<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Fri, 11 Sep 2026 17:20:25 +0000</lastBuildDate><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 17:20:25 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[A bizarra experiência de 1977 que transportou um bloco de gelo de uma tonelada do Alasca para o Iowa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-bizarra-experiencia-de-1977-que-transportou-um-bloco-de-gelo-de-uma-tonelada-do-alasca-para-o-iowa.html</link><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Em 1977, a Arábia Saudita apresentou uma ideia invulgar aos Estados Unidos: investigar se o transporte de icebergues do Alasca poderia fornecer água potável a regiões áridas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-disparatado-experimento-de-1977-que-traslado-un-bloque-de-hielo-de-una-tonelada-desde-alaska-hasta-iowa-1788163144230.jpg" data-image="gq5sqa6n0ljm" alt="Bloque de hielo desde Alaska a Iowa" title="Bloque de hielo desde Alaska a Iowa"><figcaption>Em 1977, um bloco de gelo de uma tonelada foi transportado do Alasca para o Iowa, para testar se os icebergues poderiam constituir uma fonte de água doce.</figcaption></figure><p>A escassez de água levou a Arábia Saudita, na década de 1970, a explorar uma ideia tão simples de propor quanto difícil de pôr em prática: <strong>transportar icebergues das regiões polares para territórios áridos</strong>. A proposta baseava-se numa gigantesca reserva de água doce armazenada sob a forma de gelo, com o objetivo de a transformar numa fonte de água para áreas com abastecimento limitado.</p><p>O interesse na ideia acabou por reunir cerca de 200 especialistas de 18 países em Iowa, em outubro de 1977. Engenheiros, biólogos marinhos, responsáveis governamentais e empresários participaram na Primeira Conferência Internacional sobre a Utilização de Icebergs, onde estudaram <strong>como grandes blocos de gelo poderiam ser transportados das regiões polares e, acima de tudo, se a proposta poderia ter alguma aplicação prática</strong>.</p><h2>O bloco de gelo do Alasca que chegou ao Iowa</h2><p>A conferência não se limitou a debater o papel potencial dos icebergues. Houve também um <strong>teste prático</strong>. Os organizadores decidiram transportar um bloco de gelo com cerca de uma tonelada do Alasca para o Iowa, para ver como se comportaria durante a viagem.</p><p>A viagem envolveu três meios de transporte diferentes.<strong> O gelo partiu do Alasca de helicóptero e foi protegido com materiais isolantes e gelo seco. Foi depois carregado num avião e, assim que chegou aos Estados Unidos, prosseguiu a sua viagem num camião frigorífico até Ames, no Iowa</strong>. A operação custou cerca de 8 500 dólares, uma quantia considerável para transportar apenas uma tonelada de gelo. O custo valeu ao bloco uma alcunha que resumia a singularidade da experiência: o "cubo de gelo mais caro do mundo".</p><p>Uma vez em Ames, os especialistas puderam examinar o gelo após toda a viagem. Esse teste em pequena escala permitiu estudar um problema muito maior:<strong> se um bloco de uma tonelada podia ser preservado durante o transporte, que dificuldades surgiriam ao tentar fazer o mesmo com um enorme iceberg?</strong></p><p><span style="letter-spacing: 0.03em;"></span></p><h2>Água doce para as regiões mais secas do mundo</h2><p>O interesse da <strong>Arábia Saudita</strong> nesta possibilidade estava ligado à necessidade de <strong>maiores recursos hídricos</strong>. O país já dependia de sistemas como a dessalinização, que requer instalações especializadas, um consumo energético significativo e um investimento financeiro substancial.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-disparatado-experimento-de-1977-que-traslado-un-bloque-de-hielo-de-una-tonelada-desde-alaska-hasta-iowa-1788163241492.jpg" data-image="2gwitld3yxw5" alt="Bloque de hielo de Alaska a Iowa" title="Bloque de hielo de Alaska a Iowa"><figcaption>Na década de 1970, a Arábia Saudita estudou a possibilidade de rebocar icebergues das regiões polares para levar água doce às suas zonas mais áridas.</figcaption></figure><p>Em comparação com essa alternativa, os icebergues ofereciam uma reserva de água doce que já se encontrava nas regiões polares. O problema não era a existência do recurso, mas sim <strong>e</strong><strong>ncontrar uma forma de o transportar de locais remotos para locais onde a água era escassa</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="715851" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-se-sabe-sobre-o-misterioso-iceberg-negro-que-apareceu-flutuando-no-mar-do-labrador.html" title="O que se sabe sobre o misterioso iceberg negro que apareceu a flutuar no Mar do Labrador?">O que se sabe sobre o misterioso iceberg negro que apareceu a flutuar no Mar do Labrador?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-se-sabe-sobre-o-misterioso-iceberg-negro-que-apareceu-flutuando-no-mar-do-labrador.html" title="O que se sabe sobre o misterioso iceberg negro que apareceu a flutuar no Mar do Labrador?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/que-se-sabe-del-misterioso-iceberg-negro-que-aparecio-flotando-en-el-mar-de-labrador-1750155724289_320.jpg" alt="O que se sabe sobre o misterioso iceberg negro que apareceu a flutuar no Mar do Labrador?"></a></article></aside><p>A conferência reuniu perfis muito diversos para analisar a questão: engenheiros, biólogos marinhos, responsáveis governamentais e empresários. <strong>Participaram cerca de 200 pessoas de 18 países</strong>. O objetivo era determinar se o transporte de gelo poderia ter alguma aplicação prática e quais os problemas que seria necessário superar para que isso fosse possível.</p><h2>Por que razão o transporte de icebergues não teve sucesso</h2><p>A experiência de 1977 permitiu estudar o transporte de uma pequena quantidade de gelo, mas a proposta em grande escala apresentava desafios muito diferentes. <strong>Deslocar um icebergue significava enfrentar custos elevados e inúmeros problemas técnicos associados ao transporte de uma enorme massa congelada</strong>. Por esta razão, o projeto nunca se concretizou num sistema de abastecimento de água.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-disparatado-experimento-de-1977-que-traslado-un-bloque-de-hielo-de-una-tonelada-desde-alaska-hasta-iowa-1788163845210.jpg" data-image="egs9xjmr6c3b" alt="Bloque de hielo en 1977 para llevar a Iowa desde Alaska" title="Bloque de hielo en 1977 para llevar a Iowa desde Alaska"><figcaption>O transporte de icebergues para regiões áridas revelou-se demasiado dispendioso e complexo: os enormes custos e as dificuldades técnicas impediram que a ideia se tornasse uma fonte viável de água potável.</figcaption></figure><p><strong>A ideia de rebocar icebergues, no entanto, tem voltado a surgir em várias ocasiões nas discussões sobre a disponibilidade de água doce</strong>. A desertificação e os problemas relacionados com os recursos hídricos têm mantido vivo o debate sobre possíveis fontes alternativas.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/TRjL9xerJuA/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=TRjL9xerJuA" id="TRjL9xerJuA"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p><strong>Quase cinco décadas depois, a experiência serve para nos lembrar até que ponto o projeto saudita foi longe</strong>. Não foi transportado um icebergue inteiro para um país desértico, mas conseguiu-se levar com sucesso uma tonelada de gelo do Alasca para o Iowa, utilizando um helicóptero, um avião e um camião frigorífico. E toda a operação custou 8 500 dólares, uma quantia significativa em 1977.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-bizarra-experiencia-de-1977-que-transportou-um-bloco-de-gelo-de-uma-tonelada-do-alasca-para-o-iowa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Marco histórico: a IA da OpenAI resolve o Problema do Milénio das equações de Navier-Stokes, não sem alguma controvérsia]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/marco-historico-a-ia-da-openai-resolve-o-problema-do-milenio-das-equacoes-de-navier-stokes-nao-sem-alguma-controversia.html</link><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 15:13:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A OpenAI anuncia a resolução de um dos Problemas do Milénio, o das equações de Navier-Stokes. No entanto, surgem dúvidas e controvérsias no mundo académico: será um triunfo da inteligência artificial ou uma iniciativa prematura, desprovida dos requisitos científicos necessários?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/svolta-storica-l-ia-di-openai-risolve-il-problema-del-millennio-delle-equazioni-di-navier-stokes-non-senza-polemiche-1788995492700.jpg" data-image="yx59a6ffapce"><figcaption>Para chegar a esta descoberta, a OpenAI criou e utilizou uma infraestrutura imponente, com 10 000 agentes autónomos de inteligência artificial, coordenados num modelo de nova geração que funcionou em paralelo durante cerca de 88 horas consecutivas, trocando milhões de mensagens, com um custo computacional estimado em milhões de dólares. Crédito: OpenAI</figcaption></figure><p>Foi precisamente nos últimos dias que <strong>a OpenAI anunciou a notícia </strong>que suscitou debate em toda a comunidade científica mundial. A empresa de <strong>Sam Altman</strong>, de facto, <strong>anunciou ter encontrado uma solução formal para um dos famosos problemas do milénio: <em>o problema da existência e regularidade das equações de Navier-Stokes</em></strong>.</p><p><strong>Tudo o que é fluido</strong>, quer corra num tubo quer forme um vórtice, incluindo as correntes atmosféricas, é regido pelas leis do movimento dos fluidos e<strong> é descrito por fórmulas criadas entre os séculos XVIII e XIX</strong>.</p><p>Os primeiros modelos de fluidos ideais e sem atrito, de Eulero, dominaram o cenário até que foram elaboradas as <strong>equações capazes de ter em conta a viscosidade interna dos fluidos</strong>. Foram o francês Claude Louis<strong> Navier</strong> e o físico irlandês George Gabriel <strong>Stokes</strong> os primeiros a concebê-las.</p><h2>As equações de Navier-Stokes: por que razão estavam por resolver?</h2><p>Estamos a falar de<strong> fórmulas que são utilizadas diariamente</strong> há mais de um século <strong>nos domínios da engenharia, da hidráulica, da dinâmica dos fluidos e da meteorologia</strong> e, em geral, em muitos domínios da ciência.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/svolta-storica-l-ia-di-openai-risolve-il-problema-del-millennio-delle-equazioni-di-navier-stokes-non-senza-polemiche-1788995867809.jpg" data-image="4cose0n8licj"><figcaption>No infinitamente pequeno, as colisões moleculares, os efeitos termodinâmicos e todas as flutuações quânticas já não podem ser ignorados. O resultado desta demonstração é que os mecanismos microscópicos são capazes de dissipar energia, um fator obviamente ignorado por Navier-Stokes naquela época.</figcaption></figure><p>No entanto, <strong>permanecia por resolver um dilema matemático fundamental em três dimensões</strong>:</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As soluções são sempre suaves e isentas de singularidades, regulares no tempo, ou podem entrar em colapso, atingindo velocidades infinitas num intervalo de tempo finito?<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Tratava-se de um <strong>desafio</strong> aberto de<strong> um milhão de dólares do Clay Institute</strong>. O vencedor poderia receber o prémio, além de adquirir um enorme prestígio. </p><h2>A solução da OpenAI: 10 000 agentes e verificação automática</h2><p>Para este desafio, a<strong> OpenAI criou e utilizou uma infraestrutura imponente</strong>, com <strong>10 000 agentes autónomos de inteligência artificial</strong>, coordenados<strong> num modelo de nova geração</strong> que funcionou em paralelo<strong> durante cerca de 88 horas consecutivas</strong>, trocando <strong>milhões de mensagens, com um custo computacional estimado em milhões de dólares</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776481" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/uma-grande-gaiola-de-faraday-a-fisica-que-protege-os-visitantes-da-torre-eiffel-quando-um-raio-a-atinge.html" title="Uma grande gaiola de Faraday: a física que protege os visitantes da Torre Eiffel quando um raio a atinge">Uma grande gaiola de Faraday: a física que protege os visitantes da Torre Eiffel quando um raio a atinge</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/uma-grande-gaiola-de-faraday-a-fisica-que-protege-os-visitantes-da-torre-eiffel-quando-um-raio-a-atinge.html" title="Uma grande gaiola de Faraday: a física que protege os visitantes da Torre Eiffel quando um raio a atinge"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/una-gran-jaula-de-faraday-el-mecanismo-que-proteje-a-los-visitantes-de-la-torre-eiffel-cuando-un-rayo-la-impacta-1782782651502_320.png" alt="Uma grande gaiola de Faraday: a física que protege os visitantes da Torre Eiffel quando um raio a atinge"></a></article></aside><p>Segundo a OpenAI, o projeto teria finalmente dado frutos.<strong> O sistema teria sido capaz de demonstrar a existência de uma singularidade</strong>, provando, assim, que <strong>as equações entram em colapso em determinadas condições</strong>, atingindo uma velocidade infinita, ou seja, dando origem a um blow-up (explosão).</p><h2> A transição inevitável para a "física microscópica" e quântica </h2><p><strong>Na realidade física, nenhum fluido real poderá jamais atingir uma velocidade infinita</strong>. De facto, isso <strong>violaria o limite da velocidade da luz</strong>, a conservação microscópica da energia e a estrutura atómica da matéria.</p><div class="texto-destacado"><strong>Este resultado</strong>, na prática,<strong> demonstra o fracasso intrínseco do modelo matemático contínuo de Navier-Stokes. </strong>Por conseguinte, <strong>as equações de Navier-Stokes não são universais. </strong>Demonstra que,<strong> quando um vórtice se reduz até escalas de nível molecular, a hipótese de um fluido regular, isento de singularidades, é demasiado aproximada.</strong></div><p>No <strong>infinitamente pequeno, com as colisões moleculares, os efeitos termodinâmicos e todas as flutuações quânticas, estes já não podem ser ignorados</strong>. O resultado desta demonstração é que <strong>os mecanismos microscópicos são capazes de dissipar energia, fator obviamente ignorado por Navier-Stokes naquela época</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775793" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-do-porto-criam-inteligencia-artificial-que-aprende-a-conversar-com-neuronios.html" title="Cientistas do Porto criam inteligência artificial que aprende a conversar com neurónios">Cientistas do Porto criam inteligência artificial que aprende a conversar com neurónios</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-do-porto-criam-inteligencia-artificial-que-aprende-a-conversar-com-neuronios.html" title="Cientistas do Porto criam inteligência artificial que aprende a conversar com neurónios"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-do-porto-criam-inteligencia-artificial-que-aprende-a-conversar-com-neuronios-1782474802082_320.jpg" alt="Cientistas do Porto criam inteligência artificial que aprende a conversar com neurónios"></a></article></aside><p>Em resumo, o facto de se ter atingido esta velocidade infinita demonstra que <strong>as equações de Navier-Stokes, apesar de serem formidáveis à escala macroscópica </strong>(capazes de fazer funcionar modelos meteorológicos, de resolver cálculos de engenharia e úteis em muitas outras situações), <strong>contêm, no entanto, uma contradição interna</strong>. Isto coloca-nos perante os <strong>limites impostos pela física do infinitamente pequeno</strong>.</p><h2>As controvérsias e as implicações para a fluidodinâmica</h2><p>Enquanto a OpenAI afirma ter comprovado a existência de singularidades nas equações, <strong>a comunidade académica continua cética</strong>, levantando dúvidas sobre a autoria da investigação e também porque <strong>a solução diz respeito apenas ao caso "com força externa"</strong>, ou seja, aquele em que uma força externa ao sistema exerce pressão sobre o fluido, enquanto o problema ainda <strong>não foi abordado nem resolvido no caso de um fluido isolado </strong>e, portanto, sem força externa.</p><p><strong>Se for confirmada</strong>, a descoberta não irá revolucionar as previsões meteorológicas, nem a engenharia. <strong>O impacto será sobretudo conceptual</strong>: de facto, demonstrar que as equações matemáticas de Navier-Stokes podem falhar, <strong>estabelece um limite teórico da dinâmica dos fluidos clássica e estimula ainda mais a procura de soluções na física quântica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/svolta-storica-l-ia-di-openai-risolve-il-problema-del-millennio-delle-equazioni-di-navier-stokes-non-senza-polemiche-1788995972003.jpg" data-image="q5kp6o2v5tv3"><figcaption>As equações de Navier-Stokes são utilizadas diariamente, há mais de um século, nos domínios da engenharia, da hidráulica, da dinâmica dos fluidos, da meteorologia e, em geral, em muitos outros domínios da ciência.</figcaption></figure><p><strong>Ao nível da aplicação prática</strong>, por outro lado<strong>, os benefícios serão provavelmente indiretos e a longo prazo</strong>. Poderão vir a ajudar os físicos e os matemáticos a <strong>aperfeiçoar os algoritmos dos softwares de simulação</strong>, incluindo os utilizados na <strong>fluidodinâmica industrial e nos modelos meteorológicos d</strong>e alta resolução, mas, neste momento, até mesmo especular sobre isso parece prematuro. Aguardamos mais confirmações e explicações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/marco-historico-a-ia-da-openai-resolve-o-problema-do-milenio-das-equacoes-de-navier-stokes-nao-sem-alguma-controversia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[São Miguel, Açores: Vulcão das Furnas sobe para nível de alerta V1 devido a aumento da atividade sísmica]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/sao-miguel-acores-vulcao-das-furnas-sobe-para-nivel-de-alerta-v1-devido-a-aumento-da-atividade-sismica.html</link><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 14:21:51 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O vulcão das Furnas na ilha de São Miguel (Açores) passou para o nível de alerta vulcânico V1 após o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) detetar um aumento da atividade sísmica nesta região insular portuguesa. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sao-miguel-acores-vulcao-das-furnas-sobe-para-nivel-de-alerta-v1-devido-a-aumento-da-atividade-sismica-1789136231114.jpg" data-image="arvox54p9gjb"><figcaption>Miradouro do Pico dos Bodes e montanhas, vista da Ribeira Quente, freguesia portuguesa do município da Povoação, na ilha de São Miguel, Região Autónoma dos Açores. Foto meramente ilustrativa da autoria de José Luís Ávila Silveira e Pedro Noronha e Costa - Wikimedia Commons.</figcaption></figure><p>Desde as <strong>11:47 de terça-feira, 8 de setembro, têm sido registados vários eventos sísmicos no sistema vulcânico das Furnas, no concelho da Povoação (ilha de São Miguel</strong>, Grupo Oriental dos Açores). Desde essa altura, todos apresentaram baixa magnitude.</p><p>O mais energético ocorreu às 16:41, com <strong>magnitude 2,9. O epicentro localizou-se a cerca de quatro quilómetros a oeste-sudoeste das Furnas</strong>, tendo o sismo sido sentido com intensidade máxima V na escala de Mercalli Modificada na freguesia das Furnas.</p><h2>O que significa o nível V1?</h2><p>A escala de alerta vulcânico utilizada pelo CIVISA tem oito níveis, de V0 a V7. O V0 corresponde a um sistema vulcânico em fase de repouso, com atividade normal, enquanto<strong> o V1 significa que o sistema se encontra numa fase de equilíbrio metaestável, associada a atividade fraca</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768485" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/geologos-islandeses-explicam-por-que-razao-os-vulcoes-continuam-a-ser-o-fenomeno-mais-imprevisivel-da-terra.html" title="Geólogos islandeses explicam por que razão os vulcões continuam a ser o fenómeno mais imprevisível da Terra">Geólogos islandeses explicam por que razão os vulcões continuam a ser o fenómeno mais imprevisível da Terra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/geologos-islandeses-explicam-por-que-razao-os-vulcoes-continuam-a-ser-o-fenomeno-mais-imprevisivel-da-terra.html" title="Geólogos islandeses explicam por que razão os vulcões continuam a ser o fenómeno mais imprevisível da Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-los-volcanes-siguen-siendo-el-fenomeno-mas-impredecible-de-la-tierra-1778407583098_320.png" alt="Geólogos islandeses explicam por que razão os vulcões continuam a ser o fenómeno mais imprevisível da Terra"></a></article></aside><p>Deste modo, <strong>a subida para V1 não significa que esteja iminente uma erupção vulcânica, mas sim que registou-se uma alteração na atividade do sistema</strong> que justifica uma monitorização mais atenta. O nível mais elevado, V7, diz respeito a uma erupção magmática ou hidromagmática em curso, com explosividade colossal a mega colossal.</p><h2>São Miguel, uma ilha moldada pelas placas tectónicas</h2><p>É importante compreender que a localização peculiar dos Açores ajuda a explicar porque é tão comum a atividade sísmica e vulcânica na história natural deste arquipélago português. Deitando um olhar em concreto pela ilha de São Miguel, situada no Grupo Oriental, constata-se que <strong>a mesma se insere numa região tectonicamente complexa, próxima da zona de interação entre as placas Norte-Americana, Eurasiática e Africana (ou Núbia)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sao-miguel-acores-vulcao-das-furnas-sobe-para-nivel-de-alerta-v1-devido-a-aumento-da-atividade-sismica-1789135863884.jpg" data-image="ud93pwb3gt0b"><figcaption>A Crista Médio-Atlântica separa a placa Americana das placas Euroasiáticas e Africana, sendo que a falha da Glória limita as placas Euroasiática da Africana. As ilhas das Flores e do Corvo inserem-se na placa Americana, a oeste da Crista Médio-Atlântica, ao contrário das restantes que se dispõem para leste da dorsal. Imagem: Enquadramento tectónico dos Açores (Nunes, 1999).</figcaption></figure><p><strong>A posição de São Miguel, bem como das restantes ilhas açorianas, faz com que estejam expostas a um contexto de intensa dinâmica geológica</strong>, onde a crosta terrestre está em constante transformação (sobretudo através de estruturas tectónicas como a Crista Médio Atlântica, a Falha da Glória, a Zona de Fratura Oeste dos Açores e o Rifte da Terceira), pelo que<strong> o vulcanismo e a sismicidade acabam por ser fenómenos naturais</strong> nesta região insular.</p><p>O alerta vulcânico elevado para V1 nas Furnas <strong>"vigorará por um período de oito dias, caso não haja, entretanto, lugar a nova informação"</strong>, segundo referido pelo <strong>CIVISA </strong>em comunicado. Até lá, os sinais registados nas profundezas de São Miguel continuarão a ser monitorizados de perto.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Lusa%2FAO%20Online" data-year="2026" data-title="Elevado%20alerta%20vulc%C3%A2nico%20para%20V1%20no%20vulc%C3%A3o%20das%20Furnas" data-url="https%3A%2F%2Fwww.acorianooriental.pt%2Fnoticia%2Felevado-alerta-vulcanico-para-v1-no-vulcao-das-furnas-380231">Lusa/AO Online. (2026). <a href="https://www.acorianooriental.pt/noticia/elevado-alerta-vulcanico-para-v1-no-vulcao-das-furnas-380231" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Elevado alerta vulcânico para V1 no vulcão das Furnas</a>.</cite><br><cite data-author="CIVISA" data-year="2026" data-title="Ilha%20de%20S.%20Miguel%20e%20estruturas%20adjacentes" data-url="https%3A%2F%2Fwww.civisa.pt%2Falertas%23s-miguel-features">CIVISA. (2026). <a href="https://www.civisa.pt/alertas#s-miguel-features" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Ilha de S. Miguel e estruturas adjacentes</a>.</cite><br><cite data-author="N%C3%A9lio%20Ara%C3%BAjo" data-year="" data-title="Geologia%20da%20Ilha%20de%20S%C3%A3o%20Miguel" data-url="https%3A%2F%2Fgeologia-da-ilha-de-sao-miguel9.webnode.pt%2Fenquadramento-tectonico%2F">Nélio Araújo. <a href="https://geologia-da-ilha-de-sao-miguel9.webnode.pt/enquadramento-tectonico/" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Geologia da Ilha de São Miguel</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/sao-miguel-acores-vulcao-das-furnas-sobe-para-nivel-de-alerta-v1-devido-a-aumento-da-atividade-sismica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O anticiclone dos Açores vai reforçar-se e influenciará Portugal até três vezes nos próximos 10 dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-anticiclone-dos-acores-vai-reforcar-se-e-influenciara-portugal-ate-tres-vezes-nos-proximos-10-dias.html</link><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 14:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nos próximos dez dias, o anticiclone dos Açores deverá reforçar a sua influência sobre Portugal em três momentos distintos, com o calor anómalo a marcar o início do período, antes de uma descida térmica e de nova estabilidade.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb6s146"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb6s146.jpg" id="xb6s146"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nos próximos dez dias, o anticiclone dos Açores deverá reforçar-se e assumir um papel determinante na evolução do estado do tempo em Portugal continental. <strong>As projeções sugerem até três fases de influência anticiclónica</strong>, intercaladas por alterações na circulação atmosférica. O resultado será uma sucessão de períodos de tempo estável e seco, acompanhada por oscilações de temperatura, com destaque para um episódio de calor anómalo antes de uma descida mais evidente.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>O anticiclone dos Açores é uma área de altas pressões subtropicais do Atlântico Norte. Quando se expande para a Península Ibérica, favorece movimentos descendentes do ar, dificultando a formação de nebulosidade e reduzindo a probabilidade de precipitação. <strong>A sua posição condiciona a origem das massas de ar que chegam a Portugal.