<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Wed, 09 Sep 2026 14:20:22 +0000</lastBuildDate><pubDate>Wed, 09 Sep 2026 14:20:22 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Mais resistente do que a potus e muito mais elegante: a planta de interior que está na moda]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/mais-resistente-do-que-a-potus-e-muito-mais-elegante-a-planta-de-interior-que-esta-na-moda.html</link><pubDate>Wed, 09 Sep 2026 13:37:38 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Esta espécie de origem tropical combina a resistência de um clássico com uma estética muito mais requintada.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mas-resistente-que-el-potus-y-mucho-mas-elegante-la-planta-de-interior-que-es-tendencia-1788785292741.jpg" data-image="osql2p4vu02k" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>A folhagem verde-escura e mate do cordatum, a nova favorita para os espaços interiores.</figcaption></figure><p>Famoso por suportar estoicamente descuidos, excessos e indiferença, o potus tem sido o rei absoluto das plantas de interior. E, embora mantenha o seu lugar entre as espécies mais populares e fáceis de cuidar, <strong>um forte concorrente aspira a tomar o seu lugar no trono</strong>.</p><p><strong>Estamos a falar do cordatum (<em>Philodendron cordatum</em>)</strong>, uma variedade tropical que combina uma resistência semelhante à do potus com uma estética muito mais elegante.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mas-resistente-que-el-potus-y-mucho-mas-elegante-la-planta-de-interior-que-es-tendencia-1788785382217.jpg" data-image="dmamuqf9zyrw" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>As folhas em forma de coração e com ponta fina distinguem o cordatum do potus tradicional.</figcaption></figure><p>Para um olho pouco treinado, é fácil confundi-las, mas existem diferenças marcantes. A principal reside na morfologia das suas folhas. <strong>No cordatum, têm forma de coração</strong>, com bordas suaves e uma ponta fina bem delineada.</p><p>Além disso, <strong>a sua textura é suave e mate</strong>, em contraste com o brilho ceroso do potus. A folhagem surge com um tom verde profundo e uniforme.</p><p>Embora existam versões com padrões de cor nas folhas, <strong>a variedade pura mantém um tom uniforme</strong> que confere distinção a qualquer ambiente.</p><h2>Como cresce: ritmo e formas de desenvolvimento</h2><p><strong>O cordatum pode crescer trepando ou pendendo</strong>. No seu habitat natural, utiliza as suas raízes aéreas para se fixar aos troncos das árvores e elevar-se em direção à luz. Dentro de casa, essa mesma flexibilidade permite orientá-la de duas maneiras:</p><p><strong>Com um suporte, para cima</strong>: se lhe for colocado um suporte de musgo ou fibra de coco, as raízes aéreas agarram-se com facilidade. Nesta configuração, as folhas tendem a atingir um tamanho consideravelmente maior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mas-resistente-que-el-potus-y-mucho-mas-elegante-la-planta-de-interior-que-es-tendencia-1788788973046.jpg" data-image="h4hoqljcvudd" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>O Philodendron cordatum cultivado com um suporte de musgo desenvolve folhas muito maiores à medida que trepa.</figcaption></figure><p><strong>Em queda livre</strong>: colocada em prateleiras altas ou vasos suspensos, a planta forma cascatas verdes densas e bem povoadas.</p><p>Cresce a um ritmo moderado durante o outono e o inverno. Com<strong> a chegada da primavera e do verão</strong>, acelera o surgimento constante de novos rebentos.</p><h2>Cuidados essenciais para a manter impecável</h2><p>Requer poucas intervenções <strong>simples, mas precisas</strong>:</p><p><strong>Luz e iluminação</strong>: prefere luz indireta e brilhante. Tolera recantos com menor luminosidade, embora o seu crescimento se torne mais lento. É fundamental evitar a luz solar direta, uma vez que a radiação intensa queima rapidamente a sua folhagem.</p><p><strong>Rega e substrato</strong>: o excesso de água é o seu principal inimigo. O ideal é regar apenas quando a camada superior do substrato estiver seca ao toque. Necessita de uma mistura de solo solto, rica em matéria orgânica e com excelente drenagem para evitar que as raízes apodreçam.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mas-resistente-que-el-potus-y-mucho-mas-elegante-la-planta-de-interior-que-es-tendencia-1788789063009.jpg" data-image="d7uvk671k5g8" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Limpar o pó das folhas mate uma vez por mês ajuda na fotossíntese e realça a sua beleza natural.</figcaption></figure><p><strong>Temperatura e humidade</strong>: prospera em intervalos entre os 18 °C e os 26 °C. Sofre com as geadas ou com correntes de ar frio prolongadas. Aprecia a humidade ambiente, pelo que pulverizar as suas folhas em épocas secas ajuda a conservar a sua cor atraente.</p><p><strong>Manutenção da folhagem</strong>: recomenda-se passar um pano macio e ligeiramente humedecido pelas folhas uma vez por mês, para remover o pó e desobstruir os poros.</p><ul></ul><h2>Reprodução simples na água ou no solo</h2><p>É muito simples multiplicar o cortadum. <strong>Basta cortar um pedaço de caule que inclua pelo menos um nó</strong>, que é o ponto onde nascem as folhas e as raízes aéreas</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mas-resistente-que-el-potus-y-mucho-mas-elegante-la-planta-de-interior-que-es-tendencia-1788789185224.jpg" data-image="n6su2zk39wyi" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>O excesso de água é o inimigo do cordatum: deixa a camada superior do substrato secar entre regas.</figcaption></figure><p> Ao colocar a estaca num recipiente com água limpa, as raízes começam a surgir em poucas semanas. Assim que o sistema radicular atingir alguns centímetros de comprimento, <strong>o novo exemplar pode ser transferido diretamente para um vaso com terra</strong>. </p><h3>Um pormenor a ter em conta se houver animais de estimação</h3><p>Tal como muitas plantas da família das aráceas, o Philodendron cordatum contém cristais de oxalato de cálcio. <strong>Pode ser tóxico para cães e gatos</strong> se for ingerido ou mastigado, uma vez que pode provocar irritação na boca ou na garganta.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786149" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/flores-nectar-e-vida-as-plantas-que-transformam-a-sua-varanda-num-refugio-para-abelhas-e-outros-polinizadores.html" title="Flores, néctar e vida: as plantas que transformam a sua varanda num refúgio para abelhas e outros polinizadores">Flores, néctar e vida: as plantas que transformam a sua varanda num refúgio para abelhas e outros polinizadores</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/flores-nectar-e-vida-as-plantas-que-transformam-a-sua-varanda-num-refugio-para-abelhas-e-outros-polinizadores.html" title="Flores, néctar e vida: as plantas que transformam a sua varanda num refúgio para abelhas e outros polinizadores"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/flores-nectar-y-vida-las-plantas-que-convierten-tu-balcon-en-un-refugio-para-abejas-y-otros-polinizadores-1787587281922_320.jpeg" alt="Flores, néctar e vida: as plantas que transformam a sua varanda num refúgio para abelhas e outros polinizadores"></a></article></aside><p>Por isso, se houver animais curiosos em casa, a melhor opção é cultivá-la na <strong>versão suspensa</strong> ou em prateleiras altas, fora do alcance deles.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/mais-resistente-do-que-a-potus-e-muito-mais-elegante-a-planta-de-interior-que-esta-na-moda.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mudanças na previsão a médio prazo: "talvez o El Niño esteja a afetar Portugal mais do que seria de esperar"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-na-previsao-a-medio-prazo-talvez-o-el-nino-esteja-a-afetar-portugal-mais-do-que-seria-de-esperar.html</link><pubDate>Wed, 09 Sep 2026 12:25:03 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As últimas atualizações do modelo europeu mostram um cenário diferente para as próximas semanas, marcado pela alternância entre vários padrões atmosféricos. Esta mudança aumenta a incerteza quanto à evolução do estado do tempo em Portugal.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-na-previsao-a-medio-prazo-talvez-o-el-nino-esteja-a-afetar-portugal-mais-do-que-seria-de-esperar-1788956422890.jpg" data-image="wlp7d60z58lc"><figcaption>Há uma probabilidade cada vez maior de a corrente de jato polar se deslocar para norte, algo que se relaciona com o aparecimento mais frequente de padrões como a NAO+.</figcaption></figure><p>As previsões do modelo europeu sofreram alterações importantes nos últimos dias e mostram agora um cenário incerto para as próximas semanas. Em vez de um padrão atmosférico claramente dominante, <strong>o ECMWF aponta para uma forte alternância entre três regimes</strong>: Crista Atlântica, NAO positiva (NAO+) e bloqueio. Esta sucessão <strong>poderá traduzir-se em mudanças relevantes no estado do tempo em Portugal</strong>.</p><h2>Do bloqueio à NAO+: o cenário mudou em poucos dias</h2><p><strong>Cada regime influencia a circulação atmosférica no Atlântico Norte</strong>. Numa fase de NAO+, intensifica-se a circulação de oeste, conduzindo as depressões para latitudes mais elevadas e favorecendo condições mais secas no sul da Europa. O bloqueio pode interromper esta circulação e manter configurações durante dias, enquanto a Crista Atlântica corresponde à expansão de altas pressões para norte no Atlântico, alterando a trajetória das depressões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-na-previsao-do-modelo-europeu-a-medio-prazo-o-el-nino-pode-estar-a-semear-o-caos-1788952681239.jpg" data-image="1tki1b4dl9ve"><figcaption>O ECMWF mostra uma forte alternância entre vários regimes atmosféricos nas próximas semanas, com a Crista Atlântica, a NAO+ e o bloqueio a sucederem-se sem que um padrão consiga assumir um domínio persistente.</figcaption></figure><p>Há poucos dias, o bloqueio surgia como o padrão dominante nas previsões de médio e longo prazo. <strong>As atualizações mais recentes mostram uma mudança de cenário, com a NAO+ a recuperar protagonismo e a Crista Atlântica também a ganhar expressão</strong>. Esta alternância poderá estar relacionada com a influência do El Niño, embora não seja possível estabelecer uma relação direta. O aquecimento anómalo das águas do Pacífico equatorial provoca alterações na circulação atmosférica global, cujos efeitos podem estender-se além do Pacífico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-na-previsao-do-modelo-europeu-a-medio-prazo-o-el-nino-pode-estar-a-semear-o-caos-1788952861966.jpg" data-image="zhm73cwybhun"><figcaption>A previsão aponta para uma atividade ciclónica tropical bastante inferior à média no Atlântico Norte entre 14 e 20 de setembro, com a Energia Ciclónica Acumulada (ACE) prevista a representar apenas cerca de 20% do valor climatológico.</figcaption></figure><p>Um sinal compatível com esta influência surge na atividade tropical. <strong>O El Niño tende a aumentar o cisalhamento vertical do vento no Atlântico tropical, dificultando a organização e intensificação dos ciclones</strong>. O ECMWF projeta uma Energia Ciclónica Acumulada no Atlântico Norte equivalente a apenas 20% a 50% da média climatológica entre meados de setembro e a primeira metade de outubro, enquanto setores do Pacífico apresentam valores superiores ao habitual.</p><h2>O que poderá significar esta mudança para Portugal?</h2><p>Em Portugal, esta evolução deverá traduzir-se num cenário quente e seco. <strong>Entre 14 e 21 de setembro, o ECMWF prevê temperaturas acima da média</strong>, com anomalias próximas ou superiores a 3 ºC em grande parte do território, <strong>enquanto a precipitação deverá ficar abaixo do habitual</strong>. Em altitude, as anomalias positivas do geopotencial aos 500 hPa revelam uma dorsal, configuração favorável à estabilidade atmosférica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-na-previsao-do-modelo-europeu-a-medio-prazo-o-el-nino-pode-estar-a-semear-o-caos-1788952850736.jpg" data-image="p3r6mi3x7ziy"><figcaption>Entre 14 e 21 de setembro, o ECMWF prevê anomalias positivas do geopotencial a 500 hPa sobre Portugal e grande parte da Europa, associadas à presença de pressões mais elevadas em altitude do que o habitual para a época.</figcaption></figure><p><strong>A partir de 21 de setembro, os mapas começam a mostrar uma mudança, com as anomalias térmicas a diminuírem e o défice de precipitação a tornar-se menos acentuado</strong>. Ao longo das semanas seguintes, no início de outubro, as temperaturas deverão aproximar-se dos valores normais, enquanto aumenta o sinal de precipitação. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787821" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-de-calor-entre-12-e-15-de-setembro-portugal-continental-prepara-se-para-um-novo-aumento-geral-das-temperaturas.html" title="Cúpula de calor entre 12 e 15 de setembro: Portugal continental prepara-se para um novo aumento geral das temperaturas">Cúpula de calor entre 12 e 15 de setembro: Portugal continental prepara-se para um novo aumento geral das temperaturas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-de-calor-entre-12-e-15-de-setembro-portugal-continental-prepara-se-para-um-novo-aumento-geral-das-temperaturas.html" title="Cúpula de calor entre 12 e 15 de setembro: Portugal continental prepara-se para um novo aumento geral das temperaturas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-de-calor-entre-12-e-15-de-setembro-portugal-continental-prepara-se-para-um-novo-aumento-geral-das-temperaturas-1788951527227_320.jpg" alt="Cúpula de calor entre 12 e 15 de setembro: Portugal continental prepara-se para um novo aumento geral das temperaturas"></a></article></aside><p>A alternância entre regimes reduz a confiança numa evolução persistente, deixando o cenário dependente das próximas atualizações do ECMWF.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-na-previsao-a-medio-prazo-talvez-o-el-nino-esteja-a-afetar-portugal-mais-do-que-seria-de-esperar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cúpula de calor entre 12 e 15 de setembro: Portugal continental prepara-se para um novo aumento geral das temperaturas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-de-calor-entre-12-e-15-de-setembro-portugal-continental-prepara-se-para-um-novo-aumento-geral-das-temperaturas.html</link><pubDate>Wed, 09 Sep 2026 11:33:16 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal prepara-se para uma nova subida acentuada das temperaturas a partir do fim de semana. Entre 12 e 15 de setembro, uma cúpula de calor poderá instalar-se sobre a Península Ibérica, com o auge do episódio a surgir dia 14.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb5w9s2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb5w9s2.jpg" id="xb5w9s2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A partir de sexta-feira, dia 11, uma massa de ar muito quente começará a ganhar terreno sobre a Península Ibérica, podendo dar origem a uma cúpula de calor que atingirá o seu auge entre os dias 12 e 15.</p><h2>Quarta-feira ainda com temperaturas próximas do normal</h2><p>Esta quarta-feira, dia 9, será marcada por temperaturas maioritariamente próximas da média climatológica, embora existam algumas diferenças regionais. Em determinados locais poderão ficar 2 a 3 ºC abaixo do habitual, enquanto noutros haverá anomalias positivas de magnitude semelhante.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-de-calor-entre-12-e-15-de-setembro-portugal-continental-prepara-se-para-um-novo-aumento-geral-das-temperaturas-1788951075989.jpg" data-image="x06irz1a0ryn" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O dia 9 ainda será marcado por temperaturas relativamente próximas da média climatológica, com um contraste evidente entre o litoral mais fresco e o interior mais quente.</figcaption></figure><p>Será também evidente o contraste entre o litoral, mais fresco devido à influência marítima, e o interior. <strong>Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja poderão registar máximas próximas dos 29 ºC</strong>, enquanto junto à faixa costeira os valores serão geralmente mais baixos.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Na quinta-feira, dia 10, começa a desenhar-se uma mudança. As temperaturas deverão subir, com alguns locais dos distritos de Lisboa e Setúbal a aproximarem-se ou alcançarem os <strong>30 ºC</strong>.</p><p>As anomalias térmicas positivas tornam-se igualmente mais evidentes, sobretudo durante as horas de maior aquecimento. Contudo, este sinal será essencialmente diurno: <strong>durante a noite, as temperaturas deverão permanecer bastante mais próximas da média climatológica.</strong></p><h2>Sexta-feira, dia 11 será o ponto de viragem</h2><p>A partir de sexta-feira, dia 11, o aquecimento deverá tornar-se mais generalizado. Os mapas da Meteored mostram uma extensa região anticiclónica no Atlântico acompanhada por <strong>anomalias térmicas positivas aos 850 hPa</strong>, aproximadamente 1500 metros de altitude.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-de-calor-entre-12-e-15-de-setembro-portugal-continental-prepara-se-para-um-novo-aumento-geral-das-temperaturas-1788951388251.jpg" data-image="p7onwfvb5x6q" alt="Anomalia da temperatura a 850 hPa" title="Anomalia da temperatura a 850 hPa"><figcaption>Uma extensa área de ar anormalmente quente em altitude aproxima-se da Península Ibérica. Este será um dos primeiros sinais da formação da cúpula de calor que deverá intensificar-se nos dias seguintes.</figcaption></figure><p>Esta configuração será importante para perceber o que vai acontecer nos próximos dias. Uma massa de ar excecionalmente quente em altitude irá começar a aproximar-se da Península Ibérica, enquanto a circulação anticiclónica favorece subsidência (movimento descendente do ar), estabilidade atmosférica e aquecimento adicional.</p><p>Será na sexta-feira que a formação<strong> <strong>de uma cúpula de calor</strong> se irá tornar percetível</strong>, embora seja durante o fim de semana que o fenómeno deverá intensificar-se.</p><h2>A cúpula de calor instala-se a partir de sábado</h2><p>No sábado, dia 12, o aumento das temperaturas será já bastante evidente. Nas horas de maior calor, grande parte dos distritos portugueses deverá apresentar valores médios próximos ou superiores aos <strong>30 ºC</strong>, incluindo várias zonas do litoral que nos dias anteriores terão beneficiado de temperaturas mais moderadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-de-calor-entre-12-e-15-de-setembro-portugal-continental-prepara-se-para-um-novo-aumento-geral-das-temperaturas-1788951443832.jpg" data-image="tn9p5c5h1ase" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O calor torna-se generalizado no sábado, com grande parte do território a aproximar-se ou ultrapassar os 30 ºC. No Vale do Tejo, alguns locais poderão chegar perto dos 38 ºC.</figcaption></figure><p>No interior, os valores serão ainda superiores. <strong>No distrito de Santarém e no Vale do Tejo, alguns locais poderão aproximar-se dos 38 ºC.</strong> Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja também deverão registar temperaturas elevadas para esta fase de setembro.</p><p>Esta situação resulta da persistência de uma massa de ar quente sobre a Península, reforçada pela configuração anticiclónica. Numa cúpula de calor, as altas pressões favorecem a descida e compressão do ar, dificultando simultaneamente a renovação da massa de ar quente junto à superfície.</p><h2>Dia 14 poderá marcar o auge do episódio</h2><p>Segundo a atual previsão do ECMWF, <strong>segunda-feira, dia 14, poderá ser um dos dias mais quentes deste episódio</strong>. O mapa de temperatura e geopotencial aos 850 hPa evidencia a temperatura de uma extensa massa de ar sobre o sudoeste europeu, abrangendo Portugal, Espanha e avançando também sobre França.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-de-calor-entre-12-e-15-de-setembro-portugal-continental-prepara-se-para-um-novo-aumento-geral-das-temperaturas-1788951589377.jpg" data-image="j86wh53vdsqk" alt="Geopotencial e temperatura a 850 hPa" title="Geopotencial e temperatura a 850 hPa"><figcaption>Uma massa de ar muito quente ocupa grande parte da Península Ibérica e estende-se em direção a França. Esta configuração em altitude ajuda a explicar a intensificação do calor à superfície.</figcaption></figure><p>Já o mapa de <strong>anomalia da temperatura aos 850 hPa permite perceber quão excecional é essa massa de ar relativamente ao que seria normal nesta altura do ano</strong>. Ou seja, não representa a temperatura que teremos à superfície, mas a diferença entre a temperatura prevista da massa de ar a cerca de 1500 metros e a média climatológica para esse nível da atmosfera.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-de-calor-entre-12-e-15-de-setembro-portugal-continental-prepara-se-para-um-novo-aumento-geral-das-temperaturas-1788951527227.jpg" data-image="23nb8pxmvhsg" alt="Anomalia da temperatura a 850 hPa" title="Anomalia da temperatura a 850 hPa"><figcaption>As anomalias em altitude poderão rondar os +8 ºC em Portugal e superar os +10 ºC noutros pontos da Península Ibérica, mostrando quão anormalmente quente será esta massa de ar para meados de setembro.</figcaption></figure><p>No dia 14, o ECMWF projeta <strong>anomalias que poderão rondar +8 ºC sobre Portugal e ultrapassar +10 ºC em partes da Península Ibérica</strong>, revelando a intensidade deste episódio.</p><h2>Até quando poderá durar?</h2><p>A fase mais intensa deverá concentrar-se <strong>entre 12 e 15 de setembro</strong>, mas a massa de ar quente poderá persistir sobre a região até aproximadamente <strong>16 ou 17 de setembro</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787820" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-39-c-no-sul-de-portugal-o-pico-de-calor-esta-previsto-para-segunda-feira.html" title="Até 39 ºC no sul de Portugal: o pico de calor está previsto para segunda-feira 14">Até 39 ºC no sul de Portugal: o pico de calor está previsto para segunda-feira 14</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-39-c-no-sul-de-portugal-o-pico-de-calor-esta-previsto-para-segunda-feira.html" title="Até 39 ºC no sul de Portugal: o pico de calor está previsto para segunda-feira 14"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-39-c-no-sul-de-portugal-o-pico-de-calor-esta-previsto-para-segunda-feira-1788951349842_320.png" alt="Até 39 ºC no sul de Portugal: o pico de calor está previsto para segunda-feira 14"></a></article></aside><p>Tratando-se ainda de uma previsão a vários dias de distância, a intensidade e duração exatas poderão sofrer ajustes. Ainda assim, os mapas apontam atualmente para uma clara escalada das temperaturas durante o fim de semana e início da próxima semana, com <strong>segunda-feira, dia 14, a destacar-se como potencial auge deste novo episódio de calor</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-de-calor-entre-12-e-15-de-setembro-portugal-continental-prepara-se-para-um-novo-aumento-geral-das-temperaturas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 39 ºC no sul de Portugal: o pico de calor está previsto para segunda-feira 14]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-39-c-no-sul-de-portugal-o-pico-de-calor-esta-previsto-para-segunda-feira.html</link><pubDate>Wed, 09 Sep 2026 10:57:37 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O tempo estável, seco e soalheiro dos próximos dias será acompanhado por uma subida gradual das temperaturas. O pico do episódio de calor poderá ser atingido na segunda-feira, 14 de setembro. Eis onde as máximas se aproximarão dos 40 ºC.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb5vtlq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb5vtlq.jpg" id="xb5vtlq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Dentro de poucos dias, de acordo com os mapas de referência da Meteored, ocorrerá o <strong>estabelecimento de uma região de altas pressões em formato de crista (Crista Atlântica)</strong>, que tenderá a dificultar a progressão das frentes e depressões atlânticas vindas de oeste, favorecendo o desenrolar de dias secos e estáveis, com céu geralmente limpo ou pouco nublado em grande parte da nossa geografia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-39-c-no-sul-de-portugal-o-pico-de-calor-esta-previsto-para-segunda-feira-1788950928408.jpg" data-image="cbnvk1dkighe"><figcaption>Crista anticiclónica a estender-se pelo Atlântico, abrangendo vários países da Europa Ocidental, entre os quais Portugal, Espanha e França.</figcaption></figure><p>A manutenção deste padrão durante um <strong>período de cerca de 4 dias</strong> deverá, adicionalmente, contribuir para uma <strong>subida das temperaturas, nalgumas regiões, para valores próximos dos 40 ºC</strong>.</p><h2>Novo episódio de temperaturas elevadas instala-se em Portugal continental entre sábado e terça</h2><p>Na origem da configuração sinóptica prevista entre sábado (12) e terça-feira (15) está uma <strong>crista anticiclónica</strong> que se estenderá pelo Atlântico próximo em direção à Península Ibérica, França e a outras zonas da Europa Ocidental.<strong> Tanto o modelo ECMWF, que merece a máxima confiança da Meteored Portugal, e o GFS, convergem numa subida gradual e consecutiva das temperaturas</strong> neste período de dias, cujo pico será atingido na segunda-feira (14).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-39-c-no-sul-de-portugal-o-pico-de-calor-esta-previsto-para-segunda-feira-1788950412181.jpg" data-image="ib7q5snk6d1t"><figcaption>Este mapa do modelo GFS confirma o cenário de calor intenso previsto também previsto pelo modelo ECMWF, convergindo na existência de uma cúpula de calor em redor da Península Ibérica na segunda-feira, 14 de setembro. Imagem: Tomer Burg | PolarWx</figcaption></figure><p>Como referido anteriormente, nos mapas de ambos os modelos torna-se evidente o surgimento de um padrão anticiclónico persistente no período entre sábado (12) e terça (15), com <strong>o máximo de intensidade térmica a ser possivelmente atingido na segunda-feira, 14 de setembro, dia que estará em foco na análise deste artigo</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>O que é uma cúpula de calor?<br></strong>O termo “cúpula de calor” foi cunhado por especialistas em meteorologia e pelos media para descrever uma situação de calor persistente associada a uma área de altas pressões ou a uma crista robusta e relativamente estacionária. O processo de subsidência do ar e a estabilidade atmosférica associadas a este padrão promovem a manutenção e, frequentemente, o reforço das temperaturas à superfície.