<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Fri, 28 Aug 2026 22:20:20 +0000</lastBuildDate><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 22:20:20 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA["Painéis solares que não fazem sombra": a invenção espanhola que revoluciona a convivência entre agricultura e energia]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/paineis-solares-que-nao-fazem-sombra-a-invencao-espanhola-que-revoluciona-a-convivencia-entre-agricultura-e-energia.html</link><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>É um facto que a energia solar é uma fonte de energia renovável, mas… sabes como é que um solo não perde produtividade? Descobre como os investigadores da Universidade de Jaén analisaram esta questão e que soluções propõem.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/paneles-solares-que-no-hacen-sombra-el-invento-espanol-que-revoluciona-la-convivencia-entre-agricultura-y-energia-1787827287539.jpeg" data-image="2x8rx5j3ag1p"><figcaption>Espanha possui uma das maiores extensões de áreas onde coexistem painéis solares e agricultura.</figcaption></figure><p><strong>Nos últimos anos, o avanço da energia solar transformou radicalmente a paisagem agrícola espanhola</strong>. Onde antes predominavam vastos campos de cultivo, terras em pousio ou olivais, é cada vez mais frequente encontrar grandes superfícies ocupadas por painéis fotovoltaicos.</p><p>Esta coexistência entre a agricultura e a produção de eletricidade implica a competição pelo mesmo recurso, mas <strong>não tem de ser necessariamente uma batalha pelo território</strong>. </p><h2>Quando o sol tem de alimentar dois mundos</h2><p>A dificuldade parece fácil de explicar, mas, do ponto de vista técnico, é considerável, uma vez que <strong>uma central fotovoltaica convencional foi concebida para aproveitar ao máximo a radiação solar, enquanto uma cultura necessita dessa mesma radiação</strong> solar para realizar a fotossíntese.</p><p>Os painéis tradicionais de silício são, portanto, essencialmente opacos e, quando instalados sobre um terreno agrícola,<strong> geram sombra e alteram as condições de temperatura, humidade e radiação</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Investigadores de la Universidad de Jaén muestran sus prototipos de paneles solares traslúcidos made in Spain para avanzar hacia una agricultura que comparte terrenos con la producción de energía fotovoltaica<a href="https://t.co/3vWGBTKYZ2">https://t.co/3vWGBTKYZ2</a><br><br> <a href="https://x.com/alexmunofer?ref_src=twsrc%5Etfw">@alexmunofer</a> <a href="https://t.co/PENSYQXPsi">pic.twitter.com/PENSYQXPsi</a></p>— SINC (@agencia_sinc) <a href="https://x.com/agencia_sinc/status/2090698426895696119?ref_src=twsrc%5Etfw">August 21, 2026</a></blockquote></figure><p>E é aqui que <strong>entra a agrovoltaica, que não consiste simplesmente em colocar painéis sobre as culturas, mas sim em encontrar um equilíbrio</strong> em que a instalação produza eletricidade sem prejudicar e, em certos casos, até favorecendo a produção agrícola.</p><h3>O problema das placas semitransparentes</h3><p>Uma das vias que está a ser investigada consiste <strong>em fabricar módulos que permitam a passagem de uma parte da radiação solar</strong>, sendo que uma possibilidade é separar as células convencionais de silício no interior do painel, deixando espaços entre elas.</p><p>O problema é que esta solução reduz <strong>a eficiência e gera uma sombra irregular no terreno</strong>, o que afeta negativamente o crescimento das plantas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="468471" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/energia-agrovoltaica-pode-tornar-se-numa-referencia-para-a-sustentabilidade-ecossistema.html" title="Energia agrovoltaica pode tornar-se numa referência para a sustentabilidade">Energia agrovoltaica pode tornar-se numa referência para a sustentabilidade</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/energia-agrovoltaica-pode-tornar-se-numa-referencia-para-a-sustentabilidade-ecossistema.html" title="Energia agrovoltaica pode tornar-se numa referência para a sustentabilidade"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/energia-agrovoltaica-pode-tornar-se-numa-referencia-para-a-sustentabilidade-ecossistema-1675870800851_320.jpg" alt="Energia agrovoltaica pode tornar-se numa referência para a sustentabilidade"></a></article></aside><p>Outra alternativa consiste em alterar a espessura do material semicondutor para que este se torne parcialmente transparente e, nesse caso<strong>, a eficiência pode descer para menos de 10%</strong>.</p><p><strong>O desafio consiste, portanto, em determinar quanta luz o painel deve deixar passar para que a cultura continue a desenvolver-se</strong> corretamente, sem comprometer uma produção elétrica suficiente.</p><h2>O módulo espanhol que procura aproveitar a luz pelos dois lados </h2><p>É aqui que entra em cena um dos desenvolvimentos do grupo AdPVTech: <strong>um módulo semitransparente RearCPVbif</strong>.</p><p>O seu funcionamento apresenta uma diferença importante em relação a um painel convencional, uma vez que <strong>utiliza células solares bifaciais, capazes de aproveitar a radiação</strong> que incide tanto na parte da frente como na parte de trás.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/paneles-solares-que-no-hacen-sombra-el-invento-espanol-que-revoluciona-la-convivencia-entre-agricultura-y-energia-1787826322910.jpg" data-image="8vbqiue9937i"><figcaption>Exemplo de módulo solar RearCPVbif.</figcaption></figure><p>No seu design, mantêm-se <strong>espaços entre as células para permitir que uma parte da luz atinja diretamente a cultura</strong>, mas na face posterior são incorporados concentradores que permitem aproveitar melhor a radiação refletida pelo solo, conhecida como albedo.</p><p>Os investigadores da empresa têm trabalhado precisamente nesse equilíbrio, uma vez que<strong> uma transparência próxima dos 60% seria a configuração ideal estudada para combinar a produção de eletricidade com as necessidades da cultura</strong>, embora o design possa ser adaptado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784339" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-gigantes-de-betao-voltam-a-guardar-o-futuro-dos-cereais-a-energia-renovavel.html" title="Os gigantes de betão voltam a guardar o futuro: dos cereais à energia renovável">Os gigantes de betão voltam a guardar o futuro: dos cereais à energia renovável</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-gigantes-de-betao-voltam-a-guardar-o-futuro-dos-cereais-a-energia-renovavel.html" title="Os gigantes de betão voltam a guardar o futuro: dos cereais à energia renovável"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-gigantes-de-betao-voltam-a-guardar-o-futuro-dos-cereais-a-energia-renovavel-1787059442779_320.jpg" alt="Os gigantes de betão voltam a guardar o futuro: dos cereais à energia renovável"></a></article></aside><p>O resultado é um painel que não pretende bloquear completamente o sol, mas sim <strong>distribuí-lo entre as plantas e as células fotovoltaicas</strong>.</p><h3>Uma segunda geração: painéis que seguem o sol</h3><p>A investigação da Universidade de Jaén vai ainda mais longe com o <strong>protótipo WiT-CPV</strong>.</p><p><strong>Neste caso, são utilizadas lentes de alta concentração capazes de multiplicar significativamente a radiação</strong> que chega a uma pequena célula de silício de elevada eficiência.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/paneles-solares-que-no-hacen-sombra-el-invento-espanol-que-revoluciona-la-convivencia-entre-agricultura-y-energia-1787840075023.png" data-image="fexbyp6qh07k"><figcaption>O protótipo WiT-CPV combina uma pequena célula altamente eficiente, que segue o sol, com lentes de alta concentração.</figcaption></figure><p>No entanto, o mais notável é que <strong>a célula se pode deslocar acompanhando a posição do sol</strong>, permitindo ajustar o nível de transparência do sistema ao longo do dia e controlar com maior precisão a quantidade de radiação que chega ao solo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Arturo%20D%C3%ADaz-Ponce%2C%20%20Iv%C3%A1n%20Trejo-Z%C3%BA%C3%B1iga%2CFernando%20D%C3%A1valos%20Hern%C3%A1ndez%2C%20Pedro%20M.%20Rodrigo%2C%20%20Mar%C3%ADa%20A.%20Ceballos%2C%20%C3%81lvaro%20Valera-Albacete%2C%20Florencia%20Almonacid%2C%20Eduardo%20F.%20Fern%C3%A1ndez." data-year="2025" data-title="Development%20of%20a%20proof-of-concept%20concentrating%20photovoltaic%20module%20with%20integrated%20tracking%20and%20azimuthal%20cell%20rotation" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedirect.com%2Fscience%2Farticle%2Fpii%2FS2590123025028026">Arturo Díaz-Ponce, Iván Trejo-Zúñiga,Fernando Dávalos Hernández, Pedro M. Rodrigo, María A. Ceballos, Álvaro Valera-Albacete, Florencia Almonacid, Eduardo F. Fernández.. (2025). <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2590123025028026" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Development of a proof-of-concept concentrating photovoltaic module with integrated tracking and azimuthal cell rotation</a>.</cite><br><cite data-author="%C3%81lvaro%20Valera-Albacete%2C%20Mar%C3%ADa%20A.%20Ceballos%2C%20Jes%C3%BAs%20Montes-Romero%2C%20Florencia%20Almonacid%2C%20Eduardo%20F.%20Fern%C3%A1ndez" data-year="2025" data-title="Research%20paper%20Study%20on%20the%20potential%20of%20a%20novel%20semi-transparent%20rear%20concentrator%20photovoltaic%20system%20for%20agrivoltaics" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedirect.com%2Fscience%2Farticle%2Fpii%2FS2590123025042872">Álvaro Valera-Albacete, María A. Ceballos, Jesús Montes-Romero, Florencia Almonacid, Eduardo F. Fernández. (2025). <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2590123025042872" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Research paper Study on the potential of a novel semi-transparent rear concentrator photovoltaic system for agrivoltaics</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/paineis-solares-que-nao-fazem-sombra-a-invencao-espanhola-que-revoluciona-a-convivencia-entre-agricultura-e-energia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os rios perderam os seus guardiões, mas a sua sabedoria continua a ensinar-nos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-rios-perderam-os-seus-guardioes-mas-a-sua-sabedoria-continua-a-ensinar-nos.html</link><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 15:29:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Durante décadas, Luís Alves percorreu margens, ribeiras e aldeias do Médio Tejo. Hoje, as suas memórias recuperam um conhecimento que pode ajudar a proteger os cursos de água doce.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-rios-perderam-os-seus-guardioes-mas-a-sua-sabedoria-continua-a-ensinar-nos-1787919445290.jpg" data-image="l6pmd2gpg51p" alt="Luís Alves foi guarda-rios durante 30 anos" title="Luís Alves foi guarda-rios durante 30 anos"><figcaption>Luís Alves foi guarda-rios durante 30 anos, detendo uma sabedoria que ainda hoje pode ser aplicada na proteção dos cursos de água. Foto: gerador.eu</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Antes das tecnologias, sistemas de alerta ou piquetes de emergência, havia quem conhecesse o rio a pé. <strong>Luís Alves</strong> percorreu esse caminho durante três décadas. Agora, aos 81 anos, recorda no livro<em> Memórias</em><em> de um </em><em>Guarda-Rios </em>esses tempos em que atravessou troços do Tejo e das suas ribeiras entre Constância e Belver.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Conhecia as margens, os pescadores, as embarcações, os usos da água e os problemas de cada localidade. Sabia onde era preciso intervir e, tão ou mais importante, onde era melhor não mexer.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A obra, escrita por<strong> João</strong><strong> Monteiro </strong><strong>Serrano </strong>e publicada pela<strong> Associação</strong><strong> Tagus</strong>, recupera a vida e a carreira de um homem cuja profissão desapareceu há quase 30 anos. Mas, ao reconstituir o trabalho de um guarda-rios, acaba também por conservar uma memória de como Portugal vigiava, geria e protegia os seus cursos fluviais.</p><p>A <strong>profissão</strong> tem raízes no século XIX e adquiriu enquadramento legal com o Regulamento para os Serviços Hidráulicos aprovado em <strong>1892</strong>. Em 1995, o Decreto-Lei n.º 143/95 extinguiu a carreira. Parte das funções foi transferida para outras estruturas de conservação e de fiscalização ambiental. O desaparecimento do guarda-rios não significou, porém, que os rios tivessem deixado de precisar de vigilância.</p><h2>Uma profissão feita de rio e de pessoas</h2><p>Na memória de Luís Alves, a fiscalização estava longe de se limitar a procurar infrações. O guarda-rios verificava situações de <strong>poluição</strong> e de <strong>pesca ilegal</strong>, monitorizava os<strong> usos</strong><strong> da água</strong> e resolvia<strong> conflitos</strong> entre quem vivia ou trabalhava junto ao rio. Mais do que levantar autos, recorda, procurava evitar que fosse necessário chegar a esse ponto.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Essa proximidade exigia conhecer as comunidades ribeirinhas quase tão bem quanto a própria água. O guarda-rios sabia quem pescava, quem tinha embarcação, quem captava água e quais os problemas podiam surgir em cada época do ano. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Era uma presença regular, capaz de intervir antes que um conflito entrasse na esfera da infração. A relação com as populações fazia parte da própria fiscalização. E havia também outra dimensão, menos burocrática e muito mais ligada ao comportamento do rio. Antes da <strong>chegada das cheias</strong>, era preciso <strong>preparar os cursos de água</strong>. As pequenas estruturas provisórias de captação tinham de ser desmontadas e os leitos limpos para facilitar o escoamento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-rios-perderam-os-seus-guardioes-mas-a-sua-sabedoria-continua-a-ensinar-nos-1787919724063.jpg" data-image="q9llusqebd8g" alt="Livro e protagonista de Memórias de Um Guarda-Rios" title="Livro e protagonista de Memórias de Um Guarda-Rios"><figcaption>“Memórias de um Guarda-Rios” é uma obra que procura evidenciar a importância de um conhecimento em risco de desaparecer. Imagens: Canva.com e Mediotejo.net</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Mas limpar não significava retirar tudo. A <strong>vegetação das margens</strong>, a chamada maracha, devia ser preservada porque protegia o solo e ajudava a travar a erosão. Quando as águas a destruíam, o trabalho podia passar pela colocação de estacas e outro material vegetal para recuperar a margem.</p><h2>A natureza imprevisível das correntes ribeirinhas</h2><p>Prevenir uma cheia não era transformar o rio numa superfície desimpedida. Era, acima de tudo, conhecer o seu comportamento e<strong> intervir</strong><strong> no momento cert</strong><strong>o</strong>, sem destruir as estruturas naturais que o protegiam.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780893" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/parlamento-europeu-aponta-geres-xures-como-um-dos-territorios-chave-para-recriar-florestas-primarias.html" title="Parlamento Europeu aponta Gerês-Xurés como um dos territórios-chave para recriar florestas primárias">Parlamento Europeu aponta Gerês-Xurés como um dos territórios-chave para recriar florestas primárias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/parlamento-europeu-aponta-geres-xures-como-um-dos-territorios-chave-para-recriar-florestas-primarias.html" title="Parlamento Europeu aponta Gerês-Xurés como um dos territórios-chave para recriar florestas primárias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/parlamento-europeu-aponta-geres-xures-como-um-dos-territorios-chave-para-recriar-florestas-primarias-1785243787133_320.jpg" alt="Parlamento Europeu aponta Gerês-Xurés como um dos territórios-chave para recriar florestas primárias"></a></article></aside><p>É aí que a memória de uma profissão extinta ganha dimensão atual. Proteger um rio continua a exigir o que os antigos guardiões aprenderam ao longo dos anos. Isto é, <strong>observar </strong>primeiro, <strong>conhecer </strong>o território e só depois <strong>decidir </strong>onde intervir.</p><h2>O rio mudou, mas ficou a necessidade de o conhecer </h2><p>Luís Alves não defende simplesmente o regresso à antiga carreira de guarda-rios. O que gostaria de recuperar é aquilo que considera ter sido a sua principal virtude, uma <strong>fiscalização de proximidade</strong>, preventiva e conhecedora do território.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A diferença está na relação quotidiana com as pessoas e com os cursos de água. Um guarda-rios conhecia os problemas antes de se avolumarem e procurava resolvê-los no terreno.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A preocupação ganha outra dimensão num país que enfrenta <strong>secas</strong> mais frequentes, <strong>cheias</strong> repentinas, <strong>incêndios</strong> e alterações profundas nas margens e nos ecossistemas fluviais. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-rios-perderam-os-seus-guardioes-mas-a-sua-sabedoria-continua-a-ensinar-nos-1787919956453.jpg" data-image="2p9pilcq5uyi" alt="Cheias em Alcácer do Sal" title="Cheias em Alcácer do Sal"><figcaption>Prevenir eventos extremos, como as cheias, exige uma relação de proximidade com o rio e comunidades ribeirinhas. Foto: Município de Alcácer do Sal</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Preparar um rio para <strong>acontecimentos extremos</strong> implica conhecer o seu comportamento e perceber como as intervenções humanas alteram a circulação da água, a estabilidade das margens e a <strong>capacidade de recuperação dos habitats</strong>. Essa experiência acumulada, para Luís Alves, não deve se opor, mas integrar-se ao conhecimento técnico e científico. </p><h2>Os novos vigilantes das águas fluviais</h2><p>Décadas depois da extinção da profissão, com o aumento das preocupações ecológicas, alguns municípios começaram, aliás, a promover o <strong>regresso</strong> <strong>desta</strong> <strong>figura</strong> em formatos adaptados.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É o caso do município de Gondomar com o projeto “Guardiões dos Rios”. A autarquia recrutou equipas de vigilantes e sapadores para vigiar os rios Douro, Sousa e a Ribeira da Archeira. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Além da limpeza e da remoção de plantas invasoras, o projeto tem ainda uma vertente de <strong>inclusão social</strong>, envolvendo desempregados, jovens em situação de risco e mulheres com mais de 50 anos afastadas do mercado de trabalho.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763221" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/sensores-que-antecipam-cheias-em-cidades-portuguesas-vao-chegar-a-europa-e-aos-eua.html" title="Sensores que anticipam cheias em cidades portuguesas estão a chegar à Europa e aos EUA">Sensores que anticipam cheias em cidades portuguesas estão a chegar à Europa e aos EUA</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/sensores-que-antecipam-cheias-em-cidades-portuguesas-vao-chegar-a-europa-e-aos-eua.html" title="Sensores que anticipam cheias em cidades portuguesas estão a chegar à Europa e aos EUA"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sensores-que-antecipam-cheias-em-cidades-portuguesas-vao-chegar-a-europa-e-aos-eua-1775829391820_320.jpg" alt="Sensores que anticipam cheias em cidades portuguesas estão a chegar à Europa e aos EUA"></a></article></aside><p> Em Lousada, o <strong>Lousada Guarda Rios</strong> criou patrulhas voluntárias, oferecendo formação em ecologia e boas práticas ambientais. Os participantes tornam-se observadores regulares das linhas de água e ajudam a identificar e reportar problemas às entidades responsáveis.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Na Lourinhã, a associação Lourambi mantém igualmente um projeto de monitorização dos rios Grande e Toxofal, dedicado à deteção de problemas ambientais, ao combate à poluição e à recuperação da vegetação das margens.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>As soluções são variadas, mas têm um princípio comum. A proteção dos rios depende de<strong> comunidades</strong><strong> próximas da água. </strong>É, no fundo, a principal lição deixada pelas memórias de Luís Alves.</p><h2>Ler os sinais para antecipar eventos extremos</h2><p>O guarda-rios desapareceu como profissão, mas o conhecimento que sustentava o seu trabalho continua a ser necessário. <strong>Observar</strong>, <strong>prevenir</strong>, <strong>conhecer</strong> as comunidades, compreender a vegetação das margens e perceber os sinais deixados pela água continuam a ser ferramentas fundamentais para proteger os cursos de água.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O livro de João Monteiro Serrano faz, por isso, mais do que apenas recuperar a biografia de um antigo funcionário dos serviços hidráulicos. Preserva a memória de uma forma de olhar para o rio e recorda-nos que cuidar da água começa muito antes de surgir uma emergência.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O futuro, portanto, não passará obrigatoriamente por recuperar a profissão de guarda-rios. Poderá passar, sim, por recuperar aquilo que sabiam fazer, por conhecer o rio e por agir antes que seja tarde.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="M%C3%A9dioTejo.net" data-year="" data-title="Mem%C3%B3rias%20de%20um%20guarda-rios%20levam%20Lu%C3%ADs%20Alves%20da%20hist%C3%B3ria%20do%20Tejo%20%C3%A0%20defesa%20da%20Ribeira%20de%20Alcolobre" data-url="https%3A%2F%2Fmediotejo.net%2Fmemorias-de-um-guarda-rios-levam-luis-alves-da-historia-do-tejo-a-defesa-da-ribeira-de-alcolobre%2F">MédioTejo.net. <a href="https://mediotejo.net/memorias-de-um-guarda-rios-levam-luis-alves-da-historia-do-tejo-a-defesa-da-ribeira-de-alcolobre/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Memórias de um guarda-rios levam Luís Alves da história do Tejo à defesa da Ribeira de Alcolobre</a>.</cite><br><cite data-author="Munic%C3%ADpio%20de%20Gondomar" data-year="" data-title="Programa%20Guardi%C3%B5es%20dos%20Rios" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cm-gondomar.pt%2Fatividade-municipal%2Fambiente%2Fquinta-do-passal%2Fguardioes-dos-rios%2F">Município de Gondomar. <a href="https://www.cm-gondomar.pt/atividade-municipal/ambiente/quinta-do-passal/guardioes-dos-rios/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Programa Guardiões dos Rios</a>.</cite><br><cite data-author="Munic%C3%ADpio%20de%20Lousada" data-year="" data-title="Programa%20Lousada%20Guarda%20Rios" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cm-lousada.pt%2Fp%2Flousadaguardarios">Município de Lousada. <a href="https://www.cm-lousada.pt/p/lousadaguardarios" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Programa Lousada Guarda Rios</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-rios-perderam-os-seus-guardioes-mas-a-sua-sabedoria-continua-a-ensinar-nos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva e vento marcam os próximos dias nos Açores e Madeira: a previsão até quarta-feira, 2 de setembro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-e-vento-marcam-os-proximos-dias-nos-acores-e-madeira-a-previsao-ate-quarta-feira-2-de-setembro.html</link><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 14:54:41 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A passagem de perturbações atlânticas irá condicionar o tempo nos Açores nos próximos dias, com chuva e algum vento, enquanto na Madeira a precipitação será mais irregular, concentrando-se sobretudo nas vertentes norte e nas terras altas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb1nmee"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb1nmee.jpg" id="xb1nmee"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Até quarta-feira, 2 de setembro, os Açores e a Madeira terão uma evolução distinta do estado do tempo. Enquanto nos <strong>Açores a passagem de perturbações atlânticas favorecerá maior instabilidade</strong>, chuva e algum reforço do vento, na Madeira a precipitação será mais irregular e condicionada pelo relevo.</p><h2>Açores: instabilidade aumenta durante o fim de semana</h2><p>Nos Açores, a influência anticiclónica deverá favorecer, na sexta-feira, maior estabilidade atmosférica, com precipitação pouco significativa. A situação começa a alterar-se no sábado, à medida que <strong>o anticiclone perde influência e o arquipélago fica mais exposto à passagem de perturbações atlânticas</strong>, aumentando a nebulosidade, a precipitação e o vento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-e-vento-marcam-os-proximos-dias-nos-acores-e-madeira-a-previsao-ate-quarta-feira-2-de-setembro-1787926619708.jpg" data-image="sjm5ub0lntgx"><figcaption>Na manhã de domingo, uma faixa de nebulosidade e precipitação mais organizada aproxima-se do Grupo Ocidental dos Açores, associada à passagem de uma depressão a norte do arquipélago.</figcaption></figure><p>As primeiras mudanças deverão sentir-se no Grupo Ocidental, onde Flores e Corvo poderão registar períodos de chuva no sábado, com rajadas próximas dos 45 km/h. <strong>No domingo, a precipitação torna-se mais frequente e estende-se ao Grupo Central e a São Miguel</strong>, sobretudo sob a forma de aguaceiros irregulares.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-e-vento-marcam-os-proximos-dias-nos-acores-e-madeira-a-previsao-ate-quarta-feira-2-de-setembro-1787926522991.jpg" data-image="jmdsfma3ge2x"><figcaption>Até quarta-feira, dia 2, os acumulados de precipitação nos Açores deverão ser mais expressivos no Grupo Ocidental.</figcaption></figure><p><strong>A instabilidade prolonga-se pelo início da próxima semana.</strong> Até quarta-feira, a ilha das Flores pode acumular até 24 mm, a ilha do Faial poderá contar com cerca de 15 mm, Corvo cerca de 14 mm, São Jorge e Terceira 9 a 10 mm e São Miguel 6 a 8 mm. Santa Maria será menos afetada, com cerca de 2 mm. Na segunda-feira, as rajadas poderão superar 40 km/h nos grupos Ocidental e Central. <strong>As máximas deverão subir ligeiramente, variando entre 24 e 29 ºC</strong>, com Flores e Terceira a atingirem os valores mais elevados.