<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Fri, 17 Jul 2026 23:30:24 +0000</lastBuildDate><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 23:30:24 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Espanha-Argentina sob ameaça: o fumo dos incêndios no Canadá coloca Nova Iorque em alerta a poucas horas da final]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/espanha-argentina-sob-ameaca-o-fumo-dos-incendios-no-canada-coloca-nova-iorque-em-alerta-a-poucas-horas-da-final.html</link><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 17:31:49 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O caminho para a glória no Mundial já não depende apenas de táticas, talento e sorte, mas também da direção do vento.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/argentina-espana-bajo-amenaza-el-humo-de-los-incendios-en-canada-pone-en-alerta-a-nueva-york-a-horas-de-la-final-1784253496208.jpg" data-image="q1jus7vndiv2" alt="Imagen de satélite registrada durante el jueves 16 de julio de 2026." title="Imagen de satélite registrada durante el jueves 16 de julio de 2026."><figcaption>Imagem de satélite captada na quinta-feira, 16 de julho de 2026.</figcaption></figure><p><strong>Será que o fumo dos incêndios no Canadá pode arruinar a final entre a Espanha e a Argentina? </strong>A poucas horas do início do jogo mais importante do ano, os olhares não estão apenas voltados para Lionel Messi ou Lamine Yamal, mas também para o céu de Nova Iorque e Nova Jérsia: ali começa a formar-se uma densa e inesperada nuvem de fumo, levada pelos ventos a partir dos enormes incêndios florestais em curso em Ontário, no Canadá.</p><p>O fenómeno fez disparar os alarmes sanitários e organizacionais na sede da grande final do Mundial de 2026, uma vez que o <strong>MetLife Stadium, em East Rutherford</strong>, palco do jogo que oporá a Argentina à Espanha e cujo recinto é totalmente aberto, <strong>se encontra no epicentro deste alerta ambiental</strong>.</p><p>Ao que parece, <strong>as condições atmosféricas tornar-se-ão um jogador extra</strong> que também marcará a sua presença durante a jornada. Embora, por enquanto, a FIFA não preveja o adiamento do jogo, a qualidade do ar é um fator crítico para o esforço físico extremo.</p><h2>Fumo e preocupação: a final do Mundial de 2026 sob alerta sanitário </h2><p>O fumo provém principalmente dos inúmeros incêndios florestais ativos no Canadá, especialmente em Ontário. As partículas foram transportadas para os Estados Unidos por uma corrente de ar proveniente do norte. A poluição avançou depois para sul, impulsionada pelos ventos, e provocou uma<strong> forte redução da visibilidade em vários pontos da região, afetando principalmente Nova Iorque e Nova Jérsia</strong>.</p><p>Trata-se de um fenómeno que se tornou cada vez mais comum durante os verões boreais: quando a direção do vento é desfavorável, <strong>o fumo canadiano pode percorrer milhares de quilómetros e cobrir importantes cidades norte-americanas</strong>.<br></p><div class="texto-destacado">As autoridades de Nova Iorque emitiram um alerta de saúde devido à presença de fumo visível e ao aumento das partículas poluentes no ar.</div><p>"O Índice de Qualidade do Ar (AQI) em toda ou parte da cidade de Nova Iorque atingiu o <strong>Nível Púrpura (AQI entre 201 e 300) — Muito insalubre</strong>, podendo causar problemas de saúde a todas as pessoas, especialmente aos grupos sensíveis", indicou a cidade de Nova Iorque através de um alerta emitido a 16 de julho de 2026, às 18h14.</p><p>A situação alastrou-se também a Nova Jérsia e a outros estados do nordeste dos Estados Unidos. O Departamento de Conservação Ambiental de Nova Iorque confirmou que os incêndios provocaram<strong> céus enevoados e picos de poluição associados ao fumo</strong>.</p><h3>O inimigo inesperado da Espanha e da Argentina</h3><p>No caso dos jogadores, num jogo de máxima intensidade, estes inspiram uma quantidade de ar muito superior à de uma pessoa em repouso, o que faz com que, em maior ou menor grau, a sua presença tenha repercussões no organismo, uma vez que <strong>as micropartículas do fumo da madeira podem provocar irritação nas vias respiratórias</strong>, tosse e uma diminuição do desempenho aeróbico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/argentina-espana-bajo-amenaza-el-humo-de-los-incendios-en-canada-pone-en-alerta-a-nueva-york-a-horas-de-la-final-1784254194686.jpg" data-image="y3wf7mri21za" alt="Humo en Nueva York" title="Humo en Nueva York"><figcaption>Foto aérea de Manhattan e Brooklyn, afetadas pela poluição causada pelo fumo em Nova Iorque, proveniente dos incêndios florestais no Canadá.</figcaption></figure><p>No que diz respeito à presença de público nas bancadas — espera-se que mais de 80 000 pessoas lotem o estádio —, <strong>as autoridades sanitárias alertam que os espectadores com asma, alergias ou problemas cardíacos pré-existentes devem tomar precauções extremas</strong> caso o índice de qualidade do ar ultrapasse os 100 pontos.</p><p>Por enquanto, felizmente para a organização e para as equipas de Lionel Scaloni e Luis de la Fuente, <strong>a natureza parece ter um plano de contingência</strong>:</p><ul><li>Durante o dia anterior à final, sábado, 18 de julho, preveem-se <strong>chuvas intensas ao longo do dia</strong>, algo que funcionaria como uma "limpeza" natural da atmosfera, arrastando as partículas de fumo para o solo.</li><li>Já no domingo, precisamente pela manhã, a região poderá receber uma <strong>importante corrente de ar frio vinda do norte</strong>. Esta mudança de vento afastaria a coluna de fumo canadiana da área metropolitana de Nova Iorque e Nova Jérsia.</li></ul><h3>Um cocktail meteorológico em destaque</h3><p>O fumo não é o único desafio que os preparadores físicos de ambas as seleções estão a acompanhar de perto. Para a tarde de domingo, a previsão aponta para uma combinação complexa que inclui <strong>calor sufocante, elevada humidade e probabilidade de tempestades elétricas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772712" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/uns-engenheiros-revelam-na-nature-quantos-quilometros-percorrem-as-particulas-toxicas-dos-incendios-florestais.html" title="Uns engenheiros revelam na Nature quantos quilómetros percorrem as partículas tóxicas dos incêndios florestais">Uns engenheiros revelam na Nature quantos quilómetros percorrem as partículas tóxicas dos incêndios florestais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/uns-engenheiros-revelam-na-nature-quantos-quilometros-percorrem-as-particulas-toxicas-dos-incendios-florestais.html" title="Uns engenheiros revelam na Nature quantos quilómetros percorrem as partículas tóxicas dos incêndios florestais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/hasta-donde-viajan-las-particulas-toxicas-de-los-incendios-forestales-las-nanoparticulas-permanencen-hasta-meses-depue-1780649645472_320.jpeg" alt="Uns engenheiros revelam na Nature quantos quilómetros percorrem as partículas tóxicas dos incêndios florestais"></a></article></aside><p>Em primeiro lugar, face ao registo de temperaturas extremas, a FIFA ativará as pausas obrigatórias para hidratação. No entanto, <strong>o maior risco de interrupção efetiva recai sobre as tempestades</strong>: os protocolos de segurança estipulam que, em caso de queda de raios nas imediações do MetLife Stadium, o jogo deve ser interrompido imediatamente para proteger os jogadores e o público.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/argentina-espana-bajo-amenaza-el-humo-de-los-incendios-en-canada-pone-en-alerta-a-nueva-york-a-horas-de-la-final-1784253594472.jpg" data-image="djf5uo2v9u1r" alt="MetLife Stadium" title="MetLife Stadium"><figcaption>MetLife Stadium.</figcaption></figure><p>A poucas horas do apito inicial que dará início a um jogo extremamente emocionante, <strong>o cenário mais provável é que a chuva de sábado dissipe o fumo a tempo</strong>. No entanto, na final mais esperada do planeta, o céu de Nova Jérsia já deixou claro que tenciona ser mais um protagonista.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/espanha-argentina-sob-ameaca-o-fumo-dos-incendios-no-canada-coloca-nova-iorque-em-alerta-a-poucas-horas-da-final.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Já existia antes dos dinossauros: o âmbar mais antigo conhecido (385 milhões de anos) foi descoberto na China]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ja-existia-antes-dos-dinossauros-o-ambar-mais-antigo-conhecido-385-milhoes-de-anos-foi-descoberto-na-china.html</link><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 16:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>De acordo com um estudo internacional a produção de resina poderá ter surgido muito antes do que se pensava, com esta descoberta a ser crucial para a compreensão da evolução das primeiras plantas na Terra.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-existia-antes-dos-dinossauros-o-ambar-mais-antigo-conhecido-385-milhoes-de-anos-foi-descoberto-na-china-1784296083893.jpg" data-image="f5fyvrtld170"><figcaption>Pedaços de âmbar (resina em estado fossilizado).</figcaption></figure><p>Durante várias décadas os cientistas acreditavam que o âmbar mais antigo conhecido tinha surgido muito depois das primeiras grandes florestas da Terra. Mas agora, <strong>uma descoberta extraordinária obriga a recuar esse marco em cerca de 65 milhões de anos</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>No estudo conduzido por cientistas da Alemanha, China, Estados Unidos e Reino Unido foi revelado que a capacidade de produzir resina (conhecida como âmbar no seu estado fossilizado) surgiu muito antes do que se pensava. Esta descoberta lança uma nova luz sobre a inovação evolutiva que poderá ter desempenhado um papel decisivo na conquista dos ambientes terrestres por parte das plantas.</strong></div><p>Uma equipa internacional de <strong>12 investigadores </strong>identificou, na Formação Hujiersite (China), <strong>o âmbar mais antigo alguma vez encontrado, datado de aproximadamente 385 milhões de anos no Devoniano Médio</strong>. Os resultados da investigação foram publicados na revista <em>Science Advances</em> e marcam um avanço significativo na compreensão da evolução das plantas terrestres.</p><h2>A produção de resina é um processo sofisticado a nível biológico</h2><p>Para que a resina seja gerada é necessário que ocorra a síntese de moléculas orgânicas complexas, conhecidas como <strong>terpenóides</strong>, bem como o desenvolvimento de sistemas especializados de secreção. Nas plantas da atualidade a resina age como uma verdadeira barreira de defesa: <strong>trata as feridas, combate os agentes patogénicos e protege de fatores ambientais adversos, tais como os incêndios ou ataques de insetos</strong>. </p><p>Não obstante, a origem da resina mantinha-se rodeada de mistério, e isto porque <strong>o âmbar é extremamente raro nos depósitos do Paleozoico</strong>, numa altura em que a Terra estava colonizada por plantas. Recordemos que o Paleozoico foi um período em que os ecossistemas da Terra ainda se estavam a formar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-existia-antes-dos-dinossauros-o-ambar-mais-antigo-conhecido-385-milhoes-de-anos-foi-descoberto-na-china-1784296177838.jpg" data-image="c7cyxw6rhg4s"><figcaption>Cientistas descobrem que afinal a resina terá surgido muito mais cedo do que se pensava no nosso planeta, tendo tido um papel fundamental para o aumento da probabilidade de sobrevivência e na capacidade de resiliência das florestas primitivas terrestres.</figcaption></figure><p>Os <strong>fragmentos </strong>analisados foram descobertos por <strong>Cihang Luo</strong>, investigador do <strong>Instituto de Geologia e Paleontologia de Nanjing</strong>, e pelos seus colegas cientistas. A maioria dos fragmentos possui um tamanho <strong>microscópico</strong> e encontra-se<strong> incrustada em pequenos aglomerados de carvão</strong> (o maior exemplar mede somente 1,5 milímetros). </p><p>Apesar das suas dimensões reduzidas, os fragmentos são detentores de informação química valiosíssima. Através da implementação de técnicas como a <strong>espectrografia de infravermelhos e a cromatografia gasosa</strong>, os autores do estudo concluíram que a sua <strong>composição molecular é incrivelmente semelhante à do âmbar presente nas coníferas da atualidade</strong>.</p><h2>Descoberta importante para a reconstrução evolutiva das primeiras plantas da Terra</h2><p>De acordo com os autores deste estudo, a produção de resina pode ter constituído uma <strong>adaptação fundamental </strong>ao longo da transição entre o Devoniano e o Carbonífero, fazendo com que as plantas fossem capazes de<strong> curar lesões provocadas por patógenos, insetos, incêndios e outros elementos do ambiente</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774925" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/reutilizar-a-agua-do-cozimento-de-legumes-em-suas-plantas-de-interior-passo-a-passo-e-beneficios.html" title="Reutilizar a água da cozedura de legumes nas suas plantas de interior: passo a passo e benefícios">Reutilizar a água da cozedura de legumes nas suas plantas de interior: passo a passo e benefícios</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/reutilizar-a-agua-do-cozimento-de-legumes-em-suas-plantas-de-interior-passo-a-passo-e-beneficios.html" title="Reutilizar a água da cozedura de legumes nas suas plantas de interior: passo a passo e benefícios"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/reutilizar-el-agua-de-las-legumbres-en-tus-plantas-del-hogar-paso-a-paso-y-beneficios-1781698125525_320.jpg" alt="Reutilizar a água da cozedura de legumes nas suas plantas de interior: passo a passo e benefícios"></a></article></aside><p>Deste modo, a <strong>resina</strong> poderá então ter sido crucial para o aumento da probabilidade de <strong>sobrevivência </strong>e para a <strong>capacidade de resiliência</strong> das <strong>florestas primitivas terrestres</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Cihang%20Luo%20et%20al" data-year="2026" data-title="The%20earliest%20amber%20from%20the%20Middle%20Devonian%20of%20China" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fsciadv.aeh1266">Cihang Luo et al. (2026). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.aeh1266" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The earliest amber from the Middle Devonian of China</a>.</cite><br><cite data-author="20minutos" data-year="2026" data-title="https%3A%2F%2Fwww.20minutos.es%2Fciencia%2Fhallan-china-ambar-mas-antiguo-jamas-conocido-tiene-385-millones-anos_7015195_0.html" data-url="https%3A%2F%2Fwww.20minutos.es%2Fciencia%2Fhallan-china-ambar-mas-antiguo-jamas-conocido-tiene-385-millones-anos_7015195_0.html">20minutos. (2026). <a href="https://www.20minutos.es/ciencia/hallan-china-ambar-mas-antiguo-jamas-conocido-tiene-385-millones-anos_7015195_0.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">https://www.20minutos.es/ciencia/hallan-china-ambar-mas-antiguo-jamas-conocido-tiene-385-millones-anos_7015195_0.html</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ja-existia-antes-dos-dinossauros-o-ambar-mais-antigo-conhecido-385-milhoes-de-anos-foi-descoberto-na-china.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal respira cada vez mais poeiras do Sara. A ciência explica agora porquê]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-respira-cada-vez-mais-poeiras-do-sara-a-ciencia-explica-agora-porque.html</link><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 15:37:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Estudo internacional revela que o transporte de poeiras do Norte de África está a intensificar-se e coloca a Península Ibérica entre as regiões europeias mais expostas.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-respira-cada-vez-mais-poeiras-do-sara-a-ciencia-explica-agora-porque-1784294994209.jpg" data-image="vl96h8hsb62a" alt="Poeiras do deserto Sara" title="Poeiras do deserto Sara"><figcaption>As intrusões de poeiras do Norte de África não são necessariamente mais frequentes, mas tendem a ser cada vez mais intensas e a transportar maiores quantidades de partículas. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>Há dias em que a luz parece diferente, o <strong>céu perde a transparência</strong>, o horizonte ganha um tom esbranquiçado e uma <strong>fina camada de pó</strong> cobre automóveis, janelas e varandas. Para muitos portugueses, estas imagens fazem parte da paisagem dos meses mais quentes do ano. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O que poucos imaginam é que essa realidade está a tornar-se cada vez mais intensa em Portugal e no Sul da Europa.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Um estudo publicado na revista <em>Nature</em>, liderado pelo <strong>Instituto Paul Scherrer</strong> (PSI), na Suíça, e com a participação de investigadores da <strong>Universidade de Aveiro</strong>, conclui que a <strong>concentração de poeiras do deserto do Sara</strong> na atmosfera europeia aumentou entre <strong>10% e 25%</strong> na última década e mais do que duplicou desde a era pré-industrial.</p><h2>O primeiro estudo abrangente</h2><p>Esta é a primeira avaliação pan-europeia baseada exclusivamente em <strong>medições</strong> <strong>observacionais</strong>, que permitiu traçar o retrato mais completo de sempre sobre a influência das poeiras minerais do Norte de África na qualidade do ar do continente.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-respira-cada-vez-mais-poeiras-do-sara-a-ciencia-explica-agora-porque-1784295069575.jpg" data-image="k649ia4ydo7x" alt="Imagem de satélite mostra uma invasão de poeiras do Norte de África a entrar na Península Ibérica" title="Imagem de satélite mostra uma invasão de poeiras do Norte de África a entrar na Península Ibérica"><figcaption>Portugal é uma das principais portas de entrada das poeiras do Sara na Europa e está entre os territórios mais expostos a este fenómeno. Foto: ©ESA (contém dados modificados do programa Copernicus Sentinel/2025, processados pela ESA)</figcaption></figure><p>Embora o fenómeno afete grande parte da Europa, é na <strong>Península Ibérica</strong> que os seus efeitos se fazem sentir com maior intensidade. Portugal surge entre os territórios mais expostos ao transporte de poeiras provenientes do Sara, sobretudo durante os meses de <strong>julho</strong> e <strong>agosto</strong>, quando as condições atmosféricas favorecem a chegada destas massas de ar carregadas de partículas.</p><h2>Portugal na linha da frente</h2><p>As poeiras do Sara sempre atravessaram o <strong>Mediterrâneo</strong> e o <strong>Atlântico</strong> até alcançarem a Europa. A novidade revelada pelo estudo não está na existência dessas intrusões, mas na sua <strong>intensidade crescente</strong>.</p><p>Os investigadores verificaram que o número de episódios registados entre 2012 e 2021 não aumentou de forma significativa. O que mudou foi a quantidade de poeira transportada em cada evento. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Hoje, cada intrusão transporta mais partículas do que há apenas algumas décadas, agravando o impacto na qualidade do ar.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para Portugal, esta tendência assume uma relevância particular. Inserido no setor ocidental do Mediterrâneo, o <strong>país encontra-se numa das principais portas de entrada das poeiras africanas na Europa</strong>. Os dados mostram que o Sul do continente regista concentrações médias de poeira mineral cerca de duas vezes e meia superiores às observadas na Europa Central e Setentrional.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A investigação estima que esta região enfrente, em média, cerca de 46 dias por ano afetados por episódios de transporte de poeiras do deserto. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>No caso da Península Ibérica, o período mais crítico coincide com o <strong>pico do verão</strong>, precisamente quando o tempo seco e as temperaturas elevadas favorecem a persistência destas massas de ar sobre o território.</p><h2>Picos de concentrações no Sul da Europa</h2><p>Os investigadores identificaram ainda uma <strong>ligação</strong> entre determinadas <strong>configurações atmosféricas</strong> e a <strong>intensidade das intrusões</strong> na Europa Ocidental. Durante fases positivas da Oscilação do Atlântico Norte, um dos principais padrões que condicionam o estado do tempo no Atlântico, observaram-se <strong>concentrações mais elevadas</strong> sobre <strong>Portugal</strong>, <strong>Espanha</strong> e parte de <strong>França</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="702906" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/poeiras-ameaca-invisivel-e-fenomeno-ecologico-do-deserto.html" title="Poeiras: ameaça invisível e fenómeno ecológico do deserto">Poeiras: ameaça invisível e fenómeno ecológico do deserto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/poeiras-ameaca-invisivel-e-fenomeno-ecologico-do-deserto.html" title="Poeiras: ameaça invisível e fenómeno ecológico do deserto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/staub-unsichtbare-bedrohung-und-oekologisches-phaenomen-aus-der-wueste-1742558779470_320.png" alt="Poeiras: ameaça invisível e fenómeno ecológico do deserto"></a></article></aside><p>O resultado é visível muito para além dos automóveis cobertos por uma película alaranjada. A <strong>redução da qualidade do ar afeta milhões de pessoas</strong> e representa um desafio crescente para setores tão distintos como a saúde pública, a produção de energia solar e a monitorização ambiental.</p><h2>Uma viagem de milhares de quilómetros</h2><p>Cada episódio começa muito antes de chegar ao céu português. <strong>As poeiras têm origem nas extensas regiões áridas do Norte de África</strong>, onde os ventos levantam partículas minerais extremamente finas que permanecem em suspensão durante vários dias. Transportadas pelas correntes atmosféricas, percorrem milhares de quilómetros até atingirem a Península Ibérica e outras regiões europeias.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-respira-cada-vez-mais-poeiras-do-sara-a-ciencia-explica-agora-porque-1784295409771.jpg" data-image="degktcqm5xdi" alt="Skyline laranja" title="Skyline laranja"><figcaption>Além de partículas minerais, as poeiras que chegam à Europa podem conter bactérias, fungos, esporos e diversos contaminantes presentes na atmosfera. Foto: Josh_Rose/Freerange Stock</figcaption></figure><p>Para reconstruir esta viagem, a equipa internacional analisou mais de <strong>18.500 medições diárias</strong> recolhidas <span style="margin: 0px; padding: 0px;">em<strong> 103</strong></span><strong> estações de monitorização</strong> distribuídas por toda a Europa. Os dados foram cruzados com imagens de satélite, modelos atmosféricos e ferramentas de inteligência artificial, permitindo distinguir a poeira proveniente do deserto de outras fontes de poluição presentes na atmosfera.</p><h2>A evolução preservada nos Alpes </h2><p>O resultado é o retrato mais detalhado alguma vez produzido sobre este fenómeno e confirma que a presença de poeiras do Sara tem vindo a aumentar de forma consistente ao longo dos últimos 250 anos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="261761" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-impactos-poeiras-saara-sul-europa-godzilla-oceano-atlantico.html" title="Os impactos das poeiras do Saara no sul da Europa">Os impactos das poeiras do Saara no sul da Europa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-impactos-poeiras-saara-sul-europa-godzilla-oceano-atlantico.html" title="Os impactos das poeiras do Saara no sul da Europa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-impactos-das-poeiras-do-sahara-no-sul-da-europa-261761-1_320.jpg" alt="Os impactos das poeiras do Saara no sul da Europa"></a></article></aside><p>Os testemunhos preservados no <strong>gelo dos Alpes</strong> ajudam igualmente a contar essa história. A análise desses registos mostra que a deposição de poeiras mais do que duplicou desde a era pré-industrial, confirmando que não se trata de uma oscilação temporária, mas de uma <strong>tendência que se prolonga</strong> há várias gerações.