<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Thu, 30 Jul 2026 20:20:14 +0000</lastBuildDate><pubDate>Thu, 30 Jul 2026 20:20:14 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Que vinho combina melhor com a sua pizza? Quatro combinações perfeitas para desfrutar como um especialista]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/que-vinho-combina-melhor-com-a-sua-pizza-quatro-combinacoes-perfeitas-para-desfrutar-como-um-especialista.html</link><pubDate>Thu, 30 Jul 2026 17:05:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Desde a clássica Margherita, passando pela apimentada Pepperoni, até à pizza recheada com quatro queijos – cada pizza revela o seu melhor sabor quando acompanhada pelo vinho certo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-vino-elegir-para-cada-pizza-cuatro-maridajes-para-disfrutar-como-un-experto-1784218343922.jpg" data-image="fmiq9kqyct8l" alt="Pizza und Wein" title="Pizza und Wein"><figcaption>A harmonização de vinhos tem como objetivo encontrar combinações que tornem a experiência gastronómica ainda mais agradável – e não seguir regras rígidas. Foto: Emre Inan</figcaption></figure><p>A <strong>pizza </strong>é um dos pratos mais populares do mundo – e, ao mesmo tempo, <strong>um dos mais versáteis no que diz respeito à harmonização com vinho</strong>. Graças à grande variedade de ingredientes, é possível combinar diferentes estilos de vinho, criando harmonizações que realçam de forma ideal os aromas, as texturas e as notas gustativas.</p><p>Embora muitas pessoas gostem de acompanhar a pizza com cerveja ou bebidas não alcoólicas, o vinho pode ser um excelente acompanhamento, desde que seja <strong>escolhido de acordo com a intensidade dos ingredientes, a acidez do molho de tomate, o tipo de queijo e os ingredientes </strong>que caracterizam cada pizza.</p><p>Neste breve guia sobre a combinação de pizza e vinho, o especialista em vinhos chileno <strong>Cristopher Castillo</strong>, fundador de <strong>"La Cava de Cris" </strong>no Instagram, <strong>recomenda várias variedades de vinhos tintos e brancos</strong> e explica que nem todos os vinhos combinam igualmente bem com todas as pizzas.</p><h2>Pizza Margherita: Cinsault, País ou Pinot Noir</h2><p>A combinação clássica de molho de tomate, mozzarella e manjericão cativa pelo seu frescor e pela sua acidez vivaz.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-vino-elegir-para-cada-pizza-cuatro-maridajes-para-disfrutar-como-un-experto-1784218620822.jpg" data-image="bpswgo537ung" alt="Pizza Margherita" title="Pizza Margherita"><figcaption>Um vinho tinto leve e frutado combina na perfeição com uma pizza Margherita. Imagem: Aurelien Lemasson</figcaption></figure><p> Segundo Castillo, o Cinsault, o País ou o Pinot Noir são uma excelente escolha – vinhos tintos frescos e de boca leve, com taninos suaves. </p><p> "O molho de tomate confere acidez, o queijo, cremosidade, e o manjericão, frescura. Por isso, <strong>um vinho tinto leve e frutado é a melhor opção</strong> – complementa a pizza sem se sobrepor à sua simplicidade", explica ele. </p><h2>Pizza de pepperoni: Carmenère ou Syrah</h2><p>O pepperoni confere ao prato um sabor intenso, uma nota encorpada e um toque picante.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-vino-elegir-para-cada-pizza-cuatro-maridajes-para-disfrutar-como-un-experto-1784218574870.jpg" data-image="wpdt4f6ke08o" alt="Peperoni-Pizza" title="Peperoni-Pizza"><figcaption>Para acompanhar uma pizza de pimentão, recomenda-se um vinho tinto de corpo médio e sem teor alcoólico excessivo. Foto: Jessie Maxwell</figcaption></figure><p>Esta variante combina particularmente bem com vinhos tintos bem estruturados, como um Carmenère jovem ou um Syrah proveniente de regiões de cultivo frescas. <strong>Os seus taninos suaves e notas especiadas complementam o sabor da salsicha, sem sobrepor-se ao sabor da pizza</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="648484" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/e-louco-por-pizza-estas-sao-as-10-cidades-europeias-com-as-melhores-pizzas-e-uma-delas-fica-em-portugal-turismo.html" title="É louco por pizza? Estas são as 10 cidades europeias com as melhores pizzas (e uma delas fica em Portugal)">É louco por pizza? Estas são as 10 cidades europeias com as melhores pizzas (e uma delas fica em Portugal)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/e-louco-por-pizza-estas-sao-as-10-cidades-europeias-com-as-melhores-pizzas-e-uma-delas-fica-em-portugal-turismo.html" title="É louco por pizza? Estas são as 10 cidades europeias com as melhores pizzas (e uma delas fica em Portugal)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/e-louco-por-pizza-estas-sao-as-10-cidades-europeias-com-as-melhores-pizzas-e-uma-delas-fica-em-portugal-1710759371480_320.jpg" alt="É louco por pizza? Estas são as 10 cidades europeias com as melhores pizzas (e uma delas fica em Portugal)"></a></article></aside><p> Castillo salienta que, para esta pizza, combina bem um vinho com aromas a fruta madura, notas especiadas e corpo médio, que, no entanto, não deve ter um teor alcoólico demasiado elevado nem taninos excessivamente fortes. </p><h2>Pizza com quatro tipos de queijo: Chardonnay ou espumante</h2><p>As pizzas com queijos de sabor forte combinam bem com vinhos capazes de equilibrar a sua intensidade e cremosidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-vino-elegir-para-cada-pizza-cuatro-maridajes-para-disfrutar-como-un-experto-1784218431756.jpg" data-image="knqflrltk3yc" alt="Pizza mit vier Käsesorten" title="Pizza mit vier Käsesorten"><figcaption>Devido ao seu sabor rico, uma pizza com quatro tipos de queijo combina melhor com um vinho fresco e vivo. Imagem: Engin Akyurt</figcaption></figure><p>Um <strong>Chardonnay fresco</strong> – idealmente de uma colheita recente e, se possível, com um envelhecimento moderado em barris de carvalho – confere <strong>mais corpo à pizza, sem que esta perca a sua frescura</strong>. Um espumante "Brut" também combina na perfeição com esta pizza rica e cremosa.</p><p>No que diz respeito ao Chardonnay, Cristopher recomenda vinhos de Casablanca, Limarí, San Antonio ou Malleco. Quanto ao espumante, aconselha qualquer Brut chileno de qualidade.</p><h2>Pizza Havaiana - Riesling ou Gewürztraminer </h2><p>A combinação de queijo, fiambre e ananás proporciona uma mistura equilibrada de sabores doces, salgados e picantes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-vino-elegir-para-cada-pizza-cuatro-maridajes-para-disfrutar-como-un-experto-1784218507553.jpg" data-image="h5a9ab1ju0fw" alt="Hawaii-Pizza" title="Hawaii-Pizza"><figcaption>A pizza havaiana tem fãs entusiastas – e críticos igualmente apaixonados, que insistem que o ananás não tem lugar numa pizza. Cada um com o seu gosto. Foto: Brett Jordan</figcaption></figure><p>Para acompanhar esta pizza, o Cristopher recomenda um <strong>Riesling</strong> meio seco como uma excelente escolha, uma vez que, graças à sua frescura e às suas notas frutadas, <strong>complementa na perfeição o ananás e, ao mesmo tempo, proporciona equilíbrio</strong>.</p><p>Recomenda ainda um <strong>Gewürztraminer </strong>de Casablanca, Bío Bío ou Malleco e salienta que o seu perfil extremamente aromático e a sua doçura suave <strong>combinam na perfeição com esta mistura de sabores doces e salgados</strong>.</p><h2>O segredo está nos ingredientes</h2><p>Em vez de se concentrarem apenas no nome da pizza, os especialistas recomendam<strong> prestar atenção aos ingredientes que predominam em cada receita</strong>. A acidez do molho de tomate, a intensidade dos queijos, a riqueza dos enchidos e a proporção de legumes frescos contribuem todos para determinar o acompanhamento ideal de vinho.</p><p>Como explica o especialista em vinhos por trás da conta @lacavadecris_, a harmonização de vinhos não se trata de impor regras rígidas, mas sim de <strong>descobrir combinações que tornem a experiência gastronómica ainda mais agradável</strong>.</p><p>Por isso, o melhor conselho é: <strong>experimente diferentes castas e estilos de vinho para descobrir novas nuances de sabor</strong>, tanto na pizza como no vinho – e, assim, provar que este prato italiano icónico pode ser o acompanhamento perfeito para um bom copo de vinho.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/que-vinho-combina-melhor-com-a-sua-pizza-quatro-combinacoes-perfeitas-para-desfrutar-como-um-especialista.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A ciência desafia o mito de que basta o amor e uma cabana para construir uma família]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-ciencia-desafia-o-mito-de-que-basta-o-amor-e-uma-cabana-para-construir-uma-familia.html</link><pubDate>Thu, 30 Jul 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Estudo português agora distinguido mostra que a prosperidade poderá ter ajudado a transformar os sentimentos na base das relações conjugais modernas.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/a-ciencia-desafia-o-mito-de-que-basta-o-amor-e-uma-cabana-para-construir-uma-familia-1785416422835.jpg" data-image="fm6je5vv2e5q" alt="O Último Beijo de Romeu em Julieta, de Francesco Hayez (1823)" title="O Último Beijo de Romeu em Julieta, de Francesco Hayez (1823)"><figcaption>Antes do romantismo ocupar o centro da vida conjugal, a literatura já celebrava a paixão. O estudo mostra que a ternura e o compromisso ganharam importância ao longo dos séculos. Imagem: O Último Beijo de Romeu e Julieta, de Francesco Hayez (1823) / domínio público</figcaption></figure><p>"Amor e uma cabana" é uma expressão que se tornou uma das imagens mais persistentes do <strong>romantismo popular</strong>, sugerindo que os sentimentos são suficientes para vencer qualquer dificuldade.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Um estudo português agora distinguido com um prémio científico internacional convida a olhar para essa ideia de uma perspetiva diferente. Não para negar a força do amor, mas para perguntar quando é que passou a ocupar um lugar tão importante na escolha de um companheiro.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A investigação, desenvolvida por <strong>Maurício Martins</strong>, da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, recebeu recentemente um prémio da <strong>Society for the Scientific Study of Sexuality</strong>. O reconhecimento voltou a destacar um trabalho que desafia uma das ideias mais enraizadas sobre as relações humanas. </p><h2>Um olhar mais pragmático</h2><p>O <strong>amor romântico</strong>, segundo os investigadores, poderá não ser apenas uma construção cultural ou filosófica. As <strong>melhorias das condições económicas</strong> poderão também ter desempenhado um papel decisivo na forma como orientou a vida familiar na Europa Ocidental.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/a-ciencia-desafia-o-mito-de-que-basta-o-amor-e-uma-cabana-para-construir-uma-familia-1785416737109.jpg" data-image="lkkdjijoi9ni" alt="Capa original do livro &quot;Orgulho e Preconceito&quot; de Jane Austen" title="Capa original do livro &quot;Orgulho e Preconceito&quot; de Jane Austen"><figcaption>Jane Austen retratou uma época em que o casamento começava a libertar-se dos interesses familiares. O estudo sugere que a melhoria das condições de vida reforçou o peso do amor na escolha de um companheiro. Ilustração: Richard Bentley (1833) / domínio público</figcaption></figure><p>A proposta não pretende reduzir um sentimento a números ou explicar a intimidade através da economia. O que procura compreender é outra questão. Porque é que o amor romântico se tornou, em determinado momento da história, um <strong>critério central</strong> para escolher um parceiro e <strong>construir uma família</strong>?</p><h2>Nem sempre foi o amor a decidir</h2><p>Hoje parece natural associar casamento, <strong>compromisso</strong> e <strong>afeto</strong>. Durante grande parte da história europeia, porém, as uniões resultavam sobretudo de <strong>interesses</strong> <strong>familiares</strong>, património, alianças sociais ou estratégias de sobrevivência. O amor podia existir, mas raramente ocupava o centro da decisão.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="696785" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conheca-a-historia-do-amor-proibido-mais-famoso-de-portugal.html" title="Conheça a história do amor proibido mais famoso de Portugal ">Conheça a história do amor proibido mais famoso de Portugal </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conheca-a-historia-do-amor-proibido-mais-famoso-de-portugal.html" title="Conheça a história do amor proibido mais famoso de Portugal "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/conheca-a-historia-do-amor-proibido-mais-famoso-de-portugal-1739465459982_320.jpg" alt="Conheça a história do amor proibido mais famoso de Portugal "></a></article></aside><p>Foi precisamente esta transformação que despertou a curiosidade da equipa de investigação. Em vez de procurar explicações apenas na <strong>religião</strong>, na <strong>filosofia</strong> ou na evolução dos <strong>costumes</strong>, os autores colocaram uma hipótese diferente. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O crescimento económico poderá ter criado as condições necessárias para que o amor romântico ganhasse uma importância inédita nas relações conjugais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O estudo não diz que a prosperidade fez nascer o amor. Sugere, antes, que a <strong>melhoria das condições de vida</strong> terá permitido aos sentimentos assumir um lugar cada vez mais decisivo na escolha do companheiro.</p><h2>À procura das palavras</h2><p>Responder a esta pergunta obrigou os investigadores a seguir um caminho pouco convencional. Em vez de inquirirem casais ou analisarem apenas registos históricos, procuraram <strong>pistas na literatura</strong> produzida ao longo de vários séculos.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Recorrendo a técnicas de processamento de linguagem natural, a equipa analisou milhares de textos, incluindo peças de teatro, para acompanhar a evolução da importância atribuída ao amor romântico. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os algoritmos identificaram <strong>padrões </strong>associados a duas dimensões distintas do sentimento. A <strong>paixão</strong>, marcada pela intensidade emocional e pelo desejo, e a <strong>ternura</strong>, relacionada com a intimidade, o cuidado e o compromisso.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/a-ciencia-desafia-o-mito-de-que-basta-o-amor-e-uma-cabana-para-construir-uma-familia-1785416939300.jpg" data-image="wkulillk1o2k" alt="O Beijo, de Gustav Klimt" title="O Beijo, de Gustav Klimt"><figcaption>O Beijo, de Gustav Klimt, evoca intimidade e estabilidade. A investigação mostra que a intimidade ganhou espaço na forma como o amor passou a ser entendido. Imagem: domínio público</figcaption></figure><p>Esses resultados foram depois comparados com <strong>indicadores económicos e demográficos da Europa moderna</strong>, permitindo observar se existia alguma relação entre a evolução das condições de vida, a forma como o amor era retratado e as mudanças no comportamento das famílias.</p><h2>A prosperidade abriu espaço ao amor</h2><p>A comparação entre as obras literárias e os indicadores históricos revelou um padrão consistente. O <strong>aumento do nível de vida</strong> precedeu o crescimento da importância atribuída ao amor romântico. Essa valorização foi mais tarde acompanhada por mudanças nos padrões de <strong>casamento</strong> e de <strong>fertilidade</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Esta sequência é compatível com a hipótese de que a prosperidade económica criou condições para que os sentimentos assumissem um papel cada vez mais relevante na formação dos casais. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Ao reduzir a <strong>pressão da sobrevivência diária</strong>, as sociedades puderam atribuir maior importância à escolha do parceiro, ao <strong>compromisso duradouro</strong> e ao investimento na <strong>educação dos filhos</strong>.</p><p>A análise identificou, ainda, uma evolução na própria forma como o amor era retratado. Ao longo do tempo, as referências à paixão passaram a coexistir com uma valorização crescente da <strong>ternura</strong>, entendida como <strong>intimidade</strong>, cuidado e estabilidade emocional. Essa mudança aproxima-se da ideia contemporânea de amor romântico, assente não apenas na intensidade da atração, mas também na construção de uma <strong>relação duradoura</strong>.</p><h2>Muito mais do que uma mudança cultural</h2><p>Os investigadores sublinham que <strong>os resultados não significam que a economia explique, por si só, o surgimento do amor romântico</strong>. A religião, a filosofia, a urbanização, as transformações jurídicas e políticas ou a evolução dos costumes também poderão ter contribuído para essa mudança.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O próprio estudo reconhece limitações importantes. As peças de teatro e as restantes obras literárias analisadas não refletem necessariamente o comportamento da população nem permitem estabelecer uma relação direta de causa e efeito entre prosperidade económica e transformação das relações conjugais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A convergência entre os diferentes conjuntos de dados oferece, ainda assim, evidências de que a melhoria das condições de vida poderá ter desempenhado um papel relevante numa mudança social de grande alcance. Em vez de contrariar as explicações culturais, a investigação sugere que estas podem ter sido acompanhadas por <strong>condições materiais</strong> que favoreceram uma <strong>nova forma</strong> de viver as <strong>relações afetivas</strong>.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/a-ciencia-desafia-o-mito-de-que-basta-o-amor-e-uma-cabana-para-construir-uma-familia-1785417035049.jpg" data-image="ymrcaq4qzufx" alt="Cartazoriginal do filme Casablanca (1942)" title="Cartazoriginal do filme Casablanca (1942)"><figcaption>Em Casablanca, o amor cruza-se com o dever e com a liberdade de escolha. O estudo recorda que os sentimentos também refletem as mudanças da sociedade. Imagem: cartaz original do filme Casablanca (1942) / domínio público.</figcaption></figure><p>O estudo não procura explicar por que as pessoas se apaixonam. A questão é, de certa forma, mais ambiciosa. Procura compreender <strong>quando é que o amor passou a ocupar um lugar central </strong>na escolha de um companheiro e na construção de uma família.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/a-ciencia-desafia-o-mito-de-que-basta-o-amor-e-uma-cabana-para-construir-uma-familia-1785417099502.jpg" data-image="du8845759uua" alt="Os Amantes, René Magritte" title="Os Amantes, René Magritte"><figcaption>Em Os Amantes, René Magritte lembra que o amor conserva sempre uma parte de mistério. A investigação mostra que a ciência ajuda a compreender a sua história, mas não esgota o seu significado. Imagem: domínio público.</figcaption></figure><p>É pouco provável que exista uma resposta única para uma experiência profundamente humana. Mas, ao cruzar <strong>literatura</strong>, <strong>psicologia</strong>, <strong>economia</strong>, <strong>história</strong> e <strong>ciência de dados</strong>, esta investigação lembra que até os sentimentos mais íntimos têm uma história. Compreender essa história ajuda-nos a perceber melhor não apenas como amamos, mas também a sociedade que fomos construindo ao longo dos séculos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Mauricio%20de%20Jesus%20Dias%20Martins%20%26%20Nicolas%20Baumard" data-year="" data-title="Reproductive%20Strategies%20and%20Romantic%20Love%20in%20Early%20Modern%20Europe.%20Archives%20of%20Sexual%20Behavior" data-url="https%3A%2F%2Flink.springer.com%2Farticle%2F10.1007%2Fs10508-023-02759-4">Mauricio de Jesus Dias Martins & Nicolas Baumard. <a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s10508-023-02759-4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Reproductive Strategies and Romantic Love in Early Modern Europe. Archives of Sexual Behavior</a>.</cite><br><cite data-author="Universidade%20do%20Porto" data-year="" data-title="Maur%C3%ADcio%20Martins%20premiado%20por%20estudo%20sobre%20amor%20rom%C3%A2ntico" data-url="https%3A%2F%2Fnoticias.up.pt%2Ffpceup%2Fmauricio-martins-premiado-por-estudo-sobre-amor-romantico%2F">Universidade do Porto. <a href="https://noticias.up.pt/fpceup/mauricio-martins-premiado-por-estudo-sobre-amor-romantico/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Maurício Martins premiado por estudo sobre amor romântico</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-ciencia-desafia-o-mito-de-que-basta-o-amor-e-uma-cabana-para-construir-uma-familia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Forte temporal de vento no Rio de Janeiro: as pessoas fugiram das praias e as pontes tiveram de ser encerradas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/forte-temporal-de-vento-no-rio-de-janeiro-as-pessoas-fugiram-das-praias-e-as-pontes-tiveram-de-ser-encerradas.html</link><pubDate>Thu, 30 Jul 2026 15:37:11 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>São impressionantes as imagens captadas no Rio de Janeiro perante os efeitos de uma forte tempestade, provocada por uma frente fria e um ciclone extratropical que se deslocou pelo sul e sudeste do Brasil na quarta-feira, 29 de julho.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xate7ea"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xate7ea.jpg" id="xate7ea"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Rajadas intensas de vento provocaram o caos no Rio de Janeiro</strong> e em várias outras cidades do sudeste e do sul do Brasil nesta quarta-feira, 29 de julho. O fenómeno deveu-se à passagem de um ciclone extratropical pelo oceano e à aproximação de uma frente fria ao Brasil, provocando<strong> ventos com velocidades superiores a 100 km/h</strong>.</p><p>Os ventos fortes arrastaram areia das praias do Rio, reduziram a visibilidade, derrubaram pessoas e motociclistas, além de terem provocado um êxodo em massa de turistas que se encontravam nas praias da cidade no momento em que o temporal ocorreu.</p><p><strong>Uma gravação feita na praia de Ipanema</strong> mostrava, ao longe, sinais da tempestade de vento que se aproximava. O vídeo também mostra o momento em que os ventos fortes chegaram à orla e como as pessoas correram em busca de abrigo. <strong>Embora a tempestade fosse iminente</strong>, as pessoas só começaram a correr após a chegada dos ventos.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">*Arpoador, Ipanema* <br><br>Vídeo sobre a ventania no exato momento que chega. E foi previsto antes mesmo de acontecer! Siga para se manter informado sobre informações e curiosidades do mar e da praia. <a href="https://t.co/22Bwp3dsor">pic.twitter.com/22Bwp3dsor</a></p>— 𝗘𝗿𝗿𝗲𝗷𝗼𝘁𝗮 𝗖𝗮𝗿𝗶𝗼𝗰𝗮 (@ErrejotaNews) <a href="https://x.com/ErrejotaNews/status/2082812792604602781?ref_src=twsrc%5Etfw">July 30, 2026</a></blockquote></figure><p>O aeroporto internacional do Rio de Janeiro (Galeão) registou uma <strong>rajada máxima de 105 km/h e uma tempestade de areia por volta das 16h00 (hora local)</strong>. De acordo com os dados meteorológicos do aeroporto, o vento intensificou-se alguns minutos depois das 15h00 naquele local.</p><p>Imagens captadas na ponte que liga a cidade do Rio de Janeiro a Niterói mostram como o vento forte impediu a passagem dos veículos. <strong>A rajada de vento chegou mesmo a derrubar alguns motociclistas</strong>, colocando em risco a vida de quem quisesse atravessar a ponte.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr"> A Ponte Rio-Niterói precisou ter o trânsito interrompido devido a uma forte tempestade de areia e ventos intensos que atingem a região. <a href="https://t.co/Woa7leF3eT">pic.twitter.com/Woa7leF3eT</a></p>— Metrópoles (@Metropoles) <a href="https://x.com/Metropoles/status/2082568997204025414?ref_src=twsrc%5Etfw">July 29, 2026</a></blockquote></figure><p>O <strong>trânsito foi interrompido</strong> na ponte até que as condições meteorológicas permitissem a travessia em segurança.</p><p>O <strong>monumento do Cristo Redentor</strong>, visitado diariamente por milhares de turistas, também sofreu os efeitos do vento que assolou o Rio. <strong>O vento forte apanhou de surpresa os turistas</strong> que ficaram expostos à força do vento, a mais de 700 m acima do nível do mar.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Expectativa: conhecer o Cristo Redentor do Rio de Janeiro <br><br>Realidade: Conhecer Jesus de Cristo de verdade <a href="https://t.co/4q3izV4m0l">pic.twitter.com/4q3izV4m0l</a></p>— Paula Sampaio Moreti (@GiuliMedrado) <a href="https://x.com/GiuliMedrado/status/2082603155024421098?ref_src=twsrc%5Etfw">July 29, 2026</a></blockquote></figure><h2>Foram registados ventos fortes noutros estados do Brasil</h2><p>Informações divulgadas pela Meteored Brasil deram conta do vento forte que afetou o litoral e o interior do estado de São Paulo, onde foram registadas<strong> rajadas que atingiram os 125 km/h</strong>.</p><p>Dados divulgados pelo portal de notícias brasileiro G1 referem rajadas de <strong>até 145 km/h na região montanhosa do litoral do Paraná</strong>, perto de Curitiba.