<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Wed, 21 Oct 2026 16:20:17 +0000</lastBuildDate><pubDate>Wed, 21 Oct 2026 16:20:17 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Novos planos de gestão da água vão definir as prioridades de Portugal até 2033]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/novos-planos-de-gestao-da-agua-vao-definir-as-prioridades-de-portugal-ate.html</link><pubDate>Wed, 21 Oct 2026 14:40:50 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Centenas de contributos de cidadãos, associações e empresas chegaram à Agência Portuguesa do Ambiente para ajudar a definir o futuro dos rios, aquíferos e reservas de água em Portugal continental.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/novos-planos-de-gestao-da-agua-vao-definir-as-prioridades-de-portugal-ate-1792585644395.jpg" data-image="4ovfj0zidr98" alt="Bacia do Douro" title="Bacia do Douro"><figcaption>A bacia do Douro é uma das maiores regiões hidrográficas do país, concentrando importantes desafios ligados à gestão da água, à agricultura e à produção hidroelétrica. Foto: APA</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Exigir caudais suficientes para sustentar a vida selvagem no Tejo. Financiar sistemas de rega mais eficientes nas vinhas do Douro. Travar a contaminação química associada ao olival intensivo na bacia do Guadiana. Reutilizar a água tratada das ETAR para regar campos de golfe no Algarve. Estas são apenas algumas das <strong>centenas de propostas</strong> enviadas à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) com o intuito de preparar o <strong>próximo ciclo dos Planos de Gestão das oito regiões hidrográficas </strong>de Portugal Continental.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O momento é decisivo para a gestão dos recursos hídricos nacionais. Os textos em revisão irão contribuir para criar os principais instrumentos de política pública, definindo as prioridades de investimento, as metas ambientais e as medidas de controlo da poluição para os próximos anos.<br><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A consulta pública terminou no final de setembro e deu lugar à fase de <strong>análise técnica </strong>das participações recebidas. O exercício abrange todo o território continental, das bacias internacionais às pequenas ribeiras, refletindo a <strong>diversidade de desafios</strong> na gestão da água em Portugal.</p><table><thead><tr><th><strong>Região Hidrográfica (RH)</strong></th><th><strong>Principais rios e áreas abrangidas</strong></th></tr></thead><tbody><tr><td><strong>RH1 – Minho e Lima</strong></td><td>Rios Minho, Lima, Âncora e Coura na fronteira noroeste</td></tr><tr><td><strong>RH2 – Cávado, Ave e Leça</strong></td><td>Linhas de água do Minho central e zona litoral do Porto</td></tr><tr><td><strong>RH3 – Douro</strong></td><td>Toda a calha do Douro e afluentes como o Côa, Tâmega e Tua</td></tr><tr><td><strong>RH4A – Vouga, Mondego e Lis</strong></td><td>Região Centro, incluindo a Ria de Aveiro e o vale do Mondego</td></tr><tr><td><strong>RH5A – Tejo e Oeste</strong></td><td>Bacia do Tejo e ribeiras litorâneas de Alcobaça a Torres Vedras</td></tr><tr><td><strong>RH6 – Sado e Mira</strong></td><td>Planície alentejana, estuário do Sado e a costa vicentina</td></tr><tr><td><strong>RH7 – Guadiana</strong></td><td>Grande bacia do sul profundo e afluentes junto à fronteira</td></tr><tr><td><strong>RH8 – Ribeiras do Algarve</strong></td><td>Toda a faixa sul e ribeiras que desaguam no oceano</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="2">Fonte: APA</td></tr></tbody></table><p><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></p><p>No centro deste processo está a avaliação do estado dos <strong>ecossistemas aquáticos</strong> nacionais. Os diagnósticos realizados identificaram <strong>problemas persistentes </strong>que exigem intervenção, desde a degradação da qualidade da água até à crescente pressão sobre os recursos disponíveis.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/novos-planos-de-gestao-da-agua-vao-definir-as-prioridades-de-portugal-ate-1792586418873.jpg" data-image="10w124ta4c0j" alt="Olival intensivo no Alqueva" title="Olival intensivo no Alqueva"><figcaption>O crescimento do olival superintensivo em torno do Alqueva coloca a região no centro do debate sobre o equilíbrio entre a produção agrícola e a sustentabilidade hídrica. Foto: EDIA</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>As preocupações dividem-se essencialmente em duas frentes. Por um lado, a qualidade da água continua ameaçada pela poluição da <strong>agricultura intensiva</strong>, que transporta fertilizantes e pesticidas para rios e aquíferos. </p><p>Por outro, a disponibilidade hídrica diminui à medida que as <strong>secas se tornam frequentes e prolongadas</strong>. A estas pressões juntam-se os impactos das grandes barragens, que alteram a dinâmica natural dos rios, retêm sedimentos essenciais para a alimentação das praias e dificultam a migração de várias espécies piscícolas.</p><h2>A engrenagem europeia de seis em seis anos</h2><p>A revisão das políticas da água segue um <strong>calendário</strong> definido pela União Europeia. A <strong>Diretiva-Quadro da Água</strong> obriga os Estados-membros a atualizar os seus planos de gestão a cada seis anos, permitindo ajustar objetivos e medidas às mudanças ambientais, económicas e sociais que vão surgindo.</p><table><thead><tr><th><strong>Ciclo de planeamento</strong></th><th>Vigência</th><th><strong>Estratégia</strong></th></tr></thead><tbody><tr><td>1.º Ciclo</td><td>2009 – 2015</td><td>Implementação inicial e diagnóstico de massas de água</td></tr><tr><td>2.º Ciclo</td><td>2016 – 2021</td><td>Aplicação dos primeiros programas de medidas integradas</td></tr><tr><td>3.º Ciclo</td><td>2022 – 2027</td><td>Monitorização do impacto das alterações climáticas</td></tr><tr><td><strong>4.º Ciclo</strong></td><td><strong>2028 – 2033</strong></td><td><strong>Mitigação da escassez hídrica e eficiência estrutural</strong></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Fonte: APA</td></tr></tbody></table><p> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></p><p>Quase duas décadas após a adoção deste modelo de gestão, Portugal encontra-se a preparar o <strong>quarto ciclo</strong> de planeamento integrado. O percurso iniciado em 2009 entra agora numa nova etapa, apoiada por um volume significativo de informação recolhida ao longo dos últimos anos. O objetivo é <strong>garantir recursos hídricos suficientes</strong> e <strong>ecossistemas mais resilientes</strong> num contexto de incerteza climática.</p><h2>Da participação pública à decisão técnica</h2><p>Terminada a fase participativa, inicia-se o escrutínio técnico das propostas apresentadas. No <strong>Tejo</strong>, o movimento proTEJO considera "inaceitável" a <strong>insuficiência de caudais ecológicos</strong> em algumas barragens da Península Ibérica e pede intervenção nas albufeiras de Cedillo e Fratel. A organização alerta ainda para a <strong>degradação das reservas minerais</strong> presentes nos sedimentos do rio.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786683" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/agua-a-montante-incerteza-a-jusante-como-sao-geridos-os-rios-que-ligam-portugal-e-espanha.html" title="Água a montante, incerteza a jusante: como são geridos os rios que ligam Portugal e Espanha?">Água a montante, incerteza a jusante: como são geridos os rios que ligam Portugal e Espanha?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/agua-a-montante-incerteza-a-jusante-como-sao-geridos-os-rios-que-ligam-portugal-e-espanha.html" title="Água a montante, incerteza a jusante: como são geridos os rios que ligam Portugal e Espanha?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/agua-a-montante-incerteza-a-jusante-como-sao-geridos-os-rios-que-ligam-portugal-e-espanha-1788285546194_320.jpg" alt="Água a montante, incerteza a jusante: como são geridos os rios que ligam Portugal e Espanha?"></a></article></aside><p>Na bacia do <strong>Douro</strong>, a Confederação dos Agricultores de Portugal defende apoios à <strong>modernização das charcas</strong> e dos sistemas de armazenamento de água destinados à atividade vitivinícola. </p><p>Mais a sul, a Liga para a Proteção da Natureza pede restrições à expansão das culturas superintensivas na bacia do <strong>Guadiana</strong>, argumentando que estas agravam a pressão sobre os recursos hídricos. </p><p>Já no <strong>Algarve</strong>, municípios e setor turístico convergem na defesa de soluções como a <strong>dessalinização</strong>, vista como uma forma de reforçar a segurança do abastecimento durante os meses de maior procura.</p><h2>Da triagem à ponderação</h2><p>Com o encerramento da plataforma de participação, os técnicos da APA iniciaram a <strong>análise detalhada das contribuições recebidas</strong>. Cada proposta é avaliada à luz da sua viabilidade técnica, do enquadramento legal e do impacto financeiro, num processo que envolve tanto contributos de organizações especializadas como sugestões apresentadas por cidadãos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/novos-planos-de-gestao-da-agua-vao-definir-as-prioridades-de-portugal-ate-1792586878497.jpg" data-image="oariotlehazs" alt="Bacia do Tejo" title="Bacia do Tejo"><figcaption>A gestão dos caudais ecológicos e a pressão sobre os ecossistemas fluviais estão entre os principais desafios identificados na bacia do Tejo. Foto: Município de Abrantes</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>As respostas não são divulgadas individualmente. Em vez disso, a APA reúne e sistematiza os contributos por temas num <strong>relatório público</strong>, revelando quais foram acolhidos, parcialmente integrados ou rejeitados e em que condições. As medidas aprovadas passam, depois, a integrar os <strong>programas de ação</strong> associados a novos planos de gestão.</p><h2>O longo calendário até à aprovação</h2><p>A implementação destas medidas ainda está longe. A atual fase de análise deverá prolongar-se até ao <strong>primeiro trimestre de 2027</strong>, altura em que serão publicados os <strong>relatórios finais,</strong> com a síntese dos resultados da consulta pública.</p><p>Seguir-se-á a apresentação das versões provisórias dos planos, prevista para meados de 2027. Nessa altura, arranca um novo período de consulta pública, com duração de seis meses, durante o qual cidadãos, associações e entidades económicas poderão voltar a pronunciar-se sobre os documentos.</p><p>A aprovação definitiva, em Conselho de Ministros, e a publicação no Diário da República estão previstas para o <strong>início de 2028</strong>. Será então dado o arranque formal ao ciclo de gestão que orientará as políticas da água em Portugal até 2033.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Portal%20Participa" data-year="" data-title="4.%C2%BA%20Ciclo%20PGRH%3A%20QSiGA%20da%20Regi%C3%A3o%20Hidrogr%C3%A1fica%20do%20Tejo%20e%20Ribeiras%20do%20Oeste%20(RH5A)" data-url="https%3A%2F%2Fparticipa.pt%2Fpt%2Fconsulta%2F4-ciclo-pgrh-qsiga-da-regiao-hidrografica-do-tejo-e-ribeiras-do-oeste-rh5a">Portal Participa. <a href="https://participa.pt/pt/consulta/4-ciclo-pgrh-qsiga-da-regiao-hidrografica-do-tejo-e-ribeiras-do-oeste-rh5a" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">4.º Ciclo PGRH: QSiGA da Região Hidrográfica do Tejo e Ribeiras do Oeste (RH5A)</a>.</cite><br><cite data-author="Ag%C3%AAncia%20Portuguesa%20do%20Ambiente%20(APA)" data-year="" data-title="4.%C2%BA%20Ciclo%20de%20Planeamento%20de%20Recursos%20H%C3%ADdricos%20(2028-2033)" data-url="https%3A%2F%2Fapambiente.pt%2Fagua%2F4o-ciclo-de-planeamento-2028-2033">Agência Portuguesa do Ambiente (APA). <a href="https://apambiente.pt/agua/4o-ciclo-de-planeamento-2028-2033" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">4.º Ciclo de Planeamento de Recursos Hídricos (2028-2033)</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/novos-planos-de-gestao-da-agua-vao-definir-as-prioridades-de-portugal-ate.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Semana de 26 de outubro a 2 de novembro: tendências da chuva e temperatura em Portugal continental]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-26-de-outubro-a-2-de-novembro-tendencias-da-chuva-e-temperatura-em-portugal-continental.html</link><pubDate>Wed, 21 Oct 2026 12:15:05 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A última semana de outubro deverá trazer grandes contrastes térmicos entre manhãs frescas e tardes amenas. Apesar da atividade depressionária no Atlântico, Portugal deverá continuar com pouca chuva e temperaturas, em média, acima do normal.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-26-de-outubro-a-2-de-novembro-tendencias-da-chuva-e-temperatura-em-portugal-continental-1792584367934.jpg" data-image="x43jzppg6abh" alt="Final de outubro com pouca chuva" title="Final de outubro com pouca chuva"><figcaption>O guarda-chuva poderá ter pouco uso na última semana de outubro: o ECMWF aponta, para já, para pouca chuva e um balanço semanal mais seco do que o normal em Portugal.</figcaption></figure><p>A última semana de outubro deverá arrancar com um cenário relativamente estável em Portugal continental. Apesar da intensa atividade depressionária prevista no Atlântico Norte, o anticiclone continuará a desempenhar um papel importante, desviando as principais depressões para latitudes mais elevadas. O resultado deverá ser uma semana com <strong>temperaturas acima do normal e precipitação inferior à média climatológica</strong>.</p><h2>Segunda-feira, dia 26: depressões no Atlântico, mas Portugal continua protegido</h2><p>Na segunda-feira, dia 26, o Atlântico Norte apresentará uma configuração bastante dinâmica. Uma depressão muito cavada deverá posicionar-se a oeste das Ilhas Britânicas, <strong>acompanhada por um sistema frontal extenso que se prolongará para sul.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-26-de-outubro-a-2-de-novembro-tendencias-da-chuva-e-temperatura-em-portugal-continental-1792583137955.jpg" data-image="labyxjjs3oyv" alt="Situação sinótica" title="Situação sinótica"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-982373">Uma profunda depressão deverá circular no Atlântico Norte, mas as altas pressões sobre a Península Ibérica continuam a afastar de Portugal os sistemas mais ativos e chuvosos.</figcaption></figure><p>Apesar da dimensão e intensidade desta depressão, o seu núcleo permanecerá muito afastado de Portugal. Ao mesmo tempo,<strong> as altas pressões deverão continuar a exercer influência sobre a Península Ibérica.</strong></p><p>Esta configuração tem-se repetido nos últimos dias. <strong>A</strong><strong>s depressões atlânticas formam-se e deslocam-se em direção à Europa, mas encontram resistência das altas pressões nas proximidades de Portugal</strong>, sendo encaminhadas preferencialmente para norte. As respetivas frentes conseguem aproximar-se de Portugal, mas tendem a fazê-lo já bastante enfraquecidas e com pouco conteúdo precipitável.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Na segunda-feira, o ECMWF sugere precisamente este cenário. Uma frente fria deverá aproximar-se pelo Atlântico, mas, à medida que progride para leste, deverá perder atividade, <strong>não estando, nesta altura, previsto um episódio significativo de precipitação em Portugal continental.</strong></p><h2>Manhãs frescas contrastam com tardes bastante amenas</h2><p>No campo térmico, a semana deverá apresentar um contraste interessante entre as primeiras horas do dia e o período da tarde. Na madrugada de segunda-feira, os termómetros poderão descer para valores próximos ou inferiores a <strong>8 ºC em várias regiões do Norte e Centro</strong>, com cerca de 7 ºC em Bragança e 6 ºC na Guarda, segundo a atual previsão do ECMWF. Mais perto do litoral e no Sul, as temperaturas mínimas deverão ser mais elevadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-26-de-outubro-a-2-de-novembro-tendencias-da-chuva-e-temperatura-em-portugal-continental-1792583308427.jpg" data-image="y2478atth175" alt="Temperatura matinal" title="Temperatura matinal"><figcaption>A semana começa com uma madrugada fresca: várias regiões do Norte e Centro poderão registar temperaturas inferiores a 10 ºC, descendo para cerca de 6 a 7 ºC em alguns locais do interior.</figcaption></figure><p>Contudo, este ambiente fresco das manhãs não será representativo do comportamento térmico de todo o dia. Durante as horas de maior insolação, as temperaturas deverão recuperar significativamente. Na tarde de segunda-feira, grande parte do interior poderá apresentar valores <strong>3 a 5 ºC acima da média climatológica</strong>, com algumas regiões do Sul a poderem aproximar-se dos <strong>25 a 26 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-26-de-outubro-a-2-de-novembro-tendencias-da-chuva-e-temperatura-em-portugal-continental-1792583354854.jpg" data-image="dvq99fxkyrva" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-559332">O contraste será evidente durante a tarde. Grande parte do território poderá registar temperaturas 3 a 5 ºC acima do normal, depois de uma manhã bastante mais fresca.</figcaption></figure><p>Assim, poderemos ter uma amplitude térmica diária considerável, <strong>manhãs relativamente frescas, seguidas de tardes bastante mais amenas e, em geral, mais quentes do que seria habitual no final de outubro</strong>.</p><h2>Outubro deverá terminar mais quente do que o normal</h2><p>Este comportamento ajuda a explicar o sinal apresentado pelo mapa semanal do ECMWF para o período entre <strong>26 de outubro e 2 de novembro</strong>. Apesar das madrugadas mais frescas, sobretudo no início da semana, as temperaturas diurnas deverão compensar esse arrefecimento. No balanço dos sete dias, Portugal continental surge com uma <strong>anomalia térmica positiva</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-26-de-outubro-a-2-de-novembro-tendencias-da-chuva-e-temperatura-em-portugal-continental-1792583458079.jpg" data-image="qkw015oytyz7" alt="Anomalia média semanal da temperatura" title="Anomalia média semanal da temperatura"><figcaption>Apesar das manhãs frescas, as tardes mais amenas deverão fazer pender o balanço semanal para valores acima da média climatológica em Portugal continental.</figcaption></figure><p>Isto significa que, quando comparamos a temperatura média prevista para toda a semana com a média climatológica para esta altura do ano, o resultado deverá ficar acima do normal. <strong>Não significa, portanto, que todas as horas ou todos os dias sejam mais quentes do que o habitual</strong>.</p><h2>Pouca chuva à vista até ao final de outubro</h2><p>A precipitação poderá ser precisamente o elemento que mais se irá afastar do comportamento típico desta altura do ano. Até, pelo menos, <strong>31 de outubro</strong>, os atuais mapas sinóticos do ECMWF não mostram a passagem de nenhum sistema frontal capaz de produzir um episódio de chuva generalizada e significativa em Portugal continental.</p><p>Poderão ocorrer alterações à medida que avançamos no horizonte de previsão, mas, neste momento, a tendência aponta para <strong>quantidades de precipitação inferiores ao normal para a época</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-26-de-outubro-a-2-de-novembro-tendencias-da-chuva-e-temperatura-em-portugal-continental-1792583523603.jpg" data-image="4gz4yj1k02ze" alt="Anomalia média semanal da precipitação" title="Anomalia média semanal da precipitação"><figcaption>O ECMWF aponta para uma semana mais seca do que o habitual em Portugal, com um défice de precipitação relativamente à média climatológica para esta altura do ano.</figcaption></figure><p>O mapa de anomalia da precipitação semanal reforça este cenário, mostrando um sinal negativo de precipitação sobre Portugal. Isto não significa necessariamente ausência completa de chuva. Significa que, no conjunto da semana, deverá chover <strong>menos do que seria climatologicamente esperado</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794354" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/massa-de-ar-polar-ameaca-portugal-modelo-europeu-aponta-para-descida-das-temperaturas-nas-proximas-horas.html" title="Massa de ar polar ameaça Portugal? Modelo europeu aponta para descida das temperaturas nas próximas horas">Massa de ar polar ameaça Portugal? Modelo europeu aponta para descida das temperaturas nas próximas horas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/massa-de-ar-polar-ameaca-portugal-modelo-europeu-aponta-para-descida-das-temperaturas-nas-proximas-horas.html" title="Massa de ar polar ameaça Portugal? Modelo europeu aponta para descida das temperaturas nas próximas horas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-polar-ameaca-portugal-modelo-europeu-aponta-para-a-manutencao-de-temperaturas-baixas-nos-proximos-dias-1792528310069_320.jpg" alt="Massa de ar polar ameaça Portugal? Modelo europeu aponta para descida das temperaturas nas próximas horas"></a></article></aside><p>À medida que nos aproximamos do final de outubro e início de novembro, a incerteza naturalmente aumenta. Ainda assim, a tendência atualmente desenhada pelo ECMWF é relativamente consistente. <strong>Portugal deverá continuar à margem dos principais corredores depressionários do Atlântico, com temperaturas acima da média e um défice de precipitação no balanço semanal</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-26-de-outubro-a-2-de-novembro-tendencias-da-chuva-e-temperatura-em-portugal-continental.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Rochas como as da Lua: o que tem uma formação rochosa ancestral em Madagáscar a ver com o satélite natural da Terra]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/rochas-como-as-da-lua-o-que-tem-uma-formacao-rochosa-ancestral-em-madagascar-a-ver-com-o-satelite-natural-da-terra.html</link><pubDate>Wed, 21 Oct 2026 11:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um maciço rochoso notavelmente claro na paisagem de Madagáscar faz lembrar as terras altas brancas da Lua. Aí, rochas antiquíssimas e forças tectónicas criaram uma formação que tem, pelo menos, 600 milhões de anos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/gestein-wie-auf-dem-mond-was-eine-uralte-felsformation-in-madagaskar-mit-dem-erdtrabanten-zu-tun-hat-1791983562790.jpg" alt="O maciço de Saririaky, em Madagáscar, parece um local onde rochas lunares brancas aterraram na Terra. Mas esta cor marcante tem outro motivo. Imagem: NASA" title="O maciço de Saririaky, em Madagáscar, parece um local onde rochas lunares brancas aterraram na Terra. Mas esta cor marcante tem outro motivo. Imagem: NASA"><figcaption>O maciço de Saririaky, em Madagáscar, parece um local onde rochas lunares brancas aterraram na Terra. Mas esta cor marcante tem outro motivo. Imagem: NASA</figcaption></figure><p>Do espaço, parece uma mancha clara no meio de uma paisagem seca e de cor castanho-ferrugem: <strong>o maciço de Saririaky, no sul de Madagáscar, destaca-se nitidamente do seu meio envolvente</strong>. Um astronauta a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) fotografou a formação no dia 28 de agosto de 2026. A NASA publicou a imagem no Earth Observatory.</p><p>O que tem de especial é a rocha branca: <strong>o anortosito é uma rocha ígnea intrusiva que também se encontra na Lua</strong>, especialmente nas terras altas claras. Estas áreas refletem a luz solar e, por isso, podem ser observadas até a partir da Terra, surgindo como regiões claras na superfície lunar.</p><p>O anortosito não ocorre apenas na Lua. <strong>Existem depósitos de maior dimensão, por exemplo, no leste do Canadá, na Escandinávia, no sul da Índia e em Madagáscar</strong>. O maciço de Saririaky, em Madagáscar, abrange cerca de 100 quilómetros quadrados e, segundo estudos geológicos, deverá ter-se formado há pelo menos 600 milhões de anos.