<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Sat, 18 Apr 2026 14:00:13 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sat, 18 Apr 2026 14:00:13 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Passarão 4 dias até que as temperaturas baixem na cidade de Coimbra; aguaceiros e trovoadas fortes também em perspetiva]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/passarao-4-dias-ate-que-as-temperaturas-baixem-na-cidade-de-coimbra-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-tambem-em-perspetiva.html</link><pubDate>Sat, 18 Apr 2026 13:13:01 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas elevadas e claramente acima da média em Portugal continental vão alcançar um novo patamar dentro de poucos dias, prevendo-se 30 ºC para várias cidades, incluindo Coimbra. Este aumento térmico poderá ser acompanhado por aguaceiros e trovoadas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5urv8"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5urv8.jpg" id="xa5urv8"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O estado do tempo mantém-se maioritariamente estável, seco, soalheiro e quente em Portugal continental, <strong>com este sábado (18) a registar um aumento térmico que o tornará no dia mais quente da presente semana</strong>. Isto deve-se à influência da crista subtropical. As temperaturas mais elevadas far-se-ão notar sobretudo no interior das regiões Centro, vale do Tejo e Alentejo. Não obstante, poderão ocorrer <strong>trovoadas localizadas no interior Norte e Centro já esta tarde</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Hoje, em várias localidades, os termómetros já registarão valores de máxima próximos ou iguais a 30 ºC, traduzindo-se num ambiente mais típico da estação estival. De acordo com os mapas da Meteored, <strong>a cidade de Coimbra, situada na Região Centro, alcançará hoje uma temperatura máxima de 27 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/passarao-4-dias-ate-que-as-temperaturas-baixem-na-cidade-de-coimbra-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-tambem-em-perspetiva-1776516332504.png" data-image="lptgnrtzsnx5"><figcaption>O tempo invulgarmente quente será elevado a um novo patamar na próxima terça-feira, 21 de abril. As temperaturas previstas revelam valores claramente acima do normal para esta época do ano em grande parte de Portugal continental, com destaque para o litoral Norte e Centro (anomalias térmicas positivas de +10 a +12 ºC). Além disto, o ar estará mais quente e húmido, favorecendo o desenvolvimento de múltiplas células convectivas (trovoadas).</figcaption></figure><p>Amanhã - <strong>domingo (19)</strong> - não se espera que as condições meteorológicas sofram alterações substantivas. Apesar da previsão de algumas diferenças regionais em termos de variação térmica (pequenas subidas nalguns locais; pequenas descidas noutros), os nossos mapas indicam que as anomalias positivas de calor persistirão por toda a geografia do Continente, pelo que a fase de calor anómalo prolongar-se-á por mais uma jornada. <strong>Na cidade de Coimbra espera-se uma temperatura máxima superior à de hoje: 28 ºC</strong>.</p><h2>Segunda e terça-feira rumo ao pico de calor em Coimbra e muitas outras cidades portuguesas</h2><p>A partir de <strong>segunda-feira (20)</strong> os modelos denunciam alterações na circulação atmosférica, que se tornará mais dinâmica. Nos mapas observa-se a subida em latitude de uma <strong>depressão que se posicionará a sudoeste da Península Ibérica</strong>.</p><div class="texto-destacado">Trata-se do mesmo centro de baixas pressões responsável por impulsionar uma grande língua de poeiras do Saara até ao arquipélago da Madeira este fim de semana.</div><p>Esta depressão, inserida numa circulação de Sul e de Leste, arrastará uma <strong>massa de ar tropical continental muito quente e seco</strong> procedente do Norte de África, promovendo também o transporte de <strong>poeiras saarianas em suspensão</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/passarao-4-dias-ate-que-as-temperaturas-baixem-na-cidade-de-coimbra-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-tambem-em-perspetiva-1776516644776.png" data-image="mwib1gmup38h"><figcaption>Na segunda-feira (20), prevê-se que várias regiões da Península Ibérica registem temperaturas até 10 °C acima da média, o que corresponderá a um cenário bastante invulgar para um mês de abril. Para a cidade de Coimbra prevê-se, novamente, uma temperatura máxima de 28 ºC.</figcaption></figure><p>A configuração sinóptica prevista para o início da próxima semana permitirá não só <strong>manter o calor atualmente vigente, como também reforçá-lo de forma acentuada nos primeiros dois dias da semana</strong>, em particular na terça-feira (21), daí a subida antecipada pelos mapas de referência da Meteored. Assim, prevê-se a persistência de valores de temperatura claramente altos para a época do ano, com várias regiões a registarem temperaturas típicas da fase final da primavera ou até de verão precoce durante mais 4 dias (entre hoje, dia 18 e terça, dia 21).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764535" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-fora-de-epoca-podera-intensificar-se-valores-anomalos-perduram-ate-terca-feira-dia-21-de-abril.html" title="Calor fora de época poderá intensificar-se: valores anómalos perduram até terça-feira, dia 21 de abril">Calor fora de época poderá intensificar-se: valores anómalos perduram até terça-feira, dia 21 de abril</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-fora-de-epoca-podera-intensificar-se-valores-anomalos-perduram-ate-terca-feira-dia-21-de-abril.html" title="Calor fora de época poderá intensificar-se: valores anómalos perduram até terça-feira, dia 21 de abril"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-fora-de-epoca-podera-intensificar-se-valores-anomalos-perduram-ate-terca-feira-dia-21-de-abril-1776507043408_320.png" alt="Calor fora de época poderá intensificar-se: valores anómalos perduram até terça-feira, dia 21 de abril"></a></article></aside><p>Tal como referido anteriormente pela <strong>Meteored Portugal, é expectável que na terça-feira (21), o episódio de calor anómalo atinja o seu pico</strong>. Para esse dia espera-se que os valores mais elevados se concentrem sobretudo no litoral das Regiões Norte e Centro, devido à posição da depressão e ao fluxo quente impulsionado pela mesma. Além de <strong>Coimbra</strong>, prevê-se que cidades como <strong>Porto</strong> e <strong>Leiria</strong> alcancem os <strong>30 ºC</strong>, um valor bastante raro para estas zonas nesta altura do ano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/passarao-4-dias-ate-que-as-temperaturas-baixem-na-cidade-de-coimbra-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-tambem-em-perspetiva-1776516685084.png" data-image="5mdwizad6e1l"><figcaption>Os mapas vislumbram a ocorrência de trovoadas no Norte e Centro, tanto na segunda como na terça-feira. No primeiro destes dias a atividade elétrica será mais contida e localizada, mas na terça-feira torna-se evidente que a área geográfica abrangida será substancialmente maior, refletindo-se um espalhamento da instabilidade atmosférica.</figcaption></figure><p>Embora as temperaturas elevadas sejam claramente um dos aspetos meteorológicos mais marcantes previstos para <strong>terça-feira, 21 de abril, nesse dia</strong> <strong>o calor anómalo dividirá o protagonismo do estado do tempo com a precipitação convectiva</strong>. </p><div class="texto-destacado">A possibilidade de instabilidade atmosférica numa vasta parte de Portugal continental na terça-feira, 21 de abril, especialmente durante a tarde, está agora a concentrar a atenção dos meteorologistas.</div><p>Os modelos de previsão insistem na provável ocorrência de <strong>aguaceiros localmente fortes, potencialmente acompanhados de trovoadas</strong>, não se descartando que por vezes surja queda de <strong>granizo</strong>. A precipitação poderá ser acompanhada por rajadas ocasionalmente intensas.</p><h2>Só na quarta-feira é que se prevê que as temperaturas baixem</h2><p>A partir de <strong>quarta-feira (22)</strong>, os mapas intuem uma mudança clara do padrão térmico. Depois do auge de calor alcançado na terça-feira (21), <strong>os termómetros deverão registar uma queda acentuada das temperaturas máximas</strong>, esperando-se uma descida muito expressiva das temperaturas máximas, sendo de <strong>quase 10 ºC nalguns locais</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/passarao-4-dias-ate-que-as-temperaturas-baixem-na-cidade-de-coimbra-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-tambem-em-perspetiva.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor fora de época poderá intensificar-se: valores anómalos perduram até terça-feira, dia 21 de abril]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-fora-de-epoca-podera-intensificar-se-valores-anomalos-perduram-ate-terca-feira-dia-21-de-abril.html</link><pubDate>Sat, 18 Apr 2026 11:13:47 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal poderá continuar numa fase de calor anómalo já a partir de segunda-feira, 20 de abril, com temperaturas muito acima da média. No entanto, o aumento térmico poderá surgir acompanhado por instabilidade, chuva e trovoadas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5ub8k"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5ub8k.jpg" id="xa5ub8k"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Este sábado será marcado por temperaturas elevadas sobretudo no interior das regiões Centro, Vale do Tejo e Alentejo. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Em várias localidades, os valores poderão atingir os 30 °C, refletindo já um ambiente quase de verão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-fora-de-epoca-podera-intensificar-se-valores-anomalos-perduram-ate-terca-feira-dia-21-de-abril-1776506895507.png" data-image="nngeidqdp0fw" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Sábado com temperaturas elevadas no interior do Centro, Vale do Tejo e Alentejo, onde os valores poderão atingir os 30 °C, enquanto o litoral se mantém mais fresco devido à influência marítima.</figcaption></figure><p>No entanto,<strong> a influência do oceano Atlântico será determinante no litoral,</strong> onde as temperaturas se mantêm mais contidas, geralmente entre <strong>20 e 23 °C</strong>. Este contraste entre litoral e interior será uma das principais características do dia.</p><h2>Domingo (19): calor generaliza-se e UV sobe</h2><p>No domingo, o calor estende-se a praticamente todo o território, incluindo o Norte. Regiões como o Douro poderão registar temperaturas entre <strong>28 e 30 °C</strong>, num cenário pouco comum para abril.</p><p>Além disso, o <strong>índice UV será moderado a alto</strong> nas horas centrais do dia (entre as 12h e as 17h), exigindo cuidados com a exposição solar, antes de diminuir rapidamente ao final da tarde.</p><h2>Segunda-feira, a circulação atmosférica dinâmica reforça o calor</h2><p>A partir de segunda-feira, a circulação atmosférica torna-se mais dinâmica. Um centro de baixas pressões a sudoeste da Península Ibérica, próximo das latitudes da Madeira, irá favorecer a <strong>advecção de ar quente proveniente do norte de África</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-fora-de-epoca-podera-intensificar-se-valores-anomalos-perduram-ate-terca-feira-dia-21-de-abril-1776506982702.png" data-image="23yaateqaaa3" alt="Temperatura a 950 hPa" title="Temperatura a 950 hPa"><figcaption>Na segunda-feira, a circulação atmosférica torna-se mais dinâmica: uma depressão a sudoeste da Península ajuda a transportar ar quente de África para norte, mantendo temperaturas elevadas.</figcaption></figure><p>Este mecanismo permite não só manter o calor, como reforçá-lo no início da semana. Os valores previstos continuam elevados, com várias regiões a registarem temperaturas típicas de meses mais avançados da primavera ou até do verão.</p><p>O mapa de <strong>anomalia da temperatura</strong> mostra a diferença entre os valores previstos e a média climatológica para esta altura do ano. Quando falamos de <strong>anomalias positivas</strong>, significa que as temperaturas estão acima do normal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-fora-de-epoca-podera-intensificar-se-valores-anomalos-perduram-ate-terca-feira-dia-21-de-abril-1776507030789.png" data-image="bbqo9r1vjvjv" alt="Anomalia da Temperatura" title="Anomalia da Temperatura"><figcaption>O mapa de anomalia da temperatura mostra valores até 10 °C acima da média climatológica em várias regiões na segunda-feira, sinal claro de um episódio muito invulgar para abril.</figcaption></figure><p>Na segunda-feira, várias regiões de Portugal e Espanha poderão apresentar valores até <strong>10 °C acima da média</strong>, o que representa um cenário claramente anómalo para abril.</p><h2>Possível pico de calor poderá ocorrer terça-feira</h2><p>Na terça-feira, o calor poderá atingir o seu auge. Desta vez, os valores mais elevados concentram-se no litoral Norte e Centro. Cidades como o <strong>Porto, Coimbra e Leiria</strong> poderão atingir os <strong>30 °C</strong>, algo pouco habitual para estas regiões nesta altura do ano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-fora-de-epoca-podera-intensificar-se-valores-anomalos-perduram-ate-terca-feira-dia-21-de-abril-1776507043408.png" data-image="gdp4e16o5qtg" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Terça-feira poderá ser o dia mais quente, com 30 °C previstos em cidades como Porto, Coimbra e Leiria, enquanto o Algarve permanece relativamente mais moderado.</figcaption></figure><p>Em contraste, o sul, especialmente o Algarve, poderá registar temperaturas mais moderadas devido à maior influência marítima.</p><div class="texto-destacado"> Apesar das temperaturas elevadas previstas para terça-feira, <strong>o estado do tempo será marcado por instabilidade atmosférica. </strong>Os modelos apontam para a ocorrência de <strong>aguaceiros e trovoadas localmente intensas</strong>, sobretudo no Norte e Centro, podendo ser acompanhadas por rajadas de vento e precipitação pontualmente forte.</div><p>Este contraste entre calor significativo e convecção ativa resulta num cenário atmosférico mais dinâmico, com características quase <strong>tropicais</strong>, onde o ar quente e húmido favorece o desenvolvimento de células convectivas. </p><p><strong>A partir de quarta-feira, prevê-se uma mudança mais evidente no padrão térmico</strong>. Após o pico de calor registado na terça-feira, as temperaturas máximas deverão <strong>descer de forma acentuada</strong>, deixando de se observar valores próximos dos 30 °C.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764463" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-10-cidades-de-portugal-continental-que-irao-atingir-os-28-c-este-fim-de-semana.html" title="As 10 cidades de Portugal Continental que irão atingir os 28 ºC este fim de semana">As 10 cidades de Portugal Continental que irão atingir os 28 ºC este fim de semana</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-10-cidades-de-portugal-continental-que-irao-atingir-os-28-c-este-fim-de-semana.html" title="As 10 cidades de Portugal Continental que irão atingir os 28 ºC este fim de semana"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-10-cidades-de-portugal-continental-que-irao-atingir-os-28-c-este-fim-de-semana-1776441395886_320.png" alt="As 10 cidades de Portugal Continental que irão atingir os 28 ºC este fim de semana"></a></article></aside><p>Ainda assim, o ambiente continuará relativamente ameno para a época, com máximas geralmente <strong>abaixo dos 25 °C em Portugal continental</strong>, refletindo um regresso a condições mais típicas de primavera, mas sem frio significativo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-fora-de-epoca-podera-intensificar-se-valores-anomalos-perduram-ate-terca-feira-dia-21-de-abril.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Com as alterações climáticas, a duração da época dos incêndios nas latitudes mais elevadas será mais que o dobro ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/com-as-alteracoes-climaticas-a-duracao-da-epoca-dos-incendios-nas-latitudes-mais-elevadas-sera-mais-que-o-dobro.html</link><pubDate>Sat, 18 Apr 2026 08:43:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Com a intensificação da crise climática, a frequência e a magnitude dos incêndios florestais em todo o mundo estão a aumentar rapidamente, representando uma nova e alarmante ameaça à biodiversidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/com-as-alteracoes-climaticas-a-duracao-da-epoca-dos-incendios-nas-latitudes-mais-elevadas-sera-mais-que-o-dobro-1776357338879.jpg" data-image="k0nqjjmci77a" alt="Incêndios florestais" title="Incêndios florestais"><figcaption>O risco crescente de incêndios florestais, impulsionado pelas alterações climáticas antropogénicas, representa uma séria ameaça a um vasto leque de espécies em múltiplos continentes.</figcaption></figure><p>Um estudo liderado por investigadores da Universidade de Gotemburgo mostra que esta mudança está a aumentar a vulnerabilidade de milhares de plantas, animais e fungos.</p><h2>Expansão da área global ardida e duração da época dos incêndios florestais</h2><p>Com a subida das temperaturas globais, a incidência de incêndios florestais está a crescer em muitas regiões, o que se deve principalmente ao facto de <strong>as temperaturas médias serem mais elevadas e as mudanças nas condições climáticas estarem a secar o solo e a vegetação, tornando-os mais inflamáveis</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761855" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ano-de-2025-teve-a-epoca-de-incendios-florestais-mais-devastadora-de-que-ha-registo-portugal-registou-999-incendios.html" title="Ano de 2025 teve a época de incêndios florestais mais devastadora de que há registo. Portugal registou 999 incêndios">Ano de 2025 teve a época de incêndios florestais mais devastadora de que há registo. Portugal registou 999 incêndios</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ano-de-2025-teve-a-epoca-de-incendios-florestais-mais-devastadora-de-que-ha-registo-portugal-registou-999-incendios.html" title="Ano de 2025 teve a época de incêndios florestais mais devastadora de que há registo. Portugal registou 999 incêndios"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ano-de-2025-teve-a-epoca-de-incendios-florestais-mais-devastadora-de-que-ha-registo-portugal-teve-999-incendios-1775062493627_320.jpg" alt="Ano de 2025 teve a época de incêndios florestais mais devastadora de que há registo. Portugal registou 999 incêndios"></a></article></aside><p>O estudo publicado recentemente na revista Nature Climate Change utilizou o poder das simulações computacionais avançadas e agregou resultados de treze modelos climáticos distintos para produzir uma previsão robusta da dinâmica dos incêndios florestais ao longo deste século.</p><div class="texto-destacado">Ao integrar uma abordagem de aprendizagem automática com projeções climáticas estabelecidas, a equipa de investigação conseguiu estimar com precisão as alterações tanto na extensão de terra suscetível a incêndios florestais como na duração das épocas de incêndio sob diferentes cenários de emissão de gases com efeito de estufa.</div><p>Considerando um cenário moderado, em que as emissões não aumentam drasticamente nem são reduzidas até ao final deste século, <strong>este estudo mostra que os incêndios florestais podem ocorrer mais perto dos polos do que antes e em algumas áreas, a duração da época de incêndios pode mesmo duplicar</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A área global afetada pelos incêndios florestais pode aumentar cerca de 9,3% e as épocas de incêndio podem ser prolongadas em 22,8%.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A equipa de investigação avaliou, de seguida, como estas alterações afetam o risco para as espécies em todo o mundo, com base na Lista Vermelha da UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza).</p><div class="texto-destacado">A equipa analisou dados de 9.592 espécies conhecidas por serem suscetíveis aos impactos dos incêndios florestais, revelando que quase 84% destas espécies enfrentarão riscos acrescidos até ao final do século.</div><p>As espécies mais afetadas concentram-se na América do Sul, no Sul da Ásia e na Austrália, e uma grande proporção delas já está em perigo de extinção. Um aumento da frequência dos incêndios florestais pode levar algumas delas ainda mais perto da extinção.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/com-as-alteracoes-climaticas-a-duracao-da-epoca-dos-incendios-nas-latitudes-mais-elevadas-sera-mais-que-o-dobro-1776357563603.jpg" data-image="1mr4ntwzep4i" alt="África" title="África"><figcaption>Certas regiões de África poderão sofrer uma redução na extensão dos incêndios florestais no futuro.</figcaption></figure><p>Embora o risco de incêndios florestais esteja a aumentar em muitas partes do mundo<strong>, certas regiões de África poderão registar uma redução da área afetada pelos incêndios</strong> devido a um clima mais húmido no futuro. Este facto sublinha a complexidade e a heterogeneidade regional dos impactos climáticos nos regimes de incêndios.</p><h2>A ação climática pode reduzir o risco</h2><p>Esta abordagem feita neste estudo representa um avanço significativo na compreensão dos efeitos detalhados das alterações climáticas nos padrões de incêndios florestais e, por extensão, na vulnerabilidade da biodiversidade.</p><p>As conclusões do estudo fornecem uma projeção preocupante de como o aquecimento global contínuo pode agravar os riscos de incêndios florestais, <strong>incluindo o prolongamento das épocas de incêndio e a expansão das áreas queimadas para mais perto dos polos, impactando assim ecossistemas anteriormente considerados relativamente seguros contra incêndios</strong>.</p><p>A situação que se prevê, não só agrava as ameaças de incêndio existentes, como também introduz novos desafios para as espécies adaptadas a regimes de fogo específicos. Tal aumento pode levar a consequências ecológicas devastadoras, à medida que as espécies lutam para lidar com a exposição mais frequente e prolongada a perturbações causadas pelo fogo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/com-as-alteracoes-climaticas-a-duracao-da-epoca-dos-incendios-nas-latitudes-mais-elevadas-sera-mais-que-o-dobro-1776357715209.jpg" data-image="0kkukqu2dody" alt="Emissões" title="Emissões"><figcaption>A magnitude das alterações previstas vai depender fortemente do cenário de emissões.</figcaption></figure><p>No entanto, os autores também mostram que as medidas para limitar as emissões podem reduzir significativamente a ocorrência de incêndios florestais.</p><div class="texto-destacado">Comparativamente a um cenário de emissões elevadas, um futuro com emissões moderadas poderá reduzir o aumento da vulnerabilidade das espécies aos incêndios florestais em mais de 60%.</div><p>Esta descoberta reforça a importância crucial de ações climáticas agressivas não só para estabilizar as temperaturas globais, mas também para proteger a biodiversidade global das crescentes ameaças de incêndios.</p><p>Regiões como a Nova Zelândia, a América do Sul e as zonas próximas do Ártico seriam as mais beneficiadas com a redução das emissões.</p><p>As atuais estratégias de conservação para plantas e animais vulneráveis <strong>correm o risco de subestimar as ameaças futuras se não tiverem em conta perturbações como os incêndios florestais</strong>.</p><p><em><br></em></p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.researchgate.net/publication/403538404_Wildfire_risk_for_species_under_climate_change" target="_blank">“Climate change will increase wildfire exposure for nearly 10,000 species”</a>, Xiaoye Yang, Mark C. Urban et al.,</em> <em>Nature Climate Change, Published: 06 April 2026 </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/com-as-alteracoes-climaticas-a-duracao-da-epoca-dos-incendios-nas-latitudes-mais-elevadas-sera-mais-que-o-dobro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O declínio dos polinizadores: uma crise silenciosa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-declinio-dos-polinizadores-uma-crise-silenciosa.html</link><pubDate>Sat, 18 Apr 2026 07:35:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A ciência confirma que o desaparecimento dos insetos na primavera é uma realidade causada pelas mudanças climáticas e pelos pesticidas. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-declinio-dos-polinizadores-uma-crise-silenciosa-1776156301232.png" data-image="74ujxytz18ko"><figcaption>A polinização animal contribui anualmente com cerca de quinhentos e setenta mil milhões de dólares para a economia agrícola global atual.</figcaption></figure><p>A pergunta sobre se existem menos insetos polinizadores do que antigamente recebe uma resposta afirmativa e preocupante em ambas as fontes. A perceção comum de que "<strong>há menos bichos" na primavera é corroborada por dados científicos</strong>, fornecendo uma análise exaustiva da escala global deste problema.</p><h2>O estado atual e a importância económica </h2><p>A polinização animal é responsável por uma parte significativa da produção agrícola mundial, estimando-se que o valor económico anual das culturas que dependem de polinizadores varie entre<strong> 235 e 577 mil milhões de dólares</strong>. </p><div class="texto-destacado">No entanto, a biodiversidade está sob ameaça: cerca de 16% dos polinizadores vertebrados (como aves e morcegos) e uma percentagem ainda maior de invertebrados (como abelhas e borboletas) enfrentam o risco de extinção global.</div><p> Em algumas regiões, mais de 40% das espécies de polinizadores invertebrados locais estão ameaçadas. </p><h2>Causas do declínio </h2><p>As fontes convergem na identificação de múltiplos fatores que, combinados, criam um cenário hostil para os insetos: </p><ul><li><strong>Mudanças no uso do solo e perda de habitat</strong>: A agricultura intensiva e a urbanização fragmentam e destroem os habitats naturais, reduzindo a disponibilidade de alimento e locais de nidificação. </li></ul><ul><li><strong>Pesticidas e químicos</strong>: O uso de inseticidas, especialmente os neonicotinoides, é apontado como uma causa direta de mortalidade e de efeitos subletais que prejudicam o comportamento e a reprodução dos insetos. </li></ul><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-declinio-dos-polinizadores-uma-crise-silenciosa-1776156416473.png" data-image="l2u566y7lxzb"><figcaption>As alterações climáticas fazem as plantas florescerem cedo, mas os insetos podem não aparecer a tempo, causando um desajuste fatal.</figcaption></figure><ul><li><strong>Alterações climáticas</strong>: O aquecimento global provoca um desajuste fenológico; as plantas podem florescer mais cedo devido às temperaturas elevadas, mas os insetos podem não emergir ao mesmo tempo, quebrando o ciclo de polinização essencial para ambos. <br></li></ul><ul><li><strong>Espécies invasoras e doenças</strong>: O comércio global facilita a propagação de patógenos e de espécies exóticas que competem com os polinizadores nativos. </li></ul><h2>Impactos na segurança alimentar </h2><p>A perda de polinizadores não afeta apenas a natureza; <strong>atinge diretamente a dieta humana</strong>. </p><div class="texto-destacado">Mais de 75% das principais culturas alimentares do mundo dependem, em algum grau, da polinização animal. </div><p>Sem estes insetos, a produção de frutas, vegetais, frutos secos e culturas de alto valor (como o café e o cacau) sofreria quebras drásticas, <strong>comprometendo a segurança alimentar e a estabilidade económica </strong>de milhões de pequenos agricultores. </p><h2>Caminhos para a mitigação </h2><p>Ambas as fontes sugerem que a reversão deste cenário exige mudanças sistémicas: </p><ul><li><strong>Promoção de Agricultura Sustentável</strong>: Incentivar a diversidade de culturas e a gestão integrada de pragas para reduzir a dependência de pesticidas. </li><li><strong>Proteção de Infraestruturas Verdes</strong>: Criar "corredores" de flores silvestres em zonas agrícolas e urbanas para apoiar as populações de insetos. </li><li><strong>C</strong><strong>onhecimento Tradicional</strong>: A importância de integrar o conhecimento de comunidades indígenas e locais nas políticas de conservação. </li></ul><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="742021" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quanto-vale-o-trabalho-que-os-polinizadores-fazem-pela-agricultura-em-portugal.html" title="Quanto vale o trabalho que os polinizadores fazem pela agricultura em Portugal?">Quanto vale o trabalho que os polinizadores fazem pela agricultura em Portugal?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quanto-vale-o-trabalho-que-os-polinizadores-fazem-pela-agricultura-em-portugal.html" title="Quanto vale o trabalho que os polinizadores fazem pela agricultura em Portugal?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quanto-vale-o-trabalho-que-os-polinizadores-fazem-pela-agricultura-em-portugal-1764598004466_320.jpg" alt="Quanto vale o trabalho que os polinizadores fazem pela agricultura em Portugal?"></a></article></aside><p>O declínio dos polinizadores é uma realidade científica comprovada que ameaça o equilíbrio dos ecossistemas e a sobrevivência humana. A transição para <strong>práticas agrícolas mais amigas do ambiente e o combate urgente às alterações climáticas</strong> são passos imperativos para garantir que as primaveras do futuro não sejam silenciosas e desprovidas da biodiversidade que sustenta a vida na Terra.</p><p><em><br></em></p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><a href="https://greenefact.sapo.pt/fact-check/ha-menos-insetos-polinizadores-na-primavera-do-que-antigamente/"><em>https://greenefact.sapo.pt/fact-check/ha-menos-insetos-polinizadores-na-primavera-do-que-antigamente/</em></a></p><p><a href="https://greenefact.sapo.pt/fact-check/ha-menos-insetos-polinizadores-na-primavera-do-que-antigamente/"><em></em></a><em><a href="https://files.ipbes.net/ipbes-web-prod-public-files/downloads/pdf/ipbes_4_19_annex_ii_spm_pollination_en.pdf">https://files.ipbes.net/ipbes-web-prod-public-files/downloads/pdf/ipbes_4_19_annex_ii_spm_pollination_en.pdf</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-declinio-dos-polinizadores-uma-crise-silenciosa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Indústria da alimentação animal debate desafios e vulnerabilidades do setor em contexto de incerteza global]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/industria-da-alimentacao-animal-debate-desafios-e-vulnerabilidades-do-setor-em-contexto-de-incerteza-global.html</link><pubDate>Sat, 18 Apr 2026 06:21:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A Associação Portuguesa dos Industriais de Alimentos Compostos para Animais (IACA) organiza a 28 de abril a sua Reunião Geral da Indústria. O encontro acontece no momento em que a inflação nos produtos alimentares não transformados atinge os 6,4%, mais do dobro da inflação geral.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/industria-da-alimentacao-animal-debate-desafios-e-vulnerabilidades-do-setor-em-contexto-de-incerteza-global-1776446566306.jpg" data-image="vuw8gu8grhah" alt="Cavalo" title="Cavalo"><figcaption>O setor da alimentação animal impacta em cerca de 46.000 explorações especializadas e 35.000 mistas (agrícolas e pecuárias). O setor fatura anualmente cerca de 2,3 mil milhões de euros.</figcaption></figure><p>Santa Iria de Azoia acolhe no próximo <strong>dia 28 de abril o Encontro da Indústria da Alimentação Animal</strong>, promovido pela IACA.</p><p>A Associação propõe-se <strong>debater os desafios e as vulnerabilidades do setor dos alimentos para animais</strong> num contexto de incerteza global como o que vivemos por estes dias, com a crise no Médio Oriente, que impacta diretamente na economia global.</p><p>O evento vai reunir <strong>agentes da cadeia da alimentação animal e pecuária</strong>, assim como vários especialistas nacionais e internacionais.</p><p>O objetivo é analisar os <strong>impactos do atual contexto geopolítico, bem como as implicações do próximo Quadro Financeiro Plurianual da União Europeia</strong> para Portugal (2028-2024), com especial enfoque na Política Agrícola Comum (PAC).</p><p>A IACA refere que <strong>vivemos hoje numa realidade que inclui “diversas tensões</strong>”. Daí que esta reunião dos industriais, que inclui o debate com vários especialistas, tenha justamente como tema “<strong>Desafios e Vulnerabilidades da Indústria em tempos de incerteza</strong>”.</p><h2>Tempestades geram 20 milhões de prejuízo</h2><p>A Associação fala dos prejuízos provocados pelo comboio de tempestades que afetou Portugal, com <strong>danos estimados em cerca de 500 milhões de euros na agricultura e 20 milhões de euros só nas empresas de alimentos compostos</strong> para animais.</p><div class="texto-destacado">O <strong>conflito no Médio Oriente, por seu lado, tem provocado em Portugal um “agravamento mensal de custos </strong>de produção estimados nos 9 a 10 milhões de euros para o setor da alimentação animal”. A somar a tudo isto, há ainda o<strong> impacto da nova lei europeia de combate à desflorestação e degradação florestal</strong> (EUDR), que, no entender da IACA e dos seus dirigentes, “<strong>pode refletir-se num aumento de 30 a 70 euros por tonelada na carne de suíno</strong> e entre 7,5 e 25 euros na carne de aves”.</div><p>A edição deste ano do Encontro da Indústria da Alimentação Animal também promete <strong>analisar os processos de simplificação regulatória</strong> e para a criação de valor no setor agroalimentar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/industria-da-alimentacao-animal-debate-desafios-e-vulnerabilidades-do-setor-em-contexto-de-incerteza-global-1776446780608.jpg" data-image="c9pqyn6amuid" alt="Porcos" title="Porcos"><figcaption>O comboio de tempestades em Portugal gerou danos estimados em cerca de 500 milhões de euros na agricultura e 20 milhões de euros só nas empresas de alimentos para animais.</figcaption></figure><p>O setor da alimentação animal tem um <strong>impacto direto em cerca de 46.000 explorações especializadas e 35.000 mistas </strong>(atividade agrícola e pecuária). </p><p>O setor gera, anualmente, um <strong>volume de negócios de 2,3 mil milhões de euros</strong>, o que representa 12,5% do volume de negócios da agroindústria.</p><p>As empresas de produção de alimentos compostos para animais empregam, atualmente, <strong>3.500 trabalhadores, 4% do volume de emprego do setor agroalimentar</strong>.</p><h2>Vulnerabilidades da indústria </h2><p>O programa do evento conta com um <strong>conjunto diversificado de oradores de referência, incluindo, logo na sessão de abertura, Romão Braz</strong>, presidente da IACA, e Susana Pombo, diretora-geral da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).</p><p>Após a abertura, a agenda do evento conta com <strong>Eduardo Diniz, diretor-geral do Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral </strong>(GPP) do Ministério da Agricultura, para abordar o contexto geopolítico e as perspetivas financeiras da União Europeia.</p><p>Também participam Ana Cláudia Coelho, diretora de sustentabilidade da PwC, para uma intervenção sobre sustentabilidade enquanto eixo estratégico de valor; <strong>Lola Herrera, diretora regional da USSEC, que apresentará as tendências do mercado da soja e de outras matérias-primas</strong>; José Manuel Costa, da DGAV, com uma análise às obrigações decorrentes do Regulamento EUDR, e Pedro Cordero, presidente da Federação dos Fabricantes Europeus de Alimentos para Animais (FEFAC), que reflete sobre os principais desafios e <strong>vulnerabilidades da indústria da alimentação animal</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="689504" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ha-147-mil-pessoas-a-trabalhar-na-agricultura-pecuaria-caca-silvicultura-e-pesca-em-portugal.html" title="Há 147 mil pessoas a trabalhar na agricultura, pecuária, caça, silvicultura e pesca em Portugal">Há 147 mil pessoas a trabalhar na agricultura, pecuária, caça, silvicultura e pesca em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ha-147-mil-pessoas-a-trabalhar-na-agricultura-pecuaria-caca-silvicultura-e-pesca-em-portugal.html" title="Há 147 mil pessoas a trabalhar na agricultura, pecuária, caça, silvicultura e pesca em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ha-147-mil-pessoas-a-trabalhar-na-agricultura-pecuaria-caca-silvicultura-e-pesca-em-portugal-1735304371422_320.jpg" alt="Há 147 mil pessoas a trabalhar na agricultura, pecuária, caça, silvicultura e pesca em Portugal"></a></article></aside><p>Romão Braz e Pedro Cordero juntam-se, ainda, a Miguel Costa, presidente da <strong>Associação Nacional de Armazenistas, Comerciantes e Importadores de Cereais e Oleaginosas </strong>(ACICO) e a Helena Sanches, <strong>diretora-geral de Economia</strong>, numa mesa-redonda que promove o debate estratégico sobre o futuro do setor e sobre os impactos na cadeia de abastecimento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/industria-da-alimentacao-animal-debate-desafios-e-vulnerabilidades-do-setor-em-contexto-de-incerteza-global-1776446922032.jpg" data-image="tb9fvf6dyog4" alt="Alimentos para animais" title="Alimentos para animais"><figcaption>A Associação Portuguesa dos Industriais dos Alimentos Compostos para Animais (IACA) integra 55 associados - empresas de alimentos compostos para animais, pré-misturas e aditivos.</figcaption></figure><p>Dirigida a todos os operadores da cadeia da alimentação animal e pecuária, a Reunião Geral da Indústria de 2026 quer afirmar-se como “<strong>um espaço privilegiado de reflexão, partilha de conhecimento e <em>networking</em></strong>, contribuindo para antecipar desafios e identificar oportunidades num setor cada vez mais exposto a dinâmicas globais complexas”.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Romão Braz, presidente da IACA, não tem dúvidas de que “o setor agroalimentar, em geral, e as empresas de alimentação animal, em particular, são resilientes. No contexto atual, a reunião dos agentes deste setor é um momento fulcral para percebermos como vamos ultrapassar as tensões que lhe estão associadas”.<br>Em paralelo, as empresas de alimentação animal terão sempre em mente que “o objetivo, além de ultrapassar os desafios do atual contexto, é prosperar”. E, para Romão Braz, “prosperar significa produzir melhor, com menos custos e mais qualidade”, significando ainda “acesso dos portugueses a alimentação de qualidade ao menor custo possível.”<br><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Por sua vez, <strong>Jaime Piçarra, secretário-geral da IACA, deixa um sublinhado: “Talvez estejamos perante uma das mais relevantes reuniões</strong> gerais da Indústria. Os desafios são inúmeros e os caminhos para os ultrapassar ainda não são claros”.</p><p>E tudo isto “numa altura em que iniciamos a <strong>discussão do futuro da pecuária na União Europeia</strong> e estamos fortemente preocupados com os temas da segurança alimentar e da autonomia estratégica”, explica Jaime Piçarra.</p><h2> 2,3 mil milhões de euros de negócios</h2><p>A Associação Portuguesa dos Industriais dos Alimentos Compostos para Animais (<strong>IACA) integra 55 associados - empresas de alimentos compostos para animais, pré-misturas e aditivos</strong> –, representando 80% da produção nacional de alimentos compostos para animais e a totalidade das pré-misturas de produção nacional.</p><p>Os principais <strong>destinos da produção desta indústria são a alimentação para animais de estimação e para as explorações pecuárias</strong>. Para estas últimas, que representam 4.000 milhões de euros e 33% da economia agrícola nacional, a alimentação animal constitui o principal fator de produção.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/industria-da-alimentacao-animal-debate-desafios-e-vulnerabilidades-do-setor-em-contexto-de-incerteza-global.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O projeto pioneiro para salvar o paraíso tropical do Havai dos microplásticos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-projeto-pioneiro-para-salvar-o-paraiso-tropical-do-havai-dos-microplasticos.html</link><pubDate>Sat, 18 Apr 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O Havai, uma bela ilha do Pacífico, está ameaçado pela invasão de microplásticos no seu mar, mas um estudo recente apresentou uma solução ecossustentável para preservar a sua biodiversidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-progetto-pionieristico-per-salvare-il-paradiso-tropicale-della-hawaii-dalle-microplastiche-1775810229090.jpg" data-image="cksginxbx2dq" alt="Havaí" title="Havaí"><figcaption>As Ilhas Havaianas são um paraíso natural, mas também uma das áreas mais vulneráveis à poluição por microplásticos.</figcaption></figure><p>O <strong>Havai</strong>, arquipélago vulcânico com praias paradisíacas e vegetação exuberante, também <strong>está a tornar-se pioneiro na reciclagem de plástico</strong>.</p><p>O lixo doméstico, redes de pesca abandonadas e todos os tipos de plástico que poluem o mar representam um problema sério que ameaça um ecossistema precioso e delicado.</p><p>Por isso, uma equipa de investigação do Centro de Pesquisa de Detritos Marinhos (<a href="https://www.hpu.edu/cncs/cmdr/" target="_blank">CMDR</a>) da Universidade do Pacífico do Havai (HPU) está a aprimorar um <strong>projeto engenhoso que permite a reutilização de resíduos plásticos</strong>.</p><h2>Um paraíso ameaçado</h2><p>Os<strong> aterros sanitários do Havai estão sobrecarregados há anos</strong>, e o transporte e descarte de resíduos acarretam um enorme custo económico e ambiental.</p><p>A localização das ilhas em relação às correntes marítimas não ajuda, pois elas atuam como uma espécie de ponto de recolha natural para os resíduos transportados pelo oceano. Os danos ambientais são incalculáveis, já que todos os animais marinhos acabam por ingerir plástico.</p><div class="texto-destacado">A solução encontrada foi transformar plásticos em produtos de infraestrutura duráveis, como o asfalto para pavimentação de estradas.</div><p>O <strong>esforço económico para manter as praias limpas</strong> (e também para preservar o turismo) não é insignificante e <strong>está a tornar-se insustentável</strong>.</p><h2>Materiais de ponta para a saúde ambiental</h2><p>A ideia de<strong> transformar resíduos em material de construção</strong> é brilhante, visto que as estradas do Havai já são quase inteiramente pavimentadas com <strong>asfalto modificado por polímeros (PMA)</strong>, que oferece excelente elasticidade, durabilidade e impermeabilidade.</p><p>Num clima húmido como o do Havai, estas características tornam-no <strong>superior ao asfalto convencional</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/parque-vulcanico-mais-fascinante-do-planeta-fica-no-havai-o-que-voce-precisa-saber-antes-de-visita-lo.html" title="O parque vulcânico mais fascinante do planeta fica no Havai: o que precisa de saber antes de visitá-lo">O parque vulcânico mais fascinante do planeta fica no Havai: o que precisa de saber antes de visitá-lo</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/parque-vulcanico-mais-fascinante-do-planeta-fica-no-havai-o-que-voce-precisa-saber-antes-de-visita-lo.html" title="O parque vulcânico mais fascinante do planeta fica no Havai: o que precisa de saber antes de visitá-lo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-parque-volcanico-mas-fascinante-del-planeta-esta-en-hawaii-todo-lo-que-necesitas-saber-antes-de-visitarlo-1774433409848_320.jpeg" alt="O parque vulcânico mais fascinante do planeta fica no Havai: o que precisa de saber antes de visitá-lo"></a></article></aside><p>A equipa do CMDR, liderada pela química ambiental e diretora do CMDR Jennifer Lynch, estudou formas de combinar <strong>sustentabilidade</strong> com necessidades quotidianas, <strong>enriquecendo o asfalto com plásticos reciclados em vez de polímeros</strong>.</p><p>"Algumas pessoas acham que a reciclagem de plástico é uma farsa, que não funciona, que é muito complicada. Este trabalho demonstra que <strong>a reciclagem pode funcionar quando a sociedade prioriza a sustentabilidade</strong>", comentou Jennifer.</p><blockquote> </blockquote><h2>Do mar às ruas de Oahu</h2><p>Para criar o novo asfalto, foram recuperadas<strong> redes de pesca antigas</strong> e abandonadas, <strong>equipamentos de pesca e diversos resíduos plásticos</strong>, totalizando aproximadamente oitenta e quatro toneladas, oferecendo também um incentivo aos pescadores que limpam o mar desses detritos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-progetto-pionieristico-per-salvare-il-paradiso-tropicale-della-hawaii-dalle-microplastiche-1775811086706.jpg" data-image="556af8x0uhss"><figcaption>Os animais marinhos estão entre as principais vítimas da poluição marinha.</figcaption></figure><p>Em seguida, resíduos que contêm polietileno, um material comum encontrado em embalagens de leite, foram selecionados e utilizados para criar o asfalto usado na <strong>pavimentação de algumas estradas na ilha de Oahu</strong>.</p><p>Algumas estradas foram cobertas com asfalto modificado com polietileno obtido a partir de resíduos reciclados, outras com polietileno obtido de redes de pesca. Em todos os casos, <strong>as medições produziram resultados surpreendentes</strong>.</p><h2>Uma experiência bem-sucedida</h2><p><strong>A experiência durou onze meses</strong>, durante os quais as estradas da ilha foram submetidas ao uso diário normal. Posteriormente, instrumentação de ponta permitiu recolher e analisar a poeira formada em cada trecho de estrada examinado, bem como amostras de água da chuva, ar e solo circundante para monitorizar a presença de partículas de microplástico.</p><p>O rigor destas medições está entre os principais diferenciais em comparação com experiências semelhantes realizadas no passado, e o resultado foi que a quantidade de microplásticos permaneceu praticamente inalterada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-anunciam-um-plastico-para-solucionar-o-crescente-problema-da-poluicao-por-microplasticos.html" title="Cientistas anunciam um plástico para solucionar o crescente problema da poluição por microplásticos">Cientistas anunciam um plástico para solucionar o crescente problema da poluição por microplásticos</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-anunciam-um-plastico-para-solucionar-o-crescente-problema-da-poluicao-por-microplasticos.html" title="Cientistas anunciam um plástico para solucionar o crescente problema da poluição por microplásticos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/scientists-announce-a-plastic-to-solve-the-growing-microplastic-problem-1767206926908_320.jpg" alt="Cientistas anunciam um plástico para solucionar o crescente problema da poluição por microplásticos"></a></article></aside><p>Tanto o PMA quanto o novo asfalto apresentam <strong>desempenho semelhante do ponto de vista ambiental</strong>.</p><p>Outra descoberta interessante é que <strong>a quantidade de microplásticos produzida pelo asfalto é significativamente menor do que a libertada pelos pneus</strong>.</p><p>No momento, os dois materiais também parecem ser mecanicamente equivalentes, mas uma avaliação completa da sua durabilidade ainda levará algum tempo.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.sciencenews.org/article/hawaii-plastic-pollution-recycle-roads">Hawaii is turning ocean plastic into roads to fight pollution</a>. 08 de abril, 2026. <em>Sara Novak.</em></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-projeto-pioneiro-para-salvar-o-paraiso-tropical-do-havai-dos-microplasticos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As 10 cidades de Portugal Continental que irão atingir os 28 ºC este fim de semana]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-10-cidades-de-portugal-continental-que-irao-atingir-os-28-c-este-fim-de-semana.html</link><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 16:45:10 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A presença de uma massa de ar quente irá provocar uma subida das temperaturas em Portugal este fim de semana, levando várias cidades do interior e do vale do Tejo a aproximarem-se dos 28 ºC ou mesmo a ultrapassar esse valor, sobretudo durante a tarde de sábado.