<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Thu, 09 Apr 2026 12:04:04 +0000</lastBuildDate><pubDate>Thu, 09 Apr 2026 12:04:04 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Uma massa de ar polar está a aproximar-se: fará com que as temperaturas em Portugal desçam durante 3 dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-massa-de-ar-polar-esta-a-aproximar-se-fara-com-que-as-temperaturas-em-portugal-descam-durante-3-dias.html</link><pubDate>Thu, 09 Apr 2026 11:44:36 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A aproximação de uma massa de ar polar vai contribuir para uma descida generalizada dos termómetros, mas com mais impacto no Norte do país.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-portugueses-devem-preparar-se-para-a-chuva-de-lama-superficies-e-veiculos-sujos-entre-sexta-e-sabado.html" target="_blank">Os portugueses devem preparar-se para a chuva de lama: superfícies e veículos sujos entre sexta e sábado</a></li></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-massa-de-ar-polar-esta-a-aproximar-se-fara-com-que-as-temperaturas-em-portugal-descam-durante-3-dias-1775732631072.jpg" data-image="6w90nxtu4wnw" alt="frio; descida das temperaturas" title="frio; descida das temperaturas"><figcaption>Depois de uma subida acentuada dos termómetros, especialmente no Norte do país, eis que os mesmos deverão registar uma nova descida já no próximo sábado, dia 11 de abril.</figcaption></figure><p>Em <strong>72h Portugal Continental registará uma verdadeira montanha-russa nas temperaturas</strong>. Entre ontem e hoje, quinta-feira, o Norte do país registou uma subida bastante expressiva dos valores máximos, onde alguns locais devem registar uma diferença de até 13 ºC. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a>.</strong> Siga-nos e ative as notificações. </div><p> No entanto, e ainda que estes valores possam manter-se agradáveis amanhã, sexta-feira, espera-se uma <strong>nova descida, também acentuada, destes valores já no próximo sábado</strong>, dia 11. Esta descida poderá ser generalizada ainda que se deva sentir mais no Norte do país, devido à diferença face à atual subida.</p><h2>Aproximação de massa de ar polar está na origem desta descida térmica</h2><p>Como temos vindo a avançar noutras previsões, está prevista a <strong>aproximação de uma massa de ar polar, que irá contribuir para esta descida dos termómetros</strong> de forma acentuada, entre sexta e sábado, e cuja tendência de diminuição deverá manter-se até segunda-feira, dia 13 de abril.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-massa-de-ar-polar-esta-a-aproximar-se-fara-com-que-as-temperaturas-em-portugal-descam-durante-3-dias-1775733437233.png" data-image="6mmzqdkrm8sy" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>O Norte do país registará uma descida de até 11 ºC na temperatura máxima, entre sexta-feira e sábado.</figcaption></figure><p>Segundo a mais recente atualização do nosso modelo de confiança, ECMWF, e tal como podemos observar neste mapa, <strong>o Norte e Centro deverão ser as regiões mais afetadas por esta descida</strong>, com algumas exceções locais ao longo da faixa interior. Assim, as temperaturas máximas, no sábado, poderão manter-se entre os 14 ºC em Aveiro e Viana do Castelo e os 22 ºC em Faro. No Norte, os termómetros não deverão ultrapassar os 18 ºC, em Bragança, e no Centro a máxima mais elevada poderá ser de 20 ºC em Castelo Branco.</p><h2>Descida dos valores mantém-se no domingo e na segunda-feira</h2><p>No domingo, é esperada uma nova descida generalizada, onde <strong>a temperatura mais elevada do dia poderá ser de 19 ºC em Faro</strong>. Já a mais baixa poderá ser na Guarda, com 12 ºC de máxima. Localmente, estes valores podem diferir, mas no geral, espera-se um dia mais fresco, com praticamente todo o continente a registar <strong>anomalias térmicas negativas</strong>, indicando valores abaixo da normal climatológica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762884" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-avisa-sobre-o-ar-polar-maritimo-que-afetara-portugal-entre-sabado-e-domingo.html" title="Alfredo Graça avisa sobre o ar polar marítimo que afetará Portugal entre sábado e domingo">Alfredo Graça avisa sobre o ar polar marítimo que afetará Portugal entre sábado e domingo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-avisa-sobre-o-ar-polar-maritimo-que-afetara-portugal-entre-sabado-e-domingo.html" title="Alfredo Graça avisa sobre o ar polar marítimo que afetará Portugal entre sábado e domingo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-avisa-sobre-o-ar-polar-maritimo-que-afetara-portugal-entre-sabado-e-domingo-1775663178616_320.png" alt="Alfredo Graça avisa sobre o ar polar marítimo que afetará Portugal entre sábado e domingo"></a></article></aside><p>Na<strong> segunda-feira esta tendência de descida mantém-se</strong>, sendo esperados valores máximos entre os 10 ºC na Guarda e os 19 ºC em Lisboa. No <strong>Norte do país não se esperam máximas acima dos 15 ºC</strong>. Ainda assim, e com a mudança de fluxo, espera-se um afastamento desta massa de ar polar, trazendo de volta uma subida gradual das temperaturas máximas, a partir de terça-feira.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-massa-de-ar-polar-esta-a-aproximar-se-fara-com-que-as-temperaturas-em-portugal-descam-durante-3-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A flor que faz furor nos interiores: veja como cuidar da sua kalanchoe para que dure mais tempo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-flor-que-faz-furor-nos-interiores-veja-como-cuidar-da-sua-kalanchoe-para-que-dure-mais-tempo.html</link><pubDate>Thu, 09 Apr 2026 11:05:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Uma planta resistente, que floresce facilmente e não exige muitos cuidados. No entanto, se já a tiveste em casa, de certeza que sabes que não é uma planta tão comum como parece.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-flor-que-arrasa-en-interiores-asi-puedes-cuidar-tu-kalanchoe-para-que-dure-mas-1775537891900.png" data-image="jphjr7nmvk2p"><figcaption>A kalanchoe consegue armazenar água suficiente nas suas folhas para sobreviver até duas semanas sem rega, em condições normais.</figcaption></figure><p>A kalanchoe é uma planta que pertence ao grupo das suculentas, o que significa que tem a capacidade de armazenar água nas suas folhas. Por isso, é mais resistente à seca do que outras plantas ornamentais.</p><div class="texto-destacado">A sua principal vantagem torna-se a sua maior desvantagem: embora seja capaz de armazenar grandes quantidades de água nas suas folhas, o excesso de rega pode danificá-la.</div><p>Nos viveiros e lojas de jardinagem, costuma encontrar-se em plena floração, o que a torna ainda mais atraente. <strong>Muitas vezes chega a casa em boas condições, mas manter esse nível requer cuidados específicos</strong> que, muitas vezes, não temos. E é aqui que começa a diferença entre durar poucas semanas... ou viver durante meses.</p><p>Esta espécie é uma planta de dias curtos. O que significa que <strong>a sua floração está diretamente relacionada com a quantidade de luz que recebe ao longo do dia</strong>. Compreender isto ajuda a perceber por que razão deixa de florescer e como pode estimular novos rebentos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-flor-que-arrasa-en-interiores-asi-puedes-cuidar-tu-kalanchoe-para-que-dure-mas-1775537923593.png" data-image="f92s7hqem870"><figcaption>A rega por imersão é uma das melhores formas de regar esta planta sem a danificar.</figcaption></figure><p>Embora seja resistente, <strong>as mudanças bruscas de temperatura, as correntes de ar e os espaços muito fechados</strong> podem afetar o seu desenvolvimento e a sua capacidade de florescer. Não é a mesma coisa mantê-la numa sala bem iluminada e ventilada do que num canto escuro ou perto de uma janela onde receba ar frio ou calor direto.</p><h2>Como cuidar da sua kalanchoe em ambientes interiores e não falhar na tentativa</h2><p>O fator determinante é a luz intensa e brilhante. <strong>Isto não significa necessariamente que a planta tenha de estar exposta ao sol direto o dia todo</strong>, mas sim que esteja num espaço bem iluminado, como perto de uma janela. Se a colocar num local com pouca luz, a planta sobreviverá, mas deixará de florescer e começará a enfraquecer gradualmente.</p><div class="texto-destacado">Mesmo estando no interior, a kalanchoe aprecia espaços onde haja circulação de ar. Isto ajuda a prevenir doenças fúngicas e mantém a planta mais equilibrada.</div><p>Em termos práticos, uma janela virada a leste ou a oeste costuma ser o local ideal. É nessas zonas que recebe luz suficiente, sem o stress do sol do meio-dia. Quando a luz é adequada, irá notar folhas firmes, de cor verde intensa, e flores que permanecem abertas por mais tempo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762492" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/se-o-seu-terraco-estiver-orientado-para-norte-estas-sao-as-plantas-que-melhor-suportam-a-sombra.html" title="Se o seu terraço estiver orientado para norte, estas são as plantas que melhor suportam a sombra">Se o seu terraço estiver orientado para norte, estas são as plantas que melhor suportam a sombra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/se-o-seu-terraco-estiver-orientado-para-norte-estas-sao-as-plantas-que-melhor-suportam-a-sombra.html" title="Se o seu terraço estiver orientado para norte, estas são as plantas que melhor suportam a sombra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/si-tu-terraza-esta-orientada-al-norte-estas-son-las-plantas-que-mejor-soportan-la-sombra-1775041462250_320.jpeg" alt="Se o seu terraço estiver orientado para norte, estas são as plantas que melhor suportam a sombra"></a></article></aside><p>A rega é outro fator importante. Aqui aplica-se uma regra simples: só deve regar quando o substrato estiver completamente seco. <strong>Como boa suculenta, a kalanchoe prefere ficar com falta de água a ter os pés molhados</strong>. Um excesso de humidade pode provocar o apodrecimento das raízes em poucos dias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-flor-que-arrasa-en-interiores-asi-puedes-cuidar-tu-kalanchoe-para-que-dure-mas-1775537990787.png" data-image="i2etr079n6w8"><figcaption>Algumas variedades alteram ligeiramente a cor das suas folhas, dependendo da intensidade da luz que recebem.</figcaption></figure><p>O tipo de substrato também é muito importante. O ideal é usar um substrato com boa drenagem, como uma mistura para cactos ou suculentas. <strong>Isto permite que a água escorra adequadamente e não fique retida num ponto de saturação</strong>. Se usar terra preta, terra de jardim ou um substrato muito compacto, o risco de problemas aumenta consideravelmente.</p><h3>O segredo para que as flores durem mais tempo: cuidados e manutenção das flores </h3><p>O ponto em que se nota realmente a diferença: remover as flores. <strong>Este processo, conhecido como desbaste, permite que a planta deixe de gastar energia em flores que já terminaram o seu ciclo </strong>e a redirecione para o desenvolvimento de novos rebentos. Se não remover as flores murchas, a planta entrará numa espécie de "repouso" mais prolongado.</p><div class="texto-destacado">Ao realizar a poda de forma constante, estimula-se a produção de novas flores e prolonga-se o período de floração.</div><p>O corte deve ser feito logo abaixo do caule floral, utilizando tesouras limpas. Não é necessário fazer podas agressivas, basta remover o que já não está ativo. É um procedimento simples, mas muito eficaz. Por outro lado, se o que se pretende é induzir a floração, basta controlar a luz. Ao reduzir as horas de luz, "forçaremos" a planta a produzir mais flores.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="747705" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/transforme-o-seu-lixo-organico-em-ouro-para-as-suas-plantas-um-guia-para-fazer-compostagem-caseira-sem-maus-cheiros.html" title="Transforme o seu lixo orgânico em ouro para as suas plantas: um guia para fazer compostagem caseira sem maus cheiros">Transforme o seu lixo orgânico em ouro para as suas plantas: um guia para fazer compostagem caseira sem maus cheiros</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/transforme-o-seu-lixo-organico-em-ouro-para-as-suas-plantas-um-guia-para-fazer-compostagem-caseira-sem-maus-cheiros.html" title="Transforme o seu lixo orgânico em ouro para as suas plantas: um guia para fazer compostagem caseira sem maus cheiros"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/convierte-tu-basura-organica-en-oro-para-tus-plantas-la-guia-para-hacer-composta-casera-sin-malos-olores-1765846934407_320.png" alt="Transforme o seu lixo orgânico em ouro para as suas plantas: um guia para fazer compostagem caseira sem maus cheiros"></a></article></aside><p>Embora não seja uma planta exigente, é importante fertilizá-la de vez em quando: <strong>aplicar um fertilizante suave para plantas a cada três ou quatro semanas, durante a fase de crescimento, pode ajudar a melhorar a qualidade e a duração das flores</strong>. Se combinar boa iluminação, rega controlada e a remoção das flores murchas, ela pode florescer várias vezes ao ano.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-flor-que-faz-furor-nos-interiores-veja-como-cuidar-da-sua-kalanchoe-para-que-dure-mais-tempo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os portugueses devem preparar-se para a chuva de lama: superfícies e veículos sujos entre sexta e sábado]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-portugueses-devem-preparar-se-para-a-chuva-de-lama-superficies-e-veiculos-sujos-entre-sexta-e-sabado.html</link><pubDate>Thu, 09 Apr 2026 10:59:02 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Entre amanhã e sábado é esperada a ocorrência de chuva de lama em alguns locais do país, devido à presença das poeiras saarianas e à chuva prevista.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa4yltq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa4yltq.jpg" id="xa4yltq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O dia de hoje amanheceu com o<strong> horizonte turvo devido à presença das poeiras</strong>, provenientes do Norte de África. A concentração das mesmas deverá permanecer elevada nas próximas horas na região Norte, podendo contribuir para uma deterioração da qualidade do ar.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a>.</strong> Siga-nos e ative as notificações. </div><p>A presença de uma depressão a sudeste de Portugal Continental está a <strong>movimentar estas poeiras para a nossa geografia</strong> e assim deve continuar nos próximos dias, à medida que irá rodopiar no sentido sudeste/ oés-noroeste, sendo expectável que na próxima madrugada, o seu centro depressionário esteja situado sobre o continente, reforçando a concentração de poeira no Sul do país.</p><h2>Concentração elevada de poeiras saarianas e previsão de chuva deverá resultar em chuva de lama</h2><p>Como sabemos, a junção entre poeiras e chuva, geralmente resulta em<strong> chuva de lama</strong>, que acaba por ser mais inconveniente do que uma chuva "normal", devido à sujidade que vai deixando por onde passa e à qual nada escapa, desde veículos a outras superfícies.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-portugueses-devem-preparar-se-para-a-chuva-de-lama-superficies-e-veiculos-sujos-entre-sexta-e-sabado-1775729308670.png" data-image="9hpy584v9h39" alt="névoa seca; poeiras" title="névoa seca; poeiras"><figcaption>Na madrugada de sexta-feira, dia 10 de abril, a concentração de poeiras deverá ser elevada no Sul do país.</figcaption></figure><p>Ora, posto isto, é esperado que ao longo das próximas horas e até sábado, dia 11, a possibilidade de chuva, incorra na ocorrência de chuva de lama. Mas <strong>estarão todas as regiões igualmente expostas a este fenómeno</strong>? A boa notícia é que, aparentemente, não.</p><h2>Regiões Centro e Sul mais expostas ao fenómeno "chuva de lama"</h2><p>A partir das primeiras horas da tarde do dia de hoje, quinta-feira, há <strong>previsão de chuva para o Centro e Sul do país</strong>, ainda que esta possa ser mais persistente e intensa no Sul, especialmente no Barlavento Algarvio. No entanto, a concentração de poeiras nesta região deverá ser mais contida, começando a aumentar nas últimas horas do dia, podendo a chuva de lama ser mais discreta neste período.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-portugueses-devem-preparar-se-para-a-chuva-de-lama-superficies-e-veiculos-sujos-entre-sexta-e-sabado-1775731368061.png" data-image="h6zqdifgaavb" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>Na sexta-feira é esperado um episódio mais evidente de chuva de lama, devido às elevadas concentrações de poeira e à chuva prevista entre o início da madrugada e a manhã desse mesmo dia.</figcaption></figure><p>Todavia, e como é possível observar no primeiro mapa deste artigo, a <strong>concentração de poeiras vai aumentar no Sul a partir da meia-noite de sexta-feira</strong> o que, juntamente com a chuva prevista para o Baixo Alentejo e Algarve, poderá resultar em <strong>chuva de lama mais significativa</strong> e com um maior potencial para deixar "rasto".</p><p>Ao longo do dia de sexta-feira é esperada uma <strong>diminuição da concentração das poeiras, ainda que as mesmas persistam</strong>. Assim, e tendo em conta a previsão de chuva no Centro e Sul do país, podem ocorrer episódios de chuva de lama no Alto Alentejo e no Ribatejo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762850" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-previsao-de-variacao-de-temperatura-para-quinta-feira-esta-quase-fora-da-escala-ate-13-c-de-subida.html" title="A previsão de variação de temperatura para quinta-feira está quase fora da escala: até 13 ºC de subida">A previsão de variação de temperatura para quinta-feira está quase fora da escala: até 13 ºC de subida</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-previsao-de-variacao-de-temperatura-para-quinta-feira-esta-quase-fora-da-escala-ate-13-c-de-subida.html" title="A previsão de variação de temperatura para quinta-feira está quase fora da escala: até 13 ºC de subida"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-previsao-de-variacao-de-temperatura-para-quinta-feira-esta-quase-fora-da-escala-ate-13-c-de-subida-1775649995585_320.jpg" alt="A previsão de variação de temperatura para quinta-feira está quase fora da escala: até 13 ºC de subida"></a></article></aside><p>No sábado, e devido à trajetória da depressão nesse período, espera-se um <strong>afastamento das poeiras no sentido oeste-este</strong> a partir das primeiras horas da tarde, sendo esperado que até ao final do dia não haja vestígios das mesmas sobre a nossa geografia. Ainda assim, até ao momento em que estas começam a dissipar-se, <strong>existe a possibilidade de chuva de lama</strong>, pois entre o início da madrugada de sábado e as últimas horas da manhã, há possibilidade de chuva, especialmente na região Centro, com maior expressão nos distritos de Coimbra e Leiria.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-portugueses-devem-preparar-se-para-a-chuva-de-lama-superficies-e-veiculos-sujos-entre-sexta-e-sabado.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um estudo associado à NASA centra-se em objetos estranhos na órbita da Terra]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-estudo-associado-a-nasa-centra-se-em-objetos-estranhos-na-orbita-da-terra.html</link><pubDate>Thu, 09 Apr 2026 09:53:59 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Fotografias astronómicas da década de 1950 revelaram flashes inexplicáveis antes da era espacial. Seriam objetos desconhecidos em órbita ou simplesmente artefactos? Aqui analisamos o suposto mistério em torno destes objetos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-estudio-ligado-a-la-nasa-pone-el-foco-en-objetos-extranos-en-la-orbita-terrestre-1774783189994.jpg" data-image="ih8w9ictoi9r"><figcaption>É comum ouvir ou ler frases como «segundo a NASA...» para conferir credibilidade a estudos que podem ser interpretados como trabalhos científicos sérios.</figcaption></figure><p>Nos arquivos astronómicos de meados do século XX, surgiram vestígios luminosos registados antes do lançamento do Sputnik. Décadas mais tarde, a sua redescoberta reacendeu uma questão inquietante: o que é que orbitava a Terra quando os satélites artificiais ainda não existiam oficialmente?</p><div class="texto-destacado">As imagens provêm de placas fotográficas tiradas entre 1949 e 1958, nas quais alguns investigadores detetaram breves flashes que aparecem numa única exposição e desaparecem na seguinte, sem qualquer explicação imediata nos catálogos astronómicos.</div><p>A notícia atraiu a atenção dos meios de comunicação ao sugerir a possibilidade de "satélites desconhecidos". No entanto, <strong>o próprio estudo não faz essa afirmação de forma conclusiva</strong>. Fala, com cautela, de fenómenos transitórios não identificados que requerem uma análise mais aprofundada e comparações sistemáticas adicionais.</p><p>O contexto histórico é fundamental, uma vez que, <strong>antes de 1957, não existia tecnologia humana capaz de manter objetos artificiais estáveis em órbita</strong>, e qualquer sinal consistente com esse comportamento requer uma análise cuidadosa dos dados, dos instrumentos e das condições físicas da época.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-estudio-ligado-a-la-nasa-pone-el-foco-en-objetos-extranos-en-la-orbita-terrestre-1774783353455.jpg" data-image="omx6gqpsxknt"><figcaption>Antes da era do CCD, utilizavam-se placas fotográficas de vidro com emulsões, e o processo nem sempre era totalmente limpo.</figcaption></figure><p>Portanto, esta descoberta não constitui uma revelação extraordinária imediata, mas sim um ponto de partida para o estudo do céu tal como era observado no passado, o que, em certa medida, ainda pode reservar surpresas, desde que seja interpretado com rigor e sem se precipitar em manchetes sensacionalistas.</p><h2>O que é que as placas fotográficas detetaram, na realidade?</h2><p>Os objetos observados não são estruturas definidas nem trajetórias claras. Trata-se, antes, de <strong>breves flashes pontuais, visíveis apenas numa imagem</strong> e ausentes nas exposições consecutivas, sugerindo fenómenos de duração extremamente curta que são difíceis de classificar com métodos tradicionais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762240" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/e-se-a-vida-na-terra-tivesse-origens-extraterrestres.html" title="E se a vida na Terra tivesse origens extraterrestres?">E se a vida na Terra tivesse origens extraterrestres?