</strong></p><h2>Anticiclone reforça-se e favorece um episódio de calor</h2><p>A primeira influência deverá ocorrer neste fim de semana. <strong>O reforço do anticiclone favorecerá a chegada de uma massa de ar quente e a subida das temperaturas.</strong> No domingo, as máximas deverão rondar 33 ºC em Braga e Viseu, 34 ºC em Castelo Branco e Portalegre e 35 a 36 ºC em Santarém, Coimbra e Beja.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-anticiclone-dos-acores-vai-reforcar-se-e-influenciara-portugal-ate-tres-vezes-nos-proximos-10-dias-1789125947288.jpg" data-image="s6f44gshyzgc"><figcaption>A presença de uma massa de ar muito quente, com temperaturas próximas ou superiores a 20 ºC a cerca de 1500 metros, deverá favorecer uma subida acentuada das temperaturas à superfície.</figcaption></figure><p><strong>Este aquecimento será acompanhado por temperaturas próximas dos 20 ºC a cerca de 1500 metros, no nível de 850 hPa, sinal de ar muito quente.</strong> À superfície, regiões do Norte e Centro poderão ficar cerca de 8 a 9 ºC acima do habitual.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-anticiclone-dos-acores-vai-reforcar-se-e-influenciara-portugal-ate-tres-vezes-nos-proximos-10-dias-1789125395251.jpg" data-image="riow08uj1i5j"><figcaption>O reforço da influência anticiclónica favorecerá a chegada de uma massa de ar muito quente, levando as temperaturas à superfície a atingir 35 a 37 ºC em várias regiões do interior.</figcaption></figure><p>O segundo reforço deverá ocorrer entre segunda e terça-feira, prolongando o calor no interior. Na segunda-feira, Santarém poderá rondar 37 ºC, enquanto Castelo Branco e Portalegre poderão atingir 35 ºC e Beja 36 ºC. </p><h2>Reposicionamento do anticiclone altera o padrão térmico</h2><p>Na terça-feira, a mudança começará a sentir-se no litoral Norte e Centro. <strong>No Porto, a máxima poderá passar de 31 ºC no domingo para 22 ºC, enquanto Coimbra poderá descer de 36 ºC para 26 ºC e Leiria de 34 ºC para 24 ºC.</strong> No interior, o calor continuará.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-anticiclone-dos-acores-vai-reforcar-se-e-influenciara-portugal-ate-tres-vezes-nos-proximos-10-dias-1789125813343.jpg" data-image="5v7v5pfk1ruf"><figcaption>A descida das temperaturas deverá acentuar o contraste entre o litoral Norte e Centro e o interior, onde persistirão anomalias positivas muito acentuadas, localmente entre 8 e 9 ºC acima do habitual.</figcaption></figure><p>A partir de quarta-feira, o reposicionamento do anticiclone deverá favorecer uma circulação de norte ou noroeste e a entrada de ar menos quente. <strong>A 850 hPa, a temperatura poderá diminuir cerca de 4 a 6 ºC no Norte face ao pico anterior.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788002" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-indica-o-proximo-pico-de-calor-temperaturas-ficarao-perto-dos-40-c-entre-domingo-e-segunda.html" title="Joana Campos indica o próximo pico de calor: 'temperaturas ficarão perto dos 40 ºC entre domingo e segunda'">Joana Campos indica o próximo pico de calor: "temperaturas ficarão perto dos 40 ºC entre domingo e segunda"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-indica-o-proximo-pico-de-calor-temperaturas-ficarao-perto-dos-40-c-entre-domingo-e-segunda.html" title="Joana Campos indica o próximo pico de calor: 'temperaturas ficarão perto dos 40 ºC entre domingo e segunda'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/joana-campos-indica-o-proximo-pico-de-calor-temperaturas-ficarao-perto-dos-40-c-entre-domingo-e-segunda-1789038240535_320.png" alt="Joana Campos indica o próximo pico de calor: 'temperaturas ficarão perto dos 40 ºC entre domingo e segunda'"></a></article></aside><p><strong>Um terceiro reforço poderá ocorrer entre 19 e 21 de setembro</strong>, com o anticiclone a estender novamente a sua influência à Península Ibérica. Neste período, <strong>deverá favorecer a estabilidade, sem transportar ar tão quente. </strong>As temperaturas ficarão próximas do habitual e a precipitação será escassa.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-anticiclone-dos-acores-vai-reforcar-se-e-influenciara-portugal-ate-tres-vezes-nos-proximos-10-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Especialista Joana Campos tranquiliza: "Este episódio de temperaturas elevadas não lhe deve tirar o sono"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/especialista-joana-campos-tranquiliza-este-episodio-de-temperaturas-elevadas-nao-lhe-deve-tirar-o-sono.html</link><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 13:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas vão subir no fim de semana, tendo levado o IPMA a emitir aviso amarelo de calor em 13 distritos de Norte a Sul. No entanto, no arranque da próxima semana poderá dar-se um alívio nas temperaturas em alguns locais.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb6r8c6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb6r8c6.jpg" id="xb6r8c6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O dia de hoje marca o<strong> início de um episódio de subida das temperaturas</strong> que já levou o IPMA a emitir uma série de avisos de tempo quente para vários distritos de Norte a Sul do país.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Para amanhã, sábado, são 9 os avisos em vigor a partir das 10h e os distritos em questão são: Coimbra, Castelo Branco, Leiria, Lisboa, Santarém, Portalegre, Évora, Setúbal e Beja. <strong>No domingo, o número de distritos sob aviso aumenta para 13</strong>, acrescentando à lista anterior os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto e Aveiro. Todos os avisos estarão em vigor até às 17h deste dia (13 de setembro).</p><h2>Temperaturas poderão alcançar os 38 ºC em alguns pontos do Centro e Sul do país, no domingo</h2><p>Amanhã, dia em que a maior parte dos avisos entra em vigor, esperam-se temperaturas máximas entre os 25 ºC em Viana do Castelo e os 36 ºC em Santarém. No entanto, a nível local, especialmente no <strong>Ribatejo e Alentejo, os termómetros poderão alcançar os 37 ºC em vários sítios</strong>. A Oeste da Barreira de Condensação, os termómetros deverão ultrapassar os 30 ºC facilmente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/especialista-joana-campos-tranquiliza-este-episodio-de-temperaturas-elevadas-nao-lhe-deve-tirar-o-sono-1789121799189.jpg" data-image="96sk1oavqy30" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Entre sábado e domingo vários distritos de Norte a Sul estarão sob aviso amarelo de tempo quente, de acordo com o IPMA. Ainda assim, o arranque da próxima semana poderá trazer algum alívio nas temperaturas.</figcaption></figure><p><strong>No domingo as temperaturas intensificam-se</strong>, sendo esperados valores máximos entre os 28 ºC em Viana do Castelo e os 36 ºC em Coimbra, Santarém, Évora e Beja. Localmente, também entre o Ribatejo e Alentejo, especificamente entre os distritos de Santarém e Portalegre, deverão ser atingidos valores até 38 ºC, fazendo destas zonas as mais quentes do país.</p><p>Neste dia, <strong>também os distritos do litoral Norte deverão aquecer, justificando a emissão de aviso amarelo por parte do IPMA</strong>. Além de Viana do Castelo com 28 ºC, esperam-se até 33 ºC para Braga e 31 ºC para o Porto. Aveiro, ainda que já pertença ao litoral Centro, poderá registar até 30 ºC.</p><h2>Terça-feira as temperaturas descem de forma acentuada no litoral Norte e Centro</h2><p>De acordo com a mais recente atualização dos nossos mapas, ainda que na segunda-feira os termómetros possam aliviar um pouco, especialmente no litoral Norte e Centro, <strong>será na terça que este alívio térmico será mais expressivo</strong>. Para esse dia, 15 de setembro, esperam-se temperaturas entre os 20 ºC em Viana do Castelo e os 36 ºC em Castelo Branco, trazendo de volta o contraste evidente entre litoral e interior.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788002" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-indica-o-proximo-pico-de-calor-temperaturas-ficarao-perto-dos-40-c-entre-domingo-e-segunda.html" title="Joana Campos indica o próximo pico de calor: 'temperaturas ficarão perto dos 40 ºC entre domingo e segunda'">Joana Campos indica o próximo pico de calor: "temperaturas ficarão perto dos 40 ºC entre domingo e segunda"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-indica-o-proximo-pico-de-calor-temperaturas-ficarao-perto-dos-40-c-entre-domingo-e-segunda.html" title="Joana Campos indica o próximo pico de calor: 'temperaturas ficarão perto dos 40 ºC entre domingo e segunda'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/joana-campos-indica-o-proximo-pico-de-calor-temperaturas-ficarao-perto-dos-40-c-entre-domingo-e-segunda-1789038240535_320.png" alt="Joana Campos indica o próximo pico de calor: 'temperaturas ficarão perto dos 40 ºC entre domingo e segunda'"></a></article></aside><p>No litoral Norte, além da temperatura esperada para Viana do Castelo, esperam-se até 26 ºC em Braga e até 22 ºC para o Porto. No litoral Centro, Aveiro não deverá ultrapassar os 21 ºC, Coimbra poderá registar até 26 ºC e Leiria até 25ºC, denotando-se uma <strong>descida acentuada dos valores entre segunda e terça-feira</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/especialista-joana-campos-tranquiliza-este-episodio-de-temperaturas-elevadas-nao-lhe-deve-tirar-o-sono.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 38 ºC: avança por Portugal a 'crista africana' que na segunda 14 chegará até ao mar do Norte]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-38-c-avanca-por-portugal-a-crista-africana-que-na-segunda-14-chegara-ate-ao-mar-do-norte.html</link><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 12:19:20 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nos próximos quatro dias assistir-se-á em Portugal continental a uma subida das temperaturas devido à crista africana, estando à vista máximas de até 38 ºC. O aviso amarelo de tempo quente já está em vigor para 13 distritos.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb6sf36"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb6sf36.jpg" id="xb6sf36"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Hoje - sexta-feira, 11 de setembro </strong>- já se notará um aquecimento mais significativo do estado do tempo em Portugal continental face à jornada de ontem, especialmente na metade norte do país, confirmando-se as previsões anteriormente avançadas pela Meteored que indicavam a possibilidade de temperaturas máximas já próximas ou a tocar os <strong>30 ºC em cidades como Braga, Vila Real ou Viseu</strong>.</p><h2>Saiba o que irá causar o tempo quente dos próximos dias em Portugal e boa parte da Europa</h2><p>A origem do episódio de calor previsto para os próximos dias e cujo pico será atingido entre domingo (13) e segunda-feira (14) estará na <strong>expansão da crista subtropical para norte</strong> - uma extensão alongada de uma região de altas pressões cada vez mais abrangente e robusta e que, aliada ao ar quente e seco procedente do Norte de África - <strong>provocará a subida das temperaturas, a estabilidade atmosférica</strong> e a manutenção do calor junto à superfície durante alguns dias.</p><p>Este episódio terá uma duração curta, <strong>prolongando-se essencialmente ao longo de 3/4 dias, entre sábado (12) e terça (15)</strong>, embora neste último dia já se observe uma tendência para a descida das temperaturas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-38-c-avanca-por-portugal-a-crista-africana-que-na-segunda-14-chegara-ate-ao-mar-do-norte-1789127679557.jpg" data-image="pwxitksju6vc"><figcaption>Embora não de forma tão intensa, a crista africana estender-se-á até latitudes tão a norte como o Mar do Norte, tal como se pode perceber neste mapa da temperatura e geopotencial a 850 hPa.</figcaption></figure><p><strong>Um dos aspetos mais interessantes do fenómeno</strong> que estará na origem deste episódio de tempo quente é que a <strong>‘crista africana’</strong> se expandirá para norte e nordeste desde o Atlântico próximo a Portugal continental, passando pela Península Ibérica, França e outros países da Europa Central e <strong>“esticando-se” para latitudes tão a norte como o Mar do Norte, região que alcançará já na segunda-feira (14)</strong>.</p><h2>Até 13 distritos sob aviso amarelo nos próximos dias e máximas de até 38 ºC</h2><p>Mas atenção: é já durante este <strong>fim de semana de 12 e 13 de setembro </strong>que se registará uma subida ainda mais significativa das temperaturas máximas, situação que já fez também com que o<strong> IPMA emitisse aviso amarelo de tempo quente</strong> para grande parte da nossa geografia. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-38-c-avanca-por-portugal-a-crista-africana-que-na-segunda-14-chegara-ate-ao-mar-do-norte-1789127920654.jpg" data-image="xy3q3mj5pt45"><figcaption>Os mapas de referência da Meteored estimam uma escalada dos registos térmicos para valores claramente acima da média climatológica para esta época do ano, com anomalias positivas de +8 a +9 ºC, iniciando-se em parte do país no sábado (12) e generalizando-se no domingo (13) e segunda-feira (14).</figcaption></figure><p><strong>No sábado (12)</strong> o aviso por previsão de persistência de valores elevados da temperatura máxima estará restrito somente ao Centro e Sul do país - exceto Algarve - abrangendo os distritos de <strong>Coimbra, Castelo Branco, Leiria, Lisboa, Santarém, Setúbal, Portalegre, Évora e Beja</strong>.</p><table><thead><tr><th>Capital de Distrito</th><th>Temperatura Máxima Sábado, 12 de setembro</th><th>Temperatura Máxima Domingo, 13 de setembro</th></tr></thead><tbody><tr><td>Viana do Castelo</td><td>25 ºC</td><td>28 ºC</td></tr><tr><td>Braga</td><td>32 ºC</td><td>33 ºC</td></tr><tr><td>Porto</td><td>30 ºC</td><td>31 ºC</td></tr><tr><td>Aveiro</td><td>29 ºC</td><td>30 ºC</td></tr><tr><td>Coimbra</td><td>30 ºC</td><td>33 ºC</td></tr><tr><td>Castelo Branco</td><td>33 ºC</td><td>34 ºC</td></tr><tr><td>Leiria</td><td>35 ºC</td><td>36 ºC</td></tr><tr><td>Lisboa</td><td>34 ºC</td><td>33 ºC</td></tr><tr><td>Setúbal</td><td>29 ºC</td><td>29 ºC</td></tr><tr><td>Santarém</td><td>35 ºC</td><td>35 ºC</td></tr><tr><td>Portalegre</td><td>34 ºC</td><td>35 ºC</td></tr><tr><td>Évora</td><td>35 ºC</td><td>36 ºC</td></tr><tr><td>Beja</td><td>35 ºC</td><td>36 ºC</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Fonte: Mapas da Meteored - ECMWF.</td></tr></tbody></table><p>Contudo, é para <strong>domingo, 13 de setembro que os mapas da Meteored preveem que os termómetros “deem um passo mais além”</strong>, estimando registos ainda mais elevados, com valores de máxima a rondar os 36 e 37 ºC, numa zona mais abrangente do país, <strong>podendo alguns locais do Centro e do Alentejo a alcançar os 38 ºC</strong>.</p><p>Aliás, o IPMA converge precisamente nesse cenário de intensificação do calor em termos espaciais indo de encontro ao que foi por nós antecipado: nesse dia 13 de setembro também os distritos do <strong>litoral Norte e Centro como Aveiro, Porto, Braga e Viana do Castelo estarão</strong> <strong>sob aviso amarelo, com um total de 13 distritos abrangidos</strong>, incluindo os 9 do dia anterior. A região do Algarve manter-se-á excluída dos avisos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-38-c-avanca-por-portugal-a-crista-africana-que-na-segunda-14-chegara-ate-ao-mar-do-norte-1789128300768.jpg" data-image="h9jdakffpydu"><figcaption>Ribatejo e Alentejo irão sobressair-se como as regiões mais quentes de Portugal continental no próximo domingo, 13 de setembro.</figcaption></figure><p>Ainda para domingo (13), sem ser no que diz respeito às capitais de distrito, sobressaem inúmeras localidades, povoações e aldeias, onde as máximas roçarão os 36 e 37 ºC, tais como Anadia, Pombal, Tomar, Abrantes, Mora, Moura, Serpa e Odemira. <strong>Coruche e Ponte de Sor estarão entre as localidades mais quentes do país nesse dia, estando à vista a possibilidade de serem atingidos até 38 ºC </strong>de temperatura máxima.</p><h2>Distribuição térmica curiosa à vista para a Região Norte no próximo domingo, 13 de setembro</h2><p><strong>É contudo a norte do rio Douro</strong>, em plena região Norte, que se destaca o fenómeno mais interessante deste curto episódio de calor e que também ajuda a <strong>justificar geograficamente a distribuição dos avisos amarelos de tempo quente</strong>.</p><p>Isto porque <strong>algumas zonas do litoral e do oeste da Região Norte</strong>, habitualmente mais influenciadas pela proximidade ao Atlântico, poderão apresentar <strong>temperaturas superiores às de várias zonas do interior</strong>, devido à trajetória e às características da massa de ar quente e seca, e sobretudo, ao domínio de um fluxo de leste.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788002" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-indica-o-proximo-pico-de-calor-temperaturas-ficarao-perto-dos-40-c-entre-domingo-e-segunda.html" title="Joana Campos indica o próximo pico de calor: 'temperaturas ficarão perto dos 40 ºC entre domingo e segunda'">Joana Campos indica o próximo pico de calor: "temperaturas ficarão perto dos 40 ºC entre domingo e segunda"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-indica-o-proximo-pico-de-calor-temperaturas-ficarao-perto-dos-40-c-entre-domingo-e-segunda.html" title="Joana Campos indica o próximo pico de calor: 'temperaturas ficarão perto dos 40 ºC entre domingo e segunda'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/joana-campos-indica-o-proximo-pico-de-calor-temperaturas-ficarao-perto-dos-40-c-entre-domingo-e-segunda-1789038240535_320.png" alt="Joana Campos indica o próximo pico de calor: 'temperaturas ficarão perto dos 40 ºC entre domingo e segunda'"></a></article></aside><p>No Norte do país, o relevo montanhoso (Barreira de Condensação) poderá desempenhar um papel importante, pois <strong>o ar vindo de leste que atravessar as áreas montanhosas e descer em direção às zonas ocidentais, poderá sofrer subsidência e aquecimento adiabático</strong><strong>, contribuindo para acentuar as temperaturas nas zonas a oeste</strong> da barreira montanhosa.</p><p>Deste modo, será possível observar uma discrepância pouco habitual entre localidades como <strong>Felgueiras e Paredes, com 33 e 34 ºC</strong>, e outras do interior Norte como <strong>Macedo de Cavaleiros e Mirandela, ambas com cerca de 31 ºC</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-38-c-avanca-por-portugal-a-crista-africana-que-na-segunda-14-chegara-ate-ao-mar-do-norte.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Monsaraz prepara-se para receber missão análoga a Marte ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/monsaraz-prepara-se-para-receber-a-missao-analoga-a-marte.html</link><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 07:39:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A simulação espacial AMADEE‑27 reunirá cientistas, astronautas análogos e tecnologia avançada para testar operações, robótica e vida em isolamento num cenário inspirado no planeta vermelho.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/monsaraz-prepara-se-para-receber-a-missao-analoga-a-marte-1788202711054.jpg" data-image="6co18p60wnin" alt="Vila de Monsaraz, Alentejo" title="Vila de Monsaraz, Alentejo"><figcaption>Monsaraz, a vila medieval do Alto Alentejo, acolherá a missão AMADEE 27 em 2027. Foto: Município de Reguengos de Monsaraz</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Em abril de 2027, a paisagem alentejana de <strong>Monsaraz</strong> e a zona do <strong>Alqueva</strong> vão transformar-se num dos mais avançados laboratórios de exploração espacial do mundo. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Durante duas semanas, seis astronautas análogos vão viver isolados num habitat fechado, vestir fatos espaciais de última geração e testar tecnologias e procedimentos concebidos para futuras missões humanas a Marte. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A missão, denominada <strong>AMADEE‑27</strong>, é organizada pelo <strong>Fórum Espacial Austríaco (OeWF)</strong> e representa um novo passo na afirmação de Portugal como palco privilegiado para simulações planetárias.</p><h2>Por que razão Portugal foi escolhido?</h2><p>As missões análogas procuram recriar, na Terra, condições operacionais semelhantes às que os astronautas irão enfrentar noutros planetas. No caso da AMADEE‑27, o objetivo é simular uma <strong>missão humano‑robótica a Marte</strong>, testando tecnologias, procedimentos científicos, sistemas de suporte de vida e a interação entre humanos e robôs num ambiente controlado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/monsaraz-prepara-se-para-receber-a-missao-analoga-a-marte-1788202861201.jpg" data-image="0ru1gzk4mecd" alt="Missão AMADEE 27, em Monsaraz" title="Missão AMADEE 27, em Monsaraz"><figcaption>Monsaraz foi selecionada para a missão AMADEE 27 pelas suas condições geológicas semelhantes às de Marte. Foto: OeWF</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A escolha de Monsaraz não foi casual. A região apresenta características geológicas comparáveis às de Marte, com solos ricos em minerais específicos e uma morfologia que facilita a simulação de terrenos marcianos. </p><p>A proximidade do O<strong>bservatório do Lago Alqueva</strong>, que assegura suporte científico e logístico, aliada ao envolvimento do INESC TEC, revelou-se decisiva. Portugal reúne, adicionalmente, excelentes condições geopolíticas e de segurança que viabilizam a operação — fator fundamental para missões que exigem a mobilização de equipas internacionais e o transporte de equipamentos sensíveis.</p><h2>Como será organizada a missão?</h2><p>O centro da operação será o <strong>Monsaraz Analog Research Station</strong>, um habitat modular fechado instalado num terreno adjacente ao OLA. É ali que os seis astronautas análogos vão viver em isolamento entre <strong>5 e 18 de abril de 2027</strong>, seguindo protocolos rigorosos que simulam uma missão real.</p><p>A missão divide-se em três grandes pilares:</p><p><strong>1. Fator humano</strong></p><p>Os astronautas vão testar a <strong>resistência física e psicológica</strong> em condições semelhantes às de Marte: temperaturas elevadas dentro dos fatos, carga física intensa, isolamento prolongado e gestão de conflitos em ambiente fechado. Serão monitorizados parâmetros como ritmo cardíaco, temperatura corporal e stress, dados essenciais para o desenvolvimento de futuros fatos espaciais e protocolos de saúde.</p><p><strong>2. Robótica e operações remotas</strong></p><p>A missão vai testar a <strong>colaboração entre humanos e robôs</strong>, incluindo rovers autónomos. Um dos desafios centrais é simular o <strong>lapso de tempo</strong> real entre Marte e a Terra – de 4 a 20 minutos por cada comando. Todas as operações serão, por isso, coordenadas a partir do <strong>Centro de Suporte à Missão do OeWF, na Áustria</strong>, recriando os constrangimentos de comunicação de uma missão interplanetária.</p><p><strong>3. Habitat e sistemas de suporte de vida</strong></p><p>Serão testados <strong>sistemas avançados</strong> de biorregeneração, modelos de nutrição sustentável e tecnologias que permitam missões de longa duração. O intuito é perceber como os astronautas se adaptam a viver num ambiente fechado e autónomo.</p><p>No terreno, uma equipa técnica liderada pelo <strong>INESC TEC</strong> e pelo Núcleo Interactivo de Astronomia <strong>(NUCLIO)</strong> assegurará a logística e a segurança, sem interferir na simulação.</p><h2>Como será selecionada a tripulação?</h2><p>O OeWF concluiu recentemente o treino de uma <strong>nova classe de astronautas</strong> análogos. Os candidatos foram selecionados no início do ano e passaram por <strong>formação intensiva</strong> em operações espaciais, protocolos científicos e uso de fatos espaciais simulados. Estão agora certificados e aptos a integrar missões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/monsaraz-prepara-se-para-receber-a-missao-analoga-a-marte-1788203045862.jpg" data-image="7r3yxugyynvs" alt="Missão analóga a Marte realizada em Israel" title="Missão analóga a Marte realizada em Israel"><figcaption>Missões análogas testam tecnologias, procedimentos e a resistência humana em ambientes terrestres que simulam desafios operacionais de futuras explorações planetárias. Foto: © OeWF (Florian Voggeneder)</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A tripulação final da AMADEE‑27, no entanto, não está ainda fechada. A equipa será composta por uma combinação de <strong>astronautas experientes</strong> e os novos elementos desta classe recém-treinada. A seleção terá em conta competências técnicas, capacidade de trabalho em equipa, resistência psicológica e aptidão física.</p><h2>Como o público poderá acompanhar a missão?</h2><p>Apesar do isolamento rigoroso exigido pela simulação, a população poderá acompanhar a AMADEE‑27 de forma muito próxima. O <strong>Observatório do Lago Alqueva</strong> será a principal ponte entre a missão e a comunidade, organizando sessões públicas, palestras e atividades de observação astronómica que permitem compreender o trabalho científico realizado no terreno. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O NUCLIO desenvolverá programas educativos dirigidos a escolas, oferecendo a oportunidade de interagir com investigadores e propor pequenas experiências científicas que poderão ser integradas na missão.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Além disso, o<strong> Fórum</strong><strong> Espacial </strong><strong>Austríaco </strong>fará transmissões digitais diárias, disponibilizando vídeos, relatórios e imagens das operações, incluindo saídas de campo com fatos espaciais, recolha de amostras e testes com rovers autónomos. Desta forma, mesmo sem acesso direto à zona de simulação, o público poderá acompanhar o desenrolar da missão.</p><h2>Portugal no mapa das missões análogas </h2><p>A AMADEE‑27 não é a primeira missão análoga realizada em Portugal. Insere-se, aliás, numa trajetória crescente que tem colocado o país no radar internacional da exploração espacial. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783354" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-simples-fungo-pode-ajudar-a-construir-uma-base-em-marte-a-ciencia-portuguesa-acredita-que-sim.html" title="Um simples fungo pode ajudar a construir uma base em Marte? A ciência portuguesa acredita que sim">Um simples fungo pode ajudar a construir uma base em Marte? A ciência portuguesa acredita que sim</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-simples-fungo-pode-ajudar-a-construir-uma-base-em-marte-a-ciencia-portuguesa-acredita-que-sim.html" title="Um simples fungo pode ajudar a construir uma base em Marte? A ciência portuguesa acredita que sim"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/um-simples-fungo-pode-ajudar-a-construir-uma-base-em-marte-a-ciencia-portuguesa-acredita-que-sim-1786532940282_320.jpg" alt="Um simples fungo pode ajudar a construir uma base em Marte? A ciência portuguesa acredita que sim"></a></article></aside><p>Em 2023, os Açores receberam a <strong>Missão CAMões</strong>, realizada na Gruta do Natal, na Ilha Terceira. O ambiente subterrâneo dos tubos de lava ofereceu condições ideais para simular os abrigos onde astronautas poderão viver na Lua ou em Marte, e a operação contou com forte participação de universidades portuguesas e do INESC TEC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/monsaraz-prepara-se-para-receber-a-missao-analoga-a-marte-1788203212419.jpg" data-image="8s0qwyore9fg" alt="Rover" title="Rover"><figcaption>As missões análogas testam a coordenação entre astronautas e robôs, simulando operações remotas com atrasos de comunicação e tarefas complexas em ambientes extremos. Foto: © OeWF (Florian Voggeneder)</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Dois anos depois, em 2025, Monsaraz acolheu a <strong>Monsaraz Mars Analog Mission</strong>, a primeira missão análoga em habitat fechado realizada em Portugal. Decorreu na mesma área exterior do Observatório do Lago Alqueva, onde agora se prepara a AMADEE‑27, e reuniu cinco astronautas – três portugueses e dois internacionais – para testar tecnologias de suporte de vida e de resistência humana em isolamento.</p><p>Em 2026, o <strong>Alqueva</strong> recebeu ainda uma simulação mais curta, de <strong>carácter pedagógico</strong>, dedicada a estudantes de Portugal, Grécia e Áustria, reforçando a dimensão educativa e de literacia científica associada a estas iniciativas.</p><h2>Impacto para o ecossistema científico e económico português </h2><p>A realização destas missões pode ter <strong>efeitos profundos</strong> no ecossistema científico, académico e económico português. Do ponto de vista da <strong>ciência e tecnologia</strong>, representam uma oportunidade para impulsionar investigação em áreas como robótica, geologia planetária, sistemas de suporte de vida, engenharia espacial e desenvolvimento de novos materiais. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781457" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/ciencia-portuguesa-descobre-uma-nova-forma-de-ler-marte-e-ajuda-a-preparar-futuras-missoes-humanas.html" title="Ciência portuguesa descobre uma nova forma de ler Marte e ajuda a preparar futuras missões humanas">Ciência portuguesa descobre uma nova forma de ler Marte e ajuda a preparar futuras missões humanas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/ciencia-portuguesa-descobre-uma-nova-forma-de-ler-marte-e-ajuda-a-preparar-futuras-missoes-humanas.html" title="Ciência portuguesa descobre uma nova forma de ler Marte e ajuda a preparar futuras missões humanas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ciencia-portuguesa-descobre-uma-nova-forma-de-ler-marte-e-ajuda-a-preparar-futuras-missoes-humanas-1785503968142_320.jpg" alt="Ciência portuguesa descobre uma nova forma de ler Marte e ajuda a preparar futuras missões humanas"></a></article></aside><p>No <strong>plano académico</strong>, envolvem universidades e centros de investigação em projetos internacionais de elevada complexidade, criando oportunidades de formação avançada e atraindo talento jovem para áreas STEM.</p><p>O impacto pode estender-se igualmente à <strong>economia</strong> e à <strong>indústria</strong>, estimulando empresas tecnológicas, serviços especializados, turismo científico e a criação de novos produtos e soluções com potencial de exportação. Estas missões têm, por fim, um efeito direto na <strong>formação</strong> e <strong>educação</strong>, inspirando estudantes, reforçando a literacia científica e aproximando a exploração espacial das comunidades locais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/monsaraz-prepara-se-para-receber-a-missao-analoga-a-marte-1788203324701.jpg" data-image="mpwkr2lpw3vz" alt="Missão analóga a Marte em Marrocos" title="Missão analóga a Marte em Marrocos"><figcaption>O Fórum Espacial Austríaco (OeWF) já organizou 15 missões análogas de campo desde o início do seu programa de simulação planetária em 2006. Foto: © OeWF (Katja Zanella-Kux)</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp" style="visibility: visible !important; display: contents; --rem: 16;"></superhuman-go-underlines></figure><p>Portugal, nos últimos anos, tem-se posicionado, assim, como um <strong>destino estratégico</strong> para missões análogas, combinando condições naturais únicas com capacidade científica crescente.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="INESC%20TEC" data-year="" data-title="INESC%20TEC%20apoia%20segunda%20miss%C3%A3o%20espacial%20an%C3%A1loga%20em%20habitat%20em%20Portugal" data-url="https%3A%2F%2Fwww.inesctec.pt%2Fpt%2Fnoticias%2Finesc-tec-apoia-segunda-missao-espacial-analoga-em-habitat-em-portugal">INESC TEC. <a href="https://www.inesctec.pt/pt/noticias/inesc-tec-apoia-segunda-missao-espacial-analoga-em-habitat-em-portugal" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">INESC TEC apoia segunda missão espacial análoga em habitat em Portugal</a>.</cite><br><cite data-author="F%C3%B3rum%20Espacial%20Austr%C3%ADaco" data-year="" data-title="AMADEE-27%20Mars%20Simulation" data-url="https%3A%2F%2Foewf.org%2Fen%2Famadee-27%2F">Fórum Espacial Austríaco. <a href="https://oewf.org/en/amadee-27/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">AMADEE-27 Mars Simulation</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/monsaraz-prepara-se-para-receber-a-missao-analoga-a-marte.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Primeiras chuvas de setembro: o que fazer na horta antes que o solo encharque]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/primeiras-chuvas-de-setembro-o-que-fazer-na-horta-antes-que-o-solo-encharque.html</link><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 06:25:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Depois de um verão inteiro sem chover, a primeira chuvada raramente é a bênção que parece. Grande parte da água escorre à superfície e leva consigo a melhor camada da terra.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/primeiras-chuvas-de-setembro-o-que-fazer-na-horta-antes-que-o-solo-encharque-1788515901789.jpeg" data-image="v3mbhme2c6jx"><figcaption>A chuva nas primeiras fases de desenvolvimento das plantas pode ser prejudicial cada seja demasiado intensa.</figcaption></figure><p>Chega o aviso de chuva e é natural sentir alívio. Fim das regas diárias, o depósito a encher, a terra a beber. Só que <strong>uma terra que passou três meses ao sol não recebe água como uma terra húmida</strong>.</p><p>Nos primeiros minutos, boa parte do que cai não entra. Corre à superfície, junta-se nos caminhos e vai-se embora,<strong> levando consigo a camada mais fértil do canteiro</strong>.</p><h2>Uma terra seca repele a água</h2><p>Parece contraditório, mas é assim que funciona. Um solo muito seco, sobretudo com matéria orgânica, <strong>torna-se temporariamente resistente à entrada de água</strong>, e as gotas ficam à superfície em vez de penetrarem.</p><div class="texto-destacado"> Escoamento superficial- É a água da chuva que corre à superfície em vez de infiltrar no solo. Acontece quando a intensidade da chuva é maior do que a capacidade de absorção da terra, o que é comum em solos secos, compactados ou descobertos. Além de água perdida, arrasta as partículas mais finas e a matéria orgânica.</div><p>Junte-se a isto o facto de que as chuvas de setembro são frequentemente de trovoada, com <strong>muita água em pouco tempo</strong>, e percebe-se o problema. Vinte milímetros em vinte minutos aproveitam-se muito pior do que vinte milímetros ao longo de uma tarde.</p><h2>O que fazer nos dias antes</h2><p>A boa notícia é que quase tudo se resolve com trabalho feito antes da chuva chegar, e nada disto exige material comprado.<strong> Na tabela abaixo</strong> consegue analisar quais as principais tarefas a fazer durante o mês de setembro, especialmente antes das primeiras chuvas.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Tarefa</p></th><th scope="col"><p>Porquê</p></th><th scope="col"><p>Quando fazer</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Descompactar a superfície</p></td><td><p>Abre caminho à infiltração</p></td><td><p>Dias antes, com solo seco</p></td></tr><tr><td><p>Cobrir o solo com palha</p></td><td><p>Amortece o impacto das gotas</p></td><td><p>Antes da primeira chuvada</p></td></tr><tr><td><p>Abrir valetas de escoamento</p></td><td><p>Conduz o excesso sem arrastar terra</p></td><td><p>Antes, em terrenos inclinados</p></td></tr><tr><td><p>Limpar caleiras e depósitos</p></td><td><p>Aproveita a água que cai no telhado</p></td><td><p>Antes</p></td></tr><tr><td><p>Colher o que está maduro</p></td><td><p>Frutos rachados e podridões</p></td><td><p>Véspera</p></td></tr><tr><td><p>Arrancar tutores frágeis</p></td><td><p>Vento das trovoadas derruba plantas</p></td><td><p>Antes</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Principais tarefas a fazer durante o mês de setembro especialmente antes das primeiras chuvas. Fonte: elaboração própria</td></tr></tbody></table><p>A descompactação merece uma explicação. Não se trata de cavar fundo, que nesta altura seria contraproducente. Basta passar um sacho ou um ancinho pela superfície, quebrando a crosta que se formou ao longo do verão. <strong>Um solo com a superfície aberta absorve muito mais nos primeiros minutos de chuva</strong>.</p><h2>O solo descoberto é o que mais perde</h2><p>Aqui está a parte que faz mais diferença a longo prazo e que quase ninguém liga à chuva.</p><p>Quando uma gota cai numa terra nua, o impacto desfaz os agregados do solo e as partículas finas soltam-se. Depois, ao secar, forma-se uma crosta dura que impede a infiltração das chuvas seguintes. <strong>É um ciclo que se agrava sozinho</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Uma camada de palha não serve só para guardar humidade. Serve para a gota bater na palha em vez de bater na terra.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Uma cobertura de cinco centímetros de palha, folhas ou aparas de relva seca resolve isto</strong>. E se tiver espaço vazio que não vá usar até à primavera, uma sementeira de adubo verde faz o mesmo trabalho com raízes, que é ainda melhor, porque mantêm o solo agarrado.</p><h2>Depois da chuva, o cuidado muda</h2><p>Passada a chuvada, há duas regras que poupam muitos problemas.</p><p>A primeira é não pisar a terra molhada. Um solo saturado é uma esponja cheia,<strong> e o peso de quem caminha nele esmaga os espaços de ar e destrói a estrutura</strong>. Aquilo que se compacta numa tarde de trabalho em terreno encharcado leva meses a recuperar. Espere que a terra esteja maneável, ou seja, que não cole à enxada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/primeiras-chuvas-de-setembro-o-que-fazer-na-horta-antes-que-o-solo-encharque-1788515980348.jpeg" data-image="jmn09nvmtoml"><figcaption>Quando o solo tem dificuldade em escoar o excesso de água que cai na horta é um sinal de que a drenagem tem de ser melhorada</figcaption></figure><p>A segunda é vigiar as culturas ainda em produção. Depois de semanas de sede, <strong>um tomateiro que recebe muita água de repente racha os frutos, e as folhas molhadas durante horas abrem a porta a doenças</strong>. Se tiver frutos quase maduros, colha-os antes.</p><h2>Aproveitar em vez de deixar correr</h2><p><strong>Um telhado de cinquenta metros quadrados que recebe vinte milímetros de chuva rende mil litros de água</strong>. É água que, na maior parte das casas, vai simplesmente para o esgoto.</p><p>Não precisa de instalação complicada. <strong>Um bidão ligado a uma caleira, com uma rede na entrada para travar folhas e uma tampa para não criar mosquitos</strong>, é suficiente para regar uma horta pequena durante semanas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784734" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/voce-consegue-sentir-o-cheiro-da-chuva-antes-dela-cair-eis-a-ciencia-por-tras-disso.html" title="Consegue sentir o cheiro da chuva antes dela cair? Eis a ciência por trás disso">Consegue sentir o cheiro da chuva antes dela cair? Eis a ciência por trás disso</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/voce-consegue-sentir-o-cheiro-da-chuva-antes-dela-cair-eis-a-ciencia-por-tras-disso.html" title="Consegue sentir o cheiro da chuva antes dela cair? Eis a ciência por trás disso"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/si-puo-sentire-l-odore-della-pioggia-prima-che-cade-ecco-la-spiegazione-della-scienza-1785493581567_320.jpg" alt="Consegue sentir o cheiro da chuva antes dela cair? Eis a ciência por trás disso"></a></article></aside><p>Antes de tudo isto, veja dois valores na previsão da sua zona: a<strong> precipitação acumulada em milímetros e a probabilidade</strong>. E lembre-se de que não são a mesma coisa. Oitenta por cento de probabilidade pode significar dois milímetros, uma chuva que praticamente não conta. É o acumulado que diz se vale a pena preparar o terreno ou não.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/primeiras-chuvas-de-setembro-o-que-fazer-na-horta-antes-que-o-solo-encharque.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Crânio revela que tigre da Tasmânia era muito diferente dos lobos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cranio-revela-que-tigre-da-tasmania-era-muito-diferente-dos-lobos.html</link><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Nova análise mostra que o tilacino possuía adaptações únicas para capturar pequenas presas e reforça que o animal não era simplesmente uma versão marsupial dos grandes predadores europeus.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cranio-revela-que-tigre-da-tasmania-era-muito-diferente-dos-lobos-1788712844773.jpg" data-image="k4wl7awskplu" alt="Análises de crânios mostram que os tilacinos eram mais parecidos com cangurus do que com lobos Popperfoto/Getty Images via CNN Newsource" title="Análises de crânios mostram que os tilacinos eram mais parecidos com cangurus do que com lobos Popperfoto/Getty Images via CNN Newsource"><figcaption>Análises de crânios mostram que os tilacinos eram mais parecidos com cangurus do que com lobos. Crédito: Popperfoto/Getty Images via CNN Newsource</figcaption></figure><p>Caçadores exterminaram os <strong>tilacinos</strong>, conhecidos como <strong>tigres da Tasmânia</strong>, na Austrália há quase um século. Agora, uma nova análise de seus crânios revela que <strong>esses animais eram muito diferentes dos lobos </strong>com os quais foram comparados durante décadas.</p><p>A semelhança física com os lobos contribuiu para a criação de um<strong> mito entre colonizadores britânicos na Tasmânia</strong>.<strong> </strong>Por parecerem grandes predadores, os tilacinos foram considerados uma ameaça ao gado e passaram a ser perseguidos, embora estudos indiquem que a sua anatomia era mais adequada à captura de animais pequenos.</p><p>Segundo uma investigação publicada na revista <em>Nature Communications</em>, características do crânio e da mandíbula sugerem que<strong> os tilacinos tinham adaptações especializadas</strong> para caçar presas como coelhos, bandicoots e outros pequenos marsupiais. O resultado ajuda a explicar porque é que a espécie provavelmente não representava a ameaça ao rebanho que lhe foi atribuída.</p><h2>Crânio grande escondia uma anatomia incomum</h2><p>A principal autora do estudo, Vera Weisbecker, professora de biologia evolutiva da Universidade Flinders, percebeu durante uma análise que os crânios dos tilacinos apresentavam<strong> dimensões surpreendentemente grandes</strong>. A princípio, ela chegou a suspeitar que houvesse algum erro nas medições.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cranio-revela-que-tigre-da-tasmania-era-muito-diferente-dos-lobos-1788712994183.jpg" data-image="fieaiw22pvig" alt="Um crânio de tigre-da-Tasmânia - Colossal Biosciences" title="Um crânio de tigre-da-Tasmânia - Colossal Biosciences"><figcaption>Um crânio de tigre-da-Tasmânia. Crédito: Colossal Biosciences</figcaption></figure><p>Os investigadores compararam crânios de tilacinos, raposas e lobos e descobriram que, apesar do seu tamanho, <strong>a estrutura do animal não correspondia à de um grande predador</strong>.<strong> </strong>O focinho era longo e fino, mais próximo do formato observado em raposas e chacais do que do focinho robusto de um lobo-cinzento.</p><p>Outro estudo, realizado em 2020, já tinha indicado que<strong> os tilacinos eram menores do que se imaginava anteriormente</strong>. A estimativa média passou de cerca de 29,5 quilos para aproximadamente 17 quilos, colocando os animais mais próximos do porte de grandes coiotes do que de lobos.</p><p>A combinação entre um crânio grande, mandíbula superior alongada e focinho comprido teria permitido ao tilacino realizar <strong>mordidas rápidas e poderosas</strong>.<strong> </strong>De acordo com os investigadores, o tamanho do crânio ajudava a suportar as forças geradas durante esses movimentos.</p><h2>Espécie extinta aparenta mais semelhanças com crocodilos</h2><p>Ao comparar a alimentação dos tilacinos com a de mamíferos predadores atuais, os cientistas não encontraram um equivalente direto. Algumas características, porém, apresentavam <strong>semelhanças funcionais com animais que capturam presas na água, como determinados crocodilos</strong>.</p><div class="texto-destacado">Para Love Dalén, professor de genómica evolutiva da Universidade de Estocolmo, a descoberta mostra como animais podem apresentar aparência semelhante e, ainda assim, possuir estratégias de sobrevivência completamente diferentes. No caso do tilacino, a anatomia aponta para um caçador especializado em presas menores e ágeis.</div><p><strong>O último tilacino conhecido morreu em cativeiro, em 1936</strong>, no Zoológico de Beaumaris, na Tasmânia. A espécie já tinha desaparecido de outras regiões da Austrália cerca de 2 mil anos antes e sobreviveu exclusivamente na ilha até à sua extinção.</p><h2> Desextinção pode ajudar perda de biodiversidade australiana</h2><p>Atualmente, <strong>o animal ocupa um papel central em estudos de “desextinção”</strong>. O professor Andrew Pask, da Universidade de Melbourne, trabalha com a empresa de biotecnologia Colossal Biosciences em técnicas que combinam genética, ADN antigo e reprodução artificial para tentar recriar características do tilacino.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783350" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tigre-siberiano-e-solto-na-natureza-no-cazaquistao-quase-80-anos-apos-extincao.html" title="Tigre-siberiano é solto na natureza no Cazaquistão quase 80 anos após extinção">Tigre-siberiano é solto na natureza no Cazaquistão quase 80 anos após extinção</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tigre-siberiano-e-solto-na-natureza-no-cazaquistao-quase-80-anos-apos-extincao.html" title="Tigre-siberiano é solto na natureza no Cazaquistão quase 80 anos após extinção"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tigre-siberiano-e-solto-na-natureza-no-cazaquistao-quase-80-anos-apos-extincao-1786286424049_320.jpg" alt="Tigre-siberiano é solto na natureza no Cazaquistão quase 80 anos após extinção"></a></article></aside><p>Para Weisbecker, entretanto, o maior valor desses esforços pode estar no conhecimento produzido durante o processo. Os estudos podem <strong>ampliar a compreensão sobre a genética da conservação e reprodução</strong>, além de chamar atenção para a perda de biodiversidade na Austrália, país que enfrenta uma grave ameaça às espécies de marsupiais.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="R7" data-year="2026" data-title="Cr%C3%A2nio%20do%20tigre%20da%20Tasm%C3%A2nia%20mostra%20que%20ele%20era%20diferente%20de%20qualquer%20mam%C3%ADfero%20vivo" data-url="https%3A%2F%2Fnoticias.r7.com%2Finternacional%2Fcranio-do-tigre-da-tasmania-mostra-que-ele-era-diferente-de-qualquer-mamifero-vivo-06092026%2F">R7. (2026). <a href="https://noticias.r7.com/internacional/cranio-do-tigre-da-tasmania-mostra-que-ele-era-diferente-de-qualquer-mamifero-vivo-06092026/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Crânio do tigre da Tasmânia mostra que ele era diferente de qualquer mamífero vivo</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cranio-revela-que-tigre-da-tasmania-era-muito-diferente-dos-lobos.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como uma descoberta na Universidade de Coimbra pode reescrever a anatomia]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-uma-descoberta-na-universidade-de-coimbra-pode-reescrever-a-anatomia.html</link><pubDate>Thu, 10 Sep 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma investigação pioneira levada a cabo pelo MIA-Portugal, da Universidade de Coimbra, e publicada na revista Cell, desvenda o papel ativo dos vasos linfáticos na regeneração dos ossos. Poderá desencadear novas abordagens terapêuticas para as doenças associadas ao envelhecimento.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-uma-descoberta-na-universidade-de-coimbra-pode-reescrever-a-anatomia-1789043141951.jpg" data-image="yvb0mlqbvg78"><figcaption>Corte transversal de tecido ósseo obtido por microscopia de fluorescência, mostrando a separação entre o osso cortical (camada exterior) e a medula óssea, onde a equipa mapeou os vasos linfáticos. Imagem: MIA-Portugal</figcaption></figure><p>Há uma pergunta que tem intrigado a biologia há décadas… <strong>será que há vasos linfáticos no interior dos ossos? </strong>Agora, uma equipa de cientistas da Universidade de Coimbra apresenta uma resposta que pode obrigar a reescrever os livros de anatomia.</p><p>Num estudo publicado na prestigiante revista <strong><em>Cell</em></strong>, investigadores do<strong> Instituto Multidisciplinar do Envelhecimento da Universidade de Coimbra (MIA-Portugal)</strong>, demonstraram que o tecido ósseo humano e de roedores contém vasos linfáticos funcionais que desempenham um papel ativo na manutenção e regeneração do esqueleto.</p><h2>Uma nova peça no “puzzle” da regeneração óssea</h2><p>A descoberta, que teve à frente do projeto a investigadora <strong>Anjali Kusumbe</strong>, revela uma dimensão até agora pouco conhecida da biologia óssea. “A nossa investigação fornece <strong>evidências sólidas de que os vasos linfáticos são parte integrante do tecido ósseo e importantes reguladores da biologia esquelética, ao promoverem a manutenção de massa óssea e a reparação do osso”</strong>, realçou Kusumbe.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-uma-descoberta-na-universidade-de-coimbra-pode-reescrever-a-anatomia-1789043848166.jpg" data-image="mq9k0shbmwod"><figcaption>O estudo não constitui per se um novo tratamento dado que serão necessários mais trabalhos para determinar como estes mecanismos podem ser explorados clinicamente. Porém, verifica-se uma alteração fundamental no “puzzle” anatómico: o osso deixa de ser visto como uma peça isolada da rede linfática.</figcaption></figure><p>Para desvendar este mecanismo há muito disputado pela comunidade médica, a equipa analisou<strong> amostras de tecido ósseo humano e de roedores</strong> recorrendo à combinação de algumas das ferramentas mais avançadas da investigação biomédica, tais como <strong>transcriptómica espacial, sequenciação de RNA unicelular (single-cell) e técnicas de imagiologia de elevada resolução</strong>.</p><h2>Do laboratório para a medicina do futuro</h2><p>As implicações desta descoberta podem ser particularmente relevantes numa sociedade cada vez mais envelhecida. Caso se torne possível compreender e controlar estes mecanismos, a investigação poderá contribuir para o desenvolvimento de <strong>estratégias com o intuito de acelerar a consolidação de fraturas, reduzir processos inflamatórios crónicos nos ossos ou até mesmo combater doenças associadas à fragilidade do esqueleto</strong>, como a osteoporose.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="744903" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-dna-de-nossos-ancestrais-poderia-explicar-por-que-alguns-vivem-ate-os-100-anos-de-idade.html" title="O ADN dos nossos ancestrais pode explicar por que é que alguns vivem até aos 100 anos de idade">O ADN dos nossos ancestrais pode explicar por que é que alguns vivem até aos 100 anos de idade</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-dna-de-nossos-ancestrais-poderia-explicar-por-que-alguns-vivem-ate-os-100-anos-de-idade.html" title="O ADN dos nossos ancestrais pode explicar por que é que alguns vivem até aos 100 anos de idade"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-adn-de-nuestros-antepasados-podria-explicar-por-que-algunos-alcanzan-los-100-anos-1766065990556_320.jpg" alt="O ADN dos nossos ancestrais pode explicar por que é que alguns vivem até aos 100 anos de idade"></a></article></aside><p>Apoiado por fundos da Comissão Europeia, a investigação força agora a revisão dos modelos mundiais de vascularização esquelética e coloca <strong>Coimbra na vanguarda de uma descoberta que poderá abrir novas portas para compreender o nosso esqueleto à medida que envelhecemos </strong>e até mesmo, quem sabe, arranjar formas futuras de o proteger melhor.