<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Thu, 16 Jul 2026 15:30:26 +0000</lastBuildDate><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 15:30:26 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Criaram vida a partir do nada? Uma célula sintética reabre o grande debate científico]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/criaram-vida-a-partir-do-nada-uma-celula-sintetica-reabre-o-grande-debate-cientifico.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 15:21:28 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma equipa da Universidade do Minnesota criou uma célula sintética capaz de crescer e dividir-se, embora ainda não esteja viva; trata-se de um avanço no sentido da construção de vida artificial.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/crearon-vida-desde-cero-la-nueva-sputnik-de-la-biologia-reabre-un-viejo-debate-cientifico-1784127304632.jpg" data-image="szu74y431mjg" alt="Célula" title="Célula"><figcaption>Vários especialistas concordam que se trata de um dos maiores avanços até agora na construção de uma célula a partir do zero.</figcaption></figure><p>Parece uma gota de água microscópica envolvida numa membrana de gordura, mas dentro dessa bolha minúscula acontece algo extraordinário. <strong>Um conjunto de substâncias químicas e fragmentos de ADN está a "alimentar-se", a crescer e a dividir-se</strong>.</p><p>A cientista Kate Adamala, da Universidade do Minnesota, e a sua equipa de laboratório acabaram de apresentar um sistema sintético chamado <strong>SpudCell</strong>, o passo mais ousado já dado para construir uma célula a partir do zero.</p><p>No entanto, há uma pergunta que paira no ar: <strong>Está viva? Hoje, o consenso continua a ser que não</strong>, mas a explicação é toda uma viagem até aos limites da biologia.</p><h2>Se tem tantas características de um ser vivo, o que é que lhe falta?</h2><p>A SpudCell surgiu com a ideia de verificar <strong>até onde pode chegar uma célula construída do zero</strong>.</p><div class="texto-destacado">Para o conseguir, a equipa reuniu os ingredientes básicos que todas as células utilizam — moléculas, proteínas e um pequeno conjunto de instruções genéticas — dentro de uma bolha minúscula rodeada por uma membrana.</div><p>Depois, conceberam um sistema para que essa bolha pudesse capturar <strong>pequenas "cargas" de nutrientes que flutuam à sua volta</strong>. Sempre que incorpora uma delas, cresce um pouco mais e copia o seu material genético. O passo seguinte foi conseguir que também se pudesse dividir… e conseguiu-o, embora ainda de forma bastante limitada e com a ajuda dos próprios investigadores.</p><h2>A fronteira entre o vivo e o inerte nunca tinha sido tão difusa</h2><p>À primeira vista, pareceria suficiente afirmar que a SpudCell está viva, mas a biologia é muito mais exigente.</p><p>Uma célula não deve apenas crescer ou dividir-se; <strong>também precisa de se manter a funcionar por si própria, reparar os danos que sofre ao longo do tempo e adaptar-se às mudanças do seu ambiente</strong>. Além disso, deve ser capaz de transmitir essas capacidades às gerações seguintes. A <strong>SpudCell ainda não consegue fazer nada disso</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Researchers at the University of Minnesota have helped create the world's first synthetic cell that can feed, grow and reproduce. Built entirely from non-living chemical components, SpudCell marks a major breakthrough in biological engineering with the potential to transform</p>— University of Minnesota (@UMNews) <a href="https://x.com/UMNews/status/2072445648394215696?ref_src=twsrc%5Etfw">July 1, 2026</a></blockquote></figure><p>Funciona durante algum tempo, mas acaba por se esgotar. Se os investigadores deixarem de intervir, o processo pára.<strong> É como uma planta que só sobrevive enquanto alguém a rega constantemente</strong>: desempenha algumas funções vitais, mas ainda não consegue sustentar-se por si própria.</p><h2>Por que é que esta experiência entusiasma tanto a comunidade científica?</h2><p>Por vezes, as descobertas mais importantes <strong>não são aquelas que respondem a perguntas, mas sim aquelas que nos obrigam a reformulá-las</strong>. A SpudCell pertence a essa categoria.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/crearon-vida-desde-cero-la-nueva-sputnik-de-la-biologia-reabre-un-viejo-debate-cientifico-1784138932577.jpg" data-image="wsju6onltp51" alt="SpudCell reproduce varias funciones esenciales de una célula." title="SpudCell reproduce varias funciones esenciales de una célula."><figcaption>A SpudCell reproduz várias funções essenciais de uma célula, tais como absorver nutrientes, crescer, replicar o seu material genético e dividir-se, embora ainda dependa de intervenção externa e não seja considerada um organismo vivo. Imagem: equipa de Kate Adamala/Universidade do Minnesota.</figcaption></figure><p>Os investigadores acreditam que este tipo de células sintéticas poderá ajudar a reconstruir <strong>como surgiram as primeiras formas de vida na Terra</strong>. No futuro, poderão também servir para desenvolver minúsculas "fábricas biológicas" capazes de produzir medicamentos ou novos materiais de forma muito mais controlada.</p><p>Kate Adamala compara este avanço com o primeiro voo dos irmãos Wright: breve, imperfeito e muito longe dos aviões atuais. A SpudCell também não está viva, mas poderá representar <strong>o primeiro passo de uma tecnologia que mal começa a descolar</strong>.</p><h2>Mais do que criar vida, a experiência obriga a redefini-la</h2><p>Por enquanto, <strong>ninguém construiu uma célula completamente viva num laboratório</strong>. A própria Kate Adamala insiste que essa não é a conquista deste trabalho, enquanto outros investigadores lembram que o estudo ainda tem de passar pela revisão por pares.</p><p>No entanto, a SpudCell já conseguiu algo importante: obrigar a ciência a repensar uma questão que parecia simples, mas que nunca o foi totalmente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762491" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/das-colisoes-cosmicas-as-primeiras-celulas-como-os-impactos-dos-meteoritos-podem-ter-dado-origem-a-vida.html" title="Das colisões cósmicas às primeiras células: como os impactos dos meteoritos podem ter dado origem à vida">Das colisões cósmicas às primeiras células: como os impactos dos meteoritos podem ter dado origem à vida</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/das-colisoes-cosmicas-as-primeiras-celulas-como-os-impactos-dos-meteoritos-podem-ter-dado-origem-a-vida.html" title="Das colisões cósmicas às primeiras células: como os impactos dos meteoritos podem ter dado origem à vida"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/from-cosmic-collisions-to-first-cells-how-meteor-impacts-may-have-started-life-1775382140196_320.jpg" alt="Das colisões cósmicas às primeiras células: como os impactos dos meteoritos podem ter dado origem à vida"></a></article></aside><p>Sabemos reconhecer uma árvore, um cão ou uma bactéria como seres vivos. Mas quando uma minúscula gota de água começa a alimentar-se, a crescer e a dividir-se sem chegar a estar realmente viva, a fronteira entre o vivo e o inerte deixa de parecer tão clara. Esse é, por enquanto, o verdadeiro alcance da SpudCell.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Kupferschmidt%20K" data-year="2026" data-title="Lab-created%20%E2%80%98SpudCell%E2%80%99%20marks%20%E2%80%98stunning%E2%80%99%20step%20toward%20building%20life%20from%20scratch" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fcontent%2Farticle%2Flab-created-spudcell-marks-major-step-toward-building-life-scratch">Kupferschmidt K. (2026). <a href="https://www.science.org/content/article/lab-created-spudcell-marks-major-step-toward-building-life-scratch" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Lab-created ‘SpudCell’ marks ‘stunning’ step toward building life from scratch</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/criaram-vida-a-partir-do-nada-uma-celula-sintetica-reabre-o-grande-debate-cientifico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Trás-os-Montes usa tecnologia pioneira para travar o avanço dos fogos rurais]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tras-os-montes-usa-tecnologia-pioneira-para-travar-o-avanco-dos-fogos-rurais.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 14:17:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Plataforma digital cruza dados de propriedade com mapas de risco, permitindo aos nove municípios transmontanos antecipar limpezas e proteger o património florestal contra a ameaça dos incêndios florestais.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/tras-os-montes-usa-tecnologia-pioneira-para-travar-o-avanco-dos-fogos-rurais-1784206927671.jpg" data-image="n295faz7xcbs" alt="povoação transmontana" title="povoação transmontana"><figcaption>A nova plataforma digital identifica proprietários em zonas críticas, acelerando limpezas para garantir a segurança das populações transmontanas. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>O verão em <strong>Trás-os-Montes</strong> traz consigo um calor seco que transforma a paisagem num gigantesco combustível à espera de uma centelha. A gestão das vastas extensões de pinheiro-bravo e a monitorização de <strong>matos densos</strong> representaram uma tarefa hercúlea para as autoridades locais. A <strong>desertificação</strong> e o abandono rural exacerbaram esta vulnerabilidade, colocando a região num patamar de perigosidade muito alta. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes pretende agora inverter a lógica do combate aos incêndios com uma solução tecnológica que coloca o cadastro de propriedades rústicas e terrenos florestais ao serviço da segurança.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A ferramenta de apoio à decisão técnica cruza, num único mapa digital, <strong>informações</strong> <strong>dispersas</strong> sobre a titularidade dos terrenos com dados geográficos relevantes. Através desta plataforma, os técnicos municipais conseguem identificar em segundos quais os prédios rústicos situados em <strong>zonas críticas</strong> de risco. </p><p>Se uma <strong>faixa de gestão de combustível</strong> precisa de <strong>limpeza urgente</strong>, o sistema revela imediatamente quem é o proprietário responsável, acelerando o planeamento das intervenções preventivas.</p><h2>A precisão técnica na gestão do território</h2><p>A inovação reside na capacidade de integrar o <strong>Balcão Único do Prédio</strong> com indicadores críticos como áreas ardidas anteriormente ou perímetros urbanos sensíveis. Esta organização da informação permite não apenas o planeamento de ações preventivas, mas também o <strong>reforço da fiscalização</strong> nas faixas de 100 metros obrigatórias junto às casas. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ao transformar dados complexos num auxiliar operacional diário, os nove municípios que compõem a comunidade intermunicipal têm acesso a uma gestão ativa e inteligente das parcelas onde o perigo de propagação é mais elevado.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os operacionais nos nove municípios da região já começam a utilizar este mapa dinâmico para priorizar o terreno. O investimento supramunicipal reflete um compromisso coletivo com a proteção dos recursos naturais, transformando o <strong>cadastro rústico</strong>, tantas vezes burocrático, num <strong>escudo preventivo</strong>. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/tras-os-montes-usa-tecnologia-pioneira-para-travar-o-avanco-dos-fogos-rurais-1784207015517.jpg" data-image="di0defiawxkp" alt="Serra de Montesinho" title="Serra de Montesinho"><figcaption>O clima seco e a floresta contínua colocam a região de Trás-os-Montes em risco muito elevado de incêndio. Foto da Serra de Montesinho: Adobe Stock</figcaption></figure><p>Esta estratégia assegura que as medidas de limpeza cheguem primeiro aos locais onde a necessidade é maior, evitando que a falta de informação atrase a proteção das populações.</p><h2>Videovigilância reforça a proteção das serras</h2><p>A estratégia de defesa contra o fogo completa-se com um <strong>sistema de videovigilância</strong> em tempo real instalado em pontos estratégicos da região. A Serra de <strong>Bornes</strong>, a Serra da <strong>Castanheira</strong> e a Serra da <strong>Nogueira</strong> beneficiam agora de torres que cobrem vastas extensões montanhosas, permitindo uma resposta rápida a qualquer foco de ignição.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As imagens são transmitidas diretamente para o Comando Territorial da GNR, onde o acesso remoto permite monitorizar a evolução de ocorrências sem necessidade de deslocar meios desnecessariamente.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Este projeto, que resulta de um esforço de investimento conjunto em tecnologia, cria uma rede de observação que potencia a eficiência dos meios no terreno. A <strong>monitorização constante</strong> destas áreas florestais, somada à capacidade de identificar proprietários em zonas de risco, marca uma viragem na forma como a região encara a gestão da paisagem.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775443" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/vacas-maronesas-combatem-fogos-ao-limpar-vegetacao-sob-linhas-de-alta-tensao-do-alvao.html" title="Vacas maronesas combatem fogos ao limpar vegetação sob linhas de alta tensão do Alvão ">Vacas maronesas combatem fogos ao limpar vegetação sob linhas de alta tensão do Alvão </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/vacas-maronesas-combatem-fogos-ao-limpar-vegetacao-sob-linhas-de-alta-tensao-do-alvao.html" title="Vacas maronesas combatem fogos ao limpar vegetação sob linhas de alta tensão do Alvão "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vacas-maronesas-combatem-fogos-ao-limpar-vegetacao-sob-linhas-de-alta-tensao-do-alvao-1782305879022_320.jpg" alt="Vacas maronesas combatem fogos ao limpar vegetação sob linhas de alta tensão do Alvão "></a></article></aside><p>O esforço tecnológico não substitui a ação humana, mas oferece aos profissionais da proteção civil e da floresta os dados necessários para <strong>tomar decisões acertadas</strong> antes que o fogo tome conta do horizonte transmontano.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="CIM%20Terras%20de%20Tr%C3%A1s-os-Montes" data-year="" data-title="Produ%C3%A7%C3%A3o%20de%20Cartografia%20Intermunicipal%20para%20Avalia%C3%A7%C3%A3o%20de%20Riscos%20Associados%20%C3%A0s%20Altera%C3%A7%C3%B5es%20Clim%C3%A1ticas" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cim-ttm.pt%2Fpages%2F556">CIM Terras de Trás-os-Montes. <a href="https://www.cim-ttm.pt/pages/556" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Produção de Cartografia Intermunicipal para Avaliação de Riscos Associados às Alterações Climáticas</a>.</cite><br><cite data-author="CIM%20Terras%20de%20Tr%C3%A1s-os-Montes" data-year="" data-title="Sistema%20de%20Vigil%C3%A2ncia%20e%20Apoio%20%C3%A0%20Decis%C3%A3o%20Operacional" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cim-ttm.pt%2Fpages%2F519">CIM Terras de Trás-os-Montes. <a href="https://www.cim-ttm.pt/pages/519" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Sistema de Vigilância e Apoio à Decisão Operacional</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tras-os-montes-usa-tecnologia-pioneira-para-travar-o-avanco-dos-fogos-rurais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo nos arquipélagos até terça, 21 de julho: Açores deverão registar períodos de maior instabilidade face à Madeira]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-arquipelagos-ate-terca-21-de-julho-acores-deverao-registar-periodos-de-maior-instabilidade-face-a-madeira.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 14:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A chuva poderá incidir em ambos os arquipélagos nos próximos dias, mas os Açores devem registar valores de acumulação superiores, entre hoje e terça-feira.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xapoxii"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xapoxii.jpg" id="xapoxii"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como temos vindo a avançar noutras previsões, <strong>o estado de tempo esperado para os arquipélagos dos Açores e Madeira nos próximos dias será variável</strong>, contando com alguns períodos de chuva, com maior incidência no arquipélago açoriano.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ainda que, entre hoje e terça-feira, o arquipélago da Madeira apresente, de forma geral, uma maior estabilidade atmosférica, <strong>não se descarta a possibilidade de chuva fraca a moderada</strong>, essencialmente sobre a Costa Norte da ilha homónima. No entanto, os períodos secos e soalheiros deverão prevalecer, enquanto nos Açores poderá dar-se o oposto.</p><h2>Arquipélago açoriano contará com mais períodos de chuva, em relação à Madeira</h2><p>A presença de uma <strong>baixa pressão ao largo dos Açores está a contribuir para um aumento da instabilidade no arquipélago</strong>, como o aumento da nebulosidade e chuva fraca a moderada em praticamente todas as ilhas, ainda que de forma intercalada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nos-arquipelagos-ate-terca-feira-acores-deverao-registar-periodos-de-maior-instabilidade-face-a-madeira-1784206770569.png" data-image="8lblmc6vbr9z" alt="precipitação acumulada" title="precipitação acumulada"><figcaption>Ainda que ambos os arquipélagos registem ocorrência de precipitação, é provável que os valores sejam mais elevados nos Açores, principalmente no Grupo Ocidental, entre hoje e terça-feira.</figcaption></figure><p>É expectável que, pelo menos até à manhã de amanhã, sexta-feira, <strong>esta depressão se mantenha, podendo dissipar-se nas horas seguintes</strong>, dando lugar a uma diminuição dos períodos mais instáveis na maior parte das ilhas açorianas, ainda que estes não se dissipem totalmente.</p><p>No caso da Madeira, este arquipélago poderá contar com alguns episódios de <strong>chuva fraca entre hoje e amanhã, devendo os mesmos voltarem na terça-feira</strong>. Desta forma, espera-se um fim de semana e arranque de semana seco e soalheiro neste conjunto de ilhas.</p><h2>Reforço anticiclónico poderá afastar a chuva das ilhas</h2><p>Os nossos mapas de precipitação acumulada mostram que, entre hoje e terça-feira, pelas 22h, <strong>o Grupo Ocidental dos Açores contará com os valores mais elevados</strong>, na ordem dos 33 mm. De seguida, o Grupo Oriental poderá contar com acumulações próximas dos 29 mm. No Grupo Central, não deverão ser ultrapassados os 25 mm. Quanto à<strong> Madeira, o valor mais elevado poderá ser na ordem dos 24 mm, na Costa Norte</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778913" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-do-tempo-para-10-dias-em-portugal-rajadas-de-vento-acima-dos-50-km-h-chuva-fraca-e-temperaturas-em-mudanca.html" title="Tendência do tempo para 10 dias em Portugal: rajadas de vento acima dos 50 km/h, chuva fraca e temperaturas em mudança ">Tendência do tempo para 10 dias em Portugal: rajadas de vento acima dos 50 km/h, chuva fraca e temperaturas em mudança </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-do-tempo-para-10-dias-em-portugal-rajadas-de-vento-acima-dos-50-km-h-chuva-fraca-e-temperaturas-em-mudanca.html" title="Tendência do tempo para 10 dias em Portugal: rajadas de vento acima dos 50 km/h, chuva fraca e temperaturas em mudança "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-do-tempo-para-10-dias-em-portugal-rajadas-de-vento-acima-dos-50-km-h-chuva-fraca-e-temperaturas-em-mudanca-1784204077149_320.png" alt="Tendência do tempo para 10 dias em Portugal: rajadas de vento acima dos 50 km/h, chuva fraca e temperaturas em mudança "></a></article></aside><p>Porém, e tendo em conta o que podemos observar neste momento, é que <strong>a partir de terça-feira, dar-se-á um reforço anticiclónico no Atlântico</strong>, pelo que a instabilidade que poderá rondar os arquipélagos deverá afastar-se para oeste, dando assim a possibilidade de dias mais estáveis em todas as ilhas, com uma probabilidade de ocorrência de chuva muito mais baixa. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-arquipelagos-ate-terca-21-de-julho-acores-deverao-registar-periodos-de-maior-instabilidade-face-a-madeira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tendência do tempo para 10 dias em Portugal: rajadas de vento acima dos 50 km/h, chuva fraca e temperaturas em mudança ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-do-tempo-para-10-dias-em-portugal-rajadas-de-vento-acima-dos-50-km-h-chuva-fraca-e-temperaturas-em-mudanca.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 12:54:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os modelos apontam agora para um período de tempo variável em Portugal continental. Entre 16 e 26 de julho, prevê-se vento por vezes forte, o regresso de precipitação ao Norte e Centro e uma subida temporária das temperaturas antes de novo alívio térmico.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xapoxhq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xapoxhq.jpg" id="xapoxhq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A previsão para <strong>os próximos 10 dias revela uma atmosfera em constante reorganização</strong>. Depois de um período em que os modelos apontavam para o domínio mais estável de um regime atmosférico, as atualizações mais recentes do ECMWF mostram um cenário mais dinâmico, traduzido em alterações na distribuição do vento, da precipitação e das temperaturas ao longo da próxima semana.</p><h2>Atmosfera em reorganização dificulta a instalação de um padrão estável</h2><p>Antes de analisar a evolução prevista, importa destacar uma alteração importante face às previsões de longo prazo divulgadas há apenas alguns dias. No anterior ensemble do ECMWF, o regime atmosférico dominante entre 19 e 24 de julho era o <strong>Atlantic Ridge (ATR)</strong>, um padrão frequentemente associado a tempo estável em Portugal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-do-tempo-para-10-dias-em-portugal-rajadas-de-vento-acima-dos-50-km-h-chuva-fraca-e-temperaturas-em-mudanca-1784204038418.jpg" data-image="3gc9688r22lb" alt="Regimes sub-sazonais" title="Regimes sub-sazonais"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-950889">O ECMWF não prevê um único regime atmosférico dominante para os próximos dias. A alternância entre Atlantic Ridge, Scandinavian Blocking e períodos sem regime definido evidencia uma atmosfera em reorganização, aumentando a incerteza da previsão.</figcaption></figure><p>Contudo, a atualização mais recente mostra agora uma alternância entre os regimes <strong>Atlantic Ridge (ATR)</strong> e <strong>Scandinavian Blocking (BL)</strong>, intercalada por vários períodos sem um regime dominante claramente definido.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Esta mudança demonstra bem a elevada variabilidade da atmosfera e explica porque as previsões de médio e longo prazo sofrem frequentemente ajustes. <strong>A ausência de um padrão persistente indica uma circulação atmosférica em reorganização</strong>, dificultando a instalação de um cenário meteorológico estável durante vários dias consecutivos.</p><h2>Vento mais intenso durante as tardes</h2><p>Uma das <strong>tendências mais consistentes para os próximos dias será o comportamento do vento</strong>. De forma geral, espera-se um reforço da intensidade durante as tardes, seguido de um enfraquecimento significativo ao longo da noite e das primeiras horas da manhã.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-do-tempo-para-10-dias-em-portugal-rajadas-de-vento-acima-dos-50-km-h-chuva-fraca-e-temperaturas-em-mudanca-1784204077149.png" data-image="5phojm1zojy3" alt="Rajada de vento" title="Rajada de vento"><figcaption>O vento será um dos protagonistas dos próximos dias. As rajadas poderão ultrapassar pontualmente os 50 km/h durante as tardes, alternando entre maior intensidade na costa ocidental e no interior, consoante a evolução da circulação atmosférica.</figcaption></figure><p>As rajadas poderão ultrapassar pontualmente os <strong>50 km/h</strong>, sobretudo em zonas mais expostas. No entanto, <strong>a distribuição do vento não será uniforme ao longo do período de previsão</strong>. Haverá dias em que as rajadas mais intensas se concentrarão na faixa costeira ocidental, devido ao reforço da nortada, enquanto noutros dias será o interior, especialmente as regiões Norte e Centro, a registar os valores mais elevados.