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/e-se-a-vida-na-terra-tivesse-origens-extraterrestres.html" title="E se a vida na Terra tivesse origens extraterrestres?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/et-si-la-vie-sur-terre-avait-des-origines-extraterrestres-1774107197741_320.jpeg" alt="E se a vida na Terra tivesse origens extraterrestres?"></a></article></aside><p>Em alguns casos, a intensidade do clarão parecia incompatível com estrelas distantes, o que levou a supor que o fenómeno pudesse estar relativamente próximo da Terra; essa aparente proximidade foi o que alimentou interpretações mais especulativas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-estudio-ligado-a-la-nasa-pone-el-foco-en-objetos-extranos-en-la-orbita-terrestre-1774783680123.jpg" data-image="930iguopn2np"><figcaption>Numa imagem de CCD, as estrelas brilhantes são marcadas e selecionadas para cálculos posteriores. Isso não acontecia com as placas de vidro.</figcaption></figure><p>No entanto, as placas fotográficas antigas apresentam limitações bem conhecidas. As emulsões químicas, os raios cósmicos, os defeitos do material ou as reflexões internas podem produzir sinais luminosos isolados que imitam objetos reais sem que o sejam, na verdade.</p><p>Além disso, <strong>a calibração dos instrumentos daquela época não permite uma reconstrução precisa de distâncias, velocidades ou tamanhos</strong>. As imagens registam a luz, não a realidade física; é por isso que os próprios investigadores insistem que estes dados, por si só, não provam a existência de objetos artificiais desconhecidos.</p><h3>As explicações científicas mais plausíveis</h3><p>Uma das hipóteses mais discutidas <strong>associa os flashes a efeitos atmosféricos ou ionosféricos</strong> relacionados com os ensaios nucleares atmosféricos realizados durante esses anos. A correlação temporal entre as explosões e o aumento dos sinais é sugestiva, embora não definitiva.</p><p>Outra possibilidade é o<strong> impacto dos raios cósmicos nas placas fotográficas</strong>. Este fenómeno produz marcas luminosas muito breves, difíceis de distinguir de eventos astronómicos reais, a menos que se analisem estatisticamente grandes conjuntos de dados.</p><p><strong>Meteoros extremamente rápidos, reflexos momentâneos da luz solar ou mesmo partículas carregadas</strong> a interagir com o instrumento também são considerados. Todas estas possibilidades estão bem documentadas na astronomia observacional e explicam frequentemente anomalias históricas semelhantes.</p><p>O ponto-chave é que nenhuma destas explicações requer a introdução de tecnologia desconhecida ou de agentes externos extraordinários. Trata-se de processos físicos conhecidos que, combinados com instrumentos antigos, podem gerar sinais intrigantes.</p><h3>Ciência, manchetes e o valor do ceticismo</h3><p>Este caso mostra como uma <strong>observação legítima pode transformar-se numa manchete sensacionalista</strong> se for dissociada do método científico. Falar de "satélites desconhecidos" é apelativo, mas não reflete com precisão o verdadeiro conteúdo dos estudos publicados.</p><p>A ciência avança através da acumulação de evidências, da eliminação de hipóteses e do aperfeiçoamento de explicações, e estes trabalhos mostram que os arquivos astronómicos ainda podem oferecer novas informações. A revisão de dados antigos com ferramentas modernas pode revelar fenómenos interessantes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762766" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mais-do-que-uma-missao-o-lado-humano-da-artemis-ii.html" title="Mais do que uma missão: o lado humano da Artemis II">Mais do que uma missão: o lado humano da Artemis II</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mais-do-que-uma-missao-o-lado-humano-da-artemis-ii.html" title="Mais do que uma missão: o lado humano da Artemis II"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mais-do-que-uma-missao-o-lado-humano-da-artemis-ii-1775600093320_320.jpg" alt="Mais do que uma missão: o lado humano da Artemis II"></a></article></aside><p>Destacam também<strong> a importância do pensamento crítico na comunicação científica</strong>, onde a curiosidade é essencial, sim, mas deve ser acompanhada pelo contexto, pela cautela e pelo respeito pela incerteza e pela verificação dos dados através de artigos sujeitos a revisão por pares.</p><p>Assim, longe de confirmar mistérios ocultos na órbita da Terra, estas placas recordam-nos algo mais profundo: o Universo é sempre mais complexo do que parece, e compreendê-lo requer paciência, método e ceticismo informado.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-estudo-associado-a-nasa-centra-se-em-objetos-estranhos-na-orbita-da-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[NASA seleciona 9 possíveis locais de aterragem para a sua próxima missão tripulada à Lua]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nasa-seleciona-9-possiveis-locais-de-pouso-para-sua-proxima-missao-tripulada-a-lua.html</link><pubDate>Thu, 09 Apr 2026 06:27:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Com a missão Artemis II em pleno andamento na sua jornada rumo à Lua, a NASA e os seus parceiros científicos estão a progredir na seleção do local onde regressarão ao satélite natural pela primeira vez desde 1972. Um estudo revela os desafios do polo sul lunar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-selecciona-9-posibles-lugares-de-aterrizaje-para-su-proxima-mision-tripulada-a-la-luna-1775253007149.jpg" data-image="rejku0wyflcx"><figcaption>Locais candidatos para a próxima aterragem na Lua. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>A <strong>missão Artemis II está a progredir com sucesso na sua jornada rumo à Lua</strong>, marcando a primeira vez desde o fim do programa <em>Apollo</em>, em 1972, que astronautas cruzaram a órbita terrestre baixa. Embora este voo não inclua uma aterragem lunar —<strong> trata-se de um sobrevoo projetado para validar sistemas e procedimentos </strong>— abre caminho para futuras missões que tentarão pousar humanos na superfície lunar novamente.</p><p>Enquanto a atenção do público está voltada para este evento histórico, outra equipa de especialistas da NASA e da indústria aeroespacial trabalha discretamente numa tarefa crucial: <strong>escolher o local exato onde futuras tripulações caminharão na Lua novamente</strong>. As suas análises foram apresentadas recentemente na 57ª Conferência de Ciências Lunares e Planetárias (LPSC), um passo significativo na definição do cenário para o tão aguardado regresso.</p><h2>De treze a nove: o mapa estreita-se</h2><p>O estudo apresentado revisita e atualiza uma lista de<strong> nove candidatos a locais de aterragem lunar</strong>, originalmente divulgada em outubro de 2024. Essa lista, por sua vez, deriva de uma seleção inicial publicada em 2022, que incluía treze regiões possíveis. O objetivo desde então tem sido reduzir a lista às opções mais viáveis do ponto de vista operacional e científico.</p><p>Durante esses dois anos, a<strong> NASA realizou inúmeras avaliações</strong>: desde os requisitos de projeto do veículo e do módulo de descida até as condições de iluminação, comunicações, segurança do terreno e a duração estimada das atividades na superfície, projetada para ser entre 5,75 e 6,25 dias. Cada fator forneceu um filtro adicional para refinar a lista.</p><div class="texto-destacado">“A redução de treze para nove regiões reflete as priorizações feitas de acordo com as restrições atuais”, afirma o relatório. Ele também esclarece um ponto importante: a exclusão não implica que as regiões descartadas não tenham valor para futuras missões. As nove regiões selecionadas simplesmente oferecem o melhor equilíbrio entre segurança, viabilidade operacional e potencial científico atualmente.</div><p>Vale a pena realçar que, embora o estudo tenha-se concentrado na Artemis III, a NASA modificou o cronograma antes do início da conferência: a <strong>Artemis III agora será uma missão de teste em órbita terrestre em 2027</strong>, destinada a ensaiar a acoplagem com os módulos de aterragem lunar da <em>SpaceX</em> ou da <em>Blue Origin</em>.</p><p>O<strong> pouso lunar tripulado foi então transferido para a Artemis IV</strong>, prevista para 2028. Isto significa que os locais estudados provavelmente serão considerados para essa missão ou mesmo para missões futuras.</p><h2>O desafio de comunicar a partir do polo sul lunar</h2><p><strong>Todos os locais analisados estão situados no polo sul da Lua</strong>, uma região estratégica, porém complexa. Ao contrário da Terra, cujo eixo está inclinado em cerca de 23,5 graus, a Lua está inclinada apenas 5 graus. Esta diferença cria áreas nos polos que permanecem perpetuamente próximas ao horizonte solar... e também fora da linha de visão direta da Terra.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/ocDzndmmE8I/sddefault.jpg" alt="youtube video id=ocDzndmmE8I" id="ocDzndmmE8I"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Isto apresenta um problema: as comunicações podem ser intermitentes. A missão IM-2 da<em> Intuitive Machines</em> demonstrou isso recentemente ao tentar pousar naquela área e acabar de lado dentro de uma cratera. Durante a descida, a nave espacial sofreu mudanças abruptas de altitude e perdeu a telemetria intermitentemente, impedindo que o controlo em solo corrigisse a sua trajetória a tempo.</p><p>Para missões autónomas, isto poderia significar fracasso; para missões tripuladas, um risco inaceitável. Portanto, <strong>garantir a comunicação contínua será um requisito essencial para a seleção do local de aterragem final</strong>.</p><h2>O tesouro escondido: gelo na sombra eterna</h2><p>O principal motivo pelo qual a NASA se concentra no polo sul é bem conhecido: <strong>vastos depósitos de gelo de água estão escondidos ali em crateras tão profundas </strong>que não recebem luz solar há milhares de milhões de anos.</p><p>As temperaturas extremamente baixas permitiram que este gelo se acumulasse lentamente e fosse preservado até aos dias de hoje. Estas áreas, chamadas de <strong>regiões permanentemente sombreadas</strong>, formaram-se justamente por causa da baixa inclinação da Lua.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761453" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nasa-fixa-2028-como-data-para-a-colonizacao-da-lua-plano-de-20-mil-milhoes-e-uma-base-lunar-permanente.html" title="NASA fixa 2028 como data para a colonização da Lua: plano de 20 mil milhões e uma base lunar permanente">NASA fixa 2028 como data para a colonização da Lua: plano de 20 mil milhões e uma base lunar permanente</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nasa-fixa-2028-como-data-para-a-colonizacao-da-lua-plano-de-20-mil-milhoes-e-uma-base-lunar-permanente.html" title="NASA fixa 2028 como data para a colonização da Lua: plano de 20 mil milhões e uma base lunar permanente"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-marca-2028-como-fecha-para-colonizar-la-luna-un-plan-de-20-000-millones-y-una-base-lunar-permanente-1774721297284_320.jpeg" alt="NASA fixa 2028 como data para a colonização da Lua: plano de 20 mil milhões e uma base lunar permanente"></a></article></aside><p>Compreender e, eventualmente, utilizar <strong>esse gelo</strong> poderia transformar a exploração humana: <strong>poderia fornecer água, oxigénio e até mesmo combustível</strong>, reduzindo custos e tornando as missões de longa duração mais sustentáveis.</p><h3>Qual será o local escolhido?</h3><p>A grande questão permanece: que ponto do Polo Sul receberá a primeira tripulação lunar desde 1972? <strong>As avaliações estão em andamento e a decisão final ainda não tem data marcada</strong>. A única certeza é que cada estudo, cada teste e cada missão nos aproxima um pouco mais desse momento histórico.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nasa-seleciona-9-possiveis-locais-de-pouso-para-sua-proxima-missao-tripulada-a-lua.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bloqueio do estreito de Ormuz trava comércio de fertilizantes e faz disparar os preços. Sementeiras estão em risco]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/bloqueio-do-estreito-de-ormuz-trava-comercio-de-fertilizantes-e-faz-disparar-os-precos-sementeiras-estao-em-risco.html</link><pubDate>Thu, 09 Apr 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Durante o ano, 30% dos fertilizantes utilizados em todo o mundo passam pelo estreito de Ormuz, cujo tráfego está severamente bloqueado desde 28 de fevereiro. Só o preço da ureia já aumentou 50% (ronda os 760 euros a tonelada), numa altura em que os agricultores preparam os solos para as sementeiras de primavera e verão.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/bloqueio-do-estreito-de-ormuz-trava-comercio-de-fertilizantes-e-faz-disparar-os-precos-sementeiras-estao-em-risco-1775679639418.jpg" data-image="1kyd80y2reni" alt="Fertilizantes" title="Fertilizantes"><figcaption> Durante o ano, 30% dos fertilizantes utilizados em todo o mundo passam pelo estreito de Ormuz, cujo tráfego está severamente bloqueado desde 28 de fevereiro. </figcaption></figure><p>A intermediação diplomática do Paquistão nos últimos dois dias ajudou à <strong>fixação de uma trégua entre os Estados Unidos que inclui um cessar-fogo</strong> de duas semanas e a <strong>abertura do Estreito de Ormuz</strong>, cujo tráfego estava bloqueado em mais de 90% desde 28 de fevereiro.</p><p>Na tarde desta quarta-feira, porém, o <strong>Irão suspendeu, de novo, o tráfego naquele canal de navegação, em virtude de Israel continuar os ataques no Líbano </strong>desrespeitando o cessar-fogo, o que faz perigar a retoma da circulação de mercadorias pelo estreito de Ormuz.</p><p>Há uma semana, António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas (ONU), nomeou o português <strong>Jorge Moreira da Silva para liderar um grupo de trabalho focado no comércio de fertilizantes </strong>e na necessidade de facilitar a movimentação de bens e matérias-primas essenciais naquele canal de navegação.</p><p>E os <strong>fertilizantes são, de facto, produtos essenciais ao setor agrícola, sobretudo os feitos à base de azoto</strong>, que são utilizados para a produção de cerca de metade dos alimentos produzidos mundialmente.</p><h2>Portugal afetado pelos custos dos fertilizantes</h2><p>Portugal é um dos países que pode sofrer com a escassez no mercado destes produtos ou, pelo menos, com a subida galopante dos seus preços. <strong>Várias organizações de agricultores queixam-se, para já, do aumento exponencial dos preços</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bloqueio-do-estreito-de-ormuz-trava-comercio-de-fertilizantes-e-faz-disparar-os-precos-sementeiras-estao-em-risco-1775679690848.jpg" data-image="re3lmzw9a4x2" alt="Trator" title="Trator"><figcaption>Os fertilizantes são produtos essenciais ao setor agrícola, sobretudo os feitos à base de azoto, que são utilizados para a produção de cerca de metade dos alimentos produzidos mundialmente.</figcaption></figure><p>A <strong>ureia ronda já os 760 euros a tonelada, a solução azotada está a ser comercializada a cerca de 465 euros </strong>a tonelada, por exemplo. E há agricultores que reportaram a falta de sulfato de ferro no mercado, um produto utilizado no controlo de lesmas e caracóis nas sementeiras de milho.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O ministro português dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, assumiu, em nome do Governo, que está preocupado com a escassez de fertilizantes retidos no Estreito de Ormuz devido ao conflito no Médio Oriente, o que, para já, está a ter um especial impacto em África. Em declarações no Parlamento, numa audição na Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, Paulo Rangel afirmou, taxativo: “Claro que estamos preocupados com as consequências económicas e, em particular, da segurança alimentar, nomeadamente no continente africano, devido aos fertilizantes”.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O governante português revelou ainda que <strong>reuniu com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, a 27 de março</strong>, precisamente o dia em que Jorge Moreira da Silva foi destacado para liderar o mecanismo da ONU para facilitar o comércio de fertilizantes no estreito de Ormuz. </p><h2>40% dos fertilizantes passa por Ormuz</h2><p>O tema da reunião foi a <strong>necessidade da reabertura de circulação de cereais e fertilizantes</strong>, particularmente para a agricultura nos países africanos. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="666525" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ue-incentiva-a-utilizacao-da-rotulagem-digital-nos-fertilizantes-quimicos-agricultura.html" title="UE incentiva a utilização da rotulagem digital nos fertilizantes químicos">UE incentiva a utilização da rotulagem digital nos fertilizantes químicos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ue-incentiva-a-utilizacao-da-rotulagem-digital-nos-fertilizantes-quimicos-agricultura.html" title="UE incentiva a utilização da rotulagem digital nos fertilizantes químicos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ue-incentiva-a-utilizacao-da-rotulagem-digital-nos-fertilizantes-quimicos-1721653419799_320.jpg" alt="UE incentiva a utilização da rotulagem digital nos fertilizantes químicos"></a></article></aside><p>“<strong>Quarenta por cento do tráfego de fertilizantes passa pelo Estreito de Ormuz</strong>”, frisou o ministro Paulo Rangel a propósito da importância destes fatores de produção.</p><div class="texto-destacado">Um relatório de várias organizações internacionais apresentado a 2 de abril, em Tânger, Marrocos, dava conta de que África poderá perder pelo menos 0,2% do seu Produto Interno Bruto (PIB) se o conflito atual no Médio Oriente se prolongar mais de seis meses. </div><p>Os cálculos são do Grupo do <strong>Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), União Africana (UA), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento</strong> (PNUD) através do seu Escritório Regional para África e Comissão Económica das Nações Unidas para África (CEA).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bloqueio-do-estreito-de-ormuz-trava-comercio-de-fertilizantes-e-faz-disparar-os-precos-sementeiras-estao-em-risco-1775679758856.jpg" data-image="nunxn8b9euit" alt="Fertilizantes" title="Fertilizantes"><figcaption>O ministro português dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, assumiu, em nome do Governo, que está preocupado com a escassez de fertilizantes retidos no Estreito de Ormuz.</figcaption></figure><p>Os números foram apresentados durante a <strong>58.ª sessão da Comissão Económica para África</strong>.</p><p>De acordo com os números do relatório, a f<strong>alta de fertilizantes em alguns países africanos pode ter consequências mais gravosas</strong> do que a crise dos combustíveis provocada pelo colapso quase total do Estreito de Ormuz por ordem do Irão.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/bloqueio-do-estreito-de-ormuz-trava-comercio-de-fertilizantes-e-faz-disparar-os-precos-sementeiras-estao-em-risco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Plano nacional para proteger insetos polinizadores conta dois milhões de euros até 2027]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/plano-nacional-para-proteger-insetos-polinizadores-conta-dois-milhoes-de-euros-ate.html</link><pubDate>Wed, 08 Apr 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A estratégia do Ministério do Ambiente acolheu contributos de cientistas, organizações e cidadãos para reforçar a monitorização, a investigação, a sensibilização e a divulgação de boas práticas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/plano-nacional-para-proteger-insetos-polinizadores-conta-dois-milhoes-de-euros-ate-1775651652529.jpg" data-image="yz8wkrht7yl3" alt="abelha-do-mel (Apis mellifera L.)" title="abelha-do-mel (Apis mellifera L.)"><figcaption>Portugal tem mais de 600 espécies de abelhas polinizadoras, sendo a abelha-do-mel (Apis mellifera L.) a mais comum. Foto: Franco Patrizia via Pixabay</figcaption></figure><p>Aumentar a investigação sobre as causas do declínio dos insetos, promover a sua proteção e consciencializar a população portuguesa sobre a importância dos seus serviços ecossistémicos são as principais linhas orientadoras do novo <strong>Plano para a Conservação e a Sustentabilidade dos Insetos Polinizadores em Portugal</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/plano-nacional-para-proteger-insetos-polinizadores-conta-dois-milhoes-de-euros-ate-1775651748671.jpg" data-image="v9q9kp35hyvj" alt="escaravelho-das-flores (Oxythyrea funesta)" title="escaravelho-das-flores (Oxythyrea funesta)"><figcaption>O escaravelho-das-flores é um excelente polinizador e pode ser observado em todo o território, especialmente em prados e jardins. Foto: Pixabay</figcaption></figure><p>A estratégia, aprovada esta semana pelo Governo, conta com um <strong>financiamento</strong> de <strong>dois milhões de euros</strong> provenientes do Fundo Ambiental. A verba será aplicada nos próximos dois anos com o intuito de desenvolver iniciativas como a <strong>monitorização</strong> dos polinizadores, o <strong>restauro</strong> <strong>de habitats</strong>, a <strong>capacitação científica</strong> e a <strong>divulgação</strong> <strong>de boas práticas</strong> no país. </p><div class="texto-destacado"><strong>“Com este plano, reforçamos o conhecimento científico, mobilizamos a sociedade e criamos condições para proteger estas espécies e garantir paisagens mais resilientes para o futuro”</strong> <br>Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho</div><p>Desenvolvida no âmbito do <strong>projeto PolinizAÇÃO</strong> e em articulação com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), a elaboração do programa, segundo o Ministério do Ambiente e Energia, contou ainda com o contributo de <strong>especialistas</strong>, de <strong>entidades públicas e privadas</strong>, de membros da <strong>rede poli.net</strong> e de <strong>cidadãos</strong>. </p><table><thead><tr><th> <strong><em>Polinizadores com mais registos de observação em Portugal</em></strong> </th></tr></thead><tbody><tr><td><ol><li>Abelha-do-mel (<em>Apis melífera</em>)</li><li>Abelhão terrestre (<em>Bombus terrestres</em>)</li><li>Jaquetão-das-flores-mediterrânico (<em>Oxythyrea funesta</em>)</li><li>Besouro-capuchinho (<em>Heliotautos ruficollis</em>)</li><li>Mosca-zangão- europeia (<em>Eristalis tenax</em>)</li><li>Borboleta-pequena-da-couve (<em>Pieris rapae</em>)</li><li>Mosca-das-flores-comum (<em>Episyrphus balteatus</em>)</li><li>Borboleta-da-couve (<em>Pieris brassicae</em>)</li><li>Mosca-gafanhoto (<em>Stomorhona lunata</em>)</li><li>Mosca-das-flores-alongada (<em>Sphaerophoria scripta</em>)</li></ol><ol></ol></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="1"><p>Fonte: Projeto PolinizAÇÃO</p></td></tr></tbody></table><p>Procurando desenvolver um plano abrangente, o programa visa incluir uma elevada densidade de polinizadores, com 746 espécies de <strong>abelhas</strong>, 148 de <strong>borboletas diurnas</strong>, cerca de 2.600 <strong>borboletas noturnas</strong> e ainda 221 espécies de sirfídeos, conhecidos como <strong>moscas-das-flores</strong>, entre outros grupos.