</p><h2>Colisões continentais gigantescas</h2><p>O <strong>anortosito forma-se quando rocha fundida arrefece e solidifica abaixo da superfície terrestre</strong>. Como este processo ocorre de forma relativamente lenta, é possível o crescimento de cristais minerais de maiores dimensões. No maciço de Saririaky, a rocha encontra-se hoje exposta, constituindo uma estrutura marcante dentro de uma região geologicamente muito deformada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gestein-wie-auf-dem-mond-was-eine-uralte-felsformation-in-madagaskar-mit-dem-erdtrabanten-zu-tun-hat-1791983578090.jpg" alt="As estruturas alongadas evidenciam as fortes forças tectónicas de uma zona de cisalhamento dúctil. Imagem: NASA" title="As estruturas alongadas evidenciam as fortes forças tectónicas de uma zona de cisalhamento dúctil. Imagem: NASA"><figcaption>As estruturas alongadas evidenciam as fortes forças tectónicas de uma zona de cisalhamento dúctil. Imagem: NASA</figcaption></figure><p>O maciço situa-se numa<strong> formação geológica peculiar</strong>: uma zona de cisalhamento dúctil. Neste local, as rochas podem ser deformadas sob enormes pressões e altas temperaturas, sem se partirem. São esticadas, dobradas e sofrem alterações estruturais; simultaneamente, a sua composição mineral pode alterar-se. Tais transformações — incluindo nas rochas — são designadas por metamorfismo. </p><p><strong>Sulcos longos e aproximadamente paralelos revelam a atuação destas forças</strong>. As deformações podem estar relacionadas com a forma como surgiu o Gondwana, um supercontinente que abrangia, entre outras regiões, partes da atual África, Índia, Madagáscar, Austrália e Antártida.</p><h2>Rochas como a Lua</h2><p><strong>A cerca de 60 quilómetros a norte de Saririaky, encontra-se outro maciço de anortosito</strong>. Alguns supõem que ambos faziam parte de um único conjunto e que estavam separados por um processo de extensão tectónica. Este fenómeno é designado por <em>boudinage</em>: um corpo rochoso mais resistente é fragmentado em segmentos distintos, enquanto o material que o rodeia sofre deformação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gestein-wie-auf-dem-mond-was-eine-uralte-felsformation-in-madagaskar-mit-dem-erdtrabanten-zu-tun-hat-1791983569838.jpg" alt="Na Lua, é possível distinguir dois tipos de superfície: as terras altas, mais claras, denominadas Terra (pl. Terrae), e as bacias, mais escuras, denominadas Mare (pl. Maria). Imagem: NASA/JPL/USGS" title="Na Lua, é possível distinguir dois tipos de superfície: as terras altas, mais claras, denominadas Terra (pl. Terrae), e as bacias, mais escuras, denominadas Mare (pl. Maria). Imagem: NASA/JPL/USGS"><figcaption>Na Lua, é possível distinguir dois tipos de superfície: as terras altas, mais claras, denominadas Terra (pl. Terrae), e as bacias, mais escuras, denominadas Mare (pl. Maria). Imagem: NASA/JPL/USGS</figcaption></figure><p><strong>A lua também pode ser explorada utilizando estas rochas terrestres</strong>. As terras altas do anortosito têm mais de quatro mil milhões de anos. De acordo com o conhecimento atual, cristalizaram a partir de um enorme oceano de magma que outrora cobriu a jovem lua. Certos minerais acumularam-se perto da superfície à medida que esta arrefecia, formando as primeiras partes da sua crosta.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794043" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/pela-primeira-vez-o-japao-e-a-nasa-lancam-hoje-a-nave-espacial-que-trara-a-terra-um-pedaco-de-uma-lua-de-marte.html" title="Pela primeira vez, o Japão e a NASA lançam, hoje, a nave espacial que trará à Terra um pedaço de uma lua de Marte">Pela primeira vez, o Japão e a NASA lançam, hoje, a nave espacial que trará à Terra um pedaço de uma lua de Marte</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/pela-primeira-vez-o-japao-e-a-nasa-lancam-hoje-a-nave-espacial-que-trara-a-terra-um-pedaco-de-uma-lua-de-marte.html" title="Pela primeira vez, o Japão e a NASA lançam, hoje, a nave espacial que trará à Terra um pedaço de uma lua de Marte"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/por-primera-vez-japon-y-la-nasa-lanzan-el-19-de-octubre-la-nave-que-traera-a-la-tierra-un-trozo-de-una-luna-de-marte-1792143421785_320.jpg" alt="Pela primeira vez, o Japão e a NASA lançam, hoje, a nave espacial que trará à Terra um pedaço de uma lua de Marte"></a></article></aside><p>Embora as amostras lunares trazidas para a Terra pelas missões Apollo tenham possibilitado análises diretas, a sua disponibilidade era limitada. Por este motivo, rochas terrestres comparáveis também podem ser utilizadas para fins de investigação. <strong>Um exemplo de uma ocorrência muito semelhante encontra-se nas montanhas Beartooth, no estado do Montana</strong>, nos Estados Unidos.</p><p>O Maciço Saririaky une, assim, uma <strong>visão espetacular a partir do espaço a um acontecimento ancestral</strong> que moldou de forma significativa tanto a Terra como a Lua.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="NASA's%20Earth%20Observatory" data-year="2026" data-title="Moon-Like%20Madagascar" data-url="https%3A%2F%2Fscience.nasa.gov%2Fearth%2Fearth-observatory%2Fmoon-like-madagascar%2F">NASA's Earth Observatory. (2026). <a href="https://science.nasa.gov/earth/earth-observatory/moon-like-madagascar/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Moon-Like Madagascar</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/rochas-como-as-da-lua-o-que-tem-uma-formacao-rochosa-ancestral-em-madagascar-a-ver-com-o-satelite-natural-da-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Colheita da azeitona: como a chuva e o frio decidem a data da apanha]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/colheita-da-azeitona-como-a-chuva-e-o-frio-decidem-a-data-da-apanha.html</link><pubDate>Wed, 21 Oct 2026 10:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Cada semana a mais na árvore dá mais quilos de azeite e tira qualidade ao que sai. A decisão não se toma pelo calendário, toma-se a olhar para a chuva e para as mínimas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/colheita-da-azeitona-como-a-chuva-e-o-frio-decidem-a-data-da-apanha-1792185131680.png" data-image="43ygyuem4inw"><figcaption>Azeitonas ainda verdes no ramo, numa fase anterior ao ponto em que se decide a apanha.</figcaption></figure><p>No olival, a pergunta de outubro e novembro é sempre a mesma:<strong> apanha-se agora ou espera-se mais uma semana?</strong></p><p>Quem espera ganha rendimento, porque a azeitona continua a acumular gordura. E quem espera arrisca, porque basta um episódio de tempo mau para transformar uma boa colheita num azeite medíocre.</p><h2>Duas coisas que puxam em sentidos contrários</h2><p>A azeitona muda de cor de verde para arroxeada e depois para preta, e ao longo desse percurso o teor em gordura vai subindo até estabilizar.</p><p>Só que, ao mesmo tempo, descem os compostos que dão ao azeite o amargo, o picante e a resistência à oxidação. <strong>Um azeite de azeitona verde rende menos mas dura mais e tem muito mais carácter</strong>. Um azeite de azeitona preta rende mais e é mais suave, mas oxida muito mais depressa.</p><div class="texto-destacado"><strong> Índice de maturação</strong>:<br><br>Escala que classifica a azeitona pela cor da pele e da polpa, de zero, totalmente verde, a sete, totalmente preta por dentro e por fora. Calcula-se numa amostra de cem azeitonas e serve para decidir a data da apanha sem depender de impressões.</div><p>Para azeite, <strong>o ponto que a maior parte dos produtores procura situa-se na transição</strong>, com boa parte da amostra já arroxeada mas ainda poucas completamente pretas. Em boa parte do país, isso cai entre o fim de outubro e meados de novembro.</p><h2>O tempo é que decide se vale a pena esperar</h2><p>Aqui está o ponto central. O ganho de esperar é lento e previsível, mas a perda por mau tempo é rápida e irreversível.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Cada semana a mais na árvore acrescenta uns quilos. Uma noite de geada ou uma semana de chuva tira muito mais do que isso.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Vale a pena perceber o que cada tipo de tempo faz à azeitona que ainda está na árvore, porque a decisão de antecipar ou esperar depende quase sempre disso. A tabela seguinte reúne os episódios mais frequentes nesta altura do ano.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Episódio de tempo</p></th><th scope="col"><p>O que provoca na azeitona</p></th><th scope="col"><p>Decisão habitual</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Chuva forte e prolongada</p></td><td><p>Fruto incha, o azeite dilui e o terreno fica intransitável</p></td><td><p>Antecipar, se o ponto já permitir</p></td></tr><tr><td><p>Geada firme</p></td><td><p>Dano nas células, oxidação e sabores a defeito</p></td><td><p>Apanhar de imediato</p></td></tr><tr><td><p>Vento forte de depressão</p></td><td><p>Queda de fruto, que no chão ganha acidez</p></td><td><p>Antecipar e recolher o caído à parte</p></td></tr><tr><td><p>Dias amenos e secos</p></td><td><p>Maturação continua sem risco</p></td><td><p>Esperar compensa</p></td></tr><tr><td><p>Granizo</p></td><td><p>Feridas que abrem porta a podridões</p></td><td><p>Apanhar em poucos dias</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3"><br><p>Efeito dos episódios de tempo mais comuns no fim do outono sobre a azeitona ainda por colher, e decisão que costuma ser tomada em cada caso. As respostas variam com a variedade, com o estado de maturação e com o destino da azeitona, e a azeitona de mesa segue critérios próprios. Fonte: elaboração própria.</p></td></tr></tbody></table><h2>Porque é que a chuva faz mais estrago do que parece</h2><p><strong>A chuva antes da apanha tem três efeitos que se somam.</strong></p><p><strong>O primeiro é a diluição.</strong> A azeitona absorve água e o rendimento por quilo desce, o que significa mais fruta para o mesmo azeite.</p><p><strong>O segundo é o chão.</strong> Um olival encharcado não deixa entrar máquinas nem redes em condições, e em Mirandela ou em Elvas pode custar duas semanas de espera forçada, com a azeitona a amadurecer de mais entretanto.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790460" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/mosca-da-azeitona-a-praga-que-dispara-quando-as-temperaturas-descem.html" title="Mosca-da-azeitona: a praga que dispara quando as temperaturas descem">Mosca-da-azeitona: a praga que dispara quando as temperaturas descem</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/mosca-da-azeitona-a-praga-que-dispara-quando-as-temperaturas-descem.html" title="Mosca-da-azeitona: a praga que dispara quando as temperaturas descem"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mosca-da-azeitona-a-praga-que-dispara-quando-as-temperaturas-descem-1790348139450_320.png" alt="Mosca-da-azeitona: a praga que dispara quando as temperaturas descem"></a></article></aside><p><strong>O terceiro é a terra que vai agarrada ao fruto. </strong>Azeitona suja traz consigo microrganismos do solo, e isso traduz-se depois em acidez e em defeitos de prova que nenhum lagar corrige.</p><h2>A geada é o caso em que não se discute</h2><p><strong>Com a chuva há margem de manobra. Com a geada não há.</strong></p><p>Quando a temperatura desce abaixo de zero com a azeitona na árvore, a água dentro das células congela e rompe as paredes celulares. A partir daí, a oxidação dispara e aparecem aqueles sabores que na prova se classificam como defeito, e que tornam o azeite não comercializável como virgem extra.</p><p>Se a previsão para a sua zona anunciar mínimas negativas e ainda tem azeitona por apanhar, deixa de haver decisão a tomar. Em zonas como Bragança ou o interior da Beira, isso pode acontecer já em finais de novembro.</p><h2>O relógio que começa quando a azeitona sai da árvore</h2><p><strong>Fica para o fim a parte que estraga mais azeite em Portugal e que não tem nada a ver com a data da apanha.</strong></p><p>Assim que a azeitona é colhida, começa a fermentar. Em pilha ou dentro de sacos, aquece por dentro, e em dois ou três dias o azeite que lá está já perdeu a classificação. Não há lagar que recupere isso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/colheita-da-azeitona-como-a-chuva-e-o-frio-decidem-a-data-da-apanha-1792185254990.png" data-image="tbqg0haht1nv"><figcaption>Azeitona de mesa já curada, que segue critérios de colheita diferentes dos da azeitona para azeite.</figcaption></figure><p><strong>A regra é levar ao lagar no próprio dia, e no limite no dia seguinte. </strong>Até lá, caixas vazadas e empilhadas de forma a deixar circular o ar, nunca sacos, nunca montes, e sempre num sítio fresco e à sombra.</p><p><strong>Separe também o que caiu ao chão</strong>. Essa azeitona tem acidez muito mais alta e, misturada com a boa, arrasta a qualidade do lote inteiro para baixo.</p><p>E<strong> apanhe de manhã, enquanto a fruta ainda está fresca</strong>. Uma azeitona a vinte e cinco graus dentro de uma caixa fermenta bem mais depressa do que uma a doze, e nesta altura do ano a diferença entre apanhar às nove e apanhar às três da tarde é precisamente essa.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/colheita-da-azeitona-como-a-chuva-e-o-frio-decidem-a-data-da-apanha.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A Estação Espacial Internacional cruza o céu em poucos minutos: como saber quando passa pela sua cidade]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-estacao-espacial-internacional-cruza-o-ceu-em-poucos-minutos-como-saber-quando-passa-pela-sua-cidade.html</link><pubDate>Wed, 21 Oct 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A NASA permite-nos saber quando a Estação Espacial Internacional estará visível, a partir de praticamente qualquer cidade do mundo, e com bastante antecedência, graças à sua aplicação móvel.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-estacion-espacial-internacional-cruza-el-cielo-en-pocos-minutos-como-saber-cuando-pasa-por-tu-ciudad-1792371295045.jpg" data-image="b9s7j7ah8md4"><figcaption>Fotografia da Estação Espacial Internacional em órbita à volta do planeta.</figcaption></figure><p><strong>Já lhe aconteceu ver um ponto luminoso no céu que se move muito mais depressa do que as outras estrelas</strong> e, passado algum tempo, desaparece? Não é uma estrela cadente nem um avião; trata-se, provavelmente, da Estação Espacial Internacional (ou ISS, na sigla em inglês).</p><div class="texto-destacado">É um laboratório que orbita em torno do nosso planeta e alberga tripulações dedicadas a experiências científicas. Viaja a cerca de 28.000 quilómetros por hora e completa aproximadamente uma volta à Terra a cada noventa minutos.</div><p>Apesar da sua enorme velocidade, <strong>nem todos os seus percursos podem ser observados a partir de uma determinada cidade</strong>. Para a distinguir, precisamos da combinação ideal: que passe sobre uma região favorável, que reflita a luz solar e que o céu esteja relativamente escuro.</p><h2>Porque é que parece uma estrela que se move</h2><p>A ISS não produz, por si só, o brilho que vemos da superfície;<strong> as suas estruturas refletem a luz do Sol, de forma semelhante à Lua</strong>. Esta iluminação permite identificá-la como um ponto branco que avança entre as estrelas.</p><p> As <strong>oportunidades mais frequentes ocorrem pouco antes do amanhecer ou depois do pôr do sol</strong>. Enquanto o observador se encontra sob um céu escuro, a estação pode continuar iluminada pelo Sol, devido à sua altitude durante a passagem. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-estacion-espacial-internacional-cruza-el-cielo-en-pocos-minutos-como-saber-cuando-pasa-por-tu-ciudad-1792371313409.jpg" data-image="qlkcpdgt05d1"><figcaption>A Estação Espacial Internacional parece uma estrela que se move rapidamente cruzando o céu. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>O seu movimento é contínuo e normalmente não apresenta os flashes característicos de muitas aeronaves, <strong>podendo desaparecer subitamente ao entrar na sombra da Terra</strong>, mesmo sem atingir o horizonte. Uma mudança de iluminação que é completamente normal.</p><p><strong>Não precisa de telescópio nem de binóculos para a acompanhar</strong>; na verdade, os instrumentos de ampliação dificultam a sua manutenção dentro do campo visual. A observação a olho nu permite apreciar melhor a trajetória completa, desde que a passagem tenha altura e duração suficientes.</p><h3>Horários exatos: Spot the Station</h3><p>A ferramenta oficial da NASA chama-se <em>Spot the Station</em> e está disponível através do seu website e aplicação móvel. Permite selecionar uma localização, <strong>consultar as próximas visualizações e receber avisos </strong>antes que a estação apareça sobre a sua cidade.</p><p>Basta <strong>aceder à plataforma, pesquisar a sua localidade e verificar as datas disponíveis</strong>. Cada previsão indica a hora local, a duração estimada da observação, a altura máxima acima do horizonte, bem como as direções aproximadas de surgimento e desaparecimento no horizonte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-estacion-espacial-internacional-cruza-el-cielo-en-pocos-minutos-como-saber-cuando-pasa-por-tu-ciudad-1792371330475.png" data-image="0co1l9ph3qdh"><figcaption>Visualização da aplicação online para encontrar a localização da Estação Espacial Internacional. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>A altura é expressa em graus: </p><ul><li>0 corresponde ao horizonte;</li><li>90 significa exatamente sobre a cabeça. </li></ul><p>Uma trajetória elevada é normalmente mais fácil de seguir, <strong>especialmente se os edifícios ou as árvores bloquearem as áreas</strong> próximas do horizonte do observador.</p><p><strong>A aplicação inclui ainda um mapa de rastreio</strong> e uma visualização em realidade aumentada, compatível com determinados telemóveis. Estas funcionalidades ajudam a orientar o olhar, mas lembre-se de verificar as previsões, uma vez que não existe um horário universal de passagem para todo o país.</p><h3>Conselhos para o próximo passo</h3><p>Verifique as previsões de avistamento com antecedência, prepare o seu equipamento alguns minutos antes e <strong>procure um local com um horizonte alargado</strong>. Embora seja possível vê-la a partir de zonas urbanas muito iluminadas, as nuvens podem impedir a observação. Evite confundir a previsão orbital com uma garantia de visibilidade.<strong></strong></p><p><strong>Para a fotografar, estabilize o telefone ou a câmara e experimente exposições mais longas</strong>. A passagem pode durar muito poucos minutos; por isso, prepare o enquadramento com antecedência, esteja atento ao ponto previsto de surgimento e evite luzes que ofusquem.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="734932" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/raios-incendios-e-luzes-de-cidades-imagens-de-tirar-o-folego-vistas-da-estacao-espacial-internacional-confira.html" title="Raios, incêndios e luzes de cidades: imagens de tirar o fôlego vistas da Estação Espacial Internacional; confira">Raios, incêndios e luzes de cidades: imagens de tirar o fôlego vistas da Estação Espacial Internacional; confira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/raios-incendios-e-luzes-de-cidades-imagens-de-tirar-o-folego-vistas-da-estacao-espacial-internacional-confira.html" title="Raios, incêndios e luzes de cidades: imagens de tirar o fôlego vistas da Estação Espacial Internacional; confira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/video-impactante-espectaculo-de-llamas-relampagos-y-luces-en-el-sudeste-de-asia-vistos-desde-el-espacio-por-la-iss-1760687340051_320.png" alt="Raios, incêndios e luzes de cidades: imagens de tirar o fôlego vistas da Estação Espacial Internacional; confira"></a></article></aside><p>Antes de olhar para o céu, verifique a previsão de nebulosidade para a sua cidade e consulte o <em>Spot the Station</em>, da NASA, para saber quando é que esta passará sobre a sua localidade. <strong>Acompanhar este ponto luminoso pode transformar uma noite comum num encontro memorável com a exploração espacial</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-estacao-espacial-internacional-cruza-o-ceu-em-poucos-minutos-como-saber-quando-passa-pela-sua-cidade.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva aproxima-se de Portugal esta quarta-feira? O ECMWF revela onde poderá chover e como estará o céu]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-aproxima-se-de-portugal-esta-quarta-feira-o-ecmwf-revela-onde-podera-chover-e-como-estara-o-ceu.html</link><pubDate>Wed, 21 Oct 2026 08:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A chuva deverá manter-se afastada de grande parte de Portugal continental esta quarta-feira. O ECMWF prevê precipitação sobretudo no Atlântico, enquanto a nebulosidade poderá aumentar em várias regiões ao final do dia.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbpz03i"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbpz03i.jpg" id="xbpz03i"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A possibilidade de regresso da chuva a Portugal continental continua a despertar atenção nesta quarta-feira, 21 de outubro. Contudo, <strong>as projeções mais recentes do modelo europeu (ECMWF) não indicam precipitação significativa na generalidade do território</strong>, apesar da presença de alguma instabilidade sobre o Atlântico.</p><p>Ao longo do dia, a principal alteração deverá ocorrer na distribuição da nebulosidade, com diferenças entre as regiões Norte, Centro e Sul.</p><h2>Chuva permanece sobretudo sobre o Atlântico durante a manhã</h2><p>Durante a madrugada desta quarta-feira, <strong>alguns períodos de chuva fraca podem ter afetado pontualmente o litoral Norte, sobretudo a região do Minho</strong>. Segundo o modelo europeu (ECMWF), esta precipitação deverá ter sido pouco expressiva e passageira, deixando de surgir sobre o território continental nos mapas das horas seguintes.</p><p>Com o avançar da manhã, os mapas do ECMWF mostram <strong>pequenos núcleos de precipitação sobre o oceano Atlântico, a oeste e sudoeste de Portugal continental</strong>, sem uma entrada generalizada de chuva no território.</p><p>Pelas 7h, a precipitação surge afastada da costa, enquanto às 10h permanece essencialmente sobre o oceano. Durante o início da tarde, os núcleos tornam-se menos expressivos nas áreas representadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-aproxima-se-de-portugal-esta-quarta-feira-o-ecmwf-revela-onde-podera-chover-e-como-estara-o-ceu-1792525571550.jpg" data-image="9aoifos4jumj" alt="Chuva concentra-se sobre o Atlântico durante a manhã" title="Chuva concentra-se sobre o Atlântico durante a manhã"><figcaption>O ECMWF prevê pequenos núcleos de precipitação a oeste e sudoeste de Portugal continental, sem chuva significativa sobre a generalidade do território às 7h.</figcaption></figure><p>Apesar da proximidade de algumas áreas de precipitação, <strong>o cenário não aponta para um dia de chuva generalizada</strong>. A distribuição prevista sugere que grande parte do continente deverá permanecer sem precipitação durante a manhã.</p><h2>Como estará o céu? Nebulosidade deverá aumentar ao final do dia</h2><p>A ausência de chuva significativa não significa que o céu permaneça limpo em todas as regiões.</p><p>Pelas 7h, o ECMWF prevê <strong>nebulosidade mais expressiva em setores do interior Norte e Centro</strong>, nomeadamente nas proximidades da Guarda e de Vila Real. Em contrapartida, várias localidades do litoral e do Sul apresentam menor cobertura de nuvens.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-aproxima-se-de-portugal-esta-quarta-feira-o-ecmwf-revela-onde-podera-chover-e-como-estara-o-ceu-1792525620726.jpg" data-image="wboboy1ng0y4" alt="Interior Norte e Centro com maior nebulosidade durante a manhã" title="Interior Norte e Centro com maior nebulosidade durante a manhã"><figcaption>O modelo europeu prevê cobertura de nuvens elevada em algumas zonas do interior Norte e Centro, enquanto várias regiões do litoral e do Sul apresentam céu pouco nublado.