</p><h2>A chuva regressa, mas apenas em algumas regiões</h2><p>Outro dos aspetos importantes desta previsão prende-se com a distribuição da precipitação ao longo dos próximos 10 dias (16 a 26 de julho). O mapa de precipitação acumulada do ECMWF representa o total de chuva previsto durante cerca de <strong>240 horas</strong> de simulação, ou seja, desde o início da previsão até ao dia 26 de julho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-do-tempo-para-10-dias-em-portugal-rajadas-de-vento-acima-dos-50-km-h-chuva-fraca-e-temperaturas-em-mudanca-1784204213122.jpg" data-image="5uajz6x29gzf" alt="Precipitação acumulada até dia 26 de julho" title="Precipitação acumulada até dia 26 de julho"><figcaption>O mapa representa a precipitação total prevista até 26 de julho. Os maiores acumulados deverão ocorrer no Norte e em alguns setores do litoral Centro, Lisboa e litoral alentejano, enquanto o interior Sul continuará bastante seco.</figcaption></figure><p>Importa recordar que este tipo de mapa <strong>não indica a hora nem o local exato onde irá chover</strong>, mas permite identificar as regiões com maior probabilidade de acumularem precipitação ao longo do período.</p><p>A tendência atual aponta para uma maior ocorrência de chuva no <strong>Norte do país</strong>, estendendo-se pontualmente à faixa costeira do Centro, à região de Lisboa e a alguns setores do litoral alentejano.</p><p>Os primeiros sinais desta mudança surgem já durante a <strong>tarde desta quinta-feira (16)</strong>. Os modelos sugerem a formação de aguaceiros fracos e dispersos em alguns locais das regiões Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-do-tempo-para-10-dias-em-portugal-rajadas-de-vento-acima-dos-50-km-h-chuva-fraca-e-temperaturas-em-mudanca-1784204287982.png" data-image="dxc0ktu97irf" alt="Chuva (mm)" title="Chuva (mm)"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-744514">Os primeiros aguaceiros deverão surgir durante a tarde desta quinta-feira (16) nas regiões Norte e Centro. Esperam-se episódios fracos, dispersos e de curta duração, sem acumulados significativos.</figcaption></figure><p>De forma geral, serão episódios de curta duração e pouco expressivos, sem impactos relevantes.</p><h2>Calor regressa antes de novo alívio térmico</h2><p>Por fim, importa analisar a evolução das temperaturas. Entre <strong>quinta-feira (16)</strong> e o início da próxima semana, a tendência será de <strong>subida gradual das temperaturas.</strong></p><p><strong>Terça-feira (21)</strong> poderá vir a ser o dia mais quente deste período, com valores próximos dos <strong>40 ºC</strong> em alguns pontos do interior Norte e Centro e máximas superiores a <strong>35 ºC</strong> em várias regiões do interior. Em contrapartida, o litoral continuará a beneficiar da influência marítima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-do-tempo-para-10-dias-em-portugal-rajadas-de-vento-acima-dos-50-km-h-chuva-fraca-e-temperaturas-em-mudanca-1784204354604.png" data-image="w9zd8timhm86" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption>O início da próxima semana poderá trazer uma nova subida das temperaturas. Terça-feira tem potencial para ser o dia mais quente do período, com valores potencialmente próximos dos 40 ºC em alguns pontos do interior Norte.</figcaption></figure><p>Ainda assim, <strong>importa salientar que esta previsão apresenta </strong><strong>alguma incerteza</strong>, uma vez que diz respeito a um horizonte temporal de cerca de 10 dias. Embora exista um consenso entre os ensembles quanto a uma subida das temperaturas até ao início da próxima semana, a localização exata dos valores mais elevados e a intensidade do calor poderão ainda sofrer ajustes nas próximas atualizações. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778904" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-na-trajetoria-o-modelo-europeu-preve-um-corredor-de-trovoadas-no-sul-da-europa-em-agosto.html" title="Portugal na trajetória: o modelo europeu prevê um 'corredor de trovoadas' no sul da Europa em agosto">Portugal na trajetória: o modelo europeu prevê um "corredor de trovoadas" no sul da Europa em agosto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-na-trajetoria-o-modelo-europeu-preve-um-corredor-de-trovoadas-no-sul-da-europa-em-agosto.html" title="Portugal na trajetória: o modelo europeu prevê um 'corredor de trovoadas' no sul da Europa em agosto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-na-trajetoria-o-modelo-europeu-preve-um-corredor-de-trovoadas-no-sul-da-europa-em-agosto-1784203750073_320.jpg" alt="Portugal na trajetória: o modelo europeu prevê um 'corredor de trovoadas' no sul da Europa em agosto"></a></article></aside><p>A partir de <strong>terça-feira e ao longo da segunda metade da semana</strong>, os modelos apontam para um novo decréscimo das temperaturas até dia 26 de julho.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-do-tempo-para-10-dias-em-portugal-rajadas-de-vento-acima-dos-50-km-h-chuva-fraca-e-temperaturas-em-mudanca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal na trajetória: o modelo europeu prevê um "corredor de trovoadas" no sul da Europa em agosto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-na-trajetoria-o-modelo-europeu-preve-um-corredor-de-trovoadas-no-sul-da-europa-em-agosto.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 12:15:06 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Segundo a tendência a longo prazo do ECMWF, evidencia-se a possibilidade de precipitação acima da média em vários países do sul da Europa no mês de agosto, o que converge com a eventual formação de um corredor de trovoadas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-na-trajetoria-o-modelo-europeu-preve-um-corredor-de-trovoadas-no-sul-da-europa-em-agosto-1784203750073.jpg" data-image="7n4z334cawo2"><figcaption>Um "corredor de trovoadas" poderá formar-se no sul da Europa, em países como Portugal, Espanha e Itália no mês de agosto. Aqui na Meteored explicamos a que se poderá dever isto.</figcaption></figure><p>A origem da formação de um <strong>“corredor de trovoadas” no sul da Europa no mês de agosto</strong>, particularmente em países como Portugal, Espanha e Itália, poderá dever-se à combinação de vários fatores de ordem geográfica e meteorológica.</p><h2>Entenda o padrão atmosférico que poderá estar na origem das trovoadas em agosto no sul da Europa</h2><p>Entre os mais relevantes destaca-se o comportamento do<strong> jato polar</strong> que, ao apresentar uma <strong>ondulação mais pronunciada</strong>, é capaz de estimular a formação de <strong>depressões isoladas em altitude</strong> (bolsas de ar frio ou gotas frias), caracterizadas pela presença de ar frio nos níveis médios e altos da troposfera.</p><p>Simultaneamente, nos países do sul da Europa, destacando-se em particular a Península Ibérica, o mês de agosto continua a ser caracterizado por uma <strong>forte insolação e por um elevado ângulo de incidência da radiação solar</strong>, fatores que promovem um aquecimento intenso da superfície terrestre.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-na-trajetoria-o-modelo-europeu-preve-um-corredor-de-trovoadas-no-sul-da-europa-em-agosto-1784203323299.jpg" data-image="maxmtzgkdot2"><figcaption>Exemplo de uma gota fria observada através da variável do vento a 300 hPa, posicionada sobre Portugal continental, Espanha e França. As depressões isoladas provocam um aumento da instabilidade atmosférica ao sobreporem o ar frio em altitude a uma massa de ar muito quente junto à superfície, às quais acresce a humidade.</figcaption></figure><p> O aquecimento é favorável à ascensão do ar, que conduz à formação de <strong>nuvens de desenvolvimento vertical </strong>e, consequentemente, a uma maior atividade convectiva durante as tardes e início das noites. </p><p>Quando se geram determinadas configurações atmosféricas de larga escala, como é disso exemplo o <strong>bloqueio anticiclónico escandinavo-britânico</strong> (altas pressões que persistem nas latitudes altas), pode ainda verificar-se uma <strong>maior persistência das bolsas de ar frio isoladas em altitude sobre o sul da Europa</strong>.</p><p>Este tipo de baixas pressões pode então favorecer o prolongamento de condições meteorológicas instáveis, que se manifestam sob a forma de <strong>aguaceiros, por vezes localmente fortes e sob a forma de granizo</strong>, frequentemente acompanhados de <strong>trovoadas </strong>e<strong> rajadas intensas de vento</strong> ou outros fenómenos extremos (tornados, downbursts ou até mesmo supercélulas).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-na-trajetoria-o-modelo-europeu-preve-um-corredor-de-trovoadas-no-sul-da-europa-em-agosto-1784202570827.png" data-image="nboxyubrp9hk"><figcaption>Durante a época estival, a temperatura do mar Mediterrâneo é suficientemente elevada para providenciar um fornecimento extra de calor e humidade à atmosfera, cuja maior disponibilidade pode aumentar o potencial de precipitação convectiva localmente forte.</figcaption></figure><p>Além disto, é importante ainda ter em conta fatores de natureza oceânica: à latitude dos países do sul da Europa, <strong>as temperaturas da superfície do oceano</strong> Atlântico e do mar Mediterrâneo, já na presente data relativamente elevadas (sobretudo na bacia mediterrânica), contribuem para um <strong>maior fornecimento de calor e humidade à atmosfera</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778774" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-a-longo-prazo-para-portugal-o-verao-podera-ja-ter-atingido-o-seu-pico.html" title="Previsão a longo prazo para Portugal: 'o verão poderá já ter atingido o seu pico'">Previsão a longo prazo para Portugal: "o verão poderá já ter atingido o seu pico"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-a-longo-prazo-para-portugal-o-verao-podera-ja-ter-atingido-o-seu-pico.html" title="Previsão a longo prazo para Portugal: 'o verão poderá já ter atingido o seu pico'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-longo-prazo-para-portugal-o-verao-podera-ja-ter-atingido-o-seu-pico-1784117627209_320.jpg" alt="Previsão a longo prazo para Portugal: 'o verão poderá já ter atingido o seu pico'"></a></article></aside><p>Esta energia extra torna ainda mais favorável<strong> o desenvolvimento de nuvens de desenvolvimento vertical</strong> associadas às gotas frias, tendo o potencial de agravar os episódios de trovoadas localmente fortes.</p><h2>Tendência do modelo europeu para agosto, sobretudo nestas datas da segunda quinzena do mês</h2><p>As projeções semanais do ECMWF, modelo de maior confiança para a Meteored, indicam <strong>anomalias positivas de precipitação para o Centro-Sul de Portugal continental, arquipélago da Madeira e algumas zonas montanhosas do Norte</strong>, representadas no mapa por tons de verde e correspondentes a valores compreendidos entre 0 e 10 mm acima da média climatológica de referência nas regiões referidas.</p><div class="texto-destacado"><strong>Climatologia de agosto em Portugal continental</strong><br>Segundo a normal climatológica de 1991-2020 do IPMA, agosto é, na maioria das estações meteorológicas analisadas, o mês mais quente, sendo o segundo mês mais seco do ano em Portugal continental.</div><p>Analisando os mapas semanais de anomalias de precipitação do modelo Europeu, constata-se que <strong>o sinal de precipitação acima da média se apresenta mais consistente no período que se estende entre os dias 17 e 24 de agosto</strong>, abrangendo boa parte de Portugal continental, o arquipélago da Madeira, grande parte da Espanha peninsular e Ilhas Canárias e ainda algumas regiões de Itália.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-na-trajetoria-o-modelo-europeu-preve-um-corredor-de-trovoadas-no-sul-da-europa-em-agosto-1784202321966.jpg" data-image="iujvov5p0j29"><figcaption>Este mapa de anomalia de precipitação do modelo ECMWF para a semana de 17 a 24 de agosto evidencia a possibilidade de valores de precipitação acima da média em países como Portugal, Espanha e Itália.</figcaption></figure><p>Importa, contudo, esclarecer que esta análise representa apenas uma <strong>tendência de longo prazo</strong> dado que abarca um horizonte temporal superior a um mês, pelo que <strong>a incerteza associada é bastante elevada</strong>, com a previsão a poder vir a sofrer alterações significativas nas próximas atualizações do modelo ECMWF. </p><p>Ainda assim, a persistência deste sinal em sucessivas saídas semanais dos mapas de anomalias de precipitação do modelo Europeu reforça a possibilidade de se verificarem condições meteorológicas favoráveis a uma maior atividade convectiva, com valores de precipitação acima da média, nos países já referidos (Portugal, Espanha e Itália), <strong>aumentando a probabilidade de ocorrência</strong> de aguaceiros e trovoadas, ou de um<strong> “corredor de trovoadas” no sul da Europa</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-na-trajetoria-o-modelo-europeu-preve-um-corredor-de-trovoadas-no-sul-da-europa-em-agosto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo no fim de semana de 18 e 19 de julho em Portugal: eis em que zonas poderá chover e onde o calor será mais intenso]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-no-fim-de-semana-de-18-e-19-de-julho-em-portugal-eis-em-que-zonas-podera-chover-e-onde-o-calor-sera-mais-intenso.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 11:37:05 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O estado do tempo em Portugal continental deverá manter-se relativamente estável entre sexta-feira e domingo, com subida gradual das temperaturas, pouca precipitação e apenas alguns períodos de maior nebulosidade no litoral Norte e Centro.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xapo48e"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xapo48e.jpg" id="xapo48e"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O próximo fim de semana deverá ser marcado por um <strong>estado do tempo tipicamente estival</strong> em Portugal continental. De acordo com a previsão do <strong>modelo europeu ECMWF</strong>, a influência do <strong>Anticiclone dos Açores</strong> continuará a dominar a circulação atmosférica, favorecendo dias geralmente secos, céu pouco nublado e uma <strong>subida gradual das temperaturas</strong>.</p><p>Apesar da estabilidade prevista, poderão ocorrer alguns períodos de <strong>nebulosidade baixa</strong> no litoral Norte e Centro durante as manhãs, acompanhados por <strong>chuvisco ou chuva fraca</strong> em alguns locais. No restante território, o tempo deverá manter-se seco e com bastante sol.</p><h2>As temperaturas deverão subir gradualmente até domingo</h2><p>Ao longo de <strong>sexta-feira </strong>as temperaturas deverão apresentar valores próximos da média para a época, proporcionando um ambiente agradável em praticamente todo o território. No entanto, durante o fim de semana, prevê-se uma <strong>subida gradual das máximas</strong>, sobretudo nas regiões do <strong>interior Norte, Centro e Alentejo</strong>.</p><p>No <strong>domingo</strong>, as temperaturas poderão atingir <strong>31 a 32 ºC</strong> em vários locais do interior, enquanto o litoral continuará bastante mais fresco devido à influência marítima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-com-tempo-estavel-em-portugal-saiba-onde-podera-chover-e-onde-o-calor-sera-mais-intenso-1784196098820.png" data-image="2uvmcub68ayt" alt="Temperatura - domingo, 19 de julho, às 15h" title="Temperatura - domingo, 19 de julho, às 15h"><figcaption>As temperaturas máximas deverão atingir os 31 a 32 ºC em vários pontos do interior, enquanto o litoral continuará mais fresco, com valores entre 24 e 29 ºC.</figcaption></figure><p>Apesar desta subida, não se perspetivam <strong>episódios de calor intenso ou extremo</strong>, sendo esperado um ambiente relativamente confortável para a época do ano.</p><h2>A chuva deverá restringir-se ao litoral Norte e Centro</h2><p>A previsão aponta para um <strong>fim de semana predominantemente seco</strong>, embora o fluxo marítimo possa favorecer a ocorrência de <strong>chuviscos ou chuva fraca</strong> em alguns pontos do litoral Norte e Centro, sobretudo durante os períodos da manhã.</p><p>Os acumulados previstos pelo <strong>ECMWF</strong> mostram-se muito reduzidos e deverão ser, na maioria dos casos, inferiores a <strong>2 mm</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-com-tempo-estavel-em-portugal-saiba-onde-podera-chover-e-onde-o-calor-sera-mais-intenso-1784196211936.png" data-image="hqgsmwflr7t4" alt="Precipitação acumulada - sexta-feira a domingo" title="Precipitação acumulada - sexta-feira a domingo"><figcaption>A precipitação deverá manter-se muito reduzida, restringindo-se sobretudo ao litoral Norte e Centro, enquanto o restante território continuará praticamente sem chuva.</figcaption></figure><p>No <strong>Centro interior, Alentejo e Algarve</strong>, o estado do tempo deverá permanecer seco durante praticamente todo o fim de semana.</p><h2>O céu deverá apresentar mais nuvens junto ao litoral</h2><p>Embora predomine o tempo estável, a circulação de <strong>vento de noroeste</strong> continuará a favorecer a formação de <strong>nebulosidade baixa</strong> junto ao litoral ocidental, especialmente durante as manhãs.</p><p>Ao longo da tarde, essa nebulosidade tenderá a dissipar-se, permitindo o regresso do <strong>céu pouco nublado ou limpo</strong> na maioria das regiões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-com-tempo-estavel-em-portugal-saiba-onde-podera-chover-e-onde-o-calor-sera-mais-intenso-1784196332766.png" data-image="llyyoxvqtsi4" alt="Nebulosidade - sexta-feira, 17 de julho, às 18h" title="Nebulosidade - sexta-feira, 17 de julho, às 18h"><figcaption>A nebulosidade será mais persistente no litoral Norte e Centro, enquanto o interior e o Sul deverão beneficiar de períodos prolongados de céu pouco nublado ou limpo.</figcaption></figure><p>O vento deverá soprar geralmente <strong>fraco a moderado do quadrante norte ou noroeste</strong>, tornando-se mais intenso durante a tarde nas zonas costeiras.</p><h2>As temperaturas deverão manter-se próximas da média para a época</h2><p>Os mapas de <strong>anomalia térmica</strong> mostram que Portugal continuará sob influência de uma massa de ar relativamente quente, embora sem valores excecionais para a segunda quinzena de julho.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778776" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-e-atualmente-um-oasis-de-frescura-na-europa-mas-o-calor-acima-dos-35-c-regressara-nesta-data.html" title="Portugal continental é atualmente um “oásis” de frescura na Europa, mas o calor acima dos 35 ºC regressará nesta data">Portugal continental é atualmente um “oásis” de frescura na Europa, mas o calor acima dos 35 ºC regressará nesta data</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-e-atualmente-um-oasis-de-frescura-na-europa-mas-o-calor-acima-dos-35-c-regressara-nesta-data.html" title="Portugal continental é atualmente um “oásis” de frescura na Europa, mas o calor acima dos 35 ºC regressará nesta data"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-e-atualmente-um-oasis-de-frescura-na-europa-mas-o-calor-acima-dos-35-c-regressara-nesta-data-1784118028413_320.png" alt="Portugal continental é atualmente um “oásis” de frescura na Europa, mas o calor acima dos 35 ºC regressará nesta data"></a></article></aside><p>Na maior parte do território, as temperaturas deverão situar-se <strong>entre os valores normais e cerca de 2 ºC acima da média climatológica</strong>, especialmente nas regiões do Norte e interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-com-tempo-estavel-em-portugal-saiba-onde-podera-chover-e-onde-o-calor-sera-mais-intenso-1784196449476.png" data-image="5k70nenex6kv" alt="Anomalia da temperatura - domingo, 19 de julho, às 16h" title="Anomalia da temperatura - domingo, 19 de julho, às 16h"><figcaption>As temperaturas deverão manter-se próximas da média ou ligeiramente acima do normal, sem previsão de ondas de calor durante este fim de semana.</figcaption></figure><p>As noites deverão continuar relativamente frescas, sobretudo no interior Norte e Centro, proporcionando uma recuperação térmica após as tardes mais quentes.</p><p>Em resumo, o próximo fim de semana deverá ser marcado por um <strong>tempo estável</strong> em Portugal continental, com <strong>subida gradual das temperaturas</strong>, pouca precipitação e apenas alguma nebulosidade junto ao litoral Norte e Centro. Apesar do aumento do calor no interior, <strong>não são esperados episódios de calor extremo</strong>, mantendo-se um cenário típico da segunda quinzena de julho.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-no-fim-de-semana-de-18-e-19-de-julho-em-portugal-eis-em-que-zonas-podera-chover-e-onde-o-calor-sera-mais-intenso.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Influência de bolsa de ar frio termina hoje: há possibilidade de chuva nas próximas horas; saiba onde]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/influencia-de-bolsa-de-ar-frio-termina-hoje-ha-possibilidade-de-chuva-nas-proximas-horas-saiba-onde.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 10:15:06 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A influência de uma bolsa de a frio sobre Portugal Continental tem as horas contadas. Ainda que hoje se possam registar aguaceiros fracos e dispersos em alguns locais, esta instabilidade deverá dissipar-se de seguida.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xapnx56"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xapnx56.jpg" id="xapnx56"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O dia de hoje amanheceu com alguma nebulosidade no litoral Norte e Centro e com temperaturas amenas em todo o país. Ainda assim, espera-se que à medida que as horas avançam, <strong>comece a surgir alguma instabilidade que poderá resultar na ocorrência de chuva</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Esta instabilidade dever-se-á à <strong>movimentação de uma bolsa de ar frio para nordeste</strong> que irá ocasionar períodos de precipitação tanto em Portugal como no norte de Espanha. Com o passar das horas, esta bolsa deverá ser absorvida pela circulação associada à corrente de jato (jet stream), deixando, assim, de interferir com o estado de tempo no nosso país.</p><h2>Entre as 13h e as 19h poderá chover no Norte e Centro de Portugal</h2><p>É importante referir que <strong>a instabilidade associada a este tipo de fenómenos, como as bolsas de ar frio, é muito difícil de prever</strong> tanto em relação ao impacto como às áreas afetadas. No entanto, conforme o que nos mostra a mais recente atualização do modelo europeu, ECMWF, e tal como podemos ver abaixo, existe a possibilidade de chuva fraca e irregular no Norte e Centro do país.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/influencia-de-bolsa-de-ar-frio-termina-hoje-ha-possibilidade-de-chuva-nas-proximas-horas-saiba-onde-1784194273847.png" data-image="k153l51uaaz5" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>Ao longo da tarde de hoje, dia 16, poderá dar-se a ocorrência de chuva fraca e irregular em alguns pontos das regiões Norte e Centro do país, como podemos observar neste mapa.</figcaption></figure><p>Especialmente no Norte, <strong>a chuva parece incidir nas áreas mais montanhosas da região</strong>, como a Barreira de Condensação. Ainda assim, não se esperam períodos significativos de chuva. No noroeste, esta poderá ser mais persistente no período da tarde, mas ainda assim, sem valores de acumulação relevantes. Aliás, o valor mais elevado de precipitação acumulada deverá ser de<strong> 3 mm para o noroeste</strong>, até ao final do dia de hoje.</p><h2>Instabilidade deverá afastar-se da nossa geografia depois deste episódio</h2><p>Como mencionamos acima, é esperado que <strong>com o afastamento desta bolsa de ar frio, a probabilidade de chuva seja praticamente nula</strong>. Ainda assim, poderão haver alguns resquícios desta entre amanhã e sábado, no noroeste do país, assim como alguma nebulosidade, especialmente no litoral.