</p><h2>Por que chegam mais poeiras à Europa?</h2><p>A resposta começa a milhares de quilómetros da Península Ibérica. O aumento da poeira transportada para a Europa resulta da combinação de dois fatores que se reforçam mutuamente. Por um lado, a <strong>desertificação e a aridez</strong> intensificaram-se em várias regiões do Norte de África. As alterações nos <strong>padrões de circulação atmosférica</strong>, por outro lado, favorecem o transporte dessas partículas até ao continente europeu.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O estudo identifica o Noroeste africano e algumas zonas de Marrocos como importantes áreas emissoras de poeiras que chegam à Europa Ocidental. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>À medida que os solos perdem humidade e a vegetação diminui, aumenta também a quantidade de sedimentos disponíveis para serem levantados pelo vento.</p><h2>O contributo das atividades humanas</h2><p>Os autores reconhecem as incertezas sobre o peso exato das <strong>alterações climáticas </strong>neste processo. Ainda assim, o conhecimento científico atual aponta para uma conclusão consistente. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O aquecimento global e as emissões humanas de gases com efeito de estufa estão a favorecer a expansão das áreas áridas e, consequentemente, a intensificação deste fenómeno.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Em poucas palavras, quanto mais seco se torna o Norte de África, maior tende a ser a quantidade de poeira disponível para atravessar o Mediterrâneo e alcançar países como Portugal.</p><h2>Muito mais do que areia em suspensão</h2><p>A camada avermelhada que se deposita sobre automóveis, telhados ou varandas é apenas a parte mais visível da viagem iniciada no deserto. As <strong>partículas mais finas permanecem em suspensão na atmosfera durante muito mais tempo</strong> e conseguem percorrer milhares de quilómetros antes de regressarem ao solo.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Durante esse percurso transportam também bactérias, fungos, esporos e diversos contaminantes presentes na atmosfera, incluindo alguns metais e outros poluentes de origem humana.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O estudo conclui que, durante os episódios de intrusão, a contribuição da <strong>poeira mineral</strong> representa cerca de <strong>um terço do valor médio anual</strong> recomendado pela <strong>Organização Mundial da Saúde</strong> para as partículas inaláveis <strong>PM10</strong>. Para as partículas mais finas, conhecidas como PM2.5, a contribuição corresponde a cerca de um quarto do valor de referência.</p><h2>Os grandes impactos na saúde</h2><p>Embora os efeitos a longo prazo continuem a ser investigados, já existem evidências consistentes sobre as consequências imediatas destes episódios. Os investigadores identificaram um <strong>aumento da mortalidade diária</strong>, bem como das <strong>hospitalizações</strong> <strong>por doenças respiratórias</strong>, sobretudo entre grupos mais vulneráveis, como crianças, adolescentes, idosos e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-respira-cada-vez-mais-poeiras-do-sara-a-ciencia-explica-agora-porque-1784295598158.jpg" data-image="v841fqhhs4sq" alt="Por do sol no mar" title="Por do sol no mar"><figcaption>Julho e agosto concentram alguns dos episódios mais intensos de transporte de poeiras do Sara para Portugal. Foto: Rawpixel</figcaption></figure><p>Segundo Petros Vasilakos, primeiro autor do estudo citado no comunicado do PSI, há mais mortes relacionadas com enfartes e problemas respiratórios nos dias de elevadas concentrações de poeiras do que nos restantes dias.</p><h2>Um desafio que também é económico</h2><p>As consequências não se sentem apenas na qualidade do ar. A acumulação de poeiras reduz ainda a <strong>eficiência dos painéis fotovoltaicos</strong>, comprometendo a produção de energia solar precisamente nas regiões do Sul da Europa onde esta fonte renovável assume um peso crescente. </p><p>Ao mesmo tempo, dificulta a <strong>monitorização da qualidade da atmosfera</strong> e aumenta os desafios para a previsão meteorológica e gestão de episódios de poluição.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Por essa razão, os investigadores defendem o reforço dos sistemas de monitorização e de alerta, para antecipar os dias de maior concentração de poeiras e proteger as populações mais vulneráveis.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Ao contrário da poluição emitida pelos automóveis, pela indústria ou pelo aquecimento doméstico, <strong>as poeiras do deserto não podem ser controladas com medidas locais</strong>. Uma vez levantadas pelos ventos no Norte de África, atravessam fronteiras sem encontrar barreiras.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-respira-cada-vez-mais-poeiras-do-sara-a-ciencia-explica-agora-porque-1784295681885.jpg" data-image="wjj70brn8dpv" alt="Chaminés industriais" title="Chaminés industriais"><figcaption>Reduzir as emissões de gases com efeito de estufa poderá ajudar, a longo prazo, a limitar o agravamento das poeiras transportadas do Sara para a Europa. Foto: Dietmar Rabich, CC-BY-SA 4.0, Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>Isso não significa que nada possa ser feito. Segundo os autores, políticas eficazes de mitigação das alterações climáticas poderão contribuir, a longo prazo, para limitar a expansão das áreas áridas e reduzir o agravamento deste fenómeno nas próximas décadas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Paul%20Scherrer%20Insitute%20(PSI)" data-year="" data-title="Desert%20dust%20in%20Europe%20is%20increasing" data-url="https%3A%2F%2Fwww.psi.ch%2Fen%2Fnews%2Fmedia-releases%2Fdesert-dust-in-europe-is-increasing">Paul Scherrer Insitute (PSI). <a href="https://www.psi.ch/en/news/media-releases/desert-dust-in-europe-is-increasing" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Desert dust in Europe is increasing</a>.</cite><br><cite data-author="Petros%20N.%20Vasilakos%2C%20Abhishek%20Upadhyay%2C%20Manousos%20I.%20Manousakas%2C%20Andr%C3%A9s%20Alastuey%2C%20James%20D.%20Allan%2C%20C%C3%A9lia%20A.%20Alves%2C%20Benjamin%20Bergmans%2C%20et%20al." data-year="" data-title="Rising%20dust%20pollution%20across%20Europe%20in%20a%20changing%20climate" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41586-026-10743-w">Petros N. Vasilakos, Abhishek Upadhyay, Manousos I. Manousakas, Andrés Alastuey, James D. Allan, Célia A. Alves, Benjamin Bergmans, et al.. <a href="https://www.nature.com/articles/s41586-026-10743-w" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Rising dust pollution across Europe in a changing climate</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-respira-cada-vez-mais-poeiras-do-sara-a-ciencia-explica-agora-porque.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um funil gigante a caminho do porto de Masbate: as imagens impressionantes da tromba marinha nas Filipinas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-funil-gigante-a-caminho-do-porto-de-masbate-as-imagens-impressionantes-da-tromba-marinha-nas-filipinas.html</link><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 14:51:04 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Uma enorme tromba marinha foi filmada ao largo da costa de Masbate, nas Filipinas, onde a instabilidade atmosférica sobre as águas tropicais quentes propiciou a formação de um impressionante funil que desceu das nuvens até ao mar.</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/xUk4qNgVnXs/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=xUk4qNgVnXs" id="xUk4qNgVnXs"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Uma impressionante tromba marinha proporcionou uma das imagens meteorológicas mais marcantes dos últimos dias nas <strong>Filipinas</strong>. O fenómeno foi captado ao largo da costa de <strong>Masbate</strong>, onde <strong>um enorme funil desceu de uma nuvem em desenvolvimento vertical </strong>até à superfície do mar, muito perto do porto local.</p><p><strong>As imagens mostram a coluna rotativa a elevar água pulverizada</strong>, mantendo-se perfeitamente definida durante vários minutos. Este episódio espetacular, gravado por várias testemunhas, reflete <strong>a enorme energia que se pode concentrar na atmosfera</strong> quando se combinam humidade abundante, temperaturas elevadas da água e condições de instabilidade.</p><p>Embora este tipo de fenómenos não seja invulgar em regiões tropicais, a nitidez com que a tromba marinha pôde ser observada <strong>tornou o vídeo num dos mais impressionantes divulgados recentemente</strong>.</p><h2>O que é uma tromba marinha?</h2><p>As trombas marinhas são <strong>colunas de ar em rotação que se formam sobre massas de água</strong>. Visualmente, assemelham-se a um tornado, embora nem sempre tenham a mesma origem nem a mesma intensidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/espectacular-manga-marina-frente-a-la-costa-de-filipinas-un-gigantesco-embudo-se-forma-junto-al-puerto-de-masbate-1784236037576.jpg" data-image="u97q40peey1t"><figcaption>As trombas marinhs são colunas de ar em rotação que se formam sobre massas de água.</figcaption></figure><p>Em muitas ocasiões, formam-se sob nuvens convectivas quando existe uma instabilidade atmosférica acentuada. O ar quente e muito húmido ascende rapidamente, enquanto<strong> as diferenças de vento nas diferentes camadas da atmosfera favorecem o surgimento de um movimento giratório</strong>. Quando esse movimento giratório se intensifica e liga a nuvem à superfície do mar, surge o característico funil visível.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="672048" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/trombas-de-agua-o-que-sao-como-se-formam-e-qual-o-risco-que-representam-para-quem-navega-no-mar.html" title="Trombas de Água: o que são, como se formam e qual o risco que representam para quem navega no mar?">Trombas de Água: o que são, como se formam e qual o risco que representam para quem navega no mar?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/trombas-de-agua-o-que-sao-como-se-formam-e-qual-o-risco-que-representam-para-quem-navega-no-mar.html" title="Trombas de Água: o que são, como se formam e qual o risco que representam para quem navega no mar?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/trombas-de-agua-o-que-sao-como-se-formam-e-qual-o-risco-que-representa-para-quem-navega-no-mar-1724972418886_320.jpg" alt="Trombas de Água: o que são, como se formam e qual o risco que representam para quem navega no mar?"></a></article></aside><p>A maioria das trombas marinhas é relativamente fraca em comparação com os tornados mais violentos que ocorrem em terra. No entanto, devido às fortes rajadas de vento, à ondulação repentina e à fraca visibilidade que costumam provocar, <strong>podem representar um perigo para pequenas embarcações, pescadores e para a prática de atividades náuticas</strong>.</p><h2>Águas quentes que favorecem estes fenómenos</h2><p>As Filipinas apresentam condições especialmente favoráveis à formação de trombas marinhas. Rodeado por águas tropicais com temperaturas muito elevadas durante grande parte do ano, este arquipélago regista <strong>frequentes episódios de tempestades convectivas, especialmente durante a estação chuvosa</strong>.</p><p>O intenso aquecimento do mar liberta enormes quantidades de vapor de água para a atmosfera. Quando esse ar quente sobe e entra em contacto com camadas superiores mais frias, <strong>podem formar-se nuvens de grande desenvolvimento vertical</strong>, capazes de provocar trovoadas intensas e, em determinadas circunstâncias, trombas marinhas como a registada em Masbate.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="tl" dir="ltr">ICYMI | Isang malaking ipo-ipo ang namataan sa Masbate City bandang 1:30 PM, Huwebes, July 16.<br><br>Ayon kay Melanie Montermoso, na siyang kumuha ng video, tumagal ng dalawa hanggang limang minuto ang ipo-ipo. Aniya, umikot pa ito sa karatig barangay bago tuluyang nalusaw. | via Paul <a href="https://t.co/NzgFQTS1Nh">pic.twitter.com/NzgFQTS1Nh</a></p>— Radyo Pilipinas (@radyopilipinas1) <a href="https://x.com/radyopilipinas1/status/2077881370723164260?ref_src=twsrc%5Etfw">July 16, 2026</a></blockquote></figure><p>Este tipo de fenómenos ocorre geralmente com maior frequência em regiões tropicais e subtropicais, embora<strong> também possam ser observados noutras zonas do mundo, incluindo o Mediterrâneo</strong>, quando se dão condições atmosféricas favoráveis.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-funil-gigante-a-caminho-do-porto-de-masbate-as-imagens-impressionantes-da-tromba-marinha-nas-filipinas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal enfrenta um novo cenário: a partir de terça-feira, 21 o calor intenso passará do Mediterrâneo para o Atlântico]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-enfrenta-um-novo-cenario-a-partir-de-terca-feira-21-o-calor-intenso-passara-do-mediterraneo-para-o-atlantico.html</link><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 14:15:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O avanço do ar mais quente do Mediterrâneo para o Atlântico deverá desencadear uma nova subida das temperaturas em Portugal continental, com o calor a intensificar-se gradualmente ao longo da semana, sobretudo nas regiões do interior.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xapyqu2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xapyqu2.jpg" id="xapyqu2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A partir de terça-feira, Portugal continental deverá entrar numa nova fase de aquecimento, marcada por uma subida gradual das temperaturas ao longo da semana. <strong>O calor ganhará intensidade de forma progressiva</strong>, abrangendo grande parte do território e fazendo-se sentir com maior expressão no interior, sem deixar de alcançar também várias zonas próximas do litoral.</p><h2>A circulação atmosférica favorecerá o avanço do ar quente para oeste</h2><p>Esta mudança resulta da <strong>expansão para oeste da massa de ar muito quente</strong>, até agora concentrada sobretudo sobre o Mediterrâneo, que passará também a abranger o Atlântico oriental. Em simultâneo, <strong>o reforço de uma crista subtropical </strong>sobre a Península Ibérica e a <strong>deslocação da corrente de jato</strong> para latitudes mais elevadas favorecerão uma atmosfera mais estável, reduzindo temporariamente a influência de massas de ar mais frescas provenientes do Atlântico. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-enfrenta-um-novo-cenario-a-partir-de-terca-feira-21-o-calor-intenso-passara-do-mediterraneo-para-o-atlantico-1784294049205.jpg" data-image="fafbpa44ocx1"><figcaption>A configuração atmosférica prevista para terça-feira mostra o reforço do anticiclone sobre o Atlântico e a presença de ar mais quente sobre a Península Ibérica, um padrão que favorecerá uma subida gradual das temperaturas em Portugal.</figcaption></figure><p>Como consequência, o habitual efeito moderador do oceano será menos eficaz, permitindo que o calor se faça sentir de forma mais expressiva também em muitas zonas costeiras.</p><p>Na terça-feira, as temperaturas mais elevadas deverão registar-se no <strong>interior do Alentejo, na Beira Baixa, no vale do Guadiana e em setores do Nordeste Transmontano</strong>, onde as máximas poderão atingir entre <strong>34 e 36 ºC</strong>. Bragança, Castelo Branco e Beja deverão rondar os 34 ºC, enquanto Portalegre e Vila Real poderão alcançar 33 ºC. Santarém deverá atingir cerca de 32 ºC e <strong>Lisboa aproximar-se dos 29 ºC</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-enfrenta-um-novo-cenario-a-partir-de-terca-feira-21-o-calor-intenso-passara-do-mediterraneo-para-o-atlantico-1784294273862.png" data-image="9ti28rh6o6bw"><figcaption>A terça-feira marcará o início de um novo episódio de calor em Portugal, com o interior a aquecer de forma mais expressiva do que o litoral, onde a nortada continuará a limitar a subida das temperaturas.</figcaption></figure><p>No litoral Centro e Sul, a subida das temperaturas será igualmente evidente, embora menos acentuada do que no interior. <strong>A influência marítima, associada ao reforço do vento de norte durante a tarde, deverá contribuir para manter valores mais moderados ao longo da faixa costeira</strong>.</p><h2>A subida das temperaturas será gradual e mais expressiva no interior</h2><p>Na quarta-feira, <strong>o aquecimento deverá tornar-se mais evidente</strong>, sobretudo no interior Centro e Sul, onde vários locais poderão atingir entre <strong>37 e 39 ºC</strong>. Beja e Castelo Branco deverão aproximar-se dos 37 ºC, enquanto Portalegre e Bragança poderão rondar os 35 ºC. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-enfrenta-um-novo-cenario-a-partir-de-terca-feira-21-o-calor-intenso-passara-do-mediterraneo-para-o-atlantico-1784294286955.png" data-image="5ul8rylpjk3d"><figcaption>Na quarta-feira o aquecimento deverá ganhar expressão em grande parte do território, com vários locais do interior a aproximarem-se dos 40 ºC, contrastando com valores significativamente mais baixos ao longo da faixa costeira.</figcaption></figure><p><strong>A partir de quinta-feira</strong>, os modelos apontam para uma nova intensificação do calor, aumentando a probabilidade de algumas áreas do <strong>interior alentejano, do vale do Guadiana e, pontualmente, da Beira Baixa atingirem ou ultrapassarem os 40 ºC</strong> até ao final da semana.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779074" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nortada-nevoeiro-chuviscos-e-maximas-ate-34-c-eis-a-previsao-para-o-fim-de-semana-em-portugal.html" title="Nortada, nevoeiro, chuviscos e máximas até 34 ºC: eis a previsão para o fim de semana em Portugal">Nortada, nevoeiro, chuviscos e máximas até 34 ºC: eis a previsão para o fim de semana em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nortada-nevoeiro-chuviscos-e-maximas-ate-34-c-eis-a-previsao-para-o-fim-de-semana-em-portugal.html" title="Nortada, nevoeiro, chuviscos e máximas até 34 ºC: eis a previsão para o fim de semana em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nortada-nevoeiro-chuviscos-e-maximas-ate-34-c-eis-a-previsao-para-o-fim-de-semana-em-portugal-1784293244532_320.jpg" alt="Nortada, nevoeiro, chuviscos e máximas até 34 ºC: eis a previsão para o fim de semana em Portugal"></a></article></aside><p>Os cenários mais recentes do ECMWF sugerem que este episódio de calor poderá persistir durante alguns dias. Mesmo assim, a intensidade e a distribuição das temperaturas mais elevadas podem ainda sofrer pequenos ajustes nas próximas atualizações, em função da evolução da circulação atmosférica sobre o Atlântico Nordeste e a Península Ibérica.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-enfrenta-um-novo-cenario-a-partir-de-terca-feira-21-o-calor-intenso-passara-do-mediterraneo-para-o-atlantico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nortada, nevoeiro, chuviscos e máximas até 34 ºC: eis a previsão para o fim de semana em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nortada-nevoeiro-chuviscos-e-maximas-ate-34-c-eis-a-previsao-para-o-fim-de-semana-em-portugal.html</link><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 13:03:14 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Este fim de semana de 18 e 19 de julho o estado do tempo em Portugal continental será marcado pela formação de nevoeiro matinal nalgumas zonas, por nortada e pela possibilidade de aguaceiros isolados. Consulte a previsão.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xapynde"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xapynde.jpg" id="xapynde"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>De acordo com a previsão subsazonal do modelo ECMWF, durante o fim de semana de 18 e 19 de julho, prevê-se o estabelecimento de um regime atmosférico conhecido como <strong>crista atlântica</strong>.</p><p>Este padrão consiste no fortalecimento e extensão de um anticiclone sobre o Atlântico Norte sob a forma de uma crista anticiclónica que, quando se instala na região Euro-Atlântica, tende a favorecer <strong>tempo seco e estável em Portugal continental, bem como o reforço da habitual nortada</strong>, um fenómeno típico da estação estival no nosso país.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Os mapas de referência da Meteored mostram uma <strong>região anticiclónica robusta e bem posicionada a oeste da Irlanda</strong>, enquanto as isóbaras, orientadas aproximadamente de norte para sul junto à costa portuguesa, vão estimulando um fluxo persistente do quadrante norte.</p><h2>Nortada, nevoeiro matinal e possibilidade de precipitação fraca nalguns locais</h2><p><strong>Para este fim de semana prevê-se vento fraco a moderado do quadrante norte, intensificando-se temporariamente durante a tarde, especialmente no sábado (18)</strong>. Na faixa costeira ocidental, sobretudo a sul de Cascais, a nortada poderá soprar com mais intensidade, sendo expectáveis <strong>rajadas até 50 km/h no Barlavento Algarvio</strong>. No domingo (19) espera-se que o vento sopre predominantemente do quadrante oeste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nortada-nevoeiro-chuviscos-e-maximas-ate-34-c-eis-a-previsao-para-o-fim-de-semana-em-portugal-1784288190375.png" data-image="7kx5h0qptjmn"><figcaption>Nortada no sábado (18), sendo particularmente mais intensa durante a tarde na faixa costeira ocidental a sul de Cascais. Rajadas em torno de 50 km/h previstas para zonas do Barlavento Algarvio.</figcaption></figure><p>No sábado (18) espera-se ainda a formação de nevoeiro ou nebulosidade baixa durante a manhã nas regiões Norte, Centro e no litoral Oeste. <strong>Existe também a possibilidade de ocorrência de chuvisco fraco no litoral Centro durante a manhã</strong>. Pela tarde poderão cair aguaceiros fracos e dispersos nas serras do Minho e noutras áreas montanhosas do Norte ou Centro-norte. No entanto, no geral, a precipitação será pouco provável.</p><p>Para domingo (19) não estão previstas alterações significativas no panorama meteorológico. <strong>O nevoeiro matinal deverá voltar a formar-se</strong> em boa parte das Regiões Norte e Centro, podendo persistir durante grande parte do dia na metade norte do distrito de Viana do Castelo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nortada-nevoeiro-chuviscos-e-maximas-ate-34-c-eis-a-previsao-para-o-fim-de-semana-em-portugal-1784288204613.png" data-image="4bm399z6qh1v"><figcaption>Possibilidade de ocorrência de aguaceiros fracos, mas pouco prováveis, nas serras do Alto Minho no domingo, 19 de julho.</figcaption></figure><p>Além disto, mantém-se a possibilidade de chuviscos no litoral Centro durante a manhã e de<strong> aguaceiros fracos e dispersos nas serras do Alto Minho e noutras áreas montanhosas do Norte e Centro-norte durante a tarde</strong>, embora pouco prováveis.</p><h2>Temperaturas máximas mantêm-se relativamente estáveis, embora com uma pequena subida no domingo, dia 19</h2><p>No que diz respeito às temperaturas, não se antecipam variações muito significativas, embora seja expectável uma <strong>ligeira subida dos valores das máximas no domingo (19) em algumas capitais distritais</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779003" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/proxima-semana-traz-mudancas-nas-temperaturas-mas-a-chuva-continuara-ausente.html" title="Próxima semana traz mudanças nas temperaturas, mas a chuva continuará ausente">Próxima semana traz mudanças nas temperaturas, mas a chuva continuará ausente</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/proxima-semana-traz-mudancas-nas-temperaturas-mas-a-chuva-continuara-ausente.html" title="Próxima semana traz mudanças nas temperaturas, mas a chuva continuará ausente"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-na-proxima-semana-1784241783067_320.png" alt="Próxima semana traz mudanças nas temperaturas, mas a chuva continuará ausente"></a></article></aside><p>No sábado (18) espera-se que as temperaturas máximas variem entre os <strong>24 ºC no Porto e em Aveiro e os 33 ºC em Bragança, Castelo Branco, Évora e Faro</strong>. Para domingo (19) prevê-se que os valores das máximas oscilem entre os <strong>23 ºC em Viana do Castelo e os 34 ºC em Faro</strong>, com o ambiente a manter-se mais ameno no litoral e mais quente no interior e no Sul.