</figcaption></figure><p>Durante a tarde, a nebulosidade deverá apresentar uma distribuição irregular, permitindo períodos de céu pouco nublado em várias localidades. Contudo, <strong>ao final do dia, as nuvens poderão tornar-se mais abundantes no Norte e Centro</strong>.</p><p>Pelas 19h, o modelo projeta cobertura de nuvens próxima dos 90% em Viseu e Coimbra, enquanto Braga poderá apresentar cerca de 77% e a Guarda aproximadamente 72%.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-aproxima-se-de-portugal-esta-quarta-feira-o-ecmwf-revela-onde-podera-chover-e-como-estara-o-ceu-1792525655671.jpg" data-image="jja0darbk9k4" alt="Nuvens ganham expressão no Norte e Centro ao final da tarde" title="Nuvens ganham expressão no Norte e Centro ao final da tarde"><figcaption>O ECMWF prevê um aumento da nebulosidade em várias regiões do Norte e Centro, com cobertura próxima dos 90% em Viseu e Coimbra, contrastando com o céu menos nublado no Sul.</figcaption></figure><p>Em contrapartida, <strong>Lisboa, Évora e Beja deverão apresentar menor nebulosidade</strong> nesse horário, evidenciando um contraste entre diferentes regiões do país.</p><h2>Probabilidade de chuva muito reduzida durante a tarde</h2><p>Apesar do aumento previsto da nebulosidade, os mapas de probabilidade de precipitação reforçam a tendência para tempo maioritariamente seco.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-aproxima-se-de-portugal-esta-quarta-feira-o-ecmwf-revela-onde-podera-chover-e-como-estara-o-ceu-1792526270387.jpg" data-image="exzfns4vc2nr" alt="ECMWF aponta para probabilidade de precipitação muito reduzida" title="ECMWF aponta para probabilidade de precipitação muito reduzida"><figcaption>A previsão do modelo europeu indica probabilidades de precipitação próximas de 0% nas localidades representadas, reforçando a tendência para uma tarde sem chuva significativa.</figcaption></figure><p>Pelas 16h, <strong>o ECMWF apresenta probabilidades próximas de 0% nas localidades assinaladas em Portugal continental</strong>, não identificando áreas relevantes de precipitação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794291" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-atlantico-ja-produz-depressoes-sucessivas-mas-o-anticiclone-protege-portugal-onde-e-quando-podera-chover-ate-dia.html" title="O Atlântico já produz depressões sucessivas, mas o anticiclone protege Portugal: onde e quando poderá chover até dia 23">O Atlântico já produz depressões sucessivas, mas o anticiclone protege Portugal: onde e quando poderá chover até dia 23</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-atlantico-ja-produz-depressoes-sucessivas-mas-o-anticiclone-protege-portugal-onde-e-quando-podera-chover-ate-dia.html" title="O Atlântico já produz depressões sucessivas, mas o anticiclone protege Portugal: onde e quando poderá chover até dia 23"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-atlantico-ja-produz-depressoes-sucessivas-mas-o-anticiclone-protege-portugal-onde-e-quando-podera-chover-ate-dia-1792500559849_320.jpg" alt="O Atlântico já produz depressões sucessivas, mas o anticiclone protege Portugal: onde e quando poderá chover até dia 23"></a></article></aside><p>Esta situação deverá prolongar-se durante a noite. Os mapas das 19h e 22h continuam sem representar precipitação significativa sobre o continente. Assim, <strong>quarta-feira deverá ser marcada sobretudo por tempo seco e nebulosidade variável</strong>, com maior presença de nuvens em várias regiões do Norte e Centro ao final do dia.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-aproxima-se-de-portugal-esta-quarta-feira-o-ecmwf-revela-onde-podera-chover-e-como-estara-o-ceu.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Super El Niño: nova previsão confirma pico excecional de 3,5°C]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-nova-previsao-confirma-pico-excepcional-de-3-5-c.html</link><pubDate>Wed, 21 Oct 2026 07:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nova rodada de previsões do Instituto Internacional de Pesquisa para o Clima e a Sociedade (IRI) reforça que o pico do El Niño 2026/2027 deve alcançar 3,5 °C e está cada vez mais próximo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-nova-previsao-confirma-pico-excepcional-de-3-5-c-1792441726865.png" data-image="ro3ngmqvly2v" alt="Anomalia de temperatura da superfície do mar no último dia 17 de outubro de 2026, com uma ampla região do Pacífico com valores acima de 3°C. Créditos: NASA Worldview/Meteored." title="Anomalia de temperatura da superfície do mar no último dia 17 de outubro de 2026, com uma ampla região do Pacífico com valores acima de 3°C. Créditos: NASA Worldview/Meteored."><figcaption>Anomalia de temperatura da superfície do mar no último dia 17 de outubro de 2026, com uma ampla região do Pacífico com valores acima de 3 °C. Créditos: NASA Worldview/Meteored.</figcaption></figure><p>O<strong> Super El Niño de 2026/2027</strong> pode atingir uma<strong> intensidade excecional</strong>, com anomalias de temperatura da superfície do mar (TSM) de<strong> +3,5 °C </strong>no Pacífico Equatorial, segundo a nova atualização da pluma de modelos do El Niño Oscilação-Sul (ENSO). </p><div class="texto-destacado">Divulgado mensalmente pelo Instituto Internacional de Pesquisa para o Clima e a Sociedade (IRI), ligado à Universidade Columbia, nos Estados Unidos, este boletim reúne as previsões de dezenas de modelos climáticos, dinâmicos e estatísticos, que são constantemente atualizados com as condições iniciais mais recentes para recalcular a evolução esperada deste fenómeno. <br></div><p>Na atualização de <strong>outubro</strong>, as <strong>anomalias</strong> previstas <strong>aumentaram</strong> ainda mais em relação ao mês passado e a<strong> média dos modelos reforça</strong> o cenário de um <strong>pico excecional</strong>. A seguir, veja o que mostra o novo boletim do IRI e o que mudou nas previsões em relação à atualização de setembro.</p><h2>O que diz o boletim de outubro</h2><p>O <strong>boletim de outubro do ENSO</strong>, publicado na segunda-feira (19) pelo IRI, indica que o <strong>El Niño se aproxima do seu pico de intensidade</strong>. Diferente das atualizações anteriores, as previsões agora começam próximas dos valores máximos e apontam para um declínio nos trimestres seguintes.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Outro destaque é o<strong> </strong>aumento das anomalias previstas por todas as categorias de modelos em relação à atualização de setembro. Tanto a <strong>média dos modelos estatísticos</strong> (linha verde espessa) quanto a dos <strong>modelos dinâmicos</strong> (linha rosa espessa) <strong>subiram</strong> cerca de<strong> 0,1 °C a 0,2 °C</strong>. Com isso, a<strong> média geral</strong>, representada pela linha azul espessa, alcançou<strong> +3,5 °C</strong> de anomalia absoluta na região Niño 3.4.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-nova-previsao-confirma-pico-excepcional-de-3-5-c-1792441852036.png" data-image="s7r9cfsdns3t" alt="Previsão de anomalia de TSM no Niño 3.4 iniciada em outubro, destacando o valor de 3,5°C linha vermelha. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI." title="Previsão de anomalia de TSM no Niño 3.4 iniciada em outubro, destacando o valor de 3,5°C linha vermelha. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI."><figcaption>Previsão de anomalia de TSM no Niño 3.4 iniciada em outubro, destacando o valor de 3,5 °C linha vermelha. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI.</figcaption></figure><p>A nova <strong>atualização reforça o cenário excecional</strong> já indicado no <strong>mês passado</strong>, quando os modelos dinâmicos apontavam para um pico desta magnitude. Porém, agora, a elevação também aparece nas previsões estatísticas, fortalecendo a <strong>convergência entre as diferentes categorias de modelos</strong>. </p><div class="texto-destacado">Este resultado aumenta a confiança no cenário de um pico de aquecimento próximo ou superior a +3,5 °C, embora a intensidade final do evento ainda dependa da evolução das condições oceânicas e atmosféricas nos próximos meses.</div><p>O boletim também atualiza a monitorazação das<strong> condições observadas</strong>, que confirmam a intensificação do El Niño. O <strong>índice Niño 3.4</strong>, utilizado para acompanhar as anomalias de TSM nessa região, registou uma anomalia média de<strong> +2,46 °C</strong> <strong>entre julho e setembro</strong>, enquanto o valor mensal de <strong>sete</strong><strong>mbro</strong> chegou a <strong>+2,84 °C.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794263" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/pico-de-ar-polar-em-portugal-esta-quinta-feira-guarda-viseu-e-outras-6-capitais-de-distrito-vao-estar-abaixo-dos-8-c.html" title="Pico de ar polar em Portugal esta quinta-feira: Guarda, Viseu e outras 6 capitais de distrito vão estar abaixo dos 8 ºC">Pico de ar polar em Portugal esta quinta-feira: Guarda, Viseu e outras 6 capitais de distrito vão estar abaixo dos 8 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/pico-de-ar-polar-em-portugal-esta-quinta-feira-guarda-viseu-e-outras-6-capitais-de-distrito-vao-estar-abaixo-dos-8-c.html" title="Pico de ar polar em Portugal esta quinta-feira: Guarda, Viseu e outras 6 capitais de distrito vão estar abaixo dos 8 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pico-de-ar-polar-em-portugal-esta-quinta-feira-guarda-viseu-e-outras-6-capitais-de-distrito-vao-estar-abaixo-dos-8-c-1792490031445_320.png" alt="Pico de ar polar em Portugal esta quinta-feira: Guarda, Viseu e outras 6 capitais de distrito vão estar abaixo dos 8 ºC"></a></article></aside><p>Mais recentemente, a <strong>média semanal</strong> centrada a 14 de outubro alcançou <strong>+3,3 °C</strong>. As anomalias semanais permaneceram <strong>acima de +3 °C </strong>pela <strong>quinta semana consecutiva</strong>, evidenciando a intensidade excecional e a persistência do aquecimento.</p><h2>O que mudou em relação à previsão anterior?</h2><p>Na atualização de <strong>setembro</strong>, as curvas dos modelos ainda mostravam uma <strong>trajetória ascendente </strong>das anomalias de TSM em direção aos trimestres OND (outubro a dezembro) e NDJ (novembro a janeiro), indicando que o aquecimento do Pacífico Equatorial ainda deveria intensificar-se até alcançar o seu pico. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-nova-previsao-confirma-pico-excepcional-de-3-5-c-1792441932376.png" data-image="ug5tp5ald89w" alt="Previsão de anomalia de TSM no Niño 3.4 iniciada em setembro, destacando o valor máximo previsto na linha vermelha. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI." title="Previsão de anomalia de TSM no Niño 3.4 iniciada em setembro, destacando o valor máximo previsto na linha vermelha. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI."><figcaption>Previsão de anomalia de TSM no Niño 3.4 iniciada em setembro, destacando o valor máximo previsto na linha vermelha. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI.</figcaption></figure><p>Outra <strong>mudança</strong> importante está na <strong>intensidade prevista</strong>. Em setembro, a média dos <strong>modelos dinâmicos</strong> já alcançava cerca de <strong>+3,5 °C</strong> de anomalia absoluta, mas a média dos <strong>modelos estatísticos</strong> e a <strong>média geral </strong>ainda <strong>ficavam abaixo</strong> desse patamar. </p><h2>Quais dados o IRI usa?</h2><p>A <strong>previsão do IRI utiliza</strong> a <strong>metodologia tradicional </strong>de<strong> anomalias absolutas</strong> da TSM, calculadas em relação a uma climatologia de referência. Esta abordagem difere da metodologia relativa adotada pela NOAA em 2026 para o índice RONI (Relative Oceanic Niño Index), que desconta a anomalia média da TSM dos oceanos tropicais para isolar melhor o sinal do ENSO em relação ao aquecimento de fundo dos oceanos.</p><div class="texto-destacado">Esta diferença metodológica é importante para interpretar a intensidade prevista para o Super El Niño. Enquanto a anomalia absoluta semanal na região Niño 3.4 chegou a +3,3 °C na última semana, a temperatura relativa ficou em torno de +2,4 °C. </div><p>A <strong>diferença entre as duas métricas</strong> pode variar ao longo do tempo, ficando na faixa de<strong> 0,5 °C a 1 °C</strong> em determinadas condições. Assim, caso a<strong> anomalia absoluta </strong>alcance um pico de <strong>+3,5 °C</strong>, a <strong>anomalia relativa</strong> poderá ficar aproximadamente entre<strong> +2,5 °C e +3,0 °C</strong>, dependendo da evolução do aquecimento médio dos oceanos tropicais. Em <strong>ambas as metodologias</strong>, caso o El Niño alcance os valores previstos, irá<strong> superar os valores registados</strong> nos eventos de El Niño <strong>desde 1950</strong>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-nova-previsao-confirma-pico-excepcional-de-3-5-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Massa de ar polar ameaça Portugal? Modelo europeu aponta para descida das temperaturas nas próximas horas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/massa-de-ar-polar-ameaca-portugal-modelo-europeu-aponta-para-descida-das-temperaturas-nas-proximas-horas.html</link><pubDate>Wed, 21 Oct 2026 06:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A aproximação de uma massa de ar polar poderá influenciar o tempo em Portugal Continental e arquipélagos a partir desta quarta-feira, dia 21, promovendo uma descida geral das temperaturas em altitude e, consequentemente, à superfície.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbpz7e2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbpz7e2.jpg" id="xbpz7e2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A circulação atmosférica a grande escala sobre o Atlântico Norte e o continente europeu mostra sinais de mudança para meados da semana. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong> nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações</div><p>As projeções mais recentes do modelo europeu de referência (ECMWF) indicam a <strong>aproximação de uma massa de ar de origem polar </strong>que poderá fazer-se sentir sobre a Península Ibérica e os arquipélagos insulares, <strong>promovendo um arrefecimento notório na média atmosfera</strong>. </p><h2>Quarta-feira traz aproximação de ar polar e valores baixos em altitude</h2><p><strong>Nesta quarta-feira, 21 de outubro, dar-se-á a aproximação mais evidente desta massa de ar frio</strong>. Na análise do nível de pressão de 700 hPa (cerca de 3000 metros de altitude), as temperaturas situar-se-ão em valores bastante contidos sobre o território nacional. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-polar-ameaca-portugal-modelo-europeu-aponta-para-a-manutencao-de-temperaturas-baixas-nos-proximos-dias-1792528310069.jpg" data-image="pwibwosla699" alt="Temperatura do ar ao nível de 700 hPa prevista para quarta-feira, 21 de outubro, às 11:00" title="Temperatura do ar ao nível de 700 hPa prevista para quarta-feira, 21 de outubro, às 11:00"><figcaption>Temperatura do ar ao nível de 700 hPa prevista para quarta-feira, 21 de outubro, às 11:00. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Em Portugal Continental, <strong>a temperatura em altitude oscilará maioritariamente entre os -1 ºC no interior Norte (Bragança) e os 5 ºC no Sul (Faro).</strong> Por sua vez, <strong>nos arquipélagos dos Açores e da Madeira,</strong> os termómetros em altitude deverão registar valores a oscilar entre os <strong>6 ºC e os 7 ºC</strong>.</p><p>Em relação à temperatura à superfície, esperam-se <strong>temperaturas mínimas</strong> entre os 7 ºC em Bragança e os 16 ºC em Lisboa, pelas 8h. Já as temperaturas máximas deverão manter-se entre os 14 ºC na Guarda e os 23 ºC em Lisboa e Beja.</p><p>Nos<strong> Açores</strong>, as mínimas poderão variar entre os 17 ºC no Pico e os 23 ºC no Corvo, enquanto as máximas deverão manter-se entre os 20 ºC no Pico e os 25 ºC nas Flores. Na <strong>Madeira</strong> a amplitude térmica também deverá manter-se baixa, com mínimas entre os 17 ºC e os 20 ºC e as máximas entre os 18 ºC e os 20 ºC.</p><h2>Quinta-feira com ligeira subida térmica em altitude em todo o país</h2><p><strong>Na manhã de quinta-feira</strong>, dia 22 de outubro, prevê-se uma ligeira recuperação dos valores térmicos em altitude. Os mapas de previsão do ECMWF a 700 hPa apontam para <strong>uma estabilização da temperatura entre os 4 ºC e os 7 ºC em praticamente todo o território nacional, incluindo os arquipélagos dos Açores e da Madeira</strong>, devido ao afastamento desta massa de ar polar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massa-de-ar-polar-ameaca-portugal-modelo-europeu-aponta-para-a-manutencao-de-temperaturas-baixas-nos-proximos-dias-1792528358767.jpg" data-image="28zpdg8p80q2" alt="Carta de temperatura do ar a 700 hPa prevista para quinta-feira, 22 de outubro, às 11:00." title="Carta de temperatura do ar a 700 hPa prevista para quinta-feira, 22 de outubro, às 11:00."><figcaption>Carta de temperatura do ar a 700 hPa prevista para quinta-feira, 22 de outubro, às 11:00. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>A subida em latitude desta massa de ar tenderá a <strong>suavizar o impacto do arrefecimento à superfície</strong>, mantendo contudo um padrão fresco e de cariz outonal, onde as temperaturas mínimas esperadas para a manhã de quinta-feira poderão variar entre os 4 ºC em Bragança e os 13 ºC em Faro, enquanto as máximas poderão oscilar entre os 15 ºC em Viana do Castelo e os 22 ºC em Beja. Nas ilhas as temperaturas poderão aumentar ligeiramente, em ambos os arquipélagos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794201" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quarta-e-quinta-feira-onde-estarao-as-temperaturas-mais-baixas-em-portugal-ecmwf-preve-apenas-5-c-em-algumas-regioes.html" title="Quarta e quinta-feira: onde estarão as temperaturas mais baixas em Portugal? ECMWF prevê apenas 5 ºC em algumas regiões">Quarta e quinta-feira: onde estarão as temperaturas mais baixas em Portugal? ECMWF prevê apenas 5 ºC em algumas regiões</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quarta-e-quinta-feira-onde-estarao-as-temperaturas-mais-baixas-em-portugal-ecmwf-preve-apenas-5-c-em-algumas-regioes.html" title="Quarta e quinta-feira: onde estarão as temperaturas mais baixas em Portugal? ECMWF prevê apenas 5 ºC em algumas regiões"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quarta-e-quinta-feira-onde-estarao-as-temperaturas-mais-baixas-em-portugal-ecmwf-preve-apenas-5-c-em-algumas-regioes-1792443835566_320.jpg" alt="Quarta e quinta-feira: onde estarão as temperaturas mais baixas em Portugal? ECMWF prevê apenas 5 ºC em algumas regiões"></a></article></aside><p> Como é habitual nestas situações de intrusão de ar polar, as condições à superfície poderão, ainda, sofrer variações consoante a <strong>cobertura de nuvens e a intensidade do vento regional</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/massa-de-ar-polar-ameaca-portugal-modelo-europeu-aponta-para-descida-das-temperaturas-nas-proximas-horas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Pedro Carneiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Saiba se foram as emissões, desde o Acordo de Paris, que agravaram as recentes ondas de calor na Europa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/saiba-se-foram-as-emissoes-desde-o-acordo-de-paris-que-agravaram-as-recentes-ondas-de-calor-na-europa.html</link><pubDate>Wed, 21 Oct 2026 05:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Os cientistas têm estudado a queima de combustíveis fósseis desde a Revolução Industrial, em meados do século XIX, para demonstrar como esta tem contribuído para a subida das temperaturas médias globais e noutros aspetos do clima da Terra.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-se-foram-as-emissoes-desde-o-acordo-de-paris-que-agravaram-as-recentes-ondas-de-calor-na-europa-1792003552404.jpg" data-image="sec3add50zgp" alt="Emissões" title="Emissões"><figcaption>Está cientificamente provado que as emissões que resultam da atividade do homem têm contribuído para as alterações climáticas.</figcaption></figure><p>Nas últimas duas décadas, os investigadores desenvolveram métodos para estudar a forma como as emissões históricas afetaram as ondas de calor, os furacões, as secas, os incêndios florestais e outros eventos climáticos extremos.</p><h2>As emissões e as ondas de calor extremas na Europa</h2><p><strong>Quase um quinto de todas as emissões de dióxido de carbono provenientes da queima de combustíveis fósseis foram emitidas na década que passou</strong> desde a adoção do Acordo de Paris. A maior parte destas emissões provém da queima de petróleo, gás natural e carvão.</p><p>O Acordo de Paris foi um tratado internacional juridicamente vinculativo sobre as alterações climáticas, <strong>adotado por quase 200 países em dezembro de 2015</strong>, para limitar o aquecimento global abaixo dos 2 °C acima dos níveis pré-industriais. <strong>Estes países concordaram também em envidar esforços para limitar o aquecimento a 1,5 °C</strong>.</p><p>Atualmente o aquecimento global já está a ultrapassar o limite de 1,5 ºC. Daqui a uma década, com as atuais políticas climáticas, as estimativas otimistas apontam para um pico de 1,8 °C. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A Europa é particularmente vulnerável face ao aquecimento global. O continente está a aquecer a um ritmo mais do dobro da média global. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>As ondas de calor de junho e julho de 2025, que mataram milhares de pessoas em toda a Europa, bateram recordes em todo o continente,</strong> apenas para serem ultrapassadas pelas ondas de calor de 2026. As temperaturas do ar à superfície ultrapassaram os 40 °C em vários países e chegaram aos 46 °C em Espanha e Portugal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-se-foram-as-emissoes-desde-o-acordo-de-paris-que-agravaram-as-recentes-ondas-de-calor-na-europa-1792003697906.jpg" data-image="yug4swlnskgb" alt="Onda calor 2025 na Europa" title="Onda calor 2025 na Europa"><figcaption>Uma onda de calor atingiu o oeste e o sul da Europa entre 17 de junho e 2 de julho de 2025. As temperaturas médias do ar durante o evento são comparadas com a temperatura média do mesmo período de 16 dias entre 1979 e 2024 (Fonte: Crédito da imagem: Copernicus, Programa de Observação da Terra da União Europeia)</figcaption></figure><p>Um estudo publicado a 22 de setembro na revista <em>Geophysical Research Letters</em>, teve como objetivo analisar se as emissões globais de gases com efeito de estufa libertadas desde o Acordo de Paris de 2015 podem estar associadas aos recentes fenómenos de calor extremo na Europa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="678726" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/tecnologia-revoluciona-a-producao-de-cimento-com-reducao-de-quase-100-das-emissoes-de-co.html" title="Tecnologia revoluciona a produção de cimento, com redução de quase 100% das emissões de CO2">Tecnologia revoluciona a produção de cimento, com redução de quase 100% das emissões de CO2</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/tecnologia-revoluciona-a-producao-de-cimento-com-reducao-de-quase-100-das-emissoes-de-co.html" title="Tecnologia revoluciona a produção de cimento, com redução de quase 100% das emissões de CO2"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tecnologia-revoluciona-a-producao-de-cimento-com-reducao-de-quase-100-das-emissoes-de-co-1729086708426_320.jpeg" alt="Tecnologia revoluciona a produção de cimento, com redução de quase 100% das emissões de CO2"></a></article></aside><p>Os investigadores criaram um modelo generativo de IA, conhecido como modelo de difusão, utilizando dados meteorológicos simulados de 10 modelos climáticos globais, abrangendo o período de 1850 a 2100, <strong>para prever como as ondas de calor extremas na Europa poderiam ter-se desenvolvido sob diferentes níveis de emissões globais.