<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Mon, 31 Aug 2026 17:20:18 +0000</lastBuildDate><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 17:20:18 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Lisboa reforça sistema de alerta de tsunami com novas sirenes na frente ribeirinha]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lisboa-reforca-sistema-de-alerta-de-tsunami-com-novas-sirenes-na-frente-ribeirinha.html</link><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 16:31:18 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Lisboa reforça a segurança na frente ribeirinha com avisos sonoros, melhorando a capacidade de resposta e proteção das populações perante riscos costeiros extremos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-reforca-sistema-de-alerta-de-tsunami-com-novas-sirenes-na-frente-ribeirinha-1788181841356.jpg" data-image="vnoeubcs2olq" alt="Sirenes de alerta de tsunami em Lisboa" title="Sirenes de alerta de tsunami em Lisboa"><figcaption>As novas sirenes vão ser instaladas próximas da Estação de Santa Apolónia e na Baixa Pombalina. Foto: CML</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Lisboa vai reforçar ainda este ano o <strong>sistema de aviso e alerta de tsunami</strong>, ampliando a cobertura das zonas mais vulneráveis da cidade. A Câmara Municipal anunciou a instalação de <strong>duas novas sirenes</strong> na frente ribeirinha e a relocalização de um equipamento já existente, medidas que resultam de estudos técnicos e dos exercícios de proteção civil realizados nos últimos meses.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As novas sirenes serão colocadas no Jardim Sá da Bandeira, na Misericórdia, e junto à Estação de Santa Apolónia, duas áreas com elevada circulação de residentes, trabalhadores e visitantes. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A autarquia pretende assim aumentar a capacidade de aviso sonoro numa faixa urbana particularmente exposta ao risco de tsunami, entre Belém e Santa Apolónia.</p><p>A <strong>Baixa Pombalina também</strong> será alvo de ajustes. A sirene atualmente instalada nas instalações da Marinha, na Avenida Ribeira das Naus, será transferida para o <strong>Miradouro do Chão do Loureiro</strong>, uma localização que, segundo o município, permitirá melhorar significativamente a propagação do sinal sonoro no Terreiro do Paço e nas ruas da Baixa, onde a densidade de pessoas é especialmente elevada.</p><h2>Alertas dão 30 minutos de antecedência</h2><p>Estas decisões resultam de <strong>estudos acústicos</strong> e da avaliação feita após o simulacro <strong>Lisbon Wave 26</strong>, realizado em março, que testou o sistema de alerta e identificou pontos críticos. </p><p>Com as alterações agora anunciadas, Lisboa passará a contar com sirenes instaladas na <strong>Praça do Império</strong>, <strong>Passeio Carlos do Carmo</strong>, <strong>Doca de Alcântara/Santo Amaro</strong>, <strong>Jardim Sá da Bandeira</strong>, <strong>Santa Apolónia</strong> e <strong>Chão do Loureiro</strong>. O objetivo é atingir um total de <strong>dez sirenes</strong> distribuídas pela frente ribeirinha até ao final do atual mandato do executivo de Carlos Moedas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A importância deste sistema, segundo a autarquia, assenta na possibilidade de as sirenes permitirem alertar a população cerca de 30 minutos antes da chegada de um tsunami. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O intervalo cria uma janela de tempo considerada crucial para que as pessoas se desloquem até às zonas seguras. No entanto, o município sublinha que a tecnologia só é eficaz se acompanhada por <strong>maior sensibilização pública</strong> sobre os procedimentos a adotar perante um sismo seguido de tsunami.</p><h2>Rede de zonas de segurança conta com 86 locais</h2><p>Lisboa dispõe já de uma rede oficial de <strong>Pontos de Encontro de Emergência</strong>, concebida para orientar a população em situações de risco. São <strong>86 locais seguros</strong> distribuídos por todas as freguesias, maioritariamente praças, parques e zonas elevadas. Estão assinalados fisicamente nas ruas e podem ser consultados através de mapas interativos no website da Câmara Municipal (ver referências do artigo).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762134" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/do-fundo-do-mar-ao-espaco-como-a-ciencia-esta-a-redefinir-o-alerta-de-tsunamis.html" title="Do fundo do mar ao espaço: como a ciência está a redefinir o alerta de tsunamis">Do fundo do mar ao espaço: como a ciência está a redefinir o alerta de tsunamis</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/do-fundo-do-mar-ao-espaco-como-a-ciencia-esta-a-redefinir-o-alerta-de-tsunamis.html" title="Do fundo do mar ao espaço: como a ciência está a redefinir o alerta de tsunamis"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/do-fundo-do-mar-ao-espaco-como-a-ciencia-esta-a-redefinir-o-alerta-de-tsunamis-1775240726992_320.png" alt="Do fundo do mar ao espaço: como a ciência está a redefinir o alerta de tsunamis"></a></article></aside><p>Embora raros, os tsunamis representam um risco real para Lisboa. O mais devastador ocorreu após o <strong>sismo de 1 de novembro de 1755</strong>, quando a primeira onda atingiu a cidade cerca de 40 minutos depois do tremor de terra. A frente ribeirinha permanece vulnerável, sobretudo entre Belém e Santa Apolónia, onde a baixa altitude e a proximidade ao Tejo aumentam a exposição.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-reforca-sistema-de-alerta-de-tsunami-com-novas-sirenes-na-frente-ribeirinha-1788181998752.jpg" data-image="e8hvk6r9diq6" alt="Tejo e mapa da área ribeirinha com ás áreas de Lisboa inundáveis" title="Tejo e mapa da área ribeirinha com ás áreas de Lisboa inundáveis"><figcaption>A faixa ribeirinha de Lisboa é particularmente vulnerável aos efeitos de um tsunami, sendo a zona entre Belém e Santa Apolónia a mais exposta. Imagens: Canva e CML</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Com o reforço das sirenes, Lisboa dá mais um passo na preparação para<strong> cenários</strong><strong> extremos</strong>, combinando tecnologia, planeamento urbano e informação pública para reduzir riscos e proteger vidas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Munic%C3%ADpio%20de%20Lisboa" data-year="" data-title="Sistema%20de%20alerta%20de%20tsunami%20ter%C3%A1%20mais%20duas%20sirenes" data-url="https%3A%2F%2Finformacao.lisboa.pt%2Fnoticias%2Fdetalhe%2Fsistema-de-alerta-de-tsunami-tera-mais-duas-sirenes">Município de Lisboa. <a href="https://informacao.lisboa.pt/noticias/detalhe/sistema-de-alerta-de-tsunami-tera-mais-duas-sirenes" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Sistema de alerta de tsunami terá mais duas sirenes</a>.</cite><br><cite data-author="Munic%C3%ADpio%20de%20Lisboa" data-year="" data-title="Pontos%20de%20encontro%20de%20emerg%C3%AAncia" data-url="https%3A%2F%2Fwww.lisboa.pt%2Ftemas%2Fseguranca-e-prevencao%2Fprotecao-civil%2Fplaneamento-de-emergencia%2Fpontos-de-encontro">Município de Lisboa. <a href="https://www.lisboa.pt/temas/seguranca-e-prevencao/protecao-civil/planeamento-de-emergencia/pontos-de-encontro" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Pontos de encontro de emergência</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lisboa-reforca-sistema-de-alerta-de-tsunami-com-novas-sirenes-na-frente-ribeirinha.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O segredo escondido num meteorito antártico: o magnetismo que moldou o nosso sistema solar há 4600 milhões de anos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-segredo-escondido-num-meteorito-antartico-o-magnetismo-que-moldou-o-nosso-sistema-solar-ha-4600-milhoes-de-anos.html</link><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 16:21:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Meteoritos primitivos encontrados na Antártida conservam vestígios de um antigo campo magnético que terá ajudado a transformar a nuvem de gás e poeira no sistema solar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-secreto-oculto-en-un-meteorito-antartico-el-magnetismo-que-moldeo-nuestro-sistema-solar-hace-4-600-millones-de-anos-1788047155688.jpg" data-image="ohyjgsen18ht" alt="Sistema solar meteorito Antártida magnetismo gravedad" title="Sistema solar meteorito Antártida magnetismo gravedad"><figcaption>O estudo encontrou vestígios de um antigo campo magnético em alguns dos materiais mais primitivos conhecidos do sistema solar.</figcaption></figure><p>Há cerca de 4600 milhões de anos, o sistema solar não passava de uma enorme nuvem de gás e poeira em processo de colapso. Ao longo de alguns milhões de anos, essa estrutura conhecida como <strong>nebulosa solar</strong> foi-se achatando até se tornar um disco de matéria, no interior do qual acabariam por se formar o Sol e os planetas.</p><div class="texto-destacado">Durante décadas, a gravidade foi considerada o principal motor desta transformação. No entanto, uma nova investigação do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) apresenta evidências de que outro fenómeno pode ter desempenhado um papel muito mais importante do que se pensava: o magnetismo.</div><p>O estudo, publicado na revista <em>Proceedings of the National Academy of Sciences</em>, encontrou vestígios de um antigo campo magnético em alguns dos materiais mais primitivos conhecidos do sistema solar. Esses registos ficaram preservados em minerais minúsculos contidos num <strong>meteorito encontrado na Antártida</strong>.</p><h2>Uma pegada magnética com 4600 milhões de anos</h2><p>O meteorito analisado, denominado <strong>DOM 08006</strong>, foi descoberto em 2008 na Dominion Range, uma região montanhosa situada junto à camada de gelo da Antártida Oriental. Trata-se de um dos meteoritos mais primitivos encontrados até agora e contém minerais formados durante as primeiras fases da evolução do sistema solar.</p><p>Entre eles encontram-se as chamadas <strong>inclusões ricas em cálcio e alumínio (CAI)</strong>, consideradas os materiais sólidos mais antigos conhecidos do sistema solar. Algumas destas inclusões formaram-se durante os primeiros 200 000 anos de existência do sistema solar, possivelmente até antes de o Sol ter concluído a sua formação.</p><p>Precisamente devido à sua antiguidade e ao facto de ter sofrido uma alteração excecionalmente pequena ao longo de milhares de milhões de anos, o DOM 08006 oferecia uma oportunidade extraordinária para procurar sinais do ambiente magnético daquela época.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-secreto-oculto-en-un-meteorito-antartico-el-magnetismo-que-moldeo-nuestro-sistema-solar-hace-4-600-millones-de-anos-1788047275572.jpg" data-image="fue5plq8onzh" alt="Hace unos 4.600 millones de años, el sistema solar no era más que una enorme nube de gas y polvo en proceso de colapso. Con el paso de unos pocos millones de años, aquella estructura conocida como nebulosa solar se fue aplanando hasta convertirse en un disco de materia, dentro del cual terminarían formándose el Sol y los planetas. Durante décadas, la gravedad fue considerada el principal motor de esta transformación. Sin embargo, una nueva investigación del Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) aporta evidencias de que otro fenómeno pudo haber tenido un papel mucho más importante de lo que se pensaba: el magnetismo. El estudio, publicado en Proceedings of the National Academy of Sciences, encontró huellas de un antiguo campo magnético en algunos de los materiales más primitivos conocidos del sistema solar. Los registros quedaron preservados en diminutos minerales contenidos en un meteorito encontrado en la Antártida. Una huella magnética de hace 4.600 millones de años El meteorito analizado, denominado DOM 08006, fue descubierto en 2008 en Dominion Range, una región montañosa ubicada junto a la capa de hielo de la Antártida Oriental. Se trata de uno de los meteoritos más primitivos encontrados hasta ahora y contiene minerales formados durante las primeras etapas de evolución del sistema solar. Entre ellos se encuentran las llamadas inclusiones ricas en calcio y aluminio (CAI), consideradas los materiales sólidos más antiguos conocidos del sistema solar. Algunas de estas inclusiones se formaron durante los primeros 200.000 años de existencia del sistema solar, posiblemente incluso antes de que el Sol terminara de constituirse. Precisamente por su antigüedad y por haber sufrido una alteración excepcionalmente pequeña durante miles de millones de años, DOM 08006 ofrecía una oportunidad extraordinaria para buscar señales del entorno magnético de aquella época. El equipo aisló diminutos granos del meteorito y examinó especialmente aquellos que contenían minerales magnéticos, como el hierro. Los análisis revelaron que esos minerales todavía conservaban una magnetización remanente, una especie de registro fósil capaz de indicar la intensidad del campo magnético al que estuvieron expuestos durante su formación. Un campo magnético mucho más intenso que el actual Los investigadores estimaron que, durante las primeras etapas del sistema solar, existió un campo magnético de entre 150 y 600 microteslas. Es decir, habría sido aproximadamente entre tres y doce veces más intenso que el campo magnético terrestre actual. Para Benjamin Weiss, profesor de Ciencias Planetarias y de la Tierra del MIT, este resultado modifica la imagen tradicional de cómo comenzó a organizarse nuestro sistema planetario. La transición desde una nube aproximadamente esférica de gas y polvo hacia un disco protoplanetario constituye uno de los acontecimientos fundamentales de la historia del sistema solar. Hasta ahora, la explicación dominante atribuía esa transformación principalmente a la gravedad. Pero las nuevas mediciones sugieren que el magnetismo también pudo intervenir en ese proceso. El magnetismo, una pieza que faltaba Los campos magnéticos pueden generarse cuando partículas eléctricamente cargadas se encuentran en movimiento. En la nebulosa solar primitiva, el colapso de la nube de gas y polvo habría generado un plasma con partículas cargadas que, al desplazarse y girar dentro del disco en formación, pudieron producir un campo magnético capaz de mantenerse durante un período significativo. Cauê Borlina, investigador principal del trabajo y actualmente profesor asistente en la Universidad Purdue, explica que la presencia del magnetismo durante la formación de los planetas ya no es una cuestión especialmente controvertida. El interrogante está en una etapa todavía anterior: cuando el Sol apenas comenzaba a formarse y los planetas aún no existían. El equipo ya había encontrado anteriormente indicios de un campo magnético unos dos millones de años después del comienzo del sistema solar, cuando el Sol probablemente ya estaba formado y los planetas comenzaban a ensamblarse. Ahora, las nuevas evidencias llevan ese escenario todavía más atrás en el tiempo. Según los investigadores, el campo magnético pudo haber ayudado a transportar gas desde el disco protoplanetario hacia el centro, favoreciendo la acumulación de materia que terminó dando origen al Sol. La gravedad, por supuesto, siguió siendo fundamental. Pero los resultados indican que para comprender plenamente cómo nació el sistema solar quizá haya que incorporar un ingrediente adicional: un poderoso campo magnético actuando desde sus primeros momentos." title="Hace unos 4.600 millones de años, el sistema solar no era más que una enorme nube de gas y polvo en proceso de colapso. Con el paso de unos pocos millones de años, aquella estructura conocida como nebulosa solar se fue aplanando hasta convertirse en un disco de materia, dentro del cual terminarían formándose el Sol y los planetas. Durante décadas, la gravedad fue considerada el principal motor de esta transformación. Sin embargo, una nueva investigación del Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) aporta evidencias de que otro fenómeno pudo haber tenido un papel mucho más importante de lo que se pensaba: el magnetismo. El estudio, publicado en Proceedings of the National Academy of Sciences, encontró huellas de un antiguo campo magnético en algunos de los materiales más primitivos conocidos del sistema solar. Los registros quedaron preservados en diminutos minerales contenidos en un meteorito encontrado en la Antártida. Una huella magnética de hace 4.600 millones de años El meteorito analizado, denominado DOM 08006, fue descubierto en 2008 en Dominion Range, una región montañosa ubicada junto a la capa de hielo de la Antártida Oriental. Se trata de uno de los meteoritos más primitivos encontrados hasta ahora y contiene minerales formados durante las primeras etapas de evolución del sistema solar. Entre ellos se encuentran las llamadas inclusiones ricas en calcio y aluminio (CAI), consideradas los materiales sólidos más antiguos conocidos del sistema solar. Algunas de estas inclusiones se formaron durante los primeros 200.000 años de existencia del sistema solar, posiblemente incluso antes de que el Sol terminara de constituirse. Precisamente por su antigüedad y por haber sufrido una alteración excepcionalmente pequeña durante miles de millones de años, DOM 08006 ofrecía una oportunidad extraordinaria para buscar señales del entorno magnético de aquella época. El equipo aisló diminutos granos del meteorito y examinó especialmente aquellos que contenían minerales magnéticos, como el hierro. Los análisis revelaron que esos minerales todavía conservaban una magnetización remanente, una especie de registro fósil capaz de indicar la intensidad del campo magnético al que estuvieron expuestos durante su formación. Un campo magnético mucho más intenso que el actual Los investigadores estimaron que, durante las primeras etapas del sistema solar, existió un campo magnético de entre 150 y 600 microteslas. Es decir, habría sido aproximadamente entre tres y doce veces más intenso que el campo magnético terrestre actual. Para Benjamin Weiss, profesor de Ciencias Planetarias y de la Tierra del MIT, este resultado modifica la imagen tradicional de cómo comenzó a organizarse nuestro sistema planetario. La transición desde una nube aproximadamente esférica de gas y polvo hacia un disco protoplanetario constituye uno de los acontecimientos fundamentales de la historia del sistema solar. Hasta ahora, la explicación dominante atribuía esa transformación principalmente a la gravedad. Pero las nuevas mediciones sugieren que el magnetismo también pudo intervenir en ese proceso. El magnetismo, una pieza que faltaba Los campos magnéticos pueden generarse cuando partículas eléctricamente cargadas se encuentran en movimiento. En la nebulosa solar primitiva, el colapso de la nube de gas y polvo habría generado un plasma con partículas cargadas que, al desplazarse y girar dentro del disco en formación, pudieron producir un campo magnético capaz de mantenerse durante un período significativo. Cauê Borlina, investigador principal del trabajo y actualmente profesor asistente en la Universidad Purdue, explica que la presencia del magnetismo durante la formación de los planetas ya no es una cuestión especialmente controvertida. El interrogante está en una etapa todavía anterior: cuando el Sol apenas comenzaba a formarse y los planetas aún no existían. El equipo ya había encontrado anteriormente indicios de un campo magnético unos dos millones de años después del comienzo del sistema solar, cuando el Sol probablemente ya estaba formado y los planetas comenzaban a ensamblarse. Ahora, las nuevas evidencias llevan ese escenario todavía más atrás en el tiempo. Según los investigadores, el campo magnético pudo haber ayudado a transportar gas desde el disco protoplanetario hacia el centro, favoreciendo la acumulación de materia que terminó dando origen al Sol. La gravedad, por supuesto, siguió siendo fundamental. Pero los resultados indican que para comprender plenamente cómo nació el sistema solar quizá haya que incorporar un ingrediente adicional: un poderoso campo magnético actuando desde sus primeros momentos."><figcaption>Os campos magnéticos podem ser gerados quando partículas com carga elétrica estão em movimento.</figcaption></figure><p>A equipa isolou minúsculos grãos do meteorito e examinou especialmente aqueles que continham minerais magnéticos, como o ferro. As análises revelaram que esses minerais ainda conservavam uma <strong>magnetização remanescente</strong>, uma espécie de registo fóssil capaz de indicar a intensidade do campo magnético a que estiveram expostos durante a sua formação.</p><h2>Um campo magnético muito mais intenso do que o atual</h2><p>Os investigadores estimaram que, durante as primeiras fases do sistema solar, existiu um campo magnético entre <strong>150 e 600 microteslas</strong>. Ou seja, teria sido aproximadamente <strong>entre três e doze vezes mais intenso do que o atual campo magnético terrestre</strong>.</p><p>Para Benjamin Weiss, professor de Ciências Planetárias e da Terra no MIT, este resultado altera a visão tradicional de como o nosso sistema planetário começou a organizar-se. <strong>A transição de uma nuvem aproximadamente esférica de gás e poeira para um disco protoplanetário</strong> constitui um dos acontecimentos fundamentais da história do sistema solar.</p><p>Até agora, a explicação dominante atribuía essa transformação principalmente à <strong>gravidade</strong>. Mas as novas medições sugerem que o magnetismo também pode ter intervindo nesse processo.</p><h2>O magnetismo, a peça que faltava</h2><p>Os campos magnéticos podem ser gerados quando partículas eletricamente carregadas se encontram em movimento. Na nebulosa solar primitiva, o colapso da nuvem de gás e poeira teria gerado um <strong>plasma com partículas carregadas</strong> que, ao deslocarem-se e rodarem no interior do disco em formação, puderam produzir um campo magnético capaz de se manter durante um período significativo.</p><p>Cauê Borlina, investigador principal do estudo e atualmente professor assistente na Universidade de Purdue, explica que a presença do magnetismo durante a formação dos planetas já não é uma questão particularmente controversa. A questão reside numa fase ainda anterior: <strong>quando o Sol mal começava a formar-se e os planetas ainda não existiam</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771036" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-heliopausa-e-a-barreira-invisivel-do-sistema-solar-a-fronteira-que-protege-a-terra-do-espaco-interestelar.html" title="A heliopausa é a 'barreira' invisível do Sistema Solar: a fronteira que protege a Terra do espaço interestelar">A heliopausa é a "barreira" invisível do Sistema Solar: a fronteira que protege a Terra do espaço interestelar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-heliopausa-e-a-barreira-invisivel-do-sistema-solar-a-fronteira-que-protege-a-terra-do-espaco-interestelar.html" title="A heliopausa é a 'barreira' invisível do Sistema Solar: a fronteira que protege a Terra do espaço interestelar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-heliopausa-es-el-muro-invisible-del-sistema-solar-la-frontera-que-protege-a-la-tierra-del-espacio-interestelar-1779029796945_320.jpg" alt="A heliopausa é a 'barreira' invisível do Sistema Solar: a fronteira que protege a Terra do espaço interestelar"></a></article></aside><p>A equipa já tinha encontrado anteriormente indícios de um campo magnético cerca de dois milhões de anos após o início do sistema solar, quando o Sol provavelmente já se tinha formado e <strong>os planetas começavam a formar-se</strong>.</p><p>Agora, as novas evidências remetem esse cenário ainda mais para trás no tempo. Segundo os investigadores, o campo magnético poderá ter ajudado a transportar gás do disco protoplanetário para o centro, <strong>favorecendo a acumulação de matéria que acabou por dar origem ao Sol</strong>.</p><p>A gravidade, claro, continuou a ser fundamental. Mas os resultados indicam que, para compreender plenamente como nasceu o sistema solar, talvez seja necessário incorporar um ingrediente adicional:<strong> um poderoso campo magnético em ação desde os seus primeiros momentos</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="C.S.%20Borlina%2CB.P.%20Weiss%2CX.%20Bai%2CP.%20Tung%2CR.J.%20Harrison%2CE.N.%20Mansbach%2CN.%20Chatterjee%2CF.L.H.%20Tissot%2C%20%26%20K.D.%20McKeegan" data-year="2026" data-title="Paleomagnetic%20evidence%20for%20a%20nebular%20magnetic%20field%20from%20calcium-aluminum-rich%20inclusions" data-url="https%3A%2F%2Fwww.pnas.org%2Fdoi%2F10.1073%2Fpnas.2521660123">C.S. Borlina,B.P. Weiss,X. Bai,P. Tung,R.J. Harrison,E.N. Mansbach,N. Chatterjee,F.L.H. Tissot, & K.D. McKeegan. (2026). <a href="https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.2521660123" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Paleomagnetic evidence for a nebular magnetic field from calcium-aluminum-rich inclusions</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-segredo-escondido-num-meteorito-antartico-o-magnetismo-que-moldou-o-nosso-sistema-solar-ha-4600-milhoes-de-anos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Do "feed" ao destino: os riscos de planear as tuas férias com base na foto perfeita das redes sociais]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/do-feed-ao-destino-os-riscos-de-planear-as-tuas-ferias-com-base-na-foto-perfeita-das-redes-sociais.html</link><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 15:15:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Encontrar uma praia deserta, uma vila de contos de fadas ou uma enseada de águas turquesas para as férias enquanto se percorre o ecrã pode esconder aglomerações, preços exorbitantes, dificuldades de acesso e uma realidade muito diferente daquela que se imagina ao olhar para o ecrã.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/del-feed-al-destino-los-riesgos-de-planificar-tus-vacaciones-basandote-en-la-foto-perfecta-de-redes-sociales-1787993698412.jpg" data-image="9kyl942i37ew"><figcaption>Uma mulher tira uma selfie numa praça deserta de São Marcos, em Veneza, que, na verdade, é um dos destinos turísticos mais concorridos do mundo.</figcaption></figure><p>Por vezes, <strong>uma fotografia pode ser suficiente para decidir um destino de férias</strong>. Basta que apareça no momento certo no "feed": uma praia de areia dourada aparentemente deserta, um restaurante charmoso escondido numa aldeia remota, uma piscina natural com cascatas e águas cristalinas... Alguns segundos depois, o viajante já está a imaginar as suas próximas férias.