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Adelaide%20Cabral" data-year="2026" data-title="Cientistas%20de%20Coimbra%20descobrem%20vasos%20linf%C3%A1ticos%20nos%20ossos%20e%20reescrevem%20anatomia" data-url="https%3A%2F%2Fwww.dn.pt%2Fciencia%2Fcientistas-de-coimbra-descobrem-vasos-linfticos-nos-ossos-e-reescrevem-anatomia%23goog_rewarded">Adelaide Cabral. (2026). <a href="https://www.dn.pt/ciencia/cientistas-de-coimbra-descobrem-vasos-linfticos-nos-ossos-e-reescrevem-anatomia#goog_rewarded" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Cientistas de Coimbra descobrem vasos linfáticos nos ossos e reescrevem anatomia</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-uma-descoberta-na-universidade-de-coimbra-pode-reescrever-a-anatomia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Descoberta espacial: um sistema planetário com um planeta de lava e outro mundo que poderá vir a abrigar vida]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/descoberta-espacial-um-sistema-planetario-com-um-planeta-de-lava-e-outro-mundo-que-podera-vir-a-abrigar-vida.html</link><pubDate>Thu, 10 Sep 2026 15:29:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A 337 anos-luz de distância, uma estrela anã vermelha alberga dois planetas contrastantes: um extremamente quente e possivelmente coberto de lava, e outro mundo temperado, situado na zona habitável da sua estrela-anfitriã.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/hallazgo-espacial-un-sistema-planetario-con-un-planeta-de-lava-y-otro-donde-podria-haber-vida-1788487164924.jpg" data-image="3v3mr7ytem1x"><figcaption>Imagem artística do sistema planetário TOI-1752 e dos seus dois exoplanetas: o mundo de lava TOI-1752 b e o potencialmente habitável TOI-1752 c. Crédito: Alberto Peláez Torres (IAA-CSIC).</figcaption></figure><p><strong>A cerca de 337 anos-luz da Terra, a TOI-1752 alberga dois planetas confirmados</strong> por uma equipa do Observatório do Teide, um par que dificilmente poderia ser mais diferente. O sistema orbita uma anã vermelha do tipo M1, uma estrela mais pequena, mais fria e menos brilhante do que o nosso Sol.</p><p><strong>As anãs vermelhas são particularmente favoráveis para estas pesquisas</strong>, uma vez que os planetas pequenos podem bloquear uma fração relativamente grande da sua luz ao passarem à sua frente. Esta diminuição periódica do brilho, conhecida como trânsito, permite aos astrónomos calcular o período orbital de um planeta e estimar o seu tamanho.</p><p>O TESS, o telescópio espacial da NASA dedicado à descoberta de exoplanetas, detetou os dois sinais iniciais. No entanto, <strong>uma queda recorrente no brilho apenas identifica um candidato</strong>, uma vez que estrelas eclipsantes, objetos vizinhos ou erros instrumentais podem imitar o trânsito de um planeta.</p><div class="texto-destacado">O planeta interior, TOI-1752 b, mede 1,69 raios terrestres e demora apenas 0,935 dias a completar uma órbita. O TOI-1752 c, por sua vez, mede 2,29 raios terrestres e segue uma órbita mais ampla, com um ano equivalente a 32,7 dias terrestres, de acordo com a análise combinada.</div><p>Esta configuração torna o sistema um laboratório natural, com um mundo interior exposto a irradiação extrema, enquanto o planeta exterior recebe uma quantidade de energia compatível com condições temperadas. Comparar os dois planetas em torno da mesma estrela poderá <strong>ajudar os cientistas a compreender como a distância molda as superfícies e as atmosferas planetárias</strong>.</p><h2>Planetas tornam-se visíveis</h2><p>Para confirmar os candidatos, a equipa combinou os dados do TESS com observações de vários telescópios terrestres. Recorreu-se à <strong>fotometria multicolorida</strong> para determinar se as quedas de brilho mantinham a mesma intensidade em diferentes filtros, tal como seria de esperar durante um verdadeiro trânsito planetário.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hallazgo-espacial-un-sistema-planetario-con-un-planeta-de-lava-y-otro-donde-podria-haber-vida-1788487062068.png" data-image="unzctyn8i5xq"><figcaption>O TOI-1752 c é um exoplaneta semelhante a Neptuno que orbita uma estrela do tipo M. Tem uma massa 5,86 vezes superior à da Terra, demora 32,7 dias a completar uma órbita à volta da sua estrela e está localizado a 0,1614 UA desta. A sua descoberta foi anunciada em 2026. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>O MuSCAT2, instalado no Telescópio Carlos Sánchez, no Observatório do Teide, e o MuSCAT3, localizado no Havai, forneceram medições simultâneas em vários comprimentos de onda. Foram também utilizadas imagens de alta resolução para procurar <strong>estrelas próximas cuja luz pudesse contaminar o sinal e produzir um falso positivo</strong>.</p><p>O programa TRICERATOPS comparou cenários planetários com explicações alternativas, utilizando curvas de luz, dados do Gaia, imagens de alto contraste e modelos de populações estelares. <strong>As probabilidades de falsos positivos ficaram abaixo do limiar exigido</strong>, sem qualquer contribuição de fontes vizinhas conhecidas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781518" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-observatorio-europeu-do-sul-esta-a-pedir-que-se-limite-o-numero-de-satelites-em-orbita-pelo-interesse-da-astronomia.html" title="O Observatório Europeu do Sul está a pedir que se limite o número de satélites em órbita, pelo interesse da astronomia">O Observatório Europeu do Sul está a pedir que se limite o número de satélites em órbita, pelo interesse da astronomia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-observatorio-europeu-do-sul-esta-a-pedir-que-se-limite-o-numero-de-satelites-em-orbita-pelo-interesse-da-astronomia.html" title="O Observatório Europeu do Sul está a pedir que se limite o número de satélites em órbita, pelo interesse da astronomia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/l-observatoire-europeen-austral-demande-une-limite-de-satellites-en-orbite-pour-le-bien-de-l-astronomie-1783699296321_320.jpeg" alt="O Observatório Europeu do Sul está a pedir que se limite o número de satélites em órbita, pelo interesse da astronomia"></a></article></aside><p>Uma rede neural denominada WATSON-Net proporcionou uma verificação independente, embora, por si só, não fosse suficiente para validar ambos os objetos. A conclusão surgiu da combinação de várias evidências: <strong>sinais periódicos consistentes, observações de acompanhamento multicoloridas, a ausência de fontes de contaminação e uma probabilidade estatística muito baixa de se tratar de falsos alvos</strong>.</p><h3>Um mundo à beira do derretimento</h3><p>O TOI-1752 b orbita a apenas 0,016 unidades astronómicas da sua estrela, aproximadamente 4% da distância entre Mercúrio e o Sol. A sua temperatura de equilíbrio estimada atinge os <strong>1 036 Kelvin, o que é suficientemente elevado para o colocar perto do limiar a partir do qual certos tipos de rocha começam a derreter</strong>.</p><p>O termo <strong>"mundo de lava" </strong>descreve um cenário físico, não uma observação direta de oceanos incandescentes de rocha derretida. Os modelos indicam que o <strong>hemisfério diurno poderia conter rocha derretida</strong>, dependendo da sua composição, albedo e da eficiência com que o planeta redistribui o calor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hallazgo-espacial-un-sistema-planetario-con-un-planeta-de-lava-y-otro-donde-podria-haber-vida-1788487000414.png" data-image="ofidaavk35hk"><figcaption>O TOI-1752 b é um exoplaneta do tipo "super-Terra" que orbita uma estrela do tipo M. Tem uma massa equivalente a 3,51 vezes a da Terra, demora 0,9 dias a completar uma órbita em torno da sua estrela e encontra-se a 0,01624 UA desta. A sua descoberta foi anunciada em 2026. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>Dado o seu tamanho e a proximidade da sua estrela, é provável que seja rochoso e que tenha perdido qualquer atmosfera primordial. Mesmo assim, <strong>o magma poderia libertar gases do interior do planeta e sustentar uma atmosfera secundária continuamente reabastecida pela atividade superficial</strong>.</p><p>O estudo simulou observações com o Telescópio Espacial James Webb para distinguir entre superfícies nuas e atmosferas ricas em dióxido de carbono ou vapor de água. O sinal seria fraco, mas as observações de vários eclipses secundários poderiam revelar como <strong>o planeta emite calor, particularmente na região dos 15 micrómetros</strong>.</p><h3>Habitável não significa habitado</h3><p>O TOI-1752 c encontra-se dez vezes mais longe da estrela do que o seu companheiro, a 0,161 unidades astronómicas. <strong>A sua temperatura de equilíbrio ronda os 291 Kelvin, ou cerca de 18 graus Celsius</strong>, embora este valor idealizado não represente necessariamente a temperatura real da superfície do planeta.</p><p><strong>Estar localizado dentro da "zona habitável otimista"</strong> significa apenas que o planeta recebe uma quantidade de energia que, segundo alguns modelos atmosféricos, <strong>poderia ser compatível com a existência de água líquida</strong>. Não confirma a presença de oceanos ou de vida. Os cientistas ainda precisam de determinar a sua massa, composição, pressão atmosférica, cobertura de nuvens e resposta à radiação estelar.</p><p>O seu raio coloca-o na categoria dos "<strong>sub-Netuno", uma classe de planetas ausente do nosso sistema solar que pode incluir mundos rochosos, planetas ricos em água ou mundos envoltos em espessas camadas de gás</strong>. Se o gás dominar a sua composição, poderá nem sequer ter uma superfície sólida acessível onde a água se possa acumular.</p><p>A sua massa ainda não foi medida, embora o estudo a estime em cerca de 5,2 massas terrestres e proponha observações de velocidade radial para a determinar com maior precisão. Assim que a sua massa e atmosfera forem melhor compreendidas, poderá ser rigorosamente comparado com o K2-18 b, outro sub-Neptuno temperado que continua a alimentar o debate científico.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="A.%20Pel%C3%A1ez-Torres%2C%20et%20al" data-year="2026" data-title="A%20gem%20system%20with%20a%20lava%20world%20and%20a%20habitable%20zone%20sub-Neptune%20orbiting%20TOI%E2%80%931752" data-url="https%3A%2F%2Facademic.oup.com%2Fmnras%2Farticle%2F548%2F3%2Fstag713%2F8654593">A. Peláez-Torres, et al. (2026). <a href="https://academic.oup.com/mnras/article/548/3/stag713/8654593" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A gem system with a lava world and a habitable zone sub-Neptune orbiting TOI–1752</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/descoberta-espacial-um-sistema-planetario-com-um-planeta-de-lava-e-outro-mundo-que-podera-vir-a-abrigar-vida.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Jardins de retenção de águas pluviais: o que são e como ajudam a prevenir inundações nas cidades]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/jardins-de-retencao-de-aguas-pluviais-o-que-sao-e-como-ajudam-a-prevenir-inundacoes-nas-cidades.html</link><pubDate>Thu, 10 Sep 2026 14:15:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>As cidades estão à procura de soluções para combater as inundações causadas pelas chuvas torrenciais. Entre estas, os jardins pluviais — pequenos espaços verdes concebidos para recolher a água — aliviam a pressão sobre as redes de esgotos e reduzem o risco de inundações urbanas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/jardines-de-lluvia-que-son-y-como-ayudan-a-evitar-inundaciones-en-las-ciudades-1788903318128.jpg" data-image="3nxxgowt6j2l"><figcaption>Os jardins pluviais reduzem o risco de inundações urbanas e aliviam a pressão sobre o sistema de esgotos.</figcaption></figure><p>Tradicionalmente, a gestão da água da chuva nas cidades é feita através de uma <strong>rede complexa de esgotos, coletores e sistemas de drenagem</strong>. O problema surge quando as precipitações são demasiado intensas e a água atinge as condutas mais rapidamente do que estas conseguem escoá-la. No entanto, neste cenário, <strong>também a natureza pode tornar-se parte da solução</strong>.</p><p>Em particular, os chamados<strong> jardins de chuva</strong>, uma das ferramentas das infraestruturas verdes que estão a ganhar cada vez mais importância na luta contra as inundações urbanas. Trata-se de <strong>pequenas depressões verdes, criadas com várias camadas de solo, areia, cascalho e vegetação</strong>, que recebem a água proveniente de telhados, estradas ou superfícies pavimentadas e permitem que esta se infiltre progressivamente no solo.</p><p>É claro que não se destinam a substituir os sistemas de esgotos, mas a sua função pode ser complementar: <strong>retirar parte da água da chuva para que esta não chegue toda de uma vez à rede de drenagem</strong>.</p><h2>Como funciona um jardim de chuva?</h2><p>O mecanismo é simples. Durante um episódio de precipitação, <strong>a água é canalizada para uma zona ligeiramente mais baixa, onde as plantas e o substrato retardam o seu escoamento</strong>. Uma parte infiltra-se no solo, outra pode ser armazenada temporariamente e o excesso prossegue o seu percurso em direção ao sistema de drenagem.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Un'altra strategia per mitigare le alluvioni sono i giardini della pioggia, come mostra un esempio nella figura seguente (Fonte: Sustainable Design Network) <a href="https://t.co/rSyqK1N8pF">pic.twitter.com/rSyqK1N8pF</a></p>— Arturo Gleason E (@arturogleasone) <a href="https://x.com/arturogleasone/status/1939835187807797366?ref_src=twsrc%5Etfw">June 30, 2025</a></blockquote></figure><p>Para além de reduzir o volume do escoamento superficial, este processo permite filtrar determinados contaminantes que a água arrasta consigo ao escorrer pelas estradas e outras superfícies impermeáveis. Além disso, <strong>pode contribuir para a recarga das águas subterrâneas e para a criação de pequenos espaços de biodiversidad</strong><strong>e</strong> dentro da cidade.</p><p>A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) considera que estas infraestruturas verdes são capazes de reduzir o escoamento superficial, <strong>armazenar temporariamente a água e evitar que os sistemas de drenagem fiquem sobrecarregados</strong>, um aspeto útil em cidades onde as precipitações intensas podem exercer uma pressão crescente sobre as infraestruturas urbanas.</p><h2>Ottawa testa os jardins de chuva</h2><p>Uma investigação recente da Carleton University (Ottawa, Canadá), publicada na <em>The Conversation</em>, oferece um exemplo concreto da eficácia desta solução. <strong>O cenário do estudo foi o bairro de Crystal Beach, depois de a capital canadiana ter registado 167 l/m² de chuva em apenas cinco horas</strong>, durante um episódio que as autoridades locais classificaram como "extraordinário", com <strong>cerca de 5 800 relatos de inundações em caves</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/jardines-de-lluvia-que-son-y-como-ayudan-a-evitar-inundaciones-en-las-ciudades-1788905102386.jpg" data-image="rkavp5z69qxo"><figcaption>A água da faixa de rodagem é absorvida através das aberturas do lancil e graças à inclinação do asfalto.</figcaption></figure><p>Durante três anos, os investigadores desenvolveram um modelo informático do bairro <strong>e aproveitaram o episódio real de chuva para comparar vários cenários</strong>: sem jardins de chuva, com instalações em propriedades privadas, com jardins ao longo das ruas e com ambas as soluções combinadas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="754032" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/qual-e-o-segredo-da-cidade-de-setubal-para-ter-sido-poupada-destas-inundacoes.html" title="Qual é o segredo da cidade de Setúbal para ter sido poupada destas inundações?">Qual é o segredo da cidade de Setúbal para ter sido poupada destas inundações?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/qual-e-o-segredo-da-cidade-de-setubal-para-ter-sido-poupada-destas-inundacoes.html" title="Qual é o segredo da cidade de Setúbal para ter sido poupada destas inundações?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/qual-e-o-segredo-da-cidade-de-setubal-para-ter-sido-poupada-destas-inundacoes-1770997402028_320.jpg" alt="Qual é o segredo da cidade de Setúbal para ter sido poupada destas inundações?"></a></article></aside><p>Os resultados mostram que<strong> a localização pode ser ainda mais importante do que a área ocupada</strong>.</p><ul><li><strong>Sem jardins</strong>, a água chegou a cobrir 8,4 hectares do bairro, cerca de 12% de Crystal Beach.</li><li><strong>Os jardins situados exclusivamente em propriedades privadas</strong> reduziram a área alagada para 6,2 hectares.</li><li>Quando foram colocados ao <strong>longo das ruas</strong>, nas zonas para onde a água tende naturalmente a escorrer em declive, a área alagada diminuiu para cerca de dois hectares.</li><li>A <strong>combinação das duas estratégias</strong> permitiu reduzi-la para 1,2 hectares, <strong>86% menos do que no cenário inicial</strong>. A profundidade máxima da água também diminuiu, passando de cerca de 1,5 metros para pouco mais de um metro.</li></ul><h2>Menos água e menos velocidade</h2><p><strong>Um dos resultados mais significativos diz respeito ao perigo das inundações</strong>. O modelo considerou particularmente preocupante a água que corria a mais de 0,6 metros por segundo, uma velocidade capaz de derrubar uma pessoa ou deslocar um veículo.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">È così che vengono già progettati i marciapiedi in Canada, con giardini della pioggia associati:<a href="https://x.com/hashtag/Jard%C3%ADnesDeLluvia?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#JardínesDeLluvia</a> <a href="https://x.com/hashtag/UrbanismoSostenible?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#UrbanismoSostenibile</a> <a href="https://x.com/hashtag/InfraestructuraVerde?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#InfrastrutturaVerde</a> <a href="https://x.com/hashtag/Gesti%C3%B3nDelAgua?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#GestioneDellAcqua</a>. <a href="https://t.co/7ncOSQRJQe">pic.twitter.com/7ncOSQRJQe</a></p>— Los Árboles Mágicos ️, (by Oscar Gaitan) (@arboles_magicos) <a href="https://x.com/arboles_magicos/status/1289633879158951936?ref_src=twsrc%5Etfw">August 1, 2020</a></blockquote></figure><p>No cenário sem jardins, 1 095 metros quadrados atingiam este nível de perigo. Os jardins privados reduziram a superfície em cerca de um quinto, <strong>enquanto os jardins instalados ao longo das ruas conseguiram reduzi-la a zero no momento de maior inundação</strong>.</p><p>Além disso, quando ambos os tipos de jardins foram combinados, <strong>o volume total do escoamento superficial diminuiu 80%</strong> e o caudal máximo que a rede de canalização tinha de suportar reduziu-se quase para metade.</p><h2>Uma solução a ter muito em conta, mas que não é milagrosa</h2><p><strong>Os investigadores salientam que os jardins de chuva não eliminam completamente o risco de inundações</strong>. Mesmo com ambas as estratégias, uma área equivalente a mais de dois campos de futebol ficou submersa durante o episódio extremo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="707699" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-podemos-enfrentar-as-ondas-de-calor-e-as-cheias-e-inundacoes-o-que-podemos-fazer-agora-para-nos-adaptarmos.html" title="Como podemos enfrentar as ondas de calor, as cheias e inundações? O que podemos fazer agora para nos adaptarmos!">Como podemos enfrentar as ondas de calor, as cheias e inundações? O que podemos fazer agora para nos adaptarmos!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-podemos-enfrentar-as-ondas-de-calor-e-as-cheias-e-inundacoes-o-que-podemos-fazer-agora-para-nos-adaptarmos.html" title="Como podemos enfrentar as ondas de calor, as cheias e inundações? O que podemos fazer agora para nos adaptarmos!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-podemos-enfrentar-as-ondas-de-calor-e-as-cheias-e-inundacoes-o-que-podemos-fazer-agora-para-nos-adaptarmos-1745592968025_320.jpg" alt="Como podemos enfrentar as ondas de calor, as cheias e inundações? O que podemos fazer agora para nos adaptarmos!"></a></article></aside><p>Além disso, nem todos os resultados podem ser automaticamente aplicados a qualquer cidade. As características do terreno, <strong>a inclinação, a intensidade das precipitações e a conceção da rede de drenagem condicionam a sua eficácia</strong>.</p><p>Por esta razão, o futuro da <strong>gestão sustentável das águas pluviais</strong> não parece consistir em escolher entre condutas e natureza, mas sim em combinar ambas. As infraestruturas tradicionais continuam a ser necessárias para transportar a água, mas os jardins de chuva<strong> podem garantir que uma parte significativa desta nem sequer chegue à rede, tudo ao mesmo tempo</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Jennifer%20Drake%20y%20Ali%20Zoghi" data-year="2026" data-title="How cities can use rain gardens to help prevent flooding" data-url="https%3A%2F%2Ftheconversation.com%2Fhow-cities-can-use-rain-gardens-to-help-prevent-flooding-288770">Jennifer Drake e Ali Zoghi. (2026). <a href="https://theconversation.com/how-cities-can-use-rain-gardens-to-help-prevent-flooding-288770" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">How cities can use rain gardens to help prevent flooding</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/jardins-de-retencao-de-aguas-pluviais-o-que-sao-e-como-ajudam-a-prevenir-inundacoes-nas-cidades.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Joana Campos indica o próximo pico de calor: "temperaturas ficarão perto dos 40 ºC entre domingo e segunda"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-indica-o-proximo-pico-de-calor-temperaturas-ficarao-perto-dos-40-c-entre-domingo-e-segunda.html</link><pubDate>Thu, 10 Sep 2026 13:39:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Entre sexta e segunda-feira as temperaturas vão subir em Portugal Continental, sendo esperado o pico do calor entre domingo e segunda, onde os termómetros poderão aproximar-se dos 40 ºC.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb6gx5u"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb6gx5u.jpg" id="xb6gx5u"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O verão está de volta a Portugal Continental. Ainda que a faixa interior do país tenha mantido as temperaturas elevadas, não deixou de registar uma descida nos últimos dias. No entanto, <strong>os próximos dias trarão calor a todo o país, mesmo ao litoral, onde este é menos habitual</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Os nossos mapas, baseados no modelo europeu, ECMWF, continuam a <strong>insistir em temperaturas elevadas para os próximos dias</strong>, devendo os termómetros aproximarem-se dos 40 ºC entre domingo e segunda-feira, dias 13 e 14 de setembro.</p><h2>Temperaturas sobem a partir de hoje, quinta-feira</h2><p>O dia de hoje já trará valores acima dos 30 ºC a várias localidades do Sul do país, ainda que<strong> o Norte e uma parte do Centro se mantenham com temperaturas mais contidas</strong>, especialmente junto à faixa litoral. Contudo, entre hoje e amanhã, o cenário poderá mudar de forma evidente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/joana-campos-indica-o-proximo-pico-de-calor-temperaturas-ficarao-perto-dos-40-c-entre-domingo-e-segunda-1789037669477.jpg" data-image="pc73jurh6qz8" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Entre domingo e segunda-feira, as temperaturas poderão aproximar-se dos 40 ºC, especialmente no Ribatejo e Alentejo.</figcaption></figure><p>Amanhã, sexta-feira, <strong>várias cidades do Norte poderão registar uma subida expressiva das temperaturas</strong>. No caso de Braga e Porto, esta subida poderá ser de cerca de 4 ºC, esperando-se máximas de 29 ºC e 26 ºC, respetivamente. Com isto, cidades do interior destes distritos poderão alcançar ou ultrapassar os 30 ºC.</p><h2>Tendência de subida irá manter-se nos dias seguintes: pico do calor espera-se entre domingo e segunda-feira</h2><p>No domingo, a máxima mais elevada poderá ser de 37 ºC em Beja, sendo que localmente, os valores poderão atingir os<strong> 38 ºC no Alentejo e no Ribatejo</strong>. No litoral Norte, entre Viana do Castelo e Porto, várias localidades desses distritos poderão registar até 34 ºC. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787998" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-as-temperaturas-vao-subir-entre-3-e-5-c-na-metade-norte-de-portugal.html" title="Amanhã as temperaturas vão subir entre 3 e 5 ºC na metade norte de Portugal">Amanhã as temperaturas vão subir entre 3 e 5 ºC na metade norte de Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-as-temperaturas-vao-subir-entre-3-e-5-c-na-metade-norte-de-portugal.html" title="Amanhã as temperaturas vão subir entre 3 e 5 ºC na metade norte de Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-as-temperaturas-vao-subir-entre-2-e-5-c-na-metade-norte-de-portugal-1789038387119_320.png" alt="Amanhã as temperaturas vão subir entre 3 e 5 ºC na metade norte de Portugal"></a></article></aside><p>Na <strong>segunda-feira poderá dar-se um ligeiro alívio junto ao litoral Norte</strong>, ainda que se esperem valores máximos de 25 ºC para Viana do Castelo, 29 ºC para a cidade do Porto e 32 ºC para Braga. Todavia, no Centro e Sul do país, os termómetros poderão registar valores ligeiramente mais elevados face a domingo, como podemos observar no mapa acima. Mais uma vez, o <strong>Ribatejo e o Alentejo deverão ser as regiões mais quentes do país, com temperaturas máximas até 39 ºC</strong>.</p><p>Apesar deste pico esperado para segunda-feira, é expectável uma <strong>descida térmica já na terça-feira</strong>, especialmente na faixa litoral Centro, devendo o restante país manter valores acima dos 30 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-indica-o-proximo-pico-de-calor-temperaturas-ficarao-perto-dos-40-c-entre-domingo-e-segunda.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A previsão do ECMWF: Portugal vai acumular até 4 semanas com temperaturas mais elevadas do que o normal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-previsao-do-ecmwf-portugal-vai-acumular-ate-4-semanas-com-temperaturas-mais-elevadas-do-que-o-normal.html</link><pubDate>Thu, 10 Sep 2026 12:33:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O calor de setembro poderá estar longe de terminar. As últimas previsões do ECMWF apontam para até quatro semanas consecutivas com temperaturas acima da média em Portugal, numa tendência que poderá prolongar-se pela primeira quinzena de outubro.