<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Mon, 24 Aug 2026 18:10:16 +0000</lastBuildDate><pubDate>Mon, 24 Aug 2026 18:10:16 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[A árvore genealógica humana precisa de ser reescrita, sugerem novas investigações]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-arvore-genealogica-humana-precisa-de-ser-reescrita-sugerem-novas-investigacoes.html</link><pubDate>Mon, 24 Aug 2026 17:05:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>E se tudo o que pensávamos saber sobre os nossos antepassados humanos estivesse errado? Uma nova investigação está a desafiar a forma como classificamos a nossa família evolutiva e poderá mudar completamente a nossa compreensão da nossa origem.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/the-human-family-tree-needs-a-rewrite-new-research-suggests-1787480157428.jpg" data-image="6c5z3gpp32fm" alt="Cráneo de Paranthropus" title="Cráneo de Paranthropus"><figcaption>Crânio de Paranthropus. Crédito: Ian Towle, Universidade de Monash.</figcaption></figure><p>Uma nova investigação da Universidade de Monash, publicada na revista <em>American Journal of Biological Anthropology</em>, está a desafiar a nossa compreensão da evolução humana e a forma como nomeamos e classificamos os nossos antepassados.</p><p>O estudo sugere que devemos repensar e reclassificar <strong>dentro do género <em>Homo</em></strong>, todas as espécies humanas e os nossos parentes próximos presentes <strong>no registo fóssil que viveram nos últimos 4 ou 5 milhões de anos</strong>.</p><h2>Será que está na hora de reclassificar?</h2><p>Os seres humanos são frequentemente representados como uma progressão linear ao longo de diferentes espécies: <strong>desde antepassados simiescos até aos <em>Australopithecus</em> e outros membros primitivos do género <em>Homo</em></strong>, culminando no <strong><em>Homo sapiens</em></strong>, a espécie atual.</p><p>No entanto, o registo fóssil revela uma história muito mais complexa; <strong>novas descobertas põem em causa as características que antes eram consideradas distintivas entre nós e os nossos parentes</strong>.</p><p>O Dr. <strong>Ian Towle</strong>, investigador principal e investigador associado do Instituto de Descobertas em Biomedicina da Monash, <strong>salientou que as descobertas recentes põem em causa a precisão dos métodos de classificação atuais</strong>, tanto para as espécies do género <em>Homo</em> como para os <em>Australopithecus</em><strong> </strong>e<strong> </strong><em>Paranthropus</em>, grupos que <strong>também habitaram a Terra nos últimos 5 milhões de anos</strong>.</p><div class="texto-destacado"> "As recentes descobertas de fósseis e os avanços nas análises evolutivas e genéticas fazem com que este seja o momento ideal para reconsiderar se a nossa taxonomia tradicional reflete com exatidão a evolução humana", afirmou o Dr. Towle. </div><p>"Estes grupos não representam necessariamente ramos evolutivos ou "clados" distintos; além disso, é cada vez mais difícil sustentar as diferenças de comportamento e ecologia que antes eram utilizadas para os distinguir."</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="610792" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cranio-gigante-de-monstro-marinho-e-descoberto-na-costa-jurassica-de-dorset-inglaterra-fosseis.html" title="Crânio gigante de monstro marinho é descoberto na costa Jurássica de Dorset, Inglaterra">Crânio gigante de monstro marinho é descoberto na costa Jurássica de Dorset, Inglaterra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cranio-gigante-de-monstro-marinho-e-descoberto-na-costa-jurassica-de-dorset-inglaterra-fosseis.html" title="Crânio gigante de monstro marinho é descoberto na costa Jurássica de Dorset, Inglaterra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/descubren-el-craneo-gigante-de-un-monstruo-marino-en-la-profundidades-de-la-costa-jurasica-de-dorset-en-inglaterra-tierra-noticia-europa-muerte-1702364193998_320.png" alt="Crânio gigante de monstro marinho é descoberto na costa Jurássica de Dorset, Inglaterra"></a></article></aside><p>"Proponho alargar o género Homo para incluir estes outros grupos, oferecendo assim uma forma mais precisa e estável de representar as complexas relações evolutivas que o crescente registo fóssil revela."</p><p>Nos últimos 50 anos, a compreensão da evolução transformou a forma como os cientistas classificam os organismos. A taxonomia moderna —<strong> o estudo de como os organismos são nomeados e classificados</strong> — procura refletir as relações evolutivas, agrupando as espécies de acordo com a sua ascendência comum.</p><p>No entanto, <strong>ao analisar a história evolutiva humana, os cientistas demoraram um pouco mais a adotar esta abordagem</strong>.</p><p>Nas últimas décadas,<strong> surgiu uma tendência para definir um grupo evolutivo, ou clado, como um antepassado comum e todos os seus descendentes</strong>.</p><p>O grupo <em>Homo</em> tem sido tradicionalmente caracterizado por possuir cérebros grandes, <strong>utilizar ferramentas e apresentar traços anatómicos e comportamentos específicos</strong>.</p><p>No entanto, sabemos hoje que existem membros deste género com cérebros pequenos e <strong>que é provável que comportamentos complexos também estivessem presentes em <em>Paranthropus</em> e <em>Australopithecus</em></strong>.</p><h2>Classificação dos nossos antepassados</h2><p>O Dr. Towle considera que deveríamos reclassificar as espécies de <em>Australopithecus</em> e <em>Paranthropus</em> dentro do género <em>Homo</em>; isto proporcionaria uma visão mais coerente da nossa história evolutiva e evitaria ter de redefinir espécies sempre que fossem descobertos novos fósseis.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772817" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/fossil-de-415-milhoes-de-anos-revela-maior-escorpiao-ja-identificado-na-terra.html" title="Fóssil de 415 milhões de anos revela maior escorpião já identificado na Terra">Fóssil de 415 milhões de anos revela maior escorpião já identificado na Terra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/fossil-de-415-milhoes-de-anos-revela-maior-escorpiao-ja-identificado-na-terra.html" title="Fóssil de 415 milhões de anos revela maior escorpião já identificado na Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fossil-de-415-milhoes-de-anos-revela-maior-escorpiao-ja-identificado-na-terra-1780847184190_320.jpg" alt="Fóssil de 415 milhões de anos revela maior escorpião já identificado na Terra"></a></article></aside><p>"Quanto mais aprendemos sobre os nossos antepassados e parentes fósseis próximos, mais nos apercebemos de quão complexa e não linear é a nossa árvore genealógica", afirmou o Dr. Towle. "Alargar o género <em>Homo</em> para incluir também as espécies de <em>Australopithecus</em> e <em>Paranthropus</em> permitir-nos-á dar conta das diferenças existentes sem necessidade de reclassificar constantemente grupos específicos."</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Towle%2C%20I." data-year="2026" data-title="Clades%2C%20grades%2C%20and%20the%20genus%20problem%3A%20A%20case%20for%20revising%20hominin%20taxonomy." data-url="https%3A%2F%2Fonlinelibrary.wiley.com%2Fdoi%2F10.1002%2Fajpa.70344">Towle, I.. (2026). <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/ajpa.70344" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Clades, grades, and the genus problem: A case for revising hominin taxonomy.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-arvore-genealogica-humana-precisa-de-ser-reescrita-sugerem-novas-investigacoes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como prever melhor os fenómenos meteorológicos que ocorrem uma vez por milénio: os "cisnes negros" do tempo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-prever-melhor-os-fenomenos-meteorologicos-que-ocorrem-uma-vez-por-milenio-os-cisnes-negros-do-tempo.html</link><pubDate>Mon, 24 Aug 2026 16:33:23 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Apesar de as previsões meteorológicas diárias terem melhorado, continua a ser um desafio prever fenómenos que possam ocorrer uma vez a cada 1 000 anos, como as ondas de calor mais mortíferas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/fenomenos-meteorologicos-una-vez-cada-milenio-1787199752468.jpg" data-image="2f4kwvmwivci"><figcaption>Fumo sobre Moscovo. As colunas de fumo provenientes dos incêndios agravaram-se devido às temperaturas extremas em Moscovo, na Rússia, em 2010. Algumas zonas registaram níveis de poluição dez vezes superiores aos normais para a capital. Imagem da Agência Espacial Europeia/CC BY-SA 3.0 IGO</figcaption></figure><p>Os modelos tradicionais baseados em supercomputadores conseguem prever estes eventos, mas requerem muito tempo e energia. Por outro lado, os <strong>modelos de previsão</strong> mais recentes, baseados em <strong>inteligência artificial</strong>, são eficazes para as previsões diárias, mas muitas vezes <strong>não conseguem prever eventos atípicos que não estavam representados nos seus dados de treino</strong>.</p><p>"Os modelos meteorológicos e climáticos baseados em IA são uma das grandes conquistas da inteligência artificial na ciência, mas não são milagrosos: falham com os cisnes cinzentos, os eventos mais raros e extremos", afirmou <strong>Pedram Hassanzadeh</strong>, professor associado de ciências geofísicas da <strong>Universidade de Chicago</strong>. "Os modelos detalhados baseados na física conseguem captar os extremos, mas exigem quantidades exorbitantes de tempo e energia".</p><div class="texto-destacado">Uma equipa internacional de investigadores dos Estados Unidos e da França, co-dirigida por membros do Grupo de Teoria e Dados sobre Extremos Climáticos de Hassanzadeh, <strong>desenvolveu um novo método híbrido</strong>, publicado na revista <em>Physical Review Letters</em>, para resolver o problema. </div><p><strong>A sua solução combina a eficiência das ferramentas de IA com a fiabilidade dos modelos tradicionais</strong> para ajudar a prever a probabilidade de eventos pouco frequentes de forma rápida e precisa, utilizando muito menos recursos.</p><p>"A vantagem deste método", afirmou Hassanzadeh, "é que combina os pontos fortes da IA e da física tradicional, sendo particularmente eficaz para eventos extremos, que são os mais difíceis de simular e os que têm maior impacto social".</p><h2>As estatísticas de fenómenos raros</h2><p>As ondas de calor são uma das formas mais mortíferas de clima extremo. Em 2003, uma onda de calor causou aproximadamente 70 000 mortes na Europa, e a Rússia registou 56 000 mortes em 2010. Em junho de 2026, quase metade dos Estados Unidos — cerca de 180 milhões de pessoas — enfrentou temperaturas perigosas.</p><p>Estas ondas de calor estão a tornar-se cada vez mais frequentes e severas, mas a natureza destes fenómenos atípicos dificulta o seu estudo e torna a sua previsão um verdadeiro desafio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fenomenos-meteorologicos-una-vez-cada-milenio-1787199777054.jpg" data-image="l45v5a2klo6x"><figcaption>Mapa que mostra a temperatura da superfície terrestre na Europa. Um satélite registou a atividade térmica terrestre durante uma onda de calor sem precedentes na Europa, a 23 de junho de 2026. A cor mais intensa no gráfico representa temperaturas de 55 graus Celsius ou superiores (130 graus Fahrenheit). Imagem de Copernicus Sentinel/Agência Espacial Europeia, CC BY-SA 3.0 IGO.</figcaption></figure><p>A previsão meteorológica tem-se baseado tradicionalmente em modelos climáticos e meteorológicos fundamentados na física. Estes modelos ajudam-nos a compreender como diferentes condições, como a pressão atmosférica, podem afetar a temperatura e outras variáveis ao longo do tempo. Calculam vários cenários potenciais que os investigadores utilizam para determinar o que é mais provável que aconteça na realidade.</p><p>O problema é o seguinte: se quiser saber a probabilidade de Chicago atingir os 30 °C em julho — algo bastante comum —, não seria necessário realizar muitas simulações antes de obter essa temperatura. Mas se quiser saber a probabilidade de atingir os 40 °C, terá de tentar muitas mais vezes antes de observar esse extremo. Realizar tantas simulações requer muito tempo e capacidade de computação.</p><p>Os investigadores podem mitigar o problema utilizando uma <strong>técnica estatística chamada amostragem de eventos raros (RES</strong>, na sigla em inglês), que acelera o processo ao selecionar as condições para que o modelo climático se concentre apenas nas mais promissoras e ignore o resto. No entanto, a amostragem de eventos raros não funciona bem para eventos de curta duração, como ondas de calor de uma semana, mas sim para uma estação completa que, em geral, é invulgarmente quente.</p><div class="texto-destacado">"Os modelos meteorológicos e climáticos baseados em IA são uma das grandes conquistas da IA na ciência, mas não são mágicos: falham perante os “cisnes cinzentos”, os eventos mais raros e extremos."</div><p>Para dar resposta a este problema, a equipa concebeu um <strong>novo método denominado AI+RES</strong>, que melhora o mecanismo de pontuação ao adicionar a capacidade da IA de prever quais as condições com maior probabilidade de provocar fenómenos extremos de curta duração e de rápido desenvolvimento.</p><p>"Após repetir este processo de forma iterativa, chega-se a um conjunto de simulações que captam efetivamente o evento extremo pouco frequente que nos interessa", explicou <strong>Alexander Wikner</strong>, investigador de pós-doutoramento da Schmidt AI in Science no grupo de Hassanzadeh e coautor principal do estudo. "Quanto mais simulações forem obtidas, melhor se poderá estimar a probabilidade desse evento, o que, em última análise, proporciona muito mais certeza".</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784166" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/qual-e-o-limite-maximo-para-a-previsao-do-tempo-a-ciencia-revela-o-numero-exato-de-dias.html" title="Qual é o limite máximo para a previsão do tempo? A ciência revela o número exato de dias">Qual é o limite máximo para a previsão do tempo? A ciência revela o número exato de dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/qual-e-o-limite-maximo-para-a-previsao-do-tempo-a-ciencia-revela-o-numero-exato-de-dias.html" title="Qual é o limite máximo para a previsão do tempo? A ciência revela o número exato de dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cual-es-el-limite-maximo-de-la-prediccion-del-tiempo-la-ciencia-revela-el-numero-exacto-de-dias-1786964305035_320.jpg" alt="Qual é o limite máximo para a previsão do tempo? A ciência revela o número exato de dias"></a></article></aside><p>Para testar o método, a equipa realizou 50 000 simulações utilizando um modelo climático tradicional para prever ondas de calor em regiões de França e do Centro-Oeste dos Estados Unidos. O seu <strong>novo método AI+RES apresentou resultados praticamente idênticos utilizando um centésimo das simulações</strong>.</p><p>Uma vez que este trabalho era uma prova de conceito, <strong>utilizaram um modelo que não tinha em conta as alterações climáticas</strong>, o que acrescenta um nível adicional de complexidade. Os investigadores esperam testar o seu método com modelos que funcionem sob diferentes cenários de alterações climáticas, para verificar como os resultados poderão variar à medida que o planeta aquece.</p><p>Wikner salienta que o método também poderá ajudar a <strong>gerar conjuntos de dados de eventos pouco frequentes</strong> para treinar modelos de IA ainda melhores, o que, por sua vez, aceleraria ainda mais o seu método.</p><h2>Aplicação a outros fenómenos extremos e raros</h2><p>Segundo os cientistas, o método híbrido poderá ser aplicado a outros fenómenos meteorológicos extremos, como ciclones tropicais ou precipitações extremas.</p><p>"O que me agrada neste quadro", afirmou Hassanzadeh, "é que está pronto para ser ampliado. Já existem modelos de IA treinados com observações meteorológicas reais que estão a ser utilizados, pelo que o próximo passo é ligar um modelo numérico de previsão meteorológica ou climática de última geração a um desses modelos através deste algoritmo".</p><div class="texto-destacado">“Combina as vantagens da IA e da física tradicional, e revela-se especialmente eficaz para fenómenos extremos, que são os mais difíceis de simular e os que têm maior impacto social.”<br></div><p>Isto proporcionaria aos decisores acesso à informação precisa de que necessitam, como a frequência de tempestades intensas e ondas de calor no clima atual e futuro, à escala regional, por exemplo, especificamente no Texas, na Flórida ou na Califórnia.</p><p>"Este é precisamente o tipo de informação de que os governos federais, estaduais e locais necessitam como primeiro passo para o planeamento da adaptação e mitigação das alterações climáticas", acrescentou Hassanzadeh. "É muito encorajador que possamos alargar isto a modelos reais que forneçam diretamente essa informação ao público e aos decisores políticos".</p><p>Fonte: <a href="https://news.uchicago.edu/" target="_blank"><strong>Universidade de Chicago</strong> </a></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Amaury%20Lancelin%20et%20al" data-year="" data-title="AI-Boosted%20Rare%20Event%20Sampling%20to%20Characterize%20Extreme%20Weather%2C%20Physical%20Review%20Letters" data-url="https%3A%2F%2Fjournals.aps.org%2Fprl%2Fabstract%2F10.1103%2Fb1gc-9c2q">Amaury Lancelin et al. <a href="https://journals.aps.org/prl/abstract/10.1103/b1gc-9c2q" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">AI-Boosted Rare Event Sampling to Characterize Extreme Weather, Physical Review Letters</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-prever-melhor-os-fenomenos-meteorologicos-que-ocorrem-uma-vez-por-milenio-os-cisnes-negros-do-tempo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[China adia missão lunar Chang'e-7 por questões de segurança: entenda porquê e os objetivos desta ambiciosa exploração]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/china-adia-missao-lunar-change-7-por-questoes-de-seguranca-entenda-porque-e-os-objetivos-desta-ambiciosa-exploracao.html</link><pubDate>Mon, 24 Aug 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Há uma ambiciosa missão chinesa, Chang’e-7, que irá explorar o polo sul lunar em busca de água gelada e outros compostos voláteis. Porém, no domingo (23), a agência espacial chinesa afirmou que a missão não reúne condições de segurança para descolar este ano.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/china-adia-missao-lunar-change-7-por-questoes-de-seguranca-entenda-porque-e-os-objetivos-desta-ambiciosa-exploracao-1787581164577.jpg" data-image="w82b0rl4jsj4"><figcaption>Visão artística da nova missão espacial chinesa. Imagem: 中国新闻社</figcaption></figure><p>Há lugares no Sistema Solar onde a noite não dura horas, dias ou sequer um inverno: dura milhares de milhões de anos. No fundo de algumas crateras da Lua, o Sol nunca chegou a nascer. Estas regiões permanentemente sombrias podem atingir temperaturas próximas do zero absoluto e <strong>conservar gelo e outras moléculas voláteis desde os primórdios da história lunar</strong>.</p><h2>Uma missão para penetrar na escuridão</h2><p>É neste mundo extremo que a China pretende entrar com a <strong>Chang’e-7, uma das missões mais ambiciosas do seu programa lunar</strong>. O lançamento inicialmente previsto para este ano a bordo de um Long March 5 <strong>teve de ser adiado</strong> após uma avaliação de segurança e fiabilidade, quando a missão já se encontrava na zona de lançamento. Mesmo assim, este atraso não diminui o alcance científico do projeto.</p><div class="texto-destacado"><strong>A Agência Espacial Tripulada da China informou ontem - domingo, 23 de agosto - que a missão não reúne as condições necessárias para ser realizada dentro da janela prevista para este ano, menos de duas semanas depois de uma falha num foguetão durante outro lançamento.</strong></div><p>A Chang’e-7 foi concebida para explorar o polo sul lunar através de uma combinação inédita de meios: <strong>um orbitador, um módulo de aterragem, um rover e uma pequena sonda saltitante</strong>. No total transportará 18 instrumentos científicos, desde câmaras e um radar de penetração no solo até sensores capazes de identificar água e outros compostos voláteis.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/china-adia-missao-lunar-change-7-por-questoes-de-seguranca-entenda-porque-e-os-objetivos-desta-ambiciosa-exploracao-1787581040271.jpg" data-image="jroqbdfn7p4z"><figcaption>A escolha do polo sul lunar também não é aleatória do ponto de vista da futura exploração humana. A China considera a Chang’e-7 uma parte da quarta fase do seu programa lunar e uma missão destinada a fornecer informações que ajudem a preparar uma presença científica de longa duração. Os planos chineses contemplam ainda a Chang’e-8 e, a mais longo prazo, uma Estação Internacional de Investigação Lunar.</figcaption></figure><p><strong>O grande objetivo desta missão chinesa</strong> passa por investigar as crateras permanentemente na sombra, onde a ausência de luz solar permite que substâncias voláteis se mantenham congeladas durante períodos extraordinariamente longos.</p><div class="texto-destacado"><strong>É a região em torno da cratera Shackleton que concentra especificamente o interesse dos cientistas uma vez que reúne em simultâneo zonas escuras com áreas elevadas que recebem iluminação solar prolongada, sendo este último aspeto (luz solar) fulcral para fornecer energia aos veículos.</strong></div><p><strong>A pequena sonda saltitante assumirá um papel de muito relevo ao poder deslocar-se através de saltos para regiões </strong>onde um veículo movido a energia solar teria dificuldade em sobreviver. A sonda saltitante irá analisar o material existente e realizar operações de perfura e recolha. Depois destes processos, terá de regressar às zonas iluminadas para recuperar energia. Será por isso fundamental que, de modo a que possa procurar água na escuridão, tenha mesmo de <strong>aprender a entrar e a sair dela</strong>.</p><h2>O gelo lunar, combustível e o futuro</h2><p>A descoberta de gelo lunar teria <strong>múltiplas consequências</strong>: não só da<strong> água</strong> que poderá servir para consumo e produção de alimentos, como também devido à sua possível separação em hidrogénio e oxigénio, componentes de <strong>combustível para foguetões</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783240" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-astrofisico-especializado-zeus-valtierra-explica-nos-o-que-aconteceria-a-terra-se-a-lua-desaparecesse.html" title="O astrofísico especializado Zeus Valtierra explica-nos o que aconteceria à Terra se a Lua desaparecesse">O astrofísico especializado Zeus Valtierra explica-nos o que aconteceria à Terra se a Lua desaparecesse</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-astrofisico-especializado-zeus-valtierra-explica-nos-o-que-aconteceria-a-terra-se-a-lua-desaparecesse.html" title="O astrofísico especializado Zeus Valtierra explica-nos o que aconteceria à Terra se a Lua desaparecesse"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-astrofisico-especializado-zeus-valtierra-nos-dice-que-le-pasaria-a-la-tierra-si-la-luna-desapareciera-1786239227583_320.jpg" alt="O astrofísico especializado Zeus Valtierra explica-nos o que aconteceria à Terra se a Lua desaparecesse"></a></article></aside><p>Deste modo, os recursos encontrados poderiam <strong>reduzir a quantidade de água</strong> e propulsor que futuras missões humanas teriam de transportar da Terra.</p><p>No fundo a missão procura responder a uma pergunta decisiva para a exploração espacial… <strong>Poderá a Humanidade aprender a viver e a viajar utilizando os recursos de outros mundos?</strong> A resposta poderá ter início nas profundezas geladas de uma cratera onde o Sol nunca brilha.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Juan%20Scaliter" data-year="2026" data-title="Comienza%20la%20%C3%BAltima%20misi%C3%B3n%20de%20China%3A%20perforar%20el%20polo%20sur%20de%20la%20Luna%20en%20busca%20de%20agua" data-url="https%3A%2F%2Fwww.larazon.es%2Fciencia%2Fcomienza-ultima-mision-china-perforar-polo-sur-luna-busca-agua_202608236a8b36c4a046ad6ebcc36522.html%23goog_rewarded">Juan Scaliter. (2026). <a href="https://www.larazon.es/ciencia/comienza-ultima-mision-china-perforar-polo-sur-luna-busca-agua_202608236a8b36c4a046ad6ebcc36522.html#goog_rewarded" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Comienza la última misión de China: perforar el polo sur de la Luna en busca de agua</a>.</cite><br><cite data-author="O%20Globo%20e%20AFP%20-%20Pequim" data-year="2026" data-title="China%20adia%20miss%C3%A3o%20lunar%20Chang'e-7%20ap%C3%B3s%20falha%20de%20foguete%20e%20n%C3%A3o%20tem%20data%20para%20novo%20lan%C3%A7amento" data-url="https%3A%2F%2Foglobo.globo.com%2Fmundo%2Fnoticia%2F2026%2F08%2F24%2Fchina-adia-missao-lunar-change-7-apos-falha-de-foguete-e-nao-tem-data-para-novo-lancamento.ghtml">O Globo e AFP - Pequim. (2026). <a href="https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/08/24/china-adia-missao-lunar-change-7-apos-falha-de-foguete-e-nao-tem-data-para-novo-lancamento.ghtml" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">China adia missão lunar Chang'e-7 após falha de foguete e não tem data para novo lançamento</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/china-adia-missao-lunar-change-7-por-questoes-de-seguranca-entenda-porque-e-os-objetivos-desta-ambiciosa-exploracao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pastores entre os Montes lutam para salvar uma profissão e um saber ancestral]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pastores-entre-os-montes-lutam-para-salvar-uma-profissao-e-um-saber-ancestral.html</link><pubDate>Mon, 24 Aug 2026 15:45:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Antes do sol nascer, há quem já esteja a trabalhar. No Nordeste Transmontano, os dias começam nos cortelhos e acabam no monte, entre rebanhos, cães e badalos a quebrar o silêncio.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/pastores-entre-os-montes-lutam-para-salvar-uma-profissao-e-um-saber-ancestral-1787575902844.jpg" data-image="qjlgxg95mq96" alt="Pastor com o seu rebanho de ovelhas" title="Pastor com o seu rebanho de ovelhas"><figcaption>A pastorícia no Nordeste Transmontano é uma das atividades mais ancestrais e identitárias da região, influenciando a paisagem, a cultura e a gastronomia locais. Foto: Adobe Stock</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>É uma vida que não conhece fins de semana nem feriados. Começa cedo, entre a <strong>limpeza dos estábulos</strong> e a <strong>ordenha</strong>, antes dos animais seguirem para as pastagens. Ao longo do dia, o <strong>pastor</strong> percorre vários quilómetros com o rebanho e regressa apenas ao fim da tarde, para voltar a tratar dos animais.</p><p>No Nordeste Transmontano, há uma expressão que resume bem esta dureza: “nove meses de inverno e três de inferno”. O <strong>frio intenso</strong> e a neve dão lugar, poucos meses depois, a um <strong>calor</strong> que pode ser <strong>tórrido</strong>. E, faça chuva, frio ou calor, o rebanho precisa de ser acompanhado.