<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Tue, 14 Apr 2026 21:00:14 +0000</lastBuildDate><pubDate>Tue, 14 Apr 2026 21:00:14 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Na quinta-feira, 16 de abril, os níveis mais elevados de pólen de oliveira serão registados em 5 distritos de Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-quinta-feira-16-de-abril-os-niveis-mais-elevados-de-polen-de-oliveira-serao-registados-em-5-distritos-de-portugal.html</link><pubDate>Tue, 14 Apr 2026 15:17:14 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Com tempo tendencialmente mais seco, quente e estável, o vento de oes-noroeste favorecerá um aumento da dispersão do pólen de oliveira nestes 5 distritos de Portugal continental, onde se preveem concentrações elevadas na próxima quinta-feira, dia 16.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/na-quinta-feira-16-de-abril-os-niveis-mais-elevados-de-polen-de-oliveira-serao-registados-em-5-distritos-de-portugal-1776179014154.jpg" data-image="wbn5grbixyby"><figcaption>Segundo a Zyrtec, a alergia ao pólen da oliveira deve-se a uma reação exagerada do sistema imunitário ao contacto com uma ou mais das 12 proteínas da oliveira. Os sintomas mais comuns são comichão nos olhos e no nariz, espirros e mucosidade nasal, dermatite atópica e irritação na pele, problemas relacionados com a asma brônquica e, em alguns casos, pode gerar incómodos intestinais.</figcaption></figure><p>De acordo com os mapas da Meteored, estão previstos <strong>níveis elevados de pólen de oliveira </strong>no <strong>Centro e Sul de Portugal continental </strong>nos próximos dias, <strong>com destaque para a quinta-feira, 16 de abril</strong>. Este panorama resultará de uma combinação de fatores meteorológicos e biológicos.</p><h2>Oliveiras a florescer, vento favorável à dispersão do pólen e outras condições meteorológicas propícias</h2><p>A gradual subida em latitude da <strong>crista subtropical</strong>, que combina a influência de um amplo e alongado centro de altas pressões (anticiclone dos Açores) com uma massa de ar quente, em conjugação com o facto de estarmos a entrar na <strong>época de floração da oliveira (abril-junho)</strong>, faz com que as oliveiras <strong>libertem grandes quantidades de pólen</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong> Apesar do vento vir “limpo” desde o oceano, ao entrar em terra atravessará regiões com uma elevada densidade de oliveiras, acumulando pólen ao longo do percurso. </strong></div><p>Este pólen é anemófilo (ou seja, é transportado pelo vento), algo para o qual contribuirá o vento de Oes-Noroeste procedente do Atlântico que facilitará a sua dispersão a longas distâncias. <strong>Ao soprar do Atlântico para o interior, o vento de oes-noroeste atravessará zonas com grandes olivais</strong> (por exemplo Alentejo e Ribatejo), <strong>captando pólen já libertado</strong> <strong>e espalhando-o</strong> por outras zonas do Centro e Sul de Portugal continental.</p><h2>Mapas revelam os distritos com concentrações mais elevadas de pólen de oliveira na quinta-feira, dia 16</h2><p>À medida que a semana for decorrendo, e em particular no dia em análise <strong>(quinta-feira, 16), o tempo </strong>apresentar-se-á predominantemente<strong> estável e seco</strong> em Portugal continental, com<strong> céu limpo ou pouco nublado</strong> e caracterizado por <strong>temperaturas amenas a elevadas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/na-quinta-feira-16-de-abril-os-niveis-mais-elevados-de-polen-de-oliveira-serao-registados-em-5-distritos-de-portugal-1776178892015.png" data-image="n6bijph5cp91"><figcaption>Segundo os mapas da Meteored, baseados no modelo CAMS (Copernicus Atmosphere Monitoring Service), isto fará com que, de entre todo o Centro e Sul de Portugal continental, os 5 distritos onde se prevê concentrações mais elevadas sejam: Coimbra, Leiria, Santarém, Beja e Faro.</figcaption></figure><p>Estas condições meteorológicas serão favoráveis à <strong>libertação dos pólenes por parte das árvores, como as oliveiras no Centro e Sul</strong>, mas também das bétulas no Norte e Centro-norte, onde se preveem níveis elevados de pólen de bétula nos próximos dias.</p><p>Por último, e voltando à análise ao pólen de oliveira, a<strong> concentração regional destas árvores é bastante densa no Centro e Sul de Portugal continental</strong>, sobretudo no Alentejo onde existem olivais intensivos. Deste modo, podem formar-se nuvens de pólen facilmente transportadas pelo vento.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763883" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-30-c-sao-esperados-5-dias-de-subida-gradual-da-temperatura.html" title="Até 30 °C: são esperados 5 dias de subida gradual da temperatura">Até 30 °C: são esperados 5 dias de subida gradual da temperatura</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-30-c-sao-esperados-5-dias-de-subida-gradual-da-temperatura.html" title="Até 30 °C: são esperados 5 dias de subida gradual da temperatura"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-30-c-sao-esperados-5-dias-de-aumento-gradual-da-temperatura-1776165252959_320.png" alt="Até 30 °C: são esperados 5 dias de subida gradual da temperatura"></a></article></aside><p>Em suma, é óbvio que o vento de oes-noroeste não traz o pólen do Atlântico, mas <strong>age como um catalisador do mesmo</strong>. Ao chegar a terra, o vento recolhe o pólen das regiões que contêm oliveiras e espalha-o. <strong>O tempo seco e quente promove a sua acumulação, ajudando a manter as concentrações elevadas em várias zonas</strong>, dais quais se destacam os distritos de <strong>Coimbra, Santarém, Leiria, Beja e Faro</strong>, tal como ilustrado acima pelo mapa de previsão da Meteored.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-quinta-feira-16-de-abril-os-niveis-mais-elevados-de-polen-de-oliveira-serao-registados-em-5-distritos-de-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bloqueio anticiclónico na Escandinávia continua a condicionar o tempo em Portugal até 22 de abril]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/bloqueio-anticiclonico-na-escandinavia-continua-a-condicionar-o-tempo-em-portugal-ate-22-de-abril.html</link><pubDate>Tue, 14 Apr 2026 13:51:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O bloqueio anticiclónico na Escandinávia continuará a condicionar o tempo em Portugal até 22 de abril, com dias amenos, subida térmica no fim de semana e possibilidade de chuva no início da próxima semana.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5icdq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5icdq.jpg" id="xa5icdq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O regime atmosférico dominante na Europa continua a ser marcado por um <strong>bloqueio anticiclónico persistente sobre a Escandinávia,</strong> um padrão que tende a desviar a circulação atlântica para latitudes mais baixas e a alterar a distribuição habitual das massas de ar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bloqueio-anticiclonico-na-escandinavia-continua-a-condicionar-o-tempo-em-portugal-ate-22-de-abril-1776166943028.jpg" data-image="jsfoazdwxnun" alt="Regimes na europa" title="Regimes na europa"><figcaption>O ECMWF prevê elevada probabilidade de bloqueio anticiclónico na Escandinávia até 22 de abril, um regime que tende a desviar frentes atlânticas e a alterar o tempo em Portugal.</figcaption></figure><p>Em Portugal continental, isso nem sempre significa chuva direta, mas sim mudanças na trajetória das frentes e maior variabilidade térmica.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Durante a tarde desta terça-feira, 14 de abril, prevê-se chuva fraca no Alto Minho e na Área Metropolitana do Porto, prolongando-se depois para o interior. No Centro, o distrito de Aveiro poderá também registar precipitação fraca, tal como alguns locais pontuais. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bloqueio-anticiclonico-na-escandinavia-continua-a-condicionar-o-tempo-em-portugal-ate-22-de-abril-1776166969943.png" data-image="xq419qaju14g" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>Esta terça-feira, a chuva fraca deverá atingir o Alto Minho, Porto, Aveiro e alguns pontos do Algarve, enquanto uma frente atlântica se aproxima mas acaba desviada.</figcaption></figure><p>No Sul, Faro, Loulé e Tavira surgem com possibilidade de chuva fraca. Ainda assim, a frente atlântica que se aproxima deverá ser desviada e não chegará de forma eficaz ao continente.</p><h2>Quarta-feira mais soalheira e com subida das temperaturas</h2><p>Na quarta-feira, 15 de abril, a precipitação deverá perder expressão. <strong>A faixa costeira ainda poderá registar alguma chuva fraca e dispersa durante a manhã,</strong> mas a tendência será de melhoria ao longo do dia.</p><p>Durante a tarde, a nebulosidade diminuirá e a radiação solar conseguirá aquecer melhor a superfície. <strong>As temperaturas máximas deverão subir em boa parte do território</strong>, com o Centro e o Sul a registarem valores em geral entre 19 e 21 ºC, enquanto o Norte continuará um pouco mais fresco.</p><h2>Quinta e sexta: muito nublado, mas com ambiente ameno</h2><p>Na quinta e sexta-feira, a Península Ibérica deverá permanecer sob influência de um centro de altas pressões amplo e alongado. <strong>Esse anticiclone continuará a bloquear a entrada das frentes atlânticas, apesar de o bloqueio escandinavo se manter ativo no contexto europeu</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bloqueio-anticiclonico-na-escandinavia-continua-a-condicionar-o-tempo-em-portugal-ate-22-de-abril-1776167033075.png" data-image="w302bm9outww" alt="Chuva" title="Chuva"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-446246">Na quinta e sexta-feira, um anticiclone alongado sobre a Península Ibérica deverá travar a entrada de frentes atlânticas, mantendo tempo ameno e com alguma nebulosidade.</figcaption></figure><p>Assim, Portugal continental deverá continuar relativamente protegido, com bastante nebulosidade, mas sem agravamento significativo do estado do tempo. O ambiente será ameno, sem frio relevante nem precipitação expressiva.</p><h2>Fim de semana mais quente, sobretudo no Centro e Sul</h2><p>No sábado, <strong>18 de abril, a subida térmica deverá acentuar-se</strong>. O Centro e o Sul poderão ultrapassar os 28 ºC, e em alguns locais os termómetros poderão mesmo aproximar-se dos 31 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bloqueio-anticiclonico-na-escandinavia-continua-a-condicionar-o-tempo-em-portugal-ate-22-de-abril-1776167059495.png" data-image="niuopitxrpm8" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>No sábado, as temperaturas voltam a subir, podendo superar os 28 ºC em várias zonas do Centro e Sul, com picos próximos dos 31 ºC em alguns locais.</figcaption></figure><p>Apesar disso, o céu não deverá apresentar-se totalmente limpo. O índice UV deverá situar-se entre moderado e alto.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763898" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-para-os-proximos-15-dias-em-portugal-os-mapas-do-modelo-europeu-fazem-pensar-em-chuva-acompanhada-de-trovoada.html" title="Previsão para os próximos 15 dias em Portugal: os mapas do modelo europeu fazem pensar em chuva acompanhada de trovoada">Previsão para os próximos 15 dias em Portugal: os mapas do modelo europeu fazem pensar em chuva acompanhada de trovoada</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-para-os-proximos-15-dias-em-portugal-os-mapas-do-modelo-europeu-fazem-pensar-em-chuva-acompanhada-de-trovoada.html" title="Previsão para os próximos 15 dias em Portugal: os mapas do modelo europeu fazem pensar em chuva acompanhada de trovoada"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-para-os-proximos-15-dias-em-portugal-os-mapas-do-modelo-europeu-fazem-pensar-em-chuva-acompanhada-de-trovoada-1776169751318_320.jpg" alt="Previsão para os próximos 15 dias em Portugal: os mapas do modelo europeu fazem pensar em chuva acompanhada de trovoada"></a></article></aside><p> No domingo, o cenário deverá ser semelhante, <strong>embora com uma ligeira descida das temperaturas máximas em várias regiões</strong>. Em Lisboa, por exemplo, a máxima poderá baixar cerca de 4 ºC face a sábado. </p><h2>Início da próxima semana pode trazer nova mudança</h2><p>O bloqueio escandinavo deverá continuar a dominar o padrão atmosférico no arranque da próxima semana. Para <strong>segunda-feira, 20 de abril, já é visível a aproximação de precipitação a oeste da Península Ibérica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bloqueio-anticiclonico-na-escandinavia-continua-a-condicionar-o-tempo-em-portugal-ate-22-de-abril-1776167167092.jpg" data-image="0j8gftq5e7ue" alt="Chuva" title="Chuva"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-856547">No arranque da próxima semana, um corpo de água precipitável aproxima-se de Portugal, aumentando a probabilidade de chuva entre segunda e terça-feira.</figcaption></figure><p>Por isso, aumenta a probabilidade de chuva entre segunda e terça-feira, dias 20 e 21, ainda que a previsão possa ser ajustada nos próximos dias.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/bloqueio-anticiclonico-na-escandinavia-continua-a-condicionar-o-tempo-em-portugal-ate-22-de-abril.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Previsão para os próximos 15 dias em Portugal: os mapas do modelo europeu fazem pensar em chuva acompanhada de trovoada]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-para-os-proximos-15-dias-em-portugal-os-mapas-do-modelo-europeu-fazem-pensar-em-chuva-acompanhada-de-trovoada.html</link><pubDate>Tue, 14 Apr 2026 12:35:49 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A crista subtropical vai condicionar o tempo em Portugal nos restantes dias da presente semana, embora ainda possam surgir períodos de chuva fraca no litoral Norte e Centro. Mas, segundo o modelo europeu, abril poderá terminar com alterações significativas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-para-os-proximos-15-dias-em-portugal-os-mapas-do-modelo-europeu-fazem-pensar-em-chuva-acompanhada-de-trovoada-1776169751318.jpg" data-image="vb8n199l9u68"><figcaption>Apesar da influência crescente da crista subtropical, a precipitação convectiva (chuva ou aguaceiros acompanhados de trovoada) poderá aparecer com maior frequência nalgumas zonas de Portugal continental na segunda quinzena de abril.</figcaption></figure><p>Nos últimos dias um fluxo de noroeste foi responsável por provocar uma descida acentuada das temperaturas, vento intenso e forte agitação marítima, bem como alguns períodos de chuva fraca e irregular, que ainda se vão mantendo esta terça-feira (14) de forma relativamente persistente no litoral das Regiões Norte e Centro. Porém, <strong>o tempo em Portugal continental vai mudar radicalmente</strong>. Ao longo da presente semana, uma <strong>crista subtropical </strong>aproximar-se-á e permanecerá nas imediações da Península Ibérica, promovendo o estabelecimento de uma <strong>massa de ar quente que aquecerá gradualmente</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Deste modo, é expectável que o estado do <strong>tempo a curto e médio prazo seja predominantemente estável na maioria das regiões</strong>, ainda que a passagem das extremidades de algumas frentes chegue se traduza sob a forma de chuva dispersa em alguns pontos do litoral Norte e Centro, com destaque para a região do Minho. Para além do <strong>calor diurno</strong>, especialmente a partir de sexta-feira (17), outro aspeto meteorológico marcante será a <strong>grande amplitude térmica</strong> que ocorrerá nos próximos dias, em particular nas regiões do interior de Portugal continental.</p><h2>Prevê-se tempo estável em Portugal, mas não se descarta o risco de trovoadas localizadas</h2><p>Apesar de neste momento ser evidente a ausência de sinais de instabilidade generalizada, os mapas continuam a <strong>apostar na possibilidade de ocorrência de trovoadas localizadas na tarde do próximo sábado (18), algures no interior do nosso país</strong>. A mais recente atualização mudou a possível localização deste fenómeno, deslocando-o mais para norte, também no interior, mas desta feita para o <strong>Nordeste Transmontano e Beira Alta</strong>. Como já tinha sido referido anteriormente pela Meteored Portugal, a trovoada é um fenómeno extremamente complexo e difícil de prever, sobretudo quanto à localização.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-para-os-proximos-15-dias-em-portugal-os-mapas-do-modelo-europeu-fazem-pensar-em-chuva-acompanhada-de-trovoada-1776169382344.png" data-image="sefsenlkqcs1"><figcaption>É possível que no sábado, dia 18, se reúnam as condições favoráveis à ocorrência de trovoada em zonas do interior de Portugal continental. Graças à combinação do calor diurno e algum ar frio em altitude, poderão formar-se algumas nuvens de desenvolvimento vertical que originem trovoadas e quiçá granizo.</figcaption></figure><p>O modelo europeu denota que o padrão de bloqueio anticiclónico poderá continuar durante a maior parte do resto do mês de abril, com um jato polar muito ondulante, o que favorece a formação destas estruturas nas latitudes altas. Além disto, de acordo com os mapas, como as altas pressões deverão continuar a subir em latitude até Portugal, influenciando o tempo de forma decisiva, isto significa que, <strong>a priori, o nosso país ficará fora das situações mais generalizadas de chuva e trovoada que afetarão outros países e regiões da Europa</strong>, especialmente na metade oriental do continente.</p><p>Mesmo assim, <strong>a possibilidade de aguaceiros fracos e dispersos, bem como o risco de trovoadas localizadas - sobretudo no interior</strong>, não devem ser totalmente descartados, embora com uma ocorrência pouco frequente.</p><h2>Reta final de abril em Portugal poderá ser marcada por uma maior frequência da instabilidade</h2><p>Na sua mais recente atualização o modelo Europeu vislumbra uma possível alteração da situação na reta final de abril <strong>(a partir do dia 24)</strong>, provavelmente convergente com a mudança da teleconexão climática dominante na zona Euro-Atlântica (poderá passar de bloqueio para NAO-). Além do eventual enfraquecimento das altas pressões na nossa latitude, a passagem para um <strong>padrão NAO- (NAO negativa) significaria que as depressões atlânticas voltariam a circular em latitudes mais a sul do que o habitual</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-para-os-proximos-15-dias-em-portugal-os-mapas-do-modelo-europeu-fazem-pensar-em-chuva-acompanhada-de-trovoada-1776169602812.jpg" data-image="ujw1ax2jcvpx"><figcaption>A possível transição para um padrão dominado pela NAO- na zona Euro-Atlântica sugere que em alguns dos dias da reta final de abril a precipitação, potencialmente acompanhada de trovoada, possa voltar a atingir com mais frequência o nosso país.</figcaption></figure><p>Caso este cenário se concretize, <strong>as baixas pressões e as suas frentes associadas, bem como as bolsas de ar frio, teriam uma maior propensão a aproximar-se de Portugal continental</strong>, tendo o potencial de gerar um estado do tempo mais instável, com chuva mais abrangente em termos geográficos e algo mais moderada ou forte em termos de intensidade.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763883" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-30-c-sao-esperados-5-dias-de-subida-gradual-da-temperatura.html" title="Até 30 °C: são esperados 5 dias de subida gradual da temperatura">Até 30 °C: são esperados 5 dias de subida gradual da temperatura</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-30-c-sao-esperados-5-dias-de-subida-gradual-da-temperatura.html" title="Até 30 °C: são esperados 5 dias de subida gradual da temperatura"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-30-c-sao-esperados-5-dias-de-aumento-gradual-da-temperatura-1776165252959_320.png" alt="Até 30 °C: são esperados 5 dias de subida gradual da temperatura"></a></article></aside><p>No entanto, como sempre lembramos na Meteored Portugal, é importante salientar que <strong>a primavera é uma das estações mais caóticas do ano </strong>no que toca à análise das tendências a longo prazo, devido ao <strong>grande dinamismo da atmosfera</strong>, e ao facto de<strong> a chuva ser a variável mais complexa de analisar</strong>. Embora por enquanto tudo indique a estabilidade irá prevalecer, os aguaceiros acompanhados de trovoada e típicos da estação começam agora a aparecer com mais frequência.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-para-os-proximos-15-dias-em-portugal-os-mapas-do-modelo-europeu-fazem-pensar-em-chuva-acompanhada-de-trovoada.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 30 °C: são esperados 5 dias de subida gradual da temperatura]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-30-c-sao-esperados-5-dias-de-subida-gradual-da-temperatura.html</link><pubDate>Tue, 14 Apr 2026 12:13:07 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Esta semana arrancou fria, mas dentro de poucos dias o cenário será outro, com temperaturas máximas a rondar os 30 ºC. Confira aqui a previsão!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5i7as"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5i7as.jpg" id="xa5i7as"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Esta semana arrancou cinzenta e com temperaturas abaixo da normal climatológica, no entanto, é<strong> esperado que já a partir de hoje, terça-feira, uma parte deste cenário comece a mudar</strong>: o das temperaturas.