</p><h2>Madeira: aguaceiros no norte e terras altas, com períodos mais secos</h2><p>Na Madeira, esta sexta-feira será marcada por maior nebulosidade e aguaceiros fracos, frequentes na vertente norte e nas terras altas, enquanto a vertente sul deverá beneficiar de abertas. O vento soprará de nordeste, com rajadas próximas dos 40 km/h nos extremos leste e oeste. <strong>As máximas deverão atingir 26 ºC no Funchal e 27 ºC em Porto Santo.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-e-vento-marcam-os-proximos-dias-nos-acores-e-madeira-a-previsao-ate-quarta-feira-2-de-setembro-1787926739006.jpg" data-image="2rvt7hqnyxr9"><figcaption>Na madrugada de sábado, dia 29, os aguaceiros fracos deverão concentrar-se na vertente norte e nas terras altas da Madeira, com valores próximos de 0,3 a 0,4 mm em São Vicente, Santana e Nuns Valley, enquanto a vertente sul se mantém livre de precipitação.</figcaption></figure><p>No sábado mantém-se a possibilidade de aguaceiros fracos no norte e nas zonas montanhosas. <strong>No domingo, a precipitação perde expressão, favorecendo períodos mais prolongados de tempo seco.</strong> O vento deverá enfraquecer durante a madrugada e voltar a intensificar-se à tarde, com rajadas próximas dos 40 km/h nas zonas mais expostas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785973" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c.html" title="Tempo nos primeiros dias de setembro: anticiclone “reaparece”, calor ganha força e máximas podem superar os 35 ºC">Tempo nos primeiros dias de setembro: anticiclone “reaparece”, calor ganha força e máximas podem superar os 35 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c.html" title="Tempo nos primeiros dias de setembro: anticiclone “reaparece”, calor ganha força e máximas podem superar os 35 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c-1787919923846_320.jpg" alt="Tempo nos primeiros dias de setembro: anticiclone “reaparece”, calor ganha força e máximas podem superar os 35 ºC"></a></article></aside><br><strong>Na segunda-feira poderá regressar alguma precipitação</strong>, sobretudo no norte e nas terras altas. Até quarta-feira, os acumulados poderão aproximar-se dos 11 mm em São Vicente e 8 mm em Santana, ficando entre 1 e 4 mm em vários pontos da costa sul. Terça-feira será predominantemente seca, enquanto quarta-feira poderá trazer chuva fraca e localizada. As temperaturas deverão variar pouco, com <strong>máximas geralmente entre 26 e 27 ºC.</strong>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-e-vento-marcam-os-proximos-dias-nos-acores-e-madeira-a-previsao-ate-quarta-feira-2-de-setembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo nos primeiros dias de setembro: anticiclone “reaparece”, calor ganha força e máximas podem superar os 35 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c.html</link><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 13:39:37 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Chuva e frescura despedem-se de Portugal. Reta final de agosto e primeiros dias de setembro com tempo estável, seco, predominantemente soalheiro e subida gradual das temperaturas. Há zonas onde já se antecipam máximas iguais ou superiores a 35 ºC.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb1mnh6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb1mnh6.jpg" id="xb1mnh6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Após o tempo substancialmente mais fresco e chuvoso do que o normal para as datas - o que fez da reta final de agosto um período meteorológico bastante atípico -, prevê-se uma <strong>alteração mais evidente das condições meteorológicas em geral e das temperaturas em particular</strong> já ao longo do fim de semana de 29 e 30 de agosto.</p><h2>Fim de semana de 29 e 30 de agosto com subida térmica gradual, sobretudo no Centro e Sul</h2><p>Espera-se que sábado (29) e domingo (30) sejam substancialmente mais secos, à medida que a influência das baixas pressões diminui e a região anticiclónica ganha progressivamente maior influência sobre Portugal continental. <strong>No sábado (29), a recuperação térmica começará a tornar-se percetível, sobretudo no Centro e Sul</strong>.</p><p>No entanto, manter-se-á um<strong> contraste importante entre o Norte, mais fresco, e as regiões meridionais, mais quentes</strong>, diferença que deverá ser particularmente evidente entre o litoral e o interior e que será também modulada pelo sistema montanhoso Montejunto-Estrela.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c-1787917850071.jpg" data-image="pebanraf5zp1"><figcaption>Domingo, 30 de agosto, com um contraste térmico importante nas regiões a norte e a sul do sistema montanhoso Montejunto-Estrela.</figcaption></figure><p>Para domingo (30) o contraste térmico continuará bastante evidente. Segundo os mapas de referência da Meteored, <strong>Porto, Braga, Coimbra e Lisboa deverão registar máximas entre 22 e 28 ºC</strong>, enquanto a sul do Tejo o calor poderá impor-se com mais intensidade.</p><p>No interior do Alentejo e em zonas fronteiriças com Espanha - especialmente no distrito de Beja (Baixo Alentejo) - mas também no Sotavento Algarvio (metade oriental do distrito de Faro), <strong>os termómetros poderão subir de forma significativa face aos valores dos últimos dias, com máximas localmente a rondar os 33/34 ºC</strong>.</p><h2>Ligeira e gradual recuperação térmica entre 31 de agosto e 2 de setembro</h2><p><strong>A tendência para um tempo estável irá prolongar-se ao entrarmos em setembro</strong>. A configuração sinóptica prevista revela o anticiclone dos Açores numa posição favorável à estabilidade atmosférica sobre Portugal continental, dificultando a aproximação das depressões e respetivos sistemas frontais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c-1787917897087.jpg" data-image="j8mhvs3yw40j"><figcaption>Uma extensão geográfica cada vez mais significativa será abrangida pela recuperação das temperaturas, tal como se vê neste mapa de previsão para quarta-feira, 2 de setembro.</figcaption></figure><p>Isto não significa necessariamente céu completamente limpo em todo o país, podendo existir nebulosidade temporária, mais provável no Norte e Centro, sobretudo junto ao litoral. Neste momento não se vislumbram sinais de precipitação significativa para os primeiros 5 dias de setembro.</p><p>Adicionalmente, as temperaturas máximas poderão baixar ligeiramente junto ao litoral nos dias 31 de agosto e 1 de setembro (cerca de 1 ºC), enquanto no interior Centro e Sul deverão manter-se semelhantes ou subir ligeiramente. <strong>Para quarta-feira (2) o ECMWF, modelo de maior confiança da Meteored, aponta para um subida mais evidente</strong>, com várias capitais distritais do Centro e Sul a atingir ou superar os 30 ºC.</p><h2>A partir de quinta, 3 de setembro, prevê-se uma subida mais acentuada e generalizada das temperaturas</h2><p><strong>É a partir de quinta-feira (3), e possivelmente até sábado (5), que se observa uma tendência para uma subida mais evidente das temperaturas</strong>, não só na intensidade prevista, como também na área geográfica abrangida.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c-1787917883173.jpg" data-image="i0mgl0l32a6d"><figcaption>A partir de quinta-feira, 3 de setembro, poderá ocorrer uma nova subida das temperaturas, ainda mais significativa e generalizada em Portugal continental, devido à chegada de ar tropical continental (quente e seco) e ao próprio reforço da depressão térmica sobre a Península Ibérica.</figcaption></figure><p><strong>O interior Centro e a Região Sul irão continuar a destacar-se pelos valores mais elevados, com máximas entre 32 e 36 ºC, e possibilidade de alguns locais alcançarem os 38 ºC</strong>. Nessa ocasião, porém, o Norte e o litoral Centro também deverão acompanhar a subida dos termómetros, podendo atingir ou superar ligeiramente os 30 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785955" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-o-ultimo-fim-de-semana-de-agosto-temperaturas-sobem-e-estas-2-cidades-voltam-a-ultrapassar-os-30-c.html" title="Tempo para o último fim de semana de agosto: temperaturas sobem e estas 2 cidades voltam a ultrapassar os 30 ºC">Tempo para o último fim de semana de agosto: temperaturas sobem e estas 2 cidades voltam a ultrapassar os 30 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-o-ultimo-fim-de-semana-de-agosto-temperaturas-sobem-e-estas-2-cidades-voltam-a-ultrapassar-os-30-c.html" title="Tempo para o último fim de semana de agosto: temperaturas sobem e estas 2 cidades voltam a ultrapassar os 30 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-o-ultimo-fim-de-semana-de-agosto-temperaturas-sobem-e-estas-2-cidades-voltam-a-ultrapassar-os-30-c-1787911473533_320.jpg" alt="Tempo para o último fim de semana de agosto: temperaturas sobem e estas 2 cidades voltam a ultrapassar os 30 ºC"></a></article></aside><p>Esta mudança no panorama meteorológico dever-se-á não só à consolidação da influência das altas pressões, mas também à circulação de uma <strong>massa de ar gradualmente mais quente sobre a Península Ibérica</strong>.</p><p>Apesar disto, os mapas atualmente disponíveis não sugerem um episódio de calor extremo à escala nacional. O que se vislumbra nos cenários, isso sim, é um <strong>episódio de calor moderado</strong>, sendo mais persistente e expressivo no interior Centro e na região Sul, com destaque para a <strong>Beira Baixa, Ribatejo, Alentejo e Sotavento Algarvio</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um "tsunami de terra": como a ruptura de um lago glaciar arrasou uma aldeia inteira no Nepal; especialistas explicam]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-tsunami-de-terra-como-a-ruptura-de-um-lago-glaciar-arrasou-uma-aldeia-inteira-no-nepal-especialistas-explicam.html</link><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 12:05:09 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Uma gigantesca avalanche de gelo, rochas, lama e água desceu por um vale dos Himalaias e provocou uma inundação devastadora. As primeiras análises apontam para o colapso de um glaciar num contexto de crescente instabilidade das montanhas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-tsunami-de-tierra-como-la-ruptura-de-un-lago-glaciar-arraso-un-pueblo-entero-en-nepal-expertos-explican-1787871802067.jpg" data-image="y7apdv2m31oe" alt="Nepal sufrió una devastadora inundación tras el colapso de un glaciar, un fenómeno que expone la creciente vulnerabilidad del Himalaya." title="Nepal sufrió una devastadora inundación tras el colapso de un glaciar, un fenómeno que expone la creciente vulnerabilidad del Himalaya."><figcaption>O Nepal sofreu uma inundação devastadora na sequência do colapso de um glaciar, um fenómeno que põe em evidência a crescente vulnerabilidade dos Himalaias. Crédito: AFP/Getty.</figcaption></figure><p>Uma enorme massa de água, gelo, lama e rochas desceu a toda a velocidade ao longo de mais de 170 quilómetros pelo vale do rio Bhote Koshi, no Nepal, <strong>deixando um rasto de destruição</strong>. O fenómeno arrasou casas, estradas, pontes e infraestruturas e apanhou de surpresa as populações da região, que praticamente não tiveram tempo para reagir.</p><div class="texto-destacado">A tragédia, ocorrida na quarta-feira, 26 de agosto, <strong>deixou centenas de mortos e desaparecidos, enquanto prosseguem os trabalhos de busca e salvamento</strong>. O Governo do Nepal informou nesta quinta-feira que já tinham sido recuperados 175 corpos e que 624 pessoas de 32 países continuavam como desaparecidas, embora os números ainda possam sofrer alterações.</div><p>Mas por trás da magnitude da catástrofe surge uma questão que preocupa cada vez mais os cientistas: <strong>o que acontece quando o aquecimento dos Himalaias começa a alterar não só os glaciares, mas também as próprias montanhas que os sustentam?</strong></p><h2>Uma avalanche que parecia um terramoto</h2><p>As primeiras imagens mostram uma verdadeira parede de sedimentos a avançar pelo vale. <strong>A avalanche arrastou gelo, água, rochas, árvores e terra </strong>a uma velocidade e com uma energia extraordinárias.</p><p>O movimento foi tão violento que, <strong>inicialmente, foi interpretado como um terramoto</strong>. No entanto, os registos sísmicos corresponderam, na realidade, à energia libertada pelo colapso do gelo e da rocha e pelo subsequente deslocamento da massa de detritos.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">the most terrifying video compilation from the flooding in Nepal. Hollywood could never recreate the destruction of such an event God have mercy <a href="https://t.co/QCQ5jlwNUM">pic.twitter.com/QCQ5jlwNUM</a></p>— Kimberly Joy (@xkimjoyx) <a href="https://x.com/xkimjoyx/status/2092730714974310822?ref_src=twsrc%5Etfw">August 26, 2026</a></blockquote></figure><p>A análise de imagens de satélite sugere que <strong>uma parte significativa de um glaciar situado a grande altitude se desprendeu e caiu sobre o vale</strong>, desencadeando uma gigantesca avalanche de gelo e rocha. A massa acabou por alimentar uma cheia repentina que avançou rio abaixo.</p><p>Quando atingiu Gyirong Port, na fronteira entre o Nepal e a China, a frente de sedimentos comportava-se praticamente como um <strong>tsunami de terra</strong>. Algumas estimativas iniciais situaram a sua altura em cerca de 30 metros.</p><h2>O papel do aquecimento dos Himalaias</h2><p>Levan Tielidze, investigador associado em geomorfologia glacial da Universidade de Monash, analisa a catástrofe num artigo publicado pela <em>The Conversation</em>. Segundo explica o especialista, o recuo acelerado dos glaciares observado em várias regiões do planeta é acompanhado por um <strong>aumento dos riscos associados a estes ambientes de montanha</strong>.</p><p>Isso não significa que <strong>as alterações climáticas possam ser apontadas, por si só, como a causa direta desta tragédia</strong>. A investigação sobre a origem exata do colapso continua. Mas há um contexto que é difícil de ignorar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785840" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nepal-enfrenta-inundacoes-devastadoras-terramoto-avalanche-barragem-natural-e-glaciar-estao-a-ser-investigados.html" title="Nepal enfrenta inunda��ões devastadoras: terramoto, avalanche, barragem natural e glaciar estão a ser investigados">Nepal enfrenta inunda��ões devastadoras: terramoto, avalanche, barragem natural e glaciar estão a ser investigados</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nepal-enfrenta-inundacoes-devastadoras-terramoto-avalanche-barragem-natural-e-glaciar-estao-a-ser-investigados.html" title="Nepal enfrenta inunda��ões devastadoras: terramoto, avalanche, barragem natural e glaciar estão a ser investigados"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nepal-bajo-el-agua-una-avalancha-de-hielo-habria-desatado-la-inundacion-que-arraso-rasuwa-1787768487800_320.jpg" alt="Nepal enfrenta inunda��ões devastadoras: terramoto, avalanche, barragem natural e glaciar estão a ser investigados"></a></article></aside><p><strong>Os glaciares dos Himalaias estão a perder gelo e as temperaturas elevadas também afetam o permafrost</strong>, ou seja, o solo permanentemente congelado que contém gelo, rochas e sedimentos.</p><p>Quando esse solo começa a descongelar,<strong> perde parte da capacidade que tinha para manter os materiais unidos</strong>. Em encostas muito íngremes, isto pode favorecer desprendimentos de rochas, deslizamentos e avalanches.</p><p>Assim, uma montanha que durante séculos permaneceu estabilizada pelo gelo <strong>pode tornar-se progressivamente mais vulnerável</strong>.</p><h2>Não é apenas uma ameaça de inundações</h2><p><strong>Os desastres associados ao recuo dos glaciares podem assumir diversas formas</strong>. Em alguns casos, ocorrem inundações repentinas devido ao colapso de lagos glaciares, conhecidos como GLOF, quando a água acumulada atrás de uma barreira de gelo, rocha ou sedimentos consegue escapar violentamente.</p><p>No entanto, as primeiras análises do desastre no Nepal apontam para outro mecanismo: um <strong>deslizamento de gelo e rocha terá afetado diretamente um glaciar e desencadeado o seu colapso</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-tsunami-de-tierra-como-la-ruptura-de-un-lago-glaciar-arraso-un-pueblo-entero-en-nepal-expertos-explican-1787872167406.jpg" data-image="4ij4uaqvheij" alt="El retroceso acelerado de los glaciares está acompañado por un aumento de los riesgos asociados a estos ambientes de montaña." title="El retroceso acelerado de los glaciares está acompañado por un aumento de los riesgos asociados a estos ambientes de montaña."><figcaption>O recuo acelerado dos glaciares é acompanhado por um aumento dos riscos associados a estes ambientes de montanha.</figcaption></figure><p>Não se trata de um fenómeno isolado. Em 2025, o desprendimento de um glaciar provocou um enorme fluxo de detritos que destruiu parte da localidade suíça de Blatten. Um ano antes, <strong>o Nepal tinha sofrido outra inundação devastadora na mesma região</strong>.</p><p>O episódio atual, devido à sua magnitude, volta a chamar a atenção para a <strong>crescente vulnerabilidade das regiões de alta montanha</strong>.</p><h2>O alerta precoce pode salvar vidas</h2><p>É extremamente difícil prever com exatidão quando uma geleira irá desmoronar. No entanto, isso <strong>não significa que não existam ferramentas para reduzir o impacto</strong>.</p><p>Os <strong>sistemas de alerta precoce</strong> capazes de monitorizar o nível dos rios, os movimentos sísmicos, as precipitações intensas e outros indicadores podem proporcionar <strong>minutos cruciais para a evacuação das populações</strong>.</p><p>Um exemplo ocorreu na Suíça, onde um sistema de monitorização <strong>permitiu alertar com antecedência </strong>sobre o colapso de um glaciar e evacuar os habitantes de uma zona ameaçada.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Aerial videos show the land turned into a brown river of death. <br><br>People running for their lives. Many already feared dead. Hundreds still missing. <br>One moment quiet. Next moment everything washed away.<br>Nature hit hard today. Stay safe. Thoughts with everyone in <a href="https://x.com/hashtag/Nepal?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Nepal</a> . <a href="https://t.co/cDUn9fnvmi">pic.twitter.com/cDUn9fnvmi</a></p>— 𝑼𝒏𝒄𝒆𝒏𝒔𝒐𝒓𝒆𝒅 𝑴𝒆 (@Nation_First_X) <a href="https://x.com/Nation_First_X/status/2092621176921006196?ref_src=twsrc%5Etfw">August 26, 2026</a></blockquote></figure><p>O desafio é particularmente grande nos países em desenvolvimento, onde a instalação e a manutenção de redes de observação em territórios montanhosos <strong>são dispendiosas</strong>. O Nepal já dispõe de novos fundos internacionais destinados a melhorar a monitorização dos riscos associados às inundações glaciares.</p><p>Além disso, o problema vai além da segurança das populações locais. Os glaciares do Himalaia alimentam grandes rios da Ásia, dos quais dependem milhares de milhões de pessoas. A curto prazo, um maior derretimento pode aumentar os caudais e favorecer algumas inundações. No entanto, <strong>se os glaciares continuarem a diminuir, o seu contributo de água poderá diminuir durante as estações secas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="423062" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-degelo-do-permafrost-tem-consequencias-graves-nos-himalaias-aquecimento.html" title="O degelo do permafrost tem consequências graves nos Himalaias">O degelo do permafrost tem consequências graves nos Himalaias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-degelo-do-permafrost-tem-consequencias-graves-nos-himalaias-aquecimento.html" title="O degelo do permafrost tem consequências graves nos Himalaias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-degelo-do-permafrost-tem-consequencias-graves-nos-himalaias-1656366343492_320.jpg" alt="O degelo do permafrost tem consequências graves nos Himalaias"></a></article></aside><p>A tragédia no Nepal revela, assim, um paradoxo cada vez mais evidente: o aquecimento global pode gerar mais água e mais riscos a curto prazo, mas também <strong>comprometer as reservas de água congelada que sustentam grande parte da Ásia</strong>.</p><p>Reduzir as emissões de gases com efeito de estufa não impedirá todos os deslizamentos nem todas as inundações. Mas, juntamente com um melhor monitorização das montanhas e sistemas de alerta mais eficazes, pode oferecer algo que faltou de forma dramática no Nepal:<strong> tempo para fugir</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-tsunami-de-terra-como-a-ruptura-de-um-lago-glaciar-arrasou-uma-aldeia-inteira-no-nepal-especialistas-explicam.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo para o último fim de semana de agosto: temperaturas sobem e estas 2 cidades voltam a ultrapassar os 30 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-o-ultimo-fim-de-semana-de-agosto-temperaturas-sobem-e-estas-2-cidades-voltam-a-ultrapassar-os-30-c.html</link><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 10:27:06 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal Continental vai registar uma subida dos valores de temperatura durante o último fim de semana de agosto. Saiba quais as cidades mais quentes.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb1ksam"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb1ksam.jpg" id="xb1ksam"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O dia de hoje, sexta-feira, amanheceu <strong>cinzento em boa parte das regiões Norte e Centro</strong>, com o noroeste a poder contar com chuva fraca e persistente ao longo das próximas horas.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>As temperaturas máximas esperadas para este dia deverão manter-se entre os 19 ºC na Guarda e os 27 ºC em Beja. Em <strong>Mora, no distrito de Évora, poderão registar-se até 30 ºC</strong>.</p><h2>Sábado termómetros sobem no interior e sul do país</h2><p>Para amanhã, sábado, espera-se uma <strong>dissipação generalizada da nebulosidade</strong>, devendo alguma persistir no noroeste do país, com previsão de chuva fraca associada, que deverá ocorrer entre as 17h e as 21h. No entanto, para o restante território, espera-se um dia seco e soalheiro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-o-ultimo-fim-de-semana-de-agosto-temperaturas-sobem-e-estas-2-cidades-voltam-a-ultrapassar-os-30-c-1787911473533.jpg" data-image="2rxk4ci8esk9" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Entre sábado e domingo, as temperaturas máximas voltam a ultrapassar os 30 ºC em vários locais do interior e Sul do país. Castelo Branco e Beja poderão ser as capitais distritais mais quentes deste período.</figcaption></figure><p>Com isto, <strong>as temperaturas deverão subir ligeiramente</strong>, especialmente ao longo da faixa interior e no Sul do país, onde valores iguais ou superiores a 30 ºC poderão surgir. Beja poderá ser a única capital de distrito a registar 30 ºC, mas localmente, tanto no Baixo Alentejo, como no Algarve, Beira Baixa e até mesmo no Vale do Douro, este valor deverá ser facilmente alcançado ou ultrapassado.</p><h2>No domingo, os valores voltam a subir e há duas cidades que se destacam</h2><p>Apesar de se esperar <strong>ocorrência de chuva na madrugada de domingo </strong>no noroeste do país, que se deverá estender até algumas cidades da região Centro, esta precipitação deverá dissipar-se a meio da tarde, dando lugar a um resto de dia seco e soalheiro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-o-ultimo-fim-de-semana-de-agosto-temperaturas-sobem-e-estas-2-cidades-voltam-a-ultrapassar-os-30-c-1787912432091.jpg" data-image="x5hpljy4qqjo" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>No domingo não se descarta a possibilidade de ocorrência de chuva fraca em vários locais do Norte e Centro.</figcaption></figure><p>Em <strong>relação às temperaturas, espera-se um novo e ligeiro aumento das mesmas</strong>, nas mesmas regiões. As únicas capitais de distrito a poderem alcançar ou ultrapassar os 30 ºC são Castelo Branco e Beja. Contudo, locais como o Baixo Alentejo e Algarve poderão contar com temperaturas máximas até 33 ºC, enquanto na Beira Baixa estes valores poderão chegar aos 32 ºC e no Vale do Douro esperam-se até 30 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785797" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-sexta-28-e-domingo-30-ar-polar-abandona-portugal-e-as-temperaturas-recuperam-para-maximas-ate-34-c.html" title="Entre sexta 28 e domingo 30: ar polar abandona Portugal e as temperaturas recuperam para máximas até 34 ºC">Entre sexta 28 e domingo 30: ar polar abandona Portugal e as temperaturas recuperam para máximas até 34 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-sexta-28-e-domingo-30-ar-polar-abandona-portugal-e-as-temperaturas-recuperam-para-maximas-ate-34-c.html" title="Entre sexta 28 e domingo 30: ar polar abandona Portugal e as temperaturas recuperam para máximas até 34 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fenomeno-entre-sexta-28-e-domingo-30-ar-polar-abandona-portugal-e-as-temperaturas-recuperam-para-maximas-ate-34-c-1787833683503_320.png" alt="Entre sexta 28 e domingo 30: ar polar abandona Portugal e as temperaturas recuperam para máximas até 34 ºC"></a></article></aside><p>Nos dias seguintes, esta tendência de subida deverá manter-se e poderá alcançar as cidades do litoral. Quanto à precipitação, é expectável que após domingo, a mesma se mantenha afastada do continente, podendo tudo isto resultar numa <strong>primeira semana de setembro seca e quente</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-o-ultimo-fim-de-semana-de-agosto-temperaturas-sobem-e-estas-2-cidades-voltam-a-ultrapassar-os-30-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Saiba a que conclusões chegou um estudo científico que avaliou calor extremo por hora e não por indicador diário]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/saiba-a-que-conclusoes-chegou-um-estudo-cientifico-que-avaliou-calor-extremo-por-hora-e-nao-por-indicador-diario.html</link><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma das consequências mais óbvias das alterações climáticas é o facto do aquecimento global estar a provocar condições meteorológicas de calor extremo cada vez mais frequentes no globo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-a-que-conclusoes-chegou-um-estudo-cientifico-que-avaliou-calor-extremo-por-hora-e-nao-por-indicador-diario-1787424071168.jpg" data-image="uhkshguabw2p" alt="Calor extremo" title="Calor extremo"><figcaption>Uma preocupação constante, calor extremo a aumentar de frequência.