<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Mon, 20 Jul 2026 19:10:20 +0000</lastBuildDate><pubDate>Mon, 20 Jul 2026 19:10:20 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[A NASA fotografa algo inexplicável em Marte: rochas estranhas em equilíbrio intrigam os cientistas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-nasa-fotografa-algo-inexplicavel-em-marte-rochas-estranhas-em-equilibrio-intrigam-os-cientistas.html</link><pubDate>Mon, 20 Jul 2026 17:01:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>As imagens mais recentes de Marte revelam formações rochosas invulgares, redemoinhos de poeira e novos detalhes da Cratera Jezero, uma das regiões com maior importância científica do Planeta Vermelho.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-fotografia-algo-inexplicable-en-marte-unas-extranas-rocas-en-equilibrio-descolocan-a-los-cientificos-1782817577611.jpg" data-image="qig0ytdmqq66" alt="Perseverance rover on Mars" title="Perseverance rover on Mars"><figcaption>As mais recentes imagens de Marte captadas pela NASA voltam a colocar o Planeta Vermelho no centro das atenções científicas, devido a formações rochosas invulgares cuja forma ainda não tem uma explicação definitiva. Imagem gerada por IA.</figcaption></figure><p>As fotografias mais recentes enviadas pelas missões da NASA oferecem uma visão de Marte com mais pormenores do que nunca. As imagens provêm de naves espaciais em órbita e do rover Perseverance, que continua a explorar a Cratera Jezero para estudar a composição do terreno. Entre as dunas, montanhas e vastos desfiladeiros, <strong>várias formações rochosas chamaram a atenção dos investigadores</strong>.</p><p>As estruturas mais comentadas destacam-se porque <strong>algumas rochas parecem estar equilibradas umas sobre as outras</strong>. A sua aparência suscitou todo o tipo de especulações na Internet, embora as equipas científicas descartem explicações que envolvam atividade artificial ou a presença de vida. A explicação mais provável continua a apontar para processos geológicos que se desenrolaram ao longo de milhões de anos.</p><h2> As imagens mais recentes da NASA de Marte </h2><p>As fotografias foram tiradas a 13 de maio em vários locais dentro da cratera Jezero, um local escolhido devido à sua história geológica. Os cientistas acreditam que<strong> esta bacia foi, há milhares de milhões de anos, um lago</strong>, numa época em que o planeta apresentava condições muito diferentes das atuais e em que existia água líquida na sua superfície.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">🚨 NASA's Perseverance rover has made a groundbreaking discovery on Mars—and it's all about organic matter.<br><br>What was found: Complex organic carbon (macromolecular carbon) within fine-grained mudstones<br><br>Where: Neretva Vallis channel, an ancient river valley in Jezero Crater <a href="https://t.co/mHulbYAR5s">pic.twitter.com/mHulbYAR5s</a></p>— Insights | Integration️ (@con_nectinder) <a href="https://x.com/con_nectinder/status/2071524141564608771?ref_src=twsrc%5Etfw">June 29, 2026</a></blockquote></figure><p>As formações observadas não se enquadram facilmente nos modelos padrão utilizados para interpretar a paisagem marciana. Na Terra, características semelhantes podem formar-se através da erosão hídrica, da atividade vulcânica ou de variações de temperatura, mas <strong>ainda não existe uma explicação definitiva sobre como estas configurações se formaram em Marte</strong>.</p><p>Uma possibilidade que os investigadores estão a considerar é que<strong> uma rocha original se tenha dividido em várias camadas devido à ação prolongada do vento ou da água</strong>. Mesmo assim, salientam que serão necessários dados adicionais antes de se poder confirmar esta hipótese, uma vez que as imagens atuais não respondem a todas as questões.</p><h2>As novas imagens da NASA revelam um planeta em constante mudança</h2><p>Os dados recolhidos pelas missões da NASA corroboram uma ideia que está a tornar-se cada vez mais aceite entre os cientistas. Longe de ser um mundo estático,<strong> Marte continua a ser palco de processos atmosféricos e geológicos que, ao longo do tempo, remodelam lentamente a sua superfície</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-fotografia-algo-inexplicable-en-marte-unas-extranas-rocas-en-equilibrio-descolocan-a-los-cientificos-1782818090875.jpeg" data-image="2uuy8k805hb6" alt="Planet Mars" title="Planet Mars"><figcaption>A cratera Jezero é o foco de grande parte da investigação atual, uma vez que poderá ter contido água líquida durante um período prolongado, entre 3,5 e 4 mil milhões de anos atrás.</figcaption></figure><p>Entre os fenómenos mais notáveis encontram-se os chamados <strong>"redemoinhos de poeira"</strong>, grandes colunas de poeira em turbilhão criadas pelas diferenças de temperatura entre o solo e a atmosfera. Estes redemoinhos podem elevar-se vários quilómetros no ar e percorrer longas distâncias antes de se dissiparem.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776012" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/bacterias-de-laguna-no-rio-de-janeiro-ajudam-cientistas-a-descobrir-se-ha-vida-em-marte-entenda.html" title="Bactérias de uma laguna no Rio de Janeiro ajudam os cientistas a descobrir se há vida em Marte; saiba como">Bactérias de uma laguna no Rio de Janeiro ajudam os cientistas a descobrir se há vida em Marte; saiba como</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/bacterias-de-laguna-no-rio-de-janeiro-ajudam-cientistas-a-descobrir-se-ha-vida-em-marte-entenda.html" title="Bactérias de uma laguna no Rio de Janeiro ajudam os cientistas a descobrir se há vida em Marte; saiba como"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/bacterias-de-laguna-no-rio-de-janeiro-ajudam-cientistas-a-descobrir-se-ha-vida-em-marte-entenda-1782509790636_320.jpg" alt="Bactérias de uma laguna no Rio de Janeiro ajudam os cientistas a descobrir se há vida em Marte; saiba como"></a></article></aside><p>As imagens permitem aos cientistas estudar estes redemoinhos de poeira com maior detalhe e compreender melhor como a poeira em suspensão influencia o clima marciano.<strong> Esta informação é também extremamente valiosa para futuras missões tripuladas</strong>, uma vez que as partículas de poeira podem afetar tanto a visibilidade como o desempenho dos painéis solares e dos instrumentos científicos.</p><h2>A cratera Jezero, uma chave para compreender a história de Marte</h2><p>Para além das rochas invulgares, as imagens revelam também algumas das maiores características geológicas do Sistema Solar. Entre elas encontram-se o <strong>Monte Olimpo</strong>, que se eleva a quase 22 quilómetros de altitude, e o <strong>Valles Marineris</strong>, um sistema de desfiladeiros que se estende por aproximadamente 4 500 quilómetros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-fotografia-algo-inexplicable-en-marte-unas-extranas-rocas-en-equilibrio-descolocan-a-los-cientificos-1782818160488.jpg" data-image="t91a20x7fym8" alt="Rocks on the surface of Mars" title="Rocks on the surface of Mars"><figcaption>O rover Perseverance da NASA fotografa misteriosas rochas em equilíbrio na cratera Jezero, desafiando os modelos geológicos convencionais. Imagem: NASA.</figcaption></figure><p>O objetivo destas observações vai muito além da captura de imagens de alta qualidade. Os cientistas estão a tentar reconstruir a evolução do planeta e <strong>determinar se Marte alguma vez teve as condições necessárias para albergar ambientes habitávei</strong><strong>s</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774841" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cientistas-encontram-um-mineral-fundamental-da-terra-em-uma-rocha-de-marte-algo-nunca-antes-visto.html" title="Cientistas encontram um mineral fundamental da Terra numa rocha de Marte (algo nunca antes visto)">Cientistas encontram um mineral fundamental da Terra numa rocha de Marte (algo nunca antes visto)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cientistas-encontram-um-mineral-fundamental-da-terra-em-uma-rocha-de-marte-algo-nunca-antes-visto.html" title="Cientistas encontram um mineral fundamental da Terra numa rocha de Marte (algo nunca antes visto)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-hallan-un-mineral-clave-de-la-tierra-en-una-roca-de-marte-algo-nunca-antes-visto-1781904236798_320.jpg" alt="Cientistas encontram um mineral fundamental da Terra numa rocha de Marte (algo nunca antes visto)"></a></article></aside><p>Os estudos realizados até ao momento indicam que, há entre 3,5 e 4 mil milhões de anos, Marte apresentava temperaturas mais elevadas e água abundante sob a forma de rios, lagos e até mares pouco profundos. Embora ainda não haja provas definitivas de que alguma vez tenha existido vida nesse planeta, <strong>as rochas sedimentares da Cratera Jezero poderão preservar compostos orgânicos ou vestígios químicos deixados por microrganismos antigos</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-nasa-fotografa-algo-inexplicavel-em-marte-rochas-estranhas-em-equilibrio-intrigam-os-cientistas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tendências para o início de agosto: o modelo europeu coloca Portugal no foco do calor intenso]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-para-o-inicio-de-agosto-o-modelo-europeu-coloca-portugal-no-foco-do-calor-intenso.html</link><pubDate>Mon, 20 Jul 2026 16:38:36 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O modelo europeu aponta para um início de agosto mais quente em Portugal continental, com temperaturas acima da média climatológica, sobretudo no interior, onde se preveem as anomalias mais expressivas, caso este cenário se confirme.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-para-o-inicio-de-agosto-o-modelo-europeu-coloca-portugal-no-foco-do-calor-intenso-1784557349321.jpg" data-image="b5d4ste7n1gb" alt="Início de agosto poderá marcar o regresso do calor intenso" title="Início de agosto poderá marcar o regresso do calor intenso"><figcaption>Portugal continental poderá entrar no mês de agosto com temperaturas acima do habitual, sobretudo nas regiões do interior Norte e Centro e em algumas áreas do interior Sul, segundo as mais recentes previsões do modelo europeu.</figcaption></figure><p><br>O início de agosto deverá trazer uma subida das temperaturas em Portugal continental, sobretudo nas regiões do interior, onde se prevê um ambiente mais quente do que o habitual para a época, caso este cenário se confirme.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações</div><p> Até ao final de julho, as temperaturas deverão manter-se próximas do normal, mas <strong>a tendência aponta para uma subida gradual durante os últimos dias do mês</strong>, tornando-se mais evidente a partir de 1 de agosto.</p><h2>Calor deverá intensificar-se durante a primeira semana de agosto</h2><p>As previsões mais recentes do modelo europeu apontam para um cenário de <strong>temperaturas acima da média entre 3 e 10 de agosto</strong>. O desvio em relação ao habitual deverá ser mais expressivo no interior Norte e Centro e em vários setores do Alentejo, enquanto no litoral ocidental a influência do Atlântico continuará a atenuar a subida das temperaturas. Ainda assim, também nestas regiões se prevê um ambiente mais quente para a época.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-para-o-inicio-de-agosto-o-modelo-europeu-coloca-portugal-no-foco-do-calor-intenso-1784556404334.jpg" data-image="qs7gbsxitvdn"><figcaption>Entre 3 e 10 de agosto, o modelo europeu prevê temperaturas acima da média em praticamente todo o território continental. As anomalias mais significativas concentram-se no interior Norte e Centro e em parte do Alentejo, onde o calor poderá ser mais intenso caso esta tendência se confirme.</figcaption></figure><p><br>As anomalias positivas previstas pelo modelo europeu sugerem que <strong>o aquecimento deverá ser mais evidente no interior Norte e Centro, estendendo-se também a várias áreas do interior Sul</strong>, onde as anomalias poderão atingir localmente cerca de 3 ºC acima da média climatológica. No litoral ocidental, a influência marítima deverá continuar a limitar a subida das temperaturas, mantendo as anomalias geralmente menos expressivas.</p><h2>Configuração atmosférica favorece tempo mais quente e estável</h2><p>Esta evolução resulta de uma configuração atmosférica favorável ao reforço das altas pressões sobre a Península Ibérica e parte da Europa Ocidental. Ao mesmo tempo, a circulação de oeste tende a enfraquecer, <strong>reduzindo a influência das massas de ar mais frescas provenientes do Atlântico</strong> e permitindo a entrada e persistência de ar mais quente sobre o território continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-para-o-inicio-de-agosto-o-modelo-europeu-coloca-portugal-no-foco-do-calor-intenso-1784556600653.jpg" data-image="v0c2r5vu7uei"><figcaption>O mapa semanal do geopotencial a 500 hPa, válido para o período entre 3 e 10 de agosto, mostra o reforço das altas pressões sobre a Europa Ocidental. Este padrão tende a favorecer tempo mais estável em Portugal continental e a limitar a entrada de massas de ar mais frescas do Atlântico, potenciando a subida das temperaturas.</figcaption></figure><p>Em altitude, prevê-se o <strong>reforço de uma crista anticiclónica sobre a região</strong>, um padrão habitualmente associado a tempo mais estável e a uma subida das temperaturas. Este enquadramento é consistente com as previsões sazonais, que continuam a apontar para uma primeira quinzena de agosto mais quente do que o habitual em Portugal continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-para-o-inicio-de-agosto-o-modelo-europeu-coloca-portugal-no-foco-do-calor-intenso-1784556768335.jpg" data-image="v2dkqx75i817"><figcaption>O conjunto de previsões (ensemble) do modelo europeu continua a favorecer um início de agosto mais quente do que o habitual em Portugal continental. Embora existam diferenças entre os vários cenários possíveis, a maioria aponta para uma subida das temperaturas, aumentando a confiança nesta tendência de médio prazo.</figcaption></figure><p>Por se tratar de uma previsão de médio prazo, <strong>este cenário poderá ainda sofrer alguns ajustes</strong>. Ainda assim, a persistência deste sinal nas sucessivas atualizações do modelo europeu reforça a confiança numa primeira semana de agosto mais quente do que o habitual. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779529" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-ganha-forca-nos-proximos-dias-mas-a-atmosfera-prepara-uma-reviravolta-em-portugal-a-partir-de-sexta-24-de-julho.html" title="Calor ganha força nos próximos dias, mas a atmosfera prepara uma reviravolta em Portugal a partir de sexta, 24 de julho">Calor ganha força nos próximos dias, mas a atmosfera prepara uma reviravolta em Portugal a partir de sexta, 24 de julho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-ganha-forca-nos-proximos-dias-mas-a-atmosfera-prepara-uma-reviravolta-em-portugal-a-partir-de-sexta-24-de-julho.html" title="Calor ganha força nos próximos dias, mas a atmosfera prepara uma reviravolta em Portugal a partir de sexta, 24 de julho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-ganha-forca-nos-proximos-dias-mas-a-atmosfera-prepara-uma-reviravolta-em-portugal-a-partir-de-sexta-24-de-julho-1784549251837_320.png" alt="Calor ganha força nos próximos dias, mas a atmosfera prepara uma reviravolta em Portugal a partir de sexta, 24 de julho"></a></article></aside><p>A evolução das próximas previsões permitirá definir com maior precisão a intensidade deste possível episódio de calor.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-para-o-inicio-de-agosto-o-modelo-europeu-coloca-portugal-no-foco-do-calor-intenso.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A nova rota costeira na Escócia celebra os 300 anos do pai da geologia moderna]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-nova-rota-costeira-na-escocia-celebra-os-300-anos-do-pai-da-geologia-moderna.html</link><pubDate>Mon, 20 Jul 2026 16:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Onde a terra conta a sua própria história, eis uma viagem pelas reservas naturais e maravilhas geológicas do litoral de Berwickshire na Escócia.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-nova-rota-costeira-na-escocia-celebra-os-300-anos-do-pai-da-geologia-moderna-1784059708395.png" data-image="47cumdj0xd6y"><figcaption>Vila de St. Abbs, Baía de Starney - Reserva Natural, Berwickshire, Escócia, Reino Unido.</figcaption></figure><p>Um novo percurso pedestre na costa leste da Escócia que transporta os visitantes diretamente para o passado profundo do nosso planeta. Inaugurado para assinalar o tricentenário do nascimento de James Hutton (junho de 1726), amplamente aclamado como o pai da geologia moderna <strong>o "<em>Deep Time Trail</em>" (Trilho do Tempo Profundo) é uma rota costeira de 1,3 quilómetros</strong>.</p><p>Este trilho estende-se pelas imponentes falésias de Berwickshire até Siccar Point, o local exato onde se obteve a prova científica de que a Terra era incrivelmente mais antiga do que a humanidade alguma vez imaginara.</p><h2>A descoberta de James Hutton em 1788</h2>No final do século XVIII, a visão predominante na sociedade, muito influenciada por <strong>dogmas religiosos, defendia que a Terra tinha apenas cerca de seis mil anos de idade</strong>.<div class="texto-destacado">Contudo, Hutton, observador perspicaz, suspeitava que os processos naturais que moldavam a paisagem exigiam períodos muito mais vastos.<br> </div><p>Em 1788, acompanhado pelos seus colegas John Playfair e Sir James Hall, Hutton fez uma viagem de barco ao longo da costa de Berwickshire e deparou-se com Siccar Point. Nesse local, encontrou o que hoje é mundialmente famoso <strong>como a "Desconformidade de Hutton" (<em>Hutton's Unconformity</em>)</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-nova-rota-costeira-na-escocia-celebra-os-300-anos-do-pai-da-geologia-moderna-1784060471431.png" data-image="yfvcwktgvdcc"><figcaption>A famosa discordância angular de James Hutton em Siccar Point, em Berwickshire, Escócia. Arenito devoniano suavemente inclinado sobreposto a grauvaque siluriano quase vertical.</figcaption></figure><p>Tratava-se de um contacto geológico impressionante: <strong>camadas rochosas verticais de grauvaque cinzento do período Silúrico (com cerca de 435 milhões de anos) estavam cobertas diretamente por camadas horizontais de arenito vermelho do período Devónico (com cerca de 370 milhões de anos)</strong>. </p><h2>A revolução do "Tempo Profundo" </h2><p>Para Hutton, aquela formação <strong>provava uma lacuna temporal de aproximadamente 65 milhões de anos</strong><strong>.</strong> Ele percebeu que as rochas verticais mais antigas tinham sido depositadas horizontalmente no fundo de um oceano primitivo, endurecidas, erguidas e inclinadas por forças, expostas à erosão e ao desgaste atmosférico durante eras e, finalmente, novamente submersas para permitir a acumulação das novas camadas de arenito vermelho horizontal, antes de toda a estrutura ser reerguida acima do nível do mar. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-nova-rota-costeira-na-escocia-celebra-os-300-anos-do-pai-da-geologia-moderna-1784060785855.png" data-image="51cato8t7hkc"><figcaption>O pôr do sol na Baía de Pettico Wick, St Abbs, Escócia junto da falésia.</figcaption></figure><p>Este ciclo interminável de destruição e renovação <strong>implicava que a Terra operava em escalas de tempo inimagináveis</strong>. </p><div class="texto-destacado">Foi aí que nasceu o conceito de "Tempo Profundo" (Deep Time), estabelecendo as bases da geologia moderna e abrindo caminho para teorias revolucionárias posteriores, como a evolução de Charles Darwin. </div><p>Ao testemunhar o local, John Playfair escreveu uma das frases mais célebres da ciência: "A mente parecia ficar tonta ao olhar tão longe para o abismo do tempo."</p><h2>O esforço para o novo trilho </h2><p>Graças a um esforço de colaboração entre a Sociedade Geológica de Edimburgo, o <em>Scottish Geology Trust</em> e o <em>James Hutton Institute</em>, apoiado por uma campanha de financiamento coletivo <strong>(<em>crowdfunding</em>) de sucesso que angariou mais de 150 mil libras, o trilho foi construído </strong>para tornar esta herança acessível a todos. O percurso plano e relvado guia os visitantes até um espetacular miradouro de pedra com vista privilegiada para a desconformidade rochosa. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="661507" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-maior-percurso-pedestre-circular-do-mundo-fica-em-portugal-e-esta-prestes-a-ser-inaugurado-turismo.html" title="O “maior percurso pedestre circular do mundo” fica em Portugal — e está prestes a ser inaugurado ">O “maior percurso pedestre circular do mundo” fica em Portugal — e está prestes a ser inaugurado </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-maior-percurso-pedestre-circular-do-mundo-fica-em-portugal-e-esta-prestes-a-ser-inaugurado-turismo.html" title="O “maior percurso pedestre circular do mundo” fica em Portugal — e está prestes a ser inaugurado "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-maior-percurso-pedestre-circular-do-mundo-fica-em-portugal-e-esta-prestes-a-ser-inaugurado-1718653444752_320.jpg" alt="O “maior percurso pedestre circular do mundo” fica em Portugal — e está prestes a ser inaugurado "></a></article></aside><p>Ao longo do caminho, os caminhantes <strong>deparam-se com marcos de pedra com citações de Hutton esculpidas à mão</strong>, painéis interpretativos e recursos digitais para descarregar no telemóvel, que incluem áudios explicativos de especialistas, poesia e música inspiradas na paisagem. </p><p>Em suma, este trilho na costa escocesa não é apenas uma rota de beleza natural impressionante, mas sim uma autêntica viagem no tempo que celebra a descoberta que redefiniu para sempre a nossa compreensão do planeta.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Kenny%2C%20Stuart" data-year="" data-title="Walk%20the%20Scottish%20coast%20that%20changed%20science" data-url="https%3A%2F%2Fwww.bbc.com%2Ftravel%2Farticle%2F20260703-walk-the-scottish-coast-that-changed-science">Kenny, Stuart. <a href="https://www.bbc.com/travel/article/20260703-walk-the-scottish-coast-that-changed-science" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Walk the Scottish coast that changed science</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-nova-rota-costeira-na-escocia-celebra-os-300-anos-do-pai-da-geologia-moderna.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Buçaco recebe título de primeira Floresta Terapêutica da Península Ibérica]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/bucaco-recebe-titulo-de-primeira-floresta-terapeutica-da-peninsula-iberica.html</link><pubDate>Mon, 20 Jul 2026 15:45:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O monumento nacional na Mealhada junta-se a um grupo restrito de quatro santuários mundiais, oferecendo aos visitantes programas de reabilitação e bem-estar baseados nos poderes curativos da natureza.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/bucaco-recebe-titulo-de-primeira-floresta-terapeutica-da-peninsula-iberica-1784552102099.jpg" data-image="72yuop69a94r" alt="Palácio e Mata Nacional do Buçaco" title="Palácio e Mata Nacional do Buçaco"><figcaption>A Mata do Buçaco é a primeira floresta terapêutica da Península Ibérica. Foto: Edescas2, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>A <strong>Mata Nacional do Buçaco</strong> acaba de conquistar um selo de prestígio internacional que a coloca na vanguarda do turismo de saúde. O espaço florestal da Mealhada recebeu a certificação oficial de <strong>primeira Floresta Terapêutica da Península Ibérica</strong>, tornando-se apenas a quarta do mundo a ostentar esta distinção. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O reconhecimento premeia um ecossistema com quase 400 anos de história botânica, no qual o silêncio, a sombra, os aromas e a biodiversidade se convertem agora em ferramentas de medicina preventiva.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O prémio foi atribuído pelo Gabinete Internacional de Certificação de Florestas Terapêuticas após um rigoroso processo de avaliação científica e médica. Inspirado no <strong>conceito japonês de <em>shinrin-yoku</em></strong>, que celebra o poder dos banhos de floresta, o título valida a capacidade do parque de atuar como um centro natural de recuperação física e mental.</p><h2>Uma herança botânica plantada por monges</h2><p>A riqueza deste território remonta a 1628, ano em que os <strong>monges carmelitas descalços</strong> se instalaram na região. Os religiosos iniciaram a plantação de espécies nativas e exóticas, criando os pilares de um monumento nacional que hoje se estende por 105 hectares. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ao longo dos séculos, a mata transformou-se numa das coleções botânicas mais ricas da Europa, acolhendo árvores de grande porte como as sequoias monumentais e os eucaliptos-gigantes, além do maior bosque de adernal do mundo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Esta <strong>densidade vegetal</strong> única é responsável pela libertação de fitoncidos, compostos orgânicos voláteis emitidos pelas plantas para se protegerem de insetos. Quando inaladas pelos seres humanos, estas substâncias fortalecem o <strong>sistema imunitário</strong> e ajudam a reduzir a pressão arterial. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/bucaco-recebe-titulo-de-primeira-floresta-terapeutica-da-peninsula-iberica-1784552292762.jpg" data-image="qcq7pkzrtch2" alt="Mata Nacional do Buçaco" title="Mata Nacional do Buçaco"><figcaption>A requalificação associada à certificação transformou esta mata histórica num refúgio para quem procura a cura na natureza. Foto: Fundação Mata do Buçaco</figcaption></figure><p>O microclima húmido da serra, alimentado pela água que corre no icónico <strong>Vale dos Fetos</strong>, potencia a qualidade do ar, criando as condições perfeitas para as caminhadas de atenção plena.</p><h2>O plano rigoroso para a reabilitação médica</h2><p>Para obter este selo internacional, a <strong>Fundação Mata do Bussaco </strong>e a agência Destinature implementaram um plano estratégico centrado no cumprimento de exigentes parâmetros sanitários. A requalificação do espaço incluiu a erradicação de plantas exóticas invasoras, uma tarefa que contou com o apoio do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O projeto permitiu delimitar áreas silenciosas de relaxamento e desenhar circuitos com diferentes níveis de esforço, garantindo a acessibilidade necessária para fins médicos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O <strong>tráfego</strong> <strong>rodoviário</strong> foi fortemente condicionado nos setores mais críticos para mitigar a poluição sonora e preservar a pureza da atmosfera. A partir de agora, os visitantes terão acesso a uma agenda permanente de <strong>tratamentos relaxantes</strong> e terapias integradas, sempre acompanhados por profissionais com formação específica para guiar os caminhantes no contacto profundo com o meio ambiente.</p><h2>O futuro sustentável do turismo de natureza</h2><p>A liderança deste projeto, agora sob a responsabilidade de Gonçalo Breda Marques, presidente da fundação, assume que a certificação representa um compromisso acrescido para <strong>preservar a biodiversidade regional</strong>. O Buçaco deixa de ser apenas um destino histórico de passeio, passando a figurar como um elemento ativo nas políticas públicas de saúde e reabilitação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="716853" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/investigadores-portugueses-descobrem-fungo-fossilizado-com-300-milhoes-de-anos-na-serra-do-bucaco.html" title="Investigadores portugueses descobrem fungo fossilizado com 300 milhões de anos na Serra do Buçaco">Investigadores portugueses descobrem fungo fossilizado com 300 milhões de anos na Serra do Buçaco</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/investigadores-portugueses-descobrem-fungo-fossilizado-com-300-milhoes-de-anos-na-serra-do-bucaco.html" title="Investigadores portugueses descobrem fungo fossilizado com 300 milhões de anos na Serra do Buçaco"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-portugueses-descobrem-fungo-fossilizado-com-300-milhoes-de-anos-na-serra-do-bucaco-1750850072023_320.jpg" alt="Investigadores portugueses descobrem fungo fossilizado com 300 milhões de anos na Serra do Buçaco"></a></article></aside><p>Esta nova fase pretende, acima de tudo, valorizar os recursos florestais de forma sustentável, posicionando Portugal como um <strong>destino de referência no acolhimento </strong>daqueles que procuram na <strong>natureza</strong> um escape ao stresse quotidiano e um caminho para a cura.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Funda%C3%A7%C3%A3o%20Mata%20do%20Bu%C3%A7aco" data-year="" data-title="Bussaco%20vai%20ser%20primeira%20Floresta%20Terape%CC%82utica%20da%20Peni%CC%81nsula%20Ibe%CC%81rica" data-url="https%3A%2F%2Ffmb.pt%2Fbussaco-vai-ser-primeira-floresta-terapeutica-da-peninsula-iberica%2F">Fundação Mata do Buçaco. <a href="https://fmb.pt/bussaco-vai-ser-primeira-floresta-terapeutica-da-peninsula-iberica/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Bussaco vai ser primeira Floresta Terapêutica da Península Ibérica</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/bucaco-recebe-titulo-de-primeira-floresta-terapeutica-da-peninsula-iberica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Não são plantas invasoras, mas podem tomar conta do seu jardim se não as mantiver sob controlo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nao-sao-plantas-invasoras-mas-podem-tomar-conta-do-seu-jardim-se-nao-as-mantiver-sob-controlo.html</link><pubDate>Mon, 20 Jul 2026 14:43:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Nem todas as ameaças a um jardim assumem a forma de ervas daninhas. Algumas das plantas ornamentais mais populares podem propagar-se tão rapidamente que acabam por se tornar difíceis de controlar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/they-re-not-invasive-plants-but-they-can-take-over-your-garden-if-you-don-t-keep-them-under-control-1784424248519.jpg" data-image="d9zm3xvwnm0t" alt="Green bamboo forest By axle" title="Green bamboo forest By axle"><figcaption>Uma planta não precisa de ser oficialmente invasora para tomar conta de um jardim. Muitas das plantas preferidas podem propagar-se de forma agressiva assim que as condições forem favoráveis.</figcaption></figure><p>Nem todas as plantas de crescimento rápido são classificadas como invasivas ou consideradas ervas daninhas. Algumas são apreciadas pelas suas flores, folhagem atraente ou por exigirem pouca manutenção, mas,<strong> nas condições certas, podem espalhar-se muito mais do que a maioria dos jardineiros espera</strong>. À medida que vão ocupando gradualmente o espaço, as plantas vizinhas ficam com menos espaço para crescer e têm de competir pela luz solar, água e nutrientes.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Muitas destas plantas podem ser cultivadas sem problemas, desde que o seu crescimento seja mantido sob controlo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Antes de as introduzir no seu jardim, vale a pena saber <strong>quais as espécies que mais se propagam</strong> e o que pode fazer para as manter sob controlo.</p><h2>Plantas que podem espalhar-se mais do que o esperado</h2><p>Cada uma destas plantas espalha-se de uma forma diferente. Algumas expandem-se através de rizomas subterrâneos, outras produzem constantemente novos rebentos, enquanto outras ainda se reproduzem com notável facilidade. Estas são <strong>algumas das espécies com maior probabilidade de se tornarem um problema quando plantadas diretamente no solo</strong>.</p><h4>Bambu</h4><p>O bambu é um dos exemplos mais conhecidos. As variedades de bambu rastejante produzem rizomas subterrâneos que podem emergir a vários pés de distância da planta original. Sem uma barreira de raízes para as conter, <strong>podem espalhar-se rapidamente para áreas onde nunca se pretendia que crescessem</strong>.</p><h4>Madressilva japonesa</h4><p>Uma vez estabelecida, a madressilva japonesa (<em>Lonicera japonica</em>) trepa rapidamente por cercas, pérgulas e árvores, ocupando cada vez mais espaço. Em pouco tempo, pode formar um <strong>emaranhado denso de caules e folhas que deixa as plantas vizinhas com pouco espaço para crescer</strong>.</p><h4>Íris-bandeira</h4><p>As íris-bandeira formam gradualmente aglomerados cada vez maiores graças aos seus rizomas subterrâneos. Com o tempo, <strong>podem ocupar todo um canteiro, a menos que sejam divididas regularmente</strong>.</p><h4>Hortelã</h4><p>Poucas plantas têm a reputação de se espalharem tão rapidamente como a hortelã. Os seus caules subterrâneos produzem constantemente novos rebentos, <strong>permitindo-lhe surgir muito além do local onde foi originalmente plantada</strong>. É por isso que muitos jardineiros preferem cultivá-la em vasos, em vez de diretamente no solo.</p><h4>Passiflora</h4><p>A passiflora é admirada pelas suas flores impressionantes, mas é igualmente conhecida pelo seu <strong>crescimento vigoroso</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/they-re-not-invasive-plants-but-they-can-take-over-your-garden-if-you-don-t-keep-them-under-control-1784424390909.jpg" data-image="sjm33hqrw3we" alt="Wild, purple passionflower after a summer rain. By Deborah" title="Wild, purple passionflower after a summer rain. By Deborah"><figcaption>A passiflora destaca-se pelas suas flores exóticas, mas o seu crescimento rápido é igualmente notável.</figcaption></figure><p>Uma vez estabelecida, ganha rapidamente terreno, trepando por cercas, pérgulas e paredes, ao mesmo tempo que dá origem a novos rebentos a partir das raízes, criando novas plantas nas proximidades.</p><h4>Calças de urso</h4><p><em>Calças de urso (Acanthus mollis) </em>destaca-se pela sua folhagem ornamental marcante. <strong>Removê-la nem sempre é suficiente para resolver o problema</strong>, uma vez que mesmo pequenos pedaços de raiz que fiquem no solo podem rebentar novamente e produzir novas plantas.</p><h2><strong>Por que é que estas plantas não são recomendadas sem um plano?</strong></h2><p>Assim que uma destas espécies começa a espalhar-se, o equilíbrio do jardim começa a alterar-se. As plantas próximas ficam com <strong>menos espaço e menos recursos para cresce</strong><strong>r</strong>, enquanto as variedades mais delicadas podem perder terreno gradualmente ou desaparecer por completo. </p><p>Além disso,<strong> exigem mais manutenção</strong>. É necessário remover regularmente os novos rebentos, dividir os aglomerados à medida que se expandem e controlar os rizomas para impedir que se espalhem para novas partes do jardim.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776670" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/impulso-de-nutrientes-para-plantas-que-consomem-muito-como-o-acucar-e-a-levedura-aceleram-o-crescimento-dos-tomates.html" title="Impulso de nutrientes para plantas que consomem muito: como o açúcar e a levedura aceleram o crescimento dos tomates">Impulso de nutrientes para plantas que consomem muito: como o açúcar e a levedura aceleram o crescimento dos tomates</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/impulso-de-nutrientes-para-plantas-que-consomem-muito-como-o-acucar-e-a-levedura-aceleram-o-crescimento-dos-tomates.html" title="Impulso de nutrientes para plantas que consomem muito: como o açúcar e a levedura aceleram o crescimento dos tomates"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/naehrstoffschub-fur-grosse-fresser-wie-zucker-und-hefe-das-tomatenwachstum-beschleunigen-1782401310772_320.jpeg" alt="Impulso de nutrientes para plantas que consomem muito: como o açúcar e a levedura aceleram o crescimento dos tomates"></a></article></aside><p>Se quiser desfrutar destas plantas sem que elas tomem conta do seu jardim, <strong>cultivá-las em vasos, instalar barreiras para as raízes ou reservar-lhes um espaço específico onde não suplantem outras espécies</strong> são algumas das melhores formas de as manter sob controlo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"> <h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3> <p class="article-reference__body"><cite data-author="Hurn%2C%20A.%2C%20Peerless%2C%20V." data-year="2026" data-title="20%20vigorous%20plants%20that%20will%20take%20over%20your%20garden" data-url="https%3A%2F%2Fapple.news%2FA75FCQs0YS5aOMinsHBpB3A">Hurn, A., Peerless, V. (2026). <a href="https://apple.news/A75FCQs0YS5aOMinsHBpB3A" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">20 vigorous plants that will take over your garden</a>.</cite></p> </section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nao-sao-plantas-invasoras-mas-podem-tomar-conta-do-seu-jardim-se-nao-as-mantiver-sob-controlo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Especialista Joana Campos: "nos próximos dias as temperaturas vão subir, mas voltarão a descer até ao fim de semana"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/especialista-joana-campos-nos-proximos-dias-as-temperaturas-vao-subir-mas-voltarao-a-descer-ate-ao-fim-de-semana.html</link><pubDate>Mon, 20 Jul 2026 13:27:03 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O verão continua ameno em Portugal Continental, ainda que se espere uma subida dos termómetros já nos próximos dias. Além disso, a chuva também poderá regressar. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/O8fYH8clpV0/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=O8fYH8clpV0" id="O8fYH8clpV0"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>À semelhança de hoje, segunda-feira, os próximos dias poderão contar com alguma <strong>nebulosidade matinal</strong>, essencialmente ao longo da faixa litoral. No entanto, estes deverão manter-se <strong>sem ocorrência de precipitação</strong>, pelo menos, até quinta-feira.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Este cenário poderá mudar na sexta-feira, onde <strong>a mais recente previsão indica a possibilidade de chuva fraca no litoral Norte e Centro</strong>, a partir das primeiras horas da manhã. Este episódio de chuva poderá perder intensidade até ao final desse dia, não se descartando a ocorrência de aguaceiros fracos e dispersos no noroeste também no sábado.</p><h2>Temperaturas sobem, mas será "sol de pouca dura"</h2><p>Em relação às temperaturas, o dia de hoje contará com valores máximos entre os 22 ºC em Viana do Castelo e os 31 ºC em Évora e Beja, com a<strong> faixa interior a registar os valores mais elevados do país</strong>. À noite, os valores deverão manter-se agradáveis na mesma região, ainda que poucas capitais de distrito registem temperaturas de 20 ºC ou mais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/especialista-joana-campos-nos-proximos-dias-as-temperaturas-vao-subir-mas-voltarao-a-descer-ate-ao-fim-de-semana-1784552689275.png" data-image="rqwl2kvkyive" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Até quarta-feira, dia 22 de julho, os termómetros deverão aumentar de forma gradual e generalizada em Portugal Continental. No entanto, é esperada uma descida igualmente gradual a partir de quinta-feira. O contraste entre litoral e interior poderá manter-se.</figcaption></figure><p>Até quarta-feira deveremos contar com uma subida generalizada destes valores, com <strong>Évora e Beja a poderem alcançar até 35 ºC</strong>, fazendo destas as capitas de distrito mais quentes do país. Contudo, nos dias seguintes dar-se-á uma nova <strong>descida térmica em todo o território</strong>, especialmente a partir de quinta-feira.</p><h2>Até ao fim de semana, as temperaturas voltam a descer e a chuva regressa</h2><p>Como mencionamos acima, a chuva poderá regressar já na sexta-feira, devido à <strong>influência de uma bolsa de ar frio</strong> que se deslocará para o Norte da Península Ibérica, devendo resultar em alguns períodos de chuva fraca e dispersa nos locais supracitados.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779529" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-ganha-forca-nos-proximos-dias-mas-a-atmosfera-prepara-uma-reviravolta-em-portugal-a-partir-de-sexta-24-de-julho.html" title="Calor ganha força nos próximos dias, mas a atmosfera prepara uma reviravolta em Portugal a partir de sexta, 24 de julho">Calor ganha força nos próximos dias, mas a atmosfera prepara uma reviravolta em Portugal a partir de sexta, 24 de julho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-ganha-forca-nos-proximos-dias-mas-a-atmosfera-prepara-uma-reviravolta-em-portugal-a-partir-de-sexta-24-de-julho.html" title="Calor ganha força nos próximos dias, mas a atmosfera prepara uma reviravolta em Portugal a partir de sexta, 24 de julho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-ganha-forca-nos-proximos-dias-mas-a-atmosfera-prepara-uma-reviravolta-em-portugal-a-partir-de-sexta-24-de-julho-1784549251837_320.png" alt="Calor ganha força nos próximos dias, mas a atmosfera prepara uma reviravolta em Portugal a partir de sexta, 24 de julho"></a></article></aside><p>Assim, e apesar de na quinta-feira já se denotar uma descida das temperaturas máximas, <strong>na sexta-feira esta descida deverá ser mais evidente</strong>, onde apenas Évora, Beja e Faro poderão contar com 30 ºC e todas as restantes capitais de distritos devem registar valores inferiores.</p><p>No sábado, esta tendência térmica deverá manter-se, ainda que <strong>a chuva possa dissipar-se quase totalmente</strong>, dando lugar a um dia seco e com céu geralmente limpo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/especialista-joana-campos-nos-proximos-dias-as-temperaturas-vao-subir-mas-voltarao-a-descer-ate-ao-fim-de-semana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor ganha força nos próximos dias, mas a atmosfera prepara uma reviravolta em Portugal a partir de sexta, 24 de julho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-ganha-forca-nos-proximos-dias-mas-a-atmosfera-prepara-uma-reviravolta-em-portugal-a-partir-de-sexta-24-de-julho.html</link><pubDate>Mon, 20 Jul 2026 12:11:58 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O estado do tempo em Portugal continental estará à mercê da interação entre uma bolsa de ar frio e as altas pressões, gerando-se um alto e baixo das temperaturas e até mesmo o possível regresso da chuva. Saiba quando e onde.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaqok66"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaqok66.jpg" id="xaqok66"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Entre hoje (20) e quinta-feira, 23 de julho, o estado do tempo em Portugal continental será caracterizado por <strong>céu geralmente pouco nublado ou limpo</strong>, apesar de períodos de maior nebulosidade durante a manhã em grande parte da faixa costeira ocidental e ocasionalmente em algumas zonas do interior.</p><p>A precipitação estará praticamente ausente, predominando um tempo estável, seco e maioritariamente soalheiro. Ainda assim, apesar do domínio anticiclónico, não se exclui a possibilidade de ocorrência de<strong> chuviscos fracos e dispersos</strong> em pontos isolados da faixa costeira ocidental e em algumas áreas montanhosas da Região Norte.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Neste período o vento soprará predominantemente do quadrante oeste, embora nas terras altas da Região Norte possa pontualmente soprar de es-nordeste. Quanto à tendência das temperaturas, <strong>prevê-se uma subida gradual e consecutiva dos valores das máximas de norte a sul, sendo mais expressivo nas regiões do interior</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-ganha-forca-nos-proximos-dias-mas-a-atmosfera-prepara-uma-reviravolta-em-portugal-a-partir-de-sexta-24-de-julho-1784548925830.jpg" data-image="xe3wm57dg5mx"><figcaption>Bolsa de ar frio em evolução a noroeste da Península Ibérica, bloqueada entre duas regiões de altas pressões: crista atlântica a norte e a crista subtropical a sul.</figcaption></figure><p>O período mais quente ocorrerá entre os <strong>dias 22 e 23 de julho</strong>, quando são expectáveis <strong>temperaturas máximas entre 35 e 39 ºC</strong> em diversas zonas do interior e Região Sul, tais como os <strong>vales do Douro, Tua e Sabor, Beira Baixa, Alentejo e Sotavento Algarvio</strong>. Espera-se que na quinta-feira (23) as temperaturas já comecem a descer ligeiramente em algumas áreas do país, tanto no litoral, como no interior.</p><h2>Bolsa fria “estacionada” a noroeste da Península Ibérica condiciona a evolução do tempo em Portugal esta semana</h2><p>O atual panorama meteorológico vai resultando da influência de uma crista anticiclónica atlântica, associada a uma região de altas pressões centrada a oeste da Irlanda e estendida de norte para sul sobre o Atlântico Nordeste. Todavia, <strong>este padrão não impedirá a permanência de uma depressão isolada em altitude (gota fria) a noroeste da Península Ibérica</strong>, posicionada entre a referida crista atlântica e a crista subtropical responsável pelo transporte de ar quente para o Mediterrâneo.</p><p>Ao longo da semana, e de forma mais evidente a partir de sexta-feira, 24 de julho, os mapas de referência da Meteored antecipam uma <strong>descida gradual em latitude da corrente de jato polar, o que forçará igualmente a deslocação da crista atlântica para sul</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-ganha-forca-nos-proximos-dias-mas-a-atmosfera-prepara-uma-reviravolta-em-portugal-a-partir-de-sexta-24-de-julho-1784548784653.png" data-image="p2t3oe3shilp"><figcaption>Tal como evidencia este mapa de anomalia térmica à superfície, o contraste térmico entre Portugal continental e Espanha peninsular será muito significativo até quinta-feira, 23 de julho.</figcaption></figure><p>A bolsa de ar frio localizada a noroeste da Península Ibérica irá originar dois cenários meteorológicos muito distintos. Na metade ocidental da Península, onde se insere <strong>Portugal continental, irá contribuir para que sejam registadas temperaturas relativamente amenas para a atual época do ano, apesar da subida gradual térmica entre segunda (20) e quarta-feira (22)</strong>, tal como referido anteriormente.</p><p>Ao mesmo tempo, a interação entre essa bolsa de ar frio e a crista subtropical estabelecerá um campo de pressão e vento que promoverá o transporte de ar muito quente e seco do Norte de África para o centro e leste da Península Ibérica. Isto fará com que uma grande parte de <strong>Espanha volte a estar exposta a uma onda de calor intensa, com temperaturas máximas até 45 ºC</strong>, podendo este valor ser superado localmente.</p><h2>Descida generalizada da temperatura e chuva à vista a partir de sexta-feira 24, eis a previsão dos nossos mapas</h2><p>Como referido anteriormente pela Meteored Portugal, é na <strong>sexta-feira (24)</strong> que se prevê uma mudança mais significativa do estado do tempo em Portugal continental. A deslocação do jato polar para sul conduzirá também à descida em latitude da crista atlântica. Deste modo, a bolsa fria isolada em altitude, até então quase estacionária a noroeste da Península Ibérica, deverá deslocar-se para leste,<strong> atravessando o norte da Península Ibérica e produzindo linhas de instabilidade responsáveis por gerar precipitação</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-ganha-forca-nos-proximos-dias-mas-a-atmosfera-prepara-uma-reviravolta-em-portugal-a-partir-de-sexta-24-de-julho-1784548554446.png" data-image="0d7o5tt8eixq"><figcaption>Possível distribuição da precipitação acumulada em Portugal continental até às 22:00 de sábado, 25 de julho.</figcaption></figure><p>Prevê-se que a chuva se concentre, grosso modo, nas regiões situadas a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela, abrangendo os distritos de<strong> Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria e parcialmente Lisboa, bem como os setores ocidentais de Vila Real e Viseu</strong>. A precipitação dificilmente se estenderá para regiões mais a leste ou a sul graças ao efeito de barreira exercido pelo relevo montanhoso do sistema Montejunto-Estrela.</p><p>Segundo a previsão atual, os acumulados de precipitação serão relativamente escassos, mas, mesmo assim, significativos para a época do ano. Em apenas dois dias - <strong>sexta-feira e sábado, dias 24 e 25 de julho</strong> - e em plena canícula (o período mais quente e seco do ano de acordo com a Climatologia) poderão registar-se acumulados entre <strong>1 e 5 mm em várias zonas da Região Centro e do litoral Oeste, e entre 2 e 15 mm na metade ocidental da Região Norte</strong>, destacando-se sobretudo as serras do Alto Minho, onde, de momento, o modelo ECMWF perspetiva os valores mais elevados de chuva acumulada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779399" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-do-tempo-para-os-acores-e-madeira-ate-sexta-feira-24-de-julho-saiba-o-que-esperar-em-cada-arquipelago.html" title="Previsão do tempo para os Açores e Madeira até sexta-feira, 24 de julho: saiba o que esperar em cada arquipélago">Previsão do tempo para os Açores e Madeira até sexta-feira, 24 de julho: saiba o que esperar em cada arquipélago</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-do-tempo-para-os-acores-e-madeira-ate-sexta-feira-24-de-julho-saiba-o-que-esperar-em-cada-arquipelago.html" title="Previsão do tempo para os Açores e Madeira até sexta-feira, 24 de julho: saiba o que esperar em cada arquipélago"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-do-tempo-para-os-acores-e-madeira-ate-sexta-feira-saiba-o-que-esperar-em-cada-arquipelago-1784467028215_320.jpg" alt="Previsão do tempo para os Açores e Madeira até sexta-feira, 24 de julho: saiba o que esperar em cada arquipélago"></a></article></aside><p>Por último, saliente-se que, como já é habitual quando se formam bolsas de ar frio isoladas em altitude, existe alguma<strong> incerteza</strong> relativamente à posição final da mesma, pelo que pequenas alterações na sua trajetória podem interferir decisivamente na distribuição e intensidade das massas de ar e em variáveis como a temperatura do ar e a precipitação, <strong>fazendo com que a previsão atualmente existente esteja à mercê de ajustes</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-ganha-forca-nos-proximos-dias-mas-a-atmosfera-prepara-uma-reviravolta-em-portugal-a-partir-de-sexta-24-de-julho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Restaurar o solo: a maneira mais rápida de ajudar a arrefecer o planeta]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/restaurar-o-solo-a-maneira-mais-rapida-de-ajudar-a-resfriar-o-planeta.html</link><pubDate>Mon, 20 Jul 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Reduzir as emissões é essencial, mas o impacto nas temperaturas globais leva décadas para se concretizar. Por outro lado, restaurar a água e a vida no solo reduz as temperaturas da superfície em apenas uma estação. O IPCC corrobora esta afirmação com elevado grau de confiança, ao mesmo tempo em que aponta uma limitação: o arrefecimento ocorre na região local, e não na média global.