<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Wed, 16 Sep 2026 17:20:22 +0000</lastBuildDate><pubDate>Wed, 16 Sep 2026 17:20:22 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Portugal Continental poderá ser a exceção na Europa: a chuva continuará ausente nos próximos dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-podera-ser-a-excecao-na-europa-a-chuva-continuara-ausente-nos-proximos-dias.html</link><pubDate>Wed, 16 Sep 2026 14:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Enquanto várias regiões da Europa recebem chuva nos próximos dias, Portugal Continental deverá manter-se praticamente seco. Até segunda-feira (21), as atenções estarão sobretudo no vento e numa nova subida das temperaturas durante o fim de semana.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb8f1mu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb8f1mu.jpg" id="xb8f1mu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Enquanto várias regiões da Europa deverão receber precipitação nos próximos dias, <strong>Portugal Continental poderá permanecer praticamente à margem da chuva</strong>. A estabilidade atmosférica será dominante até ao início da próxima semana, mas isso não significa ausência de fenómenos a acompanhar: o vento deverá intensificar-se temporariamente e, no fim de semana, <strong>as temperaturas voltam a subir</strong>.</p><h2>Portugal destaca-se num mapa europeu marcado pela chuva</h2><p>O contraste entre Portugal e grande parte do continente europeu será evidente nos próximos dias. O mapa de <strong>precipitação acumulada</strong>, que soma toda a chuva prevista ao longo de aproximadamente 144 horas, desde esta quarta-feira, dia 16, até à noite de segunda-feira, dia 21, mostra acumulados inexistentes em grande parte de Portugal Continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-podera-ser-a-excecao-na-europa-a-chuva-continuara-ausente-nos-proximos-dias-1789559636935.jpg" data-image="ei0rykz2ut3g" alt="Precipitação acumulada na Europa" title="Precipitação acumulada na Europa"><figcaption>O mapa de precipitação acumulada até segunda-feira evidencia o contraste entre Portugal Continental e grande parte da Europa. Enquanto vários países poderão acumular dezenas de milímetros, o território português deverá permanecer praticamente sem chuva.</figcaption></figure><p>A situação é bastante diferente em várias regiões europeias. Áreas do Reino Unido, Europa Central, Itália e países da Península Balcânica poderão acumular vários milímetros de precipitação, localmente algumas dezenas, enquanto Portugal aparece praticamente sem precipitação significativa.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Por detrás desta diferença está, em grande medida, a influência de <strong>um robusto Anticiclone dos Açores</strong>, que continuará a condicionar a circulação atmosférica sobre o Atlântico Nordeste e a Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-podera-ser-a-excecao-na-europa-a-chuva-continuara-ausente-nos-proximos-dias-1789559791518.jpg" data-image="vm62yz1w69xy" alt="Configuração da pressão atmosférica" title="Configuração da pressão atmosférica"><figcaption>O Anticiclone dos Açores continuará a desempenhar um papel importante na estabilidade atmosférica em Portugal. As frentes atlânticas deverão permanecer afastadas do território, enquanto alguma instabilidade afeta outras regiões da Península Ibérica e da Europa.</figcaption></figure><p>Esta configuração funcionará como uma espécie de <strong>barreira à progressão das frentes atlânticas em direção ao território continental.</strong> Mesmo alguma instabilidade proveniente de leste, responsável por precipitação em zonas de Espanha, deverá ter dificuldade em alcançar Portugal. Assim, pelo menos até segunda-feira (21), <strong>a chuva dificilmente será protagonista em Portugal Continental</strong>.</p><h2>Quarta e quinta-feira o vento ganha força junto ao litoral</h2><p>A ausência de precipitação não significa, contudo, que os próximos dias sejam completamente tranquilos do ponto de vista meteorológico. Durante esta quarta-feira, dia 16, o <strong>vento deverá intensificar-se ao longo da tarde</strong>, sobretudo na faixa costeira entre Lisboa e o Porto. Segundo as previsões do modelo ECMWF, as rajadas poderão <strong>ultrapassar localmente os 60 km/h</strong>, traduzindo-se num vento moderado a forte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-podera-ser-a-excecao-na-europa-a-chuva-continuara-ausente-nos-proximos-dias-1789559911856.jpg" data-image="0b946rpjthkn" alt="Rajada de vento (km/h)" title="Rajada de vento (km/h)"><figcaption>O vento será uma das variáveis a acompanhar nos próximos dias, sobretudo durante as tardes. Entre Lisboa e o Porto, as rajadas poderão ultrapassar localmente os 60 km/h, especialmente nas zonas mais expostas do litoral.</figcaption></figure><p>Também em zonas dos distritos de <strong>Santarém e Guarda</strong> o vento poderá fazer-se sentir com alguma intensidade. Na quinta-feira deverá manter-se um padrão semelhante, novamente com maior intensidade durante as horas da tarde. Já na <strong>sexta-feira, dia 18</strong>, prevê-se uma acalmia durante a manhã, embora durante a tarde as rajadas possam aproximar-se dos <strong>40 km/h</strong> em algumas regiões.</p><h2>Fim de semana traz novo aumento das temperaturas</h2><p>Depois de alguns dias marcados por diferenças significativas entre o litoral e o interior, <strong>o fim de semana de 19 e 20 de setembro deverá trazer uma nova subida generalizada das temperaturas</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Não se esperam valores tão extremos como os registados durante alguns dos episódios mais quentes deste verão.</strong> Ainda assim, para a segunda quinzena de setembro, as temperaturas previstas serão elevadas.</div><p>No sábado, dia 19, grande parte das capitais de distrito poderá <strong>atingir ou ultrapassar os 30 ºC</strong>. O calor será particularmente expressivo no Centro e Sul, bem como no interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-podera-ser-a-excecao-na-europa-a-chuva-continuara-ausente-nos-proximos-dias-1789559997945.jpg" data-image="qa60cs2quk11" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O calor volta a ganhar terreno no fim de semana, com grande parte do território a registar máximas próximas ou superiores aos 30 ºC. O Vale do Tejo estará entre as regiões mais quentes, com valores que poderão aproximar-se dos 35 ºC.</figcaption></figure><p>O<strong> Vale do Tejo deverá voltar a destacar-se entre as regiões mais quentes.</strong> Em Santarém, os termómetros poderão aproximar-se dos <strong>34 a 35 ºC</strong>, com possibilidade de valores localmente superiores na região. Coimbra e Leiria poderão rondar os 33 ºC, enquanto Évora e Beja deverão também superar os 30 ºC.</p><p>Mesmo mais a norte, cidades como Braga, Viseu ou Vila Real poderão aproximar-se ou ultrapassar esta fasquia, contrastando com alguns setores do litoral onde a influência marítima continuará a moderar as máximas. No domingo, dia 20, a tendência das temperaturas irá contar com um ligeiro aumento.</p><h2>Até segunda-feira (21), a chuva continuará a esperar</h2><p>No domingo, dia 20, e início da próxima semana, <strong>o cenário deverá continuar dominado por tempo seco e temperaturas acima do habitual para esta fase de setembro</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788998" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/48-horas-de-muito-calor-entre-os-dias-20-e-21-portugal-continental-registara-temperaturas-de-ate-36-c.html" title="48 horas de muito calor: entre os dias 20 e 21, Portugal Continental registará temperaturas de até 36 ºC">48 horas de muito calor: entre os dias 20 e 21, Portugal Continental registará temperaturas de até 36 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/48-horas-de-muito-calor-entre-os-dias-20-e-21-portugal-continental-registara-temperaturas-de-ate-36-c.html" title="48 horas de muito calor: entre os dias 20 e 21, Portugal Continental registará temperaturas de até 36 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/48-horas-de-muito-calor-entre-os-dias-20-e-21-portugal-continental-registara-temperaturas-elevadas-1789558943465_320.jpg" alt="48 horas de muito calor: entre os dias 20 e 21, Portugal Continental registará temperaturas de até 36 ºC"></a></article></aside><p>A estabilidade proporcionada pelas altas pressões deverá continuar a dificultar a chegada das frentes atlânticas a Portugal. Desta forma, embora grande parte da Europa apresente um cenário progressivamente mais instável e chuvoso, <strong>Portugal Continental poderá continuar a ser uma das exceções no mapa europeu da precipitação</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-podera-ser-a-excecao-na-europa-a-chuva-continuara-ausente-nos-proximos-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sagres troca o verão pela migração das aves e afirma o Algarve como destino de natureza]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/sagres-troca-o-verao-pela-migracao-das-aves-e-afirma-o-algarve-como-destino-de-natureza.html</link><pubDate>Wed, 16 Sep 2026 13:02:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>De 2 a 5 de outubro, a vila recebe ornitólogos, naturalistas e famílias para quatro dias de saídas de campo, ciência, caminhadas e contacto com o mundo natural.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sagres-troca-o-verao-pela-migracao-das-aves-e-afirma-o-algarve-como-destino-de-natureza-1788358118369.jpg" data-image="bw7vowsz8j3q" alt="Sagres, Algarve" title="Sagres, Algarve"><figcaption>Sagres ocupa uma posição singular para observar as aves que, durante a migração outonal, atravessam a região algarvia antes de prosseguirem viagem para África. Foto: Município de Vila do Bispo</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Em outubro, enquanto grande parte do Algarve abranda após os meses de maior afluência, milhares de aves atravessam a região rumo às áreas de invernada. É nesse momento que <strong>Sagres</strong> recebe a <strong>17.ª edição do Festival de Observação de Aves e Atividades de Natureza</strong>, entre 2 e 5 de outubro.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Organizado pelo Município de Vila do Bispo, pela SPEA-BirdLife e pela Associação Almargem, o evento reúne participantes de diferentes países e aproveita a localização privilegiada de Sagres nas rotas migratórias europeias. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A programação inclui observação terrestre e marítima, passeios de barco, caminhadas, fotografia, atividades para famílias, anilhagem e monitorização de aves, minicursos e educação ambiental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sagres-troca-o-verao-pela-migracao-das-aves-e-afirma-o-algarve-como-destino-de-natureza-1788358181071.jpg" data-image="s52c7f5ikh90" alt="Desenho e ilustração da natureza" title="Desenho e ilustração da natureza"><figcaption>Workshops de ilustração da natureza estão presentes em todas as edições do festival. Foto: Município de Vila do Bispo</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A edição de 2026 já tem um cabeça-de-cartaz: a <strong>torda-mergulheira</strong> (<em>Alca torda</em>) que <strong>nidifica no Atlântico Norte</strong> e passa os meses mais frios ao longo da costa portuguesa. Outubro coincide com a sua <strong>migração pós-nupcial</strong>, tornando esta época especialmente favorável à sua observação. A ave consegue mergulhar a várias dezenas de metros para capturar pequenos peixes, como sardinhas e biqueirões.</p><h2>O outono é época alta para a natureza</h2><p>Sagres ocupa uma posição singular no extremo sudoeste da Europa. Durante a migração outonal, <strong>aves</strong> provenientes do <strong>norte</strong> e do <strong>centro</strong> do continente atravessam a região antes de prosseguirem viagem para <strong>África</strong>. A diversidade de habitats e a proximidade entre terra e mar tornam o território particularmente importante para observar este movimento sazonal.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É essa característica que permite ao festival propor uma experiência turística diferente daquela que tradicionalmente associa o Algarve ao verão, ao calor e à praia. Em outubro, a paisagem mantém a sua atratividade, mas a atenção desloca-se para falésias, trilhos, céu, mar e espécies que percorrem milhares de quilómetros.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A organização tem vindo a apresentar o evento como uma <strong>referência do turismo de natureza</strong> em Portugal. A proposta também procura envolver públicos sem experiência em observação de aves, com atividades para famílias, percursos e experiências de diferentes níveis de dificuldade.</p><h2>A ciência sobe ao palco</h2><p>Uma das novidades desta edição é a conferência científica <strong>“Natureza em revelação”</strong>, marcada para 3 de outubro, entre as 17h00 e as 18h30, no Centro Interpretativo da Lota de Sagres. A sessão reunirá três apresentações breves de investigadores e especialistas que irão divulgar trabalhos recentes sobre conservação da natureza. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sagres-troca-o-verao-pela-migracao-das-aves-e-afirma-o-algarve-como-destino-de-natureza-1788358264076.jpg" data-image="ypltofib4ek8" alt="Observação de aves" title="Observação de aves"><figcaption>Embora as atividades sejam muito diversificadas, a observação de aves é o ponto forte deste festival. Foto: SPEA</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A iniciativa pretende aproximar a <strong>investigação</strong> do público e mostrar como o conhecimento científico pode ajudar a <strong>compreender melhor os ecossistemas e a protegê-los</strong>. Depois das apresentações, haverá ainda espaço para perguntas e conversa com os participantes.</p><p>A nova conferência reforça uma dimensão que acompanha o festival desde as primeiras edições. A observação deixa de ser apenas uma experiência de contacto com a natureza e passa também pela <strong>compreensão dos fenómenos</strong> que nela ocorrem.</p><h2>Para além da época balnear</h2><p>Realizado anualmente desde 2008, o Festival de Observação de Aves e Atividades de Natureza tornou-se um dos <strong>principais eventos portugueses dedicados ao turismo de natureza </strong>e contribui para afirmar Vila do Bispo como destino fora da época balnear.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783198" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-agricultura-em-portugal-esta-a-perder-as-aves-que-sempre-ajudaram-a-mante-la-viva.html" title="A agricultura em Portugal está a perder as aves que sempre ajudaram a mantê-la viva">A agricultura em Portugal está a perder as aves que sempre ajudaram a mantê-la viva</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-agricultura-em-portugal-esta-a-perder-as-aves-que-sempre-ajudaram-a-mante-la-viva.html" title="A agricultura em Portugal está a perder as aves que sempre ajudaram a mantê-la viva"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-agricultura-em-portugal-esta-a-perder-as-aves-que-sempre-ajudaram-a-mante-la-viva-1786459638387_320.jpg" alt="A agricultura em Portugal está a perder as aves que sempre ajudaram a mantê-la viva"></a></article></aside><p>A edição de 2026 terá ainda uma <strong>programação diversificada</strong>, com saídas de campo, palestras, oficinas de botânica, passeios de caiaque, workshops de primeiros socorros para aves e muito mais que pode ser consultado no programa completo já está disponível no website do evento. As inscrições abrem a 2 de setembro.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Birdwatchig%20Sagres" data-year="" data-title="17.%C2%AA%20edi%C3%A7%C3%A3o%20do%20Festival%20de%20Observa%C3%A7%C3%A3o%20de%20Aves%20e%20Atividades%20de%20Natureza" data-url="https%3A%2F%2Fwww.birdwatchingsagres.com%2F">Birdwatchig Sagres. <a href="https://www.birdwatchingsagres.com/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">17.ª edição do Festival de Observação de Aves e Atividades de Natureza</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/sagres-troca-o-verao-pela-migracao-das-aves-e-afirma-o-algarve-como-destino-de-natureza.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[48 horas de muito calor: entre os dias 20 e 21, Portugal Continental registará temperaturas de até 36 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/48-horas-de-muito-calor-entre-os-dias-20-e-21-portugal-continental-registara-temperaturas-de-ate-36-c.html</link><pubDate>Wed, 16 Sep 2026 11:51:53 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal Continental prepara-se para 48 horas de calor intenso, com temperaturas muito acima do habitual. Entre domingo e segunda-feira, as máximas poderão atingir 36 ºC, acompanhadas por noites invulgarmente quentes em várias regiões do território.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/48-horas-de-muito-calor-entre-os-dias-20-e-21-portugal-continental-registara-temperaturas-elevadas-1789558943465.jpg" data-image="uqbjz4i0hmet" alt="Calor intenso deverá marcar o fim de semana em Portugal" title="Calor intenso deverá marcar o fim de semana em Portugal"><figcaption>Portugal Continental deverá registar temperaturas muito acima do habitual entre domingo e segunda-feira, com máximas que poderão atingir 36 ºC e noites invulgarmente quentes em várias regiões.</figcaption></figure><p>Entre os dias 20 e 21 de setembro, Portugal Continental deverá ficar sob a influência de uma massa de ar muito quente, responsável por temperaturas elevadas para a época. <strong>As máximas poderão alcançar 36 ºC e, em algumas regiões, ficar até 12 ºC acima dos valores habituais.</strong></p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong></strong><strong>. </strong>Siga-nos e ative as notificações.<br></div><p><strong>Na origem deste episódio estará o reforço de uma dorsal anticiclónica sobre a Península Ibérica</strong>, uma região de altas pressões que favorecerá tempo estável e seco. O ar tenderá a descer na atmosfera e a aquecer à medida que se aproxima da superfície, contribuindo para a subida das temperaturas. <strong>Ao mesmo tempo, a corrente de jato deverá permanecer mais a norte, afastando de Portugal as perturbações atlânticas</strong> e permitindo que uma massa de ar muito quente se estabeleça sobre o território.</p><h2>O calor intensifica-se no fim de semana: máximas poderão chegar aos 36 ºC</h2><p>O aquecimento deverá tornar-se evidente no sábado, dia 19, mas será no domingo e na segunda-feira que atingirá maior expressão. A cerca de 1500 metros de altitude, as temperaturas aos 850 hPa deverão subir para 19 a 21 ºC, <strong>revelando a presença de ar muito quente sobre parte do país e favorecendo uma subida acentuada das temperaturas à superfície.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/48-horas-de-muito-calor-entre-os-dias-20-e-21-portugal-continental-registara-temperaturas-elevadas-1789558108726.jpg" data-image="qzzdd1ba2nlt"><figcaption>Uma massa de ar muito quente deverá instalar-se sobre Portugal Continental, com temperaturas entre 19 e 21 ºC a cerca de 1500 metros de altitude, favorecendo uma subida acentuada das temperaturas à superfície.</figcaption></figure><p>Durante a tarde de sábado, o aquecimento deverá ser evidente, com máximas de 34 ºC em Santarém e 33 ºC em Coimbra e Évora, antecipando a intensificação prevista para os dois dias seguintes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/48-horas-de-muito-calor-entre-os-dias-20-e-21-portugal-continental-registara-temperaturas-elevadas-1789558149890.jpg" data-image="iz9u7z8oomom"><figcaption>As temperaturas deverão subir de forma acentuada no domingo, com máximas que poderão atingir 36 ºC em Coimbra e Santarém e superar os 30 ºC em grande parte do território.</figcaption></figure><p>No domingo, dia 20, <strong>Coimbra e Santarém poderão atingir 36 ºC, enquanto Leiria e Beja poderão chegar aos 35 ºC. Lisboa e Évora deverão alcançar 34 ºC e Braga 33 ºC.</strong> Os valores previstos deverão ficar muito acima do habitual para esta altura do ano: em Braga e Lisboa, <strong>as anomalias poderão atingir +10 ºC</strong>, enquanto no Porto, Viseu, Coimbra, Leiria e Santarém poderão aproximar-se dos +9 ºC.</p><h2>Noite muito quente antecederá um novo pico das temperaturas</h2><p>A noite de domingo para segunda-feira deverá ser invulgarmente quente. <strong>Na madrugada de segunda-feira, Lisboa poderá registar cerca de 25 ºC</strong>, enquanto Santarém e Portalegre deverão rondar os 22 ºC. <strong>Viseu e Leiria poderão apresentar anomalias próximas de +7 ºC</strong>, evidenciando temperaturas muito superiores ao habitual também durante o período noturno.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788980" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-12-c-acima-da-media-portugal-continental-devera-iniciar-a-proxima-semana-com-temperaturas-muito-elevadas.html" title="Até 12 ºC acima da média: Portugal Continental deverá iniciar a próxima semana com temperaturas muito elevadas">Até 12 ºC acima da média: Portugal Continental deverá iniciar a próxima semana com temperaturas muito elevadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-12-c-acima-da-media-portugal-continental-devera-iniciar-a-proxima-semana-com-temperaturas-muito-elevadas.html" title="Até 12 ºC acima da média: Portugal Continental deverá iniciar a próxima semana com temperaturas muito elevadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-12-c-acima-da-media-portugal-continental-devera-iniciar-a-proxima-semana-com-temperaturas-elevadas-1789554017701_320.png" alt="Até 12 ºC acima da média: Portugal Continental deverá iniciar a próxima semana com temperaturas muito elevadas"></a></article></aside><p>Na segunda-feira, dia 21, o calor deverá intensificar-se. Coimbra e Santarém poderão voltar a atingir 36 ºC, Évora 35 ºC e Castelo Branco, Portalegre e Beja 34 ºC. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/48-horas-de-muito-calor-entre-os-dias-20-e-21-portugal-continental-registara-temperaturas-elevadas-1789558173958.jpg" data-image="pifb1s6f9a8i"><figcaption>Na segunda-feira, as temperaturas deverão ficar muito acima do habitual em todo o território nacional, com Braga e Viseu a registarem anomalias que poderão atingir +12 ºC.</figcaption></figure><p><strong>As anomalias térmicas deverão acentuar-se, podendo alcançar +12 ºC em Braga e Viseu, +11 ºC no Porto, Coimbra e Santarém e cerca de +10 ºC em Vila Real, Leiria e Lisboa</strong> durante a tarde.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/48-horas-de-muito-calor-entre-os-dias-20-e-21-portugal-continental-registara-temperaturas-de-ate-36-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 12 ºC acima da média: Portugal Continental deverá iniciar a próxima semana com temperaturas muito elevadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-12-c-acima-da-media-portugal-continental-devera-iniciar-a-proxima-semana-com-temperaturas-muito-elevadas.html</link><pubDate>Wed, 16 Sep 2026 11:07:45 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Como temos vindo a avançar, Portugal Continental registará uma nova subida das temperaturas em breve. Esta subida deverá resultar em valores de até 12 ºC acima da média.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb8csay"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb8csay.jpg" id="xb8csay"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Até ao arranque da próxima semana <strong>as temperaturas deverão subir de forma gradual e generalizada</strong>, levando os termómetros até aos 37 ºC de máxima em vários pontos do Centro e Sul do país, ainda que no Norte também se devam registar valores acima dos 30 ºC na maior parte da região, incluindo nas cidades do litoral.