<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Sat, 05 Sep 2026 13:00:23 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sat, 05 Sep 2026 13:00:23 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Remoção de CO2 do ar não resolverá a crise climática, alerta a ONU ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/remocao-de-co2-do-ar-nao-resolvera-a-crise-do-clima-alerta-a-onu.html</link><pubDate>Sat, 05 Sep 2026 12:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Métodos industriais que prometem enterrar dióxido de carbono em profundidades geológicas não possuem capacidade suficiente para compensar o avanço contínuo do setor petrolífero e têm prazo de esgotamento estimado em menos de dois séculos. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/remocao-de-co2-do-ar-nao-resolvera-a-crise-do-clima-alerta-a-onu-1788392440319.jpg" data-image="ha6tjfqi7km5" alt="Novo estudo da ONU alerta que o planeta superará o limiar de 1,5°C. Foto: Magnific" title="Novo estudo da ONU alerta que o planeta superará o limiar de 1,5°C. Foto: Magnific"><figcaption>Novo estudo da ONU alerta que o planeta superará o limiar de 1,5°C. Foto: Magnific.</figcaption></figure><p>O <strong>Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente</strong> (<a href="https://www.unep.org/pt-br/who-we-are/about-us" target="_blank">PNUMA</a>) divulgou um relatório técnico que aborda o estouro iminente do limite de aquecimento global preconizado pelo Acordo de Paris. Conhecido como overshoot, o fenómeno descreve o período em que a <strong>temperatura média global ultrapassará a marca de 1,5°C nas próximas décadas</strong> até que consiga retroceder.</p><p>Diante deste cenário, o documento propõe uma postura mais realista e emergencial para enfrentar a crise climática. Além disso,<strong> a entidade observa com forte ceticismo as tecnologias voltadas à remoção artificial de dióxido de carbono </strong>da atmosfera, defendendo que o foco principal precisa recair sobre o corte rápido de emissões de gases poluentes.</p><h2>Incertezas e limites das soluções tecnológicas de captura</h2><p>Atualmente, as duas principais vias para extrair carbono do ar são<strong> o plantio de florestas e a Captura e Armazenamento de Carbono (CCS)</strong>, método que enterra o dióxido de carbono da produção de óleo e gás em reservatórios profundos. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/remocao-de-co2-do-ar-nao-resolvera-a-crise-do-clima-alerta-a-onu-1788392585994.jpg" data-image="kqcnecyxoqyx" alt="Análise do Pnuma ressalta que remediar o clima sairá muito mais caro do que reduzir as emissões agora. Foto: Magnific" title="Análise do Pnuma ressalta que remediar o clima sairá muito mais caro do que reduzir as emissões agora. Foto: Magnific"><figcaption>Análise do Pnuma ressalta que remediar o clima sairá muito mais caro do que reduzir as emissões agora. Foto: Magnific.</figcaption></figure><p>Contudo, <strong>o Pnuma avalia que a ampliação do CCS tem capacidade restrita e pouco realista</strong> para travar o aquecimento global. Os cientistas afirmam que o potencial da tecnologia compensa, no máximo, o que as próprias petrolíferas geram ao extrair combustíveis fósseis. </p><div class="texto-destacado">Adicionalmente, as reservas geológicas disponíveis para armazenar tais resíduos podem se esgotar por volta do ano 2200, enquanto alternativas diretas no ar (DACCS) seguem com custo muito alto e demanda energética inviável para ampla escala. Do mesmo modo, a reflorestação em larga escala apresenta gargalos físicos e produtivos expressivos. </div><p>Num cenário de temperaturas elevadas, as plantas podem perder eficácia na absorção de carbono, originando<strong> disputas de terras com o setor agrícola. </strong>"Seriam necessários cem anos de reflorestação e manejo florestal na escala atual, com zero emissões residuais de CO2, para baixar a temperatura global em 0,1°C", afirma o levantamento.</p><h2>Estratégias em fases e urgência na redução imediata</h2><p>Para gerenciar o<strong> período de overshoot</strong>, os investigadores sugerem organizar as iniciativas globais em três etapas distintas. <strong>A fase inicial foca a resposta imediata através de cortes severos de gases estufa</strong>; a segunda visa conter os impactos e atingir emissões líquidas zero; e a terceira busca consolidar técnicas seguras de remoção de longo prazo antes da passagem do século.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766420" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/produzem-energia-e-ao-mesmo-tempo-removem-o-co-da-atmosfera-e-assim-que-se-cria-combustivel-a-partir-de-algas.html" title="Produzem energia e, ao mesmo tempo, removem o CO₂ da atmosfera: é assim que se cria combustível a partir de algas">Produzem energia e, ao mesmo tempo, removem o CO₂ da atmosfera: é assim que se cria combustível a partir de algas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/produzem-energia-e-ao-mesmo-tempo-removem-o-co-da-atmosfera-e-assim-que-se-cria-combustivel-a-partir-de-algas.html" title="Produzem energia e, ao mesmo tempo, removem o CO₂ da atmosfera: é assim que se cria combustível a partir de algas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/producono-energia-e-allo-stesso-tempo-eliminano-la-co-dall-atmosfera-ecco-come-nasce-il-carburante-dalle-alghe-1776705479051_320.jpeg" alt="Produzem energia e, ao mesmo tempo, removem o CO₂ da atmosfera: é assim que se cria combustível a partir de algas"></a></article></aside><p>A proposta rebate o posicionamento de países que mantêm planos de exploração fóssil a longo prazo, entre eles<strong> Estados Unidos, Rússia e Brasil, além da China</strong>. O Pnuma adverte que confiar excessivamente em intervenções futuras não substitui a diminuição da queima de carvão, gás e petróleo no presente.</p><p>Paralelamente, <strong>a ONU ressalta que preparar as nações para enfrentar eventos climáticos extremos já se tornou um passo incontornável</strong>. Para a entidade internacional, garantir financiamento e justiça climática nas negociações multilaterais é o caminho para impedir perdas financeiras e proteger populações mais vulneráveis em todo o mundo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Clima%20e%20Meio%20Ambiente" data-year="2026" data-title="Clima%3A%20ONU%20alerta%20que%20a%C3%A7%C3%A3o%20imediata%20%C3%A9%20a%20%C3%BAnica%20forma%20de%20evitar%20cat%C3%A1strofe%20global" data-url="https%3A%2F%2Fnews.un.org%2Fpt%2Fstory%2F2026%2F09%2F1854243">Clima e Meio Ambiente. (2026). <a href="https://news.un.org/pt/story/2026/09/1854243" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Clima: ONU alerta que ação imediata é a única forma de evitar catástrofe global</a>.</cite><br><cite data-author="O%20Globo" data-year="2026" data-title="ONU%3A%20t%C3%A9cnicas%20para%20remover%20CO2%20n%C3%A3o%20ajudar%C3%A3o%20a%20reverter%20estouro%20da%20meta%20de%20temperatura%20se%20emiss%C3%B5es%20n%C3%A3o%20ca%C3%ADrem" data-url="https%3A%2F%2Foglobo.globo.com%2Fmundo%2Fclima-e-ciencia%2Fnoticia%2F2026%2F09%2F02%2Fonu-tecnicas-para-remover-co2-nao-ajudarao-a-reverter-estouro-da-meta-de-temperatura-se-emissoes-nao-cairem.ghtml">O Globo. (2026). <a href="https://oglobo.globo.com/mundo/clima-e-ciencia/noticia/2026/09/02/onu-tecnicas-para-remover-co2-nao-ajudarao-a-reverter-estouro-da-meta-de-temperatura-se-emissoes-nao-cairem.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">ONU: técnicas para remover CO2 não ajudarão a reverter estouro da meta de temperatura se emissões não caírem</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/remocao-de-co2-do-ar-nao-resolvera-a-crise-do-clima-alerta-a-onu.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As ondas de calor no oceano já fizeram uma vítima em terra: as crianças que vivem em cidades costeiras]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-ondas-de-calor-no-oceano-ja-fizeram-uma-vitima-em-terra-as-criancas-que-vivem-em-cidades-costeiras.html</link><pubDate>Sat, 05 Sep 2026 11:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Em novo estudo liderado por investigadores de duas universidades dos EUA concluiu-se que as alterações climáticas estão a afetar as comunidades costeiras que dependem do oceano para a alimentação ou para o seu sustento financeiro, sendo as crianças particularmente vulneráveis. Saiba como!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-ondas-de-calor-no-oceano-ja-fizeram-uma-vitima-em-terra-as-criancas-que-vivem-em-cidades-costeiras-1788350455996.jpg" data-image="foti549kgf95"><figcaption>Estudo liderado por investigadores da Penn State e da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill e publicado na Proceedings of the National Academy Sciences of the United States of America revela que as ondas de calor marinhas podem estar a colocar em risco a saúde e a sobrevivência das crianças que vivem em comunidades costeiras de países de rendimento baixo e médio.</figcaption></figure><p>O aquecimento do oceano não se limita aos corpos de água marinhos. As ondas de calor marinhas, períodos durante os quais a temperatura da superfície do oceano permanece anormalmente elevada, podem <strong>estar a colocar em risco a saúde e a sobrevivência das crianças que vivem em comunidades costeiras de países de rendimento baixo e médio</strong>.</p><p>O objetivo da investigação passou por <strong>perceber se a exposição a ondas de calor marinhas nos meses e nos anos anteriores estava relacionada com diferentes indicadores de saúde infantil.</strong> Para tal, a equipa procedeu à análise de dados de saúde e sobrevivência de crianças e mulheres provenientes de mais de 9800 locais costeiros em 36 países, cruzando-os com informação global sobre a temperatura da superfície do mar.</p><h2>Um oceano mais quente torna as crianças mais vulneráveis</h2><p>Há uma associação preocupante que se evidencia nos resultados. O aumento do desvio-padrão no número de ondas de calor marinhas durante um período de dois anos esteve associado a um aumento de 5,4% na probabilidade de mortalidade infantil, de 6,5% na emaciação (baixo peso para a altura) e de 8,8% na de atraso no crescimento (baixa estatura para a idade). A questão que se impõe é: c<strong>omo pode então o calor no oceano chegar ao prato e a partir daí afetar o crescimento de uma criança?</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-ondas-de-calor-no-oceano-ja-fizeram-uma-vitima-em-terra-as-criancas-que-vivem-em-cidades-costeiras-1788350602700.jpg" data-image="ezyt9xo7jhmc"><figcaption>Os investigadores realçam a importância de prestar atenção aos impactos destas ondas de calor marinhas na saúde humana, incluindo o facto de, a nível global, as populações humanas se concentrarem tendencialmente em ambientes costeiros e nas suas imediações.</figcaption></figure><p>Uma das possíveis respostas está no peixe. Segundo explica <strong>Brian Thiede</strong>, coautor do estudo e <strong>professor de sociologia rural, sociologia e demografia</strong> <strong>na Faculdade de Ciências Agrárias da Penn State</strong> e diretor do Instituto de Investigação Populacional da universidade, para muitas comunidades costeiras, a <strong>pesca</strong> é uma fonte essencial de <strong>proteínas e micronutrientes</strong>, além de representar uma importante fonte de <strong>rendimento</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As ondas de calor marinhas podem alterar a distribuição e a qualidade nutricional dos peixes, provocar mortalidade nas populações marinhas e perturbar as atividades pesqueiras.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>“Tais perturbações </strong>[ondas de calor marinhas]<strong> podem ter impactos diretos no abastecimento alimentar e também podem ter impactos secundários, afetando os rendimentos dos pescadores e os preços dos alimentos para os consumidores”</strong>, afirmou Thiede. “Estes fatores podem condicionar a capacidade das famílias de adquirir alimentos ou de dispor dos recursos económicos necessários para aceder a outros serviços essenciais, como os cuidados de saúde.”</p><h2>Do mar ao prato e ao rendimento das famílias</h2><p>O impacto pode assim propagar-se pela cadeia alimentar e pela economia local. <strong>Uma menor quantidade disponível de peixe pode traduzir-se num rendimento mais parco para os pescadores e, consequentemente, em preços mais elevados para os consumidores</strong>, o que acaba por dificultar o acesso das famílias à alimentação e até mesmo a cuidados de saúde.</p><p><strong>Os efeitos foram particularmente fortes em regiões dependentes da pesca de pequena escala e em áreas urbanas</strong>. Neste último caso os investigadores realçam a importância dos mecanismos de mercado. Isto porque, mesmo quem não depende diretamente da pesca pode sentir os efeitos de um choque ambiental através do aumento dos preços dos alimentos.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>“Os investigadores e os profissionais da área devem dedicar uma atenção renovada às populações costeiras e distinguir melhor entre as fontes de vulnerabilidade enfrentadas pelas populações costeiras e pelas do interior”, disse Thiede. “As populações costeiras enfrentam riscos únicos relacionados com o clima, devido ao seu ambiente e aos seus meios de subsistência.”<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para Brian Thiede os resultados do estudo põem em evidência o facto de que as alterações climáticas estão a afetar muitos sistemas terrestres essenciais para a saúde e a sobrevivência humanas, sendo que <strong>as comunidades costeiras em particular enfrentam vulnerabilidades específicas, dado que dependem do oceano para a alimentação ou para o sustento financeiro</strong>.</p><h2>Antecipar o calor para proteger a saúde</h2><p><strong>As ondas de calor marinhas estão a aumentar tanto em frequência como em intensidade</strong>, à medida que as condições meteorológicas globais se alteram com as alterações climáticas, segundo os investigadores.</p><p>“As temperaturas oceânicas estão a aquecer rapidamente, tornando estas ondas de calor mais frequentes e severas”, afirmou Thiede. “Além disso, a saúde precária tem consequências generalizadas e multidimensionais, desde os c<strong>ustos humanos imediatos da doença e da morte até aos impactos negativos na educação e no emprego, que podem abrandar o crescimento económico nos países pobres”</strong>, concluiu Thiede.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="714078" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-concluem-que-ondas-de-calor-marinhas-estao-a-aumentar-e-com-maior-persistencia-devido-ao-aquecimento-global.html" title="Cientistas concluem que ondas de calor marinhas estão a aumentar e com maior persistência devido ao aquecimento global">Cientistas concluem que ondas de calor marinhas estão a aumentar e com maior persistência devido ao aquecimento global</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-concluem-que-ondas-de-calor-marinhas-estao-a-aumentar-e-com-maior-persistencia-devido-ao-aquecimento-global.html" title="Cientistas concluem que ondas de calor marinhas estão a aumentar e com maior persistência devido ao aquecimento global"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-conclui-que-as-ondas-de-calor-marinhas-estao-a-aumentar-e-com-maior-persistencia-devido-ao-aquecimento-global-1749219808771_320.jpg" alt="Cientistas concluem que ondas de calor marinhas estão a aumentar e com maior persistência devido ao aquecimento global"></a></article></aside><p>Deste modo, os investigadores defendem que <strong>as previsões das temperaturas do oceano podem ser integradas em sistemas de alerta precoce</strong>. Antecipar estes eventos poderá ajudar a <strong>identificar comunidades em risco </strong>e a direcionar atempadamente programas de nutrição, cuidados de saúde e outras redes de segurança.</p><p>Finalmente, os autores acrescentam ainda a necessidade da investigação sobre as ligações entre <strong>alterações climáticas, saúde humana e ecossistemas marinhos</strong> <strong>ser aprofundada</strong>, sobretudo nas populações costeiras de países de médio e baixo rendimento.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Katie%20Bohn" data-year="2026" data-title="Ocean%20heatwaves%20linked%20with%20poorer%20health%20among%20children%20in%20coastal%20communities" data-url="https%3A%2F%2Fwww.psu.edu%2Fnews%2Fagricultural-sciences%2Fstory%2Focean-heatwaves-linked-poorer-health-among-children-coastal-communities">Katie Bohn. (2026). <a href="https://www.psu.edu/news/agricultural-sciences/story/ocean-heatwaves-linked-poorer-health-among-children-coastal-communities" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Ocean heatwaves linked with poorer health among children in coastal communities</a>.</cite><br><cite data-author="C.%20Gray%2C%20S.C.%20Dowd%2C%20N.%20Shaul%2C%20B.C.%20Thiede%2C%20%26%20J.A.%20Nye" data-year="2026" data-title="Marine%20heatwaves%20and%20undernutrition%20in%20low-%20and%20middle-income%20countries" data-url="https%3A%2F%2Fwww.pnas.org%2Fdoi%2F10.1073%2Fpnas.2528506123">C. Gray, S.C. Dowd, N. Shaul, B.C. Thiede, & J.A. Nye. (2026). <a href="https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.2528506123" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Marine heatwaves and undernutrition in low- and middle-income countries</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-ondas-de-calor-no-oceano-ja-fizeram-uma-vitima-em-terra-as-criancas-que-vivem-em-cidades-costeiras.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Além dos avisos de calor, o IPMA emitiu aviso de trovoada para 5 distritos em vigor a partir das 15h de hoje]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alem-dos-avisos-de-calor-o-ipma-emitiu-aviso-de-trovoada-para-5-distritos-em-vigor-a-partir-das-15h-de-hoje.html</link><pubDate>Sat, 05 Sep 2026 10:35:21 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Além dos 14 distritos sob aviso amarelo de calor, o IPMA emitiu também aviso amarelo de trovoada para 5 distritos. Saiba quais!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb45cvi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb45cvi.jpg" id="xb45cvi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como temos vindo a avançar nas últimas previsões, o dia de hoje deverá contar com instabilidade atmosférica que se irá traduzir em<strong> trovoada e chuva </strong>em vários pontos das regiões Norte e Centro, podendo ainda chegar ao Sul.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Com isto, o IPMA já emitiu <strong>aviso amarelo de trovoada para alguns distritos do Norte e Centro </strong>em vigor já a partir das 15h de hoje, até às 21h. De acordo com o mesmo instituto, este aviso alerta para "<em>condições favoráveis para ocorrência de fenómenos meteorológicos localizados, como: trovoada; precipitação localmente forte, com acumulação entre 10 a 20 mm em 1 h; rajadas entre 70 e 90 km/h</em>".</p><h2>Distritos mais afetados</h2><p>Os distritos sob este aviso são Vila Real, Viseu, Bragança, Guarda e Castelo Branco. No entanto, e tal como podemos observar no mapa abaixo, <strong>a extensão da trovoada poderá afetar a maior parte dos distritos do continente</strong>, ainda que com intensidades diferentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alem-dos-avisos-de-calor-o-ipma-emitiu-aviso-de-trovoada-para-5-distritos-em-vigor-a-partir-das-15h-de-hoje-1788602370734.jpg" data-image="oeu9u0jxjair" alt="densidade de raios" title="densidade de raios"><figcaption> O IPMA emitiu aviso amarelo de trovoada para 5 distritos, em vigor entre as 15h e as 21h de hoje.</figcaption></figure><p>A <strong>partir das 13h poderão surgir os primeiros núcleos </strong>convectivos entre Vila Real e Viseu, atingindo também a Guarda. Rapidamente estes deverão abranger uma boa parte do Norte e Centro, podendo contar com alguma expressão também em Coimbra, Santarém e Beja (no litoral). <strong>Entre Évora e Portalegre poderá surgir um núcleo bastante expressivo pelas 18h</strong>, podendo a densidade de raios ultrapassar os 30 raios por km². A partir dessa hora, é expectável uma melhoria do estado de tempo.</p><h2>A chuva deverá acompanhar a maior parte da atividade elétrica</h2><p>Ainda que não se descarte a possibilidade de alguns aguaceiros fracos e irregulares antes, os nossos mapas apontam para uma <strong>maior expressão da chuva a partir das 16h</strong>, no Norte e Centro do país. Ainda assim, esta deverá ser fraca a moderada, podendo contar com alguns <strong>períodos de chuva forte ao final da tarde entre Évora e Portalegre</strong>, correspondendo ao mesmo episódio forte de trovoada supracitado. O distrito de Castelo Branco também poderá contar com um episódio de chuva forte e trovoada mais intensa nesse mesmo período.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787211" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-mapas-do-modelo-ecmwf-preveem-uma-tendencia-de-bloqueio-atmosferico-para-a-segunda-quinzena-de-setembro.html" title="Os mapas do modelo ECMWF prevêem uma tendência de bloqueio atmosférico para a segunda quinzena de setembro">Os mapas do modelo ECMWF prevêem uma tendência de bloqueio atmosférico para a segunda quinzena de setembro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-mapas-do-modelo-ecmwf-preveem-uma-tendencia-de-bloqueio-atmosferico-para-a-segunda-quinzena-de-setembro.html" title="Os mapas do modelo ECMWF prevêem uma tendência de bloqueio atmosférico para a segunda quinzena de setembro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-mapas-do-modelo-ecmwf-preveem-uma-tendencia-de-bloqueio-atmosferico-para-a-segunda-quinzena-de-setembro-1788571266469_320.jpg" alt="Os mapas do modelo ECMWF prevêem uma tendência de bloqueio atmosférico para a segunda quinzena de setembro"></a></article></aside><p>Porém, <strong>tanto a chuva como a trovoada deverão começar a dissipar-se ao final do dia</strong>, dando lugar a um resto de fim de semana estável. Para além da estabilidade atmosférica, domingo contará com temperaturas máximas entre os 21 ºC em Viana do Castelo e os 38 ºC em Beja, indicando uma ligeira descida dos termómetros no litoral Norte e Centro e mantendo os valores elevados ao longo da faixa interior do país.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alem-dos-avisos-de-calor-o-ipma-emitiu-aviso-de-trovoada-para-5-distritos-em-vigor-a-partir-das-15h-de-hoje.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A atmosfera de Saturno volta a surpreender: uma figura gigante e misteriosa de dez lados foi encontrada no polo sul]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-atmosfera-de-saturno-volta-a-surpreender-uma-figura-gigante-e-misteriosa-de-dez-lados-foi-encontrada-no-polo-sul.html</link><pubDate>Sat, 05 Sep 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O telescópio Hubble detetou uma enorme onda atmosférica decagonal em torno do polo sul de Saturno. Ela é recente, está em movimento e pode ajudar a explicar como se formam as impressionantes estruturas poligonais do planeta.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-atmosfera-de-saturno-vuelve-a-sorprender-hallan-gigante-y-misteriosa-figura-de-10-lados-en-el-polo-sur-del-planeta-1788488940420.jpg" data-image="g3697rij8yvi" alt="Saturno" title="Saturno"><figcaption>Pólo sul de Saturno, captado pelo Telescópio Espacial Hubble em agosto de 2025. Crédito: NASA, ESA, A. Sánchez-Lavega (Universidade do País Basco, EHU).</figcaption></figure><p>Durante mais de quatro décadas, Saturno ostentou uma característica única que parecia quase impossível de replicar: um hexágono gigantesco gravado nas nuvens do seu polo norte. Agora, <strong>o planeta anelado acaba de acrescentar uma nova forma geométrica ao seu extraordinário catálogo atmosférico</strong>.</p><div class="texto-destacado">As observações do Telescópio Espacial Hubble revelaram uma estrutura gigantesca de dez lados em torno do polo sul de Saturno. Os investigadores chamam-lhe decágono e acreditam que se trata de uma onda atmosférica que se desenvolve dentro de uma das poderosas correntes de jato de Saturno.</div><p>A descoberta, liderada pelo investigador Agustín Sánchez-Lavega da Universidade do País Basco, foi publicada na revista <em>Science Advances</em> e representa a <strong>primeira deteção de um padrão poligonal regular deste tipo </strong>no hemisfério sul do planeta.</p><h2>Uma figura que surgiu nos últimos anos</h2><p>A história do decágono começou a ser reconstruída a partir de imagens obtidas em diferentes anos. Os dados do Hubble mostram sinais da estrutura já em 2023, enquanto<strong> as observações da Terra detetaram uma faixa ondulada em torno do pólo sul em 2024</strong>.</p><p>Durante 2025, o sinal tornou-se muito mais evidente. Uma imagem do Hubble, captada a 29 de agosto desse ano, mostra claramente o <strong>padrão decagonal em torno de uma região central escura</strong>. Comparando imagens obtidas em diferentes comprimentos de onda, os cientistas confirmaram ainda que a estrutura se estende por diferentes camadas da atmosfera.</p><p>A descoberta foi possível graças a uma<strong> combinação invulgar de observações profissionais e amadoras</strong>. Sánchez-Lavega e os astrónomos amadores Trevor Barry e Jean-Paul Oger identificaram os primeiros sinais em imagens captadas a partir da Terra. Posteriormente, o Telescópio Espacial Hubble forneceu a resolução necessária para confirmar o fenómeno e acompanhar a sua evolução.