<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Tempo.pt - Meteored</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Wed, 03 Jun 2026 11:10:17 +0000</lastBuildDate><pubDate>Wed, 03 Jun 2026 11:10:17 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Tempo.pt - Meteored</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Vulcão de 1,9 mil milhão de anos na Amazónia coloca Brasil no centro de estudos sobre a Terra primitiva]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/vulcao-de-1-9-bilhao-de-anos-na-amazonia-coloca-brasil-no-centro-de-estudos-sobre-a-terra-primitiva.html</link><pubDate>Wed, 03 Jun 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Descoberta no sul do Pará revela vestígios do vulcão mais antigo conhecido do planeta e ajuda cientistas a compreenderem a formação da crosta terrestre e dos primeiros continentes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/vulcao-de-1-9-bilhao-de-anos-na-amazonia-coloca-brasil-no-centro-de-estudos-sobre-a-terra-primitiva-1780085286351.jpg" data-image="d0k95h241hau" alt="Vulcão Amazonas tem cerca de 1,9 bilhão de anos. (Foto: André Massanobu Kunifoshita/UFC)" title="Vulcão Amazonas tem cerca de 1,9 bilhão de anos. (Foto: André Massanobu Kunifoshita/UFC)"><figcaption>Vulcão Amazonas tem cerca de 1,9 mil milhão de anos. Crédito: André Massanobu Kunifoshita/UFC</figcaption></figure><p>Abrigado sob a <strong>floresta amazónica, no sul do Pará</strong>, um <strong>gigante silencioso desafia a história geológica da Terra</strong>. Investigadores identificaram na região de Uatumã o vulcão mais antigo conhecido do planeta, com cerca de <strong>1,9 mil milhão de anos</strong>. A descoberta colocou a Amazónia no centro de estudos internacionais sobre a formação da crosta terrestre e dos primeiros continentes.</p><p>Com aproximadamente 22 quilómetros de diâmetro, <strong>o antigo vulcão chegou a possuir um cone de cerca de 400 metros de altura</strong>. Segundo os investigadores, a sua atividade vulcânica teria durado aproximadamente 300 milhões de anos. Atualmente, a vegetação cobre grande parte da estrutura, mas as rochas preservam marcas importantes das antigas erupções.</p><p>Batizado de Amazonas, o vulcão começou a despertar interesse científico no início dos anos 2000. Desde então, análises detalhadas de rochas, minerais e estruturas subterrâneas reforçaram a hipótese de que <strong>o complexo vulcânico surgiu num período extremamente remoto</strong>, muito antes do aparecimento de várias formações montanhosas conhecidas atualmente.</p><h2>Pesquisas revelam atividade vulcânica intensa na Amazónia</h2><p>Um estudo realizado por investigadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Unicamp ajudou a determinar o período de atividade do vulcão. A investigação foi publicada na revista científica <em>Journal of South American Earth Sciences</em> e apontou que as<strong> rochas vulcânicas da região possuem cerca de 1,8 mil milhão de anos</strong>.</p><div class="texto-destacado">De acordo com o professor e geólogo da UFC Felipe Holanda, as formações estão associadas a antigas caldeiras vulcânicas, estruturas circulares rebaixadas por onde lava e gases eram expelidos durante as erupções. Ele compara o fenómeno às caldeiras existentes no Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos.</div><p>Mesmo após mil milhões de anos de erosão, alterações climáticas e transformações naturais da paisagem, <strong>o vulcão ainda preserva rochas do antigo sistema magmático</strong>. Estudos apontam que condutos de lava, depósitos minerais e estruturas profundas permaneceram intactos o suficiente para permitir análises detalhadas sobre a origem da formação.</p><h2>Rochas preservam pistas sobre a Terra primitiva</h2><p>Os investigadores também encontraram <strong>evidências de cristalização profunda nas rochas extraídas da área</strong>. As amostras indicam que o magma circulou por fissuras da crosta terrestre num período em que o planeta ainda consolidava os seus primeiros blocos continentais estáveis.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vulcao-de-1-9-bilhao-de-anos-na-amazonia-coloca-brasil-no-centro-de-estudos-sobre-a-terra-primitiva-1780085362621.jpg" data-image="16yq8afl4czp" alt="Estudo revela que a região Amazônica brasileira teve intensa atividade vulcânica. (Foto: André Massanobu Kunifoshita/UFC)" title="Estudo revela que a região Amazônica brasileira teve intensa atividade vulcânica. (Foto: André Massanobu Kunifoshita/UFC)"><figcaption>Estudo revela que a região Amazónica brasileira teve intensa atividade vulcânica. Crédito: André Massanobu Kunifoshita/UFC</figcaption></figure><p>A ausência de crateras e cones vulcânicos visíveis ocorre devido ao desgaste provocado por processos erosivos e ciclos climáticos que atuaram durante mil milhões de anos. Segundo o investigador André Ueno Kunifoshita, da UFC e um dos autores do estudo, os cientistas trabalham com pistas preservadas nas rochas para reconstruir os eventos geológicos do passado.</p><p>Modelações feitas com deteção remota mostram ainda que <strong>o sistema vulcânico pode ocupar uma área muito maior do que a já identificada</strong>. Grande parte da estrutura permanece soterrada sob camadas sedimentares acumuladas ao longo do tempo.</p><h2>Descoberta ajuda a explicar a formação da Amazónia</h2><p>Os estudos indicam que o vulcão influenciou diretamente a formação do relevo amazónico. Parte das bases rochosas que sustentam atualmente a floresta teria origem neste antigo sistema magmático, considerado fundamental para compreender a evolução geológica da região.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771756" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-nos-revelam-os-aneis-das-arvores-sobre-as-alteracoes-climaticas-na-amazonia.html" title="O que nos revelam os anéis das árvores sobre as alterações climáticas na Amazónia?">O que nos revelam os anéis das árvores sobre as alterações climáticas na Amazónia?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-nos-revelam-os-aneis-das-arvores-sobre-as-alteracoes-climaticas-na-amazonia.html" title="O que nos revelam os anéis das árvores sobre as alterações climáticas na Amazónia?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/what-do-tree-rings-tell-us-about-climate-change-in-the-amazon-1779894931110_320.jpg" alt="O que nos revelam os anéis das árvores sobre as alterações climáticas na Amazónia?"></a></article></aside><p>Além do impacto geológico,<strong> os minerais encontrados ajudam cientistas a investigar a composição química da Terra primitiva</strong>. Elementos preservados nas rochas fornecem pistas sobre a atmosfera antiga, o comportamento térmico do planeta e o processo de consolidação dos continentes.</p><p>Para os investigadores, o vulcão Amazonas funciona como um verdadeiro arquivo geológico natural. “Hoje sabemos que não há vulcões ativos no Brasil, mas o Norte do país já foi uma região marcada por intensa atividade vulcânica”, afirma o professor Felipe Holanda.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Gazeta do Povo. <a href="https://www.gazetadopovo.com.br/brasil/vulcao-brasileiro-reconhecido-como-o-mais-antigo-do-mundo/" target="_blank">O vulcão brasileiro que é reconhecido como o mais antigo do mundo</a>. 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/vulcao-de-1-9-bilhao-de-anos-na-amazonia-coloca-brasil-no-centro-de-estudos-sobre-a-terra-primitiva.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A tradição do melão em Portugal durante os meses mais quentes do ano]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-tradicao-do-melao-em-portugal-durante-os-meses-mais-quentes-do-ano.html</link><pubDate>Wed, 03 Jun 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>O melão é uma das frutas mais apreciadas em Portugal durante os meses quentes do ano<strong> </strong>principalmente devido ao seu elevado teor de água (90%). Conheça as suas principais características.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-tradicao-do-melao-em-portugal-1780310214049.jpg" data-image="0nvey4j6bj5u" alt="Melão" title="Melão"><figcaption>Em Portugal, o melão é um fruto de verão apreciado devido à sua doçura.</figcaption></figure><p>O melão é uma das frutas <strong>mais apreciadas em Portugal durante os meses quentes do ano </strong>principalmente devido ao seu elevado teor de água (90%).</p><p>Conhecido pelo seu <strong>sabor doce e aroma refrescante </strong>faz parte da alimentação de milhares de portugueses e <strong>desempenha um papel importante na agricultura nacional</strong>.</p><p>Este fruto é produzido em várias regiões do país, no entanto o melão destaca-se não apenas pelas suas qualidades nutricionais, mas também pelo <strong>impacto económico e cultural</strong> que possui.</p><h2>Regiões de cultivo do melão </h2><p>A planta do melão pertence à <strong>família das </strong><em><strong>cucurbitáceas</strong></em>, a mesma da melancia, da abóbora e do pepino.</p><p>Desenvolvem-se num clima quente pois <strong>necessita de muitas horas de sol </strong>para atingir a sua melhor qualidade.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="607102" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/melao-pre-cortado-pode-estar-na-origem-de-um-surto-de-salmonella-na-america-do-norte-saude-publica.html" title="Melão pré-cortado pode estar na origem de um surto de salmonella na América do Norte ">Melão pré-cortado pode estar na origem de um surto de salmonella na América do Norte </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/melao-pre-cortado-pode-estar-na-origem-de-um-surto-de-salmonella-na-america-do-norte-saude-publica.html" title="Melão pré-cortado pode estar na origem de um surto de salmonella na América do Norte "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/melao-pre-cortado-pode-estar-na-origem-de-um-surto-de-salmonella-na-america-do-norte-saude-publica-1702114795750_320.jpg" alt="Melão pré-cortado pode estar na origem de um surto de salmonella na América do Norte "></a></article></aside><p>Em Portugal, as condições climáticas favorecem o seu cultivo, especialmente nas <strong>regiões do Ribatejo, Alentejo, Oeste e Algarve, onde os verões secos e quentes</strong> contribuem para a produção de frutos mais doces e aromáticos.</p><p>Existem diversas variedades de melão cultivadas no país, as mais conhecidas são o <strong>melão branco, o melão amarelo, o melão cantalupo e o melão pele de sapo</strong>. Este último é particularmente popular na Península Ibérica devido à sua casca verde manchada e à <strong>polpa branca extremamente doce</strong>.</p><p>Cada variedade apresenta <strong>características próprias de sabor, textura e conservação</strong>, permitindo responder às preferências dos consumidores e às exigências dos mercados.</p><h2>Técnicas na agricultura </h2><p>A produção de melão em Portugal <strong>tem vindo a evoluir graças à adoção de técnicas agrícolas modernas</strong>.</p><p>Através de <strong>sistemas de rega eficiente, controlo integrado de pragas e métodos de seleção de sementes</strong>, os produtores garantem frutos de elevada qualidade.</p><p>Além disso, a <strong>crescente preocupação com a sustentabilidade</strong> tem levado muitos agricultores a implementar práticas mais amigas do ambiente, reduzindo assim o desperdício de água e promovendo a preservação dos solos.</p><h2>Melão na gastronomia portuguesa</h2><p>Na gastronomia portuguesa, o melão é <strong>consumido durante o pequeno almoço, como sobremesa ou lanche</strong>, preferencialmente fresco.</p><p>No entanto, a sua versatilidade permite utilizá-lo em diversas receitas, como em <strong>saladas de fruta, sumos naturais, batidos e sobremesas leves</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Por cima de melão, vinho de tostão.</strong> Provérbio popular</div><p>Em Portugal uma das combinações mais apreciadas consiste em servir <strong>fatias de melão acompanhadas por presunto, como entrada de um almoço ou jantar,</strong> criando um contraste entre o doce da fruta e o sabor salgado da carne curada.</p><p>Tal como o provérbio popular dita acompanhar o <strong>melão com um vinho</strong>, independentemente do valor, é também uma agradável opção.</p><h2>Relevância económica do setor do melão </h2><p>O setor do melão tem também <strong>relevância económica</strong> para muitas explorações agrícolas portuguesas.</p><p>Os produtores investem cada vez mais na <strong>certificação da qualidade e na valorização da origem dos seus produtos</strong>, fatores que potenciam a diferenciar o melão português da concorrência estrangeira.</p><p>Outro aspeto importante é o papel do melão nos <strong>mercados locais e feiras agrícolas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-tradicao-do-melao-em-portugal-1780310239465.jpg" data-image="344tp496dvtb" alt="Fruta de verão" title="Fruta de verão"><figcaption>O melão é muito refrescantes dado o seu alto teor de água e consumidos na época da sua colheita, ou seja, no verão.</figcaption></figure><p>Em várias localidades portuguesas, a época da <strong>colheita é celebrada através de eventos que promovem os produtos regionais</strong> e aproximam consumidores e produtores, como o <strong>Festival do melão em Alpiarça ou o Arraial do melão em Vila Verde</strong>.</p><p>Estas iniciativas contribuem para a valorização da agricultura nacional e para a preservação das tradições rurais.</p><h2>Ponto de colheita</h2><p>O ponto ideal de maturação é fundamental para <strong>garantir o sabor e a qualidade do fruto</strong>.</p><p>Em Portugal as <strong>plantações realizadas em Março</strong> dão origem a colheitas em julho, porém as <strong>sementeiras de maio, são colhidas em setembro</strong>.</p><p>Os agricultores avaliam a <strong>cor da casca, o aroma, o rendilhado e o estado do pedúnculo</strong> antes de proceder à colheita.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="658381" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-cereja-o-sabor-do-mes-de-junho-fruta.html" title="A cereja: o sabor do mês de junho">A cereja: o sabor do mês de junho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-cereja-o-sabor-do-mes-de-junho-fruta.html" title="A cereja: o sabor do mês de junho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-cereja-o-sabor-do-mes-de-junho-1717067351499_320.jpg" alt="A cereja: o sabor do mês de junho"></a></article></aside><p>Após a recolha, os frutos são <strong>cuidadosamente selecionados e distribuídos para centros de comercialização</strong>, supermercados e mercados abastecedores.</p><p>Uma das grandes dificuldades por parte dos consumidores, é <strong>saber escolher um bom melão</strong>.</p><p>Deve ser utilizado o <strong>toque</strong>, ou seja, <strong>pressionar levemente as extremidades do fruto</strong> e, se este ceder um pouco e a casca não estiver dura, então o melão está maduro.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-tradicao-do-melao-em-portugal-durante-os-meses-mais-quentes-do-ano.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O financiamento climático também pode contribuir para a mitigação de conflitos nos países em desenvolvimento]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-financiamento-climatico-tambem-pode-contribuir-para-a-mitigacao-de-conflitos-nos-paises-em-desenvolvimento.html</link><pubDate>Wed, 03 Jun 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O financiamento climático refere-se a todos os fluxos financeiros que se destinam a apoiar ações para a redução das emissões e de adaptação ás alterações climáticas, visando alcançar os objetivos do Acordo de Paris. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-financiamento-climatico-tambem-pode-contribuir-para-a-mitigacao-de-conflitos-nos-paises-em-desenvolvimento-1779401828451.jpg" data-image="4jf4cx0i7vye" alt="Financiamento climático" title="Financiamento climático"><figcaption>O financiamento climático é fundamental no combate contra as mudanças climáticas nos países em desenvolvimento.</figcaption></figure><p>Este apoio, privado ou público, por parte dos países desenvolvidos, historicamente mais poluidores, destina-se a países em desenvolvimento, que são mais vulneráveis aos fenómenos extremos provocados pelas alterações climáticas.</p><h2>Alterações climáticas e conflitos</h2><p>A escassez de recursos, o descontentamento social e a desigualdade são fatores que alimentam muitas vezes os conflitos nos países em desenvolvimento.</p><p><strong>Os conflitos destroem justamente aquilo que uma comunidade precisa para se adaptar</strong>. As pessoas são deslocadas e o conhecimento local perde-se. A infraestrutura é destruída, e a base física da resiliência desaparece. </p><p>Nas zonas de conflito os grupos armados controlam a terra e a água, transformando os bens comuns em campos de batalha. A circulação é restringida, impedindo que agricultores cheguem aos mercados e que o produtor rural, dedicado à pecuária, tenha acesso às pastagens.</p><p><strong>Muitos cientistas já identificaram as alterações climáticas como um fator significativo de conflitos</strong>, particularmente conflitos civis de pequena escala e aqueles impulsionados pela competição por recursos.</p><div class="texto-destacado">O Programa das Nações Unidas para o Ambiente estima que mais de 40% de todos os conflitos intraestatais dos últimos 60 anos foram travados pelos recursos naturais. </div><p>Quanto aos eventos extremos, estes provocam perdas no PIB, <strong>aumentam a escassez de recursos </strong>e elevam os custos futuros de adaptação, pressionando as economias nacionais e o sector do desenvolvimento global. A subida das temperaturas leva a eventos climáticos extremos mais frequentes, <strong>provocando escassez de água, de terras aráveis e de energia, além de danificar as infraestruturas.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-financiamento-climatico-tambem-pode-contribuir-para-a-mitigacao-de-conflitos-nos-paises-em-desenvolvimento-1779401988995.jpg" data-image="ds6og7rdrmeo" alt="Falta de recursos naturais" title="Falta de recursos naturais"><figcaption>A falta de recursos naturais pode levar muitas vezes à deflagração de conflitos</figcaption></figure><p>Nas regiões afetadas por conflitos, os investimentos direcionados para as infraestruturas e os serviços sociais são essenciais para implementar intervenções climáticas ativas e ampliar as iniciativas de adaptação climática.</p><div class="texto-destacado">Um novo estudo, publicado no Climate Policy Journal, fornece pela primeira vez provas de uma ligação direta entre o financiamento climático e um menor risco de conflitos relacionados com os recursos naturais nos países em desenvolvimento.</div><p>Isto verifica-se especialmente no caso do financiamento climático, que alivia o stress hídrico e impulsiona projetos de energias renováveis. E quanto maior for o financiamento climático, maior será o impacto na promoção da paz.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="440201" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/paises-vulneraveis-apelam-a-imposto-global-para-pagar-danos-climaticos-onu.html" title="Países vulneráveis apelam a imposto global para pagar danos climáticos">Países vulneráveis apelam a imposto global para pagar danos climáticos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/paises-vulneraveis-apelam-a-imposto-global-para-pagar-danos-climaticos-onu.html" title="Países vulneráveis apelam a imposto global para pagar danos climáticos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/imposto-global-para-pagar-danos-causados-pelo-clima-1663585380662_320.jpg" alt="Países vulneráveis apelam a imposto global para pagar danos climáticos"></a></article></aside><p>Os autores do estudo <strong>analisaram dados de 85 países em desenvolvimento, </strong>ao longo de mais de duas décadas, entre 2000 a 2023, e concluíram que <strong>o financiamento climático relacionado com infraestruturas sociais desempenha um papel importante na redução de conflitos</strong>, especialmente em conflitos intraestatais de pequena escala e aqueles ligados à competição por recursos.</p><p>O financiamento climático relacionado com infraestruturas não só apoia o desenvolvimento, como também reforça a resiliência e o bem-estar das comunidades vulneráveis, melhorando o acesso a recursos essenciais como a água e a energia, que são vitais para a subsistência e podem, por sua vez, ajudar a reduzir o risco de conflitos.</p><p>Além disso, os resultados mostram que quanto mais financiamento climático chega aos países beneficiários, menor é a incidência de conflitos relacionados com os recursos naturais.</p><p>Os investimentos na defesa contra inundações, na gestão da água e na agricultura resiliente ao clima ajudam uma região a adaptar-se a um clima imprevisível. <strong>Isto reduz a pressão sobre as pessoas que vivem nestas regiões e diminui a probabilidade de conflitos.</strong></p><h2>Recomendações dos autores do estudo</h2><p>O financiamento climático aos países onde a desertificação e as secas, devido às alterações climáticas, levaram à redução das pastagens, corroendo a coexistência pacífica das comunidades agrícolas, é fundamental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-financiamento-climatico-tambem-pode-contribuir-para-a-mitigacao-de-conflitos-nos-paises-em-desenvolvimento-1779402316791.jpg" data-image="407zo0gmcg6e" alt="Seca" title="Seca"><figcaption>O financiamento climático dado aos países que sofrem mais com o impacto das alterações climáticas, tais como a seca, para além dos seus objetivos climáticos principais, pode gerar benefícios colaterais de segurança</figcaption></figure><p>O estudo constata que o financiamento climático faz muito mais do que apenas ajudar as nações a adaptarem-se às alterações climáticas. <strong>Também contribui para a paz e a estabilidade em regiões frágeis</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O financiamento climático não pode ignorar conflitos e fragilidades.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os governos, os decisores políticos e os doadores devem considerar as implicações mais amplas quando decidirem quanto investir em financiamento climático.</p><p>Os responsáveis pelo licenciamento climático devem garantir que este chegue às regiões mais vulneráveis, aquelas que são afetadas por conflitos e insegurança, que podem sofrer com um financiamento climático insuficiente e uma maior vulnerabilidade, o que pode agravar os riscos de segurança relacionados com o clima. </p><div class="texto-destacado">Os grandes fundos climáticos, as instituições financeiras e os doadores devem dar prioridade às regiões onde a vulnerabilidade climática e o risco de conflito se sobrepõem e desta forma, os recursos limitados podem ser utilizados de forma mais eficaz para aumentar as hipóteses de paz.</div><p><strong>Os decisores políticos devem dar maior prioridade aos investimentos em água e energias renováveis em contextos afetados por conflitos e altamente vulneráveis</strong>, uma vez que estes parecem ser especialmente relevantes para a redução do risco de conflito.</p><p>Os responsáveis pelos projetos devem ajudar os países que recebem o financiamento a reforçar os seus sistemas de planeamento, execução e monitorização de projetos, para que possam utilizar o financiamento de forma eficiente, mesmo em situações difíceis e instáveis.</p><p>Além disso, é necessária uma governação forte no terreno, incluindo o envolvimento das comunidades locais e dos grupos marginalizados.