<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Wed, 06 May 2026 08:00:13 +0000</lastBuildDate><pubDate>Wed, 06 May 2026 08:00:13 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Um plástico mais ecológico? Material à base de cânhamo traz esperança diante da crise da poluição]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-plastico-mais-ecologico-material-a-base-de-canhamo-traz-esperanca-diante-da-crise-da-poluicao.html</link><pubDate>Wed, 06 May 2026 07:33:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Cientistas criaram um plástico à base de cânhamo que é durável, resistente ao calor e altamente elástico, oferecendo uma alternativa mais ecológica aos plásticos convencionais, embora o aumento da produção continue a ser um desafio crucial.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-greener-plastic-hemp-based-material-offers-hope-against-pollution-crisis-1777754373376.jpg" data-image="pvddlnhuro36" alt="plástico" title="plástico"><figcaption>Pritish Aklujkar, um dos autores do estudo, segura uma folha separada de policarbonato feita com canabidiol (CBD). Crédito: Gregory A. Sotzing.</figcaption></figure><p>Num novo estudo publicado na revista <em>Chem Circularity</em>, uma equipa de cientistas identificou uma <strong>solução potencial para a poluição global causada pelo fabrico e descarte de plásticos descartáveis</strong>.</p><p>A equipa desenvolveu uma<strong> alternativa não tóxica ao plástico, derivada da planta de cânhamo</strong>,<strong> um tipo de <em>cannabis </em>não psicoativa</strong>. O material é elástico e pode expandir até 1.600% do seu tamanho. É feito de um termoplástico derivado do cânhamo com alta temperatura de transição vítrea, uma propriedade que mantém o plástico durável e seco quando exposto à água fervente.</p><p>“<strong>Pouquíssimos plásticos, se é que algum, feitos de recursos naturais possuem esta qualidade</strong>”, disse Gregory Sotzing, da Universidade de Connecticut. “O policarbonato atual é feito com bisfenol A, um conhecido disruptor endócrino. A esperança é que o canabidiol (CBD) possa substituir o bisfenol A encontrado nos plásticos processados atualmente”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-projeto-pioneiro-para-salvar-o-paraiso-tropical-do-havai-dos-microplasticos.html" title="O projeto pioneiro para salvar o paraíso tropical do Havai dos microplásticos">O projeto pioneiro para salvar o paraíso tropical do Havai dos microplásticos</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-projeto-pioneiro-para-salvar-o-paraiso-tropical-do-havai-dos-microplasticos.html" title="O projeto pioneiro para salvar o paraíso tropical do Havai dos microplásticos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/il-progetto-pionieristico-per-salvare-il-paradiso-tropicale-della-hawaii-dalle-microplastiche-1775810229090_320.jpg" alt="O projeto pioneiro para salvar o paraíso tropical do Havai dos microplásticos"></a></article></aside><p><strong>Este material pode ser transformado em filmes plásticos transparentes, revestimentos e outros materiais atualmente fabricados a partir de derivados de petróleo</strong>, como o tereftalato de polietileno (PET), usado em garrafas de água descartáveis e recipientes para alimentos. Estas aplicações exigem estabilidade em temperaturas médias ou altas, ou processabilidade por fusão, o que significa que podem ser facilmente derretidos e moldados — algo que a equipa conseguiu pela primeira vez com policarbonato à base de cânhamo.</p><p>"O nosso trabalho consolidou os<strong> copolímeros à base de CBD como substitutos sustentáveis para termoplásticos</strong> amplamente utilizados, como o PET", disse Mukerrem Cakmak, da Universidade Purdue. "Desenvolvemos uma estrutura de processamento científico rigorosa que vincula a arquitetura molecular à processabilidade por fusão, ao desenvolvimento de orientação e à elasticidade, sem comprometer a capacidade de fabrico".</p><h2> PET = Microplásticos </h2><p>A <strong>produção de PET requer grandes quantidades de combustíveis fósseis</strong>, como petróleo bruto e gás natural, e, quando descartado, decompõe-se em minúsculas partículas. Estes microplásticos libertam substâncias químicas, incluindo o PET, que está associado a danos celulares e a inflamação, no ar, na água e nos alimentos.</p><p>Embora os cientistas procurem há tempos uma<strong> alternativa mais ecológica ao PET</strong>, a maioria dos polímeros derivados de plantas não possui a temperatura de transição vítrea e a elasticidade necessárias, e a sua produção é mais cara. Além disso, os catalisadores usados na fabricação de plásticos de base biológica geralmente exigem altas temperaturas e dificultam a sua remoção e purificação do produto final, tornando-os impraticáveis para a produção em larga escala.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-greener-plastic-hemp-based-material-offers-hope-against-pollution-crisis-1777754562408.jpg" data-image="h4umev09pxsx" alt="planta de cânhamo." title="planta de cânhamo."><figcaption>Imagem de uma planta de cânhamo.</figcaption></figure><p>Para superar estes desafios, a equipa desenvolveu<strong> um filme plástico à base de cânhamo </strong>e testou as suas propriedades, garantindo que ele tivesse a estrutura e as características adequadas para o processamento industrial.</p><p>"Este policarbonato, na forma de um filme liso, possui um ângulo de contacto com a água muito alto", disse Sotzing. "Não esperávamos que o nosso policarbonato com CBD tivesse um ângulo de contacto maior do que a maioria das poliolefinas", acrescentou. Materiais com esta propriedade também podem ser usados como nanopartículas para a administração de medicamentos e para revestimento de cateteres.</p><p>A equipa de investigação está atualmente a estudar os produtos que se formam quando o CBD reage com o trifosgénio comercial, um sólido cristalino usado com o cânhamo para produzir o material. Eles também estão a trabalhar para <strong>desenvolver uma versão mais resistente do plástico derivado do cânhamo e testar uma versão em maior escala</strong> do seu processo de fabrico.</p><h2>Saiba mais sobre o CBD</h2><p>Atualmente, a produção global de CBD é insuficiente para substituir completamente o PET no fabrico de plásticos, de acordo com as conclusões do estudo. No entanto, como<strong> o cânhamo está a tornar-se cada vez mais popular para roupas, alimentos e materiais de construção</strong>, o seu cultivo está em plena expansão.</p><p><strong>Esta planta pode ser cultivada numa ampla variedade de climas, requer pouca água e praticamente nenhum pesticida</strong>. Além disso, pode ser cultivada em consórcio com outras culturas, como milho e soja, tornando-se uma cultura versátil para os agricultores.</p><p>"Os custos do CBD diminuiriam à medida que o cultivo de cânhamo aumentasse", concluiu Sotzing.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.cell.com/chem-circularity/fulltext/S3051-2948(26)00014-9?_returnURL=https%3A%2F%2Flinkinghub.elsevier.com%2Fretrieve%2Fpii%2FS3051294826000149%3Fshowall%3Dtrue" target="_blank">High-molecular-weight hemp-derived polycannabidiol carbonate thermoplastic with PET-like heat resistance, strength, and processability: Chem Circularity</a>. 30 de abril, 2026. Davis, et al.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-plastico-mais-ecologico-material-a-base-de-canhamo-traz-esperanca-diante-da-crise-da-poluicao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O papel de Maria Manuel Mota na ciência biomédica contemporânea]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-papel-de-maria-manuel-mota-na-ciencia-biomedica-contemporanea.html</link><pubDate>Wed, 06 May 2026 06:23:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Maria Manuel Mota é uma destacada cientista portuguesa cuja investigação sobre a malária contribui para avanços na medicina e na saúde global.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-papel-de-maria-manuel-mota-na-ciencia-biomedica-contemporanea-1777929466089.jpg" data-image="u0wiz145qars" alt="Cientistas portuguesa" title="Cientistas portuguesa"><figcaption>Maria Manuel Mota, cientista portuguesa, destaca-se pela sua investigação inovadora no combate à malária e pelo impacto na saúde global.</figcaption></figure><p>A história da ciência em Portugal ganhou uma dimensão internacional com o trabalho de <strong>Maria Manuel Mota, uma das mais influentes investigadoras na área da biomedicina</strong>.</p><p>O seu percurso destaca-se não apenas pela excelência científica, mas também pela forma como alia a investigação fundamental a soluções concretas para <strong>problemas que afetam milhões de pessoas em todo o mundo</strong>.</p><p>Nascida em Portugal, em 1971, Maria Manuel Mota construiu uma<strong> carreira marcada pela curiosidade e pela persistência</strong>.</p><p>Desde cedo que se interessou pela biologia e pelo funcionamento do corpo humano, o que a levou a seguir uma <strong>formação científica rigorosa</strong>. Ao longo dos anos,<strong> especializou-se no estudo de doenças infeciosas, com particular foco na malária</strong>.</p><h2>A investigação sobre a malária</h2><p>O contributo mais relevante da sua investigação está ligado à compreensão do <strong>ciclo de vida do parasita responsável pela malária</strong>, o <em>Plasmodium</em>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="656394" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/malaria-como-e-que-as-alteracoes-climaticas-afetarao-a-propagacao-da-doenca-transmitida-por-vetores-ambiente.html" title="Malária: como é que as alterações climáticas afetarão a propagação da doença transmitida por vetores?">Malária: como é que as alterações climáticas afetarão a propagação da doença transmitida por vetores?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/malaria-como-e-que-as-alteracoes-climaticas-afetarao-a-propagacao-da-doenca-transmitida-por-vetores-ambiente.html" title="Malária: como é que as alterações climáticas afetarão a propagação da doença transmitida por vetores?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/malaria-how-will-climate-change-affect-the-spread-of-the-vector-borne-disease-1715681840765_320.jpeg" alt="Malária: como é que as alterações climáticas afetarão a propagação da doença transmitida por vetores?"></a></article></aside><p>Durante muito tempo, a ciência concentrou-se sobretudo na fase em que o parasita circula no sangue. No entanto, Maria Manuel Mota ajudou a demonstrar que<strong> a fase inicial da infeção, quando o parasita ainda se encontra no fígado, é crucial para o desenvolvimento da doença</strong>.</p><p>Esta descoberta <strong>abriu novas possibilidades para a criação de vacinas e tratamentos mais eficazes</strong>, ao permitir que os cientistas atuem antes de os sintomas surgirem.</p><h2>O impacto global do trabalho de Maria Manuel Mota</h2><p>Num contexto em que a resistência a medicamentos continua a ser um desafio crescente, encontrar novos alvos terapêuticos é essencial.</p><p>E é precisamente aí que o trabalho de Maria Manuel Mota se torna tão relevante. A sua investigação não só aprofunda o conhecimento científico, como <strong>também tem implicações práticas na melhoria da saúde pública a nível mundial</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>"A malária não é apenas um problema de saúde — é também um problema social e económico."</strong> Segundo Maria Manuel Mota<br></div><p>Para além da investigação, Maria Manuel Mota <strong>desempenha um papel importante na liderança científica</strong>.</p><p>Como <strong>diretora do Instituto de Medicina Molecular</strong>, tem sido <strong>responsável por impulsionar a investigação biomédica em Portugal</strong>, promovendo a colaboração entre cientistas e criando condições para que as novas gerações de investigadores possam desenvolver o seu talento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-papel-de-maria-manuel-mota-na-ciencia-biomedica-contemporanea-1777929480545.jpg" data-image="0ue8w0wy1l03" alt="Contributo para o mundo" title="Contributo para o mundo"><figcaption>Com dedicação à ciência, a investigação de Maria Manuel Mota contribui para salvar vidas e mostra o poder do conhecimento na transformação do mundo.</figcaption></figure><p>Outro aspeto relevante da sua carreira é o <strong>compromisso com a divulgação científica</strong>. Maria Manuel Mota tem defendido a importância da ciência como ferramenta essencial para o progresso das sociedades, sublinhando a necessidade de investir na educação e na investigação.</p><p>A sua intervenção pública tem sido especialmente importante em <strong>momentos de crise sanitária</strong>, reforçando o papel da ciência na tomada de decisões informadas.</p><h2>Reconhecimento e legado</h2><p>Ao longo do seu percurso, recebeu diversos prémios e distinções, que reconhecem não só a qualidade da sua investigação, mas também o seu <strong>contributo para a sociedade</strong>.</p><p>No entanto, mais do que os prémios, o verdadeiro legado de Maria Manuel Mota reside no impacto concreto do seu trabalho, <strong>melhorar a compreensão de uma doença devastadora e contribuir para salvar vidas</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-papel-de-maria-manuel-mota-na-ciencia-biomedica-contemporanea.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Porque é que o calor húmido está a tornar-se mais perigoso do que as ondas de calor na Índia?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/porque-e-que-o-calor-humido-esta-a-tornar-se-mais-perigoso-do-que-as-ondas-de-calor-na-india.html</link><pubDate>Wed, 06 May 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A Índia tem sido assolada por um calor extremo, com o Departamento Meteorológico da Índia a prever dias de ondas de calor acima da média em várias áreas este ano.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/porque-e-que-o-calor-humido-esta-a-tornar-se-mais-perigoso-do-que-as-ondas-de-calor-na-india-1777421172430.jpg" data-image="l4g7rfxg4del" alt="Índia" title="Índia"><figcaption>A Índia tem enfrentado recentemente mais ondas de calor extremo.</figcaption></figure><p>O calor intenso está a castigar a Índia e espera-se que as temperaturas ultrapassem os 40 ºC, mesmo em regiões onde normalmente não se registam ondas de calor.</p><h2>Porquê a preocupação?</h2><p>Além das temperaturas muito elevadas, que já por si só são prejudiciais à saúde, existe na Índia, em especial nas regiões costeiras, um fator invisível, que não pode ser ignorado.</p><p>Trata-se da humidade elevada, grande quantidade de vapor de água no ar, que afeta muitas regiões da Índia, e que juntamente com temperaturas muito altas <strong>constitui uma ameaça para a saúde e que tem tornado o verão indiano insuportável: o calor húmido.</strong></p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O calor húmido é uma combinação de altas temperaturas e humidade elevada, que é mais prejudicial para a saúde do que altas temperaturas com humidade baixa.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>À medida que o corpo aquece, o suor é libertado para o arrefecer. Quando se está a suar, o corpo evapora água da pele, absorvendo energia e reduzindo a temperatura do corpo.</p><p>No entanto, <strong>quando o ar está saturado de vapor de água, com humidade bastante elevada, o corpo humano tem dificuldade em regular a sua temperatura através da transpiração</strong> <strong>e deste modo a temperatura do corpo não baixa</strong>, o que leva ao sobreaquecimento do corpo, com consequente stress térmico, exaustão e insolação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/porque-e-que-o-calor-humido-esta-a-tornar-se-mais-perigoso-do-que-as-ondas-de-calor-na-india-1777421375339.jpg" data-image="iwu5e7wp7s3y" alt="Calor" title="Calor"><figcaption>Na Índia, neste mês de abril, atingiram-se temperaturas a variar entre 45 °C e 50 °C em algumas regiões</figcaption></figure><p>À medida que as temperaturas sobem, especialmente durante o verão, o ar pode reter mais vapor de água, tornando a sensação térmica mais pesada e opressiva do que num ambiente de calor seco.</p><h2>Como prevenir - Avisos de ondas de calor não são suficientes</h2><p>A Índia, devido à sua localização geográfica, <strong>tem uns níveis de humidade muito elevados,</strong> em especial nas regiões costeiras, e além disso no verão o tempo é influenciado pela monção de verão indiana, que traz humidade abundante. </p><p>Há que referir também as condições socioeconómicas, que aumentam significativamente a exposição e a vulnerabilidade ao calor húmido.</p><div class="texto-destacado">De acordo com um novo estudo do Departamento Meteorológico da Índia (IMD), o calor húmido está a tornar-se cada vez mais perigoso nas zonas costeiras da Índia. Desde 1981, o stress térmico ao longo da costa do país intensificou-se significativamente, devido ao aumento combinado da temperatura e da humidade.</div><p>Foram analisados dados desde 1981 até 2020, que mostram que as temperaturas do termómetro molhado aumentaram ao longo das estações. <strong>O estudo do IMD mostra que os eventos extremos de calor e humidade têm aumentado, especialmente desde o início dos anos 2000.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="691137" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/apesar-de-nao-serem-suficientes-a-india-implementou-medidas-simples-de-adaptacao-as-alteracoes-climaticas.html" title="Apesar de não serem suficientes, a Índia implementou medidas simples de adaptação às alterações climáticas">Apesar de não serem suficientes, a Índia implementou medidas simples de adaptação às alterações climáticas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/apesar-de-nao-serem-suficientes-a-india-implementou-medidas-simples-de-adaptacao-as-alteracoes-climaticas.html" title="Apesar de não serem suficientes, a Índia implementou medidas simples de adaptação às alterações climáticas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/apesar-de-nao-serem-suficientes-a-india-implementou-medidas-simples-de-adaptacao-as-alteracoes-climaticas-1736280915521_320.jpg" alt="Apesar de não serem suficientes, a Índia implementou medidas simples de adaptação às alterações climáticas"></a></article></aside><p>A temperatura do termómetro molhado, que é um parâmetro meteorológico que combina calor e humidade, define a eficácia com que o corpo consegue arrefecer em condições de calor e humidade extremos.</p><p>A evaporação da água no tecido molhado que envolve o termómetro retira calor do termómetro, resultando num arrefecimento. <strong>Quanto mais seco é o ar, maior é a evaporação e, consequentemente, menor é a temperatura do termómetro molhado medida.</strong></p><p>Com 100% de humidade relativa, a temperatura do termómetro molhado é igual à temperatura do ar (temperatura do termómetro seco).</p><div class="texto-destacado">De acordo com um professor assistente da Universidade de Kerala, na Índia, os níveis de temperatura do termómetro molhado são determinantes críticos da exaustão e da insolação.</div><p>Um outro estudo, que analisou mais de 80 anos de dados meteorológicos na Índia, concluiu que locais como Kerala, que possui uma extensa linha de costa e um clima influenciado pelas monções, correm maior risco de stress térmico, visto que se verificou que a monção do Sudoeste controla o momento e a localização das ondas de calor húmidas. </p><p>De acordo com outra investigação, concluiu-se que <strong>o aumento do stress térmico pode reduzir o desempenho do trabalho na Índia em 30 a 40% até ao final do século</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/porque-e-que-o-calor-humido-esta-a-tornar-se-mais-perigoso-do-que-as-ondas-de-calor-na-india-1777421648203.jpg" data-image="361vb66tklxp" alt="Hidratar" title="Hidratar"><figcaption>Em situações de calor intenso, especialistas de saúde pública aconselham a beber muita água</figcaption></figure><p>Os dados oficiais dos últimos anos mostram dezenas de milhares de casos suspeitos de insolação na Índia durante temporadas de calor intenso, tendo sido registadas centenas de mortes. Os especialistas em saúde pública acreditam que estes números subestimam a verdadeira dimensão do problema, uma vez que a mortalidade relacionada com o calor é frequentemente subnotificada ou classificada incorretamente.</p><div class="texto-destacado">Os especialistas afirmam que a Índia precisa de atualizar rapidamente os seus sistemas de resposta ao calor e de ir além dos alertas baseados só na temperatura. O índice de calor e a temperatura do termómetro molhado devem ser integrados nos sistemas de alerta precoce, especialmente para regiões húmidas.</div><p>Durante décadas, as ondas de calor na Índia foram definidas por limites de temperatura. Quando o termómetro ultrapassava um determinado valor, eram emitidos alertas e acionadas medidas de emergência. <strong>Mas, em situações de calor húmido, a temperatura por si só não capta o que o corpo humano sente.</strong></p><div class="texto-destacado">Assim, o alerta antecipado para situações de calor húmido juntamente com a sensibilização da população podem ajudar a reduzir os problemas de saúde relacionados com o calor.</div><p>As projeções climáticas sugerem que as tendências atualmente observadas se irão intensificar, as temperaturas subirão ainda mais e os níveis de humidade provavelmente permanecerão elevados. <strong>Os eventos de calor húmido extremo podem tornar-se mais frequentes.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/porque-e-que-o-calor-humido-esta-a-tornar-se-mais-perigoso-do-que-as-ondas-de-calor-na-india.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal teve 155 dias com trovoada em 2025 e novembro foi o mês mais elétrico em 15 anos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-teve-155-dias-com-trovoada-em-2025-e-novembro-foi-o-mes-mais-eletrico-em-15-anos.html</link><pubDate>Tue, 05 May 2026 15:51:57 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O ano passado trouxe uma atividade elétrica invulgar ao território continental, com mais dias de trovoada, fortes contrastes regionais e um outono marcado por episódios de grande intensidade atmosférica.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-teve-155-dias-com-trovoada-em-2025-e-novembro-foi-o-mes-mais-eletrico-em-15-anos-1777987099416.jpg" data-image="zofab5pw2v4i" alt="Trovoada" title="Trovoada"><figcaption>O ano de 2025 revelou uma atividade elétrica intensa em várias regiões do país, com episódios concentrados e descargas de grande impacto. Foto: Pixabay</figcaption></figure><p>Em <strong>2025</strong>, Portugal Continental somou <strong>155 dias com trovoada</strong>, um valor acima da média recente e que revela uma atmosfera mais ativa do que o habitual. O <strong>Boletim de Descargas Elétricas</strong> do Instituto Português do Mar e da Atmosfera mostra que esta atividade não se distribuiu de forma uniforme. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Santarém liderou o número de descargas nuvem-solo, com 3.027 ocorrências que atingiram o solo. Portalegre destacou-se no registo de fenómenos intranuvem, acumulando 10.478 eventos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A distinção entre estes dois tipos de descargas é essencial para compreender o risco. As <strong>descargas internas</strong> permanecem confinadas às nuvens, enquanto as que <strong>atingem o solo</strong> representam uma <strong>ameaça direta</strong> para pessoas, edifícios e sistemas elétricos. A comunidade científica acompanha, por isso, com especial atenção as descargas nuvem-solo, que, apesar de menos frequentes, têm maior potencial destrutivo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-teve-155-dias-com-trovoada-em-2025-e-novembro-foi-o-mes-mais-eletrico-em-15-anos-1777987200410.jpg" data-image="halijvmmlkfr" alt="Mapa do IPMA com núero de dias com trovoada" title="Mapa do IPMA com núero de dias com trovoada"><figcaption>Em 2025 registaram-se dias de trovoada em quase todo o território continental, tendo o número de dias de trovoada sido superior a sete dias na maioria dos distritos. Imagem: IPMA</figcaption></figure><p>A origem destes fenómenos está nas nuvens de grande desenvolvimento vertical, conhecidas como <strong>cúmulo nimbo</strong>. Embora apenas uma pequena parte da eletricidade gerada durante uma tempestade chegue ao solo, essa fração é suficiente para justificar medidas de proteção civil. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em 2025, a densidade média nacional fixou-se em 0,25 descargas por quilómetro quadrado, o oitavo valor mais baixo desde 2010, mas com zonas onde a atividade foi significativamente superior.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Castelo Branco</strong> e <strong>Lisboa</strong> registaram densidades acima de 0,3 unidades por área. No município de Castelo Branco ocorreram 646 descargas nuvem-solo, contribuindo para que quase metade da atividade perigosa do país se concentrasse em apenas cinco distritos: Santarém, Castelo Branco, Portalegre, Beja e Évora.</p><h2>Novembro concentrou a energia mais intensa do ano</h2><p>O outono foi a estação mais elétrica de 2025, responsável por 43,1% de toda a atividade anual. E o dia <strong>5 de novembro</strong> registou o episódio mais marcante do ano. A passagem de uma frente fria muito ativa originou 6.122 descargas nuvem-solo num único dia, mais de um quarto de todo o registo anual. Foi o <strong>novembro mais intenso dos últimos quinze anos</strong>, com o pico de atividade a ocorrer entre o nascer do sol e o meio-dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-teve-155-dias-com-trovoada-em-2025-e-novembro-foi-o-mes-mais-eletrico-em-15-anos-1777987285574.jpg" data-image="6qc84eeo1c31" alt="Mapa do IPMA com a densidade média de descargas elétricas atmosféricas" title="Mapa do IPMA com a densidade média de descargas elétricas atmosféricas"><figcaption>As regiões de Lisboa e Alentejo e os distritos de Santarém e Castelo Branco registaram os valores mais altos de densidade de descarga elétrica. Imagem: IPMA</figcaption></figure><p>Os valores mais elevados de densidade de descarga elétrica atmosférica concentraram-se numa faixa que abrange as regiões de <strong>Lisboa e Vale do Tejo</strong>, <strong>Alentejo</strong> e alguns locais da Beira Baixa, com destaque para os distritos de <strong>Santarém</strong> e <strong>Castelo Branco.</strong></p><p>Apesar de novembro ter concentrado a maior energia libertada, a persistência do fenómeno estendeu-se a outras épocas do ano. <strong>Março foi o mês com mais dias de trovoada</strong>, seguido de abril e maio. No Sul, Beja registou 61 dias instáveis, enquanto concelhos como Mértola e Odemira viveram um mês completo com trovoada.</p><h2>Padrões horários e implicações para a segurança</h2><p>O relatório do IPMA identifica também <strong>dois períodos críticos</strong> ao longo do dia. O primeiro entre as <strong>cinco e as sete da manhã</strong>, quando a atmosfera tende a libertar parte da carga acumulada durante a noite. O segundo a <strong>meio da tarde</strong>, momento em que o aquecimento diurno favorece a formação de nuvens com grande desenvolvimento vertical.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="757608" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobriram-como-prever-as-trovoadas-gracas-a-um-novo-estudo-com-2-2-milhoes-de-tempestades.html" title="Cientistas descobriram como prever as trovoadas graças a um novo estudo com 2,2 milhões de tempestades">Cientistas descobriram como prever as trovoadas graças a um novo estudo com 2,2 milhões de tempestades</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobriram-como-prever-as-trovoadas-gracas-a-um-novo-estudo-com-2-2-milhoes-de-tempestades.html" title="Cientistas descobriram como prever as trovoadas graças a um novo estudo com 2,2 milhões de tempestades"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/scientists-have-figured-out-how-to-predict-thunderstorms-thanks-to-a-new-study-of-2-2-million-thunderstorms-1772682738811_320.jpg" alt="Cientistas descobriram como prever as trovoadas graças a um novo estudo com 2,2 milhões de tempestades"></a></article></aside><p>Conhecer estes ciclos é essencial para planear atividades ao ar livre, proteger equipamentos sensíveis e reforçar a gestão de emergência. A descida da densidade global face a 2024 não deve, por isso, ser interpretada como um sinal de menor risco. O <strong>episódio excecional de novembro </strong>mostra, aliás, que basta um único sistema meteorológico severo para gerar impactos significativos na segurança e na gestão do território.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em><a href="https://www.ipma.pt/pt/media/noticias/documentos/2026/Boletim_anual_DEA_2025.pdf" target="_blank">Boletim Descargas Elétricas Atmosféricas 2025</a> – Instituto Português do Mar e da Atmosfera</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-teve-155-dias-com-trovoada-em-2025-e-novembro-foi-o-mes-mais-eletrico-em-15-anos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A partir de sexta-feira, 8 de maio, uma depressão fria estenderá as suas frentes de chuva com trovoadas incorporadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio-uma-depressao-fria-estendera-as-suas-frentes-de-chuva-com-trovoadas-incorporadas.html</link><pubDate>Tue, 05 May 2026 15:15:26 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma depressão fria vinda de oeste será alimentada por ar polar marítimo proveniente da Islândia a partir de sexta-feira, 8 de maio. Espera-se uma mudança abrupta do tempo em Portugal continental, com chuva mais generalizada, vento forte e trovoadas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa86hr6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa86hr6.jpg" id="xa86hr6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Entre as últimas horas de quinta-feira (7) e as primeiras horas de sexta-feira (8) os mapas de referência da Meteored revelam a aproximação de um <strong>centro de baixas pressões, inserido num vale depressionário, e a ser alimentado por ar polar vindo das imediações da Islândia</strong>.</p><p>Nas 24 a 48 horas seguintes esta depressão ganhará contornos distintos, transformando-se numa <strong>depressão fria</strong>, isto é, quando o núcleo de ar frio se separar da circulação principal, ficando posicionado a oeste de Portugal continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio-uma-depressao-fria-estendera-as-suas-frentes-de-chuva-com-trovoadas-incorporadas-1777992799448.png" data-image="m9odk13iuzzy"><figcaption>A cerca de 5500 metros de altitude, observa-se com clareza o ar polar marítimo vindo da Islândia a reforçar em altitude a depressão fria posicionada a oeste da Península Ibérica e a torná-la mais intensa.</figcaption></figure><p>Na sexta-feira (8) o reforço de ar frio em altitude deverá intensificar a depressão a oeste do nosso país. O ar mais frio injetado na circulação depressionária aumentará o contraste térmico e, consequentemente, a instabilidade atmosférica.</p><h2>Primeiros efeitos da depressão fria notados a partir de sexta-feira, 8 de maio</h2><p><strong>Na sexta-feira (8) espera-se que a chuva gerada por uma das primeiras frentes comece a ganhar força a partir do final da tarde</strong>, atingindo primeiro a faixa costeira ocidental, e depois a alastrar-se durante a noite para grande parte do território de Portugal continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio-uma-depressao-fria-estendera-as-suas-frentes-de-chuva-com-trovoadas-incorporadas-1777992674280.png" data-image="4i4f6ehyddmi"><figcaption>Sexta-feira, 8 de maio, constituirá o ponto de viragem entre dias mais amenos e o cenário instável que se seguirá. Além da precipitação mais frequente e generalizada, haverá risco de ocorrência de trovoadas no período que se estende entre sexta-feira e domingo, dias 8, 9 e 10 de maio.</figcaption></figure><p> Para além das frentes geradas em torno da depressão fria, que tornarão a precipitação mais frequente, organizada e generalizada na nossa geografia entre sexta (8) e domingo (10), haverá propensão para a ocorrência de <strong>trovoadas incorporadas, embora muito dispersas</strong>.</p><h2>Chuva com trovoadas intensifica no sábado e precipitação mantém-se pelo menos até domingo</h2><p>A curto prazo, prevê-se que <strong>sábado, 9 de maio</strong>, seja o dia mais marcado pela mudança de padrão atmosférico. Espera-se <strong>precipitação generalizada durante grande parte do dia</strong>, associada à entrada de uma grande quantidade de água precipitável sobre o território.</p><p>Além disto, <strong>as temperaturas estarão inferiores ao normal para a época do ano</strong> (algo que também é visível através das anomalias térmicas negativas), devido á entrada em cena do ar polar marítimo vindo das imediações da Islândia, que provocará um ambiente mais fresco e mais típico de março do que de maio.</p><p>O vento do quadrante Sul reforçará a sensação de tempo instável. Estão previstas <strong>rajadas fortes de até 60/70 km/h entre as 13:00 e as 19:00 de sábado (9)</strong> em qualquer ponto de norte a sul de Portugal continental, podendo nalguns locais atingir valores superiores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio-uma-depressao-fria-estendera-as-suas-frentes-de-chuva-com-trovoadas-incorporadas-1777992074436.png" data-image="u9l84rwvrvcr"><figcaption>Zonas situadas a oeste da Barreira de Condensação, quase toda a Região Centro e a Área Metropolitana de Lisboa. De momento, o modelo Europeu prevê que estas sejam as regiões mais afetadas pela chuva até às 22:00 de domingo, 10 de maio.</figcaption></figure><p><strong>A chuva deverá manter-se em Portugal continental pelo menos até domingo (10)</strong>, prolongando este episódio de instabilidade por vários dias consecutivos. Tudo indica que se tratará de um<strong> </strong>episódio bastante chuvoso para a época do ano, com acumulações totais muito significativas em várias regiões, sobretudo na metade ocidental da <strong>Região Norte, em quase toda a Região Centro e na Área Metropolitana de Lisboa, com acumulações entre 50 e 75 mm</strong>.</p><p>Alguns locais poderão aproximar-se ou superar o patamar dos <strong>100 mm</strong> de chuva acumulada ao longo de todo este período de precipitação. No resto do território do Continente vislumbram-se registos inferiores, mas bastante significativos tendo em conta a época do ano.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767290" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ar-polar-vindo-da-islandia-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio.html" title="Ar polar vindo da Islândia vai mudar o tempo em Portugal a partir de sexta-feira, 8 de maio">Ar polar vindo da Islândia vai mudar o tempo em Portugal a partir de sexta-feira, 8 de maio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ar-polar-vindo-da-islandia-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio.html" title="Ar polar vindo da Islândia vai mudar o tempo em Portugal a partir de sexta-feira, 8 de maio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-vindo-da-islandia-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio-1777980671578_320.png" alt="Ar polar vindo da Islândia vai mudar o tempo em Portugal a partir de sexta-feira, 8 de maio"></a></article></aside><p>Por último, haverá condições favoráveis à <strong>ocorrência de trovoadas dispersas</strong>. Os mapas revelam que as descargas elétricas tenderão a surgir nas regiões <strong>a norte do rio Tejo, podendo surgir tanto no litoral como no interior</strong>.</p><p>Tratando-se de uma previsão ainda sujeita a muitos ajustes quanto à distribuição e intensidade da precipitação e de outros elementos climáticos, <strong>recomenda-se um acompanhamento diário das notícias de previsão lançadas pela Meteored</strong>, com toda a informação meteorológica a ser constantemente atualizada.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio-uma-depressao-fria-estendera-as-suas-frentes-de-chuva-com-trovoadas-incorporadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Açores enfrenta tempo adverso: a partir de quinta-feira preveem-se rajadas até 90 km/h e ondas até 9 metros]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-enfrenta-tempo-adverso-a-partir-de-quinta-feira-preveem-se-rajadas-ate-90-km-h-e-ondas-ate-9-metros.html</link><pubDate>Tue, 05 May 2026 13:19:43 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[A estabilidade nos Açores tem as horas contadas. A aproximação de uma depressão a este arquipélago resultará sobretudo no aumento da intensidade do vento e em forte agitação marítima. Consulte a previsão para os próximos dias!<figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa85yxc"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa85yxc.jpg" id="xa85yxc"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>De um modo geral, estes primeiros dias da semana no arquipélago dos Açores estão a ser relativamente estáveis. Porém, avizinha-se uma mudança radical das condições meteorológicas, em concreto a partir de quinta-feira, 7 de maio, especialmente no que concerne ao vento e ao mar. <strong>Quanto à precipitação, o episódio mais significativo deve-se a uma frente que varrerá todo o arquipélago com chuva já amanhã, quarta (6)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-enfrenta-tempo-adverso-a-partir-de-quinta-feira-preveem-se-rajadas-ate-90-km-h-e-ondas-ate-9-metros-1777986885538.png" data-image="fuwcx04u487t"><figcaption>Frente de fraca atividade a produzir períodos de chuva fraca na tarde e noite de quarta-feira, 6 de maio nos Açores.</figcaption></figure><p>Esta configuração sinóptica enquadra-se na influência de uma <strong>depressão inserida num vale depressionário com ar polar, de acordo com os mapas do modelo Europeu</strong>. Na sua trajetória para leste sobre o Atlântico, o centro de baixas pressões também provocará tempo instável na Madeira e, mais tarde, em Portugal continental.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>Evolução da depressão que afetará Arquipélagos e Continente. Nos primeiros dias a baixa pressão estará inserida num vale depressionário e mais tarde, entre sexta (8) e sábado (9), transforma-se numa depressão fria ao separar-se do jato polar, datas em que começa a afetar Portugal continental.</div><p>Mais tarde, entre <strong>sexta e sábado, 8 e 9 de maio</strong>, o centro de baixas pressões ganha contornos distintos.<strong> O núcleo de ar frio em altitude separa-se do jato polar e transforma-se numa depressão fria</strong>. É precisamente nestas datas que começa a influenciar o tempo em <strong>Portugal continental</strong>. A instabilidade provocada pela depressão fria manter-se-á nos arquipélagos, sendo que nos Açores se manifestará sobretudo através de vento forte e agitação marítima.</p><h2>Vento forte afetará os Açores até domingo, 10 de maio</h2><p><strong>Nos Açores espera-se que o vento de Nor-Noroeste seja um dos efeitos mais adversos</strong>. Não se vislumbram valores extremos. Ainda assim, os mapas traduzem a possibilidade de rajadas fortes em todas as ilhas do arquipélago durante grande parte da segunda metade da presente semana.</p><p>Na <strong>quinta-feira (7)</strong>, os bordos ocidental e meridional da depressão, os mais ativos desta baixa pressão, poderão provocar <strong>rajadas até 90 km/h nas áreas mais expostas das ilhas açorianas</strong>, não se excluindo a possibilidade que sejam superiores nalguns locais. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-enfrenta-tempo-adverso-a-partir-de-quinta-feira-preveem-se-rajadas-ate-90-km-h-e-ondas-ate-9-metros-1777986120885.png" data-image="o804nhmmp5xk"><figcaption>Prevê-se que quinta-feira, 7 de maio, seja o dia mais agreste no que toca à intensidade das rajadas de vento no arquipélago dos Açores. Nas áreas mais expostas do Grupo Central poderão ser registados valores de até 90 km/h.</figcaption></figure><p>Na <strong>sexta-feira (8)</strong> as rajadas manter-se-ão relativamente fortes, na ordem dos 60 km/h, embora possam atingir <strong>valores pontualmente superiores (até 70 km/h), sobretudo no Grupo Oriental</strong>. No <strong>sábado (9)</strong> prevê-se um ligeiro agravamento do vento Norte: de manhã nos <strong>Grupos Central e Oriental, com rajadas até 75 e 65 km/h respetivamente, e de tarde no Grupo Ocidental (até 75 km/h)</strong>.</p><p>Já no <strong>domingo (10)</strong> espera-se uma diminuição gradual da intensidade do vento no arquipélago dos Açores, à medida que a depressão se afasta para leste, após vários dias em rotação estacionária entre os Arquipélagos e Portugal continental. Mesmo assim, ainda estão previstas <strong>rajadas pontualmente fortes, que afetarão sobretudo os Grupos Central e Oriental (até 70/80 km/h)</strong>.</p><h2>A depressão também trará alguma chuva, provocando ondas até 9 metros</h2><p>Após a frente que varrerá todo o arquipélago com períodos de chuva na quarta-feira, 6 de maio, <strong>a precipitação tenderá a tornar-se mais escassa e irregular nos dias seguintes</strong>. Não se prevê que a depressão passe diretamente pelos Açores (circulará a nor-nordeste deste território insular), mas o raio de influência desta baixa pressão de carácter relativamente estacionário será amplo o suficiente para <strong>produzir linhas de instabilidade irregulares e pouco organizadas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767290" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ar-polar-vindo-da-islandia-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio.html" title="Ar polar vindo da Islândia vai mudar o tempo em Portugal a partir de sexta-feira, 8 de maio">Ar polar vindo da Islândia vai mudar o tempo em Portugal a partir de sexta-feira, 8 de maio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ar-polar-vindo-da-islandia-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio.html" title="Ar polar vindo da Islândia vai mudar o tempo em Portugal a partir de sexta-feira, 8 de maio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-vindo-da-islandia-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio-1777980671578_320.png" alt="Ar polar vindo da Islândia vai mudar o tempo em Portugal a partir de sexta-feira, 8 de maio"></a></article></aside><p><strong>Preveem-se vários períodos de precipitação fraca e intermitente, pontualmente moderada, a alternar com boas abertas entre quinta-feira (7) e sábado (9)</strong>, especialmente nos Grupos Central e Oriental. No Grupo Ocidental a precipitação será geralmente mais escassa. No domingo (10) espera-se que a precipitação já praticamente se tenha dissipado, embora os mapas mostrem vestígios residuais, mais prováveis nas ilhas orientais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-enfrenta-tempo-adverso-a-partir-de-quinta-feira-preveem-se-rajadas-ate-90-km-h-e-ondas-ate-9-metros-1777986794223.png" data-image="ip739djloote"><figcaption>Mar agitado nos Açores entre quinta-feira (7) e domingo (10). As ondas poderão atingir uma altura máxima de até 9 metros nestes 4 dias.</figcaption></figure><p>Quanto à <strong>agitação marítima</strong> ao largo do arquipélago açoriano, preveem-se ondas com altura significativa de 2 a 3 metros entre quinta (7) e sexta (8), com altura máxima de 5 a 7 metros.</p><p><strong>Prevê-se um agravamento temporário da ondulação marítima no sábado (9) e no domingo (10)</strong>. No primeiro destes dias será particularmente mais forte nos Grupos Ocidental e Central (ondas com altura significativa de 3 a 4 metros; ondas com altura máxima de 6 a 8 metros). <strong>No domingo (10) será mais agreste nos Grupos Central e Oriental</strong>, com ondas a atingirem uma altura significativa de 3 a 4 metros e uma<strong> altura máxima de 7 a 9 metros</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-enfrenta-tempo-adverso-a-partir-de-quinta-feira-preveem-se-rajadas-ate-90-km-h-e-ondas-ate-9-metros.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar polar vindo da Islândia vai mudar o tempo em Portugal a partir de sexta-feira, 8 de maio]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ar-polar-vindo-da-islandia-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio.html</link><pubDate>Tue, 05 May 2026 12:48:04 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Ar polar proveniente da Islândia vai alimentar uma depressão a oeste da Península e provocar uma mudança abrupta do tempo em Portugal, com chuva generalizada, vento forte e descida das temperaturas a partir de sexta-feira.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa85suw"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa85suw.jpg" id="xa85suw"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A tarde desta terça-feira, 5 de maio, <strong>continuará marcada por precipitação fraca no Norte e no Centro do país.</strong> Nos distritos de Braga e Vila Real, a chuva poderá atingir pontualmente intensidade fraca a moderada, com valores até 3 mm/h.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ainda assim, trata-se de um episódio passageiro. A partir das 22h, a probabilidade de chuva deverá desaparecer em todo o território continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-vindo-da-islandia-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio-1777980793059.png" data-image="qqkqikcouvmh" alt="Chuva" title="Chuva"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-196918">Nesta tarde de terça-feira, a precipitação mantém-se fraca no Norte e Centro, com acumulados horários localmente até 3 mm em Braga e Vila Real, antes de cessar no continente ao final do dia.</figcaption></figure><p>As temperaturas manter-se-ão mais contidas no Norte e no Centro, também devido à nebulosidade e à precipitação. Castelo Branco deverá destacar-se como o distrito mais quente da região Centro, com máximas entre 18 e 20 ºC. Já no Sul, o ambiente continuará ameno, embora com céu bastante nublado.</p><h2>Quarta e manhã de quinta-feira com tempo mais estável</h2><p>A quarta-feira, 6 de maio, e a manhã de quinta-feira <strong>deverão trazer uma pausa relativa na instabilidade.</strong> Apenas se admitem episódios residuais de chuva muito fraca e localizada na faixa costeira dos distritos de Coimbra, Leiria e Lisboa, sobretudo até ao início da tarde. No restante território, o tempo deverá manter-se seco.</p><p>As temperaturas máximas deverão ser semelhantes nos dois dias, amenas no Centro e no Sul, mais contidas no Norte. Mas esta estabilidade será apenas temporária. <strong>A partir da noite de quinta-feira, começará a notar-se a aproximação de uma depressão fria, alimentada por ar polar vindo da região da Islândia.</strong></p><h2>Sexta-feira, dia 8, marca o início da mudança mais brusca</h2><p>Na madrugada de sexta-feira, 8 de maio, <strong>o reforço de ar frio em altitude deverá intensificar a depressão a oeste da Península Ibérica.</strong> Esse ar mais frio, injetado na circulação ciclónica, aumentará o contraste térmico e, consequentemente, a instabilidade atmosférica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-vindo-da-islandia-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio-1777980671578.png" data-image="k169vr30u3wj" alt="Temperatura a 700 hPa" title="Temperatura a 700 hPa"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-928772">Na sexta-feira, a entrada de ar mais frio em altitude, proveniente da região da Islândia, reforça a depressão fria a oeste da Península Ibérica e aumenta o potencial de instabilidade atmosférica.