</figcaption></figure><p>No entanto, utilizar outros indicadores para analisar a forma como estudamos o calor extremo pode ajudar os cientistas a abordá-lo de uma perspetiva diferente, que poderá ser benéfico nas ações de mitigação.</p><h2>Análise do calor extremo por hora em vez de indicadores diários da temperatura </h2><p>Um estudo científico, publicado recentemente na <strong><em>Nature Climate Change</em></strong>, em vez de analisar indicadores diários, tentou decompor os <strong>fenómenos de calor extremo ao nível horário</strong>, o que revela alguns pormenores interessantes.</p><div class="texto-destacado"><strong>Os resultados mostram que as avaliações horárias podem identificar a exposição ao calor que passa despercebida nas métricas diárias e poderão contribuir para uma gestão mais eficaz dos riscos associados ao calor e para um planeamento mais eficaz da saúde pública.</strong></div><p>Ao examinar as <strong>condições de temperatura numa escala horária</strong>, os investigadores revelam uma forma mais contínua e extensa de exposição ao calor.</p><p>Neste estudo, Xiaoping Liu e os seus colegas analisaram dados globais por hora, que combinam observações meteorológicas e estimativas de modelos, relativos <strong>ao período de 1981 a 2023</strong>, e associaram-nos a projeções climáticas futuras até ao final do século XXI. </p><p>A análise centra-se nos <strong>extremos de calor por hora</strong>, durante o verão e avalia tanto a ocorrência destes eventos como o número de pessoas a eles expostas.</p><p>Durante esse período, os autores estimaram que as áreas terrestres globais registam, em média, cerca de <strong>269 horas de calor extremo em cada verão</strong>. Foi definido um evento de calor por hora como uma temperatura que excede o percentil 90 em relação a essa hora durante o período de referência de 1981–2010.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-a-que-conclusoes-chegou-um-estudo-cientifico-que-avaliou-calor-extremo-por-hora-e-nao-por-indicador-diario-1787424242787.jpg" data-image="f8ywse4vubth" alt="Calor no globo" title="Calor no globo"><figcaption>Registou-se um aumento de calor extremo por hora e por década em mais de 80% da superfície do globo.</figcaption></figure><p><strong>Mais de 80% das áreas terrestres globais registaram um aumento do calor extremo</strong>, com uma média de 62 horas adicionais por década entre 1981 e 2023. Verificou-se também que 28% destes eventos ocorreram em dias não identificados como de calor extremo pelas métricas diárias.</p><div class="texto-destacado">Num cenário de emissões elevadas, os autores preveem que, entre 2070 e 2099, cada dia quente poderá incluir mais de quatro horas quentes adicionais, em comparação com os níveis atuais (2001–2023), que provavelmente passariam despercebidas pelas medições diárias. </div><p>Além disso, os autores também concluíram que ocorrerão <strong>mais três horas de calor em dias não quentes</strong>.</p><h2>Impactos desiguais entre países, grupos de rendimento e gerações</h2><p>As conclusões revelam também uma acentuada divisão económica. Os países de rendimento baixo e médio, que representam mais de três quartos da exposição humana, tanto atual como projetada, <strong>irão ficar expostos a mais picos de calor por hora</strong>. </p><p>Muitos destes países estão localizados em regiões onde se prevê um aquecimento rápido, ao mesmo tempo que dispõem de menos recursos para mitigação do calor, tais como, ar condicionado, habitações resilientes, eletricidade fiável, centros públicos de refrigeração e sistemas de saúde de emergência.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-a-que-conclusoes-chegou-um-estudo-cientifico-que-avaliou-calor-extremo-por-hora-e-nao-por-indicador-diario-1787424407912.jpg" data-image="cvmlhjc66bs8" alt="Calor extremo em África" title="Calor extremo em África"><figcaption>Os países mais vulneráveis ficarão no futuro expostos a mais horas de calor extremo.</figcaption></figure><p>Os trabalhadores ao ar livre e as pessoas que vivem em aglomerados urbanos densamente povoados podem enfrentar uma exposição particularmente intensa. A mensagem central do estudo aplica-se tanto a ambientes rurais como urbanos.</p><div class="texto-destacado"><strong>O estudo conclui que os extremos de calor por hora estão a surgir em todas as regiões do mundo e que o impacto se distribui de forma profundamente desigual entre países, grupos de rendimento e gerações.</strong></div><p>A exposição ao calor também não se distribui de forma igual entre as gerações. Prevê-se que as gerações sucessivas venham a enfrentar um número substancialmente maior de picos de calor por hora ao longo das suas vidas do que as pessoas nascidas no início do século.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770213" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-alteracoes-climaticas-obrigam-familias-a-separarem-se-quem-decide-quem-migra-e-quem-fica-nos-ambientes-extremos.html" title="As alterações climáticas obrigam famílias a separarem-se: quem decide quem migra e quem fica nos ambientes extremos?">As alterações climáticas obrigam famílias a separarem-se: quem decide quem migra e quem fica nos ambientes extremos?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-alteracoes-climaticas-obrigam-familias-a-separarem-se-quem-decide-quem-migra-e-quem-fica-nos-ambientes-extremos.html" title="As alterações climáticas obrigam famílias a separarem-se: quem decide quem migra e quem fica nos ambientes extremos?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-alteracoes-climaticas-obrigam-familias-a-separarem-se-quem-decide-quem-migra-e-quem-fica-nos-ambientes-extremos-1779468646747_320.jpg" alt="As alterações climáticas obrigam famílias a separarem-se: quem decide quem migra e quem fica nos ambientes extremos?"></a></article></aside><p>De acordo com os autores do estudo, <strong>há necessidade urgente de avaliações de risco à escala horária e a investigação futura deve centrar-se nos mecanismos que causam extremos de calor por hora, tais como picos de calor ou eventos de calor repentino</strong>.</p><p>Uma melhor compreensão dos eventos de calor de curta duração, numa escala horária, poderá melhorar os sistemas de alerta precoce, as avaliações de riscos para a saúde e a adaptação a um clima em aquecimento.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Liao%2C%20W.%2C%20Zhang%2C%20X.%2C%20Liu%2C%20X.%2C%20Luo%2C%20M.%2C%20Chen%2C%20Y.%2C%20Chan%2C%20D.%20et.%20al." data-year="2026" data-title="Globally%20and%20intergenerationally%20unequal%20exposure%20to%20hourly%20heat%20extremes" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41558-026-02724-8">Liao, W., Zhang, X., Liu, X., Luo, M., Chen, Y., Chan, D. et. al.. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41558-026-02724-8" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Globally and intergenerationally unequal exposure to hourly heat extremes</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/saiba-a-que-conclusoes-chegou-um-estudo-cientifico-que-avaliou-calor-extremo-por-hora-e-nao-por-indicador-diario.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pode levar um pedaço deste hotel histórico de Lisboa para casa. Literalmente]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pode-levar-um-pedaco-deste-hotel-historico-de-lisboa-para-casa-literalmente.html</link><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 06:13:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Esta unidade hoteleira da capital está a vender o recheio dos quartos online. E todos podem comprar. Saiba como.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/pode-levar-um-pedaco-deste-hotel-historico-de-lisboa-para-casa-literalmente-1785699176413.jpg" data-image="gpqyqa24hgzy" alt="Hotel Mundial" title="Hotel Mundial"><figcaption>O Hotel Mundial está a vender mobiliário e decoração online. Foto: Hotel Mundial</figcaption></figure><p>Quem disse que um hotel só vende estadias? Em Lisboa, um dos nomes mais emblemáticos da hotelaria está a provar precisamente o contrário. </p><div class="texto-destacado">Se anda a pensar renovar a casa, gosta de peças com história ou simplesmente adora encontrar bons negócios, há uma novidade que merece a sua atenção.</div><p>O <strong>Hotel Mundial</strong>, um dos hotéis mais conhecidos da capital, colocou à venda centenas de artigos que faziam parte dos seus quartos, numa iniciativa que combina renovação, sustentabilidade e economia circular. </p><p>É verdade. Em vez de seguirem diretamente para um armazém ou para o desperdício, camas, cadeiras, candeeiros, televisões, minibares, cofres e até quadros decorativos ganharam uma <strong>nova oportunidade de encontrar casa</strong>.</p><p>“Nos últimos meses, o histórico e icónico Hotel Mundial, localizado ao fundo da Praça Martim Moniz, na baixa lisboeta, tem sido alvo de várias remodelações, no sentido de tornar esta unidade hoteleira mais moderna”, lê-se no <em>site</em> ‘Lisboa Secreta’.</p><p>“Neste sentido, colocou algum do seu recheio à venda<em> online</em>, naquela que já é considerada a<strong> loja de referência</strong> para este tipo de vendas de garagem na Internet.”</p><h2>Uma renovação que vai muito além da decoração</h2><p>Inaugurado em 1958, o Hotel Mundial faz parte da paisagem da Baixa lisboeta há quase sete décadas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pode-levar-um-pedaco-deste-hotel-historico-de-lisboa-para-casa-literalmente-1785699394138.jpg" data-image="4curqh4wkpyz" alt="Hotel Mundial" title="Hotel Mundial"><figcaption>Um hotel histórico em Lisboa. Foto: Hotel Mundial</figcaption></figure><p>"Conhecido como<strong> um dos mais icónicos hotéis de Lisboa</strong>, o Hotel Mundial é um hotel intemporal que combina o conforto e serviços imprescindíveis na atualidade com uma história de prestígio", nota a plataforma Second Serve. "Este hotel de 4 estrelas, hoje com 349 quartos, fica situado no coração de Lisboa, na Baixa Pombalina, com o Castelo de S.Jorge como cenário e a Praça do Rossio a poucos passos de distância. "</p><p>Não pense, porém, que vai fechar as portas enquanto faz estas renovações. Nada disso. A unidade hoteleira continua a receber hóspedes enquanto decorrem as obras, previstas até setembro de 2026. </p><div class="texto-destacado">A modernização está a ser feita por fases, permitindo que o espaço permaneça em funcionamento sem interromper a atividade.</div><p>À medida que cada conjunto de quartos é renovado, o mobiliário e os equipamentos que deixam de ser utilizados não são descartados. Em vez disso, <strong>passam a estar disponíveis através da plataforma Second Serve</strong>, especializada na venda de mobiliário e equipamentos provenientes de hotéis e restaurantes. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777808" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lisboa-fechou-refugios-do-calor-em-plena-onda-de-calor-como-se-explica-este-paradoxo.html" title="Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?">Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lisboa-fechou-refugios-do-calor-em-plena-onda-de-calor-como-se-explica-este-paradoxo.html" title="Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-fechou-refugios-do-calor-em-plena-onda-de-calor-como-se-explica-este-paradoxo-1783594178234_320.jpg" alt="Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?"></a></article></aside><p>A iniciativa pretende prolongar a vida útil de peças que continuam em bom estado e reduzir o desperdício. Além disso, permite aos consumidores o acesso a produtos de qualidade hoteleira por valores bastante mais acessíveis do que quando eram novos.</p><h2>O que pode encontrar nesta venda?</h2><p>Nesta primeira fase, os artigos colocados à venda pertencem a cerca de uma centena de quartos já transformados.<strong> O catálogo é bastante diversificado</strong> e foi pensado para que seja possível equipar praticamente uma casa inteira, desde o quarto até aos pequenos detalhes de decoração. </p><div class="texto-destacado">Entre as peças disponíveis encontram-se camas e colchões de qualidade profissional, televisões, minibares, cofres eletrónicos, cadeiras, poltronas, mesas de apoio, candeeiros, espelhos, cortinas e vários quadros inspirados em Lisboa.</div><p>“Esta é, sem dúvida, a melhor forma de colocar objetos, ainda funcionais, ao dispor, tanto de colecionadores como de compradores normais, a preços bastante em conta”, garante o guia <em>online</em>.</p><p>“A nova<em> garage sale </em>coincide também com o lançamento da aplicação da Second Serve, criada para tornar a experiência de compra na plataforma mais simples e intuitiva”, acrescenta o<em> site </em>‘Vou Sair’.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pode-levar-um-pedaco-deste-hotel-historico-de-lisboa-para-casa-literalmente-1785699627192.jpg" data-image="eerycxqxlsp4" alt="Hotel Mundial" title="Hotel Mundial"><figcaption>Há vários artigos disponíveis. Foto: Hotel Mundial</figcaption></figure><p>Como a procura tem sido elevada, muitos artigos já encontraram novos donos. Ainda assim, não se preocupe. <strong>A oferta vai sendo atualizada</strong> à medida que as obras avançam, pelo que podem surgir novos produtos regularmente.</p><div class="texto-destacado">Todo o processo de compra decorre online através da plataforma da Second Serve. "Não é possível escolher peças específicas no hotel. A seleção é feita exclusivamente através da plataforma", avisam os responsáveis.</div><p>No entanto, existe um detalhe importante: como os artigos permanecem no hotel até cada fase da remodelação ficar concluída, o levantamento ou a entrega apenas acontece quando essas peças ficam efetivamente disponíveis. Dependendo do artigo, é possível optar pelo levantamento no local ou pelo envio para casa.</p><h2>Uma tendência que junta história e sustentabilidade</h2><p>Nos últimos anos, o número de hotéis que opta por vender parte do seu mobiliário durante processos de renovação tem aumentado. Esta tendência substitui aquela muito comum em que se substitui simplesmente por algo novo. </p><div class="texto-destacado">A prática permite reduzir o impacto ambiental das obras, evitar o desperdício de equipamentos ainda perfeitamente funcionais e incentivar a economia circular.</div><p>No caso do Hotel Mundial, há também um lado emocional. Muitas destas peças fizeram parte de um <strong>edifício que marcou gerações de visitantes </strong>e que continua a ser um dos grandes símbolos da hotelaria lisboeta. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="716533" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/universidade-de-coimbra-e-a-instituicao-de-ensino-mais-sustentavel-do-sul-da-europa.html" title="Universidade de Coimbra é a instituição de ensino mais sustentável do Sul da Europa">Universidade de Coimbra é a instituição de ensino mais sustentável do Sul da Europa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/universidade-de-coimbra-e-a-instituicao-de-ensino-mais-sustentavel-do-sul-da-europa.html" title="Universidade de Coimbra é a instituição de ensino mais sustentável do Sul da Europa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/-1750701468353_320.jpg" alt="Universidade de Coimbra é a instituição de ensino mais sustentável do Sul da Europa"></a></article></aside><p>Para quem aprecia <em>design</em>, coleciona objetos com história ou procura simplesmente uma oportunidade diferente para decorar a casa, esta pode ser uma forma original de levar consigo um pequeno pedaço de um dos hotéis mais emblemáticos da capital.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Lisboa%20Secreta%2C%20Leandro%2C%20V" data-year="2026" data-title="Hist%C3%B3rico%20hotel%20de%20Lisboa%20esvazia%20quartos%20e%20coloca%20todo%20o%20recheio%20%C3%A0%20venda%2C%20desde%20cofres%20e%20minibares%20a%20quadros%20decorativos%20de%20Lisboa" data-url="https%3A%2F%2Flisboasecreta.co%2Fvenda-garagem-mobiliario-hotel-mundial-lisboa%2F">Lisboa Secreta, Leandro, V. (2026). <a href="https://lisboasecreta.co/venda-garagem-mobiliario-hotel-mundial-lisboa/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Histórico hotel de Lisboa esvazia quartos e coloca todo o recheio à venda, desde cofres e minibares a quadros decorativos de Lisboa</a>.</cite><br><cite data-author="Vou%20Sair" data-year="2026" data-title="Est%C3%A1%20a%20renovar%20a%20casa%3F%20Pode%20comprar%20o%20mobili%C3%A1rio%20deste%20hotel%20ic%C3%B3nico%20de%20Lisboa%20(sem%20gastar%20uma%20fortuna)" data-url="https%3A%2F%2Fvousair.pt%2Festa-a-renovar-a-casa-pode-comprar-o-mobiliario-deste-hotel-iconico-de-lisboa-sem-gastar-uma-fortuna%2F">Vou Sair. (2026). <a href="https://vousair.pt/esta-a-renovar-a-casa-pode-comprar-o-mobiliario-deste-hotel-iconico-de-lisboa-sem-gastar-uma-fortuna/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Está a renovar a casa? Pode comprar o mobiliário deste hotel icónico de Lisboa (sem gastar uma fortuna)</a>.</cite><br><cite data-author="Second%20Serve" data-year="2026" data-title="Garage%20Sale%3A%20Hotel%20Mundial" data-url="https%3A%2F%2Fsecondservehotels.com%2Fpt%2Fgarage-sales%2Fgarage-sale-hotel-mundial">Second Serve. (2026). <a href="https://secondservehotels.com/pt/garage-sales/garage-sale-hotel-mundial" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Garage Sale: Hotel Mundial</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pode-levar-um-pedaco-deste-hotel-historico-de-lisboa-para-casa-literalmente.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como radiotelescópios rastreiam a origem das estrelas através de moléculas cósmicas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/como-radiotelescopios-rastreiam-a-origem-das-estrelas-por-meio-de-moleculas-cosmicas.html</link><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Radiotelescópios como o ALMA possibilitam mapear moléculas em nuvens de formação estelar, revelando a temperatura, abundância química e pistas sobre processos ocultos que moldam a formação de estrelas em regiões distantes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-los-radiotelescopios-rastrean-el-origen-de-las-estrellas-a-traves-de-moleculas-cosmicas-1787410805535.jpg" data-image="90y688hff1d1"><figcaption>ALMA, um poderoso radiotelescópio no Deserto do Atacama, Chile. Crédito: J.F. Salgado (ESO), CC BY.</figcaption></figure><p>Como os astrónomos não conseguem reproduzir em laboratório os<strong> sinais emitidos por moléculas provenientes de regiões de formação estelar</strong>, eles precisam de fazer isso de maneira indireta.<strong> Radiotelescópios</strong> — como o ALMA, localizado no Deserto do Atacama, no Chile — são ideais para essa finalidade.</p><p>A melhor ferramenta para essa tarefa é a <strong>luz</strong> — não apenas a luz visível que enxergamos com os nossos próprios olhos, mas também outros tipos, como as ondas de rádio (especificamente nas faixas de frequência de milímetros e submilímetros), uma vez que elas são emitidas pelo gás e pela poeira.</p><div class="texto-destacado">Cada molécula possui transições energéticas características e, ao rotacionar ou mudar de estado, emite radiação em frequências específicas. A astroquímica identifica os sinais e as moléculas presentes através das suas linhas espectrais.</div><p>Milhares de<strong> espectros são convertidos em mapas</strong>; em cada pixel, linhas moleculares são ajustadas para estimar propriedades como a temperatura de rotação e a densidade de coluna — uma medida relacionada com o número de moléculas ao longo da nossa linha de visão.</p><p>Olivia H. Wilkins e a sua equipa aplicaram essa técnica para estudar a<strong> região Orion Kleinmann–Low (Orion KL)</strong>, uma área complexa de <strong>formação de estrelas massivas</strong> situada a aproximadamente 400 parsecs (cerca de 1.300 anos-luz) da Terra. O objetivo principal não era descobrir uma nova molécula, mas sim verificar se esses mapas químicos produzem resultados reproduzíveis.</p><h2>Termómetros cósmicos</h2><p>As nuvens moleculares começam com temperaturas extremamente baixas e densidades ínfimas em comparação com as da atmosfera terrestre. À medida que o <strong>gás entra em colapso e protoestrelas surgem</strong>, o <strong>ambiente aquece</strong> e comprime, alterando as reações químicas que ocorrem na poeira e no gás.</p><p>A<strong> intensidade das transições depende da população dos seus níveis de energia</strong>, a qual, por sua vez, responde às condições físicas do ambiente. Ao comparar diferentes linhas, podemos inferir temperaturas sem colocar um termómetro dentro da nuvem.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-los-radiotelescopios-rastrean-el-origen-de-las-estrellas-a-traves-de-moleculas-cosmicas-1787411179936.jpg" data-image="c920gfhlh2xy"><figcaption>O Webb revela poeira brilhante e estrelas jovens em Sagittarius B2, a região de formação estelar mais ativa, utilizando o MIRI. Crédito: NASA, ESA, CSA, STScI.</figcaption></figure><p>O metanol (CH₃OH) é particularmente útil por ser uma molécula orgânica relativamente simples que se forma principalmente nas regiões frias, recobrindo grãos de poeira interestelar. Quando o <strong>ambiente se aquece</strong>, parte do metanol pode passar para a fase gasosa,<strong> permitindo que as suas emissões de rádio sejam detetadas e mapeadas</strong>.</p><p>O novo estudo concentra-se em isótopos dessas moléculas, como o ¹³CH₃OH — que contém carbono-13 — e o CH₃OD, uma forma de<strong> "metanol deuterado"</strong>. A comparação das suas distribuições possibilita rastrear processos químicos distintos e<strong> estudar como a temperatura e a composição variam na nebulosa Orion KL</strong>.</p><h3>ALMA coloca à prova os seus próprios mapas químicos</h3><p>Em vez de atribuir um único valor de temperatura ou abundância, os mapas mostram como essas propriedades variam de ponto para ponto. Isto revela regiões quimicamente distintas que seriam diluídas caso apenas um espectro médio fosse analisado.</p><p>No caso do metanol, foram comparadas<strong> observações do ALMA realizadas em momentos diferentes </strong>e utilizando diferentes transições rotacionais. Os novos mapas de temperatura e densidade de coluna mostraram-se altamente consistentes com os anteriores, particularmente na região Hot Core-SW e na chamada<em> Compact Ridge </em>de Orion KL.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-los-radiotelescopios-rastrean-el-origen-de-las-estrellas-a-traves-de-moleculas-cosmicas-1787411918203.jpg" data-image="a94grrev5p1i"><figcaption>O Hubble revela mais de 3.000 estrelas a nascer na Nebulosa de Órion, juntamente com o Trapézio e discos protoplanetários. Crédito: NASA, ESA, Hubble Orion Treasury Team.</figcaption></figure><p>No <strong>Hot Core-SW</strong>, a densidade de coluna atingiu aproximadamente 1,2 × 10¹⁷ moléculas por centímetro quadrado. As temperaturas apresentaram excelente concordância entre os dois conjuntos de dados observacionais — um indício significativo de que o procedimento preserva estruturas físicas reais dentro da nebulosa.</p><p>Para o <strong>metanol "deuterado"</strong>, as novas observações indicaram uma densidade de coluna de pico próxima de 1,0 × 10¹⁷ moléculas por centímetro quadrado — um valor várias vezes inferior ao estimado anteriormente. Essa diferença é atribuída a um aprimoramento na análise dos dados.</p><h3>A química poderia revelar estrelas ocultas</h3><p>Apesar das discrepâncias, a distribuição relativa das duas formas de metanol apresentou tendências semelhantes, sugerindo que o padrão químico não é meramente um artefacto resultante de um conjunto específico de observações ou do método analítico.</p><p>Este detalhe é significativo, pois estudos anteriores já tinham indicado que a <strong>abundância anómala de metanol deuterado</strong> poderia estar ligada à evolução térmica de gelos interestelares.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780704" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/dilema-cosmico-revelam-porque-e-que-ter-filhos-no-espaco-e-uma-missao-quase-impossivel-para-a-humanidade.html" title="Dilema cósmico: revelam porque é que ter filhos no espaço é uma missão quase impossível para a humanidade">Dilema cósmico: revelam porque é que ter filhos no espaço é uma missão quase impossível para a humanidade</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/dilema-cosmico-revelam-porque-e-que-ter-filhos-no-espaco-e-uma-missao-quase-impossivel-para-a-humanidade.html" title="Dilema cósmico: revelam porque é que ter filhos no espaço é uma missão quase impossível para a humanidade"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/dilema-cosmico-revelan-por-que-tener-bebes-en-el-espacio-es-una-mision-casi-imposible-para-la-humanidad-1784836293051_320.jpg" alt="Dilema cósmico: revelam porque é que ter filhos no espaço é uma missão quase impossível para a humanidade"></a></article></aside><p>Wilkins propôs anteriormente que certas anomalias químicas em Hot Core-SW são consistentes com uma fonte interna, possivelmente uma protoestrela ainda profundamente embutida. Embora não se trate de uma deteção direta, isso demonstra <strong>como a química pode orientar observações futuras</strong>.</p><p>O resultado principal não é apenas<strong> um mapa mais detalhado de Orion KL</strong>; também demonstra que o ajuste espectral pixel a pixel pode gerar excelentes resultados para a comparação detalhada da composição química. Isto abre um novo caminho para o estudo da organização química de regiões de formação estelar.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Olivia%20H.%20Wilkins%3B%20Boriana%20V.%20Yotzova%3B%20Kylee%20M.%20Preller%3B%20Grace%20A.