<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Tempo.pt - Meteored</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Wed, 03 Jun 2026 17:00:15 +0000</lastBuildDate><pubDate>Wed, 03 Jun 2026 17:00:15 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Tempo.pt - Meteored</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Quando e como aplicar cobertura morta nas rosas: um guia completo sobre o momento certo e a técnica]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/quando-e-como-aplicar-cobertura-morta-nas-rosas-um-guia-completo-sobre-o-momento-certo-e-a-tecnica.html</link><pubDate>Wed, 03 Jun 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Embora as flores chamem toda a atenção, grande parte do trabalho propriamente dito é feito ao nível do solo. É aí que o composto ajuda a criar melhores condições para que as roseiras cresçam e prosperem.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/when-and-how-to-mulch-roses-a-complete-guide-to-timing-and-technique-1780254279080.jpg" data-image="fkdk12swq0fe" alt="Puede que las flores de rosa acaparen toda la atención, pero gran parte del éxito de la planta se debe a lo que ocurre bajo la superficie." title="Puede que las flores de rosa acaparen toda la atención, pero gran parte del éxito de la planta se debe a lo que ocurre bajo la superficie."><figcaption>As flores da rosa podem roubar toda a atenção, mas grande parte do sucesso da planta deve-se ao que acontece por baixo da superfície.</figcaption></figure><p>As rosas podem ser as protagonistas do jardim, mas <strong>grande parte do trabalho importante é feito nos bastidores</strong>. O que muitas vezes passa despercebido é o cuidado que promove um crescimento saudável, estação após estação.</p><div class="texto-destacado"><strong>A cobertura morta é amplamente utilizada no cultivo de rosas, especialmente em climas secos, para proteger as plantas, reter a humidade e melhorar a qualidade do solo</strong>.</div><p>Graças a esta camada protetora,<strong> o solo tende a manter-se em melhores condições durante mais tempo, sobretudo em épocas de calor</strong>. Embora muitas vezes passe despercebida, esta cobertura morta desempenha um papel importante no crescimento e na saúde a longo prazo das roseiras.</p><h2> Como aplicar corretamente o mulch nas rosas</h2><p><strong>Escolher o material adequado é apenas uma parte do processo; a forma como este é distribuído à volta da planta também é importante</strong>. Geralmente, as ervas daninhas, as folhas caídas e outros resíduos que se acumulam à volta da base da planta são removidos antes de se aplicar uma nova camada de mulch.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Depois de colocada a camada de cobertura morta, o solo tende a perder humidade mais lentamente do que quando fica exposto.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Nem uma camada demasiado fina nem uma excessivamente espessa costumam dar os melhores resultados. Por isso, a cobertura morta costuma ser mantida a uma profundidade de 5 a 10 centímetros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/when-and-how-to-mulch-roses-a-complete-guide-to-timing-and-technique-1780254542058.jpg" data-image="b7olec3fb2xt" alt="No hay un único material que se utilice para este fin. La corteza triturada, el compost, las hojas secas, la paja y las virutas de madera se encuentran entre las opciones más habituales en los jardines. Con el tiempo, estos materiales se descomponen gradualmente y contribuyen a mejorar la estructura y la fertilidad del suelo." title="No hay un único material que se utilice para este fin. La corteza triturada, el compost, las hojas secas, la paja y las virutas de madera se encuentran entre las opciones más habituales en los jardines. Con el tiempo, estos materiales se descomponen gradualmente y contribuyen a mejorar la estructura y la fertilidad del suelo."><figcaption>No hay un único material que se utilice para este fin. La corteza triturada, el compost, las hojas secas, la paja y las virutas de madera se encuentran entre las opciones más habituales en los jardines. Con el tiempo, estos materiales se descomponen gradualmente y contribuyen a mejorar la estructura y la fertilidad del suelo.</figcaption></figure><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Não se deve colocar o mulch diretamente contra o caule principal, pois o excesso de humidade pode causar problemas.<br> <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>A camada de mulch não deve chegar até ao caule, mas sim deixar um pequeno espaço livre à sua volta</strong>. Como não está coberto por mulch, é menos provável que se acumule humidade nessa zona.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="742337" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/salve-as-suas-rosas-formas-comprovadas-de-prevenir-doencas-mortais-das-rosas.html" title="Salve as suas rosas: formas comprovadas de prevenir doenças mortais das rosas">Salve as suas rosas: formas comprovadas de prevenir doenças mortais das rosas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/salve-as-suas-rosas-formas-comprovadas-de-prevenir-doencas-mortais-das-rosas.html" title="Salve as suas rosas: formas comprovadas de prevenir doenças mortais das rosas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/save-your-roses-proven-ways-to-prevent-deadly-rose-diseases-1764613122017_320.jpg" alt="Salve as suas rosas: formas comprovadas de prevenir doenças mortais das rosas"></a></article></aside><p>À medida que a estação avança, a cobertura morta pode ficar mais fina em algumas zonas ou deslocar-se noutras. <strong>Tal como outros materiais naturais, o seu aspeto e volume mudam gradualmente com o tempo</strong>.</p><h2> Qual é a melhor altura para aplicar cobertura morta nas rosas? </h2><p>A eficácia do mulch pode variar consoante a época do ano em que é aplicado no jardim. À medida que as temperaturas sobem e os dias se alongam, as roseiras começam a despertar e a produzir novos rebentos.<strong> Os primeiros botões e flores marcam uma das fases mais ativas do desenvolvimento de uma rosa</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Com temperaturas mais amenas e um crescimento mais lento, o outono marca outro período comum para a aplicação de mulch. À medida que o outono avança e chegam as primeiras geadas, a camada de cobertura morta torna-se ainda mais importante<strong>.</strong><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>À medida que a estação avança, a cobertura morta perde volume naturalmente. Este desgaste torna-se mais evidente durante os meses mais quentes, quando parte do material se decompõe ou se desloca. <strong>Em épocas de calor intenso, a cobertura morta ajuda a criar um ambiente mais estável em torno das raízes</strong>.</p><h2> Benefícios da cobertura morta para as rosas </h2><p>Os benefícios da cobertura morta vão muito além de melhorar o aspeto do jardim. <strong>Um dos mais importantes é a retenção de humidade</strong>, uma vez que reduz a evaporação e permite que o solo se mantenha húmido durante períodos mais prolongados.</p><div class="texto-destacado"><strong>Como resultado, as roseiras costumam necessitar de menos rega e têm maior capacidade de suportar o calor.</strong><br> </div><p>A diferença também é visível ao nível do solo, onde as ervas daninhas tendem a aparecer com menos frequência. <strong>As áreas cobertas com cobertura morta apresentam geralmente menos ervas daninhas ao longo da estação de crescimento</strong>.</p><p>Além disso, <strong>esta camada protetora ajuda a manter uma temperatura mais estável em torno das raízes</strong>. No verão, limita o aquecimento excessivo do solo, enquanto no inverno oferece alguma proteção contra o frio. Ao contrário de outros tipos de cobertura vegetal, os mulches orgânicos decompõem-se gradualmente e acabam por se integrar no solo.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.marthastewart.com/when-and-how-to-mulch-roses-11972899" target="_blank">When and How to Mulch Roses for More Blooms and Fewer Weeds.</a> May 24, 2026. Samantha Johnson.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/quando-e-como-aplicar-cobertura-morta-nas-rosas-um-guia-completo-sobre-o-momento-certo-e-a-tecnica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal continental terá mais quatro dias de influência polar antes de mudança no estado do tempo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-tera-mais-quatro-dias-de-influencia-polar-antes-de-mudanca-no-estado-do-tempo.html</link><pubDate>Wed, 03 Jun 2026 14:19:08 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A circulação de norte deverá continuar a influenciar Portugal continental nos próximos dias, antes de uma mudança gradual do estado do tempo prevista para o início da próxima semana, sobretudo nas regiões do litoral ocidental.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xacy0r0"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xacy0r0.jpg" id="xacy0r0"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Portugal continental deverá continuar sob influência de uma circulação de norte e noroeste durante os próximos dias</strong>, mantendo um ambiente relativamente fresco no litoral e temperaturas mais moderadas do que é habitual para o início de junho.</p><p>Os modelos meteorológicos apontam, contudo, para uma <strong>mudança gradual do estado do tempo a partir de domingo, com uma intensificação do calor</strong> sobretudo nas regiões do interior.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Esta situação atmosférica resulta da persistência de um fluxo marítimo associado ao posicionamento do anticiclone dos Açores mais afastado para oeste do que é habitual nesta época do ano. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-tera-mais-quatro-dias-de-influencia-polar-antes-de-mudanca-no-estado-do-tempo-1780494929322.png" data-image="mqq14ehd2iv3"><figcaption>O posicionamento do anticiclone dos Açores mais afastado para oeste deverá favorecer uma circulação de norte e noroeste sobre Portugal continental nos próximos dias, mantendo vento moderado a forte no litoral oeste e a entrada de ar marítimo mais fresco.</figcaption></figure><p><strong>Esta configuração favorece a entrada de ar mais fresco proveniente do Atlântico Norte sobre Portugal continental</strong>, especialmente nas regiões costeiras, onde o vento de norte deverá soprar moderado, por vezes forte, com rajadas entre <strong>40 e 60 km/h durante as tardes</strong>, em especial no litoral oeste e terras altas do Centro e Sul.</p><h2>Circulação de norte mantém litoral mais fresco até ao fim de semana</h2><p>O impacto desta circulação deverá notar-se sobretudo no litoral Norte e Centro, onde as <strong>temperaturas máximas deverão permanecer entre 20 e 25 ºC até sábado, com mínimas entre 13 e 17 ºC</strong>. A nortada deverá contribuir para uma sensação térmica relativamente fresca, sendo também provável a ocorrência de nebulosidade baixa e <strong>neblinas costeiras durante as noites e manhãs</strong>.</p><p>A precipitação deverá ser pouco significativa na maior parte do território, restringindo-se a períodos ocasionais de<strong> chuva fraca no Minho e litoral Norte</strong>, com acumulados geralmente inferiores a 5 mm.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-tera-mais-quatro-dias-de-influencia-polar-antes-de-mudanca-no-estado-do-tempo-1780495204522.png" data-image="v4kr0xy0z294"><figcaption>A circulação marítima deverá favorecer a presença de baixa nebulosidade e neblinas no litoral oeste durante as manhãs, contribuindo para temperaturas mais contidas nas regiões costeiras de Portugal continental.</figcaption></figure><p>No <strong>interior do país</strong>, o cenário deverá evoluir de forma diferente. Os modelos meteorológicos começam já a indicar um<strong> reforço gradual de uma massa de ar mais quente e seca sobre a Península Ibérica</strong>, associado à intensificação da baixa térmica no interior de Espanha e à expansão de uma dorsal subtropical sobre o sudoeste europeu. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-tera-mais-quatro-dias-de-influencia-polar-antes-de-mudanca-no-estado-do-tempo-1780495261009.png" data-image="7szyig8euh9h"><figcaption>Apesar da persistência da circulação de norte, prevê-se um aumento gradual das temperaturas no interior de Portugal continental durante o fim de semana, com máximas entre 30 e 32 ºC em várias regiões do interior Centro e Sul.</figcaption></figure><p>Esta evolução deverá favorecer uma subida gradual das temperaturas em Portugal continental a partir de domingo, especialmente no <strong>Alentejo, vale do Tejo e interior Centro</strong>.</p><h2>Calor deverá intensificar-se no interior de Portugal continental a partir de domingo</h2><p><strong>Entre domingo e terça-feira, as temperaturas máximas poderão aproximar-se ou ultrapassar os 35 ºC em vários locais do interior Sul</strong>, enquanto o litoral deverá continuar relativamente mais ameno devido à influência atlântica. Em cidades costeiras, como Lisboa ou Porto, a nortada poderá continuar a limitar a subida das temperaturas, mantendo máximas entre 22 e 27 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772082" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vai-voltar-a-chover-entre-hoje-e-amanha-e-no-sabado-em-portugal-continental-alfredo-graca-indica-as-zonas-afetadas.html" title="Vai voltar a chover entre hoje e amanhã, e no sábado em Portugal continental: Alfredo Graça indica as zonas afetadas">Vai voltar a chover entre hoje e amanhã, e no sábado em Portugal continental: Alfredo Graça indica as zonas afetadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vai-voltar-a-chover-entre-hoje-e-amanha-e-no-sabado-em-portugal-continental-alfredo-graca-indica-as-zonas-afetadas.html" title="Vai voltar a chover entre hoje e amanhã, e no sábado em Portugal continental: Alfredo Graça indica as zonas afetadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vai-voltar-a-chover-entre-hoje-e-amanha-e-no-sabado-em-portugal-continental-alfredo-graca-indica-as-zonas-afetadas-1780490607992_320.jpg" alt="Vai voltar a chover entre hoje e amanhã, e no sábado em Portugal continental: Alfredo Graça indica as zonas afetadas"></a></article></aside><p><strong>Aconselha-se o acompanhamento das previsões para os próximos dias</strong>, uma vez que pequenas alterações na posição da massa de ar quente e na circulação atmosférica poderão provocar diferenças significativas nas temperaturas previstas para o território português.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-tera-mais-quatro-dias-de-influencia-polar-antes-de-mudanca-no-estado-do-tempo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vai voltar a chover entre hoje e amanhã, e no sábado em Portugal continental: Alfredo Graça indica as zonas afetadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vai-voltar-a-chover-entre-hoje-e-amanha-e-no-sabado-em-portugal-continental-alfredo-graca-indica-as-zonas-afetadas.html</link><pubDate>Wed, 03 Jun 2026 12:55:08 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nos próximos dias a sucessiva passagem de frentes frias enfraquecidas irá traduzir-se em chuva fraca ou chuviscos em várias zonas de Portugal continental. Saiba aqui quando e onde poderá chover.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xacxjuu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xacxjuu.jpg" id="xacxjuu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Esta primeira semana de junho está a ser marcada por aumentos temporários da <strong>nebulosidade</strong>, intensificação da <strong>nortada</strong> (vento de noroeste), <strong>temperaturas mais frescas</strong> geradas pela entrada e permanência temporária de <strong>ar frio de origem polar marítima</strong> e <strong>alguns episódios de chuva fraca ou chuviscos</strong>, sobretudo no litoral das regiões Norte e Centro.</p><h2>Noite de quarta e madrugada e manhã de quinta com previsão de chuva nestas zonas</h2><p><strong>Dentro de poucas horas, a partir do final da tarde desta quarta-feira (3) (cerca das 18:00/19:00), prevê-se a chegada de uma frente fria em fase de dissipação</strong> que atingirá o litoral Norte e Centro de Portugal continental (distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro e Coimbra) e o interior Norte (distrito de Vila Real), o que se traduzirá num aumento da nebulosidade e na ocorrência de chuva fraca ou chuvisco. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vai-voltar-a-chover-entre-hoje-e-amanha-e-no-sabado-na-portugal-continental-alfredo-graca-indica-as-zonas-afetadas-1780488677459.png" data-image="g3mbf696ysas"><figcaption>A nortada intensificará temporariamente nas tardes dos próximos dias, sobretudo no Centro e Sul do país, destacando-se o litoral Oeste a sul do Cabo Mondego, terras altas do Centro e Sul e o Barlavento Algarvio, áreas onde estão previstas rajadas até 55 ou 65 km/h.</figcaption></figure><p><strong>Nas primeiras horas da madrugada de quinta-feira (4)</strong> a mesma frente fria do dia anterior, associada a uma depressão centrada nas Ilhas Britânicas, continuará a produzir <strong>chuva fraca ou chuvisco nas mesmas regiões</strong>, sendo que, ao espalhar-se para leste, abrangerá mais algumas zonas do interior<strong> </strong>(interior dos distritos de Aveiro e Coimbra e algumas zonas do distrito de Viseu).</p><p>Algumas horas mais tarde, a partir do meio da manhã de quinta (4), espera-se um <strong>reforço temporário da atividade frontal</strong>, gerando-se uma nova vaga de chuva fraca e/ou chuviscos no<strong> litoral Norte e Centro</strong>, bem como em algumas zonas do interior Norte e Centro e também mais a sul, <strong>no litoral Oeste e Área Metropolitana de Lisboa</strong> (zonas dos distritos de Leiria e Lisboa).</p><h2>No sábado o setor mais debilitado de uma nova frente afetará novamente o Noroeste de Portugal</h2><p><strong>A extremidade de uma nova frente fria poderá alcançar o nosso país a partir das primeiras horas da madrugada de sábado (6)</strong>, mantendo a sua influência possivelmente até ao final da manhã ou início da tarde. </p><p>Deste modo, no período referido, <strong>prevê-se uma nova vaga de chuva fraca ou chuviscos no Noroeste de Portugal continental</strong><strong>,</strong> <strong>com os mapas a destacarem de forma evidente o Minho </strong>(distritos de Viana do Castelo e Braga). Não se exclui a possibilidade de surgirem chuviscos muito dispersos noutras zonas do Norte litoral e interior, mas a região minhota surge como a mais exposta à precipitação, de acordo com as atuais cartas de previsão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vai-voltar-a-chover-entre-hoje-e-amanha-e-no-sabado-em-portugal-continental-alfredo-graca-indica-as-zonas-afetadas-1780490011946.png" data-image="k2s2qp2poglq"><figcaption>A chuva dos próximos dias será fraca e pouco frequente, afetando quase sempre a mesma zona do país, ou seja, o litoral Norte e Centro.</figcaption></figure><p>Segundo os mapas de referência da Meteored, <strong>a precipitação será geralmente escassa e pouco frequente nestes próximos dias</strong>. No período que se estende entre hoje - quarta-feira, 3 - e sábado, 6 de junho - <strong>Viana do Castelo </strong>é o distrito de Portugal continental onde se prevê mais chuva, estando previstos até<strong> 7 mm de precipitação acumulada</strong>.</p><p>Espera-se que <strong>Braga</strong> seja o segundo distrito que mais precipitação somará (entre <strong>2 e 4 mm</strong>). Os restantes - Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa, Vila Real e Viseu - deverão registar valores ainda menores de chuva acumulada (entre <strong>0,5 e 3 mm</strong>).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772068" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/queda-de-temperatura-ate-7-c-outra-mudanca-brusca-de-temperatura-esta-a-caminho-de-6-distritos-em-portugal.html" title="Queda de temperatura até 7 °C: outra mudança brusca de temperatura está a caminho de 6 distritos em Portugal">Queda de temperatura até 7 °C: outra mudança brusca de temperatura está a caminho de 6 distritos em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/queda-de-temperatura-ate-7-c-outra-mudanca-brusca-de-temperatura-esta-a-caminho-de-6-distritos-em-portugal.html" title="Queda de temperatura até 7 °C: outra mudança brusca de temperatura está a caminho de 6 distritos em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/queda-de-temperatura-ate-7-c-outra-mudanca-brusca-de-temperatura-esta-a-caminho-de-6-distritos-em-portugal-1780489397476_320.png" alt="Queda de temperatura até 7 °C: outra mudança brusca de temperatura está a caminho de 6 distritos em Portugal"></a></article></aside><p>Tanto na sexta como no domingo, dias 5 e 7, não se prevê ocorrência de precipitação, <strong>com a estabilidade atmosférica e o calor a intensificarem-se principalmente a partir de domingo (7)</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vai-voltar-a-chover-entre-hoje-e-amanha-e-no-sabado-em-portugal-continental-alfredo-graca-indica-as-zonas-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal tem todas as condições para vir a ser uma potência agrícola sustentável do Sul da Europa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-tem-todas-as-condicoes-para-vir-a-ser-uma-potencia-agricola-sustentavel-do-sul-da-europa.html</link><pubDate>Wed, 03 Jun 2026 12:47:42 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Diversidade de climas, de solos e de sistemas produtivos colocam o país entre os que podem avançar mais depressa para modelos agrícolas regenerativos bem-sucedidos da Europa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-tem-todas-as-condicoes-para-vir-a-ser-uma-potencia-agricola-sustentavel-do-sul-da-europa-1780488801484.jpg" data-image="5nqkd827pvwd" alt="mão cheia de solo agrícola" title="mão cheia de solo agrícola"><figcaption>A potencialidade de solos produtivos ainda não aproveitados é uma oportunidade rara na Europa que Portugal pode aproveitar. Imagem: Savills Portugal</figcaption></figure><p>Um novo estudo revela que Portugal reúne as condições ideais para se transformar numa <strong>plataforma de agricultura regenerativa de referência no Sul da Europa</strong> até ao final desta década. O relatório, elaborado pela consultora imobiliária Savills Portugal, destaca, desde logo, o desafio que o território nacional enfrenta para alinhar a rentabilidade económica à preservação dos ecossistemas.</p><div class="texto-destacado"><strong>O que é a agricultura regenerativa? <br></strong>É um sistema de produção que restaura e melhora ativamente a saúde dos <strong>ecossistemas agrícolas</strong>. Em vez de esgotar os recursos, revitaliza o solo, aumenta a biodiversidade, otimiza a gestão da água e sequestra carbono da atmosfera.</div><p>Numa altura em que os riscos associados ao clima e à degradação ambiental pesam fortemente na avaliação dos ativos rurais, a adoção de técnicas agrícolas sustentáveis surge como uma solução vital para <strong>valorizar terrenos subaproveitados</strong> e vulneráveis.</p><h2>O paradoxo do mercado nacional</h2><p>Os analistas do estudo intitulado <em>“Portugal, The Living Asset – Rebuilding Portugal’s Natural Capital Through Regenerative Agriculture”</em> classificam o território português como um <strong>mercado contraditório</strong> por apresentar uma enorme diversidade de climas, solos e sistemas produtivos, contrastando com o facto de o <strong>setor agrícola</strong> representar <strong>menos de três por cento </strong>do valor acrescentado bruto nacional. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Esta discrepância entre a riqueza ecológica e o retorno financeiro atual constitui a janela perfeita para a entrada de investimento focado na reabilitação dos solos. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A evolução recente demonstra que a <strong>saúde da terra</strong>, a <strong>gestão da água</strong> e a <strong>biodiversidade regional</strong> passaram a ser métricas financeiras essenciais na determinação do preço real das propriedades agrícolas em todo o continente.</p><p>Os grandes investidores internacionais e os fundos de impacto já olham para estes <strong>indicadores ecológicos</strong> como fatores decisivos para garantir o acesso a financiamento verde e assegurar o cumprimento de exigentes metas de sustentabilidade corporativa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-tem-todas-as-condicoes-para-vir-a-ser-uma-potencia-agricola-sustentavel-do-sul-da-europa-1780488941142.jpg" data-image="e7h0qttmilvs" alt="Amendoeiras em flor" title="Amendoeiras em flor"><figcaption>O investimento na cultura da amêndoa traz um desafio acrescido de melhorar as técnicas que promovem a retenção da humidade no solo. Foto: Pixabay</figcaption></figure><p>No panorama político, embora existam apoios comunitários importantes através de fundos específicos, estima-se que apenas uma pequena percentagem das explorações nacionais aplique um modelo regenerativo totalmente integrado, apesar de metade da área cultivada já adotar <strong>práticas isoladas de conservação ambiental</strong>.</p><h2>A urgência imposta pela cultura da amêndoa</h2><p>A transformação rumo a estes novos métodos manifesta-se com particular evidência no setor dos <strong>frutos secos</strong>, onde o país registou um <strong>crescimento sem precedentes</strong> na última década. Graças aos investimentos estruturantes nos perímetros de rega do Alqueva e de Idanha-a-Nova, o território nacional ascendeu à posição de terceiro maior exportador líquido mundial de amêndoa. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Este rápido desenvolvimento atraiu um volume expressivo de capital estrangeiro, mas também gerou uma pressão sem precedentes sobre as reservas hídricas locais e a qualidade do solo transmontano e alentejano.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A necessidade urgente de proteger estes investimentos de larga escala transformou as abordagens de conservação numa prioridade absoluta para os produtores. A introdução de técnicas que promovem a biodiversidade e retêm a humidade da terra é considerada a evolução mais marcante no ecossistema agrário desde o aparecimento dos fertilizantes químicos modernos. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761449" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/portugueses-lideram-projeto-para-recuperar-a-tradicao-e-fortalecer-a-agricultura-mediterranica.html" title="Portugueses lideram projeto para recuperar a tradição e fortalecer a agricultura mediterrânica">Portugueses lideram projeto para recuperar a tradição e fortalecer a agricultura mediterrânica</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/portugueses-lideram-projeto-para-recuperar-a-tradicao-e-fortalecer-a-agricultura-mediterranica.html" title="Portugueses lideram projeto para recuperar a tradição e fortalecer a agricultura mediterrânica"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugueses-lideram-projeto-para-recuperar-a-tradicao-e-fortalecer-a-agricultura-mediterranica-1774882019413_320.jpg" alt="Portugueses lideram projeto para recuperar a tradição e fortalecer a agricultura mediterrânica"></a></article></aside><p>O sucesso observado nos amendoais serve de modelo prático para outras culturas de rendimento que enfrentam escassez hídrica extrema e solos severamente empobrecidos.</p><h2>Regiões estratégicas para a expansão até 2030</h2><p>A análise geográfica efetuada pela consultora identifica áreas específicas com potencial elevado para expandir estes ecossistemas produtivos à escala nacional. As regiões do <strong>Alentejo</strong>, do <strong>Oeste</strong>, do <strong>Douro</strong>, do <strong>Ribatejo</strong> e o arquipélago dos <strong>Açores</strong> reúnem os atributos necessários para liderar esta mudança estrutural profunda. </p><p>A conjugação entre a <strong>variedade de microclimas</strong>, o <strong>custo competitivo </strong>dos terrenos rústicos e a necessidade urgente de combater as alterações climáticas coloca Portugal diante de uma década decisiva e transformadora.</p><div class="texto-destacado">"A saúde do solo, a água e a biodiversidade tornaram-se variáveis financeiras tão relevantes quanto as tradicionais. E o nosso país tem aqui uma oportunidade de alinhar performance económica e ambiental numa oportunidade única". <br><br><strong>Alexandra Gomes, Head of Research da Savills Portugal</strong></div><p>A valorização progressiva dos mercados globais associados aos créditos de carbono, à conservação da água e à proteção da biodiversidade abre <strong>perspetivas económicas</strong> sem precedentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-tem-todas-as-condicoes-para-vir-a-ser-uma-potencia-agricola-sustentavel-do-sul-da-europa-1780489221080.jpg" data-image="5oqqucg4rbgl" alt="Açores" title="Açores"><figcaption>A região dos Açores, assim como o Douro e o Ribatejo, têm as característica essenciais para liderar a transição para a agricultura regenerativa. Foto: Pixabay</figcaption></figure><p>Portugal dispõe de uma oportunidade única para consolidar o seu <strong>papel de liderança regional</strong> nos próximos anos, demonstrando que a reabilitação do capital natural constitui o único caminho viável para garantir a segurança alimentar coletiva e a valorização económica de forma sustentável a longo prazo.</p><h3><em>Referências do artigo</em></h3><p><em><a href="https://www.savills.co.uk/research_articles/229130/391227-0" target="_blank">Estudo da Savills destaca potencial de Portugal na agricultura regenerativa</a>. Savills</em></p><p><em><a href="https://pdf.euro.savills.co.uk/portugal/spotlight-regenerativeargiculture-singlepages-202604.pdf" target="_blank">The living asset rebuilding portugal’s natural capital through regenerative agriculture</a>. Savills</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-tem-todas-as-condicoes-para-vir-a-ser-uma-potencia-agricola-sustentavel-do-sul-da-europa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Queda de temperatura até 7 °C: outra mudança brusca de temperatura está a caminho de 6 distritos em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/queda-de-temperatura-ate-7-c-outra-mudanca-brusca-de-temperatura-esta-a-caminho-de-6-distritos-em-portugal.html</link><pubDate>Wed, 03 Jun 2026 12:23:42 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma massa de ar polar marítimo começa a influenciar Portugal durante a noite de hoje, dia 3 de junho. A consequência será a descida acentuada das temperaturas, com impacto mais evidente no Interior Norte e Centro e alto Alentejo.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xacx7vq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xacx7vq.jpg" id="xacx7vq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Durante a tarde desta quarta-feira, as temperaturas continuam elevadas em vários pontos do território. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>O<strong> Alentejo, Algarve, Douro e parte do Interior Centro </strong>deverão registar máximas entre <strong>30 e 33 °C</strong>, enquanto a faixa costeira ocidental continuará mais fresca devido à influência atlântica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/queda-de-temperatura-ate-7-c-outra-mudanca-brusca-de-temperatura-esta-a-caminho-de-6-distritos-em-portugal-1780485426783.png" data-image="feobjwm7qo9b" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption>A tarde desta quarta-feira (3) ainda será quente no interior, com máximas próximas dos 30 ºC no Douro e Interior Centro e valores até 33 ºC no Alentejo e Algarve. O litoral oeste já sente maior influência atlântica.</figcaption></figure><p>Apesar do ambiente ainda relativamente quente, <strong>a mudança nas temperaturas está perto de começar</strong>. Durante esta noite, uma massa de ar mais frio proveniente de latitudes mais elevadas vai iniciar a sua progressão sobre Portugal continental.</p><h2>Ar polar entra durante a noite e muda o padrão térmico</h2><p>Os <strong>mapas de geopotencial a 925 hPa mostram claramente a intrusão de ar mais frio pelo Atlântico</strong>, associada a uma circulação de norte que se intensificará entre a noite de quarta-feira e a madrugada de quinta-feira.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/queda-de-temperatura-ate-7-c-outra-mudanca-brusca-de-temperatura-esta-a-caminho-de-6-distritos-em-portugal-1780485541185.jpg" data-image="ctiz6y5olqir" alt="Geopotencial 925 hPa" title="Geopotencial 925 hPa"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-627987">O mapa de geopotencial a 925 hPa mostra a entrada de ar mais frio pelo Atlântico (representada por cor verde no mapa), associada a uma circulação de norte. Esta massa de ar polar marítimo vai começar a influenciar Portugal durante esta noite.</figcaption></figure><p> Esta entrada de ar polar marítimo terá impacto tanto nas temperaturas máximas como nas mínimas, <strong>especialmente no Norte e Centro do país</strong>. Além da descida térmica, a sensação de frescura será reforçada pelo vento moderado a forte que acompanhará esta mudança atmosférica.</p><h2>Quinta-feira traz descida de temperatura</h2><p>A quinta-feira deverá ser o dia em que a mudança ser�� mais percetível. <strong>Os distritos de Bragança, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Santarém e Évora poderão registar descidas entre 6 e 7 °C </strong>face aos valores observados durante os últimos dias. Em muitas localidades do Interior Norte e Centro, as máximas passarão a situar-se entre 20 e 24 °C, valores muito mais próximos da média climatológica para a época.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/queda-de-temperatura-ate-7-c-outra-mudanca-brusca-de-temperatura-esta-a-caminho-de-6-distritos-em-portugal-1780487053559.png" data-image="lfh0uu5msns8" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption>A chegada do ar mais fresco irá provocar uma queda significativa das temperaturas na quinta-feira (4). Bragança, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Santarém e Évora poderão registar descidas entre 6 e 7 ºC.</figcaption></figure><p>Apesar desta descida acentuada, na realidade,<strong> amanhã é que as temperaturas previstas vão ser relativamente "normais" para o início de junho</strong>. Já o Algarve e o Baixo Alentejo deverão sentir alterações menos expressivas, uma vez que o ar frio terá mais dificuldade em alcançar estas regiões.</p><h2>Menos calor, mas muito sol e vento</h2><p>A diminuição das temperaturas não significa uma redução significativa do risco associado à exposição solar. <strong>Os índices UV vão continuar muito elevados,</strong> frequentemente entre 7 e 9, valores considerados altos. Assim, a utilização de proteção solar continua a ser recomendada durante os períodos de maior exposição.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/queda-de-temperatura-ate-7-c-outra-mudanca-brusca-de-temperatura-esta-a-caminho-de-6-distritos-em-portugal-1780487013752.png" data-image="bwzypfin0l69" alt="Índice UV" title="Índice UV"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-9101">Apesar da descida da temperatura, o índice UV irá continuar muito alto em grande parte do país, com valores entre 7 e 9. A proteção solar mantém-se essencial, sobretudo nas horas centrais do dia.</figcaption></figure><p>Outro fator a destacar será o vento. Entre <strong>quarta e sexta-feira prevê-se um período relativamente ventoso</strong>, especialmente nas regiões costeiras e em zonas expostas do Centro e Sul. As rajadas poderão atingir localmente os 55 a 65 km/h, contribuindo para uma sensação térmica mais fresca.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771954" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/especialista-da-meteored-portugal-antecipa-o-que-ira-acontecer-apos-o-ar-polar-estamos-atentos-ao-atlantico.html" title="Especialista da Meteored Portugal antecipa o que irá acontecer após o ar polar: 'estamos atentos ao Atlântico'">Especialista da Meteored Portugal antecipa o que irá acontecer após o ar polar: "estamos atentos ao Atlântico"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/especialista-da-meteored-portugal-antecipa-o-que-ira-acontecer-apos-o-ar-polar-estamos-atentos-ao-atlantico.html" title="Especialista da Meteored Portugal antecipa o que irá acontecer após o ar polar: 'estamos atentos ao Atlântico'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/especialista-da-meteored-portugal-antecipa-o-que-ira-acontecer-apos-o-ar-polar-estamos-atentos-ao-atlantico-1780412385031_320.png" alt="Especialista da Meteored Portugal antecipa o que irá acontecer após o ar polar: 'estamos atentos ao Atlântico'"></a></article></aside><p>Assim, os próximos dias ficarão marcados por uma mudança significativa no estado do tempo, com temperaturas mais amenas, vento persistente e uma atmosfera bastante mais "confortável" do que a registada durante o recente episódio de calor.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/queda-de-temperatura-ate-7-c-outra-mudanca-brusca-de-temperatura-esta-a-caminho-de-6-distritos-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[James Webb resolve o grande enigma astrofísico: os buracos negros surgiram antes das suas próprias galáxias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/james-webb-resolve-o-grande-enigma-astrofisico-os-buracos-negros-surgiram-antes-das-suas-proprias-galaxias.html</link><pubDate>Wed, 03 Jun 2026 11:19:03 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Uma medição sem precedentes realizada com o telescópio James Webb revelou que um buraco negro supermassivo dominava completamente a sua galáxia há mais de 13 mil milhões de anos, colocando em causa os modelos clássicos de evolução cósmica.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/james-webb-resuelve-el-gran-enigma-astrofisico-los-agujeros-negros-nacieron-antes-que-sus-propias-galaxias-1780186480620.jpg" data-image="i2rihkhjtyn7" alt="Agujeros negros Galaxias James Webb" title="Agujeros negros Galaxias James Webb"><figcaption>Ilustração do gás, com os seus dois tons de vermelho e azul, que rodeia o buraco negro de Abell2744-QSO1. Crédito: Jiarong Gu</figcaption></figure><p>Desde que o telescópio espacial James Webb começou a explorar os recantos mais remotos do cosmos, <strong>os chamados "pequenos pontos vermelhos" (Little Red Dots ou LRD) tornaram-se um dos grandes enigmas da astronomia moderna</strong>. Estas estruturas minúsculas e brilhantes, observadas quando o universo dava os seus primeiros passos, pareciam esconder buracos negros supermassivos. No entanto, numerosos modelos teóricos sugeriam que as estimativas da sua massa poderiam estar exageradas.</p><p>Agora, uma equipa internacional de investigadores conseguiu dissipar as dúvidas graças à primeira medição direta realizada sobre um destes objetos. O resultado <strong>não só confirma a presença de um buraco negro gigantesco, como também revela uma situação completamente inesperada para os cientistas</strong>.</p><p>A investigação, publicada na revista <em>Nature</em>, centrou-se no <strong>Abell 2744-QSO1</strong>, um objeto tão distante que a sua luz iniciou a sua viagem quando o universo tinha apenas 700 milhões de anos.</p><h2>A ajuda de uma lupa cósmica natural</h2><p>Para alcançar tal nível de detalhe, <strong>os astrónomos combinaram as capacidades do James Webb com um fenómeno conhecido como lente gravitacional</strong>. Neste caso, a gravidade de um aglomerado de galáxias situado entre a Terra e o objeto funcionou como uma gigantesca lupa natural, amplificando o sinal proveniente do universo primitivo.</p><p>Graças a esta combinação,<strong> os investigadores puderam estudar com precisão o movimento do gás que gira em torno do centro de Abell 2744-QSO1</strong>. Através de espectroscopia de alta resolução, analisaram a velocidade desse material e reconstruíram a sua curva de rotação.</p><p>Os dados revelaram um comportamento perfeitamente compatível com o movimento kepleriano esperado em torno de uma massa extremamente compacta. <strong>A análise permitiu calcular que o objeto central possui uma massa equivalente a cerca de 50 milhões de sóis</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/james-webb-resuelve-el-gran-enigma-astrofisico-los-agujeros-negros-nacieron-antes-que-sus-propias-galaxias-1780186515314.jpg" data-image="h1dvn21el8jh" alt="Agujeros negros Galaxias James Webb" title="Agujeros negros Galaxias James Webb"><figcaption>No universo atual, as galáxias têm, em geral, massas aproximadamente mil vezes superiores às dos seus buracos negros centrais.</figcaption></figure><p>Estas evidências <strong>descartam outras explicações possíveis</strong>, como a existência de um aglomerado estelar muito denso ou concentrações de matéria escura capazes de gerar o mesmo efeito gravitacional.</p><p>"Os nossos resultados representam uma medição dinâmica e direta da massa de um buraco negro no universo primitivo", explicou Ignas Juodžbalis, investigador da Universidade de Cambridge e autor principal do estudo. Além disso, o trabalho confirma que <strong>os métodos indiretos habitualmente utilizados para estimar as massas dos buracos negros continuam a ser fiáveis, mesmo a distâncias extremas</strong>.</p><h2>Participação espanhola numa investigação histórica</h2><p>O estudo contou também com uma importante contribuição de cientistas espanhóis. Os astrofísicos Michele Perna, Santiago Arribas e Pablo G. Pérez-González, do Centro de Astrobiologia (CAB), participaram no p<strong>rocessamento e interpretação da complexa informação</strong> obtida pelo James Webb.</p><p>O seu trabalho revelou-se fundamental para <strong>reconstruir a dinâmica do gás que rodeia o buraco negro e compreender as condições físicas presentes durante as primeiras etapas da história do universo</strong>.</p><h2>Um buraco negro maior do que a sua própria galáxia</h2><p>A maior surpresa surgiu quando os investigadores <strong>tentaram calcular a massa da galáxia anfitriã</strong>.</p><p>Os resultados foram desconcertantes. Os dados obtidos indicam que o espaço disponível para albergar estrelas é extremamente reduzido. Na verdade, mesmo as estimativas mais conservadoras mostram que <strong>o buraco negro possui, no mínimo, o dobro da massa de todas as estrelas da galáxia juntas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="760358" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-telescopio-espacial-james-webb-acaba-de-resolver-um-misterio-cosmico-que-parecia-impossivel.html" title="O Telescópio Espacial James Webb acaba de resolver um mistério cósmico que parecia impossível">O Telescópio Espacial James Webb acaba de resolver um mistério cósmico que parecia impossível</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-telescopio-espacial-james-webb-acaba-de-resolver-um-misterio-cosmico-que-parecia-impossivel.html" title="O Telescópio Espacial James Webb acaba de resolver um mistério cósmico que parecia impossível"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-telescopio-espacial-james-webb-acaba-de-resolver-un-misterio-cosmico-que-parecia-imposible-1774216092491_320.jpeg" alt="O Telescópio Espacial James Webb acaba de resolver um mistério cósmico que parecia impossível"></a></article></aside><p>A diferença é extraordinária. <strong>No universo atual, as galáxias costumam ter massas aproximadamente mil vezes superiores às dos seus buracos negros centrais</strong>. Em Abell 2744-QSO1, essa relação parece completamente alterada e excede em três ordens de magnitude os valores observados em galáxias próximas.</p><p>Por esta razão, <strong>os cientistas consideram-no o buraco negro massivo mais "nu" alguma vez detetado</strong>.</p><h2>Uma possível semente dos primeiros gigantes cósmicos</h2><p>O objeto apresenta ainda outra característica singular: <strong>encontra-se num ambiente quimicamente muito primitivo</strong>, praticamente isento de elementos pesados.</p><p>Esta condição leva os investigadores a pensar que <strong>podem estar a observar uma autêntica "semente" de um buraco negro supermassivo numa fase inicial de crescimento</strong>. Seria a primeira vez que se captaria um objeto com estas características em pleno processo de acumulação de matéria.</p><p>A descoberta fornece ainda uma evidência significativa a favor da chamada teoria da "primazia do buraco negro". De acordo com esta hipótese, <strong>os buracos negros gigantes podem ter-se formado e desenvolvido antes mesmo do nascimento das primeiras gerações de estrelas dentro das suas galáxias</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Se esta interpretação for confirmada, os modelos tradicionais que descrevem uma evolução conjunta e sincronizada entre galáxias e buracos negros terão de ser revistos</strong>.</div><p>Os investigadores acreditam que este colosso cósmico não surgiu após a morte de uma estrela massiva, mas <strong>através do colapso gravitacional direto de enormes nuvens de gás primordial</strong>. Se assim for, Abell 2744-QSO1 representaria uma janela única para um dos processos mais antigos e fundamentais da história do universo.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Juodžbalis, I., Marconcini, C., D’Eugenio, F. et al.<a href="https://www.nature.com/articles/s41586-026-10579-4" target="_blank"> A direct black-hole mass measurement in a little red dot at high redshift</a>. Nature 653, 1017–1021 (2026). https://doi.org/10.1038/s41586-026-10579-4</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/james-webb-resolve-o-grande-enigma-astrofisico-os-buracos-negros-surgiram-antes-das-suas-proprias-galaxias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vulcão de 1,9 mil milhão de anos na Amazónia coloca Brasil no centro de estudos sobre a Terra primitiva]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/vulcao-de-1-9-bilhao-de-anos-na-amazonia-coloca-brasil-no-centro-de-estudos-sobre-a-terra-primitiva.html</link><pubDate>Wed, 03 Jun 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Descoberta no sul do Pará revela vestígios do vulcão mais antigo conhecido do planeta e ajuda cientistas a compreenderem a formação da crosta terrestre e dos primeiros continentes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/vulcao-de-1-9-bilhao-de-anos-na-amazonia-coloca-brasil-no-centro-de-estudos-sobre-a-terra-primitiva-1780085286351.jpg" data-image="d0k95h241hau" alt="Vulcão Amazonas tem cerca de 1,9 bilhão de anos. (Foto: André Massanobu Kunifoshita/UFC)" title="Vulcão Amazonas tem cerca de 1,9 bilhão de anos. (Foto: André Massanobu Kunifoshita/UFC)"><figcaption>Vulcão Amazonas tem cerca de 1,9 mil milhão de anos. Crédito: André Massanobu Kunifoshita/UFC</figcaption></figure><p>Abrigado sob a <strong>floresta amazónica, no sul do Pará</strong>, um <strong>gigante silencioso desafia a história geológica da Terra</strong>. Investigadores identificaram na região de Uatumã o vulcão mais antigo conhecido do planeta, com cerca de <strong>1,9 mil milhão de anos</strong>. A descoberta colocou a Amazónia no centro de estudos internacionais sobre a formação da crosta terrestre e dos primeiros continentes.</p><p>Com aproximadamente 22 quilómetros de diâmetro, <strong>o antigo vulcão chegou a possuir um cone de cerca de 400 metros de altura</strong>. Segundo os investigadores, a sua atividade vulcânica teria durado aproximadamente 300 milhões de anos. Atualmente, a vegetação cobre grande parte da estrutura, mas as rochas preservam marcas importantes das antigas erupções.