</p><h2>Um decágono muito diferente do famoso hexágono</h2><p>A comparação com o conhecido hexágono do Pólo Norte é inevitável, mas os investigadores alertam que <strong>as duas estruturas não são idênticas</strong>.</p><p>O hexágono do norte foi descoberto pelas sondas Voyager na década de 1980 e <strong>manteve-se praticamente estável durante mais de 40 anos</strong>. O novo decágono, por outro lado, parece ainda estar em formação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-atmosfera-de-saturno-vuelve-a-sorprender-hallan-gigante-y-misteriosa-figura-de-10-lados-en-el-polo-sur-del-planeta-1788489139836.jpg" data-image="rmwnpdnvw2gq" alt="Saturno" title="Saturno"><figcaption>A corrente de jato polar hexagonal de Saturno é a característica mais proeminente em quase todas as imagens da região polar norte do planeta. Crédito: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute.</figcaption></figure><p>Além disso, enquanto o hexágono permanece quase estacionário em relação ao interior de Saturno, o decágono desloca-se lentamente para leste. As análises indicam que o faz a cerca de 10 quilómetros por hora, <strong>muito abaixo da velocidade da corrente de jato em que está inserido</strong>, que pode atingir aproximadamente 400 quilómetros por hora. Os vértices exibem também uma oscilação com um período próximo dos 32 dias.</p><p>Por isso, em vez de imaginar uma enorme figura rígida suspensa sobre Saturno, os cientistas <strong>preferem pensar numa onda atmosférica </strong>que adquire uma geometria poligonal ao interagir com os ventos do planeta.</p><h2>Porque é que Saturno forma polígonos?</h2><p>Esta é precisamente uma das questões que permanecem em aberto.</p><p>O famoso hexágono no pólo norte já tinha demonstrado que as correntes atmosféricas de Saturno podem organizar-se em padrões que parecem desafiar a intuição. Ora, <strong>o aparecimento de um decágono no pólo oposto sugere que estes fenómenos podem não ser uma raridade exclusiva</strong> de uma única região do planeta.</p><p>Sánchez-Lavega observou que a descoberta pode indicar que<strong> as condições atmosféricas de Saturno permitem a formação de ondas poligonais em ambos os hemisfério</strong><strong>s</strong>. Os modelos e as observações terão de determinar qual o mecanismo que desencadeou esta nova estrutura e por que razão apareceu precisamente agora.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768989" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-apresentam-uma-nova-hipotese-sobre-a-origem-dos-aneis-de-saturno.html" title="Astrónomos apresentam uma nova hipótese sobre a origem dos anéis de Saturno">Astrónomos apresentam uma nova hipótese sobre a origem dos anéis de Saturno</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-apresentam-uma-nova-hipotese-sobre-a-origem-dos-aneis-de-saturno.html" title="Astrónomos apresentam uma nova hipótese sobre a origem dos anéis de Saturno"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/des-astronomes-emettent-une-nouvelle-hypothese-concernant-l-origine-des-anneaux-de-saturne-1778743829485_320.jpeg" alt="Astrónomos apresentam uma nova hipótese sobre a origem dos anéis de Saturno"></a></article></aside><p>O mistério adensa-se porque a missão Cassini observou Saturno entre 2004 e 2017 <strong>sem encontrar qualquer evidência de uma formação duradoura do pólo sul</strong>. Segundo os investigadores, isto reforça a possibilidade de o decágono se ter formado mais tarde, durante o período em que o pólo sul já não estava oculto aos observadores da Terra.</p><h2>Uma oportunidade para observar como nasce uma estrutura gigante</h2><p>A diferença fundamental em relação ao hexágono representa também uma vantagem científica. Se o decágono continuar a fortalecer-se, os astrónomos terão a oportunidade excecional de<strong> observar a evolução de uma enorme estrutura atmosférica praticamente em tempo real</strong>.</p><p>O <strong>Hubble continuará a fornecer imagens à medida que Saturno revela gradualmente o seu hemisfério sul </strong>da nossa perspetiva. Os próximos anos poderão revelar se o decágono estabiliza, muda de forma ou desaparece.</p><p>Para já, Saturno parece ter acrescentado <strong>uma nova peça a um dos maiores enigmas do clima planetário</strong>. E desta vez, não tem seis lados, mas sim dez.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Agust%C3%ADn%20S%C3%A1nchez-Lavega%20et%20al." data-year="2026" data-title="A%20decagon%20wave%20around%20Saturn%E2%80%99s%20south%20pole" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fsciadv.aee4251">Agustín Sánchez-Lavega et al.. (2026). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.aee4251" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A decagon wave around Saturn’s south pole</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-atmosfera-de-saturno-volta-a-surpreender-uma-figura-gigante-e-misteriosa-de-dez-lados-foi-encontrada-no-polo-sul.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O verde de setembro: o segredo para o cultivo dos espinafres em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-verde-de-setembro-o-segredo-para-o-cultivo-dos-espinafres-em-portugal.html</link><pubDate>Sat, 05 Sep 2026 08:07:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Com a chegada de setembro, as hortas portuguesas entram numa nova fase, é tempo de semear espinafres, aproveitando as temperaturas mais amenas e os solos ainda aquecidos. Venha saber mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-verde-de-setembro-o-segredo-para-o-cultivo-dos-espinafres-em-portugal-1788388723648.jpg" data-image="olv8evkn9blu" alt="Espinafre" title="Espinafre"><figcaption>Em setembro, o espinafre encontra nas temperaturas mais amenas condições favoráveis para crescer e encher de verde as hortas portuguesas.</figcaption></figure><p>Com a chegada de setembro, <strong>as temperaturas começam lentamente a baixar e as hortas portuguesas entram numa nova fase</strong>.</p><p>Depois do calor intenso do verão, <strong>o solo conserva ainda parte do calor acumulado, enquanto as noites mais frescas criam condições particularmente favoráveis</strong> para algumas culturas de outono.</p><p>Entre elas está o <strong>espinafre, uma hortícola de ciclo relativamente rápido</strong> e adaptada às condições do território português.</p><h2>Uma cultura que gosta de temperaturas amenas</h2><p>O espinafre (<em>Spinacia oleracea</em>) é uma planta herbácea pertencente à família das <strong>amarantáceas</strong>. Apesar de poder ser cultivado em diferentes épocas do ano, <strong>apresenta melhores condições de desenvolvimento quando as temperaturas são moderadas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="729372" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/baptisia-uma-planta-de-setembro-aliada-do-outono.html" title="Baptisia: uma planta de setembro aliada do outono ">Baptisia: uma planta de setembro aliada do outono </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/baptisia-uma-planta-de-setembro-aliada-do-outono.html" title="Baptisia: uma planta de setembro aliada do outono "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/baptisia-uma-planta-de-setembro-aliada-do-outono-1757834737308_320.jpg" alt="Baptisia: uma planta de setembro aliada do outono "></a></article></aside><p>Em Portugal, <strong>setembro representa um momento interessante para iniciar novas sementeiras</strong>. O calor excessivo pode dificultar a germinação e acelerar a subida da planta à flor, enquanto <strong>as temperaturas mais baixas favorecem o desenvolvimento das folhas</strong>, precisamente a parte mais apreciada desta hortícola.</p><p>A transição entre o verão e o outono permite, por isso, aproveitar uma janela particularmente favorável, ou seja, <strong>o solo ainda está relativamente quente, mas o ambiente começa a tornar-se mais fresco</strong>.</p><h2>Da semente à colheita</h2><p>O espinafre pode ser cultivado diretamente no local definitivo, através da <strong>sementeira</strong>. Para obter melhores resultados, é importante <strong>escolher uma área com boa exposição solar </strong>ou, sobretudo nas regiões mais quentes do país, um local onde exista alguma proteção durante as horas de maior calor.</p><div class="texto-destacado"><strong>“O espinafre é uma planta que se adapta a todos os tipos de solo e que é indispensável na horta.”</strong> De acordo com a Agrobio, Revista Jardins.</div><p><strong>O solo deve ser fértil, rico em matéria orgânica e apresentar boa drenagem</strong>. A disponibilidade regular de água também é importante, uma vez que <strong>a falta de humidade pode prejudicar o crescimento das folhas </strong>e favorecer o desenvolvimento precoce das flores.</p><p>Uma das vantagens desta cultura está na rapidez. Dependendo da variedade e das condições de cultivo, <strong>é possível começar a colher folhas relativamente jovens poucas semanas depois da sementeira</strong>.</p><p>Para prolongar a produção, podem realizar-se <strong>sementeiras escalonadas</strong>, em vez de colocar todas as sementes no solo ao mesmo tempo. Desta forma, haverá plantas em diferentes fases de crescimento e uma disponibilidade mais regular de folhas.</p><h2>Uma hortícola com tradição nas hortas portuguesas</h2><p>O espinafre encontra-se atualmente presente tanto na <strong>agricultura profissional como nas pequenas hortas familiares e hortas urbanas</strong>.</p><p>A sua <strong>facilidade de cultivo</strong>, o seu ciclo curto e a possibilidade de colher apenas as folhas necessárias tornam-no particularmente interessante para quem cultiva pequenas áreas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-verde-de-setembro-o-segredo-para-o-cultivo-dos-espinafres-em-portugal-1788388807509.jpg" data-image="d49a4nulag2g" alt="Da horta para a mesa" title="Da horta para a mesa"><figcaption>Da semente à folha, o espinafre é uma cultura de ciclo rápido que se adapta bem à transição entre o verão e o outono.</figcaption></figure><p>Em Portugal, as condições variam significativamente entre regiões. No <strong>Norte e no litoral</strong>, o <strong>clima mais húmido e ameno pode favorecer o desenvolvimento</strong> durante uma parte considerável do outono e inverno. No interior e no <strong>Sul</strong>, onde o <strong>início do outono pode continuar quente e seco</strong>, será necessário prestar maior atenção à rega e à proteção contra o calor.</p><p>A cultura adapta-se, assim, às <strong>diferentes realidades agrícolas portuguesas</strong>, embora os cuidados devam ser ajustados ao clima local.</p><h2>O regresso das hortas depois do verão</h2><p>Setembro é também <strong>um mês de renovação</strong>. Depois das culturas que dominaram as hortas durante os meses mais quentes, começam a ganhar espaço espécies capazes de enfrentar as temperaturas mais baixas.</p><p><strong>O espinafre encaixa perfeitamente nesta alteração de estação</strong>. Enquanto algumas plantas de verão terminam o seu ciclo, esta hortícola começa a encontrar condições mais favoráveis para produzir folhas tenras e abundantes.</p><p>Além disso, o seu crescimento relativamente rápido <strong>permite aproveitar parcelas de terreno</strong> que poderiam permanecer vazias durante o outono.</p><h2>Mais do que uma cultura de folha</h2><p>Na alimentação, o espinafre destaca-se pela <strong>presença de vitaminas, minerais, fibra e compostos antioxidantes</strong>. Pode ser consumido cru, em saladas, ou cozinhado em sopas, salteados, recheios e diversos pratos tradicionais.</p><p>A sua <strong>versatilidade</strong> ajuda a explicar por que razão continua a ocupar um lugar importante nas hortas e cozinhas portuguesas. Cultivar espinafres em setembro é, portanto, acompanhar o ritmo natural da estação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="753962" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/com-esses-ingredientes-caseiros-voce-pode-preparar-o-inseticida-organico-mais-potente-para-sua-horta.html" title="Com estes ingredientes caseiros, pode preparar o inseticida orgânico mais potente para a sua horta">Com estes ingredientes caseiros, pode preparar o inseticida orgânico mais potente para a sua horta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/com-esses-ingredientes-caseiros-voce-pode-preparar-o-inseticida-organico-mais-potente-para-sua-horta.html" title="Com estes ingredientes caseiros, pode preparar o inseticida orgânico mais potente para a sua horta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/con-estos-ingredientes-caseros-puedes-preparar-el-insecticida-ecologico-mas-potente-para-tu-huerto-1770480698717_320.png" alt="Com estes ingredientes caseiros, pode preparar o inseticida orgânico mais potente para a sua horta"></a></article></aside><p>À medida que o verão começa a perder força, esta <strong>pequena planta de folhas verdes anuncia a chegada do outono</strong> e demonstra como o calendário agrícola continua intimamente conectado às alterações do clima.</p><p>Para quem tem uma horta, setembro pode ser precisamente o <strong>momento certo para semear uma cultura simples, produtiva </strong>e capaz de trazer verde aos canteiros durante os meses mais frescos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-verde-de-setembro-o-segredo-para-o-cultivo-dos-espinafres-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Couve, rabanete e brócolos: como cultivar vegetais crucíferos em casa e aproveitar os seus benefícios durante todo o ano]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/couve-rabanete-e-brocolos-como-cultivar-vegetais-cruciferos-em-casa-e-aproveitar-os-seus-beneficios-durante-todo-o-ano.html</link><pubDate>Sat, 05 Sep 2026 07:07:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Dicas essenciais de plantação e cuidados a ter para transformar a sua varanda ou jardim numa fonte inesgotável de antioxidantes, nutrientes e fibras frescas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/kale-rabanito-y-brocoli-como-cultivar-cruciferas-en-casa-y-aprovechar-sus-beneficios-digestivos-todo-el-ano-1787600818472.jpg" data-image="lqdu51qwn4s0" alt="verduras" title="verduras"><figcaption>Os vegetais crucíferos são aliados essenciais para a saúde digestiva e para a proteção celular.</figcaption></figure><p>Transformar um cantinho do seu jardim numa fonte rica em nutrientes é mais fácil do que imagina. A família das crucíferas inclui muitos dos <strong>vegetais mais benéficos para a saúde digestiva e celular</strong>.</p><p><strong>Cultivar couve, rabanete e brócolos permite uma produção quase contínua</strong>. Introduzi-los na sua horta garante um fornecimento constante de fibra, antioxidantes e compostos protetores durante as quatro estações do ano.</p><p>O segredo dos seus benefícios para a saúde reside numa espécie de "escudo químico" natural. <strong>Estes vegetais contêm glucosinolatos</strong>, os compostos de enxofre que lhes conferem o seu sabor característico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/kale-rabanito-y-brocoli-como-cultivar-cruciferas-en-casa-y-aprovechar-sus-beneficios-digestivos-todo-el-ano-1787601541656.jpg" data-image="8cd98u3nwb4c" alt="verduras" title="verduras"><figcaption>Das folhas às flores e às raízes, o mundo dos vegetais crucíferos oferece frescura, sabor intenso e nutrientes a cada colheita.</figcaption></figure><p>Quando cortada ou mastigada, <strong>a planta ativa uma enzima que converte esta substância em sulforafano, um poderoso antioxidante natural</strong>. Esta molécula ajuda a reduzir a inflamação dos tecidos e protege o revestimento intestinal, enquanto as suas fibras nutrem as bactérias benéficas da microbiota e auxiliam a digestão.</p><p>Estas são três opções para adicionar ao seu jardim.</p><h3>1. Couve: o vegetal resistente que produz durante meses</h3><p>A couve (também conhecida como couve-crespa) tolera bem a geada e as temperaturas amenas reduzem o seu amargor natural.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/kale-rabanito-y-brocoli-como-cultivar-cruciferas-en-casa-y-aprovechar-sus-beneficios-digestivos-todo-el-ano-1787601006245.jpg" data-image="n02oc6ukxlw3" alt="planta" title="planta"><figcaption>A couve permite colher as folhas exteriores durante meses sem ter de arrancar a planta.</figcaption></figure><p>Para começar, pode <strong>semear num canteiro no final do verão ou no outono</strong>. Quando a plântula tiver quatro folhas, deve ser transplantada para o local definitivo. É necessário um recipiente com uma capacidade mínima de 15 litros e 30 centímetros de profundidade para cada planta. Em campo aberto, recomenda-se deixar cerca de 40 centímetros entre linhas.</p><p>Para crescer vigorosamente, <strong>precisa de pelo menos cinco ou seis horas de luz solar direta por dia</strong>. Requer rega moderada, mas constante, mantendo o solo ligeiramente húmido. O solo muito seco atrasa o aparecimento de novas folhas e acentua o sabor amargo, enquanto a água parada favorece o desenvolvimento de fungos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="693175" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/brocolos-com-ciencia-o-que-dizem-os-investigadores-sobre-a-melhor-forma-de-cozinhar-este-superalimento.html" title="Brócolos com ciência: o que dizem os investigadores sobre a melhor forma de cozinhar este superalimento">Brócolos com ciência: o que dizem os investigadores sobre a melhor forma de cozinhar este superalimento</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/brocolos-com-ciencia-o-que-dizem-os-investigadores-sobre-a-melhor-forma-de-cozinhar-este-superalimento.html" title="Brócolos com ciência: o que dizem os investigadores sobre a melhor forma de cozinhar este superalimento"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/brocolos-com-ciencia-o-que-dizem-os-investigadores-sobre-a-melhor-forma-de-cozinhar-este-superalimento-1737402822912_320.jpg" alt="Brócolos com ciência: o que dizem os investigadores sobre a melhor forma de cozinhar este superalimento"></a></article></aside><p>A <strong>grande vantagem da couve é a sua colheita contínua</strong>. Não é necessário arrancar a planta inteira. Colha as folhas maiores e externas, começando pela base e subindo, deixando o centro livre para continuar a crescer. Uma única planta pode produzir folhas frescas durante mais de quatro meses.</p><h3>2. Brócolos: Uma inflorescência rica em nutrientes</h3><p>O<strong> brócolo exige mais paciência, mas a colheita compensa o esforço</strong>. É uma cultura de outono e inverno que cresce bem sem temperaturas excessivamente elevadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/kale-rabanito-y-brocoli-como-cultivar-cruciferas-en-casa-y-aprovechar-sus-beneficios-digestivos-todo-el-ano-1787601128309.jpg" data-image="p3982dhq55b4" alt="planta" title="planta"><figcaption>Oferece uma elevada concentração de nutrientes e requer vasos de bom tamanho para desenvolver a sua inflorescência central.</figcaption></figure><p>Pode ser semeada em recipientes individuais durante fevereiro ou março. Ao transplantar, lembre-se que precisa de espaço: <strong>são necessários vasos de 20 a 25 litros para cada planta</strong>, ou uma distância de meio metro entre plantas se cultivadas em canteiros. Requer luz solar direta e solo enriquecido com composto orgânico desde o primeiro dia.</p><p>A <strong>cabeça principal deve ser colhida quando os botões estiverem firmes e verdes</strong>, antes de as flores amarelas se abrirem. Após o corte da haste central, a planta produz rebentos laterais mais pequenos durante mais algumas semanas.</p><h3>3. Rabanetes: rapidez e flexibilidade para espaços pequenos</h3><p>Os <strong>rabanetes são uma alternativa ideal se tem pouco espaço ou está a começar agora</strong>. Podem ser cultivados quase todo o ano, exceto durante os meses mais quentes do verão.</p><p><strong>Semeie diretamente no local definitivo, sem necessidade de canteiro</strong>. Uma semeadora com apenas 15 centímetros de profundidade é suficiente. Deixe um espaço de 5 a 8 centímetros entre cada semente para que a raiz se possa desenvolver sem ser comprimida.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/kale-rabanito-y-brocoli-como-cultivar-cruciferas-en-casa-y-aprovechar-sus-beneficios-digestivos-todo-el-ano-1787601195795.jpg" data-image="35ziinr5fmzh" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Ideal para varandas ou espaços pequenos: oferece raízes frescas e crocantes em apenas 30 a 40 dias após a sementeira.</figcaption></figure><p>A rega regular é a chave para o sucesso. Se o substrato secar completamente, a raiz fica lenhosa e com um sabor excessivamente picante. De trinta a quarenta dias após o aparecimento dos rebentos, os rabanetes estão prontos para serem colhidos e consumidos frescos.</p><h2>Como organizar o seu calendário de colheitas ao longo dos 12 meses</h2><p>A chave para manter a produção ao longo do ano reside na sementeira escalonada das três espécies, com base nas estações do ano no nosso país:</p><p>O<strong> outono e o inverno</strong> são os períodos de maior crescimento para a couve e os brócolos. Enquanto a couve produz folhas semana após semana, o brócolo produz os seus floretes principais a meio da estação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/kale-rabanito-y-brocoli-como-cultivar-cruciferas-en-casa-y-aprovechar-sus-beneficios-digestivos-todo-el-ano-1787601266087.jpg" data-image="t3jnobez9gov" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Os vegetais crucíferos são essenciais na cozinha devido à sua combinação única de antioxidantes, vitaminas e fibras de alta qualidade.</figcaption></figure><p><strong>Primavera</strong>: Os rabanetes entram na sua fase de crescimento mais rapidamente, sendo semeados de 15 em 15 dias, acompanhados pelos rebentos laterais secundários do brócolo e pelas últimas folhas da couve antes da chegada do calor.</p><p><strong>Verão</strong>: nos meses de calor intenso, o rabanete permite manter a colheita se for semeado à sombra parcial e regado abundantemente. No final de janeiro já pode preparar as mudas de couve e brócolos para reiniciar o ciclo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783824" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/tres-arvores-para-cultivar-em-vasos-ideais-para-varandas-e-pequenos-terracos.html" title="Três árvores para cultivar em vasos: ideais para varandas e pequenos terraços">Três árvores para cultivar em vasos: ideais para varandas e pequenos terraços</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/tres-arvores-para-cultivar-em-vasos-ideais-para-varandas-e-pequenos-terracos.html" title="Três árvores para cultivar em vasos: ideais para varandas e pequenos terraços"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tres-arboles-para-cultivar-en-maceta-ideales-para-balcones-y-patios-chicos-1785795005040_320.jpg" alt="Três árvores para cultivar em vasos: ideais para varandas e pequenos terraços"></a></article></aside><p>O <strong>calor prolongado destrói a enzima que produz sulforafano</strong>. Para preservar as propriedades da couve e dos brócolos, o ideal é cozinhá-los a vapor durante três a cinco minutos. Este método mantém-nos crocantes e com uma cor verde vibrante. Os rabanetes são melhores consumidos crus, finamente fatiados, em saladas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/couve-rabanete-e-brocolos-como-cultivar-vegetais-cruciferos-em-casa-e-aproveitar-os-seus-beneficios-durante-todo-o-ano.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os mapas do modelo ECMWF prevêem uma tendência de bloqueio atmosférico para a segunda quinzena de setembro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-mapas-do-modelo-ecmwf-preveem-uma-tendencia-de-bloqueio-atmosferico-para-a-segunda-quinzena-de-setembro.html</link><pubDate>Sat, 05 Sep 2026 06:04:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A segunda quinzena de setembro poderá arrancar sob um padrão de bloqueio no Atlântico Norte. O ECMWF aponta para maior probabilidade de Atlantic Ridge, com efeitos em Portugal que poderão traduzir-se em tempo seco e temperaturas acima da média.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-mapas-do-modelo-ecmwf-preveem-uma-tendencia-de-bloqueio-atmosferico-para-a-segunda-quinzena-de-setembro-1788571266469.jpg" data-image="gxssyz2k290d" alt="Segunda quinzena de setembro" title="Segunda quinzena de setembro"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-170965">O Atlântico poderá ficar “fechado” às tempestades nos primeiros dias da segunda quinzena de setembro, com as altas pressões a dominarem grande parte do oceano. Em Portugal, este bloqueio poderá favorecer tempo mais estável, seco e temperaturas acima da média para a época.</figcaption></figure><p><br>A segunda quinzena de setembro poderá arrancar sob a influência de um padrão atmosférico relativamente persistente no Atlântico Norte.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>As últimas projeções sub-sazonais do modelo europeu <strong>ECMWF</strong> apontam para uma maior probabilidade de estabelecimento do regime <strong>Atlantic Ridge</strong>, uma configuração de bloqueio que poderá favorecer <strong>tempo mais seco e temperaturas acima da média em Portugal</strong> entre meados do mês e, pelo menos, os primeiros dias da segunda quinzena.</p><h2>Atlantic Ridge ganha força a partir de meados de setembro</h2><p>O mapa de probabilidades dos regimes euro-atlânticos permite acompanhar quatro grandes padrões de circulação: <strong>NAO+, NAO-, bloqueio escandinavo e Atlantic Ridge (ATR).