<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Tue, 13 Oct 2026 22:00:14 +0000</lastBuildDate><pubDate>Tue, 13 Oct 2026 22:00:14 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Estas serão as 2 capitais de distrito possivelmente mais quentes do Norte nos próximos dias; até 10 ºC acima da média]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/estas-serao-as-2-capitais-de-distrito-possivelmente-mais-quentes-do-norte-nos-proximos-dias-ate-10-c-acima-da-media.html</link><pubDate>Tue, 13 Oct 2026 14:09:58 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O Norte do país tem registado temperaturas agradáveis, mas não tão elevadas como noutras regiões, no entanto, este cenário pode mudar nos próximos dias.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbmkggm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbmkggm.jpg" id="xbmkggm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Já mencionamos noutras previsões da Meteored Portugal que, com a subida prevista das temperaturas, <strong>o Alentejo poderá ser a região mais quente do país</strong>, onde os termómetros poderão ultrapassar os 30 ºC em vários locais. No entanto, <strong>o Norte do país também poderá aproximar-se ou até mesmo alcançar este patamar</strong> em alguns sítios.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Além disso, espera-se que as <strong>anomalias térmicas mais evidentes possam ser registadas no Norte e Centro</strong> onde, de todo, estas temperaturas esperadas não são normais para a época do ano em que nos encontramos, pelo que o desvio deverá ser maior face ao Sul do país que é, tendencialmente, mais quente ao longo do ano.</p><h2>Há duas capitais de distrito do Norte que deverão manter-se acima dos 25 ºC</h2><p>Entre hoje, terça-feira, e a próxima sexta-feira, dia 16, os valores de <strong>temperatura máxima deverão manter-se acima dos 25 ºC nas capitais distritais de Braga e Vila Real</strong>. Há outras cidades ao longo da região nortenha que deverão ultrapassar este valor, mas é expectável que estas sejam as capitais de distrito mais quentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quais-serao-as-2-capitais-de-distrito-possivelmente-mais-quentes-do-norte-nos-proximos-dias-ate-10-c-acima-da-media-1791899067661.jpg" data-image="mjjvxj49ftwt" alt="anomalias térmicas" title="anomalias térmicas"><figcaption>O país vai ficar "pintado" de vermelho nos próximos dias devido às anomalias térmicas previstas. Grande parte da Região Norte poderá registar valores na ordem dos 10 ºC acima da normal climatológica de referência.</figcaption></figure><p>Para hoje, terça-feira, as máximas esperadas para Braga e Vila Real são de 25 ºC e 26 ºC, respetivamente. Este valor representa uma <strong>anomalia térmica positiva, ou valor acima da média, de cerca de 5 ºC e 7 ºC</strong>, respetivamente.</p><h2>Até quinta-feira poderão registar-se 28 ºC, mas há descida à vista</h2><p>Amanhã, <strong>quarta-feira, a região poderá registar uma nova subida dos valores</strong>, sendo esperadas máximas de 27 ºC para ambas as capitais distritais, sendo que Braga poderá registar um desvio positivo de cerca de 8 ºC e Vila Real contará com cerca de 9 ºC acima da média.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estas-serao-as-2-capitais-de-distrito-possivelmente-mais-quentes-do-norte-nos-proximos-dias-ate-10-c-acima-da-media-1791900048580.jpg" data-image="swxkujxo1ewv" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Quinta-feira poderá ser o dia mais quente da semana no Norte do país, ainda que a variação das temperaturas comparada com quarta-feira não seja significativa.</figcaption></figure><p>Na quinta-feira, dia 15, Braga poderá registar um valor máximo de temperatura na ordem dos 27 ºC, enquanto Vila Real deverá contar com 28 ºC. Assim, mais uma vez, <strong>as anomalias serão evidentes, com cerca de 7 ºC e 10 ºC acima da média</strong>, respetivamente. Neste dia, outras cidades como Amarante ou Mirandela, poderão alcançar os 30 ºC.</p><p>Na <strong>sexta-feira prevê-se uma ligeira descida dos valores na região</strong>, ainda que as máximas esperadas sejam de 25 ºC para Braga e de 27 ºC para Vila Real, contando, assim, com uma<strong> anomalia térmica positiva de 7 ºC e 9 ºC, respetivamente</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793129" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-de-19-a-31-de-outubro-em-portugal-precipitacao-e-temperaturas-previstas-pelo-ecmwf.html" title="Tendências de 19 a 31 de Outubro em Portugal: precipitação e temperaturas previstas pelo ECMWF">Tendências de 19 a 31 de Outubro em Portugal: precipitação e temperaturas previstas pelo ECMWF</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-de-19-a-31-de-outubro-em-portugal-precipitacao-e-temperaturas-previstas-pelo-ecmwf.html" title="Tendências de 19 a 31 de Outubro em Portugal: precipitação e temperaturas previstas pelo ECMWF"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-de-19-a-31-de-outubro-em-portugal-precipitacao-e-temperaturas-previstas-pelo-ecmwf-1791843660655_320.jpg" alt="Tendências de 19 a 31 de Outubro em Portugal: precipitação e temperaturas previstas pelo ECMWF"></a></article></aside><p>Esta descida poderá manter-se no sábado, especialmente a leste da Barreira de Condensação, sendo esperados valores idênticos ou ligeiramente superiores aos de sexta a oeste da mesma. Ainda assim, o <strong>ECMWF aposta numa descida mais generalizada no domingo</strong>, onde Braga poderá contar com máxima de 22 ºC e Vila Real com máxima de 19 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/estas-serao-as-2-capitais-de-distrito-possivelmente-mais-quentes-do-norte-nos-proximos-dias-ate-10-c-acima-da-media.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sete rios atmosféricos alimentaram a chuva extrema do inverno passado em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/sete-rios-atmosfericos-alimentaram-a-chuva-extrema-do-inverno-passado-em-portugal.html</link><pubDate>Tue, 13 Oct 2026 13:35:49 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Sete tempestades em menos de um mês levaram investigadores de Évora a observar a atmosfera em tempo real, numa campanha que poderá melhorar as previsões de cheias e de precipitação extrema.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sete-rios-atmosfericos-alimentaram-a-chuva-extrema-do-inverno-passado-em-portugal-1791895410075.jpg" data-image="2zf8y0rahfmg" alt="Cheias em Montemor-o-velho no inverno 2025-2026" title="Cheias em Montemor-o-velho no inverno 2025-2026"><figcaption>As cheias em Montemor-o-Velho, em fevereiro de 2026, foram causadas pela subida acentuada do caudal do rio Mondego e pelo colapso de diques de contenção no Baixo Mondego. Foto: Município de Montemor-o-Velho</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Em menos de um mês, <strong>sete rios atmosféricos</strong> atingiram a Península Ibérica durante o <strong>inverno de 2025-2026</strong>. Carregados de vapor de água proveniente do Atlântico, contribuíram para uma sucessão de episódios de precipitação intensa, que saturaram os solos e aumentaram o risco de cheias, inundações e deslizamentos de terra.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em Évora, investigadores do Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia para o Sistema Terra e Energia (CREATE), da Universidade de Évora, aproveitaram esta sequência excecional para observar a atmosfera em tempo real. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Integrada numa campanha científica internacional, a investigação procurou compreender como a humidade circula em altitude e interage com outros sistemas meteorológicos para desencadear episódios de chuva intensa. Os dados recolhidos poderão contribuir para <strong>melhorar a representação destes fenómenos nos modelos meteorológicos</strong>, ajudando a antecipar situações de risco.</p><h2>Balões para seguir a humidade transportada pela atmosfera</h2><p>Os rios atmosféricos são <strong>corredores longos</strong> e relativamente estreitos que concentram enormes quantidades de vapor de água em movimento na atmosfera. Podem estender-se por milhares de quilómetros, transportando humidade de regiões subtropicais para latitudes mais elevadas.</p><p>Apesar da sua dimensão, nem todos produzem impactos significativos na superfície. O efeito que exercem depende da <strong>quantidade</strong> de vapor transportada, da <strong>duração</strong> do fenómeno e da sua <strong>interação</strong> com depressões, frentes meteorológicas ou barreiras montanhosas. Quando estas condições favorecem a condensação, a humidade converte-se em precipitação persistente ou intensa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sete-rios-atmosfericos-alimentaram-a-chuva-extrema-do-inverno-passado-em-portugal-1791895957582.jpg" data-image="4yyoukumvusz" alt="Rio atmosférico" title="Rio atmosférico"><figcaption>Rios atmosféricos transportam grandes quantidades de vapor de água dos subtrópicos para latitudes mais elevadas. Imagem: United States Naval Research Laboratory, domínio público</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Para estudar estes processos, a equipa de Évora lançou <strong>14 radiossondas, pequenos instrumentos transportados por balões de hélio</strong>. Durante a subida, estes equipamentos medem temperatura, humidade, pressão atmosférica e velocidade do vento, podendo atingir altitudes entre 20 e 25 quilómetros.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ao contrário das estações meteorológicas instaladas à superfície, as radiossondas permitem reconstruir o perfil vertical da atmosfera e observar a forma como o vento e a humidade variam em diferentes níveis de altitude.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>As medições integraram a <strong>parceria científica europeia EUROP</strong> e foram igualmente disponibilizadas a sistemas internacionais de previsão meteorológica, incluindo os utilizados pelo Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo (ECMWF) e pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).</p><h2>Um inverno excecionalmente chuvoso</h2><p>A sucessão de rios atmosféricos coincidiu com um dos períodos mais húmidos das últimas décadas em Portugal continental. Segundo o IPMA, <strong>fevereiro de 2026</strong> foi o fevereiro <strong>mais chuvoso dos últimos 47 anos</strong> e o quinto mais chuvoso desde o início dos registos, em 1931. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Considerando o intervalo entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026, Portugal registou o sexto período mais chuvoso da série histórica e o mais chuvoso dos últimos 30 anos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>No <strong>Alentejo</strong>, as estações meteorológicas operadas pelo CREATE registaram, em fevereiro, totais expressivos de precipitação: 252,8 milímetros em <strong>Portel</strong>, 243,8 milímetros na cidade de <strong>Évora</strong> e 252,1 milímetros no <strong>Polo da Mitra</strong>.</p><p>A sucessão de depressões prolongou os períodos de chuva. A <strong>tempestade Kristin</strong> destacou-se por trazer ventos particularmente fortes e rajadas superiores a 150 km/h em zonas dos distritos de <strong>Leiria</strong> e <strong>Coimbra</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790872" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/apos-as-tempestades-portugal-prepara-um-plano-de-energia-e-comunicacoes-para-este-inverno.html" title="Após as tempestades, Portugal prepara um plano de energia e comunicações para este inverno">Após as tempestades, Portugal prepara um plano de energia e comunicações para este inverno</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/apos-as-tempestades-portugal-prepara-um-plano-de-energia-e-comunicacoes-para-este-inverno.html" title="Após as tempestades, Portugal prepara um plano de energia e comunicações para este inverno"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/apos-as-tempestades-portugal-prepara-um-plano-de-energia-e-comunicacoes-para-este-inverno-1790596799056_320.jpg" alt="Após as tempestades, Portugal prepara um plano de energia e comunicações para este inverno"></a></article></aside><p>Com os <strong>solos</strong> já <strong>saturados</strong> após semanas de chuva, a capacidade de absorver água diminuiu significativamente, provocando <strong>cheias</strong>, <strong>inundações</strong> e deslizamentos de terra.</p><h2>Alterações climáticas podem reforçar estes fenómenos</h2><p>Os rios atmosféricos fazem parte da <strong>circulação natural da atmosfera</strong> e desempenham um papel essencial na <strong>redistribuição da humidade</strong> à escala planetária. Os cientistas, contudo, consideram que o <strong>aquecimento global</strong> poderá aumentar a sua intensidade.</p><div class="texto-destacado">Uma atmosfera mais quente consegue armazenar maiores quantidades de vapor de água. Por essa razão, o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC) considera altamente provável que estes corredores transportem mais humidade e gerem episódios mais intensos e duradouros num clima em aquecimento.</div><p>Um estudo publicado em setembro de 2026 na revista <em>Geophysical Research Letters</em> analisou os <strong>rios atmosféricos</strong> que atingiram a Península Ibérica entre <strong>outubro de 2025</strong> e <strong>fevereiro de 2026, </strong>comparando os dados com simulações representativas de uma fase inicial de um cenário de elevadas emissões.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em algumas regiões, o transporte de humidade observado foi entre 10% e 15% superior ao da simulação de referência.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os resultados não permitem concluir que as alterações climáticas tenham causado aquele inverno específico. Mostram, porém, que alguns <strong>episódios recentes</strong> já apresentam <strong>características semelhantes às projetadas para cenários futuros de aquecimento</strong>, reforçando a necessidade de compreender melhor estes fenómenos.</p><h2>Prever mais cedo para reduzir os danos</h2><p>Identificar a aproximação de um rio atmosférico já não é, portanto, o principal desafio para os investigadores. A maior dificuldade está em determinar com precisão a <strong>quantidade de humidade transportada, a sua trajetória e os locais onde poderá originar precipitação extrema</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sete-rios-atmosfericos-alimentaram-a-chuva-extrema-do-inverno-passado-em-portugal-1791896887992.jpg" data-image="ezudeja6ia05" alt="Balões atmosféricos" title="Balões atmosféricos"><figcaption>As radiossondas lançadas em Évora permitiram acompanhar a evolução da humidade e do vento em altitude durante vários episódios de rios atmosféricos. Foto: UÉvora</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Os modelos meteorológicos atuais conseguem reconhecer condições favoráveis ao desenvolvimento destes fenómenos com vários dias de antecedência. Ainda assim, <strong>é difícil </strong><strong>prever </strong><strong>exatamente</strong><strong> onde a precipitação será mais </strong><strong>intensa.</strong></p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A equipa do CREATE prepara agora uma nova participação numa campanha científica prevista para o inverno de 2026-2027. As observações recolhidas ajudarão a melhorar a representação da atmosfera nos modelos de previsão e poderão aumentar a capacidade de antecipar episódios meteorológicos potencialmente perigosos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O objetivo é perceber com maior antecedência onde estes corredores de humidade irão descarregar mais precipitação e com que intensidade. <strong>Quanto mais precisas forem as previsões, maior será a margem de preparação</strong> das autoridades, dos serviços de proteção civil e das populações perante cheias, inundações e outros impactos associados aos fenómenos extremos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Universidade%20de%20%C3%89vora" data-year="" data-title="Rios%20atmosf%C3%A9ricos%20trouxeram%20chuva%20extrema%20ao%20Alentejo" data-url="https%3A%2F%2Fwww.uevora.pt%2Fue-media%2Fnoticias%3Fitem%3D47574">Universidade de Évora. <a href="https://www.uevora.pt/ue-media/noticias?item=47574" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Rios atmosféricos trouxeram chuva extrema ao Alentejo</a>.</cite><br><cite data-author="J.%20C.%20Fern%C3%A1ndez-Alvarez%2C%20G.%20Alvarez-Socorro%2C%20R.%20Nieto%20%26%20L.%20Gimeno" data-year="" data-title="The%202025%E2%80%932026%20Iberian%20Atmospheric%20Rivers%20Exhibited%20Moisture%20Transport%20Resembling%20the%20Early%20SSP5-8.5%20Climate%20Response.%20Geophysical%20Research%20Letters" data-url="https%3A%2F%2Fagupubs.onlinelibrary.wiley.com%2Fdoi%2F10.1029%2F2026GL123799">J. C. Fernández-Alvarez, G. Alvarez-Socorro, R. Nieto & L. Gimeno. <a href="https://agupubs.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1029/2026GL123799" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The 2025–2026 Iberian Atmospheric Rivers Exhibited Moisture Transport Resembling the Early SSP5-8.5 Climate Response. Geophysical Research Letters</a>.</cite><br><cite data-author="IPCC" data-year="" data-title="Chapter%2011%3A%20Weather%20and%20Climate%20Extreme%20Events%20in%20a%20Changing%20Climate" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ipcc.ch%2Freport%2Far6%2Fwg1%2Fchapter%2Fchapter-11%2F%3Futm">IPCC. <a href="https://www.ipcc.ch/report/ar6/wg1/chapter/chapter-11/?utm" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Chapter 11: Weather and Climate Extreme Events in a Changing Climate</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/sete-rios-atmosfericos-alimentaram-a-chuva-extrema-do-inverno-passado-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temperaturas excecionais para outubro nos próximos dias: saiba onde os termómetros poderão superar os 30 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-excecionais-para-outubro-nos-proximos-dias-saiba-onde-os-termometros-poderao-superar-os-30-c.html</link><pubDate>Tue, 13 Oct 2026 12:53:36 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal vai enfrentar vários dias de calor anómalo para meados de outubro. Entre quarta e sexta-feira, os 30 ºC serão alcançados em várias regiões, com desvios que poderão chegar aos 11 ºC acima do normal.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbmjciy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbmjciy.jpg" id="xbmjciy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><br>Portugal continental prepara-se para vários dias com temperaturas <strong>muito acima do habitual para meados de outubro</strong>. A subida, já percetível esta terça-feira, deverá intensificar-se entre quarta e sexta-feira, com <strong>várias regiões a alcançar ou superar os 30 ºC</strong>. Contudo, a distribuição do calor será bastante irregular, com contrastes marcados entre o litoral e o interior.</p><h2>Terça-feira dá início à subida das temperaturas</h2><p>Esta terça-feira, dia 13, já deverá apresentar temperaturas máximas bastante elevadas para a época do ano, dando continuidade ao aquecimento observado nos últimos dias.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No entanto, será <strong>sobretudo a partir de quarta-feira que a massa de ar quente instalada sobre a Península Ibérica se fará sentir de forma mais evidente</strong>. O cenário previsto aproxima-se, em vários locais, de valores que associaríamos mais facilmente ao verão do que ao outono.</p><h2>Quarta-feira: três capitais de distrito chegam aos 30 ºC, mas haverá locais com 33 ºC</h2><p>Na quarta-feira, dia 14, o calor deverá intensificar-se. Pelas 15 horas, <strong>Santarém poderá atingir 31 ºC, enquanto Évora e Beja deverão rondar os 30 ºC</strong>. Estas serão as três capitais de distrito onde o modelo do ECMWF prevê valores iguais ou superiores a 30 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-excecionais-para-outubro-nos-proximos-dias-saiba-onde-os-termometros-poderao-superar-os-30-c-1791894190654.jpg" data-image="xaejejs78pco" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O calor intensifica-se na quarta-feira, com várias regiões do Centro e Sul a atingirem ou ultrapassarem os 30 ºC, apesar de valores mais baixos junto ao litoral.</figcaption></figure><p>Mas olhar apenas para as capitais esconde a verdadeira dimensão do episódio. No interior dos distritos, as temperaturas serão localmente superiores. <strong>Mora e algumas zonas do Ribatejo poderão chegar aos 33 ºC</strong>, enquanto localidades do Alentejo, Vale do Tejo e interior da região de Lisboa poderão registar 31 a 32 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-excecionais-para-outubro-nos-proximos-dias-saiba-onde-os-termometros-poderao-superar-os-30-c-1791894226069.jpg" data-image="kcdurd6xoa3h" alt="Temperatura Sul" title="Temperatura Sul"><figcaption>O Vale do Tejo e o interior alentejano estarão entre as regiões mais quentes, com vários locais entre 31 e 33 ºC, enquanto a influência marítima limita o calor junto à costa.</figcaption></figure><p>No Sul,<strong> grande parte do Alentejo ficará próxima ou acima dos 30 ºC</strong>. Em sentido contrário, a influência marítima deverá limitar bastante o aquecimento junto à Costa Vicentina e ao litoral algarvio, onde os valores ficarão claramente mais baixos.</p><h2>Do litoral mais contido aos 32 ºC no Médio Tejo</h2><p>O Centro será uma das regiões onde os contrastes térmicos se tornarão mais evidentes. <strong>O Médio Tejo deverá destacar-se, com uma extensa área acima dos 30 º. </strong>Tomar poderá rondar 32 ºC, enquanto Abrantes, Sardoal, Sertã e outros pontos da região poderão oscilar entre 30 e 32 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-excecionais-para-outubro-nos-proximos-dias-saiba-onde-os-termometros-poderao-superar-os-30-c-1791894323891.jpg" data-image="gtb944cva772" alt="Temperaturas centro" title="Temperaturas centro"><figcaption>O Médio Tejo poderá registar temperaturas generalizadas próximas ou acima dos 30 ºC, em forte contraste com a faixa costeira e as áreas de maior altitude.</figcaption></figure><p>Mais para oeste, o Atlântico fará toda a diferença. Enquanto a cidade de Leiria poderá atingir cerca de 28 ºC, junto à faixa costeira os termómetros ficarão muito contidos. Peniche poderá rondar apenas 18 ºC e a Figueira da Foz cerca de 21 ºC.</p><p><strong>Também a altitude terá um papel importante.</strong> Nas áreas mais elevadas da Serra da Estrela, as máximas poderão ficar perto dos 18 a 20 ºC, contrastando fortemente com os valores superiores a 30 ºC previstos nos vales e zonas de menor altitude.</p><h2>O norte também poderá chegar aos 30 ºC nos vales</h2><p>Nenhuma capital de distrito do Norte deverá atingir os 30 ºC na quarta-feira, mas isso não significa que este valor não seja alcançado na região.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-excecionais-para-outubro-nos-proximos-dias-saiba-onde-os-termometros-poderao-superar-os-30-c-1791894456713.jpg" data-image="x38vcm0odqtp" alt="Temperaturas Norte" title="Temperaturas Norte"><figcaption>Apesar de nenhuma capital de distrito do Norte atingir os 30 ºC na quarta-feira, alguns vales interiores, incluindo zonas do Douro e do Tâmega, poderão alcançar esta marca.</figcaption></figure><p><strong>Os vales do Douro e do Tâmega serão alguns dos locais mais quentes.</strong> Amarante e São Pedro do Sul poderão rondar os 30 ºC e alguns pontos do Douro interior poderão igualmente alcançar esta marca. Em contrapartida, cidades costeiras como Porto e Viana do Castelo deverão ficar perto dos 20 a 22 ºC.</p><h2>Quinta-feira: até 11 ºC acima do normal no Norte</h2><p>Na quinta-feira, dia 15, as temperaturas máximas deverão manter-se muito semelhantes às de quarta-feira em grande parte do país, mas poderão subir mais 2 a 3 ºC em algumas áreas do Norte, particularmente no interior.</p><p>E é precisamente aqui que o episódio ganha maior relevância climatológica. <strong>Em algumas zonas do Douro, as temperaturas poderão ficar cerca de 11 ºC acima do normal para esta altura do ano.