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776012" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/bacterias-de-laguna-no-rio-de-janeiro-ajudam-cientistas-a-descobrir-se-ha-vida-em-marte-entenda.html" title="Bactérias de uma laguna no Rio de Janeiro ajudam os cientistas a descobrir se há vida em Marte; saiba como">Bactérias de uma laguna no Rio de Janeiro ajudam os cientistas a descobrir se há vida em Marte; saiba como</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/bacterias-de-laguna-no-rio-de-janeiro-ajudam-cientistas-a-descobrir-se-ha-vida-em-marte-entenda.html" title="Bactérias de uma laguna no Rio de Janeiro ajudam os cientistas a descobrir se há vida em Marte; saiba como"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/bacterias-de-laguna-no-rio-de-janeiro-ajudam-cientistas-a-descobrir-se-ha-vida-em-marte-entenda-1782509790636_320.jpg" alt="Bactérias de uma laguna no Rio de Janeiro ajudam os cientistas a descobrir se há vida em Marte; saiba como"></a></article></aside><p>Infelizmente, os temporais no sul e sudeste do Brasil <strong>causaram a morte de várias pessoas </strong>nesta quarta-feira, 29 de julho. Prevê-se que as tempestades continuem a afetar vários estados do país nos próximos dias.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Meteored%20Brasil" data-year="" data-title="Ventos%20de%20120%20km%2Fh%20causam%20mortes%20e%20paralisam%20balsas%20em%20SP%3B%20veja%20imagens" data-url="https%3A%2F%2Fwww.tempo.com%2Fnoticias%2Factualidade%2Fventos-de-120-km-h-causam-mortes-e-paralisam-balsas-em-sp-veja-imagens.html">Meteored Brasil. <a href="https://www.tempo.com/noticias/actualidade/ventos-de-120-km-h-causam-mortes-e-paralisam-balsas-em-sp-veja-imagens.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Ventos de 120 km/h causam mortes e paralisam balsas em SP; veja imagens</a>.</cite><br><cite data-author="G1" data-year="" data-title="Paran%C3%A1%20registra%20ventos%20de%20145%20km%2Fh%20e%20deve%20continuar%20tendo%20vendavais%3B%20veja%20a%20previs%C3%A3o%20do%20tempo" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fpr%2Fcampos-gerais-sul%2Fnoticia%2F2026%2F07%2F30%2Fventos-fortes-vendavais-previsao-do-tempo-parana.ghtml">G1. <a href="https://g1.globo.com/pr/campos-gerais-sul/noticia/2026/07/30/ventos-fortes-vendavais-previsao-do-tempo-parana.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Paraná registra ventos de 145 km/h e deve continuar tendo vendavais; veja a previsão do tempo</a>.</cite><br><cite data-author="OGYMET" data-year="" data-title="METAR%2FSPECI%20de%20SBGL%2C%20Galeao%20(Brazil)%20-%2029%20de%20julio%20del%202026" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ogimet.com%2Fdisplay_metars2.php%3Flugar%3DSBGL%26tipo%3DALL%26ord%3DREV%26nil%3DSI%26fmt%3Dhtml%26ano%3D2026%26mes%3D07%26day%3D29%26hora%3D00%26anof%3D2026%26mesf%3D07%26dayf%3D29%26horaf%3D23%26minf%3D59%26enviar%3DVer">OGYMET. <a href="https://www.ogimet.com/display_metars2.php?lugar=SBGL&tipo=ALL&ord=REV&nil=SI&fmt=html&ano=2026&mes=07&day=29&hora=00&anof=2026&mesf=07&dayf=29&horaf=23&minf=59&enviar=Ver" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">METAR/SPECI de SBGL, Galeao (Brazil) - 29 de julio del 2026</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/forte-temporal-de-vento-no-rio-de-janeiro-as-pessoas-fugiram-das-praias-e-as-pontes-tiveram-de-ser-encerradas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Açores com chuva fraca e tempo variável até sábado; Madeira sob aviso amarelo devido ao calor persistente]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-com-chuva-fraca-e-tempo-variavel-ate-sabado-madeira-sob-aviso-amarelo-devido-ao-calor-persistente.html</link><pubDate>Thu, 30 Jul 2026 15:21:12 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nos próximos dias os Açores enfrentarão tempo variável, com períodos de chuva fraca, abertas e vento geralmente fraco a moderado. Na Madeira dominará a estabilidade, embora com aviso amarelo devido à previsão de persistência de valores elevados da temperatura máxima.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xatgltm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xatgltm.jpg" id="xatgltm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O estado do tempo nos Arquipélagos será bastante distinto entre hoje e domingo, 2 de agosto. Enquanto o dos <strong>Açores enfrentarão os vestígios de uma depressão atlântica</strong>, registando uma maior variabilidade de estados do tempo, o da <strong>Madeira estará à mercê de temperaturas acima da média para a época do ano</strong>, com algumas áreas desta geografia insular já sob aviso amarelo de tempo quente tendo em vista a previsão que aponta para o calor persistente, sobretudo entre sexta-feira (31) e domingo (2).</p><h2>Açores: chuva fraca e irregular alternará com períodos de estabilidade até sábado; o que virá depois?</h2><p>Entre hoje - quinta-feira, 30 - e sábado, 1 de agosto, prevê-se um estado do tempo bastante variável nos Grupos Ocidental, Central e Oriental dos Açores: <strong>os mapas de referência da Meteored indicam períodos de céu muito nublado, alternados com boas abertas, bem como a ocorrência de chuva ou aguaceiros fracos</strong>, tendencialmente mais prováveis e frequentes durante a madrugada e manhã ou ao final do dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-com-chuva-fraca-e-tempo-variavel-ate-sabado-madeira-sob-aviso-amarelo-devido-ao-calor-persistente-1785424236337.png" data-image="67w610apn72k"><figcaption>Depressão pouco cavada e centrada a norte do arquipélago dos Açores irá gerando linhas de instabilidade que se traduzirão em períodos de chuva fraca ou aguaceiros, intercalados com boas abertas e períodos de céu nublado nas 9 ilhas açorianas ao longo dos próximos 3 a 4 dias.</figcaption></figure><p>De acordo com o modelo de confiança da Meteored - ECMWF -, a precipitação prevista para as próximas horas e dias será provocada pela <strong>passagem intermitente de superfícies frontais e linhas de instabilidade de fraca atividade</strong>. </p><p>Estes sistemas irão perdendo intensidade e dissipando gradualmente a sua influência no arquipélago açoriano à medida que a depressão atlântica, atualmente centrada a noroeste dos Açores, se for deslocando para nordeste rumo às Ilhas Britânicas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-com-chuva-fraca-e-tempo-variavel-ate-sabado-madeira-sob-aviso-amarelo-devido-ao-calor-persistente-1785424123032.png" data-image="yax8zm6zhfzg"><figcaption>Prevê-se entre 5 e 15 mm de chuva acumulada nos Açores nestes próximos dias.</figcaption></figure><p>Ao longo destes três dias o vento alternará entre oeste, noroeste e sudoeste, soprando predominantemente do quadrante oeste. A intensidade será geralmente fraca a moderada, embora sejam também expectáveis rajadas pontualmente fortes, <strong>até 40 km/h</strong>, sobretudo em zonas mais expostas das ilhas das Flores, Terceira e São Miguel.</p><table><thead><tr><th>Cidade/Localidade</th><th>Sexta-feira, 31 de julho</th><th>Sábado, 1 de agosto</th><th>Domingo, 2 de agosto</th></tr></thead><tbody><tr><td>Ponta Delgada (São Miguel) - Grupo Oriental</td><td>26 ºC</td><td>25 ºC</td><td>26 ºC</td></tr><tr><td>Horta (Faial) - Grupo Central</td><td>25 ºC</td><td>26 ºC</td><td>26 ºC</td></tr><tr><td>Angra do Heroísmo (Terceira) - Grupo Central</td><td>23 ºC</td><td>23 ºC</td><td>24 ºC</td></tr><tr><td>Lajes das Flores (Flores) - Grupo Ocidental</td><td>27 ºC</td><td>27 ºC</td><td>25 ºC</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="4">Nota: Temperaturas máximas previstas entre sexta-feira, 31 de julho e domingo, 2 de agosto em 4 localidades do arquipélago dos Açores. Fonte: Mapas da Meteored.</td></tr></tbody></table><p>No<strong> domingo (2) </strong>prevê-se uma mudança do padrão atmosférico. A deslocação da depressão para nordeste permitirá uma <strong>maior influência da região anticiclónica a sul do arquipélago, estimulando condições de maior estabilidade</strong>. Deste modo, são expectáveis períodos de céu muito nublado, mas também boas abertas e, à partida, sem precipitação.</p><p>Quanto às temperaturas máximas, tal como se verifica na <strong>tabela acima</strong>, prevê-se alguma variabilidade diária, mas pouco expressiva, estando os valores mais elevados previstos para a ilha das Flores e os mais baixos para a ilha Terceira. </p><h2>Madeira com tempo mais estável e sob aviso amarelo devido ao calor</h2><p>Ao contrário dos Açores, prevê-se que a Madeira registe um estado do tempo mais estável nos próximos dias. <strong>Algumas zonas do arquipélago encontram-se sob aviso amarelo devido à previsão de persistência de temperaturas elevadas, acima dos valores médios de referência</strong>.</p><p>Na quinta-feira (30) e no domingo (2) esperam-se períodos de céu muito nublado, enquanto na sexta-feira (31) e no sábado (1 de agosto), a previsão aponta para céu geralmente pouco nublado na geografia insular madeirense.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781241" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-a-10-dias-em-portugal-chuva-podera-regressar-em-forca-mas-antes-ha-locais-que-irao-atingir-os-40-c.html" title="Tendência a 10 dias em Portugal: chuva poderá regressar em força, mas antes, há locais que irão atingir os 40 °C">Tendência a 10 dias em Portugal: chuva poderá regressar em força, mas antes, há locais que irão atingir os 40 °C</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-a-10-dias-em-portugal-chuva-podera-regressar-em-forca-mas-antes-ha-locais-que-irao-atingir-os-40-c.html" title="Tendência a 10 dias em Portugal: chuva poderá regressar em força, mas antes, há locais que irão atingir os 40 °C"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-a-10-dias-em-portugal-chuva-podera-regressar-em-forca-mas-antes-ha-locais-que-irao-atingir-os-40-c-1785414461849_320.jpg" alt="Tendência a 10 dias em Portugal: chuva poderá regressar em força, mas antes, há locais que irão atingir os 40 °C"></a></article></aside><p><strong>O vento soprará predominantemente de este-nordeste até domingo (2)</strong>. Esta circulação favorecerá o transporte de uma massa de ar tropical marítimo, quente e húmido, para a Madeira. Ao mesmo tempo os ventos de nordeste também poderão transportar ar quente e seco procedente do Norte de África.</p><p>Este panorama nascerá da interação entre a depressão que afetará indiretamente os Açores e a região anticiclónica localizada a oeste da Madeira. O gradiente de pressão criado entre estes dois sistemas será favorável ao estabelecimento desta circulação, <strong>gerando condições que desencadearão a subida das temperaturas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-com-chuva-fraca-e-tempo-variavel-ate-sabado-madeira-sob-aviso-amarelo-devido-ao-calor-persistente-1785424043142.png" data-image="an5f8by9i3ex"><figcaption>Algumas zonas do arquipélago da Madeira poderão atingir os 28 ºC de temperatura máxima nestes próximos dias.</figcaption></figure><p>Por causa disto o IPMA já emitiu <strong>aviso amarelo de tempo quente para os dias 31 de julho, 1 de agosto e 2 de agosto nas Regiões Montanhosas e Costa Sul da Ilha da Madeira</strong>, devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima. </p><p><strong>As temperaturas máximas previstas situam-se entre 26 e 28 ºC no Funchal e entre 25 e 27 ºC no Curral das Freiras</strong>. Em São Vicente os nossos mapas apostam em valores semelhantes, pelo que não se descarta a possibilidade de o aviso amarelo ainda vir a ser alargado à Costa Norte da ilha da Madeira.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-com-chuva-fraca-e-tempo-variavel-ate-sabado-madeira-sob-aviso-amarelo-devido-ao-calor-persistente.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tendência a 10 dias em Portugal: chuva poderá regressar em força, mas antes, há locais que irão atingir os 40 °C]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-a-10-dias-em-portugal-chuva-podera-regressar-em-forca-mas-antes-ha-locais-que-irao-atingir-os-40-c.html</link><pubDate>Thu, 30 Jul 2026 13:17:53 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os próximos 10 dias deverão ser marcados por sucessivas mudanças no estado do tempo, com calor intenso, uma descida temporária das temperaturas e possibilidade de 2 eventos de chuva durante a primeira semana de agosto.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-a-10-dias-em-portugal-chuva-podera-regressar-em-forca-mas-antes-ha-locais-que-irao-atingir-os-40-c-1785414461849.jpg" data-image="6z8taejjbkfr" alt="Chuva em Agosto" title="Chuva em Agosto"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-397571">Após calor intenso no primeiro sábado do mês de agosto, o estado do tempo poderá mudar de forma significativa. Os modelos indicam a aproximação de depressões atlânticas capazes de devolver a chuva a Portugal continental.</figcaption></figure><p><strong>Num horizonte temporal de 10 dias,</strong> haverá uma sucessão de mudanças na circulação atmosférica sobre Portugal continental. Entre dias de calor intenso, uma descida temporária das temperaturas e o possível regresso da chuva, os modelos apontam para dias dinâmicos.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ainda assim, importa recordar que esta é uma previsão de médio prazo, pelo que o foco está nas tendências e não nos valores exatos das variáveis atmosféricas.</p><h2>Uma atmosfera em reorganização no início de agosto</h2><p>O diagrama dos regimes atmosféricos Euro-Atlânticos do ECMWF mostra que, até ao dia 8 de agosto, <strong>não existe um padrão dominante</strong>. Em vez disso, verifica-se uma alternância entre períodos sem regime definido e fases em que predominam a <strong>Oscilação do Atlântico Norte positiva (NAO+)</strong> e, posteriormente, o <strong>Atlantic Ridge (ATR)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-a-10-dias-em-portugal-chuva-podera-regressar-em-forca-mas-antes-ha-locais-que-irao-atingir-os-40-c-1785413200283.jpg" data-image="6tj8a9wyseqe" alt="Regimes atmosféricos Euro-Atlânticos" title="Regimes atmosféricos Euro-Atlânticos"><figcaption>O diagrama dos regimes atmosféricos mostra uma primeira semana de agosto sem um padrão dominante, com alternância entre períodos de reorganização atmosférica, NAO+ e Atlantic Ridge.</figcaption></figure><p>Esta ausência de bloqueios atmosféricos duradouros favorece uma <strong>maior variabilidade do estado do tempo</strong>. Em Portugal, traduz-se numa alternância entre períodos de calor, entradas temporárias de ar mais fresco e a possibilidade de passagem de depressões atlânticas.</p><h2>Quinta e sexta-feira: litoral mais fresco, interior com calor de verão</h2><p>Nos dias <strong>30 e 31 de julho</strong>, o padrão mantém-se semelhante ao dos últimos dias. O interior continuará com temperaturas típicas de verão, enquanto o litoral permanecerá mais fresco devido à influência do Atlântico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-a-10-dias-em-portugal-chuva-podera-regressar-em-forca-mas-antes-ha-locais-que-irao-atingir-os-40-c-1785413248729.png" data-image="g63rmkbnr5ju" alt="Anomalia da Temperatura" title="Anomalia da Temperatura"> <figcaption>O contraste entre litoral e interior mantém-se evidente. Temperaturas ligeiramente abaixo da média junto à costa e valores um pouco acima da normal climatológica nas regiões do interior.</figcaption></figure><p>Os mapas de anomalia térmica evidenciam bem este contraste. O litoral apresenta temperaturas ligeiramente abaixo da média climatológica, enquanto o interior regista valores um pouco acima da média. Ainda assim, desvios de cerca de <strong>2 a 3 °C</strong>, tanto positivos como negativos, continuam dentro da variabilidade normal para esta época do ano.</p><h2>Sábado será o dia mais quente antes de uma descida das temperaturas</h2><p>O <strong>sábado, dia 1 de agosto</strong>, deverá ser o dia mais quente deste período inicial. A subida das temperaturas será generalizada, incluindo o litoral, coincidindo com a breve predominância do regime <strong>NAO+</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-a-10-dias-em-portugal-chuva-podera-regressar-em-forca-mas-antes-ha-locais-que-irao-atingir-os-40-c-1785413276258.png" data-image="ej412om5yqtn" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O primeiro dia de agosto será marcado por uma subida generalizada das temperaturas, com máximas próximas dos 40 °C no interior do Algarve e no Baixo Alentejo.</figcaption></figure><p>Grande parte do país ultrapassará os <strong>30 °C</strong>, sendo o <strong>interior do Algarve</strong> e o <strong>distrito de Beja</strong> as regiões mais quentes. Em concelhos como <strong>Alcoutim</strong> e <strong>Castro Marim</strong>, não se excluem máximas próximas dos <strong>40 °C</strong>.</p><p>Apesar deste pico de calor, a situação será passageira. A partir de domingo inicia-se uma mudança gradual do estado do tempo.</p><h2>Depressão atlântica traz chuva fraca e faz descer as temperaturas</h2><p>Durante <strong>domingo, dia 2</strong>, uma depressão atlântica começa a deslocar-se a norte da Península Ibérica em direção a França. Embora o seu núcleo não atravesse Portugal continental, a sua proximidade será suficiente para alterar o padrão meteorológico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-a-10-dias-em-portugal-chuva-podera-regressar-em-forca-mas-antes-ha-locais-que-irao-atingir-os-40-c-1785413364041.jpg" data-image="ecw5lg0eu9y9" alt="Chuva" title="Chuva"> <figcaption>Uma depressão atlântica aproxima-se da Península Ibérica a partir de 2 de agosto. Embora o núcleo da depressão permaneça a norte de Portugal, a sua aproximação será suficiente para alterar o estado do tempo nos dias seguintes.</figcaption></figure><p>Entre <strong>segunda e quarta-feira (3 a 5 de agosto)</strong> poderão ocorrer períodos de chuva fraca, sobretudo nas regiões do litoral Norte e Centro, mas também com possibilidade de aguaceiros dispersos noutras regiões do Norte. Ao mesmo tempo, verifica-se uma descida das temperaturas, especialmente no litoral Norte e Centro e até ao distrito de Lisboa.</p><h2>No final da semana, uma nova depressão mais intensa poderá chegar a Portugal</h2><p>Depois da passagem desta primeira depressão, surge nos modelos a possibilidade da aproximação de <strong>uma nova depressão atlântica</strong> durante os dias <strong>6 e 7 de agosto</strong>. Caso esta tendência se confirme, poderá provocar um episódio de chuva mais persistente e abrangente do que o previsto no início da semana, sobretudo nas regiões Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-a-10-dias-em-portugal-chuva-podera-regressar-em-forca-mas-antes-ha-locais-que-irao-atingir-os-40-c-1785413553921.jpg" data-image="7zpfjsm0tbgm" alt="Chuva" title="Chuva"> <figcaption>Caso a tendência se confirme, a nova depressão poderá trazer chuva mais persistente e abrangente, sobretudo ao Norte e Centro, constituindo umepisódio mais significativo. </figcaption></figure><p>Esta evolução coincide com uma fase em que o regime <strong>Atlantic Ridge (ATR)</strong> volta a ganhar maior probabilidade.</p><div class="texto-destacado">Apesar de este regime estar frequentemente associado a tempo estável em Portugal durante o verão, quando o anticiclone se posiciona mais a norte <strong>pode igualmente favorecer a descida de depressões atlânticas em direção à Península Ibérica.</strong></div><p>Por se tratar de uma <strong>previsão de médio prazo</strong>, importa salientar que estas projeções representam <strong>tendências atmosféricas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781235" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-modelo-europeu-atualizou-a-chuva-deve-regressar-apenas-na-terca-feira-dia-4-saiba-as-zonas-expostas.html" title="O modelo europeu atualizou: a chuva deve regressar apenas na terça-feira, dia 4; saiba as zonas expostas">O modelo europeu atualizou: a chuva deve regressar apenas na terça-feira, dia 4; saiba as zonas expostas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-modelo-europeu-atualizou-a-chuva-deve-regressar-apenas-na-terca-feira-dia-4-saiba-as-zonas-expostas.html" title="O modelo europeu atualizou: a chuva deve regressar apenas na terça-feira, dia 4; saiba as zonas expostas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-modelo-europeu-atualizou-a-chuva-deve-regressar-apenas-na-terca-feira-dia-4-saiba-as-zonas-expostas-1785407968921_320.png" alt="O modelo europeu atualizou: a chuva deve regressar apenas na terça-feira, dia 4; saiba as zonas expostas"></a></article></aside><p>A trajetória das depressões, a distribuição e intensidade da precipitação, bem como os valores exatos das temperaturas, poderão ainda sofrer alterações nas próximas atualizações dos modelos numéricos. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-a-10-dias-em-portugal-chuva-podera-regressar-em-forca-mas-antes-ha-locais-que-irao-atingir-os-40-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O modelo europeu atualizou: a chuva deve regressar apenas na terça-feira, dia 4; saiba as zonas expostas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-modelo-europeu-atualizou-a-chuva-deve-regressar-apenas-na-terca-feira-dia-4-saiba-as-zonas-expostas.html</link><pubDate>Thu, 30 Jul 2026 11:22:47 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A próxima semana poderá trazer de volta a chuva fraca e irregular a alguns locais do litoral Norte e Centro. Confira aqui a previsão!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xateozq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xateozq.jpg" id="xateozq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os próximos dias contarão com uma <strong>maior estabilidade atmosférica</strong>, apesar da ocorrência de alguma nebulosidade, principalmente no Norte do país, ou ao longo da faixa litoral Norte e Centro, durante as manhãs.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Apesar disto, <strong>não há previsão de chuva, pelo menos, até ao arranque da próxima semana</strong>, onde se vislumbra o regresso da mesma, ainda que de forma fraca e dispersa.</p><h2>Chuva pode regressar na próxima terça-feira</h2><p>O próximo dia 4 de agosto poderá trazer consigo o regresso da precipitação à nossa geografia continental. Resultado de uma depressão que se irá deslocar em direção às Ilhas Britânicas, a <strong>chuva que poderá chegar até nós deverá ser fraca e irregular</strong>, tal como podemos observar no mapa abaixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-modelo-europeu-atualizou-a-chuva-deve-regressar-apenas-na-terca-feira-dia-4-saiba-as-zonas-expostas-1785407968921.png" data-image="67voysr8y64w" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>Na próxima terça-feira, dia 4 de agosto, a chuva fraca e irregular poderá regressar o litoral Norte e Centro. Os valores de precipitação acumulada não deverão ultrapassar os 2 mm.</figcaption></figure><p>As <strong>zonas mais expostas deverão ser as que se concentram no litoral Norte e Centro, entre Viana do Castelo e Coimbra</strong>, essencialmente. O período em que a mesma deverá ocorrer será entre as 7h da manhã e as 16h da tarde, sendo que a partir das primeiras horas da tarde a área afetada possa ser mais restrita. Após esse horário, é esperada uma dissipação total desta instabilidade, dando lugar a um dia seco e com alguma nebulosidade.</p><h2>Velocidade do vento pode aumentar a partir de domingo</h2><p>As<strong> rajadas de vento poderão aumentar ligeiramente a partir de domingo</strong>, onde o litoral Centro e Sul poderá registar valores entre 45 a 50 km/h. Nas cotas mais elevadas do Norte e Centro, os valores serão idênticos. Estima-se que este aumento da velocidade do vento seja sentido com maior evidência durante as tardes dos dias seguintes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781218" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/40-c-em-portugal-no-sabado-dia-1-de-agosto-as-temperaturas-previstas-de-acordo-com-o-modelo-europeu-e-americano.html" title="40 ºC em Portugal no sábado, dia 1 de agosto: as temperaturas previstas de acordo com o modelo europeu e americano">40 ºC em Portugal no sábado, dia 1 de agosto: as temperaturas previstas de acordo com o modelo europeu e americano</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/40-c-em-portugal-no-sabado-dia-1-de-agosto-as-temperaturas-previstas-de-acordo-com-o-modelo-europeu-e-americano.html" title="40 ºC em Portugal no sábado, dia 1 de agosto: as temperaturas previstas de acordo com o modelo europeu e americano"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/40-c-em-portugal-no-sabado-dia-1-de-agosto-as-temperaturas-previstas-de-acordo-com-o-modelo-europeu-e-americano-1785404409458_320.png" alt="40 ºC em Portugal no sábado, dia 1 de agosto: as temperaturas previstas de acordo com o modelo europeu e americano"></a></article></aside><p>Na<strong> segunda-feira o cenário será idêntico, onde se esperam rajadas até 50 km/h em vários pontos de Norte a Sul do país</strong>, especialmente ao final da tarde, antecipando a chegada da chuva. Já na terça-feira, os nossos mapas mostram uma ligeira diminuição desta velocidade, sendo esperadas r<strong>ajadas até 48 km/h nas cotas mais elevadas do Norte</strong>. A Sul, as mesmas não devem passar dos 40 km/h. No entanto, e tendo em conta a variabilidade destes fatores, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações, em <a href="https://www.tempo.pt/" target="_blank" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">tempo.pt</a>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-modelo-europeu-atualizou-a-chuva-deve-regressar-apenas-na-terca-feira-dia-4-saiba-as-zonas-expostas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[40 ºC em Portugal no sábado, dia 1 de agosto: as temperaturas previstas de acordo com o modelo europeu e americano]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/40-c-em-portugal-no-sabado-dia-1-de-agosto-as-temperaturas-previstas-de-acordo-com-o-modelo-europeu-e-americano.html</link><pubDate>Thu, 30 Jul 2026 10:29:07 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os modelos europeu e americano concordam que as temperaturas poderão chegar ou ultrapassar os 40 ºC em alguns pontos do Sul do país. Saiba onde!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xatedji"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xatedji.jpg" id="xatedji"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Tanto o modelo europeu, ECMWF, como o americano, GFS, <strong>apostam numa subida das temperaturas para o próximo sábado</strong>, dia 1 de agosto, onde os termómetros poderão voltar a registar valores na ordem dos 40 ºC, mas não em todo o lado.