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Durante muito tempo, esta foi uma das atividades centrais das comunidades rurais da região. Hoje, porém, a pastorícia vive entre a resiliência e o risco de desaparecer.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>É neste cenário que cerca de <strong>150 pastores</strong> decidiram juntar-se ao grupo <strong>Pastores entre os Montes</strong>. A nova organização pretende criar uma comunidade de entreajuda capaz de dar resposta a alguns dos problemas que pesam sobre uma profissão cada vez mais envelhecida.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pastores-entre-os-montes-lutam-para-salvar-uma-profissao-e-um-saber-ancestral-1787575993446.jpg" data-image="n9nir2dhjcyg" alt="Pastor e o seu rebanho" title="Pastor e o seu rebanho"><figcaption>O envelhecimento dos pastores é crítico. A dureza do trabalho afasta os jovens, colocando a profissão em risco de desaparecer. Foto: Adobe Stock</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A ideia é, em vez de cada produtor enfrentar sozinho as dificuldades do dia a dia, que os pastores passem a ter uma rede onde partilham experiências, procuram apoio técnico e agilizam negócios entre produtores. </p><h2>Quebrar o isolamento</h2><p>Através de<strong> plataformas</strong><strong> digitai</strong><strong>s</strong>, o grupo quer aproximar quem trabalha nos montes e criar formas de comunicação numa atividade tradicionalmente marcada pelo isolamento.</p><p>Mas a ambição vai mais longe com os pastores a quererem também desenvolver iniciativas capazes de <strong>aproximar os mais jovens da profissão</strong>, promover <strong>concursos pecuários</strong> e valorizar <strong>raças autóctones</strong> como a Cabra Preta de Montesinho e a Churra Galega Bragançana.</p><p>E há ainda <strong>preocupações ambientais</strong> que o grupo pretende abordar com as populações e entidades municipais e agrícolas: o uso desregrado de herbicidas nas bermas e terrenos próximos das áreas de pastoreio é apontado como uma ameaça à saúde dos animais e à qualidade das pastagens.</p><h2>Um trabalho que não acaba</h2><p>A dureza da profissão é apenas uma parte do problema. O <strong>envelhecimento</strong> dos produtores coloca em causa a continuidade de uma atividade que exige presença permanente e que, muitas vezes, oferece <strong>rendimentos reduzidos</strong> face ao trabalho envolvido. O preço pago pelo leite, pela carne ou pela lã dificilmente traduz os quilómetros percorridos, as horas de trabalho e os riscos enfrentados.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A burocracia e a complexidade das regras associadas aos apoios agrícolas acrescentam outra dificuldade, sobretudo numa população envelhecida e frequentemente afastada das ferramentas digitais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Depois há o <strong>lobo-ibérico</strong>. Os ataques aos rebanhos podem representar perdas económicas significativas, mas também deixam um desgaste que não se mede apenas em euros. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pastores-entre-os-montes-lutam-para-salvar-uma-profissao-e-um-saber-ancestral-1787576196432.jpg" data-image="8kt7onqji8jz" alt="Cão do Gado Transmontano" title="Cão do Gado Transmontano"><figcaption>O Cão de Gado Transmontano fixou-se nas regiões altas de Portugal com funções específicas de guardar o rebanho contra o ataque do lobo. Foto: CPCGT</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>E, apesar de tudo isto, há quem continue porque a pastorícia não é apenas uma profissão. No Nordeste Transmontano, condicionou, durante séculos, a <strong>paisagem</strong>, a <strong>economia</strong>, a <strong>alimentação</strong> e a própria <strong>identidade</strong> das comunidades. Quando um pastor desaparece, não desaparece apenas um produtor. Pode desaparecer uma forma muito particular de conhecer o território.</p><h2>O saber que não está nos manuais</h2><p>Um pastor conhece as plantas que alimentam os animais e aquelas que podem ser tóxicas ou medicinais. Lê as nuvens e o vento para antecipar <strong>mudanças do tempo </strong>e reconhecer, pelo <strong>comportamento do rebanho</strong>, sinais que podem passar despercebidos a quem olha de fora.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ao longo de gerações, foram acumulando técnicas para acompanhar partos, tratar pequenas maleitas e avaliar a saúde dos animais. E têm ainda conhecimento sobre a paisagem. Ao escolher onde e quando levar o gado, o pastor gere a vegetação, controla o mato e contribui para a prevenção dos incêndios.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Este saber-fazer raramente aparece nos manuais, mas é parte de um património imaterial construído através de uma relação quotidiana com o território.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="745275" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/programa-de-30-milhoes-de-euros-vai-incentivar-novos-pastores-a-combater-incendios-rurais-em-portugal.html" title="Programa de 30 milhões de euros vai incentivar novos pastores a combater incêndios rurais em Portugal">Programa de 30 milhões de euros vai incentivar novos pastores a combater incêndios rurais em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/programa-de-30-milhoes-de-euros-vai-incentivar-novos-pastores-a-combater-incendios-rurais-em-portugal.html" title="Programa de 30 milhões de euros vai incentivar novos pastores a combater incêndios rurais em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/programa-de-30-milhoes-de-euros-vai-incentivar-novos-pastores-a-combater-incendios-rurais-em-portugal-1766414292265_320.jpg" alt="Programa de 30 milhões de euros vai incentivar novos pastores a combater incêndios rurais em Portugal"></a></article></aside><p>É também por isso que os pastores do Nordeste Transmontano procuram aproximar-se da ciência. <strong>A parceria com o Instituto Politécnico de Bragança e com o Centro de Competências do Pastoreio Extensivo</strong> procura levar conhecimento e soluções diretamente aos rebanhos, estudando, entre outros aspetos, a adaptação da pastorícia às alterações climáticas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pastores-entre-os-montes-lutam-para-salvar-uma-profissao-e-um-saber-ancestral-1787576498986.jpg" data-image="kaevqemrhhut" alt="Pastor e seu rebanho" title="Pastor e seu rebanho"><figcaption>As Nações Unidas declararam 2026 como o Ano Internacional das Pastagens e dos Pastores, destacando o valor da pastorícia e a resiliência das comunidades rurais. Foto: Adobe Stock</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A ideia é afastar a imagem do pastor isolado, sem acesso à investigação e à inovação. De um lado, está um conhecimento acumulado; do outro, investigadores que estudam<strong> custos</strong><strong> de produção</strong>, <strong>alterações climáticas</strong>, combustíveis e novos incentivos à atividade. Não se trata de escolher entre tradição e ciência, mas de perceber como podem trabalhar juntas.</p><h2>Ano Internacional das Pastagens e dos Pastores</h2><p>A criação dos <strong>Pastores entre os Montes</strong> ocorre num momento em que a pastorícia ganhou atenção internacional. As Nações Unidas declararam 2026 <strong>Ano Internacional das Pastagens e dos Pastores</strong>, numa iniciativa liderada pela FAO que procura chamar a atenção para a importância ecológica das pastagens e para o papel dos pastores na resiliência das comunidades rurais.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As pastagens ocupam cerca de metade da superfície terrestre e a iniciativa pretende promover uma gestão sustentável do território, o restauro dos ecossistemas e a fertilidade dos solos, valorizando também o conhecimento tradicional, a mobilidade dos animais e o acesso dos produtores aos mercados.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Em Trás-os-Montes, esse caminho faz-se com um rebanho que sai para o monte ao nascer do dia, com um pastor que conhece a paisagem e as mudanças de tempo. E numa comunidade que percebeu que, para esta <strong>profissão sobreviver</strong>, já <strong>não basta resistir sozinho.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Mensageiro%20de%20Bragan%C3%A7a" data-year="" data-title="Pastores%20unem-se%20para%20valorizar%20e%20dignificar%20a%20profiss%C3%A3o%20com%20o%20grupo%20%E2%80%9CPastores%20entre%20os%20Montes%E2%80%9D" data-url="https%3A%2F%2Fwww.mdb.pt%2Fnoticia%2Fpastores-unem-se-para-valorizar-e-dignificar-profissao-com-o-grupo-pastores-monte">Mensageiro de Bragança. <a href="https://www.mdb.pt/noticia/pastores-unem-se-para-valorizar-e-dignificar-profissao-com-o-grupo-pastores-monte" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Pastores unem-se para valorizar e dignificar a profissão com o grupo “Pastores entre os Montes”</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pastores-entre-os-montes-lutam-para-salvar-uma-profissao-e-um-saber-ancestral.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo nos Açores e Madeira até sábado 29: perturbações atlânticas trazem vários períodos de chuva aos arquipélagos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-acores-e-madeira-ate-sabado-29-perturbacoes-atlanticas-trazem-varios-periodos-de-chuva-aos-arquipelagos.html</link><pubDate>Mon, 24 Aug 2026 14:46:14 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A passagem de perturbações atlânticas irá condicionar o tempo nos Açores e na Madeira até sábado, com vários períodos de chuva, reforços temporários do vento e diferenças significativas na distribuição da precipitação entre os dois arquipélagos.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb0cdhu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb0cdhu.jpg" id="xb0cdhu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A circulação atmosférica sobre o Atlântico Norte continuará a favorecer a passagem de perturbações ao longo desta semana, <strong>embora os efeitos variem entre regiões de Portugal. </strong></p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Nos Açores, esta influência traduzir-se-á em vários períodos de precipitação, enquanto na Madeira a maior influência anticiclónica limitará a intensidade da chuva, sem impedir a ocorrência de alguns episódios até sábado.</p><h2>Açores: precipitação irregular e nova perturbação no sábado</h2><p>Nos Açores, a passagem de perturbações atlânticas favorecerá <strong>vários períodos de precipitação, intercalados por fases de menor atividade</strong>. Até quarta-feira, a chuva será irregular e terá maior expressão nos grupos Central e Oriental. A Terceira deverá estar entre as ilhas mais chuvosas, com acumulados próximos de 8 mm.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-e-madeira-ate-sabado-perturbacoes-atlanticas-trazem-varios-periodos-de-chuva-aos-arquipelagos-1787580233236.jpg" data-image="ovwsdmpo17rn"><figcaption>Na quarta-feira à tarde, a precipitação deverá afetar sobretudo os grupos Central e Oriental, surgindo de forma irregular e intermitente. A extensa nebulosidade acompanha a passagem da perturbação, com a chuva a concentrar-se apenas em algumas áreas do arquipélago.</figcaption></figure><p>Entre quinta e sexta-feira, o reforço temporário da influência anticiclónica deverá reduzir a frequência e extensão da precipitação. No sábado, a <strong>aproximação de uma nova perturbação </strong>fará a chuva chegar primeiro às Flores e ao Corvo durante a manhã, avançando posteriormente para o Grupo Central. As duas ilhas do Grupo Ocidental poderão receber cerca de 8 mm apenas no sábado. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-e-madeira-ate-sabado-perturbacoes-atlanticas-trazem-varios-periodos-de-chuva-aos-arquipelagos-1787579972825.jpg" data-image="2dc7bpg9m7kd"><figcaption>A chuva não se distribuirá de forma uniforme pelos Açores ao longo da semana. A passagem sucessiva de perturbações pelo Atlântico fará variar as ilhas mais expostas à precipitação, deixando diferenças nos acumulados previstos até sábado.</figcaption></figure><p><strong>Até sábado, os acumulados deverão atingir 13 mm na Terceira, 11 mm no Faial e 10 mm nas Flores e Corvo.</strong> O vento terá reforços temporários, com rajadas de 50 a 55 km/h no nordeste de São Miguel na quarta-feira. As máximas variarão entre 23 e 27 ºC.</p><h2>Madeira: relevo favorece acumulados mais elevados nas vertentes norte</h2><p>Na Madeira, <strong>a maior influência anticiclónica limitará a intensidade da precipitação</strong>, sem impedir vários episódios de chuva. A interação do fluxo húmido com o <strong>relevo favorecerá as vertentes norte e zonas montanhosas</strong>, onde a chuva será mais frequente. As máximas manter-se-ão entre 25 e 27 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-e-madeira-ate-sabado-perturbacoes-atlanticas-trazem-varios-periodos-de-chuva-aos-arquipelagos-1787580349426.jpg" data-image="hnll1qw8ctu3"><figcaption>Na madrugada de sábado, o vento deverá soprar com maior intensidade nas zonas mais expostas da Madeira e em Porto Santo. O relevo cria, contudo, diferenças acentuadas, deixando alguns setores da costa sul mais protegidos do escoamento.</figcaption></figure><p><strong>Na quarta-feira, a precipitação ganhará expressão durante a tarde,</strong> sobretudo no norte, interior e leste. A partir de quinta-feira, tornar-se-á mais irregular e localizada, enquanto o vento começará a reforçar-se. <strong>As rajadas poderão atingir 40 a 43 km/h entre quinta-feira à noite e sábado de manhã</strong>, sobretudo em Porto Moniz, Machico e Porto Santo. Entre o final de sexta-feira e o início de sábado prevê-se novo período de chuva no norte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-e-madeira-ate-sabado-perturbacoes-atlanticas-trazem-varios-periodos-de-chuva-aos-arquipelagos-1787580369674.jpg" data-image="1h6ilr248cov"><figcaption>A distribuição da chuva na Madeira revela bem a influência do relevo: as vertentes expostas ao fluxo húmido e as zonas montanhosas tendem a receber mais precipitação, enquanto a costa sul e Porto Santo permanecem comparativamente mais secos.</figcaption></figure><p>Até sábado, <strong>os acumulados atingem cerca de 30 mm em São Vicente, 26 mm no Curral das Freiras e 23 mm em Santana</strong>, apesar da baixa intensidade da precipitação em cada período. Na costa sul, os totais serão inferiores, enquanto Porto Santo deverá acumular apenas cerca de 1 mm.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785229" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproximam-se-a-toda-a-velocidade-duas-frentes-muita-chuva-vento-forte-e-novo-arrefecimento-avanca-alfredo-graca.html" title="Aproximam-se a toda a velocidade duas frentes: “muita chuva, vento forte e novo arrefecimento', avança Alfredo Graça">Aproximam-se a toda a velocidade duas frentes: “muita chuva, vento forte e novo arrefecimento", avança Alfredo Graça</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproximam-se-a-toda-a-velocidade-duas-frentes-muita-chuva-vento-forte-e-novo-arrefecimento-avanca-alfredo-graca.html" title="Aproximam-se a toda a velocidade duas frentes: “muita chuva, vento forte e novo arrefecimento', avança Alfredo Graça"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aproximam-se-a-toda-a-velocidade-duas-frentes-muita-chuva-vento-forte-e-novo-arrefecimento-avanca-alfredo-graca-1787572150557_320.png" alt="Aproximam-se a toda a velocidade duas frentes: “muita chuva, vento forte e novo arrefecimento', avança Alfredo Graça"></a></article></aside><p><strong>No Continente, a circulação atlântica será mais persistente.</strong> Depressões e frentes favorecerão chuva, por vezes forte, trovoada, vento forte e descida das temperaturas, com instabilidade mais generalizada do que nos arquipélagos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-acores-e-madeira-ate-sabado-29-perturbacoes-atlanticas-trazem-varios-periodos-de-chuva-aos-arquipelagos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aviso amarelo de chuva e trovoada em 14 distritos: saiba até quando e onde irá chover mais ao longo da semana]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-chuva-e-trovoada-em-14-distritos-saiba-ate-quando-e-onde-ira-chover-mais-ao-longo-da-semana.html</link><pubDate>Mon, 24 Aug 2026 12:15:12 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A última semana do verão climatológico arranca com 14 distritos sob aviso amarelo de chuva e trovoada, de acordo com o IPMA. Os próximos dias deverão trazer mais instabilidade.</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/Za2bjyb1qfQ/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=Za2bjyb1qfQ" id="Za2bjyb1qfQ"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A mais recente previsão do nosso modelo de confiança, ECMWF, aposta numa semana húmida, devido à chegada de várias frentes ativas. Neste momento, e até às 15h de hoje, <strong>estão 14 distritos sob aviso amarelo de chuva e trovoada</strong>, devido à passagem de uma depressão pelo nosso território. Os únicos distritos livres de qualquer aviso são Setúbal, Évora, Beja e Faro, de acordo com o IPMA.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ainda segundo o mesmo instituto, <strong>os critérios para a emissão de aviso de trovoada sofreram alterações</strong>. Enquanto antes a emissão deste aviso dependia <em>"essencialmente da previsão da ocorrência de descargas elétricas e era classificado segundo critérios qualitativos relacionados com a frequência e a distribuição espacial das trovoadas previstas"</em>, agora este <em>"aviso passa a considerar não apenas a distribuição espacial e temporal das descargas elétricas, mas também os fenómenos meteorológicos severos que frequentemente lhes estão associados, como precipitação intensa, rajadas fortes de vento e granizo."</em><em><br></em></p><h2>Semana arranca com chuva e trovoada </h2><p>Como mencionamos acima, é esperado que até às 15h de hoje, ocorram <strong>episódios de chuva forte</strong>, essencialmente no Norte do país, podendo estes serem acompanhados de trovoada. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-amarelo-de-chuva-e-trovoada-em-14-distritos-saiba-ate-quando-e-onde-ira-chover-mais-ao-longo-da-semana-1787573045456.jpg" data-image="lgdz268z0lq5" alt="probabilidade de chuva" title="probabilidade de chuva"><figcaption>As próximas horas contarão com elevada probabilidade de chuva em toda a região Norte e uma boa parte da região Centro, havendo uma diminuição desta probabilidade à medida que avançamos para Sul.</figcaption></figure><p>No entanto, e à medida que as horas passam, espera-se uma<strong> melhoria do estado do temp</strong><strong>o</strong>, com a chuva a dissipar-se em vários pontos do país, devendo permanecer concentrada no litoral Norte e Centro, de forma pouco expressiva. Esta tendência de chuva fraca e concentrada no litoral <strong>deverá repetir-se amanhã, terça-feira</strong>.</p><h2>Quarta e quinta-feira chegam novas frentes</h2><p>Segundo a mais recente saída do ECMWF, na quarta-feira espera-se a<strong> chegada de uma nova frente mais ativa</strong>, associada a um vale depressionário que deverá surgir a noroeste da Península Ibérica. Esta poderá resultar em <strong>novos episódios de chuva forte, acompanhada de trovoada</strong>, em várias regiões do continente, mas com maior expressão no Norte.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785229" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproximam-se-a-toda-a-velocidade-duas-frentes-muita-chuva-vento-forte-e-novo-arrefecimento-avanca-alfredo-graca.html" title="Aproximam-se a toda a velocidade duas frentes: “muita chuva, vento forte e novo arrefecimento', avança Alfredo Graça">Aproximam-se a toda a velocidade duas frentes: “muita chuva, vento forte e novo arrefecimento", avança Alfredo Graça</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproximam-se-a-toda-a-velocidade-duas-frentes-muita-chuva-vento-forte-e-novo-arrefecimento-avanca-alfredo-graca.html" title="Aproximam-se a toda a velocidade duas frentes: “muita chuva, vento forte e novo arrefecimento', avança Alfredo Graça"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aproximam-se-a-toda-a-velocidade-duas-frentes-muita-chuva-vento-forte-e-novo-arrefecimento-avanca-alfredo-graca-1787572150557_320.png" alt="Aproximam-se a toda a velocidade duas frentes: “muita chuva, vento forte e novo arrefecimento', avança Alfredo Graça"></a></article></aside><p>Na <strong>quinta-feira o cenário repete-se</strong>, com mais uma frente associada ao mesmo cavado a influenciar o estado de tempo em Portugal, com episódios de chuva mais expressivos também no litoral Norte. Todavia, <strong>a partir de sexta-feira espera-se uma dissipação da chuva</strong> em todo o país, podendo dar lugar a um fim de semana seco e soalheiro.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-chuva-e-trovoada-em-14-distritos-saiba-ate-quando-e-onde-ira-chover-mais-ao-longo-da-semana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aproximam-se a toda a velocidade duas frentes: “muita chuva, vento forte e novo arrefecimento", avança Alfredo Graça]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproximam-se-a-toda-a-velocidade-duas-frentes-muita-chuva-vento-forte-e-novo-arrefecimento-avanca-alfredo-graca.html</link><pubDate>Mon, 24 Aug 2026 11:51:10 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Entre quarta e quinta-feira duas superfícies frontais e uma massa de ar frio trarão mais períodos de chuva, rajadas fortes, trovoadas e uma nova descida das temperaturas a Portugal continental. Confira a previsão detalhada para a sua região!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb0beui"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb0beui.jpg" id="xb0beui"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Após a passagem da depressão atlântica “atípica” para agosto - cuja fase mais intensa ocorrerá hoje segunda-feira (24) - prevê-se uma diminuição gradual da instabilidade até restarem somente vestígios intermitentes e ocasionais sob a forma de <strong>aguaceiros pós-frontais na terça-feira (25)</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Deste modo, entre hoje (24) e amanhã (25), já haverá espaço a uma <strong>maior frequência de abertas</strong>. Ainda assim, as tréguas dadas pelas condições meteorológicas adversas serão “sol de pouca dura”.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproximam-se-a-toda-a-velocidade-duas-frentes-muita-chuva-vento-forte-e-novo-arrefecimento-avanca-alfredo-graca-1787570547026.jpg" data-image="n8eipqjevlum"><figcaption>Quarta-feira, 26 de agosto, dia marcado pela chegada da primeira superfície frontal.</figcaption></figure><p>E isto porque é cada mais provável o seguinte cenário: <strong>duas superfícies frontais irão alcançar o país de norte a sul em meados desta semana, com uma trajetória noroeste-sudeste</strong>. Os mapas de referência da Meteored apontam para quarta e quinta-feira, 26 e 27 de agosto, como as datas a reter.</p><div class="texto-destacado">Prevê-se que a chuva seja por vezes localmente forte e abundante no Noroeste, especialmente no <strong>Minho, onde as acumulações poderiam rondar os 140 mm até à noite de quinta-feira (27)</strong>. <br><br>Tendo em conta as projeções atualmente disponíveis, espera-se que estes <strong>dois dias - 26 e 27 de agosto - concentrem os volumes de precipitação mais elevados </strong>da semana.<strong> </strong>É possível ainda que a precipitação seja ocasionalmente acompanhada de <strong>trovoadas</strong> em diversas zonas.</div><p>De acordo com o modelo ECMWF, na origem deste estado do tempo estará uma <strong>vasta área de baixas pressões, que se estenderá entre as Ilhas Britânicas, a Península Ibérica e o Golfo da Biscaia</strong>, associada a um amplo vale em altitude, favorecendo então a passagem de sucessivas superfícies frontais no nosso país entre quarta (26) e quinta-feira (27).</p><p>A <strong>incerteza</strong> inerente à previsão, cujo horizonte ainda é suficientemente distante para permitir ajustes espaciais e temporais, faz com que neste momento seja difícil adiantar com precisão as zonas mais afetadas pelas superfícies frontais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproximam-se-a-toda-a-velocidade-duas-frentes-muita-chuva-vento-forte-e-novo-arrefecimento-avanca-alfredo-graca-1787570434320.jpg" data-image="8zsdikod4liq"><figcaption>Previsão da distribuição de chuva acumulada até às 22:00 de quinta-feira, 27 de agosto, em Portugal continental.</figcaption></figure><p>Porém, tudo aponta para que a <strong>distribuição da chuva seja semelhante à que é habitual em situações depressionárias com ventos de oeste e sudoeste, mais comuns no outono e no inverno</strong>, devido sobretudo ao transporte de humidade associado a estes ventos e ao efeito do relevo montanhoso, que potencia a ocorrência de chuva nas mais expostas, particularmente a norte de Montejunto-Estrela e a oeste da Barreira de Condensação.</p><h2>Rajadas fortes, especialmente nestes intervalos horários e nestas zonas</h2><p>O vento de oes-sudoeste produzirá rajadas fortes em ambos os dias. Na quarta-feira (26) os valores máximos atualmente previstos poderão aproximar-se dos <strong>60 km/h e na quinta-feira (27), até 70 km/h</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproximam-se-a-toda-a-velocidade-duas-frentes-muita-chuva-vento-forte-e-novo-arrefecimento-avanca-alfredo-graca-1787570737437.jpg" data-image="y3wsfngnx9j5"><figcaption>Em ambos os dias a fase em que o vento soprará com mais força deverá ocorrer entre o final da manhã e o final da tarde, produzindo rajadas até 60/70 km/h.</figcaption></figure><p>Enquanto para quarta-feira (26) se antecipam rajadas fortes mais localizadas, tanto no litoral como nas terras altas do Norte e Centro e especialmente a norte do Mondego, <strong>na quinta (27) o vento tenderá a fortalecer-se um pouco por todo o país, com particular ênfase novamente na Região Norte e Centro-norte</strong>, exceto quiçá no Algarve e noutros pontos menos expostos do território.</p><h2>A frescura, mais outonal do que estival, irá acentuar-se nestas datas</h2><p><strong>É expectável que a tendência de tempo fresco se acentue durante esta última semana de agosto</strong>, não só pela persistência de valores geralmente inferiores ao normal durante grande parte da semana, como também porque, em particular na quinta-feira (27) - se projeta um dia autenticamente de outono.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproximam-se-a-toda-a-velocidade-duas-frentes-muita-chuva-vento-forte-e-novo-arrefecimento-avanca-alfredo-graca-1787570832097.jpg" data-image="5xyn9zxv9dyb"><figcaption>Aliás, já nesta segunda-feira (24) as temperaturas do ar medidas a 2 metros da superfície encontram-se já significativamente inferiores à média climatológica para esta altura do ano, especialmente no interior Norte e Centro (anomalias térmicas negativas de até -10 ºC), o que reforça a evidência de um tempo fresco para a época.</figcaption></figure><p>Não obstante, até mesmo quarta-feira (26) já deverá registar valores bastante frescos e apenas ligeiramente acima dos projetados para quinta (27) na generalidade do território.