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-excecionais-para-outubro-nos-proximos-dias-saiba-onde-os-termometros-poderao-superar-os-30-c-1791894525533.jpg" data-image="os8nwfgm9fzk" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"><figcaption>Mais do que os valores absolutos, impressiona o desvio face ao normal: no interior Norte e Centro, as temperaturas poderão ficar cerca de 10 ºC acima da média e, localmente, a anomalia poderá chegar aos 11 ºC.</figcaption></figure><p>O ECMWF aponta para anomalias próximas de +10 ºC em áreas de Vila Real, Bragança e Viseu. Santarém, Lisboa, Guarda e Beja poderão apresentar desvios próximos dos +8 ºC.</p><p>Isto significa que, embora os valores absolutos mais elevados possam ocorrer no Centro e Sul, <strong>será em algumas regiões do Norte e Centro que as temperaturas serão mais excecionais quando comparadas com a climatologia de meados de outubro</strong>.</p><h2>Sexta-feira mantém o calor, mas aproxima-se uma mudança</h2><p>Na sexta-feira, dia 16, o cenário deverá continuar muito quente para a época. <strong>Lisboa poderá juntar-se a Santarém e Beja entre as capitais de distrito com previsão de atingir os 30 ºC.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793133" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-prepara-se-para-uma-mudanca-do-tempo-modelos-apontam-para-o-regresso-da-chuva-apos-dias-de-sol-calor.html" title="Portugal prepara-se para uma mudança do tempo: modelos apontam para o regresso da chuva após dias de sol e calor">Portugal prepara-se para uma mudança do tempo: modelos apontam para o regresso da chuva após dias de sol e calor</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-prepara-se-para-uma-mudanca-do-tempo-modelos-apontam-para-o-regresso-da-chuva-apos-dias-de-sol-calor.html" title="Portugal prepara-se para uma mudança do tempo: modelos apontam para o regresso da chuva após dias de sol e calor"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-de-19-a-26-de-outubro-em-portugal-chuvas-e-temperaturas-previstas-pelo-ecmwf-1791854565528_320.jpg" alt="Portugal prepara-se para uma mudança do tempo: modelos apontam para o regresso da chuva após dias de sol e calor"></a></article></aside><p>Será, assim, uma sequência de vários dias com características térmicas pouco habituais para outubro. No entanto, os mapas começam a sugerir uma alteração do padrão atmosférico posteriormente, com descida das temperaturas e possibilidade de regresso de condições mais instáveis durante o fim de semana.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-excecionais-para-outubro-nos-proximos-dias-saiba-onde-os-termometros-poderao-superar-os-30-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal prepara-se para uma mudança do tempo: modelos apontam para o regresso da chuva após dias de sol e calor]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-prepara-se-para-uma-mudanca-do-tempo-modelos-apontam-para-o-regresso-da-chuva-apos-dias-de-sol-calor.html</link><pubDate>Tue, 13 Oct 2026 10:02:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A segunda metade de outubro poderá trazer uma mudança no estado do tempo. O ECMWF antecipa valores de temperatura mais próximos da média e sinais de regresso da chuva entre os dias 20 e 22.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-de-19-a-26-de-outubro-em-portugal-chuvas-e-temperaturas-previstas-pelo-ecmwf-1791854565528.jpg" data-image="duljod1cet0p" alt="Chuva de outono" title="Chuva de outono"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-919831"> O tempo tipicamente outonal estará prestes a regressar a Portugal? As últimas tendências do ECMWF trazem novidades.</figcaption></figure><p><br>Depois de vários dias que serão marcados por temperaturas muito acima do habitual para outubro, a segunda metade do mês poderá trazer uma mudança importante no padrão meteorológico em Portugal. As tendências mais recentes do ECMWF apontam para <strong>temperaturas bastante mais próximas da normalidade e para o regresso da chuva </strong>sobretudo a partir de 20 de outubro. Ainda assim, a distribuição da chuva poderá variar consoante a região.</p><h2>Depois do calor, as temperaturas aproximam-se finalmente do normal</h2><p>Antes desta mudança, Portugal atravessará ainda vários dias bastante quentes para a época. Até sexta-feira, dia 16 de outubro, as temperaturas continuarão muito acima da média, com várias regiões a aproximarem-se ou mesmo a ultrapassarem os 30 ºC. <strong>No fim de semana de 17 e 18, porém, deverá iniciar-se uma descida mais significativa, </strong>acompanhada por alguns sinais de instabilidade.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Esta evolução poderá tornar-se mais evidente na semana seguinte, onde as previsões do ECMWF apontam para <strong>temperaturas próximas dos valores climatológicos em grande parte do território continental</strong>. No Norte e em parte da região Centro, ainda poderão registar-se anomalias positivas ligeiras, na ordem de 1 ºC.</p><h2>Segunda-feira, dia 19, já poderá trazer um ambiente bem mais outonal</h2><p>A mudança será igualmente percetível nos valores diários. <strong>Na segunda-feira, dia 19, o cenário previsto é completamente diferente daquele que Portugal deverá experimentar entre os dias 13 e 16</strong>. No Norte e Centro, muitas regiões poderão registar máximas inferiores a 20 ºC, enquanto nas terras altas e zonas montanhosas os valores poderão ficar bastante mais baixos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-de-19-a-26-de-outubro-em-portugal-chuvas-e-temperaturas-previstas-pelo-ecmwf-1791853492012.jpg" data-image="t8azn8mgm338" alt="Temperatura ao 12h" title="Temperatura ao 12h"><figcaption>A descida das temperaturas será evidente no início da semana, sobretudo no Norte e Centro, onde as máximas deverão ficar bastante mais contidas.</figcaption></figure><p><strong>No Sul continuará mais ameno</strong>, com algumas áreas a aproximarem-se dos 24/26 ºC. Será, portanto, uma distribuição térmica muito mais característica desta altura do ano.</p><h2>Entre 20 e 22 de outubro aumenta a probabilidade de chuva</h2><p>Os mapas determinísticos ajudam a perceber de onde poderá surgir o primeiro sinal de chuva. Para o início da semana, o ECMWF começa a projetar <strong>condições mais instáveis sobre a Península Ibérica</strong>, com possibilidade de precipitação mais considerável em Portugal a partir de dia 20.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-de-19-a-26-de-outubro-em-portugal-chuvas-e-temperaturas-previstas-pelo-ecmwf-1791853666299.jpg" data-image="j8iksk4n6rxw" alt="Precipitação" title="Precipitação"> <figcaption>Entre os dias 20 e 22 aumenta a probabilidade de chuva em Portugal. A localização e intensidade da precipitação permanecem, contudo, incertas devido à distância temporal da previsão, mas para já a localização e intensidade da chuva estão representadas neste mapa determinístico (para dia 21, às 18h).</figcaption></figure><p>Neste momento, o intervalo entre <strong>20 e 22 de outubro</strong> concentra um dos sinais mais interessantes. A projeção para quarta-feira, dia 21, mostra precipitação bastante disseminada pelo território, localmente mais expressiva, sugerindo a possibilidade de períodos de chuva em várias regiões.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793129" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-de-19-a-31-de-outubro-em-portugal-precipitacao-e-temperaturas-previstas-pelo-ecmwf.html" title="Tendências de 19 a 31 de Outubro em Portugal: precipitação e temperaturas previstas pelo ECMWF">Tendências de 19 a 31 de Outubro em Portugal: precipitação e temperaturas previstas pelo ECMWF</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-de-19-a-31-de-outubro-em-portugal-precipitacao-e-temperaturas-previstas-pelo-ecmwf.html" title="Tendências de 19 a 31 de Outubro em Portugal: precipitação e temperaturas previstas pelo ECMWF"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-de-19-a-31-de-outubro-em-portugal-precipitacao-e-temperaturas-previstas-pelo-ecmwf-1791843660655_320.jpg" alt="Tendências de 19 a 31 de Outubro em Portugal: precipitação e temperaturas previstas pelo ECMWF"></a></article></aside><p>Ainda assim, estamos perante uma previsão a vários dias de distância. <strong>A localização dos núcleos de precipitação, a sua intensidade e até os dias em que a chuva será mais significativa poderão mudar substancialmente nas próximas atualizações.</strong> Por isso, nesta fase é mais robusto falar numa tendência para o regresso da instabilidade do que antecipar acumulados ou regiões específicas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-prepara-se-para-uma-mudanca-do-tempo-modelos-apontam-para-o-regresso-da-chuva-apos-dias-de-sol-calor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Segundo um relatório, os jatos particulares poluem até 14 vezes mais do que os voos comerciais]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/segundo-um-relatorio-os-jatos-particulares-poluem-ate-14-vezes-mais-do-que-os-voos-comerciais.html</link><pubDate>Tue, 13 Oct 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um novo relatório americano analisou quem está a pagar a conta do aumento do uso de jatos particulares nos Estados Unidos e, segundo os investigadores que o elaboraram, não são os bilionários que de facto viajam neles.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/private-jet-flights-are-booming-in-the-us-but-owners-pay-less-than-1-of-aviation-taxes-study-finds-1790357234128.png" data-image="rdthwx1t6lr4" alt="Um novo relatório aponta que as viagens em jatos particulares geraram custos excessivos para o clima e para os contribuintes, apesar de atenderem a apenas uma pequena parcela dos passageiros aéreos." title="Um novo relatório aponta que as viagens em jatos particulares geraram custos excessivos para o clima e para os contribuintes, apesar de atenderem a apenas uma pequena parcela dos passageiros aéreos."><figcaption>Um novo relatório afirma que as viagens em jatos particulares deram origem a custos excessivos para o clima e para os contribuintes, apesar de atenderem a apenas uma pequena parcela dos passageiros aéreos.</figcaption></figure><p>Segundo o Instituto de Estudos Políticos (IPS), <strong>existem atualmente 3.428 multimilionários em todo o mundo</strong>, o que basicamente se traduz num maior número de viagens em jatos particulares. De facto, o instituto afirma que o património médio de <strong>um proprietário de jato particular gira em torno de 190 milhões de dólares.</strong></p><p>Nesta semana, o grupo de especialistas publicou um novo relatório intitulado <em>High Flyers 2026</em>, que<strong> analisa o custo real de todos estes voos privados para o restante da população</strong>, tanto em termos de impostos quanto de impacto ambiental. E, segundo os investigadores, a resposta é: bastante elevado.</p><h2>Pagam muito menos do que lhes cabe</h2><p>Segundo o relatório, jatos particulares e serviços de voos fretados representam <strong>atualmente cerca de 16% das operações de voo gerenciadas pela Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA</strong>. No entanto, dados do Departamento de Transportes dos EUA sugerem que os jatos particulares não comerciais representam aproximadamente 7% da atividade no espaço aéreo, mas contribuem com menos de 0,6% dos impostos destinados ao fundo que ajuda a financiar as operações da FAA.</p><p>Isto refere-se a um grupo minúsculo de pessoas. Segundo o estudo, estima-se que 256.000 pessoas viajem em jatos particulares, <strong>o que equivale a aproximadamente 0,003% da população</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/private-jet-flights-are-booming-in-the-us-but-owners-pay-less-than-1-of-aviation-taxes-study-finds-1790358078414.png" data-image="lt6cmfy2wdoe" alt="avião" title="avião"><figcaption>Os investigadores apontaram que a aviação privada é um meio de transporte que polui de forma desproporcional, uma vez que o impacto das suas emissões vai além do simples consumo de combustível.</figcaption></figure><p>"<strong>Nós não deveríamos ter que pagar pelos excessos de luxo da classe multimilionária que utiliza jatos particulares</strong>", disse Chuck Collins, coautor do relatório. "Os nossos impostos não deveriam subsidiar os seus hábitos imprudentes de viagens aéreas, que <strong>prejudicam ainda mais o nosso planeta, que está a aquecer.</strong>"</p><p>O relatório também revelou que <strong>mais de 1,13 mil milhões de dólares em subsídios para infraestrutura aeroportuária, concedidos até 2026</strong>, foram destinados a projetos que poderiam beneficiar principalmente aeronaves particulares. Além disso, segundo os investigadores, a principal organização de lobby do setor, a Associação Nacional de Aviação Comercial, gastou cerca de 2 milhões de dólares em 2025 promovendo uma legislação que concede <strong>isenções fiscais significativas aos proprietários de aeronaves particulares</strong>.</p><h2>Até 14 vezes mais poluente</h2><p>No que diz respeito ao clima, o relatório afirma que os jatos particulares geram emissões diretas de carbono entre <strong>10 e 14 vezes maiores por passageiro do que os voos comerciais</strong>. E isso sem levar em conta os demais efeitos de aquecimento decorrentes de voar a grandes altitudes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="645230" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/de-travis-scott-a-cristiano-ronaldo-quais-sao-as-celebridades-que-poluem-mais-com-os-seus-jatos-particulares-poluicao.html" title="De Travis Scott a Cristiano Ronaldo: quais são as celebridades que poluem mais com os seus jatos particulares? ">De Travis Scott a Cristiano Ronaldo: quais são as celebridades que poluem mais com os seus jatos particulares? </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/de-travis-scott-a-cristiano-ronaldo-quais-sao-as-celebridades-que-poluem-mais-com-os-seus-jatos-particulares-poluicao.html" title="De Travis Scott a Cristiano Ronaldo: quais são as celebridades que poluem mais com os seus jatos particulares? "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/que-famosos-contaminan-mas-con-sus-jets-privados-de-travis-scott-a-cristiano-ronaldo-1708515961741_320.jpeg" alt="De Travis Scott a Cristiano Ronaldo: quais são as celebridades que poluem mais com os seus jatos particulares? "></a></article></aside><p>A propriedade fracionada, modalidade pela qual as pessoas compram uma parte de uma aeronave em troca de um número determinado de horas de voo, <strong>também cresceu 65% entre 2019 e 2025</strong>.</p><p>Portanto, o instituto solicita um imposto de luxo sobre a venda de jatos particulares, <strong>impostos mais altos sobre o combustível para jatos particulares e que se pare de gastar dinheiro público</strong> em novas infraestruturas para jatos particulares.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="New%20Report%20%22High%20Flyers%202026%22%20Reveals%20How%20Private%20Jets%20Costs%20Taxpayers%20and%20the%20Planet" data-year="September%202026" data-title="Institute%20for%20Policy%20Studies" data-url="https%3A%2F%2Fips-dc.org%2Frelease-high-flyers-2026%2F">New Report "High Flyers 2026" Reveals How Private Jets Costs Taxpayers and the Planet. (September 2026). <a href="https://ips-dc.org/release-high-flyers-2026/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Institute for Policy Studies</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/segundo-um-relatorio-os-jatos-particulares-poluem-ate-14-vezes-mais-do-que-os-voos-comerciais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tendências de 19 a 31 de Outubro em Portugal: precipitação e temperaturas previstas pelo ECMWF]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-de-19-a-31-de-outubro-em-portugal-precipitacao-e-temperaturas-previstas-pelo-ecmwf.html</link><pubDate>Tue, 13 Oct 2026 08:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O mês de outubro vai quase a meio e ainda pouco choveu na maior parte do território continental. As temperaturas máximas também se mantém elevadas para a época. Como será até ao final do mês?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-de-19-a-31-de-outubro-em-portugal-precipitacao-e-temperaturas-previstas-pelo-ecmwf-1791843660655.jpg" data-image="bh0fvpw8dc6c" alt="outono; outubro" title="outono; outubro"><figcaption>O que resta do mês de outubro poderá trazer algumas mudanças no padrão atmosférico. A distribuição de chuva poderá ser diferente face a outros anos.</figcaption></figure><p>O mês de outubro está a ser <strong>mais seco que o normal e conta com tardes mais quentes que o normal também</strong>. Ao longo dos próximos dias, inclusive, espera-se uma nova subida dos termómetros que poderá levar as anomalias térmicas positivas a alcançar valores na ordem dos 11 ºC, indicando um desvio positivo, bastante significativo, da normal climatológica de referência (1990-2020).</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.´ </div><p>Esta subida das temperaturas será notada em todo o continente, mas as <strong>manhãs e as noites deverão manter-se frescas</strong>, à semelhança dos últimos dias, contribuindo também para uma <strong>amplitude térmica</strong> (diferença entre o valor mínimo e máximo diário) <strong>acentuada</strong>. </p><h2>Anomalias térmicas positivas deverão manter-se até ao fim do mês</h2><p>De acordo com o nosso mapa de anomalia semanal, baseado no modelo europeu ECMWF, e mostrado abaixo, <strong>a semana entre 19 e 26 de outubro poderá contar com temperaturas até 1 ºC acima da média </strong>na maior parte do território que compõe as regiões Norte e Centro e no arquipélago dos Açores. Ainda de acordo com o mesmo mapa, o restante território continental e o arquipélago da Madeira deverão apresentar valores dentro da normal climatológica de referência.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-de-19-a-31-de-outubro-em-portugal-precipitacao-e-temperaturas-previstas-pelo-ecmwf-1791843801745.jpg" data-image="w8hfmujrdp0u" alt="anomalia de temperatura" title="anomalia de temperatura"><figcaption>As últimas semanas deste mês poderão contar com anomalias térmicas positivas em boa parte do continente, especialmente nas regiões Norte e Centro, indicando que as temperaturas se deverão manter acima da média.</figcaption></figure><p>Um pouco mais à frente, <strong>entre os dias 26 de outubro e o dia 2 de novembro</strong>, tanto os arquipélagos como uma parte do Sul do país deverão registar uma anomalia positiva de até 1 ºC, enquanto a maior <strong>parte das regiões Norte e Centro poderá registar anomalias entre 1 ºC a 3 ºC acima da média</strong>. Ao longo da faixa costeira, a anomalia deverá ser de até 1 ºC ou nula.</p><h2>A precipitação poderá regressar em breve</h2><p>Ainda de acordo com o mesmo tipo de mapa, mas desta vez em relação à chuva prevista pelo ECMWF, <strong>o intervalo de 19 a 26 de outubro</strong>, ilustrado abaixo, <strong>poderá contar com anomalia negativa, ou chuva abaixo da média, no noroeste </strong>(a laranja), com valores esperados entre 10 % a 30 % menos que o normal, <strong>e ainda numa parte da região Sul, que engloba uma parte do Alentejo</strong> (a rosa), cuja anomalia indica até menos 10 % de chuva que o normal para a época. <strong>O Baixo Alentejo e o Algarve poderão contar com o inverso, tal como os arquipélagos</strong>, onde se espera até mais 10 % de chuva que o normal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-de-19-a-31-de-outubro-em-portugal-precipitacao-e-temperaturas-previstas-pelo-ecmwf-1791843816146.jpg" data-image="qdms3irjre7k" alt="anomalia de precipitação" title="anomalia de precipitação"><figcaption>A precipitação poderá ser irregular, devendo o noroeste do país e uma parte do Alentejo ser mais seco que o habitual, enquanto a restante região Sul poderá registar mais chuva que o normal. A branco encontram-se as zonas sem qualquer indício de anomalia, sendo esperados valores normais para a época.</figcaption></figure><p>Já na semana seguinte, <strong>entre o dia 26 de outubro e o dia 2 de novembro, espera-se uma anomalia positiva de precipitação em praticamente todo o território continental e insular</strong>, com até mais 10 % de chuva prevista, ainda que uma pequena faixa, pertencente ao noroeste, possa contar com valores dentro da média, apresentando anomalia nula.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793078" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-amanha-e-sabado-lisboa-tera-temperaturas-superiores-a-26-c-joana-campos-conta-lhe-o-que-vira-depois.html" title="'Entre amanhã e sábado, Lisboa terá temperaturas superiores a 26 ºC': Joana Campos conta-lhe o que virá depois">"Entre amanhã e sábado, Lisboa terá temperaturas superiores a 26 ºC": Joana Campos conta-lhe o que virá depois</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-amanha-e-sabado-lisboa-tera-temperaturas-superiores-a-26-c-joana-campos-conta-lhe-o-que-vira-depois.html" title="'Entre amanhã e sábado, Lisboa terá temperaturas superiores a 26 ºC': Joana Campos conta-lhe o que virá depois"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/entre-amanha-e-sabado-lisboa-tera-temperaturas-superiores-a-26-c-joana-campos-conta-lhe-o-que-vira-depois-1791819441497_320.jpg" alt="'Entre amanhã e sábado, Lisboa terá temperaturas superiores a 26 ºC': Joana Campos conta-lhe o que virá depois"></a></article></aside><p>Desta forma, de grosso modo,<strong> espera-se um resto de outubro mais quente que o normal e mais incerto quanto à distribuição da chuva</strong>. Assim, aconselhamos que se mantenha atento às atualizações diárias da Meteored Portugal, de forma a acompanhar estas tendências que<strong> poderão sofrer alterações nos próximos dias</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-de-19-a-31-de-outubro-em-portugal-precipitacao-e-temperaturas-previstas-pelo-ecmwf.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um agricultor descobriu que o seu peso de porta tinha caído do céu: era de um meteorito avaliado em 100 mil dólarares]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-agricultor-descobriu-que-o-seu-peso-de-porta-tinha-caido-do-ceu-era-de-um-meteorito-avaliado-em-100-mil-dolarares.html</link><pubDate>Tue, 13 Oct 2026 07:04:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Uma rocha de 10 quilos permaneceu durante décadas junto a um celeiro no Michigan, até que um meteorito caído em 2018 levou ao estudo da sua origem.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-granjero-descubrio-que-su-tope-de-puerta-habia-caido-del-cielo-resulto-ser-un-meteorito-valorado-en-100-000-dolares-1791451839548.jpg" data-image="p72mgwrq8t43" alt="Meteorito que caiu no Michigan usado como peso de porta" title="Meteorito que caiu no Michigan usado como peso de porta"><figcaption>Uma rocha de 10 quilos usada durante décadas no Michigan como peso de porta revelou-se um meteorito de ferro. Imagem: IA.</figcaption></figure><p>Esta <strong>história peculiar começou em 1939, quando uma rocha de grandes dimensões surgiu num terreno junto a uma quinta em Edmore</strong>, Michigan. O proprietário sempre sustentou que ela tinha caído do céu, mas, durante décadas, não houve qualquer análise científica que comprovasse esta afirmação. A peça acabou por ser utilizada numa tarefa quotidiana e nada chamativa: manter aberta a porta de um celeiro. A sua aparência até podia ser estranha, mas isso não bastou para a identificar como um objeto vindo do espaço.</p><p>O <strong>interesse pela rocha surgiu em janeiro de 2018, quando outro meteorito caiu em Hamburgo, Michigan</strong>. O evento fez com que os novos proprietários da quinta se recordassem daquela peça que também estava a ser utilizada há décadas como peso de porta. O novo proprietário utilizara-a para esse fim durante cerca de 30 anos. Perante a possibilidade de se tratar realmente de um meteorito, <strong>decidiu levá-la à Universidade de Michigan para ser examinada</strong>.</p><h2>Meteorito de ferro: uma peça de 10 quilogramas</h2><p>A amostra acabou nas mãos de Mona Sirbescu, professora de Geologia na Universidade de Michigan. A especialista tinha analisado inúmeras rochas nas duas décadas anteriores, mas nenhuma delas se revelou um meteorito. Desta vez, ela encontrou uma peça muito diferente: pesava 10 quilos, tinha uma forma triangular e dimensões de 17 × 20 × 23 centímetros. O exame inicial permitiu observar <strong>características compatíveis com uma rocha que tinha atravessado a atmosfera terrestre</strong>.