<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Wed, 02 Sep 2026 21:20:14 +0000</lastBuildDate><pubDate>Wed, 02 Sep 2026 21:20:14 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Depressão atlântica chega aos Açores na sexta-feira: estas serão as ilhas mais afetadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atlantica-chega-aos-acores-na-sexta-feira-estas-serao-as-ilhas-mais-afetadas.html</link><pubDate>Wed, 02 Sep 2026 15:21:57 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A partir do final da tarde de sexta-feira, uma depressão deverá agravar o tempo nos Açores. O Grupo Ocidental será o primeiro e mais afetado, com chuva, trovoada, vento forte e ondas próximas dos 5 metros.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb3d2dm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb3d2dm.jpg" id="xb3d2dm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma depressão atlântica deverá alterar o estado do tempo nos Açores entre sexta-feira e domingo, trazendo chuva, vento mais intenso e um agravamento do estado do mar. <strong>Os efeitos deverão ser mais marcados nos grupos Ocidental e Central</strong>, enquanto as ilhas de São Miguel e Santa Maria ficarão mais afastadas da fase mais ativa do sistema.</p><h2>Depressão traz chuva, vento e forte agitação marítima aos Açores</h2><p>O agravamento deverá começar ao final da tarde de sexta-feira, com a aproximação da depressão pelo oeste/noroeste e a entrada de ar mais frio e instável em altitude. Esta configuração deverá aumentar a instabilidade atmosférica, <strong>favorecendo aguaceiros pontualmente mais intensos e a possibilidade de trovoada</strong>, sobretudo entre a tarde e a madrugada de sábado. No Grupo Ocidental, Flores e Corvo estarão particularmente expostos nesta primeira fase, enquanto as <strong>rajadas poderão atingir 55 a 60 km/h</strong> nas Flores e as ondas aproximar-se dos 5 metros. As temperaturas irão manter-se elevadas com <strong>28 ºC no Corvo, Flores e Horta, mantendo-se entre 25 e 26 ºC no Central.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atlantica-chega-aos-acores-na-sexta-feira-estas-serao-as-ilhas-mais-afetadas-1788358032061.jpg" data-image="1jlwxqm1d0eu"><figcaption>Ao final da tarde de sexta-feira, o vento deverá intensificar-se sobretudo no Grupo Ocidental, com rajadas que poderão aproximar-se dos 60 km/h nas Flores e dos 50 km/h no Corvo.</figcaption></figure><p><strong>No sábado, a instabilidade deverá estender-se ao Grupo Central</strong>, com Faial e Pico a concentrarem a precipitação mais significativa. O vento deverá também reforçar, sobretudo durante a madrugada e a manhã, com <strong>rajadas entre 35 e 45 km/h</strong> em várias ilhas. O estado do mar permanecerá mais adverso no Grupo Ocidental, embora o aumento da ondulação se faça sentir também no Grupo Central. As temperaturas deverão descer temporariamente no Grupo Ocidental, com máximas próximas de 24 ºC no Corvo e 25 ºC nas Flores, enquanto São Miguel poderá alcançar 27 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atlantica-chega-aos-acores-na-sexta-feira-estas-serao-as-ilhas-mais-afetadas-1788362378145.jpg" data-image="cttperrin5in" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>Durante a noite de sexta-feira e a madrugada de sábado, a instabilidade deverá começar a estender-se ao Grupo Central, atingindo inicialmente Faial e Pico, enquanto a precipitação se mantém mais intensa no Grupo Ocidental.</figcaption></figure><p>Entre sábado à noite e domingo deverão registar-se os maiores acumulados de precipitação do episódio, podendo atingir entre <strong>50 a 55 mm nas Flores e no Faial, e os 60 mm na Ilha do Pico</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atlantica-chega-aos-acores-na-sexta-feira-estas-serao-as-ilhas-mais-afetadas-1788362119008.jpg" data-image="u2hvfzg8107t" alt="precipitação acumulada" title="precipitação acumulada"><figcaption>Até ao final de domingo, os maiores acumulados deverão registar-se nas ilhas das Flores, Faial e Pico, onde poderão superar os 50 mm e aproximar-se dos 60 mm nesta última.</figcaption></figure><p>A agitação marítima deverá atingir o <strong>período mais adverso entre o final de sábado e a manhã de domingo</strong>, começando a diminuir durante a tarde. As temperaturas deverão recuperar no Grupo Ocidental, com máximas de 28 ºC no Corvo e nas Flores, enquanto a Horta poderá atingir 27 ºC.</p><h2>Madeira mantém tempo seco e estável até domingo</h2><p>Na Madeira, pelo contrário, <strong>o tempo deverá manter-se seco e estável entre sexta-feira e domingo</strong>, apesar do aumento da nebulosidade previsto para sábado. No domingo, o vento deverá tornar-se mais intenso, com rajadas próximas dos 40 km/h nas zonas mais expostas. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786764" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/padrao-nao-vai-manter-se-ate-11-de-setembro-alerta-marta-godinho-com-efeitos-evidentes-no-clima-em-portugal.html" title="Padrão NAO+ vai manter-se até 11 de setembro, alerta Marta Godinho: 'com efeitos evidentes no tempo em Portugal'">Padrão NAO+ vai manter-se até 11 de setembro, alerta Marta Godinho: "com efeitos evidentes no tempo em Portugal"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/padrao-nao-vai-manter-se-ate-11-de-setembro-alerta-marta-godinho-com-efeitos-evidentes-no-clima-em-portugal.html" title="Padrão NAO+ vai manter-se até 11 de setembro, alerta Marta Godinho: 'com efeitos evidentes no tempo em Portugal'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/padrao-nao-vai-manter-se-ate-11-de-setembro-alerta-marta-godinho-com-efeitos-evidentes-no-clima-em-portugal-1788346611274_320.jpg" alt="Padrão NAO+ vai manter-se até 11 de setembro, alerta Marta Godinho: 'com efeitos evidentes no tempo em Portugal'"></a></article></aside><p>As temperaturas deverão apresentar poucas variações, com <strong>máximas entre 22 e 26 ºC</strong>, geralmente mais elevadas na costa sul.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atlantica-chega-aos-acores-na-sexta-feira-estas-serao-as-ilhas-mais-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[5 destinos em França ideais durante a época baixa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/5-destinos-em-franca-ideais-durante-a-epoca-baixa.html</link><pubDate>Wed, 02 Sep 2026 12:21:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Após um verão de ondas de calor, as temperaturas em França estão gradualmente a voltar ao normal. Que melhor forma de aproveitar o final da temporada do que visitar destinos populares que são mais tranquilos em setembro?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ces-5-destinations-francaises-sont-ideales-en-arriere-saison-1787911445852.jpeg" data-image="kpa7zf5rf17x" alt="As Cabanes Tchanquées (cabanas sobre estacas) na Île aux Oiseaux, no coração da Baía de Arcachon." title="As Cabanes Tchanquées (cabanas sobre estacas) na Île aux Oiseaux, no coração da Baía de Arcachon."><figcaption>As Cabanes Tchanquées (cabanas sobre estacas) na Île aux Oiseaux, no coração da Baía de Arcachon.</figcaption></figure><p> De Bonifacio a Collioure, com paragens na Baía de Arcachon, Biarritz e no Luberon, eis <strong>cinco destinos ideais para visitar agora</strong>, com temperaturas ainda amenas e as multidões a começarem a diminuir. <br> </p><h2>Bonifácio, um regresso à autenticidade</h2><p>Segundo o portal de viagens Ulysse, a Agência de Turismo da Córsega (ATC) registou<strong> 370 mil visitantes em Bonifacio em agosto</strong>, marcando o pico da época turística de verão.</p><p><strong>A partir de setembro, o número de turistas diminui drasticamente</strong> e as temperaturas tornam-se mais amenas do que no verão, variando entre os 19 °C de manhã e os 27 °C à tarde. A temperatura da água do mar mantém-se muito agradável, cerca de 22–23 °C, criando condições ideais para nadar.</p><p>Os visitantes podem passear pelas ruas estreitas da cidadela e subir os 187 degraus da Escadaria do Rei de Aragão, que oferece <strong>vistas deslumbrantes para o mar</strong>. O trilho Campu Rumanilu, que percorre os penhascos de calcário, proporciona uma caminhada revigorante, ideal para ser apreciada de manhã cedo ou ao pôr-do-sol.</p><p>A<strong> cidade medieval recupera uma atmosfera mais local</strong>, permitindo interações mais autênticas com os residentes e comerciantes. As Ilhas Lavezzi e as suas praias também podem ser exploradas num ambiente muito mais tranquilo.</p><h2>Baía de Arcachon, uma fuga tranquila</h2><p>Após o incêndio florestal de Saumos, que desalojou 220.000 pessoas e queimou 42.000 hectares, <strong>o turismo está a regressar gradualmente à Baía de Arcachon</strong>, onde a zona norte tinha sido evacuada. Nesta zona muito visitada, as comunidades costeiras de La Teste-de-Buch, Gujan-Mestras, Le Teich e Arcachon não foram afetadas pelo fogo.</p><p>Em setembro, <strong>a luz dourada, as praias quase desertas e a maresia criam um ambiente tranquilo</strong>. As temperaturas rondam os 22 °C e as águas da baía mantêm-se suficientemente quentes para nadar. A majestosa Duna de Pilat e as aldeias de cultivo de ostras assumem um carácter mais calmo e intimista.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780081" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pedalar-ate-ao-comboio-vai-ficar-mais-simples-lisboa-prepara-57-novos-abrigos-para-bicicletas.html" title="Pedalar até ao comboio vai ficar mais simples: Lisboa prepara 57 novos abrigos para bicicletas">Pedalar até ao comboio vai ficar mais simples: Lisboa prepara 57 novos abrigos para bicicletas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pedalar-ate-ao-comboio-vai-ficar-mais-simples-lisboa-prepara-57-novos-abrigos-para-bicicletas.html" title="Pedalar até ao comboio vai ficar mais simples: Lisboa prepara 57 novos abrigos para bicicletas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pedalar-ate-ao-comboio-vai-ficar-mais-simples-lisboa-prepara-57-novos-abrigos-para-bicicletas-1784826729659_320.jpg" alt="Pedalar até ao comboio vai ficar mais simples: Lisboa prepara 57 novos abrigos para bicicletas"></a></article></aside><p>Suba à duna para contemplar um espetacular pôr-do-sol sobre a Baía de Arcachon e a floresta de Landes. <strong>Setembro é também uma ótima altura para saborear as deliciosas ostras da baía</strong>. Visite um dos pequenos portos de cultivo de ostras, acomode-se numa cabana rústica e desfrute desta iguaria local com um copo de vinho branco.</p><p>Alugue um barco ou faça um passeio numa tradicional pinasse pelas águas tranquilas da Baía de Arcachon. <strong>Explore a Ilha dos Pássaros, onde mais de 150 espécies podem ser observadas durante este período</strong>, além das suas famosas cabanas e enseadas escondidas que parecem congeladas no tempo.</p><h2>O maciço do Luberon, os tons ocre e a arte provençal de viver</h2><p>Entre setembro e novembro, o Luberon transforma-se em tons de dourado, ocre e vermelho. <strong>Os dias são frequentemente ensolarados, com temperaturas que variam entre os 14 e os 20 °C</strong>. Em Cucuron, o lago rodeado por plátanos centenários reflete nuances douradas; os terraços permanecem abertos e as ruas tranquilas convidam os visitantes a passear. A atmosfera outonal capta a arte provençal de viver na sua forma mais serena.</p><p>As<strong> vinhas e os olivais ganham cores marcantes, enquanto os trilhos se transformam em rotas tranquilas de exploração</strong>. A partir de La Motte-d'Aigues, Grambois ou Ansouis, os visitantes podem caminhar por trilhos marcados pelas colinas ou simplesmente caminhar entre vinhas douradas. O outono é também uma época ideal para a fotografia, contemplação e desligar do dia a dia.</p><p>Em setembro, <strong>o estacionamento perto do Colorado Provençal já não exige reserva antecipada</strong>. Os penhascos ocres do maciço de Luberon, cujas cores lembram as paisagens do Oeste americano, brilham sob a luz do outono, que realça a sua rica paleta de cores.</p><h2>Collioure: caminhadas, natação e sabores locais</h2><p>Em Collioure, <strong>o número de turistas começa a diminuir a partir de 15 de agosto, facilitando o estacionamento e o trânsito na vila</strong>. No outono, o porto e os seus restaurantes retomam um ritmo mais tranquilo. Os visitantes podem saborear especialidades locais com anchovas.</p><p>O bairro de Mouré, com as suas casas coloridas, pode ser explorado sem pressas. <strong>As temperaturas mantêm-se amenas, variando entre os 17 e os 25 °C</strong>, enquanto o mar conserva o calor acumulado durante o verão, com temperaturas da água entre os 20 e os 22 °C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ces-5-destinations-francaises-sont-ideales-en-arriere-saison-1787911900524.jpeg" data-image="ab4xxtlguakt" alt="O Castelo Real de Collioure e a Igreja de Notre-Dame-des-Anges." title="O Castelo Real de Collioure e a Igreja de Notre-Dame-des-Anges."><figcaption>O Castelo Real de Collioure e a Igreja de Notre-Dame-des-Anges.</figcaption></figure><p>Visite o Castelo Real de Collioure, construído no interior das fortificações, e a Igreja de Notre-Dame-des-Anges, que possui uma torre sineira em forma de farol e alberga um retábulo barroco aberto a visitas. <strong>Com a sua luz dourada, o outono é a estação perfeita para a fotografia e para caminhadas no ar mais fresco</strong>. É também a época da colheita da uva nas vinhas em socalcos de Banyuls e Collioure.</p><h2>Biarritz: surf e dança</h2><p><strong>O número de visitantes em Biarritz começa a diminuir em setembro</strong>. As temperaturas médias variam entre os 15 °C de manhã e os 23 °C à tarde, enquanto o mar permanece a uns agradáveis 21 °C. <strong>Setembro é um mês ideal para a prática de surf</strong>, graças à temperatura amena da água e às excelentes condições das ondas.</p><p>Desfrute de <strong>praias icónicas como a Côte des Basques ou a Grande Plage</strong> sem as multidões do verão. O Rocher de la Vierge, que oferece vistas panorâmicas da costa, é muito mais fácil de visitar sem as longas filas típicas da época alta.</p><p><strong>Delicie-se com peixe fresco no porto de pesca</strong>, com as suas encantadoras cabanas e portadas coloridas. Por fim, não perca o festival de dança Le Temps d'Aimer, que anima a região durante todo o mês de setembro.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Odyss%C3%A9e%2C%20Luc%20Rongier" data-year="22%20de%20agosto%20del%202026" data-title="Voyage%20Les%20touristes%20sont%20partis%20mais%20le%20soleil%20reste%2C%20ces%205%20destinations%20fran%C3%A7aises%20sont%20encore%20parfaites%20en%20septembre%20et%20octobre" data-url="https%3A%2F%2Fulysse.com%2Fnews%2Fles-touristes-sont-partis-mais-le-soleil-reste-ces-5-destinations-francaises-sont-encore-parfaites-en-septembre-et-octobre">Odyssée, Luc Rongier. (August 22, 2026). <a href="https://ulysse.com/news/les-touristes-sont-partis-mais-le-soleil-reste-ces-5-destinations-francaises-sont-encore-parfaites-en-septembre-et-octobre" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Travel: The tourists are gone but the sun remains — these 5 French destinations are still perfect in September and October</a>.</cite></p></section><p> <a href="https://ulysse.com/news/les-touristes-sont-partis-mais-le-soleil-reste-ces-5-destinations-francaises-sont-encore-parfaites-en-septembre-et-octobre"></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/5-destinos-em-franca-ideais-durante-a-epoca-baixa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Padrão NAO+ vai manter-se até 11 de setembro, alerta Marta Godinho: "com efeitos evidentes no tempo em Portugal"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/padrao-nao-vai-manter-se-ate-11-de-setembro-alerta-marta-godinho-com-efeitos-evidentes-no-clima-em-portugal.html</link><pubDate>Wed, 02 Sep 2026 11:21:47 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O início de setembro será marcado pela alternância entre os regimes NAO+ e Atlantic Ridge, com predomínio do primeiro. Após alguns dias de calor e um sábado instável, as previsões apontam para temperaturas acima da média e pouca chuva.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb3b4du"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb3b4du.jpg" id="xb3b4du"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><br>As previsões do ECMWF apontam para a manutenção de um padrão atmosférico dominado maioritariamente pela fase positiva da Oscilação do Atlântico Norte (NAO+) durante os próximos dias.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Em Portugal, os seus efeitos serão evidentes e, apesar de um episódio de instabilidade no sábado (5), a tendência para a segunda semana de setembro será de <strong>temperaturas acima da média e precipitação abaixo do normal</strong>.</p><h2>A NAO+ estará presente no início de setembro, mas o Atlantic Ridge também terá influência</h2><p>A previsão sub-sazonal dos regimes meteorológicos do ECMWF mostra que a <strong>NAO+ (fase positiva da Oscilação do Atlântico Norte) será o padrão predominante durante grande parte dos primeiros dias de setembro</strong>, embora não de forma contínua. O gráfico evidencia algumas interrupções, com destaque para a influência temporária do regime <strong>Atlantic Ridge (ATR)</strong>, representado a roxo, particularmente em torno do dia 5/6. Posteriormente, a probabilidade de NAO+ volta a aumentar de forma bastante expressiva, tornando-se novamente o regime dominante aproximadamente entre os dias 7 e 10 de setembro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/padrao-nao-vai-manter-se-ate-11-de-setembro-alerta-marta-godinho-com-efeitos-evidentes-no-clima-em-portugal-1788346310593.jpg" data-image="tyypko6n7iu5" alt="Regimes Euro-Atlânticos" title="Regimes Euro-Atlânticos"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-494288">O NAO+ deverá ser o regime predominante durante grande parte dos primeiros dias de setembro, embora com uma interrupção associada ao Atlantic Ridge. Após o dia 6, a probabilidade de NAO+ volta a aumentar de forma bastante expressiva.</figcaption></figure><p>O regime <strong>NAO+</strong> caracteriza-se, de forma simplificada, por um reforço do contraste de pressão entre as altas pressões subtropicais do Atlântico e as baixas pressões nas latitudes mais elevadas. Esta configuração tende a intensificar e deslocar para norte a circulação das principais depressões e frentes atlânticas, deixando Portugal mais frequentemente sob influência anticiclónica e, consequentemente, com <strong>tempo mais seco e estável</strong>.</p><p>Contudo, o gráfico mostra também alguns dias sob maior influência do <strong>Atlantic Ridge</strong>, um regime caracterizado pelo desenvolvimento de uma dorsal de altas pressões sobre o Atlântico Norte. É precisamente neste contexto que se enquadra a <strong>maior instabilidade prevista para sábado, dia 5.</strong></p><p>Assim, mais do que uma situação de NAO+ permanente, os próximos dias deverão apresentar uma <strong>alternância entre NAO+ e Atlantic Ridge, com clara predominância do primeiro no conjunto do período</strong>, algo que terá efeitos evidentes no tempo em Portugal.</p><h2>Até sexta-feira o anticiclone bloqueia as principais tempestades atlânticas</h2><p>Entre esta quarta-feira, dia 2, e sexta-feira, dia 4, as altas pressões deverão manter uma influência importante sobre a Península Ibérica.</p><p>A configuração atmosférica prevista para sexta-feira é bastante ilustrativa: a noroeste dos Açores encontra-se uma depressão atlântica, acompanhada por uma extensa massa de nebulosidade e precipitação. Contudo, entre este sistema e Portugal estabelece-se uma região de altas pressões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/padrao-nao-vai-manter-se-ate-11-de-setembro-alerta-marta-godinho-com-efeitos-evidentes-no-clima-em-portugal-1788346495290.jpg" data-image="jwu1isyowwmw" alt="Configuração atmosférica: Pressão e chuva" title="Configuração atmosférica: Pressão e chuva"><figcaption>As altas pressões no Atlântico e sobre a Península Ibérica ajudam a desviar as principais depressões e frentes para latitudes mais elevadas. A oeste dos Açores observa-se uma depressão atlântica, sem progressão direta para Portugal continental.</figcaption></figure><p>Este "escudo" anticiclónico deverá impedir que as principais frentes atlânticas avancem diretamente sobre Portugal continental, desviando a circulação mais perturbada para norte.</p><p>Ao mesmo tempo, o território continuará sob influência de uma massa de ar bastante quente. <strong>Quinta-feira deverá ser um dos dias mais quentes deste período</strong>, com o Alentejo a poder registar máximas superiores a 40 ºC em alguns locais. Na sexta-feira (4), apesar da manutenção de um ambiente quente, começarão a surgir alguns sinais de mudança. A nebulosidade deverá aumentar e não se exclui a ocorrência pontual de precipitação fraca.</p><h2>Sábado interrompe temporariamente a estabilidade com trovoadas de norte a sul</h2><p>Será no <strong>sábado, dia 5</strong>, que a situação meteorológica poderá tornar-se bastante mais interessante. As projeções atuais apontam para um aumento significativo da atividade convectiva durante o dia. As primeiras células poderão surgir durante a manhã, incluindo em zonas do litoral, nomeadamente nas regiões de Lisboa e Leiria. Com o avançar das horas, a instabilidade deverá estender-se para o interior e para outras regiões do país.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/padrao-nao-vai-manter-se-ate-11-de-setembro-alerta-marta-godinho-com-efeitos-evidentes-no-clima-em-portugal-1788346611274.jpg" data-image="suvub9wj21mc" alt="Densidade de descargas elétricas" title="Densidade de descargas elétricas"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-243646">A instabilidade aumenta significativamente no sábado, com possibilidade de trovoadas em várias regiões do país. No Norte, a Meteored projeta localmente densidades superiores a 10 raios/km², podendo as células convectivas ser acompanhadas por aguaceiros, granizo e rajadas fortes.</figcaption></figure><p>Durante a tarde, o modelo Meteored projeta <strong>descargas elétricas em vários pontos de Portugal continental</strong>, com maior atividade em algumas zonas do Norte e Centro. Localmente, a densidade de raios prevista ultrapassa os 12 raios/km².</p><p>A combinação de <strong>temperaturas elevadas junto à superfície e ar relativamente mais frio em altitude</strong> favorece movimentos verticais vigorosos na atmosfera. O ar quente ascende, arrefece e condensa, permitindo o rápido desenvolvimento de nuvens convectivas. Por isso, além das trovoadas, poderão ocorrer <strong>aguaceiros localmente intensos, granizo e rajadas fortes de vento</strong> associados às células mais desenvolvidas. </p><h2>Depois da instabilidade, o NAO+ volta a deixar a sua marca</h2><p>O episódio de sábado não deverá representar uma alteração definitiva do padrão atmosférico. Pelo contrário, quando se olha para a escala de vários dias, as projeções continuam a favorecer condições compatíveis com a influência do NAO+. E é aqui que os mapas sub-sazonais do ECMWF para a semana de <strong>7 a 14 de setembro</strong> se tornam particularmente relevantes.</p><p>A previsão das anomalias da temperatura a 2 metros apresenta praticamente todo o território continental sob <strong>anomalia positiva</strong>, indicando temperaturas médias semanais superiores aos valores climatológicos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/padrao-nao-vai-manter-se-ate-11-de-setembro-alerta-marta-godinho-com-efeitos-evidentes-no-clima-em-portugal-1788346743560.jpg" data-image="jze86f1naxtt" alt="Anomalia semanal da temperatura" title="Anomalia semanal da temperatura"><figcaption>A segunda semana de setembro deverá apresentar temperaturas médias acima do normal em Portugal continental. A anomalia positiva será mais evidente no Sul e em partes do interior Norte e Centro, sendo mais discreta junto ao litoral.</figcaption></figure><p>O sinal quente deverá ser mais pronunciado no <strong>Sul e em partes do interior das regiões Norte e Centro</strong>. Junto ao litoral Norte e Centro, a influência marítima deverá contribuir para limitar o aquecimento, pelo que as anomalias serão tendencialmente mais modestas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786711" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-12-c-acima-da-media-o-aumento-da-temperatura-previsto-para-amanha-dia-3-reforcara-as-anomalias-termicas-positivas.html" title="Até 12°C acima da média: o aumento da temperatura previsto para amanhã, dia 3, reforçará as anomalias térmicas positivas">Até 12°C acima da média: o aumento da temperatura previsto para amanhã, dia 3, reforçará as anomalias térmicas positivas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-12-c-acima-da-media-o-aumento-da-temperatura-previsto-para-amanha-dia-3-reforcara-as-anomalias-termicas-positivas.html" title="Até 12°C acima da média: o aumento da temperatura previsto para amanhã, dia 3, reforçará as anomalias térmicas positivas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-12-c-acima-da-media-preve-se-um-aumento-da-temperatura-amanha-dia-3-reforcando-as-anomalias-termicas-positivas-1788302148323_320.jpg" alt="Até 12°C acima da média: o aumento da temperatura previsto para amanhã, dia 3, reforçará as anomalias térmicas positivas"></a></article></aside><p>Importa recordar que uma anomalia positiva semanal não significa necessariamente calor extremo todos os dias. Significa, neste caso, que a <strong>temperatura média do conjunto da semana deverá ficar acima da média climatológica</strong> para esta altura do ano.</p><h2>Até dia 11, setembro poderá continuar mais quente e seco que o normal</h2><p>A precipitação reforça ainda mais este cenário. O mapa semanal do ECMWF aponta para <strong>anomalias negativas de precipitação em Portugal</strong>, sinal de que, no conjunto da semana, deverá chover menos do que seria climatologicamente expectável.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/padrao-nao-vai-manter-se-ate-11-de-setembro-alerta-marta-godinho-com-efeitos-evidentes-no-clima-em-portugal-1788346825973.jpg" data-image="egojip00plff" alt="Anomalia semanal da precipitação" title="Anomalia semanal da precipitação"><figcaption>O ECMWF antecipa uma semana globalmente mais seca do que o habitual em Portugal. As anomalias negativas de precipitação reforçam a tendência para uma primeira metade de setembro com poucos episódios de chuva significativa.