</div><p>Por volta de segunda-feira (14), alguns dos cenários modelados começam a evidenciar uma possível entrada de ar mais quente e seco. Numa primeira fase, <strong>as altas pressões contribuirão para a estabilidade atmosférica, céu pouco nublado e maior eficácia do aquecimento diurno</strong>, porém, é possível que posteriormente, o calor seja reforçado pelo transporte de uma massa de ar quente e por alterações na circulação associadas ao desenvolvimento da depressão térmica no interior da Península Ibérica.</p><h2>Temperaturas poderão aproximar-se dos 40 ºC em alguns pontos de Portugal na segunda-feira 14</h2><p>Para segunda (14) espera-se uma jornada novamente marcada pela subida das temperaturas máximas para valores ainda mais elevados,<strong> algo que converge também com um mapa de anomalias térmicas positivas acentuadas, geralmente entre 8 e 10 ºC acima dos valores climatológicos de referência</strong>, exceto no Algarve onde serão consideravelmente mais suaves.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-39-c-no-sul-de-portugal-o-pico-de-calor-esta-previsto-para-segunda-feira-1788950232977.jpg" data-image="ecgrggfw65h8"><figcaption>As anomalias térmicas serão positivas e bastante acentuadas (+8 a 10 ºC) em quase todo o território de Portugal continental, exceto nalgumas localidades da faixa costeira ocidental e no Algarve.</figcaption></figure><p>Em termos de temperatura, olhando a grosso modo para as macro-regiões do país e começando pela <strong>Região Norte</strong>, constata-se a previsão de máximas entre 24 e 34 ºC nas capitais distritais (Viana do Castelo, Porto, Braga, Vila Real e Bragança), sendo que se prevê a possibilidade de registos superiores em localidades como<strong> Chaves (35 ºC), Ponte da Barca (35 ºC), Mirandela (36 ºC) e Amarante (37 ºC)</strong>.</p><p>De seguida, deitando o olhar pela <strong>Região Centro</strong>, prevê-se, para as capitais distritais (Aveiro, Coimbra, Leiria, Guarda, Viseu e Castelo Branco), um intervalo de temperaturas máximas ligeiramente superior ao da Região Norte - entre 26 ºC e 36 ºC, com possibilidade de serem registados valores localmente superiores em cidades, vilas e/ou povoações, tais como<strong> Sertã (37 ºC) e Vila Velha de Ródão (38 ºC)</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787749" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-vai-intensificar-se-gradualmente-ate-domingo-13-estas-localidades-de-portugal-poderao-atingir-os-38-a-40-c.html" title="'Calor vai intensificar-se gradualmente até domingo 13': estas localidades de Portugal poderão atingir os 38 a 40 ºC">"Calor vai intensificar-se gradualmente até domingo 13": estas localidades de Portugal poderão atingir os 38 a 40 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-vai-intensificar-se-gradualmente-ate-domingo-13-estas-localidades-de-portugal-poderao-atingir-os-38-a-40-c.html" title="'Calor vai intensificar-se gradualmente até domingo 13': estas localidades de Portugal poderão atingir os 38 a 40 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-vai-intensificar-se-gradualmente-ate-domingo-13-estas-localidades-de-portugal-poderao-atingir-os-38-a-40-c-1788887844645_320.jpg" alt="'Calor vai intensificar-se gradualmente até domingo 13': estas localidades de Portugal poderão atingir os 38 a 40 ºC"></a></article></aside><p>Passando agora à <strong>Região de Lisboa e Vale do Tejo</strong>, na segunda-feira 14 de setembro preveem-se máximas de 33 e 37 ºC para Lisboa e Santarém, respetivamente. Porém, à semelhança das regiões anteriormente analisadas, há locais onde as temperaturas diurnas previstas se destacam devido à possibilidade de valores superiores, tais como <strong>Coruche, Entroncamento, Golegã, Tomar e Abrantes (38 ºC)</strong>.</p><p>Analisando em concreto a singularidade relativa ao distrito de <strong>Setúbal</strong>, que apresenta um forte contraste geográfico entre a Península de Setúbal, a norte, e o Alentejo Litoral, a sul, inserindo-se tanto na Área Metropolitana de Lisboa, como no Alentejo.</p><div class="texto-destacado">A máxima prevista para a capital distrital de Setúbal é 27 ºC, valor que poderá ser explicado em grande medida pela proximidade do Estuário do Sado e do Atlântico, que favorecem uma maior influência marítima e um efeito térmico amenizador.</div><p> Porém, esse valor destoa claramente de muitas outras localidades do distrito, tais como <strong>Azeitão e Palmela (entre 31 e 32 ºC)</strong>, ou outras localidades mais orientais ou meridionais, tais como <strong>Poceirão, Pegões, Canha, Alcácer do Sal e Grândola (entre 35 e 38 ºC)</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-39-c-no-sul-de-portugal-o-pico-de-calor-esta-previsto-para-segunda-feira-1788950089331.jpg" data-image="498qqitlz8vr"><figcaption>Na próxima segunda-feira (14) prevê-se que os termómetros se aproximem dos 40 ºC no Sul de Portugal continental, destacando-se em particular o Alentejo.</figcaption></figure><p>Caminhando em direção ao <strong>Alentejo</strong>, constata-se máximas previstas entre 36 e 37 ºC nas principais capitais distritais, sendo elas Portalegre, Évora e Beja. Não obstante, há outras cidades, vilas e povoações que se salientam devido ao registo de valores localmente acima, tais como <strong>Mora e Ponte de Sor (ambas 39 ºC), Cuba, Avis e Serpa (38 ºC)</strong>.</p><p>Por fim, o <strong>Algarve</strong>, a região mais meridional de Portugal continental. Preveem-se 30 ºC para Faro, sendo que os mapas evidenciam claramente um contraste entre as localidades costeiras da costa sul algarvia, mais condicionadas pela proximidade ao oceano, e as localidades mais quentes, distribuídas pelo barrocal, serra algarvia e sotavento, tais como <strong>Monchique (31 ºC), Loulé (33 ºC) e Alcoutim (36 ºC)</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-39-c-no-sul-de-portugal-o-pico-de-calor-esta-previsto-para-segunda-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mergulhe nas aventuras marítimas do rei D. Carlos, o primeiro oceanógrafo português]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mergulhe-nas-aventuras-maritimas-do-rei-d-carlos-o-primeiro-oceanografo-portugues.html</link><pubDate>Wed, 09 Sep 2026 07:37:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O monarca liderou 12 campanhas científicas, trazendo do fundo do mar espécies até então nunca vistas, expostas no Aquário Vasco da Gama.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mergulhe-nas-aventuras-maritimas-do-rei-d-carlos-o-primeiro-oceanografo-portugues-1788197258840.jpg" data-image="8vcwry8u5ac6" alt="D. Carlos" title="D. Carlos"><figcaption>D. Carlos foi o primeiro a estudar o mar português, trazendo do fundo do Atlântico criaturas nunca vistas. Imagem trabalhada no Canva sobre foto de domínio público, Wikimedia Commons.</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Quando nos lembramos de <strong>D. Carlos I</strong>, o que imediatamente nos vem à memória é o fatídico episódio do <strong>regicídio</strong>. No dia 1 de fevereiro de 1908, o rei foi morto, em pleno Terreiro do Paço, em Lisboa, por republicanos e elementos da Carbonária. <strong>O seu legado</strong>, no entanto, <strong>está </strong><strong>vivo </strong>e perdura até aos dias de hoje. </p><p>D. Carlos dedicou-se a várias artes e interessou-se por distintos ramos da ciência. Mas, acima de tudo, foi um grande estudioso do mar português. Deixou uma obra internacionalmente reconhecida e é considerado <strong>um dos pioneiros mundiais da oceanografia</strong>. Foi ele o primeiro a conhecer e a divulgar a fauna do nosso mar.</p><p>Das profundezas do Atlântico, trouxe<strong> espécies</strong><strong> nunca vista</strong>s, descreveu como funcionam as correntes, estudou criaturas marinhas, como baleias, tubarões, tartarugas ou atuns, e provou, inclusive, que a vida não se extingue a partir dos 500 metros de profundidade, como até então se pensava.</p><h2>Um príncipe deslumbrado com o mar<br></h2><p>O fascínio pela ciência oceanográfica começou ainda em criança. <strong>Aos oito anos, ganhou do pai, o rei D. Luís I, As Vinte Mil Léguas Submarinas, de Júlio Verne</strong>. As aventuras do capitão Nemo, com profusas e minuciosas ilustrações de monstros marinhos, <strong>despertaram-lhe a vontade de explorar os abismos oceânicos da costa portuguesa</strong>, como irá fazer, mais tarde, ao largo de Setúbal.</p><p>Na juventude foi também profundamente influenciado por cientistas de renome, mas será o <strong>príncipe Alberto do Mónaco</strong>, um dos mais distintos oceanógrafos da época, que irá determinar a sua vocação pelo mar. Conheceu-o em Lisboa, com 15 anos, e ficou maravilhado com o seu iate e as histórias das campanhas marítimas. Manterá com ele uma forte ligação, durante longos anos, seguindo as suas pisadas.</p><h2>As campanhas marítimas do rei<br></h2><p>Durante mais de uma década, D. Carlos realizou 12 expedições científicas ao longo da costa portuguesa. <strong>O resultado destas missões foi uma coleção zoológica de valor histórico e científico incalculável.</strong> Até aos dias de hoje, este acervo continua a servir de referência para investigações sobre peixes e crustáceos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mergulhe-nas-aventuras-maritimas-do-rei-d-carlos-o-primeiro-oceanografo-portugues-1788197589639.jpg" data-image="q938w977kp0t" alt="Vinte mil Léguas Submarinas de júlio Verne" title="Vinte mil Léguas Submarinas de júlio Verne"><figcaption>A obra “Vinte Mil Léguas Submarinas”, de Júlio Verne, marcou a infância de D. Carlos. Imagem trabalhada no canva.com sobre ilustrações de domínio público,</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p> A Oceanografia portuguesa teve início a<strong> 1</strong><strong> de setembro de 1896</strong>, com a entrada de D. Carlos a bordo do iate 'D. Amélia'. O rei deu então início a um conjunto de expedições na costa atlântica nacional que se prolongaria até 1907. </p><p>Nas campanhas a bordo das embarcações – ao todo, teve quatro iates batizados com o nome da rainha – o monarca privilegiou as águas dos<strong> estuários</strong><strong> do </strong><strong>Tejo </strong>e do<strong> Sado </strong>e cursos adjacentes: os mares de Cascais, do cabo Espichel e de Sesimbra, entre o cabo da Roca e Sines.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Além do interesse científico, o rei esteve empenhado em estudar os recursos marinhos da costa portuguesa, procurando maximizar o rendimento da indústria e do comércio da pesca em Portugal. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Tratavam-se, nessa altura, das atividades económicas mais relevantes para o país que herdara para governar num contexto gravemente afetado por crises financeiras e políticas. Em 1898, dedicou-se, em especial, ao<strong> </strong>estudo sobre <strong>“A Pesca do Atum no Algarve”</strong>, obra editada pela Imprensa Nacional, Lisboa, em 1899.</p><h2>Marinheiros experientes e tecnologias de ponta</h2><p> Para as suas campanhas, o monarca contou com tripulações da Marinha criteriosamente selecionadas entre os militares mais experientes e especializados em missões científicas. </p><p>Muitos destes homens acompanharam-no ao longo de vários anos, destacando-se o famoso explorador Roberto Ivens. A equipa incluía ainda dois fiéis cães-de-água, que frequentemente auxiliavam no transporte de material científico entre a água e o iate.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O próprio rei, com frequência, lançava-se também ao mar. Conta-se que chegou a mergulhar de cabeça, num impulso, quando uma estranha criatura se aproximou da embarcação. Após capturar o animal, descobriu tratar-se de um cachalote-anão, que desenhou e enviou por carta ao seu amigo Alberto do Mónaco.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O conhecimento adquirido nas expedições nunca poderia ter vindo à tona sem uma enorme operação logística por detrás. <strong>O rei investiu, por isso, em tecnologias de última geração</strong>. A sala de fumo da D. Amélia III, por exemplo, foi pintada de branco e convertida em laboratório. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766069" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mais-que-um-mito-ciencia-confirma-polvo-gigante-de-19-metros-que-dominava-os-oceanos-na-era-dos-dinossauros.html" title="Mais que um mito: ciência confirma polvo gigante de 19 metros que dominava os oceanos na era dos dinossauros">Mais que um mito: ciência confirma polvo gigante de 19 metros que dominava os oceanos na era dos dinossauros</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mais-que-um-mito-ciencia-confirma-polvo-gigante-de-19-metros-que-dominava-os-oceanos-na-era-dos-dinossauros.html" title="Mais que um mito: ciência confirma polvo gigante de 19 metros que dominava os oceanos na era dos dinossauros"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mas-que-un-mito-la-ciencia-confirma-un-pulpo-gigante-de-19-metros-que-dominaba-los-oceanos-en-la-era-de-los-dinosaurios-1777038975522_320.jpg" alt="Mais que um mito: ciência confirma polvo gigante de 19 metros que dominava os oceanos na era dos dinossauros"></a></article></aside><p>A bordo seguiam diversos instrumentos de precisão, como termómetros de inversão, densímetros, dragas, arrastos, sondas e flutuadores derivantes para o estudo das correntes. </p><p>Destacava-se ainda o famoso <strong>espinhel</strong>, uma linha com múltiplos anzóis adaptada pelo monarca para a pesca profunda a cerca de dois mil metros — uma proeza numa época em que a comunidade científica acreditava que a vida marinha não existia além dos 500 metros de profundidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mergulhe-nas-aventuras-maritimas-do-rei-d-carlos-o-primeiro-oceanografo-portugues-1788197979457.jpg" data-image="85j7ctbcxroo" alt="Retratos de D. carlos" title="Retratos de D. carlos"><figcaption>D. Carlos a bordo do Amélia IV (à direita) e o seu retrato com uniforme de Grão-Mestre da Ordem de Santiago (à esquerda). Imagem trabalhada no Canva sobre fotos de domínio público,</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>O legado científico de D. Carlos foi partilhado com o público em diversos momentos. A Escola Politécnica, a Sociedade de Geografia de Lisboa e o Aquário Vasco da Gama, em Algés, foram algumas das instituições nacionais que acolheram<strong> exposições </strong>dos seus espécimes, instrumentos e materiais.</p><p>Internacionalmente, o seu trabalho alcançou grande visibilidade na<strong> Exposição</strong><strong> Universal de Milão</strong>, em 1906, e, já após a sua morte, numa mostra realizada no Rio de Janeiro. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>D. Carlos também enviou algum material, sobretudo peixes e invertebrados, para as coleções do Museu Nacional de História Natural de Paris e para o Museu Britânico de Londres, que ainda hoje estão expostas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A maior parte do espólio, no entanto, está no Aquário Vasco da Gama, que o rei mandou construir para as comemorações dos 400 anos do descobrimento do caminho marítimo para a Índia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mergulhe-nas-aventuras-maritimas-do-rei-d-carlos-o-primeiro-oceanografo-portugues-1788198114043.png" data-image="7mgtd2oazbok" alt="Coleção do rei D. Carlos" title="Coleção do rei D. Carlos"><figcaption>O acervo de D. Carlos ainda hoje é uma referência para investigadores de zoologia. Imagem trabalhada no Canva sobre fotos do website da Marinha tesourosdorei.com</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Inaugurado em 1898, em Algés, no município de Oeiras, é o<strong> mais</strong><strong> antigo museu-aquário aberto do mundo</strong> e é ali que estão mais de 300 espécies marinhas vivas e milhares de exemplares de água doce e salgada em exposição.</p><h2>O espólio do rei no Aquário Vasco da Gama</h2><p>O acervo do rei inclui instrumentos, estudos, apontamentos, notas pessoais e aguarelas coloridas. O destaque vai, naturalmente, para os tesouros que trouxe do fundo do mar – esponjas de diferentes formas, aranhas-do-mar, cavalos-marinhos, enguias, caranguejos ou camarões conservados em belíssimos frascos de vidro antigos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mergulhe-nas-aventuras-maritimas-do-rei-d-carlos-o-primeiro-oceanografo-portugues-1788198243396.jpg" data-image="kmguz804jspf" alt="Aquário Vasco da Gama" title="Aquário Vasco da Gama"><figcaption>A coleção do rei pode ser visitada no Aquário Vasco da Gama, em Algés. Foto: Vitor Oliveira, Torres Vedras, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p> Alguns exemplares foram preservados através da naturalização — uma técnica distinta da tradicional taxidermia ou empalhamento —, como <strong>tartarugas gigantes</strong>, o peixe-lua, as andorinhas-do-mar e o<strong> tubarão-demónio</strong>. </p><p>Este último foi assim batizado pelo próprio monarca, que inicialmente julgou tratar-se de uma nova espécie. Embora inédito no Atlântico, o animal já havia sido avistado no oceano Pacífico. Há, portanto, uma imensidão de mar português desvendada por D. Carlos que hoje é possível descobrir numa visita ao Aquário Vasco da Gama. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Sousa%20Reis%2C%20C.%20e%20Costa%2C%20M.J." data-year="" data-title="Investiga%C3%A7%C3%A3o%20oceanogr%C3%A1fica%20e%20coopera%C3%A7%C3%A3o%20internacional.%20Janus%20online.%20(1998)" data-url="https%3A%2F%2Fwww.janusonline.pt%2Farquivo%2F1998%2F1998_6_4.html">Sousa Reis, C. e Costa, M.J.. <a href="https://www.janusonline.pt/arquivo/1998/1998_6_4.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Investigação oceanográfica e cooperação internacional. Janus online. (1998)</a>.</cite><br><cite data-author="Saldanha%2C%20L.%20e%20R%C3%A9%2C%20P." data-year="" data-title="One%20Hundred%20Years%20of%20Portuguese%20Oceanography.%20In%20the%20footsteps%20of%20King%20Carlos%20de%20Bragan%C3%A7a.%20Publica%C3%A7%C3%B5es%20avulsas%20do%20Museu%20Bocage%2C%202%C2%AA%20s%C3%A9rie%2C%20(1997)." data-url="https%3A%2F%2Fcvc.instituto-camoes.pt%2Fciencia%2Fe78.html%23nota01">Saldanha, L. e Ré, P.. <a href="https://cvc.instituto-camoes.pt/ciencia/e78.html#nota01" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">One Hundred Years of Portuguese Oceanography. In the footsteps of King Carlos de Bragança. Publicações avulsas do Museu Bocage, 2ª série, (1997).</a>.</cite><br><cite data-author="Prado%20Coelho%2C%20A" data-year="" data-title="Jornal%20P%C3%BAblico" data-url="https%3A%2F%2Fwww.publico.pt%2F2015%2F11%2F08%2Fciencia%2Fcronica_urbana%2Fo-rei-que-trouxe-ate-nos-o-fundo-do-mar-1713549">Prado Coelho, A. <a href="https://www.publico.pt/2015/11/08/ciencia/cronica_urbana/o-rei-que-trouxe-ate-nos-o-fundo-do-mar-1713549" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Jornal Público</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mergulhe-nas-aventuras-maritimas-do-rei-d-carlos-o-primeiro-oceanografo-portugues.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA["Calor vai intensificar-se gradualmente até domingo 13": estas localidades de Portugal poderão atingir os 38 a 40 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-vai-intensificar-se-gradualmente-ate-domingo-13-estas-localidades-de-portugal-poderao-atingir-os-38-a-40-c.html</link><pubDate>Wed, 09 Sep 2026 06:07:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após o arrefecimento temporário, o calor regressará rapidamente a Portugal continental. As temperaturas subirão gradualmente entre quinta-feira e domingo, podendo atingir os 38 a 40 ºC em várias localidades.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb5hkiu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb5hkiu.jpg" id="xb5hkiu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois da passagem da frente fria que esta terça-feira está a provocar uma mudança temporária do estado do tempo, <strong>Portugal continental prepara-se para uma nova subida das temperaturas</strong>. O arrefecimento será de curta duração e, já a partir de quinta-feira, os termómetros começarão novamente a subir.</p><p>A recuperação térmica será inicialmente ligeira, mas deverá ganhar expressão durante o fim de semana. De acordo com as projeções do modelo ECMWF, <strong>sábado e sobretudo domingo serão marcados por temperaturas bastante elevadas para setembro</strong>, com várias áreas do Centro e Sul a aproximarem-se novamente dos 40 ºC.</p><h2>Quinta-feira marca o início de uma nova subida das temperaturas</h2><p>Na quinta-feira, dia 10, começará a sentir-se a recuperação das temperaturas máximas, embora ainda de forma relativamente moderada.</p><p>Pelas 16h, o ECMWF prevê cerca de <strong>33 ºC em Beja, 32 ºC em Évora, 31 ºC em Santarém e 30 ºC em Portalegre</strong>. Castelo Branco deverá rondar os 29 ºC. Mais a norte, os valores serão inferiores, com aproximadamente <strong>28 ºC em Coimbra e Viseu, 26 ºC em Braga e Vila Real e 23 ºC no Porto</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-vai-intensificar-se-gradualmente-ate-domingo-13-estas-localidades-de-portugal-poderao-atingir-os-38-a-40-c-1788887682884.jpg" data-image="pn39gq3y6zkf" alt="Na quinta-feira começa a recuperação das temperaturas em Portugal" title="Na quinta-feira começa a recuperação das temperaturas em Portugal"><figcaption>Temperaturas previstas pelo ECMWF para as 16h de quinta-feira. O interior Centro e Sul começará a aquecer, com máximas superiores a 30 ºC em várias regiões.</figcaption></figure><p>Esta subida estará apenas no início. Na sexta-feira, o aquecimento tornar-se-á mais abrangente, com os <strong>30 ºC a alcançarem uma parte muito maior do território</strong>, incluindo várias regiões do Norte e Centro.</p><p>Às 16h de sexta-feira, o modelo já projeta aproximadamente <strong>34 ºC em Évora e Beja, 33 ºC em Santarém, 32 ºC em Castelo Branco, Portalegre e Lisboa e 31 ºC em Viseu</strong>. Vila Real e Coimbra deverão atingir cerca de 30 ºC.</p><p>No litoral ocidental, a influência marítima continuará a moderar o aquecimento, sobretudo entre o Porto e Aveiro.</p><h2>No sábado, o calor intensifica-se de forma muito mais evidente</h2><p>Será durante o fim de semana que a subida das temperaturas ganhará outra dimensão. <strong>No sábado, dia 12, os termómetros deverão subir de forma generalizada</strong>, com várias regiões do interior a alcançar ou superar os 35 ºC.</p><p>O mapa das 16h mostra cerca de <strong>36 ºC em Santarém, Coimbra, Évora e Beja</strong>, enquanto Castelo Branco e Portalegre deverão atingir aproximadamente 34 ºC. Lisboa poderá chegar aos 34 ºC e Viseu aos 33 ºC.</p><p>Até no Noroeste será evidente a subida, embora com valores menos extremos: Braga poderá atingir aproximadamente <strong>33 ºC</strong>, enquanto o Porto rondará os 29 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-vai-intensificar-se-gradualmente-ate-domingo-13-estas-localidades-de-portugal-poderao-atingir-os-38-a-40-c-1788887745456.jpg" data-image="dgm67jspgeop" alt="No sábado, os 35 ºC serão ultrapassados em várias regiões" title="No sábado, os 35 ºC serão ultrapassados em várias regiões"><figcaption>Temperaturas previstas pelo ECMWF para as 16h de sábado. O calor intensificar-se-á no Centro e Sul, com valores de 35 a 36 ºC em várias áreas.</figcaption></figure><p>A evolução entre quinta-feira e sábado mostra claramente a rapidez do aquecimento. Em apenas dois dias, algumas regiões poderão registar <strong>subidas da ordem dos 3 a 5 ºC</strong>, preparando o território para aquele que deverá ser o dia mais quente desta sequência.</p><p>Esse pico deverá ocorrer no domingo, quando o calor se intensificará novamente e <strong>os 38 ºC poderão aparecer em várias zonas do Centro e Sul</strong>, com valores localmente próximos dos 40 ºC.</p><h2>Domingo deverá ser o dia mais quente: termómetros aproximam-se dos 40 ºC</h2><p>No domingo, dia 13, o calor deverá atingir a sua maior expressão. O ECMWF projeta uma vasta área com temperaturas muito elevadas desde o <strong>Ribatejo e Beira Baixa até ao Alentejo</strong>, estendendo-se também a alguns setores do interior Centro.</p><p>Entre as capitais de distrito visíveis no mapa, <strong>Santarém poderá atingir 38 ºC</strong>, enquanto Coimbra surge igualmente com cerca de <strong>38 ºC</strong>. Évora poderá alcançar aproximadamente <strong>38 ºC</strong>, Beja 37 ºC e Castelo Branco e Portalegre cerca de 36 ºC.</p><p>Lisboa poderá chegar aos <strong>35 ºC</strong>, um valor também bastante elevado tendo em conta a proximidade do oceano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-vai-intensificar-se-gradualmente-ate-domingo-13-estas-localidades-de-portugal-poderao-atingir-os-38-a-40-c-1788887844645.jpg" data-image="acp1ml4kv53b" alt="No domingo, várias regiões poderão aproximar-se dos 40 ºC" title="No domingo, várias regiões poderão aproximar-se dos 40 ºC"><figcaption>Temperaturas previstas pelo ECMWF para as 16h de domingo. O Ribatejo, interior Centro e Alentejo deverão concentrar alguns dos valores mais elevados, localmente entre 38 e 40 ºC.</figcaption></figure><p>Contudo, os valores apresentados junto das capitais de distrito não revelam todo o detalhe espacial da previsão. <strong>Existem áreas particularmente quentes no interior do Ribatejo e Alentejo onde as tonalidades do modelo apontam para valores próximos dos 40 ºC</strong>.</p><p>Tendo também em conta a previsão de referência publicada esta terça-feira pela Meteored, localidades como <strong>Entroncamento, Golegã, Tomar, Abrantes, Ponte de Sor, Mora, Coruche, Alcácer do Sal, Grândola, Ferreira do Alentejo, Alvito, Serpa e Mértola</strong> encontram-se entre aquelas onde as máximas poderão situar-se entre <strong>38 e 40 ºC</strong>.</p><p>Ou seja, não estaremos perante um episódio limitado a uma única região: <strong>Ribatejo, Beira Baixa e sobretudo várias áreas do Alentejo deverão formar o principal corredor de calor</strong> durante o fim de semana.</p><h2>Temperaturas poderão ficar 7 a 9 ºC acima do normal</h2><p>Mais relevante ainda será a comparação com aquilo que seria habitual para esta altura do ano. O mapa de anomalias térmicas previsto para domingo revela <strong>desvios positivos muito significativos em praticamente todo o território continental</strong>.</p><p>Os valores poderão situar-se cerca de <strong>7 ºC acima da média em Braga, Vila Real, Castelo Branco, Portalegre e Beja</strong>, enquanto Viseu, Coimbra, Leiria, Lisboa e Évora poderão apresentar desvios próximos dos <strong>8 ºC</strong>.</p><p>Em Santarém, o ECMWF chega a projetar uma <strong>anomalia positiva próxima dos 9 ºC</strong>, uma das mais expressivas entre os valores apresentados no mapa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-vai-intensificar-se-gradualmente-ate-domingo-13-estas-localidades-de-portugal-poderao-atingir-os-38-a-40-c-1788887953969.jpg" data-image="8ioetz1u42zc" alt="Domingo poderá trazer temperaturas até 9 ºC acima do normal" title="Domingo poderá trazer temperaturas até 9 ºC acima do normal"><figcaption>Anomalia da temperatura prevista pelo ECMWF para domingo. Grande parte de Portugal continental deverá registar valores entre 5 e 9 ºC acima da média climatológica.