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/LMQbk1Rcnvs/sddefault.jpg" alt="youtube video id=LMQbk1Rcnvs" id="LMQbk1Rcnvs"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A superfície apresentava grandes fendas e uma crosta de fusão de cor castanho-clara. <strong>Esta camada tinha-se formado durante a passagem do objeto pela atmosfera a alta velocidade</strong>. O estudo do interior forneceu as provas necessárias para confirmar a natureza da amostra. A rocha foi catalogada como um <strong>meteorito de ferro do grupo IIIAB</strong>, classificação relacionada com a sua composição e estrutura.</p><p>Os dados obtidos permitiram precisar ainda mais as suas características. O exemplar era <strong>composto por 88,5% de ferro e 11,5% de níquel</strong>. Continha ainda três minerais: kamacita, taenita e schreibersita. A investigação identificou, além disso, uma estrutura interna conhecida como padrão de Widmanstätten, associada a meteoritos de ferro que permanecem a arrefecer lentamente durante longos períodos dentro do seu corpo de origem.</p><h2>O meteorito de ferro que ninguém identificou</h2><p>A análise também classificou a peça entre os <strong>maiores meteoritos já registados no Michigan</strong>. Segundo os dados apresentados, ocupava a sexta posição em tamanho no estado. <strong>O seu valor estimado chegava aos 100.000 dólares — cerca de 89.423 euros </strong>—, um montante muito distante da utilidade que a peça teve durante décadas na quinta. Para os seus proprietários, aquela rocha servia simplesmente para impedir que uma porta se fechasse.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-granjero-descubrio-que-su-tope-de-puerta-habia-caido-del-cielo-resulto-ser-un-meteorito-valorado-en-100-000-dolares-1791452243669.jpeg" data-image="5h133pwsovtm" alt="Meteoritos" title="Meteoritos"><figcaption>O meteorito que caiu no Michigan em janeiro de 2018 levou à investigação de uma rocha antiga que estava há décadas junto a um celeiro. A análise confirmou, mais tarde, que aquela peça de 10 quilos também provinha do espaço.</figcaption></figure><p>O caso suscitou especial interesse devido ao tempo decorrido entre a sua descoberta e a sua identificação. <strong>A rocha tinha sido encontrada em 1939 e permaneceu sem ser estudada durante décadas</strong>. Em 2018, o episódio de Hamburgo levou os proprietários a reconsiderar a possível origem da peça. A decisão de a levar à Universidade de Michigan permitiu, finalmente, obter uma resposta científica sobre uma rocha cuja proveniência permanecia sem confirmação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790611" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-geologo-descobriu-no-google-earth-uma-cratera-de-meteorito-com-260-metros-no-interior-da-australia.html" title="Um geólogo descobriu no Google Earth uma cratera de meteorito com 260 metros no interior da Austrália">Um geólogo descobriu no Google Earth uma cratera de meteorito com 260 metros no interior da Austrália</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-geologo-descobriu-no-google-earth-uma-cratera-de-meteorito-com-260-metros-no-interior-da-australia.html" title="Um geólogo descobriu no Google Earth uma cratera de meteorito com 260 metros no interior da Austrália"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-geologo-descubrio-en-google-earth-un-crater-de-meteorito-de-260-metros-en-el-interior-de-australia-1790417095985_320.png" alt="Um geólogo descobriu no Google Earth uma cratera de meteorito com 260 metros no interior da Austrália"></a></article></aside><p>O nome oficial da peça foi estabelecido como Edmore, Michigan, em 2019. A análise descreveu-a como uma<strong> octaedrite de tamanho médio, pertencente ao grupo de meteoritos de ferro IIIAB</strong>. A sua composição, os minerais detetados e o padrão de Widmanstätten forneceram os dados necessários para a distinguir de uma rocha terrestre comum.</p><h2>De peso de porta de celeiro a meteorito de Michigan</h2><p>O caso de Edmore demonstra <strong>como um objeto de origem extraterrestre pode permanecer durante décadas integrado numa atividade quotidiana, sem despertar a necessidade de uma investigação científica</strong>. O proprietário original dizia que tinha caído do céu, mas esta versão não tinha sido comprovada. A rocha permaneceu junto ao celeiro até que um acontecimento noutra parte do Michigan levou os seus novos proprietários a questionarem-se se aquela história poderia ser verdadeira.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-granjero-descubrio-que-su-tope-de-puerta-habia-caido-del-cielo-resulto-ser-un-meteorito-valorado-en-100-000-dolares-1791452273234.jpeg" data-image="99zyf6yh7q8z" alt="Meterorito" title="Meterorito"><figcaption>O meteorito de Edmore contém 88,5% de ferro e 11,5% de níquel, bem como kamacita, taenita e schreibersita. A sua estrutura interna apresenta o padrão de Widmanstätten característico dos meteoritos de ferro.</figcaption></figure><p>A confirmação surgiu após o exame das suas dimensões, superfície, composição e estrutura interna. <strong>A combinação de ferro, níquel, kamacita, taenita e schreibersita, juntamente com o padrão de Widmanstätten, permitiu classificá-la entre os meteoritos de ferro do tipo IIIAB</strong>. Os dados de 88,5% de ferro e 11,5% de níquel completaram o perfil químico obtido na análise.</p><p>Durante décadas, a rocha teve uma função doméstica e manteve-se fora de qualquer catálogo científico. Depois de estudada,<strong> passou a figurar entre os maiores meteoritos encontrados no Michigan, com um valor potencial estimado em 100 mil dólares</strong>. O objeto que tinha ajudado a manter uma porta aberta acabou por ser identificado como uma peça vinda do espaço.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-agricultor-descobriu-que-o-seu-peso-de-porta-tinha-caido-do-ceu-era-de-um-meteorito-avaliado-em-100-mil-dolarares.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Açores poderão acumular mais de 50 mm de chuva até sábado: saiba o que prevê o ECMWF também para a Madeira]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-poderao-acumular-mais-de-50-mm-de-chuva-ate-sabado-saiba-o-que-preve-o-ecmwf-tambem-para-a-madeira.html</link><pubDate>Tue, 13 Oct 2026 06:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os Açores deverão registar períodos de chuva nos próximos dias, com acumulados superiores a 50 mm em algumas ilhas. Na Madeira, prevê-se tempo mais estável, embora com bastante nebulosidade.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbm6rei"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbm6rei.jpg" id="xbm6rei"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O estado do tempo nos dois arquipélagos portugueses deverá apresentar diferenças significativas ao longo dos próximos dias. Segundo a previsão mais recente do modelo europeu (ECMWF), <strong>os Açores poderão registar períodos de precipitação, sobretudo nos grupos Ocidental e Central</strong>, enquanto a Madeira deverá manter condições relativamente mais estáveis.</p><p>Entre quarta-feira, 14 de outubro, e sábado, dia 17, a evolução da precipitação será um dos principais aspetos a acompanhar, particularmente no arquipélago açoriano, onde <strong>os acumulados previstos poderão ultrapassar os 50 mm</strong> em algumas localidades.</p><h2>Açores: chuva deverá marcar os próximos dias, mas não chegará a todas as ilhas da mesma forma</h2><p>Esta quarta-feira, o ECMWF prevê <strong>aguaceiros dispersos</strong> <strong>em várias ilhas dos Açores</strong>, com precipitação geralmente pouco intensa durante o início da tarde. Na Horta, Angra do Heroísmo e Ponta Delgada, os mapas apontam para valores inferiores a 1 mm no período representado.</p><p>A situação deverá evoluir ao longo dos dias seguintes, com uma faixa de precipitação a aproximar-se do arquipélago pelo Atlântico. Na quinta-feira, <strong>esta instabilidade deverá atingir sobretudo os grupos Ocidental e Central</strong>, embora a distribuição da chuva não seja uniforme.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-poderao-acumular-mais-de-50-mm-de-chuva-ate-sabado-saiba-o-que-preve-o-ecmwf-tambem-para-a-madeira-1791824948669.jpg" data-image="8wj755qszymh" alt="Chuva deverá atingir sobretudo os grupos Ocidental e Central dos Açores" title="Chuva deverá atingir sobretudo os grupos Ocidental e Central dos Açores"><figcaption>O ECMWF prevê uma faixa de precipitação sobre os Açores durante a tarde de quinta-feira, com maior expressão nas ilhas dos grupos Ocidental e Central.</figcaption></figure><p>Durante a tarde de quinta-feira, a Horta poderá registar <strong>precipitação na ordem dos 3 mm</strong> no período representado, enquanto Angra do Heroísmo apresenta valores inferiores a 1 mm. Em Ponta Delgada, a precipitação prevista para a mesma hora é pouco significativa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793078" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-amanha-e-sabado-lisboa-tera-temperaturas-superiores-a-26-c-joana-campos-conta-lhe-o-que-vira-depois.html" title="'Entre amanhã e sábado, Lisboa terá temperaturas superiores a 26 ºC': Joana Campos conta-lhe o que virá depois">"Entre amanhã e sábado, Lisboa terá temperaturas superiores a 26 ºC": Joana Campos conta-lhe o que virá depois</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-amanha-e-sabado-lisboa-tera-temperaturas-superiores-a-26-c-joana-campos-conta-lhe-o-que-vira-depois.html" title="'Entre amanhã e sábado, Lisboa terá temperaturas superiores a 26 ºC': Joana Campos conta-lhe o que virá depois"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/entre-amanha-e-sabado-lisboa-tera-temperaturas-superiores-a-26-c-joana-campos-conta-lhe-o-que-vira-depois-1791819441497_320.jpg" alt="'Entre amanhã e sábado, Lisboa terá temperaturas superiores a 26 ºC': Joana Campos conta-lhe o que virá depois"></a></article></aside><p>Esta distribuição evidencia a influência da circulação atlântica sobre o arquipélago, com diferenças entre as ilhas e possibilidade de períodos de melhoria intercalados com episódios de chuva.</p><h2>Acumulados poderão ultrapassar os 50 mm em algumas ilhas até sábado</h2><p>A precipitação acumulada prevista até ao final de sábado mostra diferenças ainda mais expressivas entre os vários grupos de ilhas.</p><p>De acordo com o ECMWF, <strong>a Horta poderá acumular cerca de 55 mm</strong>, enquanto Angra do Heroísmo apresenta valores próximos dos 25 mm. Em Ponta Delgada, os acumulados previstos situam-se em torno dos 20 mm.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-poderao-acumular-mais-de-50-mm-de-chuva-ate-sabado-saiba-o-que-preve-o-ecmwf-tambem-para-a-madeira-1791825072338.jpg" data-image="3tv62dzqfgjw" alt="ECMWF prevê acumulados superiores a 50 mm em algumas zonas dos Açores" title="ECMWF prevê acumulados superiores a 50 mm em algumas zonas dos Açores"><figcaption>A precipitação acumulada até sábado poderá ultrapassar os 50 mm em setores do grupo Central, com valores inferiores previstos para Angra do Heroísmo e Ponta Delgada.</figcaption></figure><p>Os valores previstos apontam para <strong>maior concentração de precipitação em setores ocidentais e centrais do arquipélago</strong>, enquanto o grupo Oriental deverá apresentar acumulados mais reduzidos.</p><p>Importa salientar que estes valores correspondem a estimativas do modelo europeu e <strong>poderão sofrer alterações nas próximas atualizações</strong>. Além disso, a precipitação acumulada resulta da soma dos diferentes episódios previstos, não significando chuva contínua durante todo o período.</p><h2>Vento poderá atingir rajadas próximas dos 40 km/h na quinta-feira</h2><p>Além da precipitação, o vento deverá acompanhar a evolução das condições meteorológicas nos Açores, embora os mapas analisados não indiquem rajadas particularmente intensas nas localidades assinaladas.</p><p>Durante a tarde de quinta-feira, o ECMWF projeta <strong>rajadas próximas dos 40 km/h na Horta</strong>, enquanto em Angra do Heroísmo poderão atingir cerca de 30 km/h. Em Ponta Delgada, os valores previstos situam-se em torno dos 25 km/h.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-poderao-acumular-mais-de-50-mm-de-chuva-ate-sabado-saiba-o-que-preve-o-ecmwf-tambem-para-a-madeira-1791825129335.jpg" data-image="7fqas5e7zslk" alt="Rajadas poderão aproximar-se dos 40 km/h em algumas ilhas dos Açores" title="Rajadas poderão aproximar-se dos 40 km/h em algumas ilhas dos Açores"><figcaption>O ECMWF prevê vento mais expressivo em setores do grupo Central durante a tarde de quinta-feira, com rajadas próximas dos 40 km/h na Horta.</figcaption></figure><p>Na sexta-feira, a circulação atlântica continuará a influenciar o arquipélago, mas a faixa de precipitação mais organizada deverá encontrar-se a norte das ilhas durante o início da tarde.</p><p>Já no sábado, o cenário previsto para as 13 horas apresenta <strong>ausência de precipitação significativa sobre grande parte do arquipélago</strong>, sugerindo uma melhoria temporária das condições meteorológicas.</p><p>As temperaturas deverão manter-se relativamente amenas, com valores próximos dos <strong>23 a 24 ºC </strong>durante a tarde de quarta-feira nas localidades analisadas.</p><h2>Madeira: muita nebulosidade, mas precipitação pouco significativa</h2><p>Na Madeira, a evolução prevista pelo ECMWF apresenta características diferentes. Apesar da presença de bastante nebulosidade, <strong>a precipitação deverá manter-se pouco expressiva ao longo dos próximos dias</strong>.</p><p>Na quinta-feira, o modelo europeu prevê <strong>cobertura de nuvens muito elevada em grande parte da ilha, com valores próximos dos 100%</strong> durante o início da tarde. Contudo, os mapas de precipitação não indicam chuva significativa para o mesmo período.</p><p>As temperaturas deverão manter-se amenas, com valores próximos dos <strong>23 ºC no Funchal</strong>, 22 ºC em Porto Moniz e Porto Santo, e cerca de 20 ºC em Santana, durante a tarde de quarta-feira.</p><h2>Até sábado, chuva deverá concentrar-se sobretudo nas vertentes norte e zonas montanhosas</h2><p>Apesar da estabilidade relativa, não se exclui a ocorrência de <strong>precipitação fraca e localizada em algumas regiões da Madeira</strong>, particularmente nas vertentes mais expostas e nas áreas de maior altitude.</p><p>O ECMWF prevê <strong>acumulados próximos dos 5 a 10 mm em alguns setores da vertente norte e zonas montanhosas</strong>, enquanto na costa sul os valores deverão ser inferiores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-poderao-acumular-mais-de-50-mm-de-chuva-ate-sabado-saiba-o-que-preve-o-ecmwf-tambem-para-a-madeira-1791825226115.jpg" data-image="7qsxzy87b8nx" alt="Madeira poderá registar chuva fraca e localizada até sábado" title="Madeira poderá registar chuva fraca e localizada até sábado"><figcaption>O ECMWF prevê precipitação acumulada pouco expressiva na Madeira, com valores ligeiramente superiores nas vertentes norte e zonas montanhosas, enquanto o Funchal deverá registar acumulados reduzidos.</figcaption></figure><p>Em Santana, os acumulados poderão aproximar-se dos <strong>5 a 10 mm</strong>, enquanto em Machico se preveem cerca de 5 mm. No Funchal, os valores deverão situar-se em torno dos 2 mm, reforçando o contraste entre diferentes áreas da ilha.</p><p>O vento também não deverá apresentar valores particularmente elevados nas localidades analisadas, com <strong>rajadas geralmente próximas dos 20 a 25 km/h</strong> durante a tarde de quinta-feira.</p><p>Assim, <strong>os Açores deverão concentrar os episódios de precipitação mais relevantes até sábado</strong>, enquanto a Madeira deverá manter um ambiente predominantemente nublado, com temperaturas amenas e precipitação geralmente pouco significativa.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-poderao-acumular-mais-de-50-mm-de-chuva-ate-sabado-saiba-o-que-preve-o-ecmwf-tambem-para-a-madeira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sinais de rádio provenientes de outro planeta foram detetados pela primeira vez]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/sinais-de-radio-provenientes-de-outro-planeta-foram-detetados-pela-primeira-vez.html</link><pubDate>Tue, 13 Oct 2026 05:04:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Mensagem enviada por extraterrestres? Campos magnéticos? Ou simplesmente uma farsa?</p><ul></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/des-signaux-radio-d-une-autre-planete-detectes-pour-la-premiere-fois-astronomie-espace-beta-pictoris-b-champs-magnetique-1791378086221.jpeg" data-image="e3hgx7hucvto" alt="representação de um sistema de exoplanetas" title="representação de um sistema de exoplanetas"><figcaption>Os sinais viriam de um exoplaneta, ou seja, um planeta que não faz parte do nosso sistema solar.</figcaption></figure><p>Pela primeira vez, os <strong>astrónomos detetaram sinais de rádio provenientes diretamente de um exoplaneta</strong>. Este planeta gigante, denominado Beta Pictoris b, está localizado a aproximadamente 63 anos-luz da Terra.</p><p>Uma descoberta impressionante que poderá <strong>p</strong><strong>ermitir aos cientistas aprender mais sobre os campos magnéticos </strong>de mundos situados muito para além do nosso sistema solar. E não, não é uma mensagem enviada por extraterrestres!</p><h2> Um planeta gigante situado a 63 anos-luz de distância</h2><p><strong>Descoberto em 2008, Beta Pictoris b é um exoplaneta</strong>, ou seja, um planeta localizado fora do nosso sistema solar. Orbita a estrela Beta Pictoris, visível na constelação de Pictor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/des-signaux-radio-d-une-autre-planete-detectes-pour-la-premiere-fois-astronomie-espace-beta-pictoris-b-champs-magnetique-1791378149427.jpeg" data-image="lbiqn3kk13xe" alt="representação de um sistema de exoplanetas" title="representação de um sistema de exoplanetas"><figcaption>Os sinais viriam das "auroras" de Beta Pictoris b.</figcaption></figure><p>Este planeta, no entanto, tem muito pouco em comum com a Terra. É um<strong> gigante gasoso, aproximadamente 10 vezes mais massivo que Júpiter</strong>. Além disso, gira muito rapidamente em torno do seu eixo: um dia ali dura apenas 8 a 9 horas!</p><p>Para o estudar, os astrónomos utilizaram o MeerKAT, um conjunto de radiotelescópios instalado na África do Sul. Graças a estas observações, <strong>detetaram vários sinais de rádio curtos que parecem vir diretamente de Beta Pictoris b</strong>.</p><h2> Auroras que são a fonte de sinais de rádio </h2><p> <strong>Não há motivo para alarme</strong>: o mais provável é que os extraterrestres não tentem comunicar connosco. A explicação é muito mais natural, mas igualmente fascinante.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/des-signaux-radio-d-une-autre-planete-detectes-pour-la-premiere-fois-astronomie-espace-beta-pictoris-b-champs-magnetique-1791378186563.jpeg" data-image="n4yhk9nxb9tp" alt="antena de radiotelescopio" title="antena de radiotelescopio"><figcaption>Para o estudar, os astrónomos utilizaram o MeerKAT, um conjunto de radiotelescópios instalado na África do Sul.</figcaption></figure><p>Os<strong> investigadores acreditam que estas ondas de rádio estão relacionadas com as poderosas auroras </strong>que ocorrem em torno do exoplaneta. Já conhecemos este fenómeno no nosso próprio sistema solar.</p><div class="texto-destacado">Em Júpiter, por exemplo, a interação das partículas carregadas com o seu potente campo magnético produz auroras impressionantes, acompanhadas de emissões de rádio.</div><p>Beta Pictoris b funcionaria de forma semelhante, mas a uma escala gigantesca. As características particulares dos sinais observados permitiram aos cientistas associá-los ao campo magnético do planeta.</p><h3> Um campo magnético milhares de vezes mais potente que o da Terra</h3><p>E este dado é particularmente impressionante. Segundo as estimativas dos investigadores, <strong>o campo magnético de Beta Pictoris b é milhares de vezes mais forte do que o da Terra</strong>!</p><figure></figure><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr">On aurait capté pour la première fois les émissions radio dune exoplanète : Beta Pictoris b, à 63 années-lumière. Pas des extraterrestres mais plutôt des aurores. https://t.co/o6yCwCygO9</p>— Eric Vandal ️️ (@Eric_Vandal_) <a href="https://x.com/Eric_Vandal_/status/2105966315093606621?ref_src=twsrc%5Etfw">October 2, 2026</a></blockquote></figure><p>Esta diferença poderia ser explicada, em particular, pelas características do planeta:<strong> Beta Pictoris b é extremamente massivo e gira muito rapidamente em torno do seu eixo</strong>.</p><p>Mas acima de tudo, <strong>estes sinais poderão oferecer aos astrónomos uma nova forma de estudar os exoplanetas</strong>. Os campos magnéticos são essenciais para compreender o seu funcionamento interno, a sua evolução e as suas interações com a sua estrela.</p><h2> Uma descoberta que ainda tem de ser confirmada</h2><p> Esta primeira deteção poderá, assim, abrir um <strong>novo capítulo no estudo dos planetas situados fora do Sistema Solar</strong>. Até agora, observar diretamente os seus campos magnéticos era particularmente difícil. As emissões de rádio poderão agora servir como uma nova ferramenta para os astrónomos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792925" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-descobrem-que-o-asteroide-bennu-nao-se-enquadra-em-nenhuma-categoria-e-jupiter-pode-ser-o-culpado.html" title="Astrónomos descobrem que o asteroide Bennu não se enquadra em nenhuma categoria (e Júpiter pode ser o culpado)">Astrónomos descobrem que o asteroide Bennu não se enquadra em nenhuma categoria (e Júpiter pode ser o culpado)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-descobrem-que-o-asteroide-bennu-nao-se-enquadra-em-nenhuma-categoria-e-jupiter-pode-ser-o-culpado.html" title="Astrónomos descobrem que o asteroide Bennu não se enquadra em nenhuma categoria (e Júpiter pode ser o culpado)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-identifican-que-asteroide-bennu-no-encaja-en-ninguna-categoria-y-jupiter-podria-tener-la-culpa-1791317748871_320.jpg" alt="Astrónomos descobrem que o asteroide Bennu não se enquadra em nenhuma categoria (e Júpiter pode ser o culpado)"></a></article></aside><p> No entanto,<strong> recomenda-se cautela</strong>. O estudo que anuncia esta descoberta foi publicado como pré-publicação científica e ainda não foi avaliado por outros investigadores através do processo de revisão por pares.</p><p>A confirmarem-se estes resultados, <strong>Beta Pictoris b poderá tornar-se o primeiro exoplaneta cujas emissões rádio aurorais foram detetadas directamente</strong>. E, com radiotelescópios cada vez mais potentes, poderemos ouvir muitos outros mundos cada vez mais distantes!</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Alexandre%20Brunet%2C%20Science%26Vie" data-year="26%3A09%2F2026" data-title="POUR%20LA%20PREMI%C3%88RE%20FOIS%2C%20ON%20A%20D%C3%89TECT%C3%89%20DES%20SIGNAUX%20RADIO%20PROVENANT%20DIRECTEMENT%20D'UNE%20EXOPLAN%C3%88TE" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science-et-vie.com%2Fciel-et-espace%2Fpour-la-premiere-fois-on-a-detecte-des-signaux-radio-provenant-directement-dune-exoplanete-260122.html">Alexandre Brunet, Science&Vie. (26:09/2026). <a href="https://www.science-et-vie.com/ciel-et-espace/pour-la-premiere-fois-on-a-detecte-des-signaux-radio-provenant-directement-dune-exoplanete-260122.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">POUR LA PREMIÈRE FOIS, ON A DÉTECTÉ DES SIGNAUX RADIO PROVENANT DIRECTEMENT D'UNE EXOPLANÈTE</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/sinais-de-radio-provenientes-de-outro-planeta-foram-detetados-pela-primeira-vez.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA["Entre amanhã e sábado, Lisboa terá temperaturas superiores a 26 ºC": Joana Campos conta-lhe o que virá depois]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-amanha-e-sabado-lisboa-tera-temperaturas-superiores-a-26-c-joana-campos-conta-lhe-o-que-vira-depois.html</link><pubDate>Mon, 12 Oct 2026 16:08:42 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Esta semana poderá contar com temperaturas acima da média em praticamente toda a geografia continental. A cidade de Lisboa deverá registar valores entre os 26 ºC e os 30 ºC nos próximos dias.