</figcaption></figure><p>Assim, depois da exceção mais instável prevista para sábado, a tendência de médio prazo volta a favorecer <strong>tempo predominantemente seco e temperaturas acima da média</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/padrao-nao-vai-manter-se-ate-11-de-setembro-alerta-marta-godinho-com-efeitos-evidentes-no-clima-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 12°C acima da média: o aumento da temperatura previsto para amanhã, dia 3, reforçará as anomalias térmicas positivas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-12-c-acima-da-media-o-aumento-da-temperatura-previsto-para-amanha-dia-3-reforcara-as-anomalias-termicas-positivas.html</link><pubDate>Wed, 02 Sep 2026 10:02:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O IPMA prolongou os avisos amarelos de tempo quente. Inicialmente estes estariam em vigor até às 6h do dia 4 de setembro, mas neste momento, deverão prolongar-se até às 18h do mesmo dia. O número de distritos em alerta mantém-se.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb35nx2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb35nx2.jpg" id="xb35nx2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Neste momento, <strong>são 11 os distritos sob aviso amarelo de tempo quente</strong>, de acordo com o IPMA. Este aviso entra em vigor às 9h de amanhã, dia 3 de setembro e termina pelas 18h do dia seguinte, sexta-feira.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Os distritos em questão são: Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Santarém, Lisboa, Setúbal, Portalegre, Évora e Beja. Os restantes, que fazem parte da faixa litoral Norte e Centro e Faro, encontram-se isentos de qualquer aviso, devido a uma <strong>subida mais contida das temperaturas</strong>.</p><h2>Anomalias térmicas vão intensificar-se entre hoje e amanhã</h2><p>O dia de hoje também registará uma subida das temperaturas máximas, no entanto, esta subida será mais contida, face à que se espera para amanhã. Com isto, as anomalias térmicas positivas, ou valores acima da média, hoje já deverão cobrir a maior parte da nossa geografia continental, com <strong>valores até 6 ºC acima da média</strong>, especialmente em alguns pontos dos distritos de Lisboa e Faro. O litoral de Aveiro deverá contar com uma anomalia negativa, ou valores abaixo da média, de até 3 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-12-c-acima-da-media-preve-se-um-aumento-da-temperatura-amanha-dia-3-reforcando-as-anomalias-termicas-positivas-1788302148323.jpg" data-image="qkoxoaldmsyg" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>Como temos vindo a reforçar, as temperaturas contarão com valores muito acima da média em boa parte do país ao longo da tarde de amanhã, quinta-feira.</figcaption></figure><p>Amanhã, durante as horas de maior calor, as anomalias deverão intensificar-se, à medida que se esperam <strong>temperaturas máximas na ordem dos 42 ºC</strong>, especialmente no Alentejo. E será nesta região que as anomalias térmicas mais evidentes deverão ser registadas, como podemos observar no mapa acima, onde os valores poderão ser de até 12 ºC acima da normal climatológica de referência.</p><h2>A partir do fim de semana há alívio térmico, mas não em todo o lado</h2><p>Ainda que na sexta-feira se espere uma <strong>descida das temperaturas em boa parte do país, esta será pouco significativa</strong>, uma vez que os valores deverão manter-se próximos dos 40 ºC em vários pontos do interior do país. No Vale do Douro poderá dar-se uma subida, onde os termómetros poderão registar até 41 ºC, sendo esta a zona mais quente do país nesse dia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786607" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-calor-a-partir-das-09-00-de-quinta-feira-3-esperam-se-temperaturas-elevadas-nestes-11-distritos.html" title="Aviso amarelo de calor: a partir das 09:00 de quinta-feira (3) esperam-se temperaturas elevadas nestes 11 distritos">Aviso amarelo de calor: a partir das 09:00 de quinta-feira (3) esperam-se temperaturas elevadas nestes 11 distritos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-calor-a-partir-das-09-00-de-quinta-feira-3-esperam-se-temperaturas-elevadas-nestes-11-distritos.html" title="Aviso amarelo de calor: a partir das 09:00 de quinta-feira (3) esperam-se temperaturas elevadas nestes 11 distritos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-amarelo-de-calor-a-partir-das-09-00-de-quinta-feira-3-esperam-se-temperaturas-elevadas-nestes-11-distritos-1788257305725_320.png" alt="Aviso amarelo de calor: a partir das 09:00 de quinta-feira (3) esperam-se temperaturas elevadas nestes 11 distritos"></a></article></aside><p>No entanto, nos dias seguintes, a <strong>descida térmica será mais evidente, especialmente no litoral Norte e Centro do país</strong>, trazendo de volta as anomalias nulas (valores dentro da média) ou negativas a esta região. Com isto, e tendo em conta a variabilidade destes fatores, aconselhamos que se mantenha atento às próximas previsões em <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/" target="_blank" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">tempo.pt</a>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-12-c-acima-da-media-o-aumento-da-temperatura-previsto-para-amanha-dia-3-reforcara-as-anomalias-termicas-positivas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Poda das roseiras no outono: quanto se pode e deve cortar antes do inverno?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/poda-das-roseiras-no-outono-quanto-se-pode-e-deve-cortar-antes-do-inverno.html</link><pubDate>Wed, 02 Sep 2026 09:06:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>O outono está a chegar, e com ele surge a questão crucial de como e quando devemos podar os nossos arbustos, plantas perenes e árvores. O ideal é que a poda seja adaptada à espécie específica da planta.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/rosen-schneiden-im-herbst-wie-viel-rueckschnitt-vor-dem-winter-erlaubt-und-sinnvoll-ist-1787835147084.jpeg" data-image="bvjdozj4gyts"><figcaption>A época ideal para a poda varia consoante o tipo e a idade da roseira.</figcaption></figure><p>Nem todas as plantas precisam de ser podadas ao mesmo tempo. Mesmo entre os diferentes tipos de rosas, o momento ideal pode variar. <strong>As condições climáticas locais e a localização da planta também influenciam a época ideal</strong>.</p><h2>A poda no outono é possível</h2><p>Algumas roseiras florescem duas ou três vezes por ano, o que significa que a época ideal para a poda também varia. Por isso, <strong>faz sentido esperar até que a planta tenha definitivamente terminado a floração antes de a podar</strong>. As roseiras ainda podem ser podadas no outono. É aconselhável cortar cerca de um terço do seu comprimento. Um corte mais drástico pode enfraquecer a planta e dificultar a sua sobrevivência durante o inverno.</p><h2>Corte a planta apenas num terço</h2><p>Em geral, <strong>o inverno também provoca um pouco de definhamento nas roseiras</strong>. As geadas severas podem afetá-las tanto que o crescimento na primavera seguinte é significativamente menor. Se a planta tiver sido podada apenas num terço, ainda terá a hipótese de ressurgir do inverno com bastante vigor. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/rosen-schneiden-im-herbst-wie-viel-rueckschnitt-vor-dem-winter-erlaubt-und-sinnvoll-ist-1787834996581.jpeg" data-image="ybldpsjts0z3"><figcaption>A poda pode ser realizada várias vezes por ano.</figcaption></figure><p>Uma boa proteção de inverno para as roseiras consiste, sobretudo, em empilhar ramos de coníferas ou de húmus à sua volta. <strong>Uma mistura de terra vegetal e húmus protege as plantas do frio excessivo</strong>, ajudando a evitar que congelem tão rapidamente. </p><h2>As coníferas protegem as roseiras no inverno</h2><p>Os<strong> ramos das coníferas também devem cobrir bem o solo</strong>. Durante invernos rigorosos e ventos fortes, a vegetação adicional de coníferas pode proporcionar proteção extra, juntamente com a cobertura do solo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="754641" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-podar-uma-roseira-sem-medo-o-corte-que-parece-agressivo-mas-ativa-a-sua-vida-a-partir-do-interior.html" title="Como podar uma roseira sem medo: o corte que parece agressivo mas ativa a sua vida a partir do interior">Como podar uma roseira sem medo: o corte que parece agressivo mas ativa a sua vida a partir do interior</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-podar-uma-roseira-sem-medo-o-corte-que-parece-agressivo-mas-ativa-a-sua-vida-a-partir-do-interior.html" title="Como podar uma roseira sem medo: o corte que parece agressivo mas ativa a sua vida a partir do interior"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/guia-definitiva-para-podar-rosales-1771253244123_320.jpeg" alt="Como podar uma roseira sem medo: o corte que parece agressivo mas ativa a sua vida a partir do interior"></a></article></aside><p>Em alguns casos, podem ser colocados ramos de coníferas à volta das plantas e arbustos. Isto proporciona uma <strong>proteção extra para plantas maiores e mais sensíveis</strong>. Outra opção é a utilização de manta geotêxtil. Esta manta respirável pode ser utilizada para cobrir plantas sensíveis de forma prática.</p><h2>As roseiras também podem ser podadas na primavera</h2><p>Uma <strong>poda completa também pode ser feita na primavera</strong>. Os novos rebentos laterais que surgirem podem ser cortados sem preocupação. Isto ajuda a roseira a manter a sua forma original e desejada.</p><p>Por último, mas não menos importante, a poda drástica pode proteger as roseiras da chamada "senescência". As plantas cujos ramos estão verdes e a produzir flores apenas no topo tornam-se lenhosas e desprovidas de folhagem na parte inferior, o que indica que não foram podadas regularmente. <strong>A poda regular ajuda a planta a produzir novos rebentos saudáveis e a desenvolver flores magníficas</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="t-online.de" data-year="2026" data-title="Rosen%20schneiden%20im%20Herbst%3A%20Ja%20oder%20Nein%3F" data-url="https%3A%2F%2Fwww.t-online.de%2Fheim-garten%2Fgarten%2Fid_90831716%2Frosen-schneiden-im-herbst-wie-viel-ist-erlaubt-.html">t-online.de. (2026). <a href="https://www.t-online.de/heim-garten/garten/id_90831716/rosen-schneiden-im-herbst-wie-viel-ist-erlaubt-.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Rosen schneiden im Herbst: Ja oder Nein?</a>.</cite><br><cite data-author="mein-schoener-Garten.de" data-year="2026" data-title="Winterschutz%20f%C3%BCr%20Rosen" data-url="https%3A%2F%2Fwww.mein-schoener-garten.de%2Fgartenpraxis%2Fziergaerten%2Fwinterschutz-fuer-rosen-7441">mein-schoener-Garten.de. (2026). <a href="https://www.mein-schoener-garten.de/gartenpraxis/ziergaerten/winterschutz-fuer-rosen-7441" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Winterschutz für Rosen</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/poda-das-roseiras-no-outono-quanto-se-pode-e-deve-cortar-antes-do-inverno.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Trajeto global do plástico: mais de 400 milhões de toneladas são produzidas por ano, mas menos de 10% são recicladas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/jornada-global-do-plastico-mais-de-400-milhoes-de-toneladas-sao-produzidas-ao-ano-mas-menos-de-10-sao-recicladas.html</link><pubDate>Wed, 02 Sep 2026 08:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Mais de 400 milhões de toneladas de plástico são produzidas na Terra a cada ano, das quais menos de 10% são recicladas. O seu transporte e distribuição são globais. Os menores são os mais perigosos e os mais difíceis de reduzir.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-transporte-global-de-plasticos-por-tierra-mar-y-aire-1786289774004.jpg" data-image="1dc0dn63e53j"><figcaption>Uma grande proporção dos resíduos gerados pelas atividades humanas é composta por plástico.</figcaption></figure><p>A<strong> poluição por plástico</strong> é <strong>um dos principais problemas e desafios do século atual</strong>. Enquanto lê estas linhas, o ar que entra nos seus pulmões contém partículas microscópicas de plástico (microplásticos e nanoplásticos). Qualquer alimento ou bebida que consuma também conterá vestígios dessas partículas. Nem mesmo o lugar mais isolado e intocado da Terra que possa imaginar escapou da presença do plástico.</p><p>A <strong>produção global anual </strong>de plástico ultrapassa atualmente <strong>400 milhões de toneladas</strong>. Apesar dos anos — e até mesmo décadas — que o mundo desenvolvido dedicou à implementação de medidas para reciclar os diversos tipos de resíduos que geramos, as<strong> taxas globais de reciclagem de plástico permanecem abaixo de 10% da produção total</strong>; consequentemente, a quantidade de plástico na Terra aumenta de ano para ano, agravando os problemas associados.</p><h2>Plásticos à mercê da dinâmica do ar e da água</h2><p>Como observam Tania Alonso Cascallana e Juan F. Samaniego na introdução do seu livro recente '<em>A Era do Plástico</em>' (Shackleton Books, 2026): “<strong>Uma grande parte do plástico produzido desde 1950 acabou nos nossos rios e mares</strong>, decompondo-se em fragmentos cada vez mais pequenos que hoje fazem parte da cadeia alimentar e do ciclo da água; estes são transportados pelo vento e correntes ao redor do globo e também chegam aos nossos corpos”.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-transporte-global-de-plasticos-por-tierra-mar-y-aire-1786289805448.jpg" data-image="zrzpqu8ffeh7"><figcaption>A questão das vastas quantidades de materiais plásticos que se acumulam na Terra é analisada de forma rigorosa no livro '<em>La era del plástico</em>' (Shackleton Books, 2026), de autoria de Tania Alonso Cascallana e Juan F. Samaniego.</figcaption></figure><p>Tanto a<strong> circulação geral atmosférica </strong>como o sistema de<strong> correntes oceânicas</strong> que circunda a Terra<strong> transportam e distribuem</strong> de forma eficaz vastas quantidades de plástico, acumulando-o em áreas propícias a esse acúmulo — como os centros dos cinco principais giros oceânicos, dominados por grandes anticiclones subtropicais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-transporte-global-de-plasticos-por-tierra-mar-y-aire-1786290017446.jpg" data-image="8uze5uzi0qkn"><figcaption>Plásticos estão a acumular-se nos oceanos — na superfície, formando ilhas gigantescas, bem como na coluna de água e no fundo do mar.</figcaption></figure><p>Embora vastas áreas da superfície oceânica (situadas no interior desses giros) deem origem ao que foi apelidado de <strong>"ilhas de plástico"</strong>, uma parcela significativa do plástico que chega aos oceanos distribui-se por toda a coluna de água, abaixo da superfície.</p><p>Nessas <strong>profundezas</strong>, não se encontram fragmentos de plástico tão grandes quanto os que flutuam na superfície, mas sim elementos muito menores — frequentemente de tamanho microscópico — resultantes da degradação de itens plásticos maiores.</p><h2>Uma Terra plastificada</h2><p>Não é exagero dizer que <strong>estamos a cobrir a Terra de plástico</strong>. Podemos lidar com resíduos plásticos de maior porte através de diversas<strong> soluções técnicas</strong>; no entanto, a melhor estratégia para reduzir a quantidade de plástico no planeta envolve <strong>conter a produção e melhorar as taxas de reciclagem</strong> — especificamente mediante a implementação de medidas em países em desenvolvimento, onde a reciclagem de plástico é inexistente ou insignificante.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-transporte-global-de-plasticos-por-tierra-mar-y-aire-1786290039726.jpg" data-image="0kyatyapq4t5"><figcaption>Os plásticos chegaram a todos os cantos do planeta, e o seu acúmulo tem um grande impacto em diversos habitats e organismos vivos.</figcaption></figure><p>Além da eliminação visível e progressiva de plásticos em grande escala, enfrentamos um problema de difícil solução: os <strong>microplásticos e nanoplásticos</strong>. <strong>Invisíveis a olho nu</strong>, estes estão cada vez mais presentes em toda parte na Terra — desde as neves perpétuas que cobrem os picos mais altos das montanhas até às águas das profundezas oceânicas, o gelo no interior da Antártida, as areias no coração do Saara e a chuva que irriga as florestas tropicais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/garrafas-plasticas-recicladas-que-nao-sao-reutilizadas-um-verdadeiro-problema-ambiental.html" title="Garrafas plásticas recicladas que não são reutilizadas: um verdadeiro problema ambiental">Garrafas plásticas recicladas que não são reutilizadas: um verdadeiro problema ambiental</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/garrafas-plasticas-recicladas-que-nao-sao-reutilizadas-um-verdadeiro-problema-ambiental.html" title="Garrafas plásticas recicladas que não são reutilizadas: um verdadeiro problema ambiental"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/bouteilles-plastique-recyclees-environnement-planete-1782975808698_320.jpg" alt="Garrafas plásticas recicladas que não são reutilizadas: um verdadeiro problema ambiental"></a></article></aside><p>“Nos próximos anos — para citar novamente Tania e Juan (autores de '<em>La era del plástico</em>') — (...) teremos mais informações sobre o <strong>impacto </strong>que os menores fragmentos desse material — microplásticos e nanoplásticos — exercem sobre a nossa saúde.</p><p>Para isso, estão a ser desenvolvidos novos métodos de deteção, medição e análise que poderão transformar o que sabemos até agora. E, complementando o trabalho dos cientistas, há o esforço de muitas pessoas que procuram alternativas a este material, lutam para<strong> regulamentar a sua produção e a gestão dos seus resíduos</strong>, ou pressionam pela proibição dos aditivos mais poluentes”.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/jornada-global-do-plastico-mais-de-400-milhoes-de-toneladas-sao-produzidas-ao-ano-mas-menos-de-10-sao-recicladas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A fuga das águas do lago Loughareema é um fenómeno (ainda) inexplicável para os cientistas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-fuga-das-aguas-do-lago-loughareema-e-um-fenomeno-ainda-inexplicavel-para-os-cientistas.html</link><pubDate>Wed, 02 Sep 2026 07:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Graças a um sistema de drenagem subterrâneo que os cientistas ainda não compreendem, este lago pode estar cheio de manhã e vazio algumas horas depois.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-fuga-das-aguas-do-lago-loughareema-e-um-fenomeno-ainda-inexplicavel-para-os-cientistas-1788193657617.jpg" data-image="rfi8ld3rpkxt" alt="lago Loughareem" title="lago Loughareem"><figcaption>O lago Loughareema está localizado no Condado de Antrim, na Irlanda do Norte. Foto: discovernorthernireland.com/</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Ao passar pela estrada de <strong>Ballycastle</strong>, que atravessa o lago das terras altas de <strong>Loughareema</strong>, no condado de <strong>Antrim</strong>, é bem possível que se depare com um <strong>lago transbordante e cheio de vida</strong>. Mas pode também dar-se o caso de estar <strong>vazio e coberto por um leito de lama.</strong></p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Nunca saberá, de antemão, como irá encontrar o lago Loughareema, na região de Gateway. Na Irlanda do Norte, este lugar dinâmico e misterioso é popularmente chamado de “The Vanishing Lake”, o lago que desaparece.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Rodeada por um <strong>pântano húmido</strong> e acessos difíceis, a <strong>paisagem</strong> está frequentemente envolta numa <strong>densa neblina</strong>, tornando-a num destino <strong>pouco</strong> <strong>frequentado</strong> para caminhadas ou piqueniques. Loughareema, para os habitantes, é um <strong>território</strong> <strong>assombrado</strong> e desolado onde as <strong>histórias de fantasmas</strong> se multiplicam.</p><h2>Os fantasmas do lago</h2><p>Reza a lenda que, algures, no início do <strong>século XIX</strong>, uma <strong>carruagem puxada a cavalos</strong> <strong>se afundou</strong> nestas terras lamacentas, enquanto o cocheiro tentava atravessar o <strong>lago</strong>. </p><p>A <strong>passagem</strong> poderia ser feita através de uma <strong>estrada que atravessa o lago</strong>, mas, na calada da <strong>noite</strong>, seria <strong>impossível ver se a linha de água</strong> estava <strong>baixa</strong> ou <strong>elevada</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-fuga-das-aguas-do-lago-loughareema-e-um-fenomeno-ainda-inexplicavel-para-os-cientistas-1788193836418.jpg" data-image="ru47c3f2fsr8" alt="lago Loughareema" title="lago Loughareema"><figcaption>O lago Loughareema é um lugar povoado de lendas com figuras mitológicas, típicas do imaginário folclórico irlandês. Imagem: Canva.com</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A tradição oral conta que, desde então, nas <strong>noites em que o lago está cheio</strong>, um <strong>fantasma</strong> assombra este lugar e se alia a um <strong>kelpie</strong>, criatura aquática mítica, semelhante a um cavalo. Juntos unem as suas forças para <strong>atrair os mais incautos até às águas subterrâneas</strong>, que desaparecem sem deixar vestígio.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="750876" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-lagoa-nao-precisa-de-filtros-e-mesmo-rosa.html" title="Esta lagoa não precisa de filtros: é mesmo rosa">Esta lagoa não precisa de filtros: é mesmo rosa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-lagoa-nao-precisa-de-filtros-e-mesmo-rosa.html" title="Esta lagoa não precisa de filtros: é mesmo rosa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esta-lagoa-nao-precisa-de-filtros-e-mesmo-rosa-1769372762610_320.jpg" alt="Esta lagoa não precisa de filtros: é mesmo rosa"></a></article></aside><p>É somente mais uma história do <strong>folclore</strong> <strong>irlandês</strong>, fértil em lendas, mitos e contos populares transmitidos de geração em geração. Para os <strong>cientistas</strong>, o <strong>mistério</strong> verdadeiramente intrigante de<strong> Loughareema</strong> é bem distinto. Considerado um dos <strong>sítios geológicos mais enigmáticos da Irlanda do Norte</strong>, o fenómeno das <strong>águas desaparecidas</strong> <strong>não</strong> é ainda totalmente <strong>compreendido</strong>.</p><h2>Sistema oculto de drenagem</h2><p><strong>Três riachos</strong> desaguam dentro do lago, mas a <strong>única saída</strong> de <strong>Loughareema</strong> é um <strong>dreno</strong> no fundo, que fica intermitentemente <strong>bloqueado</strong> e <strong>desbloqueado</strong>, originando <strong>mudanças dramáticas</strong> no nível da água.</p><p>Uma depressão na base do lago drena toda a água para canais subterrâneos. Através deste <strong>sistema de drenagem subterrâneo</strong>, ainda <strong>pouco estudado</strong>, a água é sugada, <strong>reaparecendo</strong> a 2,5 quilómetros de distância, na <strong>nascente do rio Carey</strong>, resultando num <strong>lago vazio </strong>até voltar a<strong> encher </strong>com as<strong> correntes vindas dos três ribeiros</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-fuga-das-aguas-do-lago-loughareema-e-um-fenomeno-ainda-inexplicavel-para-os-cientistas-1788193978956.jpg" data-image="sotpr33p81f4" alt="The Vanishing Lake" title="The Vanishing Lake"><figcaption>Um novo estudo, ainda a decorrer no British Geological Survey em Belfast, poderá finalmente explicar o fenómeno. Foto: Mike Simms/ Loughareema, The Vanishing Lake / CC BY-SA 2.0, Wikimedia Commons</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>O <strong>mecanismo natural de Loughareema</strong> intriga os cientistas há décadas, ampliando ainda mais o mistério junto das comunidades locais. Mas <strong>tudo pode estar prestes a mudar</strong> com o <strong>estudo</strong> atualmente conduzido por investigadores do British Geological Survey em Belfast.</p><h2>Uma luz sob o enigma</h2><p>A investigação recorre a <strong>imagens</strong> captadas em <strong><em>time-lapse</em></strong>, que, ao longo dos últimos meses, <strong>registaram,</strong> pela primeira vez, os <strong>movimentos</strong> de <strong>enchimento</strong> e de <strong>esvaziamento</strong> do lago. <strong>Sensores</strong> <strong>de nível de água</strong>, instalados em diferentes locais, mediram igualmente a taxa de <strong>saturação</strong> e de <strong>escoamento</strong> do lago. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="659339" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/este-deserto-alucinante-tem-lagoas-naturais-de-agua-cristalina-entre-montanhas-de-areia-com-mais-de-30-metros-geografia.html" title="Este “deserto” alucinante tem lagoas naturais de água cristalina entre montanhas de areia com mais de 30 metros">Este “deserto” alucinante tem lagoas naturais de água cristalina entre montanhas de areia com mais de 30 metros</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/este-deserto-alucinante-tem-lagoas-naturais-de-agua-cristalina-entre-montanhas-de-areia-com-mais-de-30-metros-geografia.html" title="Este “deserto” alucinante tem lagoas naturais de água cristalina entre montanhas de areia com mais de 30 metros"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/descubre-estas-aguas-cristalinas-situadas-en-una-zona-de-la-tierra-que-jamas-lo-dirias-1717258245162_320.jpeg" alt="Este “deserto” alucinante tem lagoas naturais de água cristalina entre montanhas de areia com mais de 30 metros"></a></article></aside><p> Os <strong>resultados</strong>, que se espera que sejam divulgados ainda antes do final de <strong>2026</strong>, poderão não trazer uma explicação científica para as <strong>criaturas fantasmagóricas</strong>. Mas é bem provável que possam resolver finalmente o mistério que faz o <strong>Loughareema</strong> <strong>desaparecer</strong> e <strong>reaparecer</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-fuga-das-aguas-do-lago-loughareema-e-um-fenomeno-ainda-inexplicavel-para-os-cientistas-1788194202520.jpg" data-image="n3i9sv97tzoq" alt="Loughareema, The Vanishing Lake" title="Loughareema, The Vanishing Lake"><figcaption>A única saída do lago é um dreno subterrâneo que fica ora bloqueado, ora desbloqueado, originando mudanças dramáticas no nível da água. horslip5, CC BY 2.0, via Flickr</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Até lá, os irlandeses continuam cautelosos. Se passar pelo local, portanto, lembre-se de que a <strong>estrada de Ballycastle</strong> não é um lugar para se visitar depois do sol posto. Nunca se sabe quando uma <strong>mão</strong> <strong>se erguerá na escuridão</strong> para o <strong>arrastar até às trevas</strong> do sistema subterrâneo do lago Loughareema.