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Esta subida resultará, portanto, numa intensificação das anomalias térmicas positivas, onde, <strong>para segunda-feira, dia 21, se esperam anomalias até 12 ºC</strong>, como podemos observar no mapa abaixo.</p><h2>Anomalias térmicas positivas começam a ganhar terreno a partir de quinta-feira, dia 17</h2><p>Ainda que ao longo do dia de hoje as temperaturas acima da média se façam presentes em boa parte da geografia continental, o <strong>litoral poderá apresentar valores normais ou um pouco abaixo do expectável</strong>. Mesmo ao longo da faixa interior, as anomalias mais expressivas não deverão ultrapassar os 7 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-12-c-acima-da-media-portugal-continental-devera-iniciar-a-proxima-semana-com-temperaturas-elevadas-1789553833087.jpg" data-image="zkcheeqm93fv" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>Entre domingo (20) e segunda-feira (21) as temperaturas máximas vão subir de forma acentuada. Com isto, as anomalias térmicas poderão atingir até 12 ºC acima da média.</figcaption></figure><p>No entanto, espera-se que a partir de amanhã, <strong>quinta-feira, estas anomalias voltem a cobrir o país inteiro</strong>, com exceção do litoral de Aveiro e alguns pontos de Faro, devendo estas intensificarem-se no litoral alentejano, com temperaturas até 7 ºC acima da média.</p><p>Entre sexta-feira e sábado dar-se-á uma nova intensificação destes valores, onde no sábado, ao longo do litoral Norte e Centro se poderão registar<strong> temperaturas até 8 ºC </strong>acima da média. Esta tendência mantém-se no <strong>domingo, onde as anomalias poderão alcançar os 10 ºC</strong> acima da normal climatológica de referência, nas cidades de Braga e Lisboa.</p><h2>Segunda-feira as anomalias disparam para até 12 ºC acima da média</h2><p>Na segunda-feira, dia 21, prevê-se que este cenário de anomalias térmicas positivas muito expressivas se mantenha em todo o território continental. Durante a tarde, <strong>as temperaturas poderão situar-se entre 8 e 12 ºC acima da média em grande parte do país</strong>, com os desvios mais acentuados no Norte e Centro. A cidade de Braga, mais uma vez, poderá registar a anomalia mais evidente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788884" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/de-quarta-feira-a-domingo-assim-vao-evoluir-as-temperaturas-em-portugal-nos-proximos-dias.html" title="De quarta-feira (16) a domingo (20): assim vão evoluir as temperaturas em Portugal nos próximos dias">De quarta-feira (16) a domingo (20): assim vão evoluir as temperaturas em Portugal nos próximos dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/de-quarta-feira-a-domingo-assim-vao-evoluir-as-temperaturas-em-portugal-nos-proximos-dias.html" title="De quarta-feira (16) a domingo (20): assim vão evoluir as temperaturas em Portugal nos próximos dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/de-quarta-feira-a-domingo-assim-vao-evoluir-as-temperaturas-em-portugal-nos-proximos-dias-1789500699063_320.jpg" alt="De quarta-feira (16) a domingo (20): assim vão evoluir as temperaturas em Portugal nos próximos dias"></a></article></aside><p>No Sul, os <strong>desvios positivos deverão ser um pouco menos intensos, embora ainda muito significativos, rondando os 8 a 9 ºC no Alentejo</strong>. No Algarve, as anomalias positivas serão mais moderadas, com valores próximos dos 3 ºC em Faro. Desta forma, e com máximas esperadas entre os 26 ºC em Viana do Castelo e os 36 ºC em Coimbra e Santarém, <strong>segunda-feira poderá ser um dos dias mais quentes deste novo episódio de subida térmica</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-12-c-acima-da-media-portugal-continental-devera-iniciar-a-proxima-semana-com-temperaturas-muito-elevadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As plantas de floração outonal dão cor ao jardim]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-plantas-de-floracao-outonal-dao-cor-ao-jardim.html</link><pubDate>Wed, 16 Sep 2026 10:34:10 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Setembro é a melhor altura para plantar, no jardim ou no terraço, novas plantas que tolerem bem o ar fresco e a chuva. Felizmente, existem muitas variedades bonitas e coloridas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/herbstblueher-bringen-farbe-in-den-eigenen-garten-1789216833036.jpeg" data-image="tejz8k1c6m2b" alt="Um jardim colorido no outono é possível e fácil de conseguir." title="Um jardim colorido no outono é possível e fácil de conseguir."><figcaption>Um jardim colorido no outono é possível e fácil de conseguir.</figcaption></figure><p>As flores de outono não só devolvem o colorido e o aspeto acolhedor ao terraço ou ao jardim, como também trazem um toque de cor antes da chegada do inverno. <strong>Muitas variedades são resistentes ao frio, pelo que voltam a germinar no ano seguinte</strong>.</p><h2>O momento ideal para as plantar é agora</h2><p>Uma das flores de outono mais conhecidas é o áster ou Margarida de Michaelmas. Podem ser plantas altas de porte clássico ou variedades mais delicadas, com flores em tons suaves de rosa-claro e branco; no entanto, o <strong>mais comum é encontrá-las em tons de violeta, rosa e branco</strong>. </p><p>Outro grupo de flores clássico e muito colorido são os crisântemos. Hoje existem variedades resistentes ao inverno, disponíveis numa grande variedade de cores. </p><h2> Existem mais de 30 espécies de crisântemos</h2><p>Os crisântemos de outono são especialmente populares em tons de rosa-avermelhado, amarelo, laranja e branco luminoso. De facto, <strong>o género <em>Chrysanthemum</em> compreende um total de 35 espécies diferentes</strong>. Em geral, estas flores coloridas preferem locais iluminados, mas sem calor ou sol direto intenso; por isso, uma localização à meia-sombra é a opção ideal.</p><h2>Algumas flores florescem até à chegada do inverno</h2><p>É claro que também existem flores de outono com um período de floração especialmente longo. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/herbstblueher-bringen-farbe-in-den-eigenen-garten-1789216882499.jpeg" data-image="dk3bwpq34y7z" alt="As plantas em flor e as flores fazem com que não nos esqueçamos tão cedo do verão." title="As plantas em flor e as flores fazem com que não nos esqueçamos tão cedo do verão."><figcaption>As plantas em flor e as flores fazem com que não nos esqueçamos tão cedo do verão.</figcaption></figure><p>O gerânio 'Rozanne', uma planta com flores premiada diversas vezes, é tão prolífico que <strong>floresce até às primeiras geadas de novembro ou dezembro</strong>. As suas belas flores de cor azul-violácea são um verdadeiro espetáculo visual.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786979" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/arco-iris-num-vaso-de-flores-como-cuidar-da-croton-petra-para-que-as-suas-folhas-continuem-a-ser-as-estrelas-da-varanda.html" title="Arco-íris num vaso de flores: como cuidar da Croton Petra para que as suas folhas continuem a ser as estrelas da varanda">Arco-íris num vaso de flores: como cuidar da Croton Petra para que as suas folhas continuem a ser as estrelas da varanda</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/arco-iris-num-vaso-de-flores-como-cuidar-da-croton-petra-para-que-as-suas-folhas-continuem-a-ser-as-estrelas-da-varanda.html" title="Arco-íris num vaso de flores: como cuidar da Croton Petra para que as suas folhas continuem a ser as estrelas da varanda"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-arcoiris-en-una-maceta-como-cuidar-el-croton-petra-para-que-sus-hojas-sigan-siendo-las-protagonistas-del-balcon-1788067816881_320.png" alt="Arco-íris num vaso de flores: como cuidar da Croton Petra para que as suas folhas continuem a ser as estrelas da varanda"></a></article></aside><p><strong>A margarida-da-Gronelândia é uma flor de outono pouco conhecida e algo esquecida</strong>. As suas flores típicas, de pétalas brancas e centro amarelo, começam a surgir logo em setembro e, com os cuidados adequados, podem manter-se floridas durante bastante tempo. Geralmente, esta margarida atinge uma altura entre os 30 e os 40 centímetros. </p><h2>As flores resistentes ao frio reaparecem sem problemas no ano seguinte</h2><p>Tal como a margarida clássica, <strong>a margarida-da-Gronelândia pode espalhar-se e colonizar novos espaços, permitindo que surjam mais exemplares no ano seguinte</strong>. No entanto, esta planta de outono resistente ao frio requer um solo rico em nutrientes e com boa drenagem, bem como muita exposição solar.</p><h2>A rosa-de-Natal não floresce apenas na época do Natal</h2><p>Por último, é de destacar a<strong> rosa-de-natal, uma planta de outono que ganha especial destaque no final da estação</strong>.</p><p>A variedade típica de rosa-de-natal costuma exibir as suas flores mesmo na época do Natal. No entanto, <strong>existe a variedade 'Praecox', que começa a florir já em novembro</strong>. Ambas as variedades preferem locais à meia-sombra.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="mein-schoener-garten.de" data-year="2026" data-title="Herbstbl%C3%BCher%3A%2010%20Bl%C3%BCtenstauden%20f%C3%BCrs%20Saisonfinale" data-url="https%3A%2F%2Fwww.mein-schoener-garten.de%2Fgartenpraxis%2Fziergaerten%2Fherbstblueher-10-bluetenstauden-fuers-saisonfinale-37805">mein-schoener-garten.de. (2026). <a href="https://www.mein-schoener-garten.de/gartenpraxis/ziergaerten/herbstblueher-10-bluetenstauden-fuers-saisonfinale-37805" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Herbstblüher: 10 Blütenstauden fürs Saisonfinale</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-plantas-de-floracao-outonal-dao-cor-ao-jardim.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A gravidade de Saturno desvia um misterioso corpo gelado inativo, transformando-o num cometa ativo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-gravidade-de-saturno-desvia-um-misterioso-corpo-gelado-inativo-transformando-o-num-cometa-ativo.html</link><pubDate>Wed, 16 Sep 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A quase 5 mil milhões de quilómetros da Terra, o objeto gelado 450P/LONEOS começou a libertar gás e poeira. Os cientistas acreditam que pode estar a passar por uma etapa fundamental da sua transformação em cometa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-gravedad-de-saturno-desvia-un-misterioso-cuerpo-helado-inerte-y-lo-convierte-en-un-cometa-activo-1788349601146.jpg" data-image="akmnnfity496" alt="saturno" title="saturno"><figcaption>Os cientistas acreditam que o processo começou a acelerar após um encontro gravitacional próximo com Saturno, em 1992.</figcaption></figure><p>A cerca de 4,8 mil milhões de quilómetros da Terra, <strong>um pequeno corpo gelado parece ter começado a despertar </strong>depois de ter passado milhares de milhões de anos nas regiões exteriores do Sistema Solar.</p><p>O objeto em questão é o 450P/LONEOS, <strong>classificado como um centauro</strong> — integrante de uma população de pequenos corpos gelados que se deslocam tipicamente entre as órbitas de Júpiter e Neptuno. No entanto, observações recentes revelam um comportamento invulgar para esta classe de objetos: está a libertar gás e poeira e a desenvolver um ténue invólucro à sua volta, características muito mais frequentemente associadas aos cometas.</p><div class="texto-destacado">Uma equipa liderada por Charles Schambeau, cientista planetário e professor associado da Universidade da Flórida Central (UCF), acredita que pode estar a assistir a uma fase muito inicial da transformação de um centauro num cometa.</div><p>Para estudar o fenómeno, os investigadores utilizaram observações do Telescópio Espacial James Webb, da NASA, e do telescópio Gemini North, no Havai. Os dados permitiram<strong> detetar dióxido de carbono, poeira gelada e sinais de atividade térmica </strong>recente em torno do 450P/LONEOS.</p><p>As descobertas, publicadas no <em>The Planetary Science Journal</em>, fornecem novas pistas sobre um dos processos ainda pouco compreendidos envolvidos na evolução destes corpos gelados.</p><h2>O encontro com Saturno que pode ter mudado tudo</h2><p>Os cientistas acreditam que o processo começou a acelerar após um<strong> encontro gravitacional próximo com Saturno em 1992</strong>. A interação alterou significativamente a órbita do 450P/LONEOS, deslocando-o para uma trajetória mais próxima do Sol.</p><p>Esta mudança é crucial. À medida que se aproximava da nossa estrela, o objeto começou a receber mais radiação solar. Observações realizadas entre 2019 e 2024 mostraram que, <strong>à medida que a distância em relação ao Sol diminuía, uma ténue coma</strong> — uma nuvem de gás e poeira que envolve o núcleo de um cometa — <strong>se tornava cada vez mais visível</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-gravedad-de-saturno-desvia-un-misterioso-cuerpo-helado-inerte-y-lo-convierte-en-un-cometa-activo-1788349651707.jpg" data-image="d0u2r45jo1pb" alt="cometa" title="cometa"><figcaption>Painéis de imagem do 450P, integrados em comprimento de onda, extraídos do cubo de dados do NIRSpec IFU do JWST em diferentes gamas de passagem (o comprimento de onda efetivo é indicado logo acima de cada painel). Crédito: The Planetary Science Journal (2026).</figcaption></figure><p>O aquecimento solar pode penetrar lentamente nas camadas superficiais e subsuperficiais do núcleo. Quando isto ocorre, podem ser libertados gelos voláteis e gases aprisionados no seu interior. O material que escapa transporta consigo partículas de poeira, criando o<strong> invólucro característico que sinaliza a atividade cometária</strong>.</p><h2>James Webb encontrou uma pista fundamental</h2><p>Uma das descobertas mais importantes veio do Telescópio Espacial James Webb. <strong>Os seus instrumentos detetaram dióxido de carbono (CO₂) em torno do 450P/LONEOS</strong>, a uma distância do Sol onde o gelo de água normalmente não sublimaria com intensidade suficiente para explicar, por si só, a atividade observada.</p><p>Os investigadores encontraram evidências claras de emissões de dióxido de carbono, mas <strong>não detetaram vapor de água nem monóxido de carbono</strong>. Isto sugere que o CO₂ poderá ser um dos principais impulsionadores da atividade atual do centauro.</p><p>As observações revelaram também<strong> grãos de poeira gelados na coma e possíveis sinais de gelo de água cristalino</strong>. Esta última descoberta é particularmente interessante, pois pode indicar que parte do gelo sofreu aquecimento e transformação.</p><p>Os cientistas sugerem que pode existir gelo amorfo abaixo da superfície — uma estrutura irregular capaz de aprisionar os gases nos seus poros. <strong>À medida que aquece, este material pode transformar-se em gelo cristalino e libertar o dióxido de carbono aprisionado</strong>. À medida que o gás escapa pelo núcleo poroso, poderia levantar partículas de pó e ajudar a formar coma.</p><h2>Uma janela para o nascimento dos cometas</h2><p>Apenas <strong>uma pequena proporção dos centauros conhecidos apresenta atividade visível</strong>. Isto faz do 450P/LONEOS uma oportunidade excecional para estudar o que acontece quando um destes antigos corpos gelados começa a deslocar-se para regiões mais quentes do Sistema Solar.</p><div class="texto-destacado">Os centauros são considerados objetos de transição. Acredita-se que muitos têm origem em regiões para além de Neptuno, e alguns podem acabar por se tornar cometas de curto período, particularmente membros da família de cometas de Júpiter.</div><p>O acompanhamento da evolução do 450P/LONEOS permitirá aos investigadores observar como o<strong> gelo, a superfície e a composição destes corpos se alteram </strong>à medida que recebem quantidades crescentes de energia solar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787156" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-atmosfera-de-saturno-volta-a-surpreender-uma-figura-gigante-e-misteriosa-de-dez-lados-foi-encontrada-no-polo-sul.html" title="A atmosfera de Saturno volta a surpreender: uma figura gigante e misteriosa de dez lados foi encontrada no polo sul">A atmosfera de Saturno volta a surpreender: uma figura gigante e misteriosa de dez lados foi encontrada no polo sul</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-atmosfera-de-saturno-volta-a-surpreender-uma-figura-gigante-e-misteriosa-de-dez-lados-foi-encontrada-no-polo-sul.html" title="A atmosfera de Saturno volta a surpreender: uma figura gigante e misteriosa de dez lados foi encontrada no polo sul"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-atmosfera-de-saturno-vuelve-a-sorprender-hallan-gigante-y-misteriosa-figura-de-10-lados-en-el-polo-sur-del-planeta-1788488940420_320.jpg" alt="A atmosfera de Saturno volta a surpreender: uma figura gigante e misteriosa de dez lados foi encontrada no polo sul"></a></article></aside><p>Por outras palavras, <strong>este pequeno objeto pode estar a oferecer um raro vislumbre de uma das etapas mais importantes da vida de um cometa</strong>: o momento em que um corpo gelado, aparentemente inativo, começa lentamente a transformar-se.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-gravidade-de-saturno-desvia-um-misterioso-corpo-gelado-inativo-transformando-o-num-cometa-ativo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O segredo das maiores árvores do mundo para sobreviver às piores secas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-segredo-das-maiores-arvores-do-mundo-para-sobreviver-as-piores-secas.html</link><pubDate>Wed, 16 Sep 2026 08:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Como é que uma árvore com mais de 70 metros de altura consegue transportar água até às suas folhas durante uma seca? Alguns destes gigantes da floresta guardam segredos notáveis que os ajudam a sobreviver.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-secreto-de-los-arboles-mas-grandes-del-mundo-para-sobrevivir-a-las-peores-sequias-1789086526300.png" data-image="iioh7ao4uifg"><figcaption>Algumas árvores crescem mais de 70 metros de altura e ainda assim conseguem transportar água desde as raízes até à copa.</figcaption></figure><p>Imagine uma árvore com mais de 70 metros de altura — aproximadamente a altura de um prédio de 20 andares — feita inteiramente de madeira, folhas e raízes. Algumas <strong>árvores gigantes de florestas tropicais sobrevivem há séculos</strong>, resistindo a tempestades, calor extremo e secas.</p><p>No entanto, ter<strong> este tamanho traz um grande desafio</strong>: todos os dias, elas precisam de transportar água do solo até às folhas, situadas dezenas de metros acima das raízes. E, quando a seca chega, essa tarefa torna-se ainda mais difícil.</p><p>A água não sobe pelo tronco como se houvesse uma bomba escondida entre as raízes; ela <strong>desloca-se através de vasos chamados xilema</strong>. É como se fosse beber água com uma palhinha extremamente longa: quanto maior a distância, mais difícil fica manter o sistema a funcionar corretamente, especialmente quando o solo seca.</p><div class="texto-destacado">Durante anos, os cientistas acreditaram que as árvores grandes estavam em grande desvantagem durante as secas.</div><p>Um estudo de 2015 constatou que<strong> as árvores maiores tendem a sofrer mais durante as secas</strong>. Em 65% dos casos analisados, árvores altas corriam maior risco de morrer. A explicação era bastante simples: quanto mais alta a árvore, mais difícil é transportar água das raízes para as folhas.</p><p><strong>Quando há pouca água no solo, torna-se mais difícil para a árvore transportá-la das raízes para as folhas</strong>. Durante este processo, podem formar-se bolhas de ar no interior do xilema. Estas bolhas podem bloquear o fluxo, tal como um cano entupido, fazendo com que menos água chegue às folhas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-secreto-de-los-arboles-mas-grandes-del-mundo-para-sobrevivir-a-las-peores-sequias-1789086541355.png" data-image="sn3jx7pinlev"><figcaption>A seca extrema pode levar até mesmo as árvores mais resilientes ao limite da sua capacidade de obter água.</figcaption></figure><p>O interessante é que<strong> nem todas as árvores são afetadas da mesma maneira</strong>. Em florestas da América, de África e da Ásia, investigadores encontraram árvores gigantes que lidam melhor com a seca.</p><p>O segredo não parece estar apenas no seu tamanho, mas também na sua <strong>estrutura </strong>e na forma como ajustam o transporte e a conservação de água.</p><h2>Como as árvores gigantes sobrevivem à seca</h2><p>Durante o evento de <strong>El Niño de 2015–2016</strong>, muitas florestas tropicais da <strong>América do Sul</strong> foram duramente atingidas pelo calor e pela <strong>escassez de chuva</strong>. O que surpreendeu foi que algumas florestas, já habituadas a estações secas, também foram severamente afetadas.</p><p>Algumas árvores gigantes possuem estratégias engenhosas para gerir o uso da água. Nas florestas do Sudeste Asiático,<strong> certas espécies ultrapassam os 70 metros de altura e conseguem manter o fluxo de água até às folhas</strong> sem levar seu sistema hidráulico ao limite de rutura.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-secreto-de-los-arboles-mas-grandes-del-mundo-para-sobrevivir-a-las-peores-sequias-1789086558818.png" data-image="zjw5tnfyhbck"><figcaption>As folhas possuem minúsculas "válvulas" que ajudam as árvores a conservar água quando as condições se tornam difíceis.</figcaption></figure><p>As <strong>folhas </strong>também desempenham um papel importante. Estas possuem poros minúsculos chamados estômatos, que funcionam como pequenas válvulas. Quando a água se torna escassa, a árvore pode fechá-los para reduzir a perda de humidade.</p><p>O problema é que as árvores também precisam de manter estes poros abertos para a fotossíntese. Sobreviver a uma seca torna-se, portanto, um ato de equilíbrio entre conservar água e continuar a produzir energia.</p><h3>O tamanho não explica tudo</h3><p>Um estudo publicado na revista <em>Nature</em> em 2026 revelou algo ainda mais interessante. Após analisar 290 árvores de 18 espécies em Porto Rico, investigadores descobriram que <strong>árvores da mesma espécie podiam reagir de forma diferente à seca, dependendo de onde viviam</strong>.</p><div class="texto-destacado">Árvores que crescem em áreas mais secas desenvolveram características que as ajudaram a suportar melhor a escassez de água.</div><p>Isto significa que identificar apenas a espécie da árvore não é suficiente. Fatores como <strong>tipo de solo, clima, pluviosidade </strong>e as condições ambientais vivenciadas durante o crescimento<strong> também precisam de ser considerados</strong>.</p><p>Como resultado, <strong>duas árvores da mesma espécie podem reagir de maneiras muito diferentes à seca</strong>. Uma pode começar a sofrer rapidamente, enquanto a outra consegue resistir por muito mais tempo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787727" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/arvores-para-jardins-pequenos-estas-variedades-de-porte-reduzido-cabem-mesmo-em-espacos-limitados.html" title="Árvores para jardins pequenos: estas variedades de porte reduzido cabem mesmo em espaços limitados">Árvores para jardins pequenos: estas variedades de porte reduzido cabem mesmo em espaços limitados</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/arvores-para-jardins-pequenos-estas-variedades-de-porte-reduzido-cabem-mesmo-em-espacos-limitados.html" title="Árvores para jardins pequenos: estas variedades de porte reduzido cabem mesmo em espaços limitados"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/baeume-fuer-kleine-gaerten-diese-schmalen-arten-passen-auch-auf-wenig-raum-1788424792910_320.jpeg" alt="Árvores para jardins pequenos: estas variedades de porte reduzido cabem mesmo em espaços limitados"></a></article></aside><p>Algo semelhante ocorre em <strong>jardins </strong>e <strong>plantações</strong>. Uma planta com raízes saudáveis, que cresceu em condições adequadas, pode estar mais bem preparada para suportar períodos de seca do que uma que se desenvolveu em condições precárias.