</p><h2>As grandes ameaças</h2><p>Os polinizadores desempenham um serviço vital para os ecossistemas, assegurando o equilíbrio na natureza, na agricultura e no bem-estar humano. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/plano-nacional-para-proteger-insetos-polinizadores-conta-dois-milhoes-de-euros-ate-1775653219318.jpg" data-image="7l7y0icx7svt" alt="Polinizadores em Portugal" title="Polinizadores em Portugal"><figcaption>Apesar das dimensões reduzidas do território português, em comparação com outros países europeus, Portugal alberga uma elevada diversidade de polinizadores. Imagens: Canva e Creative Commons</figcaption></figure><p><strong>Embora a sua importância seja amplamente reconhecida, os insetos estão atualmente sujeitos a inúmeras pressões, </strong>desde alterações do uso e da ocupação do solo, promovendo a uniformização da paisagem, até invasões biológicas e alterações climáticas.</p><div class="texto-destacado">Dos himenópteros – vespas, abelhas e formigas – a maior espécie polinizadora de Portugal é a vespa-mamute. Podendo atingir 60 mm, é uma das maiores vespas da Europa e, muitas vezes, confundida com a vespa asiática. </div><p>Estes constrangimentos representam uma séria <strong>ameaça à conservação de biodiversidade funcional</strong>, bem como à produção sustentável de alimentos cultivados.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="742021" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quanto-vale-o-trabalho-que-os-polinizadores-fazem-pela-agricultura-em-portugal.html" title="Quanto vale o trabalho que os polinizadores fazem pela agricultura em Portugal?">Quanto vale o trabalho que os polinizadores fazem pela agricultura em Portugal?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quanto-vale-o-trabalho-que-os-polinizadores-fazem-pela-agricultura-em-portugal.html" title="Quanto vale o trabalho que os polinizadores fazem pela agricultura em Portugal?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quanto-vale-o-trabalho-que-os-polinizadores-fazem-pela-agricultura-em-portugal-1764598004466_320.jpg" alt="Quanto vale o trabalho que os polinizadores fazem pela agricultura em Portugal?"></a></article></aside><p>Em Portugal existem mais de <strong>mil espécies de insetos polinizadores</strong>, entre abelhas, abelhões, vespas, moscas, borboletas e escaravelhos. Se os insetos polinizadores desaparecerem, a maioria das plantas não conseguirá reproduzir-se e acabará também por desaparecer. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/plano-nacional-para-proteger-insetos-polinizadores-conta-dois-milhoes-de-euros-ate-1775652292443.jpg" data-image="nacbgn13rlxy" alt="mosca-das-flores-comum (Episyrphus balteatus)" title="mosca-das-flores-comum (Episyrphus balteatus)"><figcaption>A mosca-das-flores-comum (Episyrphus balteatus) é uma das 221 espécies de sirfídeos observadas em todo o território nacional. Foto: Pixabay</figcaption></figure><p>Como consequência, os humanos e outros animais deixarão de ter importantes fontes de alimentos (frutos, sementes, entre outros) e os ecossistemas naturais ficarão seriamente fragilizados. </p><div class="texto-destacado">Sabia que a borboleta-do-medronheiro, que podemos ver a voar entre março e outubro, é uma das maiores borboletas diurnas polinizadoras em Portugal? Com 80 mm é a espécie diurna com maior envergadura da Europa, ocorrendo em quase todo o território português, em especial no Algarve e na área de Lisboa. </div><p>O objetivo do Plano de Ação para a Conservação e Sustentabilidade dos Polinizadores é, como tal, desenvolver uma <strong>estratégia nacional</strong> que visa reforçar o conhecimento científico e a monitorização das espécies polinizadoras, promover <strong>modelos sustentáveis de gestão do território</strong>, lançar iniciativas de educação e comunicação e integrar medidas de conservação nas políticas públicas da administração central e regional.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.portugal.gov.pt/pt/gc25/comunicacao/noticia?i=aprovado-plano-de-defesa-dos-polinizadores-para-proteger-biodiversidade" target="_blank">Aprovado plano de defesa dos polinizadores para proteger biodiversidade</a>. Portugal.gov.pt</em></p><p><em><a href="https://www.pollinet.pt/poliniza%C3%A7%C3%A3o" target="_blank">Projeto PolinizAÇÃO</a> - Plano de Ação para os Polinizadores</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/plano-nacional-para-proteger-insetos-polinizadores-conta-dois-milhoes-de-euros-ate.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alfredo Graça avisa sobre o ar polar marítimo que afetará Portugal entre sábado e domingo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-avisa-sobre-o-ar-polar-maritimo-que-afetara-portugal-entre-sabado-e-domingo.html</link><pubDate>Wed, 08 Apr 2026 15:59:03 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nos próximos dias Portugal continental estará à mercê de uma autêntica montanha-russa das temperaturas. Primeiro uma subida térmica acentuada e depois, nos dias 11 e 12 de abril, o ar polar regressará em força. Saiba que efeitos provocará no tempo.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa4tohs"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa4tohs.jpg" id="xa4tohs"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nos próximos dias o estado do tempo em Portugal continental continuará a ser marcado por uma <strong>montanha-russa das temperaturas</strong>. Ontem e hoje foram dias substancialmente mais frescos (depressão com ar polar provocou descida acentuada das temperaturas e chuva ou granizo com trovoada) e amanhã e sexta, 9 e 10 de abril, espera-se que sejam dias substancialmente mais quentes, evidenciando-se um <strong>padrão de forte variabilidade térmica</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>No Norte e Centro do país as temperaturas máximas irão esta quinta-feira (9) registar uma subida de até 13 ºC! No entanto, <strong>para o fim de semana vislumbra-se outro drástico arrefecimento meteorológico</strong>.</p><h2>Ar polar marítimo será a grande novidade do fim de semana de 11 e 12 de abril </h2><p>A partir de sábado (11) prevê-se que a situação meteorológica altere novamente de forma significativa. Uma nova ondulação do jato polar (ocorre quando o mesmo forma um meandro), associada a um regime de bloqueio anticiclónico escandinavo (bloqueia a circulação normal de oeste), permitirá <strong>a descida de ar polar das latitudes altas</strong>, desde regiões próximas das Gronelândia e do norte do oceano Atlântico Norte, <strong>para latitudes mais baixas</strong>.</p><p><strong>No sábado (11) já será bem percetível o arrefecimento do estado do tempo em Portugal continental</strong>, estando previsto que esta tendência térmica se acentue ainda mais nos dias seguintes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-avisa-sobre-o-ar-polar-maritimo-que-afetara-portugal-entre-sabado-e-domingo-1775662445067.png" data-image="e226n3b3in6d"><figcaption>Em pleno período diurno do próximo domingo, 12 de abril, preveem-se anomalias térmicas negativas praticamente de norte a sul de Portugal continental (-1 ºC até -6 ºC). Anomalias de temperatura correspondem à diferença entre o valor previsto e o valor médio das normais climatológicas de referência, que pode ser superior ao normal (anomalia positiva) ou inferior ao normal (anomalia negativa).</figcaption></figure><p>Com o anticiclone dos Açores deslocado para oeste e a presença de uma depressão muito cavada (muito intensa) a oeste das ilhas Britânicas, cria-se o gradiente de pressão ideal para que o ar seja forçado a escoar no sentido Noroeste-Sudeste. <strong>No nosso país o vento passará a soprar predominantemente de Noroeste</strong>,<strong> </strong>manifestando-se como um sinal típico da chegada de uma massa de ar polar<strong> marítimo</strong>. Com o vento forte, a sensação de frio e desconforto térmico tenderá a acentuar.</p><h2>Saiba o que esperar do tempo no sábado e domingo, dias 11 e 12 de abril</h2><p>As <strong>massas de ar polar marítimo</strong> são frias e húmidas, tornando-se instáveis quando atravessam águas mais quentes do Atlântico ao descerem em latitude. Assim, além do <strong>frio</strong>, também provocam <strong>precipitação</strong>. No entanto, como já é <strong>habitual com este tipo de advecção procedente de Noroeste</strong>, grande parte da nebulosidade e precipitação (chuva ou neve) que chega à Península Ibérica <strong>tende a ficar retida na Cordilheira Cantábrica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-avisa-sobre-o-ar-polar-maritimo-que-afetara-portugal-entre-sabado-e-domingo-1775662885451.png" data-image="2k5r6hihjqhq"><figcaption>Neste mapa de previsão da temperatura do ar a cerca de 3000 metros de altitude para domingo, 12 de abril, observa-se a presença do ar polar que descerá em latitude até alcançar a Península Ibérica, provocando uma descida acentuada das temperaturas.</figcaption></figure><p> Esta enorme barreira orográfica, situada no norte de Espanha, funciona como um bloqueio da humidade, pelo que <strong>em Portugal continental a precipitação associada costuma ser pouco significativa </strong>(o que não significa que não ocorra, simplesmente a sua probabilidade diminui). Deste modo, o efeito que mais sentiremos na nossa geografia será a descida acentuada das temperaturas máximas, sobretudo nas Regiões Norte e Centro. </p><p>Não obstante, <strong>para sábado (11), ainda se preveem aguaceiros, mais prováveis e frequentes nas Regiões Norte e Centro</strong>, não se excluindo a possibilidade de que sejam pontualmente acompanhados de <strong>trovoada</strong>, especialmente no interior. Como já foi mencionado, o vento soprará com intensidade suficiente para produzir <strong>rajadas até 90 km/h</strong>, especialmente nas terras altas e no litoral Oeste.</p><table><thead><tr><th>Cidades</th><th>Temperatura máxima prevista sábado 11 de abril</th><th>Temperatura máxima prevista domingo 12 abril</th><th>Temperatura mínima prevista sábado 11 abril</th><th>Temperatura mínima prevista domingo 12 abril</th></tr></thead><tbody><tr><td>Porto</td><td>16 ºC</td><td>14 ºC</td><td>10 ºC</td><td>7 ºC</td></tr><tr><td>Lisboa</td><td>18 ºC</td><td>16 ºC</td><td>11 ºC</td><td>11 ºC</td></tr><tr><td>Bragança</td><td>19 ºC</td><td>14 ºC</td><td>6 ºC</td><td>-1 ºC</td></tr><tr><td>Coimbra </td><td>17 ºC</td><td>16 ºC</td><td>10 ºC</td><td>6 ºC</td></tr><tr><td>Faro</td><td>23 ºC</td><td>20 ºC</td><td>12 ºC</td><td>9 ºC</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="5">Fonte: Meteored Portugal</td></tr></tbody></table><p>No<strong> domingo (12) </strong>o ar frio consolidará a sua influência, instalando-se em pleno sobre a nossa geografia e provocando uma nova descida das temperaturas, tanto máximas, como mínimas. <strong>No interior voltarão a registar-se temperaturas mínimas negativas</strong>. Não se descarta a possibilidade de formação de gelo ou geada em alguns locais mais abrigados do interior Norte e Centro. O céu apresentar-se-á agora menos nublado, persistindo a hipótese de chuviscos dispersos no Norte e Centro do país.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762850" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-previsao-de-variacao-de-temperatura-para-quinta-feira-esta-quase-fora-da-escala-ate-13-c-de-subida.html" title="A previsão de variação de temperatura para quinta-feira está quase fora da escala: até 13 ºC de subida">A previsão de variação de temperatura para quinta-feira está quase fora da escala: até 13 ºC de subida</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-previsao-de-variacao-de-temperatura-para-quinta-feira-esta-quase-fora-da-escala-ate-13-c-de-subida.html" title="A previsão de variação de temperatura para quinta-feira está quase fora da escala: até 13 ºC de subida"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-previsao-de-variacao-de-temperatura-para-quinta-feira-esta-quase-fora-da-escala-ate-13-c-de-subida-1775649995585_320.jpg" alt="A previsão de variação de temperatura para quinta-feira está quase fora da escala: até 13 ºC de subida"></a></article></aside><p>O vento continuará a soprar de noroeste, embora ligeiramente menos intenso. Esperam-se rajadas nas terras altas e litoral Oeste de até 80 km/h. <strong>O acentuado arrefecimento noturno será dominante ao longo do fim de semana de 11 e 12 de abril</strong>, algo para o qual contribuirá a crescente influência do anticiclone (sobretudo no domingo, dia 12) e a presença do ar polar em território nacional.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-avisa-sobre-o-ar-polar-maritimo-que-afetara-portugal-entre-sabado-e-domingo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Origens dos animais antigos: os fósseis recuam a cronologia evolutiva em 4 milhões de anos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/origens-dos-animais-antigos-os-fosseis-recuam-a-cronologia-evolutiva-em-4-milhoes-de-anos.html</link><pubDate>Wed, 08 Apr 2026 14:19:45 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Cientistas descobrem um sítio fóssil que revela a existência de vários animais primitivos antes da explosão do Cambriano, sugerindo que a vida complexa evoluiu mais cedo do que se pensava e oferecendo novas perspetivas sobre a história da evolução.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ancient-animal-origins-fossils-push-the-evolutionary-timeline-back-by-4-million-years-1775390180198.jpg" data-image="o213e26eqdo5" alt="reconstrucción" title="reconstrucción"><figcaption>Reconstrução da biota de Jiangchuan de 554 a 539 milhões de anos atrás. Crédito: Xiaodong Wang.</figcaption></figure><p>Um novo estudo publicado na revista Science por investigadores do Museu de História Natural e do Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Oxford, juntamente com investigadores da Universidade de Yunnan, na China, descreve <strong>um sítio fóssil recentemente descoberto</strong> no sudoeste da China.</p><p>Este <strong>novo sítio transformou a compreensão científica da origem da vida animal na Terra</strong>, mostrando que muitos grupos animais importantes já tinham evoluído antes do período Cambriano.</p><h2>Quando é que a vida animal começou a diversificar-se?</h2><p>O início do período Cambriano foi considerado uma das épocas mais transformadoras da história da Terra, quando <strong>a rápida diversificação da vida animal conduziu a uma maior complexidade e diversidade entre formas de vida semelhantes</strong>. Este evento, conhecido como a explosão cambriana, começou há cerca de 535 milhões de anos.</p><div class="texto-destacado">No entanto, <strong>os resultados do estudo sugerem que pode ter começado 4 milhões de anos antes deste evento</strong>, no final do período Ediacarano.</div><p>O Dr. Gaorong Li, principal autor do estudo do Museu de História Natural da Universidade de Oxford, afirmou: "A nossa descoberta preenche uma lacuna importante nas fases iniciais da diversificação animal".</p><p>Pela primeira vez, mostramos que <strong>muitos animais complexos, que normalmente só se encontram no Cambriano, estavam presentes no período Ediacarano</strong>, o que significa que evoluíram muito mais cedo do que o demonstrado anteriormente pelas provas fósseis".</p><p>A descoberta do sítio fossilífero Jiangchuan Biota, na província de Yunnan, no sudoeste da China, <strong>produziu mais de 700 fósseis com idades compreendidas entre 554 e 539 milhões de anos atrás</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="758781" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tempestades-destaparam-fosseis-de-baleias-com-10-milhoes-de-anos-na-costa-de-grandola.html" title="Tempestades destaparam fósseis de baleias com 10 milhões de anos na costa de Grândola">Tempestades destaparam fósseis de baleias com 10 milhões de anos na costa de Grândola</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tempestades-destaparam-fosseis-de-baleias-com-10-milhoes-de-anos-na-costa-de-grandola.html" title="Tempestades destaparam fósseis de baleias com 10 milhões de anos na costa de Grândola"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempestades-destaparam-fosseis-de-baleias-com-10-milhoes-de-anos-na-costa-de-grandola-1773404441790_320.jpg" alt="Tempestades destaparam fósseis de baleias com 10 milhões de anos na costa de Grândola"></a></article></aside><p>Revelou uma comunidade diversificada de animais de Ediacaran, incluindo grupos não descritos do período Cambriano. Surpreendentemente, os fósseis também incluíam o que se acredita serem o<strong>s mais antigos parentes conhecidos dos deuterostómios</strong>, um grupo que inclui vertebrados modernos como os peixes e os humanos. <strong>Os novos fósseis fazem recuar o registo fóssil dos deuterostómios até ao período Ediacarano</strong>.</p><p>Foram descobertos fósseis de <strong>antigos parentes das estrelas-do-mar e dos vermes da bolota</strong>, com um corpo em forma de U, ligado ao fundo do mar por um pedúnculo e tentáculos para se alimentarem. De acordo com o Dr. Frankie Dunn, esta descoberta no período Ediacarano sugere que<strong> os primeiros cordados podem também ter existido nessa altura</strong>.</p><div class="texto-destacado">“Por exemplo, uma espécie parece-se muito com o verme da areia do filme Dune”, acrescentou o Dr. Dunn.</div><p>Entre os outros grupos ancestrais descobertos encontram-se <strong>animais semelhantes a vermes bilaterais</strong> com adaptações alimentares complexas, bem como<strong> fósseis raros de ctenóforos primitivos</strong>.</p><p>Muitos espécimes apresentavam combinações únicas de caraterísticas anatómicas, como estruturas de alimentação e tentáculos virados para o exterior, que <strong>não correspondem às de qualquer outra espécie conhecida do período Ediacarano ou Cambriano</strong>.</p><p>O Professor Luke Parry afirmou que a descoberta revelou <strong>uma comunidade de transição entre o Ediacarano e o Cambriano</strong> e que os fósseis eram “totalmente únicos e inesperados”.</p><h2>Os resultados respondem a questões relacionadas com a evolução</h2><p>Os resultados do estudo ajudam a resolver um enigma há muito debatido na biologia evolutiva.<strong> Os fósseis moleculares e de pegadas sugerem que as linhagens de animais se diversificaram antes da explosão do Cambriano</strong>; até à data, não foram encontrados fósseis destes animais complexos no Ediacarano.</p><p>A maioria dos sítios fósseis do Ediacarano preserva os espécimes principalmente sob a forma de impressões; os <strong>fósseis do Biota de Jiangchuan são preservados como filmes carbonáceos</strong>. Este método único de preservação revela pormenores anatómicos como o intestino, as estruturas de alimentação e os órgãos locomotores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ancient-animal-origins-fossils-push-the-evolutionary-timeline-back-by-4-million-years-1775390440528.jpg" data-image="128zspthd9dc" alt="equipo de investigación" title="equipo de investigación"><figcaption>Parte da equipa de investigação da Universidade de Oxford e da Universidade de Yunnan durante o trabalho de campo em junho de 2024 na secção Biota de Jiangchuan. Crédito: Gaorong Li.</figcaption></figure><p>O Professor Associado Ross Anderson afirmou: "Os nossos resultados indicam que a aparente ausência destes grupos animais complexos noutros sítios do Ediacarano <strong>pode refletir diferenças na preservação e não uma verdadeira ausência biológica</strong>. Compressões carbonáceas como as de Jiangchuan são raras em rochas desta idade, o que significa que comunidades semelhantes podem simplesmente não ter sido preservadas noutros locais".</p><p>Os novos fósseis foram descobertos por uma equipa de investigação da Universidade de Yunnan, na China, liderada pelo Professor Peiyun Cong e pelo Professor Associado Fan Wei. As rochas do leste de Yunnan eram conhecidas por conterem fósseis, <strong>mas não tinham sido encontrados animais; apenas foram encontrados restos de algas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="744887" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-mosassauros-podiam-viver-em-agua-doce-eis-o-que-revelaram-os-fosseis.html" title="Os mosassauros podiam viver em água doce? Eis o que revelaram os fósseis">Os mosassauros podiam viver em água doce? Eis o que revelaram os fósseis</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-mosassauros-podiam-viver-em-agua-doce-eis-o-que-revelaram-os-fosseis.html" title="Os mosassauros podiam viver em água doce? Eis o que revelaram os fósseis"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/could-mososaurs-live-in-freshwater-1766004200273_320.jpg" alt="Os mosassauros podiam viver em água doce? Eis o que revelaram os fósseis"></a></article></aside><p>O Professor Associado Fan afirmou: “Após <strong>anos de trabalho de campo, encontrámos finalmente vários locais com as condições adequadas, onde os fósseis de animais</strong> são preservados juntamente com algas abundantes”.</p><p>O Professor Feng Tang, da Academia Chinesa de Ciências Geológicas, em Pequim, concluiu: "Os novos fósseis fornecem as provas mais convincentes da <strong>presença de vários animais bilaterais no final do Ediacarano, provas que as pessoas têm procurado durante décadas</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.science.org/doi/10.1126/science.adu2291" target="_blank">El amanecer del Fanerozoico: una fauna de transición del Ediacárico tardío del suroeste de China | Science</a>. Li, G., Wei, F., Wen, W., Wang, X., Lei, X., Anderson, RP, Zhao, Y., Dunn, FS, Parry, LA y Cong, P. 2 <sup>de</sup> abril de 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/origens-dos-animais-antigos-os-fosseis-recuam-a-cronologia-evolutiva-em-4-milhoes-de-anos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um “tornado de morcegos” emerge de uma gruta no México: este é o fenómeno natural que fascina o mundo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-tornado-de-morcegos-emerge-de-uma-gruta-no-mexico-este-e-o-fenomeno-natural-que-fascina-o-mundo.html</link><pubDate>Wed, 08 Apr 2026 14:11:02 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Todas as noites, uma nuvem de morcegos emerge de uma gruta na Península de Yucatán, no México. As imagens hipnóticas captadas em vídeo reflectem um comportamento natural que é fundamental para o equilíbrio dos ecossistemas e a saúde das florestas.