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Chin-Hsien YuORCID Icon, Yingyi ShiORCID Icon et al., <a href="https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/14693062.2026.2645656" target="_blank">“Climate finance as a catalyst for peace”</a>, Climate Policy Journal, Published: 23 April 2026</em><em><br></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-financiamento-climatico-tambem-pode-contribuir-para-a-mitigacao-de-conflitos-nos-paises-em-desenvolvimento.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tartaruga que viveu décadas com tubarões na Irlanda reaprende a nadar em liberdade no Zoomarine Algarve]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tartaruga-que-viveu-decadas-com-tubaroes-na-irlanda-reaprende-a-nadar-em-liberdade-no-zoomarine-algarve.html</link><pubDate>Tue, 02 Jun 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Após uma complexa operação logística, Molly iniciou um treino rigoroso no aquário de Albufeira para recuperar os instintos selvagens que lhe permitirão regressar ao oceano.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tartaruga-que-viveu-decadas-com-tubaroes-na-irlanda-reaprende-a-nadar-em-liberdade-no-zoomarine-algarve-1780398546343.jpg" data-image="q9drxviloeni" alt="Tartaruga Molly no Zoomarine Algarve" title="Tartaruga Molly no Zoomarine Algarve"><figcaption>Molly ensaia os primeiros mergulhos no tanque do Porto d’Abrigo sob o olhar atento de uma tratadora do Zoomarine. Foto: Zoomarine Algarve</figcaption></figure><p>Molly, nativa das águas da Flórida, nos Estados Unidos, é a mais recente <strong>hóspede do Zoomarine de Albufeira</strong>. Pesa 120 kg e passou os últimos 22 anos a viver num tanque de tubarões no Dingle Oceanworld Aquarium, no condado de Kerry, sudoeste da <strong>Irlanda.</strong></p><p>As suas barbatanas, parcialmente amputadas, contam uma história de sobrevivência que marcaram esta tartaruga <em>Caretta caretta</em> para sempre. Foi <strong>vítima de um ataque de tubarão</strong> no Golfo do México. Gravemente ferida e incapaz de vencer a corrente oceânica, acabou resgatada nas águas frias da costa irlandesa.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Tinha apenas 20 kg na altura. Nas décadas que se seguiram, viveu num enorme aquário juntamente com tubarões de diferentes espécies, que se tornaram nos seus companheiros diários. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>E esta parecia ser a sua casa definitiva, pois a equipa de tratadores locais estava plenamente convencida de que a libertação, após tanto tempo de cativeiro, seria impensável.</p><h2>Uma libertação internacionalmente conhecida</h2><p>Os investigadores portugueses, no entanto, desconfiam que Molly poderá ultrapassar todos os obstáculos e voltar ao oceano, sabendo que este não seria um caso único. O parque temático do Algarve concluiu com sucesso, em 2009, uma <strong>missão pioneira realizada com Cat</strong>. Mesmo com uma barbatana amputada, essa fêmea foi uma das três tartarugas monitorizadas que percorreu a maior distância para desovar na Mauritânia.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Foi um feito inédito que ganhou visibilidade no mundo inteiro e deitou por terra a ideia de que estes animais, após um confinamento muito prolongado, já não podem regressar ao seu habitat. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A esperança que o Zoomarine trouxe ao demonstrar a autonomia de Cat levou os responsáveis irlandeses a tentar a mesma sorte com esta nova paciente. Molly despediu-se do Oceanworld há algumas semanas. Chegou a Portugal a meio do mês, numa <strong>operação logística complexa</strong> que incluiu seis horas de transporte terrestre e mais três horas de voo a bordo da TAP.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tartaruga-que-viveu-decadas-com-tubaroes-na-irlanda-reaprende-a-nadar-em-liberdade-no-zoomarine-algarve-1780398666728.jpg" data-image="au4e1ks7kpts" alt="Tartaruga Molly, Zoomarine Algarve" title="Tartaruga Molly, Zoomarine Algarve"><figcaption>As cicatrizes de Molly contam a sua longa história de sobrevivência antes de chegar ao Algarve. Foto: Zoomarine Algarve </figcaption></figure><p>Ao final de uma cansativa jornada, a tartaruga entrou finalmente no Porto d’Abrigo já de madrugada. Uma comitiva de especialistas aguardava a sua chegada e encaminhou-a rapidamente para o <strong>tanque de transição</strong>, onde se encontra atualmente em <strong>fase de aclimatização</strong>.</p><h2>O desafio de reaprender a sobreviver no mar-alto</h2><p>Tanto Molly como os <strong>biólogos</strong> e <strong>veterinários</strong> do centro de reabilitação de espécies marinhas têm pela frente um longo percurso para a readaptar à vida selvagem.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="743384" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-a-viagem-de-900-km-da-tartaruga-do-zoomarine-algarve-virou-um-caso-de-estudo-internacional.html" title="Como a viagem de 900 km da tartaruga do Zoomarine Algarve virou um caso de estudo internacional">Como a viagem de 900 km da tartaruga do Zoomarine Algarve virou um caso de estudo internacional</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-a-viagem-de-900-km-da-tartaruga-do-zoomarine-algarve-virou-um-caso-de-estudo-internacional.html" title="Como a viagem de 900 km da tartaruga do Zoomarine Algarve virou um caso de estudo internacional"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-a-viagem-de-900-km-da-tartaruga-do-zoomarine-algarve-virou-um-caso-de-estudo-internacional-1765375604724_320.jpg" alt="Como a viagem de 900 km da tartaruga do Zoomarine Algarve virou um caso de estudo internacional"></a></article></aside><p>É preciso não esquecer que Molly é uma criatura que já viveu em ambiente natural. Enfrentou <strong>mares agitados</strong> e teve de <strong>caçar ativamente para se alimentar</strong>. Durante mais de duas décadas, porém, teve uma rotina facilitada e foi perdendo as habilidades essenciais para a vida em mar aberto.</p><p>A equipa do Porto d’Abrigo desenhou agora um plano específico focado em estimular três aptidões vitais. Desde logo, a paciente irá reaprender a identificar e capturar presas vivas. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Será também essencial que consiga submergir com eficácia, nadar contra as correntes e manter a estabilidade na coluna de água, gerindo o esforço físico e o fôlego – um fator crítico, dado o seu défice motor nas barbatanas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Molly terá, por fim, de recuperar a sua capacidade de navegação em mar aberto, reativando o seu sentido de orientação, um autêntico "<strong>GPS biológico</strong>" multifatorial, que combina leitura de forças físicas e pistas ambientais à medida que cruza as correntes marítimas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tartaruga-que-viveu-decadas-com-tubaroes-na-irlanda-reaprende-a-nadar-em-liberdade-no-zoomarine-algarve-1780398786054.jpg" data-image="qfi95we9v16j" alt="Equipa do Porto d'Abrigo do Zoomarine Algarve" title="Equipa do Porto d'Abrigo do Zoomarine Algarve"><figcaption>Equipa de biólogos e veterinários do Porto d’Abrigo responsável pelo plano de treino e reabilitação da tartaruga Molly. Foto: Zoomarine Algarve</figcaption></figure><p>O seu regresso definitivo ao mar não tem uma data marcada e dependerá exclusivamente do seu <strong>ritmo de aprendizagem</strong>. A única certeza é que só será libertada quando os cientistas confirmarem que a tartaruga detém todas as <strong>condições clínicas e comportamentais </strong>para ser totalmente autossuficiente. Só então poderá voltar ao oceano, a sua primeira e verdadeira casa.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.facebook.com/ZoomarineAlgarve/photos/973057412041135/" target="_blank">Molly percorreu milhares de quilómetros até chegar ao Porto d'Abrigo</a>. Zoomarine Algarve</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tartaruga-que-viveu-decadas-com-tubaroes-na-irlanda-reaprende-a-nadar-em-liberdade-no-zoomarine-algarve.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Especialista da Meteored Portugal antecipa o que irá acontecer após o ar polar: "estamos atentos ao Atlântico"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/especialista-da-meteored-portugal-antecipa-o-que-ira-acontecer-apos-o-ar-polar-estamos-atentos-ao-atlantico.html</link><pubDate>Tue, 02 Jun 2026 15:07:21 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após uma primeira semana de junho mais fresca e com alguma precipitação fraca, os meteorologistas da Meteored já estão de olho numa possível mudança de padrão na segunda semana de junho. Eis a análise ao que poderá suceder no Atlântico.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/especialista-da-meteored-portugal-antecipa-o-que-ira-acontecer-apos-o-ar-polar-estamos-atentos-ao-atlantico-1780411176437.png" data-image="rknkeif66avh"><figcaption>Como já foi referido noutras previsões da Meteored Portugal, esta primeira semana de junho será marcada por aumentos temporários da nebulosidade, intensificação da nortada (vento de noroeste), temperaturas mais frescas geradas pela entrada e permanência temporária de ar frio de origem polar marítima e alguns episódios de chuva fraca ou chuviscos, sobretudo no litoral das regiões Norte e Centro.</figcaption></figure><p> Ao longo desta primeira semana de junho a configuração atmosférica predominante será a<strong> Oscilação do Atlântico Norte em fase positiva (NAO+)</strong>, um regime atmosférico que corresponde normalmente a uma posição do anticiclone dos Açores favorável à estabilidade meteorológica em Portugal continental. Os seus efeitos à superfície costumam traduzir-se num <strong>estado de tempo estável e predominantemente seco</strong>. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg> Não obstante, o predomínio da NAO+ nem sempre significa necessariamente a ausência de chuva durante todo o período em que está em vigor.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Nesta ocasião - primeira semana de junho -, a região de altas pressões posicionada nas imediações dos Açores <strong>não irá conseguir bloquear completamente a chegada a Portugal continental de algumas frentes frias e linhas de instabilidade</strong> associadas a depressões atlânticas. Ainda assim, a ocorrência de precipitação será fraca, com acumulados residuais e geralmente restritos às regiões do litoral Norte e Centro.</p><h2>Alterações tímidas deste fim de semana sinalizam mudança que se poderá consolidar na próxima semana</h2><p>O tempo algo mais nublado, fresco e com chuva escassa será de “pouca dura”, uma vez que a partir do primeiro domingo de junho, dia 7, <strong>prevê-se uma mudança gradual das condições atmosféricas que se poderá consolidar no início da segunda semana de junho</strong> e até mesmo durar toda a semana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/especialista-da-meteored-portugal-antecipa-o-que-ira-acontecer-apos-o-ar-polar-estamos-atentos-ao-atlantico-1780412175936.png" data-image="c1cnubtb9fth"><figcaption>Calor voltará a intensificar de forma gradual em Portugal continental a partir do próximo domingo, 7 de junho, sendo inicialmente mais marcante nas regiões do interior.</figcaption></figure><p><strong>No fim de semana vindouro</strong> espera-se que ocorra um rápido afastamento para leste do ar polar associado à distribuição dos principais centros de ação atmosférica que modulam o estado do tempo na Europa e Atlântico Norte.</p><p><strong>A subida em latitude de ar ligeiramente mais quente associado à expansão de uma crista anticiclónica</strong> posicionada entre os arquipélagos dos Açores e da Madeira, fará com que as temperaturas diurnas em Portugal continental recuperem para valores ligeiramente acima do normal.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p><strong>O tempo mais ameno no sábado (6) e a maior intensificação do calor no domingo (7)</strong> em termos de área geográfica abrangida são os primeiros sinais, ainda tímidos, de uma mudança em larga escala correspondente a alterações da circulação atmosférica sobre o <strong>Atlântico</strong>.</p><h2>Atentos ao Atlântico: previsão para a segunda semana de junho indica provável regresso do calor de verão </h2><p>O gráfico sub-sazonal do ECMWF mostra uma transição evidente a partir de domingo (7) ou <strong>segunda-feira (8): a partir destas datas, espera-se um domínio do padrão conhecido como bloqueio escandinavo</strong> (região de altas pressões ‘estacionada’ sobre a Escandinávia). Apesar do bloqueio escandinavo continuar a surgir como regime dominante, os mapas do modelo que serve de referência para a Meteored indicam também uma subida para latitudes mais a norte do anticiclone dos Açores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/especialista-da-meteored-portugal-antecipa-o-que-ira-acontecer-apos-o-ar-polar-estamos-atentos-ao-atlantico-1780411393067.jpg" data-image="es5pjxzu0jdw"><figcaption>Para quarta-feira, 10 de junho e Dia de Portugal, deteta-se uma subida das temperaturas em toda a geografia de Portugal continental. Algumas zonas poderão registar máximas iguais ou superiores a 35 ºC.</figcaption></figure><p>No entanto, <strong>apesar da sua movimentação sobre o Atlântico, a vasta região de altas pressões estendida em crista manter-se-á suficientemente robusta e próxima do nosso país</strong>, esperando-se que limite os efeitos instáveis em Portugal continental, normalmente associados ao bloqueio escandinavo.</p><p>Deste modo, cabe esperar uma <strong>segunda semana de junho com temperaturas possivelmente mais típicas do verão</strong> (significativamente mais quente do que a atual) e num estado do<strong> tempo tendencialmente seco, estável e soalheiro</strong> (menos nebulosidade e probabilidade baixa de precipitação).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771903" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-abaixo-dos-20-c-sao-esperadas-ao-meio-dia-em-5-capitais-do-norte-de-portugal-eis-os-dias-chave.html" title="Temperaturas abaixo dos 20 °C são esperadas ao meio-dia em 5 capitais do Norte de Portugal: eis os dias-chave">Temperaturas abaixo dos 20 °C são esperadas ao meio-dia em 5 capitais do Norte de Portugal: eis os dias-chave</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-abaixo-dos-20-c-sao-esperadas-ao-meio-dia-em-5-capitais-do-norte-de-portugal-eis-os-dias-chave.html" title="Temperaturas abaixo dos 20 °C são esperadas ao meio-dia em 5 capitais do Norte de Portugal: eis os dias-chave"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-abaixo-dos-20-c-sao-esperadas-ao-meio-dia-em-5-capitais-do-norte-de-portugal-eis-os-dias-chave-1780398395456_320.png" alt="Temperaturas abaixo dos 20 °C são esperadas ao meio-dia em 5 capitais do Norte de Portugal: eis os dias-chave"></a></article></aside><p>Caso o cenário previsto se confirme, as temperaturas podem então voltar a subir de forma generalizada, trazendo novamente valores elevados a grande parte do território nacional. <strong>Os mapas sugerem uma subida gradual das temperaturas logo a partir de segunda-feira (8), sobretudo no interior</strong>, sendo mais acentuada e consistente em termos de área geográfica abrangida na quarta-feira, 10 de junho.</p><p><strong>Na quarta (10)</strong>, à exceção de alguns locais da faixa costeira ocidental, grande parte do território continental poderá<strong> registar temperaturas máximas iguais ou superiores a 30 ºC</strong>, podendo rondar ou até mesmo ultrapassar os <strong>35 ºC</strong> em zonas da Beira Baixa, Alentejo e Sotavento Algarvio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/especialista-da-meteored-portugal-antecipa-o-que-ira-acontecer-apos-o-ar-polar-estamos-atentos-ao-atlantico-1780411630731.jpg" data-image="qrnlcgvm1xve"><figcaption>O anticiclone dos Açores, situado a oeste de Portugal continental, será responsável por evitar a ocorrência de precipitação na segunda semana de junho, caso não surjam alterações drásticas na previsão.</figcaption></figure><p>Na quinta (11) poderá ocorrer um alívio térmico nas regiões do litoral, mas tudo indica que <strong>o calor se manterá intenso no interior Norte, Centro, Alentejo e metade oriental do Algarve</strong>. De sexta-feira, 12 de junho, em diante, entra-se num horizonte de previsão mais especulativo.</p><p>É preciso ter em conta <strong>a incerteza elevada desta previsão meteorológica</strong>, dado que diz respeito a um horizonte temporal superior a 7 dias, pelo que existe uma maior probabilidade de ocorrerem alterações<strong> </strong>nos valores previstos. Isto dependerá, em grande medida, da distribuição e intensidade dos centros de ação atmosférica (anticiclones e depressões) e das massas de ar e da posição do jato polar.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/especialista-da-meteored-portugal-antecipa-o-que-ira-acontecer-apos-o-ar-polar-estamos-atentos-ao-atlantico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que deve saber sobre o verão de 2026 em Portugal: o modelo europeu prevê um longo período de bloqueio até à canícula]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-que-deve-saber-sobre-o-verao-de-2026-em-portugal-o-modelo-europeu-preve-um-longo-periodo-de-bloqueio-ate-a-canicula.html</link><pubDate>Tue, 02 Jun 2026 12:03:12 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Junho arrancou mais fresco em Portugal, antes de uma possível transição para tempo mais seco e quente, num contexto de mudança dos padrões atmosféricos dominantes no Atlântico Norte e Europa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/verao-de-2026-em-portugal-o-modelo-europeu-preve-um-longo-periodo-de-bloqueio-escandinavo-ate-a-canicula-1780400790989.jpg" data-image="pbrpmhmvgdn7" alt="Junho" title="Junho"><figcaption>Os modelos apontam para um junho dividido em Portugal: primeira semana mais fresca e instável, seguida de uma possível recuperação do tempo seco e quente.</figcaption></figure><p>Ao contrário dos mapas tradicionais de previsão, que mostram o estado da atmosfera num determinado dia, os "weather regimes" permitem perceber <strong>qual será a configuração atmosférica predominante a médio e longo prazo</strong>. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Para o Atlântico Norte e Europa surge uma mudança importante ao longo de junho, com a provável <strong>transição de uma fase de Oscilação do Atlântico Norte positiva (NAO+) para um prolongado período de Bloqueio Escandinavo</strong> <strong>(Scandinavian Blocking),</strong> previsto até 15 de julho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/verao-de-2026-em-portugal-o-modelo-europeu-preve-um-longo-periodo-de-bloqueio-escandinavo-ate-a-canicula-1780397665067.jpg" data-image="3h20sxsxo0vn" alt="Regimes atmosféricos- ECMWF" title="Regimes atmosféricos- ECMWF"> <figcaption>O gráfico sub-sazonal do ECMWF mostra uma transição clara: início de junho sob NAO+ e, depois, domínio provável do bloqueio escandinavo até perto do início da canícula (15 de julho) .</figcaption></figure><p>Até aos primeiros dias de junho (dia 4), o regime dominante vai continuar a ser a NAO+, normalmente associada a uma posição favorável do Anticiclone dos Açores e a condições relativamente estáveis em Portugal. Contudo, <strong>NAO+ não significa necessariamente ausência de chuva</strong>. Nesta primeira semana, o anticiclone não deverá conseguir bloquear totalmente algumas perturbações atlânticas, permitindo a entrada de maior nebulosidade, ar mais fresco e até alguns episódios de precipitação fraca, sobretudo no Norte e Centro.</p><h2>Primeira semana de junho traz ar mais fresco</h2><p>A mudança já começou a ser sentida. Depois de vários dias marcados por calor intenso, as temperaturas vão diminuir ao longo da primeira semana de junho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/verao-de-2026-em-portugal-o-modelo-europeu-preve-um-longo-periodo-de-bloqueio-escandinavo-ate-a-canicula-1780397601515.png" data-image="ttfpvtw4nbyn" alt="Mapa, pressão e chuva" title="Mapa, pressão e chuva"> <figcaption>O Anticiclone dos Açores mantém-se forte mas ligeiramente mais a sudoeste do "ideal". Porém a circulação de norte favorece a entrada de ar mais fresco, mais nebulosidade e uma descida das temperaturas em Portugal.</figcaption></figure><p>A circulação de norte, induzida pelo posicionamento do Anticiclone dos Açores, irá transportar <strong>massas de ar mais frescas para o litoral e para grande parte do Norte e Centro do país</strong>. O aumento da nebulosidade será outro dos aspetos mais evidentes desta alteração de padrão.</p><p>Apesar disso, <strong>as descidas térmicas deverão ser menos expressivas no Algarve, Alentejo e em várias zonas do interior Centro,</strong> onde o ar mais fresco terá maior dificuldade em chegar.</p><h2>Segunda semana poderá devolver o verão a Portugal</h2><p>As previsões atuais apontam para uma segunda semana de junho mais estável e seca do que a primeira.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/verao-de-2026-em-portugal-o-modelo-europeu-preve-um-longo-periodo-de-bloqueio-escandinavo-ate-a-canicula-1780397945068.jpg" data-image="5j09z0qlsec5" alt="Chuva e pressão" title="Chuva e pressão"><figcaption>Apesar do bloqueio escandinavo, a subida do Anticiclone dos Açores poderá limitar a instabilidade e devolver temperaturas típicas de verão a grande parte do território.</figcaption></figure><p>Apesar do bloqueio escandinavo continuar a surgir como regime dominante, os modelos indicam também, uma subida (para latitudes mais a norte) do Anticiclone dos Açores.<strong> Esta configuração poderá limitar os efeitos instáveis para Portugal,</strong> normalmente associados a este tipo de bloqueio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/verao-de-2026-em-portugal-o-modelo-europeu-preve-um-longo-periodo-de-bloqueio-escandinavo-ate-a-canicula-1780397847906.jpg" data-image="lho0rsgsw9y1" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-600294">No mapa de temperatura, dia 10 de junho, é possível observar uma recuperação das temperaturas em todo o território. Alguns locais poderão novamente ultrapassar os 35 °C.</figcaption></figure><p>Se este cenário se confirmar, <strong>as temperaturas poderão voltar a subir de forma generalizada</strong>, trazendo novamente valores elevados a grande parte do território nacional.</p><h2>E o que poderá acontecer até ao final de julho?</h2><p>A partir da terceira semana de junho entramos num horizonte de previsão mais especulativo. Ainda assim, os sinais de larga escala continuam a favorecer a persistência do <strong>Bloqueio Escandinavo</strong>, até à altura em que se <strong>aproxima a canícula (15 de julho)</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>A canícula</strong> corresponde ao período estatisticamente mais quente do ano no Hemisfério Norte, ocorrendo habitualmente entre meados de julho (dia 15) e primeira quinzena de agosto. Embora ainda estejamos algumas semanas antes desse período, as configurações atmosféricas observadas durante junho poderão dar pistas importantes sobre a tendência para o resto do verão.</div><p>Se o Anticiclone dos Açores conseguir manter-se forte e bem posicionado durante todo o período que está previsto o Bloqueio Escandinavo, <strong>a probabilidade de um junho e julho maioritariamente seco e estável em Portugal aumenta</strong>.