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Segundo o nosso modelo de confiança, ECMWF, <strong>as regiões Centro e Sul de Portugal Continental são as primeiras a registar uma ligeira subida</strong> dos valores de temperatura máxima, onde para hoje se esperam valores entre os 17 ºC em Portalegre e os 21 ºC em Lisboa. No Norte, o valor mais elevado deverá ser de 17 ºC nas cidades de Braga e Vila Real; Bragança e Porto deverão contar com 16 ºC e Viana do Castelo com 15 ºC.</p><h2>Subida gradual de 5 dias poderá levar termómetros aos 30 ºC</h2><p><strong>Entre hoje e amanhã voltamos a registar uma subida dos valores</strong>, onde todas as cidades do Sul já registarão temperaturas máximas de 20 ºC ou mais e algumas do Centro, como Lisboa, Santarém, Coimbra e Castelo Branco também poderão ultrapassar esse marco. No Norte, Vila Real e Bragança registam também uma ligeira subida, podendo registar até 19 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-30-c-sao-esperados-5-dias-de-aumento-gradual-da-temperatura-1776165252959.png" data-image="zxxy65k1354o" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>No sábado, dia 18 de abril, esperam-se temperaturas veranis em vários locais do país, com os termómetros a registarem até 30 ºC, especialmente nos vales do Douro e Tejo.</figcaption></figure><p><strong>Esta tendência de subida manter-se-á até sábado</strong>, onde várias cidades de Norte a Sul poderão registar <strong>subidas até 9 ºC</strong> face ao dia de hoje, terça-feira. Assim, em destaque, temos as cidades de Vila Real, Viseu e Évora que hoje registam 17 ºC e 18 ºC, respetivamente, e no sábado poderão registar 26 ºC e 27 ºC, respetivamente. </p><div class="texto-destacado">Este aumento das temperaturas levará a uma inversão das anomalias térmicas, sendo expectável que no sábado, dia 18, grande parte do território continental conte com valores entre 7 ºC a 10 ºC acima da média. A Costa Algarvia poderá contar com anomalias mais suaves (entre 1 ºC a 3 ºC), assim como a Ria de Aveiro, cujo valor será dentro da média ou 1 ºC acima. </div><p>Cidades como Bragança, Guarda, Portalegre, Santarém e Beja deverão registar uma subida de até 8 ºC também até sábado. Localmente, tanto o distrito de <strong>Santarém como o de Vila Real, poderão contar com valores até 30 ºC</strong>.</p><h2>Este aumento não será igual em todo o lado</h2><p>As <strong>cidades do litoral Norte e Centro deverão registar aumentos mais contidos</strong>. Viana do Castelo poderá contar com um aumento de 4 ºC (de 15 ºC para 19 ºC); no Porto espera-se uma subida idêntica, de 16 ºC para 20 ºC; e Aveiro poderá ser a cidade onde menos se denotará esta subida, pois de 17 ºC deverá passar para 19 ºC, no sábado. Faro também será mais contido, podendo contar com uma diferença de apenas 3 ºC entre hoje e sábado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763730" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nas-proximas-horas-espera-se-chuva-mas-temperaturas-comecam-a-aumentar-em-breve-eis-as-zonas-afetadas.html" title="Nas próximas horas espera-se chuva, mas temperaturas começam a aumentar em breve: eis as zonas afetadas">Nas próximas horas espera-se chuva, mas temperaturas começam a aumentar em breve: eis as zonas afetadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nas-proximas-horas-espera-se-chuva-mas-temperaturas-comecam-a-aumentar-em-breve-eis-as-zonas-afetadas.html" title="Nas próximas horas espera-se chuva, mas temperaturas começam a aumentar em breve: eis as zonas afetadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nas-proximas-horas-espera-se-chuva-mas-temperaturas-comecam-a-aumentar-em-breve-eis-as-zonas-afetadas-1776086626372_320.jpg" alt="Nas próximas horas espera-se chuva, mas temperaturas começam a aumentar em breve: eis as zonas afetadas"></a></article></aside><p>No entanto, importa referir que a nível distrital, onde se inserem as cidades acima mencionadas, os<strong> valores térmicos poderão ser superiores no interior dos mesmos</strong>, isto é, nas zonas mais afastadas do mar, esperando-se temperaturas até 25 ºC, desde Viana do Castelo e Aveiro, não excetuando algumas variações positivas ou negativas.</p><p>Ainda assim, e tendo em conta esta subida gradual, <strong>entre sábado e domingo, dia 19, espera-se um alívio dos termómetros</strong>, especialmente nas regiões Centro e Sul, onde o Ribatejo e Alentejo deverão sentir com maior impacto, passando de valores próximos dos 30 ºC para valores entre 24 ºC a 27 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-30-c-sao-esperados-5-dias-de-subida-gradual-da-temperatura.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas suecos: “as árvores plantadas pelo homem armazenam muito menos CO2 do que as florestas primárias”]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/cientistas-suecos-as-arvores-plantadas-pelo-homem-armazenam-muito-menos-co2-do-que-as-florestas-primarias.html</link><pubDate>Tue, 14 Apr 2026 10:55:06 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Tal como os oceanos, as florestas armazenam carbono. Numa tentativa de compensar os milhões de árvores abatidas em todo o mundo, os seres humanos têm vindo a reflorestar há décadas. De acordo com um estudo, estas árvores jovens não parecem absorver o carbono de forma tão eficaz.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/carbone-les-arbres-replantes-par-l-homme-stockent-beaucoup-moins-de-co2-que-les-forets-primaires-1774858502437.jpeg" data-image="lc2mwnvc29ec" alt="Como sumideros de carbono, los bosques almacenan, no obstante, menos CO2 si han sido replantados por los seres humanos." title="Como sumideros de carbono, los bosques almacenan, no obstante, menos CO2 si han sido replantados por los seres humanos."><figcaption>No entanto, enquanto sumidouros de carbono, as florestas armazenam menos CO2 se tiverem sido replantadas pelo homem.</figcaption></figure><p>As florestas, incluindo as árvores e os solos florestais, <strong>são o segundo maior sumidouro de carbono do planeta</strong>, a seguir aos oceanos, explica o Instituto Nacional de Florestas (ONF). “Até atingir a maturidade, uma massa florestal sequestra CO2, contribuindo assim para a redução dos gases com efeito de estufa na atmosfera”.</p><p>Para atingir a neutralidade carbónica, é portanto essencial assegurar a sua preservação e regeneração. No entanto, segundo um estudo efetuado na Suécia e publicado na<em> revista Science</em>, <strong>as florestas plantadas pelo homem não têm de todo as mesmas propriedades de carbono</strong>.</p><h2>Mais de 70% menos carbono por hectare</h2><p>Tendo em conta a vegetação, a madeira morta, os detritos lenhosos e os solos, <strong>as florestas primárias armazenam mais de 70% de carbono do que as florestas secundárias</strong>- uma disparidade muito maior do que a encontrada em estudos anteriores.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Read about the value in protecting primary boreal <a href="https://twitter.com/hashtag/forests?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#forests</a>.<br><br>In a new study, researchers "showed the potential impacts of clearing primary boreal forests by comparing the carbon storage of primary and secondary (previously logged) forests in Sweden".<a href="https://twitter.com/hashtag/Science?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Science</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/Biology?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Biology</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/Ecology?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Ecology</a> <a href="https://t.co/t9WUdPHKkF">pic.twitter.com/t9WUdPHKkF</a></p>— Manuela Casasoli (@manuelacasasoli) <a href="https://twitter.com/manuelacasasoli/status/2035240789979152642?ref_src=twsrc%5Etfw">March 21, 2026</a></blockquote></figure><p>De acordo com os cientistas, <strong>seria necessário extrair 8 mil milhões de toneladas de CO2 da atmosfera </strong>para repor o equivalente ao armazenamento de carbono fornecido pelas florestas naturais.</p><p>O mesmo se aplica às<strong> florestas boreais</strong>. Durante a sua investigação, os cientistas descobriram que <strong>a maior parte do carbono armazenado nas florestas boreais não está nas próprias árvores, mas no solo</strong>. “Nas florestas primárias, os solos retêm 64% do carbono total, em comparação com 30% nas árvores e 6% na madeira morta”, refere o estudo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762167" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-a-ia-esta-ajudando-cientistas-a-entender-como-o-carbono-organico-dissolvido-se-move-no-oceano.html" title="Como a IA está a ajudar os cientistas a entender de que forma o carbono orgânico dissolvido se move no oceano">Como a IA está a ajudar os cientistas a entender de que forma o carbono orgânico dissolvido se move no oceano</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-a-ia-esta-ajudando-cientistas-a-entender-como-o-carbono-organico-dissolvido-se-move-no-oceano.html" title="Como a IA está a ajudar os cientistas a entender de que forma o carbono orgânico dissolvido se move no oceano"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/how-ai-is-helping-scientists-see-how-dissolved-organic-carbon-moves-in-the-ocean-1774964351777_320.jpeg" alt="Como a IA está a ajudar os cientistas a entender de que forma o carbono orgânico dissolvido se move no oceano"></a></article></aside><p><em></em><strong>"A capacidade de armazenamento que uma floresta antiga </strong>ou de crescimento primário perde depois de ter sido cortada e extraída extensivamente <strong>não pode ser facilmente recuperada"</strong>, explica <strong>Rob Jackson</strong>, um dos autores do estudo.</p><h3>Como é que podemos garantir que a reflorestação faz o seu trabalho? </h3><p><strong>Apesar de as florestas secundárias absorverem menos carbono, continuam a ser essenciais</strong>. "Os nossos resultados mostram que a proteção das poucas florestas primárias que restam tem um potencial muito maior do que se pensava anteriormente".</p><p><strong>"A restauração de lugares degradados pela silvicultura industrial também pode aumentar a biodiversidade</strong> e permitir o armazenamento de ainda mais carbono", afirma<strong> Anders Ahlström</strong>, outro dos autores do estudo.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">From boreal forests near the Arctic Circle to dense tropical jungles south of the Equator, Earths last primary forests are vanishing. <br><br>Despite being unmatched in their carbon storage capacity, they continue to fall.<br><br>Our special <a href="https://twitter.com/hashtag/COP30?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#COP30</a> Crossroads blog explains how we can save <a href="https://t.co/usxCuuBLxw">pic.twitter.com/usxCuuBLxw</a></p>— IUCN (@IUCN) <a href="https://twitter.com/IUCN/status/1991885631136416164?ref_src=twsrc%5Etfw">November 21, 2025</a></blockquote></figure><p>Por último, o estudo revela que as estimativas anteriores subestimaram consideravelmente o custo em carbono da transformação de uma floresta primária numa floresta secundária e que <strong>a reflorestação implementada pela indústria durante décadas não será suficiente para preservar o planeta</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Didac Pascual et al. ,Higher carbon storage in primary than secondary boreal forests in Sweden. Science391,1256-1261(2026).DOI:</em><a href="https://www.science.org/doi/10.1126/science.adz8554" target="_blank" rel="nofollow"><em>10.1126/science.adz8554</em></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/cientistas-suecos-as-arvores-plantadas-pelo-homem-armazenam-muito-menos-co2-do-que-as-florestas-primarias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Depois de uma aterragem bem sucedida, o que é que o futuro reserva à Artemis?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/depois-de-uma-aterragem-bem-sucedida-o-que-e-que-o-futuro-reserva-a-artemis.html</link><pubDate>Tue, 14 Apr 2026 10:47:36 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Depois de uma viagem histórica para além da Lua, a missão Artemis II da NASA foi concluída com êxito com uma aterragem segura no Oceano Pacífico, fornecendo dados essenciais para apoiar uma futura aterragem lunar tripulada.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/after-a-successful-splashdown-what-s-next-for-artemis-1776027299722.jpg" data-image="k0355b5jsoj3" alt="Artemis II NASA" title="Artemis II NASA"><figcaption> A tripulação da missão Artemis II da NASA partilhou algumas breves palavras com amigos, familiares e colegas de trabalho depois de aterrar no Aeroporto Ellington, perto do Centro Espacial Johnson da NASA, em Houston, no sábado, 11 de abril de 2026.</figcaption></figure><p>A 10 de abril, a missão <strong>Artemis II</strong> foi concluída com êxito quando a nave espacial Orion caiu no <strong>Oceano Pacífico</strong>, um acontecimento testemunhado em todo o mundo. Com a missão agora concluída, as expectativas são mais elevadas do que nunca, aproximando uma <strong>aterragem lunar tripulada da Lua</strong>, décadas depois de a humanidade ter pisado a Lua pela última vez, e dando início a uma <strong>nova era na exploração espacial</strong>.</p><h2> Uma aterragem histórica no Pacífico <br></h2><p>A <strong>nave espacial Orion</strong> reentrou na atmosfera terrestre a alta velocidade antes de lançar os para-quedas e aterrar em segurança nas águas de recuperação, um feito importante para <strong>a NASA</strong> e para o seu<strong> programa de exploração do espaço profundo</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><em>As equipas de recuperação intervieram rapidamente para proteger a cápsula, demonstrando procedimentos cruciais que serão utilizados em futuras missões tripuladas.</em><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A aterragem não só validou o <strong>escudo térmico e os sistemas de reentrada</strong> da nave espacial, como também confirmou que a Orion pode trazer astronautas em segurança de missões no espaço profundo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/after-a-successful-splashdown-what-s-next-for-artemis-1776026940104.jpg" data-image="ifmo35v9wpip" alt="Artemis II NASA" title="Artemis II NASA"><figcaption>A nave espacial Orion da NASA, com a tripulação da missão Artemis II a bordo, é vista a aterrar no Oceano Pacífico ao largo da costa da Califórnia, sexta-feira, 10 de abril de 2026. Créditos: NASA</figcaption></figure><p>Esta missão Artemis representa um <strong>passo fundamental para o regresso dos humanos à Lua </strong>pela primeira vez desde a Apollo 17. Engenheiros e cientistas recolheram dados valiosos durante todo o voo, incluindo <strong>o desempenho no espaço profundo, a exposição à radiação e a navegação</strong> muito para além da órbita terrestre.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/after-a-successful-splashdown-what-s-next-for-artemis-1776027114850.jpg" data-image="2xp7rjpylcho" alt="Artemis II NASA" title="Artemis II NASA"><figcaption>Equipamento de controlo de voo do Artemis II. Créditos: NASA.</figcaption></figure><p>A missão também testou sistemas que permitirão <strong>voos espaciais tripulados de longa duração</strong>, um marco necessário antes de os astronautas poderem viajar em segurança de volta à superfície lunar e, eventualmente, para além dela.</p><h4>O que vem a seguir: Artemis III</h4><p>Depois de uma aterragem bem sucedida, as atenções voltam-se agora para a <strong>Artemis III</strong>. Esta missão irá testar <strong>os sistemas de suporte de vida, as operações da tripulação e as capacidades de controlo manual</strong>. O seu objetivo é garantir que os astronautas possam percorrer em segurança a distância lunar e regressar, preparando o caminho para missões mais ambiciosas.</p><p>A próxima etapa importante será a <strong>Artemis IV</strong>, que tem como objetivo levar os astronautas à superfície lunar. Espera-se que esta missão inclua a primeira mulher e o próximo homem a caminhar na Lua.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762709" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conheca-o-menu-dos-astronautas-na-missao-artemis-ii.html" title="Conheça o menú dos astronautas na Missão Artemis II">Conheça o menú dos astronautas na Missão Artemis II</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conheca-o-menu-dos-astronautas-na-missao-artemis-ii.html" title="Conheça o menú dos astronautas na Missão Artemis II"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-menu-dos-astronautas-na-missao-artemis-ii-1775567246470_320.png" alt="Conheça o menú dos astronautas na Missão Artemis II"></a></article></aside><p>A Artemis IV basear-se-á em <strong>novas tecnologias</strong>, incluindo um <strong>sistema de aterragem tripulado</strong> e parcerias internacionais alargadas. A missão terá como objetivo a <strong>região polar sul da Lua</strong>, onde poderá existir gelo de água, um recurso essencial para a exploração futura.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/after-a-successful-splashdown-what-s-next-for-artemis-1776027957705.jpeg" data-image="xt0xbfy0rly7" alt="Artemis II NASA" title="Artemis II NASA"><figcaption>Aterragem na Lua. Animação gerada por computador. Elementos desta imagem fornecidos pela NASA.</figcaption></figure><p>Para além das missões individuais, a Artemis faz parte de uma <strong>estratégia mais vasta para estabelecer uma presença humana sustentada na Lua e à sua volta</strong>. Isto inclui planos para a Lunar Gateway Station, uma estação espacial que orbitará a Lua e servirá de ponto de lançamento para missões.</p><div class="texto-destacado">A NASA está também a trabalhar com parceiros comerciais e agências espaciais internacionais para desenvolver infraestruturas que possam acomodar estadias mais longas, investigação científica e, no futuro, missões a Marte.<br> </div><p>O sucesso da aterragem no Pacífico não marca apenas o fim de uma missão, mas também <strong>o início de uma nova era na exploração espacial humana</strong>. Tendo demonstrado a capacidade da Orion para viajar no espaço profundo e regressar em segurança, a NASA está agora mais perto do que nunca de <strong>enviar astronautas de volta à superfície lunar</strong>.</p><p>Cada missão Artemis baseia-se na anterior, avançando continuamente em direção a um futuro em que os humanos não só revisitam a Lua, como também ficam e se preparam para a <strong>viagem a Marte</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/depois-de-uma-aterragem-bem-sucedida-o-que-e-que-o-futuro-reserva-a-artemis.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Não deite fora: 3 formas de usar espigas de milho para cuidar das suas plantas e melhorar o jardim]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nao-jogue-fora-3-formas-de-usar-espigas-de-milho-para-cuidar-de-suas-plantas-e-melhorar-o-jardim.html</link><pubDate>Tue, 14 Apr 2026 07:33:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>O que normalmente acaba no lixo pode se tornar um recurso para melhorar o solo, cuidar das raízes e reduzir o desperdício em casa. Veja como reutilizar espigas de milho usadas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/no-lo-tires-3-formas-de-usar-el-marlo-del-choclo-para-cuidar-tus-plantas-y-mejorar-el-jardin-1775687830802.jpg" data-image="w9o36euk0aja" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Nem todas as partes da planta do milho são comestíveis, mas quase todas podem ser aproveitadas.</figcaption></figure><p>Depois de saborear um delicioso milho — cozido, grelhado ou assado — sempre sobra a mesma coisa: a sua <strong>espiga</strong>. Dura, fibrosa e sem graça… vai direto para o lixo.</p><p>Mas o que parece um desperdício sem valor pode, na verdade, ser um recurso valioso para a horta. Com um pouco de criatividade (e sem gastar nada), <strong>a espiga do milho pode ajudar a melhorar o solo, proteger as raízes e até mesmo tornar a compostagem mais eficiente</strong>.</p><p>A espiga é basicamente uma estrutura rica em celulose, um material vegetal resistente que se decompõe lentamente. Essa lentidão não é um problema; pelo contrário, é o que a torna útil. Age como uma espécie de esqueleto natural, <strong>fornecendo aeração e estrutura ao solo enquanto se decompõe</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/no-lo-tires-3-formas-de-usar-el-marlo-del-choclo-para-cuidar-tus-plantas-y-mejorar-el-jardin-1775687935325.jpg" data-image="a9fkp9n9hblg" alt="milho" title="milho"><figcaption>Um alimento clássico da cozinha que também pode contribuir para além do prato.</figcaption></figure><p>Então, pode usar a espiga logo após comer o milho, ou é melhor deixá-la secar? Ambas as opções funcionam, mas não são iguais. Se usada fresca, ela ainda contém humidade e traços de açúcares, o que pode acelerar a decomposição… além de atrair insetos ou gerar odores em ambientes fechados.</p><p>Portanto, para a maioria dos usos, <strong>o ideal é deixá-la secar ao ar livre por alguns dias até que fique bem firme e leve</strong>. Essa pequena etapa melhora muito o seu desempenho em vasos ou na compostagem.</p><h2>1. Base de drenagem em vasos: menos encharcamento, raízes mais saudáveis</h2><p>Uma das formas mais simples e eficazes de usar a espiga de milho é <strong>colocá-la no fundo dos vasos de flores</strong>. Cortada em pedaços, a espiga cria uma camada que <strong>impede a compactação do solo e melhora a drenagem</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/no-lo-tires-3-formas-de-usar-el-marlo-del-choclo-para-cuidar-tus-plantas-y-mejorar-el-jardin-1775688023496.jpg" data-image="2ejeip4x7pfq" alt="espiga de milho" title="espiga de milho"><figcaption>Cortada em pedaços, ajuda a arejar o solo e a evitar o excesso de humidade.</figcaption></figure><p>Isto tem um impacto direto: <strong>menor acumulação de água e menor risco de apodrecimento das raízes</strong>. Em plantas sensíveis ao excesso de humidade — como muitas suculentas ou ervas — isto pode fazer toda a diferença entre o sucesso e o fracasso no cultivo.