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785095" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-na-trajetoria-de-varias-frentes-ultima-semana-de-agosto-traz-muita-chuva-vento-e-novo-arrefecimento.html" title="Portugal na trajetória de várias frentes: última semana de agosto traz muita chuva, vento e novo arrefecimento">Portugal na trajetória de várias frentes: última semana de agosto traz muita chuva, vento e novo arrefecimento</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-na-trajetoria-de-varias-frentes-ultima-semana-de-agosto-traz-muita-chuva-vento-e-novo-arrefecimento.html" title="Portugal na trajetória de várias frentes: última semana de agosto traz muita chuva, vento e novo arrefecimento"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-na-trajetoria-de-varias-frentes-ultima-semana-de-agosto-traz-muita-chuva-vento-e-novo-arrefecimento-1787491811511_320.png" alt="Portugal na trajetória de várias frentes: última semana de agosto traz muita chuva, vento e novo arrefecimento"></a></article></aside><p>De acordo com a última atualização dos mapas de referência da Meteored, <strong>as temperaturas máximas para quinta-feira (27) poderão situar-se entre os 16 e os 20 ºC em grande parte do Norte e do Centro</strong>, com valores inferiores nas áreas de maior altitude onde estariam possivelmente abaixo dos 10 ºC. Entre o Mondego e o Algarve, espera-se que as máximas alcancem valores aproximadamente entre <strong>os 22 e os 28 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproximam-se-a-toda-a-velocidade-duas-frentes-muita-chuva-vento-forte-e-novo-arrefecimento-avanca-alfredo-graca-1787570997706.jpg" data-image="lxbyouqdmewf"><figcaption>Neste mapa da temperatura a 700 hPa pode-se verificar como o ar frio pós-frontal irá interferir no estado do tempo em Portugal continental em meados desta semana, provocando uma importante descida das temperaturas, especialmente na quinta-feira, 27 de agosto.</figcaption></figure><p>Este panorama meteorológico significativamente fresco para a época do ano, marcada por nova descida das temperaturas, estará associado ao<strong> transporte de uma massa de ar frio de origem polar, enquadrada pela circulação depressionária e pela descida para sul até latitudes como a nossa</strong>, contribuindo para o acentuado arrefecimento previsto sobretudo no Norte e Centro e nas zonas montanhosas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproximam-se-a-toda-a-velocidade-duas-frentes-muita-chuva-vento-forte-e-novo-arrefecimento-avanca-alfredo-graca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Repensar as cidades para proteger a biodiversidade urbana]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/repensar-as-cidades-para-proteger-a-biodiversidade-urbana.html</link><pubDate>Mon, 24 Aug 2026 06:15:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O futuro das cidades pode passar por ter mais natureza entre os edifícios, mais biodiversidade nas ruas e espaços urbanos pensados para todas as formas de vida. Venha saber mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/repensar-as-cidades-para-proteger-a-biodiversidade-urbana-1787352376281.jpg" data-image="razjfvni7659" alt="Cidades verdes" title="Cidades verdes"><figcaption>Uma cidade pensada para a biodiversidade cria espaço para as pessoas e para a vida selvagem coexistirem, tornando o ambiente urbano mais resiliente e saudável.</figcaption></figure><p>Durante décadas, as cidades foram desenhadas quase exclusivamente para <strong>responder às necessidades humanas</strong>.</p><p>Mas, à medida que a biodiversidade diminui e o clima se torna mais extremo, surge uma questão essencial: e se os <strong>espaços urbanos fossem planeados também para os animais e as plantas</strong> que partilham connosco o mesmo território?</p><p>Esta ideia está no centro de uma reflexão publicada no <em>The Conversation</em>, que defende uma <strong>mudança de paradigma</strong>, deixar de encarar a <strong>natureza como um elemento decorativo</strong> da cidade e passar a integrá-la na própria estrutura urbana.</p><p>Para muitas espécies, <strong>a cidade já não é apenas um território hostil</strong>. Parques, jardins, rios, terrenos abandonados, árvores, telhados e até pequenas áreas verdes entre edifícios podem <strong>funcionar como refúgios, locais de alimentação e corredores de deslocação</strong>.</p><h2>Espaços verdes frequentemente isolados</h2><p>Uma área verde pode existir, mas ser demasiado pequena ou estar separada de outras zonas naturais por estradas, edifícios e superfícies impermeáveis. Para uma ave, um inseto, um anfíbio ou um pequeno mamífero, <strong>essa fragmentação pode significar a perda de acesso a alimento, abrigo ou parceiros</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>"A vida para além do humano é gerida como capital, reduzida a serviços dos ecossistemas ou a infraestruturas, e a natureza é preservada sobretudo em benefício das pessoas.” </strong>De acordo com Saman Sobhani.</div><p>Desta forma, o verdadeiro desafio não consiste simplesmente em plantar mais árvores. É <strong>necessário criar uma rede ecológica urbana</strong>, em que diferentes habitats estejam interligados entre si.</p><p>De acordo com uma investigação da autoria Saman Sobhani publicada na revista <em>Journal of Environmental Policy & Planning</em>, sobre desenho urbano favorável à vida selvagem, destaca precisamente a <strong>importância de considerar as necessidades das espécies desde as primeiras fases do planeamento</strong>.</p><h2>Quando o betão dá lugar à natureza</h2><p>Existem já exemplos que demonstram como esta transformação pode acontecer. Em Seul, na Coreia do Sul, um <strong>curso de água que durante décadas esteve escondido sob uma autoestrada foi novamente exposto</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783511" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cidades-mais-justas-sao-as-que-protegem-quem-mais-sofre-com-o-clima-extremo.html" title="Cidades mais justas são as que protegem quem mais sofre com o clima extremo">Cidades mais justas são as que protegem quem mais sofre com o clima extremo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cidades-mais-justas-sao-as-que-protegem-quem-mais-sofre-com-o-clima-extremo.html" title="Cidades mais justas são as que protegem quem mais sofre com o clima extremo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cidades-mais-justas-sao-as-que-protegem-quem-mais-sofre-com-o-clima-extremo-1786626978640_320.jpg" alt="Cidades mais justas são as que protegem quem mais sofre com o clima extremo"></a></article></aside><p>O chamado <em>daylighting</em> permitiu <strong>recuperar um ecossistema aquático</strong> onde hoje existem plantas, peixes e insetos. Ao mesmo tempo, a <strong>intervenção ajudou a refrescar a cidad</strong>e e tornou-se num espaço frequentado diariamente por milhares de pessoas.</p><p>Este tipo de projeto mostra que <strong>beneficiar a biodiversidade não significa necessariamente afastar as pessoas</strong>. Pelo contrário, rios recuperados, parques naturais, zonas húmidas e corredores verdes podem transformar-se em lugares de encontro, lazer e contacto com a natureza.</p><h2>Telhados, paredes e jardins também contam</h2><p>Nas cidades mais densas, onde o espaço ao nível do solo é limitado, <strong>a natureza pode ocupar outras dimensões</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/repensar-as-cidades-para-proteger-a-biodiversidade-urbana-1787352415156.jpg" data-image="8vsdfohep5du" alt="Biodiversidade" title="Biodiversidade"><figcaption>Parques, jardins, árvores e corredores verdes podem transformar as cidades em habitats capazes de acolher uma maior diversidade de espécies.</figcaption></figure><p>Telhados ou fachadas verdes, jardins urbanos, varandas com plantas autóctones, árvores de rua e pequenas áreas de vegetação podem criar habitats adicionais. <strong>A infraestrutura verde urbana pode ainda contribuir para melhorar o microclima, reduzir o escoamento da água da chuva e oferecer alimento e abrigo</strong> a insetos e outros animais.</p><p>Até mesmo uma pequena área pode fazer diferença quando está integrada numa rede maior. É essa conectividade que permite <strong>transformar uma sucessão de espaços verdes isolados numa verdadeira paisagem urbana funcional</strong> para a biodiversidade.</p><h2>Menos relvados perfeitos, mais diversidade</h2><p>Repensar a cidade implica também questionar alguns hábitos de jardinagem. <strong>Grandes extensões de relvado cortado frequentemente, por exemplo, oferecem menos recursos para a fauna</strong> do que espaços com plantas autóctones, flores silvestres, arbustos e diferentes alturas de vegetação.</p><p>Uma cidade amiga da biodiversidade não precisa de parecer desordenada. Precisa sim, de <strong>permitir que determinados espaços tenham um funcionamento</strong> <strong>mais próximo</strong> do natural.</p><p>A escolha das plantas é particularmente importante. <strong>Espécies adaptadas ao clima local tendem a exigir menos água e manutenção</strong> e podem fornecer recursos essenciais aos polinizadores e a outras espécies.<br>Uma cidade melhor para os animais também pode ser melhor para nós</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A biodiversidade urbana não é apenas uma questão de conservação. A natureza desempenha funções fundamentais para o próprio funcionamento das cidades.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Árvores e vegetação ajudam a reduzir temperaturas, <strong>os espaços verdes contribuem para a gestão da água e áreas naturais podem melhorar a qualidade do ar</strong> e proporcionar oportunidades para exercício, descanso e interação social.</p><p>A Agência Europeia do Ambiente salienta ainda os <strong>benefícios dos espaços verdes urbanos para a saúde e o bem-estar</strong>. Assim, proteger a vida selvagem pode ser simultaneamente uma estratégia de adaptação às alterações climáticas e da melhoria da qualidade de vida.</p><h2>O futuro passa por uma cidade partilhada</h2><p><strong>A União Europeia já incentiva as cidades a desenvolver planos de natureza urbana</strong>, incluindo florestas urbanas, parques e jardins biodiversos, quintas urbanas, telhados e paredes verdes, ruas arborizadas, prados e sebes.</p><p>Mas transformar esta visão em realidade exige mais do que projetos pontuais. <strong>A biodiversidade deve entrar nas decisões sobre habitação, transportes, drenagem, espaços públicos e expansão urbana</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="736795" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cidades-verdes-onde-a-natureza-e-o-betao-se-encontram.html" title="Cidades Verdes: onde a natureza e o betão se encontram">Cidades Verdes: onde a natureza e o betão se encontram</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cidades-verdes-onde-a-natureza-e-o-betao-se-encontram.html" title="Cidades Verdes: onde a natureza e o betão se encontram"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cidades-verdes-onde-a-natureza-e-o-betao-se-encontram-1761813095824_320.jpg" alt="Cidades Verdes: onde a natureza e o betão se encontram"></a></article></aside><p>Estudos recentes mostram que <strong>continua a existir uma distância entre as estratégias de biodiversidade e a sua aplicação </strong>concreta no planeamento.</p><p>Talvez a cidade do futuro não seja aquela onde a natureza foi cuidadosamente colocada em pequenos espaços entre edifícios. Será aquela em que as <strong>pessoas e a vida selvagem são consideradas habitantes do mesmo território</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Saman%20Sobhani" data-year="2026" data-title="From%20market%20logics%20to%20multispecies%20justice%3A%20reconfiguring%20urban%20environmental%20governance" data-url="https%3A%2F%2Fwww.tandfonline.com%2Fdoi%2Ffull%2F10.1080%2F1523908X.2026.2707137">Saman Sobhani. (2026). <a href="https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/1523908X.2026.2707137" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">From market logics to multispecies justice: reconfiguring urban environmental governance</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/repensar-as-cidades-para-proteger-a-biodiversidade-urbana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Servidores de IA subaquáticos: a indústria tecnológica olha para o oceano como alternativa para o arrefecimento]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/servidores-de-ia-subaquaticos-a-industria-tecnologica-olha-para-o-oceano-como-alternativa-para-o-resfriamento.html</link><pubDate>Mon, 24 Aug 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A revolução da IA exige poder computacional insaciável. Diante da sobrecarga crítica dos centros de dados terrestres, as empresas estão a explorar as profundezas do oceano como o refrigerante natural definitivo para o futuro.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/servidores-de-la-ia-bajo-el-mar-la-industria-tecnologica-mira-al-oceano-como-alternativa-para-enfriar-supercomputadoras-1787304117129.jpg" data-image="97h6fj9m6wrm" alt="resfriamento de supercomputadores" title="resfriamento de supercomputadores"><figcaption>Servidores de IA subaquáticos: a indústria tecnológica olha para o oceano como alternativa para o arrefecimento de supercomputadores.</figcaption></figure><p>A revolução da <strong>Inteligência Artificial (IA) desencadeou uma corrida tecnológica sem precedentes</strong>, onde o poder de processamento se tornou o recurso mais valioso. No entanto, esse poder computacional tem um custo energético oculto: o calor massivo gerado pelos supercomputadores.</p><p>À medida que as infraestruturas atuais atingem os limites da sua eficiência térmica,<strong> a indústria tecnológica começou a voltar-se para o oceano, explorando a sua capacidade como um gigantesco dissipador de calor natural</strong> para arrefecer estas máquinas complexas.</p><div class="texto-destacado">Basicamente, consiste em submergir centros de dados em ambientes subaquáticos, eliminando a necessidade de sistemas de ar condicionado que consomem muita energia.</div><p>Aproveitando as temperaturas estáveis e frias das profundezas oceânicas, os <strong>servidores poderiam operar com mais eficiência, eliminando a necessidade dos sistemas de ar condicionado de alto consumo energético </strong>utilizados pelos centros de dados terrestres.</p><div class="texto-destacado">Esta proposta procura transformar o problema das alterações climáticas, tornando o oceano um aliado estratégico para sustentar o crescimento da IA. No entanto, essa ideia apresenta um equilíbrio complexo entre vantagens e desvantagens.</div><p>Embora o arrefecimento passivo ofereça uma redução drástica no consumo de energia e permita uma escalabilidade mais rápida, os riscos ambientais são significativos. <strong>A gestão das "plumas térmicas" ou do ruído acústico gerado por servidores subaquáticos levanta preocupações sobre a integridade dos ecossistemas locais</strong>, forçando a indústria a equilibrar a ambição técnica com a sustentabilidade ambiental.</p><h2>O desafio térmico da IA</h2><p>O crescimento exponencial dos modelos de linguagem e dos sistemas de IA levou a uma procura sem precedentes por energia. Cada consulta processada e cada rede neural treinada gera uma quantidade significativa de calor residual que os sistemas de ventilação convencionais têm dificuldade em dissipar. <strong>Este sobreaquecimento não só degrada o desempenho do hardware, como também eleva os custos operacionais a níveis insustentáveis</strong> para grandes empresas de tecnologia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/servidores-de-la-ia-bajo-el-mar-la-industria-tecnologica-mira-al-oceano-como-alternativa-para-enfriar-supercomputadoras-1787305073307.jpeg" data-image="pcj0izhowi0u" alt="ia" title="ia"><figcaption>A inteligência artificial criou uma procura sem precedentes por energia. Cada consulta processada e cada rede neural treinada gera uma certa quantidade de calor residual.</figcaption></figure><p>Os centros de <strong>dados terrestres dependem de infraestruturas complexas</strong>, como torres de arrefecimento que consomem <strong>milhões de litros de água doce e grandes quantidades de eletricidade</strong>. Esta dependência representa uma vulnerabilidade crítica às alterações climáticas e à escassez de água.</p><div class="texto-destacado"><strong>O setor reconhece que a arquitetura de refrigeração atual para esses servidores com inteligência artificial é ineficiente e procura desesperadamente alternativas que desvinculem o desempenho computacional do consumo intensivo de recursos naturais.</strong></div><p>O arrefecimento líquido surgiu como uma solução, mas a sua implementação em terra é complexa e dispendiosa. Portanto, a ideia de transferir essa arquitetura para o ambiente marinho permite aproveitar a inércia térmica do oceano. Ao submergir os servidores em contentores selados e estanques,<strong> cria-se uma transferência de calor direta com a água circundante</strong>, o que promete eficiência energética superior e uma redução drástica nos recursos necessários para manter o hardware em funcionamento por anos.</p><h2>A viabilidade técnica da imersão</h2><p>A viabilidade dessa tecnologia não é puramente teórica; projetos como o <em>Project Natick da Microsoft</em> <strong>demonstraram o funcionamento bem-sucedido de data centers submersos</strong>. Estes protótipos validaram a ideia de que os servidores, isolados do ar e da humidade, sofrem menos corrosão e apresentam menores taxas de falha do que os sistemas terrestres. A imersão numa atmosfera controlada de nitrogénio elimina o oxigénio, o principal fator na oxidação do hardware.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/servidores-de-la-ia-bajo-el-mar-la-industria-tecnologica-mira-al-oceano-como-alternativa-para-enfriar-supercomputadoras-1787304278367.jpg" data-image="05gp20g2xxk3" alt="servidores de IA subaquáticos" title="servidores de IA subaquáticos"><figcaption>Embora tenham demonstrado a viabilidade de operar data centers submersos com sucesso, de momento essa não parece ser a solução ideal para o problema de arrefecimento de servidores de IA. (Imagem esquemática criada com IA.)</figcaption></figure><p>Além disso, a localização subaquática oferece vantagens logísticas estratégicas. Grande parte da população mundial reside perto do litoral, <strong>permitindo a instalação de data centers próximos a grandes centros urbano</strong><strong>s</strong>, reduzindo a latência da rede e otimizando a entrega de serviços digitais. Essa proximidade geográfica é uma importante vantagem competitiva para provedores de serviços em nuvem que procuram aprimorar a experiência do utilizador final.</p><p>Apesar dessas vantagens, a logística de manutenção representa um grande desafio operacional. Ao contrário de um data center terrestre, onde os técnicos podem acessar fisicamente o hardware em minutos,<strong> um data center submerso exige operações marítimas complexas e dispendiosas para reparos ou atualizações</strong>. Essa rigidez operacional é uma das principais barreiras à sua ampla adoção, forçando o desenvolvimento de componentes extremamente confiáveis que não necessitem de intervenção por anos.</p><h2>Impacto ambiental e coexistência marinha</h2><p>A introdução de infraestrutura industrial de grande porte no oceano não está isenta de consequências ecológicas. A principal, e mais óbvia, preocupação reside na dissipação de calor. Quando os servidores libertam grandes volumes de energia térmica,<strong> criam uma "pluma de calor" que altera a temperatura da água local</strong>. Esse aumento térmico, embora possa parecer insignificante em escala global, pode impactar severamente a biodiversidade local, afetando os padrões de migração e a saúde dos recifes próximos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/servidores-de-la-ia-bajo-el-mar-la-industria-tecnologica-mira-al-oceano-como-alternativa-para-enfriar-supercomputadoras-1787304829313.jpeg" data-image="8106r1c4144u" alt="A soberania dos mares e o direito marítimo internacional complicam bastante a obtenção de autorizações para submergir torres de servidores de IA." title="A soberania dos mares e o direito marítimo internacional complicam bastante a obtenção de autorizações para submergir torres de servidores de IA."><figcaption>A soberania dos mares e o direito marítimo internacional complicam bastante a obtenção de autorizações para submergir torres de servidores de IA.</figcaption></figure><p>Outro fator crítico é a poluição sonora. Os servidores e os seus sistemas de bombeamento <strong>e</strong><strong>mitem vibrações constantes que podem interferir na comunicação e navegação da vida marinha</strong>, especialmente cetáceos e outras espécies sensíveis. A indústria deve investigar minuciosamente os níveis de decibéis toleráveis para o ecossistema antes de prosseguir com implantações em larga escala, integrando tecnologias de isolamento acústico ao projeto dos contentores subaquáticos.</p><div class="texto-destacado">A integração harmoniosa da tecnologia subaquática com a vida marinha exige monitorização constante e um projeto com foco ambiental, onde a prevenção de danos tem prioridade sobre a eficiência operacional.</div><p>Por fim, existe o risco inerente de falha na vedação. Mesmo com um projeto de contentor robusto, a possibilidade de fugas de refrigerantes químicos ou a libertação de metais pesados em caso de mau funcionamento acidental<strong> exige o estabelecimento de protocolos de segurança rigorosos</strong>.</p><h2>Regulamentação e futuro da infraestrutura submarina</h2><p><strong>O atual quadro regulatório é insuficiente para gerir a implantação de centros de dados subaquáticos</strong>. A soberania dos mares e o direito marítimo internacional dificultam bastante a obtenção de licenças.</p><div class="texto-destacado"><strong>As empresas enfrentam um labirinto burocrático para garantir que as suas instalações estejam em conformidade com as rigorosas normas ambientais.</strong></div><p>O futuro deste setor dependerá em grande parte da sua capacidade de demonstrar a sustentabilidade das suas operações aos órgãos reguladores e à sociedade civil. <strong>A transparência será fundamental para evitar reações negativas</strong>. Se o setor conseguir comprovar que o seu impacto ambiental é neutro ou positivo (por exemplo, combinando as suas operações com parques eólicos offshore para fornecer energia limpa diretamente), <strong>a aceitação pública será muito mais fácil de alcançar</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775214" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tecnologia-de-satelite-e-inteligencia-artificial-antecipam-mare-de-algas-invasoras-em-cascais.html" title="Tecnologia de satélite e inteligência artificial antecipam maré de algas invasoras em Cascais">Tecnologia de satélite e inteligência artificial antecipam maré de algas invasoras em Cascais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tecnologia-de-satelite-e-inteligencia-artificial-antecipam-mare-de-algas-invasoras-em-cascais.html" title="Tecnologia de satélite e inteligência artificial antecipam maré de algas invasoras em Cascais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tecnologia-de-satelite-e-inteligencia-artificial-antecipam-mare-de-algas-invasoras-em-cascais-1782214342466_320.jpg" alt="Tecnologia de satélite e inteligência artificial antecipam maré de algas invasoras em Cascais"></a></article></aside><p>Em suma, a ideia de servidores subaquáticos parece mais uma solução de ficção científica;<strong> é uma resposta pragmática e necessária às limitações físicas da computação moderna</strong>, mas, por enquanto, está longe de ser a solução ideal.</p><p>A indústria está numa fase exploratória onde a engenharia de materiais e o cuidado ambiental devem estar em estreita harmonia. <strong>A viabilidade a longo prazo dependerá da capacidade de arrefecer a IA sem literalmente aquecer a Terra</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/servidores-de-ia-subaquaticos-a-industria-tecnologica-olha-para-o-oceano-como-alternativa-para-o-resfriamento.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vivem mais de 110 anos e as suas defesas escondem algo extraordinário: a descoberta que surpreende os cientistas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/vivem-mais-de-110-anos-e-as-suas-defesas-escondem-algo-extraordinario-a-descoberta-que-surpreende-os-cientistas.html</link><pubDate>Sun, 23 Aug 2026 15:03:12 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um estudo revelou uma abundância invulgar de células imunitárias capazes de destruir outras células em pessoas com mais de 110 anos. Os investigadores acreditam que estas células possam contribuir para a sua extraordinária longevidade, embora isso ainda tenha de ser comprovado.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/viven-mas-de-110-anos-y-sus-defensas-esconden-algo-extraordinario-el-hallazgo-que-sorprende-a-los-cientificos-1787273001383.jpg" data-image="76toy0egqsdi" alt="Personas de 110 años tienen más células inmunitarias capaces de destruir células y podrían ofrecer nuevas pistas sobre longevidad y cáncer." title="Personas de 110 años tienen más células inmunitarias capaces de destruir células y podrían ofrecer nuevas pistas sobre longevidad y cáncer."><figcaption>As pessoas com 110 anos têm mais células imunitárias capazes de destruir células e podem oferecer novas pistas sobre a longevidade e o cancro.</figcaption></figure><p><strong>Chegar aos 110 anos é uma raridade</strong>. Mas fazê-lo mantendo uma boa saúde durante grande parte da vida é ainda mais excecional. Agora, uma investigação publicada na <em>Cell Reports</em> traz uma nova pista sobre um dos possíveis segredos biológicos dos chamados supercentenários:<strong> um tipo raro de célula imunitária que poderá ter um papel importante na luta contra o cancro</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Os investigadores descobriram que as pessoas com 110 anos ou mais apresentam quantidades particularmente elevadas de linfócitos T citotóxicos CD4 (CD4 CTL), células capazes de destruir outras células.</strong><br><strong>Embora ainda não se saiba exatamente qual é a sua função nos supercentenários, há indícios de que algumas delas podem atacar células tumorais.</strong></div><p>Esta possibilidade revela-se especialmente interessante porque quem atinge idades extremas <strong>parece resistir melhor a algumas das doenças associadas ao envelhecimento</strong>, entre as quais as doenças cardiovasculares, a demência e o cancro.</p><p>"Grande parte da investigação sobre o envelhecimento imunitário tem-se centrado na deterioração", explica Kosuke Hashimoto, biólogo da Universidade de Osaka e um dos autores do estudo. No entanto, os novos resultados sugerem que <strong>mesmo em idades extremas, o sistema imunitário poderá conservar uma certa capacidade de adaptação seletiva</strong>.</p><h2>Uma defesa que aumenta após os 100 anos</h2><p>Os CTL CD4 representam normalmente menos de 5% de todos os linfócitos T do organismo e, em comparação com outros tipos de células imunitárias, têm sido muito menos estudados. A sua presença aumenta durante algumas infeções virais e<strong> existem cada vez mais evidências de que também podem destruir células cancerosas</strong>, incluindo as de alguns tumores pulmonares e melanomas.