</p><p>Batizado de Amazonas, o vulcão começou a despertar interesse científico no início dos anos 2000. Desde então, análises detalhadas de rochas, minerais e estruturas subterrâneas reforçaram a hipótese de que <strong>o complexo vulcânico surgiu num período extremamente remoto</strong>, muito antes do aparecimento de várias formações montanhosas conhecidas atualmente.</p><h2>Pesquisas revelam atividade vulcânica intensa na Amazónia</h2><p>Um estudo realizado por investigadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Unicamp ajudou a determinar o período de atividade do vulcão. A investigação foi publicada na revista científica <em>Journal of South American Earth Sciences</em> e apontou que as<strong> rochas vulcânicas da região possuem cerca de 1,8 mil milhão de anos</strong>.</p><div class="texto-destacado">De acordo com o professor e geólogo da UFC Felipe Holanda, as formações estão associadas a antigas caldeiras vulcânicas, estruturas circulares rebaixadas por onde lava e gases eram expelidos durante as erupções. Ele compara o fenómeno às caldeiras existentes no Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos.</div><p>Mesmo após mil milhões de anos de erosão, alterações climáticas e transformações naturais da paisagem, <strong>o vulcão ainda preserva rochas do antigo sistema magmático</strong>. Estudos apontam que condutos de lava, depósitos minerais e estruturas profundas permaneceram intactos o suficiente para permitir análises detalhadas sobre a origem da formação.</p><h2>Rochas preservam pistas sobre a Terra primitiva</h2><p>Os investigadores também encontraram <strong>evidências de cristalização profunda nas rochas extraídas da área</strong>. As amostras indicam que o magma circulou por fissuras da crosta terrestre num período em que o planeta ainda consolidava os seus primeiros blocos continentais estáveis.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vulcao-de-1-9-bilhao-de-anos-na-amazonia-coloca-brasil-no-centro-de-estudos-sobre-a-terra-primitiva-1780085362621.jpg" data-image="16yq8afl4czp" alt="Estudo revela que a região Amazônica brasileira teve intensa atividade vulcânica. (Foto: André Massanobu Kunifoshita/UFC)" title="Estudo revela que a região Amazônica brasileira teve intensa atividade vulcânica. (Foto: André Massanobu Kunifoshita/UFC)"><figcaption>Estudo revela que a região Amazónica brasileira teve intensa atividade vulcânica. Crédito: André Massanobu Kunifoshita/UFC</figcaption></figure><p>A ausência de crateras e cones vulcânicos visíveis ocorre devido ao desgaste provocado por processos erosivos e ciclos climáticos que atuaram durante mil milhões de anos. Segundo o investigador André Ueno Kunifoshita, da UFC e um dos autores do estudo, os cientistas trabalham com pistas preservadas nas rochas para reconstruir os eventos geológicos do passado.</p><p>Modelações feitas com deteção remota mostram ainda que <strong>o sistema vulcânico pode ocupar uma área muito maior do que a já identificada</strong>. Grande parte da estrutura permanece soterrada sob camadas sedimentares acumuladas ao longo do tempo.</p><h2>Descoberta ajuda a explicar a formação da Amazónia</h2><p>Os estudos indicam que o vulcão influenciou diretamente a formação do relevo amazónico. Parte das bases rochosas que sustentam atualmente a floresta teria origem neste antigo sistema magmático, considerado fundamental para compreender a evolução geológica da região.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771756" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-nos-revelam-os-aneis-das-arvores-sobre-as-alteracoes-climaticas-na-amazonia.html" title="O que nos revelam os anéis das árvores sobre as alterações climáticas na Amazónia?">O que nos revelam os anéis das árvores sobre as alterações climáticas na Amazónia?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-nos-revelam-os-aneis-das-arvores-sobre-as-alteracoes-climaticas-na-amazonia.html" title="O que nos revelam os anéis das árvores sobre as alterações climáticas na Amazónia?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/what-do-tree-rings-tell-us-about-climate-change-in-the-amazon-1779894931110_320.jpg" alt="O que nos revelam os anéis das árvores sobre as alterações climáticas na Amazónia?"></a></article></aside><p>Além do impacto geológico,<strong> os minerais encontrados ajudam cientistas a investigar a composição química da Terra primitiva</strong>. Elementos preservados nas rochas fornecem pistas sobre a atmosfera antiga, o comportamento térmico do planeta e o processo de consolidação dos continentes.</p><p>Para os investigadores, o vulcão Amazonas funciona como um verdadeiro arquivo geológico natural. “Hoje sabemos que não há vulcões ativos no Brasil, mas o Norte do país já foi uma região marcada por intensa atividade vulcânica”, afirma o professor Felipe Holanda.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Gazeta do Povo. <a href="https://www.gazetadopovo.com.br/brasil/vulcao-brasileiro-reconhecido-como-o-mais-antigo-do-mundo/" target="_blank">O vulcão brasileiro que é reconhecido como o mais antigo do mundo</a>. 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/vulcao-de-1-9-bilhao-de-anos-na-amazonia-coloca-brasil-no-centro-de-estudos-sobre-a-terra-primitiva.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A tradição do melão em Portugal durante os meses mais quentes do ano]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-tradicao-do-melao-em-portugal-durante-os-meses-mais-quentes-do-ano.html</link><pubDate>Wed, 03 Jun 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>O melão é uma das frutas mais apreciadas em Portugal durante os meses quentes do ano<strong> </strong>principalmente devido ao seu elevado teor de água (90%). Conheça as suas principais características.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-tradicao-do-melao-em-portugal-1780310214049.jpg" data-image="0nvey4j6bj5u" alt="Melão" title="Melão"><figcaption>Em Portugal, o melão é um fruto de verão apreciado devido à sua doçura.</figcaption></figure><p>O melão é uma das frutas <strong>mais apreciadas em Portugal durante os meses quentes do ano </strong>principalmente devido ao seu elevado teor de água (90%).</p><p>Conhecido pelo seu <strong>sabor doce e aroma refrescante </strong>faz parte da alimentação de milhares de portugueses e <strong>desempenha um papel importante na agricultura nacional</strong>.</p><p>Este fruto é produzido em várias regiões do país, no entanto o melão destaca-se não apenas pelas suas qualidades nutricionais, mas também pelo <strong>impacto económico e cultural</strong> que possui.</p><h2>Regiões de cultivo do melão </h2><p>A planta do melão pertence à <strong>família das </strong><em><strong>cucurbitáceas</strong></em>, a mesma da melancia, da abóbora e do pepino.</p><p>Desenvolvem-se num clima quente pois <strong>necessita de muitas horas de sol </strong>para atingir a sua melhor qualidade.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="607102" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/melao-pre-cortado-pode-estar-na-origem-de-um-surto-de-salmonella-na-america-do-norte-saude-publica.html" title="Melão pré-cortado pode estar na origem de um surto de salmonella na América do Norte ">Melão pré-cortado pode estar na origem de um surto de salmonella na América do Norte </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/melao-pre-cortado-pode-estar-na-origem-de-um-surto-de-salmonella-na-america-do-norte-saude-publica.html" title="Melão pré-cortado pode estar na origem de um surto de salmonella na América do Norte "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/melao-pre-cortado-pode-estar-na-origem-de-um-surto-de-salmonella-na-america-do-norte-saude-publica-1702114795750_320.jpg" alt="Melão pré-cortado pode estar na origem de um surto de salmonella na América do Norte "></a></article></aside><p>Em Portugal, as condições climáticas favorecem o seu cultivo, especialmente nas <strong>regiões do Ribatejo, Alentejo, Oeste e Algarve, onde os verões secos e quentes</strong> contribuem para a produção de frutos mais doces e aromáticos.</p><p>Existem diversas variedades de melão cultivadas no país, as mais conhecidas são o <strong>melão branco, o melão amarelo, o melão cantalupo e o melão pele de sapo</strong>. Este último é particularmente popular na Península Ibérica devido à sua casca verde manchada e à <strong>polpa branca extremamente doce</strong>.</p><p>Cada variedade apresenta <strong>características próprias de sabor, textura e conservação</strong>, permitindo responder às preferências dos consumidores e às exigências dos mercados.</p><h2>Técnicas na agricultura </h2><p>A produção de melão em Portugal <strong>tem vindo a evoluir graças à adoção de técnicas agrícolas modernas</strong>.</p><p>Através de <strong>sistemas de rega eficiente, controlo integrado de pragas e métodos de seleção de sementes</strong>, os produtores garantem frutos de elevada qualidade.</p><p>Além disso, a <strong>crescente preocupação com a sustentabilidade</strong> tem levado muitos agricultores a implementar práticas mais amigas do ambiente, reduzindo assim o desperdício de água e promovendo a preservação dos solos.</p><h2>Melão na gastronomia portuguesa</h2><p>Na gastronomia portuguesa, o melão é <strong>consumido durante o pequeno almoço, como sobremesa ou lanche</strong>, preferencialmente fresco.</p><p>No entanto, a sua versatilidade permite utilizá-lo em diversas receitas, como em <strong>saladas de fruta, sumos naturais, batidos e sobremesas leves</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Por cima de melão, vinho de tostão.</strong> Provérbio popular</div><p>Em Portugal uma das combinações mais apreciadas consiste em servir <strong>fatias de melão acompanhadas por presunto, como entrada de um almoço ou jantar,</strong> criando um contraste entre o doce da fruta e o sabor salgado da carne curada.</p><p>Tal como o provérbio popular dita acompanhar o <strong>melão com um vinho</strong>, independentemente do valor, é também uma agradável opção.</p><h2>Relevância económica do setor do melão </h2><p>O setor do melão tem também <strong>relevância económica</strong> para muitas explorações agrícolas portuguesas.</p><p>Os produtores investem cada vez mais na <strong>certificação da qualidade e na valorização da origem dos seus produtos</strong>, fatores que potenciam a diferenciar o melão português da concorrência estrangeira.</p><p>Outro aspeto importante é o papel do melão nos <strong>mercados locais e feiras agrícolas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-tradicao-do-melao-em-portugal-1780310239465.jpg" data-image="344tp496dvtb" alt="Fruta de verão" title="Fruta de verão"><figcaption>O melão é muito refrescantes dado o seu alto teor de água e consumidos na época da sua colheita, ou seja, no verão.</figcaption></figure><p>Em várias localidades portuguesas, a época da <strong>colheita é celebrada através de eventos que promovem os produtos regionais</strong> e aproximam consumidores e produtores, como o <strong>Festival do melão em Alpiarça ou o Arraial do melão em Vila Verde</strong>.</p><p>Estas iniciativas contribuem para a valorização da agricultura nacional e para a preservação das tradições rurais.</p><h2>Ponto de colheita</h2><p>O ponto ideal de maturação é fundamental para <strong>garantir o sabor e a qualidade do fruto</strong>.</p><p>Em Portugal as <strong>plantações realizadas em Março</strong> dão origem a colheitas em julho, porém as <strong>sementeiras de maio, são colhidas em setembro</strong>.</p><p>Os agricultores avaliam a <strong>cor da casca, o aroma, o rendilhado e o estado do pedúnculo</strong> antes de proceder à colheita.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="658381" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-cereja-o-sabor-do-mes-de-junho-fruta.html" title="A cereja: o sabor do mês de junho">A cereja: o sabor do mês de junho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-cereja-o-sabor-do-mes-de-junho-fruta.html" title="A cereja: o sabor do mês de junho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-cereja-o-sabor-do-mes-de-junho-1717067351499_320.jpg" alt="A cereja: o sabor do mês de junho"></a></article></aside><p>Após a recolha, os frutos são <strong>cuidadosamente selecionados e distribuídos para centros de comercialização</strong>, supermercados e mercados abastecedores.</p><p>Uma das grandes dificuldades por parte dos consumidores, é <strong>saber escolher um bom melão</strong>.</p><p>Deve ser utilizado o <strong>toque</strong>, ou seja, <strong>pressionar levemente as extremidades do fruto</strong> e, se este ceder um pouco e a casca não estiver dura, então o melão está maduro.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-tradicao-do-melao-em-portugal-durante-os-meses-mais-quentes-do-ano.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O financiamento climático também pode contribuir para a mitigação de conflitos nos países em desenvolvimento]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-financiamento-climatico-tambem-pode-contribuir-para-a-mitigacao-de-conflitos-nos-paises-em-desenvolvimento.html</link><pubDate>Wed, 03 Jun 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O financiamento climático refere-se a todos os fluxos financeiros que se destinam a apoiar ações para a redução das emissões e de adaptação ás alterações climáticas, visando alcançar os objetivos do Acordo de Paris. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-financiamento-climatico-tambem-pode-contribuir-para-a-mitigacao-de-conflitos-nos-paises-em-desenvolvimento-1779401828451.jpg" data-image="4jf4cx0i7vye" alt="Financiamento climático" title="Financiamento climático"><figcaption>O financiamento climático é fundamental no combate contra as mudanças climáticas nos países em desenvolvimento.</figcaption></figure><p>Este apoio, privado ou público, por parte dos países desenvolvidos, historicamente mais poluidores, destina-se a países em desenvolvimento, que são mais vulneráveis aos fenómenos extremos provocados pelas alterações climáticas.</p><h2>Alterações climáticas e conflitos</h2><p>A escassez de recursos, o descontentamento social e a desigualdade são fatores que alimentam muitas vezes os conflitos nos países em desenvolvimento.</p><p><strong>Os conflitos destroem justamente aquilo que uma comunidade precisa para se adaptar</strong>. As pessoas são deslocadas e o conhecimento local perde-se. A infraestrutura é destruída, e a base física da resiliência desaparece. </p><p>Nas zonas de conflito os grupos armados controlam a terra e a água, transformando os bens comuns em campos de batalha. A circulação é restringida, impedindo que agricultores cheguem aos mercados e que o produtor rural, dedicado à pecuária, tenha acesso às pastagens.</p><p><strong>Muitos cientistas já identificaram as alterações climáticas como um fator significativo de conflitos</strong>, particularmente conflitos civis de pequena escala e aqueles impulsionados pela competição por recursos.</p><div class="texto-destacado">O Programa das Nações Unidas para o Ambiente estima que mais de 40% de todos os conflitos intraestatais dos últimos 60 anos foram travados pelos recursos naturais. </div><p>Quanto aos eventos extremos, estes provocam perdas no PIB, <strong>aumentam a escassez de recursos </strong>e elevam os custos futuros de adaptação, pressionando as economias nacionais e o sector do desenvolvimento global. A subida das temperaturas leva a eventos climáticos extremos mais frequentes, <strong>provocando escassez de água, de terras aráveis e de energia, além de danificar as infraestruturas.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-financiamento-climatico-tambem-pode-contribuir-para-a-mitigacao-de-conflitos-nos-paises-em-desenvolvimento-1779401988995.jpg" data-image="ds6og7rdrmeo" alt="Falta de recursos naturais" title="Falta de recursos naturais"><figcaption>A falta de recursos naturais pode levar muitas vezes à deflagração de conflitos</figcaption></figure><p>Nas regiões afetadas por conflitos, os investimentos direcionados para as infraestruturas e os serviços sociais são essenciais para implementar intervenções climáticas ativas e ampliar as iniciativas de adaptação climática.</p><div class="texto-destacado">Um novo estudo, publicado no Climate Policy Journal, fornece pela primeira vez provas de uma ligação direta entre o financiamento climático e um menor risco de conflitos relacionados com os recursos naturais nos países em desenvolvimento.</div><p>Isto verifica-se especialmente no caso do financiamento climático, que alivia o stress hídrico e impulsiona projetos de energias renováveis. E quanto maior for o financiamento climático, maior será o impacto na promoção da paz.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="440201" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/paises-vulneraveis-apelam-a-imposto-global-para-pagar-danos-climaticos-onu.html" title="Países vulneráveis apelam a imposto global para pagar danos climáticos">Países vulneráveis apelam a imposto global para pagar danos climáticos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/paises-vulneraveis-apelam-a-imposto-global-para-pagar-danos-climaticos-onu.html" title="Países vulneráveis apelam a imposto global para pagar danos climáticos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/imposto-global-para-pagar-danos-causados-pelo-clima-1663585380662_320.jpg" alt="Países vulneráveis apelam a imposto global para pagar danos climáticos"></a></article></aside><p>Os autores do estudo <strong>analisaram dados de 85 países em desenvolvimento, </strong>ao longo de mais de duas décadas, entre 2000 a 2023, e concluíram que <strong>o financiamento climático relacionado com infraestruturas sociais desempenha um papel importante na redução de conflitos</strong>, especialmente em conflitos intraestatais de pequena escala e aqueles ligados à competição por recursos.</p><p>O financiamento climático relacionado com infraestruturas não só apoia o desenvolvimento, como também reforça a resiliência e o bem-estar das comunidades vulneráveis, melhorando o acesso a recursos essenciais como a água e a energia, que são vitais para a subsistência e podem, por sua vez, ajudar a reduzir o risco de conflitos.</p><p>Além disso, os resultados mostram que quanto mais financiamento climático chega aos países beneficiários, menor é a incidência de conflitos relacionados com os recursos naturais.</p><p>Os investimentos na defesa contra inundações, na gestão da água e na agricultura resiliente ao clima ajudam uma região a adaptar-se a um clima imprevisível. <strong>Isto reduz a pressão sobre as pessoas que vivem nestas regiões e diminui a probabilidade de conflitos.</strong></p><h2>Recomendações dos autores do estudo</h2><p>O financiamento climático aos países onde a desertificação e as secas, devido às alterações climáticas, levaram à redução das pastagens, corroendo a coexistência pacífica das comunidades agrícolas, é fundamental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-financiamento-climatico-tambem-pode-contribuir-para-a-mitigacao-de-conflitos-nos-paises-em-desenvolvimento-1779402316791.jpg" data-image="407zo0gmcg6e" alt="Seca" title="Seca"><figcaption>O financiamento climático dado aos países que sofrem mais com o impacto das alterações climáticas, tais como a seca, para além dos seus objetivos climáticos principais, pode gerar benefícios colaterais de segurança</figcaption></figure><p>O estudo constata que o financiamento climático faz muito mais do que apenas ajudar as nações a adaptarem-se às alterações climáticas. <strong>Também contribui para a paz e a estabilidade em regiões frágeis</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O financiamento climático não pode ignorar conflitos e fragilidades.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os governos, os decisores políticos e os doadores devem considerar as implicações mais amplas quando decidirem quanto investir em financiamento climático.</p><p>Os responsáveis pelo licenciamento climático devem garantir que este chegue às regiões mais vulneráveis, aquelas que são afetadas por conflitos e insegurança, que podem sofrer com um financiamento climático insuficiente e uma maior vulnerabilidade, o que pode agravar os riscos de segurança relacionados com o clima. </p><div class="texto-destacado">Os grandes fundos climáticos, as instituições financeiras e os doadores devem dar prioridade às regiões onde a vulnerabilidade climática e o risco de conflito se sobrepõem e desta forma, os recursos limitados podem ser utilizados de forma mais eficaz para aumentar as hipóteses de paz.</div><p><strong>Os decisores políticos devem dar maior prioridade aos investimentos em água e energias renováveis em contextos afetados por conflitos e altamente vulneráveis</strong>, uma vez que estes parecem ser especialmente relevantes para a redução do risco de conflito.</p><p>Os responsáveis pelos projetos devem ajudar os países que recebem o financiamento a reforçar os seus sistemas de planeamento, execução e monitorização de projetos, para que possam utilizar o financiamento de forma eficiente, mesmo em situações difíceis e instáveis.</p><p>Além disso, é necessária uma governação forte no terreno, incluindo o envolvimento das comunidades locais e dos grupos marginalizados.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Chin-Hsien YuORCID Icon, Yingyi ShiORCID Icon et al., <a href="https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/14693062.2026.2645656" target="_blank">“Climate finance as a catalyst for peace”</a>, Climate Policy Journal, Published: 23 April 2026</em><em><br></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-financiamento-climatico-tambem-pode-contribuir-para-a-mitigacao-de-conflitos-nos-paises-em-desenvolvimento.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tartaruga que viveu décadas com tubarões na Irlanda reaprende a nadar em liberdade no Zoomarine Algarve]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tartaruga-que-viveu-decadas-com-tubaroes-na-irlanda-reaprende-a-nadar-em-liberdade-no-zoomarine-algarve.html</link><pubDate>Tue, 02 Jun 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Após uma complexa operação logística, Molly iniciou um treino rigoroso no aquário de Albufeira para recuperar os instintos selvagens que lhe permitirão regressar ao oceano.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tartaruga-que-viveu-decadas-com-tubaroes-na-irlanda-reaprende-a-nadar-em-liberdade-no-zoomarine-algarve-1780398546343.jpg" data-image="q9drxviloeni" alt="Tartaruga Molly no Zoomarine Algarve" title="Tartaruga Molly no Zoomarine Algarve"><figcaption>Molly ensaia os primeiros mergulhos no tanque do Porto d’Abrigo sob o olhar atento de uma tratadora do Zoomarine. Foto: Zoomarine Algarve</figcaption></figure><p>Molly, nativa das águas da Flórida, nos Estados Unidos, é a mais recente <strong>hóspede do Zoomarine de Albufeira</strong>. Pesa 120 kg e passou os últimos 22 anos a viver num tanque de tubarões no Dingle Oceanworld Aquarium, no condado de Kerry, sudoeste da <strong>Irlanda.</strong></p><p>As suas barbatanas, parcialmente amputadas, contam uma história de sobrevivência que marcaram esta tartaruga <em>Caretta caretta</em> para sempre. Foi <strong>vítima de um ataque de tubarão</strong> no Golfo do México. Gravemente ferida e incapaz de vencer a corrente oceânica, acabou resgatada nas águas frias da costa irlandesa.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Tinha apenas 20 kg na altura. Nas décadas que se seguiram, viveu num enorme aquário juntamente com tubarões de diferentes espécies, que se tornaram nos seus companheiros diários. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>E esta parecia ser a sua casa definitiva, pois a equipa de tratadores locais estava plenamente convencida de que a libertação, após tanto tempo de cativeiro, seria impensável.</p><h2>Uma libertação internacionalmente conhecida</h2><p>Os investigadores portugueses, no entanto, desconfiam que Molly poderá ultrapassar todos os obstáculos e voltar ao oceano, sabendo que este não seria um caso único. O parque temático do Algarve concluiu com sucesso, em 2009, uma <strong>missão pioneira realizada com Cat</strong>. Mesmo com uma barbatana amputada, essa fêmea foi uma das três tartarugas monitorizadas que percorreu a maior distância para desovar na Mauritânia.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Foi um feito inédito que ganhou visibilidade no mundo inteiro e deitou por terra a ideia de que estes animais, após um confinamento muito prolongado, já não podem regressar ao seu habitat. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A esperança que o Zoomarine trouxe ao demonstrar a autonomia de Cat levou os responsáveis irlandeses a tentar a mesma sorte com esta nova paciente. Molly despediu-se do Oceanworld há algumas semanas. Chegou a Portugal a meio do mês, numa <strong>operação logística complexa</strong> que incluiu seis horas de transporte terrestre e mais três horas de voo a bordo da TAP.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tartaruga-que-viveu-decadas-com-tubaroes-na-irlanda-reaprende-a-nadar-em-liberdade-no-zoomarine-algarve-1780398666728.jpg" data-image="au4e1ks7kpts" alt="Tartaruga Molly, Zoomarine Algarve" title="Tartaruga Molly, Zoomarine Algarve"><figcaption>As cicatrizes de Molly contam a sua longa história de sobrevivência antes de chegar ao Algarve. Foto: Zoomarine Algarve </figcaption></figure><p>Ao final de uma cansativa jornada, a tartaruga entrou finalmente no Porto d’Abrigo já de madrugada. Uma comitiva de especialistas aguardava a sua chegada e encaminhou-a rapidamente para o <strong>tanque de transição</strong>, onde se encontra atualmente em <strong>fase de aclimatização</strong>.</p><h2>O desafio de reaprender a sobreviver no mar-alto</h2><p>Tanto Molly como os <strong>biólogos</strong> e <strong>veterinários</strong> do centro de reabilitação de espécies marinhas têm pela frente um longo percurso para a readaptar à vida selvagem.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="743384" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-a-viagem-de-900-km-da-tartaruga-do-zoomarine-algarve-virou-um-caso-de-estudo-internacional.html" title="Como a viagem de 900 km da tartaruga do Zoomarine Algarve virou um caso de estudo internacional">Como a viagem de 900 km da tartaruga do Zoomarine Algarve virou um caso de estudo internacional</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-a-viagem-de-900-km-da-tartaruga-do-zoomarine-algarve-virou-um-caso-de-estudo-internacional.html" title="Como a viagem de 900 km da tartaruga do Zoomarine Algarve virou um caso de estudo internacional"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-a-viagem-de-900-km-da-tartaruga-do-zoomarine-algarve-virou-um-caso-de-estudo-internacional-1765375604724_320.jpg" alt="Como a viagem de 900 km da tartaruga do Zoomarine Algarve virou um caso de estudo internacional"></a></article></aside><p>É preciso não esquecer que Molly é uma criatura que já viveu em ambiente natural. Enfrentou <strong>mares agitados</strong> e teve de <strong>caçar ativamente para se alimentar</strong>. Durante mais de duas décadas, porém, teve uma rotina facilitada e foi perdendo as habilidades essenciais para a vida em mar aberto.</p><p>A equipa do Porto d’Abrigo desenhou agora um plano específico focado em estimular três aptidões vitais. Desde logo, a paciente irá reaprender a identificar e capturar presas vivas. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Será também essencial que consiga submergir com eficácia, nadar contra as correntes e manter a estabilidade na coluna de água, gerindo o esforço físico e o fôlego – um fator crítico, dado o seu défice motor nas barbatanas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Molly terá, por fim, de recuperar a sua capacidade de navegação em mar aberto, reativando o seu sentido de orientação, um autêntico "<strong>GPS biológico</strong>" multifatorial, que combina leitura de forças físicas e pistas ambientais à medida que cruza as correntes marítimas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tartaruga-que-viveu-decadas-com-tubaroes-na-irlanda-reaprende-a-nadar-em-liberdade-no-zoomarine-algarve-1780398786054.jpg" data-image="qfi95we9v16j" alt="Equipa do Porto d'Abrigo do Zoomarine Algarve" title="Equipa do Porto d'Abrigo do Zoomarine Algarve"><figcaption>Equipa de biólogos e veterinários do Porto d’Abrigo responsável pelo plano de treino e reabilitação da tartaruga Molly. Foto: Zoomarine Algarve</figcaption></figure><p>O seu regresso definitivo ao mar não tem uma data marcada e dependerá exclusivamente do seu <strong>ritmo de aprendizagem</strong>. A única certeza é que só será libertada quando os cientistas confirmarem que a tartaruga detém todas as <strong>condições clínicas e comportamentais </strong>para ser totalmente autossuficiente. Só então poderá voltar ao oceano, a sua primeira e verdadeira casa.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.facebook.com/ZoomarineAlgarve/photos/973057412041135/" target="_blank">Molly percorreu milhares de quilómetros até chegar ao Porto d'Abrigo</a>. Zoomarine Algarve</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tartaruga-que-viveu-decadas-com-tubaroes-na-irlanda-reaprende-a-nadar-em-liberdade-no-zoomarine-algarve.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Especialista da Meteored Portugal antecipa o que irá acontecer após o ar polar: "estamos atentos ao Atlântico"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/especialista-da-meteored-portugal-antecipa-o-que-ira-acontecer-apos-o-ar-polar-estamos-atentos-ao-atlantico.html</link><pubDate>Tue, 02 Jun 2026 15:07:21 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após uma primeira semana de junho mais fresca e com alguma precipitação fraca, os meteorologistas da Meteored já estão de olho numa possível mudança de padrão na segunda semana de junho. Eis a análise ao que poderá suceder no Atlântico.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/especialista-da-meteored-portugal-antecipa-o-que-ira-acontecer-apos-o-ar-polar-estamos-atentos-ao-atlantico-1780411176437.png" data-image="rknkeif66avh"><figcaption>Como já foi referido noutras previsões da Meteored Portugal, esta primeira semana de junho será marcada por aumentos temporários da nebulosidade, intensificação da nortada (vento de noroeste), temperaturas mais frescas geradas pela entrada e permanência temporária de ar frio de origem polar marítima e alguns episódios de chuva fraca ou chuviscos, sobretudo no litoral das regiões Norte e Centro.</figcaption></figure><p> Ao longo desta primeira semana de junho a configuração atmosférica predominante será a<strong> Oscilação do Atlântico Norte em fase positiva (NAO+)</strong>, um regime atmosférico que corresponde normalmente a uma posição do anticiclone dos Açores favorável à estabilidade meteorológica em Portugal continental. Os seus efeitos à superfície costumam traduzir-se num <strong>estado de tempo estável e predominantemente seco</strong>. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg> Não obstante, o predomínio da NAO+ nem sempre significa necessariamente a ausência de chuva durante todo o período em que está em vigor.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Nesta ocasião - primeira semana de junho -, a região de altas pressões posicionada nas imediações dos Açores <strong>não irá conseguir bloquear completamente a chegada a Portugal continental de algumas frentes frias e linhas de instabilidade</strong> associadas a depressões atlânticas. Ainda assim, a ocorrência de precipitação será fraca, com acumulados residuais e geralmente restritos às regiões do litoral Norte e Centro.</p><h2>Alterações tímidas deste fim de semana sinalizam mudança que se poderá consolidar na próxima semana</h2><p>O tempo algo mais nublado, fresco e com chuva escassa será de “pouca dura”, uma vez que a partir do primeiro domingo de junho, dia 7, <strong>prevê-se uma mudança gradual das condições atmosféricas que se poderá consolidar no início da segunda semana de junho</strong> e até mesmo durar toda a semana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/especialista-da-meteored-portugal-antecipa-o-que-ira-acontecer-apos-o-ar-polar-estamos-atentos-ao-atlantico-1780412175936.png" data-image="c1cnubtb9fth"><figcaption>Calor voltará a intensificar de forma gradual em Portugal continental a partir do próximo domingo, 7 de junho, sendo inicialmente mais marcante nas regiões do interior.</figcaption></figure><p><strong>No fim de semana vindouro</strong> espera-se que ocorra um rápido afastamento para leste do ar polar associado à distribuição dos principais centros de ação atmosférica que modulam o estado do tempo na Europa e Atlântico Norte.</p><p><strong>A subida em latitude de ar ligeiramente mais quente associado à expansão de uma crista anticiclónica</strong> posicionada entre os arquipélagos dos Açores e da Madeira, fará com que as temperaturas diurnas em Portugal continental recuperem para valores ligeiramente acima do normal.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p><strong>O tempo mais ameno no sábado (6) e a maior intensificação do calor no domingo (7)</strong> em termos de área geográfica abrangida são os primeiros sinais, ainda tímidos, de uma mudança em larga escala correspondente a alterações da circulação atmosférica sobre o <strong>Atlântico</strong>.</p><h2>Atentos ao Atlântico: previsão para a segunda semana de junho indica provável regresso do calor de verão </h2><p>O gráfico sub-sazonal do ECMWF mostra uma transição evidente a partir de domingo (7) ou <strong>segunda-feira (8): a partir destas datas, espera-se um domínio do padrão conhecido como bloqueio escandinavo</strong> (região de altas pressões ‘estacionada’ sobre a Escandinávia). Apesar do bloqueio escandinavo continuar a surgir como regime dominante, os mapas do modelo que serve de referência para a Meteored indicam também uma subida para latitudes mais a norte do anticiclone dos Açores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/especialista-da-meteored-portugal-antecipa-o-que-ira-acontecer-apos-o-ar-polar-estamos-atentos-ao-atlantico-1780411393067.jpg" data-image="es5pjxzu0jdw"><figcaption>Para quarta-feira, 10 de junho e Dia de Portugal, deteta-se uma subida das temperaturas em toda a geografia de Portugal continental. Algumas zonas poderão registar máximas iguais ou superiores a 35 ºC.</figcaption></figure><p>No entanto, <strong>apesar da sua movimentação sobre o Atlântico, a vasta região de altas pressões estendida em crista manter-se-á suficientemente robusta e próxima do nosso país</strong>, esperando-se que limite os efeitos instáveis em Portugal continental, normalmente associados ao bloqueio escandinavo.</p><p>Deste modo, cabe esperar uma <strong>segunda semana de junho com temperaturas possivelmente mais típicas do verão</strong> (significativamente mais quente do que a atual) e num estado do<strong> tempo tendencialmente seco, estável e soalheiro</strong> (menos nebulosidade e probabilidade baixa de precipitação).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771903" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-abaixo-dos-20-c-sao-esperadas-ao-meio-dia-em-5-capitais-do-norte-de-portugal-eis-os-dias-chave.html" title="Temperaturas abaixo dos 20 °C são esperadas ao meio-dia em 5 capitais do Norte de Portugal: eis os dias-chave">Temperaturas abaixo dos 20 °C são esperadas ao meio-dia em 5 capitais do Norte de Portugal: eis os dias-chave</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-abaixo-dos-20-c-sao-esperadas-ao-meio-dia-em-5-capitais-do-norte-de-portugal-eis-os-dias-chave.html" title="Temperaturas abaixo dos 20 °C são esperadas ao meio-dia em 5 capitais do Norte de Portugal: eis os dias-chave"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-abaixo-dos-20-c-sao-esperadas-ao-meio-dia-em-5-capitais-do-norte-de-portugal-eis-os-dias-chave-1780398395456_320.png" alt="Temperaturas abaixo dos 20 °C são esperadas ao meio-dia em 5 capitais do Norte de Portugal: eis os dias-chave"></a></article></aside><p>Caso o cenário previsto se confirme, as temperaturas podem então voltar a subir de forma generalizada, trazendo novamente valores elevados a grande parte do território nacional. <strong>Os mapas sugerem uma subida gradual das temperaturas logo a partir de segunda-feira (8), sobretudo no interior</strong>, sendo mais acentuada e consistente em termos de área geográfica abrangida na quarta-feira, 10 de junho.</p><p><strong>Na quarta (10)</strong>, à exceção de alguns locais da faixa costeira ocidental, grande parte do território continental poderá<strong> registar temperaturas máximas iguais ou superiores a 30 ºC</strong>, podendo rondar ou até mesmo ultrapassar os <strong>35 ºC</strong> em zonas da Beira Baixa, Alentejo e Sotavento Algarvio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/especialista-da-meteored-portugal-antecipa-o-que-ira-acontecer-apos-o-ar-polar-estamos-atentos-ao-atlantico-1780411630731.jpg" data-image="qrnlcgvm1xve"><figcaption>O anticiclone dos Açores, situado a oeste de Portugal continental, será responsável por evitar a ocorrência de precipitação na segunda semana de junho, caso não surjam alterações drásticas na previsão.</figcaption></figure><p>Na quinta (11) poderá ocorrer um alívio térmico nas regiões do litoral, mas tudo indica que <strong>o calor se manterá intenso no interior Norte, Centro, Alentejo e metade oriental do Algarve</strong>. De sexta-feira, 12 de junho, em diante, entra-se num horizonte de previsão mais especulativo.</p><p>É preciso ter em conta <strong>a incerteza elevada desta previsão meteorológica</strong>, dado que diz respeito a um horizonte temporal superior a 7 dias, pelo que existe uma maior probabilidade de ocorrerem alterações<strong> </strong>nos valores previstos. Isto dependerá, em grande medida, da distribuição e intensidade dos centros de ação atmosférica (anticiclones e depressões) e das massas de ar e da posição do jato polar.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/especialista-da-meteored-portugal-antecipa-o-que-ira-acontecer-apos-o-ar-polar-estamos-atentos-ao-atlantico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que deve saber sobre o verão de 2026 em Portugal: o modelo europeu prevê um longo período de bloqueio até à canícula]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-que-deve-saber-sobre-o-verao-de-2026-em-portugal-o-modelo-europeu-preve-um-longo-periodo-de-bloqueio-ate-a-canicula.html</link><pubDate>Tue, 02 Jun 2026 12:03:12 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Junho arrancou mais fresco em Portugal, antes de uma possível transição para tempo mais seco e quente, num contexto de mudança dos padrões atmosféricos dominantes no Atlântico Norte e Europa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/verao-de-2026-em-portugal-o-modelo-europeu-preve-um-longo-periodo-de-bloqueio-escandinavo-ate-a-canicula-1780400790989.jpg" data-image="pbrpmhmvgdn7" alt="Junho" title="Junho"><figcaption>Os modelos apontam para um junho dividido em Portugal: primeira semana mais fresca e instável, seguida de uma possível recuperação do tempo seco e quente.</figcaption></figure><p>Ao contrário dos mapas tradicionais de previsão, que mostram o estado da atmosfera num determinado dia, os "weather regimes" permitem perceber <strong>qual será a configuração atmosférica predominante a médio e longo prazo</strong>. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Para o Atlântico Norte e Europa surge uma mudança importante ao longo de junho, com a provável <strong>transição de uma fase de Oscilação do Atlântico Norte positiva (NAO+) para um prolongado período de Bloqueio Escandinavo</strong> <strong>(Scandinavian Blocking),</strong> previsto até 15 de julho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/verao-de-2026-em-portugal-o-modelo-europeu-preve-um-longo-periodo-de-bloqueio-escandinavo-ate-a-canicula-1780397665067.jpg" data-image="3h20sxsxo0vn" alt="Regimes atmosféricos- ECMWF" title="Regimes atmosféricos- ECMWF"> <figcaption>O gráfico sub-sazonal do ECMWF mostra uma transição clara: início de junho sob NAO+ e, depois, domínio provável do bloqueio escandinavo até perto do início da canícula (15 de julho) .</figcaption></figure><p>Até aos primeiros dias de junho (dia 4), o regime dominante vai continuar a ser a NAO+, normalmente associada a uma posição favorável do Anticiclone dos Açores e a condições relativamente estáveis em Portugal. Contudo, <strong>NAO+ não significa necessariamente ausência de chuva</strong>. Nesta primeira semana, o anticiclone não deverá conseguir bloquear totalmente algumas perturbações atlânticas, permitindo a entrada de maior nebulosidade, ar mais fresco e até alguns episódios de precipitação fraca, sobretudo no Norte e Centro.</p><h2>Primeira semana de junho traz ar mais fresco</h2><p>A mudança já começou a ser sentida. Depois de vários dias marcados por calor intenso, as temperaturas vão diminuir ao longo da primeira semana de junho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/verao-de-2026-em-portugal-o-modelo-europeu-preve-um-longo-periodo-de-bloqueio-escandinavo-ate-a-canicula-1780397601515.png" data-image="ttfpvtw4nbyn" alt="Mapa, pressão e chuva" title="Mapa, pressão e chuva"> <figcaption>O Anticiclone dos Açores mantém-se forte mas ligeiramente mais a sudoeste do "ideal". Porém a circulação de norte favorece a entrada de ar mais fresco, mais nebulosidade e uma descida das temperaturas em Portugal.</figcaption></figure><p>A circulação de norte, induzida pelo posicionamento do Anticiclone dos Açores, irá transportar <strong>massas de ar mais frescas para o litoral e para grande parte do Norte e Centro do país</strong>. O aumento da nebulosidade será outro dos aspetos mais evidentes desta alteração de padrão.</p><p>Apesar disso, <strong>as descidas térmicas deverão ser menos expressivas no Algarve, Alentejo e em várias zonas do interior Centro,</strong> onde o ar mais fresco terá maior dificuldade em chegar.</p><h2>Segunda semana poderá devolver o verão a Portugal</h2><p>As previsões atuais apontam para uma segunda semana de junho mais estável e seca do que a primeira.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/verao-de-2026-em-portugal-o-modelo-europeu-preve-um-longo-periodo-de-bloqueio-escandinavo-ate-a-canicula-1780397945068.jpg" data-image="5j09z0qlsec5" alt="Chuva e pressão" title="Chuva e pressão"><figcaption>Apesar do bloqueio escandinavo, a subida do Anticiclone dos Açores poderá limitar a instabilidade e devolver temperaturas típicas de verão a grande parte do território.</figcaption></figure><p>Apesar do bloqueio escandinavo continuar a surgir como regime dominante, os modelos indicam também, uma subida (para latitudes mais a norte) do Anticiclone dos Açores.<strong> Esta configuração poderá limitar os efeitos instáveis para Portugal,</strong> normalmente associados a este tipo de bloqueio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/verao-de-2026-em-portugal-o-modelo-europeu-preve-um-longo-periodo-de-bloqueio-escandinavo-ate-a-canicula-1780397847906.jpg" data-image="lho0rsgsw9y1" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-600294">No mapa de temperatura, dia 10 de junho, é possível observar uma recuperação das temperaturas em todo o território. Alguns locais poderão novamente ultrapassar os 35 °C.</figcaption></figure><p>Se este cenário se confirmar, <strong>as temperaturas poderão voltar a subir de forma generalizada</strong>, trazendo novamente valores elevados a grande parte do território nacional.</p><h2>E o que poderá acontecer até ao final de julho?</h2><p>A partir da terceira semana de junho entramos num horizonte de previsão mais especulativo. Ainda assim, os sinais de larga escala continuam a favorecer a persistência do <strong>Bloqueio Escandinavo</strong>, até à altura em que se <strong>aproxima a canícula (15 de julho)</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>A canícula</strong> corresponde ao período estatisticamente mais quente do ano no Hemisfério Norte, ocorrendo habitualmente entre meados de julho (dia 15) e primeira quinzena de agosto. Embora ainda estejamos algumas semanas antes desse período, as configurações atmosféricas observadas durante junho poderão dar pistas importantes sobre a tendência para o resto do verão.</div><p>Se o Anticiclone dos Açores conseguir manter-se forte e bem posicionado durante todo o período que está previsto o Bloqueio Escandinavo, <strong>a probabilidade de um junho e julho maioritariamente seco e estável em Portugal aumenta</strong>.</p><p>Contudo, pequenas alterações na posição do anticiclone ou do jato polar poderão modificar rapidamente este cenário. Um enfraquecimento do anticiclone poderá abrir a porta a instabilidades atlânticas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771897" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-ar-de-origem-polar-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-o-pico-chegara-a-portugal-na-quinta-feira-avanca-alfredo-graca.html" title="O ar de origem polar aproxima-se a toda a velocidade: “o pico chegará a Portugal na quinta-feira”, avança Alfredo Graça">O ar de origem polar aproxima-se a toda a velocidade: “o pico chegará a Portugal na quinta-feira”, avança Alfredo Graça</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-ar-de-origem-polar-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-o-pico-chegara-a-portugal-na-quinta-feira-avanca-alfredo-graca.html" title="O ar de origem polar aproxima-se a toda a velocidade: “o pico chegará a Portugal na quinta-feira”, avança Alfredo Graça"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-ar-de-origem-polar-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-o-pico-chegara-a-portugal-na-quinta-feira-avanca-alfredo-graca-1780397170595_320.png" alt="O ar de origem polar aproxima-se a toda a velocidade: “o pico chegará a Portugal na quinta-feira”, avança Alfredo Graça"></a></article></aside><p>Por agora, os modelos apontam para um mês de junho dividido entre um início mais fresco e potencialmente instável e uma segunda metade mais favorável ao regresso do tempo seco e quente. <strong>As próximas atualizações serão fundamentais para perceber qual destes sinais acabará por prevalecer</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-que-deve-saber-sobre-o-verao-de-2026-em-portugal-o-modelo-europeu-preve-um-longo-periodo-de-bloqueio-ate-a-canicula.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[OMM alerta para a possibilidade de novos recordes de calor: um ano entre 2026 e 2030 poderá superar o histórico 2024]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/omm-alerta-para-a-possibilidade-de-novos-recordes-de-calor-um-ano-entre-2026-e-2030-podera-superar-o-historico.html</link><pubDate>Tue, 02 Jun 2026 11:39:39 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um novo relatório da Organização Meteorológica Mundial prevê que as temperaturas globais se manterão próximas de níveis recorde durante os próximos cinco anos. O sinal é claro: o planeta continua a acumular calor e a margem para agir está a diminuir.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-omm-advierte-que-vienen-mas-records-de-calor-un-ano-entre-2026-y-2030-podria-superar-al-historico-1780350248167.jpg" data-image="oqmzi7zsz55w" alt="El calor extremo seguirá marcando la agenda climática global." title="El calor extremo seguirá marcando la agenda climática global."