</strong></p><p>O modelo prevê alterações espacialmente explícitas na temperatura diária à superfície em diferentes níveis de emissões acumuladas e <strong>foi aplicado a fenómenos de calor observados na Europa,</strong> utilizando dados de reanálise ERA5 e resultados de 10 modelos climáticos globais do CMIP6.</p><div class="texto-destacado">Os autores do estudo descobriram uma probabilidade superior a 99% de que as emissões causadas pelo homem na última década tenham intensificado a onda de calor mortal de 2025 na Europa.</div><p>O artigo apresenta fortes indícios (probabilidade &gt;95 %) de que as emissões antropogénicas libertadas desde 2015 aumentaram a intensidade dos extremos de temperatura no verão europeu desde 2021. </p><div class="texto-destacado">No estudo conclui-se ainda que existe uma probabilidade &gt;95 % de que as emissões pós-2015 tenham aumentado a intensidade da semana mais quente do ano e o número de dias de calor extremo entre 2022 e 2025.</div><p>As conclusões realçam a necessidade de nos prepararmos para eventos climáticos mais extremos, <strong>mesmo que as metas políticas para a redução das emissões de gases com efeito de estufa sejam bem-sucedidas.</strong></p><h2>Importância deste estudo</h2><p>Esta investigação mostra que se pode, de forma sistemática e objetiva, relacionar subconjuntos de emissões históricas, com ondas de calor específicas. </p><div class="texto-destacado">Um aspeto fundamental do estudo, é que se consegue afirmar com grande confiança que a onda de calor de 2025 na Europa teria sido mais amena se os mesmos padrões climáticos tivessem ocorrido sem este subconjunto de emissões.</div><p>Esta investigação serve também como um alerta, atendendo que <strong>as emissões já libertadas terão ainda impacto no nosso clima independentemente de quaisquer esforços de mitigação que se tome no futuro. </strong></p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Mesmo no cenário mais otimista e ambicioso para a redução das emissões, ainda se vai verificar uma intensificação dos eventos extremos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os autores consideram o seu trabalho um passo importante para medir como as quantidades de emissões contribuem para os danos causados por um evento extremo. Descrevem-no como fundamental para saber o que a continuidade das emissões significará à medida que o mundo reduz o seu consumo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-se-foram-as-emissoes-desde-o-acordo-de-paris-que-agravaram-as-recentes-ondas-de-calor-na-europa-1792003934336.jpg" data-image="edlr0t6k9fas" alt="Ondas de calor na Europa" title="Ondas de calor na Europa"><figcaption>As ondas de calor na Europa têm sido mais intensas e frequentes</figcaption></figure><p>Este trabalho constitui um passo importante para compreender a influência de subconjuntos de emissões históricas em eventos meteorológicos extremos específicos e nos seus impactos.</p><p><strong>A estabilização da temperatura global exigirá a redução das emissões a “zero líquido”,</strong> o ponto em que os gases com efeito de estufa libertados para a atmosfera são equilibrados por mecanismos naturais ou tecnologias avançadas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Trok%2C%20J.%2C%20Barnes%2C%20E.%20et%20al." data-year="2026" data-title="Global%20Emissions%20Since%20the%20Paris%20Agreement%20Have%20Intensified%20Europe's%20Recent%20Heatwaves" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1029%2F2026GL125079">Trok, J., Barnes, E. et al.. (2026). <a href="https://doi.org/10.1029/2026GL125079" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Global Emissions Since the Paris Agreement Have Intensified Europe's Recent Heatwaves</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/saiba-se-foram-as-emissoes-desde-o-acordo-de-paris-que-agravaram-as-recentes-ondas-de-calor-na-europa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Projeto dá aos agricultores até 48 horas para salvar as colheitas do sal que invade o Tejo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/projeto-da-aos-agricultores-ate-48-horas-para-salvar-as-colheitas-do-sal-que-invade-o-tejo.html</link><pubDate>Tue, 20 Oct 2026 14:07:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Investigadores e produtores unem esforços para antecipar a chegada de água imprópria para rega numa das mais importantes zonas agrícolas do país.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/projeto-da-aos-agricultores-ate-48-horas-para-salvar-as-colheitas-do-sal-que-invade-o-tejo-1792499521697.jpg" data-image="8vlh3xz74pdk" alt="Grande Lezíria, Vila Franca de Xira" title="Grande Lezíria, Vila Franca de Xira"><figcaption>A proximidade ao estuário do Tejo faz da Lezíria Grande de Vila Franca de Xira uma das zonas agrícolas mais expostas a episódios de intrusão salina em Portugal. Foto: Município de V.F.Xira</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>O rio corre largo junto aos campos da <strong>Grande Lezíria de Vila Franca de Xira</strong>, alimentando uma das maiores áreas agrícolas de Portugal. Em determinados dias, porém, a água que chega aos canais de rega traz consigo níveis de salinidade que destroem as colheitas e podem comprometer meses de trabalho. </p><p>Os agricultores desta vasta planície agrícola passaram, nos últimos anos, a conviver com <strong>episódios cada vez mais frequentes de intrusão salina</strong>, um fenómeno que ocorre quando a água do mar avança pelo estuário e penetra em zonas habitualmente dominadas por água doce. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Níveis elevados de salinidade podem forçar a interrupção da rega, afetando severamente as culturas mais sensíveis.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Um novo projeto pretende agora transformar a antecipação na principal linha de defesa. Chama-se <strong>“Tagus for Future – Water + Soil”</strong> e visa desenvolver modelos capazes de prever a evolução destes episódios com 24 a 48 horas de antecedência, dando aos agricultores tempo para se prepararem antes de a situação se tornar irreversível.</p><h2>O sal que sobe o rio</h2><p>A Associação de Beneficiários da Lezíria Grande de Vila Franca de Xira gere cerca de 13.400 hectares de terrenos agrícolas, num <strong>território vulnerável à influência das marés</strong>. A proximidade do estuário do Tejo torna a região uma das mais expostas à água salgada.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os registos da associação mostram que houve episódios severos em 2005 e 2012, mas o que antes surgia de forma esporádica passou a repetir-se com maior frequência. De dois em dois anos ou de três em três anos, os agricultores voltam a enfrentar níveis de salinidade que condicionam fortemente a rega.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A mudança tem implicações diretas na produção agrícola. Culturas de elevado valor económico, como o <strong>tomate </strong>para a indústria, o <strong>arroz </strong>e o <strong>milho</strong>, dependem de um fornecimento regular de água. Quando os episódios se prolongam, podem ocorrer quebras drásticas na produtividade e, nos casos mais extremos, a perda total das colheitas.</p><h2>Prever hoje para decidir amanhã</h2><p>É justamente para reduzir esse risco que nasceu o projeto “<strong>Tagus for Future – Water + Soil</strong>”, liderado pela associação agrícola, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e a parceria técnico-científica do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O intuito passa, fundamentalmente, por prever a chegada de um episódio de elevada salinidade, dando maior margem aos agricultores para proteger as suas explorações.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p> Se houver um alerta com um ou dois dias de antecedência, poderá ser feita uma <strong>rega </strong><span style="margin: 0px; padding: 0px;"><strong>preventiva </strong>antes</span> da interrupção da captação. A associação poderá também reorganizar a distribuição da água disponível, fasear os consumos entre diferentes utilizadores e emitir avisos por SMS.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/projeto-da-aos-agricultores-ate-48-horas-para-salvar-as-colheitas-do-sal-que-invade-o-tejo-1792500474179.jpg" data-image="t0hedclp4nfx" alt="Grande Lezíria, Vila Franca de Xira" title="Grande Lezíria, Vila Franca de Xira"><figcaption>O projeto “Tagus for Future – Water + Soil” pretende antecipar a evolução da salinidade no estuário, ajudando os agricultores a proteger culturas como o tomate, o arroz e o milho. Foto: Município de V.F.Xira</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>O objetivo não é travar a intrusão salina, mas ganhar tempo para gerir os seus efeitos. Essa <strong>capacidade de antecipação</strong> pode representar a diferença entre uma situação controlável e perdas económicas significativas, sobretudo num momento em que estes episódios tendem a tornar-se mais frequentes.</p><h2>A ciência procura respostas no fundo do estuário</h2><p>Para prever melhor o comportamento do sal, os investigadores precisam, antes de tudo, compreender melhor o próprio rio. Uma das componentes centrais do projeto consiste em realizar um <strong>levantamento batimétrico do leito do Tejo</strong>. O trabalho permitirá atualizar o conhecimento sobre a profundidade e a morfologia do estuário, informações essenciais para aperfeiçoar os modelos de simulação desenvolvidos pelo LNEC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793722" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-arrozais-que-alimentam-o-pais-sao-tambem-um-dos-ultimos-refugios-para-as-aves-aquaticas.html" title="Os arrozais que alimentam o país são também um dos últimos refúgios para as aves aquáticas">Os arrozais que alimentam o país são também um dos últimos refúgios para as aves aquáticas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-arrozais-que-alimentam-o-pais-sao-tambem-um-dos-ultimos-refugios-para-as-aves-aquaticas.html" title="Os arrozais que alimentam o país são também um dos últimos refúgios para as aves aquáticas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-arrozais-que-alimentam-o-pais-sao-tambem-um-dos-ultimos-refugios-para-as-aves-aquaticas-1792155588964_320.jpg" alt="Os arrozais que alimentam o país são também um dos últimos refúgios para as aves aquáticas"></a></article></aside><p>As alterações no fundo do rio influenciam diretamente as correntes, a circulação da água e o avanço da maré. Fenómenos como o <strong>assoreamento</strong>, eventuais <strong>dragagens</strong>, a <strong>subida do nível do mar</strong> ou períodos prolongados de <strong>seca</strong> podem alterar a forma como a água salgada penetra no estuário. Ao integrar estes fatores nos modelos científicos, a equipa espera produzir <strong>previsões mais fiáveis</strong> e compreender melhor a evolução futura do fenómeno.</p><h2>Uma solução com potencial para ir além do Tejo</h2><p>O projeto tira ainda partido da experiência dos agricultores da região. Um dos <strong>períodos mais difíceis</strong> ocorreu durante a grande <strong>seca de 2012</strong>, quando praticamente todo o território continental foi classificado nas categorias mais graves de seca. A elevada salinidade condicionou, nessa altura, a captação de água na Grande Lezíria durante vários dias.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Desde então, a associação reforçou a monitorização do estuário e criou uma captação alternativa para aumentar a resiliência do sistema. Ainda assim, a crescente complexidade do problema exige novas ferramentas de gestão.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Com duração prevista de cerca de um ano e meio e um investimento próximo de 100 mil euros, o “Tagus for Future – Water + Soil” procura transformar dados e conhecimento científico em decisões práticas no terreno.</p><p>A ambição, contudo, vai além da Lezíria de Vila Franca de Xira. Os promotores acreditam que os <strong>modelos desenvolvidos</strong> poderão ser <strong>aplicados noutras regiões agrícolas</strong> vulneráveis à intrusão salina, como os estuários do <strong>Mondego</strong>, do <strong>Sado </strong>ou do <strong>Guadiana</strong>, e até no vale do <strong>Guadalquivir</strong>, na comunidade de Andaluzia, em Espanha.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/projeto-da-aos-agricultores-ate-48-horas-para-salvar-as-colheitas-do-sal-que-invade-o-tejo-1792500770062.jpg" data-image="na453o748aac" alt="Grande Lezíria" title="Grande Lezíria"><figcaption>Importante área agrícola, a Lezíria Grande é também um santuário de biodiversidade na Zona de Proteção Especial do Estuário do Tejo. Foto: Município de V.F.Xira</figcaption></figure><p>À superfície, o <strong>Tejo</strong> mantém a aparência de sempre. Mas, sob a influência das marés, o <strong>equilíbrio entre a água doce e a salgada está a mudar</strong>. Numa região onde a intrusão salina já é encarada como um fenómeno que veio para ficar, ganhar alguns dias de antecedência pode ser a única defesa dos agricultores contra o avanço do mar.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Jornal%20Not%C3%ADcias%20do%20Sorraia" data-year="" data-title="Avan%C3%A7o%20da%20%C3%A1gua%20salgada%20no%20Tejo%20amea%C3%A7a%20produ%C3%A7%C3%A3o%20agr%C3%ADcola%20na%20Lez%C3%ADria%20de%20Vila%20Franca%20de%20Xira" data-url="https%3A%2F%2Fnoticiasdosorraia.sapo.pt%2Favanco-da-agua-salgada-no-tejo-ameaca-producao-agricola-na-leziria-de-vila-franca-de-xira%2F%23google_vignette">Jornal Notícias do Sorraia. <a href="https://noticiasdosorraia.sapo.pt/avanco-da-agua-salgada-no-tejo-ameaca-producao-agricola-na-leziria-de-vila-franca-de-xira/#google_vignette" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Avanço da água salgada no Tejo ameaça produção agrícola na Lezíria de Vila Franca de Xira</a>.</cite><br><cite data-author="Funda%C3%A7%C3%A3o%20Calouste%20Gulbenkian" data-year="" data-title="Gulbenkian%20%C3%81gua" data-url="https%3A%2F%2Fgulbenkian.pt%2Fen%2Finitiatives%2Fsustainable-development-programme%2Fgulbenkian-agua%2F">Fundação Calouste Gulbenkian. <a href="https://gulbenkian.pt/en/initiatives/sustainable-development-programme/gulbenkian-agua/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Gulbenkian Água</a>.</cite><br><cite data-author="Tridge" data-year="" data-title="Innovative%20Project%20Tackles%20Increasing%20Saltwater%20Intrusion%20Threatening%20Irrigation%20in%20Portugal%E2%80%99s%20Tagus%20Estuary" data-url="https%3A%2F%2Finsights.tridge.com%2Fspeaker-product-news-reports%2FKJLyFXpzJzgKuB1Gqsm5QUKHGgR43AVdqLYPDDLMGtUruKwsfLoC4xcj">Tridge. <a href="https://insights.tridge.com/speaker-product-news-reports/KJLyFXpzJzgKuB1Gqsm5QUKHGgR43AVdqLYPDDLMGtUruKwsfLoC4xcj" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Innovative Project Tackles Increasing Saltwater Intrusion Threatening Irrigation in Portugal’s Tagus Estuary</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/projeto-da-aos-agricultores-ate-48-horas-para-salvar-as-colheitas-do-sal-que-invade-o-tejo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O Atlântico já produz depressões sucessivas, mas o anticiclone protege Portugal: onde e quando poderá chover até dia 23]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-atlantico-ja-produz-depressoes-sucessivas-mas-o-anticiclone-protege-portugal-onde-e-quando-podera-chover-ate-dia.html</link><pubDate>Tue, 20 Oct 2026 13:10:13 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O Atlântico está cada vez mais ativo, mas um anticiclone continua a proteger parcialmente Portugal. Até ao final da semana, duas frentes frias conseguirão alcançar o território, embora a chuva prevista continue pouco significativa para outubro.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbpv27q"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbpv27q.jpg" id="xbpv27q"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O Atlântico começa a mostrar uma dinâmica cada vez mais típica do outono, com <strong>sucessivas depressões a circularem a norte do nosso País</strong>. No entanto, Portugal continua parcialmente protegido por um anticiclone robusto, que desvia os principais centros depressionários para latitudes mais elevadas. Ainda assim, algumas frentes associadas conseguirão alcançar o território, trazendo períodos de chuva, sobretudo ao Norte.</p><h2>Primeira frente chega esta noite, mas com pouca chuva</h2><p>Na transição desta terça para <strong>quarta-feira, dia 21</strong>, uma primeira frente fria deverá alcançar o Noroeste português. Esta encontra-se associada a um sistema depressionário cujo núcleo circulará bastante longe de Portugal, em direção às Ilhas Britânicas e ao norte da Europa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-atlantico-ja-produz-depressoes-sucessivas-mas-o-anticiclone-protege-portugal-onde-e-quando-podera-chover-ate-dia-1792500449479.jpg" data-image="0z1qwnh9s7xb" alt="Situação sinótica" title="Situação sinótica"><figcaption>O anticiclone mantém-se robusto a oeste de Portugal e desvia as depressões para norte. Ainda assim, uma frente fria conseguirá alcançar o Noroeste durante a madrugada de quarta-feira.</figcaption></figure><p>Ao mesmo tempo, um <strong>anticiclone robusto mantém-se a oeste da Península Ibérica, com o seu núcleo nas proximidades dos Açores</strong>. A sua posição é determinante para compreender o cenário previsto. A circulação anticiclónica dificulta a progressão das depressões diretamente para Portugal e favorece o seu desvio para norte.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Por este motivo, será essencialmente a extremidade da frente fria que conseguirá alcançar o território continental, já com <strong>pouco conteúdo precipitável</strong>. A chuva deverá concentrar-se sobretudo no extremo Norte e Noroeste, afetando particularmente os distritos de <strong>Viana do Castelo e Braga</strong>, podendo também chegar a alguns pontos de Vila Real.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-atlantico-ja-produz-depressoes-sucessivas-mas-o-anticiclone-protege-portugal-onde-e-quando-podera-chover-ate-dia-1792500520478.jpg" data-image="zcy2lh0h3lqd" alt="Precipitação acumulada" title="Precipitação acumulada"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-17875">A primeira frente deverá deixar muito pouca chuva: os acumulados deverão ficar, em geral, abaixo dos 3 mm nas zonas mais afetadas do extremo Norte e Noroeste.</figcaption></figure><p>Os acumulados serão bastante modestos, segundo o modelo ECMWF, deverão ficar, em geral, <strong>abaixo dos 3 mm</strong> durante esta passagem frontal. Trata-se, portanto, de um episódio bastante fraco quando comparado com aquilo que pode ocorrer no Norte de Portugal nesta altura do ano.</p><h2>Quinta-feira, dia 22 uma nova depressão aproxima-se mais de Portugal</h2><p>Depois da primeira frente, as atenções viram-se rapidamente para uma <strong>nova depressão atlântica</strong>, prevista para quinta-feira, dia 22. Desta vez, o sistema depressionário deverá aproximar-se mais da Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-atlantico-ja-produz-depressoes-sucessivas-mas-o-anticiclone-protege-portugal-onde-e-quando-podera-chover-ate-dia-1792500559849.jpg" data-image="f4fckxbwlaht" alt="Situação sinótica" title="Situação sinótica"><figcaption>Uma nova depressão aproxima-se mais da Península Ibérica na quinta-feira, mas o anticiclone continua a condicionar a sua trajetória, impedindo uma aproximação direta a Portugal.</figcaption></figure><p>Contudo, o anticiclone volta a desempenhar um papel importante, embora se reorganize no Atlântico, <strong>não desaparece nem perde totalmente a sua capacidade de bloqueio</strong>, contribuindo novamente para que o núcleo da depressão seja encaminhado para norte, posteriormente em direção a França.</p><p>Portugal ficará, mais uma vez, na periferia do sistema. Ainda assim, a maior proximidade desta depressão permitirá que a frente associada chegue ao território com <strong>mais humidade e precipitação do que a anterior</strong>, embora as quantidades previstas continuem pouco expressivas para um episódio frontal de outubro.</p><h2>A segunda frente poderá avançar mais para sul</h2><p>Segundo as atuais projeções, a chuva deverá começar a alcançar o <strong>Noroeste português ao final da tarde ou início da noite de quinta-feira</strong>, aproximadamente a partir das 20 horas. Ao contrário da primeira frente, esta terá maior capacidade para progredir pelo território. Durante a noite de quinta e a madrugada de sexta-feira, a faixa de precipitação deverá avançar gradualmente <strong>de noroeste para sudeste</strong>, atravessando parte das regiões Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-atlantico-ja-produz-depressoes-sucessivas-mas-o-anticiclone-protege-portugal-onde-e-quando-podera-chover-ate-dia-1792500652872.jpg" data-image="8v21zwejxvm5" alt="Precipitação" title="Precipitação"><figcaption>Durante a madrugada e manhã de sexta-feira, a frente deverá avançar de noroeste para sudeste, já mais enfraquecida, podendo ainda deixar alguma chuva residual junto à região de Lisboa.</figcaption></figure><p>Já durante a manhã de sexta-feira, alguma precipitação residual poderá mesmo conseguir chegar à <strong>região de Lisboa</strong>, embora bastante mais fraca e fragmentada.Este cenário mostra uma mudança importante no Atlântico. <strong>A</strong><strong>s depressões estão a tornar-se mais frequentes e as frentes começam a aproximar-se de Portugal</strong>. Porém, ainda não existe uma configuração favorável à chegada direta de sistemas depressionários robustos ao nosso país.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794263" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/pico-de-ar-polar-em-portugal-esta-quinta-feira-guarda-viseu-e-outras-6-capitais-de-distrito-vao-estar-abaixo-dos-8-c.html" title="Pico de ar polar em Portugal esta quinta-feira: Guarda, Viseu e outras 6 capitais de distrito vão estar abaixo dos 8 ºC">Pico de ar polar em Portugal esta quinta-feira: Guarda, Viseu e outras 6 capitais de distrito vão estar abaixo dos 8 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/pico-de-ar-polar-em-portugal-esta-quinta-feira-guarda-viseu-e-outras-6-capitais-de-distrito-vao-estar-abaixo-dos-8-c.html" title="Pico de ar polar em Portugal esta quinta-feira: Guarda, Viseu e outras 6 capitais de distrito vão estar abaixo dos 8 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pico-de-ar-polar-em-portugal-esta-quinta-feira-guarda-viseu-e-outras-6-capitais-de-distrito-vao-estar-abaixo-dos-8-c-1792490031445_320.png" alt="Pico de ar polar em Portugal esta quinta-feira: Guarda, Viseu e outras 6 capitais de distrito vão estar abaixo dos 8 ºC"></a></article></aside><p>Por enquanto, o anticiclone continua a funcionar como uma espécie de <strong>barreira parcial</strong>, deixando passar algumas frentes, mas desviando para norte os sistemas mais ativos. Assim, teremos chuva, mas ainda longe dos episódios generalizados e abundantes que o Atlântico pode proporcionar em pleno outono.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-atlantico-ja-produz-depressoes-sucessivas-mas-o-anticiclone-protege-portugal-onde-e-quando-podera-chover-ate-dia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pico de ar polar em Portugal esta quinta-feira: Guarda, Viseu e outras 6 capitais de distrito vão estar abaixo dos 8 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/pico-de-ar-polar-em-portugal-esta-quinta-feira-guarda-viseu-e-outras-6-capitais-de-distrito-vao-estar-abaixo-dos-8-c.html</link><pubDate>Tue, 20 Oct 2026 10:56:42 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A influência do ar polar já se sente em vários distritos de Portugal Continental, especialmente durante as manhãs e as noites. Quinta-feira deverá registar a manhã mais fria da semana.