</figcaption></figure><p>A chuva deverá começar a ganhar força a partir das 17h ou 18h, primeiro na faixa costeira, alastrando depois durante a noite a grande parte de Portugal continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-vindo-da-islandia-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio-1777980711667.png" data-image="9mycme0baww9" alt="Chuva e Pressão atmosférica" title="Chuva e Pressão atmosférica"><figcaption>Ao final de sexta-feira, a circulação depressionária transporta uma massa significativa de humidade para Portugal, com chuva a intensificar-se na faixa costeira e a propagar-se ao interior durante a noite.</figcaption></figure><p>Portanto, a sexta-feira funcionará como o verdadeiro ponto de viragem entre os dias mais amenos e o cenário mais instável que se seguirá.</p><h2>Sábado mais frio, ventoso e com chuva generalizada</h2><p>O sábado, 9 de maio, deverá ser o dia mais marcado por esta mudança de padrão. Prevê-se <strong>precipitação generalizada ao longo de grande parte do dia,</strong> associada à entrada de uma grande quantidade de água precipitável sobre o território. Além da chuva, <strong>as temperaturas máximas deverão descer entre 3 e 4 ºC, com a diferença mais evidente no Sul e na faixa costeira entre Lisboa e Braga</strong>.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-vindo-da-islandia-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio-1777980757593.png" data-image="ocfux2zv0z7m" alt="Rajada de Vento" title="Rajada de Vento"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-989984">No sábado, a depressão a oeste da Península gera precipitação generalizada, descida das temperaturas máximas e rajadas moderadamente fortes, localmente até 70 km/h.</figcaption></figure><p>O vento será outro fator a ter em conta. Após se intensificar na tarde de sexta, deverá manter-se no sábado com rajadas moderadamente fortes, <strong>que localmente poderão atingir os 70 km/h.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767129" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-em-portugal-esta-quinta-feira-forma-se-uma-depressao-fria-que-deixara-chuva-ate-segunda-11-de-maio.html" title="Chuva em Portugal: esta quinta-feira forma-se uma depressão fria que deixará chuva até segunda, 11 de maio">Chuva em Portugal: esta quinta-feira forma-se uma depressão fria que deixará chuva até segunda, 11 de maio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-em-portugal-esta-quinta-feira-forma-se-uma-depressao-fria-que-deixara-chuva-ate-segunda-11-de-maio.html" title="Chuva em Portugal: esta quinta-feira forma-se uma depressão fria que deixará chuva até segunda, 11 de maio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-em-portugal-esta-quinta-feira-forma-se-uma-depressao-fria-que-deixara-chuva-ate-segunda-11-de-maio-1777902101655_320.png" alt="Chuva em Portugal: esta quinta-feira forma-se uma depressão fria que deixará chuva até segunda, 11 de maio"></a></article></aside><p> Em conclusão, a chuva deverá manter-se em Portugal continental pelo menos até domingo, prolongando este episódio de instabilidade por vários dias consecutivos. Tudo indica que se tratará de um evento bastante chuvoso, com acumulados totais muito significativos em várias regiões e <strong>com alguns locais a ultrapassar os 100 mm de chuva acumulada ao longo de todo este período de precipitação. </strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ar-polar-vindo-da-islandia-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frio em maio: Portugal poderá ter até cinco dias de ar polar a partir de sábado, dia 9]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frio-em-maio-portugal-podera-ter-ate-cinco-dias-de-ar-polar-a-partir-de-sabado-dia.html</link><pubDate>Tue, 05 May 2026 12:18:44 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O mês de maio está a ser mais frio que o normal, segundo o que os nossos mapas de anomalia térmica indicam. Nos próximos dias esta tendência deverá manter-se e até tornar-se mais expressiva.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa85lb8"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa85lb8.jpg" id="xa85lb8"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Maio começou fresco e instável e os nossos mapas indicam que <strong>o frio deverá persistir</strong>, afastando-nos dos dias mais típicos de primavera. A aproximação de uma massa de ar polar está a contribuir para a descida generalizada dos termómetros e assim deverá ser a tendência nos próximos dias.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br><br>Podemos observar que as anomalias negativas (a azul) vão cobrir todo o continente português e também algumas ilhas nos próximos dias. Para além do que se pode ver neste mapa, é esperada uma persistência destes valores até à próxima semana.</div><p>Segundo a mais recente atualização do nosso modelo de referência, ECMWF, <strong>entre sábado, dia 9, e quarta-feira, dia 13, as temperaturas podem descer ainda mais e de forma mais generalizada</strong>, devendo afetar toda a geografia continental.</p><h2>Entre sexta-feira e sábado registar-se-á uma descida dos termómetros</h2><p>Para sexta-feira, dia 8, esperam-se temperaturas máximas entre os 16 ºC e os 20 ºC no Norte do país; entre os 14 ºC e os 21 ºC no Centro; e entre os 17 ºC e os 22 ºC no Sul. <strong>No sábado, este cenário já poderá mudar</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frio-em-maio-portugal-podera-ter-ate-cinco-dias-de-ar-polar-a-partir-de-sabado-dia-1777980184817.png" data-image="w3s5eg5bvj2d" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>Ao que tudo indica, os próximos dias, até, pelo menos, quarta-feira, dia 13, todo o continente deverá registar temperaturas abaixo da média. Em alguns locais, estes valores podem ser de até 8 ºC abaixo da nomal climatológica.</figcaption></figure><p>Como temos vindo a avançar,<strong> a chegada de uma massa de ar polar a esta latitude, irá contribuir para a descida dos termómetros de forma generalizada</strong>. Assim, e segundo a atual previsão, é expectável que sábado seja o primeiro dia sob esta influência, que irá fazer com que os valores máximos de temperatura nesse dia não devam ultrapassar os 19 ºC. <strong>A presença de uma depressão fria (ou gota fria) a oeste do continente, também contribui para a manutenção destes valores</strong> mais baixos.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Desta forma, para o dia de sábado, esperam-se valores máximos entre os 13 ºC e os 15 ºC no Norte do país; entre os 11 ºC e os 18 ºC no Centro; e entre os 15 ºC e os 19 ºC no Sul do país.</p><h2>Influência de ar polar poderá persistir até quarta-feira, dia 13</h2><p>No domingo, dia 10, o cenário será idêntico ao de sábado, com pouca variação das temperaturas, sendo esperadas máximas compreendidas entre os 12 ºC na Guarda e os 19 ºC em Lisboa e Faro. Tal como podemos observar no mapa acima, <strong>esta descida generalizada, dará lugar a anomalias térmicas negativas em todo o continente, com locais a registar até 8 ºC abaixo da média</strong>. Em algumas zonas do litoral, esta anomalia poderá ser menos evidente, ainda que deva registar-se.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frio-em-maio-portugal-podera-ter-ate-cinco-dias-de-ar-polar-a-partir-de-sabado-dia-1777982206264.jpg" data-image="9flvzo8xr2pe" alt="anomalia térmica semanal" title="anomalia térmica semanal"><figcaption>Os mapas de anomalia térmica semanais mostram anomalias negativas tanto na presente semana como na próxima. No entanto, estas são mais evidentes nesta semana, contando que a partir de quinta-feira, dia 14, as temperaturas possam entrar em recuperação, de acordo com os mapas de temperatura à superfície.</figcaption></figure><p>Na<strong> segunda-feira, a região do Ribatejo poderá registar uma ligeira subida</strong>, ainda que os valores se devam manter entre os 18 ºC e os 20 ºC. No restante território, esperam-se valores entre os 8 ºC a 10 ºC nas regiões montanhosas do Norte e Centro; entre os 12 ºC e os 16 ºC no Norte; entre os 14 ºC e os 18 ºC no Centro; e entre os 14 ºC e os 20/22 ºC no Sul, ainda que estes últimos valores devam ser sentidos localmente no Baixo Alentejo.</p><p>Na terça-feira, voltaremos a registar uma descida, especialmente no Sul do país, onde, globalmente se esperam temperaturas compreendidas entre os 10/12 ºC e os 18/20 ºC. <strong>As regiões Norte e Centro sentirão esta descida de forma mais acentuada</strong>, ao longo de todo este episódio.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767134" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-a-calma-antes-da-tempestade-ha-uma-depressao-a-caminho.html" title="Mudanças no tempo em Portugal esta semana: a calma antes da tempestade; há uma depressão a caminho">Mudanças no tempo em Portugal esta semana: a calma antes da tempestade; há uma depressão a caminho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-a-calma-antes-da-tempestade-ha-uma-depressao-a-caminho.html" title="Mudanças no tempo em Portugal esta semana: a calma antes da tempestade; há uma depressão a caminho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-a-calma-antes-da-tempestade-ha-uma-depressao-a-caminho-1777903579238_320.png" alt="Mudanças no tempo em Portugal esta semana: a calma antes da tempestade; há uma depressão a caminho"></a></article></aside><p><strong>Quarta-feira, o dia em que poderá terminar este episódio de descidas recorrentes</strong>, espera-se uma ligeira subida em alguns locais do Centro e Sul, ainda que a maior parte do país não deva ultrapassar os 18 ºC. As cotas mais elevadas do Norte e Centro continuarão a registar valores na ordem dos 8/10 ºC. </p><p>Desta forma, e segundo o que conseguimos apurar neste momento, <strong>é expectável que a partir deste dia, as temperaturas comecem a recuperar, de Sul para Norte,</strong> sendo esperada uma quinta-feira mais agradável no Sul do país, com valores entre os 20 ºC e os 22 ºC em vários pontos do Baixo Alentejo e Algarve.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frio-em-maio-portugal-podera-ter-ate-cinco-dias-de-ar-polar-a-partir-de-sabado-dia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como os países estão a transformar a dívida em florestas para combater as alterações climáticas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-os-paises-estao-a-transformar-a-divida-em-florestas-para-combater-as-alteracoes-climaticas.html</link><pubDate>Tue, 05 May 2026 11:06:21 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um velho artifício financeiro que permite aos países trocar dívida por proteção ambiental está a renascer, com acordos que agora atingem valores na ordem dos milhares de milhões — mas nem todos estão convencidos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/how-countries-are-turning-debt-into-forests-to-fight-climate-change-1777380286517.jpg" data-image="085rifnn7om3" alt="Researchers have highlighted how financial systems have been repurposed to channel debt relief into large-scale environmental protection efforts." title="Researchers have highlighted how financial systems have been repurposed to channel debt relief into large-scale environmental protection efforts."><figcaption>Os investigadores têm destacado a forma como os sistemas financeiros têm sido reorientados para canalizar o alívio da dívida para iniciativas de proteção ambiental em grande escala.</figcaption></figure><p>Em 2023, o Equador refinanciou cerca de 1,6 mil milhões de dólares da sua dívida pública em condições mais favoráveis e comprometeu-se a investir as poupanças na <strong>proteção das Ilhas Galápagos</strong> - um dos maiores exemplos até à data do que se denomina <strong>troca de dívida por natureza</strong>.</p><p>Este mecanismo existe desde o final da década de 1980, quando organizações de caridade ambientais começaram a comprar dívida pública em dificuldades a preços baixos e a convertê-la em <strong>financiamento local para a conservação</strong>. No entanto, os acordos que ocorrem atualmente são estruturados por bancos, em vez de organizações de caridade, e operam numa escala completamente diferente.</p><p>A ideia básica não mudou muito, no entanto, e os países continuam a reduzir o peso da sua dívida, os detentores de obrigações livram-se de ativos de risco e as poupanças são canalizadas para ecossistemas que, de outra forma, ficariam sem financiamento. Parece quase bom demais para ser verdade e, de certa forma, é, mas o modelo está a ter um <strong>verdadeiro ressurgimento após anos de ter sido praticamente esquecido</strong>. Eis como.</p><h2>Por que razão os acordos desapareceram e voltaram</h2><p>Houve uma onda de entusiasmo em torno destas trocas de <strong>dívida por natureza</strong> ao longo do final dos anos 80 e início dos anos 90, especialmente na América Latina e em África. Mas esse entusiasmo esmoreceu na década de 2000, quando os programas de alívio da dívida em grande escala tornaram mais difícil obter dívida em dificuldades e reduziram o incentivo para os governos prosseguirem com esses acordos.</p><p>O que mudou mais recentemente é que os <strong>níveis de dívida voltaram a subir acentuadamente</strong>, especialmente após a pandemia, e os bancos passaram a envolver-se na estruturação dos acordos, em vez de apenas instituições de caridade, o que significa que podem operar numa <strong>escala completamente diferente</strong> das versões iniciais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/how-countries-are-turning-debt-into-forests-to-fight-climate-change-1777380297538.jpg" data-image="0h5rt3q9a97l" alt="The study showed that rising global debt and climate pressures have revived interest in mechanisms that link economic restructuring with conservation funding." title="The study showed that rising global debt and climate pressures have revived interest in mechanisms that link economic restructuring with conservation funding."><figcaption>O estudo revelou que o aumento da dívida global e as pressões climáticas reavivaram o interesse em mecanismos que associam a reestruturação económica ao financiamento da conservação.</figcaption></figure><p>Desde 1989, foram acordadas a nível mundial cerca de 169 operações de troca de dívida por medidas ambientais, convertendo cerca de 8 mil milhões de dólares de dívida em financiamento ambiental, de acordo com o estudo. Mas uma parte do mundo quase não participou, e essa parte é a Ásia, que representa apenas <strong>13% do total global de acordos</strong>. Isto pode parecer estranho, dado que a região abriga alguns dos ecossistemas com maior biodiversidade do planeta — como as florestas tropicais da Malásia e os mangais da Indonésia, que armazenam carbono.</p><p>Mas há uma razão para isso, e é em <strong>parte financeira e em parte política</strong>. Durante o auge da era das trocas, muitas economias asiáticas não tinham muita dívida nos mercados internacionais que pudesse ser reestruturada, e o crédito era suficientemente barato para que não houvesse grande incentivo para se darem ao trabalho. Havia também preocupações de soberania — estes acordos envolvem frequentemente organizações estrangeiras que têm uma palavra a dizer sobre como o dinheiro ambiental é gasto, <strong>o que nem sempre foi bem recebido</strong>.</p><h2>Será que chegou a vez da Ásia?</h2><p>A dívida na Ásia aumentou acentuadamente desde o início da pandemia, e cada vez mais governos estão a contrair empréstimos através dos mercados obrigacionistas internacionais, o que significa que uma <strong>parte cada vez maior da sua dívida está agora nas mãos de investidores privados</strong>, que, em teoria, poderiam participar em acordos de swap. Assim, países como a Indonésia, o Laos, a Mongólia e as Maldivas estão a ser apontados como potenciais candidatos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764656" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/descoberto-novo-material-de-carbono-que-oferece-um-modelo-promissor-para-a-proxima-geracao-de-tecnologia-climatica.html" title="Descoberto novo material de carbono que oferece um modelo promissor para a próxima geração de tecnologia climática">Descoberto novo material de carbono que oferece um modelo promissor para a próxima geração de tecnologia climática</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/descoberto-novo-material-de-carbono-que-oferece-um-modelo-promissor-para-a-proxima-geracao-de-tecnologia-climatica.html" title="Descoberto novo material de carbono que oferece um modelo promissor para a próxima geração de tecnologia climática"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/scientists-uncover-new-carbon-material-offering-potentially-powerful-blueprint-for-next-gen-climate-tech-1776270709323_320.jpg" alt="Descoberto novo material de carbono que oferece um modelo promissor para a próxima geração de tecnologia climática"></a></article></aside><p>No entanto, estes acordos não estão isentos de críticas. Mesmo as maiores operações de swap tendem a abranger apenas uma pequena fração da dívida total de um país, as estruturas podem ser dispendiosas de organizar e existem preocupações legítimas quanto aos <strong>direitos das comunidades locais</strong>, cujas vidas são moldadas por decisões nas quais não participaram necessariamente.</p><p>Mas à medida que <strong>as pressões climáticas aumentam e o peso da dívida continua a crescer</strong>, mais países encontram-se pressionados entre pagar aos credores e proteger os sistemas naturais dos quais as suas populações dependem — e as trocas continuam a ser uma das poucas ferramentas que tentam fazer algo em relação a ambas as questões ao mesmo tempo.</p><h3><em>Referência da notícia:</em> </h3><p><em>Turning debt into forests: the finance tool making a comeback, published by <a href="https://theconversation.com/turning-debt-into-forests-the-finance-tool-making-a-comeback-278582" target="_blank">The Conversation</a>, April 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-os-paises-estao-a-transformar-a-divida-em-florestas-para-combater-as-alteracoes-climaticas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vestígios do cometa Halley no céu: como e quando observar as Eta Aquáridas neste dia 5 de maio]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/vestigios-do-cometa-halley-no-ceu-como-e-quando-observar-as-eta-aquaridas-neste-dia-5-de-maio.html</link><pubDate>Tue, 05 May 2026 10:54:17 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>As Eta Aquáridas atingirão o seu pico de atividade na noite de 5 de maio. Na Metored explicamos-lhe como aproveitá-las ao máximo e para onde olhar para não perder nenhuma.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/restos-del-cometa-halley-en-el-cielo-como-y-cuando-ver-las-eta-acuaridas-este-5-de-mayo-1777917471212.jpg" data-image="vtb951k7y7k2"><figcaption>O cometa Halley é um dos mais famosos da história devido ao seu brilho e ao facto de ter sido o primeiro a ser previsto através de medições e equações físicas.</figcaption></figure><p>Embora as chuvas de meteoros, ou de estrelas, como são comumente conhecidas, possam ser observadas durante todo o ano, há algumas que se destacam pela grande quantidade de meteoros observados por hora.</p><p>Uma dessas chuvas é a <strong>Eta Acuáridas, na qual é possível observar até 50 meteoros por hora</strong>, uma quantidade significativa, em comparação com outras que chegam a mostrar apenas 8 ou 10 meteoros.</p><div class="texto-destacado">São uma das duas chuvas provenientes do cometa Halley, que, ao aproximar-se do Sol, vai deixando o seu rasto de detritos e, quando a Terra os atravessa, as partículas "acendem-se" ao entrar em contacto com a atmosfera.</div><p>A outra chuva associada ao Halley são as Oriónidas, mas estas são visíveis em outubro, enquanto estas, as Eta Aquáridas, são <strong>visíveis de 19 de abril a 28 de maio, atingindo o seu pico precisamente, este ano, na noite de 5 para 6 de maio</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/restos-del-cometa-halley-en-el-cielo-como-y-cuando-ver-las-eta-acuaridas-este-5-de-mayo-1777917583033.jpeg" data-image="lg0qkhh2vdvn"><figcaption>O cometa Halley, ou melhor, os seus detritos, são os responsáveis por duas chuvas de estrelas cadentes do ano: as Eta-Aquáridas e as Oriónidas.</figcaption></figure><p>Por isso, prepara um bom local de observação, já sabe, <strong>longe da poluição luminosa e onde as nuvens não venham a atrapalhar,</strong> porque, precisamente, umas duas horas antes do amanhecer do dia 6, poderás desfrutar do espetáculo que o céu nos reservou este ano.</p><h2>Um cometa, duas chuvas</h2><p>A última vez que vimos <strong>o cometa Halley passar pela Terra foi em 1986 e a próxima só será em 2061</strong>. Parece desolador se pensarmos que talvez muitos de nós que já estávamos na Terra não tivéssemos a consciência necessária para o admirar e que, provavelmente, não o conseguiremos ver na sua próxima passagem.</p><p>No entanto, as partículas que se desprendem dele ao passar pelo Sol, devido à sublimação provocada pela radiação solar, marcam o seu percurso, não milenar, mas tão antigo quanto o próprio Sistema Solar.</p><p>Basicamente, são restos de poeira tão pequenos que só os conseguimos ver quando atravessam a atmosfera terrestre ao «acenderem-se» devido ao atrito causado pela velocidade a que entram. <strong>E é que correr a 64 quilómetros por segundo pelo nosso céu não é uma ideia muito boa se não quiser ter uma experiência ardente</strong>.</p><p>Mas, para deleite dos nossos olhos humanos, isto é fascinante, uma vez que <strong>a fricção, aliada à velocidade, é o que cria esses rastros brilhantes no céu</strong>, que podemos apreciar durante um instante após o clarão no céu. Algo, sem dúvida alguma, cativante.</p><h3>Para onde devo olhar e a que horas</h3><p>As Eta Aquáridas parecem ter origem na constelação de Aquário. <strong>Daí vem o nome da chuva de meteoros</strong>, pois a zona de onde surgem é chamada de radiante e, neste caso, é precisamente a constelação do famoso aquarista.</p><p>No seu pico, a chuva de meteoros pode produzir até 50 meteoros por hora em condições ideais, ou seja, sem Lua cheia ou num local sem poluição luminosa. O melhor momento para observar será nas horas que antecedem o amanhecer, olhando geralmente para leste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/restos-del-cometa-halley-en-el-cielo-como-y-cuando-ver-las-eta-acuaridas-este-5-de-mayo-1777917308585.png" data-image="aaoftl9mo2fv"><figcaption>Localização no céu para encontrar o radiante das Eta-Aquáridas na constelação de Aquário.</figcaption></figure><p>Na verdade, podem surgir em qualquer zona do céu, mas a melhor oportunidade será precisamente nessa zona, olhando para leste; <strong>é importante que seja cerca de 3 ou 4 horas antes do amanhecer</strong>, pois se tentarmos observá-las muito perto do Sol, o brilho deste irá ofuscá-las completamente.</p><p>Como já mencionámos, para ter a melhor oportunidade de ver o espetáculo, é melhor procurar um local escuro e <strong>deixar que os teus olhos se adaptem à escuridão durante cerca de 20 ou 30 minutos</strong>, bem como evitar luzes brilhantes, incluindo o ecrã do teu telemóvel.</p><h3>Dicas para desfrutar do espetáculo</h3><p>Neste caso, <strong>não é necessário usar binóculos ou telescópio</strong>, uma vez que estes só permitem observar uma pequena região do céu e, na verdade, o que precisamos é de conseguir abranger uma grande área, algo que podemos fazer a olho nu; mas não te esqueças de um chocolate quente, de uma cadeira e de um bom cobertor.