</strong> Estes regimes ajudam a perceber como se poderá organizar a circulação atmosférica em grande escala nas semanas seguintes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-mapas-do-modelo-ecmwf-preveem-uma-tendencia-de-bloqueio-atmosferico-para-a-segunda-quinzena-de-setembro-1788569457700.jpg" data-image="aiuo06v9ek2r" alt="Regimes Euro-Atlânticos ECMWF" title="Regimes Euro-Atlânticos ECMWF"><figcaption>O regime Atlantic Ridge ganha probabilidade a partir de meados de setembro, sobretudo entre os dias 14 e 22. Esta configuração de bloqueio tende a favorecer altas pressões no Atlântico Norte e maior estabilidade em Portugal.</figcaption></figure><p>A partir de aproximadamente <strong>13-14 de setembro e até perto do dia 22</strong>, o Atlantic Ridge ganha destaque nas projeções do ECMWF, apresentando-se como um dos regimes mais prováveis durante vários dias.</p><div class="texto-destacado">O <strong>Atlantic Ridge</strong> caracteriza-se pela formação de uma crista de altas pressões sobre o Atlântico Norte. É considerado um padrão de bloqueio porque esta configuração pode interromper ou desviar a circulação habitual de oeste para leste, obrigando as depressões e respetivas frentes a seguirem trajetórias diferentes.</div><p>Para Portugal, uma das consequências possíveis desta configuração, dependendo da localização exata da crista, é uma maior predominância de <strong>tempo seco e estável</strong>, com as perturbações atlânticas a encontrarem maior dificuldade em alcançar o território continental.</p><h2>Dia 14 já é possível observar claramente o padrão nos mapas </h2><p>Na projeção para <strong>14 de setembro</strong>, imediatamente antes do início da segunda quinzena, observa-se uma extensa área de altas pressões a ocupar uma grande porção do Atlântico Norte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-mapas-do-modelo-ecmwf-preveem-uma-tendencia-de-bloqueio-atmosferico-para-a-segunda-quinzena-de-setembro-1788569602808.jpg" data-image="ou9wo9crx8n8" alt="Pressão atmosférica" title="Pressão atmosférica"><figcaption>Uma extensa área de altas pressões ocupa grande parte do Atlântico Norte, numa configuração compatível com o regime Atlantic Ridge. Esta dorsal anticiclónica poderá dificultar a progressão das principais depressões atlânticas em direção a Portugal.</figcaption></figure><p>A configuração é coerente com a evolução prevista para um regime Atlantic Ridge. A circulação depressionária permanece ativa mais a norte, enquanto uma <strong>robusta estrutura anticiclónica ocupa latitudes médias e altas do oceano Atlântico</strong>.</p><p>No entanto, <strong>a localização do anticiclone será determinante</strong>. Pequenos deslocamentos da crista podem produzir consequências bastante diferentes em Portugal, sobretudo na direção do vento, temperatura e possibilidade de aproximação de sistemas frontais.</p><h2>Entre 14 e 21 de setembro: temperaturas novamente acima da média</h2><p>As projeções semanais do ECMWF reforçam esta possibilidade. Para a semana compreendida entre <strong>14 e 21 de setembro</strong>, praticamente todo o território continental apresenta uma <strong>anomalia positiva da temperatura média</strong>.</p><p>Isto significa que, considerando o conjunto da semana, as temperaturas deverão situar-se acima dos valores climatologicamente habituais para esta altura de setembro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-mapas-do-modelo-ecmwf-preveem-uma-tendencia-de-bloqueio-atmosferico-para-a-segunda-quinzena-de-setembro-1788569749153.jpg" data-image="xcuyfze00vsf" alt="Anomalia semanal da temperatura" title="Anomalia semanal da temperatura"><figcaption>O ECMWF prevê temperaturas médias acima do normal em Portugal durante esta semana. As anomalias positivas deverão ser mais evidentes sobretudo no interior Norte e Centro.</figcaption></figure><p>O sinal mais expressivo aparece sobretudo no <strong>interior Norte e Centro</strong>, onde as anomalias poderão ser mais acentuadas. No restante território também predomina um sinal positivo, embora geralmente menos intenso. Importa salientar que uma anomalia semanal positiva <strong>não significa necessariamente calor extremo durante todos os dias</strong>.</p><h2>Precipitação abaixo do habitual reforça o sinal de estabilidade</h2><p>O mapa semanal de anomalias de precipitação apresenta outro sinal coerente com este cenário. Entre 14 e 21 de setembro, o ECMWF projeta <strong>precipitação abaixo da média em grande parte de Portugal continental</strong>. Também aqui é necessário interpretar corretamente a informação: uma anomalia negativa de precipitação <strong>não significa ausência total de chuva</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-mapas-do-modelo-ecmwf-preveem-uma-tendencia-de-bloqueio-atmosferico-para-a-segunda-quinzena-de-setembro-1788569835903.jpg" data-image="0rx27ntn1tik" alt="Anomalia semanal da precipitação" title="Anomalia semanal da precipitação"><figcaption>Grande parte de Portugal apresenta um sinal de precipitação abaixo da média climatológica. Isto não exclui episódios de chuva, mas sugere que o total semanal poderá ficar aquém do habitual para esta altura de setembro.</figcaption></figure><p>Poderão ocorrer períodos de precipitação durante a semana, sobretudo porque a esta distância temporal ainda existe elevada incerteza relativamente à trajetória e ao momento exato de passagem de pequenas perturbações. O que o sinal semanal sugere que, no conjunto dos sete dias, <strong>a quantidade de chuva poderá ficar abaixo do normal para esta altura do ano</strong>.</p><p>Assim, temperaturas acima da média e um sinal predominantemente seco são compatíveis com a maior influência anticiclónica associada ao Atlantic Ridge.</p><h2>E depois de 22 de setembro?</h2><p>A partir de aproximadamente <strong>23 de setembro</strong>, o cenário torna-se bastante menos definido. As probabilidades dos vários regimes euro-atlânticos aproximam-se e deixa de existir um padrão tão claramente destacado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787091" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-poeiras-do-saara-vao-permanecer-sobre-portugal-ate-a-proxima-terca-feira-dia.html" title="As poeiras do Saara vão permanecer sobre Portugal até à próxima terça-feira, dia 8">As poeiras do Saara vão permanecer sobre Portugal até à próxima terça-feira, dia 8</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-poeiras-do-saara-vao-permanecer-sobre-portugal-ate-a-proxima-terca-feira-dia.html" title="As poeiras do Saara vão permanecer sobre Portugal até à próxima terça-feira, dia 8"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-poeiras-do-saara-vao-permanecer-sobre-portugal-ate-a-proxima-terca-feira-dia-1788517587645_320.jpg" alt="As poeiras do Saara vão permanecer sobre Portugal até à próxima terça-feira, dia 8"></a></article></aside><p><br>Por isso, para já, o sinal mais consistente concentra-se em <strong>meados de setembro e no início da segunda quinzena</strong>, com tendência para bloqueio no Atlântico, temperaturas acima da média e precipitação globalmente inferior ao habitual em Portugal. A evolução para os últimos dias do mês deverá ser acompanhada nas próximas atualizações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-mapas-do-modelo-ecmwf-preveem-uma-tendencia-de-bloqueio-atmosferico-para-a-segunda-quinzena-de-setembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Saiba como a China impulsionou o rápido crescimento do sumidouro de carbono florestal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/saiba-como-a-china-impulsionou-o-rapido-crescimento-do-sumidouro-de-carbono-florestal.html</link><pubDate>Sat, 05 Sep 2026 05:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Já há muitos anos que a China toma ações concretas em relação às florestas não só para conterem o avanço dos desertos, mas também para funcionarem como sumidouros de carbono.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-como-a-china-impulsionou-o-rapido-crescimento-do-sumidouro-de-carbono-florestal-1787867751066.jpg" data-image="mx76oq1wjkt6" alt="Floresta na China" title="Floresta na China"><figcaption>A China sempre teve grandes extensões de diversos tipos de florestas e há centenas de anos que aplica projetos para plantar mais árvores numa escala difícil de encontrar em qualquer outro lugar do mundo.</figcaption></figure><p>A China além de plantar novas florestas também procede à reflorestação das florestas existentes. Estudos recentes pretendem analisar o que é que realmente impulsionou o rápido crescimento do sumidouro de carbono florestal da China. </p><h2>Plantação de novas florestas </h2><p>Desde 1978, a China o plantou cerca de 66 biliões de árvores como parte da chamada Grande Muralha Verde, uma barreira vegetal concebida para conter o avanço dos desertos de Gobi e Taclamacã na parte norte do país.</p><p>O objetivo era impedir que a areia continuasse a engolir pradarias do norte do país, uma região onde o deserto de Gobi chegava a avançar mais de 2.600 quilómetros quadrados por ano. <strong>No entanto, esta muralha de árvores acabou também por combater aa alterações climáticas, funcionando como um sumidouro de carbono.</strong></p><div class="texto-destacado">A cobertura florestal nas regiões afetadas subiu de 5% em 1978 para 14% em 2023, reduzindo tempestades de poeira e melhorando a qualidade do ar nas grandes cidades.</div><p>Um estudo publicado na revista <em>Geophysical Research Letters</em>, sobre a plantação de árvores na China, aponta que <strong>as florestas plantadas parecem responder ao aumento do CO₂ de forma diferente das florestas naturais.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-como-a-china-impulsionou-o-rapido-crescimento-do-sumidouro-de-carbono-florestal-1787868372356.jpg" data-image="gxyz53fqi7o5" alt="Tempestade de areia" title="Tempestade de areia"><figcaption>A China procedeu à plantação de árvores, em que um dos objetivos era conter o avanço dos desertos e consequentemente impedir o avanço das tempestades de poeira.</figcaption></figure><p>Esta diferença pode traduzir-se num crescimento muito mais rápido da cobertura de folhas, embora os investigadores ainda não saibam exatamente quais os mecanismos que explicam este fenómeno.</p><p>Este estudo, analisou observações de satélite do índice de área foliar, uma medida da densidade da folhagem relacionada à capacidade das florestas de capturar carbono.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784119" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-dos-eua-demonstram-que-as-florestas-demoraram-100-000-anos-a-recuperar-apos-aquecimento-semelhante-ao-atual.html" title="Cientistas dos EUA demonstram que as florestas demoraram 100 000 anos a recuperar após aquecimento semelhante ao atual">Cientistas dos EUA demonstram que as florestas demoraram 100 000 anos a recuperar após aquecimento semelhante ao atual</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-dos-eua-demonstram-que-as-florestas-demoraram-100-000-anos-a-recuperar-apos-aquecimento-semelhante-ao-atual.html" title="Cientistas dos EUA demonstram que as florestas demoraram 100 000 anos a recuperar após aquecimento semelhante ao atual"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientifico-muestran-que-los-bosques-tardaron-100-000-anos-en-recuperarse-tras-un-calentamiento-similar-al-actual-1786800610006_320.jpg" alt="Cientistas dos EUA demonstram que as florestas demoraram 100 000 anos a recuperar após aquecimento semelhante ao atual"></a></article></aside><p>Uma das conclusões a que os autores chegaram é que <strong>este indicador aumentou 66% mais rapidamente nas florestas plantadas do que nas naturais.</strong></p><p>É de referir que a faixa arborizada ao longo do deserto de Taclamacã capturou cerca de 8,3 milhões de toneladas de CO₂ por ano entre 2004 e 2017, enquanto emitia aproximadamente 6,7 milhões de toneladas anuais, o que indica que funcionou como um sumidouro líquido de carbono nesse período.</p><p>De acordo com o site IFLScience, em 2020, <strong>as florestas plantadas do sul da China cobriam 90,3 milhões de hectares, o equivalente a 36,6% de toda a área florestal do país</strong>.</p><h2>Reflorestação das florestas existentes ou/e plantação de novas florestas?</h2><p>Na sequência do estudo anterior e de acordo com os cientistas, há que ter em conta que o <strong>índice de área foliar é um indicador útil, mas insuficiente para estimar quanto carbono uma floresta realmente armazena</strong>. Uma parte significativa desse carbono também se acumula na madeira, na casca, nas raízes e no solo, e não apenas na copa das árvores.</p><div class="texto-destacado">Um outro estudo mais recente publicado na Nature Geoscience teve como objetivo responder à pergunta: o que é que impulsionou mais o rápido crescimento do sumidouro de carbono florestal da China - a plantação de novas florestas ou a reflorestação das florestas existentes? </div><p>Com recurso a dados de observação de satélite com uma resolução de 30 m, obtiveram-se dados de biomassa derivados localmente e um modelo de contabilidade de carbono para rastrear a absorção anual de carbono proveniente da reflorestação e da florestação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-como-a-china-impulsionou-o-rapido-crescimento-do-sumidouro-de-carbono-florestal-1787868987543.jpg" data-image="gkwwz23jkux1" alt="Emissão de carbono" title="Emissão de carbono"><figcaption>A China utiliza a reflorestação e a plantação de novas árvores como algumas das ações para combater a mudança climática, atendendo que a floresta funciona como sumidouro de carbono.</figcaption></figure><p>Os autores deste estudo reconstruíram o <strong>balanço de carbono florestal da China para diferentes tipos de floresta com uma resolução de 30 m, ao longo de mais de três décadas (1986 a 2019).</strong></p><div class="texto-destacado">Como resultado, concluíram que o sumidouro de carbono da biomassa florestal da China duplicou, passando de cerca de 0,10 GtC por ano na década de 1990 para 0,20 GtC por ano na década de 2010.</div><p>Mas este sumidouro foi impulsionado principalmente pela reflorestação e regeneração em áreas previamente florestadas, e não pela florestação em novas áreas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Com base neste estudo, a reflorestação dominou o sumidouro de carbono florestal da China de 1986 a 2019.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>As florestas reflorestadas acumularam carbono mais rapidamente (1,47 TC ha⁻¹ ano⁻¹) do que as florestas recentemente florestadas (0,96 TC ha⁻¹ ano⁻¹), mesmo que a área de florestação se tenha expandido mais rapidamente.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A reflorestação foi responsável por cerca de 83% da absorção bruta de carbono, em comparação com cerca de 15% provenientes da florestação.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>São importantes para as políticas climáticas as conclusões a que chegou este estudo. <strong>Proteger e permitir que as florestas degradadas se regenerem pode ser tão importante como plantar novas florestas.</strong> É importante saber onde e como as árvores devem ser plantadas e não apenas o número de hectares plantados.</p><p>Os autores do estudo<strong> priorizam a proteção das florestas em regeneração, juntamente com a florestação direcionada, para alcançar a neutralidade carbónica com base nas florestas.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Luo%2C%20Y.%2C%20Han%20Wang%2C%20Z.%2C%20et%20al." data-year="2026" data-title="Enhanced%20CO2%20Response%20and%20Aging-Related%20Dynamics%20Drive%20a%20Greater%20Leaf%20Area%20Index%20Increase%20in%20China's%20Planted%20Forests%20in%20Comparison%20to%20Natural%20Forests" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1029%2F2025GL121544">Luo, Y., Han Wang, Z., et al.. (2026). <a href="https://doi.org/10.1029/2025GL121544" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Enhanced CO2 Response and Aging-Related Dynamics Drive a Greater Leaf Area Index Increase in China's Planted Forests in Comparison to Natural Forests</a>.</cite><br><cite data-author="Xu%2C%20W.%2C%20L%2C%20Z.%2C%20et%20al." data-year="2026" data-title="Reforestation%20dominated%20China%E2%80%99s%20forest%20carbon%20sink%20from%201986%20to%202019" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41561-026-02074-2%3Futm_source%3Dcbnewsletter%26utm_medium%3Demail%26utm_term%3D2026-08-24%26utm_campaign%3DDaily%2BBriefing%2BEurope%2Bfarm%2Bcrisis%2BXi%2Bs%2Bwarming%2Bwarning%2BUS%2Breservoirs%2Blow%2B">Xu, W., L, Z., et al.. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41561-026-02074-2?utm_source=cbnewsletter&utm_medium=email&utm_term=2026-08-24&utm_campaign=Daily+Briefing+Europe+farm+crisis+Xi+s+warming+warning+US+reservoirs+low+" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Reforestation dominated China’s forest carbon sink from 1986 to 2019</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/saiba-como-a-china-impulsionou-o-rapido-crescimento-do-sumidouro-de-carbono-florestal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Reservas das barragens descem para 77% em agosto: apenas duas bacias estão abaixo da média]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/reservas-das-barragens-descem-para-77-em-agosto-apenas-duas-bacias-estao-abaixo-da-media.html</link><pubDate>Fri, 04 Sep 2026 15:39:26 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>As reservas de água voltaram a diminuir durante agosto em Portugal continental, mas a situação mantém-se favorável na maioria das bacias hidrográficas, com apenas duas a registarem níveis inferiores às respetivas médias históricas mensais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/reservas-das-barragens-descem-para-77-em-agosto-apenas-duas-bacias-estao-abaixo-da-media-1788536085223.jpg" data-image="9tc4y8ayv7yy" alt="Barragens portuguesas mantêm reservas elevadas apesar da descida em agosto" title="Barragens portuguesas mantêm reservas elevadas apesar da descida em agosto"><figcaption>As reservas de água nas barragens de Portugal continental diminuíram durante agosto, terminando o mês nos 77% da capacidade total monitorizada. Apesar da descida, a maioria das bacias mantém níveis superiores às respetivas médias históricas.</figcaption></figure><p>As reservas de água nas barragens de Portugal continental continuaram a descer em agosto. No final do mês<strong>, o volume armazenado era de 10 241 hm³, o equivalente a cerca de 77% da capacidade total monitorizada, de 13 238 hm³.</strong> </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/reservas-das-barragens-descem-para-77-em-agosto-apenas-duas-bacias-estao-abaixo-da-media-1788533250580.jpg" data-image="5u10xdbu2o73"><figcaption>As barragens de Portugal continental terminaram agosto com 77% da capacidade total armazenada, correspondente a 10 241 hm³ de água. O mapa evidencia diferenças entre bacias, com níveis particularmente elevados no Mira, Guadiana e Barlavento, enquanto o Lima e o Mondego apresentavam valores inferiores às respetivas médias. Fonte: APA/SNIRH.</figcaption></figure><p>Em apenas um mês, as albufeiras perderam aproximadamente 521 hm³ de água, já que no final de julho o armazenamento se situava nos 82%. Segundo o boletim mensal do Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos (SNIRH), <strong>a redução foi transversal a todas as bacias hidrográficas monitorizadas. </strong></p><h2>Lima e Mondego permanecem abaixo da média</h2><p>Apesar desta descida, os níveis mantêm-se acima do habitual em grande parte do território. Das bacias analisadas, apenas Lima e Mondego terminaram agosto abaixo das respetivas médias históricas para este mês, calculadas para o período entre 1990/91 e 2024/25. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações<br></div><p><strong>Entre as bacias abaixo da média, o maior desvio registava-se no Lima</strong>, <strong>onde as reservas desceram para 49,6%, perante uma média de 59,6%</strong>. No Mondego, o armazenamento fixou-se em 63,1%, também abaixo dos 68% habituais. Em contraste, o Mira apresentava 92,6%, enquanto Guadiana e Barlavento mantinham 81,9% e 81,6%, respetivamente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/reservas-das-barragens-descem-para-77-em-agosto-apenas-duas-bacias-estao-abaixo-da-media-1788533813503.jpg" data-image="cc64s6qic8q3"><figcaption>A bacia do Mondego terminou agosto abaixo da respetiva média histórica. Fronhas destacava-se com apenas 33,2% da capacidade, o nível de armazenamento mais baixo entre as 60 albufeiras consideradas no boletim mensal do SNIRH. Na bacia, os valores variavam entre cerca de 33% em Fronhas e 95% em Raiva. Fonte: APA/SNIRH</figcaption></figure><p>Entre as 60 albufeiras consideradas no boletim mensal, <strong>14 conservavam mais de 80% da capacidade.</strong> Apenas duas estavam abaixo dos 40%: Fronhas, na bacia do Mondego, com 33,2%, e Vigia, na bacia do Guadiana, com 38,8%. </p><h2>Julho extremamente seco antecedeu nova descida das reservas</h2><p>A descida das reservas <strong>em agosto</strong> foi antecedida por <strong>julho</strong> marcado por uma <strong>acentuada escassez de precipitação</strong>. <strong>Julho foi classificado pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) como <strong>extremamente seco</strong></strong>, com apenas 0,8 mm de precipitação média em Portugal continental, menos de 8% do valor normal de 1991-2020. Foi o oitavo julho mais seco desde 1931 e o mais seco desde 2000.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/reservas-das-barragens-descem-para-77-em-agosto-apenas-duas-bacias-estao-abaixo-da-media-1788533681460.jpg" data-image="g7z613zpkdcb"><figcaption>Julho foi marcado por precipitação muito reduzida em quase todo o território continental. Os mapas mostram a quantidade total registada durante o mês e a respetiva percentagem face à média de 1991-2020, evidenciando valores inferiores ao normal na generalidade do país. Fonte: IPMA, Boletim Climatológico de julho de 2026.</figcaption></figure><p>A ausência de precipitação foi expressiva: <strong>48% das estações não registaram chuva durante todo o mês.</strong> Na maioria das restantes, os valores ficaram abaixo de 30% da média, sendo Sagres e Pegões as únicas exceções.</p><p>Em julho, o contraste regional foi evidente: <strong>a precipitação correspondeu a apenas 5% do valor médio no Norte e a 16% no Sul</strong>, prolongando um verão com totais mensais inferiores aos valores climatológicos de referência.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786842" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-ceu-se-tingiu-de-rosa-na-china-o-fenomeno-impressionante-que-surgiu-antes-de-uma-forte-tempestade.html" title="O céu tingiu-se de rosa na China: o fenómeno impressionante que surgiu antes de uma forte tempestade">O céu tingiu-se de rosa na China: o fenómeno impressionante que surgiu antes de uma forte tempestade</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-ceu-se-tingiu-de-rosa-na-china-o-fenomeno-impressionante-que-surgiu-antes-de-uma-forte-tempestade.html" title="O céu tingiu-se de rosa na China: o fenómeno impressionante que surgiu antes de uma forte tempestade"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-cielo-se-tino-de-rosa-en-china-el-llamativo-fenomeno-que-aparecio-antes-de-una-fuerte-tormenta-1788267337265_320.jpg" alt="O céu tingiu-se de rosa na China: o fenómeno impressionante que surgiu antes de uma forte tempestade"></a></article></aside><p>Ainda assim, a escassez de chuva dos últimos meses contrasta com o acumulado do ano hidrológico. Entre 1 de outubro de 2025 e 31 de julho de 2026 registaram-se 1048,8 mm, correspondentes a 137% do normal. Até essa data, <strong>2025/26 era o segundo ano hidrológico mais chuvoso desde 2000</strong>, com acumulados acima da média em todo o território continental.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/reservas-das-barragens-descem-para-77-em-agosto-apenas-duas-bacias-estao-abaixo-da-media.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este sábado, as temperaturas vão subir até 5°C em Lisboa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/este-sabado-as-temperaturas-vao-subir-ate-5-c-em-lisboa.html</link><pubDate>Fri, 04 Sep 2026 12:01:50 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de uma breve descida das temperaturas esperada para o dia de hoje, o nosso modelo de confiança aponta para uma nova recuperação das temperaturas para amanhã, sábado.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb3vioe"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb3vioe.jpg" id="xb3vioe"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Esta sexta-feira amanheceu com o <strong>horizonte turvo devido à presença das poeiras do Saara</strong>, que deverão permanecer no nosso território ao longo dos próximos dias, ainda que a sua concentração seja mais elevada hoje.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Além disto, os termómetros registaram uma <strong>descida generalizada dos valores máximos de temperatura</strong>, pelo que se esperam entre os 24 ºC em Viana do Castelo e os 35 ºC em Castelo Branco nas próximas horas. Na capital, Lisboa, também se verificou uma descida térmica entre ontem e hoje, esperando-se uma recuperação deste valor já amanhã.