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5rfvy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5rfvy.jpg" id="xa5rfvy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Este fim de semana será marcado por uma subida significativa das temperaturas em Portugal continental, com várias <strong>cidades do interior e do vale do Tejo</strong> <strong>a poderem atingir ou mesmo ultrapassar os 28 ºC</strong>. Este cenário resulta do reforço de uma crista anticiclónica sobre a Península Ibérica, associada à entrada de ar mais quente em altitude, favorecendo condições de estabilidade atmosférica e um aquecimento mais eficiente à superfície.</p><h2>Sábado será o dia mais quente da semana</h2><p>Ao longo de sábado, o aquecimento torna-se mais evidente, sobretudo durante a tarde, quando a radiação solar e a reduzida nebulosidade potenciam a subida dos valores máximos. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Entre as cidades que mais se poderão destacar estão <strong>Abrantes, Ponte de Sor, Coruche, Mora, Gavião, Beja, Tomar, Ourém, Sertã e Alcácer do Sal,</strong> onde os termómetros poderão atingir valores entre os 28 e os 30 ºC, embora com alguma variabilidade associada a fatores locais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-10-cidades-de-portugal-continental-que-irao-atingir-os-28-c-este-fim-de-semana-1776441395886.png" data-image="vzoeyyhw6tz2"><figcaption>Distribuição da temperatura à superfície na tarde de sábado, com valores mais elevados no interior e vale do Tejo, com os termómetros a aproximarem-se dos 30 ºC em algumas cidades, contrastando com o litoral mais ameno.</figcaption></figure><p>Estas regiões beneficiam de condições particularmente favoráveis ao aquecimento, como vento geralmente fraco, com velocidades entre os 5 e os 15 km/h, e céu pouco nublado ou limpo durante grande parte do dia, permitindo uma elevada incidência de radiação solar.<strong>O índice UV atinge valores elevados, entre 6 e 7, sobretudo durante as horas centrais do dia</strong>, refletindo a forte exposição solar sob céu pouco nublado. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-10-cidades-de-portugal-continental-que-irao-atingir-os-28-c-este-fim-de-semana-1776441406457.png" data-image="z0zqf6s3vdzj"><figcaption>Índice UV elevado durante a tarde de sábado, com valores entre 6 e 7 na generalidade do território, indicando níveis de radiação solar que exigem proteção nas horas centrais do dia.</figcaption></figure><p>Em contraste, o <strong>litoral Norte e Centro mantém valores mais contidos, próximos dos 24 ºC</strong>, evidenciando um contraste térmico significativo no território. Ainda assim, a nebulosidade tem pouca expressão, podendo ocorrer períodos de céu mais nublado durante a manhã, especialmente no litoral, associados a nuvens baixas de origem marítima, que tendem a dissipar-se progressivamente.</p><h2>Domingo mantém o calor, com poucas alterações no estado do tempo</h2><p><strong>No domingo, o padrão atmosférico deverá manter-se muito semelhante</strong>, não se esperando grandes alterações face ao dia anterior. Em algumas destas cidades, poderá ainda registar-se uma ligeira subida das temperaturas, com os valores a voltarem a aproximar-se ou até a ultrapassar os 28 ºC durante a tarde. <strong>O índice UV continuará elevado</strong>, entre 6 e 7 nas horas centrais do dia, associado à persistência de céu pouco nublado e a uma forte exposição solar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-10-cidades-de-portugal-continental-que-irao-atingir-os-28-c-este-fim-de-semana-1776441718053.png" data-image="0kmd50l5w1cu"><figcaption>Valores de temperatura acima da média climatológica em praticamente todo o território, com desvios positivos mais expressivos no interior Norte e Centro, refletindo a influência de uma massa de ar mais quente.</figcaption></figure><p>A persistência de condições estáveis, com vento fraco e ausência de precipitação, contribuirá para um ambiente seco e soalheiro, favorecendo também uma <strong>subida gradual das temperaturas mínimas</strong> em várias regiões do interior.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764395" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproximam-se-da-madeira-as-horas-de-maior-concentracao-de-poeiras-do-saara-em-suspensao.html" title="Aproximam-se da Madeira as horas de maior concentração de poeiras do Saara em suspensão">Aproximam-se da Madeira as horas de maior concentração de poeiras do Saara em suspensão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproximam-se-da-madeira-as-horas-de-maior-concentracao-de-poeiras-do-saara-em-suspensao.html" title="Aproximam-se da Madeira as horas de maior concentração de poeiras do Saara em suspensão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aproximam-se-da-madeira-as-horas-de-maior-concentracao-de-poeiras-do-saara-em-suspensao-1776425841588_320.png" alt="Aproximam-se da Madeira as horas de maior concentração de poeiras do Saara em suspensão"></a></article></aside><p>Não se excluem, no entanto, pequenas diferenças entre os valores previstos e os efetivamente registados, sobretudo nas máximas, que poderão variar de forma localizada ao longo do dia.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-10-cidades-de-portugal-continental-que-irao-atingir-os-28-c-este-fim-de-semana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Milhares de abelhas provocam o caos em Netivot, Israel: veja as imagens impressionantes]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/milhares-de-abelhas-provocam-o-caos-em-netivot-israel-veja-as-imagens-impressionantes.html</link><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 15:29:04 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Na passada quarta-feira, 15 de abril, milhares de abelhas infestaram subitamente Netivot, sul de Israel. Este fenómeno natural relativamente raro em contexto urbano ocorreu quando dezenas de milhares de abelhas invadiram subitamente o centro comercial da cidade, deixando imagens surpreendentes.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5luus"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5luus.jpg" id="xa5luus"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Na passada quarta-feira, 15 de abril</strong>, deu-se um fenómeno natural surpreendente que teve início quando de forma repentina milhares de abelhas invadiram o <strong>centro comercial de Netivot, uma cidade situada no sul de Israel</strong>. O enorme enxame de abelhas rapidamente se espalhou pela cidade, tendo também sido visto <strong>a pairar sobre ruas, veículos estacionados, lojas e varandas em várias zonas de Netivot</strong>. A ‘invasão’ de abelhas provocou alarme entre a população, obrigando os residentes a ficarem em casa enquanto as autoridades geriam a situação.</p><h2>O que esteve na origem deste incidente, segundo os cientistas</h2><p>Segundo os cientistas e os apicultores experientes, este fenómeno não é assim tão raro, pois trata-se de um evento natural e bem documentado do ciclo de vida das abelhas. <strong>No entanto, a invulgaridade do incidente em Israel consistiu mesmo na magnitude, na exposição e no contexto urbano</strong>.</p><p>Embora não sejam inéditos, estes fenómenos são relativamente raros em áreas urbanas densamente povoadas, algo que foi suficiente para despertar o interesse científico. Este enxame de abelhas foi considerado natural pelos cientistas, tratando-se de um<strong> processo que normalmente ocorre quando uma colmeia fica sobrelotada</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Fatores climáticos e ambientais como um tempo mais quente, as alterações ambientais ou a perda de habitat podem aumentar a probabilidade destes comportamentos coletivos. No contexto de Netivot, em Israel, também poderá estar relacionado com a forma como agentes polinizadores como as abelhas se adaptam a espaços urbanos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Na primavera ocorre uma subida das temperaturas</strong> que pode originar um rápido aumento da população da colmeia devido à floração.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/milhares-de-abelhas-provocam-o-caos-em-netivot-israel-veja-as-imagens-impressionantes-1776438997778.jpg" data-image="oiqv1bddpdwj"><figcaption>O aumento da população da colmeia faz com que a colónia de abelhas fique sobrelotada, forçando a abelha-rainha a liderar milhares de abelhas operárias para a construção de um ninho num novo local. Este fenómeno é natural, embora seja relativamente raro em áreas urbanas densamente povoadas, como foi o caso de Netivot, Israel. Este acontecimento invulgar suscitou interesse nos cientistas que rapidamente forneceram um conjunto de possíveis explicações sobre os fatores que levaram ao evento testemunhado na passada quarta-feira, 15 de abril.</figcaption></figure><p>Com a colónia de abelhas sobrelotada, <strong>a abelha-rainha vê-se obrigada a conduzir milhares de abelhas operárias para que um novo ninho seja iniciado noutro local</strong>, o que explica a enxameação natural massiva de abelhas testemunhada em Netivot.</p><h2>Não foi realmente uma “invasão” de abelhas, mas sim um comportamento que levanta preocupações ecológicas</h2><p>Apesar do fenómeno visualmente impactante, as abelhas não revelaram um comportamento ofensivo para com os humanos. Isso só acontece se se sentirem perturbadas ou ameaçadas. Pelo contrário, os especialistas referem que por detrás deste incidente levantam-se<strong> preocupações ecológicas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="760203" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/abelhas-surpreendem-cientistas-ao-resolver-contas-simples-de-matematica.html" title="Abelhas surpreendem cientistas ao resolver contas simples de matemática">Abelhas surpreendem cientistas ao resolver contas simples de matemática</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/abelhas-surpreendem-cientistas-ao-resolver-contas-simples-de-matematica.html" title="Abelhas surpreendem cientistas ao resolver contas simples de matemática"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/abelhas-surpreendem-cientistas-ao-resolver-contas-simples-de-matematica-1773426345471_320.jpg" alt="Abelhas surpreendem cientistas ao resolver contas simples de matemática"></a></article></aside><p>Fatores climáticos e ambientais como um tempo mais quente, as alterações ambientais ou a perda de habitat <strong>podem aumentar a probabilidade destes comportamentos coletivos</strong>, impulsionando as colónias de abelhas com mais frequência para as cidades. O fenómeno aparentemente caótico ocorrido em Netivot pode na verdade ser entendido como a forma encontrada pelas <strong>abelhas para responder a alterações ambientais profundas</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/milhares-de-abelhas-provocam-o-caos-em-netivot-israel-veja-as-imagens-impressionantes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Âncora recebe 25 mil trutas para travar declínio dos ecossistemas ribeirinhos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ancora-recebe-25-mil-alevins-para-travar-declinio-dos-ecossistemas-ribeirinhos.html</link><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 15:09:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Operação aposta na sustentabilidade ecológica, com a introdução de espécies nativas em zonas estratégicas para valorizar o território de Viana do Castelo e reforçar o equilíbrio ambiental.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ancora-recebe-25-mil-alevins-para-travar-declinio-dos-ecossistemas-ribeirinhos-1776430273252.jpg" data-image="behlver04ibl" alt="Libertação de trutas no rio Âncora" title="Libertação de trutas no rio Âncora"><figcaption>Mais de duas dezenas de milhares de alevins de trutas fário foram libertados no rio Âncora, numa tentativa de restaurar o equilíbrio do ecossistema ribeirinho. Foto: Município de Viana do Castelo</figcaption></figure><p>O <strong>rio Âncora</strong> voltou a receber vida. Nas águas que descem da vertente ocidental da Serra de Arga, foram libertados cerca de <strong>25 mil alevins de truta fário </strong>(<em>Salmo trutta </em><em>morpha fario</em>). É um gesto que combina ciência, conservação e vontade de contrariar o declínio dos ecossistemas aquáticos. A operação resulta de um trabalho articulado entre o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), a Câmara Municipal de Viana do Castelo e as juntas de freguesia do município.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Mais do que um simples repovoamento, esta iniciativa procura reconstruir um equilíbrio frágil, onde cada peixe devolvido ao rio representa também uma aposta no futuro da biodiversidade. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os <strong>alevins</strong>, agora libertados na natureza, têm a particularidade de <strong>descender de trutas capturadas no próprio rio Âncora</strong>. Trata-se de uma forma de garantir que a identidade genética da população local se mantém intacta. É um detalhe técnico, mas decisivo, que assegura não apenas a quantidade, mas, principalmente, a continuidade.</p><h2>Um rio, várias etapas de recuperação</h2><p>A largada não aconteceu num único ponto, mas em oito locais diferentes ao longo do rio e a escolha não foi aleatória. Cada zona foi selecionada por apresentar condições ecológicas consideradas favoráveis ao desenvolvimento das trutas — águas frias, correntes, bem oxigenadas e com abrigo suficiente para os estágios iniciais de vida destes peixes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ancora-recebe-25-mil-alevins-para-travar-declinio-dos-ecossistemas-ribeirinhos-1776430349712.jpg" data-image="c2kveeq4brtc" alt="Truta" title="Truta"><figcaption>A truta é extremamente sensível à poluição, sendo por isso um indicador biológico da saúde dos rios. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>O processo começou muito antes dos alevins tocarem o rio. Os <strong>reprodutores</strong> foram capturados no troço superior do Âncora, em plena Serra d’Arga, na freguesia de São Lourenço da Montaria. Depois, foram <strong>mantidos em cativeiro no Posto Aquícola do Torno, em Amarante</strong>, procedendo-se à reprodução controlada. Um percurso exigente, planeado para assegurar que os indivíduos libertados não estranham o ecossistema, onde irão completar o seu ciclo de vida.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="690910" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/acudes-diques-e-represas-estao-a-ser-retirados-dos-rios-portugueses-por-que-e-isso-tao-importante.html" title="Açudes, diques e represas estão a ser retirados dos rios portugueses. Por que é isso tão importante?">Açudes, diques e represas estão a ser retirados dos rios portugueses. Por que é isso tão importante?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/acudes-diques-e-represas-estao-a-ser-retirados-dos-rios-portugueses-por-que-e-isso-tao-importante.html" title="Açudes, diques e represas estão a ser retirados dos rios portugueses. Por que é isso tão importante?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/acudes-diques-e-represas-estao-a-ser-retirados-dos-rios-portugueses-por-que-e-isso-tao-importante-1736180059926_320.jpg" alt="Açudes, diques e represas estão a ser retirados dos rios portugueses. Por que é isso tão importante?"></a></article></aside><p>Este modelo insere-se numa estratégia de conservação <em>ex situ</em>, isto é, fora do habitat natural. A abordagem permite <strong>preservar espécies</strong> enquanto os seus ecossistemas originais não estão em condições de sustentabilidade plena. Na prática, é uma forma de <strong>ganhar tempo à natureza</strong>, enquanto se tenta recuperar o terreno perdido.</p><h2>A ciência por trás da devolução ao rio</h2><p>O repovoamento no Âncora não é um caso isolado. Em 2023, foram introduzidos cerca de cinco mil exemplares da mesma espécie. O número subiu para 15 mil em 2024 e, agora, com esta nova libertação de 25 mil alevins, o reforço ganha uma escala mais ambiciosa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ancora-recebe-25-mil-alevins-para-travar-declinio-dos-ecossistemas-ribeirinhos-1776430449438.jpg" data-image="9ouw24jtoyi6" alt="Libertação de trutas no rio Âncora" title="Libertação de trutas no rio Âncora"><figcaption>A libertação da espécie foi feita em oito locais diferentes do Âncora, selecionados por reunirem as melhores condições. Foto: Município de Viana do Castelo</figcaption></figure><p>Por trás destes números está uma lógica de gestão genética e ecológica. O ICNF mantém atualmente cerca de <strong>20 stocks de reprodutores de truta-de-rio</strong>, representativos da <strong>diversidade genética do Norte do país</strong>. A ideia é simples na formulação, mas complexa na execução, pois procura evitar a perda de identidade das populações selvagens e, simultaneamente, aumentar a sua capacidade de sobrevivência.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="749065" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/programa-pro-rios-conta-com-187-milhoes-de-euros-para-renaturalizar-os-rios-portugueses.html" title="Programa Pro-Rios conta com 187 milhões de euros para renaturalizar os rios portugueses">Programa Pro-Rios conta com 187 milhões de euros para renaturalizar os rios portugueses</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/programa-pro-rios-conta-com-187-milhoes-de-euros-para-renaturalizar-os-rios-portugueses.html" title="Programa Pro-Rios conta com 187 milhões de euros para renaturalizar os rios portugueses"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/programa-pro-rios-conta-com-187-milhoes-de-euros-para-renaturalizar-os-rios-portugueses-1768401482411_320.jpg" alt="Programa Pro-Rios conta com 187 milhões de euros para renaturalizar os rios portugueses"></a></article></aside><p>A truta fário, <strong>espécie nativa da Europa</strong> e presente sobretudo nos rios do Norte e Centro de Portugal, é <strong>extremamente sensível</strong>. Depende de águas limpas, frias e bem oxigenadas. Qualquer alteração — da poluição ao aumento da temperatura — pode comprometer o seu desenvolvimento. É precisamente por isso que é considerada um <strong>indicador biológico da saúde dos rios</strong>. Onde há trutas fário, há, portanto, ecossistemas ainda equilibrados.</p><h2>Entre a conservação e o território vivo</h2><p>Esta intervenção não se limita, porém, ao campo da biologia. Há ainda uma dimensão territorial e social levada em consideração. A recuperação das populações de truta no rio Âncora tem impacto direto na <strong>valorização do território</strong>, seja através do <strong>turismo de natureza</strong>, seja da pesca desportiva sustentável, atividades que dependem de rios vivos e ecologicamente equilibrados.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ao mesmo tempo, estas ações revelam uma mudança de paradigma na forma como se encara a gestão dos recursos naturais. Já não basta proteger passivamente, é preciso intervir, corrigir e, quando possível, regenerar. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Num contexto em que os ecossistemas aquáticos enfrentam pressões crescentes, que vão da <strong>poluição </strong>às <strong>alterações climáticas</strong>, passando pela degradação dos habitats, cada iniciativa deste tipo assume um peso estratégico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ancora-recebe-25-mil-alevins-para-travar-declinio-dos-ecossistemas-ribeirinhos-1776430544712.jpg" data-image="4idsod1buyx5" alt="rio âncora" title="rio âncora"><figcaption>A recuperação das populações de truta no rio Âncora tem impacto direto na valorização do território, impulsionando turismo de natureza e as atividades recreativas. Foto: Armando Laranjeira, obra do próprio, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>O que está em causa no rio Âncora vai, por isso, muito além da libertação de milhares de peixes. A recém-chegada da truta aos rios representa uma tentativa de restaurar um ciclo natural interrompido, devolvendo aos ecossistemas ribeirinhos não apenas espécies, mas também a possibilidade de voltar a funcionar como um sistema vivo, dinâmico e resiliente.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em><a href="https://www.facebook.com/gabinete.deimprensa/posts/1446843304144576?ref=embed_post" target="_blank">25 mil pequenas trutas devolvem vida ao rio Âncora</a>. Câmara Municipal de Viana do Castelo</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ancora-recebe-25-mil-alevins-para-travar-declinio-dos-ecossistemas-ribeirinhos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quando a Terra ilumina a Lua: o fenómeno da luz cinzenta e como observá-lo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/quando-a-terra-ilumina-a-lua-o-fenomeno-da-luz-cinzenta-e-como-observa-lo.html</link><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 14:01:55 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Por vezes a Lua parece brilhar mesmo no seu lado escuro e não se trata de um efeito ótico, mas de um fenómeno real: a Terra a iluminar o seu próprio satélite numa cena curiosa e especial.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cuando-la-tierra-ilumina-la-luna-el-fenomeno-de-la-luz-cenicienta-y-como-observarlo-1775553188481.jpeg" data-image="ur3wgfpctt00"><figcaption>Explicamos o que é o fenómeno da luz cinzenta.</figcaption></figure><p>Há noites em que a lua não só mostra a sua fina silhueta iluminada, mas também <strong>um brilho ténue que delimita todo o seu contorno</strong>. Este brilho ténue, quase cinematográfico, é o que se designa por luz cinzenta.</p><p>Longe de ser um simples jogo de luz, é uma demonstração perfeita de como <strong>a Terra e a Lua interagem</strong> constantemente num delicado equilíbrio de luz.</p><h2>Uma dupla reflexão: do Sol para a Terra e da Terra para a Lua</h2><p>A explicação é tão simples quanto curiosa. <strong>A luz do Sol ilumina a Terra, parte dessa luz é refletida para o espaço</strong> e, quando a geometria é adequada, essa luz refletida chega à Lua e <strong>atinge a face lunar que não é diretamente iluminada pelo astro-rei</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">La atmósfera de la Tierra, la Luna y su luz cenicienta, fotografiadas desde la Estación Espacial Internacional el pasado día 6 de diciembre.<br><br>: NASA/JSC <a href="https://t.co/FjVAxOc6Bb">pic.twitter.com/FjVAxOc6Bb</a></p>— Un geólogo en apuros ️ (@geologoenapuros) <a href="https://twitter.com/geologoenapuros/status/1468661154323087365?ref_src=twsrc%5Etfw">December 8, 2021</a></blockquote></figure><p><strong>O resultado é a tonalidade acinzentada ou “cinza”</strong> que nos permite distinguir toda a superfície lunar, mesmo quando só vemos uma pequena faixa brilhante.</p><p>É essencialmente <strong>o mesmo fenómeno que nos permite ver a Lua a partir da Terra</strong>... mas em sentido inverso.</p><h2> Quando ocorre e porque é que nem sempre é vista</h2><p>A luz cinzenta aparece principalmente em dois momentos do ciclo lunar, <strong>logo após a lua nova</strong> (fase crescente) <strong>e logo antes da lua nova</strong> (fase minguante).</p><p>Nestas fases, <strong>a parte iluminada pelo Sol é muito pequena</strong>, o que permite que o brilho ténue proveniente da Terra se destaque mais facilmente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="758854" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-historia-violenta-por-tras-da-origem-da-lua-segundo-a-ciencia-moderna.html" title="A história violenta por trás da origem da Lua, segundo a ciência moderna">A história violenta por trás da origem da Lua, segundo a ciência moderna</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-historia-violenta-por-tras-da-origem-da-lua-segundo-a-ciencia-moderna.html" title="A história violenta por trás da origem da Lua, segundo a ciência moderna"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-violenta-storia-dietro-l-origine-della-luna-secondo-la-scienza-moderna-1772817070223_320.jpeg" alt="A história violenta por trás da origem da Lua, segundo a ciência moderna"></a></article></aside><p>Além disso, quando vemos uma Lua muito fina a partir da Terra, a partir da superfície lunar o nosso planeta seria quase completamente iluminado: isto significa que <strong>a Terra atua como um “grande espelho” que envia luz para a Lua</strong>.