><figcaption>O calor extremo continuará a marcar a agenda climática global: a OMM alerta que um novo recorde de temperatura poderá ser atingido antes de 2030. Crédito: OMM.</figcaption></figure><p>O termómetro global não parece disposto a fazer férias. Um novo relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM), elaborado pelo Met Office do Reino Unido, prevê que as temperaturas médias do planeta <strong>continuarão em níveis muito elevados entre 2026 e 2030</strong>, com uma probabilidade significativa de que seem <strong>quebrados novos recordes</strong>.</p><p>A atualização anual a decenal do clima global alerta que a temperatura média anual perto da superfície poderá situar-se <strong>entre 1,3 °C e 1,9 °C acima da média pré-industrial</strong>, considerada entre 1850 e 1900.</p><h2>Um novo recorde mundial poderá ser batido antes de 2030</h2><p>Um dos dados mais impressionantes do relatório é que existe <strong>uma probabilidade de 86%</strong> de que pelo menos <strong>um ano entre 2026 e 2030 ultrapasse 2024 como o ano mais quente desde que existem registos instrumentais</strong>. Este antecedente é relevante porque 2024 já marcou um marco climático ao situar-se cerca de <strong>1,55 °C acima do nível pré-industrial</strong>.</p><div class="texto-destacado">A OMM também estima que há 91% de probabilidade de que pelo menos um ano do período 2026-2030 ultrapasse temporariamente o limiar de 1,5 °C.</div><p>Este número <strong>não significa, por si só, que o Acordo de Paris tenha falhado</strong>, uma vez que essa meta é avaliada em médias de longo prazo, geralmente de 20 anos. Mas mostra que as ultrapassagens temporárias <strong>serão cada vez mais frequentes</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-omm-advierte-que-vienen-mas-records-de-calor-un-ano-entre-2026-y-2030-podria-superar-al-historico-1780349007181.png" data-image="v5mitna2qo1m" alt="La temperatura global sigue escalando." title="La temperatura global sigue escalando."><figcaption>A temperatura global continua a subir: 2024 está a caminho de se tornar o ano mais quente de que há registo e o primeiro a ultrapassar temporariamente o limiar de 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais. Crédito: Copernicus/ECMWF.</figcaption></figure><p>A diferença é importante: um ano isolado com um aumento de 1,5 °C <strong>não significa que tenhamos ultrapassado definitivamente o limite climático, mas funciona como um alarme</strong>. E não um alarme suave de telemóvel, mas daqueles que nos obrigam a levantar-nos imediatamente.</p><h2>O El Niño poderá voltar a impulsionar o calor global</h2><p>O relatório indica que as projeções para a região Niño 3.4 do Pacífico tropical central apontam para uma tendência de condições de El Niño, especialmente <strong>durante 2027 e 2028</strong>. Este fenómeno natural costuma elevar a temperatura média global, porque <strong>altera a circulação atmosférica e liberta o calor acumulado do oceano para a atmosfera</strong>.</p><div class="texto-destacado">De acordo com o relatório, o possível aparecimento do El Niño no final de 2026 aumentaria a probabilidade de 2027 se tornar um novo ano recorde.</div><p>Isto não significa que o El Niño seja o único responsável pelo aquecimento global. Pelo contrário, ele atua <strong>como um impulso adicional sobre uma tendência que já está marcada</strong> pela acumulação de gases com efeito de estufa.</p><p>É como subir uma ladeira com uma mochila pesada e, além disso, enfrentar vento contrário. O El Niño pode intensificar a temperatura de um ano específico, mas <strong>o aquecimento de fundo continua a ser o grande protagonista </strong>desta história climática.</p><h2>O Ártico continuará a aquecer mais rapidamente do que o resto do planeta</h2><p>A OMM também <strong>dá especial atenção ao Ártico</strong>, uma das regiões onde o aquecimento avança mais rapidamente. Para os próximos cinco invernos prolongados do hemisfério norte, entre novembro e março, <strong>preveem-se anomalias de temperatura de 2,8 °C acima da média de 1991-2020</strong>.</p><p>Este valor é <strong>mais de três vezes e meia superior à anomalia média global</strong> prevista para o mesmo período. O impacto não se limita ao Ártico: a perda de gelo marinho, as alterações na circulação atmosférica e as mudanças nos ecossistemas <strong>podem ter consequências muito mais amplas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-omm-advierte-que-vienen-mas-records-de-calor-un-ano-entre-2026-y-2030-podria-superar-al-historico-1780347509718.png" data-image="7eezxw1m3d0w" alt="El Ártico vuelve a encender las alarmas climáticas." title="El Ártico vuelve a encender las alarmas climáticas."><figcaption>O Ártico volta a acender os alarmes climáticos: a OMM prevê que esta região continuará a aquecer muito mais rapidamente do que a média global, com efeitos sobre o gelo marinho, os ecossistemas e os padrões meteorológicos à escala global.</figcaption></figure><p>As projeções apontam também para uma nova redução da concentração de gelo marinho em zonas como o Mar de Barents, o Mar de Bering e o Mar de Okhotsk. Além disso, preveem-se condições mais húmidas do que o normal nas altas latitudes do hemisfério norte, enquanto <strong>algumas zonas subtropicais, especialmente no hemisfério sul, poderão enfrentar condições mais secas</strong>.</p><p>A mensagem do relatório é contundente: os próximos anos continuarão a pôr à prova a capacidade de adaptação das sociedades, dos ecossistemas e das economias. Cada décimo de grau importa, porque pode traduzir-se em <strong>ondas de calor mais intensas, chuvas extremas mais prováveis, secas mais severas e maiores riscos para a saúde, a agricultura e o acesso à água</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="749105" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/2025-foi-o-terceiro-ano-mais-quente-ja-registrado-a-nivel-global-segundo-o-copernicus.html" title="2025 foi o terceiro ano mais quente já registado a nível global, segundo o Copernicus">2025 foi o terceiro ano mais quente já registado a nível global, segundo o Copernicus</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/2025-foi-o-terceiro-ano-mais-quente-ja-registrado-a-nivel-global-segundo-o-copernicus.html" title="2025 foi o terceiro ano mais quente já registado a nível global, segundo o Copernicus"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/2025-tercer-ano-mas-calido-a-nivel-global-1768200585644_320.jpg" alt="2025 foi o terceiro ano mais quente já registado a nível global, segundo o Copernicus"></a></article></aside><p>A ciência climática não está a olhar para uma bola de cristal; está a interpretar <strong>uma tendência apoiada por observações, modelos e décadas de evidências</strong>. E a previsão, embora preocupante, também oferece uma oportunidade: quanto mais cedo se reduzirem as emissões e se reforçar a adaptação, <strong>menor será a conta climática que as próximas gerações terão de pagar</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia</em><em><br></em></h3><p><em>OMM. <a href="https://wmo.int/news/media-centre/new-report-suggests-more-global-temperature-records-ahead?access-token=DbliP_26BUJfaBiktS9oiu1JyEu3FYLx7fYDHjjJ6i8" target="_blank">Un nuevo informe sugiere que se avecinan más récords mundiales de temperatura.</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/omm-alerta-para-a-possibilidade-de-novos-recordes-de-calor-um-ano-entre-2026-e-2030-podera-superar-o-historico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As plantas "espiam" e cheiram as suas vizinhas para competir pela luz e determinar o seu crescimento]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-plantas-espiam-e-cheiram-as-suas-vizinhas-para-competir-pela-luz-e-determinar-o-seu-crescimento.html</link><pubDate>Tue, 02 Jun 2026 11:31:47 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Um estudo revelou que as plantas saudáveis detetam o ritmo de crescimento das plantas que as rodeiam através de sinais químicos no ar e ajustam o seu desenvolvimento e as suas defesas em conformidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-plantas-espian-y-huelen-a-sus-vecinas-para-competir-por-la-luz-y-determinar-su-crecimiento-1780090464786.jpg" data-image="ch0k24v30zpf" alt="Plantas comunicación crecimiento" title="Plantas comunicación crecimiento"><figcaption>Na cevada, cultura em que se baseia o estudo, as plantas emitem compostos voláteis que lhes permitem ajustar o seu crescimento de acordo com o ambiente.</figcaption></figure><p>As plantas mantêm uma <strong>rede complexa de comunicação</strong> muito mais sofisticada do que se pensava.</p><div class="texto-destacado">Uma nova investigação realizada por cientistas da Universidade Sueca de Ciências Agrárias demonstrou que<strong> as plantas saudáveis são capazes de perceber o crescimento das suas vizinhas através de sinais químicos transportados pelo ar e de modificar o seu próprio comportamento para se adaptarem ao ambiente.</strong></div><p>O trabalho, publicado na revista <em>Journal of Experimental Botany</em>, identificou que <strong>esta comunicação ocorre através dos chamados compostos orgânicos voláteis (COV)</strong>, substâncias químicas que as plantas libertam constantemente e que podem ser detetadas por outros exemplares próximos.</p><p>Até agora, a maioria dos estudos tinha-se concentrado na forma como as plantas danificadas emitem sinais de alarme para alertar sobre ataques de insetos herbívoros ou situações de stress. No entanto, a nova investigação revela que <strong>mesmo as plantas completamente saudáveis trocam informações relevantes para a sua sobrevivência e desenvolvimento</strong>.</p><h2>Como as plantas interpretam as suas concorrentes</h2><p>Os compostos orgânicos voláteis são moléculas à base de carbono que se evaporam facilmente e se dispersam no ambiente. Além de desempenharem funções ecológicas, <strong>são responsáveis por muitos dos aromas presentes nas flores, frutos e folhas</strong>, e têm aplicações em indústrias como a perfumaria, a cosmética e a alimentar.</p><div class="texto-destacado">Segundo explicou o investigador Velemir Ninkovic, um dos autores do estudo,<strong> as plantas libertam uma espécie de “assinatura química” permanente que pode ser interpretada por outras espécies ou indivíduos próximos.</strong></div><p>"As plantas saudáveis emitem constantemente a sua própria pegada química para o ar, e as plantas vizinhas utilizam essa informação para <strong>ajustar não só as suas defesas, mas também toda a sua estratégia de crescimento"</strong>, assinalou o cientista. Para os investigadores, este processo funciona como uma conversa contínua entre plantas que partilham o mesmo espaço.</p><h2>Experiências com diferentes variedades de cevada</h2><p>Para analisar este fenómeno, <strong>a equipa trabalhou com três cultivares de cevada</strong> <em>(Hordeum vulgare)</em> com diferentes velocidades de crescimento: Fairytale, de crescimento lento; Luhkas, de crescimento intermédio; e Salome, caracterizada por um crescimento rápido.</p><p>Em condições controladas de laboratório, as plantas foram expostas às emissões químicas de cada uma destas variedades. Após 25 dias de observação, <strong>os cientistas avaliaram alterações físicas nas folhas, caules e raízes, além de estudarem as modificações produzidas na expressão genética</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-plantas-espian-y-huelen-a-sus-vecinas-para-competir-por-la-luz-y-determinar-su-crecimiento-1780090527491.jpg" data-image="pfcn6zm42zr1" alt="Plantas comunicación crecimiento" title="Plantas comunicación crecimiento"><figcaption>As plantas libertam uma espécie de "assinatura química" permanente que pode ser interpretada por outras espécies ou indivíduos nas proximidades.</figcaption></figure><p>Os resultados revelaram um padrão claro. <strong>As plantas expostas a sinais provenientes de variedades de crescimento rápido aceleraram o seu próprio desenvolvimento</strong>, enquanto aquelas que captaram emissões de plantas de crescimento lento reduziram o seu ritmo de crescimento.</p><p>O que é notável é que este ajuste não se limitou a uma parte específica da planta. <strong>O efeito foi observado de forma uniforme em toda a sua estrutura</strong>, o que indica uma resposta global face à informação recebida do ambiente.</p><h2>Alterações genéticas e estratégias de sobrevivência</h2><p>A análise molecular permitiu descobrir que as modificações observadas estavam diretamente relacionadas com <strong>alterações na atividade de numerosos genes</strong>.</p><p>Quando as plantas detetavam os sinais químicos da Fairytale, a variedade de crescimento lento, <strong>ativavam-se genes associados a respostas de stress e mecanismos de defesa contra herbívoros</strong>. Ao mesmo tempo, diminuía a atividade de genes ligados ao transporte celular e à replicação do ADN.</p><p>Em contrapartida, a exposição aos compostos emitidos pela Salome, a variedade de crescimento rápido, <strong>gerava o efeito oposto</strong>: eram favorecidos processos relacionados com o crescimento e o desenvolvimento.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771371" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-melhores-plantas-repelentes-de-moscas-para-o-parapeito-da-janela-da-cozinha-e-para-o-jardim.html" title="As melhores plantas repelentes de moscas para o parapeito da janela da cozinha e para o jardim">As melhores plantas repelentes de moscas para o parapeito da janela da cozinha e para o jardim</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-melhores-plantas-repelentes-de-moscas-para-o-parapeito-da-janela-da-cozinha-e-para-o-jardim.html" title="As melhores plantas repelentes de moscas para o parapeito da janela da cozinha e para o jardim"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-melhores-plantas-repelentes-de-moscas-para-o-parapeito-da-janela-da-cozinha-e-para-o-jardim-1780070492169_320.jpg" alt="As melhores plantas repelentes de moscas para o parapeito da janela da cozinha e para o jardim"></a></article></aside><p>Entre as moléculas mais relevantes identificadas pelos investigadores encontram-se o nitrilo benzílico, o linalol e o octanal. Estes compostos estão associados a <strong>fragrâncias florais e cítricas</strong>, além de certos aromas terrosos ou metálicos que fazem parte da complexa química vegetal.</p><h2>Um fenómeno que poderá estar generalizado em todo o reino vegetal</h2><p>Os autores consideram que esta capacidade de interpretar sinais químicos ambientais <strong>pode ser muito mais comum do que se pensava</strong>.</p><p>"As plantas libertam naturalmente misturas de compostos voláteis e é lógico que tenham desenvolvido a capacidade de detetar estes sinais após milhões de anos de coexistência", afirmou Ninkovic. Segundo o investigador, <strong>este tipo de interação provavelmente está amplamente distribuído no reino vegetal, embora com intensidades diferentes consoante a espécie</strong>.</p><p><strong>A descoberta abre novas linhas de investigação sobre como as plantas tomam decisões, competem por recursos e adaptam as suas estratégias de crescimento</strong>. Também poderá ter aplicações futuras na agricultura, permitindo otimizar as culturas através da gestão de sinais químicos naturais que influenciam o desenvolvimento das plantas.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em> André Åbonde, Merlin Rensing, Jannicke Gallinger, Vasti Thamara Juárez-González, Iris Dahlin, Dimitrije Markovic, German Martinez, Velemir Ninkovic, <a href="https://academic.oup.com/jxb/advance-article/doi/10.1093/jxb/erag252/8696139" target="_blank">Volatiles released by undamaged plants mediate the adaptive growth strategies in neighbors</a>, Journal of Experimental Botany, 2026;, erag252, https://doi.org/10.1093/jxb/erag252</em> </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-plantas-espiam-e-cheiram-as-suas-vizinhas-para-competir-pela-luz-e-determinar-o-seu-crescimento.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temperaturas abaixo dos 20 °C são esperadas ao meio-dia em 5 capitais do Norte de Portugal: eis os dias-chave]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-abaixo-dos-20-c-sao-esperadas-ao-meio-dia-em-5-capitais-do-norte-de-portugal-eis-os-dias-chave.html</link><pubDate>Tue, 02 Jun 2026 11:23:28 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Com a descida prevista das temperaturas, várias capitais de distrito da região Norte poderão registar valores abaixo dos 20 ºC, especialmente entre quinta e sexta-feira.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-temperaturas-descem-e-a-chuva-pode-regressar.html" target="_blank">Mudanças no tempo em Portugal esta semana: temperaturas descem e a chuva pode regressar</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xacsaaa"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xacsaaa.jpg" id="xacsaaa"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como já mencionamos em diversas previsões, aqui na Meteored Portugal, as temperaturas serão mais contidas esta semana, devido à aproximação de massas de ar mais frio. Ainda que esta descida dos termómetros seja interrompida amanhã, quarta-feira, onde se prevê uma ligeira subida,<strong> quinta e sexta-feira poderão trazer valores abaixo dos 20 ºC em várias cidades do Norte</strong> do país.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>O dia de hoje, terça-feira, poderá contar com valores máximos na região Norte entre os 18 ºC em Viana do Castelo e os 25 ºC em Bragança. Amanhã, com a subida esperada, os valores poderão oscilar entre os 18 ºC em Viana do Castelo e os 26 ºC em Bragança, no entanto, em<strong> alguns pontos do Vale do Douro, os termómetros podem alcançar os 30 ºC</strong>.</p><h2>Cinco capitais de distrito do Norte poderão registar valores inferiores a 20 ºC na quinta-feira</h2><p>Na quinta-feira o cenário volta a mudar, com a chegada de uma massa de ar frio mais intensa, que resultará numa <strong>descida mais acentuada das temperaturas, especialmente no Norte do país</strong>, fazendo com que as anomalias térmicas negativas também possam cubrir a maior parte, não só desta região, como da região Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-abaixo-dos-20-c-sao-esperadas-ao-meio-dia-em-5-capitais-do-norte-de-portugal-eis-os-dias-chave-1780398395456.png" data-image="ps93dxqnp78c" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>A região Norte deverá ser a mais fria do país entre quinta e sexta-feira, com várias cidades (capitais de distrito e não só), a registarem valores inferiores a 20 ºC, pelas 12h.</figcaption></figure><p>Esta descida esperada para quinta-feira, poderá resultar em valores abaixo dos 20 ºC, pelas 12h, em cinco capitais de distrito nortenhas. Das quais, <strong>Viana do Castelo</strong>, que deverá contar com 17 ºC e <strong>Braga, Porto, Vila Real e Bragança</strong> que poderão contar com 19 ºC, tal como podemos observar no mapa acima.</p><h2>Sexta-feira o cenário será idêntico, mas há subida à vista</h2><p>Pela mesma hora de sexta-feira, esperam-se 16 ºC para Viana do Castelo, 19 ºC para Braga, Porto e Vila Real, e 20 ºC para Bragança. Contudo, <strong>é expectável que estes valores voltem a subir nos dias seguintes, principalmente a partir de domingo, de forma gradual</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771897" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-ar-de-origem-polar-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-o-pico-chegara-a-portugal-na-quinta-feira-avanca-alfredo-graca.html" title="O ar de origem polar aproxima-se a toda a velocidade: “o pico chegará a Portugal na quinta-feira”, avança Alfredo Graça">O ar de origem polar aproxima-se a toda a velocidade: “o pico chegará a Portugal na quinta-feira”, avança Alfredo Graça</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-ar-de-origem-polar-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-o-pico-chegara-a-portugal-na-quinta-feira-avanca-alfredo-graca.html" title="O ar de origem polar aproxima-se a toda a velocidade: “o pico chegará a Portugal na quinta-feira”, avança Alfredo Graça"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-ar-de-origem-polar-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-o-pico-chegara-a-portugal-na-quinta-feira-avanca-alfredo-graca-1780397170595_320.png" alt="O ar de origem polar aproxima-se a toda a velocidade: “o pico chegará a Portugal na quinta-feira”, avança Alfredo Graça"></a></article></aside><p>Segundo a mais recente atualização dos nossos modelos, baseados no ECMWF, <strong>este aumento poderá ser mais significativo na quarta-feira</strong>, dia 10 de junho, levando os termómetros a registar temperaturas máximas entre os 30 ºC e os 34 ºC em boa parte da nossa geografia, com exceção das zonas costeiras e das cotas mais elevadas no Norte e Centro.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-abaixo-dos-20-c-sao-esperadas-ao-meio-dia-em-5-capitais-do-norte-de-portugal-eis-os-dias-chave.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O ar de origem polar aproxima-se a toda a velocidade: “o pico chegará a Portugal na quinta-feira”, avança Alfredo Graça]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-ar-de-origem-polar-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-o-pico-chegara-a-portugal-na-quinta-feira-avanca-alfredo-graca.html</link><pubDate>Tue, 02 Jun 2026 10:47:22 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Algumas investidas de ar polar vão provocar uma descida das temperaturas em Portugal, embora seja algo passageiro. Na quinta-feira (4) prevê-se a descida de temperatura mais significativa devido à chegada de uma massa de ar frio mais intensa.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xacs6wc"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xacs6wc.jpg" id="xacs6wc"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Desde o primeiro dia de junho que <strong>o estado do tempo já tem vindo a dar sinais de instabilidade no litoral Norte e Centro de Portugal continental </strong>(mais vento, nevoeiro, frescura e chuva fraca ou chuviscos), antecipando a mudança um pouco mais brusca e generalizada que ocorrerá durante a segunda metade desta semana, quando uma massa de ar frio de origem polar causar uma descida significativa das temperaturas e tornar a atmosfera algo mais instável, embora de forma breve.</p><p>Na primeira metade desta terça-feira (2) a passagem de uma frente fria provocou um<strong> aumento da nebulosidade e alguma chuva fraca ou chuviscos nas Regiões Norte e Centro</strong><strong> - especialmente no litoral</strong>. Na segunda metade do dia a nebulosidade tenderá a diminuir gradualmente, pelo que haverá bons períodos de sol.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo<br></strong>A chegada de uma massa de ar polar marítimo, frio e húmido, será responsável por provocar uma descida generalizada e significativa das temperaturas nestes primeiros dias de junho, especialmente entre quinta (4) e sexta-feira (5). Além disso, trará pontualmente chuva fraca ou chuviscos. Não obstante, a frescura será temporária.</div><p>A massa de ar quente será completamente renovada pela passagem da frente, gerando-se, deste modo, uma descida significativa das temperaturas em praticamente todo o território de Portugal continental. O dia de hoje - <strong>2 de junho</strong> - ainda será <strong>quente no Sotavento Algarvio e em alguns locais do Baixo Alentejo</strong>, onde se preveem temperaturas <strong>máximas a rondar os 30 ºC</strong>.