</p><p>O que pode praticar é a <strong>astrofotografia</strong>. Partindo do princípio de que já se encontra num local escuro, é muito provável que consiga observar muitas constelações, bem como a Via Láctea, uma experiência que deve viver pelo menos uma vez na vida.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766985" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-ceu-noturno-sob-duas-perspetivas-o-astroturismo-sob-ambos-os-olhos.html" title="O céu noturno sob duas perspetivas: o astroturismo sob 'ambos os olhos'">O céu noturno sob duas perspetivas: o astroturismo sob "ambos os olhos"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-ceu-noturno-sob-duas-perspetivas-o-astroturismo-sob-ambos-os-olhos.html" title="O céu noturno sob duas perspetivas: o astroturismo sob 'ambos os olhos'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-ceu-noturno-sob-duas-perspetivas-o-astroturismo-sob-ambos-os-olhos-1777839671074_320.png" alt="O céu noturno sob duas perspetivas: o astroturismo sob 'ambos os olhos'"></a></article></aside><p>O ideal é ter uma câmara DSLR, mas a verdade é que, mesmo com um telemóvel mais recente, no modo "pro", poderá capturar imagens muito bonitas. <strong>Com uma abertura de pelo menos f/2,5 e uma exposição de 30 segundos a 1 minuto</strong>, conseguirá um bom efeito de desvanecimento e, quem sabe, o rasto de uma "estrela" cadente.</p><p>Espera-se que o pico de atividade ocorra entre 5 e 6 de maio, mas a luz intensa da Lua este ano poderá dificultar a observação, sobretudo de alguns dos meteoros mais fracos, mas, como sempre dizemos em astronomia, a paciência é uma virtude dos amantes do céu.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/vestigios-do-cometa-halley-no-ceu-como-e-quando-observar-as-eta-aquaridas-neste-dia-5-de-maio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[De Chernobyl a Fukushima: terras abandonadas pelos humanos onde a natureza renasce no meio da radioatividade]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/de-chernobyl-a-fukushima-terras-abandonadas-pelos-humanos-onde-a-natureza-renasce-em-meio-a-radioatividade.html</link><pubDate>Tue, 05 May 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Zonas nucleares abandonadas como Chernobyl e Fukushima tornaram-se refúgios inesperados para a vida selvagem. Como a vida pode prosperar onde os humanos não podem mais viver?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/de-fukushima-a-tchernobyl-ces-terres-abandonnees-ou-la-nature-renait-sans-nous-rensauvagement-1777037131085.jpeg" data-image="6zbq14otqegf"><figcaption>Chernobyl está a tornar-se um refúgio para a vida selvagem.</figcaption></figure><p><strong>A 26 de abril de 1986</strong>, a<strong> explosão na central nuclear de Chernobyl, na Ucrânia</strong>, libertou uma nuvem radioativa que cobriu grande parte da Europa. Em poucos dias, aproximadamente 115.000 pessoas foram evacuadas. Quarenta anos depois, a <strong>zona de exclusão</strong>, um território de 2.600 km² maior do que o Luxemburgo, <strong>permanece inabitável para humanos</strong>.</p><p><strong>Sem agricultura ou população humana</strong>, a área transformou-se num vasto laboratório a céu aberto. Os cientistas chamam a isto de<strong> reintrodução de espécies</strong> selvagens, um processo no qual a<strong> natureza retoma o seu espaço sem intervenção humana</strong>.</p><h2>O regresso da vida selvagem</h2><p>As imagens são impressionantes. Onde antes reinavam o cimento e a indústria, agora há uma explosão de <strong>biodiversidade</strong>. As populações de<strong> lobos, raposas, linces, alces e javalis</strong> aumentaram significativamente. Espécies que desapareceram há décadas, até mesmo séculos, regressaram: ursos-pardos e bisontes-europeus estão a recolonizar a região.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/de-fukushima-a-tchernobyl-ces-terres-abandonnees-ou-la-nature-renait-sans-nous-rensauvagement-1777192085155.jpeg" data-image="b3mc860w4f30"><figcaption>Família de ursos em Chernobyl: uma ursa e o seu filhote, em paz, no coração das ruínas de Pripyat, onde a natureza está a recuperar o que lhe pertence por direito.</figcaption></figure><p>Ainda mais <strong>surpreendente </strong>é que algumas<strong> espécies raras estão a prosperar</strong>. A <strong>águia-pomarina</strong>, ameaçada de extinção à escala global, encontra aqui um refúgio único. Na Bielorrússia foram registados pelo menos 13 casais reprodutores — um recorde mundial para essa espécie, que é extremamente sensível à presença humana.</p><p>Até mesmo os famosos <strong>cavalos de przewalski</strong>, introduzidos em 1998, adaptaram-se. Hoje, mais de 150 vivem na natureza. Tendo estado à beira da extinção, representam um renascimento quase inesperado.</p><h2>Radioatividade: um perigo... mas não o único fator</h2><p>Para que fique claro:<strong> a radioatividade ainda é muito real</strong>. Inicialmente, causou danos enormes, especialmente na "floresta vermelha", onde as árvores queimaram de dentro para fora devido à radiação.</p><div class="texto-destacado">Mas os estudos concordam: a ausência de atividade humana tem um impacto mais positivo do que o efeito negativo que a radioatividade tem sobre as populações animais.</div><p>Por outras palavras, <strong>para muitas espécies, viver num ambiente poluído é menos destrutivo do que viver perto de humanos</strong>.</p><p>E este fenómeno não se limita a Chernobyl. Após o <strong>desastre nuclear de Fukushima, no Japão, em 2011</strong>, também foi estabelecida uma zona de exclusão. Lá, a vida selvagem regressou em grande número: <strong>ursos, javalis e guaxinins estão a recolonizar as paisagens abandonadas</strong>. Investigadores observam a mesma dinâmica: menos humanos, mais animais.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">When the Chernobyl Nuclear Power Plant suffered a catastrophic explosion on April 26, 1986, the surrounding area was evacuated with little warning, forcing residents to abandon their pets.<br><br>Soviet authorities ordered the culling of most domestic animals left behind to prevent the <a href="https://t.co/5ahJ1Q1CN0">pic.twitter.com/5ahJ1Q1CN0</a></p>— ArchaeoHistories (@histories_arch) <a href="https://twitter.com/histories_arch/status/2034039958185644378?ref_src=twsrc%5Etfw">March 17, 2026</a></blockquote></figure><h3>A incrível resistência dos seres vivos</h3><p><strong>A natureza não apenas recupera, como também se adapta</strong>. As rãs-arborícolas escureceram: a sua pele, rica em melanina (um pigmento protetor), parece ajudá-las a resistir melhor à radiação. Os lobos mostram sinais de adaptação genética, potencialmente ligados ao aumento da resistência ao cancro.</p><p>Até mesmo as <strong>plantas evoluem</strong>. Algumas desenvolvem mecanismos de reparo do ADN ou maior tolerância a metais pesados. Nas ruínas do reator, um fascinante<strong> fungo negro utiliza a radiação como fonte de energia</strong>, um fenómeno ainda em estudo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="742154" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/fungos-melanin-e-a-zona-de-exclusao-de-chernobyl-uma-adaptacao-extrema.html" title="Fungos, melanina e a zona de exclusão de Chernobyl: uma adaptação extrema">Fungos, melanina e a zona de exclusão de Chernobyl: uma adaptação extrema</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/fungos-melanin-e-a-zona-de-exclusao-de-chernobyl-uma-adaptacao-extrema.html" title="Fungos, melanina e a zona de exclusão de Chernobyl: uma adaptação extrema"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fungos-melanin-e-a-zona-de-alienacao-de-chernobyl-uma-adaptacao-extrema-1764690839991_320.png" alt="Fungos, melanina e a zona de exclusão de Chernobyl: uma adaptação extrema"></a></article></aside><p>No entanto, é preciso cautela: <strong>esta recuperação não é perfeita nem isenta de consequências. Efeitos mais subtis persistem</strong>. Algumas espécies ainda apresentam sinais de stress: diminuição da fertilidade, mutações genéticas e catarata em aves. A radioatividade continua a exercer uma pressão silenciosa sobre os organismos.</p><h2>Uma verdade incómoda?</h2><p>Estas paisagens demonstram que<strong> a natureza pode-se regenerar, às vezes de forma espetacular… quando não estamos mais aqui</strong>. Mas este renascimento permanece imperfeito, com ecossistemas ainda frágeis e marcados para sempre.</p><div class="texto-destacado">Será mesmo necessário que ocorra uma catástrofe nuclear para que haja espaço para a vida?</div><p>Chernobyl e Fukushima certamente não são exemplos a serem seguidos, mas são <strong>alertas contundentes</strong>; revelam o que a natureza pode tornar-se quando a <strong>pressão humana diminui</strong>.</p><p>Em Fukushima, apesar dos esforços de descontaminação, os resultados permanecem muito limitados em áreas predominantemente florestais.<strong> A vida está a regressar, mas em ambientes ainda perturbados, onde persistem vestígios de radioatividade</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr">Près d'une décennie après l'accident nucléaire de Fukushima, au <a href="https://twitter.com/hashtag/Japon?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Japon</a> des chercheurs ont découvert que les populations d'animaux sauvages sont revenues en abondances dans les zones contaminées et désertes v <a href="https://twitter.com/universityofga?ref_src=twsrc%5Etfw">@universityofga</a><a href="https://t.co/8Manytt3rr">https://t.co/8Manytt3rr</a> <a href="https://t.co/LsnuJIlIgX">pic.twitter.com/LsnuJIlIgX</a></p>— AsieNews (@AsiaNews_FR) <a href="https://twitter.com/AsiaNews_FR/status/1214245878619181056?ref_src=twsrc%5Etfw">January 6, 2020</a></blockquote></figure><p>Não precisamos de desaparecer para que a <strong>natureza </strong>respire. Mas precisamos aprender a dar-lhe espaço, a reduzir a nossa pegada ecológica, sem esperar que o pior aconteça. Sim, somos capazes de <strong>viver sem degradá-la</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://theconversation.com/40-years-on-from-the-disaster-why-there-are-foxes-bears-and-bison-again-around-chernobyl-280300" target="_blank">40 years on from the disaster, why there are foxes, bears and bison again around Chernobyl</a>. <em>25 de abril, 2026. Nick Dunn.</em></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/de-chernobyl-a-fukushima-terras-abandonadas-pelos-humanos-onde-a-natureza-renasce-em-meio-a-radioatividade.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Acordo comercial UE-Mercosul já está a ser aplicado. Delegação do Parlamento Europeu visita o Brasil ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/acordo-comercial-ue-mercosul-ja-esta-a-ser-aplicado-delegacao-do-parlamento-europeu-visita-o-brasil.html</link><pubDate>Tue, 05 May 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A delegação do Parlamento Europeu é composta por 10 membros, que se deslocam a Brasília e ao Rio de Janeiro entre os dias 6 e 8 de maio com o objetivo de reforçar os laços da UE com o Brasil, com destaque para as relações comerciais e o multilateralismo. O Brasil j�� ratificou o acordo UE-Mercosul.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/acordo-comercial-ue-mercosul-ja-esta-a-ser-aplicado-delegacao-do-parlamento-europeu-visita-o-brasil-1777910103689.jpg" data-image="sjj4a10bqx3r" alt="Vinho" title="Vinho"><figcaption>O acordo comercial entre a União Europeia e os países do Mercosul começou a ser aplicado, a título provisório, no dia 1 de maio. Os vinhos portugueses são um dos produtos mais beneficiados.</figcaption></figure><p>O <strong>acordo comercial entre a União Europeia e os países do Mercosul</strong> começou a ser aplicado, a título provisório, no <strong>dia 1 de maio</strong>, permitindo aos dois blocos económicos “benefícios imediatos e tangíveis às empresas, aos trabalhadores e aos cidadãos da UE”, lembra a Comissão Europeia.</p><p>Para assinalar a ocasião, a <strong>presidente da Comissão, Ursula von der Leyen</strong>, participou, juntamente com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, numa videoconferência com os dirigentes do Mercosul.</p><p>“Trabalhámos muito para concretizar este acordo histórico; agora, <strong>importa garantir que os cidadãos e as empresas da União Europeia colhem os seus benefícios</strong> tão rapidamente quanto possível”, declarou Ursula von der Leyen.</p><p>A partir de <strong>1 de maio de 2026, o primeiro dia da vigência deste acordo comercial</strong>, os direitos alfandegários são reduzidos e, com isso, abrem-se novas oportunidades de mercado.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>“Trata-se de uma boa notícia para as empresas da UE de todas as dimensões, uma boa notícia para os consumidores europeus e uma boa notícia para os nossos agricultores, que terão novas possibilidades de exportação valiosas estando plenamente protegidos em setores sensíveis”, afirmou ainda a presidente da Comissão. Ursula von der Leyen falou, entretanto, com os quatro dirigentes dos quatro países do Mercosul envolvidos - Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai - para celebrar aquele que considera ser “um dia importante”. E também para “reiterar a necessidade de envidarmos todos os esforços” para traduzir o seu formidável potencial na prática.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>“Este é um <strong>bom dia para a competitividade, a resiliência e o posicionamento estratégico da Europa</strong>”, disse ainda a líder da Comissão Europeia, lembrando que a agenda comercial da UE está, “mais uma vez, a produzir resultados concretos”.</p><h2>UE-Mercosul: "Pôr mãos à obra"</h2><p><strong>Maroš Šefčovič, comissário europeu responsável pela pasta do Comércio e Segurança Económica</strong>, também não escondeu a satisfação, lembrando aos Estados-membros e aos seus cidadãos que o dia 1 de maio de 2026 é “um grande dia para a União Europeia” em termos de comércio internacional.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acordo-comercial-ue-mercosul-ja-esta-a-ser-aplicado-delegacao-do-parlamento-europeu-visita-o-brasil-1777910306522.jpg" data-image="bg8vszbogoun" alt="Azeite" title="Azeite"><figcaption>A partir de 1 de maio de 2026, o primeiro dia da vigência deste acordo comercial, os direitos alfandegários são reduzidos e, com isso, abrem-se novas oportunidades de mercado, nomeadamente para o azeite.</figcaption></figure><p>“Com a aplicação provisória do Acordo UE-Mercosul, chegou o momento de <strong>pôr mãos à obra para colhermos os resultados deste acordo histórico</strong>. Os acordos comerciais dizem essencialmente respeito à compra e venda de bens e serviços ao abrigo de regras acordadas para benefício mútuo”, refere o comissário europeu, através de um comunicado difundido pela Comissão.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="751450" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/depois-do-acordo-ue-mercosul-a-europa-estreita-lacos-comerciais-com-a-india-acordo-comercial-foi-assinado-em-nova-deli.html" title="Depois do acordo UE-Mercosul, a Europa estreita laços comerciais com a Índia. Acordo comercial foi assinado em Nova Deli">Depois do acordo UE-Mercosul, a Europa estreita laços comerciais com a Índia. Acordo comercial foi assinado em Nova Deli</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/depois-do-acordo-ue-mercosul-a-europa-estreita-lacos-comerciais-com-a-india-acordo-comercial-foi-assinado-em-nova-deli.html" title="Depois do acordo UE-Mercosul, a Europa estreita laços comerciais com a Índia. Acordo comercial foi assinado em Nova Deli"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/depois-do-acordo-ue-mercosul-a-europa-estreita-lacos-comerciais-com-a-india-acordo-comercial-foi-assinado-em-nova-deli-1769629745249_320.jpg" alt="Depois do acordo UE-Mercosul, a Europa estreita laços comerciais com a Índia. Acordo comercial foi assinado em Nova Deli"></a></article></aside><p>Para Maroš Šefčovič, “<strong>nas próximas semanas e meses, será esta a nossa prioridade e a Comissão Europeia já está a trabalhar numa intensa sensibilização estruturada das empresas da UE</strong>, incluindo as PME, para que tenham todas as informações de que necessitam e possam aproveitar as grandes oportunidades que o acordo lhes proporciona”.</p><h2>Eliminar gradualmente 91% das taxas</h2><p>Recorde-se que este acordo comercial entre os dois blocos económicos vai <strong>eliminar gradualmente os direitos de importação sobre mais de 91% das mercadorias que a UE exporta para o Mercosul</strong>, um mercado de mais de 700 milhões de pessoas. </p><div class="texto-destacado">Desde o dia 1 de maio, este acordo comercial elimina ou reduz drasticamente os direitos aduaneiros sobre algumas das principais exportações da UE, como os automóveis, os produtos farmacêuticos, o vinho, as bebidas espirituosas e o azeite, que são os produtos mais beneficiados. Os setores da agricultura e agroalimentar da UE beneficiarão também de direitos mais baixos ou da eliminação destes. </div><p>Prevê-se que o acordo permita um <strong>aumento de 50% das exportações agroalimentares da UE</strong> para a região. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acordo-comercial-ue-mercosul-ja-esta-a-ser-aplicado-delegacao-do-parlamento-europeu-visita-o-brasil-1777910448553.jpg" data-image="uc8k4ml8fvlv" alt="Navio porta contentores" title="Navio porta contentores"><figcaption>Esta semana, entre os dias 6 e 8 de maio, uma delegação de 10 membros do Parlamento Europeu desloca-se ao Brasil para participar em reuniões com membros do governo, deputados e empresários.</figcaption></figure><p>A par disso, <strong>344 indicações geográficas (IG) europeias, como o Azeite de Trás-os-Montes ou os Ovos Moles de Aveiro</strong>, beneficiarão de proteção jurídica no Mercosul a partir de 1 de maio, evitando a imitação destes produtos neste mercado de consumo em crescimento.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="754083" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/exportacoes-de-frutas-legumes-e-flores-atingiram-os-2-6-mil-milhoes-de-euros-em-2025-espanha-e-o-principal-mercado.html" title="Exportações de frutas, legumes e flores atingiram os 2,6 mil milhões de euros em 2025. Espanha é o principal mercado">Exportações de frutas, legumes e flores atingiram os 2,6 mil milhões de euros em 2025. Espanha é o principal mercado</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/exportacoes-de-frutas-legumes-e-flores-atingiram-os-2-6-mil-milhoes-de-euros-em-2025-espanha-e-o-principal-mercado.html" title="Exportações de frutas, legumes e flores atingiram os 2,6 mil milhões de euros em 2025. Espanha é o principal mercado"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/exportacoes-de-frutas-legumes-e-flores-atingiram-os-2-6-mil-milhoes-de-euros-em-2025-espanha-e-o-principal-mercado-1771011825590_320.jpg" alt="Exportações de frutas, legumes e flores atingiram os 2,6 mil milhões de euros em 2025. Espanha é o principal mercado"></a></article></aside><p>Ao mesmo tempo, os <strong>setores agroalimentares sensíveis da UE beneficiam de todas as proteções necessárias </strong>no quadro de "contingentes pautais cuidadosamente calibrados, de um <strong>mecanismo de salvaguardas sem precedentes</strong> e de controlos reforçados", garante a Comissão Europeia.</p><h2>Delegação da UE visita o Brasil</h2><p>Entretanto, esta semana, <strong>entre os dias 6 e 8 de maio, uma delegação de 10 membros do Parlamento Europeu desloca-se ao Brasil</strong> - Brasília e Rio de Janeiro - para participar em reuniões com membros do governo, deputados, empresários e representantes da sociedade civil. O encontro tem lugar após a ratificação, pelo Brasil, do acordo comércial com a UE.</p><p>Em Brasília, a delegação do Parlamento Europeu tem <strong>reuniões agendadas com o vice-presidente Geraldo Alckmin e com diversos ministros</strong>, incluindo o ministro do Ambiente, João Paulo Capobianco, a ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, e o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Internacional, Márcio Elias Rosa.</p><p>A visita visa contribuir para <strong>reforçar os laços da UE com o Brasil</strong>, com destaque para as relações comerciais e o multilateralismo.</p><p>Os progressos globais na <strong>luta contra as alterações climáticas, tendo em conta os resultados da COP30 em Belém</strong>, em 2025, e o papel do Brasil em fóruns como o G20 e o grupo de países BRICS são outras questões a analisar.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/acordo-comercial-ue-mercosul-ja-esta-a-ser-aplicado-delegacao-do-parlamento-europeu-visita-o-brasil.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O tempo vai mudar (e não é para melhor), mas este spot em Lisboa não se deixa afetar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-tempo-vai-mudar-e-nao-e-para-melhor-mas-este-spot-em-lisboa-nao-se-deixa-afetar.html</link><pubDate>Mon, 04 May 2026 17:04:57 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A chuva e o vento estão a caminho, mas há um refúgio que continua a valer a pena. Duas piscinas exclusivas, vista panorâmica e tranquilidade total fazem deste local uma escolha irresistível.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/maio-promete-calor-e-estas-piscinas-em-lisboa-sao-o-refugio-ideal-1777885430657.jpg" data-image="oysvy0qawuki" alt="Piscina" title="Piscina"><figcaption>Lisboa tem duas piscinas só para adultos perfeitas para os primeiros dias de calor. Foto: Torel Palace Lisbon</figcaption></figure><p>Maio começou com um estado de tempo instável? Temos más notícias para si: ainda vai piorar. </p><p>"Esta semana arranca com céu parcialmente nublado, contando com algumas abertas e não se descartando a <strong>possibilidade de chuva fraca em alguns locais do Norte e Centro</strong>",<a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-a-calma-antes-da-tempestade-ha-uma-depressao-a-caminho.html" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext"> nota</a> Joana Campos. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767134" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-a-calma-antes-da-tempestade-ha-uma-depressao-a-caminho.html" title="Mudanças no tempo em Portugal esta semana: a calma antes da tempestade; há uma depressão a caminho">Mudanças no tempo em Portugal esta semana: a calma antes da tempestade; há uma depressão a caminho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-a-calma-antes-da-tempestade-ha-uma-depressao-a-caminho.html" title="Mudanças no tempo em Portugal esta semana: a calma antes da tempestade; há uma depressão a caminho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-a-calma-antes-da-tempestade-ha-uma-depressao-a-caminho-1777903579238_320.png" alt="Mudanças no tempo em Portugal esta semana: a calma antes da tempestade; há uma depressão a caminho"></a></article></aside><p>"As<strong> temperaturas também diminuíram</strong>, trazendo uma sensação térmica mais desconfortável, especialmente nestas regiões."</p><p> Ainda assim, a verdadeira mudança é esperada na sexta-feira, dia 8, onde <strong>uma depressão fria deverá resultar na ocorrência de chuva a partir das últimas horas do dia</strong>, dando lugar a um sábado com chuva generalizada e persistente. </p><p>"Prevê-se que a depressão fria comece a gerar os primeiros pingos de chuva em Portugal continental <strong>entre as últimas horas de quinta (7) e as primeiras horas de sexta-feira (8)</strong>", <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-em-portugal-esta-quinta-feira-forma-se-uma-depressao-fria-que-deixara-chuva-ate-segunda-11-de-maio.html" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">avisa</a>, por sua vez Alfredo Graça. "Haverá um aumento da nebulosidade no Norte e no Centro, que dará lugar à ocorrência de aguaceiros fracos e dispersos no litoral destas Regiões."