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbptdnu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbptdnu.jpg" id="xbptdnu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Ainda que a massa de ar de origem polar possa estar mais próxima do norte de Portugal continental ao longo do dia de quarta-feira, é expectável que a <strong>madrugada e manhã de quinta-feira registe os valores mais baixos da semana</strong> em várias capitais de distrito.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Com isto, apenas três capitais distritais deverão registar temperatura mínima igual ou acima dos 10 ºC: Viana do Castelo, Lisboa e Faro. Todas as restantes contarão com valores inferiores e<strong> oito delas deverão registar temperaturas entre os 5 ºC e os 7 ºC</strong>.</p><h2>Guarda e Bragança deverão ser as capitais de distrito mais frias, com mínima prevista de 5 ºC</h2><p>Como é habitual quando o frio chega, <strong>o interior Norte e Centro tem tendência a arrefecer mais face ao litoral devido à influência continental,</strong> enquanto o litoral se mantém mais ameno devido à influência marítima. Com isto, é geralmente nesta zona do país que as temperaturas mais baixas costumam ser registadas, também pela altitude e outros fatores associados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pico-de-ar-polar-em-portugal-esta-quinta-feira-guarda-viseu-e-outras-6-capitais-de-distrito-vao-estar-abaixo-dos-8-c-1792489701486.jpg" data-image="mxsu0tjcbl9i" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Na manhã de quinta-feira, oito capitais de distrito, concentradas especialmente no Norte e Centro, deverão registar temperaturas abaixo dos 8 ºC.</figcaption></figure><p>Este episódio de descida das temperaturas, ainda que seja sentido na maior parte do país, terá, portanto, um impacto mais evidente no interior, onde, como já mencionamos, <strong>a cidade da Guarda deverá registar 5 ºC na manhã de quinta-feira, assim como a cidade de Bragança</strong>, devendo estas serem as mais frias do país.</p><h2>Mais 6 capitais de distrito registarão valores inferiores a 8 ºC na mesma manhã</h2><p><strong>Vila Real, Viseu, Coimbra, Leiria, Castelo Branco e Évora </strong>serão as capitais que também ficarão abaixo dos 8 ºC, pelas 8h da manhã de quinta-feira. Coimbra e Viseu deverão registar 6 ºC, enquanto as restantes deverão chegar aos 7 ºC. Braga, Santarém e Beja poderão registar 8 ºC, enquanto Porto e Aveiro poderão chegar aos 9 ºC, no mesmo período do dia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794201" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quarta-e-quinta-feira-onde-estarao-as-temperaturas-mais-baixas-em-portugal-ecmwf-preve-apenas-5-c-em-algumas-regioes.html" title="Quarta e quinta-feira: onde estarão as temperaturas mais baixas em Portugal? ECMWF prevê apenas 5 ºC em algumas regiões">Quarta e quinta-feira: onde estarão as temperaturas mais baixas em Portugal? ECMWF prevê apenas 5 ºC em algumas regiões</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quarta-e-quinta-feira-onde-estarao-as-temperaturas-mais-baixas-em-portugal-ecmwf-preve-apenas-5-c-em-algumas-regioes.html" title="Quarta e quinta-feira: onde estarão as temperaturas mais baixas em Portugal? ECMWF prevê apenas 5 ºC em algumas regiões"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quarta-e-quinta-feira-onde-estarao-as-temperaturas-mais-baixas-em-portugal-ecmwf-preve-apenas-5-c-em-algumas-regioes-1792443835566_320.jpg" alt="Quarta e quinta-feira: onde estarão as temperaturas mais baixas em Portugal? ECMWF prevê apenas 5 ºC em algumas regiões"></a></article></aside><p>Com esta previsão, os nossos mapas de anomalia térmica indicam que exatamente no mesmo período, <strong>todo o continente estará coberto por valores abaixo da média</strong>, entre os 3 ºC e os 6 ºC, sendo que Aveiro, Lisboa e Évora podem ser as capitais distritais com as anomalias mais acentuadas. No litoral alentejano estes valores podem ir até 8 ºC abaixo do expectável. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/pico-de-ar-polar-em-portugal-esta-quinta-feira-guarda-viseu-e-outras-6-capitais-de-distrito-vao-estar-abaixo-dos-8-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A Torre Eiffel cresce no verão e encolhe no inverno: as curiosidades do monumento que reage às estações do ano]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-torre-eiffel-cresce-no-verao-e-encolhe-no-inverno-as-curiosidades-do-monumento-que-reage-as-estacoes-do-ano.html</link><pubDate>Tue, 20 Oct 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O calor dilata o ferro da Torre Eiffel, e o frio provoca o efeito contrário. As variações explicam também porque é que a sua parte superior se desloca com o Sol.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-torre-eiffel-crece-en-verano-y-se-encoge-en-invierno-1792402798824.jpeg" data-image="j6vyccrrd2di" alt="Torre Eiffel" title="Torre Eiffel"><figcaption>A Torre Eiffel aumenta alguns milímetros de altura durante os meses quentes e perde esse comprimento quando as temperaturas descem.</figcaption></figure><p>A imagem de Paris está ligada a uma construção metálica que, desde o final do século XIX, faz parte da identidade da capital francesa: a Torre Eiffel. A sua estrutura guarda uma particularidade que passa despercebida a quem a visita: as <strong>variações meteorológicas alteram ligeiramente as suas dimensões e a sua posição</strong>.</p><p>O comportamento da torre responde às propriedades físicas do ferro, mas também às decisões dos engenheiros que projetaram os seus suportes. A sua <strong>construção exigiu precisão na montagem de milhares de peças e um estudo das forças</strong> que poderiam afetar a estabilidade do conjunto.</p><h2>Torre Eiffel: a origem de uma construção de 300 metros</h2><p>A história da Torre Eiffel começou com os preparativos para a Exposição Universal de 1889. A proposta inicial previa a construção, no Campo de Marte, de uma estrutura de ferro com 300 metros de altura, assente numa base quadrada de 125 metros de lado. <strong>Das 107 ideias apresentadas, foi selecionado o projeto associado ao empresário Gustave Eiffel</strong> e aos engenheiros Maurice Koechlin e Émile Nouguier, juntamente com o arquiteto Stephen Sauvestre.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/xgJ0z3DOkQE/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=xgJ0z3DOkQE" id="xgJ0z3DOkQE"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>No verão de 1884, Koechlin e Nouguier desenharam uma <strong>torre formada por quatro pilares unidos por vigas treliçadas</strong>. A sua intenção era atingir 300 metros de altura. A 18 de setembro desse ano, Eiffel patenteou uma configuração destinada à construção de suportes e pilares metálicos capazes de ultrapassar os 300 metros.</p><p>A <strong>proposta inicial necessitou de alterações para convencer aqueles que desconfiavam do seu aspeto</strong>. Sauvestre sugeriu revestir as bases com pedra, incorporar arcos monumentais e criar grandes espaços envidraçados. Embora <strong>parte destes elementos tenha desaparecido durante a revisão do projeto</strong>, os arcos permaneceram. As obras começaram a 1 de julho de 1887 e terminaram 22 meses depois, após o fabrico de <strong>18.000 peças </strong>em Levallois-Perret, com margens de erro inferiores a um décimo de milímetro.</p><h2>Porque é que a Torre Eiffel cresce no verão e perde altura no inverno</h2><p>O <strong>ferro pudelado utilizado na estrutura reage às variações de temperatura através de um processo físico conhecido por dilatação térmica</strong>. Quando o calor aumenta, o material tem o seu volume ligeiramente ampliado, podendo a torre ganhar alguns milímetros. Durante os meses frios, a contração reduz estas dimensões, pelo que o monumento perde parte do comprimento adquirido.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-torre-eiffel-crece-en-verano-y-se-encoge-en-invierno-1792402829368.jpeg" data-image="88g6ngjqgey1" alt="Torre Eiffel" title="Torre Eiffel"><figcaption>A Torre Eiffel pode desviar-se, chegando a descrever um percurso de 15 centímetros de diâmetro na sua extremidade superior, devido ao aquecimento desigual das suas quatro faces.</figcaption></figure><p>Estas modificações fazem parte do comportamento habitual das estruturas metálicas e <strong>não representam um problema para a estabilidade da construção</strong>. A sua magnitude é tão pequena que se torna impercetível para as pessoas que percorrem as suas plataformas ou contemplam o monumento a partir do exterior. A diferença entre as temperaturas do verão e do inverno explica, portanto, porque é que a sua altura não se mantém exatamente a mesma durante todo o ano.</p><p>O calor também afeta de forma desigual os quatro lados da torre. Quando o Sol incide diretamente sobre uma das suas faces, essa parte aquece, enquanto as outras três se mantêm relativamente mais frias. A <strong>distribuição desigual da temperatura provoca uma ligeira inclinação para o lado oposto ao Sol</strong>, que se altera à medida que o dia avança.</p><h2>A Torre Eiffel também se desloca devido ao efeito do Sol e do vento</h2><p>Num dia de sol, o topo da Torre Eiffel pode descrever uma <strong>trajetória aproximadamente circular com cerca de 15 centímetros de diâmetro</strong>. Este movimento deve-se à mudança de posição do Sol e às diferenças térmicas entre os lados da estrutura. Isto não significa que o monumento perca estabilidade, nem que haja deterioração dos seus elementos metálicos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-torre-eiffel-crece-en-verano-y-se-encoge-en-invierno-1792402883411.jpeg" data-image="gdq8qqowih0s" alt="Torre Eiffel" title="Torre Eiffel"><figcaption>O vento pode fazer com que a Torre Eiffel oscile ligeiramente. Se as rajadas ultrapassarem os limites de segurança, o topo ou todo o monumento podem ser encerrados.</figcaption></figure><p>O vento produz outro tipo de movimento. <strong>Rajadas fortes podem fazer vibrar a estrutura ou provocar uma ligeira oscilação</strong> — uma resposta que foi tida em conta durante o seu projeto. A experiência dos engenheiros da empresa Eiffel na construção de viadutos metálicos contribuiu para a definição de formas e bordos curvos, visando a <strong>redução da resistência ao vento</strong>. A geometria da torre responde assim às condições meteorológicas que esta necessita de suportar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793817" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/antonio-guterres-secretario-geral-das-nacoes-unidas-aproximamo-nos-cada-vez-mais-de-um-mundo-inabitavel.html" title="António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas: 'aproximamo-nos cada vez mais de um mundo inabitável'">António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas: "aproximamo-nos cada vez mais de um mundo inabitável"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/antonio-guterres-secretario-geral-das-nacoes-unidas-aproximamo-nos-cada-vez-mais-de-um-mundo-inabitavel.html" title="António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas: 'aproximamo-nos cada vez mais de um mundo inabitável'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/antonio-guterres-secretario-general-de-naciones-unidas-nos-acercamos-cada-vez-mas-a-un-mundo-inhabitable-1792191204372_320.jpg" alt="António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas: 'aproximamo-nos cada vez mais de um mundo inabitável'"></a></article></aside><p>As restrições de acesso dependem, no entanto, da intensidade das rajadas e do risco para as pessoas.<strong> Se o vento ultrapassar os limites estabelecidos por segurança, a administração pode encerrar a parte superior ou suspender as visitas a todo o monumento</strong>. Estas medidas permitem controlar a exposição do público e da equipa a condições adversas, enquanto a estrutura continua submetida às variações físicas inerentes ao ferro.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-torre-eiffel-cresce-no-verao-e-encolhe-no-inverno-as-curiosidades-do-monumento-que-reage-as-estacoes-do-ano.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tendências de 20 a 31 de outubro em Portugal: poucos dias de chuva, frio matinal e depois, temperaturas acima da média]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-de-20-a-31-de-outubro-em-portugal-poucos-dias-de-chuva-frio-matinal-e-depois-temperaturas-acima-da-media.html</link><pubDate>Tue, 20 Oct 2026 09:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os últimos dias de outubro prometem várias mudanças no estado do tempo em Portugal. O ECMWF prevê manhãs frias, sucessivas passagens frontais e vários episódios de chuva, embora os acumulados possam continuar abaixo do normal para esta altura do ano.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbppocq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbppocq.jpg" id="xbppocq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><br>A segunda metade de outubro promete alguma variabilidade meteorológica em Portugal continental. As previsões do ECMWF apontam para <strong>madrugadas particularmente frescas nos próximos dias e várias passagens frontais</strong>, embora, para já, sem sinal de episódios de precipitação muito expressivos. Na última semana do mês, a incerteza aumenta mas a tendência será de aumento das temperaturas.</p><h2>Madrugadas frias marcam o início da semana</h2><p>Esta terça-feira, dia 20, começou com temperaturas bastante baixas em algumas regiões do Norte e Centro, sobretudo no Nordeste Transmontano e nas zonas de maior altitude, como a Serra da Estrela e o Parque Nacional da Peneda-Gerês. Localmente, os <strong>termómetros desceram para valores inferiores a 5 ºC</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Na madrugada de quarta-feira (21) prevê-se uma ligeira subida das mínimas em algumas destas regiões, embora o ambiente continue fresco. Será, contudo, <strong>na quinta-feira (22) que o frio matinal deverá adquirir uma distribuição mais generalizada</strong>, estendendo-se também ao Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-de-20-a-31-de-outubro-em-portugal-poucos-dias-de-chuva-frio-matinal-e-depois-temperaturas-acima-da-media-1792451845986.jpg" data-image="fdc9xi5n8e02" alt="Temperatura matinal" title="Temperatura matinal"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-426775">O frio matinal deverá ganhar expressão na quinta-feira, com valores próximos ou inferiores a 5 ºC em algumas zonas do interior Norte e Centro e temperaturas mais baixastambém a Sul.</figcaption></figure><p>O ECMWF prevê valores próximos dos 5 ºC em Bragança e Guarda, 6 ºC em Viseu, 7 ºC em Braga, Coimbra e Évora e cerca de 8 ºC em Beja. Lisboa deverá apresentar valores bastante mais amenos, próximos dos 13 ºC.</p><p>Neste período, praticamente todo o território surge com <strong>anomalias térmicas negativas</strong>, localmente entre 4 e 6 ºC. Isto não significa temperaturas abaixo de zero: uma anomalia negativa indica simplesmente que os valores previstos estão abaixo da média climatológica para a época.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-de-20-a-31-de-outubro-em-portugal-poucos-dias-de-chuva-frio-matinal-e-depois-temperaturas-acima-da-media-1792451884224.jpg" data-image="b6bfu1kceed4" alt="Anomalia da temperatura pelas 7h da manhã" title="Anomalia da temperatura pelas 7h da manhã"><figcaption>As temperaturas da manhã de quinta-feira poderão ficar vários graus abaixo da média em praticamente todo o território, traduzindo-se numa anomalia térmica negativa bastante generalizada.</figcaption></figure><p>As máximas terão um comportamento diferente. Até cerca de dia 25, não são esperados desvios tão significativos durante as horas de maior aquecimento, mantendo-se os valores geralmente mais próximos do normal para outubro.</p><h2>Primeira frente chega na madrugada de quarta-feira, mas com pouca chuva</h2><p>Em termos de precipitação, o primeiro episódio deverá ocorrer já nas primeiras horas de quarta-feira, dia 21. Uma <strong>frente fria atlântica associada a uma depressão centrada muito longe de Portugal, nas proximidades das Ilhas Britânicas</strong>, alcançará o Noroeste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-de-20-a-31-de-outubro-em-portugal-poucos-dias-de-chuva-frio-matinal-e-depois-temperaturas-acima-da-media-1792451922791.jpg" data-image="dp1ehwk978di" alt="Frente atlântica" title="Frente atlântica"> <figcaption>Uma frente fria atlântica deverá alcançar Portugal na quarta-feira (21), mas já com pouca atividade. A chuva deverá concentrar-se sobretudo no Norte e em alguns pontos do litoral Centro.</figcaption></figure><p>No entanto, a frente chegará bastante enfraquecida e com pouco conteúdo precipitável. A chuva deverá afetar sobretudo <strong>Viana do Castelo, Braga e Vila Real</strong>, podendo alcançar pontualmente alguns setores dos distritos de Aveiro, Coimbra e Leiria. <strong>Não se espera, portanto, uma passagem chuvosa generalizada pelo país.</strong></p><h2>Nova frente entre quinta e sexta-feira</h2><p>A segunda oportunidade para chover surgirá entre a noite de quinta-feira, dia 22, e a madrugada de sexta-feira, dia 23. O padrão será semelhante, uma nova frente atlântica, também associada a uma depressão afastada de Portugal, deverá alcançar sobretudo o Noroeste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-de-20-a-31-de-outubro-em-portugal-poucos-dias-de-chuva-frio-matinal-e-depois-temperaturas-acima-da-media-1792452002315.jpg" data-image="h6npwnbfehb4" alt="Precipitação" title="Precipitação"><figcaption>Uma nova frente atlântica deverá aproximar-se na noite de quinta para sexta-feira, podendo deixar chuva mais significativa no Minho. Ainda assim, não se prevê um episódio de precipitação generalizada.</figcaption></figure><p>Desta vez, a precipitação poderá apresentar-se <strong>localmente moderada em Viana do Castelo e Braga</strong>, embora a localização e intensidade ainda possam sofrer alterações. Mais uma vez, o Sul deverá ficar praticamente à margem deste episódio.</p><h2>Dia 25 poderá trazer uma terceira passagem de chuva</h2><p>O ECMWF identifica uma <strong>terceira oportunidade para precipitação no domingo, dia 25</strong>. Neste caso, a chuva poderá voltar a entrar pelo Norte de forma mais organizada, avançando posteriormente para outras regiões e podendo chegar à região de Lisboa.</p><p>A partir desta data, contudo, entramos num horizonte de previsão em que a incerteza cresce significativamente. Entre <strong>26 e 31 de outubro</strong>, os modelos mantêm sinais de instabilidade e de novas oportunidades para precipitação, mas ainda é prematuro determinar os dias, regiões e quantidades envolvidas.</p><h2>Vários dias com chuva não significam um final de outubro mais chuvoso que o normal</h2><p> Há aqui uma distinção importante. Apesar das sucessivas oportunidades para chover, <strong>as frentes previstas são relativamente fracas e os acumulados não deverão ser particularmente elevados</strong>. O mapa de anomalias semanais do ECMWF mostra precisamente este cenário: entre 19 e 26 de outubro, grande parte de Portugal continental apresenta uma anomalia negativa de precipitação. <strong>Isto significa que, apesar de chover em vários dias, o total semanal deverá ficar abaixo da média climatológica.</strong> </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-de-20-a-31-de-outubro-em-portugal-poucos-dias-de-chuva-frio-matinal-e-depois-temperaturas-acima-da-media-1792452231240.jpg" data-image="ejiws7giejmb" alt="Anomalia semanal da precipitação" title="Anomalia semanal da precipitação"><figcaption>Apesar das várias oportunidades para chover, o ECMWF prevê uma anomalia semanal negativa de precipitação em Portugal. Ou seja, no conjunto da semana, deverá chover menos do que o habitual para esta altura do ano.</figcaption></figure><p>Também nas temperaturas haverá uma mudança de tendência: entre <strong>19 e 26 de outubro</strong>, a média semanal deverá ficar abaixo do normal em todo o território. Na semana seguinte, porém, o sinal inverte-se, com as projeções a favorecerem <strong>anomalias térmicas positivas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794114" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-maximas-nao-deverao-ultrapassar-os-20-c-em-grande-parte-do-pais-e-ha-chuva-a-vista.html" title="Tempo em Portugal esta semana: máximas não deverão ultrapassar os 20 ºC em grande parte do país e há chuva à vista">Tempo em Portugal esta semana: máximas não deverão ultrapassar os 20 ºC em grande parte do país e há chuva à vista</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-maximas-nao-deverao-ultrapassar-os-20-c-em-grande-parte-do-pais-e-ha-chuva-a-vista.html" title="Tempo em Portugal esta semana: máximas não deverão ultrapassar os 20 ºC em grande parte do país e há chuva à vista"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-esta-semana-maximas-nao-deverao-ultrapassar-os-20-c-em-grande-parte-do-pais-e-ha-chuva-a-vista-1792403654075_320.png" alt="Tempo em Portugal esta semana: máximas não deverão ultrapassar os 20 ºC em grande parte do país e há chuva à vista"></a></article></aside><p>Assim, Portugal poderá terminar outubro com um padrão mais dinâmico e várias oportunidades para chuva, mas isso não significa, pelo menos para já, um período particularmente chuvoso.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-de-20-a-31-de-outubro-em-portugal-poucos-dias-de-chuva-frio-matinal-e-depois-temperaturas-acima-da-media.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O plástico e os corais estão a fundir-se na costa japonesa para criar uma nova forma de poluição]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-plastico-e-os-corais-estao-se-fundindo-na-costa-japonesa-para-criar-uma-nova-forma-de-poluicao.html</link><pubDate>Tue, 20 Oct 2026 08:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Na ilha japonesa de Okinawa, famosa pelos seus recifes de coral, os cientistas descobriram corais mortos aos quais se aderiu, de forma permanente, o plástico doméstico derretido. Estes chamados "corais de plástico" poderiam representar uma ameaça a longo prazo para os frágeis habitats dos recifes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/plastikorallen-plastik-und-korallen-verschmelzen-an-japanischen-kusten-zu-einer-neuen-form-der-umweltverschmutzung-1791983112309.png" alt="coral" title="coral"><figcaption>O coral morto encontra-se visivelmente fundido ao plástico. Aqui vemos um caso de "plástico-coral" descoberto na praia de Sosu, em Okinawa. Imagem: Ilechukwu et al., 2026</figcaption></figure><p>Investigadores descobriram partículas de cores vibrantes entre fragmentos de coral claro nas praias de Okinawa.<strong> O que inicialmente parecia ser lixo plástico comum revelou-se</strong>, após um exame mais detalhado, <strong>uma combinação incomum de plástico e esqueletos de coral natural</strong>. Este material foi batizado de "Plasticorals", que significa "corais de plástico".</p><div class="texto-destacado">A primeira autora, Dra. Ifenna Ilechukwu, e o autor principal, Prof. James D. Reimer, introduziram o termo "Plasticorals" num estudo publicado a 4 de setembro de 2026 na revista <em>Marine Pollution Bulletin</em>.</div><p>Uma equipa de investigação do Instituto de Ciência e Tecnologia de Okinawa (OIST) e da Universidade de Ryukyu, também em Okinawa,<strong> examinou as amostras utilizando técnicas microscópicas e espectroscópicas</strong>. Isto confirmou que polímeros fundidos de plásticos domésticos comuns tinham penetrado nos poros finos do coral morto. O plástico e o coral já não podiam ser separados.</p><h2>Um testemunho da era dos plásticos</h2><p>Em teoria, tudo poderia estar relacionado a fogueiras na praia. As <strong>altas temperaturas podem derreter resíduos plásticos e permitir que o material penetre nos restos de coral poroso</strong>. Portanto, uma possível fonte poderia ser o lixo queimado sem cuidado. No entanto, a origem de todas as peças examinadas ainda não está clara.