</p><h2>A chegada de novas frentes e linhas de instabilidade trará mais chuva fraca</h2><p>Após a passagem da frente fria, o céu ficará pouco nublado ou limpo em grande parte da geografia de Portugal nesta quarta-feira, 3 de junho. Porém,<strong> no interior Norte, Centro, Alentejo e Sotavento Algarvio prevê-se uma recuperação das temperaturas, pelo que o calor intensificará novamente</strong> (máximas entre 28 e 34 ºC nas regiões referidas). Em grande parte do litoral manter-se-á o tempo fresco para a época.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-ar-de-origem-polar-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-o-pico-chegara-a-portugal-na-quinta-feira-avanca-alfredo-graca-1780396588548.png" data-image="gw3rbr6pvicw"><figcaption>As temperaturas máximas na quinta-feira, 4 de junho, já sofrerão uma descida para valores inferiores à média climatológica de referência devido à chegada de ar frio pós-frontal mais intenso (massa de ar com origem polar marítima).</figcaption></figure><p>A estabilidade atmosférica no dia de <strong>a</strong><strong>manhã - 3 de junho - será efémera, dado que uma nova frente fria atingirá o litoral Norte e Centro de Portugal continental a partir das 18:00 </strong>(distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra) e o interior Norte (distrito de Vila Real), o que se traduzirá num aumento da nebulosidade e na ocorrência de chuva fraca ou chuvisco.</p><p><strong>Nas primeiras horas da madrugada de quinta-feira (4)</strong> a mesma frente fria do dia anterior continuará a produzir chuva fraca ou chuvisco nas mesmas regiões, sendo que, ao espalhar-se para leste, <strong>abrangerá mais algumas zonas do interior</strong> (mais zonas do interior dos distritos de Aveiro e Coimbra, zonas do distrito de Viseu e área da Serra da Estrela).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771763" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-temperaturas-descem-e-a-chuva-pode-regressar.html" title="Mudanças no tempo em Portugal esta semana: temperaturas descem e a chuva pode regressar">Mudanças no tempo em Portugal esta semana: temperaturas descem e a chuva pode regressar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-temperaturas-descem-e-a-chuva-pode-regressar.html" title="Mudanças no tempo em Portugal esta semana: temperaturas descem e a chuva pode regressar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-temperaturas-descem-e-a-chuva-pode-regressar-1780318085235_320.jpg" alt="Mudanças no tempo em Portugal esta semana: temperaturas descem e a chuva pode regressar"></a></article></aside><p>Algumas horas mais tarde, a partir do meio da manhã de quinta (4), espera-se que <strong>uma nova frente alcance o norte da Península Ibérica, e, ao fazê-lo, produzirá outra vaga de chuva fraca e/ou chuviscos no litoral Norte e Centro</strong>. Será, de novo, um episódio temporário de precipitação escassa, durando eventualmente até ao meio-dia.</p><p><strong>O ar pós-frontal, frio e de origem polar marítima, acabará por entrar no nosso país, provocando uma descida das temperaturas, sobretudo das máximas e durante a segunda metade de quinta-feira (4)</strong>. As mínimas sofrerão também uma descida na sexta-feira (5), mas as máximas previstas para o 5 de junho traduzir-se-ão em anomalias térmicas positivas, o que evidencia uma recuperação das temperaturas diurnas, em particular nas regiões do interior.</p><h2>Saiba até quando irá durar a presença do ar polar em Portugal continental</h2><p>Como já referido anteriormente pela Meteored Portugal, o principal efeito da passagem da frente fria de quinta-feira (4) será <strong>a descida generalizada das temperaturas máximas ainda na quinta-feira (4), e das mínimas na sexta-feira (5)</strong>, uma vez que o ar quente subtropical será substituído por ar frio polar marítimo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-ar-de-origem-polar-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-o-pico-chegara-a-portugal-na-quinta-feira-avanca-alfredo-graca-1780396616247.png" data-image="19utcm3cdxy5"><figcaption>A 1500 metros de altitude observa-se perfeitamente a chegada e alastramento do ar polar marítimo por grande parte da Península Ibérica de quinta para sexta-feira, dias 4 e 5 de junho, o que gerará uma descida generalizada e significativa das temperaturas.</figcaption></figure><p>Contudo, <strong>a frescura será temporária pois, ainda durante o dia de sexta-feira, 5 de junho, o rápido afastamento para leste do ar polar </strong>e a subida em latitude de ar ligeiramente mais quente associado à expansão da crista anticiclónica posicionada entre os Açores e a Madeira, fará com que as temperaturas diurnas recuperem para valores ligeiramente acima do normal.</p><p><strong>No sábado (6) espera-se que o tempo anticiclónico se consolide</strong>. As temperaturas máximas manterão valores geralmente semelhantes, embora possam ocorrer ligeiras subidas; nesse dia, o calor intenso ficará um pouco atenuado. <strong>Já no domingo (7) prevê-se uma subida das temperaturas, com o calor a alastrar-se a mais zonas </strong>e a afetar sobretudo as regiões do interior de Portugal continental. No entanto, não se espera que sejam atingidos valores tão elevados como os que forem registados na reta final do mês de maio.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-ar-de-origem-polar-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-o-pico-chegara-a-portugal-na-quinta-feira-avanca-alfredo-graca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[IA decifra texto de 3 mil anos escrito em tabuleta da antiga Mesopotâmia]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ia-decifra-texto-de-3-mil-anos-escrito-em-tabuleta-da-antiga-mesopotamia.html</link><pubDate>Tue, 02 Jun 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Ferramenta criada por investigadores alemães conseguiu identificar caracteres quase apagados em tabuletas da antiga Mesopotâmia, acelerando estudos arqueológicos e preservando registos históricos raros da humanidade antiga.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ia-decifra-texto-de-3-mil-anos-escrito-em-tabuleta-da-antiga-mesopotamia-1779990271805.jpg" data-image="u8zufc444f2n" alt="Tabuleta cuneiforme - Foto Daniel Schwemer/Universidade de Würzburg" title="Tabuleta cuneiforme - Foto Daniel Schwemer/Universidade de Würzburg"><figcaption>Tabuleta cuneiforme. IA está a ser utilizada pela ciência para decifrar antigas mensagens da civilização mesopotâmica - Crédito: Daniel Schwemer/Universidade de Würzburg</figcaption></figure><p>Investigadores da Alemanha utilizaram <strong>inteligência artificial </strong>para<strong> identificar um texto de aproximadamente 3 mil anos escrito em cuneiforme</strong>, um dos sistemas de escrita mais antigos da humanidade. A tecnologia permitiu que especialistas interpretassem inscrições extremamente desgastadas encontradas numa antiga tabuleta da Mesopotâmia.</p><p>O sistema, chamado<strong> “Palaeographicum”</strong>, foi desenvolvido para analisar imagens digitalizadas de documentos antigos e reconstruir fragmentos dispersos de textos históricos. A plataforma também consegue comparar estilos de escrita cuneiforme e auxiliar na datação de registos produzidos séculos antes da era comum.</p><p>Atualmente, a ferramenta opera com um banco de dados formado por <strong>mais de 5 milhões de caracteres preservados em cerca de 70 mil imagens de tabuletas</strong>. O objetivo é automatizar um trabalho que tradicionalmente depende de análises manuais realizadas por especialistas em paleografia e línguas do Antigo Oriente Próximo.</p><h2>Tecnologia ajuda arqueólogos</h2><p>A <strong>escrita cuneiforme surgiu há mais de 5 mil anos na antiga Mesopotâmia</strong> e era registada em placas de argila através de marcas em formato de cunha. Apesar de décadas de investigações arqueológicas, muitos destes textos continuam difíceis de interpretar devido ao desgaste provocado pela ação do tempo.</p><div class="texto-destacado">Segundo especialistas envolvidos no projeto, o sistema de inteligência artificial foi treinado para <strong>reconhecer sinais cuneiformes antigos, incluindo símbolos incompletos ou parcialmente apagados</strong>. Em alguns casos, a tecnologia conseguiu identificar caracteres praticamente invisíveis a olho nu.</div><p>Para isto, os investigadores utilizaram imagens digitais de alta resolução das tabuletas. O programa analisou padrões presentes na escrita antiga e sugeriu <strong>possíveis interpretações para os sinais encontrados</strong> nos artefactos arqueológicos.</p><h2>Detalhes ocultos foram revelados</h2><p>De acordo com os investigadores, a ferramenta pode <strong>acelerar significativamente o trabalho de tradução e interpretação</strong> de documentos históricos. Em muitos casos, arqueólogos levam anos a tentar compreender inscrições fragmentadas encontradas durante escavações.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ia-decifra-texto-de-3-mil-anos-escrito-em-tabuleta-da-antiga-mesopotamia-1779990602685.jpg" data-image="fjtfqpsfq1wl" alt="A escrita cuneiforme é considerada um dos primeiros sistemas de linguagem do mundo. Crédito: Divulgação Museu das Civilizações de Anatólia" title="A escrita cuneiforme é considerada um dos primeiros sistemas de linguagem do mundo. Crédito: Divulgação Museu das Civilizações de Anatólia"><figcaption>A escrita cuneiforme é considerada um dos primeiros sistemas de linguagem do mundo. Crédito: Divulgação Museu das Civilizações de Anatólia</figcaption></figure><p>O texto identificado pertence a um período importante das civilizações mesopotâmicas, responsáveis pelo desenvolvimento de alguns dos <strong>primeiros sistemas de escrita da história.</strong> O cuneiforme era utilizado para registar leis, transações comerciais, rituais religiosos e acontecimentos políticos.</p><p>Com o passar dos séculos, muitas tabuletas acabaram quebradas ou fragmentadas. Diversos pedaços destes documentos foram espalhados por coleções arqueológicas e museus de diferentes países, dificultando ainda mais o trabalho de reconstrução histórica.</p><h2>Ferramenta pode transformar pesquisas </h2><p>Reconstruir estes registos tornou-se um dos maiores desafios dos estudos sobre o Antigo Oriente Próximo. Além das fraturas, muitos sinais sofreram <strong>desgaste intenso e podem mudar de aparência</strong> dependendo da iluminação utilizada nas fotografias digitais.</p><div class="texto-destacado">Além de ajudar na leitura de inscrições antigas, o Palaeographicum também pode contribuir para a preservação de documentos históricos frágeis. Muitos artefactos arqueológicos apresentam danos severos provocados por erosão, incêndios e deterioração natural ao longo dos séculos.</div><p>Segundo Daniel Schwemer, chefe do departamento de estudos do Antigo Oriente Próximo da Universidade de Würzburg e um dos responsáveis pelo projeto, o <strong>impacto da ferramenta já é significativo.</strong> “O Palaeographicum está a mudar radicalmente o nosso trabalho; ele permite-nos economizar milhares de horas”, afirmou em comunicado divulgado recentemente.</p><h2>Projeto com IA segue em desenvolvimento</h2><p>A base tecnológica do Palaeographicum surgiu a partir do projeto CuKa, desenvolvido entre 2018 e 2023 com financiamento da Fundação Alemã de Pesquisa (DFG). Durante este período, <strong>especialistas em filologia anotaram manualmente milhares de exemplos</strong> para treinar o modelo de inteligência artificial.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769637" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-idade-da-corda-as-invencoes-da-idade-da-pedra-criadas-por-mulheres-que-a-arqueologia-ignorou.html" title="A Idade da Corda: as invenções da Idade da Pedra criadas por mulheres que a arqueologia ignorou">A Idade da Corda: as invenções da Idade da Pedra criadas por mulheres que a arqueologia ignorou</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-idade-da-corda-as-invencoes-da-idade-da-pedra-criadas-por-mulheres-que-a-arqueologia-ignorou.html" title="A Idade da Corda: as invenções da Idade da Pedra criadas por mulheres que a arqueologia ignorou"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/edad-de-cuerda-los-inventos-de-la-edad-de-piedra-hecho-por-las-mujeres-que-la-arqueologia-ignoro-1779139998411_320.jpg" alt="A Idade da Corda: as invenções da Idade da Pedra criadas por mulheres que a arqueologia ignorou"></a></article></aside><p>Mesmo já em funcionamento, <strong>o sistema continua a ser aprimorado</strong> pelos investigadores. Segundo Gerfrid Müller, integrante da equipa, o treino da IA é constantemente atualizado para aumentar a precisão das análises realizadas pela plataforma.</p><p>A descoberta demonstra como tecnologias modernas estão a ser utilizadas para investigar civilizações que existiram milhares de anos antes da era digital. Para os investigadores, ferramentas baseadas em inteligência artificial podem abrir <strong>novas possibilidades para o estudo das primeiras formas de escrita</strong> desenvolvidas pela humanidade.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Aventuras na História.<a href="https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/historia-hoje/ia-decifra-texto-de-3-mil-anos-escrito-em-cuneiforme.phtml#google_vignette" target="_blank"> IA decifra texto de 3 mil anos escrito em cuneiforme</a>. 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ia-decifra-texto-de-3-mil-anos-escrito-em-tabuleta-da-antiga-mesopotamia.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Barragens portuguesas continuam em níveis elevados, mas maio trouxe os primeiros sinais de mudança]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/barragens-portuguesas-continuam-em-niveis-elevados-mas-maio-trouxe-os-primeiros-sinais-de-mudanca.html</link><pubDate>Tue, 02 Jun 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Depois de vários meses marcados pela subida das reservas hídricas, maio trouxe os primeiros sinais de descida em várias barragens portuguesas, embora os níveis de armazenamento continuem elevados e acima da média para esta altura do ano.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/barragens-portuguesas-continuam-elevadas-mas-maio-trouxe-os-primeiros-sinais-de-mudanca-1780329697562.jpg" data-image="seov7cu2v3fg" alt="O mês de maio trouxe as primeiras descidas nas barragens portuguesas" title="O mês de maio trouxe as primeiras descidas nas barragens portuguesas"><figcaption>Maio trouxe os primeiros sinais de descida nas barragens portuguesas, numa altura em que o tempo mais seco e as temperaturas mais elevadas começaram a refletir-se sobretudo no Sul e interior do país.</figcaption></figure><p>As barragens portuguesas terminaram o mês de maio com níveis de armazenamento globalmente elevados, embora <strong>várias bacias hidrográficas tenham começado a registar as primeiras descidas mais consistentes dos últimos meses</strong>. Depois de um inverno muito chuvoso e de vários meses marcados pela subida quase contínua das reservas hídricas, os dados mais recentes começam agora a indicar uma mudança gradual na tendência hidrológica em Portugal continental.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Segundo o boletim semanal da APA/SNIRH, o volume total armazenado atingia, a 25 de maio, cerca de 12 119 hm³, o equivalente a 91% da capacidade total monitorizada. <strong>Os valores continuam bastante acima da média para esta altura do ano</strong>, numa fase em que muitas albufeiras começam naturalmente a perder armazenamento com a aproximação do verão.</p><h2>Barragens começam a perder armazenamento após meses de recuperação</h2><p>Ao longo do mês, <strong>o</strong> <strong>comportamento atmosférico acabou por ser distinto entre a primeira e a segunda quinzena</strong>. Nas primeiras semanas de maio predominou maior instabilidade, com precipitação frequente em várias regiões do país, sobretudo no Norte e Centro. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/barragens-portuguesas-continuam-elevadas-mas-maio-trouxe-os-primeiros-sinais-de-mudanca-1780347112793.jpg" data-image="ceccbyk379na"><figcaption>O mapa mostra a percentagem de armazenamento registada nas diferentes bacias hidrográficas portuguesas no final de maio. Grande parte do território surge representada a azul escuro, tonalidade associada a volumes armazenados acima dos 80% da capacidade total. As exceções mais evidentes localizam-se no Norte, sobretudo nas bacias do Lima e do Ave, onde os valores permanecem ligeiramente abaixo da média histórica para o mês de maio. Os números apresentados em cada bacia correspondem ao armazenamento atual (azul) e à média histórica de maio (cinzento). Fonte: APA/SNIRH</figcaption></figure><p>Já na segunda metade do mês, o tempo tornou-se gradualmente mais seco e quente, <strong>reduzindo a afluência às principais barragens e acelerando as perdas de armazenamento em várias bacias hidrográficas</strong>. Entre 18 e 25 de maio, 10 das 15 bacias monitorizadas registaram descidas, enquanto apenas cinco apresentaram aumentos. Mesmo com estas perdas, 80% das albufeiras permaneciam acima dos 80% da capacidade total e nenhuma se encontrava abaixo dos 40%.</p><h2>Barragens a sul do Tejo começam a registar as descidas mais significativas</h2><p>As descidas mais evidentes começaram a surgir sobretudo no Sul do território e em algumas barragens do interior. O Guadiana perdeu 1,3% do volume armazenado, enquanto as Ribeiras do Barlavento e do Sotavento algarvio registaram reduções próximas de 1%. <strong>A barragem de Belver perdeu 11% numa semana</strong>, Fratel 8% e Valeira 6%, refletindo a redução da precipitação e o aumento da evaporação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/barragens-portuguesas-continuam-elevadas-mas-maio-trouxe-os-primeiros-sinais-de-mudanca-1780348643048.png" data-image="a0j5064lj848"><figcaption>O mapa representa o armazenamento nas principais barragens da bacia do Tejo no final de maio. O azul escuro domina grande parte da região, com Cabril, Bouçã, Montargil e Maranhão entre as barragens com níveis mais elevados. Em contraste, Belver, Fratel e Póvoa e Meadas apresentam volumes mais baixos relativamente às restantes albufeiras da bacia. Fonte: APA/SNIRH</figcaption></figure><p>Apesar destas descidas, várias albufeiras continuam com níveis elevados para o final de maio. <strong>Alqueva permanecia nos 93% da capacidade total</strong>, Santa Clara nos 98% e Odeleite nos 95%. Mais a norte, as bacias do Douro, Vouga e Mondego mantinham armazenamentos entre os 91% e os 98%, beneficiando da forte recarga acumulada durante o inverno e da precipitação registada no início de maio.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769618" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ipma-revela-que-abril-foi-um-mes-muito-quente-e-muito-seco-meteorologista-teresa-abrantes-analisa-o-mais-relevante.html" title="IPMA revela que abril foi um mês muito quente e muito seco: meteorologista Teresa Abrantes analisa o mais relevante">IPMA revela que abril foi um mês muito quente e muito seco: meteorologista Teresa Abrantes analisa o mais relevante</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ipma-revela-que-abril-foi-um-mes-muito-quente-e-muito-seco-meteorologista-teresa-abrantes-analisa-o-mais-relevante.html" title="IPMA revela que abril foi um mês muito quente e muito seco: meteorologista Teresa Abrantes analisa o mais relevante"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-revela-que-abril-foi-um-mes-muito-quente-e-muito-seco-meteorologista-teresa-abrantes-analisa-o-mais-relevante-1779206571330_320.jpg" alt="IPMA revela que abril foi um mês muito quente e muito seco: meteorologista Teresa Abrantes analisa o mais relevante"></a></article></aside><p>Os dados mostram que 14 das 15 bacias hidrográficas monitorizadas apresentavam valores acima da média de maio, <strong>sendo o Ave a única abaixo da média histórica</strong>. Apesar do cenário favorável, junho poderá trazer descidas mais evidentes caso persistam o tempo seco e as temperaturas elevadas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/barragens-portuguesas-continuam-em-niveis-elevados-mas-maio-trouxe-os-primeiros-sinais-de-mudanca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cabras algarvias ajudam a proteger o Parque da Pena contra incêndios]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cabras-algarvias-ajudam-a-proteger-o-parque-da-pena-contra-incendios.html</link><pubDate>Mon, 01 Jun 2026 16:09:57 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Três novos habitantes de quatro patas chegaram ao icónico monte sintrense. Conheça este projeto piloto sustentável que utiliza métodos biológicos tradicionais para limpar mato e defender a valiosa mancha vegetal.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cabras-algarvias-ajudam-a-proteger-o-parque-da-pena-contra-incendios-1780328517837.jpg" data-image="yjr3ne9xoi5f" alt="Caprinos algarvios" title="Caprinos algarvios"><figcaption>Duas cabras e um bode do Algarve são os mais recentes residentes do Parque da Pena. Foto: José Marques Silva/Parques Sintra</figcaption></figure><p>Desfrutar da brisa fresca e húmida da <strong>Serra de Sintra</strong> é uma das melhores formas de escapar ao dias de maior calor. Se estiver pela região de Lisboa, aproveite estes dias para visitar o <strong>Parque Nacional da Pena</strong> e descobrir a floresta nativa portuguesa, lado a lado com coleções exóticas de sequoias americanas, cedros do Buçaco e as famosas camélias asiáticas introduzidas pelo rei D. Fernando II na década de 1840.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ao longo de 85 hectares repletos de natureza, pode caminhar diretamente até ao Palácio da Pena, optar pelo circuito clássico dos jardins ou seguir o percurso romântico em direção à Cruz Alta — o ponto mais elevado da serra.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Se, durante a caminhada, se deparar com visitantes invulgares, não estranhe o inusitado encontro. <strong>Duas cabras e um bode da raça algarvia </strong>são os mais recentes residentes do parque. Desde meados de maio, este trio explora com curiosidade o território que passou a ser a sua nova casa.</p><h2>O regresso da sabedoria ancestral na proteção da floresta</h2><p>Longe de ser apenas mais uma atração no parque, o trabalho destes animais é muito sério. Integrada num <strong>projeto-piloto</strong> promovido pela Parques de Sintra, esta equipa ecológica ajuda os gestores florestais a <strong>preservar a paisagem</strong> e a biodiversidade locais. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ao alimentarem-se de arbustos, rebentos e vegetação espontânea — incluindo espécies invasoras —, os caprinos controlam o mato, reduzem a carga combustível e travam o avanço de plantas lenhosas que ameaçam o equilíbrio da mata ornamental do Parque da Pena.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A sua função ecológica é valiosa porque impulsiona a regeneração natural e <strong>reduz o risco de incêndio</strong>. O método, conhecido como <strong>herbivoria dirigida</strong>, tem ganhado força em toda a Europa. </p><p>Trata-se de uma prática com raízes ancestrais adaptada agora à gestão moderna do território. Ao contrário das alternativas mecânicas ou químicas, este processo evita o uso de herbicidas, <strong>reduz a mobilização do solo </strong>e dispensa a maquinaria pesada na limpeza florestal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cabras-algarvias-ajudam-a-proteger-o-parque-da-pena-contra-incendios-1780328670408.jpg" data-image="8ytlkzs99dq5" alt="Parque da Pena, Sintra" title="Parque da Pena, Sintra"><figcaption>Além de raposas, ginetas, ouriços-caixeiros e outra fauna típica, o Parque da Pena conta agora com um trio de caprinos do Algarve para proteger a floresta. Foto: GualdimG, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>Além do impacto ambiental, a presença destes animais enriquece a experiência dos visitantes, que podem observá-los em plena atividade, testemunhando ao vivo a importância da biodiversidade.