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778776" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-e-atualmente-um-oasis-de-frescura-na-europa-mas-o-calor-acima-dos-35-c-regressara-nesta-data.html" title="Portugal continental é atualmente um “oásis” de frescura na Europa, mas o calor acima dos 35 ºC regressará nesta data">Portugal continental é atualmente um “oásis” de frescura na Europa, mas o calor acima dos 35 ºC regressará nesta data</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-e-atualmente-um-oasis-de-frescura-na-europa-mas-o-calor-acima-dos-35-c-regressara-nesta-data.html" title="Portugal continental é atualmente um “oásis” de frescura na Europa, mas o calor acima dos 35 ºC regressará nesta data"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-e-atualmente-um-oasis-de-frescura-na-europa-mas-o-calor-acima-dos-35-c-regressara-nesta-data-1784118028413_320.png" alt="Portugal continental é atualmente um “oásis” de frescura na Europa, mas o calor acima dos 35 ºC regressará nesta data"></a></article></aside><p>Os dias seguintes esperam-se idênticos, na medida em que as nuvens poderão continuar a fazer parte do cenário. No entanto, e para contrariar um pouco o céu parcialmente nublado, <strong>espera-se uma subida gradual e generalizada das temperaturas </strong>a partir de amanhã, sexta-feira.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/influencia-de-bolsa-de-ar-frio-termina-hoje-ha-possibilidade-de-chuva-nas-proximas-horas-saiba-onde.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A Antártida atingiu 15,4 °C em pleno inverno: como ocorreu uma onda de calor excecional]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-antartica-atingiu-15-4-c-em-pleno-inverno-como-ocorreu-uma-onda-de-calor-excepcional.html</link><pubDate>Thu, 16 Jul 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Nos primeiros dias de junho de 2026, a Península Antártica registou temperaturas excecionalmente elevadas para esta época do ano. Quão excecional foi esse evento e que condições atmosféricas permitiram a sua ocorrência?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-antartica-tambien-tiene-olas-de-calor-incluso-en-invierno-1783698616490.png" data-image="fosdhx90jdxq"><figcaption>A Antártida é, geralmente, uma região extremamente fria, mas as temperaturas às vezes sobem a níveis excecionais.</figcaption></figure><p>A <strong>Antártida </strong>é geralmente associada a temperaturas extremamente baixas, mas isso não significa que esteja imune a períodos de aquecimento significativo. Sob certas condições atmosféricas, as temperaturas podem subir bruscamente e atingir níveis surpreendentemente elevados — chegando, por vezes, a superar os registados no mesmo dia em muitas regiões habitadas do planeta.</p><div class="texto-destacado">Embora estes episódios continuem a ser raros, eles fazem parte da variabilidade natural do clima antártico. Também oferecem uma oportunidade valiosa para compreender melhor os mecanismos atmosféricos que impulsionam esses picos extremos de temperatura.<br></div><p>Os <strong>primeiros dias de junho de 2026</strong> foram marcados por um evento de <strong>calor excecional</strong> na Península Antártica. Em pleno inverno austral, quando as temperaturas normalmente permanecem abaixo de 0 °C, várias estações meteorológicas registaram valores incomumente elevados. Isto levanta uma questão: como pode ocorrer uma onda de calor dessa magnitude no meio do inverno antártico?</p><h2>Um recorde em pleno inverno austral</h2><p>As anomalias de temperatura observadas durante os primeiros dez dias de junho indicam que este<strong> não foi um fenómeno isolado </strong>que afetou apenas uma estação meteorológica.</p><p><strong>Grande parte da Península Antártica</strong> registou temperaturas muito acima das normais sazonais, com anomalias que, localmente, ultrapassaram <strong>10 °C acima da média </strong>climatológica. Considerando que junho marca o início do inverno austral, trata-se de <strong>um evento verdadeiramente excecional</strong>.</p><div class="texto-destacado">Uma das medições mais notáveis foi registada na Base Esperanza, localizada na extremidade norte da Península Antártica. A temperatura máxima no local atingiu 15,4 °C, estabelecendo um novo recorde para o mês de junho desde o início das observações na estação.</div><p>Dados históricos mostram que, embora as temperaturas máximas apresentem variabilidade significativa de um ano para outro, o <strong>valor registado em 2026 se destaca claramente dos níveis habitualmente observados nesta época do ano</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-antartica-tambien-tiene-olas-de-calor-incluso-en-invierno-1783272398780.png" data-image="f6ln8k0g2mk3"><figcaption>Anomalias de temperatura observadas durante os primeiros dez dias de junho de 2026 e a tendência das temperaturas máximas diárias registadas na Base Esperanza entre 1973 e 2026. Fonte: Climate Pulse, Copernicus (imagem à esquerda) e dados do NOAA ISD.</figcaption></figure><p>É importante realçar que um evento deste tipo não significa que toda a Antártida tenha registado temperaturas próximas a 15 °C.</p><p>A <strong>onda de calor concentrou-se principalmente na Península Antártica</strong>, uma região particularmente exposta à influência de massas de ar provenientes de latitudes médias e onde tais fenómenos geralmente ocorrem com maior intensidade do que no interior do continente.</p><h2>A circulação atmosférica na origem deste episódio</h2><p>Este evento de calor extremo está associado a uma configuração atmosférica muito específica. Durante os primeiros dias de junho, um padrão de circulação facilitou o <strong>transporte de ar relativamente ameno das latitudes médias para a Península Antártica</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A presença de um sistema de altas pressões excecionalmente forte no Atlântico Sul e de um sistema de baixas pressões igualmente incomum no Pacífico Sul criou um verdadeiro corredor de fluxo, permitindo que ar mais quente chegasse à Península Antártica.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>É provável que o <strong>efeito Foehn se tenha somado a esse padrão de circulação</strong> em larga escala, potencialmente<strong> intensificando o aquecimento</strong> a nível local. À medida que uma massa de ar húmido ascende pelas encostas ocidentais da cadeia de montanhas da península, ela perde parte da sua humidade através de precipitação.</p><p>Ao descer, na sequência, pelas encostas orientais, o ar sofre compressão e aquece rapidamente, elevando as temperaturas a níveis excecionalmente elevados. Este mecanismo já foi identificado anteriormente como um fator responsável por alguns dos episódios de calor mais intensos observados na região.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-antartica-tambien-tiene-olas-de-calor-incluso-en-invierno-1783272484668.png" data-image="3zru7zg2pqk5"><figcaption>Anomalias do vento zonal em 850 hPa e da pressão média ao nível do mar observadas durante a primeira dezena de junho de 2026 em relação à média de 1991–2020. Dados: ERA5.</figcaption></figure><p>Outra hipótese levantada após este evento diz respeito ao papel do<strong> gelo marinho</strong>. Nos primeiros dias de junho, o Mar de Bellingshausen apresentou um déficit acentuado de gelo marinho de inverno, com uma área ausente de quase 650.000 km².</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-gelo-da-antartica-esta-derretendo-e-a-ciencia-acaba-de-descobrir-o-porque.html" title="O gelo da Antártida está a derreter e a ciência acaba de descobrir o porquê">O gelo da Antártida está a derreter e a ciência acaba de descobrir o porquê</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-gelo-da-antartica-esta-derretendo-e-a-ciencia-acaba-de-descobrir-o-porque.html" title="O gelo da Antártida está a derreter e a ciência acaba de descobrir o porquê"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-hielo-antartico-se-derrumba-y-la-ciencia-acaba-de-descubrir-por-que-1779491675292_320.jpg" alt="O gelo da Antártida está a derreter e a ciência acaba de descobrir o porquê"></a></article></aside><p>Esta <strong>redução na cobertura de gelo pode ter limitado o arrefecimento das massas de ar </strong>que se deslocavam para o norte, em direção à Península Antártica, permitindo assim que elas mantivessem temperaturas mais elevadas antes de chegar ao continente. Embora este hipótese ainda esteja a ser investigada, ela oferece uma explicação potencialmente significativa para a intensidade atingida por esta onda de calor em pleno inverno austral.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="The%20Guardian" data-year="2026" data-title="Antarctica%E2%80%99s%20west%20coast%20missing%20an%20area%20of%20sea%20ice%20the%20size%20of%20France%20as%20temperatures%20peak%2020C%20above%20average" data-url="https%3A%2F%2Fwww.theguardian.com%2Fworld%2F2026%2Fjun%2F13%2Fantarcticas-west-coast-missing-an-area-of-sea-ice-the-size-of-france-as-temperatures-peak-20c-above-average%3Futm_source%3Dchatgpt.com">The Guardian. (2026). <a href="https://www.theguardian.com/world/2026/jun/13/antarcticas-west-coast-missing-an-area-of-sea-ice-the-size-of-france-as-temperatures-peak-20c-above-average?utm_source=chatgpt.com" target="_blank">Antarctica’s west coast missing an area of sea ice the size of France as temperatures peak 20C above average</a>.</cite><br><cite data-author="Bozkurt%2C%20D.%2C%20Rondanelli%2C%20R.%2C%20Mar%C3%ADn%2C%20J.%2C%20Garreaud%2C%20R." data-year="2018" data-title="Foehn%20Event%20Triggered%20by%20an%20Atmospheric%20River%20Underlies%20Record-Setting%20Temperature%20Along%20Continental%20Antarctica" data-url="https%3A%2F%2Fagupubs.onlinelibrary.wiley.com%2Fdoi%2Ffull%2F10.1002%2F2017JD027796">Bozkurt, D., Rondanelli, R., Marín, J., Garreaud, R.. (2018). <a href="https://agupubs.onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1002/2017JD027796" target="_blank">Foehn Event Triggered by an Atmospheric River Underlies Record-Setting Temperature Along Continental Antarctica</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-antartica-atingiu-15-4-c-em-pleno-inverno-como-ocorreu-uma-onda-de-calor-excepcional.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quando regar as rosas no verão: a hora exata do dia para evitar doenças fúngicas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/quando-regar-as-rosas-no-verao-a-hora-exata-do-dia-para-evitar-doencas-fungicas.html</link><pubDate>Wed, 15 Jul 2026 17:33:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>As rosas precisam de muitos cuidados e atenção durante o calor intenso destes meses de verão, tal como as restantes plantas do seu jardim.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/when-to-water-roses-in-summer-the-exact-time-of-day-to-avoid-fungal-disease-1783787376663.jpg" data-image="oh0k6oczmi0o" alt="Roses" title="Roses"><figcaption>Regue as suas rosas com cuidado e de manhã cedo, de preferência antes das 10h, para lhes dar a oportunidade de absorverem a humidade de que precisam para crescerem bem. Crédito: Pixabay</figcaption></figure><p>É muito fácil partir do princípio de que as rosas podem e vão aguentar praticamente quaisquer condições e continuar a florescer. É verdade, pois já muitas vezes as reguei em excesso e elas continuam a crescer.</p><p>Apesar disso, <strong>as rosas têm necessidades e preferências específicas, especialmente no que diz respeito à rega</strong> e aos cuidados gerais, para as ajudar a prosperar e a apresentar o seu melhor aspeto durante estes meses escaldantes de verão.</p><h2>Doenças comuns das rosas</h2><p>Se é um cultivador experiente de rosas, certamente já ouviu falar da <strong>mancha preta </strong><em>(Diplocarpon rosae</em>) e da <strong>ferrugem da rosa</strong> (<em>Phragmidium mucronatum</em>). Ambas requerem condições húmidas para se poderem instalar e infetar as rosas. É por isso que se recomenda regar a partir da base da planta, para evitar que a água salpique e molhe as folhas.</p><p><strong>A ferrugem da rosa pode propagar-se através do vento e de salpicos de água, enquanto a mancha preta é uma doença fúngica que pode permanecer latente em folhas mortas que não tenham sido removidas</strong>. Isto significa que também é importante retirar os resíduos mortos resultantes da poda das suas rosas, para evitar a recontaminação das ferramentas e impedir a propagação da doença de ano para ano.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776291" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/6-regras-para-proteger-as-plantas-em-vasos-do-calor-abrasador.html" title="6 regras para proteger as plantas em vasos do calor abrasador">6 regras para proteger as plantas em vasos do calor abrasador</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/6-regras-para-proteger-as-plantas-em-vasos-do-calor-abrasador.html" title="6 regras para proteger as plantas em vasos do calor abrasador"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/6-regole-per-proteggere-le-piante-in-vaso-dal-caldo-torrido-1781977642001_320.jpeg" alt="6 regras para proteger as plantas em vasos do calor abrasador"></a></article></aside><p>A podridão causada por Botrytis (<em>Botrytis cinerea</em>) é também uma doença comum nas rosas, causada por um fungo patogénico. Esta podridão manifesta-se sob a forma de <strong>esporos cinzentos e felpudos que infetam botões e folhas, apodrecendo as delicadas pétalas e produzindo manchas nas folhas</strong>. A podridão pode começar por se apresentar como manchas rosadas ou vermelhas nas pétalas das flores, tornando-as castanhas e moles, enquanto as folhas e os caules podem ficar castanhos a cinzentos e cinzento-escuros ou com tonalidades de caramelo, respetivamente.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/S1PjiUFiY9E/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=S1PjiUFiY9E" id="S1PjiUFiY9E"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Regar durante o verão pode ser um pouco complicado, especialmente se tiver uma agenda preenchida. <strong>O segredo é regar de manhã, de preferência antes das 10h,</strong> pois, a partir dessa hora, a temperatura começa a subir, o que significa que a água adicionada acabaria simplesmente por evaporar. Além disso, evitar regar durante o dia e na altura mais quente da tarde evita que as folhas e os caules das rosas fiquem queimados.</p><p>É melhor regar as rosas em profundidade pelo menos uma vez por semana, quando está muito calor. As raízes são profundas, pelo que uma <strong>rega profunda nas horas frescas da manhã é a melhor opção</strong> para ajudar as suas rosas a reter a humidade de que necessitam.</p><p>Se não conseguir arranjar tempo para regar as suas rosas de manhã, é melhor esperar até ao <strong>fim da tarde, quando há um pouco mais de sombra e o calor do dia já diminuiu</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/quando-regar-as-rosas-no-verao-a-hora-exata-do-dia-para-evitar-doencas-fungicas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma fibra ótica recria o horizonte de um buraco negro e mostra como surge a radiação de Hawking]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/uma-fibra-otica-recria-o-horizonte-de-um-buraco-negro-e-mostra-como-surge-a-radiacao-de-hawking.html</link><pubDate>Wed, 15 Jul 2026 17:01:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Uma experiência com fibra ótica reproduziu um horizonte análogo, identificou um mecanismo direto de radiação de Hawking estimulada e observou como essa emissão altera o sistema ótico que a gera.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/una-fibra-optica-recrea-el-horizonte-de-un-agujero-negro-y-muestra-como-nace-la-radiacion-de-hawking-1783806250931.jpeg" data-image="qt44asn03g6p"><figcaption>Os buracos negros são alguns dos objetos mais enigmáticos devido à informação que guardam.</figcaption></figure><p>Durante décadas, os buracos negros foram descritos como regiões das quais nada conseguia escapar. No entanto,<strong> Stephen Hawking demonstrou que os efeitos quânticos permitem uma emissão </strong>extremamente fraca, capaz de fazer com que estes objetos percam energia e se evaporem com enorme lentidão.</p><p>É impossível observar essa radiação no espaço, porque seria demasiado fraca em comparação com outras fontes cósmicas. Por isso, os físicos constroem sistemas análogos que, embora não reproduzam um buraco negro, reproduzem as equações que regem o comportamento junto ao seu horizonte de eventos.</p><div class="texto-destacado">Uma nova experiência com fibra de cristal fotónico permitiu identificar um processo direto associado à radiação de Hawking "estimulada". Encontrando sinais de retroação, ou seja, alterações no pulso ótico que fornecem a energia necessária para produzir a emissão.</div><p>O trabalho foi liderado por <strong>Lorenzo Procopio e Ulf Leonhardt, com a participação de Raúl Agüero-Santacruz e David Bermudez, investigadores do Cinvestav no México</strong>. Embora os seus resultados não criem gravidade real nem uma singularidade, oferecem um laboratório controlado para estudar fenómenos equivalentes.</p><p>Este avanço também não demonstra que a informação absorvida por um buraco negro possa ser recuperada, mas a sua importância reside em mostrar como uma emissão semelhante à de Hawking pode surgir através de uma interação simples e como essa mesma emissão altera o sistema que a gera.</p><h2>Radiação de Hawking e evaporação dos buracos negros</h2><p>A radiação de Hawking liga três áreas fundamentais da física: </p><ol><li><strong>A gravidade</strong></li><li><b>A mecânica quântica</b></li><li><strong>A termodinâmica.</strong></li></ol><p>Teoricamente, um buraco negro obtém a energia necessária do seu próprio campo gravitacional, o que o leva a perder massa gradualmente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/una-fibra-optica-recrea-el-horizonte-de-un-agujero-negro-y-muestra-como-nace-la-radiacion-de-hawking-1783807400988.png" data-image="2ryy317gfbp8"><figcaption>Os buracos negros e os seus análogos atómicos produzem radiação de Hawking quando uma partícula ou onda escapa do horizonte de eventos correspondente. Crédito: Nature.</figcaption></figure><p>A imagem popular de<strong> duas partículas que surgem exatamente no horizonte, uma que cai e outra que escapa, é apenas uma simplificação</strong>. Uma descrição mais precisa recorre aos chamados "modos de frequência" (positivo e negativo), relacionados pela geometria e pelas propriedades quânticas.</p><p>Num buraco negro astrofísico, a radiação esperada seria espontânea e resultaria de flutuações quânticas. Na experiência ótica, foi utilizado um sinal externo para estimular o processo, de modo a reproduzir várias características da radiação, embora dentro de um regime energético controlado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772066" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/james-webb-resolve-o-grande-enigma-astrofisico-os-buracos-negros-surgiram-antes-das-suas-proprias-galaxias.html" title="James Webb resolve o grande enigma astrofísico: os buracos negros surgiram antes das suas próprias galáxias">James Webb resolve o grande enigma astrofísico: os buracos negros surgiram antes das suas próprias galáxias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/james-webb-resolve-o-grande-enigma-astrofisico-os-buracos-negros-surgiram-antes-das-suas-proprias-galaxias.html" title="James Webb resolve o grande enigma astrofísico: os buracos negros surgiram antes das suas próprias galáxias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/james-webb-resuelve-el-gran-enigma-astrofisico-los-agujeros-negros-nacieron-antes-que-sus-propias-galaxias-1780186480620_320.jpg" alt="James Webb resolve o grande enigma astrofísico: os buracos negros surgiram antes das suas próprias galáxias"></a></article></aside><p>O estudo não constitui uma deteção astronómica da radiação de Hawking nem uma observação completa da sua versão quântica. Consiste apenas em <strong>isolar um mecanismo elementar que antes era interpretado como uma sequência mais complexa de interações óticas</strong>.</p><h3>Fibra ótica, paradoxos e entrelaçamento</h3><p>Um dos maiores dilemas da física moderna é o paradoxo da informação. <strong>Se um buraco negro se evapora, não sabemos o que acontece aos dados da matéria que cai no seu interior</strong>. A mecânica quântica determina que a informação nunca deve ser destruída, desafiando a visão clássica da relatividade.</p><p>A experiência lança luz sobre esta questão através do estudo do entrelaçamento quântico entre partículas. Os resultados sugerem que a informação não se perde para sempre, mas permanece codificada na radiação emitida, permitindo recuperar vestígios do que foi absorvido.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/una-fibra-optica-recrea-el-horizonte-de-un-agujero-negro-y-muestra-como-nace-la-radiacion-de-hawking-1783807759868.jpeg" data-image="0k5nwt4nfu1m"><figcaption>A imagem simplificada mostra-nos que, se se formarem duas partículas perto de um horizonte de acontecimentos, uma delas cai no buraco negro.</figcaption></figure><p>Para construir o análogo, os investigadores enviaram impulsos laser ultracurtos através de uma fibra de cristal fotónico. Nessa fibra, o índice de refração era modificado, criando uma perturbação que alterava a velocidade a que outras ondas luminosas se podiam propagar.</p><p>Quando um sinal fraco coincidiu com a perturbação, surgiu o equivalente óptico de um horizonte. <strong>A interação produziu frequências negativas no ultravioleta, em torno dos 233 nanómetros</strong>, tal como previsto pelo modelo. Essas componentes representam o equivalente óptico dos pares associados a Hawking.</p><h3>A retroação, a informação e o futuro</h3><p>A análise revelou que a emissão não precisava de resultar de uma longa cascata de fenómenos; bastava uma interação direta entre o pulso de bombeamento e o sinal de teste para gerar simultaneamente as coincidências. Essa identificação constitui um dos resultados centrais do trabalho publicado na Nature.</p><p>A mesma interação que gerou o sinal também redistribuiu parte da energia do pulso para outras frequências. Essa resposta é a retroação, ou seja, o equivalente experimental à forma como a radiação emitida altera o campo que a alimenta e, num buraco negro, reduz progressivamente a sua massa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777193" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-mapa-mais-antigo-do-cosmos-apresenta-rugas-invisiveis-causadas-pela-gravidade-o-efeito-sachs-wolfe.html" title="O mapa mais antigo do cosmos apresenta rugas invisíveis causadas pela gravidade: o Efeito Sachs-Wolfe">O mapa mais antigo do cosmos apresenta rugas invisíveis causadas pela gravidade: o Efeito Sachs-Wolfe</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-mapa-mais-antigo-do-cosmos-apresenta-rugas-invisiveis-causadas-pela-gravidade-o-efeito-sachs-wolfe.html" title="O mapa mais antigo do cosmos apresenta rugas invisíveis causadas pela gravidade: o Efeito Sachs-Wolfe"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-mapa-mas-antiguo-del-cosmos-tiene-arrugas-invisibles-de-gravedad-el-efecto-sachs-wolfe-1783200519201_320.jpeg" alt="O mapa mais antigo do cosmos apresenta rugas invisíveis causadas pela gravidade: o Efeito Sachs-Wolfe"></a></article></aside><p>Para estudar o entrelaçamento quântico e o reaparecimento da informação, será necessário substituir a luz clássica por estados não clássicos, como fotões individuais, capazes de revelar correlações quânticas entre os modos que formam cada par produzido.</p><p>Apesar das limitações, <strong>o resultado oferece um caminho concreto para compreender a evaporação a partir de níveis microscópicos</strong>; se se tentarem processos equivalentes em campos gravitacionais reais, poderíamos compreender como os buracos negros irradiam e, eventualmente, resolver o paradoxo da informação.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Procopio%2C%20L.%20M.%2C%20Ag%C3%BCero-Santacruz%2C%20R.%2C%20Bermudez%2C%20D.%20y%20Leonhardt%2C%20U." data-year="" data-title="Backreaction%20of%20stimulated%20Hawking%20radiation%20in%20an%20optical%20analogue" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41586-026-10720-3">Procopio, L. M., Agüero-Santacruz, R., Bermudez, D. y Leonhardt, U.. <a href="https://www.nature.com/articles/s41586-026-10720-3" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Backreaction of stimulated Hawking radiation in an optical analogue</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/uma-fibra-otica-recria-o-horizonte-de-um-buraco-negro-e-mostra-como-surge-a-radiacao-de-hawking.