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/restaurar-el-suelo-la-forma-mas-rapida-para-ayudar-a-enfriar-el-planeta-1784450180301.jpg" data-image="ixd33wwmly2r"><figcaption>Embora os efeitos sejam regionais, o solo restaurado com bons níveis de humidade ajuda a moderar os efeitos da temperatura, especialmente ao minimizar as ondas de calor.</figcaption></figure><p>Existe uma assimetria que explica grande parte da frustração relacionada com o <strong>clima</strong> nos últimos trinta anos. Se o mundo inteiro parasse de emitir dióxido de carbono (CO2) amanhã, a temperatura global não cairia imediatamente: a inércia do sistema, o <strong>calor acumulado nos oceanos</strong> e a<strong> longa permanência do CO2 na atmosfera</strong> fariam com que levasse décadas para que os termómetros reagissem. Trata-se da política climática mais necessária que existe, mas também daquela que mais demora a apresentar resultados visíveis.</p><div class="texto-destacado">A restauração do solo não substitui a redução das emissões de CO2, mas oferece um benefício imediato: aumenta a retenção de água, potencializa a evapotranspiração e pode reduzir o impacto de ondas de calor em escala regional já a partir da primeira campanha agrícola.</div><p>Existe, no entanto, uma alavanca que opera numa escala de tempo completamente diferente. A <strong>humidade do solo altera a temperatura do ar em questão de semanas</strong>, e não de gerações. Um campo que retém água e transpira é mais fresco neste verão — não daqui a trinta anos.</p><p>É devido a esta rapidez de resposta que a<strong> restauração do solo está a surgir no atual debate climático como a via de arrefecimento mais rápida disponível</strong>.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/J5Dwg5PoXz4/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=J5Dwg5PoXz4" id="J5Dwg5PoXz4"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A alegação ganhou destaque após a divulgação, por veículos de comunicação voltados para o ambiente, de um relatório da organização <strong><a href="https://consciousplanet.org/en/save-soil" target="_blank"><em>Save Soil</em></a></strong>.</p><p>Vale a pena<strong> distinguir os fundamentos físicos sólidos do argumento forçado</strong>, uma vez que o relatório apresenta um dado — sugerindo que o CO2 responde por apenas 5% da dinâmica térmica do planeta — que não é corroborado pelo IPCC, pela NOAA ou pelo ECMWF, e que confunde o balanço energético da superfície com os fatores determinantes do aquecimento a longo prazo. Este dado é desnecessário; a tese sustenta-se melhor sem ele.</p><h2>Porque o solo arrefece e porque isto acontece tão rápido</h2><p>O mecanismo é chamado de <strong>evapotranspiração</strong> e constitui um dos componentes dominantes do balanço de energia da superfície terrestre. Solos com boa estrutura — que contêm matéria orgânica, raízes, fungos e poros — absorvem e armazenam água, libertando-a lentamente através da vegetação.</p><p>Ao passar do estado líquido para o de vapor, essa água retira calor da superfície sem elevar a temperatura dela. Em <strong>escala global</strong>, esse<strong> fluxo de calor latente tem uma média de cerca de 80 watts por metro quadrado</strong>. Enquanto houver humidade disponível, a paisagem arrefece a si mesma.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/d8UF0_km2yc/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=d8UF0_km2yc" id="d8UF0_km2yc"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p><strong>Quando o solo se degrada, o ciclo é interrompido</strong>. A mesma radiação solar que antes evaporava a água transforma-se em calor sensível: superfície mais quente, ar mais quente e atmosfera mais seca. Isto não é uma hipótese. O <strong><a href="https://www.ipcc.ch/srccl/" target="_blank">Relatório Especial do IPCC sobre Mudanças do Clima e Terra</a></strong> afirma isto com elevado grau de confiança:<strong> solos secos favorecem e intensificam as ondas de calor no verão</strong>, justamente devido à redução da evapotranspiração e ao aumento do calor sensível.</p><p>O outro lado da questão encontra-se nessa mesma declaração do IPCC, especificamente em termos agronómicos. <strong>Solos húmidos </strong>— o relatório cita a irrigação e práticas de manejo que mantêm culturas de cobertura o ano todo — <strong>amortecem os efeitos de ondas de calor extremas</strong> ao aumentar a evapotranspiração e reduzir o calor sensível.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/descobertas-provas-de-que-a-salinidade-dos-oceanos-profundos-ajudou-a-reter-os-niveis-de-dioxido-de-carbono.html" title="Descobertas provas de que a salinidade dos oceanos profundos ajudou a reter os níveis de dióxido de carbono">Descobertas provas de que a salinidade dos oceanos profundos ajudou a reter os níveis de dióxido de carbono</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/descobertas-provas-de-que-a-salinidade-dos-oceanos-profundos-ajudou-a-reter-os-niveis-de-dioxido-de-carbono.html" title="Descobertas provas de que a salinidade dos oceanos profundos ajudou a reter os níveis de dióxido de carbono"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/descobertas-provas-de-que-a-salinidade-dos-oceanos-profundos-ajudou-a-reter-os-niveis-de-dioxido-de-carbono-1769188345590_320.jpg" alt="Descobertas provas de que a salinidade dos oceanos profundos ajudou a reter os níveis de dióxido de carbono"></a></article></aside><p>Por outras palavras, <strong>a cobertura do solo não é apenas uma prática de conservação; é um sistema de ar-condicionado</strong>. Este é o segredo da rapidez do efeito: enquanto o carbono orgânico acumulado numa área de cultivo leva anos para se formar, a água retida por esse carbono proporciona um efeito de arrefecimento logo na primeira estação em que ela se torna disponível.</p><p>Segundo o portal sobre secas da <strong><a href="https://droughtclp.unccd.int/es/node/4757" target="_blank">Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação</a></strong> (CNULD), <strong>aumentar o carbono no solo em 1% permite a retenção de aproximadamente 180.000 litros adicionais de água por hectare</strong>. Trata-se de microbarragens invisíveis sob os nossos pés, que permanecem eficazes no verão seguinte.</p><h2>Regional, não global: onde o arrefecimento está a ser sentido</h2><p>O objetivo deste mecanismo opera numa escala específica, a qual deve ser definida com precisão. O IPCC afirma, com elevado grau de confiança, que<strong> os efeitos biofísicos da superfície terrestre influenciam o clima regional</strong>, ao mesmo tempo em que esclarece não haver confiança quanto à sua influência no clima global. O <a href="https://www.ipcc.ch/srccl/chapter/chapter-2/" target="_blank"><strong>capítulo sobre interações terra-clima</strong></a> detalha este aspecto: a expansão da vegetação atenua ou intensifica o aquecimento regional, dependendo da localização, da estação do ano e do período do dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/restaurar-el-suelo-la-forma-mas-rapida-para-ayudar-a-enfriar-el-planeta-1784450367930.jpg" data-image="t5y0a2rcqw35"><figcaption>Solos empobrecidos aumentam a erosão eólica e permitem um maior aquecimento do ar circundante durante ondas de calor.</figcaption></figure><p>Longe de enfraquecer o argumento, esta escala é justamente o que o torna viável na prática. <strong>A restauração do solo não substitui a redução de emissões</strong>; ela é a alavanca que gera resultados dentro do prazo em que vivemos. O CO2 define a tendência de longo prazo do planeta ao longo de décadas, enquanto o solo determina quanto calor uma determinada parcela de terra, bacia hidrográfica ou região suportará no verão seguinte. Eles operam em escalas temporais distintas, e a agricultura precisa de ambos.</p><p>Para o produtor, esta é a distinção que importa. Ninguém planeia uma campanha com base numa média global; o <strong>planeamento</strong> depende de saber se uma onda de calor em janeiro encontrará um solo que transpira ou um solo que irradia calor.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/metais-toxicos-no-solo-mapa-global-expoe-risco-para-lavouras-e-a-saude.html" title="Metais tóxicos no solo: mapa global expõe risco para lavouras e para a saúde">Metais tóxicos no solo: mapa global expõe risco para lavouras e para a saúde</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/metais-toxicos-no-solo-mapa-global-expoe-risco-para-lavouras-e-a-saude.html" title="Metais tóxicos no solo: mapa global expõe risco para lavouras e para a saúde"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/metais-toxicos-no-solo-mapa-global-expoe-risco-para-lavouras-e-saude-1776967411758_320.jpg" alt="Metais tóxicos no solo: mapa global expõe risco para lavouras e para a saúde"></a></article></aside><p>O <strong><a href="https://www.unep.org/es/resources/casos-de-estudio/trabajar-con-plantas-suelos-y-agua-para-enfriar-el-clima-y-rehidratar" target="_blank">PNUMA</a></strong> dedicou um dos seus boletins de análise prospetiva a este ciclo: a <strong>degradação do solo e a perda da capacidade de retenção de água alteram a dinâmica da água na atmosfera</strong>, levando à redução das chuvas, ao aumento da seca e a temperaturas regionais mais elevadas — mesmo em áreas distantes do local onde ocorreu o dano inicial.</p><p>Se a física não basta, há a contabilidade. Segundo a CNULD, cada dólar investido na restauração de terras degradadas gera entre 7 e 30 dólares em benefícios económicos. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/restaurar-o-solo-a-maneira-mais-rapida-de-ajudar-a-resfriar-o-planeta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Há uma nova forma de chegar à praia da Foz do Arelho sem pagar um cêntimo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ha-uma-nova-forma-de-chegar-a-praia-da-foz-do-arelho-sem-pagar-um-centimo.html</link><pubDate>Mon, 20 Jul 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Este verão, chegar à praia da Foz do Arelho ficou mais fácil. O Comboio de Praia já está a circular na vila, ligando gratuitamente vários pontos à zona balnear.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ha-uma-nova-forma-de-chegar-a-praia-da-foz-do-arelho-sem-pagar-um-centimo-1784148023341.jpg" data-image="brsjp091g2j9" alt="Praia da Foz do Arelho" title="Praia da Foz do Arelho"><figcaption>Saiba como funciona e onde para. Foto: Município Caldas da Rainha</figcaption></figure><p>Chegar à <strong>praia da Foz do Arelho</strong> é agora mais fácil. Desde o sábado passado, 11 de julho, que está em circulação nas Caldas da Rainha um comboio que trata de fazer esse serviço. O melhor é que é gratuito.</p><div class="texto-destacado">Conhecido como Comboio de Praia, transporta, gratuitamente, os munícipes e visitantes desde Green Hill. </div><p>“O município das Caldas da Rainha está a disponibilizar um<strong> serviço gratuito</strong> de Comboio de Praia na Foz do Arelho, com o objetivo de facilitar a mobilidade de residentes e visitantes durante a época balnear”, nota o jornal ‘Diário de Leiria’.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774958" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esqueca-o-carro-estas-5-viagens-sao-imperdiveis-mas-para-fazer-de-comboio.html" title="Esqueça o carro: estas 5 viagens são “imperdíveis”, mas para fazer de comboio">Esqueça o carro: estas 5 viagens são “imperdíveis”, mas para fazer de comboio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esqueca-o-carro-estas-5-viagens-sao-imperdiveis-mas-para-fazer-de-comboio.html" title="Esqueça o carro: estas 5 viagens são “imperdíveis”, mas para fazer de comboio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esqueca-o-carro-estas-5-viagens-sao-imperdiveis-mas-para-fazer-de-comboio-1782110637838_320.jpg" alt="Esqueça o carro: estas 5 viagens são “imperdíveis”, mas para fazer de comboio"></a></article></aside><p>Para já, contudo, fá-lo apenas aos <strong>fins de semana</strong>. Só a partir de agosto, período em que a procura aumenta, é que o meio de transporte passará a funcionar todos os dias do mês. </p><h2>Conheça as paragens</h2><p>O trajeto inclui várias paragens ao longo da vila, nomeadamente Green Hill, Miradouro 1, Praia, Cais / Parque de Caravanas (Roulotes / Decomar), Penedo Furado, JFFA / Jardim de Infância, Avenida Engenheiro Paiva, terminando novamente em Green Hill.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ha-uma-nova-forma-de-chegar-a-praia-da-foz-do-arelho-sem-pagar-um-centimo-1784148315843.jpg" data-image="nsj36kd2r8pg" alt="Praia da Foz do Arelho" title="Praia da Foz do Arelho"><figcaption>"Esta é uma das praias mais bonitas da região e uma das mais procuradas também." Foto: Município Caldas da Rainha</figcaption></figure><p>As viagens têm início em Green Hill e estão distribuídas por <strong>três períodos ao longo do dia</strong>. Durante a manhã, as partidas acontecem às 10:00, 10:30 e 11:00 horas. Depois, entre as 12:30 e as 14:30, o comboio circula com saídas de meia em meia hora. Ao final da tarde, o serviço regressa entre as 16:00 e as 18:30, mantendo a mesma frequência de 30 minutos.</p><div class="texto-destacado">Os horários completos estão disponíveis no site oficial da iniciativa.</div><p>A viagem completa demora cerca de <strong>meia hora </strong>e oferece uma forma prática e agradável de descobrir alguns dos principais pontos de Foz do Arelho. </p><h2>Mais informações e detalhes</h2><p>Segundo a autarquia, a iniciativa conta com o apoio da Junta de Freguesia da Foz do Arelho e da Rodoviária do Oeste. O objetivo é <strong>oferecer uma “alternativa cómoda e sustentável”</strong> para as deslocações entre diferentes pontos da vila e o areal.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778243" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/agua-do-mar-a-29-c-esta-piscina-promete-mudar-os-seus-mergulhos-em-portugal.html" title="Água do mar a 29 °C? Esta piscina promete mudar os seus mergulhos em Portugal">Água do mar a 29 °C? Esta piscina promete mudar os seus mergulhos em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/agua-do-mar-a-29-c-esta-piscina-promete-mudar-os-seus-mergulhos-em-portugal.html" title="Água do mar a 29 °C? Esta piscina promete mudar os seus mergulhos em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/agua-do-mar-a-29-c-esta-piscina-promete-mudar-os-seus-mergulhos-em-portugal-1783865254497_320.jpg" alt="Água do mar a 29 °C? Esta piscina promete mudar os seus mergulhos em Portugal"></a></article></aside><p>O destino também ajuda a explicar o sucesso da medida. A praia da Foz do Arelho,<strong> "uma das mais bonitas da região"</strong>, distingue-se pelo encontro entre o Atlântico e a Lagoa de Óbidos. "De um lado estão as águas tranquilas e abrigadas da lagoa, ideais para crianças e famílias e amantes do <em>kitesurf</em>; do outro, o mar, e as ondas que fazem as delícias de surfistas e <em>bodyboarders</em> das sete partidas do mundo", lê-se no <em>site </em>do município. </p><p>Quem visitar a zona pode ainda aproveitar a oferta de restaurantes junto ao areal, onde as amêijoas da Lagoa de Óbidos são uma das especialidades mais apreciadas. Ao final do dia, o pôr do sol, observado a partir da praia ou dos passadiços, é outro dos grandes atrativos deste destino.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Di%C3%A1rio%20de%20Leiria" data-year="2026" data-title="Comboios%20gratuitos%20na%20Foz%20do%20Arelho" data-url="https%3A%2F%2Fwww.diarioleiria.pt%2F2026%2F07%2F13%2Fcomboios-gratuitos-na-foz-do-arelho%2F">Diário de Leiria. (2026). <a href="https://www.diarioleiria.pt/2026/07/13/comboios-gratuitos-na-foz-do-arelho/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Comboios gratuitos na Foz do Arelho</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Pincelli%2C%20I" data-year="2026" data-title="Este%20ver%C3%A3o%2C%20h%C3%A1%20um%20comboio%20gratuito%20que%20o%20leva%20at%C3%A9%20a%20praia%20da%20Foz%20do%20Arelho" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fna-cidade%2Feste-verao-ha-um-comboio-gratuito-que-o-leva-ate-a-praia-da-foz-do-arelho">NiT, Pincelli, I. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/este-verao-ha-um-comboio-gratuito-que-o-leva-ate-a-praia-da-foz-do-arelho" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Este verão, há um comboio gratuito que o leva até a praia da Foz do Arelho</a>.</cite><br><cite data-author="Munic%C3%ADpio%20Caldas%20da%20Rainha" data-year="2026" data-title="Comboio%20%22Foz%20Shuttle%22%20assegura%20transporte%20gratuito%20at%C3%A9%20%C3%A0%20Praia%20da%20Foz%20do%20Arelho" data-url="https%3A%2F%2Fwww.mcr.pt%2Fnoticias%2F-comboio-da-praia-na-foz-do-arelho-gratuito">Município Caldas da Rainha. (2026). <a href="https://www.mcr.pt/noticias/-comboio-da-praia-na-foz-do-arelho-gratuito" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Comboio "Foz Shuttle" assegura transporte gratuito até à Praia da Foz do Arelho</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ha-uma-nova-forma-de-chegar-a-praia-da-foz-do-arelho-sem-pagar-um-centimo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os destinos naturais nos Estados Unidos que merecem um lugar na sua lista de viagens]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/os-destinos-naturais-nos-estados-unidos-que-merecem-um-lugar-na-sua-lista-de-viagens.html</link><pubDate>Sun, 19 Jul 2026 14:35:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Há viagens que se desfrutam simplesmente, enquanto outras ficam na memória para toda a vida. Estes destinos naturais espalhados pelos Estados Unidos têm tudo o que é preciso para fazer parte do segundo grupo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/the-natural-destinations-in-the-united-states-that-deserve-a-spot-on-your-travel-list-1784337287207.jpg" data-image="ai95hzgnz1r6" alt="Niagara Falls on America side in the morning with clear sky , Buffalo , United States of America By fukez84" title="Niagara Falls on America side in the morning with clear sky , Buffalo , United States of America By fukez84"><figcaption>As férias são a oportunidade perfeita para sair da rotina e descobrir locais que muitas vezes passam despercebidos.</figcaption></figure><p>As férias são a oportunidade perfeita para se afastar da rotina e explorar locais que muitas vezes são ignorados. Se procura inspiração para a sua próxima aventura, <strong>estes seis estados </strong>albergam algumas das paisagens naturais mais espetaculares do país.</p><p>Cada um deles oferece uma forma diferente de vivenciar a natureza, provando que aventurar-se para além dos percursos habituais pode levar a locais verdadeiramente extraordinários.</p><h2>Nova Iorque: mais do que arranha-céus</h2><p>Quando a maioria das pessoas pensa em Nova Iorque, vêm-lhe normalmente à cabeça os arranha-céus de Manhattan, a Times Square ou o Central Park. Mas o estado estende-se muito para além da cidade que partilha o seu nome. A várias horas de distância encontra-se <strong>um dos marcos naturais mais deslumbrantes da América do Norte</strong>.</p><div class="texto-destacado">O rugido da água é a primeira coisa que se nota ao chegar ao Parque Estadual das Cataratas do Niágara. Localizado no oeste de Nova Iorque, junto à fronteira com o Canadá, este parque estadual dá acesso às icónicas <strong>Cataratas do Niágara</strong>.</div><p>A partir dos miradouros, <strong>é possível apreciar toda a grandiosidade das cataratas</strong>. Na água, o rugido estrondoso e a névoa constante criam uma experiência totalmente diferente. Para além dos miradouros, os trilhos, os espaços verdes e os passeios de madeira convidam os visitantes a explorar todos os recantos do parque.</p><h2>Havai: uma terra de vulcões e penhascos</h2><p>Cada ilha do Havai tem o seu próprio carácter. No entanto, há dois locais que captam a diversidade do arquipélago melhor do que quaisquer outros: os <strong>penhascos imponentes da Costa de Nāpali</strong> e as <strong>paisagens vulcânicas do Parque Nacional dos Vulcões do Havai</strong>.</p><p>Em Kauaʻi, a Costa de Nāpali caracteriza-se por penhascos imponentes, cobertos de vegetação, que mergulham diretamente no Oceano Pacífico. Muitas das suas praias não têm acesso rodoviário e <strong>só podem ser alcançadas de barco, caiaque ou por trilhos pedestres </strong>que serpenteiam por vales tropicais.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A centenas de quilómetros de distância, na Ilha Grande, a paisagem muda mais uma vez.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O Parque Nacional dos Vulcões do Havai preserva <strong>antigos campos de lava, crateras gigantescas e dois dos vulcões mais ativos do mundo</strong>. Aqui, a atividade vulcânica continua a remodelar a paisagem, demonstrando que as ilhas ainda estão em evolução.</p><h2>Colorado: o lar das dunas de areia mais altas da América do Norte</h2><p>O Colorado é conhecido por muito mais do que montanhas cobertas de neve. <strong>O Parque Nacional e Reserva Great Sand Dunes</strong> protege uma paisagem moldada pelo vento ao longo de milhares de anos, onde se erguem as dunas de areia mais altas da América do Norte. Logo atrás delas, erguem-se as <strong>Montanhas Sangre de Cristo</strong>, criando um contraste invulgar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="743667" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/porque-e-que-o-lago-michigan-e-o-destino-mais-popular-dos-estados-unidos-e-o-lago-mais-perigoso-do-pais.html" title="Porque é que o Lago Michigan é o destino mais popular dos Estados Unidos e o lago mais perigoso do país?">Porque é que o Lago Michigan é o destino mais popular dos Estados Unidos e o lago mais perigoso do país?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/porque-e-que-o-lago-michigan-e-o-destino-mais-popular-dos-estados-unidos-e-o-lago-mais-perigoso-do-pais.html" title="Porque é que o Lago Michigan é o destino mais popular dos Estados Unidos e o lago mais perigoso do país?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/lake-michigan-one-of-the-most-popular-destinations-in-the-u-s-is-also-the-deadliest-great-lake-in-the-country-here-is-why-1764354285534_320.jpeg" alt="Porque é que o Lago Michigan é o destino mais popular dos Estados Unidos e o lago mais perigoso do país?"></a></article></aside><p>Os visitantes podem explorar as dunas a pé ou praticar sandboard na areia, embora algumas atinjam mais de 750 pés de altura. Ao anoitecer, a poluição luminosa excepcionalmente baixa do parque torna-o um dos melhores locais para observar o céu noturno.</p><h2>Alasca e Arizona: dois mundos completamente diferentes </h2><p>Poucos locais ilustram melhor a diversidade dos Estados Unidos do que a <strong>Cordilheira Brooks</strong>, no Alasca, e o <strong>Antelope Canyon</strong>, no Arizona.</p><p>A Cordilheira Brooks estende-se pelo norte do Alasca, uma região onde as distâncias são medidas em centenas de quilómetros e os povoados são poucos e distantes entre si.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/the-natural-destinations-in-the-united-states-that-deserve-a-spot-on-your-travel-list-1784336576803.jpg" data-image="jom2wlicluv1" alt="Beautiful rugged and snow-covered Mountain peaks of the Brooks Range in Alaska between the Coldfoot Camp and Prudhoe Bay with the Alaska Oil Pipeline traversing the treeless Tundra See Less By Jorge Moro" title="Beautiful rugged and snow-covered Mountain peaks of the Brooks Range in Alaska between the Coldfoot Camp and Prudhoe Bay with the Alaska Oil Pipeline traversing the treeless Tundra See Less By Jorge Moro"><figcaption>Mountains dominate the horizon for miles. Caribou and bears still roam this remote region, and during part of the year, the northern lights illuminate the Arctic sky.</figcaption></figure><p>O Arizona oferece exatamente o oposto. O Antelope Canyon é um desfiladeiro estreito de arenito, onde a luz do sol penetra pelas paredes, mudando de cor à medida que o dia avança.</p><p>Comparar estes dois locais é <strong>uma das melhores formas de apreciar o quão diversas podem ser as paisagens</strong> de um único país.</p><h2>Kentucky e a magia do arco-íris lunar</h2><p>O Cumberland Falls State Resort Park alberga uma das cascatas mais conhecidas do leste dos Estados Unidos, onde o rio Cumberland desce quase 21 metros.</p><div class="texto-destacado">A verdadeira surpresa surge ao anoitecer. Quando o céu está limpo e a lua cheia surge por cima das cascatas, <strong>a névoa pode produzir um arco-íris lunar</strong>, também conhecido como arco-íris da lua.</div><p>Trata-se de um fenómeno excecionalmente raro que só pode ser observado regularmente num punhado de locais em todo o mundo, e as <strong>Cascatas de Cumberland</strong> são um deles. Cada lua cheia atrai visitantes e fotógrafos na esperança de o testemunhar.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"> <h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3> <p class="article-reference__body"><cite data-author="Vermillion%2C%20S." data-year="2026" data-title="12%20Breathtaking%20Natural%20Wonders%20in%20the%20U.S.