</p><p>As<strong> redes sociais tornaram-se uma fonte de inspiração turística</strong> de primeira ordem. O Instagram, o TikTok, o YouTube e outras plataformas permitem descobrir locais que, há apenas alguns anos, eram praticamente desconhecidos do grande público. Mas também mudaram a forma de decidir para onde viajar, mesmo que não revelem o que se pode encontrar quando lá chegamos. Porque o problema surge quando<strong> a simples fotografia substitui a informação</strong>.</p><p>Uma revisão sistemática publicada na <em>PASOS</em>. <em>Revista de Turismo e Património Cultural</em>, que <strong>analisou 41 estudos sobre redes sociais e escolha de destinos</strong>, confirma que estas plataformas influenciam as decisões dos viajantes através de fatores como a imagem do destino, a qualidade do conteúdo, as recomendações e o chamado boca a boca eletrónico.</p><h2>A foto não é o destino</h2><p>O primeiro risco de organizar uma viagem com base numa imagem viral é bastante simples: <strong>uma fotografia mostra apenas uma fração da realidade</strong>.</p><p>A imagem <strong>pode ter sido tirada ao amanhecer, na época baixa ou depois de esperar vários minutos para que ninguém aparecesse no enquadramento</strong>. Pode ter sido editada, ter utilizado filtros ou ter sido selecionada entre dezenas de fotografias tiradas de diferentes ângulos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/del-feed-al-destino-los-riesgos-de-planificar-tus-vacaciones-basandote-en-la-foto-perfecta-de-redes-sociales-1787994229688.jpg" data-image="gcbcbl84r0hs"><figcaption>Filtros, enquadramentos elaborados, edição... Uma fotografia pode esconder uma realidade muito diferente da imagem captada.</figcaption></figure><p><strong>Mesmo quando não há manipulação digital, a perspetiva pode enganar</strong>. Uma enseada que parece isolada pode estar junto a um parque de estacionamento; uma rua medieval aparentemente tranquila pode transformar-se num local repleto de turistas durante o dia; e uma piscina natural que ocupa todo o ecrã pode ser, na realidade, um pequeno espaço onde chegam centenas de pessoas todos os dias. O viajante compra, então, uma expectativa e depara-se com uma experiência diferente.</p><h2>O algoritmo também decide por nós</h2><p>Há outro elemento menos visível: <strong>o algoritmo</strong>. As redes sociais não mostram necessariamente os destinos que melhor se adequam às nossas necessidades, mas sim os conteúdos com maior capacidade para captar a nossa atenção. <strong>Uma fotografia espetacular gera interação, e essa interação aumenta as hipóteses de ela voltar a aparecer</strong> a outros utilizadores.</p><p>Um <strong>estudo publicado em 2024 analisou mais de 27 000 publicações do Instagram relacionadas com destinos turísticos</strong> e constatou que as fotografias centradas em locais de interesse obtinham aproximadamente o dobro da interação em comparação com as dedicadas a serviços de alojamento ou de restauração. As imagens que incluíam pessoas também geravam maior participação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784580" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-turismo-comunitario-conheca-o-novo-paradigma-global-em-que-a-populacao-local-define-as-regras-da-viagem.html" title="O turismo comunitário: conheça o novo paradigma global em que a população local define as regras da viagem">O turismo comunitário: conheça o novo paradigma global em que a população local define as regras da viagem</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-turismo-comunitario-conheca-o-novo-paradigma-global-em-que-a-populacao-local-define-as-regras-da-viagem.html" title="O turismo comunitário: conheça o novo paradigma global em que a população local define as regras da viagem"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-turismo-comunitario-as-origens-de-regresso-1787309133056_320.png" alt="O turismo comunitário: conheça o novo paradigma global em que a população local define as regras da viagem"></a></article></aside><p>O resultado é uma espécie de círculo vicioso: <strong>vemos o que suscita mais reações, reagimos a isso e o algoritmo mostra-nos ainda mais conteúdos semelhantes</strong>. Assim, depois de passarmos alguns minutos a "fazer scroll", um destino pode parecer muito mais atraente, exclusivo ou imprescindível do que realmente é.</p><h2>Quando o "lugar secreto" deixa de ser secreto</h2><p>As redes sociais podem transformar rapidamente <strong>um local desconhecido num destino turístico superlotado</strong>. Uma cascata, uma praia, um miradouro ou uma pequena localidade podem passar de receber poucos visitantes a tornar-se um ponto habitual nos percursos turísticos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/del-feed-al-destino-los-riesgos-de-planificar-tus-vacaciones-basandote-en-la-foto-perfecta-de-redes-sociales-1787994584453.jpg" data-image="senjpf4v7mjv"><figcaption>Procurar tirar fotografias em vez de desfrutar do local pode acabar por prejudicar a experiência da viagem.</figcaption></figure><p>O paradoxo é evidente: <strong>quanto mais procuramos locais "secretos" ou "pouco conhecidos", mais contribuímos para os tornar conhecidos</strong>.</p><p>A UNESCO alertou para os efeitos do <strong>excesso de turismo</strong> em destinos como Veneza ou Barcelona, onde a concentração excessiva de visitantes pode provocar congestionamento, deterioração dos ecossistemas, aumento dos preços da habitação e deslocamento dos residentes. A organização salienta também que alguns locais acabam por ser visitados principalmente <strong>pelo que é apelativo para publicar no Instagram</strong>.</p><h2>Como evitar que o Instagram organize as tuas férias</h2><p>As redes sociais podem ser uma excelente ferramenta para <strong>descobrir destinos</strong>, desde que não sejam a única fonte de informação. Uma boa estratégia consiste em <strong>utilizar o "feed" como ponto de partida e, depois, contrastar</strong> o que vimos. Consultar o site oficial do destino, mapas, informações sobre transportes, meteorologia, horários, preços, restrições e opiniões de outros viajantes permite transformar uma inspiração visual num verdadeiro plano de viagem.</p><p>Também ajuda <strong>procurar deliberadamente fotografias recentes e de diferentes épocas do ano</strong>. Se todas as imagens mostrarem exatamente a mesma perspetiva, convém perguntar-se o que fica fora do enquadramento.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783372" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-paradoxo-das-ferias-e-a-ilusao-da-recuperacao-anual.html" title="O paradoxo das férias e a ilusão da recuperação anual">O paradoxo das férias e a ilusão da recuperação anual</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-paradoxo-das-ferias-e-a-ilusao-da-recuperacao-anual.html" title="O paradoxo das férias e a ilusão da recuperação anual"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-paradoxo-das-ferias-e-a-ilusao-da-recuperacao-anual-1786547628675_320.png" alt="O paradoxo das férias e a ilusão da recuperação anual"></a></article></aside><p>E há uma última verificação especialmente importante: <strong>procurar o local, não apenas a fotografia</strong>. Pode ser que a imagem perfeita seja realmente espetacular. Mas <strong>as férias não se vivem dentro de um retângulo de 9:16</strong>. Vivem-se caminhando, esperando, comendo, deslocando-se, partilhando espaço com outros visitantes e descobrindo coisas que não estavam previstas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Azevedo-Ferreira%2C%20M.%20%26%20Moraes%20Zouain%2C%20D" data-year="2024" data-title="Factores%20de%20influencia%20de%20las%20redes%20sociales%20en%20la%20elecci%C3%B3n%20de%20destinos%20tur%C3%ADsticos%3A%20revisi%C3%B3n%20sistem%C3%A1tica" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.25145%2Fj.pasos.2024.22.053">Azevedo-Ferreira, M. & Moraes Zouain, D. (2024). <a href="https://doi.org/10.25145/j.pasos.2024.22.053" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Factores de influencia de las redes sociales en la elección de destinos turísticos: revisión sistemática</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/do-feed-ao-destino-os-riscos-de-planear-as-tuas-ferias-com-base-na-foto-perfeita-das-redes-sociais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Modelo ECMWF sobre a chuva em Portugal: eis a sua possível distribuição até quinta, 10 de setembro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/modelo-ecmwf-sobre-a-chuva-em-portugal-eis-a-sua-possivel-distribuicao-ate-quinta-10-de-setembro.html</link><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 14:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A circulação atmosférica deverá sofrer algumas mudanças ao longo dos próximos dez dias, embora o tempo seco continue a predominar em Portugal. O ECMWF sinaliza períodos de precipitação, com distribuição e intensidade distintas pelo território. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/modelo-ecmwf-sobre-a-chuva-em-portugal-eis-a-sua-possivel-distribuicao-ate-quinta-10-de-setembro-1788177648332.jpg" data-image="ih7enhah7s56" alt="Chuva poderá surgir em períodos distintos nos próximos dias" title="Chuva poderá surgir em períodos distintos nos próximos dias"><figcaption>O tempo seco deverá predominar durante grande parte dos próximos dez dias, mas o ECMWF prevê algumas mudanças na circulação atmosférica que poderão favorecer a ocorrência de precipitação em Portugal.</figcaption></figure><p>O início de setembro deverá ser <strong>marcado pela alternância entre períodos de tempo seco e duas fases de maior instabilidade</strong>. A primeira deverá ocorrer entre sexta-feira, 4, e sábado, 5, com aguaceiros no Norte e Centro. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Após uma melhoria entre domingo e terça-feira, <strong>o ECMWF sinaliza uma nova alteração entre quarta e quinta-feira, dias 9 e 10</strong>, desta vez associada à aproximação de uma frente atlântica pelo Noroeste.</p><h2>NAO positiva favorece um início de setembro mais seco</h2><p>Nos primeiros dias do mês, Portugal permanecerá sob geopotenciais elevados, num contexto de NAO positiva. <strong>Este padrão tende a manter as depressões e frentes atlânticas mais afastadas de Portugal</strong>, seguindo trajetórias mais a norte, em direção às Ilhas Britânicas e ao norte da Europa. Esta configuração resulta do reforço da diferença de pressão entre a região dos Açores e o Atlântico Norte e favorece, geralmente, períodos mais secos no território português.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/modelo-ecmwf-sobre-a-chuva-em-portugal-eis-a-sua-possivel-distribuicao-ate-quinta-10-de-setembro-1788174968677.png" data-image="meacehz4fjfa"><figcaption>O regime NAO+ deverá predominar nos primeiros dias de setembro, favorecendo a passagem das principais depressões por latitudes mais a norte. A partir de 4 e 5 de setembro, aumenta a dispersão entre os diferentes regimes atmosféricos previstos pelo ensemble do ECMWF.</figcaption></figure><p>Entre 4 e 5, uma perturbação em altitude deverá aproximar-se da Península, com descida dos geopotenciais e entrada de ar mais frio nos níveis médios.<strong> Esta alteração favorece movimentos ascendentes e o desenvolvimento de aguaceiros</strong>. À superfície, porém, a pressão permanece relativamente elevada, pelo que não se prevê uma frente organizada neste primeiro episódio.</p><h2>Norte e Centro concentram os aguaceiros entre sexta-feira e sábado</h2><p>Na sexta-feira poderão surgir aguaceiros dispersos, tornando-se mais frequentes no sábado, sobretudo no Norte e Centro. <strong>A distribuição será irregular e os acumulados geralmente reduzidos.</strong> Até ao final de sábado, entre os valores apresentados pelo ECMWF destacam-se cerca de 1,9 mm em Aveiro e 1,8 mm na Guarda, seguindo-se Bragança, com 1,5 mm. No Sul, a precipitação deverá ser escassa ou inexistente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/modelo-ecmwf-sobre-a-chuva-em-portugal-eis-a-sua-possivel-distribuicao-ate-quinta-10-de-setembro-1788175202361.jpg" data-image="j4qjwqmm5man"><figcaption>Até ao final de sábado, a precipitação deverá concentrar-se sobretudo nas regiões Norte e Centro, embora de forma irregular e pouco abundante. Entre os valores previstos pelo ECMWF destacam-se cerca de 1,9 mm em Aveiro, 1,8 mm na Guarda e 1,5 mm em Bragança.</figcaption></figure><p>Entre domingo, 6, e terça-feira, 8, a dorsal volta a reforçar-se sobre a Península, afastando a instabilidade e <strong>favorecendo tempo predominantemente seco</strong>.</p><h2>Nova frente atlântica poderá aproximar-se no dia 10</h2><p>A partir de quarta-feira, 9, o cenário poderá voltar a mudar. <strong>O ECMWF prevê a aproximação de uma perturbação atlântica</strong>, acompanhada pela descida da pressão e dos geopotenciais e pelo reforço da circulação em altitude. A precipitação poderá alcançar o território entre o final de quarta-feira e o início de quinta-feira, 10, abrangendo o Minho e Douro Litoral e algumas áreas do litoral Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/modelo-ecmwf-sobre-a-chuva-em-portugal-eis-a-sua-possivel-distribuicao-ate-quinta-10-de-setembro-1788175772416.png" data-image="5sumdoo2j5dh"><figcaption>No início de quinta-feira, 10, a precipitação poderá alcançar o Noroeste de Portugal, associada à aproximação de uma frente atlântica. O Minho e o Douro Litoral surgem como as regiões mais expostas, embora a evolução permaneça incerta devido à distância temporal da previsão.</figcaption></figure><p><strong>Os acumulados deverão aumentar sobretudo no Noroeste</strong>, mas a trajetória da frente e a intensidade da precipitação permanecem incertas devido à distância temporal. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786390" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/invasao-de-ar-subtropical-em-portugal-o-pico-do-calor-chegara-na-quinta-feira-3-de-setembro-ate-42-c.html" title="Invasão de ar subtropical em Portugal: o pico do calor chegará na quinta-feira, 3 de setembro - até 42 ºC">Invasão de ar subtropical em Portugal: o pico do calor chegará na quinta-feira, 3 de setembro - até 42 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/invasao-de-ar-subtropical-em-portugal-o-pico-do-calor-chegara-na-quinta-feira-3-de-setembro-ate-42-c.html" title="Invasão de ar subtropical em Portugal: o pico do calor chegará na quinta-feira, 3 de setembro - até 42 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/invasao-de-ar-subtropical-em-portugal-o-pico-do-calor-chegara-na-quinta-feira-3-de-setembro-ate-42-c-1788177943617_320.png" alt="Invasão de ar subtropical em Portugal: o pico do calor chegará na quinta-feira, 3 de setembro - até 42 ºC"></a></article></aside><p>Para a semana de 7 a 14 de setembro, o ECMWF mantém anomalias negativas de precipitação sobretudo no Norte, onde se prevê menos chuva do que o normal. No Centro e Sul, o sinal deverá ser menos acentuado.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/modelo-ecmwf-sobre-a-chuva-em-portugal-eis-a-sua-possivel-distribuicao-ate-quinta-10-de-setembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor regressa: "há duas capitais de distrito que podem registar 40 ºC" - previsão para os próximos 4 dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-regressa-ha-duas-capitais-de-distrito-que-podem-registar-40-c-previsao-para-os-proximos-4-dias.html</link><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 13:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas vão voltar a subir e a mais recente aposta do ECMWF é de 40 ºC para as capitais de distrito de Évora e Beja. Saiba quando e que outras regiões podem atingir ou ultrapassar este valor.</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/OVdhjincom8/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=OVdhjincom8" id="OVdhjincom8"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Como temos vindo a referir noutras previsões na Meteored Portugal, o nosso modelo de confiança aponta para uma <strong>subida acentuada das temperaturas</strong> nos próximos dias.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Esta subida deverá ser sentida de forma evidente entre terça e quarta-feira, <strong>onde para este dia se esperam máximas até 35 ºC para Beja</strong>. O litoral Norte e Centro deverá contar com valores mais contidos face ao interior do país, onde as cidades costeiras não deverão ultrapassar os 25 ºC.</p><h2>Quinta-feira, dia 3, poderá ser o dia mais quente da semana</h2><p>No entanto, é esperado que na quinta-feira, dia 3 de setembro, se dê uma<strong> nova subida significativa dos valores</strong>, levando os termómetros aos 40 ºC nas cidades de Évora e Beja, como podemos observar no mapa abaixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-regressa-ha-duas-capitais-de-distrito-que-podem-registar-40-c-previsao-para-os-proximos-4-dias-1788176556739.jpg" data-image="e7yy0juhgt7a" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>As anomalias térmicas positivas, ou seja, valores acima da média, vão cobrir o país de forma bastante expressiva. Várias localidades registarão temperaturas até 11 ºC acima do expectável para a época.</figcaption></figure><p>Para além destas cidades, <strong>vários pontos das regiões do Ribatejo e Alentejo poderão registar temperaturas máximas de até 42 ºC</strong>, fazendo destas as zonas mais quentes desse dia. Na Beira Baixa, os termómetros poderão alcançar os 41 ºC em alguns locais e no Vale do Douro esperam-se máximas de 39 ºC.</p><p>Além disto, <strong>apenas as capitais distritais de Viana do Castelo, Porto e Aveiro deverão manter valores abaixo dos 30 ºC</strong>, com 25 ºC, 29 ºC e 28 ºC, respetivamente, podendo este ser o dia mais quente da semana.</p><h2>Valores voltam a descer nos dias seguintes</h2><p>Em menos de 24h, ou seja, na sexta-feira dar-se-á um alívio acentuado do calor tanto no sul como ao longo da faixa litoral, sendo que o Vale do Douro poderá ser o ponto mais quente do país, com previsão de 40 ºC. <strong>As capitais de distrito mais quentes deverão ser Bragança, Castelo Branco e Évora com 34 ºC</strong>. Lisboa e Porto poderão contar com 23 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786390" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/invasao-de-ar-subtropical-em-portugal-o-pico-do-calor-chegara-na-quinta-feira-3-de-setembro-ate-42-c.html" title="Invasão de ar subtropical em Portugal: o pico do calor chegará na quinta-feira, 3 de setembro - até 42 ºC">Invasão de ar subtropical em Portugal: o pico do calor chegará na quinta-feira, 3 de setembro - até 42 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/invasao-de-ar-subtropical-em-portugal-o-pico-do-calor-chegara-na-quinta-feira-3-de-setembro-ate-42-c.html" title="Invasão de ar subtropical em Portugal: o pico do calor chegará na quinta-feira, 3 de setembro - até 42 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/invasao-de-ar-subtropical-em-portugal-o-pico-do-calor-chegara-na-quinta-feira-3-de-setembro-ate-42-c-1788177943617_320.png" alt="Invasão de ar subtropical em Portugal: o pico do calor chegará na quinta-feira, 3 de setembro - até 42 ºC"></a></article></aside><p>No sábado dar-se-á uma ligeira subida no Sul e uma descida no interior Norte, trazendo novamente valores acima de 35 ºC a uma boa parte do Alentejo. Já no Norte, a capital de distrito mais quente poderá ser Vila Real, com 32 ºC. <strong>Esta tendência de valores mais contidos deverá manter-se nos dias seguintes</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-regressa-ha-duas-capitais-de-distrito-que-podem-registar-40-c-previsao-para-os-proximos-4-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Invasão de ar subtropical em Portugal: o pico do calor chegará na quinta-feira, 3 de setembro - até 42 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/invasao-de-ar-subtropical-em-portugal-o-pico-do-calor-chegara-na-quinta-feira-3-de-setembro-ate-42-c.html</link><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 12:07:15 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Vem aí um curto episódio de tempo quente que deixará temperaturas máximas iguais ou superiores a 40 ºC nalgumas regiões de Portugal continental, bem como noites tropicais. Confira a previsão para os primeiros dias de setembro na sua região!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb2peiq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb2peiq.jpg" id="xb2peiq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Após o tempo fresco com características claramente outonais vivido na semana passada devido à chegada de uma massa de ar polar marítimo, prevê-se o estabelecimento de uma nova cúpula de calor nos primeiros dias de setembro, especialmente entre quarta (2) e sexta-feira (4), <strong>estando à vista um episódio de temperaturas elevadas em algumas regiões portuguesas</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>Uma massa de ar muito quente para a época do ano irá favorecer um episódio de temperaturas elevadas nos próximos dias, com uma <strong>nova cúpula de calor</strong> que trará valores pontualmente superiores a 40 ºC. Estes registos só se verificarão nalgumas regiões e o fenómeno terá uma curta duração em Portugal continental.</div><p>O panorama meteorológico será muito semelhante ao que afetou a Europa Ocidental e Meridional nos últimos meses, mas ao qual o nosso país escapou na grande maioria das ocasiões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/invasao-de-ar-subtropical-em-portugal-o-pico-do-calor-chegara-na-quinta-feira-3-de-setembro-ate-42-c-1788175368348.jpg" data-image="nkrrfc3pg99f"><figcaption>Neste mapa de anomalia de temperatura a 850 hPa observa-se a extensão de uma massa de ar invulgarmente quente, desde Marrocos até ao oeste de França, compatível com a presença de uma dorsal subtropical persistente. O efeito de subsidência, aliado à persistência do anticiclone, funciona como uma espécie de "tampa" atmosférica, dificultando a renovação do ar e favorecendo a acumulação do calor junto à superfície.</figcaption></figure><p>Desta feita, <strong>Portugal continental também será abrangido por uma poderosa crista</strong> (ou dorsal) que se estabelecerá desde Marrocos e Península Ibérica até ao oeste de França, e que será favorável ao <strong>aquecimento de uma massa de ar por subsidência</strong>. Adicionalmente, uma pequena bolsa de ar frio que surgirá a oeste da Península Ibérica irá reforçar a advecção de <strong>ar quente</strong> proveniente do Norte de África.</p><h2>Até 40 ºC nestas capitais distritais nos primeiros dias de setembro e até 42 ºC à escala local</h2><p>Apesar de ser expectável que as temperaturas subam gradualmente na primeira metade da semana, tudo indica que as mesmas <strong>atingirão o seu “pico” no nosso país entre quarta e quinta-feira, dias 2 e 3 de setembro</strong>.</p><p>Nesses dois dias a cúpula de calor atingirá em cheio Portugal continental, especialmente na quinta-feira, 3 de setembro, dia no qual se preveem temperaturas máximas de <strong>40 ºC em capitais distritais como Évora e Beja</strong> e entre os 38 e 39 ºC em capitais distritais como Castelo Branco, Portalegre e Santarém.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/invasao-de-ar-subtropical-em-portugal-o-pico-do-calor-chegara-na-quinta-feira-3-de-setembro-ate-42-c-1788176368128.jpg" data-image="3uplp9tmznfe"><figcaption>Prevê-se que os termómetros possam alcançar os 42 ºC nalguns locais do país (Ribatejo e interior alentejano) na próxima quinta-feira, 3 de setembro. Tudo indica que este será o dia mais quente da presente semana em termos de intensidade e área geográfica abrangida em Portugal continental.</figcaption></figure><p> Outras cidades, vilas e povoações do interior ribatejano e alentejano, tais como <strong>Abrantes, Tomar, Ponte de Sor, Avis, Mora, Cuba, Moura e Serpa registarão todas valores entre os 40 e os 42 ºC</strong>. </p><p>Nas regiões do interior e no Algarve as temperaturas desta semana poderão registar entre 1 e até 3 ºC acima da média para o início de setembro, pelo que estão à vista anomalias significativas. A sul do Tejo, e especialmente no Baixo Alentejo e Algarve, <strong>o céu estará turvo devido à intrusão de poeiras do Saara</strong>, algo que poderá travar ligeiramente a subida das temperaturas nas horas diurnas mais quentes nestas regiões.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786222" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alteracao-da-circulacao-atmosferica-eis-os-efeitos-em-portugal-na-semana-entre-31-de-agosto-e-4-de-setembro.html" title="Alteração da circulação atmosférica: eis os efeitos em Portugal na semana entre 31 de agosto e 4 de setembro">Alteração da circulação atmosférica: eis os efeitos em Portugal na semana entre 31 de agosto e 4 de setembro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alteracao-da-circulacao-atmosferica-eis-os-efeitos-em-portugal-na-semana-entre-31-de-agosto-e-4-de-setembro.html" title="Alteração da circulação atmosférica: eis os efeitos em Portugal na semana entre 31 de agosto e 4 de setembro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/do-vento-ao-calor-assim-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-continental-ate-sexta-feira-1788085317185_320.jpeg" alt="Alteração da circulação atmosférica: eis os efeitos em Portugal na semana entre 31 de agosto e 4 de setembro"></a></article></aside><p><strong>Quinta (3), sexta (4) e sábado (5) também deverão registar temperaturas noturnas elevadas, estando em perspetiva a ocorrência de noites tropicais</strong> em vastas zonas do país, - inicialmente mais a sul do Tejo, mas posteriormente a espalhar-se por quase todo o Centro e boa parte da região Norte. Há locais do Sotavento Algarvio, do Alentejo e até mesmo da Beira Alta onde, segundo os mapas de referência da Meteored,<strong> as temperaturas poderão nem baixar dos 24/25 ºC durante a noite</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/invasao-de-ar-subtropical-em-portugal-o-pico-do-calor-chegara-na-quinta-feira-3-de-setembro-ate-42-c-1788176802635.jpg" data-image="ea1umlpdiewk"><figcaption>Noites tropicais à vista para a segunda metade da semana numa extensão progressivamente maior de Portugal continental.