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O sinal nas praias a que quase ninguém presta atenção (mas que ajuda a evitar agueiros)]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-sinal-nas-praias-a-que-quase-ninguem-presta-atencao-mas-que-ajuda-a-evitar-agueiros.html</link><pubDate>Wed, 15 Jul 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A esmagadora maioria das pessoas que vai à praia conhece o significado das bandeiras verde, amarela e vermelha, indicadoras das condições do mar. No entanto, há um sinal nas praias que continua a passar despercebido para os banhistas e que pode salvar vidas!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-sinal-nas-praias-a-que-quase-ninguem-presta-atencao-mas-que-ajuda-a-evitar-agueiros-1784125847409.jpg" data-image="7hxagwldxn6l"><figcaption>O espaço existente entre duas bandeiras iguais à desta fotografia é vigiado diretamente pelos nadadores-salvadores, assinalando a zona recomendada para se ir a banhos. Deste modo evitará, também, o perigo de se ver envolvido por um agueiro. Imagem: DR Município de Oeiras.</figcaption></figure><p><strong>As duas bandeiras com faixas vermelhas e amarelas colocadas lado a lado nos areais</strong>, ao contrário das restantes, não servem para avaliar o estado do mar. Possuem, sim, outra função que passa por assinalar a zona recomendada para entrar na água e manter-se a banhos, tratando-se de uma <strong>área escolhida diariamente pelos nadadores-salvadores que oferece melhores condições de segurança aos banhistas</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Entre estas duas bandeiras situa-se o espaço que é vigiado diretamente pelos nadadores-salvadores</strong><strong>. Permanecer nesse espaço favorece uma intervenção mais rápida em caso de emergência e, além disso, o risco de entrar sem querer em zonas perigosas é reduzido significativamente.</strong></div><p><strong>A localização das bandeiras não é fixa</strong>, dado que ao longo do dia as características da praia são alteradas pela maré, pelo vento e pela agitação marítima. Deste modo, os nadadores-salvadores podem ter de mudar o posicionamento da zona de banhos sempre que necessário, <strong>tendo em conta a evolução das condições do mar</strong>.</p><h2>Os agueiros, um perigo pouco visível a olho nu</h2><p>Um dos principais motivos que leva à <strong>delimitação de uma área segura é afastar os banhistas dos agueiros</strong>, também conhecidos como “rip currents” (em inglês) ou correntes de ressaca. Estes fenómenos são<strong> frequentes nas praias oceânicas, como as da costa portuguesa banhada pelo Atlântico</strong>, ou até mesmo nas praias marítimas, como as da costa mediterrânea, constituindo uma das maiores causas de acidentes no mar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-sinal-nas-praias-a-que-quase-ninguem-presta-atencao-mas-que-ajuda-a-evitar-agueiros-1784126137472.jpg" data-image="7jcgrijttesp"><figcaption>Este cartaz adverte para os perigos de um agueiro, também conhecido como corrente de ressaca.</figcaption></figure><p><strong>Os agueiros costumam ser traiçoeiros na medida em que muitas vezes são praticamente invisíveis</strong>. Até em dias aparentemente calmos, existe a possibilidade de se formarem canais estreitos de água que escoam rapidamente para o largo, atravessando a zona onde rebentam as ondas. Paradoxalmente, apesar destas zonas parecerem mais convidativas à entrada na água porque apresentam pouca rebentação, <strong>é precisamente aí que a corrente pode ser mais forte</strong>.</p><p>Porém, há sinais que ajudam a identificar este perigo, tais como: <strong>faixas estreitas com menos ondas, alterações na cor da água, depressões e irregularidades no areal, zonas onde a espuma e outros detritos são arrastados para o mar e não para a praia</strong>. Mesmo assim, nem sempre é fácil reconhecer estes sinais, sendo, por isso, aconselhável seguir as instruções dos nadadores-salvadores e manter-se no espaço seguro, entre as duas bandeiras.</p><h2>Agueiros: o que são e o que fazer se for apanhado</h2><p>Um agueiro é como um autêntico “rio” que transporta água da praia para o mar aberto. <strong>A velocidade destas correntes pode atingir entre 2 e 3 metros por segundo, superando facilmente a capacidade de nadar da maioria das pessoas</strong>, e até mesmo de nadadores experientes. </p><ul><li><strong>Nunca nade contra a corrente</strong>: Um dos maiores erros é tentar regressar diretamente à praia, nadando contra a corrente. O esforço dispendido provoca fadiga rapidamente, podendo originar pânico e aumentar significativamente o risco de afogamento.</li></ul><ul><li><strong>Manter a calma é prioritário</strong>: caso seja arrastado por um agueiro, não nade contra a corrente e opte por nadar paralelamente à linha de costa. Isto acaba por fazer com que se afaste lateralmente da costa. Em muitas ocasiões, devido ao facto das correntes serem estreitas, basta percorrer alguns metros para sair da sua influência. Assim que sentir que está fora da sua alçada, deve então dirigir-se para terra.</li></ul><ul><li><strong>O que fazer caso não consiga sair da corrente ou estiver demasiado cansado</strong>: conserve energia, mantenha-se à tona e indique a sua posição, levantando um braço para solicitar ajuda aos nadadores-salvadores ou a outros banhistas.</li></ul><p><strong>Estar prevenido continua a ser a melhor maneira de evitar tragédias</strong>. Antes de entrar na água, observe o mar com atenção, informe-se sobre as condições marítimas existentes, respeite os sinais de seguranças e, sempre que possível, opte por frequentar praias vigiadas por nadadores-salvadores.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="519372" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-traicoeiras-correntes-de-ressaca-o-que-sao-e-como-se-defender-mar.html" title="As traiçoeiras correntes de ressaca: o que são e como se defender">As traiçoeiras correntes de ressaca: o que são e como se defender</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-traicoeiras-correntes-de-ressaca-o-que-sao-e-como-se-defender-mar.html" title="As traiçoeiras correntes de ressaca: o que são e como se defender"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/le-insidiose-correnti-di-risacca-cosa-sono-e-come-difendersi-1689084389335_320.jpeg" alt="As traiçoeiras correntes de ressaca: o que são e como se defender"></a></article></aside><p>O mar é belo e cativante, mas é também muito dinâmico, imprevisível e potencialmente perigoso, sendo, por isso, <strong>merecedor do nosso máximo respeito</strong>.</p><p>Saber o significado da sinalização, respeitar os nadadores-salvadores e a área de segurança por eles delimitada, bem como compreender o funcionamento dos agueiros e saber como reagir caso se encontre envolvido num deles constitui um conjunto de <strong>regras e recomendações capazes de transformar um dia de praia numa experiência muito mais segura</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Miguel%20Fraz%C3%A3o" data-year="2026" data-title="Muitos%20banhistas%20n%C3%A3o%20reparam%20nas%20bandeiras%20com%20riscas%20vermelha%20e%20amarela%20que%20se%20colocam%20aos%20pares%20nas%20praias%3A%20conhe%C3%A7a%20o%20significado" data-url="https%3A%2F%2Fpostal.pt%2Fnacional%2Fmuitos-banhistas-nao-reparam-nas-bandeiras-com-riscas-vermelha-e-amarela-que-se-colocam-aos-pares-nas-praias-conheca-o-significado%2F">Miguel Frazão. (2026). <a href="https://postal.pt/nacional/muitos-banhistas-nao-reparam-nas-bandeiras-com-riscas-vermelha-e-amarela-que-se-colocam-aos-pares-nas-praias-conheca-o-significado/" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Muitos banhistas não reparam nas bandeiras com riscas vermelha e amarela que se colocam aos pares nas praias: conheça o significado</a>.</cite><br><cite data-author="Oeiras%20Valley%20Munic%C3%ADpio%20de%20Oeiras" data-year="2019" data-title="Saiba%20o%20que%20significa%20a%20bandeira%20com%20riscas%20vermelha%20e%20amarela%20nas%20praias%20portuguesas" data-url="https%3A%2F%2Fwww.oeiras.pt%2F-%2Fsaiba-o-que-significa-a-bandeira-com-riscas-vermelha-e-amarela-nas-praias-portuguesas">Oeiras Valley Município de Oeiras. (2019). <a href="https://www.oeiras.pt/-/saiba-o-que-significa-a-bandeira-com-riscas-vermelha-e-amarela-nas-praias-portuguesas" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Saiba o que significa a bandeira com riscas vermelha e amarela nas praias portuguesas</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-sinal-nas-praias-a-que-quase-ninguem-presta-atencao-mas-que-ajuda-a-evitar-agueiros.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Outro pico de calor em Portugal no dia 22 de julho: "a atmosfera está viciada", avisa a meteorologista Ana Palma]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/outro-pico-de-calor-em-portugal-no-dia-22-de-julho-a-atmosfera-esta-viciada-avisa-a-meteorologista-ana-palma.html</link><pubDate>Wed, 15 Jul 2026 15:55:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas deverão voltar a subir em Portugal na próxima semana, com um novo pico de calor previsto para 22 de julho. O interior será novamente a região mais afetada, enquanto o litoral deverá manter valores mais moderados.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/outro-pico-de-calor-em-portugal-no-dia-22-de-julho-a-atmosfera-esta-viciada-avisa-a-meteorologista-ana-palma-1784125663319.jpg" data-image="cf8uyervnepw" alt="Portugal prepara-se para um novo aumento das temperaturas" title="Portugal prepara-se para um novo aumento das temperaturas"><figcaption>O regresso do calor previsto para a próxima semana resulta da repetição de um padrão atmosférico muito semelhante, uma situação que a meteorologista Ana Palma resume na expressão "a atmosfera está viciada".</figcaption></figure><p>Depois de alguns dias com temperaturas mais contidas, os modelos meteorológicos apontam para um <strong>novo aumento das temperaturas</strong> em Portugal por volta de 22 de julho. O aquecimento deverá ser temporário e sentir-se sobretudo no interior do país, refletindo um padrão atmosférico que se tem repetido com frequência nas últimas semanas.</p><h2>Uma depressão atlântica continua a marcar o estado do tempo</h2><p>Este comportamento resulta da <strong>persistência</strong> <strong>de uma depressão a oeste da Península Ibérica</strong>, cuja posição condiciona a circulação atmosférica sobre o sudoeste da Europa.</p><p><strong>Quando permanece mais afastada no Atlântico, favorece o desenvolvimento de uma crista de altas pressões sobre a Península Ibérica</strong>, favorecendo a entrada de ar mais quente sobre Portugal. Se, pelo contrário, se deslocar mais para leste, o calor concentra-se sobretudo na metade oriental da Península Ibérica e nos países mediterrânicos, enquanto Portugal fica mais exposto à influência do Atlântico e a temperaturas mais moderadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/outro-pico-de-calor-em-portugal-no-dia-22-de-julho-a-atmosfera-esta-viciada-avisa-a-meteorologista-ana-palma-1784125030066.jpg" data-image="bfhnkewmhjwc"><figcaption>A persistência de uma depressão a oeste da Península Ibérica continua a condicionar a circulação atmosférica. A sua posição favorece o desenvolvimento de uma crista anticiclónica sobre a Península, criando condições para a entrada de ar mais quente em Portugal.</figcaption></figure><p>É precisamente esta repetição que ajuda a explicar a expressão "a atmosfera está viciada". Apesar de não corresponder a um conceito científico, <strong>descreve de forma simples uma atmosfera que repete um padrão de circulação muito semelhante</strong>, originando sucessivos episódios de aquecimento separados por breves períodos mais amenos.</p><h2>Calor volta a intensificar-se, sobretudo no interior do país</h2><p>Segundo as previsões mais recentes do ECMWF, as temperaturas deverão subir gradualmente no início da próxima semana, <strong>culminando num novo pico de calor previsto para 22 de julho</strong>. Se o cenário atualmente previsto se confirmar, esse poderá ser o dia mais quente deste episódio, com <strong>máximas próximas dos 40 ºC</strong> em alguns locais do Alentejo, da Beira Baixa e do Vale do Tejo, onde se prevê que as temperaturas atinjam os valores mais elevados. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/outro-pico-de-calor-em-portugal-no-dia-22-de-julho-a-atmosfera-esta-viciada-avisa-a-meteorologista-ana-palma-1784125052025.jpg" data-image="sj36vnykfvu3"><figcaption>Temperatura prevista às 12 UTC (13h em Portugal continental). O contraste entre o litoral e o interior já deverá ser evidente, antecipando uma tarde de calor intenso, com temperaturas que poderão aproximar-se dos 40 ºC em alguns locais do interior Centro e Sul.</figcaption></figure><p>A circulação do vento também contribuirá para acentuar as diferenças de temperatura entre o litoral e o interior. Enquanto nas <strong>regiões interiores deverá predominar o vento de leste ou sudeste, favorecendo a entrada de ar mais quente</strong>, no litoral continuará a prevalecer o vento de oeste ou noroeste, associado à influência moderadora do Atlântico. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/outro-pico-de-calor-em-portugal-no-dia-22-de-julho-a-atmosfera-esta-viciada-avisa-a-meteorologista-ana-palma-1784125067943.jpg" data-image="dtn7wgjgafr8"><figcaption>A circulação do vento deverá favorecer a entrada de ar mais quente nas regiões do interior, enquanto no litoral continuará a predominar a influência marítima, contribuindo para temperaturas mais moderadas.</figcaption></figure><p>Assim, as máximas deverão manter-se próximas dos 30 ºC na região de Lisboa e inferiores a 30 ºC no litoral Norte, podendo o <strong>contraste térmico em relação ao interior ultrapassar os 10 ºC</strong> nas horas mais quentes do dia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778776" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-e-atualmente-um-oasis-de-frescura-na-europa-mas-o-calor-acima-dos-35-c-regressara-nesta-data.html" title="Portugal continental é atualmente um “oásis” de frescura na Europa, mas o calor acima dos 35 ºC regressará nesta data">Portugal continental é atualmente um “oásis” de frescura na Europa, mas o calor acima dos 35 ºC regressará nesta data</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-e-atualmente-um-oasis-de-frescura-na-europa-mas-o-calor-acima-dos-35-c-regressara-nesta-data.html" title="Portugal continental é atualmente um “oásis” de frescura na Europa, mas o calor acima dos 35 ºC regressará nesta data"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-e-atualmente-um-oasis-de-frescura-na-europa-mas-o-calor-acima-dos-35-c-regressara-nesta-data-1784118028413_320.png" alt="Portugal continental é atualmente um “oásis” de frescura na Europa, mas o calor acima dos 35 ºC regressará nesta data"></a></article></aside><p>Os modelos apontam para um episódio de calor<strong> menos intenso e persistente do que o observado no início de julho</strong>. Por se tratar de uma previsão de médio prazo, as próximas atualizações dos modelos meteorológicos serão importantes para confirmar a intensidade do aquecimento e a distribuição das temperaturas mais elevadas</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/outro-pico-de-calor-em-portugal-no-dia-22-de-julho-a-atmosfera-esta-viciada-avisa-a-meteorologista-ana-palma.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Universidade de Coimbra lidera projeto europeu para eliminar os gases mais poluentes]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/universidade-de-coimbra-lidera-projeto-europeu-para-eliminar-os-gases-mais-poluentes.html</link><pubDate>Wed, 15 Jul 2026 14:45:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma nova plataforma interativa e de livre acesso vai ajudar a indústria a escolher alternativas sustentáveis destinadas aos sistemas de climatização domésticos e industriais.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/universidade-de-coimbra-lidera-projeto-europeu-para-eliminar-os-gases-mais-poluentes-1784118470722.jpg" data-image="i9e0u7nx5w15" alt="Vista aérea de unidade fabril com chaminés fumegantes" title="Vista aérea de unidade fabril com chaminés fumegantes"><figcaption>A libertação de gases fluorados de sistemas de refrigeração industriais e domésticos na atmosfera retém o calor e acelera o aquecimento global a longo prazo. Foto: Pixabay</figcaption></figure><p>Sempre que fechamos a porta do frigorífico ou ligamos o ar condicionado para mitigar o calor do verão, ativamos um ciclo térmico suportado por compostos químicos com uma pegada ecológica devastadora. Estas substâncias, designadas de <strong>gases fluorados</strong>, são amplamente usadas na <strong>refrigeração</strong> e têm uma capacidade extraordinária de aprisionar calor na atmosfera. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Embora não afetem a camada de ozono, são milhares de vezes mais prejudiciais do que o próprio dióxido de carbono, atuando como supergases de efeito de estufa. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para quebrar esta dependência ambiental, cientistas da <strong>Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra</strong> assumiram a liderança de uma iniciativa internacional de grande escala.</p><p>A instituição portuguesa coordena o <strong>consórcio GWPathfinder</strong>, que recebeu um financiamento de quase três milhões de euros através do programa Horizon Europe. Sob a coordenação do investigador Luís Pedro Viegas, do Centro de Química, este grupo de trabalho irá desenvolver uma <strong>aplicação digital de acesso livre</strong>. </p><p>O objetivo central é criar uma ferramenta capaz de orientar decisores políticos e líderes industriais na escolha de <strong>fluidos alternativos</strong> com baixo impacto climático.</p><h2>Uma inteligência artificial ao serviço do clima</h2><p>O núcleo deste projeto assenta no desenvolvimento de um ecossistema virtual dinâmico e interativo. Em vez de recorrer a tabelas estáticas, os investigadores estão a desenvolver um <strong>algoritmo avançado de aprendizagem automática</strong> que antecipa com exatidão o potencial de aquecimento dos compostos sintéticos atuais e das novas misturas químicas em estudo. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/universidade-de-coimbra-lidera-projeto-europeu-para-eliminar-os-gases-mais-poluentes-1784118603481.jpg" data-image="pyvnstx5ihu8" alt="Técnico conserta aparelho de ar condicionado no exterior de um edifício" title="Técnico conserta aparelho de ar condicionado no exterior de um edifício"><figcaption>Os gases fluorados usados nos aparelhos de ar condicionado possuem um impacto ambiental milhares de vezes superior ao CO2. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>Este modelo computacional avaliará igualmente os produtos resultantes da degradação dessas substâncias na natureza, expandindo o conhecimento científico disponível.</p><div class="texto-destacado">“<strong>Este projeto pretende fornecer os dados e as metodologias necessárias para apoiar decisões informadas, contribuindo para uma transição sustentável dos setores que dependem de tecnologias de refrigeração e climatização</strong>”.<br><br>Luís Pedro Viegas, investigador do Centro de Química de Coimbra do Departamento de Química da FCTUC</div><p>Esta tecnologia avançada será integrada em modelos de avaliação internacional como o PROMETHEUS e o TIAM-ECN. Os especialistas conseguem, desta forma, cruzar os planos de descarbonização energética planetária com a introdução de novos fluidos térmicos nas bombas de calor e nos sistemas de climatização. A intenção é disponibilizar dados comparáveis e validados que sustentem <strong>decisões comerciais rápidas e seguras</strong>, minimizando as margens de erro regulamentar.</p><h2>Alinhamento com as metas ecológicas mundiais</h2><p>A urgência deste trabalho reflete as exigências da Emenda de Kigali ao Protocolo de Montreal e do Acordo de Paris, tratados internacionais que exigem a <strong>redução drástica e progressiva dos hidrofluorocarbonetos.</strong> A equipa baseada em Coimbra pretende desenhar uma série de trajetórias de emissões adaptadas a diferentes realidades regionais e setores de atividade económica. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ao simular estes caminhos futuros, a plataforma atuará como um sistema de suporte interativo, no qual os utilizadores podem testar hipóteses políticas e antever o impacto de novas leis ambientais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O rigor da partilha de conhecimento constitui outro pilar estratégico da equipa. Todas as <strong>bases de dados</strong> geradas respeitarão princípios de <strong>ciência aberta</strong>, assegurando que as conclusões sejam localizáveis, acessíveis e totalmente reutilizáveis por qualquer laboratório ou empresa do mundo. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/universidade-de-coimbra-lidera-projeto-europeu-para-eliminar-os-gases-mais-poluentes-1784118749182.jpg" data-image="2y1rfgsg04k4" alt="Refrigeração industrial" title="Refrigeração industrial"><figcaption>Grandes sistemas de refrigeração industriais dependem de fluidos químicos que o projeto GWPathfinder pretende substituir por alternativas sustentáveis. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>O que se pretende criar, portanto, é um verdadeiro ecossistema de partilha de conhecimento livre de barreiras comerciais.</p><h2>Do laboratório para o mercado internacional</h2><p>A investigação tem como intuito levar o desenvolvimento deste mecanismo virtual desde uma fase inicial de ensaio laboratorial até um patamar de maturidade tecnológica elevado, pronto para aplicação industrial direta. O <strong>cronograma</strong> de trabalhos prevê que o <strong>protótipo</strong> esteja totalmente operacional e disponível para uma implementação em larga escala no final de <strong>agosto de 2029</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="651733" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/aumento-drastico-das-emissoes-de-um-gas-com-efeito-de-estufa-potente-e-de-longa-duracao-24-300-vezes-superior-ao-co2-ambiente.html" title="Aumento drástico das emissões de um gás com efeito de estufa potente e de longa duração, 24 300 vezes superior ao CO2">Aumento drástico das emissões de um gás com efeito de estufa potente e de longa duração, 24 300 vezes superior ao CO2</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/aumento-drastico-das-emissoes-de-um-gas-com-efeito-de-estufa-potente-e-de-longa-duracao-24-300-vezes-superior-ao-co2-ambiente.html" title="Aumento drástico das emissões de um gás com efeito de estufa potente e de longa duração, 24 300 vezes superior ao CO2"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aumento-drastico-das-emissoes-de-um-gas-com-efeito-de-estufa-potente-e-de-longa-duracao-24-300-vezes-superior-ao-co2-ambiente-1712856295903_320.jpg" alt="Aumento drástico das emissões de um gás com efeito de estufa potente e de longa duração, 24 300 vezes superior ao CO2"></a></article></aside><p>O sucesso desta plataforma traduz-se no fornecimento de <strong>metodologias seguras</strong> para que as indústrias abandonem os compostos tradicionais sem perder eficiência energética. Com esta liderança, a academia portuguesa assume um papel central na definição dos padrões ambientais que vão regular os <strong>aparelhos de climatização</strong> domésticos e industriais <strong>nas próximas décadas</strong>, transformando a ciência de computadores numa estratégia ativa de combate às alterações climáticas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Faculdade%20de%20Ci%C3%AAncias%20e%20Tecnologia%20da%20Universidade%20de%20Coimbra%20(FCTUC)" data-year="" data-title="UC%20coordena%20projeto%20europeu%20de%202%2C9%20milh%C3%B5es%20de%20euros%20para%20acelerar%20a%20elimina%C3%A7%C3%A3o%20de%20gases%20fluorados%20poluentes" data-url="https%3A%2F%2Fnoticias.uc.pt%2Fartigos%2Funiversidade-de-coimbra-coordena-projeto-europeu-de-2-9-milhoes-de-euros-para-acelerar-a-eliminacao-de-gases-fluorados-poluentes%2F">Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC). <a href="https://noticias.uc.pt/artigos/universidade-de-coimbra-coordena-projeto-europeu-de-2-9-milhoes-de-euros-para-acelerar-a-eliminacao-de-gases-fluorados-poluentes/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">UC coordena projeto europeu de 2,9 milhões de euros para acelerar a eliminação de gases fluorados poluentes</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/universidade-de-coimbra-lidera-projeto-europeu-para-eliminar-os-gases-mais-poluentes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Previsão a longo prazo para Portugal: "o verão poderá já ter atingido o seu pico"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-a-longo-prazo-para-portugal-o-verao-podera-ja-ter-atingido-o-seu-pico.html</link><pubDate>Wed, 15 Jul 2026 13:27:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Apesar de entrarmos hoje na canícula, período climatologicamente mais quente do ano, as projeções de longo prazo do ECMWF sugerem um enfraquecimento gradual do calor anómalo em Portugal até ao final de agosto.