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/a-previsao-do-ecmwf-portugal-vai-acumular-ate-4-semanas-com-temperaturas-mais-elevadas-do-que-o-normal-1789038067759.jpg" data-image="7qdxscteogk6" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O calor promete continuar a marcar o mês de setembro em Portugal, com temperaturas muito acima do habitual para a época. As previsões do ECMWF indicam que esta tendência poderá prolongar-se durante várias semanas e chegar à primeira quinzena de outubro.</figcaption></figure><p>O calor está longe de terminar em Portugal. Depois de uma nova cúpula de calor que deverá marcar os próximos dias, as previsões sub-sazonais do ECMWF apontam para a <strong>persistência de temperaturas acima da média climatológica durante várias semanas</strong>, com o sinal positivo a prolongar-se pelo menos até à primeira quinzena de outubro.</p><h2>Primeiro, uma nova cúpula de calor: o pico poderá chegar no dia 14</h2><p>A mudança começa já este fim de semana. A partir de sábado, dia 12, uma massa de ar muito quente deverá instalar-se sobre a Península Ibérica, dando origem a um novo episódio de calor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-previsao-do-ecmwf-portugal-vai-acumular-ate-4-semanas-com-temperaturas-mais-elevadas-do-que-o-normal-1789037210882.jpg" data-image="t4kwma3mqs2g" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>A nova cúpula de calor fará disparar os termómetros já este fim de semana. No domingo, grande parte de Portugal deverá superar os 30 ºC, com máximas de 35 a 36 ºC em vários pontos do Centro e Sul.</figcaption></figure><p>No domingo, as temperaturas máximas deverão ultrapassar os <strong>30 ºC em grande parte de Portugal continental</strong>, podendo atingir os 35 a 38 ºC em vários pontos do Centro e Sul. Mesmo algumas áreas próximas do litoral deverão registar valores pouco habituais para esta altura de setembro.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Contudo, será provavelmente na <strong>segunda-feira, dia 14</strong>, que encontraremos o auge deste episódio. O mapa de anomalias horárias da Meteored é particularmente expressivo. Às 13 horas, praticamente todo o território surge coberto por anomalias positivas muito acentuadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-previsao-do-ecmwf-portugal-vai-acumular-ate-4-semanas-com-temperaturas-mais-elevadas-do-que-o-normal-1789037271118.jpg" data-image="afqc8elz98mo" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-988466">O pico do episódio poderá chegar na segunda-feira. Às 13 horas, praticamente todo o território estará muito mais quente do que o habitual, com anomalias que pontualmente poderão atingir +12 ºC no litoral Centro.</figcaption></figure><p>No litoral Centro, pontualmente, a temperatura prevista poderá encontrar-se cerca de <strong>12 ºC acima do valor climatológico normal para aquela hora</strong>.</p><div class="texto-destacado">É importante perceber o significado deste parâmetro. A anomalia da temperatura não representa a temperatura real, mas a diferença entre o valor previsto e aquilo que seria normal para aquele local, data e hora. Uma anomalia de +12 ºC significa, portanto, <strong>uma temperatura 12 ºC superior ao habitual naquele momento.</strong></div><p>Além disso, o calor não deverá desaparecer completamente durante a noite. Em distritos como <strong>Santarém, Portalegre, Castelo Branco e Viseu</strong>, as temperaturas poderão permanecer cerca de 7 ºC acima do normal em alguns períodos noturnos.</p><h2>Depois do pico de calor, o ECMWF mantém Portugal no vermelho</h2><p>Mas será este apenas um episódio de alguns dias? O ECMWF dispõe de um produto denominado "<em>2 m temperature: Weekly mean anomalies"</em>, <strong>que permite avaliar se uma determinada semana deverá ser, em média, mais quente ou mais fria do que o normal</strong>.</p><p>Estes mapas são diferentes das anomalias horárias. Em vez de mostrarem o desvio da temperatura num determinado momento, consideram <strong>as temperaturas ao longo de toda a semana, incluindo dias e noites</strong>, e comparam a respetiva média com a climatologia.</p><p>Por isso, uma anomalia média semanal de +3 ºC não significa que todas as tardes estarão exatamente 3 ºC acima do normal. Significa que, considerando o conjunto dos sete dias, a semana deverá terminar significativamente mais quente do que aquilo que seria habitual.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-previsao-do-ecmwf-portugal-vai-acumular-ate-4-semanas-com-temperaturas-mais-elevadas-do-que-o-normal-1789037427092.jpg" data-image="swb2bxkmjtgn" alt="Anomalia média semanal (14 a 21 de setembro)" title="Anomalia média semanal (14 a 21 de setembro)"><figcaption>O calor não se resume a algumas horas. Entre 14 e 21 de setembro, o ECMWF prevê uma semana claramente mais quente do que o normal em Portugal, com a anomalia média semanal a atingir cerca de +6 ºC em algumas zonas do interior.</figcaption></figure><p>Entre <strong>14 e 21 de setembro</strong>, o sinal é particularmente forte em Portugal. O ECMWF prevê anomalias médias semanais positivas em todo o país, que poderão atingir aproximadamente <strong>+6 ºC em algumas zonas do interior</strong>.</p><h2>As temperaturas anómalas poderão prolongar-se até outubro</h2><p>À medida que avançamos no calendário, a intensidade do sinal diminui, mas há um detalhe importante, <strong>as anomalias continuam positivas</strong>. As projeções sub-sazonais mantêm Portugal com temperaturas médias superiores ao normal nas semanas seguintes, prolongando esta tendência durante o restante mês de setembro e entrando por outubro.</p><p>Mesmo na semana de <strong>5 a 12 de outubro</strong>, o mapa continua a apresentar uma anomalia positiva sobre Portugal, embora bastante menos intensa do que aquela prevista para meados de setembro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-previsao-do-ecmwf-portugal-vai-acumular-ate-4-semanas-com-temperaturas-mais-elevadas-do-que-o-normal-1789037540116.jpg" data-image="wsxrnuzla1ji" alt="Anomalia semanal da temperatura ( 5 a 12 de outubro)" title="Anomalia semanal da temperatura ( 5 a 12 de outubro)"><figcaption>Quase um mês depois, Portugal continua no lado quente da previsão. O sinal é bastante mais moderado, mas o ECMWF ainda antecipa temperaturas médias superiores ao normal na semana de 5 a 12 de outubro.</figcaption></figure><p>Estamos, portanto, perante a possibilidade de <strong>quatro semanas consecutivas com temperaturas médias acima dos valores climatológicos</strong>, e não necessariamente quatro semanas de calor extremo. Quanto maior é o horizonte da previsão, maior é também a incerteza, pelo que estes mapas devem ser interpretados como uma tendência e não como uma previsão diária.</p><h2>Mais quente não significa necessariamente mais seco</h2><p>E há outra distinção importante. A persistência de temperaturas acima da média <strong>não significa que Portugal ficará sem chuva até outubro</strong>.</p><p>Com o avanço do outono, a precipitação tende climatologicamente a ganhar maior expressão. Para a semana de <strong>28 de setembro a 5 de outubro</strong>, por exemplo, grande parte de Portugal surge a branco no mapa de anomalias de precipitação do ECMWF.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-previsao-do-ecmwf-portugal-vai-acumular-ate-4-semanas-com-temperaturas-mais-elevadas-do-que-o-normal-1789037632477.jpg" data-image="99oj5o7ohw8v" alt="Anomalia média semanal da precipitação (28 de setembro a 5 de outubro)" title="Anomalia média semanal da precipitação (28 de setembro a 5 de outubro)"><figcaption>Temperaturas acima da média não significam necessariamente tempo seco. Portugal surge maioritariamente a branco, indicando que não existe um sinal significativo para precipitação acima ou abaixo dos valores climatológicos nessa semana.</figcaption></figure><p>Neste produto, o branco indica que a previsão do ensemble <strong>não apresenta uma diferença estatisticamente significativa relativamente à climatologia sub-sazonal</strong>. Ou seja, não existe neste momento um sinal robusto para uma semana claramente mais seca ou mais chuvosa do que o habitual.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787998" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-as-temperaturas-vao-subir-entre-3-e-5-c-na-metade-norte-de-portugal.html" title="Amanhã as temperaturas vão subir entre 3 e 5 ºC na metade norte de Portugal">Amanhã as temperaturas vão subir entre 3 e 5 ºC na metade norte de Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-as-temperaturas-vao-subir-entre-3-e-5-c-na-metade-norte-de-portugal.html" title="Amanhã as temperaturas vão subir entre 3 e 5 ºC na metade norte de Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-as-temperaturas-vao-subir-entre-2-e-5-c-na-metade-norte-de-portugal-1789038387119_320.png" alt="Amanhã as temperaturas vão subir entre 3 e 5 ºC na metade norte de Portugal"></a></article></aside><p>Assim, Portugal poderá perfeitamente ter <strong>períodos de chuva e, simultaneamente, terminar uma semana com temperaturas médias acima do normal</strong>. É precisamente essa combinação que os mapas de longo prazo começam agora a sugerir: o outono poderá avançar e trazer precipitação, enquanto o termómetro continua, em média, a marcar valores superiores aos habituais.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-previsao-do-ecmwf-portugal-vai-acumular-ate-4-semanas-com-temperaturas-mais-elevadas-do-que-o-normal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo entre sexta 11 e domingo 13 no Continente e Arquipélagos: eis o que revela o modelo Europeu]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-entre-sexta-11-e-domingo-13-no-continente-e-arquipelagos-eis-o-que-revela-o-modelo-europeu.html</link><pubDate>Thu, 10 Sep 2026 11:17:48 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O fim de semana adivinha-se quente e seco para Portugal Continental. O arquipélago da Madeira também deverá manter-se sem chuva, ainda que nos Açores o cenário seja diferente.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb6gj0m"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb6gj0m.jpg" id="xb6gj0m"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal Continental enfrentará uns<strong> dias dignos de pleno verão </strong>a partir de hoje, onde as temperaturas começam a subir de forma generalizada. Além desta subida, o <strong>anticiclone manter-se-á dominante</strong>, afastando qualquer hipótese de instabilidade para o continente.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p><strong>Quanto aos arquipélagos, o cenário deverá variar</strong>. Para a Madeira, o cenário de estabilidade atmosférica será idêntico ao do continente. Já nos Açores, espera-se uma ligeira perturbação que deverá resultar em ocorrência de chuva fraca durante os próximos dias, em algumas ilhas.</p><h2>Arquipélago dos Açores poderá contar com alguma chuva</h2><p>Nas primeiras horas da madrugada de sexta-feira, uma <strong>frente fria, associada a um sistema de baixas pressões, irá afetar os grupos Ocidental e Central</strong> dos Açores, com maior incidência no Grupo Ocidental, mesmo ao longo das horas seguintes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-entre-sexta-11-e-domingo-13-no-continente-e-arquipelagos-eis-o-que-revela-o-modelo-europeu-1789033430932.jpg" data-image="3kd5u9au6hku" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>Entre sexta-feira e domingo, dias 11 e 13 de setembro, as condições atmosféricas manter-se-ão favoráveis em Portugal Continental e na Madeira, devido ao domínio do anticiclone. Nos Açores poderá chover, ainda que sem risco associado.</figcaption></figure><p>Na<strong> madrugada de sábado, a chuva poderá voltar aos mesmos grupos, permanecendo, de forma fraca e irregular</strong>, no Grupo Ocidental durante algumas horas. Ao longo deste dia não se descarta a possibilidade de ocorrência de chuva também nos grupos Central e Oriental, também de forma pouco relevante.</p><p>Já no domingo, o Grupo Central deverá manter-se mais seco, enquanto o Grupo Oriental poderá registar chuva fraca no oeste da ilha de São Miguel. Já no Grupo Ocidental, a chuva também poderá persistir até ao final da tarde, <strong>dissipando-se nas últimas horas do dia</strong>.</p><p>Em relação às temperaturas, estas deverão manter-se sem oscilações expressivas, esperando-se<strong> dias quentes em todo o arquipélago</strong>, com valores entre os 24 ºC e os 29 ºC, entre sexta-feira e domingo.</p><h2>Portugal Continental e Madeira mantêm tempo seco</h2><p>Nos próximos dias, e como mencionamos acima, o anticiclone irá contribuir para manter os <strong>dias secos e soalheiros</strong> no continente, pelo menos até ao arranque da próxima semana. Para além disto, as <strong>temperaturas vão subir</strong>, esperando-se máximas entre os 23 ºC em Viana do Castelo e Aveiro e os 34 ºC em Évora e Beja, para amanhã, sexta-feira.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-entre-sexta-11-e-domingo-13-no-continente-e-arquipelagos-eis-o-que-revela-o-modelo-europeu-1789036829942.jpg" data-image="ar0ippspkt5l" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>As temperaturas vão subir de forma gradual e generalizada, levando as cidades mais próximas ao mar a atingir valores acima dos 30 ºC, como podemos observar neste mapa, referente às 16h de domingo.</figcaption></figure><p>No sábado, os valores máximos deverão manter-se entre os 25 ºC em Viana do Castelo e os 35 ºC em Coimbra, Santarém, Évora e Beja. No domingo, com os termómetros em ascensão, esperam-se temperaturas entre os 27 ºC em Viana do Castelo e os 37 ºC em Beja. Neste dia, espera-se que as <strong>cidades do litoral Norte sejam mais quentes face às do interior da mesma região</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787998" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-as-temperaturas-vao-subir-entre-3-e-5-c-na-metade-norte-de-portugal.html" title="Amanhã as temperaturas vão subir entre 3 e 5 ºC na metade norte de Portugal">Amanhã as temperaturas vão subir entre 3 e 5 ºC na metade norte de Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-as-temperaturas-vao-subir-entre-3-e-5-c-na-metade-norte-de-portugal.html" title="Amanhã as temperaturas vão subir entre 3 e 5 ºC na metade norte de Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-as-temperaturas-vao-subir-entre-2-e-5-c-na-metade-norte-de-portugal-1789038387119_320.png" alt="Amanhã as temperaturas vão subir entre 3 e 5 ºC na metade norte de Portugal"></a></article></aside><p>Quanto à Madeira, as primeiras horas da madrugada de sexta-feira poderão trazer alguma chuva fraca e irregular à Costa Norte, ainda que a mesma se dissipe totalmente nas horas seguintes, dando lugar a um <strong>resto de fim de semana seco e soalheiro</strong>. É também esperada uma <strong>subida das temperaturas</strong> entre sexta e domingo, sendo que no domingo, no Funchal, se esperam 29 ºC, devendo este ser o local mais quente do arquipélago.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-entre-sexta-11-e-domingo-13-no-continente-e-arquipelagos-eis-o-que-revela-o-modelo-europeu.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Amanhã as temperaturas vão subir entre 3 e 5 ºC na metade norte de Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-as-temperaturas-vao-subir-entre-3-e-5-c-na-metade-norte-de-portugal.html</link><pubDate>Thu, 10 Sep 2026 11:11:29 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Está à vista um novo episódio de calor em Portugal continental. A primeira fase ocorrerá já entre hoje e amanhã, estando em perspetiva uma subida de até 5 ºC das temperaturas máximas. Eis o que está previsto para esta sexta-feira, 11 de setembro, em concreto na Região Norte.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb6gwg6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb6gwg6.jpg" id="xb6gwg6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Após um breve período de frescura gerado pela passagem de ar polar pós-frontal, que provocou um arrefecimento brusco do tempo em Portugal continental anteontem (8) e ontem (9), a partir de hoje - quinta-feira, 10 de setembro - ainda de forma relativamente ligeira e lenta, terá início uma recuperação térmica das máximas, <strong>estando à vista uma subida mais acentuada amanhã (sexta-feira, 11 de setembro)</strong> e ainda mais intensa a partir de sábado (12). <strong>O ‘pico’ do calor está previsto para segunda-feira (14)</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>Na origem da configuração sinóptica prevista estará a conhecida <strong>‘crista africana’</strong>, que consistirá na expansão e extensão da crista anticiclónica, que se alongará desde as imediações dos Açores e Madeira até à Península Ibérica e Europa Central, tendo tendência a fortalecer-se e a ficar mais robusta à medida que os dias forem passando.</div><p>De acordo com o modelo europeu, à expansão desta crista subtropical para norte estará associado o transporte de uma <strong>massa de ar muito quente e seca</strong>, de carácter tropical continental e proveniente do Norte de África.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-as-temperaturas-vao-subir-entre-2-e-5-c-na-metade-norte-de-portugal-1789037551199.jpg" data-image="i9pwp7kfucnx"><figcaption>Uma massa de ar muito quente ocupará uma grande parte da Península Ibérica, estendendo-se também rumo a França. A configuração em altitude ajuda a explicar a intensificação do calor à superfície.</figcaption></figure><p>Então, o estabelecimento da ‘crista africana’ irá traduzir-se, essencialmente, em condições de céu pouco nublado ou limpo em Portugal continental,<strong> grande estabilidade atmosférica e por isso, precipitação muito improvável, forte insolação e subida das temperaturas</strong>.</p><h2>Norte de Portugal em foco: subida significativa das temperaturas entre hoje e amanhã</h2><p>O episódio de calor, marcado pela subida das temperaturas, registará duas etapas, <strong>uma primeira, mais contida e que ocorrerá entre hoje e amanhã, dias 10 e 11 de setembro </strong>e uma segunda, que terá lugar pelo menos entre os dias 12 e 15, estando previsto o pico deste episódio para segunda-feira (14) num contexto em que poderá inclusive gerar-se uma cúpula de calor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-as-temperaturas-vao-subir-entre-2-e-5-c-na-metade-norte-de-portugal-1789037812890.jpg" data-image="cb4ccmkeqgsl"><figcaption>Como se pode perceber neste mapa, a metade norte de Portugal registará um aquecimento significativo entre hoje e amanhã. Em alguns locais as temperaturas atingirão ou superarão os 30 ºC.</figcaption></figure><p>Porém, o foco deste artigo é uma análise meteorológica regional - <strong>no caso da Região Norte de Portugal continental</strong> - relativa à subida das temperaturas que ocorrerá entre hoje (10) e amanhã (11).</p><h2>Assim será a evolução das temperaturas máximas entre hoje e amanhã nas capitais distritais do Norte</h2><p>Na tabela abaixo, elaborada com base nos mapas de referência da Meteored, consta a evolução das temperaturas máximas previstas para hoje - quinta-feira (10) e amanhã - sexta-feira (11) - onde se verifica uma<strong> tendência relativamente generalizada de aquecimento entre as duas jornadas, sendo acentuada nalgumas das capitais distritais da Região Norte</strong>.</p><table><thead><tr><th>Capital de Distrito</th><th>Temperatura Máxima Quinta-feira, 10 de setembro</th><th>Temperatura Máxima Sexta-feira, 11 de setembro</th><th>Variação térmica das máximas entre um dia e outro</th></tr></thead><tbody><tr><td>Viana do Castelo</td><td>20 ºC</td><td>23 ºC</td><td>(3 ºC)</td></tr><tr><td>Braga</td><td>25 ºC</td><td>29 ºC</td><td>(4 ºC)</td></tr><tr><td>Porto</td><td>23 ºC</td><td>26 ºC</td><td>(3 ºC)</td></tr><tr><td>Vila Real</td><td>25 ºC</td><td>28 ºC</td><td>(3 ºC)</td></tr><tr><td>Bragança</td><td>22 ºC</td><td>27 ºC</td><td>(5 ºC)</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="4">Fonte: Mapas da Meteored - ECMWF.</td></tr></tbody></table><p>Prevê-se que a maioria das capitais distritais do Norte registe uma subida de 3 ºC no valor da temperatura máxima. Não obstante, outras cidades nortenhas como as de Braga e Bragança deverão sofrer um aumento ainda mais significativo entre um dia e outro, de 4 a 5 ºC, respetivamente.</p><h2>Nalgumas capitais distritais do Centro-norte também se registará uma subida das máximas</h2><p>Na metade setentrional da Região Centro da nossa geografia continental (Centro-norte) inserem-se três capitais distritais: <strong>Aveiro</strong>, Viseu e Guarda. Na primeira das cidades referidas a máxima fixar-se-á em torno dos <strong>23 ºC</strong>, tanto na quinta (10) como na sexta-feira (11), <strong>mantendo-se inalterada</strong> e contrariando a tendência generalizada de subida no país, na qual se destaca a Região Norte.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787927" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-de-portugal-uma-crista-africana-que-deixara-temperaturas-de-pleno-mes-de-julho-durante-quatro-dias.html" title="Aproxima-se de Portugal uma 'crista africana' que deixará temperaturas de pleno mês de julho durante quatro dias">Aproxima-se de Portugal uma 'crista africana' que deixará temperaturas de pleno mês de julho durante quatro dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-de-portugal-uma-crista-africana-que-deixara-temperaturas-de-pleno-mes-de-julho-durante-quatro-dias.html" title="Aproxima-se de Portugal uma 'crista africana' que deixará temperaturas de pleno mês de julho durante quatro dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-de-portugal-uma-crista-africana-deixara-temperaturas-de-pleno-mes-de-julho-durante-quatro-dias-1788976429263_320.jpg" alt="Aproxima-se de Portugal uma 'crista africana' que deixará temperaturas de pleno mês de julho durante quatro dias"></a></article></aside><p><strong>Já quanto a Viseu e Guarda</strong>, devido ao facto de se localizarem no interior (efeito de continentalidade) e à menor influência marítima - que desempenha um papel essencial na regulação térmica - sendo que no caso da Guarda ainda há a questão da elevada altitude - a variação térmica associada à entrada da massa de ar quente deverá fazer-se sentir de forma mais acentuada, com as máximas a subirem 3 ºC em ambas as cidades. <strong>De 27 ºC para 30 ºC em Viseu e de 24 ºC para 27 ºC na Guarda</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-as-temperaturas-vao-subir-entre-2-e-5-c-na-metade-norte-de-portugal-1789037994162.jpg" data-image="yr5mndy2cjfo"><figcaption>As temperaturas na próxima segunda-feira 14 de setembro poderão situar-se em valores até 10 ºC acima da média climatológica de referência para esta época do ano.</figcaption></figure><p><strong>No resto do país também se verificará uma subida generalizada das máximas</strong>, nalguns casos relativamente acentuada como em Lisboa (4 ºC a mais de um dia para o outro), mas de um modo geral é na Região Norte que essa diferença será mais significativa, daí que tenha sido esse o foco da nossa análise meteorológica aqui na Meteored Portugal.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-as-temperaturas-vao-subir-entre-3-e-5-c-na-metade-norte-de-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aproxima-se de Portugal uma 'crista africana' que deixará temperaturas de pleno mês de julho durante quatro dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-de-portugal-uma-crista-africana-que-deixara-temperaturas-de-pleno-mes-de-julho-durante-quatro-dias.html</link><pubDate>Thu, 10 Sep 2026 06:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma massa de ar muito quente reforçará as temperaturas em Portugal continental nos próximos dias. Entre sábado e terça-feira, várias regiões poderão registar máximas entre 35 e 38 ºC, muito acima do habitual.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb64g96"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb64g96.jpg" id="xb64g96"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois da passagem da frente fria que trouxe uma mudança temporária do estado do tempo, <strong>o calor prepara-se para regressar em força a Portugal continental</strong>. A recuperação das temperaturas será progressiva durante a reta final da semana, mas ganhará especial expressão a partir de sábado, dia 12.</p><p>Segundo os mapas do modelo ECMWF, <strong>uma massa de ar muito quente deverá instalar-se sobre a Península Ibérica</strong>, favorecida pela expansão de uma crista anticiclónica que permitirá o transporte de ar quente proveniente de latitudes mais baixas.</p><p>O resultado será um novo episódio de temperaturas elevadas, com características que farão lembrar o <strong>pleno verão em vários pontos do país</strong>, apesar de já estarmos em setembro.</p><h2>Uma "crista africana" ajudará a transportar ar muito quente até Portugal</h2><p>A configuração atmosférica prevista para o fim de semana será marcada pelo fortalecimento das altas pressões e pela presença de <strong>ar anormalmente quente sobre a Península Ibérica</strong>.</p><p>Em meteorologia, a expressão "crista africana" é frequentemente utilizada para descrever a expansão para norte de uma crista subtropical associada a massas de ar muito quentes provenientes de latitudes mais baixas. Neste caso, esta configuração contribuirá para a <strong>estabilidade atmosférica, forte insolação e subida das temperaturas</strong>.</p><p>Ao nível dos <strong>850 hPa</strong>, aproximadamente 1500 metros de altitude, o ECMWF projeta no sábado temperaturas próximas dos <strong>20 ºC em grande parte do Centro e Sul de Portugal continental</strong>, um sinal evidente da presença de uma massa de ar bastante quente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-de-portugal-uma-crista-africana-deixara-temperaturas-de-pleno-mes-de-julho-durante-quatro-dias-1788976184626.jpg" data-image="r4jnxoj046ob" alt="Uma massa de ar muito quente instalar-se-á sobre Portugal" title="Uma massa de ar muito quente instalar-se-á sobre Portugal"><figcaption>Temperatura prevista pelo ECMWF aos 850 hPa para sábado. Valores próximos dos 20 ºC deverão abranger grande parte do Centro e Sul, evidenciando a presença de ar muito quente em altitude.</figcaption></figure><p>Esta massa de ar quente, conjugada com <strong>céu geralmente pouco nublado ou limpo e elevada insolação</strong>, permitirá um aquecimento bastante eficaz junto à superfície. A consequência começará a sentir-se claramente durante a tarde de sábado.