</p><p>Nesse caso, <strong>o ideal é usar a espiga de milho seca</strong>. Por estar desidratada, ela não adiciona humidade extra nem promove o crescimento de fungos. Além disso, dura mais tempo sem se decompor, mantendo a sua integridade estrutural.</p><h2>2. Um grande aliado da compostagem: equilíbrio e aeração</h2><p>A compostagem caseira precisa de uma mistura equilibrada de materiais húmidos (restos de frutas e vegetais) e materiais secos (folhas, papelão, galhos). As espigas de milho encaixam nessa segunda categoria: são <strong>uma fonte ideal de carbono</strong>.</p><p><strong>Cortadas em pedaços pequenos</strong>, elas não só ajudam a equilibrar a humidade, como também melhoram a circulação de ar dentro da composteira. Isto é fundamental para um<strong> processo de compostagem mais rápido e sem odor</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/no-lo-tires-3-formas-de-usar-el-marlo-del-choclo-para-cuidar-tus-plantas-y-mejorar-el-jardin-1775688196626.jpg" data-image="685xun6g6xe9" alt="compostagem, espiga de milho, resíduos" title="compostagem, espiga de milho, resíduos"><figcaption>Reutilizar resíduos orgânicos também melhoram o jardim.</figcaption></figure><p>Pode ser usado fresca? Sim, mas, nesse caso, é melhor deixá-la secar ao ar livre ou secá-la previamente. Um lodo excessivamente húmido pode desequilibrar a mistura. Se não houver tempo, é aconselhável misturá-la com outros materiais secos para compensar.</p><p><strong>Uma dica prática: quanto menor o pedaço, mais rápido se decompõe</strong>. Inteiro, pode levar meses; em pedaços, o processo é significativamente acelerado.</p><h2>3. Cobertura do solo (<em>mulching</em>): menos rega e menos ervas daninhas</h2><p>Desfiada ou cortada em lâminas finas, a espiga de milho pode ser usada como <strong>cobertura morta em redor das plantas</strong>. Esta técnica, conhecida como cobertura morta, é uma das mais eficazes — e subestimadas — na jardinagem.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/no-lo-tires-3-formas-de-usar-el-marlo-del-choclo-para-cuidar-tus-plantas-y-mejorar-el-jardin-1775688400318.jpg" data-image="esth3s6vbquf" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Rico, versátil e com um "algo a mais" que nem sempre é aproveitado.</figcaption></figure><p>Esta camada desempenha várias funções simultaneamente:<strong> retém a humidade do solo, protege as raízes do calor ou frio excessivos e impede o crescimento de ervas daninhas</strong>. Além disso, à medida que a espiga se decompõe, contribui com matéria orgânica.</p><p>Nesse caso, <strong>a espiga seca é novamente a melhor opção</strong>. É mais leve, mais fácil de manusear e menos propensa ao desenvolvimento de mofo na superfície.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="756816" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-futuro-energetico-pode-estar-no-milho-e-na-cana-de-acucar-os-biocombustiveis-que-pretendem-substituir-o-petroleo.html" title="O futuro energético pode estar no milho e na cana de açúcar: os biocombustíveis que pretendem substituir o petróleo">O futuro energético pode estar no milho e na cana de açúcar: os biocombustíveis que pretendem substituir o petróleo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-futuro-energetico-pode-estar-no-milho-e-na-cana-de-acucar-os-biocombustiveis-que-pretendem-substituir-o-petroleo.html" title="O futuro energético pode estar no milho e na cana de açúcar: os biocombustíveis que pretendem substituir o petróleo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-futuro-energetico-podria-estar-en-el-maiz-y-la-cana-los-biocombustibles-que-quieren-jubilar-al-petroleo-1772229251352_320.jpg" alt="O futuro energético pode estar no milho e na cana de açúcar: os biocombustíveis que pretendem substituir o petróleo"></a></article></aside><p>Reutilizar espigas de milho reduz a quantidade de resíduos orgânicos que acabam no lixo, melhora a qualidade do solo sem o uso de compostos químicos e promove uma abordagem mais circular em casa: o que sobra volta para a terra.</p><p>E este não é o único benefício "extra" do milho. <strong>As palhas (as folhas que envolvem a espiga) também podem ser compostadas, usadas como cobertura morta</strong> ou até mesmo como uma forma natural de amarrar plantas, substituindo barbantes de plástico ou sintéticos.</p><p>No fim de contas, trata-se de pensar duas vezes antes de jogar algo fora. Porque o que parece inútil pode ser exatamente o que o seu jardim precisa.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nao-jogue-fora-3-formas-de-usar-espigas-de-milho-para-cuidar-de-suas-plantas-e-melhorar-o-jardim.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nem Rio de Janeiro, nem Havana: Lisboa é a cidade mais colorida do mundo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nem-rio-de-janeiro-nem-havana-lisboa-e-a-cidade-mais-colorida-do-mundo.html</link><pubDate>Tue, 14 Apr 2026 06:15:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Num ranking internacional que analisou milhões de imagens, Lisboa destacou-se pela diversidade cromática, superando Rio de Janeiro e Havana.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nem-rio-de-janeiro-nem-havana-lisboa-e-a-cidade-mais-colorida-do-mundo-1776026332625.jpg" data-image="s441aqfjrm20" alt="Lisboa" title="Lisboa"><figcaption>Mais um reconhecimento internacional. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p><strong>Lisboa</strong> acaba de receber mais um reconhecimento internacional. Desta vez, foram as <strong>cores da cidade</strong> a merecer destaque.</p><p>É verdade. Entre destinos como Rio de Janeiro e Havana, mundialmente conhecidos pela sua vivacidade, <strong>Lisboa foi considerado o mais colorido do mundo</strong>. </p><p>O <em>ranking </em>internacional avaliou as diferentes tonalidades presentes em 78 destinos.</p><h2>E como é que se chegou a esta conclusão?</h2><p>A distinção surge de um estudo da empresa irlandesa de seguros de viagem Just Cover, que analisou milhões de imagens urbanas em busca da diversidade cromática.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763527" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/lisboa-tem-um-mural-dedicado-ao-amor-mas-so-o-pode-visitar-ate-ao-fim-de-abril.html" title="Lisboa tem um mural dedicado ao amor (mas só o pode visitar até ao fim de abril)">Lisboa tem um mural dedicado ao amor (mas só o pode visitar até ao fim de abril)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/lisboa-tem-um-mural-dedicado-ao-amor-mas-so-o-pode-visitar-ate-ao-fim-de-abril.html" title="Lisboa tem um mural dedicado ao amor (mas só o pode visitar até ao fim de abril)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-tem-um-mural-dedicado-ao-amor-mas-so-o-pode-visitar-ate-ao-fim-de-abril-1775981033799_320.jpg" alt="Lisboa tem um mural dedicado ao amor (mas só o pode visitar até ao fim de abril)"></a></article></aside><p>No final, a capital portuguesa destacou-se com <strong>mais de 2,6 milhões de cores identificadas</strong>, alcançando a pontuação máxima no índice de vivacidade (100 pontos num total de 100, segundo o <em>ranking</em>).</p><div class="texto-destacado">Os edifícios em tons pastel, os azulejos decorativos e os icónicos elétricos que percorrem as ruas da cidade, estão entre os elementos que contribuem para este resultado. </div><p>Além disso, os telhados em tons de terracota e a combinação de diferentes estilos arquitetónicos ajudam a criar uma paisagem única, que continua a atrair visitantes de todo o mundo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nem-rio-de-janeiro-nem-havana-lisboa-e-a-cidade-mais-colorida-do-mundo-1776026432232.jpg" data-image="lkltuwt1srbw" alt="Lisboa" title="Lisboa"><figcaption>Lisboa é a cidade mais colorida do mundo. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>“A capital portuguesa é conhecida pelos seus edifícios em tons pastel, pelos azulejos decorados que revestem os seus bairros históricos e pelos icónicos elétricos amarelos que percorrem as ruas estreitas”, explicam. “Os telhados em terracota são uma parte essencial da estética local, atraindo milhões de visitantes a esta cidade vibrante todos os anos.”</p><h2>Mai uma cidade portuguesa a brilhar</h2><p>E não foi só Lisboa a brilhar. Apesar de <strong>Kuala Lumpur</strong>, na Malásia, ter ficado com o<strong> segundo lugar</strong>, com 2,5 milhões e 94,5 de pontuação, a terceira posição foi entregue também a Portugal. </p><div class="texto-destacado">Sim, o Porto encerra o pódio, com uma pontuação de 91,6, graças aos 2,4 milhões de tonalidades identificados.</div><p>À semelhança da capital, “os telhados vermelho-terracota e as icónicas casas coloridas ao longo do rio Douro contribuem para garantir o seu lugar nos rankings”, enquanto “as ruas de calçada e as históricas caves de vinho proporcionam aos visitantes um vislumbre autêntico da vida portuguesa.”</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nem-rio-de-janeiro-nem-havana-lisboa-e-a-cidade-mais-colorida-do-mundo-1776026552944.jpg" data-image="vefl5y9k0u72" alt="Porto" title="Porto"><figcaption>Um pódio português. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p><strong>Cartagena</strong> e <strong>Rio de Janeiro </strong>completam o <em>top</em> 5, com 91,4 e 89,1 de avaliação, respetivamente, seguidos. Seguem-se<strong> Guanajuato </strong>(México), <strong>Havana</strong> (Cuba), <strong>Hanoi</strong> (Vietname),<strong> Nova Orleães</strong> (EUA) e<strong> Medellín</strong> (Colómbia). </p><p>Já o continente americano domina o <em>top </em>15, com <strong>Antígua</strong> e<strong> Nova Iorque</strong> (EUA) também a figurar na lista. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="749188" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-conhece-a-casa-mais-estreita-do-porto-e-talvez-de-portugal.html" title="Já conhece a casa mais estreita do Porto (e, talvez, de Portugal)?">Já conhece a casa mais estreita do Porto (e, talvez, de Portugal)?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-conhece-a-casa-mais-estreita-do-porto-e-talvez-de-portugal.html" title="Já conhece a casa mais estreita do Porto (e, talvez, de Portugal)?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ja-conhece-a-casa-mais-estreita-do-porto-e-talvez-de-portugal-1768551586382_320.jpg" alt="Já conhece a casa mais estreita do Porto (e, talvez, de Portugal)?"></a></article></aside><p>“Hoje em dia, ao planear uma viagem, o encanto visual de uma cidade pode ser tão determinante quanto a sua cultura e gastronomia. Locais como Santorini são frequentemente associados a paisagens coloridas, mas no que diz respeito à variedade de cores, o estudo destaca quais os destinos que realmente se destacam como um verdadeiro deleite para os olhos”, afirma o diretor da JustCover, Aaron Brennan.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nem-rio-de-janeiro-nem-havana-lisboa-e-a-cidade-mais-colorida-do-mundo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Fungos únicos no planeta estão “esquecidos” e em vias de desaparecer, alerta um estudo da Universidade de Coimbra ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/fungos-unicos-no-planeta-estao-esquecidos-e-em-vias-de-desaparecer-alerta-um-estudo-da-universidade-de-coimbra.html</link><pubDate>Tue, 14 Apr 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um estudo em parceria com o Comité para a Conservação dos Fungos da União Internacional para a Conservação da Natureza alerta que há espécies de fungos únicas no planeta, sem parentes próximos na árvore da vida, que podem desaparecer para sempre.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/fungos-unicos-no-planeta-estao-esquecidos-e-em-vias-de-desaparecer-alerta-um-estudo-da-universidade-de-coimbra-1776099359838.jpg" data-image="tqtbqxh8m7ez" alt="Fungos" title="Fungos"><figcaption>A Micologia é a área da biologia que estuda os fungos. E os fungos estão presentes em todo o planeta, sendo importantes fontes de recursos, desempenhando funções vitais no meio ambiente.</figcaption></figure><p>A <strong>Micologia</strong> é a área da biologia que estuda os fungos. </p><p>E os <strong>fungos estão presentes em todo o planeta, sendo importantes fontes de recursos</strong>, desempenhando funções vitais no meio ambiente, nomeadamente como elementos essenciais para a reciclagem de nutrientes em todos os <em>habitats</em> terrestres.</p><p>Uma recente <strong>investigação</strong> liderada pelo Departamento de Ciências da Vida da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, em colaboração com o Comité para a Conservação dos Fungos da União Internacional para a Conservação da Natureza,<strong> identificou espécies de fungos evolutivamente distintas e globalmente ameaçadas</strong>.</p><div class="texto-destacado">Estas espécies representam linhagens isoladas, com histórias evolutivas únicas acumuladas ao longo de milhões de anos, revela o <strong>estudo agora publicado na</strong> <strong>revista científica </strong><em><strong>Conservation Letters</strong></em>. De acordo com os seus autores, isso significa que <strong>a sua extinção não seria apenas mais uma perda de biodiversidade, mas, antes, “o desaparecimento de ramos inteiros da história</strong> da vida na Terra”.</div><p><br>O <strong>estudo analisou 94 espécies de fungos pertencentes a géneros monotípicos</strong>, grupos que incluem apenas uma única espécie conhecida. </p><p>Os resultados revelam um “<strong>cenário p</strong><strong>reocupante</strong>” que dá conta que “<strong>nove espécies já se encontram ameaçadas</strong> ou próximas disso”.</p><h2>"Podemos perder espécies únicas"</h2><p>Em paralelo, a <strong>maioria das espécies, 56, não dispõe de informação suficiente para avaliar o seu estado de conservaçã</strong>o. Apenas 28 espécies de fungos foram classificadas como de baixo risco.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fungos-unicos-no-planeta-estao-esquecidos-e-em-vias-de-desaparecer-alerta-um-estudo-da-universidade-de-coimbra-1776099497146.jpg" data-image="iolf7axta9i6" alt="Fungos" title="Fungos"><figcaption>Ao contrário do que acontece com animais e plantas, “ainda não existe uma lista que identifique as espécies de fungos mais distintas evolutivamente e ameaçadas”.</figcaption></figure><p>Para os investigadores deste estudo, este <strong>desconhecimento é, por si só, “um dos maiores sinais </strong>de alerta”.</p><div class="texto-destacado">“A deficiência de dados reflete graves lacunas no conhecimento sobre estes organismos. Em muitos casos, as espécies são conhecidas apenas pela sua descrição original, feita há mais de uma década, sem qualquer registo desde então”, explica Susana Cunha, líder do estudo e aluna do Doutoramento em Biociências da FCTUC e do Jardim Botânico Real de Kew no Reino Unido. Para esta especialista, “isto significa que podemos estar a perder espécies únicas sem sequer termos consciência disso”.</div><p>Apesar do seu papel fundamental para a vida na Terra, nomeadamente na decomposição de matéria orgânica e na regulação dos ciclos de nutrientes, os <strong>fungos continuam largamente ausentes das prioridades globais de conservação</strong>.</p><h2>Há uma "lacuna urgente a colmatar"</h2><p>Ao contrário do que acontece com animais e plantas, os autores deste estudo explicam que “<strong>ainda não existe uma lista que identifique as espécies de fungos mais distintas</strong> <strong>evolutivamente e ameaçadas</strong>”, o que é considerada “uma lacuna” que é “urgente colmatar”.</p><p>O estudo sublinha ainda que “<strong>a falta de dados resulta de anos de subinvestimento na investigação micológica</strong>” e que, “sem informação básica sobre distribuição, ecologia e diversidade, torna-se difícil integrar os fungos nas políticas de conservação” e garantir a sua proteção efetiva.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fungos-unicos-no-planeta-estao-esquecidos-e-em-vias-de-desaparecer-alerta-um-estudo-da-universidade-de-coimbra-1776099656022.jpg" data-image="yrdyxp24w5rq" alt="Fungos" title="Fungos"><figcaption>Os investigadores destacam o “potencial da ciência cidadã” como forma de acelerar o conhecimento, “envolvendo comunidades locais” na recolha de dados sobre a diversidade fúngica.</figcaption></figure><p>Para inverter esta tendência, os autores deste estudo defendem um<strong> “reforço do investimento em investigação de base</strong>”.</p><p>Isto inclui as<strong> inventariações de campo e no uso de ferramentas inovadoras como o DNA ambiental</strong>, que pode ajudar a revelar a presença de espécies difíceis de detetar.</p><h2> “Potencial da ciência cidadã” </h2><p>Ao mesmo tempo, os investigadores destacam o <strong>“potencial da ciência cidadã” como forma de acelerar o conhecimento</strong>, “envolvendo comunidades locais” na recolha de dados sobre a diversidade fúngica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="728254" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/fungos-na-terra-do-seu-vaso-descubra-se-suas-plantas-de-interior-ainda-tem-solucao.html" title="Fungos na terra do seu vaso? Descubra se as suas plantas de interior ainda têm solução">Fungos na terra do seu vaso? Descubra se as suas plantas de interior ainda têm solução</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/fungos-na-terra-do-seu-vaso-descubra-se-suas-plantas-de-interior-ainda-tem-solucao.html" title="Fungos na terra do seu vaso? Descubra se as suas plantas de interior ainda têm solução"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/hongos-en-la-tierra-de-tus-macetas-descubre-si-tus-plantas-de-interior-aun-tienen-solucion-1756918366862_320.jpeg" alt="Fungos na terra do seu vaso? Descubra se as suas plantas de interior ainda têm solução"></a></article></aside><p>Susana Gonçalves, coautora do estudo, sublinha isso mesmo. “<strong>Espécies com poucos registos ou registos antigos são candidatas ideais para projetos participativos</strong>”. </p><p>“O envolvimento dos cidadãos pode ser decisivo para colmatar lacunas de informação e apoiar a conservação,”, refere ainda a investigadora.</p><p>Os autores do estudo recomendam, também, que estas espécies únicas sejam alvo de “<strong>análises moleculares para confirmar a sua posição isolada na árvore da vid</strong>a”.</p><p>E, sempre que se confirme o seu carácter singular, recomenda-se que passem a ser “prioridade na conservação”, pois, sem uma ação concertada, “<strong>o mundo arrisca-se a perder uma parte insubstituível do seu património natural</strong>, muitas vezes antes mesmo de a conhecer”.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/fungos-unicos-no-planeta-estao-esquecidos-e-em-vias-de-desaparecer-alerta-um-estudo-da-universidade-de-coimbra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nas próximas horas espera-se chuva, mas temperaturas começam a aumentar em breve: eis as zonas afetadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nas-proximas-horas-espera-se-chuva-mas-temperaturas-comecam-a-aumentar-em-breve-eis-as-zonas-afetadas.html</link><pubDate>Mon, 13 Apr 2026 14:27:43 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Ao longo dos próximos dias poderemos assistir a uma mudança gradual no estado de tempo em Portugal Continental.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-crista-subtropical-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-eis-os-fenomenos-mais-marcantes-desta-semana.html" target="_blank">Uma crista subtropical aproxima-se a toda a velocidade de Portugal: eis os fenómenos mais marcantes desta semana</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5f326"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5f326.jpg" id="xa5f326"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O dia de hoje amanheceu cinzento, com alguns períodos de <strong>chuva fraca a moderada</strong> no litoral Norte e Centro e com <strong>temperaturas abaixo da média</strong>, onde os nossos mapas de anomalia térmica mostram valores entre 3 a 8 ºC abaixo da normal climatológica, em praticamente todo o continente. Faro poderá ser a única cidade a registar valores dentro da média ou apenas 1 ºC acima do expectável.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>É esperado que <strong>nas próximas horas a ocorrência de chuva se mantenha</strong> nestas mesmas zonas, podendo concentrar-se ao final do dia no noroeste do país, também de forma fraca a moderada.</p><h2>A partir de amanhã, há uma recuperação gradual das temperaturas</h2><p>Para amanhã, terça-feira, espera-se uma repetição desta tendência, onde deverão ocorrer <strong>períodos de chuva fraca a moderada no litoral Norte e Centro</strong> desde a madrugada até às últimas horas da manhã, esperando-se uma dissipação desta a partir das primeiras horas da tarde. Além disto, as<strong> temperaturas começam a subir</strong>, sendo esperadas máximas entre os 15 ºC na Guarda e os 21 ºC em Lisboa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nas-proximas-horas-espera-se-chuva-mas-temperaturas-comecam-a-aumentar-em-breve-eis-as-zonas-afetadas-1776086470329.png" data-image="9szyvys1hr7h" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>Os dias de hoje e amanhã, terça-feira, poderão contar com chuva fraca a moderada no litoral Norte e Centro, podendo a mesma estenter-se a algumas zonas do interior Centro.</figcaption></figure><p>Na<strong> manhã de quarta-feira podem ocorrer aguaceiros fracos e dispersos a Oeste da Barreira de Condensação</strong>, devendo denotar-se uma dissipação total da chuva a partir do final da manhã e uma continuação da <strong>subida gradual das temperaturas</strong>, especialmente no Centro e Sul do país, esperando-se valores máximos entre os 20 ºC e os 22 ºC na maior parte dos distritos destas regiões.