</p><h2>Sábado traz recuperação das temperaturas</h2><p>Entre hoje e amanhã as regiões do <strong>Ribatejo e Alentejo deverão registar uma subida acentuada dos termómetros</strong>, de acordo com a mais recente atualização dos nossos mapas, baseados no ECMWF. Esta subida poderá ser de até 6 ºC em Santarém, que hoje contará com máxima de 30 ºC e amanhã com 36 ºC. Évora e Beja podem registar uma subida de 4 a 5 ºC também entre hoje e amanhã.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-sabado-as-temperaturas-vao-subir-ate-5-c-em-lisboa-1788521867695.jpg" data-image="3efccg3pkqif" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Lisboa poderá registar uma subida de temperatura de 5 ºC entre hoje e amanhã, sendo que para hoje são esperados até 31 ºC de máxima e para amanhã prevêem-se até 36 ºC.</figcaption></figure><p>Para além destas regiões, <strong>também a cidade de Lisboa deverá registar uma subida evidente, de cerca de 5 ºC</strong>, passando de 31 ºC esperados para hoje, para 36 ºC de máxima esperados para amanhã. Espera-se ainda que <strong>a noite de hoje seja quente, esperando-se cerca de 28 ºC pelas 23h</strong>. Entre hoje e amanhã, é expectável que a temperatura mais baixa na cidade possa ser de 23 ºC, pelas 6h de amanhã, voltando os termómetros a subir de forma acentuada nas horas seguintes.</p><h2>No domingo, as temperaturas voltam a descer</h2><p>Os próximos dias serão de altos e baixos nas temperaturas, uma vez que após esta subida esperada para sábado, os valores voltam a descer no domingo, sendo esperadas máximas entre os 21 ºC em Viana do Castelo e os 38 ºC em Beja, sendo o Sul do país das poucas regiões a registar uma manutenção dos valores.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786978" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-dia-5-as-trovoadas-vao-intensificar-se-a-partir-das-15h00-no-norte-e-centro-de-portugal.html" title="Amanhã, dia 5, as trovoadas vão intensificar-se a partir das 15h00 no Norte e Centro de Portugal">Amanhã, dia 5, as trovoadas vão intensificar-se a partir das 15h00 no Norte e Centro de Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-dia-5-as-trovoadas-vao-intensificar-se-a-partir-das-15h00-no-norte-e-centro-de-portugal.html" title="Amanhã, dia 5, as trovoadas vão intensificar-se a partir das 15h00 no Norte e Centro de Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-as-trovoadas-vao-intensificar-se-a-partir-das-15h00-no-norte-e-centro-de-portugal-1788447801424_320.jpg" alt="Amanhã, dia 5, as trovoadas vão intensificar-se a partir das 15h00 no Norte e Centro de Portugal"></a></article></aside><p>Em Lisboa, para <strong>domingo, esperam-se máximas de 33 ºC</strong> e uma noite mais fresca, com possíveis 21 ºC pelas 23h e cerca de 19 ºC pelas 6h de segunda-feira. Estes valores mais elevados, segundo os nossos mapas, são <strong>valores acima da normal climatológica de referência</strong>. Especialmente na tarde de sábado, com os cerca de 36 ºC previstos, a anomalia térmica é de 10 ºC acima da média. No entanto, com a descida gradual prevista, as anomalias também vão tornar-se mais próximas do normal.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/este-sabado-as-temperaturas-vao-subir-ate-5-c-em-lisboa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As poeiras do Saara vão permanecer sobre Portugal até à próxima terça-feira, dia 8]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-poeiras-do-saara-vao-permanecer-sobre-portugal-ate-a-proxima-terca-feira-dia.html</link><pubDate>Fri, 04 Sep 2026 11:26:17 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal continental continuará sob a influência de poeiras do Saara durante o fim de semana, com maior expressão em algumas regiões. Na segunda-feira, a mudança da circulação atmosférica deverá favorecer a dispersão progressiva das partículas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb3vbfy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb3vbfy.jpg" id="xb3vbfy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal continental vai continuar sob a influência de poeiras do Saara nos próximos dias. O episódio prolonga-se pelo fim de semana, com períodos de maior concentração e diferenças significativas entre regiões. <strong>A tendência deverá inverter-se a partir de segunda-feira.</strong></p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Esta intrusão resulta do transporte de partículas minerais provenientes do Norte de África. <strong>Nos últimos dias, a circulação atmosférica favoreceu o avanço de uma massa de ar quente e seco em direção à Península Ibérica, arrastando consigo poeiras do Saara até Portugal.</strong> A configuração responsável por este transporte deverá persistir durante o fim de semana, mas começará a alterar-se na segunda-feira, com a aproximação de uma perturbação atlântica a favorecer a entrada gradual de ar marítimo mais limpo.</p><h2>Poeiras mantêm-se durante o fim de semana</h2><p>Esta sexta-feira, a pluma deverá abranger praticamente todo o território continental, <strong>com maior expressão no Centro e Sul</strong>. Durante a tarde, Lisboa, Alentejo e o Algarve deverão estar entre as zonas mais afetadas, mantendo-se uma carga significativa de poeiras em suspensão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-poeiras-do-saara-vao-permanecer-sobre-portugal-ate-a-proxima-terca-feira-dia-1788517587645.jpg" data-image="21giqjfqlk27"><figcaption>Ao final da tarde de sábado, a carga de poeiras deverá ser mais elevada no Sul, sobretudo no Baixo Alentejo, onde o AOD poderá aproximar-se de 0,27. A pluma continuará, contudo, a abranger grande parte de Portugal continental.</figcaption></figure><p>No sábado, a intrusão continuará ainda definida. Entre o final da manhã e a tarde,<strong> o Alentejo e o Algarve deverão concentrar os valores mais elevados. </strong>O AOD, indicador da quantidade de partículas em suspensão na coluna atmosférica, deverá atingir valores próximos de 0,27 no Baixo Alentejo e 0,24 no Algarve ao final da tarde, traduzindo uma presença significativa de poeiras, suficiente para deixar a <strong>atmosfera mais turva e o céu esbranquiçado, com possível redução da visibilidade horizontal.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-poeiras-do-saara-vao-permanecer-sobre-portugal-ate-a-proxima-terca-feira-dia-1788520946684.jpg" data-image="pl87cyt1w3yz"><figcaption>Na madrugada de domingo, as partículas finas deverão atingir concentrações mais elevadas no litoral Norte e Noroeste, sobretudo entre Porto e Braga.</figcaption></figure><p><strong>A fase mais crítica deverá estender-se entre a tarde de sábado e a manhã de domingo</strong>, acompanhada por uma alteração na distribuição das partículas. Durante a madrugada de domingo, os modelos apontam para um aumento das partículas finas no litoral Norte e Noroeste, com destaque para a região entre Porto e Braga. Lisboa também deverá registar concentrações elevadas nas primeiras horas do dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-poeiras-do-saara-vao-permanecer-sobre-portugal-ate-a-proxima-terca-feira-dia-1788518102935.jpg" data-image="b6o4ltefglhd"><figcaption>Ao meio-dia de segunda-feira, a pluma deverá já ter perdido expressão no Norte e Centro, enquanto a presença de poeiras continuará mais evidente no Sul. A entrada gradual de ar marítimo deverá favorecer a sua dispersão ao longo do dia.</figcaption></figure><p><strong>A partir das 12h de domingo, as concentrações deverão começar a diminuir no Norte e Centro</strong>. Durante a tarde, o Alentejo e o Algarve deverão permanecer como as regiões com maior presença de poeiras.</p><h2>Mudança da circulação favorece dispersão das poeiras</h2><p>Na segunda-feira, a mudança torna-se mais evidente, com a pluma a perder expressão. <strong>A melhoria deverá começar pelo litoral Norte e Centro</strong> e avançar para o interior e Sul, acompanhando a renovação da massa de ar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786978" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-dia-5-as-trovoadas-vao-intensificar-se-a-partir-das-15h00-no-norte-e-centro-de-portugal.html" title="Amanhã, dia 5, as trovoadas vão intensificar-se a partir das 15h00 no Norte e Centro de Portugal">Amanhã, dia 5, as trovoadas vão intensificar-se a partir das 15h00 no Norte e Centro de Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-dia-5-as-trovoadas-vao-intensificar-se-a-partir-das-15h00-no-norte-e-centro-de-portugal.html" title="Amanhã, dia 5, as trovoadas vão intensificar-se a partir das 15h00 no Norte e Centro de Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-as-trovoadas-vao-intensificar-se-a-partir-das-15h00-no-norte-e-centro-de-portugal-1788447801424_320.jpg" alt="Amanhã, dia 5, as trovoadas vão intensificar-se a partir das 15h00 no Norte e Centro de Portugal"></a></article></aside><p>No início de terça-feira, dia 8, <strong>a intrusão estará praticamente dissipada</strong>, com os modelos a apontarem apenas para concentrações residuais na generalidade de Portugal continental.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-poeiras-do-saara-vao-permanecer-sobre-portugal-ate-a-proxima-terca-feira-dia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Arco-íris num vaso de flores: como cuidar da Croton Petra para que as suas folhas continuem a ser as estrelas da varanda]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/arco-iris-num-vaso-de-flores-como-cuidar-da-croton-petra-para-que-as-suas-folhas-continuem-a-ser-as-estrelas-da-varanda.html</link><pubDate>Fri, 04 Sep 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>As suas folhas parecem pintadas à mão, mas manter as suas cores vibrantes pode ser um grande desafio. Aprenda a cuidar desta planta e faça dela a estrela do seu jardim.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-arcoiris-en-una-maceta-como-cuidar-el-croton-petra-para-que-sus-hojas-sigan-siendo-las-protagonistas-del-balcon-1788067816881.png" data-image="nji1r610lnrh" alt="Os crótons podem transformar qualquer canto do jardim numa mistura vibrante de verdes, amarelos, laranjas e vermelhos." title="Os crótons podem transformar qualquer canto do jardim numa mistura vibrante de verdes, amarelos, laranjas e vermelhos."><figcaption>Estas plantas podem transformar qualquer canto do jardim numa mistura vibrante de verdes, amarelos, laranjas e vermelhos.</figcaption></figure><p>O Croton Petra (<em>Codiaeum variegatum ‘Petra’</em>) parece uma <strong>obra de arte em miniatura</strong>, quase como se tivesse sido pintado à mão. Possui folhas grandes e brilhantes que exibem uma paleta de verdes, amarelos, laranjas e vermelhos, realçada por nervuras distintas. É por isso que é conhecido como um <strong>arco-íris num vaso</strong>.</p><p>Embora tenha fama de ser uma <strong>planta frágil e delicada</strong>, na verdade só precisa de condições estáveis para prosperar. Não é uma espécie que deva ser esquecida durante semanas, mas também não exige cuidados extraordinários.<strong> </strong></p><div class="texto-destacado">Se receber luz suficiente, humidade ambiente adequada e rega apropriada, pode manter a sua folhagem colorida durante todo o ano.</div><p><strong>Em climas quentes, prospera em varandas protegidas</strong>, idealmente onde receba luz solar nas primeiras horas da manhã. <strong>Em climas temperados ou frios, o melhor é cultivá-la em ambientes interiores</strong>, perto de uma janela bem iluminada. É importante evitar mudanças bruscas de temperatura, pois não tolera bem o frio nem as correntes de ar.</p><p>É também importante compreender que <strong>a cor de uma planta não é fixa</strong>. Ela precisa de produzir pigmentos como as antocianinas e os carotenoides, responsáveis pelos tons de vermelho, amarelo e laranja. No entanto, <strong>quando a planta recebe pouca luz, a clorofila torna-se dominante</strong>, fazendo com que as folhas pareçam mais verdes e baças.</p><p>Por isso, <strong>observar atentamente a folhagem é uma das melhores formas de compreender as suas necessidades</strong>. Folhas que perdem a cor, se enrolam, têm as pontas secas ou começam a cair são sinais claros. </p><h2>Luz, temperatura e rega: o equilíbrio que mantém as suas cores</h2><p>A<strong> luz é o fator mais importante para preservar a cor das suas folhas</strong>. Simplificando, quanto mais luz receber, mais intensos serão os seus tons de amarelo, laranja e vermelho. O ideal é que receba entre quatro a seis horas de boa luz diariamente, de preferência o sol suave da manhã. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-arcoiris-en-una-maceta-como-cuidar-el-croton-petra-para-que-sus-hojas-sigan-siendo-las-protagonistas-del-balcon-1788067849504.png" data-image="hgn1xd8t8vws" alt="Cada folha desenvolve um padrão único, sendo quase impossível encontrar duas plantas exatamente iguais." title="Cada folha desenvolve um padrão único, sendo quase impossível encontrar duas plantas exatamente iguais."><figcaption>Cada folha desenvolve um padrão único, sendo quase impossível encontrar duas plantas exatamente iguais.</figcaption></figure><p>Dentro de casa, <strong>coloque-a perto de uma janela onde receba bastante luz</strong>. Se o sol estiver direto e muito forte, pode pendurar uma cortina leve para amenizar o calor. Também é uma boa ideia rodar ligeiramente o vaso a cada semana. Desta forma, todas as partes da planta receberão luz e esta crescerá uniformemente.</p><div class="texto-destacado">Evite o sol forte do meio-dia, que pode queimar as folhas e deixar manchas secas.</div><p>Esta planta precisa de um <strong>ambiente quente, sem mudanças bruscas de temperatura</strong>. Mantenha-a longe do ar condicionado, das portas que estão constantemente abertas e das janelas abertas durante o inverno. As <strong>correntes de ar frio podem stressá-la </strong>e provocar a perda de várias folhas em pouco tempo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786056" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/5-suculentas-suspensas-para-transformar-a-sua-varanda-num-oasis-de-baixa-manutencao.html" title="5 suculentas suspensas para transformar a sua varanda num oásis de baixa manutenção">5 suculentas suspensas para transformar a sua varanda num oásis de baixa manutenção</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/5-suculentas-suspensas-para-transformar-a-sua-varanda-num-oasis-de-baixa-manutencao.html" title="5 suculentas suspensas para transformar a sua varanda num oásis de baixa manutenção"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quieres-un-balcon-espectacular-sin-demasiado-esfuerzo-estas-5-suculentas-colgantes-son-ideales-para-mexico-1787279034224_320.png" alt="5 suculentas suspensas para transformar a sua varanda num oásis de baixa manutenção"></a></article></aside><p>O solo deve permanecer ligeiramente húmido. <strong>Utilize água à temperatura ambiente e deixe o excesso escorrer pelos orifícios de drenagem do vaso</strong>. De seguida, esvazie o pratinho, pois a água que se acumula no fundo pode provocar o apodrecimento das raízes e enfraquecer a planta.</p><h3>Humidade, nutrição e soluções para problemas comuns</h3><p>Por ser uma espécie originária de zonas tropicais, <strong>prospera em ambientes húmidos</strong>. Idealmente, a humidade ambiente deve estar <strong>acima dos 50%</strong>, o que significa que o ar não deve estar demasiado seco.<strong> </strong></p><p>Para isso, <strong>pode colocá-la perto de outras plantas, usar um humidificador </strong>ou colocar um tabuleiro com pedras e um pouco de água por baixo, sem que a base do vaso toque no líquido.</p><p>O <strong>solo deve ser leve e permitir que a água drene facilmente</strong>. Pode misturar um substrato universal para vasos com perlite, pequenos grânulos brancos que ajudam a melhorar a drenagem e um pouco de casca fina.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-arcoiris-en-una-maceta-como-cuidar-el-croton-petra-para-que-sus-hojas-sigan-siendo-las-protagonistas-del-balcon-1788067905970.png" data-image="rjx924hjegcv" alt="As folhas das diferentes variedades apresentam uma variedade de formatos, desde largas a longas e pontiagudas, como setas coloridas." title="As folhas das diferentes variedades apresentam uma variedade de formatos, desde largas a longas e pontiagudas, como setas coloridas."><figcaption>As folhas das diferentes variedades apresentam uma variedade de formatos, desde largas a longas e pontiagudas, como setas coloridas.</figcaption></figure><p>O<strong> vaso deve ter orifícios de drenagem no fundo</strong> para permitir que o excesso de água escoe. A replantação pode ser feita a cada um ou dois anos, especialmente quando as raízes enchem quase todo o vaso.</p><p>As suas <strong>folhas mostram claramente quando algo está errado</strong>:</p><ul> <li><strong>Perdem as suas cores </strong>e ficam mais verdes: precisam de mais luz.</li> <li><strong>Começam a cair repentinamente</strong>: pode dever-se ao frio, às correntes de ar ou a alterações na rega.</li> <li><strong>Têm manchas claras e secas</strong>: estão a receber muita luz solar direta.</li> <li><strong>Têm pontas castanhas</strong>: o ambiente é muito seco ou a água contém muitos sais.</li> <li><strong>Parecem pegajosas ou têm pequenas manchas</strong>: verifique se há cochonilhas ou ácaros, pequenos insetos que se alimentam da planta.</li> </ul><p>Se a planta crescer demasiado ou perder a forma, <strong>pode podar alguns ramos na primavera</strong>. Utilize sempre tesouras de poda limpas para evitar doenças e use luvas, pois o corte dos caules liberta uma seiva branca que pode irritar a pele. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786149" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/flores-nectar-e-vida-as-plantas-que-transformam-a-sua-varanda-num-refugio-para-abelhas-e-outros-polinizadores.html" title="Flores, néctar e vida: as plantas que transformam a sua varanda num refúgio para abelhas e outros polinizadores">Flores, néctar e vida: as plantas que transformam a sua varanda num refúgio para abelhas e outros polinizadores</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/flores-nectar-e-vida-as-plantas-que-transformam-a-sua-varanda-num-refugio-para-abelhas-e-outros-polinizadores.html" title="Flores, néctar e vida: as plantas que transformam a sua varanda num refúgio para abelhas e outros polinizadores"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/flores-nectar-y-vida-las-plantas-que-convierten-tu-balcon-en-un-refugio-para-abejas-y-otros-polinizadores-1787587281922_320.jpeg" alt="Flores, néctar e vida: as plantas que transformam a sua varanda num refúgio para abelhas e outros polinizadores"></a></article></aside><p>Em suma, <strong>esta bela planta precisa de boa iluminação, temperatura quente e estável, humidade adequada e rega moderada</strong>. Proteja-a da luz solar direta, das temperaturas frias e do encharcamento. Embora exija um pouco mais de cuidado do que outras plantas, a verificação das suas folhas e da humidade ajuda a detetar problemas precocemente.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/arco-iris-num-vaso-de-flores-como-cuidar-da-croton-petra-para-que-as-suas-folhas-continuem-a-ser-as-estrelas-da-varanda.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O dia em que o Sol desligar o seu dínamo: o que aconteceria à Terra se a nossa estrela perdesse o seu campo magnético?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-dia-em-que-o-sol-desligar-o-seu-dinamo-o-que-aconteceria-a-terra-se-a-nossa-estrela-perdesse-o-seu-campo-magnetico.html</link><pubDate>Fri, 04 Sep 2026 09:08:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um estudo revela que as estrelas semelhantes ao nosso Sol reduzem abruptamente a sua força de travagem ao atingirem um limiar crítico. Isto altera o que sabemos sobre a sua rotação, magnetismo, atividade e evolução.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-dia-que-el-sol-apague-su-dinamo-que-ocurriria-con-la-tierra-si-nuestra-estrella-pierde-su-campo-magnetico-1788029602068.jpg" data-image="8xt36ft34lgd"><figcaption>As tempestades solares são o produto de alterações magnéticas na cromosfera da estrela, que provocam ventos solares.</figcaption></figure><p>Os estudos sobre a dinâmica estelar ensinaram-nos que os <strong>ventos magnetizados que as estrelas expelem geralmente diminuem a sua rotação</strong> devido à conservação do momento angular. Uma regra simples: com o tempo, as estrelas de baixa massa giram mais lentamente.</p><p>Esta ideia foi consolidada pelo trabalho de Andrew Skumanich em 1972, que descobriu que <strong>a rotação e vários indicadores de atividade diminuem aproximadamente com a raiz quadrada inversa da idade</strong>. Assim, nasceu a girocronologia, uma técnica para estimar a idade das estrelas através da medição da sua rotação.</p><p>No entanto, as observações do telescópio Kepler revelaram uma anomalia: <strong>algumas estrelas antigas e inativas estavam a girar mais depressa do que o esperado</strong>. Os modelos clássicos pareciam sobrestimar o quanto deveriam ter abrandado, indicando que o mecanismo de perda de momento angular não era totalmente preciso.</p><div class="texto-destacado">Para explicar esta discrepância, a travagem magnética enfraquecida (FME) foi proposta em 2016. Esta hipótese postula que, ao atingir um certo estágio evolutivo, a capacidade do vento estelar de abrandar a rotação diminui significativamente, embora o efeito de travagem não desapareça completamente.</div><p>Um novo estudo, liderado por Travis Metcalfe, analisou de forma homogénea 17 estrelas, desde as do tipo F tardio até às do tipo K inicial, combinando períodos de rotação, propriedades estelares, campos magnéticos de grande escala, luminosidade de raios X e modelos de vento estelar.</p><h2>O número que marca a mudança</h2><p>O número de Rossby é uma variável que ajuda a compreender este comportamento. É definido como<strong> a razão entre o período de rotação de uma estrela e o tempo característico de circulação convectiva do plasma</strong>, ligando assim a rotação e a dinâmica interna.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-dia-que-el-sol-apague-su-dinamo-que-ocurriria-con-la-tierra-si-nuestra-estrella-pierde-su-campo-magnetico-1788029724746.jpg" data-image="lra25voo9b0f"><figcaption>Binário de travagem magnético relativo de acordo com o número de Rossby, comparado com modelos standard e dados solares, agrupados por tipo espectral. Crédito: Finley et al.</figcaption></figure><p>Ao colocar todas as estrelas na mesma escala de Rossby, foi encontrado um limiar crítico de 1,014 vezes o valor solar. Perto deste ponto, <strong>o binário observado começa a divergir das previsões dos modelos padrão</strong>.</p><p>A mudança é significativa porque<strong> as estrelas ativas com valores de Rossby mais baixos concordam geralmente com os modelos tradicionais</strong>. No entanto, à medida que se aproximam do valor crítico, o binário pode diminuir quase duas ordens de grandeza, ou até cem vezes em comparação com o previsto.</p><p>Quando uma estrela entra neste regime e a sua velocidade não diminui, <strong>o seu período de rotação pode manter-se constante durante muito tempo</strong>. Como resultado, duas estrelas de idades diferentes podem apresentar períodos semelhantes, pelo que este parâmetro não é útil como indicador de idade.</p><h3>A força motriz global está a começar a perder eficiência</h3><p>O estudo relaciona esta transição com a eficiência do dínamo estelar, o <strong>mecanismo que converte os movimentos e a rotação do plasma em campos magnéticos organizados</strong>. Quando a rotação diminui, a influência da força de Coriolis na convecção também diminui.</p><p>Uma consequência disto aparece na inclinação das regiões magnéticas bipolares que emergem na superfície. <strong>Se esta inclinação diminuir, o cancelamento entre as polaridades aumenta antes que a rotação diferencial as possa separar</strong>, reduzindo o fluxo magnético disponível para reconstruir o campo global.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-dia-que-el-sol-apague-su-dinamo-que-ocurriria-con-la-tierra-si-nuestra-estrella-pierde-su-campo-magnetico-1788030169375.jpg" data-image="z6lbjjhsa61p"><figcaption>As correntes convectivas internas são frequentemente expelidas nas erupções solares, tornando-se Ejecções de Massa Coronal.</figcaption></figure><p>A <strong>circulação que transporta o fluxo magnético para os pólos também enfraquece</strong>. Com menos material magnético a acumular-se aí, a componente dipolar (magnética) perde intensidade. Este campo é especialmente importante porque permite que o vento estelar exerça uma alavanca eficaz sobre a rotação.</p><p>O magnetismo total da superfície, no entanto, pode <strong>sofrer alterações muito menores</strong>. Os indicadores cromosféricos continuam a responder a campos pequenos e desordenados distribuídos pela superfície, enquanto o dipolo pode enfraquecer significativamente sem apresentar qualquer alteração nas medições de atividade.</p><h3>O que significaria para o Sol e para a Terra?</h3><p>O Sol ocupa uma posição interessante porque, como vimos, à escala utilizada pelo estudo, o seu número de Rossby é definido como um e o valor crítico calculado é apenas ligeiramente superior, pelo que <strong>a nossa estrela está muito próxima deste regime, onde se inicia o enfraquecimento da travagem</strong>.