</p><p>A conclusão principal é que a vulnerabilidade de árvores gigantes à seca não é determinada apenas pelo tamanho. A sua <strong>resiliência </strong>depende de como transportam e conservam a água, da sua espécie e do ambiente em que se desenvolveram.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Amy%20C.%20Bennett%2C%20Nathan%20G.%20McDowell%2C%20Craig%20D.%20Allen%20%26%20Kristina%20J.%20Anderson-Teixeira" data-year="2015" data-title="Larger%20trees%20suffer%20most%20during%20drought%20in%20forests%20worldwide" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fnplants2015139">Amy C. Bennett, Nathan G. McDowell, Craig D. Allen & Kristina J. Anderson-Teixeira. (2015). <a href="https://www.nature.com/articles/nplants2015139" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Larger trees suffer most during drought in forests worldwide</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-segredo-das-maiores-arvores-do-mundo-para-sobreviver-as-piores-secas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Equinócio de outono ocorrerá nesta data do mês de setembro. Perceba este fenómeno e até quando durará a nova estação!]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/equinocio-de-outono-ocorrera-nesta-data-do-mes-de-setembro-perceba-este-fenomeno-e-ate-quando-durara-a-nova-estacao.html</link><pubDate>Wed, 16 Sep 2026 07:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Na quarta-feira, 23 de setembro, ocorrerá o equinócio do outono e daremos as boas-vindas a mais uma estação. Saiba o que é este fenómeno, a sua simbologia cultural e até quando irá durar o outono.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/equinocio-de-outono-ocorrera-nesta-data-do-mes-de-setembro-perceba-este-fenomeno-e-ate-quando-durara-a-nova-estacao-1789237244265.jpg" data-image="qwld0svietcs"><figcaption>O equinócio do outono representa o instante de transição do fim do verão e do arranque do outono.</figcaption></figure><p>O equinócio de outono é a nome que a Astronomia confere ao fenómeno natural que assinala <strong>a transição do verão para a chegada da nova estação: o outono</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Em 2026 o equinócio de outono ocorrerá à 01:04 de quarta-feira, 23 de setembro em Portugal continental e Região Autónoma da Madeira (-1 hora nos Açores).</strong></div><p>Acontece <strong>no preciso instante em que o Sol cruza o plano do equador celeste, o que decorre em setembro no Hemisfério Norte </strong>e em março no Hemisfério Sul.</p><h2>O significado de equinócio e a simbologia mística do outono</h2><p><strong>O termo em latim - “equinócio” - é constituído pelas palavras <em>aequus </em>e<em> nox</em>, tendo como significado “igual” e “noite”, respetivamente</strong>. Aplica-se a este instante, uma vez que durante os equinócios, os dias e as noites, com aproximadamente 12 horas, possuem a mesma duração.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Nos equinócios ocorrem os chamados dias perfeitos, em que há 12 horas de luz e 12 horas de escuridão.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Há dois equinócios anualmente: <strong>o equinócio da primavera, em março, e o equinócio de outono, em setembro</strong>. É importante relembrar que as datas dos equinócios variam de ano para ano, conforme o ano tenha 365 ou 366 dias. Para muita gente, <strong>o significado do equinócio vai além da mudança da estação</strong>. Em várias culturas, o equinócio acarreta uma forte simbologia.</p><p>A título de exemplo, no passado, a civilização Maia entendia o equinócio de outono como o dia em que as maiores divindades desciam à Terra, sendo a mais famosa dessas <strong>K</strong><strong>ukulcan, a serpente de plumas, deus da água e do vento</strong>. Era considerada uma <strong>entidade criadora, tendo esta civilização erguido muitos templos em sua homenagem</strong>, destacando-se no caso<strong> Chichén Itzá</strong>, uma das principais pirâmides maias, e que na contemporaneidade continua a atrair legiões de visitantes aquando do fenómeno anual do equinócio do outono.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/equinocio-de-outono-ocorrera-nesta-data-do-mes-de-setembro-perceba-este-fenomeno-e-ate-quando-durara-a-nova-estacao-1789237152752.jpg" data-image="joqvg8jc195n"><figcaption>A pirâmide Chichen Itzá foi erigida pelos Maias, uma civilização que percebia o equinócio de outono como o dia em que as maiores divindades desciam à Terra, realçando-se, entre elas, Kukulcan, a serpente de plumas, deus da água e do vento.</figcaption></figure><p>No dia em que ocorre, pode ser observado na escadaria do templo durante apenas algumas horas, <strong>um feixe de luz ladeado por uma sombra, a descer degraus abaixo a escadaria da pirâmide, uma imagem designada de “serpente de plumas”</strong>. Este fantástico espetáculo acontece porque, a <strong>construção do templo tem uma inclinação de 20⁰ em relação ao norte geográfico</strong>, situando-se em concordância com o ângulo do sol em relação à estrutura.</p><h2>Primeiras chuvas fortes, dia natural cada vez menor e duração do outono</h2><p><strong>Em Portugal o outono acaba por ser uma estação do ano fascinante por causa da sua simbologia, mas também pelas alterações nas paisagens, na fauna, na flora e mesmo nas atividades agrícolas</strong>. É nesta altura do ano que caem as primeiras chuvas intensas após os verões que costumam ser muito quentes e secos. Algumas culturas necessitam desta água para se regenerarem, numa fase posterior à colheita, como é o caso das árvores de fruto (maçãs, peras e citrinos).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786708" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/poda-das-roseiras-no-outono-quanto-se-pode-e-deve-cortar-antes-do-inverno.html" title="Poda das roseiras no outono: quanto se pode e deve cortar antes do inverno?">Poda das roseiras no outono: quanto se pode e deve cortar antes do inverno?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/poda-das-roseiras-no-outono-quanto-se-pode-e-deve-cortar-antes-do-inverno.html" title="Poda das roseiras no outono: quanto se pode e deve cortar antes do inverno?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/rosen-schneiden-im-herbst-wie-viel-rueckschnitt-vor-dem-winter-erlaubt-und-sinnvoll-ist-1787835147084_320.jpeg" alt="Poda das roseiras no outono: quanto se pode e deve cortar antes do inverno?"></a></article></aside><p><strong>À medida que nos aproximamos do inverno, o dia natural apresenta uma duração cada vez menor. Eventualmente, a hora acaba por mudar e o tempo frio acaba por chegar</strong>. Em termos de simbologia, a Lua Cheia de setembro e que é a mais próxima do equinócio de outono (ocorrerá três dias depois no dia 26 de setembro) é conhecida como Lua do Milho ou Lua da Colheita, pois com<strong> a perda de luz natural a uma razão de 4 minutos por dia, o aparecimento de uma lua cheia permitia que os agricultores concluíssem as suas colheitas (milho e outras)</strong> antes do surgimento da iluminação artificial.</p><p>É também nesta transição que se intensificam as auroras boreais e é nesta fase que há uma maior probabilidade de serem observadas.<strong> O outono vai durar até ao próximo dia 21 de dezembro, quando o solstício de inverno marcar o início dessa estação do ano</strong>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/equinocio-de-outono-ocorrera-nesta-data-do-mes-de-setembro-perceba-este-fenomeno-e-ate-quando-durara-a-nova-estacao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[De quarta-feira (16) a domingo (20): assim vão evoluir as temperaturas em Portugal nos próximos dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/de-quarta-feira-a-domingo-assim-vao-evoluir-as-temperaturas-em-portugal-nos-proximos-dias.html</link><pubDate>Wed, 16 Sep 2026 06:02:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas vão subir gradualmente em Portugal continental nos próximos dias. Depois de uma quarta-feira relativamente amena, o calor intensifica-se no fim de semana, com máximas que poderão atingir 36 ºC.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb845pe"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb845pe.jpg" id="xb845pe"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal continental prepara-se para uma <strong>subida gradual das temperaturas ao longo dos próximos dias</strong>, numa evolução que se tornará particularmente evidente durante o fim de semana.</p><p>As previsões mais recentes do modelo europeu (ECMWF) mostram que, entre quarta-feira e domingo, os termómetros deverão subir em grande parte do território. A mudança será particularmente expressiva no Centro e Sul, embora o Norte também venha a sentir um <strong>aumento significativo das temperaturas</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Se quarta-feira ainda apresentará valores relativamente moderados em várias regiões, sobretudo junto ao litoral, o cenário deverá mudar progressivamente a partir de quinta e sexta-feira. <strong>Sábado e domingo deverão ser os dias mais quentes</strong>, com temperaturas claramente superiores às habituais para meados de setembro.</p><h2>Quarta-feira ainda com temperaturas relativamente moderadas</h2><p>Esta quarta-feira, dia 16, será o ponto de partida desta subida. Segundo o ECMWF, durante a tarde são esperados cerca de <strong>30 ºC em Castelo Branco e Évora</strong>, 29 ºC em Portalegre, 28 ºC em Santarém e 27 ºC em Coimbra, Viseu e Vila Real.</p><p>Mais perto do litoral, a influência marítima deverá manter os valores mais baixos. Lisboa poderá rondar os <strong>26 ºC</strong>, enquanto Porto ficará próximo dos 25 ºC e Aveiro dos 21 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/de-quarta-feira-a-domingo-assim-vao-evoluir-as-temperaturas-em-portugal-nos-proximos-dias-1789500464186.jpg" data-image="h8zi4ji8w5a6" alt="Quarta-feira ainda terá temperaturas moderadas em grande parte de Portugal" title="Quarta-feira ainda terá temperaturas moderadas em grande parte de Portugal"><figcaption>Temperaturas previstas pelo ECMWF para as 16h desta quarta-feira. Os valores mais elevados deverão concentrar-se no interior Centro e Sul, localmente próximos dos 30 ºC.</figcaption></figure><p>Apesar destes valores, quarta-feira já apresentará <strong>anomalias positivas em várias regiões do interior e do Norte</strong>. O ECMWF aponta para desvios próximos dos 4 ºC em Braga e Castelo Branco e até cerca de 5 ºC na região de Viseu.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788849" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ha-duas-capitais-de-distrito-que-continuarao-a-registar-30-c-ou-mais-nos-proximos-dias-saiba-quais.html" title="Há duas capitais de distrito que continuarão a registar 30 ºC ou mais nos próximos dias; saiba quais">Há duas capitais de distrito que continuarão a registar 30 ºC ou mais nos próximos dias; saiba quais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ha-duas-capitais-de-distrito-que-continuarao-a-registar-30-c-ou-mais-nos-proximos-dias-saiba-quais.html" title="Há duas capitais de distrito que continuarão a registar 30 ºC ou mais nos próximos dias; saiba quais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ha-duas-capitais-de-distrito-que-continuarao-a-registar-30-c-ou-mais-nos-proximos-dias-saiba-quais-1789482785213_320.jpg" alt="Há duas capitais de distrito que continuarão a registar 30 ºC ou mais nos próximos dias; saiba quais"></a></article></aside><p>Ainda assim, esta será apenas a primeira etapa de uma tendência de aquecimento que deverá tornar-se progressivamente mais evidente à medida que nos aproximamos do fim de semana.</p><h2>Quinta-feira traz poucas alterações, mas antecede uma subida mais acentuada</h2><p>Na quinta-feira, as temperaturas deverão manter-se relativamente semelhantes, embora com algumas diferenças regionais. Santarém poderá alcançar <strong>29 ºC</strong>, enquanto Évora deverá rondar os 30 ºC e Beja poderá atingir cerca de 31 ºC.</p><p>Castelo Branco deverá registar aproximadamente 28 ºC, enquanto no Norte e Centro são esperados cerca de 26 ºC em Braga, Vila Real, Coimbra e Viseu.</p><p>No litoral, as temperaturas permanecerão mais contidas, particularmente entre Porto e Aveiro. Contudo, esta aparente estabilidade será temporária, uma vez que <strong>a partir de sexta-feira a subida térmica começará a tornar-se mais evidente</strong>.</p><h2>Sexta-feira começa uma nova fase de aquecimento</h2><p>Na sexta-feira, dia 18, os termómetros deverão começar a subir de forma mais generalizada. O ECMWF prevê cerca de <strong>31 ºC em Évora e Beja</strong>, 30 ºC em Santarém e Castelo Branco e 29 ºC em Portalegre.</p><p>Também no Norte e Centro haverá sinais desta subida: Braga e Coimbra poderão atingir aproximadamente <strong>28 ºC</strong>, enquanto Viseu deverá rondar igualmente os 28 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/de-quarta-feira-a-domingo-assim-vao-evoluir-as-temperaturas-em-portugal-nos-proximos-dias-1789500520553.jpg" data-image="cpc99h95g35f" alt="A subida das temperaturas torna-se mais evidente na sexta-feira" title="A subida das temperaturas torna-se mais evidente na sexta-feira"><figcaption>Temperaturas previstas pelo ECMWF para sexta-feira às 16h. O calor começará a intensificar-se, sobretudo no interior Centro e Sul, onde várias regiões poderão atingir ou ultrapassar os 30 ºC.</figcaption></figure><p>Mais importante do que os valores absolutos será o afastamento relativamente ao que seria habitual nesta altura do ano. Na sexta-feira, grande parte do território deverá apresentar <strong>temperaturas entre 3 e 5 ºC acima da média climatológica</strong>.</p><p>Braga e Viseu poderão apresentar desvios próximos dos <strong>5 ºC</strong>, enquanto Coimbra, Castelo Branco, Portalegre, Santarém, Évora e Beja deverão rondar aproximadamente 4 ºC acima da média. A partir daqui, o aquecimento deverá acelerar.</p><h2>Sábado poderá trazer máximas de 34 ºC a várias regiões</h2><p>O sábado deverá marcar uma mudança bastante mais evidente. As temperaturas poderão subir significativamente, não apenas no interior Sul, mas também em várias regiões do Centro e Norte.</p><p>Segundo o ECMWF, <strong>Coimbra e Santarém poderão atingir cerca de 34 ºC</strong>, enquanto Évora deverá alcançar aproximadamente 33 ºC. Castelo Branco e Beja poderão rondar os 32 ºC e Portalegre os 31 ºC.</p><p>Também mais a norte, Braga poderá chegar aos <strong>31 ºC</strong>, enquanto Viseu poderá atingir 30 ºC e Vila Real cerca de 29 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/de-quarta-feira-a-domingo-assim-vao-evoluir-as-temperaturas-em-portugal-nos-proximos-dias-1789500572187.jpg" data-image="yav3vzqwmqlz" alt="Sábado traz uma subida acentuada: termómetros poderão alcançar 34 ºC" title="Sábado traz uma subida acentuada: termómetros poderão alcançar 34 ºC"><figcaption>Temperaturas previstas pelo ECMWF para sábado às 16h. O aquecimento será generalizado, com máximas superiores a 30 ºC em numerosas regiões e valores próximos dos 34 ºC no Centro.</figcaption></figure><p>A subida prevista para sábado será, portanto, bastante transversal ao território. Mesmo áreas que durante a primeira metade da semana permanecerão com temperaturas mais moderadas deverão sentir um aquecimento significativo.</p><p>Este cenário estará associado à presença de <strong>ar relativamente quente sobre a Península Ibérica</strong>. Aos 850 hPa, o ECMWF projeta valores aproximadamente entre 15 e 17 ºC sobre Portugal continental durante sábado, criando condições favoráveis para temperaturas elevadas à superfície.</p><p>Contudo, será no domingo que o desvio relativamente à climatologia poderá tornar-se particularmente impressionante.</p><h2>Domingo poderá ter temperaturas até 10 ºC acima da média</h2><p>As projeções do ECMWF para domingo mostram <strong>anomalias térmicas positivas muito significativas em praticamente todo o território continental</strong>.</p><p>Em Braga, os valores poderão situar-se cerca de <strong>10 ºC acima da média</strong>, enquanto Porto e Viseu poderão apresentar desvios próximos dos 9 ºC. Aveiro, Coimbra, Santarém e Lisboa surgem com anomalias próximas dos <strong>8 ºC</strong>.</p><p>No interior, Vila Real poderá rondar os 7 ºC acima da média, enquanto Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja poderão apresentar desvios próximos dos <strong>6 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/de-quarta-feira-a-domingo-assim-vao-evoluir-as-temperaturas-em-portugal-nos-proximos-dias-1789500644219.jpg" data-image="dj3n3nn83290" alt="Até 10 ºC acima da média: domingo será anormalmente quente" title="Até 10 ºC acima da média: domingo será anormalmente quente"><figcaption>Anomalia da temperatura prevista pelo ECMWF para domingo às 16h. Grande parte de Portugal continental poderá registar valores entre 6 e 10 ºC superiores ao habitual para esta altura do ano.</figcaption></figure><p>Os <strong>maiores desvios poderão ocorrer precisamente no Norte e Centro</strong>, apesar de não serem necessariamente estas regiões a registar as máximas absolutas mais elevadas. Ou seja, uma temperatura de 33 ºC no Norte poderá representar uma anomalia maior do que valores semelhantes observados no Sul.</p><h2>Domingo deverá ser o dia mais quente desta sequência</h2><p>Em termos absolutos, domingo apresenta-se, com as atuais projeções, como o <strong>dia mais quente do período entre quarta-feira e domingo</strong>.</p><p>O ECMWF aponta para cerca de <strong>36 ºC em Coimbra</strong>, enquanto Santarém e Leiria poderão atingir aproximadamente 35 ºC. Lisboa, Braga, Évora e Beja poderão chegar aos <strong>33 ºC</strong>, com Vila Real, Viseu, Castelo Branco e Portalegre em torno dos 32 ºC.</p><p>Mesmo o Porto poderá aproximar-se dos <strong>30 ºC</strong>, num dia bastante quente para a época em grande parte do território.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/de-quarta-feira-a-domingo-assim-vao-evoluir-as-temperaturas-em-portugal-nos-proximos-dias-1789500699063.jpg" data-image="zmrg8exmd1hb" alt="Domingo poderá ser o dia mais quente, com máximas até 36 ºC" title="Domingo poderá ser o dia mais quente, com máximas até 36 ºC"><figcaption>Temperaturas previstas pelo ECMWF para domingo às 16h. O calor deverá intensificar-se em grande parte de Portugal, com máximas de 35 a 36 ºC em alguns setores do Centro.</figcaption></figure><p>Comparativamente a quarta-feira, a diferença será bastante expressiva. Coimbra poderá passar de cerca de <strong>27 para 36 ºC</strong>, enquanto Santarém poderá subir de aproximadamente 28 para 35 ºC e Braga de 26 para 33 ºC.</p><p>Assim, a evolução prevista entre quarta-feira e domingo será marcada por um <strong>aquecimento gradual, mas bastante acentuado na reta final da semana</strong>, culminando num fim de semana com características mais próprias de pleno verão em várias regiões.</p><p>Importa, contudo, salientar que domingo ainda se encontra a vários dias de distância. <strong>A magnitude exata das máximas e das anomalias poderá sofrer ajustes nas próximas atualizações </strong>do modelo europeu, pelo que será importante acompanhar a evolução das previsões.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/de-quarta-feira-a-domingo-assim-vao-evoluir-as-temperaturas-em-portugal-nos-proximos-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pela primeira vez, em mais de 250 anos, este farol abre as portas ao público]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/pela-primeira-vez-em-mais-de-250-anos-este-farol-abre-as-portas-ao-publico.html</link><pubDate>Wed, 16 Sep 2026 05:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>O histórico Farol do Cabo da Roca passou a receber visitantes e convida-o a conhecer espaços que, até agora, estavam reservados à sua missão marítima.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-farol-esteve-fechado-ao-publico-durante-250-anos-agora-pode-finalmente-entrar-1785858126006.jpg" data-image="f3m83ngvidyl" alt="Farol do Cabo da Rooca" title="Farol do Cabo da Rooca"><figcaption>Este lugar guiou marinheiros durante séculos. Hoje recebe visitantes. Foto: Wikimedia // Sonse</figcaption></figure><p>Durante mais de dois séculos e meio, o <strong>Farol do Cabo da Roca</strong> teve uma única missão: orientar os navios que cruzam uma das zonas mais expostas da costa portuguesa. Agora, chega uma nova função (e muitos estão ansiosos por conhecê-la).</p><p>Não, a sua luz não deixou de cumprir esse papel. A novidade é que, pela primeira vez, também abre portas a quem chega por terra e quer conhecer a história por detrás deste símbolo nacional.</p><div class="texto-destacado">O que serviu durante séculos para orientar navegadores, alertar sobre os perigos do mar e indicar a proximidade da costa, acabou de ganhar uma nova função. </div><p>Desde dia 23 de julho que o Cabo da Roca se tornou casa de um <strong>novo Centro Interpretativo</strong>. Curioso?</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="757579" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-pode-visitar-o-farol-mais-alto-de-portugal-e-sem-pagar.html" title="Já pode visitar o farol mais alto de Portugal (e sem pagar)">Já pode visitar o farol mais alto de Portugal (e sem pagar)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-pode-visitar-o-farol-mais-alto-de-portugal-e-sem-pagar.html" title="Já pode visitar o farol mais alto de Portugal (e sem pagar)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ja-pode-visitar-o-farol-mais-alto-de-portugal-e-sem-pagar-1772788867178_320.jpg" alt="Já pode visitar o farol mais alto de Portugal (e sem pagar)"></a></article></aside><p>Localizado no ponto mais ocidental de Portugal e da Europa continental, o projeto implicou um investimento superior a 1,6 milhões de euros. O objetivo? <strong>Conciliar duas prioridades</strong>: manter o funcionamento operacional do farol e permitir que os visitantes conheçam a história.</p><p>“Queremos que quem chega ao Cabo da Roca não encontre apenas um lugar extraordinário para observar o Atlântico. Queremos que perceba onde está, reconheça os valores naturais que o rodeiam e descubra um território muito mais vasto”, explicou João Sousa Rego, presidente do conselho de administração da Parques de Sintra, durante a inauguração.</p><h2>O que pode visitar e quanto custa a experiência</h2><p>Quem visita este lugar já não encontra apenas as famosas falésias e a paisagem dramática. Há agora uma <strong>experiência </strong>que permite descobrir como funcionam os faróis, perceber a evolução da sinalização marítima em Portugal e compreender porque continua este equipamento a ser essencial para a segurança da navegação.</p><div class="texto-destacado">O Farol do Cabo da Roca foi inaugurado em 1772 e é o segundo mais antigo ainda em funcionamento no litoral português, apenas atrás do Farol da Guia, em Cascais. Ao longo de mais de 250 anos, acompanhou a evolução tecnológica da navegação, sem nunca perder a sua função principal: servir de referência a quem navega junto à costa.