</p><div class="texto-destacado">No sábado a instabilidade poderá aumentar, com chuva mais abundante e rajadas até 65 km/h. E, depois disso? A incerteza só aumenta. </div><p>"Tanto para domingo (10), como para segunda (11), todo o território do Continente poderá sujeitar-se a uma <strong>nova fase de chuva ou aguaceiros relativamente abundantes para a época</strong>", escreve Alfredo. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767129" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-em-portugal-esta-quinta-feira-forma-se-uma-depressao-fria-que-deixara-chuva-ate-segunda-11-de-maio.html" title="Chuva em Portugal: esta quinta-feira forma-se uma depressão fria que deixará chuva até segunda, 11 de maio">Chuva em Portugal: esta quinta-feira forma-se uma depressão fria que deixará chuva até segunda, 11 de maio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-em-portugal-esta-quinta-feira-forma-se-uma-depressao-fria-que-deixara-chuva-ate-segunda-11-de-maio.html" title="Chuva em Portugal: esta quinta-feira forma-se uma depressão fria que deixará chuva até segunda, 11 de maio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-em-portugal-esta-quinta-feira-forma-se-uma-depressao-fria-que-deixara-chuva-ate-segunda-11-de-maio-1777902101655_320.png" alt="Chuva em Portugal: esta quinta-feira forma-se uma depressão fria que deixará chuva até segunda, 11 de maio"></a></article></aside><p>Isto significa que pensar nas idas à praia e piscina parece um cenário algo distante. Mas, planear não custa nada, e há até uma<strong> piscina com vista panorâmica sobre Lisboa que já abriu</strong>. Ou melhor, duas. </p><p>A boa notícia é que é são só para adultos, o que significa que não haverá confusões, corridas ou barulhos indesejados. </p><h2>Uma proposta difícil de recusar</h2><p>Duas piscinas só para adultos, com uma vista panorâmica sobre Lisboa. É esta a proposta do<strong> Torel Palace Lisbon </strong>para os dias mais quentes. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/maio-promete-calor-e-estas-piscinas-em-lisboa-sao-o-refugio-ideal-1777885526790.jpg" data-image="86tmuqhb0p8n" alt="Piscina" title="Piscina"><figcaption>Maio ainda engana, mas o verão já espreita. Foto: Torel Palace Lisbon</figcaption></figure><p>“Para a nova temporada, o <em>boutique hotel </em>de luxo voltou a lançar os Pool Passes, que permitem a qualquer pessoa, mesmo não sendo hóspede, refrescar-se no verão”, escreve a revista ‘NiT’.</p><p>O objetivo será manter os<strong> passes diários </strong>para as piscinas até, pelo menos, setembro. Há, no entanto, a possibilidade de prolongar a temporada, caso o bom tempo assim o permita. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Já conhece o Torel Palace Lisbon? Se a resposta for ‘não’, talvez esteja na hora de fazê-lo. Porquê? Porque pode mesmo ser uma sugestão para os próximos dias. </p><h2>A fuga perfeita</h2><p>A unidade destaca-se por ter duas piscinas exclusivas para adultos, localizadas no jardim, que também serve de miradouro com uma vista ampla sobre Lisboa. No espaço existe ainda um bar de apoio, onde se podem pedir <em>cocktails </em>e refeições leves.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766048" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/chuva-trovoadas-e-depois-um-convite-dificil-de-ignorar.html" title="Chuva, trovoadas e depois um convite difícil de ignorar">Chuva, trovoadas e depois um convite difícil de ignorar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/chuva-trovoadas-e-depois-um-convite-dificil-de-ignorar.html" title="Chuva, trovoadas e depois um convite difícil de ignorar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-trovoadas-e-depois-um-convite-dificil-de-ignorar-1777316228669_320.jpg" alt="Chuva, trovoadas e depois um convite difícil de ignorar"></a></article></aside><p>Há também um restaurante, o Black Pavilion, que oferece uma experiência semelhante a estar numa varanda aberta sobre a cidade.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/maio-promete-calor-e-estas-piscinas-em-lisboa-sao-o-refugio-ideal-1777885635577.jpg" data-image="8dxepasxh391" alt="Piscina" title="Piscina"><figcaption>A piscina mais pequena. Foto: Torel Palace Lisbon</figcaption></figure><p>Além disso, este <em>boutique hotel </em>conta com<strong> 25 quartos</strong>, divididos em seis tipos: Standard, Standard com vista, Executive com vista, Master, Premier com vista e Royal com vista. </p><div class="texto-destacado">A decoração inspira-se na história da realeza portuguesa, com referências a reis e rainhas. </div><p>Os preços por noite começam nos <strong>285€</strong>. Mas, para usufruir somente da piscina, não precisa de passar aqui nenhuma noite. </p><p>Para quem não está hospedado, <strong>o passe diário custa 90€ por pessoa</strong>. Deste valor, 30€ podem ser utilizados no bar. Avisamos, no entanto, que <strong>é necessário fazer reserva</strong>. Esta pode ser feita através do número 211 551 920 ou do<em> email</em> info@torelpalacelisbon.com.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-tempo-vai-mudar-e-nao-e-para-melhor-mas-este-spot-em-lisboa-nao-se-deixa-afetar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Espera-se chuva abundante na Madeira: “Maio chuvoso, ano formoso” confirma-se]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/espera-se-chuva-abundante-na-madeira-maio-chuvoso-ano-formoso-confirma-se.html</link><pubDate>Mon, 04 May 2026 16:07:06 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A chuva intensifica-se na Madeira esta terça-feira, integrada num fluxo húmido persistente que favorece precipitação contínua e por vezes forte. Os acumulados poderão ultrapassar 100 mm, sobretudo em zonas montanhosas, num cenário enquadrado por aviso laranja do IPMA.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa81ygs"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa81ygs.jpg" id="xa81ygs"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O estado do tempo deverá agravar-se no arquipélago da Madeira entre terça-feira, dia 5, e quarta-feira, dia 6, período para o qual o IPMA emitiu <strong>avisos meteorológicos de nível amarelo e laranja devido à precipitação</strong>. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Esperam-se períodos de chuva frequente e persistente, num cenário atmosférico marcado por <strong>circulação intensa em altitude</strong>, favorecendo a formação contínua de nebulosidade e precipitação organizada sobre a região.</p><h2>Vertentes norte e zonas montanhosas com maiores acumulados de chuva</h2><p>Os maiores acumulados deverão concentrar-se nas <strong>vertentes norte e regiões montanhosas</strong>, onde o relevo intensifica a precipitação através de forçamento orográfico. De acordo com os campos de precipitação acumulada do modelo, os totais poderão atingir <strong>valores próximos ou localmente superiores a 100 mm</strong><strong> em </strong><strong><strong>24 horas</strong></strong><strong>, </strong>com valores localmente superiores nas encostas mais expostas ao fluxo de sudoeste, especialmente nas serras centrais da ilha da Madeira. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/espera-se-chuva-abundante-na-madeira-chovam-trinta-maios-e-nao-chova-em-junho-confirma-se-1777903706047.png" data-image="yt0gnd88sgpl" alt="Chuva intensa na Madeira com acumulados a ultrapassar 100 mm em poucas horas" title="Chuva intensa na Madeira com acumulados a ultrapassar 100 mm em poucas horas"><figcaption>O mapa de precipitação acumulada até ao final de terça-feira, 5 de maio (23h), evidencia valores muito elevados em toda a ilha da Madeira, com acumulados generalizados entre 80 e 100 mm e picos superiores a 100 mm nas regiões montanhosas e vertentes expostas. Este padrão resulta de precipitação persistente e por vezes intensa ao longo do dia, aumentando significativamente o risco de cheias rápidas, escorrência superficial e instabilidade em encostas.</figcaption></figure><p>A precipitação deverá intensificar-se a partir da madrugada de terça-feira. Entre as <strong>03h00 e as 06h00</strong>, ainda sob aviso amarelo, são esperados acumulados na ordem dos <strong>10 a 20 mm em 3 horas</strong>, marcando o início do episódio mais significativo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/espera-se-chuva-abundante-na-madeira-chovam-trinta-maios-e-nao-chova-em-junho-confirma-se-1777903825531.png" data-image="ir7um6ehb9m5"><figcaption>Às 11h de terça-feira, 5 de maio, observa-se um núcleo de precipitação mais intensa a afetar a Madeira, com valores horários que poderão ultrapassar localmente 5 a 8 mm, sobretudo nas vertentes norte e zonas montanhosas. A persistência destes núcleos, associada ao fluxo húmido de sudoeste, contribui para acumulados rápidos e eleva o risco de cheias em meio urbano e linhas de água.</figcaption></figure><p>O período mais crítico ocorrerá entre as <strong>06h00 e as 12h00</strong>, sob aviso laranja, quando a chuva poderá ser persistente e por vezes forte, com acumulados que poderão atingir <strong>25 a 40 mm em 6 horas</strong>, podendo localmente ultrapassar estes valores nas zonas montanhosas e vertentes voltadas a norte.</p><p>Durante a tarde de terça-feira, a precipitação deverá manter-se com intensidade moderada, contribuindo com <strong>10 a 20 mm adicionais</strong>, prolongando o acumulado total diário e <strong>mantendo condições favoráveis à saturação dos solos</strong>. Ao mesmo tempo, o fluxo húmido continuará ativo, garantindo a continuidade da precipitação ao longo de várias horas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/espera-se-chuva-abundante-na-madeira-chovam-trinta-maios-e-nao-chova-em-junho-confirma-se-1777903843201.png" data-image="hp3wji4x0yr2"><figcaption>Durante a tarde de terça-feira, pelas 13h, o vento intensifica-se na Madeira, com rajadas a atingirem cerca de 40 a 50 km/h, localmente superiores em zonas expostas e de maior altitude. Este vento, associado à precipitação persistente, poderá agravar o desconforto térmico, dificultar a drenagem urbana e potenciar a queda de ramos ou objetos soltos.</figcaption></figure><p>O vento soprará em geral moderado, com rajadas até <strong>50 km/h</strong>, podendo atingir valores superiores nas terras altas, contribuindo para maior desconforto e favorecendo o arrastamento superficial de materiais.</p><h2>Aviso laranja: risco de inundações e cheias rápidas em zonas vulneráveis</h2><p>Este cenário, sob aviso laranja do IPMA, poderá ter impactos no dia a dia, sobretudo nas zonas mais vulneráveis. A persistência da precipitação e os elevados acumulados poderão originar <strong>inundações localizadas, aumento do caudal das ribeiras e cheias rápidas</strong>, sobretudo em zonas urbanas e áreas vulneráveis. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767134" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-a-calma-antes-da-tempestade-ha-uma-depressao-a-caminho.html" title="Mudanças no tempo em Portugal esta semana: a calma antes da tempestade; há uma depressão a caminho">Mudanças no tempo em Portugal esta semana: a calma antes da tempestade; há uma depressão a caminho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-a-calma-antes-da-tempestade-ha-uma-depressao-a-caminho.html" title="Mudanças no tempo em Portugal esta semana: a calma antes da tempestade; há uma depressão a caminho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-a-calma-antes-da-tempestade-ha-uma-depressao-a-caminho-1777903579238_320.png" alt="Mudanças no tempo em Portugal esta semana: a calma antes da tempestade; há uma depressão a caminho"></a></article></aside><p>Importa ainda sublinhar que <strong>o risco de cheias não termina no pico da chuva</strong>: poderá manter-se enquanto os solos permanecerem saturados e o escoamento superficial continuar ativo, prolongando os <strong>efeitos para além dos períodos de precipitação mais intensa e durante as horas seguintes ao evento</strong>, com possíveis condicionamentos à circulação rodoviária e acumulação de detritos em vias, sobretudo em zonas urbanas mais vulneráveis.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/espera-se-chuva-abundante-na-madeira-maio-chuvoso-ano-formoso-confirma-se.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Recolha excecional de sementes após a tempestade Kristin acelera recuperação do Pinhal de Leiria]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/recolha-excecional-de-sementes-apos-a-tempestade-kristin-acelera-recuperacao-do-pinhal-de-leiria.html</link><pubDate>Mon, 04 May 2026 15:27:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Árvores tombadas simplificaram um processo habitualmente lento e exigente, permitindo colmatar um défice de reflorestação crónico em Portugal.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/recolha-excecional-de-sementes-apos-a-tempestade-kristin-acelera-recuperacao-do-pinhal-de-leiria-1777898575777.jpg" data-image="q5r9hjkjkes3" alt="Devastação no Pinhal de Leiria após a tempestade Kristin" title="Devastação no Pinhal de Leiria após a tempestade Kristin"><figcaption>A tempestade Kristin derrubou uma parte substancial dos povoamentos florestais do Pinhal de Leiria que sobreviveram aos incêndios de 2017 e à tempestade Leslie de 2018. Foto: Marinha Portuguesa</figcaption></figure><p>A 28 de janeiro, a <strong>depressão Kristin</strong> atravessou a <strong>região de Leiria</strong>, abrindo uma ferida profunda no Pinhal de Leiria. Troncos partidos e tombados, copas no chão e extensas áreas florestais devastadas. Estima-se que mais de oito milhões de árvores tenham sido afetadas. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Agora, no epicentro da destruição, surgiu algo inesperado. A queda massiva de pinheiros criou condições excecionais para a recolha de pinhas diretamente do solo, o que é raro neste tipo de ecossistema.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para o Centro PINUS e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, tratou-se de uma <strong>oportunidade invulgar</strong>, tendo em conta a escassez de semente de pinheiro-bravo que se regista todos os anos.</p><h2>O impacto no pinhal da Marinha Grande</h2><p>Na zona da Marinha Grande, onde o pinhal sofreu danos extensos, as árvores derrubadas converteram-se em fonte imediata de pinhas. Entre <strong>21 de março e 24 de abri</strong>l, foi organizada uma campanha de recolha no terreno. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em apenas um mês de operação intensiva, as equipas conseguiram reunir cerca de 10 toneladas de pinhas. O trabalho resultou da coordenação entre o Centro PINUS e o ICNF, num esforço concentrado para aproveitar o material disponível antes da sua degradação natural.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Dessa quantidade, foi possível extrair aproximadamente <strong>300 quilogramas de sementes</strong>, com potencial para produzir cerca de <strong>4,08 milhões de plantas</strong> e recuperar cerca de 3.264 hectares de pinhal.</p><h2>Um processo habitualmente lento e exigente</h2><p>Em condições normais, a recolha de pinhas é um processo radicalmente diferente. A produção de semente de pinheiro-bravo só se torna viável quando as árvores atingem cerca de 20 anos. As <strong>pinhas são colhidas ainda fechadas</strong>, diretamente <strong>nas copas das árvores</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/recolha-excecional-de-sementes-apos-a-tempestade-kristin-acelera-recuperacao-do-pinhal-de-leiria-1777898697907.jpg" data-image="tkztiwkitxif" alt="Operação de recolha de pinhas para programas de reflorestação" title="Operação de recolha de pinhas para programas de reflorestação"><figcaption>A recolha de pinhas, em condições normais, é realizada por equipas especializadas, num processo demorado e limitado no tempo. Foto: Centro PINUS</figcaption></figure><p>O trabalho é realizado por equipas especializadas que sobem aos pinheiros para cortar manualmente as pinhas maduras. A operação repete-se todos os anos, entre janeiro e maio, e <strong>exige grande esforço físico e conhecimento técnico</strong>. Cada campanha é cuidadosamente planeada, uma vez que o acesso às copas depende de condições específicas e de uma janela temporal limitada.</p><p>A escassez de <strong>escaladores</strong> <strong>de árvores</strong>, no entanto, tem vindo a criar dificuldades acrescidas. Trata-se de uma profissão exigente, com <strong>poucos profissionais disponíveis</strong>, o que compromete a regularidade e a dimensão das campanhas de recolha.</p><h2>Uma resposta à escassez de semente</h2><p>A operação desencadeada no rescaldo da tempestade Kristin permitiu ultrapassar, ainda que de forma pontual, algumas destas limitações. A recolha a partir do solo aumentou significativamente a <strong>eficiência do processo</strong> e respondeu a um problema estrutural na gestão das florestas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os volumes obtidos correspondem à média anual das últimas quatro campanhas. O resultado ganha ainda maior importância numa conjuntura em que a insuficiência de sementes florestais é um obstáculo crónico em Portugal e em vários países europeus.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Segundo estimativas do Centro PINUS, em 2023, esse <strong>défice rondava 66 por cento das necessidades de arborização</strong> com pinheiro-bravo no país. A dificuldade em garantir colheitas regulares tem sido uma das principais razões, associada à limitação de recursos humanos e operacionais.</p><h2>Um contributo para o futuro do pinhal</h2><p>Apesar da amplitude dos danos provocados pela tempestade Kristin, a campanha de recolha abriu uma possibilidade concreta de <strong>reforçar a capacidade de resposta do setor florestal</strong>. A disponibilidade de sementes permitirá apoiar futuras ações de arborização e contribuir para a preservação do património genético do Pinhal de Leiria.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/recolha-excecional-de-sementes-apos-a-tempestade-kristin-acelera-recuperacao-do-pinhal-de-leiria-1777898798550.jpg" data-image="p7evqu88qtf6" alt="Pinhas no chão" title="Pinhas no chão"><figcaption>Em três dias, as equipas do Centro PINUS e do ICNF recolheram 10 toneladas de pinha que podem vir dar origem a mais de quatro milhões de plantas. Foto: Jeremy Kyejo via Pixabay</figcaption></figure><p>Este resultado, para o Centro PINUS, demonstra como a articulação entre diferentes entidades pode <strong>transformar uma situação adversa num recurso útil</strong>, visando a recuperação da floresta. A destruição causada pelo vento deu origem a um conjunto de condições excecionais que, pela primeira vez em muitos anos, aceleraram um processo normalmente lento, oneroso e limitado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765969" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/escuteiros-vao-vigiar-e-cuidar-do-novo-parque-florestal-na-serra-de-sintra.html" title="Escuteiros vão vigiar e cuidar do novo parque florestal na Serra de Sintra">Escuteiros vão vigiar e cuidar do novo parque florestal na Serra de Sintra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/escuteiros-vao-vigiar-e-cuidar-do-novo-parque-florestal-na-serra-de-sintra.html" title="Escuteiros vão vigiar e cuidar do novo parque florestal na Serra de Sintra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/escuteiros-vao-vigiar-e-cuidar-do-novo-parque-florestal-na-serra-de-sintra-1777294178768_320.jpg" alt="Escuteiros vão vigiar e cuidar do novo parque florestal na Serra de Sintra"></a></article></aside><p>No terreno, permanece a memória de um dos episódios mais destrutivos da última década para o pinhal. Ainda assim, é uma <strong>oportunidade </strong>que se abre para a <strong>regeneração florestal</strong> do país.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em><a href="https://www.centropinus.org/files/upload/pinuspress/pinuspress-68-2026.pdf" target="_blank">PINUSPRESS 68</a> – Newsletter do Centro PINUS</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/recolha-excecional-de-sementes-apos-a-tempestade-kristin-acelera-recuperacao-do-pinhal-de-leiria.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O céu noturno sob duas perspetivas: o astroturismo sob "ambos os olhos"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-ceu-noturno-sob-duas-perspetivas-o-astroturismo-sob-ambos-os-olhos.html</link><pubDate>Mon, 04 May 2026 14:23:32 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O céu através de dois olhos: como a ciência moderna e as tradições ancestrais se unem no astroturismo global e nacional. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-ceu-noturno-sob-duas-perspetivas-o-astroturismo-sob-ambos-os-olhos-1777839671074.png" data-image="r6190p3468io"><figcaption>O conceito "ver com dois olhos" une a ciência moderna dos telescópios às lendas ancestrais indígenas para explicar o céu noturno. Imagem gerada por IA.</figcaption></figure><p>O conceito de "two-eyed seeing" (ver com os dois olhos), é uma filosofia que está a transformar o astroturismo mundial.</p><div class="texto-destacado">Em vez de escolher entre o rigor da astronomia moderna e a riqueza das lendas ancestrais, este movimento propõe o uso de ambos: um olho focado na lente do telescópio (ciência ocidental) e o outro nas histórias transmitidas por gerações (conhecimento indígena).</div><p>O céu não é apenas um cenário físico, é um texto vivo onde a astrofísica e a mitologia se fundem para explicar a nossa origem e lugar no cosmos.</p><h2>Destaques globais: a ciência com alma </h2><p>Destacam-se cinco destinos onde esta dualidade é o prato principal: </p><p><strong>Arizona e Novo México (EUA)</strong>: No observatório Kitt Peak, cientistas partilham a montanha sagrada com a nação Tohono O'odham. Ali, a Ursa Maior não é apenas um conjunto de estrelas, mas a Kui'pud, uma ferramenta para colher frutos de catos. <br><strong>Havai (Mauna Kea)</strong>: Enquanto os maiores telescópios do mundo perscrutam galáxias distantes, centros como o 'Imiloa ensinam como os navegadores polinésios cruzaram oceanos usando apenas as estrelas como guias. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-ceu-noturno-sob-duas-perspetivas-o-astroturismo-sob-ambos-os-olhos-1777843530677.png" data-image="5jwsjhktnvzq"><figcaption>Devido à poluição luminosa, cerca de 80% da população mundial não consegue ver a Via Láctea a partir da sua casa. Imagem gerada por IA.</figcaption></figure><p><strong>Austrália: </strong>A tradição aborígene — a mais antiga astronomia contínua do mundo — revela a Mirrabooka (Via Láctea) como uma entidade moral e espiritual que molda a vida na terra. <br><strong>Canadá e Oregon:</strong> Locais onde o turismo de luxo se cruza com caminhadas noturnas e histórias dos povos Chickasaw e First Nations, provando que o escuro é um recurso precioso para a imaginação.</p><h2>Portugal: onde a história navega nas estrelas </h2><p>Portugal tem-se afirmado como um dos destinos mais importantes do mundo para este "olhar duplo", com dois locais certificados que oferecem experiências distintas e complementares.