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nortada-nevoeiro-chuviscos-e-maximas-ate-34-c-eis-a-previsao-para-o-fim-de-semana-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Próxima semana traz mudanças nas temperaturas, mas a chuva continuará ausente]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/proxima-semana-traz-mudancas-nas-temperaturas-mas-a-chuva-continuara-ausente.html</link><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 09:09:55 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal Continental poderá voltar a aquecer na próxima semana, mas não de forma generalizada. Saiba o que esperar do tempo na semana de 20 a 26 de julho.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xapsx3q"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xapsx3q.jpg" id="xapsx3q"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Apesar de a canícula (o período mais quente e seco do ano) já ter iniciado, no passado dia 15 de julho, <strong>as temperaturas continuam abaixo da média</strong>, para a época do ano.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No entanto, <strong>este cenário poderá mudar nos próximos dias</strong>, ainda que seja esperado que uma nova bolsa de ar frio possa voltar a interferir no estado da atmosfera em Portugal, já a partir de domingo, dia 19. Ainda assim, esta poderá não ter um efeito direto na nossa geografia, visto que no mesmo período se prevê um reforço da crista anticiclónica. Desta forma, os nossos mapas indicam apenas uma maior nebulosidade, especialmente no litoral, na segunda-feira, dia 20, <strong>não havendo possibilidade de chuva</strong> sobre o nosso território.</p><h2>Temperaturas sobem, mas não em todo o lado</h2><p>O mapa abaixo mostra-nos as anomalias térmicas esperadas para terça-feira, dia 21 de julho. Este poderá ser o primeiro dia, depois de vários dias consecutivos, em que <strong>uma boa parte do território continental deverá registar temperaturas máximas acima da média</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-na-proxima-semana-1784241783067.png" data-image="xmk5zj0yuozx" alt="anomalias térmicas;" title="anomalias térmicas;"><figcaption>Na próxima semana, poderemos registar uma inversão das anomalias térmicas em Portugal Continental, devido à subida das temperaturas.</figcaption></figure><p>Porém, e apesar destas anomalias indicarem valores acima do esperado para a época, as mais recentes previsões do ECMWF indicam que<strong> a subida prevista das temperaturas será mais expressiva ao longo da faixa interior do continente e na região Sul</strong>, deixando a faixa litoral com valores mais contidos, dentro ou ligeiramente acima da normal climatológica de referência.</p><p>À semelhança do último episódio de calor, <strong>o Vale do Douro poderá contar com as anomalias positivas mais pronunciadas</strong>, podendo registar temperaturas até 7 ºC acima da média.</p><h2> Interior do país e Sul com valores mais elevados</h2><p>Como é habitual, <strong>a faixa interior e o Sul do país</strong>, por estarem expostos a um fluxo de leste ou de sudeste, <strong>geralmente registam temperaturas mais elevadas</strong> no verão, enquanto a faixa litoral mantém valores mais amenos, devido à influência marítima, resultante de um fluxo predominantemente de oeste ou noroeste.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778913" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-do-tempo-para-10-dias-em-portugal-rajadas-de-vento-acima-dos-50-km-h-chuva-fraca-e-temperaturas-em-mudanca.html" title="Tendência do tempo para 10 dias em Portugal: rajadas de vento acima dos 50 km/h, chuva fraca e temperaturas em mudança ">Tendência do tempo para 10 dias em Portugal: rajadas de vento acima dos 50 km/h, chuva fraca e temperaturas em mudança </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-do-tempo-para-10-dias-em-portugal-rajadas-de-vento-acima-dos-50-km-h-chuva-fraca-e-temperaturas-em-mudanca.html" title="Tendência do tempo para 10 dias em Portugal: rajadas de vento acima dos 50 km/h, chuva fraca e temperaturas em mudança "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-do-tempo-para-10-dias-em-portugal-rajadas-de-vento-acima-dos-50-km-h-chuva-fraca-e-temperaturas-em-mudanca-1784204077149_320.png" alt="Tendência do tempo para 10 dias em Portugal: rajadas de vento acima dos 50 km/h, chuva fraca e temperaturas em mudança "></a></article></aside><p>Com isto, espera-se que ao longo da próxima semana haja um contraste mais evidente entre litoral e interior, na medida em que <strong>os valores no interior deverão manter-se acima dos 30 ºC, podendo mesmo aproximarem-se dos 40 ºC</strong>, e no litoral os valores não deverão ultrapassar os 28 ºC. Segundo a mais recente atualização do nosso modelo de confiança, os dias mais quentes da próxima semana, nestas regiões, poderão ser entre quinta-feira (23) e domingo (26).</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/proxima-semana-traz-mudancas-nas-temperaturas-mas-a-chuva-continuara-ausente.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aloe vera em vaso: 7 dicas para cultivá-la com sucesso]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/aloe-vera-em-vaso-7-dicas-para-cultiva-la-com-sucesso.html</link><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 06:17:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Resistente tanto ao calor quanto ao frio e de baixa manutenção, a aloe vera é uma das plantas mais adequadas para varandas e terraços. Aqui estão sete regras simples que podem fazer toda a diferença entre um crescimento vigoroso e uma planta que tem dificuldade para se desenvolver.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/aloe-vera-in-vaso-7-attenzioni-per-coltivarla-con-successo-1781978294283.jpeg" data-image="g0jl19t1meg5"><figcaption>Aloe vera: as 7 regras essenciais para o cultivo bem-sucedido em vasos.</figcaption></figure><p>Nativa das regiões áridas da Península Arábica, a <strong>Aloe vera</strong>, também<strong> conhecida como aloé em Portugal</strong>, é uma suculenta conhecida pela sua capacidade de armazenar água nas suas folhas grossas e carnudas. Embora seja geralmente vendida em vasos pequenos e permaneça relativamente compacta, sob as condições adequadas ela pode crescer significativamente, produzindo novas folhas e numerosas brotações laterais na base.</p><p>A sua resistência, excelente tolerância ao calor e baixa necessidade de água fazem dela<strong> uma das melhores plantas para varandas e terraços bem iluminados</strong>. No entanto, poucas pessoas conhecem as sete regras simples que podem melhorar muito o vigor, o crescimento e a aparência da planta.</p><h2>1. Evite a luz solar direta</h2><p>A aloe vera prospera em locais bem iluminados, mas <strong>a exposição à luz solar direta nem sempre é a melhor opção</strong>.</p><p> Plantas recém-adquiridas ou que passaram muito tempo num viveiro podem sofrer<strong> queimaduras solares </strong>se forem expostas repentinamente à luz solar intensa. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aloe-vera-in-vaso-7-attenzioni-per-coltivarla-con-successo-1781978785378.jpeg" data-image="919qw20xd3c2" alt="Aloe vera" title="Aloe vera"><figcaption>Evite a luz solar direta.</figcaption></figure><p>O ideal é colocá-las primeiro num local iluminado, porém protegido durante as horas mais quentes do dia, e aumentar gradualmente a exposição. Plantas adultas e bem aclimatadas geralmente toleram muito melhor a luz solar direta.</p><h2>2. Regue com moderação, mas corretamente</h2><p>Por ser uma suculenta, a aloe vera <strong>não requer regas frequentes</strong>.</p><p>Na primavera e no verão, basta regar o substrato com moderação e deixar que ela <strong>seque quase completamente antes de regar novamente</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aloe-vera-in-vaso-7-attenzioni-per-coltivarla-con-successo-1781978361186.jpeg" data-image="ziwxkh8n9k5w" alt="regando aloe vera" title="regando aloe vera"><figcaption>Regue com moderação, mas de forma adequada.</figcaption></figure><p>No inverno, o ideal é reduzir ainda mais a frequência das regas, pois o solo demora mais para secar. Mais do que a falta de água, <strong>o verdadeiro inimigo da aloe vera é o excesso de humidade</strong>, que pode causar o apodrecimento das raízes e enfraquecer rapidamente a planta.</p><h2>3. Escolha um substrato com boa drenagem</h2><p>O <strong>substrato ideal deve ser leve e permitir a drenagem rápida</strong> do excesso de água.</p><p>Substratos formulados especificamente para cactos e suculentas são ideais, especialmente se enriquecidos com areia grossa, pedra-pomes ou rocha vulcânica. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aloe-vera-in-vaso-7-attenzioni-per-coltivarla-con-successo-1781978417559.jpeg" data-image="bus5c5u8dz06"><figcaption>Escolha um substrato com excelente drenagem para minimizar o risco de apodrecimento das raízes.</figcaption></figure><p>Também é essencial que o <strong>vaso possua furos de drenagem no fundo</strong>. Para minimizar o risco de acumulação de água e apodrecimento das raízes, o ideal é cultivar a aloe vera num vaso sem prato.</p><h2>4. Opte por um vaso grande de barro</h2><p>O barro (argila) oferece boa <strong>estabilidade térmica e favorece a aeração</strong>, bem como a secagem do substrato.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aloe-vera-in-vaso-7-attenzioni-per-coltivarla-con-successo-1781978385268.jpeg" data-image="83yox9fbzbsl"><figcaption>Opte por um vaso grande de barro (argila).</figcaption></figure><p>Para uma <strong>planta jovem </strong>de aloe vera, recomenda-se escolher um <strong>vaso com diâmetro entre 25 e 35 centímetros</strong>. Este tamanho oferece espaço suficiente para o desenvolvimento gradual das raízes, ao mesmo tempo que reduz a necessidade de trocas de vaso.</p><p>Embora a aloe vera suporte muito bem períodos de seca, um vaso maior proporciona uma melhor reserva de humidade e oferece maior proteção às raízes durante épocas de calor intenso.</p><h2>5. Adube com moderação</h2><p>A aloe vera não é uma planta particularmente exigente em termos de nutrientes De modo geral, uma <strong>adubação leve na primavera e no início do verão</strong> é suficiente. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aloe-vera-in-vaso-7-attenzioni-per-coltivarla-con-successo-1781978826359.jpeg" data-image="hhqvu6ysc49e"><figcaption>Fertilize a Aloe Vera com moderação.</figcaption></figure><p>O ideal é utilizar um<strong> fertilizante formulado especificamente para suculentas ou um com baixo teor de nitrogénio</strong>. O excesso de adubação pode resultar num crescimento mais fraco e menos compacto, além de tornar a planta mais suscetível a fatores de stress ambiental.</p><h2>6. Proteção contra o frio do inverno</h2><p>A aloe vera tolera quedas ocasionais de temperatura, mas é muito <strong>sensível à geada</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aloe-vera-in-vaso-7-attenzioni-per-coltivarla-con-successo-1781978543725.jpeg" data-image="31xh90xmea4j"><figcaption>Adaptada a climas áridos e temperaturas elevadas, a aloe vera é altamente resistente à seca. No entanto, não tolera bem geadas ou períodos prolongados de baixas temperaturas.</figcaption></figure><p>Em regiões de clima ameno, a aloe vera pode passar o inverno ao ar livre, desde que seja colocada num local protegido e coberta durante as noites mais frias. No entanto, <strong>em áreas onde ocorrem geadas frequentes, o ideal é levar a planta para dentro de casa</strong>, acomodando-a num local bem iluminado e protegido das intempéries.</p><h2>7. Separe as brotações para estimular um crescimento harmonioso</h2><p>Com o tempo, a <strong>aloe vera produz inúmeros brotos</strong> que se desenvolvem na base da planta-mãe.</p><p>Se deixadas no local, esses brotos laterais<strong> podem formar uma touceira</strong> (tufo espesso) muito ornamental. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aloe-vera-in-vaso-7-attenzioni-per-coltivarla-con-successo-1781978487345.jpeg" data-image="bgx5f9cir89i"><figcaption>Separe as brotações laterais para promover o desenvolvimento harmonioso da planta-mãe e obter novas mudas.</figcaption></figure><p>No entanto, com o tempo, <strong>essas touceiras podem acabar por competir com a planta-mãe por recursos</strong>. Ao separar as mudas mais desenvolvidas e replantá-las em novos vasos, irá favorecer um crescimento mais equilibrado da planta principal e, ao mesmo tempo, obtém facilmente novos exemplares.</p><h2>Uma solução ideal para cidades cada vez mais quentes</h2><p>Verões cada vez mais quentes e secas mais frequentes estão a mudar a forma como os espaços verdes urbanos são projetados e mantidos. Nesse cenário, a aloe vera destaca-se como uma excelente opção para quem procura uma <strong>planta ornamental resistente, sustentável e de baixa manutenção</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777346" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-algas-nao-sao-plantas-factos-surpreendentes-sobre-a-vida-aquatica-que-precisa-de-saber.html" title="As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber">As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-algas-nao-sao-plantas-factos-surpreendentes-sobre-a-vida-aquatica-que-precisa-de-saber.html" title="As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/seaweeds-aren-t-plants-seven-surprising-facts-about-aquatic-life-1783270730480_320.jpg" alt="As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber"></a></article></aside><p>Com os cuidados adequados, ela pode prosperar durante anos, transformando uma simples varanda ou um pequeno terraço num refúgio verde e exuberante — mais preparado para enfrentar os desafios do aquecimento global e a "selva de pedra" típica dos ambientes urbanos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/aloe-vera-em-vaso-7-dicas-para-cultiva-la-com-sucesso.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Segundo uma investigação, o calor extremo poderá estar a afetar a comunicação sexual dos insetos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/segundo-uma-investigacao-o-calor-extremo-podera-estar-a-afetar-a-comunicacao-sexual-dos-insetos.html</link><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Segundo um grupo de investigação, o calor extremo poderá interferir na comunicação química dos insetos, aumentando assim os erros durante a procura de parceiros para a sua reprodução. Venha descubrir mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/segundo-uma-investigacao-o-calor-extremo-podera-estar-a-afetar-a-comunicacao-sexual-dos-insetos-1783854916435.jpg" data-image="iotv63g7ukbr" alt="Escaravelho vermelho" title="Escaravelho vermelho"><figcaption>Investigadores descobriram que o calor extremo pode alterar os sinais químicos usados pelos insetos para reconhecer potenciais parceiros de acasalamento.</figcaption></figure><p>As alterações climáticas <strong>poderão estar a provocar efeitos muito mais avassaladores na natureza</strong> do que aqueles que habitualmente associamos ao aumento das temperaturas.</p><p>Para além da deslocação de espécies, da alteração dos ciclos reprodutivos ou da perda de habitats, novas investigações sugerem que <strong>o calor extremo poderá interferir com a própria comunicação química entre os animais</strong>.</p><p>Foi precisamente esta hipótese que uma equipa da Universidade de St. Andrews apresentou na <em>Conferência Anual da Society for Experimental Biology (SEB)</em>, realizada em Florença, onde <strong>investigadores de várias áreas da biologia divulgaram os seus trabalhos mais recentes sobre adaptação e resiliência dos organismos perante as mudanças ambientais</strong>.</p><h2>O papel dos sinais químicos na reprodução </h2><p>O estudo centrou-se essencialmente escaravelho <em>Nicrophorus vespilloides</em>, conhecido como escaravelho-enteerrador, uma espécie que apresenta um comportamento reprodutivo invulgar. <strong>Estes insetos utilizam pequenos cadáveres de aves ou roedores como alimento para as suas larvas</strong>, sendo que macho e a fêmea cooperam na preparação do ninho e nos cuidados parentais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/segundo-uma-investigacao-o-calor-extremo-podera-estar-a-afetar-a-comunicacao-sexual-dos-insetos-1783854941416.jpg" data-image="4s72gmqdupoo" alt="Investigação de Solène" title="Investigação de Solène"><figcaption>O estudo analisou o impacto das ondas de calor na comunicação química e no comportamento reprodutivo dos escaravelhos. Fonte: Lazaron</figcaption></figure><p>Para coordenar estas tarefas, os <strong>escaravelhos dependem de sinais químicos presentes na superfície do corpo</strong>. Estes compostos, designados hidrocarbonetos cuticulares, desempenham uma dupla função, reduzem a perda de água através do exoesqueleto e funcionam como uma verdadeira "assinatura química", permitindo desta forma <strong>reconhecer os indivíduos da mesma espécie, distinguir os machos de fêmeas e identificar potenciais parceiros</strong> reprodutores.</p><p>No entanto, os investigadores tinham algumas suspeitas em relação às <strong>temperaturas mais elevadas que poderiam alterar esta composição química</strong>. Para testar esta hipótese, mantiveram um grupo de escaravelhos à temperatura considerada normal para a espécie (20 ºC) e outro grupo sujeito, durante três dias a uma onda de calor simulada de 26 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="700978" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-maior-escaravelho-do-mundo-esta-em-risco-de-extincao-a-ciencia-ja-identificou-os-culpados.html" title="O maior escaravelho do mundo está em risco de extinção: a ciência já identificou os culpados">O maior escaravelho do mundo está em risco de extinção: a ciência já identificou os culpados</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-maior-escaravelho-do-mundo-esta-em-risco-de-extincao-a-ciencia-ja-identificou-os-culpados.html" title="O maior escaravelho do mundo está em risco de extinção: a ciência já identificou os culpados"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-maior-escaravelho-do-mundo-esta-em-risco-de-extincao-a-ciencia-ja-identificou-os-culpados-1741728045134_320.jpg" alt="O maior escaravelho do mundo está em risco de extinção: a ciência já identificou os culpados"></a></article></aside><p>Após esse período, <strong>observaram um aumento significativo no número tentativas de acasalamento entre machos nos indivíduos expostos ao calor</strong>. Contudo, os cientistas sublinham que este comportamento não deve ser interpretado como uma alteração da orientação sexual dos insetos.</p><h2>A explicação dos investigadores</h2><p>A explicação mais provável reside numa perturbação do sistema de reconhecimento químico. <strong>À medida que as temperaturas aumentam, os hidrocarbonetos poderão sofrer alterações destinadas a melhorar a proteção contra a desidratação</strong>. Como consequência, os sinais utilizados para identificar corretamente o sexo de outro indivíduo tornam-se menos precisos, aumentando a probabilidade de erros durante a procura de parceiros.</p><p>A investigadora Solène Morelle, responsável pelo trabalho, admite que <strong>um dos aspetos mais surpreendentes foi verificar que este tipo de comportamento já ocorria, ainda que em menor escala</strong><strong>, mesmo em condições ambientais normais</strong>. Isso sugere que os erros de reconhecimento podem fazer parte da estratégia evolutiva da espécie.</p><div class="texto-destacado"><strong>"Fiquei surpreendida ao descobrir a quantidade de tentativas de acasalamento entre indivíduos do mesmo sexo, mas ainda não sabemos o que isso significa." </strong>De acordo com Solène Morelle na revista Lazaron</div><p>Do ponto de vista da seleção natural, pode ser mais vantajoso aceitar alguns "<em>falsos positivos</em>" do que <strong>correr o risco de deixar escapar uma oportunidade real de reprodução</strong>. Em termos evolutivos, o custo de uma tentativa de acasalamento mal direcionada poderá ser inferior ao prejuízo de não reconhecer uma fêmea disponível.</p><p>A investigação encontra-se ainda em desenvolvimento e pretende agora determinar exatamente quais os compostos químicos que sofrem alterações durante os episódios de calor extremo. Os cientistas acreditam que <strong>o aumento de determinadas moléculas de cadeia mais longa poderá reforçar a impermeabilidade do exoesqueleto</strong>, embora comprometa a eficácia da comunicação química entre os indivíduos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="576362" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/incrivel-mas-verdadeiro-o-escaravelho-comedor-de-mosquitos-reapareceu-ao-fim-de-anos-biodiversidade.html" title="Incrível mas verdadeiro: o escaravelho comedor de mosquitos reapareceu ao fim de anos!">Incrível mas verdadeiro: o escaravelho comedor de mosquitos reapareceu ao fim de anos!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/incrivel-mas-verdadeiro-o-escaravelho-comedor-de-mosquitos-reapareceu-ao-fim-de-anos-biodiversidade.html" title="Incrível mas verdadeiro: o escaravelho comedor de mosquitos reapareceu ao fim de anos!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/considerato-estinto-da-anni-ricompare-in-italia-il-coleottero-mangia-zanzare-1698070436526_320.jpg" alt="Incrível mas verdadeiro: o escaravelho comedor de mosquitos reapareceu ao fim de anos!"></a></article></aside><p>Este trabalho reforça a ideia de que <strong>os impactos das alterações climáticas vão muito além das mudanças visíveis na distribuição das espécies</strong>. Pequenas variações de temperatura poderão modificar mecanismos de comunicação que evoluíram ao longo de milhões de anos e dos quais dependem processos fundamentais como a reprodução, o cuidado parental e a sobrevivência das populações.</p><p>À medida que as ondas de calor se tornam mais frequentes e intensas, <strong>compreender estas alterações poderá revelar novos efeitos ecológicos das mudanças climáticas</strong>, alguns deles praticamente invisíveis à primeira vista, mas potencialmente determinantes para o equilíbrio dos ecossistemas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/segundo-uma-investigacao-o-calor-extremo-podera-estar-a-afetar-a-comunicacao-sexual-dos-insetos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[“Antes eram gigantes”: estudo alerta que tamanho médio do bacalhau no Báltico encolheu 48% devido à atividade humana]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/antes-eram-gigantes-estudo-alerta-que-tamanho-medio-do-bacalhau-no-baltico-encolheu-48-devido-a-atividade-humana.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 17:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Estudo liderado pelo GEOMAR, Alemanha, e publicado na Science Advances, revela que a redução do tamanho da população de bacalhaus no Báltico e do comprimento dos próprios peixes se deve ao profundo impacto da atividade humana.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/antes-eram-gigantes-estudo-alerta-que-tamanho-medio-do-bacalhau-no-baltico-encolheu-48-devido-a-atividade-humana-1784211935961.jpg" data-image="zzhe9p624h0b"><figcaption>Em quase 25 anos, o comprimento médio dos bacalhaus-do-atlântico encolheu aproximadamente para metade, tendo sido gerado pela pesca excessiva que exerceu uma forte pressão seletiva sobre a espécie Gadus morhua.</figcaption></figure><p>Entre 1996 e 2019 <strong>o comprimento médio dos bacalhaus-do-atlântico (Gadus morhua) no Mar Báltico diminuiu cerca de 48%</strong>, passando aproximadamente de 40 para 20 centímetros. Segundo um estudo liderado pelo GEOMAR (Centro Helmholtz para a Investigação Oceânica, Alemanha), esta redução resulta sobretudo da pesca excessiva, que exerceu uma forte pressão seletiva sobre a espécie.</p><div class="texto-destacado">“Pela primeira vez numa espécie totalmente marinha, fornecemos evidências de alterações evolutivas nos genomas de uma população de peixes sujeita a exploração intensa, o que empurrou a população para o limiar do colapso”, afirmou em comunicado <strong>Kwi Young Han</strong>, primeira autora do estudo.