%20You%20Need%20to%20See%20in%20Your%20Lifetime" data-url="https%3A%2F%2Fapple.news%2FAEhntxFC_SsKyHhKfVzIzKA">Vermillion, S. (2026). <a href="https://apple.news/AEhntxFC_SsKyHhKfVzIzKA" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">12 Breathtaking Natural Wonders in the U.S. You Need to See in Your Lifetime</a>.</cite></p> </section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/os-destinos-naturais-nos-estados-unidos-que-merecem-um-lugar-na-sua-lista-de-viagens.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Previsão do tempo para os Açores e Madeira até sexta-feira, 24 de julho: saiba o que esperar em cada arquipélago]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-do-tempo-para-os-acores-e-madeira-ate-sexta-feira-24-de-julho-saiba-o-que-esperar-em-cada-arquipelago.html</link><pubDate>Sun, 19 Jul 2026 13:45:19 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Enquanto os Açores deverão continuar sob influência de uma massa de ar mais húmida, favorecendo períodos de chuva, na Madeira o tempo deverá permanecer maioritariamente estável, com precipitação limitada à vertente norte e às terras altas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-do-tempo-para-os-acores-e-madeira-ate-sexta-feira-saiba-o-que-esperar-em-cada-arquipelago-1784467028215.jpg" data-image="0zz5n8o05cfg" alt="Previsão semanal: persistência de chuva fraca nos Açores e tempo estável na Madeira" title="Previsão semanal: persistência de chuva fraca nos Açores e tempo estável na Madeira"><figcaption>A próxima semana será marcada por poucas alterações no estado do tempo nos arquipélagos portugueses. Nos Açores, a chuva fraca deverá persistir, sobretudo nos grupos Oriental e Central, enquanto na Madeira o tempo continuará maioritariamente estável, com precipitação limitada à vertente norte e às terras altas.</figcaption></figure><p>A próxima semana deverá trazer tempo pouco variável aos arquipélagos dos Açores e da Madeira, mas não totalmente seco. <strong>Nos Açores, a chuva fraca deverá persistir ao longo de vários dias</strong>, sobretudo nos grupos Oriental e Central, enquanto na Madeira a precipitação deverá ficar maioritariamente confinada à vertente norte e às terras altas.</p><h2>Açores: atmosfera húmida mantém chuva dispersa até sexta-feira</h2><p>Entre segunda e terça-feira, a circulação de uma massa de ar mais húmida deverá favorecer <strong>céu frequentemente muito nublado e períodos de chuva fraca ou aguaceiros dispersos</strong>, sobretudo nos grupos Oriental e Central. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações</div><p>Nestas ilhas, os acumulados poderão variar entre<strong> 5 e 10 mm</strong>, enquanto no Grupo Ocidental a precipitação será menos frequente, com abertas mais duradouras e valores inferiores a 5 mm. As temperaturas máximas deverão oscilar entre <strong>20 e 26 ºC</strong>, atingindo os valores mais elevados no Grupo Ocidental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-do-tempo-para-os-acores-e-madeira-ate-sexta-feira-saiba-o-que-esperar-em-cada-arquipelago-1784464874632.png" data-image="hj702s53fqo5"><figcaption>Os acumulados de precipitação até ao final de sexta-feira deverão refletir uma distribuição irregular da chuva no arquipélago. Os valores mais elevados são esperados sobretudo nos grupos Oriental e Ocidental.</figcaption></figure><p>A partir de quarta-feira, <strong>a precipitação deverá manter-se sobretudo nos grupos Oriental e Central</strong>, embora de forma mais intermitente, permitindo que os acumulados até sexta-feira atinjam entre 10 e 12 mm no Grupo Oriental e entre 5 e 8 mm no Grupo Central. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-do-tempo-para-os-acores-e-madeira-ate-sexta-feira-saiba-o-que-esperar-em-cada-arquipelago-1784465354203.png" data-image="nr4len79a6rk"><figcaption>A tarde de sexta-feira deverá apresentar temperaturas entre 20 e 24 ºC na generalidade dos Açores. Face ao início da semana, observa-se uma ligeira descida das máximas em várias ilhas, sobretudo nos grupos Ocidental e Central.</figcaption></figure><p><strong>As temperaturas máximas deverão descer ligeiramente </strong>na generalidade do arquipélago, enquanto no Grupo Ocidental o tempo continuará relativamente mais estável, com precipitação pouco significativa. O vento soprará geralmente fraco a moderado e a ondulação deverá manter-se entre 1 e 2 metros.</p><h2>Madeira: estabilidade deverá prevalecer até sexta-feira</h2><p>Entre segunda e terça-feira, o reforço do anticiclone a norte do arquipélago deverá favorecer <strong>tempo estável na maior parte da região</strong>. Ainda assim, a circulação de nordeste continuará a transportar alguma humidade para a vertente norte e terras altas da ilha da Madeira, onde <strong>poderão ocorrer períodos de chuva fraca ou chuvisco</strong>. Na costa sul e em Porto Santo, o céu deverá apresentar boas abertas e a precipitação será pouco provável. As temperaturas máximas deverão variar entre <strong>21 e 25 ºC</strong> na Madeira e entre 22 e 23 ºC em Porto Santo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-do-tempo-para-os-acores-e-madeira-ate-sexta-feira-saiba-o-que-esperar-em-cada-arquipelago-1784465642279.png" data-image="qestkddra7hp"><figcaption>A estabilidade atmosférica deverá refletir-se em temperaturas pouco variáveis na Madeira, com máximas entre 20 e 24 ºC. A costa sul deverá registar os valores mais elevados, contrastando com as terras altas e a vertente norte, onde o ambiente será mais fresco.</figcaption></figure><p>Na segunda metade da semana, o estado do tempo deverá sofrer poucas alterações, mantendo-se a <strong>precipitação limitada sobretudo à vertente norte</strong> <strong>e às terras altas</strong>, onde os acumulados deverão permanecer geralmente inferiores a 5 mm. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779363" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/bolsa-fria-marca-o-tempo-em-portugal-ate-26-de-julho-subida-temporaria-das-temperaturas-e-possivel-regresso-da-chuva.html" title="Bolsa fria marca o tempo em Portugal até 26 de julho: subida temporária das temperaturas e possível regresso da chuva">Bolsa fria marca o tempo em Portugal até 26 de julho: subida temporária das temperaturas e possível regresso da chuva</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/bolsa-fria-marca-o-tempo-em-portugal-ate-26-de-julho-subida-temporaria-das-temperaturas-e-possivel-regresso-da-chuva.html" title="Bolsa fria marca o tempo em Portugal até 26 de julho: subida temporária das temperaturas e possível regresso da chuva"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/bolsa-fria-marca-o-tempo-em-portugal-ate-26-de-julho-subida-temporaria-das-temperaturas-e-possivel-regresso-da-chuva-1784463386315_320.png" alt="Bolsa fria marca o tempo em Portugal até 26 de julho: subida temporária das temperaturas e possível regresso da chuva"></a></article></aside><p>Nas restantes áreas, prevê-se tempo seco e céu pouco nublado ou limpo durante grande parte do dia. <strong>As temperaturas deverão manter-se sem alterações significativas</strong>, enquanto o vento continuará a soprar de norte ou nordeste, em geral fraco a moderado. A ondulação deverá situar-se entre 1 e 2 metros na costa norte e abaixo de 1 metro na costa sul.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-do-tempo-para-os-acores-e-madeira-ate-sexta-feira-24-de-julho-saiba-o-que-esperar-em-cada-arquipelago.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Esta é a cidade mais habitável do mundo em 2026: eis as dez primeiras do ranking]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/esta-e-a-cidade-mais-habitavel-do-mundo-em-2026-eis-as-dez-primeiras-do-ranking.html</link><pubDate>Sun, 19 Jul 2026 13:45:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Foi publicado o ranking do Global Liveability Index 2026, a publicação britânica que identifica as cidades mais habitáveis do mundo com base em trinta parâmetros. A vencedora é uma capital europeia e na lista figuram também duas cidades italianas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/questa-e-la-citta-piu-vivibile-al-mondo-nel-2026-ecco-quali-sono-le-migliori-dieci-in-classifica-1783593600041.jpg" data-image="3aw25hg0jyvh" alt="città più vivibile del 2026" title="città più vivibile del 2026"><figcaption>A capital dinamarquesa, entre cultura e serviços, é a cidade mais habitável de 2026.</figcaption></figure><p>A cidade mais habitável do mundo para 2026 foi selecionada entre outras 173 pelo Global Liveability Index. Os <strong>parâmetros</strong> com base nos quais é elaborada a classificação são trinta, agrupados em <strong>cinco grandes áreas</strong> que abrangem a estabilidade, o sistema de saúde, a cultura e o ambiente, as infraestruturas e a educação.</p><p>A pontuação atribuída a cada macroárea varia entre 1 e 100, e as cidades analisadas são as mais representativas da área geográfica em que se situam.</p><p>Entre as dez primeiras da lista, há algumas confirmações e algumas surpresas. As cidades <strong>italianas</strong> incluídas no ranking não figuram no top 10, mas ocupam, ainda assim, posições <strong>médio-altas</strong>.</p><h2>A cidade mais habitável de 2026</h2><p>Capital da Dinamarca, Copenhaga é a cidade mais habitável de 2026, reeleita pelo segundo ano consecutivo.</p><p>Com <strong>uma dimensão humana</strong>, repleta de locais de lazer, espaços verdes e ciclovias, esta bela cidade dinamarquesa dispõe também de um mar apto para banhos, o que permite uma pausa na praia entre a saída do trabalho e a hora do jantar.</p><div class="texto-destacado">Copenhaga é uma cidade animada e sustentável, onde a qualidade de vida é ainda melhorada pelo sistema de segurança social, que inclui educação gratuita, apoio às famílias com crianças e cuidados de saúde, para uma vida o mais livre de stress possível.</div><p>As<strong> infraestruturas</strong> também são de alto nível, numa cidade que obteve a classificação mais elevada praticamente em todos os parâmetros avaliados.</p><h2>As cinco primeiras cidades classificadas</h2><p>No top 10 das cidades mais habitáveis de 2026, há uma forte presença da <strong>Europa</strong> para além da primeira classificada.</p><p><strong>Viena</strong> ocupava o degrau mais alto do pódio até há dois anos, mas mantém, ainda assim, uma invejável segunda posição, em particular graças aos serviços de saúde e ao sistema escolar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/questa-e-la-citta-piu-vivibile-al-mondo-nel-2026-ecco-quali-sono-le-migliori-dieci-in-classifica-1783593656105.jpg" data-image="pptw4b7wwnfw" alt="Vienna città più vivibile del 2026" title="Vienna città più vivibile del 2026"><figcaption>Uma das ruas elegantes de Viena, a segunda cidade mais habitável de 2026.</figcaption></figure><p><strong>Melbourne e Sydney </strong>ocupam, respetivamente, o terceiro e o quarto lugar. A primeira destas duas cidades australianas possui uma cena cultural muito animada, que abrange desde a música à arte e à gastronomia, enquanto Sydney se destacou, em particular, pelos seus sistemas de saúde e de ensino, ambos impecáveis.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769475" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/e-possivel-ter-cidades-verdes-e-crescimento-economico-ao-mesmo-tempo-como-funciona-o-desacoplamento.html" title="É possível ter cidades verdes e crescimento económico ao mesmo tempo? Como funciona o 'desacoplamento'">É possível ter cidades verdes e crescimento económico ao mesmo tempo? Como funciona o "desacoplamento"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/e-possivel-ter-cidades-verdes-e-crescimento-economico-ao-mesmo-tempo-como-funciona-o-desacoplamento.html" title="É possível ter cidades verdes e crescimento económico ao mesmo tempo? Como funciona o 'desacoplamento'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/citta-green-e-crescita-economica-sono-possibili-al-tempo-stesso-cos-e-il-decoupling-e-perche-funziona-1778580804737_320.jpg" alt="É possível ter cidades verdes e crescimento económico ao mesmo tempo? Como funciona o 'desacoplamento'"></a></article></aside><p>Com <strong>Zurique </strong>na quinta posição, voltamos à Europa, nomeadamente graças à <strong>eficiência </strong>e ao ambiente que fazem desta uma cidade moderna e, ao mesmo tempo, muito verde.</p><h2>As outras cidades no top 10</h2><p>As restantes cinco cidades do ranking do Global Liveability Index são todas de fora da Europa.</p><p><strong>Osaka</strong>, cidade de arte e grande centro portuário do Japão, ocupa o sexto lugar no ranking. <strong>Estabilidade, cuidados de saúde e educação</strong> são os três setores em que obteve a pontuação máxima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/questa-e-la-citta-piu-vivibile-al-mondo-nel-2026-ecco-quali-sono-le-migliori-dieci-in-classifica-1783593700878.jpg" data-image="gdei1ilxoqsr" alt="Osaka" title="Osaka"><figcaption>Osaka, no Japão, é uma mistura surpreendente de modernidade e cultura antiga.</figcaption></figure><p><strong>Adelaide</strong> ocupa o oitavo lugar, ficando ligeiramente atrás das outras cidades australianas apenas nas áreas da cultura e do ambiente.</p><p><strong>Vancouver</strong>, na nona posição, é a primeira e única cidade da América do Norte a figurar na parte superior do ranking. A grande cidade canadiana tem excelentes avaliações em todos os domínios, com uma pontuação ligeiramente mais baixa apenas no setor das infraestruturas.</p><p>No décimo lugar está <strong>Tóquio</strong>, que ganha algumas posições em relação ao ano passado e entra no top 10. O resultado é surpreendente, sobretudo tendo em conta que se trata de uma cidade enorme.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="664318" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-incrivel-design-do-super-arranha-ceus-de-1700-metros-de-altura-que-se-erguera-em-toquio-engenharia.html" title="O incrível design do super arranha-céus de 1700 metros de altura que se erguerá em Tóquio em 2045">O incrível design do super arranha-céus de 1700 metros de altura que se erguerá em Tóquio em 2045</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-incrivel-design-do-super-arranha-ceus-de-1700-metros-de-altura-que-se-erguera-em-toquio-engenharia.html" title="O incrível design do super arranha-céus de 1700 metros de altura que se erguerá em Tóquio em 2045"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/l-incredibile-progetto-del-super-grattacielo-alto-1700-metri-che-sorgera-a-tokyo-entro-il-1718662368368_320.jpg" alt="O incrível design do super arranha-céus de 1700 metros de altura que se erguerá em Tóquio em 2045"></a></article></aside><p>A capital do Japão conta com <strong>catorze milhões de habitantes</strong>, enquanto a área metropolitana, no total, conta com <strong>33,4 milhões</strong>. Tóquio é, de facto, uma das áreas urbanas mais populosas do planeta, mas, apesar disso, consegue ser perfeitamente organizada e habitável.</p><h2>Quais são as cidades italianas no ranking </h2><p>Entre as cidades italianas no ranking encontram-se <strong>Roma e Milão</strong>, mas posicionadas bastante longe do top 10.</p><p>Ambas as cidades situam-se abaixo da 50.ª posição, nomeadamente devido às <strong>infraestruturas</strong>, que não estão ao mesmo nível das outras cidades, ou à <strong>burocracia</strong>.</p><p>Infelizmente, também o<strong> sistema de saúde</strong> faz baixar a pontuação, pois, apesar de ainda se situar num bom nível, é penalizado pelas intermináveis <strong>listas de espera</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767351" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/as-cidades-mais-antigas-da-europa-uma-viagem-as-raizes-da-civilizacao.html" title="As cidades mais antigas da Europa: uma viagem às raízes da civilização">As cidades mais antigas da Europa: uma viagem às raízes da civilização</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/as-cidades-mais-antigas-da-europa-uma-viagem-as-raizes-da-civilizacao.html" title="As cidades mais antigas da Europa: uma viagem às raízes da civilização"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-cidades-mais-antigas-da-europa-uma-viagem-as-raizes-da-civilizacao-1777995677217_320.png" alt="As cidades mais antigas da Europa: uma viagem às raízes da civilização"></a></article></aside><p>A pontuação relativa ao <strong>ambiente</strong> também não é muito boa, devido, por exemplo, à poluição atmosférica, ao tráfego e à escassez de espaços verdes públicos.</p><p>Como é fácil prever, a pontuação mais elevada das cidades italianas é obtida na área da <strong>cultura</strong>.</p><p>É de salientar, no entanto, que Roma e Milão são as únicas duas cidades italianas analisadas. Faltam, por exemplo, Turim ou Florença, o que se deve ao facto de apenas ser avaliada uma amostra restrita de cidades "chave" para cada país.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Lindsey%20Galloway" data-year="2026" data-title="What%20it's%20like%20to%20live%20in%20the%20world's%20most%20liveable%20cities%20in%202026" data-url="https%3A%2F%2Fwww.bbc.com%2Ftravel%2Farticle%2F20260706-the-worlds-most-liveable-cities-in-2026">Lindsey Galloway. (2026). <a href="https://www.bbc.com/travel/article/20260706-the-worlds-most-liveable-cities-in-2026" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">What it's like to live in the world's most liveable cities in 2026</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/esta-e-a-cidade-mais-habitavel-do-mundo-em-2026-eis-as-dez-primeiras-do-ranking.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bolsa fria marca o tempo em Portugal até 26 de julho: subida temporária das temperaturas e possível regresso da chuva]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/bolsa-fria-marca-o-tempo-em-portugal-ate-26-de-julho-subida-temporaria-das-temperaturas-e-possivel-regresso-da-chuva.html</link><pubDate>Sun, 19 Jul 2026 12:23:12 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma bolsa de ar frio isolada em altitude vai condicionar o estado do tempo em Portugal continental até ao próximo fim de semana. Há um breve período de tempo quente à vista, não se excluindo um possível regresso da chuva.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaqetii"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaqetii.jpg" id="xaqetii"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Ocorreu há algumas horas a formação de uma depressão isolada em altitude, também conhecida, simplesmente, como gota fria. Situada a noroeste da Península Ibérica, <strong>este sistema deverá condicionar o estado do tempo em Portugal ao longo de praticamente toda a semana de 20 a 26 de julho</strong>. Este tipo de baixa pressão forma-se no momento em que uma bolsa de ar frio se separa da circulação principal do jato polar, ficando isolada e deslocando-se de forma relativamente lenta.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Embora não afete diretamente o país, importa compreender como é que este sistema de baixas pressões irá influenciar a evolução das temperaturas, <strong>repetindo um padrão atmosférico que tem sido constante este verão, quase como se a atmosfera estivesse “viciada”</strong>: uma depressão isolada em altitude localizada a noroeste da Península Ibérica a interagir com uma crista subtropical (zona de altas pressões) favorece o impulsionamento de ar quente do Norte de África para o Mediterrâneo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-gota-fria-marcara-o-tempo-em-portugal-ate-26-de-julho-subida-temporaria-da-temperatura-e-possivel-regresso-da-chuva-1784460912472.jpg" data-image="w6mjlf4z31mv"><figcaption>Neste mapa observa-se a bolsa de ar frio já perfeitamente desenvolvida num sistema de baixas pressões isolado da circulação principal. A sua gradual deslocação para noroeste, num movimento retrógrado, fará com que surja um campo de pressão e vento favorável ao transporte de ar quente do Norte de África e do interior da Península Ibérica para as regiões do interior de Portugal continental.</figcaption></figure><p>Deste modo, <strong>Portugal continental tem escapado </strong>quase sempre ao calor intenso deste verão, sobretudo o litoral, não sendo fortemente condicionado pelas temperaturas extremamente elevadas que tem surgido na Europa Ocidental, em países como Espanha e França, entre outros.</p><h2>Evolução das temperaturas entre hoje e terça-feira, dia 21</h2><p>Entre domingo (19) e segunda-feira (20) <strong>as regiões do interior vão continuar a registar temperaturas enquadradas dentro da normal climatológica de referência para a época estival, a oscilar entre 28 e 35 ºC</strong>, ao passo que o efeito moderador da proximidade ao oceano Atlântico será bastante mais evidente nas regiões do litoral, com valores significativamente mais amenos, entre 21 e 27 ºC.</p><p>Para terça-feira (21) já é expectável uma recuperação térmica mais evidente em termos de área geográfica abrangida, inclusive nas regiões do litoral. Cidades como <strong>Porto, Aveiro e Leiria deverão atingir um valor de temperatura máxima igual ou superior a 25 ºC</strong>, superando de forma clara o registo dos dias anteriores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolsa-fria-marca-o-tempo-em-portugal-ate-26-de-julho-subida-temporaria-das-temperaturas-e-possivel-regresso-da-chuva-1784462514376.png" data-image="lziy8znkryc5"><figcaption>Amanhã, 20 de julho, as temperaturas mantêm-se geralmente próximas da média climatológica de referência, com anomalias ligeiramente positivas ou ligeiramente negativas em grande parte do país.</figcaption></figure><p>É precisamente na <strong>terça-feira (21) que a bolsa de ar frio iniciará a primeira fase de um ligeiro desvio para noroeste</strong>. A trajetória retrógrada que o modelo de previsão atualmente sugere (de leste para oeste), será favorável, de forma gradual ao longo da semana, a uma deslocação ligeiramente mais para oeste da massa de ar quente e seco proveniente do Norte de África e do interior da Península Ibérica.</p><p>Em resultado disto, <strong>prevê-se uma subida temporária das temperaturas máximas para valores mais elevados, mais expressiva no interior de Portugal continental</strong> e pouco significativa no litoral.</p><h2>Poderá desenrolar-se um breve período de tempo quente entre 22 e 23 de julho, mas restrito a estas zonas do país</h2><p>De acordo com a mais recente atualização dos mapas de referência da Meteored, baseados no modelo ECMWF, constata-se que entre quarta e quinta-feira, dias 22 e 23 de julho, o núcleo da gota fria continuará presente a oes-noroeste da Península Ibérica, <strong>embora ligeiramente mais deslocado para noroeste relativamente aos dias anteriores, evidenciando-se uma trajetória retrógrada</strong>.</p><p>Esta configuração atmosférica fará com que a massa de ar quente e seco associada à crista subtropical sofra um pequeno desvio para oeste no interior da Península Ibérica, passando também a afetar de forma mais direta a metade oriental de Portugal continental (ou seja, as <strong>regiões do interior</strong>), que registarão uma subida mais pronunciada das temperaturas máximas neste <strong>breve período de 2 dias, com máximas entre 31 e 39 ºC, de acordo com a última atualização dos modelos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-gota-fria-marcara-o-tempo-em-portugal-ate-26-de-julho-subida-temporaria-da-temperatura-e-possivel-regresso-da-chuva-1784461677365.png" data-image="0p7udkv9p4bn"><figcaption>A temperatura máxima poderá atingir até 39 ºC nalguns locais do interior Norte na quarta-feira, 22 de julho.</figcaption></figure><p>O calor mais intenso, com <strong>máximas entre 35 e 39 ºC,</strong> ficará contido somente as locais que se preveem mais quentes nos dias <strong>22 e 23 de julho</strong>, tais como: <strong>vales do Douro, Tua e Sabor e grande parte do Nordeste Transmontano</strong>; algumas áreas da <strong>Beira Baixa e do Alentejo e ainda o Sotavento Algarvio</strong>.</p><p>Embora ainda faltem alguns dias, <strong>é bem possível que o IPMA venha a emitir avisos meteorológicos de nível amarelo ou laranja para alguns distritos do interior de Portugal continental</strong>, devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima, mesmo que apenas durante 2 dias.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779237" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/gota-fria-a-noroeste-de-portugal-devera-persistir-ate-25-de-julho-saiba-como-podera-afetar-o-tempo-no-nosso-pais.html" title="Gota fria a noroeste de Portugal deverá persistir até 25 de julho: saiba como poderá afetar o tempo no nosso país">Gota fria a noroeste de Portugal deverá persistir até 25 de julho: saiba como poderá afetar o tempo no nosso país</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/gota-fria-a-noroeste-de-portugal-devera-persistir-ate-25-de-julho-saiba-como-podera-afetar-o-tempo-no-nosso-pais.html" title="Gota fria a noroeste de Portugal deverá persistir até 25 de julho: saiba como poderá afetar o tempo no nosso país"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/gota-fria-a-noroeste-de-portugal-devera-persistir-ate-25-de-julho-saiba-como-podera-afetar-o-tempo-no-nosso-pais-1784380325687_320.png" alt="Gota fria a noroeste de Portugal deverá persistir até 25 de julho: saiba como poderá afetar o tempo no nosso país"></a></article></aside><p>Não obstante, mesmo que tal venha a acontecer, os valores previstos para este curto episódio de tempo quente, a duração, a intensidade e a extensão espacial não encaixam nos critérios habitualmente utilizados para classificar este tipo de situação como uma onda de calor.