</p><p>Isto não significa que o campo magnético solar desapareça tão cedo. Os autores propõem que<strong> o dínamo global pode estar a aproximar-se de uma transição de eficiência</strong>, capaz de reduzir o campo dipolar, o aquecimento coronal, a emissão de raios X e o vento solar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779245" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/criam-um-escudo-de-plasma-para-proteger-a-terra-e-evitar-o-fim-da-internet-em-caso-de-tempestades-solares.html" title="Criam um 'escudo de plasma' para proteger a Terra e evitar o fim da Internet em caso de tempestades solares">Criam um "escudo de plasma" para proteger a Terra e evitar o fim da Internet em caso de tempestades solares</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/criam-um-escudo-de-plasma-para-proteger-a-terra-e-evitar-o-fim-da-internet-em-caso-de-tempestades-solares.html" title="Criam um 'escudo de plasma' para proteger a Terra e evitar o fim da Internet em caso de tempestades solares"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-proponen-un-metodo-para-proteger-artifivalmente-a-la-tierra-de-las-tormentas-solares-intensas-1784232534224_320.jpg" alt="Criam um 'escudo de plasma' para proteger a Terra e evitar o fim da Internet em caso de tempestades solares"></a></article></aside><p>O<strong> estudo não calcula as consequências diretas para a Terra</strong>; no entanto, uma redução prolongada do vento solar e do campo magnético modificaria a heliosfera. O campo magnético da Terra ainda existiria, mas a sua interação com o meio interplanetário, e possivelmente com os raios cósmicos galácticos, seria alterada.</p><p>Para verificar se este padrão é realmente geral, será necessário alargar a amostra; para tal, <strong>a missão PLATO da ESA poderá fornecer novos dados sobre estrelas com períodos de rotação</strong> e propriedades determinadas por asterosismologia, espectropolarimetria e observações de raios X.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Travis%20S.%20Metcalfe%2C%20Jennifer%20L.%20van%20Saders%2C%20Marc%20H.%20Pinsonneault%2C%20Thomas%20R.%20Ayres%2C%20Oleg%20Kochukhov%2C%20Keivan%20G.%20Stassun%2C%20Adam%20J.%20Finley%2C%20Victor%20See%2C%20Ilya%20V.%20Ilyin%2C%20and%20Klaus%20G.%20Strassmeier" data-year="2025" data-title="Weakened%20Magnetic%20Braking%20Signals%20the%20Collapse%20of%20the%20Global%20Stellar%20Dynamo" data-url="https%3A%2F%2Fiopscience.iop.org%2Farticle%2F10.3847%2F2041-8213%2Fae03bc">Travis S. Metcalfe, Jennifer L. van Saders, Marc H. Pinsonneault, Thomas R. Ayres, Oleg Kochukhov, Keivan G. Stassun, Adam J. Finley, Victor See, Ilya V. Ilyin, and Klaus G. Strassmeier. (2025). <a href="https://iopscience.iop.org/article/10.3847/2041-8213/ae03bc" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Weakened Magnetic Braking Signals the Collapse of the Global Stellar Dynamo</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-dia-em-que-o-sol-desligar-o-seu-dinamo-o-que-aconteceria-a-terra-se-a-nossa-estrela-perdesse-o-seu-campo-magnetico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como se calcula o excesso de mortalidade devido ao calor em Portugal?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-se-calcula-o-excesso-de-mortalidade-devido-ao-calor-em-portugal.html</link><pubDate>Fri, 04 Sep 2026 08:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Em ondas de calor, os óbitos podem aumentar. Como separar esse impacto da oscilação habitual? Saiba como especialistas medem o risco para a população portuguesa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-se-calcula-o-excesso-de-mortalidade-devido-ao-calor-em-portugal-1788367212565.jpg" data-image="etj1glwcbyfj" alt="Termómetro urbano regista 41 graus" title="Termómetro urbano regista 41 graus"><figcaption>Quando os termómetros sobem e ultrapassam os 40 °C, aumenta também a preocupação com o impacto do calor na mortalidade. Foto: Adobe Stock</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Uma mulher com <strong>doença cardíaca</strong> morre durante uma onda de calor. Um idoso com <strong>problemas respiratórios</strong> não resiste a vários dias de temperaturas extremas. O <strong>calor</strong> pode não surgir como <strong>causa direta</strong> nas respetivas certidões de óbito. Ainda assim, quando o número de mortes sobe acima do habitual, os epidemiologistas podem encontrar a marca estatística deixada pelas temperaturas elevadas.</p><p>É essa, precisamente, a pergunta a que o <strong>sistema de vigilância ÍCARO</strong> procura responder. O ponto de partida não é quantas pessoas morreram oficialmente por causa do calor. É quantas <strong>mortes</strong> ocorreram <strong>acima do número esperado</strong> para aquele período.</p><h2>Primeiro, é preciso detetar o risco</h2><p>Coordenado pelo <strong>Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge</strong>, o sistema ÍCARO acompanha o <strong>efeito potencial das temperaturas na mortalidade</strong>. Criado em 1999, identifica períodos de calor extremo suscetíveis de afetar a saúde da população. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Para fazer essa avaliação, recorre a dados meteorológicos do Instituto Português do Mar e da Atmosfera e à informação sobre a mortalidade diária.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A peça central é o <strong>Índice-ÍCARO</strong>. Os valores diários correspondem a excessos relativos do risco de morte e são calculados a partir das <strong>temperaturas registadas e previstas</strong> para os três dias seguintes nas capitais de distrito de Portugal continental. O indicador não é uma simples escala de temperatura, mas traduz, antes, o risco associado às condições térmicas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-se-calcula-o-excesso-de-mortalidade-devido-ao-calor-em-portugal-1788367411991.jpg" data-image="wn12w3i947ld" alt="Calor na cidade" title="Calor na cidade"><figcaption>Sob temperaturas extremas, o calor pode agravar problemas de saúde e contribuir para um aumento de mortes acima do esperado. Foto: Adobe Stock</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Um dia com 40 °C não tem necessariamente o mesmo efeito em toda a população. A <strong>relação entre temperatura e mortalidade varia entre regiões e depende de vários fatores</strong>, incluindo a capacidade de adaptação das populações às condições climáticas locais.</p><p>A identificação de um período de calor extremo com potencial impacto na mortalidade resulta da <strong>análise conjunta do Índice-Alerta-ÍCARO e das temperaturas máximas</strong> registadas. Entre os critérios utilizados estão valores elevados do índice e determinados limiares de temperatura, avaliados ao longo de vários dias consecutivos.</p><h2>Depois, começa a verdadeira conta</h2><p>O alerta gerado ainda não é o número de mortes. Essa estimativa exige uma segunda operação. Os investigadores <strong>comparam os óbitos observados</strong> durante o período de calor com o <strong>número de mortes</strong> que seria <strong>esperado</strong> em condições semelhantes, mas sem aquele episódio de temperaturas extremas. A diferença entre os dois valores revela o excesso de mortalidade.</p><p>A conta, em termos simples, é esta:</p><ul><li><strong>Óbitos observados − óbitos esperados = excesso de mortalidade</strong></li></ul><p>O valor esperado, no entanto, não é escolhido arbitrariamente. É estimado através de <strong>modelos estatísticos</strong> que consideram a <strong>tendência da mortalidade</strong> e os seus <strong>padrões sazonais</strong>. </p><p>Os dados dos óbitos são obtidos através do sistema de Vigilância Diária da Mortalidade, gerido pelo<strong> Departamento</strong><strong> de Epidemiologia do INSA,</strong> e baseado nos registos das conservatórias do registo civil.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Se fossem esperadas 1000 mortes num determinado período e ocorressem 1100, o excesso estimado seria de 100 óbitos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Isso não significa, porém, que seja possível identificar individualmente essas 100 pessoas e comprovar que morreram por causa do calor. Trata-se de uma <strong>estimativa estatística</strong> do impacto das temperaturas na população.</p><p>A análise também não termina necessariamente quando os termómetros descem. Os <strong>efeitos da exposição ao calor podem prolongar-se por vários dias</strong>. Um estudo desenvolvido para aperfeiçoar o sistema ÍCARO encontrou efeitos relevantes de temperaturas muito elevadas até quatro dias depois da exposição, com o risco máximo associado a 43 °C no dia seguinte.</p><h2><strong>Os números variam de episódio para episódio</strong></h2><p>A magnitude do excesso depende da <strong>intensidade e da duração do calor</strong>, da <strong>população exposta</strong> e das <strong>condições de saúde</strong>. As pessoas mais velhas, sobretudo com 75 ou mais anos, estão entre os grupos mais vulneráveis, tal como quem sofre de doenças crónicas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os dados de anos anteriores mostram por que não basta contar os dias quentes. Durante um episódio de calor extremo em agosto de 2021, o INSA estimou um excesso de 153 óbitos entre pessoas com 75 ou mais anos. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>No <strong>verão de 2022</strong>, entre 4 de julho e 7 de agosto, foram estimados <strong>2401 óbitos</strong> <strong>acima do esperado</strong>, correspondentes a um excesso de 25 por cento. São valores relativos a períodos e populações diferentes e não devem ser lidos como uma série anual diretamente comparável.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777246" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-ar-condicionado-tornou-se-uma-questao-politica-na-europa-a-onda-de-calor-que-mudou-o-debate.html" title="O ar condicionado tornou-se uma questão política na Europa: a onda de calor que mudou o debate">O ar condicionado tornou-se uma questão política na Europa: a onda de calor que mudou o debate</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-ar-condicionado-tornou-se-uma-questao-politica-na-europa-a-onda-de-calor-que-mudou-o-debate.html" title="O ar condicionado tornou-se uma questão política na Europa: a onda de calor que mudou o debate"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-aire-acondicionado-se-volvio-tema-politico-en-europa-la-ola-de-calor-que-cambio-el-debate-1783239402108_320.jpg" alt="O ar condicionado tornou-se uma questão política na Europa: a onda de calor que mudou o debate"></a></article></aside><p>Em <strong>2025</strong>, uma estimativa divulgada pela Direção-Geral da Saúde apontou para 264 óbitos em excesso entre 26 e 30 de julho, mais 21,2 por cento do que o esperado. O valor correspondia apenas àquele período e não ao conjunto do verão.</p><p>O sistema ÍCARO está novamente ativo durante a época de vigilância de <strong>2026</strong>, desde 1 de maio. Mas ainda <strong>não há estatísticas oficiais</strong> consolidadas que permitam fazer um balanço da mortalidade associada aos episódios de calor deste ano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-se-calcula-o-excesso-de-mortalidade-devido-ao-calor-em-portugal-1788367766032.jpg" data-image="a5q39gv20kkv" alt="Criança refresca-se numbebedouro de jardim" title="Criança refresca-se numbebedouro de jardim"><figcaption>A hidratação ajuda a proteger o organismo durante o calor, sobretudo entre as pessoas mais vulneráveis às temperaturas elevadas. Foto: Adobe Stock</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp" style="visibility: visible !important; display: contents; --rem: 16;"></superhuman-go-underlines></figure><p>A ausência de um número imediato não quer dizer que o calor não tenha consequências. Significa antes que, para estimar o impacto de temperaturas extremas, é preciso <strong>esperar pelos dados e compará-los</strong> com aquilo que teria acontecido num período normal.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="INSA" data-year="" data-title="Avalia%C3%A7%C3%A3o%20da%20%C3%A9poca%20de%20vigil%C3%A2ncia%20%C3%8DCARO%202021" data-url="https%3A%2F%2Frepositorio.insa.pt%2Fentities%2Fpublication%2F4d4bcd59-9667-499c-bded-420eed1424d1">INSA. <a href="https://repositorio.insa.pt/entities/publication/4d4bcd59-9667-499c-bded-420eed1424d1" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Avaliação da época de vigilância ÍCARO 2021</a>.</cite><br><cite data-author="INSA" data-year="" data-title="Avalia%C3%A7%C3%A3o%20da%20%C3%A9poca%20de%20vigil%C3%A2ncia%20%C3%8DCARO%202018%20e%20metodologia%20de%20c%C3%A1lculo%20do%20excesso%20de%20mortalidade" data-url="https%3A%2F%2Frepositorio.insa.pt%2Fentities%2Fpublication%2F43a50ac1-e907-431f-8e59-14d780bb0e08%2Frequest-a-copy%3Fbitstream%3D81b28e49-0a8e-4658-9f21-b16c3d9fbf7a">INSA. <a href="https://repositorio.insa.pt/entities/publication/43a50ac1-e907-431f-8e59-14d780bb0e08/request-a-copy?bitstream=81b28e49-0a8e-4658-9f21-b16c3d9fbf7a" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Avaliação da época de vigilância ÍCARO 2018 e metodologia de cálculo do excesso de mortalidade</a>.</cite><br><cite data-author="INSA" data-year="" data-title="Estudo%20sobre%20o%20impacto%20das%20ondas%20de%20calor%20na%20mortalidade%20e%20aperfei%C3%A7oamento%20do%20sistema%20%C3%8DCARO" data-url="https%3A%2F%2Frepositorio.insa.pt%2Fentities%2Fpublication%2Fb21e5f80-0e60-4f33-922f-a6d58bb930ef">INSA. <a href="https://repositorio.insa.pt/entities/publication/b21e5f80-0e60-4f33-922f-a6d58bb930ef" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Estudo sobre o impacto das ondas de calor na mortalidade e aperfeiçoamento do sistema ÍCARO</a>.</cite><br><cite data-author="INSA" data-year="" data-title="Monitoriza%C3%A7%C3%A3o%20da%20mortalidade%20%20e%20sistema%20%C3%8DCARO" data-url="https%3A%2F%2Fwww.oasisbr.ibict.br%2Fvufind%2FRecord%2FRCAP_48e4fca0fe2b453c1ee1b2c0e91cb54b%2FDetails%3Flng%3Den%26print%3D1">INSA. <a href="https://www.oasisbr.ibict.br/vufind/Record/RCAP_48e4fca0fe2b453c1ee1b2c0e91cb54b/Details?lng=en&print=1" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Monitorização da mortalidade e sistema ÍCARO</a>.</cite><br><cite data-author="INSA" data-year="" data-title="An%C3%A1lise%20da%20mortalidade%20em%202022" data-url="https%3A%2F%2Frepositorio.insa.pt%2Fentities%2Fpublication%2F5a828710-6d52-4056-8615-364937d35a34">INSA. <a href="https://repositorio.insa.pt/entities/publication/5a828710-6d52-4056-8615-364937d35a34" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Análise da mortalidade em 2022</a>.</cite><br><cite data-author="DGS" data-year="" data-title="Excesso%20da%20mortalidade%20associado%20ao%20calor" data-url="https%3A%2F%2Fwww.dgs.pt%2Fa-direccao-geral-da-saude%2Fcomunicados-e-despachos-do-director-geral%2Fcomunicado-sobre-o-excesso-de-mortalidade-associado-ao-calor-pdf.aspx">DGS. <a href="https://www.dgs.pt/a-direccao-geral-da-saude/comunicados-e-despachos-do-director-geral/comunicado-sobre-o-excesso-de-mortalidade-associado-ao-calor-pdf.aspx" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Excesso da mortalidade associado ao calor</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-se-calcula-o-excesso-de-mortalidade-devido-ao-calor-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas descobrem “fábrica de nuvens” natural no Ártico que não aparecia em modelos climáticos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-fabrica-de-nuvens-natural-no-artico-que-nao-aparecia-em-modelos-climaticos.html</link><pubDate>Fri, 04 Sep 2026 07:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Cientistas descobriram que o degelo marinho do Ártico desencadeia um processo natural capaz de multiplicar por cinquenta, num único dia, o número de partículas formadoras de nuvens na atmosfera.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/uk-scientists-discover-a-natural-arctic-cloud-factory-missing-from-climate-models-1787704334813.png" data-image="rn94a03v9vxb"><figcaption>Cientistas identificaram um processo ártico anteriormente não documentado que pode multiplicar rapidamente partículas formadoras de nuvens perto da borda do gelo marinho em derretimento.</figcaption></figure><p>Segundo os dados climáticos mais recentes, o <strong>Ártico </strong>está a aquecer mais de três vezes mais rápido do que o resto do planeta. No entanto, há algo que os cientistas ainda não compreendem totalmente: <strong>o que está a acontecer com as nuvens da região</strong>.</p><p>Investigadores observaram a influência significativa que estas nuvens exercem sobre a quantidade de calor absorvido ou refletido de volta para o espaço, mas têm encontrado <strong>dificuldades para determinar a verdadeira origem das minúsculas partículas que as formam</strong> — especialmente numa região tão remota do globo.</p><p>Contudo, uma nova investigação liderada pela Universidade de Birmingham parece ter<strong> identificado uma fonte importante </strong>— uma que, segundo a equipa, havia sido demonstrada anteriormente apenas em condições de laboratório. Até agora.</p><h2>50 vezes mais partículas num único dia</h2><p>Na primavera e no verão de 2022, a equipa de investigação partiu a bordo do navio de pesquisa <em>Discovery </em>para examinar as <strong>águas ao redor da Gronelândia e do Estreito de Davis</strong> e realizar medições. Perto da borda do gelo marinho — onde este dá lugar a águas abertas —, observaram algo que lhes chamou a atenção.</p><p>Segundo o estudo, <strong>iodo, enxofre e compostos orgânicos provenientes do oceano</strong>, das algas que nele habitam e do próprio gelo<strong> reagiram com a luz solar para gerar partículas atmosféricas </strong>a uma taxa que, segundo os investigadores, jamais haviam visto fora de um laboratório.</p><p>Num certo momento desta zona marginal de gelo, as<strong> concentrações de partículas formadoras de nuvens</strong> saltaram de aproximadamente <strong>50 por centímetro cúbico para cerca de 1.500 no decorrer de um único dia</strong>, constatou o estudo. A equipa relatou ter observado a formação de novas partículas em mais de 80% dos dias ensolarados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uk-scientists-discover-a-natural-arctic-cloud-factory-missing-from-climate-models-1787704372311.png" data-image="vcy7jzg6ex79"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-191570">Segundo os cientistas, os fenómenos químicos recém-observados acrescentaram mais uma camada de incerteza às projeções climáticas para o Ártico, uma vez que os modelos atuais ainda não consideram esta fonte de partículas de nucleação de nuvens.</figcaption></figure><p>O Dr. James Brean, coautor do estudo e investigador da Universidade de Birmingham, afirmou que as descobertas oferecem uma "validação em condições reais" de um mecanismo químico envolvendo oxoácidos de iodo e ácido sulfúrico — <strong>um processo que, até então, havia sido demonstrado apenas em experiências de laboratório</strong> no CERN (Organização Europeia para a Investigação Nuclear).</p><p>A equipa também detetou<strong> uma classe de compostos atmosféricos que não havia sido observada anteriormente: moléculas orgânicas oxigenadas que contém iodo</strong>, ou I-OOMs. Segundo Brean, estas parecem ajudar as partículas recém-formadas a crescer o suficiente para dar origem a nuvens.</p><h2>O que é que isto significa para o aquecimento do Ártico?</h2><p>Cientistas confirmam que o <strong>Ártico tem vindo a aquecer mais de três vezes mais rápido do que o resto do planeta</strong> nas últimas quatro décadas. E, à medida que este aquecimento derrete mais gelo marinho, a zona marginal de gelo — onde este processo de formação de partículas é desencadeado — expande-se, proporcionando mais espaço para que o mesmo ocorra.</p><p>Cientistas alertam que<strong> uma quantidade maior destas partículas formadoras de nuvens poderia resultar em nuvens mais abundantes</strong> ou mais densas durante a estação de aquecimento. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-geoengenharia-no-artico-funciona-a-experiencia-historica-que-aumentou-a-espessura-do-gelo-em-32-cm.html" title="A geoengenharia no Ártico funciona: a experiência histórica que aumentou a espessura do gelo em 32 cm">A geoengenharia no Ártico funciona: a experiência histórica que aumentou a espessura do gelo em 32 cm</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-geoengenharia-no-artico-funciona-a-experiencia-historica-que-aumentou-a-espessura-do-gelo-em-32-cm.html" title="A geoengenharia no Ártico funciona: a experiência histórica que aumentou a espessura do gelo em 32 cm"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-geoingenieria-en-el-artico-funciona-el-historico-experimento-que-engroso-el-hielo-32-cm-1784645455704_320.jpg" alt="A geoengenharia no Ártico funciona: a experiência histórica que aumentou a espessura do gelo em 32 cm"></a></article></aside><p>Segundo o autor principal, o professor Zongbo Shi,<strong> isto poderia acelerar o degelo e, potencialmente, arrefecer o oceano aberto</strong> — um ciclo de retroalimentação complexo que os modelos climáticos atuais não têm em consideração, uma vez que o processo não está incluído neles. A equipa está a trabalhar para que o mesmo seja incorporado.</p><p>"Compreender como as emissões naturais influenciam as nuvens é fundamental para prever as mudanças climáticas nesta região", disse Shi.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="University%20of%20Birmingham" data-year="2026" data-title="Arctic%20cloud%20condensation%20nuclei%20enhanced%20by%20iodine%2C%20sulfur%20and%20organic%20precursors" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41561-026-02062-6">University of Birmingham. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41561-026-02062-6" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Arctic cloud condensation nuclei enhanced by iodine, sulfur and organic precursors</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-fabrica-de-nuvens-natural-no-artico-que-nao-aparecia-em-modelos-climaticos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Amanhã, dia 5, as trovoadas vão intensificar-se a partir das 15h00 no Norte e Centro de Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-dia-5-as-trovoadas-vao-intensificar-se-a-partir-das-15h00-no-norte-e-centro-de-portugal.html</link><pubDate>Fri, 04 Sep 2026 06:04:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>De acordo com a mais recente atualização do ECMWF, as primeiras horas da tarde de sábado trarão de volta a trovoada ao Norte e Centro do país, com possibilidade de chegar ao Sul.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-as-trovoadas-vao-intensificar-se-a-partir-das-15h00-no-norte-e-centro-de-portugal-1788447801424.jpg" data-image="rpyuj0bizovg" alt="trovoadas; imagem ilustrativa" title="trovoadas; imagem ilustrativa"><figcaption>A instabilidade atmosférica regressa amanhã, dia 5, a Portugal Continental.</figcaption></figure><p>Como temos vindo a avançar em previsões anteriores, <strong>há possibilidade de ocorrência de trovoada já amanhã</strong>, sábado, em Portugal Continental, com um agravamento do estado de tempo esperado a partir das 15h, ainda que os primeiros núcleos convectivos possam surgir a partir das 13h, na região Centro.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Apesar de <strong>14 distritos estarem sob aviso amarelo de tempo quente até às 18h de sábado</strong>, é esperada a ocorrência de chuva a partir das 17h, especialmente ao longo da faixa interior Norte e Centro, devendo esta ser acompanhada de trovoada, por vezes, intensa. Não obstante, esperam-se máximas entre os 27 ºC em Viana do Castelo e Aveiro e os 38 ºC em Évora e Beja.</p><h2>Trovoada poderá afetar mais o Norte e Centro do país</h2><p>Ainda que hoje, sexta-feira, o dia possa contar com uma atmosfera mais estável em praticamente todo o país, <strong>não se descarta a possibilidade de ocorrência de trovoada entre as 13h e as 17h</strong> em alguns pontos do Norte e Centro, especialmente entre Vila Real, Viseu e Bragança.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-as-trovoadas-vao-intensificar-se-a-partir-das-15h00-no-norte-e-centro-de-portugal-1788447878513.jpg" data-image="gywunh4mb4cy" alt="densidade de raios" title="densidade de raios"><figcaption>O nosso mapa de densidade de raios aponta para uma atividade elétrica crescente a partir das 15h em boa parte das regiões Norte e Centro do país.</figcaption></figure><p>Contudo, será amanhã, <strong>sábado, que este fenómeno deverá ocorrer de forma mais expressiva</strong>, como podemos observar no mapa acima, especialmente entre as 15h e as 18h, e em boa parte da faixa interior de Norte a Sul, ainda que antes e depois desse horário se possa registar alguma atividade elétrica no Norte e Centro.</p><p>O contraste entre as temperaturas elevadas à superfície e o ar mais frio em altitude aumenta a instabilidade atmosférica, favorecendo movimentos ascendentes rápidos do ar e o desenvolvimento de células convectivas, <strong>que podem dar origem a aguaceiros e trovoadas</strong>.