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbm50su"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbm50su.jpg" id="xbm50su"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O dia de hoje contou com uma temperatura máxima na ordem dos 24 ºC na cidade de Lisboa, de acordo com a previsão do ECMWF. Este valor representa uma <strong>pequena anomalia térmica positiva de 2 ºC</strong>, ou seja, de acordo com a normal climatológica de referência, a temperatura máxima que seria considerada "normal" seria de 22 ºC. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.´</div><p>No entanto, e tendo em conta o mesmo modelo de previsão, é esperada uma subida nos próximos dias, que poderá levar os termómetros a registarem <strong>temperaturas máximas entre os 26 ºC e os 30 ºC</strong>, sendo esperadas anomalias positivas até 7 ºC.</p><h2>Até sexta-feira os termómetros poderão alcançar os 30 ºC</h2><p>As temperaturas<strong> vão subir em todo o continente</strong>, tal como temos vindo a avançar noutras previsões. As regiões Centro e Sul poderão registar valores mais persistentes e elevados face ao Norte do país. Mas falemos acerca <strong>do que se prevê para Lisboa </strong>nos póximos dias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-amanha-e-sabado-lisboa-tera-temperaturas-superiores-a-26-c-joana-campos-conta-lhe-o-que-vira-depois-1791819441497.jpg" data-image="9gp30kmkutyn" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>A cidade de Lisboa poderá registar temperaturas máximas entre os 26 ºC e os 30 ºC entre amanhã, terça-feira, e sábado.</figcaption></figure><p>Tal como acima mencionado, <strong>Lisboa poderá atingir os 30 ºC em pleno mês de outubro, já na próxima sexta-feira</strong>, dia 16. Valor este que poderá representar uma anomalia térmica positiva de 7 ºC, face aos valores considerados normais para a época, tendo como referência a normal climatológica de 1990-2020.</p><p>Até lá, esperam-se 26 ºC já amanhã, terça-feira, e uma nova subida nos dias seguintes, onde <strong>na quarta e na quinta-feira os termómetros deverão alcançar os 29 ºC</strong>. Após os possíveis 30 ºC previstos para sexta, no <strong>sábado</strong> poderá dar-se uma <strong>descida das temperaturas, sendo esperada uma máxima de 26 ºC</strong> para esse dia.</p><h2>E a seguir? O que virá?</h2><p>Ainda que faltem alguns dias e que, por esse motivo, a confiança desta previsão diminua, o <strong>ECMWF prevê que a próxima semana traga valores mais contidos de temperatura a todo o continente português</strong>. Assim, Lisboa também poderá contar com temperaturas mais baixas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793043" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-valores-ate-33-c-e-chuva-a-vista-eis-a-previsao-para-os-proximos-dias.html" title="Tempo em Portugal esta semana: valores até 33 ºC e chuva 'à vista'; eis a previsão para os próximos dias">Tempo em Portugal esta semana: valores até 33 ºC e chuva "à vista"; eis a previsão para os próximos dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-valores-ate-33-c-e-chuva-a-vista-eis-a-previsao-para-os-proximos-dias.html" title="Tempo em Portugal esta semana: valores até 33 ºC e chuva 'à vista'; eis a previsão para os próximos dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-esta-semana-anticiclone-favorece-dias-soalheiros-e-calor-mas-a-chuva-pode-regressar-na-quinta-feira-1791801410175_320.png" alt="Tempo em Portugal esta semana: valores até 33 ºC e chuva 'à vista'; eis a previsão para os próximos dias"></a></article></aside><p>Além disso, e segundo o que conseguimos observar, é <strong>esperada a chegada da chuva na quarta-feira, dia 21, que deverá afetar a capital e contribuir para uma nova descida térmica</strong>. No entanto, frisamos que esta previsão conta com uma <strong>margem de erro maior</strong>, devido à distância temporal, e aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-amanha-e-sabado-lisboa-tera-temperaturas-superiores-a-26-c-joana-campos-conta-lhe-o-que-vira-depois.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bruxelas aperta o cerco a Portugal: morre um golfinho por dia nas redes de pesca e o caso pode acabar no tribunal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/bruxelas-aperta-o-cerco-a-portugal-morre-um-golfinho-por-dia-nas-redes-de-pesca-e-o-caso-pode-acabar-no-tribunal.html</link><pubDate>Mon, 12 Oct 2026 14:22:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O país tem dois meses para demonstrar que consegue reduzir a mortalidade de espécies protegidas causada por capturas acidentais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/bruxelas-aperta-o-cerco-a-portugal-morre-um-golfinho-por-dia-nas-redes-de-pesca-e-o-caso-pode-acabar-no-tribunal-1791807972940.jpg" data-image="yvwhodawb4w4" alt="Golfinho no mar" title="Golfinho no mar"><figcaption>Bruxelas considera que Portugal ainda tem falhas na proteção de golfinhos e outros cetáceos. Foto: FlowerPower385/Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Portugal entrou numa nova fase do processo de infração aberto pela Comissão Europeia por não conseguir impedir eficazmente a <strong>captura acidental de golfinhos e outros cetáceos durante a pesca</strong>. Bruxelas considera insuficientes as medidas adotadas até agora e deu ao país dois meses para responder. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Sem uma resposta considerada adequada, o processo poderá seguir para o Tribunal de Justiça da União Europeia. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A decisão surge enquanto os dados científicos continuam a apontar para uma mortalidade preocupante nas águas portuguesas. Estimativas divulgadas pelo Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM), da Universidade de Aveiro, indicam que morre <strong>pelo menos um golfinho por dia</strong> devido à interação com artes de pesca. Os investigadores consideram o valor conservador porque parte dos animais morre no mar e não é contabilizada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bruxelas-aperta-o-cerco-a-portugal-morre-um-golfinho-por-dia-nas-redes-de-pesca-e-o-caso-pode-acabar-no-tribunal-1791808037643.jpg" data-image="jskn84h3shfo" alt="Barco de pesca" title="Barco de pesca"><figcaption>A proteção de espécies marítimas já conta com um plano de ação nacional para evitar as capturas acidentais, mas ainda não foi implementado. Foto: dimitrisvetsikas1969/Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>O processo arrasta-se desde novembro de 2023, quando a Comissão Europeia abriu o procedimento contra Portugal. Nessa altura, <strong>Bruxelas concluiu que Portugal não implementou um sistema eficaz</strong> para monitorizar as capturas acidentais nem tomou medidas suficientes para evitar impactos significativos sobre espécies protegidas. Entre elas estão o golfinho-comum, o roaz-corvineiro e o boto. </p><h2>Um problema conhecido há anos</h2><p>As <strong>capturas acessórias</strong> ocorrem quando animais que não são alvo da atividade ficam presos nas artes de pesca. No caso dos cetáceos, as <strong>redes de emalhar </strong>estão entre os materiais identificados como particularmente problemáticos em Portugal.</p><div class="texto-destacado">Os animais podem morrer por afogamento ou sofrer ferimentos graves. Muitos cadáveres nunca são encontrados, o que dificulta a medição exata da mortalidade.</div><p>O <strong>boto</strong> é um dos casos mais preocupantes. Dados do projeto LIFE MarPro, citados no material de suporte ao processo, apontavam para uma <strong>taxa anual de captura</strong> de cerca de <strong>8,4% da população continental</strong> em meados da década passada. Para uma espécie protegida e com população reduzida, uma pressão desta dimensão pode ser particularmente grave.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="692037" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-que-acontece-quando-golfinhos-e-humanos-pescam-juntos-o-caso-unico-de-laguna-mostra-que-todos-ficam-a-ganhar.html" title="O que acontece quando golfinhos e humanos pescam juntos? O caso único de Laguna mostra que todos ficam a ganhar">O que acontece quando golfinhos e humanos pescam juntos? O caso único de Laguna mostra que todos ficam a ganhar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-que-acontece-quando-golfinhos-e-humanos-pescam-juntos-o-caso-unico-de-laguna-mostra-que-todos-ficam-a-ganhar.html" title="O que acontece quando golfinhos e humanos pescam juntos? O caso único de Laguna mostra que todos ficam a ganhar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-acontece-quando-golfinhos-e-humanos-pescam-juntos-o-caso-unico-de-laguna-mostra-que-todos-ficam-a-ganhar-1736791415075_320.jpg" alt="O que acontece quando golfinhos e humanos pescam juntos? O caso único de Laguna mostra que todos ficam a ganhar"></a></article></aside><p>A <strong>Diretiva Habitats</strong> obriga os Estados-membros a <strong>monitorizar as capturas e mortes acidentais</strong> <strong>de espécies estritamente protegidas</strong> e a garantir que estas não tenham impacto significativo nas populações. Também exige medidas adequadas para evitar perturbações nos sítios Natura 2000 destinados à sua conservação. </p><table><thead><tr><th>Cronologia</th><th>Processo de infração</th></tr></thead><tbody><tr><td>Novembro 2023</td><td>Comissão Europeia envia a Portugal uma carta de notificação</td></tr><tr><td>Outubro 2026</td><td>Bruxelas emite um parecer fundamentado</td></tr><tr><td>Dezembro 2026</td><td>Portugal deve responder e adotar medidas eficazes</td></tr><tr><td>Janeiro 2027</td><td>A Comissão poderá levar o caso ao Tribunal de Justiça da UE</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="2">Fonte: Comissão Europeia</td></tr></tbody></table><p><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></p><p>A nova decisão coincide com uma tentativa de Portugal de reforçar a resposta. O Governo preparou o <strong>Plano de Ação para a Minimização das Capturas Acidentais de Aves, Mamíferos e Répteis Marinhos</strong>, coordenado pela Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos.</p><p>O documento esteve em consulta pública, entre fevereiro e março de 2026, e a página oficial do processo identifica o plano como uma ferramenta destinada a responder às obrigações nacionais e europeias de proteção da biodiversidade marinha. Nesta fase, contudo, não apresenta ainda documentos de execução. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Entre as medidas propostas estão o reforço da monitorização das embarcações, através de observadores e sistemas eletrónicos, uma recolha mais sistemática de informação e o desenvolvimento de soluções destinadas a reduzir a interação entre artes de pesca e animais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Estão também previstas <strong>alterações técnicas às redes</strong>, <strong>dispositivos acústicos</strong> para afastar cetáceos e <strong>formação dirigida aos pescadores</strong>. O plano pode representar uma mudança importante, mas há uma diferença decisiva entre definir medidas e colocá-las em prática. É precisamente essa eficácia que Bruxelas considera insuficiente.</p><h2>O pescador não procura apanhar golfinhos</h2><p>As capturas acessórias não significam que os pescadores estejam deliberadamente a capturar animais protegidos. Os cetáceos ficam presos nas redes enquanto procuram alimento ou atravessam zonas de pesca. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A situação também representa um prejuízo económico para quem está no mar. O animal pode danificar a arte e o peixe que se encontra preso na rede pode ser perdido.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A solução, por isso, não passa por simplesmente responsabilizar os pescadores. Exige conhecer melhor onde e quando ocorrem as interações, <strong>adaptar as artes</strong>, <strong>testar equipamentos</strong> dissuasores e assegurar acompanhamento permanente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="745041" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/amizade-improvavel-orcas-e-golfinhos-revelam-cooperacao-inedita-em-cacadas-no-pacifico.html" title="‘Amizade improvável’: orcas e golfinhos revelam cooperação inédita em caçadas no Pacífico">‘Amizade improvável’: orcas e golfinhos revelam cooperação inédita em caçadas no Pacífico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/amizade-improvavel-orcas-e-golfinhos-revelam-cooperacao-inedita-em-cacadas-no-pacifico.html" title="‘Amizade improvável’: orcas e golfinhos revelam cooperação inédita em caçadas no Pacífico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/amizade-improvavel-orcas-e-golfinhos-revelam-cooperacao-inedita-em-cacadas-no-pacifico-1765992365408_320.jpg" alt="‘Amizade improvável’: orcas e golfinhos revelam cooperação inédita em caçadas no Pacífico"></a></article></aside><p>Esse é também um dos desafios identificados pela investigação portuguesa. Grande parte do conhecimento acumulado resulta de <strong>projetos científicos temporários</strong>, enquanto a monitorização contínua continua a apresentar lacunas.</p><h2>Dois meses para demonstrar eficácia</h2><p>Portugal tem o diagnóstico feito, conhece algumas das espécies mais afetadas e dispõe de um plano nacional com medidas concretas. O que <strong>Bruxelas diz agora é que isso ainda não chega</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bruxelas-aperta-o-cerco-a-portugal-morre-um-golfinho-por-dia-nas-redes-de-pesca-e-o-caso-pode-acabar-no-tribunal-1791808905574.jpg" data-image="m557yx7hnwo4" alt="Golfinho na rebentação da onda" title="Golfinho na rebentação da onda"><figcaption>Capturas acidentais matam pelo menos um golfinho por dia em Portugal continental, ameaçando espécies como o roaz-corvineiro e o golfinho-comum. Foto: PublicDomainImages/Pixabay</figcaption></figure><p>Enquanto o Governo prepara a implementação da <strong>nova estratégia</strong>, os dados disponíveis continuam a apontar para uma mortalidade diária que pode estar subestimada. E, no mar, cada animal que desaparece sem ser registado torna mais difícil perceber a verdadeira dimensão do fenómeno.</p><p>A Comissão Europeia deu dois meses para o país demonstrar que a resposta mudou. Mais do que uma questão jurídica, está em causa <strong>a capacidade de reduzir efetivamente uma das ameaças</strong> que continuam a pesar sobre os cetáceos nas águas nacionais.<superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp" style="visibility: visible !important; display: contents; --rem: 16;"></superhuman-go-underlines></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="CESAM" data-year="" data-title="Investiga%C3%A7%C3%A3o%20do%20CESAM%20destaca%20impacto%20das%20capturas%20acidentais%20na%20mortalidade%20de%20golfinhos%20em%20Portugal" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cesam-la.pt%2Finvestigacao-do-cesam-destaca-impacto-das-capturas-acidentais-na-mortalidade-de-golfinhos-em-portugal%2F">CESAM. <a href="https://www.cesam-la.pt/investigacao-do-cesam-destaca-impacto-das-capturas-acidentais-na-mortalidade-de-golfinhos-em-portugal/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Investigação do CESAM destaca impacto das capturas acidentais na mortalidade de golfinhos em Portugal</a>.</cite><br><cite data-author="Comiss%C3%A3o%20Europeia" data-year="" data-title="Diretiva%20Habitats" data-url="https%3A%2F%2Feur-lex.europa.eu%2Flegal-content%2FEN%2FTXT%2F%3Furi%3DCELEX%253A31992L0043">Comissão Europeia. <a href="https://eur-lex.europa.eu/legal-content/EN/TXT/?uri=CELEX%3A31992L0043" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Diretiva Habitats</a>.</cite><br><cite data-author="Comiss%C3%A3o%20Europeia" data-year="" data-title="Comiss%C3%A3o%20insta%20Portugal%20a%20monitorizar%20e%20prevenir%20as%20capturas%20acess%C3%B3rias%20de%20cet%C3%A1ceos%20nas%20atividades%20de%20pesca" data-url="https%3A%2F%2Feuropa.eu%2Fnewsroom%2Fecpc-failover%2Fpdf%2Finf-26-1760_pt.pdf">Comissão Europeia. <a href="https://europa.eu/newsroom/ecpc-failover/pdf/inf-26-1760_pt.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Comissão insta Portugal a monitorizar e prevenir as capturas acessórias de cetáceos nas atividades de pesca</a>.</cite><br><cite data-author="Projeto%20LIFE%20MarPro" data-year="" data-title="Conserva%C3%A7%C3%A3o%20de%20esp%C3%A9cies%20marinhas%20em%20Portugal" data-url="https%3A%2F%2Fwww.spea.pt%2Fwp-content%2Fuploads%2F2020%2F03%2F1_5.LIFE-Marpro-TECH_R_Final-2018_compressed.pdf">Projeto LIFE MarPro. <a href="https://www.spea.pt/wp-content/uploads/2020/03/1_5.LIFE-Marpro-TECH_R_Final-2018_compressed.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Conservação de espécies marinhas em Portugal</a>.</cite><br><cite data-author="Dire%C3%A7%C3%A3o%20Geral%20de%20Recursos%20Naturais%2C%20Seguran%C3%A7a%20e%20Servi%C3%A7os%20Mar%C3%ADtimos" data-year="" data-title="Plano%20de%20A%C3%A7%C3%A3o%20para%20Minimiza%C3%A7%C3%A3o%20das%20Capturas%20Acidentais%20de%20Aves%2C%20Mam%C3%ADferos%20e%20R%C3%A9pteis%20Marinhos" data-url="https%3A%2F%2Fparticipa.pt%2Fcontents%2Ffinalreport%2FRelatorio%2520de%2520Ponderacao_6695.pdf">Direção Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos. <a href="https://participa.pt/contents/finalreport/Relatorio%20de%20Ponderacao_6695.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Plano de Ação para Minimização das Capturas Acidentais de Aves, Mamíferos e Répteis Marinhos</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/bruxelas-aperta-o-cerco-a-portugal-morre-um-golfinho-por-dia-nas-redes-de-pesca-e-o-caso-pode-acabar-no-tribunal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo em Portugal esta semana: valores até 33 ºC e chuva "à vista"; eis a previsão para os próximos dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-valores-ate-33-c-e-chuva-a-vista-eis-a-previsao-para-os-proximos-dias.html</link><pubDate>Mon, 12 Oct 2026 13:21:40 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Para além da subida das temperaturas esperada e dos respetivos valores acima da média, há chuva à vista para Portugal Continental. Confira a previsão!</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/DdXNy2C1b7U/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=DdXNy2C1b7U" id="DdXNy2C1b7U"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Esta semana arranca estável, ainda que com a presença de alguma nebulosidade, <strong>especialmente nas horas da manhã</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Com o passar dos dias é <strong>expectável que estes se tornem mais soalheiros, especialmente até quarta-feira</strong>, 14, dia que também deve registar as temperaturas máximas mais elevadas da semana, com <strong>valores até 33 ºC no Ribatejo</strong>. Neste dia, nenhuma capital de distrito deverá registar máximas inferiores a 20 ºC e apenas as cidades costeiras deverão contar com valores na ordem deste, pois à medida que nos afastamos do mar, as temperaturas sobem de forma significativa.</p><h2>Anomalias térmicas positivas ganham força nos próximos dias</h2><p>Tendo em conta a subida mencionada acima, até quarta-feira espera-se também uma intensificação das anomalias térmicas positivas, onde os <strong>valores poderão ser de até 11 ºC acima da média</strong>. A capital distrital de Viseu poderá registar o maior desvio positivo do dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-esta-semana-anticiclone-favorece-dias-soalheiros-e-calor-mas-a-chuva-pode-regressar-na-quinta-feira-1791801426844.jpg" data-image="47uhh0241f0q" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Com temperaturas máximas esperadas na ordem dos 33 ºC, quarta-feira poderá ser o dia mais quente da semana, contando também com as anomalias mais pronunciadas, com desvios positivos de até 11 ºC.</figcaption></figure><p>Ainda que nos dias seguintes, até ao fim de semana, as anomalias persistam, espera-se que sejam menos pronunciadas, à medida que o tempo passa. No entanto, na <strong>quinta-feira as os valores anómalos ainda poderão atingir os 10 ºC</strong> em várias capitais de distrito e localmente, no Nordeste Transmontano, podem atingir novamente os 11 ºC. <strong>Entre sexta-feira e sábado poderemos denotar uma descida mais relevante dos valores anómalos</strong>, onde, ainda assim, estes podem ser de até 8 ºC em vários locais do Norte e Centro.</p><h2>Chuva à vista para Portugal Continental</h2><p>A mais recente atualização do modelo europeu indica ainda a<strong> possibilidade de chuva fraca e irregular na quinta-feira</strong>, dia 15, em alguns pontos das regiões Norte e Centro, entre as primeiras e as últimas horas da tarde, apesar da influência predominante do anticiclone.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792882" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/marta-godinho-anuncia-subida-das-temperaturas-o-dia-mais-quente-da-semana-tera-muitos-distritos-a-chegar-aos-30-c.html" title="Marta Godinho, anuncia subida das temperaturas: “O dia mais quente da semana terá muitos distritos a chegar aos 30 ºC”">Marta Godinho, anuncia subida das temperaturas: “O dia mais quente da semana terá muitos distritos a chegar aos 30 ºC”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/marta-godinho-anuncia-subida-das-temperaturas-o-dia-mais-quente-da-semana-tera-muitos-distritos-a-chegar-aos-30-c.html" title="Marta Godinho, anuncia subida das temperaturas: “O dia mais quente da semana terá muitos distritos a chegar aos 30 ºC”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/marta-godinho-anuncia-subida-das-temperaturas-o-dia-mais-quente-da-semana-tera-muitos-distritos-a-chegar-aos-30-c-1791722194941_320.jpg" alt="Marta Godinho, anuncia subida das temperaturas: “O dia mais quente da semana terá muitos distritos a chegar aos 30 ºC”"></a></article></aside><p>No entanto, esta deverá dissipar-se no mesmo dia, dando lugar a um <strong>resto de semana tendencialmente seco e com céu geralmente limpo, não se descartando alguns períodos de nebulosidade de Norte a Sul</strong>. O modelo ECMWF indica ainda a possibilidade de novos períodos de chuva na semana seguinte, especialmente entre os dias 20 e 21, contudo, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-valores-ate-33-c-e-chuva-a-vista-eis-a-previsao-para-os-proximos-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quando se prevê chuva em Portugal? As tendências do ECMWF até 25 de outubro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-se-preve-chuva-em-portugal-as-tendencias-do-ecmwf-ate-25-de-outubro.html</link><pubDate>Mon, 12 Oct 2026 12:17:47 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de vários dias de estabilidade e calor anómalo, o cenário poderá mudar em Portugal. O ECMWF começa a reforçar o sinal de chuva a partir de 20 de outubro, com a instabilidade a poder prolongar-se nos dias seguintes.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-se-preve-chuva-em-portugal-as-tendencias-do-ecmwf-ate-25-de-outubro-1791805065646.jpg" data-image="mv8n5mxcj10r" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>O outono é, por excelência, a estação do regresso da chuva a Portugal. Mas quando poderá terminar o atual período de estabilidade? As previsões do ECMWF já começam a mostrar sinais de uma mudança no padrão atmosférico.</figcaption></figure><p>Depois de vários dias dominados pela estabilidade e por temperaturas anormalmente elevadas, os mapas do modelo europeu começam a mostrar uma possível mudança do padrão atmosférico. <strong>A partir de 16 de outubro surgem os primeiros sinais de instabilidade, mas é entre os dias 20 e 22 que o ECMWF aponta, neste momento, para um cenário potencialmente mais chuvoso em Portugal.</strong></p><h2>Até sexta-feira, o anticiclone ainda domina</h2><p>Até dia 16, <strong>Portugal continental continuará maioritariamente sob influência anticiclónica.</strong> Esta configuração deverá manter a precipitação afastada e favorecer temperaturas bastante elevadas para meados de outubro.</p><p>Em várias regiões do Norte, Centro e Sul, as máximas poderão aproximar-se ou mesmo ultrapassar os <strong>30 ºC</strong>. Contudo, durante a segunda metade da semana começam a surgir alterações importantes na circulação atmosférica sobre o Atlântico Norte.