</p><h2>Evolução genética adaptada à aridez das serras</h2><p>Para compreender o sucesso desta missão, vale a pena conhecer as origens da raça, moldada para a sobrevivência em paisagens exigentes. A cabra algarvia surgiu entre os séculos XIX e XX, fruto de <strong>cruzamentos sucessivos em isolamento geográfico</strong>. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O seu pilar original baseia-se na antiga cabra charnequeira, um animal rústico e adaptado ao relevo pedregoso do Barrocal e do Nordeste Algarvio. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O seu património genético inclui ainda influências de <strong>caprinos do Norte de África</strong> e de <strong>raças espanholas</strong> (Alpina e Serrana Andaluza). Esta evolução dotou-a de uma morfologia única em Portugal, ideal para percorrer longas distâncias em terrenos áridos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="728223" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-ciencia-sugere-que-a-chave-para-prevenir-grandes-incendios-florestais-e-integrar-o-fogo-controlado-e-o-pastoreio.html" title="A ciência sugere que a chave para prevenir grandes incêndios florestais é integrar o fogo controlado e o pastoreio">A ciência sugere que a chave para prevenir grandes incêndios florestais é integrar o fogo controlado e o pastoreio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-ciencia-sugere-que-a-chave-para-prevenir-grandes-incendios-florestais-e-integrar-o-fogo-controlado-e-o-pastoreio.html" title="A ciência sugere que a chave para prevenir grandes incêndios florestais é integrar o fogo controlado e o pastoreio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-ciencia-sugere-que-a-chave-para-prevenir-grandes-incendios-florestais-e-integrar-o-fogo-controlado-e-o-pastoreio-1757246485336_320.jpeg" alt="A ciência sugere que a chave para prevenir grandes incêndios florestais é integrar o fogo controlado e o pastoreio"></a></article></aside><p>Por ser uma raça autóctone protegida e em <strong>risco de extinção</strong>, cada exemplar conta. Estima-se que existam cerca de <strong>12 mil animais adultos</strong>, estando a grande maioria (10 mil) concentrada na região algarvia, segundo dados da Sociedade Portuguesa de Ovinotecnia e Caprinotecnia.</p><h2>Um modelo a replicar pela Serra de Sintra</h2><p>Agora, o trio residente adapta-se ao novo habitat na Serra de Sintra. O bem-estar dos animais é assegurado diariamente por <strong>tratadores especializados</strong>, que garantem a sua alimentação complementar, vigilância sanitária e monitorização permanente, assegurando uma operação segura e controlada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cabras-algarvias-ajudam-a-proteger-o-parque-da-pena-contra-incendios-1780328774741.jpg" data-image="80fes4pf04wn" alt="caprinos algarvios" title="caprinos algarvios"><figcaption>Ao reduzir o combustível e eliminar plantas exóticas, os caprinos algarvios vão desempenhar uma função vital na proteção da área florestal de Sintra. Foto: José Marques Silva/Parques Sintra</figcaption></figure><p>Caso este piloto atinja os resultados esperados, a Parques de Sintra planeia <strong>replicar progressivamente</strong> o modelo de herbivoria dirigida a <strong>outras áreas florestais </strong>sob a sua gestão, consolidando uma estratégia mais eficaz e sustentável na conservação da natureza.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em><a href="https://www.parquesdesintra.pt/pt/sobre-nos/noticias/parque-da-pena-utilizacao-de-cabras-algarvias-na-gestao-sustentavel-da-vegetacao/" target="_blank">Cabras algarvias ajudam a preservar o Parque da Pena através da gestão sustentável da vegetação</a>. Parques Sintra</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cabras-algarvias-ajudam-a-proteger-o-parque-da-pena-contra-incendios.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que nos revelam os anéis das árvores sobre as alterações climáticas na Amazónia?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-nos-revelam-os-aneis-das-arvores-sobre-as-alteracoes-climaticas-na-amazonia.html</link><pubDate>Mon, 01 Jun 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Será que as alterações climáticas são realmente a causa dos fenómenos meteorológicos extremos? Será que nunca tinham ocorrido antes? Os cientistas recorreram aos anéis de crescimento das árvores amazónicas para descobrir a resposta.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/what-do-tree-rings-tell-us-about-climate-change-in-the-amazon-1779894931110.jpg" data-image="l01iic5wg4vi" alt="Anillos de crecimiento de los árboles" title="Anillos de crecimiento de los árboles"><figcaption>O estudo dos anéis de crescimento das árvores pode fornecer-nos pistas fundamentais sobre o clima do passado.</figcaption></figure><p>Sente o calor do verão? O inverno foi demasiado frio e chuvoso? O impacto das alterações climáticas provocadas pelo homem faz-se sentir neste preciso momento nas nossas casas. <strong>Já não se trata apenas de um fenómeno meteorológico extremo, mas de um clima extremo que se repete com mais frequência do que nunca</strong>. Mas não apenas nas grandes cidades do mundo; até mesmo as zonas mais verdes do planeta, como a Amazónia, estão a sofrer as consequências das alterações climáticas.</p><p>Cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Amazônicas (INPA) do Brasil, juntamente com investigadores de universidades do Reino Unido, tentaram compreender este impacto <strong>examinando os anéis de crescimento das árvores da floresta</strong>.</p><h2> Primeiro, desmistificando o mito</h2><p>Talvez te lembres de ter lido nos teus livros escolares que os anéis de crescimento são observados em árvores de zonas temperadas, onde as árvores param de crescer no inverno e as temperaturas sazonais são muito previsíveis. <strong>Seguindo esta lógica, a dendrocronologia — o estudo das árvores através dos seus anéis de crescimento — não deveria funcionar nos trópicos</strong>.</p><div class="texto-destacado">No entanto, as investigações demonstraram que <strong>as árvores tropicais também enfrentam desafios sazonais, como a escassez de água ou inundações extremas</strong>, que interrompem o seu crescimento, o que torna os anéis de crescimento uma ferramenta valiosa para estudar as árvores também nos trópicos.</div><p>Bruno Cintra, biólogo da Universidade de Birmingham, juntamente com Jochen Schöngart, investigador do INPA, <strong>utilizaram a dendrocronologia para estudar as árvores </strong>da floresta amazónica e descobriram que a situação é semelhante à do Reino Unido.</p><h2> A bacia amazónica estará a secar? </h2><p>As recentes secas dos anos de 2023 e 2024, quando os níveis de água desceram para o seu nível mais baixo num século e as temperaturas dispararam, provocando a morte de golfinhos de rio,<strong> levaram os cientistas a questionarem-se se a Amazónia estaria realmente a secar</strong>.</p><p>Utilizando amostras de anéis de crescimento de diferentes árvores, os investigadores descobriram que a sazonalidade das precipitações sofreu variações extremas nas últimas quatro décadas. <strong>O ciclo hidrológico da região foi significativamente alterado, com estações chuvosas mais intensas e estações secas mais severas</strong>.</p><p>Os investigadores descobriram que a Amazónia não está a secar em geral. Pelo contrário, <strong>as precipitações durante a estação chuvosa aumentaram entre 15% e 22% desde a década de 1980</strong>. No entanto, diminuíram até 13,5% durante a estação seca.</p><p>Embora a região amazónica tenha sofrido secas em 2024, 2023 e 2010, também <strong>foi assolada por quatro inundações intensas em 2022, 2021, 2012 e 2009</strong>. Enquanto a Amazónia do Norte tem registado uma estação chuvosa mais intensa, a Amazónia do Sul tem tido uma estação seca mais prolongada, enquanto a Amazónia Central enfrenta simultaneamente os extremos de ambas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="755078" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-fossil-vivo-da-amazonia-descoberta-planta-que-sobreviveu-a-era-dos-dinossauros.html" title="O fóssil vivo da Amazónia: descoberta planta que sobreviveu à era dos dinossauros">O fóssil vivo da Amazónia: descoberta planta que sobreviveu à era dos dinossauros</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-fossil-vivo-da-amazonia-descoberta-planta-que-sobreviveu-a-era-dos-dinossauros.html" title="O fóssil vivo da Amazónia: descoberta planta que sobreviveu à era dos dinossauros"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-fossil-vivo-da-amazonia-descoberta-planta-que-sobreviveu-a-era-dos-dinossauros-1771631982950_320.png" alt="O fóssil vivo da Amazónia: descoberta planta que sobreviveu à era dos dinossauros"></a></article></aside><p>Quando os investigadores analisaram amostras datadas de há 256 anos, descobriram um período de 18 anos durante o qual a bacia nordeste do Amazonas sofreu secas extremas. Atualmente, esta região apresenta um aumento das precipitações. Por conseguinte, <strong>os extremos de seca e inundações observados nas últimas décadas são sem precedentes</strong>.</p><p>Para os cientistas, é difícil determinar qual destes fenómenos corresponde à variabilidade sazonal e qual à alteração climática antropogénica. As temperaturas extremas no sul da Amazónia estão associadas a temperaturas mais elevadas da superfície oceânica, principalmente no Atlântico tropical setentrional, que sofreu desflorestação em grande escala, degradação florestal, fragmentação e até incêndios florestais. No entanto, <strong>estes sistemas são mecanismos complexos e não é possível apontar uma única causa</strong>.</p><p>No entanto, a prova de que estamos a assistir a fenómenos meteorológicos extremos está à vista e é registada todos os anos nas nossas árvores. <strong>Será que as gerações futuras se perguntarão por que razão não fizemos qualquer esforço para travar as alterações climáticas?</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-nos-revelam-os-aneis-das-arvores-sobre-as-alteracoes-climaticas-na-amazonia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mudanças no tempo em Portugal esta semana: temperaturas descem e a chuva pode regressar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-temperaturas-descem-e-a-chuva-pode-regressar.html</link><pubDate>Mon, 01 Jun 2026 14:05:04 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Esta semana, que marca o arranque do verão climatológico, será marcada por uma descida das temperaturas e por chuva fraca e dispersa em alguns locais do país.</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/xHFrqB2O-JY/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=xHFrqB2O-JY" id="xHFrqB2O-JY"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>O dia de hoje, segunda-feira, marca o <strong>início do verão climatológico</strong>. Ainda assim, amanheceu com alguma nebulosidade, especialmente no litoral Norte e Centro, e com uma sensação térmica mais fresca. No entanto, ao longo das horas é esperada uma subida das temperaturas, principalmente ao longo da faixa interior, podendo as <strong>máximas mais elevadas alcançar os 32 ºC em Castelo Branco e Beja</strong>.</p><h2>Descida das temperaturas será de altos e baixos</h2><p>Contudo, para amanhã, <strong>terça-feira, espera-se uma descida dos valores</strong>, onde, à exceção de Faro, nenhuma capital de distrito deverá alcançar os 30 ºC. Esta <strong>descida será mais sentida no Norte e Centro</strong>, onde os valores poderão manter-se entre os 17 ºC em Viana do Castelo e os 24 ºC em Bragança, devendo Castelo Branco registar 26 ºC, sendo uma das cidades mais quentes destas regiões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-temperaturas-descem-e-a-chuva-pode-regressar-1780317282922.png" data-image="vp8mqakb7ch0" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Ao longo da semana registar-se-á uma descida das temperaturas, à exceção de quarta-feira que poderá registar uma subida das mesmas.</figcaption></figure><p>Além da descida das temperaturas, <strong>não se descarta a possibilidade de ocorrência de chuva fraca e dispersa</strong> entre as 3h e as 9h da manhã, especialmente no litoral Norte e Centro.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Na <strong>quarta-feira poderá dar-se uma nova subida das temperaturas</strong>, com maior expressão na faixa interior e no Sul, onde Castelo Branco, Évora, Beja e Faro poderão alcançar e ultrapassar os 30 ºC. Nesse dia também se poderão registar <strong>aguaceiros fracos e irregulares no noroeste</strong>, ao final da tarde,<strong> e no litoral de Aveiro e Coimbra</strong>, nas últimas horas do dia.</p><h2>Fim de semana trará uma nova subida dos termómetros</h2><p>Os aguaceiros previstos deverão dissipar-se totalmente até à manhã de quinta-feira e nesse dia registar-se-á uma<strong> nova descida térmica generalizada</strong>, que deverá manter-se na sexta-feira, como podemos observar no mapa acima, onde Faro, com 28 ºC, poderá ser a capital de distrito mais quente do país. Todavia, a recuperação das temperaturas está prevista para o dia seguinte, sábado, dia 6 de junho.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771721" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/8-mm-ate-domingo-7-de-junho-em-portugal-alfredo-graca-aponta-os-dias-mais-frescos-e-chuvosos.html" title="8 mm até domingo, 7 de junho, em Portugal: Alfredo Graça aponta os dias mais frescos e chuvosos">8 mm até domingo, 7 de junho, em Portugal: Alfredo Graça aponta os dias mais frescos e chuvosos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/8-mm-ate-domingo-7-de-junho-em-portugal-alfredo-graca-aponta-os-dias-mais-frescos-e-chuvosos.html" title="8 mm até domingo, 7 de junho, em Portugal: Alfredo Graça aponta os dias mais frescos e chuvosos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/8-mm-ate-domingo-dia-7-em-portugal-alfredo-graca-aponta-os-dias-mais-frescos-e-chuvosos-1780307400101_320.png" alt="8 mm até domingo, 7 de junho, em Portugal: Alfredo Graça aponta os dias mais frescos e chuvosos"></a></article></aside><p>Segundo a mais recente atualização dos nossos mapas, é esperada uma <strong>subida gradual das temperaturas</strong>, (ainda que no domingo os valores se possam conter um pouco em relação a sábado), esperando-se que no arranque da próxima semana os termómetros voltem a registar <strong>valores típicos de verão</strong> em praticamente todo o continente, especialmente na segunda e terça-feira, dias 8 e 9.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-temperaturas-descem-e-a-chuva-pode-regressar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O montado já não é o que era. Inteligência artificial ajuda a detetar defeitos e a reduzir o desperdício de cortiça]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-montado-ja-nao-e-o-que-era-inteligencia-artificial-ajuda-a-detetar-defeitos-e-a-reduzir-o-desperdicio-de-cortica.html</link><pubDate>Mon, 01 Jun 2026 12:17:39 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Várias empresas do setor da cortiça estão a introduzir a inteligência artificial nos seus processos de produção. Em vez de dependerem apenas da inspeção manual, através dos novos sistemas podem analisar a cortiça utilizando a inteligência artificial, poupando tempo e com ganhos de qualidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-montado-ja-nao-e-o-que-era-inteligencia-artificial-ajuda-a-detetar-defeitos-e-a-reduzir-o-desperdicio-de-cortica-1780311836966.jpg" data-image="ihqe4rl80g7u" alt="Sobreiro" title="Sobreiro"><figcaption>A inteligência artificial e a automação têm cada vez mais utilizações, nomeadamente na floresta e, em particular, no montado, ajudando a transformar profundamente o setor florestal.</figcaption></figure><p>A <strong>inteligência artificial e a automação têm cada vez mais utilizações</strong>, nomeadamente na floresta e, em particular, no montado, ajudando a transformar profundamente o <strong>setor florestal</strong>, desde a monitorização no terreno até à tomada de decisão em fábrica, com a ajuda de grandes volumes de dados.</p><p>As novas tecnologias permitem, assim, <strong>aumentar a produtividade, reduzir desperdícios e impactos ambientais</strong> e ainda responder aos desafios impostos pela incerteza climática e pela escassez de mão-de-obra.</p><p>No seminário anual promovido na última semana pelo <strong>Centro de Competências do Sobreiro e da Cortiça </strong>(CCSC) esse foi um dos temas em cima da mesa.</p><div class="texto-destacado"> O evento decorreu em Coruche, no <strong>Observatório do Sobreiro e da Cortiça</strong>, e contou com a presença do <strong>secretário de Estado das Florestas</strong>, Rui Ladeira, que se inteirou sobre os principais aspetos da atual situação da fileira do montado e sobre a adesão de mais dois novos membros: a Universidade do Minho e a Corticeira Amorim. </div><p>Também foram objeto de debate as boas práticas de <strong>aplicação da ciência, por parte de gestores e proprietários florestais</strong>, que já conseguem resolver problemas concretos graças a trabalhos de investigação desenvolvidos pela academia em Portugal.</p><h2>Trabalhos científicos sobre a cortiça</h2><p>Durante a manhã, os presentes puderam assistir a uma reunião de investigação e desenvolvimento (I&D), na qual <strong>vários investigadores convidados apresentaram os seus trabalhos científicos</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Paulo Firmino, do Instituto Superior de Agronomia</strong>, foi um deles. Apresentou um trabalho sobre a contribuição de índices de competição e variáveis edafoclimáticas para a previsão do crescimento do diâmetro sem cortiça de sobreiros adultos no montado português. <strong>Constança Camilo-Alves</strong>, da Universidade de Évora, apresentou os resultados de uma <strong>investigação sobre a influência da qualidade da estação na antecipação da desboia em sobreiros</strong> <strong>em fertirrega</strong>.</div><p><strong>Miguel Bugalho</strong>, do Instituto Superior de Agronomia, falou sobre a <strong>renaturalização poder ou não contribuir para a conservação da biodiversidade</strong> nas paisagens culturais mediterrânicas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-montado-ja-nao-e-o-que-era-inteligencia-artificial-ajuda-a-detetar-defeitos-e-a-reduzir-o-desperdicio-de-cortica-1780311812861.jpg" data-image="a67m655dav5e" alt="Cortiça" title="Cortiça"><figcaption>Entre 2024 e 2025, as rolhas aglomeradas cresceram de forma razoável em quantidade (+6%) e em valor (+7%), enquanto as rolhas de espumante registaram aumentos moderados, quer em quantidade (+5%) quer em valor (+2%). </figcaption></figure><p><strong>Pedro Ferreira, da universidade do Minho</strong>, fez uma apresentação sobre como o <strong>endófito natural reduz a severidade da doença em sobreiros </strong>causada por <em>Biscogniauxia mediterranea</em> e <em>Diplodia corticola</em> sob diferentes regimes de irrigação.</p><p>E, por fim, <strong>Clara Pinto, do INIAV</strong>, apresentou as conclusões de uma investigação que se focou em como o <strong>descortiçamento, num ano seco, altera os padrões sazonais de distribuição de carbono </strong>na árvore.</p><h2>Corticeira Amorim e a inteligência artificial</h2><p>A maior empresa do setor em Portugal - a <strong>Corticeira Amorim</strong> - é demonstrativa da <strong>utilização das novas tecnologias e, em concreto, da inteligência artificial </strong>setor da cortiça e nos seus processos de produção.</p><p>Em vez de dependerem apenas da inspeção manual, os novos sistemas podem <strong>analisar a cortiça utilizando dados e tecnologia de imagem</strong>, o que ajuda a detetar defeitos, a melhorar a qualidade e a reduzir o desperdício, com ganhos de qualidade e eficiência.</p><p>À primeira vista, a cortiça e a inteligência artificial podem parecer uma combinação estranha, refere a Corticeira Amorim, que explica logo a seguir que a <strong>cortiça é um material natural, extraído à mão das árvores</strong> e que, “exatamente por isso”, a tecnologia “está a tornar-se importante”.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-montado-ja-nao-e-o-que-era-inteligencia-artificial-ajuda-a-detetar-defeitos-e-a-reduzir-o-desperdicio-de-cortica-1780311901598.jpg" data-image="awkqwu4zvapi" alt="Rolhas de cortiça" title="Rolhas de cortiça"><figcaption>As exportações de rolhas, que representam mais de 70% do valor do mercado dos produtos de cortiça, aumentaram 3% em quantidade entre 2024 e 2025, mas reduziram 2,5% em valor.</figcaption></figure><p>Nas <strong>fábricas da Amorim Cork, onde todos os dias são produzidas cerca de 25 milhões de rolhas de cortiça</strong>, a inteligência artificial já não é uma promessa longínqua, nem sequer um protótipo: é a realidade.</p><p>A robótica foi um primeiro passo. <strong>A partir do ano 2020, a inteligência artificial entrou em cena</strong>, com recurso ao <em>machine learning</em>, para melhorar a classificação das rolhas, sobretudo com base no seu aspeto visual.</p><p>Nas fábricas, <strong>utilizam-se fotografias e outros dados (como imagens de raio X</strong>). Os sistemas passaram a aprender a partir de grandes volumes de informação, <strong>aumentando a precisão, a eficiência e a homogeneidade</strong> dos lotes de rolhas, com isso reduzindo a imprevisibilidade do processo.</p><h2>Exportações caem 2,2% em valor</h2><p>O <strong>setor da cortiça em Portugal tem sofrido oscilações e enfrenta vários desafios</strong>, como o decréscimo no consumo de vinho a nível global - que tem feito reduzir as exportações -, assim como alguns <strong>problemas de sanidade vegetal e de escassez de matéria-prima</strong> de qualidade.</p><p>Em <strong>2024, as exportações portuguesas de cortiça caíram 5,2%, face a 2023, para 1.148 milhões de euros</strong>, e a principal razão foi precisamente a “redução na procura por rolhas de cortiça, que representam mais de 70% do total exportado pelo setor”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="685324" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/producao-de-cortica-em-portugal-atinge-4-5-milhoes-de-arrobas-ha-stock-suficiente-para-a-atividade-industrial-deste-ano.html" title="Produção de cortiça em Portugal atinge 4,5 milhões de arrobas. Há stock suficiente para a atividade industrial deste ano">Produção de cortiça em Portugal atinge 4,5 milhões de arrobas. Há stock suficiente para a atividade industrial deste ano</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/producao-de-cortica-em-portugal-atinge-4-5-milhoes-de-arrobas-ha-stock-suficiente-para-a-atividade-industrial-deste-ano.html" title="Produção de cortiça em Portugal atinge 4,5 milhões de arrobas. Há stock suficiente para a atividade industrial deste ano"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/producao-de-cortica-em-portugal-atinge-4-5-milhoes-de-arrobas-ha-stock-suficiente-para-a-atividade-industrial-deste-ano-1732811800599_320.jpg" alt="Produção de cortiça em Portugal atinge 4,5 milhões de arrobas. Há stock suficiente para a atividade industrial deste ano"></a></article></aside><p>Em <strong>2025, a produção de cortiça em Portugal ficou-se pelas 3,5 milhões de arrobas</strong>, a que se somaram dois milhões de arrobas em Espanha.</p><p>Em consequência, a <strong>produção ibérica de cortiça caiu cerca de 15% face a 2024</strong>, embora as exportações portuguesas do setor até tenham subido 1,7% face ao ano anterior, segundo a Associação Interprofissional da Fileira da Cortiça (Filkork).