</figcaption></figure><p>Estas anomalias mostram que, embora <strong>setembro ainda possa apresentar episódios de calor intenso em Portugal</strong>, os valores previstos estarão claramente acima daquilo que é climatologicamente habitual para esta altura do ano.</p><p>O aquecimento será particularmente expressivo no Centro e Sul, mas mesmo várias regiões do Norte deverão apresentar temperaturas bastante superiores à média.</p><h2>Do arrefecimento ao calor intenso em apenas alguns dias</h2><p>A evolução prevista para os próximos dias será, assim, marcada por um contraste acentuado. Depois da descida das temperaturas associada à passagem da frente fria entre terça e quarta-feira, <strong>quinta-feira dará início a uma recuperação térmica que deverá intensificar-se sucessivamente na sexta-feira, sábado e domingo</strong>.</p><p>Os mapas do ECMWF mostram bem esta progressão: Beja passa de cerca de <strong>33 ºC na quinta-feira para 34 ºC na sexta, 36 ºC no sábado e 37 ºC no domingo</strong>. Em Santarém, a evolução é ainda mais evidente: <strong>31 ºC, 33 ºC, 36 ºC e 38 ºC</strong>, respetivamente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787703" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-verao-agarra-se-a-portugal-entre-os-dias-12-e-15-de-setembro-havera-um-novo-episodio-de-temperaturas-elevadas.html" title="O verão agarra-se a Portugal: entre os dias 12 e 15 de setembro haverá um novo episódio de temperaturas elevadas">O verão agarra-se a Portugal: entre os dias 12 e 15 de setembro haverá um novo episódio de temperaturas elevadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-verao-agarra-se-a-portugal-entre-os-dias-12-e-15-de-setembro-havera-um-novo-episodio-de-temperaturas-elevadas.html" title="O verão agarra-se a Portugal: entre os dias 12 e 15 de setembro haverá um novo episódio de temperaturas elevadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-verao-agarra-se-a-portugal-entre-os-dias-12-e-15-de-setembro-havera-um-novo-episodio-de-temperaturas-elevadas-1788866300644_320.png" alt="O verão agarra-se a Portugal: entre os dias 12 e 15 de setembro haverá um novo episódio de temperaturas elevadas"></a></article></aside><p>Assim, apesar da breve incursão de ar mais fresco, <strong>o verão meteorológico parece querer deixar uma nova marca em pleno setembro</strong>, com o fim de semana a trazer novamente calor intenso a uma parte significativa de Portugal continental.</p><p>A tendência deverá continuar a ser acompanhada nos próximos dias, sobretudo porque, à medida que aumenta o horizonte temporal, <strong>cresce também a incerteza relativamente aos valores exatos e à duração deste episódio de temperaturas elevadas</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-vai-intensificar-se-gradualmente-ate-domingo-13-estas-localidades-de-portugal-poderao-atingir-os-38-a-40-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[China testa modelo de avi��o gigante para transportar 800 passageiros a uma velocidade de 1.000 km/h]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/china-testa-modelo-de-aviao-gigante-para-transportar-800-passageiros-a-uma-velocidade-de-1-000-km-h.html</link><pubDate>Wed, 09 Sep 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A China está a testar uma aeronave de alta capacidade com mais de 800 assentos, envergadura de 85 metros e velocidade de cruzeiro próxima de 1.000 km/h.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/china-prueba-un-modelo-de-avion-gigante-para-transportar-a-800-pasajeros-a-una-velocidad-de-1000-km-h-1788337379618.jpg" data-image="b1g1rrhq6swc"><figcaption>O projeto BWB da aeronave chinesa integra as asas e a fuselagem numa estrutura única e visa reduzir o arrasto aerodinâmico. A aeronave possui uma envergadura de 85 metros — superando o limite do Código F da ICAO — e ainda não tem data prevista para a construção. Imagem: IA</figcaption></figure><p>A <strong>China</strong> surpreende-nos mais uma vez. Desta vez, o país trabalha no projeto de uma<strong> aeronave comercial</strong> que se distancia significativamente da arquitetura convencional dos aviões de passageiros. A iniciativa surgiu no Centro de Investigação e Desenvolvimento de Aerodinâmica da China (CARDC), que testou um modelo baseado na configuração<em> Blended Wing Body</em> (BWB) — ou corpo de asa integrada —, na qual <strong>a fuselagem central e as asas formam uma superfície única e contínua</strong>.</p><p>As dimensões projetadas refletem a capacidade que o projeto visa alcançar. A aeronave teria aproximadamente <strong>43 metros de comprimento e 85 metros de envergadura</strong>, atingindo uma velocidade de cruzeiro próxima de<strong> 1.000 km/h</strong>. No papel, ela poderia transportar<strong> mais de 800 passageiros </strong>em voos de longa distância.</p><h2>Assim seria o avião chinês para 800 passageiros</h2><p>O conceito BWB altera a configuração convencional de uma aeronave comercial. Em vez de concentrar a carga numa fuselagem separada das asas, a proposta chinesa integra ambos os componentes <strong>n</strong><strong>uma estrutura contínua</strong>. Como resultado, uma área superficial maior da aeronave contribui para a geração de sustentação.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">China adds an 800-passenger jet with a blended wing body (BWB) to its big aircraft plan. Futuristic plane model has a wingspan 1.6 times that of a B-2 Spirit stealth bomber and seats more than worlds largest commercial aircraft.<a href="https://t.co/s4OS9Zg23u">https://t.co/s4OS9Zg23u</a><a href="https://t.co/5PEKG3nZCl">https://t.co/5PEKG3nZCl</a> <a href="https://t.co/VoFcbstDRs">pic.twitter.com/VoFcbstDRs</a></p>— Fay (@FaySue6) <a href="https://x.com/FaySue6/status/2094308429477142533?ref_src=twsrc%5Etfw">August 31, 2026</a></blockquote></figure><p>Com essa arquitetura, os investigadores procuram obter <strong>menor arrasto aerodinâmico durante o voo</strong>. Esta característica permitiria uma combinação de capacidade, desempenho e consumo de energia distinta daquela das aeronaves comerciais convencionais.</p><p>O tamanho também faz uma diferença significativa. Com uma <strong>envergadura de 85 metros</strong>, a aeronave planeada seria maior do que o Airbus A380, que possui envergadura inferior a 80 metros. A <strong>velocidade de cruzeiro projetada para a aeronave é de aproximadamente 987 km/h</strong>.</p><h2>Testes da aeronave gigante foram feitos em escala 1:52</h2><p>Antes de avançar para uma aeronave em escala real, a China submeteu o conceito a<strong> testes num túnel de vento transónico</strong>. Para esse fim, foi utilizado um <strong>modelo em escala 1:52</strong>, medindo aproximadamente 80 centímetros de comprimento e com uma envergadura de 1,6 metros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/china-prueba-un-modelo-de-avion-gigante-para-transportar-a-800-pasajeros-a-una-velocidad-de-1000-km-h-1788337313227.jpg" data-image="jd59ga2vcslj"><figcaption>A China está a testar uma aeronave com capacidade para mais de 800 passageiros, envergadura de 85 metros e velocidade de cruzeiro de 987 km/h. O modelo BWB está a passar por testes em túnel de vento enquanto a China avalia a sua viabilidade para voos de longa distância. Imagem: IA.</figcaption></figure><p>Os <strong>testes abrangeram velocidades que variaram de 493 a 987 km/h</strong>. Durante os ensaios, foram analisados o comportamento aerodinâmico, a estabilidade e a deformação estrutural — três aspetos essenciais para verificar como essa configuração responde a diversas condições de voo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785256" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/china-adia-missao-lunar-change-7-por-questoes-de-seguranca-entenda-porque-e-os-objetivos-desta-ambiciosa-exploracao.html" title="China adia missão lunar Chang'e-7 por questões de segurança: entenda porquê e os objetivos desta ambiciosa exploração">China adia missão lunar Chang'e-7 por questões de segurança: entenda porquê e os objetivos desta ambiciosa exploração</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/china-adia-missao-lunar-change-7-por-questoes-de-seguranca-entenda-porque-e-os-objetivos-desta-ambiciosa-exploracao.html" title="China adia missão lunar Chang'e-7 por questões de segurança: entenda porquê e os objetivos desta ambiciosa exploração"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/china-adia-missao-lunar-change-7-por-questoes-de-seguranca-entenda-porque-e-os-objetivos-desta-ambiciosa-exploracao-1787581040271_320.jpg" alt="China adia missão lunar Chang'e-7 por questões de segurança: entenda porquê e os objetivos desta ambiciosa exploração"></a></article></aside><p>Os resultados indicaram uma razão sustentação-arrasto máxima de aproximadamente 20 em velocidades inferiores a 867 km/h. Esse valor serve como medida de eficiência aerodinâmica, uma vez que uma razão elevada indica que a aeronave gera sustentação com um arrasto relativamente menor.</p><h2>A envergadura de 85 metros representa um problema</h2><p>O principal desafio do projeto não está apenas em fazer a aeronave voar. A sua envergadura de 85 metros<strong> excederia o limite estabelecido para a categoria Código F da Organização da Aviação Civil Internacional</strong> (OACI), que abrange aeronaves com envergaduras variando de 65 a pouco menos de 80 metros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/china-prueba-un-modelo-de-avion-gigante-para-transportar-a-800-pasajeros-a-una-velocidad-de-1000-km-h-1788337547509.jpg" data-image="bbfndfee8wld"><figcaption>O protótipo chinês foi testado em escala 1:52 em um túnel de vento transónico, utilizando um modelo de 80 centímetros de comprimento. Os testes analisaram a sua estabilidade e comportamento entre 493 e 987 km/h — a velocidade projetada para a futura aeronave comercial. Imagem: IA.</figcaption></figure><p>Essa diferença<strong> afetaria a sua utilização em aeroportos</strong> já existentes. As instalações precisariam de avaliar aspetos como pistas de taxiamento, áreas de estacionamento e pátios, visto que as dimensões projetadas ultrapassariam os limites padrão para essa categoria.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/kadJZMJM2xM/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=kadJZMJM2xM" id="kadJZMJM2xM"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Por enquanto, a aeronave para 800 passageiros permanece como um conceito em <strong>fase de testes</strong>.</p><p>Não existe uma aeronave comercial em escala real baseada nessa proposta, nem uma data definida para a sua construção ou entrada em serviço. Consequentemente, o projeto ainda não avançou além da fase experimental.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/china-testa-modelo-de-aviao-gigante-para-transportar-800-passageiros-a-uma-velocidade-de-1-000-km-h.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Árvores para jardins pequenos: estas variedades de porte reduzido cabem mesmo em espaços limitados]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/arvores-para-jardins-pequenos-estas-variedades-de-porte-reduzido-cabem-mesmo-em-espacos-limitados.html</link><pubDate>Tue, 08 Sep 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p> Ter a sua própria árvore no jardim, no terraço ou num pequeno jardim à frente de casa nem sempre tem de ser apenas um sonho. Na verdade, existem várias árvores que não só são particularmente pequenas, como também ocupam pouco espaço.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/baeume-fuer-kleine-gaerten-diese-schmalen-arten-passen-auch-auf-wenig-raum-1788424792910.jpeg" data-image="3phg25yh0yk5"><figcaption>As árvores pequenas ficam com um tom maravilhoso de vermelho e laranja no outono.</figcaption></figure><p>Existe uma grande variedade de árvores pequenas que crescem verticalmente, assumindo uma forma colunar ou ligeiramente arredondada.</p><h2>Estreitas ou arredondadas, estas árvores podem crescer verticalmente</h2><p>Os terrenos pequenos e relativamente estreitos são ideais para árvores como a <strong>carpa colunar, o espinheiro-alvar colunar ou a sorveira-brava colunar</strong>. Crescem verticalmente com uma forma esguia e proporcionam pouca sombra. Podem ganhar altura rapidamente. No entanto, à medida que envelhecem, podem mudar de forma, tornando-se um pouco mais ovais e desenvolvendo uma copa arredondada.</p><h2>Algumas variedades podem ainda desenvolver uma copa com 5 metros de largura</h2><p>Para um jardim um pouco maior ou para o terraço, as chamadas árvores em forma de bola são adequadas. As árvores mais conhecidas são o bordo em forma de bola, a árvore-trombeta em forma de bola e a robínia em forma de bola. <strong>Árvores pequenas, como o espinheiro-vermelho ou a ameixeira de folhas roxas, tendem a crescer para cima com uma forma arredondada</strong>. Todas as árvores em forma de bola podem desenvolver uma copa com cerca de cinco metros de largura à medida que amadurecem.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/baeume-fuer-kleine-gaerten-diese-schmalen-arten-passen-auch-auf-wenig-raum-1788424399719.jpeg" data-image="46bjsaib6ju0"><figcaption>As pequenas macieiras não só são atraentes, como também podem produzir frutos perfeitamente comestíveis.</figcaption></figure><p>Entre as variedades mais pequenas, com um diâmetro de copa até 2,5 metros, contam-se a <strong>cerejeira-da-estepe em forma de bola</strong>, <strong>o carvalho-dos-pântanos em forma de bola</strong> e uma macieira miniatura especialmente cultivada, como a <strong>Golden Hornet ou a Crony® da marca Häberli</strong>.</p><h2>As pequenas macieiras têm algo de especial</h2><p>Por último, mas não menos importante, todos os tipos de árvores requerem cuidados adequados e, especialmente no início, <strong>rega regular</strong>. As árvores pequenas também precisam de ser <strong>podadas e modeladas</strong>. É aconselhável procurar aconselhamento junto de especialistas num centro de jardinagem ou num viveiro.</p><p>O momento e a intensidade da poda podem variar consoante a localização e as condições específicas.</p><h2>A poda varia consoante o tipo de árvore </h2><p>As árvores de fruto devem, em geral, ser podadas de forma leve. Todas as partes da árvore devem poder receber luz e ar.</p><div class="texto-destacado">"Isto permite que a humidade seque rapidamente. Os frutos também precisam de luz para amadurecerem adequadamente mais tarde. Além disso, uma boa estrutura garante que a árvore consiga suportar os seus frutos adequadamente e não se parta com o peso", afirma a NABU e.V.</div><p>Em resumo, recomenda-se que<strong> as árvores de fruto sejam podadas no final do inverno e no início da primavera</strong>, por exemplo, em fevereiro ou março.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778841" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-erro-de-plantar-arvores-sem-pensar-nas-raizes-especies-que-podem-levantar-calcadas-e-danificar-tubulacoes.html" title="O erro de plantar árvores sem pensar nas raízes: espécies que podem levantar calçadas e danificar tubagens">O erro de plantar árvores sem pensar nas raízes: espécies que podem levantar calçadas e danificar tubagens</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-erro-de-plantar-arvores-sem-pensar-nas-raizes-especies-que-podem-levantar-calcadas-e-danificar-tubulacoes.html" title="O erro de plantar árvores sem pensar nas raízes: espécies que podem levantar calçadas e danificar tubagens"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-error-de-plantar-un-arbol-sin-pensar-en-sus-raices-las-especies-que-pueden-levantar-veredas-y-danar-canerias-1783721796593_320.jpg" alt="O erro de plantar árvores sem pensar nas raízes: espécies que podem levantar calçadas e danificar tubagens"></a></article></aside><p>Os outros tipos de árvores devem, em geral, ser podados no outono e no inverno.</p><ol> </ol><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="mein-schoener-Garten.de" data-year="2026" data-title="Diese%20B%C3%A4ume%20eignen%20sich%20perfekt%20f%C3%BCr%20kleine%20G%C3%A4rten" data-url="https%3A%2F%2Fwww.mein-schoener-garten.de%2Fnews%2Fdiese-baeume-eignen-sich-perfekt-fuer-kleine-gaerten-83678">mein-schoener-Garten.de. (2026). <a href="https://www.mein-schoener-garten.de/news/diese-baeume-eignen-sich-perfekt-fuer-kleine-gaerten-83678" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Diese Bäume eignen sich perfekt für kleine Gärten</a>.</cite><br><cite data-author="NABU%20e.V" data-year="2026" data-title="Wunderwaffe%20Gartenschere%3A%20Der%20richtige%20Schnitt%20gibt%20Geh%C3%B6lzen%20Saft%20und%20Kraft" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nabu.de%2Fumwelt-und-ressourcen%2Foekologisch-leben%2Fbalkon-und-garten%2Fpflege%2Fgiftfrei%2Fpflegen%2F24775.html">NABU e.V. (2026). <a href="https://www.nabu.de/umwelt-und-ressourcen/oekologisch-leben/balkon-und-garten/pflege/giftfrei/pflegen/24775.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Wunderwaffe Gartenschere: Der richtige Schnitt gibt Gehölzen Saft und Kraft</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/arvores-para-jardins-pequenos-estas-variedades-de-porte-reduzido-cabem-mesmo-em-espacos-limitados.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O NHC confirma que o início da temporada dos furacões no Atlântico foi o mais calmo em pelo menos 60 anos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-nhc-confirma-que-o-inicio-da-temporada-dos-furacoes-no-atlantico-foi-o-mais-calmo-em-pelo-menos-60-anos.html</link><pubDate>Tue, 08 Sep 2026 15:15:52 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Desde o início do ano, formaram-se cinco tempestades tropicais no Atlântico, todas elas de curta duração. A seguir, explicamos-te por que razão a temporada está a ser tão tranquila.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/atlantic-s-hurricane-free-streak-could-be-history-making-here-s-what-s-going-on-with-the-quietest-start-in-60-years-1788628257775.jpg" data-image="ygsuyn88h9su" alt="En las imágenes de satélite del 5 de septiembre no se observa actividad ciclónica tropical. Al observar la cuenca, se ve relativamente despejada, con algo de polvo del Sáhara en el este." title="En las imágenes de satélite del 5 de septiembre no se observa actividad ciclónica tropical. Al observar la cuenca, se ve relativamente despejada, con algo de polvo del Sáhara en el este."><figcaption>Nas imagens de satélite de 5 de setembro não se observa qualquer atividade ciclónica tropical. Ao observar a bacia, esta apresenta-se relativamente desimpedida, com alguma poeira do Saara a leste.</figcaption></figure><p>Enquanto três furacões assolavam o Pacífico, <strong>a bacia do Atlântico permanece inquietantemente tranquila, mesmo com a aproximação do ponto alto da temporada dos furacões</strong>, a 10 de setembro.</p><div class="texto-destacado">A tranquilidade é tal que em breve poderá ser batido um recorde.</div><p>A data mais tardia em que se registou a formação de um furacão no Atlântico foi 12 de setembro. Desde o início dos registos por satélite, em 1966, <strong>apenas houve 7 anos em que não se formou nenhum furacão no Atlântico durante o mês de setembro</strong>. <br> </p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Tropical Storm <a href="https://x.com/hashtag/Edouard?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Edouard</a> has made landfall in Louisiana with max winds of 60 mph. The Atlantic has yet to have a <a href="https://x.com/hashtag/hurricane?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#hurricane</a> this year. Only 7 seasons in satellite era (since 1966) have gone into September without an Atlantic hurricane. <a href="https://t.co/g2tyxhb2Qo">pic.twitter.com/g2tyxhb2Qo</a></p>— Philip Klotzbach (@philklotzbach) <a href="https://x.com/philklotzbach/status/2094876596142543232?ref_src=twsrc%5Etfw">September 1, 2026</a></blockquote></figure><p>De acordo com o Centro Nacional de Furacões, na manhã de 5 de setembro não se previa atividade ciclónica nos próximos 7 dias (algo que se mantém à data de hoje, terça-feira, 8 de setembro). <strong>Isto levaria o Atlântico a atingir o recorde histórico</strong>.</p><p>Isto significa que, por enquanto, tudo aponta para que <strong>este ano se verifique a formação de furacões mais tardia registada até à data</strong>.</p><h2> O fenómeno El Niño, que em breve irá bater recordes, é o responsável</h2><p><strong>O principal fator que explica a relativa calma da época dos furacões no Atlântico até ao momento encontra-se no Pacífico: o El Niño</strong>. Este último fenómeno El Niño foi declarado há alguns meses e continua a intensificar-se. Os modelos atuais indicam que se perfila <strong>como o El Niño mais forte de sempre</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/atlantic-s-hurricane-free-streak-could-be-history-making-here-s-what-s-going-on-with-the-quietest-start-in-60-years-1788628338719.jpg" data-image="js5epm4gibaj" alt="Las temperaturas de la superficie del mar en todo el Pacífico ecuatorial son extremadamente altas, a medida que El Niño sigue ganando fuerza." title="Las temperaturas de la superficie del mar en todo el Pacífico ecuatorial son extremadamente altas, a medida que El Niño sigue ganando fuerza."><figcaption>As temperaturas da superfície do mar em todo o Pacífico equatorial estão extremamente elevadas, à medida que o El Niño continua a ganhar força.</figcaption></figure><p>Durante os episódios de El Niño, a atividade de furacões no Atlântico tende a diminuir. Isto deve-se ao facto de <strong>esta fase do ciclo ENSO aumentar a cisalhamento do vento em toda a bacia</strong>, ou seja, a variação da direção do vento com a altitude. Este maior cisalhamento do vento <strong>tende a dissipar qualquer tempestade que se forme</strong>.</p><p>Além disso, tem-se verificado uma <strong>relativa ausência de perturbações provenientes de África</strong>, que costumam estar na origem das tempestades tropicais no Atlântico.</p><h2> As condições podem mudar rapidamente e as pessoas devem estar preparadas</h2><p><strong>Até ao momento, só foram registadas cinco tempestades com nome no Atlântico</strong>. Embora todas tenham sido de curta duração e não tenham ganho intensidade ao ponto de se transformarem em furacões, três delas provocaram chuvas fortes e tempestades em terra, entre elas Arthur e Edouard.</p><div class="texto-destacado">No entanto, a temporada dos furacões prolonga-se até novembro, e as condições podem mudar, criando um ambiente mais favorável à formação de tempestades elétricas que poderão transformar-se em tempestades tropicais ou furacões.<br> </div><p>Um dos principais fatores é o<strong> aumento das temperaturas no Atlântico Ocidental e no Golfo do México</strong>, o que poderá contribuir para desencadear essas tempestades elétricas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779246" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-sol-e-o-verdadeiro-motor-por-tras-dos-furacoes-eis-como-a-radiacao-solar-desperta-os-monstros-do-oceano.html" title="O Sol é o verdadeiro motor por trás dos furacões: eis como a radiação solar desperta os monstros do oceano">O Sol é o verdadeiro motor por trás dos furacões: eis como a radiação solar desperta os monstros do oceano</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-sol-e-o-verdadeiro-motor-por-tras-dos-furacoes-eis-como-a-radiacao-solar-desperta-os-monstros-do-oceano.html" title="O Sol é o verdadeiro motor por trás dos furacões: eis como a radiação solar desperta os monstros do oceano"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-sol-es-el-verdadero-motor-de-los-huracanes-asi-es-como-la-radiacion-solar-despierta-a-los-monstruos-del-oceano-1783041646034_320.png" alt="O Sol é o verdadeiro motor por trás dos furacões: eis como a radiação solar desperta os monstros do oceano"></a></article></aside><p>É importante salientar que<strong> em todos os anos em que se registou o fenómeno El Niño, ocorreu pelo menos um furacão</strong>. Por conseguinte, as zonas costeiras e os seus residentes devem continuar a preparar-se para a época dos furacões como habitualmente, uma vez que esta se prolonga até 30 de novembro.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-nhc-confirma-que-o-inicio-da-temporada-dos-furacoes-no-atlantico-foi-o-mais-calmo-em-pelo-menos-60-anos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Reviravolta na previsão para a segunda metade de setembro: a cor predominante nos mapas mudou]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/reviravolta-na-previsao-para-a-segunda-metade-de-setembro-a-cor-predominante-nos-mapas-mudou.html</link><pubDate>Tue, 08 Sep 2026 13:17:07 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O modelo Europeu acaba de atualizar os mapas para a segunda quinzena de setembro, verificando-se uma alteração nas tendências do tempo. Saiba o que esperar das temperaturas e da chuva em Portugal!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/reviravolta-na-previsao-para-a-segunda-metade-de-setembro-a-cor-predominante-nos-mapas-mudou-1788872419309.jpg" data-image="h3fh6nbtnfe2"><figcaption>A continuidade do tempo veranil poderá prolongar-se por boa parte da segunda quinzena de setembro em Portugal.</figcaption></figure><p>A mais recente atualização dos mapas do modelo Europeu (ECMWF) revela uma <strong>alteração importante na tendência dominante no estado do tempo em Portugal</strong> (Continente, Açores e Madeira) e outras áreas do Oeste e Sudoeste Europeu para a segunda quinzena de setembro, nomeadamente no que toca às anomalias térmicas, que apresentam agora valores positivos mais acentuados, evidenciando <strong>temperaturas significativamente acima da média climatológica de referência</strong>.</p><p> Porém, <strong>há outras variáveis que parecem substanciar a tendência de tempo geralmente quente e com temperaturas acima da média</strong> nas semanas entre 14 e 28 de setembro, com possibilidade de estender-se até aos primeiros dias de outubro. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/reviravolta-na-previsao-para-a-segunda-metade-de-setembro-a-cor-predominante-nos-mapas-mudou-1788871040216.jpg" data-image="3ftu37om57zt"><figcaption>A representação gráfica da anomalia da temperatura é agora dominada pela cor vermelha ou vermelho-escuro, revelador de temperaturas significativamente acima da média em Portugal em boa parte da segunda quinzena de setembro.</figcaption></figure><p>Os mapas de <strong>anomalias de precipitação</strong> (inferior à média neste mesmo período), <strong>de geopotencial e de pressão média ao nível do mar convergem com esse cenário</strong>, caminhando-se em direção a um estado do tempo não só tendencialmente quente, como também tendencialmente seco.