</p><h3>Um fenómeno ligado ao "albedo" terrestre</h3><p>Nem toda a luz é refletida da mesma forma, pois a intensidade da luz cinzenta depende do chamado <strong>albedo terrestre</strong>, ou seja, da capacidade da Terra para refletir a luz solar. É aqui que entram em jogo fatores como <strong>a presença de nuvens, superfícies nevadas ou oceanos</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">La luna nueva cerca del Sol vista por el satélite PUNCH de la NASA. Sí, la Luna nueva, no llena. El ocultador de PUNCH tapa el Sol y permite que se vea el hemisferio nocturno de la Luna con la luz cenicienta (la luz reflejada por la Tierra). <a href="https://t.co/klsTees49N">pic.twitter.com/klsTees49N</a></p>— Daniel Marín (@Eurekablog) <a href="https://twitter.com/Eurekablog/status/1924158743748448767?ref_src=twsrc%5Etfw">May 18, 2025</a></blockquote></figure><ul> </ul><p>São áreas ou superfícies que afetam diretamente a luminosidade e, de facto, <strong>o fenómeno pode ser mais intenso</strong> quando grandes áreas do planeta estão cobertas por nuvens ou gelo, que refletem mais luz.</p><h2>Como observar a luz cinzenta?</h2><p>Uma das melhores coisas deste fenómeno é que não é necessário um telescópio: basta olhar para o céu no momento certo. No entanto, estas <strong>dicas de observação astronómica</strong> podem ajudá-lo a observá-lo melhor.</p><ul><li><strong> Observar logo após o pôr do sol ou antes do nascer do sol</strong>.</li><li><strong>Afaste-se da poluição luminosa</strong>.</li><li><strong>Deixe os seus olhos adaptarem-se à escuridão</strong>. </li></ul><p><strong>Embora o mais importante seja encontrar uma Lua muito fina</strong> (crescente ou minguante), uma vez que, como já explicámos, isso favorece a apreciação deste espetáculo da natureza. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/quando-a-terra-ilumina-a-lua-o-fenomeno-da-luz-cinzenta-e-como-observa-lo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Fruta do dragão: como cultivar a pitaia num vaso e fazer com que produza frutos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/fruta-do-dragao-como-cultivar-a-pitaia-num-vaso-e-fazer-com-que-produza-frutos.html</link><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 13:48:14 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Ter uma piteira em casa não é tão complicado como parece, mas também não �� uma planta que se possa descurar. Existem passos fundamentais que fazem a diferença para que ela produza frutos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-fruta-del-dragon-como-cultivar-pitahaya-en-maceta-y-que-si-de-frutos-1775797878177.png" data-image="cccs62ijsj8r"><figcaption>A pitaia prefere temperaturas entre 18 e 32 °C. É uma espécie que tolera o calor, mas não a geada.</figcaption></figure><p>A pitaia, também conhecida como fruta do dragão, tornou-se uma das plantas mais atrativas para cultivar em casa. Isto deve-se ao seu aspeto exótico e ao facto de estarmos a falar de um cato que se adapta muito bem a pequenos espaços, mesmo em vasos. Dito isto, nem tudo o que se vê nas redes sociais é tão simples como parece.</p><p>O interesse pelo cultivo da pitaia tem crescido significativamente nos últimos anos, principalmente nas zonas urbanas, onde não há muita terra disponível.<strong> Isto levou as pessoas a tentar cultivá-la em vasos</strong>, mas sem compreender verdadeiramente as suas necessidades.</p><div class="texto-destacado">Cada planta tem as suas próprias necessidades de cuidados, e pensar que a piteira deve ser tratada como qualquer outra planta é um dos principais erros.</div><p>A primeira coisa que é preciso entender é que nem todas as piteiras são iguais; algumas adaptam-se melhor do que outras a diferentes condições de controlo. É por isso que <strong>escolher a variedade correta faz toda a diferença</strong> entre o sucesso e a frustração.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-fruta-del-dragon-como-cultivar-pitahaya-en-maceta-y-que-si-de-frutos-1775797887838.png" data-image="foi3cno0zwjp"><figcaption>As suas flores são grandes, brancas e perfumadas, e duram apenas uma noite. Isto significa que a polinização manual pode ser necessária para garantir a produção de frutos.</figcaption></figure><p>Além disso, embora seja um cato, a piteira tem necessidades específicas que são frequentemente ignoradas. <strong>Precisa de apoio, espaço vertical e uma abordagem de rega diferente das outras suculentas</strong>, o que a torna única dentro deste grupo de plantas.</p><h2>Que piteira escolher e como cultivá-las num vaso?</h2><p>Para o cultivo em vasos, as melhores opções são as espécies do género <em>Hylocereus</em>, especialmente a <em>Hylocereus undatus</em> (polpa branca) e a <em>Hylocereus costaricensis</em> (polpa vermelha). Estas variedades adaptam-se melhor às zonas urbanas e têm um melhor desempenho em espaços controlados.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763608" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nao-jogue-fora-3-formas-de-usar-espigas-de-milho-para-cuidar-de-suas-plantas-e-melhorar-o-jardim.html" title="Não deite fora: 3 formas de usar espigas de milho para cuidar das suas plantas e melhorar o jardim">Não deite fora: 3 formas de usar espigas de milho para cuidar das suas plantas e melhorar o jardim</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nao-jogue-fora-3-formas-de-usar-espigas-de-milho-para-cuidar-de-suas-plantas-e-melhorar-o-jardim.html" title="Não deite fora: 3 formas de usar espigas de milho para cuidar das suas plantas e melhorar o jardim"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/no-lo-tires-3-formas-de-usar-el-marlo-del-choclo-para-cuidar-tus-plantas-y-mejorar-el-jardin-1775687830802_320.jpg" alt="Não deite fora: 3 formas de usar espigas de milho para cuidar das suas plantas e melhorar o jardim"></a></article></aside><p>A escolha do vaso adequado poupar-lhe-á muitas dores de cabeça mais tarde. <strong>Recomenda-se usar um com pelo menos 40 a 60 litros de capacidade</strong>, pois mesmo que a piteira desenvolva um sistema radicular moderado, ela ainda precisa de estabilidade.</p><div class="texto-destacado">A escolha de vasos pequenos é um dos primeiros erros, pois limita o crescimento e reduz a produção.</div><p>Quanto ao substrato, ele deve drenar bem a água. A terra comum de jardim vendida nos viveiros não é adequada para este tipo de cultivo. <strong>O ideal é fazer uma mistura de diferentes substratos</strong>, utilizando materiais como a fibra de coco, a perlite e o composto maduro, conseguindo um equilíbrio entre a retenção de humidade e o arejamento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-fruta-del-dragon-como-cultivar-pitahaya-en-maceta-y-que-si-de-frutos-1775797933071.png" data-image="noieh7krlusk"><figcaption>Uma planta bem gerida pode começar a produzir frutos entre o segundo e o terceiro ano.</figcaption></figure><p>A piteira é uma planta trepadeira, por isso precisa de uma estrutura vertical firme com pelo menos 1,5 metros de altura. Isto permitir-lhe-á crescer de forma ordenada e desenvolver uma boa produção. Em termos de luz, um espaço que proporcione 6 a 8 horas de sol direto será o ideal.</p><h3>Rega, Nutrição e Manejo: O que realmente determina se ele produz frutos</h3><p>Embora seja um cato, a piteira não se comporta como um cato típico do deserto. Necessita de rega moderada e consistente, especialmente durante as fases de crescimento e floração. O erro mais comum é regar muito pouco, pensando que é apenas mais uma suculenta.</p><div class="texto-destacado">O ideal é regar quando o substrato estiver completamente seco nos poucos centímetros superiores, evitando que fique totalmente seco durante longos períodos.</div><p>Para estimular a produção, é necessário prestar especial atenção à nutrição da planta. <strong>Recomenda-se a utilização de um fertilizante equilibrado, mas com uma maior quantidade disponível de fósforo e potássio durante a fase reprodutiva</strong>. Um excesso de azoto favorece o crescimento vegetativo, mas não o fruto.</p><p>Como para todas as plantas frutíferas, a poda é essencial. A piteira precisa de uma gestão para orientar o seu crescimento. <strong>Os rebentos fracos ou mal posicionados devem ser removidos, favorecendo estruturas fortes capazes de suportar flores e frutos</strong>. Uma boa poda melhora o arejamento e a produtividade.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762492" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/se-o-seu-terraco-estiver-orientado-para-norte-estas-sao-as-plantas-que-melhor-suportam-a-sombra.html" title="Se o seu terraço estiver orientado para norte, estas são as plantas que melhor suportam a sombra">Se o seu terraço estiver orientado para norte, estas são as plantas que melhor suportam a sombra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/se-o-seu-terraco-estiver-orientado-para-norte-estas-sao-as-plantas-que-melhor-suportam-a-sombra.html" title="Se o seu terraço estiver orientado para norte, estas são as plantas que melhor suportam a sombra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/si-tu-terraza-esta-orientada-al-norte-estas-son-las-plantas-que-mejor-soportan-la-sombra-1775041462250_320.jpeg" alt="Se o seu terraço estiver orientado para norte, estas são as plantas que melhor suportam a sombra"></a></article></aside><p>Cultivar a pitaia num vaso é absolutamente possível, mas não se trata apenas de a plantar e esperar. Existem pormenores que, se forem ignorados, deixarão a planta apenas com folhagem. Mas se lhe dermos um bom suporte, uma rega bem gerida e luz suficiente, ela responderá muito bem.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/fruta-do-dragao-como-cultivar-a-pitaia-num-vaso-e-fazer-com-que-produza-frutos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aproximam-se da Madeira as horas de maior concentração de poeiras do Saara em suspensão]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproximam-se-da-madeira-as-horas-de-maior-concentracao-de-poeiras-do-saara-em-suspensao.html</link><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 11:47:03 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Este fim de semana o céu no arquipélago da Madeira apresentará um aspeto diferente do habitual e prevê-se um agravamento significativo da qualidade do ar. Saiba as horas mais críticas das poeiras em suspensão.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5qlc6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5qlc6.jpg" id="xa5qlc6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A partir de amanhã - sábado, 18 de abril - prevê-se que a atual circulação atmosférica no Atlântico oriental promova <strong>o transporte de uma massa de ar tropical continental, quente, seca e procedente do Norte de África rumo ao arquipélago da Madeira</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p><strong>Os ventos de Sul/Sudeste</strong> estabelecerão uma ligação com a referida área geográfica do continente africano (Deserto do Saara; Marrocos, etc), gerando as <strong>condições ideais para o levantamento e dispersão de partículas minerais em suspensão</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproximam-se-da-madeira-as-horas-de-maior-concentracao-de-poeiras-do-saara-em-suspensao-1776425550949.png" data-image="8r6ks8ytaja2"><figcaption>Embora no domingo (19) seja expectável uma diminuição gradual da concentração de poeiras, a persistência de partículas em suspensão deverá conduzir a um agravamento substancial da qualidade do ar na Região Autónoma da Madeira. Pelas 18:00 de domingo (19) prevê-se uma qualidade do ar "Má" na ilha da Madeira.</figcaption></figure><p> A configuração sinóptica descrita permitirá a gradual deslocação das poeiras do Saara até ao arquipélago madeirense, cuja <strong>concentração tenderá a intensificar-se durante o dia de sábado (18), devendo prolongar-se por mais dois dias</strong>. </p><h2>‘Invasão’ de poeiras começará a sobressair-se a partir das 06:00 da manhã de sábado</h2><p>No arranque de sábado (18), ainda em período noturno, surgirão os primeiros sinais tímidos da intrusão de poeiras, mas ainda com uma atmosfera relativamente limpa. <strong>Entre as 06:00 e o meio-dia, a concentração de poeiras aumentará progressivamente </strong>à medida que a língua de poeiras saarianas se for instalando sobre o arquipélago madeirense.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproximam-se-da-madeira-as-horas-de-maior-concentracao-de-poeiras-do-saara-em-suspensao-1776425409556.png" data-image="muhe31qv4nok"><figcaption>No período que decorrerá entre as 17:00 de sábado, dia 18 e as 03:00 de domingo, dia 19, prevê-se o pico da concentração de poeiras saarianas em suspensão sobre o Arquipélago da Madeira.</figcaption></figure><p>Segundo o modelo de confiança da Meteored (CAMS), <strong>ao longo do período da tarde, a concentração de poeiras do Saara na Madeira será elevada a um novo patamar</strong>, uma vez que se espera que o arquipélago permaneça sob influência mais direta da referida massa de ar, com níveis moderados a elevados de poeiras em suspensão.</p><p><strong>Os valores previstos, em especial a partir das 17:00 de sábado, 18 de abril, realçam uma concentração elevada de partículas na atmosfera</strong>, mais do que suficiente para interferir com a radiação solar e promover uma maior difusão da luz. Em consequência disto, o céu apresentar-se-á mais turvo, com tons a oscilar entre o esbranquiçado/amarelado e/ou alaranjado/acastanhado.</p><h2>No domingo, 19 de abril, prevê-se um agravamento significativo da qualidade do ar na Madeira</h2><p>Apesar de no sábado (18) ainda não estar previsto um agravamento significativo da qualidade do ar, <strong>no domingo (19) isso mudará radicalmente</strong> devido à persistência do fluxo e da massa de ar responsáveis pelo transporte das partículas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproximam-se-da-madeira-as-horas-de-maior-concentracao-de-poeiras-do-saara-em-suspensao-1776424634553.png" data-image="cydsgemnu66s"><figcaption>Recorde-se que o valor diário recomendado (e legalmente estabelecido) para as partículas PM10 é de 50 µg/m³. Ao longo de várias horas de domingo, 19 de abril, esse valor será largamente superado no arquipélago da Madeira (até 125 µg/m³), embora não durante as 24 horas.</figcaption></figure><p>Deste modo, de acordo com os mapas de referência da Meteored, para domingo, 19 de abril no arquipélago da Madeira, e sobretudo durante a tarde, espera-se um panorama distinto e potencialmente mais gravoso, com intervalos moderados a altos de <strong>PM10 (valores geralmente acima dos 90 µg/m³ e durante várias horas atingirá 120 µg/m³ em grande parte da Ilha da Madeira)</strong> e de PM2.5 (entre 15 e 25 µg/m³).</p><div class="texto-destacado">Outro dos parâmetros que ilustrará a deterioração significativa do ar é o índice de qualidade do ar elaborado pelo Departamento de Meteorologia da Meteored.<strong> No mapa de previsão da qualidade do ar constata-se que os seus níveis deverão oscilar entre “Moderada” e “Má”, sobretudo durante a tarde de domingo (19).</strong></div><p><strong>O fenómeno de poeiras em suspensão abrangerá todo o arquipélago</strong>, mas será particularmente mais intenso e notório nas Regiões Montanhosas e na Costa Sul da ilha da Madeira, onde o contacto com a massa de ar tropical continental será mais direto. <strong>O vento de Sul/Sudeste ajudará a manter as poeiras em suspensão durante mais tempo</strong>, prolongando a sua presença de sábado (18) para os dias seguintes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764227" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-de-20-a-26-de-abril.html" title="Previsão de chuva a médio prazo: eis como irá chover em Portugal de 20 a 26 de abril">Previsão de chuva a médio prazo: eis como irá chover em Portugal de 20 a 26 de abril</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-de-20-a-26-de-abril.html" title="Previsão de chuva a médio prazo: eis como irá chover em Portugal de 20 a 26 de abril"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-de-20-a-26-de-abril-1776342420299_320.jpg" alt="Previsão de chuva a médio prazo: eis como irá chover em Portugal de 20 a 26 de abril"></a></article></aside><p><strong>As poeiras deverão manter-se de domingo (19) para segunda-feira (20)</strong>, embora com tendência a diminuir de concentração devido a uma alteração do padrão de circulação. O vento mudará aos poucos de quadrante (de Sul para Norte), contribuindo para o regresso gradual a condições de maior transparência atmosférica.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproximam-se-da-madeira-as-horas-de-maior-concentracao-de-poeiras-do-saara-em-suspensao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Viver de graça e com emprego? Esta pequena vila espanhola está à procura de uma família]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/viver-de-graca-e-com-emprego-esta-pequena-vila-espanhola-esta-a-procura-de-uma-familia.html</link><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Quer mudar de vida? Esta aldeia com 40 habitantes está a oferecer casa e trabalho. Já há dezenas de interessados, mas todos têm de cumprir uma série de requisitos. Descubra quais. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/viver-de-graca-e-com-emprego-esta-pequena-vila-espanhola-esta-a-procura-de-uma-familia-1776202316031.jpg" data-image="g8dh236ijixt" alt="Arenillas" title="Arenillas"><figcaption>A vila que quer renascer e procura uma família para começar de novo. Foto: Wikimedia // Gant Diego Delso </figcaption></figure><p>Já sonhou em trocar o barulho das grandes cidades, para viver numa comunidade onde todos se conhecem pelo primeiro nome? É precisamente isso que a<strong> vila de Arenillas</strong>, em Castela e Leão, no interior de Espanha, está a oferecer. </p><div class="texto-destacado">Com apenas 40 habitantes fixos e um projeto ousado de repovoamento, esta vila promete moradia gratuita e emprego garantido a quem aceitar o desafio de escrever um novo capítulo entre as montanhas.</div><p>A aldeia de Arenillas está à procura de uma <strong>família com filhos </strong>para se mudar para uma casa na região. O município procura candidatos que estejam dispostos a trabalhar e a contribuir para a comunidade, em troca de alojamento gratuito. O objetivo? Repovoar.</p><h2>Porque é que Arenillas está “a desaparecer”?</h2><p>Arenillas é uma das centenas de vilas afetadas pelo fenómeno conhecido como “Espanha vazia”. Nós explicamos: esta expressão descreve o<strong> processo de abandono progressivo das zonas rurais do interior do país</strong>. </p><p>Sim, é verdade. Tal como tem vindo a acontecer em Portugal, cerca de 70% do território espanhol é desabitado, com a população e o turismo concentrados principalmente no litoral e nas grandes metrópoles. </p><div class="texto-destacado">O resultado é o esvaziamento lento e silencioso de comunidades inteiras, com o encerramento de escolas, postos de saúde, comércios e serviços públicos essenciais.</div><p>Ainda que no verão Arenillas receba cerca de 300 pessoas, entre antigos moradores, descendentes e turistas atraídos pelo charme rural, no inverno a vila mantém-se com <strong>poucas dezenas de moradores fixos</strong>. É exatamente nesse contexto que surgiu a proposta de abrir as portas para novas famílias.</p><h2>Quem se pode mudar e o que Arenillas oferece?</h2><p>A proposta de Arenillas vai muito além de simplesmente ceder uma casa vazia. Ao longo das décadas, a maioria dos habitantes naturais de Arenillas mudou-se para vilas e cidades maiores, o que colocou a aldeia em risco de desaparecer. Para combater esta situação, <strong>a comunidade renovou vários edifícios</strong> e criou sete unidades de habitação social.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="755590" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/quer-passar-o-proximo-verao-a-cuidar-de-gatos-numa-ilha-grega-saiba-como.html" title="Quer passar o próximo verão a cuidar de gatos numa ilha grega? Saiba como">Quer passar o próximo verão a cuidar de gatos numa ilha grega? Saiba como</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/quer-passar-o-proximo-verao-a-cuidar-de-gatos-numa-ilha-grega-saiba-como.html" title="Quer passar o próximo verão a cuidar de gatos numa ilha grega? Saiba como"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quer-passar-o-proximo-verao-a-cuidar-de-gatos-numa-ilha-grega-saiba-como-1771846586178_320.jpg" alt="Quer passar o próximo verão a cuidar de gatos numa ilha grega? Saiba como"></a></article></aside><p>Uma dessas habitações, totalmente reabilitada, está agora vazia e <strong>será oferecida</strong> sem cobrança de aluguer à família selecionada. Mas os <strong>benefícios</strong> da mudança de morada não ficam por aqui.</p><p>Embora a escola local tenha encerrado há 30 anos, será assegurado à família <strong>transporte diário gratuito para a escola </strong>em Berlanga de Duero, situada a cerca de 20 quilómetros.</p><p>Além disso, existe a possibilidade de i<strong>niciar de imediato atividade profissional</strong> como pedreiro, com funções centradas na manutenção e reabilitação dos imóveis da aldeia, garantindo um rendimento estável. Acresce ainda a oportunidade de gerir o bar local, que funciona como principal ponto de encontro da comunidade, oferecendo também uma<strong> fonte de rendimento assegurada</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/viver-de-graca-e-com-emprego-esta-pequena-vila-espanhola-esta-a-procura-de-uma-familia-1776202637500.jpg" data-image="mgy56aydc3tk" alt="Vila" title="Vila"><figcaption>Uma hipótese de fugir do caos. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>A isto junta-se o<strong> acesso a serviços essenciais</strong> já disponíveis na própria vila, como apoio médico e espaços comunitários, contribuindo para uma vida mais prática e tranquila.</p><p>Avisamos, contudo, que este projeto não foi pensado para turistas que procurem uma experiência temporária. Em vez disso, a vila procura pessoas, neste caso, uma família, que esteja disposta a mudar-se de forma permanente e a construir uma vida no interior de Espanha.</p><div class="texto-destacado">O comprometimento com a permanência a longo prazo é o principal critério exigido, e os gestores da iniciativa deixam claro que esperam novos vizinhos, não visitantes.</div><p>Entre os perfis valorizados estão <strong>famílias com filhos em idade escolar </strong>e<strong> pessoas com experiência em construção civil</strong>. </p><p>E quanto ao processo de candidatura? É <strong>bastante simples</strong>. Quem tiver interesse deve contactar a câmara municipal de Arenillas e apresentar um pedido. Nesse pedido, é importante incluir informações sobre a família, como a sua composição, a idade das crianças, as razões para a mudança e a experiência profissional que possa ser relevante. Depois disso, basta aguardar pela análise e decisão da comunidade. <strong>Todo o processo pode ser feito </strong><em><strong>online</strong></em>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761131" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/trocar-a-praia-pela-adrenalina-as-darecations-sao-a-nova-obsessao-dos-viajantes.html" title="Trocar a praia pela adrenalina? As “darecations” são a nova obsessão dos viajantes">Trocar a praia pela adrenalina? As “darecations” são a nova obsessão dos viajantes</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/trocar-a-praia-pela-adrenalina-as-darecations-sao-a-nova-obsessao-dos-viajantes.html" title="Trocar a praia pela adrenalina? As “darecations” são a nova obsessão dos viajantes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/trocar-a-praia-pela-adrenalina-as-darecations-sao-a-nova-obsessao-dos-viajantes-1774684647941_320.jpg" alt="Trocar a praia pela adrenalina? As “darecations” são a nova obsessão dos viajantes"></a></article></aside><p>Nem tudo será fácil, é certo. Apesar da tranquilidade e do encanto do meio rural, viver em Arenillas implica alguns ajustes. Os transportes públicos são escassos e, para tratar de certos serviços ou burocracias, é muitas vezes necessário deslocar-se a cidades próximas. </p><p>Ainda assim, para quem procura uma mudança profunda no estilo de vida, esta opção tem-se revelado bastante apelativa. Em menos de uma semana após o anúncio da iniciativa, a Associação Cultural de Arenillas recebeu<strong> 116 candidaturas</strong>, vindas de várias regiões de Espanha e até da América Latina. As motivações são diversas, desde o cansaço da vida urbana até à procura de maior estabilidade financeira e melhor qualidade de vida.