</p><h2>A partir de 24 de julho as temperaturas descem e existe possibilidade para o regresso da chuva</h2><p>Apesar da incerteza elevada inerente a previsões com prazo superior a 3 ou 4 dias, neste momento o modelo de confiança da Meteored prevê que, na reta final da próxima semana, <strong>entre sexta (24) e sábado (25), a depressão isolada em altitude abandone gradualmente o seu movimento retrógrado, retomando uma trajetória normal</strong> (ou seja, de oeste para leste), devendo atravessar o noroeste da Península Ibérica e permitindo a entrada de uma massa de ar mais fresca em Portugal continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolsa-fria-marca-o-tempo-em-portugal-ate-26-de-julho-subida-temporaria-das-temperaturas-e-possivel-regresso-da-chuva-1784463386315.png" data-image="t85g81cehmd8"><figcaption>Bolsa de ar frio isolada em altitude, centrada a noroeste da Península Ibérica e delimitada num tom de azul-escuro. Este mapa representa a temperatura do ar a aproximadamente 5500 metros de altitude.</figcaption></figure><p>Este ar com origem tropical marítima, mais fresco e procedente do Atlântico, interagirá novamente com a região de altas pressões (crista subtropical), com o ar quente a deslocar-se para leste para outras zonas do Mediterrâneo ainda mais distantes de nós. <strong>Isto fará com que o ar mais fresco entre de forma mais direta no nosso país, produzindo uma descida das temperaturas </strong>para valores dentro ou abaixo da média climatológica de referência<strong> </strong>no último fim de semana de julho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolsa-fria-marca-o-tempo-em-portugal-ate-26-de-julho-subida-temporaria-das-temperaturas-e-possivel-regresso-da-chuva-1784462667368.jpg" data-image="36t1df5opwlm"><figcaption>A 162 horas de distância, o grau de fiabilidade desta saída do modelo ECMWF é consideravelmente baixo. Deste modo, continuaremos a acompanhar a evolução do panorama meteorológico nas próximas atualizações, para poder confirmar ou descartar este cenário de precipitação no sábado, 25 de julho.</figcaption></figure><p>Além disto, caso as atuais previsões se concretizem, poderá chover neste período sob a forma de aguaceiros ou períodos de<strong> chuva fraca, grosso modo, nas regiões situadas a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela</strong> (Norte e Centro), podendo eventualmente chegar até mais a sul à Área Metropolitana de Lisboa, especialmente no <strong>sábado, 25 de julho</strong>.</p><p>Importa, contudo, esclarecer que a posição exata da gota fria continua a apresentar alguma incerteza. Pequenas alterações na sua trajetória poderão modificar a distribuição da instabilidade e a variação das temperaturas, pelo que aqui na Meteored Portugal continuaremos a <strong>monitorizar atentamente a evolução desta situação atmosférica e a informá-lo detalhadamente de todas as atualizações dos modelos meteorológicos</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/bolsa-fria-marca-o-tempo-em-portugal-ate-26-de-julho-subida-temporaria-das-temperaturas-e-possivel-regresso-da-chuva.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Matilde Bensaúde: a pioneira da biologia em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/matilde-bensaude-a-pioneira-da-biologia-em-portugal.html</link><pubDate>Sun, 19 Jul 2026 08:43:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A primeira bióloga investigadora portuguesa, Matilde Bensaúde destacou-se através da investigação em micologia e fitopatologia, abrindo assim o caminho às mulheres na ciência e modernizando a investigação biológica em Portugal. Venha saber mais sobre esta cientista aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/matilde-bensaude-a-pioneira-da-biologia-em-portugal-1784157473125.jpg" data-image="dpmiv5v0gbxh" alt="Matilde Bensaúde" title="Matilde Bensaúde"><figcaption>Matilde Bensaúde foi uma fitopatologista, a única mulher entre os fundadores da Sociedade Portuguesa de Biologia e defensora das culturas nacionais no Ministério da Agricultura. Fonte: amensagem.pt</figcaption></figure><p>Quando se fala na história da ciência em Portugal, o nome de Matilde Bensaúde <strong>merece um lugar de destaque</strong>.</p><p>Numa época em que o acesso das mulheres ao ensino superior e à investigação científica era extremamente limitado, tornou-se a <strong>primeira bióloga investigadora portuguesa</strong>, deixando uma marca profunda na biologia, na fitopatologia e na modernização da agricultura nacional.</p><p>O seu percurso foi pioneiro, tanto pela excelência científica como pela determinação com que <strong>ultrapassou as barreiras impostas pelo seu tempo</strong>.</p><p>Matilde Simonne Rachel Pauline Bensaúde nasceu em Lisboa, a 23 de janeiro de 1890, numa <strong>família que valorizava profundamente a educação</strong>. Filha de Alfredo Bensaúde, fundador e primeiro diretor do Instituto Superior Técnico, e de Jane Oulman Bensaúde, escritora e pedagoga.</p><h2>Uma vida dedicada à ciência e ao estudo das plantas</h2><p>Depois de concluir os estudos secundários na Suíça, prosseguiu a sua formação universitária em Paris, na prestigiada Universidade da Sorbonne, onde se <strong>licenciou em Ciências Naturais</strong> em 1916. Dois anos mais tarde, <strong>doutorou-se na École Normale Supérieure com uma tese inovadora sobre a sexualidade dos basidiomicetos</strong>, um grupo de fungos que inclui cogumelos e outras espécies de grande importância ecológica e agrícola.</p><div class="texto-destacado"><em><strong>“Diante das minhas lágrimas incessantes, em fins de 1915, o meu pai deixou-me voltar a Paris. Mas que diferença eu lá achei! Os rapazes já lá não estavam, a Universidade encontrava-se cheia de rapariguinhas de condições modestas, assustadas, demasiado dóceis. Os professores não tardaram a tomar tons de escola primária… e tive a impressão de que estava de novo nessa terra de disciplina, mas sem espírito: Lausanne”. De acordo com </strong></em><p><em>"Meninas Prendadas" e "Fêmeas Ambiciosas": Portugal, Cajal e o papel da mulher na investigação biológica na primeira metade do século XX</em></p></div><p>Este trabalho permitiu <strong>esclarecer mecanismos fundamentais da reprodução destes organismos</strong>, estabelecendo o conceito de heterotalismo nos autobasidiomicetos.</p><p>Esta descoberta foi realizada de forma independente e <strong>antecedeu a publicação de resultados semelhantes por outros investigadores europeus</strong>, demonstrando o elevado nível científico do seu trabalho. Após o doutoramento, Matilde Bensaúde <strong>especializou-se em fitopatologia nos Estados Unidos</strong>.</p><p>A fitopatologia é a <strong>ciência que estuda as doenças das plantas, uma área essencial para proteger as culturas agrícolas e garantir a produção de alimentos</strong>. Esta experiência internacional permitiu-lhe contactar com métodos científicos avançados, que mais tarde introduziu em Portugal.</p><h2>Investigação biológica em Portugal</h2><p>De regresso ao seu país, <strong>dedicou-se ao estudo das doenças que afetavam diversas culturas agrícolas, como a batata, a vinha e outras espécies de importância económica</strong>. Em 1931 ingressou no Ministério da Agricultura, onde organizou e dirigiu os serviços de inspeção fitopatológica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/matilde-bensaude-a-pioneira-da-biologia-em-portugal-1784157527576.jpg" data-image="bwlitggywklo" alt="Ministros do Comércio" title="Ministros do Comércio"><figcaption>Os ministros do Comércio e da Agricultura com Matilde Bensaúde durante a visita inaugural da Exposição Demonstrativa da Cultura da Batata, na Associação Central de Agricultura. Fonte: amensagem.pt</figcaption></figure><p>O seu trabalho contribuiu para a criação de estruturas de vigilância sanitária vegetal e para o desenvolvimento das primeiras políticas de proteção das culturas agrícolas em Portugal. Graças ao seu conhecimento científico, <strong>tornou-se uma referência na prevenção e combate às pragas e doenças das plantas</strong>, ajudando a aumentar a produtividade agrícola numa época em que estas questões assumiam grande importância económica.</p><p>Para além da investigação aplicada, Matilde Bensaúde desempenhou um papel relevante na organização da ciência portuguesa. <strong>Em 1920 foi a única mulher entre os membros fundadores da Sociedade Portuguesa de Biologia</strong>, um feito notável num meio científico dominado por homens.</p><p>A sua presença nesta instituição simbolizou o <strong>início da participação feminina na investigação biológica em Portugal</strong> e abriu caminho para que outras mulheres seguissem carreiras científicas.</p><h2>Igualdade na ciência </h2><p>Apesar do reconhecimento internacional das suas investigações, a cientista <strong>nunca ocupou um lugar de destaque numa universidade portuguesa</strong>, reflexo das limitações impostas às mulheres cientistas durante grande parte do século XX.</p><p>Ainda assim, continuou a desenvolver investigação no Instituto Rocha Cabral, onde <strong>prosseguiu estudos em biologia e microbiologia</strong>, mantendo uma produção científica respeitada pela comunidade internacional.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="758865" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-contributo-de-adelaide-cabete-para-os-direitos-das-mulheres.html" title="O contributo de Adelaide Cabete para os direitos das mulheres">O contributo de Adelaide Cabete para os direitos das mulheres</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-contributo-de-adelaide-cabete-para-os-direitos-das-mulheres.html" title="O contributo de Adelaide Cabete para os direitos das mulheres"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-contributo-de-adelaide-cabete-para-os-direitos-das-mulheres-1773505478195_320.png" alt="O contributo de Adelaide Cabete para os direitos das mulheres"></a></article></aside><p>Veio a falecer em Lisboa, a 22 de novembro de 1969, deixando um <strong>legado que ultrapassa largamente as suas descobertas científicas</strong>.</p><p>Foi uma <strong>investigadora de excelência, mas também um símbolo de perseverança, competência e inovação</strong>. Hoje é reconhecida como uma das figuras mais importantes da ciência portuguesa.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/matilde-bensaude-a-pioneira-da-biologia-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Esta nova rota percorre 35,5 km e passa pelo ponto mais alto do distrito do Porto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-nova-rota-percorre-35-5-km-e-passa-pelo-ponto-mais-alto-do-distrito-do-porto.html</link><pubDate>Sun, 19 Jul 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Inaugurada recentemente, a Grande Rota 56 convida a descobrir alguns dos cenários mais emblemáticos da Serra do Marão, entre montanhas, miradouros e trilhos naturais. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-nova-rota-percorre-35-5-km-e-passa-pelo-ponto-mais-alto-do-distrito-do-porto-1784059301375.jpg" data-image="a51ue600br09" alt="Caminhada" title="Caminhada"><figcaption>Há um novo trilho na Serra do Marão ideal para explorar logo pela manhã. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Está à procura de planos para o fim de semana? Atenção, porque entre domingo e sexta-feira, dias 19 a 24 de julho, as previsões do modelo ECMWF apontam para a<strong> forte probabilidade de se instalar o regime Crista Atlântica </strong>(Atlantic Ridge, em inglês), associado ao reforço de uma crista anticiclónica sobre o Atlântico Norte.</p><p>O que é que isto significa? “Embora este padrão atmosférico esteja normalmente ligado a condições de tempo seco e estável, não implica, por si só, temperaturas amenas em todo a geografia de Portugal continental”, <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/crista-anticiclonica-forma-se-em-breve-no-atlantico-norte-mais-de-35-c-nestas-localidades-portuguesas-no-domingo.html" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">explica</a> Alfredo Graça. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.<br> </div><p>Ainda assim, são esperadas<strong> temperaturas acima dos 35 °C </strong>em várias localidades portuguesas já este domingo (19). Por isso mesmo, sugerimos que opte por fazer planos que não impliquem sair nas horas de maior calor. Que tal aproveitar a manhã, quando as temperaturas ainda são mais amenas, para fazer uma <strong>caminhada</strong>?</p><p>A <strong>Serra do Marão</strong> passou a contar com uma nova grande rota pedestre homologada. Feitas as contas, trata-se de um percurso de 35,5 quilómetros que atravessa alguns dos locais mais emblemáticos da montanha e inclui a passagem pelo <strong>ponto mais alto do distrito do Porto</strong>. Curioso? </p><h2>Conheça a nova rota para descobrir os picos da Serra do Marão</h2><p> A<strong> Grande Rota 56 — Picos do Marão</strong>, inaugurada em junho, desenvolve-se maioritariamente pelos Baldios de Ansiães, no concelho de Amarante, passando também por pequenos troços das freguesias de Candemil e da União de Freguesias de Aboadela, Sanche e Várzea.</p><p>Pelo caminho, vai cruzar alguns dos principais picos da serra, paisagens de montanha e vários trilhos já existentes, agora integrados num único percurso de longa distância. E, claro, alcançar o<strong> Alto de Espinho</strong>, situado a 1.141 metros de altitude e considerado o ponto mais elevado do distrito do Porto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-nova-rota-percorre-35-5-km-e-passa-pelo-ponto-mais-alto-do-distrito-do-porto-1784059487410.jpg" data-image="5vf16yzncnva" alt="Serra do Marão" title="Serra do Marão"><figcaption>O percurso atravessa alguns dos miradouros impressionantes da montanha. Foto: Wikimedia // Sanjorgepinho</figcaption></figure><p>Ao contrário de muitos percursos recentes, aqui a aposta passou por <strong>preservar ao máximo a paisagem natural</strong>. or isso, não, não pense que encontrará passadiços nem outras estruturas que alterem o aspeto da montanha. </p><div class="texto-destacado">Em vez disso, a sinalização foi integrada de forma discreta, recorrendo a pedras da própria região e a elementos metálicos, permitindo que os trilhos mantenham a sua identidade e o seu carácter selvagem.</div><p>“Pelo caminho, há ainda informação sobre lendas, memórias populares e outros elementos ligados à história local”, acrescenta a revista ‘NiT’.</p><h2>Um investimento para reforçar o turismo</h2><p>Como já explicámos, o GR56 resulta da ligação de vários caminhos já existentes e encontra-se homologada pela Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal. Isto significa que, apesar dos seus 35,5 quilómetros, <strong>o percurso pode ser realizado em diferentes etapas</strong>. </p><div class="texto-destacado">Esta será, certamente, uma solução interessante para quem prefere explorar a montanha sem pressas ou aproveitar vários fins de semana.</div><p>A criação desta grande rota faz parte da estratégia do município de Amarante para reforçar a oferta de turismo de natureza. Além deste novo percurso, estão também previstos<strong> investimentos em infraestruturas de apoio</strong> aos visitantes, incluindo novos espaços para caminhantes e praticantes de BTT, assim como, a recuperação de antigos edifícios para alojamento.</p><p>“Esta rota constitui mais um motivo para visitar o Marão e para o Marão continuar a desempenhar o papel que queremos: ser um motor de desenvolvimento aqui da região, na valorização do turismo, do turismo de natureza mais concretamente”, afirmou o presidente da Câmara de Amarante, Jorge Ricardo, citado pela ‘Rádio Jornal FM’.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="758095" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/prepare-as-botas-vem-ai-um-percurso-de-1-300-km-ao-longo-de-toda-a-costa-da-galiza.html" title="Prepare as botas: vem aí um percurso de 1.300 km ao longo de toda a costa da Galiza">Prepare as botas: vem aí um percurso de 1.300 km ao longo de toda a costa da Galiza</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/prepare-as-botas-vem-ai-um-percurso-de-1-300-km-ao-longo-de-toda-a-costa-da-galiza.html" title="Prepare as botas: vem aí um percurso de 1.300 km ao longo de toda a costa da Galiza"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/prepare-as-botas-vem-ai-um-percurso-de-1-300-km-ao-longo-de-toda-a-costa-da-galiza-1773074342305_320.jpg" alt="Prepare as botas: vem aí um percurso de 1.300 km ao longo de toda a costa da Galiza"></a></article></aside><p>“Os Baldios de Ansiães são considerados um dos exemplos mais relevantes de gestão comunitária da floresta na região, desempenhando um papel ativo na prevenção de incêndios, na preservação ambiental e na promoção de projetos ligados ao desenvolvimento sustentável da Serra do Marão”, nota o ‘Tâmega TV’.</p><p>“Com a entrada em funcionamento da GR56, os promotores esperam aumentar a procura pelo território, potenciando simultaneamente a fruição da paisagem e a valorização de um dos principais patrimónios naturais do concelho de Amarante.”</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="NiT%2C%20Castro%2C%20P" data-year="2026" data-title="H%C3%A1%20uma%20nova%20rota%20de%2035%20quil%C3%B3metros%20para%20descobrir%20os%20picos%20da%20Serra%20do%20Mar%C3%A3o" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fviagens%2Fha-uma-nova-rota-de-35-quilometros-para-descobrir-os-picos-da-serra-do-marao">NiT, Castro, P. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/viagens/ha-uma-nova-rota-de-35-quilometros-para-descobrir-os-picos-da-serra-do-marao" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Há uma nova rota de 35 quilómetros para descobrir os picos da Serra do Marão</a>.</cite><br><cite data-author="R%C3%A1dio%20Jornal%20FM" data-year="2026" data-title="Picos%20do%20Mar%C3%A3o%3A%20J%C3%A1%20se%20pode%20percorrer%20a%20nova%20rota%20ecol%C3%B3gica%20de%20Amarante" data-url="https%3A%2F%2Fradiojornalfm.pt%2Fpicos-do-marao-ja-se-pode-percorrer-a-nova-rota-ecologica-de-amarante%2F">Rádio Jornal FM. (2026). <a href="https://radiojornalfm.pt/picos-do-marao-ja-se-pode-percorrer-a-nova-rota-ecologica-de-amarante/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Picos do Marão: Já se pode percorrer a nova rota ecológica de Amarante</a>.</cite><br><cite data-author="T%C3%A2mega%20TV%2C%20Orlando%2C%20A" data-year="2026" data-title="Nova%20rota%20pedestre%20de%2035%20quil%C3%B3metros%20leva%20caminhantes%20ao%20ponto%20mais%20alto%20do%20distrito%20do%20Porto" data-url="https%3A%2F%2Ftamega.tv%2F2026%2F06%2F15%2Fnova-rota-pedestre-de-35-quilometros-leva-caminhantes-ao-ponto-mais-alto-do-distrito-do-porto%2F">Tâmega TV, Orlando, A. (2026). <a href="https://tamega.tv/2026/06/15/nova-rota-pedestre-de-35-quilometros-leva-caminhantes-ao-ponto-mais-alto-do-distrito-do-porto/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Nova rota pedestre de 35 quilómetros leva caminhantes ao ponto mais alto do distrito do Porto</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-nova-rota-percorre-35-5-km-e-passa-pelo-ponto-mais-alto-do-distrito-do-porto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Clima em Portugal continental em junho 2026: as conclusões da meteorologista Teresa Abrantes, com base em dados do IPMA]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/clima-em-portugal-continental-em-junho-2026-as-conclusoes-da-meteorologista-teresa-abrantes-com-base-em-dados-do-ipma.html</link><pubDate>Sun, 19 Jul 2026 06:17:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O mês de junho de 2026, em Portugal continental, classificou-se, do ponto de vista climatológico, como um mês muito quente em relação à temperatura do ar e muito seco em relação à precipitação.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/clima-no-continente-em-junho-apresentado-pela-meteorologista-teresa-abrantes-com-base-em-dados-do-ipma-1784332704189.jpg" data-image="y0vx6zybien1" alt="Calor" title="Calor"><figcaption>O mês em que o verão começou foi muito quente e muito seco.</figcaption></figure><p>Em junho, o estado do tempo em Portugal continental <strong>foi condicionado predominantemente pela ação de um Anticiclone</strong> estendendo-se em crista pelo Golfo da Biscaia. No entanto, em dois curtos períodos do mês houve a influência de um sistema frontal atingindo o continente, originando precipitação em geral fraca e de uma depressão a provocar aguaceiros por vezes fortes e acompanhados de trovoada.</p><h2>Temperatura média muito acima dos valores normais para esta altura do ano</h2><p>De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, IPMA, em Portugal continental, no mês de junho, o <strong>valor médio da temperatura média do ar, 22,40 °C, foi 2,05 °C superior ao valor da normal 1991-2020</strong>.</p><div class="texto-destacado">Junho de 2026 foi o 4º junho mais quente desde 2000, tendo o mais quente ocorrido em 2004, com 23.25 °C.</div><p>O <strong>valor médio da temperatura máxima do ar, 29,35 °C</strong>, foi 2,65 °C acima do valor médio no período 1991-2020 e foi o 5ª valor mais alta para o mês de junho, desde 1931. No ano 2004 registou-se o junho mais quente no Continente, com 30,14 °C.</p><p>O <strong>valor médio da temperatura mínima do ar, 15,46 °C, </strong>registou uma anomalia de 1,45°C superior ao valor normal, sendo o 4º valor mais alto desde 1931. O valor mais alto, 16.36 °C, registou.se em 2004.</p><p>O maior valor da temperatura máxima do ar em junho foi <strong>42.7 °C</strong>, que se registou em Pinhão, no dia 21 e o menor valor da temperatura mínima do ar, 2.2 °C, ocorreu em Lamas de Mouro, no dia 5 e o valor mais elevado da temperatura mínima, 25.8 °C, ocorreu no dia 23 na estação de Vinhais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/clima-no-continente-em-junho-apresentado-pela-meteorologista-teresa-abrantes-com-base-em-dados-do-ipma-1784332866659.jpg" data-image="b00aeatu2fs6" alt="Anomalias da temperatura" title="Anomalias da temperatura"><figcaption>Anomalias da temperatura média do ar no mês de junho, em Portugal continental, em relação aos valores médios no período 1991-2020. Fonte: IPMA</figcaption></figure><p>Ao longo do mês os valores diários da temperatura média do ar foram superiores ao valor normal 1991-2020, em grande parte dos concelhos, com destaque para a região interior Norte e Centro.</p><p>Em relação aos valores médios de temperatura máxima do ar, superiores ao normal em grande parte concelhos, <strong>as anomalias atingiram valores superiores a 4.0 °C (+6.3 °C no concelho da Covilhã) no interior Norte e Centro</strong>, onde também os valores médios da temperatura mínima atingiram anomalias positivas e valores próximos da normal nas restantes regiões.</p><p>No início do mês, entre os dias 2 e 9 tivemos um período frio, seguido de um período quente nos restantes dias do mês, com duas ondas de calor.</p><div class="texto-destacado">A primeira onda de calor, entre os dias 09 e 24, que se fez sentir em quase todo o território, foi relevante pela sua duração, que atingiu os 13 dias (de 12 a 24 junho) no distrito de Bragança, nomeadamente nas estações de Bragança, Miranda do Douro e Mogadouro. </div><p>A segunda onda de calor, a ser registada em 32 estações meteorológicas, abrangendo quase todo o continente, estendeu-se até ao início do mês de julho.</p><div class="texto-destacado">Verificaram-se novos extremos dos anteriores maiores valores da temperatura mínima do ar em 3 estações, Vinhais, Bragança e Montalegre, onde se registaram temperaturas mínimas de 25,8 °C, 23,7 °C e 20,8 °C respetivamente.</div><p>Nos dias 22 e 23 registaram-se noites tropicais (temperatura mínima ≥ 20 °C) em 40% das estações meteorológicas do IPMA, enquanto que, nos dias 12 e 21 ocorreram em 20% das estações.</p><p><strong>Dias extremamente quentes (temperatura máxima ≥ 40 °C)</strong> registaram-se no dia 21 de junho em 5 estações e no dia 30 em 4 estações.</p><h2>A precipitação em junho foi muito inferior ao valor normal </h2><p>Ainda de acordo com o IPMA, o mês de junho de 2026 registou um total de precipitação mensal de <strong>6,9 mm, com uma anomalia de -14.4 mm</strong>, muito inferior ao valor médio 1991-2020, sendo o 14º mais seco deste 1931 e o 7º mais seco desde 2000.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/clima-no-continente-em-junho-apresentado-pela-meteorologista-teresa-abrantes-com-base-em-dados-do-ipma-1784333475061.jpg" data-image="t9z4wupc6x2n" alt="Anomalias da precipitação" title="Anomalias da precipitação"><figcaption>Anomalias da quantidade de precipitação, no mês de junho, em Portugal continental, em relação aos valores médios no período 1991-2020. Fonte: IPMA</figcaption></figure><p>Ao longo do mês não se verificou precipitação significativa, exceto nalguns locais da região nordeste, nos dias 13 e 14 de junho, e na região oeste, no dia 25.</p><div class="texto-destacado">Só em 4 estações meteorológicas foi ultrapassado o valor normal de precipitação para junho, nas restantes estações foi inferior ao normal, sendo mesmo inferior a metade do valor médio em 86% das estações.</div><p>O maior valor da quantidade de precipitação em 24 h foi de 33,0 mm e registou-se em Mirandela, no dia 14. No concelho de Trancoso verificou-se o valor mais elevado de percentagem de precipitação em relação ao valor médio, 143%. </p><h2>Monitorização da Seca – Índice PDSI</h2><p>O valor da quantidade de precipitação até 30 de setembro acumulada no ano hidrológico 2025/2026 (1 de outubro de 2025 a 30 setembro de 2026), foi de 1047.1 mm, corresponde a 139% do valor normal 1991-2020.