</p><h2>No domingo dar-se-á uma melhoria no estado do tempo</h2><p>Após este episódio mais tempestuoso, é esperada uma melhoria significativa do estado de tempo no dia seguinte, domingo. Este poderá ser um dia com céu geralmente limpo, ainda que deva contar com uma <strong>descida dos termómetros, especialmente no litoral Norte e Centro</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786950" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-o-fim-de-semana-e-arranque-da-proxima-semana-o-calor-vai-atenuar-se-mas-antes-chegam-trovoadas-a-portugal.html" title="Tempo para o fim de semana e arranque da próxima semana: o calor vai atenuar-se, mas antes chegam trovoadas a Portugal">Tempo para o fim de semana e arranque da próxima semana: o calor vai atenuar-se, mas antes chegam trovoadas a Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-o-fim-de-semana-e-arranque-da-proxima-semana-o-calor-vai-atenuar-se-mas-antes-chegam-trovoadas-a-portugal.html" title="Tempo para o fim de semana e arranque da próxima semana: o calor vai atenuar-se, mas antes chegam trovoadas a Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-o-fim-de-semana-e-arranque-da-proxima-semana-o-calor-vai-atenuar-se-mas-antes-chegam-trovoadas-a-portugal-1788440027351_320.jpg" alt="Tempo para o fim de semana e arranque da próxima semana: o calor vai atenuar-se, mas antes chegam trovoadas a Portugal"></a></article></aside><p>Desta forma, esperam-se temperaturas máximas entre os 21 ºC em Viana do Castelo e os 37 ºC em Évora e Beja. Nos dias seguintes, <strong>as temperaturas deverão manter-se elevadas no interior do país</strong>, enquanto no litoral poderão descer de forma gradual.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-dia-5-as-trovoadas-vao-intensificar-se-a-partir-das-15h00-no-norte-e-centro-de-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Esta praia portuguesa esconde um segredo que continua a atrair milhares de pessoas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-praia-portuguesa-esconde-um-segredo-que-continua-a-atrair-milhares-de-pessoas.html</link><pubDate>Fri, 04 Sep 2026 05:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Há décadas que este areal de Sesimbra atrai visitantes por um motivo pouco comum: um ritual de lama que continua bem vivo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-praia-portuguesa-esconde-um-segredo-que-continua-a-atrair-milhares-de-pessoas-1785603447700.jpg" data-image="8bv3u7jz2e4z" alt="Praia" title="Praia"><figcaption>Já a conhece? Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Há quem leve uma geleira para a praia. Outros não dispensam uma bola ou uma prancha de <em>surf</em>. Mas, no <strong>Meco</strong>, há quem chegue de propósito para outra coisa. Para o quê? Para se cobrir de lama. </p><p>Sim, leu bem. Nesta praia de <strong>Sesimbra</strong>, um ritual que atravessa gerações continua a despertar a curiosidade de quem passa por lá e alimenta a fama de um dos areais mais singulares do país.</p><div class="texto-destacado">Muito antes de as máscaras de argila se tornarem tendência nos <em>spas</em> ou nos produtos de beleza, já havia quem aproveitasse aquilo que a natureza oferece no Meco. </div><p>A poucos passos da <strong>Praia do Moinho de Baixo</strong>, o nome oficial da Praia do Meco, é comum encontrar pessoas a espalhar uma lama esverdeada pelo corpo, deixá-la secar ao sol e, no final, mergulhar no mar para a remover. Para uns é uma tradição de verão. Para outros, um pequeno ritual de bem-estar.</p><h2>A tradição da lama que continua a atrair visitantes</h2><p>E de onde é que surgiu esta prática? Este hábito está sobretudo associado à vizinha Praia da Tramagueira, onde as arribas argilosas fornecem a matéria-prima utilizada por muitos banhistas. </p><div class="texto-destacado">A argila é rica em minerais como sílica, magnésio, ferro, cálcio e alumínio, elementos que também estão presentes em diversos produtos cosméticos.</div><p>Ao longo dos anos, ganhou fama pelas suas <strong>propriedades purificantes e esfoliantes</strong>. Muitas pessoas acreditam, aliás, que ajuda a deixar a pele mais suave, a absorver o excesso de oleosidade e a eliminar impurezas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="666875" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/esta-praia-portuguesa-alem-de-bela-tem-propriedades-terapeuticas-unicas-turismo.html" title="Esta praia portuguesa, além de bela, tem propriedades terapêuticas únicas">Esta praia portuguesa, além de bela, tem propriedades terapêuticas únicas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/esta-praia-portuguesa-alem-de-bela-tem-propriedades-terapeuticas-unicas-turismo.html" title="Esta praia portuguesa, além de bela, tem propriedades terapêuticas únicas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esta-praia-portuguesa-alem-de-bela-tem-propriedades-terapeuticas-unicas-1721891241490_320.jpg" alt="Esta praia portuguesa, além de bela, tem propriedades terapêuticas únicas"></a></article></aside><p>No entanto, importa distinguir tradição de evidência científica: apesar de a argila ser utilizada em tratamentos cosméticos e dermatológicos, não existem estudos que comprovem que a lama do Meco tenha propriedades terapêuticas exclusivas ou benefícios médicos específicos.</p><p>Ainda assim, isso não impede que, verão após verão, dezenas de pessoas mantenham este ritual. É algo que faz parte da identidade da praia e é uma das imagens que mais surpreende quem a visita pela primeira vez.</p><p>Outro detalhe curioso são as<strong> pequenas nascentes de água doce </strong>que escorrem das arribas. Muitos visitantes aproveitam-nas para retirar o sal da pele depois dos mergulhos, um costume antigo que continua a fazer parte da experiência de um dia passado no Meco.</p><h2>Muito mais do que uma praia naturista</h2><p>E não é só pelas práticas terapêuticas que esta praia é conhecida. Se perguntar a alguém porque conhece a Praia do Meco, é provável que a resposta passe pelo <strong>naturismo</strong>. E não é por acaso. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-praia-portuguesa-esconde-um-segredo-que-continua-a-atrair-milhares-de-pessoas-1785603363769.jpg" data-image="yjxvyenlivws" alt="Praia do Meco" title="Praia do Meco"><figcaption>Quem passa por esta praia portuguesa fica sempre surpreendido com o que vê. Foto: Wikimedia // Rui Omelas</figcaption></figure><p>Desde 1995 existe uma zona oficialmente destinada a esta prática, embora o Meco já fosse frequentado por naturistas desde a década de 1970. Hoje, continua a ser uma das principais <strong>referências do naturismo em Portugal</strong> e uma das praias portuguesas mais conhecidas entre praticantes estrangeiros.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781317" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-fim-de-semana-fuja-ao-calor-sem-ir-para-as-praias-mais-obvias.html" title="Este fim de semana fuja ao calor sem ir para as praias mais óbvias">Este fim de semana fuja ao calor sem ir para as praias mais óbvias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-fim-de-semana-fuja-ao-calor-sem-ir-para-as-praias-mais-obvias.html" title="Este fim de semana fuja ao calor sem ir para as praias mais óbvias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/este-fim-de-semana-fuja-ao-calor-sem-ir-para-as-praias-mais-obvias-1785433606206_320.jpg" alt="Este fim de semana fuja ao calor sem ir para as praias mais óbvias"></a></article></aside><p>No entanto, a ideia de que o Meco é apenas uma praia naturista está longe da realidade. O extenso areal recebe diariamente famílias, casais, grupos de amigos, surfistas e visitantes que procuram apenas um dia tranquilo junto ao mar. E, sim, é possível ter esta variedade de público.</p><div class="texto-destacado">A coexistência entre diferentes públicos acontece de forma natural, graças à dimensão da praia e ao ambiente descontraído que caracteriza esta zona da costa de Sesimbra.</div><p>A envolvente também ajuda a explicar o sucesso. As arribas altas, a paisagem praticamente intocada e a sensação de espaço fazem do Meco u<strong>m dos areais mais bonitos da região</strong>, sobretudo para quem prefere praias menos urbanizadas.</p><p>“Além de impressionar pela sua beleza quase selvagem, pelo extenso areal e pelas águas azuis, este é um daqueles lugares que esconde muito mais do que aquilo que se vê à primeira vista”, lê-se na ‘Versa’.</p><p>"O areal a perder de vista obriga a uma paragem para contemplar a paisagem, antes de escolher o melhor lugar para estender a toalha", acrescenta a Câmara Municipal de Sesimbra. "Aqui, os veraneantes poderão ainda encontrar uma série de infraestruturas de apoio, bem perto do acesso à praia."</p><h2>Um areal premiado, mas onde o mar merece respeito</h2><p>A <strong>qualidade da Praia do Meco</strong> continua a ser reconhecida. Em 2026, a Praia do Moinho de Baixo voltou a hastear a Bandeira Azul e a distinção Qualidade Ouro, atribuída pela Quercus, que refletem a excelente qualidade da água balnear. Recebeu ainda a bandeira Praia Acessível – Praia para Todos, garantindo melhores condições de acesso a pessoas com mobilidade condicionada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-praia-portuguesa-esconde-um-segredo-que-continua-a-atrair-milhares-de-pessoas-1785603992033.jpg" data-image="nlvp16dw6vc1" alt="Praia do Meco" title="Praia do Meco"><figcaption>"Estas certificações reforçam a reputação de Sesimbra como um destino balnear de excelência." Foto: CM Sesimbra</figcaption></figure><p>Apesar de todos os elogios, há um aspeto que nunca deve ser ignorado: o mar. <strong>A ondulação é frequentemente forte</strong> e podem formar-se correntes de retorno, pelo que é essencial respeitar a sinalização existente e as indicações dos nadadores-salvadores durante a época balnear.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Versa%2C%20Teixeira%2C%20In" data-year="2026" data-title="Esta%20praia%20portuguesa%20tem%20propriedades%20terap%C3%AAuticas%20e%20um%20segredo%20que%20a%20tornou%20famosa%20em%20todo%20o%20mundo" data-url="https%3A%2F%2Fversa.iol.pt%2Fpraia-do-meco%2Fsesimbra%2Festa-praia-portuguesa-tem-propriedades-terapeuticas-e-um-segredo-que-a-tornou-famosa-em-todo-o-mundo%2F20260710%2F6a4e6712d34ef04b4f3f527c">Versa, Teixeira, In. (2026). <a href="https://versa.iol.pt/praia-do-meco/sesimbra/esta-praia-portuguesa-tem-propriedades-terapeuticas-e-um-segredo-que-a-tornou-famosa-em-todo-o-mundo/20260710/6a4e6712d34ef04b4f3f527c" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Esta praia portuguesa tem propriedades terapêuticas e um segredo que a tornou famosa em todo o mundo</a>.</cite><br><cite data-author="Di%C3%A1rio%20do%20Distrito" data-year="2026" data-title="Meco%20e%20Lagoa%20de%20Albufeira%20voltam%20a%20destacar-se%20entre%20as%20melhores%20praias" data-url="https%3A%2F%2Fdiariodistrito.sapo.pt%2Fmeco-e-lagoa-de-albufeira-voltam-a-destacar-se-entre-as-melhores-praias%2F">Diário do Distrito. (2026). <a href="https://diariodistrito.sapo.pt/meco-e-lagoa-de-albufeira-voltam-a-destacar-se-entre-as-melhores-praias/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Meco e Lagoa de Albufeira voltam a destacar-se entre as melhores praias</a>.</cite><br><cite data-author="Time%20Out%2C%20Dias%20da%20sILVA%2C%20r" data-year="2026" data-title="As%20melhores%20praias%20no%20Meco%20para%20mergulhar%20com%20e%20sem%20fato%20de%20banho" data-url="https%3A%2F%2Fwww.timeout.pt%2Flisboa%2Fpt%2Fcoisas-para-fazer%2Fpraias-no-meco">Time Out, Dias da sILVA, r. (2026). <a href="https://www.timeout.pt/lisboa/pt/coisas-para-fazer/praias-no-meco" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">As melhores praias no Meco para mergulhar com e sem fato de banho</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-praia-portuguesa-esconde-um-segredo-que-continua-a-atrair-milhares-de-pessoas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo para o fim de semana e arranque da próxima semana: o calor vai atenuar-se, mas antes chegam trovoadas a Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-o-fim-de-semana-e-arranque-da-proxima-semana-o-calor-vai-atenuar-se-mas-antes-chegam-trovoadas-a-portugal.html</link><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 13:44:15 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O fim de semana será marcado por fortes contrastes em Portugal continental. O sábado combina calor intenso com aguaceiros, trovoadas e possível granizo, enquanto no domingo a instabilidade desaparece e as temperaturas começam a descer.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-o-fim-de-semana-e-arranque-da-proxima-semana-o-calor-vai-atenuar-se-mas-antes-chegam-trovoadas-a-portugal-1788440027351.jpg" data-image="mpgwr2wyyv7f" alt="Trovoadas" title="Trovoadas"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-981292">O calor intenso dará lugar a um fim de semana marcado por forte instabilidade atmosférica, com aguaceiros e trovoadas de Norte a Sul, porém mantendo o calor. No domingo, o cenário muda, com o regresso de condições mais estáveis e uma descida das temperaturas em várias regiões.</figcaption></figure><p>Portugal continental prepara-se para um fim de semana marcado por fortes contrastes meteorológicos. O sábado será o dia mais agitado, combinando <strong>temperaturas muito elevadas, aguaceiros e trovoadas</strong>, enquanto no domingo a instabilidade deverá desaparecer e o calor começará a perder intensidade. No arranque da próxima semana, prevê-se maior estabilidade atmosférica.</p><h2>Sábado, calor intenso continua, mas não será o único protagonista</h2><p>Este sábado, dia 5 de setembro, será um dia particularmente dinâmico do ponto de vista meteorológico. As <strong>temperaturas máximas continuarão bastante elevadas</strong>, prolongando o episódio de calor que tem marcado os últimos dias em Portugal continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-o-fim-de-semana-e-arranque-da-proxima-semana-o-calor-vai-atenuar-se-mas-antes-chegam-trovoadas-a-portugal-1788439155575.jpg" data-image="unj33yq2x0h3" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O calor mantém-se muito intenso no sábado, com vários locais do interior a aproximarem-se ou atingirem os 40 ºC. Bragança, Castelo Branco, Évora e Beja estarão entre as regiões mais quentes.</figcaption></figure><p>Os avisos de tempo quente emitidos pelo IPMA mantêm-se, abrangendo <strong>14 distritos</strong>, devido à persistência de valores elevados. De acordo com as previsões, vários locais poderão aproximar-se ou mesmo atingir os <strong>40 ºC</strong>, nomeadamente nos distritos de Bragança, Castelo Branco, Évora e Beja.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Mesmo junto ao litoral, Lisboa poderá alcançar valores próximos dos <strong>35 ºC</strong>, enquanto Santarém poderá aproximar-se dos 37 ºC. No litoral Norte e Centro, a influência marítima deverá limitar mais a subida, com Porto e Aveiro a registarem valores consideravelmente mais baixos.</p><p>O calor também deverá prolongar-se pela noite, sobretudo no <strong>interior Centro e Sul</strong>, onde o arrefecimento noturno será reduzido e, localmente, as temperaturas poderão permanecer próximas dos 30 ºC durante parte da noite.</p><h2>Chuva e trovoadas ganham força durante a tarde de sábado</h2><p>Apesar do calor, o sábado estará longe de ser um dia exclusivamente soalheiro. A atmosfera deverá tornar-se bastante instável ao longo da tarde, favorecendo o desenvolvimento de <strong>células convectivas</strong>, capazes de provocar aguaceiros e trovoadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-o-fim-de-semana-e-arranque-da-proxima-semana-o-calor-vai-atenuar-se-mas-antes-chegam-trovoadas-a-portugal-1788439177726.jpg" data-image="yghp7dub6c82" alt="Precipitação" title="Precipitação"><figcaption>Durante a tarde, a instabilidade aumenta no interior Norte e Centro. Alguns aguaceiros poderão ser moderados a fortes durante curtos períodos, com acumulados horários localmente próximos dos 8 mm.</figcaption></figure><p>A precipitação deverá começar a ganhar expressão a partir das primeiras horas da tarde no interior Norte, progredindo posteriormente para outras zonas do interior Centro. Alguns dos núcleos mais ativos poderão produzir precipitação moderada a forte durante curtos períodos, com valores pontualmente próximos dos <strong>8 mm numa hora</strong>.</p><p>As trovoadas poderão abranger uma área ainda mais extensa. As projeções mostram atividade elétrica desde o Norte até ao Sul, com maior expressão durante a tarde. No Norte e Centro, alguns núcleos poderão apresentar uma <strong>densidade de raios superior a 15 raios/km²</strong>, sinal de convecção localmente intensa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-o-fim-de-semana-e-arranque-da-proxima-semana-o-calor-vai-atenuar-se-mas-antes-chegam-trovoadas-a-portugal-1788439192282.jpg" data-image="4qsgmjs3vnqz" alt="Densidade de raios" title="Densidade de raios"><figcaption>As trovoadas poderão desenvolver-se de Norte a Sul durante a tarde, com maior atividade no Norte e Centro. Alguns núcleos poderão apresentar densidades superiores a 15 raios/km², acompanhados localmente por granizo e rajadas fortes.</figcaption></figure><p> O<strong> forte aquecimento junto à superfície, combinado com condições mais frias e instáveis em altitude, favorece movimentos ascendentes rápidos do ar</strong>. É este contraste que permite o crescimento vertical das nuvens de tempestade e pode originar chuva intensa em pouco tempo, descargas elétricas e granizo. </p><h2>Domingo desaparecem as trovoadas e o calor começa a ceder</h2><p>No domingo, dia 6, o cenário deverá mudar substancialmente. A instabilidade atmosférica perde expressão e, à partida, <strong>as trovoadas e os aguaceiros deixam de ser protagonistas</strong>.</p><p>Também será percetível uma alteração no padrão térmico. As temperaturas máximas deverão descer no litoral e em várias regiões do Norte e Centro, deixando de existir, segundo as atuais projeções, valores próximos dos 40 ºC em território nacional.No litoral Norte, Porto poderá ficar pelos <strong>23 ºC</strong>, enquanto Aveiro rondará os 22 ºC. Mais para sul, Lisboa poderá atingir cerca de 30 ºC. No interior continuará bastante mais quente: Castelo Branco poderá chegar aos 35 ºC e Évora e Beja aos <strong>36 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-o-fim-de-semana-e-arranque-da-proxima-semana-o-calor-vai-atenuar-se-mas-antes-chegam-trovoadas-a-portugal-1788440146869.jpg" data-image="41dcdq64dnyb" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-841685">No domingo, o calor começa a perder intensidade e deixam de ser previstos valores próximos dos 40 ºC. O arrefecimento será mais evidente no litoral Norte e Centro, enquanto o interior Sul continuará quente.</figcaption></figure><p>O arrefecimento será igualmente sentido durante a noite nas regiões costeiras. A exceção será sobretudo o <strong>interior alentejano</strong>, em particular o distrito de Beja, onde o calor acumulado poderá manter as temperaturas bastante elevadas durante as primeiras horas da noite.</p><h2>Segunda e terça-feira: tempo mais estável no arranque da semana</h2><p>A próxima semana deverá arrancar sem grandes alterações no padrão térmico estabelecido no domingo. <strong>Segunda e terça-feira deverão apresentar temperaturas semelhantes</strong>, mantendo-se o contraste entre um litoral mais fresco e um interior ainda quente. Para já, os modelos não apontam para um novo episódio significativo de instabilidade atmosférica nestes dois dias, pelo que <strong>aguaceiros e trovoadas deverão dar lugar a condições mais secas e estáveis</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786942" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-5-c-de-anomalia-termica-as-temperaturas-nos-acores-continuarao-acima-da-media-nos-proximos-dias.html" title="Até 5 ºC de anomalia térmica: as temperaturas nos Açores continuarão acima da média nos próximos dias">Até 5 ºC de anomalia térmica: as temperaturas nos Açores continuarão acima da média nos próximos dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-5-c-de-anomalia-termica-as-temperaturas-nos-acores-continuarao-acima-da-media-nos-proximos-dias.html" title="Até 5 ºC de anomalia térmica: as temperaturas nos Açores continuarão acima da média nos próximos dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-5-c-de-anomalia-termica-as-temperaturas-nos-acores-continuarao-acima-da-media-nos-proximos-dias-1788434755777_320.jpg" alt="Até 5 ºC de anomalia térmica: as temperaturas nos Açores continuarão acima da média nos próximos dias"></a></article></aside><p>Assim, depois de um sábado meteorologicamente agitado, o domingo marcará a transição para um início de semana mais tranquilo. O calor não desaparecerá, sobretudo no interior, mas <strong>perderá a intensidade extrema observada nos últimos dias</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-o-fim-de-semana-e-arranque-da-proxima-semana-o-calor-vai-atenuar-se-mas-antes-chegam-trovoadas-a-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 5 ºC de anomalia térmica: as temperaturas nos Açores continuarão acima da média nos próximos dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-5-c-de-anomalia-termica-as-temperaturas-nos-acores-continuarao-acima-da-media-nos-proximos-dias.html</link><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 12:12:48 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas acima da média deverão manter-se em boa parte do território português nos próximos dias, incluindo o arquipélago dos Açores.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb3kf42"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb3kf42.jpg" id="xb3kf42"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As nove ilhas que compõem o arquipélago dos Açores deverão contar com temperaturas acima da média ao longo dos próximos dias, ainda que <strong>entre sábado e a manhã de domingo os valores possam ser mais contidos</strong>, aproximando-se de temperaturas dentro da normal climatológica de referência ou mesmo um pouco abaixo, contrariando a principal tendência.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>De acordo com a mais recente atualização do nosso modelo de confiança, ECMWF, os <strong>grupos Ocidental e Central poderão contar com as anomalias mais acentuadas de todo o arquipélago</strong>. Entre hoje e amanhã, a anomalia mais pronunciada deverá ser de até 3 ºC acima da média. Como mencionamos acima, entre sábado e a manhã de domingo dar-se-á uma descida dos valores, resultando em anomalias praticamente nulas. No entanto, <strong>a partir da tarde de domingo dá-se uma nova mudança</strong>.</p><h2>Anomalias térmicas positivas de até 5 ºC nos grupos Ocidental e Central</h2><p>O <strong>afastamento de uma depressão para nordeste do arquipélago contribuirá para um novo aumento das temperaturas </strong>na tarde de domingo e, consequentemente, para uma intensificação das anomalias térmicas positivas. O Grupo Ocidental, poderá contar com máximas de até 29 ºC nas Lajes das Flores. Este valor corresponderá a uma <strong>anomalia de 3 ºC</strong>. No Grupo Central, na Ilha de São Jorge, a temperatura máxima esperada para Velas e Topo é de 25 ºC e 26 ºC, respetivamente, correspondendo também a uma anomalia positiva de 3 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-5-c-de-anomalia-termica-as-temperaturas-nos-acores-continuarao-acima-da-media-nos-proximos-dias-1788434755777.jpg" data-image="6y03tbciijl3" alt="anomalia térmica positiva" title="anomalia térmica positiva"><figcaption>No arquipélago dos Açores vão imperar as temperaturas acima da média ao longo dos próximos dias. Ainda assim, poderá haver momentos em que os valores estejam dentro ou um pouco abaixo da normal climatológica.</figcaption></figure><p>Na <strong>segunda-feira as anomalias poderão intensificar-se no Grupo Central</strong>, onde na Ilha de São Jorge, na zona de São Mateus, as <strong>anomalias térmicas positivas poderão contar com valores até 5 ºC</strong>, esperando-se uma máxima de 26 ºC para a mesma localidade. Uma boa parte da mesma ilha deverá contar com anomalias de até 4 ºC. Já no Grupo Ocidental, o <strong>Corvo também poderá contar com anomalias até 4 ºC</strong>, enquanto as restantes ilhas destes dois grupos deverão manter valores de até 3 ºC acima da média. O Grupo Oriental poderá contar com anomalias positivas de até 2 ºC.</p><p>Na<strong> terça-feira esta tendência deverá manter-se</strong>, ainda que com anomalias na ordem dos 3 ºC em todas as ilhas dos grupos Ocidental e Central, enquanto o Oriental deverá manter valores até 2 ºC acima do expectável.</p><h2>Na Madeiras as temperaturas deverão manter-se mais próximas da média durante o dia</h2><p>No arquipélago madeirense o cenário será um pouco diferente. De grosso modo, <strong>entre hoje e terça-feira esperam-se valores próximos da média durante o dia</strong>, com a maior parte do território a registar valores dentro da média ou até 1 ºC acima. Apenas Porto Santo poderá registar temperaturas até 2 ºC acima da média no arranque da próxima semana.