confiança - ECMWF -, continuam a assinalar <strong>a Costa Sul e as Regiões Montanhosas como as zonas da ilha da Madeira onde a probabilidade de precipitação é mais elevada, e onde os acumulados de chuva serão superiores </strong>face ao restante território da Madeira.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-45-mm-a-partir-das-21-horas-a-chuva-ganhara-intensidade-no-arquipelago-da-madeira-eis-as-duas-zonas-mais-afetadas-1793449322479.jpg" data-image="f8ho9jr3267e"><figcaption>Probabilidade de precipitação é elevada em todo o arquipélago na madrugada de domingo (1). Fica ainda evidente que essa probabilidade é superior na vertente sul e terras altas da Madeira.</figcaption></figure><p><strong>A Costa Norte e as extremidades ocidental e oriental da Madeira, bem como a ilha de Porto Santo, serão significativamente menos afetadas</strong> pela precipitação de carácter convectivo desencadeada pela passagem desta depressão fria isolada. Isto dever-se-á, entre vários fatores geográficos e meteorológicos, à posição e trajetória prevista deste sistema depressionário, pela direção e intensidade do fluxo atmosférico e pela interação entre a depressão e o relevo madeirense.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-45-mm-a-partir-das-21-horas-a-chuva-ganhara-intensidade-no-arquipelago-da-madeira-eis-as-duas-zonas-mais-afetadas-1793448734634.jpg" data-image="ymrckloe5iv3"><figcaption>Neste mapa de chuva acumulada das 16:00 de domingo, 1 de novembro, vê-se como os modelos preveem uma distribuição muito irregular da precipitação. A localidade de Porto Moniz, situada na vertente setentrional da ilha, deverá registar acumulados em torno dos 15 mm, contrastando fortemente com a capital madeirense, o Funchal, onde se poderiam somar cerca de 45 mm, um valor três vezes superior para o mesmo período de tempo.</figcaption></figure><p>Efetivamente, o maciço montanhoso central da ilha da Madeira, possuidor de uma <strong>elevada altitude e acentuada orografia, será favorável à intensificação da precipitação nas partes centrais e meridionais da ilha</strong>, contribuindo para uma distribuição muito desigual da precipitação acumulada na Madeira.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795924" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-a-longo-prazo-em-portugal-o-modelo-ecwmf-preve-uma-mudanca-de-padrao-a-partir-de-8-de-novembro.html" title="Previsão a longo prazo em Portugal: o modelo ECMWF prevê uma mudança de padrão a partir de 8 de novembro">Previsão a longo prazo em Portugal: o modelo ECMWF prevê uma mudança de padrão a partir de 8 de novembro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-a-longo-prazo-em-portugal-o-modelo-ecwmf-preve-uma-mudanca-de-padrao-a-partir-de-8-de-novembro.html" title="Previsão a longo prazo em Portugal: o modelo ECMWF prevê uma mudança de padrão a partir de 8 de novembro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-longo-prazo-em-portugal-o-modelo-ecwmf-preve-uma-mudanca-de-padrao-a-partir-de-8-de-novembro-1793365765371_320.jpg" alt="Previsão a longo prazo em Portugal: o modelo ECMWF prevê uma mudança de padrão a partir de 8 de novembro"></a></article></aside><p><strong>Entre o final da manhã e o início da tarde de</strong><strong> domingo (1) o sistema depressionário tenderá a afastar-se da geografia madeirense</strong>, os aguaceiros diminuirão de frequência e intensidade e o céu muito nublado dará lugar a abertas e a uma estabilização atmosférica generalizada.</p><p>Quanto ao vento, espera-se que continue a soprar pontualmente forte do quadrante Sul até ao final da manhã, particularmente nas terras altas, perdendo posteriormente intensidade, o que coincide, naturalmente, com o afastamento do sistema depressionário da ilha da Madeira.</p><p><em><strong>* Nota complementar</strong>: 45 minutos após a publicação deste artigo, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (<strong>IPMA</strong>), organismo público responsável pela emissão oficial de avisos meteorológicos, atualizou os avisos de <strong>precipitação</strong> para o arquipélago da <strong>Madeira</strong>, elevando para<strong> laranja o aviso na Costa Sul e Regiões Montanhosas</strong> entre as <strong>00:00 e as 09:00 de domingo, 1 de novembro</strong>. O aviso amarelo estendeu-se agora <strong>a toda a ilha da Madeira</strong> entre as 21:00 de sábado (31) e as 12:00 de domingo (1). A ilha de <strong>Porto Santo</strong> também está agora abrangida pelo aviso amarelo de precipitação entre as 06:00 e as 15:00 de domingo, 1 de novembro.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-45-mm-a-partir-das-21-horas-a-chuva-ganhara-intensidade-no-arquipelago-da-madeira-eis-as-duas-zonas-mais-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pinóquio, carrosséis e magia. Esta vila portuguesa já tem planos para o Natal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/pinoquio-carrosseis-e-magia-esta-vila-portuguesa-ja-tem-planos-para-o-natal.html</link><pubDate>Sat, 31 Oct 2026 07:19:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A festa começa já em novembro e traz um mundo de histórias para descobrir em família. “Cada canto esconde uma nova surpresa.”</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/pinoquio-carrosseis-e-magia-esta-vila-portuguesa-ja-tem-planos-para-o-natal-1793219635144.jpg" data-image="q5iw3qvbt0ll" alt="Óbidos Vila Natal" title="Óbidos Vila Natal"><figcaption>Óbidos Vila Natal regressa em novembro com Pinóquio, marionetas e muita diversão. Foto: Óbidos Vila Natal</figcaption></figure><p>Óbidos vai voltar a transformar-se num cenário natalício e tudo está mais perto do que imagina. É já a partir de <strong>dia 27 de novembro</strong>. </p><div class="texto-destacado">O Óbidos Vila Natal regressa à vila medieval do distrito de Leiria com uma edição dedicada a Pinóquio e ao mundo das marionetas. </div><p>A iniciativa decorre até 3 de janeiro de 2027 e promete juntar histórias, espetáculos e diversões para quem não dispensa um programa especial nesta altura do ano.</p><p>O tema escolhido para esta edição é <strong>‘Pinocchio e o Mundo das Marionetas’</strong>. E o que é que isto significa? Que se convidam os visitantes a entrar num universo inspirado numa das personagens mais conhecidas da literatura infantil. Entre espaços temáticos, atividades e cenários decorados para a ocasião, há várias propostas para descobrir em família.</p><p>“Este ano, o encanto do Natal traz Pinocchio até Óbidos. Uma figura esculpida em madeira, mas alimentada por um coração repleto de sonhos, que traz consigo um universo vibrante de marionetas, figuras fantásticas e aventuras inesquecíveis”, anuncia a organização.</p><p><strong>“Aqui, as histórias saem dos livros, as marionetas ganham movimento e cada canto esconde uma nova surpresa</strong>. Entre espetáculos, brincadeiras e momentos para partilhar em família, há um Natal inteiro para descobrir.”</p><h2>Pinóquio, marionetas e encontros com o Pai Natal</h2><p>O programa inclui <strong>espaços inspirados nas personagens e nos lugares </strong>associados à história de Pinóquio, como o Bairro do Geppetto, o Reino da Fada, a Oficina do Mestre e a Toca da Raposa Manca e do Gato Cego. O Teatro das Marionetas e a Mostra de Bonecos de Santo Aleixo acrescentam uma componente ligada à tradição desta forma de teatro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pinoquio-carrosseis-e-magia-esta-vila-portuguesa-ja-tem-planos-para-o-natal-1793220497017.jpg" data-image="sr7igop7jmnm" alt="Óbidos Vila Natal" title="Óbidos Vila Natal"><figcaption>A animação é garantida. Foto: Óbidos Vila Natal</figcaption></figure><p>Como manda a época, também não falta a oportunidade de visitar a Casa do Pai Natal. Os mais novos podem ainda passar pelo Posto de Correios, onde podem preparar e enviar os pedidos de presentes. Afinal, por esta altura, há listas que não convém deixar para a última hora.</p><p>Para quem prefere atividades mais movimentadas, <strong>o recinto conta com várias atrações</strong>, incluindo o Mar Gelado, com o Mergulho do Pinóquio, uma Mini Roda Gigante, o Carrossel Parisiense e uma Terra das Diversões. Estão também previstas atividades de pinturas faciais e um<em> Atelier</em> das Marionetas, entre outras propostas de animação.</p><h2>Datas, horários e preços do Óbidos Vila Natal</h2><p>O evento decorre na Cerca do Castelo de Óbidos, entre<strong> 27 de novembro de 2026 e 3 de janeiro de 2027</strong>. </p><div class="texto-destacado">Os horários variam consoante o dia da semana e a fase da época natalícia.</div><p>De segunda a quinta-feira, entre 30 de novembro e 17 de dezembro, o recinto funciona das 10:00 às 18:00 horas. Entre 21 e 30 de dezembro, o horário prolonga-se até às 20:00 horas. Às sextas-feiras, aos sábados, aos domingos e nos feriados, as portas estão abertas das 10:00 às 21:00 horas.</p><p>Nos dias 24 e 31 de dezembro, as visitas podem ser feitas entre as 10:00 e as 17:00 horas. <strong>O evento encerra a 25 de dezembro e a 1 de janeiro</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="688422" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nao-gosta-do-natal-conheca-os-destinos-onde-nao-ha-musicas-luzes-nem-pinheiros.html" title="Não gosta do Natal? Conheça os destinos onde não há músicas, luzes, nem pinheiros">Não gosta do Natal? Conheça os destinos onde não há músicas, luzes, nem pinheiros</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nao-gosta-do-natal-conheca-os-destinos-onde-nao-ha-musicas-luzes-nem-pinheiros.html" title="Não gosta do Natal? Conheça os destinos onde não há músicas, luzes, nem pinheiros"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nao-gosta-do-natal-conheca-os-destinos-onde-nao-ha-musicas-luzes-nem-pinheiros-1734645180248_320.jpg" alt="Não gosta do Natal? Conheça os destinos onde não há músicas, luzes, nem pinheiros"></a></article></aside><p>Os preços anunciados para esta edição <strong>começam nos 8€ </strong>para crianças dos três aos 11 anos. O bilhete geral custa 12€, enquanto estudantes dos 12 aos 25 anos e visitantes com mais de 65 anos pagam 11€, mediante as condições aplicáveis. Existe também um bilhete família a partir de 36€, para dois adultos e duas crianças. A entrada é gratuita para crianças até aos dois anos.</p><p>É importante ter em conta que<strong> algumas diversões podem exigir um pagamento adicional ao bilhete de entrada</strong>. Antes de organizar a visita, vale a pena consultar as condições de acesso, os preços e a disponibilidade das atividades no <em>site</em> oficial do evento.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="%C3%93bidos%20Vila%20Natal" data-year="2026" data-title="Pinocchio%20e%20o%20mundo%20das%20Marionetas!" data-url="https%3A%2F%2Fobidosvilanatal.pt%2F">Óbidos Vila Natal. (2026). <a href="https://obidosvilanatal.pt/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Pinocchio e o mundo das Marionetas!</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/pinoquio-carrosseis-e-magia-esta-vila-portuguesa-ja-tem-planos-para-o-natal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[É possível viajar no tempo? Neil Tyson explica porque é que o futuro é uma possibilidade, mas o passado não]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/e-possivel-viajar-no-tempo-neil-tyson-explica-por-que-o-futuro-e-uma-possibilidade-mas-o-passado-nao.html</link><pubDate>Sat, 31 Oct 2026 06:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O astrofísico americano explica como a relatividade permite-nos vivenciar a passagem do tempo em ritmos diferentes, e porque é que viajar ao passado continua fora do nosso alcance.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/neil-degrasse-tyson-podemos-viajar-en-el-tiempo-hacia-el-futuro-pero-siempre-seras-prisionero-del-presente-1793008179971.jpg" data-image="eg1soula1xiy" alt="Neil deGrasse Tyson" title="Neil deGrasse Tyson"><figcaption>Neil deGrasse Tyson explica os limites físicos da viagem no tempo e porque é que avançar em direção ao futuro não significa ser possível regressar ao passado. Imagem: Foto da Força Aérea dos EUA, de autoria do aviador de primeira classe Jonathan Whitely.</figcaption></figure><p>A <strong>viagem no tempo</strong> tem aparecido em romances, filmes e séries de televisão há muitos anos, mas a física sempre ofereceu uma explicação que difere consideravelmente dessas histórias. O<strong> astrofísico Neil deGrasse Tyson</strong> abordou essa questão durante uma entrevista recente, na qual explicou que possibilidades a ciência considera e quais aquelas que ainda não contam com evidências experimentais que as sustentem.