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Este ano hidrológico (o período de 1 outubro a 30 junho) é o 17º mais chuvoso desde 1931 e o 2º mais chuvoso desde 2000, depois de 2001, com 1281.8 mm.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Em junho, a região Norte registou um total mensal de cerca de 40% em relação ao valor médio, enquanto a região Sul registou apenas 22%. O mês de junho é o 4º mês consecutivo com totais mensais acumulados inferiores ao normal.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774576" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/meteorologista-teresa-abrantes-apresenta-o-clima-de-maio-de-2026-no-continente-com-base-nos-dados-do-ipma.html" title="Meteorologista Teresa Abrantes apresenta o clima de maio de 2026 no continente, com base nos dados do IPMA">Meteorologista Teresa Abrantes apresenta o clima de maio de 2026 no continente, com base nos dados do IPMA</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/meteorologista-teresa-abrantes-apresenta-o-clima-de-maio-de-2026-no-continente-com-base-nos-dados-do-ipma.html" title="Meteorologista Teresa Abrantes apresenta o clima de maio de 2026 no continente, com base nos dados do IPMA"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologista-teresa-abrantes-apresenta-o-clima-de-maio-de-2026-no-continente-com-base-nos-dados-do-ipma-1781790409619_320.jpg" alt="Meteorologista Teresa Abrantes apresenta o clima de maio de 2026 no continente, com base nos dados do IPMA"></a></article></aside><p>A 30 de junho verificou-se <strong>uma nova diminuição dos valores de água no solo, </strong>como consequência de um mês de junho muito seco e muito quente. </p><div class="texto-destacado">De acordo com o Índice Meteorológico de Seca, PDSI, índice meteorológico de seca calculado pelo IPMA para monitorização da situação de seca, a 30 de junho constata-se uma alteração muito significativa das condições de seca em Portugal continental. Deixam-se de ter condições húmidas, que ainda existiam no final de maio, para condições de seca meteorológica em mais de metade do território em junho.</div><p>A distribuição percentual por classes do índice PDSI no território continental, no final de junho é a seguinte: 36.2% na classe normal; 61.1% na classe de seca fraca e 2.7% na classe de seca moderada.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/clima-em-portugal-continental-em-junho-2026-as-conclusoes-da-meteorologista-teresa-abrantes-com-base-em-dados-do-ipma.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Satélites da NASA detetam erupção vulcânica submarina que poderia criar uma nova ilha no planeta]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/satelites-da-nasa-detectam-erupcao-vulcanica-submarina-que-poderia-criar-uma-nova-ilha-no-planeta.html</link><pubDate>Sun, 19 Jul 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma erupção submarina detetada pela NASA oferece uma oportunidade única de estudar um dos processos geológicos mais fascinantes do mundo e a possibilidade de formação de uma nova ilha.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/satelites-de-la-nasa-detectan-erupcion-volcanica-submarina-que-podria-generar-una-nueva-isla-en-el-planeta-1783998035906.png" data-image="zjgq46wr0hpo"><figcaption>A maior quantidade de vulcões da Terra está oculta no fundo do oceano.</figcaption></figure><p>Embora tenhamos a tendência de associar vulcões a montanhas fumegantes e rios de lava, <strong>a maior parte da atividade vulcânica da Terra ocorre no fundo do oceano</strong>. Trata-se de um processo contínuo nas profundezas marinhas que, incessantemente, constrói e transforma a superfície, dando origem a nova crosta e — por vezes — até mesmo a novas ilhas.</p><div class="texto-destacado">Aproximadamente 75% de toda a atividade vulcânica na Terra ocorre sob o oceano, principalmente ao longo das dorsais meso-oceânicas, onde se forma nova crosta terrestre.</div><p>E é precisamente isto que pode estar a acontecer no <strong>Mar de Bismarck, a norte da Papua-Nova Guiné</strong>. Uma erupção submarina detetada por vários satélites da NASA chamou a atenção da comunidade científica devido à sua intensidade e à probabilidade de que, caso a atividade continue, o <strong>vulcão possa acabar por emergir acima da superfície</strong>.</p><h2>Da superfície do mar ao espaço</h2><p>A atividade vulcânica teve início a 8 de maio, quando uma série de pequenos terramotos precedeu a erupção. Pouco depois, vários satélites da NASA começaram a detetar enormes <strong>plumas de vapor, cinzas e água elevando-se sobre o Mar de Bismarck</strong>. Além disso, alterações térmicas indicavam a <strong>presença de magma muito próximo à superfície do oceano</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/satelites-de-la-nasa-detectan-erupcion-volcanica-submarina-que-podria-generar-una-nueva-isla-en-el-planeta-1783998098395.png" data-image="nupoj8aejfsz"><figcaption>Imagem de satélite da NASA de 15 de maio a mostrar material vulcânico flutuante (pedra-pomes), águas esverdeadas causadas por ele e uma pluma de vapor acima da erupção submarina.</figcaption></figure><p>O curioso? <strong>Ainda não é possível afirmar com absoluta certeza que vulcão está em erupção</strong>. Esta região específica carece de mapas detalhados do fundo do mar, de modo que a sua topografia permanece, em grande parte, um mistério.</p><p>A hipótese mais provável é que a<strong> erupção se origine de uma estrutura vulcânica situada na chamada Dorsal Titan</strong>, uma área conhecida por intensa atividade tectónica.</p><h2>O nascimento de uma nova ilha?</h2><p>Quando ocorre uma erupção submarina em águas relativamente rasas e ela persiste por tempo suficiente, o material vulcânico pode acumular-se até emergir acima do nível do mar. <strong>Embora seja um fenómeno raro, ele já ocorreu em várias partes do mundo</strong>.</p><p>Nas primeiras semanas imagens de satélite mostraram que a erupção estava a lançar <strong>grandes quantidades de material vulcânico e calor em direção à superfície</strong>. Isto deu origem à teoria de que uma nova ilha poderia formar-se; no entanto, essa possibilidade permaneceu apenas como uma hipótese.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/satelites-de-la-nasa-detectan-erupcion-volcanica-submarina-que-podria-generar-una-nueva-isla-en-el-planeta-1783998184543.png" data-image="gn0hv901si59"><figcaption>A ilha de Hunga Tonga-Hunga Ha'apai surgiu após uma erupção no Pacífico Sul entre 2014 e 2015, mas uma erupção mais poderosa em 2022 transformou quase completamente a paisagem. Imagem: NOAA.</figcaption></figure><p>Os relatórios mais recentes do Observatório Vulcanológico de Rabaul indicam que a atividade diminuiu significativamente. Desde meados de junho, praticamente não foram registados terramotos relacionados com o vulcão, sendo observadas apenas emissões de vapor muito fracas e descoloração da água. O processo não terminou, mas, por enquanto, <strong>a probabilidade de formação de uma nova ilha é menor</strong>.</p><h2>O que os nossos oceanos escondem</h2><p>O facto é que sabemos muito pouco sobre o lugar onde tudo isto acontece. Apesar dos avanços tecnológicos, <strong>vastas áreas do relevo oceânico permanecem sem mapeamento com detalhes suficientes</strong>. Hoje, conhecemos as superfícies da Lua, de Marte e até mesmo de Vénus com mais detalhes do que grande parte do nosso próprio relevo oceânico.</p><p>A <strong>água bloqueia a maioria das técnicas de observação realizadas a partir do espaço</strong>. O mapeamento do fundo do mar em alta resolução exige percorrê-lo com navios equipados com sonar, que enviam pulsos sonoros em direção ao leito marinho e medem o tempo que levam para regressar, reconstruindo assim o relevo submarino. No entanto, trata-se de um processo lento, complexo e dispendioso.</p><div class="texto-destacado">Fontes hidrotermais formam-se em redor de muitos vulcões submarinos; delas jorra água muito quente e rica em minerais, e são habitadas por organismos capazes de obter energia a partir de compostos químicos — em vez da luz solar — através de um processo chamado quimiossíntese.</div><p>No entanto, graças às observações por satélite, os cientistas conseguem acompanhar a evolução de erupções como esta em tempo quase real, detetar a dispersão de material vulcânico e observar como a superfície do oceano é temporariamente transformada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777194" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/video-viral-e-filmada-uma-erupcao-freatomagmatica-no-vulcao-taal-nas-filipinas.html" title="Vídeo viral: é filmada uma erupção freatomagmática no vulcão Taal, nas Filipinas">Vídeo viral: é filmada uma erupção freatomagmática no vulcão Taal, nas Filipinas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/video-viral-e-filmada-uma-erupcao-freatomagmatica-no-vulcao-taal-nas-filipinas.html" title="Vídeo viral: é filmada uma erupção freatomagmática no vulcão Taal, nas Filipinas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/video-viral-registran-una-erupcion-freatomagmatica-en-el-volcan-taal-filipinas-1783166471109_320.jpg" alt="Vídeo viral: é filmada uma erupção freatomagmática no vulcão Taal, nas Filipinas"></a></article></aside><p>E sim, <strong>embora esta erupção possa não criar uma nova ilha, ela revela um mundo fascinante que permanece oculto à vista de todos</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Global%20Volcanism%20Program" data-year="2026" data-title="Report%20on%20Titan%20Ridge%20(Papua%20New%20Guinea)%20(Sennert%2C%20S%2C%20ed.).%20Weekly%20Volcanic%20Activity%20Report%2C%202%20July-8%20July%202026." data-url="https%3A%2F%2Fvolcano.si.edu%2Fvolcano.cfm%3Fvn%3D250030">Global Volcanism Program. (2026). <a href="https://volcano.si.edu/volcano.cfm?vn=250030" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Report on Titan Ridge (Papua New Guinea) (Sennert, S, ed.). Weekly Volcanic Activity Report, 2 July-8 July 2026.</a>.</cite><br><cite data-author="NASA%20Earth%20Observatory" data-year="2026" data-title="New%20Eruption%20in%20the%20Bismarck%20Sea" data-url="https%3A%2F%2Fscience.nasa.gov%2Fearth%2Fearth-observatory%2Fnew-eruption-in-the-bismarck-sea%2F">NASA Earth Observatory. (2026). <a href="https://science.nasa.gov/earth/earth-observatory/new-eruption-in-the-bismarck-sea/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">New Eruption in the Bismarck Sea</a>.</cite><br><cite data-author="NOAA%20Ocean%20Exploration" data-year="2026" data-title="Do%20volcanic%20eruptions%20happen%20underwater%3F" data-url="https%3A%2F%2Foceanexplorer.noaa.gov%2Focean-fact%2Fvolcanoes%2F">NOAA Ocean Exploration. (2026). <a href="https://oceanexplorer.noaa.gov/ocean-fact/volcanoes/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Do volcanic eruptions happen underwater?</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/satelites-da-nasa-detectam-erupcao-vulcanica-submarina-que-poderia-criar-uma-nova-ilha-no-planeta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O Sol é o verdadeiro motor por trás dos furacões: eis como a radiação solar desperta os monstros do oceano]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-sol-e-o-verdadeiro-motor-por-tras-dos-furacoes-eis-como-a-radiacao-solar-desperta-os-monstros-do-oceano.html</link><pubDate>Sat, 18 Jul 2026 14:45:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O vento e a chuva são apenas a parte visível de um furacão. Por trás do seu imenso poder, esconde-se um processo que tem início muito antes da sua formação, à medida que o sol aquece os oceanos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-sol-es-el-verdadero-motor-de-los-huracanes-asi-es-como-la-radiacion-solar-despierta-a-los-monstruos-del-oceano-1783042062678.png" data-image="7zo773fu6ghd" alt="radiation; warming; sun; climate" title="radiation; warming; sun; climate"><figcaption>O oceano é o maior reservatório de calor do planeta, armazenando energia solar durante semanas, meses e até anos.</figcaption></figure><p> O que lhe vem à cabeça quando pensa num <strong>furacão</strong>? A maioria das pessoas imagina ventos destrutivos, chuva torrencial e ondas poderosas. Mas por trás dessa força, muitas vezes devastadora, esconde-se um fator determinante muito menos óbvio.</p><div class="texto-destacado">Graças à sua enorme capacidade de armazenar calor — cerca de quatro vezes superior à do ar —, <strong>os oceanos funcionam como o maior reservatório de energia do sistema climático.</strong></div><p>Tudo começa com o <strong>sol</strong>. Cerca de <strong>50–51% da radiação solar</strong> que atinge o nosso planeta é absorvida pela superfície da Terra, sendo que<strong> os oceanos absorvem a maior parte dessa energia</strong>, uma vez que cobrem uma porção tão grande do globo. Sem esta energia, os ciclones tropicais simplesmente não se poderiam formar.</p><h2>O oceano: uma bateria carregada pelo sol</h2><p>Durante meses, especialmente nos trópicos, <strong>o oceano absorve enormes quantidades de energia solar e armazena-a sob a forma de calor</strong>. Não é apenas a superfície que se aquece. As camadas superiores do oceano acumulam uma grande reserva de energia conhecida como conteúdo de calor oceânico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-sol-es-el-verdadero-motor-de-los-huracanes-asi-es-como-la-radiacion-solar-despierta-a-los-monstruos-del-oceano-1783041646034.png" data-image="jkqx6or9idt2" alt="tropical cyclone; sun; ocean heat content" title="tropical cyclone; sun; ocean heat content"><figcaption>No Atlântico Norte e na parte oriental do Pacífico Norte, setembro regista o maior número de furacões, uma vez que o oceano passou o verão a acumular enormes quantidades de energia solar.</figcaption></figure><p>A fase seguinte tem início <strong>quando a água do mar começa a evaporar</strong>. Esse vapor de água sobe para a atmosfera e, à medida que arrefece, condensa-se, formando nuvens e chuva. Durante este processo, liberta uma quantidade enorme de calor latente, o que aquece o ar circundante e faz com que este suba ainda mais.</p><div class="texto-destacado">Quando<strong> as temperaturas da superfície do mar excedem os 26,5 °C</strong> e essa água quente se estende por várias dezenas de metros abaixo da superfície, o oceano <strong>contém o combustível necessário para que um ciclone tropical se desenvolva</strong>.</div><p>Esse movimento ascendente reduz a pressão à superfície, permitindo que mais ar quente e rico em humidade flua do ambiente circundante. À medida que este ciclo se repete, o sistema torna-se mais forte, <strong>tal como um motor continuamente alimentado pelo oceano quente</strong>.</p><p>É por isso que um ciclone tropical enfraquece quando se desloca sobre águas mais frias ou agita o oceano o suficiente para trazer água mais fria das profundezas para a superfície.<strong> À medida que a energia armazenada pelo oceano se esgota, o motor da tempestade começa a ficar sem combustível</strong>.</p><h2>A água quente, por si só, não é suficiente</h2><p>O calor do oceano, por si só, não consegue gerar um furacão. São também essenciais condições atmosféricas favoráveis. Os ventos devem variar muito pouco com a altitude — uma condição conhecida como <strong>baixo cisalhamento do vento</strong>.</p><p>A atmosfera precisa também de <strong>humidade adequada nos níveis médios</strong>, juntamente com a <strong>força de Coriolis</strong>, que confere à tempestade o seu movimento rotativo característico.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771154" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-oficial-da-meteored-para-a-temporada-de-furacoes-de-2026-teremos-mais-ciclones-este-ano.html" title="Previsão oficial da Meteored para a temporada de furacões de 2026: teremos mais ciclones este ano?">Previsão oficial da Meteored para a temporada de furacões de 2026: teremos mais ciclones este ano?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-oficial-da-meteored-para-a-temporada-de-furacoes-de-2026-teremos-mais-ciclones-este-ano.html" title="Previsão oficial da Meteored para a temporada de furacões de 2026: teremos mais ciclones este ano?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pronostico-oficial-de-meteored-para-la-temporada-de-huracanes-2026-tendremos-mas-ciclones-este-ano-1779838196467_320.png" alt="Previsão oficial da Meteored para a temporada de furacões de 2026: teremos mais ciclones este ano?"></a></article></aside><p>Por isso, da próxima vez que vir imagens de satélite de um furacão, lembre-se de que a sua força não se formou da noite para o dia. <strong>É o resultado de semanas — ou mesmo meses — de energia solar armazenada no oceano</strong>, à espera do momento em que se transforma num dos fenómenos mais poderosos da Terra.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-sol-e-o-verdadeiro-motor-por-tras-dos-furacoes-eis-como-a-radiacao-solar-desperta-os-monstros-do-oceano.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Criam um "escudo de plasma" para proteger a Terra e evitar o fim da Internet em caso de tempestades solares]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/criam-um-escudo-de-plasma-para-proteger-a-terra-e-evitar-o-fim-da-internet-em-caso-de-tempestades-solares.html</link><pubDate>Sat, 18 Jul 2026 13:31:42 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Os cientistas propõem um novo sistema para proteger a Terra através de um escudo de plasma artificial. Este método reduziria para metade o impacto tecnológico das tempestades solares mais extremas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-proponen-un-metodo-para-proteger-artifivalmente-a-la-tierra-de-las-tormentas-solares-intensas-1784232354186.png" data-image="ynbkd70gp2iu"><figcaption>As ejeções de massa coronal e as tempestades solares são provocadas pela ruptura dos campos magnéticos no Sol.</figcaption></figure><p>Quando ocorre uma libertação repentina de energia acumulada na nossa estrela, surgem tempestades solares, explosões gigantescas de energia e partículas carregadas que são lançadas para o espaço. Se se dirigirem para o nosso planeta, podem afetar os sistemas de comunicação, navegação e eletricidade.</p><p>A causa é a reconexão magnética, <strong>um processo em que as linhas do campo magnético solar se rompem e se reorganizam violentamente</strong>, o que liberta radiação e plasma para o sistema solar. Costuma dar origem às manchas solares, regiões que parecem escuras devido à sua temperatura mais baixa.</p><p>Existem diferentes tipos de emissões, como as erupções solares, que são rajadas de energia que interferem quase imediatamente com os sinais de rádio. Por outro lado, as Ejeções de Massa Coronal (CME) são enormes bolhas de plasma e campo magnético que podem demorar vários dias a chegar à Terra.</p><div class="texto-destacado">O Evento de Carrington, de 1859, foi a tempestade solar mais intensa de que há registo. Provocou auroras visíveis até no Panamá e colapsou a rede telegráfica da época; as correntes induzidas foram tão fortes que os equipamentos de comunicação lançaram faíscas e os instrumentos de medição magnética ultrapassaram os limites da escala.</div><p>Para além do risco do tipo Carrington, existem os eventos Miyake, que são explosões solares muito mais intensas, descobertas através da análise do carbono-14 nos anéis das árvores. O que realça a urgência de desenvolver sistemas de proteção para evitar um colapso total da nossa civilização.</p><h2>Vulnerabilidade na infraestrutura global</h2><p>No nosso mundo hiperconectado, <strong>um evento desta magnitude provocaria cortes de energia a nível continental </strong>e danos nos transformadores que demorariam semanas ou meses a ser reparados. As correntes induzidas ultrapassariam as proteções atuais e deixariam milhões de pessoas numa escuridão sem precedentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-proponen-un-metodo-para-proteger-artifivalmente-a-la-tierra-de-las-tormentas-solares-intensas-1784232188758.png" data-image="r4qhe5solx97"><figcaption>Uma das consequências mais belas das tempestades solares são as auroras que se podem observar nos pólos terrestres.</figcaption></figure><p>Os satélites em órbita podem sofrer sobrecargas elétricas que inutilizem as suas operações ou alterem a precisão do GPS. De facto, <strong>ocorreram incidentes recentes, como a perda de satélites Starlink em 2022</strong>. A degradação destes sinais afetaria a navegação aérea e marítima a nível global.</p><p>Embora seja improvável que ocorra um apagão digital total, <strong>falhas regionais graves poderiam interromper a banca eletrónica, os voos e as operações logísticas</strong>. Por fim, representam um perigo direto para a segurança dos astronautas e a integridade das naves espaciais fora da atmosfera protetora.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="742895" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/iluminou-o-ceu-e-queimou-telegrafos-em-1859-o-que-e-o-evento-carrington-e-como-pode-fazer-colapsar-a-tecnologia-atual.html" title="Iluminou o céu e queimou telégrafos em 1859: o que é o Evento Carrington e como pode fazer colapsar a tecnologia atual?">Iluminou o céu e queimou telégrafos em 1859: o que é o Evento Carrington e como pode fazer colapsar a tecnologia atual?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/iluminou-o-ceu-e-queimou-telegrafos-em-1859-o-que-e-o-evento-carrington-e-como-pode-fazer-colapsar-a-tecnologia-atual.html" title="Iluminou o céu e queimou telégrafos em 1859: o que é o Evento Carrington e como pode fazer colapsar a tecnologia atual?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ilumino-el-cielo-y-quemo-telegrafos-en-1859-el-evento-carrington-y-como-podria-colapsar-la-tecnologia-actual-1764357549707_320.jpeg" alt="Iluminou o céu e queimou telégrafos em 1859: o que é o Evento Carrington e como pode fazer colapsar a tecnologia atual?"></a></article></aside><p>Um fenómeno que tem deixado os físicos perplexos nos últimos tempos é a "super-expansão" das tempestades solares durante o seu percurso até à Terra, uma vez que se observou que algumas nuvens de plasma aumentaram o seu volume e triplicaram a sua temperatura interna num curto espaço de tempo, o que reduz o tempo de reação para proteger as infraestruturas críticas.</p><h3>Chegaram os reforços!</h3><p>Perante estas ameaças, foi proposto<strong> um sistema defensivo baseado na introdução de massa artificial na magnetosfera da Terra</strong>, com o objetivo de reforçar as defesas naturais do planeta, criando um escudo para reduzir o impacto do vento solar antes que este interaja com a nossa atmosfera e tecnologia.</p><p>O método seria implementado através da mobilização de um conjunto de naves espaciais que, basicamente, transportariam um gás para o espaço, o qual seria libertado na magnetosfera, "semeando-a" com um plasma artificial para reforçar a região contra a radiação e as partículas cósmicas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-proponen-un-metodo-para-proteger-artifivalmente-a-la-tierra-de-las-tormentas-solares-intensas-1784232534224.jpg" data-image="rbu3uhto5yc9"><figcaption>O plasma e as partículas carregadas provenientes do Sol são desviados pela magnetosfera terrestre.</figcaption></figure><p>Os resultados previstos sugerem que esta técnica <strong>poderá alcançar uma redução de 50% ou mais nos efeitos negativos do vento solar</strong>, uma vez que, ao atenuar a força do impacto inicial, se reduziriam as correntes elétricas induzidas perigosas, permitindo assim que as infraestruturas críticas funcionassem em níveis mais controláveis.</p><p>Uma das vantagens logísticas do sistema é que, uma vez instalada a base no espaço, os materiais de carga poderiam permanecer armazenados durante anos em órbita e a carga só seria libertada quando fosse detetada uma ameaça iminente, garantindo que a defesa esteja disponível exatamente quando for necessária.</p><h3>Prevenção e monitorização</h3><p>A verdade é que a vigilância contínua constitui a primeira linha de defesa para mitigar riscos, ações levadas a cabo por<strong> agências como a NOAA e o SWPC, que monitorizam o Sol em tempo real</strong>. Emitindo alertas precoces e dando aos operadores de redes elétricas e de satélites horas ou mesmo dias para tomarem as devidas precauções.</p><p>Atualmente, para proteger as infraestruturas, os operadores adotam protocolos de mitigação que incluem <strong>isolar transformadores ou colocar os satélites em modo de segurança</strong>. A NASA, por exemplo, pode desligar instrumentos nas naves espaciais durante as fases mais críticas de uma tempestade para evitar curto-circuitos internos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="618291" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/eventos-miyake-um-risco-cataclismico-para-o-nosso-planeta-qual-e-a-gravidade-da-ameaca-civilizacao.html" title="Eventos Miyake: um risco cataclísmico para o nosso planeta? Qual é a gravidade da ameaça?">Eventos Miyake: um risco cataclísmico para o nosso planeta? Qual é a gravidade da ameaça?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/eventos-miyake-um-risco-cataclismico-para-o-nosso-planeta-qual-e-a-gravidade-da-ameaca-civilizacao.html" title="Eventos Miyake: um risco cataclísmico para o nosso planeta? Qual é a gravidade da ameaça?