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/viver-de-graca-e-com-emprego-esta-pequena-vila-espanhola-esta-a-procura-de-uma-familia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O oceano oculto de Europa: missão da NASA procura descobrir vida sob o gelo de Júpiter]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-oceano-oculto-de-europa-missao-da-nasa-busca-descobrir-vida-sob-o-gelo-de-jupiter.html</link><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 06:21:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Sob uma imensa camada de gelo, Europa esconde um oceano global. Uma incrível missão espacial está a percorrer o sistema solar em busca de resposta para a nossa maior pergunta: será que pode abrigar vida extraterrestre?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-oceano-oculto-de-europa-la-mision-de-la-nasa-que-intenta-descubrir-vida-bajo-el-hielo-de-jupiter-1775915652017.png" data-image="4pz0kbk57xe0"><figcaption>Imagem de Europa capturada pela JunoCam, a câmara a bordo da sonda Juno da NASA. Crédito: NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS.</figcaption></figure><p>Para entender porque esta<strong> lua joviana</strong> fascina tanto os cientistas, precisamos de compreender as suas características.<strong> Europa tem um tamanho muito semelhante ao da nossa Lua</strong>, mas a sua estrutura interna revela uma realidade completamente diferente e extraordinária.</p><p>Sob uma vasta<strong> camada superficial composta inteiramente de gelo fragmentado</strong>, foram encontradas fortes evidências da existência de um oceano salgado. De facto, este mar subterrâneo pode conter mais água do que todos os oceanos da Terra juntos.</p><div class="texto-destacado">A astrobiologia, ciência dedicada à busca de vida no Universo, considera que a habitabilidade depende da presença de água líquida, compostos orgânicos essenciais e fontes constantes de energia vital.</div><p><strong>Esta lua parece atender todos os requisitos da astrobiologia</strong>. Os dados sugerem que as oscilações gravitacionais geradas por Júpiter fornecem calor interno suficiente para manter a água em estado líquido por milhões de anos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-oceano-oculto-de-europa-la-mision-de-la-nasa-que-intenta-descubrir-vida-bajo-el-hielo-de-jupiter-1775915740997.png" data-image="es1ticy62wi4"><figcaption>A sonda Galileo da NASA identifica compostos que contêm amónia na superfície de Europa, lua de Júpiter. Crédito: NASA/JPL-Caltech.</figcaption></figure><p>Diante de tantas possibilidades, a NASA decidiu agir e, assim, nasceu uma <strong>missão espacial</strong> sem precedentes, projetada exclusivamente para <strong>investigar diretamente este ambiente oceânico</strong> e revelar se estamos sozinhos na nossa vizinhança planetária.</p><h2>Rumo ao gigante gasoso</h2><p>Esta façanha técnica da NASA foi lançada com sucesso em<strong> outubro de 2024</strong>. Utilizando um foguete potente, a enorme <strong>sonda Europa Clipper</strong> iniciou uma longa jornada interplanetária que durará quase seis anos antes de finalmente<strong> alcançar a órbita de Júpiter</strong>.</p><p>Esta <strong>é a maior nave espacial interplanetária já construída para este propósito</strong>. Com os seus painéis solares totalmente abertos, o veículo atinge um comprimento comparável ao de um campo de basquete profissional e pesa aproximadamente seis toneladas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-oceano-oculto-de-europa-la-mision-de-la-nasa-que-intenta-descubrir-vida-bajo-el-hielo-de-jupiter-1775916145806.png" data-image="t68bkgic784s"><figcaption>A Europa Clipper é a maior nave espacial já construída pela NASA para uma missão planetária. Crédito: NASA/JPL-Caltech.</figcaption></figure><p>Para sobreviver à viagem, a missão aproveitará a gravidade de diferentes planetas como impulso. Irá realizar várias manobras de assistência gravitacional, voando muito perto de Marte e, posteriormente, da Terra, ganhando assim velocidade suficiente para alcançar o seu destino distante e gélido.</p><p>O <strong>ambiente final será extremamente hostil devido à intensa radiação gerada por Júpiter</strong>. Por este motivo, os delicados instrumentos eletrónicos viajam fortemente protegidos dentro de uma caixa blindada construída com espessas ligas de titânio e alumínio.</p><h3>Equipamentos de alta tecnologia a bordo</h3><p>Como a missão será de longa duração, a sonda não pousará diretamente na superfície gelada. Em vez disso, <strong>sobrevoará a região diversas vezes</strong>, reduzindo significativamente os riscos <strong>enquanto recolhe informações do espaço</strong>.</p><p>Em cada sobrevoo, um conjunto de 9 instrumentos científicos será utilizado simultaneamente, e as <strong>câmaras mapearão toda a geografia em altíssima resolução, revelando cicatrizes geológicas e procurando possíveis erupções de água </strong>recentes expelidas para o vácuo espacial.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-oceano-vivo-por-baixo-do-gelo-o-que-revelam-os-novos-estudos-sobre-europa-uma-das-maiores-luas-de-jupiter.html" title="Um oceano vivo por baixo do gelo? O que revelam os novos estudos sobre Europa, uma das maiores luas de Júpiter">Um oceano vivo por baixo do gelo? O que revelam os novos estudos sobre Europa, uma das maiores luas de Júpiter</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-oceano-vivo-por-baixo-do-gelo-o-que-revelam-os-novos-estudos-sobre-europa-uma-das-maiores-luas-de-jupiter.html" title="Um oceano vivo por baixo do gelo? O que revelam os novos estudos sobre Europa, uma das maiores luas de Júpiter"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/um-oceano-vivo-por-baixo-do-gelo-o-que-revelam-os-novos-estudos-sobre-europa-1769852285994_320.jpg" alt="Um oceano vivo por baixo do gelo? O que revelam os novos estudos sobre Europa, uma das maiores luas de Júpiter"></a></article></aside><p>Um componente essencial será um <strong>radar especialmente projetado para penetrar as camadas profundas de gelo</strong>. Os seus sinais refletirão nas massas líquidas profundas, permitindo que os cientistas meçam a espessura exata da crosta em detalhes e confirmem a nossa hipótese científica.</p><p><strong>Instrumentos adicionais analisarão a composição química de minúsculos grãos de poeira e gases atmosféricos </strong>ténues. Eles irão funcionar como "narizes" robóticos altamente sensíveis, detetando quaisquer substâncias orgânicas expelidas por criovulcões submarinos, possibilitando assim uma recolha de amostras químicas surpreendente sem a necessidade de perfuração.</p><h3>Gelo perpétuo e habitabilidade</h3><p>É importante esclarecer um conceito fundamental: <strong>esta sonda não foi projetada para encontrar organismos vivos</strong>. O seu principal<strong> objetivo é determinar sistematicamente se existem as condições químicas e térmicas adequadas para sustentá-los</strong>.</p><p>Compreender a <strong>habitabilidade </strong>significa decifrar se este vasto oceano interior interage ativamente com a sua superfície congelada. Se materiais orgânicos descem até ao fundo do mar ou compostos subterrâneos sobem pelas fendas, estaríamos diante de um ambiente dinâmico capaz de sustentar formas de vida.</p><p>As estruturas superficiais que vemos hoje são remanescentes de trocas térmicas internas. As regiões coloridas revelam depósitos salinos que provavelmente emergiram das profundezas abissais, demonstrando que este <strong>oceano é ativo internamente</strong>.</p><p>Quando a sonda espacial concluir o seu notável trabalho científico em redor de Júpiter, a nossa conceção do Universo terá mudado para sempre. Estudar Europa em detalhes irá aproximar-nos da descoberta de se realmente partilhamos o nosso Sistema Solar com outra forma de vida.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-oceano-oculto-de-europa-missao-da-nasa-busca-descobrir-vida-sob-o-gelo-de-jupiter.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O comportamento ousado dos animais urbanos: uma faceta do impacto global da urbanização]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-comportamento-ousado-dos-animais-urbanos-uma-faceta-do-impacto-global-da-urbanizacao.html</link><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Nas cidades de todo o mundo, os animais selvagens adaptaram-se, tornando-se mais ousados e revelando o impacto profundo da urbanização nos seus comportamentos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-comportamento-ousado-dos-animais-urbanos-1776267783593.jpg" data-image="kimn0sj2xuyt" alt="Animais urbanos" title="Animais urbanos"><figcaption>Animais urbanos, como aves e mamíferos, adaptam-se às cidades tornando-se mais ousados e convivendo de perto com humanos.</figcaption></figure><p>Nas grandes cidades de todo o mundo, desde Nova Deli até Nova Iorque ou Sydney, é cada vez mais comum observar <strong>animais selvagens a exibirem certos comportamentos ousados</strong>, como roubar comida ou explorar o lixo humano.</p><p>Este fenómeno, longe de ser isolado, reflete uma tendência global, <strong>os animais urbanos estão a tornar-se cada vez mais semelhantes entre si</strong>, independentemente do local onde vivem. </p><p>Este padrão está associado a um <strong>conceito central na ecologia moderna</strong>, a homogeneização comportamental.</p><p>À medida que as cidades crescem e se tornam mais semelhantes entre si, também os animais que nelas vivem <strong>passam a partilhar características e estratégias de sobrevivência comuns</strong>.</p><h2>Ambientes diferentes, pressões semelhantes</h2><p>Segudo um estudo publicado na revista <em>Biological Conservation</em>, apesar das diferenças culturais e geográficas, <strong>as cidades apresentam condições ambientais muito parecidas</strong>.</p><p>São <strong>geralmente mais quentes do que as áreas rurais, mais ruidosas, iluminadas</strong> artificialmente e dominadas pela presença humana. </p><p>Estas características <strong>criam um filtro ecológico</strong>, apenas certos animais conseguem adaptar-se.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="749539" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/quando-a-natureza-e-a-cidade-se-encontram-um-guia-para-os-amantes-de-animais.html" title="Quando a natureza e a cidade se encontram: um guia para os amantes de animais">Quando a natureza e a cidade se encontram: um guia para os amantes de animais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/quando-a-natureza-e-a-cidade-se-encontram-um-guia-para-os-amantes-de-animais.html" title="Quando a natureza e a cidade se encontram: um guia para os amantes de animais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/porto-guia-para-amantes-de-animais-na-cidade-e-arredores-1768637917104_320.jpg" alt="Quando a natureza e a cidade se encontram: um guia para os amantes de animais"></a></article></aside><p>Aqueles que sobrevivem tendem a ser mais ousados, mais inteligentes e menos receosos dos humanos. Com o tempo, estes <strong>traços são favorecidos pela seleção natural e transmitidos às gerações seguintes</strong>. </p><p>Além disso, os animais aprendem uns com os outros. Por exemplo, <strong>algumas aves aprenderam a abrir contentores de lixo</strong>, enquanto mamíferos urbanos desenvolvem estratégias para contornar sistemas criados para os afastar. Este processo de aprendizagem social contribui para a <strong>uniformização dos comportamentos</strong>.</p><h2>A homogeneização biológica: uma perspetiva mais ampla</h2><p>A ideia de homogeneização não se limita ao comportamento.</p><p>De acordo com o autor do artigo, Michael L. McKinney, <strong>as cidades favorecem sempre um conjunto reduzido de espécies “adaptáveis”</strong>, que se tornam comuns em todo o mundo, substituindo espécies locais mais especializadas. </p><div class="texto-destacado"><strong>Os ambientes urbanos são construídos para satisfazer as necessidades humanas, criando condições semelhantes em diferentes regiões. </strong>Michael L.M.</div><p>Como resultado, espécies generalistas, muitas vezes omnívoras e oportunistas, prosperam, enquanto espécies mais exigentes desaparecem.</p><p>Assim, as cidades não só tornam os comportamentos mais semelhantes, como também <strong>reduzem a diversidade biológica global</strong>.</p><h2>Alterações no comportamento animal</h2><p>As mudanças mais evidentes nos animais urbanos passa pela <strong>redução do medo dos humanos</strong>, os animais aprendem que as pessoas raramente representam perigo direto;</p><p><strong>Aproveitam os restos alimentares</strong> e infraestruturas urbanas para fonte de alimento e abrigo;</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-comportamento-ousado-dos-animais-urbanos-1776267806927.jpg" data-image="1joho88hn02n" alt="Javalis nas cidades" title="Javalis nas cidades"><figcaption>Javalis nas cidades exploram o lixo e espaços urbanos aproximando-se de zonas habitadas.</figcaption></figure><p>As aves urbanas, por exemplo, cantam mais alto ou em frequências diferentes <strong>para se fazerem ouvir no meio do ruído</strong>. </p><p>Estas adaptações permitem a <strong>sobrevivência em ambientes urbanos</strong>, mas também implicam perdas importantes.</p><h2>Consequências ecológicas e evolutivas</h2><p>A homogeneização comportamental e biológica tem várias implicações. Em primeiro lugar, <strong>reduz a diversidade genética e comportamental das populações</strong>.</p><p>Esta diversidade é essencial para que as <strong>espécies consigam adaptar-se a mudanças futuras</strong>, como alterações climáticas ou novas ameaças ambientais. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="749700" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/pulgas-no-pelo-quimicos-no-rio-quando-proteger-os-nossos-animais-de-estimacao-ameaca-a-natureza.html" title="Pulgas no pêlo, químicos no rio: quando proteger os nossos animais de estimação ameaça a natureza">Pulgas no pêlo, químicos no rio: quando proteger os nossos animais de estimação ameaça a natureza</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/pulgas-no-pelo-quimicos-no-rio-quando-proteger-os-nossos-animais-de-estimacao-ameaca-a-natureza.html" title="Pulgas no pêlo, químicos no rio: quando proteger os nossos animais de estimação ameaça a natureza"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pulgas-no-pelo-quimicos-no-rio-quando-proteger-os-nossos-animais-de-estimacao-ameaca-a-natureza-1769294459184_320.jpg" alt="Pulgas no pêlo, químicos no rio: quando proteger os nossos animais de estimação ameaça a natureza"></a></article></aside><p>Em segundo lugar, <strong>surgem novos conflitos entre humanos e animais</strong>. Animais mais habituados à presença humana podem causar acidentes, danos materiais ou transmitir doenças, aumentando a tensão nas áreas urbanas. </p><p>Por fim, <strong>perde-se um património ecológico e cultural importante</strong>. Muitos comportamentos animais, como rotas migratórias, técnicas de alimentação ou “dialetos” de canto, são aprendidos socialmente. A sua perda representa uma diminuição da riqueza biológica do planeta.</p><h2>Um desafio para a conservação</h2><p>A crescente uniformização da vida selvagem urbana coloca <strong>desafios significativos à conservação</strong>.</p><p>Por um lado, as cidades podem albergar uma grande abundância de vida, mas por outro contribuem para a <strong>perda de espécies únicas à escala global</strong>. </p><p>Além disso, <strong>animais adaptados à cidade podem ter dificuldade em regressar a ambientes naturais</strong>, pois perderam competências essenciais para sobreviver fora do contexto urbano. </p><p>Perante este cenário, torna-se <strong>fundamental repensar o planeamento urbano</strong>, através da criação de espaços verdes diversificados, reduzindo a poluição e promovendo habitats que favoreçam diferentes espécies.</p><h3>Referência do artigo:</h3><p><em>Michael L. McKinney "<a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0006320705003563?via%3Dihub" target="_blank">Urbanization as a major cause of biotic homogenization</a>", Biological Conservation, 2006.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-comportamento-ousado-dos-animais-urbanos-uma-faceta-do-impacto-global-da-urbanizacao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estudo ibérico revela solução inovadora para uma das maiores ameaças ao castanheiro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/estudo-iberico-revela-solucao-inovadora-para-uma-das-maiores-ameacas-ao-castanheiro.html</link><pubDate>Thu, 16 Apr 2026 16:15:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Ao longo de cerca de 20 anos a doença da tinta destruiu um milhão de castanheiros em Portugal, causando um forte impacto nas comunidades que dependem do seu cultivo. Agora, estudo realizado por cientistas portugueses e espanhóis parece ter encontrado a solução.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-iberico-revela-solucao-inovadora-para-uma-das-maiores-ameacas-ao-castanheiro-1776351247164.jpg" data-image="j8ejl60tp91x"><figcaption>Phytophthora cinnamomi é o nome do microorganismo subterrâneo que origina a doença que é um terror para os agricultores de Trás-os-Montes e de outras regiões europeias que se dedicam à produção de castanha. Os cientistas conhecem-no como um oomiceta.</figcaption></figure><p>A <strong>doença da tinta</strong> é uma infeção grave provocada por agentes patogénicos, semelhantes a fungos, que se <strong>disseminam pelo solo e infetam as árvores através das raízes</strong>. Quando a doença se revela no tronco e nas folhas, a árvore já não pode ser salva.</p><p>Porém, a doença não afeta todos os castanheiros da mesma forma. Assim, os investigadores analisaram o <strong>castanheiro europeu e o castanheiro japonês</strong>. O primeiro é normalmente reconhecido pelo valor do fruto (castanhas maiores e mais valiosas), enquanto o segundo se demarca pela sua <strong>perseverança, especialmente no que diz respeito à resistência à doença da tinta</strong>.</p><h2>A solução para combater a doença da tinta pode estar no ADN dos castanheiros</h2><p>Um estudo recentemente publicado e cuja primeira autora é <strong>Susana Serrazina</strong>, investigadora da <strong>Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Ciências ULisboa) e do Instituto de Biossistemas e Ciências Integrativas (BioISI)</strong> antevê a criação de uma espécie de <em>vacina</em> para enfrentar esta praga que afeta os castanheiros em Portugal.</p><p>Através da análise comparativa entre o castanheiro europeu e o castanheiro japonês, os investigadores de universidades ibéricas depararam-se com uma conclusão promissora. <strong>A resposta encontra-se a nível genómico, no ADN</strong>.</p><div class="texto-destacado">“Em laboratório, infetámos plantas das espécies europeia e japonesa e vimos quais os genes que cada uma dessas plantas ativava para resistir à infeção. Verificámos que há um conjunto de genes que são ativados pelo castanheiro japonês e que não são ativados, ou então são ativados muito tarde pelo castanheiro europeu”, explica Susana Serrazina.</div><p><strong>Destacar os genes</strong> é o primeiro passo para <strong>enfrentar o micro-organismo subterrâneo </strong>que está na origem da doença, conhecido como Fitóftora <em>(Phytophthora cinnamomi)</em>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-iberico-revela-solucao-inovadora-para-uma-das-maiores-ameacas-ao-castanheiro-1776351048800.jpg" data-image="g3zxi9jbubne"><figcaption>A não ativação e a ativação tardia de genes acabam por limitar a produção de uma proteína similar à ginkbilobin que tem capacidade de travar ou mitigar a doença da tinta nos castanheiros europeus. Por outro lado, nos castanheiros japoneses a ativação de genes que produzem a proteína aumenta significativamente, o que faz com que a doença da tinta seja travada devido à secreção da proteína similar à ginkbilobin.</figcaption></figure><p>Apesar dos estudos exaustivos, até à data, não há conhecimento de produtos químicos eficazes para o tratamento da doença da tinta. Porém, este estudo promissor permite abordar o problema em várias vertentes:</p><ul><li><strong>O uso da proteína codificada pelo gene do castanheiro japonês</strong> como uma forma de pré-ativação da defesa, como se fosse uma vacina;</li><li><strong>O uso do gene como marcador molecular</strong>. Permite identificar as árvores com maior probabilidade de contrair a doença;</li><li>Proceder à edição génica com o intuito de criar <strong>novas variedades de castanheiro que já nascem com uma defesa</strong> para esta doença.</li></ul><h2>O promissor potencial desta descoberta para a comunidade científica e sociedade e os desafios futuros</h2><p>Susana Serrazina realça que estas descobertas puseram em evidência o potencial da <strong>sobreexpressão genética direcionada </strong>para melhorar a resistência a doenças no castanheiro europeu. Desta forma, existe um inevitável contributo para o aumento da produção de castanhas <strong>(fomento da segurança alimentar)</strong>, que reforça a <strong>resiliência desta espécie arbórea</strong>, face a desafios atuais e futuros, tais como doenças e eventos climáticos extremos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="733752" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-impostor-da-floresta-porque-e-que-nunca-deve-comer-o-fruto-da-castanha-da-india.html" title="O impostor da floresta: porque é que nunca deve comer o fruto da Castanha da Índia">O impostor da floresta: porque é que nunca deve comer o fruto da Castanha da Índia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-impostor-da-floresta-porque-e-que-nunca-deve-comer-o-fruto-da-castanha-da-india.html" title="O impostor da floresta: porque é que nunca deve comer o fruto da Castanha da Índia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-impostor-del-bosque-por-que-nunca-debes-comerte-el-fruto-del-castano-de-indias-1758703066439_320.jpeg" alt="O impostor da floresta: porque é que nunca deve comer o fruto da Castanha da Índia"></a></article></aside><p>Ainda de acordo com a investigadora portuguesa, os próximos passos abrangem a <strong>edição precisa do genoma do castanheiro-europeu</strong>, recorrendo à utilização de genes do tipo Cast_Gnk2 (ginkbilobin/castanheiro-japonês) e outros genes envolvidos na<strong> resistência a agentes patogénicos e a stress abiótico</strong> (danos causados às plantas por fatores não vivos, tais como seca, temperaturas extremas e poluição), seguidos de uma avaliação em condições de campo.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://ciencias.ulisboa.pt/noticias/bioisi-ajuda-a-desenvolver-potencial-solucao-para-a-doenca-da-tinta-dos-castanheiros" target="_blank">BioISI ajuda a desenvolver potencial solução para a doença da tinta dos castanheiros</a>. Hugo Séneca. Ciências - ULisboa. 9 de abril de 2026.</em></p><p><em><a href="https://greensavers.sapo.pt/estudo-iberico-encontra-resposta-promissora-para-doenca-da-tinta-a-praga-dos-castanheiros-em-territorio-nacional/" target="_blank">Estudo ibérico encontra resposta promissora para doença da tinta, a praga dos castanheiros em território nacional</a>. Greensavers. 13 de abril de 2026.</em></p><p><em><a href="https://bioisi.pt/news/179" target="_blank">BioISI Digest | Overexpression of ginkbilobin-2 homologous domain gene to enhance the tolerance to Phytophthora cinnamomi in plants of European chestnut</a>. BioISI Digest. 