</p><h2>No Norte do país, as temperaturas podem subir entre quinta e sexta-feira</h2><p>Quinta e sexta-feira esperam-se <strong>dias geralmente secos</strong> que poderão contar com alguma nebulosidade, principalmente no Norte. Nestes dias, a<strong> recuperação das temperaturas já deverá sentir-se nesta região</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763711" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-crista-subtropical-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-eis-os-fenomenos-mais-marcantes-desta-semana.html" title="Uma crista subtropical aproxima-se a toda a velocidade de Portugal: eis os fenómenos mais marcantes desta semana">Uma crista subtropical aproxima-se a toda a velocidade de Portugal: eis os fenómenos mais marcantes desta semana</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-crista-subtropical-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-eis-os-fenomenos-mais-marcantes-desta-semana.html" title="Uma crista subtropical aproxima-se a toda a velocidade de Portugal: eis os fenómenos mais marcantes desta semana"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uma-crista-subtropical-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-eis-os-fenomenos-mais-marcantes-desta-semana-1776080121887_320.png" alt="Uma crista subtropical aproxima-se a toda a velocidade de Portugal: eis os fenómenos mais marcantes desta semana"></a></article></aside><p>Desta forma, esperam-se temperaturas máximas entre os 15 ºC em Viana do Castelo e os 23 ºC em Bragança e Vila Real, registando-se valores mais elevados no interior face ao litoral, onde a cidade do Porto deverá registar máxima de 17 ºC neste mesmo dia. No entanto, <strong>no interior destes distritos do litoral os valores poderão ser mais elevados</strong>, na ordem dos 21 ºC. Segundo a atual previsão do ECMWF, no sábado os valores voltam a subir e em alguns locais do Sul do país esperam-se até 30 ºC, assim como em alguns locais do Vale do Douro.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nas-proximas-horas-espera-se-chuva-mas-temperaturas-comecam-a-aumentar-em-breve-eis-as-zonas-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Algas marinhas ganham novo papel: investigação em Portugal pode revolucionar o tratamento de poluição na água]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/algas-marinhas-ganham-novo-papel-investigacao-em-portugal-pode-revolucionar-o-tratamento-de-poluicao-na-agua.html</link><pubDate>Mon, 13 Apr 2026 14:19:02 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>De acordo com um estudo da Universidade de Aveiro (UA), as macroalgas marinhas são uma potencial solução eficaz, sustentável e de baixo custo para a remoção de corantes sintéticos da água. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/algas-marinhas-ganham-novo-papel-investigacao-em-portugal-pode-revolucionar-o-tratamento-de-poluicao-na-agua-1776089548165.jpg" data-image="0bgvzq9idia5"><figcaption>As macroalgas marinhas podem ser uma solução eficaz, sustentável e de baixo custo para a remoção de corantes sintéticos da água, compostos orgânicos complexos e frequentemente persistentes cada vez mais presentes em ecossistemas aquáticos.</figcaption></figure><p><strong>Sofia Grangeia, Thiago Silva, Eduarda Pereira e Bruno Henriques</strong>, investigadores do Departamento de Química e do LAQV-REQUIMTE (Laboratório Associado para a Química Verde da UA), elaboraram um estudo no qual avaliaram a capacidade de três géneros de macroalgas:<strong> Fucus, Gracilaria e Ulva</strong>.</p><h2>Malefícios dos corantes sintéticos, cada vez mais presentes na água, e preocupações com a saúde humana</h2><p> O objetivo dos cientistas era <strong>a remoção do azul de metileno, um corante sintético muito utilizado como composto modelo, em diferentes tipos de água e níveis de salinidade</strong>. Algas vivas e algas secas foram alvos de teste, com ambas a apresentarem elevadas taxas de remoção, apesar dos desempenhos distintos conforme as condições experimentais. </p><ul><li>A presença de corantes sintéticos em ecossistemas aquáticos tem vindo a<strong> aumentar a poluição da água</strong> e as formas convencionais de tratamento nem sempre os elimina eficientemente; </li></ul><ul><li>Corantes sintéticos são compostos orgânicos complexos e muitas vezes persistentes. Perante a água, <strong>reduzem a entrada de luz solar, põem em risco a fotossíntese e arruínam o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos</strong>;</li></ul><ul><li>Há corantes que contêm <strong>toxicidade ou ecotoxicidade</strong> e que podem acumular-se ao longo da cadeia alimentar, levantando <strong>preocupações indiretas para a saúde humana</strong>.</li></ul><p>No estudo foram tidas em conta várias variáveis, como a <strong>quantidade de algas utilizada, a concentração do corante e a salinidade da água</strong>. A fim de perceberem o seu efeito, os cientistas aplicaram uma metodologia estatística que favoreceu a otimização do processo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/algas-marinhas-ganham-novo-papel-investigacao-em-portugal-pode-revolucionar-o-tratamento-de-poluicao-na-agua-1776089441202.jpg" data-image="x1wy1p6kvffu"><figcaption>Da esquerda para a direita, os investigadores investigadores do Departamento de Química e do LAQV-REQUIMTE, Bruno Henriques, Sofia Grangeia e Thiago Silva. Imagem: Universidade de Aveiro (UA).</figcaption></figure><p>Os resultados revelaram que <strong>a alga viva Ulva é capaz de remover até 92% do corante em 6 horas</strong>, atingindo valores ainda mais altos em água doce engarrafada. A <strong>alga seca de Fucus atingiu cerca de 96% de remoção em somente 30 minutos</strong>, evidenciando um desempenho especialmente eficaz em <strong>ambientes salinos</strong>.</p><div class="texto-destacado">A quantidade de biomassa e a salinidade foram identificadas como as principais variáveis para a eficiência do processo, o que permitiu adaptar a escolha da espécie e do tipo de biomassas às características específicas da água a tratar: doce ou salgada.</div><p>Como se verificou, a alga seca é mais rápida no processo, não obstante, <strong>as algas vivas dispõem de vantagens relevantes</strong>, tais como: facilidade de separação após o tratamento e a capacidade de absorção de dióxido de carbono, sendo um fator contributivo de diminuição das emissões.</p><h2>Um primeiro passo para o desenvolvimento de soluções aplicáveis a efluentes reais</h2><p><strong>A aplicação desta tecnologia à escala industrial deve preferencialmente passar pelo cultivo controlado de macroalgas</strong>, ao invés da recolha direta no meio natural, evitando desequilíbrios ecológicos. Em Portugal e noutros países a aquacultura de macroalgas já é uma prática comum, sendo favorável à produção sustentável e previsível de biomassa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="738750" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/especialista-da-universidade-de-coimbra-lanca-guia-ilustrado-das-principais-macroalgas-da-costa-portuguesa.html" title="Especialista da Universidade de Coimbra lança guia ilustrado das principais macroalgas da costa portuguesa">Especialista da Universidade de Coimbra lança guia ilustrado das principais macroalgas da costa portuguesa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/especialista-da-universidade-de-coimbra-lanca-guia-ilustrado-das-principais-macroalgas-da-costa-portuguesa.html" title="Especialista da Universidade de Coimbra lança guia ilustrado das principais macroalgas da costa portuguesa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/especialista-da-universidade-de-coimbra-lanca-guia-ilustrado-das-principais-macroalgas-da-costa-portuguesa-1762780254612_320.jpg" alt="Especialista da Universidade de Coimbra lança guia ilustrado das principais macroalgas da costa portuguesa"></a></article></aside><p>Quanto ao tratamento de águas residuais, estas algas poderão também ser cultivadas <strong>em sistemas controlados ou integradas em infraestruturas existentes,</strong> quer através de biomassa viva, quer através de biomassa residual de outras atividades industriais.</p><p>Segundo o investigador Bruno Henriques, após o tratamento, a biomassa tem por diante várias possibilidades de valorização: <strong>a dessorção dos corantes para reutilização das algas, a recuperação dos compostos retidos ou ainda a conversão da biomassa em biochar</strong>, assegurando desta forma um descarte seguro a nível ambiental.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.ua.pt/pt/noticias/9/97349" target="_blank">Macroalgas marinhas mostram elevado potencial para remover corantes poluentes da água</a>. Universidade de Aveiro. 10 de abril de 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/algas-marinhas-ganham-novo-papel-investigacao-em-portugal-pode-revolucionar-o-tratamento-de-poluicao-na-agua.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Subida das temperaturas em Beja: máximas próximas dos 30 °C este fim de semana]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/subida-das-temperaturas-em-beja-maximas-proximas-dos-30-c-este-fim-de-semana.html</link><pubDate>Mon, 13 Apr 2026 14:06:59 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A influência de uma crista subtropical começa a fazer-se sentir no distrito de Beja, trazendo dias mais estáveis, céu pouco nublado e uma subida gradual das temperaturas ao longo da semana.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/subida-das-temperaturas-em-beja-maximas-proximas-dos-30-c-este-fim-de-semana-1776087828964.jpg" data-image="j1ebpo6cy9j9" alt="Subida das temperaturas em destaque no sul do país" title="Subida das temperaturas em destaque no sul do país"><figcaption>Aumento progressivo das temperaturas no distrito de Beja ao longo da semana, com valores típicos de início de verão e céu pouco nublado a favorecer o aquecimento.</figcaption></figure><p>O estado do tempo no distrito de Beja começa a sofrer uma mudança gradual a partir de amanhã, terça-feira, caracterizada por uma <strong>subida progressiva das temperaturas</strong> e por maior estabilidade atmosférica. Este cenário resulta do reforço de uma crista subtropical sobre a Península Ibérica, uma área de altas pressões em altitude associada a ar mais quente e estável, que <strong>promove movimentos descendentes da massa de ar</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/subida-das-temperaturas-em-beja-maximas-proximas-dos-30-c-este-fim-de-semana-1776087147613.png" data-image="m473vtccdk0g"><figcaption>Desvio positivo significativo da temperatura face ao normal climatológico no sul do país, com valores até +7/8 °C, refletindo a influência de ar mais quente associado à crista subtropical.</figcaption></figure><p>Esta subsidência conduz à <strong>compressão e aquecimento do ar</strong>, dificultando a formação de nuvens e favorecendo céu pouco nublado ou limpo, enquanto permite maior incidência de radiação solar à superfície, potenciando o aquecimento diurno.</p><h2>Subida gradual da temperatura ao longo da semana</h2><p>Ao longo dos próximos dias, este padrão traduz-se num <strong>aquecimento gradual e consistente</strong>, mais evidente no interior do território, onde a influência marítima é reduzida. As temperaturas máximas deverão passar dos cerca de 19 °C na terça-feira para valores entre 24 e 26 °C na quinta e sexta-feira, podendo atingir <strong>28 a 29 °C no sábado</strong>, localmente próximos dos 30 °C em várias localidades do distrito, que se perfila como o dia mais quente da semana, num contexto de <strong>forte insolação e céu maioritariamente limpo</strong> ao longo do período.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Na quarta-feira, a subida térmica torna-se mais evidente, com temperaturas acima dos valores registados no início da semana e com céu geralmente pouco nublado. </p><figure style="letter-spacing: 0.03em;"><img src="https://services.meteored.com/img/article/subida-das-temperaturas-em-beja-maximas-proximas-dos-30-c-este-fim-de-semana-1776087066394.png" data-image="2r21138jfqzm"><figcaption>Índice UV elevado no distrito de Beja durante as horas centrais do dia, com valores próximos de 7, indicando forte radiação solar sob condições de céu pouco nublado.</figcaption></figure><p><strong>Na quinta-feira, o aquecimento intensifica-se</strong>, num dia marcado por tempo estável, forte insolação e aumento da radiação incidente, sendo nesta fase que o <strong>índice UV deverá atingir valores mais elevados</strong>, especialmente durante as horas centrais do dia.</p><h2>Interior do distrito em destaque e influência do vento</h2><p>As temperaturas mais elevadas deverão registar-se sobretudo nas zonas do interior do distrito, como <strong>Beja, Moura, Serpa e Mértola</strong>, onde os termómetros poderão atingir ou aproximar-se dos 29 °C no sábado, especialmente durante a tarde. Em contraste, áreas mais próximas do litoral, como Odemira, deverão apresentar valores ligeiramente mais moderados, ainda que também em subida ao longo da semana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/subida-das-temperaturas-em-beja-maximas-proximas-dos-30-c-este-fim-de-semana-1776087054830.png" data-image="0ddxqf1wf2rz"><figcaption>Temperaturas elevadas no distrito de Beja durante a tarde de sábado, com valores a atingir 28 a 29 °C nas regiões do interior, evidenciando o pico do aquecimento desta semana.</figcaption></figure><p>O vento será, em geral, um elemento moderador, soprando entre terça e sexta-feira do quadrante norte a noroeste, fraco a moderado, com velocidades entre 10 e 25 km/h e <strong>rajadas até cerca de 30 km/h durante a tarde</strong>, sobretudo nas zonas mais expostas. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763711" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-crista-subtropical-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-eis-os-fenomenos-mais-marcantes-desta-semana.html" title="Uma crista subtropical aproxima-se a toda a velocidade de Portugal: eis os fenómenos mais marcantes desta semana">Uma crista subtropical aproxima-se a toda a velocidade de Portugal: eis os fenómenos mais marcantes desta semana</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-crista-subtropical-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-eis-os-fenomenos-mais-marcantes-desta-semana.html" title="Uma crista subtropical aproxima-se a toda a velocidade de Portugal: eis os fenómenos mais marcantes desta semana"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uma-crista-subtropical-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-eis-os-fenomenos-mais-marcantes-desta-semana-1776080121887_320.png" alt="Uma crista subtropical aproxima-se a toda a velocidade de Portugal: eis os fenómenos mais marcantes desta semana"></a></article></aside><p>No sábado, prevê-se uma alteração na circulação, com o vento a rodar para nordeste durante a manhã, enfraquecendo para valores entre 5 e 15 km/h, e posteriormente para sudoeste durante a tarde, mantendo-se geralmente fraco, o que favorecerá um<strong> aquecimento mais eficaz nas horas de maior insolação</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/subida-das-temperaturas-em-beja-maximas-proximas-dos-30-c-este-fim-de-semana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Investigadores do Politécnico de Leiria estudam as sequelas da tempestade Kristin na população]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-do-politecnico-de-leiria-estudam-as-sequelas-da-tempestade-kristin-na-populacao.html</link><pubDate>Mon, 13 Apr 2026 13:24:04 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O estudo tem como objetivo contribuir para melhorar as campanhas de comunicação e os modelos de liderança que reforcem a confiança nas instituições públicas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-do-politecnico-de-leiria-estudam-as-sequelas-da-tempestade-kristin-na-populacao-1776084926914.jpg" data-image="neqbbvutsw4h" alt="A devastação provocada pela tempestade Kristin em Leiria" title="A devastação provocada pela tempestade Kristin em Leiria"><figcaption>A devastação da passagem da tempestade Kristin deixou marcas profundas que vão ser estudadas pelos investigadores do Politécnico de Leiria. Foto: Município de Leiria</figcaption></figure><p>A <strong>depressão Kristin</strong> atingiu o país a 28 de janeiro, com a violência de um ciclone-bomba. <strong>Rajadas de vento</strong> com velocidades próximas de 180 km/h e<strong> precipitação intensa e persistente </strong>arrancaram telhados, provocaram quedas de árvores, colapsos de estradas e de muros, cortes de energia, habitações inundadas e danificadas, empresas paralisadas e explorações agrícolas destruídas.</p><p>Quase três meses depois da tempestade, as marcas são profundas e estão bem presentes, sobretudo na região centro e, em particular, nos distritos de Leiria, Coimbra, Santarém e Lisboa.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Que sequelas deixou Kristin junto daqueles que mais foram atingidos pela devastação? De que forma podemos aprender a reagir a futuros eventos meteorológicos semelhantes?<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>As perguntas são o ponto de partida do trabalho desenvolvido no <strong>Instituto Politécnico de Leiria</strong>. Denominado “<strong>Sistemas de Respostas</strong><strong> a Crises, Impacto da Tempestade Kristin</strong>”, o estudo do Centro de Investigação Aplicada em Economia e Gestão, da Escola Superior de Tecnologia e Gestão, pretende dar voz à população numa abordagem de baixo para cima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-do-politecnico-de-leiria-estudam-as-sequelas-da-tempestade-kristin-na-populacao-1776085049991.jpg" data-image="atnjbuyob1ox" alt="Devastação provocada pela depressão Kristin em Ourém" title="Devastação provocada pela depressão Kristin em Ourém"><figcaption>O estudo do Politécnico de Leiria visa melhorar a capacidade de resposta das autoridades face a emergências causadas por eventos meteorológicos extremos. Foto: Município de Ourém.</figcaption></figure><p>O intuito passa essencialmente por avaliar como as populações afetadas viveram os momentos mais críticos, estudando igualmente como funcionaram as <strong>redes familiares e de solidariedade</strong>. A investigação inclui ainda os <strong>testemunhos dos empresários </strong>que viram os seus negócios suspensos após a devastação causada pela tempestade.</p><p>O que se pretende, no final, é gerar <strong>recomendações</strong> para o Governo, autarquias, organizações públicas e privadas, proteção civil, empresas de infraestruturas e entidades ligadas aos setores da energia e das telecomunicações. </p><h2>Reforçar as respostas das autoridades centrais e regionais</h2><p>Espera-se, acima de tudo, que as <strong>conclusões do estudo</strong> sejam <strong>úteis no planeamento de campanhas de comunicação e no desenho de modelos de liderança</strong> que visem reforçar a confiança da população nas instituições públicas.</p><p>O que está, portanto, em causa é a construção de uma <strong>resposta mais bem preparada e robusta para atender às necessidades das comunidades lesadas</strong>, assegurando o bem-estar social em futuros momentos de emergência.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A investigação nasceu da constatação de que, no turbilhão de notícias que se seguiu à tempestade, faltava ainda ouvir as dificuldades e as ansiedades vividas pelos residentes diretamente afetados pela depressão Kristin<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O estudo começou há pouco mais de duas semanas, prevendo-se que a recolha de testemunhos esteja concluída no final deste mês. O <strong>inquérito</strong> conta, por enquanto, com cerca de <strong>500 respostas</strong>, a grande maioria do distrito de Leiria. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="756255" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/janeiro-de-2026-foi-um-mes-muito-chuvoso-e-caracterizou-se-pela-passagem-da-depressao-kristin-com-impactos-devastadores.html" title="Janeiro de 2026 foi um mês muito chuvoso e caracterizou-se pela passagem da depressão Kristin com impactos devastadores">Janeiro de 2026 foi um mês muito chuvoso e caracterizou-se pela passagem da depressão Kristin com impactos devastadores</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/janeiro-de-2026-foi-um-mes-muito-chuvoso-e-caracterizou-se-pela-passagem-da-depressao-kristin-com-impactos-devastadores.html" title="Janeiro de 2026 foi um mês muito chuvoso e caracterizou-se pela passagem da depressão Kristin com impactos devastadores"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/janeiro-de-2026-foi-um-mes-muito-chuvoso-e-caracterizou-se-pela-passagem-da-depressao-kristin-com-impactos-devastadores-1772153922574_320.jpg" alt="Janeiro de 2026 foi um mês muito chuvoso e caracterizou-se pela passagem da depressão Kristin com impactos devastadores"></a></article></aside><p>O objetivo, no entanto, é duplicar e abranger os <strong>68 concelhos que estiveram sob o estado de calamidade</strong>. Para já, alguns resultados preliminares indicam que “as pessoas se sentiram muito abandonadas durante a crise de mau tempo”, antecipou à Lusa Ricardo Cavadas, investigador do Politécnico de Leiria na área do marketing social.