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Kirstin%20Lemon" data-year="" data-title="Geological%20Survey%20Northern%20Ireland" data-url="https%3A%2F%2Fwww.geolsoc.org.uk%2Fscience-and-policy%2F100-great-geosites%2Flandscape%2Floughareema%2F">Kirstin Lemon. <a href="https://www.geolsoc.org.uk/science-and-policy/100-great-geosites/landscape/loughareema/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Geological Survey Northern Ireland</a>.</cite><br><cite data-author="Sacha%20Pere" data-year="" data-title="Loughareema%3A%20The%20'vanishing%20lake'%20in%20Northern%20Ireland%20that%20mysteriously%20drains%20and%20refills%20itself%20within%20hours.%20LiveScience" data-url="https%3A%2F%2Fwww.livescience.com%2Fplanet-earth%2Fgeology%2Floughareema-the-vanishing-lake-in-northern-ireland-that-mysteriously-drains-and-refills-itself-within-hours">Sacha Pere. <a href="https://www.livescience.com/planet-earth/geology/loughareema-the-vanishing-lake-in-northern-ireland-that-mysteriously-drains-and-refills-itself-within-hours" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Loughareema: The 'vanishing lake' in Northern Ireland that mysteriously drains and refills itself within hours. LiveScience</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-fuga-das-aguas-do-lago-loughareema-e-um-fenomeno-ainda-inexplicavel-para-os-cientistas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Confirmado o 'pico' do episódio de calor: quinta-feira, 3 de setembro, quatro cidades irão ultrapassar os 38 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/confirmado-o-pico-do-episodio-de-calor-quinta-feira-3-de-setembro-quatro-cidades-irao-ultrapassar-os-38-c.html</link><pubDate>Wed, 02 Sep 2026 06:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O calor atingirá o seu ponto máximo esta quinta-feira em Portugal continental. Quatro capitais de distrito deverão ultrapassar os 38 ºC, enquanto localmente os termómetros poderão aproximar-se dos 42 ºC.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb30sti"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb30sti.jpg" id="xb30sti"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O episódio de calor que está a afetar <strong>Portugal continental</strong> deverá atingir o seu ponto máximo esta <strong>quinta-feira, 3 de setembro</strong>, confirmando-se o cenário que os modelos meteorológicos têm vindo a antecipar nos últimos dias.</p><p>De acordo com a atualização mais recente do modelo de referência da Meteored, o <strong>ECMWF</strong>, a subida das temperaturas será particularmente expressiva no interior e nas regiões a sul do Tejo, onde várias localidades poderão alcançar ou mesmo ultrapassar a barreira dos <strong>40 ºC</strong>.</p><p>Entre as capitais de distrito, destacam-se <strong>Santarém, Portalegre, Évora e Beja</strong>, todas com temperaturas previstas acima dos 38 ºC durante as horas mais quentes do dia. Contudo, o calor será intenso em muitas outras regiões do país.</p><h2>Quinta-feira será o dia mais quente deste episódio</h2><p>Durante esta terça e quarta-feira, as temperaturas continuarão a subir progressivamente em Portugal continental, mas será na <strong>quinta-feira</strong> que a massa de ar muito quente deverá atingir a sua máxima expressão sobre o território.</p><p>Logo pelas 13:00, o ECMWF já prevê valores elevados em praticamente todo o interior. Nesta altura, <strong>Évora e Beja poderão atingir 38 ºC</strong>, enquanto Portalegre deverá chegar aos 37 ºC e Castelo Branco aos 36 ºC.</p><p>Nas regiões mais próximas do litoral, as temperaturas serão mais moderadas, sobretudo devido à influência marítima, com valores consideravelmente inferiores aos previstos no interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/confirmado-o-pico-do-episodio-de-calor-quinta-feira-3-de-setembro-quatro-cidades-irao-ultrapassar-os-38-c-1788273665988.jpg" data-image="0teyet4cx9ot" alt="O calor intensifica-se rapidamente durante a tarde de quinta-feira" title="O calor intensifica-se rapidamente durante a tarde de quinta-feira"><figcaption>Pelas 13:00, Évora e Beja poderão já atingir os 38 ºC, enquanto grande parte do interior registará temperaturas superiores a 35 ºC.</figcaption></figure><p>O aquecimento continuará durante as primeiras horas da tarde, levando os termómetros ainda mais longe. A combinação entre uma <strong>massa de ar muito quente</strong>, forte insolação e condições atmosféricas favoráveis ao aquecimento fará com que o pico seja alcançado em várias regiões entre o início e o meio da tarde.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786607" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-calor-a-partir-das-09-00-de-quinta-feira-3-esperam-se-temperaturas-elevadas-nestes-11-distritos.html" title="Aviso amarelo de calor: a partir das 09:00 de quinta-feira (3) esperam-se temperaturas elevadas nestes 11 distritos">Aviso amarelo de calor: a partir das 09:00 de quinta-feira (3) esperam-se temperaturas elevadas nestes 11 distritos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-calor-a-partir-das-09-00-de-quinta-feira-3-esperam-se-temperaturas-elevadas-nestes-11-distritos.html" title="Aviso amarelo de calor: a partir das 09:00 de quinta-feira (3) esperam-se temperaturas elevadas nestes 11 distritos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-amarelo-de-calor-a-partir-das-09-00-de-quinta-feira-3-esperam-se-temperaturas-elevadas-nestes-11-distritos-1788257305725_320.png" alt="Aviso amarelo de calor: a partir das 09:00 de quinta-feira (3) esperam-se temperaturas elevadas nestes 11 distritos"></a></article></aside><p>É precisamente neste período que deverão surgir os valores mais elevados previstos para Portugal continental.</p><h2>Quatro capitais de distrito ultrapassarão os 38 ºC</h2><p>Por volta das <strong>16:00</strong>, o cenário previsto pelo ECMWF é particularmente expressivo. <strong>Évora e Beja poderão alcançar os 41 ºC</strong>, tornando-se as capitais distritais mais quentes do país.</p><p>Logo atrás surgem <strong>Santarém e Portalegre, ambas com 39 ºC</strong>. São, assim, <strong>quatro as capitais de distrito que deverão ultrapassar os 38 ºC</strong> durante o pico deste episódio de calor.</p><p>Também <strong>Castelo Branco poderá atingir 38 ºC</strong>, enquanto Coimbra e Lisboa poderão chegar aos 36 ºC. No Norte, os valores serão inferiores, mas ainda elevados em várias regiões do interior, com cerca de 34 ºC em Vila Real e Viseu e 33 ºC em Bragança.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/confirmado-o-pico-do-episodio-de-calor-quinta-feira-3-de-setembro-quatro-cidades-irao-ultrapassar-os-38-c-1788273713267.jpg" data-image="v2jrdfj08r05" alt="Évora e Beja poderão atingir 41 ºC no pico do calor" title="Évora e Beja poderão atingir 41 ºC no pico do calor"><figcaption>Às 16:00, o ECMWF prevê 41 ºC em Évora e Beja e 39 ºC em Santarém e Portalegre. Castelo Branco poderá atingir os 38 ºC.</figcaption></figure><p>À escala local, os valores poderão ser ainda superiores aos apresentados para as capitais de distrito. Algumas zonas do <strong>Ribatejo e do interior alentejano</strong> estarão entre as mais expostas ao calor intenso, não sendo de excluir temperaturas próximas dos <strong>42 ºC</strong>.</p><p>O contraste com o litoral será bastante acentuado. A influência atlântica manterá as temperaturas claramente mais baixas sobretudo junto à costa Norte e Centro, enquanto no interior o calor será muito mais intenso.</p><h2>Temperaturas até 12 ºC acima do normal em Lisboa</h2><p>A intensidade deste episódio torna-se ainda mais evidente quando se comparam as temperaturas previstas com os valores climatologicamente habituais para o início de setembro.</p><p>Na quinta-feira à tarde, praticamente todo o território continental apresentará <strong>anomalias térmicas positivas</strong>, com desvios muito significativos em várias regiões.</p><p>Segundo o ECMWF, Lisboa poderá apresentar uma temperatura cerca de <strong>12 ºC acima da média</strong>, enquanto Beja surge com uma anomalia próxima de <strong>+11 ºC</strong>. Em Évora, Santarém, Castelo Branco e Portalegre, os desvios poderão rondar os <strong>+9 a +10 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/confirmado-o-pico-do-episodio-de-calor-quinta-feira-3-de-setembro-quatro-cidades-irao-ultrapassar-os-38-c-1788273766687.jpg" data-image="ik5q5v0jfrt9" alt="Temperaturas poderão ficar até 12 ºC acima do normal" title="Temperaturas poderão ficar até 12 ºC acima do normal"><figcaption>As anomalias positivas dominarão Portugal continental na quinta-feira, podendo atingir +12 ºC em Lisboa e cerca de +10/+11 ºC em várias regiões do Sul.</figcaption></figure><p>Mesmo no Norte e Centro, onde as temperaturas absolutas não deverão atingir os valores previstos para o Alentejo e Ribatejo, os desvios face à média serão bastante expressivos. Viseu poderá registar cerca de <strong>+9 ºC</strong>, enquanto Vila Real e Coimbra poderão apresentar aproximadamente <strong>+8 ºC</strong>.</p><p>Este cenário confirma o caráter anormalmente quente da massa de ar que estará sobre Portugal durante o pico do episódio.</p><h2>Massa de ar subtropical ajudará os termómetros a disparar</h2><p>Na origem deste episódio encontra-se a presença de uma <strong>massa de ar muito quente de origem subtropical</strong>, transportada para a Península Ibérica e reforçada pela configuração atmosférica prevista para estes dias.</p><p>O mapa da temperatura aos <strong>850 hPa</strong>, um nível situado aproximadamente a 1500 metros de altitude e muito utilizado para analisar massas de ar, mostra valores extremamente elevados para a época sobre grande parte da Península Ibérica.</p><p>Na quinta-feira à tarde, o ECMWF prevê temperaturas aos 850 hPa próximas dos <strong>25 a 26 ºC</strong> em grande parte do interior português, evidenciando a presença de ar muito quente em altitude.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/confirmado-o-pico-do-episodio-de-calor-quinta-feira-3-de-setembro-quatro-cidades-irao-ultrapassar-os-38-c-1788273831560.jpg" data-image="u5ore0g6k81y" alt="Uma massa de ar muito quente dominará a Península Ibérica" title="Uma massa de ar muito quente dominará a Península Ibérica"><figcaption>Aos 850 hPa, o ECMWF prevê temperaturas próximas dos 25 a 26 ºC sobre grande parte do interior de Portugal durante a tarde de quinta-feira.</figcaption></figure><p>Esta configuração, conjugada com a forte insolação e a subsidência associada à circulação anticiclónica, favorecerá um <strong>aquecimento muito significativo junto à superfície</strong>, especialmente nas regiões interiores.</p><p>Além das máximas muito elevadas durante o dia, o calor também terá consequências durante a noite, com dificuldades no arrefecimento em diversas regiões.</p><h2>A noite também será muito quente em várias regiões</h2><p>Depois de uma tarde com temperaturas próximas ou superiores aos 40 ºC em alguns locais, a descida dos termómetros durante a noite será relativamente lenta.</p><p>Na madrugada e início da manhã de sexta-feira, várias regiões deverão continuar com temperaturas superiores aos <strong>20 ºC</strong>, configurando uma <strong>noite tropical</strong> em diversos pontos do território.</p><p>Às 07:00, o ECMWF prevê cerca de <strong>26 ºC em Portalegre, 24 ºC em Lisboa, 23 ºC em Vila Real, Évora e Beja e 22 ºC na Guarda e em Castelo Branco</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/confirmado-o-pico-do-episodio-de-calor-quinta-feira-3-de-setembro-quatro-cidades-irao-ultrapassar-os-38-c-1788273895106.jpg" data-image="49rig74awqr2" alt="A noite de quinta para sexta será tropical em várias regiões" title="A noite de quinta para sexta será tropical em várias regiões"><figcaption>Às 07:00 de sexta-feira, várias cidades continuarão acima dos 20 ºC, com cerca de 26 ºC em Portalegre e 24 ºC em Lisboa.</figcaption></figure><p>Estes valores mostram que o episódio não se limitará às temperaturas máximas. A persistência de temperaturas elevadas durante a noite poderá reduzir significativamente o <strong>arrefecimento noturno</strong>, sobretudo no interior e em algumas áreas urbanas.</p><p>No entanto, esta será também a fase em que começará uma mudança no padrão meteorológico, com uma descida das temperaturas a tornar-se evidente durante a sexta-feira.</p><h2>O calor dará tréguas na sexta-feira</h2><p>Depois do pico de quinta-feira, o ECMWF aponta para uma <strong>descida significativa das temperaturas na sexta-feira, 4 de setembro</strong>, particularmente no litoral e nas regiões a sul do Tejo.</p><p>Às 16:00, Évora deverá passar dos cerca de <strong>41 ºC previstos na quinta para 36 ºC na sexta</strong>, enquanto Beja poderá descer de 41 para aproximadamente 35 ºC. Santarém deverá ficar perto dos 33 ºC e Portalegre também poderá rondar os 33 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/confirmado-o-pico-do-episodio-de-calor-quinta-feira-3-de-setembro-quatro-cidades-irao-ultrapassar-os-38-c-1788273958205.jpg" data-image="x7ld9w00prq7" alt="As temperaturas descem significativamente na sexta-feira" title="As temperaturas descem significativamente na sexta-feira"><figcaption>Após o pico de quinta-feira, o calor perderá intensidade na sexta, com uma descida acentuada das máximas sobretudo no Centro e Sul.</figcaption></figure><p>Apesar desta descida, <strong>o tempo continuará quente em várias regiões do interior</strong>, não significando o fim completo das temperaturas elevadas. Ainda assim, os valores extremos previstos para quinta-feira deverão deixar de se verificar na generalidade do território.</p><p>Assim, tudo indica que <strong>quinta-feira, 3 de setembro, será o ponto máximo deste curto episódio de calor</strong>, com quatro capitais de distrito acima dos 38 ºC, máximas de 41 ºC em Évora e Beja e valores localmente próximos dos 42 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/confirmado-o-pico-do-episodio-de-calor-quinta-feira-3-de-setembro-quatro-cidades-irao-ultrapassar-os-38-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Esta aldeia quer perder o selo da UNESCO. "Estamos num jardim zoológico?"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-aldeia-quer-perder-o-selo-da-unesco-estamos-num-jardim-zoologico.html</link><pubDate>Wed, 02 Sep 2026 05:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Com 17 habitantes e cerca de 100 mil turistas por ano, Vlkolínec divide-se entre preservar o património e recuperar a tranquilidade. “Os turistas vão onde querem e ficam a bisbilhotar todos os dias.”</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-aldeia-quer-perder-o-selo-da-unesco-estamos-num-jardim-zoologico-1784984808937.jpg" data-image="uc7gfil8k73k" alt="Vlkolinec" title="Vlkolinec"><figcaption>A aldeia onde o selo da UNESCO já não é motivo de festa. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>“Estamos num zoo ou algo do género?” O protesto é feito por Anton Sabucha, um reformado de 68 anos, à agência de notícias France-Presse (AFP). Em frente ao portão da sua casa, as placas não deixam dúvidas: <strong>aqui os turistas não são bem-vindos</strong>. </p><p>"Propriedade privada". "Entrada proibida." "Proibida a fotografia". Placas com estes dizeres são os mais comuns de encontrar em<strong> Vlkolinec</strong>, uma pequena aldeia eslovaca classificada como Património Mundial da UNESCO desde 1993.</p><div class="texto-destacado">Com 45 casas de madeira inalteradas e menos de 20 habitantes, Vlkolinec é visitada por 100 mil turistas por ano. Os residentes, porém, não ficam satisfeitos com estes números. É caso para dizer que o desespero dos locais é real.</div><p>"Os turistas vão onde querem, tiram fotografias e ficam a bisbilhotar todos os dias", descreveu Sabucha.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="588152" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/turismo-de-massas-ameaca-lugares-unicos-do-planeta-economia-sustentabilidade.html" title="Turismo de massas ameaça lugares únicos do planeta">Turismo de massas ameaça lugares únicos do planeta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/turismo-de-massas-ameaca-lugares-unicos-do-planeta-economia-sustentabilidade.html" title="Turismo de massas ameaça lugares únicos do planeta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/turismo-de-massas-ameaca-lugares-unicos-economia-sustentabilidade-1700007242805_320.jpg" alt="Turismo de massas ameaça lugares únicos do planeta"></a></article></aside><p>Afinal, os visitantes chegam aqui atraídos pelas casas de madeira pintadas sobretudo em tons de branco, amarelo ou castanho e pelos trilhos de floresta que podem ser feitos a pé ou de bicicleta.</p><h2>A aldeia onde o título da UNESCO já não é motivo de orgulho</h2><p>Para a maioria das localidades, entrar na lista do <strong>Património Mundial da UNESCO</strong> é um sonho. Significa reconhecimento internacional, maior proteção e, quase sempre, mais visitantes. Mas esta pequena aldeia no norte da Eslováquia começa a olhar para essa distinção de forma bem diferente. </p><div class="texto-destacado">Em Vlkolínec, alguns habitantes acreditam que perder o estatuto seria a melhor forma de recuperar a tranquilidade.</div><p>Pode parecer contraditório, mas, quando vivem 17 pessoas num lugar que recebe cerca de 100 mil turistas por ano, a realidade torna-se bastante diferente daquela que os visitantes imaginam.</p><p>Escondida nas montanhas da região de Liptov, perto da cidade de Ružomberok, <strong>Vlkolínec é considerada um dos mais bem preservados exemplos de arquitetura rural tradicional da Europa Central</strong>. A aldeia nasceu no século XV e mantém um conjunto de cerca de 45 casas de madeira, pintadas em tons suaves, além de um campanário histórico e outros edifícios que praticamente não mudaram ao longo dos séculos. Foi precisamente esse valor patrimonial que levou a UNESCO a classificá-la como Património Mundial em 1993.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-aldeia-quer-perder-o-selo-da-unesco-estamos-num-jardim-zoologico-1784985041825.jpg" data-image="gd4gc1pa3ty5" alt="Vlkolinec" title="Vlkolinec"><figcaption>Os visitantes chegam atraídos pelas casas de madeira. Foto: Wikimedia // 10ricardo</figcaption></figure><p>O problema é que Vlkolínec não é um museu. Continua a ser uma aldeia habitada e, para quem vive ali todos os dias, <strong>a constante presença de turistas começa a pesar</strong>.</p><p>Anton Sabucha, o residente mais antigo da aldeia, tornou-se a voz mais conhecida deste descontentamento.</p><h2>Quando o turismo deixa de ser bem-vindo</h2><p>Segundo o morador, muitos visitantes entram em propriedades privadas, fotografam janelas e jardins e passeiam como se toda a aldeia fosse um parque temático. A situação levou-o mesmo a defender que <strong>Vlkolínec estaria melhor sem o selo da UNESCO</strong>, caso isso ajudasse a reduzir a pressão turística.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775880" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/por-que-alguns-locais-nao-querem-mais-fazer-parte-da-lista-do-patrimonio-mundial-da-unesco.html" title="Por que é que alguns locais já não querem fazer parte da Lista do Património Mundial da UNESCO?">Por que é que alguns locais já não querem fazer parte da Lista do Património Mundial da UNESCO?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/por-que-alguns-locais-nao-querem-mais-fazer-parte-da-lista-do-patrimonio-mundial-da-unesco.html" title="Por que é que alguns locais já não querem fazer parte da Lista do Património Mundial da UNESCO?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/perche-alcune-desitazioni-non-vogliono-piu-essere-parte-della-lista-del-patrimonio-unesco-1781773558638_320.jpg" alt="Por que é que alguns locais já não querem fazer parte da Lista do Património Mundial da UNESCO?"></a></article></aside><p>O pior é que as queixas não ficam por aqui. Os residentes apontam também a <strong>falta de infraestruturas</strong> para receber tantas pessoas. Há quem denuncie a escassez de estacionamento, a inexistência de casas de banho públicas suficientes e situações em que turistas entram inadvertidamente em propriedades privadas ou utilizam jardins como alternativa às instalações sanitárias.</p><p>Jan Ondrik, presidente da associação de residentes de Vlkolinec, alertou que, às vezes, os turistas podem "fazer as suas necessidades no jardim de alguém" e contou que já encontrou turistas a entrar na sua casa. </p><h2>Nem todos querem abdicar da UNESCO</h2><p>Apesar da polémica, a ideia de abandonar a classificação <strong>está longe de reunir consenso</strong>. Muitos habitantes reconhecem que o estatuto da UNESCO foi essencial para preservar as casas históricas e garantir investimentos na conservação do património. Além disso, a autarquia de Ružomberok não pretende solicitar qualquer retirada da lista.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-aldeia-quer-perder-o-selo-da-unesco-estamos-num-jardim-zoologico-1784985194134.jpg" data-image="532fr9si92q3" alt="Vlkolinec" title="Vlkolinec"><figcaption>Uma discussão que divide moradores. Foto: Wikimedia // Maros M r a z (Maros)</figcaption></figure><p>Os responsáveis locais defendem que Vlkolínec continua a ser uma "aldeia viva" e não um museu ao ar livre. Como forma de compensação pelos incómodos causados pelo turismo, os residentes recebem uma<strong> contribuição anual de cerca de 400€</strong>, embora vários considerem esse valor insuficiente face ao impacto diário da elevada afluência de visitantes. Aliás, as queixas têm vindo a crescer cada vez mais.</p><p>“Os residentes sentem que a câmara municipal está a fazer mais pelos turistas do que pelos residentes”, partilhou Ondrik.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="P%C3%BAblico" data-year="2026" data-title="%E2%80%9CEstamos%20num%20zoo%3F%E2%80%9D%3F%20Aldeia%20eslovaca%20quer%20perder%20selo%20UNESCO%20devido%20a%20excesso%20de%20turismo" data-url="https%3A%2F%2Fwww.publico.pt%2F2026%2F07%2F08%2Ffugas%2Fnoticia%2Fzoo-aldeia-eslovaca-quer-perder-selo-unesco-devido-excesso-turismo-2180964">Público. (2026). <a href="https://www.publico.pt/2026/07/08/fugas/noticia/zoo-aldeia-eslovaca-quer-perder-selo-unesco-devido-excesso-turismo-2180964" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">“Estamos num zoo?”? Aldeia eslovaca quer perder selo UNESCO devido a excesso de turismo</a>.</cite><br><cite data-author="Not%C3%ADcias%20ao%20Minuto" data-year="2026" data-title="Vlkol%C3%ADnec%20tem%2017%20habitantes%20e%20recebe%20100%20mil%20turistas%3A%20%22Estamos%20num%20zoo%3F%22" data-url="https%3A%2F%2Fwww.noticiasaominuto.com%2Fmundo%2F3015808%2Fvlkolinec-tem-17-habitantes-e-recebe-100-mil-turistas-estamos-num-zoo">Notícias ao Minuto. (2026). <a href="https://www.noticiasaominuto.com/mundo/3015808/vlkolinec-tem-17-habitantes-e-recebe-100-mil-turistas-estamos-num-zoo" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Vlkolínec tem 17 habitantes e recebe 100 mil turistas: "Estamos num zoo?"</a>.</cite><br><cite data-author="Jornal%20de%20Not%C3%ADcias" data-year="2026" data-title="A%20vila%20museu%20onde%20turistas%20n%C3%A3o%20s%C3%A3o%20bem-vindos" data-url="https%3A%2F%2Fwww.jn.pt%2Fvolta-ao-mundo%2Fartigo%2Fa-vila-museu-onde-turistas-nao-sao-bem-vindos%2F18103225">Jornal de Notícias. (2026). <a href="https://www.jn.pt/volta-ao-mundo/artigo/a-vila-museu-onde-turistas-nao-sao-bem-vindos/18103225" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A vila museu onde turistas não são bem-vindos</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Pincelli%2C%20I" data-year="2026" data-title="Aldeia%20com%2017%20habitantes%20est%C3%A1%20cansada%20do%20turismo.%20Quer%20deixar%20de%20ser%20patrim%C3%B3nio%20da%20UNESCO" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fviagens%2Faldeia-com-17-habitantes-esta-cansada-do-turismo-quer-deixar-de-ser-patrimonio-da-unesco">NiT, Pincelli, I. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/viagens/aldeia-com-17-habitantes-esta-cansada-do-turismo-quer-deixar-de-ser-patrimonio-da-unesco" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Aldeia com 17 habitantes está cansada do turismo. Quer deixar de ser património da UNESCO</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-aldeia-quer-perder-o-selo-da-unesco-estamos-num-jardim-zoologico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Conheça a tecnologia alemã que ajuda a NASA a descobrir novos mundos invisíveis]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/conheca-a-tecnologia-alema-que-ajuda-a-nasa-a-descobrir-novos-mundos-invisiveis.html</link><pubDate>Tue, 01 Sep 2026 17:09:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O Telescópio Espacial Nancy Grace Roman foi lançado a 30 de agosto de 2026 num Falcon Heavy equipado com 27 motores. Este integra tecnologia essencial desenvolvida em Heidelberg, concebida para revelar e identificar mundos anteriormente ocultos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/in-heidelberg-gebaut-jetzt-auf-dem-weg-ins-all-deutsche-praezision-hilft-der-nasa-unsichtbare-welten-aufzuspueren-1788164255333.png" data-image="sqa0ahzdt1p9" alt="Desde Heidelberg hasta las profundidades del espacio: la ingeniería de precisión de la ciudad a orillas del Neckar contribuirá a que el telescopio Roman de la NASA investigue planetas hasta ahora ocultos." title="Desde Heidelberg hasta las profundidades del espacio: la ingeniería de precisión de la ciudad a orillas del Neckar contribuirá a que el telescopio Roman de la NASA investigue planetas hasta ahora ocultos."><figcaption>De Heidelberg às profundezas do espaço: a engenharia de precisão da cidade às margens do rio Neckar contribuirá para que o telescópio Roman da NASA investigue planetas até agora desconhecidos.</figcaption></figure><p>Roman encontra-se atualmente numa viagem de cerca de três meses rumo ao seu posto de observação no ponto de Lagrange L2, <strong>situado a aproximadamente 1,6 milhões de quilómetros de distância</strong>. A partir daí, o telescópio tem como objetivo desvendar alguns dos maiores mistérios do nosso Universo.</p><h2>Roman dispõe de dois "olhos" científicos:</h2><p>Uma potente câmara de infravermelhos capta vastas regiões do céu, enquanto um coronógrafo especializado procura planetas que antes permaneciam ocultos. É aqui que entra em jogo a tecnologia alemã. O Instituto Max Planck de Astronomia de Heidelberg <strong>o único parceiro alemão direto da NASA</strong>, desempenhou um papel fundamental no seu desenvolvimento.</p><p>Em Heidelberg, foram criados seis «Mecanismos de Alinhamento de Precisão» (PAM, na sigla em inglês). Estes mecanismos de precisão alinham filtros, <strong>espelhos e outros componentes ópticos com rigorosa exatidão e mantêm a sua estabilidade durante muitas horas</strong>.</p><p>Mesmo o mais ínfimo desvio poderia comprometer a observação de um planeta distante. A equipa de Heidelberg <strong>contou com o apoio da empresa von Hoerner & Sulger, sediada na localidade vizinha de Schwetzingen</strong>.