</div><p>O estudo, publicado na revista <em>Science Advances</em>, conclui que <strong>décadas de exploração intensiva alteraram a composição genética da população de bacalhau-do-atlântico do Báltico Oriental</strong>, demonstrando que a atividade humana pode provocar mudanças evolutivas em espécies marinhas.</p><h2>Otólitos de 152 bacalhaus permitem identificar perda progressiva dos genes associados a um crescimento mais rápido</h2><p>A captura sistemática dos maiores exemplares foi favorável à sobrevivência de indivíduos menores, de crescimento mais lento e de maturação mais precoce. <strong>Estes peixes escapavam com maior frequência à pesca por serem pequenos, transmitindo essas características às gerações seguintes</strong>. Consequentemente, os genes associados ao crescimento rápido e a um amadurecimento tardio tornaram-se cada vez mais raros, podendo até mesmo ter desaparecido desta população.</p><div class="texto-destacado">“Quando os maiores indivíduos são sistematicamente removidos da população durante muitos anos, peixes mais pequenos e que amadurecem mais rapidamente ganham uma vantagem evolutiva”, explica <strong>Thorsten Reusch</strong>, um dos principais coautores do estudo.</div><p>A investigação baseou-se na análise dos <strong>otólitos de 152 bacalhaus capturados entre 1996 e 2019 na Bacia de Bornholm, entre a Polónia e a Suécia</strong>, principal zona de desova do bacalhau-do-atlântico do Báltico Oriental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/antes-eram-gigantes-estudo-alerta-que-tamanho-medio-do-bacalhau-no-baltico-encolheu-48-devido-a-atividade-humana-1784212128174.jpg" data-image="w8136kd8pe78"><figcaption>Os indivíduos menores da espécie Gadus morhua tiveram um ambiente favorável à sua sobrevivência devido à constante captura de exemplares maiores. Deste modo, por serem pequenos, escapavam frequentemente à pesca e transmitiram características como o crescimento lento e o amadurecimento mais precoce de forma sucessiva e mais consistente às gerações seguintes. Imagem: Wikimedia Commons - MichalPL - Obra do próprio, CC BY-SA 4.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=114770738</figcaption></figure><p><strong>Os otólitos são pequenas estruturas de carbonato de cálcio presentes no ouvido interno dos peixes</strong>, funcionam de forma semelhante aos anéis de crescimento das árvores e permitem <strong>reconstruir a idade e o crescimento dos peixes</strong>. Analisando estes registos e a genética, os cientistas foram capazes de identificar a gradual perda dos genes associados a um crescimento mais rápido.</p><h2>“O impacto profundo das atividades humanas em populações selvagens" e o apelo à pesca sustentável</h2><p><strong>Desde 2019, a pesca do bacalhau-do-atlântico no Mar Báltico está proibida para permitir a recuperação da espécie, que esteve próxima do colapso</strong>. Contudo, os investigadores verificam que os peixes continuam pequenos, o que sugere que a recuperação genética é muito mais lenta do que a sua degradação. Ademais, os indivíduos com dimensões mais pequenas geram menos descendentes, dificultando ainda mais a reposição das populações.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="722494" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-proteger-os-oceanos-da-pesca-predatoria-com-satelites-de-ultima-geracao-respondem-os-investigadores.html" title="Como proteger os oceanos da pesca predatória? Com satélites de última geração, respondem os investigadores">Como proteger os oceanos da pesca predatória? Com satélites de última geração, respondem os investigadores</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-proteger-os-oceanos-da-pesca-predatoria-com-satelites-de-ultima-geracao-respondem-os-investigadores.html" title="Como proteger os oceanos da pesca predatória? Com satélites de última geração, respondem os investigadores"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-proteger-os-oceanos-da-pesca-predatoria-com-satelites-de-ultima-geracao-dizem-os-investigadores-1753974726443_320.jpg" alt="Como proteger os oceanos da pesca predatória? Com satélites de última geração, respondem os investigadores"></a></article></aside><p>Young Han, Reusch e os restantes autores do estudo concluem que este caso demonstra o impacto profundo das atividades humanas não apenas sobre o número de indivíduos, mas também no património genético das populações selvagens. Os investigadores reforçam ainda <strong>a importância da pesca sustentável</strong> como medida essencial para preservar a biodiversidade, proteger os recursos genéticos das espécies e garantir a sua capacidade de adaptação e sobrevivência a longo prazo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Kwi%20Young%20Han%2C%20Reid%20S.%20Brennan%2C%20Christopher%20T.%20Monk%2C%20Sissel%20Jentoft%2C%20Cecilia%20Helmerson%2C%20Jan%20Dierking%2C%20Karin%20H%C3%BCssy%2C%20%C3%89rika%20Endo%20Kokubun%2C%20Janina%20Fuss%2C%20Ben%20Krause-Kyora%2C%20Tonny%20B.%20Thomsen%2C%20Benjamin%20D.%20Heredia%2C%20and%20Thorsten%20B.%20H.%20Reusch" data-year="2025" data-title="Genomic%20evidence%20for%20fisheries-induced%20evolution%20in%20Eastern%20Baltic%20cod" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fsciadv.adr9889">Kwi Young Han, Reid S. Brennan, Christopher T. Monk, Sissel Jentoft, Cecilia Helmerson, Jan Dierking, Karin Hüssy, Érika Endo Kokubun, Janina Fuss, Ben Krause-Kyora, Tonny B. Thomsen, Benjamin D. Heredia, and Thorsten B. H. Reusch. (2025). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.adr9889" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Genomic evidence for fisheries-induced evolution in Eastern Baltic cod</a>.</cite><br><cite data-author="Green%20Savers%20Sapo" data-year="2026" data-title="%E2%80%9CAntes%20eram%20gigantes%E2%80%9D%3A%20Sobre-explora%C3%A7%C3%A3o%20reduz%20em%20quase%20metade%20tamanho%20dos%20bacalhaus-do-atl%C3%A2ntico%20desde%20os%20anos%2090" data-url="https%3A%2F%2Fsapo.pt%2Fartigo%2Fantes-eram-gigantes-sobre-exploracao-reduz-em-quase-metade-tamanho-dos-bacalhaus-do-atlantico-desde-os-anos-90-6a53b9bf93000f7db61b0d5f">Green Savers Sapo. (2026). <a href="https://sapo.pt/artigo/antes-eram-gigantes-sobre-exploracao-reduz-em-quase-metade-tamanho-dos-bacalhaus-do-atlantico-desde-os-anos-90-6a53b9bf93000f7db61b0d5f" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">“Antes eram gigantes”: Sobre-exploração reduz em quase metade tamanho dos bacalhaus-do-atlântico desde os anos 90</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/antes-eram-gigantes-estudo-alerta-que-tamanho-medio-do-bacalhau-no-baltico-encolheu-48-devido-a-atividade-humana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O método definitivo e natural para afastar os mosquitos do teu terraço durante todo o verão]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-metodo-definitivo-e-natural-para-afastar-os-mosquitos-do-teu-terraco-durante-todo-o-verao.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 16:33:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Acordas num dia perfeito e apetece-te passar a tarde no jardim. Mas, ai de ti!, aqueles mosquitos irritantes estragam-te os planos. Não te preocupes, aqui ficam algumas recomendações para que possas aproveitar o dia sem esses convidados indesejados.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-metodo-definitivo-y-natural-para-ahuyentar-a-los-mosquitos-de-tu-terraza-durante-todo-el-verano-1783659214836.jpg" data-image="oxfvavjoni27" alt="La recomendación de los expertos es utilizar ropa que cubra piernas y brazos con colores claros, los moscos son atraídos por colores oscuros." title="La recomendación de los expertos es utilizar ropa que cubra piernas y brazos con colores claros, los moscos son atraídos por colores oscuros."><figcaption>A recomendação dos especialistas é usar roupa que cubra as pernas e os braços, em tons claros, pois os mosquitos são atraídos por cores escuras.</figcaption></figure><p>Com a chegada do calor de verão, o zumbido dos mosquitos torna-se um incómodo constante, tanto à hora de dormir como quando estamos ao ar livre, como no jardim.</p><p>Embora alguns tipos de mosquitos prefiram picar durante o dia, outros optam pelo amanhecer ou pelo anoitecer; o que é certo é que, se não tomarmos medidas, vão atormentar-nos, sobretudo nos jardins.</p><p>Em primeiro lugar, é importante compreender que erradicá-los completamente é quase impossível; <strong>estes insetos sobreviveram e existiam no planeta antes de nós</strong> e desempenham um papel no ecossistema aquático como alimento para peixes e rãs. No entanto, também são transmissores de doenças aos seres humanos, razão pela qual são chamados de vetores, uma espécie de cavalos de Tróia.</p><div class="texto-destacado">Existem mosquitos que podem transmitir até cinco doenças, como o<em> Aedes aegypti</em>, que pode ser portador do vírus da dengue, do zika, do chikungunya, da febre amarela e da febre do vale. Embora não as transmita todas ao mesmo tempo, pode ser portador de qualquer uma delas.</div><p>E já que o mosquito está em casa, vou agora detalhar algumas recomendações para evitar ter estes inquilinos incómodos em casa.<strong> O primeiro passo é eliminar os focos de reprodução</strong>: a água estagnada e limpa é o principal caldo de cultura do Aedes aegypti, enquanto a água suja serve de foco para outros tipos de mosquitos que, além de incómodos, também podem causar doenças.</p><h2>Medidas para combater os mosquitos</h2><p>Estes insetos voam pouco e costumam reproduzir-se muito perto do local onde picam. Por exemplo, o mosquito-tigre asiático (<em>Aedes albopictus</em>), <strong>muito comum em zonas residenciais</strong>, atua a uma distância de apenas 200 ou 300 metros do seu local de reprodução.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-metodo-definitivo-y-natural-para-ahuyentar-a-los-mosquitos-de-tu-terraza-durante-todo-el-verano-1783659577191.jpg" data-image="ip58d4xgkgji" alt="Los bebederos de mascotas y de aves deben limpiarse y rellenarse cada día y las piletas en los patios deben ser tapadas." title="Los bebederos de mascotas y de aves deben limpiarse y rellenarse cada día y las piletas en los patios deben ser tapadas."><figcaption>Os bebedouros para animais de estimação e aves devem ser limpos e reabastecidos todos os dias, e as pias nos pátios devem ser tapadas.</figcaption></figure><p>Ao contrário da água corrente de ribeiros ou piscinas em uso, os mosquitos são atraídos pelas águas paradas que contêm resíduos orgânicos, como folhas, especialmente se estiverem acumuladas há mais de uma semana. Outro local muito comum são as bacias onde depositam os seus ovos.</p><div class="texto-destacado">Zonas de risco esquecidas: tal como em locais onde se deitam pneus velhos, baldes, brinquedos e lonas, os especialistas alertam para se prestar atenção aos pratos por baixo dos vasos de plantas, que devem ser esvaziados após a rega.</div><p>Os bebedouros para animais de estimação e aves devem ser limpos e reabastecidos diariamente, assim como os barris ou recipientes de água da chuva devem estar hermeticamente tapados para impedir que os mosquitos possam depositar os seus ovos.</p><h2>Bactérias para combater os mosquitos</h2><p>Há alguns especialistas que recomendam colocar pastilhas ou grânulos antimosquitos — no México, <strong>conhecidos como "molotitos" — em tanques que não possam ser tapados</strong> e que tenham de acumular água. Estes "molotitos ou costalitos" contêm a bactéria natural Bacillus thuringiensis (Bti), que impede o desenvolvimento dos ovos.</p><p><strong>Esta bactéria liberta uma toxina que destrói exclusivamente as larvas de mosquitos e moscas negras</strong> quando ingerida, pelo que é totalmente segura para pessoas, animais de estimação, abelhas e borboletas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777071" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/porque-os-mosquitos-picam-mais-algumas-pessoas-do-que-outras-assim-e-o-sistema-sensorial-do-animal-mais-letal-do-mundo.html" title="Porque os mosquitos picam mais algumas pessoas do que outras: assim é o sistema sensorial do animal mais letal do mundo">Porque os mosquitos picam mais algumas pessoas do que outras: assim é o sistema sensorial do animal mais letal do mundo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/porque-os-mosquitos-picam-mais-algumas-pessoas-do-que-outras-assim-e-o-sistema-sensorial-do-animal-mais-letal-do-mundo.html" title="Porque os mosquitos picam mais algumas pessoas do que outras: assim é o sistema sensorial do animal mais letal do mundo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-los-mosquitos-suelen-picar-mas-a-unas-personas-que-a-otras-1782901538130_320.jpeg" alt="Porque os mosquitos picam mais algumas pessoas do que outras: assim é o sistema sensorial do animal mais letal do mundo"></a></article></aside><p>Por outro lado, uma vez que os mosquitos adultos procuram vegetação densa para se protegerem do calor diurno, manter a relva curta e os arbustos podados nas proximidades das áreas de descanso reduzirá drasticamente os seus esconderijos.</p><p>Também é importante usar roupa que cubra os braços e as pernas e que seja de cores claras. <strong>Recomenda-se cobrir as extremidades, sobretudo quando estiver ao ar livre </strong>e, se não for possível usar essa roupa, o repelente de mosquitos é a melhor opção para os evitar de facto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-metodo-definitivo-y-natural-para-ahuyentar-a-los-mosquitos-de-tu-terraza-durante-todo-el-verano-1783659822734.jpg" data-image="jtwh5nd9vm4v" alt="Hay algunas plantas que ayudan a ahuyentar a estos molestos insectos y son la citronela, la lavanda, la hierba limón, entre otras." title="Hay algunas plantas que ayudan a ahuyentar a estos molestos insectos y son la citronela, la lavanda, la hierba limón, entre otras."><figcaption>Existem algumas plantas que ajudam a afastar estes insetos incómodos, como a citronela, a lavanda e a erva-cidreira, entre outras.</figcaption></figure><p>Se estiver no jardim numa reunião e houver muitos mosquitos, recomenda-se também colocar ventiladores na potência máxima no terraço; isto afasta-os imediatamente, uma vez que não conseguem voar contra correntes de vento fortes.</p><p>Algumas das plantas que ajudam a afastar estes insetos incómodos são a citronela, a lavanda e a erva-cidreira; mantê-las no terraço será uma boa estratégia.<strong> Os seus óleos essenciais emitem aromas potentes que mascaram o odor corporal humano (como o dióxido de carbono) e desorientam os inseto</strong><strong>s</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="749437" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mosquitos-os-humanos-sao-a-sua-principal-fonte-de-alimento-devido-a-falta-de-florestas.html" title="Mosquitos: os humanos são a sua principal fonte de alimento devido à falta de florestas!">Mosquitos: os humanos são a sua principal fonte de alimento devido à falta de florestas!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mosquitos-os-humanos-sao-a-sua-principal-fonte-de-alimento-devido-a-falta-de-florestas.html" title="Mosquitos: os humanos são a sua principal fonte de alimento devido à falta de florestas!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-falta-de-bosque-esta-volviendo-a-los-humanos-el-alimento-principal-de-los-mosquitos-1768483576885_320.jpg" alt="Mosquitos: os humanos são a sua principal fonte de alimento devido à falta de florestas!"></a></article></aside><p>Outras plantas são <strong>o manjericão, que liberta compostos voláteis que confundem os mosquitos</strong>, ideal para ter perto das janelas. Também não gostam do cheiro do alecrim, que é resistente e aromático, sendo especialmente útil se criares uma pequena cerca ou barreira verde.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-metodo-definitivo-e-natural-para-afastar-os-mosquitos-do-teu-terraco-durante-todo-o-verao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Criaram vida a partir do nada? Uma célula sintética reabre o grande debate científico]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/criaram-vida-a-partir-do-nada-uma-celula-sintetica-reabre-o-grande-debate-cientifico.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 15:21:28 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma equipa da Universidade do Minnesota criou uma célula sintética capaz de crescer e dividir-se, embora ainda não esteja viva; trata-se de um avanço no sentido da construção de vida artificial.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/crearon-vida-desde-cero-la-nueva-sputnik-de-la-biologia-reabre-un-viejo-debate-cientifico-1784127304632.jpg" data-image="szu74y431mjg" alt="Célula" title="Célula"><figcaption>Vários especialistas concordam que se trata de um dos maiores avanços até agora na construção de uma célula a partir do zero.</figcaption></figure><p>Parece uma gota de água microscópica envolvida numa membrana de gordura, mas dentro dessa bolha minúscula acontece algo extraordinário. <strong>Um conjunto de substâncias químicas e fragmentos de ADN está a "alimentar-se", a crescer e a dividir-se</strong>.</p><p>A cientista Kate Adamala, da Universidade do Minnesota, e a sua equipa de laboratório acabaram de apresentar um sistema sintético chamado <strong>SpudCell</strong>, o passo mais ousado já dado para construir uma célula a partir do zero.</p><p>No entanto, há uma pergunta que paira no ar: <strong>Está viva? Hoje, o consenso continua a ser que não</strong>, mas a explicação é toda uma viagem até aos limites da biologia.</p><h2>Se tem tantas características de um ser vivo, o que é que lhe falta?</h2><p>A SpudCell surgiu com a ideia de verificar <strong>até onde pode chegar uma célula construída do zero</strong>.</p><div class="texto-destacado">Para o conseguir, a equipa reuniu os ingredientes básicos que todas as células utilizam — moléculas, proteínas e um pequeno conjunto de instruções genéticas — dentro de uma bolha minúscula rodeada por uma membrana.</div><p>Depois, conceberam um sistema para que essa bolha pudesse capturar <strong>pequenas "cargas" de nutrientes que flutuam à sua volta</strong>. Sempre que incorpora uma delas, cresce um pouco mais e copia o seu material genético. O passo seguinte foi conseguir que também se pudesse dividir… e conseguiu-o, embora ainda de forma bastante limitada e com a ajuda dos próprios investigadores.</p><h2>A fronteira entre o vivo e o inerte nunca tinha sido tão difusa</h2><p>À primeira vista, pareceria suficiente afirmar que a SpudCell está viva, mas a biologia é muito mais exigente.</p><p>Uma célula não deve apenas crescer ou dividir-se; <strong>também precisa de se manter a funcionar por si própria, reparar os danos que sofre ao longo do tempo e adaptar-se às mudanças do seu ambiente</strong>. Além disso, deve ser capaz de transmitir essas capacidades às gerações seguintes. A <strong>SpudCell ainda não consegue fazer nada disso</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Researchers at the University of Minnesota have helped create the world's first synthetic cell that can feed, grow and reproduce. Built entirely from non-living chemical components, SpudCell marks a major breakthrough in biological engineering with the potential to transform</p>— University of Minnesota (@UMNews) <a href="https://x.com/UMNews/status/2072445648394215696?ref_src=twsrc%5Etfw">July 1, 2026</a></blockquote></figure><p>Funciona durante algum tempo, mas acaba por se esgotar. Se os investigadores deixarem de intervir, o processo pára.<strong> É como uma planta que só sobrevive enquanto alguém a rega constantemente</strong>: desempenha algumas funções vitais, mas ainda não consegue sustentar-se por si própria.</p><h2>Por que é que esta experiência entusiasma tanto a comunidade científica?</h2><p>Por vezes, as descobertas mais importantes <strong>não são aquelas que respondem a perguntas, mas sim aquelas que nos obrigam a reformulá-las</strong>. A SpudCell pertence a essa categoria.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/crearon-vida-desde-cero-la-nueva-sputnik-de-la-biologia-reabre-un-viejo-debate-cientifico-1784138932577.jpg" data-image="wsju6onltp51" alt="SpudCell reproduce varias funciones esenciales de una célula." title="SpudCell reproduce varias funciones esenciales de una célula."><figcaption>A SpudCell reproduz várias funções essenciais de uma célula, tais como absorver nutrientes, crescer, replicar o seu material genético e dividir-se, embora ainda dependa de intervenção externa e não seja considerada um organismo vivo. Imagem: equipa de Kate Adamala/Universidade do Minnesota.</figcaption></figure><p>Os investigadores acreditam que este tipo de células sintéticas poderá ajudar a reconstruir <strong>como surgiram as primeiras formas de vida na Terra</strong>. No futuro, poderão também servir para desenvolver minúsculas "fábricas biológicas" capazes de produzir medicamentos ou novos materiais de forma muito mais controlada.</p><p>Kate Adamala compara este avanço com o primeiro voo dos irmãos Wright: breve, imperfeito e muito longe dos aviões atuais. A SpudCell também não está viva, mas poderá representar <strong>o primeiro passo de uma tecnologia que mal começa a descolar</strong>.</p><h2>Mais do que criar vida, a experiência obriga a redefini-la</h2><p>Por enquanto, <strong>ninguém construiu uma célula completamente viva num laboratório</strong>. A própria Kate Adamala insiste que essa não é a conquista deste trabalho, enquanto outros investigadores lembram que o estudo ainda tem de passar pela revisão por pares.</p><p>No entanto, a SpudCell já conseguiu algo importante: obrigar a ciência a repensar uma questão que parecia simples, mas que nunca o foi totalmente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762491" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/das-colisoes-cosmicas-as-primeiras-celulas-como-os-impactos-dos-meteoritos-podem-ter-dado-origem-a-vida.html" title="Das colisões cósmicas às primeiras células: como os impactos dos meteoritos podem ter dado origem à vida">Das colisões cósmicas às primeiras células: como os impactos dos meteoritos podem ter dado origem à vida</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/das-colisoes-cosmicas-as-primeiras-celulas-como-os-impactos-dos-meteoritos-podem-ter-dado-origem-a-vida.html" title="Das colisões cósmicas às primeiras células: como os impactos dos meteoritos podem ter dado origem à vida"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/from-cosmic-collisions-to-first-cells-how-meteor-impacts-may-have-started-life-1775382140196_320.jpg" alt="Das colisões cósmicas às primeiras células: como os impactos dos meteoritos podem ter dado origem à vida"></a></article></aside><p>Sabemos reconhecer uma árvore, um cão ou uma bactéria como seres vivos. Mas quando uma minúscula gota de água começa a alimentar-se, a crescer e a dividir-se sem chegar a estar realmente viva, a fronteira entre o vivo e o inerte deixa de parecer tão clara. Esse é, por enquanto, o verdadeiro alcance da SpudCell.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Kupferschmidt%20K" data-year="2026" data-title="Lab-created%20%E2%80%98SpudCell%E2%80%99%20marks%20%E2%80%98stunning%E2%80%99%20step%20toward%20building%20life%20from%20scratch" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fcontent%2Farticle%2Flab-created-spudcell-marks-major-step-toward-building-life-scratch">Kupferschmidt K. (2026). <a href="https://www.science.org/content/article/lab-created-spudcell-marks-major-step-toward-building-life-scratch" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Lab-created ‘SpudCell’ marks ‘stunning’ step toward building life from scratch</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/criaram-vida-a-partir-do-nada-uma-celula-sintetica-reabre-o-grande-debate-cientifico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Trás-os-Montes usa tecnologia pioneira para travar o avanço dos fogos rurais]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tras-os-montes-usa-tecnologia-pioneira-para-travar-o-avanco-dos-fogos-rurais.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 14:17:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Plataforma digital cruza dados de propriedade com mapas de risco, permitindo aos nove municípios transmontanos antecipar limpezas e proteger o património florestal contra a ameaça dos incêndios florestais.