</p><p>Os plastiglomerados são misturas de plástico e materiais naturais que se fundem ao serem aquecidos. As esferas de plástico representam um tipo especial deles, uma vez que o material sintético se une diretamente aos esqueletos de coral.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/plastikorallen-plastik-und-korallen-verschmelzen-an-japanischen-kusten-zu-einer-neuen-form-der-umweltverschmutzung-1791983104723.png" alt="plastico" title="plastico"><figcaption>Esta esfera de plástico foi recolhida na praia de Ibu. Imagem: Ilechukwu et al., 2026</figcaption></figure><p>Os locais situam-se no norte de Okinawa, incluindo praias dentro do Parque Nacional Yanbaru, uma área protegida. <strong>Estas descobertas demonstram a extensão do impacto da atividade humana nas estruturas naturais</strong>.</p><p>Desde a década de 1950, a produção de plástico aumentou drasticamente em todo o mundo. Investigadores já debatem se os depósitos de plástico serão detetáveis em estratos geológicos, essencialmente como evidência da atividade humana.<strong> Para designar esta época, já foi cunhado o termo "plastilina"</strong>.</p><h2>Riscos para ecossistemas de recifes sensíveis</h2><p>O coral triturado desempenha funções importantes no oceano: proporciona aos corais jovens <strong>uma superfície estável para crescer e cria cavidades protetoras para peixes pequenos e outros organismos marinhos</strong>. Se o coral de plástico for devolvido à água, isto poderia introduzir mais poluição plástica em habitats já afetados pelas alterações climáticas ou pela atividade humana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/plastikorallen-plastik-und-korallen-verschmelzen-an-japanischen-kusten-zu-einer-neuen-form-der-umweltverschmutzung-1791983123419.png" alt="plasticoral" title="plasticoral"><figcaption>Outro exemplar de “plasticoral” coletado na praia de Sosu. Imagem: Ilechukwu et al., 2026</figcaption></figure><p>As consequências específicas disto ainda não são totalmente compreendidas. No entanto, <strong>estudos anteriores demonstram que substâncias químicas libertadas por certos plásticos podem afetar a reprodução dos corais</strong>. Além disso, partículas de plástico também podem transportar patógenos e transmiti-los através da cadeia alimentar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/analise-de-corais-nos-galapagos-alerta-para-a-intensificacao-do-el-nino-nao-so-este-ano-mas-tambem-no-futuro.html" title="Análise de corais nos Galápagos alerta para a intensificação do El Niño, não só este ano, mas também no futuro">Análise de corais nos Galápagos alerta para a intensificação do El Niño, não só este ano, mas também no futuro</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/analise-de-corais-nos-galapagos-alerta-para-a-intensificacao-do-el-nino-nao-so-este-ano-mas-tambem-no-futuro.html" title="Análise de corais nos Galápagos alerta para a intensificação do El Niño, não só este ano, mas também no futuro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/analise-de-corais-nos-galapagos-alerta-para-a-intensificacao-do-el-nino-nao-so-este-ano-mas-tambem-no-futuro-1791387844895_320.jpg" alt="Análise de corais nos Galápagos alerta para a intensificação do El Niño, não só este ano, mas também no futuro"></a></article></aside><p>São necessários mais estudos para determinar se os orangotangos de plástico realmente libertam estes contaminantes nos recifes e quais <strong>organismos correm maior risco como consequência</strong>. No entanto, esta descoberta deixa claro que <strong>a poluição por plástico não se limita a resíduos soltos</strong>: esta pode aderir permanentemente aos habitats naturais e alterar sua função ecológica.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ilechukwu%2C%20I.%2C%20Stoeltje%2C%20M.%2C%20Conn%2C%20E.%2C%20et%20al" data-year="2026" data-title="Introducing%20plasticoral%3A%20A%20biogenic%E2%80%93plastic%20agglutinate%20as%20an%20emerging%20indicator%20of%20the%20Plasticene%20in%20Okinawa%20reef%20environments.%20Marine%20Pollution%20Bulletin" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1016%2Fj.marpolbul.2026.120310">Ilechukwu, I., Stoeltje, M., Conn, E., et al. (2026). <a href="https://doi.org/10.1016/j.marpolbul.2026.120310" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Introducing plasticoral: A biogenic–plastic agglutinate as an emerging indicator of the Plasticene in Okinawa reef environments. Marine Pollution Bulletin</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-plastico-e-os-corais-estao-se-fundindo-na-costa-japonesa-para-criar-uma-nova-forma-de-poluicao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quarta e quinta-feira: onde estarão as temperaturas mais baixas em Portugal? ECMWF prevê apenas 5 ºC em algumas regiões]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quarta-e-quinta-feira-onde-estarao-as-temperaturas-mais-baixas-em-portugal-ecmwf-preve-apenas-5-c-em-algumas-regioes.html</link><pubDate>Tue, 20 Oct 2026 07:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O frio deverá fazer-se sentir nas manhãs de quarta e quinta-feira, com destaque para o interior Norte e Centro. O ECMWF prevê temperaturas próximas dos 5 ºC em algumas localidades.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbpow2i"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbpow2i.jpg" id="xbpow2i"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As manhãs de <strong>quarta-feira, dia 21, e quinta-feira, dia 22 de outubro</strong>, deverão ser marcadas por temperaturas relativamente baixas em várias regiões de Portugal continental. No entanto, o<strong> frio não se fará sentir com a mesma intensidade em todo o território</strong>, sendo esperadas diferenças significativas entre o litoral, o interior e as regiões Norte e Sul.</p><p>De acordo com os mapas do <strong>modelo europeu (ECMWF)</strong>, a quinta-feira poderá apresentar os valores mais baixos dos dois dias analisados, particularmente no interior Norte e Centro. Em algumas localidades, os termómetros poderão aproximar-se dos <strong>5 ºC durante as primeiras horas da manhã</strong>, antes de uma recuperação das temperaturas ao longo da tarde.</p><h2>Quarta-feira começa fresca: onde estarão os valores mais baixos?</h2><p>Na manhã de quarta-feira, dia 21, as temperaturas deverão apresentar diferenças consideráveis entre as várias regiões de Portugal continental.</p><p>Segundo o ECMWF, pelas 7h, a <strong>Guarda poderá registar cerca de 9 ºC</strong>, enquanto Braga deverá apresentar aproximadamente 10 ºC. Em localidades como Vila Real, Viseu, Évora e Beja, os termómetros poderão rondar os <strong>11 ºC</strong>.</p><p>No litoral, os valores previstos serão ligeiramente superiores em algumas cidades. O <strong>Porto poderá apresentar 12 ºC</strong>, enquanto Aveiro e Coimbra deverão registar aproximadamente 13 ºC. Mais a sul, Lisboa poderá alcançar os 16 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quarta-e-quinta-feira-onde-estarao-as-temperaturas-mais-baixas-em-portugal-ecmwf-preve-apenas-5-c-em-algumas-regioes-1792443507178.jpg" data-image="ypai3lqlo8ut" alt="Interior Norte e Centro entre as regiões mais frescas na manhã de quarta-feira" title="Interior Norte e Centro entre as regiões mais frescas na manhã de quarta-feira"><figcaption>O ECMWF prevê temperaturas próximas dos 9 ºC na Guarda e dos 10 ºC em Braga, enquanto Lisboa poderá registar cerca de 16 ºC às 7h de quarta-feira.</figcaption></figure><p>Estas diferenças evidenciam um <strong>contraste térmico entre algumas regiões do interior e do litoral</strong>, embora a distribuição das temperaturas não dependa exclusivamente da proximidade ao oceano.</p><p>A altitude, as características do relevo e as condições atmosféricas locais também influenciam os valores registados à superfície. Por esse motivo, <strong>localidades relativamente próximas podem apresentar temperaturas diferentes</strong> durante a mesma madrugada ou manhã.</p><h2>Durante a tarde de quarta-feira, as temperaturas deverão recuperar</h2><p>Depois de uma manhã relativamente fresca, a previsão aponta para uma <strong>subida das temperaturas ao longo de quarta-feira</strong>, sobretudo em algumas regiões do Centro e Sul.</p><p>Pelas 16h, o ECMWF projeta valores próximos dos <strong>14 ºC na Guarda</strong>, enquanto Braga e Porto poderão apresentar cerca de 17 ºC e 16 ºC, respetivamente. Em Coimbra e Viseu, as temperaturas deverão rondar os <strong>18 ºC</strong>, podendo atingir aproximadamente 20 ºC em Santarém e Castelo Branco. Mais a sul, Lisboa e Évora poderão alcançar os <strong>21 ºC</strong>, enquanto Beja poderá registar cerca de 22 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quarta-e-quinta-feira-onde-estarao-as-temperaturas-mais-baixas-em-portugal-ecmwf-preve-apenas-5-c-em-algumas-regioes-1792443730887.jpg" data-image="50cxnwjah4eu" alt="Temperaturas sobem durante a tarde de quarta-feira, sobretudo no Centro e Sul" title="Temperaturas sobem durante a tarde de quarta-feira, sobretudo no Centro e Sul"><figcaption>O modelo europeu prevê temperaturas próximas dos 21 ºC em Lisboa e Évora e dos 22 ºC em Beja, enquanto a Guarda poderá apresentar cerca de 14 ºC às 16h.</figcaption></figure><p>Esta evolução demonstra como as temperaturas podem variar consideravelmente entre a manhã e a tarde, mesmo num período relativamente curto.</p><p>Na Guarda, por exemplo, os valores apresentados pelo modelo passam de <strong>9 ºC às 7h para 14 ºC às 16h</strong>, uma diferença de aproximadamente 5 ºC. Em Évora, a diferença entre os mesmos horários poderá alcançar os 10 ºC.</p><h2>Quinta-feira poderá trazer a manhã mais fria dos dois dias</h2><p>A <strong>manhã de quinta-feira, dia 22</strong>, deverá constituir o principal destaque da previsão, com temperaturas inferiores às apresentadas para a manhã anterior em várias regiões.</p><p>Segundo os mapas do ECMWF, pelas 6h, a <strong>Guarda poderá registar apenas 5 ºC</strong>, destacando-se entre as localidades com os valores mais baixos apresentados.Em Viseu, os termómetros poderão indicar cerca de <strong>6 ºC</strong>, enquanto Braga, Vila Real, Coimbra e Évora deverão apresentar valores próximos dos <strong>8 ºC</strong>. No Porto e em Beja, as temperaturas poderão rondar os 9 ºC. Já Lisboa deverá apresentar um ambiente menos frio, com aproximadamente <strong>13 ºC</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quarta-e-quinta-feira-onde-estarao-as-temperaturas-mais-baixas-em-portugal-ecmwf-preve-apenas-5-c-em-algumas-regioes-1792443835566.jpg" data-image="9aq5xwrvzf1a" alt="Guarda poderá registar apenas 5 ºC na manhã de quinta-feira" title="Guarda poderá registar apenas 5 ºC na manhã de quinta-feira"><figcaption>O ECMWF prevê temperaturas próximas dos 5 ºC na Guarda e dos 6 ºC em Viseu às 6h de quinta-feira, com valores geralmente superiores em várias localidades do litoral e do Sul.</figcaption></figure><p>A comparação entre as duas manhãs revela um <strong>arrefecimento em várias localidades</strong>. Na Guarda, o valor apresentado passa de 9 ºC na quarta-feira, às 7h, para 5 ºC na quinta-feira, às 6h. Em Viseu, a diferença entre os mesmos horários é ainda mais expressiva, passando de 11 ºC para 6 ºC.</p><h2>Da manhã fria à tarde mais amena: diferenças poderão ultrapassar os 10 ºC</h2><p>Apesar das temperaturas relativamente baixas previstas para o início de quinta-feira, o cenário deverá alterar-se ao longo do dia. Às 16h, o ECMWF projeta uma <strong>recuperação térmica em grande parte de Portugal continental</strong>, com valores próximos dos 15 ºC em Braga e na Guarda, e dos 16 ºC no Porto, em Vila Real e em Viseu.</p><p>Em Coimbra e Leiria, os termómetros poderão aproximar-se dos <strong>18 ºC</strong>, enquanto Santarém deverá alcançar os 20 ºC. No Sul, a tarde poderá ser mais amena, com <strong>21 ºC em Lisboa e Évora e 22 ºC em Beja</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quarta-e-quinta-feira-onde-estarao-as-temperaturas-mais-baixas-em-portugal-ecmwf-preve-apenas-5-c-em-algumas-regioes-1792443925528.jpg" data-image="a3kii9afwh24" alt="Tarde de quinta-feira poderá trazer temperaturas acima dos 20 ºC no Sul" title="Tarde de quinta-feira poderá trazer temperaturas acima dos 20 ºC no Sul"><figcaption>O ECMWF prevê uma subida das temperaturas durante a tarde de quinta-feira, com cerca de 21 ºC em Lisboa e Évora e 22 ºC em Beja, contrastando com os valores da manhã.</figcaption></figure><p>Esta evolução permitirá observar <strong>diferenças térmicas expressivas entre a manhã e a tarde</strong>, particularmente em algumas regiões do interior e do Sul.</p><p>Em Évora, por exemplo, os valores apresentados passam de <strong>8 ºC às 6h para 21 ºC às 16h</strong>, correspondendo a uma variação de 13 ºC entre os dois horários. Na Guarda, a temperatura poderá passar de 5 ºC para 15 ºC, enquanto em Beja poderá subir de 9 ºC para 22 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794093" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-voltara-a-chover-em-portugal-o-ecmwf-revela-as-tendencias-de-precipitacao-ate-sexta-feira-23-de-outubro.html" title="Quando voltará a chover em Portugal? O ECMWF revela as tendências de precipitação até sexta-feira, 23 de outubro">Quando voltará a chover em Portugal? O ECMWF revela as tendências de precipitação até sexta-feira, 23 de outubro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-voltara-a-chover-em-portugal-o-ecmwf-revela-as-tendencias-de-precipitacao-ate-sexta-feira-23-de-outubro.html" title="Quando voltará a chover em Portugal? O ECMWF revela as tendências de precipitação até sexta-feira, 23 de outubro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quando-voltara-a-chover-em-portugal-o-ecmwf-revela-as-tendencias-de-precipitacao-ate-sexta-feira-23-de-outubro-1792395463753_320.jpg" alt="Quando voltará a chover em Portugal? O ECMWF revela as tendências de precipitação até sexta-feira, 23 de outubro"></a></article></aside><p>No conjunto, a previsão do <strong>ECMWF</strong> aponta para <strong>duas manhãs relativamente frias, sobretudo no interior Norte e Centro</strong>, com destaque para quinta-feira, dia 22. Durante as tardes, a recuperação das temperaturas deverá ser mais evidente em várias regiões do Centro e Sul, acentuando os contrastes térmicos ao longo do dia.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quarta-e-quinta-feira-onde-estarao-as-temperaturas-mais-baixas-em-portugal-ecmwf-preve-apenas-5-c-em-algumas-regioes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal poderá registar temperaturas até 6 ºC abaixo da média: ECMWF aponta quinta-feira como o dia mais frio]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-podera-registar-temperaturas-ate-6-c-abaixo-da-media-ecmwf-aponta-quinta-feira-como-o-dia-mais-frio.html</link><pubDate>Tue, 20 Oct 2026 06:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal continental deverá registar temperaturas abaixo do habitual nos próximos dias. Segundo o ECMWF, quinta-feira poderá apresentar anomalias negativas próximas dos 6 ºC, antes de uma recuperação prevista para sexta-feira.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbpomx2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbpomx2.jpg" id="xbpomx2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois de um início de semana marcado por temperaturas inferiores ao habitual em várias regiões, <strong>Portugal continental deverá</strong> <strong>continuar sob a influência de anomalias térmicas negativas</strong> ao longo dos próximos dias. Esta situação poderá tornar-se particularmente evidente durante a madrugada e manhã de quinta-feira, dia 22 de outubro.</p><p>De acordo com os mapas do <strong>modelo europeu (ECMWF)</strong>, as temperaturas poderão situar-se cerca de <strong>5 a 6 ºC abaixo da média climatológica</strong> em diversas regiões do território. Contudo, a previsão aponta para uma recuperação gradual a partir da tarde de quinta-feira, tornando-se mais evidente na sexta-feira, dia 23.</p><h2>Terça-feira começa com temperaturas abaixo da média em grande parte do país</h2><p>Durante a manhã de terça-feira, dia 20, o ECMWF <strong>prevê anomalias negativas generalizadas em Portugal continental</strong>, com diferenças relativamente reduzidas entre as regiões Norte, Centro e Sul.</p><p>Pelas 8h, os desvios poderão atingir cerca de <strong>4 ºC abaixo da média</strong> em cidades como Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Castelo Branco, Portalegre e Évora. Em Bragança, a anomalia prevista aproxima-se dos <strong>-5 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-podera-registar-temperaturas-ate-6-c-abaixo-da-media-esta-semana-ecmwf-aponta-quinta-feira-como-o-dia-mais-fr-1792439566793.jpg" data-image="pscvnyawvp35" alt="Terça-feira começa com temperaturas até 5 ºC abaixo do habitual" title="Terça-feira começa com temperaturas até 5 ºC abaixo do habitual"><figcaption>O ECMWF prevê anomalias térmicas negativas em praticamente todo o território continental durante a manhã de terça-feira, com desvios próximos dos -5 ºC no Nordeste Transmontano.</figcaption></figure><p>Esta distribuição evidencia um <strong>ambiente mais fresco do que o habitual para a época</strong>, embora as anomalias não representem, por si só, uma descida equivalente das temperaturas relativamente ao dia anterior.</p><p>Durante a tarde, os desvios negativos deverão tornar-se menos acentuados em algumas regiões do interior. Ainda assim, o litoral Norte e Centro poderá continuar a apresentar temperaturas cerca de <strong>2 a 3 ºC abaixo da média climatológica</strong>.</p><h2>Quarta-feira mantém anomalias negativas, mas com diferenças regionais</h2><p>Na quarta-feira, dia 21, a previsão aponta para a manutenção de <strong>temperaturas inferiores ao habitual</strong> <strong>em várias regiões</strong>, especialmente no litoral e em parte do interior Sul.</p><p>Durante a manhã, o ECMWF projeta anomalias próximas dos <strong>-3 ºC em Lisboa</strong>, enquanto Porto, Braga, Castelo Branco, Santarém, Portalegre, Évora e Beja poderão apresentar desvios próximos dos <strong>-2 ºC</strong>.</p><p>No entanto, algumas áreas do interior Norte e Centro deverão registar <strong>valores próximos da média climatológica</strong>, revelando uma distribuição menos uniforme das anomalias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-podera-registar-temperaturas-ate-6-c-abaixo-da-media-esta-semana-ecmwf-aponta-quinta-feira-como-o-dia-mais-fr-1792440180643.jpg" data-image="q4x8m6imxwb6" alt="Quarta-feira mantém temperaturas abaixo da média em várias regiões" title="Quarta-feira mantém temperaturas abaixo da média em várias regiões"><figcaption>As anomalias negativas deverão persistir na manhã de quarta-feira, sobretudo no litoral e em setores do interior Sul, embora algumas regiões apresentem valores próximos do habitual.</figcaption></figure><p>Ao longo da tarde, as diferenças regionais deverão acentuar-se. Enquanto cidades como Coimbra, Leiria e Viseu poderão aproximar-se dos valores climatológicos habituais, <strong>Lisboa, Santarém e algumas áreas do Alentejo deverão continuar com anomalias negativas</strong>.</p><p>Esta evolução antecede o período que poderá apresentar os desvios térmicos <strong>mais expressivos da semana</strong>.</p><h2>Quinta-feira poderá trazer temperaturas até 6 ºC abaixo da média</h2><p>A <strong>madrugada e manhã de quinta-feira, dia 22</strong>, deverão constituir o principal destaque da previsão.</p><p>Segundo o ECMWF, pelas 8h, as temperaturas poderão situar-se cerca de <strong>5 ºC abaixo da média em Braga, Porto e Lisboa</strong>, enquanto Castelo Branco, Évora e Beja poderão apresentar desvios próximos dos -6 ºC.</p><p>Outras cidades, como Aveiro, Viseu, Guarda, Santarém e Portalegre, poderão registar anomalias próximas dos -4 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-podera-registar-temperaturas-ate-6-c-abaixo-da-media-esta-semana-ecmwf-aponta-quinta-feira-como-o-dia-mais-fr-1792440330200.jpg" data-image="rign41nmxuhh" alt="Quinta-feira poderá registar anomalias negativas próximas dos 6 ºC" title="Quinta-feira poderá registar anomalias negativas próximas dos 6 ºC"><figcaption>O ECMWF prevê anomalias térmicas acentuadas durante a manhã de quinta-feira, com valores próximos dos -6 ºC em algumas regiões do Centro e Sul de Portugal continental.</figcaption></figure><p>As temperaturas previstas ajudam a compreender a dimensão deste cenário. Pelas 8h, os termómetros poderão indicar apenas <strong>5 ºC na Guarda, 6 ºC em Braga, 7 ºC em Vila Real e Viseu e cerca de 8 ºC em Coimbra e Beja</strong>.</p><p>Em <strong>Lisboa</strong>, a temperatura deverá rondar os <strong>13 ºC</strong>, enquanto no <strong>Porto </strong>poderá situar-se perto dos <strong>9 ºC</strong>.</p><p>Importa, contudo, distinguir os dois indicadores: <strong>uma anomalia de -6 ºC significa que a temperatura prevista está 6 ºC abaixo da referência climatológica</strong>, não que os termómetros tenham necessariamente descido 6 ºC relativamente ao dia anterior.</p><h2>Durante a tarde de quinta-feira começa a recuperação térmica</h2><p>Apesar do ambiente relativamente frio previsto para a manhã, a situação deverá apresentar uma evolução diferente durante a tarde de quinta-feira.</p><p>Às 16h, o ECMWF projeta temperaturas próximas dos <strong>16 ºC em Braga, Porto, Vila Real e Viseu, cerca de 19 ºC em Coimbra, 20 ºC em Castelo Branco e Santarém </strong>e valores entre <strong>21 e 22 ºC em Lisboa, Évora e Beja</strong>.</p><p>Esta subida ao longo do dia deverá ser acompanhada por uma <strong>redução significativa das anomalias negativas</strong>, sobretudo no interior do país.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-podera-registar-temperaturas-ate-6-c-abaixo-da-media-esta-semana-ecmwf-aponta-quinta-feira-como-o-dia-mais-fr-1792440468194.jpg" data-image="r1mec2rmeuq2" alt="Temperaturas recuperam durante a tarde de quinta-feira" title="Temperaturas recuperam durante a tarde de quinta-feira"><figcaption>O ECMWF prevê temperaturas próximas dos 20 ºC em várias regiões do Centro e Sul durante a tarde de quinta-feira, contrastando com os valores mais baixos da manhã.</figcaption></figure><p>Esta evolução não significa que todas as regiões passem imediatamente a apresentar temperaturas acima do habitual. No litoral Norte e Centro, <strong>as anomalias negativas poderão persistir</strong>, embora menos acentuadas. Já em algumas áreas do interior, os valores deverão aproximar-se da média climatológica ou ultrapassá-la ligeiramente.</p><p>Assim, a quinta-feira poderá apresentar <strong>dois períodos distintos: uma manhã com desvios térmicos bastante negativos e uma tarde marcada por uma recuperação gradual</strong>.</p><h2>Sexta-feira deverá marcar o regresso a temperaturas mais próximas do habitual</h2><p>Na sexta-feira, dia 23, a previsão aponta para uma <strong>recuperação das anomalias térmicas em grande parte de Portugal continental</strong>, sobretudo durante a tarde.</p><p>Às 16h, o ECMWF projeta valores cerca de <strong>3 ºC acima da média em Coimbra</strong>, enquanto Vila Real, Viseu, Lisboa e Évora poderão apresentar anomalias positivas próximas dos 2 ºC.</p><p>Em cidades como Braga, Aveiro, Guarda, Leiria e Beja, os desvios poderão situar-se perto de <strong>1 ºC acima do habitual</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-podera-registar-temperaturas-ate-6-c-abaixo-da-media-esta-semana-ecmwf-aponta-quinta-feira-como-o-dia-mais-fr-1792440573931.jpg" data-image="zizymlazaqf2" alt="Sexta-feira traz uma recuperação das anomalias térmicas em Portugal" title="Sexta-feira traz uma recuperação das anomalias térmicas em Portugal"><figcaption>O modelo europeu prevê uma recuperação das temperaturas relativamente à média climatológica durante a tarde de sexta-feira, com anomalias positivas em várias regiões do Norte e Centro.