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-do-politecnico-de-leiria-estudam-as-sequelas-da-tempestade-kristin-na-populacao-1776085204212.jpg" data-image="jkbfkch6e0ju" alt="A devastação provocada pela tempestada Kristin em Montemor-o-Velho" title="A devastação provocada pela tempestada Kristin em Montemor-o-Velho"><figcaption>A tempestade Kristin provocou um rasto de destruição por todo o país, sobretudo nos distritos da Região Centro. Foto: Município de Montemor-o-Velho</figcaption></figure><p>Recorde-se que, no total, <strong>19 pessoas morreram</strong> em Portugal, seis no concelho de Leiria, desde 28 de janeiro na sequência <strong>da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta</strong>. Mais de metade das mortes, aliás, ocorreu durante os trabalhos de recuperação. As tempestades provocaram ainda várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. </p><h2>Impactos, rescaldos e ilações</h2><p>Entre os vários propósitos, o inquérito pretende avaliar o <strong>nível de gravidade dos danos</strong> e se residentes e empresários tinham ou não <strong>seguro e que tipo de coberturas estavam incluídas.</strong> O intuito do trabalho passa também por averiguar se as pessoas foram afetadas pela <strong>interrupção de serviços essenciais</strong>, como água, luz, telecomunicações, rodovias, educação, saúde e equipamentos desportivos e sociais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-do-politecnico-de-leiria-estudam-as-sequelas-da-tempestade-kristin-na-populacao-1776085283381.jpg" data-image="gnrhleaptvqi" alt="Redes de solidariedade após a tempestade Kristin" title="Redes de solidariedade após a tempestade Kristin"><figcaption>As redes de entreajuda e qualidade de vida das populações afetadas pelo mau tempo são dimensões que serão analisadas no estudo do Politécnico de Leiria. Foto: Município da Golegã</figcaption></figure><p>O trabalho irá igualmente aferir o impacto da onda de solidariedade das comunidades vizinhas e da população em geral, que rapidamente se mobilizaram para ajudar os mais afetados pelas intempéries. Trata-se, no fundo, de avaliar a compreensão das pessoas sobre as <strong>redes de entreajuda </strong>e de analisar como foi percecionada a capacidade de liderança das autarquias e do Governo.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Não menos importante é analisar a qualidade de vida das populações afetadas após a tempestade e como os pilares social, económico, ambiental e institucional saíram reforçados.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os resultados, após serem devidamente analisados com critérios científicos, serão remetidos às autoridades da administração local, regional e central, esperando-se que possam vir a dar fortes contributos para alterar os modelos de comunicação aos cidadãos em momentos de crise.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em>O estudo “Sistemas de Respostas a Crises, Impacto da Tempestade Kristin” tem como base um inquérito dirigido à população afetada pelas intempéries. O questionário é anónimo e leva cerca de sete minutos. Os interessados podem participar através do link: <a href="https://tinyurl.com/temp-kristin?fbclid=IwZXh0bgNhZW0CMTAAYnJpZBExZ0FyV2FSc0E5OVpNZHpPN3NydGMGYXBwX2lkEDIyMjAzOTE3ODgyMDA4OTIAAR5LkcSIBP6Qzg3v_Xn4oaFotS5XkIqTeiTSTpRdHoiG--SR1r83qpcVOdNqQw_aem_cltAF1jb_RFlcDjaWNvEQA" target="_blank"><strong>https://tinyurl.com/temp-kristin</strong></a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-do-politecnico-de-leiria-estudam-as-sequelas-da-tempestade-kristin-na-populacao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Descoberta surpreendente: 15 novas luas para o nosso Sistema Solar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/descoberta-surpreendente-15-novas-luas-para-o-nosso-sistema-solar.html</link><pubDate>Mon, 13 Apr 2026 12:17:03 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Foram descobertas quinze novas luas no Sistema Solar: quatro em órbita de Júpiter e onze em órbita de Saturno. E todas elas oferecem pistas fascinantes sobre o passado da Terra.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/uberraschende-entdeckung-15-neue-monde-fur-unser-sonnensystem-1774162278489.jpeg" alt="Nuestro sistema solar es 15 lunas más rico. Foto: Adobe Stock" title="Nuestro sistema solar es 15 lunas más rico. Foto: Adobe Stock"><figcaption>Descobriu-se que o nosso Sistema Solar tem atualmente mais 15 luas.</figcaption></figure><p>A nossa vizinhança cósmica alargou-se: <strong>um total de 15 novas luas foram oficialmente confirmadas</strong>. A sua descoberta foi anunciada pelo Minor Planet Center, o organismo central da União Astronómica Internacional responsável pela recolha de dados observacionais sobre pequenos corpos no Sistema Solar.</p><p>De acordo com o anúncio, <strong>quatro das luas recém-descobertas orbitam Júpiter, enquanto onze pertencem a Saturno</strong>. Assim, o número de<strong> luas de Júpiter conhecidas ascende a 101</strong>. Saturno alarga ainda mais a sua liderança, contando <strong>agora com um total de 285 satélites confirmados</strong>.</p><h2>Pequenos corpos celestes com órbitas invulgares</h2><p>As luas recém-descobertas consistem exclusivamente em objetos muito pequenos, <strong>medindo apenas alguns quilómetros de diâmetro</strong>, o que as torna difíceis de comparar com as luas maiores e mais conhecidas. As suas órbitas também são dignas de nota: estas luas percorrem trajetórias elípticas a uma distância considerável dos respectivos planetas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762986" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-estudo-associado-a-nasa-centra-se-em-objetos-estranhos-na-orbita-da-terra.html" title="Um estudo associado à NASA centra-se em objetos estranhos na órbita da Terra">Um estudo associado à NASA centra-se em objetos estranhos na órbita da Terra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-estudo-associado-a-nasa-centra-se-em-objetos-estranhos-na-orbita-da-terra.html" title="Um estudo associado à NASA centra-se em objetos estranhos na órbita da Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-estudio-ligado-a-la-nasa-pone-el-foco-en-objetos-extranos-en-la-orbita-terrestre-1774783680123_320.jpg" alt="Um estudo associado à NASA centra-se em objetos estranhos na órbita da Terra"></a></article></aside><p>Além disso, algumas delas exibem uma direção de movimento invulgar: orbitam de forma retrógrada, ou seja,<strong> na direção oposta à rotação do seu planeta.</strong></p><h3>As novas luas estão a ser observadas há anos</h3><p>A descoberta destas luas não foi um acontecimento súbito, mas sim o resultado de anos de observação. <strong>Os primeiros avistamentos de luas jovianas datam de 2011, 2018 e 2025</strong>. As <strong>luas saturnianas foram registadas pela primeira vez em 2020 e 2023</strong>.</p><p>No entanto, a confirmação oficial demorou bastante mais tempo. A razão: são necessárias observações repetidas para calcular as suas órbitas com precisão suficiente.</p><p>Só quando estes dados estiverem disponíveis é que os objetos podem ser identificados e registados de forma conclusiva. Por conseguinte,<strong> atualmente só têm designações provisórias, como S/2011 J 4 ou S/2020 S 45</strong>.</p><h2>Saturno: ainda na liderança</h2><p>O facto de se descobrirem continuamente novas luas não é um fenómeno isolado. O número de satélites conhecidos tem vindo a aumentar rapidamente desde há anos, em particular no caso de Saturno. <strong>Só em março de 2025, segundo a NASA, foram identificadas 128 novas luas saturninas num único lote</strong>.</p><p>Os especialistas acreditam que estas numerosas pequenas luas, conhecidas como luas “irregulares”, fornecem pistas importantes sobre a história do nosso Sistema Solar. Um estudo publicado na revista científica Nature associa-as a colisões passadas e, por extensão, a processos que podem ter contribuído para a atual estrutura dos planetas e dos seus satélites.</p><h3>Um vislumbre do passado do sistema solar</h3><p>Estas novas descobertas demonstram, mais uma vez, o quão dinâmico e complexo é o nosso Sistema Solar. Mesmo dentro da nossa vizinhança cósmica imediata, ainda há muito para explorar; e cada lua recém-descoberta acrescenta mais uma peça ao puzzle da compreensão da sua formação.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/descoberta-surpreendente-15-novas-luas-para-o-nosso-sistema-solar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Climatologia: porque é que a Europa já não quer confiar nos dados dos EUA?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/climatologia-porque-e-que-a-europa-ja-nao-quer-confiar-nos-dados-dos-eua.html</link><pubDate>Mon, 13 Apr 2026 12:11:23 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Os fenómenos meteorológicos extremos estão a intensificar-se. Certos dados estão a desaparecer. Apanhada entre estas duas situações, a Europa apercebe-se de que está a avançar para o futuro com uma visão parcial e uma dependência cada vez mais preocupante.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/climat-pourquoi-l-europe-ne-veut-plus-dependre-des-donnees-americaines-bases-de-donnees-climat-1775980347977.jpeg" data-image="2o2f2l05zr7l" alt="La Unión Europea planea ampliar su infraestructura de datos." title="La Unión Europea planea ampliar su infraestructura de datos."><figcaption>A União Europeia planeia expandir a sua infraestrutura de dados.</figcaption></figure><p>Nos Estados Unidos, a NOAA, um pilar mundial da observação do clima, enfrenta cortes orçamentais consideráveis: <strong>uma redução de 27%</strong> (no valor de 1,8 mil milhões de dólares) <strong>e a saída de quase 800 funcionários de um quadro de 12.000</strong>.</p><p>As consequências desta decisão já se fazem sentir: <strong>desapareceram pelo menos 20 conjuntos de dados científicos essenciais para a monitorização dos oceanos, da atividade sísmica e do gelo marinho</strong>. No entanto, sem estes conjuntos de dados contínuos, é difícil compreender as tendências climáticas a longo prazo.</p><h2>Uma dependência europeia que se tornou estratégica...</h2><p>Na prática, porém, a Europa continua a depender fortemente dos Estados Unidos para obter dados essenciais. Só os Estados Unidos <strong>financiam 57% do programa ARGO</strong>: uma rede mundial de sensores oceânicos essencial para a previsão climática, a gestão dos riscos de seguros e o planeamento das infraestruturas. </p><p>Alguns estão a tomar medidas de emergência: <strong>a Noruega está a investir 2 milhões de dólares para fazer cópias de segurança dos dados, enquanto a Dinamarca está a efetuar uma descarga maciça de arquivos climáticos</strong>. Os cientistas falam mesmo de “arquivistas de guerrilha”: indivíduos que tentam preservar dados que correm o risco de se perderem para sempre.</p><div class="texto-destacado">Qualquer interrupção no fluxo de dados compromete a nossa capacidade de avaliar as tendências a longo prazo.... A situação é muito pior do que se esperava, alertam os cientistas.</div><p>No total, <strong>mais de oito países europeus estão atualmente a reavaliar a sua dependência dos dados dos EUA</strong> e sete deles já estão a colaborar para garantir os seus próprios sistemas independentes.</p><h2>Precisamente quando o clima está a mudar mais depressa do que o previsto!</h2><p>Esta dependência dos dados assume uma nova dimensão numa altura em que o próprio clima está a tornar-se cada vez mais difícil de prever.</p><p>Mesmo que<strong> o aquecimento global seja limitado a +2 °C, uma análise de 50 modelos climáticos diferentes revela que os fenómenos meteorológicos extremos</strong>, comparáveis aos projetados em cenários muito mais quentes, continuam a ser uma possibilidade muito real.</p><p><strong>Prevê-se que a precipitação urbana aumente entre 4 e 15%</strong>; as secas poderão atingir níveis associados <strong>a um aumento de +4 °C num em cada quatro casos</strong>; e os<strong> incêndios florestais poderão tornar-se extremos num em cada cinco casos</strong>.</p><h2>Rumo à soberania climática?</h2><p>Confrontada com este duplo golpe de intensificação dos fenómenos extremos e de dados cada vez mais frágeis, <strong>a Europa está a acelerar a sua transformação. Ao fazê-lo, está firmemente empenhada em estabelecer a soberania climática</strong>: a capacidade de assegurar um acesso independente, fiável e contínuo a dados essenciais.</p><p>Para o conseguir, <strong>é necessário reforçar as redes de observação, mas também implica uma ambição ousada e explícita</strong>: replicar ou mesmo substituir certos serviços dos EUA.</p><p>Esta dinâmica está a desenrolar-se no contexto mais vasto de uma crise energética mundial descrita como “a mais extrema jamais testemunhada”,<strong> em que até 20% dos fluxos mundiais de gás foram interrompidos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763049" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/preparar-as-politicas-de-acao-climatica-no-pos-2030-comissao-europeia-lanca-consulta-publica-ate-4-de-maio.html" title="Preparar as políticas de ação climática no pós-2030: Comissão Europeia lança consulta pública até 4 de maio">Preparar as políticas de ação climática no pós-2030: Comissão Europeia lança consulta pública até 4 de maio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/preparar-as-politicas-de-acao-climatica-no-pos-2030-comissao-europeia-lanca-consulta-publica-ate-4-de-maio.html" title="Preparar as políticas de ação climática no pós-2030: Comissão Europeia lança consulta pública até 4 de maio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/preparar-as-politicas-de-acao-climatica-no-pos-2030-comissao-europeia-lanca-consulta-publica-ate-4-de-maio-1775744626517_320.jpg" alt="Preparar as políticas de ação climática no pós-2030: Comissão Europeia lança consulta pública até 4 de maio"></a></article></aside><p>Quer se trate de energia ou de dados, a dependência cria vulnerabilidade, pois depender de dados externos significa depender também de escolhas metodológicas, de instrumentos e mesmo de prioridades políticas externas.</p><p>Ao desenvolver as suas próprias capacidades, incluindo satélites, supercomputadores e modelos climáticos, <strong>a Europa procura aperfeiçoar as suas previsões e preparar melhor os seus territórios</strong>.</p><p>O que está em jogo é imenso: antecipar eventos raros mas devastadores, adaptar as infraestruturas e proteger as populações. De facto, mesmo que a probabilidade dos cenários mais extremos continue a ser baixa, as suas consequências potenciais seriam colossais.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Abnett, K., Volcovici, V., & Marsh, S. (2025, 1er août). <a href="https://www.reuters.com/sustainability/climate-energy/europe-is-breaking-its-reliance-american-science-2025-08-01/" target="_blank">Europe is breaking its reliance on American science.</a> Reuters</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/climatologia-porque-e-que-a-europa-ja-nao-quer-confiar-nos-dados-dos-eua.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma crista subtropical aproxima-se a toda a velocidade de Portugal: eis os fenómenos mais marcantes desta semana]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-crista-subtropical-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-eis-os-fenomenos-mais-marcantes-desta-semana.html</link><pubDate>Mon, 13 Apr 2026 11:41:02 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após o ar polar que provocou uma descida acentuada das temperaturas e nortada forte, haverá precipitação residual. Porém, em breve, uma poderosa crista subtropical irá instalar-se sobre a Península Ibérica, condicionando o tempo durante o resto da semana em Portugal continental.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5elsm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5elsm.jpg" id="xa5elsm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>No passado fim de semana a chegada de uma massa de ar polar marítimo a Portugal continental provocou uma <strong>descida generalizada e acentuada das temperaturas, vento intenso do quadrante Norte (nortada) e forte agitação marítima</strong>. Nesta <strong>segunda-feira (13)</strong> o tempo frio mantém-se, acompanhado pela ocorrência de períodos de <strong>chuva muito fraca e dispersa</strong>, associados a umas linhas de instabilidade pouco ativas e relativamente desorganizadas geradas por uma depressão situada a noroeste dos Açores.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>Uma massa de ar quente associada a uma crista subtropical irá instalar-se sobre Portugal continental nos próximos dias, provocando uma subida generalizada das temperaturas e condições meteorológicas mais estáveis.</div><p>Como já foi referido anteriormente noutras previsões da Meteored Portugal, <strong>o estado do tempo nos próximos dias vai mudar radicalmente em Portugal</strong> graças à rápida aproximação de uma <strong>poderosa crista anticiclónica subtropical </strong>que se instalará sobre toda a Península Ibérica.</p><h2>Esta semana uma crista subtropical irá instalar-se sobre Portugal</h2><p>Após uma manhã nublada e com chuviscos ocasionais mais concentrados no litoral Norte e Centro, <strong>prevê-se uma tarde de segunda-feira (13) de chuva fraca, com precipitação mais generalizada e a espalhar-se por quase toda a área geográfica das Regiões Norte e Centro</strong>. Será pontualmente moderada nos distritos de Viana do Castelo e Braga e, devido ao efeito orográfico da Barreira de Condensação, cairá com pouca frequência nos distritos de Bragança e Guarda.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-crista-subtropical-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-eis-os-fenomenos-mais-marcantes-desta-semana-1776079840956.png" data-image="6ferf30go3qb"><figcaption>A região de altas pressões no Atlântico forçará as depressões a circular em latitudes mais setentrionais. Deste modo, somente a extremidade de algumas frentes será capaz de alcançar o litoral Norte e Centro de Portugal continental, traduzindo-se em períodos de chuva geralmente fraca e dispersa entre hoje, dia 13, e quarta-feira, dia 15.</figcaption></figure><p>Ainda nesta segunda-feira (13), os mapas contemplam para as regiões a sul do rio Tejo a possibilidade de ocorrência de aguaceiros fracos e dispersos durante a tarde. Além disto, não se exclui a possibilidade de queda de neve nos pontos mais elevados da Serra da Estrela. O vento soprará fraco a moderado de Oeste, com <strong>rajadas até 45 km/h em pontos do litoral Oeste (Leiria e Lisboa), litoral alentejano (Setúbal e Beja) e Algarve (Faro)</strong>, especialmente no barlavento.</p><p>Amanhã - <strong>terça-feira, 14 de abril</strong> - espera-se novamente a ocorrência de precipitação. A chuva será geralmente fraca e dispersa em todo o litoral Norte e Centro, sendo <strong>mais provável e pontualmente moderada no Noroeste Minhoto</strong> devido à passagem da extremidade de uma frente em fase de dissipação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763567" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/sistema-frontal-aumenta-instabilidade-nos-acores-nos-proximos-dias-e-madeira-mantem-condicoes-anticiclonicas.html" title="Sistema frontal aumenta instabilidade nos Açores nos próximos dias e Madeira mantém condições anticiclónicas">Sistema frontal aumenta instabilidade nos Açores nos próximos dias e Madeira mantém condições anticiclónicas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/sistema-frontal-aumenta-instabilidade-nos-acores-nos-proximos-dias-e-madeira-mantem-condicoes-anticiclonicas.html" title="Sistema frontal aumenta instabilidade nos Açores nos próximos dias e Madeira mantém condições anticiclónicas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-no-tempo-nos-acores-nos-proximos-dias-e-estabilidade-na-madeira-saiba-o-que-esperar-1775997832214_320.png" alt="Sistema frontal aumenta instabilidade nos Açores nos próximos dias e Madeira mantém condições anticiclónicas"></a></article></aside><p>No entanto, <strong>o aspeto meteorológico mais marcante de terça-feira (14) será a subida térmica dos valores diurnos,</strong> especialmente nas Regiões Norte e Centro de Portugal continental. É expectável que<strong> a crista anticiclónica se mantenha ao longo do resto da semana</strong>, sendo responsável por gerar estabilidade atmosférica em todo o país e com temperaturas que vão subir um pouco mais a cada dia. O modelo europeu antecipa inclusive a possibilidade de serem atingidos <strong>30 ºC no próximo fim de semana</strong> em alguns locais da nossa geografia.</p><h2>Na sexta-feira os termómetros podem atingir 29 ºC e perspetiva-se um risco de trovoadas localizadas</h2><p>Caso as últimas previsões se concretizem, na <strong>sexta-feira (17), as temperaturas poderão atingir os 28/29 ºC no vale do Guadiana, 25/26 ºC no vale do Tejo e entre 22 e 27 ºC no vale do Douro</strong>, enquanto no litoral Norte, Centro e Oeste o ambiente térmico diurno se manterá bastante fresco em comparação, com máximas previstas entre 15 e 18 ºC. As amplitudes térmicas voltarão a ser muito significativas, sobretudo nas regiões do interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-crista-subtropical-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-eis-os-fenomenos-mais-marcantes-desta-semana-1776079710776.png" data-image="3hjk5gcjyhp1"><figcaption>A massa de ar quente que irá instalar-se sobre Portugal continental será invulgarmente quente para a época do ano. Estão previstos 30 ºC já no próximo sábado, 18 de abril, em vários locais do vale do Guadiana.</figcaption></figure><p>Para além do calor previsto, os mapas antecipam a possibilidade de ocorrência de <strong>trovoadas localizadas</strong>. A incerteza quanto à localização deste tipo de fenómenos é elevadíssima, mas de momento os mapas vislumbram essa possibilidade para <strong>o extremo oriental do distrito de Beja, em torno da zona de Barrancos, tanto na sexta-feira, como no sábado, dias 17 e 18 de abril</strong>, uma situação que é típica da primavera. Trata-se de uma situação que será monitorizada nos próximos dias.