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-longo-prazo-para-portugal-o-verao-podera-ja-ter-atingido-o-seu-pico-1784117627209.jpg" data-image="7tswwobcs1x9" alt="Praia" title="Praia"><figcaption>Depois da intensa onda de calor do início de julho, as projeções de longo prazo do ECMWF apontam para um verão ainda quente e seco em Portugal, mas com uma diminuição gradual do calor anómalo à medida que nos aproximamos do final de agosto, precisamente durante o período de férias de muitos portugueses.</figcaption></figure><p>Depois da intensa onda de calor que marcou o início de julho, muitos portugueses perguntam-se se o pior do verão ainda está por chegar. Apesar de termos iniciado hoje a <strong>canícula, período que decorre habitualmente entre 15 de julho e 15 de agosto e que corresponde, em média, aos dias mais quentes do ano na Península Ibérica</strong>, as mais recentes projeções de longo prazo do Centro Europeu de Previsão (ECMWF) sugerem uma tendência diferente.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações </div><p>O calor deverá continuar, mas sem sinais claros de novas ondas de calor tão intensas como a registada no início deste mês.</p><h2>Canícula continua, mas com anomalias de temperatura em diminuição</h2><p>Os mapas semanais de anomalias da temperatura a 2 metros do ECMWF indicam que a semana de 20 a 27 de julho ainda deverá apresentar temperaturas médias entre<strong> 1</strong><strong> e 3 °C acima do normal</strong> para a época em grande parte de Portugal continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-longo-prazo-para-portugal-o-verao-podera-ja-ter-atingido-o-seu-pico-1784114956430.jpg" data-image="r3p5f0rqcwjk" alt="Anomalia da temperatura 20-27 de julho" title="Anomalia da temperatura 20-27 de julho"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-346765">O ECMWF prevê que a semana de 20 a 27 de julho apresente temperaturas médias acima do normal em grande parte de Portugal continental, com anomalias positivas entre cerca de 1 e 3 °C.</figcaption></figure><p>No entanto, à medida que avançamos para agosto, verifica-se uma diminuição gradual destas anomalias. Semana após semana, as cores mais avermelhadas vão perdendo expressão, até que, entre <strong>17 e 24 de agosto</strong>, Portugal Continental surge praticamente coberto por tons brancos, <strong>sinal de que a temperatura média semanal deverá aproximar-se dos valores climatologicamente normais</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-longo-prazo-para-portugal-o-verao-podera-ja-ter-atingido-o-seu-pico-1784115042660.jpg" data-image="n2svikoent0w" alt="Anomalia da temperatura 17-24 de agosto" title="Anomalia da temperatura 17-24 de agosto"><figcaption>Na segunda quinzena de agosto, as anomalias positivas diminuem significativamente. Os tons brancos sobre Portugal indicam uma temperatura média semanal próxima da normal climatológica.</figcaption></figure><p>Importa, contudo, esclarecer que estes mapas representam a <strong>anomalia da temperatura média ao longo de uma semana inteira</strong> e não a temperatura prevista para cada dia.</p><div class="texto-destacado">Isto significa que uma semana poderá apresentar uma anomalia próxima da média climatológica e, <strong>ainda assim, incluir um ou dois dias muito quentes, compensados por outros mais frescos.</strong></div><p>Da mesma forma, uma anomalia positiva não implica necessariamente uma onda de calor persistente, mas sim que, no conjunto dos sete dias, a temperatura média deverá situar-se acima do habitual para a época.</p><h2>Pouca chuva prevista durante a segunda quinzena de julho</h2><p>A precipitação continua a apresentar um sinal bastante mais discreto. Ao contrário da temperatura, esta variável possui menor previsibilidade a médio e longo prazo, motivo pelo qual o ECMWF apenas disponibiliza este tipo de projeção até cerca de <strong>25 de julho</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-longo-prazo-para-portugal-o-verao-podera-ja-ter-atingido-o-seu-pico-1784115223185.jpg" data-image="3ryfxdv9srmn" alt="Precipitação acumulada" title="Precipitação acumulada"><figcaption>O modelo prevê apenas precipitação fraca e pontual na fachada ocidental e no Norte de Portugal. Grande parte do interior deverá manter-se praticamente sem chuva durante este período.</figcaption></figure><p>O mapa de precipitação acumulada <strong>representa toda a chuva prevista desde o início da previsão até à data indicada (desde dia 15 até dia 25 de julho)</strong>, independentemente de ocorrer num único episódio ou distribuída por vários dias. Assim, permite identificar as regiões com maior probabilidade de acumular precipitação, <strong>mas não indica quando essa chuva ocorrerá nem qual será a intensidade de cada episódio</strong>.</p><p>Neste momento, o modelo aponta para alguns períodos de precipitação fraca ao longo da fachada ocidental e em pontos da região Norte, sobretudo junto à fronteira com Espanha. Os acumulados previstos permanecem baixos, enquanto <strong>grande parte do interior deverá continuar praticamente sem precipitação</strong>.</p><h2>Tendência favorável, mas ainda com elevada incerteza</h2><p>Apesar do sinal relativamente consistente apresentado pelas últimas saídas do ECMWF, importa recordar que <strong>as previsões de longo prazo devem ser interpretadas como tendências atmosféricas e não como previsões diárias</strong>. A mais de um mês de distância, pequenas alterações na circulação atmosférica podem modificar significativamente a evolução prevista, sobretudo no que diz respeito às temperaturas extremas e à precipitação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778776" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-e-atualmente-um-oasis-de-frescura-na-europa-mas-o-calor-acima-dos-35-c-regressara-nesta-data.html" title="Portugal continental é atualmente um “oásis” de frescura na Europa, mas o calor acima dos 35 ºC regressará nesta data">Portugal continental é atualmente um “oásis” de frescura na Europa, mas o calor acima dos 35 ºC regressará nesta data</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-e-atualmente-um-oasis-de-frescura-na-europa-mas-o-calor-acima-dos-35-c-regressara-nesta-data.html" title="Portugal continental é atualmente um “oásis” de frescura na Europa, mas o calor acima dos 35 ºC regressará nesta data"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-e-atualmente-um-oasis-de-frescura-na-europa-mas-o-calor-acima-dos-35-c-regressara-nesta-data-1784118028413_320.png" alt="Portugal continental é atualmente um “oásis” de frescura na Europa, mas o calor acima dos 35 ºC regressará nesta data"></a></article></aside><p>Assim, embora os modelos apontem para um enfraquecimento gradual do calor anómalo até ao final de agosto, <strong>será essencial acompanhar as previsões de curto e médio prazo nas próximas semanas</strong>, uma vez que estas permitem confirmar, ou ajustar, a evolução inicialmente sugerida pelos modelos de longo alcance.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-a-longo-prazo-para-portugal-o-verao-podera-ja-ter-atingido-o-seu-pico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal continental é atualmente um “oásis” de frescura na Europa, mas o calor acima dos 35 ºC regressará nesta data]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-e-atualmente-um-oasis-de-frescura-na-europa-mas-o-calor-acima-dos-35-c-regressara-nesta-data.html</link><pubDate>Wed, 15 Jul 2026 12:23:10 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal continental, em forte contraste com outros países europeus como Espanha, França e Itália, permanece mais fresco do que o normal para esta época do ano. Saiba porquê e quando as temperaturas voltarão a subir.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xapfmba"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xapfmba.jpg" id="xapfmba"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Há já várias semanas que se vão desprendendo da corrente de jato polar depressões que se isolam em altitude<strong> (bolsas de ar frio) e permanecem de forma mais ou menos estacionária a oeste da Península Ibérica</strong>, favorecendo o arrastamento de uma crista de alta pressão em direção ao Mediterrâneo, algo que explica a persistência do atual padrão em Portugal e outros países da Europa, quase como se a atmosfera estivesse “viciada”.</p><h2>Uma atmosfera “viciada”: o porquê da repetição de padrões atmosféricos muito semelhantes</h2><p>É relativamente simples compreender a razão desta atmosfera "viciada": consiste na <strong>repetição quase incessante do mesmo padrão atmosférico nas últimas semanas</strong>. E tudo indica que na próxima semana (20 a 26 de julho) um cenário semelhante voltará a verificar-se.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-e-atualmente-um-oasis-de-frescura-na-europa-mas-o-calor-acima-dos-35-c-regressara-nesta-data-1784116866593.png" data-image="02wlpqqdpqw6"><figcaption>Da interação entre as bolsas de ar frio e a crista subtropical nascem dois padrões distintos: maior frescura em Portugal continental, devido à entrada de ar tropical marítimo, e calor intenso ou extremo na metade centro-oriental de Espanha, França, Itália e outras regiões banhadas pelo Mediterrâneo.</figcaption></figure><p>Como é bem conhecido em Meteorologia e Climatologia, a posição destas bolsas de ar frio, em interação com outros centros de ação, é um dos fatores determinantes para a distribuição das massas de ar: quando permanecem mais a oeste, impulsionam calor do Norte de África para Portugal continental; <strong>quando se posicionam mais a leste</strong>, esse calor concentra-se sobretudo na metade oriental da Península Ibérica e nos países banhados pelo Mediterrâneo (França e Itália, por exemplo), <strong>enquanto o nosso país fica exposto ao ar tropical marítimo proveniente do Atlântico</strong>.</p><p>Quando a depressão isolada se posiciona mais a leste, Portugal continental beneficia ainda da combinação de outros fatores, tais como a <strong>nortada</strong><strong>, a influência marítima e o upwelling</strong>, que, em conjunto, ajudam a conter a subida das temperaturas, sobretudo no litoral. Ao mesmo tempo, a mesma circulação canaliza ar muito quente e seco do Norte de África para o Mediterrâneo.</p><h2>Porque é que Portugal se vai mantendo mais fresco do que grande parte da Europa</h2><p><strong>A trajetória destas bolsas de ar frio tem, por isso, uma influência decisiva na modulação das temperaturas no território nacional</strong>. Quando se deslocam para leste, o país permanece mais fresco; quando se posicionam mais a oeste, aumenta a probabilidade de episódios de calor mais intenso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-e-atualmente-um-oasis-de-frescura-na-europa-mas-o-calor-acima-dos-35-c-regressara-nesta-data-1784117346206.png" data-image="sp1uq5nu3qwc"><figcaption>É perfeitamente percetível o enorme contraste térmico entre Portugal continental, exposto ao Atlântico, e várias regiões de países europeus banhados pelo Mediterrâneo, tais como o leste de Espanha, o sul de França, as Ilhas Baleares, Córsega e Sardenha e várias regiões de Itália.</figcaption></figure><p><strong>Mesmo no interior</strong>, onde as temperaturas são normalmente mais elevadas do que no litoral, <strong>Portugal vai-se mantendo frequentemente mais ameno em relação a boa parte da Europa Ocidental e Mediterrânica</strong>. A reduzida largura do território (aproximadamente 200 km) e a proximidade ao oceano Atlântico permitem que a influência marítima continue a limitar o aquecimento, enquanto a mesma configuração atmosférica vai provocando temperaturas muito mais elevadas em países como Espanha, França ou Itália.</p><h2>Frescura atlântica mantém temperaturas abaixo da média no país até sexta-feira, 17 de julho</h2><p>Entre hoje, dia 15, e sexta-feira, dia 17, espera-se a continuidade deste padrão de frescura atlântica. <strong>Os mapas de anomalia térmica da Meteored apontam para valores entre -1 e -3 ºC face à média climatológica de referência</strong>, o que denota o carácter quase estacionário da bolsa de ar frio responsável por impulsionar ar tropical marítimo até Portugal continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-e-atualmente-um-oasis-de-frescura-na-europa-mas-o-calor-acima-dos-35-c-regressara-nesta-data-1784117205066.png" data-image="qrfaslkeqvc5"><figcaption>Entre hoje (15) e sexta-feira (17), mesmo nas regiões onde as temperaturas estarão mais elevadas, os valores previstos das máximas serão inferiores ao patamar dos 35 ºC.</figcaption></figure><p>Além disto, para o mesmo período cronológico em análise, os mapas de temperatura do ar a 2 metros de altura evidenciam valores bastante amenos de temperaturas diurnas para um mês de julho, <strong>estando previstas máximas entre 19 e 28 ºC nas regiões do litoral e entre 28 e 34 ºC nas regiões do interior</strong>.</p><h2>Mudança de padrão no fim de semana gerará uma subida das temperaturas, sobretudo no interior</h2><p>No fim de semana de 18 e 19 de julho, as últimas e sucessivas saídas do modelo ECMWF convergem na previsão de uma subida gradual das temperaturas. No sábado (18) o aquecimento deverá ser mais ligeiro, <strong>sendo mais expressivo no domingo (19), sobretudo no interior, onde, de acordo com os mapas de referência da Meteored, já se preveem máximas entre 35 e 40 ºC</strong> em várias zonas, tais como os vales do Douro e Guadiana, Beira Alta e Beira Baixa, Alentejo e Sotavento Algarvio, entre outras.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-e-atualmente-um-oasis-de-frescura-na-europa-mas-o-calor-acima-dos-35-c-regressara-nesta-data-1784117129924.png" data-image="kxlnwhvhpgan"><figcaption>No domingo, 19 de julho, o interior Norte e o Algarve sobressaem como as regiões onde os valores das temperaturas estarão mais elevados face à média climatológica de referência.</figcaption></figure><p>Os mapas de anomalia térmica à superfície e na camada dos 850 hPa confirmam igualmente esta tendência. Entre sábado (18) e domingo (19) observa-se uma expansão geográfica das anomalias positivas, inicialmente no interior e depois também no litoral. <strong>Para domingo (19) estão previstos valores entre +2 e +4 ºC acima da média, podendo atingir localmente +5 ºC ou +6 ºC no interior Norte e até +9 ºC em alguns locais do Algarve</strong>.</p><p>Não obstante, tal como se observa no mapa acima, <strong>alguns locais da faixa costeira ocidental permanecerão mais frescos</strong> do que o habitual, sendo disso exemplo a zona do litoral Norte entre Viana do Castelo e Ovar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778747" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-com-aguaceiros-e-madeira-mais-estavel-saiba-como-estara-o-tempo-ate-domingo.html" title="Açores com aguaceiros e Madeira mais estável: saiba como estará o tempo até domingo">Açores com aguaceiros e Madeira mais estável: saiba como estará o tempo até domingo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-com-aguaceiros-e-madeira-mais-estavel-saiba-como-estara-o-tempo-ate-domingo.html" title="Açores com aguaceiros e Madeira mais estável: saiba como estará o tempo até domingo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/acores-com-aguaceiros-e-madeira-mais-estavel-saiba-como-estara-o-tempo-ate-domingo-1784108768130_320.png" alt="Açores com aguaceiros e Madeira mais estável: saiba como estará o tempo até domingo"></a></article></aside><p>Esta alteração no estado do tempo irá resultar do <strong>afastamento da bolsa de ar frio</strong> que tem permitido a entrada de ar tropical marítimo, da consolidação de um bloqueio no Atlântico Norte disposto sob a forma de uma <strong>crista anticiclónica</strong> e da aproximação à nossa geografia continental de uma <strong>massa de ar mais quente e seco</strong> proveniente do interior da Península Ibérica e inicialmente canalizada a partir do Norte de África.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-e-atualmente-um-oasis-de-frescura-na-europa-mas-o-calor-acima-dos-35-c-regressara-nesta-data.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Açores com aguaceiros e Madeira mais estável: saiba como estará o tempo até domingo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-com-aguaceiros-e-madeira-mais-estavel-saiba-como-estara-o-tempo-ate-domingo.html</link><pubDate>Wed, 15 Jul 2026 10:32:58 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O estado do tempo deverá manter diferenças significativas entre os dois arquipélagos até domingo. Enquanto os Açores continuarão sob influência de nebulosidade e aguaceiros, a Madeira deverá manter um tempo mais estável e temperaturas sem grandes alterações.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xapeniy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xapeniy.jpg" id="xapeniy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os próximos dias deverão continuar a ser marcados por condições meteorológicas distintas nos arquipélagos portugueses. Segundo a previsão do modelo europeu ECMWF, os <strong>Açores</strong> permanecerão sob influência de <strong>nebulosidade</strong> e <strong>períodos de chuva ou aguaceiros</strong>, enquanto a <strong>Madeira</strong> deverá beneficiar de um <strong>estado do tempo mais estável</strong>, com <strong>pouca precipitação</strong> e <strong>temperaturas praticamente constantes</strong> até domingo.</p><p>O contraste entre os dois arquipélagos deverá resultar da <strong>circulação atmosférica no Atlântico Norte</strong>, favorecendo a passagem de <strong>sistemas frontais</strong> junto aos Açores e mantendo a Madeira sob <strong>condições mais anticiclónicas</strong>.</p><h2>Açores deverão continuar com tempo variável e aguaceiros frequentes</h2><p>Nos <strong>Açores</strong>, a previsão aponta para <strong>vários períodos de céu muito nublado</strong>, acompanhados por <strong>aguaceiros dispersos</strong> ao longo dos próximos dias. A precipitação deverá afetar sobretudo as <strong>ilhas dos grupos Ocidental e Central</strong>, embora também possa ocorrer pontualmente no <strong>Grupo Oriental</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-com-aguaceiros-e-madeira-mais-estavel-saiba-como-estara-o-tempo-ate-domingo-1784108668709.png" data-image="3e0z47vu4iwo" alt="Temperatura - domingo, 19 de julho, às 16h" title="Temperatura - domingo, 19 de julho, às 16h"><figcaption>As temperaturas máximas deverão variar pouco até domingo, situando-se geralmente entre os 24 ºC e os 25 ºC nos Açores e entre os 25 ºC e os 26 ºC na Madeira.</figcaption></figure><p>Apesar da instabilidade, as <strong>temperaturas</strong> deverão manter-se bastante estáveis durante todo o período. Nos Açores, as <strong>máximas</strong> deverão oscilar apenas cerca de <strong>dois graus celsius</strong> entre quarta-feira e domingo, sem episódios de <strong>calor significativo</strong>.</p><h2>A precipitação deverá aumentar gradualmente ao longo dos próximos dias</h2><p>Os <strong>mapas de precipitação acumulada</strong> mostram um aumento progressivo dos <strong>totais previstos</strong> nos Açores à medida que avança a semana. Os <strong>acumulados mais elevados</strong> deverão ocorrer sobretudo nas <strong>ilhas do Grupo Ocidental</strong> e em parte do <strong>Grupo Central</strong>, enquanto o <strong>Grupo Oriental</strong> poderá registar valores mais modestos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-com-aguaceiros-e-madeira-mais-estavel-saiba-como-estara-o-tempo-ate-domingo-1784108768130.png" data-image="c7gh6rg7ob16" alt="Precipitação acumulada - domingo, 19 de julho, às 16h" title="Precipitação acumulada - domingo, 19 de julho, às 16h"><figcaption>A precipitação acumulada deverá aumentar gradualmente até domingo nos Açores, enquanto na Madeira os valores previstos continuarão reduzidos.</figcaption></figure><p>Na Madeira, por outro lado, apenas se esperam <strong>acumulados residuais</strong>, compatíveis com um <strong>estado do tempo bastante mais seco</strong> do que o previsto para o arquipélago açoriano.</p><h2>Madeira deverá manter tempo estável durante quase toda a semana</h2><p>Ao contrário dos Açores, a <strong>Madeira</strong> deverá continuar sob influência de <strong>condições atmosféricas bastante mais estáveis</strong>. A <strong>nebulosidade</strong> poderá variar ao longo dos dias, mas a probabilidade de ocorrência de <strong>precipitação significativa</strong> permanecerá reduzida.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-com-aguaceiros-e-madeira-mais-estavel-saiba-como-estara-o-tempo-ate-domingo-1784109885634.png" data-image="e7iwsojmvfc3" alt="Nebulosidade e precipitação - sábado, 18 de julho, às 15h" title="Nebulosidade e precipitação - sábado, 18 de julho, às 15h"><figcaption>Na Madeira deverá predominar um tempo estável, com alguma nebulosidade e baixa probabilidade de precipitação.</figcaption></figure><p>Também as <strong>temperaturas</strong> deverão apresentar poucas oscilações, mantendo <strong>máximas próximas dos 25 a 26 ºC</strong> ao longo do período em análise.</p><h2>As temperaturas deverão manter-se próximas da média nos Açores</h2><p>Os <strong>mapas de anomalia térmica</strong> indicam que os <strong>Açores</strong> deverão apresentar <strong>temperaturas próximas ou ligeiramente abaixo da média climatológica</strong> para esta época do ano. Na <strong>Madeira</strong>, os valores previstos deverão situar-se <strong>muito próximos da normal climatológica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-com-aguaceiros-e-madeira-mais-estavel-saiba-como-estara-o-tempo-ate-domingo-1784109925012.png" data-image="kpv0o133m96u" alt="Anomalia da temperatura - domingo, 19 de julho, às 16h" title="Anomalia da temperatura - domingo, 19 de julho, às 16h"><figcaption>Os Açores deverão apresentar temperaturas próximas da média para a época, enquanto na Madeira são esperadas anomalias ligeiramente positivas.</figcaption></figure><p>Este cenário confirma que, apesar da persistência de alguma <strong>instabilidade</strong> nos Açores, <strong>não são esperadas situações meteorológicas excecionais</strong> até ao final da semana.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778629" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/crista-anticiclonica-forma-se-em-breve-no-atlantico-norte-mais-de-35-c-nestas-localidades-portuguesas-no-domingo.html" title="Crista anticiclónica forma-se em breve no Atlântico Norte: mais de 35 ºC nestas localidades portuguesas no domingo 19">Crista anticiclónica forma-se em breve no Atlântico Norte: mais de 35 ºC nestas localidades portuguesas no domingo 19</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/crista-anticiclonica-forma-se-em-breve-no-atlantico-norte-mais-de-35-c-nestas-localidades-portuguesas-no-domingo.html" title="Crista anticiclónica forma-se em breve no Atlântico Norte: mais de 35 ºC nestas localidades portuguesas no domingo 19"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/crista-anticiclonica-forma-se-em-breve-no-atlantico-norte-mais-de-35-c-nestas-localidades-portuguesas-no-domingo-1784040275047_320.png" alt="Crista anticiclónica forma-se em breve no Atlântico Norte: mais de 35 ºC nestas localidades portuguesas no domingo 19"></a></article></aside><p>Em resumo, o <strong>estado do tempo</strong> até domingo deverá continuar a apresentar <strong>diferenças claras</strong> entre os dois arquipélagos portugueses. Enquanto os <strong>Açores</strong> permanecerão sob influência de <strong>nebulosidade</strong> e <strong>aguaceiros frequentes</strong>, a <strong>Madeira</strong> deverá manter um <strong>tempo mais estável</strong>, com <strong>pouca precipitação</strong> e <strong>temperaturas praticamente sem alterações</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-com-aguaceiros-e-madeira-mais-estavel-saiba-como-estara-o-tempo-ate-domingo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Esta vila portuguesa vai ganhar um novo parque temático]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-vila-portuguesa-vai-ganhar-um-novo-parque-tematico.html</link><pubDate>Wed, 15 Jul 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Um teleférico de um quilómetro, montanha-russa e tirolesa. Conheça o projeto de 12 milhões de euros junto à Praia das Rocas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-vila-portuguesa-vai-ganhar-um-novo-parque-tematico-1783792638100.jpg" data-image="9nrernfvwwoq" alt="Teleférico" title="Teleférico"><figcaption>A menos de duas horas de Lisboa vai nascer um parque temático diferente de todos os outros. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>As boas notícias estão a chegar a <strong>Castanheira de Pera</strong>. A vila do distrito de Leiria prepara-se para se tornar casa de um novo parque temático. O objetivo? Entrar no roteiro de escapadinhas de Portugal.</p><div class="texto-destacado">A notícia foi avançada pela autarquia local, referindo que o novo espaço pretende apostar na “valorização das características naturais do território”.</div><p>O município apresentou o projeto do Parque Temático de São João da Mata, um investimento de 12 milhões de euros que promete transformar a região num <strong>destino de referência</strong> para quem gosta de aventura, natureza e atividades ao ar livre. Agora, é meter ‘mãos à obra’.</p><h2>Portugal vai ter um novo parque de aventuras </h2><p>Este parque será desenvolvido numa área de cerca de 45 hectares, junto à <strong>Praia das Rocas</strong>. O plano é que seja construído em três fases. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773883" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/vai-nascer-em-santarem-a-disneylandia-do-futebol.html" title="Vai nascer em Santarém a “Disneylândia do futebol”">Vai nascer em Santarém a “Disneylândia do futebol”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/vai-nascer-em-santarem-a-disneylandia-do-futebol.html" title="Vai nascer em Santarém a “Disneylândia do futebol”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vai-nascer-em-santarem-a-disneylandia-do-futebol-1781474376691_320.jpg" alt="Vai nascer em Santarém a “Disneylândia do futebol”"></a></article></aside><p>“A proposta aposta numa oferta diversificada de experiências para todas as idades, combinando desporto, lazer e valorização da paisagem natural”, lê-se no <em>site </em>‘Vou Sair’.</p><p>Isto significa que, em vez de um parque de diversões tradicional, a nova atração centrar-se-á nas<strong> atividades ao ar livre e no turismo ativo</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-vila-portuguesa-vai-ganhar-um-novo-parque-tematico-1783792726039.jpg" data-image="xdkt7dp48wti" alt="Castanheira de Pera" title="Castanheira de Pera"><figcaption>Esqueça os parques tradicionais. Foto: CM Castanheira de Pera</figcaption></figure><p>No recinto, os visitantes vão encontrar sugestões de atividades desde tirolesa, pista de <em>downhill</em>, passando por pista de arborismo, trajeto de<em> alpine coaster</em> (montanha-russa), escalada, salto livre, até ao salto invertido e um circuito de <em>crazy cart</em> destinado aos mais novos.</p><p>Ainda assim, um dos pontos de destaque será mesmo um <strong>teleférico</strong> com cerca de <strong>mil metros de comprimento</strong>. Este ligará a vila de Castanheira de Pera ao parque. “Mais do que um simples meio de transporte, pretende proporcionar uma experiência panorâmica sobre a serra e tornar-se no principal ex-líbris do novo espaço.”</p><div class="texto-destacado">Pretende-se, assim, criar um espaço que, além da sua finalidade, incentive a contemplação da envolvente paisagística por parte dos visitantes.</div><p>O melhor é que a proximidade à Praia das Rocas, um dos complexos balneares do interior mais conhecidos de Portugal, fará com que o pacote de atividades inclua também canoagem,<em> paddle</em>, <em>paddle surf </em>e <em>cable wakeboard</em>. Desta forma, será possível passar um dia inteiro entre água, montanha e aventura.</p><h2>Mais informações e detalhes</h2><p>Apesar de ainda não ter sido revelada uma data para a inauguração do espaço, o presidente da Câmara Municipal de Castanheira de Pera, António Henriques, prevê que este gere um<strong> impacto positivo</strong>. </p><p>Segundo o autarca, o projeto “está assente em pilares de sustentabilidade ambiental, económica e social, prevendo gerar um impacto positivo alargado à escala da região centro, através da <strong>criação de emprego direto e indireto</strong>, da dinamização da hotelaria, da restauração e do comércio local.”</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777399" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/as-5-melhores-piscinas-de-portugal-para-conhecer-antes-do-alivio-termico.html" title="As “5 melhores piscinas de Portugal” para conhecer antes do alívio térmico">As “5 melhores piscinas de Portugal” para conhecer antes do alívio térmico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/as-5-melhores-piscinas-de-portugal-para-conhecer-antes-do-alivio-termico.html" title="As “5 melhores piscinas de Portugal” para conhecer antes do alívio térmico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-5-melhores-piscinas-de-portugal-para-conhecer-antes-do-alivio-termico-1783366312453_320.jpg" alt="As “5 melhores piscinas de Portugal” para conhecer antes do alívio térmico"></a></article></aside><p>Já o secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, destacou a visão estratégica do município, considerando que esta infraestrutura poderá tornar Castanheira de Pera num <strong>destino turístico ainda mais competitivo </strong>e ajudar a reduzir a sazonalidade da região.</p><p>Também Rui Ventura, presidente do Turismo Centro de Portugal, classificou o projeto como uma iniciativa com dimensão regional, nacional e internacional, capaz de reforçar a atratividade turística do Centro de Portugal.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Vou%20Sair" data-year="2026" data-title="Vai%20nascer%20um%20parque%20tem%C3%A1tico%20com%20telef%C3%A9rico%2C%20montanha-russa%20e%20tirolesa%20no%20Centro%20de%20Portugal" data-url="https%3A%2F%2Fvousair.pt%2Fvai-nascer-um-parque-tematico-com-teleferico-montanha-russa-e-tirolesa-no-centro-de-portugal%2F">Vou Sair. (2026). <a href="https://vousair.pt/vai-nascer-um-parque-tematico-com-teleferico-montanha-russa-e-tirolesa-no-centro-de-portugal/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Vai nascer um parque temático com teleférico, montanha-russa e tirolesa no Centro de Portugal</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Pincelli%2C%20I" data-year="2026" data-title="Est%C3%A1%20a%20nascer%20um%20novo%20parque%20tem%C3%A1tico%20no%20centro%20do%20Pa%C3%ADs%20com%20telef%C3%A9rico%20e%20montanha-russa" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fna-cidade%2Festa-a-nascer-um-novo-parque-tematico-no-centro-do-pais-com-teleferico-e-montanha-russa">NiT, Pincelli, I. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/esta-a-nascer-um-novo-parque-tematico-no-centro-do-pais-com-teleferico-e-montanha-russa" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Está a nascer um novo parque temático no centro do País com teleférico e montanha-russa</a>.</cite><br><cite data-author="The%20Portugal%20News" data-year="2026" data-title="Portugal%20vai%20ter%20um%20novo%20parque%20de%20aventuras" data-url="https%3A%2F%2Fwww.theportugalnews.com%2Fpt%2Fnoticias%2F2026-07-06%2Fportugal-vai-ter-um-novo-parque-de-aventuras%2F1050976">The Portugal News. (2026). <a href="https://www.theportugalnews.com/pt/noticias/2026-07-06/portugal-vai-ter-um-novo-parque-de-aventuras/1050976" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Portugal vai ter um novo parque de aventuras</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-vila-portuguesa-vai-ganhar-um-novo-parque-tematico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Com a ajuda do Telescópio Espacial James Webb, NASA descobre a origem do cometa 3I/ATLAS]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/com-ajuda-do-telescopio-espacial-james-webb-a-nasa-descobre-a-origem-do-cometa-3i-atlas.html</link><pubDate>Wed, 15 Jul 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A água e o carbono do 3I/ATLAS revelam uma origem extremamente fria e antiga, possivelmente num sistema planetário formado durante os estágios iniciais da evolução da Via Láctea.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/con-ayuda-del-telescopio-espacial-james-webb-la-nasa-encuentra-el-origen-del-cometa-3i-atlas-1783871917782.jpg" data-image="9y0no3t1a0dp"><figcaption>O cometa ATLAS causou grande comoção ao chegar do espaço interestelar.</figcaption></figure><p>O <strong>cometa 3I/ATLAS </strong>chegou ao Sistema Solar com uma composição diferente da de qualquer corpo local já estudado — levando muitos a especular que se tratava de uma nave espacial alienígena —, mas era simplesmente o terceiro <strong>objeto interestelar </strong>confirmado, depois de 1I/‘Oumuamua e 2I/Borisov.</p><p><strong>Os seus gelos preservam propriedades que revelam o sistema planetário de origem do objeto</strong>; tais características puderam ser estudadas graças à sua elevada taxa de produção de gás ao atingir o periélio. O seu estudo foi um evento notável, especialmente para um visitante com trajetória hiperbólica que regressou ao espaço interestelar.</p><div class="texto-destacado">Uma equipa liderada por Martin Cordiner utilizou o instrumento NIRSpec do Telescópio Espacial James Webb em dezembro de 2025, enquanto o cometa se afastava do Sol. As observações detetaram água, dióxido de carbono e monóxido de carbono.</div><p>O <em>Atacama Compact Array</em>, integrado no ALMA, complementou as medições utilizando linhas de monóxido de carbono e cianeto de hidrogénio. Estes dados possibilitaram estimar a velocidade de expansão da coma e refinar os modelos utilizados para calcular as taxas de produção molecular.</p><p>A <strong>descoberta </strong>fundamental foi uma assinatura isotópica extraordinária — composta principalmente por água altamente enriquecida em deutério e carbono notavelmente empobrecido em carbono-13 — fornecendo duas pistas independentes que apontam para <strong>uma origem remota, extremamente fria e possivelmente muito mais antiga do que o Sistema Solar</strong>.</p><h2>A água pesada revela uma origem extremamente fria</h2><p>O <strong>Webb detetou HDO, uma molécula de água na qual um dos átomos de hidrogénio é substituído por deutério</strong>. Ao comparar o HDO com o H₂O, a equipa obteve uma razão deutério-hidrogénio de 0,98 ± 0,06% na água cometária observada com o NIRSpec.</p><p>Esta proporção é aproximadamente 34 vezes maior do que a média medida em cometas do Sistema Solar e quase 10 vezes o valor médio observado em protoestrelas. No nosso sistema, apenas a atmosfera de Vénus apresenta uma razão mais elevada, devido à sua prolongada evolução atmosférica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/con-ayuda-del-telescopio-espacial-james-webb-la-nasa-encuentra-el-origen-del-cometa-3i-atlas-1783871703617.jpg" data-image="0n5996vngb6l"><figcaption>Assinaturas químicas e moleculares do cometa 3I/ATLAS, cada uma a destacar uma parte da composição do cometa. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>Este enriquecimento indica que uma parcela significativa do gelo se formou a temperaturas inferiores a 30 Kelvin — o que equivale a aproximadamente −243 graus Celsius. Nestas condições, as reações favorecem a <strong>incorporação de deutério à água antes da formação de pequenos corpos planetesimais</strong>.</p><p>Modelos também mostram que a radiação intensa e a ionização por raios cósmicos acima do habitual podem acelerar este processo. Além disso, a composição do 3I/ATLAS sugere que a<strong> sua água passou por pouco reprocessamento térmico no interior do disco planetário</strong>, onde acabou por se acumular como gelo primitivo.</p><h3>O carbono originou-se na Via Láctea primitiva</h3><p>Medições de dióxido de carbono e monóxido de carbono revelaram razões carbono-12/carbono-13 a variar de 141 a 191 e de 123 a 172, respetivamente. Estes valores são significativamente mais elevados do que os encontrados no Sol, na Terra e em cometas conhecidos, que tipicamente se concentram em torno de uma razão próxima a 90.</p><p>O <strong>carbono-13</strong> acumula-se progressivamente no meio interestelar à medida que gerações sucessivas de estrelas processam a matéria e a devolvem ao espaço. Consequentemente, uma razão elevada de carbono-12 pode indicar que o material <strong>se originou antes de a galáxia atingir o seu nível atual de enriquecimento químico</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/con-ayuda-del-telescopio-espacial-james-webb-la-nasa-encuentra-el-origen-del-cometa-3i-atlas-1783872253997.jpg" data-image="th9dxjdn85ul"><figcaption>Comparação de carbono e hidrogénio em relação a outros cometas do Sistema Solar. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>Ao comparar as medições com modelos de evolução química galáctica, os autores propõem que <strong>o 3I/ATLAS pode ter-se formado entre 11 e 12 mil milhões de anos atrás</strong>. Esta estimativa depende da sua região de origem, do histórico estelar local e da abundância de isótopos na galáxia.</p><div class="texto-destacado">O seu ambiente de origem teria apresentado baixa metalicidade — um termo astronómico que descreve uma menor abundância de elementos mais pesados dp que o hélio.</div><p>Mesmo assim, <strong>deve ter preservado regiões densas, frias e protegidas onde o gelo poderia formar-se</strong>, sobreviver e acabar incorporado num pequeno corpo planetário.</p><h3>Uma cápsula química para a arqueologia galáctica</h3><p><strong>Objetos interestelares</strong> podem servir como amostras diretas de outros sistemas planetários. Ao contrário da luz proveniente de uma estrela ou disco distante, estes corpos <strong>transportam material sólido e gelado</strong> que pode ser analisado à medida que passam temporariamente pela nossa vizinhança cósmica.</p><p>O objeto também apresentou uma coma dominada por monóxido de carbono após o periélio, com abundâncias de CO e CO₂ superiores à da água. A evolução das suas emissões confirma que a atividade cometária se altera à medida que diferentes reservatórios internos de gelo são expostos ao aquecimento solar direto.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-detecta-altas-concentracoes-de-metano-no-cometa-interestelar-3i-atlas.html" title="Telescópio James Webb deteta altas concentrações de metano no cometa interestelar 3I/ATLAS">Telescópio James Webb deteta altas concentrações de metano no cometa interestelar 3I/ATLAS</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-detecta-altas-concentracoes-de-metano-no-cometa-interestelar-3i-atlas.html" title="Telescópio James Webb deteta altas concentrações de metano no cometa interestelar 3I/ATLAS"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/james-webb-metano-3i-atlas-1780372106136_320.png" alt="Telescópio James Webb deteta altas concentrações de metano no cometa interestelar 3I/ATLAS"></a></article></aside><p>A sua importância não está na procura por vida, mas na <strong>reconstrução de temperaturas, níveis de radiação, metalicidade e evolução estelar </strong>através<strong> </strong>de isótopos — uma combinação que oferece uma maneira independente de estudar a história remota da Via Láctea.</p><p>Embora <strong>a idade estimada permaneça incerta</strong>, a combinação de deutério e carbono distingue claramente o 3I/ATLAS dos cometas do Sistema Solar. Futuras missões de visita permitirão determinar se esta composição química é excecional ou se representa uma população de pequenos planetesimais até então não identificada.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Cordiner%20et%20al." data-year="2026" data-title="Isotopic%20Evidence%20for%20a%20Cold%20and%20Distant%20Origin%20of%203I%2FATLAS" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41586-026-10771-6">Cordiner et al.. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41586-026-10771-6" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Isotopic Evidence for a Cold and Distant Origin of 3I/ATLAS</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/com-ajuda-do-telescopio-espacial-james-webb-a-nasa-descobre-a-origem-do-cometa-3i-atlas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas de Harvard transformaram um chip de silício numa máquina de escrever ADN]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-de-harvard-transformaram-um-chip-de-silicio-numa-maquina-de-escrever-adn.html</link><pubDate>Tue, 14 Jul 2026 17:45:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Investigadores de Harvard criaram um chip de silício capaz de escrever 64 sequências de ADN diferentes ao mesmo tempo, utilizando água e correntes elétricas, oferecendo assim uma alternativa mais ecológica ao processo atual, que envolve o uso intensivo de produtos químicos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/draft-harvard-scientists-have-turned-a-silicon-chip-into-a-dna-writing-machine-1783862936249.png" data-image="b43okoxistc5" alt="Researchers have demonstrated a silicon chip that has synthesised 64 different DNA sequences simultaneously using electrically controlled enzymatic reactions in water." title="Researchers have demonstrated a silicon chip that has synthesised 64 different DNA sequences simultaneously using electrically controlled enzymatic reactions in water."><figcaption>Os investigadores apresentaram um chip de silício que sintetizou 64 sequências de ADN diferentes em simultâneo, recorrendo a reações enzimáticas controladas eletricamente em água.</figcaption></figure><p>O <strong>ADN sintético</strong> está na base de uma grande parte da medicina e da ciência modernas — diagnósticos, engenharia genómica, investigação sobre o cancro, e tudo isto depende da<strong> capacidade de produzir sequências de ADN personalizadas a pedido</strong>.</p><p>A forma habitual de o fazer recorre a um processo químico conhecido que funciona em grande escala. No entanto, <strong>este processo depende de solventes orgânicos perigosos e tem de ser realizado em instalações especializadas</strong> e centralizadas, o que limita quem o pode fazer e onde.</p><p>Há já algum tempo que os cientistas se têm interessado pela<strong> síntese enzimática de ADN como alternativa a este método</strong>. Utilizando água, este método funciona de forma mais semelhante à maneira como as células vivas constroem naturalmente o ADN, mas as tentativas anteriores só tinham conseguido produzir cerca de uma dúzia de sequências de uma só vez.</p><p>No entanto, um novo estudo liderado por uma equipa de investigação de Harvard aumentou agora esse número para <strong>64</strong>, cada uma com um comprimento de até 39 nucleótidos, <strong>utilizando um chip de silício e correntes elétricas cuidadosamente controladas</strong>.</p><h2>Um chip que começou por estudar neurónios</h2><p>O curioso neste chip é que não foi de todo concebido para o ADN – foi originalmente construído por <strong>Jeffrey Abbott</strong>, um antigo doutorando no laboratório de Donhee Ham na Escola de Engenharia de Harvard, para registar a atividade elétrica no interior de grandes populações de células cerebrais. Após redesenhar os elétrodos de superfície, a equipa percebeu que <strong>o mesmo controlo preciso da corrente poderia ser redirecionado dos neurónios para as moléculas</strong>.</p><p>"A certa altura, perguntámo-nos se esse mesmo controlo de corrente poderia ser redirecionado das células para as moléculas, <strong>substituindo os elétrodos voltados para os neurónios por pares de elétrodos em anel capazes de determinar o pH para a síntese de ADN"</strong>, explicou Ham. "Funcionou."</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/draft-harvard-scientists-have-turned-a-silicon-chip-into-a-dna-writing-machine-1783862950971.png" data-image="snh7hz11ater" alt="The team showed that the chip's precision current control can localise DNA synthesis at individual reaction sites, although further advances in chemistry will be needed before the technology can be scaled up." title="The team showed that the chip's precision current control can localise DNA synthesis at individual reaction sites, although further advances in chemistry will be needed before the technology can be scaled up."> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-816376">A equipa demonstrou que o controlo preciso da corrente do chip permite localizar a síntese de ADN em locais de reação individuais, embora sejam necessários mais avanços na área da química antes de a tecnologia poder ser aplicada em maior escala.</figcaption></figure><p>A superfície do chip possui 64 locais de síntese, cada um com dois elétrodos em anéis concêntricos que rodeiam moléculas de ADN ancoradas. Quando um local é ativado, <strong>o elétrodo interior gera protões que reduzem o pH local e desencadeiam a ligação do bloco de construção seguinte</strong>.</p><p>O elétrodo exterior absorve quaisquer protões que se desloquem para o exterior, mantendo a reação confinada a esse único ponto. A repetição do processo ao longo de vários ciclos permite construir <strong>64 sequências únicas de forma independente</strong>.</p><h2>Onde a química se torna um obstáculo</h2><p>A equipa também tentou aproximar mais os locais para aumentar ainda mais a escala e, embora o próprio chip tenha conseguido confinar o pH com precisão, a química falhou. A etapa de desproteção — que remove um grupo bloqueador entre cada ronda de construção — gera <strong>moléculas intermédias que podem deslocar-se para locais vizinhos e causar reações indesejadas</strong>, o que limita o quão próximos os locais podem ser espaçados.</p><p>"O chip fez o que lhe pedimos: <strong>localizou o pH baixo nos locais selecionados</strong>", afirmou o coautor principal Han Sae Jung. "A limitação advinha da química de desproteção, não do silício."</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="747071" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-descoberta-de-um-pequeno-chip-podera-tornar-a-computacao-quantica-mais-limpa-e-ecologica-do-que-nunca.html" title="A descoberta de um pequeno chip poderá tornar a computação quântica mais limpa e ecológica do que nunca">A descoberta de um pequeno chip poderá tornar a computação quântica mais limpa e ecológica do que nunca</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-descoberta-de-um-pequeno-chip-podera-tornar-a-computacao-quantica-mais-limpa-e-ecologica-do-que-nunca.html" title="A descoberta de um pequeno chip poderá tornar a computação quântica mais limpa e ecológica do que nunca"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/toiny-chip-discovery-could-make-quantum-computing-cleaner-and-greener-than-ever-1767189554792_320.png" alt="A descoberta de um pequeno chip poderá tornar a computação quântica mais limpa e ecológica do que nunca"></a></article></aside><p>Os investigadores também utilizaram as suas <strong>64 sequências para codificar um texto de 169 bytes como prova de conceito para o armazenamento de dados em ADN</strong>, o que continua a ser um objetivo a longo prazo, uma vez que o ADN é extraordinariamente compacto e duradouro como meio de armazenamento.</p><p>Outro coautor do estudo, Woo-Bin Jung, afirmou que, se a síntese paralela pudesse ser ampliada para muito além das 64 sequências, a síntese enzimática em água <strong>"poderia oferecer uma via ecológica para a gravação de ADN em muito grande escala"</strong>.</p><p>No entanto, <strong>a química terá de evoluir para acompanhar o chip antes que isso se torne possível</strong>, afirmou.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Harvard%20SEAS%20via%20ScienceDaily" data-year="2026" data-title="Harvard%20scientists%20turn%20a%20silicon%20chip%20into%20a%20DNA%20writing%20machine" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedaily.com%2Freleases%2F2026%2F07%2F260708022202.htm">Harvard SEAS via ScienceDaily. (2026). <a href="https://www.sciencedaily.com/releases/2026/07/260708022202.htm" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Harvard scientists turn a silicon chip into a DNA writing machine</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-de-harvard-transformaram-um-chip-de-silicio-numa-maquina-de-escrever-adn.