</p><p>A conversa também abriu espaço para outros temas relacionados com a divulgação científica. <strong>O investigador americano discutiu os limites da viagem no tempo</strong> e participou na elaboração de um <em>ranking </em>de várias figuras notáveis, reconhecidas pelo seu trabalho na ciência e na comunicação.</p><h2>Neil Tyson explica a viagem no tempo para o futuro</h2><p>Durante a sua participação no <strong>programa </strong>de entrevistas do <strong>YouTube </strong><em>Hot Ones Game Night</em>, transmitido a 14 de outubro e apresentado por Joe Santagato, Tyson respondeu a uma pergunta sobre se os seres humanos seriam, algum dia, capazes de viajar no tempo.</p><p>A sua reação inicial foi descartar a ideia, embora, mais tarde, ele tenha feito uma ressalva na sua resposta para diferenciar a viagem para o futuro do regresso a períodos anteriores.</p><p>“<strong>Podemos viajar no tempo rumo ao futuro, mas não ao passado</strong>”, explicou o astrofísico. Com essa afirmação, ele resumiu uma distinção fundamental para <strong>compreender o que a física permite e o que ainda pertence ao campo da ficção</strong>. </p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/feiF4mTzfsU/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=feiF4mTzfsU" id="feiF4mTzfsU"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Para ilustrar o seu <strong>ponto de vista</strong>, ele descreveu o caso de alguém que viaja pelo espaço a uma velocidade muito elevada. Se essa pessoa envelhecesse dez minutos durante a viagem, ao regressar à Terra, poderia descobrir que uma hora, um dia ou até mesmo um ano ter-se-ia passado para aqueles que permaneceram no planeta. A diferença dependeria da velocidade atingida.</p><p>Este fenómeno é conhecido como<strong> dilatação temporal</strong> e está relacionado com a <strong>Teoria da Relatividade de Albert Einstein</strong>. O tempo pode transcorrer em ritmos diferentes, dependendo do movimento do observador e das condições gravitacionais. Consequentemente, o viajante poderia regressar a uma Terra que estivesse muitos anos à frente daquela que ele tinha deixado para trás.</p><h2>Porque é que não podemos voltar ao passado, segundo Tyson</h2><p>A explicação de Tyson apresenta uma limitação fundamental: vivenciar um período de tempo mais curto do que outras pessoas não permite que alguém escolha uma data livremente ou regresse a um momento anterior. <strong>A relatividade descreve diferenças na quantidade de tempo que transcorre, mas não prova que seja possível viajar para trás na história</strong>.</p><p>O astrofísico resumiu essa ideia com uma reflexão sobre os limites da nossa experiência do tempo: “É uma forma de viagem no tempo, mas não há como viajar para o seu próprio futuro. Não. Tu és prisioneiro do presente na tua própria linha do tempo, numa transição constante entre o teu passado inacessível e o teu futuro desconhecido”.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/neil-degrasse-tyson-podemos-viajar-en-el-tiempo-hacia-el-futuro-pero-siempre-seras-prisionero-del-presente-1793007734109.jpeg" data-image="0t9si7xbnzh0"><figcaption>Viajar no tempo para o futuro é possível segundo a Teoria da Relatividade, que explica porque é que duas pessoas podem envelhecer em ritmos diferentes.</figcaption></figure><p>A afirmação refere-se à<strong> impossibilidade de controlarmos a nossa própria passagem pelo tempo</strong>, da forma como ocorre em muitos filmes. No exemplo apresentado por Tyson, o viajante chega a um futuro que está mais adiante para todos os outros, mas continua a avançar a partir do seu próprio presente. Não existe um método comprovado para que ele regresse ao seu ponto de partida.</p><p>Além disso, <strong>tornar realidade viagens espaciais a velocidades próximas à da luz apresenta desafios tecnológicos enormes</strong>. A existência da dilatação temporal não significa que, atualmente, possamos organizar viagens desse tipo ou que elas estejam ao alcance da tecnologia disponível.</p><h2>Stephen Hawking, Carl Sagan e Bill Nye: o <em>ranking </em>de Tyson</h2><p>Noutro momento da entrevista, Santagato pediu ao astrofísico que classificasse quatro personalidades ligadas à ciência de acordo com a inteligência delas: Stephen Hawking, Carl Sagan, Bill Nye e o próprio Neil deGrasse Tyson.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="640747" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/novas-provas-da-relatividade-geral-reveladas-atraves-da-sombra-do-buraco-negro-de-m-87-astronomia.html" title="Novas provas da Relatividade Geral reveladas através da sombra do buraco negro de M87*">Novas provas da Relatividade Geral reveladas através da sombra do buraco negro de M87*</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/novas-provas-da-relatividade-geral-reveladas-atraves-da-sombra-do-buraco-negro-de-m-87-astronomia.html" title="Novas provas da Relatividade Geral reveladas através da sombra do buraco negro de M87*"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/revelan-nuevas-pruebas-de-relatividad-general-usando-la-sombra-del-agujero-negro-de-m-astronomia-universo-1705763401467_320.png" alt="Novas provas da Relatividade Geral reveladas através da sombra do buraco negro de M87*"></a></article></aside><p>A pergunta levou o investigador a explicar as suas preferências, sem, contudo, estabelecer uma classificação baseada em critérios objetivos. <strong>Tyson colocou Hawking em primeiro lugar, apresentando-o como o nome incontestável</strong> — com a exceção de Albert Einstein.</p><p>Em seguida, ele escolheu Sagan, conhecido pelo seu trabalho de divulgação científica, e reconheceu que o colocaria à frente de si mesmo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/neil-degrasse-tyson-podemos-viajar-en-el-tiempo-hacia-el-futuro-pero-siempre-seras-prisionero-del-presente-1793008093597.jpg" data-image="qfxvozdjgbej"><figcaption>Neil deGrasse Tyson explica como a teoria da relatividade de Einstein permite-nos viajar para o futuro através da dilatação temporal, e porque é que regressar ao passado permanece fora do alcance da física conhecida. Imagem: Wikipedia / BDEngler.</figcaption></figure><p>“<strong>Sem dúvida, Stephen Hawking, lá no topo, certo? O campeão incontestável</strong>. <strong>Bem, depois de Einstein, é claro</strong>. Eu diria que Carl Sagan viria em seguida; ele era um sujeito inteligente. Sim, eu o colocaria à minha frente”, respondeu ele.</p><p>A definição das duas últimas posições foi diferente. Tyson explicou que é amigo de Bill Nye e considera que as capacidades intelectuais de ambos são semelhantes. Por esse motivo, ele evitou fazer distinções entre eles e dividiu o terceiro lugar com ele. O ranking, portanto, permaneceu como uma opinião pessoal expressa durante uma entrevista, e não como uma avaliação científica da inteligência dos quatro indivíduos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/e-possivel-viajar-no-tempo-neil-tyson-explica-por-que-o-futuro-e-uma-possibilidade-mas-o-passado-nao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mergulhe na leitura: por dentro da livraria subaquática onde pode ler na companhia dos peixes]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/mergulhe-na-leitura-por-dentro-da-livraria-subaquatica-onde-pode-ler-na-companhia-dos-peixes.html</link><pubDate>Fri, 30 Oct 2026 17:33:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Situada no Lago Xinglong, na cidade chinesa de Chengdu, esta livraria combina literatura, arte e natureza. A sua fachada de vidro estende-se um metro abaixo da superfície da água, proporcionando uma vista fascinante do mundo subaquático.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sumergirse-en-la-lectura-asi-es-la-libreria-subacuatica-en-la-que-se-puede-leer-junto-a-los-peces-1792268994676.jpg" data-image="kkk06z0ulovl" alt="Tourism" title="Tourism"><figcaption>Através das janelas inferiores, os visitantes podem observar a vegetação aquática e os peixes a nadar enquanto leem. Crédito: MUDA Architects e ArchDaily</figcaption></figure><p><strong>Como seria mergulhar na leitura de um livro enquanto os peixes nadam a apenas polegadas de distância da sua cadeira? </strong>No sudoeste da China, esta cena faz parte de uma verdadeira experiência arquitetónica.</p><p><strong>A livraria CITIC, no Lago Xinglong</strong>, possui uma parede de vidro que se estende abaixo da superfície da água, permitindo aos visitantes observar a vida aquática enquanto folheiam um livro e apreciam o ambiente natural circundante.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sumergirse-en-la-lectura-asi-es-la-libreria-subacuatica-en-la-que-se-puede-leer-junto-a-los-peces-1792269335048.jpg" data-image="prbuqow9zr7g" alt="Tourism" title="Tourism"><figcaption>Grandes painéis de vidro ligam o interior da livraria ao lago ao longo do dia. Crédito: MUDA Architects e ArchDaily</figcaption></figure><p>A verdadeira magia desta livraria reside não só na sua aparência, mas também na sua engenharia. A fachada virada para o lago estende-se quase um metro debaixo de água. <strong>A partir das mesas de leitura, os visitantes podem observar peixes, plantas flutuantes e rochas</strong>, enquanto a luz do sol, ao filtrar-se pela água, projeta reflexos cintilantes pelo teto.</p><h2>Uma página que caiu do céu</h2><p>O conceito criativo por trás do edifício teve início com uma metáfora poética:<strong> "um livro a cair do céu" na margem do lago</strong>. Os seus projetistas procuraram também prestar<strong> homenagem à arquitetura tradicional da província de Sichuan</strong>, reinterpretando os telhados inclinados das casas rurais através de um único telhado contínuo e ondulado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sumergirse-en-la-lectura-asi-es-la-libreria-subacuatica-en-la-que-se-puede-leer-junto-a-los-peces-1792269094216.jpg" data-image="awz1hgrbc2i4" alt="Tourism" title="Tourism"><figcaption>O telhado inclinado presta homenagem às casas tradicionais da região e assemelha-se a uma folha de papel a ondular ao vento. Crédito: MUDA Architects e ArchDaily</figcaption></figure><p><strong>Com uma área de 500 metros quadrados</strong>, a estrutura retangular atinge alturas diferentes em cada extremidade, chegando aos 16 metros no seu ponto mais alto, de forma a assemelhar-se a uma folha de papel curvada pelo vento.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="745650" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/onde-os-livros-cheiram-a-cafe-as-mais-belas-livrarias-com-cafetaria-do-mundo.html" title="Onde os livros cheiram a café: as mais belas livrarias com cafetaria do mundo">Onde os livros cheiram a café: as mais belas livrarias com cafetaria do mundo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/onde-os-livros-cheiram-a-cafe-as-mais-belas-livrarias-com-cafetaria-do-mundo.html" title="Onde os livros cheiram a café: as mais belas livrarias com cafetaria do mundo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/onde-os-livros-cheiram-a-cafe-as-mais-belas-livrarias-com-cafetaria-do-mundo-1766592907644_320.png" alt="Onde os livros cheiram a café: as mais belas livrarias com cafetaria do mundo"></a></article></aside><p>Os materiais reforçam esta harmonia orgânica. O edifício combina estruturas de aço e revestimento interior de alumínio com acabamento semelhante à madeira, juntamente com painéis exteriores de titânio-zinco que desenvolvem uma pátina protetora.</p><h2>Exposições de arte, café e meditação</h2><p>O projeto teve início em 2018, quando a <strong>MUDA-Architects </strong>venceu um concurso internacional para projetar a livraria emblemática do lago. Após três anos de engenharia e construção complexas,<strong> abriu as suas portas em outubro de 2021</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sumergirse-en-la-lectura-asi-es-la-libreria-subacuatica-en-la-que-se-puede-leer-junto-a-los-peces-1792269163714.jpg" data-image="p5bv9roy3ujl" alt="Tourism" title="Tourism"><figcaption>A luz natural atravessa a água do lago, projetando reflexos em constante mudança no teto da área de leitura. Crédito: MUDA Architects e ArchDaily</figcaption></figure><p>Desde então, o edifício tem continuado a receber<strong> prémios internacionais de arquitetura</strong> e tornou-se uma <strong>atração viral</strong>, atraindo <strong>milhares de visitantes</strong> todos os dias que vêm tirar fotografias e desfrutar da <strong>experiência invulgar de ler imersos na paisagem circundante</strong>.