</p><h2>Tempo mais quente que o habitual, a evolução das anomalias térmicas semana a semana</h2><p>Do período em análise para Portugal, destaca-se principalmente a<strong> semana de 14 a 21 de setembro, onde se observam as anomalias térmicas positivas mais acentuadas, com temperaturas médias semanais entre 3 e 6 ºC acima </strong>dos valores climatológicos numa vasta extensão do país, correspondente essencialmente a quase todo o interior. Porém, também o litoral registará valores acima do normal, embora mais moderados (entre 1 e 3 ºC superiores ao normal).</p><p> <strong>No resto da segunda quinzena mantêm-se temperaturas superiores ao normal, apesar de não se verificarem anomalias tão acentuadas</strong>. Nos Arquipélagos a tendência de tempo mais quente do que o normal na segunda quinzena de setembro também é observável, especialmente nos Açores onde a persistência de valores até 3 ºC acima da média será mais duradoura do que na Madeira. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/reviravolta-na-previsao-para-a-segunda-metade-de-setembro-a-cor-predominante-nos-mapas-mudou-1788871620409.jpg" data-image="6mqmlza03xvk"><figcaption>Na semana que inicia a 14 de setembro estima-se um novo período com temperaturas elevadas e acima dos valores médios de referência em Portugal.</figcaption></figure><p>Para além do pontual transporte de massas de ar quente e seco, <strong>é a persistência e consolidação de regiões de altas pressões, com destaque para o anticiclone dos Açores disposto em crista ou outras configurações anticiclónicas</strong> que seria favorável à estabilidade atmosférica, à reduzida nebulosidade e a um aquecimento diurno mais eficaz da superfície.</p><h2>Outros elementos na origem da mudança nas tendências para a segunda quinzena de setembro</h2><p>Olhando para os mapas de <strong>anomalias de precipitação</strong> (anomalias negativas correspondendo a um sinal médio de tempo geralmente mais seco que o normal e a dias com precipitação escassa e pontual e por isso com acumulados inferiores à média), observa-se uma convergência com o padrão meteorológico constatado a nível espacial e<strong> que se verifica para a Europa no que toca às anomalias presentes nas variáveis da pressão média ao nível do mar e do geopotencial a 500 hPa</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/reviravolta-na-previsao-para-a-segunda-metade-de-setembro-a-cor-predominante-nos-mapas-mudou-1788871455279.jpg" data-image="s87pij2abz8r"><figcaption>Anomalias de geopotencial a 500 hPa positivas em grande parte da Europa, incluindo Portugal, estando as negativas mais restritas ao extremo norte do continente europeu.</figcaption></figure><p>Em ambas as variáveis referidas observam-se regiões de altas pressões a abranger a Europa Ocidental e Central e um <strong>corredor de baixas pressões nas latitudes setentrionais, o que acaba por favorecer uma trajetória mais setentrional das depressões, das frentes e da chuva</strong>, tendencialmente pelos países escandinavos, Islândia, Finlândia e Ilhas Britânicas.</p><div class="texto-destacado"><strong>Isto será particularmente percetível na semana de 14 a 21 de setembro</strong>. Na semana seguinte, 21 a 28 de setembro, este padrão poderá manter-se parcialmente, mas o grau de confiança é menor, uma vez que o horizonte temporal se alarga e não permite detalhar com a mesma certeza e precisão esse cenário de continuidade.</div><p>Todos estas variáveis plasmadas nos mapas de médio e longo prazo do modelo Europeu convergem com mais dois fatores, sendo <strong>o primeiro deles observável abaixo no gráfico subsazonal de probabilidade de regimes meteorológicos diários da zona Euro-Atlântica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/reviravolta-na-previsao-para-a-segunda-metade-de-setembro-a-cor-predominante-nos-mapas-mudou-1788871261838.jpg" data-image="xslkunpb3pge"><figcaption>O domínio alternado de regimes meteorológicos como a Crista Atlântica e a NAO+, que são compatíveis com a maior frequência de configurações anticiclónicas sobre a nossa latitude e com uma trajetória mais setentrional das perturbações atlânticas, trazendo maior probabilidade de dias de tempo estável, seco, e muitas vezes quentes e soalheiros - apenas ocasionalmente interrompidos por eventuais perturbações atlânticas de pequena escala e não detetáveis neste tipo de mapas.</figcaption></figure><p>Já a possível ligação de um segundo fator é o facto do <strong>atual El Niño muito forte estar associado a condições menos favoráveis à formação e intensificação de ciclones tropicais na bacia do Atlântico</strong> numa época do ano - setembro e outubro - em que estes atingem o seu pico de atividade.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787704" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-superfenomeno-el-nino-esta-a-influenciar-as-mudancas-de-tempo-que-chegam-do-atlantico-a-portugal.html" title="O superfenómeno El Niño está a influenciar as mudanças de tempo que chegam do Atlântico a Portugal">O superfenómeno El Niño está a influenciar as mudanças de tempo que chegam do Atlântico a Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-superfenomeno-el-nino-esta-a-influenciar-as-mudancas-de-tempo-que-chegam-do-atlantico-a-portugal.html" title="O superfenómeno El Niño está a influenciar as mudanças de tempo que chegam do Atlântico a Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-superfenomeno-el-nino-esta-a-influenciar-as-mudancas-de-tempo-que-chegam-do-atlantico-a-portugal-1788869334582_320.jpg" alt="O superfenómeno El Niño está a influenciar as mudanças de tempo que chegam do Atlântico a Portugal"></a></article></aside><p>Para além disto, em determinadas situações, os ciclones tropicais ou os seus remanescentes podem interagir com o jato polar e com a circulação extratropical, contribuindo para <strong>alterações na circulação atlântica e ao tempo na nossa latitude</strong>.</p><p>Então, se de acordo com o NHC, nos próximos 7 dias não se observa qualquer indício de atividade ciclónica significativa no Atlântico e tendo em conta a influência do <strong>El Niño</strong>, é plausível que a atividade ciclónica se mantenha relativamente reduzida, podendo este ser mais um<strong> fator de contexto favorável à manutenção de um padrão tendencialmente quente e seco </strong>do que o normal na segunda quinzena de setembro em Portugal.</p><p>Importa, contudo, esclarecer que <strong>isto não constitui, por si só, uma causa determinante desse cenário</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/reviravolta-na-previsao-para-a-segunda-metade-de-setembro-a-cor-predominante-nos-mapas-mudou.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O superfenómeno El Niño está a influenciar as mudanças de tempo que chegam do Atlântico a Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-superfenomeno-el-nino-esta-a-influenciar-as-mudancas-de-tempo-que-chegam-do-atlantico-a-portugal.html</link><pubDate>Tue, 08 Sep 2026 12:33:22 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O Atlântico Norte atravessa um início de setembro invulgarmente calmo em plena época alta de ciclones tropicais. O El Niño poderá estar a contribuir para esta redução da atividade e, de forma indireta, influenciar o tempo em Portugal.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-superfenomeno-el-nino-esta-a-influenciar-as-mudancas-de-tempo-que-chegam-do-atlantico-a-portugal-1788869334582.jpg" data-image="817mrcqtn9hb" alt="Ciclones tropicais do Atlântico Norte" title="Ciclones tropicais do Atlântico Norte"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-967905">Em plena época alta dos ciclones tropicais, o Atlântico Norte está surpreendentemente tranquilo. A ausência destes sistemas poderá ter ligação ao El Niño, e os seus efeitos podem chegar, indiretamente, ao tempo em Portugal.</figcaption></figure><p>O Atlântico está surpreendentemente tranquilo numa altura do ano em que deveria estar a entrar no pico da atividade tropical. <strong>O El Niño poderá ser uma das peças deste puzzle</strong>, ao dificultar a formação de ciclones tropicais e alterar, de forma indireta, a circulação atmosférica que condiciona o tempo em Portugal.</p><h2>Um Atlântico estranhamente calmo em pleno setembro</h2><p>Setembro marca o início do outono climatológico em Portugal, mas também coincide com o período em que a <strong>temporada de ciclones tropicais do Atlântico Norte costuma atingir o seu máximo de atividade</strong>. Águas oceânicas mais quentes e condições atmosféricas favoráveis permitem habitualmente a formação de tempestades tropicais e furacões.</p><p>No entanto, o cenário atual é bastante diferente. O mapa do <strong>National Hurricane Center (NHC)</strong> não identifica qualquer perturbação tropical com potencial de desenvolvimento nos próximos sete dias. Para uma altura tão próxima do pico climatológico da temporada, esta ausência de atividade merece atenção.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-superfenomeno-el-nino-esta-a-influenciar-as-mudancas-de-tempo-que-chegam-do-atlantico-a-portugal-1788866648833.jpg" data-image="mxy4b4g6x8gn" alt="National Hurricane center" title="National Hurricane center"><figcaption>O National Hurricane Center não prevê formação de ciclones tropicais no Atlântico nos próximos sete dias. A ausência de atividade nesta altura de setembro é relevante, por coincidir com o período climatologicamente mais ativo da temporada.</figcaption></figure><p>Ao mesmo tempo, as previsões de médio prazo do ECMWF têm mostrado um sinal relativamente seco para Portugal. Entre <strong>14 e 21 de setembro</strong>, grande parte do território apresenta uma anomalia negativa da precipitação, indicando uma semana potencialmente mais seca do que seria habitual nesta altura do ano. Este sinal tem vindo a estar presente desde a primeira semana de setembro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-superfenomeno-el-nino-esta-a-influenciar-as-mudancas-de-tempo-que-chegam-do-atlantico-a-portugal-1788866742867.jpg" data-image="jq45dhzz34gj" alt="Anomalia semanal da precipitação" title="Anomalia semanal da precipitação"><figcaption>O ECMWF prevê uma semana mais seca do que o normal em grande parte de Portugal. Isto não significa ausência total de chuva, mas sim precipitação acumulada abaixo da média climatológica para a época.</figcaption></figure><p>Mas o que poderá o <strong>El Niño</strong>, um fenómeno que começa a milhares de quilómetros de Portugal, ter a ver com tudo isto?</p><h2>O que é o El Niño e como consegue alterar a atmosfera?</h2><p>O El Niño corresponde ao aquecimento anómalo e persistente das águas superficiais do Pacífico equatorial central e oriental. Mas as suas consequências não ficam confinadas ao oceano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-superfenomeno-el-nino-esta-a-influenciar-as-mudancas-de-tempo-que-chegam-do-atlantico-a-portugal-1788868327921.jpg" data-image="rwecevki2rn6" alt="Temperatura do mar" title="Temperatura do mar"><figcaption>O El Niño está diretamente ligado ao aquecimento anómalo das águas superficiais do Pacífico equatorial. Estas alterações na temperatura do oceano modificam a circulação atmosférica tropical e podem repercutir-se, indiretamente, nos padrões meteorológicos a milhares de quilómetros de distância.</figcaption></figure><p>Quando enormes áreas do Pacífico tropical aquecem, aumenta a transferência de <strong>calor e vapor de água do oceano para a atmosfera</strong>. A convecção tropical reorganiza-se e, com ela, alteram-se padrões de circulação atmosférica a grande escala.</p><div class="texto-destacado">É aqui que entram as correntes de jato. Estas são autênticos <strong>“rios de vento” em altitude</strong>, localizados aproximadamente entre os 9 e os 12 quilómetros, que ajudam a conduzir depressões, frentes e massas de ar. Alterações na circulação tropical associadas ao El Niño podem modificar a posição e intensidade do jato subtropical e desencadear respostas noutras partes da atmosfera.</div><p>Por consequência, o <strong>jato polar pode mudar de intensidade, posição ou ondulação</strong>, embora a resposta sobre o Atlântico Norte e a Europa não seja linear nem igual em todos os episódios de El Niño.</p><p>E é precisamente essa complexa cadeia de interações que permite que <strong>uma anomalia no Pacífico possa acabar por deixar a sua impressão, ainda que indireta, no tempo europeu.</strong></p><h2>El Niño pode colocar um “travão” nos furacões do Atlântico</h2><p>Existe outra ligação particularmente importante. Historicamente, o El Niño tende a <strong>suprimir a atividade de ciclones no Atlântico</strong>, sobretudo por favorecer um aumento do cisalhamento vertical do vento sobre partes da região tropical, <strong>causado por um jato polar ondulado</strong>.</p><p>Um ciclone tropical precisa de águas suficientemente quentes, muita humidade e, sobretudo, de uma estrutura atmosférica que permita às enormes torres de convecção organizarem-se em torno do seu centro. Quando os ventos mudam demasiado de velocidade ou direção com a altitude, essa organização torna-se mais difícil.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-superfenomeno-el-nino-esta-a-influenciar-as-mudancas-de-tempo-que-chegam-do-atlantico-a-portugal-1788867220698.jpg" data-image="ny7rczrxhxmx" alt="Corrente de jato Polar" title="Corrente de jato Polar"><figcaption>A corrente de jato mantém-se bastante ondulada sobre o Hemisfério Norte. Estas ondulações ajudam a organizar a trajetória de depressões, frentes e massas de ar, podendo também ser moduladas por alterações da circulação tropical associadas ao El Niño.</figcaption></figure><p>De uma forma visual, podemos imaginar que um cisalhamento forte do vento<strong> “corta” a tempestade.</strong> O sistema perde organização e pode não conseguir evoluir para uma tempestade tropical ou furacão. A intrusão de ar mais seco (do jato polar ondulado) também pode limitar a convecção e dificultar o desenvolvimento de determinados sistemas.</p><h2>E o que têm os furacões do outro lado do Atlântico a ver com Portugal?</h2><p>Um furacão não precisa de atingir Portugal para <strong>influenciar o nosso tempo</strong>. Quando um ciclone tropical sobe em latitude e se aproxima da circulação das latitudes médias, pode interagir com o jato polar e sofrer uma transição.</p><p>Essa interação pode <strong>amplificar as ondulações do jato</strong>, reforçar dorsais anticiclónicas numa região e aprofundar depressões noutra. Por outras palavras, um antigo ciclone tropical no Atlântico ocidental pode contribuir para reorganizar o “tabuleiro” atmosférico vários milhares de quilómetros mais a leste. E Portugal encontra-se precisamente na fachada oriental do Atlântico Norte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-superfenomeno-el-nino-esta-a-influenciar-as-mudancas-de-tempo-que-chegam-do-atlantico-a-portugal-1788867632190.jpg" data-image="52kx0h9w5k1v" alt="Pressão e chuva" title="Pressão e chuva"> <figcaption>As altas pressões dominam grande parte do Atlântico próximo da Península Ibérica, mantendo Portugal relativamente protegido da passagem direta de perturbações mais organizadas. Também observamos ausência de sistemas tropicais no Atlântico.</figcaption></figure><p>Por isso, uma temporada com menos sistemas tropicais significa também <strong>menos oportunidades para este tipo específico de interação entre ciclones tropicais e a circulação das latitudes médias</strong>. Isso não implica necessariamente menos chuva em Portugal, uma vez que as depressões extratropicais podem continuar a formar-se, mas retira uma das fontes de perturbação do atlântico.</p><h2>Portugal mais seco? Já estamos a observar a influência do El Niño?</h2><p>Os mapas atuais deixam algumas pistas interessantes, mas ainda não permitem estabelecer uma relação direta.</p><p>O ECMWF mostra para <strong>14 a 21 de setembro um sinal de precipitação abaixo da média em Portugal</strong>, enquanto o NHC apresenta um Atlântico tropical sem qualquer sistema previsto nos próximos sete dias.</p><p>Nos mapas de altitude, o jato continua bastante ondulado sobre o Hemisfério Norte. Ao mesmo tempo, as previsões de pressão atmosférica mostram Portugal relativamente protegido da passagem direta das principais perturbações atlânticas nos próximos dias.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787703" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-verao-agarra-se-a-portugal-entre-os-dias-12-e-15-de-setembro-havera-um-novo-episodio-de-temperaturas-elevadas.html" title="O verão agarra-se a Portugal: entre os dias 12 e 15 de setembro haverá um novo episódio de temperaturas elevadas">O verão agarra-se a Portugal: entre os dias 12 e 15 de setembro haverá um novo episódio de temperaturas elevadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-verao-agarra-se-a-portugal-entre-os-dias-12-e-15-de-setembro-havera-um-novo-episodio-de-temperaturas-elevadas.html" title="O verão agarra-se a Portugal: entre os dias 12 e 15 de setembro haverá um novo episódio de temperaturas elevadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-verao-agarra-se-a-portugal-entre-os-dias-12-e-15-de-setembro-havera-um-novo-episodio-de-temperaturas-elevadas-1788866300644_320.png" alt="O verão agarra-se a Portugal: entre os dias 12 e 15 de setembro haverá um novo episódio de temperaturas elevadas"></a></article></aside><p>As peças encaixam numa narrativa meteorológica interessante, mas é importante não confundir <strong>correlação com causalidade</strong>. Não podemos afirmar que Portugal está mais seco simplesmente porque o El Niño está a impedir a formação de ciclones tropicais.</p><p>O que podemos dizer é que <strong>o El Niño modifica o contexto atmosférico global</strong>, tende a tornar o Atlântico menos favorável à atividade tropical e pode alterar as correntes de jato. <strong>Estamos, portanto, perante uma cadeia de influências indiretas</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-superfenomeno-el-nino-esta-a-influenciar-as-mudancas-de-tempo-que-chegam-do-atlantico-a-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O verão agarra-se a Portugal: entre os dias 12 e 15 de setembro haverá um novo episódio de temperaturas elevadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-verao-agarra-se-a-portugal-entre-os-dias-12-e-15-de-setembro-havera-um-novo-episodio-de-temperaturas-elevadas.html</link><pubDate>Tue, 08 Sep 2026 11:19:15 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Chuva e frescura 'de pouca dura'! O tempo vai voltar a mudar em Portugal continental, estando em perspetiva um novo episódio de temperaturas elevadas. Em várias regiões prevê-se que as máximas se aproximem ou atinjam novamente os 40 ºC.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb5ctee"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb5ctee.jpg" id="xb5ctee"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Apesar da mudança de tempo que Portugal continental irá sofrer entre hoje e amanhã - dias 8 e 9 de setembro - devido à chegada de uma frente fria que trará chuva e cujo ar polar pós-frontal provocará uma acentuada e brusca descida das temperaturas em grande parte da nossa extensão territorial,<strong> esta alteração no panorama meteorológico será temporária</strong>.</p><p>Isto porque, olhando para os mapas de referência da Meteored no que toca ao curto prazo, vislumbra-se uma recuperação térmica logo a partir de quinta-feira, 10 de setembro, e, além disso, a cada jornada que for passando na reta final da presente semana e início da próxima<strong>, observa-se uma tendência para a intensificação gradual do calor no nosso país</strong>, com as temperaturas a subirem quase consecutivamente e a fixarem-se em valores elevados para a época do ano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-verao-agarra-se-a-portugal-entre-os-dias-12-e-15-de-setembro-havera-um-novo-episodio-de-temperaturas-elevadas-1788865613162.jpg" data-image="3cvqfpk6bcu5"><figcaption>Extensa crista atlântica a favorecer dias secos, com céu pouco nublado ou limpo, em boa parte da Europa Ocidental.</figcaption></figure><p>Daí que, de acordo com os modelos, não admira que esteja em perspetiva um <strong>novo episódio de temperaturas elevadas</strong>, marcado pela presença de características estivais em pleno outono climatológico, algo que, por outro lado, não é propriamente uma novidade já que<strong> muitas vezes os meses de setembro acabam por funcionar como um prolongamento da estação veranil</strong>. De acordo com os mapas disponíveis este episódio deverá durar, pelo menos, entre sábado (12) e terça-feira (15).</p><h2>Tendência de recuperação térmica já em evidência a partir de quinta, 10 de setembro</h2><p><strong>Tanto na quinta (10) como na sexta-feira (11), como referido anteriormente, prevê-se uma ligeira e gradual subida das temperaturas máximas</strong>. Numa primeira fase esperam-se valores iguais ou acima dos 30 ºC apenas em boa parte das capitais distritais a sul do Mondego, tais como Castelo Branco, Santarém, Portalegre, Évora e Beja, sendo que na sexta-feira (11) já se juntam outras tantas, quer a norte, quer a sul do Mondego, tais como Vila Real, Viseu, Coimbra e Lisboa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-verao-agarra-se-a-portugal-entre-os-dias-12-e-15-de-setembro-havera-um-novo-episodio-de-temperaturas-elevadas-1788865537282.jpg" data-image="c0af13556fdt"><figcaption>Na sexta-feira (11) já haverá diversas cidades do Centro-Sul do país a registar máximas a rondar 34/35 ºC.</figcaption></figure><p>No resto do país, em cidades como Porto e Leiria, a tendência também será para uma subida das temperaturas máximas, embora o aquecimento evidencie valores mais moderados (entre 23 e 29 ºC), geralmente devido ao efeito termorregulador da proximidade ao oceano Atlântico.</p><h2>Novo episódio de temperaturas elevadas instala-se em Portugal continental entre sábado e terça </h2><p>Na origem da configuração sinóptica prevista entre sábado (12) e terça-feira (15) está uma <strong>crista anticiclónica de origem atlântica (Crista Atlântica)</strong>, que se estica pelo Atlântico próximo abrangendo a Península Ibérica, França e alguns outros países da Europa Ocidental e Central.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O estabelecimento destas altas pressões tende a dificultar a progressão das frentes e depressões vindas de oeste, favorecendo o desenrolar de dias secos, com céu limpo ou pouco nublado em grande parte da nossa geografia.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Em simultâneo, a<strong> persistência da área anticiclónica sobre a nossa região favorecerá condições de céu pouco nublado e maior insolação</strong>, permitindo um aquecimento diurno mais eficaz da superfície. A manutenção deste padrão durante vários dias poderá então contribuir para a já referida subida das temperaturas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-verao-agarra-se-a-portugal-entre-os-dias-12-e-15-de-setembro-havera-um-novo-episodio-de-temperaturas-elevadas-1788865388868.jpg" data-image="614g0qmdpchh"><figcaption>Região de altas pressões poderá ser reforçada pela presença de ar quente na Península Ibérica.</figcaption></figure><p>Ainda assim, a meio do episódio, por volta de <strong>segunda-feira (14)</strong>, alguns dos cenários modelados começam a evidenciar uma possível entrada de ar mais quente e seco. Numa primeira fase, as altas pressões contribuirão para a estabilidade atmosférica, céu pouco nublado e eficácia do aquecimento diurno, porém, <strong>é possível que posteriormente, o calor seja reforçado pelo transporte de uma massa de ar quente</strong>.</p><h2>Temperaturas disparam pelo menos até aos 40 ºC, eis a tendência dia a dia entre sábado e terça </h2><p><strong>No sábado (12) prevê-se então uma nova subida das temperaturas máximas, com várias cidades a registar 35 ºC, tais como Évora, Beja e Santarém</strong>. Neste dia, grande parte das capitais distritais de Portugal continental poderá registar máximas iguais ou acima de 30 ºC, exceto Viana do Castelo, Porto, Aveiro, Leiria, Setúbal e Faro, onde os termómetros marcarão valores entre os 23 ºC e os 29 ºC.</p><p><strong>Para domingo (13) </strong>espera-se uma jornada novamente marcada pela subida das temperaturas máximas para valores ainda mais elevados, algo que converge também com um mapa de anomalias térmicas positivas acentuadas, <strong>geralmente entre 9 e 12 ºC acima dos valores médios de referência</strong>.</p><p>Cidades, vilas e povoações como <strong>Entroncamento, Golegã, Tomar, Abrantes, Ponte de Sor, Mora, Coruche, Alcácer do Sal, Grândola, Ferreira do Alentejo, Alvito, Serpa e Mértola </strong>poderão registar máximas compreendidas entre<strong> 38 e 40 ºC</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787696" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-um-arrefecimento-de-ate-4-c-em-portugal-o-ambiente-de-outono-chegara-de-repente.html" title="Aproxima-se um arrefecimento de até 4ºC em Portugal: 'o ambiente de outono chegará de repente'">Aproxima-se um arrefecimento de até 4ºC em Portugal: "o ambiente de outono chegará de repente"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-um-arrefecimento-de-ate-4-c-em-portugal-o-ambiente-de-outono-chegara-de-repente.html" title="Aproxima-se um arrefecimento de até 4ºC em Portugal: 'o ambiente de outono chegará de repente'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-um-arrefecimento-de-ate-4-c-em-portugal-o-outono-chegara-de-repente-1788860187023_320.jpg" alt="Aproxima-se um arrefecimento de até 4ºC em Portugal: 'o ambiente de outono chegará de repente'"></a></article></aside><p><strong>Para segunda (14) e terça-feira (15) a incerteza aumenta </strong>quanto a uma definição mais precisa dos valores de temperatura máxima prevista, devido ao alargamento do horizonte temporal dos mapas.</p><p>Não obstante,<strong> deitando um olhar pelos modelos numéricos constata-se visualmente uma continuidade e possível reforço do calor intenso, que poderá também ser mais abrangente em termos geográficos</strong>, pelo que o episódio de temperaturas elevadas em Portugal continental poderá prolongar-se por pelo menos 4 dias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-verao-agarra-se-a-portugal-entre-os-dias-12-e-15-de-setembro-havera-um-novo-episodio-de-temperaturas-elevadas-1788865191217.jpg" data-image="bhbufj8u3fbm"><figcaption>Alguns locais do país já poderão atingir os 40 ºC no domingo, 13 de setembro.</figcaption></figure><p>Deste modo, <strong>entre sábado (12) e terça (15), apesar da tendência para um aquecimento generalizado e potencialmente intenso para a época</strong>, torna-se claro nos mapas disponibilizados pela Meteored e baseados no modelo ECMWF, que as regiões consistentemente mais quentes e que, por isso, poderão registar os valores mais elevados serão sobretudo grande parte do <strong>Alentejo, em especial as áreas do interior, a Beira Baixa, o Ribatejo e a metade norte e oriental do Algarve (serras e Sotavento) - geralmente entre 38 e 40 ºC</strong>.