</p><h2>Como o Roman revela planetas ocultos </h2><p>Os exoplanetas são difíceis de detetar diretamente, mesmo com telescópios potentes. <strong>No espectro da luz visível, refletem apenas uma fração minúscula da luz da sua estrela</strong>, o que faz com que desapareçam quase por completo no brilho intenso desta.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/in-heidelberg-gebaut-jetzt-auf-dem-weg-ins-all-deutsche-praezision-hilft-der-nasa-unsichtbare-welten-aufzuspueren-1788164447080.png" data-image="vvazyw20xy01" alt="Miles de millones de estrellas y, posiblemente, innumerables mundos ocultos: el telescopio Roman de la NASA aportará nuevos conocimientos sobre nuestra galaxia, gracias a tecnología de alta precisión procedente de Heidelberg. Imagen representativa." title="Miles de millones de estrellas y, posiblemente, innumerables mundos ocultos: el telescopio Roman de la NASA aportará nuevos conocimientos sobre nuestra galaxia, gracias a tecnología de alta precisión procedente de Heidelberg. Imagen representativa."><figcaption>Milhares de milhões de estrelas e, possivelmente, inúmeros mundos ocultos: o telescópio Roman da NASA irá proporcionar novos conhecimentos sobre a nossa galáxia, graças à tecnologia de alta precisão proveniente de Heidelberg. Imagem ilustrativa.</figcaption></figure><p>O <strong>coronógrafo</strong> a bordo da Roman foi concebido para bloquear essa luz estelar interferente através de máscaras especiais, permitindo assim que a luz fraca de um planeta se torne visível.</p><h3>Isto requer uma precisão extrema:</h3><ul><li>Os mecanismos fabricados em Heidelberg<strong> devem manter um alinhamento estável de filtros, espelhos e máscaras durante muitas horas</strong>.</li><li>É permitido que os mecanismos <strong>se desviem no máximo 40 milissegundos de arco num período de oito horas</strong>.</li><li>Só com este nível de estabilidade <strong>é que o coronógrafo</strong> <strong>pode estudar planetas pouco luminosos situados perto de estrelas muito brilhantes</strong>.<br></li></ul><h2>Um primeiro passo para obter imagens de uma segunda Terra </h2><p>O coronógrafo foi <strong>concebido principalmente para captar imagens na luz visível de gigantes gasosos mais antigos e frios, bem como de discos de poeira em torno de estrelas próximas</strong>. Embora este instrumento ainda não consiga fotografar diretamente uma "segunda Terra", testa uma tecnologia que poderá revelar-se crucial para futuros telescópios espaciais.</p><div class="texto-destacado">Se o design da câmara demonstrar a sua eficácia em condições espaciais, os futuros observatórios poderão obter imagens diretas de planetas mais pequenos semelhantes à Terra e, potencialmente, até analisar as suas atmosferas.</div><p>Independentemente disso, <strong>o telescópio Roman irá descobrir inúmeros exoplanetas utilizando outros métodos de observação</strong>. Entre outras coisas, irá procurar breves flutuações de brilho que ocorrem quando a gravidade de um planeta amplifica a luz de uma estrela mais distante.</p><h2>Milhares de milhões de galáxias à vista </h2><p>A busca por mundos extraterrestres é apenas uma parte da missão. O segundo instrumento científico do Roman é uma<strong> potente câmara de infravermelhos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785503" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/como-radiotelescopios-rastreiam-a-origem-das-estrelas-por-meio-de-moleculas-cosmicas.html" title="Como radiotelescópios rastreiam a origem das estrelas através de moléculas cósmicas">Como radiotelescópios rastreiam a origem das estrelas através de moléculas cósmicas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/como-radiotelescopios-rastreiam-a-origem-das-estrelas-por-meio-de-moleculas-cosmicas.html" title="Como radiotelescópios rastreiam a origem das estrelas através de moléculas cósmicas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-los-radiotelescopios-rastrean-el-origen-de-las-estrellas-a-traves-de-moleculas-cosmicas-1787410805535_320.jpg" alt="Como radiotelescópios rastreiam a origem das estrelas através de moléculas cósmicas"></a></article></aside><p>Numa única exposição, a câmara de infravermelhos de Roman <strong>capta uma área do céu pelo menos cem vezes maior do que a abrangida pelo Hubble</strong>, o telescópio espacial que se encontra em órbita desde 1990 e que produziu algumas das imagens mais famosas de estrelas e galáxias distantes.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-dnt="true" align="center"><p lang="en" dir="ltr">This morning, NASA's Nancy Grace Roman Space Telescope launched from Kennedy Space Center on a SpaceX Falcon Heavy rocket.<br><br>Roman's objective is to settle essential questions in the areas of dark energy, exoplanets, and astrophysics. <a href="https://t.co/IaJvc8QmmP">pic.twitter.com/IaJvc8QmmP</a></p>— National Air and Space Museum (@airandspace) <a href="https://x.com/airandspace/status/2094091829553578484?ref_src=twsrc%5Etfw">August 30, 2026</a></blockquote></figure><p>Isto permite ao Roman explorar vastas regiões do cosmos com muito mais rapidez. Ao longo da sua missão, <strong>espera-se que o telescópio capte a luz de, pelo menos, mil milhões de galáxias</strong>.</p><h2>Medir o cosmos invisível </h2><p><strong>Ao fazê-lo, a atenção centra-se também na matéria escura e na energia escura: </strong>a matéria escura não pode ser observada diretamente; no entanto, a sua gravidade altera a trajetória da luz proveniente de galáxias distantes.</p><p>O telescópio Roman foi concebido para medir as subtis distorções na forma aparente das galáxias causadas por este efeito. A partir destes dados, <strong>os investigadores podem inferir como a matéria invisível se distribui por todo o Universo</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768679" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-redemoinho-de-estrelas-mesmo-na-borda-da-via-lactea-a-nova-imagem-do-hubble-que-surpreende-os-astronomos.html" title="Um redemoinho de estrelas mesmo na borda da Via Láctea: a nova imagem do Hubble que surpreende os astrónomos">Um redemoinho de estrelas mesmo na borda da Via Láctea: a nova imagem do Hubble que surpreende os astrónomos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-redemoinho-de-estrelas-mesmo-na-borda-da-via-lactea-a-nova-imagem-do-hubble-que-surpreende-os-astronomos.html" title="Um redemoinho de estrelas mesmo na borda da Via Láctea: a nova imagem do Hubble que surpreende os astrónomos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-remolino-de-estrellas-justo-al-borde-de-la-via-lactea-la-nueva-imagen-del-hubble-que-fascina-a-los-astronomos-1778502626324_320.jpg" alt="Um redemoinho de estrelas mesmo na borda da Via Láctea: a nova imagem do Hubble que surpreende os astrónomos"></a></article></aside><p>Por outro lado, a energia escura é considerada uma possível explicação para a expansão acelerada do universo. Através da observação de galáxias distantes e de estrelas em explosão, o Roman procura acompanhar a forma como essa expansão tem evoluído ao longo da história cósmica.</p><p>Desta forma, <strong>o telescópio poderá trazer novas respostas a algumas das maiores questões da astronomia</strong>, graças à tecnologia de precisão desenvolvida em Heidelberg.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Max-Planck-Institut" data-year="26.08.2026" data-title="Weltraumteleskop%20Roman%20mit%20Technologie%20aus%20Heidelberg%20in%20den%20Startl%C3%B6chern" data-url="https%3A%2F%2Fwww.mpia.de%2Faktuelles%2Fwissenschaft%2F2026-08-roman-launch%3Futm_source%3Dchatgpt.com">Max-Planck-Institut. (26.08.2026). <a href="https://www.mpia.de/aktuelles/wissenschaft/2026-08-roman-launch?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Weltraumteleskop Roman mit Technologie aus Heidelberg in den Startlöchern</a>.</cite><br><cite data-author="NASA" data-year="30.08.2026" data-title="NASA%E2%80%99s%20Dark%20Universe-Seeking%20Nancy%20Grace%20Roman%20Space%20Telescope%20Launches" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nasa.gov%2Fnews-release%2Fnasas-dark-universe-seeking-nancy-grace-roman-space-telescope-launches%2F%3Futm_source%3Dchatgpt.com">NASA. (30.08.2026). <a href="https://www.nasa.gov/news-release/nasas-dark-universe-seeking-nancy-grace-roman-space-telescope-launches/?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">NASA’s Dark Universe-Seeking Nancy Grace Roman Space Telescope Launches</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/conheca-a-tecnologia-alema-que-ajuda-a-nasa-a-descobrir-novos-mundos-invisiveis.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nem relâmpagos nem o acaso: a ciência revela que os seres humanos são responsáveis por até 97% dos incêndios florestais]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nem-relampagos-nem-o-acaso-a-ciencia-revela-que-os-seres-humanos-sao-responsaveis-por-ate-97-dos-incendios-florestais.html</link><pubDate>Tue, 01 Sep 2026 16:23:03 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Até 97% dos incêndios florestais na Europa são causados pela atividade humana, mas a faísca, por si só, não explica a sua gravidade: o calor, a seca e a vegetação seca podem transformar-se numa situação de emergência.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ni-rayos-ni-azar-la-ciencia-revela-que-el-ser-humano-provoca-hasta-el-97-de-los-incendios-forestales-1787053616098.jpeg" data-image="m09xfuwjeiaf"><figcaption>A atividade humana está na origem da grande maioria dos incêndios florestais.</figcaption></figure><p><strong>Quando pensamos no que dá origem a um incêndio florestal, é fácil imaginar uma tempestade com relâmpagos ou uma faísca aleatória</strong>. Mas os dados revelam uma realidade muito diferente, especialmente em Espanha, onde a grande maioria dos incêndios florestais está ligada à atividade humana.</p><p><strong>Um estudo centrado na Europa concluiu que 97,5% dos incêndios florestais foram atribuíveis a causas humanas entre 2000 e 2016</strong>. Esse número é suficientemente significativo para alterar a forma como compreendemos o problema. As alterações climáticas estão a agravar as condições que permitem a propagação dos incêndios, mas não são necessariamente a faísca que os desencadeia.</p><h2>Incêndios florestais causados por raios sempre existiram, mas não são responsáveis pela maioria dos incêndios</h2><p><strong>Os raios são uma das poucas causas naturais capazes de provocar um incêndio florestal</strong>. Nestes casos, uma descarga elétrica pode atingir a vegetação e provocar um incêndio. Quando o ambiente circundante apresenta também baixa humidade e vegetação seca abundante, as condições podem favorecer a propagação subsequente das chamas.</p><p>Mas em Espanha, os raios representam uma percentagem muito menor dos incêndios florestais do que as causas relacionadas com o homem, de acordo com as estatísticas. Nas estatísticas nacionais de 2026 de Espanha, <strong>84,31% dos incêndios florestais foram atribuídos a negligência, descuido ou fogo posto</strong>, embora estas proporções possam variar significativamente consoante a região e o período analisados.</p><h2>O número de 97% precisa de algum contexto</h2><p>O número pode ser impressionante, mas é importante interpretá-lo corretamente, pois descrever um incêndio florestal como de origem humana <strong>não significa que tenha sido provocado intencionalmente</strong>.</p><p>Esta categoria inclui uma variedade de circunstâncias, desde<strong> atividades humanas negligentes</strong> até <strong>acidentes e incêndios provocados deliberadamente</strong>.</p><p>Os raios são uma das principais causas naturais de ignição de incêndios florestais, mas a sua contribuição é muito menor em grande parte da Europa. No Reino Unido, por exemplo, os registos dos bombeiros identificaram apenas um pequeno número de incêndios florestais causados por raios.</p><p>Isto ajuda a dissipar <strong>o equívoco generalizado de que um incêndio florestal é necessariamente "natural" simplesmente porque ocorre numa floresta</strong>.</p><h2>O grande desafio: prevenir a faísca e reduzir o combustível</h2><p>Os números falam por si. Se 97% dos inícios de incêndios florestais na Europa estão ligados à atividade humana, existe um enorme potencial para reduzir o risco através da <strong>prevenção</strong>. É aí que reside grande parte da solução.</p><p>Tomar medidas antes de um incêndio começar e gerir a paisagem pode proporcionar uma <strong>prevenção eficaz e a longo prazo</strong>. Isto pode incluir a redução da continuidade do combustível, a gestão de certas áreas florestais, a manutenção de zonas estratégicas e a adaptação da gestão da paisagem a um clima que já não é o mesmo de há décadas.</p><p>E, claro, <strong>melhorar os sistemas de monitorização e as previsões meteorológicas</strong> pode ajudar a identificar antecipadamente os dias em que uma única ignição tem o potencial de se transformar num incêndio florestal especialmente perigoso.</p><p>Porque os incêndios florestais do futuro não serão combatidos apenas quando as chamas surgirem; <strong>a luta começa muito antes da ignição</strong>.</p><h3>O essencial é não confundir a origem de um incêndio com o que o torna grave</h3><p>Os dados falam por si, mas o ponto crucial é que <strong>a faísca e a gravidade de um incêndio florestal são duas questões diferentes</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781883" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nuvens-de-fogo-rajadas-de-calor-e-raios-o-perigoso-fenomeno-meteorologico-gerado-por-mega-incendios.html" title="Nuvens de fogo, rajadas de calor e raios: o perigoso fenómeno meteorológico gerado por mega-incêndios">Nuvens de fogo, rajadas de calor e raios: o perigoso fenómeno meteorológico gerado por mega-incêndios</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nuvens-de-fogo-rajadas-de-calor-e-raios-o-perigoso-fenomeno-meteorologico-gerado-por-mega-incendios.html" title="Nuvens de fogo, rajadas de calor e raios: o perigoso fenómeno meteorológico gerado por mega-incêndios"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nubes-de-fuego-reventones-termicos-y-rayos-el-peligroso-fenomeno-meteorologico-que-generen-los-megaincendios-1785311920477_320.png" alt="Nuvens de fogo, rajadas de calor e raios: o perigoso fenómeno meteorológico gerado por mega-incêndios"></a></article></aside><p>Uma fonte de ignição provocada pelo homem num dia de<strong> baixo risc</strong><strong>o</strong> pode ter poucas consequências, mas essa mesma fonte de <strong>ignição</strong>, em condições de <strong>temperaturas extremas</strong>, vegetação muito seca e ventos moderados, pode desencadear um incêndio florestal extremamente difícil de controlar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ni-rayos-ni-azar-la-ciencia-revela-que-el-ser-humano-provoca-hasta-el-97-de-los-incendios-forestales-1787177956869.png" data-image="1shpxaadteul"><figcaption>As alterações climáticas, por si só, não causam incêndios florestais, mas podem torná-los mais intensos e destrutivos.</figcaption></figure><p>É por isso que centrar-se exclusivamente nos raios, na negligência ou nos incêndios provocados deliberadamente deixa de fora uma parte fundamental da história. <strong>Compreender essa distinção tornar-se-á cada vez mais importante em toda a Europa</strong>, à medida que os episódios de calor extremo e seca continuam a alterar as condições em que os incêndios florestais se desenvolvem e propagam.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Specht%2C%20Doug." data-year="2026" data-title="There%E2%80%99s%20nothing%20%E2%80%98wild%E2%80%99%20about%20most%20wildfires%20%E2%80%93%20humans%20start%20them%20and%20have%20made%20them%20more%20dangerous" data-url="https%3A%2F%2Ftheconversation.com%2Ftheres-nothing-wild-about-most-wildfires-humans-start-them-and-have-made-them-more-dangerous-289729">Specht, Doug. (2026). <a href="https://theconversation.com/theres-nothing-wild-about-most-wildfires-humans-start-them-and-have-made-them-more-dangerous-289729" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">There’s nothing ‘wild’ about most wildfires – humans start them and have made them more dangerous</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nem-relampagos-nem-o-acaso-a-ciencia-revela-que-os-seres-humanos-sao-responsaveis-por-ate-97-dos-incendios-florestais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ribatejo estreia festival de caminhadas dedicado ao turismo sustentável]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ribatejo-estreia-festival-de-caminhadas-dedicado-ao-turismo-sustentavel.html</link><pubDate>Tue, 01 Sep 2026 15:25:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Entre setembro e novembro, vai poder percorrer trilhos ribatejanos de 11 municípios e explorar paisagens, património histórico, tradições e sabores locais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ribatejo-estreia-festival-de-caminhadas-dedicado-ao-turismo-sustentavel-1788266429140.jpg" data-image="e1vf46dlrole" alt="Botas de caminhada" title="Botas de caminhada"><figcaption>O Discovery Ribatejo – Festival de Caminhadas pretende dar a conhecer o melhor da natureza, património e cultura da região. Foto: Pixabay</figcaption></figure><p>Entre 13 de setembro e 15 de novembro, o Ribatejo recebe a primeira edição do <strong>Discovery Ribatejo – Festival de Caminhadas</strong>, um novo evento que pretende afirmar a região como destino obrigatório para quem procura natureza, atividade física e experiências culturais autênticas. </p><p>Organizado pela Corklands e integrado no calendário anual da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, o festival conta com o apoio do Turismo de Portugal, reforçando a estratégia de <strong>promoção do território</strong> junto de visitantes nacionais e internacionais.</p><h2>Aldeias, ribeiros e passeios rurais</h2><p>Durante várias semanas, o festival irá atravessar <strong>11 municípios ribatejanos</strong>, convidando os participantes a descobrir trilhos rurais, paisagens ribeirinhas e zonas de montado, numa proposta que combina contacto direto com o património natural e cultural da região. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A programação inclui caminhadas temáticas, imersões culturais e atividades diversificadas, pensadas para valorizar a riqueza ambiental e humana do Ribatejo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A estreia acontece a 13 de setembro, com um percurso pelas <strong>Marinhas de Sal </strong>e pelo<strong> Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros</strong>, em Rio Maior. Seguem-se caminhadas na <strong>Ribeira de Munge</strong>, em Almeirim, e na <strong>Casa dos Patudos </strong>e na <strong>Reserva Natural do Cavalo do Sorraia</strong>, a 20 de setembro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ribatejo-estreia-festival-de-caminhadas-dedicado-ao-turismo-sustentavel-1788266522186.jpg" data-image="m99crfvnd6if" alt="Salinas de Rio Maior" title="Salinas de Rio Maior"><figcaption>Com 8 km, a caminhada pelas salinas de Rio Maior convida a descobrir uma das paisagens mais singulares do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros. Foto: Salinas de Rio Maior/ corklands.pt/</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Até novembro, o festival percorre locais emblemáticos como a <strong>Charneca da Companhia das Lezírias</strong>, em Benavente, a <strong>Reserva Natural do Paul do Boquilobo</strong>, na Golegã, os <strong>Caminhos da Vinha e do Vinho</strong>, no Cartaxo, ou a <strong>Mata Nacional do Escaroupim</strong>, em Salvaterra de Magos.</p><h2>Diversidade de paisagens</h2><p>Cada caminhada tem um número limitado de participantes – entre 50 e 150 pessoas – e as inscrições são gratuitas. A organização pretende garantir <strong>grupos equilibrados</strong>, experiências seguras e um contacto mais próximo com os guias e com as comunidades locais. Mais do que um conjunto de percursos pedestres, o Discovery Ribatejo apresenta‑se como uma <strong>celebração da identidade regional</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os trilhos foram planeados para revelar a diversidade de paisagens que caracteriza o Ribatejo: das lezírias férteis às margens do Tejo, passando pelos montados de sobro, pelas zonas de salinas e pelos campos agrícolas que suportam a economia e a cultura locais. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A cada etapa, os caminhantes são convidados a conhecer histórias, tradições e modos de vida que permanecem profundamente enraizados no território. A componente cultural é um dos pilares do festival.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="758516" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/caminhos-sustentaveis-os-novos-trilhos-de-caminhada-para.html" title="Caminhos sustentáveis: os novos trilhos de caminhada para 2026">Caminhos sustentáveis: os novos trilhos de caminhada para 2026</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/caminhos-sustentaveis-os-novos-trilhos-de-caminhada-para.html" title="Caminhos sustentáveis: os novos trilhos de caminhada para 2026"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/caminhos-sustentaveis-os-novos-trilhos-de-caminhada-para-1773407570740_320.png" alt="Caminhos sustentáveis: os novos trilhos de caminhada para 2026"></a></article></aside><p>Além das caminhadas, haverá <strong>provas gastronómicas</strong>, mostras de produtos locais, <strong>experiências vínicas</strong> e feiras de artesanato, promovendo o encontro entre visitantes e produtores da região. A ideia é que cada percurso seja também uma porta de entrada para a <strong>gastronomia ribatejana</strong>, os vinhos da região e as práticas tradicionais que definem a sua identidade.</p><h2>A defesa da economia regional</h2><p>O festival pretende igualmente reforçar a importância do <strong>turismo sustentável</strong>, valorizando recursos endógenos e promovendo práticas de visitação responsáveis. </p><p>Ao envolver municípios, associações e comunidades locais, o Discovery Ribatejo assume‑se como uma plataforma de promoção integrada do território, contribuindo para a <strong>dinamização económica</strong> e para a preservação dos ecossistemas naturais.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A aposta em caminhadas temáticas, dedicadas à biodiversidade ribeirinha, aos montados de sobro, ao património agrícola ou à história local, procura sensibilizar os participantes para a necessidade de proteger estes ambientes.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p> A organização sublinha que o festival é também uma oportunidade para divulgar boas práticas de conservação e incentivar um turismo mais consciente, que respeite a paisagem e valorize quem nela vive.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ribatejo-estreia-festival-de-caminhadas-dedicado-ao-turismo-sustentavel-1788266689851.jpg" data-image="peqkq629j9ur" alt="Cavalos de Sorraia" title="Cavalos de Sorraia"><figcaption>Caminhar por Alpiarça é descobrir a singular Reserva Natural do Cavalo do Sorraia. Foto: Associação Portuguesa do Cavalo de Sorraia</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Com esta primeira edição, o <strong>Ribatejo</strong> procura dar um passo firme para se posicionar no <strong>mapa dos destinos de natureza</strong> em Portugal. O Discovery Ribatejo quer mostrar que caminhar, mais do que uma atividade física, é uma forma de conhecer o território de perto, de escutar as suas histórias e de participar na vida das comunidades que o mantêm vivo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Discovery%20Ribatejo%20%E2%80%93%20Festival%20de%20Caminhadas" data-year="" data-title="Apresenta%C3%A7%C3%A3o%2C%20programa%20e%20inscri%C3%A7%C3%B5es" data-url="https%3A%2F%2Fwww.corklands.pt%2Fdiscovery-ribatejo-walking-fest">Discovery Ribatejo – Festival de Caminhadas. <a href="https://www.corklands.pt/discovery-ribatejo-walking-fest" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Apresentação, programa e inscrições</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ribatejo-estreia-festival-de-caminhadas-dedicado-ao-turismo-sustentavel.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma “língua” de poeiras do Saara irá espalhar-se por Portugal a partir de quinta-feira]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-lingua-de-poeiras-do-saara-ira-espalhar-se-por-portugal-a-partir-de-quinta-feira.html</link><pubDate>Tue, 01 Sep 2026 14:05:08 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Aproxima-se a toda a velocidade uma pluma de poeiras do Saara que chegará a Portugal continental na quinta-feira, 3 de setembro. Eis os seus possíveis efeitos, as zonas mais expostas e até quando durará o fenómeno.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb30djy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb30djy.jpg" id="xb30djy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Para <strong>quinta-feira, 3 de setembro, não é somente expectável que se registe o período mais quente da semana em Portugal continental</strong> com temperaturas elevadas, dia para o qual já há aviso amarelo do IPMA devido à previsão de valores elevados da temperatura máxima.</p><p>Isto porque, em simultâneo, perspetiva-se a chegada de uma <strong>vasta "língua" atmosférica de poeiras em suspensão provenientes do Saara</strong>, ou seja, uma pluma saariana.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Na origem desta configuração sinóptica <strong>está uma extensa e robusta região de altas pressões, sob a forma de uma crista anticiclónica</strong>, que se estende desde os Açores, Madeira e Norte de África até à Península Ibérica e Europa Central.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-lingua-de-poeiras-do-saara-ira-espalhar-se-por-portugal-a-partir-de-quinta-feira-1788270036281.jpg" data-image="0kwoq5zznbzc"><figcaption>As manchas avermelhadas e rosadas revelam a presença, a aproximadamente 1500 metros de altitude, de uma massa de ar tropical continental, muito quente e seca, que será impulsionada para a Península Ibérica e acompanhada pelo transporte de poeiras provenientes do deserto do Saara.</figcaption></figure><p>Associada à evolução gradual desta crista anticiclónica (dorsal subtropical norte-africana) desde o Atlântico e Norte de África em direção à Europa Central, <strong>ocorrerá o transporte de uma massa de ar tropical continental, muito quente e seca, acompanhada por poeiras provenientes do Saara</strong>.</p><h2>Trajetória da pluma do Saara em Portugal continental e até quando durará o fenómeno</h2><p><strong>A trajetória da pluma saariana deverá ocorrer de sul para norte de Portugal continental</strong>, à medida que a massa de ar quente for transitando do Norte de África para a Península Ibérica e posteriormente para outros países da Europa, como França.