</p><p>Para compreender <strong>quando é que esta expansão começa a ocorrer</strong>, a equipa analisou amostras de 28 pessoas de diferentes idades. Oito tinham entre 70 e 90 anos, dez eram centenários — entre 100 e 109 anos — e outros dez eram supercentenários.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/viven-mas-de-110-anos-y-sus-defensas-esconden-algo-extraordinario-el-hallazgo-que-sorprende-a-los-cientificos-1787273059855.jpg" data-image="dnzwkhy3g97j" alt="Incluso a edades extremas el sistema inmunitario podría conservar cierta capacidad de adaptación selectiva" title="Incluso a edades extremas el sistema inmunitario podría conservar cierta capacidad de adaptación selectiva"><figcaption>Mesmo em idades avançadas, o sistema imunitário poderá conservar alguma capacidade de adaptação seletiva</figcaption></figure><p>O contraste foi notável. Nas pessoas mais jovens, os CTL CD4 representavam cerca de 4% dos linfócitos T. Nos centenários, essa proporção subia para aproximadamente 10%, enquanto <strong>entre aqueles que tinham ultrapassado os 110 anos chegava a cerca de 18%</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>O fenómeno parece, portanto, ter início por volta dos 100 anos e tornar-se ainda mais acentuado em idades extremamente avançadas.</strong></div><p>Além disso, os investigadores observaram que muitas destas células eram praticamente cópias umas das outras. Cada linfócito T possui um recetor específico que lhe permite reconhecer determinados antigénios. Quando encontra um que identifica como uma ameaça, <strong>pode multiplicar-se e gerar um conjunto de células idênticas</strong>.</p><p>Em alguns centenários, uma única linha celular representava mais de metade de todos os CD4 CTL analisados. Isto sugere que <strong>o sistema imunitário poderá estar a reagir de forma intensa e sustentada</strong> perante algum estímulo específico.</p><h2>Uma barreira natural contra os tumores?</h2><p>É aqui que surge a parte mais intrigante da descoberta. Ao compararem os recetores destas células com bases de dados existentes, os investigadores encontraram cerca de 30 sequências semelhantes às observadas em pessoas com cancro.<strong> As correspondências foram especialmente frequentes em doentes com cancro do pulmão</strong>.</p><p>Nenhum dos participantes do estudo, no entanto, tinha tido cancro ao longo da vida.</p><p>Uma possibilidade é que estas células tenham proliferado como uma resposta adaptativa às alterações inerentes ao envelhecimento. As células tumorais surgem com maior frequência em idades avançadas, pelo que <strong>os CD4 CTL poderiam constituir uma espécie de barreira que dificulta o seu crescimento</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="551641" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/zonas-azuis-os-cinco-locais-do-planeta-onde-vivem-as-pessoas-mais-saudaveis-e-com-maior-longevidade-saude.html" title="'Zonas Azuis': os cinco locais do planeta onde vivem as pessoas mais saudáveis e com maior longevidade">"Zonas Azuis": os cinco locais do planeta onde vivem as pessoas mais saudáveis e com maior longevidade</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/zonas-azuis-os-cinco-locais-do-planeta-onde-vivem-as-pessoas-mais-saudaveis-e-com-maior-longevidade-saude.html" title="'Zonas Azuis': os cinco locais do planeta onde vivem as pessoas mais saudáveis e com maior longevidade"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/zonas-azules-los-cinco-lugares-del-planeta-donde-viven-las-personas-mas-sanas-y-longevas-1694633657757_320.jpg" alt="'Zonas Azuis': os cinco locais do planeta onde vivem as pessoas mais saudáveis e com maior longevidade"></a></article></aside><p><strong>Mas os cientistas mostram-se cautelosos</strong>. A descoberta demonstra que determinadas populações celulares se expandem perante um estímulo imunitário específico, mas não permite afirmar que esse estímulo seja necessariamente um tumor. Também ainda não se sabe quais os tecidos que estas células atingem nem o que fazem exatamente lá.</p><p>Por isso, seria prematuro afirmar que são responsáveis por proteger os supercentenários contra o cancro. <strong>A hipótese é biologicamente possível e muito interessante, mas ainda necessita de uma prova fundamental</strong>: identificar os antigénios que ativam estas células e demonstrar diretamente que são capazes de destruir tumores.</p><p><strong>A equipa de Hashimoto já está a trabalhar nesse sentido</strong>. O próximo passo será analisar a informação obtida a partir de células individuais e compará-la com amostras de diferentes tecidos. Talvez aí surja a peça que falta para compreender como é que alguns sistemas imunitários conseguem manter-se surpreendentemente ativos quando o resto do organismo já ultrapassou largamente o século de vida.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Hashimoto%2C%20K.%20et%20al." data-year="2026" data-title="CD4%20CTLs%20in%20supercentenarians%3A%20Signs%20of%20adaptive%20expansion%20in%20healthy%20aging" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cell.com%2Fcell-reports%2Ffulltext%2FS2211-1247(26)00806-5%3F_returnURL%3Dhttps%253A%252F%252Flinkinghub.elsevier.com%252Fretrieve%252Fpii%252FS2211124726008065%253Fshowall%253Dtrue">Hashimoto, K. et al.. (2026). <a href="https://www.cell.com/cell-reports/fulltext/S2211-1247(26)00806-5?_returnURL=https%3A%2F%2Flinkinghub.elsevier.com%2Fretrieve%2Fpii%2FS2211124726008065%3Fshowall%3Dtrue" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">CD4 CTLs in supercentenarians: Signs of adaptive expansion in healthy aging</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/vivem-mais-de-110-anos-e-as-suas-defesas-escondem-algo-extraordinario-a-descoberta-que-surpreende-os-cientistas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Rajadas de vento de 150 km/h e tempestades de poeira a nível global: é assim que se manifesta o clima extremo de Marte]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/rajadas-de-vento-de-150-km-h-e-tempestades-de-poeira-a-nivel-global-e-assim-que-se-manifesta-o-clima-extremo-de-marte.html</link><pubDate>Sun, 23 Aug 2026 14:55:09 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A atmosfera de Marte é muito diferente da da Terra. É rica em CO₂, sopram ventos fortes e formam-se grandes tempestades de poeira que cobrem a maior parte do planeta vermelho.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-atmosfera-de-marte-y-su-meteorologia-1786343253900.jpg" data-image="2q4f12va8pc5" alt="Marte y su atmósfera" title="Marte y su atmósfera"><figcaption>Marte, com a sua atmosfera ténue e o cráter Cassini em primeiro plano, na região de Arabia Terra, fotografado pela sonda espacial da missão Emirates. © UAESA / MBRSC / Hope Mars Mission / EXI / Andrea Luck</figcaption></figure><p>Tal como a Terra, Marte possui uma atmosfera, na qual se formam nuvens altas e orográficas, sopram ventos e ocorrem alguns fenómenos meteorológicos, mas com diferenças marcantes, dadas as características distintas de ambos os planetas e das suas camadas gasosas. <strong>O tamanho de Marte é aproximadamente metade do da Terra e a sua massa é de 10% da terrestre</strong>, pelo que a sua gravidade é muito menor: 38% da nossa (3,7 m/s<sup>2</sup> contra 9,8 m/s<sup>2</sup>).</p><p>As imagens captadas pelos diversos aparelhos que aterraram na sua superfície (<em>landers</em>) e pelos que se deslocaram por algumas zonas da mesma (<em>rovers</em>) — desde as missões Viking, na década de 70, até às mais recentes, como a Perseverance/Ingenuity (2021) ‒ mostram um <strong>céu de cor salmão, cuja intensidade varia em função da concentração de pó fino em suspensão</strong>, sempre em grandes quantidades. Esta circunstância dá origem a pores-do-sol de cor azulada.</p><h2>Uma atmosfera contaminada com CO2, mas praticamente sem efeito de estufa</h2><p>A atmosfera marciana apresenta uma estrutura térmica vertical e uma composição química muito diferente da terrestre. <strong>O gás mais abundante — de longe — é o CO2, que representa cerca de 96%</strong>, seguido do azoto e do árgon (cada um com cerca de 2%), sendo que a pequena percentagem restante (menos de 1%) é constituída por gases em traços, como o oxigénio molecular, o monóxido de carbono ou o vapor de água. A presença deste último permite a formação de nuvens, constituídas por gelo e formadas, na sua maioria, na parte superior da atmosfera.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-atmosfera-de-marte-y-su-meteorologia-1786343287447.jpg" data-image="jjzepoenbuyr" alt="Atmósferas de Marte y la Tierra" title="Atmósferas de Marte y la Tierra"><figcaption>Comparação da composição química da atmosfera de Marte (à esquerda) e da Terra (à direita). Fonte: ©ESA</figcaption></figure><p>A baixa densidade da atmosfera de Marte (extremamente leve) reduz a capacidade de efeito de estufa do CO2, apesar de este ser o gás mais abundante. A temperatura média global na superfície marciana ronda os -60 ºC, com variações significativas entre o dia e a noite e entre as estações do ano. No verão, durante o dia e na zona equatorial, podem atingir-se valores da ordem dos 20 ºC, enquanto no<strong> inverno, durante a noite e nas regiões polares, as temperaturas aproximam-se, por vezes, dos -150 ºC</strong>. O efeito de estufa marciano contribui com não mais de 5 ºC para a temperatura medida na superfície do planeta vermelho.</p><h2>As tempestades de poeira marcianas</h2><p>Se há uma característica que define a meteorologia marciana, são as tempestades de poeira, cuja propagação é extraordinária, chegando a abranger a maior parte do planeta. <strong>A baixa pressão à superfície (cerca de 7 hPa, em média, contra os 1013 hPa de pressão média ao nível do mar na Terra) favorece a libertação de grandes quantidades de poeira da sua superfície</strong>, que se desloca por longas distâncias, devido aos ventos fortes que aí sopram.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-atmosfera-de-marte-y-su-meteorologia-1786343321013.jpg" data-image="4xdrtl2ojgpf" alt="Diablo de polvo" title="Diablo de polvo"><figcaption>Imagem de um "diabo de poeira" e da sua sombra sinuosa na superfície marciana, captada pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter da NASA a 16 de fevereiro de 2012. © NASA/JPL-Caltech/Universidade do Arizona</figcaption></figure><p><strong>A formação de redemoinhos ou "diabos de poeira", com uma morfologia semelhante às tempestades de poeira que se formam na Terra, é frequente na superfície de Marte</strong>. Lá, no planeta vermelho, sopram ventos mais fortes do que na Terra, com rajadas que atingem facilmente os 150 km/h. A densidade da atmosfera marciana é tão baixa que, se estivéssemos lá, na sua superfície, mal sentiríamos o vento. Este manifesta-se principalmente através dos redemoinhos que se formam, por vezes, sobre a sua superfície empoeirada, especialmente na primavera e no verão.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784369" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/descobrem-um-meteorito-de-marte-com-1-273-milhoes-de-anos-que-revela-um-segredo-do-planeta-vermelho.html" title="Descobrem um meteorito de Marte com 1 273 milhões de anos que revela um segredo do planeta vermelho">Descobrem um meteorito de Marte com 1 273 milhões de anos que revela um segredo do planeta vermelho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/descobrem-um-meteorito-de-marte-com-1-273-milhoes-de-anos-que-revela-um-segredo-do-planeta-vermelho.html" title="Descobrem um meteorito de Marte com 1 273 milhões de anos que revela um segredo do planeta vermelho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/descubren-un-meteorito-de-marte-de-1-273-millones-de-anos-que-revela-un-secreto-del-planeta-rojo-1786378349520_320.jpg" alt="Descobrem um meteorito de Marte com 1 273 milhões de anos que revela um segredo do planeta vermelho"></a></article></aside><p>Voltando às tempestades de poeira, as grandes quantidades de poeira que se encontram permanentemente em suspensão na atmosfera marciana deslocam-se rapidamente, impulsionadas pelos fortes ventos que aí sopram. No inverno, esses ventos são particularmente intensos nas regiões polares, o que dá origem a <strong>trovoadas inicialmente locais que acabam por se transformar em tempestades que se estendem por grande parte do planeta</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-atmosfera-de-marte-y-su-meteorologia-1786343355679.jpg" data-image="0t6k0octtk04" alt="Marte y tormenta de polvo" title="Marte y tormenta de polvo"><figcaption>Imagens de Marte captadas com menos de três meses de diferença por uma das câmaras de campo profundo planetário do telescópio espacial Hubble, no ano de 2001, nas quais se pode observar o resultado de uma grande tempestade de poeira que ocorreu no planeta (à direita). Fonte: © NASA</figcaption></figure><p><strong>Quase toda a superfície de Marte está coberta por um véu opaco </strong>com uma tonalidade entre o amarelado, o alaranjado e o rosado, que impede a observação dos diferentes elementos do relevo marciano (cordilheiras, crateras, vales…) a partir do exterior do planeta, tal como comprovam as imagens das sondas que orbitam o planeta ou as dos telescópios espaciais Hubble (figura em anexo) e James Webb.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/rajadas-de-vento-de-150-km-h-e-tempestades-de-poeira-a-nivel-global-e-assim-que-se-manifesta-o-clima-extremo-de-marte.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal na trajetória de várias frentes: última semana de agosto traz muita chuva, vento e novo arrefecimento]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-na-trajetoria-de-varias-frentes-ultima-semana-de-agosto-traz-muita-chuva-vento-e-novo-arrefecimento.html</link><pubDate>Sun, 23 Aug 2026 14:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A depressão deste domingo (23) é apenas o início de um período invulgarmente instável para o mês de agosto. Vem aí mais chuva, vento, agitação marítima e um novo arrefecimento do tempo. Eis as datas a reter.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-na-trajetoria-de-varias-frentes-ultima-semana-de-agosto-traz-muita-chuva-vento-e-novo-arrefecimento-1787491538716.jpg" data-image="vtot7rm2o8u8"><figcaption>Avizinha-se uma semana invulgarmente chuvosa para a época do ano de norte a sul de Portugal continental, especialmente no noroeste do país.</figcaption></figure><p>Após a passagem da depressão que já está a condicionar o estado do tempo este domingo (23) em Portugal continental, sobretudo na metade ocidental do país, e cuja fase de maior atividade no que toca à chuva, vento e mar agitado se prevê para segunda-feira (24), <strong>espera-se uma melhoria significativa das condições meteorológicas na terça (25)</strong>, apesar de nesse dia persistirem alguns vestígios da instabilidade intermitentes e ocasionais, sob a forma de aguaceiros pós-frontais.</p><h2>Novo episódio de tempo instável à vista para quarta 26 e quinta 27</h2><p>De acordo com o modelo de maior confiança da Meteored (ECMWF), uma vasta área depressionária que se estenderá entre as Ilhas Britânicas e o Golfo da Biscaia, associada a um vale em altitude e no seio do qual poderão organizar-se vários núcleos de baixa pressão, irá ‘estimular’ <strong>a passagem de sucessivas superfícies frontais no nosso país entre quarta (26) e quinta-feira (27)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-na-trajetoria-de-varias-frentes-ultima-semana-de-agosto-traz-muita-chuva-vento-e-novo-arrefecimento-1787490907987.jpg" data-image="vf1dqu0t8x8c"><figcaption>Passagem de superfícies frontais e linhas de instabilidade em Portugal continental entre os dias 26 e 27 de agosto.</figcaption></figure><p>Tendo em conta as projeções atualmente disponíveis, espera-se que estes dois dias - <strong>26 e 27 de agosto </strong>- concentrem os volumes de precipitação mais elevados da semana.</p><p>A <strong>incerteza</strong> inerente à previsão, cujo horizonte ainda é suficientemente distante para permitir ajustes espaciais e temporais, faz com que neste momento seja <strong>difícil </strong><strong>adiantar com precisão as zonas mais afetadas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-na-trajetoria-de-varias-frentes-ultima-semana-de-agosto-traz-muita-chuva-vento-e-novo-arrefecimento-1787490120552.jpg" data-image="ow7t08qjm272"><figcaption>A distribuição atualmente prevista aponta para dias em que choverá tendencialmente no Norte e Centro, com particular ênfase nas regiões situadas a norte do sistema Montanhoso Montejunto-Estrela, entre as quais poderão sobressair aquelas que se situam a oeste da Barreira de Condensação: distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto e Aveiro e ainda setores ocidentais de Vila Real e Viseu.</figcaption></figure><p> Porém, tudo aponta para uma <strong>distribuição semelhante à que é habitual em situações depressionárias com fluxos de oeste e sudoeste, mais comuns no outono e no inverno</strong>, em virtude não só da latitude, mas sobretudo do relevo montanhoso e da exposição das zonas a norte e a oeste a esses fluxos. </p><div class="texto-destacado">No Minho e Douro Litoral preveem-se valores muito elevados de precipitação acumulada, sobretudo no <strong>Minho, onde poderão ser alcançados registos superiores a 150 mm</strong>, algo verdadeiramente impressionante tendo em conta que estamos em agosto.</div><p> O vento sul enquadrado na circulação das referidas superfícies frontais impulsionará ar quente e subtropical, <strong>rico em humidade e que agirá como um “combustível” à precipitação nas regiões mais expostas</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-na-trajetoria-de-varias-frentes-ultima-semana-de-agosto-traz-muita-chuva-vento-e-novo-arrefecimento-1787490340255.jpg" data-image="414hrmw9s55y"><figcaption>Este transporte de humidade, caso se mantenha suficientemente intenso e persistente, poderá ser favorável a acumulações mais elevadas nas zonas que, de acordo com os mapas de precipitação acumulada, apresentam maior potencial para concentrar chuva.</figcaption></figure><p>Além da chuva, preveem-se rajadas de vento localmente intensas, acompanhadas de trovoadas ocasionalmente fortes e de um agravamento da agitação marítima.</p><h2>Vento e agitação marítima contribuirão para o panorama instável</h2><p><strong>O vento de oes-sudoeste produzirá rajadas fortes em ambos os dias</strong>. Na quarta-feira (26) os valores máximos atualmente previstos poderão aproximar-se dos <strong>55/60 km/h e na quinta-feira (27), até 65 ou 70 km/h</strong>.</p><p>Enquanto na quarta (26) se antecipam rajadas fortes mais localizadas, tanto no litoral como nas terras altas do Norte e Centro e especialmente a norte do Mondego,<strong> na quinta (27) o vento tenderá a fortalecer-se um pouco por todo o país</strong>, com particular ênfase novamente na Região Norte e Centro-norte, exceto quiçá no Algarve e noutros pontos menos expostos do território.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-na-trajetoria-de-varias-frentes-ultima-semana-de-agosto-traz-muita-chuva-vento-e-novo-arrefecimento-1787490454587.jpg" data-image="nn9518o4c979"><figcaption>Rajadas de vento previstas para quinta-feira, 27 de agosto, às 16:00.</figcaption></figure><p>Quanto à <strong>agitação marítima, os nossos mapas sugerem um período algo mais agreste a partir do início da tarde de quinta-feira (27), que poderá prolongar-se durante quase todo o dia de sexta-feira (28)</strong>. Segundo as previsões atualmente disponíveis, algumas ondas poderão atingir uma altura máxima de quase 6 metros, com o mar particularmente mais revolto ao largo do litoral Norte e Centro, sendo algo menos agitado nas áreas costeiras a sul do Cabo Raso.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785085" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atlantica-atinge-portugal-norte-e-centro-terao-chuva-muito-persistente-na-segunda-feira-dia.html" title="Depressão atlântica atinge Portugal: Norte e Centro terão chuva muito persistente na segunda-feira dia 24">Depressão atlântica atinge Portugal: Norte e Centro terão chuva muito persistente na segunda-feira dia 24</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atlantica-atinge-portugal-norte-e-centro-terao-chuva-muito-persistente-na-segunda-feira-dia.html" title="Depressão atlântica atinge Portugal: Norte e Centro terão chuva muito persistente na segunda-feira dia 24"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atlantica-atinge-portugal-norte-e-centro-terao-chuva-muito-persistente-na-segunda-feira-dia-1787488317888_320.jpg" alt="Depressão atlântica atinge Portugal: Norte e Centro terão chuva muito persistente na segunda-feira dia 24"></a></article></aside><p>De momento, os mapas de referência da Meteored antecipam que o estado do tempo tenderá a estabilizar na reta final da próxima semana, com aguaceiros pós-frontais ainda bastante presentes pelo Norte e parte do Centro de Portugal continental na sexta-feira (28). Contudo, <strong>para o fim de semana de 29 e 30 de agosto, começa a ganhar força um cenário em que predominaria o céu geralmente pouco nublado ou limpo</strong>, embora não se exclua a possibilidade de aguaceiros dispersos pelo noroeste do país em determinados momentos.</p><h2>Temperaturas mais outonais do que estivais</h2><p>Neste momento as temperaturas do ar medidas a 2 metros da superfície encontram-se já <strong>ligeiramente inferiores à média climatológica</strong> para esta altura do ano, evidenciando-se um tempo fresco para a época.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-na-trajetoria-de-varias-frentes-ultima-semana-de-agosto-traz-muita-chuva-vento-e-novo-arrefecimento-1787490595714.jpg" data-image="1km7m49go2nf"><figcaption>Temperatura prevista às 16:00 de quinta-feira, 27 de agosto.</figcaption></figure><p>No entanto, <strong>prevê-se que esta tendência se acentue na última semana de agosto</strong>, não só pela persistência de valores geralmente inferiores ao normal durante grande parte da semana, como também porque, <strong>em particular na quinta-feira (27) - se projeta um dia autenticamente de outono</strong>. Não obstante, quarta-feira (26) também já deverá registar valores bastante frescos e apenas ligeiramente acima dos projetados para quinta (27) na generalidade do território.</p><p>Segundo a última atualização dos nossos mapas, <strong>as temperaturas máximas para quinta-feira (27) poderão situar-se entre os 16 e os 20 ºC em grande parte do Norte e do Centro</strong>, com valores inferiores nas áreas de maior altitude onde estariam possivelmente abaixo dos 10 ºC. Entre o Mondego e o Algarve, espera-se que as máximas alcancem valores aproximadamente entre os 22 e os 28 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-na-trajetoria-de-varias-frentes-ultima-semana-de-agosto-traz-muita-chuva-vento-e-novo-arrefecimento-1787490707144.jpg" data-image="0x5bapp76fj2"><figcaption>Quase todo o território de Portugal continental registará anomalias térmicas negativas muito significativas na última semana de agosto, destacando-se o interior Norte e Centro.</figcaption></figure><p>Este panorama meteorológico tão fresco, em que ocorrerá uma descida significativa das temperaturas, estará associado ao <strong>transporte de uma massa de ar frio de origem polar</strong>, enquadrada pela circulação depressionária e pela descida para sul até latitudes como a nossa, contribuindo para o acentuado arrefecimento previsto sobretudo no Norte e Centro e nas zonas de maior altitude.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-na-trajetoria-de-varias-frentes-ultima-semana-de-agosto-traz-muita-chuva-vento-e-novo-arrefecimento.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Depressão atlântica atinge Portugal: Norte e Centro terão chuva muito persistente na segunda-feira dia 24]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atlantica-atinge-portugal-norte-e-centro-terao-chuva-muito-persistente-na-segunda-feira-dia.html</link><pubDate>Sun, 23 Aug 2026 13:35:03 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma depressão Atlântica está atualmente a afetar Portugal continental, trazendo chuva, trovoadas e vento forte. Este domingo marca o início do episódio, mas será na segunda-feira que alguns dos efeitos poderão intensificar-se.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xazz2i2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xazz2i2.jpg" id="xazz2i2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O cenário meteorológico deste final de agosto está longe do habitual para a época. Uma depressão atlântica bastante organizada já se encontra a afetar Portugal continental e será responsável por <strong>chuva por vezes moderada, trovoadas, vento forte e agravamento da agitação marítima</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Depois de um domingo já instável, <strong>segunda-feira deverá concentrar alguns dos efeitos mais significativos</strong>, antes de uma melhoria gradual na terça-feira.</p><h2>Domingo: a chuva já chegou e a instabilidade aumenta durante a tarde</h2><p>A precipitação começou a fazer-se sentir durante a manhã e, localmente, ainda durante a madrugada deste domingo, dia 23. Grande parte do território encontra-se debaixo de <strong>céu muito nublado</strong>, proporcionando um ambiente quase “invernil” e pouco habitual em pleno agosto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atlantica-atinge-portugal-norte-e-centro-terao-chuva-muito-persistente-na-segunda-feira-dia-1787487029007.jpg" data-image="evjz0uw06wtw" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>A primeira frente associada à depressão atravessa Portugal este domingo, deixando chuva e aguaceiros em várias regiões antes de avançar para o interior durante a tarde.</figcaption></figure><p>Durante a tarde, a primeira frente associada à depressão continuará a atravessar Portugal. <strong>Até aproximadamente às 17 horas, a faixa litoral entre Setúbal e Lisboa deverá registar aguaceiros e períodos de chuva moderada</strong>, com precipitação também em Santarém e, pontualmente, em algumas zonas alentejanas.</p><p>Posteriormente, entre aproximadamente as <strong>17 e as 18 horas</strong>, esta faixa de instabilidade deverá progredir para o interior. Para acompanhar a evolução com maior detalhe, o <strong>radar de chuva da Meteored</strong> permite observar a deslocação e intensidade da precipitação em intervalos de apenas cinco minutos. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atlantica-atinge-portugal-norte-e-centro-terao-chuva-muito-persistente-na-segunda-feira-dia-1787488317888.jpg" data-image="1efmw3al456f" alt="Radar de Chuva (dBZ)" title="Radar de Chuva (dBZ)"><figcaption>O radar da Meteored permite acompanhar a precipitação praticamente em tempo real, com atualizações a cada cinco minutos, mostrando com maior detalhe a sua intensidade e deslocação.