</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/qzlTlljjyxA/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=qzlTlljjyxA" id="qzlTlljjyxA"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Um impressionante “tornado de morcegos” captou a atenção de milhares de utilizadores das redes sociais depois de <strong>um vídeo gravado numa gruta da Reserva da Biosfera de Calakmul, na Península de Yucatán</strong>, no México, se ter tornado viral.</p><p>As imagens mostram <strong>uma enorme colónia de mais de quatro milhões destes mamíferos alados</strong> a abandonar o seu abrigo ao anoitecer, num movimento perfeitamente coordenado que faz lembrar um remoinho no céu.</p><p>Longe de ser um fenómeno extraordinário ou perigoso, <strong>este espetáculo é um comportamento completamente natural</strong> e benéfico para o ambiente.</p><h2>Um comportamento com vantagens evolutivas</h2><p>Os morcegos, <strong>animais noturnos por excelência</strong>, passam o dia abrigados em grutas, fendas ou cavidades. Desta forma, protegem-se dos predadores (aves de rapina, cobras e lagartos) e também das condições meteorológicas adversas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/video-impresionante-tornado-de-murcielagos-en-mexico-un-fenomeno-natural-que-fascina-al-mundo-1775568400926.jpg" data-image="9ar0mfbsr164"><figcaption>Morcegos frugívoros empoleirados numa gruta.</figcaption></figure><p>É ao cair da noite que <strong>saem em massa para se alimentarem, principalmente de insetos, frutos ou néctar</strong>. Este tipo de emergência em massa tem várias vantagens evolutivas.</p><p>Por um lado, reduz o risco individual para os predadores potenciais, uma vez que o grande número de indivíduos torna difícil a captura de um único indivíduo. Por outro lado, facilita a orientação e o início da procura de alimentos, uma vez que o grupo funciona como uma espécie de “guia coletivo”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="668824" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/pterossauro-pre-historico-descolava-com-metodo-semelhante-ao-dos-morcegos-revela-estudo-paleontologia.html" title="Pterossauro pré-histórico descolava com método semelhante ao dos morcegos, revela estudo">Pterossauro pré-histórico descolava com método semelhante ao dos morcegos, revela estudo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/pterossauro-pre-historico-descolava-com-metodo-semelhante-ao-dos-morcegos-revela-estudo-paleontologia.html" title="Pterossauro pré-histórico descolava com método semelhante ao dos morcegos, revela estudo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pterossauro-pre-historico-descolava-com-metodo-semelhante-ao-dos-morcegos-revela-estudo-1723103002888_320.jpeg" alt="Pterossauro pré-histórico descolava com método semelhante ao dos morcegos, revela estudo"></a></article></aside><p>O efeito visual do chamado “tornado de morcegos” é produzido pela forma como a colónia se organiza ao sair da gruta. Os animais rodam e agrupam-se em espiral antes de se dispersarem, criando <strong>uma coluna em movimento que pode durar vários minutos</strong>. Este padrão não é acidental, mas responde à dinâmica do voo e à comunicação entre os indivíduos.</p><h2>Um animal incompreendido e muito necessário</h2><p>Para além do seu inegável impacto visual, este fenómeno é <strong>uma demonstração clara da importância ecológica dos morcegos</strong>. Embora sejam muitas vezes injustamente associados a medos e superstições, estes animais desempenham um papel fundamental no equilíbrio dos ecossistemas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/video-impresionante-tornado-de-murcielagos-en-mexico-un-fenomeno-natural-que-fascina-al-mundo-1775568110894.jpg" data-image="xrl28oxcjkdi"><figcaption>Morcego-de-ferradura-grande (Rhinolophus ferrumequinum), em voo.</figcaption></figure><p>Os morcegos são grandes polinizadores e dispersores de sementes, além de actuarem como verdadeiros controladores de pragas, como mostra este facto: <strong>um milhão de morcegos pode consumir 10 toneladas de insectos numa só noite</strong>. Tudo isto contribui diretamente para a saúde das florestas e das culturas.</p><p>Assim, a sua conservação - e a dos habitats onde se desenvolvem - <strong>é fundamental não só para a biodiversidade, mas também para a economia agrícola</strong>. De facto, a sua abundância e diversidade são indicadores da qualidade ambiental.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-tornado-de-morcegos-emerge-de-uma-gruta-no-mexico-este-e-o-fenomeno-natural-que-fascina-o-mundo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A previsão de variação de temperatura para quinta-feira está quase fora da escala: até 13 ºC de subida]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-previsao-de-variacao-de-temperatura-para-quinta-feira-esta-quase-fora-da-escala-ate-13-c-de-subida.html</link><pubDate>Wed, 08 Apr 2026 13:49:13 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os termómetros vão registar uma subida acentuada entre hoje e amanhã, quinta-feira. As regiões Norte e Centro sentirão esta subida com maior expressão.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa4t90s"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa4t90s.jpg" id="xa4t90s"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os dias arrefeceram devido à chegada de uma depressão fria que resultou no <strong>regresso da chuva e na descida acentuada dos termómetros</strong>. No entanto, entre hoje e amanhã espera-se uma <strong>subida acentuada das temperaturas</strong> máximas, especialmente no Norte e Centro do país.</p><h2>Amanhã os termómetros podem registar valores até 13 ºC acima dos valores de hoje, quarta-feira</h2><p>Esta <strong>subida poderá rondar os 12 ou 13 ºC em vários locais destas duas regiões</strong>. Por exemplo, a cidade da Guarda deverá passar de 9 ºC de máxima para 22 ºC; Braga de 15 ºC para 27 ºC e Porto de 14 ºC para 23 ºC. A nível local, especialmente nos distritos de Braga e Porto, os <strong>valores poderão aproximar-se dos 30 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-previsao-de-variacao-de-temperatura-para-quinta-feira-esta-quase-fora-da-escala-ate-13-c-de-subida-1775649311138.png" data-image="tks24z93p41t" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Para amanhã, quinta-feira (9 de abril), os valores de temperatura máxima disparam para perto dos 30 ºC, especialmente no Norte do país.</figcaption></figure><p>A <strong>região Sul poderá ser a mais contida nesta subida</strong>, esperando-se um ligeiro aumento no Alto Alentejo e uma pequena descida no Algarve, com a cidade de Faro a poder registar máxima de 15 ºC.</p><p>Esta subida irá resultar numa <strong>inversão das anomalias térmicas</strong> que, ao longo do dia de hoje se encontram negativas na maior parte do território continental, mas que amanhã, logo a partir das primeiras horas da manhã, deverão registar valores positivos, indicando temperaturas acima da média. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a>.</strong> Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Até ao final da tarde, período mais quente do dia, <strong>estas anomalias poderão indicar valores até 10 ºC acima da normal climatológica</strong>, principalmente nos distritos do Norte e alguns do Centro, como Viseu e Guarda. Apenas o distrito de Faro e uma parte do distrito de Beja poderão indicar valores até 2 ºC abaixo do normal ou dentro do expectável para a época.</p><h2>Subida da temperatura será "sol de pouca dura"</h2><p>Estes valores mais elevados poderão <strong>manter-se na sexta-feira, com algumas pequenas variações</strong>, onde Faro registará uma subida e poderá chegar aos 18 ºC e os distritos de Vila Real e Viseu poderão ser os mais quentes do país, com valores a rondarem os 28 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762727" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vao-disparar-as-alergias-ao-amieiro-e-a-betula-no-norte-de-portugal-continental.html" title="Vão disparar as alergias ao amieiro e à bétula no Norte de Portugal continental">Vão disparar as alergias ao amieiro e à bétula no Norte de Portugal continental</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vao-disparar-as-alergias-ao-amieiro-e-a-betula-no-norte-de-portugal-continental.html" title="Vão disparar as alergias ao amieiro e à bétula no Norte de Portugal continental"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vao-disparar-as-alergias-ao-amieiro-e-a-betula-no-norte-de-portugal-continental-1775573103959_320.png" alt="Vão disparar as alergias ao amieiro e à bétula no Norte de Portugal continental"></a></article></aside><p>No entanto, <strong>no sábado, espera-se uma nova descida dos termómetros</strong>, generalizada, que deverá afetar com maior expressão o Norte e Centro do país, esperando-se temperaturas máximas entre os 13 ºC em Viana do Castelo e os 21 ºC em Faro.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-previsao-de-variacao-de-temperatura-para-quinta-feira-esta-quase-fora-da-escala-ate-13-c-de-subida.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A chuva dos próximos dias será irregular e intermitente: Bragança e Viseu serão as regiões potencialmente mais afetadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-chuva-dos-proximos-dias-sera-irregular-e-intermitente-braganca-e-viseu-serao-as-regioes-potencialmente-mais-afetadas.html</link><pubDate>Wed, 08 Apr 2026 13:27:02 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A atmosfera deverá manter-se instável nos próximos dias em Portugal, num padrão dominado por circulação de oeste a sudoeste que favorece a ocorrência de precipitação irregular, com fases de maior atividade alternadas com períodos de menor expressão.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-chuva-dos-proximos-dias-sera-irregular-e-intermitente-braganca-e-viseu-serao-as-regioes-potencialmente-mais-afetadas-1775647707340.jpeg" data-image="kr8jpo2qe96x" alt="Chuva irregular com maior impacto no interior Norte e Centro" title="Chuva irregular com maior impacto no interior Norte e Centro"><figcaption>Os episódios de chuva deverão surgir de forma intermitente, alternando entre períodos de maior intensidade e pausas, refletindo o caráter irregular da precipitação previsto, com impacto variável entre regiões.</figcaption></figure><p>Nos próximos dias, o tempo em Portugal continental será marcado por um padrão mais instável, associado a uma circulação de oeste a sudoeste que irá transportar ar mais húmido do Atlântico. Este cenário, ligado a um <strong>cavado em altitude pouco pronunciado</strong>, deverá favorecer a ocorrência de precipitação, mas sem grande organização, resultando num <strong>regime de chuva irregular e intermitente</strong>, com abertas frequentes e uma distribuição desigual no território.</p><h2>Chuva irregular nos próximos dias com aumento gradual da instabilidade</h2><p>A precipitação deverá manter-se nos próximos dias com <strong>carácter irregular</strong>, alternando entre períodos de aguaceiros e momentos de maior abertura, sobretudo no litoral e nas regiões a sul. Ao mesmo tempo, o vento de sudoeste tende a intensificar-se gradualmente, com rajadas até <strong>50–60 km/h</strong>, enquanto as temperaturas se mantêm relativamente amenas, com máximas entre <strong>18 e 22 °C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-chuva-dos-proximos-dias-sera-irregular-e-intermitente-braganca-e-viseu-serao-as-regioes-potencialmente-mais-afetadas-1775653018194.png" data-image="y1mzugrdabk4"><figcaption>A presença de uma área depressionária a oeste da Península Ibérica induz um fluxo húmido de sudoeste, favorecendo a formação de núcleos de instabilidade pouco organizados. O resultado traduz-se em aguaceiros dispersos, que surgem de forma irregular no espaço e no tempo, com maior probabilidade nas regiões mais expostas à circulação atlântica.</figcaption></figure><p>Será, no entanto, durante o sábado que a <strong>precipitação se torna mais frequente</strong>, especialmente nas regiões <strong>Norte e Centro</strong>, ainda que sem carácter contínuo. A passagem de linhas de instabilidade, alimentadas por um fluxo marítimo mais intenso, favorece períodos de chuva mais persistente no interior, enquanto o vento se intensifica, com rajadas entre <strong>60 e 75 km/h</strong>, podendo pontualmente atingir os <strong>80 km/h</strong> no litoral oeste e nas terras altas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-chuva-dos-proximos-dias-sera-irregular-e-intermitente-braganca-e-viseu-serao-as-regioes-potencialmente-mais-afetadas-1775653045125.png" data-image="92j2smcubiqy"><figcaption>O reforço do gradiente de pressão associado à depressão aproxima-se do território, intensificando o vento de noroeste. As rajadas tornam-se mais expressivas no litoral e em áreas elevadas, contribuindo para a rápida deslocação das células de precipitação e para o carácter intermitente dos episódios de chuva.</figcaption></figure><p>Neste contexto, as <strong>temperaturas descem</strong> ligeiramente, com valores entre <strong>14 e 18 °C</strong> no Norte e Centro.</p><h2>Interior Norte e Centro com maiores acumulados, com destaque para Bragança e Viseu</h2><p>É neste enquadramento que <strong>Bragança e Viseu se destacam como as regiões potencialmente mais afetadas</strong>. No Nordeste Transmontano, os acumulados poderão atingir cerca de <strong>16 mm</strong>, enquanto na região de Viseu deverão situar-se próximo dos <strong>13 mm</strong>, refletindo a maior persistência da precipitação e o efeito do relevo, que potencia a intensidade dos aguaceiros no interior Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-chuva-dos-proximos-dias-sera-irregular-e-intermitente-braganca-e-viseu-serao-as-regioes-potencialmente-mais-afetadas-1775647371889.png" data-image="2e6itbw8k82f"><figcaption>O padrão espacial evidencia um gradiente claro entre o litoral e o interior, com núcleos de maior acumulação concentrados sobretudo no Nordeste transmontano e na região de Viseu. Estes máximos surgem associados à persistência local dos aguaceiros e à interação com o relevo, enquanto grande parte do restante território apresenta valores mais fragmentados e descontínuos.</figcaption></figure><p>No domingo, a instabilidade desloca-se gradualmente para leste, dando lugar a um <strong>cenário mais variável</strong>, com aguaceiros dispersos sobretudo no interior e abertas mais frequentes no litoral. O <strong>vento enfraquece progressivamente</strong>, ainda com rajadas até <strong>50–60 km/h</strong> nas zonas mais expostas, enquanto as temperaturas poderão recuperar ligeiramente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762852" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-modelo-europeu-altera-a-sua-previsao-de-temperaturas-para-a-semana-de-13-a-20-de-abril.html" title="O modelo europeu altera a sua previsão de temperaturas para a semana de 13 a 20 de abril">O modelo europeu altera a sua previsão de temperaturas para a semana de 13 a 20 de abril</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-modelo-europeu-altera-a-sua-previsao-de-temperaturas-para-a-semana-de-13-a-20-de-abril.html" title="O modelo europeu altera a sua previsão de temperaturas para a semana de 13 a 20 de abril"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-modelo-europeu-altera-a-sua-previsao-de-temperaturas-para-a-semana-de-13-a-20-de-abril-1775654376983_320.jpg" alt="O modelo europeu altera a sua previsão de temperaturas para a semana de 13 a 20 de abril"></a></article></aside><p>Tratando-se de uma previsão de médio prazo, poderão ainda ocorrer alguns <strong>ajustes na distribuição e intensidade da precipitação</strong>, sobretudo em função de pequenas variações na posição do cavado em altitude e na trajetória das linhas de instabilidade associadas, bem como na interação com o relevo e circulação local, sendo por isso <strong>recomendável acompanhar</strong> atentamente as atualizações das previsões meteorológicas nos próximos dias e a eventual evolução do padrão atmosférico previsto.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-chuva-dos-proximos-dias-sera-irregular-e-intermitente-braganca-e-viseu-serao-as-regioes-potencialmente-mais-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O modelo europeu altera a sua previsão de temperaturas para a semana de 13 a 20 de abril]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-modelo-europeu-altera-a-sua-previsao-de-temperaturas-para-a-semana-de-13-a-20-de-abril.html</link><pubDate>Wed, 08 Apr 2026 13:23:36 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O modelo europeu ECMWF aponta agora para uma semana mais fria do que o esperado entre 13 e 20 de abril, após dias de forte contraste térmico em Portugal e a entrada de ar polar associada à ondulação da corrente do jato polar.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/o-modelo-europeu-altera-a-sua-previsao-de-temperaturas-para-a-semana-de-13-a-20-de-abril-1775654376983.jpg" data-image="uhy6luz21hjn" alt="Ar polar" title="Ar polar"><figcaption>Entrada de ar polar vai provocar uma descida acentuada das temperaturas, com regresso de valores negativos em algumas regiões já no próximo fim de semana.</figcaption></figure><p>O modelo europeu ECMWF atualizou recentemente as suas previsões, apontando agora para um cenário mais frio do que o inicialmente previsto para a semana de 13 a 20 de abril. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a>.</strong> Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Antes disso, contudo, os próximos dias ainda serão marcados por <strong>forte variabilidade térmica em Portugal continental.</strong></p><h2>Quinta e sexta-feira haverá contraste térmico entre o Norte e Sul</h2><p>Nos dias 9 e 10 de abril, o território continental apresenta um contraste térmico significativo. O Norte regista temperaturas acima da média para a época, com valores que poderão atingir os<strong> 27–28 °C em distritos como Braga e Viana do Castelo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-modelo-europeu-altera-a-sua-previsao-de-temperatura-para-a-semana-de-13-a-20-de-abril-1775649529722.png" data-image="rg45uue9ixar" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Temperaturas elevadas no Norte e Centro de Portugal, com valores até 28 °C, contrastando com o Sul mais fresco devido à influência de um centro depressionário próximo.</figcaption></figure><p>Já no Centro, o ambiente será mais ameno, com máximas entre os 23 e 25 °C. Em contraste, o Sul, <strong>especialmente o Algarve, permanece sob influência de um centro depressionário a sudoeste da Península Ibérica, </strong>o que mantém as temperaturas mais contidas, com <strong>Faro a rondar apenas os 15 °C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-modelo-europeu-altera-a-sua-previsao-de-temperatura-para-a-semana-de-13-a-20-de-abril-1775649612430.png" data-image="m6k8p66eyaeh" alt="Temperatura 700 hPa" title="Temperatura 700 hPa"><figcaption>Centro de baixas pressões a sudoeste da Península Ibérica, alimentado por ar polar, explica as temperaturas mais baixas no Sul, enquanto o Norte e Centro já ficam fora da sua influência direta.</figcaption></figure><p>A partir de sábado, a situação altera-se significativamente. Uma nova ondulação da corrente de jato polar, associada a um regime de <strong>bloqueio anticiclónico escandinavo, permite a descida de ar mais frio para latitudes mais baixas</strong>.</p><h2>Início da semana (13 de abril): continuação da intrusão de ar polar</h2><p>Na segunda-feira, dia 13, <strong>a intrusão de ar polar torna-se evidente.</strong> Os mapas em altitude (700 hPa) confirmam a presença de uma massa de ar frio sobre a Península Ibérica, resultado direto da ondulação do jato polar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762727" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vao-disparar-as-alergias-ao-amieiro-e-a-betula-no-norte-de-portugal-continental.html" title="Vão disparar as alergias ao amieiro e à bétula no Norte de Portugal continental">Vão disparar as alergias ao amieiro e à bétula no Norte de Portugal continental</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vao-disparar-as-alergias-ao-amieiro-e-a-betula-no-norte-de-portugal-continental.html" title="Vão disparar as alergias ao amieiro e à bétula no Norte de Portugal continental"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vao-disparar-as-alergias-ao-amieiro-e-a-betula-no-norte-de-portugal-continental-1775573103959_320.png" alt="Vão disparar as alergias ao amieiro e à bétula no Norte de Portugal continental"></a></article></aside><p> Este padrão traduz-se numa descida generalizada das temperaturas, com <strong>anomalias negativas entre -2 °C e -6 °C face à média climatológica,</strong> sobretudo durante o período da manhã.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-modelo-europeu-altera-a-sua-previsao-de-temperatura-para-a-semana-de-13-a-20-de-abril-1775649861008.png" data-image="v4tc83hamj8g" alt="Anomalia da Temperatura" title="Anomalia da Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-603279">Anomalias negativas generalizadas em Portugal, com temperaturas entre 2 a 6 °C abaixo da média, resultado da ondulação do jato polar, devido ao regime de bloqueio escandinavo.</figcaption></figure><p>O ambiente torna-se mais fresco e instável, marcando uma transição clara face aos dias anteriores e reforça a ideia de que o <strong>bloqueio escandinavo está a condicionar a circulação atmosférica, desviando massas de ar frio para o sul da Europa.</strong></p><h2>Semana de 13 a 20 de abril: temperaturas abaixo da média</h2><p>A <strong>previsão sub-sazonal do ECMWF </strong>indica que a semana de <strong>13 a 20 de abril deverá ser, em média, mais fria do que o habitual.