</p><p>Segundo os mapas da Meteored, <strong>a intrusão de poeiras do Saara terá início na quinta-feira, 3 de setembro, com a concentração de poeiras em suspensão a intensificar-se na sexta-feira (4)</strong> - dia no qual se prevê o ápice deste episódio, com os valores mais elevados da presença de poeiras na geografia continental portuguesa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-lingua-de-poeiras-do-saara-ira-espalhar-se-por-portugal-a-partir-de-quinta-feira-1788270222742.jpg" data-image="kv2wu9it97jm"><figcaption>Neste mapa de sexta-feira, 4 de setembro, observa-se uma vasta região anticiclónica e uma pluma de poeiras do Saara em suspensão a abranger toda a geografia de Portugal continental.</figcaption></figure><p>As atuais projeções dos mapas de referência da Meteored, baseados no modelo CAMS, estimam que <strong>a presença de poeiras se mantenha pelo menos até domingo, 6 de setembro</strong>, embora com uma gradual diminuição das mesmas ao longo de sábado (5) e domingo (6). As atuais previsões ainda não permitem estimar com confiança se as poeiras continuarão pelo início da próxima semana.</p><h2>Possíveis efeitos no nosso país: “não lave o seu carro nos próximos dias”</h2><p>A canalização da massa de ar quente e o transporte da referida pluma saariana provocarão diversos efeitos em Portugal continental nos próximos dias: <strong>mudará a cor do céu, deixando-o turvo, esbranquiçado e por vezes com tonalidades amareladas ou acastanhadas</strong>, com as concentrações a variarem conforme a maior ou menor presença de partículas em suspensão. </p><p>Inclusive poderá, em alguns locais,<strong> limitar ligeiramente o aquecimento diurno e, consequentemente, a subida das temperaturas para os valores elevados previstos</strong> durante o curto episódio de tempo quente no nosso país.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786616" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/preveem-se-trovoadas-a-partir-de-sabado-dia-5-regressam-os-aguaceiros-a-meio-da-tarde-o-granizo-e-o-vento-forte.html" title="Preveem-se trovoadas a partir de sábado, dia 5: “regressam os aguaceiros a meio da tarde, o granizo e o vento forte”">Preveem-se trovoadas a partir de sábado, dia 5: “regressam os aguaceiros a meio da tarde, o granizo e o vento forte”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/preveem-se-trovoadas-a-partir-de-sabado-dia-5-regressam-os-aguaceiros-a-meio-da-tarde-o-granizo-e-o-vento-forte.html" title="Preveem-se trovoadas a partir de sábado, dia 5: “regressam os aguaceiros a meio da tarde, o granizo e o vento forte”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/preveem-se-trovoadas-a-partir-de-sabado-dia-5-regressam-os-aguaceiros-a-meio-da-tarde-o-granizo-e-o-vento-forte-1788262210881_320.jpg" alt="Preveem-se trovoadas a partir de sábado, dia 5: “regressam os aguaceiros a meio da tarde, o granizo e o vento forte”"></a></article></aside><p>Adicionalmente, <strong>poderá não ser aconselhável a lavagem de automóveis e outros veículos motorizados devido à provável deposição de poeiras à superfície</strong>, que deixarão sujas também outras superfícies.</p><p>A presença de aguaceiros e trovoadas dispersos nalgumas zonas do país na reta final da semana - mais prováveis no interior Norte e Centro segundo as projeções atualmente disponíveis no modelo Europeu - <strong>poderá coincidir com as poeiras saarianas, resultando no fenómeno conhecido como</strong><strong> “chuva de lama”</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-lingua-de-poeiras-do-saara-ira-espalhar-se-por-portugal-a-partir-de-quinta-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Preveem-se trovoadas a partir de sábado, dia 5: “regressam os aguaceiros a meio da tarde, o granizo e o vento forte”]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/preveem-se-trovoadas-a-partir-de-sabado-dia-5-regressam-os-aguaceiros-a-meio-da-tarde-o-granizo-e-o-vento-forte.html</link><pubDate>Tue, 01 Sep 2026 13:15:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de um arranque de setembro relativamente tranquilo, o calor vai intensificar-se em Portugal, com máximas acima dos 40 ºC no interior. A partir de sexta-feira, a atmosfera muda e no sábado irá regressar a instabilidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/preveem-se-trovoadas-a-partir-de-sabado-dia-5-regressam-os-aguaceiros-a-meio-da-tarde-o-granizo-e-o-vento-forte-1788262210881.jpg" data-image="bhc9d6yp62oz" alt="Instabilidade" title="Instabilidade"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-536881">Depois de dias de calor intenso, as trovoadas poderão regressar a Portugal no sábado, acompanhadas por aguaceiros. Granizo e rajadas de vento fortes serão também fenómenos prováveis a ter em conta nas células convectivas mais intensas</figcaption></figure><p>O início de setembro será marcado por uma mudança acentuada do estado do tempo em Portugal continental. Depois de uma terça-feira relativamente próxima da normalidade, uma<strong> massa de ar muito quente proveniente do Norte de África fará disparar as temperaturas,</strong> com o calor a atingir o pico na quinta-feira.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>A partir de sexta-feira, porém, começam a surgir os primeiros sinais de instabilidade, que poderão culminar em aguaceiros e trovoadas no sábado.</p><h2>Terça-feira ainda dentro da normalidade, mas o calor aproxima-se</h2><p>Esta terça-feira, 1 de setembro, apresenta temperaturas relativamente próximas dos valores habituais para esta altura do ano. Apesar de grande parte do território apresentar uma anomalia térmica positiva, os desvios são, na generalidade, pouco expressivos, rondando apenas 1 a 2 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/preveem-se-trovoadas-a-partir-de-sabado-dia-5-regressam-os-aguaceiros-a-meio-da-tarde-o-granizo-e-o-vento-forte-1788260876445.jpg" data-image="xwfpi8no69hm" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-44464">O primeiro dia de setembro decorre com temperaturas relativamente próximas da média, embora grande parte do território registe anomalias positivas ligeiras, geralmente entre 1 e 2 ºC.</figcaption></figure><p>No Algarve, as anomalias poderão ser ligeiramente superiores, enquanto alguns pontos do interior permanecerão praticamente dentro da média climatológica.</p><p>Contudo, esta situação será temporária. A partir de quarta-feira começa a estabelecer-se sobre a Península Ibérica uma massa de ar muito quente, transportada desde o Norte de África.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/preveem-se-trovoadas-a-partir-de-sabado-dia-5-regressam-os-aguaceiros-a-meio-da-tarde-o-granizo-e-o-vento-forte-1788260948301.jpg" data-image="j7pwa2pd3gil" alt="Geopotencial e temperatura 850 hPa" title="Geopotencial e temperatura 850 hPa"><figcaption>Uma massa de ar muito quente proveniente do Norte de África começa a avançar sobre a Península Ibérica. Esta advecção será responsável pela forte subida das temperaturas prevista para quinta-feira.</figcaption></figure><p>Esta advecção quente é particularmente evidente nos mapas de temperatura a 850 hPa, aproximadamente entre 1300 e 1500 metros de altitude, onde valores muito elevados começam a avançar sobre Espanha e, posteriormente, Portugal.</p><h2>Quinta-feira poderá trazer mais de 40 ºC ao Alentejo</h2><p>Será na quinta-feira, dia 3, que esta subida das temperaturas atingirá a sua expressão máxima. O calor africano estender-se-á a praticamente todo o território continental, incluindo regiões que nos últimos dias permaneceram relativamente "normais".</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/preveem-se-trovoadas-a-partir-de-sabado-dia-5-regressam-os-aguaceiros-a-meio-da-tarde-o-granizo-e-o-vento-forte-1788260995245.jpg" data-image="3ctqgpgwuyuu" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-535014">O calor atinge o pico na quinta-feira, com grande parte do interior a ultrapassar os 35 ºC e no Alentejo vários locais poderão chegar ou superar os 40 ºC, pontualmente com valores ainda mais elevados.</figcaption></figure><p>Segundo a previsão da Meteored, vários locais do interior alentejano poderão alcançar ou ultrapassar os <strong>40 ºC</strong>, com algumas projeções a apontarem pontualmente para valores próximos dos <strong>42 a 43 ºC</strong>. Évora e Beja estarão entre as regiões onde o calor será mais intenso.</p><p>Também o vale do Tejo e o interior Centro poderão registar temperaturas muito elevadas. Santarém poderá aproximar-se dos 39 ºC, enquanto Castelo Branco poderá atingir valores semelhantes. Mesmo o Norte não irá escapar ao calor. No interior poderão ser registados entre 33 e 35 ºC, enquanto a proximidade do Atlântico deverá manter alguns setores do litoral Norte e Centro significativamente mais amenos.</p><h2>Sexta-feira o calor desloca-se para norte e chegam os primeiros sinais de mudança</h2><p>Na sexta-feira, dia 4, a distribuição do calor muda. O Alentejo deverá registar uma descida generalizada das temperaturas, que poderá rondar <strong>4 a 5 ºC</strong> em relação ao dia anterior, embora o ambiente continue quente.</p><p>Em contrapartida, será o interior Norte que poderá concentrar os valores mais elevados. No nordeste transmontano e, sobretudo, nas regiões mais quentes associadas ao vale do Douro, as máximas poderão aproximar-se novamente dos <strong>40 ºC</strong>. Ao mesmo tempo, a atmosfera começa a dar sinais de mudança.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/preveem-se-trovoadas-a-partir-de-sabado-dia-5-regressam-os-aguaceiros-a-meio-da-tarde-o-granizo-e-o-vento-forte-1788261124506.jpg" data-image="z96iraknraa6" alt="Chuva e nuvens" title="Chuva e nuvens"><figcaption>Na sexta-feira surgem os primeiros sinais de mudança, com aumento da nebulosidade e possibilidade de precipitação fraca e dispersa, enquanto o ambiente permanece quente.</figcaption></figure><p>O aumento da nebulosidade será percetível de norte a sul e poderão ocorrer alguns períodos de precipitação fraca e dispersa. Será a primeira manifestação de uma atmosfera progressivamente mais instável, depois do forte aquecimento dos dias anteriores.</p><h2>Dia 5 de setembro regressam as trovoadas e há possibilidade de granizo</h2><p><strong>A alteração mais significativa poderá ocorrer no sábado, dia 5</strong>. As projeções atuais do ECMWF mostram o aparecimento de precipitação sobretudo nas regiões interiores do Norte e Centro, embora a distribuição exata dos aguaceiros ainda possa sofrer alterações.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786607" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-calor-a-partir-das-09-00-de-quinta-feira-3-esperam-se-temperaturas-elevadas-nestes-11-distritos.html" title="Aviso amarelo de calor: a partir das 09:00 de quinta-feira (3) esperam-se temperaturas elevadas nestes 11 distritos">Aviso amarelo de calor: a partir das 09:00 de quinta-feira (3) esperam-se temperaturas elevadas nestes 11 distritos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-calor-a-partir-das-09-00-de-quinta-feira-3-esperam-se-temperaturas-elevadas-nestes-11-distritos.html" title="Aviso amarelo de calor: a partir das 09:00 de quinta-feira (3) esperam-se temperaturas elevadas nestes 11 distritos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-amarelo-de-calor-a-partir-das-09-00-de-quinta-feira-3-esperam-se-temperaturas-elevadas-nestes-11-distritos-1788257305725_320.png" alt="Aviso amarelo de calor: a partir das 09:00 de quinta-feira (3) esperam-se temperaturas elevadas nestes 11 distritos"></a></article></aside><p>Será uma situação típica de <strong>instabilidade convectiva</strong>. Depois de vários dias de forte aquecimento, haverá ar bastante quente junto à superfície, enquanto em altitude chegará ar relativamente mais frio.</p><div class="texto-destacado">Este forte contraste vertical favorece movimentos ascendentes: o ar quente e menos denso sobe rapidamente, arrefece e condensa, permitindo o desenvolvimento de nuvens de grande desenvolvimento vertical. É neste contexto que <strong>regressam os aguaceiros a meio da tarde, o granizo e o vento forte</strong>.</div><p>Os mapas de densidade de descargas elétricas reforçam o potencial para trovoada. O sinal é particularmente evidente no interior Norte e Centro, com destaque para áreas entre Vila Real, Viseu e Guarda, onde o modelo chega a projetar densidades próximas de <strong>8 raios/km²</strong> em alguns núcleos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/preveem-se-trovoadas-a-partir-de-sabado-dia-5-regressam-os-aguaceiros-a-meio-da-tarde-o-granizo-e-o-vento-forte-1788261260259.jpg" data-image="k117enq0g6ma" alt="Densidade de raios" title="Densidade de raios"><figcaption>As trovoadas poderão ganhar força durante a tarde de sábado, sobretudo no interior Norte e Centro. Alguns núcleos apresentam densidade próxima de 8 raios/km², podendo ser acompanhados por granizo e rajadas fortes de vento.</figcaption></figure><p>Tratando-se de precipitação convectiva, a sua distribuição pode ser irregular, uma localidade poderá receber aguaceiros intensos enquanto poucos quilómetros ao lado, praticamente não chove. As células mais desenvolvidas poderão ainda ser acompanhadas por <strong>granizo, rajadas fortes de vento e precipitação localmente intensa durante curtos períodos</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/preveem-se-trovoadas-a-partir-de-sabado-dia-5-regressam-os-aguaceiros-a-meio-da-tarde-o-granizo-e-o-vento-forte.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alfredo Graça avança a previsão para o outono 2026: “as depressões e gotas frias poderão chegar a Portugal”]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-avanca-a-previsao-para-o-outono-2026-as-depressoes-e-gotas-frias-poderao-chegar-a-portugal.html</link><pubDate>Tue, 01 Sep 2026 12:27:08 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após um verão relativamente ameno em Portugal, arranca hoje o outono climatológico e o nosso modelo de referência acaba de atualizar as tendências para os próximos meses: há que estar “de olho” na chegada de depressões e gotas frias.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-avanca-a-previsao-para-o-outono-2026-as-depressoes-e-gotas-frias-poderao-chegar-a-portugal-1788264916856.jpg" data-image="4t76qm4rx7nb"><figcaption>Os primeiros indícios plasmados no modelo de referência para a Meteored sugerem um outono bastante dinâmico em Portugal, com períodos frequentes de chuva frontal e aguaceiros acompanhados de trovoadas. </figcaption></figure><p><strong>Esta terça-feira - 1 de setembro - marca o arranque do outono climatológico, que abrange os meses de setembro, outubro e novembro</strong>. Isto acontece após um verão relativamente ameno em Portugal que, em contraste com vários outros países da Europa Ocidental e Meridional (Espanha e França, por exemplo), só registou uma onda de calor bastante intensa e duradoura entre finais de junho e inícios de julho.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p><strong>Não obstante, este outono coincidirá com o pico de um El Niño que se prevê ser muito intenso e até mesmo histórico</strong>. Importa, contudo, esclarecer que a sua correlação com Portugal é baixíssima. Os efeitos meteorológicos que mais sentimos à escala nacional provém sobretudo de fenómenos como a Oscilação do Atlântico Norte (NAO) ou a corrente de jato polar, responsáveis por canalizar depressões e anticiclones para a nossa latitude.</p><p>Ainda assim, o El Niño está a dificultar bastante a formação de ciclones tropicais no Atlântico, cuja interação com o jato polar costuma condicionar o tempo no nosso país de forma indireta.</p><h2>“As duas faces da moeda”: o contraste entre quinzenas poderá ser marcante em setembro</h2><p><strong>Para a primeira quinzena de setembro, os mapas são bastante claros.</strong> <strong>O modelo ECMWF prevê temperaturas entre 1 e 3 ºC acima da média para a época do ano </strong>em grande parte de Portugal, incluindo os arquipélagos<strong> </strong>dos Açores e da Madeira, enquanto nalgumas áreas da metade ocidental da geografia do Continente, mais próximas ao litoral, os valores poderão ser de até 1 ºC acima da média.</p><p>No que diz respeito à segunda quinzena do mês, as temperaturas terão tendência a moderar-se e, em algumas zonas, poderão mesmo enquadrar-se no intervalo dos valores médios de referência. <strong>Grosso modo, poderá registar-se uma segunda metade de setembro com temperaturas geralmente pouco acima do normal ou dentro do normal</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-avanca-a-previsao-para-o-outono-2026-as-depressoes-e-gotas-frias-poderao-chegar-a-portugal-1788264526334.jpg" data-image="csygl806tp6s"><figcaption>Caso a última atualização do modelo europeu se cumpra, o panorama meteorológico poderá ser mais instável durante a segunda quinzena de setembro nalgumas regiões portuguesas.</figcaption></figure><p><strong>No que concerne à chuva, tudo indica que a curto e médio prazo haverá um predomínio das altas pressões, pelo que, em geral, será escassa</strong>. No entanto, a passagem de alguns vales depressionários e sistemas frontais de fraca atividade associados a depressões podem vir a dar origem a aguaceiros e trovoadas, geralmente de carácter isolado.</p><p>Em contrapartida, <strong>para a segunda quinzena de setembro, os mapas vislumbram uma maior propensão para estados do tempo instáveis</strong>, verificando-se indícios de precipitação mais abundante do que o habitual no<strong> Alentejo </strong>e no<strong> Algarve</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786607" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-calor-a-partir-das-09-00-de-quinta-feira-3-esperam-se-temperaturas-elevadas-nestes-11-distritos.html" title="Aviso amarelo de calor: a partir das 09:00 de quinta-feira (3) esperam-se temperaturas elevadas nestes 11 distritos">Aviso amarelo de calor: a partir das 09:00 de quinta-feira (3) esperam-se temperaturas elevadas nestes 11 distritos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-calor-a-partir-das-09-00-de-quinta-feira-3-esperam-se-temperaturas-elevadas-nestes-11-distritos.html" title="Aviso amarelo de calor: a partir das 09:00 de quinta-feira (3) esperam-se temperaturas elevadas nestes 11 distritos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-amarelo-de-calor-a-partir-das-09-00-de-quinta-feira-3-esperam-se-temperaturas-elevadas-nestes-11-distritos-1788257305725_320.png" alt="Aviso amarelo de calor: a partir das 09:00 de quinta-feira (3) esperam-se temperaturas elevadas nestes 11 distritos"></a></article></aside><p><strong>Este sinal de anomalia positiva de precipitação poderá estar relacionado com um jato polar mais ondulado</strong>, possivelmente favorável à formação de bloqueios anticiclónicos nas Ilhas Britânicas ou na Europa Central que teriam o potencial de “abrir caminho” à chegada de bolsas de ar frio (gotas frias ou vales depressionários) até Portugal continental.</p><p><strong>O mesmo sinal de chuva acima da média observa-se durante a segunda quinzena do mês para o arquipélago da Madeira</strong>, enquanto que para o dos Açores os mapas mostram uma anomalia positiva de precipitação ainda na primeira quinzena e, em concreto, na semana de 7 a 14 de setembro.</p><h2>Primeiras pistas apontam para um outono chuvoso e instável em grande parte de Portugal</h2><p>Ao deitarmos um olhar pelo resto do outono, a incerteza aumenta consideravelmente. É importante relembrar que aqui se estão a analisar tendências ou aproximações muito gerais, com pouca fiabilidade. <strong>Para outubro de 2026, a última tendência do modelo europeu aponta para um mês bastante instável, com chuva acima da média</strong> em quase toda a geografia da unidade territorial do Continente.</p><p>Exceção feita aos Arquipélagos, onde o sinal de anomalia positiva de precipitação é bastante ténue e muito localizado. Quanto às <strong>temperaturas, os mapas indicam valores ligeiramente acima da média no Norte</strong>, quase todo o Centro, zonas fronteiriças do Alto Alentejo e arquipélago da Madeira.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-avanca-a-previsao-para-o-outono-2026-as-depressoes-e-gotas-frias-poderao-chegar-a-portugal-1788264662373.jpg" data-image="ua68ia0nym23"><figcaption>As primeiras tendências do modelo europeu sugerem um outubro instável em quase todo o país.</figcaption></figure><p><strong>As primeiras tendências para novembro </strong>apontam para uma ligeira alteração do padrão vigente, com <strong>a precipitação mais abundante e acima do normal a poder concentrar-se tendencialmente no Minho, Douro Litoral </strong>e outras zonas do litoral Norte e Centro, sendo algo menos expressivas no interior Norte e Centro e entre Mondego e Sado.</p><p>Em sentido oposto, estarão grande parte do Alentejo, o Algarve, os Açores e a Madeira. As temperaturas poderão ficar ligeiramente acima da média em grande parte de Portugal continental e no arquipélago da Madeira (1 ºC), embora atualmente se destaque uma <strong>anomalia térmica positiva - de até 1,5 ºC acima do normal - no interior Norte e Centro</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785765" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/geografo-alfredo-graca-avisa-apos-analisar-os-mapas-o-jato-polar-vai-condicionar-o-tempo-em-portugal.html" title="Geógrafo Alfredo Graça avisa após analisar os mapas: “o jato polar vai condicionar o tempo em Portugal em setembro”">Geógrafo Alfredo Graça avisa após analisar os mapas: “o jato polar vai condicionar o tempo em Portugal em setembro”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/geografo-alfredo-graca-avisa-apos-analisar-os-mapas-o-jato-polar-vai-condicionar-o-tempo-em-portugal.html" title="Geógrafo Alfredo Graça avisa após analisar os mapas: “o jato polar vai condicionar o tempo em Portugal em setembro”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/geografo-alfredo-graca-avisa-apos-analisar-os-mapas-o-jato-polar-vai-condicionar-o-tempo-em-portugal-1787825464959_320.png" alt="Geógrafo Alfredo Graça avisa após analisar os mapas: “o jato polar vai condicionar o tempo em Portugal em setembro”"></a></article></aside><p>Assim, tudo aponta para o desenrolar de um outono muito dinâmico. Isto não significa que irá chover todos os dias, mas sim que <strong>os primeiros indícios sugerem que Portugal poderá tanto estar exposto à chegada de depressões e sistemas frontais associados, como a gotas frias</strong>. No entanto, como já é habitual, haverá diferenças significativas na distribuição pluviométrica entre as diferentes regiões da nossa geografia.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-avanca-a-previsao-para-o-outono-2026-as-depressoes-e-gotas-frias-poderao-chegar-a-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aviso amarelo de calor: a partir das 09:00 de quinta-feira (3) esperam-se temperaturas elevadas nestes 11 distritos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-calor-a-partir-das-09-00-de-quinta-feira-3-esperam-se-temperaturas-elevadas-nestes-11-distritos.html</link><pubDate>Tue, 01 Sep 2026 10:59:03 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A subida das temperaturas prevista para a próxima quinta-feira já levou o IPMA a emitir aviso amarelo de tempo quente para 11 distritos. Saiba quais!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb2ym7e"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb2ym7e.jpg" id="xb2ym7e"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal Continental vai aquecer!<strong> O outono climatológico arranca hoje, mas o verão ainda não se foi embora de vez</strong>. Tal como temos vindo a avançar noutras previsões da Meteored Portugal, há uma subida acentuada das temperaturas à vista e o IPMA já lançou alguns avisos.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Neste momento, e de acordo com a última atualização deste instituto de meteorologia, <strong>estão 11 distritos sob aviso amarelo de tempo quente</strong>. Este aviso entrará em vigor pelas 9h de quinta-feira, dia 3, e deverá manter-se até às 6h do dia seguinte, 4 de setembro, adivinhando-se um dia e uma noite bastante quentes.</p><h2>Distritos do litoral Norte e Centro excluídos da lista</h2><p>Esta subida das temperaturas <strong>não será igualmente expressiva em todo o continente</strong>. Como é habitual, o litoral Norte e Centro poderá contar com valores mais contidos, ainda que registe um aumento dos mesmos face aos dias anteriores. Desta forma, <strong>o IPMA manteve os distritos da faixa entre Viana do Castelo e Leiria fora da lista de avisos, assim como o distrito de Faro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-amarelo-de-calor-a-partir-das-09-00-de-quinta-feira-3-esperam-se-temperaturas-elevadas-nestes-11-distritos-1788257157496.jpg" data-image="jycersktuy9p" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>O IPMA emitiu aviso amarelo de tempo quente para 11 distritos, em vigor entre o dia 3 e 4 de setembro.</figcaption></figure><p>Os restantes, ou seja, <strong>Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Santarém, Lisboa, Setúbal, Portalegre, Évora e Beja são os distritos que se inserem nesta lista</strong> e que estão sob alerta, visto que os termómetros poderão alcançar ou ultrapassar os 40 ºC em vários locais.</p><h2>Calor intenso aproxima-se e há sítios que podem chegar aos 42 ºC</h2><p>Como podemos observar no mapa acima, alguns pontos, especialmente do Alentejo, <strong>podem registar até 42 ºC de máxima</strong>, na quinta-feira. No Ribatejo, a máxima esperada é de até 41 ºC, assim como na Beira Baixa. Mais a Norte, no Vale do Douro, os termómetros poderão registar até 38 ºC. <strong>Estes valores refletem-se em anomalias térmicas positivas de até 12 ºC</strong> (valores acima da média). Esta anomalia mais acentuada poderá ser registada no Alentejo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786436" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-40-c-na-quinta-feira-chegara-o-pico-maximo-do-calor-subtropical.html" title="Até 40 ºC: na quinta-feira chegará o pico máximo do calor subtropical">Até 40 ºC: na quinta-feira chegará o pico máximo do calor subtropical</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-40-c-na-quinta-feira-chegara-o-pico-maximo-do-calor-subtropical.html" title="Até 40 ºC: na quinta-feira chegará o pico máximo do calor subtropical"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-40-c-na-quinta-feira-chegara-o-pico-maximo-do-calor-subtropical-1788189143141_320.jpg" alt="Até 40 ºC: na quinta-feira chegará o pico máximo do calor subtropical"></a></article></aside><p><strong>A noite de quinta-feira também contará com valores elevados</strong>. Pelas 23h esperam-se temperaturas na ordem dos 30 ºC em Portalegre e Évora. Lisboa e Beja podem contar com 29 ºC, enquanto Castelo Branco deverá registar 27 ºC e Santarém 26 ºC, sendo estas as capitais de distrito mais quentes do país nessa noite. Apesar disto, espera-se um ligeiro alívio do calor nos dias seguintes, contudo, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações em <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/" target="_blank" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">tempo.pt</a>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-calor-a-partir-das-09-00-de-quinta-feira-3-esperam-se-temperaturas-elevadas-nestes-11-distritos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 40 ºC: na quinta-feira chegará o pico máximo do calor subtropical]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-40-c-na-quinta-feira-chegara-o-pico-maximo-do-calor-subtropical.html</link><pubDate>Tue, 01 Sep 2026 06:07:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O calor intensificar-se-á nos próximos dias em Portugal continental. Quinta-feira será o dia mais quente, com máximas de 40 ºC e anomalias que poderão atingir +11 ºC.