</div><p>“Ao longo de mais de 250 anos, a sua luz tem orientado quem navega ao largo da costa. Agora, este património abre-se também a quem chega por terra, através de duas experiências de visita”, lê-se em comunicado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-farol-esteve-fechado-ao-publico-durante-250-anos-agora-pode-finalmente-entrar-1785858370851.jpg" data-image="9ebxbt2wlh0l" alt="Farol Cabo da Roca" title="Farol Cabo da Roca"><figcaption>Uma experiência única. Foto: Wikimedia // Bert Kaufmann</figcaption></figure><p><strong>A visita pode ser feita, então, de duas formas</strong>. A opção mais simples é a chamada Visita Essencial, em regime livre, que custa 5€. Inclui o acesso ao Centro Interpretativo, ao pátio exterior, à área de exposições temporárias, à loja e à cafetaria, um espaço perfeito para fazer uma pausa enquanto aprecia a vista sobre o oceano.</p><p>Se preferir uma experiência mais completa, existe a Visita Panorâmica, que acrescenta a subida, acompanhada por um guia da Parques de Sintra, até à varanda do farol. O bilhete custa 10€ para adultos, 7,50€ para maiores de 65 anos e 5€ para crianças entre os 6 e os 17 anos.</p><p>Todas as modalidades podem ser adquiridas <em>online</em>.</p><h2>Mais informações e detalhes</h2><p>Apesar da abertura ao público, <strong>o farol continua a desempenhar diariamente a sua função de apoio à navegação</strong>. A reabilitação foi precisamente pensada para compatibilizar a preservação deste património com a sua utilização turística, sem comprometer o trabalho desenvolvido pelos faroleiros e pelos sistemas de sinalização marítima.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781998" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-a-10-dias-em-portugal-depressoes-continuam-a-ameacar-o-pais-mas-o-calor-regressa-antes-de-novo-episodio.html" title="Tendência a 10 dias em Portugal: depressões continuam a ameaçar o país, mas o calor regressa antes de novo episódio">Tendência a 10 dias em Portugal: depressões continuam a ameaçar o país, mas o calor regressa antes de novo episódio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-a-10-dias-em-portugal-depressoes-continuam-a-ameacar-o-pais-mas-o-calor-regressa-antes-de-novo-episodio.html" title="Tendência a 10 dias em Portugal: depressões continuam a ameaçar o país, mas o calor regressa antes de novo episódio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-a-10-dias-em-portugal-depressoes-continuam-a-ameacar-o-pais-mas-o-calor-regressa-antes-de-novo-episodio-1785846385749_320.jpg" alt="Tendência a 10 dias em Portugal: depressões continuam a ameaçar o país, mas o calor regressa antes de novo episódio"></a></article></aside><p>Segundo o contra-almirante José Diogo Pessoa Arroteia, diretor-geral da Autoridade Marítima Nacional, o desafio passou precisamente por <strong>abrir este património ao público sem comprometer a sua função principal</strong>. “Foi possível valorizar um património edificado e paisagístico de valor incomparável, mantendo o assinalamento marítimo, essencial à segurança da navegação.”</p><p>Esta recuperação do conjunto edificado, a criação do Centro Interpretativo e a instalação dos novos espaços de acolhimento resultam da cooperação entre a Parques de Sintra e a Direcção-Geral da Autoridade Marítima – Direção de Faróis, no âmbito de um Protocolo de Gestão Conjunta. “Mais do que acrescentar uma nova atração a um dos locais mais visitados de Portugal, este projeto procura transformar a forma como o Cabo da Roca é conhecido e vivido”, esclarece a Parques de Sintra. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Parques%20de%20Sintra" data-year="2026" data-title="Guardi%C3%A3o%20do%20Oceano%20Atl%C3%A2ntico" data-url="https%3A%2F%2Fwww.parquesdesintra.pt%2Fpt%2Fparques-monumentos%2Ffarol-do-cabo-da-roca%2F">Parques de Sintra. (2026). <a href="https://www.parquesdesintra.pt/pt/parques-monumentos/farol-do-cabo-da-roca/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Guardião do Oceano Atlântico</a>.</cite><br><cite data-author="Time%20Out%2C%20Dias%20da%20Silva%2C%20R" data-year="2026" data-title="Farol%20do%20Cabo%20da%20Roca%20abre%20ao%20p%C3%BAblico%20(e%20tem%20cafetaria%2C%20loja%20e%20exposi%C3%A7%C3%B5es)" data-url="https%3A%2F%2Fwww.timeout.pt%2Flisboa%2Fpt%2Fnoticias%2Ffarol-do-cabo-da-roca-abre-ao-publico-e-tem-cafetaria-loja-e-exposicoes-072326">Time Out, Dias da Silva, R. (2026). <a href="https://www.timeout.pt/lisboa/pt/noticias/farol-do-cabo-da-roca-abre-ao-publico-e-tem-cafetaria-loja-e-exposicoes-072326" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Farol do Cabo da Roca abre ao público (e tem cafetaria, loja e exposições)</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Ant%C3%B3nio%2C%20D" data-year="2026" data-title="O%20Farol%20do%20Cabo%20da%20Roca%20abriu%20finalmente%20ao%20p%C3%BAblico%20(com%20novidades)" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fna-cidade%2Fo-farol-do-cabo-da-roca-abriu-finalmente-ao-publico-com-novidades">NiT, António, D. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/o-farol-do-cabo-da-roca-abriu-finalmente-ao-publico-com-novidades" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">O Farol do Cabo da Roca abriu finalmente ao público (com novidades)</a>.</cite><br><cite data-author="Evoque%2C%20Coelho%2C%20M" data-year="2026" data-title="J%C3%A1%20%C3%A9%20poss%C3%ADvel%20visitar%20o%20Farol%20do%20Cabo%20da%20Roca%20e%20subir%20ao%20miradouro" data-url="https%3A%2F%2Fevoquelife.pt%2F2026%2F07%2F23%2Ffarol-do-cabo-da-roca-abre-ao-publico%2F">Evoque, Coelho, M. (2026). <a href="https://evoquelife.pt/2026/07/23/farol-do-cabo-da-roca-abre-ao-publico/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Já é possível visitar o Farol do Cabo da Roca e subir ao miradouro</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/pela-primeira-vez-em-mais-de-250-anos-este-farol-abre-as-portas-ao-publico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Há duas capitais de distrito que continuarão a registar 30 ºC ou mais nos próximos dias; saiba quais]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ha-duas-capitais-de-distrito-que-continuarao-a-registar-30-c-ou-mais-nos-proximos-dias-saiba-quais.html</link><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 14:50:32 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas desceram em Portugal Continental, mas os valores continuam elevados no interior. Com isto, há duas capitais de distrito que deverão manter temperaturas máximas na ordem dos 30 ºC até à nova subida prevista.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb81roi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb81roi.jpg" id="xb81roi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O dia de hoje marca o início de uma<strong> descida dos termómetros, que permanecerá até quinta-feira</strong>, antes de uma nova subida das temperaturas esperada a partir de sexta-feira.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Assim, a mais recente atualização dos nossos mapas, com base no modelo europeu ECMWF, indica que praticamente <strong>todas as capitais de distrito deverão registar valores abaixo dos 30 ºC, à exceção de duas</strong>, que ao longo destes dias, manter-se-ão com temperaturas acima deste valor.</p><h2>Calor deverá manter-se firme no Sul do país</h2><p>Ainda que hoje marque o início deste episódio de descida térmica, <strong>ao longo da faixa interior os termómetros mantêm-se elevados</strong>, com temperaturas até aos 35 ºC em Castelo Branco, que a nível local poderão chegar aos 37 ºC, tanto na Beira Baixa como no Vale do Douro. No Alentejo, podem registar-se até 36 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ha-duas-capitais-de-distrito-que-continuarao-a-registar-30-c-ou-mais-nos-proximos-dias-saiba-quais-1789482785213.jpg" data-image="n8e8uhu5h3sq" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Évora e Beja serão as únicas capitais de distrito a não baixarem dos 30 ºC esta semana.</figcaption></figure><p>Para amanhã, quarta-feira, espera-se uma <strong>descida mais evidente no interior</strong>, onde Castelo Branco, Évora e Beja poderão ser as capitais de distrito mais quentes, com valores até 30 ºC. <strong>No litoral, espera-se uma ligeira subida</strong>, especialmente no Norte. Ainda assim, as capitais de distrito mais quentes desta região deverão ser Braga e Vila Real com 27 ºC.</p><p>No dia seguinte, quinta-feira, as <strong>capitais de distrito mais quentes deverão ser Santarém, Évora e Beja</strong>, com 30 ºC previstos nas duas primeiras e 31 ºC na última. Desta forma, Évora e Beja serão as únicas capitais distritais a registarem, de forma persistente, 30 ºC ou mais durantes este período de "alívio" de calor.</p><h2>Nova subida a partir de sexta-feira poderá levar termómetros acima dos 30 ºC em boa parte do país</h2><p>Como mencionamos anteriormente, a partir de sexta-feira espera-se uma nova subida gradual das temperaturas. Entre esse dia e domingo, <strong>os termómetros recuperarão valores acima dos 30 ºC na maior parte das capitais de distrito</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788837" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-mapas-do-ecmwf-pintam-de-vermelho-a-semana-de-21-a-28-de-setembro-o-verao-vai-fazer-parte-do-mes-inteiro.html" title="Os mapas do ECMWF pintam de vermelho a semana de 21 a 28 de setembro: “o verão vai fazer parte do mês inteiro”">Os mapas do ECMWF pintam de vermelho a semana de 21 a 28 de setembro: “o verão vai fazer parte do mês inteiro”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-mapas-do-ecmwf-pintam-de-vermelho-a-semana-de-21-a-28-de-setembro-o-verao-vai-fazer-parte-do-mes-inteiro.html" title="Os mapas do ECMWF pintam de vermelho a semana de 21 a 28 de setembro: “o verão vai fazer parte do mês inteiro”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-mapas-do-ecmwf-pintam-de-vermelho-a-semana-de-21-a-28-de-setembro-o-verao-vai-fazer-parte-do-mes-inteiro-1789474784501_320.jpeg" alt="Os mapas do ECMWF pintam de vermelho a semana de 21 a 28 de setembro: “o verão vai fazer parte do mês inteiro”"></a></article></aside><p>Estima-se que o <strong>dia mais quente desse novo episódio de calor poderá ser domingo</strong>, dia 20, onde apenas as capitais distritais de Viana do Castelo, Guarda e Faro deverão manter valores abaixo de 30 ºC, com previsão de 27 º, 29 ºC e 28 ºC, respetivamente.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ha-duas-capitais-de-distrito-que-continuarao-a-registar-30-c-ou-mais-nos-proximos-dias-saiba-quais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os mapas do ECMWF pintam de vermelho a semana de 21 a 28 de setembro: “o verão vai fazer parte do mês inteiro”]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-mapas-do-ecmwf-pintam-de-vermelho-a-semana-de-21-a-28-de-setembro-o-verao-vai-fazer-parte-do-mes-inteiro.html</link><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 12:50:36 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O outono meteorológico já começou e o astronómico está à porta, mas o calor não dá tréguas. O ECMWF prevê uma semana de 21 a 28 de setembro anormalmente quente em Portugal, com desvios térmicos que poderão chegar aos +6 ºC.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/os-mapas-do-ecmwf-pintam-de-vermelho-a-semana-de-21-a-28-de-setembro-o-verao-vai-fazer-parte-do-mes-inteiro-1789474784501.jpeg" data-image="hudj6b1fgati" alt="Final de setembro Verenil" title="Final de setembro Verenil"><figcaption>O final de setembro poderá manter um ambiente tipicamente veranil, apesar da aproximação do outono astronómico. As previsões do ECMWF apontam para temperaturas acima dos 30 ºC em grande parte do território, prolongando o calor até aos últimos dias do mês.</figcaption></figure><p>O mês de setembro caminha para o fim, mas as temperaturas previstas para Portugal continuam longe de apresentar um padrão tipicamente outonal. Os mapas do ECMWF <strong>antecipam uma semana de 21 a 28 de setembro com temperaturas persistentemente acima do normal,</strong> com desvios particularmente expressivos em várias regiões do país.</p><h2>Semana de 21 a 28 de setembro será bastante mais quente do que o normal</h2><p>O mapa de <strong>anomalias médias semanais da temperatura a 2 metros</strong> do ECMWF é bastante claro. Portugal continental aparece praticamente todo pintado de vermelho durante a semana de 21 a 28 de setembro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-mapas-do-ecmwf-pintam-de-vermelho-a-semana-de-21-a-28-de-setembro-o-verao-vai-fazer-parte-do-mes-inteiro-1789473383800.jpg" data-image="uoywuu2zfsyr" alt="Anomalia semanal da temperatura" title="Anomalia semanal da temperatura"><figcaption>Portugal surge a vermelho no mapa semanal do ECMWF, com temperaturas médias previstas entre 3 e 6 ºC acima do normal. O sinal mostra que o calor deverá persistir durante grande parte da última semana de setembro.</figcaption></figure><p>Este produto não mostra a temperatura de um determinado dia ou hora. O modelo calcula a <strong>temperatura média prevista ao longo de toda a semana</strong>, considerando os sucessivos ciclos diurnos e noturnos, e compara-a com os valores climatológicos de referência para o mesmo período do ano.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Assim, uma anomalia semanal positiva entre <strong>3 e 6 ºC</strong>, como a prevista para grande parte de Portugal, significa que<strong> o conjunto da semana deverá ser significativamente mais quente do que aquilo que seria habitual para a reta final de setembro.</strong></p><p>E há uma diferença importante, não estamos perante um único pico de calor de algumas horas. <strong>Para produzir uma anomalia média semanal desta dimensão, o calor terá de apresentar uma persistência</strong> considerável ao longo de vários dias.</p><h2>Mais de 30 ºC ainda poderão ser uma realidade</h2><p>O verão meteorológico terminou oficialmente a <strong>31 de agosto</strong> e, entre os dias 22 e 23 de setembro, ocorre também a transição astronómica para o outono. Porém, este ano, a atmosfera parece pouco interessada no calendário.</p><p>Podemos dizer que <strong>o verão vai fazer parte do mês inteiro.</strong> Apesar de os dias 21 a 28 pertencerem já, ao outono, as temperaturas poderão continuar a atingir valores que associamos mais facilmente aos meses de verão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-mapas-do-ecmwf-pintam-de-vermelho-a-semana-de-21-a-28-de-setembro-o-verao-vai-fazer-parte-do-mes-inteiro-1789473653998.jpg" data-image="203tyig9ev5z" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption>Mesmo depois da chegada do outono astronómico, os termómetros poderão superar os 30 ºC em várias regiões. O interior Norte, Centro destacam-se entre as zonas mais quentes.</figcaption></figure><p>Na terça-feira, dia 22, por exemplo, o ECMWF projeta temperaturas <strong>superiores a 30 ºC em grande parte da Área Metropolitana de Lisboa</strong>, com valores ainda mais elevados no interior.</p><p>Também no Nordeste Transmontano o cenário será pouco habitual para a altura do ano. No distrito de Bragança, onde no final de setembro as máximas já tendem a ficar bastante mais contidas, alguns locais poderão igualmente <strong>ultrapassar os 30 ºC</strong>.</p><h2>O que está a manter Portugal tão quente?</h2><p>A explicação encontra-se na configuração atmosférica prevista para o início da semana. Um <strong>robusto centro de altas pressões deverá posicionar-se a norte da Península Ibérica</strong>, em conjugação com uma crista subtropical que se estende para latitudes mais elevadas. Esta configuração favorece a permanência e o transporte de uma <strong>massa de ar anormalmente quente</strong> sobre a Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-mapas-do-ecmwf-pintam-de-vermelho-a-semana-de-21-a-28-de-setembro-o-verao-vai-fazer-parte-do-mes-inteiro-1789473796196.jpg" data-image="skzwsj06hpie" alt="Anomalia da temperatura a 850 hPa" title="Anomalia da temperatura a 850 hPa"><figcaption>Uma massa de ar anormalmente quente instala-se sobre Portugal, com anomalias aos 850 hPa que poderão atingir 6 a 8 ºC. A configuração atmosférica ajuda a explicar a persistência de temperaturas elevadas à superfície.</figcaption></figure><p>O fenómeno torna-se particularmente evidente quando analisamos a anomalia da temperatura aos <strong>850 hPa</strong>, aproximadamente 1500 metros de altitude. Este nível permite acompanhar as características das massas de ar.</p><p>No início de segunda-feira, dia 21, os mapas da Meteored projetam anomalias aos 850 hPa que poderão rondar em altitude <strong>+6 ºC sobre a região de Lisboa e atingir cerca de +8 ºC no Noroeste da Península Ibérica</strong>.</p><h2>Até dia 28, o outono continuará à espera</h2><p>Naturalmente, poderão existir oscilações das temperaturas entre os diferentes dias e regiões, sobretudo devido à influência marítima junto ao litoral. No entanto, o sinal semanal é consistente. A<strong> semana de 21 a 28 de setembro deverá ser globalmente mais quente do que o normal em Portugal</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788762" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-nova-crista-africana-prevista-para-20-de-setembro-portugal-continua-sem-se-livrar-definitivamente-do-calor.html" title="Uma nova “crista africana” prevista para 20 de setembro: Portugal continua sem se livrar definitivamente do calor">Uma nova “crista africana” prevista para 20 de setembro: Portugal continua sem se livrar definitivamente do calor</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-nova-crista-africana-prevista-para-20-de-setembro-portugal-continua-sem-se-livrar-definitivamente-do-calor.html" title="Uma nova “crista africana” prevista para 20 de setembro: Portugal continua sem se livrar definitivamente do calor"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uma-nova-crista-africana-prevista-para-20-de-setembro-portugal-continua-sem-se-livrar-definitivamente-do-calor-1789433928632_320.jpg" alt="Uma nova “crista africana” prevista para 20 de setembro: Portugal continua sem se livrar definitivamente do calor"></a></article></aside><p>Depois de um mês já marcado por vários episódios de temperaturas elevadas, os últimos dias de setembro poderão, assim, prolongar uma <strong>sensação térmica muito mais próxima do verão</strong> do que do início do outono.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-mapas-do-ecmwf-pintam-de-vermelho-a-semana-de-21-a-28-de-setembro-o-verao-vai-fazer-parte-do-mes-inteiro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Toneladas de lulas: o Mar do Norte está a aquecer e agora também chegam os polvos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/toneladas-de-lulas-o-mar-do-norte-esta-a-aquecer-e-agora-tambem-chegam-os-polvos.html</link><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 11:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O que há nove anos era uma raridade representa hoje um quinto das capturas. A temperatura da água do Mar do Norte aumentou 4 ºC num século e os polvos encontraram o habitat perfeito para se multiplicarem.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/toneladas-de-calamares-el-mar-del-norte-se-esta-calentando-y-ahora-llegan-los-pulpos-1787533772276.jpg" data-image="2cl7e6308u9w" alt="calamares/lulas" title="calamares/lulas"><figcaption>A temperatura na zona sul do Mar do Norte, uma região de águas pouco profundas, aumentou cerca de 4 ºC nos últimos cem anos.</figcaption></figure><p>As redes dos pescadores belgas já não trazem o que era habitual. Onde antes abundavam os caranguejos e o bacalhau, <strong>surgem agora toneladas de polvos e lulas</strong>. A cadeia alimentar do Mar do Norte alterou-se, e o responsável por esta transformação é o aquecimento global.</p><p>Hans Polet, diretor científico do Instituto Flamengo de Investigação Agrícola e Pesqueira (ILVO), explicou-o numa entrevista à emissora pública suíça RTS. A temperatura na zona sul do Mar do Norte, uma região de águas pouco profundas, <strong>aumentou cerca de 4 ºC nos últimos cem anos</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Os ovos precisam que a água esteja entre os 9 e os 11 ºC para se desenvolverem e eclodirem. Antes, o Mar do Norte era demasiado frio, mas agora, segundo Polet, numerosas posturas conseguem sobreviver. Em suma, o frio deixou de ser uma barreira.</strong></div><p>Mas a temperatura é apenas uma parte do que mudou. A disponibilidade de alimento também aumentou. <strong>Caranguejos, camarões e arenques continuam a ser abundantes na região e tornam-se presas ideais para os polvos e as lulas</strong>. Ao mesmo tempo, um dos seus predadores naturais mais importantes, o bacalhau, está a desaparecer da região, uma vez que as águas mais quentes o impedem de se reproduzir com sucesso. Menos predadores e mais alimento: a fórmula perfeita para uma explosão demográfica.</p><h2>Um negócio que cresce à velocidade do mar</h2><p>A dimensão do fenómeno mede-se nas lotas. Tom Premereur, diretor da Lota Flamenga de Peixe, descreve a mudança com uma contundência que não deixa margem para dúvidas. <strong>Há apenas nove anos, praticamente não se pescavam lulas</strong>. «Hoje, constituem a maior parte das nossas capturas», afirmou. Segundo Premereur, os <strong>polvos de grandes dimensões são capturados regularmente há apenas dois anos</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Os números sustentam as suas palavras. Os cefalópodes (polvos, chocos e lulas) representam atualmente mais de um quinto do total das capturas da pesca marítima flamenga. Este foi o valor calculado pela Agência da Agricultura e Pesca Marítima do Governo Flamengo para o ano de 2025. </strong></div><p>Perante esta realidade, o mercado reagiu rapidamente. Com preços que oscilam entre os 5 e os 9 euros por quilo, a procura está a aumentar significativamente. <strong>Grande parte das capturas é agora exportada para o Mediterrâneo</strong>. Itália, o sul de França e Espanha recebem com grande procura esta nova produção, numa região onde a sobrepesca dizimou as populações locais de polvo e lula. <strong>O Mar do Norte tornou-se, assim, o novo fornecedor</strong>.</p><h2>Alemanha também sente o impacto</h2><p>O fenómeno não se limita à Bélgica. Na Alemanha, as práticas de pesca mudaram por completo. Daniel Oesterwind, chefe do departamento de lulas do Instituto Thünen de Pesca do Mar Báltico, apresentou os dados numa entrevista ao jornal taz. <strong>Em 2024, as lulas representaram entre 20 e 21% das receitas totais da pesca de arrasto de fundo alemã</strong>. Quatro anos antes, em 2020, esse valor era de apenas 1%.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/toneladas-de-calamares-el-mar-del-norte-se-esta-calentando-y-ahora-llegan-los-pulpos-1787533918631.jpg" data-image="ezby9l1dfv1i" alt="pesca" title="pesca"><figcaption>Os cefalópodes (polvos, chocos e lulas) representam atualmente mais de um quinto do total das capturas da pesca marítima.</figcaption></figure><p>Oesterwind esclarece que a presença destes animais não é acidental. Espécies como a <strong>lula-de-barbatana-longa e a lula-de-barbatana-curta estabeleceram-se de forma permanente no Mar do Norte</strong>. Antes eram capturadas de forma acidental; agora são habitantes permanentes. "Isto deve-se aos efeitos das alterações climáticas e, possivelmente, também a desequilíbrios no ecossistema", explicou o investigador.</p><p>"Adoro lulas, são animais realmente maravilhosos", confessou Oesterwind, acrescentando, no entanto, que <strong>as mudanças nos oceanos são "muito drásticas" do ponto de vista ecológico</strong>. Não é uma questão de gosto. É um alerta.</p><h2>O custo da abundância</h2><p>Os <strong>polvos e as lulas são predadores vorazes</strong>. "Comem tudo aquilo que conseguem dominar", alertou Oesterwind. Esta capacidade tornou-os intervenientes fundamentais no ecossistema de grande parte do Mar do Norte. A sua expansão não é neutra e está a reconfigurar as relações de predação e competição.