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Como é habitual em Portugal Continental, <strong>o litoral e o interior contarão com um contraste entre si</strong>, pois o primeiro, devido à influência marítima, deverá manter valores mais contidos, enquanto o segundo, com uma influência predominantemente continental, registará valores mais elevados.</p><h2>Modelos europeu e americano em concordância</h2><p>Abaixo, vemos a previsão atual do modelo europeu, o nosso modelo de confiança, onde se prevê uma <strong>temperatura máxima de até 40 ºC no Vale do Guadiana</strong> no próximo sábado. Já a previsão do modelo americano, <strong>GFS, aposta em valores um pouco mais elevados </strong>a nível continental, com Mértola a poder registar até 42 ºC e vários outros locais do Baixo Alentejo a poderem contar com 40 ºC, devendo esta região, de acordo com ambos os modelos, ser a mais quente do país.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/40-c-em-portugal-no-sabado-dia-1-de-agosto-as-temperaturas-previstas-de-acordo-com-o-modelo-europeu-e-americano-1785404409458.png" data-image="0msov7c30t6t" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>No sábado, dia 1 de agosto, os termómetros podem voltar a registar até 40 ºC no Sul do país.</figcaption></figure><p>Ao<strong> longo de toda a faixa interior deverão registar-se temperaturas máximas entre os 30 ºC na Guarda e os 37 ºC em Beja</strong> (capitais de distrito), sendo que a nível local, regiões como o Vale do Douro ou Beira Baixa podem alcançar temperaturas mais elevadas, na ordem dos 37 ºC.</p><table><thead><tr><th>Locais mais <br>quentes no sábado</th><th>ECMWF</th><th>GFS</th></tr></thead><tbody><tr><td>Pocinho (Vale do Douro)</td><td>36 ºC</td><td>38 ºC</td></tr><tr><td>Ladoeiro (Beira Baixa)</td><td>37 ºC</td><td>40 ºC</td></tr><tr><td>Mora (Alentejo Central)</td><td>36 ºC</td><td>39 ºC</td></tr><tr><td>Mértola (Baixo Alentejo)</td><td>40 ºC</td><td>42 ºC</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Possivelmente outros locais em zonas próximas a estes aqui descritos poderão registar temperaturas máximas idênticas.</td></tr></tbody></table><p>Tendo em conta <strong>ambos os cenários, esperam-se temperaturas elevadas</strong>, em que, segundo a normal climatológica, uma boa parte do país registará valores acima do normal, em que a região Sul se poderá destacar com até 7 ºC acima da média.</p><h2>Tendência nos dias seguintes</h2><p>Apesar desta subida das temperaturas, espera-se que a mesma seja "sol de pouca dura", uma vez que no domingo, dia 2, já se espera uma <strong>descida dos valores, que poderá ser gradual até à próxima semana</strong>, voltando a inverter as anomalias, resultando em valores abaixo da média na maior parte do território, à exceção do Nordeste Transmontano.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781137" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intensifica-entre-sexta-e-sabado-eis-as-7-capitais-do-interior-onde-se-preveem-maximas-superiores-a-35-c.html" title="Calor intensifica entre sexta e s��bado: eis as 7 capitais do interior onde se preveem máximas superiores a 35 ºC">Calor intensifica entre sexta e s��bado: eis as 7 capitais do interior onde se preveem máximas superiores a 35 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intensifica-entre-sexta-e-sabado-eis-as-7-capitais-do-interior-onde-se-preveem-maximas-superiores-a-35-c.html" title="Calor intensifica entre sexta e s��bado: eis as 7 capitais do interior onde se preveem máximas superiores a 35 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intensifica-entre-sexta-e-sabado-eis-as-7-capitais-do-interior-onde-se-preveem-maximas-superiores-a-35-c-1785343300807_320.png" alt="Calor intensifica entre sexta e s��bado: eis as 7 capitais do interior onde se preveem máximas superiores a 35 ºC"></a></article></aside><p>Desta forma, esperam-se valores máximos de até 33 ºC em Beja e Évora já para o dia seguinte, domingo, enquanto que na segunda estes poderão ser de até 32 ºC e na terça-feira até 31 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/40-c-em-portugal-no-sabado-dia-1-de-agosto-as-temperaturas-previstas-de-acordo-com-o-modelo-europeu-e-americano.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[McDonald’s preserva estrada romana com mais de 2 mil anos e transforma restaurante em museu na Itália]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mcdonald-s-preserva-estrada-romana-de-mais-de-2-mil-anos-e-transforma-restaurante-em-museu-na-italia.html</link><pubDate>Thu, 30 Jul 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Descoberta arqueológica durante as obras de uma unidade do McDonald’s nos arredores de Roma levou à preservação de um antigo trecho da Via Ápia, hoje integrado no restaurante e aberto gratuitamente ao público.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mcdonald-s-preserva-estrada-romana-de-mais-de-2-mil-anos-e-transforma-restaurante-em-museu-na-italia-1784665635789.jpg" data-image="ih0t0nbptlyg" alt="Esqueleto romano encontrado sobre McDonald's na Itália - Gary He/Mc Atlas À primeira vista, a unidade do McDonald’s locali" title="Esqueleto romano encontrado sobre McDonald's na Itália - Gary He/Mc Atlas À primeira vista, a unidade do McDonald’s locali"><figcaption>Esqueleto romano encontrado sobre McDonald's na Itália - Crédito: Gary He/Mc Atlas</figcaption></figure><p>Uma<strong> unidade do McDonald’s</strong> localizada em Frattocchie, distrito da cidade de Marino, nos arredores de Roma, chama a atenção por <strong>abrigar um sítio arqueológico preservado no seu interior</strong>. Sob pisos de vidro, clientes e visitantes podem observar um trecho de uma antiga estrada romana, construída há mais de dois mil anos, além de réplicas de esqueletos encontrados durante escavações realizadas no local.</p><p>A descoberta aconteceu em 2014, quando equipas trabalhavam na construção do restaurante. Durante as obras, arqueólogos identificaram<strong> um segmento de uma antiga via romana ligada à Via Ápia, uma das estradas mais importantes do Império Romano</strong>. Em vez de interromper o projeto, a empresa decidiu adaptar a construção para preservar o património histórico.</p><p>Para viabilizar a conservação do sítio arqueológico, o McDonald’s investiu cerca de 300 mil euros na restauração da estrutura e na criação de um espaço de visita integrado no restaurante. O caso ganhou repercussão internacional e foi destacado pelo escritor Gary He no livro<strong> McAtlas: A Global Guide to the Golden Arches</strong>, que reúne algumas das unidades mais inusitadas da rede em redor do mundo.</p><h2>Restaurante une alimentação e património histórico</h2><p>Após três anos de trabalhos de conservação, <strong>o antigo trecho da estrada passou a fazer parte da arquitetura da unidade</strong>. Um corredor com piso de vidro foi instalado entre o estacionamento e o interior do restaurante, permitindo que os visitantes acompanhem de perto a estrutura arqueológica enquanto circulam pelo espaço.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mcdonald-s-preserva-estrada-romana-de-mais-de-2-mil-anos-e-transforma-restaurante-em-museu-na-italia-1784665775586.jpg" data-image="a25gkl62k292" alt="Unidade da McDonald´s na Itália foi considera o primeiro restaurante-museu da empresa. Crédito: Getty Images" title="Unidade da McDonald´s na Itália foi considera o primeiro restaurante-museu da empresa. Crédito: Getty Images"><figcaption>Unidade da McDonald´s em Itália foi considerada o primeiro restaurante-museu da empresa. Crédito: Getty Images</figcaption></figure><p>Segundo Gary He, também é possível observar o sítio durante a refeição graças a áreas com piso transparente distribuídas no restaurante. Além disso, <strong>o acesso ao património histórico não depende do consumo de produtos</strong>. O local possui uma entrada independente, localizada atrás da pista de drive-thru, com visita gratuita ao público.</p><p>Na época da inauguração, o então diretor-geral do McDonald’s Itália, Mario Federico, definiu a unidade como<strong> o primeiro “museu-restaurante” da empresa</strong>.<strong> </strong>A proposta combina a operação comercial da rede de fast-food com a preservação de um património arqueológico de relevância histórica para a região.</p><h2>Trecho integra antiga ligação com a Via Ápia</h2><p>A descoberta ocorreu em <strong>Frattocchie</strong>, localidade conhecida na Antiguidade como Bovillae, situada na região italiana do Lácio. Durante o período romano, a<strong> área era conectada por várias estradas que levavam até à Via Ápia</strong>, considerada uma das principais rotas de transporte do Império.</p><div class="texto-destacado">Construída a partir de 312 a.C., a Via Ápia ligava inicialmente Roma à cidade de Cápua e, posteriormente, foi estendida até ao porto de Brindisi, às margens do mar Adriático. Reconhecida por historiadores como a primeira grande rodovia da Europa, a estrada integra atualmente a lista de Patrimónios Mundiais da UNESCO.</div><p>Os arqueólogos identificaram que o trecho encontrado corresponde a um desvio da Via Ápia <strong>construído entre os séculos II e I a.C</strong>. Com cerca de 46 metros de extensão, a estrutura permaneceu em uso por aproximadamente três séculos antes de ser abandonada.</p><h2>Escavações revelaram antigos sepultamentos</h2><p>As investigações arqueológicas mostraram que, após deixar de ser utilizada como estrada, <strong>a área passou a servir como espaço de sepultamento</strong>.<strong> </strong>Durante as escavações, os especialistas encontraram os restos mortais de três homens adultos enterrados nas valas laterais da antiga via.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769637" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-idade-da-corda-as-invencoes-da-idade-da-pedra-criadas-por-mulheres-que-a-arqueologia-ignorou.html" title="A Idade da Corda: as invenções da Idade da Pedra criadas por mulheres que a arqueologia ignorou">A Idade da Corda: as invenções da Idade da Pedra criadas por mulheres que a arqueologia ignorou</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-idade-da-corda-as-invencoes-da-idade-da-pedra-criadas-por-mulheres-que-a-arqueologia-ignorou.html" title="A Idade da Corda: as invenções da Idade da Pedra criadas por mulheres que a arqueologia ignorou"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/edad-de-cuerda-los-inventos-de-la-edad-de-piedra-hecho-por-las-mujeres-que-la-arqueologia-ignoro-1779139998411_320.jpg" alt="A Idade da Corda: as invenções da Idade da Pedra criadas por mulheres que a arqueologia ignorou"></a></article></aside><p>Os esqueletos originais foram removidos para estudos e preservação, mas o restaurante exibe <strong>réplicas em resina posicionadas exatamente nos locais onde os corpos foram encontrados</strong>.<strong> </strong>As reproduções foram produzidas a partir de moldes de borracha aplicados diretamente sobre os vestígios arqueológicos, permitindo registar todos os detalhes sem causar danos às peças originais.</p><p>Além de preservar um importante vestígio da história romana, a iniciativa reforça uma prática comum em Itália, onde<strong> empresas privadas colaboram com a conservação do património cultural</strong>. Marcas como Bulgari, Fendi e Tod’s também já financiaram projetos de restauração de monumentos históricos, fortalecendo a parceria entre a iniciativa privada e o poder público na proteção da herança histórica do país.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Aventuras%20na%20Hist%C3%B3ria" data-year="2026" data-title="O%20McDonald%C2%B4s%20constru%C3%ADdo%20sobre%20esqueletos%20romanos" data-url="https%3A%2F%2Faventurasnahistoria.com.br%2Fnoticias%2Freportagem%2Fo-mcdonalds-construido-sobre-esqueletos-romanos.phtml%3Fshem%3Ddsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4">Aventuras na História. (2026). <a href="https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/reportagem/o-mcdonalds-construido-sobre-esqueletos-romanos.phtml?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">O McDonald´s construído sobre esqueletos romanos</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mcdonald-s-preserva-estrada-romana-de-mais-de-2-mil-anos-e-transforma-restaurante-em-museu-na-italia.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Fuja dos destinos do costume: 8 cidades europeias que merecem muito mais atenção]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/fuja-dos-destinos-do-costume-8-cidades-europeias-que-merecem-muito-mais-atencao.html</link><pubDate>Thu, 30 Jul 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Esqueça as capitais mais famosas. Estes oito destinos turísticos passam despercebidos, mas podem ser a melhor viagem da sua vida.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/fuja-dos-destinos-do-costume-8-cidades-europeias-que-merecem-muito-mais-atencao-1785181165930.jpg" data-image="0n5yrmlniktl" alt="Breslávia" title="Breslávia"><figcaption>Conheça a lista. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Paris, Roma, Amesterdão ou Barcelona. Quando chega a altura de marcar uma escapadinha, seja pela proximidade ou pela fama, estes são os nomes que mais rápido nos chegam à cabeça. O problema, porém, é exatamente esse: já se tornaram os mesmos do costume.</p><p>O que nos falta lembrar é que <strong>a Europa está cheia de cidades menos mediáticas</strong> que conseguem surpreender pela história, pela gastronomia, pela paisagem e, muitas vezes, por um ambiente mais tranquilo e autêntico.</p><p>Se é mesmo isso que procura,<strong> destinos diferentes</strong>, onde ainda é possível passear sem multidões e descobrir a identidade local com calma, estas oito cidades são excelentes alternativas. </p><div class="texto-destacado">A lista foi elaborada pela revista ‘MAGG’, como as “<strong>oito cidades europeias pouco óbvias que vale a pena visitar</strong>”. Cada uma tem personalidade própria e motivos de sobra para justificar uma visita.</div><p>“Na era das viagens massificadas, encontrar um destino autêntico está a tornar-se um luxo”, começam por afirmar. “Mas ainda há cidades europeias onde é possível andar sem atropelos, encontrar um restaurante sem fila de espera e descobrir tradições que não foram embaladas para turista ver.”</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="718908" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/viagens-cheias-de-atividades-a-tendencia-pos-pandemia-que-esta-a-mudar-o-turismo-na-europa.html" title="Viagens cheias de atividades: a tendência pós-pandemia que está a mudar o turismo na Europa">Viagens cheias de atividades: a tendência pós-pandemia que está a mudar o turismo na Europa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/viagens-cheias-de-atividades-a-tendencia-pos-pandemia-que-esta-a-mudar-o-turismo-na-europa.html" title="Viagens cheias de atividades: a tendência pós-pandemia que está a mudar o turismo na Europa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/viagens-cheias-de-atividades-a-tendencia-pos-pandemia-que-esta-a-mudar-o-turismo-na-europa-1752019321272_320.jpg" alt="Viagens cheias de atividades: a tendência pós-pandemia que está a mudar o turismo na Europa"></a></article></aside><p>“Há vida para lá de Amesterdão, Paris ou Florença. Há Cartagena com o seu passado romano esquecido, Bolzano e o fascínio dos Alpes, e até Leão, que pode muito bem ser a cidade mais surpreendente do norte de Espanha.” </p><p>“Estas cidades são ideais para quem quer ver Europa com outros olhos”, garantem. “São <strong>cidades tranquilas, bonitas, cheias de história </strong>e com um detalhe importante: não vão aparecer 17 vezes no seu feed do Instagram — pelo menos, não antes de as visitar.”</p><p>Pronto para conhecer a lista?</p><h2>Cartagena, Espanha</h2><p>À primeira vista, <strong>Cartagena</strong> pode parecer apenas mais uma cidade costeira do sudeste espanhol, mas basta caminhar alguns minutos pelo centro histórico para perceber que a realidade é bem diferente. </p><p>Fundada há mais de dois mil anos, conserva um impressionante legado romano, do qual se destaca o Teatro Romano, descoberto apenas no final do século XX e hoje um dos principais símbolos da cidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fuja-dos-destinos-do-costume-8-cidades-europeias-que-merecem-muito-mais-atencao-1785180403333.jpg" data-image="rccvjm8nkhsr" alt="Cartagena, Espanha" title="Cartagena, Espanha"><figcaption>Tem um teatro romano descoberto há pouco mais de 15 anos. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Além da herança histórica, Cartagena vive de frente para o Mediterrâneo. O <strong>porto</strong> é <strong>um dos mais importantes de Espanha</strong> e a marginal convida a passeios demorados, entre cafés, esplanadas e museus. </p><div class="texto-destacado">É um destino ideal para quem gosta de combinar cultura, boa comida e dias de sol sem a agitação de outras cidades espanholas mais famosas.</div><p>“Leve sapatos confortáveis: a cidade surpreende em camadas”, aconselha a publicação.</p><h2>Carrick-on-Shannon, Irlanda</h2><p>Pequena e descontraída, <strong>Carrick-on-Shannon</strong> mostra uma Irlanda diferente daquela dos roteiros tradicionais. Situada nas margens do rio Shannon, o maior do país, tornou-se um ponto de partida para passeios de barco e atividades ao ar livre, mantendo ao mesmo tempo um ambiente acolhedor típico das pequenas localidades irlandesas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767351" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/as-cidades-mais-antigas-da-europa-uma-viagem-as-raizes-da-civilizacao.html" title="As cidades mais antigas da Europa: uma viagem às raízes da civilização">As cidades mais antigas da Europa: uma viagem às raízes da civilização</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/as-cidades-mais-antigas-da-europa-uma-viagem-as-raizes-da-civilizacao.html" title="As cidades mais antigas da Europa: uma viagem às raízes da civilização"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-cidades-mais-antigas-da-europa-uma-viagem-as-raizes-da-civilizacao-1777995677217_320.png" alt="As cidades mais antigas da Europa: uma viagem às raízes da civilização"></a></article></aside><p>Apesar das dimensões reduzidas, a cidade tem uma<strong> vida cultural</strong> surpreendentemente animada, com <em>pubs</em> tradicionais onde a música ao vivo faz parte da rotina. Para quem procura conhecer o lado mais genuíno da Irlanda, longe das multidões de Dublin ou Galway, este é um excelente ponto de partida.</p><h2>Ljubljana, Eslovénia</h2><p>Há quem diga que <strong>Ljubljana</strong> é uma das capitais mais agradáveis da Europa para explorar a pé. Pequena, verde e organizada, é atravessada pelo rio Ljubljanica, cujas margens estão repletas de cafés, mercados e espaços para descansar. O castelo, no topo da colina, oferece uma das melhores vistas sobre a cidade.</p><div class="texto-destacado">Nos últimos anos, Ljubljana destacou-se também pelas políticas de sustentabilidade e pela aposta em espaços públicos de qualidade, tornando-se uma referência entre as cidades europeias mais amigas dos peões e dos ciclistas. </div><p>“Cidade universitária, ecológica e lindíssima”, descrevem. Além disso, serve de <strong>excelente base para descobrir outras maravilhas da Eslovénia</strong>, como o Lago Bled ou as grutas de Postojna.</p><h2>Múrcia, Espanha</h2><p>Esquecida por muitos viajantes que seguem diretamente para Alicante ou Málaga,<strong> Múrcia </strong>guarda um património histórico e gastronómico que merece bem mais atenção. A imponente catedral, por exemplo, cuja construção atravessou vários séculos, mistura diferentes estilos arquitetónicos e domina o centro da cidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fuja-dos-destinos-do-costume-8-cidades-europeias-que-merecem-muito-mais-atencao-1785180658223.jpg" data-image="aoadrl9vsda6" alt="Múrcia, Espanha" title="Múrcia, Espanha"><figcaption>"É aqui que se encontra uma das catedrais barrocas mais bonitas de Espanha." Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>“Coma ‘marinera’, a tapa com maionese e anchova que é religião local”, sugerem os responsáveis pela lista. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="667028" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/conheca-as-melhores-cidades-do-mundo-para-os-foodlovers-turismo-gastronomico.html" title="Conheça as melhores cidades do mundo para os foodlovers">Conheça as melhores cidades do mundo para os foodlovers</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/conheca-as-melhores-cidades-do-mundo-para-os-foodlovers-turismo-gastronomico.html" title="Conheça as melhores cidades do mundo para os foodlovers"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/conheca-as-melhores-cidades-do-mundo-para-os-foodlovers-1721975489453_320.jpg" alt="Conheça as melhores cidades do mundo para os foodlovers"></a></article></aside><p>Sim, porque a vida faz-se sobretudo nas ruas e nas praças, onde não faltam restaurantes dedicados à<strong> cozinha tradicional da região</strong>. As famosas "tapas murcianas", os produtos da horta e a proximidade do Mar Menor tornam esta cidade uma excelente escolha para quem gosta de viajar também através dos sabores.</p><h2>Budva, Montenegro</h2><p>Com muralhas medievais, ruas estreitas em pedra e vistas para o Adriático, <strong>Budva</strong> consegue<strong> reunir história e praia no mesmo destino</strong>. </p><div class="texto-destacado">A cidade antiga é uma espécie de labirinto encantador, repleto de pequenas praças, igrejas e restaurantes, enquanto a costa oferece praias de águas transparentes que rivalizam com algumas das mais conhecidas do Mediterrâneo.</div><p>Embora o turismo tenha crescido nos últimos anos, Budva continua a ser uma <strong>alternativa menos óbvia do que Dubrovnik</strong>, na vizinha Croácia. Fora da época alta, é possível aproveitar o ambiente descontraído, explorar a costa montenegrina e descobrir uma cidade que combina património, natureza e boa gastronomia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fuja-dos-destinos-do-costume-8-cidades-europeias-que-merecem-muito-mais-atencao-1785180853021.jpg" data-image="fwva5fov3tm0" alt="Budva, Montenegro" title="Budva, Montenegro"><figcaption>Uma alternativa mais agradável. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>“Uma Dubrovnik em miniatura: muralhas antigas, águas transparentes, vida noturna animada e praias que ainda não foram engolidas pela fama. Perfeita para quem gosta de história e mar na mesma dose.”</p><h2>Bolzano, Itália</h2><p>No norte de Itália, muito perto da fronteira com a Áustria, <strong>Bolzano</strong> apresenta uma identidade única. A influência alpina sente-se tanto na arquitetura como na gastronomia e até na língua, já que o alemão e o italiano convivem naturalmente no dia a dia da cidade.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774973" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/historias-que-se-moldam-com-a-mao-as-desconhecidas-massas-de-italia.html" title="Histórias que se moldam com a mão: as desconhecidas massas de Itália ">Histórias que se moldam com a mão: as desconhecidas massas de Itália </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/historias-que-se-moldam-com-a-mao-as-desconhecidas-massas-de-italia.html" title="Histórias que se moldam com a mão: as desconhecidas massas de Itália "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/historias-que-se-moldam-com-a-mao-as-desconhecidas-massas-de-italia-1782138967848_320.jpg" alt="Histórias que se moldam com a mão: as desconhecidas massas de Itália "></a></article></aside><p>É também a<strong> porta de entrada para as Dolomitas</strong>, consideradas Património Mundial da UNESCO. </p><p>Mesmo para quem não pretende fazer caminhadas nas montanhas, vale a pena visitar Bolzano pelo centro histórico, pelos mercados, pelos vinhos da região e pelo famoso Museu Arqueológico do Tirol do Sul, onde se encontra Ötzi, a múmia natural com mais de cinco mil anos.</p><h2>León, Espanha</h2><p>Muitas vezes ofuscada por cidades como Sevilha ou Salamanca, <strong>León</strong> é uma das <strong>grandes joias históricas do norte de Espanha</strong>. A sua catedral gótica, conhecida pelos impressionantes vitrais, está entre as mais bonitas do país e transforma-se completamente quando a luz atravessa as centenas de painéis coloridos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fuja-dos-destinos-do-costume-8-cidades-europeias-que-merecem-muito-mais-atencao-1785181009961.jpg" data-image="4r1s9elu90h0" alt="León" title="León"><figcaption>A catedral é conhecida por ser uma das mais bonitas do país. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>A cidade é também um paraíso para quem aprecia boa <strong>gastronomia</strong>. O animado Bairro Húmedo concentra dezenas de bares onde as tapas continuam a acompanhar muitas bebidas, preservando uma tradição que faz parte da identidade local. </p><p>Entre monumentos, boa comida e um ambiente universitário descontraído, León consegue conquistar facilmente quem a visita.</p><h2>Breslávia, Polónia</h2><p>Conhecida internacionalmente como Wrocław,<strong> Breslávia </strong>é uma das cidades mais encantadoras da Polónia. Construída sobre várias ilhas ligadas por mais de uma centena de pontes, oferece um centro histórico colorido, cheio de edifícios restaurados, igrejas e praças.