</strong> O mapa de anomalias de temperatura a 2 metros mostra valores negativos em grande parte da Península Ibérica, sinalizando temperaturas abaixo da média climatológica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-modelo-europeu-altera-a-sua-previsao-de-temperatura-para-a-semana-de-13-a-20-de-abril-1775649992469.jpg" data-image="6j3ezriuush6" alt="Média da anomalia da temperatura semanal" title="Média da anomalia da temperatura semanal"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-261786">A previsão semanal do ECMWF indica temperaturas abaixo da média climatológica em grande parte da Península Ibérica, reforçando um padrão mais frio do que o habitual.</figcaption></figure><p>Estas anomalias resultam de um ensemble de 101 membros e <strong>representam uma média semanal, </strong>o que reforça a consistência do sinal frio, apesar da incerteza inerente das previsões de médio prazo.</p><div class="texto-destacado"> Um <strong>ensemble</strong> (ou conjunto) é um método de previsão meteorológica em que o modelo não corre apenas uma simulação, mas sim <strong>múltiplas simulações em paralelo</strong>. No caso do ECMWF, quando se fala num <strong>ensemble de 101 membros</strong>, significa que: O modelo é executado <strong>101 vezes. </strong>Cada execução tem <strong>condições iniciais ligeiramente diferentes e </strong>essas pequenas variações simulam a incerteza natural da atmosfera. <br></div><p>Em suma, após um breve período de temperaturas elevadas no Norte, <strong>o país deverá entrar numa fase mais fresca e instável,</strong> com valores abaixo da média durante grande parte da semana de 13 a 20 de abril.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-modelo-europeu-altera-a-sua-previsao-de-temperaturas-para-a-semana-de-13-a-20-de-abril.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O seu animal de estimação consegue sentir um terramoto antes de si? Ciência explica como os animais percebem o fenómeno]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/seu-pet-consegue-sentir-um-terremoto-antes-de-voce-a-ciencia-explica-como-os-animais-percebem-o-fenomeno.html</link><pubDate>Wed, 08 Apr 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Há séculos observa-se que alguns animais se comportam de forma estranha antes de um terramoto. A ciência tenta analisar se eles realmente percebem sinais invisíveis aos humanos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/animales-y-terremotos-el-extrano-comportamiento-de-perros-vacas-y-sapos-que-la-ciencia-estudia-antes-de-un-gran-seismo-1775028878608.jpeg" data-image="1aetutjjck9e" alt="gato e cachorro" title="gato e cachorro"><figcaption>O comportamento peculiar de alguns animais antes de um terramoto continua a intrigar os cientistas. Diversos estudos analisam se eles percebem sinais invisíveis que podem surgir antes de um terramoto.</figcaption></figure><p>Durante gerações, pastores, agricultores e habitantes de áreas propensas a terramotos contam histórias curiosas semelhantes. Eles relatam como,<strong> dias antes de um terramoto, alguns animais parecem comportar-se de forma estranha</strong>. Cães nervosos, gado inquieto ou animais selvagens que desaparecem repentinamente fazem parte destes contos incomuns. Por muito tempo, estas histórias foram consideradas meras superstições. No entanto, hoje, a curiosidade científica começou a prestar mais atenção a estes relatos.</p><p><strong>A questão permanece: os animais conseguem detetar sinais antes de um terramoto?</strong> Embora a previsão de terramotos continue a ser um dos grandes desafios da geofísica, algumas investigações recentes têm tentado examinar se certas mudanças ambientais desencadeiam reações detetáveis no comportamento animal.</p><h2>Animais e terramotos: observações que intrigam os cientistas</h2><p>Durante séculos, houve relatos de comportamentos animais surpreendentes antes de terramotos. Em várias partes do mundo, houve relatos de<strong> vacas agitadas</strong>, <strong>pássaros a abandonar os seus habitats</strong> habituais e <strong>cobras a emergir da sua hibernação</strong>. Mas, por décadas, estas histórias permaneceram relegadas ao folclore local.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr"> | Estos gatos sintieron que algo andaba mal 30 segundos antes de que el terremoto de 7,1 grados de magnitud azotara Japón. Increíble!<br><br> <a href="https://t.co/7LmSZHNoK4">pic.twitter.com/7LmSZHNoK4</a></p>— Reacción Nacional (@RNacional_News) <a href="https://twitter.com/RNacional_News/status/1821852421494063258?ref_src=twsrc%5Etfw">August 9, 2024</a></blockquote></figure><p>No entanto, nos últimos anos, algumas equipas científicas decidiram investigar se estes relatos escondem um fenómeno real. <strong>Analisar o comportamento animal antes de terramotos</strong> não é fácil, especialmente porque estes eventos não ocorrem com frequência suficiente para se obter uma série de dados consecutivos.</p><p>Mesmo assim, certos estudos encontraram<strong> pistas muito interessantes</strong>. Embora ainda não exista um sinal confiável que permita prever um terramoto com antecedência, os investigadores reconhecem que alguns padrões observados merecem atenção mais aprofundada e análises mais detalhadas.</p><h2>Um caso impressionante: sapos e o terramoto de L'Aquila</h2><p>Foi uma observação completamente fortuita que abriu uma linha de investigação surpreendente. Enquanto estudavam a reprodução de <strong>sapos </strong>num lago na Itália, algo inesperado aconteceu: os animais<strong> desapareceram por vários dias do local onde se reproduziam</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/animales-y-terremotos-el-extrano-comportamiento-de-perros-vacas-y-sapos-que-la-ciencia-estudia-antes-de-un-gran-seismo-1775030216822.jpeg" data-image="woffcv42y0ny" alt="gato e cachorro" title="gato e cachorro"><figcaption>Sapos, vacas, gatos e cães podem alterar as suas rotinas antes de um terramoto. A ciência está a tentar entender que mudanças ambientais alertam esses animais.</figcaption></figure><p><strong>Cinco dias após o desaparecimento dos sapos, um terramoto de magnitude 6,3 atingiu as proximidades </strong>da cidade de L'Aquila em 2009. Isto chamou a atenção dos investigadores, pois uma revisão das suas observações revelou que a maioria dos sapos tinha deixado a área antes do tremor.</p><p>O estudo posterior mostrou que aproximadamente<strong> 96% dos sapos comuns haviam abandonado os seus locais de reprodução dias antes do terramoto de 2009</strong>. Esta descoberta foi uma das primeiras tentativas de quantificar uma mudança de comportamento em animais selvagens antes de um evento sísmico.</p><h2>Sinais detetados na natureza</h2><p>Estudos deste tipo não se limitam a anfíbios. No Parque Nacional Yanachaga, no Peru, uma organização de conservação chamada<em> Wildlife Insights</em> instalou câmaras para estudar a fauna da floresta. Estes dispositivos registam automaticamente qualquer movimento dos animais na área.</p><p>Nas<strong> semanas que antecederam um forte terramoto em 2011</strong>, os investigadores detetaram uma diminuição significativa na atividade registada pelas câmaras. <strong>Onde normalmente apareciam entre cinco e quinze animais diferentes por dia, o número caiu para menos de cinco</strong>.</p><p>Os dados mais impressionantes surgiram pouco antes do terramoto. Nas 24 horas que antecederam o tremor, as câmaras praticamente pararam de registar movimentos. Este silêncio biológico afetou diversos grupos de vertebrados na floresta, desde pequenos roedores até mamíferos maiores.</p><h2>Animais de estimação, gado e o possível sinal pré-terramoto</h2><p>Alterações comportamentais também foram descritas em animais domésticos e de criação.<strong> Há relatos de vacas que se deslocavam para locais incomuns ou demonstravam nervosismo antes de alguns terramotos</strong>. Existem até mesmo referências históricas que descrevem comportamentos incomuns em bovinos antes do grande terramoto de São Francisco de 1906.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/teTJoDCX_Ho/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=teTJoDCX_Ho" id="teTJoDCX_Ho"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Em estudos mais recentes, sistemas automatizados instalados em quintas japonesas detetaram<strong> variações no comportamento de vacas leiteiras antes de alguns terramotos locais</strong>. Estas variações incluem pequenas reduções na produção de leite e mudanças nos seus hábitos habituais.</p><p>Os animais de estimação também parecem ser afetados. Após o Grande Terramoto Japonês de 2011, investigações com donos de<strong> cães e gatos</strong> indicaram que um número significativo dos seus animais apresentou <strong>inquietação </strong>ou <strong>nervosismo </strong>nas<strong> horas que antecederam o desastre</strong>.</p><h2>O que os animais podem pressentir antes de um terramoto?</h2><p>A grande questão não é apenas se os animais reagem de forma diferente antes de um terramoto. <strong>A ciência também está a explorar que sinal específico poderia alertá-los de que um evento sísmico está prestes a ocorrer</strong>. Uma das hipóteses mais discutidas, proposta pelo cientista da NASA Friedemann Freund, aponta para as mudanças físicas no ambiente causadas pela acumulação de tensão nas rochas da crosta terrestre.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/terremotos-que-nunca-acabam-detectados-danos-ocultos-no-coracao-da-crosta-terrestre.html" title="Terramotos que nunca acabam: detetados danos ocultos no coração da crosta terrestre">Terramotos que nunca acabam: detetados danos ocultos no coração da crosta terrestre</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/terremotos-que-nunca-acabam-detectados-danos-ocultos-no-coracao-da-crosta-terrestre.html" title="Terramotos que nunca acabam: detetados danos ocultos no coração da crosta terrestre"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/terremotos-que-nunca-terminan-detectan-danos-ocultos-en-el-corazon-de-la-corteza-terrestre-1760515365177_320.jpg" alt="Terramotos que nunca acabam: detetados danos ocultos no coração da crosta terrestre"></a></article></aside><p>Este processo pode libertar partículas eletricamente carregadas que alteram as propriedades do ar. O aumento de iões positivos pode mudar o comportamento animal e também influenciar o humor das pessoas.</p><p>Outros possíveis sinais incluem vibrações impercetíveis aos humanos, alterações eletromagnéticas ou sons de frequência muito baixa. <strong>Mas, por enquanto, nenhuma explicação foi definitivamente confirmada</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/seu-pet-consegue-sentir-um-terremoto-antes-de-voce-a-ciencia-explica-como-os-animais-percebem-o-fenomeno.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mais do que uma missão: o lado humano da Artemis II]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mais-do-que-uma-missao-o-lado-humano-da-artemis-ii.html</link><pubDate>Wed, 08 Apr 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A missão Artemis II marca o regresso do Homem à órbita lunar, combinando a inovação tecnológica com o simbolismo de um pequeno peluche que representa a ligação entre ciência e humanidade. Descobre mais aqui sobre esta história!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mais-do-que-uma-missao-o-lado-humano-da-artemis-ii-1775600042855.jpg" data-image="soye3vo6ef1f" alt="Astronauta da NASA" title="Astronauta da NASA"><figcaption>A astronauta Christina Koch, especialista da missão Artemis II, olha pela janela da cabine principal da nave espacial Orion no sábado, 4 de abril de 2026, enquanto a tripulação viaja em direção à Lua. Fonte: NASA</figcaption></figure><p>A 1 de abril de 2026, às 18:35h, hora da Flórida e 23:35h, hora portuguesa, a missão <strong>NASA <em>Artemis II</em> marcou o regresso da humanidade às viagens tripuladas em torno da Lua</strong>, mais de meio século depois das missões Apollo, contudo desta vez com objetivos mais ambiciosos e sustentáveis.</p><p>A <em>Artemis II</em> é a <strong>primeira missão</strong> tripulada do programa Artemis. Ao contrário da que foi totalmente automática, esta missão leva quatro astronautas a bordo da nave numa <strong>viagem de ida e volta à Lua, sem aterragem</strong>.</p><p>O principal objetivo é <strong>testar todos os sistemas com humanos</strong>, desde o suporte de vida até à navegação e comunicações no espaço profundo. É, essencialmente, um ensaio geral para futuras missões que irão pousar na superfície lunar.</p><p>Esta equipa também reflete um marco importante, a diversidade e cooperação internacional, com a <strong>inclusão da primeira mulher e da primeira pessoa negra</strong> numa missão lunar.</p><h2>Um símbolo humano na exploração espacial</h2><p>Para além dos astronautas a bordo há um elemento aparentemente simples que se destaca, um <strong>pequeno peluche chamado <em>Rise</em></strong>. </p><p><em>Rise</em> não está a bordo apenas como mascote. A sua função principal é a de <strong>indicador de gravidade zero</strong>, um objeto que flutua quando a nave atinge o estado de ausência de peso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mais-do-que-uma-missao-o-lado-humano-da-artemis-ii-1775600076249.jpg" data-image="z31x2dz1mptt" alt="Equipa" title="Equipa"><figcaption>Os astronautas da missão Artemis II estão a submeter a nave espacial Orion a uma série de testes programados para avaliar os sistemas, os procedimentos e o desempenho no espaço profundo. Fonte: NASA</figcaption></figure><p>Este método, surpreendentemente simples, é <strong>utilizado há décadas nas missões espaciais tripuladas </strong>pois quando o peluche começa a flutuar, os astronautas sabem visualmente que entraram em microgravidade. </p><p>Este gesto revela <strong>algo profundamente humano na exploração espacial</strong>. Num ambiente dominado por sistemas sofisticados, sensores e dados, continua a haver espaço para soluções intuitivas, visuais e até simbólicas.</p><h2>A origem do peluche</h2><p><em>Rise</em> funciona como uma <strong>ponte entre a complexidade científica e a perceção humana</strong>, ou seja, um lembrete de que, por detrás de toda a tecnologia, estão pessoas.</p><p>Todavia, a importância de <em>Rise</em> não se esgota na sua função prática. O peluche foi <strong>criado por uma criança de oito anos, Lucas Ye, no âmbito de um concurso internacional </strong>promovido pela NASA.</p><p>Este facto, por si só, transforma o objeto num símbolo poderoso, <strong>a exploração espacial deixa de ser apenas domínio de cientistas e engenheiros</strong> e passa a incluir a imaginação coletiva, especialmente das gerações mais jovens. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mais-do-que-uma-missao-o-lado-humano-da-artemis-ii-1775600093320.jpg" data-image="x4wltgb9i4c9" alt="Mascote Rise" title="Mascote Rise"><figcaption>A mascote lunar da missão Artemis II viajará juntamente com a tripulação, levando consigo 5 647 889 nomes nesta viagem à volta da Lua.</figcaption></figure><p>O nome <em>Rise</em> (ascensão) e o seu design não são arbitrários. <strong>Inspiram-se na icónica fotografia <em>Earthrise</em>, captada durante a missão <em>Apollo 8</em> em 1968</strong>, onde a Terra surge a elevar-se no horizonte lunar.</p><p>Essa imagem tornou-se um símbolo da fragilidade do nosso planeta e da consciência global. Ao evocar essa referência, <strong><em>Rise</em> transporta consigo uma dimensão histórica e emocional</strong>, liga o passado heroico da exploração espacial ao presente e ao futuro.</p><h2>Um embaixador da Humanidade </h2><p>Há ainda outro detalhe particularmente significativo. Dentro da cápsula <em>Orion</em>, o <strong>peluche transporta um cartão de memória com os nomes de milhões de pessoas que se registaram para participar simbolicamente na missão</strong>.</p><p>Isto transforma <em>Rise</em> numa espécie de embaixador da humanidade, não apenas um objeto funcional, mas um portador de sonhos, identidades e pertença coletiva. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="735264" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/conheca-os-quatro-astronautas-que-viajarao-a-lua-na-missao-artemis-ii-da-nasa-em.html" title="Conheça os quatro astronautas que viajarão à Lua na missão Artemis II da NASA em 2026">Conheça os quatro astronautas que viajarão à Lua na missão Artemis II da NASA em 2026</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/conheca-os-quatro-astronautas-que-viajarao-a-lua-na-missao-artemis-ii-da-nasa-em.html" title="Conheça os quatro astronautas que viajarão à Lua na missão Artemis II da NASA em 2026"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/conoce-a-los-4-astronautas-que-viajaran-a-la-luna-en-2026-con-la-mision-artemis-ii-de-la-nasa-1759956584415_320.jpg" alt="Conheça os quatro astronautas que viajarão à Lua na missão Artemis II da NASA em 2026"></a></article></aside><p>A missão Artemis II, sendo um voo de teste em torno da Lua, <strong>prepara o caminho para futuras alunagens e para uma presença humana mais sustentável no espaço</strong>.</p><p>No entanto, o facto de um simples peluche ter conquistado tanta atenção mediática e simbólica mostra que <strong>estas missões não são apenas sobre ciência ou tecnologia, são também sobre narrativa, inspiração e identidade</strong>.</p><p>Na verdade, Rise pode ser visto como o “quinto tripulante” da missão. Não porque execute tarefas complexas, mas porque cumpre algo igualmente essencial: <strong>aproxima a missão das pessoas na Terra</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mais-do-que-uma-missao-o-lado-humano-da-artemis-ii.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bovinos, ovinos e caprinos. Governo dá incentivo até 30 mil euros para a instalação de novos produtores pecuários]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/bovinos-ovinos-e-caprinos-governo-da-incentivo-ate-30-mil-euros-para-a-instalacao-de-novos-produtores-pecuarios.html</link><pubDate>Wed, 08 Apr 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O programa de apoio à redução da carga combustível através do pastoreio destina-se a promover o pastoreio enquanto método eficiente e sustentável para a gestão do combustível nos territórios suscetíveis ao fogo. O apoio à aquisição de animais, das espécies bovina, ovina e caprina também está incluído.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/bovinos-ovinos-e-caprinos-governo-da-incentivo-ate-30-mil-euros-para-a-instalacao-de-novos-produtores-pecuarios-1775585689901.jpg" data-image="a0m897fk6zn6" alt="Ovelhas" title="Ovelhas"><figcaption>A prevenção de incêndios, o combate às alterações climáticas, o reforço da soberania alimentar, a preservação da biodiversidade e a sustentação da população nas zonas rurais são algumas das contribuições essenciais da pecuária extensiva.</figcaption></figure><p>Em novembro de 2021, foi criado em Portugal o <strong>Centro de Competências do Pastoreio Extensivo</strong>, com o intuito de promover uma rede de partilha e investigação para a pecuária extensiva em Portugal.</p><p>Esta organização reúne <strong>mais de 30 organizações – instituições do ensino superior, centros de investigação, cooperativas</strong> de produtores, ONGs e entidades governamentais –, com o objetivo de definir e implementar uma agenda de investigação para a promoção e valorização da pecuária extensiva, através do trabalho em rede e da aplicação prática.</p><p>A iniciativa foi promovida pela Associação de Defesa do Património de Mértola, no âmbito do <strong>projeto LIFE LiveAdapt, na celebração dos 30 anos do Programa LIFE</strong>, da União Europeia.</p><h2>Pecuária extensiva previne incêndios</h2><p>A prevenção de incêndios, o <strong>combate às alterações climáticas, o reforço da soberania alimentar, a preservação da biodiversidade</strong> e a sustentação da população nas zonas rurais são algumas das contribuições essenciais da pecuária extensiva.</p><div class="texto-destacado">Está cientificamente provado que a <strong>gestão do pastoreio melhora a fertilidade do solo, previne a erosão e contribui para o sequestro e fixação de carbono no solo</strong>, permitindo ainda reduzir a dependência de fertilizantes minerais e mantendo a capacidade produtiva dos nossos solos. Por outro lado, a <strong>presença de gado nas explorações agrícolas e florestais ajuda na dispersão de sementes, promove o ciclo de nutrientes </strong>à escala de paisagem e permite reduzir a acumulação de biomassa vegetal combustível. </div><p>Com isso, ajuda-se a <strong>reduzir a frequência e intensidade dos incêndios rurais</strong>, sobretudo nos territórios mais vulneráveis.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="758853" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/dermatose-nodular-contagiosa-dos-bovinos-esta-a-avancar-em-espanha-portugal-pede-medidas-de-vigilancia-e-biosseguranca.html" title="Dermatose Nodular Contagiosa dos bovinos está a avançar em Espanha. Fenapecuária pede medidas de vigilância em Portugal">Dermatose Nodular Contagiosa dos bovinos está a avançar em Espanha. Fenapecuária pede medidas de vigilância em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/dermatose-nodular-contagiosa-dos-bovinos-esta-a-avancar-em-espanha-portugal-pede-medidas-de-vigilancia-e-biosseguranca.html" title="Dermatose Nodular Contagiosa dos bovinos está a avançar em Espanha. Fenapecuária pede medidas de vigilância em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/dermatose-nodular-contagiosa-dos-bovinos-esta-a-avancar-em-espanha-portugal-pede-medidas-de-vigilancia-e-biosseguranca-1773430987328_320.jpg" alt="Dermatose Nodular Contagiosa dos bovinos está a avançar em Espanha. Fenapecuária pede medidas de vigilância em Portugal"></a></article></aside><p>A <strong>Portaria n.º 142/2026/1, de 6 de abril, da iniciativa do atual Governo</strong>, revelou esta semana os montantes dos apoios a conceder à <strong>instalação de novos produtores pecuários de bovinos, ovinos e caprinos</strong> em regime extensivo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bovinos-ovinos-e-caprinos-governo-da-incentivo-ate-30-mil-euros-para-a-instalacao-de-novos-produtores-pecuarios-1775585733377.jpg" data-image="3c929cpatr8i" alt="Pecuária" title="Pecuária"><figcaption>Está cientificamente provado que a gestão do pastoreio melhora a fertilidade do solo, previne a erosão e contribui para o sequestro e fixação de carbono no solo.</figcaption></figure><p>No mesmo diploma também também são divulgados os apoios a conceder à <strong>conversão de matos em novas pastagens nos territórios mais suscetíveis</strong> a grandes fogos rurais.</p><h2>Subvenção não reembolsável em cinco anos</h2><p>O incentivo do Governo assume a forma de <strong>subvenção não reembolsável atribuída por cinco ano</strong>s. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O montante do apoio corresponde a um <strong>prémio à instalação no valor global de 30 000 euros</strong>, repartidos da seguinte forma: <strong>8400 euros anuais nos primeiros três anos; 2400 euros anuais nos restantes dois anos</strong>; apoio à aquisição de animais, das <strong>espécies bovina, ovina e caprina</strong>, até a um limite máximo que ainda deverá ser regulamentado.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O Governo diz que o apoio à instalação de novos produtores pecuários visa <strong>tornar mais atrativa a atividade de pastorícia extensiva</strong>, promovendo a renovação geracional. E assume que isso terá “impactos na prevenção estrutural de incêndios”.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bovinos-ovinos-e-caprinos-governo-da-incentivo-ate-30-mil-euros-para-a-instalacao-de-novos-produtores-pecuarios-1775585771124.jpg" data-image="m5i97xo7qj74" alt="ovelhas" title="ovelhas"><figcaption>A Portaria n.º 142/2026/1, de 6 de abril, da iniciativa do atual Governo, revelou esta semana os montantes dos apoios a conceder à instalação de novos produtores pecuários de bovinos, ovinos e caprinos em regime extensivo. </figcaption></figure><p>O apoio à conversão de matos em novas pastagens visa também <strong>“reduzir a suscetibilidade a grandes fogos</strong>, através da substituição de superfícies arbustivas não geridas por superfícies de pastagem sob compromisso de gestão de combustível”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="689504" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ha-147-mil-pessoas-a-trabalhar-na-agricultura-pecuaria-caca-silvicultura-e-pesca-em-portugal.html" title="Há 147 mil pessoas a trabalhar na agricultura, pecuária, caça, silvicultura e pesca em Portugal">Há 147 mil pessoas a trabalhar na agricultura, pecuária, caça, silvicultura e pesca em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ha-147-mil-pessoas-a-trabalhar-na-agricultura-pecuaria-caca-silvicultura-e-pesca-em-portugal.html" title="Há 147 mil pessoas a trabalhar na agricultura, pecuária, caça, silvicultura e pesca em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ha-147-mil-pessoas-a-trabalhar-na-agricultura-pecuaria-caca-silvicultura-e-pesca-em-portugal-1735304371422_320.jpg" alt="Há 147 mil pessoas a trabalhar na agricultura, pecuária, caça, silvicultura e pesca em Portugal"></a></article></aside><p>Com este programa de incentivos, promove-se a <strong>criação de mosaicos agroflorestais que deverão assegurar a descontinuidade do combustível </strong>à escala da paisagem.</p><p>Ambas as medidas prosseguem a concretização dos <strong>objetivos do Fundo Ambiental</strong>, no sentido em que promovem uma gestão ativa e sustentável do território, permitindo a <strong>redução das emissões de gases com efeito de estufa, incrementando a resiliência </strong>e reduzindo as vulnerabilidades do território às alterações climáticas.</p><p>Esta iniciativa cria igualmente “<strong>condições mais favoráveis” para se alcançarem os objetivos climáticos nacionais</strong>, designadamente os previstos no Plano Nacional de Energia e Clima 2030.</p><p>Os apoios previstos neste programa são pagos pelo Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP) e têm como <strong>fonte de financiamento uma transferência anual do orçamento do Fundo Ambiental</strong>, até ao valor de 30 milhões de euros.</p><p>Podem<strong> beneficiar deste apoio pessoas e empresas com parcelas registadas no Sistema de Identificação Parcelar do IFAP</strong> localizadas em dezenas de freguesias territórios mais suscetíveis a grandes fogos rurais.</p><p>A portaria foi assinada pelos ministros do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, e da Agricultura, José Manuel Fernandes.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/bovinos-ovinos-e-caprinos-governo-da-incentivo-ate-30-mil-euros-para-a-instalacao-de-novos-produtores-pecuarios.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ajude os anfíbios da Lousada a escapar ao trânsito e a chegar em segurança aos locais reprodução]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ajude-os-anfibios-da-lousada-a-escapar-ao-transito-e-a-chegar-em-seguranca-aos-locais-reproducao.html</link><pubDate>Tue, 07 Apr 2026 15:15:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Junte-se à campanha SOS Sapos na Estrada e apoie a migração sazonal de um dos vertebrados mais ameaçados do planeta. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ajude-os-anfibios-da-lousada-a-escapar-ao-transito-e-a-chegar-em-seguranca-aos-locais-reproducao-1775562154192.jpg" data-image="3ycv9ba17un8" alt="Campanha SOS Sapos na Estrada" title="Campanha SOS Sapos na Estrada"><figcaption>O programa Sapos na Estrada visa auxiliar anfíbios na travessia das vias rodoviárias durante a migração e sensibilizar os condutores para a presença destes animais. Foto: Município de Lousada</figcaption></figure><p>Com a chegada do tempo primaveril e húmido, <strong>os sapos-comuns</strong> (Bufo <em>spinosus</em>) iniciam a sua migração sazonal. Milhares de anfíbios despertam para a vida, iniciando uma jornada desde os seus <strong>locais de hibernação</strong>, em zonas secas e mais elevadas, até aos <strong>charcos</strong>, <strong>turfeiras</strong> e outros <strong>corpos d'água</strong> onde nasceram e onde se vão reproduzir.</p><p>Para navegar até aos <strong>habitats de reprodução</strong>, a espécie recorre a pistas visuais, olfativas (cheiro da água), auditivas e até ao campo magnético da Terra. Os sapos comuns exibem um forte instinto migratório e <strong>tendem a</strong> <strong>regressar exatamente aos mesmos charcos</strong> ano após ano, seguindo rotas específicas, sem jamais se enganarem no caminho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ajude-os-anfibios-da-lousada-a-escapar-ao-transito-e-a-chegar-em-seguranca-aos-locais-reproducao-1775562223428.jpg" data-image="td1apx9lilv5" alt="Sapo comum" title="Sapo comum"><figcaption>A ocorrência de chuva, nesta época do ano, propicia a migração dos sapos nas estradas, aumentando o risco de atropelamento. Foto: Município de Lousada</figcaption></figure><p>O percurso muitas vezes não ultrapassa os dois quilómetros, geralmente em noites com <strong>temperaturas amenas, mas chuvosas</strong>. São os machos que chegam primeiro, esperando pacientemente pelas fêmeas. Logo após a chegada, montam nas costas da companheira — um comportamento conhecido como amplexo que garante a fertilização dos ovos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="652089" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/congelar-e-nao-morrer-tentando-a-curiosa-estrategia-dos-sapos-do-alasca-para-sobreviver-ao-inverno.html" title="Congelar e não morrer: a curiosa estratégia dos sapos do Alasca para sobreviver ao inverno">Congelar e não morrer: a curiosa estratégia dos sapos do Alasca para sobreviver ao inverno</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/congelar-e-nao-morrer-tentando-a-curiosa-estrategia-dos-sapos-do-alasca-para-sobreviver-ao-inverno.html" title="Congelar e não morrer: a curiosa estratégia dos sapos do Alasca para sobreviver ao inverno"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/congelarse-y-no-morir-en-el-intento-la-curiosa-estrategia-de-las-ranas-de-alaska-para-sobrevivir-al-invierno-1712604367761_320.jpg" alt="Congelar e não morrer: a curiosa estratégia dos sapos do Alasca para sobreviver ao inverno"></a></article></aside><p>É um ciclo natural que ocorre todos os anos, mas repleto de perigos. Por serem demasiado vagarosos, os sapos comuns estão particularmente vulneráveis ao atravessar as estradas, ficando expostos a um <strong>risco elevado de atropelamento</strong>.</p><h2>Patrulhas noturnas protegem os anfíbios</h2><p>É precisamente por esse motivo que o <strong>Município da Lousada</strong> promove a campanha <strong>SOS</strong> <strong>Sapos na Estrada</strong>. A iniciativa está a decorrer durante o mês de abril e, se quiser ajudar os anfíbios a chegar sãos e salvos ao seu destino, poderá juntar-se às <strong>patrulhas noturnas</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Todos os anos, dezenas de voluntários ajudam a espécie a atravessar as vias rodoviárias mais movimentadas em segurança. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A missão não é só transportá-los em baldes de uma berma para a outra, mas também chamar a atenção dos <strong>automobilistas</strong> para que <strong>abrandem a velocidade</strong>, dando prioridade ao sapo comum durante a sua migração sazonal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ajude-os-anfibios-da-lousada-a-escapar-ao-transito-e-a-chegar-em-seguranca-aos-locais-reproducao-1775562431089.jpg" data-image="ws83tevrt4pz" alt="campanha SOS Sapos na Estrada" title="campanha SOS Sapos na Estrada"><figcaption>Todas as primaveras, milhares de sapos comuns são atropelados durante as migrações para os locais de reprodução. Foto: Município de Lousada</figcaption></figure><p>A próxima iniciativa acontece já esta <strong>quarta-feira, dia 8 de abril</strong>, às <strong>19h30</strong>. O ponto de encontro é no <strong>Parque de Lazer de Casais</strong> (coordenadas GPS: 41.271753, -8.307014) e a organização disponibiliza o material necessário, incluindo alguns impermeáveis, galochas e lanternas para quem não tiver. Recomenda-se que os participantes vistam roupas quentes, calçado adequado e levem lanterna, se tiverem.</p><h2>Um dos vertebrados mais ameaçados do planeta</h2><p>Os anfíbios enfrentam inúmeros desafios, como a destruição e fragmentação dos seus habitats, a poluição, a presença de espécies invasoras e as mudanças climáticas. Segundo a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), os sapos comuns estão entre o <strong>grupo de vertebrados mais ameaçado</strong> no planeta, com cerca de 41% das espécies em risco de extinção. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="720860" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/sapos-ciborgues-ajudam-a-explorar-os-misterios-do-cerebro.html" title="Sapos ciborgues ajudam a explorar os mistérios do cérebro">Sapos ciborgues ajudam a explorar os mistérios do cérebro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/sapos-ciborgues-ajudam-a-explorar-os-misterios-do-cerebro.html" title="Sapos ciborgues ajudam a explorar os mistérios do cérebro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sapos-ciborgues-ajudam-a-explorar-os-misterios-do-cerebro-1753127220333_320.jpg" alt="Sapos ciborgues ajudam a explorar os mistérios do cérebro"></a></article></aside><p>Além disso, durante a época de reprodução, muitos sofrem atropelamentos que, em determinadas regiões da Europa, já levaram à diminuição ou mesmo ao <strong>desaparecimento de populações inteiras</strong>, como já se encontra documentado em vários <strong>países europeus</strong>, incluindo o Reino Unido, a Suíça, a Espanha, a Alemanha ou a França.</p><h2>Proteger os ecossistemas aquáticos</h2><p>Para preservar a espécie, o município de Lousada criou vários projetos de conservação da natureza. É o caso dos <strong>programas de proteção e recuperação dos ecossistemas dulçaquícolas</strong>, abrangidos pela iniciativa Lousada Charcos, e pelo projeto Lousada guarda RIOS. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Mais recentemente, em 2024, foi criada a Paisagem Protegida Local do Sousa Superior (PPLSS) que protege e valoriza o património natural e cultural de uma área de 1609 hectares, localizada na envolvente do rio Sousa e dos seus afluentes.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O programa SOS Sapos na Estrada, em especial, tem como intuito <strong>envolver os cidadãos em ações de sensibilização</strong>, alertando para a importância da espécie e para as ameaças que a espécie enfrenta.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ajude-os-anfibios-da-lousada-a-escapar-ao-transito-e-a-chegar-em-seguranca-aos-locais-reproducao-1775562563469.jpg" data-image="hhc7dsznz5cu" alt="Campanha SOS Sapos na Estrada" title="Campanha SOS Sapos na Estrada"><figcaption>Baldes, galochas, lanternas e coletes refletores são tudo o que é preciso para ajudar os sapos comuns a atravessar a estrada em segurança. Foto: Município de Lousada</figcaption></figure><p>As <strong>inscrições</strong> devem ser efetuadas através do <strong>formulário online</strong> disponibilizado pelo município. Para qualquer dúvida ou informação adicional, os interessados podem contactar a bióloga Daniela Barbosa (telefone: 936 239 202).</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.sousasuperior.pt/2024/03/25/sapos-na-estrada/" target="_blank">As patrulhas Sapos na Estrada precisam de ti!</a> Município da Lousada</em></p><p><em>As inscrições para participar no programa SOS Sapos na Estrada são feitas através de formulário online disponível <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScEjfowTYmvQ3x_8yBcgaAHLvCg2C7Yi8ksKdixDDGzwgA7yw/viewform" target="_blank">aqui</a>. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ajude-os-anfibios-da-lousada-a-escapar-ao-transito-e-a-chegar-em-seguranca-aos-locais-reproducao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vão disparar as alergias ao amieiro e à bétula no Norte de Portugal continental]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vao-disparar-as-alergias-ao-amieiro-e-a-betula-no-norte-de-portugal-continental.html</link><pubDate>Tue, 07 Apr 2026 14:45:27 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Apesar dos inúmeros benefícios, a libertação dos pólenes produzidos pelas flores é potencialmente prejudicial para pessoas alérgicas. Saiba as zonas do Norte de Portugal continental mais expostas ao pólen nos próximos dias.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/vao-disparar-as-alergias-ao-amieiro-e-a-betula-no-norte-de-portugal-continental-1775572133019.jpg" data-image="bwwdz33d0mtd"><figcaption>As alergias causadas pelo pólen de bétula e de amieiro vão disparar dentro de poucos dias no Norte de Portugal continental.</figcaption></figure><p>Em pleno mês de abril e com a primavera cada vez mais adiantada, as flores vão produzindo <strong>pólenes</strong>, grãos minúsculos que se libertam para a atmosfera, essenciais na fertilização e produção de sementes e frutos nas plantas.</p><p>De acordo com os mapas de confiança elaborados pelo Departamento de Meteorologia da Meteored, baseados nos dados do CAMS (Copernicus Atmosphere Monitoring Service) - um ambicioso programa de observação da Terra concebido pela União Europeia - haverá concentração de pólen de <strong>amieiro e bétula, cujos níveis irão oscilar entre “Alto” e “Muito Alto”, sobretudo na sexta-feira, 10 de abril, e em particular na Região Norte</strong> de Portugal continental.</p><h2>Níveis altos a muito altos de bétula e amieiro e as condições meteorológicas favoráveis a este cenário</h2><p>Após um breve período bastante mais fresco entre hoje e amanhã, dias 7 e 8 de abril, gerado pela presença de ar polar contido na depressão posicionada a oeste de Portugal continental, a precipitação ajudará a dissipar temporariamente as poeiras e os pólenes responsáveis por alergias. No entanto, o tempo voltará a mudar na <strong>quinta-feira (9)</strong>, estabelecendo-se uma configuração sinóptica favorável ao<strong> aumento da concentração de alguns tipos de pólens </strong>e,<strong> </strong>consequentemente,<strong> a um agravamento do risco de alergias</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vao-disparar-as-alergias-ao-amieiro-e-a-betula-no-norte-de-portugal-continental-1775572000891.png" data-image="29vexqqy4p8w"><figcaption>A região mais exposta aos pólenes de bétula e de amieiro será o Norte e de forma muito pontual o Centro-norte, algo que será analisado de forma mais detalhada abaixo.</figcaption></figure><p><strong>Na origem do potencial agravamento das alergias provocadas pela concentração elevada de pólen de amieiro e bétula a partir de quinta-feira (9)</strong> estará a conjugação simultânea do afastamento da depressão rumo ao continente africano com o domínio de uma circulação de Es-Nordeste. Os ventos provenientes do interior da Península Ibérica, carregados de pólen, serão favoráveis à dispersão e transporte a longa distância.</p><p>Além disto, <strong>a ausência de precipitação, fará com que o pólen não seja “lavado” da atmosfera</strong>, acumulando-se no ar. <strong>Um tempo mais seco e soalheiro</strong> como o que se prevê na reta final da semana para a Região Norte, sobretudo na sexta-feira (10), <strong>estimula as plantas a libertarem mais pólen</strong> e acelera o ciclo de floração de muitas espécies.</p><div class="texto-destacado">Tudo indica que sexta-feira, 10 de abril, será o dia mais crítico na Região Norte em termos de concentração e área geográfica abrangida de pólenes de amieiro e bétula, com os mapas a preverem níveis “Altos” ou “Muito Altos”.</div><p>Ademais, embora o anticiclone não se encontre particularmente robusto, a sua influência na nossa geografia será suficientemente decisiva para que ocorra alguma <strong>estagnação do ar</strong>. Deste modo, <strong>o pólen de bétula e ameiro permanece mais tempo em suspensão</strong>, com as concentrações a aumentarem gradualmente.</p><h2>Zonas da Região Norte mais afetadas pelo pólen de bétula e amieiro<br></h2><p>Atendendo às previsões para os próximos dias, e tendo em conta especificamente os níveis de bétula e amieiro ilustrados pelos mapas, constatam-se valores elevados no Norte do país, com os distritos de <strong>Viana do Castelo, Braga, Vila Real e Bragança</strong> a evidenciarem-se como os mais expostos à concentração destes tipos de pólenes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762690" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/intrusao-de-poeiras-em-portugal-continental-podera-prolongar-se-ate-domingo-12-de-abril-eis-os-conselhos-da-dgs.html" title="Intrusão de poeiras em Portugal continental poderá prolongar-se até domingo, 12 de abril: eis os conselhos da DGS">Intrusão de poeiras em Portugal continental poderá prolongar-se até domingo, 12 de abril: eis os conselhos da DGS</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/intrusao-de-poeiras-em-portugal-continental-podera-prolongar-se-ate-domingo-12-de-abril-eis-os-conselhos-da-dgs.html" title="Intrusão de poeiras em Portugal continental poderá prolongar-se até domingo, 12 de abril: eis os conselhos da DGS"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/intrusao-de-poeiras-em-portugal-continental-podera-prolongar-se-ate-domingo-12-de-abril-eis-os-conselhos-da-dgs-1775561580915_320.png" alt="Intrusão de poeiras em Portugal continental poderá prolongar-se até domingo, 12 de abril: eis os conselhos da DGS"></a></article></aside><p>Na quinta (9) as concentrações começam a crescer e <strong>na sexta-feira (10) atingem valores ainda mais elevados</strong>. Dentro da Região Norte, o distrito do Porto será o menos afetado. Algumas áreas geográficas do Centro-norte, como os distritos de Aveiro, Viseu e Guarda, também estarão relativamente expostas aos pólenes de amieiro e bétula, apesar das quantidades previstas serem significativamente menores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vao-disparar-as-alergias-ao-amieiro-e-a-betula-no-norte-de-portugal-continental-1775571803755.png" data-image="24ni5hed8goc"><figcaption>Concentração do pólen de bétula prevista pelo modelo CAMS para sexta-feira, 10 de abril.</figcaption></figure><p>Por último, um dos fatores que poderá explicar o facto do Norte de Portugal continental ser a região mais afetada pela elevada concentração de pólen de bétula e de amieiro é o <strong>relevo. Capaz de canalizar os ventos de Nordeste e de dificultar a dispersão vertical do ar em certos momentos</strong>, a orografia acidentada leva à acumulação local de pólen, sobretudo nas áreas montanhosas do extremo Norte, tal como se pode visualizar no mapa acima.</p><p>No resto do território do Continente, quanto mais para sul, mais reduzidos ou inexistentes serão os níveis de pólen, oscilando entre “Muito Baixo” ou “Baixo” e de forma pontual e muito localizada atingindo o nível “Moderado”.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vao-disparar-as-alergias-ao-amieiro-e-a-betula-no-norte-de-portugal-continental.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quando o GPS falha em alto mar: a guerra invisível que impede os navios de saberem onde estão]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quando-o-gps-falha-em-alto-mar-a-guerra-invisivel-que-impede-os-navios-de-saberem-onde-estao.html</link><pubDate>Tue, 07 Apr 2026 13:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Cada vez mais navios estão a perder a sua posição em alto mar sem qualquer explicação aparente. Por detrás disto está uma guerra invisível baseada em interferências eletrónicas que ameaçam a navegação global e a segurança marítima.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cuando-el-gps-falla-en-alta-mar-la-guerra-invisible-que-hace-que-los-barcos-no-sepan-donde-estan-1775154850466.jpeg" data-image="wqkqketnuqj1"><figcaption>O sistema GPS é fundamental para a navegação marítima moderna.</figcaption></figure><p>Durante décadas, <strong>o GPS tem sido a espinha dorsal da navegação moderna, desde os grandes navios mercantes às pequenas embarcações</strong>: todos os navios dependem desta tecnologia para saberem onde estão e para onde vão.</p><p>No entanto, nos últimos anos, surgiu um problema preocupante: por vezes, os navios <strong>perdem a sua posição no meio do oceano ou aparecem em sítios onde nunca estiveram antes</strong>. Não se trata de uma falha técnica pontual, mas sim do resultado de uma nova forma de conflito conhecida como guerra eletrónica.</p><h2>Como é que o GPS funciona e porque é que pode falhar?</h2><p>O Sistema de Posicionamento Global <strong>funciona graças a uma rede de satélites que enviam sinais para a Terra</strong> e os recetores, como os que se encontram nos navios, calculam a sua posição medindo o tempo que esses sinais demoram a chegar.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr"> Estrecho de Ormuz<br>La tripulación de un barco chino revela que los buques cerca del Estrecho de Ormuz sufren una pérdida total de la señal GPS e incluso sus relojes a bordo funcionan a velocidades extremadamente altas.<br>Hay jamming masivo de GPS en el Estrecho de Ormuz <a href="https://t.co/M5JRF9J23C">pic.twitter.com/M5JRF9J23C</a></p> Koldo Gorriz (@KoldoGorriz) <a href="https://twitter.com/KoldoGorriz/status/2031195628194173009?ref_src=twsrc%5Etfw">March 10, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>O problema é que estes sinais são extremamente fracos quando atingem a superfície da Terra</strong>. E isso torna-os vulneráveis. Qualquer interferência suficientemente forte pode bloquear ou distorcer o sinal.