</p><p><strong>Dark Sky Alqueva</strong>: pioneiro mundial, sendo a primeira Reserva Starlight do mundo, o Alqueva (Alentejo) é o exemplo máximo da preservação do céu noturno. </p><div class="texto-destacado">O observatório oficial na Cumeada oferece equipamentos de última geração para observar planetas e nebulosas com uma nitidez impossível nas cidades. </div><p>A presença de monumentos megalíticos (como o Cromeleque do Xerez) sugere que, há 5.000 anos, os habitantes desta região já olhavam para o céu para organizar as suas vidas e colheitas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-ceu-noturno-sob-duas-perspetivas-o-astroturismo-sob-ambos-os-olhos-1777843609803.png" data-image="f0stfg7ako5t"><figcaption>Situado junto a Monsaraz, oferece um cenário místico para astrofotografia, unindo a arqueologia pré-histórica ao céu estrelado do Dark Sky Alqueva</figcaption></figure><p><strong>Dark Sky Aldeias do Xisto:</strong> o refúgio da Montanha nas Serras da Lousã e do Açor, no centro de Portugal, o astroturismo ganha uma face mais selvagem e íntima. Aqui, o foco é a sustentabilidade e o silêncio. As Aldeias do Xisto recuperaram a arquitetura tradicional e, com ela, a "cultura da noite". </p><p>Observar as estrelas nestas aldeias de pedra é um regresso à simplicidade, onde o conhecimento científico se mistura com o isolamento geográfico que protegeu estas comunidades e as suas histórias durante séculos. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="747293" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nova-meta-para-2026-comecar-a-observar-as-estrelas-em-portugal-um-guia-para-principiantes.html" title="Nova meta para 2026: começar a observar as estrelas em Portugal; um guia para principiantes">Nova meta para 2026: começar a observar as estrelas em Portugal; um guia para principiantes</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nova-meta-para-2026-comecar-a-observar-as-estrelas-em-portugal-um-guia-para-principiantes.html" title="Nova meta para 2026: começar a observar as estrelas em Portugal; um guia para principiantes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nova-meta-para-2026-comecar-a-observar-as-estrelas-em-portugal-um-guia-para-principiantes-1767474937191_320.png" alt="Nova meta para 2026: começar a observar as estrelas em Portugal; um guia para principiantes"></a></article></aside><p>O céu noturno é um património comum. Seja através de um telescópio no Alqueva ou de uma lenda indígena no Havai, aprender a "ver com os dois olhos" permite-nos recuperar uma ligação com o universo que a poluição luminosa das cidades quase nos fez esquecer.<em><br></em></p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><a href="https://www.nationalgeographic.com/travel/article/stargazing-destinations" target="_blank"><em>https://www.nationalgeographic.com/travel/article/stargazing-destinations</em></a></p><p><em><a href="https://www.visitportugal.com/pt-pt/content/astroturismo" target="_blank">https://www.visitportugal.com/pt-pt/content/astroturismo</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-ceu-noturno-sob-duas-perspetivas-o-astroturismo-sob-ambos-os-olhos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mudanças no tempo em Portugal esta semana: a calma antes da tempestade; há uma depressão a caminho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-a-calma-antes-da-tempestade-ha-uma-depressao-a-caminho.html</link><pubDate>Mon, 04 May 2026 14:08:04 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A primeira semana de maio começa fresca e húmida, ainda que relativamente estável face ao fim de semana. Confira o tempo para os próximos dias!</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/rAnOcKTjFQg/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=rAnOcKTjFQg" id="rAnOcKTjFQg"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Esta semana arranca com céu parcialmente nublado, contando com algumas abertas e não se descartando a <strong>possibilidade de chuva fraca em alguns locais do Norte e Centro</strong>. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>As<strong> temperaturas também diminuíram</strong>, trazendo uma sensação térmica mais desconfortável, especialmente nestas regiões. Esta descida dos valores deve-se à aproximação de uma massa de ar polar, que mencionamos em previsões anteriores. Desta forma, esperam-se máximas entre os 13 ºC na Guarda e os 22 ºC em Lisboa. <strong>No Norte, os termómetros não deverão ultrapassar os 16 ºC</strong>.</p><h2>Primeira metade da semana será mais calma</h2><p>Para amanhã, terça-feira, espera-se um dia semelhante ao de hoje, <strong>com períodos de chuva fraca e dispersa no Norte e Centro</strong>, até ao final da tarde. O arquipélago da <strong>Madeira contará com aviso laranja de precipitação</strong> em todas as regiões, entre as 6h e as 12h, onde até ao final do dia de terça-feira se esperam acumulados a ordem dos 100 mm na Costa Norte. Porto Santo poderá ser a região com menor valor de acumulação, devendo rondar os 50 mm.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-a-calma-antes-da-tempestade-ha-uma-depressao-a-caminho-1777902508145.png" data-image="wnypxmp5qfzi" alt="precipitação acumulada" title="precipitação acumulada"><figcaption>Até ao início da madrugada de domingo, estes serão os valores de precipitação acumulada em Portugal Continental. O litoral Norte e Centro deverão contar com os maiores acumulados, com algumas exceções noutros locais do país. Esta precipitação dever-se-á à depressão fria que poderá afetar o país a partir das últimas horas do dia de sexta-feira, dia 8.</figcaption></figure><p><strong>Quarta-feira poderá ser um dos dias mais estáveis da semana</strong>. Espera-se céu geralmente limpo e ausência de precipitação, ainda que uma depressão se possa situar sobre a Península Ibérica. Neste dia poderá dar-se uma subida ligeira das temperaturas em alguns locais do Norte, onde Braga poderá registar até 18 ºC de máxima. </p><p>Esta depressão irá resultar em <strong>chuva fraca a partir das últimas horas da manhã de quinta-feira</strong>, no Norte e Centro do país, e num aumento generalizado da nebulosidade.</p><h2>Depressão afetará o continente entre sexta-feira e sábado</h2><p>A verdadeira mudança é esperada na sexta-feira, dia 8, onde <strong>uma depressão fria deverá resultar na ocorrência de chuva a partir das últimas horas do dia</strong>, dando lugar a um sábado com chuva generalizada e persistente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766930" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-torna-se-mais-instavel-na-primeira-semana-de-maio-saiba-o-que-esperar-da-chuva-e-em-que-regioes-tera-mais-impacto.html" title="Tempo torna-se mais instável na primeira semana de maio: saiba o que esperar da chuva e em que regiões terá mais impacto">Tempo torna-se mais instável na primeira semana de maio: saiba o que esperar da chuva e em que regiões terá mais impacto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-torna-se-mais-instavel-na-primeira-semana-de-maio-saiba-o-que-esperar-da-chuva-e-em-que-regioes-tera-mais-impacto.html" title="Tempo torna-se mais instável na primeira semana de maio: saiba o que esperar da chuva e em que regiões terá mais impacto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/semana-com-tempo-mais-instavel-em-portugal-continental-saiba-o-que-esperar-1777804671763_320.png" alt="Tempo torna-se mais instável na primeira semana de maio: saiba o que esperar da chuva e em que regiões terá mais impacto"></a></article></aside><p><strong>Entre sexta e sábado dar-se-á uma nova descida das temperaturas</strong>, onde no sábado se esperam máximas entre os 11 ºC na Guarda e os 19 ºC em Lisboa. No Norte, os termómetros não deverão ultrapassar os 14 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-a-calma-antes-da-tempestade-ha-uma-depressao-a-caminho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva em Portugal: esta quinta-feira forma-se uma depressão fria que deixará chuva até segunda, 11 de maio]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-em-portugal-esta-quinta-feira-forma-se-uma-depressao-fria-que-deixara-chuva-ate-segunda-11-de-maio.html</link><pubDate>Mon, 04 May 2026 13:51:20 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Para a segunda metade da semana, os mapas do melhor modelo de previsão continuam a insistir na chegada de uma depressão fria que traria chuva e rajadas de vento pontualmente fortes a Portugal continental.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa81nw8"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa81nw8.jpg" id="xa81nw8"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Entre<strong> segunda e terça-feira, dias 4 e 5 de maio, o estado do tempo manter-se-á relativamente estável</strong> em Portugal continental, apesar da ocorrência pontual de aguaceiros fracos e dispersos nas Regiões Norte e Centro.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>Observa-se a evolução de um sistema de baixas pressões vindo de oeste e a afetar o território de Portugal continental na reta final da presente semana. Não é uma depressão atlântica no sentido clássico do termo, mas sim uma<strong> depressão fria</strong>. Neste mapa de geopotencial a 500 hPa fica demonstrado com clareza como o <strong>núcleo de ar frio em altitude se separa do jato polar e coincide com a baixa pressão à superfície</strong>.</div><p>É expectável que quarta-feira (6) seja um dos dias mais estáveis, com céu geralmente limpo e sem precipitação. Na quinta-feira (7) espera-se chuva fraca a partir do final da manhã no Norte e Centro, bem como um aumento generalizado da nebulosidade. <strong>A partir de sexta-feira (8) prevê-se uma alteração considerável das condições meteorológicas</strong>, que terão tendência a tornar-se mais instáveis nos dias seguintes de um modo generalizado.</p><h2>Na quinta-feira 7 os Açores serão a primeira região portuguesa a ser afetada pela depressão</h2><p>De um modo geral, os primeiros dias da semana neste arquipélago serão relativamente estáveis do ponto de vista meteorológico. No entanto, avizinha-se uma mudança na segunda metade da semana, em concreto a partir de quinta-feira, 7 de maio. <strong>A influência de uma depressão nos Açores torna-se cada vez mais provável, de acordo com os mapas do modelo Europeu</strong>.</p><p>Apesar de não estar previsto que o centro da depressão passe diretamente pelos Açores (circulará a nor-nordeste), o raio de influência desta baixa pressão será amplo o suficiente para produzir linhas de instabilidade irregulares e pouco organizadas, sob a forma de <strong>aguaceiros pós-frontais, que atingirão este arquipélago de uma maneira intermitente ao longo de quinta-feira (7), especialmente os Grupos Central e Oriental</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-em-portugal-esta-quinta-feira-forma-se-uma-depressao-fria-que-deixara-chuva-ate-segunda-11-de-maio-1777900141705.png" data-image="5gakye2tucgb"><figcaption>Estão previstas rajadas intensas de vento no arquipélago dos Açores na próxima quinta-feira, 7 de maio.</figcaption></figure><p>Outro dos efeitos meteorológicos adversos expectável nos Açores será o vento forte. Os mapas traduzem a possibilidade de rajadas intensas em todas as ilhas do arquipélago durante a jornada de 7 de maio. Na sua trajetória pelo Atlântico, os bordos ocidental e meridional da depressão, os mais ativos desta baixa pressão, <strong>poderão provocar rajadas até 75 km/h, não se excluindo a possibilidade que sejam superiores nalguns locais</strong>.</p><h2>Possibilidade de tempo mais instável em Portugal continental prevista a partir de sexta-feira, 8 de maio</h2><p>Os mapas de referência da Meteored, baseados no modelo da nossa confiança (Europeu), continuam a insistir há vários dias na possibilidade de formação e desenvolvimento de uma<strong> depressão fria</strong> a oeste da Península Ibérica. <strong>Trata-se do mesmo sistema depressionário que na quinta-feira (7) passará pelo arquipélago dos Açores</strong>, a primeira região portuguesa a ser atingida por este episódio meteorológico instável.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Prevê-se que a depressão fria comece a gerar os primeiros pingos de chuva em Portugal continental <strong>entre as últimas horas de quinta (7) e as primeiras horas de sexta-feira (8)</strong>. Haverá um aumento da nebulosidade no Norte e no Centro, que dará lugar à ocorrência de aguaceiros fracos e dispersos no litoral destas Regiões.</p><p>Esperam-se tréguas temporárias da precipitação até que, umas horas mais tarde, já na <strong>tarde de sexta-feira (8)</strong>, poderá dar-se um novo aumento da nebulosidade, especialmente no Norte e no Centro. <strong>Poderá cair precipitação novamente, com maior probabilidade no Noroeste e no litoral Oeste</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-em-portugal-esta-quinta-feira-forma-se-uma-depressao-fria-que-deixara-chuva-ate-segunda-11-de-maio-1777901705006.png" data-image="gp9c0utlg5gi"><figcaption>No sábado, 9 de maio, prevê-se que as frentes em torno do centro da depressão fria ganhem um certo grau de organização, tornando a precipitação mais frequente e generalizada na geografia do Continente.</figcaption></figure><p><strong>Entre quinta e sexta-feira, dias 7 e 8</strong>, a precipitação assumirá a forma de aguaceiros no Continente, sendo geralmente intermitente, fraca e dispersa. De acordo com os mapas, as acumulações serão pouco expressivas ao cabo destes dois dias, com valores de <strong>chuva acumulada a variar entre 1 e 5 mm</strong>.</p><p>Em algumas zonas do litoral Norte, Centro e Oeste esperam-se valores ligeiramente superiores, entre 5 e 10 mm (distritos de Lisboa, Aveiro e Porto). <strong>Somente no Minho, a área mais afetada antes da chegada da depressão fria, é que se vislumbram 20 mm de precipitação acumulada até às 22:00 de sexta-feira (8)</strong>.</p><h2>No sábado a instabilidade poderá aumentar, com chuva mais abundante e rajadas até 65 km/h</h2><p><strong>Para sábado (9) prevê-se a possibilidade de os efeitos meteorológicos adversos gerados pela entrada da depressão fria se intensificarem à escala nacional</strong>. Os mapas revelam, de momento, que a precipitação deverá tornar-se mais frequente e organizada na nossa geografia.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg> As frentes geradas em torno do sistema depressionário serão responsáveis pelo prolongamento da instabilidade para sábado (9) e pela precipitação mais generalizada e frequente. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>De um modo geral, o dia de sábado (9) poderá registar acumulados de chuva entre 5 e 20 mm</strong>, podendo localmente somar 25 mm em zonas do Minho, e em algumas zonas de outros distritos do Norte e Centro, como Porto, Aveiro e Coimbra, entre outros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-em-portugal-esta-quinta-feira-forma-se-uma-depressao-fria-que-deixara-chuva-ate-segunda-11-de-maio-1777901437039.png" data-image="lv8vkey828ov"><figcaption>Possível distribuição da chuva acumulada até à 01:00 da madrugada de domingo, 10 de maio.</figcaption></figure><p><strong>A sul do Tejo a precipitação também será significativa, o que denuncia o carácter generalizado da instabilidade</strong>. Só no sábado (9), preveem-se valores de precipitação acumulada a variar geralmente entre 5 e 25 mm, em zonas dos distritos de Portalegre, Évora, Setúbal e Faro.</p><p>De momento, <strong>tudo indica que o distrito de Beja será o menos atingido pela precipitação</strong>, estimando-se acumulados geralmente iguais ou inferiores a 10 mm, embora nalguns locais possam ser superados os 15 mm.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-em-portugal-esta-quinta-feira-forma-se-uma-depressao-fria-que-deixara-chuva-ate-segunda-11-de-maio-1777901144543.png" data-image="kj09gimgr25i"><figcaption>De momento, Évora, Beja e Faro são os três distritos potencialmente mais expostos ao vento forte de Oes-Sudoeste no sábado (9) à tarde.</figcaption></figure><p>Além disto, prevê-se que, em simultâneo, ocorra um <strong>aumento da intensidade do vento de Sudoeste</strong> que acompanhará as frentes que provocarão chuva na geografia do Continente. Para já, vislumbra-se a possibilidade de as regiões a sul do Tejo - grosso modo <strong>Alentejo e Algarve - serem as mais expostas ao vento forte </strong>de Oes-Sudoeste. Estão previstas rajadas iguais ou ligeiramente superiores a<strong> 6</strong><strong>0 km/h </strong>durante toda a <strong>tarde de sábado, 9 de maio</strong>, possivelmente no período entre <strong>as 13:00 e as 19:00</strong>.</p><p>No entanto, <strong>é de sublinhar a elevada incerteza associada a cenários de médio prazo</strong>, sobretudo em estações muito dinâmicas e variáveis como a primavera, em que existem ajustes frequentes de última hora nas previsões, inclusive em prazos iguais ou inferiores a 24 horas.</p><h3>Irá a chuva prolongar-se por mais dias?</h3><p><strong>A partir de domingo, 10 de maio, a incerteza nos modelos torna-se mais elevada, com um aumento da dispersão nos cenários de previsão</strong>. Ainda assim, os primeiros sinais plasmados nos mapas deterministas apostam na continuidade da instabilidade, com uma tendência para novos períodos de precipitação relativamente frequentes e generalizados.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766942" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-corrida-para-o-calor-de-verao-tera-inicio-na-segunda-quinzena-de-maio-segundo-o-modelo-europeu.html" title="A corrida para o calor de verão terá início na segunda quinzena de maio, segundo o modelo europeu">A corrida para o calor de verão terá início na segunda quinzena de maio, segundo o modelo europeu</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-corrida-para-o-calor-de-verao-tera-inicio-na-segunda-quinzena-de-maio-segundo-o-modelo-europeu.html" title="A corrida para o calor de verão terá início na segunda quinzena de maio, segundo o modelo europeu"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-corrida-para-o-calor-de-verao-tera-inicio-na-segunda-quinzena-de-maio-segundo-o-modelo-europeu-1777811401803_320.png" alt="A corrida para o calor de verão terá início na segunda quinzena de maio, segundo o modelo europeu"></a></article></aside><p>Isto significa que, tanto para<strong> domingo (10), como para segunda (11), todo o território do Continente</strong> poderá sujeitar-se a uma<strong> nova fase de chuva ou aguaceiros relativamente abundantes para a época</strong>, algo que converge com o cenário já anteriormente avançado pelo modelo Europeu em relação a uma semana de 4 a 11 de maio marcado por anomalias positivas de precipitação de norte a sul de Portugal continental.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-em-portugal-esta-quinta-feira-forma-se-uma-depressao-fria-que-deixara-chuva-ate-segunda-11-de-maio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/plutao-podera-recuperar-o-seu-estatuto-de-planeta-no-sistema-solar-o-diretor-da-nasa-reabre-o-debate.html</link><pubDate>Mon, 04 May 2026 10:55:11 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A agência espacial norte-americana reabre um debate histórico sobre Plutão que poderá alterar o que se tem aprendido nas escolas nos últimos anos sobre o sistema solar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/pluton-podria-volver-a-ser-planeta-la-nasa-reabre-el-debate-1777885919279.jpeg" data-image="vp80ozjy6nrj" alt="Plutón" title="Plutón"><figcaption>O debate sobre se Plutão deve voltar a ser considerado um planeta ressurge após o apoio da NASA. Novos estudos poderão alterar a classificação do sistema solar nos próximos anos.</figcaption></figure><p>O destino de Plutão volta a estar em cima da mesa. Décadas depois de ter perdido o seu estatuto de planeta, este pequeno mundo gelado reaparece no debate científico com uma força inesperada. <strong>A possibilidade de recuperar o seu antigo estatuto de planeta </strong>foi mencionada num contexto institucional fundamental.</p><p>Durante anos, Plutão fez parte do imaginário coletivo como o nono planeta. <strong>A sua história começou em 1930, quando foi detetado nos confins do sistema solar</strong>, após uma busca baseada em previsões teóricas. O seu nome, escolhido através de uma curiosa proposta popular, ficou para sempre ligado à mitologia clássica. Essa designação manteve-se durante gerações, fazendo parte dos livros escolares e da memória científica mundial.</p><div class="texto-destacado">Atualmente, Plutão continua a ser classificado como planeta anão. Qualquer eventual alteração dependerá da solidez das evidências científicas que a NASA conseguir reunir nos próximos anos.</div><p>No entanto, o consenso não era absoluto. <strong>Com o avanço da astronomia moderna, começaram a surgir dúvidas sobre o que deveria realmente ser considerado um planeta</strong>. A descoberta de novos corpos semelhantes em zonas distantes do Sistema Solar obrigou a repensar os critérios. A comunidade científica viu-se então confrontada com uma decisão complexa: manter a definição tradicional ou adaptá-la às novas descobertas.</p><h2>Plutão: por que perdeu o seu estatuto de planeta em 2006</h2><p>A redefinição chegou finalmente em 2006. Nessa altura, o organismo internacional responsável pelo estabelecimento de normas astronómicas <strong>introduziu novos requisitos para a classificação de um planeta</strong>. Não bastava orbitar o Sol e ter uma forma esférica; era também necessário dominar gravitacionalmente o seu ambiente orbital.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">NEWS : NASA CHIEF FIGHTS FOR PLUTO'S PLANET STATUS AGAIN!<br><br>NASA chief Jared Isaacman is igniting a passionate debate among space lovers, declaring his strong support for Pluto to regain its status as a bona fide planet. His statement signals a potential shift from the 2006 <a href="https://t.co/HC4VF7IQb8">pic.twitter.com/HC4VF7IQb8</a></p>— Stellar Frontier (@TheStellarFront) <a href="https://twitter.com/TheStellarFront/status/2051210286015619210?ref_src=twsrc%5Etfw">May 4, 2026</a></blockquote></figure><p>Esse ponto revelou-se determinante. Plutão partilha a sua trajetória com inúmeros objetos do Cinturão de Kuiper, o que impede que seja considerado dominante na sua órbita. <strong>Consequentemente, passou a integrar uma nova categoria: "planeta anão". Esta decisão gerou um grande debate</strong>, tanto no meio científico como na opinião pública.</p><p>Mas a mudança não terminou aqui. Na verdade, marcou o início de um debate que se mantém vivo até hoje. <strong>Alguns especialistas consideram que a definição adotada é demasiado restritiva</strong>. Outros acreditam que ela reflete melhor a diversidade dos corpos celestes que existem para além de Neptuno.</p><h2>A NASA e Plutão: novos sinais vindos dos Estados Unidos</h2><p>No que diz respeito a Plutão, algumas declarações recentes reacenderam o interesse por este "planeta anão". Durante uma audiência no Senado dos Estados Unidos,<strong> o administrador da NASA, Jared Isaacman, deixou clara a sua posição: "Sou totalmente a favor de que Plutão volte a ser considerado um planeta"</strong>. Esta declaração não passou despercebida.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pluton-podria-volver-a-ser-planeta-la-nasa-reabre-el-debate-1777886060916.jpeg" data-image="zhbhah1km766" alt="Plutón" title="Plutón"><figcaption>A possível reclassificação de Plutão volta a ser tema de debate após novas declarações da NASA. O futuro do nono planeta dependerá do consenso científico e de novas investigações.</figcaption></figure><p>O responsável pela agência referiu ainda que estão a ser preparados estudos relacionados com este tema. Segundo explicou, <strong>a intenção é promover uma revisão no seio da comunidade científica</strong>. Embora o conteúdo desses trabalhos não tenha sido detalhado, este gesto indica que a questão da reintegração de Plutão como planeta volta a ser prioritária.