</figcaption></figure><p>No arquipélago da Madeira o calor também tenderá a intensificar-se gradualmente ao longo da semana, estando previstas temperaturas máximas iguais ou superiores a 27 ºC nalguns pontos. <strong>Após uma sexta-feira (4) ainda quente, mas marcada por uma descida substancial das temperaturas</strong>, espera-se que ao longo do fim de semana as temperaturas continuem numa tendência de descida em Portugal continental.</p><h2>E quanto à precipitação, o que podemos esperar para os primeiros dias de setembro?</h2><p>Embora a crista anticiclónica proporcione um tempo estável em grande parte do país, vislumbram-se algumas exceções. No arquipélago dos <strong>Açores</strong> poderá chover um pouco praticamente todos os dias, incluindo hoje (31). Ainda assim, a precipitação poderá intensificar-se na reta final da semana neste território insular, destacando-se particularmente os dias de <strong>sexta-feira (4) e sábado (5), devido à passagem de sistemas frontais associados a uma depressão atlântica</strong>.</p><p>No arquipélago madeirense, entre hoje (31) e sábado (5), preveem-se aguaceiros intermitentes, geralmente fracos e dispersos, com tendência a surgir com mais frequência pela <strong>vertente norte e pelas regiões montanhosas da ilha da Madeira</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/invasao-de-ar-subtropical-em-portugal-o-pico-do-calor-chegara-na-quinta-feira-3-de-setembro-ate-42-c-1788176932152.jpg" data-image="frm6dh9vgd53"><figcaption>Para já, há sinais de que a precipitação, do tipo convectivo, possa surgir na sexta e no sábado, dias 4 e 5 de setembro. Porém, a incerteza quanto à sua intensidade e distribuição geográfica, mantém-se, de momento, muito elevada e bastante sujeita a ajustes.</figcaption></figure><p>Para a reta final da semana - sexta (4) e sábado (5) - <strong>a incerteza é elevada na unidade territorial de Portugal continental</strong>, porém, de acordo com o modelo de maior confiança da Meteored (ECMWF) um vale depressionário poderá atravessar o noroeste da Península Ibérica.</p><p>Caso este cenário se concretize, as condições de instabilidade atmosférica aumentariam, sendo favoráveis à formação de <strong>aguaceiros e trovoadas (precipitação do tipo convectivo) no interior das Regiões Norte e Centro</strong>. Como a previsão ainda está sujeita a ajustes espaciais e temporais, este último cenário será confirmado ou descartado, conforme as próximas atualizações dos nossos mapas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/invasao-de-ar-subtropical-em-portugal-o-pico-do-calor-chegara-na-quinta-feira-3-de-setembro-ate-42-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Evapotranspiração: quanta água a sua horta perde num dia de vento e calor]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/evapotranspiracao-quanta-agua-a-sua-horta-perde-num-dia-de-vento-e-calor.html</link><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 08:47:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Regar de dois em dois dias funciona até deixar de funcionar. A quantidade de água que a horta gasta muda todos os dias, e a temperatura sozinha não chega para explicar essa diferença.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/evapotranspiracao-quanta-agua-a-sua-horta-perde-num-dia-de-vento-e-calor-1787843433756.png" data-image="353bsc9o1m0b"><figcaption>Cobertura de palha num canteiro, a forma mais simples de travar a evaporação direta do solo.</figcaption></figure><p>Toda a gente tem uma<strong> rotina de rega</strong>. De dois em dois dias, ou todos os dias ao fim da tarde, sempre a mesma quantidade. Funciona durante semanas e, de repente, num dia aparentemente igual aos outros, as plantas aparecem murchas ao meio da tarde.</p><p>O que mudou não foi a temperatura. Foi o conjunto de fatores que determina quanta água a horta perde por dia, e <strong>o vento é a parte mais subestimada dessa conta</strong>.</p><h2>Duas perdas ao mesmo tempo</h2><p><strong>A água sai da horta por dois caminhos em simultâneo</strong>. Evapora diretamente da superfície da terra e sai pelas folhas das plantas, num processo que faz parte do funcionamento normal da planta.</p><div class="texto-destacado"><strong> Evapotranspiração- É a soma de duas perdas de água: a que evapora do solo e a que sai pelas folhas das plantas. Mede-se em milímetros por dia, tal como a chuva. Um milímetro corresponde a um litro de água por cada metro quadrado de terreno.</strong></div><p>Aquele valor em milímetros é a chave que torna tudo prático. Se num determinado dia a horta perder cinco milímetros, isso significa <strong>cinco litros por metro quadrado</strong>. Num canteiro de dez metros quadrados são cinquenta litros num único dia.</p><h2>O vento é o fator que ninguém conta</h2><p>Quando uma folha transpira, forma-se junto à sua superfície uma fina camada de ar húmido que funciona como travão e abranda a saída de mais água. <strong>É uma proteção natural</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/evapotranspiracao-quanta-agua-a-sua-horta-perde-num-dia-de-vento-e-calor-1787843764059.png" data-image="35qsiaar7htz"><figcaption>A temperatura é apenas um dos quatro fatores que decidem quanta água a horta perde por dia</figcaption></figure><p><strong>O vento varre essa camada</strong>. Ar seco a passar constantemente sobre a folha significa que a planta perde água sem qualquer travão, e é por isso que um dia de nortada com 26 ºC pode secar mais a horta do que um dia sem vento com 32 ºC.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Um dia de vento com 26 ºC pode secar mais a horta do que um dia calmo com 32 ºC. O termómetro sozinho não conta a história toda.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Quem tem horta em zonas ventosas como <strong>Sines ou Peniche</strong> conhece bem esta realidade, muitas vezes sem saber explicar porque é que ali as plantas pedem tanta água apesar de as temperaturas serem moderadas.</p><h2>Os quatro fatores que decidem tudo</h2><p>Existem fatores que interferem na evapotranspiração das plantas. Na tabela abaixo, pode saber mais sobre os fatores que interferem na evapotranspiração, efeito e onde ver na precisão. </p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Fator</p></th><th scope="col"><p>O que faz</p></th><th scope="col"><p>Onde ver na previsão</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Sol e nebulosidade</p></td><td><p>Fornece a energia para evaporar a água</p></td><td><p>Nebulosidade e índice UV</p></td></tr><tr><td><p>Temperatura</p></td><td><p>Quanto mais quente, mais rápida a evaporação</p></td><td><p>Máxima do dia</p></td></tr><tr><td><p>Vento</p></td><td><p>Retira o ar húmido junto à folha</p></td><td><p>Vento médio e rajada</p></td></tr><tr><td><p>Humidade do ar</p></td><td><p>Ar seco puxa mais água da planta</p></td><td><p>Humidade relativa</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Fatores que interferem na evapotranspiração nas plantas. Fonte: elaboração própria.</td></tr></tbody></table><p>Repare que só um destes quatro é a<strong> temperatura</strong>. É a razão pela qual duas hortas com a mesma máxima podem precisar de quantidades de água muito diferentes.</p><p>Em agosto, num dia de céu limpo, calor e algum vento, a perda em Portugal continental anda tipicamente entre os quatro e os seis milímetros diários. Num dia encoberto, húmido e sem vento, pode ficar-se por metade disso.</p><h2>Como usar isto na prática, sem contas complicadas</h2><p>Não precisa de calcular nada com rigor. Precisa apenas de deixar de olhar só para o termómetro.</p><p>Antes de regar, veja três coisas na previsão da sua zona: <strong>a temperatura máxima, o vento e a humidade relativa</strong>. Se as três estiverem altas, no caso das duas primeiras, e baixa, no caso da humidade, aumente a rega desse dia. Se estiver encoberto, húmido e sem vento, reduza ou salte um dia.</p><p>Há também um teste que vale mais do que qualquer previsão:<strong> meta o dedo na terra até ao segundo nó</strong>. Se estiver húmido a essa profundidade, não regue. É o método mais fiável que existe e não custa nada.</p><p>E lembre-se de que a planta não perde sempre o mesmo. Uma alface pequena acabada de transplantar cobre pouca terra e gasta pouco. Um tomateiro adulto, com um metro e meio de folhagem, pode gastar várias vezes mais no mesmo dia e no mesmo canteiro.</p><h2>Reduzir a perda vale mais do que aumentar a rega</h2><p>Antes de dar mais água, vale a pena reduzir aquilo que se perde sem proveito nenhum.</p><p><strong>Cubra o solo</strong>. Uma camada de palha ou de aparas de relva seca corta grande parte da evaporação direta da terra, que é a metade da conta que não serve de nada à planta.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786149" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/flores-nectar-e-vida-as-plantas-que-transformam-a-sua-varanda-num-refugio-para-abelhas-e-outros-polinizadores.html" title="Flores, néctar e vida: as plantas que transformam a sua varanda num refúgio para abelhas e outros polinizadores">Flores, néctar e vida: as plantas que transformam a sua varanda num refúgio para abelhas e outros polinizadores</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/flores-nectar-e-vida-as-plantas-que-transformam-a-sua-varanda-num-refugio-para-abelhas-e-outros-polinizadores.html" title="Flores, néctar e vida: as plantas que transformam a sua varanda num refúgio para abelhas e outros polinizadores"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/flores-nectar-y-vida-las-plantas-que-convierten-tu-balcon-en-un-refugio-para-abejas-y-otros-polinizadores-1787587281922_320.jpeg" alt="Flores, néctar e vida: as plantas que transformam a sua varanda num refúgio para abelhas e outros polinizadores"></a></article></aside><p>Se o vento for o problema principal, <strong>uma sebe ou uma rede quebra-vento</strong> em zona exposta reduz muito a perda das folhas, e o efeito nota-se logo nas primeiras semanas.</p><p><strong>E regue de manhã cedo</strong>, quando o ar ainda está húmido, o sol é fraco e o vento costuma estar mais calmo. A mesma quantidade de água aproveitada a essa hora rende bastante mais do que ao meio da tarde.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/evapotranspiracao-quanta-agua-a-sua-horta-perde-num-dia-de-vento-e-calor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A caminhada mais invulgar da Noruega passa junto à fronteira russa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-caminhada-mais-invulgar-da-noruega-passa-junto-a-fronteira-russa.html</link><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 07:35:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>No extremo norte da Noruega, caminhar junto à fronteira russa significa atravessar uma paisagem ártica onde a natureza selvagem, história e tensão geopolítica convivem lado a lado.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-caminhada-mais-invulgar-da-noruega-passa-junto-a-fronteira-russa-1788081507644.jpg" data-image="o4smz38d3sho" alt="Trilhos na Noruega" title="Trilhos na Noruega"><figcaption>Entre florestas, tundra e paisagens árticas, os trilhos do norte da Noruega conduzem os caminhantes até uma das fronteiras mais vigiadas da Europa. Fonte: Kirkenes Tours</figcaption></figure><p>No extremo norte da Europa, a paisagem parece inicialmente pertencer apenas à <strong>natureza</strong>.</p><p>Florestas de bétulas, tundra, rios e vastos horizontes dominam o território, no entanto basta aproximar-se da fronteira para perceber que este é <strong>um dos lugares mais sensíveis do continente</strong>.</p><div class="texto-destacado">A <strong>fronteira entre a Noruega e a Rússia estende-se por cerca de 198 Km</strong> e é vigiada pelas autoridades dos dois países. Ao contrário de muitas fronteiras europeias, aqui a linha internacional não está necessariamente protegida por uma enorme barreira física.</div><p>Em vários pontos, são os <strong>marcos, a vigilância e a presença militar que tornam a separação evidente</strong>. É precisamente esta combinação entre <strong>natureza remota e tensão geopolítica</strong> que está a despertar o interesse dos visitantes.</p><h2>Uma fronteira diferente de todas as outras</h2><p>Os <strong>trilhos próximos de Kirkenes</strong> atravessam florestas de bétulas e zonas de tundra antes de acompanharem o rio Pasvik, que funciona como <strong>fronteira natural </strong>em vários setores.</p><p>Durante a caminhada, <strong>os visitantes podem encontrar câmaras instaladas entre as árvores, antigas torres de vigilância e patrulhas militares</strong>. Os marcadores fronteiriços, amarelos do lado norueguês e vermelhos do lado russo, deixam claro que a margem entre os dois países deve ser respeitada.</p><p>Um dos percursos descritos pela <em>BBC</em> prolonga-se <strong>durante cerca de três horas e conduz os caminhantes até Russehøgda, uma elevação com vista para a região fronteiriça e para Storskog</strong>, o único ponto onde é permitida a passagem terrestre legal entre a Noruega e a Rússia.</p><p>A experiência é, por isso, muito diferente de uma caminhada convencional. O visitante pode estar rodeado de silêncio, árvores e paisagens abertas, mas <strong>nunca deixa de sentir que se encontra num espaço cuidadosamente observado</strong>.</p><h2>O rio que separa dois mundos</h2><p>O rio Pasvik desempenha um papel central nesta paisagem. <strong>Com 112 Km a funcionar como fronteira entre a Noruega e a Rússia, atravessa uma região que também envolve a Finlândia</strong> e que possui uma longa história de circulação de pessoas, comércio e culturas.</p><div class="texto-destacado"><strong>“Uma série de trilhos pitorescos acompanha a fronteira entre a Noruega e a Rússia. Mas, enquanto atravessa a tundra e as florestas, poderá reparar em torres de vigilância e câmaras penduradas nas árvores.” </strong>De acordo com a BBC</div><p>Do lado norueguês, é possível observar a <strong>igreja de Boris Gleb, na margem russa</strong>. O templo ortodoxo, associado a uma presença religiosa muito antiga na região, tornou-se também um dos elementos mais simbólicos destas caminhadas.</p><p>A própria localidade de <strong>Kirkenes</strong> conserva sinais dessa proximidade histórica. É o <strong>único lugar da Noruega onde as placas de algumas ruas aparecem em norueguês e russo</strong>, testemunhando uma ligação que vai muito além da atual conjuntura política.</p><h2>Da Guerra Fria à nova realidade europeia</h2><p>Durante a Guerra Fria, esta zona <strong>representava uma das fronteiras terrestres entre a NATO e a União Soviética</strong>. Hoje, depois da invasão russa da Ucrânia, a importância estratégica da região voltou a ganhar uma dimensão particular.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-caminhada-mais-invulgar-da-noruega-passa-junto-a-fronteira-russa-1788081675124.jpg" data-image="l4owra3dc2vp" alt="Fronteira Noruega-Russia" title="Fronteira Noruega-Russia"><figcaption>Os marcos fronteiriços ao longo dos trilhos de Kirkenes assinalam, com precisão, a divisão entre a Noruega e a Rússia, numa paisagem onde a natureza e a geopolítica se encontram. Fonte: Kirkenes Tours</figcaption></figure><p>A segurança foi reforçada dos dois lados e algumas regras tornaram-se especialmente importantes para quem visita a zona. <strong>A polícia norueguesa recomenda que todos os visitantes se mantenham afastados da linha fronteiriça e conheçam previamente as normas aplicáveis</strong>. A passagem da fronteira só é legalmente permitida em Storskog.</p><p><strong>Atirar objetos para o outro lado, tocar nos marcos fronteiriços, ultrapassar a linha ou fotografar militares </strong>são comportamentos que podem provocar consequências legais. Os visitantes devem ainda transportar identificação, uma vez que podem ser abordados pelas patrulhas norueguesas.</p><p>Assim, embora existam trilhos públicos, fazer <strong>esta caminhada exige muito mais atenção do que uma simples aventura pela </strong><strong>natureza</strong>.</p><h2>Quando a paisagem fala de história</h2><p>A poucos quilómetros de distância, tudo parece contraditório, há <strong>renas, aves, frutos silvestres e extensões de floresta praticamente intocadas</strong>. Ao mesmo tempo, existem postos de controlo, equipamentos de vigilância e uma fronteira internacional que ganhou renovada importância estratégica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="731381" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/que-comece-o-espetaculo-no-ceu-da-noruega-o-que-precisa-de-saber-antes-de-ver-as-auroras-boreais.html" title="Que comece o espetáculo no céu da Noruega: o que precisa de saber antes de ver as auroras boreais">Que comece o espetáculo no céu da Noruega: o que precisa de saber antes de ver as auroras boreais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/que-comece-o-espetaculo-no-ceu-da-noruega-o-que-precisa-de-saber-antes-de-ver-as-auroras-boreais.html" title="Que comece o espetáculo no céu da Noruega: o que precisa de saber antes de ver as auroras boreais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/que-comece-o-espetaculo-no-ceu-da-noruega-o-que-precisa-saber-antes-de-ver-as-auroras-boreais-1758834708883_320.jpg" alt="Que comece o espetáculo no céu da Noruega: o que precisa de saber antes de ver as auroras boreais"></a></article></aside><p><strong>Esta combinação tornou os percursos fronteiriços numa atração crescente para quem chega a Kirkenes, incluindo passageiros dos cruzeiros </strong>que percorrem a costa norueguesa. Para muitos viajantes, caminhar nesta região é uma forma de observar diretamente uma realidade geopolítica que normalmente conhecem apenas através das notícias.</p><p>E talvez seja precisamente essa a particularidade destes trilhos, <strong>não oferecem apenas uma caminhada pelo Ártico, oferecem a possibilidade de percorrer uma paisagem onde cada rio, cada marco e cada torre contam uma história</strong> sobre fronteiras, conflitos e coexistência.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-caminhada-mais-invulgar-da-noruega-passa-junto-a-fronteira-russa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Caso insólito: nesta praia da Europa, um muro continua a dividir homens e mulheres]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/caso-insolito-nesta-praia-da-europa-um-muro-continua-a-dividir-homens-e-mulheres.html</link><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 06:21:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Esta praia italiana mantém uma tradição que já gerou críticas em todo o mundo: homens e mulheres não podem ficar juntos no areal. Conheça o "Caso da Idade Média".</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-insolito-nesta-praia-da-europa-um-muro-continua-a-dividir-homens-e-mulheres-1784921016736.jpg" data-image="ng8w3ytqxbx3" alt="Pedocin" title="Pedocin"><figcaption>Será esta a praia mais polémica da Europa? Foto: Comune di Trieste // Discover Trieste</figcaption></figure><p>Parece coisa do século passado, mas ainda acontece. Em Itália, ainda há uma praia que <strong>separa homens de mulheres através de um muro</strong>.</p><p>Sim, é isso mesmo. A <strong>praia de Bagno Marino La Lanterna</strong>, popularmente conhecida como praia de Pedocin, em Trieste, no nordeste de Itália, tem dado que falar exatamente por isso: é considerada a última praia da Europa que mantém uma divisão entre homens e mulheres. </p><div class="texto-destacado">Localizada junto ao Mar Adriático, distingue-se por uma característica pouco comum: um muro com cerca de 2,7 metros de altura prolonga-se desde terra até ao mar, criando duas áreas distintas. De um lado ficam os homens; do outro, as mulheres e as crianças até aos 12 anos.</div><p>O mais inusitado é que nem esta limitação diminui a procura por parte dos turistas e residentes. Inaugurada no final do século XIX, tornou-se<strong> num dos pontos mais frequentados da cidade</strong>. E, sim, tal como acontece em muitas zonas balneares italianas, entrar nesta praia implica o pagamento de uma taxa.</p><h2>Uma tradição com mais de um século</h2><p>Mas, o que é que levou a esta separação? “A separação teve origem na mesma altura, quando os costumes da época valorizavam a privacidade e a modéstia durante os banhos de mar”, explica a revista ‘NiT’. “Nesse período, era comum existirem espaços distintos para homens e mulheres nas praias e estâncias balneares. Ao longo das décadas, <strong>a tradição manteve-se na região</strong>.”</p><div class="texto-destacado">Enquanto essa prática desapareceu na maioria dos locais, em Pedocin manteve-se ao longo das décadas e acabou por se transformar numa tradição profundamente enraizada na comunidade.</div><p>Mais recentemente, porém, a continuidade desta medida começou a gerar uma polémica a nível internacional. </p><h2>O episódio que gerou polémica</h2><p>É que, em junho, um casal de turistas visitou a praia em conjunto e, apesar de ter decidido manter-se no mesmo lado do muro (o masculino), foi logo informado pelos banhistas sobre a “regra”. A situação rapidamente originou um desentendimento.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="752916" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mais-um-caso-para-acalmar-o-turismo-de-massas-o-exemplo-da-igreja-nas-dolomitas-italia.html" title="Mais um caso para acalmar o turismo de massas: o exemplo da igreja nas Dolomitas (Itália)">Mais um caso para acalmar o turismo de massas: o exemplo da igreja nas Dolomitas (Itália)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mais-um-caso-para-acalmar-o-turismo-de-massas-o-exemplo-da-igreja-nas-dolomitas-italia.html" title="Mais um caso para acalmar o turismo de massas: o exemplo da igreja nas Dolomitas (Itália)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mais-um-caso-para-acalmar-o-turismo-de-massas-o-exemplo-da-igreja-nas-dolomitas-italia-1770380567104_320.png" alt="Mais um caso para acalmar o turismo de massas: o exemplo da igreja nas Dolomitas (Itália)"></a></article></aside><p>Segundo o jornal ‘Il Piccolo’, o episódio rapidamente ganhou destaque e <strong>desencadeou uma acesa discussão em Trieste</strong>. A situação começou quando uma residente obteve autorização para entrar temporariamente na zona destinada aos homens, de forma a ajudar o marido a acompanhar o filho com deficiência até às instalações sanitárias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-insolito-nesta-praia-da-europa-um-muro-continua-a-dividir-homens-e-mulheres-1784921369469.jpg" data-image="obdcpfzuc2ug" alt="Pedocin" title="Pedocin"><figcaption>Concorda com esta medida? Foto: Comune di Trieste // Discover Trieste</figcaption></figure><p>Ao reparar na presença de um casal de turistas, a mulher pediu à visitante que passasse para a área reservada às mulheres. O pedido não foi bem recebido e deu origem a uma troca de palavras. A residente afirma ter sido apelidada de "sexista" e "retrógrada".</p><p>De acordo com o relato, a turista, oriunda de Milão, terá respondido que quem segue este tipo de tradições "não é italiana". Durante a discussão, uma funcionária da praia tentou intervir para apaziguar a situação, mas acabou também por ser empurrada pela visitante.</p><div class="texto-destacado">O caso espalhou-se rapidamente pelas redes sociais, onde muitos utilizadores lhe passaram a chamar o "Caso da Idade Média".</div><p>Após o incidente, o casal optou por abandonar a praia e exigiu a devolução dos 2,40€ pagos pela entrada. </p><h2>Os habitantes defendem a tradição</h2><p>Apesar da repercussão internacional, muitos dos frequentadores habituais continuam a considerar que <strong>a separação faz parte da identidade da praia</strong>. Em declarações ao ‘InTrieste’, um banhista explicou que esta é uma tradição preservada desde o período austro-húngaro e que faz parte da identidade local, acrescentando que tanto homens como mulheres mantêm espaços próprios.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="682719" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nada-de-ouvir-radio-no-carro-ou-de-assistir-a-opera-conheca-o-pais-com-as-regras-mais-estranhas-do-mundo.html" title="Nada de ouvir rádio no carro ou de assistir à ópera: conheça o país com as regras mais estranhas do mundo">Nada de ouvir rádio no carro ou de assistir à ópera: conheça o país com as regras mais estranhas do mundo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nada-de-ouvir-radio-no-carro-ou-de-assistir-a-opera-conheca-o-pais-com-as-regras-mais-estranhas-do-mundo.html" title="Nada de ouvir rádio no carro ou de assistir à ópera: conheça o país com as regras mais estranhas do mundo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nada-de-ouvir-radio-no-carro-ou-de-assistir-a-opera-conheca-o-pais-com-as-regras-mais-estranhas-do-mundo-1731353793016_320.jpg" alt="Nada de ouvir rádio no carro ou de assistir à ópera: conheça o país com as regras mais estranhas do mundo"></a></article></aside><p>Também várias mulheres ouvidas pelo jornal manifestaram apoio à tradição, referindo que apreciam a tranquilidade de poderem apanhar sol sem a presença masculina. Algumas aproveitam inclusivamente esse ambiente para fazer <em>topless</em> com maior à-vontade.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="P%C3%BAblico" data-year="2026" data-title="Pedocin%2C%20a%20praia%20italiana%20que%20divide%20homens%20e%20mulheres%2C%20continua%20a%20gerar%20pol%C3%A9mica.%20Agora%2C%20foi%20um%20casal%20milan%C3%AAs" data-url="https%3A%2F%2Fwww.publico.pt%2F2026%2F06%2F24%2Ffugas%2Fnoticia%2Fpedocin-praia-italiana-divide-homens-mulheres-continua-gerar-polemica-casal-milanes-2179307">Público. (2026). <a href="https://www.publico.pt/2026/06/24/fugas/noticia/pedocin-praia-italiana-divide-homens-mulheres-continua-gerar-polemica-casal-milanes-2179307" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Pedocin, a praia italiana que divide homens e mulheres, continua a gerar polémica. Agora, foi um casal milanês</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Pincelli%2C%20I" data-year="2026" data-title="Nesta%20praia%2C%20os%20homens%20e%20as%20mulheres%20s%C3%A3o%20separados%20por%20um%20muro%20e%20n%C3%A3o%20podem%20estar%20juntos" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fviagens%2Fnesta-praia-os-homens-e-as-mulheres-sao-separados-por-um-muro-e-nao-podem-estar-juntos">NiT, Pincelli, I. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/viagens/nesta-praia-os-homens-e-as-mulheres-sao-separados-por-um-muro-e-nao-podem-estar-juntos" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Nesta praia, os homens e as mulheres são separados por um muro e não podem estar juntos</a>.