</figcaption></figure><p><strong> O radar de precipitação</strong> funciona através da emissão de ondas eletromagnéticas, que são parcialmente refletidas pelas gotas de água e outras partículas presentes na atmosfera. </p><div class="texto-destacado">A intensidade desse sinal é representada em <strong>dBZ (decibéis de refletividade),</strong> quanto maior o valor, mais intenso é geralmente o eco de precipitação. Ao contrário dos mapas horários dos modelos, o radar permite observar com grande detalhe onde está efetivamente a chover e acompanhar o deslocamento e a intensidade dos núcleos de precipitação. </div><p>Esta ferramenta torna-se particularmente útil numa situação dinâmica como esta, em que a chuva pode apresentar importantes variações espaciais e temporais.</p><h2>Trovoadas acompanham a frente e há possibilidade de granizo</h2><p>A atividade elétrica deverá acompanhar aproximadamente a trajetória da precipitação. Algumas trovoadas já se desenvolvem sobre o Atlântico e deverão atingir terra ao longo das próximas horas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atlantica-atinge-portugal-norte-e-centro-terao-chuva-muito-persistente-na-segunda-feira-dia-1787487093582.jpg" data-image="xxr0kyfgtdp4" alt="Densidade de raios #/km^2" title="Densidade de raios #/km^2"><figcaption>As trovoadas deverão acompanhar a progressão da frente durante a tarde e início da noite, com maior atividade prevista em vários pontos do litoral Norte e Centro.</figcaption></figure><p>O <strong>IPMA emitiu avisos amarelos associados a precipitação e trovoada</strong> para vários distritos do Norte e Centro e para a região de Lisboa e Setúbal. Além das descargas elétricas, existe <strong>possibilidade de queda de granizo, com diâmetro inferior a 2 cm</strong>. Assim, poderão ocorrer períodos de chuva localmente mais intensa acompanhados de trovoada, sobretudo durante a passagem das células mais ativas.</p><h2>Segunda-feira a aproximação do núcleo traz chuva mais persistente e vento forte</h2><p>A situação continuará adversa na segunda-feira, dia 24. O núcleo da depressão deverá aproximar-se significativamente da costa portuguesa e, entre aproximadamente as <strong>6 da manhã e as 17:00 h</strong>, prevê-se um período de chuva frequente ou quase contínua em várias regiões. </p><div class="texto-destacado">O Norte e Centro deverão concentrar os períodos de precipitação mais intensa na segunda-feira. No entanto, Lisboa, Setúbal e algumas regiões do Alentejo também poderão receber chuva.</div><p>Este segundo corpo de precipitação transportará mais humidade e estará diretamente associado à aproximação do centro depressionário, podendo resultar em períodos de chuva moderada a localmente forte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atlantica-atinge-portugal-norte-e-centro-terao-chuva-muito-persistente-na-segunda-feira-dia-1787487211414.jpg" data-image="5adtdxgc4m5v" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>A aproximação do núcleo depressionário deverá intensificar a precipitação durante a manhã e início da tarde, sobretudo no Norte e Centro, onde a chuva poderá ser mais persistente.</figcaption></figure><p>Simultaneamente,<strong> o</strong> <strong>vento irá ganhar intensidade</strong>. Durante a tarde, as rajadas poderão <strong>ultrapassar os 65 km/h em vários locais</strong>, sobretudo nas regiões mais expostas e terras altas.</p><p>No litoral, será igualmente importante acompanhar a <strong>agitação marítima, que deverá agravar-se durante segunda-feira</strong>, em resposta à aproximação da depressão e ao reforço do vento.</p><h2>Terça-feira ainda terá vestígios da depressão</h2><p>Na terça-feira, dia 25, o núcleo depressionário já deverá ter abandonado as proximidades de Portugal continental, permitindo uma melhoria gradual.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784999" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quarta-e-quinta-feira-novas-superficies-frontais-trarao-mais-uma-dose-de-chuva-vento-e-agitacao-maritima-a-portugal.html" title="Quarta e quinta-feira novas superfícies frontais trarão mais uma “dose” de chuva, vento e agitação marítima a Portugal">Quarta e quinta-feira novas superfícies frontais trarão mais uma “dose” de chuva, vento e agitação marítima a Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quarta-e-quinta-feira-novas-superficies-frontais-trarao-mais-uma-dose-de-chuva-vento-e-agitacao-maritima-a-portugal.html" title="Quarta e quinta-feira novas superfícies frontais trarão mais uma “dose” de chuva, vento e agitação marítima a Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quarta-e-quinta-feira-novas-superficies-frontais-trarao-mais-uma-dose-de-chuva-vento-e-agitacao-maritima-a-portugal-1787405072189_320.jpg" alt="Quarta e quinta-feira novas superfícies frontais trarão mais uma “dose” de chuva, vento e agitação marítima a Portugal"></a></article></aside><p>Contudo, os seus vestígios ainda serão evidentes: <strong>a humidade permanecerá elevada, a nebulosidade continuará abundante e poderão ocorrer aguaceiros residuais</strong>, sobretudo no Norte e Centro. Será, portanto, uma melhoria lenta após dois dias marcados por uma situação meteorológica invulgar para o final de agosto.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atlantica-atinge-portugal-norte-e-centro-terao-chuva-muito-persistente-na-segunda-feira-dia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A monção na Índia estará a tornar-se mais difícil de prever?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-moncao-na-india-estara-a-tornar-se-mais-dificil-de-prever.html</link><pubDate>Sun, 23 Aug 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A monção de sudoeste na Índia, que ocorre entre junho e outubro, é um vento sazonal que sopra do oceano Índico para o continente trazendo uma massa de ar quente e muito húmido.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-moncao-na-india-estara-a-tornar-se-mais-dificil-de-prever-1786922095688.jpg" data-image="i8r8rk5fhtdg" alt="Monção na Índia" title="Monção na Índia"><figcaption>A Índia sob o efeito da monção de sudoeste fica normalmente debaixo da ação de massas de ar muito húmido com bastante água precipitável.</figcaption></figure><p>Na Índia, a consequente alternância entre estações seca e chuvosa, é governado pela monção, que causa chuvas intensas em grande parte do país, mas que é vital para a agricultura local, em especial para o cultivo do arroz.</p><h2>Índia a sofrer um défice de chuvas em 2026 mas com inundações devastadoras</h2><p>A monção do sudoeste da Índia em 2026 tem oscilado entre períodos de seca e chuvas intensas desde o seu início, a 4 de junho de 2026.</p><p>Os dados a nível estadual e distrital mostram o quão desigual tem sido a estação. A Índia está a viver condições climáticas extremas simultaneamente.</p><p>De acordo com as avaliações baseadas em dados do Departamento Meteorológico da Índia, este ano a <strong>precipitação acumulada da monção na Índia estava aproximadamente 16% abaixo do normal até 27 de julho de 2026</strong>. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Na monção de sudoeste da Índia este ano ocorreram fortes inundações, apesar da precipitação total estar abaixo do normal.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A Índia registou um défice de 38% nas chuvas das monções em junho. No país ocorreu precipitação extremamente irregular, com alguns distritos a receberem 600% a 1.700% da precipitação normal devido a aguaceiros muito fortes.</p><p>Mais de metade dos distritos da Índia receberam chuvas abaixo ou muito abaixo da média, enquanto inundações, inundações repentinas e deslizamentos de terra atingiram vários estados.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Mais de metade dos distritos do país foram classificados como deficientes ou com grande deficiência de chuvas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>É de referir, alguns exemplos sobre o impacto da monção da Índia, este ano.</p><p>Por exemplo, em Assam, um estado que sofre de um défice de chuvas de 30% nesta estação, 900 aldeias ficaram submersas e pelo menos <strong>80 pessoas morreram no mês passado devido a algumas das piores inundações em décadas.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="691137" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/apesar-de-nao-serem-suficientes-a-india-implementou-medidas-simples-de-adaptacao-as-alteracoes-climaticas.html" title="Apesar de não serem suficientes, a Índia implementou medidas simples de adaptação às alterações climáticas">Apesar de não serem suficientes, a Índia implementou medidas simples de adaptação às alterações climáticas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/apesar-de-nao-serem-suficientes-a-india-implementou-medidas-simples-de-adaptacao-as-alteracoes-climaticas.html" title="Apesar de não serem suficientes, a Índia implementou medidas simples de adaptação às alterações climáticas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/apesar-de-nao-serem-suficientes-a-india-implementou-medidas-simples-de-adaptacao-as-alteracoes-climaticas-1736280915521_320.jpg" alt="Apesar de não serem suficientes, a Índia implementou medidas simples de adaptação às alterações climáticas"></a></article></aside><p>Fortes chuvadas desencadearam deslizamentos de terra em Wayanad, Kerala, causando mortes e ferindo várias pessoas. A precipitação acumulada em 24 horas na região foi quase 10 vezes superior à média diária normalmente esperada para julho.</p><p>No entanto em Mumbai, onde normalmente começa a chover por volta de 10 de junho e as chuvas começam a diminuir no final de setembro, no ano passado choveu de maio até outubro, este ano, durante a monção, mal houve chuviscos até ao final de junho, seguindo-se uma quantidade de chuva equivalente a todo o mês de julho, concentrada apenas na primeira semana.</p><p>Em Gujarat, um estado relativamente seco, tem sido atingido por fortes aguaceiros em curtos períodos, intercalados com períodos de seca.</p><div class="texto-destacado">Os especialistas referem que a estação das monções na Índia está a tornar-se mais errática devido às alterações climáticas, com chuvas a chegarem em rajadas intensas seguidas de períodos de seca, em vez de padrões constantes.</div><p><strong>Este ano pode ser particularmente atípico por causa do El Niño no Oceano Pacífico equatorial</strong>, um fenómeno climático que altera os padrões meteorológicos. Assim a irregularidade da estação está a ser moldada pela variabilidade natural da monção, pelo fortalecimento do El Niño este ano, pelas perturbações atmosféricas vindas de oeste e pelo aquecimento global e o aquecimento do oceano Índico.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Cientistas referem que por toda a Índia, as chuvas estão a cair com mais intensidade e em períodos mais curtos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Isto provoca efeitos severos na agricultura, que emprega 43% dos trabalhadores da Índia. Os agricultores planeiam a plantação com base na previsão de chuvas, mas tanto as inundações como os longos períodos sem chuva causam estragos nas suas culturas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-moncao-na-india-estara-a-tornar-se-mais-dificil-de-prever-1786922327642.jpg" data-image="ectf693totiz" alt="Índia" title="Índia"><figcaption>Uma das principais culturas na Índia é o arroz</figcaption></figure><p>A previsão sazonal na Índia fornece informação sobre a percentagem de precipitação que se prevê durante a monção em relação ao valor médio no período de referência de 50 anos, entre 1971 e 2020.</p><p>Este sistema fornece aos agricultores, decisores políticos e economistas uma informação nacional para o planeamento da agricultura, gestão da água e produção alimentar.</p><h2>Como podem ocorrer inundações quando a precipitação total está abaixo do normal?</h2><p>Os défices de precipitação nacionais ou regionais são médias calculadas em grandes áreas geográficas. Estas médias podem ocultar extremos locais. Além disso o défice de precipitação é calculado num período como uma semana, um mês ou a estação das monções, <strong>mas não descreve como a precipitação é distribuída dentro desse período.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-moncao-na-india-estara-a-tornar-se-mais-dificil-de-prever-1786922625770.jpg" data-image="lzbdiwph2s3y" alt="Precipitação média diária" title="Precipitação média diária"><figcaption>Precipitação média diária (mm) em todo o país no período assinalado da monção de 2026. Fonte: Down To Earth</figcaption></figure><p>Há que ter em conta que uma região pode ter precipitação sazonal deficiente, enquanto que uma parte dessa região pode sofrer um evento extremo de precipitação. Na mesmo região, um local pode ser inundado enquanto outro recebe pouca chuva, ou mesmo nenhuma, mantendo-se em situação de seca. Quando as duas áreas são combinadas, <strong>a região pode ainda permanecer abaixo da sua precipitação sazonal normal.</strong></p><p>Têm-se verificado fortes inundações este ano em muitas cidades da Índia. As cidades contêm grandes áreas cobertas por ruas, telhados, parques de estacionamento, betão e pavimentos. Estas superfícies impermeáveis impedem que a água da chuva penetre no solo e vai escorrendo.</p><p>A água flui rapidamente em direção às ruas, aos esgotos e às zonas baixas. Quando a intensidade da chuva excede a capacidade de drenagem, a água acumula-se em poucos minutos. A ocupação de zonas húmidas, lagos, planícies de inundação e canais de drenagem naturais agrava este problema.</p><div class="texto-destacado">Portanto, as inundações urbanas não são determinadas apenas pela quantidade de chuva. Refletem também como uma cidade foi planeada e se os cursos de água naturais foram preservados.</div><p>Em relação a uma década atrás, a Índia está mais urbanizada e as suas cidades mais populosas, o que amplia os danos económicos e físicos causados por eventos climáticos extremos.</p><p>A escassez de água é outra preocupação na Índia. Períodos prolongados de seca endurecem o solo e diminuem a sua capacidade de absorver humidade e de reabastecer os seus aquíferos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Sangomla%2C%20A." data-year="2026" data-title="Floods%2C%20dry%20spells%20and%20a%2016%25%20rain%20deficit%3A%20India%E2%80%99s%20monsoon%20is%20becoming%20harder%20to%20read" data-url="https%3A%2F%2Fwww.downtoearth.org.in%2Fclimate-change%2Ffloods-dry-spells-and-a-16-rain-deficit-indias-monsoon-is-becoming-harder-to-read">Sangomla, A.. (2026). <a href="https://www.downtoearth.org.in/climate-change/floods-dry-spells-and-a-16-rain-deficit-indias-monsoon-is-becoming-harder-to-read" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Floods, dry spells and a 16% rain deficit: India’s monsoon is becoming harder to read</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-moncao-na-india-estara-a-tornar-se-mais-dificil-de-prever.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vatnajökull: a aventura no maior glaciar da Europa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/vatnajokull-a-aventura-no-maior-glaciar-da-europa.html</link><pubDate>Sun, 23 Aug 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Na Islândia, o Vatnajökull revela um mundo de gelo, onde é possível caminhar sobre o maior glaciar da Europa e descobrir paisagens únicas. Venha aqui descobrir mais!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/vatnajokull-a-aventura-no-maior-glaciar-da-europa-1787236527226.jpg" data-image="th6a0g1i6tpu" alt="Vatnajökull" title="Vatnajökull"><figcaption>Caminhar sobre o Vatnajökull é entrar num mundo gelado em constante transformação, onde cada fenda, caverna e formação conta uma história.</figcaption></figure><p>Localizado no sudeste da Islândia, o <strong>Vatnajökull é muito mais do que uma enorme massa de gelo</strong>. O glaciar ocupa cerca de 7.700 quilómetros quadrados e cobre aproximadamente 8% do território islandês, tendo sido já <strong>considerado o maior glaciar da Europa em volume</strong> e um dos cenários naturais mais impressionantes do continente.</p><p>A sua <strong>espessura média ronda os 400 metros</strong>, embora em alguns pontos possa chegar perto dos 1.000 metros.</p><p>O glaciar faz parte do Parque Nacional Vatnajökull, uma <strong>vasta área protegida que foi inscrita na lista do Património Mundial da UNESCO em 2019</strong>. Ao seu redor encontram-se vales, rios de origem glaciar, lagoas e dezenas de línguas de gelo que avançam a partir da grande calote.</p><p>É também um <strong>lugar onde o fogo e o gelo convivem de forma particularmente dramática</strong>. Sob a imensa cobertura gelada <strong>existem vulcões ativos</strong>, responsáveis por algumas das características geológicas mais singulares da região.</p><h2>Uma caminhada que começa no gelo</h2><p>Explorar o Vatnajökull a pé <strong>é uma das experiências que mais aproxima os visitantes da paisagem islandesa</strong>. Segundo a revista online <em>Viagem</em>, as <strong>caminhadas são realizadas com guias especializados</strong>, que conhecem as condições do gelo e avaliam diariamente os riscos associados ao clima e ao terreno.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="745023" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/nem-tudo-sao-vulcoes-e-gelo-a-cultura-termal-da-islandia-foi-finalmente-declarada-patrimonio-mundial-da-unesco.html" title="Nem tudo são vulcões e gelo: a cultura termal da Islândia foi finalmente declarada Património Mundial da UNESCO">Nem tudo são vulcões e gelo: a cultura termal da Islândia foi finalmente declarada Património Mundial da UNESCO</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/nem-tudo-sao-vulcoes-e-gelo-a-cultura-termal-da-islandia-foi-finalmente-declarada-patrimonio-mundial-da-unesco.html" title="Nem tudo são vulcões e gelo: a cultura termal da Islândia foi finalmente declarada Património Mundial da UNESCO"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/no-solo-hay-volcanes-y-hielo-la-cultura-balnearia-de-islandia-finalmente-ha-sido-declarada-patrimonio-de-la-humanidad-1766089016340_320.jpeg" alt="Nem tudo são vulcões e gelo: a cultura termal da Islândia foi finalmente declarada Património Mundial da UNESCO"></a></article></aside><p>Os participantes utilizam <strong>equipamento próprio, incluindo <em>crampons</em>, estruturas metálicas fixadas às botas que permitem ganhar aderência sobre o gelo</strong>. Dependendo do programa escolhido, a aventura pode incluir transporte até à zona glaciar, caminhada sobre o gelo e visita a cavernas formadas no interior do glaciar.</p><p>Estas <strong>cavernas são particularmente fascinantes</strong>. A luz atravessa o gelo de diferentes formas, criando paredes translúcidas em tons de azul, branco e cinzento. No entanto, <strong>não são estruturas permanentes, a sua forma muda com as temperaturas, a água de fusão e o movimento natural do glacia</strong>r.</p><h2>Um cenário em constante transformação</h2><p>Talvez uma das características mais fascinantes do Vatnajökull seja precisamente o facto de <strong>nunca ser exatamente igual</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Uma paisagem branca e azul, moldada lentamente durante séculos, enquanto o gelo se estende até onde a vista alcança.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Os glaciares estão em movimento e respondem às variações de temperatura e precipitação</strong>. Ao longo do ano, a quantidade e a distribuição do gelo modificam-se, enquanto a água de fusão abre novos canais e transforma a superfície.</p><p>Por isso, visitar o Vatnajökull significa <strong>observar um território vivo</strong>. Uma paisagem fotografada num determinado inverno pode apresentar-se bastante diferente alguns meses depois.</p><p>A própria ciência revela a importância destes gigantes gelados. <strong>Os glaciares islandeses armazenam enormes quantidades de água doce e alimentam os principais rios do país</strong>. O recuo do gelo, associado ao aquecimento do clima, torna estes ambientes também importantes testemunhos das alterações ambientais em curso.</p><h2>Quando visitar?</h2><p>A melhor altura <strong>depende do tipo de experiência procurada</strong>. <strong>Para quem pretende explorar as cavernas de gelo, o inverno, geralmente entre novembro e março</strong>, oferece condições mais favoráveis à formação e estabilidade dessas estruturas. <strong>Para caminhadas, os meses de verão, sobretudo junho e julho</strong>, costumam proporcionar condições mais amenas e maior acessibilidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vatnajokull-a-aventura-no-maior-glaciar-da-europa-1787236675927.jpg" data-image="h8v04ijqtfvw" alt="Glaciar" title="Glaciar"><figcaption>Entre tons de azul e branco, o Vatnajökull revela a força e a beleza de uma paisagem esculpida pelo gelo ao longo de milhares de anos.</figcaption></figure><p>Ainda assim, não existe uma garantia absoluta, <strong>o estado de tempo islandês pode mudar rapidamente e determinadas condições meteorológicas podem obrigar ao cancelamento ou alteração dos percursos</strong>.</p><h2>Uma aventura que exige respeito</h2><p>Apesar de parecer uma superfície segura e sólida, <strong>um glaciar esconde fendas, zonas instáveis e mudanças que podem não ser visíveis à primeira vista</strong>. Por isso, caminhar sozinho sobre o Vatnajökull não é seguro.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="760235" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lagos-glaciares-do-alasca-estao-a-expandir-se-e-a-medida-que-isso-acontece-aumenta-o-risco-de-inundacoes-devastadoras.html" title="Lagos glaciares do Alasca estão a expandir-se e, à medida que isso acontece, aumenta o risco de inundações devastadoras">Lagos glaciares do Alasca estão a expandir-se e, à medida que isso acontece, aumenta o risco de inundações devastadoras</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lagos-glaciares-do-alasca-estao-a-expandir-se-e-a-medida-que-isso-acontece-aumenta-o-risco-de-inundacoes-devastadoras.html" title="Lagos glaciares do Alasca estão a expandir-se e, à medida que isso acontece, aumenta o risco de inundações devastadoras"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/glacial-lakes-in-alaska-are-expanding-and-as-they-do-the-risk-of-devastating-outburst-floods-is-increasing-1773263327015_320.jpeg" alt="Lagos glaciares do Alasca estão a expandir-se e, à medida que isso acontece, aumenta o risco de inundações devastadoras"></a></article></aside><p>As excursões devem ser realizadas com profissionais e equipamento adequado. Também <strong>é importante escolher operadores que trabalhem com grupos pequenos</strong>, permitindo aos guias acompanhar de perto todos os participantes.</p><p><strong>O acesso à região pode ser feito a partir de zonas como Skaftafell, situada a cerca de 320 quilómetros de Reiquiavique</strong>. Para quem parte da capital, a distância torna aconselhável reservar tempo suficiente para a viagem e, muitas vezes, passar a noite nas proximidades do glaciar.</p><p>Entre gelo, vulcões e paisagens que parecem pertencer a outro planeta, <strong>o Vatnajökull oferece uma experiência rara, não apenas observar um glaciar, mas entrar no seu território</strong>. E, perante uma paisagem que está constantemente a mudar, cada caminhada torna-se uma viagem irrepetível por uma das últimas grandes paisagens geladas da Europa.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/vatnajokull-a-aventura-no-maior-glaciar-da-europa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Esta vila é uma das mais bonitas de Portugal, mas poucos a conhecem]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-vila-e-uma-das-mais-bonitas-de-portugal-mas-poucos-a-conhecem.html</link><pubDate>Sun, 23 Aug 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Junto à fronteira com Espanha, este destino surpreende pela imponente fortaleza em forma de estrela e por um património militar que atravessou séculos de história.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-vila-e-uma-das-mais-bonitas-de-portugal-mas-poucos-a-conhecem-1786183000165.jpg" data-image="q89ndbfwlei0" alt="Almeida" title="Almeida"><figcaption>Tem uma fortaleza em forma de estrela e está entre as vilas mais bonitas de Portugal. Foto: CM Almeida</figcaption></figure><p>Quando pensa em destinos bonitos em Portugal, <strong>Almeida</strong> pode não ser a primeira vila que lhe vem à cabeça, mas acredite quando lhe dissemos que merece um lugar nessa lista. No distrito da Guarda, esta vila raiana guarda uma das fortalezas mais impressionantes do país e uma história que se cruza com guerras, cercos e invasões.</p><p>Não é por acaso, afinal, que é referida tantas vezes como "bonita", segundo uma análise da MPB, plataforma <em>online </em>do mundo para equipamento fotográfico e de vídeo em segunda mão.</p><div class="texto-destacado">Numa lista das vilas mais pitorescas e bonitas de Portugal, Almeida, no distrito da Guarda, surge em quinto lugar, com um índice de 89,3.</div><p>Aliás, basta aproximar-se para perceber que não se trata de uma vila histórica como tantas outras. Almeida está rodeada por uma<strong> enorme praça-forte</strong>, construída segundo os princípios da arquitetura militar abaluartada e com uma característica muito particular: vista de cima, <strong>a fortificação tem a forma de uma estrela de 12 pontas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781477" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/os-espanhois-renderam-se-a-esta-capela-portuguesa-e-um-dos-lugares-mais-incriveis-de-portugal.html" title="Os espanhóis renderam-se a esta capela portuguesa. “É um dos lugares mais incríveis de Portugal”">Os espanhóis renderam-se a esta capela portuguesa. “É um dos lugares mais incríveis de Portugal”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/os-espanhois-renderam-se-a-esta-capela-portuguesa-e-um-dos-lugares-mais-incriveis-de-portugal.html" title="Os espanhóis renderam-se a esta capela portuguesa. “É um dos lugares mais incríveis de Portugal”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-espanhois-renderam-se-a-esta-capela-portuguesa-e-um-dos-lugares-mais-incriveis-de-portugal-1785514448723_320.jpg" alt="Os espanhóis renderam-se a esta capela portuguesa. “É um dos lugares mais incríveis de Portugal”"></a></article></aside><p>Esta é uma imagem impressionante, é verdade, mas fique a saber que há muito mais para descobrir ao nível do chão. É que as muralhas, os baluartes, os fossos e as antigas portas de entrada fazem parte de um conjunto defensivo que começou a ganhar a forma atual no século XVII, depois da Restauração da independência portuguesa. Na altura, Almeida tinha uma <strong>importância estratégica enorme</strong> por estar tão perto da fronteira espanhola.</p><h2>Uma fortaleza que resistiu a guerras e ao tempo</h2><p>Durante séculos, <strong>a fortaleza esteve no centro de vários episódios militares</strong>. Um dos mais marcantes aconteceu em 1810, durante a Terceira Invasão Francesa. As tropas francesas cercaram Almeida e, durante o ataque, uma explosão no paiol provocou enormes estragos no interior da fortificação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-vila-e-uma-das-mais-bonitas-de-portugal-mas-poucos-a-conhecem-1786183098121.jpg" data-image="agc6yxgzpf2o" alt="Almeida" title="Almeida"><figcaption>Um destino com muito para descobrir. Foto: CM Almeida</figcaption></figure><p>A explosão destruiu praticamente todo o antigo castelo medieval e acabou por levar à rendição da guarnição portuguesa. As ruínas desse castelo ainda podem ser visitadas e são hoje uma das memórias mais evidentes dos tempos de guerra que marcaram a vila.