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/tras-os-montes-usa-tecnologia-pioneira-para-travar-o-avanco-dos-fogos-rurais-1784206927671.jpg" data-image="n295faz7xcbs" alt="povoação transmontana" title="povoação transmontana"><figcaption>A nova plataforma digital identifica proprietários em zonas críticas, acelerando limpezas para garantir a segurança das populações transmontanas. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>O verão em <strong>Trás-os-Montes</strong> traz consigo um calor seco que transforma a paisagem num gigantesco combustível à espera de uma centelha. A gestão das vastas extensões de pinheiro-bravo e a monitorização de <strong>matos densos</strong> representaram uma tarefa hercúlea para as autoridades locais. A <strong>desertificação</strong> e o abandono rural exacerbaram esta vulnerabilidade, colocando a região num patamar de perigosidade muito alta. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes pretende agora inverter a lógica do combate aos incêndios com uma solução tecnológica que coloca o cadastro de propriedades rústicas e terrenos florestais ao serviço da segurança.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A ferramenta de apoio à decisão técnica cruza, num único mapa digital, <strong>informações</strong> <strong>dispersas</strong> sobre a titularidade dos terrenos com dados geográficos relevantes. Através desta plataforma, os técnicos municipais conseguem identificar em segundos quais os prédios rústicos situados em <strong>zonas críticas</strong> de risco. </p><p>Se uma <strong>faixa de gestão de combustível</strong> precisa de <strong>limpeza urgente</strong>, o sistema revela imediatamente quem é o proprietário responsável, acelerando o planeamento das intervenções preventivas.</p><h2>A precisão técnica na gestão do território</h2><p>A inovação reside na capacidade de integrar o <strong>Balcão Único do Prédio</strong> com indicadores críticos como áreas ardidas anteriormente ou perímetros urbanos sensíveis. Esta organização da informação permite não apenas o planeamento de ações preventivas, mas também o <strong>reforço da fiscalização</strong> nas faixas de 100 metros obrigatórias junto às casas. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ao transformar dados complexos num auxiliar operacional diário, os nove municípios que compõem a comunidade intermunicipal têm acesso a uma gestão ativa e inteligente das parcelas onde o perigo de propagação é mais elevado.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os operacionais nos nove municípios da região já começam a utilizar este mapa dinâmico para priorizar o terreno. O investimento supramunicipal reflete um compromisso coletivo com a proteção dos recursos naturais, transformando o <strong>cadastro rústico</strong>, tantas vezes burocrático, num <strong>escudo preventivo</strong>. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/tras-os-montes-usa-tecnologia-pioneira-para-travar-o-avanco-dos-fogos-rurais-1784207015517.jpg" data-image="di0defiawxkp" alt="Serra de Montesinho" title="Serra de Montesinho"><figcaption>O clima seco e a floresta contínua colocam a região de Trás-os-Montes em risco muito elevado de incêndio. Foto da Serra de Montesinho: Adobe Stock</figcaption></figure><p>Esta estratégia assegura que as medidas de limpeza cheguem primeiro aos locais onde a necessidade é maior, evitando que a falta de informação atrase a proteção das populações.</p><h2>Videovigilância reforça a proteção das serras</h2><p>A estratégia de defesa contra o fogo completa-se com um <strong>sistema de videovigilância</strong> em tempo real instalado em pontos estratégicos da região. A Serra de <strong>Bornes</strong>, a Serra da <strong>Castanheira</strong> e a Serra da <strong>Nogueira</strong> beneficiam agora de torres que cobrem vastas extensões montanhosas, permitindo uma resposta rápida a qualquer foco de ignição.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As imagens são transmitidas diretamente para o Comando Territorial da GNR, onde o acesso remoto permite monitorizar a evolução de ocorrências sem necessidade de deslocar meios desnecessariamente.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Este projeto, que resulta de um esforço de investimento conjunto em tecnologia, cria uma rede de observação que potencia a eficiência dos meios no terreno. A <strong>monitorização constante</strong> destas áreas florestais, somada à capacidade de identificar proprietários em zonas de risco, marca uma viragem na forma como a região encara a gestão da paisagem.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775443" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/vacas-maronesas-combatem-fogos-ao-limpar-vegetacao-sob-linhas-de-alta-tensao-do-alvao.html" title="Vacas maronesas combatem fogos ao limpar vegetação sob linhas de alta tensão do Alvão ">Vacas maronesas combatem fogos ao limpar vegetação sob linhas de alta tensão do Alvão </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/vacas-maronesas-combatem-fogos-ao-limpar-vegetacao-sob-linhas-de-alta-tensao-do-alvao.html" title="Vacas maronesas combatem fogos ao limpar vegetação sob linhas de alta tensão do Alvão "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vacas-maronesas-combatem-fogos-ao-limpar-vegetacao-sob-linhas-de-alta-tensao-do-alvao-1782305879022_320.jpg" alt="Vacas maronesas combatem fogos ao limpar vegetação sob linhas de alta tensão do Alvão "></a></article></aside><p>O esforço tecnológico não substitui a ação humana, mas oferece aos profissionais da proteção civil e da floresta os dados necessários para <strong>tomar decisões acertadas</strong> antes que o fogo tome conta do horizonte transmontano.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="CIM%20Terras%20de%20Tr%C3%A1s-os-Montes" data-year="" data-title="Produ%C3%A7%C3%A3o%20de%20Cartografia%20Intermunicipal%20para%20Avalia%C3%A7%C3%A3o%20de%20Riscos%20Associados%20%C3%A0s%20Altera%C3%A7%C3%B5es%20Clim%C3%A1ticas" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cim-ttm.pt%2Fpages%2F556">CIM Terras de Trás-os-Montes. <a href="https://www.cim-ttm.pt/pages/556" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Produção de Cartografia Intermunicipal para Avaliação de Riscos Associados às Alterações Climáticas</a>.</cite><br><cite data-author="CIM%20Terras%20de%20Tr%C3%A1s-os-Montes" data-year="" data-title="Sistema%20de%20Vigil%C3%A2ncia%20e%20Apoio%20%C3%A0%20Decis%C3%A3o%20Operacional" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cim-ttm.pt%2Fpages%2F519">CIM Terras de Trás-os-Montes. <a href="https://www.cim-ttm.pt/pages/519" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Sistema de Vigilância e Apoio à Decisão Operacional</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tras-os-montes-usa-tecnologia-pioneira-para-travar-o-avanco-dos-fogos-rurais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo nos arquipélagos até terça, 21 de julho: Açores deverão registar períodos de maior instabilidade face à Madeira]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-arquipelagos-ate-terca-21-de-julho-acores-deverao-registar-periodos-de-maior-instabilidade-face-a-madeira.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 14:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A chuva poderá incidir em ambos os arquipélagos nos próximos dias, mas os Açores devem registar valores de acumulação superiores, entre hoje e terça-feira.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xapoxii"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xapoxii.jpg" id="xapoxii"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como temos vindo a avançar noutras previsões, <strong>o estado de tempo esperado para os arquipélagos dos Açores e Madeira nos próximos dias será variável</strong>, contando com alguns períodos de chuva, com maior incidência no arquipélago açoriano.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ainda que, entre hoje e terça-feira, o arquipélago da Madeira apresente, de forma geral, uma maior estabilidade atmosférica, <strong>não se descarta a possibilidade de chuva fraca a moderada</strong>, essencialmente sobre a Costa Norte da ilha homónima. No entanto, os períodos secos e soalheiros deverão prevalecer, enquanto nos Açores poderá dar-se o oposto.</p><h2>Arquipélago açoriano contará com mais períodos de chuva, em relação à Madeira</h2><p>A presença de uma <strong>baixa pressão ao largo dos Açores está a contribuir para um aumento da instabilidade no arquipélago</strong>, como o aumento da nebulosidade e chuva fraca a moderada em praticamente todas as ilhas, ainda que de forma intercalada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nos-arquipelagos-ate-terca-feira-acores-deverao-registar-periodos-de-maior-instabilidade-face-a-madeira-1784206770569.png" data-image="8lblmc6vbr9z" alt="precipitação acumulada" title="precipitação acumulada"><figcaption>Ainda que ambos os arquipélagos registem ocorrência de precipitação, é provável que os valores sejam mais elevados nos Açores, principalmente no Grupo Ocidental, entre hoje e terça-feira.</figcaption></figure><p>É expectável que, pelo menos até à manhã de amanhã, sexta-feira, <strong>esta depressão se mantenha, podendo dissipar-se nas horas seguintes</strong>, dando lugar a uma diminuição dos períodos mais instáveis na maior parte das ilhas açorianas, ainda que estes não se dissipem totalmente.</p><p>No caso da Madeira, este arquipélago poderá contar com alguns episódios de <strong>chuva fraca entre hoje e amanhã, devendo os mesmos voltarem na terça-feira</strong>. Desta forma, espera-se um fim de semana e arranque de semana seco e soalheiro neste conjunto de ilhas.</p><h2>Reforço anticiclónico poderá afastar a chuva das ilhas</h2><p>Os nossos mapas de precipitação acumulada mostram que, entre hoje e terça-feira, pelas 22h, <strong>o Grupo Ocidental dos Açores contará com os valores mais elevados</strong>, na ordem dos 33 mm. De seguida, o Grupo Oriental poderá contar com acumulações próximas dos 29 mm. No Grupo Central, não deverão ser ultrapassados os 25 mm. Quanto à<strong> Madeira, o valor mais elevado poderá ser na ordem dos 24 mm, na Costa Norte</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778913" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-do-tempo-para-10-dias-em-portugal-rajadas-de-vento-acima-dos-50-km-h-chuva-fraca-e-temperaturas-em-mudanca.html" title="Tendência do tempo para 10 dias em Portugal: rajadas de vento acima dos 50 km/h, chuva fraca e temperaturas em mudança ">Tendência do tempo para 10 dias em Portugal: rajadas de vento acima dos 50 km/h, chuva fraca e temperaturas em mudança </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-do-tempo-para-10-dias-em-portugal-rajadas-de-vento-acima-dos-50-km-h-chuva-fraca-e-temperaturas-em-mudanca.html" title="Tendência do tempo para 10 dias em Portugal: rajadas de vento acima dos 50 km/h, chuva fraca e temperaturas em mudança "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-do-tempo-para-10-dias-em-portugal-rajadas-de-vento-acima-dos-50-km-h-chuva-fraca-e-temperaturas-em-mudanca-1784204077149_320.png" alt="Tendência do tempo para 10 dias em Portugal: rajadas de vento acima dos 50 km/h, chuva fraca e temperaturas em mudança "></a></article></aside><p>Porém, e tendo em conta o que podemos observar neste momento, é que <strong>a partir de terça-feira, dar-se-á um reforço anticiclónico no Atlântico</strong>, pelo que a instabilidade que poderá rondar os arquipélagos deverá afastar-se para oeste, dando assim a possibilidade de dias mais estáveis em todas as ilhas, com uma probabilidade de ocorrência de chuva muito mais baixa. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-arquipelagos-ate-terca-21-de-julho-acores-deverao-registar-periodos-de-maior-instabilidade-face-a-madeira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tendência do tempo para 10 dias em Portugal: rajadas de vento acima dos 50 km/h, chuva fraca e temperaturas em mudança ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-do-tempo-para-10-dias-em-portugal-rajadas-de-vento-acima-dos-50-km-h-chuva-fraca-e-temperaturas-em-mudanca.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 12:54:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os modelos apontam agora para um período de tempo variável em Portugal continental. Entre 16 e 26 de julho, prevê-se vento por vezes forte, o regresso de precipitação ao Norte e Centro e uma subida temporária das temperaturas antes de novo alívio térmico.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xapoxhq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xapoxhq.jpg" id="xapoxhq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A previsão para <strong>os próximos 10 dias revela uma atmosfera em constante reorganização</strong>. Depois de um período em que os modelos apontavam para o domínio mais estável de um regime atmosférico, as atualizações mais recentes do ECMWF mostram um cenário mais dinâmico, traduzido em alterações na distribuição do vento, da precipitação e das temperaturas ao longo da próxima semana.</p><h2>Atmosfera em reorganização dificulta a instalação de um padrão estável</h2><p>Antes de analisar a evolução prevista, importa destacar uma alteração importante face às previsões de longo prazo divulgadas há apenas alguns dias. No anterior ensemble do ECMWF, o regime atmosférico dominante entre 19 e 24 de julho era o <strong>Atlantic Ridge (ATR)</strong>, um padrão frequentemente associado a tempo estável em Portugal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-do-tempo-para-10-dias-em-portugal-rajadas-de-vento-acima-dos-50-km-h-chuva-fraca-e-temperaturas-em-mudanca-1784204038418.jpg" data-image="3gc9688r22lb" alt="Regimes sub-sazonais" title="Regimes sub-sazonais"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-950889">O ECMWF não prevê um único regime atmosférico dominante para os próximos dias. A alternância entre Atlantic Ridge, Scandinavian Blocking e períodos sem regime definido evidencia uma atmosfera em reorganização, aumentando a incerteza da previsão.</figcaption></figure><p>Contudo, a atualização mais recente mostra agora uma alternância entre os regimes <strong>Atlantic Ridge (ATR)</strong> e <strong>Scandinavian Blocking (BL)</strong>, intercalada por vários períodos sem um regime dominante claramente definido.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Esta mudança demonstra bem a elevada variabilidade da atmosfera e explica porque as previsões de médio e longo prazo sofrem frequentemente ajustes. <strong>A ausência de um padrão persistente indica uma circulação atmosférica em reorganização</strong>, dificultando a instalação de um cenário meteorológico estável durante vários dias consecutivos.</p><h2>Vento mais intenso durante as tardes</h2><p>Uma das <strong>tendências mais consistentes para os próximos dias será o comportamento do vento</strong>. De forma geral, espera-se um reforço da intensidade durante as tardes, seguido de um enfraquecimento significativo ao longo da noite e das primeiras horas da manhã.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-do-tempo-para-10-dias-em-portugal-rajadas-de-vento-acima-dos-50-km-h-chuva-fraca-e-temperaturas-em-mudanca-1784204077149.png" data-image="5phojm1zojy3" alt="Rajada de vento" title="Rajada de vento"><figcaption>O vento será um dos protagonistas dos próximos dias. As rajadas poderão ultrapassar pontualmente os 50 km/h durante as tardes, alternando entre maior intensidade na costa ocidental e no interior, consoante a evolução da circulação atmosférica.</figcaption></figure><p>As rajadas poderão ultrapassar pontualmente os <strong>50 km/h</strong>, sobretudo em zonas mais expostas. No entanto, <strong>a distribuição do vento não será uniforme ao longo do período de previsão</strong>. Haverá dias em que as rajadas mais intensas se concentrarão na faixa costeira ocidental, devido ao reforço da nortada, enquanto noutros dias será o interior, especialmente as regiões Norte e Centro, a registar os valores mais elevados.</p><h2>A chuva regressa, mas apenas em algumas regiões</h2><p>Outro dos aspetos importantes desta previsão prende-se com a distribuição da precipitação ao longo dos próximos 10 dias (16 a 26 de julho). O mapa de precipitação acumulada do ECMWF representa o total de chuva previsto durante cerca de <strong>240 horas</strong> de simulação, ou seja, desde o início da previsão até ao dia 26 de julho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-do-tempo-para-10-dias-em-portugal-rajadas-de-vento-acima-dos-50-km-h-chuva-fraca-e-temperaturas-em-mudanca-1784204213122.jpg" data-image="5uajz6x29gzf" alt="Precipitação acumulada até dia 26 de julho" title="Precipitação acumulada até dia 26 de julho"><figcaption>O mapa representa a precipitação total prevista até 26 de julho. Os maiores acumulados deverão ocorrer no Norte e em alguns setores do litoral Centro, Lisboa e litoral alentejano, enquanto o interior Sul continuará bastante seco.</figcaption></figure><p>Importa recordar que este tipo de mapa <strong>não indica a hora nem o local exato onde irá chover</strong>, mas permite identificar as regiões com maior probabilidade de acumularem precipitação ao longo do período.</p><p>A tendência atual aponta para uma maior ocorrência de chuva no <strong>Norte do país</strong>, estendendo-se pontualmente à faixa costeira do Centro, à região de Lisboa e a alguns setores do litoral alentejano.</p><p>Os primeiros sinais desta mudança surgem já durante a <strong>tarde desta quinta-feira (16)</strong>. Os modelos sugerem a formação de aguaceiros fracos e dispersos em alguns locais das regiões Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-do-tempo-para-10-dias-em-portugal-rajadas-de-vento-acima-dos-50-km-h-chuva-fraca-e-temperaturas-em-mudanca-1784204287982.png" data-image="dxc0ktu97irf" alt="Chuva (mm)" title="Chuva (mm)"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-744514">Os primeiros aguaceiros deverão surgir durante a tarde desta quinta-feira (16) nas regiões Norte e Centro. Esperam-se episódios fracos, dispersos e de curta duração, sem acumulados significativos.</figcaption></figure><p>De forma geral, serão episódios de curta duração e pouco expressivos, sem impactos relevantes.</p><h2>Calor regressa antes de novo alívio térmico</h2><p>Por fim, importa analisar a evolução das temperaturas. Entre <strong>quinta-feira (16)</strong> e o início da próxima semana, a tendência será de <strong>subida gradual das temperaturas.</strong></p><p><strong>Terça-feira (21)</strong> poderá vir a ser o dia mais quente deste período, com valores próximos dos <strong>40 ºC</strong> em alguns pontos do interior Norte e Centro e máximas superiores a <strong>35 ºC</strong> em várias regiões do interior. Em contrapartida, o litoral continuará a beneficiar da influência marítima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-do-tempo-para-10-dias-em-portugal-rajadas-de-vento-acima-dos-50-km-h-chuva-fraca-e-temperaturas-em-mudanca-1784204354604.png" data-image="w9zd8timhm86" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption>O início da próxima semana poderá trazer uma nova subida das temperaturas. Terça-feira tem potencial para ser o dia mais quente do período, com valores potencialmente próximos dos 40 ºC em alguns pontos do interior Norte.</figcaption></figure><p>Ainda assim, <strong>importa salientar que esta previsão apresenta </strong><strong>alguma incerteza</strong>, uma vez que diz respeito a um horizonte temporal de cerca de 10 dias. Embora exista um consenso entre os ensembles quanto a uma subida das temperaturas até ao início da próxima semana, a localização exata dos valores mais elevados e a intensidade do calor poderão ainda sofrer ajustes nas próximas atualizações. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778904" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-na-trajetoria-o-modelo-europeu-preve-um-corredor-de-trovoadas-no-sul-da-europa-em-agosto.html" title="Portugal na trajetória: o modelo europeu prevê um 'corredor de trovoadas' no sul da Europa em agosto">Portugal na trajetória: o modelo europeu prevê um "corredor de trovoadas" no sul da Europa em agosto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-na-trajetoria-o-modelo-europeu-preve-um-corredor-de-trovoadas-no-sul-da-europa-em-agosto.html" title="Portugal na trajetória: o modelo europeu prevê um 'corredor de trovoadas' no sul da Europa em agosto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-na-trajetoria-o-modelo-europeu-preve-um-corredor-de-trovoadas-no-sul-da-europa-em-agosto-1784203750073_320.jpg" alt="Portugal na trajetória: o modelo europeu prevê um 'corredor de trovoadas' no sul da Europa em agosto"></a></article></aside><p>A partir de <strong>terça-feira e ao longo da segunda metade da semana</strong>, os modelos apontam para um novo decréscimo das temperaturas até dia 26 de julho.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-do-tempo-para-10-dias-em-portugal-rajadas-de-vento-acima-dos-50-km-h-chuva-fraca-e-temperaturas-em-mudanca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal na trajetória: o modelo europeu prevê um "corredor de trovoadas" no sul da Europa em agosto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-na-trajetoria-o-modelo-europeu-preve-um-corredor-de-trovoadas-no-sul-da-europa-em-agosto.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 12:15:06 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Segundo a tendência a longo prazo do ECMWF, evidencia-se a possibilidade de precipitação acima da média em vários países do sul da Europa no mês de agosto, o que converge com a eventual formação de um corredor de trovoadas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-na-trajetoria-o-modelo-europeu-preve-um-corredor-de-trovoadas-no-sul-da-europa-em-agosto-1784203750073.jpg" data-image="7n4z334cawo2"><figcaption>Um "corredor de trovoadas" poderá formar-se no sul da Europa, em países como Portugal, Espanha e Itália no mês de agosto. Aqui na Meteored explicamos a que se poderá dever isto.</figcaption></figure><p>A origem da formação de um <strong>“corredor de trovoadas” no sul da Europa no mês de agosto</strong>, particularmente em países como Portugal, Espanha e Itália, poderá dever-se à combinação de vários fatores de ordem geográfica e meteorológica.</p><h2>Entenda o padrão atmosférico que poderá estar na origem das trovoadas em agosto no sul da Europa</h2><p>Entre os mais relevantes destaca-se o comportamento do<strong> jato polar</strong> que, ao apresentar uma <strong>ondulação mais pronunciada</strong>, é capaz de estimular a formação de <strong>depressões isoladas em altitude</strong> (bolsas de ar frio ou gotas frias), caracterizadas pela presença de ar frio nos níveis médios e altos da troposfera.</p><p>Simultaneamente, nos países do sul da Europa, destacando-se em particular a Península Ibérica, o mês de agosto continua a ser caracterizado por uma <strong>forte insolação e por um elevado ângulo de incidência da radiação solar</strong>, fatores que promovem um aquecimento intenso da superfície terrestre.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-na-trajetoria-o-modelo-europeu-preve-um-corredor-de-trovoadas-no-sul-da-europa-em-agosto-1784203323299.jpg" data-image="maxmtzgkdot2"><figcaption>Exemplo de uma gota fria observada através da variável do vento a 300 hPa, posicionada sobre Portugal continental, Espanha e França. As depressões isoladas provocam um aumento da instabilidade atmosférica ao sobreporem o ar frio em altitude a uma massa de ar muito quente junto à superfície, às quais acresce a humidade.</figcaption></figure><p> O aquecimento é favorável à ascensão do ar, que conduz à formação de <strong>nuvens de desenvolvimento vertical </strong>e, consequentemente, a uma maior atividade convectiva durante as tardes e início das noites. </p><p>Quando se geram determinadas configurações atmosféricas de larga escala, como é disso exemplo o <strong>bloqueio anticiclónico escandinavo-britânico</strong> (altas pressões que persistem nas latitudes altas), pode ainda verificar-se uma <strong>maior persistência das bolsas de ar frio isoladas em altitude sobre o sul da Europa</strong>.