</p><p>A livraria oferece vários outros espaços para explorar. Ao entrar, os visitantes deparam-se com uma <strong>galeria que apresenta exposições de arte rotativas </strong>antes de descerem para a sala de leitura principal. Lá, os leitores podem acomodar-se nos bancos de madeira em degraus ou encontrar um lugar junto às janelas com uma chávena de café.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sumergirse-en-la-lectura-asi-es-la-libreria-subacuatica-en-la-que-se-puede-leer-junto-a-los-peces-1792269250648.jpg" data-image="3hj8t0zi19de" alt="Tourism" title="Tourism"><figcaption>O vidro laminado de quatro camadas permite aos visitantes observar a vida aquática, ao mesmo tempo que resiste à pressão da água na secção submersa. Crédito: MUDA Architects e ArchDaily</figcaption></figure><p><strong>Para quem procura tranquilidade total</strong>, um corredor mais isolado apresenta aberturas estreitas ao nível dos olhos que emolduram pequenas secções da paisagem exterior. Para além do edifício, terraços de madeira estendem-se ao longo da margem do lago, oferecendo um local tranquilo para apreciar o pôr-do-sol.</p><h2>Um desafio de engenharia sob a superfície</h2><p>Para criar a impressionante vista subaquática, os arquitetos da MUDA-Architects tiveram de<strong> superar o desafio da enorme pressão exercida pela água sobre a estrutura</strong>.</p><p> A solução consistiu na <strong>instalação de painéis de vidro temperado e laminado de quatro camadas</strong>, concebidos para resistir à <strong>pressão da água</strong> e garantir a segurança dos visitantes. A equipa também aplicou vedantes estanques nas juntas e protegeu os perfis metálicos contra a corrosão. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sumergirse-en-la-lectura-asi-es-la-libreria-subacuatica-en-la-que-se-puede-leer-junto-a-los-peces-1792269602420.jpg" data-image="tntzm46in1ai" alt="Tourism" title="Tourism"><figcaption>A silhueta do edifício acompanha os contornos do terreno e parece flutuar na superfície do Lago Xinglong. Crédito: MUDA Architects e ArchDaily</figcaption></figure><p>O projeto teve igualmente em conta a subida do nível do lago durante a estação das chuvas.<strong> A fachada foi concebida para funcionar corretamente</strong> tanto quando os níveis de <strong>água estão baixos </strong>como quando o lago atinge o seu<strong> nível mais elevado</strong>.</p><p>A China pode estar do outro lado do oceano, e viajar até ao Lago Xinglong não é propriamente uma aventura do dia-a-dia. Felizmente, perder-se num bom livro não requer viajar meio mundo. É uma viagem que pode começar mesmo no conforto do seu próprio sofá.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/mergulhe-na-leitura-por-dentro-da-livraria-subaquatica-onde-pode-ler-na-companhia-dos-peixes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O projeto de Jason Momoa para proteger o ambiente: um sistema inovador para eliminar as garrafas de plástico]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-projeto-de-jason-momoa-para-proteger-o-ambiente-um-sistema-inovador-para-eliminar-as-garrafas-de-plastico.html</link><pubDate>Fri, 30 Oct 2026 16:17:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O conhecido ator Jason Momoa sempre lutou pela proteção do ambiente e, agora, lançou um projeto para reutilizar o plástico de forma mais eficaz do que a reciclagem comum.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-nuovo-progetto-di-jason-momoa-per-proteggere-l-ambiente-un-sistema-innovativo-per-eliminare-le-bottiglie-di-plastica-1793112428007.jpg" data-image="sk7a1xlrf31f" alt="Jason Momoa" title="Jason Momoa"><figcaption>Jason Momoa, ator também conhecido pelo seu empenho na defesa do ambiente - Gage Skidmore / Wikimedia Commons, licença CC BY-SA 2.0</figcaption></figure><p>Jason Momoa, ator e produtor norte-americano natural do Havai, <strong>sempre teve em conta as questões ambientais, com especial atenção à poluição</strong> causada pelo plástico e à defesa dos ecossistemas marinhos.</p><p>Em 2019, Momoa fundou a <strong>Mananalu, uma empresa dedicada a encontrar alternativas às garrafas de água de plástico</strong>. Agora, a empresa evoluiu ainda mais, disponibilizando novos sistemas para reduzir os resíduos plásticos, além de retirar as garrafas usadas do mar.</p><h2>Mananalu e a luta contra o plástico</h2><p>Mananalu é um termo havaiano que significa "espírito sagrado da vida" e <strong>a marca de Momoa nasceu em torno do princípio do mālama honua</strong>, que também provém da cultura havaiana e se centra no cuidado da Terra.</p><p>A missão da Mananalu é precisamente esta: <strong>ajudar o planeta a recuperar-se após décadas de exploração</strong> indiscriminada e poluição desenfreada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-nuovo-progetto-di-jason-momoa-per-proteggere-l-ambiente-un-sistema-innovativo-per-eliminare-le-bottiglie-di-plastica-1793113629738.jpg" data-image="yf4srwmhhpgy" alt="Momoa Hawaii" title="Momoa Hawaii"><figcaption>Uma praia no Havai ao pôr-do-sol.</figcaption></figure><p><strong>O primeiro passo, em 2019, foi criar garrafas de água de alumínio para substituir as de plástico</strong>. Além disso, por cada garrafa de alumínio comprada, uma parte do valor era destinada a financiar a recuperação das garrafas descartadas no mar. A iniciativa foi um sucesso, tendo conseguido retirar seis milhões de garrafas dos oceanos.</p><h2>Em que consiste o projeto de Jason Momoa?</h2><p>O próximo passo da Mananalu, que iniciou uma colaboração com a Boomerang Water em 2025, é <strong>explicar às pessoas para que comprem menos garrafas e reutilizem as que já têm</strong>, em vez de simplesmente substituir os materiais.</p><p>Para tal, foram concebidas máquinas que podem ser instaladas em estabelecimentos onde habitualmente se vende água engarrafada, como, por exemplo, hotéis. Estas máquinas funcionam como distribuidores de garrafas normais, mas <strong>as embalagens podem ser devolvidas para serem desinfetadas, reenchidas e redistribuídas</strong>.</p><div class="texto-destacado">As máquinas estão ligadas à rede de água local e podem realizar de forma autónoma e rápida todas as operações necessárias para recuperar os recipientes in situ.</div><p><strong>Cada máquina pode processar até 500 garrafas por hora, ou 4000 por dia</strong>. A utilização desta tecnologia também simplifica a compra, o transporte e o armazenamento de água para as instalações que acolhem as novas máquinas, uma vez que estas já não precisarão de comprar água engarrafada.</p><h2>Reutilização e reciclagem: qual é o sistema mais eficiente?</h2><p>No caso das garrafas de plástico, <strong>o sistema de reutilização é mais eficiente do que a reciclagem</strong>, porque não é necessário recolher, transportar nem processar as embalagens. Segundo a <strong>Manalalu, nem sequer é necessária uma nova embalagem ou rotulagem</strong>, o que representa uma redução de 95% nas emissões de carbono.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">If youre thirsty from doing stuff here on Earth, & also happen to be a fan of that very same planet, then youre gonna love #Mananalu. Because for every bottle of Mananalu you drink, well remove one gnarly, plastic bottle from ocean-going wasteevery single one of us wins https://t.co/n1bcY00ikW</p>— Mananalu (@MananaluWater) <a href="https://x.com/MananaluWater/status/1481296317574004740?ref_src=twsrc%5Etfw">January 12, 2022</a></blockquote></figure><p><strong>Este valor inclui também a poupança relacionada com a utilização da rede local de água</strong> e, sobretudo, com a compra de garrafas de água para os hotéis, que, no caso do Havai, é quase sempre feita a partir do continente.</p><p><strong>O arquipélago não possui grandes fábricas</strong>, pelo que comprar água engarrafada em grandes quantidades representa uma perda de tempo, dinheiro e energia.</p><h3>O Havai, um paraíso sob constante ameaça</h3><p><strong>O projeto de Momoa teve início na ilha de Oahu, onde, numa primeira fase, aderiram quatro hotéis</strong>. Agora, a esperança é alargar o sistema a escolas, escritórios, etc., e, posteriormente, levá-lo para fora do Havai.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-nuovo-progetto-di-jason-momoa-per-proteggere-l-ambiente-un-sistema-innovativo-per-eliminare-le-bottiglie-di-plastica-1793113575542.jpg" data-image="7fdzut9ei2yn"><figcaption>Seja debaixo de água ou debaixo da areia, o plástico constitui um perigo constante para os habitats costeiros.</figcaption></figure><p><strong>Abordar o problema das garrafas de plástico na sua origem, através da reutilização, é especialmente importante para estas belas ilhas</strong> do Pacífico, e não apenas devido ao envolvimento pessoal do fundador do projeto. O Havaí está constantemente ameaçado pelo plástico e, entre os estados costeiros da América do Norte, é o mais afetado pela poluição marinha.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="748269" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-sucesso-historico-a-ocean-cleanup-retirou-45-milhoes-de-quilos-de-lixo-dos-oceanos.html" title="Um sucesso histórico! A Ocean Cleanup retirou 45 milhões de quilos de lixo dos oceanos">Um sucesso histórico! A Ocean Cleanup retirou 45 milhões de quilos de lixo dos oceanos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-sucesso-historico-a-ocean-cleanup-retirou-45-milhoes-de-quilos-de-lixo-dos-oceanos.html" title="Um sucesso histórico! A Ocean Cleanup retirou 45 milhões de quilos de lixo dos oceanos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/logro-historico-the-ocean-cleanup-retira-45-millones-de-kilogramos-de-basura-de-los-oceanos-1767741854341_320.png" alt="Um sucesso histórico! A Ocean Cleanup retirou 45 milhões de quilos de lixo dos oceanos"></a></article></aside><p>A localização geográfica do Havaí coloca estas ilhas <strong>no centro das correntes oceânicas que transportam resíduos plásticos desde locais tão distantes como a Ásia até às suas costas</strong>. Estes resíduos põem em risco os ecossistemas marinhos e podem ficar enterrados na areia até um metro de profundidade.</p><p>Além disso, <strong>uma elevada percentagem dos resíduos plásticos que contaminam o Havai provém das atividades da população local</strong> e do elevado afluxo de turistas. As ilhas carecem de infraestruturas de reciclagem de resíduos e os aterros estão há muito tempo a transbordar.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="TOI%20Science%20Desk" data-year="2026" data-title="jason%20momoa%20launched%20a%20water%20brand%20to%20fight%20plastic%20pollution%20after%20reporting%20more%20than%206%20million%20plastic%20bottles%20removed%20his%20company%20introduced%20hotel%20machines%20that%20can%20refill%20up%20to%20500%20bottles%20an%20hour" data-url="https%3A%2F%2Ftimesofindia.indiatimes.com%2Fscience%2Fnature%2Fjason-momoa-launched-a-water-brand-to-fight-plastic-pollution-after-reporting-more-than-6-million-plastic-bottles-removed-his-company-introduced-hotel-machines-that-can-refill-up-to-500-bottles-an-hour%2Farticleshow%2F135119843.cms">TOI Science Desk. (2026). <a href="https://timesofindia.indiatimes.com/science/nature/jason-momoa-launched-a-water-brand-to-fight-plastic-pollution-after-reporting-more-than-6-million-plastic-bottles-removed-his-company-introduced-hotel-machines-that-can-refill-up-to-500-bottles-an-hour/articleshow/135119843.cms" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">jason momoa launched a water brand to fight plastic pollution after reporting more than 6 million plastic bottles removed his company introduced hotel machines that can refill up to 500 bottles an hour</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-projeto-de-jason-momoa-para-proteger-o-ambiente-um-sistema-inovador-para-eliminar-as-garrafas-de-plastico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Castanhas, míscaros e medronho: Roteiro de Outono leva sabores da estação às Aldeias de Montanha]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/castanhas-miscaros-e-medronho-roteiro-de-outono-leva-sabores-da-estacao-as-aldeias-de-montanha.html</link><pubDate>Fri, 30 Oct 2026 15:05:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Magustos, passeios micológicos e refeições comunitárias integram um programa que, até 29 de novembro, convida a descobrir as tradições sazonais da Serra da Estrela e da Gardunha.