</p><p>Não obstante, em alguns destes dias, como no domingo (13), até mesmo em zonas como a <strong>Área Metropolitana de Lisboa e o interior Norte e Centro poderão existir a registar valores de temperatura máxima entre 34 e 38 ºC</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-verao-agarra-se-a-portugal-entre-os-dias-12-e-15-de-setembro-havera-um-novo-episodio-de-temperaturas-elevadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aproxima-se um arrefecimento de até 4ºC em Portugal: "o ambiente de outono chegará de repente"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-um-arrefecimento-de-ate-4-c-em-portugal-o-ambiente-de-outono-chegara-de-repente.html</link><pubDate>Tue, 08 Sep 2026 10:16:10 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas desceram entre ontem e hoje e amanhã deverão voltar a descer, de acordo com a mais recente previsão do nosso modelo de confiança. Eis as zonas mais afetadas por este arrefecimento!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb5c4re"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb5c4re.jpg" id="xb5c4re"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Esta terça-feira amanheceu cinzenta na maior parte das regiões Norte e Centro, <strong>adivinhando a chegada de uma frente fria que deverá irromper pelo noroeste do país nas próximas horas</strong>, resultando na ocorrência de chuva nestas duas regiões.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Além da chegada da chuva, <strong>as temperaturas também desceram de forma significativa</strong>, principalmente no litoral Norte e Centro e é esperado que esta tendência de descida se repita amanhã, quarta-feira, mas com mais impacto noutra região.</p><h2>Dois dias de outono, mas depois o verão regressa</h2><p>Com esta descida dos termómetros, é expectável que hoje as máximas se mantenham compreendidas entre os 21 ºC em Viana do Castelo e os 33 ºC em Beja. Localmente, <strong>o Sotavento Algarvio poderá ser a zona mais quente do país</strong>, com máxima de 36 ºC. No Baixo Alentejo, alguns locais poderão registar até 35 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-um-arrefecimento-de-ate-4-c-em-portugal-o-outono-chegara-de-repente-1788860187023.jpg" data-image="vdrtpx7ar4ta" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>As temperaturas vão voltar a descer entre hoje e amanhã, especialmente no Sul do país, onde nenhuma capital de distrito desta região deverá chegar aos 30 ºC.</figcaption></figure><p>No entanto, amanhã, quarta-feira, estes valores serão um pouco diferentes. Com a nova descida esperada, as máximas poderão manter-se entre os 21 ºC em Viana do Castelo e os 30 ºC em Castelo Branco. No Alentejo, nenhuma capital de distrito deverá alcançar os 30 ºC, sendo esperados <strong>até 29 ºC em Évora e Beja, denotando-se uma descida de 4 ºC nesta última entre hoje e amanhã</strong>.</p><p>A nível local, poderão registar-se até 32 ºC tanto no Algarve como no Baixo Alentejo, devendo, mesmo assim, estas serem das zonas mais quentes do país, apesar da descida térmica. Já no litoral <strong>Norte, denotar-se-á uma manutenção ou até mesmo uma ligeira subida dos valores de temperatura</strong>, contrariando a tendência verificada a Sul. Esta subida no litoral Norte dever-se-á ao afastamento da frente fria que contribuiu para a descida observada hoje, terça-feira, enquanto a descida no Sul se deverá a uma injeção de ar mais frio (ar pós-frontal), associado à mesma frente.</p><h2>Temperaturas recuperam a partir de quinta-feira</h2><p>Como temos vindo a avançar noutras previsões, a partir de quinta-feira espera-se uma recuperação das temperaturas, assim como o regresso da estabilidade atmosférica. Esta<strong> recuperação térmica será gradual e generalizada, sendo esperado um aumento significativo entre quinta-feira e domingo</strong>, dia 13.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787597" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-das-15-horas-uma-frente-fria-trara-chuva-a-portugal-estes-8-distritos-serao-os-mais-afetados.html" title="A partir das 15 horas, uma frente fria trará chuva a Portugal: estes 8 distritos serão os mais afetados">A partir das 15 horas, uma frente fria trará chuva a Portugal: estes 8 distritos serão os mais afetados</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-das-15-horas-uma-frente-fria-trara-chuva-a-portugal-estes-8-distritos-serao-os-mais-afetados.html" title="A partir das 15 horas, uma frente fria trará chuva a Portugal: estes 8 distritos serão os mais afetados"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-das-15-horas-a-frente-fria-trara-chuva-a-portugal-estes-8-distritos-serao-os-mais-afetados-1788803063038_320.jpg" alt="A partir das 15 horas, uma frente fria trará chuva a Portugal: estes 8 distritos serão os mais afetados"></a></article></aside><p>Neste momento, para quinta-feira, o ECMWF, aposta em máximas compreendidas entre os 20 ºC em Viana do Castelo e os 32 ºC em Évora e Beja. Já para domingo, as máximas poderão manter-se entre os 26 ºC em Viana do Castelo e os 38 ºC em Santarém. <strong>Caso esta previsão se verifique, o fim de semana espera-se quente e seco em todo o país</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-um-arrefecimento-de-ate-4-c-em-portugal-o-ambiente-de-outono-chegara-de-repente.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A partir das 15 horas, uma frente fria trará chuva a Portugal: estes 8 distritos serão os mais afetados]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-das-15-horas-uma-frente-fria-trara-chuva-a-portugal-estes-8-distritos-serao-os-mais-afetados.html</link><pubDate>Tue, 08 Sep 2026 07:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A partir das 15 horas desta terça-feira, uma frente fria começará a afetar Portugal continental. A chuva entrará pelo Noroeste e avançará gradualmente para outros distritos do Norte e Centro.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb5656u"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb5656u.jpg" id="xb5656u"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Após vários dias marcados por <strong>tempo seco e temperaturas elevadas</strong>, Portugal continental prepara-se para uma mudança temporária do estado do tempo. A aproximação de uma <strong>frente fria pelo Atlântico</strong> deverá trazer precipitação a várias regiões durante a tarde e noite desta terça-feira, dia 8 de setembro.</p><p>A alteração começará pelo <strong>Noroeste de Portugal</strong>, onde a nebulosidade deverá aumentar progressivamente. Posteriormente, o sistema frontal avançará para leste e sul, levando chuva a outros pontos das regiões Norte e Centro.</p><h2>A partir das 15 horas começam os primeiros sinais da frente fria</h2><p>Durante a primeira metade do dia, a precipitação deverá permanecer essencialmente sobre o Atlântico e a norte de Portugal continental. Contudo, <strong>por volta das 15h</strong>, o modelo ECMWF já coloca a frente fria muito próxima do Minho, com os primeiros sinais de precipitação a aproximarem-se de <strong>Viana do Castelo e Braga</strong>.</p><p>A probabilidade de chuva aumenta rapidamente no extremo Noroeste. Às 15h, os valores previstos pelo modelo aproximam-se dos <strong>75% na zona de Vigo</strong>, enquanto o sinal de precipitação começa a aproximar-se da fronteira portuguesa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-das-15-horas-a-frente-fria-trara-chuva-a-portugal-estes-8-distritos-serao-os-mais-afetados-1788803063038.jpg" data-image="i9j8dogdyuvx" alt="A frente fria aproxima-se do Noroeste a partir das 15h" title="A frente fria aproxima-se do Noroeste a partir das 15h"><figcaption>Probabilidade de precipitação prevista pelo ECMWF para as 15h desta terça-feira. A frente fria estará muito próxima do Minho, aproximando-se rapidamente do Noroeste de Portugal.</figcaption></figure><p>A progressão deverá tornar-se bastante mais evidente nas horas seguintes. <strong>Entre as 15h e as 18h, a probabilidade de precipitação aumentará rapidamente no Minho</strong>, com o sistema frontal a começar efetivamente a atravessar o extremo Noroeste português.</p><p>Às 18h, o ECMWF já projeta probabilidades próximas de <strong>90% na região de Vigo e cerca de 70% na zona de Braga</strong>, evidenciando a entrada progressiva da frente fria.</p><h2>Chuva avança pelo Norte durante o final da tarde</h2><p>A partir daí, a precipitação deverá começar a ganhar maior expressão. Pelas <strong>19h</strong>, os mapas mostram chuva sobre uma parte considerável do Norte, abrangendo sobretudo <strong>Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real e Bragança</strong>.</p><p>Os valores pontuais apresentados pelo modelo sugerem precipitação geralmente fraca a moderada, embora <strong>localmente possa chover com maior intensidade</strong>, particularmente nas áreas mais expostas do Minho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-das-15-horas-a-frente-fria-trara-chuva-a-portugal-estes-8-distritos-serao-os-mais-afetados-1788803248047.jpg" data-image="rc66kzherfyp" alt="Ao início da noite, a chuva já terá alcançado grande parte do Norte" title="Ao início da noite, a chuva já terá alcançado grande parte do Norte"><figcaption>Precipitação prevista pelo ECMWF para as 19h desta terça-feira. A frente fria deverá afetar sobretudo o Minho, Douro Litoral, Trás-os-Montes e outras áreas do Norte.</figcaption></figure><p>A deslocação do sistema frontal deverá prosseguir durante a noite, permitindo que a chuva avance simultaneamente <strong>para leste e para sul</strong>. Desta forma, outras áreas do Norte e Centro passarão progressivamente a ficar sob influência da frente.</p><p>Por volta das 22h, a precipitação deverá estender-se por uma faixa bastante mais ampla, desde o litoral Norte até áreas do interior, atingindo também setores de <strong>Aveiro, Viseu e Guarda</strong>.</p><h2>Estes são os 8 distritos onde a chuva deverá marcar presença</h2><p>Até ao final de terça-feira, os mapas do ECMWF apontam para precipitação em aproximadamente <strong>oito distritos de Portugal continental</strong>: <strong>Viana do Castelo</strong>, <strong>Braga,</strong> <strong>Porto</strong>, <strong>Aveiro,</strong> <strong>Vila Real,</strong> <strong>Viseu,</strong> <strong>Bragança e</strong> <strong>Guarda</strong>.</p><ul> </ul><p>A distribuição da precipitação não será, contudo, uniforme. O <strong>Noroeste deverá concentrar os maiores acumulados</strong>, enquanto nas regiões mais a sul e no interior a passagem da frente será menos expressiva.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-das-15-horas-a-frente-fria-trara-chuva-a-portugal-estes-8-distritos-serao-os-mais-afetados-1788803517029.jpg" data-image="n4fapt1r1oao" alt="O Noroeste concentrará os maiores acumulados de precipitação" title="O Noroeste concentrará os maiores acumulados de precipitação"><figcaption>Precipitação acumulada prevista pelo ECMWF até às 23h desta terça-feira. Viana do Castelo e Braga deverão concentrar os valores mais elevados, diminuindo a precipitação para sul e para o interior.</figcaption></figure><p>Os acumulados poderão ultrapassar os <strong>10 mm em alguns setores do extremo Noroeste</strong>, com o modelo a projetar valores próximos de <strong>13 mm na região de Vigo</strong> e cerca de <strong>7 a 8 mm em Braga</strong>. Em Vila Real e Porto, os acumulados previstos são mais modestos.</p><p>Em <strong>Aveiro, Viseu e Guarda</strong>, os valores apresentados são bastante inferiores, geralmente próximos ou abaixo de poucos milímetros. Isto demonstra como a frente deverá perder progressivamente expressão à medida que avança para sul e para o interior.</p><h2>Passagem da frente será acompanhada por vento e descida da temperatura</h2><p>A mudança do estado do tempo não ficará limitada à precipitação. A aproximação e passagem da frente será também acompanhada por uma <strong>alteração do regime do vento</strong>, com rajadas localmente mais fortes em algumas regiões.</p><p>Ao final da tarde, o ECMWF projeta rajadas na ordem dos <strong>40 a 45 km/h em vários setores do interior</strong>, podendo pontualmente aproximar-se dos <strong>45 a 50 km/h</strong>, nomeadamente em zonas mais expostas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-das-15-horas-a-frente-fria-trara-chuva-a-portugal-estes-8-distritos-serao-os-mais-afetados-1788803652402.jpg" data-image="w48gpeaod81b" alt="Passagem da frente será acompanhada por algumas rajadas mais fortes" title="Passagem da frente será acompanhada por algumas rajadas mais fortes"><figcaption>Rajadas de vento previstas pelo ECMWF para as 19h. Em algumas áreas do interior poderão aproximar-se dos 40 a 50 km/h, enquanto o vento será menos intenso no litoral Norte.</figcaption></figure><p>Atrás da frente ocorrerá também a entrada de <strong>ar mais fresco de norte e noroeste</strong>, colocando um ponto final temporário no episódio de temperaturas muito elevadas que marcou os últimos dias.</p><p>Esta alteração será particularmente evidente na quarta-feira, quando as temperaturas máximas deverão baixar em grande parte do território.</p><h2>Quarta-feira será bastante mais fresca</h2><p>A diferença entre terça e quarta-feira será significativa em algumas regiões. Às 16h desta terça-feira, o ECMWF ainda prevê cerca de <strong>34 ºC em Beja, 32 ºC em Évora, 31 ºC em Castelo Branco e 30 ºC em Portalegre</strong>.</p><p>Mais a norte, a influência marítima e a aproximação da frente já serão evidentes, com valores próximos dos <strong>22 ºC no Porto e Braga</strong>.</p><p>Na quarta-feira, o arrefecimento tornar-se-á mais generalizado. As máximas deverão rondar <strong>23 ºC em Bragança e Guarda, 25 ºC em Braga e Vila Real e 29 a 30 ºC em várias zonas do interior Sul</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-das-15-horas-a-frente-fria-trara-chuva-a-portugal-estes-8-distritos-serao-os-mais-afetados-1788803731634.jpg" data-image="rdby1427fimv" alt="Depois da frente, as temperaturas descem na quarta-feira" title="Depois da frente, as temperaturas descem na quarta-feira"><figcaption>Temperaturas previstas pelo ECMWF para as 16h de quarta-feira. O ar mais fresco deixado pela passagem da frente fará baixar os termómetros em grande parte de Portugal continental.</figcaption></figure><p>A descida permitirá aproximar novamente as temperaturas dos valores climatologicamente habituais para setembro. Em algumas áreas do Norte e Centro, o cenário poderá mesmo inverter-se ligeiramente, passando de temperaturas acima do normal para <strong>valores próximos ou abaixo da média</strong>.</p><p>No entanto, esta mudança não deverá representar o início de um período prolongado de tempo fresco e chuvoso, mas antes uma <strong>interrupção temporária do padrão quente e seco</strong>.</p><h2>Chuva terá uma passagem rápida por Portugal</h2><p>A frente deverá continuar a deslocar-se durante a noite de terça para quarta-feira, perdendo progressivamente atividade. Os últimos períodos de precipitação poderão ainda afetar algumas áreas do Norte e Centro durante as primeiras horas de quarta-feira.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787526" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-esta-semana-chuva-regressa-e-temperaturas-descem-mas-por-pouco-tempo-a-partir-de-quinta-10-ha-nova-mudanca.html" title="Tempo esta semana: chuva regressa e temperaturas descem, mas por pouco tempo; a partir de quinta (10) há nova mudança">Tempo esta semana: chuva regressa e temperaturas descem, mas por pouco tempo; a partir de quinta (10) há nova mudança</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-esta-semana-chuva-regressa-e-temperaturas-descem-mas-por-pouco-tempo-a-partir-de-quinta-10-ha-nova-mudanca.html" title="Tempo esta semana: chuva regressa e temperaturas descem, mas por pouco tempo; a partir de quinta (10) há nova mudança"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-esta-semana-chuva-regressa-e-temperaturas-descem-mas-por-pouco-tempo-a-partir-de-quinta-10-ha-nova-mudanca-1788782593820_320.png" alt="Tempo esta semana: chuva regressa e temperaturas descem, mas por pouco tempo; a partir de quinta (10) há nova mudança"></a></article></aside><p>Depois disso, a tendência será para uma <strong>rápida melhoria das condições meteorológicas</strong>, com a precipitação a desaparecer de grande parte do território.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-das-15-horas-a-frente-fria-trara-chuva-a-portugal-estes-8-distritos-serao-os-mais-afetados-1788803793115.jpg" data-image="4hs7gjae0rtt" alt="Ao final da noite, a frente estará a atravessar o Norte e Centro" title="Ao final da noite, a frente estará a atravessar o Norte e Centro"><figcaption>Precipitação prevista pelo ECMWF para as 22h de terça-feira. A chuva deverá estender-se do litoral Norte ao interior, alcançando também vários setores da região Centro.</figcaption></figure><p>Apesar de abranger vários distritos, o episódio deverá ser relativamente curto. <strong>O Minho será a região onde a precipitação terá maior duração e onde são esperados os acumulados mais expressivos</strong>, diminuindo a quantidade de chuva à medida que avançamos para sul.</p><p>Assim, esta terça-feira ficará marcada por uma mudança rápida do estado do tempo: <strong>a partir do meio da tarde, a frente fria entrará pelo Noroeste, atravessará vários distritos do Norte e Centro e abrirá caminho à entrada de ar mais fresco</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-das-15-horas-uma-frente-fria-trara-chuva-a-portugal-estes-8-distritos-serao-os-mais-afetados.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Timothy Walker é o historiador americano que lê o clima nos diários de bordo da Marinha Portuguesa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/timothy-walker-e-o-historiador-americano-que-le-o-clima-nos-diarios-de-bordo-da-marinha-portuguesa.html</link><pubDate>Tue, 08 Sep 2026 06:21:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Observações náuticas antigas revelam padrões atmosféricos que ajudam a decifrar a evolução do clima e a antecipar desafios atuais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/timothy-walker-e-o-historiador-americano-que-le-o-clima-nos-diarios-de-bordo-da-marinha-portuguesa-1788359055091.jpg" data-image="v7xdvd5ktmuk" alt="Timothy Walker, historiador" title="Timothy Walker, historiador"><figcaption>Timothy Walker analisa diários de bordo antigos no Arquivo Histórico da Marinha, transformando registos náuticos em dados climáticos. Foto: UMass Dartmouth</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Entre estantes altas e volumes encadernados, <strong>Timothy Walker</strong> procura conhecer o clima de outros séculos. É ali, no <strong>Arquivo Histórico da Marinha</strong>, instalado na antiga fábrica da Cordoaria Nacional, em Lisboa, que o historiador americano passa horas a decifrar caligrafias antigas, páginas amareladas e anotações feitas por oficiais que cruzaram oceanos há mais de 200 anos. Cada <strong>diário de bordo</strong> é uma peça de um puzzle global que pode ajudar a compreender o mundo de hoje.</p><h2>Um projeto que atravessa oceanos e séculos</h2><p>Timothy Walker coordena um projeto científico que junta investigadores portugueses e americanos numa grande investigação: <strong>reconstituir padrões climáticos entre os séculos XVIII e XX</strong> a partir dos diários de bordo da Marinha Portuguesa. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>São documentos meticulosos, escritos entre as décadas de 1760 e 1960, que acompanham a evolução da navegação desde a Era da Vela até ao advento dos navios a vapor.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A equipa identificou, ao todo, <strong>cerca de 2200 diários</strong>, muitos deles produzidos em rotas onde quase nenhuma outra marinha europeia navegava com regularidade. Os navios portugueses cruzaram o <strong>Atlântico Sul</strong>, o <strong>Atlântico equatorial</strong>, o <strong>Índico</strong> e o <strong>Mar da China Meridional</strong>, deixando para trás registos meteorológicos de regiões que, durante séculos, foram praticamente ignoradas pela ciência.</p><h2>Da caligrafia ao modelo climático</h2><p>O processo exige paciência e um rigor quase artesanal. Os diários são, antes de tudo, <strong>digitalizados e transcritos</strong>. Cada observação meteorológica é depois extraída manualmente – direção do vento, estado do mar, nebulosidade, tempestades, correntes – e convertida em dados numéricos. </p><p>A equipa georreferencia cada entrada, criando <strong>séries temporais</strong> que permitem mapear o comportamento da atmosfera e dos oceanos ao longo de 250 anos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/timothy-walker-e-o-historiador-americano-que-le-o-clima-nos-diarios-de-bordo-da-marinha-portuguesa-1788359174285.jpg" data-image="s5aisjjhek71" alt="Arquivo Histórico da Marinha Portuguesa" title="Arquivo Histórico da Marinha Portuguesa"><figcaption>Os registos do Arquivo da Marinha Portuguesa documentam detalhadamente as condições meteorológicas e a rota, servindo para estudos científicos sobre o clima do passado. Foto: Marinha Portuguesa</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>O trabalho envolve História, Climatologia, Oceanografia e a articulação estreita com uma equipa multidisciplinar. Participam investigadores da <strong>Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa</strong>, do <strong>Instituto Dom Luiz</strong>, do Arquivo Histórico da Marinha, da <strong>Universidade de Massachusetts Dartmouth</strong> e da <strong>Woods Hole Oceanographic Institution</strong>, uma das instituições de investigação oceânica mais prestigiadas do mundo.</p><h2>O que estes dados revelam</h2><p>Os diários de bordo portugueses são valiosos porque sistematizam informações sobre <strong>condições meteorológicas</strong> em zonas <strong>tropicais</strong> e <strong>subtropicais</strong> onde, até ao século XX, quase não havia medições regulares. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os documentos permitem reconstituir padrões históricos de vento e de circulação oceânica, identificar anomalias climáticas como secas prolongadas ou tempestades tropicais, e comparar o clima atual com o de outros séculos, avaliando a velocidade das alterações em curso.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Ao decifrar ciclos históricos de precipitação, o tratamento e a análise de dados ajudam ainda a melhorar <strong>modelos de previsão usados na navegação moderna</strong>, sobretudo em rotas transatlânticas, oferecendo também pistas úteis para a <strong>agricultura</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="718840" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/espionagem-pilhagens-e-lutas-por-poder-a-historia-do-mapa-portugues-que-revelou-o-novo-mundo-a-europa.html" title="Espionagem, pilhagens e lutas por poder: a história do mapa português que revelou o Novo Mundo à Europa">Espionagem, pilhagens e lutas por poder: a história do mapa português que revelou o Novo Mundo à Europa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/espionagem-pilhagens-e-lutas-por-poder-a-historia-do-mapa-portugues-que-revelou-o-novo-mundo-a-europa.html" title="Espionagem, pilhagens e lutas por poder: a história do mapa português que revelou o Novo Mundo à Europa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/espionagem-pilhagens-e-lutas-por-poder-a-historia-do-mapa-portugues-que-revelou-o-novo-mundo-a-europa-1751971166742_320.jpg" alt="Espionagem, pilhagens e lutas por poder: a história do mapa português que revelou o Novo Mundo à Europa"></a></article></aside><p> No plano económico, a investigação poderá antecipar os impactos climáticos no<strong> comércio</strong> e na<strong> logística</strong>, setores essenciais para manter as cadeias de abastecimento globais. </p><p>Além disso, ao revelar padrões de tempestades e marés, o estudo contribui para políticas <span style="margin: 0px; padding: 0px;"><strong>costeiras </strong>mais</span> eficazes e reforça a defesa nacional, aumentando a capacidade de prever fenómenos oceânicos extremos. </p><p>O que começou, portanto, como um exercício de história marítima tornou‑se uma ferramenta crucial para enfrentar desafios contemporâneos. </p><h2>Dar nova vida a documentos antigos</h2><p>Há ainda uma <strong>dimensão patrimonial</strong> que não se pode desvalorizar. Ao transformar manuscritos em dados científicos, o projeto mostra como os arquivos históricos podem ir muito para além da historiografia tradicional. </p><p>Os diários de bordo, muitas vezes esquecidos entre o pó das prateleiras, revelam‑se essenciais para compreender o clima global. A investigação reforça a importância de <strong>preservar, digitalizar e valorizar documentos antigos</strong>, que podem conter informação valiosa para a ciência moderna.</p><h2>Uma relação de décadas com Portugal</h2><p>A ligação de Timothy Walker a Portugal é profunda e antiga. O historiador viveu no país, estudou em arquivos nacionais e dedicou grande parte da sua carreira à <strong>história marítima</strong> e <strong>colonial portuguesa</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/timothy-walker-e-o-historiador-americano-que-le-o-clima-nos-diarios-de-bordo-da-marinha-portuguesa-1788359278710.jpg" data-image="a7v7e2avnhav" alt="Óleo de António José Ramos, 1956, Museu Naval" title="Óleo de António José Ramos, 1956, Museu Naval"><figcaption>A navegação portuguesa do século XVIII consolidou rotas atlânticas para o Brasil e o comércio colonial. Imagem: Óleo de António José Ramos, 1956, Museu Naval.</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Investigou a Inquisição, o período colonial, o PREC e a circulação global de saberes. Trabalhou em embarcações históricas como a caravela <strong>Boa Esperança</strong>, em Lisboa, e a escuna <strong>Ernestina‑Morrissey</strong>, em Massachusetts, experiências que lhe deram uma compreensão prática da navegação tradicional.</p><p>Ao navegar agora pelos diários de bordo, reencontrou uma parte da história marítima portuguesa que sempre o fascinou, mas com o propósito de usar o passado como uma bússola para antecipar o futuro..</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Di%C3%A1rio%20de%20Not%C3%ADcias" data-year="" data-title="O%20americano%20que%20estuda%20o%20clima%20de%20s%C3%A9culos%20passados%20nos%20di%C3%A1rios%20de%20bordo%20da%20Marinha%20Portuguesa" data-url="https%3A%2F%2Fwww.dn.pt%2Finternacional%2Fo-americano-que-estuda-o-clima-de-sculos-passados-nos-dirios-de-bordo-da-marinha-portuguesa">Diário de Notícias. <a href="https://www.dn.pt/internacional/o-americano-que-estuda-o-clima-de-sculos-passados-nos-dirios-de-bordo-da-marinha-portuguesa" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">O americano que estuda o clima de séculos passados nos diários de bordo da Marinha Portuguesa</a>.