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786871" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-aumenta-para-14-o-n-de-distritos-sob-avisos-de-tempo-quente-calor-intenso-podera-superar-os-40-c.html" title="IPMA aumenta para 14 o número de distritos sob aviso de tempo quente: calor intenso poderá superar os 40 ºC">IPMA aumenta para 14 o número de distritos sob aviso de tempo quente: calor intenso poderá superar os 40 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-aumenta-para-14-o-n-de-distritos-sob-avisos-de-tempo-quente-calor-intenso-podera-superar-os-40-c.html" title="IPMA aumenta para 14 o número de distritos sob aviso de tempo quente: calor intenso poderá superar os 40 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-aumenta-para-14-o-n-de-distritos-sob-avisos-de-tempo-quente-calor-intenso-podera-superar-os-40-c-1788393817749_320.jpg" alt="IPMA aumenta para 14 o número de distritos sob aviso de tempo quente: calor intenso poderá superar os 40 ºC"></a></article></aside><p>No entanto, <strong>durante a noite o cenário muda</strong>, especialmente na Ilha da Madeira, onde as anomalias térmicas negativas poderão ganhar terreno, indicando valores abaixo da média. A noite com os valores mais baixos poderá ser de sexta para sábado, onde as <strong>anomalias poderão ser de até 5 ºC abaixo da média</strong>. Ainda assim, espera-se que nas noites seguintes esta anomalia diminua para valores até 2 ºC ou 3 ºC abaixo da média.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-5-c-de-anomalia-termica-as-temperaturas-nos-acores-continuarao-acima-da-media-nos-proximos-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Plutão e o seu ano interminável: porque é que ainda não completou uma órbita desde que foi descoberto?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/plutao-e-o-seu-ano-interminavel-porque-e-que-ainda-nao-completou-uma-orbita-desde-que-foi-descoberto.html</link><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 11:04:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Plutão demora cerca de 248 anos a completar uma órbita. Desde a sua descoberta em 1930, a humanidade ainda não testemunhou uma órbita completa, mas podemos calcular quando isso acontecerá.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/pluton-y-su-ano-interminable-por-que-todavia-no-completo-una-vuelta-desde-que-fue-descubierto-1788186839660.jpg" data-image="5ml34nx3etbm" alt="A sonda New Horizons da NASA sobrevoa a face de Plutão, com a sua maior lua, Caronte, visível em segundo plano. Crédito: NASA." title="A sonda New Horizons da NASA sobrevoa a face de Plutão, com a sua maior lua, Caronte, visível em segundo plano. Crédito: NASA."><figcaption>A sonda New Horizons da NASA sobrevoa a face de Plutão, com a sua maior lua, Caronte, visível em segundo plano. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>A 18 de fevereiro de 1930, Clyde Tombaugh <strong>detetou o que parecia ser apenas um ponto fugaz entre as estrelas</strong>. O jovem astrónomo trabalhava no Observatório Lowell, no Arizona, em busca do suposto Planeta X, um mundo desconhecido que se acreditava estar localizado para lá de Neptuno.</p><p>Tombaugh comparou fotografias tiradas em noites diferentes, utilizando um dispositivo que permitia a troca rápida de matrículas. As estrelas permaneceram praticamente imóveis, enquanto um objeto no sistema solar podia ser identificado pelo seu movimento. <strong>Foi assim que Plutão foi descoberto</strong>.</p><div class="texto-destacado">Mas há um pormenor que pode causar confusão: Plutão não começou a orbitar o Sol nesse dia. Ele já o fazia há milhares de milhões de anos. O que começou em 1930 foi a nossa monitorização sistemática deste mundo distante.</div><p>E é aí que surge uma extraordinária peculiaridade. Um ano terrestre dura cerca de 365 dias. <strong>O ano de Plutão dura aproximadamente 248 anos terrestres</strong>. </p><h2>Por que razão dura tanto tempo?</h2><p>A explicação reside na sua <strong>enorme distância ao Sol</strong>. Plutão situa-se, em média, a cerca de 39 unidades astronómicas da nossa estrela, ou seja, a cerca de 5,9 mil milhões de quilómetros.</p><p>Em termos simples, <strong>quanto mais afastado um objeto estiver do Sol, maior será a sua órbita</strong> e, além disso, menor tenderá a ser a sua velocidade orbital. A terceira lei de Kepler permite relacionar matematicamente esta distância com o tempo necessário para completar uma revolução.</p><p>É por isso que os anos não duram o mesmo tempo em todos os planetas. Mercúrio completa uma órbita em cerca de 88 dias terrestres; Neptuno demora cerca de 165 anos e Plutão, quase um quarto de milénio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pluton-y-su-ano-interminable-por-que-todavia-no-completo-una-vuelta-desde-que-fue-descubierto-1788186898030.jpg" data-image="xsoapjflfe0i" alt="Plutão foi despromovido à categoria de planeta anão em 2006." title="Plutão foi despromovido à categoria de planeta anão em 2006."><figcaption>Plutão foi despromovido à categoria de planeta anão em 2006. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>Além disso, a sua trajetória não é perfeitamente circular. <strong>A órbita de Plutão é bastante excêntrica</strong>, pelo que a sua distância ao Sol varia consideravelmente ao longo do seu percurso. De facto, <strong>entre 1979 e 1999, esteve mais próximo do Sol do que Neptuno</strong>.</p><p>Isto não significa que os dois mundos estivessem destinados a encontrar-se. As suas órbitas mantêm uma ressonância de 3:2: <strong>enquanto Plutão completa duas revoluções, Neptuno completa três</strong>. Esta relação orbital ajuda a evitar encontros próximos entre eles.</p><h2>Não há necessidade de esperar 248 anos</h2><p>A questão inevitável é como podem os astrónomos saber a duração de um ano plutoniano se ainda não observaram um ciclo completo.</p><p>A resposta está na física. Cada observação de Plutão proporciona uma posição específica no espaço. Combinando medições feitas ao longo de décadas e aplicando as leis da gravidade, os cientistas podem determinar a órbita que melhor explica estes dados. A partir daí, <strong>é possível calcular para onde o objeto continuará a mover-se, tanto no futuro como no passado</strong>.</p><p>Além disso, existem placas fotográficas anteriores a 1930 nas quais Plutão foi registado sem ser identificado. Estas observações pré-descoberta permitem-nos <strong>ampliar ainda mais o período utilizado para reconstruir a sua trajetória</strong>.</p><h2>Um ciclo que terminará em 2178</h2><p>Do ponto de vista do nosso calendário, <strong>o regresso de Plutão ao ponto orbital que ocupava quando Tombaugh o identificou ocorrerá em 2178</strong>. Nessa altura, terão decorrido quase dois séculos e meio desde essa descoberta.</p><p>Ninguém que esteja vivo hoje estará lá para verificar isso diretamente. Mas não há necessidade de esperar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767097" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/plutao-podera-recuperar-o-seu-estatuto-de-planeta-no-sistema-solar-o-diretor-da-nasa-reabre-o-debate.html" title="Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate">Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/plutao-podera-recuperar-o-seu-estatuto-de-planeta-no-sistema-solar-o-diretor-da-nasa-reabre-o-debate.html" title="Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pluton-podria-volver-a-ser-planeta-la-nasa-reabre-el-debate-1777885919279_320.jpeg" alt="Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate"></a></article></aside><p>A trajetória de Plutão está suficientemente bem determinada para prever a sua posição com grande precisão. <strong>O ano de 2178 não é uma data misteriosa nem uma aposta no futuro</strong>: é uma consequência das leis que regem o seu movimento em torno do Sol.</p><h2>A humanidade chegou antes do seu próprio relógio</h2><p>O paradoxo tornou-se especialmente evidente em 2015. Nesse ano, a missão New Horizons da NASA sobrevoou Plutão, permitindo que fosse observado de perto pela primeira vez.</p><p>A sonda, lançada em 2006, percorreu milhares de milhões de quilómetros até chegar ao remoto mundo gelado. As suas imagens revelaram <strong>montanhas de gelo, vastas planícies e a enorme região brilhante em forma de coração</strong> que rapidamente se tornou uma das paisagens mais reconhecíveis do sistema solar.</p><p>Tinham passado apenas 85 anos desde que Tombaugh avistara aquele minúsculo ponto entre as estrelas. <strong>Plutão, por outro lado, ainda não tinha completado nem metade da sua viagem desde então</strong>.</p><div class="texto-destacado">A comparação é quase poética: enquanto o relógio da humanidade avançava das placas fotográficas para uma sonda capaz de se aproximar de Plutão, o planeta anão continuava no seu ritmo lento, indiferente às nossas gerações.</div><p>Não é que Plutão se mova muito lentamente. É que <strong>vivemos uma fração ínfima do seu tempo</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/plutao-e-o-seu-ano-interminavel-porque-e-que-ainda-nao-completou-uma-orbita-desde-que-foi-descoberto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Poeiras do Saara estabelecem-se hoje, mas intensificam-se amanhã, sexta-feira: eis as regiões mais afetadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/poeiras-do-saara-estabelecem-se-hoje-mas-intensificam-se-amanha-sexta-feira-eis-as-regioes-mais-afetadas.html</link><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 10:07:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nas últimas horas do dia de ontem, o Sul do país registou a entrada de uma "língua" de poeiras saarianas. Nas próximas horas, estas deverão alcançar todo o território, no entanto, espera-se uma intensificação da sua concentração amanhã, sexta-feira.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb3fv1m"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb3fv1m.jpg" id="xb3fv1m"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As<strong> poeiras do Saara estão de volta a Portugal Continental </strong>e assim deverão continuar pelo menos até ao arranque da próxima semana. A chegada desta pluma de poeira está associada à crista anticiclónica que se estenderá desde o Atlântico e o Norte de África até à Europa Central, favorecendo não só o <strong>transporte das poeiras para latitudes mais elevadas, como também a intensificação do calor</strong>, devido à massa de ar quente associada. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ao longo das próximas horas esta pluma <strong>deverá estender-se a todo o território, cobrindo totalmente a nossa geografia continental</strong>. No entanto, espera-se que a sua concentração seja baixa.</p><h2>Concentração de poeiras aumenta amanhã, dia 4 de setembro</h2><p>De acordo com a mais recente atualização do nosso modelo de confiança, o ECMWF, estima-se que <strong>a partir das primeiras horas da madrugada de amanhã, sexta-feira, a concentração de poeiras em suspensão comece a aumentar</strong>, especialmente na faixa litoral Sul, subindo rapidamente em latitude para o litoral Centro, abrangendo ainda toda a região Sul e uma boa parte do Centro do país. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/poeiras-do-saara-chegam-hoje-mas-intensificam-se-amanha-sexta-feira-eis-as-regioes-mais-afetadas-1788386702884.jpg" data-image="i38q08n2puiu" alt="névoa seca; poeira" title="névoa seca; poeira"><figcaption>Ainda que as poeiras do Saara regressem à nossa geografia continental no dia de hoje, quinta-feira, é esperado um aumento da sua concentração durante o dia de amanhã, sexta-feira.</figcaption></figure><p> <strong>A partir das 16h, praticamente todo o país contará com uma concentração mais elevada destas partículas</strong>, como podemos observar no mapa acima. Apenas o noroeste do país, assim como uma pequena parte do interior do Baixo Alentejo e Algarve deverão manter uma concentração menor das mesmas. </p><p>No entanto,<strong> nas horas seguintes esta concentração voltará a diminuir</strong>, tornando-se idêntica à concentração prevista para hoje e assim permanecendo até segunda-feira, dia 7 de setembro.</p><h2>Efeitos na qualidade do ar</h2><p>Tendo tudo isto em conta, o <strong>Índice de Qualidade do Ar da Meteored aponta para uma deterioração da mesma</strong>, especialmente durante a tarde de sexta-feira, momento em que a concentração de poeiras será maior. Desta forma, a qualidade do ar passará de "Boa" para "Moderada", especialmente ao longo da faixa litoral Norte e Centro e no Alentejo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786711" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-12-c-acima-da-media-o-aumento-da-temperatura-previsto-para-amanha-dia-3-reforcara-as-anomalias-termicas-positivas.html" title="Até 12°C acima da média: o aumento da temperatura previsto para amanhã, dia 3, reforçará as anomalias térmicas positivas">Até 12°C acima da média: o aumento da temperatura previsto para amanhã, dia 3, reforçará as anomalias térmicas positivas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-12-c-acima-da-media-o-aumento-da-temperatura-previsto-para-amanha-dia-3-reforcara-as-anomalias-termicas-positivas.html" title="Até 12°C acima da média: o aumento da temperatura previsto para amanhã, dia 3, reforçará as anomalias térmicas positivas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-12-c-acima-da-media-preve-se-um-aumento-da-temperatura-amanha-dia-3-reforcando-as-anomalias-termicas-positivas-1788302148323_320.jpg" alt="Até 12°C acima da média: o aumento da temperatura previsto para amanhã, dia 3, reforçará as anomalias térmicas positivas"></a></article></aside><p>Ainda assim, é expectável que, <strong>à medida que a concentração comece a diminuir, a qualidade do ar comece a recuperar</strong>. No entanto, aconselhamos os grupos vulneráveis, especialmente as pessoas com problemas respiratórios, a seguirem as recomendações das autoridades de saúde, que passam por permanecer em casa durante o período de maior concentração ou pelo uso de máscara caso seja necessário sair à rua, enquanto a qualidade do ar não melhorar. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/poeiras-do-saara-estabelecem-se-hoje-mas-intensificam-se-amanha-sexta-feira-eis-as-regioes-mais-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[IPMA aumenta para 14 o número de distritos sob aviso de tempo quente: calor intenso poderá superar os 40 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-aumenta-para-14-o-n-de-distritos-sob-avisos-de-tempo-quente-calor-intenso-podera-superar-os-40-c.html</link><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 08:32:54 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O calor atinge o pico esta quinta-feira, com máximas que poderão chegar aos 42/43 ºC. O IPMA aumentou para 14 o número de distritos sob aviso amarelo, depois a instabilidade irá trazer aguaceiros, trovoadas e possível granizo no sábado.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb3gdsy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb3gdsy.jpg" id="xb3gdsy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><br>O calor intensifica-se durante o dia de hoje (3) em Portugal continental, levando o IPMA a aumentar para <strong>14 o número de distritos sob aviso amarelo devido ao tempo quente</strong>. As temperaturas poderão superar os 40 ºC em vários locais, antes de uma mudança gradual do cenário meteorológico durante o fim de semana, com o regresso da instabilidade e uma posterior descida das máximas.</p><h2>Quinta-feira marca o pico do calor: máximas poderão chegar aos 42 ou 43 ºC</h2><p>Esta quinta-feira, dia 3 de setembro, deverá corresponder ao <strong>pico deste episódio de calor</strong> em grande parte do território. A massa de ar muito quente que se instalou sobre a Península Ibérica está a favorecer temperaturas excecionalmente elevadas, sobretudo nas regiões interiores.</p><p>O calor será evidente desde as primeiras horas do dia. Em alguns locais dos distritos de <strong>Portalegre, Évora e Faro</strong>, os termómetros poderão já superar os 30 ºC durante a manhã.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-aumenta-para-14-o-n-de-distritos-sob-avisos-de-tempo-quente-calor-intenso-podera-superar-os-40-c-1788393804970.jpg" data-image="unp7pya4l52n" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O calor atinge o pico esta quinta-feira, com grande parte do Alentejo e Vale do Tejo a aproximar-se ou superar os 40 ºC. Pontualmente, os termómetros poderão chegar aos 42/43 ºC.</figcaption></figure><p>Será, contudo, entre aproximadamente as 14 e as 16 horas que se deverão registar os valores mais elevados. De acordo com as previsões, grande parte do <strong>Alentejo e do Vale do Tejo</strong> poderá alcançar ou superar os 40 ºC, com alguns locais a aproximarem-se dos <strong>42 ou mesmo 43 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-aumenta-para-14-o-n-de-distritos-sob-avisos-de-tempo-quente-calor-intenso-podera-superar-os-40-c-1788393817749.jpg" data-image="vylsuqu3etj6" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O interior alentejano concentra alguns dos valores mais extremos, com vários locais acima dos 40 ºC. Mesmo regiões mais próximas do litoral poderão registar temperaturas bastante elevadas.</figcaption></figure><p>É neste contexto que o <strong>IPMA aumentou para 14 o número de distritos sob aviso amarelo devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima</strong>. De fora ficam apenas Viana do Castelo, Braga, Porto e Aveiro. <strong>Os avisos prolongam-se até às 18h sábado, dia 5.</strong></p><p><strong>As condições exigem especial atenção</strong> por parte das populações mais vulneráveis ao calor, além de coincidirem com condições meteorológicas favoráveis a um aumento do perigo de incêndio rural.</p><h2>Noite muito quente. Os termómetros poderão rondar os 30 ºC às 23 horas</h2><p>Outro aspeto relevante deste episódio será a <strong>dificuldade de arrefecimento depois do pôr do sol</strong>. Durante a noite de quinta para sexta-feira, o calor acumulado ao longo do dia deverá manter as temperaturas muito elevadas durante várias horas.</p><p>Em alguns locais dos distritos de <strong>Portalegre, Santarém, Lisboa, Évora e Beja</strong>, poderão ainda observar-se valores próximos dos <strong>30 ºC pelas 23 horas</strong>. Este arrefecimento noturno limitado aumenta o desconforto térmico, sobretudo após um dia com máximas próximas ou superiores aos 40 ºC.</p><h2>Sexta-feira (4), o calor desloca-se para o interior Norte e Centro</h2><p>Na sexta-feira, dia 4, haverá uma alteração na distribuição das temperaturas. O Sul deverá beneficiar de um <strong>ligeiro alívio das máximas</strong>, enquanto o calor mais intenso se concentra no interior Norte e Centro.</p><p>Distritos como <strong>Bragança e Guarda</strong> destacam-se pelas anomalias térmicas previstas. Em alguns locais, as temperaturas poderão situar-se cerca de <strong>9 a 12 ºC acima da média climatológica</strong> para esta altura do ano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-aumenta-para-14-o-n-de-distritos-sob-avisos-de-tempo-quente-calor-intenso-podera-superar-os-40-c-1788393910582.jpg" data-image="kkpyszosjcvu" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"><figcaption>Na sexta-feira, o calor anómalo desloca-se sobretudo para o interior Norte e Centro. Em zonas dos distritos de Bragança e Guarda, as temperaturas poderão ficar até cerca de 12 ºC acima da média.</figcaption></figure><p>No nordeste transmontano, as máximas poderão novamente aproximar-se ou mesmo <strong>superar os 40 ºC</strong>. Assim, apesar da descida prevista no Sul, Portugal continuará sob a influência de uma massa de ar anormalmente quente.</p><h2>Sábado traz novo aquecimento no Sul, mas também aguaceiros e trovoadas</h2><p>No sábado, dia 5, as temperaturas deverão voltar a subir em vários locais do Sul. No entanto, o destaque meteorológico não se foca apenas no calor.</p><p>A presença de ar muito quente junto à superfície, combinada com condições mais frias e instáveis em altitude, poderá favorecer o desenvolvimento de <strong>células convectivas</strong>. Consequentemente, estão previstos aguaceiros dispersos, acompanhados localmente por trovoada.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-aumenta-para-14-o-n-de-distritos-sob-avisos-de-tempo-quente-calor-intenso-podera-superar-os-40-c-1788394005932.jpg" data-image="1s0mzb5erzho" alt="Densidade de raios" title="Densidade de raios"><figcaption>A instabilidade aumenta no sábado, com possibilidade de aguaceiros e trovoadas em vários pontos do território. As células convectivas poderão ser acompanhadas localmente por granizo e rajadas fortes de vento.</figcaption></figure><p>Os atuais mapas mostram potencial para atividade elétrica em diferentes regiões do país, sobretudo no <strong>Norte</strong>, mas também através de núcleos mais localizados no Centro e Sul. Algumas células poderão produzir precipitação intensa durante curtos períodos, <strong>rajadas de vento e eventualmente granizo</strong>.</p><h2>Domingo chega com uma descida mais evidente das temperaturas</h2><p>Finalmente, no domingo, dia 6, deverá começar a sentir-se uma mudança mais generalizada no panorama térmico. O <strong>litoral Norte e Centro</strong> estará entre as regiões onde o arrefecimento será mais percetível, mas a descida das temperaturas deverá também alcançar vários setores do interior.</p><p>As regiões próximas da fronteira espanhola continuarão a apresentar valores relativamente elevados, embora também aí seja esperada uma redução das máximas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786809" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atlantica-chega-aos-acores-na-sexta-feira-estas-serao-as-ilhas-mais-afetadas.html" title="Depressão atlântica chega aos Açores na sexta-feira: estas serão as ilhas mais afetadas">Depressão atlântica chega aos Açores na sexta-feira: estas serão as ilhas mais afetadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atlantica-chega-aos-acores-na-sexta-feira-estas-serao-as-ilhas-mais-afetadas.html" title="Depressão atlântica chega aos Açores na sexta-feira: estas serão as ilhas mais afetadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atlantica-chega-aos-acores-na-sexta-feira-estas-serao-as-ilhas-mais-afetadas-1788362119008_320.jpg" alt="Depressão atlântica chega aos Açores na sexta-feira: estas serão as ilhas mais afetadas"></a></article></aside><p>Assim, depois do pico de calor desta quinta-feira, Portugal atravessará alguns dias de<strong> contrastes meteorológicos.</strong> Primeiro temperaturas superiores a 40 ºC e noites muito quentes, depois o aumento da instabilidade com aguaceiros, trovoadas e possível granizo, antes de um domingo progressivamente mais fresco.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-aumenta-para-14-o-n-de-distritos-sob-avisos-de-tempo-quente-calor-intenso-podera-superar-os-40-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Guia fácil para cultivar alho em casa (mesmo em vaso) e colher o melhor sabor para os seus pratos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/guia-facil-para-cultivar-alho-em-casa-mesmo-em-vaso-e-colher-o-melhor-sabor-para-os-seus-pratos.html</link><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 08:05:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Três formas fáceis de plantar alho na sua varanda ou no jardim, cuidar dos rebentos e cultivar bolbos grandes e saborosos usando o que já tem na sua cozinha.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/guia-facil-para-cultivar-ajo-en-casa-incluso-en-maceta-y-cosechar-el-mejor-sabor-para-tus-platos-1786975989386.jpg" data-image="3ybiem237qet" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Um vaso padrão é suficiente para cultivar várias plantas de alho, mesmo no centro da cidade.</figcaption></figure><p>É o rei indiscutível da despensa, acrescentando personalidade a quase qualquer prato e, com o seu aroma forte, ajudando a manter as pragas de jardim afastadas. O alho tem tudo, e para completar,<strong> tudo o que precisa para o cultivar em casa é um vaso na sua varanda ou um local ensolarado perto de uma janela</strong>.</p><p>Preste atenção, porque vamos explicar-lhe tudo o que precisa de saber para o cultivar com sucesso e sem complicações.</p><h2>Escolher a matéria-prima: nem todos os alhos são iguais</h2><p>O seu ponto de partida é provavelmente já a sua cozinha. No entanto, há alguns detalhes importantes a considerar na hora de escolher o alho certo.</p><p>O <strong>ideal é utilizar cabeças de alho biológicas ou compradas em feiras de produtores locais</strong>. Por quê? Porque o alho comercial dos supermercados é por vezes tratado com baixas temperaturas ou produtos químicos para retardar a germinação enquanto está nas prateleiras.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guia-facil-para-cultivar-ajo-en-casa-incluso-en-maceta-y-cosechar-el-mejor-sabor-para-tus-platos-1786976125601.jpg" data-image="4pieqdj572ad" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Não utilize qualquer alho; procure cabeças grandes e firmes. Os dentes externos produzem, geralmente, cabeças maiores.</figcaption></figure><p><strong>Selecione sempre os dentes de alho maiores, mais firmes e com o aspeto mais robusto</strong>. Evite aqueles que pareçam enrugados, moles ou com manchas invulgares, pois é improvável que se desenvolvam bem.</p><p>Um pormenor importante:<strong> não retire a fina casca que cobre os dentes de alho</strong>. Esta camada exterior oferece proteção natural contra os fungos do solo durante os primeiros dias em que os dentes estão enterrados.</p><h3>Qual é o melhor momento para começar?</h3><p><strong>O alho é uma cultura que se desenvolve bem no outono e no inverno</strong>. Necessita da exposição às temperaturas mais frias destas estações para que o dente original se possa dividir internamente e se desenvolver num bolbo completo com vários dentes.