</p><p>Contudo, pequenas alterações na posição do anticiclone ou do jato polar poderão modificar rapidamente este cenário. Um enfraquecimento do anticiclone poderá abrir a porta a instabilidades atlânticas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771897" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-ar-de-origem-polar-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-o-pico-chegara-a-portugal-na-quinta-feira-avanca-alfredo-graca.html" title="O ar de origem polar aproxima-se a toda a velocidade: “o pico chegará a Portugal na quinta-feira”, avança Alfredo Graça">O ar de origem polar aproxima-se a toda a velocidade: “o pico chegará a Portugal na quinta-feira”, avança Alfredo Graça</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-ar-de-origem-polar-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-o-pico-chegara-a-portugal-na-quinta-feira-avanca-alfredo-graca.html" title="O ar de origem polar aproxima-se a toda a velocidade: “o pico chegará a Portugal na quinta-feira”, avança Alfredo Graça"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-ar-de-origem-polar-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-o-pico-chegara-a-portugal-na-quinta-feira-avanca-alfredo-graca-1780397170595_320.png" alt="O ar de origem polar aproxima-se a toda a velocidade: “o pico chegará a Portugal na quinta-feira”, avança Alfredo Graça"></a></article></aside><p>Por agora, os modelos apontam para um mês de junho dividido entre um início mais fresco e potencialmente instável e uma segunda metade mais favorável ao regresso do tempo seco e quente. <strong>As próximas atualizações serão fundamentais para perceber qual destes sinais acabará por prevalecer</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-que-deve-saber-sobre-o-verao-de-2026-em-portugal-o-modelo-europeu-preve-um-longo-periodo-de-bloqueio-ate-a-canicula.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[OMM alerta para a possibilidade de novos recordes de calor: um ano entre 2026 e 2030 poderá superar o histórico 2024]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/omm-alerta-para-a-possibilidade-de-novos-recordes-de-calor-um-ano-entre-2026-e-2030-podera-superar-o-historico.html</link><pubDate>Tue, 02 Jun 2026 11:39:39 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um novo relatório da Organização Meteorológica Mundial prevê que as temperaturas globais se manterão próximas de níveis recorde durante os próximos cinco anos. O sinal é claro: o planeta continua a acumular calor e a margem para agir está a diminuir.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-omm-advierte-que-vienen-mas-records-de-calor-un-ano-entre-2026-y-2030-podria-superar-al-historico-1780350248167.jpg" data-image="oqmzi7zsz55w" alt="El calor extremo seguirá marcando la agenda climática global." title="El calor extremo seguirá marcando la agenda climática global."><figcaption>O calor extremo continuará a marcar a agenda climática global: a OMM alerta que um novo recorde de temperatura poderá ser atingido antes de 2030. Crédito: OMM.</figcaption></figure><p>O termómetro global não parece disposto a fazer férias. Um novo relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM), elaborado pelo Met Office do Reino Unido, prevê que as temperaturas médias do planeta <strong>continuarão em níveis muito elevados entre 2026 e 2030</strong>, com uma probabilidade significativa de que seem <strong>quebrados novos recordes</strong>.</p><p>A atualização anual a decenal do clima global alerta que a temperatura média anual perto da superfície poderá situar-se <strong>entre 1,3 °C e 1,9 °C acima da média pré-industrial</strong>, considerada entre 1850 e 1900.</p><h2>Um novo recorde mundial poderá ser batido antes de 2030</h2><p>Um dos dados mais impressionantes do relatório é que existe <strong>uma probabilidade de 86%</strong> de que pelo menos <strong>um ano entre 2026 e 2030 ultrapasse 2024 como o ano mais quente desde que existem registos instrumentais</strong>. Este antecedente é relevante porque 2024 já marcou um marco climático ao situar-se cerca de <strong>1,55 °C acima do nível pré-industrial</strong>.</p><div class="texto-destacado">A OMM também estima que há 91% de probabilidade de que pelo menos um ano do período 2026-2030 ultrapasse temporariamente o limiar de 1,5 °C.</div><p>Este número <strong>não significa, por si só, que o Acordo de Paris tenha falhado</strong>, uma vez que essa meta é avaliada em médias de longo prazo, geralmente de 20 anos. Mas mostra que as ultrapassagens temporárias <strong>serão cada vez mais frequentes</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-omm-advierte-que-vienen-mas-records-de-calor-un-ano-entre-2026-y-2030-podria-superar-al-historico-1780349007181.png" data-image="v5mitna2qo1m" alt="La temperatura global sigue escalando." title="La temperatura global sigue escalando."><figcaption>A temperatura global continua a subir: 2024 está a caminho de se tornar o ano mais quente de que há registo e o primeiro a ultrapassar temporariamente o limiar de 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais. Crédito: Copernicus/ECMWF.</figcaption></figure><p>A diferença é importante: um ano isolado com um aumento de 1,5 °C <strong>não significa que tenhamos ultrapassado definitivamente o limite climático, mas funciona como um alarme</strong>. E não um alarme suave de telemóvel, mas daqueles que nos obrigam a levantar-nos imediatamente.</p><h2>O El Niño poderá voltar a impulsionar o calor global</h2><p>O relatório indica que as projeções para a região Niño 3.4 do Pacífico tropical central apontam para uma tendência de condições de El Niño, especialmente <strong>durante 2027 e 2028</strong>. Este fenómeno natural costuma elevar a temperatura média global, porque <strong>altera a circulação atmosférica e liberta o calor acumulado do oceano para a atmosfera</strong>.</p><div class="texto-destacado">De acordo com o relatório, o possível aparecimento do El Niño no final de 2026 aumentaria a probabilidade de 2027 se tornar um novo ano recorde.</div><p>Isto não significa que o El Niño seja o único responsável pelo aquecimento global. Pelo contrário, ele atua <strong>como um impulso adicional sobre uma tendência que já está marcada</strong> pela acumulação de gases com efeito de estufa.</p><p>É como subir uma ladeira com uma mochila pesada e, além disso, enfrentar vento contrário. O El Niño pode intensificar a temperatura de um ano específico, mas <strong>o aquecimento de fundo continua a ser o grande protagonista </strong>desta história climática.</p><h2>O Ártico continuará a aquecer mais rapidamente do que o resto do planeta</h2><p>A OMM também <strong>dá especial atenção ao Ártico</strong>, uma das regiões onde o aquecimento avança mais rapidamente. Para os próximos cinco invernos prolongados do hemisfério norte, entre novembro e março, <strong>preveem-se anomalias de temperatura de 2,8 °C acima da média de 1991-2020</strong>.</p><p>Este valor é <strong>mais de três vezes e meia superior à anomalia média global</strong> prevista para o mesmo período. O impacto não se limita ao Ártico: a perda de gelo marinho, as alterações na circulação atmosférica e as mudanças nos ecossistemas <strong>podem ter consequências muito mais amplas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-omm-advierte-que-vienen-mas-records-de-calor-un-ano-entre-2026-y-2030-podria-superar-al-historico-1780347509718.png" data-image="7eezxw1m3d0w" alt="El Ártico vuelve a encender las alarmas climáticas." title="El Ártico vuelve a encender las alarmas climáticas."><figcaption>O Ártico volta a acender os alarmes climáticos: a OMM prevê que esta região continuará a aquecer muito mais rapidamente do que a média global, com efeitos sobre o gelo marinho, os ecossistemas e os padrões meteorológicos à escala global.</figcaption></figure><p>As projeções apontam também para uma nova redução da concentração de gelo marinho em zonas como o Mar de Barents, o Mar de Bering e o Mar de Okhotsk. Além disso, preveem-se condições mais húmidas do que o normal nas altas latitudes do hemisfério norte, enquanto <strong>algumas zonas subtropicais, especialmente no hemisfério sul, poderão enfrentar condições mais secas</strong>.</p><p>A mensagem do relatório é contundente: os próximos anos continuarão a pôr à prova a capacidade de adaptação das sociedades, dos ecossistemas e das economias. Cada décimo de grau importa, porque pode traduzir-se em <strong>ondas de calor mais intensas, chuvas extremas mais prováveis, secas mais severas e maiores riscos para a saúde, a agricultura e o acesso à água</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="749105" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/2025-foi-o-terceiro-ano-mais-quente-ja-registrado-a-nivel-global-segundo-o-copernicus.html" title="2025 foi o terceiro ano mais quente já registado a nível global, segundo o Copernicus">2025 foi o terceiro ano mais quente já registado a nível global, segundo o Copernicus</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/2025-foi-o-terceiro-ano-mais-quente-ja-registrado-a-nivel-global-segundo-o-copernicus.html" title="2025 foi o terceiro ano mais quente já registado a nível global, segundo o Copernicus"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/2025-tercer-ano-mas-calido-a-nivel-global-1768200585644_320.jpg" alt="2025 foi o terceiro ano mais quente já registado a nível global, segundo o Copernicus"></a></article></aside><p>A ciência climática não está a olhar para uma bola de cristal; está a interpretar <strong>uma tendência apoiada por observações, modelos e décadas de evidências</strong>. E a previsão, embora preocupante, também oferece uma oportunidade: quanto mais cedo se reduzirem as emissões e se reforçar a adaptação, <strong>menor será a conta climática que as próximas gerações terão de pagar</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia</em><em><br></em></h3><p><em>OMM. <a href="https://wmo.int/news/media-centre/new-report-suggests-more-global-temperature-records-ahead?access-token=DbliP_26BUJfaBiktS9oiu1JyEu3FYLx7fYDHjjJ6i8" target="_blank">Un nuevo informe sugiere que se avecinan más récords mundiales de temperatura.</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/omm-alerta-para-a-possibilidade-de-novos-recordes-de-calor-um-ano-entre-2026-e-2030-podera-superar-o-historico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As plantas "espiam" e cheiram as suas vizinhas para competir pela luz e determinar o seu crescimento]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-plantas-espiam-e-cheiram-as-suas-vizinhas-para-competir-pela-luz-e-determinar-o-seu-crescimento.html</link><pubDate>Tue, 02 Jun 2026 11:31:47 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Um estudo revelou que as plantas saudáveis detetam o ritmo de crescimento das plantas que as rodeiam através de sinais químicos no ar e ajustam o seu desenvolvimento e as suas defesas em conformidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-plantas-espian-y-huelen-a-sus-vecinas-para-competir-por-la-luz-y-determinar-su-crecimiento-1780090464786.jpg" data-image="ch0k24v30zpf" alt="Plantas comunicación crecimiento" title="Plantas comunicación crecimiento"><figcaption>Na cevada, cultura em que se baseia o estudo, as plantas emitem compostos voláteis que lhes permitem ajustar o seu crescimento de acordo com o ambiente.</figcaption></figure><p>As plantas mantêm uma <strong>rede complexa de comunicação</strong> muito mais sofisticada do que se pensava.</p><div class="texto-destacado">Uma nova investigação realizada por cientistas da Universidade Sueca de Ciências Agrárias demonstrou que<strong> as plantas saudáveis são capazes de perceber o crescimento das suas vizinhas através de sinais químicos transportados pelo ar e de modificar o seu próprio comportamento para se adaptarem ao ambiente.</strong></div><p>O trabalho, publicado na revista <em>Journal of Experimental Botany</em>, identificou que <strong>esta comunicação ocorre através dos chamados compostos orgânicos voláteis (COV)</strong>, substâncias químicas que as plantas libertam constantemente e que podem ser detetadas por outros exemplares próximos.</p><p>Até agora, a maioria dos estudos tinha-se concentrado na forma como as plantas danificadas emitem sinais de alarme para alertar sobre ataques de insetos herbívoros ou situações de stress. No entanto, a nova investigação revela que <strong>mesmo as plantas completamente saudáveis trocam informações relevantes para a sua sobrevivência e desenvolvimento</strong>.</p><h2>Como as plantas interpretam as suas concorrentes</h2><p>Os compostos orgânicos voláteis são moléculas à base de carbono que se evaporam facilmente e se dispersam no ambiente. Além de desempenharem funções ecológicas, <strong>são responsáveis por muitos dos aromas presentes nas flores, frutos e folhas</strong>, e têm aplicações em indústrias como a perfumaria, a cosmética e a alimentar.</p><div class="texto-destacado">Segundo explicou o investigador Velemir Ninkovic, um dos autores do estudo,<strong> as plantas libertam uma espécie de “assinatura química” permanente que pode ser interpretada por outras espécies ou indivíduos próximos.</strong></div><p>"As plantas saudáveis emitem constantemente a sua própria pegada química para o ar, e as plantas vizinhas utilizam essa informação para <strong>ajustar não só as suas defesas, mas também toda a sua estratégia de crescimento"</strong>, assinalou o cientista. Para os investigadores, este processo funciona como uma conversa contínua entre plantas que partilham o mesmo espaço.</p><h2>Experiências com diferentes variedades de cevada</h2><p>Para analisar este fenómeno, <strong>a equipa trabalhou com três cultivares de cevada</strong> <em>(Hordeum vulgare)</em> com diferentes velocidades de crescimento: Fairytale, de crescimento lento; Luhkas, de crescimento intermédio; e Salome, caracterizada por um crescimento rápido.</p><p>Em condições controladas de laboratório, as plantas foram expostas às emissões químicas de cada uma destas variedades. Após 25 dias de observação, <strong>os cientistas avaliaram alterações físicas nas folhas, caules e raízes, além de estudarem as modificações produzidas na expressão genética</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-plantas-espian-y-huelen-a-sus-vecinas-para-competir-por-la-luz-y-determinar-su-crecimiento-1780090527491.jpg" data-image="pfcn6zm42zr1" alt="Plantas comunicación crecimiento" title="Plantas comunicación crecimiento"><figcaption>As plantas libertam uma espécie de "assinatura química" permanente que pode ser interpretada por outras espécies ou indivíduos nas proximidades.</figcaption></figure><p>Os resultados revelaram um padrão claro. <strong>As plantas expostas a sinais provenientes de variedades de crescimento rápido aceleraram o seu próprio desenvolvimento</strong>, enquanto aquelas que captaram emissões de plantas de crescimento lento reduziram o seu ritmo de crescimento.</p><p>O que é notável é que este ajuste não se limitou a uma parte específica da planta. <strong>O efeito foi observado de forma uniforme em toda a sua estrutura</strong>, o que indica uma resposta global face à informação recebida do ambiente.</p><h2>Alterações genéticas e estratégias de sobrevivência</h2><p>A análise molecular permitiu descobrir que as modificações observadas estavam diretamente relacionadas com <strong>alterações na atividade de numerosos genes</strong>.</p><p>Quando as plantas detetavam os sinais químicos da Fairytale, a variedade de crescimento lento, <strong>ativavam-se genes associados a respostas de stress e mecanismos de defesa contra herbívoros</strong>. Ao mesmo tempo, diminuía a atividade de genes ligados ao transporte celular e à replicação do ADN.</p><p>Em contrapartida, a exposição aos compostos emitidos pela Salome, a variedade de crescimento rápido, <strong>gerava o efeito oposto</strong>: eram favorecidos processos relacionados com o crescimento e o desenvolvimento.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771371" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-melhores-plantas-repelentes-de-moscas-para-o-parapeito-da-janela-da-cozinha-e-para-o-jardim.html" title="As melhores plantas repelentes de moscas para o parapeito da janela da cozinha e para o jardim">As melhores plantas repelentes de moscas para o parapeito da janela da cozinha e para o jardim</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-melhores-plantas-repelentes-de-moscas-para-o-parapeito-da-janela-da-cozinha-e-para-o-jardim.html" title="As melhores plantas repelentes de moscas para o parapeito da janela da cozinha e para o jardim"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-melhores-plantas-repelentes-de-moscas-para-o-parapeito-da-janela-da-cozinha-e-para-o-jardim-1780070492169_320.jpg" alt="As melhores plantas repelentes de moscas para o parapeito da janela da cozinha e para o jardim"></a></article></aside><p>Entre as moléculas mais relevantes identificadas pelos investigadores encontram-se o nitrilo benzílico, o linalol e o octanal. Estes compostos estão associados a <strong>fragrâncias florais e cítricas</strong>, além de certos aromas terrosos ou metálicos que fazem parte da complexa química vegetal.</p><h2>Um fenómeno que poderá estar generalizado em todo o reino vegetal</h2><p>Os autores consideram que esta capacidade de interpretar sinais químicos ambientais <strong>pode ser muito mais comum do que se pensava</strong>.</p><p>"As plantas libertam naturalmente misturas de compostos voláteis e é lógico que tenham desenvolvido a capacidade de detetar estes sinais após milhões de anos de coexistência", afirmou Ninkovic. Segundo o investigador, <strong>este tipo de interação provavelmente está amplamente distribuído no reino vegetal, embora com intensidades diferentes consoante a espécie</strong>.</p><p><strong>A descoberta abre novas linhas de investigação sobre como as plantas tomam decisões, competem por recursos e adaptam as suas estratégias de crescimento</strong>. Também poderá ter aplicações futuras na agricultura, permitindo otimizar as culturas através da gestão de sinais químicos naturais que influenciam o desenvolvimento das plantas.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em> André Åbonde, Merlin Rensing, Jannicke Gallinger, Vasti Thamara Juárez-González, Iris Dahlin, Dimitrije Markovic, German Martinez, Velemir Ninkovic, <a href="https://academic.oup.com/jxb/advance-article/doi/10.1093/jxb/erag252/8696139" target="_blank">Volatiles released by undamaged plants mediate the adaptive growth strategies in neighbors</a>, Journal of Experimental Botany, 2026;, erag252, https://doi.org/10.1093/jxb/erag252</em> </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-plantas-espiam-e-cheiram-as-suas-vizinhas-para-competir-pela-luz-e-determinar-o-seu-crescimento.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temperaturas abaixo dos 20 °C são esperadas ao meio-dia em 5 capitais do Norte de Portugal: eis os dias-chave]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-abaixo-dos-20-c-sao-esperadas-ao-meio-dia-em-5-capitais-do-norte-de-portugal-eis-os-dias-chave.html</link><pubDate>Tue, 02 Jun 2026 11:23:28 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Com a descida prevista das temperaturas, várias capitais de distrito da região Norte poderão registar valores abaixo dos 20 ºC, especialmente entre quinta e sexta-feira.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-temperaturas-descem-e-a-chuva-pode-regressar.html" target="_blank">Mudanças no tempo em Portugal esta semana: temperaturas descem e a chuva pode regressar</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xacsaaa"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xacsaaa.jpg" id="xacsaaa"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como já mencionamos em diversas previsões, aqui na Meteored Portugal, as temperaturas serão mais contidas esta semana, devido à aproximação de massas de ar mais frio. Ainda que esta descida dos termómetros seja interrompida amanhã, quarta-feira, onde se prevê uma ligeira subida,<strong> quinta e sexta-feira poderão trazer valores abaixo dos 20 ºC em várias cidades do Norte</strong> do país.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>O dia de hoje, terça-feira, poderá contar com valores máximos na região Norte entre os 18 ºC em Viana do Castelo e os 25 ºC em Bragança. Amanhã, com a subida esperada, os valores poderão oscilar entre os 18 ºC em Viana do Castelo e os 26 ºC em Bragança, no entanto, em<strong> alguns pontos do Vale do Douro, os termómetros podem alcançar os 30 ºC</strong>.</p><h2>Cinco capitais de distrito do Norte poderão registar valores inferiores a 20 ºC na quinta-feira</h2><p>Na quinta-feira o cenário volta a mudar, com a chegada de uma massa de ar frio mais intensa, que resultará numa <strong>descida mais acentuada das temperaturas, especialmente no Norte do país</strong>, fazendo com que as anomalias térmicas negativas também possam cubrir a maior parte, não só desta região, como da região Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-abaixo-dos-20-c-sao-esperadas-ao-meio-dia-em-5-capitais-do-norte-de-portugal-eis-os-dias-chave-1780398395456.png" data-image="ps93dxqnp78c" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>A região Norte deverá ser a mais fria do país entre quinta e sexta-feira, com várias cidades (capitais de distrito e não só), a registarem valores inferiores a 20 ºC, pelas 12h.</figcaption></figure><p>Esta descida esperada para quinta-feira, poderá resultar em valores abaixo dos 20 ºC, pelas 12h, em cinco capitais de distrito nortenhas. Das quais, <strong>Viana do Castelo</strong>, que deverá contar com 17 ºC e <strong>Braga, Porto, Vila Real e Bragança</strong> que poderão contar com 19 ºC, tal como podemos observar no mapa acima.</p><h2>Sexta-feira o cenário será idêntico, mas há subida à vista</h2><p>Pela mesma hora de sexta-feira, esperam-se 16 ºC para Viana do Castelo, 19 ºC para Braga, Porto e Vila Real, e 20 ºC para Bragança. Contudo, <strong>é expectável que estes valores voltem a subir nos dias seguintes, principalmente a partir de domingo, de forma gradual</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771897" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-ar-de-origem-polar-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-o-pico-chegara-a-portugal-na-quinta-feira-avanca-alfredo-graca.html" title="O ar de origem polar aproxima-se a toda a velocidade: “o pico chegará a Portugal na quinta-feira”, avança Alfredo Graça">O ar de origem polar aproxima-se a toda a velocidade: “o pico chegará a Portugal na quinta-feira”, avança Alfredo Graça</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-ar-de-origem-polar-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-o-pico-chegara-a-portugal-na-quinta-feira-avanca-alfredo-graca.html" title="O ar de origem polar aproxima-se a toda a velocidade: “o pico chegará a Portugal na quinta-feira”, avança Alfredo Graça"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-ar-de-origem-polar-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-o-pico-chegara-a-portugal-na-quinta-feira-avanca-alfredo-graca-1780397170595_320.png" alt="O ar de origem polar aproxima-se a toda a velocidade: “o pico chegará a Portugal na quinta-feira”, avança Alfredo Graça"></a></article></aside><p>Segundo a mais recente atualização dos nossos modelos, baseados no ECMWF, <strong>este aumento poderá ser mais significativo na quarta-feira</strong>, dia 10 de junho, levando os termómetros a registar temperaturas máximas entre os 30 ºC e os 34 ºC em boa parte da nossa geografia, com exceção das zonas costeiras e das cotas mais elevadas no Norte e Centro.