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765199" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/descobrem-varios-planetas-em-que-e-sempre-noite-num-hemisferio-enquanto-o-outro-vive-dias-eternos.html" title="Descobrem vários planetas em que é sempre noite num hemisfério, enquanto o outro vive dias eternos">Descobrem vários planetas em que é sempre noite num hemisfério, enquanto o outro vive dias eternos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/descobrem-varios-planetas-em-que-e-sempre-noite-num-hemisferio-enquanto-o-outro-vive-dias-eternos.html" title="Descobrem vários planetas em que é sempre noite num hemisfério, enquanto o outro vive dias eternos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-james-webb-descubre-mundos-con-dias-eternos-y-climas-extremos-1776675257011_320.jpg" alt="Descobrem vários planetas em que é sempre noite num hemisfério, enquanto o outro vive dias eternos"></a></article></aside><p>Não é a primeira vez que esta possibilidade é levantada dentro da NASA. <strong>Após a passagem da sonda New Horizons em 2015, alguns investigadores já defenderam a reabertura do debate</strong>. Aquela missão revelou dados surpreendentes sobre Plutão, incluindo características geológicas impressionantes.</p><h2>Plutão pode voltar a ser planeta: o que dizem os cientistas</h2><p>O principal argumento a favor do seu regresso baseia-se numa visão mais ampla do que define um planeta. Alguns especialistas consideram que a condição de "limpar a órbita" não deveria ser excludente. Nesta perspetiva, <strong>Plutão cumpre as características essenciais: orbita uma estrela e apresenta uma forma quase esférica</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">After a daring nine-year odyssey across nearly three billion miles of cold, silent space, NASAs New Horizons spacecraft finally came face-to-face with Pluto and what it revealed was nothing short of breathtaking.Far from the cold, dead rock everyone expected, Pluto emerged as <a href="https://t.co/cVDHE6zPIh">pic.twitter.com/cVDHE6zPIh</a></p>— Black Hole (@konstructivizm) <a href="https://twitter.com/konstructivizm/status/2050996560301891663?ref_src=twsrc%5Etfw">May 3, 2026</a></blockquote></figure><p>Além disso, a sua complexidade interna surpreendeu os especialistas. Apesar do seu tamanho reduzido, com cerca de 2 250 quilómetros de diâmetro, <strong>apresenta uma superfície ativa e muito variada</strong>. Estes elementos reforçam a ideia de que não se trata de um objeto insignificante no sistema solar.</p><p>Ainda assim, não existe consenso. Alterar o seu estatuto implicaria rever uma definição adotada a nível internacional. <strong>Isso requer uma série de acordos abrangentes e provas sólidas</strong>. Por enquanto, o debate continua em aberto, com posições opostas e sem uma resolução imediata à vista.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/plutao-podera-recuperar-o-seu-estatuto-de-planeta-no-sistema-solar-o-diretor-da-nasa-reabre-o-debate.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O segredo para uma tamareira compacta: como conter o seu crescimento em casa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-segredo-para-uma-tamareira-compacta-como-conter-o-seu-crescimento-em-casa.html</link><pubDate>Mon, 04 May 2026 10:43:09 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>É possível manter uma tamareira compacta em casa seguindo algumas dicas essenciais de cuidados. Descubra como controlar o seu crescimento sem a danificar e conseguir uma planta equilibrada e, ao mesmo tempo, decorativa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-truco-para-una-palmera-datilera-compacta-como-frenar-su-crecimiento-en-casa-1776936778743.png" data-image="zci3jycukb9e"><figcaption>Com estas dicas, pode cultivar uma tamareira num espaço reduzido.</figcaption></figure><p><strong>A tamareira (um tipo de palmeira) é uma planta exótica, mas elegante</strong>, capaz de conferir um toque distinto tanto em ambientes interiores como em pequenos jardins. No entanto, <strong>o seu principal problema reside, geralmente, no seu rápido crescimento e na tendência para ganhar altura</strong>, o que pode tornar-se um problema se não for controlado desde o início.</p><p>Embora se pense frequentemente que limitar ou controlar o seu tamanho é difícil, a verdade é que, <strong>com alguns cuidados muito específicos, é possível manter uma tamareira compacta</strong><strong>, equilibrada</strong> e perfeitamente adequada a espaços reduzidos.</p><p>O segredo está em agir desde o início do seu desenvolvimento e compreender como fatores como <strong>a variedade, a rega e o clima </strong>influenciam o seu crescimento.</p><h2>Escolha uma variedade de crescimento lento</h2><p>O segredo mais importante começa mesmo antes do plantio. Nem todas as tamareiras crescem da mesma forma, por isso <strong>é essencial escolher uma variedade de crescimento lento</strong>.</p><p><strong>Este tipo de palmeiras desenvolve-se de forma mais controlada</strong> e é ideal para espaços pequenos ou para o cultivo em vasos.</p><p><strong>Escolher bem desde o início evita a necessidade de soluções mais agressivas no futuro</strong> e facilita a manutenção de uma planta proporcionada e decorativa durante muitos anos, uma vez que as palmeiras têm uma vida útil muito longa.</p><h3>O papel do vaso e das raízes</h3><p>Cultivar a palmeira num vaso é uma das formas mais eficazes de retardar o seu crescimento, uma vez que o espaço limitado para as raízes reduz naturalmente o seu desenvolvimento vertical. Por esta razão, <strong>recomenda-se não a transplantar com frequência nem utilizar vasos demasiado grandes</strong>.</p><p><strong>Um vaso com o tamanho adequado ajuda a manter o equilíbrio entre crescimento e dimensão</strong>. Além disso, uma boa drenagem é essencial para evitar problemas de humidade.</p><h3>Poda leve e manutenção</h3><p>Ao contrário de outras plantas, <strong>a tamareira não requer uma poda muito intensiva, embora deva ser podada com cuidado</strong>. Na verdade, uma poda excessiva pode enfraquecê-la.</p><p>A<strong> abordagem ideal é remover apenas as folhas secas ou danificadas</strong> para manter a sua aparência limpa e saudável.</p><p><strong>É importante não tocar no rebento central</strong>, uma vez que é aí que se origina o crescimento da planta, e qualquer dano nessa área pode afetar gravemente o seu desenvolvimento.</p><h3>Rega no verão: a chave para o equilíbrio</h3><p>Durante os meses de verão, a rega torna-se especialmente importante, tal como acontece com a maioria das culturas e plantas. <strong>A tamareira necessita de um abastecimento regular de água para suportar as altas temperaturas</strong>, mas evitando sempre o excesso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-truco-para-una-palmera-datilera-compacta-como-frenar-su-crecimiento-en-casa-1776936634371.png" data-image="enp9yihdhw7i"><figcaption>Tenha cuidado para não regar em excesso, para que as raízes não fiquem danificadas.</figcaption></figure><p><strong>Uma rega equilibrada permite que a planta cresça de forma controlada e sem stress</strong>. O substrato deve permanecer ligeiramente húmido, mas nunca encharcado, uma vez que o excesso de água pode danificar as raízes.</p><h3>Proteção no inverno em climas frios</h3><p>O inverno pode ser um desafio, especialmente em zonas onde as temperaturas descem significativamente.<strong> Em climas frios, é essencial proteger a tamareira do vento e da geada</strong>.</p><p><strong>Se estiver ao ar livre, pode ser coberta ou transferida para um local mais abrigado</strong>. No interior, é melhor colocá-la numa zona mais luminosa e longe de correntes de ar frio. Esta proteção ajuda a manter um crescimento estável e previne danos que possam afetar o seu tamanho e forma.</p><h3>Luz e fertilização</h3><p><strong>A luz influencia diretamente o desenvolvimento da palmeira</strong>. Uma boa exposição favorece um crescimento mais compacto, enquanto a falta de luz pode fazer com que se alongue excessivamente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765953" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-mit-confirma-as-plantas-ouvem-as-gotas-a-cair-e-germinam-ate-40-mais-depressa.html" title="O MIT confirma: as plantas ouvem as gotas a cair e germinam até 40% mais depressa">O MIT confirma: as plantas ouvem as gotas a cair e germinam até 40% mais depressa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-mit-confirma-as-plantas-ouvem-as-gotas-a-cair-e-germinam-ate-40-mais-depressa.html" title="O MIT confirma: as plantas ouvem as gotas a cair e germinam até 40% mais depressa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-mit-lo-confirma-las-plantas-oyen-caer-las-gotas-y-germinan-hasta-40-mas-rapido-1777036934448_320.jpg" alt="O MIT confirma: as plantas ouvem as gotas a cair e germinam até 40% mais depressa"></a></article></aside><p>Quanto ao fertilizante, deve ser aplicado com moderação. <strong>O excesso de fertilização estimula um crescimento rápido, exatamente o oposto do que se pretende</strong>. Por isso, utilizar nutrientes de forma equilibrada ajudará a manter a planta saudável sem que cresça demasiado.</p><h2>Crescimento sob controlo</h2><p> Manter uma tamareira compacta não depende de um único truque, mas sim de <strong>um conjunto de práticas de cuidado bem aplicadas</strong>. </p><ul><li>Escolha uma<strong> variedade de crescimento lento </strong></li><li> Controle a <strong>rega</strong> durante o verão </li><li><strong>Proteja-a no inverno</strong> de correntes de ar e zonas muito frias </li><li><strong>Poda subtil</strong>, mas necessária na altura certa </li><li><strong>Vasos adequados</strong> com substrato suficiente para o desenvolvimento adequado das raízes </li></ul><p>Com estas dicas, <strong>é possível desfrutar de toda a beleza desta planta sem que o seu tamanho se torne um problema</strong>, alcançando um equilíbrio perfeito entre estética e praticabilidade.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-segredo-para-uma-tamareira-compacta-como-conter-o-seu-crescimento-em-casa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um mundo sem colheitas? O relatório drástico da OMM sobre o limite dos nossos sistemas agrícolas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/um-mundo-sem-colheitas-o-relatorio-drastico-da-omm-sobre-o-limite-de-nossos-sistemas-agricolas.html</link><pubDate>Mon, 04 May 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>O calor deixou de ser apenas um incómodo; agora está a mudar a forma como produzimos os nossos alimentos. Um novo relatório da OMM alerta que os sistemas agrícolas estão no limite.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-mundo-sin-cosechas-el-drastico-reporte-de-la-omm-sobre-el-limite-de-nuestros-sistemas-agricolas-1777349359996.png" data-image="jc6jdjtv9ggk" alt="agricultura, cultivos, lavouras" title="agricultura, cultivos, lavouras"><figcaption>Durante ondas de calor intensas, o solo pode perder até 50% mais humidade em comparação com condições normais.</figcaption></figure><p>A <strong>agricultura </strong>sempre prosperou em condições extremas, mas o que vemos hoje não faz mais parte do “ciclo natural”. O <strong>calor extremo tornou-se um ponto de inflexão</strong> que está a mudar as regras do jogo para agricultores, pecuaristas e toda a cadeia alimentar.</p><p>De acordo com um <strong>relatório </strong>conjunto recente da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e da Organização Meteorológica Mundial (OMM), a frequência, a intensidade e a duração das <strong>ondas de calor</strong> aumentaram significativamente nos últimos 50 anos. Isso, além de significar dias de calor insuportável, também implica <strong>períodos mais longos de calor intenso que impactam diretamente a produtividade agrícola</strong>.</p><div class="texto-destacado">O calor deixou de ser um problema isolado; tornou-se uma nova condição crítica que afeta a própria base do sistema agrícola.</div><p>O problema não é apenas a temperatura em si. O <strong>calor extremo</strong> atua como um "multiplicador de riscos", intensificando outros problemas como <strong>secas, pragas, incêndios e stress hídrico</strong>. Por outras palavras, ele não ocorre isoladamente; vem acompanhado de uma combinação de problemas que complicam completamente a produção agrícola.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-mundo-sin-cosechas-el-drastico-reporte-de-la-omm-sobre-el-limite-de-nuestros-sistemas-agricolas-1777349369780.png" data-image="15vcwh0jrx31"><figcaption>O stress térmico em vacas pode reduzir a produção de leite em até 20% em condições severas.</figcaption></figure><p>Além disso, esse fenómeno não faz distinção entre sistemas. <strong>Culturas, pecuária, pesca e até mesmo florestas estão a ser afetadas</strong>, comprometendo a produção e, sobretudo, o sustento de milhões de pessoas que dependem do setor agroalimentar.</p><h2>Calor extremo e o seu impacto direto no campo</h2><p>Quando falamos de calor extremo, não estamos a falar apenas de "muito sol". Em <strong>termos agronómicos</strong>, existem<strong> limites críticos que, uma vez ultrapassados, começam a afetar a produtividade</strong>. Por exemplo, muitas culturas começam a perder produtividade acima de 30 °C, e algumas, como a cevada e a batata, são muito mais sensíveis.</p><p>No caso da <strong>pecuária</strong>, a situação não é menos crítica. O<strong> stress térmico pode começar já a 25 °C</strong>, afetando a ingestão de alimentos, a reprodução e a produção de leite ou carne. Animais como suínos e aves são ainda mais suscetíveis a temperaturas extremas porque não conseguem regular a temperatura corporal de forma eficaz.</p><div class="texto-destacado">O calor também afeta as pessoas, pois em algumas regiões o número de dias em que é impossível trabalhar devido às altas temperaturas pode aumentar, afetando a produtividade agrícola.</div><p>Hoje, <strong>vivemos numa era em que cada gota de água conta</strong>, e o calor complica a situação, aumentando a evaporação e reduzindo a disponibilidade de água, o que leva a secas repentinas. Estas secas representam um enorme perigo, pois espalham-se rapidamente, deixando pouco tempo para reação em terra.</p><p>As <strong>altas temperaturas também ameaçam tanto os ecossistemas aquáticos quanto as pessoas</strong>. Nos ecossistemas aquáticos, o calor reduz os níveis de oxigénio na água, o que pode causar a mortandade de peixes e, consequentemente, afetar a pesca e a segurança alimentar em muitas regiões.</p><h3>Adaptação: o que podemos fazer no campo</h3><p>É aqui que a situação muda completamente.<strong> Adaptar-se ao calor </strong>deixa de ser uma opção e torna-se uma necessidade absoluta. Tudo começa com decisões muito específicas, como a <strong>escolha das melhores culturas para plantar</strong>. Existem culturas e variedades que<strong> toleram melhor as altas temperaturas</strong>, e essa escolha pode determinar o sucesso da safra.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-mundo-sin-cosechas-el-drastico-reporte-de-la-omm-sobre-el-limite-de-nuestros-sistemas-agricolas-1777349399501.png" data-image="8ii9f1xjfyrx"><figcaption>Algumas plantas podem fechar os seus estômatos devido ao calor extremo, reduzindo a fotossíntese mesmo quando há água disponível.</figcaption></figure><p>O<strong> calendário agrícola</strong> também desempenha um papel significativo. <strong>Alterar as datas de plantio em alguns dias ou semanas </strong>pode impedir que a cultura entre na sua fase mais vulnerável justamente no auge do calor. Isto faz uma diferença notável no campo, e um plantio mal planeado pode ser bastante custoso.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ter acesso a previsões e alertas meteorológicos, como os partilhados na Meteored, transforma completamente a forma como trabalhamos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Outro aspeto crucial é o acesso à informação. Ter <strong>previsões e alertas meteorológicos </strong>transforma completamente a nossa forma de trabalhar. Isso permite-nos antecipar eventos e evitar reações tardias.</p><p>Na <strong>gestão de culturas</strong>, não existem soluções mágicas, mas existem ferramentas que podem ajudar. <strong>Cobrir o solo, melhorar a irrigação ou criar sombra</strong> reduz o stress térmico na lavoura. Estas práticas não eliminam o stress térmico, mas proporcionam mais flexibilidade, e às vezes essa flexibilidade é o que salva a colheita.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-agricultura-deveria-repensar-sua-dependencia-de-fertilizantes-fosfatados-diante-da-mudanca-climatica.html" title="A agricultura deveria repensar a sua dependência de fertilizantes fosfatados diante das alterações climáticas?">A agricultura deveria repensar a sua dependência de fertilizantes fosfatados diante das alterações climáticas?</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-agricultura-deveria-repensar-sua-dependencia-de-fertilizantes-fosfatados-diante-da-mudanca-climatica.html" title="A agricultura deveria repensar a sua dependência de fertilizantes fosfatados diante das alterações climáticas?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/l-agriculture-doit-elle-repenser-sa-dependance-aux-engrais-phosphates-face-au-changement-climatique-enjeux-environnementaux-1776440603062_320.jpeg" alt="A agricultura deveria repensar a sua dependência de fertilizantes fosfatados diante das alterações climáticas?"></a></article></aside><p>Nem todos conseguem adaptar-se no mesmo ritmo, e é aí que entram em cena o seguro, o apoio e o financiamento. <strong>A adaptação tem um custo</strong>, e muitas vezes a diferença entre prosperar e abandonar a atividade reside em ter esse apoio financeiro.</p><p>Na agricultura, já estamos a jogar no modo lendário, e continuar a fazer as mesmas coisas que temos feito nos últimos anos já não é suficiente. Embora não fiquemos sem colheitas amanhã, estamos a ver sinais de que, se não mudarmos de rumo, pagaremos um preço muito alto.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Food and Agriculture Organization (FAO) y World Meteorological Organization (WMO) (2026). <a href="https://library.wmo.int/records/item/69845-extreme-heat-and-agriculture" target="_blank">Extreme Heat and Agriculture.</a> FAO; WMO.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/um-mundo-sem-colheitas-o-relatorio-drastico-da-omm-sobre-o-limite-de-nossos-sistemas-agricolas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O mesmo instinto humano que prejudicou o planeta pode ser a única coisa capaz de o salvar, afirma um cientista]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-mesmo-instinto-humano-que-prejudicou-o-planeta-pode-ser-a-unica-coisa-capaz-de-o-salvar-afirma-um-cientista.html</link><pubDate>Sun, 03 May 2026 13:55:52 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um investigador que estuda o Antropoceno afirma que os comportamentos humanos coletivos que estão na origem das alterações climáticas e da extinção em massa são os mesmos de que precisaremos para reverter os danos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/draft-the-same-human-instinct-that-damaged-the-planet-might-be-the-only-thing-that-fixes-it-scientists-say-1777312619006.jpg" data-image="ok8jw43d29e8" alt="Researchers have argued that human societies have already demonstrated the large-scale cooperation needed to reshape environmental outcomes." title="Researchers have argued that human societies have already demonstrated the large-scale cooperation needed to reshape environmental outcomes."> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-581621">Um investigador defendeu que as sociedades humanas já demonstraram a capacidade de cooperação em grande escala necessária para alterar os resultados ambientais.</figcaption></figure><p>Quando as pessoas falam sobre o que <strong>os seres humanos têm feito ao planeta</strong>, é geralmente em termos negativos — e não faltam provas para sustentar essa ideia.</p><p>No entanto, um professor de geografia e sistemas ambientais da Universidade de Maryland, no Condado de Baltimore, chamado <strong>Erle Ellis</strong>, tem vindo a apresentar um argumento contrário. Ele afirma que <strong>os mesmos comportamentos coletivos que causaram o problema são também a única via para sair dele</strong>.</p><p>Recorrendo à arqueologia, ecologia, antropologia e teoria da evolução, o seu trabalho centra-se em traçar a evolução da cultura humana, desde o uso primitivo do fogo até à agricultura industrial e ao comércio global. Cada passo, afirma ele, <strong>deu às sociedades mais poder para remodelar o mundo à sua volta</strong> e, nesse processo, transformou ecossistemas inteiros à escala planetária.</p><h2>Progressos que vieram com um preço</h2><p>Ellis concorda que os benefícios dessa transformação têm sido substanciais, tais como uma maior esperança de vida, melhor saúde e, em geral, uma melhor qualidade de vida para um grande número de pessoas. No entanto, <strong>ele acredita que esses benefícios vieram acompanhados de custos ambientais que são agora impossíveis de ignorar</strong>, com as alterações climáticas, a extinção de espécies e a poluição a estarem todas diretamente ligadas à forma como as sociedades continuaram a expandir a sua utilização dos recursos naturais ao longo dos séculos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/draft-the-same-human-instinct-that-damaged-the-planet-might-be-the-only-thing-that-fixes-it-scientists-say-1777312639034.jpg" data-image="p4jw2nal8d4u" alt="Scientists have suggested that cultural systems and shared values have played a central role in determining how humanity has transformed the planet." title="Scientists have suggested that cultural systems and shared values have played a central role in determining how humanity has transformed the planet."> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-677033">A investigação sugere que os sistemas culturais e os valores partilhados têm desempenhado um papel central na forma como a humanidade tem transformado o planeta.</figcaption></figure><p>Onde ele se afasta da narrativa apocalíptica habitual é no que acontece a seguir. Em vez de enquadrar o Antropoceno exclusivamente como uma crise, Ellis defende que <strong>as evidências mostram que os seres humanos têm cooperado consistentemente em grande escala para resolver problemas</strong> e remodelar o seu ambiente, e nada indica que essa capacidade funcione apenas num único sentido.</p><h2>Por que razão a ciência, por si só, não é suficiente</h2><p>O outro argumento de Ellis é que as ciências naturais, por si só, não vão conseguir resolver isto, apesar de os dados serem extremamente importantes. O que realmente impulsionou todas as grandes mudanças na forma como os seres humanos se relacionam com o planeta, diz ele,<strong> são os sistemas sociais e culturais</strong> — instituições, valores partilhados, a forma como as comunidades tomam decisões em conjunto — <strong>e esses irão determinar se as próximas décadas correrão bem ou mal</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764898" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-agricultura-deveria-repensar-sua-dependencia-de-fertilizantes-fosfatados-diante-da-mudanca-climatica.html" title="A agricultura deveria repensar a sua dependência de fertilizantes fosfatados diante das alterações climáticas?">A agricultura deveria repensar a sua dependência de fertilizantes fosfatados diante das alterações climáticas?