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/castanhas-miscaros-e-medronho-roteiro-de-outono-leva-sabores-da-estacao-as-aldeias-de-montanha-1793363556373.jpg" data-image="olkiza08wy1h" alt="Verdelhos, Covilhã, festas de outono" title="Verdelhos, Covilhã, festas de outono"><figcaption>Entre oficinas, gastronomia e caminhadas, Verdelhos, na Covilhã, assinala a chegada dos dias mais frios. Foto: aldeiasdemontanha.pt</figcaption></figure><p>Com as encostas a ganhar os tons dourados do outono e o aroma das castanhas assadas a regressar às praças e aos largos, as <strong>Aldeias de Montanha</strong> voltam a celebrar a estação através da gastronomia e das tradições locais. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Até 29 de novembro, o Roteiro de Outono reúne um conjunto de iniciativas nas serras da Estrela e da Gardunha, destacando os produtos mais típicos desta época, como a castanha, os míscaros, o medronho e a jeropiga.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O programa percorre várias localidades da rede das Aldeias de Montanha, combinando <strong>mercados de produtores</strong>, <strong>caminhadas interpretativas</strong>, <strong>festivais gastronómicos</strong> e momentos de <strong>convívio comunitário. </strong>Será uma excelente oportunidade para conhecer o património natural e cultural da região.</p><h2>Castanhas em destaque nas festas das aldeias</h2><p>A castanha tem um papel central em vários dos eventos agendados. Em <strong>Prados</strong>, no concelho de Celorico da Beira, a <strong>Festa da Castanha</strong> decorre nos dias 7 e 8 de novembro e presta homenagem a um dos produtos mais característicos da Serra da Estrela. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/castanhas-miscaros-e-medronho-roteiro-de-outono-leva-sabores-da-estacao-as-aldeias-de-montanha-1793363818088.jpg" data-image="9p46pdzh1jla" alt="Magusto de Famalicão da Serra" title="Magusto de Famalicão da Serra"><figcaption>Entre castanhas assadas e jeropiga, Famalicão da Serra mantém viva uma tradição serrana. Foto: aldeiasdemontanha.pt</figcaption></figure><p>O programa inclui mercado de produtores, magusto comunitário e carnes assadas em forno tradicional.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A iniciativa visa valorizar a produção local da variedade Longal, amplamente cultivada na região, e destacar a sua ligação a outros sabores outonais, como os cogumelos silvestres.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Também em <strong>Famalicão da Serra</strong>, no concelho da Guarda, a castanha partilha protagonismo com a jeropiga durante a <strong>Festa da Castanha e da Jeropiga</strong>, igualmente agendada para os dias 7 e 8 de novembro.</p><p>Mostras de produtos regionais, artesanato, concursos e animação musical fazem parte de uma celebração que destaca um património gastronómico intimamente ligado à vida da aldeia.</p><h2>Dos cogumelos aos sabores comunitários</h2><p>A programação valoriza igualmente outros recursos típicos da estação. Entre 18 e 22 de novembro, Alcaide, no concelho do Fundão, recebe o <strong>Míscaro, Festival do Cogumelo</strong>, dedicado aos apreciadores de micologia. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O evento inclui passeios pelos bosques, workshops, animação de rua e tasquinhas com propostas gastronómicas inspiradas em cogumelos silvestres.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>No <strong>Sabugueiro</strong>, em Seia, a tradicional <strong>Noite das Caçoilas</strong>, a 7 de novembro, convida habitantes e visitantes a se reunirem em torno do forno comunitário da aldeia. A iniciativa proporciona uma imersão numa tradição secular, associada à <strong>confeção lenta de pratos de carne</strong> em recipientes de barro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/castanhas-miscaros-e-medronho-roteiro-de-outono-leva-sabores-da-estacao-as-aldeias-de-montanha-1793364233279.jpg" data-image="9qnuzcyqn2gi" alt="Noite das Caçoilas, Sabugueiro, Seia" title="Noite das Caçoilas, Sabugueiro, Seia"><figcaption>Preparar as caçoilas na aldeia do Sabugueiro exige tempo, saber e práticas transmitidas de geração em geração. Foto: aldeiasdemontanha.pt</figcaption></figure><p>No mesmo fim de semana, Meruge, no concelho de Oliveira do Hospital, acolhe a <strong>Feira do Porco e do Enchido. </strong>Não vão faltar torresmos, enchidos e arroz de suã, algumas das especialidades mais apreciadas da gastronomia regional.</p><h2>Caminhadas, cultura e paisagens de outono</h2><p>Além da componente gastronómica, o roteiro inclui várias propostas para descobrir a paisagem serrana nesta época do ano.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="682249" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-e-o-verao-de-sao-martinho-eis-a-explicacao-da-meteorologia-para-este-famoso-evento-do-calendario.html" title="O que é o verão de São Martinho? Eis a explicação da meteorologia para este famoso evento do calendário">O que é o verão de São Martinho? Eis a explicação da meteorologia para este famoso evento do calendário</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-e-o-verao-de-sao-martinho-eis-a-explicacao-da-meteorologia-para-este-famoso-evento-do-calendario.html" title="O que é o verão de São Martinho? Eis a explicação da meteorologia para este famoso evento do calendário"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-e-o-verao-de-sao-martinho-eis-a-explicacao-da-meteorologia-para-este-famoso-evento-do-calendario-1731081920691_320.jpg" alt="O que é o verão de São Martinho? Eis a explicação da meteorologia para este famoso evento do calendário"></a></article></aside><p>Até 29 de novembro, Manteigas promove a iniciativa <strong>Outono nas Faias</strong>, com percursos pedestres guiados, atividades culturais e experiências ligadas aos produtos da estação. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em Folgosinho, no concelho de Gouveia, os Sabores da Montanha decorrem até 2 de novembro, com um mercado de produtores, castanha assada e caminhadas interpretativas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Nos dias 14 e 15 de novembro, <strong>Verdelhos</strong>, próximo da Covilhã, recebe mais uma edição dos <strong>Agasalhos no Frio</strong>, evento que alia natureza, artesanato, gastronomia e música tradicional, incentivando os visitantes a descobrir a aldeia e a envolvente serrana.</p><h2>Uma viagem pelo património das montanhas</h2><p>Mais do que uma programação de outono, o roteiro procura valorizar os produtos locais e as tradições que continuam a marcar a identidade das comunidades de montanha. </p><table><thead><tr><th><strong>Data</strong></th><th><strong>Localidade</strong></th><th>Evento</th><th>Destaques</th></tr></thead><tbody><tr><td>Até 29 nov.</td><td>Manteigas</td><td><strong>Outono nas Faias</strong></td><td>Percursos pedestres, atividades culturais e experiências gastronómicas</td></tr><tr><td>Até 2 nov.</td><td>Folgosinho (Gouveia)</td><td><strong>Sabores da Montanha</strong></td><td>Mercado de produtores, castanha assada e caminhadas interpretativas</td></tr><tr><td>7 e 8 nov.</td><td>Prados (Celorico da Beira)</td><td><strong>Festa da Castanha</strong></td><td>Magusto, mercado local, carnes assadas em forno comunitário</td></tr><tr><td>7 e 8 nov.</td><td>Famalicão da Serra (Guarda)</td><td><strong>Festa da Castanha e da Jeropiga</strong></td><td>Produtos regionais, artesanato, concursos e animação musical</td></tr><tr><td>7 nov.</td><td>Sabugueiro (Seia)</td><td><strong>Noite das Caçoilas</strong></td><td>Jantar comunitário, confeção tradicional em forno comunitário</td></tr><tr><td> 7 e 8 nov. </td><td>Meruge (Oliveira do Hospital)</td><td><strong>Feira do Porco e do Enchido</strong></td><td>Torresmos, enchidos e arroz de suã</td></tr><tr><td>14 e 15 nov.</td><td>Verdelhos (Covilhã)</td><td><strong>Agasalhos no Frio</strong></td><td>Artesanato, produtos locais, natureza e música tradicional</td></tr><tr><td>18 a 22 nov.</td><td>Alcaide (Fundão)</td><td><strong>Míscaro, Festival do Cogumelo</strong></td><td>Passeios micológicos, workshops, tasquinhas e animação de rua</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="4">Fonte: aldeiasdemontanha.pt</td></tr></tbody></table><p> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines 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class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></p><p>Entre castanhas acabadas de assar, cogumelos silvestres, medronho e jeropiga, as iniciativas transformam as aldeias da <strong>Estrela</strong> e da <strong>Gardunha</strong> numa montra dos sabores que caracterizam esta época do ano e convidam a descobrir a <strong>riqueza cultural e natural </strong>do interior português.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Aldeias%20de%20Monhanta" data-year="" data-title="Rota%20de%20Outono%20(Agenda)" data-url="https%3A%2F%2Fwww.aldeiasdemontanha.pt%2Fpt%2Fagenda%2F">Aldeias de Monhanta. <a href="https://www.aldeiasdemontanha.pt/pt/agenda/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Rota de Outono (Agenda)</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/castanhas-miscaros-e-medronho-roteiro-de-outono-leva-sabores-da-estacao-as-aldeias-de-montanha.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Previsão a longo prazo em Portugal: o modelo ECMWF prevê uma mudança de padrão a partir de 8 de novembro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-a-longo-prazo-em-portugal-o-modelo-ecwmf-preve-uma-mudanca-de-padrao-a-partir-de-8-de-novembro.html</link><pubDate>Fri, 30 Oct 2026 14:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Irá a chuva de outono finalmente impor-se em Portugal continental? Entenda o que implica para o país a possível mudança de padrão projetada pelo modelo ECMWF em torno do dia 8 de novembro!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-longo-prazo-em-portugal-o-modelo-ecwmf-preve-uma-mudanca-de-padrao-a-partir-de-8-de-novembro-1793365765371.jpg" data-image="dwk5x48g1q9z"><figcaption>Irá a chuva outonal finalmente impor-se em Portugal continental?</figcaption></figure><p>Até agora Portugal continental tem permanecido sob a influência de um <strong>anticiclone robusto e persistente</strong>. Esta situação tem vindo a traduzir-se em temperaturas invulgarmente elevadas para a época do ano e claramente superiores aos valores médios de referência, com algumas zonas do Sul do país a registarem valores próximos dos 30 ºC nesta reta final de outubro,<strong> e num estado do tempo estável, seco e predominantemente soalheiro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-longo-prazo-em-portugal-o-modelo-ecwmf-preve-uma-mudanca-de-padrao-a-partir-de-8-de-novembro-1793364489919.jpg" data-image="acfprogqc7fk"><figcaption>Anticiclone robusto (1041 hPa) deslocado para norte e centrado nas Ilhas Britânicas na terça-feira, 3 de novembro.</figcaption></figure><p>Este poderoso “escudo” anticiclónico tem vindo a desviar de forma quase contínua para latitudes setentrionais as frentes e depressões atlânticas, responsáveis pela chuva que habitualmente cai no outono,<strong> favorecendo ainda a entrada de massas de ar quente vindas do Norte de África</strong>.</p><h2>Deslocação do anticiclone para norte e entrada de ar mais frio, eis o que esperar em Portugal</h2><p>Os mapas de referência da Meteored, baseados no modelo que merece a nossa maior confiança (ECMWF), indicam que entre domingo e terça-feira, dias 1 e 3 de novembro, o mesmo anticiclone robusto responsável pela estabilidade atmosférica e pelo tempo ameno a quente que imperou até agora em Portugal continental, <strong>irá mudar de posição, rumando para norte e fixando-se sobre as Ilhas Britânicas</strong>. </p><div class="texto-destacado">Na origem desta reorganização estará uma ondulação maior e mais significativa da corrente de jato polar, que favorecerá uma configuração de bloqueio anticiclónico mais a norte.<br></div><p>Esta mudança no regime de circulação atmosférica, observável nas cartas sinópticas de temperatura a 850 hPa da Meteored (mapa abaixo), poderá permitir <strong>a progressão de uma massa de ar polar continental, mais fria e seca, proveniente do oeste da Rússia</strong> e da Europa de Leste, que contornaria o anticiclone pelo seu flanco oriental e meridional.