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Terramotos na Venezuela provocaram um deslocamento do solo para leste e para oeste ao longo da costa norte do país]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/terramotos-na-venezuela-provocaram-um-deslocamento-do-solo-para-leste-e-para-oeste-ao-longo-da-costa-norte-do-pais.html</link><pubDate>Tue, 14 Jul 2026 16:29:15 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Os dados de radar do satélite NISAR revelam que La Guaira e as áreas circundantes sofreram um deslocamento substancial do solo em consequência dos sismos ocorridos em junho de 2026 na Venezuela.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/terramotos-na-venezuela-provocaram-um-deslocamento-do-solo-para-leste-e-para-oeste-ao-longo-da-costa-norte-do-pais-1784046472005.jpg" data-image="3ety2eoce1ef"><figcaption>O deslocamento do solo foi particularmente acentuado nas proximidades de Caracas e La Guaira, na Venezuela, na sequência dos sismos que atingiram a região a 24 de junho de 2026. O mapa foi criado a partir de dados do NISAR (Radar de Abertura Sintética da NASA-ISRO) recolhidos a 25 e 30 de junho (após os sismos) e a 13 e 18 de junho (antes dos sismos). Crédito: NASA/Lauren Dauphin.</figcaption></figure><p>O mapa de satélite da costa norte da Venezuela mostra a vermelho as áreas onde o solo se deslocou para leste e a azul as áreas onde se deslocou para oeste. <strong>Uma linha branca fina marca o ponto onde a falha se rompeu sob a superfície</strong>.</p><h2>Deslocamento do solo durante o terramoto na Venezuela, em junho de 2026</h2><p>A 24 de junho de 2026, um terramoto de magnitude 7,2 atingiu o norte da Venezuela, seguido, menos de um minuto depois, por um sismo principal de magnitude 7,5. <strong>Em conjunto, os dois terramotos causaram danos extensos e uma perda significativa de vidas em toda a região</strong>.</p><p>Nos dias que se seguiram, mapas de satélite do deslocamento do solo revelaram <strong>como a superfície da Terra se tinha movido</strong>, ajudando os cientistas a compreender as forças por trás da <strong>grave destruição em locais como La Guaira</strong> e outras cidades costeiras do Estado de La Guaira.</p><div class="texto-destacado">O mapa acima foi criado utilizando <strong>dados do satélite NISAR</strong> (Radar de Abertura Sintética da NASA-ISRO) e processado pela equipa científica do NISAR no <strong>Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) </strong>da NASA.</div><p>Os cientistas utilizaram uma técnica conhecida como <strong>InSAR</strong>, que compara observações repetidas de satélite para detetar alterações subtis na distância entre o satélite e a superfície terrestre. As imagens captadas a 25 e 30 de junho, <strong>após os sismos</strong>, foram comparadas com imagens obtidas a 13 e 18 de junho, <strong>antes dos sismos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="756042" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-os-gatilhos-de-sismos-impossiveis-em-regioes-estaveis.html" title="Cientistas descobrem os gatilhos de sismos 'impossíveis' em regiões estáveis">Cientistas descobrem os gatilhos de sismos "impossíveis" em regiões estáveis</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-os-gatilhos-de-sismos-impossiveis-em-regioes-estaveis.html" title="Cientistas descobrem os gatilhos de sismos 'impossíveis' em regiões estáveis"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-descobrem-os-gatilhos-de-sismos-impossiveis-em-regioes-estaveis-1772050359885_320.png" alt="Cientistas descobrem os gatilhos de sismos 'impossíveis' em regiões estáveis"></a></article></aside><p>O NISAR observa a Terra num ângulo de cerca de 40 graus em relação à vertical, o que lhe permite captar uma combinação de movimentos horizontais e verticais do solo.</p><p>Neste mapa, <strong>as áreas a vermelho indicam onde o solo se deslocou para leste e para cima, enquanto as áreas a azul indicam deslocamentos para oeste e para baixo</strong>. No entanto, uma vez que o sismo ocorreu numa falha de deslizamento lateral, a maior parte do deslocamento apresentado no mapa foi horizontal (este-oeste).</p><p>As áreas brancas indicam pouco ou nenhum movimento do solo, incluindo uma faixa estreita perto do centro-esquerda da imagem, junto a Morón, que marca aproximadamente o local onde a falha se rompeu em profundidade. <strong>A falha faz parte de uma rede de fraturas que se estende ao longo da fronteira entre a Placa das Caraíbas, a norte, e a Placa Sul-Americana, a sul</strong>.</p><p>Os cientistas afirmam que<strong> as falhas ao longo desta fronteira entre placas</strong>, incluindo o Sistema de Falhas de San Sebastián, onde estes sismos provavelmente ocorreram (e possivelmente parte do Sistema de Falhas de Boconó), <strong>vinham a acumular tensão há muito tempo</strong>.</p><h2>Porque é que os danos foram tão graves?</h2><p><em></em>A ruptura da falha propagou-se para o mar, em direção a leste, antes de regressar à terra firme perto do aeroporto internacional a norte de Caracas, marcada pela estreita faixa branca visível entre o deslocamento para oeste e para leste. Imediatamente a sul desta secção da falha, <strong>a coloração azul-escura indica que o deslocamento superficial para oeste foi muito maior do que noutros locais, atingindo até 60 centímetros</strong>.</p><p>"Estas são as razões pelas quais os danos em Caracas e La Guaira foram tão graves", afirmou Eric Fielding, geofísico do JPL responsável pela elaboração dos mapas.<strong> "A tecnologia InSAR revela-nos muito sobre o que aconteceu durante este terramoto"</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775624" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/venezuela-com-dois-terremotos-de-magnitude-7-1-e-7-5-em-menos-de-um-minuto-videos-e-ultimas-noticias.html" title="Venezuela com dois terramotos de magnitude 7,1 e 7,5 em menos de um minuto: vídeos e últimas notícias">Venezuela com dois terramotos de magnitude 7,1 e 7,5 em menos de um minuto: vídeos e últimas notícias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/venezuela-com-dois-terremotos-de-magnitude-7-1-e-7-5-em-menos-de-um-minuto-videos-e-ultimas-noticias.html" title="Venezuela com dois terramotos de magnitude 7,1 e 7,5 em menos de um minuto: vídeos e últimas notícias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/venezuela-con-doble-sismo-de-7-1-y-7-5-como-diferenciar-un-sismo-precursor-de-una-replica-1782380001343_320.png" alt="Venezuela com dois terramotos de magnitude 7,1 e 7,5 em menos de um minuto: vídeos e últimas notícias"></a></article></aside><p>Com base nos dados do NISAR, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) aperfeiçoou o seu modelo de deslizamento da falha, ou "modelo de falha finito", para <strong>definir melhor a forma como a falha se moveu em profundidade, incluindo ao longo da secção oriental da ruptura</strong>. "Isto é extremamente útil para quem procura compreender por que razão os danos foram tão graves nessa zona", afirmou Fielding.</p><p>Os mapas de deslocamento relativos a este evento foram produzidos através do sistema de<strong> Resposta Urgente (UR) do NISAR</strong>, <strong>um processo acelerado capaz de fornecer dados no prazo de 12 a 24 horas para apoiar os esforços de resposta a catástrofes</strong>.</p><p>O processamento rápido baseia-se em informações orbitais previstas, o que significa que os mapas UR permanecem preliminares até serem reprocessados utilizando dados orbitais precisos, normalmente no prazo de um ou dois dias. Esta<strong> é a primeira vez que o sistema de Resposta Urgente do NISAR foi utilizado para mapear o deslocamento do solo na sequência de um grande terramoto</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Kathryn%20Hansen" data-year="" data-title="Where%20Venezuela%E2%80%99s%20Earthquakes%20Shifted%20the%20Ground" data-url="https%3A%2F%2Fscience.nasa.gov%2Fearth%2Fearth-observatory%2Fwhere-venezuelas-earthquakes-shifted-the-ground%2F">Kathryn Hansen. <a href="https://science.nasa.gov/earth/earth-observatory/where-venezuelas-earthquakes-shifted-the-ground/" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Where Venezuela’s Earthquakes Shifted the Ground</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/terramotos-na-venezuela-provocaram-um-deslocamento-do-solo-para-leste-e-para-oeste-ao-longo-da-costa-norte-do-pais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Investigadores portugueses lideram avanço genético para combater a fome no mundo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-portugueses-lideram-avanco-genetico-para-combater-a-fome-no-mundo.html</link><pubDate>Tue, 14 Jul 2026 15:55:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Cientistas da Universidade do Porto modificaram o comportamento molecular de um cereal africano, criando uma solução agrícola altamente nutritiva que resiste a secas extremas.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-portugueses-lideram-avanco-genetico-para-combater-a-fome-no-mundo-1784032600708.jpg" data-image="72ar60kbeyfm" alt="Plantação de Sorgo em África" title="Plantação de Sorgo em África"><figcaption>O sorgo é um dos cereais mais cultivados do mundo, sendo a base da alimentação em regiões semiáridas de África, especialmente na Nigéria, no Sudão e na Etiópia. Foto: UN/Fred Noy, CC BY-NC-ND 2.0, via Flickr</figcaption></figure><p>Nos laboratórios do norte de Portugal está a ser desenvolvida uma resposta revolucionária para travar um dos maiores problemas da humanidade. Uma equipa internacional coordenada pelo Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (<strong>CIBIO-BIOPOLIS</strong>) da Universidade do Porto, alterou a <strong>programação interna</strong> do <strong>sorgo</strong>, um cereal que serve de base alimentar para milhões de pessoas nas regiões mais áridas do planeta. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Recorrendo à modificação genética cirúrgica, os cientistas triplicaram a concentração de zinco nos grãos da planta, contribuindo para erradicar carências nutricionais severas que afetam mais de dois mil milhões de habitantes em todo o mundo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O sucesso desta investigação tem um impacto maior num momento em que o aquecimento global impulsiona o <strong>avanço da</strong> <strong>desertificação</strong> em vários continentes. As alterações climáticas têm castigado as populações mais vulneráveis com secas prolongadas, destruindo colheitas tradicionais e empobrecendo a qualidade dos alimentos disponíveis.</p><p>O <strong>sorgo</strong> destaca-se justamente pela sua <strong>capacidade natural de sobreviver em solos fustigados pelo calor</strong>, tornando-se o alvo ideal para intervenções de biofortificação que visem salvar vidas em regiões de stress climático extremo.</p><h2>Um interruptor molecular permanentemente ativo</h2><p>A equipa liderada pela investigadora <strong>Ana Assunção</strong> focou os seus esforços num gene específico da planta que regula a captação de nutrientes no solo. Em colaboração com o Carlsberg Research Laboratory, da Dinamarca, os cientistas utilizaram uma tecnologia avançada de identificação molecular para isolar uma <strong>variante genética rara</strong>. Esta modificação altera o comportamento de um <strong>sensor interno</strong> responsável por gerir as reservas de minerais do vegetal.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-portugueses-lideram-avanco-genetico-para-combater-a-fome-no-mundo-1784032923794.jpg" data-image="b2x9yjboui4r" alt="Plantação de Sorgo em África" title="Plantação de Sorgo em África"><figcaption>O sorgo é a primeira cultura em que a biofortificação em zinco, através da modulação deste tipo de sensor molecular, está demonstrada. Foto: CGIAR Research Program on Climate Change, CC BY-NC-SA 2.0, via Flickr</figcaption></figure><p>Na sua forma natural, o organismo da planta interrompe a absorção de nutrientes assim que atinge um patamar básico. Com a nova abordagem científica, esse interruptor biológico permanece <strong>ligado de forma contínua</strong>, fazendo com que a raiz atue como se estivesse sob uma escassez constante. </p><p>O efeito prático é um <strong>bombeamento massivo de zinco para os grãos</strong>, que passam a registar valores entre 50 e 60 miligramas por quilograma de peso seco, superando as metas de nutrição fixadas pelas agências internacionais.</p><h2>Uma solução limpa e aplicável a outros alimentos</h2><p>Uma das vitórias mais celebradas pela comunidade científica prende-se com a saúde do próprio vegetal. O melhoramento genético focado no valor nutricional acaba, muitas vezes, por enfraquecer o crescimento da planta ou reduzir a quantidade de sementes produzidas. Neste ensaio, porém, o <strong>aumento de micronutrientes ocorreu sem qualquer impacto negativo no desenvolvimento agronómico</strong>, mantendo a planta robusta e pronta para enfrentar o ambiente hostil do campo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="733694" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-culturas-geneticamente-modificadas-poderiam-reduzir-as-emissoes-de-gases-de-efeito-estufa.html" title="As culturas geneticamente modificadas poderiam reduzir as emissões de gases com efeito de estufa?">As culturas geneticamente modificadas poderiam reduzir as emissões de gases com efeito de estufa?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-culturas-geneticamente-modificadas-poderiam-reduzir-as-emissoes-de-gases-de-efeito-estufa.html" title="As culturas geneticamente modificadas poderiam reduzir as emissões de gases com efeito de estufa?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/could-choosing-crops-based-on-genetics-curb-greenhouse-gas-emissions-1759930520546_320.jpeg" alt="As culturas geneticamente modificadas poderiam reduzir as emissões de gases com efeito de estufa?"></a></article></aside><p>Os benefícios desta descoberta estendem-se muito <strong>além das fronteiras do cultivo do sorgo</strong>. Esta é a primeira vez que a ciência consegue modular com sucesso este tipo de sensor molecular numa cultura agrícola real. </p><p>O sucesso do método valida um conceito que os investigadores já começaram a testar noutras espécies de grande relevância para a alimentação humana, antecipando uma <strong>nova geração de supercereais</strong> mais ricos e menos dependentes de fertilizantes químicos.</p><h2>Sustentabilidade para os solos do futuro</h2><p>Os novos grãos representam um avanço profundo na gestão sustentável dos recursos agrícolas mundiais. Ao potenciar a eficácia com que as raízes extraem os minerais já presentes na terra, a tecnologia permite <strong>valorizar terrenos agrícolas empobrecidos</strong> sem sobrecarregar os produtores locais com custos adicionais.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-portugueses-lideram-avanco-genetico-para-combater-a-fome-no-mundo-1784033108760.jpg" data-image="marreq0agcvy" alt="Plantação de Sorgo em África" title="Plantação de Sorgo em África"><figcaption>Os cientistas modificaram o sensor genético da planta para manter ativa a absorção de nutrientes do solo. Foto: Shikoha Tautiko, own work, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>A transição da investigação laboratorial para o impacto real demonstra o <strong>papel pioneiro da ciência portuguesa na geopolítica da segurança alimentar</strong>. Ao desenvolver ferramentas capazes de enriquecer a dieta de comunidades isoladas, a Universidade do Porto coloca a biologia molecular na linha da frente da adaptação humana às exigências ecológicas que marcam o nosso tempo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Centro%20de%20Investiga%C3%A7%C3%A3o%20em%20Biodiversidade%20e%20Recursos%20Gen%C3%A9ticos%20(CIBIO-BIOPOLIS)%20da%20Universidade%20do%20Porto" data-year="" data-title="CIBIO-BIOPOLIS%20inova%20no%20combate%20%C3%A0%20car%C3%AAncia%20em%20micronutrientes" data-url="https%3A%2F%2Fnoticias.up.pt%2F2026%2F06%2F17%2Fcibio-biopolis-inova-no-combate-a-carencia-em-micronutrientes%2F">Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO-BIOPOLIS) da Universidade do Porto. <a href="https://noticias.up.pt/2026/06/17/cibio-biopolis-inova-no-combate-a-carencia-em-micronutrientes/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">CIBIO-BIOPOLIS inova no combate à carência em micronutrientes</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-portugueses-lideram-avanco-genetico-para-combater-a-fome-no-mundo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Crista anticiclónica forma-se em breve no Atlântico Norte: mais de 35 ºC nestas localidades portuguesas no domingo 19]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/crista-anticiclonica-forma-se-em-breve-no-atlantico-norte-mais-de-35-c-nestas-localidades-portuguesas-no-domingo.html</link><pubDate>Tue, 14 Jul 2026 14:47:09 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Para domingo, 19 de julho, o modelo europeu prevê o início do regime meteorológico da Crista Atlântica. Além disto, haverá uma subida das temperaturas máximas em Portugal, mais significativa no interior. Saiba em que localidades se preveem mais de 35 ºC.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xap6t0y"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xap6t0y.jpg" id="xap6t0y"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Entre domingo e sexta-feira, dias 19 a 24 de julho, as previsões do modelo ECMWF apontam para a forte probabilidade de estabelecimento do regime Crista Atlântica</strong> (<em>Atlantic Ridge</em>,<em> </em>em inglês), associado ao reforço de uma crista anticiclónica sobre o Atlântico Norte. Embora este padrão atmosférico esteja normalmente ligado a condições de tempo seco e estável, não implica, por si só, temperaturas amenas em todo a geografia de Portugal continental.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Nesta notícia iremos examinar em detalhe os valores das temperaturas máximas previstos para <strong>as regiões onde fará mais calor em Portugal continental no domingo, 19 de julho</strong>, em concreto naquelas onde o termómetro assinalará valores <strong>superiores a 35 ºC</strong>.</p><h2>Eis como a crista atlântica costuma influenciar o tempo em Portugal continental</h2><p>O padrão da crista atlântica costuma distinguir-se pelo <strong>fortalecimento de uma área de altas pressões no Atlântico Norte</strong>, habitualmente localizado nas proximidades dos 55 ºN, que <strong>se estende para sul através de uma crista anticiclónica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/crista-anticiclonica-forma-se-em-breve-no-atlantico-norte-mais-de-35-c-nestas-localidades-portuguesas-no-domingo-1784039205883.png" data-image="93uux7pxkuhm"><figcaption>Crista Atlântica no próximo domingo, 19 de julho, a consolidar-se a oes-noroeste da Irlanda.</figcaption></figure><p><strong>Em Portugal, esta configuração atmosférica tende a gerar um estado do tempo seco, estável, bem como a presença da típica nortada ao longo do litoral</strong>. Não obstante, a evolução das temperaturas vai estar sujeita à interação entre as diferentes massas de ar à escala sinóptica.</p><p>Ao longo do dia de sábado, 18 de julho, prevê-se que a crista anticiclónica comece lentamente a formar-se, estendendo a sua influência até à Península Ibérica. É expectável que <strong>o anticiclone permaneça robusto e bem estabelecido a norte</strong>, enquanto a disposição das isóbaras, orientadas de norte para sul junto à costa portuguesa, vão favorecendo um fluxo de noroeste.</p><h2>Estas são as regiões e localidades onde se preveem temperaturas superiores a 35 ºC no domingo, 19 de julho</h2><p>No domingo, 19 de julho, data em que se prevê o início da influência da Crista Atlântica na zona Euro-Atlântica, a primeira incursão de ar quente e seco procedente do Norte de África e do interior da Península Ibérica <strong>começará a condicionar a evolução das temperaturas nas regiões do interior de Portugal continental</strong>.</p><p>Pensando sobre o que está na origem deste comportamento térmico, salientam-se fatores geográficos como a<strong> latitude, a localização e o relevo</strong>, aliados a fatores meteorológicos como a<strong> subsidência anticiclónica, o elevado ângulo de incidência de radiação solar e o predomínio de céu limpo ou pouco nublado</strong>. Toda esta combinação explica a tendência de aquecimento mais expressiva que se registará nas regiões do interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/crista-anticiclonica-forma-se-em-breve-no-atlantico-norte-mais-de-35-c-nestas-localidades-portuguesas-no-domingo-1784039040537.png" data-image="n8k213hs1ig6"><figcaption>Segundo o modelo Europeu, o Baixo Alentejo, de onde se destacará o vale do Guadiana, será um dos focos de maior calor em Portugal continental no próximo domingo, 19 de julho, com temperaturas máximas a rondar os 39 ºC.</figcaption></figure><p>O relevo, o efeito de continentalidade e a massa de ar quente e seco proveniente que entrará na Península Ibérica vindo do Norte de África irão favorecer um <strong>aquecimento particularmente intenso durante a tarde</strong>. A isto acrescerá o papel da barreira orográfica Montejunto-Estrela, que <strong>dificultará a progressão do ar mais quente para o litoral</strong>, contribuindo para a sua retenção na metade oriental e meridional da nossa geografia (grosso modo, no interior).</p><p>Por fim, é preciso ainda ter em conta o efeito dos principais vales fluviais (Douro e Guadiana, entre outros), nos quais<strong> o encaixe afunilado do relevo tende a favorecer a acumulação de calor</strong> e a potenciar temperaturas mais elevadas.</p><p>Neste contexto, não surpreende que os mapas de referência da Meteored já estejam a prever temperaturas máximas já significativamente superiores às dos dias anteriores em várias regiões do país, ultrapassando o patamar dos 35 ºC e <strong>situando-se entre 36 e 40 ºC nas regiões dos vales do Douro e Guadiana, Beira Alta e Beira Baixa, Alentejo e Sotavento Algarvio</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778616" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/meteorologistas-espanhois-avisam-sobre-a-canicula-que-comeca-amanha-o-que-um-portugues-deve-saber-sobre-isto.html" title="Meteorologistas espanhóis avisam sobre a 'canícula' que começa amanhã: o que um português deve saber sobre isto">Meteorologistas espanhóis avisam sobre a "canícula" que começa amanhã: o que um português deve saber sobre isto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/meteorologistas-espanhois-avisam-sobre-a-canicula-que-comeca-amanha-o-que-um-portugues-deve-saber-sobre-isto.html" title="Meteorologistas espanhóis avisam sobre a 'canícula' que começa amanhã: o que um português deve saber sobre isto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologistas-espanhois-avisam-sobre-a-canicula-que-comeca-amanha-o-que-um-portugues-deve-saber-sobre-isto-1784033877782_320.jpg" alt="Meteorologistas espanhóis avisam sobre a 'canícula' que começa amanhã: o que um português deve saber sobre isto"></a></article></aside><p>Entre as localidades e capitais de distrito onde se prevê mais calor no domingo, 19 de julho, destacam-se: <strong>Idanha-a-Nova, Crato, Vila Viçosa, Redondo, Portel, Cuba, Ferreira do Alentejo, Beja, Aljustrel, Ourique, Almodôvar</strong> (36 ºC), <strong>Mirandela, Vila Nova de Foz Côa, Vila Velha de Ródão, Ponte de Sor, Campo Maior, Elvas, Reguengos de Monsaraz, Serpa, Moura</strong> (37 ºC), <strong>Odeleite</strong> (38 ºC), <strong>Mértola</strong> (39 ºC) e <strong>Alcoutim</strong> (40 ºC), entre muitas outras.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/crista-anticiclonica-forma-se-em-breve-no-atlantico-norte-mais-de-35-c-nestas-localidades-portuguesas-no-domingo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Meteorologistas espanhóis avisam sobre a "canícula" que começa amanhã: o que um português deve saber sobre isto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/meteorologistas-espanhois-avisam-sobre-a-canicula-que-comeca-amanha-o-que-um-portugues-deve-saber-sobre-isto.html</link><pubDate>Tue, 14 Jul 2026 13:11:07 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A canícula arranca amanhã, quarta-feira 15 de julho e durará 4 semanas. Saiba o que esperar da possível evolução do estado do tempo em Portugal durante o período estatisticamente mais quente e seco do ano.