%20Helton%3B%20Phuong-Linh%20Pham" data-year="2026" data-title="Robustness%20of%20Pixel-by-Pixel%20Column%20Density%20and%20Rotational%20Temperature%20Mapping%20in%20the%20Orion%20KL%20Nebula" data-url="https%3A%2F%2Fpubs.acs.org%2Faesccq%2Farticle%2F10%2F4%2F1075%2F5148770%2FRobustness-of-Pixel-by-Pixel-Column-Density-and">Olivia H. Wilkins; Boriana V. Yotzova; Kylee M. Preller; Grace A. Helton; Phuong-Linh Pham. (2026). <a href="https://pubs.acs.org/aesccq/article/10/4/1075/5148770/Robustness-of-Pixel-by-Pixel-Column-Density-and" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Robustness of Pixel-by-Pixel Column Density and Rotational Temperature Mapping in the Orion KL Nebula</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/como-radiotelescopios-rastreiam-a-origem-das-estrelas-por-meio-de-moleculas-cosmicas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Recorde histórico em La Palma: detetada a radiação mais distante do universo, a 8 000 milhões de anos-luz]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/recorde-historico-em-la-palma-detetada-a-radiacao-mais-distante-do-universo-a-8-000-milhoes-de-anos-luz.html</link><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 17:05:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Uma radiação que surgiu quando o universo era muito mais jovem acaba de se tornar uma pista valiosa para reconstruir a história das estrelas e das galáxias.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-detectan-desde-canarias-una-senal-que-lleva-8-000-millones-de-anos-viajando-por-el-universo-1787637972338.jpg" data-image="qwdn812aaz50" alt="Cielo nocturno" title="Cielo nocturno"><figcaption>O sinal provém da OP 313, uma galáxia ativa situada a cerca de 8 000 milhões de anos-luz</figcaption></figure><p>Observar o céu a partir de La Palma permitiu-nos recuar milhares de milhões de anos no tempo.<strong> Os telescópios do Observatório do Roque de los Muchachos detetaram radiação de altíssima energia proveniente de um blazar distante</strong>, tornando-o no objeto deste tipo mais distante observado até agora nestas energias.</p><p><strong>O sinal provém do OP 313, uma galáxia ativa situada a cerca de 8 000 milhões de anos-luz</strong>. No seu centro, alberga um buraco negro supermassivo capaz de gerar um dos fenómenos mais extremos do universo. A deteção foi possível graças aos telescópios LST-1 e MAGIC, instalados em La Palma.</p><h2>OP 313, um verdadeiro farol no Universo</h2><p><strong>Os blazares são galáxias ativas cujo buraco negro central absorve matéria e gera enormes jatos de partículas e radiação</strong>. Quando um desses jatos aponta aproximadamente na direção da Terra, o seu brilho pode revelar-se extraordinariamente intenso, como se se tratasse de um gigantesco farol cósmico.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">El Observatorio del Roque de los Muchachos bate récord al observar OP 313, el blázar de muy alta energía más distante detectado!<br><br> Un estudio de @CTAObservatory y MAGIC<br><br> <a href="https://t.co/YTz46XYcZ9">https://t.co/YTz46XYcZ9</a><a href="https://x.com/hashtag/Astrof%C3%ADsica?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Astrofísica</a> <a href="https://x.com/hashtag/CTAO?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#CTAO</a> <a href="https://x.com/hashtag/LST1?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#LST1</a> <a href="https://x.com/hashtag/MAGIC?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#MAGIC</a> <a href="https://x.com/hashtag/LaPalma?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#LaPalma</a> <a href="https://t.co/zHmheeJ0jS">pic.twitter.com/zHmheeJ0jS</a></p>— IAC Astrofísica (@IAC_Astrofisica) <a href="https://x.com/IAC_Astrofisica/status/2091830780741795934?ref_src=twsrc%5Etfw">August 24, 2026</a></blockquote></figure><p>O OP 313 <strong>pertence, mais concretamente, à categoria dos quásares de rádio de espectro plano</strong>, considerados entre as fontes de radiação mais potentes que se conhecem. O sinal agora captado partiu deste objeto quando o Universo era consideravelmente mais jovem.</p><p><strong>A atividade observada situa-se perto do final do chamado "Meio-dia Cósmico"</strong>, um período que se estendeu aproximadamente entre 2 000 e 3 000 milhões de anos após o Big Bang e durante o qual o Universo atravessou uma fase especialmente intensa de formação de estrelas e crescimento de galáxias.</p><h2>Uma viagem de 8 mil milhões de anos que deixa pistas</h2><p>Durante a sua viagem até à Terra, os raios gama emitidos pelo OP 313 atravessaram o espaço e encontraram-se com a chamada luz de fundo extragaláctica. Esta espécie de <strong>névoa cósmica ténue é formada pela radiação acumulada emitida por estrelas e galáxias ao longo de milhares de milhões de anos</strong>. Quando os raios gama de muito alta energia interagem com os seus fotões, podem desaparecer e gerar pares de partículas compostos por um eletrão e um positrão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-detectan-desde-canarias-una-senal-que-lleva-8-000-millones-de-anos-viajando-por-el-universo-1787638231920.jpg" data-image="o5614adkd0a8" alt="Cosmos" title="Cosmos"><figcaption>Os cientistas conseguem estimar a quantidade de luz que existia em diferentes momentos da história do cosmos</figcaption></figure><p>O resultado é que o sinal original chega enfraquecido. É precisamente essa perda de intensidade que contém uma informação extremamente valiosa, uma vez que, ao estudarem o grau de atenuação da radiação,<strong> os cientistas podem estimar a quantidade de luz que existia em diferentes momentos da história do cosmos</strong>.</p><h2>La Palma prepara-se para observar ainda mais longe</h2><p>A capacidade de observação a partir das Canárias irá aumentar em breve. <strong>Está prevista para 15 de outubro de 2026 a inauguração da sub-rede completa do LST</strong> em La Palma, que irá incorporar mais três grandes telescópios, para além do LST-1. Estes instrumentos estarão especialmente preparados para estudar raios gama a partir de energias próximas dos 20 GeV, ampliando a capacidade de detetar fontes extremamente distantes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="680035" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/atlas-cosmico-de-euclides-lancada-a-primeira-parte-do-mapa-3d-de-todo-o-universo.html" title="Atlas Cósmico de Euclides: lançada a primeira parte do mapa 3D de todo o Universo">Atlas Cósmico de Euclides: lançada a primeira parte do mapa 3D de todo o Universo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/atlas-cosmico-de-euclides-lancada-a-primeira-parte-do-mapa-3d-de-todo-o-universo.html" title="Atlas Cósmico de Euclides: lançada a primeira parte do mapa 3D de todo o Universo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-atlas-cosmico-de-euclid-liberan-primer-parte-del-mapa-3d-de-todo-el-universo-1729793207141_320.jpg" alt="Atlas Cósmico de Euclides: lançada a primeira parte do mapa 3D de todo o Universo"></a></article></aside><p><strong>O OP 313 demonstra até onde esta nova geração de observatórios pode chegar</strong>. Um sinal que iniciou a sua viagem há cerca de 8 000 milhões de anos acabou por se tornar, a partir de uma ilha do Atlântico, uma ferramenta para reconstruir a história da luz do universo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="LST%20Collaboration%20%26%20MAGIC%20Collaboration" data-year="2026" data-title="Detection%20of%20the%20distant%20quasar%20OP%20313%20with%20the%20first%20Large-Sized%20Telescope%20of%20CTAO" data-url="https%3A%2F%2Fwww.aanda.org%2Farticles%2Faa%2Ffull_html%2F2026%2F08%2Faa58646-25%2Faa58646-25.html">LST Collaboration & MAGIC Collaboration. (2026). <a href="https://www.aanda.org/articles/aa/full_html/2026/08/aa58646-25/aa58646-25.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Detection of the distant quasar OP 313 with the first Large-Sized Telescope of CTAO</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/recorde-historico-em-la-palma-detetada-a-radiacao-mais-distante-do-universo-a-8-000-milhoes-de-anos-luz.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nepal enfrenta inunda��ões devastadoras: terramoto, avalanche, barragem natural e glaciar estão a ser investigados]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nepal-enfrenta-inundacoes-devastadoras-terramoto-avalanche-barragem-natural-e-glaciar-estao-a-ser-investigados.html</link><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 16:18:08 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Uma onda repentina desceu dos Himalaias com um enorme poder destrutivo. Os cientistas estão a investigar uma possível cadeia de acontecimentos que ocorreu perto da fronteira com o Tibete.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb0zj76"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb0zj76.jpg" id="xb0zj76"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Na quarta-feira (26), <strong>uma enorme massa de água, lama, rochas e sedimentos desceu pelos estreitos vales dos Himalaias e atingiu violentamente uma região próxima da fronteira entre o Nepal e o Tibete</strong>. A torrente destruiu povoações, pontes, estradas e instalações hidroelétricas, enquanto as equipas de emergência lançavam uma grande operação de busca e salvamento.</p><p>O distrito de Rasuwa foi uma das zonas mais afetadas na sequência de uma cheia repentina que percorreu os leitos dos rios de montanha. Enquanto as buscas pelos desaparecidos continuam, os cientistas tentam responder a uma questão fundamental: <strong>o que poderá ter libertado um volume tão grande de água e material num espaço de tempo tão curto?</strong></p><h2>Pensa-se que a onda de cheias tenha tido origem nas montanhas do Tibete</h2><p><strong>As investigações iniciais ainda não determinaram com certeza onde o desastre teve início</strong>. Enquanto fontes chinesas situaram a origem da cheia no lado nepalês, as autoridades nepalesas sustentam que a cheia pode ter descido do Tibete através do rio Bhote Koshi, uma discrepância que deixou a reconstrução do acontecimento por esclarecer.</p><p>O número de mortos aumentou à medida que as horas passavam. <strong>Pelo menos 98 pessoas morreram no Nepal e na China e centenas continuam desaparecidas</strong>, enquanto as autoridades nepalesas estão a verificar uma lista provisória de 484 viajantes desaparecidos, a maioria dos quais estrangeiros.</p><div class="texto-destacado">O investigador climático Rijan Bhakta Kayastha, professor da Universidade de Catmandu, explicou ao<strong><em> The Kathmandu Post </em></strong>que o material que se desprendeu aparentemente caiu no vale e interrompeu temporariamente o fluxo de água. A água começou então a acumular-se atrás desta barreira natural até que, a certa altura, a rompeu violentamente.</div><p>Esta hipótese poderia explicar por que razão o desastre foi inicialmente descrito de várias formas: como a rutura de uma barragem, uma avalanche ou o colapso de um glaciar. <strong>Na realidade, todos estes três elementos podem fazer parte da mesma cadeia de acontecimentos</strong>, embora a sequência precisa do que ocorreu em cada fase ainda tenha de ser estabelecida.</p><h3>Um glaciar desabou mais de 1000 metros em direção ao vale</h3><p>Uma das pistas mais importantes surgiu da análise de imagens de satélite. De acordo com a Reuters, com base em imagens da Planet Labs e em avaliações de especialistas,<strong> uma secção substancial de um glaciar localizado a cerca de 5 200 metros acima do nível do mar desprendeu-se e caiu mais de 1 200 metros em direção ao vale</strong>.</p><p>Os especialistas consultados pela agência descreveram o fenómeno como uma <strong><em>avalanche de gelo e rocha</em></strong>, uma avalanche composta por gelo, rocha e outros materiais. Acredita-se que, ao atingir o fundo do vale, a enorme massa tenha bloqueado o leito do rio, criando uma acumulação temporária antes de, por fim, libertar um fluxo extremamente carregado de sedimentos.</p><p>Quando uma barreira deste tipo rompe, o perigo não provém apenas da água. <strong>Lama, pedras, rochas, gelo e detritos de todo o tipo aumentam consideravelmente o poder destrutivo do fluxo</strong>, especialmente em vales estreitos com encostas íngremes.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">A horrific scene of severe flooding at the Rasuwagadhi border point on the Nepal-Tibet border.<br>The strong currents wreaked havoc across the area, leaving 400 pilgrims and 105 Indian tourists also missing in the Nepal floods.<a href="https://x.com/hashtag/NepalFloods?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#NepalFloods</a> <a href="https://x.com/hashtag/Nepal?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Nepal</a> <a href="https://x.com/hashtag/Rasuwa?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Rasuwa</a> <a href="https://x.com/hashtag/FlashFlood?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#FlashFlood</a> <a href="https://x.com/hashtag/Floods?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Floods</a> <a href="https://t.co/dwAX12Gj7l">pic.twitter.com/dwAX12Gj7l</a></p>— Ravi Pandey (@ravipandey2643) <a href="https://x.com/ravipandey2643/status/2092559194453098786?ref_src=twsrc%5Etfw">August 26, 2026</a></blockquote></figure><p>A onda de cheia percorreu os sistemas fluviais dos rios Lhende e Bhote Koshi antes de chegar ao Trishuli. De acordo com especialistas citados pela Reuters, <strong>em alguns locais o nível do rio subiu até nove metros em cerca de meia hora</strong>, um aumento que deixou as comunidades a jusante com muito pouco tempo para reagir.</p><h3>Será que um terramoto terá desencadeado esta cadeia de eventos?</h3><p>Outro elemento que está a ser investigado é um<strong> terramoto registado na região do Tibete antes da cheia</strong>. De acordo com uma atualização do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o terramoto teve uma <strong>magnitude de 5,2</strong>, superior às estimativas preliminares que inicialmente o situavam em 4,4.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nepal-bajo-el-agua-una-avalancha-de-hielo-habria-desatado-la-inundacion-que-arraso-rasuwa-1787769120035.jpg" data-image="gnl6lr73t6x3" alt="usgs" title="usgs"><figcaption>O USGS atualizou a magnitude do sismo registado na região do Tibete para 5,2, estando ainda a ser investigada a sua possível ligação ao subsequente desmoronamento de gelo e rocha.</figcaption></figure><p>A proximidade temporal e geográfica em relação à zona do desmoronamento levou os especialistas a ponderar se o movimento poderá ter contribuído para desestabilizar a massa de gelo e rocha. No entanto, <strong>não existem, de momento, provas suficientes para determinar que o terramoto tenha desencadeado diretamente a avalanche</strong>, pelo que essa relação continua a ser alvo de investigação.</p><p>Também<strong> não se pode excluir a possibilidade de o impacto do desmoronamento ter sido suficientemente forte para gerar um movimento sísmico</strong>. Contudo, tudo isto continua, neste momento, a ser objeto de análise e investigação.</p><h2>Estradas, pontes e aldeias foram arrastadas</h2><p><strong>A dimensão dos danos demonstra a energia extraordinária que a corrente adquiriu à medida que descia da montanha</strong>. De acordo com o Departamento de Estradas do Nepal, as inundações afetaram gravemente o corredor entre Betrawati e o posto fronteiriço de Rasuwagadhi, com inúmeros troços destruídos e várias pontes arrastadas pela água.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">This image helps explain what happened along the NepalTibet border. According to reports, a magnitude 4.4 earthquake on the Tibetan side triggered a massive ice avalanche, which then led to the flash flooding of the Bhotekoshi River in Nepal. Around 1,000 people are missing, and <a href="https://t.co/2n46czGNoB">pic.twitter.com/2n46czGNoB</a></p>— Weather Monitor (@WeatherMonitors) <a href="https://x.com/WeatherMonitors/status/2092603463406342484?ref_src=twsrc%5Etfw">August 26, 2026</a></blockquote></figure><p>As povoações situadas ao longo do rio Bhote Koshi e de outros cursos de água ficaram particularmente expostas, enquanto as autoridades alargaram os alertas a zonas mais a jusante. <strong>A catástrofe afetou também projetos hidroelétricos e uma rota comercial estratégica entre o Nepal e a China</strong>, de acordo com relatórios oficiais citados pela imprensa local.</p><h2>Uma região cada vez mais exposta a riscos glaciais</h2><p><strong>A catástrofe ocorreu numa das regiões montanhosas mais sensíveis do mundo, onde o recuo dos glaciares está a transformar rapidamente a paisagem</strong>. Organizações científicas especializadas no Himalaia, como o Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado das Montanhas (ICIMOD), têm vindo a alertar para os riscos crescentes associados aos lagos glaciares, aos colapsos e às inundações repentinas na região.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769362" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-megatsunami-de-tracy-arm-como-o-recuo-glaciar-desencadeou-uma-onda-de-481-metros-no-alasca.html" title="O megatsunami de Tracy Arm: como o recuo glaciar desencadeou uma onda de 481 metros no Alasca">O megatsunami de Tracy Arm: como o recuo glaciar desencadeou uma onda de 481 metros no Alasca</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-megatsunami-de-tracy-arm-como-o-recuo-glaciar-desencadeou-uma-onda-de-481-metros-no-alasca.html" title="O megatsunami de Tracy Arm: como o recuo glaciar desencadeou uma onda de 481 metros no Alasca"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-megatsunami-de-tracy-arm-como-o-recuo-glaciar-desencadeou-uma-onda-de-481-metros-no-alasca-1779091405604_320.png" alt="O megatsunami de Tracy Arm: como o recuo glaciar desencadeou uma onda de 481 metros no Alasca"></a></article></aside><p>Ainda não é possível atribuir diretamente esta catástrofe às alterações climáticas, mas os especialistas alertam que<strong> o aquecimento nos Himalaias poderá aumentar certos riscos associados ao gelo em altitudes elevadas</strong>. O derretimento altera os glaciares, aumenta a extensão dos lagos e pode contribuir para alterações na estabilidade das encostas compostas por gelo, rocha e sedimentos.</p><p><strong>O que aconteceu em Rasuwa demonstra também por que razão estes fenómenos são tão difíceis de antecipar</strong>. Um desmoronamento que ocorra a mais de 5 000 metros acima do nível do mar pode desencadear uma reação em cadeia e, poucos minutos depois, transformar-se numa inundação devastadora a dezenas de quilómetros a jusante.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nepal-enfrenta-inundacoes-devastadoras-terramoto-avalanche-barragem-natural-e-glaciar-estao-a-ser-investigados.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[“A colisão que quase destruiu Deimos”: como um asteroide de 300 metros remodelou completamente a lua marciana]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-colisao-que-quase-destruiu-deimos-como-um-asteroide-de-300-metros-remodelou-completamente-a-lua-marciana.html</link><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 15:20:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Uma equipa internacional liderada pela Universidade de Berna descobriu indícios de que uma única colisão com um asteroide poderá ter remodelado drasticamente Deimos, a menor das duas luas de Marte.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-colisao-que-quase-destruiu-deimos-como-um-asteroide-de-300-metros-remodelou-completamente-a-lua-marciana-1787843233726.jpg" data-image="o9judf66zia2"><figcaption>O impacto antigo de um asteroide poderá ter remodelado quase toda a superfície de Deimos, a menor e mais distantes das duas luas de Marte. Crédito: NASA/JPL-Caltech/Universidade do Arizona</figcaption></figure><p><strong>Deimos, a menor e mais distante das duas luas de Marte, pode esconder na sua superfície as marcas de uma colisão colossal</strong>. Um novo estudo liderado pela Dra. Sabina Raducan sugere que a depressão existente junto ao polo sul e a camada de regolito que torna a lua aparentemente mais lisa poderão ter uma origem comum: o impacto de um asteroide.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><strong>“O código é executado num cluster de computação de alto desempenho aqui na Universidade de Berna e é um dos poucos códigos capazes de realizar este tipo de simulação”</strong>, explica a líder do estudo, <strong>Dra. Sabina Raducan</strong>, ex-investigadora na Divisão de Investigação Espacial e Ciências Planetárias (WP) do Instituto de Física da Universidade de Berna e atualmente gestora do programa científico do Instituto Internacional de Ciências Espaciais e investigadora sénior na Vrije Universiteit Brussel.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A investigação, publicada na <em>Nature Astronomy</em>, é a primeira a incorporar observações obtidas durante a passagem da sonda Hera da ESA, por Deimos, em março de 2025. A equipa internacional recorreu ao <strong>código de simulação de alta resolução Bern Smoothed Particle Hydrodynamics (SPH)</strong> desenvolvido ao longo de cerca de duas décadas na Universidade de Berna.</p><h2>Um impacto com efeitos à escala global</h2><p>Foram realizadas cerca de uma <strong>centena de simulações</strong>, variando o tamanho, a velocidade e o ângulo do impacto, bem como a estrutura interna de Deimos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-colisao-que-quase-destruiu-deimos-como-um-asteroide-de-300-metros-remodelou-completamente-a-lua-marciana-1787843389649.jpg" data-image="foh2oeyzzavm"><figcaption>Fobos, do grego antigo para "medo", e Deimos para "terror" são as únicas duas luas de Marte, ambas minúsculas e de formato irregular. Na contemporaneidade, os cientistas continuam a debater a misteriosa origem do sistema lunar marciano, descoberto em agosto de 1877 pelo astrónomo norte-americano Asaph Hall.</figcaption></figure><p>Os resultados apontam para um cenário particularmente convincente: um <strong>asteroide com cerca de 320 metros de diâmetro</strong>, atingindo a lua a um ângulo de aproximadamente 45 graus, poderia ter <strong>criado a depressão observada sem destruir Deimos</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>“O impacto foi suficientemente violento para redistribuir material a nível global, mas não tão forte a ponto de ter destruído a lua”</strong>. <br><strong><br>- Martin Jutzi</strong>, da Divisão de Investigação Espacial e Ciências Planetárias (WP) da Universidade de Berna, e também copresidente do Grupo de Trabalho de Física de Impactos da Hera.</div><p>Mas o impacto teria deixado uma segunda assinatura. <strong>A enorme quantidade de material projetada pela colisão poderia ter-se espalhado por praticamente toda a superfície</strong>, formando a camada espessa de regolito que hoje esconde muitas estruturas mais antigas. Nalguns locais esse depósito poderá ultrapassar 200 metros de profundidade. </p><h2>Uma lua frágil mas surpreendentemente resistente</h2><p>As simulações também oferecem pistas sobre o interior de Deimos. As camadas superficiais parecem ser extremamente frágeis, enquanto o interior apresenta elevada porosidade. Esta estrutura teria funcionado como uma espécie de <strong>amortecedor, absorvendo parte da energia do impacto e permitindo que a pequena lua sobrevivesse</strong>.</p><p>“Em termos de propriedades físicas, <strong>Deimos assemelha-se mais aos chamados asteroides de pilha de detritos do que à Lua da nossa Terra”</strong>, afirma Raducan. “Mas isso não significa necessariamente que Deimos seja, de facto, um asteroide. Também pode ter-se formado a partir de material ejetado durante impactos em Marte”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785133" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/rajadas-de-vento-de-150-km-h-e-tempestades-de-poeira-a-nivel-global-e-assim-que-se-manifesta-o-clima-extremo-de-marte.html" title="Rajadas de vento de 150 km/h e tempestades de poeira a nível global: é assim que se manifesta o clima extremo de Marte">Rajadas de vento de 150 km/h e tempestades de poeira a nível global: é assim que se manifesta o clima extremo de Marte</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/rajadas-de-vento-de-150-km-h-e-tempestades-de-poeira-a-nivel-global-e-assim-que-se-manifesta-o-clima-extremo-de-marte.html" title="Rajadas de vento de 150 km/h e tempestades de poeira a nível global: é assim que se manifesta o clima extremo de Marte"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-atmosfera-de-marte-y-su-meteorologia-1786343253900_320.jpg" alt="Rajadas de vento de 150 km/h e tempestades de poeira a nível global: é assim que se manifesta o clima extremo de Marte"></a></article></aside><p>A hipótese não está definitivamente comprovada, mas tem uma vantagem importante: <strong>consegue explicar duas características marcantes de Deimos através de um único acontecimento</strong> e permite fazer futuras previsões testáveis.</p><p>A próxima oportunidade para as verificar poderá chegar com a <strong>missão Martian Moons eXploration (MMX) da JAXA (Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial) prevista para estudar em detalhe as luas marcianas</strong>. As previsões deste estudo acerca da espessura e distribuição do regolito e as propriedades mecânicas de Deimos poderão ajudar a orientar os instrumentos da missão e a interpretar os seus futuros dados.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="University%20of%20Bern" data-year="2026" data-title="One%20asteroid%20strike%20may%20explain%20two%20mysteries%20of%20Mars%E2%80%99%20moon%20Deimos" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedaily.com%2Freleases%2F2026%2F08%2F260824065516.htm">University of Bern. (2026). <a href="https://www.sciencedaily.com/releases/2026/08/260824065516.htm" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">One asteroid strike may explain two mysteries of Mars’ moon Deimos</a>.</cite><br><cite data-author="S.%20D.%20Raducan%2C%20H.%20F.%20Agrusa%2C%20E.%20Asphaug%2C%20C.%20M.%20Ernst%2C%20M.%20Jutzi%2C%20P.%20Michel%2C%20M.%20Popescu%20%26%20S.%20Sugita" data-year="2026" data-title="Deimos%E2%80%99s%20shape%20and%20geology%20explained%20by%20a%20subcatastrophic%20impact" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41550-026-02956-w">S. D. Raducan, H. F. Agrusa, E. Asphaug, C. M. Ernst, M. Jutzi, P. Michel, M. Popescu & S. Sugita. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41550-026-02956-w" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Deimos’s shape and geology explained by a subcatastrophic impact</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-colisao-que-quase-destruiu-deimos-como-um-asteroide-de-300-metros-remodelou-completamente-a-lua-marciana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Do inventário à previsão: a ciência quer descobrir o que a biodiversidade fará amanhã]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/do-inventario-a-previsao-a-ciencia-quer-descobrir-o-que-a-biodiversidade-fara-amanha.html</link><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 14:19:03 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Novo projeto europeu, liderado pela Universidade do Minho, visa estudar o que os seres vivos fazem nos ecossistemas e como poderão responder às mudanças futuras.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-inventario-a-previsao-a-ciencia-quer-descobrir-o-que-a-biodiversidade-fara-amanha-1787837293227.jpg" data-image="zpsuzu6vt4jv" alt="rio, floresta e montanhas" title="rio, floresta e montanhas"><figcaption>O objetivo do projeto GENE2ECO não é apenas saber que organismos habitam um ecossistema, mas também como se vão comportar diante das alterações climáticas ou da poluição. Foto: Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Saber que uma espécie está presente num rio, numa floresta ou num solo é importante. Mas pode já não ser suficiente para perceber o estado de um ecossistema. É essa fronteira que o <strong>projeto europeu GENE2ECO</strong> quer ultrapassar.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Coordenada pelo Centro de Biologia Molecular e Ambiental da Universidade do Minho, a iniciativa recebeu 1,5 milhões de euros do programa Horizonte Europa, num concurso em que apenas 11% das mais de 1900 candidaturas foram aprovadas. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Durante 36 meses, investigadores portugueses e parceiros internacionais vão tentar perceber não apenas quem vive nos<strong> ecossistemas</strong>, mas também o que essas <strong>comunidades biológicas</strong> estão a fazer.</p><h2>Um novo olhar sobre a Natureza</h2><p>A diferença pode até parecer insignificante, mas, na verdade, muda a forma de estudar a biodiversidade. Até agora, muitos estudos partiam de uma espécie, identificavam a sua presença e procuravam <strong>compreender a evolução</strong> da sua população. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O GENE2ECO quer acrescentar uma dimensão funcional. Em vez de olhar apenas para a composição de uma comunidade, pretende perceber como os seus diferentes elementos respondem às condições ambientais e que alterações poderão ocorrer no futuro.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A iniciativa é coordenada pela investigadora e professora catedrática <strong>Cláudia Pascoal</strong> e junta a Universidade do Minho ao European Molecular Biology Laboratory, na Alemanha, e ao Naturalis Biodiversity Center, nos Países Baixos. A parceria permitirá reforçar competências, partilhar conhecimento e criar redes científicas que continuem para além dos três anos do projeto.</p><h2>Da fotografia ao filme do ecossistema</h2><p>Para perceber como uma comunidade biológica muda, não basta observá-la uma vez. Os investigadores vão recolher <strong>amostras</strong> de água, solo e plantas em <strong>diferentes locais</strong>, com <strong>condições ambientais distintas</strong> e em <strong>várias épocas do ano</strong>. Será possível, desta forma, cruzar o espaço e o tempo – duas dimensões que raramente aparecem juntas em observações isoladas. </p><p>Uma área sujeita a maior poluição pode ser comparada com outra menos pressionada. O mesmo local pode ser acompanhado ao longo das estações. Os dados obtidos permitirão <strong>procurar padrões</strong> e perceber como as comunidades respondem às alterações do ambiente.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É dessa combinação que deverão nascer os modelos preditivos do GENE2ECO. O objetivo final é antecipar como a biodiversidade poderá reagir às alterações climáticas e à poluição. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Em vez de esperar que uma mudança seja evidente para depois tentar compreender as suas consequências, a investigação procura encontrar sinais que permitam <strong>prever tendências</strong> e apoiar <strong>decisões futuras</strong>. A biodiversidade deixa, assim, de ser apenas uma fotografia do presente e passa a ser uma história em movimento.</p><h2>O que estão a fazer, e não apenas quem são</h2><p>É aqui que entra uma das tecnologias centrais do GENE2ECO, a análise multiómica. A genética tradicional permite identificar os organismos presentes num ecossistema. A multiómica acrescenta outras camadas de informação, procurando perceber também a <strong>atividade das comunidades biológicas</strong> e a forma como respondem às condições ambientais.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A pergunta deixa de ser apenas “quem está aqui?” para passar a ser “o que está a acontecer aqui?”.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Essa mudança é decisiva quando se pretende compreender os efeitos da poluição ou das alterações climáticas. <strong>Um ecossistema pode manter muitas das espécies que sempre o caracterizaram e, ainda assim, estar a mudar profundamente</strong>. As alterações no funcionamento das comunidades podem surgir antes de serem percetíveis numa simples contagem de espécies.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="722399" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/por-que-a-biodiversidade-e-tao-importante-para-evitar-a-extincao-humana.html" title="Porque é que a biodiversidade é tão importante para evitar a extinção humana?">Porque é que a biodiversidade é tão importante para evitar a extinção humana?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/por-que-a-biodiversidade-e-tao-importante-para-evitar-a-extincao-humana.html" title="Porque é que a biodiversidade é tão importante para evitar a extinção humana?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/perche-l-importanza-della-biodiversita-e-fondamentale-per-evitare-l-estinzione-dell-uomo-1738427441497_320.jpg" alt="Porque é que a biodiversidade é tão importante para evitar a extinção humana?"></a></article></aside><p>Ao combinar dados moleculares com informação sobre água, solo, vegetação e condições ambientais, o projeto procura <strong>encontrar</strong> esses <strong>sinais</strong> e transformá-los em modelos capazes de <strong>antecipar respostas</strong> futuras. A intenção é perceber como a biodiversidade poderá reagir às pressões ambientais e produzir conhecimento útil para a conservação.</p><h2>Os dados irão ajudar a decidir</h2><p>O volume de informação produzido por este tipo de investigação é enorme. A componente de <strong>bioinformática</strong> é, por isso, tão importante como a recolha das amostras. Os <strong>dados</strong> precisam de ser <strong>organizados</strong>, <strong>relacionados</strong> e <strong>analisados</strong> para que possam revelar padrões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-inventario-a-previsao-a-ciencia-quer-descobrir-o-que-a-biodiversidade-fara-amanha-1787837542891.jpg" data-image="e5cs3sy7t4zy" alt="Amostras e análise computacional" title="Amostras e análise computacional"><figcaption>O GENE2ECO visa transformar informação sobre a biodiversidade em conhecimento preditivo, essencial para apoiar uma gestão ambiental mais sustentável. Foto: UMinho</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>É também aqui que a parceria com o European Molecular Biology Laboratory ganha importância. O consórcio pretende reforçar as <strong>capacidades computacionais</strong> da equipa portuguesa e criar condições para que diferentes conjuntos de informação possam ser cruzados e reutilizados.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O objetivo final não é produzir um arquivo fechado. Os dados deverão seguir os princípios FAIR, tornando-se fáceis de encontrar, aceder, combinar e reutilizar por outros investigadores.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Essa opção dá ao projeto uma vida potencialmente muito mais longa do que os seus 36 meses. Cada resultado pode alimentar <strong>novas perguntas</strong>, novas análises e outros estudos sobre biodiversidade.</p><h2>Uma ciência feita para antecipar</h2><p>A ambição do GENE2ECO ultrapassa, portanto, a descrição dos ecossistemas. O projeto pretende caracterizar a biodiversidade e <strong>fazer previsões</strong> sobre a forma como irá reagir às <strong>alterações climáticas</strong> e à poluição, antecipando possíveis impactos no bem-estar humano.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É essa capacidade de antecipação que pode transformar dados moleculares em ferramentas de decisão. Conhecer mais cedo uma alteração num ecossistema pode ajudar a identificar áreas que exigem intervenção, orientar estratégias de conservação ou definir onde concentrar recursos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O projeto tem ainda uma <strong>dimensão de formação e cooperação internacional</strong>. O financiamento inclui intercâmbio de investigadores e capacitação das equipas, com a ambição de que esta parceria seja um “embrião” para outros trabalhos e redes científicas futuras.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768676" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/sera-que-a-composicao-de-especies-nas-florestas-europeias-pode-ser-afetada-pelas-alteracoes-climaticas.html" title="Será que a composição de espécies nas florestas europeias pode ser afetada pelas alterações climáticas?">Será que a composição de espécies nas florestas europeias pode ser afetada pelas alterações climáticas?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/sera-que-a-composicao-de-especies-nas-florestas-europeias-pode-ser-afetada-pelas-alteracoes-climaticas.html" title="Será que a composição de espécies nas florestas europeias pode ser afetada pelas alterações climáticas?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sera-que-a-composicao-de-especies-nas-florestas-europeias-pode-ser-afetada-pelas-alteracoes-climaticas-1778684810038_320.jpg" alt="Será que a composição de espécies nas florestas europeias pode ser afetada pelas alterações climáticas?"></a></article></aside><p>A conservação da biodiversidade começa, muitas vezes, por saber o que está a mudar. Mas poderá depender cada vez mais da <strong>capacidade de perceber</strong> essas <strong>mudanças</strong> enquanto ainda há tempo para agir. É essa passagem, da observação para a previsão, que o GENE2ECO procura tornar possível.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Universidade%20do%20Minho" data-year="" data-title="Escola%20de%20Ci%C3%AAncias%20coordena%20projeto%20europeu%20de%201%2C5%20milh%C3%B5es%20para%20a%20biodiversidade" data-url="https%3A%2F%2Fwww.uminho.pt%2FPT%2Fsiga-a-uminho%2FPaginas%2FDetalhe-do-evento.aspx%3FCodigo%3D69186">Universidade do Minho. <a href="https://www.uminho.pt/PT/siga-a-uminho/Paginas/Detalhe-do-evento.aspx?Codigo=69186" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Escola de Ciências coordena projeto europeu de 1,5 milhões para a biodiversidade</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/do-inventario-a-previsao-a-ciencia-quer-descobrir-o-que-a-biodiversidade-fara-amanha.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Entre sexta 28 e domingo 30: ar polar abandona Portugal e as temperaturas recuperam para máximas até 34 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-sexta-28-e-domingo-30-ar-polar-abandona-portugal-e-as-temperaturas-recuperam-para-maximas-ate-34-c.html</link><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 13:43:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A dissipação da massa de ar frio que contribuiu para a descida das temperaturas em Portugal Continental dará lugar a uma subida das mesmas nos próximos dias, voltando os termómetros a registarem valores acima dos 30 ºC em vários locais.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb19sua"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb19sua.jpg" id="xb19sua"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As temperaturas desceram em Portugal Continental e para hoje, quinta-feira, esperam-se máximas entre os 15 ºC na Guarda e os 25 ºC em Lisboa. Esta descida deve-se à <strong>presença de uma massa de ar polar marítimo</strong> que se encontra sobre a nossa geografia e que só nas próximas horas se deverá afastar.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Apesar desta influência se sentir em todo o país, a região Norte e algumas cidades do Centro registam um maior impacto, onde <strong>no Norte, nenhuma capital de distrito deve ultrapassar os 18 ºC</strong>. Na região Centro, os distritos de Viseu e Guarda deverão contar com os valores mais baixos, também abaixo dos 20 ºC, de acordo com os nossos mapas.</p><h2>Massa de ar polar afasta-se e temperaturas recuperam já amanhã, dia 28</h2><p>Segundo a mais recente atualização do ECMWF, o nosso modelo de confiança, <strong>a partir das 7h de amanhã, sexta-feira, esta massa de ar polar deverá dissipar-se</strong> totalmente do nosso território, permitindo uma subida dos valores. Esta subida não será acentuada, no entanto, é esperado que<strong> todas as capitais distritais do país contem com valores iguais ou superiores a 20 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fenomeno-entre-sexta-28-e-domingo-30-ar-polar-abandona-portugal-e-as-temperaturas-recuperam-para-maximas-ate-34-c-1787833611486.jpg" data-image="oiyovfmwjqm1" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Entre sexta-feira e domingo, as temperaturas máximas vão voltar a ultrapassar os 30 ºC em vários locais, especialmente ao longo da faixa interior e no Sul do país.</figcaption></figure><p>Assim, <strong>esperam-se máximas entre os 20 ºC na Guarda e em Viana do Castelo e os 28 ºC em Beja</strong>. Localmente, especialmente no Alentejo, podem haver locais a registar até 29 ºC. Já as cotas mais elevadas do Norte e Centro poderão contar com valores mais contidos, na ordem dos 15 ºC/ 18 ºC.</p><h2>A partir de sábado já voltam a surgir temperaturas máximas na ordem dos 30 ºC</h2><p>Esta<strong> tendência de subida das temperaturas </strong><strong>deverá manter-se nos dias seguintes</strong>, sendo que para sábado, esperam-se valores máximos entre os 20 ºC em Viana do Castelo e os 30 ºC em Beja. Localmente, o Baixo Alentejo e o Algarve poderão atingir os 32 ºC, enquanto a Beira Baixa pode registar até 30 ºC. Nas regiões mais elevadas também se denotará uma leve subida.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785788" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-os-acores-e-madeira-ate-31-de-agosto-anticiclone-dominara-mas-a-chuva-surgira-nestes-dias.html" title="Tempo para os Açores e Madeira até 31 de agosto: anticiclone dominará, mas a chuva surgirá nestes dias">Tempo para os Açores e Madeira até 31 de agosto: anticiclone dominará, mas a chuva surgirá nestes dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-os-acores-e-madeira-ate-31-de-agosto-anticiclone-dominara-mas-a-chuva-surgira-nestes-dias.html" title="Tempo para os Açores e Madeira até 31 de agosto: anticiclone dominará, mas a chuva surgirá nestes dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-os-proximos-dias-nos-acores-e-na-madeira-esperam-se-dias-estaveis-mas-com-algumas-perturbacoes-nos-acores-1787830382234_320.jpg" alt="Tempo para os Açores e Madeira até 31 de agosto: anticiclone dominará, mas a chuva surgirá nestes dias"></a></article></aside><p>No domingo, e tal como podemos observar no mapa acima, esperam-se temperaturas máximas entre os 20 ºC em Viana do Castelo e os 31 ºC em Beja. No entanto, a nível local, especificamente no Vale do Guadiana, <strong>os termómetros poderão alcançar os 34 ºC</strong>, fazendo desta a zona mais quente do país, assim como alguns locais do Algarve, especialmente no Sotavento, onde o mesmo valore deverá ser atingido. <strong>As regiões Norte e Centro, principalmente no litoral, deverão manter valores mais contidos</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-sexta-28-e-domingo-30-ar-polar-abandona-portugal-e-as-temperaturas-recuperam-para-maximas-ate-34-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tendências a 10 dias em Portugal: estabilidade ganha força e as temperaturas sobem, sobretudo no Sul]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-a-10-dias-em-portugal-estabilidade-ganha-forca-e-as-temperaturas-sobem-sobretudo-no-sul.html</link><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 13:09:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de vários dias de chuva e temperaturas abaixo do habitual, o tempo vai mudar em Portugal. A estabilidade regressa no fim de semana e, nos primeiros dias de setembro, o calor ganhará terreno, sobretudo no Sul.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb19sbi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb19sbi.jpg" id="xb19sbi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Portugal continental prepara-se para uma mudança gradual do estado do tempo</strong>. A instabilidade ainda será sentida entre esta quinta e sexta-feira, sobretudo no Norte e Centro, mas o fim de semana deverá marcar o início de uma fase progressivamente mais seca e quente. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>A partir de 3 de setembro, a subida das temperaturas poderá tornar-se mais generalizada, num cenário dominado pelo Anticiclone dos Açores.</p><h2>Quinta-feira ainda com chuva e temperaturas bastante contidas</h2><p>Esta quinta-feira, 27 de agosto, continuará marcada por alguma instabilidade, especialmente nas regiões Norte e Centro. A proximidade da depressão responsável pela frente fria que atravessou Portugal durante a manhã irá <strong>continuar a favorecer períodos de precipitação durante a tarde,</strong> localmente moderada, embora com tendência para diminuir de frequência e intensidade ao longo do dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-estabilidade-ganha-forca-e-as-temperaturas-sobem-sobretudo-no-sul-1787831650207.jpg" data-image="a6174nx792pi" alt="Chuva pressão e núvens" title="Chuva pressão e núvens"><figcaption>A instabilidade ainda se faz sentir esta quinta-feira no Norte e Centro, com períodos de chuva durante a tarde. A precipitação deverá perder expressão progressivamente ao longo do dia.</figcaption></figure><p>Durante a noite, a precipitação deverá tornar-se bastante mais dispersa, podendo mesmo cessar em grande parte do território.</p><p>Além da chuva, um dos elementos mais evidentes será a temperatura. <strong>As máximas estarão bastante contidas para a época do ano</strong>, principalmente no Norte e Centro, onde vários locais deverão permanecer abaixo dos 20 ºC. Porto poderá rondar os 18 ºC, Viseu os 18 ºC e Guarda apenas cerca de 15 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-estabilidade-ganha-forca-e-as-temperaturas-sobem-sobretudo-no-sul-1787831705956.jpg" data-image="mkiu0j9tapc7" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>A passagem da frente fria deixa temperaturas bastante contidas para a época, sobretudo no Norte e Centro. No Sul os valores são mais elevados, mas mesmo no Alentejo as máximas ficam aquém dos 30 ºC.</figcaption></figure><p>O contraste com o Sul será significativo. Ainda assim, mesmo no Alentejo o calor não será particularmente intenso,<strong> no distrito de Beja, as máximas deverão ficar, em geral, abaixo dos 27 ºC.</strong></p><h2>Sexta-feira a chuva pós-frontal ainda poderá molhar o Norte e Centro</h2><p>Na sexta-feira, dia 28, a frente fria já estará afastada, mas isso não significa um desaparecimento imediato da chuva. Atrás destes sistemas frontais é frequente permanecer uma massa de ar húmida e instável, capaz de originar <strong>precipitação pós-frontal</strong>.</p><p>Assim, poderão ocorrer alguns períodos de chuva ou aguaceiros sobretudo no Norte e Centro, abrangendo áreas do litoral e também alguns sectores do interior. A precipitação será, contudo, bastante menos organizada do que a registada durante a passagem da frente. O ambiente continuará relativamente húmido numa extensa faixa do território, enquanto o Sul deverá beneficiar mais rapidamente da estabilização atmosférica.</p><h2>Fim de semana traz uma mudança: menos chuva e termómetros em recuperação</h2><p>A transição mais evidente das temperaturas irá começar durante o fim de semana. <strong>Sábado e domingo deverão ser substancialmente mais secos</strong>, à medida que a influência das baixas pressões diminui e as altas pressões começam a assumir maior protagonismo na região. No sábado, a recuperação térmica começará a tornar-se percetível, sobretudo no Centro e Sul. No entanto, continuará a existir um contraste importante entre o Norte, mais fresco, e as regiões meridionais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-estabilidade-ganha-forca-e-as-temperaturas-sobem-sobretudo-no-sul-1787832010639.jpg" data-image="lw0eb119ve0e" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O fim de semana marca o início da recuperação térmica. No domingo, o contraste Norte-Sul será evidente, com máximas que poderão atingir 33 a 34 ºC no interior do Baixo Alentejo e Algarve.</figcaption></figure><p>No domingo, dia 30, essa diferença será ainda bastante evidente. De acordo com os mapas da Meteored, cidades como Porto e Braga poderão registar máximas próximas dos 22 a 24 ºC, enquanto Coimbra poderá alcançar cerca de 26 ºC e Lisboa aproximar-se dos 29 ºC.</p><p>Mais para sul, <strong>o calor poderá regressar com maior intensidade</strong>. No interior do Alentejo e em zonas próximas da fronteira com Espanha, os termómetros poderão atingir localmente os 33 ou 34 ºC. No litoral oeste algarvio, a influência marítima deverá manter as temperaturas mais moderadas.</p><h2>O que acontece no início de setembro?</h2><p>A tendência de estabilização deverá prolongar-se pela entrada em setembro. A configuração atmosférica prevista mostra o <strong>Anticiclone dos Açores numa posição favorável à estabilidade sobre Portugal continental</strong>, dificultando a aproximação das depressões e respetivos sistemas frontais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-estabilidade-ganha-forca-e-as-temperaturas-sobem-sobretudo-no-sul-1787832191533.jpg" data-image="d8rak9jyxw7h" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>O Anticiclone dos Açores deverá favorecer a estabilidade em Portugal, enquanto as depressões e frentes atlânticas circulam por latitudes mais elevadas. Até dia 5, não se perspetivam episódios significativos de chuva no continente.</figcaption></figure><p>Isto não significa necessariamente céu completamente limpo em todo o país, poderá existir nebulosidade. No entanto, <strong>não existem, neste momento, sinais de episódios significativos de precipitação durante os primeiros 5 dias de setembro</strong>.</p><h2>A partir de dia 3, o calor poderá tornar-se mais generalizado</h2><p>Será provavelmente entre os dias <strong>3 e 5 de setembro</strong> que a recuperação das temperaturas ficará mais evidente. O Sul continuará a destacar-se pelos valores mais elevados, mas desta vez o Norte e Centro também deverão acompanhar a subida dos termómetros. As temperaturas poderão, assim, aproximar-se ou ultrapassar os 30 ºC numa área consideravelmente maior do território.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785765" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/geografo-alfredo-graca-avisa-apos-analisar-os-mapas-o-jato-polar-vai-condicionar-o-tempo-em-portugal.html" title="Geógrafo Alfredo Graça avisa após analisar os mapas: “o jato polar vai condicionar o tempo em Portugal em setembro”">Geógrafo Alfredo Graça avisa após analisar os mapas: “o jato polar vai condicionar o tempo em Portugal em setembro”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/geografo-alfredo-graca-avisa-apos-analisar-os-mapas-o-jato-polar-vai-condicionar-o-tempo-em-portugal.html" title="Geógrafo Alfredo Graça avisa após analisar os mapas: “o jato polar vai condicionar o tempo em Portugal em setembro”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/geografo-alfredo-graca-avisa-apos-analisar-os-mapas-o-jato-polar-vai-condicionar-o-tempo-em-portugal-1787825464959_320.png" alt="Geógrafo Alfredo Graça avisa após analisar os mapas: “o jato polar vai condicionar o tempo em Portugal em setembro”"></a></article></aside><p>Esta evolução está associada não apenas ao reforço das altas pressões, mas também à circulação de uma <strong>massa de ar mais quente sobre a Península Ibérica</strong>, favorecendo uma recuperação térmica depois do período fresco que marcou o final de agosto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-estabilidade-ganha-forca-e-as-temperaturas-sobem-sobretudo-no-sul-1787832426057.jpg" data-image="9cewacwnyxz2" alt="Temperatura 2 m" title="Temperatura 2 m"><figcaption>Nos primeiros dias de setembro, uma massa de ar mais quente deverá ganhar terreno sobre a Península Ibérica, favorecendo uma subida progressiva e mais generalizada das temperaturas em Portugal.</figcaption></figure><p>Apesar disso, os cenários atualmente disponíveis não apontam para um episódio de calor extremo. <strong>Não se perspetivam, para já, máximas generalizadas de 39 ou 40 ºC em Portugal</strong>, sendo mais provável um episódio de calor moderado, mas persistente e claramente mais expressivo no interior Centro e Sul.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-a-10-dias-em-portugal-estabilidade-ganha-forca-e-as-temperaturas-sobem-sobretudo-no-sul.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo para os Açores e Madeira até 31 de agosto: anticiclone dominará, mas a chuva surgirá nestes dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-os-acores-e-madeira-ate-31-de-agosto-anticiclone-dominara-mas-a-chuva-surgira-nestes-dias.html</link><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 12:39:38 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O tempo nos arquipélagos nos próximos dias espera-se maioritariamente estável, devido à influência do anticiclone. No entanto, os Açores poderão contar com algumas perturbações nesta estabilidade.