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774958" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esqueca-o-carro-estas-5-viagens-sao-imperdiveis-mas-para-fazer-de-comboio.html" title="Esqueça o carro: estas 5 viagens são “imperdíveis”, mas para fazer de comboio">Esqueça o carro: estas 5 viagens são “imperdíveis”, mas para fazer de comboio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esqueca-o-carro-estas-5-viagens-sao-imperdiveis-mas-para-fazer-de-comboio.html" title="Esqueça o carro: estas 5 viagens são “imperdíveis”, mas para fazer de comboio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esqueca-o-carro-estas-5-viagens-sao-imperdiveis-mas-para-fazer-de-comboio-1782110637838_320.jpg" alt="Esqueça o carro: estas 5 viagens são “imperdíveis”, mas para fazer de comboio"></a></article></aside><p>Um dos maiores passatempos para os visitantes é procurar as centenas de pequenas estátuas de anões espalhadas pela cidade, uma tradição que começou como símbolo de resistência política e acabou por se transformar numa das imagens mais curiosas de Breslávia. A juntar a isso, há uma intensa vida cultural, bons restaurantes e<strong> preços geralmente mais acessíveis</strong> do que noutras cidades europeias.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="MAGG%2C%20Costa%2C%20R" data-year="2026" data-title="De%20Espanha%20%C3%A0%20Irlanda.%208%20cidades%20europeias%20pouco%20%C3%B3bvias%20que%20vale%20a%20pena%20visitar" data-url="https%3A%2F%2Ftravelmagg.sapo.pt%2Feuropa%2Fartigos%2F8-cidades-europeias-pouco-obvias-que-vale-a-pena-visitar%23%26gid%3D1%26pid%3D1">MAGG, Costa, R. (2026). <a href="https://travelmagg.sapo.pt/europa/artigos/8-cidades-europeias-pouco-obvias-que-vale-a-pena-visitar#&gid=1&pid=1" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">De Espanha à Irlanda. 8 cidades europeias pouco óbvias que vale a pena visitar</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/fuja-dos-destinos-do-costume-8-cidades-europeias-que-merecem-muito-mais-atencao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor intensifica entre sexta e s��bado: eis as 7 capitais do interior onde se preveem máximas superiores a 35 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intensifica-entre-sexta-e-sabado-eis-as-7-capitais-do-interior-onde-se-preveem-maximas-superiores-a-35-c.html</link><pubDate>Thu, 30 Jul 2026 06:11:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O calor deverá intensificar-se entre sexta-feira e sábado em Portugal continental, com várias capitais de distrito do interior a poderem ultrapassar os 35 ºC. Consulte a previsão do tempo para a sua região aqui!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xat9ipe"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xat9ipe.jpg" id="xat9ipe"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os próximos dias serão marcados por uma nova intensificação do calor em Portugal continental, com <strong>sexta-feira e, sobretudo, sábado</strong> a registarem uma subida das temperaturas máximas em grande parte do território. O interior Norte, Centro, Alentejo e Sotavento Algarvio deverão voltar a concentrar os valores mais elevados, enquanto o litoral permanecerá relativamente mais ameno devido à influência marítima.</p><h2>Calor intensifica-se no interior entre sexta e sábado</h2><p>Depois de uma sexta-feira já bastante quente em várias regiões, <strong>o sábado deverá marcar o pico deste episódio de calor</strong>, com várias capitais de distrito do interior a poderem ultrapassar os <strong>35 ºC</strong> durante a tarde.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intensifica-entre-sexta-e-sabado-eis-as-7-capitais-do-interior-onde-se-preveem-maximas-superiores-a-35-c-1785343193871.png" data-image="g5y4vbig71k2" alt="Temperatura (sexta-feira, 31 de julho, 16h)" title="Temperatura (sexta-feira, 31 de julho, 16h)"><figcaption>Temperatura prevista para sexta-feira, 31 de julho, às 16h. O calor começa a intensificar-se no interior, contrastando com temperaturas mais moderadas no litoral.</figcaption></figure><p> A diferença entre o litoral e o interior deverá tornar-se ainda mais evidente no sábado, quando a massa de ar quente se instalar sobre a Península Ibérica e favorecer um aumento adicional das temperaturas máximas. </p><p> Esta evolução estará associada ao reforço de uma <strong>massa de ar quente</strong> sobre a <strong>Península Ibérica</strong>, favorecendo uma subida gradual das temperaturas, sobretudo nas regiões do interior. O litoral deverá continuar a beneficiar da influência do oceano Atlântico, mantendo valores relativamente mais amenos quando comparados com o restante território. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intensifica-entre-sexta-e-sabado-eis-as-7-capitais-do-interior-onde-se-preveem-maximas-superiores-a-35-c-1785343245251.png" data-image="2q07lpum4k6m" alt="Temperatura (sábado, 1 de agosto, 16h)" title="Temperatura (sábado, 1 de agosto, 16h)"><figcaption>Temperatura prevista para sábado, 1 de agosto, às 16h. O interior de Portugal deverá registar os valores mais elevados, com várias capitais de distrito acima dos 35 ºC.</figcaption></figure><p> Entre as regiões potencialmente mais afetadas encontram-se o <strong>Nordeste Transmontano</strong>, a <strong>Beira Interior, </strong>o <strong>Alentejo e o Sotavento Algarvio</strong>, onde o calor deverá fazer-se sentir com maior intensidade durante as horas centrais do dia. Em contraste, as zonas costeiras deverão apresentar temperaturas mais moderadas, embora também superiores às registadas nos dias anteriores. </p><h2>Temperaturas ficarão acima da média em grande parte do país</h2><p>Os mapas de anomalia térmica indicam que as temperaturas deverão situar-se <strong>entre 3 e 6 ºC acima da média climatológica</strong> em muitas regiões do interior, confirmando a intensidade deste episódio para a época do ano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intensifica-entre-sexta-e-sabado-eis-as-7-capitais-do-interior-onde-se-preveem-maximas-superiores-a-35-c-1785343300807.png" data-image="zy4kh2d5z9zj" alt="Anomalia da temperatura (sábado, 1 de agosto, 16h)" title="Anomalia da temperatura (sábado, 1 de agosto, 16h)"><figcaption>Anomalia da temperatura prevista para sábado, 1 de agosto, às 16h. Grande parte do interior deverá apresentar temperaturas significativamente acima da média para esta época do ano.</figcaption></figure><p> Embora o final de julho corresponda habitualmente a um dos períodos mais quentes do ano, os desvios positivos previstos evidenciam que as temperaturas deverão situar-se acima do normal para a época em muitas regiões do país. </p><p>O reforço da massa de ar quente em altitude também é evidente nos mapas de temperatura aos <strong>850 hPa</strong>, onde se observam valores elevados sobre a Península Ibérica, favorecendo o aumento das temperaturas à superfície. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intensifica-entre-sexta-e-sabado-eis-as-7-capitais-do-interior-onde-se-preveem-maximas-superiores-a-35-c-1785343368158.png" data-image="39y11tkwszir" alt="Temperatura a 850 hPa (sábado, 1 de agosto, 16h)" title="Temperatura a 850 hPa (sábado, 1 de agosto, 16h)"><figcaption>Temperatura prevista aos 850 hPa para sábado, 1 de agosto, às 16h. A presença de ar muito quente em altitude contribuirá para a subida das temperaturas máximas.</figcaption></figure><p> Esta configuração atmosférica favorece uma maior eficiência no aquecimento da superfície durante o dia, contribuindo para que as temperaturas máximas atinjam valores elevados em diversas regiões do interior. </p><h2>Baixa humidade e vento fraco favorecem o calor</h2><p>Além das temperaturas elevadas, os modelos sugerem <strong>humidade relativa bastante baixa durante a tarde</strong>, sobretudo no interior, com valores frequentemente entre <strong>15% e 25%</strong>, aumentando a sensação de tempo seco.</p><p>O vento deverá soprar, em geral, <strong>fraco a moderado</strong>, não sendo suficiente para atenuar significativamente o calor previsto na maior parte das regiões interiores.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781074" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/apos-um-ligeiro-alivio-o-calor-voltara-a-intensificar-se-saiba-quando-os-40-c-poderao-regressar-a-portugal.html" title="Após um ligeiro alívio, o calor voltará a intensificar-se: saiba quando os 40 ºC poderão regressar a Portugal">Após um ligeiro alívio, o calor voltará a intensificar-se: saiba quando os 40 ºC poderão regressar a Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/apos-um-ligeiro-alivio-o-calor-voltara-a-intensificar-se-saiba-quando-os-40-c-poderao-regressar-a-portugal.html" title="Após um ligeiro alívio, o calor voltará a intensificar-se: saiba quando os 40 ºC poderão regressar a Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/apos-um-ligeiro-alivio-o-calor-voltara-a-intensificar-se-saiba-quando-os-40-c-poderao-regressar-a-portugal-1785325941776_320.jpg" alt="Após um ligeiro alívio, o calor voltará a intensificar-se: saiba quando os 40 ºC poderão regressar a Portugal"></a></article></aside><p> A conjugação de temperaturas elevadas, <strong>vento geralmente fraco</strong> e <strong>humidade relativa reduzida </strong>deverá criar um <strong>ambiente particularmente quente e seco</strong>, sobretudo durante a tarde. Estas condições exigem especial atenção por parte da população mais vulnerável, bem como de quem desenvolve atividades ao ar livre. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intensifica-entre-sexta-e-sabado-eis-as-7-capitais-do-interior-onde-se-preveem-maximas-superiores-a-35-c-1785343431610.png" data-image="atqvbqoylzc2" alt="Humidade relativa (sábado, 1 de agosto, 16h)" title="Humidade relativa (sábado, 1 de agosto, 16h)"><figcaption>Humidade relativa prevista para sábado, 1 de agosto, às 16h. No interior, os valores deverão descer para níveis bastante baixos durante a tarde.</figcaption></figure><p> Até ao final do dia, o calor deverá manter-se particularmente intenso nas regiões do interior, sendo aconselhável evitar a exposição prolongada ao sol durante as horas de maior calor, reforçar a hidratação e acompanhar as previsões meteorológicas, bem como os eventuais avisos emitidos pelas autoridades competentes. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intensifica-entre-sexta-e-sabado-eis-as-7-capitais-do-interior-onde-se-preveem-maximas-superiores-a-35-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ondas de calor levam ao limite da sobrevivência os considerados reis do deserto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ondas-de-calor-levam-ao-limite-da-sobrevivencia-os-considerados-reis-do-deserto.html</link><pubDate>Thu, 30 Jul 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>As ondas de calor cada vez mais intensas estão a desafiar os limites biológicos dos camelos, um dos animais mais bem adaptados aos desertos. Vemha saber mais sobre estes animais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ondas-de-calor-levam-ao-limite-da-sobrevivencia-os-considerados-reis-do-deserto-1784995628069.jpg" data-image="xpppxw2k60ul" alt="Camelos" title="Camelos"><figcaption>Os camelos estão a enfrentar ondas de calor cada vez mais intensas, um reflexo dos impactos das alterações climáticas nos ecossistemas desérticos.</figcaption></figure><p>Durante décadas, os camelos eram conhecidos por serem os <strong>animais mais resistentes ao calor</strong>. Adaptados às condições severas dos desertos, <strong>conseguem percorrer longas distâncias sob temperaturas escaldantes e sobreviver com pouca água</strong>.</p><p>No entanto, devido ao <strong>aumento da intensidade e da duração das ondas de calor </strong>estes verdadeiros especialistas em ambientes áridos começam a atingir os seus limites.</p><p>Segundo a Organização Mundial Meteorológica, desde 1981 as ondas têm aumentado no Médio Oriente, sendo que nos últimos anos, <strong>têm registado temperaturas excecionalmente elevadas</strong> durante vários dias consecutivos, chegando algumas regiões, a <strong>atingir ou até mesmo a ultrapassar os 50 °C</strong>, criando condições que desafiam não apenas os seres humanos, mas também a fauna adaptada ao deserto.</p><h2>O impacto das elevadas temperaturas nos camelos</h2><p>Os veterinários e os próprios criadores têm observado um <strong>número crescente de camelos a sofrer de exaustão térmica, desidratação severa e, em casos extremos, a morrer devido ao calor intenso</strong>. A capacidade de sobrevivência dos camelos resulta de um conjunto de adaptações únicas.</p><p>Estes mamíferos conseguem <strong>armazenar gordura nas bossas, reduzindo a necessidade de reservas energéticas</strong> <strong>distribuídas pelo corpo, suportam perdas significativas de água</strong> sem comprometer imediatamente as suas funções vitais e permitem que a temperatura corporal oscile ao longo do dia, diminuindo a transpiração e conservando líquidos.</p><div class="texto-destacado">"<strong>Consigo ver os meus camelos a sofrer devido ao calor extremo. Ficam com bolhas nas patas, os olhos lacrimejam e a areia escaldantes queima-lhes a pele.</strong>" <br><br>Ali Umer, criador de camelos em Semera, numa entrevista à BBC</div><p>Estas estratégias tornaram estes <strong>animais essenciais para a vida humana em regiões desérticas</strong>. Contudo, mesmo estas características extraordinárias têm limites, pois quando o calor permanece extremo durante dias seguidos e as temperaturas noturnas deixam de descer o suficiente para permitir o arrefecimento do organismo, <strong>o corpo dos camelos acumula calor de forma progressiva</strong>.</p><p>Sem tempo para recuperar, o <strong>risco de colapso fisiológico aumenta,</strong> podendo chegar à falência de órgãos e até morte.</p><h2>Importante fonte de rendimento e subsistência </h2><p>Todavia estes efeitos não se restringem aos animais. Em muitas comunidades do Médio Oriente e do Norte de África, <strong>os camelos representam uma importante fonte de rendimento e subsistência</strong>. São utilizados no transporte, na produção de leite, na reprodução e, em algumas regiões, continuam a desempenhar um papel central nas atividades agrícolas e culturais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ondas-de-calor-levam-ao-limite-da-sobrevivencia-os-considerados-reis-do-deserto-1784995652526.jpg" data-image="o4x5ncb9euo1" alt="Resistência no deserto" title="Resistência no deserto"><figcaption>Mesmo adaptados às condições mais áridas do planeta, os camelos começam a revelar os limites da sua resistência perante temperaturas extremas.</figcaption></figure><p>A perda destes animais pode ter <strong>consequências económicas significativas para famílias que dependem deles diariamente</strong>. Além do impacto social, existe também uma <strong>dimensão ecológica</strong>. Os camelos <strong>participam na dispersão de sementes e influenciam a vegetação dos ecossistemas áridos</strong>.</p><p>As alterações nas suas populações poderão <strong>modificar o equilíbrio destes habitats, cujas espécies já enfrentam desafios acrescidos devido às alterações climáticas</strong>. Perante esta realidade, vários criadores e autoridades têm procurado adaptar as práticas de gestão dos animais.</p><p>Entre as medidas implementadas estão a <strong>disponibilização de mais áreas de sombra, o aumento do acesso a água, a redução das deslocações durante as horas de maior calor e a vigilância veterinária </strong>reforçada nos períodos de temperaturas extremas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="651153" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-dia-o-leite-de-camelo-podera-substituir-o-leite-de-vaca.html" title="Um dia o leite de camelo poderá substituir o leite de vaca?">Um dia o leite de camelo poderá substituir o leite de vaca?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-dia-o-leite-de-camelo-podera-substituir-o-leite-de-vaca.html" title="Um dia o leite de camelo poderá substituir o leite de vaca?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/dromadaires-et-chameaux-le-lait-de-chamelle-va-t-il-un-jour-remplacer-le-lait-de-vache-lait-du-futur-rechauffement-climatique-1711386352146_320.jpeg" alt="Um dia o leite de camelo poderá substituir o leite de vaca?"></a></article></aside><p>Estas ações procuram <strong>minimizar o stress térmico e reduzir o número de mortes</strong>. Os especialistas sublinham que o caso dos camelos constitui um importante indicador dos efeitos das alterações climáticas.</p><p>Se uma espécie reconhecida mundialmente pela sua extraordinária resistência ao calor começa a evidenciar dificuldades em sobreviver, isso demonstra que as <strong>condições ambientais estão a aproximar-se de limites biológicos nunca antes enfrentados</strong>.</p><h2>Estratégias de adaptação </h2><p>Infelizmente as previsões para estas regiões e outras do planeta, apontam para <strong>ondas de calor cada vez mais frequentes, prolongadas e intensas</strong>. Este cenário reforça a <strong>necessidade de desenvolver estratégias de adaptação</strong> que protejam tanto a biodiversidade como as comunidades humanas que dependem dela.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776040" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nem-ar-condicionado-nem-eletricidade-o-mecanismo-de-2-mil-anos-que-resfria-casas-no-meio-do-deserto.html" title="Nem ar condicionado nem eletricidade: o mecanismo de 2 mil anos que refresca casas no meio do deserto">Nem ar condicionado nem eletricidade: o mecanismo de 2 mil anos que refresca casas no meio do deserto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nem-ar-condicionado-nem-eletricidade-o-mecanismo-de-2-mil-anos-que-resfria-casas-no-meio-do-deserto.html" title="Nem ar condicionado nem eletricidade: o mecanismo de 2 mil anos que refresca casas no meio do deserto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ni-aire-acondicionado-ni-electricidad-el-mecanismo-de-hace-2-000-anos-que-enfria-casas-en-pleno-desierto-1782540295443_320.jpg" alt="Nem ar condicionado nem eletricidade: o mecanismo de 2 mil anos que refresca casas no meio do deserto"></a></article></aside><p>A situação dos camelos reforça que <strong>nenhuma espécie é completamente imune às consequências do aquecimento global</strong>. Mesmo os animais mais bem preparados para viver em ambientes extremos podem ver a sua capacidade de adaptação ultrapassada quando o clima muda a um ritmo superior ao que a natureza consegue acompanhar.</p><p>Proteger estes animais é também <strong>preservar um património biológico</strong>, <strong>cultural e económico </strong>que acompanha a história das civilizações do deserto há milhares de anos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ondas-de-calor-levam-ao-limite-da-sobrevivencia-os-considerados-reis-do-deserto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A trepadeira de veludo que transforma qualquer recanto: como cuidar do Pothos prateado para que cresça saudável em casa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-trepadeira-de-veludo-que-transforma-qualquer-recanto-como-cuidar-do-pothos-prateado-para-que-cresca-saudavel-em-casa.html</link><pubDate>Wed, 29 Jul 2026 17:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>O poto prateado é uma planta que dá um toque especial a qualquer espaço, sem necessitar de cuidados especiais. A única coisa de que necessita é de boa luz e de uma rega moderada.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-enredadera-de-terciopelo-que-transforma-cualquier-rincon-como-cuidar-el-poto-plateado-para-que-crezca-sano-en-casa-1785205045570.png" data-image="9v3mvu7avvyk" alt="El nombre pictus significa “pintado” o “decorado”, en referencia a las manchas que parecen trazadas sobre las hojas." title="El nombre pictus significa “pintado” o “decorado”, en referencia a las manchas que parecen trazadas sobre las hojas."><figcaption>O nome "pictus" significa "pintado" ou "decorado", em referência às manchas que parecem ter sido desenhadas nas folhas.</figcaption></figure><p>O poto prateado (<em>Scindapsus pictus</em>) é uma planta capaz de dar vida e personalidade a qualquer recanto sem ocupar muito espaço. Tem caules que se alongam com muita facilidade e que permitem colocá-la numa prateleira, deixá-la cair de um vaso suspenso ou guiá-la por um suporte para realçar toda a sua beleza.</p><p>A sua forma de crescimento torna-a muito adaptável a ambientes interiores. Pode preencher espaços vazios, complementar outros elementos decorativos ou crescer verticalmente para um efeito mais frondoso, desde que receba luz indireta suficiente.</p><p>O que mais chama a atenção nesta trepadeira de interior são <strong>as suas folhas em forma de coração, de um verde escuro, salpicadas com manchas prateadas </strong>e com uma superfície mate, ligeiramente aveludada, que a distingue de outras plantas semelhantes.</p><p>Embora pareça uma planta delicada, <strong>os cuidados a ter são bastante simples</strong>. Necessita de boa iluminação, regas moderadas e um substrato que drene bem a humidade. É frequentemente confundida com o poto comum, mas existem diferenças muito evidentes nas suas folhas, no seu crescimento e na forma de cuidar dela.</p><h2>Poto prateado e poto comum: parecidos, mas não iguais</h2><p>O poto prateado pertence ao género <em>Scindapsus</em>, enquanto o poto comum é <em>Epipremnum aureum</em>. <strong>Ambos pertencem à família<em> Araceae</em> e partilham o hábito trepador, mas são espécies de géneros distintos</strong>.</p><p>O primeiro é uma trepadeira tropical originária do sudeste do Bangladesh até regiões da Malásia, Indonésia e Filipinas, onde cresce trepando por troncos em ambientes húmidos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-enredadera-de-terciopelo-que-transforma-cualquier-rincon-como-cuidar-el-poto-plateado-para-que-crezca-sano-en-casa-1785205082301.png" data-image="l2bvsiznkmpw" alt="Las plantas maduras pueden desarrollar hojas divididas o lobuladas, que se ven muy distintas a las hojas enteras y acorazonadas que solemos ver en plantas de interior." title="Las plantas maduras pueden desarrollar hojas divididas o lobuladas, que se ven muy distintas a las hojas enteras y acorazonadas que solemos ver en plantas de interior."><figcaption>As plantas adultas podem desenvolver folhas divididas ou lobuladas, que têm um aspeto muito diferente das folhas inteiras e em forma de coração que costumamos ver nas plantas de interior.</figcaption></figure><p>A diferença mais evidente reside nas folhas. <strong>O poto prateado apresenta manchas em tons de cinzento prateado e uma textura acetinada ou aveludada</strong>; por outro lado, o poto comum tem folhas mais lisas e brilhantes, geralmente com variegação amarela.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780709" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-plantas-que-te-podem-ajudar-a-transformar-uma-pequena-varanda-num-mini-jardim.html" title="As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda num mini-jardim">As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda num mini-jardim</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-plantas-que-te-podem-ajudar-a-transformar-uma-pequena-varanda-num-mini-jardim.html" title="As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda num mini-jardim"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/las-plantas-que-pueden-ayudarte-a-transformar-un-balcon-pequeno-en-un-mini-jardin-1784951323175_320.png" alt="As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda num mini-jardim"></a></article></aside><p>A forma como cresce também muda. <strong>O poto prateado cresce mais devagar, desenvolve folhas mais grossas e não tolera o excesso de água</strong>. Por outro lado, o poto comum costuma recuperar-se melhor da falta de cuidados e adapta-se a locais menos iluminados, embora, com pouca luz, possa perder parte da sua cor.</p><h3>Cuidados para um crescimento saudável e folhas prateadas</h3><p>A luz é o ponto de partida para que o poto prateado mantenha a sua cor. <strong>O ideal é colocá-lo perto de uma janela com luz indireta, de preferência protegida por uma cortina</strong>. A luz solar direta pode queimar as folhas, enquanto a falta de luz provoca caules longos, folhas pequenas e manchas menos intensas.</p><p>Depois de resolver a questão da iluminação, o próximo passo é a rega. <strong>Deixe secar a metade superior do substrato antes de regar novamente</strong>, certificando-se de que a água escorra pelos orifícios do vaso. Lembre-se de que, na primavera e no verão, a sua planta precisará de mais água do que no inverno.</p><div class="texto-destacado">Para que a sua planta cresça saudável, procure mantê-la num ambiente com temperaturas entre 18 e 29 °C. Evite correntes de ar frio e certifique-se de que a temperatura não desça abaixo dos 15 °C.</div><p>Para que essa rega funcione bem, o substrato também deve permitir uma boa aeração.<strong> Uma mistura de substrato universal com perlita, fibra de coco ou casca fina ajuda a conservar a humidade sem que as raízes fiquem encharcadas</strong>. </p><p>Durante a primavera e o verão, aplica um produto equilibrado para plantas de interior uma vez por mês. Lembra-te de não exagerar, pois o excesso de fertilizante pode danificar as raízes e provocar pontas secas. Para estimular o crescimento de folhas maiores, podes podar os caules longos ou colocar um tutor de musgo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-enredadera-de-terciopelo-que-transforma-cualquier-rincon-como-cuidar-el-poto-plateado-para-que-crezca-sano-en-casa-1785205117818.png" data-image="uslddfirfozo" alt="Las hojas jovenes miden entre 7.5 y 10 centímetros, pero pueden crecer más cuando la planta tiene soporte y buenas condiciones." title="Las hojas jovenes miden entre 7.5 y 10 centímetros, pero pueden crecer más cuando la planta tiene soporte y buenas condiciones."><figcaption>As folhas jovens medem entre 7,5 e 10 centímetros, mas podem crescer mais quando a planta tem um suporte e boas condições.</figcaption></figure><p>Para além do crescimento, é importante cuidar da aparência da folhagem. Limpar as folhas com um pano húmido evita que o pó bloqueie a luz e ajuda a manter o seu aspeto acetinado. <strong>Se as folhas se enrolarem ou caírem, é provável que haja falta de água</strong>, mas se ficarem amarelas quando o substrato ainda estiver húmido, pode haver um excesso.