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782372" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/saiba-como-as-alteracoes-climaticas-irao-agravar-a-desigualdade-global.html" title="Saiba como as alterações climáticas irão agravar a desigualdade global">Saiba como as alterações climáticas irão agravar a desigualdade global</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/saiba-como-as-alteracoes-climaticas-irao-agravar-a-desigualdade-global.html" title="Saiba como as alterações climáticas irão agravar a desigualdade global"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-como-as-alteracoes-climaticas-irao-agravar-a-desigualdade-global-1786042116893_320.jpg" alt="Saiba como as alterações climáticas irão agravar a desigualdade global"></a></article></aside><p><strong>O bacalhau é a grande vítima desta história</strong>. Na década de 1970, as suas populações no Mar do Norte rondavam as 270.000 toneladas. Em 2006, segundo o <em>Marine Stewardship Council</em>, tinham caído para cerca de 44.000 toneladas. Após uma recuperação parcial impulsionada por quotas de pesca mais rigorosas, <strong>a população voltou a diminuir</strong>.</p><p>Stefan Neuenfeldt, do Instituto Nacional Dinamarquês de Recursos Aquáticos, tentou explicar o fenómeno em 2020, numa entrevista à Euronews. "Na verdade, não conseguimos responder à questão de por que razão a população de bacalhau está a entrar em colapso", admitiu. Entre as possíveis causas estão o <strong>aquecimento da zona sul do Mar do Norte, a alteração das redes tróficas e uma menor taxa de reprodução</strong>. A ciência continua à procura de respostas definitivas.</p><h2>Uma nova ordem oceânica</h2><p>A expansão dos cefalópodes no Mar do Norte não é um fenómeno pontual. É um sintoma. <strong>Os polvos encontraram um refúgio onde antes não conseguiam sobreviver. As lulas transformaram uma rota migratória num habitat permanente</strong>. E os pescadores, entretanto, enchem os porões das suas embarcações com uma espécie que, há menos de uma década, praticamente não aparecia nas suas redes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="750876" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-lagoa-nao-precisa-de-filtros-e-mesmo-rosa.html" title="Esta lagoa não precisa de filtros: é mesmo rosa">Esta lagoa não precisa de filtros: é mesmo rosa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-lagoa-nao-precisa-de-filtros-e-mesmo-rosa.html" title="Esta lagoa não precisa de filtros: é mesmo rosa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esta-lagoa-nao-precisa-de-filtros-e-mesmo-rosa-1769372762610_320.jpg" alt="Esta lagoa não precisa de filtros: é mesmo rosa"></a></article></aside><p>Mas o crescimento da atividade pesqueira esconde uma transformação profunda. <strong>O ecossistema do Mar do Norte está a ser reescrito a um ritmo acelerado</strong>. O desaparecimento do bacalhau, a chegada de novos predadores e a reconfiguração da cadeia alimentar são peças do mesmo quebra-cabeças. O motor de toda esta transformação é o aumento da temperatura.</p><p>Oesterwind resumiu-o numa frase que sintetiza o dilema: a pesca sustentável exige um sistema de gestão e, atualmente, esse sistema não existe. <strong>O Mar do Norte já não é o mesmo que os pescadores das gerações passadas conheceram</strong>. A questão que fica no ar, como uma boia a flutuar na água, é se esta nova ordem trará estabilidade ou se, pelo contrário, marca apenas o início de uma instabilidade ainda maior.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/toneladas-de-lulas-o-mar-do-norte-esta-a-aquecer-e-agora-tambem-chegam-os-polvos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma nova “crista africana” prevista para 20 de setembro: Portugal continua sem se livrar definitivamente do calor]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-nova-crista-africana-prevista-para-20-de-setembro-portugal-continua-sem-se-livrar-definitivamente-do-calor.html</link><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 09:30:36 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de um ligeiro alívio térmico junto ao litoral, o calor prepara-se para ganhar novamente força em Portugal. Uma nova crista de ar quente, com origem em latitudes africanas, deverá provocar uma subida generalizada das temperaturas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb7qn8q"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb7qn8q.jpg" id="xb7qn8q"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois de vários dias marcados por temperaturas elevadas, esta terça-feira (15) traz algum alívio, sobretudo ao litoral Norte e Centro. No entanto, esta descida não significa o fim do calor. O interior continuará com valores elevados e, a partir do fim de semana, uma <strong>nova configuração atmosférica deverá provocar uma subida generalizada das temperaturas.</strong></p><h2>O dia de hoje traz uma descida acentuada junto ao litoral</h2><p>Esta terça-feira, dia 15, as temperaturas máximas continuam elevadas para a época do ano em grande parte do interior, onde alguns locais do Alentejo e do Centro poderão aproximar-se dos <strong>36 a 37 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-nova-crista-africana-prevista-para-20-de-setembro-portugal-continua-sem-se-livrar-definitivamente-do-calor-1789433533183.jpg" data-image="w39vgdg9vv6h" alt="Temperatura e configuração atmosférica" title="Temperatura e configuração atmosférica"><figcaption>Esta terça-feira traz um alívio significativo do calor junto ao litoral Norte e Centro, enquanto no interior as máximas continuam elevadas e poderão aproximar-se dos 37 ºC.</figcaption></figure><p>No entanto, comparativamente com segunda-feira, dia 14, a distribuição das temperaturas muda de forma bastante evidente junto à faixa costeira Norte e Centro.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Em zonas dos distritos de <strong>Leiria e Coimbra</strong>, a descida de temperaturas máximas (comparativamente a dia 14) poderá rondar localmente os <strong>10 ºC</strong>, enquanto em Aveiro e Porto deverá ser menos acentuada, mas ainda assim percetível. A proximidade do Atlântico permitirá assim um ambiente bastante mais ameno nestas regiões. <strong>Esta diferença entre litoral e interior deverá ser uma das características dos próximos dias</strong>.</p><h2>Noites continuam anormalmente amenas no interior</h2><p>Apesar do alívio diurno junto ao litoral, o calor continuará a fazer-se sentir no interior, inclusive durante a noite. Segundo os mapas da Meteored, na noite de quarta-feira, dia 16, pelas 23 horas, ainda poderão registar-se <strong>cerca de 24 a 25 ºC</strong> em alguns pontos do interior Centro e Alentejo.</p><p>As anomalias térmicas ajudam a perceber a dimensão desta situação. Este parâmetro compara a temperatura prevista para determinado local e hora com aquela que seria climatologicamente expectável para a mesma altura do ano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-nova-crista-africana-prevista-para-20-de-setembro-portugal-continua-sem-se-livrar-definitivamente-do-calor-1789433678871.jpg" data-image="62jdsi75hi80" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-428448">As noites continuam amenas em várias regiões do interior. Pelas 23 horas, alguns locais poderão ainda registar 24 a 25 ºC, com anomalias positivas próximas dos 5 ºC.</figcaption></figure><p>No interior Centro, as temperaturas poderão estar nessa altura da noite cerca de <strong>4 a 5 ºC acima do normal</strong>, enquanto junto à costa as anomalias serão consideravelmente mais reduzidas.</p><h2>A partir de sexta-feira os mapas voltam a “pintar-se” de vermelho</h2><p>Esta relativa estabilização não deverá durar muito. A partir de sexta-feira, dia 18, e sobretudo durante o fim de semana, as temperaturas deverão voltar a subir.</p><p>No sábado, dia 19, prevêm-se novamente anomalias positivas bastante generalizadas. Durante as horas mais quentes, vários locais poderão apresentar valores <strong>8 a 10 ºC acima do normal</strong>, com desvios localmente ainda superiores no Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-nova-crista-africana-prevista-para-20-de-setembro-portugal-continua-sem-se-livrar-definitivamente-do-calor-1789433753301.jpg" data-image="v410s4r2boi9" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"> <figcaption>O calor volta a intensificar-se no final da semana. No sábado, grande parte de Portugal poderá registar temperaturas entre 6 e 10 ºC acima do normal, com desvios localmente superiores.</figcaption></figure><p>Mas<strong> o que estará por detrás desta nova subida</strong>?</p><h2>Uma nova “crista africana” aproxima-se da Península Ibérica</h2><p>A configuração atmosférica prevista para o fim de semana é particularmente favorável ao transporte de ar quente para Portugal. Um <strong>anticiclone robusto deverá posicionar-se a norte/noroeste da Península Ibérica</strong>, enquanto em altitude se estabelece uma crista ou dorsal subtropical. Esta configuração favorece o transporte de uma massa de ar bastante quente proveniente de latitudes mais baixas, incluindo o Norte de África, em direção à Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-nova-crista-africana-prevista-para-20-de-setembro-portugal-continua-sem-se-livrar-definitivamente-do-calor-1789433928632.jpg" data-image="e60rhie042az" alt="Temperatura 925 hPa" title="Temperatura 925 hPa"><figcaption>Uma robusta região de altas pressões a norte da Península Ibérica favorecerá o transporte de uma massa de ar mais quente proveniente de latitudes mais baixas.</figcaption></figure><p>É aquilo a que frequentemente se chama uma <strong>“crista africana”.</strong> Uma extensão para norte de ar muito quente associado às latitudes subtropicais africanas, acompanhada por valores elevados de geopotencial em altitude.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-nova-crista-africana-prevista-para-20-de-setembro-portugal-continua-sem-se-livrar-definitivamente-do-calor-1789433972615.jpg" data-image="fjzamvx9mp8j" alt="Temperatura e geopotencial 850 hPa" title="Temperatura e geopotencial 850 hPa"><figcaption>A previsão do ECMWF evidencia uma massa de ar muito quente em altitude sobre a Península Ibérica, sinal da nova crista subtropical que deverá intensificar o calor à superfície.</figcaption></figure><p>O mapa de temperatura aos <strong>850 hPa</strong>, correspondente aproximadamente a 1500 metros de altitude, mostra claramente esta massa de ar quente sobre a Portugal e Espanha no domingo, dia 20. Este nível atmosférico é particularmente útil para identificar e acompanhar massas de ar em altitude, uma vez que sofre menos influência direta do aquecimento e arrefecimento da superfície.</p><h2>Domingo, dia 20: calor volta também ao litoral</h2><p>À superfície, as consequências desta configuração deverão tornar-se evidentes durante o fim de semana. A<strong> nova subida das temperaturas deverá abranger também várias zonas do litoral</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-nova-crista-africana-prevista-para-20-de-setembro-portugal-continua-sem-se-livrar-definitivamente-do-calor-1789434119479.jpg" data-image="1zhar2u2o7km" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>No domingo, a subida das temperaturas deverá ser generalizada e chegar também ao litoral, depois de vários dias em que a influência marítima ajudou a manter esta região mais fresca.</figcaption></figure><p>No domingo, dia 20, o ECMWF projeta novamente <strong>temperaturas muito elevadas em grande parte do território continental</strong>, sobretudo no interior Centro e Sul, mas com uma subida generalizada relativamente aos dias anteriores.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788737" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-abaixo-da-media-regressam-a-portugal-continental-descida-acentuada-inverte-anomalias-termicas.html" title="Temperaturas abaixo da média regressam a Portugal Continental: descida acentuada inverte anomalias térmicas">Temperaturas abaixo da média regressam a Portugal Continental: descida acentuada inverte anomalias térmicas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-abaixo-da-media-regressam-a-portugal-continental-descida-acentuada-inverte-anomalias-termicas.html" title="Temperaturas abaixo da média regressam a Portugal Continental: descida acentuada inverte anomalias térmicas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-abaixo-da-media-regressam-a-portugal-continental-descida-acentuada-inverte-anomalias-termicas-1789420981071_320.png" alt="Temperaturas abaixo da média regressam a Portugal Continental: descida acentuada inverte anomalias térmicas"></a></article></aside><p>Portugal continuará, portanto, sem se despedir definitivamente do calor. E este novo episódio poderá prolongar-se pelo início da semana seguinte, <strong>possivelmente até terça-feira, dia 22</strong>, embora a incerteza da previsão aumente naturalmente à medida que avançamos no horizonte temporal.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-nova-crista-africana-prevista-para-20-de-setembro-portugal-continua-sem-se-livrar-definitivamente-do-calor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Super El Niño entra na categoria “muito forte” ao alcançar +2 °C]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/super-el-nino-entra-na-categoria-muito-forte-ao-alcancar-2-c.html</link><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O El Niño 2026-2027 alcançou limiar de categoria “muito forte” ao registar +2 °C de anomalia relativa na região Niño 3.4 na última semana. O aquecimento está entre os mais precoces e intensos já observados, comparável com 1997.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-entra-na-categoria-muito-forte-ao-alcancar-2-c-1789386525748.png" data-image="2cyetnqwhst9" alt="A anomalia da superfície do mar em 12 de setembro de 2026 ressalta um Pacífico excecionalmente quente num globo praticamente todo aquecido. Créditos: Climate Reanalyzer." title="A anomalia da superfície do mar em 12 de setembro de 2026 ressalta um Pacífico excecionalmente quente num globo praticamente todo aquecido. Créditos: Climate Reanalyzer."><figcaption>A anomalia da superfície do mar em 12 de setembro de 2026 ressalta um Pacífico excecionalmente quente num globo praticamente todo aquecido. Créditos: Climate Reanalyzer.</figcaption></figure><p><strong>Segundo </strong>os<strong> dados da NOAA </strong>divulgados nesta<strong> segunda-feira (14)</strong>, a <strong>anomalia</strong> relativa da <strong>temperatura da superfície do mar</strong> (TSM) na região de monitorização do fenómeno El Niño (Niño 3.4) <strong>alcançou +2 °C pela primeira vez</strong> no evento de 2026-2027, entrando no limiar de<strong> categoria “muito forte”</strong>. Embora oficialmente a intensidade do El Niño seja estabelecida por uma média trimestral e não semanal, esta é a primeira semana dentro da categoria “muito forte”. Confira os detalhes.</p><h2>Aquecimento no Pacífico alcança +2 °C de anomalia</h2><p>Enquanto o mês de <strong>agosto</strong> foi de uma desaceleração do aquecimento no Oceano Pacífico Equatorial, com as<strong> anomalias estáveis</strong> por volta de<strong> 1,8 °C</strong>, a semana centrada em<strong> 9 de setembro </strong><strong>voltou a aquecer</strong> e, pela primeira vez em 2026, a anomalia alcançou <strong>+2 °C</strong>, o limiar de um evento <strong>“muito forte”</strong> - ou um <strong>“Super El Niño”</strong>, como a imprensa convencionou.</p><p>O<strong> gráfico abaixo</strong> mostra o comportamento das <strong>anomalias</strong> <strong>relativas</strong> de TSM desde setembro de 1981, início da série histórica disponibilizada pela NOAA, <strong>destacando</strong> as <strong>datas</strong> <strong>onde cada evento alcançou +2 °C</strong> de anomalia pela<strong> primeira vez. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-entra-na-categoria-muito-forte-ao-alcancar-2-c-1789386192491.png" data-image="hsyy2oewtcnt" alt="Primeira semana em que os eventos El Niño cruzaram o limiar de categoria muito forte (+2°C) na série histórica da NOAA. Créditos: Meteored." title="Primeira semana em que os eventos El Niño cruzaram o limiar de categoria muito forte (+2°C) na série histórica da NOAA. Créditos: Meteored."><figcaption>Primeira semana em que os eventos El Niño cruzaram o limiar de categoria muito forte (+2 °C) na série histórica da NOAA. Créditos: Meteored.</figcaption></figure><p>Nesta série histórica, a <strong>análise da Meteored destaca</strong> que o <strong>evento de 2026</strong> está <strong>praticamente empatado com 1997</strong>, um dos mais intensos da história, onde o limiar de <strong>+2 °C</strong> foi <strong>alcançado</strong> na semana centrada em <strong>3 de setembro</strong>, menos de 1 semana de diferença. </p><div class="texto-destacado">Considerando os demais eventos ‘muito fortes’, o aquecimento de +2 °C só foi alcançado entre o fim de setembro e o início de dezembro, destacando a excecionalidade do El Niño de 2026-2027.</div><p>Quando olhamos para os <strong>dados “brutos” de anomalias absolutas de TSM</strong>, ou seja, <strong>sem descontar o valor do “aquecimento de fundo” </strong>dos oceanos tropicais como a anomalia relativa faz, o aquecimento é <strong>ainda mais excecional</strong><strong> e aproxima-se de</strong> <strong>3 °C</strong> (+2,9 °C na última semana, segundo dados da NOAA). Isto quer dizer que o <strong>aquecimento médio dos oceanos tropicais </strong>está a <strong>adicionar</strong> praticamente <strong>1 °C</strong> na região do <strong>Pacífico Equatorial </strong>central. </p><h2>Aquecimento em 2026 é excecional</h2><p>O<strong> gráfico abaixo </strong>apresenta a <strong>evolução</strong> da <strong>TSM </strong>na <strong>região Niño 3.4 </strong><strong>desde 1981</strong>, principal área utilizada para a monitorização do El Niño. A <strong>linha vermelha</strong> representa o <strong>ano de 2026</strong>, enquanto a amarela corresponde a 2025. As linhas pretas mostram as normais climatológicas de referência (1982-2010 e 1991-2020) e as linhas cinzas representam os demais anos da série histórica.</p><div class="texto-destacado">A visualização deixa claro como a curva de 2026 passou a destacar-se das demais a partir do início de junho, alcançando valores sem precedentes para esta época do ano. A TSM média registada nos últimos dias tem se mantido próxima de 29,6°C, um valor excecional para a região.</div><p>Este comportamento reflete-se numa <strong>sequência histórica de recordes.</strong> Há mais de <strong>90 dias consecutivos</strong>, a temperatura diária da superfície do mar na região Niño 3.4 é a mais alta já observada para cada respetiva data desde o início da série histórica, em 1981.</p><p>Apesar disso, <strong>2026</strong> <strong>ainda não detém o recorde absoluto</strong> da série. O <strong>maior valor</strong> já registado na região Niño 3.4 ocorreu em <strong>novembro de 2015</strong>, quando a temperatura média diária atingiu<strong> 29,82°</strong><strong>C </strong>durante um dos mais intensos eventos de El Niño já observados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-entra-na-categoria-muito-forte-ao-alcancar-2-c-1789386412187.png" data-image="sofgs4kwpzrx" alt="Temperatura diária da superfície do mar na região de monitorização do El Niño (Niño 3.4) desde 1981, segundo dados da NOAA. Créditos: Climate Reanalyzer." title="Temperatura diária da superfície do mar na região de monitorização do El Niño (Niño 3.4) desde 1981, segundo dados da NOAA. Créditos: Climate Reanalyzer."><figcaption>Temperatura diária da superfície do mar na região de monitorização do El Niño (Niño 3.4) desde 1981, segundo dados da NOAA. Créditos: Climate Reanalyzer.</figcaption></figure><p>No entanto, a <strong>comparação com 2015 exige cautela</strong>. O <strong>recorde</strong> foi alcançado <strong>próximo ao pico daquele evento,</strong> enquanto <strong>o atual El Niño ainda está em fase de intensificação</strong> e estamos apenas em setembro. Por outras palavras, o fenómeno de <strong>2026</strong> ainda <strong>tem bastante espaço para continuar a aquecer</strong> nas próximas semanas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787833" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/investigadores-espanhois-descobrem-uma-ligacao-crucial-no-atlantico-para-a-previsao-dos-fenomenos-do-el-nino.html" title="Investigadores espanhóis descobrem uma ligação crucial no Atlântico para a previsão dos fenómenos do El Niño">Investigadores espanhóis descobrem uma ligação crucial no Atlântico para a previsão dos fenómenos do El Niño</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/investigadores-espanhois-descobrem-uma-ligacao-crucial-no-atlantico-para-a-previsao-dos-fenomenos-do-el-nino.html" title="Investigadores espanhóis descobrem uma ligação crucial no Atlântico para a previsão dos fenómenos do El Niño"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-espanhois-descobrem-uma-ligacao-crucial-no-atlantico-para-a-previsao-dos-fenomenos-do-el-nino-1788957034710_320.jpg" alt="Investigadores espanhóis descobrem uma ligação crucial no Atlântico para a previsão dos fenómenos do El Niño"></a></article></aside><p>As <strong>previsões</strong> dos <strong>principais modelos </strong>climáticos indicam um <strong>pico superior a 3 °C</strong> de anomalia na região Niño 3.4 <strong>entre outubro e novembro</strong>. Além disso, uma intensa reserva de águas quentes permanece armazenada abaixo da superfície do Pacífico tropical, fornecendo energia para a manutenção e possível intensificação do fenómeno. Caso este cenário se confirme, o <strong>recorde absoluto observado em 2015 provavelmente será superado até ao final do ano.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/super-el-nino-entra-na-categoria-muito-forte-ao-alcancar-2-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temperaturas abaixo da média regressam a Portugal Continental: descida acentuada inverte anomalias térmicas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-abaixo-da-media-regressam-a-portugal-continental-descida-acentuada-inverte-anomalias-termicas.html</link><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 08:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O dia de hoje traz uma descida acentuada das temperaturas máximas, especialmente no litoral de Portugal Continental. Esta descida, que pode ser até 10 ºC, trará de volta as anomalias térmicas negativas, ou valores abaixo da média.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb7pc52"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb7pc52.jpg" id="xb7pc52"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como mencionamos em previsões anteriores aqui na Meteored Portugal, <strong>o dia de hoje traz uma descida das temperaturas que deverá ser acentuada</strong>, especialmente, no litoral Centro do país, abrangendo uma parte do litoral Norte e ainda uma parte do litoral alentejano.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ainda que a faixa interior possa registar valores de temperatura máxima elevados, até 37 ºC, mantendo assim as anomalias térmicas positivas, ou valores acima da média,<strong> no litoral o cenário será outro, com algumas cidades a denotarem uma descida próxima ou igual a 10 ºC em 24h</strong>.