</cite><br><cite data-author="P%C3%BAblico" data-year="" data-title="Navegando%20pelos%20di%C3%A1rios%20de%20bordo%20da%20Marinha%20Portuguesa%20desde%20o%20s%C3%A9culo%20XVIII" data-url="https%3A%2F%2Fwww.publico.pt%2F2025%2F06%2F15%2Fciencia%2Fnoticia%2Fnavegando-diarios-bordo-marinha-portuguesa-desde-seculo-xviii-2136617">Público. <a href="https://www.publico.pt/2025/06/15/ciencia/noticia/navegando-diarios-bordo-marinha-portuguesa-desde-seculo-xviii-2136617" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Navegando pelos diários de bordo da Marinha Portuguesa desde o século XVIII</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/timothy-walker-e-o-historiador-americano-que-le-o-clima-nos-diarios-de-bordo-da-marinha-portuguesa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como as ondas de Rossby conectam a atmosfera aos oceanos e levam alimento ao fitoplâncton]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-as-ondas-de-rossby-conectam-a-atmosfera-aos-oceanos-e-levam-alimento-ao-fitoplancton.html</link><pubDate>Tue, 08 Sep 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Gigantescas, lentas e praticamente invisíveis — é assim que as ondas de Rossby se propagam pelos oceanos. Ao moverem-se, essas ondas podem levar nutrientes ao fitoplâncton ou fazê-lo afundar para além do seu alcance.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-las-ondas-de-rossby-conectan-los-oceanos-y-llevan-comida-a-domicilio-al-fitoplancton-a-traves-de-la-atmosfera-1788074618550.png" data-image="lbjzdk885325" alt="fitoplâncton; mar; Rossby; afloramento" title="fitoplâncton; mar; Rossby; afloramento"><figcaption>Quando encontra luz e nutrientes suficientes, o fitoplâncton pode multiplicar-se a ponto de transformar a cor do oceano.</figcaption></figure><p>Existe um paradoxo nas águas superficiais do oceano. Há abundância da luz de que o <strong>fitoplâncton </strong>necessita para a fotossíntese, mas grande <strong>parte do seu alimento permanece dezenas ou centenas de metros abaixo</strong>. Nitratos, fosfatos e outros nutrientes tendem a acumular-se nas águas profundas, longe dessa zona iluminada pelo sol.</p><div class="texto-destacado">Na estrutura vertical de grande parte do oceano, é possível distinguir a termoclina — onde a temperatura diminui rapidamente — e a nutriclina — onde a concentração de nutrientes começa a aumentar com a profundidade.</div><p>O problema? Ao contrário dos peixes, <strong>esses microrganismos não conseguem percorrer longas distâncias em busca de alimento</strong>. O seu crescimento depende de correntes, processos de mistura ou ressurgência que lhes tragam nutrientes. Entre os processos capazes de realizar isso estão as <strong>ondas de Rossby</strong> — perturbações gigantescas e de movimento lento que atravessam as bacias oceânicas.</p><h2>Ondas não visíveis da praia</h2><p>Imagine o “<em>olé</em>” feito pela multidão num estádio. Cada pessoa se levanta e se senta novamente no mesmo lugar. Ninguém se desloca pelo estádio; é o movimento em si que percorre as arquibancadas. Algo semelhante acontece com as <strong>ondas de Rossby oceânicas</strong>. Em vez de pessoas a levantarem-se e a sentarem-se, são <strong>vastas extensões de água que sobem e descem muito lentamente</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-las-ondas-de-rossby-conectan-los-oceanos-y-llevan-comida-a-domicilio-al-fitoplancton-a-traves-de-la-atmosfera-1788078170295.png" data-image="mhpvn9w1ob7g"><figcaption>As ondas de Rossby são monitorizadas do espaço através do acompanhamento de anomalias do nível do mar que se deslocam para o oeste. Imagem cortesia do NASA Scientific Visualization Studio.</figcaption></figure><p>No entanto, elas não se assemelham às ondas que normalmente vemos a quebrar na costa. Podem estender-se por centenas ou até milhares de quilómetros. Ainda assim, na superfície, elevam ou rebaixam o nível do mar em apenas alguns centímetros. Por outro lado, sob a água, podem deslocar em dezenas de metros as camadas que separam as águas superficiais quentes das águas profundas, frias e ricas em nutrientes.</p><p>Elas têm origem a partir da rotação da Terra e da forma como o efeito de Coriolis varia com a latitude. Geralmente, deslocam-se para o oeste, e fazem-no com extraordinária lentidão. Consequentemente, podem levar de meses a anos para atravessar o oceano. E, <strong>à medida que avançam, o movimento vertical que geram pode determinar se os nutrientes permanecem longe da luz ou se sobem </strong>o suficiente.</p><h3>A atmosfera faz o pedido</h3><p><strong>Embora se desenvolvam no oceano, muitas dessas ondas originam-se a partir de alterações na atmosfera</strong>. Variações nos padrões de vento ou fenómenos como o El Niño-Oscilação Sul, o Dipolo do Oceano Índico ou a Oscilação Madden-Julian podem perturbar a superfície e gerar ondas oceânicas.</p><p>É assim que os dois sistemas estão conectados: uma<strong> anomalia atmosférica altera os ventos</strong> que, por sua vez,<strong> exercem pressão sobre a superfície do oceano</strong>. A resposta resultante pode propagar-se pelo interior do oceano durante meses.</p><div class="texto-destacado">À medida que uma onda de Rossby se propaga, as suas cristas e cavados deformam as camadas internas do oceano: sob os cavados, a termoclina e a nutriclina podem subir, aproximando águas ricas em nutrientes da zona iluminada pelo sol; sob as cristas, essas camadas descem, afastando os nutrientes do fitoplâncton.</div><p>Mas vamos esclarecer uma coisa. As ondas não transportam uma carga de nutrientes de um lugar para outro como camiões de entrega. O que elas transportam, principalmente, é energia. <strong>À medida que avançam, elas elevam ou rebaixam as camadas subsuperficiais de água</strong> — e, com isso, pode-se dizer que <strong>trazem a "despensa" do fitoplâncton para mais perto ou a afastam</strong>.</p><h2>Os afloramentos que seguem as ondas</h2><p>As investigações sobre a relação entre essas ondas e o fitoplâncton começaram com o uso de satélites. Um estudo publicado na revista <em>Nature </em>em 2001 constatou que sinais associados às<strong> ondas de Rossby </strong>correspondiam a uma parcela <strong>entre 5% e 20% da variabilidade observada na clorofila oceânica</strong>.</p><p>Em <strong>2014</strong>, um planador submarino detetou ondas de Rossby associadas à Oscilação Madden-Julian no Oceano Índico. Durante a passagem da fase que provocava a ascensão das camadas internas, o <strong>nível de concentração máxima de clorofila elevou-se entre 10 e 25 metros, aproximando-se de condições mais favoráveis de luz e nutrientes</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-las-ondas-de-rossby-conectan-los-oceanos-y-llevan-comida-a-domicilio-al-fitoplancton-a-traves-de-la-atmosfera-1788074841439.png" data-image="zty2tt6h1675"><figcaption>Os cavados das ondas de Rossby oceânicas trazem nutrientes para mais perto do fitoplâncton, enquanto as suas cristas afastam-nos da superfície.</figcaption></figure><p>Um evento ainda mais intenso ocorreu durante o La Niña de 2010–2011. As fases ascendentes das ondas elevaram a termoclina em mais de 70 metros no Oceano Índico tropical e foram associadas a um <strong>afloramento de fitoplâncton</strong> aproximadamente quatro vezes superior ao valor climatológico e duas vezes maior do que a registada durante outro episódio de La Niña.</p><h3>A entrega também pode ser cancelada</h3><p>No entanto, <strong>nem todas as ondas transportam nutrientes para a superfície</strong>. Em 2015, 2019 e 2023, as cristas das ondas estiveram associadas a um aprofundamento da termoclina para cerca de 150 metros — aproximadamente 25 metros a mais do que o habitual. Em 2023, o máximo de clorofila deslocou-se para baixo, passando de cerca de 50 metros para profundidades entre 75 e 95 metros, praticamente desaparecendo da superfície.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="746261" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-ondas-de-rossby-o-verdadeiro-motor-invisivel-do-clima-em-escala-planetaria.html" title="As ondas de Rossby, o verdadeiro motor invisível do clima à escala planetária">As ondas de Rossby, o verdadeiro motor invisível do clima à escala planetária</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-ondas-de-rossby-o-verdadeiro-motor-invisivel-do-clima-em-escala-planetaria.html" title="As ondas de Rossby, o verdadeiro motor invisível do clima à escala planetária"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/onde-di-rossby-1765811234190_320.png" alt="As ondas de Rossby, o verdadeiro motor invisível do clima à escala planetária"></a></article></aside><p>Num oceano cada vez mais quente e estratificado, a profundidade das camadas ricas em nutrientes também está a mudar. As <strong>ondas de Rossby</strong> continuarão a atravessar as bacias oceânicas, mas a sua <strong>capacidade de trazer nutrientes para a superfície dependerá das condições oceânicas</strong> que encontrarem pelo caminho.</p><p>O agente transportador continuará a chegar, ainda que o conteúdo e o destino de cada entrega possam variar.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Carr%2C%20M.D.%2C%20Aguilar-Gonz%C3%A1les%2C%20B.%2C%20Hermes%2C%20J.%2C%20Veitch%2C%20J%20y%20Reason%2C%20C." data-year="2025" data-title="The%20Role%20of%20Rossby%20Waves%20and%20Indonesian%20Throughflow%20Waters%20in%20Shaping%20the%20Phytoplankton%20Bloom%20Over%20the%20Seychelles%20Chagos%20Thermocline%20Ridge%3A%20A%20Biogeochemical%20Argo%20Case%20Study" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1029%2F2025JC022742">Carr, M.D., Aguilar-Gonzáles, B., Hermes, J., Veitch, J y Reason, C.. (2025). <a href="https://doi.org/10.1029/2025JC022742" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The Role of Rossby Waves and Indonesian Throughflow Waters in Shaping the Phytoplankton Bloom Over the Seychelles Chagos Thermocline Ridge: A Biogeochemical Argo Case Study</a>.</cite><br><cite data-author="Mete%20Uz%2C%20B.%2C%20Yoder%2C%20J.A.%20y%20Osychny%2C%20V." data-year="2001" data-title="Pumping%20of%20nutrients%20to%20ocean%20surface%20waters%20by%20the%20action%20of%20propagating%20planetary%20waves" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2F35054527">Mete Uz, B., Yoder, J.A. y Osychny, V.. (2001). <a href="https://www.nature.com/articles/35054527" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Pumping of nutrients to ocean surface waters by the action of propagating planetary waves</a>.</cite><br><cite data-author="Alcal%C3%A1%20Verdugo%2C%20A.%20y%20P%C3%A9rez%20Hern%C3%A1ndez%2C%20M.D." data-year="2026" data-title="Ondas%20de%20Rossby%2C%20el%20%E2%80%98Uber%20Eats%E2%80%99%20del%20oc%C3%A9ano" data-url="https%3A%2F%2Ftheconversation.com%2Fondas-de-rossby-el-uber-eats-del-oceano-287731">Alcalá Verdugo, A. y Pérez Hernández, M.D.. (2026). <a href="https://theconversation.com/ondas-de-rossby-el-uber-eats-del-oceano-287731" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Ondas de Rossby, el ‘Uber Eats’ del océano</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-as-ondas-de-rossby-conectam-a-atmosfera-aos-oceanos-e-levam-alimento-ao-fitoplancton.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estrela do rock e réptil: uma nova espécie de cobra batizada em homenagem a Slash]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estrela-do-rock-e-reptil-uma-nova-especie-de-cobra-batizada-em-homenagem-a-slash.html</link><pubDate>Mon, 07 Sep 2026 17:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O que é que uma lenda do rock tem a ver com uma cobra misteriosa da Nova Guiné? A resposta é mais estranha do que se possa imaginar — e tudo começa com o Slash e o seu amor de toda a vida pelos répteis.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/rock-star-meets-reptile-a-new-snake-species-named-for-slash-1788611907725.jpg" data-image="eu1wbvbjpjg0" alt="slash" title="slash"><figcaption>Slash e Sara Ruane, autora principal do artigo, no Field Museum. Crédito: Cortesia de Sara Ruane.</figcaption></figure><p><strong>Slash</strong>, o lendário guitarrista dos Guns N’ Roses, é um apaixonado por répteis desde sempre e um grande apoiante de jardins zoológicos e museus. E agora, <strong>dá nome a uma espécie recém-descoberta, a<em> Lielaphis slashi </em></strong>– a cobra-terrestre de Slash.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>"Como amante de répteis de longa data, sinto-me extremamente honrado e humilde por ter a Lielaphis slashi, da Nova Guiné, batizada com o meu nome. É realmente emocionante; nunca teria imaginado que este momento chegasse", afirmou Slash.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>"Os Guns N’ Roses têm sido uma das minhas bandas favoritas desde que andava na primeira classe e, na quinta classe, já tinha dito à minha professora que queria <strong>ser herpetologista</strong> — um cientista que estuda répteis — quando crescesse", disse <strong>Sara Ruane</strong>, curadora associada de herpetologia do <strong>Field Museum</strong> e autora principal do artigo publicado na <em><strong>Zootaxa</strong></em>. "Então, quando tinha doze anos e recebi pela correio a minha cópia da revista <em><strong>Reptiles Magazine</strong></em>, que trazia na<strong> capa uma fotografia do Slash a segurar a sua pitão reticulada de estimação, pensei: “Este tipo é tão fixe.”"</strong></p><p>Ruane cresceu e tornou-se cientista e, quando teve a oportunidade de atribuir um nome científico oficial a uma nova espécie de réptil, <strong>lembrou-se daquele artigo da revista</strong>.</p><p>"Reli a entrevista dele, e ele falava sobre o quanto adora museus, jardins zoológicos e história natural, e sobre como, quando era criança, saía à rua à procura de cobras — eram coisas com as quais me identificava muito, <strong>e isso fez-me pensar que ele seria uma pessoa fantástica para dar nome a uma nova espécie"</strong>, disse Ruane.</p><h2>Oportunidade de dar nome a uma nova espécie</h2><p>Foi então que surgiu a sua oportunidade com uma <strong>cobra castanho-avermelhada</strong>, com 28 polegadas de comprimento, proveniente da <strong>floresta da Nova Guiné</strong>.</p><p>A Nova Guiné é a segunda maior ilha do mundo, situada a norte da Austrália. As florestas tropicais da ilha ainda não foram bem estudadas, o que sugere que possam abrigar uma biodiversidade até agora desconhecida. <strong>Em 2006, Chris Austin</strong>, conservador de herpetologia do Museu de Ciências Naturais da Universidade Estadual da Louisiana, <strong>estava a realizar trabalho de campo na Nova Guiné quando se deparou com uma cobra desconhecida</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/rock-star-meets-reptile-a-new-snake-species-named-for-slash-1788612497979.jpg" data-image="ll679twwogk6" alt="new snake" title="new snake"><figcaption>A nova espécie de cobra, L. slashi. Crédito: Chris Austin.</figcaption></figure><p><strong>"Estas cobras terrestres da Nova Guiné são noturnas, pelo que a melhor forma de as encontrar é à noite</strong>. Normalmente, encontram-se logo após o pôr do sol, na base de árvores de grande porte, onde procuram algo para comer", afirmou Austin. <strong>"Ao trabalhar à noite na Nova Guiné, é preciso ter muito cuidado, pois existem várias espécies altamente venenosas</strong> que se parecem muito com as cobras terrestres não venenosas."</p><p>Em 2016, Ruane passou algum tempo a trabalhar com Austin, tendo colaborado para dar início ao estudo das cobras pouco conhecidas da Nova Guiné.</p><p><strong>Não tinham a certeza se a cobra era uma nova espécie</strong>, baseando-se apenas na sua aparência. Mas as análises laboratoriais revelaram então algumas diferenças interessantes.</p><p>"Utilizando várias análises genéticas de ponta, descobrimos que <strong>a <em>L. slashi</em> é</strong> <strong>geneticamente distinta de outras cobras</strong> semelhantes do mesmo género", afirmou Tianqi Huang, investigador de pós-doutoramento no Field Museum, a trabalhar com Ruane. "A combinação de características físicas, como as <strong>diferenças no número de escamas quando comparadas com outras espécies</strong>, e as evidências genéticas foi o que nos levou a perceber que se trata de uma espécie inteiramente nova. Também utilizámos modelação ecológica para demonstrar que <strong>o habitat preferido da <em>L. slashi </em>é diferente do de cobras semelhantes."</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="402541" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tem-medo-de-cobras-ou-aranhas-esta-podera-ser-a-razao-natureza-fobia-animais.html" title="Tem medo de cobras ou aranhas? Esta poderá ser a razão">Tem medo de cobras ou aranhas? Esta poderá ser a razão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tem-medo-de-cobras-ou-aranhas-esta-podera-ser-a-razao-natureza-fobia-animais.html" title="Tem medo de cobras ou aranhas? Esta poderá ser a razão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/scared-of-snakes-or-spiders-this-could-be-why-nature-phobia-1646323273619_320.jpeg" alt="Tem medo de cobras ou aranhas? Esta poderá ser a razão"></a></article></aside><p>Ainda há muito por descobrir sobre a cobra-terrestre-de-Slash.</p><p>"É incrivelmente difícil observar cobras na natureza antes de elas se afastarem a rastejar, por isso o nosso conhecimento sobre a<em> L. slashi</em> é limitado", afirmou Ruane. <strong>"As cobras deste género têm frequentemente dentes grandes na parte posterior da boca, que as cobras-terrestres da Nova Guiné podem utilizar para agarrar e comer lagartos pequenos de escamas escorregadias e os ovos de outros répteis</strong>; esta cobra não agarra nem aperta a sua presa como uma jibóia."</p><h2>Ameaças potenciais no horizonte?</h2><p>A cobra terrestre de Slash não representa uma ameaça para os seres humanos, mas a atividade humana poderá prejudicá-la no futuro.</p><p><strong>"Os habitats de origem da cobra terrestre de Slash estão ameaçados por indústrias como o cultivo de café e a mineração",</strong> afirmou Ruane. "É por isso que é importante descrever as espécies que ali vivem. Todas as espécies devem ser reconhecidas para que possamos compreender melhor como funcionam os ecossistemas e como tudo se encaixa no ambiente. Não podemos conservar animais ou outros seres vivos que desconhecemos."</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">News reference</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="HUANG%2C%20T.%2C%20AUSTIN%2C%20C.%20C.%2C%20BERNSTEIN%2C%20J.%20M.%2C%20IOVA%2C%20B.%2C%20ROBERTS%2C%20J.%20R.%2C%20FREDERICK%2C%20J.%20H.%2C%20%26%20RUANE%2C%20S." data-year="2026" data-title="A%20new%20species%20of%20papuan%20groundsnake%20(squamata%3A%20Colubridae%3A%20Lielaphis)%20from%20New%20Guinea." data-url="https%3A%2F%2Fmapress.com%2Fzt%2Farticle%2Fview%2Fzootaxa.5866.2.6">HUANG, T., AUSTIN, C. C., BERNSTEIN, J. M., IOVA, B., ROBERTS, J. R., FREDERICK, J. H., & RUANE, S.. (2026). <a href="https://mapress.com/zt/article/view/zootaxa.5866.2.6" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A new species of papuan groundsnake (squamata: Colubridae: Lielaphis) from New Guinea.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estrela-do-rock-e-reptil-uma-nova-especie-de-cobra-batizada-em-homenagem-a-slash.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Investigadores preocupados: o que é a alga invasora que se está a alastrar pela costa de Sines?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-preocupados-o-que-e-a-alga-invasora-que-se-esta-a-alastrar-pela-costa-de-sines.html</link><pubDate>Mon, 07 Sep 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Nos últimos dois a três anos uma alga invasora tem vindo a ganhar terreno nos fundos marinhos da costa de Sines, levantando preocupações sobre os efeitos que poderá ter na biodiversidade local.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-preocupados-o-que-e-a-alga-invasora-que-esta-a-cobrir-a-costa-de-sines-1788781461509.jpg" data-image="6zbkboeopx9z"><figcaption>Alga invasora Rugulopteryx (okamurae). Imagem: Facebook/Ambiente Cascais</figcaption></figure><p>Há cerca de uma década foi identificada junto à marina do Porto de Sines a <strong><em>Rugulopteryx (okamurae)</em></strong>, uma espécie originária do Pacífico que terá chegado à costa portuguesa através do Mediterrâneo, instalando-se primeiro no Algarve e progredindo posteriormente para Norte. O que está a gerar preocupação entre os cientistas é o facto de <strong>a sua expansão no fundo marinho de Sines ter acelerado significativamente nos últimos anos</strong>.</p><h2>Aumento da temperatura da água trouxe "um "boom" exponencial em todas as zonas até aos 12 metros de profundidade"</h2><p>Segundo <strong>Joaquim Parrinha</strong>, investigador da Universidade de Coimbra e do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE), <strong>o aumento da temperatura da água terá sido favorável a um crescimento explosivo da espécie</strong>. Até cerca de 12 metros de profundidade, a alga já ocupa extensas áreas do fundo marinho. Em zonas menos profundas, acrescenta o investigador, “está tudo ocupado”.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-preocupados-o-que-e-a-alga-invasora-que-esta-a-cobrir-a-costa-de-sines-1788781538909.jpg" data-image="n6a8z5hm83uo"><figcaption>Apesar desta alga invasora já ter sido identificada há uma década na costa portuguesa, aquilo que preocupa os investigadores devido aos potenciais impactos na biodiversidade local é o facto de ser ter alastrado vertiginosamente nos últimos dois a três anos, concentrando-se especialmente nas zonas de São Torpes e ilha do Pessegueiro.</figcaption></figure><p><strong>Na ilha do Pessegueiro, em Porto Covo, onde realiza mergulhos frequentes, Parrinha descreve autênticas florestas subaquáticas de Rugulopteryx</strong>. Embora “não deixando de ser bonita”, esta elevada concentração de algas altera profundamente o habitat das “espécies autóctones”, prejudicando bastante o seu desenvolvimento.</p><h2>Menos luz, menos oxigénio e menos vida</h2><p><strong>A forte acumulação observada recentemente em algumas praias do concelho de Sines</strong> resulta, segundo Joaquim Parrinha, da <strong>agitação marítima,</strong> que arrancou parte das algas dos fundos e as transportou até à costa.</p><p>Debaixo desses extensos “tapetes” de algas que chegam a cobrir completamente a costa, <strong>a passagem de luz diminui e o oxigénio disponível junto ao fundo pode escassear. O resultado torna-se particularmente pejorativo para espécies autóctones</strong>, designadamente "as algas coralinas, os sargaços, as laminárias e os códium", que podem acabar por morrer.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777846" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/nova-tecnologia-criada-em-peniche-acelera-o-crescimento-das-florestas-de-algas-marinhas.html" title="Nova tecnologia criada em Peniche acelera o crescimento das florestas de algas marinhas">Nova tecnologia criada em Peniche acelera o crescimento das florestas de algas marinhas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/nova-tecnologia-criada-em-peniche-acelera-o-crescimento-das-florestas-de-algas-marinhas.html" title="Nova tecnologia criada em Peniche acelera o crescimento das florestas de algas marinhas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nova-tecnologia-criada-em-peniche-acelera-o-crescimento-das-florestas-de-algas-marinhas-1783603903620_320.jpg" alt="Nova tecnologia criada em Peniche acelera o crescimento das florestas de algas marinhas"></a></article></aside><p>Ao ocupar os seus habitats e preencher os nichos ecológicos, a alga invasora acaba por contribuir para uma redução da biodiversidade. E como tal acontece? Parrinha explica que <strong>sob estas massas de algas, formam-se bolsas de gases que "causam a eutrofização das diversas lagoas subaquáticas nas zonas onde ela vai ficando presa"</strong>.</p><div class="texto-destacado">O investigador Joaquim Parrinha já se deparou com a <em>Rugulopteryx</em> ao longo de toda a faixa costeira entre Melides e Azenhas do Mar, com especial incidência em São Torpes e na ilha do Pessegueiro.</div><p>Perante este cenário, Parrinha defende duas possíveis ações: uma delas passa pela <strong>remoção da biomassa acumulada nas praias e o estudo do seu aproveitamento agrícola</strong>, depois de "devidamente lavada para retirar o sal". Já a segunda opção “é, <strong>no terreno ou debaixo de água, fazer a colheita desta alga para termos novamente a rocha limpa e livre para as algas autóctones</strong>, que nos interessam, se fixarem e continuarem o seu ciclo normal de vida", indica.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="JN" data-year="2026" data-title="Alga%20invasora%20alastra%20na%20costa%20de%20Sines%20e%20amea%C3%A7a%20biodiversidade" data-url="https%3A%2F%2Fwww.jn.pt%2Famp%2F18122484%2Falga-invasora-alastra-na-costa-de-sines-e-ameaca-biodiversidade">JN. (2026). <a href="https://www.jn.pt/amp/18122484/alga-invasora-alastra-na-costa-de-sines-e-ameaca-biodiversidade" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Alga invasora alastra na costa de Sines e ameaça biodiversidade</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-preocupados-o-que-e-a-alga-invasora-que-se-esta-a-alastrar-pela-costa-de-sines.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A humanidade terá de esperar at�� 2178 para ver Plutão completar a sua primeira órbita à volta do Sol]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-humanidade-tera-de-esperar-ate-2178-para-ver-plutao-completar-a-sua-primeira-orbita-a-volta-do-sol.html</link><pubDate>Mon, 07 Sep 2026 13:31:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Plutão demora 248 anos a completar uma órbita em torno do Sol e, em 2178, regressará ao ponto que ocupava quando foi descoberto em 1930.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-humanidad-tendra-que-esperar-hasta-2178-para-ver-a-pluton-realizar-su-primera-orbita-completa-alrededor-del-sol-1788258539077.jpeg" data-image="3raxp10u8nec" alt="Pluto" title="Pluto"><figcaption>Plutão demora 248 anos a completar a sua órbita e só voltará ao ponto em que se encontrava quando foi descoberto em 2178.</figcaption></figure><p><strong>O astrónomo norte-americano Clyde Tombaugh descobriu Plutão há quase um século, mas essa descoberta não marcou o início da sua órbita</strong>. O objeto já orbitava o Sol há milhares de milhões de anos quando Tombaugh conseguiu identificá-lo em placas fotográficas no Observatório Lowell, no Arizona. Desde então, a humanidade acompanhou a sua trajetória durante apenas uma fração de um ano plutoniano.