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-longo-prazo-em-portugal-o-modelo-ecwmf-preve-uma-mudanca-de-padrao-a-partir-de-8-de-novembro-1793364651174.jpg" data-image="vzei13jczrxi"><figcaption>A extensa 'língua' de ar frio e seco, de origem polar continental, passará "de raspão" em Portugal continental. Mapa de temperatura a 1500 metros de altitude.</figcaption></figure><p><strong>Em Portugal continental prevê-se que os efeitos desta entrada de nordeste sejam relativamente modestos</strong>. Devido à nossa posição periférica na geografia europeia, esta massa de ar frio chegará até nós bastante modificada e temperada, provocando sobretudo uma <strong>ligeira descida das temperaturas máximas e mínimas</strong>, sem configurar uma entrada polar intensa. Ainda assim, nalguns locais do interior do nosso território não se exclui a possibilidade de um arrefecimento mais moderado.</p><h2>Regresso da chuva a Portugal: o que nos contam os modelos e tendências a médio prazo e que diferenças há?</h2><p>Quanto à chuva na nossa geografia continental, a última atualização determinista do modelo ECMWF sugere a possibilidade da chuva regressar a Portugal continental a partir de <strong>sexta-feira, 6 de novembro. Tal poderia acontecer através da formação de uma depressão atlântica </strong>que aproveitaria a reorganização da circulação atmosférica e o ‘vazio’ deixado pelo anticiclone deslocado para norte, gerando-se uma eventual aproximação e passagem de superfícies frontais pelo nosso país.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-longo-prazo-em-portugal-o-modelo-ecwmf-preve-uma-mudanca-de-padrao-a-partir-de-8-de-novembro-1793364836823.jpg" data-image="wlsmct64kv9r"><figcaption>Saída determinista do modelo ECMWF aponta para um possível regresso da chuva a Portugal continental na sexta-feira, 6 de novembro através de uma depressão posicionada a oeste e frentes associadas.</figcaption></figure><p>Isto coincide - embora geograficamente apenas de forma parcial - com o mapa semanal de anomalias de precipitação do modelo Europeu, que coloca para a <strong>semana de 2 a 9 de novembro um sinal de probabilidade de precipitação superior à média, somente nas regiões a sul do sistema montanhoso Montejunto-Estrela</strong> (área manchada a verde indica anomalia positiva de chuva).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-longo-prazo-em-portugal-o-modelo-ecwmf-preve-uma-mudanca-de-padrao-a-partir-de-8-de-novembro-1793365198275.jpg" data-image="b6f1mtguihms"><figcaption>Anomalia positiva de chuva indica probabilidade de precipitação superior à média climática de referência na primeira semana de novembro na metade sul de Portugal continental.</figcaption></figure><p>Indo mais além no horizonte temporal de previsão, <strong>esta tendência para anomalias positivas de chuva obtém continuidade na semana de 9 a 16 de novembro, já sobre a totalidade de Portugal continental</strong>, um cenário no qual o ECMWF tem vindo a insistir consistentemente nas últimas atualizações.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-longo-prazo-em-portugal-o-modelo-ecwmf-preve-uma-mudanca-de-padrao-a-partir-de-8-de-novembro-1793365384852.jpg" data-image="aukt5oftkxdp"><figcaption>Portugal continental "manchado" de verde na segunda semana de novembro. O ECMWF sugere um regresso da precipitação mais generalizada ao nosso país entre 9 e 16 de novembro.</figcaption></figure><p>Importa ainda analisar o <strong>gráfico de probabilidades diárias dos principais regimes atmosféricos no setor Euro-Atlântico</strong> para perceber se esta tendência para um regresso de chuva obtém consistência. É possível perceber que o Bloqueio anticiclónico (barras a vermelho) é dominante aproximadamente até ao dia 7 de novembro (sábado), <strong>perde protagonismo a partir do dia 8 (domingo) e dá lugar a uma maior expressão da Crista Atlântica (barras roxas)</strong>.</p><p>Esta mudança sugere-nos uma reorganização da circulação atmosférica <strong>e reforça a possibilidade de regresso da chuva durante a segunda semana de novembro</strong>. Todavia, a presença de uma crista atlântica não significa necessariamente o regresso da chuva a Portugal. Tudo dependerá da posição e orientação da crista, e da capacidade das frentes e depressões se aproximarem da Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-longo-prazo-em-portugal-o-modelo-ecwmf-preve-uma-mudanca-de-padrao-a-partir-de-8-de-novembro-1793365049480.jpg" data-image="4ishjttzm932"><figcaption>Domínio do padrão de bloqueio anticiclónico até 6/7 de novembro (barras vermelhas). Possível alteração de padrão no dia 8 de novembro.</figcaption></figure><p>Assim sendo, é preciso encarar com muita cautela estas tendências de médio prazo, uma vez que as mesmas ainda estão sujeitas a ajustes significativos. <strong>É genuinamente precoce afirmar que a chuva irá regressar a Portugal continental entre o final da primeira semana de novembro e o início da segunda semana</strong>, embora os modelos continuem a insistir com alguma consistência nessa tendência (algures entre 6 e 9 de novembro poderá dar-se um regresso mais generalizado).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795912" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-cerca-de-10-000-metros-sobre-portugal-a-corrente-de-jato-polar-vai-ondular-sobre-a-europa-eis-os-efeitos-previstos.html" title="A cerca de 10.000 metros sobre Portugal: a corrente de jato polar vai ondular sobre a Europa; eis os efeitos previstos">A cerca de 10.000 metros sobre Portugal: a corrente de jato polar vai ondular sobre a Europa; eis os efeitos previstos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-cerca-de-10-000-metros-sobre-portugal-a-corrente-de-jato-polar-vai-ondular-sobre-a-europa-eis-os-efeitos-previstos.html" title="A cerca de 10.000 metros sobre Portugal: a corrente de jato polar vai ondular sobre a Europa; eis os efeitos previstos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-cerca-de-10-000-metros-sobre-portugal-a-corrente-de-jato-polar-vai-ondular-sobre-a-europa-eis-os-efeitos-previstos-1793357842533_320.jpg" alt="A cerca de 10.000 metros sobre Portugal: a corrente de jato polar vai ondular sobre a Europa; eis os efeitos previstos"></a></article></aside><p>Portanto, é possível concluir que não há certezas quanto ao regresso da chuva a Portugal continental na segunda semana de novembro, apesar da mesma se apresentar como uma janela de oportunidade para tal. <strong>As próximas atualizações, mais próximas das datas referidas, vão permitir-nos concluir com um grau de detalhe mais exato, se realmente a chuva regressa ou não nas datas em questão</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-a-longo-prazo-em-portugal-o-modelo-ecwmf-preve-uma-mudanca-de-padrao-a-partir-de-8-de-novembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A cerca de 10.000 metros sobre Portugal: a corrente de jato polar vai ondular sobre a Europa; eis os efeitos previstos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-cerca-de-10-000-metros-sobre-portugal-a-corrente-de-jato-polar-vai-ondular-sobre-a-europa-eis-os-efeitos-previstos.html</link><pubDate>Fri, 30 Oct 2026 13:21:24 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A configuração atmosférica esperada para a próxima semana poderá resultar na chegada de uma massa de ar frio e seco de origem continental à maior parte da Europa. Portugal será afetado? Saiba aqui a resposta!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbs8s7e"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbs8s7e.jpg" id="xbs8s7e"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>De acordo com a mais recente atualização do ECMWF, tudo indica que a próxima semana trará <strong>algumas mudanças na configuração atmosférica europeia</strong>. Será Portugal afetado por esta mudança?</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Um jato polar bastante ondulado, um anticiclone robusto e uma massa de ar frio e seco, de origem continental, estarão na origem desta mudança que poderá ter influência na descida das temperaturas em praticamente toda a Europa. Ainda assim, <strong>é esperado que Portugal não seja diretamente afetado por esta configuração e aqui, tentaremos explicar porquê</strong>.</p><h2>Corrente de jato poderá salvaguardar Portugal do ar frio</h2><p>Olhando para o mapa abaixo, conseguimos ver (em tons de rosa) o jato polar na próxima semana e a possível influência do mesmo. Ora, <strong>sobre as Ilhas Britânicas deveremos contar com um anticiclone bastante robusto</strong>, com pressões na ordem dos 1040 hPa, que deverá manter-se na mesma posição durante alguns dias, enquanto o jato o "prende", tendo em conta a sua ondulação. Este bloqueio deverá contribuir para a movimentação da massa de ar frio e seco, proveniente da Rússia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-cerca-de-10-000-metros-sobre-portugal-a-corrente-de-jato-polar-vai-ondular-sobre-a-europa-eis-os-efeitos-previstos-1793357842533.jpg" data-image="i2q438nhsi4w" alt="vento a 300 hpa; jato polar" title="vento a 300 hpa; jato polar"><figcaption>O jato polar deverá contribuir tanto para o bloqueio anticiclónico nas Ilhas Britânicas como para a movimentação da massa de ar frio e seco de origem continental em direção à Europa. No caso de Portugal Continental, este poderá servir como "escudo", impedindo a influência direta desta massa de ar no nosso país.</figcaption></figure><p>Mais a leste, conseguimos ver uma <strong>baixa pressão (ou depressão) sobre a Rússia</strong>, que também contribui para facilitar o movimento desta massa de ar frio, que, ainda de acordo com o mesmo mapa, deverá<strong> atravessar grande parte da Europa</strong>, no sentido Este-Oeste. Contudo, sobre Portugal conseguimos verificar a presença do jato que, apesar deste se situar a milhares de metros de altitude, acaba por influenciar esta movimentação de altas/baixas pressões e de massas de ar, <strong>devendo, desta forma, impedir a influência direta desta massa de ar na nossa geografia</strong>.</p><h2>Efeitos esperados em Portugal Continental</h2><p>Esperamos que até aqui a explicação tenha sido o mais clara possível, mas o ponto a reter em relação ao nosso território é: <strong>esta massa de ar frio e seco não nos deverá afetar de forma direta</strong>. Mas o que significa isto na prática?</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-cerca-de-10-000-metros-sobre-portugal-a-corrente-de-jato-polar-vai-ondular-sobre-a-europa-eis-os-efeitos-previstos-1793358748835.jpg" data-image="htcdi837jtnp" alt="temperatura a 700 hPa" title="temperatura a 700 hPa"><figcaption>Nos mapas de temperatura em altitude é possível observar esta massa de ar frio sobre a nossa geografia, no entanto, nas temperaturas à superfície esta influência não será tão significativa, uma vez que se prevêm anomalias negativas, ou valores abaixo da média, mais evidentes apenas durante as madrugadas da próxima semana.</figcaption></figure><p>O mapa acima mostra a área abrangida por esta massa de ar frio, onde Portugal se insere. No entanto, e tal como mencionado na legenda do mesmo, <strong>nem sempre as temperaturas em altitude influenciam as temperaturas à superfície, de forma generalizada</strong>. Neste caso em específico, os nossos mapas de anomalia térmica à superfície indicam <strong>valores acima da média na maior parte do continente</strong>, especialmente durante a tarde, onde os termómetros atingem os valores mais elevados, mas este cenário muda nas temperaturas noturnas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795828" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-e-madeira-sob-chuva-no-halloween-na-viragem-do-mes-saiba-a-previsao-ate-4-de-novembro.html" title="Açores e Madeira sob chuva no Halloween na viragem do mês: saiba a previsão até 4 de novembro">Açores e Madeira sob chuva no Halloween na viragem do mês: saiba a previsão até 4 de novembro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-e-madeira-sob-chuva-no-halloween-na-viragem-do-mes-saiba-a-previsao-ate-4-de-novembro.html" title="Açores e Madeira sob chuva no Halloween na viragem do mês: saiba a previsão até 4 de novembro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/acores-e-madeira-sob-chuva-de-halloween-na-viragem-do-mes-saiba-a-previsao-ate-4-de-novembro-1793318375838_320.jpg" alt="Açores e Madeira sob chuva no Halloween na viragem do mês: saiba a previsão até 4 de novembro"></a></article></aside><p>Ainda de acordo com os mesmos mapas, estas anomalias poderão tornar-se negativas, com valores mais evidentes, até 8 ºC abaixo da média, durante as madrugadas, onde se esperam descidas acentuadas da temperatura.