3 de fevereiro de 2026.</em></p><p><em>Serrazina, S., Martínez, M.T., Valladares, S. et al. Overexpression of ginkbilobin-2 homologous domain gene to enhance the tolerance to Phytophthora cinnamomi in plants of European chestnut. BMC Genomics 27, 155 (2026). <a href="https://doi.org/10.1186/s12864-025-12485-x">https://doi.org/10.1186/s12864-025-12485-x</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/estudo-iberico-revela-solucao-inovadora-para-uma-das-maiores-ameacas-ao-castanheiro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[“Emoções em Perigo” chegou a Lisboa e expõe a extinção acelerada das espécies]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/emocoes-em-perigo-chegou-a-lisboa-e-expoe-a-extincao-acelerada-das-especies.html</link><pubDate>Thu, 16 Apr 2026 15:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Do fotógrafo mundialmente reconhecido Tim Flach, 34 retratos singulares de animais ameaçados estão, até 18 de maio, na Avenida dos Oceanos, no Parque das Nações, com entrada gratuita.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/emocoes-em-perigo-chegou-a-lisboa-e-expoe-a-extincao-acelerada-das-especies-1776342616892.jpg" data-image="4t342hwdbdml" alt="“Emoções em Perigo” de Tim Flach" title="“Emoções em Perigo” de Tim Flach"><figcaption>O Parque das Nações, em Lisboa, recebe a exposição “Emoções em Perigo” de Tim Flach. Foto: Tim Flach</figcaption></figure><p>Há olhos que nos seguem mesmo depois de desviarmos o olhar. Estão fixos e expostos ao ar livre na <strong>Avenida dos Oceanos</strong>, no <strong>Parque das Nações</strong>, em Lisboa. Até 18 de maio, esses olhares pertencem a animais que podem já não existir daqui a algumas décadas. A exposição “<strong>Emoções em Perigo</strong>”, do fotógrafo britânico <strong>Tim Flach</strong>, transforma a cidade numa galeria silenciosa e num alerta que não nos deixa indiferentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/emocoes-em-perigo-chegou-a-lisboa-e-expoe-a-extincao-acelerada-das-especies-1776342670516.jpg" data-image="rty6idid1zr5" alt="“Emoções em Perigo”, de Tim Flach" title="“Emoções em Perigo”, de Tim Flach"><figcaption>Lémur de Madagáscar, espécie ameaçada de extinção, retratada na exposição “Emoções em Perigo”. Foto: Tim Flach</figcaption></figure><p>Ao longo de 34 retratos de espécies ameaçadas, desenha-se um cenário que muitos cientistas classificam como a <strong>sexta extinção em massa. </strong>Um desaparecimento entre 100 e 1000 vezes mais rápido do que o ritmo natural. Mas aqui não há gráficos nem números. Há, sim, rostos, expressões e emoções.</p><h2>Retratos que despertam a nossa humanidade</h2><p>Tim Flach é reconhecido internacionalmente pela sua abordagem à fotografia de vida selvagem. Em vez de captar os animais nos seus habitats, <strong>escolhe fundos neutros</strong>, quase clínicos, retirando-os do contexto para os aproximar de nós. Sem distrações, somos confrontados com a <strong>individualidade</strong> de cada animal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/emocoes-em-perigo-chegou-a-lisboa-e-expoe-a-extincao-acelerada-das-especies-1776342728001.jpg" data-image="zyytuppcvy2k" alt="“Emoções em Perigo” de Tim Flach" title="“Emoções em Perigo” de Tim Flach"><figcaption>Os anfíbios estão em risco de extinção devido às alterações climáticas e à propagação do fungo quítridio. Foto: Tim Flach</figcaption></figure><p>Há algo de profundamente humano nestes retratos. “<strong>Tentei construir uma ponte</strong>”, explica o autor em entrevista concedida à AfundacionTV, plataforma educativa da Obra Social ABANCA. Ao utilizar um estilo reservado a retratos humanos, o fotógrafo destaca a singularidade de cada animal, em vez de nos oferecer representações genéricas da vida selvagem.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Cada imagem é acompanhada de informações detalhadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), incluindo o grau de ameaça segundo a Lista Vermelha. O nome científico, a origem geográfica e a descrição da espécie ajudam a contextualizar o que está em causa.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A exposição integra também <strong>elementos interativos</strong>, como uma mesa de luz que desafia os visitantes a testar o seu conhecimento sobre as espécies. Mas, mesmo sem tecnologia, o impacto de cada retrato é como um espelho desconfortável.</p><h2>Histórias de sobrevivência condensadas no olhar</h2><p>Entre os rostos expostos, contam-se histórias que condensam milhões de anos de evolução, ameaçadas agora por decisões humanas. O <strong>mandril</strong>, por exemplo, destaca-se pela sua coloração vibrante, a mais intensa entre os mamíferos. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762474" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/oceanario-de-lisboa-encerra-ao-fim-de-uma-decada-a-exposicao-florestas-submersas.html" title="Oceanário de Lisboa encerra ao fim de uma década a exposição 'Florestas Submersas'">Oceanário de Lisboa encerra ao fim de uma década a exposição "Florestas Submersas"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/oceanario-de-lisboa-encerra-ao-fim-de-uma-decada-a-exposicao-florestas-submersas.html" title="Oceanário de Lisboa encerra ao fim de uma década a exposição 'Florestas Submersas'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/oceanario-de-lisboa-encerra-ao-fim-de-uma-decada-a-exposicao-florestas-submersas-1775474802363_320.jpg" alt="Oceanário de Lisboa encerra ao fim de uma década a exposição 'Florestas Submersas'"></a></article></aside><p>Essa exuberância, que sinaliza estatuto social e saúde, tornou-se uma maldição. Na África Ocidental, a sua carne é uma iguaria, alimentando um mercado ilegal em expansão. Como vivem em grupos numerosos, uma <strong>única caçada pode dizimar uma grande parte da população</strong>. Como se isso, por si só, não bastasse, o abate florestal e a expansão agrícola reduzem drasticamente o seu habitat.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>No extremo norte, são os ursos polares que lutam para sobreviver à medida que o gelo marinho, essencial às caçadas, desaparece a um ritmo cada vez mais acelerado. Sem acesso ao gelo do Ártico, a espécie chega a perder cerca de sete quilos de gordura, em apenas uma semana, tornando ainda mais penosa a sua subsistência.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Em Madagáscar, os <strong>lémures</strong> sobrevivem num habitat fragmentado com apenas 10% das florestas originais intactas. Essencial para a polinização, a espécie é peça-chave no equilíbrio ecológico. Ainda assim, a sua recuperação é complexa, mesmo em cativeiro, devido à limitada diversidade genética.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/emocoes-em-perigo-chegou-a-lisboa-e-expoe-a-extincao-acelerada-das-especies-1776342889627.jpg" data-image="afwuw869n6cp" alt="“Emoções em Perigo”, de Tim Flach" title="“Emoções em Perigo”, de Tim Flach"><figcaption>Urso-panda é um sucesso relativo da conservação. Após décadas de esforços para a sua recuperação, passou de espécie em perigo para vulnerável. Foto: Tim Flach</figcaption></figure><p>Os <strong>anfíbios</strong>, por sua vez, enfrentam uma <strong>ameaça microscópica</strong> com efeitos globais. O <strong>fungo quítridio</strong>, fortalecido pelas alterações climáticas, está a devastar populações em todo o mundo. A doença que provoca — a quitridiomicose — já levou à <strong>extinção de cerca de 120 espécies</strong>, ameaçando<strong> </strong>um terço dos anfíbios existentes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764088" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-pinguins-precisam-urgentemente-de-ajuda-ou-enfrentam-a-extincao-alerta-uma-organizacao-de-caridade.html" title="Os pinguins precisam urgentemente de ajuda ou enfrentam a extinção, alerta uma organização de caridade">Os pinguins precisam urgentemente de ajuda ou enfrentam a extinção, alerta uma organização de caridade</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-pinguins-precisam-urgentemente-de-ajuda-ou-enfrentam-a-extincao-alerta-uma-organizacao-de-caridade.html" title="Os pinguins precisam urgentemente de ajuda ou enfrentam a extinção, alerta uma organização de caridade"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/penguins-need-urgent-help-or-face-extinction-charity-warns-1775812694301_320.jpeg" alt="Os pinguins precisam urgentemente de ajuda ou enfrentam a extinção, alerta uma organização de caridade"></a></article></aside><p>E depois há o <strong>olm</strong>, criatura subterrânea, habitante de grutas na Europa de Leste. <strong>Sobreviveu à extinção dos dinossauros</strong>, há 66 milhões de anos, mas, pela primeira vez na sua longa história, está em perigo. Dependente de águas limpas, vê o seu ambiente comprometido pela poluição e pela conversão das florestas em terrenos agrícolas. </p><h2>Um percurso que atravessa fronteiras</h2><p>“Emoções em Perigo” chega agora a Portugal <strong>após ter passado por Espanha</strong>, onde atraiu mais de <strong>306 mil visitantes</strong>. A iniciativa, promovida pela Afundación, Obra Social ABANCA, em colaboração com a Câmara Municipal de Lisboa, marca a estreia nacional de um projeto que tem vindo a crescer em escala e impacto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/emocoes-em-perigo-chegou-a-lisboa-e-expoe-a-extincao-acelerada-das-especies-1776342992119.jpg" data-image="b6vvng2520ke" alt="“Emoções em Perigo” de Tim Flach" title="“Emoções em Perigo” de Tim Flach"><figcaption>Considerada uma das aves de rapina mais raras do mundo, restam poucas centenas de casais de águas filipinas na natureza. As estimativas variam entre 400 e 700 indivíduos maduros. Foto: Tim Flach</figcaption></figure><p>Mas o percurso da exposição não se mede apenas em números ou em geografias. Mede-se, acima de tudo, pela capacidade de provocar uma reação. Flach não esconde a ambição de querer <strong>reconectar as pessoas com a natureza</strong> e desfazer a distância que criámos entre nós e o resto do mundo vivo.</p><h2>O apelo que fica depois da imagem</h2><p>No final do percurso, permanece uma pergunta incómoda: o que fazemos com aquilo que sentimos? <strong>A empatia, por si só, não salva espécies</strong>. Mas é o primeiro passo para mudar comportamentos individuais e coletivos.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Tim Flach defende que o futuro depende da nossa capacidade de integrar a sustentabilidade em todos os aspetos da vida. A exposição não oferece, portanto, soluções nem respostas fechadas. Em vez disso, entrega-nos a consciência.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Num tempo em que a perda de biodiversidade ocorre longe dos nossos olhos, estas imagens trazem o problema ao centro da cidade. Não há distância possível quando <strong>um olhar nos interpela diretamente</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/emocoes-em-perigo-chegou-a-lisboa-e-expoe-a-extincao-acelerada-das-especies-1776343153774.jpg" data-image="kjpwesk6l629" alt="“Emoções em Perigo” de Tim Flach" title="“Emoções em Perigo” de Tim Flach"><figcaption>No último século, a população mundial de tigres diminuiu 97% e três das suas nove subespécies extinguiram-se. Foto: Tim Flach</figcaption></figure><p>O desaparecimento destas espécies <strong>não é uma abstração</strong>, relembra-nos esta exposição. É um <strong>processo em curso</strong>. E, como todos os processos urgentes, exige mais do que contemplação.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em><a href="https://www.afundacion.org/ga/prensa/noticia/emociones-en-peligro-lisboa" target="_blank">Afundación e ABANCA inauguran en Lisboa a exposición «Emocións en perigo, fotografías de Tim Flach»</a>. Afundación – Obra Social ABANCA</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/emocoes-em-perigo-chegou-a-lisboa-e-expoe-a-extincao-acelerada-das-especies.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O tempo nos arquipélagos até domingo, 19 de abril: Açores serão afetados por uma depressão já a partir de amanhã]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-nos-arquipelagos-ate-domingo-19-de-abril-acores-serao-afetados-por-uma-depressao-ja-a-partir-de-amanha.html</link><pubDate>Thu, 16 Apr 2026 14:17:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O arquipélago dos Açores deve preparar-se para a chegada de uma nova depressão já a partir de amanhã, sexta-feira. Na Madeira o cenário deverá manter-se estável.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5nski"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5nski.jpg" id="xa5nski"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O estado de tempo nos arquipélagos até domingo poderá ser bastante distinto entre um e outro, pois enquanto os <strong>Açores aguardam a chegada de uma depressão</strong>, a <strong>Madeira deverá manter um cenário atmosférico mais estável</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>O dia de hoje, nos Açores, poderá ser marcado pela <strong>ocorrência ocasional de aguaceiros fracos a moderados nas próximas horas</strong>, especialmente no Grupo Central, não se descartando esta ocorrência também no Grupo Ocidental, ainda que com menos expressão. Na <strong>Madeira, o tempo manter-se-á seco</strong>, podendo contar com alguma nebulosidade.</p><h2>Depressão atinge os Açores nas últimas horas de sexta-feira, 17</h2><p>Na madrugada de amanhã, sexta-feira, o Grupo Oriental poderá contar com chuva fraca a moderada, com fluxo de sudoeste- nordeste, podendo alguns agueceiros persistirem no mesmo grupo e no Central ao longo da tarde, sem grande impacto. No entanto, <strong>a partir das 19h é expectável que a chuva comece a tornar-se persistente, ainda que pouco significativa no Grupo Central</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-tempo-nos-arquipelagos-ate-domingo-acores-serao-afetados-por-uma-depressao-ja-a-partir-de-amanha-1776341499660.png" data-image="37xdahm2toim" alt="probabilidade de chuva; Açores" title="probabilidade de chuva; Açores"><figcaption>Uma depressão irá afetar o arquipélago dos Açores entre sexta e sábado, resultando na ocorrência de períodos de chuva, por vezes forte, especialmente nos grupos Central e Oriental.</figcaption></figure><p>Ao longo da madrugada de sábado, <strong>todas as ilhas do Grupo Central poderão contar com ocorrência de precipitação persistente</strong>, assim como as ilhas do Grupo Oriental. Não está prevista qualquer situação de risco associado, ainda que esta chuva possa permanecer ao longo do dia, devendo começar a dissipar-se entre as 15h e as 16h, ainda que não totalmente, podendo registar-se alguns <strong>períodos de chuva fraca e irregular por todo o arquipélago</strong>.</p><h3>Precipitação acumulada e aumento da velocidade do vento</h3><p>Com isto, esperam-se valores de<strong> precipitação acumulada até 42 mm na ilha Terceira</strong>, no Grupo Central e<strong> a</strong><strong>té 30 mm em São Miguel</strong>, no Grupo Oriental, até às últimas horas de sábado. Já o Grupo Ocidental registará valores menores, abaixo dos 10 mm, devendo ser o menos afetado. Para além da chuva, espera-se um <strong>aumento da velocidade de rajada</strong>, onde se esperam valores até 50 km/h em todos os grupos, ao longo do dia de sábado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-tempo-nos-arquipelagos-ate-domingo-acores-serao-afetados-por-uma-depressao-ja-a-partir-de-amanha-1776342904192.png" data-image="caq94xnldmdx" alt="rajadas de vento" title="rajadas de vento"><figcaption>No domingo espera-se uma intensificação do vento, levando algumas ilhas a registarem rajadas na ordem dos 60 km/h.</figcaption></figure><p>No domingo, continua a existir a possibilidade de <strong>ocorrência de chuva fraca </strong>em vários pontos do arquipélago, ainda que com menos expressão face ao dia de sábado. Contudo, e tal como podemos observar no mapa acima, <strong>o vento voltará a intensificar-se, de forma mais homogénea</strong> por todo o arquipélago, podendo registarem-se rajadas até 60 km/h no Grupo Central.</p><h2>Na Madeira esperam-se dias mais secos, mas com a presença de poeiras</h2><p>Em relação à chuva, o arquipélago da Madeira não deverá registar ocorrência da mesma, esperando-se dias secos e mais estáveis, ainda que <strong>a nebulosidade possa fazer parte do cenário entre hoje e domingo</strong>. No entanto, e como referimos em previsões anteriores, espera-se a <strong>chegada de poeiras provenientes do Norte de África já a partir da madrugada de sábado</strong>, ainda que ao longo do dia de sexta-feira se possa registar também a presença das mesmas, mas em quantidades impercetíveis.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-tempo-nos-arquipelagos-ate-domingo-acores-serao-afetados-por-uma-depressao-ja-a-partir-de-amanha-1776343715094.png" data-image="3qzjchu0wpx6" alt="índice qualidade do ar" title="índice qualidade do ar"><figcaption>Segundo o nosso índice de qualidade do ar, ao início da tarde de domingo, a ilha da Madeira poderá contar com má qualidade, devido à elevada concentração de poeiras saarianas.</figcaption></figure><p>Todavia, entre as últimas horas da tarde de sábado e as últimas horas da madrugada de domingo, a <strong>concentração destas poeiras será bastante elevada</strong>, podendo a <strong>qualidade do ar deteriorar-se</strong> ligeiramente, passando do índice "aceitável" para "moderada", especialmente em Porto Santo, durante o mesmo período de tempo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764227" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-de-20-a-26-de-abril.html" title="Previsão de chuva a médio prazo: eis como irá chover em Portugal de 20 a 26 de abril">Previsão de chuva a médio prazo: eis como irá chover em Portugal de 20 a 26 de abril</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-de-20-a-26-de-abril.html" title="Previsão de chuva a médio prazo: eis como irá chover em Portugal de 20 a 26 de abril"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-de-20-a-26-de-abril-1776342420299_320.jpg" alt="Previsão de chuva a médio prazo: eis como irá chover em Portugal de 20 a 26 de abril"></a></article></aside><p>Já nas horas seguintes, ao início da tarde, e com uma nova<strong> intensificação desta concentração, a qualidade do ar no Funchal poderá ser "má"</strong>, segundo o índice da Meteored e conforme podemos observar no mapa acima. Porém, é esperado que ao longo das horas as poeiras comecem a afastar-se, restabelecendo a qualidade do ar e o horizonte mais limpo já na segunda-feira.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-nos-arquipelagos-ate-domingo-19-de-abril-acores-serao-afetados-por-uma-depressao-ja-a-partir-de-amanha.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bolha de ar quente domina Portugal e Espanha, enquanto o resto da Europa permanece sob temperaturas mais baixas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/bolha-de-ar-quente-domina-portugal-e-espanha-enquanto-o-resto-da-europa-permanece-sob-temperaturas-mais-baixas.html</link><pubDate>Thu, 16 Apr 2026 13:41:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal terá dias de calor acima do normal até domingo, mas a partir de 20 de abril o tempo muda, com maior instabilidade e possibilidade de chuva, embora as temperaturas continuem acima da média.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5nuxk"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5nuxk.jpg" id="xa5nuxk"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Entre os dias 16 e 19 de abril, Portugal estará sob influência de uma massa de ar mais quente, com temperaturas em clara subida.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Já na sexta-feira (17), as temperaturas aumentam entre 3 a 5 °C face ao dia anterior, sobretudo nas regiões Centro e Sul. <strong>Esta tendência intensifica-se no sábado (18), que deverá ser o dia mais quente deste período</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-ar-quente-domina-portugal-e-espanha-enquanto-o-resto-da-europa-permanece-sob-temperaturas-mais-baixas-1776341273276.png" data-image="yihfhk9h4mdf" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Subida gradual das temperaturas até ao fim de semana, com sábado a destacar-se como o dia mais quente, podendo o interior centro ultrapassar os 30 °C.</figcaption></figure><p>Em zonas do interior centro, como <strong>o Médio Tejo, os valores poderão ultrapassar os 30 °C</strong>, enquanto grande parte do país regista temperaturas bastante elevadas para a época.</p><h2>Temperaturas muito acima do normal. O que significa “anomalia”?</h2><p>O mapa de anomalia da temperatura ajuda a perceber quão fora do normal estão os valores previstos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-ar-quente-domina-portugal-e-espanha-enquanto-o-resto-da-europa-permanece-sob-temperaturas-mais-baixas-1776340923787.png" data-image="nbwfrybt4ps8" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"><figcaption>Mapa de anomalia da temperatura mostra valores muito acima da média para a época, com várias regiões a registarem entre +9 e +11 °C durante a tarde de sábado.</figcaption></figure><p>Uma <strong>anomalia positiva</strong> significa que as temperaturas estão acima da média climatológica para aquela data. No sábado à tarde, várias regiões de Portugal e Espanha poderão registar valores <strong>9 a 11 °C acima do normal</strong>, o que é bastante significativo para abril.</p><p>No entanto, esta anomalia não é constante ao longo do dia. Durante as madrugadas, especialmente no litoral entre Viana do Castelo e Lisboa, poderão ocorrer <strong>anomalias negativas</strong>, traduzindo noites mais frescas.</p><p>Este contraste entre dias quentes e noites frescas indica que, apesar do calor diurno, <strong>não estamos perante uma vaga de calor</strong>.</p><h2>Semana de 20 a 27 de abril: mais instabilidade, mas temperaturas acima da média</h2><p>A partir de segunda-feira (20), o padrão atmosférico torna-se mais dinâmico. A estabilidade dos dias anteriores dá lugar a um regime mais instável, com maior presença de nebulosidade e períodos de precipitação.</p><p>Ainda assim, os modelos indicam que a <strong>temperatura média semanal continuará acima do normal</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-ar-quente-domina-portugal-e-espanha-enquanto-o-resto-da-europa-permanece-sob-temperaturas-mais-baixas-1776341366421.jpg" data-image="vci14eemuf09" alt="Anomalia da temperatura semanal" title="Anomalia da temperatura semanal"><figcaption>Apesar do aumento da instabilidade na semana de 20 a 27 de abril, a temperatura média semanal deverá manter-se entre 1 e 4 °C acima do normal em Portugal.</figcaption></figure><p>De acordo com o mapa de anomalias semanais do ECMWF, Portugal deverá apresentar<strong> anomalias positivas entre</strong> <strong>+1 e +4 °C</strong>, enquanto Espanha regista valores ainda mais elevados.</p><p>Isto significa que, mesmo com dias mais nublados ou com chuva, as temperaturas globais da semana continuarão relativamente altas para a época.</p><h2>Instabilidade regressa, sobretudo no Norte e Centro</h2><p>Apesar da persistência de temperaturas acima da média,<strong> a semana será marcada por períodos de instabilidade.</strong> Os modelos sugerem a ocorrência de precipitação, sobretudo nas regiões Norte e Centro, com passagem de sistemas frontais e aumento da nebulosidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolha-de-ar-quente-domina-portugal-e-espanha-enquanto-o-resto-da-europa-permanece-sob-temperaturas-mais-baixas-1776341069771.png" data-image="1z00v7m3cnqk" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>A semana de 20 a 27 de abril poderá ser mais instável, com períodos de chuva sobretudo no Norte e Centro, apesar de as temperaturas continuarem relativamente elevadas para a época.</figcaption></figure><p>Este cenário resulta de uma alteração na circulação atmosférica à escala europeia, onde massas de ar mais frias dominam grande parte do continente, contrastando<strong> com a “bolha” de ar quente sobre a Península Ibérica</strong>.