</p><h2>O que não pode deixar de visitar</h2><p>Ainda assim, Almeida não vive apenas das suas histórias de batalhas. Uma das melhores formas de conhecer a localidade é simplesmente <strong>caminhar sem pressa</strong>. </p><p>“As ruas empedradas conduzem a casas de granito cuidadosamente preservadas, pequenas praças e edifícios históricos que testemunham séculos de acontecimentos”, escreve a ‘Versa’. “A atmosfera tranquila, aliada ao património militar e arquitetónico, faz com que cada esquina conte uma história.”</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778684" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-nova-rota-percorre-35-5-km-e-passa-pelo-ponto-mais-alto-do-distrito-do-porto.html" title="Esta nova rota percorre 35,5 km e passa pelo ponto mais alto do distrito do Porto">Esta nova rota percorre 35,5 km e passa pelo ponto mais alto do distrito do Porto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-nova-rota-percorre-35-5-km-e-passa-pelo-ponto-mais-alto-do-distrito-do-porto.html" title="Esta nova rota percorre 35,5 km e passa pelo ponto mais alto do distrito do Porto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esta-nova-rota-percorre-35-5-km-e-passa-pelo-ponto-mais-alto-do-distrito-do-porto-1784059301375_320.jpg" alt="Esta nova rota percorre 35,5 km e passa pelo ponto mais alto do distrito do Porto"></a></article></aside><p>Sugerimos que comece pelas<strong> Portas de São Francisco</strong>, uma das entradas monumentais da fortaleza, e siga pelas ruas do interior, entre casas de pedra, edifícios históricos e pequenas praças.</p><p>Também vale a pena passar pelas<strong> Portas de Santo António</strong> e percorrer alguns dos caminhos junto às muralhas. De vários pontos da fortificação consegue ter uma vista ampla sobre a paisagem da região e perceber melhor a dimensão deste complexo militar.</p><p>“Almeida foi um dos locais que mais dificuldade tivemos para fotografar. Não há panorâmica que dê conta de tanta grandeza… histórica e arquitetónica”, notam, por sua vez, os autores do blogue ‘Ir em Viagem’. “A verdade é que Almeida é para ser vista, calcorreada e sentida. É para ser conversada nas esquinas e fotografada entre goles de ginja. É para ser descoberta como numa caça ao tesouro, porque é cheia de códigos, pistas, enigmas, esconderijos e quebra-cabeças.”</p><h2>Há uma cidade escondida debaixo da terra</h2><p>O melhor é que um dos locais mais curiosos de Almeida está, literalmente, debaixo dos seus pés. As <strong>casamatas</strong> são um conjunto de galerias subterrâneas construídas no interior da fortaleza, que serviam para proteger militares e armazenar materiais durante períodos de conflito.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-vila-e-uma-das-mais-bonitas-de-portugal-mas-poucos-a-conhecem-1786183415864.jpg" data-image="w59p6xfhmw7z" alt="Almeida" title="Almeida"><figcaption>Casamatas / Baluarte de S. João de Deus. Foto: JF Almeida</figcaption></figure><p>Atualmente, parte deste espaço alberga o <strong>Museu Histórico-Militar de Almeida</strong>, onde pode conhecer melhor a história da praça-forte, as Guerras da Restauração e as Invasões Francesas. </p><div class="texto-destacado">É uma visita particularmente interessante para quem quer perceber como funcionava, na prática, uma fortificação deste género.</div><p>E há outros pequenos detalhes que ajudam a contar a história da vila. Entre eles está <strong>a Casa da Roda dos Expostos</strong>, um edifício associado a uma realidade social do século XIX, quando crianças abandonadas eram deixadas nestas instituições de forma anónima. É um daqueles lugares que facilmente passaria despercebido se não soubesse da sua história.</p><h2>Uma das Aldeias Históricas de Portugal</h2><p>Sabia que Almeida faz parte das <strong>12 Aldeias Históricas de Portugal</strong>? Tratam-se de um conjunto de localidades do interior que se distinguem pelo seu património e pela importância histórica. </p><div class="texto-destacado">A proximidade da fronteira ajuda também a explicar a identidade muito própria desta vila, marcada durante séculos pela posição entre Portugal e Espanha.</div><p>“Estar entre as cidades e vilas mais pitorescas e bonitas de Portugal confirma aquilo que quem a visita Almeida rapidamente percebe: não impressiona apenas pela beleza das suas muralhas”, garante a mesma revista portuguesa. "É um lugar onde a história se vive a cada passo, preservando um património único que continua a resistir à passagem do tempo.”</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Versa%2C%20Sim%C3%B5es%2C%20R" data-year="2026" data-title="Parece%20sa%C3%ADda%20de%20um%20livro%20de%20Hist%C3%B3ria%3A%20esta%20vila%20portuguesa%20%C3%A9%20mesmo%20das%20mais%20bonitas" data-url="https%3A%2F%2Fversa.iol.pt%2Fvila%2Fportugal%2Fparece-saida-de-um-livro-de-historia-esta-vila-portuguesa-e-mesmo-das-mais-bonitas%2F20260725%2F6a63848dd34ef04b4f3f8bf3">Versa, Simões, R. (2026). <a href="https://versa.iol.pt/vila/portugal/parece-saida-de-um-livro-de-historia-esta-vila-portuguesa-e-mesmo-das-mais-bonitas/20260725/6a63848dd34ef04b4f3f8bf3" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Parece saída de um livro de História: esta vila portuguesa é mesmo das mais bonitas</a>.</cite><br><cite data-author="Ir%20em%20Viagem" data-year="2020" data-title="%C3%80%20descoberta%20de%20Almeida%3A%20o%20que%20visitar" data-url="https%3A%2F%2Firemviagem.com%2F2020%2F03%2F22%2Fa-descoberta-de-almeida-o-que-visitar%2F">Ir em Viagem. (2020). <a href="https://iremviagem.com/2020/03/22/a-descoberta-de-almeida-o-que-visitar/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">À descoberta de Almeida: o que visitar</a>.</cite><br><cite data-author="Ekonomista%2C%20Pinto%2C%20M" data-year="2026" data-title="Almeida%3A%20viagem%20%C3%A0%20estrela%20que%20ilumina%20a%20Guarda" data-url="https%3A%2F%2Fwww.e-konomista.pt%2Falmeida-guarda-roteiro%2F">Ekonomista, Pinto, M. (2026). <a href="https://www.e-konomista.pt/almeida-guarda-roteiro/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Almeida: viagem à estrela que ilumina a Guarda</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-vila-e-uma-das-mais-bonitas-de-portugal-mas-poucos-a-conhecem.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nem raios, nem azar: ciência revela que o ser humano provoca até 97% dos incêndios florestais]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/nem-raios-nem-azar-ciencia-revela-que-o-ser-humano-provoca-ate-97-dos-incendios-florestais.html</link><pubDate>Sun, 23 Aug 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Atualmente, os incêndios florestais estão a tornar-se cada vez mais catastróficos e difíceis de mitigar. Até que ponto as nossas ações alimentam essa ameaça crescente?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ni-rayos-ni-azar-la-ciencia-revela-que-el-ser-humano-provoca-hasta-el-97-de-los-incendios-forestales-1787259307314.png" data-image="0r4q7gy6t5e5"><figcaption>Os incêndios florestais são um dos principais problemas em ascensão. A Organização Meteorológica Mundial projetou um aumento de até 30% destes eventos até 2050.</figcaption></figure><p>Nas últimas semanas os<strong> incêndios florestais </strong>têm sido um tema de grande destaque no noticiário de muitos países pelo mundo fora. Embora sejam frequentemente vistos apenas como mais um "desastre natural" que ocorre durante o verão, a realidade é que <strong>a natureza e as mudanças naturais são as causas menos prováveis da sua ocorrência</strong>.</p><p>Quer queiramos admitir ou não, as<strong> atividades humanas </strong>são direta — e, por vezes, indiretamente — <strong>responsáveis pela maioria dos incêndios florestais</strong> que ocorrem no planeta hoje, tornando-os cada vez mais frequentes e perigosos para todos.</p><div class="texto-destacado">Nenhum desastre é natural. Os desastres são consequência de um fenómeno natural quando uma sociedade sofre exposição, vulnerabilidade e má preparação ou gestão de recursos para a sua mitigação ou se o seu planeamento territorial e prioridades geraram as condições de risco.</div><p>Isto não nega que<strong> alguns incêndios decorram de fenómenos atmosféricos</strong> (como trovoadas secas) ou que — durante o verão — o agravamento da seca em certas regiões, a subida das temperaturas e as mudanças atmosféricas afetem diretamente a sua propagação e o seu controlo.</p><p>Quando a isto se soma o facto de que as<strong> alterações climáticas</strong> estão a alterar drasticamente as condições globais num ritmo cada vez mais acelerado, a ameaça representada por esses incêndios intensifica-se ainda mais, trazendo uma elevada probabilidade de que <strong>tais eventos se tornem cada vez mais catastróficos</strong>.</p><h2>Responsabilidade humana: ações que se tornam uma ameaça de incêndio</h2><p>Um incêndio florestal pode começar com apenas uma faísca. No entanto, se ele se irá transformar numa catástrofe depende do impacto das decisões humanas. Além de<strong> cigarros, fogueiras mal apagadas ou uma faísca que salta de uma churrasqueira</strong> para o relvado seco próximo, as causas da ignição são menos óbvias do que se poderia imaginar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ni-rayos-ni-azar-la-ciencia-revela-que-el-ser-humano-provoca-hasta-el-97-de-los-incendios-forestales-1787260029593.png" data-image="m06yyrj81nol"><figcaption>As atividades humanas são responsáveis por mais de 90% dos incêndios florestais registados atualmente.</figcaption></figure><p><strong>A desflorestação, a falta de gestão florestal, as queimadas descontroladas de resíduos e áreas agrícolas, a urbanização crescente </strong>e desordenada, as linhas de transmissão mal conservadas e os incêndios provocados intencionalmente para alterar o uso da terra são apenas algumas das causas que agravam esse problema.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Vários estudos realizados nos últimos anos mostraram que mais de 90% dos incêndios em áreas de interface urbano-florestal estão associados à atividade humana. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) projetou um aumento global dos incêndios extremos de até 14% até 2030, 30% até 2050 e 50% até ao final do século.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Assim, o<strong> papel dos seres humanos</strong> nesta situação vai além de simplesmente acender o fogo; estende-se às decisões e atividades que foram normalizadas e justificadas para a nossa conveniência — e que hoje determinam a vulnerabilidade da paisagem em chamas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781883" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nuvens-de-fogo-rajadas-de-calor-e-raios-o-perigoso-fenomeno-meteorologico-gerado-por-mega-incendios.html" title="Nuvens de fogo, rajadas de calor e raios: o perigoso fenómeno meteorológico gerado por mega-incêndios">Nuvens de fogo, rajadas de calor e raios: o perigoso fenómeno meteorológico gerado por mega-incêndios</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nuvens-de-fogo-rajadas-de-calor-e-raios-o-perigoso-fenomeno-meteorologico-gerado-por-mega-incendios.html" title="Nuvens de fogo, rajadas de calor e raios: o perigoso fenómeno meteorológico gerado por mega-incêndios"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nubes-de-fuego-reventones-termicos-y-rayos-el-peligroso-fenomeno-meteorologico-que-generen-los-megaincendios-1785311920477_320.png" alt="Nuvens de fogo, rajadas de calor e raios: o perigoso fenómeno meteorológico gerado por mega-incêndios"></a></article></aside><p>À medida que as comunidades e a urbanização se expandem, aumenta o número de pessoas, veículos, residências e infraestruturas — acompanhado por uma procura crescente por recursos — em áreas suscetíveis a incêndios. Esta expansão não apenas coloca mais pessoas na trajetória do fogo, mas também <strong>multiplica as chances de ignição por uma faísca</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ni-rayos-ni-azar-la-ciencia-revela-que-el-ser-humano-provoca-hasta-el-97-de-los-incendios-forestales-1787262838094.png" data-image="tlw2zr8o212g"><figcaption>Os incêndios florestais são uma das ameaças mais significativas do verão, com eventos cada vez mais extremos a ocorrer em todo o mundo.</figcaption></figure><p>Embora a queda de um raio possa parecer a causa de um incêndio, a dimensão deste dependerá não apenas do local onde começou, mas também de<strong> decisões humanas que provavelmente alteraram a área de propagação</strong>, bem como das condições extremas que prevalecem atualmente devido ao aquecimento global.</p><h3>Combater incêndios num planeta cada vez mais quente</h3><p>Assim, as <strong>alterações</strong><strong> climáticas e o aquecimento global não são o combustível para a maioria dos incêndios, mas alteram a forma como eles se manifestam</strong>. A sua influência aumenta a frequência de eventos extremos ao agravar as condições ambientais que determinam a facilidade de propagação do fogo.</p><p>Num relatório recente, a OMM confirmou que os onze anos mais quentes já registados ocorreram entre 2015 e 2025, e que 2025 ficou aproximadamente 1,43 °C acima da média do período de 1850 a 1900.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="World%20Meteorological%20Organization" data-year="2022" data-title="Number%20of%20wildfires%20forecast%20to%20rise%20by%2050%25%20by%202100" data-url="https%3A%2F%2Fwmo.int%2Fmedia%2Fnews%2Fnumber-of-wildfires-forecast-rise-50-2100">World Meteorological Organization. (2022). <a href="https://wmo.int/media/news/number-of-wildfires-forecast-rise-50-2100" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Number of wildfires forecast to rise by 50% by 2100</a>.</cite></p></section><p><em></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/nem-raios-nem-azar-ciencia-revela-que-o-ser-humano-provoca-ate-97-dos-incendios-florestais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Deixemos a natureza fazer o trabalho: a regeneração natural da floresta poderia reduzir os custos de recuperação em 96%]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/deixemos-a-natureza-fazer-o-trabalho-a-regeneracao-natural-da-floresta-poderia-reduzir-os-custos-de-recuperacao-em.html</link><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 17:01:07 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>E se a recuperação das florestas mundiais não implicasse a plantação de milhões de árvores? Uma nova investigação sugere que o simples facto de dar espaço à natureza para se recuperar poderia trazer benefícios significativos para o clima e a biodiversidade — por uma fração do custo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/let-nature-do-the-work-natural-forest-regeneration-could-cut-restoration-costs-by-1787381445228.jpg" data-image="9skwfzgife0z" alt="rainforest" title="rainforest"><figcaption>Imagem de uma floresta tropical. Crédito: Pixabay.</figcaption></figure><p>Um novo estudo publicado na revista <em>Nature Ecology & Evolution</em> por investigadores da Universidade de Queensland e da Universidade de Newcastle demonstrou que deixar a natureza fazer o seu trabalho é uma <strong>solução económica e viável para restaurar ecossistemas e ajudar a travar as alterações climáticas</strong>.</p><p>A equipa descobriu que a regeneração natural das florestas tem gerado benefícios consideráveis em termos de biodiversidade e de carbono e pode ser cerca de<strong> 96% mais barata do que os programas de plantação de árvores</strong>.</p><h2>Será que a regeneração natural da floresta pode permitir poupar dinheiro?</h2><p><strong>Jiaqi Li</strong>, doutoranda da Escola do Ambiente, afirmou que a equipa investigou como os custos e benefícios da regeneração natural variavam nas regiões tropicais e criou um <strong>mapa interativo para explorar diferentes oportunidades nas várias regiões florestais</strong>.</p><p>"A natureza é uma excelente jardineira; <strong>por vezes, basta-nos apenas não interferir, ao mesmo tempo que lhe damos um pouco de apoio"</strong>, afirmou Li. "Para o plantio de árvores, é necessário comprar sementes e contratar trabalhadores ou recrutar voluntários para as plantar e cuidar delas, o que é dispendioso.</p><p>"No caso da regeneração natural, basta verificar se existem <strong>espécies invasoras </strong>no terreno e<strong> removê-las</strong>, garantir que há <strong>fontes de sementes adequadas</strong>, implementar <strong>medidas de proteção contra incêndios, animais em pastagem e seres humanos</strong>, e depois o processo é, na sua maioria, <strong>autossuficiente</strong>.</p><p>"Em muitos casos de regeneração natural, os estudos mostram que se pode obter uma <strong>floresta capaz de armazenar mais carbono e com maior biodiversidade do que uma floresta plantada.</strong>"</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784119" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-dos-eua-demonstram-que-as-florestas-demoraram-100-000-anos-a-recuperar-apos-aquecimento-semelhante-ao-atual.html" title="Cientistas dos EUA demonstram que as florestas demoraram 100 000 anos a recuperar após aquecimento semelhante ao atual">Cientistas dos EUA demonstram que as florestas demoraram 100 000 anos a recuperar após aquecimento semelhante ao atual</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-dos-eua-demonstram-que-as-florestas-demoraram-100-000-anos-a-recuperar-apos-aquecimento-semelhante-ao-atual.html" title="Cientistas dos EUA demonstram que as florestas demoraram 100 000 anos a recuperar após aquecimento semelhante ao atual"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientifico-muestran-que-los-bosques-tardaron-100-000-anos-en-recuperarse-tras-un-calentamiento-similar-al-actual-1786800610006_320.jpg" alt="Cientistas dos EUA demonstram que as florestas demoraram 100 000 anos a recuperar após aquecimento semelhante ao atual"></a></article></aside><p>Entre 2000 e 2012, as florestas tropicais sofreram uma <strong>redução global de 2,3 milhões de km²</strong>, o que resultou na libertação de aproximadamente 0,86 gigatoneladas de carbono por ano.</p><div class="texto-destacado">"As florestas são os sistemas de suporte à vida da Terra e as florestas tropicais são as que apresentam maior biodiversidade entre todos os tipos de floresta, cobrindo 18% da superfície terrestre e abrigando mais de metade de todas as espécies de vertebrados terrestres", afirmou Li. "São também um gigantesco sumidouro de carbono; assim, quando ocorre a desflorestação, não só impedimos que a floresta continue a absorver carbono, como também invertemos o processo, transformando-a numa fonte de carbono." </div><p>Li referiu que o estudo identificou áreas onde a regeneração natural proporcionou elevados benefícios em termos de carbono e biodiversidade, a par de baixos custos de restauração, às quais atribuiu o nome de «pontos-chave holísticos». Estas áreas encontram-se na <strong>Malásia, no México, em Madagáscar, nas Filipinas e na Indonésia</strong>.</p><p><strong>"Os benefícios em termos de carbono</strong> destacam-se sobretudo em áreas neotropicais, como a <strong>bacia amazónica</strong>, e nos trópicos indomalaios, como <strong>Bornéu, Sumatra e a Papua-Nova Guiné"</strong>, afirmou Li. "Existem mais benefícios em termos de biodiversidade na região afrotropical, incluindo Madagáscar."</p><p>A Dra. Brooke Williams, da Universidade de Newcastle, afirmou que, com o compromisso assumido pelo mundo no Quadro Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal de 2022 de restaurar 30% das terras degradadas da Terra, <strong>a restauração natural é agora mais importante do que nunca</strong>.</p><p>"O mundo inteiro está a lutar para combater as alterações climáticas e, além disso, as nações têm objetivos para reverter a crise da biodiversidade", afirmou a Dra. Williams. "A restauração das florestas é dispendiosa e o custo pode significar que algumas nações não consigam cumprir as suas ambiciosas metas de restauração.<strong> O nosso estudo dá uma ideia geral dos benefícios e custos que podem advir da regeneração natural."</strong></p><h2>Colocar as teorias em prática</h2><p>O professor associado Matthew Luskin afirmou que a investigação representa um <strong>grande avanço para levar as teorias sobre a restauração florestal à prática</strong>.</p><p>"Passei anos nas florestas das regiões tropicais e testemunhei em primeira mão a desflorestação desenfreada, <strong>mas também vi enormes oportunidades de regeneração"</strong>, afirmou o Dr. Luskin. "Este trabalho ajudará os países e as comunidades a definir<strong> prioridades quanto ao local e à forma de investir na restauração</strong>, em função dos seus objetivos e recursos específicos, para alcançarem os <strong>melhores resultados</strong>."</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Li%2C%20J.%2C%20Luskin%2C%20M.%20S.%2C%20Chazdon%2C%20R.%20L.%2C%20%26%20Williams%2C%20B.%20A.%20(" data-year="2026" data-title="Variation%20in%20the%20costs%20and%20ecological%20benefits%20of%20tropical%20natural%20forest%20regeneration." data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41559-026-03154-7">Li, J., Luskin, M. S., Chazdon, R. L., & Williams, B. A. (. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41559-026-03154-7" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Variation in the costs and ecological benefits of tropical natural forest regeneration.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/deixemos-a-natureza-fazer-o-trabalho-a-regeneracao-natural-da-floresta-poderia-reduzir-os-custos-de-recuperacao-em.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um enfraquecimento do sistema de correntes do Oceano Atlântico, a AMOC, poderá acelerar o aquecimento global]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-enfraquecimento-do-sistema-de-correntes-do-oceano-atlantico-a-amoc-podera-acelerar-o-aquecimento-global.html</link><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 16:51:37 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um sistema de correntes no Oceano Atlântico que molda os climas regionais e distribui nutrientes oceânicos funciona também como um mecanismo de controlo que ajuda a regular as temperaturas em todo o planeta, de acordo com uma nova investigação.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-debilitamiento-amoc-acelerar-el-calentamiento-global-1787033783062.jpg" data-image="uc875vozymqi"><figcaption>Imagem de arquivo, apenas para fins ilustrativos. Fonte: PXHERE.com</figcaption></figure><p>Uma análise das flutuações naturais passadas na intensidade da Circulação de Revolvimento Meridional do Atlântico (AMOC) revela que, durante os períodos em que a <strong>AMOC</strong> se apresentava <strong>forte</strong>, o oceano e o planeta no seu conjunto<strong> perdiam calor</strong>. Quando a AMOC se apresentava <strong>fraca</strong>, o oceano e o planeta no seu conjunto ganhavam <strong>calor adicional</strong>.</p><h2>O que é a AMOC? </h2><p>A AMOC (Circulação de Revolvimento Meridional do Atlântico) é um vasto <strong>sistema de correntes oceânicas </strong>que funciona como uma gigantesca correia transportadora.</p><p><strong>"A AMOC atua como uma válvula térmica que controla o equilíbrio energético do planeta"</strong>, afirmou Christo Buizert, paleoclimatologista da Universidade Estadual do Oregon e autor principal do estudo, que acaba de ser publicado na <em>Nature Geoscience</em>.</p><h2>O papel da AMOC e as suas variações</h2><p>Os investigadores sabem há muito que a AMOC desempenha um papel importante na circulação de calor através das correntes oceânicas globais. Embora a AMOC se tenha mantido forte nos últimos 11.700 anos, desde o fim da última Idade do Gelo, <strong>muitos modelos climáticos preveem um futuro enfraquecimento da AMOC devido às alterações climáticas provocadas pelo homem</strong>.</p><p>Segundo <strong>Buizert</strong>, professor associado da Faculdade de Ciências da Terra, do Oceano e da Atmosfera da Universidade Estadual do Oregon (OSU), <strong>este enfraquecimento da AMOC agravaria o aquecimento global</strong>. O impacto mais direto deste enfraquecimento é o arrefecimento em todo o Atlântico Norte e nas regiões circundantes, incluindo a Gronelândia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-debilitamiento-amoc-acelerar-el-calentamiento-global-1787034024065.jpg" data-image="lwufvy23epd7"><figcaption>A AMOC impulsiona as águas superficiais quentes da costa para as regiões de alta latitude. Aí, a água depara-se com ventos fortes e baixas temperaturas do ar, o que faz com que arrefeça e se torne mais densa. Esta água fria e densa afunda-se nas profundezas do oceano e é depois transportada de volta para sul, criando uma circulação semelhante a uma correia transportadora. Ilustração de Eric S. Taylor, © Woods Hole Oceanographic Institution</figcaption></figure><p>"No entanto, quando alargamos a perspetiva e <strong>olhamos para o planeta como um todo, a quantidade total de calor aumenta, na verdade"</strong>, afirmou <strong>Buizert</strong>.</p><p>Estudos anteriores demonstraram que, durante cada uma das eras glaciares da Terra — que ocorreram repetidamente entre 11 700 anos e 2,7 milhões de anos atrás —, a AMOC sofreu uma série de mudanças abruptas conhecidas como <strong>eventos de Dansgaard-Oeschger</strong>.</p><p>Estas <strong>mudanças abruptas </strong>são provavelmente o melhor exemplo dos "pontos de inflexão" climáticos: <strong>limiares críticos que, uma vez ultrapassados, desencadeiam alterações climáticas repentinas e potencialmente irreversíveis</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Durante os períodos em que a AMOC se encontrava enfraquecida, um arrefecimento abrupto no Atlântico Norte fez com que regiões como a atual Europa, a Gronelândia e Nova Iorque registassem temperaturas muito mais baixas. A teoria científica predominante sugeria que o calor era transferido para o Hemisfério Sul, num fenómeno conhecido como "balanço térmico bipolar".<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A nova investigação demonstra que, em vez de se tratar simplesmente de uma redistribuição do calor, existe, na verdade, um <strong>aumento líquido na quantidade de calor armazenada pelos oceanos a nível global</strong>.</p><p>"Para contextualizar, os períodos de enfraquecimento da AMOC durante a última Idade do Gelo causaram o mesmo aquecimento que seria produzido hoje por 25 ppm de dióxido de carbono. Isso equivale a cerca de 10 anos de emissões antropogénicas."</p><p>Para chegar a estas conclusões, os investigadores criaram um <strong>novo quadro</strong>, utilizando simulações de alterações abruptas na AMOC com base em três modelos climáticos diferentes. Nos três modelos, acompanharam a forma como <strong>o calor se desloca pelos oceanos e a quantidade de calor que o planeta, no seu conjunto, perde ou ganha</strong>.</p><p>O oceano absorve continuamente calor da luz solar, particularmente nos trópicos. <strong>Quando a AMOC está forte, esse calor é transportado pelas correntes oceânicas em direção ao Atlântico Norte</strong>, onde é libertado para a atmosfera através de um processo conhecido como convecção nas profundezas do oceano.