</cite><br><cite data-author="Extra%2C%20Moreira%2C%20F" data-year="2026" data-title="Mulher%20'invade'%20%C3%A1rea%20reservada%20a%20homens%20em%20praia%20separada%20por%20muro%20e%20provoca%20confus%C3%A3o" data-url="https%3A%2F%2Fextra.globo.com%2Fblogs%2Fpage-not-found%2Fpost%2F2026%2F06%2Fmulher-invade-area-reservada-a-homens-em-praia-separada-por-muro-e-provoca-confusao.ghtml">Extra, Moreira, F. (2026). <a href="https://extra.globo.com/blogs/page-not-found/post/2026/06/mulher-invade-area-reservada-a-homens-em-praia-separada-por-muro-e-provoca-confusao.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Mulher 'invade' área reservada a homens em praia separada por muro e provoca confusão</a>.</cite><br><cite data-author="Postal%2C%20Mendon%C3%A7a%2C%20C" data-year="2023" data-title="Conhe%C3%A7a%20a%20praia%20que%20tem%20um%20muro%20a%20separar%20homens%20e%20mulheres%20%5Bfotos%5D" data-url="https%3A%2F%2Fpostal.pt%2Fnacional%2Fconheca-a-praia-que-tem-um-muro-a-separar-homens-e-mulheres-fotos%2F">Postal, Mendonça, C. (2023). <a href="https://postal.pt/nacional/conheca-a-praia-que-tem-um-muro-a-separar-homens-e-mulheres-fotos/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Conheça a praia que tem um muro a separar homens e mulheres [fotos]</a>.</cite><br><cite data-author="Not%C3%ADcias%20ao%20Minuto" data-year="2026" data-title="Famosa%20praia%20continua%20a%20separar%20(com%20muro)%20homens%20e%20mulheres.%20Sabe%20onde%3F" data-url="https%3A%2F%2Fwww.noticiasaominuto.com%2Fmundo%2F3009844%2Ffamosa-praia-continua-a-separar-com-muro-homens-e-mulheres-sabe-onde">Notícias ao Minuto. (2026). <a href="https://www.noticiasaominuto.com/mundo/3009844/famosa-praia-continua-a-separar-com-muro-homens-e-mulheres-sabe-onde" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Famosa praia continua a separar (com muro) homens e mulheres. Sabe onde?</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/caso-insolito-nesta-praia-da-europa-um-muro-continua-a-dividir-homens-e-mulheres.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O desastre no Nepal faz lembrar o caso Vajont: há 63 anos um arbusto gigante causou uma catástrofe nos Alpes italianos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-desastre-no-nepal-lembra-o-caso-vajont-ha-63-anos-um-arbusto-gigante-causou-uma-catastrofe-nos-alpes-italianos.html</link><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A catástrofe no Nepal lembrou a muitos os acontecimentos de há 63 anos nos Alpes italianos, decorrentes de um enorme deslizamento de terra que desabou diretamente sobre um reservatório artificial. A onda de água e detritos devastou povoações inteiras, e quase duas mil pessoas perderam a vida.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-tragedia-in-nepal-ricorda-il-vajont-63-anni-fa-in-italia-una-frana-genero-un-onda-e-uccise-1-917-persone-1787827281610.jpeg" data-image="8mt3hjwess68"><figcaption>Ainda hoje, 63 anos depois, a cicatriz do enorme deslizamento de terra que provocou a onda de choque é claramente visível no Monte Toc (Alpes Italianos).</figcaption></figure><p>No passado <strong>26 de agosto</strong>, o <strong>Nepal </strong>foi atingido por uma catástrofe que deixou centenas de vítimas (um número que permanece provisório) e causou graves danos. O<strong> colapso de um glaciar </strong>de grande altitude desencadeou um deslizamento de terra que, por sua vez, <strong>provocou uma avalanche devastadora</strong>; uma onda de água e detritos arrastou tudo rio abaixo, percorrendo muitos quilómetros.</p><p>Vídeos e imagens da<strong> enorme onda de água, lama e detritos</strong> a avançar pelo vale evocaram<strong> lembranças de um evento ocorrido nos Alpes italianos há 63 anos</strong>: o desastre conhecido como a<strong> tragédia de Vajont</strong>.</p><p>Embora as causas dos desastres sejam diferentes, aquele evento anterior também envolveu um enorme deslizamento de terra numa região montanhosa, seguido — por razões que explicaremos neste artigo — por uma onda aterrorizante de água que caiu pelo vale abaixo, arrasando tudo pelo seu caminho. <strong>Quase 2 mil pessoas perderam a vida</strong>.</p><h2>O que aconteceu a 9 de outubro de 1963 nos Alpes italianos?</h2><p>Foi<strong> um dos piores desastres a atingir a Europa nos últimos tempos</strong> — um evento que pode ser classificado não apenas como um desastre natural, mas também como uma catástrofe industrial, visto que foi causado pela construção de um reservatório artificial para a geração de energia hidroelétrica.</p><p>Foi um<strong> desastre que poderia ter sido evitado</strong> se tivessem sido levados em conta os alertas de pessoas que previram os graves riscos — como o geólogo Edoardo Semenza e a jornalista Tina Merlin. Vamos analisar, passo a passo, o que aconteceu naquele dia.</p><h2>O terrível desastre de Vajont</h2><p>Era<strong> tarde na noite </strong>de<strong> 9 de outubro </strong>de<strong> 1963</strong> quando um <strong>enorme deslizamento de terra se desprendeu do Monte Toc, nos Alpes italianos</strong> orientais, na fronteira entre Friuli-Venezia Giulia e Veneto.</p><p>O deslizamento foi colossal — com um volume impressionante de aproximadamente<strong> 270 milhões de metros cúbicos</strong> — e precipitou-se no reservatório artificial recém-construído, situado bem ao pé da montanha,<strong> ao longo do curso do riacho Vajont</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-tragedia-in-nepal-ricorda-il-vajont-63-anni-fa-in-italia-una-frana-genero-un-onda-e-uccise-1-917-persone-1787827388417.jpg" data-image="kif6s2b2cq49"><figcaption>Uma fotografia de 10 de outubro de 1963 mostra o desastre na base da Barragem de Vajont. A cidade de Longarone foi arrasada.</figcaption></figure><p>A onda de água gerada por esse enorme deslizamento foi monstruosa — um verdadeiro tsunami com dezenas de metros de altura. Essa <strong>imensa massa de água passou por cima da barragem recém-construída</strong> — na época, a mais alta do mundo — sem destruí-la, e então despejou-se no Vale do Piave, levando morte e destruição e varrendo do mapa, para sempre, inúmeras localidades.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><strong>Na noite de 9 de outubro de 1963, o Vale do Piave foi atingido por uma das piores catástrofes da história recente da Itália. Um enorme deslizamento de terra desprendeu-se do Monte Toc e precipitou-se no reservatório artificial recém-criado — uma bacia viabilizada pela construção de uma barragem colossal que, até hoje, permanece entre as mais altas do mundo.</strong><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O enorme tsunami de água e destroços<strong> acabou com várias povoações que tinham ao longo do vale do rio Piave</strong>, tirando quase duas mil vidas.</p><p>A <strong>cidade de Longarone</strong> — situada na entrada do vale do Vajont, abaixo da imensa barragem construída nos anos anteriores — foi completamente arrasada pelas águas furiosas. Não restou nada além de lama e destroços.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="it" dir="ltr"><a href="https://twitter.com/hashtag/9ottobre?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#9ottobre</a> Sono passati 60 anni dal 9 ottobre del 1963, quando una enorme frana sull'invaso artificiale del <a href="https://twitter.com/hashtag/Vajont?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Vajont</a> causò un disastro senza precedenti. Un disastro che si poteva evitare. Morirono quasi duemila persone. Su <a href="https://twitter.com/meteoredit?ref_src=twsrc%5Etfw">@meteoredit</a>, il ricordo di quella strage. <a href="https://t.co/nKmNZyF8kf">pic.twitter.com/nKmNZyF8kf</a></p>— Lorenzo Pasqualini (@lorepas85) <a href="https://twitter.com/lorepas85/status/1711291967777202419?ref_src=twsrc%5Etfw">October 9, 2023</a></blockquote></figure><p> O escritor e jornalista Dino Buzzati descreveu a catástrofe no <em>Corriere della Sera</em>, um histórico jornal italiano, da seguinte forma: "Uma pedra caiu num copo, e a água transbordou sobre a toalha de mesa. É só isso. Exceto que a pedra tinha o tamanho de uma montanha, o copo tinha centenas de metros de altura e, lá embaixo, sobre a toalha, estavam milhares de seres humanos que não podiam defender-se". </p><h2>Quando a geologia e a engenharia falham em comunicar: alertas ignorados</h2><p>A <strong>Barragem de Vajont tinha sido construída há pouco tempo</strong>. Tratava-se de uma estrutura que estabelecia recordes — com 260 metros de altura e um projeto de arco de dupla curvatura — e que, durante a sua construção, entre 1957 e 1960, foi a barragem mais alta do mundo na sua categoria.</p><p>A Itália tinha saído recentemente do período do pós-guerra e estava a transformar-se rapidamente de uma nação pobre e devastada pelo conflito numa potência económica. Reservatórios para a geração de energia hidroelétrica surgiam por toda parte, e a Barragem de Vajont <strong>destacava-se como uma grande conquista da engenharia</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-tragedia-in-nepal-ricorda-il-vajont-63-anni-fa-in-italia-una-frana-genero-un-onda-e-uccise-1-917-persone-1787827437522.jpeg" data-image="fnx1t29jxg1m"><figcaption>A Barragem de Vajont, uma das mais altas do mundo, permanece de pé; não foi destruída pelo deslizamento de terra nem pela onda de choque resultante. Atrás dela, no entanto, o enorme deslizamento de terra preencheu quase completamente o reservatório artificial.</figcaption></figure><p>O problema é que a engenharia e a geologia deveriam sempre caminhar juntas; no entanto, neste caso, os <strong>alertas decorrentes dos estudos geológicos foram ignorados</strong>.</p><h3>O enorme paleodeslizamento de terra do Monte Toc</h3><p>Nos <strong>anos anteriores</strong>, o geólogo Edoardo Semenza, infelizmente ignorado, tinha detetado um <strong>enorme paleodeslizamento de terra</strong> bem <strong>acima </strong>do que viria a ser o <strong>novo reservatório de Vajont</strong>.</p><p>Tratava-se de um enorme deslizamento pré-histórico, ou seja, esteve ativo por milhares de anos, estabilizou-se e, finalmente, foi reativado em tempos recentes. <strong>A vegetação e a erosão tinham-no "camuflado"</strong>, fazendo-o parecer parte da encosta da montanha, mas os geólogos possuem as ferramentas e o conhecimento para "detetá-lo".</p><p>A <strong>erosão causada pelo riacho Vajont tornou-o instável novamente</strong>, e a <strong>construção do reservatório acelerou esse processo</strong>, criando as condições para um novo deslizamento de terra, que então ocorreu naquele terrível dia 9 de outubro de 1963.</p><p>Tudo isto tinha sido descoberto pelo geólogo Edoardo Semenza, mas as suas <strong>observações foram ignoradas pelos geólogos envolvidos na construção da barragem</strong>. Os interesses económicos foram priorizados em detrimento da segurança da população, com a necessidade de concluir a central hidroelétrica o mais rápido possível.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-tragedia-in-nepal-ricorda-il-vajont-63-anni-fa-in-italia-una-frana-genero-un-onda-e-uccise-1-917-persone-1787827491232.jpeg" data-image="oj2h8p4n1yuk"><figcaption>Outra imagem, desta vez tirada de cima, da barragem de Vajont como ela se apresenta hoje.</figcaption></figure><p>Outra pessoa que se esforçou para expor os riscos da construção daquela barragem foi a jornalista Tina Merlin, que permaneceu completamente ignorada e foi até acusada de causar alarme com os seus artigos, publicados no jornal "<em>L'Unità</em>", nos quais ela expressava os <strong>inúmeros alertas de agricultores locais, que viam rachas cada vez maiores a aparecer no Monte Toc</strong>.</p><h2>Um ponto de viragem: mais atenção à geologia<br></h2><p>O desastre de Vajont, contudo, representou um ponto de viragem. Após esse evento catastrófico, percebeu-se que, para prevenir desastres naturais, <strong>estudos geológicos aprofundados</strong> devem sempre ser realizados antes do início de qualquer projeto de engenharia.</p><p>Para construir bem, em essência, não basta construir estruturas de alta qualidade (a barragem, afinal, era: 63 anos depois, ainda está lá), mas também <strong>é necessário estudar detalhadamente o contexto geológico, a natureza geológica do território</strong>. Isto aplica-se a deslizamentos de terra, terramotos e inundações.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="741556" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-piores-desastres-naturais-podem-vir-de-vulcoes-que-nem-sequer-estao-nos-mapas-alertam-os-cientistas.html" title="Os piores desastres naturais podem vir de vulcões que nem sequer estão nos mapas, alertam os cientistas">Os piores desastres naturais podem vir de vulcões que nem sequer estão nos mapas, alertam os cientistas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-piores-desastres-naturais-podem-vir-de-vulcoes-que-nem-sequer-estao-nos-mapas-alertam-os-cientistas.html" title="Os piores desastres naturais podem vir de vulcões que nem sequer estão nos mapas, alertam os cientistas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-piores-desastres-naturais-podem-vir-de-vulcoes-que-nem-sequer-estao-nos-mapas-alertam-os-cientistas-1764327000757_320.jpg" alt="Os piores desastres naturais podem vir de vulcões que nem sequer estão nos mapas, alertam os cientistas"></a></article></aside><p>Hoje, qualquer novo projeto, por lei, deve ser acompanhado de um relatório geológico e geotécnico, mesmo antes do projeto de engenharia. Afinal, foi justamente na década de 1960, após o desastre de Vajont, que nasceu a <strong>geologia aplicada à engenharia</strong>.</p><h2>Livros, filmes e peças teatrais sobre o desastre de Vajont</h2><p>Livros, filmes e apresentações teatrais foram escritos sobre Vajont. Entre eles estão "<em>Sulla pelle viva</em>" de Tina Merlin, "<em>La storia del Vajont</em>" contada pelo geólogo Edoardo Semenza, "<em>Il racconto del Vajont, anche noto Vajont 9 ottobre '63 - Orazione civile</em>", um monólogo teatral escrito em 1993, de Marco Paolini, e o filme "<em>Vajont - La diga del disonore</em>" de 2001 dirigido por Renzo Martinelli.</p><p>Para aprofundar o aspeto geológico deste enorme desastre, uma primeira análise do deslizamento de Vajont pode ser feita consultando a exposição online "<em>La storia del Vajont</em>", organizada pela Associação Italiana de Geologia Aplicada e Ambiental e pelo Conselho Nacional de Geólogos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="AIGA%20-%20CNG%20-%20Consiglio%20Nazionale%20dei%20Geologi%20italiani" data-year="" data-title="La%20storia%20del%20Vajont" data-url="http%3A%2F%2Fwww.k-flash.it%2Fmostra_vajont%2Findex.html">AIGA - CNG - Consiglio Nazionale dei Geologi italiani. <a href="http://www.k-flash.it/mostra_vajont/index.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">La storia del Vajont</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-desastre-no-nepal-lembra-o-caso-vajont-ha-63-anos-um-arbusto-gigante-causou-uma-catastrofe-nos-alpes-italianos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alteração da circulação atmosférica: eis os efeitos em Portugal na semana entre 31 de agosto e 4 de setembro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alteracao-da-circulacao-atmosferica-eis-os-efeitos-em-portugal-na-semana-entre-31-de-agosto-e-4-de-setembro.html</link><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 16:17:48 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nos primeiros dias de setembro, Portugal continental terá vento e temperaturas mais moderadas junto ao litoral. A partir de quarta-feira, o cenário muda, com uma subida acentuada das temperaturas e máximas que poderão atingir 40 ºC.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-vento-ao-calor-assim-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-continental-ate-sexta-feira-1788085317185.jpeg" data-image="ilp7i8ifmx4d" alt="Temperaturas voltam a subir no início de setembro" title="Temperaturas voltam a subir no início de setembro"><figcaption>As temperaturas voltam a subir no início de setembro, com um aquecimento mais acentuado no interior, mas também percetível junto ao litoral.</figcaption></figure><p>O início de setembro será marcado por uma mudança gradual das condições meteorológicas em Portugal continental. A circulação de norte e noroeste ainda favorecerá vento e temperaturas mais moderadas junto ao litoral nos primeiros dias, mas <strong>o reforço de uma dorsal anticiclónica permitirá a entrada de ar mais quente</strong>, levando a uma subida acentuada das temperaturas a partir de quarta-feira.</p><h2>Influência marítima mantém litoral mais fresco e ventoso até terça-feira</h2><p>Na segunda e terça-feira, a influência marítima continuará a fazer-se sentir nas regiões costeiras do Norte e Centro, onde <strong>a nebulosidade será mais frequente nas primeiras horas do dia</strong>. No interior e no Sul deverá predominar o céu pouco nublado ou limpo. O vento soprará de norte e noroeste, intensificando-se durante a tarde na faixa ocidental, com <strong>rajadas próximas dos 40 km/h</strong> no litoral Centro e na região de Lisboa. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-vento-ao-calor-assim-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-continental-ate-sexta-feira-1788084268825.jpg" data-image="2f1shuviczqm"><figcaption>O vento de norte e noroeste deverá intensificar-se durante a tarde de segunda-feira na faixa ocidental, com rajadas próximas dos 40 km/h entre o litoral Centro e a região de Lisboa.</figcaption></figure><p>As temperaturas manterão um contraste significativo entre o litoral e o interior, com <strong>máximas entre 21 e 25 ºC em parte do litoral Norte e Centro e 30 a 31 ºC no interior do Alentejo</strong>, sobretudo em Évora e Beja.</p><h2>Dorsal anticiclónica muda o padrão a partir de quarta-feira</h2><p>A partir de quarta-feira, o cenário muda de forma mais evidente. O reforço da dorsal em altitude e a alteração da circulação junto à superfície favorecerão a <strong>entrada de uma massa de ar mais quente sobre Portugal continental.</strong> As máximas poderão atingir <strong>34 ºC em Évora e Beja e 33 ºC em Castelo Branco e Portalegre</strong>, enquanto Lisboa poderá chegar aos 30 ºC. O vento deverá enfraquecer face aos dias anteriores, com rajadas geralmente até 30 km/h.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-vento-ao-calor-assim-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-continental-ate-sexta-feira-1788083895979.jpg" data-image="e0q6x3o69hqj"><figcaption>O aquecimento deverá acentuar-se na quinta-feira, com máximas próximas dos 40 ºC no interior do Alentejo. A subida das temperaturas será também evidente junto ao litoral, embora com valores mais moderados</figcaption></figure><p>Na quinta-feira, o aquecimento deverá intensificar-se de forma mais significativa. No interior, <strong>Beja e Évora estarão entre as zonas mais quentes</strong>, com máximas próximas dos 39 a 40 ºC, enquanto Santarém e Portalegre poderão atingir cerca de 37 ºC. <strong>A subida será também percetível junto ao litoral</strong>, com cerca de 25 ºC no Porto, 24 ºC em Aveiro, 30 ºC em Leiria e 35 ºC em Lisboa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786172" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-poderao-alcancar-os-38-c-em-breve-eis-as-zonas-mais-quentes-do-pais-entre-os-dias-2-e-4-de-setembro.html" title="Temperaturas poderão alcançar os 38 ºC em breve: eis as zonas mais quentes do país entre os dias 2 e 4 de setembro">Temperaturas poderão alcançar os 38 ºC em breve: eis as zonas mais quentes do país entre os dias 2 e 4 de setembro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-poderao-alcancar-os-38-c-em-breve-eis-as-zonas-mais-quentes-do-pais-entre-os-dias-2-e-4-de-setembro.html" title="Temperaturas poderão alcançar os 38 ºC em breve: eis as zonas mais quentes do país entre os dias 2 e 4 de setembro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-poderao-alcancar-os-38-c-em-breve-eis-as-zonas-mais-quentes-do-pais-entre-os-dias-2-e-4-de-setembro-1788026327067_320.png" alt="Temperaturas poderão alcançar os 38 ºC em breve: eis as zonas mais quentes do país entre os dias 2 e 4 de setembro"></a></article></aside><strong>Na sexta-feira, o calor deverá manter-se ou subir ligeiramente</strong>, com Beja a aproximar-se dos 40 ºC, Évora dos 39 ºC, Portalegre dos 38 ºC e Castelo Branco dos 37 ºC. O aquecimento será também evidente junto ao litoral, com máximas próximas dos 29 ºC no Porto, 28 ºC em Aveiro, 35 ºC em Leiria e 33 ºC em Lisboa.<figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-vento-ao-calor-assim-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-continental-ate-sexta-feira-1788084136406.jpg" data-image="691jwq1rhdb1"><figcaption>O tempo seco deverá predominar na sexta-feira, embora ao final da tarde possam ocorrer aguaceiros fracos e muito localizados na serra de Monchique e na zona de Santana da Serra.</figcaption></figure><p>Deverá predominar o tempo seco, embora ao<strong> final da tarde possam ocorrer aguaceiros fracos</strong> e muito localizados na serra de Monchique e na zona de Santana da Serra.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alteracao-da-circulacao-atmosferica-eis-os-efeitos-em-portugal-na-semana-entre-31-de-agosto-e-4-de-setembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Europa em família: as melhores cidades para viajar com os miúdos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/europa-em-familia-as-melhores-cidades-para-viajar-com-os-miudos.html</link><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 12:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Pequenos exploradores: as cidades europeias que as crianças vão adorar sem fazer (muitas) birras. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/europa-em-familia-as-melhores-cidades-para-viajar-com-os-miudos-1787747852006.jpeg" data-image="lemtvsfkrlzg"><figcaption>A nostalgia de adulto são as viagens de criança com os pais.</figcaption></figure><p>Quem tem crianças sabe a exigência da logística...da paciência e das birras. Para tal existem cidades mais amigáveis para as famílias por combinarem áreas verdes, infraestruturas acessíveis e uma oferta cultural adaptada aos mais novos.</p><h2>Mas quais são as cidades que preenchem estes requisitos?</h2><p><strong>Helsínquia (Finlândia)</strong>: sobressai pelas opções de lazer pensadas para todas as estações, incluindo a histórica piscina coberta Yrjönkatu e o parque de trampolins Rush. A biblioteca futurista Oodi, o Museu de História Natural e o Centro de Artes Annantalo garantem alternativas culturais e interativas durante todo o ano</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/europa-em-familia-as-melhores-cidades-para-viajar-com-os-miudos-1787745365125.png" data-image="odpa48h9oe41"><figcaption>A biblioteca Oodi disponibiliza gratuitamente impressoras 3D, máquinas de costura e estúdios de música a todos os visitantes e residentes.</figcaption></figure><p><strong>Amesterdão (Países Baixos)</strong>: perfeita para percorrer de bicicleta ou em passeios de barco pelos canais. Destaca-se pela componente científica do Museu NEMO e pela vertente histórica da Casa de Anne Frank e do Museu Van Gogh. Para desanuviar ao ar livre, o parque de arborismo Fun Forest, as quintas pedagógicas do Westerpark e os jardins de Amstelpark são paragens obrigatórias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/europa-em-familia-as-melhores-cidades-para-viajar-com-os-miudos-1787745509613.png" data-image="pn7gp81nmkky"><figcaption>A cidade tem mais bicicletas do que habitantes, resultando no resgate anual de milhares delas do fundo dos canais.</figcaption></figure><p><strong>Copenhaga (Dinamarca)</strong>: uma das capitais mais orientadas para famílias no continente. Conta com o histórico parque de atrações Tivoli, o centro de ciências Experimentarium, o Aquário Nacional e o parque de diversões Bakken. Nas imediações, a caça às esculturas de madeira "<em>The Forgotten Giants</em>" integra a natureza no itinerário.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/europa-em-familia-as-melhores-cidades-para-viajar-com-os-miudos-1787745672967.png" data-image="uxab9xy9dyis"><figcaption>Walt Disney visitou os Jardins do Tivoli na década de 50 para se inspirar antes de construir a primeira Disneyland.</figcaption></figure><p><strong>Londres (Reino Unido)</strong>: reúne clássicos como a vista do London Eye, o Hyde Park e os jardins de Kew Gardens. A oferta cultural inclui a Torre de Londres, o labirinto do Palácio de Hampton Court, lojas emblemáticas como a Hamleys e as atrações temáticas do Harry Potter e do Urso Paddington. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/europa-em-familia-as-melhores-cidades-para-viajar-com-os-miudos-1787745785604.png" data-image="7afyi9trnqvp"><figcaption>Os corvos da Torre de Londres têm estatuto protegido, pois a lenda diz que o Reino Ruirá se eles saírem.</figcaption></figure><p><strong>Glasgow (Escócia)</strong>: apresenta opções dinâmicas como o Glasgow Science Centre, o Museu Riverside (dedicado aos transportes) e o teatro mecânico Sharmanka. A cidade complementa a visita com desportos aquáticos no canal Forth and Clyde, parques de skate e vastas áreas verdes como o Pollok Country Park. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/europa-em-familia-as-melhores-cidades-para-viajar-com-os-miudos-1787747116361.png" data-image="6riz8repvq6m"><figcaption>O Pollok Park alberga um museu de arte premiado rodeado por uma famosa colónia de vacas felpudas das Terras Altas.</figcaption></figure><p><strong>Madrid (Espanha)</strong>: alia os espetáculos e musicais da Gran Vía a passeios de barco no Parque do Retiro e ao Parque de Atrações da Casa de Campo. No plano cultural, destaca-se o Museu de Ciências Naturais, a Casita-Museo del Ratón Pérez e visitas aos estádios Santiago Bernabéu e Cívitas Metropolitano. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/europa-em-familia-as-melhores-cidades-para-viajar-com-os-miudos-1787747266618.png" data-image="o26xvpleecn3"><figcaption>A estação de comboios de Atocha acolhe um jardim botânico tropical coberto com milhares de plantas de todo o mundo.</figcaption></figure><p><strong>Bruxelas (Bélgica)</strong>: alberga o pioneiro Museu das Crianças e o Instituto de Ciências Naturais, que tem a maior galeria de dinossauros da Europa. O itinerário inclui ainda o Atomium, lojas e museus dedicados à banda desenhada e o parque temático Mini-Europe. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/europa-em-familia-as-melhores-cidades-para-viajar-com-os-miudos-1787747381376.png" data-image="3dlsb7ifuw91"><figcaption>Além da estátua do menino (Manneken Pis), a cidade tem versões da mesma escultura com uma menina (Jeanneke) e um cão (Zinneke).</figcaption></figure><p><strong>Budapeste (Hungria)</strong>: surpreende com o Comboio das Crianças nas colinas de Buda operado pelos próprios estudantes, os tradicionais mercados de Natal e voos de balão de ar quente. Dispõe também de complexos aquáticos e praias urbanas, como o Palatinus Bath e a Lupa Beach.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/europa-em-familia-as-melhores-cidades-para-viajar-com-os-miudos-1787747469865.png" data-image="qkgkyp3ecm9h"><figcaption>O histórico Comboio das Crianças é operado quase na totalidade por alunos da primária, que gerem os bilhetes e a sinalização.</figcaption></figure><p> O verdadeiro valor destas escapadinhas vai muito além do itinerário ou da facilidade dos transportes. <strong>Proporcionar aos miúdos o contacto com diferentes culturas, idiomas e paisagens transforma qualquer viagem num investimento direto no seu crescimento e na sua abertura de espírito</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="734904" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-arte-de-viajar-com-criancas-licoes-de-nora-kurtin.html" title="A Arte de Viajar com Crianças: Lições de Nora Kurtin">A Arte de Viajar com Crianças: Lições de Nora Kurtin</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-arte-de-viajar-com-criancas-licoes-de-nora-kurtin.html" title="A Arte de Viajar com Crianças: Lições de Nora Kurtin"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-arte-de-viajar-com-criancas-licoes-de-nora-kurtin-1760801774824_320.jpg" alt="A Arte de Viajar com Crianças: Lições de Nora Kurtin"></a></article></aside><p>Cada museu interativo, parque natural ou experiência diferente cultiva a curiosidade e constrói uma cumplicidade única em família provando que as memórias de infância mais marcantes criam-se precisamente a explorar o mundo. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Andrade%2C%20Sara" data-year="2026" data-title="Las%2035%20mejores%20ciudades%20de%20Europa%20para%20viajar%20con%20ni%C3%B1os" data-url="https%3A%2F%2Fwww.traveler.es%2Fgalerias%2Fmejores-ciudades-de-europa-para-viajar-con-ninos">Andrade, Sara. (2026). <a href="https://www.traveler.es/galerias/mejores-ciudades-de-europa-para-viajar-con-ninos" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Las 35 mejores ciudades de Europa para viajar con niños</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/europa-em-familia-as-melhores-cidades-para-viajar-com-os-miudos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sim, pode ter uma palmeira no quintal: cuidados básicos e as melhores variedades para solo e vasos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/sim-voce-pode-ter-uma-palmeira-no-quintal-cuidados-basicos-e-as-melhores-variedades-para-solo-e-vasos.html</link><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 11:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Embora associadas a praias e ao calor constante, várias espécies resistem ao frio e prosperam em diferentes regiões. Confira dicas essenciais sobre solo, rega e variedades para transformar o seu jardim.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/si-podes-tener-una-palmera-en-tu-patio-los-cuidados-basicos-y-las-mejores-variedades-para-tierra-o-maceta-1787532224520.jpg" data-image="bufmka7azzf8" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>A palmeira acrescenta estrutura, elegância e um toque tropical único a qualquer espaço ao ar livre.</figcaption></figure><p>É inegável que uma <strong>palmeira </strong>confere um <strong>toque único a qualquer jardim</strong>. Altas e esbeltas, com uma copa densa e equilibrada, estas plantas — símbolos de climas tropicais e de relaxamento — também podem prosperar em quintais urbanos, longe da praia, conferindo um caráter distinto à sua casa.</p><p>As palmeiras pertencem à família <em>Arecaceae </em>e apresentam um hábito de crescimento muito característico. Os seus troncos não se ramificam, e as folhas emergem de uma única copa no topo, o que lhes confere uma <strong>silhueta elegante e icónica</strong>.</p><p>Além de serem<strong> altamente ornamentais</strong>, as palmeiras possuem uma longevidade extraordinária. Algumas podem sobreviver por várias décadas, ou até mesmo por mais de um século, desde que encontrem condições de cultivo favoráveis.</p><h2>Três espécies resistentes para o jardim</h2><p>Várias espécies adaptam-se muito bem a diferentes regiões do país, incluindo áreas onde as geadas são comuns. É importante<strong> escolher a variedade adequada</strong> e compreender alguns requisitos básicos de cultivo.</p><p>A<strong> palmeira-jerivá</strong> (<em><strong>Syagrus romanzoffiana</strong></em>), ou popularmente coqueiro, lidera a lista das variedades mais populares. Nativa da região litoral do Brasil, é a que apresenta o crescimento mais rápido do grupo: ganha entre 30 e 60 centímetros de altura por ano e atinge dois metros em quatro ou cinco estações.</p><p>Em espaços amplos, a sua copa expande-se por até 15 metros, e a planta<strong> tolera geadas moderadas</strong> depois de estabelecida.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/si-podes-tener-una-palmera-en-tu-patio-los-cuidados-basicos-y-las-mejores-variedades-para-tierra-o-maceta-1787532644004.jpg" data-image="3lf4vbljdm5e" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Com a sua silhueta esbelta e folhagem distinta, este ícone verde transforma o visual do pátio.</figcaption></figure><p>Para quem busca uma estrutura mais compacta, o<strong> butiá (<em>Butia odorata</em>)</strong> é a opção ideal. Nos seus estágios iniciais, cresce de 10 a 20 centímetros por ano e demora quase uma década para atingir dois metros de altura. Em contrapartida, oferece um tronco robusto, folhagem elegante de tom verde-acinzentado e uma excelente resistência ao frio.</p><p>Em regiões com invernos mais rigorosos, a <strong>palmeira-da-fortuna (<em>Trachycarpus fortunei</em>)</strong>, conhecida também como palmeira-moinho-de-vento, é a melhor alternativa. Esta suporta frio intenso e ventos gelados, mantém uma taxa de crescimento de cerca de 30 centímetros por ano e leva de seis a oito anos para se estabelecer na paisagem.</p><h2>Luz, terreno e drenagem</h2><p>As palmeiras<strong> precisam de bastante luz solar</strong> para produzir folhas saudáveis. Exigem um mínimo de seis horas de luz solar direta por dia. Apenas quando a planta é muito jovem e acaba de ser transplantada é aconselhável oferecer alguma sombra durante as horas mais quentes do verão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/si-podes-tener-una-palmera-en-tu-patio-los-cuidados-basicos-y-las-mejores-variedades-para-tierra-o-maceta-1787534012845.jpg" data-image="p9ip7h74digw" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Um espécime plantado no solo transforma instantaneamente a escala e a aparência de qualquer espaço ao ar livre.</figcaption></figure><p>O maior perigo geralmente não é o frio, mas o <strong>excesso de água</strong>. As raízes sufocam se a água ficar estagnada. Antes de plantar, é essencial abrir uma cova espaçosa, enriquecer o solo com composto bem decomposto e adicionar areia grossa caso o solo seja pesado ou argiloso.</p><h2>Dicas de irrigação, fertilização e poda</h2><p>Durante o primeiro ano após o plantio, é necessária uma rega profunda duas ou três vezes por semana para estimular o crescimento das raízes em profundidade. Uma vez estabelecida a planta, a tarefa torna-se mais simples: basta<strong> uma rega abundante sempre que a camada superficial do solo secar</strong>. No inverno, a rega deve ser menos frequente.</p><p>Se as folhas perderem o brilho ou amarelarem, o problema geralmente é nutricional. As palmeiras necessitam de potássio, magnésio e manganês. A <strong>aplicação de um fertilizante de libertação lenta no início da primavera</strong> é suficiente para manter aquela coloração verde radiante.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/si-podes-tener-una-palmera-en-tu-patio-los-cuidados-basicos-y-las-mejores-variedades-para-tierra-o-maceta-1787533190072.jpg" data-image="667cvcvmm21r" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>O contraponto visual perfeito para trazer escala, luz e frescor à casa.</figcaption></figure><p><strong>Basta eliminar as folhas completamente secas ou danificadas pelo vento</strong>. Além disso, aplica-se uma regra absoluta: o botão ou rebento central nunca deve ser cortado, pois constitui o único ponto de crescimento.</p><p>Para proteger os exemplares jovens do jardim, é aconselhável cobrir o centro com tecido anti-geada durante os dois primeiros invernos.</p><h2>Cultivo em vasos: sol, ritmo e desenvolvimento</h2><p><strong>Cultivar uma palmeira num vaso limita o espaço para as raízes</strong>, reduzindo assim a sua taxa de crescimento natural. Enquanto um exemplar jovem plantado no solo pode crescer de 30 a 60 centímetros por ano, esta taxa cai para cerca de 10 a 20 centímetros anuais quando é cultivado num vaso de bom tamanho.</p><p>Uma<strong> palmeira Kentia ou Areca</strong> pode demorar de cinco a sete anos para atingir dois metros de altura quando cultivada em vaso. Isto permite um crescimento muito mais controlado e manejável, tornando-as <strong>adequadas para espaços pequenos</strong>.</p><p>Quanto à luminosidade, as espécies mais populares para cultivo em vasos em pátios, varandas ou terraços cobertos — como a Kentia, a Areca ou a <em>Chamaedorea elegans </em>— não toleram a luz solar direta intensa tão bem quanto as variedades plantadas no solo. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-plantas-que-te-podem-ajudar-a-transformar-uma-pequena-varanda-num-mini-jardim.html" title="As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda num mini-jardim">As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda num mini-jardim</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-plantas-que-te-podem-ajudar-a-transformar-uma-pequena-varanda-num-mini-jardim.html" title="As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda num mini-jardim"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/las-plantas-que-pueden-ayudarte-a-transformar-un-balcon-pequeno-en-un-mini-jardin-1784951323175_320.png" alt="As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda num mini-jardim"></a></article></aside><p>Estas preferem<strong> luz abundante, porém indireta</strong>, ou o sol suave do início da manhã. O sol direto do meio-dia no verão tende a queimar as suas frondes e fazer com que as folhas fiquem amareladas.</p><p>Além do seu ar tropical, estas plantas adaptam-se muito bem às nossas estações e representam um investimento de longo prazo que transforma completamente um espaço ao ar livre.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/sim-voce-pode-ter-uma-palmeira-no-quintal-cuidados-basicos-e-as-melhores-variedades-para-solo-e-vasos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Porque estão a desaparecer os grandes herbívoros africanos? A resposta está na evolução]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/porque-estao-a-desaparecer-os-grandes-herbivoros-africanos-a-resposta-esta-na-evolucao.html</link><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 10:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>África já foi povoada por uma diversidade extraordinária de gigantes ao longo de milhões de anos, porém, a evolução deixou de conseguir repor as espécies perdidas. Descubra mais sobre este tema!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/porque-estao-a-desaparecer-os-grandes-herbivoros-africanos-a-resposta-esta-na-evolucao-1787864478006.jpg" data-image="8hocqge21idj" alt="Elefante" title="Elefante"><figcaption>Os grandes herbívoros africanos, como os elefantes e os hipopótamos, são sobreviventes de uma linhagem evolutiva que perdeu diversidade ao longo de milhões de anos.</figcaption></figure><p><br>Durante milhões de anos, África foi <strong>palco de uma extraordinária diversidade de grandes herbívoros. Elefantes, hipopótamos, rinocerontes</strong> e numerosos parentes hoje desaparecidos moldaram as paisagens do continente.</p><p>No entanto, a diversidade destes gigantes foi diminuindo progressivamente. Todavia, uma nova investigação sugere agora que a explicação não está, como se pensava, numa maior vulnerabilidade à extinção, mas numa <strong>dificuldade muito mais silenciosa como a incapacidade de gerar novas espécies</strong> ao mesmo ritmo que os animais mais pequenos.</p><h2>Uma história evolutiva de 23 milhões de anos</h2><p>Segundo a investigação, publicada na revista <em>Nature Communications</em>, que reconstrói a <strong>evolução dos grandes herbívoros africanos ao longo de 23 milhões de anos</strong>, os investigadores analisaram 3,327 registos fósseis correspondentes a 396 espécies, incluindo hipopótamos, antílopes, girafas e outros ungulados.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774538" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-maior-migracao-biologica-de-mamiferos-do-mundo-no-serengeti.html" title="A maior migração biológica de mamíferos do mundo no Serengeti (África)">A maior migração biológica de mamíferos do mundo no Serengeti (África)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-maior-migracao-biologica-de-mamiferos-do-mundo-no-serengeti.html" title="A maior migração biológica de mamíferos do mundo no Serengeti (África)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-maior-migracao-biologica-de-mamiferos-do-mundo-1781782955657_320.png" alt="A maior migração biológica de mamíferos do mundo no Serengeti (África)"></a></article></aside><p>O modelo utilizado cruzou diferentes características, como a massa corporal, a anatomia dos dentes, as relações evolutivas entre as espécies e as alterações ambientais que ocorreram no continente, com o <strong>objetivo de perceber não apenas quantas espécies desapareceram, mas também com que frequência surgiram novas espécies</strong>.</p><p>Esta distinção é fundamental, pois <strong>uma linhagem pode manter a sua diversidade ao longo do tempo</strong> se as extinções forem compensadas pelo aparecimento de novas espécies. Quando essa renovação deixa de acontecer, mesmo uma taxa de extinção relativamente baixa pode conduzir, a longo prazo, ao declínio da diversidade.</p><h2>Os gigantes não estão a morrer mais depressa</h2><p>A ideia tradicional de que os grandes mamíferos seriam particularmente vulneráveis à extinção não encontra, neste estudo, o apoio esperado. Pelo contrário, os investigadores verificaram que <strong>as espécies de maior porte apresentam taxas de extinção intrinsecamente mais baixas </strong>do que muitas espécies menores.</p><p>O problema está no outro lado da equação, os <strong>megaherbívoros</strong>, definidos no estudo como animais com mais de uma tonelada, originavam novas espécies muito mais lentamente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/porque-estao-a-desaparecer-os-grandes-herbivoros-africanos-a-resposta-esta-na-evolucao-1787864537544.jpg" data-image="6eegqi9wk203" alt="Hipopótamo" title="Hipopótamo"><figcaption>A crescente aridificação de África terá dificultado o aparecimento de novas espécies de grandes herbívoros, contribuindo para o seu declínio progressivo.</figcaption></figure><p>Em períodos de elevada aridez, os <strong>herbívoros com menos de 45 kg extinguiam-se apenas cerca de 15% mais depressa </strong>do que os animais com mais de uma tonelada, mas conseguiam gerar novas espécies a um ritmo 2,2 vezes superior.</p><p>Esta diferença aparentemente pequena tornou-se decisiva ao longo de milhões de anos. Enquanto os <strong>herbívoros pequenos e médios conseguiam compensar as perdas através da especiação</strong>, os grandes linhagens não produziam espécies suficientes para substituir as que desapareciam.</p><h2>Quando África começou a ficar mais seca</h2><p>A <strong>transformação climática do continente parece ter agravado este desequilíbrio</strong>. Há cerca de 7,2 milhões de anos, África entrou numa fase de crescente aridificação, acompanhada por profundas alterações na vegetação e pela expansão de ambientes mais abertos.</p><p>Inicialmente, este processo estimulou tanto o aparecimento como o desaparecimento de espécies. Mas, <strong>há aproximadamente 3,6 milhões de anos, a taxa de especiação começou a estabilizar</strong>, enquanto as extinções continuaram a aumentar.</p><div class="texto-destacado">"<strong>As taxas de especiação nos maiores herbívoros são intrinsecamente baixas e, em algumas linhagens, foram reduzidas em resposta ao aumento da aridificação durante os últimos 5 milhões de anos.</strong>" De acordo com o artigo da <em>Nature.</em></div><p>A situação agravou-se com o início do <strong>Pleistoceno</strong>, há cerca de 2,58 milhões de anos, quando as <strong>taxas de extinção aceleraram e provocaram perdas generalizadas de diversidade entre os herbívoros</strong>. A aridificação parece ter tido um impacto particularmente forte nos gigantes.</p><p>Segundo os investigadores, <strong>o aumento da aridez reduziu em cerca de 20% a taxa de aparecimento de novas espécies</strong> entre os megaherbívoros, ao mesmo tempo que favoreceu a diversificação dos ungulados mais pequenos.</p><h2>Uma paisagem que perdeu os seus gigantes</h2><p>Entre as vítimas desta longa transformação encontram-se <strong>grupos completamente desaparecidos, como os <em>Deinotherium</em>, parentes dos elefantes </strong>com enormes presas orientadas para baixo, e os antracoterídeos, familiares distantes dos hipopótamos.</p><p>O declínio, portanto, não aconteceu de repente. A investigação mostra que <strong>a perda de diversidade dos grandes herbívoros começou muito antes das grandes extinções do final do Pleistoceno</strong> e, sobretudo, antes de os seres humanos possuírem capacidade tecnológica para caçar animais deste tamanho.</p><p>Isto não significa que a ação humana seja irrelevante. <strong>A caça, a transformação dos habitats</strong> e outras pressões podem ter contribuído para algumas das desaparecimentos mais recentes.</p><p>Contudo, os resultados indicam que <strong>não foram a principal explicação para o declínio </strong>generalizado observado ao longo de milhões de anos.</p><h2>O papel dos engenheiros dos ecossistemas</h2><p>A perda destes animais tem consequências que vão muito além da simples redução do número de espécies. Os <strong>megaherbívoros são verdadeiros engenheiros dos ecossistemas</strong>, ao alimentarem-se, pisarem a vegetação, abrirem caminhos, derrubarem árvores ou movimentarem nutrientes, alteram fisicamente os ambientes onde vivem.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="727949" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-elefantes-e-o-ebano-estudo-revela-colapso-de-mutualismo-vital-nas-florestas-africanas.html" title="Os elefantes e o ébano: estudo revela colapso de mutualismo vital nas florestas africanas">Os elefantes e o ébano: estudo revela colapso de mutualismo vital nas florestas africanas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-elefantes-e-o-ebano-estudo-revela-colapso-de-mutualismo-vital-nas-florestas-africanas.html" title="Os elefantes e o ébano: estudo revela colapso de mutualismo vital nas florestas africanas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sem-elefantes-nao-ha-ebano-estudo-revela-colapso-de-mutualismo-vital-nas-florestas-africanas-1757063143469_320.png" alt="Os elefantes e o ébano: estudo revela colapso de mutualismo vital nas florestas africanas"></a></article></aside><p>Por isso, a redução da sua diversidade significa também a <strong>perda de determinadas funções ecológicas</strong>. A África atual conserva ainda alguns dos seus grandes herbívoros mais emblemáticos, mas o estudo revela ainda que os ecossistemas africanos do passado eram sustentados por uma variedade muito maior de gigantes.</p><p>No caso dos grandes herbívoros africanos, a resposta parece estar precisamente aí. Durante milhões de anos, <strong>a evolução deixou de produzir novos gigantes</strong> à velocidade necessária para compensar as perdas.</p><p>E, à medida que África se tornou mais seca e menos produtiva, essa capacidade de renovação diminuiu ainda mais. O resultado foi uma <strong>lenta erosão da diversidade, não causada apenas por demasiadas extinções, mas também pela falta de novas espécies</strong> capazes de ocupar o lugar das que desapareciam.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Juan%20L.%20Cantalapiedra%2C%20Ignacio%20A.%20Lazagabaster%2C%20Fernando%20Blanco%2C%20Torsten%20Hauffe%2C%20Faysal%20Bibi%2C%20Mar%C3%ADa%20R%C3%ADos%2C%20Bastien%20Mennecart%2C%20Juha%20Saarinen%2C%20Daniele%20Silvestro%2C%20Manuel%20Hern%C3%A1ndez%20Fern%C3%A1ndez%20%26%20Oscar%20Sanisidro" data-year="2026" data-title="Lower%20speciation%2C%20not%20higher%20extinction%2C%20drove%20African%20megaherbivore%20diversity%20collapse" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41467-026-76105-2">Juan L. Cantalapiedra, Ignacio A. Lazagabaster, Fernando Blanco, Torsten Hauffe, Faysal Bibi, María Ríos, Bastien Mennecart, Juha Saarinen, Daniele Silvestro, Manuel Hernández Fernández & Oscar Sanisidro. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41467-026-76105-2" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Lower speciation, not higher extinction, drove African megaherbivore diversity collapse</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/porque-estao-a-desaparecer-os-grandes-herbivoros-africanos-a-resposta-esta-na-evolucao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Flores, néctar e vida: as plantas que transformam a sua varanda num refúgio para abelhas e outros polinizadores]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/flores-nectar-e-vida-as-plantas-que-transformam-a-sua-varanda-num-refugio-para-abelhas-e-outros-polinizadores.html</link><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Transformar a sua varanda num refúgio para abelhas e outros polinizadores é simples: basta escolher plantas floridas e ricas em néctar que forneçam alimento, cor e biodiversidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/flores-nectar-y-vida-las-plantas-que-convierten-tu-balcon-en-un-refugio-para-abejas-y-otros-polinizadores-1787587281922.jpeg" data-image="9ncxtllzicfo" alt="Imagem 1" title="Imagem 1"><figcaption>A sua varanda pode tornar-se um oásis para insetos.</figcaption></figure><p>Ao contrário do que se possa pensar, <strong>as cidades podem ser também espaços importantes para a biodiversidade</strong>. Embora o pavimento, os edifícios e a falta de espaços verdes dificultem a vida a muitos insetos, as varandas, os terraços e os pátios podem servir como pequenas ilhas de vegetação.</p><p>Com apenas algumas plantas cuidadosamente selecionadas, <strong>é possível criar "pontos de paragem" para abelhas, borboletas e outros polinizadores </strong>que desempenham um papel importante no ambiente e no ecossistema.</p><p>Além de conferirem cor e fragrância à casa, estas plantas fornecem recursos essenciais como o néctar e o pólen. <strong>O segredo está em selecionar espécies que produzam muitas flores</strong> e, sempre que possível, escalonar os seus períodos de floração para manter o alimento disponível durante mais tempo.</p><h2>Calêndulas: cor e alimento para os polinizadores</h2><p>As <strong>malmequeres estão entre as plantas mais interessantes para ter numa varanda</strong>. As suas flores vêm geralmente em tons de amarelo e laranja, proporcionando um apelo visual evidente, além de servirem como fonte de alimento para diversos insetos.</p><p>É <strong>relativamente fácil de cultivar e adapta-se bem a vasos</strong>. Necessita de um local luminoso e de um solo com boa drenagem. Embora tolere alguma seca depois de estabelecida, a rega regular estimulará um período de floração mais longo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780447" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-5-plantas-mais-inusitadas-para-cultivar-em-casa-parecem-ser-de-outro-planeta.html" title="As 5 plantas mais inusitadas para cultivar em casa: parecem ser de outro planeta!">As 5 plantas mais inusitadas para cultivar em casa: parecem ser de outro planeta!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-5-plantas-mais-inusitadas-para-cultivar-em-casa-parecem-ser-de-outro-planeta.html" title="As 5 plantas mais inusitadas para cultivar em casa: parecem ser de outro planeta!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/le-5-piante-piu-insolite-da-coltivare-in-casa-sembrano-arrivate-da-un-altro-pianeta-1784222155463_320.jpeg" alt="As 5 plantas mais inusitadas para cultivar em casa: parecem ser de outro planeta!"></a></article></aside><p>Para beneficiar os polinizadores, é <strong>melhor evitar o uso de inseticidas</strong>, especialmente durante a época de floração. Remover as flores murchas pode estimular o aparecimento de novas flores e manter a varanda florida durante mais tempo.</p><h2>Alfazema: fragrância, flores e biodiversidade</h2><p>A lavanda é outra <strong>excelente opção para transformar um terraço ou varanda num espaço favorável aos polinizadores</strong>. As suas espigas de flores produzem néctar e são especialmente atraentes para as abelhas.</p><p>Além disso, apresenta uma importante vantagem para os espaços urbanos: é uma planta mediterrânica que tolera muito bem o calor e, uma vez devidamente estabelecida, pode <strong>suportar períodos de disponibilidade limitada de água</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/flores-nectar-y-vida-las-plantas-que-convierten-tu-balcon-en-un-refugio-para-abejas-y-otros-polinizadores-1787587437519.jpeg" data-image="bxjid7oa0wx2" alt="Imagem 2" title="Imagem 2"><figcaption>Além de embelezar a sua varanda ou terraço, a lavanda pode proporcionar um refúgio ideal para muitos polinizadores.