</p><p>Este tipo de configuração é típico de bloqueios atmosféricos, onde o fluxo habitual do jato polar é desviado, permitindo a persistência de massas de ar distintas em diferentes regiões.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764227" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-de-20-a-26-de-abril.html" title="Previsão de chuva a médio prazo: eis como irá chover em Portugal de 20 a 26 de abril">Previsão de chuva a médio prazo: eis como irá chover em Portugal de 20 a 26 de abril</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-de-20-a-26-de-abril.html" title="Previsão de chuva a médio prazo: eis como irá chover em Portugal de 20 a 26 de abril"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-de-20-a-26-de-abril-1776342420299_320.jpg" alt="Previsão de chuva a médio prazo: eis como irá chover em Portugal de 20 a 26 de abril"></a></article></aside><p>Assim, Portugal deverá viver dias tipicamente primaveris, com calor, mas também alguma instabilidade, enquanto o resto da Europa enfrenta um cenário mais frio.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/bolha-de-ar-quente-domina-portugal-e-espanha-enquanto-o-resto-da-europa-permanece-sob-temperaturas-mais-baixas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ministro da Agricultura anuncia mais 2.000 novos jovens agricultores instalados. Pedido Único tem de ser “acelerado”]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ministro-da-agricultura-anuncia-mais-2-000-novos-jovens-agricultores-instalados-pedido-unico-tem-de-ser-acelerado.html</link><pubDate>Thu, 16 Apr 2026 12:51:32 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>José Manuel Fernandes foi ao Parlamento nesta quarta-feira, 15 de abril, e assumiu que a renovação geracional na agricultura é uma prioridade, sendo “fundamental” mudar a perceção da sociedade em relação ao setor primário da economia.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ministro-da-agricultura-anuncia-mais-2-000-novos-jovens-agricultores-instalados-pedido-unico-tem-de-ser-acelerado-1776342976951.jpg" data-image="ax4okw7gf8b9" alt="Jovem agricultor" title="Jovem agricultor"><figcaption>“Temos 2.000 novos jovens agricultores instalados” em Portugal, afirmou o ministro da Agricultura, esta semana, na Assembleia da República.</figcaption></figure><p>“Temos 2.000 novos jovens agricultores instalados” em Portugal, afirmou esta semana na Assembleia da República o ministro da Agricultura, explicando que está disponível um <strong>apoio de 351 milhões de euros do PEPAC (Plano Estratégico da Política Agrícola Comum 2023-2027) para apoiar a instalação de jovens </strong>agricultores.</p><p>Falando aos deputados numa audição parlamentar na comissão de Agricultura, José Manuel Fernandes adiantou que <strong>foram aprovadas 820 candidaturas, num total de 222 milhões de euros</strong> e que, desses, já foram pagos 527.000 euros.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O governante assumiu que a <strong>renovação geracional é uma das prioridades do seu mandato</strong>, mas que é também “fundamental” mudar a opinião pública em relação à atividade exercida pelo setor primário da economia. “Não posso aceitar que o agricultor seja visto como um vilão, um poluidor”, disse o governante, acrescentando que se esta perceção não se alterar, os cursos de Agronomia e outros nas universidades e as escolas profissionais de agricultura não vão ter alunos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O <strong>estudo "Evolução do Trabalho na Agricultura em Portugal</strong>", apresentado em finais de março pela consultora Consulai, revela que a utilização de mão de obra no setor agrícola caiu drasticamente nos últimos 30 anos - passou de 430 mil trabalhadores a tempo inteiro para 220 mil -, mas a <strong>idade idade média dos agricultores subiu de 46 anos, em 1989, para 59 anos</strong>, em 2023. </p><h2>Acelerar candidaturas ao Pedido Único</h2><p>Já a idade média dos trabalhadores imigrantes que trabalham na agricultura em Portugal é de 33 anos, sendo que <strong>quatro em cada 10 dos que operam neste setor já são estrangeiros</strong>. </p><p>Mais de <strong>40% dos trabalhadores do setor agrícola são estrangeiros, “um peso que quadruplicou desde 2014</strong> e que não tem paralelo em nenhum outro setor da economia portuguesa”, de acordo com o estudo divulgado pela Consulai.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="760880" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/jovens-agricultores-apelam-ao-primeiro-ministro-a-agricultura-e-os-territorios-rurais-estao-no-fio-da-navalha.html" title="Jovens agricultores apelam ao Primeiro-Ministro: a agricultura e os territórios rurais estão “no fio da navalha”">Jovens agricultores apelam ao Primeiro-Ministro: a agricultura e os territórios rurais estão “no fio da navalha”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/jovens-agricultores-apelam-ao-primeiro-ministro-a-agricultura-e-os-territorios-rurais-estao-no-fio-da-navalha.html" title="Jovens agricultores apelam ao Primeiro-Ministro: a agricultura e os territórios rurais estão “no fio da navalha”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/jovens-agricultores-apelam-ao-primeiro-ministro-a-agricultura-e-os-territorios-rurais-estao-no-fio-da-navalha-1774553947682_320.jpg" alt="Jovens agricultores apelam ao Primeiro-Ministro: a agricultura e os territórios rurais estão “no fio da navalha”"></a></article></aside><p>Na audição em que participou nesta quarta-feira na Assembleia da República, <strong>José Manuel Fernandes também pediu que se acelere o ritmo de candidaturas ao Pedido Único </strong>(PU), que termina em maio e que conta, até agora, com apenas 56.000 candidaturas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ministro-da-agricultura-anuncia-mais-2-000-novos-jovens-agricultores-instalados-pedido-unico-tem-de-ser-acelerado-1776343124375.jpg" data-image="4n6bpo05jv9p" alt="Jovem agricultor" title="Jovem agricultor"><figcaption>A utilização de mão de obra no setor agrícola caiu drasticamente nos últimos 30 anos e a idade idade média subiu de 46 anos, em 1989, para 59 anos, em 2023. </figcaption></figure><p>No ano passado, <strong>a 30 de abril, havia ainda mais de 53% de candidaturas por submeter</strong> ao Pedido Único de 2025, tendo em conta o número de candidaturas de 2024. O prazo para a submissão acabou por ser alargado até ao dia 26 de maio de 2025.</p><div class="texto-destacado">“Acaba em 31 de maio o Pedido Único e é essencial, para que não haja nenhuma perturbação [na análise e nos pagamentos], que todos façam as candidaturas, que tiveram início em 16 de fevereiro”, avisou o ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, na Assembleia da República, em Lisboa. O Pedido Único abrange os pagamentos diretos, os apoios associados, ecorregimes, desenvolvimento rural, pagamentos da Rede Natura, a manutenção da atividade agrícola em zonas desfavorecidas e as medidas florestais.</div><p>O ministro assumiu, ainda assim, que, <strong>este ano, o processo até “está a correr muito bem, em comparação com 2025</strong>”, revelando que já foram submetidas 56.000 candidaturas. Em todo o caso, <strong>é necessário “acelerar o ritmo</strong>” para que não haja atrasos nos pagamentos, “que depois seriam da responsabilidade do Governo”.</p><h2>Passaporte equídeo encurtado para uma semana</h2><p>Na mesma audição no Parlamento, o <strong>s</strong><strong>ecretário de Estado da Agricultura, João Moura, adiantou que o tempo de emissão do passaporte equídeo foi encurtado</strong>. Passou a demorar uma semana, abaixo dos três meses inicialmente registados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ministro-da-agricultura-anuncia-mais-2-000-novos-jovens-agricultores-instalados-pedido-unico-tem-de-ser-acelerado-1776343220769.jpg" data-image="tvv0bto6jmqr" alt="Cavalo" title="Cavalo"><figcaption>“A emissão de um passaporte para estes animais [equídeos] demorava três meses e agora demora uma semana”, garantiu o secretário de Estado da Agricultura no Parlamento.</figcaption></figure><p>“A emissão de um passaporte para estes animais [equídeos] <strong>demorava três meses e agora demora uma semana</strong>”, garantiu o secretário de Estado aos deputados da comissão parlamentar de Agricultura.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="716896" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cavalos-semisselvagens-podem-ajudar-a-reduzir-o-risco-de-incendios-florestais-e-a-aumentar-a-biodiversidade.html" title="Cavalos semisselvagens podem ajudar a reduzir o risco de incêndios florestais e aumentar a biodiversidade ">Cavalos semisselvagens podem ajudar a reduzir o risco de incêndios florestais e aumentar a biodiversidade </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cavalos-semisselvagens-podem-ajudar-a-reduzir-o-risco-de-incendios-florestais-e-a-aumentar-a-biodiversidade.html" title="Cavalos semisselvagens podem ajudar a reduzir o risco de incêndios florestais e aumentar a biodiversidade "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cavalos-semisselvagens-podem-ajudar-a-reduzir-o-risco-de-incendios-florestais-e-a-aumentar-a-biodiversidade-1750869246214_320.jpg" alt="Cavalos semisselvagens podem ajudar a reduzir o risco de incêndios florestais e aumentar a biodiversidade "></a></article></aside><p>O <strong>Documento de Identificação de Equídeos</strong> (DIE), conhecido como passaporte de equídeos, é um documento vitalício, mas que é obrigatório para os animais nascidos em território nacional ou introduzidos na União Europeia.</p><p>O <strong>registo animal é da responsabilidade da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária</strong> (DGAV), mas a emissão dos passaportes está a cargo das associações de criadores, segundo o Ministério da Agricultura.</p><p>João Moura adiantou ainda que o <strong>Governo decidiu manter o laboratório do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária em Alter do Chão</strong>, ressalvando que este tinha “os dias contados” na altura em que o executivo tomou posse.</p><p>“Nós fizemos questão de <strong>manter este laboratório aberto onde está uma das principais raças autóctones</strong> e de onde pôde nascer a escola portuguesa de arte equestre. Sediada no mesmo sítio está ainda a coudelaria mais antiga do mundo”, sublinhou.</p><p>O secretário de Estado da Agricultura apontou ainda que o <strong>abandono animal não acontece só com as espécies de pequeno porte, mas também com os equídeos</strong>.<br>Assim, o Governo celebrou um protocolo com a Escola Profissional de Mouriscas e com a Universidade Lusófona de Lisboa para <strong>combater o abandono</strong>.</p><p>No âmbito deste protocolo, os <strong>animais são examinados no hospital veterinário da Lusófona e depois encaminhados para a escola profissional de Mouriscas</strong>, onde são acolhidos e tratados. “Estamos quase com a lotação esgotada e vamos ter de reforçar este modelo de protocolo”, concluiu.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ministro-da-agricultura-anuncia-mais-2-000-novos-jovens-agricultores-instalados-pedido-unico-tem-de-ser-acelerado.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Previsão de chuva a médio prazo: eis como irá chover em Portugal de 20 a 26 de abril]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-de-20-a-26-de-abril.html</link><pubDate>Thu, 16 Apr 2026 12:31:17 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após a estabilidade e as temperaturas elevadas, avizinha-se reviravolta no tempo em Portugal continental e Madeira, com poeiras, aguaceiros e trovoadas em perspetiva na próxima semana. Açores deparar-se-ão com várias baixas pressões, uma delas potencialmente forte.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-de-20-a-26-de-abril-1776342420299.jpg" data-image="k9dd0yxgrtv3"><figcaption>O tempo na próxima semana irá sofrer alterações nas três unidades territoriais portuguesas. Abaixo contamos-lhe o que pode esperar para Continente, Açores e Madeira entre 20 e 26 de abril.</figcaption></figure><p>A partir desta quinta-feira (16) uma ampla e alongada região de altas pressões estabelecer-se-á sobre a Península Ibérica, originando um estado do <strong>tempo estável e seco em Portugal continental até ao fim de semana</strong>, embora com alguma nebulosidade ocasional.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Deste modo, entre hoje e domingo, dia 19, prevê-se que as condições meteorológicas sejam influenciadas por um domínio anticiclónico e caracterizadas por uma subida gradual das temperaturas, com o pico do episódio de calor invulgar para a época do ano previsto para <strong>sábado, dia 18, data no qual se deverão destacar as regiões do Ribatejo e Alentejo como as mais quentes do país (32 ºC)</strong>. No domingo (19) poderá chuviscar de forma fraca e dispersa, mas temporária e pouco significativa, em alguns locais do extremo norte.</p><h2>Mudança de tempo em perspetiva para a próxima semana</h2><p>A partir de segunda-feira (20) registar-se-ão algumas alterações significativas na circulação atmosférica nas nossas latitudes. O jato polar produzirá grandes ondulações e isso levará ao aparecimento de bloqueios anticiclónicos nas latitudes altas, que se deslocarão entre a Escandinávia, o Mar do Norte, a Islândia e a Gronelândia, <strong>o que originará uma situação dinâmica e variável, algo que, na verdade, é bastante comum durante os meses da primavera</strong>.</p><p>Isto corresponderá a um enfraquecimento substantivo da estabilidade anticiclónica nas imediações de Portugal continental, dando lugar a um <strong>fluxo mais instável, proveniente de Sul e de Leste (por vezes de outras direções), e favorável à formação de nebulosidade e precipitação</strong>, possivelmente acompanhada de <strong>trovoadas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-de-20-a-26-de-abril-1776341913696.png" data-image="ifmc7z98biti"><figcaption>Embora ainda exista alguma incerteza, os mapas antecipam uma intrusão maciça de poeiras do Saara em Portugal continental no início da próxima semana, impulsionadas por uma depressão e pelo fluxo associado de Sul/Sueste/Sudoeste.</figcaption></figure><p><strong>Tanto na segunda (20), como na terça-feira (21) as temperaturas terão tendência a aumentar</strong> devido ao transporte de ar quente e seco que conterá <strong>poeiras em suspensão</strong>, impulsionadas por uma depressão formada entre as Canárias e a Madeira, e que mais tarde se posicionará a oes-sudoeste da Península Ibérica.</p><p>Espera-se <strong>precipitação intermitente nos dias 20 e 21 de abril</strong>, potencialmente acompanhada de <strong>trovoada</strong>, não se excluindo a possibilidade de queda de granizo ocasional e do fenómeno “chuva de lama”. Alguns <strong>aguaceiros poderão ser localmente fortes</strong>.</p><p>O vento dos quadrantes Sul e Leste, mas por vezes também a soprar de Sudoeste, soprará com cada vez mais intensidade devido à deslocação vertiginosa da referida depressão de sul para norte, <strong>sobretudo na terça-feira (21) e em particular durante a tarde no interior Norte e Centro, prevendo-se rajadas até 75/80 km/h nestas regiões</strong>.</p><h2>Incerteza quanto à chuva aumenta a partir de quarta-feira, dia 22. Açores exposto a uma depressão muito cavada</h2><p>Enquanto no início da próxima semana o arquipélago da Madeira e o Continente estarão expostos às poeiras do Saara, precipitação convectiva pontualmente intensa e acompanhada de rajadas fortes, <strong>a configuração sinóptica prevista para os Açores mostra um cenário diferente e ainda mais instável</strong>.</p><p>Ainda antes do início da próxima semana, <strong>o arquipélago dos Açores deparar-se-á no sábado (18) com uma baixa pressão</strong> que rodopiará no Atlântico de sul para Norte, provocando tempo instável, com períodos de chuva e aguaceiros. Nos Açores prevê-se que domingo (19) e segunda (20) sejam dias mais variáveis, com períodos de céu nublado e abertas intercalados com aguaceiros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-de-20-a-26-de-abril-1776341746280.png" data-image="8xn7kkp7hufq"><figcaption>Caso a previsão se cumpra, não se exclui a possibilidade da depressão prevista para o arquipélago dos Açores na próxima quarta-feira, 22 de abril, ser nomeada.</figcaption></figure><p>Porém, segundo os mapas de referência da Meteored, <strong>a instabilidade será elevada a um novo patamar a partir de terça-feira (21) </strong>quando um amplo centro de baixas pressões descer gradualmente em direção às latitudes dos Açores, mantendo-se estacionário durante vários dias.</p><p>Esta depressão persistente, com início previsto para terça-feira (21), <strong>cavará de forma rápida evoluindo para uma depressão ainda mais forte na quarta-feira (22), podendo provocar chuva forte, vento intenso e mar agitado</strong>, ainda com distribuição e intensidade por definir em cada ilha. Este panorama deverá levar à emissão de avisos meteorológicos por parte do IPMA para o arquipélago açoriano. É possível que a sua influência se traduza em efeitos meteorológicos adversos neste território insular português ainda na quinta-feira (23).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764198" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-32-c-este-fim-de-semana-as-regioes-do-ribatejo-e-alentejo-serao-as-zonas-mais-quentes-de-portugal.html" title="Até 32 °C este fim de semana: as regiões do Ribatejo e Alentejo serão as zonas mais quentes de Portugal">Até 32 °C este fim de semana: as regiões do Ribatejo e Alentejo serão as zonas mais quentes de Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-32-c-este-fim-de-semana-as-regioes-do-ribatejo-e-alentejo-serao-as-zonas-mais-quentes-de-portugal.html" title="Até 32 °C este fim de semana: as regiões do Ribatejo e Alentejo serão as zonas mais quentes de Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-32-c-este-fim-de-semana-as-regioes-do-ribatejo-e-alentejo-serao-as-zonas-mais-quentes-de-portugal-1776334208522_320.jpg" alt="Até 32 °C este fim de semana: as regiões do Ribatejo e Alentejo serão as zonas mais quentes de Portugal"></a></article></aside><p>Há cenários que sugerem que eventualmente esta depressão muito cavada irá deslocar-se para leste e, no final da semana, mais concretamente na sexta e <strong>sábado, dias 24 e 25 de abril, poderá começar a traduzir-se em precipitação e outros efeitos meteorológicos adversos, também sobre a geografia do Continente português</strong>. A incerteza na sua ocorrência, distribuição e intensidade em Portugal continental mantém-se elevada, mas as últimas saídas do modelo Europeu continuam a apostar nessa possibilidade.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-de-20-a-26-de-abril.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 32 °C este fim de semana: as regiões do Ribatejo e Alentejo serão as zonas mais quentes de Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-32-c-este-fim-de-semana-as-regioes-do-ribatejo-e-alentejo-serao-as-zonas-mais-quentes-de-portugal.html</link><pubDate>Thu, 16 Apr 2026 11:03:03 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>No próximo fim de semana, de 18 e 19 de abril, esperam-se temperaturas veranis em vários pontos do país. Saiba quais as zonas mais quentes entre sábado e domingo.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-em-lisboa-as-horas-mais-quentes-da-semana-serao-registadas-entre-sabado-e-domingo.html" target="_blank">O tempo em Lisboa: as horas mais quentes da semana serão registadas entre sábado e domingo</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5nhke"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5nhke.jpg" id="xa5nhke"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A semana que iniciou húmida, fria e cinzenta, está aos poucos a mudar o seu cenário atmosférico, com <strong>períodos de sol, ausência de precipitação e subida gradual das temperaturas</strong>, especialmente as máximas.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Esta tendência deverá manter-se nos próximos dias, sendo esperado um<strong> fim de semana com temperaturas típicas de verão em alguns locais do país</strong>. As zonas de maior destaque são o Ribatejo, o Alentejo e o Vale do Douro, que podem chegar ou até mesmo ultrapassar o marco dos 30 ºC.</p><h2>Sábado, 18, poderá ser o dia mais quente da semana</h2><p>Face ao dia de hoje, quinta-feira, onde as máximas mais elevadas do país não deverão ultrapassar os 27 ºC no Ribatejo e os 28 ºC no Baixo Alentejo, <strong>o próximo sábado poderá surpreender os amantes de calor</strong>, pois nesse dia, estas mesmas regiões poderão registar valores de 30 ºC ou mais, tal como podemos observar no mapa abaixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-32-c-este-fim-de-semana-as-regioes-do-ribatejo-e-alentejo-serao-as-zonas-mais-quentes-de-portugal-1776334221045.png" data-image="ojshae2pn1cv" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>No sábado poderão registar-se valores até 32 ºC em Portugal Continental, especificamente na região do Ribatejo, uma das mais quentes do país.</figcaption></figure><p>Este aumento gradual das temperaturas deve-se à <strong>chegada de uma massa de ar quente subtropical</strong>, proveniente do Norte de África, que, em conjunto com a presença de um anticiclone, influencia esta subida dos valores e a manutenção dos mesmos. No entanto,<strong> as noites mantêm-se frias</strong>, pois a alta pressão impede a formação de nuvens, permitindo uma maior <strong>perda de calor por radiação </strong>durante a noite, conduzindo a um arrefecimento mais acentuado. Desta forma, a <strong>amplitude térmica será elevada</strong> em boa parte do país.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763883" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-30-c-sao-esperados-5-dias-de-subida-gradual-da-temperatura.html" title="Até 30 °C: são esperados 5 dias de subida gradual da temperatura">Até 30 °C: são esperados 5 dias de subida gradual da temperatura</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-30-c-sao-esperados-5-dias-de-subida-gradual-da-temperatura.html" title="Até 30 °C: são esperados 5 dias de subida gradual da temperatura"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-30-c-sao-esperados-5-dias-de-aumento-gradual-da-temperatura-1776165252959_320.png" alt="Até 30 °C: são esperados 5 dias de subida gradual da temperatura"></a></article></aside><p>Com isto, as temperaturas no Norte do país para sábado deverão manter-se entre os 18 ºC em Viana do Castelo e os 25 ºC em Vila Real, sendo que localmente se esperam valores mais elevados, na ordem dos <strong>28/ 30 ºC no Vale do Douro</strong>. Na região Centro, estes valores poderão variar entre os 18 ºC em Aveiro e os 28 ºC em Santarém e Lisboa, com valores locais na ordem dos <strong>32 ºC, especialmente na zona de Abrantes</strong>. No Sul do país, os termómetros poderão registar entre os 21 ºC em Faro e os 28 ºC em Beja, com valores localmente mais elevados, especialmente no litoral alentejano e na Península de Setúbal, na ordem dos 30 ºC.</p><h2>Apesar de um ligeiro alívio no domingo, as temperaturas deverão manter-se elevadas no arranque da próxima semana</h2><p>No domingo, espera-se um dia com céu parcialmente nublado, não se descartando um <strong>episódio de chuva fraca no interior Norte</strong> do país durante a tarde, com passagem rápida e irregular. Ainda assim, e apesar de as temperaturas aliviarem ligeiramente, especialmente no Centro e Sul do país, é expectável que seja um dia com<strong> valores acima da média em praticamente toda a geografia continental</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-32-c-este-fim-de-semana-as-regioes-do-ribatejo-e-alentejo-serao-as-zonas-mais-quentes-de-portugal-1776336276223.png" data-image="i6lkdlky9wei" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>Ainda que no domingo se possa registar um ligeiro alívio térmico, as anomalias térmicas irão continuar positivas e elevadas em todo o país, com exceção do Algarve. </figcaption></figure><p>Mesmo com esta ligeira diminuição dos valores de temperatura no domingo, esperam-se máximas no Norte entre os 17 ºC em Viana do Castelo e os 26 ºC em Vila Real. <strong>O Vale do Douro será mais quente, podendo registar valores até 31 ºC</strong>. Na região Centro, esperam-se oscilações entre os 20 ºC em Aveiro e os 28 ºC em Coimbra, devendo a zona de Abrantes ser uma das mais quentes desta região com 30 ºC. No Sul esperam-se valores entre os 20 ºC em Faro e os 27 ºC em Beja.