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb19ir2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb19ir2.jpg" id="xb19ir2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Apesar de o dia de hoje, quinta-feira, contar com <strong>11 distritos sob aviso amarelo de chuva e trovoada</strong> no continente português, de acordo com o IPMA, o <strong>cenário é diferente nos arquipélagos</strong> dos Açores e Madeira.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>O anticiclone que se encontra na sua posição habitual, ao largo dos Açores, está a <strong>contribuir para uma maior estabilidade atmosférica nestas regiões insulares</strong>. No entanto, o "escudo" não deverá manter 100 % da sua proteção nos próximos dias.</p><h2>Açores poderão contar com alguma chuva nos próximos dias</h2><p><strong>Entre hoje e amanhã, sexta-feira, esperam-se períodos de céu nublado ou limpo</strong>, de forma alternada, em várias ilhas açorianas. Desta forma, espera-se que as próximas horas sejam secas e soalheiras, <strong>não se descartando a possibilidade de chuva fraca e dispersa no Grupo Oriental </strong>na madrugada e em alguns períodos da tarde de amanhã. O <strong>Grupo Ocidental também poderá contar com alguns aguaceiros</strong> fracos ao final da tarde de amanhã.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-os-proximos-dias-nos-acores-e-na-madeira-esperam-se-dias-estaveis-mas-com-algumas-perturbacoes-nos-acores-1787830382234.jpg" data-image="rurkgkvo52mo" alt="probabilidade de chuva" title="probabilidade de chuva"><figcaption>Durante o fim de semana espera-se a ocorrência de chuva fraca a moderada nos Açores, enquanto o arquipélago da Madeira se deverá manter seco.</figcaption></figure><p>No entanto, a partir das primeiras horas da manhã de sábado, a <strong>aproximação de uma linha de instabilidade a este arquipélago, poderá resultar em chuva fraca</strong> no Grupo Ocidental, podendo, nas horas seguintes, ocorrer, de forma irregular, no Grupo Central.</p><p>Na<strong> madrugada de domingo é possível que esta chuva se possa intensificar</strong>, especialmente no Grupo Central, podendo, nas horas da manhã, chegar ao Grupo Oriental de forma mais dispersa. Ainda na tarde de domingo, dia 30, todos os grupos de ilhas poderão registar ocorrência de precipitação, ainda que sem risco associado. No total, até ao final do dia de segunda-feira, dia até onde podem ocorrer estes aguaceiros, esperam-se <strong>acumulados máximos de até 14 mm </strong>na Ilha das Flores (Grupo Ocidental) e na Ilha de São Miguel (Grupo Oriental).</p><h2>Madeira mantém-se mais estável a partir de domingo</h2><p>Nas próximas horas, <strong>a ilha da Madeira contará com chuva fraca, especialmente na Costa Norte e nas Regiões Montanhosas</strong>, mantendo-se o resto do arquipélago sem chuva. Esta tendência deverá manter-se amanhã e sábado, onde esta ilha poderá contar com chuva fraca, mas persistente, ao longo de praticamente todo o dia, devendo a mesma dissipar-se a partir das 17h de sábado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785765" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/geografo-alfredo-graca-avisa-apos-analisar-os-mapas-o-jato-polar-vai-condicionar-o-tempo-em-portugal.html" title="Geógrafo Alfredo Graça avisa após analisar os mapas: “o jato polar vai condicionar o tempo em Portugal em setembro”">Geógrafo Alfredo Graça avisa após analisar os mapas: “o jato polar vai condicionar o tempo em Portugal em setembro”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/geografo-alfredo-graca-avisa-apos-analisar-os-mapas-o-jato-polar-vai-condicionar-o-tempo-em-portugal.html" title="Geógrafo Alfredo Graça avisa após analisar os mapas: “o jato polar vai condicionar o tempo em Portugal em setembro”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/geografo-alfredo-graca-avisa-apos-analisar-os-mapas-o-jato-polar-vai-condicionar-o-tempo-em-portugal-1787825464959_320.png" alt="Geógrafo Alfredo Graça avisa após analisar os mapas: “o jato polar vai condicionar o tempo em Portugal em setembro”"></a></article></aside><p>Esta dissipação dará lugar a um resto de fim de semana seco, devendo os <strong>dias seguintes contarem com céu geralmente nublado, com possíveis abertas</strong>. Na segunda-feira, não se descarta a possibilidade de ocorrência de aguaceiros fracos e dispersos num curto período do dia, pelas 13h. Ainda assim, os acumulados na Costa Norte poderão rondar os 20 mm entre hoje e o final do dia de segunda-feira, segundo a atual previsão.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-os-acores-e-madeira-ate-31-de-agosto-anticiclone-dominara-mas-a-chuva-surgira-nestes-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Geógrafo Alfredo Graça avisa após analisar os mapas: “o jato polar vai condicionar o tempo em Portugal em setembro”]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/geografo-alfredo-graca-avisa-apos-analisar-os-mapas-o-jato-polar-vai-condicionar-o-tempo-em-portugal.html</link><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 10:18:25 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A Meteored lança a sua primeira previsão para setembro em Portugal, um mês famoso pela sua elevada incerteza meteorológica. Analisamos aqui as possibilidades de tempo seco ou de chuva forte, bem como a tendência das temperaturas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/geografo-alfredo-graca-avisa-apos-analisar-os-mapas-o-jato-polar-vai-condicionar-o-tempo-em-portugal-1787825069424.jpg" data-image="rnx3lfh2qxxy"><figcaption>Há anos em que o mês de setembro pode ser bastante chuvoso. Descubra abaixo as tendências para setembro 2026.</figcaption></figure><p><strong>O outono climatológico vai arrancar já na próxima terça-feira, 1 de setembro</strong>, após um verão relativamente ameno em Portugal, especialmente nas regiões do litoral, onde se viveu um contraste absoluto em relação ao resto da Europa, afetada implacavelmente por inúmeras ondas de calor muito intensas que bateram múltiplos recordes de temperatura.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>No nosso país a exceção foi mesmo o período correspondente aos primeiros 8 dias de julho, quando se registou possivelmente a única onda de calor generalizada do verão climatológico inteiro. Apesar de ser muito variável de ano para ano, <strong>o clima do mês de setembro é historicamente conhecido pelo facto de em certas ocasiões ainda trazer dias veranis</strong>. Por estes motivos, muita gente está atenta ao tempo que se poderá registar em Portugal nas próximas semanas.</p><h2>O provérbio é elucidativo: “setembro seca as fontes ou leva as pontes"</h2><p>Este provérbio é um dos mais conhecidos acerca do nono mês do ano e resume perfeitamente o que pode acontecer nas primeiras semanas do outono. <strong>Há anos em que setembro é muito chuvoso na generalidade da nossa geografia continental</strong>, ora por causa das depressões atlânticas e respetivos sistemas frontais, ora devido às gotas frias. </p><p>Estas últimas, quando surgem, podem produzir, por vezes,<strong> chuva irregular mas extremamente forte e com possíveis consequências catastróficas</strong>, daí nascendo a parte do provérbio que remete-nos para "levar as pontes". No entanto, há outros anos em que a nossa geografia fica à mercê de um <strong>evidente prolongamento do verão</strong>, daí o “seca as fontes”, com o tempo seco a poder agravar substancialmente a situação de seca.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/geografo-alfredo-graca-avisa-apos-analisar-os-mapas-o-jato-polar-vai-condicionar-o-tempo-em-portugal-1787825155860.jpg" data-image="zoh86d43koz3"><figcaption>Em certos anos, o mês de setembro é uma continuação do verão.</figcaption></figure><p><strong>É esta a origem da parte do provérbio que remete para “secar as fontes", pois a escassez de água e a seca podem tornar-se mais graves</strong>. Isto é algo que se tem tornado cada vez mais comum nos últimos anos, apesar de em 2026 o balanço hídrico ser francamente mais positivo em relação a anos anteriores.</p><p>No que concerne à temperatura, os dados plasmados nas normais climatológicas revelam-nos que <strong>o valor médio nas regiões do interior de Portugal continental costuma descer cerca de 3/4 ºC comparativamente a agosto</strong>, enquanto nas regiões do litoral e nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, a descida térmica é menor graças ao efeito termorregulador do oceano. É também neste mês que os dias vão-se tornando progressivamente mais curtos, pelo que as noites são, de um modo geral, mais frescas.</p><h2>Os primeiros dias de setembro poderão ser marcados por calor de pleno verão</h2><p>De momento, as primeiras tendências do modelo europeu são bastante claras. <strong>Na primeira quinzena de setembro</strong>, o tempo de verão deverá impor-se, especialmente no interior de Portugal continental, e em particular nalgumas zonas do <strong>interior alentejano - onde as temperaturas poderão situar-se entre 3 e 6 ºC acima da média para a época</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/geografo-alfredo-graca-avisa-apos-analisar-os-mapas-o-jato-polar-vai-condicionar-o-tempo-em-portugal-1787825218118.jpg" data-image="aerqag92kf6f"><figcaption>Setembro poderá arrancar com anomalias positivas de temperatura muito significativas no interior alentejano.</figcaption></figure><p>Entretanto, <strong>no resto de Portugal, as temperaturas poderão registar valores entre 1 e 3 ºC acima da média para essas datas</strong>. Somente para os Açores e para a Madeira é que se vislumbram anomalias térmicas positivas suaves (até 1 ºC acima do normal para a época).</p><p>Apesar da incerteza ser bastante significativa - tendo em conta que estas previsões possuem baixa fiabilidade - os primeiros sinais indicam que <strong>a segunda metade do mês poderá ser caracterizada por uma tendência para a normalização gradual das temperaturas em grande parte da nossa geografia</strong>. Este panorama poderá estender-se a muitas outras zonas do Centro e do Sul da Europa nas duas últimas semanas de setembro.</p><h2>Há algum episódio de chuva forte em perspetiva? O jato polar irá decidir</h2><p><strong>A precipitação predominante nesta altura do ano é a do</strong> <strong>tipo convectivo, extremamente irregular</strong> (geralmente causadas por depressões isoladas em altitude ou gotas frias), pelo que estas <strong>previsões a longo prazo são pouco fiáveis</strong>. É ainda importante realçar que os fenómenos associados à precipitação convectiva só podem ser previstos com <strong>alguns dias de antecedência</strong>, devido à sua evolução tão complexa e imprevisível.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/geografo-alfredo-graca-avisa-apos-analisar-os-mapas-o-jato-polar-vai-condicionar-o-tempo-em-portugal-1787825340098.jpg" data-image="optjcvrfqsow"><figcaption>Embora não haja um padrão particularmente definido para a segunda quinzena de setembro, a aproximação a valores normais de precipitação no nosso território poderá indicar um possível aumento da instabilidade face à primeira metade do mês.</figcaption></figure><p><strong>As primeiras tendências indicam que a chuva poderá ficar abaixo da média na primeira quinzena em praticamente todo o país </strong>devido ao predomínio de um padrão positivo da NAO (Oscilação do Atlântico Norte), com as depressões a circularem em latitudes mais setentrionais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785681" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/hoje-ha-uma-nova-frente-fria-a-atingir-portugal-saiba-ate-quando-durarao-os-seus-efeitos.html" title="Hoje há uma nova frente fria a atingir Portugal: saiba até quando durarão os seus efeitos">Hoje há uma nova frente fria a atingir Portugal: saiba até quando durarão os seus efeitos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/hoje-ha-uma-nova-frente-fria-a-atingir-portugal-saiba-ate-quando-durarao-os-seus-efeitos.html" title="Hoje há uma nova frente fria a atingir Portugal: saiba até quando durarão os seus efeitos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/hoje-ha-uma-nova-frente-fria-a-atingir-portugal-saiba-ate-quando-durarao-os-seus-efeitos-1787762870805_320.jpg" alt="Hoje há uma nova frente fria a atingir Portugal: saiba até quando durarão os seus efeitos"></a></article></aside><p>Porém, isto não exclui a possibilidade de surgir alguma pequena bolsa de ar frio em altitude ou algum sistema frontal atlântico de fraca atividade que possa interromper temporariamente a estabilidade conferida pelas altas pressões. A única exceção a este panorama tendencialmente seco seriam os <strong>Açores</strong><strong>, onde se preveem anomalias positivas de precipitação durante a primeira quinzena de setembro</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>O que é o jato polar?</strong><br>Conhecido também como corrente de jato ou “jet stream”, trata-se de um canal de ventos muito fortes, em forma de tubo. Pode ser entendido como um rio de ar que flui acima das nossas cabeças (a cerca de 9-16 km acima da superfície da Terra) e a velocidades de 100-250 km/h, com milhares de quilómetros de comprimento, mas apenas alguns quilómetros de largura.</div><p><strong>Para a segunda quinzena de setembro</strong>, não se observa, de momento, uma tendência particularmente definida, embora se detete <strong>uma possível aproximação da precipitação para valores normais para a época do ano, o que poderia ser consequência de um aumento da instabilidade</strong>. Não se perspetiva um padrão atmosférico especialmente dominante: o jato polar irá determinar o desenrolar da segunda quinzena, dado que, se descer em latitude e produzir ondulações, setembro poderá terminar com um tempo instável.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/geografo-alfredo-graca-avisa-apos-analisar-os-mapas-o-jato-polar-vai-condicionar-o-tempo-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quer comprar uma cidade inteira por menos do que muitas casas em Portugal? É possível]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/quer-comprar-uma-cidade-inteira-por-menos-do-que-muitas-casas-em-portugal-e-possivel.html</link><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Sempre sonhou comprar uma cidade inteira? Na Austrália é possível e custa menos do que imagina. Aliás, esta pequena povoação está à venda pelo preço de um T1 em Lisboa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/quer-comprar-uma-cidade-inteira-por-menos-do-que-muitas-casas-em-portugal-e-possivel-1784823731219.jpg" data-image="oncw78moocnh" alt="Cooladdi" title="Cooladdi"><figcaption>Cooladdi está à venda por 242 mil euros. Foto: Wikimedia // Kgbo</figcaption></figure><p>O que acha de mudar de vida e tornar-se presidente da câmara, responsável dos correios, dono de um <em>pub</em> e gerente de um motel ao mesmo tempo?</p><p>A proposta é de uma <strong>pequena cidade na Austrália </strong>e para a aceitar só precisa de a comprar. O fator surpresa é que esta localidade custa menos do que muitas casas na Europa. </p><p>Do que é que estamos a falar? De<strong> Cooladdi</strong>, um povoado remoto australiano que procura um novo proprietário. O problema (ou não), é que este precisa de estar disposto a trocar a vida na cidade pela possibilidade de gerir praticamente sozinho uma localidade inteira.</p><div class="texto-destacado">Conhecida como a cidade mais pequena da Austrália, Cooladdi pode tornar-se sua. Basta ter 400 mil dólares australianos (cerca de 242 mil euros) para investir.</div><p>Porquê? Porque, a cerca de 800 quilómetros de Brisbane, os dois únicos habitantes atuais da localidade, Carol Yarrow e Jo Cornel, tencionam, respetivamente, reformar-se e mudar-se.</p><p>“Carol Yarrow e Jo Cornel vivem naquela região desde fevereiro de 2023, com o objetivo de restaurar a estalagem à beira da estrada”, começa por escrever a revista ‘NiT’. “Agora, passados três anos, estão prestes a reformar-se,<strong> deixando a pequena cidade à venda para quem a quiser assumir</strong>.”</p><h2>O novo comprador terá de assumir uma série de funções</h2><p>As responsabilidades dos futuros donos incluem explorar o <em>pub</em>, servir refeições (sobretudo hambúrgueres), gerir um café, uma mercearia, uma pousada e uma zona de campismo. Além disso, precisam também de tratar da agência de correio. </p><p>“Os compradores ficarão com o<strong> Foxtrap Roadhouse </strong>— um posto de apoio a viajantes com alojamento e campismo —, uma casa com quatro quartos e as chaves da cidade”, acrescenta a mesma revista.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quer-comprar-uma-cidade-inteira-por-menos-do-que-muitas-casas-em-portugal-e-possivel-1784823946914.jpg" data-image="765kan8fp1cy" alt="Cooladdi" title="Cooladdi"><figcaption>A atual estação de correios funciona no antigo posto de abastecimento de combustível da cidade. Foto: Wikimedia: Kgbo</figcaption></figure><p>“A comida e o bar são provavelmente uma das principais funções; também fazemos a entrega de correio”, contou Yarrow ao jornal ‘The Guardian’. “Sempre achei que a melhor parte é a comunidade local, as pessoas num raio de 70 quilómetros que passam pela propriedade.”</p><p>Sim, porque, nos arredores desta localidade,<strong> há várias aldeias e pequenos povoados</strong>, cujos habitantes aproveitam para visitar Cooladdi sempre que conseguem. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769962" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/sem-eletricidade-sem-vizinhos-e-sem-saida-facil-a-aldeia-fantasma-que-intriga-portugal.html" title="Sem eletricidade, sem vizinhos e sem saída fácil: a aldeia fantasma que intriga Portugal">Sem eletricidade, sem vizinhos e sem saída fácil: a aldeia fantasma que intriga Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/sem-eletricidade-sem-vizinhos-e-sem-saida-facil-a-aldeia-fantasma-que-intriga-portugal.html" title="Sem eletricidade, sem vizinhos e sem saída fácil: a aldeia fantasma que intriga Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sem-eletricidade-sem-vizinhos-e-sem-saida-facil-a-aldeia-fantasma-que-intriga-portugal-1779359499056_320.jpg" alt="Sem eletricidade, sem vizinhos e sem saída fácil: a aldeia fantasma que intriga Portugal"></a></article></aside><p>É caso para dizer que, apesar da reduzida população, <strong>o movimento não falta</strong>. Aliás, muitos viajantes atravessam esta parte do <em>outback</em> australiano e fazem aqui uma pausa, enquanto habitantes de explorações agrícolas num raio de dezenas de quilómetros recorrem regularmente aos serviços disponíveis no Foxtrap Roadhouse.</p><h2>De importante centro ferroviário a uma das povoações mais pequenas do país</h2><p>Não se engane ao pensar que esta sempre foi uma povoação deserta. Pelo contrário. Situada no estado de Queensland, numa zona remota do interior australiano, <strong>a realidade de Cooladdi nem sempre foi esta</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quer-comprar-uma-cidade-inteira-por-menos-do-que-muitas-casas-em-portugal-e-possivel-1784824120139.jpg" data-image="56u3kigctxq1" alt="Cooladdi" title="Cooladdi"><figcaption>Antes de ficar quase vazia, Cooladdi chegou a ser um importante centro ferroviário com uma população que atingiu cerca de 270 habitantes. Foto: Wikimedia // Kgbo</figcaption></figure><p>No início do século XX, a localidade prosperou graças à<strong> linha férrea</strong> que atravessava a região e ao desenvolvimento da indústria da lã. Durante décadas, chegou a acolher cerca de 270 habitantes, contando com escola, estação ferroviária e vários serviços.</p><p>Tudo mudou, contudo, a partir da segunda metade do século passado. O declínio da atividade ovina e a redução da importância da ferrovia levaram muitas famílias a abandonar a zona. A própria escola acabou mesmo por encerrar em 1974 e, <strong>pouco a pouco, a população foi diminuindo</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763985" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/viver-de-graca-e-com-emprego-esta-pequena-vila-espanhola-esta-a-procura-de-uma-familia.html" title="Viver de graça e com emprego? Esta pequena vila espanhola está à procura de uma família">Viver de graça e com emprego? Esta pequena vila espanhola está à procura de uma família</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/viver-de-graca-e-com-emprego-esta-pequena-vila-espanhola-esta-a-procura-de-uma-familia.html" title="Viver de graça e com emprego? Esta pequena vila espanhola está à procura de uma família"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/viver-de-graca-e-com-emprego-esta-pequena-vila-espanhola-esta-a-procura-de-uma-familia-1776202316031_320.jpg" alt="Viver de graça e com emprego? Esta pequena vila espanhola está à procura de uma família"></a></article></aside><p>Foi precisamente nessa altura que Bob e Beryl Fox decidiram construir o Foxtrap Roadhouse, garantindo que continuava a existir um ponto de apoio para viajantes e habitantes da região. O espaço tornou-se, assim, o coração de Cooladdi e continua, até hoje, a ser a principal razão pela qual a povoação permanece viva.</p><h2>Comprar uma povoação e um modo de vida</h2><p>Segundo a imobiliária responsável pela venda, a propriedade poderá ser especialmente interessante para<strong> casais que procuram uma mudança radical</strong>, famílias à procura de uma nova experiência ou pequenos grupos de amigos dispostos a gerir o negócio em conjunto. Afinal, basta que quatro pessoas comprem Cooladdi, para que a população da localidade duplique.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Euronews" data-year="2026" data-title="Austr%C3%A1lia%3A%20menor%20povoa%C3%A7%C3%A3o%20do%20pa%C3%ADs%20%C3%A0%20venda%20por%20243%20mil%20euros" data-url="https%3A%2F%2Fpt.euronews.com%2Fviagens%2F2026%2F06%2F11%2Faustralia-menor-povoacao-do-pais-a-venda-por-243-mil-euros">Euronews. (2026). <a href="https://pt.euronews.com/viagens/2026/06/11/australia-menor-povoacao-do-pais-a-venda-por-243-mil-euros" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Austrália: menor povoação do país à venda por 243 mil euros</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Pincelli%2C%20I" data-year="2026" data-title="A%20cidade%20mais%20pequena%20da%20Austr%C3%A1lia%20est%C3%A1%20%C3%A0%20venda%20(pelo%20pre%C3%A7o%20de%20um%20T1%20em%20Lisboa)" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fviagens%2Fa-cidade-mais-pequena-da-australia-esta-a-venda-pelo-preco-de-um-t1-em-lisboa">NiT, Pincelli, I. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/viagens/a-cidade-mais-pequena-da-australia-esta-a-venda-pelo-preco-de-um-t1-em-lisboa" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A cidade mais pequena da Austrália está à venda (pelo preço de um T1 em Lisboa)</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/quer-comprar-uma-cidade-inteira-por-menos-do-que-muitas-casas-em-portugal-e-possivel.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Hoje há uma nova frente fria a atingir Portugal: saiba até quando durarão os seus efeitos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/hoje-ha-uma-nova-frente-fria-a-atingir-portugal-saiba-ate-quando-durarao-os-seus-efeitos.html</link><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 06:09:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma nova frente fria atravessa hoje Portugal continental, trazendo chuva, sobretudo ao Norte e Centro, e uma intensificação do vento. As rajadas poderão atingir 60 km/h em alguns distritos.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb0zueu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb0zueu.jpg" id="xb0zueu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma nova frente fria vai atravessar <strong>Portugal continental nesta quinta-feira, 27 de agosto</strong>, alterando novamente o estado do tempo depois da instabilidade registada nos últimos dias.</p><p>A frente começou a aproximar-se do litoral durante a madrugada e, <strong>ao início da manhã, a precipitação já deverá abranger uma grande parte das regiões Norte e Centro</strong>, avançando progressivamente para o interior e para sul.</p><p>Além da chuva, a passagem do sistema frontal será acompanhada por uma <strong>intensificação significativa do vento</strong>, com as rajadas mais fortes previstas sobretudo entre o final da manhã e a tarde.</p><h2>A chuva avança rapidamente pelo país durante a manhã</h2><p>Segundo o modelo de referência do <strong>ECMWF</strong>, a frente deverá chegar ao território continental durante a madrugada. Pelas <strong>07:00</strong>, a faixa de precipitação já deverá estender-se desde o Minho até à região de Lisboa, abrangendo também grande parte do interior Norte e Centro.</p><p>É nas regiões <strong>Norte e Centro que a chuva deverá apresentar maior expressão</strong>, com núcleos de precipitação mais intensa a atravessarem sobretudo os distritos do litoral e as regiões montanhosas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hoje-ha-uma-nova-frente-fria-a-atingir-portugal-saiba-ate-quando-durarao-os-seus-efeitos-1787762870805.jpg" data-image="osjhh8vt7r6v" alt="Às 07:00, a frente fria já estará a atravessar grande parte de Portugal continental" title="Às 07:00, a frente fria já estará a atravessar grande parte de Portugal continental"><figcaption>A precipitação deverá abranger grande parte das regiões Norte e Centro durante as primeiras horas da manhã, estendendo-se até à região de Lisboa.