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ao longo desta semana o centro anticiclónico tende a deslocar-se para latitudes mais setentrionais, deixando de exercer uma influência tão direta sobre a Península Ibérica. <strong>É precisamente esta alteração que poderá abrir caminho ao regresso gradual da instabilidade.</strong></p><h2>Dia 16: os primeiros sinais de mudança aproximam-se de Portugal</h2><p>Na sexta-feira, dia 16, a configuração prevista pelo ECMWF é particularmente interessante. Com o núcleo das altas pressões bastante mais a norte, uma extensa depressão no Atlântico consegue fazer circular uma frente pela periferia meridional do anticiclone.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-se-preve-chuva-em-portugal-as-tendencias-do-ecmwf-ate-25-de-outubro-1791803637915.jpg" data-image="t8cm67zg6fg1" alt="Situação sinótica" title="Situação sinótica"><figcaption>O anticiclone mantém Portugal protegido da precipitação, enquanto uma frente atlântica contorna as altas pressões e se aproxima da Península Ibérica.</figcaption></figure><p>Esta frente aproxima-se da Península Ibérica, embora, nas atuais previsões, <strong>não apareça ainda associada a precipitação significativa e generalizada em Portugal</strong>. O ECMWF sugere apenas alguns sinais de chuva, nomeadamente no interior Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-se-preve-chuva-em-portugal-as-tendencias-do-ecmwf-ate-25-de-outubro-1791803762771.jpg" data-image="uto9g3txvyvm" alt="Precipitação dia 16" title="Precipitação dia 16"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-900064">Os primeiros sinais de mudança começam a surgir nos mapas, embora a precipitação prevista para dia 16 ainda seja escassa e localizada.</figcaption></figure><p>Ainda assim, a proximidade da instabilidade deverá ser suficiente para iniciar uma descida das temperaturas durante o fim de semana. Mesmo com este recuo térmico, os valores poderão continuar acima do habitual para esta altura do ano.</p><h2>Fim de semana poderá abrir a porta à instabilidade</h2><p>Entre sábado e domingo, dias 17 e 18, o cenário torna-se progressivamente mais favorável à formação de depressões próximas de Portugal.</p><p>O anticiclone que atualmente garante a estabilidade sobre Portugal deverá encontrar-se muito mais a norte, entre as Ilhas Britânicas e a Escandinávia. Esta deslocação poderá permitir que <strong>depressões e bolsas de ar mais instável circulem por latitudes mais baixas</strong>, próximas da Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-se-preve-chuva-em-portugal-as-tendencias-do-ecmwf-ate-25-de-outubro-1791803962875.jpg" data-image="fdsmyhov3j4v" alt="Situação sinótica dia 18 de outubro" title="Situação sinótica dia 18 de outubro"><figcaption>Com o anticiclone deslocado para latitudes mais a norte, abre-se espaço para a circulação de áreas depressionárias mais próximas da Península Ibérica.</figcaption></figure><p>Durante o fim de semana (dias 17 e 18) já poderão ocorrer episódios de <strong>precipitação fraca e dispersa</strong>, sobretudo em algumas zonas do interior Centro e Sul. No entanto, o sinal mais relevante aparece alguns dias depois.</p><h2>ECMWF reforça sinal de chuva para 20 e 21 de outubro</h2><p>As atuais previsões do modelo europeu mostram a possibilidade de uma área depressionária se organizar nas proximidades da Península Ibérica em torno de 20 de outubro.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-se-preve-chuva-em-portugal-as-tendencias-do-ecmwf-ate-25-de-outubro-1791804122048.jpg" data-image="veoader4xwnh" alt="Precipitação" title="Precipitação"><figcaption>O sinal de chuva intensifica-se significativamente em torno de 20 e 21 de outubro, com o ECMWF a projetar precipitação mais generalizada em Portugal.</figcaption></figure><p>Se esta configuração se confirmar, os dias <strong>20 e 21 poderão marcar um regresso mais evidente da chuva</strong>, com precipitação potencialmente mais generalizada de Norte a Sul e períodos que, localmente, poderão ser mais intensos. A instabilidade poderá prolongar-se pelo até ao dia 22.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792882" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/marta-godinho-anuncia-subida-das-temperaturas-o-dia-mais-quente-da-semana-tera-muitos-distritos-a-chegar-aos-30-c.html" title="Marta Godinho, anuncia subida das temperaturas: “O dia mais quente da semana terá muitos distritos a chegar aos 30 ºC”">Marta Godinho, anuncia subida das temperaturas: “O dia mais quente da semana terá muitos distritos a chegar aos 30 ºC”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/marta-godinho-anuncia-subida-das-temperaturas-o-dia-mais-quente-da-semana-tera-muitos-distritos-a-chegar-aos-30-c.html" title="Marta Godinho, anuncia subida das temperaturas: “O dia mais quente da semana terá muitos distritos a chegar aos 30 ºC”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/marta-godinho-anuncia-subida-das-temperaturas-o-dia-mais-quente-da-semana-tera-muitos-distritos-a-chegar-aos-30-c-1791722194941_320.jpg" alt="Marta Godinho, anuncia subida das temperaturas: “O dia mais quente da semana terá muitos distritos a chegar aos 30 ºC”"></a></article></aside><p>Contudo, estamos a falar de uma previsão a mais de uma semana de distância. <strong>A posição exata da depressão será determinante,</strong> pequenas alterações na sua trajetória podem modificar significativamente as regiões afetadas, a intensidade da precipitação e até os dias em que choverá mais.</p><h2>E depois? Outra depressão surge no Atlântico</h2><p>Para dia 22, o ECMWF desenha ainda uma <strong>depressão profunda no Atlântico, próxima dos Açores, associada a quantidades significativas de precipitação</strong>. Apesar de relativamente próxima no contexto da circulação do Atlântico Norte, encontra-se ainda demasiado distante de Portugal continental para se concluir qual será a sua trajetória.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-se-preve-chuva-em-portugal-as-tendencias-do-ecmwf-ate-25-de-outubro-1791804295110.jpg" data-image="167d9xoo67i9" alt="Mapa sinótico, pressão e chuva" title="Mapa sinótico, pressão e chuva"><figcaption>Uma nova e profunda depressão surge no Atlântico após o primeiro episódio de instabilidade, mas a sua trajetória e eventual influência em Portugal permanecem incertas.</figcaption></figure><p>Será, por isso, um sistema a acompanhar nas próximas atualizações. Até 25 de outubro, a tendência mais importante é precisamente esta: <strong>o domínio anticiclónico poderá começar a ceder, permitindo que o Atlântico volte gradualmente a ganhar protagonismo no estado do tempo em Portugal.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-se-preve-chuva-em-portugal-as-tendencias-do-ecmwf-ate-25-de-outubro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Astrónomos descobrem que o asteroide Bennu não se enquadra em nenhuma categoria (e Júpiter pode ser o culpado)]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-descobrem-que-o-asteroide-bennu-nao-se-enquadra-em-nenhuma-categoria-e-jupiter-pode-ser-o-culpado.html</link><pubDate>Mon, 12 Oct 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Amostras do asteroide Bennu revelam que este se formou numa região de transição do início do Sistema Solar, onde se misturaram materiais das regiões interna e externa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-identifican-que-asteroide-bennu-no-encaja-en-ninguna-categoria-y-jupiter-podria-tener-la-culpa-1791317748871.jpg" data-image="2t1uwlu6i3i3" alt="Asteroide Bennu" title="Asteroide Bennu"><figcaption>As novas descobertas oferecem informações sobre a forma como os planetas se formaram. Crédito: NASA/Goddard/University of Arizona.</figcaption></figure><p>O <strong>asteroide Bennu guarda no seu interior uma espécie de cápsula do tempo</strong>. Os seus materiais permaneceram praticamente inalterados desde os primórdios do Sistema Solar e, agora, graças a amostras recolhidas pela missão OSIRIS-REx da NASA, os cientistas conseguiram reconstituir parte da história da sua formação.</p><div class="texto-destacado">Bennu completa uma órbita em torno do Sol a cada 1,2 anos e aproxima-se da Terra aproximadamente a cada seis anos, passando a uma distância de cerca de 300 mil quilómetros. Esta proximidade permitiu à NASA enviar uma missão à sua superfície e recolher material diretamente do asteróide.</div><p>Em setembro de 2023, a cápsula que transportava as amostras aterrou no deserto do Utah. <strong>No seu interior, encontravam-se cerca de 120 gramas de material proveniente de Bennu</strong>. Uma pequena parte — apenas meio grama — foi posteriormente entregue ao Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETH Zurique), onde uma equipa liderada pela geoquímica de isótopos Maria Schönbächler iniciou o seu estudo.</p><p>As descobertas acabam de ser publicadas na revista <em>Science Advances</em> e fornecem mais uma peça do puzzle para perceber <strong>como se formaram os planetas</strong>.</p><h2>Uma assinatura química que liga Bennu a outros corpos celestes</h2><p>Os investigadores analisaram os isótopos de ferro, titânio e crómio encontrados nas amostras. Estes átomos pertencem aos mesmos elementos químicos, mas diferem ligeiramente em massa. <strong>A sua combinação específica atua como uma assinatura única capaz de revelar a origem de um corpo celeste</strong>.</p><p>As análises mostraram que o titânio e o ferro estão distribuídos uniformemente por Bennu. Revelaram também uma <strong>conexão inesperada</strong>.</p><p>O asteroide apresenta uma assinatura isotópica notavelmente semelhante à de Ryugu — outro asteroide primitivo visitado por uma missão espacial japonesa — e à dos meteoritos conhecidos como condritos CI, que são extremamente antigos e ricos em carbono. Acredita-se que <strong>os três se tenham formado a partir do mesmo reservatório de poeira cósmica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-identifican-que-asteroide-bennu-no-encaja-en-ninguna-categoria-y-jupiter-podria-tener-la-culpa-1791318135457.jpg" data-image="2ttwdk3u1gw7" alt="Asteroide Bennu" title="Asteroide Bennu"><figcaption>Um total de 120 gramas de material de Bennu foi trazido de volta à Terra. Crédito: Erika Blumenfeld e Joseph Aebersold – NASA.</figcaption></figure><p>No entanto, a sua composição é claramente diferente da de outros asteroides, grupos de meteoritos e planetas conhecidos.</p><h2>Bennu formou-se onde duas regiões do sistema solar se encontravam</h2><p>Durante anos, <strong>os cientistas sugeriram que o Bennu e asteroides semelhantes poderiam ter-se formado nas regiões exteriores do Sistema Solar</strong>, possivelmente perto da área onde os cometas tiveram origem. Acreditavam também que esses objetos se haviam formado relativamente tarde.</p><p>As novas descobertas apontam numa direção diferente. O cenário mais provável situa a formação de Bennu, Ryugu e dos meteoritos CI nas proximidades do que é conhecido como a<strong> linha de neve da água</strong>. Trata-se de uma região do disco que circundava o jovem Sol onde a água podia passar de vapor para gelo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779941" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nasa-adverte-que-o-asteroide-bennu-poderia-colidir-com-a-terra-em-2182-e-desencadear-o-temido-inverno-global.html" title="NASA adverte que o asteroide Bennu 'poderia colidir com a Terra em 2182 e desencadear o temido inverno global'">NASA adverte que o asteroide Bennu "poderia colidir com a Terra em 2182 e desencadear o temido inverno global"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nasa-adverte-que-o-asteroide-bennu-poderia-colidir-com-a-terra-em-2182-e-desencadear-o-temido-inverno-global.html" title="NASA adverte que o asteroide Bennu 'poderia colidir com a Terra em 2182 e desencadear o temido inverno global'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-advierte-que-el-asteroide-bennu-podria-colisionar-con-la-tierra-en-2182-y-provocar-el-temido-inverno-global-1784628445410_320.jpg" alt="NASA adverte que o asteroide Bennu 'poderia colidir com a Terra em 2182 e desencadear o temido inverno global'"></a></article></aside><p>Há cerca de 4,5 mil milhões de anos, quando o Sistema Solar ainda estava a ganhar forma, materiais das suas regiões interior e exterior misturaram-se nesta área. <strong>O gelo também pode ter desempenhado um papel fundamental</strong>, atuando como uma espécie de cola que unia as partículas de poeira mais finas.</p><p>"Bennu é um híbrido", explica Schönbächler. A sua composição não corresponde totalmente à do sistema solar interior nem à do exterior; em vez disso, apresenta <strong>características de ambos</strong>.</p><h2>O papel inesperado de Júpiter</h2><p>Os cientistas sugerem que <strong>Júpiter pode ter desempenhado um papel decisivo neste processo</strong>. O gigante gasoso começou provavelmente a formar-se logo após o nascimento do Sol, possivelmente dentro do primeiro milhão de anos.</p><p>Enquanto um enorme disco de gás, poeira e gelo rodeava a jovem estrela, Júpiter cresceu rapidamente e atuou como uma espécie de barreira. <strong>O planeta pode ter bloqueado a passagem de muitas partículas maiores</strong>, ao passo que as mais pequenas conseguiam contorná-lo e misturar-se na região próxima da linha de neve.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-identifican-que-asteroide-bennu-no-encaja-en-ninguna-categoria-y-jupiter-podria-tener-la-culpa-1791318196801.jpg" data-image="mcs2gswwspv9" alt="Asteroide Bennu" title="Asteroide Bennu"><figcaption>O Bennu é particularmente valioso porque preserva materiais que permaneceram praticamente inalterados desde o nascimento do Sistema Solar.</figcaption></figure><p>Esta mistura pode ter dado<strong> origem aos corpos que acabaram por se tornar Bennu, Ryugu e os meteoritos CI</strong>.</p><p>Este cenário também ajuda a explicar porque é que Bennu contém tanta água. <strong>Parte do gelo da região pode ter-se transformado em vapor e, posteriormente, condensado novamente</strong>, enquanto a influência de Júpiter favoreceu a acumulação de poeira fina.</p><h2>Uma janela para as origens da Terra</h2><p>O<strong> Bennu é particularmente valioso porque preserva materiais que permaneceram praticamente inalterados desde o nascimento do Sistema Solar</strong>. A sua composição poderá oferecer uma das melhores visões disponíveis da mistura original de elementos químicos a partir da qual os planetas rochosos acabaram por se formar.</p><div class="texto-destacado">A sua abundância de água e matéria orgânica também faz deste pequeno asteroide uma peça importante do puzzle para compreender como a Terra primitiva pode ter recebido alguns dos ingredientes necessários para o surgimento da vida.</div><p>Os investigadores querem agora determinar se outros asteroides partilham a mesma assinatura isotópica. Esperam também estabelecer com maior precisão <strong>quanta influência o jovem Júpiter exerceu sobre a seleção das partículas que acabaram por formar estes corpos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790920" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/calendario-astronomico-de-outubro-saturno-em-oposicao-as-orionidas-e-a-ocultacao-das-pleiades.html" title="Calendário astronómico de outubro: Saturno em oposição, as Oriónidas e a ocultação das Plêiades">Calendário astronómico de outubro: Saturno em oposição, as Oriónidas e a ocultação das Plêiades</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/calendario-astronomico-de-outubro-saturno-em-oposicao-as-orionidas-e-a-ocultacao-das-pleiades.html" title="Calendário astronómico de outubro: Saturno em oposição, as Oriónidas e a ocultação das Plêiades"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calendario-astronomico-de-octubre-saturno-en-oposicion-las-orionidas-y-ocultacion-de-las-pleyades-1790477423716_320.jpeg" alt="Calendário astronómico de outubro: Saturno em oposição, as Oriónidas e a ocultação das Plêiades"></a></article></aside><p>A investigação sobre Bennu pode estar a chegar ao fim, mas, para Schönbächler, o próximo desafio já está a começar: obter amostras de Fobos, uma das luas de Marte, através da missão japonesa MMX. Se tudo correr como planeado, a <strong>sonda será lançada no final de outubro deste ano</strong>, prevendo-se que as amostras regressem à Terra em 2031.</p><p>O laboratório suíço terá de esperar vários anos. Mas o material de Bennu já deixou uma coisa clara: para compreender como se formou a nossa vizinhança cósmica, <strong>por vezes precisamos de examinar muito de perto a poeira que ficou aprisionada há 4,5 mil milhões de anos</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Schoenbaechler%20M%2C%20Ek%20M%2C%20Fehr%20MA%2C%20et%20al." data-year="2026" data-title="Nucleosynthetic%20constraints%20on%20the%20origin%20of%20Bennu%20and%20CI-like%20asteroids" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fsciadv.aei9107%3Freferrer%3Dhttps%253A%252F%252Fethz.ch%252F">Schoenbaechler M, Ek M, Fehr MA, et al. (2026). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.aei9107?referrer=https%3A%2F%2Fethz.ch%2F" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Nucleosynthetic constraints on the origin of Bennu and CI-like asteroids</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-descobrem-que-o-asteroide-bennu-nao-se-enquadra-em-nenhuma-categoria-e-jupiter-pode-ser-o-culpado.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bolbos de primavera: o que plantar em outubro para florir em março]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/bolbos-de-primavera-o-que-plantar-em-outubro-para-florir-em-marco.html</link><pubDate>Mon, 12 Oct 2026 08:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Enterram-se agora, esquecem-se durante o inverno e aparecem sozinhos em março. Mas há bolbos que se dão bem no nosso clima e outros que precisam de um frio que, em boa parte do país, não existe.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolbos-de-primavera-o-que-plantar-em-outubro-para-florir-em-marco-1791561490854.png" data-image="9fb2jvirwzsn"><figcaption>Bolbos e flores de primavera, o resultado de um trabalho feito meses antes, no outono.</figcaption></figure><p>De todas as coisas que se fazem na horta e no jardim, poucas dão tanto por tão pouco trabalho. <strong>Abre-se um buraco, enterra-se, tapa-se, e cinco meses depois nasce uma flor </strong>sem se ter feito mais nada.</p><p>O que quase ninguém diz é que grande parte dos conselhos sobre bolbos <strong>vem de países onde o inverno é outra coisa</strong>. E isso explica muitas tulipas que nunca repetem.</p><h2>Um bolbo é uma planta já montada</h2><p>Vale a pena perceber o que se está a enterrar, porque explica porque é que é tão fácil.</p><div class="texto-destacado"><strong>Bolbo</strong><br><br>Órgão subterrâneo formado por folhas modificadas e carnudas, que guardam reservas. Lá dentro já está tudo: as folhas, o caule e, na maioria dos casos, a flor do ano seguinte, em miniatura. O bolbo não é uma semente, é uma planta inteira em pausa, com despensa própria.</div><p><strong>É por isso que não precisa de adubo no primeiro ano</strong>. Tudo o que vai aparecer em março já foi fabricado na primavera passada, com as folhas do ano anterior, e está ali guardado à espera.</p><h2>O frio é a chave que falta no sul</h2><p>A flor que está lá dentro não sai sozinha. <strong>Precisa de passar por um período de frio </strong>para que o caule se alongue e a flor suba, e cada espécie tem a sua exigência.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Uma tulipa que não apanha frio suficiente floresce rente ao chão, com um pé de dois dedos. Não foi o bolbo que veio mau, foi o inverno que foi curto.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Nos invernos de Bragança ou da Guarda isso não é problema nenhum</strong>. Já em Faro, ou em boa parte do litoral, há anos em que as tulipas e os jacintos simplesmente não reúnem frio bastante.</p><p>Convém então separar os bolbos que se instalam e repetem todos os anos daqueles que, no nosso clima, valem por uma época e pouco mais. <strong>A tabela seguinte reúne os mais comuns</strong>, com a profundidade a que se enterram e o comportamento que costumam ter em Portugal.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Bolbo</p></th><th scope="col"><p>Profundidade</p></th><th scope="col"><p>Floração</p></th><th scope="col"><p>Repete nos anos seguintes?</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Narciso</p></td><td><p>12 a 15 cm</p></td><td><p>Fev. a abr.</p></td><td><p>Sim, e multiplica-se</p></td></tr><tr><td><p>Muscari</p></td><td><p>5 a 8 cm</p></td><td><p>Mar. a abr.</p></td><td><p>Sim, com facilidade</p></td></tr><tr><td><p>Íris bolbosa</p></td><td><p>8 a 10 cm</p></td><td><p>Abr. a mai.</p></td><td><p>Sim</p></td></tr><tr><td><p>Freesia</p></td><td><p>5 a 8 cm</p></td><td><p>Mar. a mai.</p></td><td><p>Sim, sobretudo no litoral</p></td></tr><tr><td><p>Anémona</p></td><td><p>5 cm</p></td><td><p>Fev. a abr.</p></td><td><p>Sim, se o solo drenar bem</p></td></tr><tr><td><p>Allium ornamental</p></td><td><p>15 a 20 cm</p></td><td><p>Abr. a jun.</p></td><td><p>Sim</p></td></tr><tr><td><p>Jacinto</p></td><td><p>12 a 15 cm</p></td><td><p>Fev. a mar.</p></td><td><p>Fraco no sul</p></td></tr><tr><td><p>Tulipa</p></td><td><p>15 cm</p></td><td><p>Mar. a abr.</p></td><td><p>Raramente, no sul</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="4">Profundidade de plantação, época de floração aproximada e capacidade de repetir a floração em anos seguintes, para as condições de Portugal continental. A floração varia com a região e com o inverno de cada ano, e a coluna da direita refere-se a bolbos deixados na terra, sem arranque anual. Fonte: elaboração própria.</td></tr></tbody></table><h2><br>A regra da profundidade, e a que mais mata</h2><p>Se não quiser decorar a tabela, há uma regra que funciona quase sempre: <strong>enterre o bolbo a duas ou três vezes a sua própria altura.</strong> Um bolbo de cinco centímetros vai a dez ou quinze.</p><p><strong>Plantar à superfície dá caules fracos que tombam ao primeiro vento e bolbos que gelam.</strong> Plantar fundo de mais atrasa a floração e às vezes impede-a.</p><p>Mas o que mais mata bolbos em Portugal não é a profundidade nem o frio. É a <strong>água parada.</strong> Um bolbo é uma despensa cheia de açúcares, e num solo encharcado apodrece em poucas semanas. Em terra pesada, faça camalhão, junte areia grossa ao fundo do buraco, ou plante em vaso, que é onde se controla melhor a drenagem.</p><p><strong>E ponha a ponta para cima.</strong> Se não perceber qual é, deite-o de lado, que a planta encontra o caminho sozinha.</p><h2>O erro de depois da floração</h2><p>Este acontece em maio, mas convém saber desde já, porque decide se há flores no ano seguinte.</p><p>Quando a flor murcha, ficam as folhas, geralmente feias e a amarelecer. É muito tentador cortá-las para arrumar o canteiro. <strong>Não corte</strong>. São essas folhas que estão a refazer as reservas do bolbo para o ano que vem, e cortá-las é condenar a floração seguinte.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="755146" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/7-bolbos-de-flores-de-inverno-que-pode-plantar-agora-para-obter-flores-mais-cedo.html" title="7 bolbos de flores de inverno que pode plantar agora para obter flores mais cedo">7 bolbos de flores de inverno que pode plantar agora para obter flores mais cedo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/7-bolbos-de-flores-de-inverno-que-pode-plantar-agora-para-obter-flores-mais-cedo.html" title="7 bolbos de flores de inverno que pode plantar agora para obter flores mais cedo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/i-7-bulbi-da-fiore-invernali-che-puoi-piantare-ora-per-una-fioritura-precoce-1771078371938_320.jpeg" alt="7 bolbos de flores de inverno que pode plantar agora para obter flores mais cedo"></a></article></aside><p>Espere que amarelecam e sequem por completo, o que leva seis a oito semanas. Só aí se corta, ou se arranca o bolbo para guardar.</p><h2>O truque do frigorífico, para quem vive no sul</h2><p>Fica para o fim a solução do problema com que o artigo começou.