</figcaption></figure><p>Esta recuperação também deverá refletir-se nas temperaturas previstas. Durante a tarde, os termómetros poderão alcançar cerca de <strong>18 ºC em Coimbra e Viseu, 21 ºC em Santarém, 22 ºC em Lisboa e 23 ºC em Évora e Beja</strong>.</p><p>Contudo, a recuperação não deverá ser uniforme. <strong>Algumas regiões poderão continuar com temperaturas próximas ou ligeiramente inferiores à média</strong>, especialmente durante a manhã.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794114" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-maximas-nao-deverao-ultrapassar-os-20-c-em-grande-parte-do-pais-e-ha-chuva-a-vista.html" title="Tempo em Portugal esta semana: máximas não deverão ultrapassar os 20 ºC em grande parte do país e há chuva à vista">Tempo em Portugal esta semana: máximas não deverão ultrapassar os 20 ºC em grande parte do país e há chuva à vista</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-maximas-nao-deverao-ultrapassar-os-20-c-em-grande-parte-do-pais-e-ha-chuva-a-vista.html" title="Tempo em Portugal esta semana: máximas não deverão ultrapassar os 20 ºC em grande parte do país e há chuva à vista"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-esta-semana-maximas-nao-deverao-ultrapassar-os-20-c-em-grande-parte-do-pais-e-ha-chuva-a-vista-1792403654075_320.png" alt="Tempo em Portugal esta semana: máximas não deverão ultrapassar os 20 ºC em grande parte do país e há chuva à vista"></a></article></aside><p>No conjunto, a tendência prevista pelo <strong>ECMWF </strong>aponta para uma semana marcada por <strong>anomalias térmicas negativas, mais expressivas na manhã de quinta-feira</strong>, antes de uma recuperação gradual na sexta-feira. A intensidade e distribuição destes desvios poderão ainda sofrer ajustes nas próximas atualizações do modelo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-podera-registar-temperaturas-ate-6-c-abaixo-da-media-ecmwf-aponta-quinta-feira-como-o-dia-mais-frio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Existem árvores que dão frutos durante todo o ano? O que é verdade e o que depende do clima]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/existem-arvores-que-dao-frutos-durante-todo-o-ano-o-que-e-verdade-e-o-que-depende-do-clima.html</link><pubDate>Tue, 20 Oct 2026 05:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Algumas árvores de fruto podem oferecer várias colheitas ao longo do ano, mas nem todas respondem da mesma forma. O segredo está na variedade e no clima.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/existen-arboles-que-den-fruta-todo-el-ano-lo-que-hay-de-cierto-y-lo-que-depende-del-clima-1791516303336.jpg" data-image="kctqbdu3w952" alt="limão" title="limão"><figcaption>O limoeiro necessita de, pelo menos, seis horas diárias de sol direto e de um solo com boa drenagem. O excesso de humidade pode favorecer doenças nas raízes.</figcaption></figure><p>É possível plantar uma árvore no jardim e colher os seus frutos durante os doze meses do ano? A resposta é que algumas espécies podem aproximar-se muito desta possibilidade, embora <strong>o clima imponha limites que nem sempre coincidem com as promessas dos viveiros</strong>.</p><p>Existem limoeiros capazes de florescer várias vezes, figueiras que oferecem duas colheitas e plantas cujos frutos amadurecem durante períodos prolongados. A particularidade é que nem todas necessitam das mesmas condições, e <strong>algumas podem produzir durante meses num determinado local, mas apenas durante algumas semanas noutro</strong>.</p><h2>Que árvores e plantas podem produzir várias vezes por ano?</h2><p>Nem todas as árvores de fruto seguem o mesmo calendário, <strong>mesmo quando crescem na mesma região </strong>e recebem cuidados semelhantes. Algumas espécies apresentam florações sucessivas, outras produzem frutos em diferentes fases e há também culturas cuja colheita se prolonga por vários meses.</p><p>A <strong>duração do dia, as temperaturas, a precipitação e as características genéticas de cada variedade determinam uma boa parte deste comportamento</strong>. Por isso, convém distinguir entre produzir durante todo o ano, ter várias colheitas e manter frutos disponíveis durante uma estação prolongada.</p><h3>Figueira: uma árvore com duas culturas diferentes<br></h3><p>A<strong> figueira faz parte da paisagem de muitos pátios, e algumas variedades têm uma particularidade que as distingue de outras árvores de fruto</strong>. Podem produzir, primeiramente, figos precoces — conhecidos por <em>brevas</em> — e, depois, uma segunda colheita de figos durante a mesma estação, embora nem todas apresentem este comportamento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/existen-arboles-que-den-fruta-todo-el-ano-lo-que-hay-de-cierto-y-lo-que-depende-del-clima-1791516422116.jpg" data-image="418mjgns3wjk" alt="figueira" title="figueira"><figcaption>A figueira desenvolve raízes extensas em busca de água, pelo que é recomendável plantá-la longe de tubagens. Além disso, tolera períodos de seca relativamente longos.</figcaption></figure><p>As brevas desenvolvem-se em ramos do ano anterior. Os figos, por sua vez, surgem nos novos rebentos e amadurecem posteriormente, <strong>geralmente durante o verão e o início do outono</strong>.</p><h3>Frutos vermelhos: framboesas e morangos durante vários meses</h3><p>Embora não sejam árvores, algumas plantas de frutos vermelhos permitem prolongar as colheitas em jardins e hortas. Entre estas, destacam-se as <strong>framboesas remontantes e determinadas variedades de morangos, capazes de produzir durante períodos extensos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/existen-arboles-que-den-fruta-todo-el-ano-lo-que-hay-de-cierto-y-lo-que-depende-del-clima-1791516441401.jpg" data-image="n0hbw3y58wnw" alt="framboesas" title="framboesas"><figcaption>No caso dos morangos, uma investigação identificou materiais adaptados que podem produzir de maio a novembro.</figcaption></figure><p>As <strong>framboesas remontantes podem prolongar a sua colheita entre outubro e maio</strong>, dependendo da região e das condições de cultivo. As variedades tradicionais, por sua vez, concentram a sua produção em períodos mais curtos.</p><h3>Limoeiro-de-quatro-estações: o mais conhecido</h3><p>O limoeiro é, possivelmente, o exemplo mais próximo da ideia de colher frutos durante uma boa parte do ano. Algumas variedades desenvolvem novas flores, <strong>mantendo limões verdes e maduros provenientes de florações anteriores</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/existen-arboles-que-den-fruta-todo-el-ano-lo-que-hay-de-cierto-y-lo-que-depende-del-clima-1791516402399.jpg" data-image="wvdeejxhp51t" alt="limão" title="limão"><figcaption>O limoeiro pode adaptar-se a jardins e pátios ensolarados. No entanto, as geadas intensas podem danificar a planta e reduzir a sua produção.</figcaption></figure><p>A denominação popular de "limoeiro-de-quatro-estações" refere-se a <strong>variedades que apresentam duas florações</strong>, geralmente na primavera e no outono. Este comportamento permite encontrar frutos em diferentes fases de desenvolvimento, embora não garanta colheitas permanentes.</p><h3>Erva-mate: várias colheitas, mas não dos seus frutos</h3><p>A erva-mate oferece um exemplo diferente, pois trata-se de uma árvore nativa sul-americana cujo cultivo tem uma enorme importância económica em Misiones e Corrientes (Argentina). A sua produção comercial aproveita as folhas e os ramos tenros, que podem ser<strong> colhidos em diferentes épocas do ano</strong>, embora os seus pequenos frutos não tenham esse destino.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/existen-arboles-que-den-fruta-todo-el-ano-lo-que-hay-de-cierto-y-lo-que-depende-del-clima-1791516467131.jpg" data-image="3q4ljn44l8iu" alt="erva" title="erva"><figcaption>A erva-mate pode ultrapassar os 10 metros de altura em ambientes naturais. Nas plantações, as podas mantêm as árvores mais baixas e facilitam a colheita.</figcaption></figure><p>Segundo o Instituto Nacional da Erva-Mate (INYM), a <strong>colheita pode ser realizada entre janeiro e setembro</strong>, embora abril e setembro ofereçam condições especialmente favoráveis. Durante outubro e novembro, é conveniente evitar a colheita, pois a planta passa por uma fase de intensa rebentação.</p><h2>Fruteiras tropicais que podem produzir quase todo o ano</h2><p>Nas regiões quentes, existem espécies capazes de manter uma <strong>produção muito mais contínua, como a papaia, a goiaba e algumas variedades de lima</strong>. No entanto, exigem temperaturas favoráveis e apresentam limitações importantes face às geadas. As secas, o excesso de chuvas e as temperaturas extremas também podem interromper a frutificação.</p><h2>O clima determina durante quanto tempo uma planta pode produzir</h2><p>Existem árvores capazes de produzir frutos durante praticamente todo o ano, mas<strong> esta característica manifesta-se sobretudo em regiões tropicais e subtropicais com temperaturas favoráveis</strong>. Em boa parte de Portugal, as geadas, o frio do inverno e as mudanças sazonais limitam a floração e concentram as colheitas em determinados meses, incluindo em espécies que podem frutificar várias vezes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786058" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-utilizar-a-agua-da-cozedura-dos-legumes-para-fazer-florescer-o-seu-limoeiro-e-acelerar-o-seu-crescimento.html" title="Como utilizar a água da cozedura dos legumes para fazer florescer o seu limoeiro e acelerar o seu crescimento">Como utilizar a água da cozedura dos legumes para fazer florescer o seu limoeiro e acelerar o seu crescimento</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-utilizar-a-agua-da-cozedura-dos-legumes-para-fazer-florescer-o-seu-limoeiro-e-acelerar-o-seu-crescimento.html" title="Como utilizar a água da cozedura dos legumes para fazer florescer o seu limoeiro e acelerar o seu crescimento"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-usar-el-agua-de-hervir-verduras-para-hacer-florecer-tu-limonero-y-acelerar-su-crecimiento-1787847343210_320.jpeg" alt="Como utilizar a água da cozedura dos legumes para fazer florescer o seu limoeiro e acelerar o seu crescimento"></a></article></aside><p>O limoeiro de quatro estações é um dos exemplos mais próximos de uma produção contínua no nosso país, embora também não garanta frutos maduros durante os doze meses. Esta possibilidade depende da variedade, das condições climáticas e do maneio de cada planta.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/existem-arvores-que-dao-frutos-durante-todo-o-ano-o-que-e-verdade-e-o-que-depende-do-clima.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aos 91 anos, Maria Agalantina saiu da sua aldeia para ver o mar pela primeira vez]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/aos-91-anos-maria-agalantina-saiu-da-sua-aldeia-para-ver-o-mar-pela-primeira-vez.html</link><pubDate>Mon, 19 Oct 2026 13:41:03 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A iniciativa da Fundação INATEL levou moradores da Póvoa de São Cosme a conhecer Lisboa e a descobrir lugares que muitos só conheciam pela televisão.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/aos-91-anos-maria-agalantina-viu-o-mar-pela-primeira-vez-numa-viagem-desde-a-sua-aldeia-1792413837106.jpg" data-image="ccsrodyyg8g9" alt="molhar os pés à beira-mar" title="molhar os pés à beira-mar"><figcaption>Maria Agalantina descobriu o mar aos 91 anos. Foto: Fundação INATEL</figcaption></figure><p>O sol ainda não se tinha levantado e os habitantes da <strong>Aldeia da Póvoa de São Cosme</strong>, em Oliveira do Hospital, já estavam numa roda-viva. Não era a lufa-lufa típica das grandes cidades, em que se corre todos os dias contra o relógio para pôr as crianças na escola e chegar a horas ao escritório.</p><p>O dia começou cedo, nesta povoação rural, como quase sempre. Mas, desta vez, não era apenas por causa das hortas regadas antes do calor ou dos rebanhos que era preciso alimentar. Um autocarro da <strong>Fundação INATEL </strong>aguardava um grande grupo de moradores para uma longa viagem de quase 300 quilómetros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aos-91-anos-maria-agalantina-viu-o-mar-pela-primeira-vez-numa-viagem-desde-a-sua-aldeia-1792413934484.jpg" data-image="6vusdvkitn4h" alt="Iniciativa Aldeia de Sonho/INATEL" title="Iniciativa Aldeia de Sonho/INATEL"><figcaption>Os habitantes de Póvoa de São Cosme partiram de madrugada para Lisboa. Foto: Fundação INATEL</figcaption></figure><p><strong>Lisboa</strong> foi o destino desta excursão. Pode parecer algo banal para quem vive no litoral ou viaja com frequência pelo país. Para as <strong>povoações isoladas</strong> no interior, é uma rara oportunidade de verem, com os seus próprios olhos, o que apenas viram nas imagens transmitidas na televisão.</p><h2>O desejo de Maria</h2><p>Todos os momentos mereciam ficar registados. A tradicional fotografia de grupo assinalou a partida, mas havia mais uma história a merecer especial atenção.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>“Quero ir à praia, entrar na água e molhar os pés”, contou Maria Agalantina, antes de entrar no autocarro.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O desejo ficou registado no documentário "<strong>Póvoa de São Cosme: Festa na Aldeia</strong>", da Fundação INATEL, e acabaria por ser um dos momentos mais comoventes da viagem. Maria Agalantina tem 91 anos e nunca esteve perto do mar. O autocarro partiu, ainda de madrugada, com cautela na autoestrada, mas com a pressa de cumprir o seu desejo.</p><h2>Do interior ao litoral</h2><p>A povoação da freguesia de Ervedal da Beira foi eleita, este ano, a <strong>Aldeia dos Sonhos</strong>. Desde 2014, a Fundação INATEL, em parceria com o Turismo de Portugal, escolhe uma localidade do interior com 100 habitantes ou menos para levá-los a conhecer um grande centro urbano do país.</p><p><strong>Ouguela</strong>, em Campo Maior, foi a primeira que se estreou, há 12 anos, nesta iniciativa, passando um fim de semana em Lisboa, com direito a uma visita aos bastidores do <strong>Estádio da Luz</strong> e um passeio nas águas do <strong>rio Tejo</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769962" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/sem-eletricidade-sem-vizinhos-e-sem-saida-facil-a-aldeia-fantasma-que-intriga-portugal.html" title="Sem eletricidade, sem vizinhos e sem saída fácil: a aldeia fantasma que intriga Portugal">Sem eletricidade, sem vizinhos e sem saída fácil: a aldeia fantasma que intriga Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/sem-eletricidade-sem-vizinhos-e-sem-saida-facil-a-aldeia-fantasma-que-intriga-portugal.html" title="Sem eletricidade, sem vizinhos e sem saída fácil: a aldeia fantasma que intriga Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sem-eletricidade-sem-vizinhos-e-sem-saida-facil-a-aldeia-fantasma-que-intriga-portugal-1779359499056_320.jpg" alt="Sem eletricidade, sem vizinhos e sem saída fácil: a aldeia fantasma que intriga Portugal"></a></article></aside><p>Desde então, outras aldeias do interior, como<strong> Barranha</strong>, <strong>Candal</strong>, <strong>Penhaforte </strong>ou<strong> Rio</strong><strong> de Mel</strong>, também saíram da rotina para conhecer monumentos, museus, parques e praias das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto.</p><h2>Lisboa pela janela</h2><p>O programa da Aldeia de Sonho, no fim de semana, entre 9 e 14 de outubro, foi intenso. Incluiu uma visita guiada à <strong>Assembleia da República</strong>, uma passagem pelo Quarke – Museu do Terramoto e uma paragem pelo Oceanário de Lisboa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aos-91-anos-maria-agalantina-viu-o-mar-pela-primeira-vez-numa-viagem-desde-a-sua-aldeia-1792414120677.jpg" data-image="5bper65bhh82" alt="Escadarias da Assembleia da República, em Lisboa" title="Escadarias da Assembleia da República, em Lisboa"><figcaption>O programa da Aldeia de Sonho incluiu os espaços da Assembleia da República. Foto: Fundação INATEL</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>O próprio percurso do autocarro atravessou o centro da cidade, mostrando os lugares emblemáticos da capital, como o Rossio, a <strong>Praça do Saldanha</strong>, os jardins do <strong>Campo Grande</strong> ou a travessia da <strong>Ponte 25 de Abril</strong>. </p><p>A passagem pela <strong>Avenida da Liberdade</strong> acabou por despertar memórias antigas de <strong>Celestino Ventura</strong>, outro nonagenário da aldeia, que, quando jovem, viveu em Lisboa. “Quando subia ao <strong>Parque Eduardo VII,</strong> apanhava ameixas brancas e comia-as naqueles bancos que havia lá”, recordou à equipa de reportagem da Fundação INATEL.</p><h2>O Atlântico no horizonte</h2><p>A viagem esteve carregada de emoções, mas nenhuma tão forte como a chegada do grupo de excursionistas à <strong>Costa da Caparica</strong>, em Almada. Maria Agalantina desceu do autocarro com a ajuda da bengala e contemplou o Atlântico, agora sem o ecrã da televisão pelo meio. Arregaçou as calças, descalçou as sapatilhas e avançou até à beira-mar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aos-91-anos-maria-agalantina-viu-o-mar-pela-primeira-vez-numa-viagem-desde-a-sua-aldeia-1792414205594.jpg" data-image="1s7qkv6mn29p" alt="Excursão da INATEL à Costa da Caparica" title="Excursão da INATEL à Costa da Caparica"><figcaption>O mar da Caparica trouxe emoções fortes aos moradores de Póvoa de São Cosme. Foto: Fundação INATEL</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>O que sentiu quando a água lhe tocou os pés, só ela saberá. Nenhuma imagem conseguiria traduzir o silêncio com que observou o horizonte. Mas não são precisas palavras para saber que os moradores de Póvoa de São Cosme regressaram a casa com a viagem cumprida.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Funda%C3%A7%C3%A3o%20Inatel" data-year="" data-title="P%C3%B3voa%20de%20S%C3%A3o%20Cosme%3A%20Festa%20na%20Aldeia" data-url="https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fwatch%2F%3Fv%3D1069788906055967">Fundação Inatel. <a href="https://www.facebook.com/watch/?v=1069788906055967" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Póvoa de São Cosme: Festa na Aldeia</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/aos-91-anos-maria-agalantina-saiu-da-sua-aldeia-para-ver-o-mar-pela-primeira-vez.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Morte do Sol: eis o que poderá acontecer à Terra daqui a cinco mil milhões de anos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/morte-do-sol-eis-o-que-podera-acontecer-a-terra-daqui-a-cinco-mil-milhoes-de-anos.html</link><pubDate>Mon, 19 Oct 2026 12:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O Sol acabará por se transformar numa gigante vermelha, processo que deverá levar ao desaparecimento de Mercúrio e Vénus. Mas o destino da Terra permanece incerto. O nosso planeta poderia, no final de contas, escapar a um destino cataclísmico, embora se torne inabitável muito antes disso.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mort-du-soleil-voici-ce-qui-pourrait-arriver-a-la-terre-dans-cinq-milliards-d-annees-1792080159368.jpeg" data-image="egk4soynjsap" alt="Morte do sol" title="Morte do sol"><figcaption>O Sol iniciará a sua transição para gigante vermelha daqui a 5 mil milhões de anos, engolindo vários planetas no processo.</figcaption></figure><p>O Sol, nascido há cerca de 4,6 mil milhões de anos, encontra-se hoje a meio da sua vida. No entanto, daqui a quase cinco mil milhões de anos, <strong>a nossa estrela transformar-se-á numa gigante vermelha</strong>, alterando profundamente o sistema solar.</p><p>Será, então, a Terra engolida pelo Sol, ou poderá escapar a esse destino?</p><h2>O Sol, uma estrela com 4,6 mil milhões de anos</h2><p>O Sol e os planetas do nosso sistema solar formaram-se há cerca de 4,6 mil milhões de anos a partir de uma vasta nuvem de gás e poeira. Sob o efeito da gravidade, <strong>uma parte desta matéria colapsou gradualmente sobre si própria</strong>, concentrando-se no centro para dar origem ao jovem Sol. À sua volta, os restantes materiais organizaram-se num disco de matéria em rotação.</p><p>Com o passar do tempo, <strong>as partículas de poeira presentes neste disco aglomeraram-se para formar corpos cada vez maiores</strong>, dando origem aos planetas, asteroides e outros objetos que constituem o sistema solar. A formação da Terra e dos restantes planetas estendeu-se, portanto, por várias dezenas de milhões de anos, através de colisões e da acumulação de matéria. Há cerca de 4,5 mil milhões de anos, o nosso planeta foi adquirindo, gradualmente, a sua forma atual.</p><div class="texto-destacado">Atualmente, o Sol é uma estrela de tipo espectral G2V, vulgarmente designada por anã amarela. Composto principalmente por hidrogénio e hélio, gera a sua energia através da fusão nuclear que ocorre no seu núcleo, onde o hidrogénio se transforma progressivamente em hélio. Este processo liberta a energia que nos chega sob a forma de luz e calor, permitindo que a nossa estrela brilhe há milhares de milhões de anos.</div><p>Atualmente, o Sol encontra-se numa <strong>fase relativamente estável da sua existência</strong>, denominada sequência principal. Mas esta estabilidade não será eterna. À medida que as reservas de hidrogénio no seu núcleo se esgotam, este contrairá e aquecerá, enquanto as camadas exteriores do Sol se expandirão gradualmente. A nossa estrela tornar-se-á, então, uma gigante vermelha — uma <strong>evolução que transformará profundamente o sistema solar</strong> tal como o conhecemos hoje.</p><h2>O Sol devorará a Terra?</h2><p>Esta transformação terá <strong>consequências importantes para os planetas mais próximos do Sol</strong>. Durante a sua conversão em gigante vermelha, o diâmetro do Sol aumentará consideravelmente, chegando a atingir uma dimensão potencialmente comparável à distância atual entre o Sol e a Terra. Esta expansão fará, provavelmente, com que <strong>Mercúrio e Vénus sejam engolidos</strong>, mas o destino do nosso planeta continua a ser, por enquanto, mais incerto.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790145" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-planeta-vermelho-nao-e-assim-tao-vermelho-as-misteriosas-rochas-roxas-encontradas-em-marte-que-deixam-a-nasa-perplexa.html" title="O planeta vermelho não é assim tão vermelho: as misteriosas rochas roxas encontradas em Marte que deixam a NASA perplexa">O planeta vermelho não é assim tão vermelho: as misteriosas rochas roxas encontradas em Marte que deixam a NASA perplexa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-planeta-vermelho-nao-e-assim-tao-vermelho-as-misteriosas-rochas-roxas-encontradas-em-marte-que-deixam-a-nasa-perplexa.html" title="O planeta vermelho não é assim tão vermelho: as misteriosas rochas roxas encontradas em Marte que deixam a NASA perplexa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-planeta-rojo-no-es-tan-rojo-las-misteriosas-rocas-purpuras-halladas-en-marte-que-desconciertan-a-la-nasa-1790108561910_320.jpg" alt="O planeta vermelho não é assim tão vermelho: as misteriosas rochas roxas encontradas em Marte que deixam a NASA perplexa"></a></article></aside><p>Até há pouco tempo, os cientistas consideravam que a Terra tinha poucas hipóteses de escapar à expansão do Sol, tal como Mercúrio e Vénus. Ao expandirem-se, <strong>as camadas exteriores do Sol poderiam chegar a atingir a órbita terrestre</strong>, enquanto as interações de maré entre ambos os corpos celestes tenderiam a aproximar o nosso planeta do Sol. Portanto, este cenário parecia, até agora, o mais provável, embora a evolução da órbita terrestre ainda estivesse sujeita a certas incertezas.