</p><p>Com o tempo, a planta poderá precisar de mais espaço. Se notar que as raízes saem pelos orifícios de drenagem, que a água escorre demasiado depressa ou que o seu crescimento estagna, está na hora de a transplantar para um vaso ligeiramente maior.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780447" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-5-plantas-mais-inusitadas-para-cultivar-em-casa-parecem-ser-de-outro-planeta.html" title="As 5 plantas mais inusitadas para cultivar em casa: parecem ser de outro planeta!">As 5 plantas mais inusitadas para cultivar em casa: parecem ser de outro planeta!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-5-plantas-mais-inusitadas-para-cultivar-em-casa-parecem-ser-de-outro-planeta.html" title="As 5 plantas mais inusitadas para cultivar em casa: parecem ser de outro planeta!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/le-5-piante-piu-insolite-da-coltivare-in-casa-sembrano-arrivate-da-un-altro-pianeta-1784222155463_320.jpeg" alt="As 5 plantas mais inusitadas para cultivar em casa: parecem ser de outro planeta!"></a></article></aside><p>Não é preciso ser um especialista para ter esta planta linda. <strong>Com boa luz, rega moderada, boa drenagem e atenção, podes mantê-la saudável</strong>. Se notares alterações na cor, forma ou firmeza das folhas, é sinal de que a planta precisa de algo. Ajusta um fator de cada vez e observa como ela reage.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-trepadeira-de-veludo-que-transforma-qualquer-recanto-como-cuidar-do-pothos-prateado-para-que-cresca-saudavel-em-casa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Poeiras do Saara mantêm-se esta quarta-feira em Portugal: saiba como evoluirá o episódio]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/poeiras-do-saara-mantem-se-esta-quarta-feira-em-portugal-saiba-como-evoluira-o-episodio.html</link><pubDate>Wed, 29 Jul 2026 16:04:41 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As poeiras provenientes do deserto do Saara deverão manter-se esta quarta-feira em Portugal continental, tornando mais evidente a presença de partículas em suspensão na atmosfera, antes de uma dispersão gradual prevista para os próximos dias.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xat8tcy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xat8tcy.jpg" id="xat8tcy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As poeiras provenientes do deserto do Saara deverão<strong> manter</strong><strong>-se ao longo da tarde desta quarta-feira </strong>em Portugal continental, à medida que uma massa de ar carregada de partículas provenientes do Norte de África avança sobre o território, sobretudo nas regiões Centro e Sul. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações</div><p>De acordo com os modelos meteorológicos, o episódio deverá intensificar-se durante as próximas horas, atingindo o pico entre o final da tarde e a noite antes de começar a perder intensidade de forma gradual.</p><h2>Circulação de sul favorece o transporte de poeiras</h2><p>Este episódio resulta de uma <strong>circulação persistente de sul</strong>, responsável pelo transporte de massas de ar secas e poeirentas até à Península Ibérica. Como este padrão atmosférico deverá manter-se praticamente inalterado durante quarta-feira, <strong>continuará a favorecer a chegada de partículas provenientes do Norte de África a Portugal continental</strong>, sobretudo às regiões Centro e Sul.</p><p>Estas situações são relativamente frequentes entre a primavera e o verão, quando determinadas configurações atmosféricas favorecem o transporte de partículas minerais ao longo de milhares de quilómetros. A intensidade destes episódios depende igualmente da duração deste padrão de circulação entre o Norte de África e a Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/poeiras-do-saara-reforcam-se-esta-quarta-feira-em-portugal-saiba-como-evoluira-o-episodio-1785339283171.png" data-image="7zbdty1mnud5"><figcaption>A circulação de sul continua a transportar poeiras provenientes do Norte de África para a Península Ibérica, favorecendo o reforço da intrusão sobre Portugal continental durante a tarde e noite de quarta-feira.</figcaption></figure><p>O período de maior intensidade deverá traduzir-se num céu com um aspeto mais esbranquiçado ou acastanhado devido à presença de poeiras em suspensão na atmosfera. Além da <strong>redução pontual da visibilidade</strong>, será também possível observar a <strong>deposição de partículas</strong> sobre veículos, edifícios, mobiliário urbano e outras superfícies expostas.</p><p>Apesar de o fenómeno ser facilmente percetível, grande parte das partículas permanece em altitude durante o transporte. A quantidade de poeiras que chega à superfície depende da evolução da circulação atmosférica e da forma como a massa de ar se desloca e dispersa ao longo dos dias, pelo que a intensidade dos seus efeitos pode variar entre diferentes regiões.</p><h2>Diminuição deverá começar a partir de quinta-feira</h2><p>A partir de quinta-feira, os modelos meteorológicos apontam para uma alteração gradual da circulação em altitude. Embora o fluxo de sul se mantenha, deixará progressivamente de favorecer a chegada de novas partículas ao território continental, permitindo que a presença de poeiras <strong>diminua de forma gradual ao longo de sexta-feira e durante o fim de semana</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/poeiras-do-saara-reforcam-se-esta-quarta-feira-em-portugal-saiba-como-evoluira-o-episodio-1785339357999.png" data-image="z9698ot2drbu"><figcaption>A circulação atmosférica torna-se menos favorável ao transporte de poeiras para Portugal continental, permitindo uma diminuição significativa da intrusão, embora persistam concentrações mais elevadas a sul da Península Ibérica.</figcaption></figure><p><strong>A melhoria deverá fazer-se sentir primeiro nas regiões Norte e Centro</strong>, enquanto o Sul, em especial o Algarve, poderá permanecer sob maior influência deste episódio durante mais algum tempo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781074" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/apos-um-ligeiro-alivio-o-calor-voltara-a-intensificar-se-saiba-quando-os-40-c-poderao-regressar-a-portugal.html" title="Após um ligeiro alívio, o calor voltará a intensificar-se: saiba quando os 40 ºC poderão regressar a Portugal">Após um ligeiro alívio, o calor voltará a intensificar-se: saiba quando os 40 ºC poderão regressar a Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/apos-um-ligeiro-alivio-o-calor-voltara-a-intensificar-se-saiba-quando-os-40-c-poderao-regressar-a-portugal.html" title="Após um ligeiro alívio, o calor voltará a intensificar-se: saiba quando os 40 ºC poderão regressar a Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/apos-um-ligeiro-alivio-o-calor-voltara-a-intensificar-se-saiba-quando-os-40-c-poderao-regressar-a-portugal-1785325941776_320.jpg" alt="Após um ligeiro alívio, o calor voltará a intensificar-se: saiba quando os 40 ºC poderão regressar a Portugal"></a></article></aside><p>Embora o cenário previsto pelos modelos seja consistente, pequenas alterações na circulação atmosférica sobre a Península Ibérica poderão ainda influenciar a extensão e a duração da intrusão sobre Portugal continental, tornando importante acompanhar as próximas atualizações das previsões meteorológicas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/poeiras-do-saara-mantem-se-esta-quarta-feira-em-portugal-saiba-como-evoluira-o-episodio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Meteorologista Marta Godinho sobre primeiros 7 dias de agosto: "Chuva será temporária e o calor regressará rapidamente"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/meteorologista-marta-godinho-sobre-primeiros-7-dias-de-agosto-chuva-sera-temporaria-e-o-calor-regressara-rapidamente.html</link><pubDate>Wed, 29 Jul 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os primeiros sete dias de agosto serão marcados por mudanças no estado do tempo. Após um início do mês quente, uma depressão trará chuva e temperaturas mais baixas, antes de um novo reforço do calor.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xat73sy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xat73sy.jpg" id="xat73sy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O primeiro dia de agosto será quente em praticamente todo o país, porém após o sábado (dia 1) a aproximação de uma depressão atlântica irá trazer uma descida das temperaturas, mais nebulosidade e alguma chuva, sobretudo no litoral e nas regiões Norte e Centro.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No entanto, os modelos indicam que esta mudança será breve, com uma nova subida das temperaturas prevista a partir de meados da semana. <strong>Concluindo, a chuva será temporária e o calor regressará rapidamente</strong>.</p><h2>Sábado começa quente, com máximas perto dos 40 °C no Sul</h2><p>O mês de agosto arranca com tempo quente em praticamente todo o território continental.<strong> No sábado, dia 1, a maioria das capitais de distrito deverá registar temperaturas máximas superiores a 30 °C,</strong> à exceção das habituais regiões mais frescas do litoral Norte e Centro, como Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro e Leiria, onde a influência marítima continuará a limitar a subida das temperaturas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-meteorologista-marta-godinho-a-chuva-regressa-mas-o-calor-voltara-a-ganhar-forca-na-segunda-metade-da-semana-1785326454489.png" data-image="qz6aho4nxi0r" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O mês de agosto arranca com calor em praticamente todo o país, com máximas próximas dos 40 °C no interior do Algarve e acima dos 30 °C na maioria das regiões.</figcaption></figure><p>Os valores mais elevados deverão ocorrer no interior do Algarve, junto à fronteira com Espanha. <strong>Concelhos como Alcoutim e Castro Marim poderão atingir os 40 °C</strong>,<strong> </strong>enquanto grande parte do Alentejo e do interior Centro também registará temperaturas bastante elevadas.</p><h2>Depressão atlântica traz um alívio temporário do calor</h2><p>Durante o domingo, dia 2, <strong>uma depressão atlântica irá aproximar-se da Península Ibérica</strong>, deslocando-se para leste em direção a França, sem que o seu núcleo atravesse Portugal. Ainda assim, a circulação associada será suficiente para alterar temporariamente o estado do tempo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-meteorologista-marta-godinho-a-chuva-regressa-mas-o-calor-voltara-a-ganhar-forca-na-segunda-metade-da-semana-1785326611236.png" data-image="tj7qdgso7soh" alt="Pressão, chuva e neve" title="Pressão, chuva e neve"><figcaption>Uma depressão atlântica aproxima-se da Península Ibérica e prepara uma mudança temporária do estado do tempo em Portugal durante o início da semana.</figcaption></figure><p>Na segunda-feira, dia 3, <strong>os vestígios desta depressão deverão traduzir-se num aumento da nebulosidade e em períodos de chuva fraca,</strong> pontualmente mais organizada durante a tarde.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-meteorologista-marta-godinho-a-chuva-regressa-mas-o-calor-voltara-a-ganhar-forca-na-segunda-metade-da-semana-1785326651930.png" data-image="wa1w5gq50d5s" alt="Chuva (mm)" title="Chuva (mm)"><figcaption>Os vestígios da depressão poderão trazer chuva fraca e aumento da nebulosidade a vários distritos do Norte, Centro e, localmente, do Sul na segunda-feira.</figcaption></figure><p>A precipitação poderá abranger vários distritos do Norte e Centro, estendendo-se localmente a alguns setores do Sul, embora, para já, os acumulados previstos sejam reduzidos. <strong>Esta mudança refletir-se-á igualmente nas temperaturas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-meteorologista-marta-godinho-a-chuva-regressa-mas-o-calor-voltara-a-ganhar-forca-na-segunda-metade-da-semana-1785326715653.png" data-image="qy98uavyvcyq" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>A aproximação da depressão fará descer as temperaturas no litoral Norte e Centro, enquanto o interior do Alentejo e do Algarve continuará acima dos 30 °C.</figcaption></figure><p>Entre domingo e segunda-feira (dias 2 e 3), <strong>o litoral Norte e Centro, bem como a região de Lisboa, deverão registar um arrefecimento, com máximas entre 20 °C em Viana do Castelo e cerca de 27 °C em Lisboa</strong>. Em contraste, o interior do Alentejo e o Algarve deverão continuar acima dos 30 °C, mantendo um contraste térmico significativo entre o litoral e o interior.</p><h2>Calor regressa durante a segunda metade da semana</h2><p>Após a passagem da depressão, <strong>entre 4 e 7 de agosto, a tendência é para uma nova intensificação do calor</strong>. Os modelos meteorológicos indicam que uma massa de ar muito quente proveniente do Norte de África voltará a subir em direção à Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-meteorologista-marta-godinho-a-chuva-regressa-mas-o-calor-voltara-a-ganhar-forca-na-segunda-metade-da-semana-1785327083441.jpg" data-image="sw73ffjai16k" alt="Geopotencial e Temperatura 850 hPa" title="Geopotencial e Temperatura 850 hPa"><figcaption>Após a passagem da depressão, o ar muito quente proveniente do Norte de África poderá voltar a reforçar-se sobre a Península Ibérica, favorecendo uma nova subida das temperaturas na segunda metade da semana.</figcaption></figure><p>No mapa de geopotencial e temperatura aos <strong>850 hPa,</strong> aproximadamente <strong>1</strong><strong>500 metros de altitude, </strong>observam-se tonalidades roxas sobre Espanha e vermelhos muito escuros sobre Portugal, um indicador da presença de ar bastante quente em altitude. Caso esta configuração se confirme,<strong> as temperaturas poderão voltar a subir, </strong>sobretudo nas regiões do interior, onde a influência moderadora do Atlântico é menos expressiva.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781074" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/apos-um-ligeiro-alivio-o-calor-voltara-a-intensificar-se-saiba-quando-os-40-c-poderao-regressar-a-portugal.html" title="Após um ligeiro alívio, o calor voltará a intensificar-se: saiba quando os 40 ºC poderão regressar a Portugal">Após um ligeiro alívio, o calor voltará a intensificar-se: saiba quando os 40 ºC poderão regressar a Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/apos-um-ligeiro-alivio-o-calor-voltara-a-intensificar-se-saiba-quando-os-40-c-poderao-regressar-a-portugal.html" title="Após um ligeiro alívio, o calor voltará a intensificar-se: saiba quando os 40 ºC poderão regressar a Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/apos-um-ligeiro-alivio-o-calor-voltara-a-intensificar-se-saiba-quando-os-40-c-poderao-regressar-a-portugal-1785325941776_320.jpg" alt="Após um ligeiro alívio, o calor voltará a intensificar-se: saiba quando os 40 ºC poderão regressar a Portugal"></a></article></aside><ol></ol><p>Importa recordar que esta é uma<strong> previsão de médio prazo</strong>, baseada nas tendências atualmente indicadas pelos modelos numéricos. À medida que a data se aproxima, <strong>poderão ocorrer alterações na intensidade e localização da precipitação</strong>, bem como nos<strong> valores exatos das temperaturas</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/meteorologista-marta-godinho-sobre-primeiros-7-dias-de-agosto-chuva-sera-temporaria-e-o-calor-regressara-rapidamente.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O sucessor do James Webb já está em desenvolvimento: este é o megatelescópio da NASA concebido para procurar outra Terra]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-sucessor-do-james-webb-ja-esta-em-desenvolvimento-este-e-o-megatelescopio-da-nasa-concebido-para-procurar-outra-terra.html</link><pubDate>Wed, 29 Jul 2026 15:13:52 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O futuro Habitable Worlds Observatory entra numa fase decisiva. A NASA já definiu as tecnologias que deverão estar prontas antes do final da década para concretizar uma das suas missões científicas mais ambiciosas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-sucesor-de-james-webb-ya-esta-en-marcha-este-es-el-megatelescopio-de-la-nasa-disenado-para-buscar-otra-tierra-1785270499023.jpg" data-image="j66ysoq548kl" alt="NASA impulsa el Habitable Worlds Observatory, el telescopio espacial que buscará exoplanetas habitables y revolucionará la astronomía." title="NASA impulsa el Habitable Worlds Observatory, el telescopio espacial que buscará exoplanetas habitables y revolucionará la astronomía."><figcaption>Representação artística do HWO. Crédito: Laboratório de Imagens Conceptuais do Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA</figcaption></figure><p><strong>A busca por vida fora da Terra dará um novo salto nos próximos anos com o Habitable Worlds Observatory (HWO)</strong>, o futuro grande telescópio espacial da NASA concebido para detetar e estudar exoplanetas potencialmente habitáveis. Embora a missão ainda esteja em desenvolvimento, a agência espacial acaba de definir as tecnologias que deverão amadurecer antes de <strong>o projeto passar por uma avaliação crucial no final desta década</strong>.</p><p>O Gabinete para a Maturação Tecnológica do HWO (Technology Maturation Project Office, TMPO), criado em 2024, publicou um relatório técnico no servidor científico arXiv, no qual estabelece<strong> o roteiro para que os sistemas mais importantes atinjam o nível de preparação necessário</strong> antes da chamada Mission Concept Review (MCR).</p><p>Superar essa fase será fundamental para que<strong> a missão continue o seu desenvolvimento</strong>.</p><h2>Bloquear a luz das estrelas para encontrar outros mundos</h2><p><strong>O maior desafio do HWO será observar planetas extremamente ténues que orbitam estrelas muito mais brilhantes</strong>. Para tal, irá incorporar um sofisticado coronógrafo, um instrumento capaz de bloquear quase totalmente a luz estelar e deixar visível apenas o fraco sinal proveniente do planeta.</p><p>Este sistema utilizará um espelho deformável equipado com uma matriz de 96 por 96 atuadores, capazes de modificar a sua superfície com uma precisão da ordem dos picómetros. O objetivo é compensar qualquer imperfeição ótica e <strong>atingir um nível de supressão da luz estelar próximo de uma dezmilmillonésima parte do seu brilho original</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-sucesor-de-james-webb-ya-esta-en-marcha-este-es-el-megatelescopio-de-la-nasa-disenado-para-buscar-otra-tierra-1785270575179.jpg" data-image="jp0cfe6s5m68" alt="NASA impulsa el Habitable Worlds Observatory, el telescopio espacial que buscará exoplanetas habitables y revolucionará la astronomía." title="NASA impulsa el Habitable Worlds Observatory, el telescopio espacial que buscará exoplanetas habitables y revolucionará la astronomía."><figcaption>Uma ilustração mostra o Telescópio dos Mundos Habitáveis em órbita à volta da Terra com o seu painel solar aberto. Crédito: NASA/Robert Lea.</figcaption></figure><p>A luz captada será registada através de<strong> detetores de altíssima sensibilidade</strong>, como os dispositivos EMCCD ou futuros sensores quânticos supercondutores, capazes de detetar quantidades mínimas de luz com um nível de ruído praticamente inexistente.</p><h2>Um telescópio extremamente estável</h2><p>No entanto, um coronógrafo tão preciso só será útil <strong>se todo o observatório mantiver uma estabilidade excecional durante horas ou mesmo dias</strong>, uma vez que muitas observações exigirão longos tempos de exposição.</p><p>Um dos principais obstáculos será a expansão e contração dos materiais provocadas pelas<strong> variações de temperatura no espaço</strong>. Para minimizar esses efeitos, o telescópio utilizará materiais com expansão térmica muito baixa, um avançado sistema ativo de controlo de temperatura e mecanismos de correção que incluirão micropropulsores, isolamento contra vibrações e espelhos capazes de compensar pequenos desvios em tempo real.</p><h2>Um observatório para estudar muito mais do que exoplanetas</h2><p>Embora a procura de mundos habitáveis seja o seu principal objetivo, o HWO <strong>também funcionará como um observatório astronómico de nova geração</strong>. De acordo com as recomendações do relatório Astro2020, deverá observar o universo num amplo leque de comprimentos de onda, desde o infravermelho próximo até ao ultravioleta distante.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/XJwDlLiQpS4/sddefault.jpg" alt="youtube video id=XJwDlLiQpS4" id="XJwDlLiQpS4"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Para alcançar esse desempenho, será necessário desenvolver novos revestimentos para os seus espelhos e aperfeiçoar tecnologias como os detetores de ultravioleta de grande formato, as novas gerações de microobturadores e os dispositivos de micromatrizes de espelhos digitais, <strong>componentes que ainda exigem vários anos de investigação e testes</strong>.</p><h2>A próxima década será decisiva</h2><p>A NASA planeia avançar de forma progressiva, <strong>aproveitando a experiência adquirida durante o desenvolvimento dos telescópios espaciais James Webb e Nancy Grace Roman</strong>. Além disso, os engenheiros realizarão testes exaustivos em bancos experimentais como o EPIC-5 e o novo HOST, concebidos para verificar se todos os sistemas funcionam de forma integrada em condições semelhantes às do espaço.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774636" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-captura-exoplaneta-que-esta-evaporando-sob-o-calor-de-seu-proprio-sol.html" title="Telescópio James Webb captura exoplaneta que está a evaporar sob o calor do seu próprio sol">Telescópio James Webb captura exoplaneta que está a evaporar sob o calor do seu próprio sol</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-captura-exoplaneta-que-esta-evaporando-sob-o-calor-de-seu-proprio-sol.html" title="Telescópio James Webb captura exoplaneta que está a evaporar sob o calor do seu próprio sol"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-telescopio-james-webb-capta-un-exoplaneta-que-se-esta-evaporando-bajo-el-calor-de-su-propio-sol-1781789120425_320.jpg" alt="Telescópio James Webb captura exoplaneta que está a evaporar sob o calor do seu próprio sol"></a></article></aside><p>Ainda faltam vários anos até à revisão crítica da missão, uma fase em que <strong>a NASA avaliará se o projeto cumpre os objetivos tecnológicos previstos ou se é necessário repensar o seu futuro</strong>. Paralelamente, a agência já começou a promover a colaboração internacional através de reuniões técnicas que ajudarão a coordenar o desenvolvimento das tecnologias necessárias.</p><p>Se tudo correr conforme previsto, <strong>o Habitable Worlds Observatory tornar-se-á o sucessor dos grandes telescópios espaciais atuais</strong> e oferecerá uma capacidade sem precedentes para estudar planetas semelhantes à Terra, além de abrir uma nova janela para explorar o universo com um nível de detalhe nunca antes alcançado.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-sucessor-do-james-webb-ja-esta-em-desenvolvimento-este-e-o-megatelescopio-da-nasa-concebido-para-procurar-outra-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugueses lideram estudo para descobrir como a poluição atmosférica castiga os mais pobres]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugueses-lideram-estudo-para-descobrir-como-a-poluicao-atmosferica-castiga-os-mais-pobres.html</link><pubDate>Wed, 29 Jul 2026 14:15:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Uma revisão científica pioneira mapeia o impacto desproporcional dos poluentes sobre as populações desfavorecidas, alertando para a necessidade de desenvolver políticas de saúde pública mais inclusivas e equitativas.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/portugueses-lideram-estudo-para-descobrir-como-a-poluicao-atmosferica-castiga-os-mais-pobres-1785328511330.jpg" data-image="4nb2i21al79n" alt="Passagem pedonal na IC19, Sintra" title="Passagem pedonal na IC19, Sintra"><figcaption>Viver junto a vias congestionadas, como o IC19 entre Sintra e Lisboa, aumenta significativamente a exposição à poluição do ar. Foto: Infraestruturas de Portugal</figcaption></figure><p>Viver numa <strong>rua</strong> onde o ar carrega o peso de milhares de <strong>escapes diários</strong> ou o <strong>fumo</strong> constante de uma <strong>fábrica</strong> não é, para muitas famílias, uma escolha. É a única opção compatível com o seu orçamento.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A comunidade científica internacional já classifica a poluição atmosférica como o maior perigo ambiental para a sobrevivência humana, mas o risco não é igual para todos. As populações mais vulneráveis enfrentam níveis de exposição muito superiores.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Foi esta desigualdade que motivou uma equipa liderada pela <strong>Universidade de Aveiro</strong> a analisar exaustivamente a literatura científica global. Em colaboração com a <strong>Universidade de Coimbra</strong>, o Laboratório Associado de Sistemas Inteligentes da <strong>Universidade do Minho</strong> e a University of the West of England, os investigadores examinaram 99 artigos internacionais para perceber até que ponto as avaliações de impacto sanitário incorporam justiça ambiental e desigualdades sociais.</p><h2>Mapa geográfico das falhas</h2><p>Os resultados, publicados na revista <em>Heliyon</em>, revelam um <strong>desequilíbrio geográfico</strong> na produção de conhecimento. Dos 21 países onde se realizaram os estudos analisados, os <strong>Estados Unidos</strong> representam 53 por cento da amostra. O <strong>Canadá</strong> surge muito atrás, com seis por cento, seguido pela <strong>China</strong> com cinco por cento. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A investigação sobre injustiça ambiental cresce, no entanto, a ritmo acelerado: mais de metade dos artigos selecionados foram publicados nos últimos cinco anos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Segundo os autores portugueses, esta <strong>tendência</strong> mostra uma <strong>maior atenção</strong> às <strong>dimensões sociodemográficas</strong> da <strong>crise ambiental</strong>. Ainda assim, a maioria dos trabalhos concentra-se nos efeitos prolongados da exposição, deixando de fora análises mais imediatas ou de curta duração.</p><h2>O peso das partículas finas</h2><p>A quase totalidade dos estudos centra-se nas <strong>partículas finas em suspensão</strong>, conhecidas como <strong>PM2.5</strong>. Estas partículas microscópicas conseguem penetrar profundamente no sistema respiratório e estão associadas a doenças graves. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/portugueses-lideram-estudo-para-descobrir-como-a-poluicao-atmosferica-castiga-os-mais-pobres-1785328676317.jpg" data-image="trbg1bbx1zs9" alt="Chaminés industriais" title="Chaminés industriais"><figcaption>A grande maioria dos estudos sobre os impactos da poluição atmosférica na saúde está concentrada na América do Norte, evidenciando lacunas na Europa e em outras regiões pouco representadas. Foto: Raimond Sprekking, CC BY 3.0, Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>Apesar disso, apenas metade dos artigos cruza os <strong>dados de monitorização ambiental com os registos médicos ou com os níveis reais de exposição das populações</strong>. A análise estatística clássica domina as metodologias, estando presente em cerca de 71 por cento dos casos. Os restantes trabalhos dividem-se entre modelação de cenários futuros e inquéritos diretos às comunidades afetadas, revelando abordagens ainda pouco integradas.</p><h2>Ar puro não é para todos</h2><p>A justiça climática parte da premissa de que quem menos contribui para a poluição é, muitas vezes, quem mais sofre com os seus efeitos. Todos os artigos revistos adotam esta perspetiva, avaliando fatores como<strong> rendimento</strong>, <strong>raça</strong> <strong>e etnia</strong>. Os dados financeiros são o indicador mais utilizado, presente em 99 por cento das investigações.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="677091" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/poderao-a-justica-climatica-e-a-igualdade-economica-ser-alcancadas-em-conjunto.html" title="Poderão a justiça climática e a igualdade económica ser alcançadas em conjunto?">Poderão a justiça climática e a igualdade económica ser alcançadas em conjunto?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/poderao-a-justica-climatica-e-a-igualdade-economica-ser-alcancadas-em-conjunto.html" title="Poderão a justiça climática e a igualdade económica ser alcançadas em conjunto?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/can-good-climate-policy-and-economic-equality-both-be-achieved-in-balance-1728050582721_320.jpeg" alt="Poderão a justiça climática e a igualdade económica ser alcançadas em conjunto?"></a></article></aside><p>A Organização Mundial da Saúde e o Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas confirmam esta realidade. <strong>Famílias com baixos rendimentos e minorias étnicas</strong> vivem frequentemente perto de vias rodoviárias saturadas ou complexos industriais. A consequência traduz-se numa maior incidência de <strong>asma</strong>, <strong>doenças cardíacas</strong> <strong>crónicas</strong> e complicações durante a <strong>gravidez</strong>.</p><h2>Lacunas na Europa</h2><p>Perante este diagnóstico, os investigadores portugueses defendem que é urgente alargar estes estudos ao continente europeu e a outras <strong>regiões pouco representadas</strong>. A equipa sublinha a necessidade de modelos de análise mais robustos e métodos mistos capazes de captar a complexidade das variáveis sociais.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Para além dos dados numéricos, os autores destacam a importância de ouvir as comunidades através de inquéritos de proximidade. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O estudo conclui que compreender as perceções sociais e <strong>envolver os cidadãos na </strong><strong>monitorização </strong><strong>do</strong><strong> </strong><strong>ar </strong>é essencial para que as futuras políticas ambientais e de saúde pública deixem de ignorar as desigualdades que afetam a vida de milhões de pessoas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="A.%20Monteiro%2C%20E.%20Figueiredo%2C%20V.%20Rodrigues%2C%20C.%20Cardoso%2C%20M.%20Lopes%20a%2C%20P.%20Roebeling%2C%20H.%20Relvas%2C%20P.%20Seixas%2C%20S.%20Gouveia%2C%20A.%20Gomes%2C%20A.%20Martins%2C%20C.%20Gama%2C%20A.%20Arag%C3%A3o%2C%20A.I.%20Miranda%20%26%20E.%20Hayes" data-year="" data-title="Air%20pollution%20and%20environmental%20justice%3A%20a%20systematic%20literature%20review%20on%20methodological%20approaches.%20Helyon" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedirect.com%2Fscience%2Farticle%2Fpii%2FS2405844025026933">A. Monteiro, E. Figueiredo, V. Rodrigues, C. Cardoso, M. Lopes a, P. Roebeling, H. Relvas, P. Seixas, S. Gouveia, A. Gomes, A. Martins, C. Gama, A. Aragão, A.I. Miranda & E. Hayes. <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2405844025026933" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Air pollution and environmental justice: a systematic literature review on methodological approaches. Helyon</a>.</cite><br><cite data-author="Universidade%20de%20Aveiro" data-year="" data-title="Trabalho%20da%20UA%20analisa%20rela%C3%A7%C3%A3o%20entre%20polui%C3%A7%C3%A3o%20do%20ar%20e%20desigualdades%20ambientais" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ua.pt%2Fpt%2Fnoticias%2F9%2F97603">Universidade de Aveiro. <a href="https://www.ua.pt/pt/noticias/9/97603" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Trabalho da UA analisa relação entre poluição do ar e desigualdades ambientais</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugueses-lideram-estudo-para-descobrir-como-a-poluicao-atmosferica-castiga-os-mais-pobres.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Após um ligeiro alívio, o calor voltará a intensificar-se: saiba quando os 40 ºC poderão regressar a Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/apos-um-ligeiro-alivio-o-calor-voltara-a-intensificar-se-saiba-quando-os-40-c-poderao-regressar-a-portugal.html</link><pubDate>Wed, 29 Jul 2026 12:01:50 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Últimos dias de julho e primeiros dias de agosto marcados por altos e baixos na temperatura, estando previstas máximas de até 40 ºC. Além disto, não se exclui o regresso da chuva fraca. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xat6yrm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xat6yrm.jpg" id="xat6yrm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Para os próximos dias prevê-se um estado do tempo estável, seco e maioritariamente soalheiro em Portugal continental</strong>, apenas com alguma nebulosidade temporária, sobretudo na faixa costeira ocidental e em alguns locais do interior Norte e Centro durante as manhãs.</p><div class="texto-destacado"><strong>O que está na origem desta situação meteorológica?</strong><br><br>A interação entre uma depressão situada sobre os Açores e a crista subtropical. Isto fará com que uma massa de ar quente e seco procedente do Norte de África se desloque sobretudo para Espanha, afetando apenas de forma marginal o interior Norte, Centro e Sul de Portugal continental. <br><br>Destacam-se, em particular, o vale do Douro, o Baixo Alentejo e o Sotavento Algarvio. Portugal será assim poupado do calor extremo, com temperaturas a atingir apenas pontualmente os 40 ºC, enquanto Espanha poderá registar máximas de até 43 ºC.</div><p>De acordo com os mapas de referência da Meteored, a partir de sexta-feira, 31 de julho, espera-se uma recuperação das temperaturas máximas, com <strong>o calor a intensificar gradualmente até atingir o pico no sábado, 1 de agosto</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/apos-um-ligeiro-alivio-o-calor-voltara-a-intensificar-se-saiba-quando-os-40-c-poderao-regressar-a-portugal-1785325472282.png" data-image="am1kxedm48tb"><figcaption>As anomalias térmicas positivas permanecem dominantes na geografia de Portugal continental nos próximos dias, apesar de não estarem previstos valores excessivamente elevados. Somente de forma localizada se preveem temperaturas entre 5 e 7 ºC acima dos valores médios de referência como é o caso da Área Metropolitana de Lisboa, Baixo Alentejo, Algarve e alguns pontos do interior Norte e Centro.</figcaption></figure><p><strong>No interior, de norte a sul, os termómetros poderão voltar a atingir os 40 ºC de forma muito localizada</strong>, enquanto no litoral e em particular na faixa costeira ocidental as máximas serão mais amenas devido à influência do vento de nor-noroeste (nortada).</p><h2>Evolução diária do tempo, com altos e baixos térmicos e sábado, 1 de agosto, como um dos dias mais quentes</h2><p><strong>Para quarta e quinta-feira, dias 29 e 30 de julho espera-se calor, embora com um ligeiro alívio térmico generalizado</strong> em relação aos dias anteriores graças à descida consecutiva das temperaturas máximas. Mesmo assim, preveem-se valores superiores a 35 ºC no vale do Douro, a região mais quente do país hoje (29) e amanhã (30). No Algarve, a temperatura máxima voltará a subir na quinta-feira (30).</p><p><strong>Para sexta-feira, 31 de julho</strong>, prevê-se uma nova alteração nos termómetros, com uma <strong>ligeira subida das temperaturas máximas</strong> e valores até 38 ºC no Baixo Alentejo e no Sotavento Algarvio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/apos-um-ligeiro-alivio-o-calor-voltara-a-intensificar-se-saiba-quando-os-40-c-poderao-regressar-a-portugal-1785325385242.png" data-image="exe5yqw4irw5"><figcaption>Enquanto Espanha vai enfrentando a quarta onda de calor do verão 2026, Portugal continental mantém-se à margem do calor extremo, atingindo de forma localizada e pontual os 40 ºC, como os que estão previstos nalgumas áreas do Sul do país no sábado, 1 de agosto.</figcaption></figure><p><strong>No sábado, 1 de agosto</strong> e primeiro dia do primeiro fim de semana de agosto prevê-se um reforço do calor, com temperaturas máximas entre 35 e 40 ºC no vale do Douro, Beira Baixa, Alentejo e Algarve. Os valores mais elevados deverão registar-se no Baixo Alentejo e no Sotavento Algarvio, onde <strong>localidades como Mértola, Alcoutim e Odeleite poderão atingir os 39 a 40 ºC</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780939" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-depressao-levara-chuva-aos-acores-ate-ao-fim-de-semana-enquanto-a-madeira-continuara-com-tempo-estavel.html" title="Uma depressão levará chuva aos Açores até ao fim de semana, enquanto a Madeira continuará com tempo estável">Uma depressão levará chuva aos Açores até ao fim de semana, enquanto a Madeira continuará com tempo estável</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-depressao-levara-chuva-aos-acores-ate-ao-fim-de-semana-enquanto-a-madeira-continuara-com-tempo-estavel.html" title="Uma depressão levará chuva aos Açores até ao fim de semana, enquanto a Madeira continuará com tempo estável"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uma-depressao-levara-chuva-aos-acores-ate-ao-fim-de-semana-enquanto-a-madeira-continuara-com-tempo-estavel-1785262993686_320.png" alt="Uma depressão levará chuva aos Açores até ao fim de semana, enquanto a Madeira continuará com tempo estável"></a></article></aside><p><strong>No domingo, 2 de agosto</strong>, o calor persistirá no interior, embora menos intenso do que no dia anterior, com máximas entre 33 e 38 ºC. <strong>Está prevista uma descida generalizada das temperaturas em toda a geografia</strong>, mais expressiva no litoral Norte e Centro e também na faixa costeira ocidental entre o Cabo da Roca e Sagres.</p><h2>Chuva à vista? Poderá regressar na segunda-feira, 3 de agosto</h2><p>Segundo o modelo de confiança da Meteored - ECMWF - <strong>na segunda-feira (3)</strong> a depressão que até então afetará os Açores irá deslocar-se rapidamente para nordeste, podendo gerar <strong>algumas linhas de instabilidade</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/apos-um-ligeiro-alivio-o-calor-voltara-a-intensificar-se-saiba-quando-os-40-c-poderao-regressar-a-portugal-1785325089397.png" data-image="o6ywabckzhq4"><figcaption>Uma frente de fraca atividade e em fase de dissipação poderá produzir períodos de chuva fraca em Portugal continental na próxima segunda-feira, 3 de agosto, embora, neste momento, a sua ocorrência e distribuição permaneçam relativamente incertas.</figcaption></figure><p>Em consequência disto, <strong>poderá cair precipitação fraca em Portugal continental</strong>, embora a ocorrência e distribuição da chuva permaneçam ainda relativamente incertas à data de hoje.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/apos-um-ligeiro-alivio-o-calor-voltara-a-intensificar-se-saiba-quando-os-40-c-poderao-regressar-a-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temperaturas da superfície do mar registam mais de 50 dias consecutivos de aquecimento recorde]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/temperaturas-da-superficie-do-mar-ja-registram-mais-de-50-dias-consecutivos-de-aquecimento-recorde.html</link><pubDate>Wed, 29 Jul 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Os oceanos da Terra estão a passar por condições sem precedentes, com as temperaturas da superfície do mar a atingirem níveis recordes por muitos dias consecutivos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-temperaturas-superficiales-de-los-mares-de-la-tierra-acumulan-50-dias-consecutivos-de-records-1784969448856.png" data-image="mp9wdcy0k7ui" alt="oceanos, aquecimento, Terra" title="oceanos, aquecimento, Terra"><figcaption>As temperaturas do mar têm-se tornado uma questão global cada vez mais importante ano após ano, mas, neste ano, todos os recordes anteriores foram superados.</figcaption></figure><p>Já sabemos que os <strong>oceanos </strong>cobrem mais de 70% da superfície da Terra e absorvem cerca de 90% do excesso de calor gerado pelo aquecimento global, atuando como um<strong> importante regulador climático</strong>.</p><p>No Hemisfério Norte, o verão de 2026 está a ser histórico devido ao calor intenso e persistente que afeta a superfície. Estes meses também estão a registar<strong> recordes de temperatura da superfície oceânica</strong>, com uma média global de 21 ºC. Em mares com características específicas, como o Mediterrâneo, as temperaturas estão a aproximar-se de 30 ºC.</p><p>As observações mais recentes mostram que a temperatura média da superfície dos mares do mundo permaneceu em<strong> níveis nunca antes registados para esta época do ano por quase 50 dias consecutivos</strong>.</p><h2>O que é a temperatura da superfície do mar e porque é que ela é tão importante?</h2><p>O primeiro passo é entender o que se quer dizer com temperatura da superfície do mar. Ela refere-se ao <strong>calor presente nos primeiros centímetros da camada superficial do oceano</strong> e é comumente abreviada como TSM em português (SST na sigla em inglês).</p><p>Ela<strong> influencia processos importantes</strong>, como a formação de tempestades, a intensidade de ciclones tropicais, a evaporação da água, a distribuição de chuvas e a troca de calor entre o oceano e a atmosfera.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-temperaturas-superficiales-de-los-mares-de-la-tierra-acumulan-50-dias-consecutivos-de-records-1784969576535.png" data-image="a5zodc9gfzif" alt="Temperaturas dos oceanos" title="Temperaturas dos oceanos"><figcaption>Uma grande parte das anomalias de temperatura da superfície do mar em todo o mundo apresenta valores incomumente elevados.</figcaption></figure><p>Quando estas temperaturas sobem de forma persistente, os nossos oceanos e mares agem como uma banheira cheia de água morna, <strong>fornecendo energia adicional a fenómenos meteorológicos</strong>.</p><h3>O que está a impulsionar as temperaturas recordes?</h3><p><strong>O principal fator é o aquecimento global</strong>, mas outros elementos também contribuíram para a elevação das temperaturas da superfície do mar nos últimos anos, incluindo os eventos de<strong> El Niño</strong>, que redistribuem o calor do Oceano Pacífico para a atmosfera.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-temperaturas-superficiales-de-los-mares-de-la-tierra-acumulan-50-dias-consecutivos-de-records-1784892365814.jpeg" data-image="f11kkxby3vhg"><figcaption>Temperatura diária da superfície do mar global para diferentes anos. Fonte: climatereanalyzer.org</figcaption></figure><p>Na climatologia, registos isolados podem ocorrer devido a circunstâncias específicas ou excecionais. No entanto, quando anomalias persistem por semanas ou até meses, elas indicam que o <strong>sistema climático </strong>está a operar a partir de uma base muito mais quente do que há apenas algumas décadas.</p><h2>As consequências já estão a tornar-se visíveis</h2><p>Um oceano mais quente faz mais do que alterar as estatísticas climáticas. Ele também afeta inúmeros ecossistemas e atividades humanas, contribuindo para o <strong>branqueamento generalizado de corais, a perda de espécies sensíveis, alterações nas populações de peixes</strong> e mudanças na biodiversidade marinha.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777492" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-lidera-projetos-de-literacia-do-oceano-mas-desconhece-o-seu-impacto-nas-escolas.html" title="Portugal lidera projetos de literacia do oceano, mas desconhece o seu impacto nas escolas">Portugal lidera projetos de literacia do oceano, mas desconhece o seu impacto nas escolas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-lidera-projetos-de-literacia-do-oceano-mas-desconhece-o-seu-impacto-nas-escolas.html" title="Portugal lidera projetos de literacia do oceano, mas desconhece o seu impacto nas escolas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-lidera-projetos-de-literacia-do-oceano-mas-desconhece-o-seu-impacto-nas-escolas-1783427321025_320.jpg" alt="Portugal lidera projetos de literacia do oceano, mas desconhece o seu impacto nas escolas"></a></article></aside><p>Isto vem acompanhado de um aumento na evaporação, o que adiciona mais humidade à atmosfera e pode favorecer a ocorrência de<strong> chuvas mais intensas</strong>.</p><p>Ao mesmo tempo, os oceanos continuam a expandir-se à medida que aquecem — um processo que contribui para a <strong>elevação do nível do mar</strong>, juntamente com o <strong>derretimento dos glaciares</strong>.</p><h3>Um indicador-chave das alterações climáticas</h3><p>Os <strong>oceanos </strong>são o grande termómetro do planeta porque, enquanto as temperaturas do ar podem variar rapidamente entre estações ou anos, o mar responde muito mais lentamente e<strong> armazena calor por longos períodos</strong>.</p><p>É por isso que, quando as temperaturas da superfície do mar batem recordes por várias semanas consecutivas, os climatologistas interpretam o sinal como <strong>um dos indicadores mais robustos do aquecimento global</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/temperaturas-da-superficie-do-mar-ja-registram-mais-de-50-dias-consecutivos-de-aquecimento-recorde.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Produção de vinho: Alentejo prevê aumento de 20% e boa qualidade, mas no Douro avizinha-se “uma catástrofe”]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/producao-de-vinho-alentejo-preve-aumento-de-20-e-boa-qualidade-mas-no-douro-avizinha-se-uma-catastrofe.html</link><pubDate>Wed, 29 Jul 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Enquanto no Alentejo se estima uma produção de 108 milhões de litros de vinho - mais 20% face ao ano anterior -, no Douro os viticultores falam de uma "catástrofe", por não terem garantias de escoar as uvas, nem informação sobre os preços. Há uma concentração agendada para 7 de agosto, na Régua.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/producao-de-vinho-alentejo-preve-aumento-de-20-e-boa-qualidade-mas-no-douro-avizinha-se-uma-catastrofe-1785250912833.jpg" data-image="xvhd8g5rmsf5" alt="Vinho" title="Vinho"><figcaption>Na vindima de 2025, a região vitivinícola do Alentejo registou uma produção de 87 milhões de litros de vinho. Este ano, a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) estima um crescimento de 20%.</figcaption></figure><p>Na vindima de <strong>2025</strong>, a região vitivinícola do Alentejo registou uma<strong> produção de 87 milhões de litros </strong>de vinho. </p><p>Este ano, a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) estima um <strong>crescimento de 20%</strong> e uma produção de 108 milhões de litros de vinho nas próximas vindimas.</p><p>Os resultados de um estudo desenvolvido pela CVRA em parceria com a Universidade do Porto apontam para “<strong>uma campanha positiva, com expectativas favoráveis, tanto em termos quantitativos como qualitativos</strong>”, refere a Comissão Vitivinícola do Alentejo. E revela que as vinhas alentejanas beneficiaram, nos últimos meses, de “<strong>condições climatéricas favoráveis</strong> ao longo do ciclo” vegetativo.</p><h2>Boa distribuição da precipitação </h2><p>O arranque das vindimas alentejanas está previsto para as primeiras semanas de agosto e os viticultores sabem que esta campanha de 2026 decorre após um período marcado por uma “<strong>boa distribuição da precipitação, um inverno frio e ausência de impactos significativos dos fenómenos meteorológicos adversos</strong>”, situação que afetou outras regiões do país.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Luís Sequeira, que é o presidente da CVRA, não tem dúvidas de que os resultados do estudo da Universidade do Porto e as <strong>previsões que faz “confirmam as boas expectativas</strong> para a campanha de vindimas de 2026, num ano em que as condições da vinha permitem perspetivar <strong>uma colheita equilibrada, com bons indicadores de qualidade e produção</strong>”. Melhor ainda, “estes resultados reforçam a confiança dos produtores e a capacidade do Alentejo em continuar a afirmar-se pela qualidade dos seus vinhos”.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><br>Luís Sequeira salienta que a campanha de vindimas assume “particular relevância”, já que a <strong>região vitivinícola do Alentejo “representa cerca de 40% do valor total das vendas de vinhos certificados em Portugal</strong>”. E este aumento da produção “reforça o peso económico e estratégico dos Vinhos do Alentejo” no panorama nacional.</p><h2>"Cenário positivo" no Dão</h2><p>Também na Região Demarcada do <strong>Dão o cenário é positivo, prevendo-se “um ligeiro aumento da produção</strong> de vinho na vindima de 2026” até cerca de 5%, face ao ano anterior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/producao-de-vinho-alentejo-preve-aumento-de-20-e-boa-qualidade-mas-no-douro-avizinha-se-uma-catastrofe-1785250971881.jpg" data-image="z1ssx8imruzi" alt="Vinha" title="Vinha"><figcaption>Na Região Demarcada do Douro, os viticultores estão a pedir “uma intervenção urgente do Governo”, de forma encontrar uma solução para a “insustentabilidade económica” em que se encontram.</figcaption></figure><p>As previsões constam do <strong>Boletim de Evolução Intercalar do Ano Vitícola 2026</strong>, divulgado nesta segunda-feira, 27 de julho, e que foi elaborado pelo Polo do Dão do CoLAB VINES & WINES, em parceria com a Comissão Vitivinícola Regional do Dão (CVR Dão).</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Manuel Pinheiro, presidente da CVR Dão, assume que a estimativa apresentada é “um sinal de confiança para a região e para os produtores do Dão”, já que uma previsão de crescimento da produção, ainda que moderado, é “positiva para o setor, sobretudo quando está associada a boas perspetivas de qualidade, já que as uvas do ano estão excelentes e estamos, portanto, na expetativa de grandes vinhos”.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Na <strong>Região Demarcada do Douro o panorama não é tão favorável</strong>. Viticultores contactados pela agência Lusa mostram-se apreensivos e estão a <strong>pedir “uma intervenção urgente do Governo</strong>”, de forma encontrar uma solução para a “insustentabilidade económica” em que se encontram.</p><h2>Cancelamento das encomendas de uvas</h2><p>Tudo isto, após receberem <strong>cartas das empresas a cancelar as encomendas</strong> de uvas.</p><p>“Fomos <strong>confrontados agora, nesta altura do ano, [pelas] casas a quem vendemos as uvas que, ou não querem uvas</strong>, ou apenas querem as uvas destinadas para o vinho do Porto, sem ainda qualquer tipo de preço. Ou seja, temos uma produção e uma colheita [que] praticamente irá ficar na vinha, porque <strong>neste momento ninguém quer uvas</strong>", explicou Marinete Alves, que integra o Conselho Regional da Casa do Douro.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="727505" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/centro-de-vinificacao-do-vale-do-douro-um-investimento-privado-de-cinco-milhoes-de-euros-ao-servico-dos-viticultores.html" title="Centro de Vinificação do Vale do Douro: um investimento privado de cinco milhões de euros ao serviço dos viticultores ">Centro de Vinificação do Vale do Douro: um investimento privado de cinco milhões de euros ao serviço dos viticultores </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/centro-de-vinificacao-do-vale-do-douro-um-investimento-privado-de-cinco-milhoes-de-euros-ao-servico-dos-viticultores.html" title="Centro de Vinificação do Vale do Douro: um investimento privado de cinco milhões de euros ao serviço dos viticultores "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/centro-de-vinificacao-do-vale-do-douro-um-investimento-privado-de-cinco-milhoes-de-euros-ao-servico-dos-viticultores-1756819464061_320.jpg" alt="Centro de Vinificação do Vale do Douro: um investimento privado de cinco milhões de euros ao serviço dos viticultores "></a></article></aside><p>Citada pela agência Lusa, a viticultora adiantou que <strong>contactaram, entretanto, “outras empresas para saber se querem uvas e a resposta que nos dão é que não</strong>, só querem uvas destinadas para o [vinho do] Porto, que é o cartão do benefício, fora isso, ninguém quer mais uvas”.