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb2rdhm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb2rdhm.jpg" id="xb2rdhm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois de uma última semana de agosto marcada por temperaturas mais baixas e pela passagem de sistemas frontais, <strong>setembro começa com uma mudança significativa do estado do tempo em Portugal continental</strong>. Uma massa de ar muito quente de origem subtropical irá favorecer uma subida progressiva das temperaturas ao longo dos próximos dias.</p><p>Esta terça-feira já será marcada por uma subida dos termómetros em várias regiões, mas será sobretudo entre <strong>quarta e quinta-feira que o calor se intensificará</strong>, culminando num episódio de temperaturas muito elevadas, particularmente no interior.</p><p>De acordo com a atualização mais recente do modelo de referência da Meteored, o <strong>ECMWF</strong>, quinta-feira, 3 de setembro, deverá ser o dia mais quente desta sequência, com <strong>40 ºC previstos em algumas capitais de distrito</strong> e valores muito acima do habitual para o início de setembro.</p><h2>Temperaturas começam a subir já esta terça-feira</h2><p>A subida das temperaturas será progressiva. Durante a tarde desta terça-feira, o calor será já mais evidente no interior, embora os valores permaneçam ainda relativamente moderados quando comparados com aquilo que se prevê para os dois dias seguintes.</p><p>Pelas 16:00, o ECMWF aponta para máximas próximas dos <strong>30 ºC em Castelo Branco e Beja</strong>, 28 ºC em Bragança, Vila Real, Portalegre e Évora e 27 ºC em Santarém. Junto ao litoral, a influência marítima continuará a limitar a subida dos termómetros, com cerca de 22 ºC no Porto e 26 ºC em Lisboa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-40-c-na-quinta-feira-chegara-o-pico-maximo-do-calor-subtropical-1788189080635.jpg" data-image="1e0o8gapuvid" alt="O calor começa a intensificar-se esta terça-feira" title="O calor começa a intensificar-se esta terça-feira"><figcaption>Esta terça-feira já será marcada por uma subida das temperaturas, sobretudo no interior, embora os valores mais elevados deste episódio só sejam atingidos na quinta-feira.</figcaption></figure><p>A diferença entre o litoral e o interior será bastante evidente, com <strong>temperaturas mais contidas junto à faixa costeira e um ambiente progressivamente mais quente à medida que avançamos para leste</strong>.</p><p>Esta tendência tornar-se-á ainda mais evidente amanhã, quarta-feira. Às 16:00, o modelo já prevê <strong>35 ºC em Beja, 34 ºC em Évora e Portalegre e 33 ºC em Castelo Branco</strong>, enquanto Bragança, Vila Real e Viseu poderão atingir 31 ºC. Ainda assim, o auge do episódio estará reservado para quinta-feira.</p><h2>Quinta-feira será o pico do calor: até 40 ºC nestas capitais de distrito</h2><p>A subida das temperaturas culminará na <strong>quinta-feira, 3 de setembro</strong>, quando uma grande parte do território continental ficará sob a influência de uma massa de ar extremamente quente.</p><p>Segundo o ECMWF, <strong>Évora e Beja poderão atingir os 40 ºC</strong>, constituindo as capitais de distrito mais quentes nesse dia. Muito perto deste patamar estarão <strong>Santarém e Portalegre, com 39 ºC</strong>, enquanto Castelo Branco poderá alcançar 38 ºC.</p><p>Também serão previstos valores bastante elevados noutras regiões: <strong>Coimbra poderá chegar aos 36 ºC, Viseu e Leiria aos 35 ºC e Bragança, Vila Real, Braga e Guarda aos 34 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-40-c-na-quinta-feira-chegara-o-pico-maximo-do-calor-subtropical-1788189143141.jpg" data-image="us09bki3yfqx" alt="Quinta-feira será o dia mais quente: termómetros chegam aos 40 ºC" title="Quinta-feira será o dia mais quente: termómetros chegam aos 40 ºC"><figcaption>O ECMWF prevê máximas de 40 ºC em Évora e Beja na quinta-feira. Santarém e Portalegre poderão atingir 39 ºC e Castelo Branco 38 ºC.</figcaption></figure><p>O contraste com o litoral será novamente significativo. <strong>Porto e Aveiro deverão ficar pelos 28 e 26 ºC, respetivamente</strong>, enquanto Lisboa poderá atingir 35 ºC. Assim, apesar de o calor abranger uma grande extensão do território, será sobretudo nas regiões interiores que os valores mais extremos deverão ocorrer.</p><p>Além das capitais de distrito, <strong>algumas localidades do Ribatejo, Alentejo e Beira Baixa poderão registar valores igualmente muito elevados</strong>, num cenário compatível com um episódio de calor intenso, embora de curta duração.</p><h2>Até 11 ºC acima da média para o início de setembro</h2><p>Mais impressionante do que os próprios valores absolutos será o desvio relativamente àquilo que seria habitual nesta altura do ano.</p><p>O mapa de anomalias térmicas do ECMWF revela <strong>anomalias positivas generalizadas em praticamente todo o território continental</strong> durante a tarde de quinta-feira.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-40-c-na-quinta-feira-chegara-o-pico-maximo-do-calor-subtropical-1788189590718.jpg" data-image="off90xy36ksw" alt="Temperaturas poderão ficar até 11 ºC acima da média" title="Temperaturas poderão ficar até 11 ºC acima da média"><figcaption>Na quinta-feira, as temperaturas estarão muito acima do habitual para o início de setembro, com anomalias próximas de +10 ºC em várias regiões e pontualmente até +11 ºC.</figcaption></figure><p>Os desvios serão particularmente expressivos. O modelo aponta para cerca de <strong>+11 ºC em Lisboa</strong>, enquanto Viseu, Santarém, Évora e Beja poderão registar valores próximos de <strong>+10 ºC</strong>. Em Braga, Coimbra, Leiria, Castelo Branco e Portalegre são previstas anomalias próximas de +9 ºC.</p><p>Mesmo regiões onde as temperaturas absolutas serão menos elevadas deverão ficar claramente acima da média climatológica. <strong>Vila Real e Guarda apresentam desvios próximos de +8 ºC, Bragança +7 ºC e Aveiro cerca de +4 ºC</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786390" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/invasao-de-ar-subtropical-em-portugal-o-pico-do-calor-chegara-na-quinta-feira-3-de-setembro-ate-42-c.html" title="Invasão de ar subtropical em Portugal: o pico do calor chegará na quinta-feira, 3 de setembro - até 42 ºC">Invasão de ar subtropical em Portugal: o pico do calor chegará na quinta-feira, 3 de setembro - até 42 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/invasao-de-ar-subtropical-em-portugal-o-pico-do-calor-chegara-na-quinta-feira-3-de-setembro-ate-42-c.html" title="Invasão de ar subtropical em Portugal: o pico do calor chegará na quinta-feira, 3 de setembro - até 42 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/invasao-de-ar-subtropical-em-portugal-o-pico-do-calor-chegara-na-quinta-feira-3-de-setembro-ate-42-c-1788177943617_320.png" alt="Invasão de ar subtropical em Portugal: o pico do calor chegará na quinta-feira, 3 de setembro - até 42 ºC"></a></article></aside><p>Estamos, por isso, perante um episódio que não se destaca apenas pelos valores máximos previstos, mas também pela <strong>magnitude das anomalias térmicas para o início de setembro</strong>.</p><h2>Uma massa de ar subtropical muito quente estará sobre Portugal</h2><p>Na origem desta subida acentuada encontra-se a chegada e permanência de uma <strong>massa de ar muito quente de origem subtropical</strong>, transportada para a Península Ibérica no contexto de uma dorsal anticiclónica.</p><p>A análise da temperatura ao nível dos <strong>850 hPa</strong>, aproximadamente a 1500 metros de altitude, permite observar claramente a dimensão desta massa de ar quente.</p><p>Durante a tarde de quinta-feira, o ECMWF prevê temperaturas próximas dos <strong>24 a 26 ºC a 850 hPa em grande parte de Portugal continental</strong>, valores particularmente elevados para esta altura do ano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-40-c-na-quinta-feira-chegara-o-pico-maximo-do-calor-subtropical-1788189666752.jpg" data-image="mt84ig3jo85u" alt="Ar muito quente em altitude alimentará o pico de calor" title="Ar muito quente em altitude alimentará o pico de calor"><figcaption>Uma massa de ar subtropical muito quente estará instalada sobre a Península Ibérica na quinta-feira, com valores próximos dos 24 a 26 ºC a cerca de 1500 metros de altitude.</figcaption></figure><p>Esta configuração atmosférica, associada à <strong>subsidência do ar no contexto da dorsal anticiclónica</strong>, favorece o aquecimento da massa de ar e ajuda a explicar os valores muito elevados previstos junto à superfície.</p><p>A presença desta massa de ar subtropical será particularmente evidente sobre a Península Ibérica, com o núcleo mais quente a estender-se pelo interior peninsular. A combinação entre estabilidade atmosférica, forte insolação e ar muito quente em altitude criará as condições necessárias para o pico previsto na quinta-feira.</p><h2>Calor intenso terá curta duração</h2><p>Apesar da intensidade prevista, este episódio não deverá prolongar-se durante muitos dias. <strong>Na sexta-feira, 4 de setembro, as temperaturas deverão descer de forma significativa em grande parte de Portugal continental</strong>, particularmente nas regiões ocidentais e no Sul.</p><p>Às 16:00, o ECMWF já aponta para apenas <strong>23 ºC no Porto, 27 ºC em Braga, 28 ºC em Lisboa e Leiria e 30 ºC em Coimbra, Viseu, Guarda, Castelo Branco e Vila Real</strong>.</p><p>No Alentejo, a descida também será expressiva: depois dos 40 ºC previstos para quinta-feira, <strong>Évora poderá ficar pelos 31 ºC e Beja pelos 32 ºC</strong> na tarde de sexta-feira.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-40-c-na-quinta-feira-chegara-o-pico-maximo-do-calor-subtropical-1788189733404.jpg" data-image="p3awu4oa7qoa" alt="O calor dará tréguas já na sexta-feira" title="O calor dará tréguas já na sexta-feira"><figcaption>Após o pico de quinta-feira, as temperaturas deverão descer significativamente na sexta, sobretudo no litoral e no Sul, com Évora a passar de 40 para cerca de 31 ºC.</figcaption></figure><p>A descida será, portanto, bastante rápida em algumas regiões, reforçando o carácter <strong>intenso, mas relativamente curto</strong>, deste episódio de calor subtropical.</p><p>Ainda assim, algumas áreas do interior continuarão quentes, pelo que a diminuição das temperaturas não será uniforme em todo o território.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-40-c-na-quinta-feira-chegara-o-pico-maximo-do-calor-subtropical.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O atual e intenso fenómeno El Niño está prestes a entrar numa fase ainda mais intensa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-atual-e-intenso-fenomeno-el-nino-esta-prestes-a-entrar-em-uma-fase-ainda-mais-intensa.html</link><pubDate>Tue, 01 Sep 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O fenómeno El Niño de 2026 está a assumir características únicas e históricas devido às anomalias de temperatura na superfície das águas do Pacífico equatorial central e oriental. A sua intensidade aumentará nos próximos meses.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-cambiar-a-una-marcha-superior-1788063993028.png" data-image="4winy6eta54p" alt="El niño" title="El niño"><figcaption>Anomalias na temperatura da superfície do mar, com destaque para o Pacífico equatorial, onde se observam anomalias muito quentes em tons de vermelho, um sinal do intenso El Niño a partir de 28 de agosto de 2026. Reanalisador Climático.</figcaption></figure><p>No início de outubro de 2026, <strong>as previsões semanais do ECMWF indicam que as temperaturas da superfície do mar irão subir </strong>para impressionantes 5,64 °C acima da média no Pacífico oriental (Niño 1+2) e 3,55 °C no Pacífico central (Niño 3.4). Ambos os valores representariam recordes históricos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-cambiar-a-una-marcha-superior-1788064097554.png" data-image="6e27rtz34sjj" alt="El niño" title="El niño"><figcaption>Evolução dos índices do El Niño nas suas diferentes regiões do Pacífico equatorial e anomalias da temperatura da superfície do mar para 27 de agosto (esquerda) e 11 de outubro de 2026 (direita), com as fortes anomalias associadas ao El Niño mostradas em vermelho escuro. Ben Noll</figcaption></figure><p>Segundo o especialista Ben Noll, @BenNollWeather, <strong>o El Niño de 2026 poderá atingir valores históricos</strong>, de acordo com as novas diretrizes de previsão do modelo ECMWF.</p><p>A imagem acima mostra os valores dos índices El Niño nas diferentes regiões de monitorização do El Niño e as suas previsões para outubro de 2026.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-cambiar-a-una-marcha-superior-1788064559314.png" data-image="hisvkmp4fjxo" alt="El niño" title="El niño"><figcaption>Diferentes regiões do El Niño no Pacífico onde a sua evolução é monitorizada. Fonte: CIIFEN</figcaption></figure><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784605" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-nova-previsao-aponta-evento-excepcional-com-anomalia-superior-a-3-4-c.html" title="Super El Niño: nova previsão aponta evento excecional com anomalia superior a 3,4 °C">Super El Niño: nova previsão aponta evento excecional com anomalia superior a 3,4 °C</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-nova-previsao-aponta-evento-excepcional-com-anomalia-superior-a-3-4-c.html" title="Super El Niño: nova previsão aponta evento excecional com anomalia superior a 3,4 °C"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-nova-previsao-aponta-evento-excepcional-com-anomalia-superior-a-3-4-c-1787174595191_320.png" alt="Super El Niño: nova previsão aponta evento excecional com anomalia superior a 3,4 °C"></a></article></aside><h2>Rajadas de vento oeste no Pacífico equatorial após uma pausa temporária</h2><p>Os ventos anómalos de oeste que acumulam águas quentes sobre as regiões central e leste do Pacífico, ao largo das costas do Peru e do Equador, são outras manifestações do sistema acoplado mar-atmosfera quando o El Niño se desenvolve: <strong>os ventos alísios de leste,</strong> que trazem água doce, <strong>são suprimidos e substituídos pelos ventos contrários</strong> aos alísios de oeste, que acumulam águas quentes.</p><p>Bem, e seguindo a opinião do autor citado anteriormente, prevê-se outra rajada de vento oeste recorde no Pacífico equatorial central no início de setembro de 2026.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-cambiar-a-una-marcha-superior-1788064111340.png" data-image="ob8yo5zd41wn" alt="El niño" title="El niño"><figcaption>Áreas com previsão de ventos de oeste a 850 hPa/1500 m, onde valores muito elevados podem ser atingidos, de 28 de agosto a 12 de setembro de 2026. Ben Noll</figcaption></figure><p>Este facto tem consequências, pois provavelmente encerrará a pausa no aquecimento na região do Niño 3.4 e levará este El Niño a níveis recordes em setembro de 2026.</p><h2>Porque é que este El Niño é diferente?</h2><p>Cada evento El Niño (ou La Niña) é único, pois desenvolve-se em diferentes ambientes globais; o deste ano e o de 2027 ocorrerão sob condições de aquecimento global exacerbado, <strong>com ondas de calor marinhas pronunciadas no Pacífico</strong> e noutras águas do planeta, num contexto de atmosfera mais quente.</p><p>Ao comparar diferentes eventos intensos de El Niño com o atual, em agosto de 2026, as diferenças são notáveis e óbvias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-cambiar-a-una-marcha-superior-1788064041997.png" data-image="ny7ens4ha4v5"></figure><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-cambiar-a-una-marcha-superior-1788064053715.png" data-image="6j20h2o1apxm" alt="El niño" title="El niño"><figcaption>Anomalias da temperatura da superfície do mar, com anomalias frias/quentes em tons de azul/vermelho, para diferentes anos de El Niño até 26 de agosto. Repare que o El Niño de 2026 está a desenvolver-se com extensas anomalias quentes noutros oceanos em redor do mundo. Ben Noll.</figcaption></figure><p>Está a desenvolver-se num contexto de clima mais quente. Isto alterará e, em alguns casos, agravará os seus impactos.</p><p>Resumindo, este El Niño é sério e pode ser histórico.</p><p>Fonte dos textos e figuras básicos: Ben Noll.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-atual-e-intenso-fenomeno-el-nino-esta-prestes-a-entrar-em-uma-fase-ainda-mais-intensa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Lisboa reforça sistema de alerta de tsunami com novas sirenes na frente ribeirinha]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lisboa-reforca-sistema-de-alerta-de-tsunami-com-novas-sirenes-na-frente-ribeirinha.html</link><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 16:31:18 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Lisboa reforça a segurança na frente ribeirinha com avisos sonoros, melhorando a capacidade de resposta e proteção das populações perante riscos costeiros extremos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-reforca-sistema-de-alerta-de-tsunami-com-novas-sirenes-na-frente-ribeirinha-1788181841356.jpg" data-image="vnoeubcs2olq" alt="Sirenes de alerta de tsunami em Lisboa" title="Sirenes de alerta de tsunami em Lisboa"><figcaption>As novas sirenes vão ser instaladas próximas da Estação de Santa Apolónia e na Baixa Pombalina. Foto: CML</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Lisboa vai reforçar ainda este ano o <strong>sistema de aviso e alerta de tsunami</strong>, ampliando a cobertura das zonas mais vulneráveis da cidade. A Câmara Municipal anunciou a instalação de <strong>duas novas sirenes</strong> na frente ribeirinha e a relocalização de um equipamento já existente, medidas que resultam de estudos técnicos e dos exercícios de proteção civil realizados nos últimos meses.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As novas sirenes serão colocadas no Jardim Sá da Bandeira, na Misericórdia, e junto à Estação de Santa Apolónia, duas áreas com elevada circulação de residentes, trabalhadores e visitantes. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A autarquia pretende assim aumentar a capacidade de aviso sonoro numa faixa urbana particularmente exposta ao risco de tsunami, entre Belém e Santa Apolónia.</p><p>A <strong>Baixa Pombalina também</strong> será alvo de ajustes. A sirene atualmente instalada nas instalações da Marinha, na Avenida Ribeira das Naus, será transferida para o <strong>Miradouro do Chão do Loureiro</strong>, uma localização que, segundo o município, permitirá melhorar significativamente a propagação do sinal sonoro no Terreiro do Paço e nas ruas da Baixa, onde a densidade de pessoas é especialmente elevada.</p><h2>Alertas dão 30 minutos de antecedência</h2><p>Estas decisões resultam de <strong>estudos acústicos</strong> e da avaliação feita após o simulacro <strong>Lisbon Wave 26</strong>, realizado em março, que testou o sistema de alerta e identificou pontos críticos. </p><p>Com as alterações agora anunciadas, Lisboa passará a contar com sirenes instaladas na <strong>Praça do Império</strong>, <strong>Passeio Carlos do Carmo</strong>, <strong>Doca de Alcântara/Santo Amaro</strong>, <strong>Jardim Sá da Bandeira</strong>, <strong>Santa Apolónia</strong> e <strong>Chão do Loureiro</strong>. O objetivo é atingir um total de <strong>dez sirenes</strong> distribuídas pela frente ribeirinha até ao final do atual mandato do executivo de Carlos Moedas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A importância deste sistema, segundo a autarquia, assenta na possibilidade de as sirenes permitirem alertar a população cerca de 30 minutos antes da chegada de um tsunami. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O intervalo cria uma janela de tempo considerada crucial para que as pessoas se desloquem até às zonas seguras. No entanto, o município sublinha que a tecnologia só é eficaz se acompanhada por <strong>maior sensibilização pública</strong> sobre os procedimentos a adotar perante um sismo seguido de tsunami.</p><h2>Rede de zonas de segurança conta com 86 locais</h2><p>Lisboa dispõe já de uma rede oficial de <strong>Pontos de Encontro de Emergência</strong>, concebida para orientar a população em situações de risco. São <strong>86 locais seguros</strong> distribuídos por todas as freguesias, maioritariamente praças, parques e zonas elevadas. Estão assinalados fisicamente nas ruas e podem ser consultados através de mapas interativos no website da Câmara Municipal (ver referências do artigo).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762134" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/do-fundo-do-mar-ao-espaco-como-a-ciencia-esta-a-redefinir-o-alerta-de-tsunamis.html" title="Do fundo do mar ao espaço: como a ciência está a redefinir o alerta de tsunamis">Do fundo do mar ao espaço: como a ciência está a redefinir o alerta de tsunamis</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/do-fundo-do-mar-ao-espaco-como-a-ciencia-esta-a-redefinir-o-alerta-de-tsunamis.html" title="Do fundo do mar ao espaço: como a ciência está a redefinir o alerta de tsunamis"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/do-fundo-do-mar-ao-espaco-como-a-ciencia-esta-a-redefinir-o-alerta-de-tsunamis-1775240726992_320.png" alt="Do fundo do mar ao espaço: como a ciência está a redefinir o alerta de tsunamis"></a></article></aside><p>Embora raros, os tsunamis representam um risco real para Lisboa. O mais devastador ocorreu após o <strong>sismo de 1 de novembro de 1755</strong>, quando a primeira onda atingiu a cidade cerca de 40 minutos depois do tremor de terra. A frente ribeirinha permanece vulnerável, sobretudo entre Belém e Santa Apolónia, onde a baixa altitude e a proximidade ao Tejo aumentam a exposição.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-reforca-sistema-de-alerta-de-tsunami-com-novas-sirenes-na-frente-ribeirinha-1788181998752.jpg" data-image="e8hvk6r9diq6" alt="Tejo e mapa da área ribeirinha com ás áreas de Lisboa inundáveis" title="Tejo e mapa da área ribeirinha com ás áreas de Lisboa inundáveis"><figcaption>A faixa ribeirinha de Lisboa é particularmente vulnerável aos efeitos de um tsunami, sendo a zona entre Belém e Santa Apolónia a mais exposta. Imagens: Canva e CML</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Com o reforço das sirenes, Lisboa dá mais um passo na preparação para<strong> cenários</strong><strong> extremos</strong>, combinando tecnologia, planeamento urbano e informação pública para reduzir riscos e proteger vidas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Munic%C3%ADpio%20de%20Lisboa" data-year="" data-title="Sistema%20de%20alerta%20de%20tsunami%20ter%C3%A1%20mais%20duas%20sirenes" data-url="https%3A%2F%2Finformacao.lisboa.pt%2Fnoticias%2Fdetalhe%2Fsistema-de-alerta-de-tsunami-tera-mais-duas-sirenes">Município de Lisboa. <a href="https://informacao.lisboa.pt/noticias/detalhe/sistema-de-alerta-de-tsunami-tera-mais-duas-sirenes" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Sistema de alerta de tsunami terá mais duas sirenes</a>.</cite><br><cite data-author="Munic%C3%ADpio%20de%20Lisboa" data-year="" data-title="Pontos%20de%20encontro%20de%20emerg%C3%AAncia" data-url="https%3A%2F%2Fwww.lisboa.pt%2Ftemas%2Fseguranca-e-prevencao%2Fprotecao-civil%2Fplaneamento-de-emergencia%2Fpontos-de-encontro">Município de Lisboa. <a href="https://www.lisboa.pt/temas/seguranca-e-prevencao/protecao-civil/planeamento-de-emergencia/pontos-de-encontro" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Pontos de encontro de emergência</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lisboa-reforca-sistema-de-alerta-de-tsunami-com-novas-sirenes-na-frente-ribeirinha.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O segredo escondido num meteorito antártico: o magnetismo que moldou o nosso sistema solar há 4600 milhões de anos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-segredo-escondido-num-meteorito-antartico-o-magnetismo-que-moldou-o-nosso-sistema-solar-ha-4600-milhoes-de-anos.html</link><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 16:21:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Meteoritos primitivos encontrados na Antártida conservam vestígios de um antigo campo magnético que terá ajudado a transformar a nuvem de gás e poeira no sistema solar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-secreto-oculto-en-un-meteorito-antartico-el-magnetismo-que-moldeo-nuestro-sistema-solar-hace-4-600-millones-de-anos-1788047155688.jpg" data-image="ohyjgsen18ht" alt="Sistema solar meteorito Antártida magnetismo gravedad" title="Sistema solar meteorito Antártida magnetismo gravedad"><figcaption>O estudo encontrou vestígios de um antigo campo magnético em alguns dos materiais mais primitivos conhecidos do sistema solar.</figcaption></figure><p>Há cerca de 4600 milhões de anos, o sistema solar não passava de uma enorme nuvem de gás e poeira em processo de colapso. Ao longo de alguns milhões de anos, essa estrutura conhecida como <strong>nebulosa solar</strong> foi-se achatando até se tornar um disco de matéria, no interior do qual acabariam por se formar o Sol e os planetas.</p><div class="texto-destacado">Durante décadas, a gravidade foi considerada o principal motor desta transformação. No entanto, uma nova investigação do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) apresenta evidências de que outro fenómeno pode ter desempenhado um papel muito mais importante do que se pensava: o magnetismo.</div><p>O estudo, publicado na revista <em>Proceedings of the National Academy of Sciences</em>, encontrou vestígios de um antigo campo magnético em alguns dos materiais mais primitivos conhecidos do sistema solar. Esses registos ficaram preservados em minerais minúsculos contidos num <strong>meteorito encontrado na Antártida</strong>.