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="726917" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-holandeses-alertam-o-colapso-da-amoc-pode-ser-mais-cedo-do-que-o-previsto.html" title="Cientistas holandeses alertam: o colapso da AMOC pode ser mais cedo do que o previsto">Cientistas holandeses alertam: o colapso da AMOC pode ser mais cedo do que o previsto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-holandeses-alertam-o-colapso-da-amoc-pode-ser-mais-cedo-do-que-o-previsto.html" title="Cientistas holandeses alertam: o colapso da AMOC pode ser mais cedo do que o previsto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-holandeses-alertam-o-colapso-da-corrente-do-golfo-pode-ser-mais-cedo-do-que-o-previsto-1756428376314_320.jpg" alt="Cientistas holandeses alertam: o colapso da AMOC pode ser mais cedo do que o previsto"></a></article></aside><p>O novo estudo revelou que, quando a AMOC enfraquece, esse calor acumula-se no interior do oceano, incluindo o Atlântico Norte. <strong>Apenas uma fina camada superficial do Atlântico Norte arrefece, enquanto o resto do oceano aquece</strong>.</p><p><strong>"É como se todo o oceano estivesse a funcionar como um enorme reservatório de calor"</strong>, afirmou Buizert. A AMOC funciona como uma válvula que controla a quantidade de calor que pode escapar.</p><h2>Lado positivo</h2><p>"A nossa investigação também mostra que, <strong>num mundo mais quente, a AMOC tende a ser mais estável, sugerindo que estes pontos de viragem podem não ocorrer no futuro"</strong>, afirmou Buizert. "As alterações climáticas provocariam um enfraquecimento futuro da AMOC, mas esta poderia recuperar. Pode não ocorrer um colapso irreversível da AMOC. No entanto, é necessária mais investigação para compreender melhor a estabilidade futura da AMOC."</p><p>Segundo Buizert, os estudos sobre as alterações naturais que ocorreram na AMOC no passado não constituem uma comparação perfeita com as alterações climáticas atuais, mas <strong>quanto mais os investigadores puderem aprender sobre o passado, melhor isso os ajudará a compreender como poderá ser o futuro</strong>.</p><p>São necessárias mais investigações para compreender melhor <strong>o papel que a AMOC em mudança desempenha nos padrões</strong> meteorológicos e climáticos em todo o mundo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Christo%20Buizert%20et%20al" data-year="" data-title="Planetary%20energy%20budget%20during%20abrupt%20glacial%20climate%20events%20set%20by%20Atlantic%20Ocean%20heat%20valve%2C%20Nature%20Geoscience" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41561-026-02070-6">Christo Buizert et al. <a href="https://www.nature.com/articles/s41561-026-02070-6" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Planetary energy budget during abrupt glacial climate events set by Atlantic Ocean heat valve, Nature Geoscience</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-enfraquecimento-do-sistema-de-correntes-do-oceano-atlantico-a-amoc-podera-acelerar-o-aquecimento-global.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quarta e quinta-feira novas superfícies frontais trarão mais uma “dose” de chuva, vento e agitação marítima a Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quarta-e-quinta-feira-novas-superficies-frontais-trarao-mais-uma-dose-de-chuva-vento-e-agitacao-maritima-a-portugal.html</link><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 14:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após a passagem da depressão "atípica" para agosto entre domingo (23) e segunda-feira (24),<strong> </strong>prevê-se um novo agravamento do estado do tempo em Portugal continental em meados da última semana do mês. Saiba os efeitos previstos!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xazs8o2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xazs8o2.jpg" id="xazs8o2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Após a passagem da iminente depressão atlântica, atualmente também monitorizada pelo NHC (Centro Nacional de Furacões dos EUA) e cujos efeitos se traduzirão em <strong>chuva, vento forte e agitação marítima entre domingo (23) e segunda-feira (24)</strong>, sobretudo no Norte e Centro de Portugal continental, espera-se que na terça-feira (25) o tempo no nosso país registe uma melhoria gradual, apesar da persistência de aguaceiros pós-frontais. Não obstante, o modelo Europeu sugere que <strong>as “tréguas” do tempo instável serão de curta duração</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> </a><strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p><strong>Corroborando as previsões anteriormente avançadas pela Meteored Portugal</strong>, nas quais mencionávamos a possibilidade do litoral e regiões ocidentais do país serem as primeiras a serem afetadas no domingo (23) e também as mais abrangidas pela instabilidade nesse dia, o <strong>IPMA colocou os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa e Setúbal sob aviso amarelo de trovoada </strong>entre as 09:00 e as 18:00 de 23 de agosto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quarta-e-quinta-feira-novas-superficies-frontais-trarao-mais-uma-dose-de-chuva-vento-e-agitacao-maritima-a-portugal-1787402722866.jpg" data-image="wrd31mnlnx7h"><figcaption>Previsão de chuva às 14:00 de domingo, 23 de agosto.</figcaption></figure><p>Esta informação converge precisamente com a tal faixa do nosso território continental mais exposta à precipitação neste dia e que em previsões anteriores referíamos como <strong>“Para domingo (23) preveem-se períodos de chuva (...) com maior probabilidade na faixa entre Viana do Castelo e Sesimbra”</strong>.</p><h2>Novo episódio de chuva, vento e agitação marítima à vista para quarta 26 e quinta 27</h2><p><strong>A partir de quarta-feira (26) prevê-se um novo agravamento do estado do tempo em Portugal continental</strong>, prolongando-se o período de tempo perturbado, em que a chuva, o vento e a agitação marítima assumirão o protagonismo no estabelecimento das condições meteorológico-oceânicas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quarta-e-quinta-feira-novas-superficies-frontais-trarao-mais-uma-dose-de-chuva-vento-e-agitacao-maritima-a-portugal-1787403096442.jpg" data-image="wl57b9zxcxsb"><figcaption>Ainda estamos num mês de verão. Então, este tipo de condições claramente com características mais outonais, embora não sendo inéditas, são consideravelmente mais raras, pelo que toda a sequência de situações - a depressão dos dias 23 e 24, mais as frentes dos dias 26 e 27 - acaba por tornar a reta final do mês de agosto numa fase meteorológica "atípica". Além disso, há possibilidade de existirem mais alguns dias de chuva para além destas datas. </figcaption></figure><p>Na origem desta configuração sinóptica estará, de acordo com os mapas de referência da Meteored, um vale depressionário a "esticar-se" entre as Ilhas Britânicas e o Golfo da Biscaia, cujas várias superfícies frontais associadas irão atravessar a nossa geografia <strong>entre quarta e quinta-feira, 26 e 27 de agosto, dois dias que se “adivinham” particularmente instáveis</strong>.</p><h2>Quarta 26 e quinta 27 e os possíveis efeitos das superfícies frontais </h2><p>Tendo em conta que estamos a 4 e 5 dias da ocorrência deste segundo episódio de tempo perturbado protagonizado pela passagem de superfícies frontais pela nossa geografia,<strong> a previsão ainda apresenta uma incerteza muito elevada</strong>, não no que toca aos fenómenos de chuva, vento e agitação marítima, cuja ocorrência é cada vez mais provável tendo em conta a consistência das últimas saídas do modelo de maior confiança da Meteored, mas sim por causa da <strong>distribuição e intensidade dos fenómenos previstos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quarta-e-quinta-feira-novas-superficies-frontais-trarao-mais-uma-dose-de-chuva-vento-e-agitacao-maritima-a-portugal-1787403422631.jpg" data-image="szycj3eki0k9"><figcaption>O Minho sobressai-se claramente como uma das áreas potencialmente mais expostas à passagem das frentes em meados da próxima semana, a última de agosto de 2026.</figcaption></figure><p>Deste modo, não adianta referir com grande precisão as zonas mais afetadas pela chuva, mas é possível avançarmos com uma <strong>primeira tendência da potencial distribuição pluviométrica pela nossa geografia</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quarta-e-quinta-feira-novas-superficies-frontais-trarao-mais-uma-dose-de-chuva-vento-e-agitacao-maritima-a-portugal-1787403517236.jpg" data-image="p327nn4lm0dc"><figcaption>A tantos dias de distância, os primeiros sinais nos nossos mapas indicam que a precipitação será mais provável nas regiões situadas a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela, com particular ênfase para as que se situam a oeste da Barreira de Condensação. Além disto, um dos aspetos que mais salta à vista é que a maioria das regiões do país será regada, pelo que, em princípio, somente o Algarve e o Baixo Alentejo poderiam "escapar" à precipitação.</figcaption></figure><p>Embora para quarta-feira (26) já se anteveja uma intensificação relativamente generalizada do vento de Sudoeste, com rajadas pontualmente fortes, na ordem dos 50 a 60 km/h, em particular nas áreas montanhosas do Norte e Centro, <strong>é na quinta-feira (27) que os mapas preveem a possibilidade de ocorrer a fase mais agreste do vento</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784993" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/domingo-e-segunda-feira-24-em-portugal-mapas-da-meteored-revelam-que-depressao-atipica-traz-chuva-trovoada-e-vento.html" title="Domingo e segunda-feira 24 em Portugal: mapas da Meteored revelam que depressão atípica traz chuva, trovoada e vento">Domingo e segunda-feira 24 em Portugal: mapas da Meteored revelam que depressão atípica traz chuva, trovoada e vento</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/domingo-e-segunda-feira-24-em-portugal-mapas-da-meteored-revelam-que-depressao-atipica-traz-chuva-trovoada-e-vento.html" title="Domingo e segunda-feira 24 em Portugal: mapas da Meteored revelam que depressão atípica traz chuva, trovoada e vento"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/domingo-e-segunda-feira-24-em-portugal-mapas-da-meteored-revelam-que-depressao-atipica-traz-chuva-trovoada-e-vento-1787401868868_320.jpg" alt="Domingo e segunda-feira 24 em Portugal: mapas da Meteored revelam que depressão atípica traz chuva, trovoada e vento"></a></article></aside><p>Perpetiva-se, então, <strong>a possibilidade de rajadas mais fortes na quinta-feira (27), de até 75 km/h</strong>, e durante um período diurno mais longo, possivelmente mais prováveis nas regiões a norte do rio Mondego, especialmente nas áreas montanhosas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quarta-e-quinta-feira-novas-superficies-frontais-trarao-mais-uma-dose-de-chuva-vento-e-agitacao-maritima-a-portugal-1787403740419.jpg" data-image="fa258ave7atp"><figcaption>Ainda muito sujeita a ajustes devido à distância temporal (aproximadamente 5 dias), a previsão atualmente disponível indica a possibilidade das rajadas de vento localmente mais fortes atingirem velocidades em torno dos 75 km/h.</figcaption></figure><p>Quanto à <strong>agitação marítima, este é um dos elementos cuja incerteza é maior na previsão</strong>, mas as primeiras projeções indicam que o estado do mar poderá revelar-se relativamente revolto, embora provavelmente só a partir de quinta-feira (27), e a abranger principalmente o litoral Norte e Centro, possivelmente com ondas de altura máxima entre 3,5 e 4,5 metros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quarta-e-quinta-feira-novas-superficies-frontais-trarao-mais-uma-dose-de-chuva-vento-e-agitacao-maritima-a-portugal-1787404132926.jpg" data-image="ojtfba34o57w"><figcaption>Neste mapa da temperatura a 700 hPa pode-se verificar como o ar frio de origem polar ou ártica se insere na circulação depressionária que irá interferir no estado do tempo em Portugal continental em meados da próxima semana, podendo provocar uma importante descida das temperaturas na quinta-feira, 27 de agosto.</figcaption></figure><p>Adicionalmente, o já referido vale depressionário, incorporado numa circulação favorável ao transporte de ar mais frio de origem setentrional (polar marítimo ou ártico), arrastará uma massa de ar mais fria até latitudes como a nossa, <strong>provocando uma descida das temperaturas bastante significativa, que será sentida especialmente na quinta-feira (27)</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quarta-e-quinta-feira-novas-superficies-frontais-trarao-mais-uma-dose-de-chuva-vento-e-agitacao-maritima-a-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Domingo e segunda-feira 24 em Portugal: mapas da Meteored revelam que depressão atípica traz chuva, trovoada e vento]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/domingo-e-segunda-feira-24-em-portugal-mapas-da-meteored-revelam-que-depressao-atipica-traz-chuva-trovoada-e-vento.html</link><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 13:31:12 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma depressão atípica para agosto vai aproximar-se de Portugal continental amanhã (23), trazendo uma mudança significativa do tempo. Chuva por vezes intensa, trovoadas, rajadas superiores a 70 km/h e agitação marítima serão os principais fenómenos a acompanhar.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xazrxii"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xazrxii.jpg" id="xazrxii"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma depressão atlântica pouco habitual para esta altura do ano vai condicionar o estado do tempo em Portugal continental entre <strong>domingo, 23, e segunda-feira, 24 de agosto</strong>. A passagem do sistema deverá trazer <strong>chuva por vezes intensa, trovoadas e vento forte</strong>, com os maiores acumulados previstos no litoral Norte e Centro.</p><h2>Uma depressão atípica em pleno mês de agosto</h2><p>O sistema depressionário formou-se no Atlântico Norte e tem vindo a deslocar-se em direção à Península Ibérica. Trata-se de uma situação pouco habitual em agosto, não só pela trajetória da depressão, mas também pela sua organização e pela quantidade de precipitação que poderá deixar em algumas regiões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/domingo-e-segunda-feira-24-em-portugal-mapas-da-meteored-revelam-que-depressao-atipica-traz-chuva-trovoada-e-vento-1787402732821.jpg" data-image="m781esc6ukmk" alt="Imagem de satélite (visível)" title="Imagem de satélite (visível)"><figcaption>O NHC está a acompanhar a depressão no nordeste do Atlântico, atribuindo-lhe 20% de probabilidade de adquirir características subtropicais ou tropicais antes de se aproximar de Portugal e do noroeste de Espanha.</figcaption></figure><p>O sistema despertou inclusivamente a atenção do <strong>National Hurricane Center (NHC)</strong>, que, na atualização deste sábado, atribuiu uma probabilidade de <strong>20% de adquirir características subtropicais ou tropicais</strong> antes de encontrar condições ambientais menos favoráveis no domingo à noite.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Até ao momento, <strong>esta depressão não recebeu um nome próprio</strong>. Independentemente da sua eventual classificação, os impactos em Portugal serão determinados pela trajetória, vento e precipitação associados ao sistema, pelo que será importante acompanhar as próximas atualizações.</p><h2>Domingo de manhã: a chuva começa pelo litoral</h2><p>Durante a madrugada e início da manhã deste domingo, <strong>23 de agosto</strong>, já poderão ocorrer períodos de precipitação fraca em alguns pontos do litoral, nomeadamente nas regiões de <strong>Viana do Castelo e Braga</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/domingo-e-segunda-feira-24-em-portugal-mapas-da-meteored-revelam-que-depressao-atipica-traz-chuva-trovoada-e-vento-1787400982768.jpg" data-image="rdiw43abggjb" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>A chuva começa a chegar ao litoral durante a manhã de domingo. Pelas 09:00, a precipitação já deverá afetar pontos do litoral Norte, enquanto uma extensa frente se aproxima rapidamente da restante costa ocidental.</figcaption></figure><p>Contudo, será durante a manhã que uma faixa de precipitação muito mais organizada associada à depressão começará a aproximar-se da costa ocidental. Pelas <strong>09:00</strong>, os mapas da Meteored já mostram chuva no litoral Norte, enquanto a frente se posiciona imediatamente a oeste do restante território.</p><p>Nas horas seguintes, a situação deverá agravar-se. A faixa de chuva deverá alcançar progressivamente grande parte da faixa litoral entre <strong>Viana do Castelo e Lisboa</strong>, apresentando-se localmente moderada a forte.</p><h2>Entre a tarde e a noite de domingo haverá risco de trovoada</h2><p>Por volta das <strong>15:00</strong>, a frente deverá estar bem estabelecida sobre o litoral ocidental, com precipitação desde o Minho até à região de Lisboa. Posteriormente, deverá progredir para leste, levando a chuva também a várias regiões do interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/domingo-e-segunda-feira-24-em-portugal-mapas-da-meteored-revelam-que-depressao-atipica-traz-chuva-trovoada-e-vento-1787401048457.jpg" data-image="o9qgy4dum8e3" alt="Densidade de raios" title="Densidade de raios"> <figcaption>A passagem da frente poderá ser acompanhada por trovoadas durante a tarde, com o modelo a sinalizar maior atividade elétrica em vários pontos da faixa litoral, sobretudo entre Viana do Castelo e Setúbal.</figcaption></figure><p>Além da chuva, existe possibilidade de <strong>trovoada</strong>, acompanhando aproximadamente o avanço desta faixa de instabilidade. Os mapas de densidade de raios mostram atividade elétrica potencial sobretudo junto ao litoral durante a tarde, com alguns dos sinais mais expressivos entre as regiões de <strong>Viana do castelo e Setúbal.</strong></p><p>O IPMA colocou sob <strong>aviso amarelo por trovoada oito distritos: Viana do Castelo, Braga, Aveiro, Coimbra, Leiria, Santarém, Lisboa e Setúbal</strong>. A janela de maior instabilidade poderá prolongar-se desde a manhã até ao final do dia, pelo que poderão ocorrer períodos de chuva mais intensa acompanhados de trovoada.</p><h2>Segunda-feira, dia 24, o núcleo aproxima-se e a chuva torna-se mais abrangente</h2><p>A depressão não desaparecerá com a passagem da primeira frente. Durante a noite de domingo para segunda-feira, o seu núcleo continuará a aproximar-se da costa portuguesa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/domingo-e-segunda-feira-24-em-portugal-mapas-da-meteored-revelam-que-depressao-atipica-traz-chuva-trovoada-e-vento-1787401680208.jpg" data-image="emwa5d90gdv5" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>Na manhã de segunda-feira, o núcleo da depressão estará mais próximo da costa portuguesa. A precipitação torna-se mais abrangente, alcançando grande parte do Norte e Centro e vários setores do interior.</figcaption></figure><p>Na manhã de segunda-feira, os mapas previstos para as <strong>10:00</strong> mostram precipitação bastante mais abrangente, atingindo não apenas o litoral, mas também diversas regiões do interior Norte e Centro. Poderão ainda surgir períodos de chuva no Sul, embora de forma menos expressiva.</p><p>Será, portanto, um dia com uma sensação de <strong>tempo bastante instável para agosto</strong>, com muita nebulosidade, períodos de chuva e temperaturas condicionadas pela passagem da depressão.</p><h2>Rajadas acima dos 70 km/h: vento agrava-se durante a tarde</h2><p>A chuva não será o único fenómeno a acompanhar. À medida que o centro da depressão passa a noroeste do território, deverá ocorrer um <strong>reforço significativo do vento</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/domingo-e-segunda-feira-24-em-portugal-mapas-da-meteored-revelam-que-depressao-atipica-traz-chuva-trovoada-e-vento-1787401784364.jpg" data-image="8dawlma4aw47" alt="Rajada de vento (km/h)" title="Rajada de vento (km/h)"><figcaption>A aproximação do núcleo depressionário deverá provocar um agravamento do vento durante a tarde de segunda-feira, com rajadas generalizadas de 50 a 70 km/h e valores localmente superiores a 70 km/h.</figcaption></figure><p>Por volta das <strong>14:00 de segunda-feira</strong>, o modelo ECMWF projeta rajadas generalizadas na ordem dos <strong>50 a 70 km/h</strong>, com valores localmente superiores. Em zonas do interior Norte e Centro, algumas projeções apontam para <strong>rajadas acima dos 70 km/h</strong>.</p><p>O vento deverá igualmente contribuir para um <strong>agravamento da agitação marítima na costa ocidental.</strong></p><h2>Viana do Castelo poderá ser a região onde mais chove</h2><p>O mapa de precipitação acumulada até às <strong>23:00 de segunda-feira</strong> permite perceber claramente quais serão as regiões potencialmente mais afetadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/domingo-e-segunda-feira-24-em-portugal-mapas-da-meteored-revelam-que-depressao-atipica-traz-chuva-trovoada-e-vento-1787401868868.jpg" data-image="rtye65z0srf8" alt="Precipitação acumulada" title="Precipitação acumulada"> <figcaption>O litoral Norte e Centro deverá concentrar os maiores acumulados deste episódio. Viana do Castelo destaca-se, com valores localmente superiores a 60 mm, seguindo-se distritos como Braga, Porto, Aveiro e Viseu; Lisboa também poderá registar acumulados significativos.</figcaption></figure><p>Os maiores acumulados concentram-se no <strong>litoral Norte e Centro</strong>, aumentando de forma bastante evidente em direção ao Minho. Algumas zonas do distrito de <strong>Viana do Castelo poderão aproximar-se ou ultrapassar os 60 mm</strong>, tornando esta a região onde, segundo a previsão atual, deverá chover mais.</p><p>Também se destacam acumulados consideráveis em <strong>Braga, Porto, Aveiro e Viseu</strong>, com valores localmente entre cerca de <strong>30 e 40 mm</strong>, enquanto Lisboa poderá aproximar-se dos <strong>25 mm</strong>. No interior e sobretudo no Sul, os acumulados deverão ser bastante inferiores.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784906" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-para-a-ultima-semana-de-agosto-uma-nova-frente-podera-trazer-mais-chuva-a-partir-de-quarta-feira.html" title="Tempo em Portugal para a última semana de agosto: uma nova frente poderá trazer mais chuva a partir de quarta-feira 26">Tempo em Portugal para a última semana de agosto: uma nova frente poderá trazer mais chuva a partir de quarta-feira 26</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-para-a-ultima-semana-de-agosto-uma-nova-frente-podera-trazer-mais-chuva-a-partir-de-quarta-feira.html" title="Tempo em Portugal para a última semana de agosto: uma nova frente poderá trazer mais chuva a partir de quarta-feira 26"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-para-a-ultima-semana-de-agosto-uma-nova-frente-podera-trazer-mais-chuva-a-partir-de-quarta-feira-1787325738200_320.png" alt="Tempo em Portugal para a última semana de agosto: uma nova frente poderá trazer mais chuva a partir de quarta-feira 26"></a></article></aside><p>Estamos, assim, perante um episódio que merece atenção: <strong>uma depressão pouco habitual para agosto, capaz de trazer em cerca de 48 horas chuva significativa, trovoadas, vento forte e agitação marítima a Portugal continental</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/domingo-e-segunda-feira-24-em-portugal-mapas-da-meteored-revelam-que-depressao-atipica-traz-chuva-trovoada-e-vento.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O turismo comunitário: conheça o novo paradigma global em que a população local define as regras da viagem]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-turismo-comunitario-conheca-o-novo-paradigma-global-em-que-a-populacao-local-define-as-regras-da-viagem.html</link><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Para lá do sobreturismo, o novo paradigma global onde as populações residentes decidem como, quando e onde acolher os viajantes. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-turismo-comunitario-as-origens-de-regresso-1787308586562.png" data-image="jag6cpbik7b2"><figcaption>No Butão, é proibido escalar cumes sagrados habitados por espíritos ancestrais, impondo um turismo focado na preservação cultural.</figcaption></figure><p>Numa época marcada pela exaustão e pelos protestos globais contra os danos do turismo de massas, emerge uma alternativa transformadora: <strong>o turismo comunitário</strong>. </p><div class="texto-destacado">Em vez de se vergar às exigências e à velocidade da indústria convencional, este novo paradigma inverte a lógica do setor, colocando uma questão central: e se as regras de visitação fossem ditadas por quem habita o local? </div><p>O território deixa de ser um mero cenário para passar a ser o principal decisor, <strong>exigindo que o viajante se adapte aos ritmos e restrições locais.</strong> Países como o Butão já aplicam esta visão através de taxas elevadas, guias obrigatórios e restrições de acesso a locais sagrados, garantindo a proteção das suas tradições ancestrais.</p><h2>Os contrastes da Ásia: de Bali a Kerala</h2><p>No continente asiático, o conceito ganha urgência perante realidades opostas. <strong>Bali representa o limite da degradação turística não planeada, onde a especulação imobiliária que destruiu arrozais para criar empreendimentos</strong> e a priorização de investidores externos resultaram num forte impacto ambiental e em inundações desastrosas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-turismo-comunitario-as-origens-de-regresso-1787308897493.png" data-image="s2do57ogwr8b"><figcaption>Na comunidade de Munduk, em Bali, os residentes organizam limpezas mensais ao longo do leito do rio e das cinco cascatas para além da prática da agricultura.</figcaption></figure><p>No entanto, em localidades balinesas como Munduk, a própria população organizou-se para gerir os seus recursos, <strong>limpando rios e regulando a pegada do visitante.</strong> Em contraste direto, o estado de Kerala, na Índia, demonstra como o turismo comunitário pode ser institucionalizado com sucesso. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-turismo-comunitario-as-origens-de-regresso-1787309031111.png" data-image="33q1x6sfj62x"><figcaption>Em Kerala, na Índia, o programa de gastronomia local convida os viajantes a comer diretamente nas cozinhas das famílias, do campo para a mesa.</figcaption></figure><p><strong>Assente no corte com intermediários para beneficiar artesãos e agricultores, no empoderamento financeiro de milhares de mulheres</strong> e na promoção da neutralidade carbónica, o modelo de Kerala substitui o consumo impessoal por uma proximidade real, acolhendo os turistas diretamente nas casas das famílias locais.</p><h2>Empoderamento e impacto social no Quénia</h2><p>A transição para um modelo em que a comunidade dita as regras ganha também uma expressão profunda no continente africano. Na região do Masai Mara, no Quénia,<strong> onde os arrendamentos de longo prazo a grandes operadores privados habitualmente retiram o controlo do território aos seus habitantes originários, surgiram projetos de resistência</strong> liderados pela comunidade masai em parceria com a cooperação internacional, como o SAWA MARA – The Masai Eco Lodge.