</figcaption></figure><p>Durante as horas seguintes, a frente continuará a deslocar-se para <strong>leste e sudeste</strong>. Pelas 10:00, a precipitação deverá alcançar praticamente todo o interior Norte e Centro, enquanto começa progressivamente a perder expressão nas zonas mais ocidentais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785668" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-uma-nova-frente-fria-afetara-todas-estas-zonas-de-portugal-a-partir-da-madrugada-de-quinta-27-de-agosto.html" title="Aproxima-se uma nova frente fria: afetará todas estas zonas de Portugal a partir da madrugada de quinta, 27 de agosto">Aproxima-se uma nova frente fria: afetará todas estas zonas de Portugal a partir da madrugada de quinta, 27 de agosto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-uma-nova-frente-fria-afetara-todas-estas-zonas-de-portugal-a-partir-da-madrugada-de-quinta-27-de-agosto.html" title="Aproxima-se uma nova frente fria: afetará todas estas zonas de Portugal a partir da madrugada de quinta, 27 de agosto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-uma-nova-frente-fria-afetara-todas-estas-zonas-de-portugal-a-partir-das-02-horas-de-quinta-27-de-agosto-1787754314429_320.jpg" alt="Aproxima-se uma nova frente fria: afetará todas estas zonas de Portugal a partir da madrugada de quinta, 27 de agosto"></a></article></aside><p>Já perto do início da tarde, o cenário muda. A faixa de precipitação mais organizada abandona grande parte do território e dá lugar a <strong>aguaceiros mais dispersos e irregulares</strong>, sobretudo no Norte e em algumas zonas do Centro.</p><h2>Norte e Centro poderão acumular mais de 50 mm</h2><p>Apesar da passagem relativamente rápida da frente, os acumulados previstos pelo ECMWF são expressivos em algumas regiões, com uma clara diferença entre o <strong>Norte e Centro e o sul do território</strong>.</p><p>Até ao final desta quinta-feira, os acumulados poderão rondar <strong>58 mm em Braga, 56 mm em Vila Real e 53 mm no Porto</strong>, ficando muito próximos dos <strong>50 mm em Aveiro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hoje-ha-uma-nova-frente-fria-a-atingir-portugal-saiba-ate-quando-durarao-os-seus-efeitos-1787763051620.jpg" data-image="ba4jd534drfa" alt="Mais de 50 mm poderão acumular-se em algumas zonas do Norte até ao final do dia" title="Mais de 50 mm poderão acumular-se em algumas zonas do Norte até ao final do dia"><figcaption>O ECMWF prevê os maiores acumulados no Norte e Centro, com cerca de 58 mm em Braga, 56 mm em Vila Real e 53 mm no Porto até ao final de quinta-feira.</figcaption></figure><p>Mais para o interior, os valores continuam relevantes: <strong>Viseu poderá acumular cerca de 38 mm, Coimbra 28 mm, Bragança 27 mm e Guarda 19 mm</strong>. Em Leiria são esperados aproximadamente 16 mm.</p><p>Para sul, os acumulados diminuem consideravelmente. <strong>Lisboa poderá receber cerca de 11 mm, Santarém 10 mm e Évora 11 mm</strong>, enquanto em Beja os valores deverão rondar apenas 4 mm. No Algarve, a precipitação prevista será residual, ficando Faro abaixo de 1 mm.</p><p>Esta distribuição evidencia a forte assimetria do episódio, com o <strong>Noroeste e algumas zonas do Centro a concentrarem grande parte da precipitação associada à passagem frontal</strong>.</p><h2>Rajadas poderão atingir os 60 km/h durante a tarde</h2><p>A chuva não será o único elemento a acompanhar esta frente. O <strong>vento intensificar-se-á de forma significativa ao longo da manhã</strong>, com as rajadas a aumentarem em praticamente todo o território continental.</p><p>Às 07:00, as rajadas deverão ainda apresentar valores geralmente moderados, embora possam aproximar-se dos <strong>40 km/h no litoral Norte e Centro</strong>. No entanto, a situação deverá intensificar-se rapidamente durante as horas seguintes.</p><p>O período mais ventoso está previsto para <strong>o final da manhã e as primeiras horas da tarde</strong>, coincidindo com a passagem e o afastamento do sistema frontal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hoje-ha-uma-nova-frente-fria-a-atingir-portugal-saiba-ate-quando-durarao-os-seus-efeitos-1787763195253.jpg" data-image="q2ft08alffxz" alt="O vento intensifica-se: rajadas poderão atingir 60 km/h durante a tarde" title="O vento intensifica-se: rajadas poderão atingir 60 km/h durante a tarde"><figcaption>Por volta das 13:00, as rajadas poderão atingir 60 km/h em Bragança e superar os 50 km/h em várias regiões do Norte, Centro e interior.</figcaption></figure><p>De acordo com o ECMWF, pelas <strong>13:00</strong>, Bragança poderá registar rajadas próximas dos <strong>60 km/h</strong>, enquanto Guarda poderá atingir 55 km/h. Em Viseu e Coimbra são previstos cerca de 54 km/h, Castelo Branco 53 km/h e Leiria 51 km/h.</p><p>No litoral Norte, as rajadas poderão rondar <strong>49 km/h no Porto, 47 km/h em Braga e Aveiro</strong>, enquanto Lisboa deverá aproximar-se dos 44 km/h. Também no Sul o vento será sentido, com valores próximos dos 48 km/h em Évora e 47 km/h em Beja.</p><p>Durante a tarde, o vento continuará moderado a forte em várias regiões, embora comece progressivamente a perder intensidade com o afastamento da frente para leste.</p><h2>Até quando durarão os efeitos desta frente fria?</h2><p>A melhoria deverá tornar-se evidente <strong>durante a segunda metade da tarde</strong>. Pelas 16:00, a precipitação estará já bastante mais fragmentada, mantendo-se principalmente no Norte e em algumas áreas do interior.</p><p>Por volta das 19:00, os aguaceiros deverão tornar-se muito mais localizados, sobretudo no extremo Norte, e <strong>ao final da noite a precipitação será já residual em Portugal continental</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hoje-ha-uma-nova-frente-fria-a-atingir-portugal-saiba-ate-quando-durarao-os-seus-efeitos-1787763368722.jpg" data-image="7jziqo3yitwx" alt="A chuva perde expressão rapidamente ao final da tarde" title="A chuva perde expressão rapidamente ao final da tarde"><figcaption>Pelas 19:00, a precipitação deverá estar praticamente afastada de Portugal continental, persistindo apenas alguns aguaceiros dispersos no Norte.</figcaption></figure><p>Também o vento deverá enfraquecer significativamente ao longo da noite. Se durante a tarde são possíveis rajadas superiores a 50 km/h, pelas <strong>22:00 os valores previstos pelo ECMWF já descem para cerca de 10 a 20 km/h em grande parte do Norte e Centro</strong>, embora possam permanecer um pouco superiores no interior Sul.</p><p>Assim, os <strong>principais efeitos da frente fria deverão concentrar-se entre a madrugada e o final da tarde desta quinta-feira</strong>, com chuva mais significativa no Norte e Centro e uma intensificação generalizada do vento. Ao entrar na noite, tanto a precipitação como as rajadas deverão perder rapidamente intensidade.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/hoje-ha-uma-nova-frente-fria-a-atingir-portugal-saiba-ate-quando-durarao-os-seus-efeitos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como fazer vasos autoirrigáveis para plantas ​​usando garrafas plásticas simples]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-fazer-vasos-autoirrigaveis-para-plantas-usando-garrafas-plasticas-simples.html</link><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Muita ou pouca água? Deixe a planta decidir. Um guia passo a passo para reutilizar garrafas plásticas e criar um sistema autossuficiente que cuida das suas plantas por si.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-crear-macetas-de-autoriego-con-botellas-de-plastico-recicla-ahorra-agua-y-olvidate-de-regar-1786987093398.jpg" data-image="jms2r4bmt2u7"><figcaption>Transformar garrafas plásticas em vasos com irrigação automática permite cuidar das plantas sem esforço, ao mesmo tempo em que se recicla.</figcaption></figure><p><strong>Regar as plantas </strong>exige uma atenção que, às vezes, entra em conflito com a nossa rotina. A solução ideal é simplesmente esta: deixar que a própria planta decida a quantidade e o momento de absorver água.</p><p>Existe um truque inteligente para isso:<strong> transformar garrafas plásticas em vasos com sistema de autoirrigação</strong> — uma forma simples de dispensar o regador e garantir o nível adequado de humidade, sem surpresas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-crear-macetas-de-autoriego-con-botellas-de-plastico-recicla-ahorra-agua-y-olvidate-de-regar-1786987229240.jpg" data-image="w1hguseg2rlo"><figcaption>Reciclagem criativa e irrigação automática: a combinação perfeita para uma casa ecológica e livre de preocupações.</figcaption></figure><p>Não apenas dá uma segunda vida a resíduos do dia a dia, mas também cria um <strong>sistema autossuficiente</strong>.</p><p>Graças ao fenómeno da capilaridade, <strong>o solo absorve líquido de um reservatório situado abaixo, conforme a necessidade</strong>. Isto garante que a planta mantenha um equilíbrio perfeito, evita a asfixia das raízes e permite que fique vários dias sem se preocupar com a rega.</p><h2>Método 1: Sistema de pavio e funil invertido</h2><p>Este método aproveita o formato da garrafa e é<strong> ideal para plantas pequenas ou ervas</strong>.</p><p><strong>Cortando a garrafa</strong>: corte uma garrafa de plástico transparente ao meio usando uma tesoura ou um estilete.</p><p><strong>Preparando o pavio</strong>: dê um nó numa tira de tecido de algodão ou num cordão absorvente e passe-o por um furo feito na tampa. O nó deve ficar na parte interna para prender a tira.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-crear-macetas-de-autoriego-con-botellas-de-plastico-recicla-ahorra-agua-y-olvidate-de-regar-1786987408967.jpg" data-image="vlerqllequsz"><figcaption>Corte a garrafa transparente ao meio usando uma tesoura ou um estilete para criar a estrutura do recipiente.</figcaption></figure><p><strong>Monte o recipiente</strong>: rosqueie a tampa, inverta o gargalo da garrafa e encaixe-o na base para formar um funil.</p><p><strong>Adicione água e terra</strong>: encha a parte inferior com água, certificando-se de que ela não toque no gargalo da garrafa. Encha o funil com terra leve para vasos, enterrando o pavio no centro, e posicione a planta.</p><h2>Método 2: sistema de abastecimento pela parte inferior do tanque com tubo de enchimento</h2><p>Uma <strong>solução ideal para vasos maiores</strong> ou plantas que exigem uma base mais estável.</p><p><strong>Crie o orifício de extravasamento</strong>: faça alguns pequenos furos nas laterais da garrafa, a cerca de seis centímetros da base. Estes furos permitem que o excesso de água escoe caso o reservatório transborde.</p><figure class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/He10y0UVTyI/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=He10y0UVTyI" id="He10y0UVTyI"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p><strong>Posicione o condutor</strong>: coloque uma tira de microfibra ou uma esponja na parte inferior para facilitar a distribuição da humidade.</p><div class="texto-destacado">Adicione o tubo de enchimento: insira um canudo rígido ou um pedaço de tubo fino e flexível que vá do topo até ao fundo da garrafa.</div><p><strong>Adicione o substrato</strong>: cubra o fundo com terra para vasos e posicione a planta. Para reabastecer o reservatório, basta despejar água pelo tubo; isso mantém a superfície seca e evita o aparecimento de mosquitos ou o excesso de humidade nas folhas.</p><h2>Ideias para cobrir e disfarçar o plástico</h2><p>É verdade que uma garrafa cortada não tem o mesmo charme da cerâmica ou do barro. No entanto, a base de plástico transparente serve apenas como estrutura interna do sistema, sendo muito fácil de esconder ou decorar.</p><p><strong>Revestimentos de tecido ou corda</strong>: envolver e colar corda de juta, barbante de sisal ou cordão de algodão em redor da garrafa transforma completamente a sua textura. O visual rústico da corda oculta o plástico e complementa a folhagem verde.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-crear-macetas-de-autoriego-con-botellas-de-plastico-recicla-ahorra-agua-y-olvidate-de-regar-1786987567933.jpg" data-image="4hhwof5si1cn"><figcaption>Envolver e colar barbante ou corda de sisal em redor do recipiente esconde o plástico e harmoniza-se perfeitamente com a folhagem.</figcaption></figure><p><strong>Capas de tecido reciclado para garrafas</strong>: uma capa de crochê, retalhos de juta ou até mesmo a manga de um fato de treino velho podem servir como capas decorativas, fáceis de remover quando for preciso verificar o nível da água.</p><p><strong>Tinta em spray para superfícies plásticas</strong>: algumas demãos de tinta fosca em tons neutros — como terracota, verde-azeitona ou cinza-concreto — conferem à garrafa o visual de um vaso artesanal.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-cascas-de-ovo-podem-ter-uma-segunda-vida-no-seu-jardim-eis-como-as-utilizar-corretamente-com-as-suas-plantas.html" title="As cascas de ovo podem ter uma segunda vida no seu jardim: eis como as utilizar corretamente com as suas plantas">As cascas de ovo podem ter uma segunda vida no seu jardim: eis como as utilizar corretamente com as suas plantas</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-cascas-de-ovo-podem-ter-uma-segunda-vida-no-seu-jardim-eis-como-as-utilizar-corretamente-com-as-suas-plantas.html" title="As cascas de ovo podem ter uma segunda vida no seu jardim: eis como as utilizar corretamente com as suas plantas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/las-cascaras-de-huevo-pueden-tener-una-segunda-vida-en-el-jardin-asi-puedes-utilizarlas-correctamente-con-tus-plantas-1785289357185_320.png" alt="As cascas de ovo podem ter uma segunda vida no seu jardim: eis como as utilizar corretamente com as suas plantas"></a></article></aside><p><strong>Recipientes reaproveitados</strong>: pode colocar o vaso de plástico dentro de grandes vasos de cerâmica pintados, cestas de vime ou recipientes de vidro. Assim, mantém a vantagem do sistema de auto-irrigação oculto dentro de um objeto decorativo.</p><p>Com apenas algumas ferramentas simples e um toque de criatividade para decorar o recipiente, criará <strong>um cantinho verde que praticamente se cuida sozinho</strong> — tudo isto enquanto dá uma nova vida a um item do dia a dia. É a desculpa perfeita para trazer mais verde para a sua casa, ganhar tempo na rotina e garantir que cada gota cumpra a sua função.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-fazer-vasos-autoirrigaveis-para-plantas-usando-garrafas-plasticas-simples.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[18 meses de escuridão total: o evento vulcânico que destruiu as colheitas e alterou o clima da Terra no século VI]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/18-meses-de-escuridao-total-o-evento-vulcanico-que-destruiu-as-colheitas-e-alterou-o-clima-da-terra-no-seculo-vi.html</link><pubDate>Wed, 26 Aug 2026 18:11:39 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma grande erupção vulcânica escureceu o céu durante meses no ano de 536, provocou um arrefecimento repentino e desencadeou más colheitas, fome e profundas consequências sociais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/18-meses-de-oscuridad-absoluta-el-evento-volcanico-que-destruyo-cosechas-y-cambio-el-clima-de-la-tierra-en-el-siglo-vi-1787751251790.png" data-image="o6seu8mdwg94"><figcaption>A grande erupção do ano 536 provocou uma alteração no clima a nível global.</figcaption></figure><p>Houve um momento na história em que a luz do sol se tornou extremamente fraca, o verão perdeu grande parte do seu calor e as colheitas começaram a falhar. Não se tratou de um eclipse, mas sim <strong>da consequência de uma enorme perturbação vulcânica ocorrida no ano de 536</strong>.</p><p>Durante esse período, <strong>a luz do dia terá sido extraordinariamente fraca em vastas zonas da Europa, do Médio Oriente e da Ásia</strong>, com evidências climáticas que, posteriormente, permitiram comprovar que aquelas descrições não eram meros relatos apocalípticos: algo extraordinário aconteceu realmente na atmosfera terrestre.</p><h2>O que aconteceu no ano de 536?</h2><p><strong>A explicação reside numa grande erupção vulcânica cuja localização exata ainda não foi totalmente determinada, tendo sido inicialmente sugerida a Islândia</strong>, embora as investigações paleoclimáticas indiquem que o sinal vulcânico registado nos gelos e noutros registos naturais possa ser mais complexo.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Pero no fue solo una erupción.<br><br>Nuevas pruebas científicas confirman tres eventos volcánicos:<br><br> 536<br> 540<br> 547<br><br>Fue una trilogía infernal.<br>Y con ella nació la llamada:<br>Pequeña Edad de Hielo de la Antigüedad Tardía <a href="https://t.co/dzFuONzkCx">pic.twitter.com/dzFuONzkCx</a></p>— Alexandra (@Alexalvz12) <a href="https://x.com/Alexalvz12/status/1939703771816149233?ref_src=twsrc%5Etfw">June 30, 2025</a></blockquote></figure><p><span style="letter-spacing: 0.03em;">Essa erupção <strong>libertou enormes quantidades de aerossóis vulcânicos, especialmente compostos de enxofre que podem permanecer em suspensão nas camadas superiores da atmosfera</strong>. A partir daí, podem dispersar-se por enormes distâncias e reduzir a quantidade de radiação solar que atinge a superfície terrestre. As testemunhas da época perceberam precisamente essa alteração na luminosidade. <br></span></p><h3>O sol não desapareceu: a atmosfera bloqueou parte da sua luz </h3><p><strong>Falar de "18 meses de escuridão" pode levar-nos a imaginar uma noite permanente</strong>, mas não foi bem assim, uma vez que o sol continuava a nascer todos os dias, mas a sua luz chegava à superfície muito mais enfraquecida.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="224241" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/efeitos-do-vulcanismo-no-clima-historia-e-vida-na-terra.html" title="Efeitos do vulcanismo no clima, história e vida na Terra">Efeitos do vulcanismo no clima, história e vida na Terra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/efeitos-do-vulcanismo-no-clima-historia-e-vida-na-terra.html" title="Efeitos do vulcanismo no clima, história e vida na Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/efeitos-do-vulcanismo-no-clima-historia-e-vida-na-terra-224241-4_320.jpg" alt="Efeitos do vulcanismo no clima, história e vida na Terra"></a></article></aside><p><strong>O historiador bizantino Procópio descreveu que o sol emitia luz "sem brilho"</strong>, enquanto outro testemunho referia que, durante 18 meses, a luz do dia era <strong>apenas uma sombra</strong>.</p><h2>As árvores também registaram esta alteração climática</h2><p><strong>Os anéis de crescimento das árvores funcionam como uma espécie de arquivo climático natural</strong> e, quando as condições ambientais são favoráveis, certas espécies podem desenvolver anéis mais largos. Se estivermos num período frio ou desfavorável, o crescimento pode reduzir-se consideravelmente.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr"><a href="https://x.com/hashtag/Curiosidades?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Curiosidades</a> <br>La Pequeña Edad de Hielo de la Antigüedad Tardía. <br><br>1. Que la humanidad ha tenido hambrunas, guerras, genocidios, en definitiva momentos terribles, de todos es sabido. Pero parece que hay consenso entre los historiadores para designar el año 536 como el peor de la <a href="https://t.co/qjgT0WWqVh">pic.twitter.com/qjgT0WWqVh</a></p> MaléficaReturns️ (@AliciaMimundo) <a href="https://x.com/AliciaMimundo/status/1905363398046744831?ref_src=twsrc%5Etfw">March 27, 2025</a></blockquote></figure><p><strong>As reconstruções climáticas mostram que o verão de 536 foi excepcionalmente frio em numerosas regiões do hemisfério norte</strong>. Diferentes reconstruções situam a descida das temperaturas de verão na Europa entre aproximadamente 1,6 e 2,5 ºC em relação à média das décadas anteriores. </p><h3>O frio chegou no pior momento possível</h3><p>A agricultura depende de uma combinação adequada de temperatura, radiação solar e disponibilidade de água. <strong>Uma alteração brusca de qualquer um desses elementos pode reduzir o rendimento das colheitas</strong> e, se o episódio se prolongar por vários anos, as consequências podem acumular-se.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777194" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/video-viral-e-filmada-uma-erupcao-freatomagmatica-no-vulcao-taal-nas-filipinas.html" title="Vídeo viral: é filmada uma erupção freatomagmática no vulcão Taal, nas Filipinas">Vídeo viral: é filmada uma erupção freatomagmática no vulcão Taal, nas Filipinas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/video-viral-e-filmada-uma-erupcao-freatomagmatica-no-vulcao-taal-nas-filipinas.html" title="Vídeo viral: é filmada uma erupção freatomagmática no vulcão Taal, nas Filipinas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/video-viral-registran-una-erupcion-freatomagmatica-en-el-volcan-taal-filipinas-1783166471109_320.jpg" alt="Vídeo viral: é filmada uma erupção freatomagmática no vulcão Taal, nas Filipinas"></a></article></aside><p>Na Irlanda, por exemplo, as crónicas registaram, no ano de 536, uma quebra na produção de pão. E o problema não terminou nesse ano. <strong>Após a erupção de 536, ocorreram outras grandes erupções por volta de 540 e 547</strong>, prolongando e intensificando o episódio de arrefecimento. As investigações climáticas associaram esta sucessão de perturbações a um dos períodos de arrefecimento mais significativos dos últimos dois milénios.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/18-meses-de-escuridao-total-o-evento-vulcanico-que-destruiu-as-colheitas-e-alterou-o-clima-da-terra-no-seculo-vi.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estudo revela como a secura atmosférica limita a precipitação provocada por tufões e ciclones tropicais]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/estudo-revela-como-a-secura-atmosferica-limita-a-precipitacao-provocada-por-tufoes-e-ciclones-tropicais.html</link><pubDate>Wed, 26 Aug 2026 18:01:58 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Ao analisar as projeções dos modelos climáticos, os investigadores deparam-se com um fenómeno intrigante: alguns modelos preveem aumentos muito menores na precipitação do que a própria termodinâmica permitiria prever.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sequedad-atmosferica-precipitaciones-ciclones-tropicales-1787633499697.png" data-image="t8p0q4ne5tje"><figcaption>A precipitação causada por ciclones tropicais é determinada pela intensidade da tempestade, pela humidade atmosférica e pela eficiência com que essa humidade é convertida em precipitação. Ilustração apenas para fins conceptuais.</figcaption></figure><p>Published in <em>Nature Geoscience</em>, the study reveals that while a warmer atmosphere can hold more moisture, it also becomes drier, suppressing rainfall and acting as a brake on tropical cyclone precipitation.</p><p>No contexto do aquecimento global, os cientistas previram que os ciclones tropicais (incluindo tufões e furacões) irão provocar chuvas mais intensas e frequentes. A física subjacente parece intuitiva: o aumento das temperaturas permite que a atmosfera retenha mais humidade, o que, combinado com a intensificação das tempestades, <strong>deveria, teoricamente, provocar chuvas torrenciais mais destrutivas</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>No entanto, ao analisar as projeções dos modelos climáticos, os investigadores deparam-se com um fenómeno intrigante: alguns modelos projetam aumentos na precipitação que são muito menores do que a termodinâmica, por si só, prevê.</strong></div><p>Esta incerteza tem dificultado, há muito, que a comunidade científica projete com precisão a precipitação futura associada aos ciclones tropicais e avalie os riscos de inundações associados. Recentemente, um novo estudo liderado pela Universidade de Hong Kong (HKU) e pelo Imperial College London (ICL) revelou uma peça-chave que faltava no quebra-cabeças: <strong>o aumento da secura atmosférica</strong>.</p><p>Publicado na revista <strong><em>Nature Geoscience</em></strong>, o estudo revela que, embora uma atmosfera mais quente possa reter mais humidade, também se torna mais seca, suprimindo a precipitação e atuando como um travão à precipitação dos ciclones tropicais.</p><h2>O aumento da insaturação atmosférica dificulta a formação de nuvens e acelera a evaporação</h2><p>A equipa, composta pelo<strong> Professor Dazhi XI</strong> e pelo <strong>Dr. Jianan CHEN</strong>, do Departamento de Ciências da Terra e Planetárias da <strong>Universidade de Hong Kong</strong> <strong>(HKU)</strong>, e pelo <strong>Professor Ralf TOUMI, do ICL</strong>, analisou simulações climáticas, observações por satélite e dados de reanálise. Descobriram que, à medida que o clima aquece, os ciclones tropicais tornam-se menos eficientes na conversão da humidade em precipitação.</p><div class="texto-destacado">A equipa observou que a chave reside num mecanismo físico conhecido como <strong>"défice de saturação da coluna"</strong>: a diferença entre a quantidade real de vapor de água na atmosfera e o seu nível de saturação total (o limiar para a precipitação).</div><p>Geralmente, a chuva forma-se quando o vapor de água se condensa em gotículas de nuvem, se funde em gotas de chuva e cai para o solo. No entanto, num clima mais quente, a capacidade da atmosfera para reter humidade aumenta exponencialmente. Como resultado, mesmo que a humidade relativa permaneça constante, a diferença em relação à «saturação total» aumenta significativamente, o que significa que<strong> o ar se torna substancialmente mais seco</strong>. Esta secura pode desencadear dois efeitos:</p><ul><li><strong>Evaporação antes de atingir o solo</strong>: as gotas de chuva que se condensam a grandes altitudes durante um tufão evaporam-se rapidamente no ar seco da troposfera inferior e média à medida que descem, impedindo-as de atingir o solo.</li><li><strong>Inibição da condensação</strong>: à medida que o ar ambiente seco é aspirado para a corrente ascendente do tufão, dilui o fornecimento de humidade, suprimindo a formação de nuvens e a precipitação.</li></ul><p><strong>Este efeito restritivo da secura atmosférica é suficientemente forte para contrariar o aumento da precipitação causado pela intensificação das tempestades</strong>. Isto fornece uma explicação física sólida para o facto de muitos modelos climáticos preverem aumentos da precipitação que são sistematicamente inferiores aos cálculos teóricos tradicionais.</p><h2>Pioneirismo numa "Estrutura de Avaliação Unificada"</h2><p>O estudo propõe ainda uma estrutura unificada para compreender a precipitação causada pelos ciclones tropicais. Demonstra que a precipitação depende não só da intensidade da tempestade e da quantidade de vapor de água na atmosfera, mas também da <strong>eficiência da precipitação</strong>: a eficiência com que essa humidade é convertida em chuva.