</p><p>Se vive numa zona de inverno ameno e quer mesmo ter tulipas ou jacintos a sério, pode dar-lhes o frio que o clima não dá. <strong>Guarde os bolbos no frigorífico,</strong> dentro de um saco de papel, durante seis a oito semanas antes de plantar, a uma temperatura entre os quatro e os nove graus.</p><p>Um aviso que faz toda a diferença: <strong>longe da fruta</strong>. A maçã, a pêra e a banana libertam etileno durante o amadurecimento, e esse gás estraga a flor que está dentro do bolbo. Sai um pé de folhas e nenhuma flor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolbos-de-primavera-o-que-plantar-em-outubro-para-florir-em-marco-1791561563823.png" data-image="vjpautv9yzyo"><figcaption>O rebento sai de reservas que já estavam dentro do bolbo, sem precisar de adubo nenhum.</figcaption></figure><p>Com esse tratamento, <strong>plante em novembro ou dezembro, quando o solo já estiver frio</strong>. E, sendo realista, trate-as como anuais: florescem uma vez em grande e, no ano seguinte, é melhor comprar novas. Para ter flor sem este trabalho todo, os narcisos, os muscari e as freesias fazem-no sozinhos, ano após ano, e em Lisboa ou no litoral dão-se particularmente bem.</p><p><strong>Antes de escolher o dia, veja a previsão da sua zona.</strong> O momento certo é com o solo já arrefecido mas ainda trabalhável, depois das primeiras chuvas terem amolecido a terra e antes de ela ficar encharcada.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/bolbos-de-primavera-o-que-plantar-em-outubro-para-florir-em-marco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bonita como o jasmim, mas mais resistente: a planta que se cobre de flores brancas no início da primavera]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/bonita-como-o-jasmim-mas-mais-resistente-a-planta-que-se-cobre-de-flores-brancas-no-inicio-da-primavera.html</link><pubDate>Mon, 12 Oct 2026 07:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Os seus ramos arqueados cobrem-se de pequenas flores brancas e formam uma cascata espetacular que anuncia a primavera. É uma planta rústica e pode ser propagada em casa com muita facilidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/bella-como-el-jazmin-pero-mas-resistente-la-planta-que-se-cubre-de-flores-blancas-al-comenzar-la-primavera-1791228395103.jpg" data-image="ngy92d36ea3q" alt="flor grinalda-de-noiva" title="flor grinalda-de-noiva"><figcaption>Durante a primavera, os ramos da grinalda-de-noiva cobrem-se de pequenos grupos de flores brancas e formam uma cascata floral impressionante.</figcaption></figure><p>Quando a<strong> primavera</strong> se aproxima, os seus galhos arqueiam-se numa cascata de <strong>flores brancas</strong> que rouba todos os olhares.</p><p>As flores são pequenas, mas surgem agrupadas de modo a cobrir os ramos. Esta abundância, somada ao seu <strong>porte elegante</strong> e à sua <strong>resistência</strong>, faz da <strong>grinalda-de-noiva </strong>uma das grandes protagonistas de jardins e varandas.</p><p>O seu nome científico é <em>Spiraea cantoniensis</em> e, embora tenha uma aparência muito delicada, <strong>é uma planta bastante rústica e de cuidados relativamente simples</strong>. Além disso, um exemplar adulto pode servir de ponto de partida para obter novas plantas, já que ela se reproduz com muita facilidade através de estacas.</p><h2>Uma verdadeira cascata de flores brancas</h2><p>A grinalda-de-noiva é um arbusto de folhagem caduca que pode atingir entre 1,5 e 2 metros de altura. O seu principal atrativo está no seu hábito de crescimento: <strong>desenvolve ramos longos, finos e arqueados</strong> que se inclinam para fora e para baixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bella-como-el-jazmin-pero-mas-resistente-la-planta-que-se-cubre-de-flores-blancas-al-comenzar-la-primavera-1791228440234.jpg" data-image="ajrqruybrx3i"><figcaption>As suas flores são pequenas, mas surgem em tal quantidade que podem cobrir boa parte dos ramos e transformar completamente o aspeto do arbusto.</figcaption></figure><p>A <strong>floração </strong>pode começar no final do inverno e estender-se por várias semanas, período em que o<strong> arbusto fica praticamente coberto de branco</strong>. Após as flores, permanece a sua folhagem verde, muito mais discreta.</p><p>É recomendável posicioná-la onde os ramos possam desenvolver-se livremente: perto de um caminho, diante de um muro ou como protagonista solitária numa área exclusiva do jardim.</p><h2>Cuidados: sol, rega e boa drenagem</h2><p>Prefere<strong> locais iluminados</strong>. Pode crescer em pleno sol ou à meia-sombra, embora uma boa quantidade de luz favoreça uma floração mais abundante.</p><p>Quanto ao <strong>solo</strong>, é fundamental que tenha <strong>boa drenagem</strong>. O excesso de água ao redor das raízes pode causar problemas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bella-como-el-jazmin-pero-mas-resistente-la-planta-que-se-cubre-de-flores-blancas-al-comenzar-la-primavera-1791228540021.jpg" data-image="9t6ng8q79djm"><figcaption>A forma arqueada dos seus ramos é uma das características mais marcantes da grinalda-de-noiva e realça seu efeito ornamental durante a floração.</figcaption></figure><p>Durante a primavera e o verão, necessita de <strong>regas regulares</strong>, especialmente em períodos de seca e enquanto a planta ainda está a estabelecer-se. Depois de desenvolvida, tolera melhor a falta de água.</p><p>Também <strong>suporta bem o frio e as geadas</strong>, característica que explica parte da sua fama de arbusto resistente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bella-como-el-jazmin-pero-mas-resistente-la-planta-que-se-cubre-de-flores-blancas-al-comenzar-la-primavera-1791228606753.jpg" data-image="3zue5aoq0okj"><figcaption>A grinalda-de-noiva floresce na primavera e, no Hemisfério Sul, pode começar a exibir as suas primeiras flores no final do inverno.</figcaption></figure><p>E esta<strong> também pode ser cultivada em vasos</strong>. Neste caso, convém escolher um vaso amplo, com boa drenagem e profundidade suficiente para que as raízes possam desenvolver-se. O substrato seca mais rápido do que o solo do jardim, por isso será preciso controlar a humidade, sobretudo na primavera e no verão.</p><p>A <strong>poda </strong>tem o momento certo: <strong>após a floração</strong>. Se os ramos forem cortados antes da chegada da primavera, pode-se acabar por eliminar boa parte dos brotos que produziriam flores.</p><p>Não é preciso transformá-la numa esfera perfeita. A sua forma arqueada é, justamente, uma das suas maiores virtudes ornamentais.</p><h2>A propagação</h2><p>A maneira mais simples é<strong> através de estacas</strong>. É preciso selecionar um galho saudável e vigoroso, preparar uma estaca e colocá-la num substrato leve e com boa drenagem. Durante o enraizamento, o substrato deve ser mantido húmido, mas nunca encharcado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bella-como-el-jazmin-pero-mas-resistente-la-planta-que-se-cubre-de-flores-blancas-al-comenzar-la-primavera-1791228718955.jpg" data-image="kawu71mpyl4f"><figcaption>Ao contrário de muitas plantas ornamentais delicadas, a grinalda-de-noiva é um arbusto bastante resistente ao frio e tolera geadas.</figcaption></figure><p>O <strong>enraizamento </strong>não acontece da noite para o dia, e o resultado depende de fatores como a época do ano, a temperatura, a humidade e o estado da planta-mãe. Por isso, mais do que buscar um prazo exato, convém observar a evolução da estaca e manter condições estáveis.</p><p>E há algo mais que torna esta planta atraente: após a espetacular floração primaveril, ela volta a integrar-se ao jardim sem exigir atenção constante.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786979" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/arco-iris-num-vaso-de-flores-como-cuidar-da-croton-petra-para-que-as-suas-folhas-continuem-a-ser-as-estrelas-da-varanda.html" title="Arco-íris num vaso de flores: como cuidar da Croton Petra para que as suas folhas continuem a ser as estrelas da varanda">Arco-íris num vaso de flores: como cuidar da Croton Petra para que as suas folhas continuem a ser as estrelas da varanda</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/arco-iris-num-vaso-de-flores-como-cuidar-da-croton-petra-para-que-as-suas-folhas-continuem-a-ser-as-estrelas-da-varanda.html" title="Arco-íris num vaso de flores: como cuidar da Croton Petra para que as suas folhas continuem a ser as estrelas da varanda"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-arcoiris-en-una-maceta-como-cuidar-el-croton-petra-para-que-sus-hojas-sigan-siendo-las-protagonistas-del-balcon-1788067816881_320.png" alt="Arco-íris num vaso de flores: como cuidar da Croton Petra para que as suas folhas continuem a ser as estrelas da varanda"></a></article></aside><p>Por algumas semanas, no entanto, é difícil que passe despercebida. Os seus ramos, carregados de pequenas flores brancas, parecem derramar-se uns sobre os outros e formam uma daquelas cenas que explicam por que <strong>alguns arbustos acabam por tornar-se clássicos da jardinagem</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/bonita-como-o-jasmim-mas-mais-resistente-a-planta-que-se-cobre-de-flores-brancas-no-inicio-da-primavera.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Milhões sentiram o sismo de magnitude 7,7 no Panamá – veja o que aconteceu abaixo da superfície]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/milhoes-sentiram-o-sismo-de-magnitude-7-7-no-panama-veja-o-que-aconteceu-abaixo-da-superficie.html</link><pubDate>Mon, 12 Oct 2026 06:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O solo tremeu por todo o Panamá em questão de segundos, mas as forças por detrás deste poderoso sismo de magnitude 7,7 estavam a acumular-se sob a região há muito, muito mais tempo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/millions-felt-panama-s-7-7-earthquake-here-s-what-happened-beneath-the-surface-1791582189248.jpg" data-image="pfgrlwd2bjxf" alt="Sismógrafo e sismo, por Andrey VP" title="Sismógrafo e sismo, por Andrey VP"><figcaption>Um sismo de magnitude 7,7 atingiu o Panamá, expondo milhões de pessoas a fortes tremores num dos maiores abalos sísmicos da região das últimas décadas.</figcaption></figure><p>Um <strong>sismo de magnitude 7,7 atingiu as proximidades de Pitaloza Arriba</strong>, no Panamá, <strong>no dia 9 de outubro</strong>, às 12h56 (hora local), provocando fortes abalos numa vasta área e expondo milhões de pessoas aos efeitos de um dos sismos mais significativos da região nas últimas décadas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Cerca de 4,6 milhões de pessoas sentiram tremores de intensidade moderada a severa, segundo estimativas do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). A avaliação inicial do organismo indica que são prováveis impactos extensos e que os efeitos do sismo podem ser generalizados.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Mas porque é que o Panamá pode sofrer um terramoto tão poderoso? <strong>A resposta está abaixo da superfície</strong>, onde várias partes da crosta terrestre se encontram numa das regiões tectonicamente mais complexas da América Central.</p><h2>Milhões de pessoas sentiram o chão tremer</h2><p>O USGS estima que cerca de 4,6 milhões de pessoas tenham sido expostas a tremores que <strong>variam entre os níveis V e VIII na Escala de Intensidade de Mercalli Modificada</strong>. Esta escala informa-nos algo diferente do valor de magnitude que normalmente vemos após um sismo. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A magnitude mede a energia libertada na fonte, enquanto a escala de Mercalli descreve como o tremor é realmente sentido e que efeitos pode causar em diferentes locais.<br><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/millions-felt-panama-s-7-7-earthquake-here-s-what-happened-beneath-the-surface-1791582728952.jpg" data-image="9tm3p0ialgbx" alt="Segundo o USGS, 4,6 milhões de pessoas sentiram um tremor significativo." title="Segundo o USGS, 4,6 milhões de pessoas sentiram um tremor significativo."><figcaption>No nível V, o tremor é suficientemente forte para ser sentido por quase todas as pessoas e pode deslocar ou derrubar objetos instáveis. No nível VIII, a situação torna-se consideravelmente mais grave, com potencial para danos substanciais, especialmente em estruturas vulneráveis.</figcaption></figure><p>Esta distinção é importante porque<strong> duas comunidades podem experienciar o mesmo sismo de formas muito diferentes</strong>. A distância em relação à falha é relevante, mas também o são a profundidade do sismo, as condições locais do solo e a forma como os edifícios foram construídos.</p><h2>Porque é que um terramoto tão poderoso aconteceu aqui?</h2><p>O Panamá situa-se próximo do ponto de encontro de várias placas tectónicas. <strong>As placas de Cocos e de Nazca localizam-se a oeste e a sul, a Placa das Caraíbas a norte e a Placa Sul-Americana mais a leste</strong>. Entre elas encontra-se a microplaca do Panamá, de menor dimensão.</p><div class="texto-destacado">Estes enormes fragmentos da crosta terrestre estão em constante movimento. Em algumas zonas, uma placa afunda sob outra; noutras, pressionam uma contra a outra ou deslizam horizontalmente ao longo de falhas.</div><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">A massive magnitude 7.7 earthquake struck Panama, shaking buildings more than 100 miles away and prompting evacuations, according to the U.S. Geological Survey. Tremors were felt in Panama City, where buildings shook and people evacuated into the streets. https://t.co/46kFq5wpSV https://t.co/jsr5g6uLDv</p>— CBS News (@CBSNews) <a href="https://x.com/CBSNews/status/2108661313534677410?ref_src=twsrc%5Etfw">October 9, 2026</a></blockquote></figure><p>O<strong> </strong>movimento é lento, mas a tensão pode acumular-se ao longo das falhas durante anos. <strong>Quando uma falha já não consegue permanecer bloqueada, desliza repentinamente e liberta energia sob a forma de ondas sísmicas</strong>. É isso que sentimos à superfície como um terramoto.</p><h3>Este sismo envolveu movimento lateral</h3><p>Segundo o USGS, o mecanismo focal do sismo indica uma falha transcorrente sinistral. Em termos simples, <strong>os dois lados da falha deslizaram horizontalmente um em relação ao outro, em vez de um se mover predominantemente acima ou abaixo do outro</strong>. Este tipo de movimento é consistente com a complexa deformação tectónica que ocorre na região do Panamá.</p><p>Os<strong> sismos não são incomuns na região</strong>. Os eventos históricos significativos incluem um sismo de magnitude 7,5 em julho de 1934 e um sismo de magnitude 7,2 em julho de 1962.</p><h2>As réplicas podem trazer mais tremores fortes</h2><p>O <strong>sismo principal pode ter passado, mas a atividade sísmica não terminou necessariamente</strong>. Após um grande sismo, a crosta em redor da falha ajusta-se a uma nova distribuição de tensões, gerando réplicas que podem persistir durante dias, semanas ou mais. A maioria delas será de menor magnitude que o sismo principal, mas algumas podem ainda provocar tremores fortes. Isto é particularmente preocupante para edifícios e infraestruturas já fragilizadas pelo evento inicial.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="756042" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-os-gatilhos-de-sismos-impossiveis-em-regioes-estaveis.html" title="Cientistas descobrem os gatilhos de sismos 'impossíveis' em regiões estáveis">Cientistas descobrem os gatilhos de sismos "impossíveis" em regiões estáveis</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-os-gatilhos-de-sismos-impossiveis-em-regioes-estaveis.html" title="Cientistas descobrem os gatilhos de sismos 'impossíveis' em regiões estáveis"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-descobrem-os-gatilhos-de-sismos-impossiveis-em-regioes-estaveis-1772050359885_320.png" alt="Cientistas descobrem os gatilhos de sismos 'impossíveis' em regiões estáveis"></a></article></aside><p>Para as pessoas nas áreas afetadas, manter-se afastado de estruturas danificadas e seguir as instruções das autoridades locais continuará a ser importante à medida que <strong>os cientistas prosseguem com a monitorização da sequência de réplicas</strong>.</p><p>Ainda não é possível prever sismos com data e hora exatas, mas os riscos que representam podem ser estudados. Numa região tectonicamente ativa como o Panamá, as construções resistentes a sismos, <strong>o planeamento de emergência e o conhecimento sobre como reagir quando o solo começa a mover-se podem reduzir significativamente o risco</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="USGS" data-year="2026" data-title="M%207.7%20-%2012%20km%20WSW%20of%20Pitaloza%20Arriba%2C%20Panama" data-url="https%3A%2F%2Fearthquake.usgs.gov%2Fearthquakes%2Feventpage%2Fus6000u18k%2Fregion-info">USGS. (2026). <a href="https://earthquake.usgs.gov/earthquakes/eventpage/us6000u18k/region-info" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">M 7.7 - 12 km WSW of Pitaloza Arriba, Panama</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/milhoes-sentiram-o-sismo-de-magnitude-7-7-no-panama-veja-o-que-aconteceu-abaixo-da-superficie.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As plantas podem estar a desenvolver características inadequadas para um mundo em aquecimento]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-plantas-podem-estar-a-desenvolver-caracteristicas-inadequadas-para-um-mundo-em-aquecimento.html</link><pubDate>Mon, 12 Oct 2026 05:07:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>As glórias-da-manhã podem estar presas num cabo de guerra evolutivo entre sobreviver às alterações climáticas e atrair polinizadores cada vez mais escassos. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-plantas-podem-estar-a-desenvolver-caracteristicas-inadequadas-para-um-mundo-em-aquecimento-1789597708472.jpg" data-image="zp203app4k76" alt="glória-da-manhã (morning glory)" title="glória-da-manhã (morning glory)"><figcaption>Em apenas nove anos, os investigadores verificaram que a taxa de adaptação desta planta caiu a pique 96%, embora ainda dispusessem de uma ampla diversidade genética para evoluir. Fonte: Imagem de <a href="https://pixabay.com/pt/users/rococoneko-18459/?utm_source=link-attribution&utm_medium=referral&utm_campaign=image&utm_content=173440">RococoNeko</a> por <a href="https://pixabay.com/pt//?utm_source=link-attribution&utm_medium=referral&utm_campaign=image&utm_content=173440">Pixabay</a></figcaption></figure><p>As plantas que enfrentam tanto o aquecimento do clima como o rápido declínio das populações de polinizadores <strong>podem ser levadas a seguir direções evolutivas conflituantes</strong>. Um estudo da Universidade de Michigan sugere que, em vez de se adaptarem principalmente às pressões climáticas, <strong>algumas plantas podem estar a desenvolver características que as ajudam a atrair polinizadores</strong>. </p><div class="texto-destacado"><strong>"Como a pressão exercida pelos polinizadores favorece fortemente as flores maiores, esta associação pode limitar a eficiência com que a população responde a outras pressões seletivas. É difícil prever se isto tornará a planta invasora um problema maior ou menor para os agricultores — e esta imprevisibilidade é, por si só, parte da história".</strong><br><br>Regina Baucom, professora do Departamento de Ecologia e Biologia Evolutiva da Universidade de Michigan (U.M). </div><p> No caso das <em>Ipomoea</em> (conhecidas como glórias-da-manhã), <strong>os investigadores verificaram que a taxa de adaptação da população desceu 96% ao longo de nove anos</strong>. Esta desaceleração acentuada pode também ter implicações para a agricultura, uma vez que estas plantas são frequentemente consideradas infestantes problemáticas pelos agricultores. </p><h2>Flores maiores podem trazer um custo evolutivo </h2><p>Baucom explica que esta desaceleração parece resultar de um conflito entre duas características potencialmente vantajosas. Flores maiores podem aumentar as hipóteses de a planta atrair polinizadores, enquanto <strong>florescer mais cedo pode ajudar as plantas a responder a alterações nas condições ambientais</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-plantas-podem-estar-a-desenvolver-caracteristicas-inadequadas-para-um-mundo-em-aquecimento-1789598876165.jpg" data-image="faa10g5vmye8" alt="glória-da-manhã" title="glória-da-manhã"><figcaption>Bishop e Baucom verificaram que o tamanho da flor e a época de floração se tornaram associados nas populações de Glórias-da-manhã durante o período de estudo relativamente curto de nove anos. Fonte: Imagem de <a href="https://pixabay.com/pt/users/rococoneko-18459/?utm_source=link-attribution&utm_medium=referral&utm_campaign=image&utm_content=140938">RococoNeko</a> por <a href="https://pixabay.com/pt//?utm_source=link-attribution&utm_medium=referral&utm_campaign=image&utm_content=140938">Pixabay</a></figcaption></figure><p>Nas populações de <em>Ipomoea</em>, estas características tornaram-se cada vez mais associadas. <strong>Esta ligação parece restringir a liberdade de adaptação das plantas, fazendo com que a seleção por flores maiores prevaleça sobre o potencial benefício de uma floração mais precoce</strong>. De salientar que as populações de plantas mais recentes ainda apresentavam uma variação genética significativa. Em teoria, esta diversidade deveria fornecer matéria-prima suficiente para uma adaptação contínua. </p><h2>Alterações ambientais causadas pelo ser humano </h2><p>A investigação foi liderada por Sasha Bishop, recém-doutora na área, em colaboração com o investigador John Stinchcombe, da Universidade de Toronto. A equipa estudou estas plantas como parte de um esforço mais amplo para <strong>compreender como as alterações globais causadas pelo ser humano estão a moldar a evolução</strong>. </p><p>O aquecimento climático é apenas uma das pressões que as plantas e os animais enfrentam atualmente. O desenvolvimento humano substituiu habitats anteriormente intocados, enquanto a utilização generalizada de pesticidas e herbicidas na agricultura <strong>contribuiu para um declínio acentuado das populações de polinizadores</strong>.</p><p>Bishop afirma que o estudo, publicado na revista <em>Evolution Letters</em>, explora uma <strong>crescente discrepância entre a teoria evolutiva e aquilo que os investigadores observam na natureza</strong>. A teoria sugere que os organismos podem, por vezes, adaptar-se rapidamente quando os seus ambientes mudam com rapidez, mas muitas populações de plantas silvestres não parecem estar a acompanhar este ritmo.</p><h2>Adaptação de plantas cai drasticamente </h2><p>Nas populações originais de<em> Ipomoea</em>, os investigadores estimaram que a <strong>adaptação ocorria a cerca de 76% da taxa esperada caso a covariância entre as características não fosse tida em conta</strong>. Nove anos depois, este índice tinha descido para aproximadamente 9% da taxa esperada sem a covariância.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788067" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/fotoperiodo-como-as-plantas-sabem-que-o-verao-acabou.html" title="Fotoperíodo: como as plantas sabem que o verão acabou">Fotoperíodo: como as plantas sabem que o verão acabou</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/fotoperiodo-como-as-plantas-sabem-que-o-verao-acabou.html" title="Fotoperíodo: como as plantas sabem que o verão acabou"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fotoperiodo-como-as-plantas-sabem-que-o-verao-acabou-1789063896844_320.jpeg" alt="Fotoperíodo: como as plantas sabem que o verão acabou"></a></article></aside><p>O resultado aponta para um<strong> aumento substancial das restrições evolutivas num período relativamente curto</strong>. A época de floração é particularmente importante, uma vez que as plantas podem alterar o momento em que florescem em resposta a alterações ambientais.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Bishop%2C%20S.%2C%20Stinchcombe%2C%20J.