</p><p>Este tipo de baixas pressões pode então favorecer o prolongamento de condições meteorológicas instáveis, que se manifestam sob a forma de <strong>aguaceiros, por vezes localmente fortes e sob a forma de granizo</strong>, frequentemente acompanhados de <strong>trovoadas </strong>e<strong> rajadas intensas de vento</strong> ou outros fenómenos extremos (tornados, downbursts ou até mesmo supercélulas).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-na-trajetoria-o-modelo-europeu-preve-um-corredor-de-trovoadas-no-sul-da-europa-em-agosto-1784202570827.png" data-image="nboxyubrp9hk"><figcaption>Durante a época estival, a temperatura do mar Mediterrâneo é suficientemente elevada para providenciar um fornecimento extra de calor e humidade à atmosfera, cuja maior disponibilidade pode aumentar o potencial de precipitação convectiva localmente forte.</figcaption></figure><p>Além disto, é importante ainda ter em conta fatores de natureza oceânica: à latitude dos países do sul da Europa, <strong>as temperaturas da superfície do oceano</strong> Atlântico e do mar Mediterrâneo, já na presente data relativamente elevadas (sobretudo na bacia mediterrânica), contribuem para um <strong>maior fornecimento de calor e humidade à atmosfera</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778774" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-a-longo-prazo-para-portugal-o-verao-podera-ja-ter-atingido-o-seu-pico.html" title="Previsão a longo prazo para Portugal: 'o verão poderá já ter atingido o seu pico'">Previsão a longo prazo para Portugal: "o verão poderá já ter atingido o seu pico"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-a-longo-prazo-para-portugal-o-verao-podera-ja-ter-atingido-o-seu-pico.html" title="Previsão a longo prazo para Portugal: 'o verão poderá já ter atingido o seu pico'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-longo-prazo-para-portugal-o-verao-podera-ja-ter-atingido-o-seu-pico-1784117627209_320.jpg" alt="Previsão a longo prazo para Portugal: 'o verão poderá já ter atingido o seu pico'"></a></article></aside><p>Esta energia extra torna ainda mais favorável<strong> o desenvolvimento de nuvens de desenvolvimento vertical</strong> associadas às gotas frias, tendo o potencial de agravar os episódios de trovoadas localmente fortes.</p><h2>Tendência do modelo europeu para agosto, sobretudo nestas datas da segunda quinzena do mês</h2><p>As projeções semanais do ECMWF, modelo de maior confiança para a Meteored, indicam <strong>anomalias positivas de precipitação para o Centro-Sul de Portugal continental, arquipélago da Madeira e algumas zonas montanhosas do Norte</strong>, representadas no mapa por tons de verde e correspondentes a valores compreendidos entre 0 e 10 mm acima da média climatológica de referência nas regiões referidas.</p><div class="texto-destacado"><strong>Climatologia de agosto em Portugal continental</strong><br>Segundo a normal climatológica de 1991-2020 do IPMA, agosto é, na maioria das estações meteorológicas analisadas, o mês mais quente, sendo o segundo mês mais seco do ano em Portugal continental.</div><p>Analisando os mapas semanais de anomalias de precipitação do modelo Europeu, constata-se que <strong>o sinal de precipitação acima da média se apresenta mais consistente no período que se estende entre os dias 17 e 24 de agosto</strong>, abrangendo boa parte de Portugal continental, o arquipélago da Madeira, grande parte da Espanha peninsular e Ilhas Canárias e ainda algumas regiões de Itália.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-na-trajetoria-o-modelo-europeu-preve-um-corredor-de-trovoadas-no-sul-da-europa-em-agosto-1784202321966.jpg" data-image="iujvov5p0j29"><figcaption>Este mapa de anomalia de precipitação do modelo ECMWF para a semana de 17 a 24 de agosto evidencia a possibilidade de valores de precipitação acima da média em países como Portugal, Espanha e Itália.</figcaption></figure><p>Importa, contudo, esclarecer que esta análise representa apenas uma <strong>tendência de longo prazo</strong> dado que abarca um horizonte temporal superior a um mês, pelo que <strong>a incerteza associada é bastante elevada</strong>, com a previsão a poder vir a sofrer alterações significativas nas próximas atualizações do modelo ECMWF. </p><p>Ainda assim, a persistência deste sinal em sucessivas saídas semanais dos mapas de anomalias de precipitação do modelo Europeu reforça a possibilidade de se verificarem condições meteorológicas favoráveis a uma maior atividade convectiva, com valores de precipitação acima da média, nos países já referidos (Portugal, Espanha e Itália), <strong>aumentando a probabilidade de ocorrência</strong> de aguaceiros e trovoadas, ou de um<strong> “corredor de trovoadas” no sul da Europa</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-na-trajetoria-o-modelo-europeu-preve-um-corredor-de-trovoadas-no-sul-da-europa-em-agosto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo no fim de semana de 18 e 19 de julho em Portugal: eis em que zonas poderá chover e onde o calor será mais intenso]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-no-fim-de-semana-de-18-e-19-de-julho-em-portugal-eis-em-que-zonas-podera-chover-e-onde-o-calor-sera-mais-intenso.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 11:37:05 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O estado do tempo em Portugal continental deverá manter-se relativamente estável entre sexta-feira e domingo, com subida gradual das temperaturas, pouca precipitação e apenas alguns períodos de maior nebulosidade no litoral Norte e Centro.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xapo48e"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xapo48e.jpg" id="xapo48e"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O próximo fim de semana deverá ser marcado por um <strong>estado do tempo tipicamente estival</strong> em Portugal continental. De acordo com a previsão do <strong>modelo europeu ECMWF</strong>, a influência do <strong>Anticiclone dos Açores</strong> continuará a dominar a circulação atmosférica, favorecendo dias geralmente secos, céu pouco nublado e uma <strong>subida gradual das temperaturas</strong>.</p><p>Apesar da estabilidade prevista, poderão ocorrer alguns períodos de <strong>nebulosidade baixa</strong> no litoral Norte e Centro durante as manhãs, acompanhados por <strong>chuvisco ou chuva fraca</strong> em alguns locais. No restante território, o tempo deverá manter-se seco e com bastante sol.</p><h2>As temperaturas deverão subir gradualmente até domingo</h2><p>Ao longo de <strong>sexta-feira </strong>as temperaturas deverão apresentar valores próximos da média para a época, proporcionando um ambiente agradável em praticamente todo o território. No entanto, durante o fim de semana, prevê-se uma <strong>subida gradual das máximas</strong>, sobretudo nas regiões do <strong>interior Norte, Centro e Alentejo</strong>.</p><p>No <strong>domingo</strong>, as temperaturas poderão atingir <strong>31 a 32 ºC</strong> em vários locais do interior, enquanto o litoral continuará bastante mais fresco devido à influência marítima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-com-tempo-estavel-em-portugal-saiba-onde-podera-chover-e-onde-o-calor-sera-mais-intenso-1784196098820.png" data-image="2uvmcub68ayt" alt="Temperatura - domingo, 19 de julho, às 15h" title="Temperatura - domingo, 19 de julho, às 15h"><figcaption>As temperaturas máximas deverão atingir os 31 a 32 ºC em vários pontos do interior, enquanto o litoral continuará mais fresco, com valores entre 24 e 29 ºC.</figcaption></figure><p>Apesar desta subida, não se perspetivam <strong>episódios de calor intenso ou extremo</strong>, sendo esperado um ambiente relativamente confortável para a época do ano.</p><h2>A chuva deverá restringir-se ao litoral Norte e Centro</h2><p>A previsão aponta para um <strong>fim de semana predominantemente seco</strong>, embora o fluxo marítimo possa favorecer a ocorrência de <strong>chuviscos ou chuva fraca</strong> em alguns pontos do litoral Norte e Centro, sobretudo durante os períodos da manhã.</p><p>Os acumulados previstos pelo <strong>ECMWF</strong> mostram-se muito reduzidos e deverão ser, na maioria dos casos, inferiores a <strong>2 mm</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-com-tempo-estavel-em-portugal-saiba-onde-podera-chover-e-onde-o-calor-sera-mais-intenso-1784196211936.png" data-image="hqgsmwflr7t4" alt="Precipitação acumulada - sexta-feira a domingo" title="Precipitação acumulada - sexta-feira a domingo"><figcaption>A precipitação deverá manter-se muito reduzida, restringindo-se sobretudo ao litoral Norte e Centro, enquanto o restante território continuará praticamente sem chuva.</figcaption></figure><p>No <strong>Centro interior, Alentejo e Algarve</strong>, o estado do tempo deverá permanecer seco durante praticamente todo o fim de semana.</p><h2>O céu deverá apresentar mais nuvens junto ao litoral</h2><p>Embora predomine o tempo estável, a circulação de <strong>vento de noroeste</strong> continuará a favorecer a formação de <strong>nebulosidade baixa</strong> junto ao litoral ocidental, especialmente durante as manhãs.</p><p>Ao longo da tarde, essa nebulosidade tenderá a dissipar-se, permitindo o regresso do <strong>céu pouco nublado ou limpo</strong> na maioria das regiões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-com-tempo-estavel-em-portugal-saiba-onde-podera-chover-e-onde-o-calor-sera-mais-intenso-1784196332766.png" data-image="llyyoxvqtsi4" alt="Nebulosidade - sexta-feira, 17 de julho, às 18h" title="Nebulosidade - sexta-feira, 17 de julho, às 18h"><figcaption>A nebulosidade será mais persistente no litoral Norte e Centro, enquanto o interior e o Sul deverão beneficiar de períodos prolongados de céu pouco nublado ou limpo.</figcaption></figure><p>O vento deverá soprar geralmente <strong>fraco a moderado do quadrante norte ou noroeste</strong>, tornando-se mais intenso durante a tarde nas zonas costeiras.</p><h2>As temperaturas deverão manter-se próximas da média para a época</h2><p>Os mapas de <strong>anomalia térmica</strong> mostram que Portugal continuará sob influência de uma massa de ar relativamente quente, embora sem valores excecionais para a segunda quinzena de julho.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778776" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-e-atualmente-um-oasis-de-frescura-na-europa-mas-o-calor-acima-dos-35-c-regressara-nesta-data.html" title="Portugal continental é atualmente um “oásis” de frescura na Europa, mas o calor acima dos 35 ºC regressará nesta data">Portugal continental é atualmente um “oásis” de frescura na Europa, mas o calor acima dos 35 ºC regressará nesta data</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-e-atualmente-um-oasis-de-frescura-na-europa-mas-o-calor-acima-dos-35-c-regressara-nesta-data.html" title="Portugal continental é atualmente um “oásis” de frescura na Europa, mas o calor acima dos 35 ºC regressará nesta data"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-e-atualmente-um-oasis-de-frescura-na-europa-mas-o-calor-acima-dos-35-c-regressara-nesta-data-1784118028413_320.png" alt="Portugal continental é atualmente um “oásis” de frescura na Europa, mas o calor acima dos 35 ºC regressará nesta data"></a></article></aside><p>Na maior parte do território, as temperaturas deverão situar-se <strong>entre os valores normais e cerca de 2 ºC acima da média climatológica</strong>, especialmente nas regiões do Norte e interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-com-tempo-estavel-em-portugal-saiba-onde-podera-chover-e-onde-o-calor-sera-mais-intenso-1784196449476.png" data-image="5k70nenex6kv" alt="Anomalia da temperatura - domingo, 19 de julho, às 16h" title="Anomalia da temperatura - domingo, 19 de julho, às 16h"><figcaption>As temperaturas deverão manter-se próximas da média ou ligeiramente acima do normal, sem previsão de ondas de calor durante este fim de semana.</figcaption></figure><p>As noites deverão continuar relativamente frescas, sobretudo no interior Norte e Centro, proporcionando uma recuperação térmica após as tardes mais quentes.</p><p>Em resumo, o próximo fim de semana deverá ser marcado por um <strong>tempo estável</strong> em Portugal continental, com <strong>subida gradual das temperaturas</strong>, pouca precipitação e apenas alguma nebulosidade junto ao litoral Norte e Centro. Apesar do aumento do calor no interior, <strong>não são esperados episódios de calor extremo</strong>, mantendo-se um cenário típico da segunda quinzena de julho.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-no-fim-de-semana-de-18-e-19-de-julho-em-portugal-eis-em-que-zonas-podera-chover-e-onde-o-calor-sera-mais-intenso.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Influência de bolsa de ar frio termina hoje: há possibilidade de chuva nas próximas horas; saiba onde]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/influencia-de-bolsa-de-ar-frio-termina-hoje-ha-possibilidade-de-chuva-nas-proximas-horas-saiba-onde.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 10:15:06 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A influência de uma bolsa de a frio sobre Portugal Continental tem as horas contadas. Ainda que hoje se possam registar aguaceiros fracos e dispersos em alguns locais, esta instabilidade deverá dissipar-se de seguida.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xapnx56"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xapnx56.jpg" id="xapnx56"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O dia de hoje amanheceu com alguma nebulosidade no litoral Norte e Centro e com temperaturas amenas em todo o país. Ainda assim, espera-se que à medida que as horas avançam, <strong>comece a surgir alguma instabilidade que poderá resultar na ocorrência de chuva</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Esta instabilidade dever-se-á à <strong>movimentação de uma bolsa de ar frio para nordeste</strong> que irá ocasionar períodos de precipitação tanto em Portugal como no norte de Espanha. Com o passar das horas, esta bolsa deverá ser absorvida pela circulação associada à corrente de jato (jet stream), deixando, assim, de interferir com o estado de tempo no nosso país.</p><h2>Entre as 13h e as 19h poderá chover no Norte e Centro de Portugal</h2><p>É importante referir que <strong>a instabilidade associada a este tipo de fenómenos, como as bolsas de ar frio, é muito difícil de prever</strong> tanto em relação ao impacto como às áreas afetadas. No entanto, conforme o que nos mostra a mais recente atualização do modelo europeu, ECMWF, e tal como podemos ver abaixo, existe a possibilidade de chuva fraca e irregular no Norte e Centro do país.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/influencia-de-bolsa-de-ar-frio-termina-hoje-ha-possibilidade-de-chuva-nas-proximas-horas-saiba-onde-1784194273847.png" data-image="k153l51uaaz5" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>Ao longo da tarde de hoje, dia 16, poderá dar-se a ocorrência de chuva fraca e irregular em alguns pontos das regiões Norte e Centro do país, como podemos observar neste mapa.</figcaption></figure><p>Especialmente no Norte, <strong>a chuva parece incidir nas áreas mais montanhosas da região</strong>, como a Barreira de Condensação. Ainda assim, não se esperam períodos significativos de chuva. No noroeste, esta poderá ser mais persistente no período da tarde, mas ainda assim, sem valores de acumulação relevantes. Aliás, o valor mais elevado de precipitação acumulada deverá ser de<strong> 3 mm para o noroeste</strong>, até ao final do dia de hoje.</p><h2>Instabilidade deverá afastar-se da nossa geografia depois deste episódio</h2><p>Como mencionamos acima, é esperado que <strong>com o afastamento desta bolsa de ar frio, a probabilidade de chuva seja praticamente nula</strong>. Ainda assim, poderão haver alguns resquícios desta entre amanhã e sábado, no noroeste do país, assim como alguma nebulosidade, especialmente no litoral.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778776" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-e-atualmente-um-oasis-de-frescura-na-europa-mas-o-calor-acima-dos-35-c-regressara-nesta-data.html" title="Portugal continental é atualmente um “oásis” de frescura na Europa, mas o calor acima dos 35 ºC regressará nesta data">Portugal continental é atualmente um “oásis” de frescura na Europa, mas o calor acima dos 35 ºC regressará nesta data</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-e-atualmente-um-oasis-de-frescura-na-europa-mas-o-calor-acima-dos-35-c-regressara-nesta-data.html" title="Portugal continental é atualmente um “oásis” de frescura na Europa, mas o calor acima dos 35 ºC regressará nesta data"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-e-atualmente-um-oasis-de-frescura-na-europa-mas-o-calor-acima-dos-35-c-regressara-nesta-data-1784118028413_320.png" alt="Portugal continental é atualmente um “oásis” de frescura na Europa, mas o calor acima dos 35 ºC regressará nesta data"></a></article></aside><p>Os dias seguintes esperam-se idênticos, na medida em que as nuvens poderão continuar a fazer parte do cenário. No entanto, e para contrariar um pouco o céu parcialmente nublado, <strong>espera-se uma subida gradual e generalizada das temperaturas </strong>a partir de amanhã, sexta-feira.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/influencia-de-bolsa-de-ar-frio-termina-hoje-ha-possibilidade-de-chuva-nas-proximas-horas-saiba-onde.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A Antártida atingiu 15,4 °C em pleno inverno: como ocorreu uma onda de calor excecional]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-antartica-atingiu-15-4-c-em-pleno-inverno-como-ocorreu-uma-onda-de-calor-excepcional.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Nos primeiros dias de junho de 2026, a Península Antártica registou temperaturas excecionalmente elevadas para esta época do ano. Quão excecional foi esse evento e que condições atmosféricas permitiram a sua ocorrência?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-antartica-tambien-tiene-olas-de-calor-incluso-en-invierno-1783698616490.png" data-image="fosdhx90jdxq"><figcaption>A Antártida é, geralmente, uma região extremamente fria, mas as temperaturas às vezes sobem a níveis excecionais.</figcaption></figure><p>A <strong>Antártida </strong>é geralmente associada a temperaturas extremamente baixas, mas isso não significa que esteja imune a períodos de aquecimento significativo. Sob certas condições atmosféricas, as temperaturas podem subir bruscamente e atingir níveis surpreendentemente elevados — chegando, por vezes, a superar os registados no mesmo dia em muitas regiões habitadas do planeta.</p><div class="texto-destacado">Embora estes episódios continuem a ser raros, eles fazem parte da variabilidade natural do clima antártico. Também oferecem uma oportunidade valiosa para compreender melhor os mecanismos atmosféricos que impulsionam esses picos extremos de temperatura.<br></div><p>Os <strong>primeiros dias de junho de 2026</strong> foram marcados por um evento de <strong>calor excecional</strong> na Península Antártica. Em pleno inverno austral, quando as temperaturas normalmente permanecem abaixo de 0 °C, várias estações meteorológicas registaram valores incomumente elevados. Isto levanta uma questão: como pode ocorrer uma onda de calor dessa magnitude no meio do inverno antártico?</p><h2>Um recorde em pleno inverno austral</h2><p>As anomalias de temperatura observadas durante os primeiros dez dias de junho indicam que este<strong> não foi um fenómeno isolado </strong>que afetou apenas uma estação meteorológica.</p><p><strong>Grande parte da Península Antártica</strong> registou temperaturas muito acima das normais sazonais, com anomalias que, localmente, ultrapassaram <strong>10 °C acima da média </strong>climatológica. Considerando que junho marca o início do inverno austral, trata-se de <strong>um evento verdadeiramente excecional</strong>.</p><div class="texto-destacado">Uma das medições mais notáveis foi registada na Base Esperanza, localizada na extremidade norte da Península Antártica. A temperatura máxima no local atingiu 15,4 °C, estabelecendo um novo recorde para o mês de junho desde o início das observações na estação.</div><p>Dados históricos mostram que, embora as temperaturas máximas apresentem variabilidade significativa de um ano para outro, o <strong>valor registado em 2026 se destaca claramente dos níveis habitualmente observados nesta época do ano</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-antartica-tambien-tiene-olas-de-calor-incluso-en-invierno-1783272398780.png" data-image="f6ln8k0g2mk3"><figcaption>Anomalias de temperatura observadas durante os primeiros dez dias de junho de 2026 e a tendência das temperaturas máximas diárias registadas na Base Esperanza entre 1973 e 2026. Fonte: Climate Pulse, Copernicus (imagem à esquerda) e dados do NOAA ISD.</figcaption></figure><p>É importante realçar que um evento deste tipo não significa que toda a Antártida tenha registado temperaturas próximas a 15 °C.</p><p>A <strong>onda de calor concentrou-se principalmente na Península Antártica</strong>, uma região particularmente exposta à influência de massas de ar provenientes de latitudes médias e onde tais fenómenos geralmente ocorrem com maior intensidade do que no interior do continente.</p><h2>A circulação atmosférica na origem deste episódio</h2><p>Este evento de calor extremo está associado a uma configuração atmosférica muito específica. Durante os primeiros dias de junho, um padrão de circulação facilitou o <strong>transporte de ar relativamente ameno das latitudes médias para a Península Antártica</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A presença de um sistema de altas pressões excecionalmente forte no Atlântico Sul e de um sistema de baixas pressões igualmente incomum no Pacífico Sul criou um verdadeiro corredor de fluxo, permitindo que ar mais quente chegasse à Península Antártica.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>É provável que o <strong>efeito Foehn se tenha somado a esse padrão de circulação</strong> em larga escala, potencialmente<strong> intensificando o aquecimento</strong> a nível local. À medida que uma massa de ar húmido ascende pelas encostas ocidentais da cadeia de montanhas da península, ela perde parte da sua humidade através de precipitação.</p><p>Ao descer, na sequência, pelas encostas orientais, o ar sofre compressão e aquece rapidamente, elevando as temperaturas a níveis excecionalmente elevados. Este mecanismo já foi identificado anteriormente como um fator responsável por alguns dos episódios de calor mais intensos observados na região.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-antartica-tambien-tiene-olas-de-calor-incluso-en-invierno-1783272484668.png" data-image="3zru7zg2pqk5"><figcaption>Anomalias do vento zonal em 850 hPa e da pressão média ao nível do mar observadas durante a primeira dezena de junho de 2026 em relação à média de 1991–2020. Dados: ERA5.</figcaption></figure><p>Outra hipótese levantada após este evento diz respeito ao papel do<strong> gelo marinho</strong>. Nos primeiros dias de junho, o Mar de Bellingshausen apresentou um déficit acentuado de gelo marinho de inverno, com uma área ausente de quase 650.000 km².</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-gelo-da-antartica-esta-derretendo-e-a-ciencia-acaba-de-descobrir-o-porque.html" title="O gelo da Antártida está a derreter e a ciência acaba de descobrir o porquê">O gelo da Antártida está a derreter e a ciência acaba de descobrir o porquê</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-gelo-da-antartica-esta-derretendo-e-a-ciencia-acaba-de-descobrir-o-porque.html" title="O gelo da Antártida está a derreter e a ciência acaba de descobrir o porquê"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-hielo-antartico-se-derrumba-y-la-ciencia-acaba-de-descubrir-por-que-1779491675292_320.jpg" alt="O gelo da Antártida está a derreter e a ciência acaba de descobrir o porquê"></a></article></aside><p>Esta <strong>redução na cobertura de gelo pode ter limitado o arrefecimento das massas de ar </strong>que se deslocavam para o norte, em direção à Península Antártica, permitindo assim que elas mantivessem temperaturas mais elevadas antes de chegar ao continente. Embora este hipótese ainda esteja a ser investigada, ela oferece uma explicação potencialmente significativa para a intensidade atingida por esta onda de calor em pleno inverno austral.