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologistas-espanhois-avisam-sobre-a-canicula-que-comeca-amanha-o-que-um-portugues-deve-saber-sobre-isto-1784033877782.jpg" data-image="h7w9mg2eb5cg"><figcaption>A canícula é estatisticamente o período mais quente e seco do ano em Portugal e decorre entre 15 de julho e 15 de agosto. Saiba o que se prevê para as próximas semanas.</figcaption></figure><p>Amanhã - quarta-feira, 15 de julho - <strong>começa a canícula em Portugal, o período que é considerado estatisticamente o mais quente e seco do ano. Habitualmente decorre entre 15 de julho e 15 de agosto</strong>, porém, por vezes, podem ocorrer ondas de calor intensas antes ou depois deste intervalo. O termo vem do latim <em>canis</em>, associado à constelação Canis Maior, onde brilha Sirius, estrela tradicionalmente ligada ao calor mais intenso do ano.</p><p>De acordo com um <strong>antigo ditado espanhol, “De Virgem a Virgem, o calor aperta com força”</strong>. Tradicionalmente, este período estende-se entre 16 de julho (Nossa Senhora do Carmo) e 15 de agosto (Nossa Senhora da Assunção), coincidindo com festas religiosas. Contudo, os episódios de calor extremo fora da canícula têm-se tornado mais frequentes, surgindo também em qualquer momento do trimestre estival (junho-julho-agosto) e, ocasionalmente, até mesmo noutras estações.</p><h2>As temperaturas em Portugal não irão sofrer grandes variações até 18 de julho</h2><p>Ao contrário do que aconteceu em vários anos recentes, <strong>os primeiros dias da canícula em Portugal continental serão relativamente frescos</strong>, com temperaturas geralmente abaixo da média climatológica para julho ou, nalgumas regiões, próximas dos valores normais para a época.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologistas-espanhois-avisam-sobre-a-canicula-que-comeca-amanha-o-que-um-portugues-deve-saber-sobre-isto-1784033613491.png" data-image="fs2re9idbkvv"><figcaption>Nos primeiros dias da canícula em Portugal continental as temperaturas mantêm-se inferiores ao normal para esta época do ano, tal como evidenciado por este mapa da anomalia de temperatura do ar medida à superfície para as 16:00 de sexta-feira, 17 de julho.</figcaption></figure><p>O contraste será evidente face à zona leste da Península Ibérica, onde várias regiões de Espanha irão registar, <strong>de acordo com os nossos colegas meteorologistas espanhóis da Meteored</strong>, máximas superiores a 40 ºC, podendo pontualmente aproximar-se dos 45 ºC. <strong>Em Portugal, a influência marítima continuará dominante, mantendo-se a tendência de frescura de origem atlântica pelo menos até sábado, 18 de julho</strong>.</p><h2>Crista atlântica poderá provocar um breve período de tempo quente entre 19 e 24 de julho</h2><p>A partir de domingo (19), o modelo Europeu prevê uma elevada probabilidade de instalação do <strong>padrão meteorológico “Crista Atlântica” na região Euro-Atlântica</strong>. Consiste num bloqueio de altas pressões sobre o Atlântico Norte que se estende para sul em forma de crista, modificando as condições meteorológicas em vários países europeus, incluindo Portugal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologistas-espanhois-avisam-sobre-a-canicula-que-comeca-amanha-o-que-um-portugues-deve-saber-sobre-isto-1784032655911.png" data-image="84el2v4c271i"><figcaption>Observa-se a crista atlântica perfeitamente formada sobre o Atlântico Norte a partir de domingo, 19 de julho.</figcaption></figure><p>Em Portugal, o domínio da “Crista Atlântica” costuma favorecer, regra geral, <strong>tempo seco, estável e a presença da habitual nortada no litoral</strong>. Ainda assim, a distribuição das temperaturas dependerá da interação entre diferentes massas de ar à escala sinóptica. </p><div class="texto-destacado">Os cenários atuais perspetivam o dito anticiclone reforçado no Atlântico Norte (Crista Atlântica), uma bolsa fria isolada em altitude a oeste de Portugal continental e uma massa de ar muito quente vinda do Norte de África a estender-se sobre a Península Ibérica.</div><p><strong>A crista atlântica fortalecida sobre o Atlântico Norte favorecerá a estabilidade atmosférica</strong> no nosso país, ao passo que a bolsa de ar frio manter-se-á estacionada a oeste de Portugal, contribuindo para amenizar as temperaturas junto ao litoral. Ao mesmo tempo, esta circulação favorecerá a entrada de uma <strong>massa de ar muito quente e seco</strong> proveniente do Norte de África, que se estenderá sobre grande parte da Península Ibérica. <strong>No nosso país influenciará sobretudo as regiões do interior</strong>, contribuindo para um grande contraste térmico com o litoral.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologistas-espanhois-avisam-sobre-a-canicula-que-comeca-amanha-o-que-um-portugues-deve-saber-sobre-isto-1784032754274.jpg" data-image="ps0rc75xp1wa"><figcaption>Configuração sinóptica prevista para quarta-feira, 22 de julho deteta uma crista Atlântica sobre o Atlântico Norte, uma bolsa de ar frio a oeste de Portugal continental e uma massa de ar quente vinda do Norte de África a penetrar na Península Ibérica.</figcaption></figure><p>Caso este cenário efetivamente se concretize, as temperaturas deverão subir significativamente <strong>no interior do nosso país entre os dias 19 e 24, especialmente nas regiões do interior</strong>, tais como o Nordeste Transmontano, Alto Douro, Beira Alta e Beira Baixa, Alentejo, zonas do Ribatejo e vale do Tejo, vale do Guadiana, entre outras.</p><div class="texto-destacado">Apesar da subida prevista para a próxima semana, os mapas <strong>não indicam, para já, a ocorrência de uma onda de calor</strong> no nosso país, dado que não parecem estar reunidos os critérios de duração, intensidade e extensão espacial normalmente utilizados para a sua classificação.</div><p><strong>Nestas regiões do interior poderão registar-se temperaturas entre 35 e 40 ºC</strong>. No litoral também se espera uma subida das temperaturas, mas a influência moderadora do oceano manterá os valores relativamente amenos. Assim, o contraste entre litoral e interior continuará a ser significativo, num contexto de tempo predominantemente estável e seco.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologistas-espanhois-avisam-sobre-a-canicula-que-comeca-amanha-o-que-um-portugues-deve-saber-sobre-isto-1784032889139.jpg" data-image="r6q68vo6blt5"><figcaption>O ECMWF antecipa temperaturas entre 1 e 3 ºC acima da média em Portugal continental na semana de 20 a 26 de julho.</figcaption></figure><p>Após a presente semana mais fresca do que o habitual, em claro contraste com aquilo que normalmente caracteriza a canícula, embora seja importante recordar que nenhum verão é igual ao anterior, <strong>os mapas para a semana de 20 a 27 de julho vislumbram anomalias térmicas positivas entre 1 e 3 ºC em toda a extensão de Portugal continental e de cerca de 1 ºC no arquipélago da Madeira</strong>. Por outro lado, prevê-se uma anomalia térmica negativa de -1 ºC no arquipélago dos Açores.</p><h2>Elevada incerteza na evolução do estado do tempo entre 27 de julho e 15 de agosto</h2><p>Fazer previsões meteorológicos com um prazo superior a 7 dias envolve um elevado grau de incerteza, quase como se entrássemos no campo da ficção científica. Por isso, <strong>quando se pretende analisar o tempo a médio-longo prazo, é mais correto falar em tendências</strong> do que em previsões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologistas-espanhois-avisam-sobre-a-canicula-que-comeca-amanha-o-que-um-portugues-deve-saber-sobre-isto-1784033342842.jpg" data-image="azd3wt1p5i0p"><figcaption>Apesar da persistência de temperaturas acima da média, tudo indica que as anomalias térmicas positivas tenderão a diminuir à medida que a canícula for decorrendo. Não obstante, nem mesmo isso exclui a possibilidade de ocorrência de uma onda de calor.</figcaption></figure><p>Ora, de acordo com o modelo de confiança da Meteored - o ECMWF - a tendência para <strong>as três semanas seguintes da canícula aponta para a continuidade de temperaturas acima da média</strong>, embora com anomalias relativamente moderadas e que terão tendência a diminuir gradualmente à medida que o período canicular for avançando.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778591" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/crista-atlantica-reforca-se-dia-19-de-julho-eis-como-afetara-o-tempo-em-portugal-explica-marta-godinho.html" title="Crista atlântica reforça-se dia 19 de julho: 'eis como afetará o tempo em Portugal', explica Marta Godinho">Crista atlântica reforça-se dia 19 de julho: "eis como afetará o tempo em Portugal", explica Marta Godinho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/crista-atlantica-reforca-se-dia-19-de-julho-eis-como-afetara-o-tempo-em-portugal-explica-marta-godinho.html" title="Crista atlântica reforça-se dia 19 de julho: 'eis como afetará o tempo em Portugal', explica Marta Godinho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/crista-atlantica-reforca-se-dia-19-de-julho-eis-como-afetara-o-tempo-em-portugal-explica-marta-godinho-1784026112709_320.png" alt="Crista atlântica reforça-se dia 19 de julho: 'eis como afetará o tempo em Portugal', explica Marta Godinho"></a></article></aside><p>Nesta fase, <strong>continua a ser muito precoce equacionar a ocorrência de uma onda de calor na geografia de Portugal continental</strong>, já que os principais indicadores utilizados para este tipo de evento não evidenciam sinais consistentes nesse sentido. No entanto, já se sabe que em meteorologia não existem certezas absolutas e os modelos meteorológicos atualizam constantemente, pelo que,<strong> a qualquer instante, o cenário previsto pode alterar-se significativamente</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologistas-espanhois-avisam-sobre-a-canicula-que-comeca-amanha-o-que-um-portugues-deve-saber-sobre-isto-1784033052115.jpg" data-image="sf9klhbu1of2"><figcaption>A precipitação é uma das variáveis mais complexas de analisar, no entanto, a tendência para as próximas 4 semanas plasmada nos mapas semanais de anomalias do ECMWF evidencia, com consistência, valores próximos da média para os meses de julho e agosto, que já é habitualmente escassa, embora em certas zonas do país se verifique a possibilidade de anomalias positivas.</figcaption></figure><p>Quanto à precipitação, destaca-se um detalhe interessante: os mapas semanais de anomalias do ECMWF continuam a detetar <strong>valores próximos da média</strong> e, em algumas semanas da canícula, <strong>até ligeiramente acima do normal em certas zonas do país</strong>.</p><p>Isto reforça a possibilidade de alternância entre diferentes padrões meteorológicos, com a eventual passagem de superfícies frontais ou a formação de bolsas de ar frio isoladas em altitude a descer até à nossa latitude, que consigam enfraquecer temporariamente o domínio das altas pressões, <strong>produzindo episódios localizados de precipitação, geralmente fraca e irregular</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/meteorologistas-espanhois-avisam-sobre-a-canicula-que-comeca-amanha-o-que-um-portugues-deve-saber-sobre-isto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Crista atlântica reforça-se dia 19 de julho: "eis como afetará o tempo em Portugal", explica Marta Godinho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/crista-atlantica-reforca-se-dia-19-de-julho-eis-como-afetara-o-tempo-em-portugal-explica-marta-godinho.html</link><pubDate>Tue, 14 Jul 2026 11:35:46 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A atmosfera prepara-se para uma nova mudança entre 19 e 23 de julho. O regime Atlantic Ridge deverá dominar sobre o Atlântico Norte, favorecendo tempo seco e estável, mas sem impedir um novo aumento das temperaturas, sobretudo nas regiões do interior.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xap5f6u"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xap5f6u.jpg" id="xap5f6u"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Entre domingo (19) e sexta-feira (24), o Centro Europeu de Previsão (ECMWF) indica uma elevada probabilidade de instalação do regime <strong>Atlantic Ridge (ATR)</strong>, associado ao reforço de uma crista anticiclónica sobre o Atlântico Norte. Apesar de este padrão favorecer tempo seco e estável, isso não significa necessariamente temperaturas amenas em todo o território.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/crista-atlantica-reforca-se-dia-19-de-julho-eis-como-afetara-o-tempo-em-portugal-explica-marta-godinho-1784026002235.jpg" data-image="eui2mpg5vjur" alt="Previsões sub-sazonais do ECMWF" title="Previsões sub-sazonais do ECMWF"><figcaption>As previsões sub-sazonais do ECMWF apontam para o predomínio do regime Atlantic Ridge (ATR) entre 19 e 24 de julho, favorecendo tempo seco e estável em Portugal.</figcaption></figure><p>As previsões sub-sazonais do ECMWF mostram que, entre 19 e 24 de julho, o regime atmosférico mais provável será o <strong>Atlantic Ridge</strong>. Este padrão caracteriza-se pelo fortalecimento de uma área de altas pressões sobre o Atlântico Norte, normalmente próximo dos 55°N, que se prolonga para sul sob a forma de uma crista anticiclónica.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações </div><p>Em Portugal, este tipo de configuração favorece, em regra geral, tempo seco, estável e a presença da habitual nortada no litoral. Contudo, <strong>a distribuição das temperaturas dependerá da interação entre diferentes massas de ar à escala sinóptica</strong>.</p><h2>Costa mais fresca, interior volta a aquecer</h2><p>Já durante o sábado (18), observa-se o <strong>reforço da crista anticiclónica sobre a Península Ibérica</strong>. A região anticiclónica mantém-se robusta e bem posicionada a norte, enquanto que, as isóbaras orientadas aproximadamente de norte para sul junto à costa portuguesa favorecem um fluxo persistente de noroeste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/crista-atlantica-reforca-se-dia-19-de-julho-eis-como-afetara-o-tempo-em-portugal-explica-marta-godinho-1784026112709.png" data-image="ll8lbtor8uzu" alt="Pressão, nuvens e chuva" title="Pressão, nuvens e chuva"><figcaption>A crista anticiclónica começa a instalar-se sobre Portugal. A orientação das isóbaras favorece vento de noroeste e marca o início de um período de maior estabilidade atmosférica.</figcaption></figure><p>Entre domingo (19) e sexta-feira (24), prevê-se tempo seco em praticamente todo o território, com alguma nebulosidade matinal nas regiões costeiras, especialmente durante as primeiras horas do dia. Apesar da estabilidade atmosférica, <strong>o mapa de geopotencial e temperatura evidencia três elementos determinantes para o comportamento das temperaturas no continente</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/crista-atlantica-reforca-se-dia-19-de-julho-eis-como-afetara-o-tempo-em-portugal-explica-marta-godinho-1784026273138.jpg" data-image="bnrtjwyjcljb" alt="Geopotencial e temperatura 500 hPa (22 julho)" title="Geopotencial e temperatura 500 hPa (22 julho)"><figcaption>A circulação atmosférica evidencia três protagonistas: o anticiclone reforçado sobre o Atlântico Norte, uma bolsa de ar mais frio a oeste de Portugal e ar muito quente proveniente do Norte de África sobre a Península Ibérica.</figcaption></figure><p>O <strong>anticiclone reforçado sobre o Atlântico Norte</strong> favorece a estabilidade, enquanto uma pequena <strong>bolsa de ar mais fresco permanece a oeste de Portugal,</strong> ajudando a conter as temperaturas junto ao litoral. Em simultâneo, <strong>uma massa de ar muito quente proveniente do Norte de África estende-se sobre o interior da Península Ibérica</strong>, influenciando sobretudo o interior português.</p><h2>Quinta-feira, dia 23 as temperaturas poderão voltar a aproximar-se dos 40 °C</h2><p>Ao longo da semana, <strong>as temperaturas deverão aumentar gradualmente, sendo quinta-feira (23) o dia potencialmente mais quente</strong> deste período de previsão (19 a 24).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778585" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-sexta-feira-17-de-julho-estas-sao-as-unicas-3-localidades-de-portugal-onde-se-preveem-35-c-de-temperatura-maxima.html" title="Até sexta-feira, 17 de julho, estas são as únicas 3 localidades de Portugal onde se preveem 35 ºC de temperatura máxima">Até sexta-feira, 17 de julho, estas são as únicas 3 localidades de Portugal onde se preveem 35 ºC de temperatura máxima</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-sexta-feira-17-de-julho-estas-sao-as-unicas-3-localidades-de-portugal-onde-se-preveem-35-c-de-temperatura-maxima.html" title="Até sexta-feira, 17 de julho, estas são as únicas 3 localidades de Portugal onde se preveem 35 ºC de temperatura máxima"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-sexta-feira-17-de-julho-estas-sao-as-unicas-3-localidades-de-portugal-onde-se-preveem-35-c-de-temperatura-maxima-1784027711527_320.png" alt="Até sexta-feira, 17 de julho, estas são as únicas 3 localidades de Portugal onde se preveem 35 ºC de temperatura máxima"></a></article></aside><p>O litoral continuará relativamente ameno devido à influência marítima e à nortada, enquanto o interior Norte, Centro e Alentejo poderão registar uma subida mais expressiva dos valores máximos. Em algumas zonas tradicionalmente mais quentes, sobretudo nos vales do Douro, e regiões próximas da fronteira com Espanha, não se exclui que as temperaturas possam atingir pontualmente os <strong>40 °C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/crista-atlantica-reforca-se-dia-19-de-julho-eis-como-afetara-o-tempo-em-portugal-explica-marta-godinho-1784026365309.jpg" data-image="lv3j2xwfwxsy" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-203686">Quinta-feira (23) poderá ser o dia mais quente da semana, com temperaturas próximas dos 40 °C em alguns locais do interior, enquanto o litoral continuará mais ameno devido à influência marítima.</figcaption></figure><p> Importa salientar que esta previsão ainda apresenta um <strong>grau de incerteza moderado,</strong> uma vez que o dia 23 se encontra a nove dias de intrevalo.</p><div class="texto-destacado">Embora exista um sinal consistente para uma subida das temperaturas, a localização exata das massas de ar e a intensidade do aquecimento poderão ainda sofrer ajustes nas próximas atualizações dos modelos numéricos. <strong>Assim, os valores próximos dos 40 °C representam, para já, um cenário plausível, mas que deverá ser confirmado à medida que a previsão se aproxima. </strong></div><p>Assim, embora o <strong>Atlantic Ridge</strong> costume estar associado a temperaturas moderadas em Portugal, a posição simultânea da bolsa de ar fresco no Atlântico e da massa de ar quente africana fará com que o país apresente um contraste térmico entre o litoral e o interior, uma situação típica dos episódios de verão mais persistentes.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/crista-atlantica-reforca-se-dia-19-de-julho-eis-como-afetara-o-tempo-em-portugal-explica-marta-godinho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Entre hoje e domingo, 19: Açores enfrentarão efeitos de uma depressão e Madeira estará sob influência de altas pressões]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-hoje-e-domingo-19-acores-enfrentarao-efeitos-de-uma-depressao-e-madeira-estara-sob-influencia-de-altas-pressoes.html</link><pubDate>Tue, 14 Jul 2026 11:34:50 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Ao longo dos próximos dias, o arquipélago dos Açores poderá sentir os efeitos de uma depressão atlântica, enquanto o arquipélago da Madeira deverá contar com dias mais secos.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xap58te"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xap58te.jpg" id="xap58te"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Entre hoje e domingo, dia 19 de julho, <strong>o</strong><strong>s arquipélagos deverão apresentar condições atmosféricas distintas</strong>. Por um lado, os Açores deverão contar com chuva fraca a moderada, devido à influência de uma depressão, enquanto o arquipélago da Madeira deverá manter-se geralmente seco e soalheiro.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Em relação às temperaturas, estas<strong> deverão manter-se próximas do habitual para a época</strong>, podendo haver algumas oscilações entre anomalias térmicas negativas e positivas, ainda que sem valores elevados.</p><h2>Chuva poderá regressar aos Açores a partir de quinta-feira, dia 16</h2><p>Segundo a mais recente atualização do nosso modelo de referência, ECMWF, as <strong>primeiras horas da madrugada de quinta-feira trarão a chuva de volta ao Grupo Ocidental</strong> dos Açores, como podemos observar no mapa abaixo. Esta chuva, associada à frente visível no mesmo mapa, deverá nas horas seguintes afetar as restantes ilhas. No entanto, no Grupo Ocidental, a chuva poderá dissipar-se ao final do dia de sexta-feira.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-hoje-e-domingo-19-acores-enfrentarao-efeitos-de-uma-depressao-e-madeira-estara-sob-influencia-de-altas-pressoes-1784026533848.png" data-image="ci6zr4pcr2xd" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>No mapa podemos observar a aproximação de uma frente associada a uma depressão atlântica, que deverá resultar em chuva fraca a moderada em praticamente todo o arquipélago, especialmente a partir de quinta-feira.</figcaption></figure><p>Ao Grupo Central, esta<strong> deverá chegar durante a tarde de quinta-feira e permanecer, de forma irregular sobre estas ilhas, até domingo, dia 19</strong>. Já no Grupo Oriental, é esperado que a chuva possa ocorrer a partir do início da tarde de sexta-feira, dissipando-se nas horas seguintes e podendo voltar no domingo.</p><p>Com isto, entre hoje e domingo, os <strong>valores de precipitação acumulada esperados são de cerca de 20 mm para a Ilha das Flores</strong> (Grupo Ocidental), cerca de 15 mm para o Pico e Terceira (Grupo Central) e de cerca de 7 mm em São Miguel (Grupo Oriental). </p><h2>Na Madeira não se descarta a possibilidade de chuva, mas esta será pouco relevante</h2><p>De forma geral, o <strong>arquipélago da Madeira poderá contar com uma semana estável, do ponto de vista atmosférico</strong>. Ainda assim, poderão dar-se algumas exceções, como por exemplo ao longo das próximas horas, onde se espera a <strong>ocorrência de chuva fraca e irregular</strong>, especialmente na Costa Norte. Esta deverá dissipar-se totalmente até ao final do dia, dando lugar a uma sequência de dias geralmente secos e soalheiros, apesar de não se descartar a possibilidade de chuva fraca e irregular na Costa Norte e Regiões Montanhosas entre quarta e quinta, ainda que esta possa ser de rápida passagem.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778418" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-estabilidade-atmosferica-regressara-em-breve-e-temperaturas-voltam-a-subir.html" title="Mudanças no tempo em Portugal: estabilidade atmosférica regressará em breve e temperaturas voltam a subir">Mudanças no tempo em Portugal: estabilidade atmosférica regressará em breve e temperaturas voltam a subir</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-estabilidade-atmosferica-regressara-em-breve-e-temperaturas-voltam-a-subir.html" title="Mudanças no tempo em Portugal: estabilidade atmosférica regressará em breve e temperaturas voltam a subir"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-estabilidade-atmosferica-podera-regressar-e-temperaturas-voltam-a-subir-1783945877479_320.png" alt="Mudanças no tempo em Portugal: estabilidade atmosférica regressará em breve e temperaturas voltam a subir"></a></article></aside><p>Na sexta-feira, a chuva poderá ser mais abrangente, ainda que incida essencialmente sobre a Costa Norte, mas também deverá ocorrer por poucas horas, resultando num<strong> fim de semana desprovido de chuva</strong>, podendo contar apenas com alguma nebulosidade. No total, entre hoje e o fim de semana, a <strong>acumulação de precipitação mais elevada prevista para este arquipélago é de cerca de 10 mm</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-hoje-e-domingo-19-acores-enfrentarao-efeitos-de-uma-depressao-e-madeira-estara-sob-influencia-de-altas-pressoes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item></channel></rss>