</p><p>Não será, contudo, um episódio limitado a um único dia. A configuração atmosférica deverá persistir durante vários dias, permitindo que o calor se intensifique e se torne progressivamente mais abrangente.</p><h2>Sábado abre a porta a quatro dias de temperaturas muito elevadas</h2><p>No sábado, dia 12, as temperaturas máximas deverão subir significativamente em grande parte do território. O calor será mais intenso no <strong>interior Centro, Ribatejo e Alentejo</strong>, onde várias localidades poderão ultrapassar os 35 ºC.</p><p>Entre as capitais de distrito, o ECMWF projeta cerca de <strong>36 ºC em Santarém, 35 ºC em Évora e Beja e 34 ºC em Castelo Branco e Portalegre</strong>. Lisboa poderá atingir aproximadamente 34 ºC.</p><p>No Norte e Centro também se fará sentir a subida térmica, com cerca de <strong>35 ºC em Coimbra, 32 ºC em Viseu e 30 ºC em Vila Real</strong>, enquanto a influência atlântica continuará a moderar as temperaturas em parte da faixa litoral.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-de-portugal-uma-crista-africana-deixara-temperaturas-de-pleno-mes-de-julho-durante-quatro-dias-1788976299946.jpg" data-image="tx9z7w0btzde" alt="O calor intensifica-se no sábado, com várias regiões acima dos 35 ºC" title="O calor intensifica-se no sábado, com várias regiões acima dos 35 ºC"><figcaption>Temperaturas previstas pelo ECMWF para as 16h de sábado. Ribatejo, interior Centro e Alentejo estarão entre as regiões mais quentes, com valores localmente iguais ou superiores a 35 ºC.</figcaption></figure><p>O sábado marcará, assim, o início da fase mais intensa deste episódio. Contudo, <strong>os termómetros deverão continuar a subir no domingo</strong>, quando o calor se tornará ainda mais generalizado.</p><p>A diferença será especialmente evidente em várias regiões do Centro e Sul, mas também no Norte interior, onde as temperaturas deverão alcançar valores muito elevados para esta altura do ano.</p><h2>Domingo trará calor de pleno verão a grande parte do país</h2><p>No domingo, dia 13, o ECMWF prevê um novo aumento das temperaturas. Pelas 16h, <strong>Santarém poderá atingir cerca de 37 ºC</strong>, enquanto Évora, Beja, Castelo Branco e Portalegre deverão rondar os <strong>35 a 36 ºC</strong>.</p><p>Também Coimbra poderá aproximar-se dos <strong>37 ºC</strong>, enquanto Viseu deverá atingir cerca de 33 ºC. Mesmo Lisboa poderá alcançar aproximadamente 34 ºC.</p><p>Desta forma, uma grande parte do território ficará sob temperaturas características dos períodos mais quentes do verão, com <strong>máximas amplamente superiores aos 30 ºC e vários locais entre 35 e 37 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-de-portugal-uma-crista-africana-deixara-temperaturas-de-pleno-mes-de-julho-durante-quatro-dias-1788976372212.jpg" data-image="0ba73gh7hmev" alt="No domingo, os termómetros poderão alcançar 37 ºC em várias regiões" title="No domingo, os termómetros poderão alcançar 37 ºC em várias regiões"><figcaption>Temperaturas previstas pelo ECMWF para domingo à tarde. O calor deverá intensificar-se no Centro e Sul, com valores entre 35 e 37 ºC em várias zonas do interior.</figcaption></figure><p>E os valores previstos tornam-se ainda mais significativos quando comparados com aquilo que seria normal em meados de setembro. <strong>Não estaremos simplesmente perante dias quentes, mas perante temperaturas claramente superiores à média climatológica</strong>.</p><p>Os mapas de anomalia térmica mostram precisamente essa situação, com praticamente todo o território continental sob desvios positivos bastante expressivos.</p><h2>Até 8 ºC acima da média: setembro terá temperaturas próprias de julho</h2><p>Durante o episódio, as temperaturas deverão situar-se <strong>entre 5 e 8 ºC acima da média em muitas regiões de Portugal continental</strong>.</p><p>No domingo à noite, o ECMWF projeta desvios de cerca de <strong>8 ºC em Coimbra, Viseu, Castelo Branco e Santarém</strong>, 7 ºC em Lisboa, Évora e Portalegre e entre 5 e 6 ºC em várias outras regiões.</p><p>Apesar de não ser invulgar ocorrerem períodos de calor em setembro, a magnitude e extensão destas anomalias mostram que estaremos perante <strong>um episódio de calor bastante expressivo para a época do ano</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-de-portugal-uma-crista-africana-deixara-temperaturas-de-pleno-mes-de-julho-durante-quatro-dias-1788976429263.jpg" data-image="16m8ee6esx6w" alt="Portugal poderá registar temperaturas até 8 ºC acima da média" title="Portugal poderá registar temperaturas até 8 ºC acima da média"><figcaption>Anomalia térmica prevista pelo ECMWF para domingo à noite. Grande parte do território apresentará temperaturas entre 5 e 8 ºC acima dos valores climatologicamente habituais.</figcaption></figure><p>As anomalias positivas deverão manter-se muito significativas no início da próxima semana. Isto ajuda a explicar por que motivo este episódio poderá proporcionar <strong>condições térmicas mais características de julho do que de meados de setembro</strong>.</p><p>Além das máximas elevadas durante a tarde, a persistência de anomalias positivas ao longo do ciclo diário poderá também dificultar o arrefecimento noturno em algumas regiões.</p><h2>Segunda-feira poderá ser um dos dias mais quentes</h2><p>O calor deverá continuar a intensificar-se na segunda-feira, dia 14. De acordo com a atual atualização do ECMWF, várias capitais de distrito poderão aproximar-se dos <strong>37 ºC</strong>, enquanto localmente os termómetros poderão atingir valores ainda superiores.</p><p>O modelo projeta aproximadamente <strong>37 ºC em Santarém, Évora e Beja</strong>, 36 ºC em Castelo Branco e Portalegre e 35 ºC em Viseu. Coimbra poderá igualmente aproximar-se dos 37 ºC.</p><p>Mesmo no Norte, onde habitualmente a influência atlântica limita mais facilmente a subida térmica, poderão ocorrer máximas bastante elevadas: <strong>34 ºC em Braga, 34 ºC em Vila Real e cerca de 32 ºC em Bragança</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-de-portugal-uma-crista-africana-deixara-temperaturas-de-pleno-mes-de-julho-durante-quatro-dias-1788976531903.jpg" data-image="gl9yyaqpqvyp" alt="Segunda-feira prolongará o calor intenso em Portugal" title="Segunda-feira prolongará o calor intenso em Portugal"><figcaption>Temperaturas previstas pelo ECMWF para segunda-feira às 16h. Várias regiões do Centro e Sul poderão alcançar 36 a 37 ºC, mantendo-se o calor intenso também no interior Norte.</figcaption></figure><p>Será precisamente a persistência deste cenário que tornará o episódio particularmente relevante. <strong>De sábado a terça-feira, Portugal poderá acumular quatro dias consecutivos de temperaturas muito elevadas</strong>, embora a intensidade e distribuição do calor possam variar de região para região.</p><p>Na segunda-feira à noite, as anomalias previstas continuam muito expressivas, chegando aos <strong>8 ºC em Castelo Branco e Portalegre</strong> e rondando 6 a 7 ºC em muitas outras regiões do território.</p><h2>E na terça-feira? O calor ainda não deverá desaparecer</h2><p>Apesar do aumento natural da incerteza à medida que avançamos no horizonte de previsão, os atuais cenários do ECMWF sugerem que <strong>terça-feira, dia 15, ainda deverá decorrer sob a influência desta massa de ar quente</strong>.</p><p>Assim, o episódio que começará a ganhar expressão no sábado poderá prolongar-se durante pelo menos quatro dias, mantendo temperaturas muito superiores ao habitual em grande parte de Portugal continental.</p><p>As regiões do <strong>interior Centro, Ribatejo e Alentejo</strong> deverão continuar entre as mais expostas aos valores elevados, embora o calor também se faça sentir de forma significativa no Norte e em diversas áreas próximas do litoral.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787828" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-na-previsao-a-medio-prazo-talvez-o-el-nino-esteja-a-afetar-portugal-mais-do-que-seria-de-esperar.html" title="Mudanças na previsão a médio prazo: 'talvez o El Niño esteja a afetar Portugal mais do que seria de esperar'">Mudanças na previsão a médio prazo: "talvez o El Niño esteja a afetar Portugal mais do que seria de esperar"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-na-previsao-a-medio-prazo-talvez-o-el-nino-esteja-a-afetar-portugal-mais-do-que-seria-de-esperar.html" title="Mudanças na previsão a médio prazo: 'talvez o El Niño esteja a afetar Portugal mais do que seria de esperar'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-na-previsao-a-medio-prazo-talvez-o-el-nino-esteja-a-afetar-portugal-mais-do-que-seria-de-esperar-1788956422890_320.jpg" alt="Mudanças na previsão a médio prazo: 'talvez o El Niño esteja a afetar Portugal mais do que seria de esperar'"></a></article></aside><p>Importa salientar que, estando ainda a vários dias do final deste episódio, <strong>os valores concretos poderão sofrer ajustes nas próximas atualizações dos modelos</strong>. Ainda assim, o sinal de temperaturas muito acima da média apresenta-se atualmente bastante consistente.</p><p>Depois da breve interrupção proporcionada pela passagem da frente fria, <strong>o verão parece, portanto, longe de querer abandonar Portugal</strong>: a partir de sábado, uma nova escalada térmica deverá trazer quatro dias de calor intenso, com temperaturas dignas de pleno mês de julho em várias regiões.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-de-portugal-uma-crista-africana-que-deixara-temperaturas-de-pleno-mes-de-julho-durante-quatro-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Terra Bola de Neve: o sal fez o planeta arrefecer mais há 700 milhões de anos desencadeando a sua glaciação?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/terra-bola-de-neve-o-sal-fez-o-planeta-esfriar-mais-ha-700-milhoes-de-anos-desencadeando-sua-glaciacao.html</link><pubDate>Thu, 10 Sep 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Quando a Terra entrou numa das suas fases de frio mais extremas, há cerca de 700 milhões de anos, o sal pode ter sido o fator que intensificou a transição para a chamada "Terra Bola de Neve".</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/schneeball-erde-hat-salz-vor-700-millionen-jahren-die-erde-noch-kalter-gemacht-und-zu-ihrer-vereisung-gefuhrt-1788649286937.png"><figcaption>Acredita-se que, durante o Pré-Cambriano, o planeta estava coberto por uma camada de gelo com espessura entre 2 e 2.000 metros. Imagem: NASA/Digital Mapping System</figcaption></figure><p>Durante as fases conhecidas como <strong>"Terra Bola de Neve"</strong>, acredita-se que o <strong>gelo se estendia por grande parte</strong> da superfície do planeta, possivelmente chegando a cobri-lo por inteiro. Essa <strong>glaciação </strong>tem sido explicada principalmente pelo mecanismo de retroalimentação gelo-albedo: o gelo claro reflete mais luz solar do que a água escura do mar. Isso reduz as temperaturas e favorece a formação de mais gelo.</p><div class="texto-destacado">A teoria da "Terra Bola de Neve" propõe que a Terra esteve coberta de gelo diversas vezes entre aproximadamente 750 e 580 milhões de anos atrás. Geólogos explicam isso através de depósitos de sedimentos glaciais — vestígios nas rochas que só podem ser formados pela ação do gelo.<br></div><p>Agora, Aksel Samuelsberg e os seus colegas da Universidade de Tromsø, na Noruega, investigaram um processo adicional. Os seus cálculos sugerem que <strong>cristais de sal podem depositar-se sobre o gelo marinho extremamente frio</strong>, o que, por sua vez, torna a superfície ainda mais brilhante e<strong> intensifica o arrefecimento</strong>.</p><h2>Como o sal derrete o gelo</h2><p>Tudo começa quando a água do mar congela: a água cristaliza-se, enquanto os sais dissolvidos se concentram no líquido restante. Em temperaturas suficientemente baixas, podem formar-se cristais de sal. Quando a camada superficial de gelo se transforma diretamente em vapor de água por sublimação, <strong>o sal permanece no local e pode acumular-se na superfície</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/schneeball-erde-hat-salz-vor-700-millionen-jahren-die-erde-noch-kalter-gemacht-und-zu-ihrer-vereisung-gefuhrt-1788649279718.jpg" alt="Representação artística da &quot;Terra Bola de Neve&quot;" title="Representação artística da &quot;Terra Bola de Neve&quot;"><figcaption>Representação artística da "Terra Bola de Neve". Imagem: Song, et al. (2023).</figcaption></figure><p>O fator decisivo é a<strong> alta refletividade desses depósitos</strong>. Experiências laboratoriais anteriores demonstraram que crostas de sal sobre gelo marinho muito frio refletem aproximadamente 93% da luz solar incidente. A neve fresca reflete cerca de 83%, enquanto o gelo marinho exposto e em processo de derretimento reflete aproximadamente 67%.</p><p>Os investigadores denominam esse processo de <strong>retroalimentação sal-albedo: q</strong><strong>uanto mais frio está, mais sal pode cristalizar-se</strong>. A superfície torna-se mais brilhante, absorve menos radiação e arrefece ainda mais. Por isso, o estudo — publicado na revista <em>Climate of the Past</em> — examinou diferentes estados climáticos estáveis.</p><h2>Um estado final mais frio</h2><p>Para isso, os cientistas consideraram, entre outras coisas,<strong> regiões tropicais com gelo marinho exposto</strong>, onde a evaporação poderia ser maior do que a queda de neve. A circulação atmosférica pode transportar vapor de água. Se o gelo sublimar, resíduos de sal podem permanecer e formar depósitos maiores.</p><p>Como resultado, surgiram<strong> dois estados estáveis de uma Terra bola de neve: um com depósitos de sal e outro sem</strong>. <strong>O estado coberto de sal era significativamente mais frio</strong>. Nestas condições, a transição de um clima quente e sem gelo conduziu geralmente diretamente a este estado mais frio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/schneeball-erde-hat-salz-vor-700-millionen-jahren-die-erde-noch-kalter-gemacht-und-zu-ihrer-vereisung-gefuhrt-1788649273001.png"><figcaption>Por trás do termo "Terra Bola de Neve" está a ideia de que houve períodos na história da Terra em que o planeta ficou quase totalmente coberto de gelo. Imagem: NASA/Digital Mapping System</figcaption></figure><p>Vale a pena realçar também que o ciclo de retroalimentação poderia começar em temperaturas ainda mais altas do que -36 °C. Cálculos indicam que alguns sais começam a cristalizar por volta de -8 °C, enquanto outros o fazem em torno de -23 °C. Isto sugere que <strong>a cristalização poderia ocorrer relativamente cedo no processo de arrefecimento</strong>.</p><p><strong>No entanto, os resultados não explicam porque é que a Terra entrou nesse estado de glaciação</strong>. Segundo as descobertas, o sal não atuaria como um gatilho, mas sim como um amplificador de um processo de glaciação já em curso. Além disso, não está claro se os depósitos de sal suficientemente grandes poderiam formar-se e persistir por um longo período.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-colapso-da-era-glacial-foi-dramatico-a-terra-rapidamente-passou-de-uma-bola-de-neve-a-um-planeta-pantanoso.html" title="O colapso da era glacial foi dramático: a Terra rapidamente passou de uma bola de neve a um planeta pantanoso">O colapso da era glacial foi dramático: a Terra rapidamente passou de uma bola de neve a um planeta pantanoso</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-colapso-da-era-glacial-foi-dramatico-a-terra-rapidamente-passou-de-uma-bola-de-neve-a-um-planeta-pantanoso.html" title="O colapso da era glacial foi dramático: a Terra rapidamente passou de uma bola de neve a um planeta pantanoso"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-colapso-de-la-era-de-hielo-fue-dramatico-la-tierra-paso-rapidamente-de-ser-una-bola-de-nieve-a-un-planeta-pantanoso-1731464880839_320.jpg" alt="O colapso da era glacial foi dramático: a Terra rapidamente passou de uma bola de neve a um planeta pantanoso"></a></article></aside><p><strong>O modelo também não tem em conta o movimento do gelo marinho</strong>. O gelo proveniente de regiões com muita neve poderia diluir o gelo marinho rico em sal. Nuvens, poeira e vento também poderiam atenuar o efeito, ao cobrir a superfície refletora ou redistribuir o sal.</p><p>Portanto, o estudo fornece, principalmente, informações adicionais sobre a história climática da Terra. Se esse efeito for confirmado em modelos mais abrangentes, <strong>o sal poderia transformar uma glaciação severa num estado estável de congelamento global profundo</strong>. Isto permitiria que mecanismos de retroalimentação conhecidos fossem reforçados pelo sal marinho — um cenário que, no entanto, levanta novas questões sobre a glaciação global.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Samuelsberg%2C%20A.%2C%20et%20al" data-year="2026" data-title="Amplified%20cooling%20of%20Snowball%20Earth%20from%20a%20salt-albedo%20feedback.%20Climate%20of%20the%20Past" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.5194%2Fcp-22-1499-2026">Samuelsberg, A., et al. (2026). <a href="https://doi.org/10.5194/cp-22-1499-2026" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Amplified cooling of Snowball Earth from a salt-albedo feedback. Climate of the Past</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/terra-bola-de-neve-o-sal-fez-o-planeta-esfriar-mais-ha-700-milhoes-de-anos-desencadeando-sua-glaciacao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Investigadores espanhóis descobrem uma ligação crucial no Atlântico para a previsão dos fenómenos do El Niño]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/investigadores-espanhois-descobrem-uma-ligacao-crucial-no-atlantico-para-a-previsao-dos-fenomenos-do-el-nino.html</link><pubDate>Wed, 09 Sep 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Cientistas da Universidade Complutense de Madrid descobrem que o oceano Atlântico pode desempenhar um papel decisivo na previsão do El Niño. Saiba as implicações desta descoberta para os diferentes setores da sociedade à escala global.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-espanhois-descobrem-uma-ligacao-crucial-no-atlantico-para-a-previsao-dos-fenomenos-do-el-nino-1788957034710.jpg" data-image="y3hey4pasmdx"><figcaption>O El Niño é um dos principais motores da variabilidade climática global. O aquecimento anómalo das águas do Pacífico tropical desencadeia alterações atmosféricas que se propagam muito além da região, influenciando o clima em diversas partes do mundo, incluindo a Península Ibérica, embora nos países ibéricos o efeito de correlação seja bastante reduzido e mais ligado normalmente à subida das temperaturas à escala global.</figcaption></figure><p>E se para antecipar um dos maiores fenómenos climáticos do planeta fosse preciso deitar um olhar por outro oceano? Uma equipa do grupo de investigação TROPA (Universidad Complutense de Madrid e Instituto de Geociencias - IGEO-CSIC) descobriu que <strong>o oceano Atlântico pode desempenhar um papel decisivo na previsão do El Niño</strong>.</p><p>Na contemporaneidade os sistemas de previsão são capazes de antecipar o fenómeno do El Niño com cerca de <strong>um ano de antecedência</strong>. O novo estudo, publicado na prestigiante <em>Scientific Reports</em> e baseado no modelo ECMWF, mostra que<strong> essa janela temporal poderá ser ampliada graças ao Atlântico</strong>.</p><h2>O “irmão mais novo” do El Niño</h2><p>A peça-chave do estudo é aquilo a que os investigadores designam de <strong>“El Niño do Atlântico”</strong>, um fenómeno semelhante ao do Pacífico, embora <strong>mais modesto</strong>, que ocorre no<strong> Atlântico equatorial durante o verão do hemisfério norte</strong>, cerca de seis meses antes do El Niño do Pacífico. As alterações nos ventos associadas a este fenómeno podem modificar as condições atmosféricas que mais tarde influenciam o Pacífico.</p><h2>Do Atlântico ao Pacífico “nasce” uma nova janela de previsão, com olhos postos no futuro</h2><p>Para chegar a esta conclusão, a equipa procedeu à análise de dados de todo o século XX e demonstrou que <strong>o acoplamento entre os dois oceanos varia ao longo do tempo</strong>, alternando períodos de maior e menor interação. Essa interação foi particularmente <strong>mais coesa no início e no final do século passado </strong>e os investigadores estimam que <strong>poderá voltar a intensificar-se num futuro próximo</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787348" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-meteorologista-italiano-revela-a-influencia-real-do-fenomeno-el-nino-nas-temperaturas-recorde-do-verao-de.html" title="Um meteorologista italiano revela a influência real do fenómeno El Niño nas temperaturas recorde do verão de 2026">Um meteorologista italiano revela a influência real do fenómeno El Niño nas temperaturas recorde do verão de 2026</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-meteorologista-italiano-revela-a-influencia-real-do-fenomeno-el-nino-nas-temperaturas-recorde-do-verao-de.html" title="Um meteorologista italiano revela a influência real do fenómeno El Niño nas temperaturas recorde do verão de 2026"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-meteorologo-italiano-revela-la-influencia-real-del-fenomeno-de-el-nino-en-las-temperaturas-record-del-verano-de-1788433811487_320.jpg" alt="Um meteorologista italiano revela a influência real do fenómeno El Niño nas temperaturas recorde do verão de 2026"></a></article></aside><p>Quando a interação que conecta os dois oceanos está ativa, <strong>incorporar informação sobre o Atlântico nos modelos de previsão melhora significativamente a capacidade de antecipar o El Niño do Pacífico</strong>. Se os modelos para o Atlântico se tornarem suficientemente precisos, poderá ser possível ultrapassar a atual barreira de previsão de cerca de um ano e meio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-espanhois-descobrem-uma-ligacao-crucial-no-atlantico-para-a-previsao-dos-fenomenos-do-el-nino-1788957331443.jpg" data-image="oq6y9yh3jnxo"><figcaption>De acordo com os investigadores do grupo TROPA, esta descoberta abre uma margem mais ampla para a previsão climática, trazendo potenciais benefícios para o planeamento agrícola, económico e energético à escala global.</figcaption></figure><p><strong>“Para melhorar a previsão global, não basta olhar para o Pacífico; temos de avançar de forma homogénea no acompanhamento e na investigação do Atlântico tropical”</strong>, salientam os membros do grupo TROPA, cujo objetivo futuro é continuar a aprofundar estas dinâmicas para aperfeiçoar a previsão sazonal à escala planetária.</p><p>O estudo integra a <strong>tese de doutoramento de</strong> <strong>Antonio Robles</strong><strong>, orientada por</strong> <strong>Belén Rodríguez-Fonseca </strong>e<strong> Teresa Losada</strong>, contando ainda com a participação de <strong>Magdalena Balmaseda</strong> do Centro de Previsão Europeu (<strong>ECMWF</strong>).</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Robles-Fern%C3%A1ndez%2C%20A.J.%2C%20Rodr%C3%ADguez-Fonseca%2C%20B.%2C%20Losada%2C%20T.%20et%20al." data-year="2026" data-title="Impact%20of%20tropical%20Atlantic%20on%20ENSO%20predictability%20in%20SEAS5-20C" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41598-026-59653-x">Robles-Fernández, A.J., Rodríguez-Fonseca, B., Losada, T. et al.. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41598-026-59653-x" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Impact of tropical Atlantic on ENSO predictability in SEAS5-20C</a>.</cite><br><cite data-author="UCM%20%7C%20IGEO-CSIC" data-year="2026" data-title="Impacto%20del%20Atl%C3%A1ntico%20tropical%20en%20la%20previsibilidad%20del%20ENOS%20en%20el%20modelo%20SEAS5-20C" data-url="https%3A%2F%2Fwww.igeo.ucm-csic.es%2Fimpacto-del-atlantico-tropical-en-la-previsibilidad-del-enos-en-el-modelo-seas5-20c%2F">UCM | IGEO-CSIC. (2026). <a href="https://www.igeo.ucm-csic.es/impacto-del-atlantico-tropical-en-la-previsibilidad-del-enos-en-el-modelo-seas5-20c/" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Impacto del Atlántico tropical en la previsibilidad del ENOS en el modelo SEAS5-20C</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/investigadores-espanhois-descobrem-uma-ligacao-crucial-no-atlantico-para-a-previsao-dos-fenomenos-do-el-nino.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O rover Curiosity bate o seu recorde de altitude em Marte e capta uma imagem panorâmica inédita]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-rover-curiosity-bate-o-seu-recorde-de-altitude-em-marte-e-capta-uma-imagem-panoramica-inedita.html</link><pubDate>Wed, 09 Sep 2026 15:27:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um novo marco alcançado pelo Curiosity permite explorar novas camadas rochosas e reconstruir com maior detalhe a complexa história ambiental e climática de Marte, a partir do Monte Sharp.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-rover-curiosity-logra-record-de-altura-y-captura-una-impresionante-fotografia-panoramica-de-marte-1788468732974.png" data-image="skmfiscqjq5y"><figcaption>Vista do Monte Sharp, em Marte, captada pelo rover Curiosity durante a sua subida de um quilómetro. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p><strong>A 26 de agosto de 2026, o rover Curiosity atingiu um quilómetro de altitude</strong> durante o seu percurso desde a Cratera Gale pelas encostas do Monte Sharp. Um marco que resume catorze anos de exploração de uma subida que teve início em 2014.</p><p><strong>A primeira coisa que devemos esclarecer é que esse quilómetro não equivale a uma subida vertical contínua</strong> nem significa que tenha percorrido um quinto do caminho até ao cume. Trata-se simplesmente de uma comparação da altitude atual do Curiosity em relação à Cratera Gale.</p><div class="texto-destacado">Desde que começou a subir, atravessou encostas, areia solta, rochas fraturadas e terrenos capazes de pôr à prova as suas rodas. Cada percurso deve equilibrar segurança, consumo de energia, comunicações e acesso a objetivos científicos de especial interesse.</div><p>Um dos episódios mais exigentes ocorreu <strong>em 2023, quando tentou superar uma encosta de 23 graus coberta de areia escorregadia</strong> e rochas grandes. A equipa acabou por desviá-lo cerca de 150 metros para uma rota com menor inclinação (15 graus).