</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os dados das exportações do setor referentes ao ano <strong>2025</strong> acabaram por ser positivos, cifrando-se em <strong>148 mil toneladas e em 1 100 milhões de euros, segundo o Instituto Nacional de Estatística</strong>. Em relação ao ano anterior, estes números representaram um quebra de 2,2% em valor, mas um aumento de 1,7% na qualidade exportada (em toneladas). As exportações de <strong>rolhas, que representam mais de 70% do valor do mercado dos produtos de cortiça, aumentaram 3%</strong> em quantidade entre 2024 e 2025, mas reduziram 2,5% em valor.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A Filkork refere ainda que o <strong>preço médio da globalidade das rolhas baixou 5% no último ano</strong>, embora mantenha um crescimento acumulado de 13,5% desde 2021.</p><p>Entre 2024 e 2025, as <strong>rolhas aglomeradas cresceram de forma razoável em quantidade (+6%) e em valor (+7%</strong>), enquanto as rolhas de espumante registaram aumentos moderados, quer em quantidade (+5%) quer em valor (+2%). No que respeita às rolhas naturais, estas apresentaram quebras relevantes, tanto em quantidade (-11%) como em valor (-11%).</p><p><strong>França, Itália, Espanha e EUA continuam a representar o maior destino das exportações portuguesas</strong>, mantendo em 2025 a concentração já observada em 2021 (&gt;90%).</p><p>Entre 2021 e 2025, <strong>França reforçou o seu peso, Espanha cresceu moderadamente</strong>, Itália registou aumentos consistentes e os EUA perderam alguma representatividade. </p><p>No mesmo período, <strong>França registou o maior aumento do preço médio (+28%</strong>), já o Chile apresentou a maior quebra (-14%). Em 2025, os <strong>EUA foram o mercado com maior volatilidade</strong> e incerteza.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-montado-ja-nao-e-o-que-era-inteligencia-artificial-ajuda-a-detetar-defeitos-e-a-reduzir-o-desperdicio-de-cortica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma grande variedade de meteoritos poderá ter tido origem no mesmo local]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/uma-grande-variedade-de-meteoritos-podera-ter-tido-origem-no-mesmo-local.html</link><pubDate>Mon, 01 Jun 2026 12:15:05 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Investigadores do Instituto Max Planck para a Investigação do Sistema Solar, em Göttingen, chegaram a novas conclusões através de simulações por computador. O estudo demonstra que simular o Sistema Solar primitivo permite determinar com maior precisão os locais de origem dos meteoritos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/verschiedenste-meteorite-koennten-am-selben-ort-entstanden-sein-1779714308268.jpeg" data-image="fw1gmcho7xun" alt="Un nuevo estudio sugiere que muchos meteoritos se originaron en el mismo lugar." title="Un nuevo estudio sugiere que muchos meteoritos se originaron en el mismo lugar."><figcaption>Um novo estudo sugere que muitos meteoritos tiveram origem no mesmo local.</figcaption></figure><p>Nos primórdios do nosso Sistema Solar, existiam também os chamados <strong>planetesimais</strong> a orbitar em torno do Sol. Estes <strong>são considerados os precursores dos asteroides, dos cometas e dos planetas</strong>. Eram aglomerados de poeira relativamente pequenos que foram aumentando de tamanho com o passar do tempo.</p><h2>Uma simulação computacional lança luz sobre o jovem Sistema Solar</h2><p>Através de uma nova simulação computacional, investigadores de Göttingen conseguiram aprofundar-se no período que abrange aproximadamente entre dois e quatro milhões de anos após o nascimento do Sistema Solar.</p><p>Por exemplo, <strong>Júpiter já tinha acumulado toda a matéria presente na sua vizinhança imediata</strong>. Consequentemente, nas suas proximidades restavam apenas pequenos aglomerados de matéria.</p><p>Estes chamados "seixos" também podiam crescer até se tornarem planetesimais. Ao longo de longos períodos, <strong>estas agregações de matéria podiam ser compostas por diversos tipos de material de grão fino</strong>.</p><h2>A composição variável dos materiais permite determinar a sua idade</h2><p>O estudo atual torna possível reproduzir essas condições. Ao fazê-lo, foram identificados dois tipos distintos de material: <strong>pó frágil e fácil de esfarelar, e pequenos fragmentos compostos por um material mais estável</strong>.</p><div class="texto-destacado">"Pela primeira vez, conseguimos — com a ajuda de simulações computacionais do sistema solar primitivo — reproduzir com precisão os resultados das análises laboratoriais realizadas em meteoritos. Neste contexto, os meteoritos servem, por assim dizer, como pedra de toque para as teorias sobre a formação planetária", afirma Thorsten Kleine, diretor do MPS e cosmoquímico.</div><p>Investigações posteriores revelaram que estes meteoritos se formaram invariavelmente a partir de uma combinação de ambos os materiais; no entanto, a sua composição exata variou ao longo do tempo.</p><h2>Júpiter favoreceu o surgimento de "zonas de acumulação" específicas</h2><p><strong>Os diversos grupos de meteoritos podem ser atribuídos a diferentes gerações de planetesimais</strong>, principalmente aqueles que se formaram num período de tempo de aproximadamente dois milhões de anos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/verschiedenste-meteorite-koennten-am-selben-ort-entstanden-sein-1779714463989.jpeg" data-image="t6m253gy6uh1" alt="El planeta Júpiter, a través de su órbita, creó zonas distintas de concentración o trampas de polvo." title="El planeta Júpiter, a través de su órbita, creó zonas distintas de concentración o trampas de polvo."><figcaption>O planeta Júpiter, ao longo da sua órbita, criou diferentes zonas de concentração ou "armadilhas" de poeira.</figcaption></figure><p>Segundo as novas simulações,<strong> a influência gravitacional de Júpiter poderá ter favorecido a formação de "centros de acumulação" específicos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767501" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/descoberta-astronomica-um-telescopio-da-nasa-descobre-mais-de-10-000-novos-exoplanetas.html" title="Descoberta astronómica: um telescópio da NASA descobre mais de 10.000 novos exoplanetas">Descoberta astronómica: um telescópio da NASA descobre mais de 10.000 novos exoplanetas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/descoberta-astronomica-um-telescopio-da-nasa-descobre-mais-de-10-000-novos-exoplanetas.html" title="Descoberta astronómica: um telescópio da NASA descobre mais de 10.000 novos exoplanetas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/incroyable-un-telescope-de-la-nasa-decouvre-plus-de-10-000-nouvelles-exoplanetes-1777580554188_320.jpeg" alt="Descoberta astronómica: um telescópio da NASA descobre mais de 10.000 novos exoplanetas"></a></article></aside><p>Para além da órbita de Júpiter, os dois tipos de matéria acumularam-se em proporções variáveis. <strong>Este processo lançou as bases para a formação de várias gerações de pequenos planetesimais</strong>.</p><div class="texto-destacado">"Existem provas sólidas que sugerem que, no nosso sistema solar, as “armadilhas de poeira” serviram como local de origem preferencial para os planetesimais", assinala Joanna Drążkowska, diretora do Grupo Lise Meitner.</div><p>Por conseguinte, temos motivos fundamentados para avançar a hipótese de que, durante as fases iniciais da história do Sistema Solar, a região situada para além da órbita de Júpiter poderá ter servido como uma verdadeira "creche" para os futuros meteoritos.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Nerea Gurrutxaga, Joanna Drążkowska, Vignesh Vaikundaraman, Thorsten Kleine. (2026). </em><em><a href="https://iopscience.iop.org/article/10.3847/1538-4357/ae6104" target="_blank">Carbonaceous Chondrites Provide Evidence for Late-stage Planetesimal Formation in a Pressure Bump. The Astrophysical Journal.</a> Volume 1003, Number 2. </em></p><p><em>Max-Planck-Institut für Sonnensystemforschung. (2026). <a href="https://www.mps.mpg.de/verschiedene-meteorite-selber-geburtsort?c=2728" target="_blank">Verschiedene Meteorite, selber Geburtsort. Nachrichten.</a> Aktuelles. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/uma-grande-variedade-de-meteoritos-podera-ter-tido-origem-no-mesmo-local.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mudança no tempo: entre quarta e quinta-feira, a corrente de jato polar deverá atingir os 250 km/h sobre Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudanca-no-tempo-entre-quarta-e-quinta-feira-a-corrente-de-jato-polar-devera-atingir-os-250-km-h-sobre-portugal.html</link><pubDate>Mon, 01 Jun 2026 11:54:22 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A corrente de jato polar deverá intensificar-se significativamente entre quarta e quinta-feira sobre a Península Ibérica, favorecendo uma maior influência atlântica em Portugal continental, com mais vento, nebulosidade e temperaturas mais baixas no litoral.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xacihzi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xacihzi.jpg" id="xacihzi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A corrente de jato polar deverá intensificar-se significativamente sobre a Península Ibérica entre quarta e quinta-feira, podendo <strong>atingir velocidades próximas dos 250 km/h em altitude</strong>. Este fluxo atmosférico, responsável pela deslocação de massas de ar e sistemas frontais no Atlântico Norte, deverá favorecer uma mudança gradual no estado do tempo em Portugal continental.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Formada na zona de contraste entre massas de ar frio provenientes das latitudes mais elevadas e ar mais quente subtropical, a corrente de jato funciona como um verdadeiro “motor” da circulação atmosférica no hemisfério norte. <strong>Quando se intensifica, tende a reforçar a influência atlântica sobre a Europa Ocidental, promovendo alterações no vento, nebulosidade e temperaturas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-no-tempo-entre-quarta-e-quinta-feira-a-corrente-de-jato-polar-devera-atingir-os-250-km-h-sobre-portugal-1780311337919.png" data-image="1355r783e1bs"><figcaption>Na tarde de quinta-feira, a corrente de jato polar deverá intensificar-se sobre Portugal continental, com ventos entre 120 e 190 km/h a cerca de 9 a 11 km de altitude. Apesar de estes valores ocorrerem muito acima da superfície, a intensificação deste fluxo atmosférico deverá favorecer uma maior influência atlântica, contribuindo para mais vento no litoral, aumento da nebulosidade e temperaturas mais baixas na fachada ocidental do território.</figcaption></figure><p>Em Portugal continental, os <strong>e</strong><strong>feitos deverão sentir-se sobretudo na fachada ocidental do território</strong>, em especial no litoral Norte e Centro, através da entrada de ar marítimo mais fresco e húmido entre quarta e quinta-feira.</p><h2>Nortada deverá acentuar o contraste térmico entre o litoral e o interior</h2><p>A mudança deverá começar a sentir-se de forma gradual ao longo de quarta-feira, com um <strong>aumento da nebulosidade nas regiões costeiras e um reforço do vento de norte e noroeste durante a tarde.</strong> A influência marítima deverá limitar a subida das temperaturas no litoral Norte e Centro, onde os valores máximos deverão oscilar maioritariamente entre 18 e 23 ºC. Em Lisboa, as máximas poderão ainda atingir os 25 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-no-tempo-entre-quarta-e-quinta-feira-a-corrente-de-jato-polar-devera-atingir-os-250-km-h-sobre-portugal-1780311308344.png" data-image="jrgw3s0de5mg"><figcaption>Na tarde de quarta-feira, a influência marítima deverá manter as temperaturas mais contidas no litoral ocidental, com Porto e Lisboa a registarem máximas entre 20 e 25 ºC. No interior, os valores deverão permanecer significativamente mais elevados, especialmente no Alentejo, onde as máximas poderão atingir 29 a 32 ºC.</figcaption></figure><p>No interior do território, o cenário será bastante diferente. A massa de ar mais quente e seca continuará a dominar grande parte das regiões Centro e Sul, favorecendo temperaturas entre 26 e 32 ºC em vários locais do Alentejo, vale do Tejo e interior algarvio. O contraste térmico entre o litoral e o interior deverá tornar-se particularmente evidente durante a tarde, em alguns casos com <strong>diferenças superiores a 10 ºC em poucas dezenas de quilómetros</strong>.</p><h2>Rajadas poderão atingir 70 km/h nas zonas mais expostas</h2><p>O reforço da circulação atlântica deverá também contribuir para uma intensificação da nortada ao longo da faixa costeira ocidental, sobretudo entre quinta e sexta-feira. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-no-tempo-entre-quarta-e-quinta-feira-a-corrente-de-jato-polar-devera-atingir-os-250-km-h-sobre-portugal-1780311322423.png" data-image="0z5brvve7dnn"><figcaption>Durante a noite de quinta-feira, as rajadas deverão atingir 45 a 60 km/h no litoral ocidental. Nas zonas costeiras mais expostas entre Aveiro e Leiria, poderão ocorrer valores pontualmente próximos dos 70 km/h. No interior do território, o vento deverá apresentar menor intensidade, com rajadas geralmente entre 35 e 50 km/h.</figcaption></figure><p>O vento deverá soprar moderado a forte de norte e noroeste no litoral e nas terras altas, com <strong>rajadas entre 50 e 70 km/h</strong> nas zonas mais expostas durante a tarde e início da noite, favorecendo igualmente um aumento da agitação marítima ao longo da costa atlântica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771721" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/8-mm-ate-domingo-7-de-junho-em-portugal-alfredo-graca-aponta-os-dias-mais-frescos-e-chuvosos.html" title="8 mm até domingo, 7 de junho, em Portugal: Alfredo Graça aponta os dias mais frescos e chuvosos">8 mm até domingo, 7 de junho, em Portugal: Alfredo Graça aponta os dias mais frescos e chuvosos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/8-mm-ate-domingo-7-de-junho-em-portugal-alfredo-graca-aponta-os-dias-mais-frescos-e-chuvosos.html" title="8 mm até domingo, 7 de junho, em Portugal: Alfredo Graça aponta os dias mais frescos e chuvosos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/8-mm-ate-domingo-dia-7-em-portugal-alfredo-graca-aponta-os-dias-mais-frescos-e-chuvosos-1780307400101_320.png" alt="8 mm até domingo, 7 de junho, em Portugal: Alfredo Graça aponta os dias mais frescos e chuvosos"></a></article></aside><p>A circulação de norte e noroeste deverá também favorecer períodos de maior nebulosidade no litoral Norte e Centro, especialmente durante a noite e nas primeiras horas da manhã. No Minho e Douro Litoral não se exclui a ocorrência de <strong>chuva fraca, embora sem expressão significativa</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudanca-no-tempo-entre-quarta-e-quinta-feira-a-corrente-de-jato-polar-devera-atingir-os-250-km-h-sobre-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[8 mm até domingo, 7 de junho, em Portugal: Alfredo Graça aponta os dias mais frescos e chuvosos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/8-mm-ate-domingo-7-de-junho-em-portugal-alfredo-graca-aponta-os-dias-mais-frescos-e-chuvosos.html</link><pubDate>Mon, 01 Jun 2026 09:59:10 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O verão climatológico arranca com uma descida das temperaturas em Portugal, embora o calor intenso se mantenha no Algarve e em algumas zonas do interior. A curto e médio prazo prevê-se precipitação em várias zonas e não se exclui a possibilidade de trovoadas localizadas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xachxqw"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xachxqw.jpg" id="xachxqw"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Hoje - segunda-feira, 1 de junho - teve início o verão climatológico, marcado pela persistência de valores elevados da temperatura máxima </strong>no distrito de Faro e nalguns locais do interior. Maio terminou com alguns recordes de temperatura máxima absoluta, bem como com mínimas elevadas na nossa geografia. Porém, ao longo dos próximos dias, o estado do tempo registará mudanças significativas em Portugal continental.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong>O verão climatológico começa com temperaturas mais baixas, embora o calor intenso se mantenha no Algarve e em algumas zonas do interior. A passagem de frentes associadas a depressões atlânticas irá gerar chuva, não se descartando ainda o risco de trovoadas localizadas no interior Centro.</div><p>Durante esta primeira semana de junho a circulação de depressões no Atlântico Norte voltará a ativar e isto provocará uma série de efeitos. Em primeiro lugar,<strong> a crista anticiclónica enfraquecerá ligeiramente, permitindo a aproximação de massas de ar atlânticas um pouco mais frescas</strong>, sobretudo à Região Norte e ao litoral Centro.</p><p>Por outro lado, <strong>as extremidades de várias frentes conseguirão alcançar várias regiões, onde é esperada a ocorrência de precipitação</strong>. O risco de atividade elétrica diminuirá de forma substancial, mas não totalmente, mantendo-se a possibilidade de trovoadas localizadas nalgumas zonas.</p><h2>Chuva regressa esta semana e será geralmente fraca</h2><p><strong>Hoje (1) prevê-se céu pouco nublado ou limpo</strong>, mostrando-se geralmente muito nublado no litoral Norte e Centro até ao meio da manhã e a partir do final da tarde. Não se exclui o risco de<strong> trovoada isolada</strong> em alguns locais dos distritos de <strong>Viseu e Guarda</strong>.</p><p><strong>Amanhã (2)</strong> espera-se um aumento da instabilidade devido à passagem de uma frente fria em fase de dissipação. O céu apresentará períodos de maior nebulosidade, sobretudo no <strong>litoral Norte e Centro, regiões onde se prevê chuva fraca ou chuvisco até ao meio da manhã</strong>. A partir da tarde, a nebulosidade tenderá a diminuir gradualmente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/8-mm-ate-domingo-dia-7-em-portugal-alfredo-graca-aponta-os-dias-mais-frescos-e-chuvosos-1780306734272.png" data-image="097bva4rcndj"><figcaption>A chuva regressa nesta primeira semana de junho ao litoral Norte e Centro de Portugal continental, onde será geralmente fraca. Os valores de precipitação acumulada previstos são escassos (inferiores a 5 mm). Somente para o Minho se vislumbra um valor ligeiramente superior, indicativo da maior frequência da precipitação nesta região.</figcaption></figure><p>Na <strong>quarta-feira, 3 de junho</strong>, é expectável um panorama de céu pouco nublado ou limpo, embora temporariamente interrompido com períodos de mais nebulosidade no litoral a norte do Cabo Raso. Entre o final da tarde e a meia-noite prevê-se a chegada de uma <strong>nova frente fria que trará mais uma vaga de chuva fraca ou chuvisco</strong>, inicialmente no Minho (distritos de Viana do Castelo e Braga) e mais tarde no Douro Litoral (distrito do Porto) e litoral Centro (distritos de Aveiro e Coimbra).</p><p><strong>Para quinta-feira, dia 4, sobretudo na primeira metade do dia</strong>, está prevista a continuidade da precipitação nestas mesmas zonas, esperando-se que se espalhe para outras, também no Norte e no Centro. Deste modo, espera-se a <strong>repetição de chuva fraca ou chuvisco no Minho, Douro Litoral, litoral Centro</strong> (desta vez abrangendo não só Aveiro e Coimbra, mas também o distrito de <strong>Leiria</strong>) e ainda algumas zonas do interior Norte (distrito de <strong>Vila Real</strong>).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771596" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-sob-influencia-atlantica-nebulosidade-e-chuva-fraca-podem-regressar-esta-semana.html" title="Portugal continental sob influência atlântica: nebulosidade e chuva fraca podem regressar esta semana">Portugal continental sob influência atlântica: nebulosidade e chuva fraca podem regressar esta semana</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-sob-influencia-atlantica-nebulosidade-e-chuva-fraca-podem-regressar-esta-semana.html" title="Portugal continental sob influência atlântica: nebulosidade e chuva fraca podem regressar esta semana"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-sob-influencia-atlantica-nebulosidade-e-chuva-fraca-regressam-esta-semana-1780227967048_320.png" alt="Portugal continental sob influência atlântica: nebulosidade e chuva fraca podem regressar esta semana"></a></article></aside><p><strong>A partir da tarde de quinta-feira (4) a nebulosidade diminuirá de forma progressiva, pelo que o tempo ficará mais estável e seco</strong>. De momento, para sexta-feira, 5 de junho, não se vislumbra a ocorrência de precipitação nos mapas meteorológicos, pelo que à partida, o estado do tempo neste dia será marcado por céu pouco nublado ou limpo, apesar da previsão de períodos de mais nebulosidade entre o meio da manhã e o meio da tarde.</p><p>Para o fim de semana, tudo indica que uma nova frente fria ativa, mas pouco organizada, irá atravessar o norte da Península Ibérica, com os seus vestígios a chegarem muito enfraquecidos a Portugal continental. A possibilidade de chuva no sábado (6) existe, mas a probabilidade é baixa. <strong>Já no domingo (7)</strong>, os modelos mostram o seguinte cenário: caso a extremidade da frente seja capaz de chegar algo mais a sul, <strong>poderá ocorrer chuva fraca ou chuvisco no litoral Norte e Centro</strong>.</p><h2>Temperaturas mais frescas face à semana anterior, embora o calor se mantenha nalgumas zonas</h2><p><strong>As temperaturas vão claramente descer para valores dentro do normal</strong> em grande parte da geografia de Portugal continental, após o calor recorde da semana passada. Embora a tendência de descida térmica seja generalizada, mesmo assim, os valores continuarão <strong>acima da média para a época no interior Norte e Centro, alguns locais do Alentejo e no Sotavento Algarvio</strong>, tal como se pode observar no mapa abaixo.</p><p>Também se vislumbra o cenário oposto: há zonas do país, como o <strong>distrito de Santarém e a extremidade do Barlavento Algarvio</strong><strong>, onde as temperaturas poderão registar valores inferiores à média </strong>(anomalias térmicas negativas localizadas).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/8-mm-ate-domingo-dia-7-em-portugal-alfredo-graca-aponta-os-dias-mais-frescos-e-chuvosos-1780307118573.jpg" data-image="mg81e2h5eqi2"><figcaption>A descida das temperaturas será evidente de norte a sul de Portugal continental, evidenciando-se geralmente valores dentro do normal. Não obstante, os nossos mapas detetam anomalias térmicas negativas localizadas (temperaturas inferiores à média) e anomalias térmicas positivas (temperaturas superiores à média) em boa parte do interior.</figcaption></figure><p>Haverá alguns altos e baixos da temperatura, mas, de um modo geral, <strong>tudo indica que quinta e sexta-feira, dias 4 e 5 de junho, serão os dias menos quentes da semana</strong>, devido à entrada gradual de uma massa de ar atlântico, que nessa altura já abrangerá também o interior de Portugal continental (e não apenas o litoral).</p><p>Nestes dias <strong>Faro e Beja atingirão os 28 e 26 ºC, respetivamente, enquanto Bragança e Lisboa registarão 22 ºC e Coimbra 20 ºC</strong>. Por outro lado, para cidades do litoral Norte e Centro como Viana do Castelo, Porto, Aveiro e Leiria preveem-se máximas entre 16 e 19 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/8-mm-ate-domingo-7-de-junho-em-portugal-alfredo-graca-aponta-os-dias-mais-frescos-e-chuvosos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item></channel></rss>