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-turismo-comunitario-as-origens-de-regresso-1787309133056.png" data-image="ssal66b36a36"><figcaption>No lodge Masai Mara, os viajantes são obrigados a levar de regresso a casa todo o plástico que introduzem.</figcaption></figure><p>Neste projeto, <strong>o alojamento é gerido pela população local, opera a energia solar, partilha água potável</strong> com a vizinhança e impõe uma política de resíduo zero. O seu verdadeiro impacto reside na distribuição da riqueza: 100% dos rendimentos revertem para o desenvolvimento comunitário, financiando uma escola para mais de 250 crianças e garantindo trabalho a mais de 1200 mulheres através de uma cooperativa de artesanato. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761830" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/aldeias-de-montanha-lancam-escolas-de-agroecologia-para-promover-turismo-comunitario.html" title="Aldeias de Montanha lançam Escolas de Agroecologia para promover turismo comunitário">Aldeias de Montanha lançam Escolas de Agroecologia para promover turismo comunitário</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/aldeias-de-montanha-lancam-escolas-de-agroecologia-para-promover-turismo-comunitario.html" title="Aldeias de Montanha lançam Escolas de Agroecologia para promover turismo comunitário"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aldeias-de-montanha-lancam-escolas-de-agroecologia-para-promover-turismo-comunitario-1775049520209_320.jpg" alt="Aldeias de Montanha lançam Escolas de Agroecologia para promover turismo comunitário"></a></article></aside><p>Em suma, ao devolver o poder de decisão à população local, a viagem transforma-se num ato sustentável de preservação, dignidade e justiça social.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Medina%2C%20Alberto" data-year="2026" data-title="Turismo%20comunitario%3A%20cuando%20el%20destino%20decide%20c%C3%B3mo%20viajas" data-url="https%3A%2F%2Fwww.traveler.es%2Farticulos%2Fturismo-comunitario-cuando-el-destino-decide-como-viajas">Medina, Alberto. (2026). <a href="https://www.traveler.es/articulos/turismo-comunitario-cuando-el-destino-decide-como-viajas" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Turismo comunitario: cuando el destino decide cómo viajas</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-turismo-comunitario-conheca-o-novo-paradigma-global-em-que-a-populacao-local-define-as-regras-da-viagem.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Fica a meia hora de Loulé e é um dos lugares mais surpreendentes do Algarve ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/fica-a-meia-hora-de-loule-e-e-um-dos-lugares-mais-surpreendentes-do-algarve.html</link><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 07:33:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Nem só de praias vive o Algarve. Esta aldeia tem serras, ribeiras, uma cascata e até uma bandeira gigante. “É uma das mais bonitas de Portugal.”</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-fica-a-meia-hora-de-loule-e-e-um-dos-lugares-mais-surpreendentes-do-algarve-1784397555272.jpg" data-image="q7de9x5ykgfi" alt="Alte" title="Alte"><figcaption>Há um Algarve que poucos conhecem. Foto: JF Alte</figcaption></figure><p>Quando se pensa no <strong>Algarve</strong>, é natural que as praias sejam as primeiras imagens a surgir, principalmente durante este mês. No entanto, basta afastar-se um pouco da costa para descobrir um lado completamente diferente da região. </p><div class="texto-destacado">Entre serras, ribeiras e ruas tranquilas encontra-se Alte, uma aldeia do concelho de Loulé que, ano após ano, continua a figurar entre as mais bonitas de Portugal.</div><p>Aqui há, sim, as casas caiadas de branco e as chaminés rendilhadas típicas do Algarve. Mas também há ruas estreitas em calçada e inúmeros vasos de flores que criam um ambiente bem mais acolhedor do que os paredões cheias de turistas. E, mesmo com a crescente popularidade entre turistas portugueses e estrangeiros, pode dizer-se que <strong>Alte mantém uma autenticidade difícil de encontrar</strong>.</p><p>Não nos surpreende, portanto, que seja apontado tantas vezes como <strong>um das aldeias fora do radar a visitar</strong>.</p><p>“Alte é frequentemente descrita como uma das aldeias mais típicas, bonitas e autênticas de Portugal”, escreve a ‘Versa’. “Mas não é apenas a beleza da aldeia que conquista quem a visita. Nas redes sociais acumulam-se vídeos e fotografias de alguns dos recantos naturais mais impressionantes da região, e até do país, responsáveis por atrair visitantes durante todo o ano.”</p><p>“Um destino que cativa tanto pela sua simplicidade quanto pela grandiosidade da sua paisagem, tornando cada visita uma experiência especial”, nota por sua vez o ‘The Portugal News’.</p><h2>Entre fontes, ribeiras e uma das cascatas mais bonitas do Algarve</h2><p>Vamos já esclarecer: grande parte do encanto da aldeia deve-se à<strong> água</strong>, um elemento que marca profundamente a paisagem e a história local. A<strong> ribeira de Alte </strong>atravessa a povoação e alimenta alguns dos seus locais mais emblemáticos, tornando-a um destino muito procurado nos meses de calor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-fica-a-meia-hora-de-loule-e-e-um-dos-lugares-mais-surpreendentes-do-algarve-1784397130825.jpg" data-image="aivpm2hc2ewb" alt="Alte" title="Alte"><figcaption>Está a conquistar cada vez mais visitantes. Foto: Wikimedia // Husond</figcaption></figure><p>Um dos ex-líbris é a <strong>Fonte Grande</strong>, considerada o verdadeiro coração da aldeia. Durante muitos anos foi essencial para o abastecimento de água da população e para as tarefas do dia a dia, como a lavagem da roupa e a rega das hortas. Hoje, continua a ser um dos espaços mais apreciados por quem visita Alte. </p><div class="texto-destacado">As águas límpidas, de tonalidades verde-esmeralda, convidam a um mergulho refrescante, enquanto as árvores e as zonas de descanso proporcionam o cenário ideal para passar algumas horas em contacto com a natureza.</div><p>A poucos minutos do centro encontra-se outro dos locais mais conhecidos da região: a <strong>Queda do Vigário</strong>, também conhecida como Cascata de Alte.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="680858" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/novembro-no-algarve-esta-e-mesmo-a-melhor-altura-do-ano-para-chegar-a-este-destino.html" title="Novembro no Algarve? Esta é mesmo a melhor altura do ano para chegar a este destino">Novembro no Algarve? Esta é mesmo a melhor altura do ano para chegar a este destino</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/novembro-no-algarve-esta-e-mesmo-a-melhor-altura-do-ano-para-chegar-a-este-destino.html" title="Novembro no Algarve? Esta é mesmo a melhor altura do ano para chegar a este destino"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/novembro-no-algarve-esta-e-mesmo-a-melhor-altura-do-ano-para-chegar-a-este-destino-1730308546442_320.jpg" alt="Novembro no Algarve? Esta é mesmo a melhor altura do ano para chegar a este destino"></a></article></aside><p>Alimentada pela ribeira de Alte, esta queda de água, com cerca de<strong> 24 metros de altura</strong>, desce por uma escarpa rochosa até formar uma piscina natural de águas frias e cristalinas. Mesmo nos dias mais quentes de verão, a temperatura da água desafia os mais corajosos, mas isso não impede que seja um dos locais mais procurados do interior algarvio.</p><p>E depois temos a envolvente natural, que ajuda a tornar o cenário ainda mais especial. É que a vegetação ribeirinha, o som constante da água e a tranquilidade do espaço fazem da Queda do Vigário um<strong> excelente local para relaxar, fazer um piquenique ou simplesmente apreciar a paisagem</strong>. Existe ainda uma zona relvada junto à cascata, muito utilizada por quem pretende passar ali parte do dia.</p><p>“Adoramos este lugar e não somos os únicos”, garante a autora do artigo da ‘Versa’. “Basta uma rápida pesquisa nas redes sociais para encontrar dezenas de vídeos com elogios que mostram a transparência da água, o som relaxante da cascata e a tranquilidade que se vive naquele espaço.”</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-fica-a-meia-hora-de-loule-e-e-um-dos-lugares-mais-surpreendentes-do-algarve-1784397280415.jpg" data-image="v59fn4mes7gr" alt="Alte" title="Alte"><figcaption>A aldeia esconde uma cascata impressionante. Foto: JF Alte</figcaption></figure><p> Quem visita a aldeia pode ainda descobrir vários percursos pedestres pela serra, pequenos cafés e restaurantes onde vale a pena provar a gastronomia tradicional algarvia. </p><h2>Uma tradição que pinta a serra de verde e vermelho</h2><p>O melhor da região, é que, há mais para descobrir. Além da natureza, Alte também preserva um<strong> forte espírito comunitário</strong>. </p><p>Um dos exemplos mais curiosos pode ser visto no<strong> Cerro da Galvana</strong>, onde há mais de duas décadas os habitantes mantêm viva uma tradição muito especial: pintar uma<strong> enorme bandeira de Portugal</strong> na encosta da serra para apoiar a Seleção Nacional nas grandes competições internacionais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773883" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/vai-nascer-em-santarem-a-disneylandia-do-futebol.html" title="Vai nascer em Santarém a “Disneylândia do futebol”">Vai nascer em Santarém a “Disneylândia do futebol”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/vai-nascer-em-santarem-a-disneylandia-do-futebol.html" title="Vai nascer em Santarém a “Disneylândia do futebol”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vai-nascer-em-santarem-a-disneylandia-do-futebol-1781474376691_320.jpg" alt="Vai nascer em Santarém a “Disneylândia do futebol”"></a></article></aside><p>A iniciativa nasceu por ocasião do Euro 2000 e, desde então, tornou-se um <strong>símbolo da aldeia</strong>. Recentemente, a tradição regressou a Alte durante o Mundial de 2026 e voltou a mobilizar dezenas de voluntários no Cerro da Galvana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-fica-a-meia-hora-de-loule-e-e-um-dos-lugares-mais-surpreendentes-do-algarve-1784397679786.jpg" data-image="jg51479h6j8k" alt="Alte" title="Alte"><figcaption>A tradição regressou a Alte durante o Mundial de 2026. Foto: Facebook // JF Alte</figcaption></figure><p>Hoje, a bandeira mede cerca de <strong>70 metros de comprimento por 50 metros de largura</strong> e é repintada por voluntários da Juventude Altense, com o apoio da Junta de Freguesia. </p><div class="texto-destacado">Mais do que uma demonstração de apoio ao futebol português, esta tradição representa o orgulho dos habitantes na sua terra e o espírito de união que continua a caracterizar Alte.</div><p>“Vista à distância, a bandeira destaca-se na encosta e é facilmente reconhecida por quem passa pela aldeia algarvia, especialmente em períodos de grandes competições internacionais de futebol”, acrescenta a revista ‘NiT’.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Versa%2C%20Teixeira%2C%20I" data-year="2026" data-title="%C3%89%20considerada%20uma%20das%20aldeias%20mais%20bonitas%20de%20Portugal%2C%20esconde%20%C3%A1guas%20esmeralda%20e%20uma%20cascata%20impressionante" data-url="https%3A%2F%2Fversa.iol.pt%2Falgarve%2Floule%2Fe-considerada-uma-das-aldeias-mais-bonitas-de-portugal-esconde-aguas-esmeralda-e-uma-cascata-impressionante%2F20260625%2F6a3bd6edd34edcee7c65a632">Versa, Teixeira, I. (2026). <a href="https://versa.iol.pt/algarve/loule/e-considerada-uma-das-aldeias-mais-bonitas-de-portugal-esconde-aguas-esmeralda-e-uma-cascata-impressionante/20260625/6a3bd6edd34edcee7c65a632" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">É considerada uma das aldeias mais bonitas de Portugal, esconde águas esmeralda e uma cascata impressionante</a>.</cite><br><cite data-author="The%20Portugal%20News" data-year="2026" data-title="J%C3%A1%20visitou%20a%20Queda%20do%20Vig%C3%A1rio%20no%20Algarve%3F" data-url="https%3A%2F%2Fwww.theportugalnews.com%2Fpt%2Fnoticias%2F2026-05-31%2Fja-visitou-a-queda-do-vigario-no-algarve%2F1031329">The Portugal News. (2026). <a href="https://www.theportugalnews.com/pt/noticias/2026-05-31/ja-visitou-a-queda-do-vigario-no-algarve/1031329" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Já visitou a Queda do Vigário no Algarve?</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Castro%2C%20P" data-year="2026" data-title="H%C3%A1%20mais%20de%2020%20anos%20que%20uma%20aldeia%20algarvia%20pinta%20uma%20bandeira%20gigante%20para%20apoiar%20Portugal" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fna-cidade%2Fha-mais-de-20-anos-que-uma-aldeia-algarvia-pinta-uma-bandeira-gigante-para-apoiar-portugal">NiT, Castro, P. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/ha-mais-de-20-anos-que-uma-aldeia-algarvia-pinta-uma-bandeira-gigante-para-apoiar-portugal" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Há mais de 20 anos que uma aldeia algarvia pinta uma bandeira gigante para apoiar Portugal</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/fica-a-meia-hora-de-loule-e-e-um-dos-lugares-mais-surpreendentes-do-algarve.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vindima: o que a meteorologia de agosto já diz sobre a colheita de setembro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/vindima-o-que-a-meteorologia-de-agosto-ja-diz-sobre-a-colheita-de-setembro.html</link><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A data da vindima não se decide em setembro, decide-se agora. O calor destas semanas, as noites e a chuva que cair até ao fim do mês já estão a escrever o perfil do vinho deste ano.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/vindima-o-que-a-meteorologia-de-agosto-ja-diz-sobre-a-colheita-de-setembro-1786979935679.png" data-image="i9oamb52t4n2"><figcaption>Uvas tintas prontas para vindimar, com o perfil já definido pelo calor e pelas noites das semanas anteriores. </figcaption></figure><p>Há uma pergunta que se repete todos os anos por esta altura, do Peso da Régua a Reguengos de Monsaraz: <strong>quando é que se começa a vindimar?</strong></p><p>A resposta não está no calendário, <strong>está no tempo que fizer nas semanas anteriores</strong>. As uvas não amadurecem por data, amadurecem por acumulação de calor, de luz e de água, e é agosto que faz esse trabalho quase todo.</p><h2>A conta começa no pintor</h2><p>O momento a partir do qual se conta tudo é <strong>aquele em que as uvas mudam de cor e amolecem</strong>. Nas castas tintas passam de verde a arroxeado, nas brancas ficam translúcidas e amareladas.</p><div class="texto-destacado"><strong> Pintor- É a fase em que o bago deixa de crescer e começa a amadurecer</strong>. Para de acumular ácidos e passa a acumular açúcares, muda de cor e amolece. Marca o início da última etapa do ciclo e é a partir daqui que se estima a data da colheita.</div><p>Em condições normais, entre o pintor e a vindima passam cerca de quarenta a cinquenta dias, conforme a casta e a região. Se este ano o pintor foi cedo, a colheita será cedo. <strong>Mas é o tempo de agosto que faz esse intervalo encurtar ou alongar</strong>.</p><h2>O calor não acelera sempre a maturação</h2><p>Até certo ponto, <strong>mais calor significa maturação mais rápida</strong>. A videira trabalha melhor, acumula açúcar mais depressa e a colheita antecipa-se. É o que explica as vindimas cada vez mais cedo dos últimos anos.</p><p>Só que <strong>acima de um certo limiar o efeito inverte-se</strong>. Com temperaturas muito altas, a planta fecha-se para se proteger e praticamente deixa de fabricar açúcar. Os bagos continuam a perder água pelo sol, mas já não recebem nada de novo.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Num calor extremo, o grau sobe porque o bago desidrata, não porque a planta trabalhou. É concentração, não é maturação.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>A diferença é enorme na prática</strong>. Analisa-se o açúcar, o valor está alto, decide-se vindimar, e depois o vinho sai desequilibrado, com muito álcool e taninos verdes. Nesses anos, o açúcar mente sobre o estado real da uva, e a prova do bago vale mais do que o refratómetro.</p><h2>As noites contam tanto como os dias</h2><p><strong>Esta é a parte que quase ninguém olha na previsão, e é decisiva</strong>. Durante a noite a planta respira e gasta parte daquilo que produziu de dia, incluindo os ácidos que dão frescura ao vinho. Quanto mais quente for a noite, mais ácido se perde.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>O que aconteceu em agosto</p></th><th scope="col"><p>O que esperar na vindima</p></th><th scope="col"><p>Decisão</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Calor forte e sem chuva</p></td><td><p>Colheita antecipada, mais álcool, menos acidez</p></td><td><p>Antecipar a data e provar os bagos</p></td></tr><tr><td><p>Noites frescas</p></td><td><p>Boa acidez e mais aroma</p></td><td><p>Manter a data prevista</p></td></tr><tr><td><p>Noites acima dos 20 ºC</p></td><td><p>Acidez baixa, vinhos moles</p></td><td><p>Antecipar a colheita</p></td></tr><tr><td><p>Seca severa e prolongada</p></td><td><p>Maturação parada e bagos murchos</p></td><td><p>Esperar não resolve, avaliar caso a caso</p></td></tr><tr><td><p>Chuva forte no fim do mês</p></td><td><p>Bagos inchados, diluição e podridão</p></td><td><p>Vigiar os cachos e não adiar</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Como o tempo que fez em agosto influencia a vindima. Fonte: elaboração própria.</td></tr></tbody></table><p> Por isso é que as regiões com grande diferença entre a máxima do dia e a mínima da noite dão vinhos mais frescos e mais aromáticos, mesmo com verões quentes. É o caso de zonas como Amarante ou Anadia. Uma série de noites acima dos 20 ºC em agosto é o aviso de que a acidez vai ficar curta. <strong>Na tabela abaixo</strong> é possível avaliar de que forma o tempo que fez/faz em Agosto influencia o sucesso da vindima. </p><h2>A chuva das últimas semanas é a variável que muda tudo</h2><p><strong>Uma chuvada moderada depois de um agosto seco costuma ser bem-vinda</strong>. Desbloqueia a planta, permite acabar a maturação e ainda pode salvar um ano difícil.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vindima-o-que-a-meteorologia-de-agosto-ja-diz-sobre-a-colheita-de-setembro-1786980158135.png" data-image="1fo9ihdnsjaq"><figcaption>Cachos em maturação na vinha, quando as máximas do dia e as mínimas da noite decidem o resultado. </figcaption></figure><p>O problema é o excesso. Uma parreira que passou semanas com sede absorve água de repente e os bagos incham. Diluem o açúcar, ganham pressão e a película racha. A partir daí é uma questão de dias até aparecerem as podridões, sobretudo se as noites forem húmidas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784127" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nevoeiro-matinal-no-litoral-norte-o-que-muda-nas-hortas-de-viana-do-castelo-ao-porto.html" title="Nevoeiro matinal no litoral norte: o que muda nas hortas de Viana do Castelo ao Porto">Nevoeiro matinal no litoral norte: o que muda nas hortas de Viana do Castelo ao Porto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nevoeiro-matinal-no-litoral-norte-o-que-muda-nas-hortas-de-viana-do-castelo-ao-porto.html" title="Nevoeiro matinal no litoral norte: o que muda nas hortas de Viana do Castelo ao Porto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nevoeiro-matinal-no-litoral-norte-o-que-muda-nas-hortas-de-viana-do-castelo-ao-porto-1786982336030_320.png" alt="Nevoeiro matinal no litoral norte: o que muda nas hortas de Viana do Castelo ao Porto"></a></article></aside><p>É por isso que, <strong>quando se anuncia chuva forte a poucos dias da colheita, a decisão mais comum é vindimar antes</strong>. Perde-se algum grau, mas evita-se perder o cacho inteiro.</p><h2>A hora de colher também é meteorologia</h2><p>Fica um último conselho que faz mais diferença do que parece e que raramente se explica a quem tem uma parreira em casa.</p><div class="texto-destacado"><strong>Colha de madrugada ou logo ao nascer do sol</strong>. Uma uva apanhada às sete da manhã pode estar a 16 ºC, enquanto às três da tarde chega facilmente aos 30 ºC. Uma uva quente entra em fermentação descontrolada, perde aromas e oxida muito mais depressa a caminho de casa.</div><p>Nas próximas semanas, olhe para a previsão da sua zona e repare em três coisas: <strong>as máximas</strong>, para saber se a planta está a trabalhar ou parada,<strong> as mínimas</strong>, para perceber que acidez vai sobrar,<strong> e a probabilidade de chuva</strong>, que é a única capaz de mudar tudo em vinte e quatro horas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/vindima-o-que-a-meteorologia-de-agosto-ja-diz-sobre-a-colheita-de-setembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Consegue sentir o cheiro da chuva antes dela cair? Eis a ciência por trás disso]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/voce-consegue-sentir-o-cheiro-da-chuva-antes-dela-cair-eis-a-ciencia-por-tras-disso.html</link><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Este fenómeno pode frequentemente preceder a chegada de uma pancada de chuva ou de uma tempestade mais intensa, particularmente quando as primeiras gotas caem sobre um solo muito seco.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/si-puo-sentire-l-odore-della-pioggia-prima-che-cade-ecco-la-spiegazione-della-scienza-1785493538327.jpg" data-image="2klj10lq9d46"><figcaption>Por razões puramente físicas, o petricor pode ser detetado antes da chegada da chuva. Quando o ar começa a ficar saturado de água, a tensão superficial tende a diminuir, estimulando a libertação de compostos voláteis.</figcaption></figure><p><strong>Petricor </strong>é o nome que se dá ao <strong>cheiro libertado pelo solo quando chove após um longo período de seca</strong>. Este aroma, que percebemos assim que caem as primeiras gotas de chuva,<strong> provém de uma mistura de compostos voláteis retidos no solo e libertados pela água</strong>.</p><p>Quando a primeira gota de chuva atinge um<strong> solo poroso</strong>, o impacto comprime o ar retido nos poros e forma<strong> minúsculas bolhas</strong>. Estas bolhas sobem à superfície e <strong>estouram</strong>,<strong> lançando no ar aerossóis que contêm geosmina e óleos vegetais</strong>.</p><p>O fenómeno foi filmado em câmara lenta por investigadores do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) em 2015. <strong>Cada gota de chuva gera centenas de aerossóis que se elevam até 10 cm no ar</strong>, o suficiente para chegar ao nosso nariz.</p><h2>Os principais responsáveis por trás deste cheiro</h2><p><strong>Na origem do petricor está a geosmina, produzida por bactérias</strong> filamentosas do género <em>Streptomyces </em>(actinomicetos). Estes microrganismos vivem no solo e, ao morrerem ou se desidratarem, libertam geosmina, uma molécula de álcool com <strong>um odor "terroso" que remete para o solo molhado</strong>.</p><div class="texto-destacado">Além da geosmina, há também óleos vegetais. De facto, durante períodos de seca, plantas e arbustos secretam óleos cerosos para se protegerem da desidratação. Estes óleos acumulam-se nas rochas e no solo.</div><p>Por fim, <strong>antes da chuva</strong>, raios ou correntes descendentes rompem as moléculas de oxigénio (O₂), separando-as em átomos livres que se recombinam para formar ozono. O <strong>ozono tem um cheiro metálico e "elétrico"</strong>, semelhante ao de uma fotocopiadora.</p><h2>O petricor pode ser detetado antes da chegada da chuva?</h2><p>Por razões puramente físicas, <strong>o petricor pode ser detetado antes da chegada da chuva</strong>. À medida que o ar começa a ficar saturado de humidade, a tensão superficial tende a diminuir, favorecendo a libertação de compostos voláteis.</p><p>Além disso, correntes descendentes em redor de nuvens carregadas de chuva tendem a empurrar o ar húmido para baixo, transportando consigo o ozono e os primeiros aerossóis elevados por gotas de chuva distantes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/si-puo-sentire-l-odore-della-pioggia-prima-che-cade-ecco-la-spiegazione-della-scienza-1785493581567.jpg" data-image="eavn6ybxkfrd"><figcaption>Na origem do petricor está a geosmina, produzida por bactérias filamentosas do género <em>Streptomyces </em>(actinomicetos). Estes microrganismos vivem no solo e, ao morrerem ou se desidratarem, libertam geosmina, uma molécula de álcool com um odor "terroso" que remete para o solo molhado.</figcaption></figure><p>Isto significa que,<strong> de 10 a 30 minutos antes da chuva, o nariz humano consegue detetar esses sinais precursores</strong>. É um sinal que os nossos ancestrais caçadores-coletores utilizavam para antecipar a chegada de tempestades e encontrar abrigo seguro.</p><h2>O petricor é mais percetível em certas áreas?</h2><p>Sim, existem áreas onde é mais fácil sentir o cheiro de petricor do que em outras. <strong>As áreas mais propícias são aquelas caracterizadas por solos ricos em argila</strong>, que contêm grandes quantidades de actinomicetos — abrangendo desde zonas rurais e florestas até ao asfalto das cidades.</p><p>Após longos períodos de seca, quando gotas de chuva quentes humedecem o solo — como ocorre durante uma tempestade de verão —, o petricor pode ser detetado a quilómetros de distância.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="743909" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/os-astronautas-explicam-o-estranho-cheiro-do-espaco-como-ele-pode-cheirar-a-metal-e-carne-queimada.html" title="Os astronautas explicam o estranho 'cheiro' do espaço: como ele pode cheirar a metal e carne queimada">Os astronautas explicam o estranho "cheiro" do espaço: como ele pode cheirar a metal e carne queimada</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/os-astronautas-explicam-o-estranho-cheiro-do-espaco-como-ele-pode-cheirar-a-metal-e-carne-queimada.html" title="Os astronautas explicam o estranho 'cheiro' do espaço: como ele pode cheirar a metal e carne queimada"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/asi-explican-los-astronautas-el-extrano-aroma-del-espacio-como-es-posible-que-huela-a-metal-y-carne-quemada-1765548421915_320.jpg" alt="Os astronautas explicam o estranho 'cheiro' do espaço: como ele pode cheirar a metal e carne queimada"></a></article></aside><p>Camelos do deserto conseguem detetar o petricor a quilómetros de distância para encontrar água. Na Austrália, os povos aborígenes chamam esse cheiro de <em>maban</em>, associando-o a mitos de criação.</p><p>Da próxima vez que sentir este aroma inconfundível, lembre-se de que está a inalar uma mensagem química que levou milhões de anos para se formar. Afinal, a nossa querida Terra respira, regenera-se e avisa-nos gentilmente que os céus estão prestes a abrir-se.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/voce-consegue-sentir-o-cheiro-da-chuva-antes-dela-cair-eis-a-ciencia-por-tras-disso.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item></channel></rss>