%2C%20Baucom%2C%20R." data-year="" data-title="A%20resurrection%20experiment%20reveals%20reduced%20adaptive%20potential%20in%20a%20common%20agricultural%20weed" data-url="https%3A%2F%2Facademic.oup.com%2Fevlett%2Fadvance-article%2Fdoi%2F10.1093%2Fevlett%2Fqrag026%2F8726110">Bishop, S., Stinchcombe, J., Baucom, R.. <a href="https://academic.oup.com/evlett/advance-article/doi/10.1093/evlett/qrag026/8726110" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A resurrection experiment reveals reduced adaptive potential in a common agricultural weed</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-plantas-podem-estar-a-desenvolver-caracteristicas-inadequadas-para-um-mundo-em-aquecimento.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Marta Godinho, anuncia subida das temperaturas: “O dia mais quente da semana terá muitos distritos a chegar aos 30 ºC”]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/marta-godinho-anuncia-subida-das-temperaturas-o-dia-mais-quente-da-semana-tera-muitos-distritos-a-chegar-aos-30-c.html</link><pubDate>Sun, 11 Oct 2026 13:51:43 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal prepara-se para vários dias de calor anómalo, com uma subida acentuada das temperaturas a partir de terça-feira. Quarta-feira deverá ser o dia mais quente, com máximas acima dos 30 ºC em vários distritos e desvios até 11 ºC face ao normal.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbljfxm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbljfxm.jpg" id="xbljfxm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><br>Depois de um fim de semana relativamente ameno mas com noites frescas, <strong>Portugal continental prepara-se para uma subida acentuada das temperaturas</strong>. A partir de terça-feira, uma massa de ar quente associada a uma poderosa dorsal anticiclónica deverá favorecer valores muito acima do habitual para meados de outubro, com o pico do calor previsto para quarta-feira (14).</p><h2>Domingo e segunda-feira ainda com temperaturas mais contidas</h2><p>Durante a tarde deste domingo, dia 11, <strong>o cenário será ainda relativamente ameno quando comparado com aquilo que se prevê para os próximos dias.</strong> Apesar de as temperaturas já se encontrarem acima da média em algumas regiões, a nebulosidade deverá ser abundante, com aumento da intensidade do vento durante a tarde, sobretudo nos distritos de Lisboa, Santarém e Leiria.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Na segunda-feira (12), o panorama não deverá sofrer grandes alterações. No interior Norte, Centro e Sul, as máximas poderão situar-se geralmente entre os <strong>24 e os 27 ºC</strong>, podendo Mértola aproximar-se dos <strong>28 ºC</strong>. O litoral oeste continuará bastante mais fresco devido à influência marítima, com vários locais a registarem máximas próximas dos <strong>18 a 20 ºC</strong>.</p><h2>Terça-feira traz uma massa de ar muito mais quente</h2><p>A mudança mais significativa começa a fazer-se sentir na terça-feira, dia 13. Uma <strong>massa de ar anormalmente quente para meados de outubro</strong>, associada a uma dorsal anticiclónica, deverá instalar-se sobre a Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/marta-godinho-anuncia-subida-das-temperaturas-o-dia-mais-quente-da-semana-tera-muitos-distritos-a-chegar-aos-30-c-1791722064207.jpg" data-image="fdl5tumkgfrd" alt="Tmperatura e geopotencial 925 hPa" title="Tmperatura e geopotencial 925 hPa"><figcaption>Uma massa de ar anormalmente quente para meados de outubro irá instalar-se sobre a Península Ibérica, contrastando com o ar bastante mais frio presente em grande parte da Europa.</figcaption></figure><p>A configuração prevista aos 925 hPa evidencia bem o contraste. Enquanto uma massa de ar consideravelmente mais fria domina grande parte da Europa, <strong>Portugal e Espanha permanecem sob a influência de ar bastante mais quente</strong>.</p><p>Como consequência, as temperaturas à superfície deverão subir de forma generalizada, podendo os termómetros alcançar ou mesmo ultrapassar os <strong>30 ºC</strong> durante as horas centrais do dia, especialmente no interior.</p><h2>Quarta-feira poderá ser o dia mais quente da semana</h2><p>Por agora, as previsões apontam para <strong>quarta-feira, dia 14, como o pico deste episódio de calor anómalo</strong>. O dia mais quente da semana terá muitos distritos a chegar aos 30 ºC, com valores desta ordem a poderem surgir desde o Norte até ao Alentejo. No Centro, várias áreas entre Coimbra, Viseu e o interior poderão aproximar-se desta marca, enquanto no Ribatejo e Alentejo os <strong>30 ºC deverão ser ultrapassados com maior facilidade</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/marta-godinho-anuncia-subida-das-temperaturas-o-dia-mais-quente-da-semana-tera-muitos-distritos-a-chegar-aos-30-c-1791722150178.jpg" data-image="r0ta37pl76es" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Quarta-feira deverá ser o dia mais quente da semana, com vários locais a atingirem ou ultrapassarem os 30 ºC. O valor mais elevado poderá rondar os 33 ºC na região de Coruche.</figcaption></figure><p>A temperatura máxima prevista poderá rondar os <strong>33 ºC na região de Coruche. </strong>Mas mais impressionante do que os valores absolutos será, contudo, a sua comparação com a climatologia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/marta-godinho-anuncia-subida-das-temperaturas-o-dia-mais-quente-da-semana-tera-muitos-distritos-a-chegar-aos-30-c-1791722194941.jpg" data-image="pxikfp0h52mf" alt="Anomalia da Temperatura" title="Anomalia da Temperatura"><figcaption>O calor será particularmente anómalo no Norte e Centro: em regiões como Viseu, Guarda e Bragança, as temperaturas poderão ficar entre 9 e 11 ºC acima do normal para esta altura do ano.</figcaption></figure><p>Em algumas zonas do Norte e Centro, as temperaturas durante a tarde poderão ficar <strong>entre 9 e 11 ºC acima do normal para meados de outubro</strong>. Viseu poderá apresentar uma anomalia próxima de +11 ºC, enquanto Bragança poderá rondar +10 ºC e Guarda +9 ºC.</p><p>Enquanto o Alentejo poderá registar as máximas mais altas, próximas dos 32 a 33 ºC,<strong> será em regiões como Viseu, Guarda ou Bragança que o desvio face à normal das temperaturas poderá ser mais expressivo. </strong></p><h2>Calor persiste, mas sexta-feira poderá trazer sinais de mudança</h2><p>Na quinta-feira, as temperaturas deverão continuar <strong>muito acima da média</strong>, mantendo-se o ambiente invulgarmente quente para esta fase do outono.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792877" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-emite-aviso-amarelo-de-chuva-para-os-acores-frente-fria-chega-nas-proximas-horas-eis-as-horas-mais-criticas.html" title="IPMA emite aviso amarelo de chuva para os Açores: frente fria chega nas próximas horas; eis as horas mais críticas">IPMA emite aviso amarelo de chuva para os Açores: frente fria chega nas próximas horas; eis as horas mais críticas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-emite-aviso-amarelo-de-chuva-para-os-acores-frente-fria-chega-nas-proximas-horas-eis-as-horas-mais-criticas.html" title="IPMA emite aviso amarelo de chuva para os Açores: frente fria chega nas próximas horas; eis as horas mais críticas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-emite-aviso-amarelo-de-chuva-para-os-acores-frente-fria-chega-nas-proximas-horas-eis-as-horas-mais-criticas-1791717644752_320.png" alt="IPMA emite aviso amarelo de chuva para os Açores: frente fria chega nas próximas horas; eis as horas mais críticas"></a></article></aside><p>Já na sexta-feira, dia 16, os modelos começam a sugerir <strong>os primeiros sinais de uma alteração do padrão atmosférico</strong>, com possibilidade de aumento da instabilidade. A evolução ainda deverá ser acompanhada nas próximas atualizações, sobretudo para perceber quando e onde esta mudança poderá começar a fazer-se sentir.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/marta-godinho-anuncia-subida-das-temperaturas-o-dia-mais-quente-da-semana-tera-muitos-distritos-a-chegar-aos-30-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[IPMA emite aviso amarelo de chuva para os Açores: frente fria chega nas próximas horas; eis as horas mais críticas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-emite-aviso-amarelo-de-chuva-para-os-acores-frente-fria-chega-nas-proximas-horas-eis-as-horas-mais-criticas.html</link><pubDate>Sun, 11 Oct 2026 11:58:27 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nas próximas horas uma frente fria chegará aos Açores. O IPMA já emitiu aviso amarelo de chuva para os grupos Ocidental e Central.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xblhiuy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xblhiuy.jpg" id="xblhiuy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como temos vindo a avançar noutras previsões aqui na Meteored Portugal, uma <strong>frente fria está prestes a chegar ao arquipélago dos Açores</strong>, tendo o IPMA emitido aviso amarelo de precipitação, com possibilidade de ser acompanhada de trovoada, para os grupos Ocidental e Central.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No <strong>primeiro grupo o aviso estará em vigor entre as 15h e as 20h de hoje</strong>, enquanto no <strong>segundo entra em vigor à meia-noite de amanhã</strong>, dia 12 de outubro, e <strong>deverá permanecer até às 9h </strong>do mesmo dia. </p><h2>Espera-se ainda que o impacto no Grupo Ocidental não seja significativo</h2><p>Ainda que a frente deva passar diretamente no Grupo Ocidental, nas próximas horas espera-se uma acumulação de precipitação de cerca de 15 mm. No entanto, e de acordo com a mais recente saída do ECMWF,<strong> o cenário no Grupo Central poderá ser um pouco diferente, com quantidades de chuva muito superiores</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-emite-aviso-amarelo-de-chuva-para-os-acores-frente-fria-chega-nas-proximas-horas-eis-as-horas-mais-criticas-1791717582697.jpg" data-image="waufynakwk4c" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>Uma frente fria irá atingir o arquipélago dos Açores nas próximas horas. O IPMA emitiu aviso amarelo de precipitação para os grupos Ocidental e Central.</figcaption></figure><p>Segundo a atual previsão, a chuva deverá cair no Grupo Ocidental até às 20h do dia de hoje, não se descartando alguns aguaceiros fracos pós-frontais, após esse horário. <strong>Entre as 17h e as 18h a intensidade da chuva poderá ser um pouco superior</strong>, ainda que não deva representar nenhum risco. </p><h2>Ilha Terceira poderá acumular cerca de 50 mm em 7 horas</h2><p>O maior risco poderá ser mesmo no Grupo Central, onde para a ilha Terceira está prevista uma acumulação de precipitação de cerca de<strong> 50 mm entre a meia-noite e as 7h de amanhã</strong>, segunda-feira. A ilha do Pico também poderá ser das mais chuvosas, onde, no mesmo período podem acumular-se cerca de 45 mm de chuva.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792747" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-a-medio-prazo-para-portugal-o-padrao-do-atlantico-norte-que-determinara-o-tempo-nos-proximos-10-dias.html" title="Previsão a médio prazo para Portugal: o padrão do Atlântico Norte que determinará o tempo nos próximos 10 dias">Previsão a médio prazo para Portugal: o padrão do Atlântico Norte que determinará o tempo nos próximos 10 dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-a-medio-prazo-para-portugal-o-padrao-do-atlantico-norte-que-determinara-o-tempo-nos-proximos-10-dias.html" title="Previsão a médio prazo para Portugal: o padrão do Atlântico Norte que determinará o tempo nos próximos 10 dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-medio-prazo-para-portugal-o-padrao-do-atlantico-norte-que-determinara-o-tempo-nos-proximos-10-dias-1791588449602_320.jpg" alt="Previsão a médio prazo para Portugal: o padrão do Atlântico Norte que determinará o tempo nos próximos 10 dias"></a></article></aside><p>Voltando à ilha Terceira, e falando da hora mais crítica da chuva prevista, o nosso modelo indica que <strong>pelas 7h poderão cair até 25 mm de chuva numa hora</strong>, representando metade da acumulação prevista para esta ilha no período acima mencionado. Na ilha do Pico, pelas 3h, poderão cair até 10 mm numa hora, assim como em São Jorge e na Graciosa, pelas 4h. <strong>Estas deverão ser as ilhas mais afetadas pela frente fria</strong>, que após as 12h de amanhã deverá já ter passado pelo arquipélago dando lugar a um dia mais seco e soalheiro.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-emite-aviso-amarelo-de-chuva-para-os-acores-frente-fria-chega-nas-proximas-horas-eis-as-horas-mais-criticas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um estudo da NASA afirma que talvez não haja limites para os efeitos das tempestades solares]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-estudo-da-nasa-afirma-que-talvez-nao-haja-limites-para-os-efeitos-das-tempestades-solares.html</link><pubDate>Sun, 11 Oct 2026 11:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Novos dados da NASA, recolhidos mais perto da Terra, indicam que as tempestades solares poderão ter efeitos muito mais graves na nossa tecnologia do que se pensava.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/no-haya-limites-efectos-de-las-tormentas-solares-1791176200822.png" data-image="o7ykqx7ylzht" alt="Quando o vento solar atinge a Terra durante uma tempestade solar, as correntes elétricas na alta atmosfera intensificam-se. No gráfico da esquerda, uma linha azul mostra como a intensidade média das correntes elétricas na alta atmosfera terrestre aumenta juntamente com a intensidade do vento solar, antes de estabilizar ou &quot;saturar&quot; progressivamente quando medida a cerca de um milhão de milhas da Terra. (Ambos os valores estão expressos em milivolts por metro). No gráfico da direita, uma nova análise baseada em medições do vento solar realizadas mais perto da Terra sugere que a intensidade média das correntes elétricas (linha cor-de-rosa) continua a aumentar à medida que a intensidade do vento solar cresce, sem um limite superior. NASA/Nithin Sivadas" title="Quando o vento solar atinge a Terra durante uma tempestade solar, as correntes elétricas na alta atmosfera intensificam-se. No gráfico da esquerda, uma linha azul mostra como a intensidade média das correntes elétricas na alta atmosfera terrestre aumenta juntamente com a intensidade do vento solar, antes de estabilizar ou &quot;saturar&quot; progressivamente quando medida a cerca de um milhão de milhas da Terra. (Ambos os valores estão expressos em milivolts por metro). No gráfico da direita, uma nova análise baseada em medições do vento solar realizadas mais perto da Terra sugere que a intensidade média das correntes elétricas (linha cor-de-rosa) continua a aumentar à medida que a intensidade do vento solar cresce, sem um limite superior. NASA/Nithin Sivadas"><figcaption>Quando o vento solar atinge a Terra durante uma tempestade solar, as correntes elétricas na alta atmosfera intensificam-se. No gráfico da esquerda, uma linha azul mostra como a intensidade média das correntes elétricas na alta atmosfera terrestre aumenta juntamente com a intensidade do vento solar, antes de estabilizar ou "saturar" progressivamente quando medida a cerca de um milhão de milhas da Terra. (Ambos os valores estão expressos em milivolts por metro). No gráfico da direita, uma nova análise baseada em medições do vento solar realizadas mais perto da Terra sugere que a intensidade média das correntes elétricas (linha cor-de-rosa) continua a aumentar à medida que a intensidade do vento solar cresce, sem um limite superior. NASA/Nithin Sivadas</figcaption></figure><p>Durante décadas, os cientistas acreditaram que existia um limite para a intensidade da resposta da Terra às tempestades solares. No entanto, um estudo conduzido pela NASA e publicado na revista Nature sugere que <strong>este limite é uma ilusão</strong>. Se for esse o caso, isso significaria que as tempestades solares poderiam ter consequências muito mais graves para as nossas tecnologias do que se pensava.</p><h2>Impactos solares na alta atmosfera </h2><p>As observações sugerem que as correntes elétricas na alta atmosfera terrestre — capazes de afetar satélites, comunicações e sinais de navegação — <strong>aumentam à medida que o vento solar se intensifica</strong>, mas apenas até certo ponto. </p><p>No entanto, uma equipa liderada pelo físico espacial Nithin Sivadas, do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt (Maryland), afirma que este <strong>aparente limite resulta simplesmente de incertezas associadas às medições do vento solar</strong>. </p><p>O problema reside no facto de a maioria das medições do vento solar serem realizadas por naves espaciais situadas a um milhão de quilómetros mais perto do Sol do que a Terra. No entanto, estatisticamente, o vento solar que acaba por chegar ao campo magnético terrestre é provavelmente mais fraco, explicou Sivadas. Isto dá a impressão de que <strong>os ventos solares potentes não geram correntes de intensidade proporcional, quando, na realidade, estas correntes são induzidas por ventos solares mais fracos</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779245" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/criam-um-escudo-de-plasma-para-proteger-a-terra-e-evitar-o-fim-da-internet-em-caso-de-tempestades-solares.html" title="Criam um 'escudo de plasma' para proteger a Terra e evitar o fim da Internet em caso de tempestades solares">Criam um "escudo de plasma" para proteger a Terra e evitar o fim da Internet em caso de tempestades solares</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/criam-um-escudo-de-plasma-para-proteger-a-terra-e-evitar-o-fim-da-internet-em-caso-de-tempestades-solares.html" title="Criam um 'escudo de plasma' para proteger a Terra e evitar o fim da Internet em caso de tempestades solares"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-proponen-un-metodo-para-proteger-artifivalmente-a-la-tierra-de-las-tormentas-solares-intensas-1784232534224_320.jpg" alt="Criam um 'escudo de plasma' para proteger a Terra e evitar o fim da Internet em caso de tempestades solares"></a></article></aside><p>A equipa analisou dados de mais de um milhão de medições do vento solar recolhidas por sondas da NASA muito mais próximas da Terra, como a MMS e a THEMIS. Ao contrário das medições realizadas a distâncias maiores, estas revelaram uma relação direta entre a intensidade do vento solar e a das correntes, sugerindo, assim, que<strong> não existe um limite superior</strong>. </p><p>Estas<strong> descobertas desafiam décadas de conhecimento</strong>, e novas observações de ventos solares intensos ajudarão a determinar se a resposta da Terra tem realmente um limite superior. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="NASA" data-year="" data-title="NASA" data-url="https%3A%2F%2Fscience.nasa.gov%2F">NASA. <a href="https://science.nasa.gov/" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">NASA</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-estudo-da-nasa-afirma-que-talvez-nao-haja-limites-para-os-efeitos-das-tempestades-solares.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um caso não resolvido com 25 anos foi resolvido: os vestígios provinham de um planeta de "segunda geração"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-caso-nao-resolvido-com-25-anos-foi-resolvido-os-vestigios-provinham-de-um-planeta-de-segunda-geracao.html</link><pubDate>Sun, 11 Oct 2026 10:07:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um antigo espectro do Hubble revelou a presença de nióbio e outros elementos inesperados na anã branca HS 0209+0832. Passados 25 anos, descobre-se um possível planeta gigante como a causa provável dos "vestígios" arquivados nessa altura.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/riaperto-e-risolto-un-cold-case-lungo-25-anni-le-impronte-erano-di-pianeta-di-seconda-generazione-1791479904150.png" data-image="r9jhiw3imhd4" alt="exoplaneta" title="exoplaneta"><figcaption> Representação artística do sistema HS 0209+0832. O possível planeta gigante orbita muito perto da anã branca quente e perde parte da sua atmosfera; o material ejetado pode voltar a cair sobre a estrela posteriormente. Crédito: NASA, ESA, Leah Hustak (STScI).</figcaption></figure><p>Os astrónomos da Universidade de Warwick (Reino Unido) resolveram recentemente um mistério que remontava há cerca de 25 anos. Nessa altura, o telescópio Hubble, ao observar uma anã branca, descobriu a p<strong>resença de elementos nunca antes observados na sua atmosfera</strong>. </p><p>Esta descoberta, sem precedentes para outras estrelas semelhantes, não pôde ser explicada e <strong>o caso foi encerrado</strong>.</p><h2> Um antigo espectro do Hubble escondia a assinatura do nióbio</h2><p>A anã branca em questão chama-se HS 0209+0832. Ela formou-se recentemente. Mais precisamente, <strong>a estrela gigante que deu origem à anã branca morreu há poucos milhões de anos</strong>.</p><p>A solução para o mistério — isto é, a presença de elementos desconhecidos, mas também de alguns conhecidos, porém <strong>nunca antes observados em anãs brancas</strong> — surgiu de uma nova análise de dados recolhidos no passado.</p><p> Recorrendo a modelos atmosféricos e a dados atómicos mais precisos, Jamie T. Williams e os seus colaboradores detetaram a <strong>presença de nióbio</strong> — um elemento raro e anteriormente não identificado —, bem como de cobre, zinco e níquel em quantidades invulgares para a atmosfera de uma anã branca. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/riaperto-e-risolto-un-cold-case-lungo-25-anni-le-impronte-erano-di-pianeta-di-seconda-generazione-1791479365956.jpg" data-image="2h5sfy5nyo3f" alt="Espectro" title="Espectro"><figcaption> Uma parte do espectro da anã branca HS 0209+0832 observada pelo Hubble. As características de absorção revelam a presença de nióbio, níquel e cálcio; o nióbio constitui um dos principais indícios da origem de segunda geração do material. Crédito: NASA, ESA, Leah Hustak (STScI).</figcaption></figure><p>O <strong>nióbio é produzido através dos chamados "processos s"</strong>, durante os quais elementos químicos mais leves capturam lentamente os neutrões para formar elementos mais pesados, como o nióbio.</p><p>Os processos que dão origem à formação do nióbio<strong> ocorrem em estrelas gigantes que começam a expelir as suas camadas exteriores</strong>, enriquecidas com carbono e elementos pesados, para depois formarem uma anã branca rodeada por uma nebulosa planetária.</p><h2> Um planeta nascido após a morte da sua estrela</h2><p> Segundo os investigadores, o material expelido pela estrela progenitora — rico em nióbio, cobre e zinco — <strong>terá formado uma espécie de disco em torno da anã branca</strong>, e é precisamente neste disco que terá surgido um planeta gasoso de "segunda geração". </p><p> Sabe-se que <strong>a formação de planetas ocorre no interior do disco protoestelar</strong>, quase em simultâneo com a formação da estrela-mãe. Neste caso, o planeta teria nascido no disco da estrela "morta" — isto é, a anã branca — e, por isso, seria um planeta de segunda geração. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/riaperto-e-risolto-un-cold-case-lungo-25-anni-le-impronte-erano-di-pianeta-di-seconda-generazione-1791479420627.jpg" data-image="p1hlxh0qjyo1" alt="evolução de uma estrela solar" title="evolução de uma estrela solar"><figcaption>O cenário proposto para HS 0209+0832: uma estrela semelhante ao Sol evolui até se tornar uma gigante vermelha, expele as suas camadas exteriores e deixa para trás uma anã branca. Parte do material expelido forma um novo disco, do qual poderá surgir um planeta de segunda geração. Crédito: NASA, ESA, Leah Hustak (STScI).</figcaption></figure><p>Por ser ainda jovem, <strong>a anã branca tem uma temperatura superficial muito elevada</strong>, de cerca de 35.800 K. Devido à sua extrema proximidade, a intensa radiação da anã branca está a erodir a atmosfera do planeta, formando um halo que cai sobre a atmosfera da estrela. <strong>Pensa-se que o telescópio Hubble terá observado as características químicas deste halo em 1999</strong>.</p><p>Outra possibilidade é que o <strong>núcleo de um planeta de primeira geração tenha sobrevivido à transformação da estrela</strong>. Posteriormente, terá adquirido uma nova atmosfera formada a partir do material expelido pela gigante vermelha.