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/producao-de-vinho-alentejo-preve-aumento-de-20-e-boa-qualidade-mas-no-douro-avizinha-se-uma-catastrofe-1785251089168.jpg" data-image="psu7qijmqab4" alt="Vinho" title="Vinho"><figcaption>No dia 19 de julho, dezenas de viticultores durienses reuniram-se no Peso da Régua, num plenário, promovido pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e pela AVADOURIENSE.</figcaption></figure><p>Marinete Alves revela que os<strong> viticultores estão numa “situação completamente catastrófica, estão desesperados</strong>, porque têm um ano de trabalho em que gastaram todo o seu rendimento e não têm agora forma de o recuperar". E assume que estão perante uma "total insustentabilidade económica dos viticultores”.</p><h2>Concentração a 7 de agosto, na Régua</h2><p>No dia 19 de julho, dezenas de viticultores durienses reuniram-se no Peso da Régua, num <strong>plenário, promovido pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e pela AVADOURIENSE</strong> – Associação dos Viticultores e da Agricultura Familiar Douriense, expressando “as suas preocupações face à situação vivida”.</p><div class="texto-destacado">A CNA revela que todos “foram <strong>firmes ao afirmar que é preciso fazer ouvir a sua voz</strong> e reclamar ao Governo medidas eficazes para salvar a Região Demarcada do Douro”. Nessa reunião, os produtores presentes “<strong>aprovaram, por unanimidade, uma moção onde constam diversas propostas</strong> de medidas concretas e imediatas para fazer face à situação, que se agrava de vindima para vindima, e para resolver a crise estrutural” que se vive há anos na região.</div><p>Outra das decisões foi a realização de uma <strong>concentração, no dia 7 de agosto, às 10h00, na Régua, frente ao Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto</strong> (IVDP), “exigindo a adoção do conjunto das propostas e reclamações” constantes na moção.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="746594" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/douro-nao-e-so-vinho-prepare-se-para-conhecer-a-nova-rota-turistica-do-azeite-em.html" title="Douro não é só vinho: prepare-se para conhecer a nova rota turística do azeite em 2026">Douro não é só vinho: prepare-se para conhecer a nova rota turística do azeite em 2026</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/douro-nao-e-so-vinho-prepare-se-para-conhecer-a-nova-rota-turistica-do-azeite-em.html" title="Douro não é só vinho: prepare-se para conhecer a nova rota turística do azeite em 2026"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/douro-nao-e-so-vinho-prepare-se-para-conhecer-a-nova-rota-turistica-do-azeite-em-1767105414111_320.jpg" alt="Douro não é só vinho: prepare-se para conhecer a nova rota turística do azeite em 2026"></a></article></aside><p>A CNA alerta que, “no Douro, as <strong>uvas continuam a ser vendidas abaixo dos custos de produção e sem contratos, os preços estão estagnados há décadas</strong>, os custos de produção aumentam constantemente e continuam as importações de vinho e aguardente”. E isto ao mesmo tempo que “muitos viticultores não conseguem escoar a sua produção”.</p><p>Para “agravar a situação”, os viticultores queixam-se que <strong>a “fixação do quantitativo de benefício fica muito aquém das necessidades</strong>”. </p><p>O comunicado de vindima de 2026, aprovado a 17 de julho pelo conselho interprofissional do IVDP, fixou o benefício - a quantidade de <strong>mosto para produção de vinho do Porto - em 76 mil pipas</strong>.</p><p>Em <strong>2025, o benefício foi fixado em 75 mil pipas</strong>. Em 2024 foi de 94 mil pipas e em 2023 foi de 104 mil pipas. <br> </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/producao-de-vinho-alentejo-preve-aumento-de-20-e-boa-qualidade-mas-no-douro-avizinha-se-uma-catastrofe.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma depressão levará chuva aos Açores até ao fim de semana, enquanto a Madeira continuará com tempo estável]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-depressao-levara-chuva-aos-acores-ate-ao-fim-de-semana-enquanto-a-madeira-continuara-com-tempo-estavel.html</link><pubDate>Wed, 29 Jul 2026 06:11:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma depressão localizada a oeste dos Açores deverá condicionar o estado do tempo até ao final da semana, trazendo períodos de chuva, muita nebulosidade e vento moderado ao arquipélago. Na Madeira, o cenário será bastante diferente, com temperaturas estáveis, pouca precipitação e predomínio de tempo seco.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xat0lyq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xat0lyq.jpg" id="xat0lyq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p> Os próximos dias deverão trazer condições meteorológicas bastante distintas aos dois arquipélagos portugueses. Enquanto os Açores serão influenciados por uma depressão atlântica, favorecendo maior instabilidade, a Madeira deverá manter um padrão mais estável, com pouca precipitação e temperaturas amenas. </p><h2>Depressão marcará o estado do tempo nos Açores até ao final da semana</h2><p>Entre <strong>quarta-feira e domingo</strong>, os Açores deverão permanecer sob influência de uma <strong>depressão atlântica</strong> posicionada a oeste do arquipélago, responsável por um período de maior instabilidade atmosférica. Já na Madeira, o estado do tempo deverá manter-se relativamente estável graças à influência do <strong>anticiclone subtropical</strong>, favorecendo dias secos e com poucas oscilações térmicas.</p><p>Nos Açores, esperam-se <strong>temperaturas máximas entre os 24 ºC e os 27 ºC</strong>, enquanto na Madeira os valores deverão variar entre <strong>24 ºC e 27 ºC</strong>, mantendo-se próximos da média habitual para esta época do ano. </p><p> Apesar das diferenças no estado do tempo, não são esperadas grandes oscilações térmicas em nenhum dos arquipélagos ao longo deste período. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-depressao-levara-chuva-aos-acores-ate-ao-fim-de-semana-enquanto-a-madeira-continuara-com-tempo-estavel-1785262926542.png" data-image="rno2x13b7oot" alt="Temperatura (Domingo, 2 de agosto, 16h)" title="Temperatura (Domingo, 2 de agosto, 16h)"><figcaption>Temperatura prevista para domingo, 2 de agosto, às 16h. As temperaturas deverão manter-se estáveis em ambos os arquipélagos, sem episódios de calor significativo.</figcaption></figure><p> Apesar da estabilidade térmica, o comportamento da atmosfera será bastante diferente entre os dois arquipélagos. Enquanto a Madeira continuará sob condições relativamente estáveis, os Açores deverão permanecer mais expostos à passagem de sistemas frontais associados à depressão atlântica. </p><h2>Chuva deverá persistir nos Açores durante vários dias</h2><p>A precipitação será o principal destaque da previsão para os Açores ao longo deste período. Os modelos apontam para vários períodos de <strong>chuva ou aguaceiros</strong>, sobretudo nos grupos <strong>Ocidental e Central</strong>, onde os acumulados previstos são mais elevados.</p><p>Os mapas de <strong>água precipitável</strong> mostram igualmente uma atmosfera bastante húmida nas proximidades do arquipélago, favorecendo a persistência de nebulosidade e precipitação durante vários dias consecutivos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780871" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/agosto-em-portugal-anticiclone-reforca-se-no-inicio-do-mes-mas-tendencia-a-longo-prazo-do-ecmwf-vislumbra-mudancas.html" title="Agosto em Portugal: anticiclone reforça-se no início do mês, mas tendência a longo prazo do ECMWF vislumbra mudanças">Agosto em Portugal: anticiclone reforça-se no início do mês, mas tendência a longo prazo do ECMWF vislumbra mudanças</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/agosto-em-portugal-anticiclone-reforca-se-no-inicio-do-mes-mas-tendencia-a-longo-prazo-do-ecmwf-vislumbra-mudancas.html" title="Agosto em Portugal: anticiclone reforça-se no início do mês, mas tendência a longo prazo do ECMWF vislumbra mudanças"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/agosto-em-portugal-anticiclone-reforca-se-no-inicio-do-mes-mas-tendencia-a-longo-prazo-do-ecmwf-vislumbra-mudancas-1785233861437_320.png" alt="Agosto em Portugal: anticiclone reforça-se no início do mês, mas tendência a longo prazo do ECMWF vislumbra mudanças"></a></article></aside><p>Na Madeira, pelo contrário, apenas se prevê precipitação residual em alguns locais, mantendo-se o tempo predominantemente seco.</p><p> O contraste entre os dois arquipélagos torna-se evidente ao observar a distribuição da precipitação prevista para os próximos dias. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-depressao-levara-chuva-aos-acores-ate-ao-fim-de-semana-enquanto-a-madeira-continuara-com-tempo-estavel-1785262993686.png" data-image="ms48ff6tytcg" alt="Precipitação acumulada (Sábado, 1 de agosto, 13h)" title="Precipitação acumulada (Sábado, 1 de agosto, 13h)"><figcaption>Precipitação acumulada prevista para sábado, 1 de agosto, às 13h. Os maiores acumulados deverão concentrar-se nos Açores, enquanto na Madeira apenas são esperados valores residuais.</figcaption></figure><p> Embora a chuva possa surgir em vários momentos, não se prevê, para já, um episódio de instabilidade severa. O cenário deverá caracterizar-se sobretudo por precipitação intermitente, céu frequentemente muito nublado e vento moderado. </p><h2>Madeira continuará com tempo mais estável e temperaturas próximas da média</h2><p>Os mapas de <strong>anomalia da temperatura</strong> indicam que, tanto nos Açores como na Madeira, os valores deverão manter-se muito próximos da média climatológica para o final de julho e início de agosto, sem sinais de calor ou frio fora do habitual.</p><p>Também o vento deverá soprar, em geral, <strong>fraco a moderado</strong>, embora possam ocorrer algumas rajadas mais intensas em zonas expostas, sobretudo nos Açores, devido à circulação em torno da depressão.</p><p> A distribuição da nebulosidade confirma igualmente o contraste entre os dois arquipélagos durante este período. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-depressao-levara-chuva-aos-acores-ate-ao-fim-de-semana-enquanto-a-madeira-continuara-com-tempo-estavel-1785263088163.png" data-image="83k1tzef6ccy" alt="Nebulosidade (Domingo, 2 de agosto, 13h)" title="Nebulosidade (Domingo, 2 de agosto, 13h)"><figcaption>Nebulosidade prevista para domingo, 2 de agosto, às 13h. Os Açores deverão apresentar céu frequentemente muito nublado, enquanto na Madeira predominarão períodos de céu pouco nublado.</figcaption></figure><p> Até ao final da semana, os <strong>Açores</strong> deverão continuar a ser o arquipélago mais afetado pela instabilidade atmosférica, com vários períodos de chuva, abundante nebulosidade e vento moderado. Já na <strong>Madeira</strong>, o cenário será bastante mais tranquilo, mantendo-se o <strong>tempo seco</strong>, temperaturas estáveis e apenas possibilidade de precipitação fraca e localizada. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-depressao-levara-chuva-aos-acores-ate-ao-fim-de-semana-enquanto-a-madeira-continuara-com-tempo-estavel.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As noites de verão no Algarve estão diferentes. E a culpa é desta nova tendência]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/as-noites-de-verao-no-algarve-estao-diferentes-e-a-culpa-e-desta-nova-tendencia.html</link><pubDate>Wed, 29 Jul 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Esqueça a ideia de uma simples saída à noite. No Algarve, o verão ganha novos conceitos que juntam música, gastronomia e experiências pensadas ao detalhe.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-noites-de-verao-no-algarve-estao-diferentes-e-a-culpa-e-desta-nova-tendencia-1784986918215.jpg" data-image="hade8ydwxnbk" alt="Algarve" title="Algarve"><figcaption>Do jantar à pista de dança, conheça a tendência que está a dar uma nova vida às noites de verão no Algarve. Foto: DR</figcaption></figure><p>Durante muitos anos, <strong>sair à noite no Algarve </strong>significava escolher um bar à beira-mar, um clube conhecido ou um concerto de verão. Mas a fórmula parece estar a mudar. Aos poucos, ganha força um conceito que aposta menos na quantidade e mais na qualidade da experiência.</p><p>A tendência passa por<strong> eventos cuidadosamente preparados</strong>, onde a música, o ambiente, a gastronomia e o espaço são pensados como um todo. Já não se trata apenas de dançar até de madrugada. A ideia é criar uma noite completa, capaz de reunir diferentes momentos e públicos no mesmo local.</p><h2>Muito mais do que uma pista de dança</h2><p>Nos últimos anos, o Algarve tem reforçado a sua posição como um <strong>destino de férias </strong>que vai muito além das praias. À medida que aumenta a procura por experiências diferenciadas, também a oferta de entretenimento se adapta.</p><p>É neste contexto que surgem novos conceitos de eventos, pensados para quem procura ambientes mais exclusivos e descontraídos. Em vez de grandes festas massificadas, a aposta recai em espaços com identidade própria, programação musical selecionada e uma atmosfera onde é possível jantar, beber um copo e prolongar a noite sem necessidade de mudar de lugar.</p><p>Um dos exemplos desta tendência é o conceito<strong> "Follow If You Know"</strong>, uma série de eventos exclusivos que decorrerá no<strong> CUÁ CUÁ Club</strong>, na Quinta do Lago, criado para a temporada de verão no Algarve. </p><div class="texto-destacado">A proposta assenta numa programação musical cuidada, ambientes premium e numa experiência pensada para quem valoriza mais do que uma simples saída à noite.</div><p>“Este verão, o Algarve ganha uma nova assinatura de noites de exceção”, começam por notar os responsáveis. “A Follow apresenta ‘Follow If You Know’, uma série de eventos exclusivos que decorrerá no CUÁ CUÁ Club, na Quinta do Lago, reunindo curadoria musical de referência, um ambiente<em> premium</em> e uma comunidade que sabe reconhecer e procurar as melhores experiências da temporada.”</p><h2>Uma nova forma de viver o verão algarvio</h2><p>O crescimento deste tipo de iniciativas acompanha uma <strong>mudança nos hábitos de quem visita a região</strong>. Muitos turistas procuram hoje experiências mais autênticas, menos centradas na animação de massas e mais ligadas ao conforto, à qualidade do serviço e ao ambiente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-noites-de-verao-no-algarve-estao-diferentes-e-a-culpa-e-desta-nova-tendencia-1784987179918.jpg" data-image="5ogyprfbwkpn" alt="Algarve" title="Algarve"><figcaption>Uma nova tendência. Foto: DR</figcaption></figure><p>Espaços que juntam restaurante, bar e clube no mesmo local respondem precisamente a essa procura. </p><div class="texto-destacado">A possibilidade de começar a noite à mesa, assistir a um espetáculo ou atuação de um DJ e terminar na pista de dança tornou-se um dos formatos mais procurados durante os meses de verão.</div><p>Na Quinta do Lago, o CUÁ CUÁ Club tem vindo a afirmar-se precisamente com esta abordagem, reunindo gastronomia, entretenimento e música num único espaço. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777479" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-praia-no-algarve-continua-a-escapar-as-multidoes-e-tem-das-aguas-mais-quentes-da-regiao.html" title="Esta praia no Algarve continua a escapar às multidões (e tem das águas mais quentes da região)">Esta praia no Algarve continua a escapar às multidões (e tem das águas mais quentes da região)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-praia-no-algarve-continua-a-escapar-as-multidoes-e-tem-das-aguas-mais-quentes-da-regiao.html" title="Esta praia no Algarve continua a escapar às multidões (e tem das águas mais quentes da região)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esta-praia-no-algarve-continua-a-escapar-as-multidoes-e-tem-das-aguas-mais-quentes-da-regiao-1783420777513_320.jpg" alt="Esta praia no Algarve continua a escapar às multidões (e tem das águas mais quentes da região)"></a></article></aside><p>“Cada noite ‘Follow If You Know’ é pensada ao pormenor, do<em> line-up </em>ao ambiente, para proporcionar momentos únicos a quem procura mais do que uma simples saída noturna”, garantem.</p><p>“A qualidade da oferta, a localização privilegiada e a aposta contínua em momentos diferenciadores consolidam o seu posicionamento como uma <strong>referência no segmento do entretenimento e da vida noturna</strong> <em>premium</em> no Algarve.”</p><h2>Quando acontecem estas noites?</h2><p>As primeiras sessões tiveram lugar a 17 e 24 de julho, dando início a uma programação que pretende afirmar este espaço como um dos pontos de encontro para quem procura uma noite diferente no Algarve.</p><div class="texto-destacado">Em cada data, a proposta mantém-se: boa música, um ambiente cuidado e uma experiência pensada para quem gosta de prolongar o verão para lá do pôr do sol.</div><p>A boa notícia é que quem quiser descobrir este conceito<strong> ainda tem várias oportunidades durante o verão</strong>. As noites "Follow If You Know" estão marcadas para os dias 30 de julho, 3 de agosto e 14 de agosto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-noites-de-verao-no-algarve-estao-diferentes-e-a-culpa-e-desta-nova-tendencia-1784987368712.jpg" data-image="xzcio9zy6my0" alt="Algarve" title="Algarve"><figcaption>Ainda tem várias oportunidades para participar no evento. Foto: DR</figcaption></figure><p>“Novas datas poderão ainda ser anunciadas ao longo da temporada, pelo que se recomenda o acompanhamento através do Instagram oficial da Follow e do CUÁ CUÁ Club”, aconselham.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/as-noites-de-verao-no-algarve-estao-diferentes-e-a-culpa-e-desta-nova-tendencia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quatro anãs brancas descobertas escondidas no "quintal cósmico" da Terra]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/quatro-anas-brancas-descobertas-escondidas-no-quintal-cosmico-da-terra.html</link><pubDate>Tue, 28 Jul 2026 17:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Algumas regiões do espaço que temos vindo a estudar há anos continuam a revelar novas descobertas, incluindo quatro anãs brancas escondidas mesmo na nossa vizinhança.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/four-white-dwarfs-found-hiding-in-earth-s-cosmic-backyard-1784717022823.jpeg" data-image="71wijjdu0sz8" alt="Four white dwarfs found hiding in Earth’s cosmic backyard" title="Four white dwarfs found hiding in Earth’s cosmic backyard"><figcaption>Uma representação artística de uma anã vermelha com uma anã branca como companheira binária a espreitar por trás. Os diâmetros das duas estrelas são apresentados à escala. Crédito: Mark A. Garlick/Universidade de Warwick</figcaption></figure><p>O nosso "quintal" cósmico está repleto de estrelas mortas, e astrónomos da Universidade de Warwick e da Universidade do Colorado em Boulder descobriram <strong>quatro novas anãs brancas "locais"</strong> escondidas mesmo debaixo dos nossos narizes.</p><p>O Telescópio Espacial Hubble avistou as estrelas numa região próxima do espaço já bem estudada, demonstrando que ainda podemos encontrar surpresas em áreas que pensávamos conhecer bem.</p><h2>Anãs brancas difíceis de detetar na vizinhança local</h2><p>Os astrónomos têm vindo a estudar detalhadamente a vizinhança local das estrelas há décadas, mas <strong>anãs brancas como estas são difíceis de encontrar</strong>. Estão a orbitar em sistemas estelares duplos a cerca de 65 anos-luz da Terra, acompanhadas por uma estrela anã vermelha. Estas estrelas maiores e mais brilhantes fazem com que pareça que se trata de sistemas estelares únicos.</p><div class="texto-destacado">Como explicou a Dra. Mairi O’Brien, investigadora da Universidade de Warwick: "As anãs brancas isoladas próximas são normalmente fáceis de encontrar, mas não conseguimos ver estas quatro estrelas diretamente nos comprimentos de onda visíveis porque as suas companheiras anãs vermelhas estavam a ofuscar a sua luz. Isto serve para nos lembrar que, <strong>mesmo na nossa própria vizinhança cósmica, ainda podemos encontrar surpresas se olharmos da forma certa, nos comprimentos de onda certos."</strong></div><p>Estes sistemas binários específicos são de interesse porque revelaram uma <strong>oscilação radial substancial</strong>, um fenómeno em que uma estrela oscila subtilmente para a frente e para trás, indicando que um objeto companheiro de grande massa está em órbita.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780022" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/os-astronomos-descobrem-o-primeiro-par-de-estrelas-que-sobreviveu-a-explosao-de-uma-supernova-dupla.html" title="Os astrónomos descobrem o primeiro par de estrelas que sobreviveu à explosão de uma supernova dupla">Os astrónomos descobrem o primeiro par de estrelas que sobreviveu à explosão de uma supernova dupla</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/os-astronomos-descobrem-o-primeiro-par-de-estrelas-que-sobreviveu-a-explosao-de-uma-supernova-dupla.html" title="Os astrónomos descobrem o primeiro par de estrelas que sobreviveu à explosão de uma supernova dupla"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-astronomos-descobrem-o-primeiro-par-de-estrelas-que-sobreviveu-a-explosao-de-uma-supernova-dupla-1784809370135_320.jpg" alt="Os astrónomos descobrem o primeiro par de estrelas que sobreviveu à explosão de uma supernova dupla"></a></article></aside><p>O espectrógrafo ultravioleta do Hubble permitiu aos investigadores realizar observações detalhadas dos quatro sistemas. As anãs brancas destacam-se normalmente nas observações ultravioletas, mas as intensas erupções das anãs vermelhas podem imitar este sinal, o que significa que <strong>os investigadores tiveram de utilizar técnicas de calibração personalizadas para confirmar a presença das anãs brancas</strong>.</p><h2>Atualização do recenseamento local com novas descobertas</h2><p>Um sistema de particular interesse é o <strong>G 203-47</strong>. Encontra-se a 25 anos-luz de distância, mas foram necessários 27 anos após a observação inicial da sua oscilação radial para se descobrir a sua anã branca companheira.</p><div class="texto-destacado">O G 203-47 é a nona anã branca mais próxima do Sol e é invulgar porque a sua anã vermelha gira uma vez a cada mais de 100 dias, mas orbita a sua anã branca a cada 14,9 dias. Normalmente, as forças gravitacionais iriam sincronizá-las por efeito de maré — tal como a Lua e a Terra —, de modo que a mesma face estivesse sempre voltada uma para a outra, mas a anã vermelha gira demasiado lentamente para que isso aconteça.</div><p>O Dr. David Wilson, investigador associado da Universidade do Colorado em Boulder, explicou: <strong>"O que é fascinante é que a G 203-47 não deveria estar a rodar tão lentamente se se tivesse formado da mesma forma que sistemas semelhantes</strong>. Isto sugere que estes sistemas binários tiveram histórias evolutivas muito diferentes. Algumas sofreram interações violentas e prolongadas numa fase inicial, que as bloquearam por forças de maré. Outras, como a G 203-47, passaram por encontros mais suaves e breves que as deixaram neste estado invulgar."</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/four-white-dwarfs-found-hiding-in-earth-s-cosmic-backyard-1784717099078.jpeg" data-image="6ihb6vzvnvgh" alt="Four white dwarfs found hiding in Earth’s cosmic backyard" title="Four white dwarfs found hiding in Earth’s cosmic backyard"><figcaption>As anãs brancas foram detetadas numa região próxima do espaço, que já foi amplamente estudada, o que demonstra que ainda podemos encontrar surpresas em áreas que pensávamos conhecer bem. Imagem: Adobe.</figcaption></figure><p>A descoberta de quatro novas anãs brancas permitiu aos investigadores<strong> atualizar o recenseamento local de anãs brancas num raio de 20 parsecs</strong>, ou 65 anos-luz.</p><p>É importante referir que modelos populacionais anteriores estimavam que deveria haver cerca de 4 a 5 pares de anãs brancas e anãs vermelhas a orbitar muito próximas umas das outras, e <strong>a equipa descobriu exatamente 4, o que está em consonância com as previsões teóricas</strong>.</p><p>O professor Pier-Emmanuel Tremblay, do Grupo de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Warwick, afirmou: "<strong>Apenas cerca de 30% das anãs vermelhas num raio de 20 parsecs foram sistematicamente observadas para detetar companheiras anãs brancas ocultas</strong>. Pensamos que poderá haver até 9 ou 10 sistemas binários adicionais no nosso ambiente estelar local que ainda não encontrámos. Se dedicarmos esforços mais direcionados à observação de anãs vermelhas, talvez encontremos mais surpresas como esta."</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="O%E2%80%99Brien%2C%20M.W.