</p><h3>Jamming e spoofing: os dois lados do problema</h3><p>Os especialistas distinguem dois tipos principais de interferência: o <strong>Jamming (bloqueio do sinal) e o Spoofing (falsificação do sinal)</strong>.</p><p>Por um lado, <strong>o Jamming consiste na emissão de sinais que anulam o GPS</strong>, deixando a embarcação sem referência de posição, o que faz com que o sistema deixe de funcionar e a embarcação fique “cega” em termos de navegação.</p><p>O <strong>Spoofing, por outro lado, é mais sofisticado e perigoso, pois são enviados sinais falsos </strong>que enganam o sistema GPS, levando-o a pensar que o barco está noutra posição.</p><ul> </ul><h2> Uma guerra que não se vê, mas que se sente </h2><p>Isto não acontece por acaso, mas concentra-se em regiões com tensões geopolíticas ou de elevado valor estratégico. Em todas elas, o empastelamento faz parte de estratégias militares para <strong>confundir o inimigo, proteger ou controlar o espaço marítimo</strong>.</p><p><strong>A guerra eletrónica não deixa vestígios visíveis como as armas convencionais</strong>, mas os seus efeitos são igualmente reais, porque se diz sempre entre os marinheiros que um navio que não sabe onde está é um navio vulnerável.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">GPS problems are hitting ships hard!<br>Marlink says reported GNSS interference incidents rose by more than 50% in March. This includes jamming and spoofing, which can disrupt or even fake a ships position.<br><br>These events are no longer isolated and are becoming a regular risk along <a href="https://t.co/7thFCxpKty">pic.twitter.com/7thFCxpKty</a></p>— The Maritime (@themaritimenet) <a href="https://twitter.com/themaritimenet/status/2037280935893491918?ref_src=twsrc%5Etfw">March 26, 2026</a></blockquote></figure><p>E num mundo em que o comércio global depende do transporte marítimo, <strong>essas interferências representam um risco crescent</strong><strong>e</strong> e são utilizadas como arma de guerra ou, pelo menos, como fonte de insegurança.</p><ul> </ul>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quando-o-gps-falha-em-alto-mar-a-guerra-invisivel-que-impede-os-navios-de-saberem-onde-estao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quatro semanas de bloqueio anticiclónico escandinavo: a previsão do modelo europeu que afeta Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quatro-semanas-de-bloqueio-anticiclonico-escandinavo-a-previsao-do-modelo-europeu-que-afeta-portugal.html</link><pubDate>Tue, 07 Apr 2026 11:51:46 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O modelo europeu ECMWF antecipa várias semanas marcadas pelo bloqueio anticiclónico escandinavo, um padrão atmosférico que poderá redirecionar frentes atlânticas para Portugal e trazer episódios de chuva irregular durante abril.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa4kkv8"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa4kkv8.jpg" id="xa4kkv8"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A atmosfera sobre o Atlântico Norte e Europa poderá entrar num padrão relativamente persistente nas próximas semanas,<strong> marcado por um bloqueio anticiclónico sobre a Escandinávia</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a>.</strong> Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Este tipo de configuração, embora muitas vezes associado a estabilidade em algumas regiões (norte da Europa), <strong>pode ter impactos bem distintos em Portugal</strong>, sobretudo numa altura de transição sazonal como a primavera. Mas antes de entrarmos no cenário de longo prazo, importa contextualizar a situação atual.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quatro-semanas-de-bloqueio-anticiclonico-escandinavo-a-previsao-do-modelo-europeu-que-afeta-portugal-1775559831458.png" data-image="zcyjoquwdnch" alt="Mapa atmosférico: Chuva" title="Mapa atmosférico: Chuva"><figcaption>Precipitação generalizada em Portugal continental associada a uma depressão localizada a oeste do território, com períodos de chuva moderada a forte.</figcaption></figure><p>Portugal encontra-se sob influência de uma depressão ativa a oeste da Península Ibérica, <strong>responsável por vários dias de precipitação</strong>, vento, descida das temperaturas e agitação marítima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quatro-semanas-de-bloqueio-anticiclonico-escandinavo-a-previsao-do-modelo-europeu-que-afeta-portugal-1775559862373.png" data-image="sfvdi15lvnsx" alt="Mapa atmosférico: Temperatura a 700 hPa" title="Mapa atmosférico: Temperatura a 700 hPa"> <figcaption>Centro depressionário (alimentado por ar polar) mantém-se próximo da costa portuguesa, continuando a injetar ar frio e húmido, com tempo instável e temperaturas abaixo da média para a época.</figcaption></figure><p>Este sistema, alimentado por ar mais frio de origem polar, tem vindo a manter condições instáveis, com chuva frequente e temperaturas máximas geralmente abaixo dos 18–19 °C. A sua permanência próxima da costa até meados da semana (quinta-feira, dia 9) evidencia já uma <strong>atmosfera dinâmica de um regime de bloqueio escandinavo</strong>.</p><h2>O que é o bloqueio escandinavo e porque é relevante?</h2><p>O chamado bloqueio escandinavo ocorre quando um anticiclone robusto se instala sobre o norte da Europa, especialmente na região da Escandinávia. Este bloqueio atua como uma “barreira” à circulação zonal típica (de oeste para leste), <strong>forçando a corrente de jato a ondular</strong>.</p><p>Como consequência, as<strong> depressões atlânticas</strong> deixam de seguir a sua trajetória habitual para o norte da Europa e <strong>podem ser desviadas para latitudes mais baixas</strong>, incluindo a Península Ibérica.</p><h2>Previsão sub-sazonal: sinal consistente no ECMWF</h2><p>A previsão sub-sazonal do modelo europeu (ECMWF), baseada num <strong>ensemble de 101 membros</strong>, mostra uma predominância clara do regime de bloqueio escandinavo (Block) nas próximas semanas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quatro-semanas-de-bloqueio-anticiclonico-escandinavo-a-previsao-do-modelo-europeu-que-afeta-portugal-1775560135709.jpg" data-image="sdudwecj4ojk" alt="Mapa ECMWF" title="Mapa ECMWF"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-432533">Previsão sub-sazonal do ECMWF mostra o predomínio do regime de bloqueio escandinavo (BL, a vermelho) nas próximas semanas, sinalizando uma circulação atmosférica sobre a Europa.</figcaption></figure><p>O domínio das barras vermelhas indica que uma larga maioria das simulações aponta para a persistência deste padrão até meados de abril. </p><div class="texto-destacado">Um <strong>ensemble</strong> (ou conjunto) é um método de previsão meteorológica em que o modelo não corre apenas uma simulação, mas sim <strong>múltiplas simulações em paralelo</strong>. No caso do ECMWF, quando se fala num <strong>ensemble de 101 membros</strong>, significa que: O modelo é executado <strong>101 vezes. </strong> Cada execução tem <strong>condições iniciais ligeiramente diferentes e </strong>essas pequenas variações simulam a incerteza natural da atmosfera.</div><p>Ainda assim, é importante sublinhar que estas previsões são probabilísticas e ajustáveis ao longo do tempo, especialmente em horizontes superiores a duas semanas.</p><h2>Impactos esperados em Portugal: chuva possível, mas irregular</h2><p>Contrariamente ao que se poderia esperar de um “anticiclone”, este bloqueio não garante tempo seco em Portugal. Pelo contrário, ao desviar a circulação atlântica, pode favorecer a entrada de frentes e depressões em direção ao território.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quatro-semanas-de-bloqueio-anticiclonico-escandinavo-a-previsao-do-modelo-europeu-que-afeta-portugal-1775560482459.jpg" data-image="js1gjk3bx5kt" alt="Chuva" title="Chuva"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-4007">Uma depressão atlântica poderá ser desviada para latitudes mais baixas e levar precipitação ao norte de Portugal, embora estas projeções ainda estejam sujeitas a ajustes.</figcaption></figure><p>Um dos cenários simulados pelo ECMWF para meados de abril mostra precisamente uma <strong>depressão no Atlântico Norte a canalizar precipitação para o norte de Portugal,</strong> enquanto outras regiões poderão ter condições mais variáveis.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762690" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/intrusao-de-poeiras-em-portugal-continental-podera-prolongar-se-ate-domingo-12-de-abril-eis-os-conselhos-da-dgs.html" title="Intrusão de poeiras em Portugal continental poderá prolongar-se até domingo, 12 de abril: eis os conselhos da DGS">Intrusão de poeiras em Portugal continental poderá prolongar-se até domingo, 12 de abril: eis os conselhos da DGS</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/intrusao-de-poeiras-em-portugal-continental-podera-prolongar-se-ate-domingo-12-de-abril-eis-os-conselhos-da-dgs.html" title="Intrusão de poeiras em Portugal continental poderá prolongar-se até domingo, 12 de abril: eis os conselhos da DGS"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/intrusao-de-poeiras-em-portugal-continental-podera-prolongar-se-ate-domingo-12-de-abril-eis-os-conselhos-da-dgs-1775561580915_320.png" alt="Intrusão de poeiras em Portugal continental poderá prolongar-se até domingo, 12 de abril: eis os conselhos da DGS"></a></article></aside><p>Este padrão sugere um regime potencialmente irregular, com períodos de chuva intercalados com pausas, sem uma estabilidade prolongada.</p><h2>“Abril, águas mil”? </h2><p>Abril é tradicionalmente um mês de transição e variabilidade, e este ano poderá não ser exceção. <strong>O bloqueio escandinavo poderá criar condições favoráveis à ocorrência de precipitação</strong>, sobretudo no Norte e Centro, mas sem garantir um padrão contínuo de chuva.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quatro-semanas-de-bloqueio-anticiclonico-escandinavo-a-previsao-do-modelo-europeu-que-afeta-portugal-1775560962072.jpg" data-image="pls9pelpc312" alt="Chuva" title="Chuva"> <figcaption>"Abril, águas mil”? O provérbio popular poderá cumprir-se em parte mas com a irregularidade típica da primavera portuguesa.</figcaption></figure><p>Em suma, as próximas quatro semanas deverão ser marcadas por uma atmosfera dinâmica, onde o posicionamento das depressões será determinante. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quatro-semanas-de-bloqueio-anticiclonico-escandinavo-a-previsao-do-modelo-europeu-que-afeta-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Poderá Marte gerar relâmpagos como a Terra?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/podera-marte-gerar-relampagos-como-a-terra.html</link><pubDate>Tue, 07 Apr 2026 11:45:06 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um grupo de investigadores detetou o sinal de um “assobio” numa imagem de um segundo captada pela sonda MAVEN em órbita de Marte, que poderá estar relacionado com a presença de relâmpagos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/marte-podria-generar-rayos-como-en-la-tierra-1774855672914.jpg" data-image="ifm79576f8qk"><figcaption>Relâmpago marciano. Representação artística de uma descarga eléctrica em Marte. Cortesia de Milan Machatý, Faculdade de Matemática e Física, Universidade Charles e Instituto de Física Atmosférica, Academia de Ciências Checa.</figcaption></figure><p>Investigadores da República Checa afirmam ter identificado o sinal de um “assobio” numa imagem de um segundo captada pela nave espacial MAVEN enquanto orbitava Marte. Este fenómeno, observado na ionosfera do planeta, <strong>representaria a primeira descarga eléctrica semelhante a um relâmpago alguma vez registada no planeta</strong>, e a descoberta é considerada importante para a compreensão dos processos atmosféricos na atmosfera marciana.</p><p>“Os assobios são bem conhecidos na Terra e estão associados a relâmpagos”, explica o físico espacial František Němec, da Universidade Charles, que liderou a investigação. “O nosso resultado implica que este fenómeno também ocorre no nosso planeta vizinho.”</p><p>Ao contrário da Terra, <strong>Marte não tem um campo magnético global</strong>, mas possui campos magnéticos localizados criados por materiais magnetizados na sua crosta. Para além disso, devido à sua fina atmosfera, <strong>os relâmpagos em Marte não têm origem em nuvens de água, mas sim em tempestades de poeira</strong>, semelhantes às observadas em erupções vulcânicas terrestres e em diabos de poeira.</p><p>Durante as tempestades de poeira, os grãos de poeira ficam eletricamente carregados ao colidirem uns com os outros, gerando um campo elétrico. Em Marte, estudos anteriores previram que este campo pode descarregar-se quando excede o limiar de rutura na atmosfera marciana de baixa pressão, que é de cerca de 15 kilovolts por metro.</p><p>Os dust devils, por seu lado, <strong>podem produzir radiações de frequência ultra baixa na Terra, graças à flutuação das cargas eléctricas quando a poeira gira</strong>. Uma vez que tanto os dust devils como as tempestades são muito mais intensos em Marte, a teoria sugere que poderiam gerar radiação de banda larga detetável a partir da Terra. Apesar das recentes medições efetuadas pelo Allen Telescope Array, pela missão Mars Global Surveyor, pela missão Mars Atmosphere and Volatile Evolution e pela sonda Mars Express, até agora não tinham sido encontradas provas conclusivas da existência de relâmpagos marcianos.</p><h2>Análise da radiação eletromagnética</h2><p>De acordo com Němec, outra forma de detetar estas descargas elétricas é através da <strong>análise da radiação eletromagnética que as acompanha</strong>. Esta radiação situa-se na gama de frequências extremamente baixas e muito baixas e, em certas condições, pode atingir a ionosfera de um planeta. O fenómeno foi identificado pela primeira vez na Terra pouco antes da era espacial e, desde então, tem sido utilizado com sucesso para comprovar a existência de relâmpagos em Júpiter, Saturno e Neptuno.</p><p>Estas ondas são conhecidas como assobios, explica, devido ao seu padrão espetral caraterístico no ambiente de plasma da ionosfera. Neste meio, as ondas de frequência mais elevada viajam mais depressa e atingem o ponto de observação antes das de frequência mais baixa,<strong> produzindo uma assinatura espetral distintiva de “assobio”</strong>.</p><p>O desafio para a observação reside no facto de estas ondas só poderem penetrar na ionosfera marciana no lado noturno do planeta e quando o campo magnético está orientado verticalmente. Isto limita muito as regiões de Marte onde as naves espaciais podem detetar assobios magnéticos, especificamente a áreas relativamente pequenas do campo magnético da crosta no hemisfério sul do planeta.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="757020" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/biomineralizacao-em-marte-uma-perspetiva-sobre-a-construcao-sustentavel-fora-da-terra.html" title="Biomineralização em Marte: uma perspetiva sobre a construção sustentável fora da Terra">Biomineralização em Marte: uma perspetiva sobre a construção sustentável fora da Terra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/biomineralizacao-em-marte-uma-perspetiva-sobre-a-construcao-sustentavel-fora-da-terra.html" title="Biomineralização em Marte: uma perspetiva sobre a construção sustentável fora da Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/biomineralizacao-em-marte-uma-perspectiva-sobre-a-construcao-sustentavel-fora-da-terra-1772558072997_320.png" alt="Biomineralização em Marte: uma perspetiva sobre a construção sustentável fora da Terra"></a></article></aside><p>Němec refere ter identificado o sinal eletromagnético de um assobiador em Marte, numa imagem captada pela sonda MAVEN a 21 de junho de 2015. “Identifiquei-o pela primeira vez à noite, numa região com um campo magnético forte e quase vertical, o que é crucial para que a onda se propague até à altitude em que a nave espacial orbita sem atenuação excessiva do sinal.”</p><p>Dos muitos instantâneos de ondas analisados, 108418 no total, apenas este único evento continha um sinal de assobio, como explica ao Physics World. “Isto provavelmente reflete tanto a raridade do fenómeno em si como as condições específicas da ionosfera e do campo magnético necessárias para que a onda se propague até à nave espacial.”</p><p>A sonda MAVEN tem estado a orbitar Marte desde 2014 e transmitiu dados para a Terra até à perda de comunicação no ano passado. Embora não tenham sido registadas tempestades de poeira em grande escala no planeta na altura em que o assobio foi detetado, Němec e os seus colegas sugerem que o sinal pode ter tido origem num evento de poeira localizado.</p><h2>Diferentes velocidades de propagação</h2><p>“Os assobios formam-se porque, no plasma ionizado da ionosfera, diferentes frequências de sinal propagam-se a diferentes velocidades”, explica Němec. “Como resultado, embora todas as frequências sejam geradas simultaneamente durante uma descarga eléctrica, as frequências mais altas, que viajam mais depressa, chegam primeiro à nave espacial, seguidas depois pelas frequências mais baixas.”</p><p>Os investigadores, que descrevem o seu trabalho na revista Science Advances, calcularam os atrasos temporais correspondentes e referem que as suas observações correspondem muito bem às previsões teóricas. Também calcularam a atenuação das ondas, adaptando os métodos utilizados na Terra à composição presumida da ionosfera marciana. Os resultados mostraram que as frequências mais altas são atenuadas mais fortemente, o que explica o facto de apenas a parte de baixa frequência do assobio ser observada.</p><p>Fonte:<strong><a href="https://physicsworld.com/" target="_blank"> Physics World</a></strong></p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>František Němec et al.,Lightning-generated waves detected at Mars.Sci. Adv.12,eaeb4898(2026).<a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.aeb4898" target="_blank">DOI:10.1126/sciadv.aeb4898</a><br></em><a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.aeb4898#core-R3-1"></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/podera-marte-gerar-relampagos-como-a-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Intrusão de poeiras em Portugal continental poderá prolongar-se até domingo, 12 de abril: eis os conselhos da DGS]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/intrusao-de-poeiras-em-portugal-continental-podera-prolongar-se-ate-domingo-12-de-abril-eis-os-conselhos-da-dgs.html</link><pubDate>Tue, 07 Apr 2026 11:35:09 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Poeiras do Saara afastam-se temporariamente nas próximas horas. No entanto, prevê-se o regresso em força deste fenómeno a partir de quinta-feira, 9 de abril. Saiba até quando poderão permanecer em Portugal e os conselhos da DGS.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa4khge"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa4khge.jpg" id="xa4khge"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Desde segunda-feira (6) a presença de uma <strong>depressão posicionada a oeste de Portugal Continental </strong>tem estado a contribuir para a movimentação de poeiras procedentes do Norte de África e, consequentemente, do seu<strong> transporte para o nosso território</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Neste panorama meteorológico poderão ocorrer fenómenos como a <strong>“chuva de lama”</strong> por causa da combinação ocasional da precipitação com as poeiras, o que se traduziria em <strong>superfícies sujas</strong> (infraestruturas, estradas, automóveis), bem como uma <strong>deterioração da qualidade do ar</strong> gerada pela presença destas partículas em suspensão. Estas partículas inaláveis têm <strong>efeitos na saúde humana</strong>, o que já levou a <strong>DGS</strong> (Direção-Geral da Saúde)<strong> a emitir conselho</strong>s.</p><h2>Poeiras afastam-se hoje e amanhã, mas regressam na quinta. Até quando poderão permanecer em suspensão?</h2><p>A referida depressão afastará temporariamente as poeiras da geografia do Continente entre hoje e quarta-feira (8) devido ao efeito de rotação que descreverá na sua deslocação em paralelo à faixa costeira ocidental. Porém, conforme o centro da depressão se for aproximando ao continente africano, as poeiras serão, de novo, <strong>impulsionadas para o nosso país a partir das primeiras horas da madrugada de quinta-feira, dia 9, algo para o qual também contribuirá um fluxo de Leste dominante</strong>.</p><div class="texto-destacado">A massa de ar tropical continental, seca e quente, associada ao vento de Leste e ao transporte das poeiras do Saara fará não só com que o episódio de <strong>concentração de poeiras em suspensão ganhe uma nova expressão sobre a nossa geografia</strong>, com as partículas a avançarem do interior para o litoral, como também provocará uma<strong> subida acentuada das temperaturas máximas na quinta-feira (9)</strong>.</div><p> Prevê-se que, na quinta-feira (9), <strong>a primeira região afetada seja o Norte (do interior para o litoral)</strong>, embora, de acordo com os mapas, rapidamente todo o país fique “coberto” por esta bruma seca que tornará o horizonte turvo ou mais amarelado-acastanhado, dependendo da concentração da zona onde vive. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/intrusao-de-poeiras-em-portugal-continental-podera-prolongar-se-ate-domingo-12-de-abril-eis-os-conselhos-da-dgs-1775561055058.jpg" data-image="tgr2a5vl0dvq"><figcaption>Crianças, idosos e doentes com problemas respiratórios crónicos fazem parte da população mais vulnerável ao fenómeno de poeiras saarianas em suspensão.</figcaption></figure><p>Os mapas indicam mesmo que ocorrerá um <strong>reforço da</strong><strong> intrusão de poeiras no Algarve, Baixo Alentejo, Alentejo Central e Área Metropolitana de Lisboa nas últimas horas de quinta (9), com concentrações ainda mais elevadas</strong>, o que poderá produzir tonalidades alaranjadas no céu e aumentar o risco dos efeitos na saúde humana.</p><p>Para sexta (10) os mapas ‘denunciam’ a presença de uma região depressionária com múltiplos núcleos posicionados em altitude entre a Península Ibérica e Marrocos, aliados ao fluxo de Leste, contribuirão para <strong>o ‘bombear’ contínuo de poeiras do interior para o litoral de Portugal continental, inclusive alcançando o arquipélago da Madeira</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/intrusao-de-poeiras-em-portugal-continental-podera-prolongar-se-ate-domingo-12-de-abril-eis-os-conselhos-da-dgs-1775560716816.png" data-image="mi2tbk1snwnd"><figcaption>As poeiras em suspensão podem vir a registar um temporário pico de concentração mais elevado nas últimas horas de quinta-feira (9), especialmente a sul do Tejo.