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-abaixo-dos-20-c-sao-esperadas-ao-meio-dia-em-5-capitais-do-norte-de-portugal-eis-os-dias-chave.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O ar de origem polar aproxima-se a toda a velocidade: “o pico chegará a Portugal na quinta-feira”, avança Alfredo Graça]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-ar-de-origem-polar-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-o-pico-chegara-a-portugal-na-quinta-feira-avanca-alfredo-graca.html</link><pubDate>Tue, 02 Jun 2026 10:47:22 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Algumas investidas de ar polar vão provocar uma descida das temperaturas em Portugal, embora seja algo passageiro. Na quinta-feira (4) prevê-se a descida de temperatura mais significativa devido à chegada de uma massa de ar frio mais intensa.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xacs6wc"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xacs6wc.jpg" id="xacs6wc"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Desde o primeiro dia de junho que <strong>o estado do tempo já tem vindo a dar sinais de instabilidade no litoral Norte e Centro de Portugal continental </strong>(mais vento, nevoeiro, frescura e chuva fraca ou chuviscos), antecipando a mudança um pouco mais brusca e generalizada que ocorrerá durante a segunda metade desta semana, quando uma massa de ar frio de origem polar causar uma descida significativa das temperaturas e tornar a atmosfera algo mais instável, embora de forma breve.</p><p>Na primeira metade desta terça-feira (2) a passagem de uma frente fria provocou um<strong> aumento da nebulosidade e alguma chuva fraca ou chuviscos nas Regiões Norte e Centro</strong><strong> - especialmente no litoral</strong>. Na segunda metade do dia a nebulosidade tenderá a diminuir gradualmente, pelo que haverá bons períodos de sol.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo<br></strong>A chegada de uma massa de ar polar marítimo, frio e húmido, será responsável por provocar uma descida generalizada e significativa das temperaturas nestes primeiros dias de junho, especialmente entre quinta (4) e sexta-feira (5). Além disso, trará pontualmente chuva fraca ou chuviscos. Não obstante, a frescura será temporária.</div><p>A massa de ar quente será completamente renovada pela passagem da frente, gerando-se, deste modo, uma descida significativa das temperaturas em praticamente todo o território de Portugal continental. O dia de hoje - <strong>2 de junho</strong> - ainda será <strong>quente no Sotavento Algarvio e em alguns locais do Baixo Alentejo</strong>, onde se preveem temperaturas <strong>máximas a rondar os 30 ºC</strong>.</p><h2>A chegada de novas frentes e linhas de instabilidade trará mais chuva fraca</h2><p>Após a passagem da frente fria, o céu ficará pouco nublado ou limpo em grande parte da geografia de Portugal nesta quarta-feira, 3 de junho. Porém,<strong> no interior Norte, Centro, Alentejo e Sotavento Algarvio prevê-se uma recuperação das temperaturas, pelo que o calor intensificará novamente</strong> (máximas entre 28 e 34 ºC nas regiões referidas). Em grande parte do litoral manter-se-á o tempo fresco para a época.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-ar-de-origem-polar-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-o-pico-chegara-a-portugal-na-quinta-feira-avanca-alfredo-graca-1780396588548.png" data-image="gw3rbr6pvicw"><figcaption>As temperaturas máximas na quinta-feira, 4 de junho, já sofrerão uma descida para valores inferiores à média climatológica de referência devido à chegada de ar frio pós-frontal mais intenso (massa de ar com origem polar marítima).</figcaption></figure><p>A estabilidade atmosférica no dia de <strong>a</strong><strong>manhã - 3 de junho - será efémera, dado que uma nova frente fria atingirá o litoral Norte e Centro de Portugal continental a partir das 18:00 </strong>(distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra) e o interior Norte (distrito de Vila Real), o que se traduzirá num aumento da nebulosidade e na ocorrência de chuva fraca ou chuvisco.</p><p><strong>Nas primeiras horas da madrugada de quinta-feira (4)</strong> a mesma frente fria do dia anterior continuará a produzir chuva fraca ou chuvisco nas mesmas regiões, sendo que, ao espalhar-se para leste, <strong>abrangerá mais algumas zonas do interior</strong> (mais zonas do interior dos distritos de Aveiro e Coimbra, zonas do distrito de Viseu e área da Serra da Estrela).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771763" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-temperaturas-descem-e-a-chuva-pode-regressar.html" title="Mudanças no tempo em Portugal esta semana: temperaturas descem e a chuva pode regressar">Mudanças no tempo em Portugal esta semana: temperaturas descem e a chuva pode regressar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-temperaturas-descem-e-a-chuva-pode-regressar.html" title="Mudanças no tempo em Portugal esta semana: temperaturas descem e a chuva pode regressar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-temperaturas-descem-e-a-chuva-pode-regressar-1780318085235_320.jpg" alt="Mudanças no tempo em Portugal esta semana: temperaturas descem e a chuva pode regressar"></a></article></aside><p>Algumas horas mais tarde, a partir do meio da manhã de quinta (4), espera-se que <strong>uma nova frente alcance o norte da Península Ibérica, e, ao fazê-lo, produzirá outra vaga de chuva fraca e/ou chuviscos no litoral Norte e Centro</strong>. Será, de novo, um episódio temporário de precipitação escassa, durando eventualmente até ao meio-dia.</p><p><strong>O ar pós-frontal, frio e de origem polar marítima, acabará por entrar no nosso país, provocando uma descida das temperaturas, sobretudo das máximas e durante a segunda metade de quinta-feira (4)</strong>. As mínimas sofrerão também uma descida na sexta-feira (5), mas as máximas previstas para o 5 de junho traduzir-se-ão em anomalias térmicas positivas, o que evidencia uma recuperação das temperaturas diurnas, em particular nas regiões do interior.</p><h2>Saiba até quando irá durar a presença do ar polar em Portugal continental</h2><p>Como já referido anteriormente pela Meteored Portugal, o principal efeito da passagem da frente fria de quinta-feira (4) será <strong>a descida generalizada das temperaturas máximas ainda na quinta-feira (4), e das mínimas na sexta-feira (5)</strong>, uma vez que o ar quente subtropical será substituído por ar frio polar marítimo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-ar-de-origem-polar-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-o-pico-chegara-a-portugal-na-quinta-feira-avanca-alfredo-graca-1780396616247.png" data-image="19utcm3cdxy5"><figcaption>A 1500 metros de altitude observa-se perfeitamente a chegada e alastramento do ar polar marítimo por grande parte da Península Ibérica de quinta para sexta-feira, dias 4 e 5 de junho, o que gerará uma descida generalizada e significativa das temperaturas.</figcaption></figure><p>Contudo, <strong>a frescura será temporária pois, ainda durante o dia de sexta-feira, 5 de junho, o rápido afastamento para leste do ar polar </strong>e a subida em latitude de ar ligeiramente mais quente associado à expansão da crista anticiclónica posicionada entre os Açores e a Madeira, fará com que as temperaturas diurnas recuperem para valores ligeiramente acima do normal.</p><p><strong>No sábado (6) espera-se que o tempo anticiclónico se consolide</strong>. As temperaturas máximas manterão valores geralmente semelhantes, embora possam ocorrer ligeiras subidas; nesse dia, o calor intenso ficará um pouco atenuado. <strong>Já no domingo (7) prevê-se uma subida das temperaturas, com o calor a alastrar-se a mais zonas </strong>e a afetar sobretudo as regiões do interior de Portugal continental. No entanto, não se espera que sejam atingidos valores tão elevados como os que forem registados na reta final do mês de maio.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-ar-de-origem-polar-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-o-pico-chegara-a-portugal-na-quinta-feira-avanca-alfredo-graca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[IA decifra texto de 3 mil anos escrito em tabuleta da antiga Mesopotâmia]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ia-decifra-texto-de-3-mil-anos-escrito-em-tabuleta-da-antiga-mesopotamia.html</link><pubDate>Tue, 02 Jun 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Ferramenta criada por investigadores alemães conseguiu identificar caracteres quase apagados em tabuletas da antiga Mesopotâmia, acelerando estudos arqueológicos e preservando registos históricos raros da humanidade antiga.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ia-decifra-texto-de-3-mil-anos-escrito-em-tabuleta-da-antiga-mesopotamia-1779990271805.jpg" data-image="u8zufc444f2n" alt="Tabuleta cuneiforme - Foto Daniel Schwemer/Universidade de Würzburg" title="Tabuleta cuneiforme - Foto Daniel Schwemer/Universidade de Würzburg"><figcaption>Tabuleta cuneiforme. IA está a ser utilizada pela ciência para decifrar antigas mensagens da civilização mesopotâmica - Crédito: Daniel Schwemer/Universidade de Würzburg</figcaption></figure><p>Investigadores da Alemanha utilizaram <strong>inteligência artificial </strong>para<strong> identificar um texto de aproximadamente 3 mil anos escrito em cuneiforme</strong>, um dos sistemas de escrita mais antigos da humanidade. A tecnologia permitiu que especialistas interpretassem inscrições extremamente desgastadas encontradas numa antiga tabuleta da Mesopotâmia.</p><p>O sistema, chamado<strong> “Palaeographicum”</strong>, foi desenvolvido para analisar imagens digitalizadas de documentos antigos e reconstruir fragmentos dispersos de textos históricos. A plataforma também consegue comparar estilos de escrita cuneiforme e auxiliar na datação de registos produzidos séculos antes da era comum.</p><p>Atualmente, a ferramenta opera com um banco de dados formado por <strong>mais de 5 milhões de caracteres preservados em cerca de 70 mil imagens de tabuletas</strong>. O objetivo é automatizar um trabalho que tradicionalmente depende de análises manuais realizadas por especialistas em paleografia e línguas do Antigo Oriente Próximo.</p><h2>Tecnologia ajuda arqueólogos</h2><p>A <strong>escrita cuneiforme surgiu há mais de 5 mil anos na antiga Mesopotâmia</strong> e era registada em placas de argila através de marcas em formato de cunha. Apesar de décadas de investigações arqueológicas, muitos destes textos continuam difíceis de interpretar devido ao desgaste provocado pela ação do tempo.</p><div class="texto-destacado">Segundo especialistas envolvidos no projeto, o sistema de inteligência artificial foi treinado para <strong>reconhecer sinais cuneiformes antigos, incluindo símbolos incompletos ou parcialmente apagados</strong>. Em alguns casos, a tecnologia conseguiu identificar caracteres praticamente invisíveis a olho nu.</div><p>Para isto, os investigadores utilizaram imagens digitais de alta resolução das tabuletas. O programa analisou padrões presentes na escrita antiga e sugeriu <strong>possíveis interpretações para os sinais encontrados</strong> nos artefactos arqueológicos.</p><h2>Detalhes ocultos foram revelados</h2><p>De acordo com os investigadores, a ferramenta pode <strong>acelerar significativamente o trabalho de tradução e interpretação</strong> de documentos históricos. Em muitos casos, arqueólogos levam anos a tentar compreender inscrições fragmentadas encontradas durante escavações.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ia-decifra-texto-de-3-mil-anos-escrito-em-tabuleta-da-antiga-mesopotamia-1779990602685.jpg" data-image="fjtfqpsfq1wl" alt="A escrita cuneiforme é considerada um dos primeiros sistemas de linguagem do mundo. Crédito: Divulgação Museu das Civilizações de Anatólia" title="A escrita cuneiforme é considerada um dos primeiros sistemas de linguagem do mundo. Crédito: Divulgação Museu das Civilizações de Anatólia"><figcaption>A escrita cuneiforme é considerada um dos primeiros sistemas de linguagem do mundo. Crédito: Divulgação Museu das Civilizações de Anatólia</figcaption></figure><p>O texto identificado pertence a um período importante das civilizações mesopotâmicas, responsáveis pelo desenvolvimento de alguns dos <strong>primeiros sistemas de escrita da história.</strong> O cuneiforme era utilizado para registar leis, transações comerciais, rituais religiosos e acontecimentos políticos.</p><p>Com o passar dos séculos, muitas tabuletas acabaram quebradas ou fragmentadas. Diversos pedaços destes documentos foram espalhados por coleções arqueológicas e museus de diferentes países, dificultando ainda mais o trabalho de reconstrução histórica.</p><h2>Ferramenta pode transformar pesquisas </h2><p>Reconstruir estes registos tornou-se um dos maiores desafios dos estudos sobre o Antigo Oriente Próximo. Além das fraturas, muitos sinais sofreram <strong>desgaste intenso e podem mudar de aparência</strong> dependendo da iluminação utilizada nas fotografias digitais.</p><div class="texto-destacado">Além de ajudar na leitura de inscrições antigas, o Palaeographicum também pode contribuir para a preservação de documentos históricos frágeis. Muitos artefactos arqueológicos apresentam danos severos provocados por erosão, incêndios e deterioração natural ao longo dos séculos.</div><p>Segundo Daniel Schwemer, chefe do departamento de estudos do Antigo Oriente Próximo da Universidade de Würzburg e um dos responsáveis pelo projeto, o <strong>impacto da ferramenta já é significativo.</strong> “O Palaeographicum está a mudar radicalmente o nosso trabalho; ele permite-nos economizar milhares de horas”, afirmou em comunicado divulgado recentemente.</p><h2>Projeto com IA segue em desenvolvimento</h2><p>A base tecnológica do Palaeographicum surgiu a partir do projeto CuKa, desenvolvido entre 2018 e 2023 com financiamento da Fundação Alemã de Pesquisa (DFG). Durante este período, <strong>especialistas em filologia anotaram manualmente milhares de exemplos</strong> para treinar o modelo de inteligência artificial.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769637" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-idade-da-corda-as-invencoes-da-idade-da-pedra-criadas-por-mulheres-que-a-arqueologia-ignorou.html" title="A Idade da Corda: as invenções da Idade da Pedra criadas por mulheres que a arqueologia ignorou">A Idade da Corda: as invenções da Idade da Pedra criadas por mulheres que a arqueologia ignorou</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-idade-da-corda-as-invencoes-da-idade-da-pedra-criadas-por-mulheres-que-a-arqueologia-ignorou.html" title="A Idade da Corda: as invenções da Idade da Pedra criadas por mulheres que a arqueologia ignorou"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/edad-de-cuerda-los-inventos-de-la-edad-de-piedra-hecho-por-las-mujeres-que-la-arqueologia-ignoro-1779139998411_320.jpg" alt="A Idade da Corda: as invenções da Idade da Pedra criadas por mulheres que a arqueologia ignorou"></a></article></aside><p>Mesmo já em funcionamento, <strong>o sistema continua a ser aprimorado</strong> pelos investigadores. Segundo Gerfrid Müller, integrante da equipa, o treino da IA é constantemente atualizado para aumentar a precisão das análises realizadas pela plataforma.</p><p>A descoberta demonstra como tecnologias modernas estão a ser utilizadas para investigar civilizações que existiram milhares de anos antes da era digital. Para os investigadores, ferramentas baseadas em inteligência artificial podem abrir <strong>novas possibilidades para o estudo das primeiras formas de escrita</strong> desenvolvidas pela humanidade.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Aventuras na História.<a href="https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/historia-hoje/ia-decifra-texto-de-3-mil-anos-escrito-em-cuneiforme.phtml#google_vignette" target="_blank"> IA decifra texto de 3 mil anos escrito em cuneiforme</a>. 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ia-decifra-texto-de-3-mil-anos-escrito-em-tabuleta-da-antiga-mesopotamia.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Barragens portuguesas continuam em níveis elevados, mas maio trouxe os primeiros sinais de mudança]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/barragens-portuguesas-continuam-em-niveis-elevados-mas-maio-trouxe-os-primeiros-sinais-de-mudanca.html</link><pubDate>Tue, 02 Jun 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Depois de vários meses marcados pela subida das reservas hídricas, maio trouxe os primeiros sinais de descida em várias barragens portuguesas, embora os níveis de armazenamento continuem elevados e acima da média para esta altura do ano.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/barragens-portuguesas-continuam-elevadas-mas-maio-trouxe-os-primeiros-sinais-de-mudanca-1780329697562.jpg" data-image="seov7cu2v3fg" alt="O mês de maio trouxe as primeiras descidas nas barragens portuguesas" title="O mês de maio trouxe as primeiras descidas nas barragens portuguesas"><figcaption>Maio trouxe os primeiros sinais de descida nas barragens portuguesas, numa altura em que o tempo mais seco e as temperaturas mais elevadas começaram a refletir-se sobretudo no Sul e interior do país.</figcaption></figure><p>As barragens portuguesas terminaram o mês de maio com níveis de armazenamento globalmente elevados, embora <strong>várias bacias hidrográficas tenham começado a registar as primeiras descidas mais consistentes dos últimos meses</strong>. Depois de um inverno muito chuvoso e de vários meses marcados pela subida quase contínua das reservas hídricas, os dados mais recentes começam agora a indicar uma mudança gradual na tendência hidrológica em Portugal continental.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Segundo o boletim semanal da APA/SNIRH, o volume total armazenado atingia, a 25 de maio, cerca de 12 119 hm³, o equivalente a 91% da capacidade total monitorizada. <strong>Os valores continuam bastante acima da média para esta altura do ano</strong>, numa fase em que muitas albufeiras começam naturalmente a perder armazenamento com a aproximação do verão.</p><h2>Barragens começam a perder armazenamento após meses de recuperação</h2><p>Ao longo do mês, <strong>o</strong> <strong>comportamento atmosférico acabou por ser distinto entre a primeira e a segunda quinzena</strong>. Nas primeiras semanas de maio predominou maior instabilidade, com precipitação frequente em várias regiões do país, sobretudo no Norte e Centro. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/barragens-portuguesas-continuam-elevadas-mas-maio-trouxe-os-primeiros-sinais-de-mudanca-1780347112793.jpg" data-image="ceccbyk379na"><figcaption>O mapa mostra a percentagem de armazenamento registada nas diferentes bacias hidrográficas portuguesas no final de maio. Grande parte do território surge representada a azul escuro, tonalidade associada a volumes armazenados acima dos 80% da capacidade total. As exceções mais evidentes localizam-se no Norte, sobretudo nas bacias do Lima e do Ave, onde os valores permanecem ligeiramente abaixo da média histórica para o mês de maio. Os números apresentados em cada bacia correspondem ao armazenamento atual (azul) e à média histórica de maio (cinzento). Fonte: APA/SNIRH</figcaption></figure><p>Já na segunda metade do mês, o tempo tornou-se gradualmente mais seco e quente, <strong>reduzindo a afluência às principais barragens e acelerando as perdas de armazenamento em várias bacias hidrográficas</strong>. Entre 18 e 25 de maio, 10 das 15 bacias monitorizadas registaram descidas, enquanto apenas cinco apresentaram aumentos. Mesmo com estas perdas, 80% das albufeiras permaneciam acima dos 80% da capacidade total e nenhuma se encontrava abaixo dos 40%.</p><h2>Barragens a sul do Tejo começam a registar as descidas mais significativas</h2><p>As descidas mais evidentes começaram a surgir sobretudo no Sul do território e em algumas barragens do interior. O Guadiana perdeu 1,3% do volume armazenado, enquanto as Ribeiras do Barlavento e do Sotavento algarvio registaram reduções próximas de 1%. <strong>A barragem de Belver perdeu 11% numa semana</strong>, Fratel 8% e Valeira 6%, refletindo a redução da precipitação e o aumento da evaporação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/barragens-portuguesas-continuam-elevadas-mas-maio-trouxe-os-primeiros-sinais-de-mudanca-1780348643048.png" data-image="a0j5064lj848"><figcaption>O mapa representa o armazenamento nas principais barragens da bacia do Tejo no final de maio. O azul escuro domina grande parte da região, com Cabril, Bouçã, Montargil e Maranhão entre as barragens com níveis mais elevados. Em contraste, Belver, Fratel e Póvoa e Meadas apresentam volumes mais baixos relativamente às restantes albufeiras da bacia. Fonte: APA/SNIRH</figcaption></figure><p>Apesar destas descidas, várias albufeiras continuam com níveis elevados para o final de maio. <strong>Alqueva permanecia nos 93% da capacidade total</strong>, Santa Clara nos 98% e Odeleite nos 95%. Mais a norte, as bacias do Douro, Vouga e Mondego mantinham armazenamentos entre os 91% e os 98%, beneficiando da forte recarga acumulada durante o inverno e da precipitação registada no início de maio.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769618" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ipma-revela-que-abril-foi-um-mes-muito-quente-e-muito-seco-meteorologista-teresa-abrantes-analisa-o-mais-relevante.html" title="IPMA revela que abril foi um mês muito quente e muito seco: meteorologista Teresa Abrantes analisa o mais relevante">IPMA revela que abril foi um mês muito quente e muito seco: meteorologista Teresa Abrantes analisa o mais relevante</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ipma-revela-que-abril-foi-um-mes-muito-quente-e-muito-seco-meteorologista-teresa-abrantes-analisa-o-mais-relevante.html" title="IPMA revela que abril foi um mês muito quente e muito seco: meteorologista Teresa Abrantes analisa o mais relevante"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-revela-que-abril-foi-um-mes-muito-quente-e-muito-seco-meteorologista-teresa-abrantes-analisa-o-mais-relevante-1779206571330_320.jpg" alt="IPMA revela que abril foi um mês muito quente e muito seco: meteorologista Teresa Abrantes analisa o mais relevante"></a></article></aside><p>Os dados mostram que 14 das 15 bacias hidrográficas monitorizadas apresentavam valores acima da média de maio, <strong>sendo o Ave a única abaixo da média histórica</strong>. Apesar do cenário favorável, junho poderá trazer descidas mais evidentes caso persistam o tempo seco e as temperaturas elevadas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/barragens-portuguesas-continuam-em-niveis-elevados-mas-maio-trouxe-os-primeiros-sinais-de-mudanca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cabras algarvias ajudam a proteger o Parque da Pena contra incêndios]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cabras-algarvias-ajudam-a-proteger-o-parque-da-pena-contra-incendios.html</link><pubDate>Mon, 01 Jun 2026 16:09:57 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Três novos habitantes de quatro patas chegaram ao icónico monte sintrense. Conheça este projeto piloto sustentável que utiliza métodos biológicos tradicionais para limpar mato e defender a valiosa mancha vegetal.