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-crista-subtropical-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-eis-os-fenomenos-mais-marcantes-desta-semana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Internet a bordo: será o Wi-fi dos aviões seguro?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/internet-a-bordo-sera-o-wi-fi-dos-avioes-seguro.html</link><pubDate>Mon, 13 Apr 2026 06:21:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>É cada vez mais comum nos voos o Wi-Fi a bordo, que oferece a conveniência aos passageiros, mas levanta algumas questões importantes sobre a segurança dos dados e os riscos associados à navegação online. Fique a saber mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/internet-a-bordo-sera-o-wi-fi-dos-avioes-seguro-1776001898902.jpg" data-image="bgdlzm9xq599" alt="Wi-Fi a bordo" title="Wi-Fi a bordo"><figcaption>O Wi-Fi a bordo permite manter-se conectado durante o voo, mas exige cuidados redobrados para proteger os seus dados pessoais e evitar riscos de segurança digital.</figcaption></figure><p>Com a crescente disponibilidade de Wi-Fi durante os voos, <strong>muitos passageiros aproveitam para trabalhar, ver conteúdos online</strong> ou simplesmente manter-se conectados às redes sociais.</p><p>No entanto, a questão permanece: <strong>até que ponto é seguro utilizar internet a 10 mil metros de altitude?</strong></p><p>O Wi-Fi nos aviões funciona, do ponto de vista técnico, de forma semelhante ao de hotéis, aeroportos ou cafés, ou seja, trata-se de uma <strong>rede pública e partilhada entre dezenas ou até centenas de utilizadores</strong>. </p><p>Isto significa que <strong>não é automaticamente perigoso, </strong>mas também não deve ser considerado totalmente seguro.</p><p>Curiosamente, alguns especialistas defendem que o Wi-Fi a bordo <strong>pode até ser ligeiramente mais seguro do que o de aeroportos ou cafés</strong>, devido ao número mais limitado de utilizadores e, portanto, de potenciais atacantes. Ainda assim, isso não elimina os perigos. </p><h2>Quais são os principais riscos?</h2><p>Apesar da conveniência, existem várias ameaças associadas ao uso de Wi-Fi em voo:</p><p>Interceção de dados : Como em qualquer rede pública, <strong><em>hackers</em> podem tentar interceptar comunicações entre o utilizador e a internet</strong>, acedendo a palavras-passe, emails ou dados bancários;</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><span style="letter-spacing: 0.48px;">Estas redes estão ao mesmo nível de outras redes públicas: utilizáveis, mas com riscos associados.</span><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Redes falsas: Um dos riscos mais comuns é a <strong>criação de redes Wi-Fi falsas com nomes semelhantes ao da companhia aérea</strong>. Passageiros distraídos podem ligar-se a estas redes e fornecer dados sensíveis sem se aperceberem. </p><p><em>Malware</em> e vírus: Ao ligar-se a uma rede comprometida, <strong>o dispositivo pode ficar exposto a <em>software</em> malicioso</strong>, que pode roubar informação ou danificar o sistema. </p><p>Falta de encriptação robusta: <strong>Algumas redes a bordo podem não ter encriptação forte</strong>, tornando mais fácil a monitorização do tráfego por terceiros. </p><h2>Há motivos para alguma tranquilidade?</h2><p>Apesar destes riscos, é importante esclarecer um ponto essencial, <strong>o Wi-Fi dos passageiros está separado dos sistemas críticos do avião</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/internet-a-bordo-sera-o-wi-fi-dos-avioes-seguro-1776001951923.jpg" data-image="t9zi82laxkgz" alt="Boas práticas" title="Boas práticas"><figcaption>A conexão à internet durante o voo traz comodidade aos passageiros, mas é essencial adotar boas práticas de segurança online.</figcaption></figure><p>Ou seja, mesmo que haja uma falha de segurança, isso <strong>não compromete o funcionamento da aeronave</strong>. </p><p>Além disso, as companhias aéreas e os fornecedores de internet a bordo <strong>implementam várias camadas de segurança</strong>, embora a sua eficácia nem sempre seja transparente para o utilizador comum. </p><h2>Como usar Wi-Fi no avião de forma segura</h2><p>A boa notícia é que é possível reduzir significativamente os riscos com algumas práticas simples:</p><p>Confirme a rede oficial com a tripulação antes de se conectar e <strong>utilize ligações seguras</strong>; evite operações sensíveis, como aceder a contas bancárias; </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="698979" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-demonstraram-pela-primeira-vez-o-teletransporte-quantico-atraves-da-internet.html" title="Cientistas demonstraram pela primeira vez o teletransporte quântico através da Internet">Cientistas demonstraram pela primeira vez o teletransporte quântico através da Internet</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-demonstraram-pela-primeira-vez-o-teletransporte-quantico-atraves-da-internet.html" title="Cientistas demonstraram pela primeira vez o teletransporte quântico através da Internet"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-lograron-demostrar-la-teletransportacion-cuantica-es-posible-viajar-a-traves-de-internet-fibra-optica-1740463499267_320.jpeg" alt="Cientistas demonstraram pela primeira vez o teletransporte quântico através da Internet"></a></article></aside><p><strong>Desative a partilha de ficheiros</strong> e ligações automáticas e utilize uma VPN, que encripte os dados.</p><p>Mantenha o <strong>dispositivo atualizado com antivírus e software recente</strong> e é também aconselhável “esquecer” a rede após o voo, evitando ligações automáticas futuras.</p><p>Assim, tal como qualquer rede pública, exige <strong>precaução e consciência dos riscos</strong>. O verdadeiro perigo não está tanto na tecnologia em si, mas na forma como a utilizamos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/internet-a-bordo-sera-o-wi-fi-dos-avioes-seguro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este deserto da Califórnia é o lugar mais quente da Terra: dicas para visitar o Vale da Morte]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-deserto-da-california-e-o-lugar-mais-quente-da-terra-dicas-para-visitar-o-vale-da-morte.html</link><pubDate>Mon, 13 Apr 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>O Vale da Morte, na Califórnia, é famoso pelas suas temperaturas extremas, que ultrapassam os 45 °C no verão, em contraste com o inverno, quando pode nevar. Aqui estão algumas dicas para a sua visita.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-desierto-de-california-es-el-lugar-mas-caluroso-del-mundo-consejos-para-visitar-el-valle-de-la-muerte-1773756206061.jpeg" data-image="njiu9pe3eakq"><figcaption>Paisagem do Vale da Morte, na Califórnia (EUA).</figcaption></figure><p>Existem lugares na Terra que desafiam os limites da nossa perceção. Um deles é, sem dúvida, o <strong>Vale da Morte, uma região desértica no leste da Califórnia</strong>, que se tornou mundialmente famosa não só pelas suas paisagens deslumbrantes, mas também pelas suas <strong>condições climáticas extremas</strong>.</p><p>Lá, <strong>as temperaturas de verão podem ultrapassar os 49 °C</strong>. Aliás, o vale ostenta algumas das temperaturas mais elevadas já registadas no planeta, com valores que ocasionalmente atingem os 50 °C. Isto muda<strong> com a chegada do inverno, sendo possível até mesmo ver neve</strong> em algumas das áreas mais elevadas do parque.</p><p>Estes contrastes — calor escaldante e frio invernal — fazem desta área do planeta<strong> um lugar de extremos que poucos destinos na Terra conseguem igualar</strong>.</p><h2>Porque faz tanto calor no Vale da Morte?</h2><p><strong>Diversos fatores geográficos e climáticos </strong>combinam-se para fazer deste território um dos lugares mais quentes do mundo.</p><h3>Profundidade e configuração do relevo</h3><p>O Vale da Morte<strong> fica 86 metros abaixo do nível do mar</strong>, na Bacia de Badwater, o ponto mais baixo da América do Norte. Esta depressão funciona <strong>como uma</strong> <strong>"panela" que retém o ar quente</strong>, impedindo a sua fácil dissipação.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">This is the official weather station in Furnace Creek, Death Valley. This is the only station in the world that has reported 130°! <a href="https://t.co/z1OnV3IJZJ">pic.twitter.com/z1OnV3IJZJ</a></p>— chrishenry (@chrishe10347730) <a href="https://twitter.com/chrishe10347730/status/2015874509165973816?ref_src=twsrc%5Etfw">January 26, 2026</a></blockquote></figure><h3>Radiação solar intensa</h3><p>A <strong>vegetação escassa e o solo claro do deserto refletem e absorvem grandes quantidades de radiação solar</strong>. Este calor acumula-se durante o dia e permanece durante boa parte da noite, impedindo o arrefecimento rápido como noutras regiões.</p><h3>Aridez extrema</h3><p>A <strong>falta de humidade no ar </strong>reduz a capacidade da superfície de arrefecer por evaporação, contribuindo para temperaturas ainda mais elevadas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="757691" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/os-especialistas-confirmam-que-a-floracao-de-2026-no-vale-da-morte-e-a-melhor-desde-a-superflorada-de.html" title="Os especialistas confirmam que a floração de 2026 no Vale da Morte é a melhor desde a superflorada de 2016">Os especialistas confirmam que a floração de 2026 no Vale da Morte é a melhor desde a superflorada de 2016</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/os-especialistas-confirmam-que-a-floracao-de-2026-no-vale-da-morte-e-a-melhor-desde-a-superflorada-de.html" title="Os especialistas confirmam que a floração de 2026 no Vale da Morte é a melhor desde a superflorada de 2016"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/death-valley-s-2026-wildflower-bloom-is-the-best-since-the-2016-superbloom-1772735490352_320.jpeg" alt="Os especialistas confirmam que a floração de 2026 no Vale da Morte é a melhor desde a superflorada de 2016"></a></article></aside><p>A combinação destes fatores possibilitou que a<strong> temperatura mais alta já registada na Terra</strong> fosse alcançada a <strong>10 de julho de 1913: 56,7 °C em Furnace Creek</strong>. Este recorde ainda é frequentemente citado em estudos climáticos, embora a confiabilidade dos dados tenha sido questionada nos últimos anos devido ao estado dos instrumentos de medição.</p><h2>Lugares que deve visitar</h2><p>Apesar das suas condições extremas, <strong>o Vale da Morte é um dos parques nacionais mais visitados dos Estados Unidos</strong>, com paisagens que parecem ser de outro planeta.</p><h3>Bacia de Badwater</h3><ol></ol><p>Uma <strong>vasta planície de sal, branca como a neve</strong>, formada ao nível do solo pela evaporação da água salgada.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Cindy and I ventured into Death Valley National Park today. After watching the sunrise from Zabriskie Point, we set out to explore Badwater Basin the lowest spot in North America. We started at Dantes View, 5,500 feet up with a crisp 56°, then descended to the basin floor <a href="https://t.co/0dHVhXxTji">pic.twitter.com/0dHVhXxTji</a></p>— Ed Piotrowski (@EdPiotrowski) <a href="https://twitter.com/EdPiotrowski/status/1986568419848986643?ref_src=twsrc%5Etfw">November 6, 2025</a></blockquote></figure><p>É o ponto mais baixo da América do Norte e <strong>um local icónico para fotografias</strong>.</p><h3>Ponto Zabriskie</h3><p>Um <strong>miradouro panorâmico famoso por causa das suas formações erodidas </strong>e cores quentes ao nascer e pôr do sol.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Cindy and I watched the sun rise from Zabriskie Point in Death Valley National Park in California this morning, and the view was absolutely breathtaking. The colors and textures that emerged as the sunlight swept across the landscape were simply incredible. <a href="https://t.co/zQottTmu7M">pic.twitter.com/zQottTmu7M</a></p>— Ed Piotrowski (@EdPiotrowski) <a href="https://twitter.com/EdPiotrowski/status/1986465964612030930?ref_src=twsrc%5Etfw">November 6, 2025</a></blockquote></figure><h3>Mirante Dante’s View</h3><p>Localizado no ponto mais alto do parque, oferece uma<strong> vista deslumbrante do coração do Vale da Morte</strong>.</p><h2>5 dicas essenciais para visitar o Vale da Morte</h2><p>Visitar este deserto não é impossível, mas requer preparação e respeito pelas suas condições extremas. Aqui estão algumas dicas para visitá-lo com segurança:</p><ul><li>A <strong>hidratação é fundamental</strong>: leve bastante água, aproximadamente 4 litros por pessoa por dia, e mais se for fazer caminhadas ou corridas em trilha.</li><li><strong>Evite os horários mais quentes: entre 11h e 17h</strong>, as temperaturas podem ser perigosamente altas durante os meses mais quentes, portanto, planeie as suas atividades ao ar livre para o início da manhã ou para o final da tarde.</li></ul><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">The hottest place on Earth, the Death Valley, is experiencing a superbloom, with wildflowers covering its usually barren landscapeone of the best displays since 2016.<br>Explore more record-breaking phenomena in WMO's Weather & Climate Extremes Archive: <a href="https://t.co/x9IpirNfKp">https://t.co/x9IpirNfKp</a> <a href="https://t.co/Sj3Qae5YwP">pic.twitter.com/Sj3Qae5YwP</a></p> World Meteorological Organization (@WMO) <a href="https://twitter.com/WMO/status/2032121011160731861?ref_src=twsrc%5Etfw">March 12, 2026</a></blockquote></figure><ul><li><strong>Roupas e proteção solar</strong>: Use roupas leves e de cores claras, chapéu, óculos de sol e protetor solar de alta proteção, pois a sua pele e os seus olhos ficam muito expostos ao sol no deserto.</li><li><strong>Veículo em boas condições</strong>: as distâncias são longas e as condições extremas podem afetar os veículos, por isso é importante verificar o nível de combustível, a pressão dos pneus e levar peças sobressalentes básicas.</li><li><strong>Comunicação</strong>: em muitas áreas não há cobertura de telemóvel, portanto, conhecer a região e levar mapas <em>offline </em>ou um GPS pré-programado pode ser fundamental para se orientar.</li></ul>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-deserto-da-california-e-o-lugar-mais-quente-da-terra-dicas-para-visitar-o-vale-da-morte.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sistema frontal aumenta instabilidade nos Açores nos próximos dias e Madeira mantém condições anticiclónicas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/sistema-frontal-aumenta-instabilidade-nos-acores-nos-proximos-dias-e-madeira-mantem-condicoes-anticiclonicas.html</link><pubDate>Sun, 12 Apr 2026 13:18:45 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Evolução distinta do estado do tempo prevista para os próximos dias nos dois arquipélagos, com os Açores a registarem um aumento da instabilidade, associado à passagem de um sistema frontal, enquanto a Madeira deverá manter condições mais estáveis sob influência anticiclónica.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5bvt8"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5bvt8.jpg" id="xa5bvt8"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A partir desta segunda-feira, 13 de abril, o estado do tempo nos arquipélagos dos Açores e da Madeira deverá ser influenciado pela passagem de um sistema frontal no Atlântico Norte, <strong>com maior impacto nos Açores</strong>, enquanto a Madeira deverá permanecer sob influência anticiclónica, com condições mais estáveis ao longo da semana.</p><h2>Quarta e quinta concentram o período mais instável nos Açores</h2><p>Nos Açores, a semana deverá começar com condições ainda relativamente estáveis, apesar de períodos de<strong> céu nublado e ocorrência de precipitação fraca</strong> e dispersa. O vento deverá ser em geral fraco a moderado de sudoeste, com temperaturas amenas, entre 13 e 20 °C.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Na terça-feira, a <strong>aproximação do sistema frontal</strong> deverá traduzir-se num aumento da nebulosidade e numa maior frequência de precipitação, ainda irregular, enquanto o vento tenderá a intensificar-se gradualmente, refletindo a evolução do sistema no Atlântico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-no-tempo-nos-acores-nos-proximos-dias-e-estabilidade-na-madeira-saiba-o-que-esperar-1775997832214.png" data-image="lnkdra1knw9x"><figcaption>Nas primeiras horas de terça-feira, prevê-se aumento da nebulosidade e ocorrência de precipitação nos Açores, associadas à aproximação de uma frente. A chuva poderá ser por vezes moderada, sobretudo nos grupos Central e Oriental, num contexto de fluxo de sudoeste.</figcaption></figure><p>Na quarta-feira, a <strong>instabilidade deverá tornar-se mais evidente</strong>, com períodos de chuva mais regulares e, por vezes, de intensidade moderada, associados à presença de um cavado em altitude. Este agravamento deverá também refletir-se no aumento da agitação marítima, com <strong>ondas que poderão atingir cerca de 4 a 6 metros</strong>, com maior impacto no Grupo Ocidental e nas ilhas mais expostas do Grupo Central.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-no-tempo-nos-acores-nos-proximos-dias-e-estabilidade-na-madeira-saiba-o-que-esperar-1775997805329.png" data-image="2kroagthumpx"><figcaption>Durante a manhã de quarta-feira, prevê-se um aumento da agitação marítima nos Açores, com ondas que poderão atingir 4 a 6 metros, sobretudo nas ilhas mais expostas ao quadrante oeste. Este agravamento está associado ao reforço do vento no Atlântico Norte.</figcaption></figure><p>Na quinta-feira, a passagem de uma frente organizada deverá trazer <strong>períodos de chuva mais frequentes e persistentes</strong>, podendo ser por vezes moderados, com maior persistência no Grupo Central e no Grupo Oriental. O vento deverá intensificar-se para moderado a forte, com rajadas até 60–70 km/h, mantendo-se a agitação marítima elevada, embora com tendência para diminuição gradual ao longo do dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-no-tempo-nos-acores-nos-proximos-dias-e-estabilidade-na-madeira-saiba-o-que-esperar-1775997793442.png" data-image="p876nzji2yrz"><figcaption>Na quinta-feira, prevê-se um reforço do vento nos Açores, associado ao fluxo de sudoeste, com rajadas que poderão atingir valores elevados, sobretudo nos grupos Central e Oriental. Este aumento está ligado ao reforço do gradiente de pressão, favorecendo um período de vento mais intenso durante a tarde.</figcaption></figure><p>Na sexta-feira, deverá observar-se uma tendência para <strong>melhoria gradual</strong>, com <strong>diminuição da precipitação</strong>, que passará a ocorrer sob a forma de aguaceiros dispersos. O vento deverá enfraquecer progressivamente, mantendo-se as temperaturas dentro dos valores típicos para a época, sem alterações relevantes no conjunto do arquipélago.</p><h2>Madeira com tempo estável ao longo da semana</h2><p>Na Madeira, o estado do tempo deverá ser marcado por <strong>condições estáveis ao longo de toda a semana</strong>, sob influência do anticiclone. Na segunda e terça-feira, prevê-se céu pouco nublado, com vento fraco a moderado do quadrante norte e temperaturas entre 16 e 24°C.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763561" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/segunda-e-terca-feira-chovera-em-9-distritos-de-portugal-continental-depois-chegara-uma-mudanca-de-radical-de-tempo.html" title="Segunda e terça-feira choverá em 9 distritos de Portugal continental, depois chegará uma mudança de radical de tempo">Segunda e terça-feira choverá em 9 distritos de Portugal continental, depois chegará uma mudança de radical de tempo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/segunda-e-terca-feira-chovera-em-9-distritos-de-portugal-continental-depois-chegara-uma-mudanca-de-radical-de-tempo.html" title="Segunda e terça-feira choverá em 9 distritos de Portugal continental, depois chegará uma mudança de radical de tempo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/segunda-e-terca-feira-chovera-em-9-distritos-de-portugal-continental-depois-chegara-uma-mudanca-de-radical-de-tempo-1775993433262_320.jpg" alt="Segunda e terça-feira choverá em 9 distritos de Portugal continental, depois chegará uma mudança de radical de tempo"></a></article></aside><p>Entre quarta e quinta-feira, poderá verificar-se um aumento temporário da nebulosidade, associado à passagem mais distante do cavado. <strong>Não se prevê precipitação</strong>, podendo ocorrer apenas episódios fracos e isolados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-no-tempo-nos-acores-nos-proximos-dias-e-estabilidade-na-madeira-saiba-o-que-esperar-1775997982913.png" data-image="ig2ceuevjcux"><figcaption>Na quarta-feira, prevê-se um aumento pontual da nebulosidade na Madeira, associado ao fluxo de norte a nordeste, sem precipitação, num contexto de estabilidade atmosférica.</figcaption></figure><p>Até ao final da semana, não se esperam alterações relevantes no estado do tempo, mantendo-se um padrão estável, com temperaturas consistentes e sem variações significativas, num <strong>cenário típico de domínio anticiclónico</strong> na região.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/sistema-frontal-aumenta-instabilidade-nos-acores-nos-proximos-dias-e-madeira-mantem-condicoes-anticiclonicas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O gigantesco vulcão da caldeira do Japão está a encher-se de novo 7.300 anos depois: como está a fazê-lo?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-gigantesco-vulcao-da-caldeira-do-japao-esta-a-encher-se-de-novo-7-300-anos-depois-como-esta-a-faze-lo.html</link><pubDate>Sun, 12 Apr 2026 12:14:07 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O reservatório de magma da maior erupção vulcânica do Holoceno está a ser reabastecido. Esta descoberta, efetuada pela Universidade de Kobe na caldeira de Kikai, no Japão, permite-nos compreender melhor os vulcões de caldeira gigantes, como Yellowstone ou Toba, em geral, e aproxima-nos da previsão do seu comportamento.