</p><h2> TESS encontra um planeta em torno da anã branca</h2><p> Através de técnicas de trânsito, a análise de dados do telescópio espacial TESS <strong>revelou um planeta a orbitar esta anã branca</strong>. Pode tratar-se de um planeta de segunda geração. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg> O planeta descoberto pelo TESS em torno da anã branca poderá ser um planeta de segunda geração.<br> <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A análise dos eclipses mostra um <strong>período orbital de aproximadamente 4,4 dias a uma distância suposta da estrela de 0,04 unidades astronómicas</strong>, ou 10 vezes mais perto do que Mercúrio está do Sol.</p><p>Segundo a interpretação da equipa, poderá tratar-se de um <strong>gigante gasoso de tamanho comparável ao de Júpiter</strong>. A equipa especula ainda que os eclipses observados poderão ser causados por uma cauda de gás de um cometa — produzida pela evaporação do planeta — em vez de pelo próprio planeta.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781127" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-sucessor-do-james-webb-ja-esta-em-desenvolvimento-este-e-o-megatelescopio-da-nasa-concebido-para-procurar-outra-terra.html" title="O sucessor do James Webb já está em desenvolvimento: este é o megatelescópio da NASA concebido para procurar outra Terra">O sucessor do James Webb já está em desenvolvimento: este é o megatelescópio da NASA concebido para procurar outra Terra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-sucessor-do-james-webb-ja-esta-em-desenvolvimento-este-e-o-megatelescopio-da-nasa-concebido-para-procurar-outra-terra.html" title="O sucessor do James Webb já está em desenvolvimento: este é o megatelescópio da NASA concebido para procurar outra Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-sucesor-de-james-webb-ya-esta-en-marcha-este-es-el-megatelescopio-de-la-nasa-disenado-para-buscar-otra-tierra-1785270499023_320.jpg" alt="O sucessor do James Webb já está em desenvolvimento: este é o megatelescópio da NASA concebido para procurar outra Terra"></a></article></aside><p> A proposta dos autores do estudo é muito interessante. De facto, <strong>ela estende a possibilidade de formação de planetas desde o nascimento da estrela até à sua morte</strong>. Será interessante investigar se estes vestígios de elementos químicos, como o nióbio, existem em redor de outras anãs brancas, o que poderá revelar outros planetas de segunda geração. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Jamie%20T.%20Williams%20et%20al." data-year="2026" data-title="Discovery%20of%20a%20second-generation%20planet%20candidate%20accreting%20onto%20a%20white%20dwarf" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41550-026-02983-7%23auth-Jamie_T_-Williams-Aff1">Jamie T. Williams et al.. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41550-026-02983-7#auth-Jamie_T_-Williams-Aff1" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Discovery of a second-generation planet candidate accreting onto a white dwarf</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-caso-nao-resolvido-com-25-anos-foi-resolvido-os-vestigios-provinham-de-um-planeta-de-segunda-geracao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alho: a data de plantação que decide o tamanho das cabeças]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/alho-a-data-de-plantacao-que-decide-o-tamanho-das-cabecas.html</link><pubDate>Sun, 11 Oct 2026 08:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Toda a gente planta alho e quase toda a gente se queixa do mesmo: cabeças pequenas. O problema raramente está na terra ou no adubo, está no dia em que os dentes foram enterrados.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/alho-a-data-de-plantacao-que-decide-o-tamanho-das-cabecas-1791560938248.png" data-image="syrogwr32tdm"><figcaption>Dentes de alho a serem enterrados um a um, com a ponta virada para cima e a poucos centímetros.</figcaption></figure><p><strong>O alho é das culturas mais fáceis da horta</strong> e, ao mesmo tempo, das que mais desilude. Planta-se, nasce bem, passa o inverno verdinho, e em junho saem umas cabeças do tamanho de uma noz.</p><p>A explicação não está em nada do que se faz durante o inverno. <strong>Está numa decisão tomada</strong> agora, em outubro, e que depois já não se consegue corrigir.</p><h2>O alho tem duas vidas separadas</h2><p>Ao contrário da maioria das hortícolas, <strong>o alho não cresce de forma contínua até à colheita. </strong>Faz duas coisas distintas, uma a seguir à outra.</p><p>Primeiro cria folhas e raízes, e é nisso que gasta todo o outono e todo o inverno. Depois, a certa altura da primavera, pára por completo de fazer folha nova e passa a encher o bolbo com as reservas que essas folhas produziram.</p><div class="texto-destacado"><strong>Bulbificação</strong>: <br><br>Momento em que a planta deixa de investir em folhas e passa a formar e a encher os dentes. Não é desencadeado pela idade da planta nem pelo adubo, mas sobretudo pela duração do dia: quando os dias passam das doze ou treze horas de luz, conforme a variedade, o interruptor liga-se e já não há volta atrás.</div><p>Em Portugal, essa duração atinge-se por volta de abril. E atinge-se na mesma data, quer a planta tenha sido posta na terra em outubro, quer tenha sido posta em janeiro.</p><h2>Cada folha é uma camada do bolbo</h2><p>Aqui está a mecânica que explica tudo o resto.</p><p>Cada folha que o alho forma antes da bulbificação corresponde a uma camada do bolbo, e é nas axilas das folhas interiores que se formam os dentes. Uma planta que chegue a abril com dez folhas tem material para uma cabeça grande e bem compartimentada. Uma planta que lá chegue com quatro folhas não tem.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O alho não escolhe quando engrossar, é o calendário solar que escolhe por ele. Cada semana de atraso na plantação é uma folha a menos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Por isso é que adubar em abril não resolve nada. Nessa altura a planta já não faz folha nova, e o fertilizante chega quando o tamanho possível da cabeça já está determinado.</p><p>A relação entre a data e o resultado é suficientemente direta para se poder pôr em números. <strong>A tabela seguinte</strong> mostra, para as condições médias do nosso território, quantas folhas a planta costuma conseguir formar consoante o mês em que vai à terra, e que tipo de cabeça isso acaba por dar.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Altura da plantação</p></th><th scope="col"><p>Folhas até à bolbificação</p></th><th scope="col"><p>Resultado provável</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Outubro</p></td><td><p>8 a 10</p></td><td><p>Cabeças grandes e bem formadas</p></td></tr><tr><td><p>Novembro</p></td><td><p>6 a 8</p></td><td><p>Cabeças médias</p></td></tr><tr><td><p>Dezembro</p></td><td><p>5 a 6</p></td><td><p>Cabeças pequenas</p></td></tr><tr><td><p>Janeiro ou mais tarde</p></td><td><p>3 a 4</p></td><td><p>Cabeças muito pequenas ou bolbo único</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Relação entre a data de plantação, o número de folhas formadas até à bolbificação e o tamanho esperado da cabeça, em condições médias de Portugal continental. Os valores são indicativos e variam com a variedade, com a região e com o rigor do inverno de cada ano. Fonte: elaboração própria.</td></tr></tbody></table><p>Aquele bolbo único da última linha é uma cabeça sem dentes nenhuns, redonda como uma cebolinha. <strong>Acontece quando a planta não teve tempo nem frio suficiente para diferenciar os dentes</strong>, e é o sinal clássico de plantação tardia.</p><h2>O provérbio marca o limite, não o ideal</h2><p><strong>Diz o ditado que no dia de São Martinho se planta o alho e se prova o vinho</strong>. É boa memória popular, mas convém lê-la como prazo e não como data recomendada.</p><p><strong>Quem planta a 11 de novembro ainda apanha uma colheita razoável</strong>. Quem planta três ou quatro semanas antes apanha cabeças visivelmente maiores, porque dá à planta mais um mês de temperaturas amenas para fazer folha antes de o frio travar o crescimento.</p><p>Há também diferença de região. <strong>Em Vila Real ou noutra zona de inverno rigoroso, outubro é mesmo o mês, porque o crescimento pára cedo</strong>. Em Beja e no sul, com outonos mais longos e amenos, há margem confortável até meados de novembro.</p><h2>O dente que se escolhe é o tamanho que se colhe</h2><p>Esta é a parte onde se perde metade do resultado sem dar por isso.</p><p><strong>Separe a cabeça apenas no dia da plantação e escolha os dentes maiores e exteriores.</strong> Os pequenos do interior dão plantas fracas e cabeças pequenas. Muita gente faz exactamente ao contrário, guardando os melhores dentes para a cozinha e plantando os miúdos, e depois não percebe o resultado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alho-a-data-de-plantacao-que-decide-o-tamanho-das-cabecas-1791561061981.png" data-image="12wrhjh0lwgk"><figcaption>Alho de supermercado: muitas vezes tratado para não abrolhar, e por isso pouco fiável para plantar</figcaption></figure><p>Evite também alho de supermercado. Além de poder trazer doenças do solo, muito do alho de armazém é tratado para não abrolhar, e simplesmente não nasce.</p><h2>Como plantar, sem complicar</h2><p><strong>Enterre cada dente com a ponta virada para cima,</strong> a três ou quatro centímetros de profundidade, deixando dez a quinze centímetros entre dentes e cerca de trinta entre linhas.</p><p>O alho não tolera terra encharcada, e em solos pesados vale a pena fazer camalhão para a água escoar. Nada de estrume fresco, que apodrece os dentes. Se o solo precisar de matéria orgânica, use composto bem curtido.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786858" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/guia-facil-para-cultivar-alho-em-casa-mesmo-em-vaso-e-colher-o-melhor-sabor-para-os-seus-pratos.html" title="Guia fácil para cultivar alho em casa (mesmo em vaso) e colher o melhor sabor para os seus pratos">Guia fácil para cultivar alho em casa (mesmo em vaso) e colher o melhor sabor para os seus pratos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/guia-facil-para-cultivar-alho-em-casa-mesmo-em-vaso-e-colher-o-melhor-sabor-para-os-seus-pratos.html" title="Guia fácil para cultivar alho em casa (mesmo em vaso) e colher o melhor sabor para os seus pratos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/guia-facil-para-cultivar-ajo-en-casa-incluso-en-maceta-y-cosechar-el-mejor-sabor-para-tus-platos-1786975989386_320.jpg" alt="Guia fácil para cultivar alho em casa (mesmo em vaso) e colher o melhor sabor para os seus pratos"></a></article></aside><h2>O que ainda vai decidir o tamanho na primavera</h2><p>Ficam duas coisas para o ano que vem, porque são as únicas que ainda somam depois de outubro.</p><p><strong>Se plantou alho roxo, </strong>a planta vai lançar uma haste floral no meio da primavera. Corte-a assim que aparecer. A planta deixa de gastar energia a fazer semente e passa a investi-la no bolbo, com ganhos que podem chegar a cerca de um quinto do peso. E essas hastes tenras são excelentes salteadas, portanto não se deita nada fora.</p><p>Depois, pare de regar duas a três semanas antes da colheita. Alho arrancado de terra húmida conserva-se mal e apodrece no armazenamento.</p><p><strong>Nas próximas semanas, escolha o dia pela previsão da sua zona.</strong> O melhor momento é com o solo húmido mas trabalhável, alguns dias depois de uma chuvada e não na véspera de outra. O solo de outubro ainda guarda calor do verão, e é esse calor que faz a raiz pegar depressa.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/alho-a-data-de-plantacao-que-decide-o-tamanho-das-cabecas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Dos navios ao nuclear: como a energia flutuante está a mudar o mundo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/dos-navios-ao-nuclear-como-a-energia-flutuante-esta-a-mudar-o-mundo.html</link><pubDate>Sun, 11 Oct 2026 07:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Como as centrais elétricas flutuantes estão a revolucionar o abastecimento de energia costeiro e os desafios legais da tecnologia nuclear marinha. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/dos-navios-ao-nuclear-como-a-energia-flutuante-esta-a-mudar-o-mundo-1791367603891.jpeg" data-image="7blgpxcc23lc"><figcaption>O conceito de gerar energia sobre a água começou em 1931 com o cargueiro SS Jacona, adaptado para socorrer povoações americanas sem luz após tempestades rigorosas.</figcaption></figure><p>As centrais elétricas flutuantes surgem como uma solução para os limites de espaço e o impacto visual das infraestruturas renováveis terrestres. </p><div class="texto-destacado">Trata-se de embarcações equipadas com sistemas de geração de energia que enviam eletricidade diretamente para a rede em terra, abastecendo regiões insulares, cidades costeiras ou zonas sob emergência. </div><p>A ideia <strong>teve origem em 1931</strong> com a conversão do cargueiro SS Jacona nos Estados Unidos, tendo-se expandido após a Segunda Guerra Mundial e <strong>ganho escala nos anos 1990</strong> para responder às necessidades energéticas de países em desenvolvimento.</p><h2>Mas afinal quais as frotas das centrais flutuantes?</h2><p> A frota atual divide-se maioritariamente entre navios geradores e barcaças. Os <strong>navios geradores são embarcações autopropulsadas</strong>, habitualmente convertidas de cargueiros, como o <em>MV Doğan Bey</em>, que produzem energia em grande escala através de gás natural ou óleos pesados. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dos-navios-ao-nuclear-como-a-energia-flutuante-esta-a-mudar-o-mundo-1791367773456.png" data-image="vrkt0aloql7f"><figcaption>Estes gigantes dos mares são antigos navios cargueiros transformados em centrais elétricas autónomas, capazes de navegar até zonas de crise e fornecer eletricidade imediata.</figcaption></figure><p>Por outro lado, as barcaças não possuem motor próprio e precisam de ser rebocadas. <strong>Quando equipadas com painéis solares e baterias, adaptam-se bem a comunidades fluviais e à aquacultura</strong>, distinguindo-se das instalações solares flutuantes fixas por poderem ser facilmente relocalizadas. </p><h2>A energia nuclear flutuante</h2><p> Como as barcaças solares têm uma capacidade de geração limitada e os navios convencionais utilizam combustíveis fósseis poluentes, a <strong>indústria tem vindo a focar-se na tecnologia nuclear flutuante</strong>. </p><div class="texto-destacado">O principal exemplo é o <em>Akademik Lomonosov</em>, operacional na Rússia desde 2019, que consegue abastecer mais de 200 mil pessoas e eliminar o consumo de combustível fóssil no Ártico. </div><p>Apesar de garantirem um fornecimento contínuo de energia limpa, <strong>estas centrais envolvem riscos ambientais significativos</strong>, como a gestão do combustível nuclear usado e a possibilidade de acidentes no reator. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dos-navios-ao-nuclear-como-a-energia-flutuante-esta-a-mudar-o-mundo-1791367950459.png" data-image="z2oy1cl0prtv"><figcaption>Sabia que o navio Akademik Lomonosov consegue gerar energia suficiente para substituir completamente o consumo de carvão e diesel numa cidade com mais de 200 mil habitantes?</figcaption></figure><p> O crescimento do interesse internacional nesta tecnologia suscita<strong> importantes dúvidas jurídicas</strong> sobre se estas infraestruturas devem ser classificadas como navios ou como centrais elétricas. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="668464" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/79-anos-da-bomba-de-hiroshima-o-futuro-da-energia-nuclear-no-planeta-guerra.html" title="79 anos da bomba de Hiroshima: o futuro da energia nuclear no planeta">79 anos da bomba de Hiroshima: o futuro da energia nuclear no planeta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/79-anos-da-bomba-de-hiroshima-o-futuro-da-energia-nuclear-no-planeta-guerra.html" title="79 anos da bomba de Hiroshima: o futuro da energia nuclear no planeta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/79-anos-da-bomba-de-hiroshima-o-futuro-da-energia-nuclear-no-planeta-historia-guerra-recursos-energeticos-1722893318573_320.jpg" alt="79 anos da bomba de Hiroshima: o futuro da energia nuclear no planeta"></a></article></aside><p>Subsistem também <strong>incertezas quanto à aplicação do Direito do Mar</strong>, à definição de responsabilidades em caso de incidentes ecológicos e aos padrões de segurança necessários. Embora entidades como o <em>American Bureau of Shipping</em> já tenham criado diretrizes iniciais, torna-se essencial estabelecer um enquadramento legal e normativo internacional que assegure uma operação segura e eficaz. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Tina%20Soliman-Hunter" data-year="2026" data-title="Floating%20power%20plants%20could%20offer%20coastal%20communities%20a%20reliable%20energy%20source.%20Here%E2%80%99s%20how" data-url="https%3A%2F%2Ftheconversation.com%2Ffloating-power-plants-could-offer-coastal-communities-a-reliable-energy-source-heres-how-289134">Tina Soliman-Hunter. (2026). <a href="https://theconversation.com/floating-power-plants-could-offer-coastal-communities-a-reliable-energy-source-heres-how-289134" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Floating power plants could offer coastal communities a reliable energy source. Here’s how</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/dos-navios-ao-nuclear-como-a-energia-flutuante-esta-a-mudar-o-mundo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Esta é uma das maiores igrejas com cúpula da Europa: uma maravilha arquitetónica na Floresta Negra]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-e-uma-das-maiores-igrejas-com-cupula-da-europa-uma-maravilha-arquitetonica-na-floresta-negra.html</link><pubDate>Sun, 11 Oct 2026 06:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Maior do que as cúpulas da Basílica de Santa Sofia, em Istambul, e da Catedral de São Paulo, em Londres, este imponente edifício religioso ergue-se numa pequena cidade termal de Baden-Württemberg.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/eine-der-gro-ten-kuppelkirchen-europas-das-architekturwunder-im-schwarzwald-1790582795320.jpeg" data-image="0acpawkzkp26" alt="St. Blasien" title="St. Blasien"><figcaption>Esta não é uma igreja de vilarejo comum: a Catedral de St. Blasien ergue-se imponente sobre a cidade de mesmo nome. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p><strong>Igrejas com cúpulas enormes</strong>? Muitas pessoas pensam imediatamente na Hagia Sophia em Istambul. A sua cúpula mede cerca de 32 metros de diâmetro, característica pela qual este edifício bizantino é famoso há séculos.</p><p>Mas no sul da Floresta Negra existe uma igreja com uma <strong>cúpula </strong>ainda maior: a <strong>Catedral de St. Blasien</strong>, que se estende por <strong>36 metros</strong>.</p><p>O edifício neoclássico, com a sua fachada de 63 metros de altura, ergue-se proeminentemente acima dos telhados da cidade termal com o mesmo nome. St. Blasien está localizado no distrito de Waldshut, na <strong>Alemanha</strong>, entre Waldshut e Schluchsee.</p><h2>A catedral domina a cidade</h2><p>Mesmo vista de fora<strong>, a catedral parece quase monumental para uma cidade pequena</strong> com menos de 4.000 habitantes. No entanto, a sua verdadeira dimensão só se revela plenamente quando se entra nela: 20 colunas sustentam a imponente estrutura da cúpula.</p><p>A história da catedral começa com um desastre: em <strong>1768</strong>, um incêndio destruiu a igreja do mosteiro medieval. O abade Martin Gerbert decidiu construir uma nova e encarregou o arquiteto francês Pierre Michel d'Ixnard de projetá-la.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/eine-der-gro-ten-kuppelkirchen-europas-das-architekturwunder-im-schwarzwald-1790583382351.jpeg" data-image="518ehx7y2v2n"><figcaption>A cúpula da catedral é igualmente impressionante quando vista de dentro. Foto: Bill Ernest/Adobe Stock</figcaption></figure><p>Treze anos depois, em novembro de 1781, realizou-se o primeiro serviço religioso na nova igreja com cúpula; a sua consagração ocorreu em <strong>1783</strong>.</p><h3>36 é o número mágico</h3><p>No interior, a escala do edifício reflete-se num sistema de medidas incomum. O <strong>diâmetro de 36 metros da rotunda corresponde exatamente à sua altura até ao topo da cúpula</strong>. A cúpula tem um raio de 18 metros, a mesma altura das 20 colunas independentes. Até mesmo o coro possui 36 metros de comprimento.</p><p>No entanto, a catedral não escapou de um desastre por muito tempo: em 1874, outro grande incêndio destruiu o edifício. Somente em <strong>1913 </strong>ela pôde ser consagrada novamente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/eine-der-gro-ten-kuppelkirchen-europas-das-architekturwunder-im-schwarzwald-1790582984527.jpeg" data-image="wzx7f8po1nb3" alt="Santa Maria del Fiore, Florence" title="Santa Maria del Fiore, Florence"><figcaption>Recorde mundial: a cúpula de Santa Maria del Fiore em Florença. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p> Durante a<strong> ampla restauração realizada para o seu bicentenário, em 1983</strong>, o interior adquiriu a sua atual aparência luminosa, destacando-se o estuque branco, o mármore e o mármore de Carrara.</p><p>Comparado a outras cúpulas europeias, o seu vão de 36 metros não detém o recorde. A rotunda de Mosta, em Malta, chega a 39 metros, enquanto a cúpula da Basílica de São Pedro, em Roma, mede 42 metros. O Panteão de Roma atinge impressionantes 43,2 metros.</p><h2>O recorde pertence a Florença</h2><p>Ainda maior é a cúpula de Santa Maria del Fiore, em Florença, com um diâmetro interno de 45,5 metros. Diz-se que é a maior cúpula de tijolos do mundo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792682" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/e-se-trocasse-as-ruas-de-lisboa-por-um-passeio-debaixo-da-cidade.html" title="E se trocasse as ruas de Lisboa por um passeio debaixo da cidade?">E se trocasse as ruas de Lisboa por um passeio debaixo da cidade?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/e-se-trocasse-as-ruas-de-lisboa-por-um-passeio-debaixo-da-cidade.html" title="E se trocasse as ruas de Lisboa por um passeio debaixo da cidade?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/e-se-trocasse-as-ruas-de-lisboa-por-um-passeio-debaixo-da-cidade-1791553129284_320.jpg" alt="E se trocasse as ruas de Lisboa por um passeio debaixo da cidade?"></a></article></aside><p>No entanto, alguns outros edifícios religiosos famosos são menores do que a aparência poderia sugerir: a cúpula da Catedral de São Paulo, em Londres, mede cerca de 34 metros, sendo, portanto, menor do que a de St. Blasien.</p><p>Os interessados em saber mais sobre a arquitetura da catedral podem participar de uma das <strong>visitas guiadas oferecidas regularmente</strong>. O ponto de encontro para estas visitas é o posto de informações turísticas.</p><p>A igreja está aberta a visitantes todos os dias. Não são permitidas visitas durante as celebrações religiosas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Lena%20Catharina%20Stawski" data-year="2026" data-title="In%20einer%20Kleinstadt%20im%20Schwarzwald%20steht%20eine%20der%20gr%C3%B6%C3%9Ften%20Kuppelkirchen%20Europas" data-url="https%3A%2F%2Fwww.reisereporter.de%2Freiseziele%2Feuropa%2Fdeutschland%2Fbaden-wuerttemberg%2Fschwarzwald%2Fin-einer-kleinstadt-im-schwarzwald-steht-eine-der-groessten-kuppelkirchen-europas-IHZG5HRC4RFBZHWHUX4U2H7LLU.html%3FoutputType%3Dvalid_amp">Lena Catharina Stawski. (2026). <a href="https://www.reisereporter.de/reiseziele/europa/deutschland/baden-wuerttemberg/schwarzwald/in-einer-kleinstadt-im-schwarzwald-steht-eine-der-groessten-kuppelkirchen-europas-IHZG5HRC4RFBZHWHUX4U2H7LLU.html?outputType=valid_amp" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">In einer Kleinstadt im Schwarzwald steht eine der größten Kuppelkirchen Europas</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-e-uma-das-maiores-igrejas-com-cupula-da-europa-uma-maravilha-arquitetonica-na-floresta-negra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item></channel></rss>