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="The%20Guardian" data-year="2026" data-title="Antarctica%E2%80%99s%20west%20coast%20missing%20an%20area%20of%20sea%20ice%20the%20size%20of%20France%20as%20temperatures%20peak%2020C%20above%20average" data-url="https%3A%2F%2Fwww.theguardian.com%2Fworld%2F2026%2Fjun%2F13%2Fantarcticas-west-coast-missing-an-area-of-sea-ice-the-size-of-france-as-temperatures-peak-20c-above-average%3Futm_source%3Dchatgpt.com">The Guardian. (2026). <a href="https://www.theguardian.com/world/2026/jun/13/antarcticas-west-coast-missing-an-area-of-sea-ice-the-size-of-france-as-temperatures-peak-20c-above-average?utm_source=chatgpt.com" target="_blank">Antarctica’s west coast missing an area of sea ice the size of France as temperatures peak 20C above average</a>.</cite><br><cite data-author="Bozkurt%2C%20D.%2C%20Rondanelli%2C%20R.%2C%20Mar%C3%ADn%2C%20J.%2C%20Garreaud%2C%20R." data-year="2018" data-title="Foehn%20Event%20Triggered%20by%20an%20Atmospheric%20River%20Underlies%20Record-Setting%20Temperature%20Along%20Continental%20Antarctica" data-url="https%3A%2F%2Fagupubs.onlinelibrary.wiley.com%2Fdoi%2Ffull%2F10.1002%2F2017JD027796">Bozkurt, D., Rondanelli, R., Marín, J., Garreaud, R.. (2018). <a href="https://agupubs.onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1002/2017JD027796" target="_blank">Foehn Event Triggered by an Atmospheric River Underlies Record-Setting Temperature Along Continental Antarctica</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-antartica-atingiu-15-4-c-em-pleno-inverno-como-ocorreu-uma-onda-de-calor-excepcional.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quando regar as rosas no verão: a hora exata do dia para evitar doenças fúngicas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/quando-regar-as-rosas-no-verao-a-hora-exata-do-dia-para-evitar-doencas-fungicas.html</link><pubDate>Wed, 15 Jul 2026 17:33:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>As rosas precisam de muitos cuidados e atenção durante o calor intenso destes meses de verão, tal como as restantes plantas do seu jardim.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/when-to-water-roses-in-summer-the-exact-time-of-day-to-avoid-fungal-disease-1783787376663.jpg" data-image="oh0k6oczmi0o" alt="Roses" title="Roses"><figcaption>Regue as suas rosas com cuidado e de manhã cedo, de preferência antes das 10h, para lhes dar a oportunidade de absorverem a humidade de que precisam para crescerem bem. Crédito: Pixabay</figcaption></figure><p>É muito fácil partir do princípio de que as rosas podem e vão aguentar praticamente quaisquer condições e continuar a florescer. É verdade, pois já muitas vezes as reguei em excesso e elas continuam a crescer.</p><p>Apesar disso, <strong>as rosas têm necessidades e preferências específicas, especialmente no que diz respeito à rega</strong> e aos cuidados gerais, para as ajudar a prosperar e a apresentar o seu melhor aspeto durante estes meses escaldantes de verão.</p><h2>Doenças comuns das rosas</h2><p>Se é um cultivador experiente de rosas, certamente já ouviu falar da <strong>mancha preta </strong><em>(Diplocarpon rosae</em>) e da <strong>ferrugem da rosa</strong> (<em>Phragmidium mucronatum</em>). Ambas requerem condições húmidas para se poderem instalar e infetar as rosas. É por isso que se recomenda regar a partir da base da planta, para evitar que a água salpique e molhe as folhas.</p><p><strong>A ferrugem da rosa pode propagar-se através do vento e de salpicos de água, enquanto a mancha preta é uma doença fúngica que pode permanecer latente em folhas mortas que não tenham sido removidas</strong>. Isto significa que também é importante retirar os resíduos mortos resultantes da poda das suas rosas, para evitar a recontaminação das ferramentas e impedir a propagação da doença de ano para ano.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776291" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/6-regras-para-proteger-as-plantas-em-vasos-do-calor-abrasador.html" title="6 regras para proteger as plantas em vasos do calor abrasador">6 regras para proteger as plantas em vasos do calor abrasador</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/6-regras-para-proteger-as-plantas-em-vasos-do-calor-abrasador.html" title="6 regras para proteger as plantas em vasos do calor abrasador"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/6-regole-per-proteggere-le-piante-in-vaso-dal-caldo-torrido-1781977642001_320.jpeg" alt="6 regras para proteger as plantas em vasos do calor abrasador"></a></article></aside><p>A podridão causada por Botrytis (<em>Botrytis cinerea</em>) é também uma doença comum nas rosas, causada por um fungo patogénico. Esta podridão manifesta-se sob a forma de <strong>esporos cinzentos e felpudos que infetam botões e folhas, apodrecendo as delicadas pétalas e produzindo manchas nas folhas</strong>. A podridão pode começar por se apresentar como manchas rosadas ou vermelhas nas pétalas das flores, tornando-as castanhas e moles, enquanto as folhas e os caules podem ficar castanhos a cinzentos e cinzento-escuros ou com tonalidades de caramelo, respetivamente.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/S1PjiUFiY9E/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=S1PjiUFiY9E" id="S1PjiUFiY9E"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Regar durante o verão pode ser um pouco complicado, especialmente se tiver uma agenda preenchida. <strong>O segredo é regar de manhã, de preferência antes das 10h,</strong> pois, a partir dessa hora, a temperatura começa a subir, o que significa que a água adicionada acabaria simplesmente por evaporar. Além disso, evitar regar durante o dia e na altura mais quente da tarde evita que as folhas e os caules das rosas fiquem queimados.</p><p>É melhor regar as rosas em profundidade pelo menos uma vez por semana, quando está muito calor. As raízes são profundas, pelo que uma <strong>rega profunda nas horas frescas da manhã é a melhor opção</strong> para ajudar as suas rosas a reter a humidade de que necessitam.</p><p>Se não conseguir arranjar tempo para regar as suas rosas de manhã, é melhor esperar até ao <strong>fim da tarde, quando há um pouco mais de sombra e o calor do dia já diminuiu</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/quando-regar-as-rosas-no-verao-a-hora-exata-do-dia-para-evitar-doencas-fungicas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma fibra ótica recria o horizonte de um buraco negro e mostra como surge a radiação de Hawking]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/uma-fibra-otica-recria-o-horizonte-de-um-buraco-negro-e-mostra-como-surge-a-radiacao-de-hawking.html</link><pubDate>Wed, 15 Jul 2026 17:01:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Uma experiência com fibra ótica reproduziu um horizonte análogo, identificou um mecanismo direto de radiação de Hawking estimulada e observou como essa emissão altera o sistema ótico que a gera.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/una-fibra-optica-recrea-el-horizonte-de-un-agujero-negro-y-muestra-como-nace-la-radiacion-de-hawking-1783806250931.jpeg" data-image="qt44asn03g6p"><figcaption>Os buracos negros são alguns dos objetos mais enigmáticos devido à informação que guardam.</figcaption></figure><p>Durante décadas, os buracos negros foram descritos como regiões das quais nada conseguia escapar. No entanto,<strong> Stephen Hawking demonstrou que os efeitos quânticos permitem uma emissão </strong>extremamente fraca, capaz de fazer com que estes objetos percam energia e se evaporem com enorme lentidão.</p><p>É impossível observar essa radiação no espaço, porque seria demasiado fraca em comparação com outras fontes cósmicas. Por isso, os físicos constroem sistemas análogos que, embora não reproduzam um buraco negro, reproduzem as equações que regem o comportamento junto ao seu horizonte de eventos.</p><div class="texto-destacado">Uma nova experiência com fibra de cristal fotónico permitiu identificar um processo direto associado à radiação de Hawking "estimulada". Encontrando sinais de retroação, ou seja, alterações no pulso ótico que fornecem a energia necessária para produzir a emissão.</div><p>O trabalho foi liderado por <strong>Lorenzo Procopio e Ulf Leonhardt, com a participação de Raúl Agüero-Santacruz e David Bermudez, investigadores do Cinvestav no México</strong>. Embora os seus resultados não criem gravidade real nem uma singularidade, oferecem um laboratório controlado para estudar fenómenos equivalentes.</p><p>Este avanço também não demonstra que a informação absorvida por um buraco negro possa ser recuperada, mas a sua importância reside em mostrar como uma emissão semelhante à de Hawking pode surgir através de uma interação simples e como essa mesma emissão altera o sistema que a gera.</p><h2>Radiação de Hawking e evaporação dos buracos negros</h2><p>A radiação de Hawking liga três áreas fundamentais da física: </p><ol><li><strong>A gravidade</strong></li><li><b>A mecânica quântica</b></li><li><strong>A termodinâmica.</strong></li></ol><p>Teoricamente, um buraco negro obtém a energia necessária do seu próprio campo gravitacional, o que o leva a perder massa gradualmente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/una-fibra-optica-recrea-el-horizonte-de-un-agujero-negro-y-muestra-como-nace-la-radiacion-de-hawking-1783807400988.png" data-image="2ryy317gfbp8"><figcaption>Os buracos negros e os seus análogos atómicos produzem radiação de Hawking quando uma partícula ou onda escapa do horizonte de eventos correspondente. Crédito: Nature.</figcaption></figure><p>A imagem popular de<strong> duas partículas que surgem exatamente no horizonte, uma que cai e outra que escapa, é apenas uma simplificação</strong>. Uma descrição mais precisa recorre aos chamados "modos de frequência" (positivo e negativo), relacionados pela geometria e pelas propriedades quânticas.</p><p>Num buraco negro astrofísico, a radiação esperada seria espontânea e resultaria de flutuações quânticas. Na experiência ótica, foi utilizado um sinal externo para estimular o processo, de modo a reproduzir várias características da radiação, embora dentro de um regime energético controlado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772066" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/james-webb-resolve-o-grande-enigma-astrofisico-os-buracos-negros-surgiram-antes-das-suas-proprias-galaxias.html" title="James Webb resolve o grande enigma astrofísico: os buracos negros surgiram antes das suas próprias galáxias">James Webb resolve o grande enigma astrofísico: os buracos negros surgiram antes das suas próprias galáxias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/james-webb-resolve-o-grande-enigma-astrofisico-os-buracos-negros-surgiram-antes-das-suas-proprias-galaxias.html" title="James Webb resolve o grande enigma astrofísico: os buracos negros surgiram antes das suas próprias galáxias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/james-webb-resuelve-el-gran-enigma-astrofisico-los-agujeros-negros-nacieron-antes-que-sus-propias-galaxias-1780186480620_320.jpg" alt="James Webb resolve o grande enigma astrofísico: os buracos negros surgiram antes das suas próprias galáxias"></a></article></aside><p>O estudo não constitui uma deteção astronómica da radiação de Hawking nem uma observação completa da sua versão quântica. Consiste apenas em <strong>isolar um mecanismo elementar que antes era interpretado como uma sequência mais complexa de interações óticas</strong>.</p><h3>Fibra ótica, paradoxos e entrelaçamento</h3><p>Um dos maiores dilemas da física moderna é o paradoxo da informação. <strong>Se um buraco negro se evapora, não sabemos o que acontece aos dados da matéria que cai no seu interior</strong>. A mecânica quântica determina que a informação nunca deve ser destruída, desafiando a visão clássica da relatividade.</p><p>A experiência lança luz sobre esta questão através do estudo do entrelaçamento quântico entre partículas. Os resultados sugerem que a informação não se perde para sempre, mas permanece codificada na radiação emitida, permitindo recuperar vestígios do que foi absorvido.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/una-fibra-optica-recrea-el-horizonte-de-un-agujero-negro-y-muestra-como-nace-la-radiacion-de-hawking-1783807759868.jpeg" data-image="0k5nwt4nfu1m"><figcaption>A imagem simplificada mostra-nos que, se se formarem duas partículas perto de um horizonte de acontecimentos, uma delas cai no buraco negro.</figcaption></figure><p>Para construir o análogo, os investigadores enviaram impulsos laser ultracurtos através de uma fibra de cristal fotónico. Nessa fibra, o índice de refração era modificado, criando uma perturbação que alterava a velocidade a que outras ondas luminosas se podiam propagar.</p><p>Quando um sinal fraco coincidiu com a perturbação, surgiu o equivalente óptico de um horizonte. <strong>A interação produziu frequências negativas no ultravioleta, em torno dos 233 nanómetros</strong>, tal como previsto pelo modelo. Essas componentes representam o equivalente óptico dos pares associados a Hawking.</p><h3>A retroação, a informação e o futuro</h3><p>A análise revelou que a emissão não precisava de resultar de uma longa cascata de fenómenos; bastava uma interação direta entre o pulso de bombeamento e o sinal de teste para gerar simultaneamente as coincidências. Essa identificação constitui um dos resultados centrais do trabalho publicado na Nature.</p><p>A mesma interação que gerou o sinal também redistribuiu parte da energia do pulso para outras frequências. Essa resposta é a retroação, ou seja, o equivalente experimental à forma como a radiação emitida altera o campo que a alimenta e, num buraco negro, reduz progressivamente a sua massa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777193" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-mapa-mais-antigo-do-cosmos-apresenta-rugas-invisiveis-causadas-pela-gravidade-o-efeito-sachs-wolfe.html" title="O mapa mais antigo do cosmos apresenta rugas invisíveis causadas pela gravidade: o Efeito Sachs-Wolfe">O mapa mais antigo do cosmos apresenta rugas invisíveis causadas pela gravidade: o Efeito Sachs-Wolfe</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-mapa-mais-antigo-do-cosmos-apresenta-rugas-invisiveis-causadas-pela-gravidade-o-efeito-sachs-wolfe.html" title="O mapa mais antigo do cosmos apresenta rugas invisíveis causadas pela gravidade: o Efeito Sachs-Wolfe"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-mapa-mas-antiguo-del-cosmos-tiene-arrugas-invisibles-de-gravedad-el-efecto-sachs-wolfe-1783200519201_320.jpeg" alt="O mapa mais antigo do cosmos apresenta rugas invisíveis causadas pela gravidade: o Efeito Sachs-Wolfe"></a></article></aside><p>Para estudar o entrelaçamento quântico e o reaparecimento da informação, será necessário substituir a luz clássica por estados não clássicos, como fotões individuais, capazes de revelar correlações quânticas entre os modos que formam cada par produzido.</p><p>Apesar das limitações, <strong>o resultado oferece um caminho concreto para compreender a evaporação a partir de níveis microscópicos</strong>; se se tentarem processos equivalentes em campos gravitacionais reais, poderíamos compreender como os buracos negros irradiam e, eventualmente, resolver o paradoxo da informação.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Procopio%2C%20L.%20M.%2C%20Ag%C3%BCero-Santacruz%2C%20R.%2C%20Bermudez%2C%20D.%20y%20Leonhardt%2C%20U." data-year="" data-title="Backreaction%20of%20stimulated%20Hawking%20radiation%20in%20an%20optical%20analogue" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41586-026-10720-3">Procopio, L. M., Agüero-Santacruz, R., Bermudez, D. y Leonhardt, U.. <a href="https://www.nature.com/articles/s41586-026-10720-3" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Backreaction of stimulated Hawking radiation in an optical analogue</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/uma-fibra-otica-recria-o-horizonte-de-um-buraco-negro-e-mostra-como-surge-a-radiacao-de-hawking.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O sinal nas praias a que quase ninguém presta atenção (mas que ajuda a evitar agueiros)]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-sinal-nas-praias-a-que-quase-ninguem-presta-atencao-mas-que-ajuda-a-evitar-agueiros.html</link><pubDate>Wed, 15 Jul 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A esmagadora maioria das pessoas que vai à praia conhece o significado das bandeiras verde, amarela e vermelha, indicadoras das condições do mar. No entanto, há um sinal nas praias que continua a passar despercebido para os banhistas e que pode salvar vidas!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-sinal-nas-praias-a-que-quase-ninguem-presta-atencao-mas-que-ajuda-a-evitar-agueiros-1784125847409.jpg" data-image="7hxagwldxn6l"><figcaption>O espaço existente entre duas bandeiras iguais à desta fotografia é vigiado diretamente pelos nadadores-salvadores, assinalando a zona recomendada para se ir a banhos. Deste modo evitará, também, o perigo de se ver envolvido por um agueiro. Imagem: DR Município de Oeiras.</figcaption></figure><p><strong>As duas bandeiras com faixas vermelhas e amarelas colocadas lado a lado nos areais</strong>, ao contrário das restantes, não servem para avaliar o estado do mar. Possuem, sim, outra função que passa por assinalar a zona recomendada para entrar na água e manter-se a banhos, tratando-se de uma <strong>área escolhida diariamente pelos nadadores-salvadores que oferece melhores condições de segurança aos banhistas</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Entre estas duas bandeiras situa-se o espaço que é vigiado diretamente pelos nadadores-salvadores</strong><strong>. Permanecer nesse espaço favorece uma intervenção mais rápida em caso de emergência e, além disso, o risco de entrar sem querer em zonas perigosas é reduzido significativamente.</strong></div><p><strong>A localização das bandeiras não é fixa</strong>, dado que ao longo do dia as características da praia são alteradas pela maré, pelo vento e pela agitação marítima. Deste modo, os nadadores-salvadores podem ter de mudar o posicionamento da zona de banhos sempre que necessário, <strong>tendo em conta a evolução das condições do mar</strong>.</p><h2>Os agueiros, um perigo pouco visível a olho nu</h2><p>Um dos principais motivos que leva à <strong>delimitação de uma área segura é afastar os banhistas dos agueiros</strong>, também conhecidos como “rip currents” (em inglês) ou correntes de ressaca. Estes fenómenos são<strong> frequentes nas praias oceânicas, como as da costa portuguesa banhada pelo Atlântico</strong>, ou até mesmo nas praias marítimas, como as da costa mediterrânea, constituindo uma das maiores causas de acidentes no mar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-sinal-nas-praias-a-que-quase-ninguem-presta-atencao-mas-que-ajuda-a-evitar-agueiros-1784126137472.jpg" data-image="7jcgrijttesp"><figcaption>Este cartaz adverte para os perigos de um agueiro, também conhecido como corrente de ressaca.</figcaption></figure><p><strong>Os agueiros costumam ser traiçoeiros na medida em que muitas vezes são praticamente invisíveis</strong>. Até em dias aparentemente calmos, existe a possibilidade de se formarem canais estreitos de água que escoam rapidamente para o largo, atravessando a zona onde rebentam as ondas. Paradoxalmente, apesar destas zonas parecerem mais convidativas à entrada na água porque apresentam pouca rebentação, <strong>é precisamente aí que a corrente pode ser mais forte</strong>.</p><p>Porém, há sinais que ajudam a identificar este perigo, tais como: <strong>faixas estreitas com menos ondas, alterações na cor da água, depressões e irregularidades no areal, zonas onde a espuma e outros detritos são arrastados para o mar e não para a praia</strong>. Mesmo assim, nem sempre é fácil reconhecer estes sinais, sendo, por isso, aconselhável seguir as instruções dos nadadores-salvadores e manter-se no espaço seguro, entre as duas bandeiras.</p><h2>Agueiros: o que são e o que fazer se for apanhado</h2><p>Um agueiro é como um autêntico “rio” que transporta água da praia para o mar aberto. <strong>A velocidade destas correntes pode atingir entre 2 e 3 metros por segundo, superando facilmente a capacidade de nadar da maioria das pessoas</strong>, e até mesmo de nadadores experientes. </p><ul><li><strong>Nunca nade contra a corrente</strong>: Um dos maiores erros é tentar regressar diretamente à praia, nadando contra a corrente. O esforço dispendido provoca fadiga rapidamente, podendo originar pânico e aumentar significativamente o risco de afogamento.</li></ul><ul><li><strong>Manter a calma é prioritário</strong>: caso seja arrastado por um agueiro, não nade contra a corrente e opte por nadar paralelamente à linha de costa. Isto acaba por fazer com que se afaste lateralmente da costa. Em muitas ocasiões, devido ao facto das correntes serem estreitas, basta percorrer alguns metros para sair da sua influência. Assim que sentir que está fora da sua alçada, deve então dirigir-se para terra.</li></ul><ul><li><strong>O que fazer caso não consiga sair da corrente ou estiver demasiado cansado</strong>: conserve energia, mantenha-se à tona e indique a sua posição, levantando um braço para solicitar ajuda aos nadadores-salvadores ou a outros banhistas.</li></ul><p><strong>Estar prevenido continua a ser a melhor maneira de evitar tragédias</strong>. Antes de entrar na água, observe o mar com atenção, informe-se sobre as condições marítimas existentes, respeite os sinais de seguranças e, sempre que possível, opte por frequentar praias vigiadas por nadadores-salvadores.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="519372" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-traicoeiras-correntes-de-ressaca-o-que-sao-e-como-se-defender-mar.html" title="As traiçoeiras correntes de ressaca: o que são e como se defender">As traiçoeiras correntes de ressaca: o que são e como se defender</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-traicoeiras-correntes-de-ressaca-o-que-sao-e-como-se-defender-mar.html" title="As traiçoeiras correntes de ressaca: o que são e como se defender"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/le-insidiose-correnti-di-risacca-cosa-sono-e-come-difendersi-1689084389335_320.jpeg" alt="As traiçoeiras correntes de ressaca: o que são e como se defender"></a></article></aside><p>O mar é belo e cativante, mas é também muito dinâmico, imprevisível e potencialmente perigoso, sendo, por isso, <strong>merecedor do nosso máximo respeito</strong>.</p><p>Saber o significado da sinalização, respeitar os nadadores-salvadores e a área de segurança por eles delimitada, bem como compreender o funcionamento dos agueiros e saber como reagir caso se encontre envolvido num deles constitui um conjunto de <strong>regras e recomendações capazes de transformar um dia de praia numa experiência muito mais segura</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Miguel%20Fraz%C3%A3o" data-year="2026" data-title="Muitos%20banhistas%20n%C3%A3o%20reparam%20nas%20bandeiras%20com%20riscas%20vermelha%20e%20amarela%20que%20se%20colocam%20aos%20pares%20nas%20praias%3A%20conhe%C3%A7a%20o%20significado" data-url="https%3A%2F%2Fpostal.pt%2Fnacional%2Fmuitos-banhistas-nao-reparam-nas-bandeiras-com-riscas-vermelha-e-amarela-que-se-colocam-aos-pares-nas-praias-conheca-o-significado%2F">Miguel Frazão. (2026). <a href="https://postal.pt/nacional/muitos-banhistas-nao-reparam-nas-bandeiras-com-riscas-vermelha-e-amarela-que-se-colocam-aos-pares-nas-praias-conheca-o-significado/" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Muitos banhistas não reparam nas bandeiras com riscas vermelha e amarela que se colocam aos pares nas praias: conheça o significado</a>.