</p><figure class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/eWzMwW3xv1E/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=eWzMwW3xv1E" id="eWzMwW3xv1E"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Se começar na primavera, obterá deliciosos rebentos verdes, mas é improvável que o bolbo subterrâneo se desenvolva completamente.</p><h2>Método 1: cultivo em vaso, ideal para espaços pequenos</h2><p>Cultivar alho em vaso é muito fácil e perfeito para quem quer aproveitar ao máximo o espaço da varanda.</p><p>O vaso ideal: procure um recipiente com pelo menos <strong>15 a 20 centímetros de profundidade</strong>. Certifique-se de que tem <strong>furos de drenagem </strong>no fundo. O alho gosta de <strong>humidade constante</strong>, mas não tolera água parada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guia-facil-para-cultivar-ajo-en-casa-incluso-en-maceta-y-cosechar-el-mejor-sabor-para-tus-platos-1786977427574.jpg" data-image="haoa47r2plyq" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>O alho ou alho biológico proveniente de mercados de produtores locais é ideal para começar, uma vez que não foi tratado para atrasar a germinação.</figcaption></figure><p>A mistura de solo ideal: prepare uma mistura leve e solta. <strong>Pode combinar terra de jardim comum com um pouco de composto orgânico</strong> e perlite para melhorar a drenagem.</p><p>Hora de plantar: <strong>enterre cada dente de alho a uma profundidade de 3 a 4 centímetros</strong>. Coloque sempre a extremidade plana, onde as raízes emergem, virada para baixo e a extremidade pontiaguda virada para cima. Deixe 10 a 15 centímetros de distância entre cada dente para que os bolbos tenham espaço suficiente para se desenvolverem.</p><p>Luz solar e rega: coloque o vaso num<strong> local que receba pelo menos seis horas de luz solar direta por dia</strong>. Regue moderadamente: a terra deve estar húmida ao toque, mas nunca encharcada.</p><h2>Método 2: cultivar alho no jardim</h2><p>Se tiver um pequeno pedaço de terra exposta ou um canteiro no seu quintal, o <strong>alho terá bastante espaço para crescer e poderá produzir bolbos consideravelmente maiores</strong>.</p><p>Prepare o solo: <strong>utilize uma pá ou um ancinho para soltar a terra até que fique macia e bem aerada</strong>. Adicione uma quantidade generosa de húmus de minhoca para fornecer nutrientes desde o início.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guia-facil-para-cultivar-ajo-en-casa-incluso-en-maceta-y-cosechar-el-mejor-sabor-para-tus-platos-1786976568557.jpg" data-image="1id7p2wbqk4y" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Após a plantação, regue delicadamente, mas abundantemente, para ajudar a terra a assentar à volta de cada dente de alho.</figcaption></figure><p>Dê-lhes espaço suficiente:<strong> faça buracos com cerca de 4 centímetros de profundidade e espace-os aproximadamente 15 centímetros entre si</strong>. Coloque os dentes de alho com a ponta virada para cima e cubra-os delicadamente, sem compactar demasiado o solo.</p><p>Adicione uma boa camada de cobertura morta: <strong>cubra o canteiro com palha, erva seca ou folhas caídas</strong>. Esta cobertura caseira ajuda a reter a humidade do solo, a suprimir as ervas daninhas e a proteger os rebentos jovens das geadas mais rigorosas do inverno.</p><h2>Método 3: cultivo em água para rebentos verdes rápidos</h2><p>Existe um truque simples para quem pretende resultados mais rápidos ou simplesmente saborosos rebentos verdes para adicionar a saladas ou salteados.</p><p>Pegue numa cabeça de alho inteira ou em vários dentes individuais e coloque-os num copo ou frasco pequeno. <strong>Adicione água da torneira até cobrir apenas a base plana do alho</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guia-facil-para-cultivar-ajo-en-casa-incluso-en-maceta-y-cosechar-el-mejor-sabor-para-tus-platos-1786976880432.jpg" data-image="8ydp0uanzcn1" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Cultivar alho em casa é um dos projetos mais fáceis e acessíveis que pode experimentar numa horta urbana.</figcaption></figure><p>Coloque o copo perto de uma janela bem iluminada. Mude a água a cada dois dias para a manter limpa e <strong>evitar odores desagradáveis ou o crescimento de fungos</strong>.</p><p>Em poucos dias, verá raízes brancas e rebentos verdes perfumados começarem a surgir. Pode <strong>cortar as pontas verdes e usá-las para temperar os seus pratos</strong>. Também pode transferir os cravos-da-índia enraizados para um vaso com terra e deixá-los crescer naturalmente.</p><h2>A paciência compensa: a colheita e a cura</h2><p>O ciclo completo de crescimento demora geralmente sete a nove meses. Mas não se preocupe — <strong>o alho dá sinais claros quando está pronto para a colheita</strong>.</p><p>Irá notar que as folhas inferiores começarão a secar e a amarelecer. Quando mais de metade da planta estiver dourada, <strong>pare de regar completamente durante uma semana</strong>. Isto permite que o bolbo termine de amadurecer e reduz o risco de apodrecimento devido à humidade residual.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768852" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/da-sabedoria-tradicional-as-evidencias-cientificas-o-alho-repele-insetos-e-perturba-o-seu-comportamento-reprodutivo.html" title="Da sabedoria tradicional às evidências científicas: o alho repele insetos e perturba o seu comportamento reprodutivo">Da sabedoria tradicional às evidências científicas: o alho repele insetos e perturba o seu comportamento reprodutivo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/da-sabedoria-tradicional-as-evidencias-cientificas-o-alho-repele-insetos-e-perturba-o-seu-comportamento-reprodutivo.html" title="Da sabedoria tradicional às evidências científicas: o alho repele insetos e perturba o seu comportamento reprodutivo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/from-traditional-wisdom-to-scientific-evidence-garlic-repels-insects-and-disrupts-their-reproductive-behavior-1778623572044_320.jpeg" alt="Da sabedoria tradicional às evidências científicas: o alho repele insetos e perturba o seu comportamento reprodutivo"></a></article></aside><p>Após estes poucos dias, desenterre os bolbos com cuidado, utilizando uma pequena pá de jardim para evitar cortá-los ou danificá-los. <strong>Retire o excesso de terra e coloque-os num local fresco, seco e com sombra</strong> durante cerca de 15 dias.</p><p><strong>Este processo chama-se "cura" </strong>e é o segredo para manter o alho fresco na sua despensa durante meses sem que se estrague. E já está: delicie-se com o alho que cultivou em casa!</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/guia-facil-para-cultivar-alho-em-casa-mesmo-em-vaso-e-colher-o-melhor-sabor-para-os-seus-pratos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O céu tingiu-se de rosa na China: o fenómeno impressionante que surgiu antes de uma forte tempestade]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-ceu-se-tingiu-de-rosa-na-china-o-fenomeno-impressionante-que-surgiu-antes-de-uma-forte-tempestade.html</link><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 07:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O céu sobre Changzhou assumiu tons intensos de rosa e avermelhado à medida que nuvens de tempestade se aproximavam. Minutos depois, uma chuva forte caiu sobre a cidade chinesa.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb2zga2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb2zga2.jpg" id="xb2zga2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Por alguns minutos, moradores de <strong>Changzhou</strong>,<strong> na província chinesa de Jiangsu</strong>, presenciaram uma cena que rapidamente começou a circular nas redes sociais: o <strong>céu assumiu tons intensos de rosa e vermelho enquanto grandes nuvens escuras avançavam</strong> sobre a cidade. O fenómeno ocorreu na manhã de 31 de agosto, por volta das 5h30, e durou cerca de sete ou oito minutos.</p><p>A coloração espetacular não estava ligada a nenhum fenómeno extraordinário, mas sim a<strong> uma combinação da posição do Sol, da alta humidade e das partículas e gotículas de água presentes na atmosfera</strong>. O contraste com as nuvens de tempestade tornou a paisagem ainda mais impressionante.</p><h2>Por que o céu em Changzhou ficou rosa?</h2><p>A explicação começa com a própria<strong> luz solar</strong>, que é composta por diferentes cores e comprimentos de onda. Ao atravessar a atmosfera, as moléculas de ar dispersam mais facilmente os comprimentos de onda mais curtos — principalmente o violeta e o azul — através de um processo conhecido como <strong>espalhamento de Rayleigh</strong>.</p><div class="texto-destacado">Quando o Sol está muito próximo do horizonte, como ocorre ao nascer ou no por do Sol, os seus raios precisam de atravessar uma porção muito maior da atmosfera. Durante este trajeto, uma quantidade significativa da luz azul e violeta é espalhada para fora da linha de visão, enquanto predominam os comprimentos de onda mais longos, correspondentes aos tons de amarelo, laranja, vermelho e rosa.</div><p>Em Changzhou, outro fator importante entrou em jogo: uma <strong>atmosfera extremamente húmida</strong>, carregada de gotículas de água e partículas, que precedia uma tempestade severa. Estes elementos podem alterar ainda mais a forma como a luz se dispersa e reflete entre as diversas camadas de nuvens.</p><p>As <strong>nuvens </strong>também desempenharam um papel fundamental. O <em>Met Office</em> (o Serviço Nacional de meteorologia e clima do Reino Unido)<em> </em>explica que as gotículas de água que formam uma nuvem são muito maiores do que as moléculas de ar e <strong>dispersam praticamente todos os comprimentos de onda</strong> da luz, embora, ao nascer do sol, possam receber principalmente a luz avermelhada vinda do horizonte.</p><h2>De um céu cor-de-rosa a uma chuva torrencial</h2><p>Esta cena espetacular também serviu de <strong>prelúdio para condições meteorológicas muito mais adversas</strong>. Cerca de vinte minutos após a observação dos tons avermelhados, partes de Changzhou começaram a registar chuvas fortes acompanhadas de trovoada.</p><p>O Serviço Meteorológico de Changzhou havia emitido anteriormente um aviso amarelo para <strong>chuvas intensas</strong>, prevendo a possibilidade de acumulados superiores a 100 mm num período de seis horas ou taxas de precipitação horária acima de 50 mm. Também foram emitidos avisos sobre <strong>tempestades </strong>e fortes rajadas de vento associadas aos sistemas convectivos.</p><div class="texto-destacado">Os registos confirmaram a magnitude do evento. Entre as 8h do dia 30 de agosto e as 8h do dia seguinte, Changzhou registou uma média de 57 mm de chuva, embora em Henglin os totais tenham chegado a 150 mm.</div><p>Volumes particularmente elevados também foram registados em períodos muito curtos. Em Weicun, por exemplo, foram registrados 61,1 mm apenas entre as 05h00 e as 06h00 — uma taxa suficiente para provocar<strong> inundações urbanas</strong> caso os sistemas de drenagem não consigam escoar rapidamente tal volume de água.</p><h2>Uma cor espetacular que, por si só, não permite prever tempestades</h2><p>Existe uma associação popular bem conhecida entre céus avermelhados e mudanças no tempo, mas a cor do céu, por si só, não é um indicador confiável de que uma tempestade está iminente. <strong>A tonalidade depende principalmente da posição do Sol e das características óticas da atmosfera</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785256" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/china-adia-missao-lunar-change-7-por-questoes-de-seguranca-entenda-porque-e-os-objetivos-desta-ambiciosa-exploracao.html" title="China adia missão lunar Chang'e-7 por questões de segurança: entenda porquê e os objetivos desta ambiciosa exploração">China adia missão lunar Chang'e-7 por questões de segurança: entenda porquê e os objetivos desta ambiciosa exploração</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/china-adia-missao-lunar-change-7-por-questoes-de-seguranca-entenda-porque-e-os-objetivos-desta-ambiciosa-exploracao.html" title="China adia missão lunar Chang'e-7 por questões de segurança: entenda porquê e os objetivos desta ambiciosa exploração"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/china-adia-missao-lunar-change-7-por-questoes-de-seguranca-entenda-porque-e-os-objetivos-desta-ambiciosa-exploracao-1787581040271_320.jpg" alt="China adia missão lunar Chang'e-7 por questões de segurança: entenda porquê e os objetivos desta ambiciosa exploração"></a></article></aside><p>O Laboratório de Monitorização Global da NOAA observa que <strong>poeira, aerossóis e outras partículas podem intensificar tons avermelhados</strong> quando o Sol está baixo no horizonte. Além disso, em certas situações, sistemas de baixa pressão favorecem a formação de nuvens e a precipitação, embora ambos os fatores devam ser analisados dentro de um contexto meteorológico mais amplo.</p><p>Em <strong>Changzhou</strong>, no entanto, estas duas condições coincidiram de maneira notável: <strong>a luz avermelhada da alvorada encontrou uma atmosfera de alta humidade</strong>, enquanto nuvens de tempestade escuras cobriam parcialmente a cidade. O resultado foi um breve céu rosado que anunciava visualmente uma manhã marcada por chuvas torrenciais.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-ceu-se-tingiu-de-rosa-na-china-o-fenomeno-impressionante-que-surgiu-antes-de-uma-forte-tempestade.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva e trovoada podem regressar no sábado, dia 5: eis as regiões mais afetadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-e-trovoada-podem-regressar-no-sabado-dia-5-eis-as-regioes-mais-afetadas.html</link><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 06:04:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A instabilidade deverá aumentar no sábado em Portugal continental, com possibilidade de aguaceiros e trovoadas, sobretudo nas regiões Norte e Centro. Saiba onde estes fenómenos poderão ser mais prováveis.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb3ebau"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb3ebau.jpg" id="xb3ebau"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A estabilidade atmosférica que tem marcado grande parte dos últimos dias deverá sofrer uma <strong>interrupção temporária no sábado, dia 5</strong>, em algumas regiões de Portugal continental. As previsões do modelo de referência do Meteored apontam para um aumento da instabilidade, que poderá traduzir-se na ocorrência de <strong>aguaceiros dispersos e trovoadas</strong>.</p><p>Contudo, esta mudança não deverá significar o regresso de chuva generalizada ao território. A precipitação prevista apresenta um caráter <strong>muito irregular e localizado</strong>, típico de situações convectivas, pelo que poderão existir diferenças significativas mesmo entre locais relativamente próximos.</p><h2>Sexta-feira ainda será marcada por pouca precipitação</h2><p>Na <strong>sexta-feira, dia 4</strong>, o cenário deverá permanecer relativamente tranquilo na maior parte de Portugal continental. Ao longo do dia poderão surgir alguns núcleos de precipitação muito dispersos, com possibilidade de serem acompanhados de trovoada, mas sem expressão significativa ou distribuição generalizada pelo território.</p><p>Ao final da tarde, o modelo ECMWF sugere alguns aguaceiros pontuais junto à faixa ocidental e em áreas do Norte e Centro. Ainda assim, a precipitação deverá ser <strong>escassa e muito localizada</strong>, mantendo-se grande parte do território sem chuva.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-e-trovoada-podem-regressar-no-sabado-dia-5-eis-as-regioes-mais-afetadas-1788368227035.jpg" data-image="zltq17uecc59" alt="Aguaceiros muito dispersos poderão surgir na sexta-feira" title="Aguaceiros muito dispersos poderão surgir na sexta-feira"><figcaption>Previsão de precipitação para as 19h de sexta-feira, segundo o modelo ECMWF. Os aguaceiros deverão apresentar caráter muito localizado, mantendo-se a precipitação pouco significativa na generalidade do território.</figcaption></figure><p> Este cenário deverá começar a alterar-se no sábado, à medida que as condições atmosféricas se tornam mais favoráveis ao desenvolvimento de <strong>instabilidade convectiva</strong>. Será durante a tarde que aumenta a probabilidade de formação de aguaceiros e células de trovoada em várias zonas do país. </p><h2>Sábado traz maior instabilidade ao Norte e Centro</h2><p>Durante a manhã de <strong>sábado, dia 5</strong>, os primeiros aguaceiros poderão surgir sobretudo no <strong>Norte</strong>, inicialmente de forma bastante irregular. A precipitação deverá ganhar alguma expressão à medida que avançamos para as horas de maior aquecimento diurno.</p><p>É durante a tarde que o cenário se torna mais interessante. As projeções mostram o aparecimento de vários núcleos convectivos, sobretudo nas <strong>regiões Norte e Centro</strong>, podendo alguns desenvolver-se rapidamente e ser acompanhados por <strong>trovoada</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786764" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/padrao-nao-vai-manter-se-ate-11-de-setembro-alerta-marta-godinho-com-efeitos-evidentes-no-clima-em-portugal.html" title="Padrão NAO+ vai manter-se até 11 de setembro, alerta Marta Godinho: 'com efeitos evidentes no tempo em Portugal'">Padrão NAO+ vai manter-se até 11 de setembro, alerta Marta Godinho: "com efeitos evidentes no tempo em Portugal"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/padrao-nao-vai-manter-se-ate-11-de-setembro-alerta-marta-godinho-com-efeitos-evidentes-no-clima-em-portugal.html" title="Padrão NAO+ vai manter-se até 11 de setembro, alerta Marta Godinho: 'com efeitos evidentes no tempo em Portugal'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/padrao-nao-vai-manter-se-ate-11-de-setembro-alerta-marta-godinho-com-efeitos-evidentes-no-clima-em-portugal-1788346611274_320.jpg" alt="Padrão NAO+ vai manter-se até 11 de setembro, alerta Marta Godinho: 'com efeitos evidentes no tempo em Portugal'"></a></article></aside><p>Entre as áreas onde a instabilidade parece mais provável destacam-se zonas do <strong>Minho, Trás-os-Montes, Douro, Beiras e regiões montanhosas do Norte e Centro</strong>. Pontualmente, poderão também formar-se células noutras zonas do interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-e-trovoada-podem-regressar-no-sabado-dia-5-eis-as-regioes-mais-afetadas-1788368295101.jpg" data-image="y2c2xn5637pm" alt="Trovoadas poderão desenvolver-se no Norte e Centro durante a tarde" title="Trovoadas poderão desenvolver-se no Norte e Centro durante a tarde"><figcaption>Previsão da densidade de raios para as 13h de sábado, segundo o ECMWF. O maior potencial de atividade elétrica concentra-se sobretudo no Norte e Centro de Portugal continental.</figcaption></figure><p> Com o avançar da tarde, a área potencialmente afetada poderá tornar-se mais extensa. A natureza convectiva desta situação implica, contudo, uma <strong>elevada irregularidade espacial</strong>: enquanto alguns locais poderão registar aguaceiros e trovoada, outros relativamente próximos poderão permanecer praticamente secos. </p><h2>Trovoadas poderão estender-se a outras regiões durante a tarde</h2><p>Por volta das <strong>14h</strong>, o modelo continua a sinalizar atividade elétrica em várias áreas do Norte e Centro, mas surgem também alguns núcleos mais a sul. Isto sugere que a instabilidade poderá pontualmente atingir outras regiões, embora com menor expressão.</p><p>A <strong>Beira Interior</strong> continua entre as zonas a acompanhar, enquanto alguns núcleos poderão desenvolver-se mais para sul, incluindo pontualmente áreas do <strong>Alentejo</strong>. Ainda assim, é no Norte e Centro que o sinal de instabilidade se apresenta mais consistente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-e-trovoada-podem-regressar-no-sabado-dia-5-eis-as-regioes-mais-afetadas-1788368351504.jpg" data-image="n1pu34dhr1sy" alt="A instabilidade poderá atingir outras regiões durante a tarde de sábado" title="A instabilidade poderá atingir outras regiões durante a tarde de sábado"><figcaption>O ECMWF prevê vários núcleos com potencial para atividade elétrica durante a tarde de sábado, sobretudo no Norte e Centro, embora algumas células possam surgir mais a sul.</figcaption></figure><p> A presença de trovoadas não significa, necessariamente, acumulados elevados de precipitação em todo o território. Pelo contrário, os mapas mostram uma <strong>distribuição bastante irregular da chuva</strong>, característica de aguaceiros convectivos, podendo os maiores acumulados ficar circunscritos às áreas diretamente afetadas pelas células mais ativas. </p><h2>Chuva pouco expressiva, mas localmente mais significativa</h2><p>O mapa de precipitação acumulada reforça precisamente esta ideia. Até ao final de sábado, grande parte do território deverá registar <strong>quantidades reduzidas de precipitação</strong>, existindo áreas do Centro e Sul onde poderá mesmo não chover.</p><p>Os maiores acumulados previstos pelo ECMWF concentram-se sobretudo no <strong>extremo Norte e em alguns setores do litoral Norte</strong>, embora mesmo aí os valores apresentados pelo modelo sejam relativamente modestos.</p><p>Importa, contudo, salientar que em situações de natureza convectiva os acumulados podem variar consideravelmente à escala local, sendo mais difícil determinar com antecedência os pontos exatos onde os aguaceiros mais intensos poderão ocorrer.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-e-trovoada-podem-regressar-no-sabado-dia-5-eis-as-regioes-mais-afetadas-1788368624090.jpg" data-image="g884umqv0p9a" alt="Precipitação deverá apresentar uma distribuição muito irregular" title="Precipitação deverá apresentar uma distribuição muito irregular"><figcaption>Precipitação acumulada prevista pelo ECMWF até ao final de sábado. Os maiores acumulados concentram-se sobretudo no Norte, enquanto muitas regiões deverão receber quantidades reduzidas ou nulas.</figcaption></figure><p> Esta instabilidade ocorrerá, além disso, num contexto de <strong>temperaturas elevadas</strong>. Apesar dos aguaceiros e trovoadas previstos, sábado continuará a ser um dia quente em grande parte do território, particularmente nas regiões do interior. </p><h2>Instabilidade não impedirá temperaturas elevadas</h2><p>Às 16h de sábado, o ECMWF projeta valores próximos ou superiores a <strong>35 ºC em várias regiões do interior</strong>, podendo rondar os <strong>38 ºC em Castelo Branco e Portalegre</strong> e aproximar-se dos <strong>39 ºC em Évora e Beja</strong>.</p><p>Em contraste, a faixa litoral deverá apresentar temperaturas bastante mais moderadas, com valores na ordem dos <strong>23 a 29 ºC</strong> em várias cidades próximas da costa.</p><p>Esta combinação de <strong>calor à superfície e condições favoráveis à instabilidade atmosférica</strong> ajudará a criar o cenário propício à formação dos aguaceiros e trovoadas previstos para a tarde.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-e-trovoada-podem-regressar-no-sabado-dia-5-eis-as-regioes-mais-afetadas-1788368685825.jpg" data-image="4vtfk4kcnp4k" alt="Apesar da instabilidade, o calor continuará intenso no interior" title="Apesar da instabilidade, o calor continuará intenso no interior"><figcaption>Temperaturas previstas pelo ECMWF para as 16h de sábado. O interior continuará muito quente, com valores próximos dos 40 ºC em alguns setores do Alentejo.</figcaption></figure><p> Em altitude, a massa de ar permanecerá igualmente bastante quente. Aos <strong>850 hPa</strong>, nível situado aproximadamente a 1500 metros de altitude, o modelo projeta valores superiores a 20 ºC sobre grande parte de Portugal continental, evidenciando a persistência de ar quente sobre a Península Ibérica. </p><h2>Domingo traz novamente tempo mais estável</h2><p>A instabilidade deverá ter uma duração relativamente curta. Durante a noite de sábado para domingo, os aguaceiros e trovoadas deverão perder progressivamente expressão e, no <strong>domingo, dia 6</strong>, o cenário previsto volta a ser significativamente mais estável em Portugal continental.</p><p>Os mapas do ECMWF praticamente não mostram precipitação sobre o território durante o dia, ficando os eventuais aguaceiros essencialmente afastados de Portugal continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-e-trovoada-podem-regressar-no-sabado-dia-5-eis-as-regioes-mais-afetadas-1788368767062.jpg" data-image="gmqklebvk0bk" alt="Tempo mais estável deverá regressar no domingo" title="Tempo mais estável deverá regressar no domingo"><figcaption>Previsão de precipitação para as 16h de domingo. Segundo o ECMWF, a instabilidade deverá afastar-se, deixando Portugal continental praticamente sem chuva.</figcaption></figure><p> Assim, tudo indica que o episódio de instabilidade será <strong>essencialmente passageiro e concentrado no sábado</strong>, com maior probabilidade de aguaceiros e trovoadas nas regiões Norte e Centro. Dada a natureza localizada destes fenómenos, a distribuição e intensidade da precipitação poderão ainda sofrer alterações nas próximas atualizações dos modelos. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-e-trovoada-podem-regressar-no-sabado-dia-5-eis-as-regioes-mais-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item></channel></rss>