</p><h2>Descida térmica traz de volta anomalias negativas</h2><p>A capital de distrito de <strong>Leiria poderá registar uma descida de 10 ºC</strong> entre o dia de ontem e o de hoje, passando de 33 ºC registados na segunda-feira, para 23 ºC esperados para o dia de hoje, terça-feira. <strong>Coimbra poderá contar com uma descida igualmente significativa</strong>, passando de 34 ºC para 25 ºC. <strong>Santarém também faz parte da lista</strong> de cidades com a descida mais acentuada, passando de 37 ºC para 29 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-abaixo-da-media-regressam-a-portugal-continental-descida-acentuada-inverte-anomalias-termicas-1789420907336.jpg" data-image="n3allrojqc1h" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>O dia de hoje, terça-feira, trará de volta os valores abaixo da normal climatológica (a azul) a Portugal Continental. </figcaption></figure><p>Ainda que as restantes capitais de distrito possam registar uma descida das temperaturas máximas,<strong> não é expectável que esta seja tão evidente como nas cidades supracitadas</strong>.</p><p>Tendo isto em conta, e olhando para o mapa acima, as <strong>anomalias térmicas irão inverter-se, especialmente nas áreas onde esta descida é mais acentuada</strong>. Ao contrário do dia de ontem, onde toda a geografia continental registou temperaturas acima da média, o dia de hoje contará com <strong>anomalias positivas</strong> (acima da média) na faixa interior e numa boa parte da região Norte e com<strong> anomalias negativas </strong>(abaixo da média) no litoral entre Porto e Lisboa, podendo abranger uma área maior da região Centro, e ainda no litoral alentejano e Barlavento Algarvio.</p><h2>Valores não deverão normalizar tão cedo</h2><p>De acordo com a mais recente atualização do nosso modelo de confiança, ECMWF, é <strong>esperado que o dia de hoje seja o dia com as anomalias negativas mais relevantes</strong>, uma vez que as temperaturas deverão manter-se ou subir ligeiramente nos próximos dias, mantendo Portugal Continental sob temperaturas geralmente acima da média.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788611" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-38-c-e-15-distritos-sob-aviso-amarelo-calor-aperta-hoje-em-portugal-antes-de-uma-descida-das-temperaturas.html" title="Até 38 ºC e 15 distritos sob aviso amarelo: calor aperta hoje em Portugal, antes de uma descida das temperaturas">Até 38 ºC e 15 distritos sob aviso amarelo: calor aperta hoje em Portugal, antes de uma descida das temperaturas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-38-c-e-15-distritos-sob-aviso-amarelo-calor-aperta-hoje-em-portugal-antes-de-uma-descida-das-temperaturas.html" title="Até 38 ºC e 15 distritos sob aviso amarelo: calor aperta hoje em Portugal, antes de uma descida das temperaturas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-38-c-e-15-distritos-sob-aviso-amarelo-calor-aperta-hoje-em-portugal-antes-de-uma-descida-das-temperaturas-1789382390428_320.png" alt="Até 38 ºC e 15 distritos sob aviso amarelo: calor aperta hoje em Portugal, antes de uma descida das temperaturas"></a></article></aside><p>Ainda segundo a mesma previsão, uma <strong>subida mais pronunciada das temperaturas é esperada para a reta final desta semana</strong>, trazendo de volta, especialmente no sábado, dia 19, as anomalias térmicas positivas elevadas, de até 10 ºC acima da média.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-abaixo-da-media-regressam-a-portugal-continental-descida-acentuada-inverte-anomalias-termicas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[“Não quer nada de sol”: a planta versátil que os floricultores recomendam para casas escuras]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nao-quer-nada-de-sol-a-planta-versatil-que-os-floricultores-recomendam-para-casas-escuras.html</link><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 07:06:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Existe uma espécie capaz de prosperar em cantos onde muitas plantas não sobrevivem. Tolera pouca luz e poucos cuidados, podendo permanecer dentro de casa durante anos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/no-quiere-nada-de-sol-la-planta-todoterreno-que-los-floricultores-recomiendan-para-casas-oscuras-1788228788486.jpg" data-image="9knvgu8j4ays" alt="planta" title="planta"><figcaption>Conhecida como "planta-de-ferro", a aspidistra tolera condições que podem ser difíceis para muitas outras plantas de interior.</figcaption></figure><p><strong>Há setores de uma casa que parecem condenados a ficar sem plantas</strong>: corredores, halls de entrada, cantos afastados das janelas ou divisões onde a luz natural chega com dificuldade. Nestes locais, muitas espécies perdem folhas, enfraquecem ou simplesmente deixam de crescer.</p><div class="texto-destacado">Existe uma planta que rompe com esta lógica e que os floricultores recomendam precisamente pela sua capacidade de suportar condições pouco favoráveis. É resistente, longeva, de crescimento lento e pode viver com muito menos luz do que uma boa parte das plantas de interior mais populares.</div><p>O floricultor espanhol Ángel Illescas define-a como uma autêntica <strong>planta "todo-terreno" </strong>e afirma que é especialmente adequada para principiantes. A sua recomendação mais importante parece mesmo ir contra o habitual: "não quer nada de sol", segundo explicou em declarações reproduzidas pelo Infobae.</p><h2>A planta que consegue sobreviver onde outras não conseguem</h2><p>A protagonista é a aspidistra (<em>Aspidistra elatior</em>), uma <strong>espécie clássica de interior que, durante décadas, fez parte de residências, galerias e pátios protegidos</strong>. A sua resistência não é apenas uma perceção popular, mas uma característica apoiada por diversas instituições botânicas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788067" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/fotoperiodo-como-as-plantas-sabem-que-o-verao-acabou.html" title="Fotoperíodo: como as plantas sabem que o verão acabou">Fotoperíodo: como as plantas sabem que o verão acabou</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/fotoperiodo-como-as-plantas-sabem-que-o-verao-acabou.html" title="Fotoperíodo: como as plantas sabem que o verão acabou"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fotoperiodo-como-as-plantas-sabem-que-o-verao-acabou-1789063896844_320.jpeg" alt="Fotoperíodo: como as plantas sabem que o verão acabou"></a></article></aside><p>A <em>Royal Horticultural Society</em> (RHS) inclui-a entre as <strong>plantas de interior mais fáceis de cultivar </strong>e destaca a sua capacidade de tolerar pouca luz, regas irregulares e variações de temperatura. A instituição sublinha ainda que pode ser mantida em locais afastados da luz intensa, o que alarga consideravelmente as opções para a posicionar dentro de casa.</p><p>A <em>North Carolina State University Extension</em> concorda e <strong>considera-a adequada mesmo para condições de “sombra profunda”</strong>, ou seja, áreas com menos de duas horas de sol direto ou sem qualquer exposição solar. Realça ainda a sua baixa necessidade de manutenção e a sua tolerância a períodos relativamente secos, desde que o solo tenha uma boa drenagem.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/no-quiere-nada-de-sol-la-planta-todoterreno-que-los-floricultores-recomiendan-para-casas-oscuras-1788229025605.jpg" data-image="5v6a140s185g" alt="planta" title="planta"><figcaption>A sombra e a luz indireta são as suas melhores aliadas: o sol intenso pode provocar queimaduras visíveis nas suas folhas.</figcaption></figure><p>Isto explica porque <strong>pode funcionar bem em corredores, halls de entrada ou ambientes com pouca luminosidade</strong>. No entanto, "não querer sol" não significa que ela possa viver na escuridão total, mas sim que se adapta especialmente bem à sombra e à luz ténue ou filtrada.</p><h3>O sol direto pode tornar-se o seu principal inimigo</h3><p>Illescas recomenda mantê-la protegida quando cultivada em pátios ou outros espaços exteriores, pois <strong>o sol forte pode causar danos visíveis nas suas folhas</strong>. Em ambientes interiores, por outro lado, consegue manter a sua folhagem verde característica mesmo quando está longe de uma janela.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Keeping the Aspidistra flying Looking better living outside than the ones in my house <a href="https://x.com/hashtag/Gardening?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Gardening</a> <a href="https://x.com/hashtag/Green?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Green</a> <a href="https://x.com/hashtag/Houseplants?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Houseplants</a> <a href="https://t.co/9um2WLBI4P">pic.twitter.com/9um2WLBI4P</a></p>— Makinggardens (@makinggardens) <a href="https://x.com/makinggardens/status/1740410692166107579?ref_src=twsrc%5Etfw">December 28, 2023</a></blockquote></figure><p>A RHS alerta ainda que a <strong>luz intensa ou direta pode queimar as folhas, enquanto a iluminação baixa ou indireta é muito mais favorável</strong>. Em condições de muita escuridão, a planta pode sobreviver, embora o seu crescimento seja ainda mais lento.</p><h3>O outro erro que a pode arruinar está na rega</h3><p>A sua fama de resistente não significa que possa ser regada de qualquer maneira. O <strong>excesso de água é um dos principais riscos para esta espécie</strong>, pois manter o substrato constantemente saturado pode afetar as raízes.</p><p>A RHS recomenda a rega de forma moderada durante a fase de crescimento e a <strong>redução da frequência nos meses frios</strong>. Alerta ainda que o encharcamento pode favorecer o apodrecimento das raízes, sendo fundamental que o vaso tenha uma drenagem eficiente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/no-quiere-nada-de-sol-la-planta-todoterreno-que-los-floricultores-recomiendan-para-casas-oscuras-1788229102569.jpg" data-image="n2pwoyapgzz0" alt="planta" title="planta"><figcaption>As suas folhas grandes e a baixa necessidade de manutenção explicam porque é que esta espécie volta a ganhar espaço na decoração de interiores.</figcaption></figure><p>Em vez de seguir um calendário rígido,<strong> convém verificar a humidade da terra antes de voltar a regar</strong>. Quanto menor for a luminosidade e quanto mais baixa for a temperatura, mais lentamente o vaso perderá água; por isso, as regas devem ser mais espaçadas.</p><h2>Cinco cuidados básicos para que dure muitos anos</h2><p>O seu nome popular em inglês, "<em>cast-iron plant</em>" (planta de ferro fundido), resume na perfeição a sua fama de<strong> espécie resistente</strong>. Ainda assim, alguns cuidados simples ajudam a manter a folhagem saudável e a evitar os problemas mais frequentes.</p><ul><li><strong>Luz:</strong> sombra ou iluminação indireta, evitando especialmente o sol forte.</li><li><strong>Rega:</strong> deixar o substrato perder parte da sua humidade antes de voltar a fornecer água.</li><li><strong>Drenagem:</strong> utilizar vasos com orifícios e evitar a acumulação de água.</li><li><strong>Limpeza:</strong> remover ocasionalmente o pó das folhas com um pano húmido.</li><li><strong>Transplante:</strong> fazê-lo apenas quando necessário, pois o seu crescimento é lento.</li></ul><p>A RHS indica ainda que <strong>tolera bem o ar relativamente seco das habitações</strong>, não necessitando, por isso, da elevada humidade ambiental exigida por muitas plantas tropicais. Esta característica torna-a ainda mais fácil de cuidar para quem está a começar a cultivar plantas de interior.</p><h2>Uma sobrevivente asiática que cresce de forma peculiar</h2><p>A aspidistra pertence à família <em>Asparagaceae</em>, e <strong>a sua origem está longe dos lares ocidentais onde acabou por se tornar famosa</strong>. O <em>Plants of the World Online</em>, a base de dados científica dos <em>Royal Botanic Gardens de Kew</em>, situa a <em>Aspidistra elatior</em> no sul do Japão e descreve-a como uma espécie perene e rizomatosa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761672" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/cinco-plantas-que-podem-crescer-na-agua-para-dar-um-toque-fresco-e-arejado-aos-seus-espacos.html" title="Cinco plantas que podem crescer na água para dar um toque fresco e arejado aos seus espaços">Cinco plantas que podem crescer na água para dar um toque fresco e arejado aos seus espaços</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/cinco-plantas-que-podem-crescer-na-agua-para-dar-um-toque-fresco-e-arejado-aos-seus-espacos.html" title="Cinco plantas que podem crescer na água para dar um toque fresco e arejado aos seus espaços"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cinco-plantas-que-pueden-crecer-en-agua-para-darle-un-toque-fresco-y-liviano-a-tus-ambientes-1774482326622_320.jpg" alt="Cinco plantas que podem crescer na água para dar um toque fresco e arejado aos seus espaços"></a></article></aside><p>Estes rizomas são caules subterrâneos dos quais surgem novas folhas, <strong>permitindo que a planta se expanda lentamente</strong>. A <em>North Carolina State University Extension</em> sublinha ainda que se trata de uma espécie de folhagem persistente e de crescimento lento, característica que explica porque pode permanecer no mesmo vaso durante longos períodos.</p><p>Graças a esta combinação de resistência, longevidade e capacidade de adaptação a ambientes difíceis, a aspidistra atravessou gerações e ainda mantém um dos seus nomes populares mais conhecidos: “a planta das avós”. E aquilo que, durante anos, pôde fazê-la parecer antiquada, hoje volta a torná-la uma <strong>opção especialmente prática para os cantos mais escuros da casa</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nao-quer-nada-de-sol-a-planta-versatil-que-os-floricultores-recomendam-para-casas-escuras.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Madeira sob aviso amarelo e laranja devido ao calor: saiba como estará o tempo nos arquipélagos portugueses esta semana]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/madeira-sob-aviso-amarelo-e-laranja-devido-ao-calor-saiba-como-estara-o-tempo-nos-arquipelagos-portugueses-esta-semana.html</link><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 06:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A Madeira começa a semana sob aviso devido ao calor, antes de uma descida das temperaturas. Nos Açores, o tempo será mais variável, com períodos de chuva e vento ao longo dos próximos dias.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb7ma06"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb7ma06.jpg" id="xb7ma06"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A semana começa com condições meteorológicas distintas nos dois arquipélagos portugueses. Enquanto a <strong>Madeira permanece sob a influência de temperaturas elevadas</strong>, nos Açores a instabilidade será mais frequente, com a passagem de períodos de chuva ao longo dos próximos dias.</p><p>De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a Costa Norte e o Porto Santo encontram-se sob <strong>aviso amarelo devido ao tempo quente</strong>, enquanto a Costa Sul e as Regiões Montanhosas da Madeira estão sob <strong>aviso laranja</strong>, devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima. Os avisos mantêm-se até às 18 horas desta terça-feira.</p><h2>Madeira começa terça-feira ainda sob calor intenso</h2><p>O calor continuará, assim, a ser o principal destaque meteorológico no arquipélago da Madeira durante esta terça-feira. As previsões do modelo europeu (ECMWF) apontam para <strong>temperaturas próximas dos 30 ºC no Funchal</strong> durante a tarde, enquanto na Calheta poderão rondar os 28 ºC.</p><p>Noutras localidades, como Santana e Machico, os valores deverão situar-se em torno dos 26 ºC, enquanto no Porto Santo são esperados aproximadamente 24 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-sob-aviso-devido-ao-calor-saiba-como-estara-o-tempo-nos-arquipelagos-portugueses-esta-semana-1789393960458.jpg" data-image="arots5u573f9" alt="O calor continuará a marcar esta terça-feira na Madeira" title="O calor continuará a marcar esta terça-feira na Madeira"><figcaption>O modelo europeu prevê temperaturas próximas dos 30 ºC no Funchal durante a tarde desta terça-feira, com valores elevados também noutras zonas da ilha.</figcaption></figure><p> Para além dos valores absolutos elevados, o episódio destaca-se também pelo afastamento em relação ao habitual para esta altura do ano. Durante a tarde desta terça-feira, as temperaturas poderão situar-se cerca de <strong>3 a 4 ºC acima da média climatológica</strong> em várias zonas da Madeira. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788594" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-anti-chuva-em-portugal-durante-7-dias-ha-uma-explicacao.html" title="Cúpula anti-chuva em Portugal durante 7 dias: 'há uma explicação'">Cúpula anti-chuva em Portugal durante 7 dias: "há uma explicação"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-anti-chuva-em-portugal-durante-7-dias-ha-uma-explicacao.html" title="Cúpula anti-chuva em Portugal durante 7 dias: 'há uma explicação'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-anti-chuva-em-portugal-durante-7-dias-ha-uma-explicacao-1789378743272_320.jpg" alt="Cúpula anti-chuva em Portugal durante 7 dias: 'há uma explicação'"></a></article></aside><p>Esta situação deverá, contudo, ser temporária. A partir de quarta-feira e, sobretudo, durante a segunda metade da semana, prevê-se uma <strong>descida das temperaturas</strong>, acompanhada por uma alteração gradual das condições meteorológicas.</p><h2>Temperaturas descem e podem surgir aguaceiros na Madeira</h2><p>Na quinta-feira, o cenário térmico será já bastante diferente. Segundo o ECMWF, as temperaturas deverão rondar os <strong>24 ºC no Funchal</strong>, 26 ºC na Calheta e valores próximos dos 21 a 23 ºC em vários locais do norte e leste da ilha.</p><p>As <strong>anomalias térmicas também deverão diminuir significativamente</strong>, aproximando-se dos valores normais para a época e podendo mesmo tornar-se ligeiramente negativas em alguns setores da ilha.</p><p>Ao mesmo tempo, poderão surgir <strong>aguaceiros fracos e localizados</strong>, sobretudo nas zonas montanhosas e vertentes da Madeira. Este sinal de precipitação surge essencialmente entre quinta e sexta-feira, sem que os mapas atuais apontem para quantidades particularmente significativas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-sob-aviso-devido-ao-calor-saiba-como-estara-o-tempo-nos-arquipelagos-portugueses-esta-semana-1789395941017.jpg" data-image="2497lqzxp2lb" alt="Aguaceiros poderão regressar à Madeira durante a segunda metade da semana" title="Aguaceiros poderão regressar à Madeira durante a segunda metade da semana"><figcaption>A precipitação prevista para quinta-feira deverá ser pouco significativa e localizada, incidindo sobretudo sobre áreas montanhosas da ilha da Madeira.</figcaption></figure><p> Na sexta-feira mantém-se a possibilidade de alguma precipitação localizada, embora sem sinais, para já, de um episódio de chuva generalizada ou particularmente intensa. Assim, depois do calor que marca o início da semana, o arquipélago deverá entrar numa fase <strong>mais amena e pontualmente instável</strong>. </p><h2>Açores terão uma semana mais variável</h2><p>Nos Açores, a evolução será diferente. As temperaturas permanecerão relativamente elevadas para meados de setembro, mas o elemento mais relevante será a <strong>alternância entre períodos mais secos e a ocorrência de aguaceiros</strong>, característica que deverá acompanhar vários momentos da semana.</p><p>Nesta terça-feira, as temperaturas durante a tarde poderão atingir aproximadamente <strong>29 ºC na Horta, 28 ºC em Ponta Delgada e 24 ºC em Angra do Heroísmo</strong>, segundo o modelo europeu.</p><p>Ao mesmo tempo, são previstos períodos de precipitação em diferentes pontos do arquipélago, embora de forma irregular e geralmente pouco intensa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-sob-aviso-devido-ao-calor-saiba-como-estara-o-tempo-nos-arquipelagos-portugueses-esta-semana-1789396148366.jpg" data-image="3orfhenycxck" alt="Aguaceiros dispersos marcam o início da semana nos Açores" title="Aguaceiros dispersos marcam o início da semana nos Açores"><figcaption>O ECMWF prevê precipitação dispersa em diferentes pontos do arquipélago durante esta terça-feira, num cenário de tempo variável.</figcaption></figure><p> Esta distribuição irregular da precipitação significa que <strong>as condições poderão variar consideravelmente entre ilhas e até ao longo do mesmo dia</strong>. Os aguaceiros deverão alternar com períodos sem precipitação, não se perspetivando, com os dados atuais, chuva persistente sobre todo o arquipélago. </p><p> Na quarta e quinta-feira continuará a existir possibilidade de precipitação, embora novamente de forma dispersa. A circulação atmosférica em torno do arquipélago favorecerá a manutenção de um cenário relativamente variável. </p><h2>Fim da semana com temperaturas amenas e algum vento</h2><p>Apesar da variabilidade do estado do tempo, as temperaturas não deverão sofrer alterações muito acentuadas nos Açores. Na quinta-feira, por exemplo, o ECMWF aponta para cerca de <strong>27 ºC na Horta, 26 ºC em Ponta Delgada e 24 ºC em Angra do Heroísmo</strong>.</p><p>No sábado, os valores deverão permanecer semelhantes, com cerca de 27 ºC em Ponta Delgada e na Horta e aproximadamente 25 ºC em Angra do Heroísmo.</p><p>A<strong> precipitação continuará a surgir de forma pontual </strong>entre sexta-feira e sábado, embora os mapas atualmente disponíveis não sugiram um episódio generalizado de chuva forte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-sob-aviso-devido-ao-calor-saiba-como-estara-o-tempo-nos-arquipelagos-portugueses-esta-semana-1789396429269.jpg" data-image="cz50fmht4aso" alt="Instabilidade pontual poderá persistir nos Açores até sábado" title="Instabilidade pontual poderá persistir nos Açores até sábado"><figcaption>Alguns aguaceiros poderão continuar a afetar pontualmente o arquipélago no sábado, intercalados com períodos sem precipitação.</figcaption></figure><p> O vento será outro elemento a acompanhar na reta final da semana. As projeções atuais mostram um <strong>reforço das rajadas entre sexta-feira e sábado</strong>, embora, para já, sem indicação de um episódio particularmente severo. Em algumas ilhas poderão ocorrer rajadas na ordem dos 30 a 40 km/h, localmente superiores. </p><p> No sábado, o modelo mostra valores próximos dos <strong>30 km/h em várias zonas</strong>, com alguns pontos a aproximarem-se dos 40 km/h. A evolução deste cenário deverá continuar a ser acompanhada, sobretudo porque a intensidade e distribuição do vento ainda poderão sofrer alterações nas próximas atualizações. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-sob-aviso-devido-ao-calor-saiba-como-estara-o-tempo-nos-arquipelagos-portugueses-esta-semana-1789396761654.jpg" data-image="vlemfpuss43a" alt="Vento poderá ganhar alguma intensidade nos Açores no sábado" title="Vento poderá ganhar alguma intensidade nos Açores no sábado"><figcaption>As projeções do ECMWF apontam para algum reforço das rajadas durante o sábado, embora sem sinais, para já, de vento particularmente severo.</figcaption></figure><blockquote><p>Em síntese, os dois arquipélagos terão <strong>cenários meteorológicos distintos ao longo desta semana</strong>. Na Madeira, o principal destaque será o calor desta terça-feira, seguido por uma descida das temperaturas e pelo aparecimento de alguns aguaceiros. Nos Açores, a variabilidade será maior, com períodos de chuva dispersa, temperaturas amenas a relativamente elevadas e algum reforço do vento na reta final da semana.