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cabras-algarvias-ajudam-a-proteger-o-parque-da-pena-contra-incendios-1780328517837.jpg" data-image="yjr3ne9xoi5f" alt="Caprinos algarvios" title="Caprinos algarvios"><figcaption>Duas cabras e um bode do Algarve são os mais recentes residentes do Parque da Pena. Foto: José Marques Silva/Parques Sintra</figcaption></figure><p>Desfrutar da brisa fresca e húmida da <strong>Serra de Sintra</strong> é uma das melhores formas de escapar ao dias de maior calor. Se estiver pela região de Lisboa, aproveite estes dias para visitar o <strong>Parque Nacional da Pena</strong> e descobrir a floresta nativa portuguesa, lado a lado com coleções exóticas de sequoias americanas, cedros do Buçaco e as famosas camélias asiáticas introduzidas pelo rei D. Fernando II na década de 1840.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ao longo de 85 hectares repletos de natureza, pode caminhar diretamente até ao Palácio da Pena, optar pelo circuito clássico dos jardins ou seguir o percurso romântico em direção à Cruz Alta — o ponto mais elevado da serra.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Se, durante a caminhada, se deparar com visitantes invulgares, não estranhe o inusitado encontro. <strong>Duas cabras e um bode da raça algarvia </strong>são os mais recentes residentes do parque. Desde meados de maio, este trio explora com curiosidade o território que passou a ser a sua nova casa.</p><h2>O regresso da sabedoria ancestral na proteção da floresta</h2><p>Longe de ser apenas mais uma atração no parque, o trabalho destes animais é muito sério. Integrada num <strong>projeto-piloto</strong> promovido pela Parques de Sintra, esta equipa ecológica ajuda os gestores florestais a <strong>preservar a paisagem</strong> e a biodiversidade locais. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ao alimentarem-se de arbustos, rebentos e vegetação espontânea — incluindo espécies invasoras —, os caprinos controlam o mato, reduzem a carga combustível e travam o avanço de plantas lenhosas que ameaçam o equilíbrio da mata ornamental do Parque da Pena.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A sua função ecológica é valiosa porque impulsiona a regeneração natural e <strong>reduz o risco de incêndio</strong>. O método, conhecido como <strong>herbivoria dirigida</strong>, tem ganhado força em toda a Europa. </p><p>Trata-se de uma prática com raízes ancestrais adaptada agora à gestão moderna do território. Ao contrário das alternativas mecânicas ou químicas, este processo evita o uso de herbicidas, <strong>reduz a mobilização do solo </strong>e dispensa a maquinaria pesada na limpeza florestal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cabras-algarvias-ajudam-a-proteger-o-parque-da-pena-contra-incendios-1780328670408.jpg" data-image="8ytlkzs99dq5" alt="Parque da Pena, Sintra" title="Parque da Pena, Sintra"><figcaption>Além de raposas, ginetas, ouriços-caixeiros e outra fauna típica, o Parque da Pena conta agora com um trio de caprinos do Algarve para proteger a floresta. Foto: GualdimG, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>Além do impacto ambiental, a presença destes animais enriquece a experiência dos visitantes, que podem observá-los em plena atividade, testemunhando ao vivo a importância da biodiversidade.</p><h2>Evolução genética adaptada à aridez das serras</h2><p>Para compreender o sucesso desta missão, vale a pena conhecer as origens da raça, moldada para a sobrevivência em paisagens exigentes. A cabra algarvia surgiu entre os séculos XIX e XX, fruto de <strong>cruzamentos sucessivos em isolamento geográfico</strong>. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O seu pilar original baseia-se na antiga cabra charnequeira, um animal rústico e adaptado ao relevo pedregoso do Barrocal e do Nordeste Algarvio. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O seu património genético inclui ainda influências de <strong>caprinos do Norte de África</strong> e de <strong>raças espanholas</strong> (Alpina e Serrana Andaluza). Esta evolução dotou-a de uma morfologia única em Portugal, ideal para percorrer longas distâncias em terrenos áridos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="728223" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-ciencia-sugere-que-a-chave-para-prevenir-grandes-incendios-florestais-e-integrar-o-fogo-controlado-e-o-pastoreio.html" title="A ciência sugere que a chave para prevenir grandes incêndios florestais é integrar o fogo controlado e o pastoreio">A ciência sugere que a chave para prevenir grandes incêndios florestais é integrar o fogo controlado e o pastoreio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-ciencia-sugere-que-a-chave-para-prevenir-grandes-incendios-florestais-e-integrar-o-fogo-controlado-e-o-pastoreio.html" title="A ciência sugere que a chave para prevenir grandes incêndios florestais é integrar o fogo controlado e o pastoreio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-ciencia-sugere-que-a-chave-para-prevenir-grandes-incendios-florestais-e-integrar-o-fogo-controlado-e-o-pastoreio-1757246485336_320.jpeg" alt="A ciência sugere que a chave para prevenir grandes incêndios florestais é integrar o fogo controlado e o pastoreio"></a></article></aside><p>Por ser uma raça autóctone protegida e em <strong>risco de extinção</strong>, cada exemplar conta. Estima-se que existam cerca de <strong>12 mil animais adultos</strong>, estando a grande maioria (10 mil) concentrada na região algarvia, segundo dados da Sociedade Portuguesa de Ovinotecnia e Caprinotecnia.</p><h2>Um modelo a replicar pela Serra de Sintra</h2><p>Agora, o trio residente adapta-se ao novo habitat na Serra de Sintra. O bem-estar dos animais é assegurado diariamente por <strong>tratadores especializados</strong>, que garantem a sua alimentação complementar, vigilância sanitária e monitorização permanente, assegurando uma operação segura e controlada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cabras-algarvias-ajudam-a-proteger-o-parque-da-pena-contra-incendios-1780328774741.jpg" data-image="80fes4pf04wn" alt="caprinos algarvios" title="caprinos algarvios"><figcaption>Ao reduzir o combustível e eliminar plantas exóticas, os caprinos algarvios vão desempenhar uma função vital na proteção da área florestal de Sintra. Foto: José Marques Silva/Parques Sintra</figcaption></figure><p>Caso este piloto atinja os resultados esperados, a Parques de Sintra planeia <strong>replicar progressivamente</strong> o modelo de herbivoria dirigida a <strong>outras áreas florestais </strong>sob a sua gestão, consolidando uma estratégia mais eficaz e sustentável na conservação da natureza.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em><a href="https://www.parquesdesintra.pt/pt/sobre-nos/noticias/parque-da-pena-utilizacao-de-cabras-algarvias-na-gestao-sustentavel-da-vegetacao/" target="_blank">Cabras algarvias ajudam a preservar o Parque da Pena através da gestão sustentável da vegetação</a>. Parques Sintra</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cabras-algarvias-ajudam-a-proteger-o-parque-da-pena-contra-incendios.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que nos revelam os anéis das árvores sobre as alterações climáticas na Amazónia?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-nos-revelam-os-aneis-das-arvores-sobre-as-alteracoes-climaticas-na-amazonia.html</link><pubDate>Mon, 01 Jun 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Será que as alterações climáticas são realmente a causa dos fenómenos meteorológicos extremos? Será que nunca tinham ocorrido antes? Os cientistas recorreram aos anéis de crescimento das árvores amazónicas para descobrir a resposta.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/what-do-tree-rings-tell-us-about-climate-change-in-the-amazon-1779894931110.jpg" data-image="l01iic5wg4vi" alt="Anillos de crecimiento de los árboles" title="Anillos de crecimiento de los árboles"><figcaption>O estudo dos anéis de crescimento das árvores pode fornecer-nos pistas fundamentais sobre o clima do passado.</figcaption></figure><p>Sente o calor do verão? O inverno foi demasiado frio e chuvoso? O impacto das alterações climáticas provocadas pelo homem faz-se sentir neste preciso momento nas nossas casas. <strong>Já não se trata apenas de um fenómeno meteorológico extremo, mas de um clima extremo que se repete com mais frequência do que nunca</strong>. Mas não apenas nas grandes cidades do mundo; até mesmo as zonas mais verdes do planeta, como a Amazónia, estão a sofrer as consequências das alterações climáticas.</p><p>Cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Amazônicas (INPA) do Brasil, juntamente com investigadores de universidades do Reino Unido, tentaram compreender este impacto <strong>examinando os anéis de crescimento das árvores da floresta</strong>.</p><h2> Primeiro, desmistificando o mito</h2><p>Talvez te lembres de ter lido nos teus livros escolares que os anéis de crescimento são observados em árvores de zonas temperadas, onde as árvores param de crescer no inverno e as temperaturas sazonais são muito previsíveis. <strong>Seguindo esta lógica, a dendrocronologia — o estudo das árvores através dos seus anéis de crescimento — não deveria funcionar nos trópicos</strong>.</p><div class="texto-destacado">No entanto, as investigações demonstraram que <strong>as árvores tropicais também enfrentam desafios sazonais, como a escassez de água ou inundações extremas</strong>, que interrompem o seu crescimento, o que torna os anéis de crescimento uma ferramenta valiosa para estudar as árvores também nos trópicos.</div><p>Bruno Cintra, biólogo da Universidade de Birmingham, juntamente com Jochen Schöngart, investigador do INPA, <strong>utilizaram a dendrocronologia para estudar as árvores </strong>da floresta amazónica e descobriram que a situação é semelhante à do Reino Unido.</p><h2> A bacia amazónica estará a secar? </h2><p>As recentes secas dos anos de 2023 e 2024, quando os níveis de água desceram para o seu nível mais baixo num século e as temperaturas dispararam, provocando a morte de golfinhos de rio,<strong> levaram os cientistas a questionarem-se se a Amazónia estaria realmente a secar</strong>.</p><p>Utilizando amostras de anéis de crescimento de diferentes árvores, os investigadores descobriram que a sazonalidade das precipitações sofreu variações extremas nas últimas quatro décadas. <strong>O ciclo hidrológico da região foi significativamente alterado, com estações chuvosas mais intensas e estações secas mais severas</strong>.</p><p>Os investigadores descobriram que a Amazónia não está a secar em geral. Pelo contrário, <strong>as precipitações durante a estação chuvosa aumentaram entre 15% e 22% desde a década de 1980</strong>. No entanto, diminuíram até 13,5% durante a estação seca.</p><p>Embora a região amazónica tenha sofrido secas em 2024, 2023 e 2010, também <strong>foi assolada por quatro inundações intensas em 2022, 2021, 2012 e 2009</strong>. Enquanto a Amazónia do Norte tem registado uma estação chuvosa mais intensa, a Amazónia do Sul tem tido uma estação seca mais prolongada, enquanto a Amazónia Central enfrenta simultaneamente os extremos de ambas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="755078" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-fossil-vivo-da-amazonia-descoberta-planta-que-sobreviveu-a-era-dos-dinossauros.html" title="O fóssil vivo da Amazónia: descoberta planta que sobreviveu à era dos dinossauros">O fóssil vivo da Amazónia: descoberta planta que sobreviveu à era dos dinossauros</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-fossil-vivo-da-amazonia-descoberta-planta-que-sobreviveu-a-era-dos-dinossauros.html" title="O fóssil vivo da Amazónia: descoberta planta que sobreviveu à era dos dinossauros"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-fossil-vivo-da-amazonia-descoberta-planta-que-sobreviveu-a-era-dos-dinossauros-1771631982950_320.png" alt="O fóssil vivo da Amazónia: descoberta planta que sobreviveu à era dos dinossauros"></a></article></aside><p>Quando os investigadores analisaram amostras datadas de há 256 anos, descobriram um período de 18 anos durante o qual a bacia nordeste do Amazonas sofreu secas extremas. Atualmente, esta região apresenta um aumento das precipitações. Por conseguinte, <strong>os extremos de seca e inundações observados nas últimas décadas são sem precedentes</strong>.</p><p>Para os cientistas, é difícil determinar qual destes fenómenos corresponde à variabilidade sazonal e qual à alteração climática antropogénica. As temperaturas extremas no sul da Amazónia estão associadas a temperaturas mais elevadas da superfície oceânica, principalmente no Atlântico tropical setentrional, que sofreu desflorestação em grande escala, degradação florestal, fragmentação e até incêndios florestais. No entanto, <strong>estes sistemas são mecanismos complexos e não é possível apontar uma única causa</strong>.</p><p>No entanto, a prova de que estamos a assistir a fenómenos meteorológicos extremos está à vista e é registada todos os anos nas nossas árvores. <strong>Será que as gerações futuras se perguntarão por que razão não fizemos qualquer esforço para travar as alterações climáticas?</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-nos-revelam-os-aneis-das-arvores-sobre-as-alteracoes-climaticas-na-amazonia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mudanças no tempo em Portugal esta semana: temperaturas descem e a chuva pode regressar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-temperaturas-descem-e-a-chuva-pode-regressar.html</link><pubDate>Mon, 01 Jun 2026 14:05:04 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Esta semana, que marca o arranque do verão climatológico, será marcada por uma descida das temperaturas e por chuva fraca e dispersa em alguns locais do país.</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/xHFrqB2O-JY/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=xHFrqB2O-JY" id="xHFrqB2O-JY"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>O dia de hoje, segunda-feira, marca o <strong>início do verão climatológico</strong>. Ainda assim, amanheceu com alguma nebulosidade, especialmente no litoral Norte e Centro, e com uma sensação térmica mais fresca. No entanto, ao longo das horas é esperada uma subida das temperaturas, principalmente ao longo da faixa interior, podendo as <strong>máximas mais elevadas alcançar os 32 ºC em Castelo Branco e Beja</strong>.</p><h2>Descida das temperaturas será de altos e baixos</h2><p>Contudo, para amanhã, <strong>terça-feira, espera-se uma descida dos valores</strong>, onde, à exceção de Faro, nenhuma capital de distrito deverá alcançar os 30 ºC. Esta <strong>descida será mais sentida no Norte e Centro</strong>, onde os valores poderão manter-se entre os 17 ºC em Viana do Castelo e os 24 ºC em Bragança, devendo Castelo Branco registar 26 ºC, sendo uma das cidades mais quentes destas regiões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-temperaturas-descem-e-a-chuva-pode-regressar-1780317282922.png" data-image="vp8mqakb7ch0" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Ao longo da semana registar-se-á uma descida das temperaturas, à exceção de quarta-feira que poderá registar uma subida das mesmas.</figcaption></figure><p>Além da descida das temperaturas, <strong>não se descarta a possibilidade de ocorrência de chuva fraca e dispersa</strong> entre as 3h e as 9h da manhã, especialmente no litoral Norte e Centro.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Na <strong>quarta-feira poderá dar-se uma nova subida das temperaturas</strong>, com maior expressão na faixa interior e no Sul, onde Castelo Branco, Évora, Beja e Faro poderão alcançar e ultrapassar os 30 ºC. Nesse dia também se poderão registar <strong>aguaceiros fracos e irregulares no noroeste</strong>, ao final da tarde,<strong> e no litoral de Aveiro e Coimbra</strong>, nas últimas horas do dia.</p><h2>Fim de semana trará uma nova subida dos termómetros</h2><p>Os aguaceiros previstos deverão dissipar-se totalmente até à manhã de quinta-feira e nesse dia registar-se-á uma<strong> nova descida térmica generalizada</strong>, que deverá manter-se na sexta-feira, como podemos observar no mapa acima, onde Faro, com 28 ºC, poderá ser a capital de distrito mais quente do país. Todavia, a recuperação das temperaturas está prevista para o dia seguinte, sábado, dia 6 de junho.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771721" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/8-mm-ate-domingo-7-de-junho-em-portugal-alfredo-graca-aponta-os-dias-mais-frescos-e-chuvosos.html" title="8 mm até domingo, 7 de junho, em Portugal: Alfredo Graça aponta os dias mais frescos e chuvosos">8 mm até domingo, 7 de junho, em Portugal: Alfredo Graça aponta os dias mais frescos e chuvosos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/8-mm-ate-domingo-7-de-junho-em-portugal-alfredo-graca-aponta-os-dias-mais-frescos-e-chuvosos.html" title="8 mm até domingo, 7 de junho, em Portugal: Alfredo Graça aponta os dias mais frescos e chuvosos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/8-mm-ate-domingo-dia-7-em-portugal-alfredo-graca-aponta-os-dias-mais-frescos-e-chuvosos-1780307400101_320.png" alt="8 mm até domingo, 7 de junho, em Portugal: Alfredo Graça aponta os dias mais frescos e chuvosos"></a></article></aside><p>Segundo a mais recente atualização dos nossos mapas, é esperada uma <strong>subida gradual das temperaturas</strong>, (ainda que no domingo os valores se possam conter um pouco em relação a sábado), esperando-se que no arranque da próxima semana os termómetros voltem a registar <strong>valores típicos de verão</strong> em praticamente todo o continente, especialmente na segunda e terça-feira, dias 8 e 9.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-temperaturas-descem-e-a-chuva-pode-regressar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O montado já não é o que era. Inteligência artificial ajuda a detetar defeitos e a reduzir o desperdício de cortiça]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-montado-ja-nao-e-o-que-era-inteligencia-artificial-ajuda-a-detetar-defeitos-e-a-reduzir-o-desperdicio-de-cortica.html</link><pubDate>Mon, 01 Jun 2026 12:17:39 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Várias empresas do setor da cortiça estão a introduzir a inteligência artificial nos seus processos de produção. Em vez de dependerem apenas da inspeção manual, através dos novos sistemas podem analisar a cortiça utilizando a inteligência artificial, poupando tempo e com ganhos de qualidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-montado-ja-nao-e-o-que-era-inteligencia-artificial-ajuda-a-detetar-defeitos-e-a-reduzir-o-desperdicio-de-cortica-1780311836966.jpg" data-image="ihqe4rl80g7u" alt="Sobreiro" title="Sobreiro"><figcaption>A inteligência artificial e a automação têm cada vez mais utilizações, nomeadamente na floresta e, em particular, no montado, ajudando a transformar profundamente o setor florestal.</figcaption></figure><p>A <strong>inteligência artificial e a automação têm cada vez mais utilizações</strong>, nomeadamente na floresta e, em particular, no montado, ajudando a transformar profundamente o <strong>setor florestal</strong>, desde a monitorização no terreno até à tomada de decisão em fábrica, com a ajuda de grandes volumes de dados.</p><p>As novas tecnologias permitem, assim, <strong>aumentar a produtividade, reduzir desperdícios e impactos ambientais</strong> e ainda responder aos desafios impostos pela incerteza climática e pela escassez de mão-de-obra.</p><p>No seminário anual promovido na última semana pelo <strong>Centro de Competências do Sobreiro e da Cortiça </strong>(CCSC) esse foi um dos temas em cima da mesa.</p><div class="texto-destacado"> O evento decorreu em Coruche, no <strong>Observatório do Sobreiro e da Cortiça</strong>, e contou com a presença do <strong>secretário de Estado das Florestas</strong>, Rui Ladeira, que se inteirou sobre os principais aspetos da atual situação da fileira do montado e sobre a adesão de mais dois novos membros: a Universidade do Minho e a Corticeira Amorim. </div><p>Também foram objeto de debate as boas práticas de <strong>aplicação da ciência, por parte de gestores e proprietários florestais</strong>, que já conseguem resolver problemas concretos graças a trabalhos de investigação desenvolvidos pela academia em Portugal.</p><h2>Trabalhos científicos sobre a cortiça</h2><p>Durante a manhã, os presentes puderam assistir a uma reunião de investigação e desenvolvimento (I&D), na qual <strong>vários investigadores convidados apresentaram os seus trabalhos científicos</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Paulo Firmino, do Instituto Superior de Agronomia</strong>, foi um deles. Apresentou um trabalho sobre a contribuição de índices de competição e variáveis edafoclimáticas para a previsão do crescimento do diâmetro sem cortiça de sobreiros adultos no montado português. <strong>Constança Camilo-Alves</strong>, da Universidade de Évora, apresentou os resultados de uma <strong>investigação sobre a influência da qualidade da estação na antecipação da desboia em sobreiros</strong> <strong>em fertirrega</strong>.</div><p><strong>Miguel Bugalho</strong>, do Instituto Superior de Agronomia, falou sobre a <strong>renaturalização poder ou não contribuir para a conservação da biodiversidade</strong> nas paisagens culturais mediterrânicas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-montado-ja-nao-e-o-que-era-inteligencia-artificial-ajuda-a-detetar-defeitos-e-a-reduzir-o-desperdicio-de-cortica-1780311812861.jpg" data-image="a67m655dav5e" alt="Cortiça" title="Cortiça"><figcaption>Entre 2024 e 2025, as rolhas aglomeradas cresceram de forma razoável em quantidade (+6%) e em valor (+7%), enquanto as rolhas de espumante registaram aumentos moderados, quer em quantidade (+5%) quer em valor (+2%). </figcaption></figure><p><strong>Pedro Ferreira, da universidade do Minho</strong>, fez uma apresentação sobre como o <strong>endófito natural reduz a severidade da doença em sobreiros </strong>causada por <em>Biscogniauxia mediterranea</em> e <em>Diplodia corticola</em> sob diferentes regimes de irrigação.</p><p>E, por fim, <strong>Clara Pinto, do INIAV</strong>, apresentou as conclusões de uma investigação que se focou em como o <strong>descortiçamento, num ano seco, altera os padrões sazonais de distribuição de carbono </strong>na árvore.</p><h2>Corticeira Amorim e a inteligência artificial</h2><p>A maior empresa do setor em Portugal - a <strong>Corticeira Amorim</strong> - é demonstrativa da <strong>utilização das novas tecnologias e, em concreto, da inteligência artificial </strong>setor da cortiça e nos seus processos de produção.</p><p>Em vez de dependerem apenas da inspeção manual, os novos sistemas podem <strong>analisar a cortiça utilizando dados e tecnologia de imagem</strong>, o que ajuda a detetar defeitos, a melhorar a qualidade e a reduzir o desperdício, com ganhos de qualidade e eficiência.