</p><p>A verdade é que ganhar altitude nunca foi o objetivo principal, mas sim <strong>alcançar estratos formados em momentos diferentes</strong><strong>, comparar a sua composição</strong> e reconstruir os ambientes que essas rochas deixaram para trás, uma vez que, durante a subida, vão-se encontrando diferentes capítulos geológicos.</p><h2>Um arquivo da história marciana</h2><p>O Monte Sharp, <strong>formalmente conhecido como Aeolis Mons, ergue-se cerca de 5 quilómetros acima do fundo da Cratera Gale</strong>. As suas encostas contêm inúmeras camadas sedimentares acumuladas e modificadas ao longo de longos períodos, o que torna a montanha num grande arquivo da história marciana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-rover-curiosity-logra-record-de-altura-y-captura-una-impresionante-fotografia-panoramica-de-marte-1788468985694.png" data-image="vc6mdbn5aelk"><figcaption>O Curiosity era o rover maior e mais avançado alguma vez enviado para Marte quando foi lançado em 2011. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p><strong>As camadas inferiores conservam sinais abundantes de ambientes antigos relacionados com água líquida</strong>, enquanto as camadas superiores revelam uma tendência para condições mais secas. Uma evolução que não foi simples nem ocorreu de forma totalmente linear.</p><p>Foram encontradas <strong>evidências de episódios húmidos intercalados com fases mais áridas</strong>. Entre elas destacam-se antigas fissuras hexagonais de argila, interpretadas como resultado de ciclos repetidos de humidade e secura que podem ter ocorrido ao longo de anos ou de forma sazonal.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785133" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/rajadas-de-vento-de-150-km-h-e-tempestades-de-poeira-a-nivel-global-e-assim-que-se-manifesta-o-clima-extremo-de-marte.html" title="Rajadas de vento de 150 km/h e tempestades de poeira a nível global: é assim que se manifesta o clima extremo de Marte">Rajadas de vento de 150 km/h e tempestades de poeira a nível global: é assim que se manifesta o clima extremo de Marte</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/rajadas-de-vento-de-150-km-h-e-tempestades-de-poeira-a-nivel-global-e-assim-que-se-manifesta-o-clima-extremo-de-marte.html" title="Rajadas de vento de 150 km/h e tempestades de poeira a nível global: é assim que se manifesta o clima extremo de Marte"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-atmosfera-de-marte-y-su-meteorologia-1786343253900_320.jpg" alt="Rajadas de vento de 150 km/h e tempestades de poeira a nível global: é assim que se manifesta o clima extremo de Marte"></a></article></aside><p>Esse registo ajuda a compreender <strong>como a Cratera Gale passou de abrigar lagos, correntes e sedimentos formados na presença de água para passar por períodos cada vez mais secos</strong>. A montanha conserva, portanto, uma história climática complexa, marcada por transições, retrocessos e alterações ambientais.</p><h3>Uma panorâmica composta por 323 fotografias</h3><p><strong>A imagem panorâmica divulgada, juntamente com o novo marco, foi captada pela Mast Camera, ou Mastcam</strong> nos dias 1 e 2 de agosto de 2026, correspondentes aos soles 4 972 e 4 973 da missão, oferecendo uma visão do caminho percorrido.</p><p>A imagem completa reúne 323 fotografias individuais combinadas num único mosaico, no qual <strong>a NASA ajustou a cor para aproximar a paisagem das condições de iluminação que o olho humano perceberia na Terra</strong>, facilitando assim a identificação de rochas, sombras e relevos distantes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-rover-curiosity-logra-record-de-altura-y-captura-una-impresionante-fotografia-panoramica-de-marte-1788469107828.png" data-image="u68mvji07s47"><figcaption>A imagem é uma panorâmica única composta por 323 imagens individuais captadas pela câmara do mastro do Curiosity, ou Mastcam. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>A partir da sua posição no Monte Sharp, <strong>o Curiosity observa setores do solo e da borda norte da cratera através de uma atmosfera carregada de poeira</strong>. Também se conseguem distinguir as pegadas do rover, que desaparecem entre cumes, encostas e depósitos sedimentares.</p><p>A imagem ajuda a dar uma noção da dimensão de uma exploração que costuma ser medida em metros e amostras de rocha que, vistas no seu conjunto, mostram <strong>quanto terreno o Curiosity já percorreu enquanto continua a subir uma montanha</strong> cuja estratigrafia permite comparar os ambientes visitados.</p><h3>O Curiosity continuará...</h3><p>O Curiosity <strong>aterrou em Marte a 6 de agosto de 2012 com a missão de determinar se o planeta tinha tido ambientes capazes de sustentar vida</strong> microbiana. Os seus instrumentos estudam minerais, elementos químicos, compostos orgânicos e os processos que modificaram rochas e solos.</p><p><strong>O seu objetivo é reconstruir condições de habitabilidade passadas e identificar sinais químicos ou geológicos compatíveis com ambientes favoráveis</strong>, e não tanto procurar diretamente organismos vivos; de facto, já encontrou evidências de antigos lagos e materiais formados ou alterados pela água.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784369" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/descobrem-um-meteorito-de-marte-com-1-273-milhoes-de-anos-que-revela-um-segredo-do-planeta-vermelho.html" title="Descobrem um meteorito de Marte com 1 273 milhões de anos que revela um segredo do planeta vermelho">Descobrem um meteorito de Marte com 1 273 milhões de anos que revela um segredo do planeta vermelho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/descobrem-um-meteorito-de-marte-com-1-273-milhoes-de-anos-que-revela-um-segredo-do-planeta-vermelho.html" title="Descobrem um meteorito de Marte com 1 273 milhões de anos que revela um segredo do planeta vermelho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/descubren-un-meteorito-de-marte-de-1-273-millones-de-anos-que-revela-un-secreto-del-planeta-rojo-1786378349520_320.jpg" alt="Descobrem um meteorito de Marte com 1 273 milhões de anos que revela um segredo do planeta vermelho"></a></article></aside><p>Em 2025, os cientistas anunciaram que <strong>uma amostra denominada Cumberland continha decano, undecano e dodecano, os maiores compostos orgânicos</strong> detetados até então que, embora não provem a existência de vida, demonstram que moléculas orgânicas complexas podem preservar-se durante eons.</p><p>Enquanto o Curiosity continua a subir o Monte Sharp, cada nova <strong>camada fornece pistas sobre quanto tempo duraram os ambientes húmidos, como a aridez</strong> avançou e que condições químicas acompanharam essa transformação. A partir do terceiro planeta, continuaremos a reportar...</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-rover-curiosity-bate-o-seu-recorde-de-altitude-em-marte-e-capta-uma-imagem-panoramica-inedita.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mais resistente do que a potus e muito mais elegante: a planta de interior que está na moda]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/mais-resistente-do-que-a-potus-e-muito-mais-elegante-a-planta-de-interior-que-esta-na-moda.html</link><pubDate>Wed, 09 Sep 2026 13:37:38 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Esta espécie de origem tropical combina a resistência de um clássico com uma estética muito mais requintada.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mas-resistente-que-el-potus-y-mucho-mas-elegante-la-planta-de-interior-que-es-tendencia-1788785292741.jpg" data-image="osql2p4vu02k" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>A folhagem verde-escura e mate do cordatum, a nova favorita para os espaços interiores.</figcaption></figure><p>Famoso por suportar estoicamente descuidos, excessos e indiferença, o potus tem sido o rei absoluto das plantas de interior. E, embora mantenha o seu lugar entre as espécies mais populares e fáceis de cuidar, <strong>um forte concorrente aspira a tomar o seu lugar no trono</strong>.</p><p><strong>Estamos a falar do cordatum (<em>Philodendron cordatum</em>)</strong>, uma variedade tropical que combina uma resistência semelhante à do potus com uma estética muito mais elegante.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mas-resistente-que-el-potus-y-mucho-mas-elegante-la-planta-de-interior-que-es-tendencia-1788785382217.jpg" data-image="dmamuqf9zyrw" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>As folhas em forma de coração e com ponta fina distinguem o cordatum do potus tradicional.</figcaption></figure><p>Para um olho pouco treinado, é fácil confundi-las, mas existem diferenças marcantes. A principal reside na morfologia das suas folhas. <strong>No cordatum, têm forma de coração</strong>, com bordas suaves e uma ponta fina bem delineada.</p><p>Além disso, <strong>a sua textura é suave e mate</strong>, em contraste com o brilho ceroso do potus. A folhagem surge com um tom verde profundo e uniforme.</p><p>Embora existam versões com padrões de cor nas folhas, <strong>a variedade pura mantém um tom uniforme</strong> que confere distinção a qualquer ambiente.</p><h2>Como cresce: ritmo e formas de desenvolvimento</h2><p><strong>O cordatum pode crescer trepando ou pendendo</strong>. No seu habitat natural, utiliza as suas raízes aéreas para se fixar aos troncos das árvores e elevar-se em direção à luz. Dentro de casa, essa mesma flexibilidade permite orientá-la de duas maneiras:</p><p><strong>Com um suporte, para cima</strong>: se lhe for colocado um suporte de musgo ou fibra de coco, as raízes aéreas agarram-se com facilidade. Nesta configuração, as folhas tendem a atingir um tamanho consideravelmente maior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mas-resistente-que-el-potus-y-mucho-mas-elegante-la-planta-de-interior-que-es-tendencia-1788788973046.jpg" data-image="h4hoqljcvudd" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>O Philodendron cordatum cultivado com um suporte de musgo desenvolve folhas muito maiores à medida que trepa.</figcaption></figure><p><strong>Em queda livre</strong>: colocada em prateleiras altas ou vasos suspensos, a planta forma cascatas verdes densas e bem povoadas.</p><p>Cresce a um ritmo moderado durante o outono e o inverno. Com<strong> a chegada da primavera e do verão</strong>, acelera o surgimento constante de novos rebentos.</p><h2>Cuidados essenciais para a manter impecável</h2><p>Requer poucas intervenções <strong>simples, mas precisas</strong>:</p><p><strong>Luz e iluminação</strong>: prefere luz indireta e brilhante. Tolera recantos com menor luminosidade, embora o seu crescimento se torne mais lento. É fundamental evitar a luz solar direta, uma vez que a radiação intensa queima rapidamente a sua folhagem.</p><p><strong>Rega e substrato</strong>: o excesso de água é o seu principal inimigo. O ideal é regar apenas quando a camada superior do substrato estiver seca ao toque. Necessita de uma mistura de solo solto, rica em matéria orgânica e com excelente drenagem para evitar que as raízes apodreçam.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mas-resistente-que-el-potus-y-mucho-mas-elegante-la-planta-de-interior-que-es-tendencia-1788789063009.jpg" data-image="d7uvk671k5g8" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Limpar o pó das folhas mate uma vez por mês ajuda na fotossíntese e realça a sua beleza natural.</figcaption></figure><p><strong>Temperatura e humidade</strong>: prospera em intervalos entre os 18 °C e os 26 °C. Sofre com as geadas ou com correntes de ar frio prolongadas. Aprecia a humidade ambiente, pelo que pulverizar as suas folhas em épocas secas ajuda a conservar a sua cor atraente.</p><p><strong>Manutenção da folhagem</strong>: recomenda-se passar um pano macio e ligeiramente humedecido pelas folhas uma vez por mês, para remover o pó e desobstruir os poros.</p><ul></ul><h2>Reprodução simples na água ou no solo</h2><p>É muito simples multiplicar o cortadum. <strong>Basta cortar um pedaço de caule que inclua pelo menos um nó</strong>, que é o ponto onde nascem as folhas e as raízes aéreas</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mas-resistente-que-el-potus-y-mucho-mas-elegante-la-planta-de-interior-que-es-tendencia-1788789185224.jpg" data-image="n6su2zk39wyi" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>O excesso de água é o inimigo do cordatum: deixa a camada superior do substrato secar entre regas.</figcaption></figure><p> Ao colocar a estaca num recipiente com água limpa, as raízes começam a surgir em poucas semanas. Assim que o sistema radicular atingir alguns centímetros de comprimento, <strong>o novo exemplar pode ser transferido diretamente para um vaso com terra</strong>. </p><h3>Um pormenor a ter em conta se houver animais de estimação</h3><p>Tal como muitas plantas da família das aráceas, o Philodendron cordatum contém cristais de oxalato de cálcio. <strong>Pode ser tóxico para cães e gatos</strong> se for ingerido ou mastigado, uma vez que pode provocar irritação na boca ou na garganta.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786149" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/flores-nectar-e-vida-as-plantas-que-transformam-a-sua-varanda-num-refugio-para-abelhas-e-outros-polinizadores.html" title="Flores, néctar e vida: as plantas que transformam a sua varanda num refúgio para abelhas e outros polinizadores">Flores, néctar e vida: as plantas que transformam a sua varanda num refúgio para abelhas e outros polinizadores</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/flores-nectar-e-vida-as-plantas-que-transformam-a-sua-varanda-num-refugio-para-abelhas-e-outros-polinizadores.html" title="Flores, néctar e vida: as plantas que transformam a sua varanda num refúgio para abelhas e outros polinizadores"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/flores-nectar-y-vida-las-plantas-que-convierten-tu-balcon-en-un-refugio-para-abejas-y-otros-polinizadores-1787587281922_320.jpeg" alt="Flores, néctar e vida: as plantas que transformam a sua varanda num refúgio para abelhas e outros polinizadores"></a></article></aside><p>Por isso, se houver animais curiosos em casa, a melhor opção é cultivá-la na <strong>versão suspensa</strong> ou em prateleiras altas, fora do alcance deles.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/mais-resistente-do-que-a-potus-e-muito-mais-elegante-a-planta-de-interior-que-esta-na-moda.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mudanças na previsão a médio prazo: "talvez o El Niño esteja a afetar Portugal mais do que seria de esperar"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-na-previsao-a-medio-prazo-talvez-o-el-nino-esteja-a-afetar-portugal-mais-do-que-seria-de-esperar.html</link><pubDate>Wed, 09 Sep 2026 12:25:03 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As últimas atualizações do modelo europeu mostram um cenário diferente para as próximas semanas, marcado pela alternância entre vários padrões atmosféricos. Esta mudança aumenta a incerteza quanto à evolução do estado do tempo em Portugal.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-na-previsao-a-medio-prazo-talvez-o-el-nino-esteja-a-afetar-portugal-mais-do-que-seria-de-esperar-1788956422890.jpg" data-image="wlp7d60z58lc"><figcaption>Há uma probabilidade cada vez maior de a corrente de jato polar se deslocar para norte, algo que se relaciona com o aparecimento mais frequente de padrões como a NAO+.</figcaption></figure><p>As previsões do modelo europeu sofreram alterações importantes nos últimos dias e mostram agora um cenário incerto para as próximas semanas. Em vez de um padrão atmosférico claramente dominante, <strong>o ECMWF aponta para uma forte alternância entre três regimes</strong>: Crista Atlântica, NAO positiva (NAO+) e bloqueio. Esta sucessão <strong>poderá traduzir-se em mudanças relevantes no estado do tempo em Portugal</strong>.</p><h2>Do bloqueio à NAO+: o cenário mudou em poucos dias</h2><p><strong>Cada regime influencia a circulação atmosférica no Atlântico Norte</strong>. Numa fase de NAO+, intensifica-se a circulação de oeste, conduzindo as depressões para latitudes mais elevadas e favorecendo condições mais secas no sul da Europa. O bloqueio pode interromper esta circulação e manter configurações durante dias, enquanto a Crista Atlântica corresponde à expansão de altas pressões para norte no Atlântico, alterando a trajetória das depressões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-na-previsao-do-modelo-europeu-a-medio-prazo-o-el-nino-pode-estar-a-semear-o-caos-1788952681239.jpg" data-image="1tki1b4dl9ve"><figcaption>O ECMWF mostra uma forte alternância entre vários regimes atmosféricos nas próximas semanas, com a Crista Atlântica, a NAO+ e o bloqueio a sucederem-se sem que um padrão consiga assumir um domínio persistente.</figcaption></figure><p>Há poucos dias, o bloqueio surgia como o padrão dominante nas previsões de médio e longo prazo. <strong>As atualizações mais recentes mostram uma mudança de cenário, com a NAO+ a recuperar protagonismo e a Crista Atlântica também a ganhar expressão</strong>. Esta alternância poderá estar relacionada com a influência do El Niño, embora não seja possível estabelecer uma relação direta. O aquecimento anómalo das águas do Pacífico equatorial provoca alterações na circulação atmosférica global, cujos efeitos podem estender-se além do Pacífico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-na-previsao-do-modelo-europeu-a-medio-prazo-o-el-nino-pode-estar-a-semear-o-caos-1788952861966.jpg" data-image="zhm73cwybhun"><figcaption>A previsão aponta para uma atividade ciclónica tropical bastante inferior à média no Atlântico Norte entre 14 e 20 de setembro, com a Energia Ciclónica Acumulada (ACE) prevista a representar apenas cerca de 20% do valor climatológico.</figcaption></figure><p>Um sinal compatível com esta influência surge na atividade tropical. <strong>O El Niño tende a aumentar o cisalhamento vertical do vento no Atlântico tropical, dificultando a organização e intensificação dos ciclones</strong>. O ECMWF projeta uma Energia Ciclónica Acumulada no Atlântico Norte equivalente a apenas 20% a 50% da média climatológica entre meados de setembro e a primeira metade de outubro, enquanto setores do Pacífico apresentam valores superiores ao habitual.</p><h2>O que poderá significar esta mudança para Portugal?</h2><p>Em Portugal, esta evolução deverá traduzir-se num cenário quente e seco. <strong>Entre 14 e 21 de setembro, o ECMWF prevê temperaturas acima da média</strong>, com anomalias próximas ou superiores a 3 ºC em grande parte do território, <strong>enquanto a precipitação deverá ficar abaixo do habitual</strong>. Em altitude, as anomalias positivas do geopotencial aos 500 hPa revelam uma dorsal, configuração favorável à estabilidade atmosférica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-na-previsao-do-modelo-europeu-a-medio-prazo-o-el-nino-pode-estar-a-semear-o-caos-1788952850736.jpg" data-image="p3r6mi3x7ziy"><figcaption>Entre 14 e 21 de setembro, o ECMWF prevê anomalias positivas do geopotencial a 500 hPa sobre Portugal e grande parte da Europa, associadas à presença de pressões mais elevadas em altitude do que o habitual para a época.</figcaption></figure><p><strong>A partir de 21 de setembro, os mapas começam a mostrar uma mudança, com as anomalias térmicas a diminuírem e o défice de precipitação a tornar-se menos acentuado</strong>. Ao longo das semanas seguintes, no início de outubro, as temperaturas deverão aproximar-se dos valores normais, enquanto aumenta o sinal de precipitação. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787821" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-de-calor-entre-12-e-15-de-setembro-portugal-continental-prepara-se-para-um-novo-aumento-geral-das-temperaturas.html" title="Cúpula de calor entre 12 e 15 de setembro: Portugal continental prepara-se para um novo aumento geral das temperaturas">Cúpula de calor entre 12 e 15 de setembro: Portugal continental prepara-se para um novo aumento geral das temperaturas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-de-calor-entre-12-e-15-de-setembro-portugal-continental-prepara-se-para-um-novo-aumento-geral-das-temperaturas.html" title="Cúpula de calor entre 12 e 15 de setembro: Portugal continental prepara-se para um novo aumento geral das temperaturas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-de-calor-entre-12-e-15-de-setembro-portugal-continental-prepara-se-para-um-novo-aumento-geral-das-temperaturas-1788951527227_320.jpg" alt="Cúpula de calor entre 12 e 15 de setembro: Portugal continental prepara-se para um novo aumento geral das temperaturas"></a></article></aside><p>A alternância entre regimes reduz a confiança numa evolução persistente, deixando o cenário dependente das próximas atualizações do ECMWF.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-na-previsao-a-medio-prazo-talvez-o-el-nino-esteja-a-afetar-portugal-mais-do-que-seria-de-esperar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cúpula de calor entre 12 e 15 de setembro: Portugal continental prepara-se para um novo aumento geral das temperaturas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-de-calor-entre-12-e-15-de-setembro-portugal-continental-prepara-se-para-um-novo-aumento-geral-das-temperaturas.html</link><pubDate>Wed, 09 Sep 2026 11:33:16 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal prepara-se para uma nova subida acentuada das temperaturas a partir do fim de semana. Entre 12 e 15 de setembro, uma cúpula de calor poderá instalar-se sobre a Península Ibérica, com o auge do episódio a surgir dia 14.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb5w9s2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb5w9s2.jpg" id="xb5w9s2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A partir de sexta-feira, dia 11, uma massa de ar muito quente começará a ganhar terreno sobre a Península Ibérica, podendo dar origem a uma cúpula de calor que atingirá o seu auge entre os dias 12 e 15.</p><h2>Quarta-feira ainda com temperaturas próximas do normal</h2><p>Esta quarta-feira, dia 9, será marcada por temperaturas maioritariamente próximas da média climatológica, embora existam algumas diferenças regionais. Em determinados locais poderão ficar 2 a 3 ºC abaixo do habitual, enquanto noutros haverá anomalias positivas de magnitude semelhante.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-de-calor-entre-12-e-15-de-setembro-portugal-continental-prepara-se-para-um-novo-aumento-geral-das-temperaturas-1788951075989.jpg" data-image="x06irz1a0ryn" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O dia 9 ainda será marcado por temperaturas relativamente próximas da média climatológica, com um contraste evidente entre o litoral mais fresco e o interior mais quente.</figcaption></figure><p>Será também evidente o contraste entre o litoral, mais fresco devido à influência marítima, e o interior. <strong>Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja poderão registar máximas próximas dos 29 ºC</strong>, enquanto junto à faixa costeira os valores serão geralmente mais baixos.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Na quinta-feira, dia 10, começa a desenhar-se uma mudança. As temperaturas deverão subir, com alguns locais dos distritos de Lisboa e Setúbal a aproximarem-se ou alcançarem os <strong>30 ºC</strong>.</p><p>As anomalias térmicas positivas tornam-se igualmente mais evidentes, sobretudo durante as horas de maior aquecimento. Contudo, este sinal será essencialmente diurno: <strong>durante a noite, as temperaturas deverão permanecer bastante mais próximas da média climatológica.</strong></p><h2>Sexta-feira, dia 11 será o ponto de viragem</h2><p>A partir de sexta-feira, dia 11, o aquecimento deverá tornar-se mais generalizado. Os mapas da Meteored mostram uma extensa região anticiclónica no Atlântico acompanhada por <strong>anomalias térmicas positivas aos 850 hPa</strong>, aproximadamente 1500 metros de altitude.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-de-calor-entre-12-e-15-de-setembro-portugal-continental-prepara-se-para-um-novo-aumento-geral-das-temperaturas-1788951388251.jpg" data-image="p7onwfvb5x6q" alt="Anomalia da temperatura a 850 hPa" title="Anomalia da temperatura a 850 hPa"><figcaption>Uma extensa área de ar anormalmente quente em altitude aproxima-se da Península Ibérica. Este será um dos primeiros sinais da formação da cúpula de calor que deverá intensificar-se nos dias seguintes.</figcaption></figure><p>Esta configuração será importante para perceber o que vai acontecer nos próximos dias. Uma massa de ar excecionalmente quente em altitude irá começar a aproximar-se da Península Ibérica, enquanto a circulação anticiclónica favorece subsidência (movimento descendente do ar), estabilidade atmosférica e aquecimento adicional.</p><p>Será na sexta-feira que a formação<strong> <strong>de uma cúpula de calor</strong> se irá tornar percetível</strong>, embora seja durante o fim de semana que o fenómeno deverá intensificar-se.</p><h2>A cúpula de calor instala-se a partir de sábado</h2><p>No sábado, dia 12, o aumento das temperaturas será já bastante evidente. Nas horas de maior calor, grande parte dos distritos portugueses deverá apresentar valores médios próximos ou superiores aos <strong>30 ºC</strong>, incluindo várias zonas do litoral que nos dias anteriores terão beneficiado de temperaturas mais moderadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-de-calor-entre-12-e-15-de-setembro-portugal-continental-prepara-se-para-um-novo-aumento-geral-das-temperaturas-1788951443832.jpg" data-image="tn9p5c5h1ase" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O calor torna-se generalizado no sábado, com grande parte do território a aproximar-se ou ultrapassar os 30 ºC. No Vale do Tejo, alguns locais poderão chegar perto dos 38 ºC.</figcaption></figure><p>No interior, os valores serão ainda superiores. <strong>No distrito de Santarém e no Vale do Tejo, alguns locais poderão aproximar-se dos 38 ºC.</strong> Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja também deverão registar temperaturas elevadas para esta fase de setembro.