</p><p>Ou seja, <strong>esta massa de ar frio poderá contribuir para esta descida acentuada, especialmente no Norte e Centro do país</strong>, sendo esperado que o Sul mantenha máximas na ordem dos 20 ºC ou mais e mínimas próximas dos 10 ºC ou mais, enquanto nas cotas mais elevadas do Norte e Centro os valores se possam aproximar dos 0 ºC e no caso da Serra da Estrela poderão registar-se temperaturas negativas até - 3 ºC, na madrugada de quarta-feira (4).</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-cerca-de-10-000-metros-sobre-portugal-a-corrente-de-jato-polar-vai-ondular-sobre-a-europa-eis-os-efeitos-previstos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como uma pequena água-viva está a ajudar a ciência a estudar o envelhecimento]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-uma-pequena-agua-viva-esta-a-ajudar-a-ciencia-a-estudar-o-envelhecimento.html</link><pubDate>Fri, 30 Oct 2026 09:49:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Capaz de reverter o seu próprio ciclo de vida e regressar a uma fase juvenil, a água-viva imortal intriga os cientistas e pode revelar novas pistas sobre o envelhecimento humano. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-uma-pequena-agua-viva-esta-a-ajudar-a-ciencia-a-estudar-o-envelhecimento-1793116182346.jpg" data-image="zdqxvhxv15y5" alt="Água viva rejuvenesce" title="Água viva rejuvenesce"><figcaption>A Turritopsis dohrnii consegue reverter o seu ciclo de vida e regressar a uma fase juvenil. Fonte: Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>Envelhecer é-nos um <strong>destino inevitável</strong>, contudo existe uma pequena criatura marinha capaz de contrariar esta regra: a <em>Turritopsis dohrnii</em>, conhecida como água-viva imortal.</p><p>A sua extraordinária <strong>capacidade de regressar a uma fase juvenil do ciclo de vida </strong>está a despertar o interesse da comunidade científica, que procura compreender se os seus <strong>mecanismos biológicos podem vir a ajudar a combater doenças associadas ao envelhecimento humano</strong>.</p><p>Quase transparente e de dimensões reduzidas, esta água-viva esconde uma capacidade invulgar. <strong>Quando enfrenta condições adversas, como a falta de alimento ou alterações ambientais</strong>, pode abandonar a sua forma adulta e transformar-se numa estrutura celular muito diferente.</p><p>Em vez de seguir o percurso habitual até à morte, regressa a uma fase inicial do desenvolvimento, permitindo que <strong>surjam novos organismos</strong>.</p><h2>O segredo de voltar atrás no tempo</h2><p>A transformação da <em>Turritopsis dohrnii</em> começa quando a água-viva adulta, também <strong>conhecida como medusa</strong>, deixa de apresentar a sua forma característica, semelhante a um pequeno guarda-chuva com tentáculos.</p><p>O organismo transforma-se numa <strong>massa de células que dá origem a um pólipo</strong>, uma fase juvenil que pode desenvolver-se numa colónia e produzir novas medusas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-uma-pequena-agua-viva-esta-a-ajudar-a-ciencia-a-estudar-o-envelhecimento-1793116239704.jpg" data-image="7j5qu0jc1il8" alt="Ciclo de vida" title="Ciclo de vida"><figcaption>Os cientistas estudam os mecanismos celulares e genéticos que permitem a esta espécie renovar os seus tecidos. Fonte: Reddit </figcaption></figure><p> Este processo está associado à <strong>transdiferenciação celular</strong>, um mecanismo através do qual células já especializadas conseguem alterar a sua identidade e assumir funções diferentes. Em vez de permanecerem limitadas ao papel que desempenham no organismo adulto, <strong>algumas células regressam a um estado menos especializado, permitindo a reconstrução de tecidos </strong>e estruturas de uma fase anterior da vida. </p><p>Esta capacidade foi <strong>identificada na década de 1990</strong>, quando um investigador italiano encontrou novos pólipos num recipiente onde mantinha estas águas-vivas. A descoberta abriu caminho a <strong>estudos sobre um fenómeno que continua a intrigar os cientistas</strong>.</p><p>Embora outras espécies consigam regenerar partes do corpo, a possibilidade de reverter o ciclo de vida adulto para uma fase juvenil torna esta <strong>pequena criatura particularmente interessante para a biologia</strong>.</p><h2>O que pode esta medusa ensinar sobre o envelhecimento humano?</h2><p>Segundo a investigação descrita pela <em>BBC Future</em>, os cientistas procuram agora <strong>compreender os mecanismos genéticos e moleculares</strong> que permitem este rejuvenescimento.</p><p>Um estudo publicado em 2022 na revista PNAS por investigadores da Universidade de Oviedo, identificou diferenças genéticas entre a <em>Turritopsis dohrnii</em> e uma espécie próxima. Entre elas, destacam-se cópias adicionais de <strong>genes relacionados com a reparação do ADN</strong>, o material genético que contém as instruções necessárias ao funcionamento das células.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-uma-pequena-agua-viva-esta-a-ajudar-a-ciencia-a-estudar-o-envelhecimento-1793116567313.jpg" data-image="vqyqairg30t3" alt="Organismo do oceano" title="Organismo do oceano"><figcaption>Compreender esta criatura marinha poderá abrir novas pistas sobre a regeneração celular e o envelhecimento humano. Fonte: A-Z Animals</figcaption></figure><p>Os investigadores encontraram também <strong>características associadas à manutenção dos telómeros</strong>, estruturas localizadas nas extremidades dos cromossomas que protegem o ADN. Estes tendem a encurtar ao longo das divisões celulares, estando associados a alguns dos processos de envelhecimento.</p><p>Compreender como esta água-viva <strong>protege o seu material genético e reorganiza as suas células poderá ajudar a identificar mecanismos</strong> relevantes para a medicina regenerativa. </p><div class="texto-destacado"><strong>"Esse conhecimento poderá contribuir para melhorar a recuperação de tecidos danificados, acelerar a cicatrização de feridas ou desenvolver novas abordagens para doenças relacionadas com a idade, incluindo algumas doenças neurodegenerativas."</strong></div><p>Contudo, transformar estas descobertas em tratamentos humanos continua a ser um desafio. Os cientistas ainda precisam de <strong>perceber como funcionam estes mecanismos e se será possível reproduzi-los em células humanas</strong> de forma segura e eficaz.</p><h2>Imortal não significa invencível</h2><p>Apesar do nome, a água-viva imortal <strong>não é indestrutível</strong>. Alguns exemplares estudados em laboratório parecem não conseguir rejuvenescer, e permanece por esclarecer se os que conseguem realizar esta transformação têm um <strong>limite para o número de vezes que a repetem</strong>.</p><p>Na natureza, <strong>estes animais continuam vulneráveis aos predadores, à escassez de alimento e às alterações das condições ambientais</strong>. Podem morrer muito antes de terem oportunidade de reiniciar o seu ciclo de vida.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="520272" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-prevenir-e-reagir-a-uma-picada-de-medusa-alforreca.html" title="Como prevenir e reagir a uma picada de medusa">Como prevenir e reagir a uma picada de medusa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-prevenir-e-reagir-a-uma-picada-de-medusa-alforreca.html" title="Como prevenir e reagir a uma picada de medusa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-prevenir-y-actuar-ante-la-picadura-de-una-medusa-1689194374546_320.jpeg" alt="Como prevenir e reagir a uma picada de medusa"></a></article></aside><p>A <em>Turritopsis dohrnii</em> não oferece, por enquanto, uma fórmula para travar o envelhecimento humano. O seu verdadeiro valor reside na <strong>possibilidade de revelar que determinados processos biológicos</strong> considerados irreversíveis podem, em circunstâncias específicas, ser alterados.</p><p>Ao estudar esta criatura, a ciência procura <strong>compreender melhor os limites da regeneração e descobrir novas formas de preservar a saúde ao longo da vida</strong>. Por vezes, uma das pistas mais promissoras para o futuro da medicina encontra-se num dos organismos mais pequenos dos oceanos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Maria%20Pascoal%2C%C2%A0Dido%C2%A0Carrero%2C%C2%A0Jos%C3%A9%20G.%C2%A0P%C3%A9rez-Silva%2C%20and%C2%A0Carlos%C2%A0L%C3%B3pez-Ot%C3%ADn" data-year="2021" data-title="Comparative%20genomics%20of%20mortal%20and%20immortal%20cnidarians%20unveils%20novel%20keys%20behind%20rejuvenation" data-url="https%3A%2F%2Fwww.pnas.org%2Fdoi%2F10.1073%2Fpnas.2118763119">Maria Pascoal, Dido Carrero, José G. Pérez-Silva, and Carlos López-Otín. (2021). <a href="https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.2118763119" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Comparative genomics of mortal and immortal cnidarians unveils novel keys behind rejuvenation</a>.</cite><br><cite data-author="Katarina%20Zimmer" data-year="2026" data-title="The%20immortal%20jellyfish%20can%20beat%20ageing.%20It%20could%20inspire%20treatments%20for%20diseases%20of%20old%20age" data-url="https%3A%2F%2Fwww.bbc.com%2Ffuture%2Farticle%2F20261016-the-rejuvenating-secrets-of-the-immortal-jellyfish">Katarina Zimmer. (2026). <a href="https://www.bbc.com/future/article/20261016-the-rejuvenating-secrets-of-the-immortal-jellyfish" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The immortal jellyfish can beat ageing. It could inspire treatments for diseases of old age</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-uma-pequena-agua-viva-esta-a-ajudar-a-ciencia-a-estudar-o-envelhecimento.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cochonilha e aranhiço: as pragas que entram em casa com as plantas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/cochonilha-e-aranhico-as-pragas-que-entram-em-casa-com-as-plantas.html</link><pubDate>Fri, 30 Oct 2026 08:35:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Recolhe os vasos antes do frio e, seis semanas depois, as plantas estão cheias de bichos. Não os apanharam dentro de casa. Vieram no vaso, e lá dentro encontraram as condições perfeitas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cochonilha-e-aranhico-as-pragas-que-entram-em-casa-com-as-plantas-1793119955394.jpeg" data-image="m3mmana4vtwx"><figcaption>Massas brancas de aspecto algodoado, com os insectos escondidos lá dentro, facilmente confundidas com bolor ou sujidade.</figcaption></figure><p><strong>Todos os outonos se repete a mesma cena</strong>.<strong> </strong>As plantas que passaram o verão na varanda entram para casa com óptimo aspecto e, por volta do Natal, estão irreconhecíveis.</p><p>A explicação não está na casa nem na falta de cuidado. Está no facto de o interior ser, para duas pragas em particular, o melhor sítio do mundo.</p><h2>Lá dentro não há nada que as trave</h2><p>Cá fora, as populações destas pragas são controladas por três coisas: a <strong>chuva</strong>, que as lava fisicamente das folhas, <strong>os predadores naturais</strong>, e o <strong>frio</strong>, que trava a reprodução.</p><p>Dentro de casa não existe nenhuma das três. Pelo contrário, há aquecimento, que seca o ar de forma extrema, e temperatura constante durante meses.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Lá fora, a chuva e os predadores controlam-nas. Dentro de casa não há chuva, não há predadores e ainda se liga o aquecimento.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O resultado é que uma população que cá fora passava despercebida, dentro de casa multiplica-se sem travão nenhum.</p><h2>Duas pragas diferentes, com sinais distintos</h2><p>São duas pragas distintas, com sinais diferentes e tratamentos diferentes, e confundi-las faz perder semanas. A primeira é a mais visível das duas e, curiosamente, aquela que mais passa despercebida.