</p><p>À primeira vista, a cortiça e a inteligência artificial podem parecer uma combinação estranha, refere a Corticeira Amorim, que explica logo a seguir que a <strong>cortiça é um material natural, extraído à mão das árvores</strong> e que, “exatamente por isso”, a tecnologia “está a tornar-se importante”.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-montado-ja-nao-e-o-que-era-inteligencia-artificial-ajuda-a-detetar-defeitos-e-a-reduzir-o-desperdicio-de-cortica-1780311901598.jpg" data-image="awkqwu4zvapi" alt="Rolhas de cortiça" title="Rolhas de cortiça"><figcaption>As exportações de rolhas, que representam mais de 70% do valor do mercado dos produtos de cortiça, aumentaram 3% em quantidade entre 2024 e 2025, mas reduziram 2,5% em valor.</figcaption></figure><p>Nas <strong>fábricas da Amorim Cork, onde todos os dias são produzidas cerca de 25 milhões de rolhas de cortiça</strong>, a inteligência artificial já não é uma promessa longínqua, nem sequer um protótipo: é a realidade.</p><p>A robótica foi um primeiro passo. <strong>A partir do ano 2020, a inteligência artificial entrou em cena</strong>, com recurso ao <em>machine learning</em>, para melhorar a classificação das rolhas, sobretudo com base no seu aspeto visual.</p><p>Nas fábricas, <strong>utilizam-se fotografias e outros dados (como imagens de raio X</strong>). Os sistemas passaram a aprender a partir de grandes volumes de informação, <strong>aumentando a precisão, a eficiência e a homogeneidade</strong> dos lotes de rolhas, com isso reduzindo a imprevisibilidade do processo.</p><h2>Exportações caem 2,2% em valor</h2><p>O <strong>setor da cortiça em Portugal tem sofrido oscilações e enfrenta vários desafios</strong>, como o decréscimo no consumo de vinho a nível global - que tem feito reduzir as exportações -, assim como alguns <strong>problemas de sanidade vegetal e de escassez de matéria-prima</strong> de qualidade.</p><p>Em <strong>2024, as exportações portuguesas de cortiça caíram 5,2%, face a 2023, para 1.148 milhões de euros</strong>, e a principal razão foi precisamente a “redução na procura por rolhas de cortiça, que representam mais de 70% do total exportado pelo setor”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="685324" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/producao-de-cortica-em-portugal-atinge-4-5-milhoes-de-arrobas-ha-stock-suficiente-para-a-atividade-industrial-deste-ano.html" title="Produção de cortiça em Portugal atinge 4,5 milhões de arrobas. Há stock suficiente para a atividade industrial deste ano">Produção de cortiça em Portugal atinge 4,5 milhões de arrobas. Há stock suficiente para a atividade industrial deste ano</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/producao-de-cortica-em-portugal-atinge-4-5-milhoes-de-arrobas-ha-stock-suficiente-para-a-atividade-industrial-deste-ano.html" title="Produção de cortiça em Portugal atinge 4,5 milhões de arrobas. Há stock suficiente para a atividade industrial deste ano"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/producao-de-cortica-em-portugal-atinge-4-5-milhoes-de-arrobas-ha-stock-suficiente-para-a-atividade-industrial-deste-ano-1732811800599_320.jpg" alt="Produção de cortiça em Portugal atinge 4,5 milhões de arrobas. Há stock suficiente para a atividade industrial deste ano"></a></article></aside><p>Em <strong>2025, a produção de cortiça em Portugal ficou-se pelas 3,5 milhões de arrobas</strong>, a que se somaram dois milhões de arrobas em Espanha.</p><p>Em consequência, a <strong>produção ibérica de cortiça caiu cerca de 15% face a 2024</strong>, embora as exportações portuguesas do setor até tenham subido 1,7% face ao ano anterior, segundo a Associação Interprofissional da Fileira da Cortiça (Filkork).</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os dados das exportações do setor referentes ao ano <strong>2025</strong> acabaram por ser positivos, cifrando-se em <strong>148 mil toneladas e em 1 100 milhões de euros, segundo o Instituto Nacional de Estatística</strong>. Em relação ao ano anterior, estes números representaram um quebra de 2,2% em valor, mas um aumento de 1,7% na qualidade exportada (em toneladas). As exportações de <strong>rolhas, que representam mais de 70% do valor do mercado dos produtos de cortiça, aumentaram 3%</strong> em quantidade entre 2024 e 2025, mas reduziram 2,5% em valor.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A Filkork refere ainda que o <strong>preço médio da globalidade das rolhas baixou 5% no último ano</strong>, embora mantenha um crescimento acumulado de 13,5% desde 2021.</p><p>Entre 2024 e 2025, as <strong>rolhas aglomeradas cresceram de forma razoável em quantidade (+6%) e em valor (+7%</strong>), enquanto as rolhas de espumante registaram aumentos moderados, quer em quantidade (+5%) quer em valor (+2%). No que respeita às rolhas naturais, estas apresentaram quebras relevantes, tanto em quantidade (-11%) como em valor (-11%).</p><p><strong>França, Itália, Espanha e EUA continuam a representar o maior destino das exportações portuguesas</strong>, mantendo em 2025 a concentração já observada em 2021 (&gt;90%).</p><p>Entre 2021 e 2025, <strong>França reforçou o seu peso, Espanha cresceu moderadamente</strong>, Itália registou aumentos consistentes e os EUA perderam alguma representatividade. </p><p>No mesmo período, <strong>França registou o maior aumento do preço médio (+28%</strong>), já o Chile apresentou a maior quebra (-14%). Em 2025, os <strong>EUA foram o mercado com maior volatilidade</strong> e incerteza.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-montado-ja-nao-e-o-que-era-inteligencia-artificial-ajuda-a-detetar-defeitos-e-a-reduzir-o-desperdicio-de-cortica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma grande variedade de meteoritos poderá ter tido origem no mesmo local]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/uma-grande-variedade-de-meteoritos-podera-ter-tido-origem-no-mesmo-local.html</link><pubDate>Mon, 01 Jun 2026 12:15:05 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Investigadores do Instituto Max Planck para a Investigação do Sistema Solar, em Göttingen, chegaram a novas conclusões através de simulações por computador. O estudo demonstra que simular o Sistema Solar primitivo permite determinar com maior precisão os locais de origem dos meteoritos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/verschiedenste-meteorite-koennten-am-selben-ort-entstanden-sein-1779714308268.jpeg" data-image="fw1gmcho7xun" alt="Un nuevo estudio sugiere que muchos meteoritos se originaron en el mismo lugar." title="Un nuevo estudio sugiere que muchos meteoritos se originaron en el mismo lugar."><figcaption>Um novo estudo sugere que muitos meteoritos tiveram origem no mesmo local.</figcaption></figure><p>Nos primórdios do nosso Sistema Solar, existiam também os chamados <strong>planetesimais</strong> a orbitar em torno do Sol. Estes <strong>são considerados os precursores dos asteroides, dos cometas e dos planetas</strong>. Eram aglomerados de poeira relativamente pequenos que foram aumentando de tamanho com o passar do tempo.</p><h2>Uma simulação computacional lança luz sobre o jovem Sistema Solar</h2><p>Através de uma nova simulação computacional, investigadores de Göttingen conseguiram aprofundar-se no período que abrange aproximadamente entre dois e quatro milhões de anos após o nascimento do Sistema Solar.</p><p>Por exemplo, <strong>Júpiter já tinha acumulado toda a matéria presente na sua vizinhança imediata</strong>. Consequentemente, nas suas proximidades restavam apenas pequenos aglomerados de matéria.</p><p>Estes chamados "seixos" também podiam crescer até se tornarem planetesimais. Ao longo de longos períodos, <strong>estas agregações de matéria podiam ser compostas por diversos tipos de material de grão fino</strong>.</p><h2>A composição variável dos materiais permite determinar a sua idade</h2><p>O estudo atual torna possível reproduzir essas condições. Ao fazê-lo, foram identificados dois tipos distintos de material: <strong>pó frágil e fácil de esfarelar, e pequenos fragmentos compostos por um material mais estável</strong>.</p><div class="texto-destacado">"Pela primeira vez, conseguimos — com a ajuda de simulações computacionais do sistema solar primitivo — reproduzir com precisão os resultados das análises laboratoriais realizadas em meteoritos. Neste contexto, os meteoritos servem, por assim dizer, como pedra de toque para as teorias sobre a formação planetária", afirma Thorsten Kleine, diretor do MPS e cosmoquímico.</div><p>Investigações posteriores revelaram que estes meteoritos se formaram invariavelmente a partir de uma combinação de ambos os materiais; no entanto, a sua composição exata variou ao longo do tempo.</p><h2>Júpiter favoreceu o surgimento de "zonas de acumulação" específicas</h2><p><strong>Os diversos grupos de meteoritos podem ser atribuídos a diferentes gerações de planetesimais</strong>, principalmente aqueles que se formaram num período de tempo de aproximadamente dois milhões de anos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/verschiedenste-meteorite-koennten-am-selben-ort-entstanden-sein-1779714463989.jpeg" data-image="t6m253gy6uh1" alt="El planeta Júpiter, a través de su órbita, creó zonas distintas de concentración o trampas de polvo." title="El planeta Júpiter, a través de su órbita, creó zonas distintas de concentración o trampas de polvo."><figcaption>O planeta Júpiter, ao longo da sua órbita, criou diferentes zonas de concentração ou "armadilhas" de poeira.</figcaption></figure><p>Segundo as novas simulações,<strong> a influência gravitacional de Júpiter poderá ter favorecido a formação de "centros de acumulação" específicos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767501" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/descoberta-astronomica-um-telescopio-da-nasa-descobre-mais-de-10-000-novos-exoplanetas.html" title="Descoberta astronómica: um telescópio da NASA descobre mais de 10.000 novos exoplanetas">Descoberta astronómica: um telescópio da NASA descobre mais de 10.000 novos exoplanetas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/descoberta-astronomica-um-telescopio-da-nasa-descobre-mais-de-10-000-novos-exoplanetas.html" title="Descoberta astronómica: um telescópio da NASA descobre mais de 10.000 novos exoplanetas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/incroyable-un-telescope-de-la-nasa-decouvre-plus-de-10-000-nouvelles-exoplanetes-1777580554188_320.jpeg" alt="Descoberta astronómica: um telescópio da NASA descobre mais de 10.000 novos exoplanetas"></a></article></aside><p>Para além da órbita de Júpiter, os dois tipos de matéria acumularam-se em proporções variáveis. <strong>Este processo lançou as bases para a formação de várias gerações de pequenos planetesimais</strong>.</p><div class="texto-destacado">"Existem provas sólidas que sugerem que, no nosso sistema solar, as “armadilhas de poeira” serviram como local de origem preferencial para os planetesimais", assinala Joanna Drążkowska, diretora do Grupo Lise Meitner.</div><p>Por conseguinte, temos motivos fundamentados para avançar a hipótese de que, durante as fases iniciais da história do Sistema Solar, a região situada para além da órbita de Júpiter poderá ter servido como uma verdadeira "creche" para os futuros meteoritos.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Nerea Gurrutxaga, Joanna Drążkowska, Vignesh Vaikundaraman, Thorsten Kleine. (2026). </em><em><a href="https://iopscience.iop.org/article/10.3847/1538-4357/ae6104" target="_blank">Carbonaceous Chondrites Provide Evidence for Late-stage Planetesimal Formation in a Pressure Bump. The Astrophysical Journal.</a> Volume 1003, Number 2. </em></p><p><em>Max-Planck-Institut für Sonnensystemforschung. (2026). <a href="https://www.mps.mpg.de/verschiedene-meteorite-selber-geburtsort?c=2728" target="_blank">Verschiedene Meteorite, selber Geburtsort. Nachrichten.</a> Aktuelles. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/uma-grande-variedade-de-meteoritos-podera-ter-tido-origem-no-mesmo-local.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mudança no tempo: entre quarta e quinta-feira, a corrente de jato polar deverá atingir os 250 km/h sobre Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudanca-no-tempo-entre-quarta-e-quinta-feira-a-corrente-de-jato-polar-devera-atingir-os-250-km-h-sobre-portugal.html</link><pubDate>Mon, 01 Jun 2026 11:54:22 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A corrente de jato polar deverá intensificar-se significativamente entre quarta e quinta-feira sobre a Península Ibérica, favorecendo uma maior influência atlântica em Portugal continental, com mais vento, nebulosidade e temperaturas mais baixas no litoral.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xacihzi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xacihzi.jpg" id="xacihzi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A corrente de jato polar deverá intensificar-se significativamente sobre a Península Ibérica entre quarta e quinta-feira, podendo <strong>atingir velocidades próximas dos 250 km/h em altitude</strong>. Este fluxo atmosférico, responsável pela deslocação de massas de ar e sistemas frontais no Atlântico Norte, deverá favorecer uma mudança gradual no estado do tempo em Portugal continental.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Formada na zona de contraste entre massas de ar frio provenientes das latitudes mais elevadas e ar mais quente subtropical, a corrente de jato funciona como um verdadeiro “motor” da circulação atmosférica no hemisfério norte. <strong>Quando se intensifica, tende a reforçar a influência atlântica sobre a Europa Ocidental, promovendo alterações no vento, nebulosidade e temperaturas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-no-tempo-entre-quarta-e-quinta-feira-a-corrente-de-jato-polar-devera-atingir-os-250-km-h-sobre-portugal-1780311337919.png" data-image="1355r783e1bs"><figcaption>Na tarde de quinta-feira, a corrente de jato polar deverá intensificar-se sobre Portugal continental, com ventos entre 120 e 190 km/h a cerca de 9 a 11 km de altitude. Apesar de estes valores ocorrerem muito acima da superfície, a intensificação deste fluxo atmosférico deverá favorecer uma maior influência atlântica, contribuindo para mais vento no litoral, aumento da nebulosidade e temperaturas mais baixas na fachada ocidental do território.</figcaption></figure><p>Em Portugal continental, os <strong>e</strong><strong>feitos deverão sentir-se sobretudo na fachada ocidental do território</strong>, em especial no litoral Norte e Centro, através da entrada de ar marítimo mais fresco e húmido entre quarta e quinta-feira.</p><h2>Nortada deverá acentuar o contraste térmico entre o litoral e o interior</h2><p>A mudança deverá começar a sentir-se de forma gradual ao longo de quarta-feira, com um <strong>aumento da nebulosidade nas regiões costeiras e um reforço do vento de norte e noroeste durante a tarde.</strong> A influência marítima deverá limitar a subida das temperaturas no litoral Norte e Centro, onde os valores máximos deverão oscilar maioritariamente entre 18 e 23 ºC. Em Lisboa, as máximas poderão ainda atingir os 25 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-no-tempo-entre-quarta-e-quinta-feira-a-corrente-de-jato-polar-devera-atingir-os-250-km-h-sobre-portugal-1780311308344.png" data-image="jrgw3s0de5mg"><figcaption>Na tarde de quarta-feira, a influência marítima deverá manter as temperaturas mais contidas no litoral ocidental, com Porto e Lisboa a registarem máximas entre 20 e 25 ºC. No interior, os valores deverão permanecer significativamente mais elevados, especialmente no Alentejo, onde as máximas poderão atingir 29 a 32 ºC.</figcaption></figure><p>No interior do território, o cenário será bastante diferente. A massa de ar mais quente e seca continuará a dominar grande parte das regiões Centro e Sul, favorecendo temperaturas entre 26 e 32 ºC em vários locais do Alentejo, vale do Tejo e interior algarvio. O contraste térmico entre o litoral e o interior deverá tornar-se particularmente evidente durante a tarde, em alguns casos com <strong>diferenças superiores a 10 ºC em poucas dezenas de quilómetros</strong>.</p><h2>Rajadas poderão atingir 70 km/h nas zonas mais expostas</h2><p>O reforço da circulação atlântica deverá também contribuir para uma intensificação da nortada ao longo da faixa costeira ocidental, sobretudo entre quinta e sexta-feira. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-no-tempo-entre-quarta-e-quinta-feira-a-corrente-de-jato-polar-devera-atingir-os-250-km-h-sobre-portugal-1780311322423.png" data-image="0z5brvve7dnn"><figcaption>Durante a noite de quinta-feira, as rajadas deverão atingir 45 a 60 km/h no litoral ocidental. Nas zonas costeiras mais expostas entre Aveiro e Leiria, poderão ocorrer valores pontualmente próximos dos 70 km/h. No interior do território, o vento deverá apresentar menor intensidade, com rajadas geralmente entre 35 e 50 km/h.</figcaption></figure><p>O vento deverá soprar moderado a forte de norte e noroeste no litoral e nas terras altas, com <strong>rajadas entre 50 e 70 km/h</strong> nas zonas mais expostas durante a tarde e início da noite, favorecendo igualmente um aumento da agitação marítima ao longo da costa atlântica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771721" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/8-mm-ate-domingo-7-de-junho-em-portugal-alfredo-graca-aponta-os-dias-mais-frescos-e-chuvosos.html" title="8 mm até domingo, 7 de junho, em Portugal: Alfredo Graça aponta os dias mais frescos e chuvosos">8 mm até domingo, 7 de junho, em Portugal: Alfredo Graça aponta os dias mais frescos e chuvosos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/8-mm-ate-domingo-7-de-junho-em-portugal-alfredo-graca-aponta-os-dias-mais-frescos-e-chuvosos.html" title="8 mm até domingo, 7 de junho, em Portugal: Alfredo Graça aponta os dias mais frescos e chuvosos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/8-mm-ate-domingo-dia-7-em-portugal-alfredo-graca-aponta-os-dias-mais-frescos-e-chuvosos-1780307400101_320.png" alt="8 mm até domingo, 7 de junho, em Portugal: Alfredo Graça aponta os dias mais frescos e chuvosos"></a></article></aside><p>A circulação de norte e noroeste deverá também favorecer períodos de maior nebulosidade no litoral Norte e Centro, especialmente durante a noite e nas primeiras horas da manhã. No Minho e Douro Litoral não se exclui a ocorrência de <strong>chuva fraca, embora sem expressão significativa</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudanca-no-tempo-entre-quarta-e-quinta-feira-a-corrente-de-jato-polar-devera-atingir-os-250-km-h-sobre-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[8 mm até domingo, 7 de junho, em Portugal: Alfredo Graça aponta os dias mais frescos e chuvosos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/8-mm-ate-domingo-7-de-junho-em-portugal-alfredo-graca-aponta-os-dias-mais-frescos-e-chuvosos.html</link><pubDate>Mon, 01 Jun 2026 09:59:10 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O verão climatológico arranca com uma descida das temperaturas em Portugal, embora o calor intenso se mantenha no Algarve e em algumas zonas do interior. A curto e médio prazo prevê-se precipitação em várias zonas e não se exclui a possibilidade de trovoadas localizadas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xachxqw"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xachxqw.jpg" id="xachxqw"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Hoje - segunda-feira, 1 de junho - teve início o verão climatológico, marcado pela persistência de valores elevados da temperatura máxima </strong>no distrito de Faro e nalguns locais do interior. Maio terminou com alguns recordes de temperatura máxima absoluta, bem como com mínimas elevadas na nossa geografia. Porém, ao longo dos próximos dias, o estado do tempo registará mudanças significativas em Portugal continental.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong>O verão climatológico começa com temperaturas mais baixas, embora o calor intenso se mantenha no Algarve e em algumas zonas do interior. A passagem de frentes associadas a depressões atlânticas irá gerar chuva, não se descartando ainda o risco de trovoadas localizadas no interior Centro.</div><p>Durante esta primeira semana de junho a circulação de depressões no Atlântico Norte voltará a ativar e isto provocará uma série de efeitos. Em primeiro lugar,<strong> a crista anticiclónica enfraquecerá ligeiramente, permitindo a aproximação de massas de ar atlânticas um pouco mais frescas</strong>, sobretudo à Região Norte e ao litoral Centro.</p><p>Por outro lado, <strong>as extremidades de várias frentes conseguirão alcançar várias regiões, onde é esperada a ocorrência de precipitação</strong>. O risco de atividade elétrica diminuirá de forma substancial, mas não totalmente, mantendo-se a possibilidade de trovoadas localizadas nalgumas zonas.</p><h2>Chuva regressa esta semana e será geralmente fraca</h2><p><strong>Hoje (1) prevê-se céu pouco nublado ou limpo</strong>, mostrando-se geralmente muito nublado no litoral Norte e Centro até ao meio da manhã e a partir do final da tarde. Não se exclui o risco de<strong> trovoada isolada</strong> em alguns locais dos distritos de <strong>Viseu e Guarda</strong>.</p><p><strong>Amanhã (2)</strong> espera-se um aumento da instabilidade devido à passagem de uma frente fria em fase de dissipação. O céu apresentará períodos de maior nebulosidade, sobretudo no <strong>litoral Norte e Centro, regiões onde se prevê chuva fraca ou chuvisco até ao meio da manhã</strong>. A partir da tarde, a nebulosidade tenderá a diminuir gradualmente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/8-mm-ate-domingo-dia-7-em-portugal-alfredo-graca-aponta-os-dias-mais-frescos-e-chuvosos-1780306734272.png" data-image="097bva4rcndj"><figcaption>A chuva regressa nesta primeira semana de junho ao litoral Norte e Centro de Portugal continental, onde será geralmente fraca. Os valores de precipitação acumulada previstos são escassos (inferiores a 5 mm). Somente para o Minho se vislumbra um valor ligeiramente superior, indicativo da maior frequência da precipitação nesta região.</figcaption></figure><p>Na <strong>quarta-feira, 3 de junho</strong>, é expectável um panorama de céu pouco nublado ou limpo, embora temporariamente interrompido com períodos de mais nebulosidade no litoral a norte do Cabo Raso. Entre o final da tarde e a meia-noite prevê-se a chegada de uma <strong>nova frente fria que trará mais uma vaga de chuva fraca ou chuvisco</strong>, inicialmente no Minho (distritos de Viana do Castelo e Braga) e mais tarde no Douro Litoral (distrito do Porto) e litoral Centro (distritos de Aveiro e Coimbra).</p><p><strong>Para quinta-feira, dia 4, sobretudo na primeira metade do dia</strong>, está prevista a continuidade da precipitação nestas mesmas zonas, esperando-se que se espalhe para outras, também no Norte e no Centro. Deste modo, espera-se a <strong>repetição de chuva fraca ou chuvisco no Minho, Douro Litoral, litoral Centro</strong> (desta vez abrangendo não só Aveiro e Coimbra, mas também o distrito de <strong>Leiria</strong>) e ainda algumas zonas do interior Norte (distrito de <strong>Vila Real</strong>).