</p><h2>Uma pegada magnética com 4600 milhões de anos</h2><p>O meteorito analisado, denominado <strong>DOM 08006</strong>, foi descoberto em 2008 na Dominion Range, uma região montanhosa situada junto à camada de gelo da Antártida Oriental. Trata-se de um dos meteoritos mais primitivos encontrados até agora e contém minerais formados durante as primeiras fases da evolução do sistema solar.</p><p>Entre eles encontram-se as chamadas <strong>inclusões ricas em cálcio e alumínio (CAI)</strong>, consideradas os materiais sólidos mais antigos conhecidos do sistema solar. Algumas destas inclusões formaram-se durante os primeiros 200 000 anos de existência do sistema solar, possivelmente até antes de o Sol ter concluído a sua formação.</p><p>Precisamente devido à sua antiguidade e ao facto de ter sofrido uma alteração excecionalmente pequena ao longo de milhares de milhões de anos, o DOM 08006 oferecia uma oportunidade extraordinária para procurar sinais do ambiente magnético daquela época.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-secreto-oculto-en-un-meteorito-antartico-el-magnetismo-que-moldeo-nuestro-sistema-solar-hace-4-600-millones-de-anos-1788047275572.jpg" data-image="fue5plq8onzh" alt="Hace unos 4.600 millones de años, el sistema solar no era más que una enorme nube de gas y polvo en proceso de colapso. Con el paso de unos pocos millones de años, aquella estructura conocida como nebulosa solar se fue aplanando hasta convertirse en un disco de materia, dentro del cual terminarían formándose el Sol y los planetas. Durante décadas, la gravedad fue considerada el principal motor de esta transformación. Sin embargo, una nueva investigación del Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) aporta evidencias de que otro fenómeno pudo haber tenido un papel mucho más importante de lo que se pensaba: el magnetismo. El estudio, publicado en Proceedings of the National Academy of Sciences, encontró huellas de un antiguo campo magnético en algunos de los materiales más primitivos conocidos del sistema solar. Los registros quedaron preservados en diminutos minerales contenidos en un meteorito encontrado en la Antártida. Una huella magnética de hace 4.600 millones de años El meteorito analizado, denominado DOM 08006, fue descubierto en 2008 en Dominion Range, una región montañosa ubicada junto a la capa de hielo de la Antártida Oriental. Se trata de uno de los meteoritos más primitivos encontrados hasta ahora y contiene minerales formados durante las primeras etapas de evolución del sistema solar. Entre ellos se encuentran las llamadas inclusiones ricas en calcio y aluminio (CAI), consideradas los materiales sólidos más antiguos conocidos del sistema solar. Algunas de estas inclusiones se formaron durante los primeros 200.000 años de existencia del sistema solar, posiblemente incluso antes de que el Sol terminara de constituirse. Precisamente por su antigüedad y por haber sufrido una alteración excepcionalmente pequeña durante miles de millones de años, DOM 08006 ofrecía una oportunidad extraordinaria para buscar señales del entorno magnético de aquella época. El equipo aisló diminutos granos del meteorito y examinó especialmente aquellos que contenían minerales magnéticos, como el hierro. Los análisis revelaron que esos minerales todavía conservaban una magnetización remanente, una especie de registro fósil capaz de indicar la intensidad del campo magnético al que estuvieron expuestos durante su formación. Un campo magnético mucho más intenso que el actual Los investigadores estimaron que, durante las primeras etapas del sistema solar, existió un campo magnético de entre 150 y 600 microteslas. Es decir, habría sido aproximadamente entre tres y doce veces más intenso que el campo magnético terrestre actual. Para Benjamin Weiss, profesor de Ciencias Planetarias y de la Tierra del MIT, este resultado modifica la imagen tradicional de cómo comenzó a organizarse nuestro sistema planetario. La transición desde una nube aproximadamente esférica de gas y polvo hacia un disco protoplanetario constituye uno de los acontecimientos fundamentales de la historia del sistema solar. Hasta ahora, la explicación dominante atribuía esa transformación principalmente a la gravedad. Pero las nuevas mediciones sugieren que el magnetismo también pudo intervenir en ese proceso. El magnetismo, una pieza que faltaba Los campos magnéticos pueden generarse cuando partículas eléctricamente cargadas se encuentran en movimiento. En la nebulosa solar primitiva, el colapso de la nube de gas y polvo habría generado un plasma con partículas cargadas que, al desplazarse y girar dentro del disco en formación, pudieron producir un campo magnético capaz de mantenerse durante un período significativo. Cauê Borlina, investigador principal del trabajo y actualmente profesor asistente en la Universidad Purdue, explica que la presencia del magnetismo durante la formación de los planetas ya no es una cuestión especialmente controvertida. El interrogante está en una etapa todavía anterior: cuando el Sol apenas comenzaba a formarse y los planetas aún no existían. El equipo ya había encontrado anteriormente indicios de un campo magnético unos dos millones de años después del comienzo del sistema solar, cuando el Sol probablemente ya estaba formado y los planetas comenzaban a ensamblarse. Ahora, las nuevas evidencias llevan ese escenario todavía más atrás en el tiempo. Según los investigadores, el campo magnético pudo haber ayudado a transportar gas desde el disco protoplanetario hacia el centro, favoreciendo la acumulación de materia que terminó dando origen al Sol. La gravedad, por supuesto, siguió siendo fundamental. Pero los resultados indican que para comprender plenamente cómo nació el sistema solar quizá haya que incorporar un ingrediente adicional: un poderoso campo magnético actuando desde sus primeros momentos." title="Hace unos 4.600 millones de años, el sistema solar no era más que una enorme nube de gas y polvo en proceso de colapso. Con el paso de unos pocos millones de años, aquella estructura conocida como nebulosa solar se fue aplanando hasta convertirse en un disco de materia, dentro del cual terminarían formándose el Sol y los planetas. Durante décadas, la gravedad fue considerada el principal motor de esta transformación. Sin embargo, una nueva investigación del Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) aporta evidencias de que otro fenómeno pudo haber tenido un papel mucho más importante de lo que se pensaba: el magnetismo. El estudio, publicado en Proceedings of the National Academy of Sciences, encontró huellas de un antiguo campo magnético en algunos de los materiales más primitivos conocidos del sistema solar. Los registros quedaron preservados en diminutos minerales contenidos en un meteorito encontrado en la Antártida. Una huella magnética de hace 4.600 millones de años El meteorito analizado, denominado DOM 08006, fue descubierto en 2008 en Dominion Range, una región montañosa ubicada junto a la capa de hielo de la Antártida Oriental. Se trata de uno de los meteoritos más primitivos encontrados hasta ahora y contiene minerales formados durante las primeras etapas de evolución del sistema solar. Entre ellos se encuentran las llamadas inclusiones ricas en calcio y aluminio (CAI), consideradas los materiales sólidos más antiguos conocidos del sistema solar. Algunas de estas inclusiones se formaron durante los primeros 200.000 años de existencia del sistema solar, posiblemente incluso antes de que el Sol terminara de constituirse. Precisamente por su antigüedad y por haber sufrido una alteración excepcionalmente pequeña durante miles de millones de años, DOM 08006 ofrecía una oportunidad extraordinaria para buscar señales del entorno magnético de aquella época. El equipo aisló diminutos granos del meteorito y examinó especialmente aquellos que contenían minerales magnéticos, como el hierro. Los análisis revelaron que esos minerales todavía conservaban una magnetización remanente, una especie de registro fósil capaz de indicar la intensidad del campo magnético al que estuvieron expuestos durante su formación. Un campo magnético mucho más intenso que el actual Los investigadores estimaron que, durante las primeras etapas del sistema solar, existió un campo magnético de entre 150 y 600 microteslas. Es decir, habría sido aproximadamente entre tres y doce veces más intenso que el campo magnético terrestre actual. Para Benjamin Weiss, profesor de Ciencias Planetarias y de la Tierra del MIT, este resultado modifica la imagen tradicional de cómo comenzó a organizarse nuestro sistema planetario. La transición desde una nube aproximadamente esférica de gas y polvo hacia un disco protoplanetario constituye uno de los acontecimientos fundamentales de la historia del sistema solar. Hasta ahora, la explicación dominante atribuía esa transformación principalmente a la gravedad. Pero las nuevas mediciones sugieren que el magnetismo también pudo intervenir en ese proceso. El magnetismo, una pieza que faltaba Los campos magnéticos pueden generarse cuando partículas eléctricamente cargadas se encuentran en movimiento. En la nebulosa solar primitiva, el colapso de la nube de gas y polvo habría generado un plasma con partículas cargadas que, al desplazarse y girar dentro del disco en formación, pudieron producir un campo magnético capaz de mantenerse durante un período significativo. Cauê Borlina, investigador principal del trabajo y actualmente profesor asistente en la Universidad Purdue, explica que la presencia del magnetismo durante la formación de los planetas ya no es una cuestión especialmente controvertida. El interrogante está en una etapa todavía anterior: cuando el Sol apenas comenzaba a formarse y los planetas aún no existían. El equipo ya había encontrado anteriormente indicios de un campo magnético unos dos millones de años después del comienzo del sistema solar, cuando el Sol probablemente ya estaba formado y los planetas comenzaban a ensamblarse. Ahora, las nuevas evidencias llevan ese escenario todavía más atrás en el tiempo. Según los investigadores, el campo magnético pudo haber ayudado a transportar gas desde el disco protoplanetario hacia el centro, favoreciendo la acumulación de materia que terminó dando origen al Sol. La gravedad, por supuesto, siguió siendo fundamental. Pero los resultados indican que para comprender plenamente cómo nació el sistema solar quizá haya que incorporar un ingrediente adicional: un poderoso campo magnético actuando desde sus primeros momentos."><figcaption>Os campos magnéticos podem ser gerados quando partículas com carga elétrica estão em movimento.</figcaption></figure><p>A equipa isolou minúsculos grãos do meteorito e examinou especialmente aqueles que continham minerais magnéticos, como o ferro. As análises revelaram que esses minerais ainda conservavam uma <strong>magnetização remanescente</strong>, uma espécie de registo fóssil capaz de indicar a intensidade do campo magnético a que estiveram expostos durante a sua formação.</p><h2>Um campo magnético muito mais intenso do que o atual</h2><p>Os investigadores estimaram que, durante as primeiras fases do sistema solar, existiu um campo magnético entre <strong>150 e 600 microteslas</strong>. Ou seja, teria sido aproximadamente <strong>entre três e doze vezes mais intenso do que o atual campo magnético terrestre</strong>.</p><p>Para Benjamin Weiss, professor de Ciências Planetárias e da Terra no MIT, este resultado altera a visão tradicional de como o nosso sistema planetário começou a organizar-se. <strong>A transição de uma nuvem aproximadamente esférica de gás e poeira para um disco protoplanetário</strong> constitui um dos acontecimentos fundamentais da história do sistema solar.</p><p>Até agora, a explicação dominante atribuía essa transformação principalmente à <strong>gravidade</strong>. Mas as novas medições sugerem que o magnetismo também pode ter intervindo nesse processo.</p><h2>O magnetismo, a peça que faltava</h2><p>Os campos magnéticos podem ser gerados quando partículas eletricamente carregadas se encontram em movimento. Na nebulosa solar primitiva, o colapso da nuvem de gás e poeira teria gerado um <strong>plasma com partículas carregadas</strong> que, ao deslocarem-se e rodarem no interior do disco em formação, puderam produzir um campo magnético capaz de se manter durante um período significativo.</p><p>Cauê Borlina, investigador principal do estudo e atualmente professor assistente na Universidade de Purdue, explica que a presença do magnetismo durante a formação dos planetas já não é uma questão particularmente controversa. A questão reside numa fase ainda anterior: <strong>quando o Sol mal começava a formar-se e os planetas ainda não existiam</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771036" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-heliopausa-e-a-barreira-invisivel-do-sistema-solar-a-fronteira-que-protege-a-terra-do-espaco-interestelar.html" title="A heliopausa é a 'barreira' invisível do Sistema Solar: a fronteira que protege a Terra do espaço interestelar">A heliopausa é a "barreira" invisível do Sistema Solar: a fronteira que protege a Terra do espaço interestelar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-heliopausa-e-a-barreira-invisivel-do-sistema-solar-a-fronteira-que-protege-a-terra-do-espaco-interestelar.html" title="A heliopausa é a 'barreira' invisível do Sistema Solar: a fronteira que protege a Terra do espaço interestelar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-heliopausa-es-el-muro-invisible-del-sistema-solar-la-frontera-que-protege-a-la-tierra-del-espacio-interestelar-1779029796945_320.jpg" alt="A heliopausa é a 'barreira' invisível do Sistema Solar: a fronteira que protege a Terra do espaço interestelar"></a></article></aside><p>A equipa já tinha encontrado anteriormente indícios de um campo magnético cerca de dois milhões de anos após o início do sistema solar, quando o Sol provavelmente já se tinha formado e <strong>os planetas começavam a formar-se</strong>.</p><p>Agora, as novas evidências remetem esse cenário ainda mais para trás no tempo. Segundo os investigadores, o campo magnético poderá ter ajudado a transportar gás do disco protoplanetário para o centro, <strong>favorecendo a acumulação de matéria que acabou por dar origem ao Sol</strong>.</p><p>A gravidade, claro, continuou a ser fundamental. Mas os resultados indicam que, para compreender plenamente como nasceu o sistema solar, talvez seja necessário incorporar um ingrediente adicional:<strong> um poderoso campo magnético em ação desde os seus primeiros momentos</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="C.S.%20Borlina%2CB.P.%20Weiss%2CX.%20Bai%2CP.%20Tung%2CR.J.%20Harrison%2CE.N.%20Mansbach%2CN.%20Chatterjee%2CF.L.H.%20Tissot%2C%20%26%20K.D.%20McKeegan" data-year="2026" data-title="Paleomagnetic%20evidence%20for%20a%20nebular%20magnetic%20field%20from%20calcium-aluminum-rich%20inclusions" data-url="https%3A%2F%2Fwww.pnas.org%2Fdoi%2F10.1073%2Fpnas.2521660123">C.S. Borlina,B.P. Weiss,X. Bai,P. Tung,R.J. Harrison,E.N. Mansbach,N. Chatterjee,F.L.H. Tissot, & K.D. McKeegan. (2026). <a href="https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.2521660123" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Paleomagnetic evidence for a nebular magnetic field from calcium-aluminum-rich inclusions</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-segredo-escondido-num-meteorito-antartico-o-magnetismo-que-moldou-o-nosso-sistema-solar-ha-4600-milhoes-de-anos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Do "feed" ao destino: os riscos de planear as tuas férias com base na foto perfeita das redes sociais]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/do-feed-ao-destino-os-riscos-de-planear-as-tuas-ferias-com-base-na-foto-perfeita-das-redes-sociais.html</link><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 15:15:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Encontrar uma praia deserta, uma vila de contos de fadas ou uma enseada de águas turquesas para as férias enquanto se percorre o ecrã pode esconder aglomerações, preços exorbitantes, dificuldades de acesso e uma realidade muito diferente daquela que se imagina ao olhar para o ecrã.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/del-feed-al-destino-los-riesgos-de-planificar-tus-vacaciones-basandote-en-la-foto-perfecta-de-redes-sociales-1787993698412.jpg" data-image="9kyl942i37ew"><figcaption>Uma mulher tira uma selfie numa praça deserta de São Marcos, em Veneza, que, na verdade, é um dos destinos turísticos mais concorridos do mundo.</figcaption></figure><p>Por vezes, <strong>uma fotografia pode ser suficiente para decidir um destino de férias</strong>. Basta que apareça no momento certo no "feed": uma praia de areia dourada aparentemente deserta, um restaurante charmoso escondido numa aldeia remota, uma piscina natural com cascatas e águas cristalinas... Alguns segundos depois, o viajante já está a imaginar as suas próximas férias.</p><p>As<strong> redes sociais tornaram-se uma fonte de inspiração turística</strong> de primeira ordem. O Instagram, o TikTok, o YouTube e outras plataformas permitem descobrir locais que, há apenas alguns anos, eram praticamente desconhecidos do grande público. Mas também mudaram a forma de decidir para onde viajar, mesmo que não revelem o que se pode encontrar quando lá chegamos. Porque o problema surge quando<strong> a simples fotografia substitui a informação</strong>.</p><p>Uma revisão sistemática publicada na <em>PASOS</em>. <em>Revista de Turismo e Património Cultural</em>, que <strong>analisou 41 estudos sobre redes sociais e escolha de destinos</strong>, confirma que estas plataformas influenciam as decisões dos viajantes através de fatores como a imagem do destino, a qualidade do conteúdo, as recomendações e o chamado boca a boca eletrónico.</p><h2>A foto não é o destino</h2><p>O primeiro risco de organizar uma viagem com base numa imagem viral é bastante simples: <strong>uma fotografia mostra apenas uma fração da realidade</strong>.</p><p>A imagem <strong>pode ter sido tirada ao amanhecer, na época baixa ou depois de esperar vários minutos para que ninguém aparecesse no enquadramento</strong>. Pode ter sido editada, ter utilizado filtros ou ter sido selecionada entre dezenas de fotografias tiradas de diferentes ângulos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/del-feed-al-destino-los-riesgos-de-planificar-tus-vacaciones-basandote-en-la-foto-perfecta-de-redes-sociales-1787994229688.jpg" data-image="gcbcbl84r0hs"><figcaption>Filtros, enquadramentos elaborados, edição... Uma fotografia pode esconder uma realidade muito diferente da imagem captada.</figcaption></figure><p><strong>Mesmo quando não há manipulação digital, a perspetiva pode enganar</strong>. Uma enseada que parece isolada pode estar junto a um parque de estacionamento; uma rua medieval aparentemente tranquila pode transformar-se num local repleto de turistas durante o dia; e uma piscina natural que ocupa todo o ecrã pode ser, na realidade, um pequeno espaço onde chegam centenas de pessoas todos os dias. O viajante compra, então, uma expectativa e depara-se com uma experiência diferente.</p><h2>O algoritmo também decide por nós</h2><p>Há outro elemento menos visível: <strong>o algoritmo</strong>. As redes sociais não mostram necessariamente os destinos que melhor se adequam às nossas necessidades, mas sim os conteúdos com maior capacidade para captar a nossa atenção. <strong>Uma fotografia espetacular gera interação, e essa interação aumenta as hipóteses de ela voltar a aparecer</strong> a outros utilizadores.</p><p>Um <strong>estudo publicado em 2024 analisou mais de 27 000 publicações do Instagram relacionadas com destinos turísticos</strong> e constatou que as fotografias centradas em locais de interesse obtinham aproximadamente o dobro da interação em comparação com as dedicadas a serviços de alojamento ou de restauração. As imagens que incluíam pessoas também geravam maior participação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784580" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-turismo-comunitario-conheca-o-novo-paradigma-global-em-que-a-populacao-local-define-as-regras-da-viagem.html" title="O turismo comunitário: conheça o novo paradigma global em que a população local define as regras da viagem">O turismo comunitário: conheça o novo paradigma global em que a população local define as regras da viagem</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-turismo-comunitario-conheca-o-novo-paradigma-global-em-que-a-populacao-local-define-as-regras-da-viagem.html" title="O turismo comunitário: conheça o novo paradigma global em que a população local define as regras da viagem"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-turismo-comunitario-as-origens-de-regresso-1787309133056_320.png" alt="O turismo comunitário: conheça o novo paradigma global em que a população local define as regras da viagem"></a></article></aside><p>O resultado é uma espécie de círculo vicioso: <strong>vemos o que suscita mais reações, reagimos a isso e o algoritmo mostra-nos ainda mais conteúdos semelhantes</strong>. Assim, depois de passarmos alguns minutos a "fazer scroll", um destino pode parecer muito mais atraente, exclusivo ou imprescindível do que realmente é.</p><h2>Quando o "lugar secreto" deixa de ser secreto</h2><p>As redes sociais podem transformar rapidamente <strong>um local desconhecido num destino turístico superlotado</strong>. Uma cascata, uma praia, um miradouro ou uma pequena localidade podem passar de receber poucos visitantes a tornar-se um ponto habitual nos percursos turísticos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/del-feed-al-destino-los-riesgos-de-planificar-tus-vacaciones-basandote-en-la-foto-perfecta-de-redes-sociales-1787994584453.jpg" data-image="senjpf4v7mjv"><figcaption>Procurar tirar fotografias em vez de desfrutar do local pode acabar por prejudicar a experiência da viagem.</figcaption></figure><p>O paradoxo é evidente: <strong>quanto mais procuramos locais "secretos" ou "pouco conhecidos", mais contribuímos para os tornar conhecidos</strong>.</p><p>A UNESCO alertou para os efeitos do <strong>excesso de turismo</strong> em destinos como Veneza ou Barcelona, onde a concentração excessiva de visitantes pode provocar congestionamento, deterioração dos ecossistemas, aumento dos preços da habitação e deslocamento dos residentes. A organização salienta também que alguns locais acabam por ser visitados principalmente <strong>pelo que é apelativo para publicar no Instagram</strong>.</p><h2>Como evitar que o Instagram organize as tuas férias</h2><p>As redes sociais podem ser uma excelente ferramenta para <strong>descobrir destinos</strong>, desde que não sejam a única fonte de informação. Uma boa estratégia consiste em <strong>utilizar o "feed" como ponto de partida e, depois, contrastar</strong> o que vimos. Consultar o site oficial do destino, mapas, informações sobre transportes, meteorologia, horários, preços, restrições e opiniões de outros viajantes permite transformar uma inspiração visual num verdadeiro plano de viagem.</p><p>Também ajuda <strong>procurar deliberadamente fotografias recentes e de diferentes épocas do ano</strong>. Se todas as imagens mostrarem exatamente a mesma perspetiva, convém perguntar-se o que fica fora do enquadramento.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783372" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-paradoxo-das-ferias-e-a-ilusao-da-recuperacao-anual.html" title="O paradoxo das férias e a ilusão da recuperação anual">O paradoxo das férias e a ilusão da recuperação anual</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-paradoxo-das-ferias-e-a-ilusao-da-recuperacao-anual.html" title="O paradoxo das férias e a ilusão da recuperação anual"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-paradoxo-das-ferias-e-a-ilusao-da-recuperacao-anual-1786547628675_320.png" alt="O paradoxo das férias e a ilusão da recuperação anual"></a></article></aside><p>E há uma última verificação especialmente importante: <strong>procurar o local, não apenas a fotografia</strong>. Pode ser que a imagem perfeita seja realmente espetacular. Mas <strong>as férias não se vivem dentro de um retângulo de 9:16</strong>. Vivem-se caminhando, esperando, comendo, deslocando-se, partilhando espaço com outros visitantes e descobrindo coisas que não estavam previstas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Azevedo-Ferreira%2C%20M.%20%26%20Moraes%20Zouain%2C%20D" data-year="2024" data-title="Factores%20de%20influencia%20de%20las%20redes%20sociales%20en%20la%20elecci%C3%B3n%20de%20destinos%20tur%C3%ADsticos%3A%20revisi%C3%B3n%20sistem%C3%A1tica" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.25145%2Fj.pasos.2024.22.053">Azevedo-Ferreira, M. & Moraes Zouain, D. (2024). <a href="https://doi.org/10.25145/j.pasos.2024.22.053" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Factores de influencia de las redes sociales en la elección de destinos turísticos: revisión sistemática</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/do-feed-ao-destino-os-riscos-de-planear-as-tuas-ferias-com-base-na-foto-perfeita-das-redes-sociais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Modelo ECMWF sobre a chuva em Portugal: eis a sua possível distribuição até quinta, 10 de setembro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/modelo-ecmwf-sobre-a-chuva-em-portugal-eis-a-sua-possivel-distribuicao-ate-quinta-10-de-setembro.html</link><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 14:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A circulação atmosférica deverá sofrer algumas mudanças ao longo dos próximos dez dias, embora o tempo seco continue a predominar em Portugal. O ECMWF sinaliza períodos de precipitação, com distribuição e intensidade distintas pelo território. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/modelo-ecmwf-sobre-a-chuva-em-portugal-eis-a-sua-possivel-distribuicao-ate-quinta-10-de-setembro-1788177648332.jpg" data-image="ih7enhah7s56" alt="Chuva poderá surgir em períodos distintos nos próximos dias" title="Chuva poderá surgir em períodos distintos nos próximos dias"><figcaption>O tempo seco deverá predominar durante grande parte dos próximos dez dias, mas o ECMWF prevê algumas mudanças na circulação atmosférica que poderão favorecer a ocorrência de precipitação em Portugal.</figcaption></figure><p>O início de setembro deverá ser <strong>marcado pela alternância entre períodos de tempo seco e duas fases de maior instabilidade</strong>. A primeira deverá ocorrer entre sexta-feira, 4, e sábado, 5, com aguaceiros no Norte e Centro. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Após uma melhoria entre domingo e terça-feira, <strong>o ECMWF sinaliza uma nova alteração entre quarta e quinta-feira, dias 9 e 10</strong>, desta vez associada à aproximação de uma frente atlântica pelo Noroeste.</p><h2>NAO positiva favorece um início de setembro mais seco</h2><p>Nos primeiros dias do mês, Portugal permanecerá sob geopotenciais elevados, num contexto de NAO positiva. <strong>Este padrão tende a manter as depressões e frentes atlânticas mais afastadas de Portugal</strong>, seguindo trajetórias mais a norte, em direção às Ilhas Britânicas e ao norte da Europa. Esta configuração resulta do reforço da diferença de pressão entre a região dos Açores e o Atlântico Norte e favorece, geralmente, períodos mais secos no território português.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/modelo-ecmwf-sobre-a-chuva-em-portugal-eis-a-sua-possivel-distribuicao-ate-quinta-10-de-setembro-1788174968677.png" data-image="meacehz4fjfa"><figcaption>O regime NAO+ deverá predominar nos primeiros dias de setembro, favorecendo a passagem das principais depressões por latitudes mais a norte. A partir de 4 e 5 de setembro, aumenta a dispersão entre os diferentes regimes atmosféricos previstos pelo ensemble do ECMWF.</figcaption></figure><p>Entre 4 e 5, uma perturbação em altitude deverá aproximar-se da Península, com descida dos geopotenciais e entrada de ar mais frio nos níveis médios.<strong> Esta alteração favorece movimentos ascendentes e o desenvolvimento de aguaceiros</strong>. À superfície, porém, a pressão permanece relativamente elevada, pelo que não se prevê uma frente organizada neste primeiro episódio.</p><h2>Norte e Centro concentram os aguaceiros entre sexta-feira e sábado</h2><p>Na sexta-feira poderão surgir aguaceiros dispersos, tornando-se mais frequentes no sábado, sobretudo no Norte e Centro. <strong>A distribuição será irregular e os acumulados geralmente reduzidos.</strong> Até ao final de sábado, entre os valores apresentados pelo ECMWF destacam-se cerca de 1,9 mm em Aveiro e 1,8 mm na Guarda, seguindo-se Bragança, com 1,5 mm. No Sul, a precipitação deverá ser escassa ou inexistente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/modelo-ecmwf-sobre-a-chuva-em-portugal-eis-a-sua-possivel-distribuicao-ate-quinta-10-de-setembro-1788175202361.jpg" data-image="j4qjwqmm5man"><figcaption>Até ao final de sábado, a precipitação deverá concentrar-se sobretudo nas regiões Norte e Centro, embora de forma irregular e pouco abundante. Entre os valores previstos pelo ECMWF destacam-se cerca de 1,9 mm em Aveiro, 1,8 mm na Guarda e 1,5 mm em Bragança.</figcaption></figure><p>Entre domingo, 6, e terça-feira, 8, a dorsal volta a reforçar-se sobre a Península, afastando a instabilidade e <strong>favorecendo tempo predominantemente seco</strong>.</p><h2>Nova frente atlântica poderá aproximar-se no dia 10</h2><p>A partir de quarta-feira, 9, o cenário poderá voltar a mudar. <strong>O ECMWF prevê a aproximação de uma perturbação atlântica</strong>, acompanhada pela descida da pressão e dos geopotenciais e pelo reforço da circulação em altitude. A precipitação poderá alcançar o território entre o final de quarta-feira e o início de quinta-feira, 10, abrangendo o Minho e Douro Litoral e algumas áreas do litoral Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/modelo-ecmwf-sobre-a-chuva-em-portugal-eis-a-sua-possivel-distribuicao-ate-quinta-10-de-setembro-1788175772416.png" data-image="5sumdoo2j5dh"><figcaption>No início de quinta-feira, 10, a precipitação poderá alcançar o Noroeste de Portugal, associada à aproximação de uma frente atlântica. O Minho e o Douro Litoral surgem como as regiões mais expostas, embora a evolução permaneça incerta devido à distância temporal da previsão.</figcaption></figure><p><strong>Os acumulados deverão aumentar sobretudo no Noroeste</strong>, mas a trajetória da frente e a intensidade da precipitação permanecem incertas devido à distância temporal. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786390" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/invasao-de-ar-subtropical-em-portugal-o-pico-do-calor-chegara-na-quinta-feira-3-de-setembro-ate-42-c.html" title="Invasão de ar subtropical em Portugal: o pico do calor chegará na quinta-feira, 3 de setembro - até 42 ºC">Invasão de ar subtropical em Portugal: o pico do calor chegará na quinta-feira, 3 de setembro - até 42 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/invasao-de-ar-subtropical-em-portugal-o-pico-do-calor-chegara-na-quinta-feira-3-de-setembro-ate-42-c.html" title="Invasão de ar subtropical em Portugal: o pico do calor chegará na quinta-feira, 3 de setembro - até 42 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/invasao-de-ar-subtropical-em-portugal-o-pico-do-calor-chegara-na-quinta-feira-3-de-setembro-ate-42-c-1788177943617_320.png" alt="Invasão de ar subtropical em Portugal: o pico do calor chegará na quinta-feira, 3 de setembro - até 42 ºC"></a></article></aside><p>Para a semana de 7 a 14 de setembro, o ECMWF mantém anomalias negativas de precipitação sobretudo no Norte, onde se prevê menos chuva do que o normal. No Centro e Sul, o sinal deverá ser menos acentuado.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/modelo-ecmwf-sobre-a-chuva-em-portugal-eis-a-sua-possivel-distribuicao-ate-quinta-10-de-setembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor regressa: "há duas capitais de distrito que podem registar 40 ºC" - previsão para os próximos 4 dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-regressa-ha-duas-capitais-de-distrito-que-podem-registar-40-c-previsao-para-os-proximos-4-dias.html</link><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 13:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas vão voltar a subir e a mais recente aposta do ECMWF é de 40 ºC para as capitais de distrito de Évora e Beja. Saiba quando e que outras regiões podem atingir ou ultrapassar este valor.</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/OVdhjincom8/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=OVdhjincom8" id="OVdhjincom8"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Como temos vindo a referir noutras previsões na Meteored Portugal, o nosso modelo de confiança aponta para uma <strong>subida acentuada das temperaturas</strong> nos próximos dias.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Esta subida deverá ser sentida de forma evidente entre terça e quarta-feira, <strong>onde para este dia se esperam máximas até 35 ºC para Beja</strong>. O litoral Norte e Centro deverá contar com valores mais contidos face ao interior do país, onde as cidades costeiras não deverão ultrapassar os 25 ºC.</p><h2>Quinta-feira, dia 3, poderá ser o dia mais quente da semana</h2><p>No entanto, é esperado que na quinta-feira, dia 3 de setembro, se dê uma<strong> nova subida significativa dos valores</strong>, levando os termómetros aos 40 ºC nas cidades de Évora e Beja, como podemos observar no mapa abaixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-regressa-ha-duas-capitais-de-distrito-que-podem-registar-40-c-previsao-para-os-proximos-4-dias-1788176556739.jpg" data-image="e7yy0juhgt7a" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>As anomalias térmicas positivas, ou seja, valores acima da média, vão cobrir o país de forma bastante expressiva. Várias localidades registarão temperaturas até 11 ºC acima do expectável para a época.</figcaption></figure><p>Para além destas cidades, <strong>vários pontos das regiões do Ribatejo e Alentejo poderão registar temperaturas máximas de até 42 ºC</strong>, fazendo destas as zonas mais quentes desse dia. Na Beira Baixa, os termómetros poderão alcançar os 41 ºC em alguns locais e no Vale do Douro esperam-se máximas de 39 ºC.</p><p>Além disto, <strong>apenas as capitais distritais de Viana do Castelo, Porto e Aveiro deverão manter valores abaixo dos 30 ºC</strong>, com 25 ºC, 29 ºC e 28 ºC, respetivamente, podendo este ser o dia mais quente da semana.</p><h2>Valores voltam a descer nos dias seguintes</h2><p>Em menos de 24h, ou seja, na sexta-feira dar-se-á um alívio acentuado do calor tanto no sul como ao longo da faixa litoral, sendo que o Vale do Douro poderá ser o ponto mais quente do país, com previsão de 40 ºC. <strong>As capitais de distrito mais quentes deverão ser Bragança, Castelo Branco e Évora com 34 ºC</strong>. Lisboa e Porto poderão contar com 23 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786390" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/invasao-de-ar-subtropical-em-portugal-o-pico-do-calor-chegara-na-quinta-feira-3-de-setembro-ate-42-c.html" title="Invasão de ar subtropical em Portugal: o pico do calor chegará na quinta-feira, 3 de setembro - até 42 ºC">Invasão de ar subtropical em Portugal: o pico do calor chegará na quinta-feira, 3 de setembro - até 42 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/invasao-de-ar-subtropical-em-portugal-o-pico-do-calor-chegara-na-quinta-feira-3-de-setembro-ate-42-c.html" title="Invasão de ar subtropical em Portugal: o pico do calor chegará na quinta-feira, 3 de setembro - até 42 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/invasao-de-ar-subtropical-em-portugal-o-pico-do-calor-chegara-na-quinta-feira-3-de-setembro-ate-42-c-1788177943617_320.png" alt="Invasão de ar subtropical em Portugal: o pico do calor chegará na quinta-feira, 3 de setembro - até 42 ºC"></a></article></aside><p>No sábado dar-se-á uma ligeira subida no Sul e uma descida no interior Norte, trazendo novamente valores acima de 35 ºC a uma boa parte do Alentejo. Já no Norte, a capital de distrito mais quente poderá ser Vila Real, com 32 ºC. <strong>Esta tendência de valores mais contidos deverá manter-se nos dias seguintes</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-regressa-ha-duas-capitais-de-distrito-que-podem-registar-40-c-previsao-para-os-proximos-4-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Invasão de ar subtropical em Portugal: o pico do calor chegará na quinta-feira, 3 de setembro - até 42 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/invasao-de-ar-subtropical-em-portugal-o-pico-do-calor-chegara-na-quinta-feira-3-de-setembro-ate-42-c.html</link><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 12:07:15 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Vem aí um curto episódio de tempo quente que deixará temperaturas máximas iguais ou superiores a 40 ºC nalgumas regiões de Portugal continental, bem como noites tropicais. Confira a previsão para os primeiros dias de setembro na sua região!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb2peiq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb2peiq.jpg" id="xb2peiq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Após o tempo fresco com características claramente outonais vivido na semana passada devido à chegada de uma massa de ar polar marítimo, prevê-se o estabelecimento de uma nova cúpula de calor nos primeiros dias de setembro, especialmente entre quarta (2) e sexta-feira (4), <strong>estando à vista um episódio de temperaturas elevadas em algumas regiões portuguesas</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>Uma massa de ar muito quente para a época do ano irá favorecer um episódio de temperaturas elevadas nos próximos dias, com uma <strong>nova cúpula de calor</strong> que trará valores pontualmente superiores a 40 ºC. Estes registos só se verificarão nalgumas regiões e o fenómeno terá uma curta duração em Portugal continental.</div><p>O panorama meteorológico será muito semelhante ao que afetou a Europa Ocidental e Meridional nos últimos meses, mas ao qual o nosso país escapou na grande maioria das ocasiões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/invasao-de-ar-subtropical-em-portugal-o-pico-do-calor-chegara-na-quinta-feira-3-de-setembro-ate-42-c-1788175368348.jpg" data-image="nkrrfc3pg99f"><figcaption>Neste mapa de anomalia de temperatura a 850 hPa observa-se a extensão de uma massa de ar invulgarmente quente, desde Marrocos até ao oeste de França, compatível com a presença de uma dorsal subtropical persistente. O efeito de subsidência, aliado à persistência do anticiclone, funciona como uma espécie de "tampa" atmosférica, dificultando a renovação do ar e favorecendo a acumulação do calor junto à superfície.</figcaption></figure><p>Desta feita, <strong>Portugal continental também será abrangido por uma poderosa crista</strong> (ou dorsal) que se estabelecerá desde Marrocos e Península Ibérica até ao oeste de França, e que será favorável ao <strong>aquecimento de uma massa de ar por subsidência</strong>. Adicionalmente, uma pequena bolsa de ar frio que surgirá a oeste da Península Ibérica irá reforçar a advecção de <strong>ar quente</strong> proveniente do Norte de África.</p><h2>Até 40 ºC nestas capitais distritais nos primeiros dias de setembro e até 42 ºC à escala local</h2><p>Apesar de ser expectável que as temperaturas subam gradualmente na primeira metade da semana, tudo indica que as mesmas <strong>atingirão o seu “pico” no nosso país entre quarta e quinta-feira, dias 2 e 3 de setembro</strong>.</p><p>Nesses dois dias a cúpula de calor atingirá em cheio Portugal continental, especialmente na quinta-feira, 3 de setembro, dia no qual se preveem temperaturas máximas de <strong>40 ºC em capitais distritais como Évora e Beja</strong> e entre os 38 e 39 ºC em capitais distritais como Castelo Branco, Portalegre e Santarém.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/invasao-de-ar-subtropical-em-portugal-o-pico-do-calor-chegara-na-quinta-feira-3-de-setembro-ate-42-c-1788176368128.jpg" data-image="3uplp9tmznfe"><figcaption>Prevê-se que os termómetros possam alcançar os 42 ºC nalguns locais do país (Ribatejo e interior alentejano) na próxima quinta-feira, 3 de setembro. Tudo indica que este será o dia mais quente da presente semana em termos de intensidade e área geográfica abrangida em Portugal continental.</figcaption></figure><p> Outras cidades, vilas e povoações do interior ribatejano e alentejano, tais como <strong>Abrantes, Tomar, Ponte de Sor, Avis, Mora, Cuba, Moura e Serpa registarão todas valores entre os 40 e os 42 ºC</strong>. </p><p>Nas regiões do interior e no Algarve as temperaturas desta semana poderão registar entre 1 e até 3 ºC acima da média para o início de setembro, pelo que estão à vista anomalias significativas. A sul do Tejo, e especialmente no Baixo Alentejo e Algarve, <strong>o céu estará turvo devido à intrusão de poeiras do Saara</strong>, algo que poderá travar ligeiramente a subida das temperaturas nas horas diurnas mais quentes nestas regiões.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786222" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alteracao-da-circulacao-atmosferica-eis-os-efeitos-em-portugal-na-semana-entre-31-de-agosto-e-4-de-setembro.html" title="Alteração da circulação atmosférica: eis os efeitos em Portugal na semana entre 31 de agosto e 4 de setembro">Alteração da circulação atmosférica: eis os efeitos em Portugal na semana entre 31 de agosto e 4 de setembro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alteracao-da-circulacao-atmosferica-eis-os-efeitos-em-portugal-na-semana-entre-31-de-agosto-e-4-de-setembro.html" title="Alteração da circulação atmosférica: eis os efeitos em Portugal na semana entre 31 de agosto e 4 de setembro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/do-vento-ao-calor-assim-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-continental-ate-sexta-feira-1788085317185_320.jpeg" alt="Alteração da circulação atmosférica: eis os efeitos em Portugal na semana entre 31 de agosto e 4 de setembro"></a></article></aside><p><strong>Quinta (3), sexta (4) e sábado (5) também deverão registar temperaturas noturnas elevadas, estando em perspetiva a ocorrência de noites tropicais</strong> em vastas zonas do país, - inicialmente mais a sul do Tejo, mas posteriormente a espalhar-se por quase todo o Centro e boa parte da região Norte. Há locais do Sotavento Algarvio, do Alentejo e até mesmo da Beira Alta onde, segundo os mapas de referência da Meteored,<strong> as temperaturas poderão nem baixar dos 24/25 ºC durante a noite</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/invasao-de-ar-subtropical-em-portugal-o-pico-do-calor-chegara-na-quinta-feira-3-de-setembro-ate-42-c-1788176802635.jpg" data-image="ea1umlpdiewk"><figcaption>Noites tropicais à vista para a segunda metade da semana numa extensão progressivamente maior de Portugal continental.</figcaption></figure><p>No arquipélago da Madeira o calor também tenderá a intensificar-se gradualmente ao longo da semana, estando previstas temperaturas máximas iguais ou superiores a 27 ºC nalguns pontos. <strong>Após uma sexta-feira (4) ainda quente, mas marcada por uma descida substancial das temperaturas</strong>, espera-se que ao longo do fim de semana as temperaturas continuem numa tendência de descida em Portugal continental.</p><h2>E quanto à precipitação, o que podemos esperar para os primeiros dias de setembro?</h2><p>Embora a crista anticiclónica proporcione um tempo estável em grande parte do país, vislumbram-se algumas exceções. No arquipélago dos <strong>Açores</strong> poderá chover um pouco praticamente todos os dias, incluindo hoje (31). Ainda assim, a precipitação poderá intensificar-se na reta final da semana neste território insular, destacando-se particularmente os dias de <strong>sexta-feira (4) e sábado (5), devido à passagem de sistemas frontais associados a uma depressão atlântica</strong>.</p><p>No arquipélago madeirense, entre hoje (31) e sábado (5), preveem-se aguaceiros intermitentes, geralmente fracos e dispersos, com tendência a surgir com mais frequência pela <strong>vertente norte e pelas regiões montanhosas da ilha da Madeira</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/invasao-de-ar-subtropical-em-portugal-o-pico-do-calor-chegara-na-quinta-feira-3-de-setembro-ate-42-c-1788176932152.jpg" data-image="frm6dh9vgd53"><figcaption>Para já, há sinais de que a precipitação, do tipo convectivo, possa surgir na sexta e no sábado, dias 4 e 5 de setembro. Porém, a incerteza quanto à sua intensidade e distribuição geográfica, mantém-se, de momento, muito elevada e bastante sujeita a ajustes.</figcaption></figure><p>Para a reta final da semana - sexta (4) e sábado (5) - <strong>a incerteza é elevada na unidade territorial de Portugal continental</strong>, porém, de acordo com o modelo de maior confiança da Meteored (ECMWF) um vale depressionário poderá atravessar o noroeste da Península Ibérica.</p><p>Caso este cenário se concretize, as condições de instabilidade atmosférica aumentariam, sendo favoráveis à formação de <strong>aguaceiros e trovoadas (precipitação do tipo convectivo) no interior das Regiões Norte e Centro</strong>. Como a previsão ainda está sujeita a ajustes espaciais e temporais, este último cenário será confirmado ou descartado, conforme as próximas atualizações dos nossos mapas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/invasao-de-ar-subtropical-em-portugal-o-pico-do-calor-chegara-na-quinta-feira-3-de-setembro-ate-42-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Evapotranspiração: quanta água a sua horta perde num dia de vento e calor]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/evapotranspiracao-quanta-agua-a-sua-horta-perde-num-dia-de-vento-e-calor.html</link><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 08:47:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Regar de dois em dois dias funciona até deixar de funcionar. A quantidade de água que a horta gasta muda todos os dias, e a temperatura sozinha não chega para explicar essa diferença.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/evapotranspiracao-quanta-agua-a-sua-horta-perde-num-dia-de-vento-e-calor-1787843433756.png" data-image="353bsc9o1m0b"><figcaption>Cobertura de palha num canteiro, a forma mais simples de travar a evaporação direta do solo.</figcaption></figure><p>Toda a gente tem uma<strong> rotina de rega</strong>. De dois em dois dias, ou todos os dias ao fim da tarde, sempre a mesma quantidade. Funciona durante semanas e, de repente, num dia aparentemente igual aos outros, as plantas aparecem murchas ao meio da tarde.</p><p>O que mudou não foi a temperatura. Foi o conjunto de fatores que determina quanta água a horta perde por dia, e <strong>o vento é a parte mais subestimada dessa conta</strong>.</p><h2>Duas perdas ao mesmo tempo</h2><p><strong>A água sai da horta por dois caminhos em simultâneo</strong>. Evapora diretamente da superfície da terra e sai pelas folhas das plantas, num processo que faz parte do funcionamento normal da planta.</p><div class="texto-destacado"><strong> Evapotranspiração- É a soma de duas perdas de água: a que evapora do solo e a que sai pelas folhas das plantas. Mede-se em milímetros por dia, tal como a chuva. Um milímetro corresponde a um litro de água por cada metro quadrado de terreno.</strong></div><p>Aquele valor em milímetros é a chave que torna tudo prático. Se num determinado dia a horta perder cinco milímetros, isso significa <strong>cinco litros por metro quadrado</strong>. Num canteiro de dez metros quadrados são cinquenta litros num único dia.</p><h2>O vento é o fator que ninguém conta</h2><p>Quando uma folha transpira, forma-se junto à sua superfície uma fina camada de ar húmido que funciona como travão e abranda a saída de mais água. <strong>É uma proteção natural</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/evapotranspiracao-quanta-agua-a-sua-horta-perde-num-dia-de-vento-e-calor-1787843764059.png" data-image="35qsiaar7htz"><figcaption>A temperatura é apenas um dos quatro fatores que decidem quanta água a horta perde por dia</figcaption></figure><p><strong>O vento varre essa camada</strong>. Ar seco a passar constantemente sobre a folha significa que a planta perde água sem qualquer travão, e é por isso que um dia de nortada com 26 ºC pode secar mais a horta do que um dia sem vento com 32 ºC.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Um dia de vento com 26 ºC pode secar mais a horta do que um dia calmo com 32 ºC. O termómetro sozinho não conta a história toda.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Quem tem horta em zonas ventosas como <strong>Sines ou Peniche</strong> conhece bem esta realidade, muitas vezes sem saber explicar porque é que ali as plantas pedem tanta água apesar de as temperaturas serem moderadas.</p><h2>Os quatro fatores que decidem tudo</h2><p>Existem fatores que interferem na evapotranspiração das plantas. Na tabela abaixo, pode saber mais sobre os fatores que interferem na evapotranspiração, efeito e onde ver na precisão. </p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Fator</p></th><th scope="col"><p>O que faz</p></th><th scope="col"><p>Onde ver na previsão</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Sol e nebulosidade</p></td><td><p>Fornece a energia para evaporar a água</p></td><td><p>Nebulosidade e índice UV</p></td></tr><tr><td><p>Temperatura</p></td><td><p>Quanto mais quente, mais rápida a evaporação</p></td><td><p>Máxima do dia</p></td></tr><tr><td><p>Vento</p></td><td><p>Retira o ar húmido junto à folha</p></td><td><p>Vento médio e rajada</p></td></tr><tr><td><p>Humidade do ar</p></td><td><p>Ar seco puxa mais água da planta</p></td><td><p>Humidade relativa</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Fatores que interferem na evapotranspiração nas plantas. Fonte: elaboração própria.</td></tr></tbody></table><p>Repare que só um destes quatro é a<strong> temperatura</strong>. É a razão pela qual duas hortas com a mesma máxima podem precisar de quantidades de água muito diferentes.</p><p>Em agosto, num dia de céu limpo, calor e algum vento, a perda em Portugal continental anda tipicamente entre os quatro e os seis milímetros diários. Num dia encoberto, húmido e sem vento, pode ficar-se por metade disso.</p><h2>Como usar isto na prática, sem contas complicadas</h2><p>Não precisa de calcular nada com rigor. Precisa apenas de deixar de olhar só para o termómetro.</p><p>Antes de regar, veja três coisas na previsão da sua zona: <strong>a temperatura máxima, o vento e a humidade relativa</strong>. Se as três estiverem altas, no caso das duas primeiras, e baixa, no caso da humidade, aumente a rega desse dia. Se estiver encoberto, húmido e sem vento, reduza ou salte um dia.</p><p>Há também um teste que vale mais do que qualquer previsão:<strong> meta o dedo na terra até ao segundo nó</strong>. Se estiver húmido a essa profundidade, não regue. É o método mais fiável que existe e não custa nada.</p><p>E lembre-se de que a planta não perde sempre o mesmo. Uma alface pequena acabada de transplantar cobre pouca terra e gasta pouco. Um tomateiro adulto, com um metro e meio de folhagem, pode gastar várias vezes mais no mesmo dia e no mesmo canteiro.</p><h2>Reduzir a perda vale mais do que aumentar a rega</h2><p>Antes de dar mais água, vale a pena reduzir aquilo que se perde sem proveito nenhum.</p><p><strong>Cubra o solo</strong>. Uma camada de palha ou de aparas de relva seca corta grande parte da evaporação direta da terra, que é a metade da conta que não serve de nada à planta.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786149" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/flores-nectar-e-vida-as-plantas-que-transformam-a-sua-varanda-num-refugio-para-abelhas-e-outros-polinizadores.html" title="Flores, néctar e vida: as plantas que transformam a sua varanda num refúgio para abelhas e outros polinizadores">Flores, néctar e vida: as plantas que transformam a sua varanda num refúgio para abelhas e outros polinizadores</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/flores-nectar-e-vida-as-plantas-que-transformam-a-sua-varanda-num-refugio-para-abelhas-e-outros-polinizadores.html" title="Flores, néctar e vida: as plantas que transformam a sua varanda num refúgio para abelhas e outros polinizadores"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/flores-nectar-y-vida-las-plantas-que-convierten-tu-balcon-en-un-refugio-para-abejas-y-otros-polinizadores-1787587281922_320.jpeg" alt="Flores, néctar e vida: as plantas que transformam a sua varanda num refúgio para abelhas e outros polinizadores"></a></article></aside><p>Se o vento for o problema principal, <strong>uma sebe ou uma rede quebra-vento</strong> em zona exposta reduz muito a perda das folhas, e o efeito nota-se logo nas primeiras semanas.</p><p><strong>E regue de manhã cedo</strong>, quando o ar ainda está húmido, o sol é fraco e o vento costuma estar mais calmo. A mesma quantidade de água aproveitada a essa hora rende bastante mais do que ao meio da tarde.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/evapotranspiracao-quanta-agua-a-sua-horta-perde-num-dia-de-vento-e-calor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item></channel></rss>