</figcaption></figure><p> Para cultivar lavanda com sucesso num vaso, é essencial <strong>fornecer luz solar suficiente e utilizar um vaso com boa drenagem</strong>, pois o excesso de humidade pode danificar seriamente as raízes. Por isso, é melhor ser moderado na rega. </p><h2>Criação de “pontos de paragem” para polinizadores</h2><p>Uma única varanda não resolverá a perda de habitats naturais, mas <strong>várias varandas juntas podem ter um impacto significativo</strong>. Quando diferentes casas incorporam plantas com flores, criam rapidamente uma rede de pequenos pontos de alimentação que podem ajudar os polinizadores a deslocarem-se em ambientes urbanos.</p><p><strong>Estes "pontos de paragem" funcionam como pequenas estações espalhadas pela cidade</strong>. Uma abelha pode encontrar alimento num terraço, deslocando-se depois para um jardim próximo e continuando até outra varanda florida. Quanto mais destes pontos existirem, maior será a oportunidade de ligar espaços verdes que, de outra forma, permaneceriam isolados.</p><div class="texto-destacado">As varandas não podem substituir parques, jardins, campos ou áreas selvagens, mas podem complementar estes espaços e aumentar a disponibilidade de recursos.</div><p>Este conceito é particularmente importante em cidades onde as áreas naturais estão fragmentadas.</p><h2>Mais diversidade, mais oportunidades</h2><p>Juntamente com as malmequeres e a lavanda, <strong>a incorporação de diferentes espécies pode proporcionar flores com uma variedade de formas</strong>, cores e períodos de floração.</p><div class="texto-destacado">A diversidade vegetal é, sem dúvida, uma das melhores ferramentas para incentivar a presença de insetos em ambientes urbanos.<br></div><p> Plantas aromáticas como o <strong>alecrim, o tomilho e o manjericão também podem ser valiosas</strong> quando estão em flor. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/flores-nectar-y-vida-las-plantas-que-convierten-tu-balcon-en-un-refugio-para-abejas-y-otros-polinizadores-1787587713541.jpeg" data-image="9v3q858gpbwr" alt="Imagem 3" title="Imagem 3"><figcaption>Uma varanda repleta de biodiversidade, com plantas visualmente impressionantes que são ideais para os polinizadores.</figcaption></figure><p>Em vez de encher um terraço com uma única espécie ornamental, a combinação de várias plantas diferentes pode proporcionar recursos para mais meses do ano.</p><p>Também é uma boa ideia <strong>tornar algumas áreas um pouco menos "perfeitas"</strong>. Nem todas as folhas precisam de estar impecáveis, nem todas as flores murchas precisam de ser removidas imediatamente. Uma varanda concebida a pensar na biodiversidade pode ter um aspeto um pouco mais natural.</p><h2>Um pequeno gesto com um impacto coletivo</h2><p>Transformar um vaso de flores num local de alimentação para abelhas pode parecer um pequeno gesto, mas <strong>o efeito combinado de muitos espaços pequenos pode fazer a diferença</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769748" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-luta-pela-sobrevivencia-da-borboleta-que-depende-dos-incendios-para-sobreviver.html" title="A luta pela sobrevivência da borboleta que depende dos incêndios para sobreviver">A luta pela sobrevivência da borboleta que depende dos incêndios para sobreviver</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-luta-pela-sobrevivencia-da-borboleta-que-depende-dos-incendios-para-sobreviver.html" title="A luta pela sobrevivência da borboleta que depende dos incêndios para sobreviver"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-luta-pela-sobrevivencia-da-borboleta-bartram-s-scrub-hairstreak-que-dependem-dos-incendios-para-sobreviver-1779277023688_320.png" alt="A luta pela sobrevivência da borboleta que depende dos incêndios para sobreviver"></a></article></aside><p>Escolher malmequeres, lavanda e outras plantas com flor, reduzir o uso de pesticidas e manter as flores em diferentes alturas do ano pode<strong> transformar um espaço quotidiano num pequeno refúgio para a biodiversidade</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/flores-nectar-e-vida-as-plantas-que-transformam-a-sua-varanda-num-refugio-para-abelhas-e-outros-polinizadores.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vasos ao sol: porque é que a raiz coze antes de a planta secar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/vasos-ao-sol-porque-e-que-a-raiz-coze-antes-de-a-planta-secar.html</link><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 08:06:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Rega todos os dias, a terra até está húmida, e a planta continua a murchar. O que está a falhar não é a água, é a temperatura a que as raízes estão a viver dentro daquele vaso.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/vasos-ao-sol-porque-e-que-a-raiz-coze-antes-de-a-planta-secar-1787845646626.png" data-image="8mrx0u7cmbbw"><figcaption>Numa varanda, os vasos apanham sol de vários lados e aquecem muito mais do que a terra do chão.</figcaption></figure><p>Há uma frustração muito comum nas varandas em agosto. <strong>A planta murcha ao meio da tarde, rega-se logo a seguir, e no dia seguinte está pior</strong>. Rega-se outra vez, com mais água, e ao fim de uma semana está perdida.</p><p>A conclusão habitual é que faltou água. Na maioria dos casos sobrou, e o que faltou foi perceber que aquela raiz esteve a viver a temperaturas que nenhuma planta aguenta.</p><h2>No chão, a terra protege. No vaso, não</h2><p>Numa horta, a terra funciona como um amortecedor enorme. A superfície aquece com o sol, mas a poucos centímetros de profundidade a temperatura mantém-se muito mais estável, e é aí que estão as raízes.</p><p><strong>Um vaso não tem essa massa de terra a proteger</strong>. É um volume pequeno, com paredes finas expostas ao sol de todos os lados, e aquece por fora para dentro em vez de aquecer só de cima.</p><div class="texto-destacado"><strong>Stress radicular por calor</strong> <br><br>Acontece quando a temperatura dentro do vaso sobe acima do que as raízes toleram, tipicamente a partir dos 35 ºC. As raízes finas, que são as que absorvem água, param de funcionar e começam a morrer. A planta fica com água ao lado e sem capacidade de a ir buscar.</div><p>É este o motivo do paradoxo. A terra está molhada, o dedo confirma que está molhada, e a planta murcha na mesma. Não é falta de água, é <strong>falta de raízes capazes de a absorver</strong>.</p><h2>O material do vaso decide muito</h2><p>Nem todos os vasos aquecem da mesma maneira, e a diferença entre um e outro é maior do que se imagina. <strong>Na tabela abaixo,</strong> pode analisar as características dos diferentes tipos de vaso, como se comporta ao sol e se é ou não é adequado para o verão.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Tipo de vaso</p></th><th scope="col"><p>Como se comporta ao sol</p></th><th scope="col"><p>Adequado para o verão</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Plástico preto</p></td><td><p>Absorve muito calor e aquece depressa</p></td><td><p>O pior de todos</p></td></tr><tr><td><p>Plástico claro</p></td><td><p>Reflete parte da radiação</p></td><td><p>Aceitável</p></td></tr><tr><td><p>Barro sem esmalte</p></td><td><p>Perde calor por evaporação nas paredes</p></td><td><p>O melhor</p></td></tr><tr><td><p>Metal</p></td><td><p>Aquece muito e transmite calor de imediato</p></td><td><p>A evitar</p></td></tr><tr><td><p>Vaso grande</p></td><td><p>Muito volume de terra, aquece devagar</p></td><td><p>Bom</p></td></tr><tr><td><p>Vaso pequeno</p></td><td><p>Pouca terra, aquece e seca depressa</p></td><td><p>Arriscado</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Características principais dos principais tipos de vasos.Fonte: elaboração própria.</td></tr></tbody></table><p>O barro por cozer tem uma vantagem que raramente se explica. A água atravessa lentamente as paredes porosas e, ao evaporar à superfície, arrefece o vaso, tal como acontece num púcaro. Custa mais rega, mas <strong>mantém a raiz vários graus mais fresca</strong>.</p><p>Um vaso de plástico preto ao sol da tarde pode<strong> ultrapassar os 45 ºC </strong>lá dentro. Nenhuma raiz trabalha a essa temperatura.</p><h2>O que fazer, e é mais simples do que parece</h2><p>A solução não passa por regar mais. Passa por <strong>baixar a temperatura do vaso</strong>.</p><p>Encoste os vasos uns aos outros. Um conjunto junto faz sombra a si próprio e as laterais expostas passam de quatro para uma ou duas. É a <strong>medida mais barata de todas e nota-se logo</strong>.</p><p>Levante os vasos do chão, sobretudo se estiverem sobre pedra, cimento ou azulejo, que devolvem calor por baixo durante toda a tarde. Uns <strong>calços ou um estrado resolvem</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vasos-ao-sol-porque-e-que-a-raiz-coze-antes-de-a-planta-secar-1787845851281.png" data-image="6erlm65id3vd"><figcaption>Floreiras escuras assentes no chão, a combinação que mais aquece as raízes numa varanda de verão.</figcaption></figure><p><strong>Cubra a superfície da terra com uma camada fina de casca, palha ou argila expandida</strong>. Reduz a evaporação e evita que o sol bata diretamente no substrato.</p><p>E, se puder, use o truque do vaso duplo. Um vaso dentro de outro maior, com o espaço entre os dois preenchido com casca ou argila, cria uma<strong> camada isolante que faz uma diferença enorme nas horas de maior calor</strong>.</p><h2>O erro que agrava tudo</h2><p>Muita gente, ao ver a planta murcha ao meio da tarde, rega imediatamente com água abundante. É a <strong>pior altura possível</strong>.</p><p>Nessa hora o substrato está quente e o pouco de raiz que ainda funciona está sob pressão. <strong>Encharcar um vaso quente enche os espaços de ar com água</strong>, e uma raiz debilitada sem oxigénio apodrece em poucos dias. É assim que muita planta que ainda tinha salvação acaba por morrer.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776291" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/6-regras-para-proteger-as-plantas-em-vasos-do-calor-abrasador.html" title="6 regras para proteger as plantas em vasos do calor abrasador">6 regras para proteger as plantas em vasos do calor abrasador</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/6-regras-para-proteger-as-plantas-em-vasos-do-calor-abrasador.html" title="6 regras para proteger as plantas em vasos do calor abrasador"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/6-regole-per-proteggere-le-piante-in-vaso-dal-caldo-torrido-1781977642001_320.jpeg" alt="6 regras para proteger as plantas em vasos do calor abrasador"></a></article></aside><p><strong>Se a vir murcha à tarde, mova-a para a sombra e espere</strong>. Muitas recuperam sozinhas ao fim do dia, porque a murchidão das horas quentes é por vezes apenas um mecanismo de defesa temporário. Regue de manhã cedo, que é quando o substrato está mais fresco e a água aproveita.</p><p>Nas próximas semanas, olhe para dois valores na previsão da sua zona:<strong> a máxima e o índice UV</strong>. Se anunciarem máximas acima dos 32 ºC com índice UV elevado, como acontece com frequência em Évora ou em Faro, mude os vasos para um sítio com sol só de manhã. <strong>Vale mais uma planta com meio dia de sol do que uma planta com raiz cozida</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/vasos-ao-sol-porque-e-que-a-raiz-coze-antes-de-a-planta-secar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aït Ben Haddou: o tesouro de adobe no deserto que dá vida aos grandes mundos da Antiguidade]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ait-ben-haddou-o-tesouro-de-adobe-no-deserto-que-da-vida-aos-grandes-mundos-da-antiguidade.html</link><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 07:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Um impressionante complexo de edifícios protegido por altas muralhas, este povoado tradicional pré-saariano situa-se no coração do deserto marroquino e merece uma visita.</p><figure id="first-image"><a href="https://whc.unesco.org/en/list/444/gallery/" target="_blank"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ait-ben-haddou-el-tesoro-de-adobe-en-el-desierto-que-revive-los-grandes-mundos-de-la-antiguedad-1787187495249.jpg" data-image="tgg7jpg27w1b" alt="É uma das regiões mais extraordinárias de África, com paisagens incríveis. Imagem: UNESCO - Jean-Jacques Gelbart." title="É uma das regiões mais extraordinárias de África, com paisagens incríveis. Imagem: UNESCO - Jean-Jacques Gelbart."></a><figcaption>É uma das regiões mais extraordinárias de África, com paisagens incríveis. Imagem: UNESCO - Jean-Jacques Gelbart.</figcaption></figure><p>Este complexo único e belíssimo representa <strong>um dos mais impressionantes tesouros arquitetónicos do Norte de África</strong>. A sua arquitetura cativa os visitantes que viajam de todo o mundo para o ver.</p><p>Designada Património Mundial da UNESCO em 1987, esta notável aldeia fortificada está protegida por muros altos e perdura há séculos. Este é o <strong>Aït Ben Haddou, em Marrocos</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Esta antiga fortaleza representa um dos mais valiosos tesouros arquitectónicos do Norte de África.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Esta antiga fortaleza representa um dos mais belos tesouros arquitetónicos do Norte de África. Estrategicamente localizado no sopé da Cordilheira do Alto Atlas, o <strong>impressionante sítio resistiu à passagem dos séculos</strong>, com a sua arquitetura de terra a permanecer em grande parte intacta.</p><p>Situada a cerca de 190 quilómetros de Marraquexe, a vila é um destino popular para os turistas que exploram a região em redor da chamada "Cidade Vermelha". É também considerado<strong> um dos locais mais bonitos de Marrocos</strong> e um destino imperdível para os viajantes que exploram o deserto africano.</p><h2>Um destino popular para o turismo regional</h2><p>A arquitetura das estruturas conhecidas como "kasbahs", ou simplesmente "kasbah", apresenta<strong> complexos coroados por torres defensivas semelhantes às dos castelos medievais</strong>. Historicamente, eram grandes povoados berberes rodeados por muralhas concebidas para proteger as suas casas, palmeirais e plantações.</p><figure><a href="https://whc.unesco.org/en/list/444/" target="_blank"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ait-ben-haddou-el-tesoro-de-adobe-en-el-desierto-que-revive-los-grandes-mundos-de-la-antiguedad-1787187265041.jpg" data-image="ubt2y78he3to" alt="A cor singular das suas fachadas chama imediatamente a atenção. Imagem: UNESCO - Jean-Jacques Gelbart." title="A cor singular das suas fachadas chama imediatamente a atenção. Imagem: UNESCO - Jean-Jacques Gelbart."></a><figcaption>A cor singular das suas fachadas chama imediatamente a atenção. Imagem: UNESCO - Jean-Jacques Gelbart.</figcaption></figure><p>Formaram grandes comunidades comerciais e agrícolas com uma interpretação peculiar do Islão.<strong> Estas estruturas estão entre as mais bem preservadas de Marrocos</strong> e são das mais impressionantes do país.</p><p>Embora a data exata da sua construção seja desconhecida, trata-se claramente de um povoado muito antigo, <strong>protegido pelas autoridades desde 1953</strong>. Os visitantes podem admirar as suas construções enquanto aprendem mais sobre a sua história através das várias lendas associadas ao local.</p><h3>Cenário de inúmeras séries de TV e filmes</h3><p>Este impressionante Património Mundial serviu de cenário para inúmeras séries de televisão e filmes, incluindo grandes produções como <strong>Gladiador, Alexandre, Príncipe da Pérsia, A Última Tentação de Cristo, Jesus de Nazaré e A Guerra dos Tronos</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Este impressionante Património Mundial serviu de cenário a inúmeras séries televisivas e filmes, incluindo diversas produções importantes e de grande sucesso comercial.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Além de estar rodeada por muralhas, <strong>a casbá possui duas portas que controlam o acesso à aldeia</strong>. A sua planta divide-se em duas áreas: uma secção pública que alberga a mesquita, a escola corânica e a praça pública, e uma secção privada onde se encontram as residências das famílias nobres, com os seus detalhes decorativos.</p><h2>Visitar o Aït Ben Haddou é uma experiência única</h2><p>Este destino marroquino é também <strong>conhecido pelo seu artesanato, lojas e oficinas</strong>. Os visitantes podem comprar produtos regionais tradicionais, como joias, cerâmica, têxteis e tapetes. Percorrer as suas ruas revela inúmeros detalhes esculpidos e arquitetónicos, varandas com treliças de madeira e portas ricamente ornamentadas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="754634" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-cidade-mais-bonita-do-norte-de-marrocos-tem-paredes-e-portas-azuis-onde-fica-o-que-ver-e-como-la-chegar.html" title="A cidade mais bonita do norte de Marrocos tem paredes e portas azuis: onde fica, o que ver e como lá chegar">A cidade mais bonita do norte de Marrocos tem paredes e portas azuis: onde fica, o que ver e como lá chegar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-cidade-mais-bonita-do-norte-de-marrocos-tem-paredes-e-portas-azuis-onde-fica-o-que-ver-e-como-la-chegar.html" title="A cidade mais bonita do norte de Marrocos tem paredes e portas azuis: onde fica, o que ver e como lá chegar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-cidade-mais-bonita-do-norte-de-marrocos-tem-paredes-e-portas-azuis-onde-fica-o-que-ver-e-como-la-chegar-1771345856306_320.jpg" alt="A cidade mais bonita do norte de Marrocos tem paredes e portas azuis: onde fica, o que ver e como lá chegar"></a></article></aside><p>Os <strong>viajantes podem explorar a região por conta própria ou contratar uma agência de turismo</strong> com guias especializados. Caso optem por contratar um guia, é importante combinar o preço antes do início do passeio. A gastronomia local é variada, existindo também opções de comida internacional.</p><p>Os visitantes<strong> podem também comprar especiarias e produtos alimentares locais</strong>, como figos secos, tâmaras, óleo de argão e tajine, o popular prato marroquino. A negociação é uma prática comum na cultura marroquina quando se faz compras em lojas e mercados.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ait-ben-haddou-o-tesouro-de-adobe-no-deserto-que-da-vida-aos-grandes-mundos-da-antiguidade.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temperaturas poderão alcançar os 38 ºC em breve: eis as zonas mais quentes do país entre os dias 2 e 4 de setembro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-poderao-alcancar-os-38-c-em-breve-eis-as-zonas-mais-quentes-do-pais-entre-os-dias-2-e-4-de-setembro.html</link><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 06:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os termómetros voltarão a subir a partir do dia 2 de setembro e podem alcançar os 38 ºC em alguns pontos do interior.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb26fcq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb26fcq.jpg" id="xb26fcq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As temperaturas máximas em Portugal Continental subiram, mas ainda assim <strong>mantêm-se abaixo da média</strong>, de acordo com os nossos mapas de anomalia térmica. Para hoje, domingo, esperam-se valores compreendidos entre os 21 ºC em Viana do Castelo e os 31 ºC em Beja.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Desta forma, o Baixo Alentejo, o Algarve e alguns locais dos distritos de Lisboa e Setúbal deverão ser as únicas zonas do país a <strong>registar anomalias térmicas nulas ou ligeiramente positivas</strong>, o restante território deverá manter valores abaixo da normal climatológica de referência.</p><h2>Entre quarta e sexta-feira o calor poderá instalar-se em boa parte do país</h2><p>Ainda que entre segunda e terça-feira se denote uma ligeira subida das temperaturas ao longo da faixa interior, deverá ser a partir de quarta-feira que se sentirá uma subida mais acentuada, especialmente no Norte do país. Para esse dia, esperam-se entre os 21 ºC em Aveiro e os 33 ºC em Évora e Beja. Com esta subida,<strong> as anomalias térmicas positivas, ou valores acima da média, voltam a cobrir uma boa parte do território</strong>, com exceção de algumas localidades do litoral entre o Porto e Leiria e alguns pontos do Algarve, especialmente no Barlavento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-poderao-alcancar-os-38-c-em-breve-eis-as-zonas-mais-quentes-do-pais-entre-os-dias-2-e-4-de-setembro-1788026217694.jpg" data-image="jdlj6po11nk7" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Os termómetros poderão voltar a aproximar-se dos 40 ºC já na próxima quinta-feira, dia 3 de setembro.</figcaption></figure><p><strong>Quinta-feira poderá ser um dos dias mais quentes da semana</strong>, com valores máximos esperados entre os 22 ºC em Viana do Castelo e Aveiro e os 36 ºC em Beja. <strong>Destaque para o Vale do Douro</strong> que, como podemos observar no mapa acima, <strong>poderá registar até 38 ºC</strong>, assim como alguns pontos da Beira Baixa, fazendo destas regiões as mais quentes do país nesse dia, caso esta previsão se mantenha.</p><p>Algumas zonas do Ribatejo poderão contar com temperaturas máximas até 37 ºC e o Baixo Alentejo deverá registar até 36 ºC. De acordo com a mais recente atualização do nosso modelo de referência, ECMWF, o mapa de anomalia térmica indica <strong>valores de até 8 ºC acima da média, para o Nordeste Transmontano</strong>.</p><h2>No sábado, as temperaturas podem voltar a descer</h2><p>Ainda que na sexta-feira as temperaturas se devam manter idênticas ou até mesmo ligeiramente superiores às de quinta-feira, principalmente no interior do país, <strong>é expectável que no sábado os termómetros voltem a baixar</strong>. Segundo o mapa de temperatura para o dia 5 de setembro, é esperada uma descida significativa e generalizada dos valores, devendo o Vale do Douro manter valores acima de 30 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786070" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-8-c-acima-da-media-as-temperaturas-poderao-subir-de-forma-acentuada-a-partir-do-dia-2-de-setembro.html" title="Até 8 ºC acima da média: as temperaturas poderão subir de forma acentuada a partir do dia 2 de setembro">Até 8 ºC acima da média: as temperaturas poderão subir de forma acentuada a partir do dia 2 de setembro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-8-c-acima-da-media-as-temperaturas-poderao-subir-de-forma-acentuada-a-partir-do-dia-2-de-setembro.html" title="Até 8 ºC acima da média: as temperaturas poderão subir de forma acentuada a partir do dia 2 de setembro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/subida-dos-termometros-ate-5-c-entre-terca-e-quarta-feira-2-de-setembro-eis-as-cidades-potencialmente-mais-quentes-1787957566957_320.jpg" alt="Até 8 ºC acima da média: as temperaturas poderão subir de forma acentuada a partir do dia 2 de setembro"></a></article></aside><p>No domingo esta tendência de valores mais contidos poderá manter-se, no entanto, <strong>na segunda-feira, dia 7 de setembro, poderá haver uma nova subida térmica</strong>, especialmente no Sul e faixa interior do país.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-poderao-alcancar-os-38-c-em-breve-eis-as-zonas-mais-quentes-do-pais-entre-os-dias-2-e-4-de-setembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Há uma nova praia fluvial a nascer em Braga e já tem data prevista para receber banhistas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ha-uma-nova-praia-fluvial-a-nascer-em-braga-e-ja-tem-data-prevista-para-receber-banhistas.html</link><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 05:05:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A futura praia fluvial de Navarra deverá abrir em 2027 e será a quinta zona balnear do concelho, junto ao rio Cávado.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-ha-uma-nova-praia-fluvial-a-nascer-em-braga-e-ja-tem-data-prevista-para-receber-banhistas-1784835145307.jpg" data-image="ns1x7jawqjr3" alt="Navarra" title="Navarra"><figcaption>Braga vai ganhar mais um lugar para mergulhar no próximo verão. Foto: CM Braga</figcaption></figure><p>Portugal vai investir 1 milhão de euros numa nova praia fluvial. É verdade, em breve os bracarenses vão ter mais um local onde estender a toalha. </p><div class="texto-destacado">Do que é que estamos a falar? Da futura Praia Fluvial de Navarra, que deverá ficar concluída a tempo da próxima época balnear. </div><p>O investimento foi anunciado pela Câmara Municipal de Braga durante a cerimónia de abertura da época balnear deste ano nas praias fluviais do município. Durante o evento, o presidente da Câmara, João Rodrigues, afirmou que o <strong>empreendimento de Navarra</strong> faz parte de um programa contínuo destinado a melhorar as zonas ribeirinhas de Braga, aumentando simultaneamente o número de locais de banho reconhecidos de quatro para cinco.</p><p>Desta forma, a zona de Navarra juntar-se-á a Adaúfe, Cavadinho, Merelim São Paio e Ponte do Bico.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771785" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-app-gratuita-revela-mais-de-150-praias-fluviais-secretas-em-portugal.html" title="Esta app gratuita revela mais de 150 praias fluviais secretas em Portugal">Esta app gratuita revela mais de 150 praias fluviais secretas em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-app-gratuita-revela-mais-de-150-praias-fluviais-secretas-em-portugal.html" title="Esta app gratuita revela mais de 150 praias fluviais secretas em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esta-app-gratuita-revela-mais-de-150-praias-fluviais-secretas-em-portugal-1780327455686_320.jpg" alt="Esta app gratuita revela mais de 150 praias fluviais secretas em Portugal"></a></article></aside><p>“<strong>Temos quatro praias e queremos chegar à quinta</strong>. Está em curso um investimento de cerca de um milhão de euros na Praia Fluvial de Navarra e continuamos a apostar na valorização da frente ribeirinha”, afirmou João Rodrigues.</p><p>“Entre estas, Adaúfe e Ponte do Bico receberam a prestigiada certificação Bandeira Azul, que reconhece elevados padrões de qualidade da água, segurança e gestão ambiental, enquanto Merelim São Paio detém também a designação de Praia Acessível de Portugal, refletindo a existência de instalações concebidas para visitantes com mobilidade reduzida”, lê-se no <em>site</em> ‘The Portugal News’.