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771596" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-sob-influencia-atlantica-nebulosidade-e-chuva-fraca-podem-regressar-esta-semana.html" title="Portugal continental sob influência atlântica: nebulosidade e chuva fraca podem regressar esta semana">Portugal continental sob influência atlântica: nebulosidade e chuva fraca podem regressar esta semana</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-sob-influencia-atlantica-nebulosidade-e-chuva-fraca-podem-regressar-esta-semana.html" title="Portugal continental sob influência atlântica: nebulosidade e chuva fraca podem regressar esta semana"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-sob-influencia-atlantica-nebulosidade-e-chuva-fraca-regressam-esta-semana-1780227967048_320.png" alt="Portugal continental sob influência atlântica: nebulosidade e chuva fraca podem regressar esta semana"></a></article></aside><p><strong>A partir da tarde de quinta-feira (4) a nebulosidade diminuirá de forma progressiva, pelo que o tempo ficará mais estável e seco</strong>. De momento, para sexta-feira, 5 de junho, não se vislumbra a ocorrência de precipitação nos mapas meteorológicos, pelo que à partida, o estado do tempo neste dia será marcado por céu pouco nublado ou limpo, apesar da previsão de períodos de mais nebulosidade entre o meio da manhã e o meio da tarde.</p><p>Para o fim de semana, tudo indica que uma nova frente fria ativa, mas pouco organizada, irá atravessar o norte da Península Ibérica, com os seus vestígios a chegarem muito enfraquecidos a Portugal continental. A possibilidade de chuva no sábado (6) existe, mas a probabilidade é baixa. <strong>Já no domingo (7)</strong>, os modelos mostram o seguinte cenário: caso a extremidade da frente seja capaz de chegar algo mais a sul, <strong>poderá ocorrer chuva fraca ou chuvisco no litoral Norte e Centro</strong>.</p><h2>Temperaturas mais frescas face à semana anterior, embora o calor se mantenha nalgumas zonas</h2><p><strong>As temperaturas vão claramente descer para valores dentro do normal</strong> em grande parte da geografia de Portugal continental, após o calor recorde da semana passada. Embora a tendência de descida térmica seja generalizada, mesmo assim, os valores continuarão <strong>acima da média para a época no interior Norte e Centro, alguns locais do Alentejo e no Sotavento Algarvio</strong>, tal como se pode observar no mapa abaixo.</p><p>Também se vislumbra o cenário oposto: há zonas do país, como o <strong>distrito de Santarém e a extremidade do Barlavento Algarvio</strong><strong>, onde as temperaturas poderão registar valores inferiores à média </strong>(anomalias térmicas negativas localizadas).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/8-mm-ate-domingo-dia-7-em-portugal-alfredo-graca-aponta-os-dias-mais-frescos-e-chuvosos-1780307118573.jpg" data-image="mg81e2h5eqi2"><figcaption>A descida das temperaturas será evidente de norte a sul de Portugal continental, evidenciando-se geralmente valores dentro do normal. Não obstante, os nossos mapas detetam anomalias térmicas negativas localizadas (temperaturas inferiores à média) e anomalias térmicas positivas (temperaturas superiores à média) em boa parte do interior.</figcaption></figure><p>Haverá alguns altos e baixos da temperatura, mas, de um modo geral, <strong>tudo indica que quinta e sexta-feira, dias 4 e 5 de junho, serão os dias menos quentes da semana</strong>, devido à entrada gradual de uma massa de ar atlântico, que nessa altura já abrangerá também o interior de Portugal continental (e não apenas o litoral).</p><p>Nestes dias <strong>Faro e Beja atingirão os 28 e 26 ºC, respetivamente, enquanto Bragança e Lisboa registarão 22 ºC e Coimbra 20 ºC</strong>. Por outro lado, para cidades do litoral Norte e Centro como Viana do Castelo, Porto, Aveiro e Leiria preveem-se máximas entre 16 e 19 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/8-mm-ate-domingo-7-de-junho-em-portugal-alfredo-graca-aponta-os-dias-mais-frescos-e-chuvosos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Oceano mostrou a sua força do espaço: uma onda de quase 20 metros foi registada por satélite]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/oceano-mostrou-sua-forca-do-espaco-uma-onda-de-quase-20-metros-foi-registrada-por-satelite.html</link><pubDate>Mon, 01 Jun 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um satélite capturou uma onda gigante gerada pela tempestade tropical Eddie no Pacífico Norte. Isto impressiona não só pelo tamanho da onda, mas também por revelar como a energia oceânica pode viajar milhares de quilómetros e afetar áreas muito distantes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-oceano-mostro-su-fuerza-desde-el-espacio-una-ola-de-casi-20-metros-fue-registrada-por-un-satelite-1780083213533.png" data-image="x261i386x7ne" alt="Recriação visual de uma onda gigante em mar aberto." title="Recriação visual de uma onda gigante em mar aberto."><figcaption>Recriação visual de uma onda gigante em mar aberto, observada da órbita da Terra, inspirada no registo de satélite da tempestade Eddie, quando o SWOT mediu uma altura significativa de onda de 19,7 metros.</figcaption></figure><p>O <strong>oceano </strong>ainda guarda cenas que parecem saídas diretamente de um filme, mas que ocorrem longe de câmaras, costas, portos e praias habitadas. Uma dessas cenas foi registada do espaço: uma <strong>onda de quase 20 metros de altura</strong>, equivalente a um prédio de seis andares, foi <strong>medida em mar aberto durante uma tempestade no Pacífico Norte</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Uma onda de quase 20 metros, equivalente a um prédio de seis andares, foi medida em mar aberto pelo satélite SWOT da NASA e do CNES.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A <strong>imagem foi capturada pelo satélite SWOT </strong>(<em>The Surface Water and Ocean Topography</em>), uma missão conjunta da NASA e da agência espacial francesa CNES. O seu objetivo é <strong>estudar a superfície da água com uma precisão sem precedentes</strong>, permitindo que os cientistas observem não apenas o nível do mar, mas também detalhes das ondas, as suas direções e como elas transportam energia pelo planeta.</p><h2>Tempestade Eddie e onda oceânica fizeram história</h2><p>O fenómeno ocorreu a <strong>21 de dezembro de 2024</strong>, durante o pico da <strong>tempestade tropical Eddie no Pacífico Norte</strong>. Naquele momento, o satélite SWOT passou perto do centro do sistema e mediu uma<strong> altura significativa de onda de 19,7 metros</strong>.</p><div class="texto-destacado">A altura significativa da onda não representa necessariamente uma única crista isolada, mas sim a média das maiores ondas observadas durante um determinado período.</div><p>Antes deste recorde, outros satélites já tinham medido ondas desde 1991, mas nenhum tinha ultrapassado claramente este limite em mar aberto. Isto não significa que ondas maiores nunca existiram, mas sim que observá-las no momento e local exatos é extremamente difícil. O oceano é vasto, as tempestades são móveis e <strong>os satélites nem sempre passam pelo epicentro da atividade</strong>.</p><p>Esta é parte da importância da análise SWOT. Ao contrário de medições mais limitadas, <strong>este satélite pode mapear grandes extensões da superfície do oceano</strong> e fornecer uma visão muito mais completa do que está a acontecer em áreas remotas, onde quase não há boias, navios ou instrumentos disponíveis.</p><h2>A energia do oceano viajou milhares de quilómetros</h2><p>O mais surpreendente não foi apenas a altura da onda, mas <strong>o caminho percorrido pela sua energia</strong>. As ondas geradas pela tempestade tropical Eddie transformaram-se em ondas gigantes capazes de viajar distâncias enormes depois do sistema começar a enfraquecer.</p><p>De acordo com os dados analisados, <strong>esta energia viajou aproximadamente 24.000 quilómetros</strong>. Ela teve origem no Pacífico Norte, atravessou o oceano, cruzou a Passagem de Drake entre a América do Sul e a Antártida e acabou por atingir partes do Atlântico tropical. Por outras palavras, <strong>uma tempestade muito distante foi capaz de deixar uma marca física em regiões localizadas do outro lado do planeta</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ola-gigante-desde-el-satelite-1780081138139.png" data-image="ks31mtm9nnwo" alt="Infográfico sobre o mapeamento de ondas extremas em mar aberto" title="Infográfico sobre o mapeamento de ondas extremas em mar aberto"><figcaption>Infográfico sobre o mapeamento de ondas extremas em mar aberto e o registo da tempestade Eddie em 21 de dezembro de 2024, quando uma altura média de onda de 19,7 metros foi medida usando dados de satélite. Crédito: ESA/Climate Change Initiative.</figcaption></figure><p>Este comportamento faz das<strong> ondas verdadeiras "mensageiras" das tempestades</strong>. Mesmo que um sistema não atinja diretamente a costa, ele pode enviar a sua energia através do mar e gerar ondas perigosas em litorais remotos. Portanto, observar o oceano do espaço não é apenas uma curiosidade científica: também pode melhorar a segurança marítima.</p><h2>Porque é que esta descoberta é importante para a navegação e o litoral?</h2><p>Ondas extremas<strong> representam um risco para navios de carga, plataformas offshore, cabos submarinos, portos e comunidades costeiras</strong>. Uma melhor compreensão de onde elas se formam, como se propagam e quanta energia carregam permite aprimorar os modelos de previsão e tomar decisões mais assertivas no mar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770931" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-gigantesca-caldeira-vulcanica-escondida-sob-o-oceano-tem-150-km-de-diametro-e-e-a-maior-do-planeta.html" title="A gigantesca caldeira vulcânica escondida sob o oceano: tem 150 km de diâmetro e é a maior do planeta">A gigantesca caldeira vulcânica escondida sob o oceano: tem 150 km de diâmetro e é a maior do planeta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-gigantesca-caldeira-vulcanica-escondida-sob-o-oceano-tem-150-km-de-diametro-e-e-a-maior-do-planeta.html" title="A gigantesca caldeira vulcânica escondida sob o oceano: tem 150 km de diâmetro e é a maior do planeta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-gigantesca-caldera-volcanica-escondida-bajo-el-oceano-mide-150-kilometros-y-es-la-mas-grande-del-planeta-1779483695659_320.png" alt="A gigantesca caldeira vulcânica escondida sob o oceano: tem 150 km de diâmetro e é a maior do planeta"></a></article></aside><p>O estudo também ajudou a identificar um problema significativo: alguns modelos estavam a sobreestimar a energia de certas ondas longas. Graças às medições diretas da SWOT, os investigadores podem ajustar estas simulações e torná-las mais realistas. Na prática, isto pode traduzir-se em<strong> previsões mais confiáveis para rotas de navegação, operações portuárias e atividades costeiras</strong>.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/GH-zkzj7mLI/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=GH-zkzj7mLI" id="GH-zkzj7mLI"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>As<strong> alterações climáticas</strong> também surgem como uma questão incontornável. Oceanos mais quentes podem armazenar mais energia e gerar tempestades mais intensas, mas os cientistas alertam que nem tudo pode ser explicado por um único fator. As trajetórias das tempestades, a topografia do fundo do mar e a variabilidade natural também influenciam a formação de ondas gigantes.</p><p>Por agora, esta “parede de água” medida do espaço oferece uma lição clara: <strong>o oceano ainda possui forças difíceis de imaginar da terra</strong>. E quanto mais precisas forem as observações, melhor poderemos compreender estes movimentos invisíveis que se originam no meio do mar e podem viajar pelo globo.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>ESA. <a href="https://www.esa.int/Applications/Observing_the_Earth/FutureEO/Space_for_our_climate/Satellites_reveal_the_power_of_ocean_swell" target="_blank">Los satélites revelan la fuerza del oleaje oceánico.</a></em></p><p><em>La Nación. <a href="https://www.lanacion.com.ar/el-mundo/paredes-de-agua-un-satelite-de-la-nasa-registro-las-olas-mas-grandes-jamas-medidas-desde-el-espacio-nid28052026/#google_vignette" target="_blank">Paredes de agua: un satélite de la NASA registró las olas más grandes jamás medidas desde el espacio en mar abierto.</a></em><em></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/oceano-mostrou-sua-forca-do-espaco-uma-onda-de-quase-20-metros-foi-registrada-por-satelite.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Verdade ou mentira? Praia da Rocha estará interdita este verão?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/verdade-ou-mentira-praia-da-rocha-estara-interdita-este-verao.html</link><pubDate>Mon, 01 Jun 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Obras de alimentação de areia na Praia da Rocha não ficaram concluídas a tempo, deixando sinais visíveis na praia. Estará tudo pronto para a época balnear?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/verdade-ou-mentira-praia-da-rocha-estara-interdita-este-verao-1780255321444.jpg" data-image="8yfyags6jngy" alt="Praia Interdita" title="Praia Interdita"><figcaption>Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Tudo indicava que as obras estariam prontas a <strong>31 de maio</strong>, mas o prazo acabou por não ser cumprido. Por palavras menos animadoras, as obras da Praia da Rocha, aquela que tantos turistas acolhe nos meses de maior calor, “nem a meio vão”. </p><p>Com a época balnear a aproximar-se, a pergunta de muitos portugueses (e não só) é a mesma: ‘<strong>estará a Praia da Rocha condicionada este verão?</strong>’ </p><div class="texto-destacado">A resposta parece não agradar a todos. </div><p>Apesar de a abertura estar prometida, o cenário pode não ser o mais desejado. É que, este ano, a paisagem habitual da praia conta com <strong>máquinas e tubagens visíveis</strong>.</p><p>“Obras de alimentação artificial de areia que deveriam estar concluídas até 31 de maio estão longe de terminar e acabaram por ser suspensas, com a promessa de regresso apenas após a época balnear”, escreve a ‘Versa’.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="221161" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-mundo-esta-a-ficar-sem-areia.html" title="O mundo está a ficar sem areia">O mundo está a ficar sem areia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-mundo-esta-a-ficar-sem-areia.html" title="O mundo está a ficar sem areia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-mundo-se-esta-quedando-sin-arena-219641-3_320.jpg" alt="O mundo está a ficar sem areia"></a></article></aside><p>É caso para dizer que a beleza mantém-se, mas com um extra um pouco inusitado: vestígios de uma intervenção que retomará apenas quando o verão terminar.</p><h2>Obras em atraso</h2><p>A ideia era a melhor. A intervenção, realizada ao longo de cerca de 1,35 quilómetros de costa entre a Praia da Rocha e a Praia do Vau, passando pelos Três Castelos, Amado e Careanos, tinha como objetivo <strong>transferir areia para equilibrar as zonas mais afetadas pela erosão</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/verdade-ou-mentira-praia-da-rocha-estara-interdita-este-verao-1780255423415.jpg" data-image="pd1z36xk5w5u" alt="Praia dos Três Castelos" title="Praia dos Três Castelos"><figcaption>Praia dos Três Castelos. Foto: Wikimedia // Steven Fruitsmaak</figcaption></figure><p>“As obras passavam por retirar areia da Praia da Rocha, que tem um areal demasiado largo, para as transferir para as praias imediatamente a seguir, onde o mar, nos últimos anos, tem deixado muitas marcas, a ponto de, na maré baixa, quase nem haver praia”, explica o ‘Sul Informação’.</p><div class="texto-destacado">Contudo, e apesar de ter sido apresentada como uma solução ‘inovadora’ para a gestão do litoral, a execução do projeto enfrentou vários obstáculos.</div><p>Segundo a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho,<strong> dificuldades técnicas e logísticas</strong> impediram a conclusão dos trabalhos antes de 1 de junho. Assim, e de forma a garantir a segurança e bem-estar de todos os banhistas, todo o equipamento e material serão removidos durante a época balnear, regressando apenas no final da época balnear.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="526902" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/estes-sao-os-tipos-de-praia-de-acordo-com-a-sua-areia.html" title="Estes são os tipos de praia de acordo com a sua areia">Estes são os tipos de praia de acordo com a sua areia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/estes-sao-os-tipos-de-praia-de-acordo-com-a-sua-areia.html" title="Estes são os tipos de praia de acordo com a sua areia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estos-son-los-tipos-de-playa-segun-su-arena-y-tu-cual-prefieres-1691409693101_320.jpeg" alt="Estes são os tipos de praia de acordo com a sua areia"></a></article></aside><p>“Devido a questões logísticas e do ponto de vista técnico, foi difícil acabar até 1 de junho e, portanto, todo o material irá ser retirado e quando acabar a época balnear recomeçam as obras”, afirmou a ministra durante uma visita recente ao Algarve, citada pelo ‘Sul Informação’.</p><h2>O que significa, na prática?</h2><p>Isto significa o quê? Que, com a interrupção temporária dos trabalhos, os visitantes que passarem férias na Praia da Rocha este verão poderão, sim, desfrutar da paisagem característica que a torna um dos destinos mais procurados do Algarve. Ainda assim, serão<strong> visíveis alguns sinais da intervenção</strong> em curso.</p><h2>Preocupações no município</h2><p>Apesar de todas as promessas e garantias, Álvaro Bila, presidente da Câmara Municipal de Portimão, revelou ao mesmo meio de comunicação que estava preocupado com a falta de progressos visíveis na empreitada. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/verdade-ou-mentira-praia-da-rocha-estara-interdita-este-verao-1780255518324.jpg" data-image="3jrimn18brv5" alt="Praia da Rocha" title="Praia da Rocha"><figcaption>Autarca espera que obras sejam retomadas apenas em outubro. Foto: CM Portimão</figcaption></figure><p>Segundo o autarca, ao longo dos últimos meses manteve vários contactos com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), entidade responsável pelo projeto, para tentar perceber os motivos dos atrasos.</p><div class="texto-destacado">O encanto natural da Praia da Rocha mantém-se intacto, no entanto, preservando a imagem que a tornou uma referência turística da região.</div><p>O presidente da autarquia defendeu ainda que o reinício dos trabalhos deveria acontecer apenas em<strong> outubro</strong>, lembrando que as praias do concelho continuam a receber muitos visitantes para além dos meses de verão e que é importante evitar impactos na atividade turística.</p><p>Questionada sobre a possibilidade de esta interrupção aumentar os custos da intervenção, a ministra respondeu que essa questão ainda será avaliada.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Elisabete Rodrigues e Mariana Carriço. <a href="https://www.sulinformacao.pt/2026/05/reforco-de-areia-das-praias-entre-a-rocha-e-o-vau-suspenso-e-adiado-para-depois-do-verao/">Reforço de areia das praias entre a Rocha e o Vau suspenso e adiado para depois do Verão</a>. Sul Informação. 26 de maio de 2026</em></p><p><em>Rafaela Simões. <a href="https://versa.iol.pt/praia/praia-da-rocha/uma-das-praias-algarvias-emblematicas-de-portugal-esta-interdita-este-verao/20260529/6a16b4bfd34e28842c848304">Uma das praias algarvias emblemáticas de Portugal está interdita este verão? </a>Versa. 29 de maio de 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/verdade-ou-mentira-praia-da-rocha-estara-interdita-este-verao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal continental sob influência atlântica: nebulosidade e chuva fraca podem regressar esta semana]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-sob-influencia-atlantica-nebulosidade-e-chuva-fraca-podem-regressar-esta-semana.html</link><pubDate>Sun, 31 May 2026 12:42:40 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A influência atlântica deverá trazer mais nebulosidade, vento e chuva fraca a Portugal continental nos próximos dias. O litoral Norte e Centro deverão registar as mudanças mais evidentes, enquanto o Sul continuará maioritariamente seco.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xac7rck"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xac7rck.jpg" id="xac7rck"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A próxima semana deverá trazer uma mudança gradual do estado do tempo em Portugal continental, com o Atlântico a voltar a ganhar influência depois de vários dias marcados por calor e tempo seco. A partir de terça-feira, a nebulosidade deverá aumentar no litoral Norte e Centro, com <strong>possibilidade de chuva fraca em algumas regiões do Noroeste</strong>. No entanto, não se prevê um episódio de precipitação generalizada nem acumulados significativos na maioria do território.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Esta alteração estará relacionada com uma depressão posicionada nas proximidades das Ilhas Britânicas, responsável pela entrada de ar mais húmido vindo do Atlântico sobre a Península Ibérica. <strong>O vento do quadrante oeste e noroeste deverá tornar-se mais frequente no litoral português entre terça e quinta-feira</strong>, favorecendo temperaturas mais moderadas junto à costa. Em várias zonas do litoral Norte e Centro, as manhãs poderão começar com céu muito nublado, neblinas e nuvens baixas persistentes.</p><h2>Tempo mais húmido deverá substituir o ambiente seco dos últimos dias</h2><p>Na segunda-feira, o interior do país deverá continuar com tempo estável e céu pouco nublado, enquanto o litoral oeste começa já a apresentar períodos de maior nebulosidade durante a madrugada e manhã. O vento soprará geralmente fraco a moderado de noroeste, com <strong>rajadas até 60 km/h no litoral oeste e terras altas</strong> durante a tarde. As máximas deverão variar entre 20 e 24 ºC no litoral Norte e Centro, podendo ultrapassar os 30 ºC no interior do Alentejo e vale do Guadiana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-sob-influencia-atlantica-nebulosidade-e-chuva-fraca-regressam-esta-semana-1780227762286.png" data-image="ydi41xypiatd"><figcaption>Durante a tarde de quarta-feira, o vento deverá intensificar-se no litoral oeste, sobretudo na região Centro. As rajadas poderão atingir 50 km/h em Leiria, 48 km/h em Santarém e cerca de 42 km/h em Coimbra, enquanto no Norte os valores deverão ser mais baixos</figcaption></figure><p>Entre terça e quarta-feira, o ambiente deverá tornar-se mais húmido no litoral, sobretudo entre o Minho e a região Centro. O vento poderá intensificar-se gradualmente, com <strong>rajadas entre 50 e 80 km/h no litoral Centro e terras altas</strong> das regiões Centro e Norte. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-sob-influencia-atlantica-nebulosidade-e-chuva-fraca-regressam-esta-semana-1780229150149.png" data-image="9bmxff3uubl6"><figcaption>Na madrugada de terça-feira, poderá ocorrer chuva fraca em alguns pontos do litoral Norte e Centro, embora com acumulados pouco significativos. No restante território continental não se prevê precipitação.</figcaption></figure><p>A chuva deverá surgir de forma dispersa ao longo do litoral oeste, principalmente entre o Minho e a região de Lisboa, com <strong>acumulados geralmente inferiores a 5 mm</strong>, embora alguns locais mais expostos possam aproximar-se dos 10 mm.