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-gigantesco-vulcao-da-caldeira-do-japao-esta-a-encher-se-de-novo-7-300-anos-depois-como-esta-a-faze-lo-1775995759262.jpg" data-image="2ed3dwv9itln"><figcaption>Sabemos muito pouco sobre os processos que levam à erupção de um novo supervulcão, como a caldeira de Kikai, no Japão, que se encontra em grande parte submersa, pelo que não estamos preparados para fazer previsões. Crédito: Seama Nobukazu</figcaption></figure><p>Alguns <strong>vulcões entram em erupção de forma tão violenta</strong>, expelindo mais magma do que poderia cobrir todo o Central Park (12 km de profundidade), que tudo o que resta é uma cratera larga e pouco profunda, a chamada <strong>“caldeira”</strong>.</p><div class="texto-destacado">Exemplos de supervulcões deste tipo são a caldeira de Yellowstone, a caldeira de Toba e a caldeira de Kikai, no Japão, que ficou submersa em grande parte, e que entrou em erupção pela última vez há 7300 anos, naquela que foi a maior erupção vulcânica da atual época geológica, o Holoceno.</div><p>Sabemos que <strong>estes vulcões podem entrar em erupção novamente</strong>, mas sabemos muito pouco sobre os processos que precedem uma erupção e, por isso, estamos mal equipados para fazer previsões.</p><h2>Universidade de Kobe estuda os processos que precedem erupções de supervulcões </h2><p>“Precisamos de perceber como se acumulam quantidades tão grandes de magma para compreender como ocorrem as erupções de caldeiras gigantes”, diz o geofísico <strong>Seama Nobukazu, da Universidade de Kobe</strong>.</p><p>O facto de a caldeira de Kikai estar maioritariamente submersa é, de facto, uma vantagem para abordar questões como esta. Seama explica: "A sua localização subaquática permite-nos efetuar estudos sistemáticos em grande escala. Assim, o investigador da Universidade de Kobe juntou-se à Agência Japonesa para as Ciências e Tecnologias Marinhas e da Terra (JAMSTEC) e utilizou conjuntos de pistolas de ar que <strong>geram impulsos sísmicos artificiais</strong>, juntamente com sismómetros de fundo oceânico que registam a forma como a onda sísmica se propaga através da crosta terrestre para compreender o seu estado.</p><h2>Será devido ao magma "recentemente" injetado?</h2><p>Na revista Communications Earth & Environment, a equipa publica agora os seus resultados. Descobriram que existe <strong>uma região composta em grande parte por magma diretamente sob o vulcão</strong> que entrou em erupção há 7300 anos e caracterizaram a dimensão e a forma do reservatório. Seama afirma: "Devido à sua extensão e localização, é evidente que se trata do mesmo reservatório de magma da erupção anterior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/caldera-de-japon-se-esta-volviendo-a-llenar-1774764959029.jpg" data-image="mbx4zvzxjpq2"><figcaption>O geofísico Seama Nobukazu, da Universidade de Kobe, e a sua equipa descobriram uma região composta em grande parte por magma logo abaixo do vulcão que entrou em erupção há 7300 anos e caracterizaram o tamanho e a forma do reservatório de magma. Devido à sua extensão e localização, é evidente que se trata do mesmo reservatório de magma da erupção anterior", afirma. Crédito: A. Nagaya et al. (2026), Communications Earth & Environment (DOI 10.1038/s43247-026-03347-9)</figcaption></figure><p>Mas é provável que <strong>este magma não seja um remanescente dessa erupção</strong>. Os investigadores notaram que<strong> um novo domo de lava se tem vindo a formar</strong> <strong>no centro da caldeira nos últimos 3900 anos</strong>, e as análises químicas mostraram que o material produzido por esta e outras atividades vulcânicas recentes tem uma composição diferente do material ejetado na última grande erupção. </p><p>“Isto significa que o magma atualmente presente no reservatório de magma sob o domo de lava é provavelmente magma recentemente injetado”, resume Seama. Isto permite aos investigadores propor um modelo geral para a forma <strong>como os reservatórios de magma sob os vulcões da caldeira são reabastecidos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="756788" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-vulcoes-da-decada-misterios-curiosidades-e-os-perigos-dos-16-vulcoes-mais-vigiados-mundo.html" title="Os vulcões da década: mistérios, curiosidades e os perigos dos 16 vulcões mais vigiados do mundo">Os vulcões da década: mistérios, curiosidades e os perigos dos 16 vulcões mais vigiados do mundo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-vulcoes-da-decada-misterios-curiosidades-e-os-perigos-dos-16-vulcoes-mais-vigiados-mundo.html" title="Os vulcões da década: mistérios, curiosidades e os perigos dos 16 vulcões mais vigiados do mundo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-vulcoes-da-decada-ciencia-e-prevencao-de-catastrofes-1772465094765_320.png" alt="Os vulcões da década: mistérios, curiosidades e os perigos dos 16 vulcões mais vigiados do mundo"></a></article></aside><p><strong>“Este modelo de reinjeção de magma é consistente com a existência de grandes reservatórios de magma pouco profundos sob outras caldeiras gigantes</strong>, como Yellowstone e Toba”, diz Seama, esperando que as descobertas da sua equipa contribuam para a compreensão dos ciclos de fornecimento de magma após erupções gigantes.</p><p>E conclui: "Queremos aperfeiçoar os métodos que se revelaram tão úteis neste estudo para compreender melhor os processos de reinjeção. O nosso objetivo final<strong> é podermos monitorizar melhor os indicadores cruciais de futuras erupções gigantes"</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Nagaya, A., Seama, N., Fujie, G. et al. Melt re-injection into large magma reservoir after giant caldera eruption at Kikai Caldera Volcano. Commun Earth Environ 7, 237 (2026). </em><a href="https://doi.org/10.1038/s43247-026-03347-9" target="_blank"><em>https://doi.org/10.1038/s43247-026-03347-9</em></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-gigantesco-vulcao-da-caldeira-do-japao-esta-a-encher-se-de-novo-7-300-anos-depois-como-esta-a-faze-lo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Incêndios florestais provocados pelo clima estão a tornar-se uma ameaça imediata para as espécies e a biodiversidade]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/incendios-florestais-provocados-pelo-clima-estao-a-tornar-se-uma-ameaca-imediata-para-as-especies-e-a-biodiversidade.html</link><pubDate>Sun, 12 Apr 2026 12:02:56 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Os incêndios florestais provocados pelas alterações climáticas estão a emergir como uma grande ameaça para as espécies e a biodiversidade em muitas regiões, de acordo com um novo estudo. A investigação alerta para o facto de que, sem ações urgentes e específicas, até um terço das espécies globais poderá ser extinto devido aos incêndios florestais provocados pelas alterações climáticas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/climate-driven-wildfires-are-becoming-a-major-and-immediate-threat-to-species-and-biodiversity-1775503680720.jpeg" data-image="4iqhig6fk6by" alt="watching Wildfire" title="watching Wildfire"><figcaption>Os incêndios florestais provocados pelas alterações climáticas estão a tornar-se uma ameaça importante e imediata para a biodiversidade.</figcaption></figure><p>O estudo publicado na revista Nature conclui que a<strong>s atividades de combate aos incêndios florestais deverão aumentar substancialmente na maior parte das regiões até ao final deste século</strong>, sobretudo em termos de áreas ardidas e de duração sazonal. O aumento da frequência e intensidade dos incêndios florestais irá, por sua vez, aumentar a vulnerabilidade da biodiversidade e das espécies em regiões já vulneráveis.</p><h2>Impactos das alterações climáticas estão a empurrar as espécies para além dos seus limites de tolerância</h2><p>De acordo com o estudo, as alterações climáticas ameaçam as espécies através de duas vias principais. Em primeiro lugar, <strong>os riscos são impostos por mudanças climáticas graduais</strong>, incluindo o aquecimento, a alteração dos padrões de precipitação e a subida do nível do mar.</p><div class="texto-destacado">Estas alterações provocam a perda de habitat e a redução da adequação, empurrando as espécies para além dos seus limites de tolerância fisiológica.</div><p>Em segundo lugar, as perturbações climáticas graves - incluindo incêndios florestais, ondas de calor e tempestades - estão a tornar-se cada vez mais frequentes e estão a causar uma <strong>mortalidade imediata e generalizada</strong>.</p><p>De acordo com o estudo, o aumento da frequência e da gravidade dos incêndios florestais é significativo e <strong>15% das espécies ameaçadas em todo o mundo já estão a ser afetadas por alterações nos padrões dos incêndios florestais</strong>. O estudo mostra que a exposição futura aos incêndios florestais <strong>aumentará significativamente para 9.592 espécies não marinhas</strong> já ameaçadas por incêndios florestais mais frequentes ou intensos.</p><div class="texto-destacado">Prevê-se que as áreas ardidas a nível mundial aumentem 9,3%, com cerca de 84% destas espécies vulneráveis a enfrentarem um risco mais elevado e cerca de 40% das espécies da América do Sul a registarem um aumento do risco superior a 50%, com base neste cenário climático projetado.</div><p>No entanto, o estudo refere que o risco está distribuído de forma desigual pelas regiões. Algumas áreas deverão registar incêndios florestais mais intensos, enquanto outras poderão assistir a uma diminuição das atividades de incêndio.</p><div class="texto-destacado">A nível mundial, a época de incêndios florestais deverá aumentar 22,8% até ao final do século, com os maiores aumentos previstos para as regiões de elevada latitude. Os aumentos mais acentuados são esperados na Europa (49,1%), América do Norte (41,2%) e América do Sul (37,0%).</div><p>A África poderá ser uma exceção, onde <strong>mais de 41% das espécies</strong> poderão sofrer uma redução da exposição ao fogo devido aos aumentos previstos da precipitação.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">National Significant Wildland Fire Potential Outlooks for the next three months were released yesterday, highlighting elevated fire risk across multiple regions of the United States as seasonal transitions and ongoing drought conditions continue to influence fire behavior. As <a href="https://t.co/W3TLqrDtaq">pic.twitter.com/W3TLqrDtaq</a></p>— National Wildfire Tracking Team (@NationalWldfire) <a href="https://twitter.com/NationalWldfire/status/2039690013533745468?ref_src=twsrc%5Etfw">April 2, 2026</a></blockquote></figure><p>O estudo constata que, até à data, grande parte da avaliação do risco de extinção se tem centrado na perda de habitat a longo prazo provocada pelas alterações climáticas. Muito menos atenção tem sido dada às perturbações graves imediatas, como os incêndios florestais, e às suas ameaças para as espécies e os seus habitats.</p><h2>Ações e estratégias específicas podem reduzir a vulnerabilidade</h2><p>A investigação indica que se espera que<strong> as atividades de incêndios florestais aumentem significativamente </strong>na maioria das regiões até ao final do século XXI, ameaçando espécies já em perigo. O estudo sublinha <strong>a necessidade urgente de estratégias direcionadas e específicas para cada região</strong>, a fim de atenuar as perdas de biodiversidade resultantes de futuros incêndios florestais.</p><p>De acordo com o estudo, estratégias de conservação direcionadas e específicas para cada região, combinadas com emissões moderadas, poderiam reduzir significativamente o aumento da vulnerabilidade das espécies aos incêndios florestais. A redução da vulnerabilidade poderia ser <strong>superior a 60%</strong> num tal cenário.</p><h3><i>Referência da notícia</i></h3><p><em>Wildfire risk for species under climate change. <a href="https://www.nature.com/articles/s41558-026-02600-5#Sec5">https://www.nature.com/articles/s41558-026-02600-5#Sec5</a>. April 6, 2026. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/incendios-florestais-provocados-pelo-clima-estao-a-tornar-se-uma-ameaca-imediata-para-as-especies-e-a-biodiversidade.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Lisboa tem um mural dedicado ao amor (mas só o pode visitar até ao fim de abril)]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/lisboa-tem-um-mural-dedicado-ao-amor-mas-so-o-pode-visitar-ate-ao-fim-de-abril.html</link><pubDate>Sun, 12 Apr 2026 11:53:53 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A instalação com mais de 300 quadras em várias línguas é temporária e desaparece já no final do mês.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-tem-um-mural-dedicado-ao-amor-mas-so-o-pode-visitar-ate-ao-fim-de-abril-1775981033799.jpg" data-image="srl1gd0g7wjm" alt="Mural Lisboa" title="Mural Lisboa"><figcaption>Não pode perder a oportunidade de visitá-lo. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>O mês do amor já passou, talvez, até demasiado rápido. Se janeiro é sempre um mês que parece nunca mais acabar, todos os que se seguem voam sem pedir licença. Sem darmos por isso, vamos já a meio de abril. </p><p>A boa notícia? <strong>Lisboa continua a dar razões para sair de casa</strong>. Há sempre qualquer coisa nova para ver, descobrir ou fotografar. E este mês não é exceção.</p><p>Para celebrar<strong> Santo António</strong>, conhecido como o santo casamenteiro, criou-se um mural repleto de declarações de amor em dezenas de línguas. Mas, atenção, porque só<strong> vai estar montado até dia 30 de abril</strong>.</p><div class="texto-destacado">Do que é que estamos a falar? Da instalação com cerca de oito metros de altura que se encontra mesmo ao lado da Igreja de Santo António, junto ao Museu de Lisboa – Santo António. </div><p>Quem por lá passa diz que este é um daqueles sítios que facilmente passariam despercebidos, não fosse a quantidade de pessoas à volta, quase sempre de telemóvel na mão.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="747008" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-mural-lisboeta-pos-campolide-no-mapa-da-street-art-mundial.html" title="Este mural lisboeta pôs Campolide no mapa da street art mundial">Este mural lisboeta pôs Campolide no mapa da street art mundial</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-mural-lisboeta-pos-campolide-no-mapa-da-street-art-mundial.html" title="Este mural lisboeta pôs Campolide no mapa da street art mundial"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/este-mural-lisboeta-pos-campolide-no-mapa-da-street-art-mundial-1767343099649_320.jpg" alt="Este mural lisboeta pôs Campolide no mapa da street art mundial"></a></article></aside><p>“Desde fevereiro, o espaço foi transformado num painel com<strong> mais de 300 pratos de cerâmica</strong>, todos decorados com quadras populares dedicadas ao amor”, escreve a revista ‘NiT’.</p><h2>Uma instalação criada pela Oficina do Castelo</h2><p>A peça foi criada pela <strong>Oficina do Castelo</strong>, um coletivo que costuma trabalhar a partir de referências tradicionais portuguesas, reinterpretando-as de forma contemporânea. A ideia, porém, é bastante direta: pegar em elementos antigos da cultura popular e dar-lhes uma nova vida num espaço urbano. </p><div class="texto-destacado">Aqui, isso vê-se nas várias quadras espalhadas pela instalação. Afinal, há pequenos poemas com rimas simples, muito associados às festas dos Santos Populares. </div><p>Muitas dessas frases têm origem em <strong>cancioneiros dos séculos XVIII e XIX </strong>e fazem parte de uma tradição que ainda hoje sobrevive, por exemplo, nos manjericos oferecidos em junho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-tem-um-mural-dedicado-ao-amor-mas-so-o-pode-visitar-ate-ao-fim-de-abril-1775981114214.jpg" data-image="33f6uuw3mt1u" alt="Mural Lisboa" title="Mural Lisboa"><figcaption>Tem mais de 300 quadras. Foto: Tripadvisor</figcaption></figure><p>Outro detalhe interessante é que essas quadras não aparecem só em português. Estão<strong> traduzidas em mais de 20 línguas</strong>, incluindo inglês, francês, japonês, coreano e turco, o que dá ao mural um lado mais inclusivo e pensado também para quem visita Lisboa vindo de fora. No fundo, transforma uma tradição muito local numa experiência mais universal.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="755072" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esqueca-as-montras-o-verdadeiro-espetaculo-da-avenida-de-roma-esta-nas-paredes.html" title="Esqueça as montras. O verdadeiro espetáculo da Avenida de Roma está nas paredes">Esqueça as montras. O verdadeiro espetáculo da Avenida de Roma está nas paredes</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esqueca-as-montras-o-verdadeiro-espetaculo-da-avenida-de-roma-esta-nas-paredes.html" title="Esqueça as montras. O verdadeiro espetáculo da Avenida de Roma está nas paredes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esqueca-as-montras-o-verdadeiro-espetaculo-da-avenida-de-roma-esta-nas-paredes-1771539361048_320.jpg" alt="Esqueça as montras. O verdadeiro espetáculo da Avenida de Roma está nas paredes"></a></article></aside><p>As mensagens falam de amor, encontros e pequenos gestos afetivos, mantendo o tom leve e popular típico destas quadras. Aliás, o tema central não podia ser outro: <strong>o lado romântico de Santo António</strong>, conhecido como o “santo casamenteiro”. </p><p>Visualmente, o impacto também não passa despercebido. É que o mural destaca-se também pelo uso de pratos de cerâmica, onde as frases estão aplicadas, uma escolha que reforça a ligação ao artesanato tradicional português, ao mesmo tempo que cria um impacto visual forte e diferente do típico <em>graffiti</em>.</p><h2>Mais informações e detalhes</h2><p>Convém saber, no entanto, que <strong>esta instalação é temporária</strong>. Sim, só pode mesmo visitá-la até ao final de abril. Não pode deixar para depois.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-tem-um-mural-dedicado-ao-amor-mas-so-o-pode-visitar-ate-ao-fim-de-abril-1775981299638.jpg" data-image="f1tprnn36j5e" alt="Mural Lisboa" title="Mural Lisboa"><figcaption>Está mesmo ao lado do Museu. Foto: Museu de Lisboa</figcaption></figure><p>Logo no início de maio, o espaço transforma-se por completo para receber o já conhecido mural de flores, que assinala o arranque das festas da cidade e fica exposto durante vários meses, acompanhando o ambiente dos Santos Populares em Lisboa.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/lisboa-tem-um-mural-dedicado-ao-amor-mas-so-o-pode-visitar-ate-ao-fim-de-abril.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Segunda e terça-feira choverá em 9 distritos de Portugal continental, depois chegará uma mudança radical de tempo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/segunda-e-terca-feira-chovera-em-9-distritos-de-portugal-continental-depois-chegara-uma-mudanca-de-radical-de-tempo.html</link><pubDate>Sun, 12 Apr 2026 11:45:02 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Vem aí um início de semana com chuva em vários distritos de Portugal continental. No entanto, logo depois ocorrerá uma mudança radical do estado do tempo. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/segunda-e-terca-feira-chovera-em-9-distritos-de-portugal-continental-depois-chegara-uma-mudanca-de-radical-de-tempo-1775993433262.jpg" data-image="zmrnj8ciulwd"><figcaption>Vêm aí dois dias de tempo variável (segunda e terça-feira, 13 e 14 de abril), com períodos de chuva fraca e céu muito nublado a alternar com períodos sem precipitação e algumas abertas. Depois o tempo registará uma mudança radical.</figcaption></figure><p>A semana que está prestes a iniciar (13-19 abril) será marcada pela ocorrência de <strong>alguma precipitação em Portugal continental</strong>, apesar de estarem previstas acumulações pouco significativas e períodos de precipitação bastante irregulares. Esta chuva dever-se-á a <strong>linhas de instabilidade pouco ativas e relativamente desorganizadas</strong> associadas a uma <strong>depressão posicionada a leste da Terra Nova </strong>e que rodopiará em pleno Atlântico numa trajetória para es-nordeste.</p><h2>Segunda e terça-feira com previsão de quase 10 mm de chuva acumulada no Minho</h2><p><strong>Para segunda-feira (13) prevê-se céu muito nublado de norte a sul de Portugal continental, com chuva geralmente fraca, dispersa e temporária</strong>. Nas Regiões Norte e Centro são expectáveis períodos breves de precipitação ao longo do dia, tendencialmente de curta duração e sem continuidade.</p><div class="texto-destacado"> Com o Atlântico Norte a manter-se muito dinâmico, os centros depressionários terão a capacidade de movimentar grandes massas de ar e humidade. Em simultâneo, com o anticiclone dos Açores menos robusto, os aguaceiros pós-frontais terão uma maior capacidade de ultrapassar o ‘escudo’ de altas pressões, aproximando-se facilmente da vertente atlântica da Península Ibérica. </div><p><strong>Na Região Sul a probabilidade de chover será ainda mais reduzida, praticamente nula</strong>. Deste modo, espera-se um arranque de semana caracterizado por humidade e instabilidade, ligeira e irregularmente distribuída, mais sentida nas regiões a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela. <strong>A chuva acumulada variará entre 1 e 6 mm</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/segunda-e-terca-feira-chovera-em-9-distritos-de-portugal-continental-depois-chegara-uma-mudanca-de-radical-de-tempo-1775993220151.png" data-image="uivfdgc27eat"><figcaption>Na segunda e terça-feira, dias 13 e 14 de abril, choverá de forma fraca, dispersa e muito irregular em 9 distritos de Portugal continental, sendo eles: Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Aveiro, Viseu, Coimbra, Leiria e Lisboa. Também choverá em mais distritos mas como a precipitação será residual e pouco significativa em termos espaciais e quantitativos, não foram incluídos na análise.