</p><h2>As praias fluviais continuam a conquistar portugueses</h2><p>Esta aposta justifica-se pelo <strong>aumento da procura por zonas balneares no interior</strong>. Afinal, há cada vez mais pessoas à procura de alternativas às praias lotadas na costa atlântica do país. </p><p>“As praias fluviais tornaram-se particularmente populares em todo o norte de Portugal, onde os locais de banho em água doce se situam frequentemente em paisagens naturais protegidas e perto de centros urbanos”, escreve o mesmo <em>site</em>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-ha-uma-nova-praia-fluvial-a-nascer-em-braga-e-ja-tem-data-prevista-para-receber-banhistas-1784835452143.jpg" data-image="0d0b5mixmm6c" alt="Praia Fluvial de Navarra" title="Praia Fluvial de Navarra"><figcaption>Uma nova aposta na região. Foto: CM Braga</figcaption></figure><p>Segundo o vice-presidente da Câmara, Altino Bessa, a autarquia espera que as praias fluviais existentes no município <strong>atraiam mais de 200 000 visitantes</strong> durante a atual época balnear. De forma a dar resposta a essa procura, as autoridades locais aumentaram o investimento na manutenção, nos serviços de nadadores-salvadores, nas melhorias de acessibilidade e nas infraestruturas públicas.</p><p>“Temos investido na manutenção, na segurança e nas infraestruturas porque queremos que as pessoas encontrem aqui as melhores condições e possam usufruir destes espaços em segurança”, destacou o responsável.</p><p>Este investimento já não é novidade. Nos últimos anos, Braga tem vindo a <strong>investir fortemente na regeneração dos seus corredores ribeirinhos</strong>. O objetivo? Melhorar a qualidade de vida e promover o turismo sustentável.</p><h2>O que vai mudar na nova zona balnear?</h2><p>Embora os detalhes finais ainda não tenham sido totalmente apresentados, a intervenção prevê a <strong>requalificação da área envolvente</strong>, com novos acessos pedonais, espaços verdes, zonas de estadia e melhorias ambientais que permitam conciliar o uso recreativo com a preservação do ecossistema ribeirinho. </p><div class="texto-destacado">A ideia é criar uma praia fluvial devidamente infraestruturada e apta para banhos durante a época balnear.</div><p>“Em Navarra, prevê-se que a iniciativa inclua áreas de lazer ajardinadas, melhorias no acesso pedonal, modernização das instalações ribeirinhas e melhorias ambientais destinadas a preservar o ecossistema circundante, tornando simultaneamente o local adequado para banhos supervisionados”, avança o ‘The Portugal News’.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="724551" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-melhor-praia-fluvial-da-europa-e-portuguesa-ja-a-conhece.html" title="A melhor praia fluvial da Europa é portuguesa. Já a conhece?">A melhor praia fluvial da Europa é portuguesa. Já a conhece?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-melhor-praia-fluvial-da-europa-e-portuguesa-ja-a-conhece.html" title="A melhor praia fluvial da Europa é portuguesa. Já a conhece?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-melhor-praia-fluvial-da-europa-e-portuguesa-ja-a-conhece-1755154867057_320.jpg" alt="A melhor praia fluvial da Europa é portuguesa. Já a conhece?"></a></article></aside><p> Se o calendário previsto for cumprido, a Praia Fluvial de Navarra receberá os primeiros banhistas no<strong> verão de 2027</strong>. Desta forma, reforçar-se-á a posição de Braga como “um dos principais destinos do norte de Portugal para atividades de lazer ao ar livre no interior”.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="The%20Portugal%20News" data-year="2026" data-title="Portugal%20vai%20investir%201%20milh%C3%A3o%20de%20euros%20numa%20nova%20praia%20fluvial%20para%20atividades%20de%20lazer%20de%20ver%C3%A3o%20em%20Braga" data-url="https%3A%2F%2Fwww.theportugalnews.com%2Fpt%2Fnoticias%2F2026-07-14%2Fportugal-vai-investir-1-milhao-numa-nova-praia-fluvial-para-atividades-de-lazer-de-verao-em-braga%2F1055373">The Portugal News. (2026). <a href="https://www.theportugalnews.com/pt/noticias/2026-07-14/portugal-vai-investir-1-milhao-numa-nova-praia-fluvial-para-atividades-de-lazer-de-verao-em-braga/1055373" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Portugal vai investir 1 milhão de euros numa nova praia fluvial para atividades de lazer de verão em Braga</a>.</cite><br><cite data-author="Jornal%20de%20Not%C3%ADcias%2C%20Reis%20Costa%2C%20R" data-year="2026" data-title="Braga%20vai%20ter%20uma%20nova%20praia%20fluvial%20em%20Navarra" data-url="https%3A%2F%2Fwww.jn.pt%2Fpais%2Fartigo%2Fbraga-vai-ter-uma-nova-praia-fluvial-em-navarra%2F18101091">Jornal de Notícias, Reis Costa, R. (2026). <a href="https://www.jn.pt/pais/artigo/braga-vai-ter-uma-nova-praia-fluvial-em-navarra/18101091" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Braga vai ter uma nova praia fluvial em Navarra</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Santos%20D" data-year="2026" data-title="Braga%20vai%20ganhar%20uma%20nova%20praia%20fluvial.%20Dever%C3%A1%20ser%20inaugurada%20na%20pr%C3%B3xima%20%C3%A9poca%20balnear" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fna-cidade%2Fbraga-vai-ganhar-uma-nova-praia-fluvial-deve-ser-inaugurada-ja-na-proxima-epoca-balnear">NiT, Santos D. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/braga-vai-ganhar-uma-nova-praia-fluvial-deve-ser-inaugurada-ja-na-proxima-epoca-balnear" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Braga vai ganhar uma nova praia fluvial. Deverá ser inaugurada na próxima época balnear</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ha-uma-nova-praia-fluvial-a-nascer-em-braga-e-ja-tem-data-prevista-para-receber-banhistas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 8 ºC acima da média: as temperaturas poderão subir de forma acentuada a partir do dia 2 de setembro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-8-c-acima-da-media-as-temperaturas-poderao-subir-de-forma-acentuada-a-partir-do-dia-2-de-setembro.html</link><pubDate>Sat, 29 Aug 2026 12:02:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois do afastamento da massa de ar polar que contribuiu para a descida das temperaturas, estas encontram-se amenas e assim devem permanecer nos próximos dias. No entanto, pode haver uma mudança no arranque do mês de setembro.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb1uv22"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb1uv22.jpg" id="xb1uv22"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As temperaturas subiram ligeiramente, ainda que esta subida esteja a ser sentida com maior expressão ao longo da faixa interior e no Sul do país. Ainda assim, as <strong>anomalias térmicas indicam valores abaixo da média </strong>em praticamente toda a geografia continental.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Estas anomalias negativas deverão manter-se nos próximos dias, no entanto, há <strong>mudança à vista para o arranque do mês de setembro</strong>.</p><h2>Temperaturas máximas sobem em todo o país a partir do dia 2 de setembro</h2><p>O <strong>mês de setembro arrancará com temperaturas abaixo da média em todo o país</strong>, com exceção de alguns pontos nos distritos de Faro, Lisboa, Setúbal e Bragança, onde os valores poderão ser até 5 ºC acima da média (no Algarve) e até 2 ºC nos restantes locais referidos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/subida-dos-termometros-ate-5-c-entre-terca-e-quarta-feira-2-de-setembro-eis-as-cidades-potencialmente-mais-quentes-1787957566957.jpg" data-image="zm252tae4ifr" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>As anomalias térmicas positivas deverão regressar a praticamente toda a geografia, a partir do dia 2 de setembro, de acordo com a mais recente atualização do nosso modelo de confiança, ECMWF.</figcaption></figure><p>Todavia, <strong>este cenário muda logo no segundo dia do mês</strong>, quarta-feira, onde algumas capitais de distrito poderão registar uma subida das temperaturas máximas de até 5 ºC, face ao dia anterior, terça-feira.</p><p>Para esse dia esperam-se valores <strong>máximos compreendidos entre os 22 ºC em Viana do Castelo e Aveiro e os 34 ºC em Évora e Beja</strong>. A nível local, vários pontos da faixa interior poderão registar máximas até 35 ºC. Com isto, as <strong>anomalias térmicas positivas voltam a surgir </strong>em boa parte do continente português, com valores até 5 ºC acima da média na área entre Lisboa e Setúbal.</p><h2>Anomalias térmicas intensificam-se no dia 3 de setembro</h2><p>O mapa acima mostra-nos a atual previsão do ECMWF acerca das anomalias térmicas previstas. Neste caso, <strong>todo o país, à exceção de alguns pontos do Algarve (a azul), contará com anomalias positivas</strong>, indicando valores acima da média, de acordo com a normal climatológica de referência.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785973" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c.html" title="Tempo nos primeiros dias de setembro: anticiclone “reaparece”, calor ganha força e máximas podem superar os 35 ºC">Tempo nos primeiros dias de setembro: anticiclone “reaparece”, calor ganha força e máximas podem superar os 35 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c.html" title="Tempo nos primeiros dias de setembro: anticiclone “reaparece”, calor ganha força e máximas podem superar os 35 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c-1787919923846_320.jpg" alt="Tempo nos primeiros dias de setembro: anticiclone “reaparece”, calor ganha força e máximas podem superar os 35 ºC"></a></article></aside><p>Para esse dia, 3 de setembro, esperam-se<strong> temperaturas máximas entre os 25 ºC em Viana do Castelo e os 38 ºC em Évora e Beja</strong>. No Alentejo, alguns locais podem alcançar os 40 ºC. Para além de Viana do Castelo, <strong>apenas as cidades do Porto e Aveiro</strong> deverão registar valores inferiores a 30 ºC.</p><p>Com base nestes valores, <strong>o nosso mapa de anomalia indica valores de até 8 ºC acima da média</strong> em vários pontos do país. Esta tendência de temperaturas mais elevadas deverá manter-se na sexta-feira, ainda que a partir de sábado, dia 5, se espere uma descida generalizada das mesmas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-8-c-acima-da-media-as-temperaturas-poderao-subir-de-forma-acentuada-a-partir-do-dia-2-de-setembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A natureza contra a tecnologia: os fenómenos que estão a travar as centrais europeias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-natureza-contra-a-tecnologia-os-fenomenos-que-estao-a-travar-as-centrais-europeias.html</link><pubDate>Sat, 29 Aug 2026 11:06:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O calor extremo, a seca e a proliferação de medusas estão a obrigar as centrais nucleares europeias a reduzir ou a interromper a sua produção, revelando vulnerabilidades inesperadas. Fique a saber mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-natureza-contra-a-tecnologia-os-fenomenos-que-estao-a-travar-as-centrais-europeias-1787476896604.jpg" data-image="jzh5bef87w60" alt="Medusas" title="Medusas"><figcaption>Milhões de medusas podem bloquear os sistemas de captação de água e obrigar uma central nuclear a reduzir ou interromper temporariamente a produção.</figcaption></figure><p>O verão de 2026 está a revelar uma <strong>vulnerabilidade inesperada do sistema energético europeu</strong>.</p><p>As <strong>temperaturas extremas, a escassez de água e fenómenos biológicos invulgares</strong> estão a obrigar algumas das maiores infraestruturas de produção elétrica do continente europeu a reduzir potência ou a interromper temporariamente a atividade.</p><p>De acordo com o jornal online <em>El Mundo</em>, <strong>o caso mais emblemático aconteceu em França, na central nuclear de Gravelines</strong>, situada junto ao Canal da Mancha, entre Calais e Dunquerque.</p><p>A maior central nuclear da Europa Ocidental voltou a enfrentar dificuldades pelo segundo ano consecutivo, mostrando assim como as <strong>alterações das condições ambientais podem interferir diretamente no funcionamento de instalações concebidas para operar durante décadas</strong>.</p><h2>Quando o calor impede uma central de arrefecer</h2><p>Uma central nuclear <strong>necessita de retirar continuamente grandes quantidades de calor</strong>. Nas instalações costeiras, como Gravelines, a água do mar desempenha um papel essencial neste processo.</p><p>Durante uma vaga de calor, porém, a temperatura da água aumenta. <strong>Quando a água captada já chega mais quente à central, a eficiência da transferência de calor diminui </strong>e o rendimento termodinâmico da instalação pode cair.</p><div class="texto-destacado"><strong style="letter-spacing: 0.03em;">“A natureza também interfere, de forma involuntária, nas grandes infraestruturas energéticas e de comunicações.”</strong> De acordo com o El Mundo<strong style="letter-spacing: 0.03em;"></strong></div><p>Existe ainda uma limitação ambiental. <strong>Depois de utilizada, a água regressa ao meio natural mais quente</strong>. Se a temperatura ultrapassar determinados limites, a descarga pode prejudicar os peixes e outros organismos marinhos.</p><p>Para cumprir as regras ambientais, os operadores podem ser obrigados a reduzir a potência ou desligar reatores.<br>É uma situação paradoxal pois <strong>quanto maior é a necessidade de eletricidade para alimentar sistemas de ar condicionado, mais difícil se pode tornar produzir eletricidade em determinadas centrais.</strong></p><p>Uma das soluções possíveis passa por <strong>sistemas de refrigeração em circuito fechado</strong>, associados a torres de arrefecimento mais eficientes. No entanto, adaptar instalações existentes é uma operação complexa e dispendiosa.</p><h2>Milhões de medusas contra uma central nuclear</h2><p>A temperatura não é o único problema que chega através da água.<br><strong>As medusas transformaram-se num dos obstáculos mais insólitos enfrentados por Gravelines</strong>. Grandes concentrações destes animais podem ser arrastadas pelas correntes, marés e vento até às estruturas que captam água do mar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="724668" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/central-nuclear-francesa-foi-encerrada-esta-semana-devido-a-uma-invasao-de-alforrecas-poderao-provocar-um-acidente.html" title="Central nuclear francesa foi encerrada esta semana devido a uma invasão de alforrecas: poderão provocar um acidente?">Central nuclear francesa foi encerrada esta semana devido a uma invasão de alforrecas: poderão provocar um acidente?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/central-nuclear-francesa-foi-encerrada-esta-semana-devido-a-uma-invasao-de-alforrecas-poderao-provocar-um-acidente.html" title="Central nuclear francesa foi encerrada esta semana devido a uma invasão de alforrecas: poderão provocar um acidente?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/centrale-de-gravelines-a-l-arret-dans-le-nord-des-meduses-peuvent-elles-provoquer-un-accident-nucleaire-plage-temperature-eau-climat-risque-1754998092953_320.jpeg" alt="Central nuclear francesa foi encerrada esta semana devido a uma invasão de alforrecas: poderão provocar um acidente?"></a></article></aside><p>As centrais costeiras necessitam de captar enormes volumes de água. Para impedir a entrada de organismos, existem grades, filtros e tambores rotativos. Mas <strong>uma verdadeira “maré” de medusas pode ultrapassar a capacidade destes sistemas</strong>.</p><p>Os animais <strong>acumulam-se nas superfícies filtrantes e dificultam a passagem da água</strong>. Quando o caudal diminui, os sistemas de proteção podem desencadear a redução da potência ou a paragem dos reatores. O fenómeno voltou a ocorrer em 2026, depois de um episódio semelhante no ano anterior.</p><p>A situação obrigou a <strong>reforçar a vigilância junto às tomadas de água</strong>. Entre as estratégias utilizadas estão sistemas de monitorização, câmaras submersíveis e o acompanhamento das concentrações de medusas para permitir aos operadores antecipar a chegada dos organismos e adaptar o funcionamento da central.</p><h2>O outro problema: os rios que estão a desaparecer</h2><p>Enquanto na costa o <strong>excesso de calor e as medusas dificultam o funcionamento das centrais, no interior da Europa o problema pode ser exatamente o contrário, a </strong><strong>falta de água</strong>.</p><p>O <strong>baixo caudal do Danúbio tornou-se uma preocupação </strong>para instalações nucleares que dependem do rio para a refrigeração. <strong>Na Roménia, a central de Cernavodă enfrenta limitações </strong>quando o nível do Danúbio desce demasiado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783031" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/rio-danubio-atinge-minimos-historicos-uma-usina-nuclear-entra-em-crise-e-um-jovem-mamute-emerge-das-aguas.html" title="Rio Danúbio atinge mínimos históricos: uma central nuclear entra em crise e um jovem mamute emerge das águas">Rio Danúbio atinge mínimos históricos: uma central nuclear entra em crise e um jovem mamute emerge das águas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/rio-danubio-atinge-minimos-historicos-uma-usina-nuclear-entra-em-crise-e-um-jovem-mamute-emerge-das-aguas.html" title="Rio Danúbio atinge mínimos históricos: uma central nuclear entra em crise e um jovem mamute emerge das águas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/danubio-ai-minimi-storici-la-centrale-nucleare-ungherese-va-in-crisi-e-dalle-secche-riemerge-un-giovane-mammut-1785952374984_320.jpg" alt="Rio Danúbio atinge mínimos históricos: uma central nuclear entra em crise e um jovem mamute emerge das águas"></a></article></aside><p>Na Hungria, <strong>a central de Paks também depende das condições do rio para dissipar o calor produzido pelos seus reatores</strong>. Quando a água disponível diminui ou a sua temperatura aumenta demasiado, os operadores têm menos margem para garantir uma refrigeração adequada.</p><p>As alterações climáticas colocam assim um desafio duplo à energia nuclear, <strong>rios mais quentes e com menor caudal e mares cada vez mais quentes podem reduzir a disponibilidade de centrais que dependem diretamente destes recursos.</strong></p><h2>Quando os animais interferem na tecnologia</h2><p>As medusas estão longe de ser os únicos animais capazes de perturbar infraestruturas humanas. Nos Estados Unidos, <strong>os esquilos são conhecidos por provocar avarias em redes elétricas</strong> ao entrarem em equipamentos ou roerem cabos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-natureza-contra-a-tecnologia-os-fenomenos-que-estao-a-travar-as-centrais-europeias-1787476923050.jpg" data-image="i49pjfqqux5j" alt="Cental de Gravelines" title="Cental de Gravelines"><figcaption>A central nuclear de Gravelines, em França, enfrenta os efeitos combinados do calor extremo e das enormes concentrações de medusas nas águas do Canal da Mancha. Fonte: Wikimedia Commons</figcaption></figure><p><strong>Guaxinins também já provocaram interrupções de energia </strong>ao conseguirem aceder a subestações. Até os <strong>corvos podem causar problemas altamente sofisticados</strong>. No observatório LIGO, dedicado à deteção de ondas gravitacionais, <strong>aves chegaram a interferir com equipamentos extremamente sensíveis</strong>, demonstrando como pequenas vibrações podem ser relevantes quando se trabalha com medições de enorme precisão.</p><p>Nas infraestruturas subterrâneas, <strong>ratos e outros roedores podem danificar cabos e canalizações</strong>. E, no fundo dos oceanos, os cabos submarinos enfrentam outro tipo de desafio, <strong>organismos marinhos podem interagir com estruturas elétricas</strong>, obrigando os operadores a desenvolver sistemas de proteção cada vez mais resistentes.</p><h2>Uma nova realidade para a infraestrutura energética</h2><p>O que acontece em Gravelines e noutras instalações europeias mostra que <strong>a segurança energética não depende apenas da capacidade instalada ou da quantidade de combustível disponível</strong>.</p><p>Depende também de algo muito mais difícil de controlar, <strong>o ambiente onde as infraestruturas estão inseridas</strong>. Ondas de calor, secas, rios com caudais reduzidos, oceanos mais quentes e alterações nos ecossistemas podem transformar fenómenos naturais em problemas industriais.</p><p>A tecnologia consegue construir barreiras, filtros, sistemas de monitorização e mecanismos de segurança. Porém <strong>não consegue impedir que uma corrente marítima transporte milhões de medusas</strong>, que um rio diminua de caudal ou que um animal encontre um caminho inesperado até uma instalação elétrica.</p><p>O desafio para as próximas décadas será, por isso, <strong>adaptar as grandes infraestruturas a um planeta onde os extremos ambientais estão a tornar-se uma preocupação cada vez mais importante</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-natureza-contra-a-tecnologia-os-fenomenos-que-estao-a-travar-as-centrais-europeias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como utilizar a água da cozedura dos legumes para fazer florescer o seu limoeiro e acelerar o seu crescimento]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-utilizar-a-agua-da-cozedura-dos-legumes-para-fazer-florescer-o-seu-limoeiro-e-acelerar-o-seu-crescimento.html</link><pubDate>Sat, 29 Aug 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A água da fervura dos legumes pode ter uma segunda vida no jardim: descubra como pode utilizá-la para fornecer nutrientes ao limoeiro e estimular o seu crescimento.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-usar-el-agua-de-hervir-verduras-para-hacer-florecer-tu-limonero-y-acelerar-su-crecimiento-1787847081094.jpeg" data-image="gp1qmonmmaga" alt="Imagem 1" title="Imagem 1"><figcaption>A água que sobra da cozedura dos legumes pode ser reutilizada para melhorar a floração do seu limoeiro.</figcaption></figure><p>A água utilizada em muitas casas para cozinhar legumes pode ser um <strong>recurso valioso para o cuidado das plantas</strong>. Em vez de a descartar após a cozedura, pode reutilizá-la para regar certas plantas, incluindo limoeiros. </p><p>No entanto, <strong>deve ser feito de forma correta </strong>e, embora não seja um fertilizante milagroso, pode fornecer pequenas quantidades de minerais e matéria orgânica solúvel que complementam a fertilização habitual.</p><h2>O que contém a água utilizada para cozinhar os legumes?</h2><p>Ao cozermos vegetais em água, alguns dos compostos hidrossolúveis que contêm passam para o líquido. <strong>Estes podem incluir pequenas quantidades de minerais como o potássio, cálcio e magnésio</strong>, embora a concentração dependa da quantidade e do tipo de vegetais utilizados.</p><p>O <strong>potássio é especialmente importante </strong>durante as fases de floração e frutificação, enquanto outros nutrientes estão envolvidos no desenvolvimento geral da planta. </p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">mi rincón favorito del huerto, bajo el limonero, una mesa vieja y una mecedora más vieja todavía, pero donde soy más feliz que una perdiz <a href="https://t.co/xzB3BkGekN">pic.twitter.com/xzB3BkGekN</a></p>— 𑁍ࠬ enma k ༻️ (@decamaraypluma) <a href="https://x.com/decamaraypluma/status/1813293365041197492?ref_src=twsrc%5Etfw">July 16, 2024</a></blockquote></figure><p>No entanto, <strong>a água da cozedura não contém necessariamente todos os elementos que um citrino</strong>, como o limão neste caso, necessita, pelo que nunca deve substituir um fertilizante específico.</p><h2>Como preparar a água para o limoeiro?</h2><p>O primeiro requisito é que a<strong> água utilizada seja completamente limpa</strong>, pois não deve conter sal, óleo, vinagre, especiarias, molhos ou outros ingredientes de cozinha, uma vez que estes podem prejudicar as raízes e alterar as propriedades do solo.</p><div class="texto-destacado">O ideal é que os legumes sejam cozidos apenas em água e, após a cozedura, o líquido deve arrefecer completamente. </div><p>O ideal é <strong>utilizar a água em breve e evitar armazená-la durante vários dias</strong>, pois pode provocar a fermentação ou o desenvolvimento de microrganismos indesejáveis. Depois de arrefecida, pode ser utilizada diretamente para regar o solo em redor do limoeiro.</p><h2>Com que frequência pode ser utilizado?</h2><p><strong>Não é aconselhável que este seja o único método de fertilização da árvore</strong>. Pode ser utilizado ocasionalmente, por exemplo, a cada duas ou três semanas durante a estação de crescimento, observando sempre a resposta da planta.</p><p>Além disso, é preferível alternar esta rega com água normal. <strong>O limoeiro necessita de um equilíbrio adequado de humidade e nutrientes</strong>, e o excesso de certos minerais também pode ser prejudicial.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Mi limonero en maceta tiene un limón y yo estoy emocionada y muriendo de amor. <br>Y ya, ese es todo el tuit. <a href="https://t.co/18Keb2zPMo">pic.twitter.com/18Keb2zPMo</a></p>— Virus de la madrugada (@SinrazonOdiosa) <a href="https://x.com/SinrazonOdiosa/status/2092444861790097880?ref_src=twsrc%5Etfw">August 26, 2026</a></blockquote></figure><p><strong> </strong><strong>É necessário ainda mais cuidado ao cultivar árvores em vasos</strong>, pois o volume do substrato é reduzido e os sais podem acumular-se mais facilmente. </p><h2>Incentive a floração do limoeiro</h2><p>Se o objetivo é obter mais flores, <strong>a água da cozedura deve ser vista como um complemento, e não como a chave para a floração</strong>. Um limoeiro necessita de luz solar suficiente, rega equilibrada, temperaturas adequadas e nutrição completa.</p><p>Durante a primavera e o período de maior atividade vegetativa, <strong>um fertilizante específico para citrinos pode fornecer nutrientes essenciais</strong> como o azoto, o fósforo, o potássio e os micronutrientes. A rega com água para hortícolas pode ser ocasionalmente incorporada nesta rotina, mas não deve substituí-la.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-usar-el-agua-de-hervir-verduras-para-hacer-florecer-tu-limonero-y-acelerar-su-crecimiento-1787847343210.jpeg" data-image="ek5zfvpqearn" alt="Imagem 2" title="Imagem 2"><figcaption>A sua árvore de limão pode melhorar o seu crescimento e floração graças à água descartada após a cozedura dos vegetais.