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/les-evenements-miyake-un-risque-cataclysmique-pour-notre-planete-quel-est-l-etat-de-la-menace-1703007197697_320.jpeg" alt="Eventos Miyake: um risco cataclísmico para o nosso planeta? Qual é a gravidade da ameaça?"></a></article></aside><p>Não obstante o exposto,<strong> estas medidas são limitadas perante eventos de magnitude extrema</strong>. Por isso, os modelos digitais, baseados em IA, ajudam a visualizar as velocidades de propagação e as trocas de calor que inflam as nuvens magnéticas no meio interplanetário.</p><p>A verdade é que, embora estas tempestades nos ofereçam auroras espetaculares (tanto boreais como austrais), à medida que a nossa dependência tecnológica aumenta, também deve aumentar a nossa capacidade de a proteger face a um Sol que, embora nos dê vida, também possui um poder destrutivo inimaginável.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="B.%20M.%20Walsh%2C%20D.%20T.%20Welling%2C%20Z.%20Huang" data-year="2026" data-title="Terrestrial%20Space%20Weather%20Protection%20Through%20Human-Produced%20Mass-Loading" data-url="https%3A%2F%2Fagupubs.onlinelibrary.wiley.com%2Fdoi%2Ffull%2F10.1029%2F2025SW004846">B. M. Walsh, D. T. Welling, Z. Huang. (2026). <a href="https://agupubs.onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1029/2025SW004846" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Terrestrial Space Weather Protection Through Human-Produced Mass-Loading</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/criam-um-escudo-de-plasma-para-proteger-a-terra-e-evitar-o-fim-da-internet-em-caso-de-tempestades-solares.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Gota fria a noroeste de Portugal deverá persistir até 25 de julho: saiba como poderá afetar o tempo no nosso país]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/gota-fria-a-noroeste-de-portugal-devera-persistir-ate-25-de-julho-saiba-como-podera-afetar-o-tempo-no-nosso-pais.html</link><pubDate>Sat, 18 Jul 2026 13:13:05 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma depressão isolada em altitude, conhecida por gota fria, formou-se a noroeste da Península Ibérica e poderá condicionar o estado do tempo em Portugal até, pelo menos, 25 de julho. </p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaq71i6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaq71i6.jpg" id="xaq71i6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma depressão isolada em altitude, vulgarmente conhecida por <strong>gota fria</strong>, formou-se este sábado (18) a noroeste da Península Ibérica e deverá condicionar o estado do tempo em Portugal durante praticamente toda a próxima semana.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p> Embora não se trate de uma situação de instabilidade severa, <strong>o sistema poderá influenciar as temperaturas, provocar alguma trovoada localizada</strong> e manter uma circulação atmosférica pouco habitual para esta época do ano.</p><h2>Uma gota fria instalou-se a noroeste da Península Ibérica</h2><p>Desde este sábado, 18 de julho, os modelos meteorológicos <strong>mostram a formação de uma depressão isolada em altitude sobre o Atlântico,</strong> a noroeste da Península Ibérica. Este tipo de sistema forma-se quando uma bolsa de ar frio, se separa da circulação principal do jato polar, ficando isolada e deslocando-se lentamente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gota-fria-a-noroeste-de-portugal-devera-persistir-ate-25-de-julho-como-podera-afetar-o-estado-do-tempo-1784377453961.jpg" data-image="kuo8lt85ao1o" alt="Geopotencial 500 hPa" title="Geopotencial 500 hPa"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-683178">Uma depressão isolada em altitude (gota fria) começou a formar-se este sábado a noroeste da Península Ibérica. O núcleo de ar frio, localizado em altitude, deverá influenciar o estado do tempo em Portugal durante vários dias.</figcaption></figure><p>Ao contrário das depressões atlânticas clássicas, <strong>uma gota fria pode permanecer praticamente estacionária durante vários dias,</strong> tornando a previsão da sua trajetória mais difícil. Pequenos desvios na posição do seu núcleo são suficientes para alterar significativamente os seus efeitos à superfície.</p><h2>Entre domingo e segunda-feira: litoral mais fresco, interior continua quente</h2><p>Apesar da proximidade desta circulação fria, o calor não desaparecerá de Portugal continental. Entre domingo (19) e segunda-feira (20), o interior continuará a registar temperaturas tipicamente estivais, frequentemente entre os <strong>30 e 35 ºC</strong>, enquanto a influência marítima será bastante mais evidente ao longo da fachada atlântica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gota-fria-a-noroeste-de-portugal-devera-persistir-ate-25-de-julho-como-podera-afetar-o-estado-do-tempo-1784377520075.png" data-image="jaj82rgss529" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption>A circulação associada à gota fria irá favorecer a entrada de ar marítimo mais fresco ao longo da costa portuguesa, mantendo máximas próximas dos 25 ºC no litoral, enquanto o interior continuará a registar temperaturas tipicamente estivais.</figcaption></figure><p>A circulação ciclónica associada à depressão<strong> favorecerá a entrada de ar mais fresco sobre o litoral Norte, Centro e região de Lisboa</strong>,<strong> </strong>onde as temperaturas máximas dificilmente deverão ultrapassar os <strong>25 ºC</strong>. Assim, manter-se-á um contraste marcado entre o litoral, mais fresco, e o interior, mais quente.</p><h2>Instabilidade localizada poderá originar algumas trovoadas</h2><p>Além da descida das temperaturas junto à costa, o ar frio em altitude poderá favorecer alguma<strong> instabilidade durante as tardes, sobretudo no interior Norte</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gota-fria-a-noroeste-de-portugal-devera-persistir-ate-25-de-julho-como-podera-afetar-o-estado-do-tempo-1784377640434.png" data-image="pa66qv24idc8" alt="Densidade de raios" title="Densidade de raios"><figcaption>Durante a tarde de domingo poderá desenvolver-se alguma instabilidade no interior Norte, com possibilidade de trovoadas muito localizadas e de fraca intensidade, sobretudo em zonas montanhosas de Trás-os-Montes.</figcaption></figure><p>Segundo a previsão atual da Meteored Portugal, durante a tarde de domingo poderão desenvolver-se <strong>células convectivas muito localizadas</strong> nas regiões de Mourão, Lousã, Chaves, e áreas envolventes. Ainda assim, trata-se de uma situação de <strong>fraca intensidade</strong>, com uma densidade muito reduzida de descargas elétricas, em muitos casos, poderá ocorrer apenas um raio por hora ou menos.</p><h2>A depressão poderá persistir até ao final da próxima semana</h2><p>Os modelos continuam a indicar que esta depressão isolada permanecerá ativa durante vários dias. O mapa de geopotencial aos <strong>700 hPa</strong> (cerca de 3000 metros de altitude) mostra que, a 22 de julho, o núcleo da gota fria continuará presente a oeste da Península Ibérica, embora ligeiramente mais deslocado para oeste relativamente aos dias anteriores.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779231" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/este-domingo-19-de-julho-as-temperaturas-sobem-ligeiramente-eis-as-cinco-localidades-onde-se-preveem-35-c-ou-mais.html" title="Este domingo, 19 de julho, as temperaturas sobem ligeiramente: eis as cinco localidades onde se preveem 35 ºC ou mais">Este domingo, 19 de julho, as temperaturas sobem ligeiramente: eis as cinco localidades onde se preveem 35 ºC ou mais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/este-domingo-19-de-julho-as-temperaturas-sobem-ligeiramente-eis-as-cinco-localidades-onde-se-preveem-35-c-ou-mais.html" title="Este domingo, 19 de julho, as temperaturas sobem ligeiramente: eis as cinco localidades onde se preveem 35 ºC ou mais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/este-domingo-19-de-julho-as-temperaturas-sobem-ligeiramente-eis-as-cinco-localidades-onde-se-preveem-35-c-ou-mais-1784378016427_320.png" alt="Este domingo, 19 de julho, as temperaturas sobem ligeiramente: eis as cinco localidades onde se preveem 35 ºC ou mais"></a></article></aside><p>As previsões mais recentes sugerem que o sistema apenas começará a atravessar o norte da Península Ibérica entre <strong>24 e 25 de julho</strong>, deslocando-se depois para leste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gota-fria-a-noroeste-de-portugal-devera-persistir-ate-25-de-julho-como-podera-afetar-o-estado-do-tempo-1784377951757.jpg" data-image="1qg6uzbiwj78" alt="Geopotencial e vento 300 hPa" title="Geopotencial e vento 300 hPa"><figcaption>Na reta final da previsão, a depressão isolada em altitude deverá atravessar o norte da Península Ibérica em direção ao interior da Europa, permitindo a entrada de uma massa de ar mais fresca sobre Portugal continental.</figcaption></figure><p>Esta evolução permitirá a contínua entrada de uma massa de ar relativamente mais fresca sobre Portugal continental, favorecendo uma descida mais evidente das temperaturas nas regiões Norte e Centro. <strong>Nas serras mais elevadas destas regiões, as temperaturas ao início da tarde poderão mesmo permanecer abaixo dos 20 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gota-fria-a-noroeste-de-portugal-devera-persistir-ate-25-de-julho-como-podera-afetar-o-estado-do-tempo-1784378044472.jpg" data-image="eafuayfuojgf" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-198435">A previsão indica que a gota fria permanecerá próxima da Península Ibérica até meados da próxima semana. A sua deslocação gradual para norte poderá favorecer uma descida mais significativa das temperaturas nas regiões Norte e Centro a partir dos dias 24 e 25 de julho.</figcaption></figure><p>Apesar desta tendência, importa recordar que a posição exata da gota fria continua a apresentar alguma incerteza. Pequenas alterações na sua trajetória poderão <strong>modificar a distribuição da instabilidade e da intensidade da descida das temperaturas</strong>, pelo que será importante acompanhar as próximas atualizações dos modelos meteorológicos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/gota-fria-a-noroeste-de-portugal-devera-persistir-ate-25-de-julho-saiba-como-podera-afetar-o-tempo-no-nosso-pais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este domingo, 19 de julho, as temperaturas sobem ligeiramente: eis as cinco localidades onde se preveem 35 ºC ou mais]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/este-domingo-19-de-julho-as-temperaturas-sobem-ligeiramente-eis-as-cinco-localidades-onde-se-preveem-35-c-ou-mais.html</link><pubDate>Sat, 18 Jul 2026 12:41:14 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Para domingo, 19 de julho, está prevista uma ligeira subida das temperaturas máximas em grande parte da geografia de Portugal continental. Consulte a previsão do tempo e descubra as 5 localidades mais quentes do país amanhã.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaq6vtm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaq6vtm.jpg" id="xaq6vtm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A partir deste fim de semana de 18 e 19 de julho, a previsão do modelo Europeu indica o estabelecimento de um padrão de circulação compatível com o regime atmosférico conhecido como <strong>crista atlântica</strong>.</p><p>Este padrão consiste no fortalecimento e extensão de um anticiclone sobre o Atlântico Norte sob a forma de uma crista anticiclónica que, quando se instala na região Euro-Atlântica, tende a favorecer <strong>tempo seco e estável em Portugal continental</strong>, bem como a presença da nortada, um fenómeno típico da estação estival no nosso país.</p><p>Os mapas de confiança da Meteored revelam uma região anticiclónica robusta, centrada a oeste da Irlanda, enquanto a disposição das isóbaras junto à costa portuguesa vai produzindo um <strong>gradiente de pressão favorável a um fluxo persistente dos quadrantes norte e oeste</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-domingo-19-de-julho-as-temperaturas-sobem-ligeiramente-eis-as-cinco-localidades-onde-se-preveem-35-c-ou-mais-1784377800601.png" data-image="30thxhyjn9l2"><figcaption>Padrão de crista atlântica bem evidenciado neste mapa, com o centro de altas pressões situado a oeste da Irlanda e a estender-se em crista de norte para sul.</figcaption></figure><p>O vento, inicialmente do quadrante norte (Nortada), mudará de rumo no domingo (19), passando a soprar predominantemente do quadrante oeste.<strong> Para domingo (19) não estão previstas alterações significativas no panorama meteorológico, exceto no que toca a uma pequena subida das temperaturas máximas</strong>.</p><p>Espera-se, de novo, a formação de nevoeiro matinal ou nebulosidade baixa em boa parte das Regiões Norte e Centro, podendo persistir durante grande parte do dia na metade norte do distrito de Viana do Castelo e nalguns setores do litoral Norte.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Ademais, para amanhã (19), mantém-se a <strong>possibilidade de chuviscos matinais no litoral Centro e de aguaceiros fracos e dispersos nas serras do Alto Minho</strong> e noutras áreas montanhosas do Norte e Centro-norte durante a tarde, <strong>embora a probabilidade seja reduzida</strong>.</p><p>No caso das zonas minhotas, esta situação resulta do transporte de ar marítimo procedente do Atlântico que, ao convergir com o relevo montanhoso, é forçado a ascender, favorecendo a condensação, gerando a formação de algumas nuvens e, eventualmente, a ocorrência pontual de precipitação fraca.</p><h2>Temperaturas máximas vão registar uma ligeira subida em mais de metade das capitais distritais este domingo, dia 19</h2><p>No que diz respeito às temperaturas, não se antecipam variações muito significativas, embora seja expectável uma <strong>ligeira subida dos valores das máximas no domingo (19)</strong> - de cerca de <strong>1 ºC</strong> - em várias capitais distritais, entre as quais: <strong>Évora (33 ºC), Beja (32 ºC), Portalegre (31 ºC), Santarém e Setúbal (30 ºC), Viseu (29 ºC), Coimbra, Leiria e Lisboa (28 ºC) e Aveiro (26 ºC)</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779103" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-enfrenta-um-novo-cenario-a-partir-de-terca-feira-21-o-calor-intenso-passara-do-mediterraneo-para-o-atlantico.html" title="Portugal enfrenta um novo cenário: a partir de terça-feira, 21 o calor intenso passará do Mediterrâneo para o Atlântico">Portugal enfrenta um novo cenário: a partir de terça-feira, 21 o calor intenso passará do Mediterrâneo para o Atlântico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-enfrenta-um-novo-cenario-a-partir-de-terca-feira-21-o-calor-intenso-passara-do-mediterraneo-para-o-atlantico.html" title="Portugal enfrenta um novo cenário: a partir de terça-feira, 21 o calor intenso passará do Mediterrâneo para o Atlântico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-enfrenta-um-novo-cenario-a-partir-de-terca-feira-21-o-calor-intenso-passara-do-mediterraneo-para-o-atlantico-1784294286955_320.png" alt="Portugal enfrenta um novo cenário: a partir de terça-feira, 21 o calor intenso passará do Mediterrâneo para o Atlântico"></a></article></aside><p>Em cidades como o Porto, Guarda e Bragança <strong>a temperatura máxima irá manter-se inalterada entre hoje (18) e amanhã (19)</strong>, estando previstos, respetivamente, 24, 28 e 33 ºC.</p><h2>Eis as localidades de Portugal continental onde se prevê mais calor neste domingo, 19 de julho</h2><p>Embora seja esperado um ligeiro aquecimento durante o dia de amanhã em várias regiões do país - mesmo assim -, as temperaturas máximas previstas para este domingo (19) <strong>não irão atingir valores tão elevados como se estimava anteriormente</strong>. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Mirandela, Vila Nova de Foz Côa, Reguengos de Monsaraz, Mértola e Alcoutim serão as cinco localidades mais quentes em Portugal continental este domingo, 19 de julho.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Esta revisão da previsão resulta de um reajuste da circulação atmosférica, marcada pelo predomínio do vento do quadrante oeste, que interveio substantivamente na distribuição das massas de ar e dos centros de ação, <strong>travando uma subida mais significativa das temperaturas e limitando o aquecimento diurno</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-domingo-19-de-julho-as-temperaturas-sobem-ligeiramente-eis-as-cinco-localidades-onde-se-preveem-35-c-ou-mais-1784377539144.png" data-image="9v55zwwg8vfn"><figcaption>Algumas localidades alentejanas, bem como as que se inserem nos principais vales fluviais, como o Douro e o Guadiana, serão as mais quentes do país neste domingo, 19 de julho.</figcaption></figure><p>Assim, <strong>a subida das temperaturas será mais contida, proporcionando um maior conforto térmico à população</strong>, mesmo estando agora na fase estatisticamente mais quente do ano (canícula).</p><p>Deste modo, as únicas localidades do nosso país onde se preveem máximas iguais ou superiores a 35 ºC no dia de amanhã, 19 de julho, serão <strong>Vila Nova de Foz Côa, Reguengos de Monsaraz, Mértola e Alcoutim (35 ºC), Mirandela (36 ºC)</strong>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/este-domingo-19-de-julho-as-temperaturas-sobem-ligeiramente-eis-as-cinco-localidades-onde-se-preveem-35-c-ou-mais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Viver no "forno": a injustiça social escondida no uso do ar condicionado e o agravamento nas ilhas de calor]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/viver-no-forno-a-injustica-social-escondida-no-uso-do-ar-condicionado-e-o-agravamento-nas-ilhas-de-calor.html</link><pubDate>Sat, 18 Jul 2026 08:47:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O paradoxo do frio: como a solução para o calor acelera o aquecimento global. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/viver-no-forno-a-injustica-social-escondida-no-uso-do-ar-condicionado-1783517091664.png" data-image="kff33hrfn2hq"><figcaption>Aparelhos de AC aumentam a temperatura das ruas em até 1°C, e apenas 10% das famílias em países quentes os possuem.</figcaption></figure><p>À medida que as ondas de calor extremo se tornam mais frequentes, intensas e prolongadas devido às alterações climáticas globais, <strong>o acesso ao ar condicionado (AC) passou rapidamente de um luxo moderno a uma necessidade premente de sobrevivência e saúde pública</strong>.</p><div class="texto-destacado">No entanto, este aumento drástico na procura por refrigeração está a expor e a criar uma nova e profunda fratura social, frequentemente denominada de "fosso do arrefecimento" (<em>cooling divide</em>). </div><p>Este fenómeno espelha uma cruel ironia: <strong>a tecnologia que nos protege do aquecimento global está, na verdade, a agravar o problema climático</strong> e a acentuar de forma severa as desigualdades socioeconómicas em todo o mundo.</p><h2>O privilégio do frio vs a vulnerabilidade térmica</h2><p>O paradoxo do ar condicionado assenta na criação de um ciclo vicioso evidente. Por um lado, as populações e os países mais ricos possuem os meios financeiros para instalar sistemas modernos de refrigeração e suportar os elevados custos da fatura elétrica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/viver-no-forno-a-injustica-social-escondida-no-uso-do-ar-condicionado-1783517169098.png" data-image="pc7losxdq3x5"><figcaption>Atualmente, os aparelhos de AC e as ventoinhas já consomem cerca de 10% de toda a eletricidade gerada no mundo.</figcaption></figure><p>Conseguem, assim, manter o seu conforto, a saúde e a produtividade laboral. Em contrapartida, as famílias com rendimentos mais baixos encontram-se cada vez mais impossibilitadas de aceder a esta forma de adaptação. Estas populações habitam, regra geral, em edifícios precários, com fraco isolamento térmico e situados em bairros de alta densidade sem árvores, onde predomina o asfalto.</p><h2>As consequências letais da desigualdade </h2><p>Esta desigualdade vai muito além do simples desconforto. <strong>A incapacidade de aceder a ambientes frescos resulta em consequências dramáticas e letai</strong><strong>s</strong>, gerando um aumento exponencial de golpes de calor, exaustão, agravamento de doenças crónicas (cardiovasculares e respiratórias) e picos de mortalidade prematura entre as camadas mais desprotegidas da sociedade. </p><h2>Aquecer a rua para arrefecer a casa </h2><p>A injustiça intensifica-se ainda mais no espaço físico da cidade devido à própria tecnologia do AC: para gerar ar frio no interior, os aparelhos expelem quantidades massivas de ar quente para as ruas. </p><div class="texto-destacado">Nas zonas urbanas, isto contribui diretamente para o efeito de "ilha de calor". O resultado é que os mais abastados estão literalmente a aquecer o ambiente de quem não tem qualquer alternativa. </div><p>Além disso, a nível global, o uso massificado do ar condicionado exige uma enorme queima de combustíveis fósseis e liberta gases refrigerantes nocivos, acelerando as alterações climáticas que justificaram o seu uso inicial. </p><h2>Uma mudança de paradigma: arrefecimento sustentável </h2><p>Para combater esta perigosa exclusão térmica, os especialistas concluem que a solução não passa por inundar o mundo com mais aparelhos de ar condicionado. É imperativa uma mudança de paradigma rumo ao "arrefecimento passivo": <strong>apostar num melhor isolamento de edifícios, numa arquitetura adaptada ao clima e na renaturalização das cidades com mais sombras e espaços verdes</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777246" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-ar-condicionado-tornou-se-uma-questao-politica-na-europa-a-onda-de-calor-que-mudou-o-debate.html" title="O ar condicionado tornou-se uma questão política na Europa: a onda de calor que mudou o debate">O ar condicionado tornou-se uma questão política na Europa: a onda de calor que mudou o debate</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-ar-condicionado-tornou-se-uma-questao-politica-na-europa-a-onda-de-calor-que-mudou-o-debate.html" title="O ar condicionado tornou-se uma questão política na Europa: a onda de calor que mudou o debate"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-aire-acondicionado-se-volvio-tema-politico-en-europa-la-ola-de-calor-que-cambio-el-debate-1783239402108_320.jpg" alt="O ar condicionado tornou-se uma questão política na Europa: a onda de calor que mudou o debate"></a></article></aside><p>Só com um forte investimento em políticas públicas de habitação e urbanismo se poderá garantir o direito fundamental a um ambiente seguro, quebrando um ciclo que hoje beneficia alguns à custa da maioria.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Hood%2C%20Laura" data-year="2026" data-title="The%20cooling%20divide%3A%20how%20air%20conditioning%20is%20creating%20a%20new%20climate%20inequality" data-url="https%3A%2F%2Ftheconversation.com%2Fthe-cooling-divide-how-air-conditioning-is-creating-a-new-climate-inequality-286592">Hood, Laura. (2026). <a href="https://theconversation.com/the-cooling-divide-how-air-conditioning-is-creating-a-new-climate-inequality-286592" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The cooling divide: how air conditioning is creating a new climate inequality</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/viver-no-forno-a-injustica-social-escondida-no-uso-do-ar-condicionado-e-o-agravamento-nas-ilhas-de-calor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este hospital português foi abandonado há mais de 30 anos, mas mantém tudo lá dentro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-hospital-portugues-foi-abandonado-ha-mais-de-30-anos-mas-mantem-tudo-la-dentro.html</link><pubDate>Sat, 18 Jul 2026 07:35:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Consultórios com todos os materiais, uma sala de raio-X ainda equipada e até uma despensa com medicamentos. Aqui tudo parece intocado, apenas desgastado pelo tempo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-hospital-portugues-foi-abandonado-ha-mais-de-30-anos-mas-mantem-tudo-la-dentro-1783966596159.jpg" data-image="maslw6q9umrl" alt="Hospital abandonado" title="Hospital abandonado"><figcaption>Há mais de 30 anos que este hospital está abandonado. Lá dentro, quase nada mudou. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Durante mais de 30 anos, ninguém desligou verdadeiramente este hospital. As camas continuaram nos quartos, a sala de operações permaneceu montada, os medicamentos ficaram nas prateleiras e os processos dos doentes nunca saíram dos armários. O tempo passou, mas, entre aquelas paredes, quase tudo ficou exatamente onde estava quando as portas fecharam, em 1992.</p><p>Há locais que parecem ter ficado suspensos entre o passado e o presente. Este antigo hospital, algures no norte de Portugal, é um deles. <strong>Encerrado desde 1992</strong>, continua a guardar no seu interior uma impressionante coleção de memórias: equipamentos médicos, medicamentos, salas de consulta, documentos e até um bloco operatório praticamente intacto. </p><div class="texto-destacado">Mais de três décadas depois de ter fechado portas, o edifício mantém muitos dos objetos exatamente onde foram deixados.</div><p>A descoberta foi partilhada recentemente por João Chalupa, criador de conteúdos dedicado à <strong>exploração urbana</strong>, numa visita que realizou ao local. Tal como acontece frequentemente entre os praticantes de <em>urbex</em> (exploração de espaços abandonados),<strong> a localização exata não é divulgada</strong>, precisamente para evitar atos de vandalismo ou furtos que possam acelerar a degradação do património.