</p> </blockquote><p>As previsões para os últimos dias do período ainda estão sujeitas a alterações, pelo que será importante acompanhar as próximas atualizações dos modelos meteorológicos, em <a href="https://www.tempo.pt/" target="_blank" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">tempo.pt</a>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/madeira-sob-aviso-amarelo-e-laranja-devido-ao-calor-saiba-como-estara-o-tempo-nos-arquipelagos-portugueses-esta-semana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A geografia não estuda somente capitais, países e mapas. Descubra o fascínio da ciência da "encruzilhada"!]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-geografia-nao-estuda-somente-capitais-paises-e-mapas-descubra-o-fascinio-da-ciencia-da-encruzilhada.html</link><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 05:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A geografia é uma ciência particularmente singular pela sua capacidade de compreender o espaço e as relações que nele se estabelecem. Tradicionalmente divide-se entre a Geografia Física e a Geografia Humana. Mas afinal o que torna a ciência da "encruzilhada" tão apelativa e única?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-geografia-nao-estuda-somente-capitais-paises-e-mapas-descubra-o-fascinio-da-ciencia-da-encruzilhada-1789235926711.jpg" data-image="qvxjg3029snj"><figcaption>A Geografia é a ciência que estuda o Planeta Terra e a interações entre a sociedade e o meio ambiente. Provém da junção de palavras "Geo" - Terra, e "Grafia" - escrita, isto é, a "Escrita da Terra."</figcaption></figure><p>A Geografia é uma ciência peculiar devido à sua <strong>capacidade única de compreender o espaço e as relações que nele se estabelecem</strong>.</p><div class="texto-destacado">Tradicionalmente, os seus saberes dividem-se pela <strong>Geografia Física</strong>, ramo dedicado ao estudo dos elementos e processos naturais, como o clima, o relevo, os oceanos, os ecossistemas e as alterações ambientais, e pela<strong> Geografia Humana</strong>, centrada nas sociedades, nas populações e nas suas dinâmicas demográficas, urbanas, económicas, culturais e políticas.</div><p>Apesar desta distinção, estes dois domínios estão profundamente interligados na medida em que <strong>a sociedade transforma o espaço</strong> e, simultaneamente, é <strong>condicionada pelas características e processos naturais</strong>.</p><h2>Uma ponte entre dois mundos, o físico e natural e o humano e urbano</h2><p>Deste modo, <strong>é inegável que existe uma vantagem evidente em que os profissionais desta ciência se apresentem simplesmente como geógrafos</strong>. E isto porque erigir uma 'barreira' que os restrinja a ser apenas "geógrafos físicos" ou "geógrafos humanos" distancia-os de uma 'ponte' que deve ser construída entre os dois domínios. </p><p>E porquê? <strong>Porque essa capacidade de articulação entre ambos os domínios - humano e físico - torna a Geografia uma disciplina do conhecimento mais forte</strong>, abrangente e absolutamente preparada para responder à complexidade dos problemas contemporâneos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-geografia-nao-estuda-somente-capitais-paises-e-mapas-descubra-o-fascinio-da-ciencia-da-encruzilhada-1789235776759.jpg" data-image="4c8qtykj994y"><figcaption>O geógrafo procura analisar a forma como as variáveis se conectam num mesmo território, oferecendo um "olhar geográfico" que permite perceber ligações e padrões mais rápido quiçá do que profissionais de outros áreas, característica que dota os profissionais geográfos de uma importância única.</figcaption></figure><p>Uma das competências mais distintivas da Geografia é a <strong>análise espacial</strong>, apoiada numa das suas históricas e fundamentais ferramentas: <strong>a Cartografia</strong>. O geógrafo, com o passar dos anos e da experiência de campo, adquire um <strong>autêntico "olho geográfico", capaz de interpretar rapidamente informação espacial e reconhecer padrões</strong>, distribuições, relações e interdependências que podem não ser imediatamente evidente para profissionais de outras áreas.</p><p>O geógrafo é então capaz de<strong> interpretar informação climatológica, ambiental e relacionada com as alterações climáticas</strong>, dados oceanográficos ou até mesmo fenómenos demográficos, urbanos e económicos, entre outros, procurando não apenas compreender cada variável isoladamente,<strong> mas também a forma como estas se conectam no território</strong>.</p><h2>O porquê de a geografia ser uma ciência da "encruzilhada"</h2><p>As capacidades anteriormente mencionadas resultam do carácter holístico da Geografia, uma característica quase única no contexto académico pela extraordinária diversidade de conceitos, métodos e conhecimentos que reúne. <strong>A Geografia cruza saberes das ciências naturais e sociais, integrando diferentes escalas e dimensões de análise. </strong><strong>Isto resulta precisamente na já referida "encruzilhada" </strong>de conhecimentos que permite construir uma compreensão mais completa, integrada e harmoniosa da realidade.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="727254" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/geografos-dizem-que-este-e-o-mapa-que-deveriamos-utilizar-africa-e-muito-maior-do-que-pensamos.html" title="Geógrafos dizem que este é o mapa que deveríamos utilizar: “África é muito maior do que pensamos”">Geógrafos dizem que este é o mapa que deveríamos utilizar: “África é muito maior do que pensamos”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/geografos-dizem-que-este-e-o-mapa-que-deveriamos-utilizar-africa-e-muito-maior-do-que-pensamos.html" title="Geógrafos dizem que este é o mapa que deveríamos utilizar: “África é muito maior do que pensamos”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-geografos-dicen-que-este-es-el-mapa-que-deberiamos-usar-africa-es-mucho-mas-grande-de-lo-que-pensamos-1756542386724_320.jpeg" alt="Geógrafos dizem que este é o mapa que deveríamos utilizar: “África é muito maior do que pensamos”"></a></article></aside><p>Portanto, <strong>a grande força do geógrafo não reside em optar entre o físico e o humano, mas em saber relacioná-los</strong>. Essa visão integrada surge como uma mais-valia essencial para compreender problemas, procurar soluções, apoiar decisões e contribuir para um funcionamento mais eficiente de empresas, organizações e a sociedade <em>per se</em>. Em última instância, o geógrafo tem o potencial de se distinguir de forma exímia como um profissional capaz de compreender o todo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-geografia-nao-estuda-somente-capitais-paises-e-mapas-descubra-o-fascinio-da-ciencia-da-encruzilhada.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 38 ºC e 15 distritos sob aviso amarelo: calor aperta hoje em Portugal, antes de uma descida das temperaturas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-38-c-e-15-distritos-sob-aviso-amarelo-calor-aperta-hoje-em-portugal-antes-de-uma-descida-das-temperaturas.html</link><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 13:25:49 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Entre hoje e amanhã poderá haver um contraste evidente nas temperaturas, mas este não será registado de forma homogénea. Confira aqui a previsão!</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/LG-DmiSnGIM/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=LG-DmiSnGIM" id="LG-DmiSnGIM"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A semana arranca com <strong>avisos de calor em 15 distritos</strong>, mas prevê-se uma descida térmica já a partir de amanhã, terça-feira. Até lá, apenas Bragança, Guarda e Faro se encontram isentos do aviso amarelo emitido pelo IPMA.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p><strong>Nas próximas horas os termómetros poderão alcançar os 38 ºC</strong> em vários pontos do interior de Norte a Sul, esperando-se também valores acima da média na faixa litoral, onde as capitais de distrito mais frescas deverão ser Viana do Castelo e Aveiro, com 24 e 28 ºC, respetivamente.</p><h2>Descida térmica à vista poderá ser "sol de pouca dura"</h2><p>Amanhã, dar-se-á uma<strong> descida generalizada das temperaturas</strong>, onde, ainda assim, a faixa interior pode registar valores até 37 ºC, já as capitais distritais do litoral não deverão ultrapassar os 25 ºC. Leiria poderá registar uma <strong>descida de até 10 ºC</strong>, passando de 33 ºC esperados para hoje para 23 ºC esperados para amanhã.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-38-c-e-15-distritos-sob-aviso-amarelo-calor-aperta-hoje-em-portugal-antes-de-uma-descida-das-temperaturas-1789382271513.jpg" data-image="8b07dm4eo3nb" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Este mapa apresenta a distribuição das temperaturas pelas 16h do dia de hoje, segunda-feira. A partir de amanhã, poderá denotar-se um contraste entre litoral e interior, devido à descida térmica prevista.</figcaption></figure><p>Esta <strong>tendência de descida deverá manter-se até quinta-feira</strong>, mas a mais recente atualização dos nossos mapas indica uma <strong>nova subida das temperaturas a partir de sexta-feira</strong>, dia 18. Até lá, na quarta-feira são esperadas temperaturas máximas compreendidas entre os 22 ºC em Aveiro e os 31 ºC em Évora e Beja. Na quinta-feira os valores deverão manter-se entre os 21 ºC em Viana do Castelo e os 33 ºC em Évora.</p><p>Na sexta-feira, o Sul do país deverá manter valores idênticos aos de quinta, mas o<strong> litoral Norte e Centro deverá registar uma subida</strong>, especialmente nos distritos de Braga, Porto e Coimbra. <strong>No sábado, esta subida poderá ser mais significativa e generalizada</strong>, trazendo de volta 30 ºC ou mais à maior parte das capitais de distrito.</p><h2>Noites vão arrefecer, mas também voltarão a aquecer</h2><p>Atenção às noites entre terça e quinta-feira, onde se espera uma descida térmica evidente, especialmente no Norte do país, contribuindo, assim, para um <strong>maior desconforto face às noites mais agradáveis</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788516" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-na-segunda-quinzena-de-setembro-em-portugal-eis-o-que-esperar-da-chuva-e-das-temperaturas-ate-ao-final-do-mes.html" title="Tempo na segunda quinzena de setembro em Portugal: eis o que esperar da chuva e das temperaturas até ao final do mês">Tempo na segunda quinzena de setembro em Portugal: eis o que esperar da chuva e das temperaturas até ao final do mês</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-na-segunda-quinzena-de-setembro-em-portugal-eis-o-que-esperar-da-chuva-e-das-temperaturas-ate-ao-final-do-mes.html" title="Tempo na segunda quinzena de setembro em Portugal: eis o que esperar da chuva e das temperaturas até ao final do mês"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-na-segunda-quinzena-de-setembro-eis-o-que-esperar-da-chuva-e-das-temperaturas-ate-ao-final-do-mes-1789332476337_320.jpg" alt="Tempo na segunda quinzena de setembro em Portugal: eis o que esperar da chuva e das temperaturas até ao final do mês"></a></article></aside><p>No entanto, e acompanhando a tendência de subida que se espera a partir de sexta-feira, é expectável que as noites voltem a aquecer também na reta final da semana, sendo esperado que na <strong>noite de sábado</strong>, pelas 22h, e <strong>à exceção de Bragança, todas as capitais distritais registem valores acima dos 20 ºC</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-38-c-e-15-distritos-sob-aviso-amarelo-calor-aperta-hoje-em-portugal-antes-de-uma-descida-das-temperaturas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A missão BepiColombo aproxima-se de Mercúrio após quase 8 anos e milhares de milhões de quilómetros percorridos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-missao-bepicolombo-aproxima-se-de-mercurio-apos-quase-8-anos-e-milhares-de-milhoes-de-quilometros-percorridos.html</link><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 12:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A missão conjunta da ESA e da JAXA ultrapassou uma das suas etapas mais delicadas e prepara agora a chegada dos seus dois orbitadores ao planeta.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-mision-bepicolombo-encara-por-fin-mercurio-tras-casi-8-anos-y-miles-de-millones-de-kilometros-recorridos-1789375034360.jpg" data-image="n1k3nk0q7671" alt="Mercúrio" title="Mercúrio"><figcaption>A missão BepiColombo prepara-se para chegar a Mercúrio após quase oito anos de viagens espaciais e milhares de milhões de quilómetros percorridos. Imagem: ESA.</figcaption></figure><p>A Agência Espacial Europeia (ESA) confirmou a separação do Módulo de Transferência a Mercúrio, uma manobra necessária<strong> antes de as duas sondas científicas da missão BepiColombo prosseguirem a sua trajetória</strong>. Trata-se de uma missão conjunta da ESA com a Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA) que tem como destino <strong>Mercúrio</strong>, o mais pequeno planeta rochoso do Sistema Solar.</p><p>Após a separação, o Orbitador Planetário de Mercúrio (MPO) e o Orbitador Magnetosférico de Mercúrio (MMO), denominado Mio, ficam preparados para a fase seguinte da viagem. <strong>A primeira aproximação está prevista para 21 de novembro</strong>, embora a chegada exija vários meses de operações especialmente complexas.</p><h2>BepiColombo enfrenta a última etapa da viagem</h2><p>O sinal captado pela antena de espaço profundo permitiu verificar o estado da nave após a separação. “O sinal recebido através da nossa antena de espaço profundo confirma que <strong>a sonda está em boas condições e operacional, como esperado</strong>. As sondas MPO e Mio estão agora a caminho da inserção na órbita de Mercúrio”, confirmou a ESA.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Mercury Transfer Module separation confirmed! <br><br>After nearly eight years in space and billions of kilometres travelled, <a href="https://x.com/hashtag/BepiColombo?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#BepiColombo</a>'s Mercury Transfer Module has successfully separated.<br><br>Signal acquired via our Cebreros deep-space antenna confirms the spacecraft is healthy <a href="https://t.co/es5v8DqpAT">pic.twitter.com/es5v8DqpAT</a></p>— European Space Agency (@esa) <a href="https://x.com/esa/status/2095510865294381374?ref_src=twsrc%5Etfw">September 3, 2026</a></blockquote></figure><p>O cronograma previsto prevê uma primeira aproximação para o dia 21 de novembro. No entanto, <strong>este momento não marcará a entrada imediata na órbita do planeta</strong>. Ignacio Tanco, chefe de Operações de Missões ao Sistema Solar Interior da ESA, explicou à agência EFE que “a BepiColombo não chegará a Mercúrio num momento específico, mas sim ao longo de vários meses de operações intensas e de alto risco”.</p><p>A missão chega assim a uma <strong>fase especialmente exigente após quase oito anos no espaço</strong>. O objetivo é posicionar separadamente os dois orbitadores científicos que constituem o núcleo da BepiColombo, cada um com uma função no estudo de Mercúrio.</p><h2>A BepiColombo estudará a superfície e o interior de Mercúrio</h2><p>O MPO pertence à ESA, enquanto o Mio foi fornecido pela agência japonesa JAXA.<strong> Ambos trabalharão em diferentes aspetos do planeta</strong> para obter informações sobre a sua composição, a sua estrutura e os processos que afetam o seu ambiente imediato.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-mision-bepicolombo-encara-por-fin-mercurio-tras-casi-8-anos-y-miles-de-millones-de-kilometros-recorridos-1789375111424.jpg" data-image="7wwcff1eqqzr" alt="Infografia da chegada da BepiColombo a Mercúrio" title="Infografia da chegada da BepiColombo a Mercúrio"><figcaption>Infográfico que mostra as diferentes fases da chegada da BepiColombo a Mercúrio (ESA). Imagem: ESA.</figcaption></figure><p>Entre as questões científicas que a BepiColombo irá abordar estão o <strong>funcionamento da magnetosfera, a sua relação com o vento solar e as características do interior de Mercúrio</strong>. Será também estudado o seu grande núcleo de ferro e a origem do seu campo magnético.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787156" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-atmosfera-de-saturno-volta-a-surpreender-uma-figura-gigante-e-misteriosa-de-dez-lados-foi-encontrada-no-polo-sul.html" title="A atmosfera de Saturno volta a surpreender: uma figura gigante e misteriosa de dez lados foi encontrada no polo sul">A atmosfera de Saturno volta a surpreender: uma figura gigante e misteriosa de dez lados foi encontrada no polo sul</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-atmosfera-de-saturno-volta-a-surpreender-uma-figura-gigante-e-misteriosa-de-dez-lados-foi-encontrada-no-polo-sul.html" title="A atmosfera de Saturno volta a surpreender: uma figura gigante e misteriosa de dez lados foi encontrada no polo sul"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-atmosfera-de-saturno-vuelve-a-sorprender-hallan-gigante-y-misteriosa-figura-de-10-lados-en-el-polo-sur-del-planeta-1788488940420_320.jpg" alt="A atmosfera de Saturno volta a surpreender: uma figura gigante e misteriosa de dez lados foi encontrada no polo sul"></a></article></aside><p>Os instrumentos da missão permitirão <strong>elaborar mapas da composição química e elementar da superfície, bem como obter imagens das suas formações</strong>. Com estes dados, os cientistas procuram “saber mais sobre a origem e a evolução de um planeta próximo da sua estrela progenitora” e reconstruir parte da sua história.</p><h2>As cinco grandes questões sobre Mercúrio</h2><p>A BepiColombo recebe este nome em homenagem a Giuseppe Colombo, matemático e engenheiro italiano do século XX especialmente reconhecido pelo seu trabalho sobre o planeta Mercúrio, e que era conhecido por Bepi Colombo. Entre as suas obras mais famosas está a explicação da rotação peculiar de Mercúrio: <strong>o planeta completa três voltas em torno do seu eixo enquanto realiza duas órbitas em torno do Sol</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-mision-bepicolombo-encara-por-fin-mercurio-tras-casi-8-anos-y-miles-de-millones-de-kilometros-recorridos-1789375197133.jpg" data-image="vl9sk5jslp9t" alt="Temas que a BepiColombo vai estudar em Mercúrio" title="Temas que a BepiColombo vai estudar em Mercúrio"><figcaption>A missão BepiColombo vai estudar a superfície de Mercúrio, o interior, o campo magnético e a magnetosfera com dois orbitadores científicos. Infografia: ESA.</figcaption></figure><p>Mercúrio está tão próximo da nossa estrela que é particularmente difícil colocar uma sonda na sua órbita. De facto, apesar de ser o planeta mais pequeno do Sistema Solar, alcançar <strong>Mercúrio impõe maiores dificuldades a uma sonda orbital do que chegar a Plutão</strong>. A BepiColombo será apenas a segunda missão orbital enviada para o planeta.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/oC7lQngNG3o/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=oC7lQngNG3o" id="oC7lQngNG3o"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p><strong>A missão pretende responder, entre outras, a cinco questões fundamentais sobre Mercúrio:</strong></p><ul><li>Onde se formou o planeta?</li><li>Existe realmente água em Mercúrio?</li><li>Mercúrio está vivo ou morto?</li><li>Porque apresenta uma superfície tão escura?</li><li>Qual é a origem do seu campo magnético?</li></ul><p>As respostas podem fornecer informações sobre a <strong>formação e evolução de Mercúrio</strong> e, ao mesmo tempo, ajudar a compreender melhor a história do Sistema Solar.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-missao-bepicolombo-aproxima-se-de-mercurio-apos-quase-8-anos-e-milhares-de-milhoes-de-quilometros-percorridos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cúpula anti-chuva em Portugal durante 7 dias: "há uma explicação"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-anti-chuva-em-portugal-durante-7-dias-ha-uma-explicacao.html</link><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 11:02:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal deverá permanecer praticamente sem chuva durante os próximos sete dias, apesar da passagem de depressões profundas pelo Atlântico Norte. A posição da dorsal e da corrente de jato explica este cenário seco e persistente.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb7jyye"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb7jyye.jpg" id="xb7jyye"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal Continental deverá atravessar os próximos sete dias praticamente sem chuva. A previsão do ECMWF entre esta segunda-feira, 14 de setembro, e a próxima segunda-feira, dia 21, <strong>mostra precipitação praticamente inexistente na generalidade do território.</strong> Esta “cúpula anti-chuva” traduz a persistência de condições atmosféricas pouco favoráveis à passagem de frentes e à ocorrência de precipitação significativa.</p><h2>Uma configuração atmosférica que mantém a chuva afastada</h2><p>A explicação encontra-se na circulação atmosférica sobre o Atlântico Norte e a Europa. Uma dorsal em altitude deverá prolongar-se do Atlântico subtropical em direção à Península Ibérica, favorecendo a descida do ar e a estabilidade atmosférica. <strong>Esta configuração dificulta a formação de nuvens capazes de produzir precipitação e mantém Portugal afastado da circulação mais perturbada.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-anti-chuva-em-portugal-durante-7-dias-ha-uma-explicacao-1789379059388.jpg" data-image="76slcu5rizsj"><figcaption>A extensa área de altas pressões no Atlântico deverá manter Portugal afastado da passagem das principais frentes, favorecendo a continuidade de condições secas durante os próximos dias.</figcaption></figure><p>Entre esta segunda e terça-feira, o Anticiclone dos Açores deverá apresentar-se robusto, com pressões superiores a 1030 hPa e uma área de altas pressões a prolongar-se em direção à Península Ibérica. A partir de quarta-feira, depressões profundas deverão avançar pelo Atlântico Norte e enfraquecer temporariamente a dorsal, <strong>mas sem conseguirem conduzir as frentes associadas até Portugal.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-anti-chuva-em-portugal-durante-7-dias-ha-uma-explicacao-1789378743272.jpg" data-image="34dn9cckllql"><figcaption>A corrente de jato deverá manter-se sobretudo a norte da Península Ibérica, favorecendo a passagem das depressões e das frentes atlânticas por latitudes mais elevadas e mantendo a precipitação afastada de Portugal.</figcaption></figure><p>A corrente de jato também terá um papel importante. Esta faixa de ventos fortes, situada a cerca de 9 a 10 quilómetros de altitude, <strong>deverá permanecer sobretudo a norte da Península Ibérica.</strong> A sua posição favorecerá a passagem das depressões e respetivas frentes por latitudes mais elevadas, deixando Portugal no lado mais estável e seco da circulação.</p><h2>Sete dias praticamente sem precipitação em Portugal</h2><p>Os efeitos desta configuração serão evidentes nos acumulados de precipitação. Até ao início de segunda-feira, 21 de setembro, o ECMWF<strong> prevê valores praticamente nulos na generalidade de Portugal Continental.</strong> Apenas no litoral Norte, sobretudo no extremo Noroeste, poderão ocorrer quantidades residuais, inferiores a 1 mm, enquanto grande parte do Centro e Sul poderá terminar o período sem precipitação mensurável.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-anti-chuva-em-portugal-durante-7-dias-ha-uma-explicacao-1789378291175.jpg" data-image="qix08wvz0hft"><figcaption>Ao fim de sete dias, a precipitação acumulada deverá ser praticamente inexistente em grande parte de Portugal Continental, com apenas quantidades residuais previstas no litoral Norte e sobretudo no extremo Noroeste.