</figcaption></figure><p>Assim, na terça-feira, 14 de abril, a precipitação deverá manter-se em Portugal, com os mapas a denunciarem a possibilidade da mesma se estender pelo litoral, para sul do Cabo Carvoeiro. Isto significa que <strong>até mesmo o litoral alentejano e o barlavento algarvio poderão registar períodos breves de chuva fraca e dispersa</strong>.Mesmo assim, não se prevê que este episódio pluviométrico seja persistente ou particularmente forte.</p><p>Na quarta-feira (15) a instabilidade diminuirá de forma significativa, com o céu a tornar-se pouco nublado a partir da manhã, exceto no litoral Norte e Centro. Não se exclui a possibilidade de chuviscos no Minho. <strong>Deste dia em diante, os mapas de referência da Meteored revelam que ganhará terreno um tempo mais estável, seco e com subida das temperaturas</strong>.</p><h2>A partir de terça-feira as temperaturas sobem. 25 ºC em perspetiva na reta final da semana</h2><p><strong>Amanhã - segunda-feira, 13 de abril - será um dia fresco, com máximas de 9 a 15 ºC no Norte e Centro do país</strong>. Nas regiões a sul da Serra da Estrela as temperaturas máximas oscilarão entre 13 e 16 ºC, podendo atingir 18 ºC ou 19 ºC em cidades como Lisboa e Faro. A partir de terça-feira (14) as temperaturas máximas iguais ou superiores a 20 ºC irão ganhar terreno, começando pela Beira Baixa, Ribatejo e várias zonas do Alentejo e Algarve. A influência da <strong>crista subtropical será cada vez mais notória</strong> à medida que a semana for decorrendo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/segunda-e-terca-feira-chovera-em-9-distritos-de-portugal-continental-depois-chegara-uma-mudanca-de-radical-de-tempo-1775993598487.png" data-image="rcgacbxvl73c"><figcaption>Para sexta-feira, 17 de abril, prevê-se o dia mais quente da próxima semana em termos de área geográfica abrangida (não incluindo o fim de semana na análise), com alguns locais a sul do Mondego a registarem temperaturas máximas de 25 ºC. </figcaption></figure><p><strong>Na quarta-feira (15) prevê-se uma nova subida generalizada das temperaturas, estando previstas máximas entre 15 e 19 ºC no litoral Norte e Centro e entre 19 e 23 ºC</strong> no resto do território de Portugal continental, com o dia de quinta-feira (16) a poder ser ligeiramente mais quente nalguns locais, mas geralmente com valores semelhantes. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763367" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-entre-13-e-19-de-abril.html" title="Previsão de precipitação a médio prazo: eis como irá chover em Portugal entre 13 e 19 de abril">Previsão de precipitação a médio prazo: eis como irá chover em Portugal entre 13 e 19 de abril</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-entre-13-e-19-de-abril.html" title="Previsão de precipitação a médio prazo: eis como irá chover em Portugal entre 13 e 19 de abril"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-entre-13-e-19-de-abril-1775907785444_320.png" alt="Previsão de precipitação a médio prazo: eis como irá chover em Portugal entre 13 e 19 de abril"></a></article></aside><p>Para <strong>sexta-feira (17) espera-se o dia mais quente da semana</strong> em termos de área geográfica abrangida, estando previstos valores de temperatura máxima entre 16 e 19 ºC no litoral Norte e Centro, entre 19 e 21 ºC no interior da Região Norte, na Beira Alta e no distrito de Lisboa e <strong>entre 22 e 25 ºC na Beira Baixa, Ribatejo, Alentejo e Algarve</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/segunda-e-terca-feira-chovera-em-9-distritos-de-portugal-continental-depois-chegara-uma-mudanca-de-radical-de-tempo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A primeira previsão da temporada de furacões 2026 para a bacia do Atlântico, publicada pela CSU]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-primeira-previsao-da-temporada-de-furacoes-2026-para-a-bacia-do-atlantico-publicada-pela-csu.html</link><pubDate>Sun, 12 Apr 2026 07:39:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A primeira previsão para a temporada 2026 de ciclones tropicais no Atlântico foi divulgada. Esta versão, elaborada pela Universidade Estadual do Colorado (CSU, em inglês), oferece uma visão inicial do que esperar nos próximos meses.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/primavera-version-del-pronostico-de-la-temporada-de-huracanes-2026-publicado-por-la-csu-1775792744726.jpeg" data-image="hlrzvudisnys"><figcaption>A previsão da CSU procura fornecer a melhor estimativa da atividade de furacões no Atlântico durante a próxima temporada e não é uma medida exata.</figcaption></figure><p>Investigadores da Universidade Estadual do Colorado (CSU, na sigla em inglês), uma das equipas de previsão sazonal mais acompanhadas, afirmam que<strong> a temporada de furacões de 2026 deverá ser próxima ou ligeiramente abaixo da média</strong>.</p><p>A <strong>temporada </strong>de furacões no Atlântico ocorre oficialmente <strong>de 1 de junho a 30 de novembro</strong>, com o pico de atividade normalmente entre agosto e outubro.</p><p>A previsão da CSU para a temporada de furacões de 2026 é:</p><ul><li><strong>13 tempestades tropicais nomeadas.</strong></li><li><strong>6 furacões</strong> (categorias 1 a 5), dos quais 2 serão furacões de grande intensidade (categoria 3 ou superior).</li></ul><ul></ul><p>Estes <strong>números estão ligeiramente abaixo da média</strong> de aproximadamente 14 tempestades nomeadas, 7 furacões e 3 furacões de grande intensidade.</p><h2>Que fatores poderiam tornar a temporada de 2026 menos ativa?</h2><p>Um dos principais fatores considerados até agora que influenciam as previsões deste ano é o desenvolvimento previsto do <strong>El Niño</strong>. Como se sabe na meteorologia tropical, este fenómeno tende a aumentar o cisalhamento do vento no Atlântico, o que <strong>pode interromper a formação de ciclones e impedir o fortalecimento de sistemas tropicais</strong>.</p><p>Outro fator é que se espera que as<strong> temperaturas da superfície do mar estejam abaixo da média </strong>em algumas áreas do Atlântico Leste, uma condição que pode limitar ainda mais a atividade. No entanto, águas mais quentes noutras áreas costeiras desmatadas ainda podem contribuir para o fortalecimento de algumas ondas e tempestades tropicais.</p><div class="texto-destacado">Embora se espere que esta temporada seja mais tranquila, meteorologistas especialistas da CSU enfatizam que uma única tempestade pode ter um impacto significativo na temporada.</div><p>Na climatologia de furacões, mesmo temporadas com atividade abaixo da média já produziram furacões muito destrutivos, e <strong>as previsões do início da temporada podem mudar </strong>à medida que as condições evoluem para os meses de pico de atividade.</p><h3>Como é feita esta previsão?</h3><p>A equipa de investigação tropical liderada pelo Dr. Phil Klotzbach da CSU publica <strong>previsões sazonais</strong> há décadas, <strong>atualizando-as diversas vezes antes e durante a temporada de furacões</strong>.</p><p>Estas previsões de furacões são <strong>baseadas numa combinação de dados históricos e anos análogos</strong>, bem como em <strong>condições atmosféricas e oceânicas</strong>. Estas informações alimentam modelos de previsão desenvolvidos por investigadores e outras agências de investigação meteorológica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/primavera-version-del-pronostico-de-la-temporada-de-huracanes-2026-publicado-por-la-csu-1775791015511.jpg" data-image="m4kmdujw46m8"><figcaption>A equipa da CSU prevê 13 tempestades nomeadas durante a temporada de furacões no Atlântico, que vai de 1 de junho a 30 de novembro. Crédito: CSU.</figcaption></figure><p>A equipa baseia as suas previsões num <strong>modelo estatístico</strong>, bem como em três modelos que utilizam uma <strong>combinação de informações e previsões </strong>de condições em larga escala do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF), do <em>Met Office</em> do Reino Unido e do Centro Euro-Mediterrâneo sobre Alterações Climáticas.</p><p>Estes <strong>modelos utilizam dados históricos de 25 a 40 anos da temporada de furacões</strong> e avaliam variáveis como: temperatura da superfície do Oceano Atlântico, pressão ao nível do mar, níveis de cisalhamento vertical do vento, o fenómeno El Niño Oscilação Sul (ENOS) e outros fatores.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/confirmado-pela-noaa-temporada-de-furacoes-de-2025-registrou-o-segundo-maior-numero-de-furacoes-de-categoria.html" title="Confirmado pela NOAA: temporada de furacões de 2025 registou o segundo maior número de furacões de categoria 5">Confirmado pela NOAA: temporada de furacões de 2025 registou o segundo maior número de furacões de categoria 5</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/confirmado-pela-noaa-temporada-de-furacoes-de-2025-registrou-o-segundo-maior-numero-de-furacoes-de-categoria.html" title="Confirmado pela NOAA: temporada de furacões de 2025 registou o segundo maior número de furacões de categoria 5"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-temporada-de-huracanes-de-2025-produjo-la-segunda-mayor-cantidad-de-huracanes-de-categoria-5-en-una-sola-temporada-1764678940743_320.jpeg" alt="Confirmado pela NOAA: temporada de furacões de 2025 registou o segundo maior número de furacões de categoria 5"></a></article></aside><p><strong>Este ano, pela primeira vez, a equipa utilizou um modelo climático baseado em aprendizagem de máquina</strong> ('machine learning') chamado "<strong><em>Ai2 Climate Emulator</em>"</strong> (ACE2), que é executado com temperaturas da superfície do mar previstas pelo modelo climático do ECMWF.</p><p>Embora o modelo estatístico indique uma temporada um pouco acima da média, as indicações de outros modelos, incluindo <strong>o novo modelo ACE2, apontam para uma atividade um pouco abaixo da média</strong>.</p><div class="texto-destacado">“Até ao momento, a temporada de furacões de 2026 apresenta características semelhantes às temporadas de 2006, 2009, 2015 e 2023”, disse Phil Klotzbach, cientista do Departamento de Ciências Atmosféricas da CSU e principal autor do relatório.</div><p>“As nossas temporadas análogas variam de atividade de furacões no Atlântico bem abaixo da média a ligeiramente acima da média”, disse Klotzbach.</p><p>“Embora as nossas temporadas análogas apresentem uma média ligeiramente abaixo do normal, a alta variabilidade na atividade observada durante os nossos anos análogos destaca os <strong>elevados níveis de incerteza que normalmente estão associados à nossa previsão do início de abril</strong>”, acrescentou ele.</p><h2>É hora de se preparar!</h2><p>Com a chegada da temporada de furacões, é hora de rever o seu plano de preparação. <strong>Verifique o seu kit de emergência e suprimentos, planos de evacuação</strong> — especialmente se morar em áreas costeiras — <strong>e mantenha-se informado</strong> sobre as últimas previsões meteorológicas para o verão.</p><p> Com chuvas tropicais intensas e persistentes, lembre-se de que mesmo áreas do interior podem ser afetadas por sistemas tropicais, incluindo chuvas torrenciais, inundações e fortes rajadas de vento. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/primavera-version-del-pronostico-de-la-temporada-de-huracanes-2026-publicado-por-la-csu-1775792772131.jpeg" data-image="6vw4w0cvzfp6"><figcaption>Mochila de emergência: Água, alimentos não perecíveis, lanterna, rádio a pilhas, kit de primeiros socorros, documentos importantes em saco impermeável, apito, ferramentas básicas e itens de higiene pessoal para três dias.</figcaption></figure><p>Em resumo, embora a temporada de furacões de 2026 esteja prevista para ser um pouco menos ativa do que a média, isto não é motivo para baixarmos a guarda. Para referência, <strong>as temporadas recentes foram muito mais intensas do que as dos últimos 10 anos</strong>.</p><p>À medida que a temporada de pico se aproxima, as previsões serão refinadas nos próximos meses e a preparação continua a ser essencial.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Colorado State University, 9 de abril 2026. <a href="https://tropical.colostate.edu/forecasting.html" target="_blank">"Forecast for 2026 Hurricane Activity"</a>, Dept. of Atmospheric Science.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-primeira-previsao-da-temporada-de-furacoes-2026-para-a-bacia-do-atlantico-publicada-pela-csu.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estudo científico revela que as tendências globais de seca no futuro podem não ser exatamente como se pensava]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-cientifico-revela-que-as-tendencias-globais-de-seca-no-futuro-podem-nao-ser-exatamente-como-se-pensava.html</link><pubDate>Sun, 12 Apr 2026 06:23:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um estudo científico recente concluiu que os modelos do sistema terrestre atuais podem não captar completamente a forma como a humidade do solo interage com a atmosfera.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-cientifico-revela-que-as-tendencias-globais-de-seca-no-futuro-podem-nao-ser-exatamente-como-se-pensava-1775744509387.jpg" data-image="pyplkm156qs1" alt="Humidade do solo" title="Humidade do solo"><figcaption>O conhecimento da humidade do solo é fundamental em diferentes áreas, nomeadamente na agricultura.</figcaption></figure><p>A humidade superficial do solo desempenha um papel crucial na produção agrícola, na monitorização das secas, na avaliação dos riscos de ondas de calor e incêndios florestais, bem como na caracterização das interações entre a terra e a atmosfera.</p><h2>Investigação com recurso à Inteligência Artificial</h2><p>O estudo, publicado na revista Earth's Future, foi realizado por uma equipa de investigação liderada pelo Prof. WANG Shudong, do Instituto de Investigação de Informação Aeroespacial da Academia Chinesa de Ciências (AIRCAS), que propôs uma nova estrutura integrada que <strong>combina observações de deteção remota, tecnologias de aprendizagem profunda e Modelos do Sistema Terrestre (ESMs)</strong>. </p><p>A aprendizagem profunda é um tipo de aprendizagem automática, que treina sistemas de IA para aprender com experiências adquiridas com dados, reconhecer padrões, fazer recomendações e adaptar-se. </p><p>Em vez de apenas responder a conjuntos de regras, os sistemas de aprendizagem profunda constroem conhecimento a partir de exemplos e, em seguida, usam esse conhecimento para reagir, comportar-se e ter um desempenho semelhante ao dos seres humanos.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O objetivo principal deste estudo é reconstruir as variações a longo prazo da humidade do solo superficial global e melhorar a precisão das projeções futuras.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Compreender como evolui a humidade do solo superficial e se é a seca que persistirá, é importante para diferentes áreas da atuação do homem.</p><p>No entanto, as lacunas e as incertezas das observações de satélite e as limitações nos Modelos atuais do Sistema Terrestre nas representações dos processos de interações entre a terra e a atmosfera <strong>levaram a discrepâncias substanciais nas estimativas das tendências de longo prazo da humidade do solo e nas projeções futuras.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-cientifico-revela-que-as-tendencias-globais-de-seca-no-futuro-podem-nao-ser-exatamente-como-se-pensava-1775744683193.jpg" data-image="ccyx3pgtpslt" alt="Simulação de modelos" title="Simulação de modelos"><figcaption>Há limitações nos Modelos atuais do Sistema Terrestre nas representações dos processos de interações entre a terra e a atmosfera</figcaption></figure><p>Assim, para enfrentar este desafio, a equipa adotou algoritmos de aprendizagem profunda para preencher as lacunas de dados nos conjuntos de dados globais de humidade superficial do solo derivados de satélites de micro-ondas, abrangendo o período de 1983 a 2020. </p><p>Este processo gerou um registo observacional global mais completo e temporalmente consistente e os resultados de 23 Modelos do Sistema Terrestre do CMIP6 (Coupled Model Intercomparison Project Phase 6“) foram então incorporados para ligar as simulações às observações.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os autores do estudo reconstruíram assim, a evolução histórica da humidade do solo de 1901 a 1980 e previram cenários futuros para o período de 2021 a 2100.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O método utilizado neste estudo fornece um caminho flexível e fisicamente consistente para prever a humidade do solo sob processos complexos de acoplamento entre a terra e a atmosfera.</p><h2>Vantagens do método utilizado no estudo</h2><p>A equipa de investigação fez progressos significativos na reconstrução das variações a longo prazo da humidade do solo superficial global e na melhoria das projeções futuras através da modelação climática com base em observações</p><p>O estudo revelou que <strong>esta nova estrutura melhora significativamente a completude e a fiabilidade das observações globais de humidade do solo superficial.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761000" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-desenvolvem-agente-de-ia-para-revolucionar-a-investigacao-do-tempo-e-do-clima.html" title="Investigadores desenvolvem agente de IA para revolucionar a investigação do tempo e do clima">Investigadores desenvolvem agente de IA para revolucionar a investigação do tempo e do clima</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-desenvolvem-agente-de-ia-para-revolucionar-a-investigacao-do-tempo-e-do-clima.html" title="Investigadores desenvolvem agente de IA para revolucionar a investigação do tempo e do clima"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-desarrollan-un-agente-de-ia-que-podria-revolucionar-la-investigacion-del-tiempo-y-del-clima-1774173242762_320.jpg" alt="Investigadores desenvolvem agente de IA para revolucionar a investigação do tempo e do clima"></a></article></aside><p>A cobertura observacional aumentou aproximadamente 15%, e a validação independente alcançou um coeficiente de determinação de cerca de 0,9.</p><p>Os dados recolhidos em 465 locais de monitorização in situ em todo o mundo também confirmaram uma forte coerência com os conjuntos de dados reconstruídos derivados de satélite.</p><div class="texto-destacado">As simulações do modelo também mostraram uma maior concordância com as observações de satélite do que as saídas originais do modelo na maioria das regiões, aumentando a confiança nas reconstruções históricas e nas projeções futuras.</div><p>O estudo revela várias novas perspetivas sobre a evolução global da humidade do solo. <strong>Nas últimas quatro décadas, aproximadamente metade da superfície terrestre global sofreu com a seca.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-cientifico-revela-que-as-tendencias-globais-de-seca-no-futuro-podem-nao-ser-exatamente-como-se-pensava-1775744906620.jpg" data-image="wwzdexyzvhn7" alt="Seca" title="Seca"><figcaption>A estratégia utilizada nesta investigação revela que as tendências globais de seca no futuro serão menos gravosas do que os modelos atuais preveem</figcaption></figure><p>No entanto, as simulações calibradas por observações indicam que as tendências de secagem nas zonas de transição climática e nas regiões marginais das monções são menos severas do que as anteriormente estimadas pelos modelos convencionais. </p><div class="texto-destacado">Isto sugere que os modelos climáticos atuais tendem a sobrestimar a intensificação das secas futuras, devido à sua representação inadequada das interações entre a Terra e a atmosfera.</div><p>Este estudo também desafia o paradigma "seco fica mais seco e húmido fica mais húmido". Apenas cerca de um terço das áreas terrestres globais segue estritamente este padrão, enquanto <strong>muitas regiões exibem respostas mais complexas ou mesmo opostas.</strong></p><p>As futuras alterações da humidade do solo são influenciadas pela evapotranspiração, pelas alterações da precipitação e pela interação terra-atmosfera regional, evidenciando uma forte heterogeneidade espacial e respostas não lineares, em que a efeito não é diretamente proporcional à causa.</p><p>Os resultados deste estudo fornecem novas evidências observacionais para que a comunidade científica compreenda e analise a dinâmica global da humidade do solo no meio das alterações climáticas em curso.</p><p><strong>Estas descobertas realçam a necessidade de integrar a deteção remota e a inteligência artificial nos Modelos do Sistema Terrestre</strong> para melhorar as projeções de secas futuras e as suas consequências socioeconómicas.</p><h3><em>Referência da notícia: </em></h3><p><a href="https://doi.org/10.1029/2025EF006261"><em>“Quantifying Historical and Future Surface Soil Moisture Drying Using Deep Learning and Remote Sensing”, Yong Bo, Xueke Li, Kai Liu, Shudong Wang et al., Earth´s Future. Published: 19 March 2026</em></a><em> </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-cientifico-revela-que-as-tendencias-globais-de-seca-no-futuro-podem-nao-ser-exatamente-como-se-pensava.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item></channel></rss>