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779246" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-sol-e-o-verdadeiro-motor-por-tras-dos-furacoes-eis-como-a-radiacao-solar-desperta-os-monstros-do-oceano.html" title="O Sol é o verdadeiro motor por trás dos furacões: eis como a radiação solar desperta os monstros do oceano">O Sol é o verdadeiro motor por trás dos furacões: eis como a radiação solar desperta os monstros do oceano</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-sol-e-o-verdadeiro-motor-por-tras-dos-furacoes-eis-como-a-radiacao-solar-desperta-os-monstros-do-oceano.html" title="O Sol é o verdadeiro motor por trás dos furacões: eis como a radiação solar desperta os monstros do oceano"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-sol-es-el-verdadero-motor-de-los-huracanes-asi-es-como-la-radiacion-solar-despierta-a-los-monstruos-del-oceano-1783041646034_320.png" alt="O Sol é o verdadeiro motor por trás dos furacões: eis como a radiação solar desperta os monstros do oceano"></a></article></aside><p>Dois efeitos opostos num clima em aquecimento determinam esta eficiência: uma maior intensidade das tempestades tende a aumentá-la, enquanto uma maior secura atmosférica tende a reduzi-la. Embora a secura atmosférica predomine em alguns modelos climáticos, <strong>este quadro não exclui um aumento da eficiência da precipitação, caso a futura intensificação das tempestades supere o efeito redutor da secura atmosférica</strong>.</p><p>Estas conclusões podem ter <strong>importantes implicações práticas</strong>. Para as comunidades costeiras, os gestores de catástrofes e os responsáveis pelo planeamento de infraestruturas, projeções mais precisas da precipitação resultante de futuros furacões e tufões são essenciais para a proteção contra inundações, o planeamento de evacuações e a resiliência climática.</p><p>Ao ter em conta o efeito da secura atmosférica, <strong>o novo quadro poderá melhorar as avaliações da precipitação e do risco de inundações e apoiar um planeamento de adaptação climática mais bem informado</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773972" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-trajetoria-dos-ciclones-tropicais-onde-causam-maiores-estragos-e-como-se-mede-a-sua-intensidade.html" title="A trajetória dos ciclones tropicais: onde causam maiores estragos e como se mede a sua intensidade">A trajetória dos ciclones tropicais: onde causam maiores estragos e como se mede a sua intensidade</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-trajetoria-dos-ciclones-tropicais-onde-causam-maiores-estragos-e-como-se-mede-a-sua-intensidade.html" title="A trajetória dos ciclones tropicais: onde causam maiores estragos e como se mede a sua intensidade"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nociones-basicas-sobre-los-ciclones-tropicales-1781360074663_320.jpg" alt="A trajetória dos ciclones tropicais: onde causam maiores estragos e como se mede a sua intensidade"></a></article></aside><p>O estudo refere ainda que <strong>os modelos climáticos globais não captam na íntegra alguns processos de pequena escala</strong>. Por conseguinte, serão necessárias futuras simulações de alta resolução para aperfeiçoar as projeções.</p><p>No entanto, vários conjuntos de dados e modelos demonstram de forma consistente que uma maior secura atmosférica reduz a eficiência da precipitação. Esta forte correlação negativa sublinha que <strong>a secura atmosférica constitui uma restrição termodinâmica crítica que deve ser incorporada nas futuras projeções climáticas</strong>.</p><p>Fonte: <a href="https://hku.hk/" target="_blank"><strong>Facultad de Ciencias, Universidad de Hong Kong</strong> </a></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Chen%2C%20J.%2C%20Toumi%2C%20R.%20%26%20Xi" data-year="" data-title="Future%20tropical%20cyclone%20rainfall%20constrained%20by%20increased%20atmospheric%20dryness.%20Nat.%20Geosci" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41561-026-02047-5">Chen, J., Toumi, R. & Xi. <a href="https://www.nature.com/articles/s41561-026-02047-5" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Future tropical cyclone rainfall constrained by increased atmospheric dryness. Nat. Geosci</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/estudo-revela-como-a-secura-atmosferica-limita-a-precipitacao-provocada-por-tufoes-e-ciclones-tropicais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Medicina verde: o que diz a ciência sobre a “prescriç��o da natureza” para cuidar da saúde]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/medicina-verde-o-que-diz-a-ciencia-sobre-a-prescricao-da-natureza-para-cuidar-da-saude.html</link><pubDate>Wed, 26 Aug 2026 17:21:41 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Numa época dominada pelo frenético ritmo do mundo digital, recuperar o contacto ativo com a natureza, outrora normal para o ser humano, pode ajudar a reduzir o stress, ansiedade e outros problemas de saúde psicológica e emocional. Conheça algumas destas práticas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/medicina-verde-o-que-diz-a-ciencia-sobre-a-prescricao-da-natureza-para-cuidar-da-saude-1787764512193.jpg" data-image="ul50hhjj1sip"><figcaption>Caminhar na natureza por duas ou três horas de uma forma sensorial, lenta e consciente, pode ser o suficiente para permitir o relaxamento e diminuir diversos sintomas de stress, ansiedade, entre outros.</figcaption></figure><p>Num mundo cada vez mais dominado pelos ecrãs, há vários elementos indesejáveis que se vão agravando: <strong>m</strong><strong>ais sedentarismo, stress e distância do mundo natural</strong>.</p><p>Atualmente as doenças crónicas continuam a pesar sobre a saúde mundial, e, apesar dos avanços da Medicina, há uma recomendação que persiste nas consultas: mudar o estilo de vida. Mas como fazê-lo quando o próprio ambiente estimula hábitos pouco saudáveis? Talvez<strong> uma das respostas esteja onde sempre esteve: no verde, isto é, na natureza</strong>.</p><div class="texto-destacado">É neste contexto que surge a chamada “medicina verde”, que utiliza ambientes naturais prescritos pelos médicos e sustentados pela ciência para promover e preservar a saúde. A ideia foi cunhada por <strong>Richard Louv que, em 2005, tornou popular o conceito de “transtorno por défice da natureza”</strong>, associado aos efeitos de uma vida excessivamente urbana.</div><p>Mas porque nos é tão benéfica a natureza? A hipótese da <strong>biofilia</strong>, proposta por <strong>Edward O. Wilson</strong>, sugere que o ser humano tem uma predisposição biológica para procurar uma ligação com o mundo natural.</p><p>A isto acresce a teoria da restauração da atenção que explica que enquanto o espaço urbano exige concentração constante, a natureza proporciona aquilo a que os cientistas designam por <strong>“fascinação suave”: um estado no qual a mente descansa sem esforço, simplesmente observando</strong>.</p><h2>A floresta como uma terapia natural para o ser humano</h2><p>Um exemplo é o <strong><em>shinrin-yoku</em></strong> (termo japonês para<strong> “banhos da floresta”</strong>). Não consiste apenas em caminhar, mas sobretudo na imersão sensorial lenta e consciente na floresta. Duas ou três horas e percursos curtos serão capazes de permitir o relaxamento e a ativação do sistema nervoso parassimpático. Diversos estudos associam <strong>esta prática à redução do stress e da ansiedade e a melhorias na resposta do organismo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/medicina-verde-o-que-diz-a-ciencia-sobre-a-prescricao-da-natureza-para-cuidar-da-saude-1787764602370.jpg" data-image="1j7m61d1p6fn"><figcaption>Não há uma idade certa para os benefícios da "medicina verde". De miúdos a graúdos, idosos e pessoas com doenças do foro cardíaco, todas as faixas etárias são abrangidas pelos benefícios de um contacto mais ativo e frequente com a natureza.</figcaption></figure><p><strong>Os ambientes repletos de biodiversidade, bem como o silêncio e o contacto com as plantas parecem potenciar estes efeitos</strong>. Porém, o uso de dispositivos eletrónicos, música ou ritmos competitivos de marcha podem contrariar os efeitos reparadores.</p><h2>“Verde” para todas as idades</h2><p><strong>E não há idade para começar</strong>. Crianças e adolescentes expostos mais vezes aos espaços verdes apresentam menos sintomas de ansiedade, depressão e hiperatividade.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785013" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/deixemos-a-natureza-fazer-o-trabalho-a-regeneracao-natural-da-floresta-poderia-reduzir-os-custos-de-recuperacao-em.html" title="Deixemos a natureza fazer o trabalho: a regeneração natural da floresta poderia reduzir os custos de recuperação em 96%">Deixemos a natureza fazer o trabalho: a regeneração natural da floresta poderia reduzir os custos de recuperação em 96%</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/deixemos-a-natureza-fazer-o-trabalho-a-regeneracao-natural-da-floresta-poderia-reduzir-os-custos-de-recuperacao-em.html" title="Deixemos a natureza fazer o trabalho: a regeneração natural da floresta poderia reduzir os custos de recuperação em 96%"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/let-nature-do-the-work-natural-forest-regeneration-could-cut-restoration-costs-by-1787381445228_320.jpg" alt="Deixemos a natureza fazer o trabalho: a regeneração natural da floresta poderia reduzir os custos de recuperação em 96%"></a></article></aside><p>Nos idosos, a prioridade dada aos sentidos torna a prática acessível, inclusive sem recorrer a um grande esforço físico. Até mesmo pessoas com doenças cardíacas graves podem beneficiar: vários estudos observaram que, <strong>após irem à floresta em várias ocasiões, estes pacientes obtêm reduções em marcadores de stress e inflamação</strong>.</p><p>No ambiente laboral, pequenas pausas em jardins, parques ou outros espaços verdes podem reduzir o esgotamento e favorecer o desempenho cognitivo. Durante séculos, a natureza fez parte da nossa saúde sem que ninguém lhe chamasse terapia. <strong>A ciência lembra-nos que nunca nos devíamos ter afastado dela</strong>. Por vezes, algo tão simples como tirar os sapatos e pisar a terra, é também necessário.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Luc%C3%ADa%20Caballero" data-year="2026" data-title="Volver%20a%20la%20naturaleza%3A%20qu%C3%A9%20sabemos%20sobre%20los%20efectos%20de%20la%20medicina%20verde" data-url="https%3A%2F%2Ftheconversation.com%2Fvolver-a-la-naturaleza-que-sabemos-sobre-los-efectos-de-la-medicina-verde-287275">Lucía Caballero. (2026). <a href="https://theconversation.com/volver-a-la-naturaleza-que-sabemos-sobre-los-efectos-de-la-medicina-verde-287275" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Volver a la naturaleza: qué sabemos sobre los efectos de la medicina verde</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/medicina-verde-o-que-diz-a-ciencia-sobre-a-prescricao-da-natureza-para-cuidar-da-saude.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aproxima-se uma nova frente fria: afetará todas estas zonas de Portugal a partir da madrugada de quinta, 27 de agosto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-uma-nova-frente-fria-afetara-todas-estas-zonas-de-portugal-a-partir-da-madrugada-de-quinta-27-de-agosto.html</link><pubDate>Wed, 26 Aug 2026 16:15:42 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma nova frente fria atravessará Portugal continental esta quinta-feira, trazendo chuva mais abundante ao Norte e Centro. A sua passagem será acompanhada por vento forte, descida das temperaturas e possibilidade de trovoada e granizo.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb0z836"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb0z836.jpg" id="xb0z836"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma nova frente fria vai atravessar Portugal continental esta quinta-feira, 27 de agosto. <strong>A precipitação começará durante a madrugada e avançará pelo território</strong>, sendo mais abundante no Norte e Centro. O vento intensificará e as temperaturas deverão descer durante a passagem.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>A frente estará associada a uma depressão no Atlântico Norte, que favorecerá o avanço do sistema frontal sobre a Península Ibérica. À medida que atravessar Portugal, <strong>será acompanhada pela entrada de ar mais frio</strong> e por um aumento da instabilidade. Este cenário favorecerá períodos de chuva e aguaceiros.</p><h2>Norte e Centro enfrentam as horas de chuva mais intensa durante a manhã</h2><p>De acordo com o modelo ECMWF, por volta das 02h da manhã de quinta-feira (27) a precipitação deverá atingir Viana do Castelo, Braga, Porto e Aveiro. Nas horas seguintes, a faixa de chuva avançará para sul e para o interior. Às 06h, deverá abranger também Vila Real, Viseu, Coimbra, Leiria, Santarém e Lisboa, <strong>mantendo maior expressão no Norte e Centro.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-uma-nova-frente-fria-afetara-todas-estas-zonas-de-portugal-a-partir-das-02-horas-de-quinta-27-de-agosto-1787754090534.jpg" data-image="x02kne4ekd7z"><figcaption>Às 06h de quinta-feira, a faixa de precipitação deverá estender-se do Norte até à região de Lisboa, ganhando também expressão no interior Norte e Centro.</figcaption></figure><p>Durante a manhã, a precipitação avançará pelo interior. Entre as 09h e as 12h, Bragança, Guarda, Castelo Branco e Portalegre estarão também sob a influência da frente. Em Lisboa e Santarém, a chuva deverá diminuir e praticamente cessar até ao início da tarde, enquanto <strong>continuará a ter maior expressão em Viseu e Vila Real</strong>.</p><h2>Tarde de quinta-feira com maior instabilidade e rajadas que podem aproximar-se dos 65 km/h</h2><p>A partir do meio-dia, a precipitação tornar-se-á mais irregular. Durante a tarde, persistirão aguaceiros em Braga, Porto, Vila Real, Bragança, Viseu e Guarda, alguns <strong>localmente mais intensos e acompanhados pontualmente de trovoada e granizo devido ao aumento da instabilidade</strong>. Em Lisboa, Santarém e grande parte do Alentejo, os episódios de precipitação serão já escassos ou inexistentes. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-uma-nova-frente-fria-afetara-todas-estas-zonas-de-portugal-a-partir-das-02-horas-de-quinta-27-de-agosto-1787754626288.jpg" data-image="ugx1t20gddpr"><figcaption>Na tarde de quinta-feira, as rajadas poderão aproximar-se dos 60 km/h em Bragança, enquanto no litoral o vento será mais moderado com o afastamento da frente.</figcaption></figure><p>As rajadas poderão aproximar-se dos<strong> 60</strong><strong> km/h em Coimbra e Guarda</strong>, dos <strong>55 km/h no Porto, Viseu e Castelo Branco</strong> e dos <strong>65 km/h em Bragança</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-uma-nova-frente-fria-afetara-todas-estas-zonas-de-portugal-a-partir-das-02-horas-de-quinta-27-de-agosto-1787754314429.jpg" data-image="durakkgjmvye"><figcaption>Os maiores acumulados de precipitação deverão concentrar-se no Norte e Centro, superando localmente 50 mm, com valores progressivamente mais baixos para sul.</figcaption></figure><p>Até ao final do dia, a precipitação acumulada poderá superar <strong>50 mm em Braga</strong>, <strong>Porto e Viseu</strong>, rondar <strong>40 mm em Aveiro e Vila Real</strong> e ultrapassar <strong>30 mm em Coimbra</strong>. Leiria deverá aproximar-se dos 20 mm, Lisboa e Castelo Branco dos 12 mm e Santarém e Portalegre dos 10 mm. Em Évora são esperados cerca de 3 mm, em Beja 1 mm e em Faro menos de 1 mm.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785677" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-12-c-abaixo-do-normal-ar-polar-deixara-estas-7-cidades-de-portugal-com-maximas-abaixo-dos-20-c-na-quinta-feira.html" title="Até 12 ºC abaixo do normal: ar polar deixará estas 7 cidades de Portugal com máximas abaixo dos 20 ºC na quinta-feira">Até 12 ºC abaixo do normal: ar polar deixará estas 7 cidades de Portugal com máximas abaixo dos 20 ºC na quinta-feira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-12-c-abaixo-do-normal-ar-polar-deixara-estas-7-cidades-de-portugal-com-maximas-abaixo-dos-20-c-na-quinta-feira.html" title="Até 12 ºC abaixo do normal: ar polar deixará estas 7 cidades de Portugal com máximas abaixo dos 20 ºC na quinta-feira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-12-c-abaixo-do-normal-ar-polar-deixara-estas-7-cidades-de-portugal-com-maximas-abaixo-dos-20-c-na-quinta-feira-1787759747301_320.jpg" alt="Até 12 ºC abaixo do normal: ar polar deixará estas 7 cidades de Portugal com máximas abaixo dos 20 ºC na quinta-feira"></a></article></aside><p>As temperaturas deverão rondar 17 ºC em Bragança, Vila Real e Viseu, 18 ºC em Braga e Porto, 20 ºC em Aveiro e 21 ºC em Coimbra e Leiria. Lisboa e Beja poderão atingir 25 ºC, enquanto Faro deverá rondar 23 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-uma-nova-frente-fria-afetara-todas-estas-zonas-de-portugal-a-partir-da-madrugada-de-quinta-27-de-agosto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 12 ºC abaixo do normal: ar polar deixará estas 7 cidades de Portugal com máximas abaixo dos 20 ºC na quinta-feira]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-12-c-abaixo-do-normal-ar-polar-deixara-estas-7-cidades-de-portugal-com-maximas-abaixo-dos-20-c-na-quinta-feira.html</link><pubDate>Wed, 26 Aug 2026 16:01:34 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O ar polar ainda agora começou a instalar-se em Portugal continental, prevendo-se uma nova descida das temperaturas máximas na quinta-feira, 27 de agosto, especialmente no Norte e Centro. Confira a previsão para estas regiões.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb0zioa"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb0zioa.jpg" id="xb0zioa"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A mudança de tempo abrupta anunciada há vários dias pela Meteored Portugal, em que <strong>mencionávamos a chegada de duas frentes frias para meados da última semana de agosto</strong>, está agora a concretizar-se, registando-se um período de invulgar instabilidade atmosférica para a época do ano.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Têm-se vindo a desencadear períodos fortes de chuva ou aguaceiros, acompanhados ocasionalmente de trovoada, queda de granizo e também rajadas fortes de vento de oes-sudoeste. E isto sem contar com a depressão “atípica” para agosto que atravessou também o território nacional entre domingo (23) e segunda-feira (24), o que no conjunto <strong>acaba por prolongar e reforçar o carácter anómalo da situação meteorológica</strong>.</p><h2>O que está na origem da descida das temperaturas para valores tão invulgarmente baixos?</h2><p>Adicionalmente, outra das principais novidades meteorológicas que temos vindo a anunciar e que está em vias de se concretizar, é que o vale depressionário associado à passagem de duas frentes frias (a de hoje quarta 26 e a de amanhã quinta 27) é favorável ao <strong>transporte de uma massa de ar polar marítimo, fazendo descer as temperaturas máximas e mínimas para valores significativamente abaixo do normal para um mês de agosto</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-12-c-abaixo-do-normal-ar-polar-deixara-estas-7-cidades-de-portugal-com-maximas-abaixo-dos-20-c-na-quinta-feira-1787758516361.jpg" data-image="hncu2pmi86c4"><figcaption>Quinta-feira, 27 de agosto, com temperaturas até 12 ºC abaixo da média numa vasta extensão do território, correspondente grosso modo ao interior Norte e Centro. No resto do país também se antecipam anomalias térmicas negativas significativas (-5 ºC a -9 ºC).</figcaption></figure><p>Após a passagem da frente, <strong>o estabelecimento de um fluxo de oes-noroeste irá permitir a ‘injeção’ de ar frio ao longo das próximas horas e dias</strong>, com a influência do ar polar marítimo a fazer-se notar de forma significativa na evolução das temperaturas. Isto manter-se-á mesmo na sexta-feira (28), especialmente no que toca às mínimas que se registarão durante a madrugada e manhã, em particular no interior e na região Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-12-c-abaixo-do-normal-ar-polar-deixara-estas-7-cidades-de-portugal-com-maximas-abaixo-dos-20-c-na-quinta-feira-1787758291064.jpg" data-image="ih6ksljj8fmo"><figcaption>Fase de maior influência da passagem de ar polar marítimo pela geografia de Portugal continental ocorrerá entre hoje (26) e amanhã (27).</figcaption></figure><p> Porém, para o período diurno de<strong> sexta-feira, 28 de agosto, já é expectável uma recuperação das temperaturas face ao dia anterior, o que se traduzirá numa subida significativa das máximas</strong>. Isto será fruto do afastamento gradual para leste da perturbação depressionária e da consequente modificação da massa de ar sobre a nossa geografia. </p><h2>Temperaturas máximas voltam a descer na quinta-feira, 27 de agosto</h2><p>Entre hoje - quarta-feira (26) - e amanhã - quinta-feira (27) - prevê-se o “pico” da passagem da massa de ar polar marítimo impulsionada para a nossa geografia, tal como se pode atestar pelo <strong>mapa que consta acima da temperatura medida a 700 hPa (aproximadamente 3000 metros de altitude)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-12-c-abaixo-do-normal-ar-polar-deixara-estas-7-cidades-de-portugal-com-maximas-abaixo-dos-20-c-na-quinta-feira-1787758979881.jpg" data-image="97picl4zbkxs"><figcaption>Nesta mapa observam-se os valores de temperatura previstos para quinta-feira (27) de agosto às 15:00.</figcaption></figure><p>Face a hoje - quarta-feira (26) - <strong>prevê-se uma descida amanhã - quinta-feira (27) - de entre 1 e 2 ºC da temperatura máxima</strong> em grande parte do território, especialmente no Norte e Centro do país. </p><p>As máximas, de hoje para amanhã, estão previstas descer de <strong>20 para 19 ºC em Viana do Castelo e Porto, de 19 para 18 ºC em Braga, Bragança e Viseu, de 19 para 17 ºC em Vila Real e de 17 para 15 ºC na Guarda</strong>.</p><h2>Evolução das temperaturas máximas e mínimas na quinta e na sexta-feira em 7 cidades portuguesas</h2><p><strong>O tempo, contudo, continuará bastante fresco ou frio até sexta-feira (28)</strong>, especialmente no que toca às mínimas, que em muitas zonas do interior até tenderão a descer.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785643" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-de-1-de-setembro-podera-impor-se-uma-situacao-de-nao-possiveis-efeitos-no-tempo-em-portugal.html" title="A partir de 1 de setembro poderá impor-se uma situação de NAO+: possíveis efeitos no tempo em Portugal">A partir de 1 de setembro poderá impor-se uma situação de NAO+: possíveis efeitos no tempo em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-de-1-de-setembro-podera-impor-se-uma-situacao-de-nao-possiveis-efeitos-no-tempo-em-portugal.html" title="A partir de 1 de setembro poderá impor-se uma situação de NAO+: possíveis efeitos no tempo em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-de-1-de-setembro-podera-impor-se-uma-situacao-de-nao-possiveis-efeitos-no-tempo-em-portugal-1787747899535_320.jpg" alt="A partir de 1 de setembro poderá impor-se uma situação de NAO+: possíveis efeitos no tempo em Portugal"></a></article></aside><p>Abaixo consta uma tabela em que se verifica a evolução das temperaturas máximas e mínimas para quinta (27) e sexta (28), onde é possível <strong>comparar os valores previstos para ambos os dias em 7 capitais de distrito do Norte e Centro de Portugal continental</strong>. Esta informação baseia-se nos mapas de referência da Meteored, sustentados pelo modelo que merece a nossa maior confiança (ECMWF).</p><table><thead><tr><th>Cidade</th><th>Temperatura Máxima Quinta-feira, 27 de agosto</th><th>Temperatura Mínima Quinta-feira, 27 de agosto</th><th>Temperatura Máxima Sexta-feira, 28 de agosto</th><th>Temperatura Mínima Sexta-feira, 28 de agosto</th></tr></thead><tbody><tr><td>Viana do Castelo</td><td>19 ºC</td><td>14 ºC</td><td>21 ºC</td><td>15 ºC</td></tr><tr><td>Braga</td><td>18 ºC</td><td>13 ºC</td><td>22 ºC</td><td>13 ºC</td></tr><tr><td>Porto</td><td>19 ºC</td><td>14 ºC</td><td>22 ºC</td><td>15 ºC</td></tr><tr><td>Vila Real</td><td>17 ºC</td><td>12 ºC</td><td>22 ºC</td><td>11 ºC</td></tr><tr><td>Viseu</td><td>18 ºC</td><td>11 ºC</td><td>22 ºC</td><td>11 ºC</td></tr><tr><td>Bragança</td><td>18 ºC</td><td>10 ºC</td><td>22 ºC</td><td>9 ºC</td></tr><tr><td>Guarda</td><td>15 ºC</td><td>8 ºC</td><td>19 ºC</td><td>7 ºC</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="5">Fonte: Mapas da Meteored.</td></tr></tbody></table><p>Nestas sete cidades do Norte e Centro de Portugal continental o aspeto que mais se sobressai de quinta para sexta-feira, dias 27 e 28 de agosto, é <strong>a recuperação significativa das temperaturas máximas, com a maioria delas a registar uma subida de 3 a 5 ºC de um dia para o outro</strong> <strong>e para um valor de 22 ºC</strong>. Somente a Guarda se manterá num patamar inferior aos 20 ºC de temperatura máxima na sexta-feira (28).</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Tendo em conta que a média da temperatura mínima para um mês de agosto ronda os 14 ºC, tanto em Bragança, como na Guarda, os valores previstos para sexta-feira (28) apenas confirmam a extensão temporal de um episódio de frio muito invulgar para a época do ano.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>No que concerne às temperaturas mínimas prevê-se uma manutenção ou subida dos valores na maioria das cidades analisadas entre estes dois dias, exceto em algumas localidades do interior onde, como já foi referido, ocorrerá uma descida de 1 ºC em cidades como Vila Real, Bragança e Guarda, sendo que as duas últimas deverão registar mínimas inferiores a 10 ºC: <strong>Bragança (9 ºC) e Guarda (7 ºC), valores que são excecionalmente baixos para um mês de agosto e que ilustram bem o carácter pouco habitual deste episódio de tempo frio</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-12-c-abaixo-do-normal-ar-polar-deixara-estas-7-cidades-de-portugal-com-maximas-abaixo-dos-20-c-na-quinta-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item></channel></rss>