</p><p>Segundo explicou à revista NiT, a experiência começou de forma memorável. “As primeiras impressões são de loucos”, afirmou, numa declaração citada pela revista. Para quem está habituado a visitar edifícios abandonados, encontrar um hospital encerrado há mais de 30 anos e<strong> ainda com grande parte do seu conteúdo original</strong> continua a ser algo raro.</p><h2>Um hospital onde quase tudo ficou para trás</h2><p>Sim, porque, ao contrário do que acontece na maioria dos edifícios abandonados, onde os equipamentos acabam por ser retirados ou destruídos, neste hospital praticamente tudo permaneceu no mesmo lugar durante mais de três décadas.</p><p>A sensação, descreve, é semelhante a entrar numa<strong> cápsula do tempo</strong>. Corredores silenciosos, salas de espera vazias e equipamentos que parecem aguardar o regresso de médicos e pacientes criam uma atmosfera simultaneamente fascinante e inquietante. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="697878" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lugares-abandonados-em-portugal-que-deviam-tornar-se-atracoes-turisticas.html" title="Lugares abandonados em Portugal que deviam tornar-se atrações turísticas">Lugares abandonados em Portugal que deviam tornar-se atrações turísticas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lugares-abandonados-em-portugal-que-deviam-tornar-se-atracoes-turisticas.html" title="Lugares abandonados em Portugal que deviam tornar-se atrações turísticas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/lugares-abandonados-em-portugal-que-deviam-tornar-se-atracoes-turisticas-1740042365692_320.jpg" alt="Lugares abandonados em Portugal que deviam tornar-se atrações turísticas"></a></article></aside><p>Entre as áreas que mais o impressionaram encontra-se uma sala de cirurgia que permanece praticamente preservada. De acordo com João Chalupa, era fácil imaginar que o espaço ainda estava em funcionamento. “Sentimos que estávamos à espera para sermos atendidos numa consulta, ou até mesmo para uma cirurgia”, contou à publicação.</p><p>Mas a <strong>história do edifício</strong> é quase tão interessante quanto o seu estado de conservação. Antes de funcionar como unidade hospitalar, o imóvel terá sido um <strong>palacete construído no século XVII</strong>. Mais tarde, foi adquirido por um médico da região e transformado num hospital privado. Após a morte do proprietário, a gestão passou para vários profissionais de saúde ligados ao projeto. Contudo, divergências entre os responsáveis acabariam por comprometer o futuro da instituição, conduzindo ao<strong> encerramento definitivo em 1992</strong>.</p><h2>Porque é que tudo ficou no edifício?</h2><p>Foi precisamente essa situação que ajudou a explicar porque é que tantos objetos permaneceram no interior. Segundo João, como a propriedade estava dividida entre várias partes e nunca existiu um entendimento claro sobre o destino do espaço,<strong> muito do material acabou por ficar onde estava</strong>. “Há máquinas abandonadas, ficheiros e medicamentos da época, todos no sítio onde se encontravam”, relatou à revista. “Como pertencia a muita gente e ninguém se entendia, acabou por ficar tudo como estava”, explica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-hospital-portugues-foi-abandonado-ha-mais-de-30-anos-mas-mantem-tudo-la-dentro-1783966930649.jpg" data-image="mymc81pnf1nr" alt="Hospital abandonado" title="Hospital abandonado"><figcaption>Ao contrário do que seria de esperar, está quase tudo intacto. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Durante a exploração, o criador de conteúdos encontrou consultórios equipados, um escritório, uma antiga sala de raio-X, uma área de receção, uma divisão cheia de medicamentos e cerca de dez quartos de internamento. Em muitos destes espaços, o mobiliário e os equipamentos permanecem visíveis, apesar dos <strong>inevitáveis sinais de desgaste provocados pela passagem do tempo</strong>.</p><h2>Um dos locais de exploração urbana mais invulgares em Portugal</h2><p>É precisamente este <strong>nível de preservação </strong>que o entrevistado aponta como um dos aspetos mais surpreendentes. Em muitos edifícios abandonados, os objetos desaparecem rapidamente devido a furtos, sucata ou vandalismo. Neste caso, porém, grande parte do espólio continua presente. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="735495" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/estes-sao-os-lugares-mais-assombrados-de-portugal-principalmente-este-mes.html" title="Estes são os lugares mais assombrados de Portugal (principalmente este mês)">Estes são os lugares mais assombrados de Portugal (principalmente este mês)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/estes-sao-os-lugares-mais-assombrados-de-portugal-principalmente-este-mes.html" title="Estes são os lugares mais assombrados de Portugal (principalmente este mês)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estes-sao-os-lugares-mais-assombrados-de-portugal-principalmente-este-mes-1761119783228_320.jpg" alt="Estes são os lugares mais assombrados de Portugal (principalmente este mês)"></a></article></aside><p>“O que torna tudo sinistro é que ficou tudo lá dentro”, garante, citado pela mesmo revista. “Não há nada como aquilo em lado nenhum. Raramente os espaços são abandonados com tudo lá dentro. E é muito mais difícil ainda algo ser abandonado durante 34 anos e ninguém roubar nada”, aponta. </p><p>Naturalmente, <strong>nem tudo escapou à deterioração</strong>. O ambiente é descrito como sombrio, com sinais visíveis de decadência, infiltrações e algumas marcas de vandalismo. </p><div class="texto-destacado">Ainda assim, o estado geral do espaço continua a impressionar quem o visita. </div><p>Segundo explicou João Chalupa, o facto de poucas pessoas conhecerem a localização e de o acesso não ser simples ajudou a proteger o edifício ao longo dos anos.</p><p>Entre os exploradores urbanos existe, aliás, uma <strong>regra não escrita que ajuda a preservar estes locais</strong>: não partir, não levar e não alterar nada. Em vez disso, o objetivo é observar, fotografar e documentar.</p><p>*Toda a exploração foi documentada em vídeo por João Chalupa e está disponível no seu canal de YouTube, onde o criador de conteúdos mostra os diferentes espaços do hospital e partilha mais detalhes sobre a visita, sempre sem revelar a localização exata do edifício para ajudar a preservar o local.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="NiT%2C%20Pincelli%2C%20I" data-year="2026" data-title="O%20hospital%20abandonado%20h%C3%A1%20mais%20de%2030%20anos%20em%20Portugal%20com%20tudo%20dentro" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fna-cidade%2Fo-hospital-abandonado-ha-mais-de-30-anos-no-norte-de-portugal-com-tudo-dentro">NiT, Pincelli, I. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/o-hospital-abandonado-ha-mais-de-30-anos-no-norte-de-portugal-com-tudo-dentro" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">O hospital abandonado há mais de 30 anos em Portugal com tudo dentro</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-hospital-portugues-foi-abandonado-ha-mais-de-30-anos-mas-mantem-tudo-la-dentro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pescas, biodiversidade marinha e economia azul. Comissário Europeu das Pescas e Oceanos visita os Açores e a Madeira]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pescas-biodiversidade-marinha-e-economia-azul-comissario-europeu-das-pescas-e-oceanos-visita-os-acores-e-a-madeira.html</link><pubDate>Sat, 18 Jul 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O ministro da Agricultura e Mar acompanha, de 18 a 20 de julho, o comissário das Pescas e Oceanos, Costas Kadis, numa visita oficial aos Açores e à Madeira. O programa inclui a apresentação dos projetos BlueAzores e Tecnopolo MARTE.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/pescas-biodiversidade-marinha-e-economia-azul-comissario-europeu-das-pescas-e-oceanos-visita-os-acores-e-a-madeira-1784313652162.jpg" data-image="ozc1i0zgjauj" alt="Basco de pesca" title="Basco de pesca"><figcaption> O ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, acompanha, de 18 a 20 de julho, o comissário europeu das Pescas e Oceanos, Costas Kadis, numa visita oficial aos arquipélagos dos Açores e da Madeira.</figcaption></figure><p>A Comissão Europeia apresentou, no passado dia 10 de junho, em Bruxelas, duas estratégias para <strong>responder aos desafios provocados pelas alterações climáticas nas comunidades costeiras na União Europeia</strong> e em mais de quatro mil ilhas em 16 Estados-membros. Neles se incluem os Estados insulares de Chipre, Irlanda e Malta.</p><p>As <strong>regiões ultraperiféricas dos Açores e da Madeira ficaram de fora</strong> desta estratégia. Para estes arquipélagos, a Comissão Europeia garante que vai apresentar um plano específico no final deste ano.</p><p>Os números contabilizados pela Comissão revelam que <strong>há, neste momento, 95 milhões de pessoas a viver ao longo dos 70 mil quilómetros das zonas costeiras</strong> da UE de 22 Estados-membros, incluindo Portugal.</p><p>A estratégia apresentada tem como objetivo <strong>promover “uma economia azul dinâmica, competitiva e diversificada</strong>”, nomeadamente com o desenvolvimento de negócios como o turismo pesqueiro e a energia de fontes renováveis ao largo.</p><h2>Mais resiliência às alterações climáticas </h2><p>A Comissão Europeia também quer aumentar a adaptabilidade destas regiões costeiras às alterações climáticas e aos <strong>desafios ambientais, económicos, sociais e de segurança</strong>. E, em paralelo, melhorar a habitabilidade, salvaguardando a <strong>cultura marítima, o património e a identidade local</strong> destes locais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pescas-biodiversidade-marinha-e-economia-azul-comissario-europeu-das-pescas-e-oceanos-visita-os-acores-e-a-madeira-1784313700327.jpg" data-image="shlycoydup7a" alt="Pescador" title="Pescador"><figcaption>O ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, está nos Açores entre 18 e 20 de julho e reúne com as associações representativas do setor das pescas dos Açores.</figcaption></figure><p>Bruxelas quer um desenvolvimento económico assente em <strong>melhores ligações, um turismo sustentável, segurança energética, proteção ambiental </strong>e mais capacidade de resiliência às alterações climáticas, muito em particular nos momentos de crise.</p><p>Para tal, tem de haver <strong>reforço dos serviços públicos prestados às populações, nomeadamente ao nível dos cuidados de saúde, habitação</strong>, educação e inclusão social, como forma de inverter o despovoamento destas regiões e reter os jovens.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>No dia da apresentação desta estratégia (10 de junho de 2026),<strong> Rafaelle Fitto, comissário europeu para a Coesão e Reformas</strong>, revelou que a proposta para o próximo quadro financeiro plurianual da UE (2028-2032) vai reconhecer a “necessidade de responder às necessidades especiais das ilhas”. Costa Kadis, que é o comissário europeu das Pescas e Oceanos, não tem dúvidas – e afirmou-o em conferência de imprensa no mesmo dia -, que “as regiões costeiras estão na primeira linha das alterações climáticas”, realçando a necessidade da implementação desta estratégia.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Falta, agora, também, uma <strong>estratégia regiões ultraperiféricas dos Açores e da Madeira</strong>.</p><h2>Comissário das Pescas nos Açores e Madeira</h2><p>E essa é uma das motivações do <strong>comissário europeu das Pescas e Oceanos, que, entre os dias 18 e 21 de julho, se desloca aos arquipélagos dos Açores e da Madeira</strong> para uma visita oficial.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="720433" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/governo-reforca-fiscalizacao-do-defeso-do-polvo-na-regiao-norte-pesca-esta-suspensa-ate-15-de-agosto.html" title="Governo reforça fiscalização do defeso do polvo na região Norte. Pesca está suspensa até 15 de agosto">Governo reforça fiscalização do defeso do polvo na região Norte. Pesca está suspensa até 15 de agosto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/governo-reforca-fiscalizacao-do-defeso-do-polvo-na-regiao-norte-pesca-esta-suspensa-ate-15-de-agosto.html" title="Governo reforça fiscalização do defeso do polvo na região Norte. Pesca está suspensa até 15 de agosto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/governo-reforca-fiscalizacao-do-defeso-do-polvo-na-regiao-norte-pesca-esta-suspensa-ate-15-de-agosto-1752860259171_320.jpg" alt="Governo reforça fiscalização do defeso do polvo na região Norte. Pesca está suspensa até 15 de agosto"></a></article></aside><p>A missão é dedicada às <strong>políticas do mar, às pescas sustentáveis, à conservação da biodiversidade marinha</strong> e ao desenvolvimento das pescas e da economia azul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pescas-biodiversidade-marinha-e-economia-azul-comissario-europeu-das-pescas-e-oceanos-visita-os-acores-e-a-madeira-1784313795674.jpg" data-image="2so8mfukg5kg" alt="Tanques de aquacultura" title="Tanques de aquacultura"><figcaption>No dia 20 de julho, segunda-feira, o ministro José Manuel Fernandes assiste à apresentação do Tecnopolo MARTEC, na ilha do Faial, e do respetivo navio de investigação. O investimento é de 22 milhões de euros, financiados pelo PRR.</figcaption></figure><p>O <strong>ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, vai acompanhar a visita</strong> do comissário. E já divulgou alguns detalhes do programa que é público e que pode ser acompanhado pela comunicação social.</p><h2> Festival do Caldo de Peixe </h2><p>Neste sábado, 18 de julho, na ilha de São Miguel, dá-se a <strong>receção oficial ao comissário Costa Kadis, pelo Presidente do Governo Regional dos Açores</strong>, José Manuel Bolieiro. Segue-se uma visita ao porto de pesca do Rabo de Peixe, incluindo a participação no <strong>Festival do Caldo de Peixe</strong>.</p><div class="texto-destacado">No domingo, 19 de julho, ao início da manhã, vai ser feita a apresentação do <strong>Programa BlueAzores</strong>, que reúne cientistas e diversas partes interessadas num processo considerado “inédito” de cocriação, com o objetivo de equilibrar a conservação dos ecossistemas marinhos com a atividade económica local.</div><p>O <strong>programa Blue Azore</strong><strong>s</strong> conta com um financiamento de <strong>pelo menos 10,4 milhões de dólares</strong> para sua implementação nos próximos cinco anos. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="719337" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/parlamento-europeu-quer-combater-praticas-de-pesca-nao-sustentaveis-por-paises-terceiros-novas-regras-aprovadas.html" title="Parlamento Europeu quer combater práticas de pesca não sustentáveis por países terceiros. Novas regras aprovadas">Parlamento Europeu quer combater práticas de pesca não sustentáveis por países terceiros. Novas regras aprovadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/parlamento-europeu-quer-combater-praticas-de-pesca-nao-sustentaveis-por-paises-terceiros-novas-regras-aprovadas.html" title="Parlamento Europeu quer combater práticas de pesca não sustentáveis por países terceiros. Novas regras aprovadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/parlamento-europeu-quer-combater-praticas-de-pesca-nao-sustentaveis-por-paises-terceiros-novas-regras-aprovadas-1752244296418_320.jpg" alt="Parlamento Europeu quer combater práticas de pesca não sustentáveis por países terceiros. Novas regras aprovadas"></a></article></aside><p>Aí se incluem cinco milhões de dólares da Waitt Foundation, <strong>2,7 milhões de euros da Fundação Oceano Azul e mais 2,7 milhões de dólares da Blue Nature Alliance</strong>.</p><h2> Tecnopolo MARTEC: 22 milhões de investimento</h2><p>Ainda no âmbito da visita do comissário europeu das Pescas e Oceanos, Costas Kadis, aos Açores, o ministro da Agricultura, <strong>José Manuel Fernandes, reune com as associações representativas do setor das pescas</strong> do arquipélago.</p><p>No dia 20 de julho, segunda-feira, o ministro José Manuel Fernandes assiste à <strong>apresentação do Tecnopolo MARTEC e do respetivo navio</strong> de investigação.</p><p>O Tecnopolo MARTEC é um centro experimental de investigação e desenvolvimento ligado ao mar, na <strong>ilha do Faial</strong>, que representa um investimento de, aproximadamente,<strong> 22 milhões de euros</strong>, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (<strong>PRR</strong>).</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pescas-biodiversidade-marinha-e-economia-azul-comissario-europeu-das-pescas-e-oceanos-visita-os-acores-e-a-madeira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O erro de plantar árvores sem pensar nas raízes: espécies que podem levantar calçadas e danificar tubagens]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-erro-de-plantar-arvores-sem-pensar-nas-raizes-especies-que-podem-levantar-calcadas-e-danificar-tubulacoes.html</link><pubDate>Sat, 18 Jul 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Durante anos parece que nada acontece. Mas enquanto a árvore cresce para cima, as suas raízes avançam silenciosamente sob a terra e podem encontrar obstáculos que ninguém imaginou quando foi plantada.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-error-de-plantar-un-arbol-sin-pensar-en-sus-raices-las-especies-que-pueden-levantar-veredas-y-danar-canerias-1783721796593.jpg" data-image="auw2d8b1qi9k" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Uma árvore jovem pode parecer inofensiva, mas ao longo dos anos o seu sistema radicular pode ocupar uma área muito maior do que se imagina no momento do plantio.</figcaption></figure><p>Quando plantamos uma <strong>árvore </strong>perto de casa, geralmente imaginamos o tamanho que ela atingirá, a sombra que proporcionará ou se florescerá. Raramente pensamos no que acontece sob a terra.</p><p>Existe um equívoco comum de que as raízes crescem principalmente para baixo, mas <strong>muitas espécies também se espalham lateralmente, perto da superfície</strong>, onde encontram oxigénio, humidade e nutrientes. É por isto que uma árvore que parece perfeita quando plantada pode tornar-se um <strong>problema para calçadas, muros ou canos anos depois</strong>.</p><p>A <strong>extensão do sistema radicular depende da espécie, do tipo de solo, da disponibilidade de água e de quaisquer obstáculos no terreno</strong>. Em algumas árvores adultas, as raízes podem estender-se por vários metros a partir do tronco e até mesmo ultrapassar o diâmetro da copa. Este processo leva anos, razão pela qual uma árvore jovem pode parecer inofensiva por muito tempo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-error-de-plantar-un-arbol-sin-pensar-en-sus-raices-las-especies-que-pueden-levantar-veredas-y-danar-canerias-1783721991416.jpg" data-image="utgkq717xdh8" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Não existem raízes "más": o conflito surge quando uma espécie com grande hábito de crescimento é plantada num espaço que não consegue acomodar o seu crescimento.</figcaption></figure><p>Na cidade as raízes também crescem num ambiente limitado por cimento, canos e solo compactado. <strong>Se encontrarem um obstáculo abaixo, podem mudar de direção e espalhar-se lateralmente</strong>. Quando encontram uma área húmida, como uma fenda num cano, podem aproveitar esse espaço e agravar um problema existente.</p><p>Estas são algumas das <strong>espécies que tendem a causar mais problemas </strong>quando plantadas em espaços confinados.</p><h2>Figueira: o exemplo clássico de uma árvore que precisa de espaço</h2><p>A <strong>Ficus</strong>, ou <strong>figueira</strong>, é uma árvore resistente, de fácil crescimento e que pode atingir grande porte. No entanto, é uma das árvores que mais causam problemas em jardins e ao longo de calçadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-error-de-plantar-un-arbol-sin-pensar-en-sus-raices-las-especies-que-pueden-levantar-veredas-y-danar-canerias-1783780511338.jpg" data-image="a0fkidmke8tg" alt="Plantas" title="Plantas"><figcaption>Em jardins pequenos ou perto de edifícios, o seu desenvolvimento deve ser cuidadosamente planeado.</figcaption></figure><p>O problema surge quando a planta é cultivada perto de edifícios. Algumas espécies, como a <strong>figueira-chorona (<em>Ficus benjamina</em>)</strong>, desenvolvem um sistema radicular muito extenso, capaz de levantar pedras do pavimento, danificar calçadas e pressionar estruturas próximas.</p><p>Num parque ou grande espaço aberto, ela pode crescer sem problemas. Numa calçada estreita, a situação muda.</p><h2>Salgueiro e álamo: excelentes no campo, difíceis em espaços pequenos</h2><p>Os <strong>salgueiros (<em>Salix sp.</em>)</strong> têm uma capacidade notável de explorar o solo em busca de humidade, o que lhes permite prosperar perto de rios e pântanos.</p><p>O problema surge quando são plantados perto de casas, piscinas ou instalações subterrâneas. Nesses locais, as suas raízes podem espalhar-se e causar problemas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-error-de-plantar-un-arbol-sin-pensar-en-sus-raices-las-especies-que-pueden-levantar-veredas-y-danar-canerias-1783722152676.jpg" data-image="fi68d7zu3tqm" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Os salgueiros são adaptados a ambientes húmidos e desenvolvem raízes capazes de explorar grandes áreas em busca de água.</figcaption></figure><p>O mesmo se aplica aos<strong> álamos (<em>Populus </em>(L).)</strong>. São muito utilizados como quebra-ventos e em grandes propriedades rurais. No entanto, as suas raízes precisam de espaço e podem causar problemas quando ficam presas entre o cimento e os edifícios.</p><h2>Eucaliptos e seringueiras: árvores imponentes que precisam de distância</h2><p>O rápido crescimento e o grande porte do <strong>eucalipto </strong>fazem dele uma espécie ideal para áreas espaçosas. Pode prosperar em campos, parques e grandes terrenos.</p><p>O problema surge quando é plantado perto de uma casa. Uma árvore adulta precisa de espaço para as suas raízes e copa, e a escolha de uma envolve considerar não apenas a sua aparência daqui a um ano, mas também como estará daqui a décadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-error-de-plantar-un-arbol-sin-pensar-en-sus-raices-las-especies-que-pueden-levantar-veredas-y-danar-canerias-1783722303140.jpg" data-image="1mzovspxngc3" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>O eucalipto é uma árvore de grande porte que precisa de espaço para desenvolver a sua copa e sistema radicular ao longo de décadas.</figcaption></figure><p>Algo semelhante acontece com as <strong>seringueiras</strong>, parentes do ficus. Quando jovens, parecem fáceis de manejar, mas com o tempo podem ficar grandes demais para certos espaços urbanos.</p><p>A <strong>figueira </strong>também pode surpreender. Muitas vezes é plantada por causa dos seus frutos, sem que se considere que, ao longo dos anos, ela pode transformar-se numa árvore enorme, com raízes capazes de se espalhar por grandes áreas.</p><h2>Que árvores escolher para a casa?</h2><p>Em jardins pequenos ou calçadas estreitas, árvores ornamentais menores costumam ser as mais indicadas, como a <strong>árvore-de-júpiter</strong>, a árvore-orquídea, a <strong>ameixeira-de-flores</strong>, a árvore-de-judas ou algumas variedades de <strong>magnólia</strong>.</p><p>Os<strong> bordos ornamentais (<em>Acer</em>)</strong> também podem ser uma opção, embora a sua adequação dependa muito da região: algumas espécies adaptam-se melhor a áreas mais frias ou montanhosas do que aos verões mais quentes de outras partes do país.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/7-plantas-trepadeiras-ideais-para-dar-altura-cor-e-um-toque-de-elegancia-ao-seu-jardim.html" title="7 plantas trepadeiras ideais para dar altura, cor e um toque de elegância ao seu jardim">7 plantas trepadeiras ideais para dar altura, cor e um toque de elegância ao seu jardim</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/7-plantas-trepadeiras-ideais-para-dar-altura-cor-e-um-toque-de-elegancia-ao-seu-jardim.html" title="7 plantas trepadeiras ideais para dar altura, cor e um toque de elegância ao seu jardim"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/7-trepadoras-ideales-para-sumar-altura-color-y-un-toque-de-elegancia-sin-danar-paredes-ni-estructuras-1777848355944_320.jpg" alt="7 plantas trepadeiras ideais para dar altura, cor e um toque de elegância ao seu jardim"></a></article></aside><p><strong>O jacarandá </strong>é um excelente exemplo dessa ideia. É uma das árvores mais apreciadas pelas pessoas e pode ser espetacular em ruas largas e áreas espaçosas, mas talvez não seja a melhor escolha para uma calçada estreita ao lado de uma casa.</p><p>Plantar uma árvore é um compromisso de longo prazo. A questão não deve ser apenas "Que árvore eu gosto?", mas também "Este local comporta a árvore que eu quero?".</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-erro-de-plantar-arvores-sem-pensar-nas-raizes-especies-que-podem-levantar-calcadas-e-danificar-tubulacoes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item></channel></rss>