</p><h2>Norte e litoral oeste deverão concentrar os maiores sinais de mudança</h2><p>A partir de quinta-feira, a precipitação tende a tornar-se mais irregular e dispersa ao longo do litoral oeste, entre o Minho e a região de Lisboa. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-sob-influencia-atlantica-nebulosidade-e-chuva-fraca-regressam-esta-semana-1780227967048.png" data-image="hcocj51ypzzz"><figcaption>Na madrugada de quinta-feira poderá ocorrer chuva fraca ao longo do litoral oeste, entre o Minho e a região de Lisboa. A precipitação deverá ser pouco significativa, com valores geralmente entre 0,2 e 0,5 mm, enquanto o interior, o Alentejo e o Algarve deverão permanecer sem precipitação</figcaption></figure><p>O vento deverá continuar moderado de oeste e noroeste, com <strong>rajadas entre 35 e 55 km/h</strong> no litoral oeste.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771523" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/descida-ate-6-c-as-temperaturas-vao-descer-significativamente-nestas-tres-cidades-entre-segunda-e-terca-feira.html" title="Descida até 6 ºC: as temperaturas vão descer significativamente nestas três cidades entre segunda e terça-feira">Descida até 6 ºC: as temperaturas vão descer significativamente nestas três cidades entre segunda e terça-feira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/descida-ate-6-c-as-temperaturas-vao-descer-significativamente-nestas-tres-cidades-entre-segunda-e-terca-feira.html" title="Descida até 6 ºC: as temperaturas vão descer significativamente nestas três cidades entre segunda e terça-feira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/entre-segunda-e-terca-feira-tres-cidades-portuguesas-podem-registar-uma-descida-de-temperatura-ate-6-c-1780175440008_320.png" alt="Descida até 6 ºC: as temperaturas vão descer significativamente nestas três cidades entre segunda e terça-feira"></a></article></aside><p><strong>No Sul, o tempo deverá manter-se maioritariamente seco</strong>, embora com temperaturas menos elevadas do que nos últimos dias e maior presença de nebulosidade durante as primeiras horas da manhã. Ainda assim, a evolução da precipitação prevista deverá continuar a ser acompanhada nos próximos dias. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-sob-influencia-atlantica-nebulosidade-e-chuva-fraca-podem-regressar-esta-semana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas alertam que um solo degradado intensifica as ondas de calor]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-alertam-que-um-solo-degradado-intensifica-as-ondas-de-calor.html</link><pubDate>Sun, 31 May 2026 11:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>De acordo com um novo estudo, os solos degradados aquecem mais rapidamente, intensificando ondas de calor e aumentando os impactos das alterações climáticas no planeta.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-alertam-que-um-solo-degradado-intensifica-as-ondas-de-calor-1780217760480.jpg" data-image="7z5m0mrt4voy" alt="Solo seco" title="Solo seco"><figcaption>O solo pode ser um aliado contra o calor extremo, mas a degradação ameaça essa proteção natural.</figcaption></figure><p>Quando se fala em <strong>ondas de calor</strong>, normalmente pensamos na temperatura do ar- No entanto, os cientistas alertam que <strong>o solo está a sofrer um aquecimento ainda mais intenso e silencioso</strong>.</p><p>Este fenómeno <strong>ameaça a agricultura, os ecossistemas</strong> e até a capacidade do planeta de armazenar carbono.</p><p>Estudos recentes mostram que <strong>os solos saudáveis funcionam como reguladores térmicos naturais</strong>, ajudando a reduzir temperaturas extremas e a conservar humidade.</p><p>Mas um novo mapa global revela que <strong>muitas regiões já perderam parte dessa proteção devido à degradação do solo </strong>causada por práticas agrícolas intensivas, desflorestação e alterações climáticas.</p><h2>Porque é que o solo saudável é tão importante?</h2><p>O solo não serve apenas para sustentar as plantas. Ele <strong>atua como um sistema vivo</strong> capaz de armazenar água, nutrientes e carbono. Quando rico em matéria orgânica e biodiversidade, <strong>consegue absorver calor de forma mais equilibrada</strong>, evitando o sobreaquecimento da superfície terrestre.</p><p>Os investigadores descobriram que <strong>solos degradados aquecem mais rapidamente</strong> e retêm menos humidade.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="740426" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/solos-em-portugal-estao-a-ficar-degradados-devido-a-praticas-agricolas-intensivas-alerta-um-estudo-publicado-na-cop.html" title="Solos em Portugal estão a ficar degradados devido a práticas agrícolas intensivas, alerta um estudo publicado na COP30">Solos em Portugal estão a ficar degradados devido a práticas agrícolas intensivas, alerta um estudo publicado na COP30</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/solos-em-portugal-estao-a-ficar-degradados-devido-a-praticas-agricolas-intensivas-alerta-um-estudo-publicado-na-cop.html" title="Solos em Portugal estão a ficar degradados devido a práticas agrícolas intensivas, alerta um estudo publicado na COP30"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/solos-em-portugal-estao-a-ficar-degradados-devido-a-praticas-agricolas-intensivas-alerta-um-estudo-publicado-na-cop-1763669841169_320.jpg" alt="Solos em Portugal estão a ficar degradados devido a práticas agrícolas intensivas, alerta um estudo publicado na COP30"></a></article></aside><p>Isso cria um ciclo perigoso: temperaturas mais altas secam o terreno, e solos mais secos aumentam ainda mais o calor ambiente.</p><p>De acordo com uma noticia avançada pelo <em>The conversation</em>, e um estudo publicado na resvista <em>Geoderma</em>, os cientistas afirmam que <strong>um solo em boas condições pode atuar como um amortecedor térmico</strong>, ou seja, um enorme absorvedor de choques para a temperatura.</p><p><strong>Retém água e matéria orgânica</strong>, como folhas secas, e desacelera mudanças bruscas de temperatura. Porém quando o solo fica seco, exposto ou degradado, essa proteção enfraquece. Durante ondas de calor, <strong>as raízes das culturas agrícolas podem estar em solos que aquecem rapidamente</strong>.</p><p>Além disso, <strong>o aumento da temperatura do solo afeta diretamente os microrganismos</strong> responsáveis pela fertilidade da terra. Com menos vida no subsolo, diminui a capacidade de regeneração natural dos ecossistemas agrícolas.</p><h2>O efeito invisível das ondas de calor</h2><p>Uma das conclusões mais preocupantes dos cientistas é que os extremos de calor no solo podem evoluir <strong>mais rapidamente do que os registados no ar</strong>.</p><p>Em algumas regiões da Europa Central, <strong>o aquecimento do solo está a avançar</strong> quase ao dobro da velocidade das temperaturas atmosféricas. Neste caso em específico, os autores debruçam-se sobre as "lacunas térmicas" na Austrália.</p><div class="texto-destacado"><strong>Uma lacuna térmica é a diferença entre a capacidade natural do solo de absorver calor e manter temperaturas estáveis, e aquilo que ele realmente consegue fazer atualmente após anos de agricultura, alterações no uso da terra e aquecimento climático</strong>. De acordo com os autores</div><p>Em algumas áreas, especialmente no sudeste e centro da Austrália, <strong>os solos já não conseguem proteger as plantas do calor </strong>tão bem quanto poderiam. Isto é importante porque <strong>o solo não é apenas terra em que pisamos</strong>, é uma defesa contra as alterações climáticas.</p><h2>O controlo do solo na temperatura</h2><p>O solo controla como o <strong>calor e a humidade circulam entre a terra e a atmosfera</strong>. Quando perde a sua capacidade de amortecimento, a temperatura do solo pode subir mais rapidamente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-alertam-que-um-solo-degradado-intensifica-as-ondas-de-calor-1780217695176.jpg" data-image="bjqbybyu8d9s" alt="Controlo de temperatura" title="Controlo de temperatura"><figcaption>Os cientistas alertam que o aquecimento do solo pode acelerar os impactos das alterações climáticas em todo o planeta.</figcaption></figure><p>Isso pode <strong>reduzir o crescimento das plantas, diminuir a produção agrícola e de pastagens</strong>, e até afetar o clima e o tempo locais em grandes áreas.</p><p>Esta investigação mostra também que características como <strong>densidade, teor de argila e quantidade de matéria orgânica</strong> influenciam diretamente a capacidade térmica do solo.</p><p>Em termos simples: <strong>solos vivos e equilibrados aquecem menos</strong> e protegem melhor plantas e microrganismos.</p><h2>Agricultura regenerativa</h2><p>A boa notícia, segundo os investigadores, é que <strong>o solo pode recuperar parte da sua proteção térmica perdida</strong> através de métodos agrícolas práticos.</p><p>Um deles chama-se <strong>retenção de restolho</strong>, que consiste em deixar os caules e folhas das culturas no campo após a colheita, em vez de os queimar ou remover.</p><p>Esta <strong>camada protege o solo do sol e reduz a perda de água</strong>. Outro método é o <strong>uso de culturas de cobertura</strong>, que consiste em cultivar plantas principalmente para proteger e alimentar o solo (não necessariamente para colheita).</p><p>Essas plantas <strong>mantêm raízes vivas no solo, reduzem áreas expostas e aumentam a matéria orgânicas</strong>. Estes métodos não eliminam as ondas de calor, mas podem reduzir o stress causado pelo calor nos solos e nas culturas.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em>Amin Sharififar, Alex McBratney, "</em><em><a href="https://doi.org/10.1016/j.geoderma.2026.117853." target="_blank">Benchmarking soil thermal buffering for climate-smart adaptation in Australia</a></em><em>", Geoderma, Volume 471, 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-alertam-que-um-solo-degradado-intensifica-as-ondas-de-calor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como as alterações climáticas afetarão o Mundial de Futebol da FIFA de 2026?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-as-mudancas-climaticas-afetarao-a-copa-do-mundo-fifa-de.html</link><pubDate>Sun, 31 May 2026 10:07:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O Mundial da FIFA começa em poucos dias. Pausas para hidratação são obrigatórias em cada tempo, mas especialistas alertam que os jogos podem sofrer mais interrupções devido às condições climáticas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/how-will-climate-change-affect-the-fifa-world-cup-1779806921106.jpg" data-image="n2e2lpd9tqau" alt="Mundial, 2026, FIFA" title="Mundial, 2026, FIFA"><figcaption>Especialistas alertam que o Mundial da FIFA, que será realizado na América do Norte no próximo mês, poderá causar mais transtornos relacionados com o calor.</figcaption></figure><p>A febre do futebol está prestes a começar com o <strong>Mundial</strong><strong> da FIFA</strong>, que tem início marcado para 11 de junho. O torneio, aguardado mundialmente, contará com a<strong> participação de 48 países </strong>na disputa pelo troféu, com partidas a ser realizadas em três países: Estados Unidos, Canadá e México.</p><p>A competição regressa aos Estados Unidos após três décadas, mas as condições não serão as mesmas, devido às <strong>alterações climáticas</strong>.</p><h2>Quando é perigoso jogar?</h2><p>O torneio contará com <strong>partidas em 16 cidades distribuídas por uma ampla área geográfica</strong>, onde os jogadores enfrentarão diferentes condições climáticas. É provável que os jogos programadas para as cidades na costa do Pacífico dos EUA ou no Canadá tenham temperaturas amenas. No entanto, aquelas <strong>no interior dos EUA ou no México podem registar temperaturas acima de 30 ºC</strong>, podendo ser ainda mais altas se o jogo for disputado durante o dia.</p><p>A <strong>h</strong><strong>umidade pode agravar a situação nestas áreas</strong>, com temperaturas mais altas elevando o índice de temperatura de bulbo húmido (WBGT). O WBGT é um índice composto que combina humidade, calor radiante e movimento do ar, <strong>fatores que afetam a capacidade do corpo de regular a sua temperatura interna</strong> através da transpiração e da troca de calor.</p><p>De acordo com a FIFPRO, o sindicato global dos jogadores, o<strong> stress térmico</strong> representa um risco real quando as temperaturas de WBGT atingem 26 ºC, e a entidade recomenda a inclusão de pausas para arrefecimento durante as partidas. <strong>Quando as temperaturas de WBGT chegam a 28 ºC, as condições são consideradas inseguras para o jogo e o mesmo é adiado</strong>.</p><h2>Locais em risco, pessoas em risco</h2><p>Quando o último Mundial foi realizada nos EUA em 1994, o risco de calor era uma preocupação. No entanto, com as alterações climáticas, que levam a eventos de calor extremo mais frequentes,<strong> a probabilidade de interrupções nos jogos aumentou significativamente</strong>.</p><p>De acordo com investigadores, o número de jogos em que se espera que a temperatura atinja 26 ºC (WBGT) subiu de 21,3 em 1994 para 25,6. A probabilidade de atingir a marca de 28 ºC aumentou para 0,7, sendo o MetLife Stadium (Nova York), o Lincoln Center (Filadélfia), o Arrowhead Stadium (Kansas City) e o Hard Rock Stadium (Miami) <strong>os estádios mais expostos ao calor extremo</strong>.</p><p>Os Mundiais costumam ser disputadas no Hemisfério Norte durante os meses de verão. No entanto, as <strong>grandes variações climáticas durante o evento</strong> deste ano<strong> podem dificultar bastante a adaptação dos jogadores</strong>.</p><p>Embora os estádios com ar-condicionado possam reduzir a exposição ao calor durante as partidas, as <strong>condições continuam perigosas para os espectadores</strong>, para os encontros ao ar livre e para as comemorações associadas ao torneio. Com os modelos climáticos a indicar que as temperaturas continuarão a subir, a realização destes torneios no hemisfério norte durante o verão tornar-se-á difícil.</p><p>As alterações climáticas não afetam apenas onde podemos viver e o que podemos comer, mas também o que consideramos normal até agora. <strong>É preciso agir agora contra elas</strong>, se não quisermos que o nosso mundo mude.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-as-mudancas-climaticas-afetarao-a-copa-do-mundo-fifa-de.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Plantas seguras para animais de estimação: como ter uma casa verde sem colocar cães e gatos em risco]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-seguras-para-animais-de-estimacao-como-ter-uma-casa-verde-sem-colocar-caes-e-gatos-em-risco.html</link><pubDate>Sun, 31 May 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Ter plantas bonitas em casa e conviver com cães ou gatos é perfeitamente possível. Hoje em dia, existem muitas opções seguras que darão vida aos seus espaços sem que tenha de se preocupar com a saúde dos seus animais de estimação.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-pet-friendly-como-tener-una-casa-verde-sin-poner-en-riesgo-a-perros-y-gatos-1779421268056.png" data-image="lpg8biejo071"><figcaption>Os cães e os gatos são curiosos por natureza, mas os gatos são mais suscetíveis aos efeitos tóxicos das plantas.</figcaption></figure><p>As plantas de interior tornaram-se parte do estilo de vida de muitas pessoas. Decoram e ajudam a refrescar os espaços, além de proporcionarem aquela sensação de calma que todos precisamos. <strong>O problema surge quando também temos pequenos companheiros peludos, como cães ou gatos</strong>, em casa, que tendem a ser muito curiosos.</p><div class="texto-destacado">Poucas pessoas sabem que a maioria das plantas comuns recomendadas para uso em ambientes interiores contém compostos tóxicos capazes de provocar irritação oral, vómitos, diarreia e, em casos mais graves, problemas neurológicos ou renais.</div><p>Por isso, muitas pessoas acabam por pensar que ter animais de estimação e plantas ao mesmo tempo simplesmente não é possível, quando na realidade existem alternativas seguras. <strong>Existem espécies resistentes, decorativas e fáceis de cuidar que podem coexistir perfeitamente com cães e gatos</strong>, incluindo dentro de casa.</p><p>Antes de falarmos das plantas ideais para a sua casa, é importante saber que <strong>os gatos são mais sensíveis do que os cães</strong>. Isto acontece porque o seu fígado processa certas substâncias de forma diferente, e a curiosidade inata leva-os a mordiscar as folhas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">La <a href="https://x.com/hashtag/maranthaleuconeura?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#maranthaleuconeura</a> es una de las plantas más agradecidas y fáciles de complacer que he tenido. Y a demás es <a href="https://x.com/hashtag/petfriendly?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#petfriendly</a> <br><br>.<br>.<a href="https://x.com/hashtag/plantasdeinterior?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#plantasdeinterior</a> <a href="https://x.com/hashtag/plantasprincipiantes?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#plantasprincipiantes</a> <a href="https://t.co/RcNDoJl6cl">https://t.co/RcNDoJl6cl</a> <a href="https://t.co/5cJVRcBXzj">pic.twitter.com/5cJVRcBXzj</a></p>— NeuZeta (@NeuZeta) <a href="https://x.com/NeuZeta/status/1330093988767002627?ref_src=twsrc%5Etfw">November 21, 2020</a></blockquote></figure><p>A boa notícia é que <strong>hoje em dia existe muito mais informação disponível</strong>, o que facilita a criação de espaços verdes seguros. Com uma boa seleção de plantas e alguns cuidados básicos, é possível ter uma casa cheia de plantas sem se preocupar sempre que o seu animal de estimação se aproxima de um vaso.</p><h2>Plantas seguras e resistentes, perfeitas para ambientes interiores</h2><p>Entre as opções mais recomendadas para principiantes estão as <strong>plantas-aranha ou plantas-fita</strong>. São resistentes, toleram erros de rega e também produzem muitos ramos pendentes que dão à planta um aspeto exuberante.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-pet-friendly-como-tener-una-casa-verde-sin-poner-en-riesgo-a-perros-y-gatos-1779421416458.png" data-image="c5lub5b8pxtp"><figcaption>Os cães, com o seu olfato muito mais apurado do que o dos humanos, são atraídos por plantas seguras.</figcaption></figure><p>Continuando com a lista, outra das preferidas é a <em>Pilea peperomioides</em>, conhecida como planta-OVNI ou planta-do-dinheiro-chinesa, ideal para apartamentos pequenos. No entanto, <strong>se procura plantas com folhagem tropical mais vistosa</strong>, as calateias e as marantas estão entre as melhores opções. </p><div class="texto-destacado">As peperômias são outra opção, especialmente a variedade melancia, que se tornou muito popular por ter folhas vistosas, compactas e resistentes. </div><p>Em áreas espaçosas,<strong> as palmeiras são uma ótima alternativa</strong>. A <em>Chamaedorea elegans</em>, conhecida como palmeira-de-salão, é uma das variedades mais elegantes. A palmeira Kentia acrescenta um toque de sofisticação e tolera ambientes interiores secos. A palmeira-areca é também geralmente considerada segura, embora seja aconselhável garantir que não acumula humidade em excesso.</p><p>As plantas com flor também oferecem opções seguras. <strong>As orquídeas <em>Phalaenopsis</em> estão entre as mais recomendadas </strong>porque, além de elegantes, têm flores de longa duração. As violetas africanas ficam perfeitas em mesas de trabalho ou pequenos parapeitos de janelas e ocupam pouco espaço.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762911" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-problema-mais-comum-com-o-bambu-da-sorte-e-como-resolve-lo-antes-que-seja-tarde-demais.html" title="O problema mais comum com o bambu-da-sorte e como resolvê-lo antes que seja tarde demais">O problema mais comum com o bambu-da-sorte e como resolvê-lo antes que seja tarde demais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-problema-mais-comum-com-o-bambu-da-sorte-e-como-resolve-lo-antes-que-seja-tarde-demais.html" title="O problema mais comum com o bambu-da-sorte e como resolvê-lo antes que seja tarde demais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-problema-mas-comun-del-bambu-de-la-suerte-y-como-solucionarlo-antes-de-que-sea-tarde-1775369394866_320.png" alt="O problema mais comum com o bambu-da-sorte e como resolvê-lo antes que seja tarde demais"></a></article></aside><p>Entre outras plantas muito procuradas estão os fetos de Boston, ideais para <strong>ambientes frescos e húmidos</strong>, assim como a Ceropegia woodii, conhecida como colar de corações.</p><p>Até o chamado <strong>bambu da sorte pode ser uma opção segura</strong>, mas é preciso ter cuidado, pois é muitas vezes confundido com espécies tóxicas vendidas com nomes semelhantes.</p><h3>Segurança, cuidados e plantas que deve evitar</h3><p>Mesmo que uma planta seja considerada "não tóxica", isso não significa que deva ser dada a animais de estimação. <strong>Se um cão ou gato consumir grandes quantidades de folhas, pode apresentar problemas de estômago, vómitos ou diarreia devido à irritação digestiva</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-pet-friendly-como-tener-una-casa-verde-sin-poner-en-riesgo-a-perros-y-gatos-1779421468643.png" data-image="472keep1ftww"><figcaption>Os gatos têm maior probabilidade de serem envenenados por curiosidade do que por fome, especialmente por folhas compridas e pendentes.</figcaption></figure><p>Ao introduzir uma nova planta em casa, é aconselhável <strong>observar a reação dos seus animais de estimação </strong>durante alguns dias. Alguns cães ignoram completamente as plantas, mas há gatos que ficam imediatamente fascinados por certas folhas compridas ou pendentes.<strong> </strong></p><p>Agora, se estivermos a falar de plantas realmente perigosas, <strong>há algumas que deve evitar a todo o custo</strong>. Os lírios são extremamente tóxicos para os gatos e podem causar danos renais mesmo com pequenas quantidades de pólen. As jiboias, a monstera e a dieffenbachia contêm cristais de oxalato de cálcio que irritam a boca e a garganta.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">PD: es tóxica para los gatos.<br><br>También es bueno recordar que los lirios son venenos para los gatos, la interacción con cualquiera de sus partes (hojas, pétalos, polen) puede ser mortal. <br><br>Ahórrate el mal rato, difunde porque hay muchas personas que no tienen ni idea de esta info <a href="https://t.co/AMncS0Ntvv">https://t.co/AMncS0Ntvv</a> <a href="https://t.co/UmzprRuLQb">pic.twitter.com/UmzprRuLQb</a></p>— Sorgina (@inconssiente) <a href="https://x.com/inconssiente/status/1342447004505559045?ref_src=twsrc%5Etfw">December 25, 2020</a></blockquote></figure><p><strong>Ter cães ou gatos não significa que tenha de abdicar de ter uma casa cheia de plantas</strong>. Mas é importante aprender a escolher espécies seguras e compreender que nem todas as plantas recomendadas nas redes sociais são boas companheiras para os animais de estimação. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-seguras-para-animais-de-estimacao-como-ter-uma-casa-verde-sem-colocar-caes-e-gatos-em-risco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item></channel></rss>