</figcaption></figure><p>A ausência de chuva será mais significativa no Norte e Centro quando comparada com o habitual para esta altura do ano. <strong>A previsão semanal do ECMWF apresenta anomalias negativas de precipitação em todo o território entre 14 e 21 de setembro</strong>, mais acentuadas nas regiões setentrionais, onde a chuva começa normalmente a ganhar maior expressão durante setembro.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788516" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-na-segunda-quinzena-de-setembro-em-portugal-eis-o-que-esperar-da-chuva-e-das-temperaturas-ate-ao-final-do-mes.html" title="Tempo na segunda quinzena de setembro em Portugal: eis o que esperar da chuva e das temperaturas até ao final do mês">Tempo na segunda quinzena de setembro em Portugal: eis o que esperar da chuva e das temperaturas até ao final do mês</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-na-segunda-quinzena-de-setembro-em-portugal-eis-o-que-esperar-da-chuva-e-das-temperaturas-ate-ao-final-do-mes.html" title="Tempo na segunda quinzena de setembro em Portugal: eis o que esperar da chuva e das temperaturas até ao final do mês"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-na-segunda-quinzena-de-setembro-eis-o-que-esperar-da-chuva-e-das-temperaturas-ate-ao-final-do-mes-1789332476337_320.jpg" alt="Tempo na segunda quinzena de setembro em Portugal: eis o que esperar da chuva e das temperaturas até ao final do mês"></a></article></aside><p>Entre quinta-feira e o fim de semana, algumas depressões profundas deverão atravessar o Atlântico Norte e aproximar-se do oeste da Europa. Mesmo com estes sistemas mais próximos, <strong>as frentes deverão continuar a passar a norte de Portugal, concentrando a precipitação sobretudo no Atlântico Norte e no norte da Europa.</strong> No final do período, a dorsal deverá reforçar-se novamente, prolongando as condições de estabilidade atmosférica sobre o território.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-anti-chuva-em-portugal-durante-7-dias-ha-uma-explicacao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Fotoperíodo: como as plantas sabem que o verão acabou]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/fotoperiodo-como-as-plantas-sabem-que-o-verao-acabou.html</link><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 10:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Num setembro que ainda vai a 30 ºC, as plantas começam a mudar de comportamento. Não estão a responder ao calor nem à chuva, estão a medir uma coisa muito mais fiável.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/fotoperiodo-como-as-plantas-sabem-que-o-verao-acabou-1789063896844.jpeg" data-image="28005l5102f8"><figcaption>Horta no fim do verão, quando cada sementeira nova passa a depender do tempo que falta até ao frio.</figcaption></figure><p>Há uma coisa curiosa que se repete todos os anos. Ainda faz calor, ainda não choveu como devia, e no entanto <strong>as plantas parecem saber que a estação virou</strong>. As alfaces espigam, os espinafres arrancam de vez, os morangueiros começam a preparar-se.</p><p>A explicação não está no termómetro. Está no relógio.</p><h2>As plantas não medem os dias, medem as noites</h2><p>O calor de um ano não é igual ao de outro. Há setembros de mais de 30 ºC e setembros frescos, há anos de seca e anos de chuva precoce. Uma planta que dependesse da temperatura para decidir quando florir enganava-se com frequência.</p><div class="texto-destacado"><strong>Fotoperíodo</strong><br>É a relação entre a duração do dia e da noite ao longo do ano. As plantas conseguem medi-la com precisão através de pigmentos nas folhas que reagem à luz, e usam essa informação para decidir quando crescer, quando florir e quando entrar em repouso.</div><p>E há um detalhe que muda a forma de entender tudo: <strong>aquilo que a planta mede com precisão não é a duração do dia, é a duração do período de escuridão</strong> contínua. Uma noite interrompida por luz, mesmo pouca, é lida como duas noites curtas em vez de uma longa.</p><h2>Três grupos de plantas, três comportamentos</h2><p>As plantas podem reagir de forma diferente ao fotoperíodo, classificando-se em plantas de dia longo, dia curto e dia neutro. <strong>Na tabela abaixo </strong>pode encontrar exemplos de culturas que se encaixam em cada uma das classificações. </p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Grupo</p></th><th scope="col"><p>Quando floresce</p></th><th scope="col"><p>Exemplos</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Dia longo</p></td><td><p>Com noites curtas, na primavera e verão</p></td><td><p>Alface, espinafre, rabanete, cebola</p></td></tr><tr><td><p>Dia curto</p></td><td><p>Com noites longas, no outono e inverno</p></td><td><p>Morangueiro, crisântemo, feijão</p></td></tr><tr><td><p>Dia neutro</p></td><td><p>Independentemente da duração do dia</p></td><td><p>Tomate, pepino, girassol</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Caracterização das plantas consoante a exigência em termos de horas de luz por dia para poderem florir. Fonte: Elaboração própria</td></tr></tbody></table><p>A designação é histórica e um pouco enganadora, porque <strong>na verdade as plantas de dia longo deviam chamar-se de noite curta</strong>. Ficou o nome antigo, mas o mecanismo é o da escuridão.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A planta não conta as horas de sol, conta as horas de escuridão seguida. É a única medida que não engana de ano para ano.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p> Isto explica situações que parecem contraditórias. Uma alface plantada em junho espiga com facilidade, porque as noites são curtas e ela lê isso como sinal de florir. <strong>A mesma alface em setembro, com as noites a crescer, mantém-se muito melhor em folha</strong>. É a razão pela qual as folhosas se dão melhor de outono a primavera. </p><h2>Setembro é o mês da viragem</h2><p>No equinócio, a 22 ou 23 de setembro, o dia e a noite ficam praticamente iguais em toda a parte. A partir daí, a noite passa a ser mais longa do que o dia, e é <strong>essa inversão que dispara uma série de comportamentos</strong>.</p><p>O morangueiro, que é planta de dia curto, começa a formar as gemas que darão a floração da primavera seguinte. <strong>É precisamente por isso que a plantação de outono faz sentido</strong>, e não por qualquer questão de temperatura.</p><p>O alho e a cebola fazem o contrário. <strong>Passam o inverno a crescer em folha e só engrossam o bulbo quando os dias voltam a alongar na primavera</strong>. Quem planta alho tarde de mais dá-lhe pouco tempo de folha antes desse sinal chegar, e o resultado são cabeças pequenas, por muito bom que seja o adubo.</p><h2>O que isto muda na prática</h2><p>Perceber isto muda três decisões concretas na horta.</p><p>A <strong>escolha da variedade deixa de ser detalhe</strong>. Em morangueiros, as chamadas de dia curto concentram a produção na primavera e as de dia neutro vão dando ao longo de muito mais tempo. São plantas diferentes com necessidades diferentes, e a etiqueta do viveiro diz sempre qual é.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fotoperiodo-como-as-plantas-sabem-que-o-verao-acabou-1789064126782.jpeg" data-image="vj443qxe8cca"><figcaption>Canteiros elevados com culturas diversas, uma organização que facilita a rotação de setembro em diante.</figcaption></figure><p><strong>A data de plantação passa a ter lógica em vez de ser tradição</strong>. Alho, cebola e morangueiro não se plantam no outono por hábito, plantam-se porque precisam de atravessar um período de dias curtos para produzirem bem.</p><p>E a<strong> iluminação artificial deixa de ser inofensiva</strong>. Uma planta de dia curto colocada perto de uma lâmpada acesa à noite, ou de um poste de rua, pode simplesmente não florir. É um problema real em varandas urbanas e explica muitos casos que parecem inexplicáveis.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764438" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/quando-a-terra-ilumina-a-lua-o-fenomeno-da-luz-cinzenta-e-como-observa-lo.html" title="Quando a Terra ilumina a Lua: o fenómeno da luz cinzenta e como observá-lo">Quando a Terra ilumina a Lua: o fenómeno da luz cinzenta e como observá-lo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/quando-a-terra-ilumina-a-lua-o-fenomeno-da-luz-cinzenta-e-como-observa-lo.html" title="Quando a Terra ilumina a Lua: o fenómeno da luz cinzenta e como observá-lo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cuando-la-tierra-ilumina-la-luna-el-fenomeno-de-la-luz-cenicienta-y-como-observarlo-1775553188481_320.jpeg" alt="Quando a Terra ilumina a Lua: o fenómeno da luz cinzenta e como observá-lo"></a></article></aside><p>Há uma coisa que o fotoperíodo tem e que a temperatura nunca terá: é absolutamente previsível. <strong>A duração do dia na sua localidade a 15 de outubro será exatamente a mesma este ano e no próximo</strong>. Se quiser acompanhar, as páginas de previsão do <a href="https://www.tempo.pt/" target="_blank" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">tempo.pt</a> indicam a hora do nascer e do pôr do sol e a duração do dia, e nesta altura do ano perdem-se cerca de dois a três minutos por dia. <strong>Ao fim de um mês são mais de uma hora de luz a menos, e as plantas notam isso muito antes de nós</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/fotoperiodo-como-as-plantas-sabem-que-o-verao-acabou.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[“Os topos das montanhas estão a ficar verdes”: o que a expansão da flora nas altitudes revela sobre o clima]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-topos-das-montanhas-estao-a-ficar-verdes-o-que-a-expansao-da-flora-nas-altitudes-revela-sobre-o-clima.html</link><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um estudo da Universidade de Viena confirma que as espécies que vivem a altitudes mais baixas podem agora sobreviver a altitudes mais elevadas — onde antes existiam apenas plantas nativas típicas do clima da região — devido ao aquecimento global.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-cimas-de-las-montanas-se-estan-volviendo-verdes-lo-que-la-expansion-de-la-flora-en-las-alturas-dice-del-clima-1789291931169.png" data-image="ba0xlbjkrxy6"><figcaption>O aquecimento global provoca a deslocação das espécies vegetais para altitudes mais elevadas.</figcaption></figure><p>Os cumes das montanhas estão a tornar-se mais verdes devido à quantidade de espécies vegetais que neles crescem. Um estudo recente da Universidade de Viena, publicado na revista <em>Science</em>, aponta que este aparente aumento da biodiversidade — observado ao longo de 20 anos nas montanhas europeias — esconde, no entanto, uma <strong>onda crescente de extinções de espécies locais</strong>.</p><h2>As plantas procuram as temperaturas mais baixas dos cumes</h2><p>O <strong>aumento das temperaturas faz com que as plantas das montanhas alterem as suas áreas de distribuição para se adaptarem</strong>. Como resultado, nas últimas décadas, as zonas de montanha a maiores altitudes têm recebido espécies vegetais que antes não se encontravam nestas cotas. À medida que aquece, as espécies de altitudes mais baixas expandem-se para as encostas de montanhas mais altas em busca de temperaturas mais amenas. </p><p>Aparentemente, isto representa um <strong>aumento da riqueza vegetal</strong>, mas não é algo positivo, uma vez que pode mascarar o declínio de espécies vegetais nativas de grandes altitudes — as quais, segundo estudos anteriores, são as mais vulneráveis ao aquecimento. </p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">European mountain summits may be gaining plant species as the climate warms, but that apparent boost in biodiversity is masking a growing wave of local extinctions, according to a 2-decade survey of European mountain summit plant communities.<br><br>Learn more in Science: <a href="https://t.co/LqGVrDjaAA">pic.twitter.com/LqGVrDjaAA</a></p>— Science Magazine (@ScienceMagazine) <a href="https://x.com/ScienceMagazine/status/2098092416217518418?ref_src=twsrc%5Etfw">September 10, 2026</a></blockquote></figure><p>Os autores salientam que as <strong>espécies vegetais expostas a um aquecimento mais intenso sofreram maiores perdas</strong>, e isso pode provocar uma diminuição da sua proliferação. A redução da cobertura vegetal em áreas expostas a temperaturas mais elevadas poderá ser um sinal de alerta precoce de futuras extinções alpinas. </p><h2>O desaparecimento de espécies locais é mais frequente nas zonas de montanha</h2><p>O estudo de investigação utilizou a rede GLORIA (Global Research and Observation Initiative in Alpine Environments) e analisou as <strong>comunidades vegetais de 62 cumes distribuídas por 16 regiões da Europa</strong> entre 2001 e 2022.</p><p>Os especialistas procuraram espécies que tivessem desaparecido entre um estudo e outro e <strong>examinaram se estas perdas locais de espécies estavam associadas ao aquecimento</strong>, a quedas anteriores na abundância destas plantas ou ao facto de uma espécie já se encontrar próxima do limite superior da sua faixa de altitude habitual para o seu habitat. Verificaram que <strong>as extinções locais de espécies aumentavam com o tempo e eram mais frequentes nas regiões montanhosas onde o aquecimento era mais intenso</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788080" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/primeiro-estudo-do-lancet-countdown-sobre-mudanca-climatica-alerta-as-cidades-estao-sufocando-e-adoecendo.html" title="Primeiro estudo do Lancet Countdown sobre alterações climáticas alerta: as cidades estão a sufocar e a adoecer">Primeiro estudo do Lancet Countdown sobre alterações climáticas alerta: as cidades estão a sufocar e a adoecer</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/primeiro-estudo-do-lancet-countdown-sobre-mudanca-climatica-alerta-as-cidades-estao-sufocando-e-adoecendo.html" title="Primeiro estudo do Lancet Countdown sobre alterações climáticas alerta: as cidades estão a sufocar e a adoecer"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-primer-estudio-de-lancet-countdown-sobre-salud-y-cambio-climatico-alerta-esta-asfixiando-y-enfermando-a-las-ciudades-1789018708592_320.jpeg" alt="Primeiro estudo do Lancet Countdown sobre alterações climáticas alerta: as cidades estão a sufocar e a adoecer"></a></article></aside><p>Os dados confirmam que as espécies tiveram <strong>maior probabilidade de desaparecer dos cumes que sofreram um aquecimento mais intenso nos últimos anos</strong>. As espécies mostravam-se mais vulneráveis perto dos limites inferiores das faixas de altitude que habitualmente ocupavam, devido às temperaturas mais elevadas, bem como em comunidades que passaram por uma maior termofilização — isto é, onde crescia um número maior de espécies adaptadas ao calor.</p><h2>As espécies alpinas perdem terreno</h2><p>Os autores do estudo declaram que, embora as deslocações para altitudes mais elevadas aumentem a riqueza de espécies locais nos cumes das montanhas, <strong>estes aumentos ocorrem à custa da perda de espécies que habitam altitudes mais elevadas</strong>. </p><p>Além disso, detetaram que as diminuições na abundância de espécies ocorreram pouco antes de muitas extinções locais, sugerindo que <strong>a redução da cobertura vegetal poderia constituir um claro sinal de alerta precoce de perdas vegetais iminentes</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-cimas-de-las-montanas-se-estan-volviendo-verdes-lo-que-la-expansion-de-la-flora-en-las-alturas-dice-del-clima-1789292133136.png" data-image="on8zuk2hdpl8"><figcaption>Vegetação que antes se encontrava em altitudes médias pode agora ser encontrada nos cumes, devido à subida das temperaturas.</figcaption></figure><p>As alterações observadas estão diretamente associadas ao degelo dos glaciares e indicam que <strong>já não restam sistemas naturais que não sejam modificados pelo aquecimento global</strong>. De qualquer modo, a definição de extinção local refere-se ao desaparecimento de espécies em parcelas de amostragem. E as parcelas de amostragem representam uma área reduzida da extensão total dos habitats alpinos. </p><p>No entanto, os resultados do estudo mostram <strong>tendências de declínio das espécies alpinas mais sensíveis às alterações climáticas</strong>, revelando uma nova evidência das alterações na biodiversidade associadas à crise climática.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Johannes%20Wessely%20et%20al." data-year="2026" data-title="Rising%20plant%20extinction%20rates%20on%20European%20mountain%20summits.%20Science393%2C1021-1026" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fscience.aed2974">Johannes Wessely et al.. (2026). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/science.aed2974" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Rising plant extinction rates on European mountain summits. Science393,1021-1026</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-topos-das-montanhas-estao-a-ficar-verdes-o-que-a-expansao-da-flora-nas-altitudes-revela-sobre-o-clima.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ciclone, furacão ou tufão: afinal, qual é a diferença?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ciclone-furacao-ou-tufao-afinal-qual-e-a-diferenca.html</link><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 08:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Furacão, tufão ou ciclone são três nomes que parecem designar fenómenos diferentes, mas que na realidade correspondem à mesma grande família de tempestades. Como nasce então um destes gigantes atmosféricos e o que o faz ganhar tanta força?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-furacao-ou-tufao-afinal-qual-e-a-diferenca-1789233366376.jpg" data-image="fnoovxy67w0o"><figcaption>Furacões, ciclones ou tufões são todos o mesmo fenómeno natural impressionante e acarretam um potencial destrutivo imenso. O nome que lhes é atribuído varia em função da área geográfica em que nascem.</figcaption></figure><p>Em primeiro lugar convém desde logo referir que <strong>ciclone, furacão ou tufão são todos o mesmo fenómeno meteorológico, associados a um estado do tempo severo</strong>. A grande diferença entre eles está, precisamente, na designação: varia sobretudo <strong>consoante a região do planeta onde o fenómeno ocorre</strong>.</p><h2>Quando o oceano aquece, a atmosfera entra em ação</h2><p>Os ciclones tropicais formam-se, em geral, sobre águas oceânicas muito quentes, com temperaturas superiores a cerca de 26,5-27 ºC. <strong>O calor e a humidade fornecidos pelo oceano alimentam fortes movimentos ascendentes do ar</strong>, associados a grandes nuvens de desenvolvimento vertical, como os cumulonimbus.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-furacao-ou-tufao-afinal-qual-e-a-diferenca-1789233265113.jpg" data-image="ki1nhi8ns7c1"><figcaption>A escala Saffir-Simpson classifica os furacões em cinco categorias de acordo com a intensidade dos seus ventos sustentados.</figcaption></figure><p>Para que o processo avance, é preciso uma perturbação atmosférica pré-existente, com alguma <strong>organização, convergência nos níveis baixos e rotação</strong>. À medida que<strong> o ar quente e húmido sobe, condensa e liberta calor, contribuindo para aprofundar uma área de baixa pressão</strong>. Se as condições forem favoráveis, o sistema organiza-se e intensifica-se.</p><p>Mas existe um "inimigo" poderoso: <strong>o cisalhamento vertical do vento</strong>. Quando a direção ou velocidade do vento varia significativamente com a altitude, pode desorganizar a estrutura do ciclone, <strong>dificultando a sua formação ou enfraquecendo um sistema já desenvolvido</strong>.</p><h2>Um só fenómeno, vários nomes pelo mundo</h2><p>A rotação da Terra dá origem ao efeito de Coriolis, essencial para conferir rotação aos ciclones tropicais. Por isso, estes sistemas não se formam muito habitualmente muito perto do Equador, onde o efeito é demasiado fraco. A direção da circulação também varia entre hemisférios: no hemisfério norte os ciclones tropicais rodam no sentido anti-horário, enquanto que no hemisfério sul rodam no sentido horário.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787728" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-nhc-confirma-que-o-inicio-da-temporada-dos-furacoes-no-atlantico-foi-o-mais-calmo-em-pelo-menos-60-anos.html" title="O NHC confirma que o início da temporada dos furacões no Atlântico foi o mais calmo em pelo menos 60 anos">O NHC confirma que o início da temporada dos furacões no Atlântico foi o mais calmo em pelo menos 60 anos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-nhc-confirma-que-o-inicio-da-temporada-dos-furacoes-no-atlantico-foi-o-mais-calmo-em-pelo-menos-60-anos.html" title="O NHC confirma que o início da temporada dos furacões no Atlântico foi o mais calmo em pelo menos 60 anos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/atlantic-s-hurricane-free-streak-could-be-history-making-here-s-what-s-going-on-with-the-quietest-start-in-60-years-1788628257775_320.jpg" alt="O NHC confirma que o início da temporada dos furacões no Atlântico foi o mais calmo em pelo menos 60 anos"></a></article></aside><p>E é precisamente a região onde ocorrem que determina o nome.<strong> No Atlântico Norte e leste do Pacífico são chamados furacões</strong>; no<strong> oeste do Pacífico, tufões</strong>; e, por fim, no<strong> Índico e no sul do Pacífico, ciclones tropicais</strong>. Quando atingem terra, fenómeno conhecido como <em>landfall</em>, tendem a perder força, sobretudo porque deixam de receber o fornecimento de energia de águas quentes e sofrem maior atrito sobre a superfície continental.</p><h2>No "olho do furacão": silêncio no coração do caos</h2><p>No centro de um forte ciclone tropical situa-se o <strong>famoso olho</strong>, uma região que pode apresentar condições surpreendentemente tranquilas e, por vezes, céu relativamente limpo. Em seu redor está a <strong>parede do olho</strong>, onde se concentram alguns dos ventos e das chuvas mais violentos do sistema.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/RGftISJruFY/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=RGftISJruFY" id="RGftISJruFY"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p><strong>Esta calmaria é, contudo, enganadora</strong>. Quando o olho percorre uma determinada região, a tempestade ainda não cessou. Pouco depois, a parede do olho regressa, com os ventos a soprar da direção oposta.</p><h3>Curiosidades: algumas das alegadas origens das palavras “Furacão” e “Tufão”</h3><p>E de onde são procedentes os nomes? A origem de <strong>furacão </strong>está associada às palavras indígenas das Caraíbas e ao nome maia <em><strong>Hurakan</strong></em>, enquanto <strong>tufão</strong> vem de uma etimologia mais disputada, relacionada com termos asiáticos como <em><strong>ṭūfān</strong></em> e <em><strong>tai fung</strong></em>, havendo também uma possível ligação ao grego<em> <strong>typhon</strong>.</em></p><p>O que é certo é que, na eventualidade de algum dia estarmos ao vivo perante<em> o </em>mesmo extraordinário mecanismo da natureza, seja ele furacão, ciclone ou tufão, assistiremos ao desenrolar de um <strong>gigantesco sistema atmosférico alimentado pelo calor do oceano e capaz de transformar energia em vento, chuva e destruição </strong>à escala de centenas de quilómetros.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ciclone-furacao-ou-tufao-afinal-qual-e-a-diferenca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item></channel></rss>