</p><p>Os números colocam esta espera extraordinária em perspetiva: <strong>passarão cerca de 248 anos entre a descoberta de Plutão e o seu regresso ao mesmo ponto da sua órbita</strong>. Durante esse tempo, Plutão percorrerá uma distância enorme em torno do Sol, enquanto várias gerações humanas nascem, vivem e falecem. O paradoxo é que já enviámos uma nave espacial para lá e conhecemos a sua trajetória sem nunca termos testemunhado uma revolução completa.</p><h2>Plutão demora 248 anos a completar a sua órbita</h2><p>A duração de um ano depende do planeta de que estamos a falar. O ano da Terra, com cerca de 365 dias, não é um padrão universal. Mercúrio demora cerca de 88 dias terrestres a completar a sua órbita, enquanto Neptuno demora quase 165 anos. <strong>Em Plutão, um ano dura cerca de 248 anos terrestres</strong>.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/fJDuD9e6GNs/sddefault.jpg" alt="youtube video id=fJDuD9e6GNs" id="fJDuD9e6GNs"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p><strong>A explicação reside na sua enorme distância do Sol. Plutão encontra-se, em média, a cerca de 5,834 mil milhões de quilómetros da nossa estrela</strong>, ou seja, aproximadamente 39 unidades astronómicas. A sua órbita também não é circular: a sua distância do Sol varia entre aproximadamente 4,44 mil milhões e 7,375 mil milhões de quilómetros, o que equivale a cerca de 30 a 49,3 UA.</p><p>Essa órbita colocou Plutão mais próximo do Sol do que Neptuno entre 1979 e 1999. No entanto, isto não resulta num encontro próximo entre os dois corpos, uma vez que as suas órbitas estão ligadas numa ressonância de 3:2. <strong>Por cada duas órbitas que Plutão completa à volta do Sol, Neptuno completa três</strong>, impedindo que as suas posições relativas os aproximem perigosamente um do outro.</p><h2>A descoberta de Plutão não marcou o início da sua primeira órbita</h2><p><strong>Em 1930, Tombaugh procurava, a partir do Observatório Lowell, um possível planeta </strong>para além de Neptuno. Para o encontrar, fotografou diferentes áreas do céu e comparou placas tiradas em momentos diferentes. As estrelas permaneciam praticamente imóveis, enquanto um objeto pertencente ao Sistema Solar poderia mudar de posição.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-humanidad-tendra-que-esperar-hasta-2178-para-ver-a-pluton-realizar-su-primera-orbita-completa-alrededor-del-sol-1788258685724.jpg" data-image="i8yicqpkiozc" alt="American astronomer Clyde Tombaugh discovered Pluto nearly a century ago." title="American astronomer Clyde Tombaugh discovered Pluto nearly a century ago."><figcaption>Clyde Tombaugh descobriu Plutão em 1930, enquanto procurava o hipotético Planeta X em placas fotográficas no Observatório Lowell, no Arizona.</figcaption></figure><p>Foi assim que Plutão foi descoberto. Mas há dois acontecimentos que podem ser facilmente confundidos e que é preciso distinguir: a descoberta de um objeto não é o mesmo que o início da sua órbita. Plutão não começou a orbitar o Sol em 1930. <strong>O que teve início nesse ano foi o registo da sua posição pela humanidade e, com isso, a nossa capacidade de acompanhar o seu movimento</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767097" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/plutao-podera-recuperar-o-seu-estatuto-de-planeta-no-sistema-solar-o-diretor-da-nasa-reabre-o-debate.html" title="Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate">Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/plutao-podera-recuperar-o-seu-estatuto-de-planeta-no-sistema-solar-o-diretor-da-nasa-reabre-o-debate.html" title="Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pluton-podria-volver-a-ser-planeta-la-nasa-reabre-el-debate-1777885919279_320.jpeg" alt="Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate"></a></article></aside><p>A situação é semelhante a fotografar um corredor que já anda a dar voltas numa pista há muito tempo. <strong>A fotografia marca o momento em que começámos a observar, não o momento em que a corrida começou</strong>. No caso de Plutão, essa pista estende-se por milhares de milhões de quilómetros, e completar uma volta demora quase dois séculos e meio.</p><h2>Em 2178, Plutão regressará à sua posição de 1930</h2><p>Os astrónomos não precisam de esperar até 2178 para saber quanto tempo demora a órbita de Plutão. As observações permitem aos cientistas determinar a sua posição, velocidade e movimento.<strong> Ao aplicarem as leis da gravidade a esses dados, podem calcular a sua trajetória, determinar onde Plutão se encontrava antes da sua descoberta e prever onde estará no futuro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-humanidad-tendra-que-esperar-hasta-2178-para-ver-a-pluton-realizar-su-primera-orbita-completa-alrededor-del-sol-1788258925700.jpeg" data-image="hdp6bw8cfdjm" alt="Pluto" title="Pluto"><figcaption>Plutão demora cerca de 248 anos a orbitar o Sol, o que significa que ainda não completou uma órbita completa desde a sua descoberta, em 1930.</figcaption></figure><p>Existem também fotografias tiradas antes de 1930 nas quais Plutão foi captado sem que ninguém o tivesse identificado na altura. Estas imagens anteriores à descoberta ampliam os dados disponíveis e<strong> ajudam os cientistas a reconstruir o seu movimento ao longo de um período mais alargado</strong>.</p><p>A NASA prevê que Plutão regresse à posição orbital que ocupava quando foi descoberto em 2178. <strong>Algumas estimativas apontam para aproximadamente 23 de março, embora a agência espacial não especifique uma data exata</strong>. Nessa altura, terão passado quase 248 anos desde a descoberta de Tombaugh.</p><h2>A sonda New Horizons chegou a Plutão antes de este completar o seu ano</h2><p>A humanidade não teve de esperar por esse regresso para ver Plutão de perto. A sonda New Horizons da NASA, lançada em 2006, chegou a Plutão e realizou a sua histórica passagem a 14 de julho de 2015, após viajar milhares de milhões de quilómetros. <strong>As imagens revelaram montanhas de gelo de água, vastas planícies geladas e a famosa região brilhante em forma de coração</strong>. O minúsculo ponto que Tombaugh tinha avistado entre as estrelas tornou-se, 85 anos depois, um mundo que pudemos ver com notável detalhe.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">NASAs New Horizons spacecraft traveled nearly 3 billion miles over nine years to capture this moment on Pluto <br><br>About 15 minutes after its historic flyby, New Horizons turned back toward Pluto and recorded a breathtaking near-sunset view. <a href="https://t.co/fJyFXNZ8fI">pic.twitter.com/fJyFXNZ8fI</a></p>— Night Sky Now (@NightSkyNow) <a href="https://x.com/NightSkyNow/status/2092688412432314878?ref_src=twsrc%5Etfw">August 26, 2026</a></blockquote></figure><p>Tudo isto aconteceu enquanto Plutão ainda estava longe de completar a órbita que, da nossa perspetiva, começámos a acompanhar em 1930. <strong>Em 2015, tinham passado apenas 85 anos, o que ainda representa uma fração relativamente pequena do seu período orbital de 248 anos</strong>.</p><p>Quando chegar o ano de <strong>2178</strong>, Plutão regressará ao mesmo ponto da sua órbita que ocupava quando foi descoberto. Para Plutão, não haverá qualquer aniversário nem mudança significativa: continuará simplesmente a seguir a sua trajetória em torno do Sol. <strong>A data só tem importância para nós porque foi em 1930 que começámos a observá-lo</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-humanidade-tera-de-esperar-ate-2178-para-ver-plutao-completar-a-sua-primeira-orbita-a-volta-do-sol.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo esta semana: chuva regressa e temperaturas descem, mas por pouco tempo; a partir de quinta (10) há nova mudança]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-esta-semana-chuva-regressa-e-temperaturas-descem-mas-por-pouco-tempo-a-partir-de-quinta-10-ha-nova-mudanca.html</link><pubDate>Mon, 07 Sep 2026 12:12:11 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A segunda semana de setembro arranca com tempo estável e temperaturas acima da média na maior parte do país. No entanto, a partir de amanhã o cenário muda e depois de quinta-feira volta a mudar! Saiba tudo aqui!</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/xfvXlI96kfQ/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=xfvXlI96kfQ" id="xfvXlI96kfQ"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Esta semana arranca com sete distritos sob aviso amarelo de tempo quente, de acordo com o IPMA. Os distritos em causa são: <strong>Castelo Branco, Portalegre, Lisboa, Setúbal, Évora, Beja e Faro e este aviso manter-se-á em vigor até às 21h de hoje</strong>, devido à persistência de temperaturas elevadas.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>São esperados <strong>até 39 ºC em vários pontos do Baixo Alentejo</strong>, especialmente no Vale do Guadiana, devendo esta ser a região mais quente do país. Ainda assim, ao longo da faixa interior, esperam-se até 38 ºC na Beira Baixa e até 37 ºC no Vale do Douro. As <strong>anomalias térmicas ao longo desta faixa encontram-se elevadas, com valores até 9 ºC acima da média</strong>.</p><h2>Chuva regressa já amanhã, dia 8 de setembro, mas por pouco tempo</h2><p>No entanto, para amanhã, terça-feira, espera-se uma mudança de tempo, com a chuva a regressar a partir das 16h ao noroeste, devendo nas horas seguintes <strong>percorrer toda a região Norte e uma boa parte da região Centro</strong>, dissipando-se completamente nas primeiras horas da manhã de quarta-feira, dando lugar a um resto de semana seco.</p><h2>A partir de quinta-feira a estabilidade atmosférica</h2><p>Além disto, espera-se ainda uma <strong>descida generalizada das temperaturas também até quarta-feira</strong>, onde os termómetros nesse dia poderão variar entre os 22 ºC em Viana do Castelo e Aveiro e os 30 ºC em Castelo Branco. Com esta descida, as anomalias térmicas estarão pouco pronunciadas, sendo esperado que em boa parte do país se registem valores dentro da normal climatológica de referência, salvo algumas exceções.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-esta-semana-chuva-regressa-e-temperaturas-descem-mas-por-pouco-tempo-a-partir-de-quinta-10-ha-nova-mudanca-1788782467119.jpg" data-image="n2cb4f5j78lo" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>No sábado, dia 12 de setembro, espera-se uma subida das temperaturas também no litoral Norte e Centro, onde cidades mais próximas do mar poderão registar valores acima dos 30 ºC.</figcaption></figure><p>Todavia, e segundo a mais recente atualização dos nossos mapas, é expectável que os<strong> valores comecem a recuperar a partir de quinta-feira</strong>, especialmente no Sul do país, onde as temperaturas máximas se deverão situar entre os 20 ºC em Viana do Castelo e os 33 ºC em Beja.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787525" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-rapidamente-a-frente-fria-que-amanha-deixara-chuva-nestes-8-distritos-de-portugal.html" title="Aproxima-se rapidamente a frente fria que amanhã deixará chuva nestes 8 distritos de Portugal">Aproxima-se rapidamente a frente fria que amanhã deixará chuva nestes 8 distritos de Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-rapidamente-a-frente-fria-que-amanha-deixara-chuva-nestes-8-distritos-de-portugal.html" title="Aproxima-se rapidamente a frente fria que amanhã deixará chuva nestes 8 distritos de Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-rapidamente-a-frente-fria-que-amanha-deixara-chuva-nestes-8-distritos-de-portugal-1788777965043_320.png" alt="Aproxima-se rapidamente a frente fria que amanhã deixará chuva nestes 8 distritos de Portugal"></a></article></aside><p>Esta <strong>tendência de subida das temperaturas deverá manter-se nos dias seguintes</strong>, com os termómetros a poderem registar <strong>valores acima dos 30 ºC mesmo em cidades mais próximas do mar, no sábado, dia 12</strong>, como podemos observar no mapa acima. No entanto, e tendo em conta a distância temporal, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-esta-semana-chuva-regressa-e-temperaturas-descem-mas-por-pouco-tempo-a-partir-de-quinta-10-ha-nova-mudanca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 9 ºC a menos: entre amanhã e quarta-feira, o ar polar provocará uma queda brusca das temperaturas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-9-c-a-menos-entre-amanha-e-quarta-feira-o-ar-polar-provocara-uma-queda-brusca-das-temperaturas.html</link><pubDate>Mon, 07 Sep 2026 11:39:44 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma massa de ar polar deverá provocar uma descida acentuada das temperaturas em Portugal continental entre terça e quarta-feira, com diferenças que poderão chegar aos 9 ºC e o desaparecimento das anomalias térmicas positivas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb4zlae"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb4zlae.jpg" id="xb4zlae"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>As temperaturas elevadas que marcam o início desta semana em Portugal continental deverão baixar de forma acentuada</strong>. A descida começará a sentir-se na terça-feira, dia 8, no Norte e litoral, tornando-se mais evidente e generalizada na quarta-feira, quando algumas zonas poderão registar menos 9 ºC face a segunda-feira.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>A mudança estará associada a uma reorganização da circulação atmosférica sobre a Península Ibérica. A posição do anticiclone no Atlântico, conjugada com a presença de uma área de baixas pressões em altitude sobre a Europa, <strong>favorecerá um fluxo de norte e noroeste, responsável pelo transporte de ar polar para Portugal. Esta massa de ar irá substituir o ar muito quente presente no país</strong>.</p><h2>Terça-feira marca o início da descida das temperaturas</h2><p><strong>Esta segunda-feira, as temperaturas permanecem elevadas, sobretudo no interior</strong>. As máximas deverão atingir 31 ºC em Bragança, 35 ºC em Castelo Branco e Portalegre e 37 ºC em Évora. No distrito de Beja, os valores poderão alcançar localmente os 39 ºC. No interior, estas temperaturas deverão superar largamente os valores habituais para esta época do ano, com anomalias térmicas positivas de cerca de 7 ºC em Évora e até 9 ºC em Beja.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-9-c-a-menos-entre-amanha-e-quarta-feira-o-ar-polar-provocara-uma-queda-brusca-das-temperaturas-1788780146789.jpg" data-image="bigb7d2ofo3z"><figcaption>No início da semana, as temperaturas estarão bastante acima do habitual para esta época do ano, sobretudo no interior. As anomalias térmicas positivas poderão atingir cerca de 7 ºC em Évora e 9 ºC em Beja.</figcaption></figure><p>Junto ao litoral, os valores serão mais baixos, com cerca de 24 ºC no Porto, 27 ºC em Aveiro, 29 ºC em Leiria e 31 ºC em Lisboa. <strong>Na terça-feira, a descida começará a fazer-se sentir sobretudo no Norte e litoral</strong>, onde as máximas deverão baixar para 27 ºC em Bragança, 25 ºC na Guarda, 22 ºC no Porto e Aveiro, 24 ºC em Leiria e 27 ºC em Lisboa. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-9-c-a-menos-entre-amanha-e-quarta-feira-o-ar-polar-provocara-uma-queda-brusca-das-temperaturas-1788780250895.jpg" data-image="ieu6sr32tc76"><figcaption>Na terça-feira, a descida das temperaturas começará a sentir-se sobretudo no Norte e litoral, com máximas de 22 ºC no Porto e Aveiro e de 24 ºC em Leiria. O calor persistirá no interior Sul.</figcaption></figure><p>Mais a sul, o arrefecimento será menos acentuado, com 32 ºC previstos em Évora e 34 ºC em Beja.</p><h2>Anomalias térmicas positivas desaparecem na quarta-feira</h2><p><strong>Na quarta-feira, a descida deverá tornar-se mais acentuada e generalizada, alcançando também o Sul</strong>. As máximas deverão ficar pelos 29 ºC em Portalegre, Évora e Beja, enquanto Bragança e Guarda deverão rondar os 24 ºC e Santarém os 27 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787525" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-rapidamente-a-frente-fria-que-amanha-deixara-chuva-nestes-8-distritos-de-portugal.html" title="Aproxima-se rapidamente a frente fria que amanhã deixará chuva nestes 8 distritos de Portugal">Aproxima-se rapidamente a frente fria que amanhã deixará chuva nestes 8 distritos de Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-rapidamente-a-frente-fria-que-amanha-deixara-chuva-nestes-8-distritos-de-portugal.html" title="Aproxima-se rapidamente a frente fria que amanhã deixará chuva nestes 8 distritos de Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-rapidamente-a-frente-fria-que-amanha-deixara-chuva-nestes-8-distritos-de-portugal-1788777965043_320.png" alt="Aproxima-se rapidamente a frente fria que amanhã deixará chuva nestes 8 distritos de Portugal"></a></article></aside><p>Este arrefecimento deverá fazer desaparecer as anomalias térmicas positivas, aproximando <strong>as temperaturas dos valores habituais para esta época do ano</strong>. Em algumas zonas do Norte e Centro, poderão mesmo ficar até 2 ºC abaixo da média.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-9-c-a-menos-entre-amanha-e-quarta-feira-o-ar-polar-provocara-uma-queda-brusca-das-temperaturas-1788780292747.jpg" data-image="65ldf7i7eebz"><figcaption>Na quarta-feira, as anomalias térmicas positivas deverão diminuir significativamente em Portugal continental. Os valores ficarão próximos do normal em grande parte do território, podendo atingir cerca de 2 ºC abaixo da média em algumas zonas do Centro.</figcaption></figure><p>As maiores descidas deverão concentrar-se no interior, com destaque para o Sul. <strong>Em Beja, a diferença entre segunda e quarta-feira poderá chegar aos 9 ºC e, em Évora, aos 8 ºC</strong>. A diminuição será também significativa mais a norte, rondando 7 ºC em Bragança e 6 ºC na Guarda e em Portalegre.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-9-c-a-menos-entre-amanha-e-quarta-feira-o-ar-polar-provocara-uma-queda-brusca-das-temperaturas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aproxima-se rapidamente a frente fria que amanhã deixará chuva nestes 8 distritos de Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-rapidamente-a-frente-fria-que-amanha-deixara-chuva-nestes-8-distritos-de-portugal.html</link><pubDate>Mon, 07 Sep 2026 10:47:03 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após o calor intenso que imperou nestes últimos dias, prevê-se uma mudança significativa do tempo esta terça-feira 8 de setembro em vários distritos de Portugal continental devido à chegada de uma frente fria.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb4yyom"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb4yyom.jpg" id="xb4yyom"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Após o tempo quente que imperou no nosso país nos últimos dias, estamos à beira de registar uma <strong>mudança significativa e temporária no estado do tempo em Portugal continental a partir de terça-feira (8)</strong>, tal como temos vindo a explicar nas previsões ultimamente lançadas na Meteored, estando à vista<strong> chuva</strong> nalgumas regiões e ainda uma<strong> descida relativamente generalizada das temperaturas</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>Nesta terça-feira, 8 de setembro, prevê-se uma mudança significativa do estado do tempo no Norte e em boa parte do Centro devido à chegada de uma frente fria que trará chuva fraca, não se excluindo a possibilidade de ser pontualmente moderada ou forte nalguns locais. As temperaturas vão baixar.</div><p><strong>A região do Minho será a primeira a testemunhar esta mudança de tempo</strong>. Hoje, 7 de setembro, ainda predominará um ambiente seco e estável por lá, embora nas últimas horas já seja expectável o aparecimento de nebulosidade média e alta a antecipar a mudança de tempo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-rapidamente-a-frente-fria-que-amanha-deixara-chuva-nestes-8-distritos-de-portugal-1788777326395.jpg" data-image="k0ix7l8r4obf"><figcaption>Neste mapa das 10:00 da manhã de terça-feira, 8 de setembro, é possível observar a configuração sinóptica que estará na origem deste temporário episódio chuvoso. Verifica-se uma frente fria em rápida aproximação ao Noroeste da Península Ibérica, associada a um vale depressionário que atingirá em cheio o noroeste de França.</figcaption></figure><p>No resto de Portugal continental mantém-se o panorama de estabilidade atmosférica nesta <strong>segunda-feira (7), com o aviso amarelo de tempo quente a persistir em 7 distritos da nossa geografia</strong>.</p><h2>Esta terça-feira chega a frente fria que deixará chuva em vários distritos do Norte e Centro</h2><p>Amanhã - terça-feira, 8 de setembro - o dia amanhecerá com bastante nebulosidade na generalidade do litoral Norte e Centro - destacando-se particularmente o Minho - e também nalgumas zonas do interior Norte e Centro. De acordo com o modelo ECMWF, a frente fria chegará muito ativa, <strong>distribuindo os primeiros pingos de chuva nos distritos minhotos entre as 14:00 e as 16:00</strong>. </p><p>Os mapas de referência da Meteored, que abrangem diferentes variáveis relativas à precipitação, coincidem em indicar que <strong>a chuva será moderada a pontualmente forte durante alguns períodos em algumas zonas dos distritos minhotos (Viana do Castelo e Braga)</strong> e também no distrito de <strong>Vila Real</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-rapidamente-a-frente-fria-que-amanha-deixara-chuva-nestes-8-distritos-de-portugal-1788777148214.jpg" data-image="tvfb2is7fi87"><figcaption>O Noroeste de Portugal é a zona onde se prevê, durante mais horas, uma probabilidade superior a 90% de ocorrência de precipitação. </figcaption></figure><p><strong>A partir do meio da tarde de amanhã (8)</strong> o sistema frontal irá progredir para sul e para leste em direção a outros distritos do Norte e Centro de Portugal continental, deixando pelo caminho <strong>chuva, geralmente fraca a pontualmente moderada ou forte</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787363" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-continental-na-proxima-semana-ecmwf-preve-chuva-e-nova-subida-das-temperaturas.html" title="Mudanças no tempo em Portugal continental na próxima semana: ECMWF prevê chuva e nova subida das temperaturas">Mudanças no tempo em Portugal continental na próxima semana: ECMWF prevê chuva e nova subida das temperaturas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-continental-na-proxima-semana-ecmwf-preve-chuva-e-nova-subida-das-temperaturas.html" title="Mudanças no tempo em Portugal continental na próxima semana: ECMWF prevê chuva e nova subida das temperaturas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-continental-na-proxima-semana-ecmwf-preve-chuva-e-nova-subida-das-temperaturas-1788692322379_320.jpg" alt="Mudanças no tempo em Portugal continental na próxima semana: ECMWF prevê chuva e nova subida das temperaturas"></a></article></aside><p>Segundo os nossos mapas, até ao final da jornada de terça-feira (8), a precipitação irá alcançar, grosso modo, 8 distritos do Norte e Centro do país, distribuindo-se então por: <strong>Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Vila Real, Viseu, Bragança e Guarda</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-rapidamente-a-frente-fria-que-amanha-deixara-chuva-nestes-8-distritos-de-portugal-1788776950000.jpg" data-image="8jt8fdriih97"><figcaption>O Minho e a extremidade setentrional do distrito de Vila Real serão as zonas mais afetadas pela frente fria que percorrerá o Norte e Centro de Portugal continental nesta terça-feira, 8 de setembro.</figcaption></figure><p><strong>Será o primeiro episódio mais ou menos abrangente em termos espaciais com características outonais</strong> da nova estação. Recordemos que o outono climatológico dura entre 1 de setembro e 30 de novembro.</p><h2>Chuva acumulada, zonas mais afetadas e entrada de ar mais frio </h2><p>O modelo europeu estima que a frente tenha o potencial de gerar os acumulados de <strong>chuva mais abundantes no distrito de Viana do Castelo, no nordeste do distrito de Braga e no norte do distrito de Vila Real, com valores compreendidos entre 15 e 25 mm</strong>, especialmente nas zonas montanhosas mais expostas. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Como referido anteriormente, a chuva apresentará um carácter geralmente fraco, sendo pontualmente moderada ou forte. A rega prevista para estas regiões será bastante benéfica para fazer face à seca que vai imperando.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Nos restantes distritos do Norte e Centro que serão alcançados pela frente fria, os acumulados serão relativamente escassos, variando entre 2 e pouco menos de 10 mm. Refira-se ainda que, <strong>nas primeiras horas de quarta-feira - 9 de setembro, alguns remanescentes do sistema frontal poderão alcançar zonas mais a sul, tais como Coimbra, Fundão e Leiria</strong>, onde surgirão de forma mais dispersa.</p><p>Por fim, após a passagem da frente, a chegada do ar polar irá fazer-se sentir no país, sendo bem notória a <strong>descida das temperaturas que se estenderá de noroeste para sudeste de Portugal continental na terça (8) e quarta-feira (9)</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-rapidamente-a-frente-fria-que-amanha-deixara-chuva-nestes-8-distritos-de-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Por que estão os cadernos de Marie Curie guardados a sete chaves?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/por-que-estao-os-cadernos-de-marie-curie-guardados-a-sete-chaves.html</link><pubDate>Mon, 07 Sep 2026 07:35:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>As anotações da cientista polaca radicada em França representam os primórdios da nossa compreensão sobre a radioatividade, mas não estão ao alcance de todos. Descubra aqui por que são tão difíceis de consultar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-estao-os-cadernos-de-marie-curie-guardados-a-sete-chaves-1788195273122.jpg" data-image="63cxfgt0pm8a" alt="Marie Curie e páginas dos seus cadernos" title="Marie Curie e páginas dos seus cadernos"><figcaption>As notas que Marie Curie tirou ao longo da vida estão entre os documentos mais importantes para a História da Ciência. Imagens das páginas: Wellcome Collection</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Na <strong>Biblioteca Nacional de França</strong> estão alguns dos <strong>livros</strong> mais <strong>valiosos</strong> do mundo, desde a <strong>Bíblia de Gutenberg</strong> até obras de autores consagrados como Stendhal e Montaigne, passando por partituras musicais de Beethoven e Chopin. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Todos estes exemplares são cuidadosamente conservados sob luz e temperatura controladas. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Mas há documentos, guardados longe da vista de todos, que merecem ainda mais cautela. Nas <strong>caves da biblioteca</strong>, localizada em <strong>Paris</strong>, os <strong>cadernos </strong>de Marie Curie são mantidos em <strong>cofres </strong><strong>protegidos</strong> por várias<strong> camadas</strong><strong> de chumbo</strong>. </p><h2>Os protocolos de segurança da Biblioteca Nacional</h2><p>Os investigadores que quiserem <strong>consultar</strong> estes <strong>manuscritos</strong> têm de assinar uma <strong>declaração de consentimento</strong>, isentando o Estado francês de qualquer responsabilidade. São igualmente obrigados a usar <strong>equipamentos de proteção individual</strong> e cumprir rigorosamente todas as normas de segurança.</p><p>Os protocolos não servem apenas para garantir que os documentos permaneçam intactos e bem conservados. Dados os níveis de radioatividade elevados, o seu <strong>manuseio sem proteção especial </strong>é muito perigoso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-estao-os-cadernos-de-marie-curie-guardados-a-sete-chaves-1788195367345.jpg" data-image="ujqj4y19wzl0" alt="Marie Curie" title="Marie Curie"><figcaption>Marie Curie morreu aos 67 anos com uma anemia aplásica, consequência provável da exposição prolongada ao rádio e ao polónio. Imagem: Canva/domínio público</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Marie Curie é, até à data, a <strong>única mulher que recebeu o prémio Nobel duas vezes</strong>, em 1903, de Física, e em 1911, de Química. Juntamente com o marido, Pierre Curie, e o físico Henri Becquerel, descobriu a radioatividade, o que lhe valeu o primeiro Nobel. A segunda distinção foi-lhe atribuída por ter descoberto e isolado o <strong>rádio</strong> e o <strong>polónio</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="690511" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/marie-curie-a-cientista-polaca-com-dois-premios-nobel.html" title="Marie Curie: a cientista polaca com dois Prémios Nobel">Marie Curie: a cientista polaca com dois Prémios Nobel</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/marie-curie-a-cientista-polaca-com-dois-premios-nobel.html" title="Marie Curie: a cientista polaca com dois Prémios Nobel"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/marie-curie-a-cientista-polonesa-com-dois-premios-nobel-1735904570007_320.jpg" alt="Marie Curie: a cientista polaca com dois Prémios Nobel"></a></article></aside><p>Os prémios foram o culminar de anos de investigação, marcados pela exposição constante a substâncias perigosas. O casal Curie nunca imaginou o impacto devastador que a radioatividade poderia ter na saúde humana.</p><div class="texto-destacado">Marie Curie morreu em 1934, aos 67 anos, vítima de uma anemia aplásica, que terá sido consequência da exposição prolongada ao rádio e ao polónio. </div><p>No seu laboratório, a cientista polaca <strong>nunca trabalhou com proteção</strong>, manuseando metais radioativos perigosos como <strong>tório</strong>, <strong>urânio</strong> e <strong>plutónio</strong>, chegando inclusive a transportar algumas dessas amostras nos bolsos da bata.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-estao-os-cadernos-de-marie-curie-guardados-a-sete-chaves-1788195728062.jpg" data-image="389l3ubklh6x" alt="Marie Curie" title="Marie Curie"><figcaption>O edifício onde Marie Curie vivia e trabalhava está interdito desde a década de 1980, sendo conhecido em França como Chernobyl do Sena. Imagem: Canva/domínio público</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Não é de admirar, por isso, que todos os seus <strong>objetos</strong> tenham de ser <strong>guardados</strong> em <strong>caixas de chumbo</strong>. O mesmo acontece, aliás, com o <strong>seu próprio corpo</strong>.</p><h2>Uma urna de chumbo no Panteão de Paris</h2><p>Tendo sido a primeira mulher sepultada no <strong>Panteão de Paris</strong>, a sua <strong>urna</strong> também é de <strong>chumbo,</strong> com 2,5 centímetros de espessura para evitar qualquer fuga de radioatividade.</p><p>E, do mesmo modo, o seu <strong>laboratório</strong>, um edifício de três andares, no sul da capital francesa, está fechado <strong>e cercado </strong>por um<strong> muro e arame farpado</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Após a sua morte, a casa continuou a ser usada durante décadas para diferentes fins, incluindo a sede do Instituto de Física Nuclear da Faculdade de Ciências de Paris.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Desconhecia-se que o local ainda continha <strong>níveis de radioatividade elevados</strong>, tendo sido <strong>interditado</strong> apenas na <strong>década de 1980</strong>, após ser conhecido um aumento no número de casos de cancro na comunidade. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766068" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/de-chernobyl-a-fukushima-terras-abandonadas-pelos-humanos-onde-a-natureza-renasce-em-meio-a-radioatividade.html" title="De Chernobyl a Fukushima: terras abandonadas pelos humanos onde a natureza renasce no meio da radioatividade">De Chernobyl a Fukushima: terras abandonadas pelos humanos onde a natureza renasce no meio da radioatividade</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/de-chernobyl-a-fukushima-terras-abandonadas-pelos-humanos-onde-a-natureza-renasce-em-meio-a-radioatividade.html" title="De Chernobyl a Fukushima: terras abandonadas pelos humanos onde a natureza renasce no meio da radioatividade"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/de-fukushima-a-tchernobyl-ces-terres-abandonnees-ou-la-nature-renait-sans-nous-rensauvagement-1777192085155_320.jpeg" alt="De Chernobyl a Fukushima: terras abandonadas pelos humanos onde a natureza renasce no meio da radioatividade"></a></article></aside><p>Nas inspeções realizadas no edifício, foram encontrados <strong>vestígios</strong> de <strong>rádio</strong>, mas também de um isótopo de <strong>urânio </strong>com uma <strong>vida média de 4,5 mil milhões de anos</strong>.</p><p> Decidiu-se, por isso, transferir os bens de Marie Curie para as caves da Biblioteca Nacional. Entre os seus pertences, encontravam-se os cadernos de notas, hoje classificados como património nacional de França. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-estao-os-cadernos-de-marie-curie-guardados-a-sete-chaves-1788196073768.jpg" data-image="oi83mybipkhu" alt="marie curie" title="marie curie"><figcaption>O corpo e os cadernos de Marie Curie deverão ser guardados em caixas de chumbo durante 1,5 mil anos, o tempo médio de desintegração dos átomos de rádio. Imagem: Canva/domínio público</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Na década de <strong>1990</strong>, o <strong>laboratório</strong> foi alvo de uma <strong>profunda limpeza</strong>, mas as autoridades francesas ainda proíbem a entrada no local, continuando a controlar periodicamente os níveis de radiação nos arredores, incluindo no rio Sena.</p><h2>Anotações disponibilizadas online</h2><p>O <strong>corpo</strong> e os <strong>cadernos</strong> de anotações de Marie Curie deverão ser guardados em <strong>caixas</strong> <strong>de chumbo</strong>, <strong>por pelo menos 1,5 mil anos</strong>, o tempo médio de desintegração dos átomos de rádio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-estao-os-cadernos-de-marie-curie-guardados-a-sete-chaves-1788196163929.jpg" data-image="2mfk9volj8x7" alt="Marie Curie" title="Marie Curie"><figcaption>Marie Curie quebrou muitas barreiras de género. Foi a primeira mulher a ganhar um Nobel e a primeira a lecionar na Sorbonne, abrindo caminho para outras investigadoras na academia e na ciência. Imagens: domínio público</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>As suas <strong>anotações</strong>, todavia, podem ser <strong>consultadas online</strong>, no website <strong>Wellcome Collection</strong>, da Fundação Wellcome Trust, em Londres, que disponibiliza gratuitamente o acesso digital a documentos históricos em áreas como ciência, arquitetura, fotografia ou geopolítica.</p><p>No caso dos cadernos de Marie Curie, esta é a <strong>única hipótese</strong> de <strong>consultar</strong> as suas <strong>anotações</strong> sem ter de vestir um fato de proteção individual, que, mesmo assim, não evitará todos os perigos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="American%20Council%20on%20Science%20and%20Health" data-year="" data-title="Marie%20Curie%E2%80%99s%20Notebooks" data-url="https%3A%2F%2Fwww.acsh.org%2Fnews%2F2022%2F01%2F03%2Fmarie-curie%2525E2%252580%252599s-notebooks-16033">American Council on Science and Health. <a href="https://www.acsh.org/news/2022/01/03/marie-curie%25E2%2580%2599s-notebooks-16033" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Marie Curie’s Notebooks</a>.</cite><br><cite data-author="Aurora" data-year="" data-title="Digitised%20Marie%20Curie%20Notebook%20Now%20Available%20to%20View%20Online" data-url="https%3A%2F%2Faurorahp.co.uk%2Fnews%2Fdigitised-marie-curie-notebook-now-available-to-view-online%2F">Aurora. <a href="https://aurorahp.co.uk/news/digitised-marie-curie-notebook-now-available-to-view-online/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Digitised Marie Curie Notebook Now Available to View Online</a>.</cite><br><cite data-author="R%C3%A9seau%20Sortir%20du%20Nucl%C3%A9air" data-year="" data-title="Tchernobyl-sur-Seine%20ou%20trois%20d%C3%A9cennies%20de%20radioactivit%C3%A9%20aux%20portes%20de%20Paris" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sortirdunucleaire.org%2FTchernobyl-sur-Seine-ou-trois">Réseau Sortir du Nucléair. <a href="https://www.sortirdunucleaire.org/Tchernobyl-sur-Seine-ou-trois" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Tchernobyl-sur-Seine ou trois décennies de radioactivité aux portes de Paris</a>.</cite><br><cite data-author="Wellcome%20Collection" data-year="" data-title="P%C3%A1ginas%20digitalizadas%20do%20caderno%20de%20anota%C3%A7%C3%B5es%20de%20Marie%20Curie%20(datado%20de%201899-1902)" data-url="https%3A%2F%2Fwellcomecollection.org%2Fworks%2Fcywqefw4">Wellcome Collection. <a href="https://wellcomecollection.org/works/cywqefw4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Páginas digitalizadas do caderno de anotações de Marie Curie (datado de 1899-1902)</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/por-que-estao-os-cadernos-de-marie-curie-guardados-a-sete-chaves.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Saiba como refrescar uma casa no verão sem o apoio do ar condicionado ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/saiba-como-refrescar-uma-casa-no-verao-sem-o-apoio-do-ar-condicionado.html</link><pubDate>Mon, 07 Sep 2026 06:21:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Antes do ar condicionado, as casas recorriam a técnicas simples para combater o calor, entre elas está uma tradição antiga com fibras naturais que continua a surpreender pela sua eficácia. Venha descobrir mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-como-refrescar-uma-casa-no-verao-sem-o-apoio-do-ar-condicionado-1788594600881.jpg" data-image="mxm7t6gxkudy" alt="Conforto" title="Conforto"><figcaption>Muito antes do ar condicionado, materiais naturais e técnicas ancestrais ajudavam a manter as casas mais frescas e confortáveis durante os dias quentes.</figcaption></figure><p>Durante séculos, as casas recorreram a <strong>materiais naturais para enfrentar o calor</strong>. Uma dessas soluções simples pode ainda fazer sentido, atualmente, nos dias quentes.</p><p>Quando as temperaturas sobem, <strong>o primeiro impulso é ligar o ar condicionado ou procurar um ventilador</strong>. Mas muito antes destes aparelhos fazerem parte do quotidiano, as pessoas já tinham desenvolvido estratégias para tornar as habitações mais confortáveis durante o verão.</p><p>Uma delas parece demasiado simples para ser eficaz, <strong>trocar os tapetes pesados de inverno por esteiras ou tapetes finos </strong>feitos de fibras naturais.</p><p>A prática, documentada em <strong>França</strong> ao longo de diferentes períodos históricos, tinha uma lógica que continua atual.</p><h2>A casa com uma estratégia contra o calor</h2><p>Entre as décadas de 1930 e 1960, era habitual em França e nas suas colónias <strong>substituir, durante o verão, os tapetes espessos utilizados no inverno por revestimentos mais leves</strong>. Entre os materiais encontravam-se juta, bambu, junco-marinho e algodão.</p><p>A intenção não era propriamente arrefecer o chão, mas sim <strong>melhorar o conforto e ajudar a gerir a humidade dentro de casa</strong>. O princípio é particularmente interessante porque o verdadeiro elemento responsável pela sensação de frescura é o próprio pavimento.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776040" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nem-ar-condicionado-nem-eletricidade-o-mecanismo-de-2-mil-anos-que-resfria-casas-no-meio-do-deserto.html" title="Nem ar condicionado nem eletricidade: o mecanismo de 2 mil anos que refresca casas no meio do deserto">Nem ar condicionado nem eletricidade: o mecanismo de 2 mil anos que refresca casas no meio do deserto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nem-ar-condicionado-nem-eletricidade-o-mecanismo-de-2-mil-anos-que-resfria-casas-no-meio-do-deserto.html" title="Nem ar condicionado nem eletricidade: o mecanismo de 2 mil anos que refresca casas no meio do deserto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ni-aire-acondicionado-ni-electricidad-el-mecanismo-de-hace-2-000-anos-que-enfria-casas-en-pleno-desierto-1782540295443_320.jpg" alt="Nem ar condicionado nem eletricidade: o mecanismo de 2 mil anos que refresca casas no meio do deserto"></a></article></aside><p>Ao longo do dia, o chão absorve calor lentamente e liberta-o de forma gradual. <strong>Uma esteira natural funciona sobretudo como uma barreira entre os pés e uma superfície que se tornou quente</strong>. Ou seja, não se trata de transformar uma divisão num frigorífico, mas sim de aproveitar melhor as características térmicas da própria casa.</p><h2>Uma tradição com centenas de anos</h2><p>A utilização de esteiras para revestir espaços interiores está <strong>longe de ser uma invenção do século XX</strong>.</p><p>Segundo um estudo publicado na revista <em>Persée</em> e citado pela revista online <em>Xataka Home</em>, existem registos da <strong>utilização de esteiras de junco em residências francesas desde a Idade Média até ao século XVIII</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Bastaria substituir os tapetes espessos por modelos finos de fibras naturais, como algodão, juta, junco ou bambu.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Esta solução atravessou gerações precisamente porque combinava simplicidade, disponibilidade de materiais e funcionalidade. <strong>As fibras naturais apresentam ainda outra vantagem, conseguem absorver vapor de água quando o ar está mais húmido</strong> e libertá-lo posteriormente, quando as condições ficam mais secas.</p><p>Esta capacidade <strong>ajuda a explicar a utilização destes materiais tanto dentro como fora das habitações</strong>. Em climas quentes, onde a sensação térmica pode ser agravada pela humidade, pequenos mecanismos deste género podem contribuir para uma casa mai confortável.</p><h2>O segredo está no material</h2><p>Nem todos os tapetes têm o mesmo comportamento perante o calor. Os <strong>revestimentos espessos e densos, tão úteis para conservar calor durante os meses frios</strong>, podem tornar-se pouco adequados no verão.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777647" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/viver-no-forno-a-injustica-social-escondida-no-uso-do-ar-condicionado-e-o-agravamento-nas-ilhas-de-calor.html" title="Viver no 'forno': a injustiça social escondida no uso do ar condicionado e o agravamento nas ilhas de calor">Viver no "forno": a injustiça social escondida no uso do ar condicionado e o agravamento nas ilhas de calor</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/viver-no-forno-a-injustica-social-escondida-no-uso-do-ar-condicionado-e-o-agravamento-nas-ilhas-de-calor.html" title="Viver no 'forno': a injustiça social escondida no uso do ar condicionado e o agravamento nas ilhas de calor"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/viver-no-forno-a-injustica-social-escondida-no-uso-do-ar-condicionado-1783517169098_320.png" alt="Viver no 'forno': a injustiça social escondida no uso do ar condicionado e o agravamento nas ilhas de calor"></a></article></aside><p>Já os materiais naturais e mais leves permitem uma utilização diferente dos espaços. <strong>Juta, bambu, junco e algodão são exemplos de fibras que podem proporcionar uma superfície mais respirável e agradável </strong>ao contacto com os pés.</p><p>A mudança sazonal dos revestimentos é, por isso, uma <strong>forma simples de adaptar a casa às condições exteriores</strong>, sem recorrer necessariamente a equipamentos elétricos.</p><h2>Uma ideia antiga também existente no México</h2><p>A tradição não ficou limitada à Europa. No México existe um objeto com uma função semelhante, o <em><strong>petate</strong></em>, <strong>uma esteira tradicional produzida a partir de fibras vegetais como o junco e a palma</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-como-refrescar-uma-casa-no-verao-sem-o-apoio-do-ar-condicionado-1788593907356.jpg" data-image="5416eyc53s8x" alt="Esteira tradicional do México" title="Esteira tradicional do México"><figcaption>O petate, tradicional esteira mexicana feita com fibras vegetais, é uma solução ancestral que alia funcionalidade, conforto e adaptação ao clima quente. Fonte: Mexico Desconocido</figcaption></figure><p>O seu uso remonta ao <strong>período pré-hispânico </strong>e está associado a diferentes culturas, incluindo <strong>mexicas, zapotecas, mixtecas e maias chontais</strong>. Além da utilização prática, o petate adquiriu ao longo dos séculos importantes significados sociais e espirituais.</p><p>A sua presença mostra como diferentes sociedades encontraram, recorrendo aos materiais disponíveis localmente, <strong>formas de lidar com o clima e adaptar os espaços onde viviam</strong>.</p><h2>Uma solução simples para os dias quentes</h2><p>Recuperar esta ideia não significa abandonar o ar condicionado ou o ventilador. Significa <strong>perceber que o conforto térmico de uma casa começa muito antes de carregar num botão</strong>.</p><p>Durante os meses quentes, retirar os tapetes pesados, <strong>privilegiar os revestimentos leves e naturais e aproveitar as características térmicas do pavimento </strong>pode tornar os espaços mais agradáveis.</p><p>Assim estas estratégias, podem <strong>ajudar a reduzir a necessidade de arrefecimento artificial</strong>. No fundo, a solução que atravessou séculos não depende de tecnologia sofisticada. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/saiba-como-refrescar-uma-casa-no-verao-sem-o-apoio-do-ar-condicionado.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A Austrália é o país que se move mais rapidamente na Terra: desloca-se sete centímetros por ano]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-australia-e-o-pais-que-se-move-mais-rapidamente-na-terra-desloca-se-sete-centimetros-por-ano.html</link><pubDate>Mon, 07 Sep 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A Austrália não está parada: o continente da Oceânia move-se sete centímetros para norte-nordeste a cada ano, aproximando-se da Ásia e desenhando o futuro mapa tectónico da Terra.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/australia-es-el-continente-que-se-mueve-mas-rapido-en-la-tierra-se-desplaza-siete-centimetros-cada-ano-1788523974923.jpeg" data-image="hq8zxp5k9pfq" alt="austrália" title="austrália"><figcaption>O continente australiano está em movimento.</figcaption></figure><p>A Austrália está a deslocar-se a uma velocidade que certamente irá surpreendê-lo, aproximadamente sete centímetros por ano para o norte-nordeste, <strong>impulsionada pela tectónica de placas que faz com que a Austrália colida com o Sudeste Asiático</strong>.</p><p>Esses centímetros podem parecer insignificantes, mas acumulados ao longo de décadas, séculos ou milhões de anos,<strong> transformam completamente a posição do continente ou do oceano</strong>.</p><p>Na verdade, a Austrália deslocou-se milhares de quilómetros desde que começou a separar-se da Antártida e continua a mover-se em direção à Ásia, mas <strong>alguns modelos geológicos apontam para algo surpreendente</strong> e colocam a Austrália como parte de um novo supercontinente em cerca de 200 ou 300 milhões de anos.</p><h2>A Austrália é o continente mais rápido</h2><p>O dado também foi confirmado através de <strong>observações geodésicas e sistemas GNSS</strong>, que são capazes de detetar movimentos completamente impercetíveis para qualquer pessoa.</p><div class="texto-destacado"><strong>O que é um sistema GNSS? </strong><br>É uma rede de satélites que permite determinar a posição, a velocidade e o tempo em qualquer área do planeta.</div><p>A placa australiana desloca-se <strong>aproximadamente 70 milímetros por ano</strong>, o que significa que em dez anos o movimento acumulado é de cerca de 70 centímetros, enquanto num século já atinge 7 metros, <strong>um valor bastante considerável</strong>.</p><h3>Mais rápido que o crescimento das unhas</h3><p>No estudo a revista ScienceBlog destaca que<strong> uma velocidade de cerca de sete centímetros por ano é aproximadamente 1,7 vezes maior que o crescimento médio das unhas</strong>, o que facilita bastante a compreensão da escala, já que, enquanto uma unha cresce alguns centímetros ao longo de um ano, um continente inteiro se desloca por uma distância ainda maior.</p><h2>Porque é que a Austrália está a mudar-se?</h2><p>A resposta, digamos, está a milhares de quilómetros abaixo de nossos pés, já que a superfície da Terra é <strong>dividida em grandes placas tectónicas que se movem lentamente sobre o manto</strong>, e é sobre essas placas que os continentes se deslocam, e à medida que essas placas se movem, a posição das massas continentais também muda.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/australia-es-el-continente-que-se-mueve-mas-rapido-en-la-tierra-se-desplaza-siete-centimetros-cada-ano-1788523883833.jpeg" data-image="e2ys9xcrk7za" alt="placas tectônicas" title="placas tectônicas"><figcaption>Principais placas tectónicas da Terra.</figcaption></figure><p>A Austrália faz parte da Placa Australiana, que inclui não apenas o continente, mas também uma extensão significativa da litosfera oceânica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="754033" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-grande-canhao-do-atlantico-como-as-placas-tectonicas-fraturaram-o-fundo-do-mar-e-formaram-fendas-profundas.html" title="O Grande Canhão do Atlântico: como as placas tectónicas fraturaram o fundo do mar e formaram fendas profundas">O Grande Canhão do Atlântico: como as placas tectónicas fraturaram o fundo do mar e formaram fendas profundas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-grande-canhao-do-atlantico-como-as-placas-tectonicas-fraturaram-o-fundo-do-mar-e-formaram-fendas-profundas.html" title="O Grande Canhão do Atlântico: como as placas tectónicas fraturaram o fundo do mar e formaram fendas profundas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-gran-canon-del-atlantico-como-las-placas-tectonicas-fracturaron-el-fondo-marino-y-formaron-profundas-fosas-1770748724465_320.jpeg" alt="O Grande Canhão do Atlântico: como as placas tectónicas fraturaram o fundo do mar e formaram fendas profundas"></a></article></aside><p>O seu atual movimento para norte-nordeste está relacionado com a dinâmica das <strong>regiões de subducção e com as forças que atuam nas placas que circundam a Austrália</strong>. Além disso, a norte e a leste, o avanço encontra outras microplacas que geram uma zona de deformação complexa.</p><p>E é por isso que a Austrália não se desloca simplesmente como um bloco isolado através do oceano.</p><h3>Onde estará a Austrália daqui a 200 milhões de anos?</h3><p>Ao longo da história da Terra, existiram diferentes supercontinentes que posteriormente se fragmentaram, <strong>s</strong><strong>endo o mais conhecido a Pangeia</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Mil millones de movimiento de placas tectónicas resumidos en 40 segundos. <a href="https://x.com/hashtag/geolog%C3%ADa?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#geología</a> <a href="https://t.co/t1w9NY2V4v">pic.twitter.com/t1w9NY2V4v</a></p>— GeotechTips (@GeotechTips) <a href="https://x.com/GeotechTips/status/1541117971082256386?ref_src=twsrc%5Etfw">June 26, 2022</a></blockquote></figure><p>Para isso, existem simulações geodinâmicas que estudam como o próximo supercontinente poderia formar-se e, por exemplo, <strong>um estudo publicado pela <em>National Science Review</em> sugere que o Oceano Pacífico poderia acabar por fechar-se</strong> e que os continentes acabariam por se agrupar em torno da Ásia, num processo que poderia desenvolver-se dentro de 200 a 300 milhões de anos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Lauren%20Sydoruk" data-year="2022" data-title="Pacific%20Ocean%20set%20to%20make%20way%20for%20world%E2%80%99s%20next%20supercontinent" data-url="https%3A%2F%2Fwww.curtin.edu.au%2Fnews%2Fmedia-release%2Fpacific-ocean-set-to-make-way-for-worlds-next-supercontinent%2F%3Futm_source%3Dchatgpt.com">Lauren Sydoruk. (2022). <a href="https://www.curtin.edu.au/news/media-release/pacific-ocean-set-to-make-way-for-worlds-next-supercontinent/?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Pacific Ocean set to make way for world’s next supercontinent</a>.</cite><br><cite data-author="Lab%20Report" data-year="2026" data-title="Australia%20is%20the%20fastest-moving%20continent%20on%20Earth%2C%20shifting%20seven%20centimetres%20north-northeast%20each%20year%E2%80%94almost%20twice%20as%20fast%20as%20your%20fingernails%20grow.%20It%20is%20already%20colliding%20with%20Southeast%20Asia%2C%20and%20some%20models%20place%20it%20inside%20a%20new%20supercontinent%20200%20to%20300%20million%20years%20from%20now." data-url="https%3A%2F%2Fscienceblog.com%2Ft-australia-fastest-moving-continent-seven-centimetres-amasia%2F%23google_vignette">Lab Report. (2026). <a href="https://scienceblog.com/t-australia-fastest-moving-continent-seven-centimetres-amasia/#google_vignette" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Australia is the fastest-moving continent on Earth, shifting seven centimetres north-northeast each year—almost twice as fast as your fingernails grow. It is already colliding with Southeast Asia, and some models place it inside a new supercontinent 200 to 300 million years from now.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-australia-e-o-pais-que-se-move-mais-rapidamente-na-terra-desloca-se-sete-centimetros-por-ano.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item></channel></rss>