</figcaption></figure><p> Também é importante <strong>evitar o excesso de azoto</strong>. Embora promova o crescimento das folhas e dos rebentos, o excesso pode levar a uma vegetação demasiado vigorosa em detrimento da floração e frutificação. </p><h2>Um truque simples, sem qualquer milagre científico envolvido</h2><p>Utilizar a água da cozedura dos legumes para regar o limoeiro é, acima de tudo, uma forma de reutilizar um recurso doméstico e<strong> devolver alguns dos nutrientes que este contém ao solo</strong>. </p><p>Pode ser <strong>útil como complemento</strong>, mas é prudente desconfiar das alegações que prometem uma floração espetacular ou um crescimento acelerado exclusivamente através deste método; em resumo, ajuda, mas não faz milagres.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776804" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/com-limao-alecrim-e-louro-cinco-dicas-para-perfumar-a-tua-casa-com-ingredientes-que-quase-sempre-acabam-no-lixo.html" title="Com limão, alecrim e louro: cinco dicas para perfumar a tua casa com ingredientes que quase sempre acabam no lixo">Com limão, alecrim e louro: cinco dicas para perfumar a tua casa com ingredientes que quase sempre acabam no lixo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/com-limao-alecrim-e-louro-cinco-dicas-para-perfumar-a-tua-casa-com-ingredientes-que-quase-sempre-acabam-no-lixo.html" title="Com limão, alecrim e louro: cinco dicas para perfumar a tua casa com ingredientes que quase sempre acabam no lixo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/con-limon-romero-y-laurel-cinco-trucos-para-perfumar-tu-casa-con-ingredientes-que-casi-siempre-terminan-en-la-basura-1782772967087_320.jpg" alt="Com limão, alecrim e louro: cinco dicas para perfumar a tua casa com ingredientes que quase sempre acabam no lixo"></a></article></aside><p>Para que o limoeiro cresça forte e produza flores e frutos, <strong>a chave continuará a ser proporcionar-lhe um bom local, luz suficiente, rega adequada, um substrato com boa drenagem</strong> e um programa de fertilização adaptado às suas necessidades.</p><p>Em suma, <strong>guarde a água utilizada para cozinhar legumes, desde que esteja isenta de sal e outros temperos</strong>, deixe-a arrefecer e utilize-a ocasionalmente. É um pequeno gesto que pode complementar os cuidados a ter com o seu limoeiro e, ao mesmo tempo, reduzir o desperdício de água em casa.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-utilizar-a-agua-da-cozedura-dos-legumes-para-fazer-florescer-o-seu-limoeiro-e-acelerar-o-seu-crescimento.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Formigas e pulgões: a parceria que se instala nas hortas no fim do verão]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/formigas-e-pulgoes-a-parceria-que-se-instala-nas-hortas-no-fim-do-verao.html</link><pubDate>Sat, 29 Aug 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Vê formigas a subir e a descer pelos caules e assume que são elas que estão a estragar a planta. Na verdade, andam ali por causa de outra coisa, e é essa que está a fazer o estrago.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/formigas-e-pulgoes-a-parceria-que-se-instala-nas-hortas-no-fim-do-verao-1787763649616.png" data-image="nwwi7urb9srt"><figcaption>Formigas junto a uma colónia de pulgões, que protegem em troca do líquido açucarado que estes libertam.</figcaption></figure><p>Há uma<strong> cena que se repete em todas as hortas por esta altura</strong>. Uma fila de formigas sobe pelo caule de uma planta, com uma disciplina que impressiona, e no topo, nos rebentos mais novos, está um aglomerado de bichinhos verdes ou pretos.</p><p>A conclusão imediata costuma ser que as formigas estão a atacar a planta. Não estão. Estão a tratar de um rebanho.</p><h2>Uma parceria com séculos de rodagem</h2><p>Os pulgões alimentam-se da seiva, que é muito rica em açúcar e pobre em proteína. Para obterem a proteína de que precisam, têm de ingerir grandes quantidades de seiva, e <strong>todo o açúcar que sobra é expulso na forma de um líquido doce</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Melada</strong>- Substância açucarada e pegajosa que os pulgões libertam depois de se alimentarem da seiva. É o que deixa as folhas brilhantes e coladas, atrai formigas e vespas, e serve de alimento a um fungo preto que se instala à superfície.</div><p>As formigas adoram esse açúcar. Em troca, protegem os pulgões dos predadores naturais,<strong> afastando joaninhas e crisopídeos</strong>, transportam-nos para folhas mais tenras e chegam a guardar ovos no formigueiro durante o inverno. É uma criação de gado em toda a linha.</p><h2>Porque é que isto acontece agora e não em julho</h2><p><strong>O pulgão gosta de temperaturas amenas e sofre no pico do calor</strong>. Acima dos 30 ºC a reprodução abranda, e é por isso que em pleno julho o problema costuma acalmar.</p><p><strong>No fim de agosto, com as noites a arrefecer e as máximas a suavizar, entra a janela ideal</strong>. E há um pormenor que faz a diferença: quando as condições são boas, as fêmeas dispensam machos e dão à luz crias já formadas, capazes de se reproduzir poucos dias depois.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><br>Com temperaturas amenas, a população duplica em poucos dias. É por isso que uma colónia pequena se torna incontrolável numa semana.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Junte-se a isto o facto de a horta estar cheia de rebentos novos e tenros nas culturas de outono acabadas de plantar, e percebe-se por que é que o fim do verão é a estação da praga.</p><h2>Como saber se o problema já é sério</h2><p>São vários os sinais a que deve estar atento (a).<strong> Na tabela abaixo</strong> pode encontrar alguns dos principais, seu significado e o que fazer em cada caso.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>O que vê</p></th><th scope="col"><p>O que significa</p></th><th scope="col"><p>Urgência</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Formigas em fila no caule</p></td><td><p>Há colónia de pulgões acima</p></td><td><p>Verificar já os rebentos</p></td></tr><tr><td><p>Folhas brilhantes e pegajosas</p></td><td><p>Melada acumulada</p></td><td><p>Intervir esta semana</p></td></tr><tr><td><p>Camada preta sobre as folhas</p></td><td><p>Fungo instalado na melada</p></td><td><p>Lavar e tratar a origem</p></td></tr><tr><td><p>Rebentos enrolados e deformados</p></td><td><p>Colónia instalada há dias</p></td><td><p>Cortar e retirar</p></td></tr><tr><td><p>Peles brancas espalhadas</p></td><td><p>Mudas da população em crescimento</p></td><td><p>População a duplicar</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Principais sinais do ataque de pulgões e formigas nas plantas. Fonte: elaboração própria.</td></tr></tbody></table><p>A camada preta merece uma nota. <strong>Não é uma doença da planta e não penetra nos tecidos</strong>. Instala-se sobre a melada e o mal que faz é tapar a folha, impedindo-a de apanhar luz. Se resolver os pulgões, ela acaba por desaparecer.</p><h2>Quebrar a parceria vale mais do que matar os pulgões</h2><p>Aqui está o essencial. <strong>De nada serve eliminar os pulgões se as formigas continuarem a levar novos para a planta</strong> e a afastar quem os come.</p><p>Comece por impedir a subida. Uma<strong> faixa de cola entomológica à volta do tronco</strong>, ou fita adesiva de dupla face, resolve em fruteiras e em plantas de caule lenhoso. Retire também tudo o que sirva de ponte, como ramos encostados a muros, ervas altas junto ao caule ou tutores ligados a outras plantas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/formigas-e-pulgoes-a-parceria-que-se-instala-nas-hortas-no-fim-do-verao-1787763677943.png" data-image="pef1nej0bspd"><figcaption>Colónia de pulgões instalada num rebento novo, a parte mais tenra e mais procurada da planta.</figcaption></figure><p>Depois, um<strong> jato de água</strong>. Parece simples de mais, mas resulta. Uma pulverização forte de manhã desaloja boa parte da colónia, e os pulgões que caem raramente voltam a subir sozinhos. Repita de dois em dois dias.</p><p><strong>Corte e retire os rebentos </strong>com colónias densas. Não os deixe no chão nem no composto aberto.</p><p>E <strong>dê espaço aos predadores</strong>. Uma joaninha adulta come dezenas de pulgões por dia e as suas larvas comem ainda mais. Se vir larvas alongadas cinzentas com manchas alaranjadas nas folhas, não as tire, são as suas melhores aliadas.</p><h2>O azoto a mais é um convite</h2><p>Um pormenor que muita gente ignora: <strong>plantas com excesso de adubo azotado produzem rebentos tenros e seiva mais rica</strong> em aminoácidos, exatamente o que o pulgão procura. Uma horta empanturrada de azoto atrai mais praga do que uma equilibrada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="749700" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/pulgas-no-pelo-quimicos-no-rio-quando-proteger-os-nossos-animais-de-estimacao-ameaca-a-natureza.html" title="Pulgas no pêlo, químicos no rio: quando proteger os nossos animais de estimação ameaça a natureza">Pulgas no pêlo, químicos no rio: quando proteger os nossos animais de estimação ameaça a natureza</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/pulgas-no-pelo-quimicos-no-rio-quando-proteger-os-nossos-animais-de-estimacao-ameaca-a-natureza.html" title="Pulgas no pêlo, químicos no rio: quando proteger os nossos animais de estimação ameaça a natureza"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pulgas-no-pelo-quimicos-no-rio-quando-proteger-os-nossos-animais-de-estimacao-ameaca-a-natureza-1769294459184_320.jpg" alt="Pulgas no pêlo, químicos no rio: quando proteger os nossos animais de estimação ameaça a natureza"></a></article></aside><p>Nas próximas semanas, repare em duas coisas na previsão da sua zona. Se as máximas descerem para a casa dos 25 ºC e as noites ficarem amenas, como acontece no fim de agosto em Braga ou em Aveiro, é <strong>altura de olhar para os rebentos novos duas vezes por semana</strong>. E depois de uma chuvada forte, verifique também, porque a água limpa as colónias mas também lava a proteção que possa ter aplicado.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/formigas-e-pulgoes-a-parceria-que-se-instala-nas-hortas-no-fim-do-verao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Espelhos no espaço para gerar energia 24 horas por dia: o projeto que poderia cegar-nos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/espelhos-no-espaco-para-gerar-energia-24-horas-por-dia-o-projeto-que-poderia-cegar-voce.html</link><pubDate>Sat, 29 Aug 2026 08:04:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O futuro projeto da Reflect Orbital pode representar um risco para a nossa saúde, ao mesmo tempo que tem consequências potencialmente significativas para o nosso céu noturno.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/des-miroirs-dans-l-espace-pour-produire-de-l-energie-24h-24-ce-projet-pourrait-bruler-vos-yeux-1787150646604.png" data-image="0mo7itum0zof"><figcaption>A startup americana <em>Reflect Orbital</em> pretende enviar milhares de satélites-espelho para a órbita da Terra.</figcaption></figure><p>A <em>startup</em> dos Estados Unidos (EUA), <em><strong>Reflect Orbital</strong></em>, planeia <strong>lançar satélites "espelho"</strong> capazes de<strong> refletir a luz solar </strong>e concentrá-la num ponto específico da superfície terrestre — um projeto ambicioso que não está isento de riscos potenciais para a saúde humana.</p><h2>Dezenas de milhares de refletores!</h2><p>A energia solar está a expandir-se rapidamente em todo o mundo, e a sua eficiência continua a aumentar. No entanto, o <strong>sol </strong>não brilha 24 horas por dia na maior parte do planeta, embora os seus raios possam, potencialmente, ser aproveitados não apenas para<strong> gerar energia</strong>, mas também para outras finalidades.</p><p>A pensar nisso, esta <em>startup </em>teve uma ideia incomum, porém inovadora: <strong>lançar satélites que funcionam como espelhos para refletir a luz solar e direcioná-la para uma área específica da superfície terrestre</strong>. A <em>Reflect Orbital </em>recebeu recentemente a aprovação da FCC — a agência reguladora de telecomunicações dos EUA — para lançar o seu primeiro satélite de teste, equipado com um espelho de 18 metros quadrados.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr">[ UNITED STATES | SPACE ]<br><br>U.S. startup Reflect Orbital plans to launch Eärendil-1, an experimental satellite equipped with an 18-meter mirror capable of reflecting sunlight toward Earth at night. The stated goal is to provide illumination</p>— Little Think Tank (@L_ThinkTank) <a href="https://x.com/L_ThinkTank/status/2078000686344601875?ref_src=twsrc%5Etfw">July 17, 2026</a></blockquote></figure><p>O objetivo final da <em>startup </em>sediada na Califórnia é<strong> implantar uma constelação de 50.000 satélites</strong> para criar um feixe de luz de cinco quilómetros de diâmetro, capaz de <strong>abastecer centrais solares 24 horas por dia</strong>, sete dias por semana. Aplicações no setor privado também estão a ser consideradas.</p><p><strong>Embora esta tecnologia pareça promissora, não está isenta de riscos</strong>. Dentro da área iluminada, a luminosidade poderia chegar a até quatro vezes a da lua cheia, e estes satélites poderiam até mesmo aumentar o brilho geral do céu noturno à escala global. Outras consequências mais diretas tamb��m poderiam representar <strong>riscos à saúde humana</strong>.</p><h2>Um risco para a nossa visão?</h2><p>O assunto ganhou destaque recentemente na imprensa devido ao eclipse solar de 12 de agosto na Europa: olhar diretamente para o Sol pode causar danos oculares irreversíveis de gravidade variável. No entanto, até mesmo <strong>a luz solar refletida por um satélite espelhado poderia, potencialmente, ser perigosa</strong>.</p><div class="texto-destacado">Esta preocupação não é nova. Desde as primeiras experiências com espelhos espaciais, surgiram questionamentos sobre o ofuscamento e os efeitos da luz solar refletida na visão.<br></div><p>Em fevereiro de 1993, a experiência russa <em>Znamya 2</em> colocou em órbita um espelho de grandes dimensões, projetado para refletir a luz solar em direção à Terra. Naquela época, os efeitos potencialmente perigosos da exposição da retina a uma luz intensa já estavam amplamente documentados na literatura científica.</p><p>É fácil, portanto, traçar paralelos entre aquela experiência, realizada há mais de 30 anos, e o projeto <em>Reflect Orbital</em>. Com um número muito maior de espelhos, o <strong>risco de um ofuscamento repentino para pessoas no solo ou no ar</strong> poderia tornar-se significativo. O que aconteceria, por exemplo, se um piloto de avião ficasse temporariamente cego devido a este brilho intenso?</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/espelhos-espaciais-poderiam-brilhar-mais-do-que-a-lua-cheia-e-a-comunidade-cientifica-esta-alarmada.html" title="Espelhos espaciais poderiam brilhar mais do que a lua cheia, e a comunidade científica está alarmada">Espelhos espaciais poderiam brilhar mais do que a lua cheia, e a comunidade científica está alarmada</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/espelhos-espaciais-poderiam-brilhar-mais-do-que-a-lua-cheia-e-a-comunidade-cientifica-esta-alarmada.html" title="Espelhos espaciais poderiam brilhar mais do que a lua cheia, e a comunidade científica está alarmada"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/space-mirrors-could-outshine-the-full-moon-and-the-scientific-community-is-alarmed-1786802407859_320.jpeg" alt="Espelhos espaciais poderiam brilhar mais do que a lua cheia, e a comunidade científica está alarmada"></a></article></aside><p>A própria <em>startup </em>americana reconheceu que a simples observação através de um telescópio amador de 30 centímetros<strong> poderia causar danos irreversíveis à retina</strong> — uma admissão que, compreensivelmente, gerou preocupação tanto no público quanto na comunidade científica. Segundo alguns investigadores, o risco poderia existir mesmo com instrumentos menores.</p><p>Outra questão é que, atualmente, <strong>não existe um sistema de alerta público para avisar com antecedência quando o feixe passará sobre as nossas cabeças</strong>. Nesta fase, a FCC determinou que as questões relacionadas com a segurança ocular e com a proteção do céu noturno estavam fora da sua jurisdição ao conceder a autorização.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Alexandre%20Scotti" data-year="2026" data-title="Des%20miroirs%20sur%20des%20satellites%20pour%20alimenter%20H24%20des%20panneaux%20solaires%20%3A%20%C3%A7a%20pourrait%20d%C3%A9truire%20votre%20r%C3%A9tine%2C%20et%20pourtant%20c%E2%80%99est%20d%C3%A9j%C3%A0%20valid%C3%A9" data-url="https%3A%2F%2Fwww.lesnumeriques.com%2Fastronomie-conquete-spatiale%2Fdes-miroirs-sur-des-satellites-pour-alimenter-h24-des-panneaux-solaires-ca-pourrait-detruire-votre-retine-et-pourtant-c-est-deja-valide-n260494.html">Alexandre Scotti. (2026). <a href="https://www.lesnumeriques.com/astronomie-conquete-spatiale/des-miroirs-sur-des-satellites-pour-alimenter-h24-des-panneaux-solaires-ca-pourrait-detruire-votre-retine-et-pourtant-c-est-deja-valide-n260494.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Mirrors on satellites to power solar panels 24/7: they could damage your retina, yet the project has already been approved</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/espelhos-no-espaco-para-gerar-energia-24-horas-por-dia-o-projeto-que-poderia-cegar-voce.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[5 suculentas suspensas para transformar a sua varanda num oásis de baixa manutenção]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/5-suculentas-suspensas-para-transformar-a-sua-varanda-num-oasis-de-baixa-manutencao.html</link><pubDate>Sat, 29 Aug 2026 07:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Uma varanda bonita não tem de ser um problema. Com as plantas certas, pode enchê-la de vida mesmo que tenha pouco espaço, pouca experiência ou, por vezes, se esqueça de a regar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/quieres-un-balcon-espectacular-sin-demasiado-esfuerzo-estas-5-suculentas-colgantes-son-ideales-para-mexico-1787279034224.png" data-image="v81wo6len6ma" alt="Suculentas suspensas permitem criar arranjos texturados e volumosos sem ocupar muito espaço em varandas pequenas." title="Suculentas suspensas permitem criar arranjos texturados e volumosos sem ocupar muito espaço em varandas pequenas."><figcaption>Suculentas suspensas permitem criar arranjos texturados e volumosos sem ocupar muito espaço em varandas pequenas.</figcaption></figure><p>Quer dar vida à sua varanda, mas não tem tempo para cuidar e verificar as plantas todos os dias? As <strong>suculentas suspensas são uma ótima solução</strong>. Estas plantas ocupam pouco espaço, requerem apenas cuidados básicos e, como bónus adicional, criam cascatas verdes que podem transformar completamente o aspeto de qualquer canto.</p><p>A sua principal vantagem é <strong>armazenar água nas folhas e caules</strong>, o que lhes permite tolerar períodos de seca com maior facilidade. Isto não significa que possam ser completamente negligenciadas, mas <strong>são tolerantes se se esquecer delas ocasionalmente </strong>e requerem menos rega do que muitas plantas tradicionais.</p><div class="texto-destacado">Estas plantas adaptam-se bem a diferentes regiões, desde que a intensidade da luz solar seja controlada adequadamente. Nas cidades de clima temperado, podem receber algumas horas de luz solar direta, enquanto que, nas zonas muito quentes, é melhor protegê-las do sol forte do meio-dia.</div><p>Outra vantagem é o<strong> aproveitamento do espaço vertical</strong>. É possível cultivar plantas mesmo em pequenas varandas, utilizando vasos suspensos, prateleiras altas ou floreiras de parede, sem ocupar o espaço destinado à circulação ou ao mobiliário.</p><p>As cinco espécies seguintes combinam folhas redondas, folhagem em forma de coração, pequenas folhas semelhantes às da bananeira e caules cilíndricos. Com elas, pode <strong>criar uma bela varanda sem transformar o cuidado com as plantas em mais uma tarefa árdua</strong>. No entanto, há um requisito essencial: todas elas necessitam de uma excelente drenagem.</p><h2>Cinco suculentas para criar uma cascata verde</h2><p>A cauda-de-burro (<em>Sedum morganianum</em>) é uma <strong>ótima opção para quem está a começar a cultivar suculentas</strong>. Nativa do México, foi registada em Veracruz, Puebla e Chiapas. A planta desenvolve caules cobertos por folhas verde-azuladas que podem formar densos ramos pendentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quieres-un-balcon-espectacular-sin-demasiado-esfuerzo-estas-5-suculentas-colgantes-son-ideales-para-mexico-1787279054462.png" data-image="a2rruk860ww1" alt="A planta Coração-em-aranha apresenta-se mais bonita com bastante luz filtrada, rega moderada e um substrato que permita a rápida drenagem da água." title="A planta Coração-em-aranha apresenta-se mais bonita com bastante luz filtrada, rega moderada e um substrato que permita a rápida drenagem da água."><figcaption>A planta <i>Coração-emaranhado</i> apresenta-se mais bonita com bastante luz filtrada, rega moderada e um substrato que permita a rápida drenagem da água.</figcaption></figure><p>Para que se desenvolva bem, coloque-a num <strong>local com bastante luz e sol suave de manhã ou à tarde</strong>. Em regiões quentes, evite o sol direto do meio-dia, pois pode queimar as folhas. <strong>Regue apenas quando o substrato estiver completamente seco</strong>. Regra geral, isto pode significar a cada 10 a 15 dias durante a estação quente e a cada três ou quatro semanas no inverno.</p><p><strong>As folhas da cauda-de-burro desprendem-se facilmente</strong>, por isso evite mover a planta constantemente. Felizmente, muitas destas folhas podem germinar e dar origem a novas plantas quando colocadas em substrato seco. Utilize um vaso resistente e bem fixado, pois os caules rastejantes podem ficar bastante pesados à medida que crescem.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781160" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/saiba-quais-os-segredos-para-ter-a-suculenta-jade-forte-e-exuberante.html" title="Saiba quais os segredos para ter a suculenta Jade forte e exuberante!">Saiba quais os segredos para ter a suculenta Jade forte e exuberante!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/saiba-quais-os-segredos-para-ter-a-suculenta-jade-forte-e-exuberante.html" title="Saiba quais os segredos para ter a suculenta Jade forte e exuberante!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-quais-os-segredos-para-ter-a-soculenta-jade-forte-e-exuberante-1785409561256_320.jpg" alt="Saiba quais os segredos para ter a suculenta Jade forte e exuberante!"></a></article></aside><p><strong>A planta conhecida como colar-de-pérolas</strong> (<em>Curio rowleyanus</em>, anteriormente <em>Senecio rowleyanus</em>) parece uma <strong>cortina feita de minúsculas contas verdes</strong>. Necessita de bastante luz e tolera o sol ameno nas primeiras horas do dia. As pérolas ligeiramente enrugadas indicam que a planta precisa de água, enquanto as pérolas macias e translúcidas podem sinalizar excesso de humidade.</p><div class="texto-destacado">As folhas molhadas não devem ser expostas imediatamente à luz solar intensa, pois podem queimar.</div><ul> </ul><p>A<strong> planta conhecida como "fio-de-banana"</strong> (<em>Curio radicans</em>, anteriormente <em>Senecio radicans</em>) possui <strong>folhas curvas que se assemelham a pequenas bananas</strong>. É mais vigorosa e geralmente mais fácil de cuidar, sendo uma boa opção para principiantes. Forneça-lhe luz suficiente, algumas horas de sol e regue-o quando o substrato estiver seco.</p><p>A <strong>planta coração-emaranhado</strong> (<em>Ceropegia woodii</em>) é uma <strong>trepadeira com caules delicados decorados com folhas em forma de coração</strong>. Prospera em locais bem iluminados, embora um pouco de sol matinal ajude a manter a sua cor vibrante. Esta planta tolera melhor a seca do que o excesso de água e pode ser podada para estimular o crescimento de novos ramos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quieres-un-balcon-espectacular-sin-demasiado-esfuerzo-estas-5-suculentas-colgantes-son-ideales-para-mexico-1787279079791.png" data-image="yp6d11xrfiaa" alt="Um local bem iluminado, protegido da luz solar intensa, ajuda as suculentas suspensas a manterem a sua cor e crescimento compacto." title="Um local bem iluminado, protegido da luz solar intensa, ajuda as suculentas suspensas a manterem a sua cor e crescimento compacto."><figcaption>Um local bem iluminado, protegido da luz solar intensa, ajuda as suculentas suspensas a manterem a sua cor e crescimento compacto.</figcaption></figure><p>Por fim, o <strong>cato rabo-de-rato</strong> (<em>Aporocactus flagelliformis</em>, também conhecido por <em>Disocactus flagelliformis</em>), nativo do centro e leste do México, produz <strong>caules cilíndricos que se espalham pelo vaso</strong>. Para que cresça bem, forneça luz suficiente, regue moderadamente durante a estação de crescimento e proteja-o de chuvas fortes, geadas e humidade excessiva.</p><h2>Como criá-las e mantê-las saudáveis</h2><p>Utilize uma mistura comercial para cactos/suculentas ou prepare um substrato arejado com terra, perlite e material mineral. Cada vaso deve ter <strong>orifícios de drenagem desobstruídos</strong>; colocar pedras no fundo não resolverá o problema de um substrato que retém muita água.</p><p>Proteja os vasos do vento e <strong>certifique-se de que os suportes aguentam o peso quando estão molhados</strong>. Durante a primavera e o verão, pode aplicar uma pequena dose de fertilizante para suculentas uma vez por mês. No inverno, reduza a rega e, se houver geada na sua região, mova as plantas temporariamente para um local mais iluminado e protegido.</p><p><strong>Comece com uma cauda-de-burro e uma colar-de-pérolas se quiser um resultado chamativo desde o início</strong>. Coloque-as a diferentes alturas e lembre-se da regra principal: com estas plantas, o excesso de água causa muitas vezes mais problemas do que um pouco de atraso na rega. Com uma boa iluminação e drenagem, a manutenção pode ser muito simples.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/5-suculentas-suspensas-para-transformar-a-sua-varanda-num-oasis-de-baixa-manutencao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item></channel></rss>