</cite><br><cite data-author="Oeiras%20Valley%20Munic%C3%ADpio%20de%20Oeiras" data-year="2019" data-title="Saiba%20o%20que%20significa%20a%20bandeira%20com%20riscas%20vermelha%20e%20amarela%20nas%20praias%20portuguesas" data-url="https%3A%2F%2Fwww.oeiras.pt%2F-%2Fsaiba-o-que-significa-a-bandeira-com-riscas-vermelha-e-amarela-nas-praias-portuguesas">Oeiras Valley Município de Oeiras. (2019). <a href="https://www.oeiras.pt/-/saiba-o-que-significa-a-bandeira-com-riscas-vermelha-e-amarela-nas-praias-portuguesas" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Saiba o que significa a bandeira com riscas vermelha e amarela nas praias portuguesas</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-sinal-nas-praias-a-que-quase-ninguem-presta-atencao-mas-que-ajuda-a-evitar-agueiros.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Outro pico de calor em Portugal no dia 22 de julho: "a atmosfera está viciada", avisa a meteorologista Ana Palma]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/outro-pico-de-calor-em-portugal-no-dia-22-de-julho-a-atmosfera-esta-viciada-avisa-a-meteorologista-ana-palma.html</link><pubDate>Wed, 15 Jul 2026 15:55:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas deverão voltar a subir em Portugal na próxima semana, com um novo pico de calor previsto para 22 de julho. O interior será novamente a região mais afetada, enquanto o litoral deverá manter valores mais moderados.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/outro-pico-de-calor-em-portugal-no-dia-22-de-julho-a-atmosfera-esta-viciada-avisa-a-meteorologista-ana-palma-1784125663319.jpg" data-image="cf8uyervnepw" alt="Portugal prepara-se para um novo aumento das temperaturas" title="Portugal prepara-se para um novo aumento das temperaturas"><figcaption>O regresso do calor previsto para a próxima semana resulta da repetição de um padrão atmosférico muito semelhante, uma situação que a meteorologista Ana Palma resume na expressão "a atmosfera está viciada".</figcaption></figure><p>Depois de alguns dias com temperaturas mais contidas, os modelos meteorológicos apontam para um <strong>novo aumento das temperaturas</strong> em Portugal por volta de 22 de julho. O aquecimento deverá ser temporário e sentir-se sobretudo no interior do país, refletindo um padrão atmosférico que se tem repetido com frequência nas últimas semanas.</p><h2>Uma depressão atlântica continua a marcar o estado do tempo</h2><p>Este comportamento resulta da <strong>persistência</strong> <strong>de uma depressão a oeste da Península Ibérica</strong>, cuja posição condiciona a circulação atmosférica sobre o sudoeste da Europa.</p><p><strong>Quando permanece mais afastada no Atlântico, favorece o desenvolvimento de uma crista de altas pressões sobre a Península Ibérica</strong>, favorecendo a entrada de ar mais quente sobre Portugal. Se, pelo contrário, se deslocar mais para leste, o calor concentra-se sobretudo na metade oriental da Península Ibérica e nos países mediterrânicos, enquanto Portugal fica mais exposto à influência do Atlântico e a temperaturas mais moderadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/outro-pico-de-calor-em-portugal-no-dia-22-de-julho-a-atmosfera-esta-viciada-avisa-a-meteorologista-ana-palma-1784125030066.jpg" data-image="bfhnkewmhjwc"><figcaption>A persistência de uma depressão a oeste da Península Ibérica continua a condicionar a circulação atmosférica. A sua posição favorece o desenvolvimento de uma crista anticiclónica sobre a Península, criando condições para a entrada de ar mais quente em Portugal.</figcaption></figure><p>É precisamente esta repetição que ajuda a explicar a expressão "a atmosfera está viciada". Apesar de não corresponder a um conceito científico, <strong>descreve de forma simples uma atmosfera que repete um padrão de circulação muito semelhante</strong>, originando sucessivos episódios de aquecimento separados por breves períodos mais amenos.</p><h2>Calor volta a intensificar-se, sobretudo no interior do país</h2><p>Segundo as previsões mais recentes do ECMWF, as temperaturas deverão subir gradualmente no início da próxima semana, <strong>culminando num novo pico de calor previsto para 22 de julho</strong>. Se o cenário atualmente previsto se confirmar, esse poderá ser o dia mais quente deste episódio, com <strong>máximas próximas dos 40 ºC</strong> em alguns locais do Alentejo, da Beira Baixa e do Vale do Tejo, onde se prevê que as temperaturas atinjam os valores mais elevados. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/outro-pico-de-calor-em-portugal-no-dia-22-de-julho-a-atmosfera-esta-viciada-avisa-a-meteorologista-ana-palma-1784125052025.jpg" data-image="sj36vnykfvu3"><figcaption>Temperatura prevista às 12 UTC (13h em Portugal continental). O contraste entre o litoral e o interior já deverá ser evidente, antecipando uma tarde de calor intenso, com temperaturas que poderão aproximar-se dos 40 ºC em alguns locais do interior Centro e Sul.</figcaption></figure><p>A circulação do vento também contribuirá para acentuar as diferenças de temperatura entre o litoral e o interior. Enquanto nas <strong>regiões interiores deverá predominar o vento de leste ou sudeste, favorecendo a entrada de ar mais quente</strong>, no litoral continuará a prevalecer o vento de oeste ou noroeste, associado à influência moderadora do Atlântico. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/outro-pico-de-calor-em-portugal-no-dia-22-de-julho-a-atmosfera-esta-viciada-avisa-a-meteorologista-ana-palma-1784125067943.jpg" data-image="dtn7wgjgafr8"><figcaption>A circulação do vento deverá favorecer a entrada de ar mais quente nas regiões do interior, enquanto no litoral continuará a predominar a influência marítima, contribuindo para temperaturas mais moderadas.</figcaption></figure><p>Assim, as máximas deverão manter-se próximas dos 30 ºC na região de Lisboa e inferiores a 30 ºC no litoral Norte, podendo o <strong>contraste térmico em relação ao interior ultrapassar os 10 ºC</strong> nas horas mais quentes do dia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778776" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-e-atualmente-um-oasis-de-frescura-na-europa-mas-o-calor-acima-dos-35-c-regressara-nesta-data.html" title="Portugal continental é atualmente um “oásis” de frescura na Europa, mas o calor acima dos 35 ºC regressará nesta data">Portugal continental é atualmente um “oásis” de frescura na Europa, mas o calor acima dos 35 ºC regressará nesta data</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-e-atualmente-um-oasis-de-frescura-na-europa-mas-o-calor-acima-dos-35-c-regressara-nesta-data.html" title="Portugal continental é atualmente um “oásis” de frescura na Europa, mas o calor acima dos 35 ºC regressará nesta data"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-e-atualmente-um-oasis-de-frescura-na-europa-mas-o-calor-acima-dos-35-c-regressara-nesta-data-1784118028413_320.png" alt="Portugal continental é atualmente um “oásis” de frescura na Europa, mas o calor acima dos 35 ºC regressará nesta data"></a></article></aside><p>Os modelos apontam para um episódio de calor<strong> menos intenso e persistente do que o observado no início de julho</strong>. Por se tratar de uma previsão de médio prazo, as próximas atualizações dos modelos meteorológicos serão importantes para confirmar a intensidade do aquecimento e a distribuição das temperaturas mais elevadas</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/outro-pico-de-calor-em-portugal-no-dia-22-de-julho-a-atmosfera-esta-viciada-avisa-a-meteorologista-ana-palma.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Universidade de Coimbra lidera projeto europeu para eliminar os gases mais poluentes]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/universidade-de-coimbra-lidera-projeto-europeu-para-eliminar-os-gases-mais-poluentes.html</link><pubDate>Wed, 15 Jul 2026 14:45:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma nova plataforma interativa e de livre acesso vai ajudar a indústria a escolher alternativas sustentáveis destinadas aos sistemas de climatização domésticos e industriais.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/universidade-de-coimbra-lidera-projeto-europeu-para-eliminar-os-gases-mais-poluentes-1784118470722.jpg" data-image="i9e0u7nx5w15" alt="Vista aérea de unidade fabril com chaminés fumegantes" title="Vista aérea de unidade fabril com chaminés fumegantes"><figcaption>A libertação de gases fluorados de sistemas de refrigeração industriais e domésticos na atmosfera retém o calor e acelera o aquecimento global a longo prazo. Foto: Pixabay</figcaption></figure><p>Sempre que fechamos a porta do frigorífico ou ligamos o ar condicionado para mitigar o calor do verão, ativamos um ciclo térmico suportado por compostos químicos com uma pegada ecológica devastadora. Estas substâncias, designadas de <strong>gases fluorados</strong>, são amplamente usadas na <strong>refrigeração</strong> e têm uma capacidade extraordinária de aprisionar calor na atmosfera. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Embora não afetem a camada de ozono, são milhares de vezes mais prejudiciais do que o próprio dióxido de carbono, atuando como supergases de efeito de estufa. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para quebrar esta dependência ambiental, cientistas da <strong>Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra</strong> assumiram a liderança de uma iniciativa internacional de grande escala.</p><p>A instituição portuguesa coordena o <strong>consórcio GWPathfinder</strong>, que recebeu um financiamento de quase três milhões de euros através do programa Horizon Europe. Sob a coordenação do investigador Luís Pedro Viegas, do Centro de Química, este grupo de trabalho irá desenvolver uma <strong>aplicação digital de acesso livre</strong>. </p><p>O objetivo central é criar uma ferramenta capaz de orientar decisores políticos e líderes industriais na escolha de <strong>fluidos alternativos</strong> com baixo impacto climático.</p><h2>Uma inteligência artificial ao serviço do clima</h2><p>O núcleo deste projeto assenta no desenvolvimento de um ecossistema virtual dinâmico e interativo. Em vez de recorrer a tabelas estáticas, os investigadores estão a desenvolver um <strong>algoritmo avançado de aprendizagem automática</strong> que antecipa com exatidão o potencial de aquecimento dos compostos sintéticos atuais e das novas misturas químicas em estudo. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/universidade-de-coimbra-lidera-projeto-europeu-para-eliminar-os-gases-mais-poluentes-1784118603481.jpg" data-image="pyvnstx5ihu8" alt="Técnico conserta aparelho de ar condicionado no exterior de um edifício" title="Técnico conserta aparelho de ar condicionado no exterior de um edifício"><figcaption>Os gases fluorados usados nos aparelhos de ar condicionado possuem um impacto ambiental milhares de vezes superior ao CO2. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>Este modelo computacional avaliará igualmente os produtos resultantes da degradação dessas substâncias na natureza, expandindo o conhecimento científico disponível.</p><div class="texto-destacado">“<strong>Este projeto pretende fornecer os dados e as metodologias necessárias para apoiar decisões informadas, contribuindo para uma transição sustentável dos setores que dependem de tecnologias de refrigeração e climatização</strong>”.<br><br>Luís Pedro Viegas, investigador do Centro de Química de Coimbra do Departamento de Química da FCTUC</div><p>Esta tecnologia avançada será integrada em modelos de avaliação internacional como o PROMETHEUS e o TIAM-ECN. Os especialistas conseguem, desta forma, cruzar os planos de descarbonização energética planetária com a introdução de novos fluidos térmicos nas bombas de calor e nos sistemas de climatização. A intenção é disponibilizar dados comparáveis e validados que sustentem <strong>decisões comerciais rápidas e seguras</strong>, minimizando as margens de erro regulamentar.</p><h2>Alinhamento com as metas ecológicas mundiais</h2><p>A urgência deste trabalho reflete as exigências da Emenda de Kigali ao Protocolo de Montreal e do Acordo de Paris, tratados internacionais que exigem a <strong>redução drástica e progressiva dos hidrofluorocarbonetos.</strong> A equipa baseada em Coimbra pretende desenhar uma série de trajetórias de emissões adaptadas a diferentes realidades regionais e setores de atividade económica. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ao simular estes caminhos futuros, a plataforma atuará como um sistema de suporte interativo, no qual os utilizadores podem testar hipóteses políticas e antever o impacto de novas leis ambientais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O rigor da partilha de conhecimento constitui outro pilar estratégico da equipa. Todas as <strong>bases de dados</strong> geradas respeitarão princípios de <strong>ciência aberta</strong>, assegurando que as conclusões sejam localizáveis, acessíveis e totalmente reutilizáveis por qualquer laboratório ou empresa do mundo. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/universidade-de-coimbra-lidera-projeto-europeu-para-eliminar-os-gases-mais-poluentes-1784118749182.jpg" data-image="2y1rfgsg04k4" alt="Refrigeração industrial" title="Refrigeração industrial"><figcaption>Grandes sistemas de refrigeração industriais dependem de fluidos químicos que o projeto GWPathfinder pretende substituir por alternativas sustentáveis. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>O que se pretende criar, portanto, é um verdadeiro ecossistema de partilha de conhecimento livre de barreiras comerciais.</p><h2>Do laboratório para o mercado internacional</h2><p>A investigação tem como intuito levar o desenvolvimento deste mecanismo virtual desde uma fase inicial de ensaio laboratorial até um patamar de maturidade tecnológica elevado, pronto para aplicação industrial direta. O <strong>cronograma</strong> de trabalhos prevê que o <strong>protótipo</strong> esteja totalmente operacional e disponível para uma implementação em larga escala no final de <strong>agosto de 2029</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="651733" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/aumento-drastico-das-emissoes-de-um-gas-com-efeito-de-estufa-potente-e-de-longa-duracao-24-300-vezes-superior-ao-co2-ambiente.html" title="Aumento drástico das emissões de um gás com efeito de estufa potente e de longa duração, 24 300 vezes superior ao CO2">Aumento drástico das emissões de um gás com efeito de estufa potente e de longa duração, 24 300 vezes superior ao CO2</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/aumento-drastico-das-emissoes-de-um-gas-com-efeito-de-estufa-potente-e-de-longa-duracao-24-300-vezes-superior-ao-co2-ambiente.html" title="Aumento drástico das emissões de um gás com efeito de estufa potente e de longa duração, 24 300 vezes superior ao CO2"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aumento-drastico-das-emissoes-de-um-gas-com-efeito-de-estufa-potente-e-de-longa-duracao-24-300-vezes-superior-ao-co2-ambiente-1712856295903_320.jpg" alt="Aumento drástico das emissões de um gás com efeito de estufa potente e de longa duração, 24 300 vezes superior ao CO2"></a></article></aside><p>O sucesso desta plataforma traduz-se no fornecimento de <strong>metodologias seguras</strong> para que as indústrias abandonem os compostos tradicionais sem perder eficiência energética. Com esta liderança, a academia portuguesa assume um papel central na definição dos padrões ambientais que vão regular os <strong>aparelhos de climatização</strong> domésticos e industriais <strong>nas próximas décadas</strong>, transformando a ciência de computadores numa estratégia ativa de combate às alterações climáticas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Faculdade%20de%20Ci%C3%AAncias%20e%20Tecnologia%20da%20Universidade%20de%20Coimbra%20(FCTUC)" data-year="" data-title="UC%20coordena%20projeto%20europeu%20de%202%2C9%20milh%C3%B5es%20de%20euros%20para%20acelerar%20a%20elimina%C3%A7%C3%A3o%20de%20gases%20fluorados%20poluentes" data-url="https%3A%2F%2Fnoticias.uc.pt%2Fartigos%2Funiversidade-de-coimbra-coordena-projeto-europeu-de-2-9-milhoes-de-euros-para-acelerar-a-eliminacao-de-gases-fluorados-poluentes%2F">Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC). <a href="https://noticias.uc.pt/artigos/universidade-de-coimbra-coordena-projeto-europeu-de-2-9-milhoes-de-euros-para-acelerar-a-eliminacao-de-gases-fluorados-poluentes/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">UC coordena projeto europeu de 2,9 milhões de euros para acelerar a eliminação de gases fluorados poluentes</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/universidade-de-coimbra-lidera-projeto-europeu-para-eliminar-os-gases-mais-poluentes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Previsão a longo prazo para Portugal: "o verão poderá já ter atingido o seu pico"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-a-longo-prazo-para-portugal-o-verao-podera-ja-ter-atingido-o-seu-pico.html</link><pubDate>Wed, 15 Jul 2026 13:27:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Apesar de entrarmos hoje na canícula, período climatologicamente mais quente do ano, as projeções de longo prazo do ECMWF sugerem um enfraquecimento gradual do calor anómalo em Portugal até ao final de agosto.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-longo-prazo-para-portugal-o-verao-podera-ja-ter-atingido-o-seu-pico-1784117627209.jpg" data-image="7tswwobcs1x9" alt="Praia" title="Praia"><figcaption>Depois da intensa onda de calor do início de julho, as projeções de longo prazo do ECMWF apontam para um verão ainda quente e seco em Portugal, mas com uma diminuição gradual do calor anómalo à medida que nos aproximamos do final de agosto, precisamente durante o período de férias de muitos portugueses.</figcaption></figure><p>Depois da intensa onda de calor que marcou o início de julho, muitos portugueses perguntam-se se o pior do verão ainda está por chegar. Apesar de termos iniciado hoje a <strong>canícula, período que decorre habitualmente entre 15 de julho e 15 de agosto e que corresponde, em média, aos dias mais quentes do ano na Península Ibérica</strong>, as mais recentes projeções de longo prazo do Centro Europeu de Previsão (ECMWF) sugerem uma tendência diferente.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações </div><p>O calor deverá continuar, mas sem sinais claros de novas ondas de calor tão intensas como a registada no início deste mês.</p><h2>Canícula continua, mas com anomalias de temperatura em diminuição</h2><p>Os mapas semanais de anomalias da temperatura a 2 metros do ECMWF indicam que a semana de 20 a 27 de julho ainda deverá apresentar temperaturas médias entre<strong> 1</strong><strong> e 3 °C acima do normal</strong> para a época em grande parte de Portugal continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-longo-prazo-para-portugal-o-verao-podera-ja-ter-atingido-o-seu-pico-1784114956430.jpg" data-image="r3p5f0rqcwjk" alt="Anomalia da temperatura 20-27 de julho" title="Anomalia da temperatura 20-27 de julho"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-346765">O ECMWF prevê que a semana de 20 a 27 de julho apresente temperaturas médias acima do normal em grande parte de Portugal continental, com anomalias positivas entre cerca de 1 e 3 °C.</figcaption></figure><p>No entanto, à medida que avançamos para agosto, verifica-se uma diminuição gradual destas anomalias. Semana após semana, as cores mais avermelhadas vão perdendo expressão, até que, entre <strong>17 e 24 de agosto</strong>, Portugal Continental surge praticamente coberto por tons brancos, <strong>sinal de que a temperatura média semanal deverá aproximar-se dos valores climatologicamente normais</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-longo-prazo-para-portugal-o-verao-podera-ja-ter-atingido-o-seu-pico-1784115042660.jpg" data-image="n2svikoent0w" alt="Anomalia da temperatura 17-24 de agosto" title="Anomalia da temperatura 17-24 de agosto"><figcaption>Na segunda quinzena de agosto, as anomalias positivas diminuem significativamente. Os tons brancos sobre Portugal indicam uma temperatura média semanal próxima da normal climatológica.</figcaption></figure><p>Importa, contudo, esclarecer que estes mapas representam a <strong>anomalia da temperatura média ao longo de uma semana inteira</strong> e não a temperatura prevista para cada dia.</p><div class="texto-destacado">Isto significa que uma semana poderá apresentar uma anomalia próxima da média climatológica e, <strong>ainda assim, incluir um ou dois dias muito quentes, compensados por outros mais frescos.</strong></div><p>Da mesma forma, uma anomalia positiva não implica necessariamente uma onda de calor persistente, mas sim que, no conjunto dos sete dias, a temperatura média deverá situar-se acima do habitual para a época.</p><h2>Pouca chuva prevista durante a segunda quinzena de julho</h2><p>A precipitação continua a apresentar um sinal bastante mais discreto. Ao contrário da temperatura, esta variável possui menor previsibilidade a médio e longo prazo, motivo pelo qual o ECMWF apenas disponibiliza este tipo de projeção até cerca de <strong>25 de julho</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-longo-prazo-para-portugal-o-verao-podera-ja-ter-atingido-o-seu-pico-1784115223185.jpg" data-image="3ryfxdv9srmn" alt="Precipitação acumulada" title="Precipitação acumulada"><figcaption>O modelo prevê apenas precipitação fraca e pontual na fachada ocidental e no Norte de Portugal. Grande parte do interior deverá manter-se praticamente sem chuva durante este período.</figcaption></figure><p>O mapa de precipitação acumulada <strong>representa toda a chuva prevista desde o início da previsão até à data indicada (desde dia 15 até dia 25 de julho)</strong>, independentemente de ocorrer num único episódio ou distribuída por vários dias. Assim, permite identificar as regiões com maior probabilidade de acumular precipitação, <strong>mas não indica quando essa chuva ocorrerá nem qual será a intensidade de cada episódio</strong>.</p><p>Neste momento, o modelo aponta para alguns períodos de precipitação fraca ao longo da fachada ocidental e em pontos da região Norte, sobretudo junto à fronteira com Espanha. Os acumulados previstos permanecem baixos, enquanto <strong>grande parte do interior deverá continuar praticamente sem precipitação</strong>.</p><h2>Tendência favorável, mas ainda com elevada incerteza</h2><p>Apesar do sinal relativamente consistente apresentado pelas últimas saídas do ECMWF, importa recordar que <strong>as previsões de longo prazo devem ser interpretadas como tendências atmosféricas e não como previsões diárias</strong>. A mais de um mês de distância, pequenas alterações na circulação atmosférica podem modificar significativamente a evolução prevista, sobretudo no que diz respeito às temperaturas extremas e à precipitação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778776" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-e-atualmente-um-oasis-de-frescura-na-europa-mas-o-calor-acima-dos-35-c-regressara-nesta-data.html" title="Portugal continental é atualmente um “oásis” de frescura na Europa, mas o calor acima dos 35 ºC regressará nesta data">Portugal continental é atualmente um “oásis” de frescura na Europa, mas o calor acima dos 35 ºC regressará nesta data</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-e-atualmente-um-oasis-de-frescura-na-europa-mas-o-calor-acima-dos-35-c-regressara-nesta-data.html" title="Portugal continental é atualmente um “oásis” de frescura na Europa, mas o calor acima dos 35 ºC regressará nesta data"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-e-atualmente-um-oasis-de-frescura-na-europa-mas-o-calor-acima-dos-35-c-regressara-nesta-data-1784118028413_320.png" alt="Portugal continental é atualmente um “oásis” de frescura na Europa, mas o calor acima dos 35 ºC regressará nesta data"></a></article></aside><p>Assim, embora os modelos apontem para um enfraquecimento gradual do calor anómalo até ao final de agosto, <strong>será essencial acompanhar as previsões de curto e médio prazo nas próximas semanas</strong>, uma vez que estas permitem confirmar, ou ajustar, a evolução inicialmente sugerida pelos modelos de longo alcance.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-a-longo-prazo-para-portugal-o-verao-podera-ja-ter-atingido-o-seu-pico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item></channel></rss>