</p><div class="texto-destacado"><strong>Cochonilha</strong>- Grupo de insectos que se fixam na planta e se alimentam da seiva, protegidos por uma carapaça ou por uma massa branca de aspecto algodoado. Movem-se muito pouco depois de se instalarem, o que leva a confundi-los com sujidade, bolor ou uma anomalia da própria planta.</div><p><strong>O aranhiço-vermelho é outra coisa</strong>. É um ácaro minúsculo, quase invisível a olho nu, que vive na página inferior das folhas e produz teias finíssimas nos ângulos entre as folhas e os caules.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Praga</p></th><th scope="col"><p>Onde procurar</p></th><th scope="col"><p>O que se vê</p></th><th scope="col"><p>O que a favorece</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Cochonilha algodão</p></td><td><p>Axilas das folhas e base dos caules</p></td><td><p>Massas brancas de aspecto algodoado</p></td><td><p>Ar parado e plantas apertadas</p></td></tr><tr><td><p>Cochonilha de carapaça</p></td><td><p>Caules e nervura central</p></td><td><p>Saliências castanhas, fixas e duras</p></td><td><p>Plantas sem folhas lavadas</p></td></tr><tr><td><p>Aranhiço-vermelho</p></td><td><p>Página inferior das folhas</p></td><td><p>Pontilhado claro e teias muito finas</p></td><td><p>Ar seco e quente, junto ao aquecimento</p></td></tr><tr><td><p>Melada e fumagina</p></td><td><p>Folhas e superfícies por baixo</p></td><td><p>Brilho pegajoso e camada preta por cima</p></td><td><p>Presença das cochonilhas acima</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="4"><br>Onde inspeccionar e o que procurar nas pragas mais comuns das plantas de interior no outono e inverno. <strong>A melada </strong>é o líquido açucarado libertado pelas cochonilhas, e a fumagina é o fungo preto que se instala sobre ela, sem atacar a planta directamente. Fonte: elaboração própria.</td></tr></tbody></table><p> Antes de entrar os vasos, vale a pena saber onde procurar e o que esperar encontrar em cada caso, porque os sítios não são os mesmos. </p><h2>A quarentena, que quase ninguém faz</h2><p>Aqui está a medida mais eficaz de todas e a mais fácil de ignorar.</p><div class="texto-destacado">Antes de juntar os vasos que vêm de fora às plantas que já estão dentro de casa, <strong>deixe-os separados durante duas a três semanas, numa divisão à parte</strong>. Inspeccione-os duas vezes por semana.</div><p>Esse período chega para revelar qualquer coisa que tenha vindo escondida, e evita que uma planta contamine a colecção inteira. A mesma regra vale para plantas compradas, que são uma das vias de entrada mais comuns.</p><p>Aproveite também para lavar bem as folhas antes de entrar, com água corrente, pelos dois lados, e para rever o vaso por baixo, onde costumam esconder-se lesmas, bichos de conta e formigas.</p><h2>Quando já estão instaladas</h2><p><strong>Comece sempre pelo mais simples, porque resulta mais do que parece.</strong></p><p>Para a cochonilha, um cotonete embebido em álcool, passado uma a uma sobre as massas brancas e as carapaças, resolve em infestações pequenas. Demora, mas é eficaz e não deixa resíduo nenhum.</p><p>Para o aranhiço, uma lavagem forte da página inferior das folhas, repetida de cinco em cinco dias durante três semanas, quebra o ciclo. A repetição é essencial, porque os ovos não são afetados e é preciso apanhar as gerações seguintes à medida que nascem.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cochonilha-e-aranhico-as-pragas-que-entram-em-casa-com-as-plantas-1793120014344.png" data-image="32z3dux17jsy"><figcaption>O ácaro e as teias finíssimas que produz, sempre na página inferior da folha, onde passa despercebido.</figcaption></figure><p>Em ambos os casos, isole a planta afectada enquanto a trata, e corte e deite fora as partes muito atingidas em vez de tentar salvar tudo.</p><h2>Contra o aranhiço, faça o contrário do que o instinto manda</h2><p>Fica para o fim a medida mais contraintuitiva, e também a mais eficaz.</p><p><strong>O aranhiço-vermelho prospera em ar seco e quente. </strong>É literalmente aquilo que um radiador cria à sua volta. E, no entanto, o sítio onde quase toda a gente põe as plantas no inverno é precisamente junto à fonte de calor, por achar que estão mais protegidas do frio.</p><p><strong>Afaste as plantas do aquecimento e suba a humidade à volta delas.</strong> Um prato largo com água e seixos por baixo do vaso, sem que a base toque na água, cria uma zona húmida permanente. Agrupar vários vasos tem o mesmo efeito, porque as plantas transpiram umas para as outras. E uma pulverização de água sobre as folhas, de poucos em poucos dias, torna o ambiente desconfortável para o ácaro.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795445" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/mildio-do-tomateiro-porque-e-que-as-primeiras-chuvas-trazem-a-doenca-de-volta.html" title="Míldio do tomateiro: porque é que as primeiras chuvas trazem a doença de volta">Míldio do tomateiro: porque é que as primeiras chuvas trazem a doença de volta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/mildio-do-tomateiro-porque-e-que-as-primeiras-chuvas-trazem-a-doenca-de-volta.html" title="Míldio do tomateiro: porque é que as primeiras chuvas trazem a doença de volta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mildio-do-tomateiro-porque-e-que-as-primeiras-chuvas-trazem-a-doenca-de-volta-1793201184492_320.png" alt="Míldio do tomateiro: porque é que as primeiras chuvas trazem a doença de volta"></a></article></aside><p>É uma medida que não custa nada, não envolve produto nenhum, e sozinha resolve a maior parte dos casos.</p><p><strong>Antes de recolher os vasos, veja as mínimas na previsão da sua zona</strong>. Em Bragança, a altura de entrar as plantas sensíveis chega bem mais cedo do que em Lisboa, mas em qualquer dos casos vale mais entrar cedo e com calma, com tempo para a quarentena, do que à pressa na véspera da primeira geada.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/cochonilha-e-aranhico-as-pragas-que-entram-em-casa-com-as-plantas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Açores e Madeira sob chuva no Halloween na viragem do mês: saiba a previsão até 4 de novembro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-e-madeira-sob-chuva-no-halloween-na-viragem-do-mes-saiba-a-previsao-ate-4-de-novembro.html</link><pubDate>Fri, 30 Oct 2026 07:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Entre 30 de outubro e 4 de novembro, o tempo nos arquipélagos dos Açores e da Madeira ficará marcado por episódios de precipitação persistente, pontualmente forte, e por temperaturas em geral amenas, mas com períodos abafados.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbs4oxm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbs4oxm.jpg" id="xbs4oxm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A transição de outubro para novembro será caracterizada por um padrão de instabilidade atmosférica nos arquipélagos atlânticos de Portugal.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>A passagem de superfícies frontais e a manutenção de um fluxo húmido ditarão uma evolução do tempo dinâmica na Região Autónoma dos Açores e na Região Autónoma da Madeira.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-e-madeira-sob-chuva-de-halloween-na-viragem-do-mes-saiba-a-previsao-ate-4-de-novembro-1793317867045.jpg" data-image="0dpigw02op3j" alt="Nebulosidade e precipitação nos Açores, esta sexta-feira, com nuvens em todas as ilhas" title="Nebulosidade e precipitação nos Açores, esta sexta-feira, com nuvens em todas as ilhas"><figcaption>Nebulosidade e precipitação nos Açores, esta sexta-feira, com nuvens em todas as ilhas. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p> Enquanto nos <strong>Açores se perspetiva uma alternância entre períodos de chuva fraca</strong>, abertas e um agravamento pontual com precipitação intensa no Grupo Central, <strong>na Madeira o cenário aponta para um Halloween e início de novembro dominados por chuva expressiva na vertente Sul</strong>. </p><h2> Açores: ambiente húmido e alternância de chuva com pico de temperatura no feriado</h2><p>Na sexta-feira, <strong>dia 30 de outubro, o tempo nos Açores caracterizar-se-á por céu muito nublado em todas as ilhas</strong>, com mínimas da ordem dos 10 ºC e máximas até 22 ºC em Ponta Delgada e 21 ºC na Horta. A partir das 18:00, a instabilidade poderá trazer <strong>precipitação a São Miguel, progredindo da vertente Norte para todo o território insular até às 20:00</strong>, hora em que a chuva atingirá também a zona Este de Santa Maria.</p><p>No sábado, 31 de outubro, a nebulosidade trará um dia húmido, com chuva fraca ao final da manhã em São Miguel e na Terceira. À noite, a precipitação continuará em São Miguel e estender-se-á a Santa Maria a partir das 20:00, configurando <strong>uma noite de Halloween chuvosa no Grupo Oriental</strong>, com registos diurnos estáveis entre 21 ºC e 22 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-e-madeira-sob-chuva-de-halloween-na-viragem-do-mes-saiba-a-previsao-ate-4-de-novembro-1793318012781.jpg" data-image="l17hbis4f5zk" alt="Previsão de chuva no Arquipélago dos Açores para sábado, 31 de outubro, às 23:00, assinalando a ocorrência de chuva na noite de Halloween no Grupo Oriental" title="Previsão de chuva no Arquipélago dos Açores para sábado, 31 de outubro, às 23:00, assinalando a ocorrência de chuva na noite de Halloween no Grupo Oriental"><figcaption>Previsão de chuva no Arquipélago dos Açores para sábado, 31 de outubro, às 23:00, assinalando a ocorrência de chuva na noite de Halloween no Grupo Oriental. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>No domingo, dia 1 de novembro, o tempo evoluirá de uma manhã com chuva fraca nos Grupos Central e Oriental para uma tarde de nebulosidade variável com abertas. Esta melhoria temporária será acompanhada por uma <strong>subida das temperaturas, podendo a máxima alcançar picos de 25 ºC no Faial e 24 ºC em São Miguel</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-e-madeira-sob-chuva-de-halloween-na-viragem-do-mes-saiba-a-previsao-ate-4-de-novembro-1793318112968.jpg" data-image="g2a13gldcer6" alt="Temperaturas máximas previstas para este domingo evidenciam picos de 25ºC no Faial durante a tarde" title="Temperaturas máximas previstas para este domingo evidenciam picos de 25ºC no Faial durante a tarde"><figcaption>Temperaturas máximas previstas para este domingo evidenciam picos de 25ºC no Faial durante a tarde. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Na segunda-feira, dia 2, o tempo regressará a um padrão mais fechado, com <strong>chuva fraca ao final da manhã em São Miguel com o</strong> <strong>regresso da precipitação ao Grupo Ocidental ao início da noite</strong> e uma subtil diminuição de 1 ºC nas máximas.</p><p>Na terça-feira, 3 de novembro, a aproximação de uma frente ativa trará um agravamento do tempo ao final da tarde, prevendo-se chuva pontualmente forte no Grupo Central, com acumulações entre 3 mm/h e 4 mm/h no Faial e chuva fraca no Grupo Oriental. Na quarta-feira, dia 4, perspectiva-se a estabilização sob céu muito nublado e máximas de 21 ºC nos Grupos Central e Oriental.</p><h2> Madeira: instabilidade intensifica-se com chuva forte no Funchal no Halloween e domingo </h2><p>No arquipélago da Madeira, a sexta-feira, 30 de outubro, começará sob <strong>céu nublado e ambiente ameno, podendo-se registar máximas de 24 ºC no Funchal e 23 ºC na Calheta</strong>. A partir do meio-dia, o tempo poderá mudar com o aparecimento de aguaceiros fracos até ao final do dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-e-madeira-sob-chuva-de-halloween-na-viragem-do-mes-saiba-a-previsao-ate-4-de-novembro-1793318266664.jpg" data-image="ti1e0075v2oq" alt="Temperaturas máximas previstas para esta 6ª feira até 24ºC no Funchal e 23ºC na Calheta" title="Temperaturas máximas previstas para esta 6ª feira até 24ºC no Funchal e 23ºC na Calheta"><figcaption>Temperaturas máximas previstas para esta 6ª feira até 24ºC no Funchal e 23ºC na Calheta. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>No sábado, 31 de outubro, a evolução do tempo ficará marcada pelo aumento da instabilidade. Entre as 11:00 e as 13:00, a chuva fraca afetará a metade Oeste da ilha da Madeira, progredindo para o interior durante a tarde. Ao início da noite, <strong>um fluxo húmido de Sul trará precipitação generalizada a todo o arquipélago a partir das 20:00</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795649" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-nos-acores-ate-segunda-feira-2-de-novembro-ecmwf-revela-as-ilhas-mais-expostas-e-a-evolucao-do-vento.html" title="Chuva nos Açores até segunda-feira, 2 de novembro? ECMWF revela as ilhas mais expostas e a evolução do vento">Chuva nos Açores até segunda-feira, 2 de novembro? ECMWF revela as ilhas mais expostas e a evolução do vento</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-nos-acores-ate-segunda-feira-2-de-novembro-ecmwf-revela-as-ilhas-mais-expostas-e-a-evolucao-do-vento.html" title="Chuva nos Açores até segunda-feira, 2 de novembro? ECMWF revela as ilhas mais expostas e a evolução do vento"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-nos-acores-ate-segunda-feira-2-de-novembro-ecmwf-revela-as-ilhas-mais-expostas-e-a-evolucao-do-vento-1793223128994_320.jpg" alt="Chuva nos Açores até segunda-feira, 2 de novembro? ECMWF revela as ilhas mais expostas e a evolução do vento"></a></article></aside><p>Este episódio será mais intenso na vertente Sul, prevendo-se para o Funchal, pelas 22:00, um Halloween chuvoso com acumulações entre 2 mm/h e 3 mm/h, sem oscilações térmicas bruscas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-e-madeira-sob-chuva-de-halloween-na-viragem-do-mes-saiba-a-previsao-ate-4-de-novembro-1793318329973.jpg" data-image="z4ygxhjsaw0a" alt="Previsão de chuva de Halloween na Madeira" title="Previsão de chuva de Halloween na Madeira"><figcaption>Previsão de chuva de Halloween na Madeira. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>O arranque do domingo, dia 1 de novembro, dará continuidade a este cenário, com a chuva fraca da madrugada a intensificar-se ao início da manhã. Pelas 06:00, antecipa-se um pico de precipitação na vertente Sul, <strong>o Funchal pode registar precipitação entre 4 mm/h e 5 mm/h</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-e-madeira-sob-chuva-de-halloween-na-viragem-do-mes-saiba-a-previsao-ate-4-de-novembro-1793318375838.jpg" data-image="6kt6fcothbxf" alt="Manhã de domingo chuvosa no sul da ilha da Madeira" title="Manhã de domingo chuvosa no sul da ilha da Madeira"><figcaption>Manhã de domingo chuvosa no sul da ilha da Madeira. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Ao longo de domingo, o tempo alternará entre chuva fraca e abertas, com as máximas a descerem ligeiramente para valores entre 20 ºC e 22 ºC. Para o início da semana seguinte, o modelo ECMWF indica a manutenção do padrão húmido.</p><p><strong>Na segunda-feira, dia 2, prevê-se chuva persistente, mas fraca</strong>. Na terça-feira, dia 3, o tempo poderá apresentar aguaceiros fracos a partir das 15:00 no interior e zonas montanhosas. Na quarta-feira, 4 de novembro, o estado do tempo tenderá a estabilizar sob céu muito nublado, com máximas entre 18 ºC e 21 ºC em todo o arquipélago.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-e-madeira-sob-chuva-no-halloween-na-viragem-do-mes-saiba-a-previsao-ate-4-de-novembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Pedro Carneiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Segundo a UICN, 96% dos recifes de coral do mundo correm o risco de entrar em colapso até 2075]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/segundo-a-uicn-96-dos-recifes-de-coral-do-mundo-correm-o-risco-de-entrar-em-colapso-ate.html</link><pubDate>Fri, 30 Oct 2026 06:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Uma avaliação global da UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza) alerta que a quase totalidade dos ecossistemas de recifes de coral pode entrar em colapso caso as atuais projeções de aquecimento global se confirmem.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-96-de-los-arrecifes-de-coral-del-mundo-en-peligro-critico-de-colapso-antes-de-2075-segun-la-uicn-1793123695468.jpg" data-image="uynj80by3yy9"><figcaption>A Grande Barreira de Corais, na Austrália, figura entre os ecossistemas classificados na categoria que apresenta o nível de ameaça mais elevado.</figcaption></figure><p>O futuro dos <strong>recifes de coral</strong> do planeta é preocupante. Uma avaliação global conduzida pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) concluiu que<strong> 96% desses ecossistemas correm risco crítico de colapso</strong>, quando consideradas as projeções futuras das alterações climáticas.</p><p>Essa constatação abrange alguns dos recifes de coral mais extensos e com maior biodiversidade do mundo, cuja sobrevivência é essencial tanto para a vida marinha quanto para milhões de pessoas.</p><p>O estudo representa a primeira avaliação global dos recifes de coral realizada no âmbito da Lista Vermelha de Ecossistemas da UICN. A análise abrangeu 127 ecorregiões tropicais e subtropicais, totalizando 188.362 quilómetros quadrados de <strong>recifes de coral situados em águas quentes e rasas</strong>.</p><p>Entre os ecossistemas classificados na categoria de <strong>maior ameaça</strong> estão a <strong>Grande Barreira de Corais, na Austrália</strong>; o Triângulo de Corais, no Pacífico Ocidental e no Sudeste Asiático; o Sistema Recifal Mesoamericano; e os recifes de coral do Mar Vermelho.</p><h2>O aquecimento dos oceanos, principal ameaça</h2><p>O <strong>stress térmico provocado pelas alterações climáticas</strong> constitui o fator mais recorrente da degradação desses ecossistemas.</p><p>À medida que a temperatura dos oceanos aumenta, as <strong>ondas de calor marinhas provocam episódios de branqueamento em massa dos corais</strong>, o que pode levar à morte de vastas extensões de recifes de coral.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-96-de-los-arrecifes-de-coral-del-mundo-en-peligro-critico-de-colapso-antes-de-2075-segun-la-uicn-1793123713106.jpg" data-image="przedccja5c2"><figcaption>O stress térmico provocado pelas alterações climáticas constitui o principal fator de degradação desses ecossistemas.</figcaption></figure><p>A avaliação da UICN leva em conta observações históricas, condições atuais e <strong>projeções climáticas futuras</strong>. Para estas últimas, baseia-se num cenário do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC), que prevê um aquecimento global de 2,7 °C até ao final do século.</p><div class="texto-destacado">A diferença entre uma avaliação baseada apenas nas mudanças observadas e uma análise que incorpora projeções futuras é considerável. Se tivermos em conta apenas as transformações constatadas nos últimos 50 anos, 24% dos recifes de coral estariam em perigo crítico. Ao incluir o aquecimento global previsto, essa proporção sobe para 96%.</div><p>Segundo a UICN, esta lacuna evidencia tanto a gravidade da situação como a possibilidade de evitar parte dos danos através de uma <strong>redução ambiciosa das emissões de gases com efeito de estufa </strong>e da <strong>implementação de políticas de conservação mais eficazes</strong>.</p><h2>O que acontece quando um recife de coral entra em colapso?</h2><p>O colapso de um recife de coral não significa apenas que os corais perdem a sua cor. Trata-se de uma<strong> transformação profunda do ecossistema</strong>: os corais duros, que constituem a sua estrutura viva, desaparecem quase por completo e são gradualmente substituídos por algas, detritos coralinos e esponjas.</p><p>O resultado é um <strong>ambiente consideravelmente empobrecido, incapaz de abrigar a diversidade de vida marinha</strong> que caracteriza os recifes de coral saudáveis. As consequências repercutem em toda a cadeia alimentar, desde pequenos invertebrados e moluscos até peixes, tartarugas marinhas e grandes predadores, como tubarões e garoupas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="760784" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/onde-se-pode-admirar-o-coral-gigante-recentemente-descoberto-pelos-cientistas-da-noaa.html" title="Onde se pode admirar o coral gigante recentemente descoberto pelos cientistas da NOAA?">Onde se pode admirar o coral gigante recentemente descoberto pelos cientistas da NOAA?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/onde-se-pode-admirar-o-coral-gigante-recentemente-descoberto-pelos-cientistas-da-noaa.html" title="Onde se pode admirar o coral gigante recentemente descoberto pelos cientistas da NOAA?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ou-peut-on-admirer-le-corail-geant-recemment-decouvert-par-les-scientifiques-de-la-noaa-ocean-pacifique-iles-mariannes-tahiti-1774283456531_320.jpeg" alt="Onde se pode admirar o coral gigante recentemente descoberto pelos cientistas da NOAA?"></a></article></aside><p>Estes ecossistemas abrigam cerca de um quarto das espécies marinhas e oferecem alimento, refúgio e áreas de reprodução para muitos organismos. Eles também protegem as comunidades costeiras e sustentam atividades económicas, como a pesca e o turismo.</p><h2>A sobrepesca e a poluição agravam a degradação dos recifes</h2><p>Embora o aquecimento dos oceanos constitua a ameaça mais generalizada, ele não é o único fator de risco. Em regiões como o Leste Asiático, o oeste do Oceano Índico, as Caraíbas e o Brasil, a<strong> sobreexploração de peixes-papagaio e garoupas</strong> perturba o equilíbrio ecológico dos recifes de coral.</p><p>Os peixes-papagaio, graças à sua dieta herbívora, ajudam a limitar a proliferação de algas que competem com os corais. O declínio das suas populações, associado à diminuição de outras espécies de peixes essenciais, <strong>reduz a capacidade dos ecossistemas de se recuperarem diante do stress térmico</strong>. Segundo a avaliação, essa pressão afeta 63% dos recifes de coral estudados.</p><div class="texto-destacado">A essas ameaças somam-se o desenvolvimento costeiro e industrial, a poluição, a aquicultura, o turismo excessivo, as tempestades, os aportes massivos de água doce associados a inundações, bem como a proliferação de estrelas-do-mar coroa-de-espinhos, que se alimentam de corais.</div><p>No entanto, existem diferenças regionais. No Leste Asiático, onde alguns recifes demonstraram, historicamente, uma resiliência notável, a proporção de recifes classificados como em perigo crítico seria de 20%, caso fossem consideradas apenas as mudanças observadas.</p><p>No <strong>norte do Mar Vermelho</strong>, alguns recifes que apresentam uma tolerância excecionalmente elevada ao calor seriam classificados na categoria "vulnerável", segundo esse mesmo critério.</p><h2>Ainda é possível evitar um colapso maior</h2><p>A avaliação também evidencia certas limitações quanto às informações disponíveis: quatro das 127 ecorregiões estudadas ainda apresentam dados insuficientes. Além disso, <strong>os recifes de coral das ilhas Galápagos ocidentais já são classificados como colapsados desde o episódio El Niño de 1982-1983</strong>.</p><p>Apesar deste cenário preocupante, os especialistas realçam que <strong>nem todos os recifes de coral estão condenados</strong>. Alguns demonstraram capacidade de se regenerar após episódios graves de branqueamento, embora essa resiliência dependa de condições ambientais favoráveis à sua recuperação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-96-de-los-arrecifes-de-coral-del-mundo-en-peligro-critico-de-colapso-antes-de-2075-segun-la-uicn-1793123778576.jpg" data-image="rud2ce9ho2ev"><figcaption>Estes ecossistemas abrigam cerca de um quarto das espécies marinhas.</figcaption></figure><p>A diretora-geral da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), Grethel Aguilar, alerta que a degradação dos recifes de coral ameaça não apenas a biodiversidade, mas também a segurança e os meios de subsistência das comunidades costeiras. A organização defende a <strong>redução das emissões de gases com efeito de estufa</strong>, a expansão das áreas marinhas protegidas, a recuperação das populações de peixes e a <strong>preservação das águas costeiras</strong> contra qualquer tipo de poluição.</p><p>A mensagem principal do estudo é clara: <strong>o futuro dos recifes de coral dependerá, em grande medida, das decisões tomadas nos próximos anos</strong>. Limitar o aquecimento global e reduzir as pressões exercidas localmente sobre esses ecossistemas ainda pode fazer toda a diferença entre preservar recifes capazes de se regenerar e vê-los desaparecer de forma irreversível.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/segundo-a-uicn-96-dos-recifes-de-coral-do-mundo-correm-o-risco-de-entrar-em-colapso-ate.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item></channel></rss>