</p><p>Esta situação resulta da persistência de uma massa de ar quente sobre a Península, reforçada pela configuração anticiclónica. Numa cúpula de calor, as altas pressões favorecem a descida e compressão do ar, dificultando simultaneamente a renovação da massa de ar quente junto à superfície.</p><h2>Dia 14 poderá marcar o auge do episódio</h2><p>Segundo a atual previsão do ECMWF, <strong>segunda-feira, dia 14, poderá ser um dos dias mais quentes deste episódio</strong>. O mapa de temperatura e geopotencial aos 850 hPa evidencia a temperatura de uma extensa massa de ar sobre o sudoeste europeu, abrangendo Portugal, Espanha e avançando também sobre França.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-de-calor-entre-12-e-15-de-setembro-portugal-continental-prepara-se-para-um-novo-aumento-geral-das-temperaturas-1788951589377.jpg" data-image="j86wh53vdsqk" alt="Geopotencial e temperatura a 850 hPa" title="Geopotencial e temperatura a 850 hPa"><figcaption>Uma massa de ar muito quente ocupa grande parte da Península Ibérica e estende-se em direção a França. Esta configuração em altitude ajuda a explicar a intensificação do calor à superfície.</figcaption></figure><p>Já o mapa de <strong>anomalia da temperatura aos 850 hPa permite perceber quão excecional é essa massa de ar relativamente ao que seria normal nesta altura do ano</strong>. Ou seja, não representa a temperatura que teremos à superfície, mas a diferença entre a temperatura prevista da massa de ar a cerca de 1500 metros e a média climatológica para esse nível da atmosfera.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-de-calor-entre-12-e-15-de-setembro-portugal-continental-prepara-se-para-um-novo-aumento-geral-das-temperaturas-1788951527227.jpg" data-image="23nb8pxmvhsg" alt="Anomalia da temperatura a 850 hPa" title="Anomalia da temperatura a 850 hPa"><figcaption>As anomalias em altitude poderão rondar os +8 ºC em Portugal e superar os +10 ºC noutros pontos da Península Ibérica, mostrando quão anormalmente quente será esta massa de ar para meados de setembro.</figcaption></figure><p>No dia 14, o ECMWF projeta <strong>anomalias que poderão rondar +8 ºC sobre Portugal e ultrapassar +10 ºC em partes da Península Ibérica</strong>, revelando a intensidade deste episódio.</p><h2>Até quando poderá durar?</h2><p>A fase mais intensa deverá concentrar-se <strong>entre 12 e 15 de setembro</strong>, mas a massa de ar quente poderá persistir sobre a região até aproximadamente <strong>16 ou 17 de setembro</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787820" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-39-c-no-sul-de-portugal-o-pico-de-calor-esta-previsto-para-segunda-feira.html" title="Até 39 ºC no sul de Portugal: o pico de calor está previsto para segunda-feira 14">Até 39 ºC no sul de Portugal: o pico de calor está previsto para segunda-feira 14</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-39-c-no-sul-de-portugal-o-pico-de-calor-esta-previsto-para-segunda-feira.html" title="Até 39 ºC no sul de Portugal: o pico de calor está previsto para segunda-feira 14"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-39-c-no-sul-de-portugal-o-pico-de-calor-esta-previsto-para-segunda-feira-1788951349842_320.png" alt="Até 39 ºC no sul de Portugal: o pico de calor está previsto para segunda-feira 14"></a></article></aside><p>Tratando-se ainda de uma previsão a vários dias de distância, a intensidade e duração exatas poderão sofrer ajustes. Ainda assim, os mapas apontam atualmente para uma clara escalada das temperaturas durante o fim de semana e início da próxima semana, com <strong>segunda-feira, dia 14, a destacar-se como potencial auge deste novo episódio de calor</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-de-calor-entre-12-e-15-de-setembro-portugal-continental-prepara-se-para-um-novo-aumento-geral-das-temperaturas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 39 ºC no sul de Portugal: o pico de calor está previsto para segunda-feira 14]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-39-c-no-sul-de-portugal-o-pico-de-calor-esta-previsto-para-segunda-feira.html</link><pubDate>Wed, 09 Sep 2026 10:57:37 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O tempo estável, seco e soalheiro dos próximos dias será acompanhado por uma subida gradual das temperaturas. O pico do episódio de calor poderá ser atingido na segunda-feira, 14 de setembro. Eis onde as máximas se aproximarão dos 40 ºC.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb5vtlq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb5vtlq.jpg" id="xb5vtlq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Dentro de poucos dias, de acordo com os mapas de referência da Meteored, ocorrerá o <strong>estabelecimento de uma região de altas pressões em formato de crista (Crista Atlântica)</strong>, que tenderá a dificultar a progressão das frentes e depressões atlânticas vindas de oeste, favorecendo o desenrolar de dias secos e estáveis, com céu geralmente limpo ou pouco nublado em grande parte da nossa geografia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-39-c-no-sul-de-portugal-o-pico-de-calor-esta-previsto-para-segunda-feira-1788950928408.jpg" data-image="cbnvk1dkighe"><figcaption>Crista anticiclónica a estender-se pelo Atlântico, abrangendo vários países da Europa Ocidental, entre os quais Portugal, Espanha e França.</figcaption></figure><p>A manutenção deste padrão durante um <strong>período de cerca de 4 dias</strong> deverá, adicionalmente, contribuir para uma <strong>subida das temperaturas, nalgumas regiões, para valores próximos dos 40 ºC</strong>.</p><h2>Novo episódio de temperaturas elevadas instala-se em Portugal continental entre sábado e terça</h2><p>Na origem da configuração sinóptica prevista entre sábado (12) e terça-feira (15) está uma <strong>crista anticiclónica</strong> que se estenderá pelo Atlântico próximo em direção à Península Ibérica, França e a outras zonas da Europa Ocidental.<strong> Tanto o modelo ECMWF, que merece a máxima confiança da Meteored Portugal, e o GFS, convergem numa subida gradual e consecutiva das temperaturas</strong> neste período de dias, cujo pico será atingido na segunda-feira (14).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-39-c-no-sul-de-portugal-o-pico-de-calor-esta-previsto-para-segunda-feira-1788950412181.jpg" data-image="ib7q5snk6d1t"><figcaption>Este mapa do modelo GFS confirma o cenário de calor intenso previsto também previsto pelo modelo ECMWF, convergindo na existência de uma cúpula de calor em redor da Península Ibérica na segunda-feira, 14 de setembro. Imagem: Tomer Burg | PolarWx</figcaption></figure><p>Como referido anteriormente, nos mapas de ambos os modelos torna-se evidente o surgimento de um padrão anticiclónico persistente no período entre sábado (12) e terça (15), com <strong>o máximo de intensidade térmica a ser possivelmente atingido na segunda-feira, 14 de setembro, dia que estará em foco na análise deste artigo</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>O que é uma cúpula de calor?<br></strong>O termo “cúpula de calor” foi cunhado por especialistas em meteorologia e pelos media para descrever uma situação de calor persistente associada a uma área de altas pressões ou a uma crista robusta e relativamente estacionária. O processo de subsidência do ar e a estabilidade atmosférica associadas a este padrão promovem a manutenção e, frequentemente, o reforço das temperaturas à superfície.</div><p>Por volta de segunda-feira (14), alguns dos cenários modelados começam a evidenciar uma possível entrada de ar mais quente e seco. Numa primeira fase, <strong>as altas pressões contribuirão para a estabilidade atmosférica, céu pouco nublado e maior eficácia do aquecimento diurno</strong>, porém, é possível que posteriormente, o calor seja reforçado pelo transporte de uma massa de ar quente e por alterações na circulação associadas ao desenvolvimento da depressão térmica no interior da Península Ibérica.</p><h2>Temperaturas poderão aproximar-se dos 40 ºC em alguns pontos de Portugal na segunda-feira 14</h2><p>Para segunda (14) espera-se uma jornada novamente marcada pela subida das temperaturas máximas para valores ainda mais elevados,<strong> algo que converge também com um mapa de anomalias térmicas positivas acentuadas, geralmente entre 8 e 10 ºC acima dos valores climatológicos de referência</strong>, exceto no Algarve onde serão consideravelmente mais suaves.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-39-c-no-sul-de-portugal-o-pico-de-calor-esta-previsto-para-segunda-feira-1788950232977.jpg" data-image="ecgrggfw65h8"><figcaption>As anomalias térmicas serão positivas e bastante acentuadas (+8 a 10 ºC) em quase todo o território de Portugal continental, exceto nalgumas localidades da faixa costeira ocidental e no Algarve.</figcaption></figure><p>Em termos de temperatura, olhando a grosso modo para as macro-regiões do país e começando pela <strong>Região Norte</strong>, constata-se a previsão de máximas entre 24 e 34 ºC nas capitais distritais (Viana do Castelo, Porto, Braga, Vila Real e Bragança), sendo que se prevê a possibilidade de registos superiores em localidades como<strong> Chaves (35 ºC), Ponte da Barca (35 ºC), Mirandela (36 ºC) e Amarante (37 ºC)</strong>.</p><p>De seguida, deitando o olhar pela <strong>Região Centro</strong>, prevê-se, para as capitais distritais (Aveiro, Coimbra, Leiria, Guarda, Viseu e Castelo Branco), um intervalo de temperaturas máximas ligeiramente superior ao da Região Norte - entre 26 ºC e 36 ºC, com possibilidade de serem registados valores localmente superiores em cidades, vilas e/ou povoações, tais como<strong> Sertã (37 ºC) e Vila Velha de Ródão (38 ºC)</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787749" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-vai-intensificar-se-gradualmente-ate-domingo-13-estas-localidades-de-portugal-poderao-atingir-os-38-a-40-c.html" title="'Calor vai intensificar-se gradualmente até domingo 13': estas localidades de Portugal poderão atingir os 38 a 40 ºC">"Calor vai intensificar-se gradualmente até domingo 13": estas localidades de Portugal poderão atingir os 38 a 40 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-vai-intensificar-se-gradualmente-ate-domingo-13-estas-localidades-de-portugal-poderao-atingir-os-38-a-40-c.html" title="'Calor vai intensificar-se gradualmente até domingo 13': estas localidades de Portugal poderão atingir os 38 a 40 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-vai-intensificar-se-gradualmente-ate-domingo-13-estas-localidades-de-portugal-poderao-atingir-os-38-a-40-c-1788887844645_320.jpg" alt="'Calor vai intensificar-se gradualmente até domingo 13': estas localidades de Portugal poderão atingir os 38 a 40 ºC"></a></article></aside><p>Passando agora à <strong>Região de Lisboa e Vale do Tejo</strong>, na segunda-feira 14 de setembro preveem-se máximas de 33 e 37 ºC para Lisboa e Santarém, respetivamente. Porém, à semelhança das regiões anteriormente analisadas, há locais onde as temperaturas diurnas previstas se destacam devido à possibilidade de valores superiores, tais como <strong>Coruche, Entroncamento, Golegã, Tomar e Abrantes (38 ºC)</strong>.</p><p>Analisando em concreto a singularidade relativa ao distrito de <strong>Setúbal</strong>, que apresenta um forte contraste geográfico entre a Península de Setúbal, a norte, e o Alentejo Litoral, a sul, inserindo-se tanto na Área Metropolitana de Lisboa, como no Alentejo.</p><div class="texto-destacado">A máxima prevista para a capital distrital de Setúbal é 27 ºC, valor que poderá ser explicado em grande medida pela proximidade do Estuário do Sado e do Atlântico, que favorecem uma maior influência marítima e um efeito térmico amenizador.</div><p> Porém, esse valor destoa claramente de muitas outras localidades do distrito, tais como <strong>Azeitão e Palmela (entre 31 e 32 ºC)</strong>, ou outras localidades mais orientais ou meridionais, tais como <strong>Poceirão, Pegões, Canha, Alcácer do Sal e Grândola (entre 35 e 38 ºC)</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-39-c-no-sul-de-portugal-o-pico-de-calor-esta-previsto-para-segunda-feira-1788950089331.jpg" data-image="498qqitlz8vr"><figcaption>Na próxima segunda-feira (14) prevê-se que os termómetros se aproximem dos 40 ºC no Sul de Portugal continental, destacando-se em particular o Alentejo.</figcaption></figure><p>Caminhando em direção ao <strong>Alentejo</strong>, constata-se máximas previstas entre 36 e 37 ºC nas principais capitais distritais, sendo elas Portalegre, Évora e Beja. Não obstante, há outras cidades, vilas e povoações que se salientam devido ao registo de valores localmente acima, tais como <strong>Mora e Ponte de Sor (ambas 39 ºC), Cuba, Avis e Serpa (38 ºC)</strong>.</p><p>Por fim, o <strong>Algarve</strong>, a região mais meridional de Portugal continental. Preveem-se 30 ºC para Faro, sendo que os mapas evidenciam claramente um contraste entre as localidades costeiras da costa sul algarvia, mais condicionadas pela proximidade ao oceano, e as localidades mais quentes, distribuídas pelo barrocal, serra algarvia e sotavento, tais como <strong>Monchique (31 ºC), Loulé (33 ºC) e Alcoutim (36 ºC)</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-39-c-no-sul-de-portugal-o-pico-de-calor-esta-previsto-para-segunda-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mergulhe nas aventuras marítimas do rei D. Carlos, o primeiro oceanógrafo português]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mergulhe-nas-aventuras-maritimas-do-rei-d-carlos-o-primeiro-oceanografo-portugues.html</link><pubDate>Wed, 09 Sep 2026 07:37:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O monarca liderou 12 campanhas científicas, trazendo do fundo do mar espécies até então nunca vistas, expostas no Aquário Vasco da Gama.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mergulhe-nas-aventuras-maritimas-do-rei-d-carlos-o-primeiro-oceanografo-portugues-1788197258840.jpg" data-image="8vcwry8u5ac6" alt="D. Carlos" title="D. Carlos"><figcaption>D. Carlos foi o primeiro a estudar o mar português, trazendo do fundo do Atlântico criaturas nunca vistas. Imagem trabalhada no Canva sobre foto de domínio público, Wikimedia Commons.</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Quando nos lembramos de <strong>D. Carlos I</strong>, o que imediatamente nos vem à memória é o fatídico episódio do <strong>regicídio</strong>. No dia 1 de fevereiro de 1908, o rei foi morto, em pleno Terreiro do Paço, em Lisboa, por republicanos e elementos da Carbonária. <strong>O seu legado</strong>, no entanto, <strong>está </strong><strong>vivo </strong>e perdura até aos dias de hoje. </p><p>D. Carlos dedicou-se a várias artes e interessou-se por distintos ramos da ciência. Mas, acima de tudo, foi um grande estudioso do mar português. Deixou uma obra internacionalmente reconhecida e é considerado <strong>um dos pioneiros mundiais da oceanografia</strong>. Foi ele o primeiro a conhecer e a divulgar a fauna do nosso mar.</p><p>Das profundezas do Atlântico, trouxe<strong> espécies</strong><strong> nunca vista</strong>s, descreveu como funcionam as correntes, estudou criaturas marinhas, como baleias, tubarões, tartarugas ou atuns, e provou, inclusive, que a vida não se extingue a partir dos 500 metros de profundidade, como até então se pensava.</p><h2>Um príncipe deslumbrado com o mar<br></h2><p>O fascínio pela ciência oceanográfica começou ainda em criança. <strong>Aos oito anos, ganhou do pai, o rei D. Luís I, As Vinte Mil Léguas Submarinas, de Júlio Verne</strong>. As aventuras do capitão Nemo, com profusas e minuciosas ilustrações de monstros marinhos, <strong>despertaram-lhe a vontade de explorar os abismos oceânicos da costa portuguesa</strong>, como irá fazer, mais tarde, ao largo de Setúbal.</p><p>Na juventude foi também profundamente influenciado por cientistas de renome, mas será o <strong>príncipe Alberto do Mónaco</strong>, um dos mais distintos oceanógrafos da época, que irá determinar a sua vocação pelo mar. Conheceu-o em Lisboa, com 15 anos, e ficou maravilhado com o seu iate e as histórias das campanhas marítimas. Manterá com ele uma forte ligação, durante longos anos, seguindo as suas pisadas.</p><h2>As campanhas marítimas do rei<br></h2><p>Durante mais de uma década, D. Carlos realizou 12 expedições científicas ao longo da costa portuguesa. <strong>O resultado destas missões foi uma coleção zoológica de valor histórico e científico incalculável.</strong> Até aos dias de hoje, este acervo continua a servir de referência para investigações sobre peixes e crustáceos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mergulhe-nas-aventuras-maritimas-do-rei-d-carlos-o-primeiro-oceanografo-portugues-1788197589639.jpg" data-image="q938w977kp0t" alt="Vinte mil Léguas Submarinas de júlio Verne" title="Vinte mil Léguas Submarinas de júlio Verne"><figcaption>A obra “Vinte Mil Léguas Submarinas”, de Júlio Verne, marcou a infância de D. Carlos. Imagem trabalhada no canva.com sobre ilustrações de domínio público,</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p> A Oceanografia portuguesa teve início a<strong> 1</strong><strong> de setembro de 1896</strong>, com a entrada de D. Carlos a bordo do iate 'D. Amélia'. O rei deu então início a um conjunto de expedições na costa atlântica nacional que se prolongaria até 1907. </p><p>Nas campanhas a bordo das embarcações – ao todo, teve quatro iates batizados com o nome da rainha – o monarca privilegiou as águas dos<strong> estuários</strong><strong> do </strong><strong>Tejo </strong>e do<strong> Sado </strong>e cursos adjacentes: os mares de Cascais, do cabo Espichel e de Sesimbra, entre o cabo da Roca e Sines.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Além do interesse científico, o rei esteve empenhado em estudar os recursos marinhos da costa portuguesa, procurando maximizar o rendimento da indústria e do comércio da pesca em Portugal. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Tratavam-se, nessa altura, das atividades económicas mais relevantes para o país que herdara para governar num contexto gravemente afetado por crises financeiras e políticas. Em 1898, dedicou-se, em especial, ao<strong> </strong>estudo sobre <strong>“A Pesca do Atum no Algarve”</strong>, obra editada pela Imprensa Nacional, Lisboa, em 1899.</p><h2>Marinheiros experientes e tecnologias de ponta</h2><p> Para as suas campanhas, o monarca contou com tripulações da Marinha criteriosamente selecionadas entre os militares mais experientes e especializados em missões científicas. </p><p>Muitos destes homens acompanharam-no ao longo de vários anos, destacando-se o famoso explorador Roberto Ivens. A equipa incluía ainda dois fiéis cães-de-água, que frequentemente auxiliavam no transporte de material científico entre a água e o iate.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O próprio rei, com frequência, lançava-se também ao mar. Conta-se que chegou a mergulhar de cabeça, num impulso, quando uma estranha criatura se aproximou da embarcação. Após capturar o animal, descobriu tratar-se de um cachalote-anão, que desenhou e enviou por carta ao seu amigo Alberto do Mónaco.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O conhecimento adquirido nas expedições nunca poderia ter vindo à tona sem uma enorme operação logística por detrás. <strong>O rei investiu, por isso, em tecnologias de última geração</strong>. A sala de fumo da D. Amélia III, por exemplo, foi pintada de branco e convertida em laboratório. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766069" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mais-que-um-mito-ciencia-confirma-polvo-gigante-de-19-metros-que-dominava-os-oceanos-na-era-dos-dinossauros.html" title="Mais que um mito: ciência confirma polvo gigante de 19 metros que dominava os oceanos na era dos dinossauros">Mais que um mito: ciência confirma polvo gigante de 19 metros que dominava os oceanos na era dos dinossauros</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mais-que-um-mito-ciencia-confirma-polvo-gigante-de-19-metros-que-dominava-os-oceanos-na-era-dos-dinossauros.html" title="Mais que um mito: ciência confirma polvo gigante de 19 metros que dominava os oceanos na era dos dinossauros"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mas-que-un-mito-la-ciencia-confirma-un-pulpo-gigante-de-19-metros-que-dominaba-los-oceanos-en-la-era-de-los-dinosaurios-1777038975522_320.jpg" alt="Mais que um mito: ciência confirma polvo gigante de 19 metros que dominava os oceanos na era dos dinossauros"></a></article></aside><p>A bordo seguiam diversos instrumentos de precisão, como termómetros de inversão, densímetros, dragas, arrastos, sondas e flutuadores derivantes para o estudo das correntes. </p><p>Destacava-se ainda o famoso <strong>espinhel</strong>, uma linha com múltiplos anzóis adaptada pelo monarca para a pesca profunda a cerca de dois mil metros — uma proeza numa época em que a comunidade científica acreditava que a vida marinha não existia além dos 500 metros de profundidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mergulhe-nas-aventuras-maritimas-do-rei-d-carlos-o-primeiro-oceanografo-portugues-1788197979457.jpg" data-image="85j7ctbcxroo" alt="Retratos de D. carlos" title="Retratos de D. carlos"><figcaption>D. Carlos a bordo do Amélia IV (à direita) e o seu retrato com uniforme de Grão-Mestre da Ordem de Santiago (à esquerda). Imagem trabalhada no Canva sobre fotos de domínio público,</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>O legado científico de D. Carlos foi partilhado com o público em diversos momentos. A Escola Politécnica, a Sociedade de Geografia de Lisboa e o Aquário Vasco da Gama, em Algés, foram algumas das instituições nacionais que acolheram<strong> exposições </strong>dos seus espécimes, instrumentos e materiais.</p><p>Internacionalmente, o seu trabalho alcançou grande visibilidade na<strong> Exposição</strong><strong> Universal de Milão</strong>, em 1906, e, já após a sua morte, numa mostra realizada no Rio de Janeiro. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>D. Carlos também enviou algum material, sobretudo peixes e invertebrados, para as coleções do Museu Nacional de História Natural de Paris e para o Museu Britânico de Londres, que ainda hoje estão expostas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A maior parte do espólio, no entanto, está no Aquário Vasco da Gama, que o rei mandou construir para as comemorações dos 400 anos do descobrimento do caminho marítimo para a Índia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mergulhe-nas-aventuras-maritimas-do-rei-d-carlos-o-primeiro-oceanografo-portugues-1788198114043.png" data-image="7mgtd2oazbok" alt="Coleção do rei D. Carlos" title="Coleção do rei D. Carlos"><figcaption>O acervo de D. Carlos ainda hoje é uma referência para investigadores de zoologia. Imagem trabalhada no Canva sobre fotos do website da Marinha tesourosdorei.com</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Inaugurado em 1898, em Algés, no município de Oeiras, é o<strong> mais</strong><strong> antigo museu-aquário aberto do mundo</strong> e é ali que estão mais de 300 espécies marinhas vivas e milhares de exemplares de água doce e salgada em exposição.</p><h2>O espólio do rei no Aquário Vasco da Gama</h2><p>O acervo do rei inclui instrumentos, estudos, apontamentos, notas pessoais e aguarelas coloridas. O destaque vai, naturalmente, para os tesouros que trouxe do fundo do mar – esponjas de diferentes formas, aranhas-do-mar, cavalos-marinhos, enguias, caranguejos ou camarões conservados em belíssimos frascos de vidro antigos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mergulhe-nas-aventuras-maritimas-do-rei-d-carlos-o-primeiro-oceanografo-portugues-1788198243396.jpg" data-image="kmguz804jspf" alt="Aquário Vasco da Gama" title="Aquário Vasco da Gama"><figcaption>A coleção do rei pode ser visitada no Aquário Vasco da Gama, em Algés. Foto: Vitor Oliveira, Torres Vedras, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p> Alguns exemplares foram preservados através da naturalização — uma técnica distinta da tradicional taxidermia ou empalhamento —, como <strong>tartarugas gigantes</strong>, o peixe-lua, as andorinhas-do-mar e o<strong> tubarão-demónio</strong>. </p><p>Este último foi assim batizado pelo próprio monarca, que inicialmente julgou tratar-se de uma nova espécie. Embora inédito no Atlântico, o animal já havia sido avistado no oceano Pacífico. Há, portanto, uma imensidão de mar português desvendada por D. Carlos que hoje é possível descobrir numa visita ao Aquário Vasco da Gama. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Sousa%20Reis%2C%20C.%20e%20Costa%2C%20M.J." data-year="" data-title="Investiga%C3%A7%C3%A3o%20oceanogr%C3%A1fica%20e%20coopera%C3%A7%C3%A3o%20internacional.%20Janus%20online.%20(1998)" data-url="https%3A%2F%2Fwww.janusonline.pt%2Farquivo%2F1998%2F1998_6_4.html">Sousa Reis, C. e Costa, M.J.. <a href="https://www.janusonline.pt/arquivo/1998/1998_6_4.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Investigação oceanográfica e cooperação internacional. Janus online. (1998)</a>.</cite><br><cite data-author="Saldanha%2C%20L.%20e%20R%C3%A9%2C%20P." data-year="" data-title="One%20Hundred%20Years%20of%20Portuguese%20Oceanography.%20In%20the%20footsteps%20of%20King%20Carlos%20de%20Bragan%C3%A7a.%20Publica%C3%A7%C3%B5es%20avulsas%20do%20Museu%20Bocage%2C%202%C2%AA%20s%C3%A9rie%2C%20(1997)." data-url="https%3A%2F%2Fcvc.instituto-camoes.pt%2Fciencia%2Fe78.html%23nota01">Saldanha, L. e Ré, P.. <a href="https://cvc.instituto-camoes.pt/ciencia/e78.html#nota01" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">One Hundred Years of Portuguese Oceanography. In the footsteps of King Carlos de Bragança. Publicações avulsas do Museu Bocage, 2ª série, (1997).</a>.</cite><br><cite data-author="Prado%20Coelho%2C%20A" data-year="" data-title="Jornal%20P%C3%BAblico" data-url="https%3A%2F%2Fwww.publico.pt%2F2015%2F11%2F08%2Fciencia%2Fcronica_urbana%2Fo-rei-que-trouxe-ate-nos-o-fundo-do-mar-1713549">Prado Coelho, A. <a href="https://www.publico.pt/2015/11/08/ciencia/cronica_urbana/o-rei-que-trouxe-ate-nos-o-fundo-do-mar-1713549" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Jornal Público</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mergulhe-nas-aventuras-maritimas-do-rei-d-carlos-o-primeiro-oceanografo-portugues.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item></channel></rss>