%2C%20et%20al" data-year="2026" data-title="Direct%20detections%20of%20white%20dwarfs%20in%20four%20WD%2BdM%20post-common%20envelope%20binaries%20within%2020%E2%80%89pc" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1093%2Fmnras%2Fstag1195">O’Brien, M.W., et al. (2026). <a href="https://doi.org/10.1093/mnras/stag1195" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Direct detections of white dwarfs in four WD+dM post-common envelope binaries within 20 pc</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/quatro-anas-brancas-descobertas-escondidas-no-quintal-cosmico-da-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Avizinham-se mudanças na dinâmica atmosférica que afeta Portugal: "já não se veem bloqueios duradouros nos mapas"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/avizinham-se-mudancas-na-dinamica-atmosferica-que-afeta-portugal-ja-nao-se-veem-bloqueios-duradouros-nos-mapas.html</link><pubDate>Tue, 28 Jul 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O calor deverá manter-se durante o ínicio de agosto, sobretudo no interior. Ainda assim, os modelos apontam para uma atmosfera dinâmica, com oscilações nas temperaturas e possibilidade de chuva fraca em algumas regiões.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/avizinham-se-mudancas-na-dinamica-atmosferica-que-afeta-portugal-ja-nao-se-veem-bloqueios-duradouros-nos-mapas-1785321597890.jpg" data-image="2hfgt375rf3w"><figcaption>Os modelos meteorológicos continuam a indicar uma persistência do tempo quente nos primeiros dias de agosto, tanto na Península Ibérica, como no sul da Europa. Apesar de algumas oscilações, a tendência aponta para temperaturas acima da média em grande parte do país.</figcaption></figure><p>Os modelos meteorológicos de médio e longo prazo apontam para uma primeira quinzena de agosto marcada por uma atmosfera dinâmica. Embora o calor continue a dominar grande parte do território, a circulação atmosférica deverá alternar entre diferentes regimes,<strong> favorecendo pequenas oscilações nas temperaturas e a possibilidade de episódios ocasionais de precipitação</strong>.</p><h2>A atmosfera entra numa fase dinâmica</h2><p>Um dos principais indicadores para este tipo de previsão é o gráfico de probabilidades dos r<strong>egimes atmosféricos euro-atlânticos do ECMWF</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/avizinham-se-mudancas-na-dinamica-atmosferica-que-afeta-portugal-ja-nao-se-veem-bloqueios-duradouros-nos-mapas-1785238958662.jpg" data-image="l00hnd2v6vop" alt="Regimes Atmosféricos Euro-Atlânticos" title="Regimes Atmosféricos Euro-Atlânticos"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-164960">O gráfico do ECMWF mostra uma alternância entre o regime Atlantic Ridge, períodos sem padrão dominante e uma possível fase de NAO+. Esta sucessão indica uma atmosfera dinâmica, sem bloqueios persistentes ao longo da previsão.</figcaption></figure><p>Atualmente, Portugal encontra-se sob a influência do regime <strong>Atlantic Ridge (ATR)</strong>, caracterizado por um reforço das altas pressões no Atlântico Norte e por uma área de baixas pressões sobre a Escandinávia. Durante o verão, este padrão <strong>costuma favorecer tempo estável em Portugal,</strong> mas essa estabilidade também potencia temperaturas elevadas, uma vez que limita a entrada de massas de ar atlânticas mais frescas e húmidas. Como consequência, mantém-se elevado o risco de incêndio rural em grande parte do país.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Os dias 29 e 30 de julho deverão decorrer sem um regime atmosférico dominante. Seguir-se-á uma provável fase de <strong>Oscilação do Atlântico Norte positiva (NAO+)</strong> até cerca de 3 de agosto, antes de um novo período de transição e do regresso do <strong>Atlantic Ridge</strong> por volta de 9 de agosto. Ao longo deste horizonte de previsão já não se veem bloqueios duradouros nos mapas, sinal de uma circulação mais variável.</p><h2>O calor deverá persistir, sobretudo no interior</h2><p>O dia de hoje poderá ser o mais quente da semana, com temperaturas próximas dos <strong>40 °C</strong> em várias regiões do interior. Apesar de se prever algum alívio térmico no litoral nos próximos dias, o interior deverá continuar sob influência de massas de ar muito quentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/avizinham-se-mudancas-na-dinamica-atmosferica-que-afeta-portugal-ja-nao-se-veem-bloqueios-duradouros-nos-mapas-1785239104595.png" data-image="dbwf3h1w9kel" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-168623">O dia 28 poderá ser o mais quente da semana, com máximas próximas ou iguais a 40 °C em várias regiões do interior. Junto ao litoral, a influência marítima mantém valores mais moderados, mas ainda assim, elevados para o litoral.</figcaption></figure><p>Os mapas de geopotencial e temperatura aos 850 hPa mostram que o ar quente proveniente do Norte de África continuará a expandir-se pela Península Ibérica e pelo sul da Europa, pelo menos até cerca de <strong>5 de agosto</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/avizinham-se-mudancas-na-dinamica-atmosferica-que-afeta-portugal-ja-nao-se-veem-bloqueios-duradouros-nos-mapas-1785239329975.jpg" data-image="ls8d302tf1c3" alt="Geopotencial e temperatura 850 hPa" title="Geopotencial e temperatura 850 hPa"><figcaption>A massa de ar quente proveniente do Norte de África deverá continuar a estender-se pela Península Ibérica e pelo sul da Europa. Em Portugal, a intensidade do calor dependerá também da direção do vento e da capacidade de entrada do ar atlântico.</figcaption></figure><p>Mesmo sem o núcleo desta massa de ar se posicionar diretamente sobre Portugal, bastará um fluxo de leste ou sudeste para transportar ar muito quente do interior de Espanha.</p><p>No início de agosto, as temperaturas deverão continuar elevadas no Alentejo, Algarve e distrito de Castelo Branco, enquanto o litoral Norte e parte do Norte interior poderão beneficiar de maior influência atlântica e manter valores mais moderados.</p><h2>Alguma chuva, mas sem alterar a tendência dominante</h2><p>Além da temperatura, os modelos admitem alguns episódios de precipitação até cerca de <strong>7 de agosto</strong>. Os acumulados previstos são baixos e distribuem-se sobretudo pelo Norte, litoral Norte e Centro, podendo também atingir pontualmente os distritos de Lisboa e Santarém e região da Serra da Estrela.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/avizinham-se-mudancas-na-dinamica-atmosferica-que-afeta-portugal-ja-nao-se-veem-bloqueios-duradouros-nos-mapas-1785239541788.jpg" data-image="i8fon2ijjdxu" alt="Precipitação acumulada" title="Precipitação acumulada"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-587548">O mapa indica a possibilidade de chuva fraca e dispersa, sobretudo no Norte e no litoral Norte e Centro, podendo também atingir pontualmente Lisboa e Santarém. Por representar precipitação acumulada, não nos informa sobre a hora exata dos episódios.</figcaption></figure><p>Importa, contudo, recordar que <strong>e</strong><strong>ste mapa representa apenas a precipitação acumulada ao longo de vários dias e não indica o momento exato em que poderá chover</strong>. Assim, a tendência dominante para os próximos dias continua a ser de tempo quente, com calor persistente no interior e apenas interrupções pontuais por chuva fraca e dispersa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780871" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/agosto-em-portugal-anticiclone-reforca-se-no-inicio-do-mes-mas-tendencia-a-longo-prazo-do-ecmwf-vislumbra-mudancas.html" title="Agosto em Portugal: anticiclone reforça-se no início do mês, mas tendência a longo prazo do ECMWF vislumbra mudanças">Agosto em Portugal: anticiclone reforça-se no início do mês, mas tendência a longo prazo do ECMWF vislumbra mudanças</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/agosto-em-portugal-anticiclone-reforca-se-no-inicio-do-mes-mas-tendencia-a-longo-prazo-do-ecmwf-vislumbra-mudancas.html" title="Agosto em Portugal: anticiclone reforça-se no início do mês, mas tendência a longo prazo do ECMWF vislumbra mudanças"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/agosto-em-portugal-anticiclone-reforca-se-no-inicio-do-mes-mas-tendencia-a-longo-prazo-do-ecmwf-vislumbra-mudancas-1785233861437_320.png" alt="Agosto em Portugal: anticiclone reforça-se no início do mês, mas tendência a longo prazo do ECMWF vislumbra mudanças"></a></article></aside><p> Sendo esta uma <strong>previsão de longo prazo</strong><strong>, o objetivo é identificar tendências da circulação atmosférica</strong> e não fazer uma previsão detalhada. Assim, a localização e quantidade da precipitação, bem como os valores exatos de temperatura, poderão ainda sofrer alterações nas próximas atualizações dos modelos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/avizinham-se-mudancas-na-dinamica-atmosferica-que-afeta-portugal-ja-nao-se-veem-bloqueios-duradouros-nos-mapas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Parlamento Europeu aponta Gerês-Xurés como um dos territórios-chave para recriar florestas primárias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/parlamento-europeu-aponta-geres-xures-como-um-dos-territorios-chave-para-recriar-florestas-primarias.html</link><pubDate>Tue, 28 Jul 2026 15:33:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Estudo identifica a reserva transfronteiriça entre Portugal e Espanha como uma oportunidade única para devolver espaço à natureza e reforçar a resposta europeia às alterações climáticas.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/parlamento-europeu-aponta-geres-xures-como-um-dos-territorios-chave-para-recriar-florestas-primarias-1785243787133.jpg" data-image="o1jn8y4lha9p" alt="Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurês" title="Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurês"><figcaption>Gerês-Xurês é uma das raras reservas da UE que poderiam ser convertidas em floresta primária. Foto: Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurês</figcaption></figure><p>Há séculos que a Europa perde, árvore após árvore, floresta após floresta, uma parte vital do seu património natural. Os <strong>grandes bosques primitivos</strong> que outrora cobriam vastas regiões do continente deram lugar a campos agrícolas, povoações, estradas e explorações florestais. </p><p>Hoje restam apenas <strong>fragmentos</strong> dessas matas antigas. Um novo estudo defende, ainda assim, que nem tudo está perdido. A solução passa por <strong>devolver espaço à natureza</strong> e permitir que volte a encontrar o seu próprio ritmo e equilíbrio. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Entre os territórios onde essa transformação poderá ganhar forma, destaca-se uma paisagem bem conhecida dos portugueses, a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O estudo, encomendado pelo Parlamento Europeu e elaborado pelo painel científico STOA, conclui que a criação de <strong>Novas Florestas Primárias</strong> na Europa Ocidental é não apenas possível, mas também uma <strong>medida urgente</strong> para travar a perda de biodiversidade e reforçar a capacidade dos ecossistemas para enfrentar as alterações climáticas.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/parlamento-europeu-aponta-geres-xures-como-um-dos-territorios-chave-para-recriar-florestas-primarias-1785243950003.jpg" data-image="pno00yyor6n1" alt="Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurês" title="Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurês"><figcaption>Baixa densidade demográfica e matas que conservam espécies autóctones são algumas das características que tornam Gerês-Xurês num caso promissor. Foto: JoanaDSB - Obra do próprio, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>Ao analisar várias regiões europeias, os investigadores identificam o <strong>território partilhado por Portugal e Espanha</strong> como um dos locais mais promissores para acolher um projeto desta dimensão. A combinação entre elevado valor ecológico, baixa densidade populacional e extensas áreas já protegidas coloca o Gerês-Xurés numa posição rara à escala europeia.</p><h2>Recuperar aquilo que a Europa perdeu</h2><p>Uma Nova Floresta Primária não nasce da plantação intensiva de árvores. O objetivo consiste antes em <strong>reservar grandes áreas</strong> onde a intervenção humana seja reduzida ao mínimo, <strong>permitindo que a floresta recupere</strong> gradualmente os seus processos naturais.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Árvores envelhecem, caem, regeneram-se espontaneamente e criam habitats para centenas de espécies. Os solos recuperam a sua complexidade, os cursos de água seguem a sua dinâmica natural e a biodiversidade aumenta de forma progressiva. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Ao mesmo tempo, estas florestas armazenam grandes quantidades de carbono durante longos períodos, tornando-se aliadas importantes no combate às alterações climáticas. Segundo o estudo, <strong>reservas com mais de 70 mil hectares podem ser viáveis na Europa Ocidental </strong>desde que existam condições ecológicas, sociais e políticas favoráveis.</p><h2>Gerês-Xurés entre os territórios mais promissores</h2><p>A Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés reúne muitas dessas características. O território integra o <strong>Parque Nacional da Peneda-Gerês</strong>, o único parque nacional português. A área protegida conserva alguns dos mais importantes <strong>vestígios de florestas antigas da Península Ibérica</strong>, dominadas pelo carvalho-alvarinho (<em>Quercus robur</em>) e pelo carvalho-negral (<em>Quercus pyrenaica</em>). Grande parte da população concentra-se nos vales, deixando extensas áreas de montanha pouco ocupadas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Com base nestas condições, os autores propõem definir um núcleo de proteção estrita com 17.518 hectares, acompanhado por uma zona tampão de 75.255 hectares, correspondente à Reserva da Biosfera, e por uma vasta área de transição socioeconómica que poderá atingir 175.227 hectares.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Esta reorganização permitiria <strong>compatibilizar</strong> uma área totalmente dedicada à <strong>evolução natural dos ecossistema</strong>s com territórios onde continuariam a coexistir <strong>atividades</strong> <strong>humanas</strong> compatíveis com os objetivos de conservação.</p><h2>Reforçar a conservação é o primeiro passo</h2><p>Apesar do elevado estatuto de conservação, o <strong>Gerês-Xurés continua longe de cumprir os critérios</strong> exigidos para acolher uma verdadeira Nova Floresta Primária. O Parque Nacional da Peneda-Gerês enquadra-se, atualmente, na Categoria II da União Internacional para a Conservação da Natureza, classificação destinada aos parques nacionais. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Este modelo privilegia a proteção da natureza, mas admite atividades como turismo, recreio, gestão florestal limitada e alguns usos tradicionais do território. O que o estudo propõe é dar um passo mais ambicioso.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O núcleo central da futura reserva deveria passar para a Categoria Ib, destinada às Áreas Selvagens, onde a prioridade é <strong>deixar a natureza evoluir sem interferência humana</strong>. Nessas zonas não poderia existir exploração florestal, agricultura nem ocupação permanente, reduzindo-se ao mínimo qualquer perturbação dos processos naturais. Esta seria, portanto, a diferença que faria do Gerês-Xurés uma <strong>oportunidade única</strong> para a Península Ibérica e também para a Europa.</p><h2>Os desafios que Portugal e Espanha terão de resolver</h2><p>Transformar esta visão em realidade exigirá, porém, decisões complexas dos dois lados da fronteira. Um dos principais obstáculos é o <strong>pastoreio</strong> <strong>contínuo de gado e cavalos</strong> nos planaltos, prática que dificulta a regeneração natural dos carvalhais e favorece a expansão de espécies menos representativas destes ecossistemas.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/parlamento-europeu-aponta-geres-xures-como-um-dos-territorios-chave-para-recriar-florestas-primarias-1785244118000.jpg" data-image="5w7pq4585c6k" alt="Pitões das Júnias, Gerês-Xurês" title="Pitões das Júnias, Gerês-Xurês"><figcaption>Portugal e Espanha precisam reforçar ainda mais a proteção da sua reserva da biosfera para cumprir os critérios exigidos na criação de florestas primárias. Foto: JoanaDSB - Obra do próprio, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>Outro desafio prende-se com as <strong>plantações de eucaliptos e coníferas</strong> existentes sobretudo no setor espanhol. O estudo recomenda uma <strong>substituição gradual</strong> destas árvores ao longo de cerca de três décadas, permitindo que as <strong>espécies autóctones</strong> recuperem espaço de forma sustentada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778848" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-analisa-a-dinamica-de-resposta-das-florestas-naturais-e-das-artificiais-as-ondas-de-calor-e-seca-em-simultaneo.html" title="Estudo analisa a dinâmica de resposta das florestas naturais e das artificiais às ondas de calor e seca em simultâneo">Estudo analisa a dinâmica de resposta das florestas naturais e das artificiais às ondas de calor e seca em simultâneo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-analisa-a-dinamica-de-resposta-das-florestas-naturais-e-das-artificiais-as-ondas-de-calor-e-seca-em-simultaneo.html" title="Estudo analisa a dinâmica de resposta das florestas naturais e das artificiais às ondas de calor e seca em simultâneo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-analisou-a-dinamica-de-resposta-das-florestas-naturais-e-das-artificiais-as-ondas-de-calor-e-seca-em-simultaneo-1784151326985_320.jpg" alt="Estudo analisa a dinâmica de resposta das florestas naturais e das artificiais às ondas de calor e seca em simultâneo"></a></article></aside><p>Existe ainda a <strong>pressão rodoviária</strong> que precisaria de ser eliminada. As estradas EN 308-1, em Portugal, e OR-312, em Espanha, atravessam justamente a área proposta para proteção integral. Como estas <strong>ligações asseguram a circulação entre várias aldeias</strong> dos dois países, qualquer limitação ao trânsito obrigará a encontrar soluções alternativas capazes de responder às necessidades das populações locais.</p><p>Os investigadores reconhecem, por isso, que o sucesso do projeto dependerá tanto da qualidade ecológica do território como da capacidade de <strong>construir consensos</strong> entre administrações, proprietários, comunidades e agentes económicos.</p><h2>Um laboratório natural para o futuro da conservação</h2><p>Entre todas as regiões avaliadas, apenas o complexo Bayerischer Wald-Šumava, na fronteira entre Alemanha e República Checa, cumpre atualmente todos os critérios exigidos para uma Nova Floresta Primária de grande dimensão.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O Gerês-Xurés integra um grupo restrito de territórios considerados estrategicamente promissores, desde que consigam ultrapassar os obstáculos identificados.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para os autores, a experiência europeia demonstra que algumas décadas de gestão orientada podem <strong>acelerar significativamente a recuperação dos ecossistemas</strong>. A reversão de monoculturas florestais, a redução do pastoreio excessivo e a recuperação do equilíbrio entre herbívoros e predadores criam condições para que, mais tarde, a natureza deixe de precisar da intervenção humana.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O estudo defende ainda um papel mais ativo da União Europeia no financiamento destes projetos e na criação de mecanismos que garantam proteção estrita a longo prazo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Se essa visão vier a concretizar-se, a <strong>Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés</strong> poderá transformar-se num dos mais importantes <strong>laboratórios naturais da Europa</strong>. Mais do que recuperar uma floresta, Portugal e Espanha terão a oportunidade de devolver ao continente um património ecológico que parecia perdido para sempre.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Painel%20para%20o%20Futuro%20da%20Ci%C3%AAncia%20e%20da%20Tecnologia%20(STOA)%20do%20Parlamento%20Europeu" data-year="" data-title="Tomorrow's%20Primary%20Forests%3A%20The%20feasibility%20of%20realising%20novel%20primary%20forests%20in%20the%20western%20part%20of%20Europe" data-url="https%3A%2F%2Fwww.europarl.europa.eu%2Fthinktank%2Fen%2Fdocument%2FEPRS_STU(2026)774748">Painel para o Futuro da Ciência e da Tecnologia (STOA) do Parlamento Europeu. <a href="https://www.europarl.europa.eu/thinktank/en/document/EPRS_STU(2026)774748" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Tomorrow's Primary Forests: The feasibility of realising novel primary forests in the western part of Europe</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/parlamento-europeu-aponta-geres-xures-como-um-dos-territorios-chave-para-recriar-florestas-primarias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA["Zumbido atmosférico": o som que te alerta para uma possível descarga de mais de 100 milhões de volts à tua volta]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/zumbido-atmosferico-o-som-que-te-alerta-para-uma-possivel-descarga-de-mais-de-100-milhoes-de-volts-a-tua-volta.html</link><pubDate>Tue, 28 Jul 2026 14:02:23 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Antes de cair um raio, a atmosfera pode dar sinais. O zumbido atmosférico é um sinal do perigo iminente que se está a formar à nossa volta. Eis o que deves fazer se o ouvires.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xarwetu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xarwetu.jpg" id="xarwetu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Os relâmpagos são descargas elétricas atmosféricas </strong>que ocorrem quando se acumula uma grande quantidade de carga elétrica entre as nuvens, o solo e outros objetos próximos.</p><p>O sinal mais evidente da possibilidade de ocorrência de relâmpagos é a presença de grandes nuvens com desenvolvimento vertical, acompanhadas de ventos e precipitação. Mas, por vezes, <strong>o sinal de alarme chega através dos nossos ouvidos, pele e cabelos</strong>.</p><div class="texto-destacado">As imagens captadas pelo alpinista mostram um ambiente nublado, com alguns flocos de neve muito dispersos. Embora geralmente associemos os relâmpagos a tempestades intensas com chuva abundante e violenta, granizo e ventos fortes, por vezes a descarga elétrica ocorre em ambientes onde a precipitação (chuva ou neve) é quase inexistente, num fenómeno conhecido como trovoada seca. Os relâmpagos também ocorrem nas chamadas tempestades de neve.</div><p>Tal como se ouve no vídeo gravado por um alpinista numa montanha na Rússia, <strong>é possível ouvir um zumbido antes da queda de um raio</strong>. Este zumbido, que aumenta de volume, está associado à intensificação do campo elétrico e à ionização do ar — quando este adquire carga elétrica, devido à perda ou ganho de um eletrão —, um sinal da iminência da descarga elétrica.</p><h2>O poder dos raios: entre 100 e 1 000 milhões de volts e milhares de amperes</h2><p>Quando falamos de raios, tanto a diferença de potencial (volts; o que provoca a descarga) como a corrente (amperes; a quantidade de carga elétrica que produzem) são de grande importância, pois é esta combinação de grandes magnitudes que <strong>torna as descargas atmosféricas um perigo com potencial para causar a morte de uma pessoa</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="274931" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conselhos-protecao-contra-impactos-relampago.html" title="Decálogo de proteção para evitar impactos de relâmpagos">Decálogo de proteção para evitar impactos de relâmpagos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conselhos-protecao-contra-impactos-relampago.html" title="Decálogo de proteção para evitar impactos de relâmpagos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/decalogo-de-proteccion-contra-el-rayo-273241-1_320.jpg" alt="Decálogo de proteção para evitar impactos de relâmpagos"></a></article></aside><p>A grande quantidade de energia libertada por uma descarga elétrica atmosférica <strong>pode fazer com que o ar mude de estado</strong>, transformando as moléculas de gás em plasma.</p><div class="texto-destacado">Quando vemos um relâmpago, estamos a ver um canal de plasma que se formou no ar, que brilha devido às temperaturas extremamente elevadas que atinge, muito mais quentes do que a superfície do Sol.</div><p>Os relâmpagos podem atingir qualquer superfície, e a direção que tomam depende do percurso onde haja maior ionização, mas, em geral,<strong> preferem seguir em direção a superfícies pontiagudas </strong>(para-raios, copas das árvores, cantos dos telhados dos edifícios ou até mesmo uma pessoa).</p><figure class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/FI0UF5uvr6c/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=FI0UF5uvr6c" id="FI0UF5uvr6c"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Por isso mesmo, é de vital importância <strong>procurar abrigo perante uma tempestade elétrica iminente</strong>. O mais seguro é permanecer dentro de casa ou dentro de um veículo, que funciona como uma gaiola de Faraday. Mas se estiveres ao ar livre e sem um abrigo seguro, podes seguir estas medidas para <strong>diminuir a probabilidade de seres atingido por um raio</strong>.</p><ul><li>Afasta-te de massas de água;</li><li>Procura locais mais baixos;</li><li>Mantém-te afastado de árvores, postes e estruturas metálicas;</li><li>Retira os objetos metálicos do teu corpo (relógios, colares, brincos, telemóveis, etc.);</li><li>Agacha-te (não te deites no chão), protegendo a cabeça e evitando deixar os cotovelos expostos. Apenas os teus pés devem estar em contacto com o solo. Desta forma, minimizarás a superfície de contacto.</li></ul>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/zumbido-atmosferico-o-som-que-te-alerta-para-uma-possivel-descarga-de-mais-de-100-milhoes-de-volts-a-tua-volta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item></channel></rss>