</figcaption></figure><p>No sábado (11) o vento dominante no nosso país mudará de quadrante, passando a soprar de Noroeste. Neste contexto, <strong>as poeiras começarão lentamente a movimentar-se para leste, mas a sua concentração e abrangência em termos geográficos será tão grande</strong> que, ainda assim, permanecerão em suspensão durante pelo menos metade do dia. Os primeiros indícios sugerem que as poeiras poderão permanecer sobre o nosso território até domingo (12).</p><h2>Conheça os conselhos da DGS</h2><p>As poeiras do Saara são constituídas por partículas inaláveis que provocam efeitos na saúde humana, especialmente na população mais vulnerável: <strong>crianças, idosos e doentes com problemas respiratórios crónicos (asma, foro cardiovascular)</strong>. Neste sentido os “cuidados de saúde devem ser redobrados durante a ocorrência destas situações”, realçou a DGS. Aliás, sempre que for viável, recomenda-se que permaneçam no interior dos edifícios, de preferência com as janelas fechadas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762658" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-para-portugal-ipma-cobre-o-continente-de-avisos-de-precipitacao-e-agitacao-maritima.html" title="Previsão de chuva para Portugal: IPMA cobre o continente de avisos de precipitação e agitação marítima">Previsão de chuva para Portugal: IPMA cobre o continente de avisos de precipitação e agitação marítima</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-para-portugal-ipma-cobre-o-continente-de-avisos-de-precipitacao-e-agitacao-maritima.html" title="Previsão de chuva para Portugal: IPMA cobre o continente de avisos de precipitação e agitação marítima"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-para-portugal-ipma-cobre-o-continente-de-avisos-de-precipitacao-e-agitacao-maritima-1775556040210_320.jpg" alt="Previsão de chuva para Portugal: IPMA cobre o continente de avisos de precipitação e agitação marítima"></a></article></aside><p>Com a previsão do <strong>regresso em força deste fenómeno a partir de quinta-feira (9)</strong>, e a possibilidade de manter-se- pelo menos até sábado ou domingo, dias 11 e 12 de abril, a DGS recomenda o seguinte:</p><ul><li><strong>Evite esforços prolongados</strong></li><li><strong>Limite a atividade física ao ar livre</strong></li><li>Limite a exposição a fatores de risco, tais como o <strong>fumo do tabaco e o contacto com produtos irritantes</strong>.</li></ul><p>Em comunicado, a DGS refere ainda que <strong>os doentes crónicos devem manter os seus tratamentos médicos </strong>e, caso os sintomas se agravem, a população deve contactar a <strong>Linha Saúde 24</strong> (808 24 24 24) ou deslocar-se para um serviço de saúde.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/intrusao-de-poeiras-em-portugal-continental-podera-prolongar-se-ate-domingo-12-de-abril-eis-os-conselhos-da-dgs.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Previsão de chuva para Portugal: IPMA cobre o continente de avisos de precipitação e agitação marítima]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-para-portugal-ipma-cobre-o-continente-de-avisos-de-precipitacao-e-agitacao-maritima.html</link><pubDate>Tue, 07 Apr 2026 10:31:10 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O IPMA emitiu avisos de chuva para todos os distritos de Portugal Continental e de agitação marítima para os distritos do litoral, assim como para os arquipélagos.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa4k9sg"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa4k9sg.jpg" id="xa4k9sg"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O dia de hoje, terça-feira (7), amanheceu cinzento e chuvoso em vários locais do país. Uma <strong>depressão que se encontra a noroeste do continente português está a contribuir para esta instabilidade</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Nas próximas horas prevê-se um <strong>agravamento do estado do tempo</strong>, especialmente em relação à precipitação, onde a mesma poderá cobrir toda a geografia continental e contar com períodos de chuva forte. </p><h2>IPMA elevou todos os distritos do continente a aviso amarelo de chuva</h2><p>Esta manhã, o <strong>IPMA atualizou os seus avisos e cobriu o continente de amarelo</strong>, devido à chuva esperada. Todos os distritos se encontram sob este aviso, na sua maioria, até às 18h. Os distritos cujo aviso entra em vigor mais tarde são Faro, Beja, Évora e Portalegre, às 12h, e Bragança e Guarda, às 15h. Todos os outros distritos se encontram sob este aviso desde as 6h de hoje. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-para-portugal-ipma-cobre-o-continente-de-avisos-de-precipitacao-e-agitacao-maritima-1775556078467.png" data-image="esrexvjrhti0" alt="depressão; chuva prevista" title="depressão; chuva prevista"><figcaption>As próximas horas contarão com um agravamento do estado de tempo em Portugal Continental, com a chuva a intensificar-se.</figcaption></figure><p>Em relação à<strong> agitação marítima</strong>, o litoral entre Viana do Castelo e Coimbra, ficará sob aviso amarelo entre as 21h de hoje e as 15h de amanhã, dia 8; enquanto o litoral entre Leiria e Faro, ficará sob aviso amarelo entre as 18h de hoje e as 18h de amanhã. Com este aviso, esperam-se ondas de noroeste com altura entre 4 a 5 metros.</p><p>No arquipélago dos Açores, os <strong>grupos Central e Oriental estão sob aviso amarelo de agitação marítima </strong>desde ontem à noite e deverão manter-se até às 12h de hoje. Quanto à Madeira, a <strong>Costa Norte e Porto Santo estão sob o mesmo aviso</strong> desde as 9h de hoje e deverá manter-se até às 15h de amanhã. Entre as 15h de amanhã e as 12h do dia 9, <strong>este aviso passará a laranja</strong> e as restantes regiões passarão a <strong>aviso amarelo de vento</strong> entre as 18h de amanhã e as 9h do dia 9, quinta-feira. </p><h2>Zonas mais afetadas pela chuva nas próximas horas</h2><p>Segundo a mais recente atualização dos nossos mapas, é esperada uma <strong>maior acumulação de precipitação</strong> ao longo da faixa interior do país e nas terras altas do Norte e Centro. Assim, esperam-se valores de acumulação até cerca de 40 mm na sub-região do Alto Tâmega; valores na ordem dos 34 mm na Serra da Estrela e até 21 mm em Portalegre. No litoral, estes valores deverão manter-se entre os 7.4 mm em Lisboa e os 17 mm em Viana do Castelo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762462" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-alerta-para-intrusao-de-poeiras-que-durante-esta-semana-pode-afetar-todo-o-continente-portugues.html" title="Joana Campos alerta para intrusão de poeiras que durante esta semana pode afetar todo o continente português">Joana Campos alerta para intrusão de poeiras que durante esta semana pode afetar todo o continente português</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-alerta-para-intrusao-de-poeiras-que-durante-esta-semana-pode-afetar-todo-o-continente-portugues.html" title="Joana Campos alerta para intrusão de poeiras que durante esta semana pode afetar todo o continente português"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/joana-campos-alerta-para-intrusao-de-poeiras-que-durante-esta-semana-pode-afetar-todo-o-continente-portugues-1775470234530_320.jpg" alt="Joana Campos alerta para intrusão de poeiras que durante esta semana pode afetar todo o continente português"></a></article></aside><p>Com isto, é esperado que nas próximas horas, já no início da tarde,<strong> a chuva se mova de oeste para este</strong>, levando períodos de chuva mais intensa para o interior do país, especialmente entre os distritos de Castelo Branco e Beja. No entanto, é expectável uma dissipação generalizada e gradual a partir das 19h, esperando-se que a mesma <strong>possa persistir no Nordeste do país ao longo da madrugada de quarta-feira</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-para-portugal-ipma-cobre-o-continente-de-avisos-de-precipitacao-e-agitacao-maritima.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Origem dos tsunamis poderia ser desvendada do espaço: geólogos mostram como detetá-los usando satélites]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/origem-de-tsunamis-poderia-ser-desvendada-do-espaco-geologos-mostram-como-detecta-los-usando-satelites.html</link><pubDate>Tue, 07 Apr 2026 06:25:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um satélite registou as ondas do tsunami de Kamchatka de 2025 com enorme precisão, abrindo um novo caminho científico para entender como estes fenómenos devastadores surgem.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-se-forman-los-tsunamis-un-satelite-revela-el-origen-tras-el-terremoto-de-kamchatka-1775033634290.jpeg" data-image="p2qe4drt5hpb"><figcaption>Um satélite registou com precisão as ondas do tsunami geradas pelo terramoto de Kamchatka de 2025. Os dados permitem analisar como os tsunamis se formam perto da fossa oceânica e ajudam a compreender melhor a sua origem e propagação.</figcaption></figure><p><strong>A origem exata dos tsunamis permanece um dos grandes mistérios da ciência marinha</strong>. Estas ondas gigantes podem atravessar oceanos inteiros e atingir litorais a quilómetros de distância. No entanto, a sequência precisa que desencadeia a sua formação no fundo do mar continua a ser muito difícil de observar em detalhes.</p><p>Um evento ocorrido em <strong>2025 </strong>ofereceu uma pista inesperada. Um satélite sobrevoou a região logo após um<strong> terramoto de grande magnitude em Kamchatka</strong> (Rússia) e capturou dados que permitem aos cientistas estudar como estas ondas são geradas. As medições recolhidas abriram uma nova linha de análise para decifrar um fenómeno que, até então, tinha vindo a ser investigado com informações incompletas da Terra.</p><h2>Como se formam os tsunamis: o terramoto de Kamchatka mudou as observações</h2><p>A 29 de julho de 2025, um<strong> terramoto de magnitude 8,8 atingiu a Península de Kamchatka</strong>. O tremor libertou uma enorme quantidade de energia sob o oceano e <strong>desencadeou um tsunami que varreu grande parte do Pacífico</strong>. Foi um dos eventos sísmicos mais intensos registados nos últimos anos.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">The SWOT satellite captured the tsunami triggered by Russias Kamchatka earthquake on July 30.<br><br>By providing data on the waves height, shape, and direction, SWOT is helping scientists improve tsunami forecast models and protect coastal communities. <a href="https://t.co/BL8QjUrWaj">https://t.co/BL8QjUrWaj</a> <a href="https://t.co/9acKXVcI6i">pic.twitter.com/9acKXVcI6i</a></p>— NASA Earth (@NASAEarth) <a href="https://twitter.com/NASAEarth/status/1962913588026180095?ref_src=twsrc%5Etfw">September 2, 2025</a></blockquote></figure><p><strong>Apenas setenta minutos após o terramoto, um satélite sobrevoou a área afetada</strong>. O seu sistema de observação capturou imagens altamente detalhadas do mar. Uma equipa internacional, liderada por cientistas da Universidade de San Diego, nos Estados Unidos, <strong>conseguiu visualizar a curvatura das ondas, a sua trajetória e o seu comprimento com uma clareza raramente vista</strong> nesse tipo de evento.</p><p>As medições incluíram variações no nível do oceano com precisão de centímetros. <strong>Graças a estes dados, os investigadores reconstruíram o padrão de ondas que se expandiu a partir do epicentro do tsunami</strong>. Naturalmente, essas informações são extremamente difíceis de obter em terra.</p><h2>Satélites e tsunamis: uma nova perspetiva do espaço</h2><p>Tsunamis gerados por terramotos em zonas de subducção representam uma ameaça constante para muitas áreas costeiras. Mesmo assim,<strong> identificar com precisão onde começa a perturbação inicial do mar é difícil com os instrumentos padrão instalados em terra ou no fundo do oceano</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-se-forman-los-tsunamis-un-satelite-revela-el-origen-tras-el-terremoto-de-kamchatka-1774950853215.jpg" data-image="59wym8snujbx" alt="Tsunamis" title="Tsunamis"><figcaption>Uma comparação entre medições de sensores oceânicos, dados de satélite e dados InSAR foi utilizada para reconstruir a deformação causada pelo terramoto e tsunami. A análise permite a identificação do intervalo sísmico próximo à fossa oceânica e melhora a compreensão da origem do tsunami.</figcaption></figure><p>Sensores sísmicos e geodésicos fornecem dados valiosos, mas nem sempre permitem observar todo o processo. Além disso, os medidores de pressão em águas profundas geralmente estão localizados longe da origem da onda, reduzindo as informações disponíveis sobre o seu momento inicial.</p><p>Há um ano, o<strong> satélite SWOT </strong>(<em>Surface Water and Ocean Topography</em>) da NASA/CNE registou uma clara sucessão de ondas curtas associadas ao tsunami. Esta <strong>observação espacial possibilitou vincular diretamente o campo de ondas ao ponto de início da perturbação oceânica</strong>, algo que até então só podia ser deduzido através de modelos teóricos.</p><h2>Como os satélites nos ajudam a entender a origem dos tsunamis?</h2><p>A análise dos dados recolhidos após o terramoto de Kamchatka revelou uma conclusão importante. <strong>Os cálculos indicam que o tsunami foi gerado a menos de dez quilómetros da fossa oceânica onde ocorreu o deslocamento tectónico</strong>.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/RZvUR7WTGzY/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=RZvUR7WTGzY" id="RZvUR7WTGzY"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Este detalhe não poderia ter sido deduzido apenas a partir de registos sísmicos terrestres ou medições padrão do fundo do mar. <strong>A visão do espaço forneceu um mapa bidimensional de alta resolução do comportamento das ondas imediatamente após a sua formação</strong>.</p><p>Os investigadores acreditam que<strong> este tipo de observação permitirá um estudo mais preciso da dinâmica das zonas de subducção</strong>. Também poderá aprimorar a avaliação de risco de tsunamis em áreas vulneráveis e oferecer informações essenciais sobre como estas ondas gigantes se propagam.</p><h2>O que revelam as novas observações de satélite</h2><p>A equipa científica, coordenada por especialistas em geologia da Universidade de San Diego, analisou o conjunto de dados obtido pelo satélite da NASA. E <strong>embora a passagem do satélite tenha sido quase acidental, provou ser crucial para registar o fenómeno logo após o seu início</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-os-satelites-e-os-oceanos-confirmam-a-origem-humana-do-aquecimento-global.html" title="Como é que os satélites e os oceanos confirmam a origem humana do aquecimento global?">Como é que os satélites e os oceanos confirmam a origem humana do aquecimento global?</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-os-satelites-e-os-oceanos-confirmam-a-origem-humana-do-aquecimento-global.html" title="Como é que os satélites e os oceanos confirmam a origem humana do aquecimento global?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/comment-les-satellites-et-les-oceans-confirment-ils-l-origine-humaine-du-rechauffement-changement-climatique-1770297069400_320.jpeg" alt="Como é que os satélites e os oceanos confirmam a origem humana do aquecimento global?"></a></article></aside><p>As imagens permitiram rastrear todo o campo de ondas do tsunami. Os cientistas observaram o formato curvo das ondas e como elas se propagaram pelo oceano.<strong> Este tipo de medição direta nunca tinha sido obtido com tanta precisão</strong>.</p><p>Os resultados constituem a<strong> primeira evidência espacial de alta resolução que liga o padrão das ondas ao ponto exato de geração do tsunami</strong>. A descoberta confirma que os satélites podem tornar-se aliados fundamentais na compreensão de um dos desastres naturais mais destrutivos do planeta.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.science.org/doi/10.1126/science.aeb8634" target="_blank">SWOT detects dispersive tsunami tied to a near-trench source in the 2025 Kamchatka earthquake</a>. 26 d emarço, 2026. Sepúlveda, et al.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/origem-de-tsunamis-poderia-ser-desvendada-do-espaco-geologos-mostram-como-detecta-los-usando-satelites.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Dormir onde o comboio já não passa: a revolução turística está a chegar a Chaves]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/dormir-onde-o-comboio-ja-nao-passa-a-revolucao-turistica-esta-a-chegar-a-chaves.html</link><pubDate>Tue, 07 Apr 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Dois apeadeiros desativados da antiga Linha do Corgo vão ser transformados em alojamento sustentável. Este investimento aposta no turismo de natureza e na valorização do património local.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/dormir-onde-o-comboio-ja-nao-passa-a-revolucao-turistica-esta-a-chegar-a-chaves-1775474255607.jpg" data-image="jdhcoromu3hc" alt="Linha férrea" title="Linha férrea"><figcaption>Chaves transforma passado ferroviário em futuro turístico sustentável. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Apeadeiros transformados em alojamento turístico? Parece que vai mesmo acontecer em<strong> Chaves</strong>. A notícia foi avançada pela própria autarquia a 16 de março.</p><div class="texto-destacado">O município do distrito de Vila Real anunciou que dois apeadeiros desativados da antiga Linha Ferroviária do Corgo vão ser transformados em alojamento turístico sustentável. </div><p>Feitas as contas, o investimento total previsto é de <strong>576 mil euros</strong>, sendo que a candidatura do projeto irá beneficiar de um incentivo financeiro de 400 mil euros. <strong>Não há ainda data de conclusão prevista</strong>.</p><h2>Um projeto que aposta no desenvolvimento sustentável dos territórios</h2><p>Segundo um comunicado enviado pela autarquia à agência ‘Lusa’, e citada pelo jornal ‘Público’, este projeto prevê a <strong>reabilitação deste “património ferroviário histórico”</strong>. O objetivo será, então, transformar os antigos apeadeiros em alojamento turístico sustentável e acessível em modelo de <em>hostel</em>, preservando simultaneamente a sua identidade arquitetónica. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="755407" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-cemiterio-ferroviario-em-gaia-guarda-locomotivas-a-vapor-ha-quase-50-anos.html" title="Este “cemitério ferroviário” em Gaia guarda locomotivas a vapor há quase 50 anos">Este “cemitério ferroviário” em Gaia guarda locomotivas a vapor há quase 50 anos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-cemiterio-ferroviario-em-gaia-guarda-locomotivas-a-vapor-ha-quase-50-anos.html" title="Este “cemitério ferroviário” em Gaia guarda locomotivas a vapor há quase 50 anos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/este-cemiterio-ferroviario-em-gaia-guarda-locomotivas-a-vapor-ha-quase-50-anos-1771751081332_320.jpg" alt="Este “cemitério ferroviário” em Gaia guarda locomotivas a vapor há quase 50 anos"></a></article></aside><p>Mas, o que são <strong>apeadeiros ferroviários</strong>? No fundo, são paragens simples, tradicionalmente menores do que uma estação ferroviária. Normalmente estes são compostos por apenas uma pequena plataforma e um abrigo. </p><div class="texto-destacado">“Antigamente, eram construídos em localidades pequenas, como aldeias, onde não se justificava construir uma estação completa”, nota a revista ‘NiT’.</div><p>A Linha do Corgo, que passava por Vila Real, ligava Peso da Régua a Chaves. O seu encerramento aconteceu gradualmente entre os anos de 1990 e 2010. Atualmente, grande parte do antigo traçado foi transformado numa <strong>percussão ciclopedonal</strong> conhecida como Ecopista do Corgo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dormir-onde-o-comboio-ja-nao-passa-a-revolucao-turistica-esta-a-chegar-a-chaves-1775474017811.jpg" data-image="mamoevrb5oo5" alt="Ecovia" title="Ecovia"><figcaption>Ecovia Internacional do Tâmega e do Corgo. Foto: CM Chaves</figcaption></figure><p>Aliás, o município explicou ainda que a iniciativa contempla também a criação de pontos de apoio à Ecovia Internacional do Tâmega e do Corgo e que quer contribuir “para <strong>reforçar a oferta de ecoturismo, cicloturismo e turismo de natureza</strong> na região”.</p><p>“A empreitada está inserida no projeto de ‘Requalificação dos Apeadeiros de Vilela do Tâmega e Vilarinho das Paranheiras’, no âmbito do programa Crescer com o Turismo, cujo contrato de financiamento foi assinado a 13 de março”, lê-se no ‘Idealista’. </p><h2>Programa Crescer com o Turismo</h2><p>Lançado em fevereiro de 2025, o <strong>programa de apoio Crescer com o Turismo</strong> dispõe de uma dotação de 30 milhões de euros e visa fomentar o desenvolvimento sustentável dos territórios. Tem especial enfoque na responsabilidade social e ambiental, bem como na qualificação, inovação e valorização dos recursos turísticos. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="759811" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/primeiro-comboio-literario-em-portugal-junta-autores-e-leitores-rumo-ao-alentejo.html" title="Primeiro Comboio Literário em Portugal junta autores e leitores rumo ao Alentejo">Primeiro Comboio Literário em Portugal junta autores e leitores rumo ao Alentejo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/primeiro-comboio-literario-em-portugal-junta-autores-e-leitores-rumo-ao-alentejo.html" title="Primeiro Comboio Literário em Portugal junta autores e leitores rumo ao Alentejo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/primeiro-comboio-literario-em-portugal-junta-autores-e-leitores-rumo-ao-alentejo-1773997107474_320.jpg" alt="Primeiro Comboio Literário em Portugal junta autores e leitores rumo ao Alentejo"></a></article></aside><p>“As iniciativas incidem em áreas como turismo de natureza, turismo gastronómico, turismo ativo, turismo de bem-estar e turismo cultural e patrimonial, contribuindo para a diversificação e qualificação da oferta turística nacional”, escreve o jornal ‘Público’.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/dormir-onde-o-comboio-ja-nao-passa-a-revolucao-turistica-esta-a-chegar-a-chaves.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item></channel></rss>