</p><p>Como podemos observar acima e mesmo com esta ligeira oscilação, <strong>vários locais do país registarão valores entre 7 ºC a 10 ºC acima da normal climatológica</strong>, podendo, localmente, estes números serem superiores. Estas anomalias deverão perpetuar-se, pelo menos, até terça-feira, onde se deverão continuar a registar valores entre os 18 ºC e os 30 ºC, de grosso modo, em toda a geografia continental.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-32-c-este-fim-de-semana-as-regioes-do-ribatejo-e-alentejo-serao-as-zonas-mais-quentes-de-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas abriram latas de salmão com 40 anos para verificar a saúde dos oceanos - e encontraram algo inesperado]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-abriram-latas-de-salmao-com-40-anos-para-verificar-a-saude-dos-oceanos-e-encontraram-algo-inesperado.html</link><pubDate>Thu, 16 Apr 2026 10:27:05 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>É difícil acompanhar a evolução dos ecossistemas marinhos ao longo de décadas quando é difícil obter amostras históricas fiáveis. Uma equipa de investigadores dos EUA encontrou uma solução improvável num armazém de Seattle.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/scientists-opened-40-year-old-cans-of-salmon-to-check-on-ocean-health-and-found-something-unexpected-inside-1776182386090.jpg" data-image="j65qnlbnuqnz" alt="Researchers have turned decades-old canned salmon into a record of ocean change, revealing how hidden biological signals have tracked shifts in marine ecosystems over time." title="Researchers have turned decades-old canned salmon into a record of ocean change, revealing how hidden biological signals have tracked shifts in marine ecosystems over time."><figcaption>Os investigadores transformaram um salmão enlatado com décadas de idade num registo das alterações oceânicas, revelando como sinais biológicos ocultos acompanharam as mudanças nos ecossistemas marinhos ao longo do tempo.</figcaption></figure><p>Cientistas da Universidade de Washington abriram <strong>178 latas de salmão, abrangendo um total de 42 anos de capturas</strong> no Golfo do Alasca e na Baía de Bristol.</p><p>A razão por detrás desta atividade peculiar não foi apenas por diversão. Os investigadores pretendiam<strong> contar os minúsculos vermes parasitas que se encontravam preservados no interior dos filetes</strong> e verificar se guardavam algum segredo sobre a história do oceano.</p><p>De acordo com os cientistas, o estudo é o primeiro a utilizar peixe enlatado arquivado como um conjunto de dados ecológicos a longo prazo, e<strong> as contagens de vermes revelaram-se mais informativas do que poderiam parecer</strong>.</p><h2>O que quatro décadas de latas revelaram</h2><p>Os parasitas em questão são os anisakids, por vezes chamados de vermes do sushi. Têm cerca de um centímetro de comprimento, já estão mortos devido ao processo de enlatamento e são completamente inofensivos para o consumo. No entanto, a sua presença na carne do peixe fornece informações sobre a cadeia alimentar mais alargada, uma vez que os <strong>anisakids só podem completar o seu ciclo de vida se existir a combinação certa de hospedeiros</strong>, desde o krill e os pequenos peixes até aos mamíferos marinhos.</p><p>“Toda a gente pensa que a presença de vermes no salmão é um sinal de que as coisas correram mal”, disse Chelsea Wood, professora associada de ciências aquáticas e da pesca na UW e autora sénior do artigo. "Mas o ciclo de vida dos anisakid integra muitos componentes da teia alimentar. <strong>Vejo a sua presença como um sinal de que o peixe no nosso prato veio de um ecossistema saudável.</strong>"</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/scientists-opened-40-year-old-cans-of-salmon-to-check-on-ocean-health-and-found-something-unexpected-inside-1776182397734.png" data-image="5vqfpam0cqip" alt="Scientists have shown that rising levels of parasitic organisms have reflected more complete food webs, suggesting long-term recovery across parts of the ocean." title="Scientists have shown that rising levels of parasitic organisms have reflected more complete food webs, suggesting long-term recovery across parts of the ocean."> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-223119">Os cientistas mostraram que os níveis crescentes de organismos parasitas refletiram teias alimentares mais completas, sugerindo uma recuperação a longo prazo em algumas partes do oceano.</figcaption></figure><p>As latas vieram da Seafood Products Association, um grupo comercial de Seattle que as tinha guardado para efeitos de controlo de qualidade e já não precisava delas. Os investigadores dissecaram os filetes utilizando pinças e um microscópio de dissecação, <strong>separando cuidadosamente a carne para contar os vermes enrolados no interior do tecido muscular</strong>.</p><p>Os resultados mostraram que os níveis de anisakid aumentaram nos salmões chum e rosa entre 1979 e 2021. <strong>Em coho e sockeye, os números permaneceram praticamente estáveis</strong> - embora isso seja mais difícil de interpretar, em parte porque o processo de enlatamento destruiu as caraterísticas internas necessárias para identificar quais espécies específicas de vermes estavam presentes.</p><p>A autora principal, Natalie Mastick, atualmente investigadora de pós-doutoramento no Museu Peabody de Yale, afirma que o aumento de algumas espécies é um sinal encorajador.</p><p>"Ver o seu número aumentar ao longo do tempo, como aconteceu com o salmão rosa e o salmão chum, indica que estes parasitas conseguiram encontrar os hospedeiros certos e reproduzir-se. <strong>Isso pode indicar um ecossistema estável ou em recuperação</strong>, com um número suficiente de hospedeiros certos para os anisakids".</p><h2>Porque é que a recuperação dos mamíferos marinhos pode estar por detrás disto</h2><p>Uma das explicações mais plausíveis para o aumento envolve a Lei de Proteção dos Mamíferos Marinhos de 1972. As focas, os leões-marinhos e as orcas recuperaram significativamente durante o período de estudo - e uma vez que <strong>os anisakids só se podem reproduzir nos intestinos de um mamífero marinho</strong>, mais mamíferos marinhos na água significa mais oportunidades para o parasita completar o seu ciclo.</p><p>O aquecimento das temperaturas do oceano e as melhorias ligadas à Lei da Água Limpa podem também ser fatores contribuintes, embora os investigadores não tenham conseguido separar esses efeitos de forma clara.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="600461" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-rio-wye-no-reino-unido-esta-em-risco-de-perder-o-seu-salmao-do-atlantico-nos-proximos-anos-ambiente.html" title="O rio Wye, no Reino Unido, está em risco de perder o seu salmão do Atlântico nos próximos anos">O rio Wye, no Reino Unido, está em risco de perder o seu salmão do Atlântico nos próximos anos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-rio-wye-no-reino-unido-esta-em-risco-de-perder-o-seu-salmao-do-atlantico-nos-proximos-anos-ambiente.html" title="O rio Wye, no Reino Unido, está em risco de perder o seu salmão do Atlântico nos próximos anos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/campaigners-make-their-stand-to-save-the-river-wye-1700738609286_320.jpeg" alt="O rio Wye, no Reino Unido, está em risco de perder o seu salmão do Atlântico nos próximos anos"></a></article></aside><p>A equipa afirma que a abordagem também poderia funcionar com outros mariscos arquivados - sendo as sardinhas em conserva um candidato óbvio. No entanto, para lá chegar, depende do tipo de trabalho em rede informal que conduziu a este estudo.</p><p>“Só podemos obter estas informações sobre os ecossistemas do passado através da criação de redes e de ligações para descobrir <strong>fontes inexploradas de dados históricos”</strong>, afirmou Wood.</p><h3><i>Referência da notícia:</i></h3><p> <em>Scientists open 40-year-old salmon and find a surprising sign of ocean recovery, published by <a href="https://www.sciencedaily.com/releases/2026/04/260401022027.htm" target="_blank">Washignton Unviersity</a>, April 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-abriram-latas-de-salmao-com-40-anos-para-verificar-a-saude-dos-oceanos-e-encontraram-algo-inesperado.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A atmosfera de Vénus apresenta semelhanças fundamentais com a da Terra (e poderá albergar diferentes formas de vida)]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-atmosfera-de-venus-apresenta-semelhancas-fundamentais-com-a-da-terra-e-podera-albergar-diferentes-formas-de-vida.html</link><pubDate>Thu, 16 Apr 2026 10:17:36 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Embora a superfície de Vénus seja uma paisagem infernal tóxica, as suas misteriosas nuvens temperadas podem esconder microorganismos extraterrestres provenientes de um passado distante com uma origem comum partilhada com a Terra.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-atmosfera-de-venus-presenta-similitudes-clave-con-la-de-la-tierra-y-podrian-albergar-diferentes-formas-de-vida-1775807333460.jpeg" data-image="uw0l6ren10u1"><figcaption>Apesar de ser o segundo planeta a contar do Sol, Vénus é o mais quente devido ao efeito de estufa.</figcaption></figure><p>Desde o ensino básico, aprendemos que <strong>Vénus e a Terra podem ser considerados gémeos devido ao seu tamanho semelhante</strong>. Novas investigações sugerem que existem ligações muito mais profundas, revelando um passado geológico muito semelhante durante as fases iniciais do nosso Sistema Solar.</p><p><strong>A análise dos dados obtidos pela sonda Magellan tornou possível estudar vastos planaltos venusianos</strong>, como a enorme região montanhosa conhecida como Ishtar Terra, descobrindo que se formaram através de processos muito semelhantes aos antigos cratões continentais da Terra.</p><p>Apesar deste notável passado partilhado, os dois planetas apresentam agora realidades opostas. <strong>Enquanto o nosso tem oceanos e vida, Vénus é completamente inóspito</strong>, com densas nuvens tóxicas, pressão atmosférica esmagadora e superfícies extremamente quentes, sem sinais de tectónica de placas ativas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-atmosfera-de-venus-presenta-similitudes-clave-con-la-de-la-tierra-y-podrian-albergar-diferentes-formas-de-vida-1775807527870.jpeg" data-image="68bh2dbott2p"><figcaption>Vénus é um planeta completamente coberto por nuvens, o que torna difícil o seu estudo a partir da Terra.</figcaption></figure><p>Esta ausência de tectónica de placas foi crucial para a sua evolução climática descontrolada. No entanto, longe da superfície, alguns cientistas começaram a olhar para as camadas superiores da sua atmosfera à procura de condições onde formas de vida microscópicas possam ter encontrado algum refúgio.</p><h2>Um oásis temperado entre nuvens mortais</h2><p>A uma altitude de 50 a 60 quilómetros acima da superfície venusiana, o clima muda drasticamente. Aí, a pressão é igual à da Terra e as temperaturas rondam os trinta graus Celsius. <strong>Esta faixa atmosférica oferece um ambiente potencialmente habitável, flutuando sobre uma paisagem infernal totalmente desolada</strong>.</p><p><strong>O interesse por esta zona superior aumentou exponencialmente em 2021, quando os astrónomos detetaram sinais de fosfina</strong>. No nosso planeta, este gás está normalmente associado à atividade biológica, o que suscitou um intenso debate sobre a sua origem misteriosa e completamente desconhecida.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-atmosfera-de-venus-presenta-similitudes-clave-con-la-de-la-tierra-y-podrian-albergar-diferentes-formas-de-vida-1775807871170.jpeg" data-image="z0hdt9440ww5"><figcaption>Imagens obtidas por sondas como a Mariner mostraram um verdadeiro inferno na superfície do planeta.</figcaption></figure><p>Os investigadores da Universidade de Cardiff indicaram que as fontes geológicas não explicavam esta presença gasosa. Apesar de análises posteriores terem reduzido drasticamente a quantidade estimada de fosfina, <strong>o mistério mantém-se e está a motivar novas observações para determinar se se trata realmente de um sinal biológico escondido nas alturas</strong>.</p><p><strong>Estas nuvens, compostas principalmente por ácido sulfúrico, são um ambiente aparentemente letal</strong>. No entanto, certos microrganismos da Terra sobrevivem facilmente neste tipo de ambientes. Isto levanta a possibilidade de existirem bactérias extremófilas que se poderiam adaptar para sobreviver e prosperar suspensas nesta atmosfera muito invulgar.</p><h2>A fascinante viagem da vida</h2><p>Há uma teoria científica que poderia explicar esta possível biologia: a <strong>panspermia</strong>. Modelos recentes mostram que os <strong>meteoritos ejetados da Terra por impactos violentos </strong>podem ter transportado as sementes da vida microbiana para as nuvens distantes de Vénus durante um período de tempo muito longo.</p><p><strong>Utilizando uma estrutura analítica conhecida como a <em>Venus Life Equation</em>, os investigadores decompuseram as probabilidades de sobrevivência celular</strong>. Para funcionar, o material orgânico tem de suportar o impacto inicial e sobreviver ao vácuo hostil do espaço enquanto viaja em direção ao seu novo destino planetário.</p><p>Ao entrar na densa atmosfera de Vénus, os fragmentos rochosos sofrem ablação e partem-se. As simulações mostram que <strong>estes bólides explodem no ar, dispersando pequenas partículas horizontais que formam uma nuvem suspensa</strong>, pelo que não caem imediatamente no solo, que é completamente esterilizado pelo calor.</p><div class="texto-destacado">A ablação em astronomia é o processo de perda de massa da superfície de um objeto sólido - como meteoróides, asteroides ou naves espaciais - ao entrar numa atmosfera planetária.</div><p><strong>Apenas partículas microscópicas podem permanecer a flutuar durante vários dias nesta camada temperada</strong>. Durante este tempo, as células terrestres sobreviventes teriam a oportunidade única de encontrar gotículas de líquido protectoras, adaptando-se e colonizando um ambiente nublado antes de se afundarem na inevitável morte térmica.</p><h3>Intercâmbio interplanetário contínuo</h3><p>Os cálculos estimam que, <strong>nos últimos 3,5 mil milhões de anos, milhões de células microbianas podem ter viajado da Terra para Vénus</strong>. Cerca de uma centena de células viáveis são dispersas anualmente nas suas nuvens através destes espectaculares e frequentes bombardeamentos de meteoritos.</p><p>Embora isto pareça uma pequena quantidade comparada com a nossa biosfera, mostra que a <strong>litopanspermia</strong> é um mecanismo fisicamente viável entre planetas rochosos. Se alguma missão espacial futura conseguir detetar vida flutuante no planeta, <strong>há uma forte probabilidade de os seus antepassados terem tido origem no nosso planeta</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">New LPSC 2026 research proposes that any microbes found in Venus acidic cloud decks might be Earthorigin hitchhikers, carried by rocks ejected during ancient impacts and surviving the harsh ascent. The study models how life could endure the journey and thrive in the temperate <a href="https://t.co/drbAvzKGmD">pic.twitter.com/drbAvzKGmD</a></p>— Science in 280 (@SciVigil) <a href="https://twitter.com/SciVigil/status/2040596502629028166?ref_src=twsrc%5Etfw">April 5, 2026</a></blockquote></figure><p>O estudo destas dinâmicas e semelhanças <strong>ajuda-nos a compreender como ambos os mundos evoluíram desde as suas origens</strong>. Compreender porque é que o nosso vizinho perdeu a habitabilidade à superfície é essencial para apreciar o delicado equilíbrio climático que sustenta a vida no nosso próprio mundo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="754223" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-busca-por-vida-se-volta-para-venus-o-que-existe-em-suas-nuvens-despertou-o-interesse-cientifico.html" title="A busca por vida volta-se para Vénus: o que existe nas suas nuvens despertou o interesse científico">A busca por vida volta-se para Vénus: o que existe nas suas nuvens despertou o interesse científico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-busca-por-vida-se-volta-para-venus-o-que-existe-em-suas-nuvens-despertou-o-interesse-cientifico.html" title="A busca por vida volta-se para Vénus: o que existe nas suas nuvens despertou o interesse científico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-busqueda-de-vida-gira-hacia-venus-lo-que-hay-en-sus-nubes-ha-despertado-el-interes-cientifico-1770914525336_320.jpg" alt="A busca por vida volta-se para Vénus: o que existe nas suas nuvens despertou o interesse científico"></a></article></aside><p>E <strong>embora Vénus continue a ser um mistério, a procura de vida nas suas nuvens não só está a tentar responder se estamos sozinhos</strong>, como também a revelar ligações interplanetárias surpreendentes, transformando o seu belo céu infernal num laboratório biológico único e incrivelmente promissor.</p><h3><i>Referência da notícia:</i></h3><p><em>Guinan, E. & Austin, T. & O’Rourke, J. & Izenberg, N. & Silber, Elizabeth & Trembath‐Reichert, E.. (2026). A Panspermia Origin for Venus Cloud Life. Journal of Geophysical Research: Planets. 131. 10.1029/2025JE009296. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-atmosfera-de-venus-apresenta-semelhancas-fundamentais-com-a-da-terra-e-podera-albergar-diferentes-formas-de-vida.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O curioso efeito Unruh, que gera calor no vácuo espacial a partir do nada]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-curioso-efeito-unruh-que-gera-calor-no-vacuo-espacial-a-partir-do-nada.html</link><pubDate>Thu, 16 Apr 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O vácuo do espaço não é tão vazio quanto parece, e um fenómeno quântico prevê que o movimento acelerado pode gerar calor onde não há nada. Aqui está a explicação.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-curioso-efecto-unruh-que-genera-calor-en-el-vacio-espacial-de-la-nada-1775038255676.jpeg" data-image="3astwgnkw9yv"><figcaption>O efeito Unruh é um dos conceitos mais fascinantes da física moderna.</figcaption></figure><p>Durante muito tempo, o <strong>vácuo </strong>foi considerado a ausência total de matéria e energia, um espaço completamente frio, silencioso e inativo, mas a física moderna tem vindo a trabalhar há décadas para desconstruir essa ideia.</p><p>Hoje, sabemos que o vácuo é um ambiente dinâmico onde ocorrem fenómenos surpreendentes, e um dos mais intrigantes é o chamado<strong> efeito Unruh</strong>, uma teoria que propõe algo quase inimaginável: <strong>o movimento pode gerar calor mesmo no vácuo mais absoluto, uma espécie de "calor fantasma"</strong>.</p><p>Este nome vem do <strong>físico canadiano William Unruh, que descreveu esse fenómeno em 1976</strong>. Ele demonstrou, do ponto de vista teórico, que um observador a acelerar no vácuo perceberia uma radiação térmica inexistente para um observador em repouso.</p><h2>Um vazio que na verdade não está vazio</h2><p>No contexto da<strong> física quântica</strong>, o<strong> vácuo é preenchido por minúsculas flutuações de energia</strong> que aparecem e desaparecem constantemente.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Un observador acelerado (v.g. uniformemente) en el espacio vacío vería una tenue radiación térmica, aunque no haya en el espacio absolutamente nada: vacío. Esto se conoce como efecto Unruh, descrito por primera vez por Fulling (1973), y más tarde por Davies (1975) y Unruh (1976). <a href="https://t.co/eqwGVOYXpS">pic.twitter.com/eqwGVOYXpS</a></p>— Gaston Giribet (@GastonGiribet) <a href="https://twitter.com/GastonGiribet/status/1741322292834017376?ref_src=twsrc%5Etfw">December 31, 2023</a></blockquote></figure><p>Estes eventos minúsculos são impercetíveis em condições normais, mas são essenciais para entendermos como o universo funciona na sua menor escala.</p><p><strong>Estas flutuações constituem uma espécie de "ruído de fundo" quântico</strong> e, para um observador estacionário, este ruído não se traduz em temperatura ou radiação detetáveis, mas tudo muda assim que a aceleração entra em jogo.</p><h2>Uma ideia que conecta teorias importantes</h2><p>O <strong>efeito Unruh</strong> não é um fenómeno isolado, pois está profundamente <strong>conectado a outros conceitos-chave da física moderna</strong>, como a radiação de buracos negros.</p><p>De facto, ele partilha uma base teórica com a radiação Hawking, que descreve como os buracos negros podem emitir energia devido a efeitos quânticos no seu entorno.</p><p>Estes dois fenómenos sugerem que <strong>o vácuo possui propriedades muito mais complexas do que se pensava anteriormente</strong> e que a fronteira entre "algo" e "nada" é muito mais ténue.</p><h3>Porque é que é tão difícil de detetar?</h3><p>Apesar da natureza fascinante desta teoria, <strong>o efeito Unruh é extremamente difícil de observar na prática</strong>.</p><p>Para que a temperatura gerada seja percetível, <strong>seria necessário atingir níveis gigantescos de aceleração</strong>, muito além do que podemos alcançar com as tecnologias atuais.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">El Efecto Unruh, a veces llamado efecto Fulling-Davies-Unruh, asegura que un observador acelerado medirá una radiación de cuerpo negro allí donde un observador inercial no mediría ninguna. <br><br>O sea, lo que todos los aficionado a la ciencia ficción hemos visto mil veces. <a href="https://t.co/jvkgzrxZBA">pic.twitter.com/jvkgzrxZBA</a></p>— Gustavo J. P. Rosas. (@_Gustavo_Jose_) <a href="https://twitter.com/_Gustavo_Jose_/status/1526217155821244416?ref_src=twsrc%5Etfw">May 16, 2022</a></blockquote></figure><p>Isto significa que,<strong> por enquanto, esse efeito permanece uma previsão teórica</strong>, embora seja amplamente aceite na comunidade científica.</p><h3>Um exemplo visual desse fenómeno</h3><p>Muitas vezes, a melhor forma de entender um efeito é através de um exemplo simples. Imaginemos dois astronautas no vácuo: um permanece em repouso e não percebe nada, enquanto o outro acelera continuamente. De acordo com a teoria de Unruh, este último começaria a detetar uma espécie de "banho térmico", como se o espaço tivesse uma temperatura.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="720102" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/consciencia-apos-a-morte-existe-de-facto-primeiros-estudos-com-a-ajuda-da-fisica-quantica-revelam-que-e-possivel.html" title="Consciência após a morte existe de facto? Primeiros estudos com a ajuda da física quântica revelam que é possível">Consciência após a morte existe de facto? Primeiros estudos com a ajuda da física quântica revelam que é possível</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/consciencia-apos-a-morte-existe-de-facto-primeiros-estudos-com-a-ajuda-da-fisica-quantica-revelam-que-e-possivel.html" title="Consciência após a morte existe de facto? Primeiros estudos com a ajuda da física quântica revelam que é possível"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esiste-davvero-una-coscienza-dopo-la-morte-ecco-i-risultati-dei-primi-studi-grazie-alla-fisica-quantistica-1750110344809_320.jpg" alt="Consciência após a morte existe de facto? Primeiros estudos com a ajuda da física quântica revelam que é possível"></a></article></aside><p><strong>Não é que o vácuo realmente aqueça</strong>, mas sim que flutuações quânticas, normalmente invisíveis, se manifestem como partículas com energia para aquelas que se movem com aceleração.</p><p><strong> </strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-curioso-efeito-unruh-que-gera-calor-no-vacuo-espacial-a-partir-do-nada.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item></channel></rss>