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-agricultura-deveria-repensar-sua-dependencia-de-fertilizantes-fosfatados-diante-da-mudanca-climatica.html" title="A agricultura deveria repensar a sua dependência de fertilizantes fosfatados diante das alterações climáticas?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/l-agriculture-doit-elle-repenser-sa-dependance-aux-engrais-phosphates-face-au-changement-climatique-enjeux-environnementaux-1776440603062_320.jpeg" alt="A agricultura deveria repensar a sua dependência de fertilizantes fosfatados diante das alterações climáticas?"></a></article></aside><p>"Reforçar as relações de parentesco entre todos os seres vivos — a nossa ascendência evolutiva comum — é um começo, aliado a novas formas de ligar as pessoas à natureza, desde a teledetecção às webcams, passando por aplicações sobre a natureza, reservas de conservação comunitárias, redes de corredores ecológicos e ecoturismo", afirmou.</p><p>Acrescentou ainda que as aspirações a um futuro melhor "têm também de fazer as pazes com o passado através da restauração da soberania indígena e tradicional sobre as terras e as águas".</p><h3><em>Referência da notícia:</em> </h3><p><em>A new force of nature is reshaping the planet, study finds, published by <a href="https://royalsocietypublishing.org/rstb/article/379/1893/20220255/109324/The-Anthropocene-condition-evolving-through-social" target="_blank">University of Maryland Baltimore County</a>, April 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-mesmo-instinto-humano-que-prejudicou-o-planeta-pode-ser-a-unica-coisa-capaz-de-o-salvar-afirma-um-cientista.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Novo estudo explica: porque é que acordamos às 3 da manhã?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/novo-estudo-explica-porque-e-que-acordamos-as-3-da-manha.html</link><pubDate>Sun, 03 May 2026 13:49:34 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Acordar a meio da noite e os pensamentos começam imediatamente a dar voltas na cabeça. Muitos temem que o seu sono esteja perturbado. No entanto, muitas vezes acontece exatamente o contrário.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/neue-studie-erklart-warum-wir-um-03-00-uhr-nachts-aufwachen-1777277752718.jpeg" alt="schlaf, nachts, menschen" title="schlaf, nachts, menschen"><figcaption>Porque é que, às vezes, acordamos às 3 da manhã?</figcaption></figure><p>Um rápido olhar para o relógio: são 3h15 e já não há como voltar a dormir. Muitas pessoas conhecem este fenómeno. Rapidamente surge a preocupação de que algo não esteja bem. No entanto, segundo estudos da Universidade de Warwick, <strong>acordar durante a noite não é, em princípio, motivo de preocupação</strong>. Isto porque o sono não decorre de forma uniforme. Em vez disso, o nosso cérebro passa por vários ciclos por noite, cada um com uma duração de cerca de 90 a 110 minutos.</p><p>Dentro destas fases, alternam-se o sono profundo, o sono leve e as fases de sonho. <strong>No final de um desses ciclos, o sono torna-se automaticamente mais leve</strong>. É precisamente nesse momento que a probabilidade de acordar brevemente é maior. E isso acontece com especial frequência nas primeiras horas da manhã. Nessa altura, a percentagem de sono profundo já está a diminuir e o corpo prepara-se lentamente para acordar.<strong> As breves fases de vigília são, portanto, uma parte perfeitamente normal do sono</strong>.</p><h2>Quando acordar durante a noite pode tornar-se um problema</h2><p>No entanto, é importante fazer a distinção: não é o facto de acordar em si que é problemático, mas sim o que acontece a seguir.<strong> De acordo com a Sociedade Alemã de Investigação e Medicina do Sono, cerca de uma em cada cinco pessoas sofre de dificuldades em adormecer ou em manter o sono</strong>. A situação torna-se crítica sobretudo quando, após acordar, já não se consegue voltar a adormecer.</p><p>Aqui, um fator desempenha um papel central: o stress. <strong>Nas primeiras horas da manhã, o nível da hormona cortisol aumenta no corpo</strong>. Este processo faz sentido do ponto de vista biológico, uma vez que prepara o organismo para o dia. <strong>No entanto, em pessoas que se encontram sob tensão, este aumento pode fazer com que fiquem completamente acordadas</strong> e não consigam voltar a adormecer.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="748711" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/dorme-ate-tarde-ou-acorda-cedo-segundo-os-cientistas-estas-dicas-vao-melhorar-o-seu-sono.html" title="Dorme até tarde ou acorda cedo? Segundo os cientistas, estas dicas vão melhorar o seu sono">Dorme até tarde ou acorda cedo? Segundo os cientistas, estas dicas vão melhorar o seu sono</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/dorme-ate-tarde-ou-acorda-cedo-segundo-os-cientistas-estas-dicas-vao-melhorar-o-seu-sono.html" title="Dorme até tarde ou acorda cedo? Segundo os cientistas, estas dicas vão melhorar o seu sono"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ces-astuces-ameliorent-votre-sommeil-1768210011754_320.jpg" alt="Dorme até tarde ou acorda cedo? Segundo os cientistas, estas dicas vão melhorar o seu sono"></a></article></aside><h3>Quando os pensamentos dominam a noite e causam inquietação</h3><p>Para além dos processos físicos, a psique também desempenha um papel decisivo. <strong>A preocupação é uma das causas mais frequentes dos problemas de sono</strong>. Sem distrações externas, os pensamentos ganham intensidade durante a noite.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="712172" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/dorme-mal-o-que-aconteceria-se-o-seu-sono-fosse-perturbado-por-esta-substancia-inesperada.html" title="Dorme mal? O que aconteceria se o seu sono fosse perturbado por esta substância inesperada?">Dorme mal? O que aconteceria se o seu sono fosse perturbado por esta substância inesperada?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/dorme-mal-o-que-aconteceria-se-o-seu-sono-fosse-perturbado-por-esta-substancia-inesperada.html" title="Dorme mal? O que aconteceria se o seu sono fosse perturbado por esta substância inesperada?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vous-dormez-mal-et-si-votre-sommeil-etait-perturbe-par-cette-substance-inattendue-1747732868460_320.jpeg" alt="Dorme mal? O que aconteceria se o seu sono fosse perturbado por esta substância inesperada?"></a></article></aside><p>A Techniker Krankenkasse (seguradora de saúde alemã) descreve que, no silêncio da noite, os círculos viciosos de pensamentos ganham vida própria com especial facilidade. <strong>Preocupações, listas de tarefas ou problemas por resolver vêm à tona e são difíceis de parar</strong>. Isso faz com que o corpo esteja cansado, mas a mente permaneça ativa.</p><h2>Estes hábitos quotidianos perturbam o sono</h2><p>O estilo de vida também tem uma influência considerável na qualidade do sono. <strong>A cafeína, por exemplo, tem frequentemente um efeito mais duradouro do que muitos pensam</strong>. Mesmo quando consumida à tarde, pode prejudicar o sono durante a noite.</p><p><strong>O álcool, por sua vez, embora ajude a adormecer, faz com que o sono na segunda metade da noite se torne mais agitado</strong>. A isto juntam-se fatores comohorários de sono irregulares, <strong>utilização intensiva de ecrãs à noite ou um ambiente desfavorável no quarto</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="698196" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cha-que-combate-a-ansiedade-e-melhora-a-qualidade-do-sono-beneficios-e-preparo.html" title="Descubra o chá que combate a ansiedade e melhora a qualidade do sono: benefícios e preparação">Descubra o chá que combate a ansiedade e melhora a qualidade do sono: benefícios e preparação</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cha-que-combate-a-ansiedade-e-melhora-a-qualidade-do-sono-beneficios-e-preparo.html" title="Descubra o chá que combate a ansiedade e melhora a qualidade do sono: benefícios e preparação"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-te-que-combate-la-ansiedad-y-mejora-la-calidad-del-sueno-beneficios-y-preparacion-1740026253740_320.jpg" alt="Descubra o chá que combate a ansiedade e melhora a qualidade do sono: benefícios e preparação"></a></article></aside><p>Quem fica acordado à noite com frequência pode, além disso, entrar num ciclo vicioso. O cérebro começa a associar a cama não mais ao descanso, mas sim à vigília e à tensão. <strong>Até mesmo o simples ato de olhar para o relógio pode reforçar este efeito e criar pressão adicional</strong>.</p><h3>O que realmente ajuda a dormir melhor</h3><p>Para estabilizar o sono, os especialistas apostam sobretudo em estratégias simples, mas eficazes. Uma das mais importantes <strong>é um ritmo fixo</strong>. Quem se levanta todos os dias à mesma hora — independentemente de como foi a noite — ajuda o seu relógio biológico a regular-se a longo prazo. Igualmente decisivo é o modo como se lida com as noites em que não se consegue dormir.</p><p><strong>Em vez de ficar a revirar-se na cama, pode fazer sentido levantar-se por uns instantes</strong>.<strong> </strong>Este método tem origem na terapia do sono e visa evitar que a cama seja associada ao stress.<strong> Só quando a sonolência voltar é que se deve voltar para a cama</strong>.</p><p>A forma de lidar com os pensamentos também pode ser influenciada ativamente. Técnicas de relaxamento, como exercícios de respiração ou meditação, podem ajudar a acalmar a mente. <strong>Algumas pessoas também beneficiam de escrever os seus pensamentos, para aliviar a mente</strong>. Por último, mas não menos importante, vale a pena analisar os próprios hábitos. <strong>Menos cafeína à tarde e um consumo consciente de álcool podem melhorar significativamente a qualidade do sono</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/novo-estudo-explica-porque-e-que-acordamos-as-3-da-manha.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A corrida para o calor de verão terá início na segunda quinzena de maio, segundo o modelo europeu]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-corrida-para-o-calor-de-verao-tera-inicio-na-segunda-quinzena-de-maio-segundo-o-modelo-europeu.html</link><pubDate>Sun, 03 May 2026 12:35:02 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O início de maio está a ser caracterizado por temperaturas ligeiramente abaixo da média habitual para esta época, mas o panorama poderá mudar radicalmente em Portugal a longo prazo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-corrida-para-o-calor-de-verao-tera-inicio-na-segunda-quinzena-de-maio-segundo-o-modelo-europeu-1777811306064.jpg" data-image="3oq9y5hnzwm5"><figcaption>Maio é um mês em que as trovoadas começam a ser mais frequentes. Além disto, em 2026, espera-se que a primeira quinzena seja mais fresca do que o normal, mas isso poderá alterar-se significativamente na segunda metade do mês.</figcaption></figure><p><strong>Maio arrancou com um estado do tempo instável</strong>, marcado pela chegada de uma depressão (aguaceiros e trovoadas), que favoreceu uma descida de temperatura praticamente generalizada em grande parte de Portugal continental.</p><div class="texto-destacado">Maio é o último mês da primavera climatológica, um período de transição que, apesar de arrancar com temperaturas mais frescas, tenderá a mudar ao chegar à metade do mês. <strong>O modelo europeu já antecipa que a corrida para o calor do verão terá início na segunda quinzena de maio.</strong></div><p><strong>O início do quinto mês do ano está a ser caracterizado por </strong><strong>temperaturas contidas</strong>, inclusive ligeiramente abaixo da média climatológica da época, reforçando a sensação de que o verão ainda está longe.</p><h2>Maio arranca com uma descida generalizada das temperaturas</h2><p>À semelhança destes primeiros três dias de maio, o modelo europeu sugere que <strong>durante toda a primeira quinzena do quinto mês do ano esta tendência para temperaturas mais baixas poderá prolongar-se</strong>, com valores consideravelmente inferiores à média em Portugal continental e Arquipélagos dos Açores e da Madeira (<strong>anomalia térmica negativa -1 a -3 ºC</strong>, isto é, temperaturas entre 1 e 3 ºC abaixo da normal climatológica de referência).</p><p>Somente na segunda semana do mês se espera uma nuance distinta na unidade territorial dos Açores, altura em que a anomalia negativa poderá ser ligeiramente menos expressiva (-1 ºC).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-corrida-para-o-calor-de-verao-tera-inicio-na-segunda-quinzena-de-maio-segundo-o-modelo-europeu-1777811093748.png" data-image="ieftepivfpua"><figcaption>A primeira semana de maio vai registar temperaturas geralmente inferiores à média climatológica de referência.</figcaption></figure><p>Esta dinâmica insere-se num <strong>padrão ainda instável e primaveril</strong>, em que as massas de ar ameno não conseguem impor-se de forma evidente, atrasando momentaneamente a chegada de um tempo plenamente quente <strong>antes da mudança prevista para meados do mês</strong>.</p><h2>A subida das temperaturas vai ganhar força na segunda quinzena</h2><p>A partir de meados de maio, os mapas do modelo europeu revelam uma alteração evidente no padrão atmosférico. A tendência dominante passará de um cenário mais instável e fresco para <strong>outro progressivamente mais estável, proporcionado pelo reforço das altas pressões</strong>.</p><p>Uma configuração sinóptica associada ao anticiclone promove a subsidência do ar, sendo por isso expectável uma <strong>maior frequência de dias com céu limpo </strong>ou pouco nublado, e sobretudo,<strong> uma maior eficiência no aquecimento diurno</strong>. As anomalias térmicas positivas começarão a surgir de forma quase generalizada, segundo os modelos, primeiro de forma tímida, mas <strong>cobrindo uma área geográfica cada vez maior e ganhando intensidade à medida que a segunda quinzena for avançando</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-corrida-para-o-calor-de-verao-tera-inicio-na-segunda-quinzena-de-maio-segundo-o-modelo-europeu-1777810881605.jpg" data-image="v6dlwv474cly"><figcaption>O panorama poderá alterar-se radicalmente na segunda quinzena, estando previstas anomalias térmicas positivas, especialmente no interior Centro e Sul.</figcaption></figure><p><strong>Em Portugal continental, a subida das temperaturas será especialmente expressiva no interior</strong>, onde poderão ser registados valores claramente acima do habitual, o que converge com um tempo já mais típico do final da primavera avançada ou mesmo do início do verão. De momento, <strong>a Beira Baixa e o Alto Alentejo</strong> surgem como as regiões com anomalias térmicas positivas mais acentuadas<strong> (+1 a +3 ºC)</strong>.</p><p>Porém, <strong>na Madeira e no Grupo Oriental dos Açores</strong>, a tendência para temperaturas abaixo do normal (anomalia térmica negativa <strong>- 1 ºC</strong>) persiste nos mapas do modelo europeu, inclusive durante toda a segunda quinzena de maio, o que significa que no cômputo geral, <strong>este poderá ser um mês mais fresco do que o habitual em boa parte da geografia insular portuguesa</strong>. Nos Grupos Central e Ocidental dos Açores não se detetam tendências térmicas claras na segunda quinzena, o que acrescenta alguma indefinição à previsão.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766930" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-torna-se-mais-instavel-na-primeira-semana-de-maio-saiba-o-que-esperar-da-chuva-e-em-que-regioes-tera-mais-impacto.html" title="Tempo torna-se mais instável na primeira semana de maio: saiba o que esperar da chuva e em que regiões terá mais impacto">Tempo torna-se mais instável na primeira semana de maio: saiba o que esperar da chuva e em que regiões terá mais impacto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-torna-se-mais-instavel-na-primeira-semana-de-maio-saiba-o-que-esperar-da-chuva-e-em-que-regioes-tera-mais-impacto.html" title="Tempo torna-se mais instável na primeira semana de maio: saiba o que esperar da chuva e em que regiões terá mais impacto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/semana-com-tempo-mais-instavel-em-portugal-continental-saiba-o-que-esperar-1777804671763_320.png" alt="Tempo torna-se mais instável na primeira semana de maio: saiba o que esperar da chuva e em que regiões terá mais impacto"></a></article></aside><p>Por último, os mapas de pressão reforçam esta previsão para a unidade territorial do Continente, observando-se uma tendência para <strong>geopotenciais mais elevados, bem como um padrão mais anticiclónico na nossa latitude</strong>, o que tornaria mais difícil a chegada de depressões, bolsas de ar frio ou frentes. Em suma, tudo indica que <strong>maio irá evoluir para um cenário crescentemente mais quente</strong>, com a mudança de tendência que marca o início da corrida para o calor de verão a poder consolidar-se ao longo da segunda quinzena do mês.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-corrida-para-o-calor-de-verao-tera-inicio-na-segunda-quinzena-de-maio-segundo-o-modelo-europeu.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo torna-se mais instável na primeira semana de maio: saiba o que esperar da chuva e em que regiões terá mais impacto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-torna-se-mais-instavel-na-primeira-semana-de-maio-saiba-o-que-esperar-da-chuva-e-em-que-regioes-tera-mais-impacto.html</link><pubDate>Sun, 03 May 2026 11:09:47 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A chuva deverá tornar-se mais frequente em Portugal continental ao longo da semana, com maior expressão no Norte e Centro, sobretudo entre quinta e sexta-feira, quando se esperam os acumulados mais elevados e períodos de precipitação mais persistente. </p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa7xnpm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa7xnpm.jpg" id="xa7xnpm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nos próximos dias, o estado do tempo em Portugal continental será influenciado pela <strong>aproximação de uma depressão em altitude</strong>, que irá aumentar gradualmente a instabilidade atmosférica e favorecer períodos de chuva mais frequentes e por vezes persistentes no Norte e Centro, com maior incidência nas regiões do litoral e zonas montanhosas, onde se esperam os acumulados mais elevados entre quinta e sexta-feira.</p><h2>Alteração do padrão atmosférico com influência de uma depressão em altitude</h2><p>Entre segunda e terça-feira, o tempo mantém-se relativamente estável. O território encontra-se sob a influência de vento de oeste a sudoeste, transportando ar marítimo húmido e moderado. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>As temperaturas máximas deverão variar entre <strong>15 e 19 °C no litoral</strong> e entre <strong>18 e 23 °C no interior</strong>, com mínimas entre <strong>8 e 12 °C</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-com-tempo-mais-instavel-em-portugal-continental-saiba-o-que-esperar-1777804496435.png" data-image="u25y0le8100c"><figcaption>Nebulosidade abundante sobre Portugal continental na tarde de segunda-feira, com ocorrência de aguaceiros fracos e dispersos, sobretudo no Norte e Centro. A circulação de oeste favorece o transporte de ar húmido do Atlântico, mantendo o céu geralmente encoberto e a precipitação pouco expressiva nesta fase.</figcaption></figure><p>O céu apresentar-se-á pouco nublado ou com períodos de <strong>maior nebulosidade</strong>, sobretudo no litoral, e a precipitação será praticamente inexistente, com acumulados inferiores a 2 mm. </p><p>Na quarta-feira, o estado do tempo mantém-se relativamente estável, apesar de uma ligeira alteração das condições atmosféricas. Poderão ocorrer <strong>aguaceiros fracos e localizados</strong>, sobretudo no interior Norte e Centro durante a tarde, sem expressão significativa no conjunto do território. Os acumulados deverão situar-se geralmente <strong>abaixo dos 5 mm</strong>, podendo ser pontualmente superiores em zonas montanhosas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-com-tempo-mais-instavel-em-portugal-continental-saiba-o-que-esperar-1777804548220.png" data-image="he0r5cms8tvk"><figcaption>Temperaturas mais elevadas na tarde de quarta-feira, com valores a aproximarem-se dos 24 °C no interior e acima dos 20 °C em grande parte do território. O contraste entre litoral e interior mantém-se, refletindo a influência marítima e a circulação de oeste.</figcaption></figure><p>As temperaturas mantêm-se relativamente estáveis, com máximas entre <strong>17 e 22 °C no litoral e entre 20 e 24 °C no interior</strong>. O vento soprará fraco a moderado, podendo intensificar-se ligeiramente no litoral durante a tarde.</p><h2>Chuva mais frequente e descida da temperatura no final da semana</h2><p>Na quinta e sexta-feira, a depressão deverá consolidar-se sobre a Península Ibérica, reforçando os mecanismos de instabilidade. Na quinta-feira, esperam-se <strong>períodos de chuva mais irregulares</strong>, especialmente no Norte e Centro, com acumulados que poderão atingir 10 a 20 mm, sendo inferiores na generalidade do território. Na sexta-feira, a precipitação deverá tornar-se mais frequente e organizada, com acumulados entre 15 e 30 mm, localmente até <strong>40 mm no Minho e em áreas de relevo</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-com-tempo-mais-instavel-em-portugal-continental-saiba-o-que-esperar-1777804671763.png" data-image="or09by6ka0zk"><figcaption>Acumulados de precipitação até ao final de sexta-feira evidenciam maior concentração no Norte e Centro, com valores localmente elevados em áreas de relevo, enquanto o Sul regista quantidades significativamente mais reduzidas e distribuição irregular.</figcaption></figure><p>No Sul, a precipitação será mais irregular e menos significativa, com valores geralmente inferiores a 5 a 10 mm. <strong>As temperaturas deverão manter-se mais elevadas na quinta-feira, com máximas até 24 °C no interior, descendo na sexta-feira para valores próximos de 20 a 21 °C</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766821" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/madeira-com-chuva-persistente-e-acumulados-elevados-ate-dia-7-enquanto-os-acores-mantem-estabilidade-relativa.html" title="Madeira com chuva persistente e acumulados elevados até dia 7, enquanto os Açores mantêm estabilidade relativa">Madeira com chuva persistente e acumulados elevados até dia 7, enquanto os Açores mantêm estabilidade relativa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/madeira-com-chuva-persistente-e-acumulados-elevados-ate-dia-7-enquanto-os-acores-mantem-estabilidade-relativa.html" title="Madeira com chuva persistente e acumulados elevados até dia 7, enquanto os Açores mantêm estabilidade relativa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-com-chuva-persistente-e-acumulados-elevados-ate-dia-7-enquanto-os-acores-mantem-estabilidade-relativa-1777726385852_320.png" alt="Madeira com chuva persistente e acumulados elevados até dia 7, enquanto os Açores mantêm estabilidade relativa"></a></article></aside><p>Tratando-se de uma previsão a médio prazo, associada à evolução de uma depressão e de estruturas atmosféricas ainda em deslocamento, poderão ocorrer ajustes na localização e intensidade da precipitação, bem como na evolução do vento e da temperatura. Por esse motivo, é aconselhável acompanhar as atualizações mais recentes.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-torna-se-mais-instavel-na-primeira-semana-de-maio-saiba-o-que-esperar-da-chuva-e-em-que-regioes-tera-mais-impacto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item></channel></rss>