</p><p>No entanto, um estudo publicado em junho de 2026 na revista <em>Astronomy & Astrophysics</em> veio questionar esta hipótese. Ao refinar os modelos sobre a perda de massa do Sol e os efeitos das interações de maré, <strong>os investigadores demonstraram que a Terra poderia, afinal, evitar um fim catastrófico</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mort-du-soleil-voici-ce-qui-pourrait-arriver-a-la-terre-dans-cinq-milliards-d-annees-1792081470884.jpeg" data-image="ojdtlpgbez4e" alt="Vários planetas no sistema" title="Vários planetas no sistema"><figcaption>A Terra poderá permanecer, em grande medida, fora da superfície do Sol durante a transição deste para gigante vermelha, mas as condições necessárias para a manutenção da vida já terão desaparecido da sua superfície há muito tempo.</figcaption></figure><p>Ao perder massa, o Sol exercerá uma menor atração gravitacional, o que poderá permitir que a órbita terrestre se amplie e, portanto, que <strong>o nosso planeta se afaste o suficiente da superfície da nossa estrela para sobreviver</strong> à sua transição para uma gigante vermelha. No entanto, este cenário permanece incerto e dependerá, em grande medida, da quantidade de matéria que a nossa estrela perder no final da sua vida.</p><p>Seja como for, <strong>é muito provável que a Terra tenha perdido toda a forma de vida à sua superfície muito antes desta transformação</strong>. O aumento progressivo da luminosidade solar poderá tornar o nosso planeta um lugar inabitável dentro de cerca de mil milhões de anos, ao alterar o seu ciclo da água e propiciar, a longo prazo, o desaparecimento dos oceanos. Consequentemente, embora a Terra consiga evitar ser engolida — podendo, assim, continuar a existir daqui a 5 mil milhões de anos —, <strong>tornar-se-ia um mundo estéril, orbitando um Sol transformado em anã branca</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="NASA" data-year="2026" data-title="Sun%3A%20Facts" data-url="https%3A%2F%2Fscience.nasa.gov%2Fsun%2Ffacts%2F">NASA. (2026). <a href="https://science.nasa.gov/sun/facts/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Sun: Facts</a>.</cite><br><cite data-author="CEA" data-year="2026" data-title="La%20Terre%20survivra-t-elle%20%C3%A0%20la%20fin%20du%20Soleil%20%3F" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cea.fr%2Fparis-saclay%2FPages%2FActualites%2FScientifique%2F2026%2Fla-Terre-survivra-t-elle-a-la-fin-du-Soleil.aspx">CEA. (2026). <a href="https://www.cea.fr/paris-saclay/Pages/Actualites/Scientifique/2026/la-Terre-survivra-t-elle-a-la-fin-du-Soleil.aspx" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">La Terre survivra-t-elle à la fin du Soleil ?</a>.</cite><br><cite data-author="M.%20Esseldeurs1%2C%20S.%20Mathis%20%26%20L.%20Decin1" data-year="2026" data-title="The%20fate%20of%20Earth%20during%20the%20Sun%E2%80%99s%20giant%20phases" data-url="https%3A%2F%2Fwww.aanda.org%2Farticles%2Faa%2Ffull_html%2F2026%2F06%2Faa60576-26%2Faa60576-26.html">M. Esseldeurs1, S. Mathis & L. Decin1. (2026). <a href="https://www.aanda.org/articles/aa/full_html/2026/06/aa60576-26/aa60576-26.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The fate of Earth during the Sun’s giant phases</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/morte-do-sol-eis-o-que-podera-acontecer-a-terra-daqui-a-cinco-mil-milhoes-de-anos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo em Portugal esta semana: máximas não deverão ultrapassar os 20 ºC em grande parte do país e há chuva à vista]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-maximas-nao-deverao-ultrapassar-os-20-c-em-grande-parte-do-pais-e-ha-chuva-a-vista.html</link><pubDate>Mon, 19 Oct 2026 10:54:37 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas desceram e já se denota em boa parte das regiões Norte e Centro, onde esta descida é mais acentuada. O Sul pode contar com alguma chuva neste início de semana e também registará uma descida dos termómetros.</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/XmMUI44hUZ4/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=XmMUI44hUZ4" id="XmMUI44hUZ4"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A semana arranca com <strong>tempo estável na maior parte da geografia continental</strong>, onde apenas a região algarvia e o Baixo Alentejo poderão registar a ocorrência de aguaceiros fracos durante a tarde de hoje. O IPMA emitiu <strong>aviso amarelo de trovoada para Beja e Faro</strong>, em vigor entre as 12h e as 18h. Este aviso indica, segundo o mesmo instituto: "<em>Condições favoráveis para ocorrência de <strong>fenómenos meteorológicos localizados</strong>, como: trovoada; precipitação localmente forte, com acumulação entre 10 a 20 mm em 1 h; granizo com diâmetro inferior a 2 cm; rajadas entre 70 e 90 km/h</em>".</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Esta tendência de estabilidade atmosférica, no restante território, poderá manter-se, ainda que com algumas nuances, pois a <strong>nebulosidade poderá regressar amanhã</strong>, terça-feira e manter-se, de forma variável, até à reta final da semana. É expectável que esta possa incidir mais sobre o Norte e o Centro do país.</p><h2>Chuva há vista para dois dias desta semana</h2><p>Além do que mencionamos acima, espera-se que <strong>na quarta e na sexta-feira a passagem de duas frentes desorganizadas possa trazer alguns aguaceiros fracos</strong>, especialmente ao Norte e Centro do país. Na quarta, o noroeste poderá ser a zona mais afetada, logo nas primeiras horas da madrugada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-esta-semana-maximas-nao-deverao-ultrapassar-os-20-c-em-grande-parte-do-pais-e-ha-chuva-a-vista-1792402780659.jpg" data-image="n2mk813esh5c" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Ao longo desta semana a maior parte das capitais de distrito das regiões Norte e Centro não deverão alcançar os 20 ºC de temperatura máxima.</figcaption></figure><p>Já na sexta-feira, também na transição de quinta para sexta, a<strong> chuva deve regressar ao noroeste</strong>, devendo, posteriormente, estender-se até Leiria, e mais tarde, pode chegar a Santarém. Ainda assim, esperam-se aguaceiros fracos e irregulares em ambos os episódios, sendo que os maiores acumulados de precipitação devem registar-se no noroeste, com valores na ordem dos 10 mm.</p><h2>Temperaturas deverão manter-se mais baixas face à semana passada</h2><p>Já em relação às temperaturas, esta semana será muito diferente da anterior, onde os termómetros registam já uma descida acentuada dos valores também com maior expressão no Norte e Centro. Esta descida traz uma inversão das anomalias térmicas, onde <strong>grande parte da nossa geografia continental deverá contar com valores abaixo da média</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794093" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-voltara-a-chover-em-portugal-o-ecmwf-revela-as-tendencias-de-precipitacao-ate-sexta-feira-23-de-outubro.html" title="Quando voltará a chover em Portugal? O ECMWF revela as tendências de precipitação até sexta-feira, 23 de outubro">Quando voltará a chover em Portugal? O ECMWF revela as tendências de precipitação até sexta-feira, 23 de outubro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-voltara-a-chover-em-portugal-o-ecmwf-revela-as-tendencias-de-precipitacao-ate-sexta-feira-23-de-outubro.html" title="Quando voltará a chover em Portugal? O ECMWF revela as tendências de precipitação até sexta-feira, 23 de outubro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quando-voltara-a-chover-em-portugal-o-ecmwf-revela-as-tendencias-de-precipitacao-ate-sexta-feira-23-de-outubro-1792395463753_320.jpg" alt="Quando voltará a chover em Portugal? O ECMWF revela as tendências de precipitação até sexta-feira, 23 de outubro"></a></article></aside><p><strong>Este cenário deverá manter-se até ao fim de semana</strong>, onde as máximas mais elevadas, na ordem dos 20 ºC, deverão registar-se no Sul, enquanto nas restantes regiões, a maior parte das cidades não deverá ultrapassar os 18 ºC, como podemos observar no mapa acima. As cidades mais próximas do mar deverão registar valores mais amenos, na ordem dos 17/19 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-maximas-nao-deverao-ultrapassar-os-20-c-em-grande-parte-do-pais-e-ha-chuva-a-vista.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pela primeira vez, o Japão e a NASA lançam, hoje, a nave espacial que trará à Terra um pedaço de uma lua de Marte]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/pela-primeira-vez-o-japao-e-a-nasa-lancam-hoje-a-nave-espacial-que-trara-a-terra-um-pedaco-de-uma-lua-de-marte.html</link><pubDate>Mon, 19 Oct 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A missão MMX, do Japão, explorará Fobos e Deimos, as duas luas de Marte, e trará amostras de Fobos para a Terra em 2031. A NASA fornecerá instrumentos científicos, tecnologia de recolha e apoio às comunicações.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-primera-vez-japon-y-la-nasa-lanzan-el-19-de-octubre-la-nave-que-traera-a-la-tierra-un-trozo-de-una-luna-de-marte-1792143421785.jpg" data-image="908ruboy470t" alt="Marte, Fobos, Deimos, sonda MMX, NASA, Japão" title="Marte, Fobos, Deimos, sonda MMX, NASA, Japão"><figcaption>A sonda MMX tem previsão de chegar a Marte em agosto de 2027. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>A exploração de Marte ganha um <strong>novo capítulo com a participação da NASA na missão MMX</strong> (Martian Moons eXploration), liderada pela Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA). O objetivo é<strong> estudar a fundo Fobos e Deimos</strong>, as duas pequenas luas do Planeta Vermelho, determinar como se formaram e trazer para a Terra amostras de material da sua superfície. </p><div class="texto-destacado">O lançamento está previsto ocorrer a partir do Centro Espacial de Tanegashima, no Japão, esta segunda-feira, 19 de outubro de 2026, às 15h41, hora do Leste dos Estados Unidos (EDT) — o que equivale às 4h41 de terça-feira, 20, no Japão.</div><p>A participação norte-americana inclui<strong> instrumentos científicos, tecnologia para recolher material e assistência para as comunicações e a navegação da nave espacial</strong>. Além disso, investigadores financiados pela NASA trabalharão em conjunto com especialistas internacionais para analisar os dados obtidos pela missão.</p><p>Segundo Nicky Fox, responsável pela Direção de Missões Científicas da NASA, as <strong>amostras poderão trazer descobertas fundamentais sobre o sistema marciano</strong> nas próximas décadas, num contexto em que a agência também prepara futuras missões tripuladas ao planeta.</p><h2>De onde vêm Fobos e Deimos?</h2><p>A <strong>origem das duas luas marcianas continua a ser uma incógnita</strong>. Os cientistas trabalham com duas hipóteses principais que a missão MMX procurará colocar à prova.</p><p>A primeira sustenta que <strong>ambas poderão ser remanescentes de um impacto gigantesco</strong> ocorrido em Marte. A colisão terá ejetado grandes quantidades de material para o espaço, que, posteriormente, permaneceram a orbitar o planeta e acabaram por se aglomerar até formarem os seus satélites naturais.</p><p>A segunda possibilidade é que<strong> Fobos e Deimos sejam antigos asteroides</strong> que foram capturados pela gravidade marciana há milhares de milhões de anos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785831" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-colisao-que-quase-destruiu-deimos-como-um-asteroide-de-300-metros-remodelou-completamente-a-lua-marciana.html" title="“A colisão que quase destruiu Deimos”: como um asteroide de 300 metros remodelou completamente a lua marciana">“A colisão que quase destruiu Deimos”: como um asteroide de 300 metros remodelou completamente a lua marciana</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-colisao-que-quase-destruiu-deimos-como-um-asteroide-de-300-metros-remodelou-completamente-a-lua-marciana.html" title="“A colisão que quase destruiu Deimos”: como um asteroide de 300 metros remodelou completamente a lua marciana"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-colisao-que-quase-destruiu-deimos-como-um-asteroide-de-300-metros-remodelou-completamente-a-lua-marciana-1787843233726_320.jpg" alt="“A colisão que quase destruiu Deimos”: como um asteroide de 300 metros remodelou completamente a lua marciana"></a></article></aside><p>Distinguir entre estes cenários ajudaria a reconstruir as <strong>primeiras etapas da história do sistema solar</strong>. Durante este período, a Terra e os restantes planetas rochosos interiores sofreram processos de formação e receberam materiais que puderam contribuir para o aporte de água e compostos orgânicos.</p><p>Por isso, o estudo destas pequenas luas não interessa apenas a quem investiga Marte: pode também fornecer pistas sobre as condições que favoreceram a <strong>evolução do nosso próprio planeta</strong>.</p><h2>Os instrumentos da NASA que vão analisar Fobos</h2><p>Uma das <strong>contribuições centrais dos Estados Unidos será o espectrómetro MEGANE</strong>, desenvolvido pelo Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins.</p><p>O<strong> instrumento irá medir neutrões e raios gama </strong>emitidos a partir da superfície de Fobos. Com base nestes sinais, os investigadores poderão determinar a composição química elementar da lua e obter informações fundamentais para esclarecer a sua origem.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-primera-vez-japon-y-la-nasa-lanzan-el-19-de-octubre-la-nave-que-traera-a-la-tierra-un-trozo-de-una-luna-de-marte-1792143692756.jpg" data-image="395q5uady9b1" alt="Marte, Fobos, Deimos, sonda MMX, NASA, Japão" title="Marte, Fobos, Deimos, sonda MMX, NASA, Japão"><figcaption>A sonda MMX tem previsão de chegar a Marte em agosto de 2027. A partir daí, começará a estudar as duas luas, com especial atenção a Fobos.</figcaption></figure><p>A NASA irá também disponibilizar o sistema de amostragem pneumática P-Sampler, desenvolvido pela Honeybee Robotics, empresa pertencente à Blue Origin. Instalado numa das pernas de aterragem da nave espacial, <strong>o dispositivo utilizará jatos de nitrogénio de alta pressão para recolher material da superfície</strong>.</p><p>Este mecanismo irá <strong>complementar o C-Sampler da JAXA</strong>, concebido para extrair amostras de camadas situadas a poucos centímetros de profundidade. A combinação permitirá estudar materiais provenientes de diferentes níveis do terreno.</p><p>Assim que as amostras chegarem à Terra, a <strong>NASA receberá e conservará aproximadamente 15% do material recolhido </strong>no laboratório de astromateriais do Centro Espacial Johnson, em Houston. Aí, estará disponível para investigação durante décadas.</p><h3>O regresso das amostras está previsto para 2031</h3><p>A sonda MMX tem previsão de <strong>chegar a Marte em agosto de 2027</strong>. A partir daí, começará a estudar as duas luas, com especial atenção a Fobos, antes de realizar a manobra de recolha, prevista para não antes de dezembro de 2028.</p><div class="texto-destacado">O regresso das amostras à Terra está previsto para 2031. A sua análise permitirá comparar as medições realizadas no espaço com estudos laboratoriais muito mais detalhados.</div><p>A missão contará ainda com o apoio da Rede do Espaço Profundo da NASA, fundamental para<strong> manter as comunicações com a nave espacial a grandes distâncias</strong>. Toda a contribuição norte-americana ocorre no âmbito do Programa Discovery da agência.</p><p>Para além dos seus resultados imediatos, a MMX poderá<strong> transformar a compreensão científica das luas marcianas e da evolução inicial dos planetas rochosos</strong>. Determinar se Fobos e Deimos surgiram de um impacto ou se são asteroides capturados ajudaria a reconstruir uma etapa remota do sistema solar que ainda guarda inúmeras incógnitas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/pela-primeira-vez-o-japao-e-a-nasa-lancam-hoje-a-nave-espacial-que-trara-a-terra-um-pedaco-de-uma-lua-de-marte.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quando voltará a chover em Portugal? O ECMWF revela as tendências de precipitação até sexta-feira, 23 de outubro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-voltara-a-chover-em-portugal-o-ecmwf-revela-as-tendencias-de-precipitacao-ate-sexta-feira-23-de-outubro.html</link><pubDate>Mon, 19 Oct 2026 08:56:24 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A chuva poderá marcar presença pontualmente em Portugal continental nos próximos dias, mas sem atingir todas as regiões. O ECMWF antecipa precipitação dispersa e possíveis alterações até sexta-feira, 23 de outubro.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbphxki"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbphxki.jpg" id="xbphxki"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois de um início de semana com condições relativamente estáveis em grande parte de Portugal continental, a evolução do estado do tempo até sexta-feira, dia 23, poderá trazer <strong>alguns episódios de precipitação</strong>. Contudo, a distribuição da chuva deverá ser irregular, com diferenças entre regiões e períodos do dia.</p><p>De acordo com os mapas do <strong>modelo europeu (ECMWF)</strong>, a precipitação prevista não deverá afetar todo o território de forma simultânea. A evolução das áreas de instabilidade sobre o Atlântico será determinante para perceber onde poderá chover.</p><h2>Terça-feira deverá manter-se maioritariamente seca</h2><p>Durante a tarde de terça-feira, dia 20, a precipitação deverá ser <strong>pouco significativa em grande parte de Portugal continental</strong>.</p><p>Segundo o ECMWF, às 16h poderão ocorrer alguns episódios muito localizados de chuva, sobretudo em áreas do interior, enquanto a generalidade do território deverá permanecer sem precipitação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-voltara-a-chover-em-portugal-o-ecmwf-revela-as-tendencias-de-precipitacao-ate-sexta-feira-23-de-outubro-1792394874318.jpg" data-image="ntporqsy9jm7" alt="Terça-feira deverá ser marcada pela ausência de chuva na maior parte do país" title="Terça-feira deverá ser marcada pela ausência de chuva na maior parte do país"><figcaption>O ECMWF prevê precipitação muito localizada durante a tarde de terça-feira, com grande parte de Portugal continental sem chuva.</figcaption></figure><p>A circulação atmosférica representada nos mapas não evidencia, para esta altura, uma <strong>faixa organizada de precipitação</strong> a atravessar Portugal continental.</p><p>Ainda assim, a ausência de chuva generalizada não exclui a ocorrência de <strong>aguaceiros pontuais</strong>, cuja localização exata poderá variar entre atualizações do modelo.</p><h2>Quarta-feira poderá trazer chuva dispersa a algumas regiões</h2><p>Na quarta-feira, dia 21, a previsão apresenta alguns sinais de <strong>maior instabilidade</strong>, embora sem indicar uma passagem frontal com precipitação generalizada sobre o continente.</p><p>Durante a manhã, por volta das 10h, o ECMWF projeta <strong>pequenas áreas de precipitação em pontos do Norte e Centro</strong>, nomeadamente nas proximidades de Coimbra, Guarda e do interior Norte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-voltara-a-chover-em-portugal-o-ecmwf-revela-as-tendencias-de-precipitacao-ate-sexta-feira-23-de-outubro-1792394928261.jpg" data-image="9liavyyyq9xn" alt="Chuva poderá surgir de forma localizada no Norte e Centro durante a manhã" title="Chuva poderá surgir de forma localizada no Norte e Centro durante a manhã"><figcaption>O modelo europeu identifica pequenas áreas de precipitação no Norte e Centro, enquanto outras regiões deverão permanecer sem chuva.</figcaption></figure><p>Durante a tarde, o cenário mantém-se relativamente semelhante, com <strong>precipitação pouco expressiva e limitada a áreas isoladas</strong>.</p><p>Às 16h, o mapa já não apresenta uma faixa organizada de chuva sobre Portugal continental, sugerindo que qualquer precipitação poderá ser <strong>passageira e bastante localizada</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794041" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-e-madeira-semana-de-mudancas-no-estado-do-tempo-eis-o-que-dizem-os-modelos.html" title="Açores e Madeira: semana de mudanças no estado do tempo? Eis o que dizem os modelos">Açores e Madeira: semana de mudanças no estado do tempo? Eis o que dizem os modelos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-e-madeira-semana-de-mudancas-no-estado-do-tempo-eis-o-que-dizem-os-modelos.html" title="Açores e Madeira: semana de mudanças no estado do tempo? Eis o que dizem os modelos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/acores-e-madeira-semana-de-mudancas-no-estado-do-tempo-eis-o-que-dizem-os-modelos-1792361269401_320.jpg" alt="Açores e Madeira: semana de mudanças no estado do tempo? Eis o que dizem os modelos"></a></article></aside><p>Esta evolução exige alguma prudência: <strong>não é possível confirmar uma passagem frontal significativa apenas com os campos de precipitação apresentados</strong>.</p><h2>Quinta-feira poderá trazer uma pausa na precipitação</h2><p>Na quinta-feira, dia 22, a previsão aponta para um período <strong>predominantemente seco em Portugal continental</strong>.</p><p>O ECMWF não identifica precipitação significativa sobre o território às 16h, enquanto as isóbaras sugerem a influência de uma região de <strong>pressão relativamente elevada</strong> sobre a Península Ibérica e o Atlântico próximo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-voltara-a-chover-em-portugal-o-ecmwf-revela-as-tendencias-de-precipitacao-ate-sexta-feira-23-de-outubro-1792395128314.jpg" data-image="24feivcz612j" alt="Quinta-feira poderá ser um dos dias mais secos da semana" title="Quinta-feira poderá ser um dos dias mais secos da semana"><figcaption>O ECMWF não prevê precipitação significativa sobre Portugal continental durante a tarde de quinta-feira, num contexto de pressão relativamente elevada.</figcaption></figure><p>Este cenário favorece a manutenção de <strong>condições geralmente estáveis</strong>, embora não permita excluir por completo a ocorrência de precipitação fraca noutros momentos do dia.</p><p>A atenção começa, entretanto, a centrar-se na evolução das <strong>áreas de precipitação presentes no Atlântico</strong>, a oeste e sudoeste da Península Ibérica.</p><h2>Sexta-feira: haverá uma nova aproximação da chuva?</h2><p>Na sexta-feira, dia 23, os mapas mostram <strong>áreas de precipitação sobre o oceano</strong>, sobretudo a sudoeste de Portugal continental.</p><p>Durante a manhã, às 10h, a chuva permanece essencialmente ao largo da costa, <strong>sem atingir de forma significativa o território continental</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-voltara-a-chover-em-portugal-o-ecmwf-revela-as-tendencias-de-precipitacao-ate-sexta-feira-23-de-outubro-1792395252973.jpg" data-image="eppjjou8njo5" alt="Áreas de precipitação surgem no Atlântico, mas permanecem afastadas da costa" title="Áreas de precipitação surgem no Atlântico, mas permanecem afastadas da costa"><figcaption>Na manhã de sexta-feira, o ECMWF prevê núcleos de precipitação a sudoeste de Portugal continental, ainda sem expressão significativa em terra.</figcaption></figure><p>Às 16h, o modelo continua a apresentar <strong>condições predominantemente secas no continente</strong>, com a precipitação concentrada sobre o Atlântico.</p><p>Assim, a <strong>previsão disponível não permite confirmar uma segunda passagem frontal com chuva generalizada na sexta-feira</strong>. A evolução das áreas de precipitação deverá continuar a ser acompanhada nas próximas atualizações.</p><h2>Onde poderá acumular-se mais precipitação até 23 de outubro?</h2><p>O mapa de precipitação acumulada apresentado para o final de sexta-feira evidencia <strong>diferenças importantes entre as regiões portuguesas</strong>.</p><p>Os valores mais expressivos surgem em áreas do <strong>Norte, particularmente no noroeste e em alguns setores do interior</strong>, enquanto grande parte do Centro e Sul apresenta acumulados reduzidos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-voltara-a-chover-em-portugal-o-ecmwf-revela-as-tendencias-de-precipitacao-ate-sexta-feira-23-de-outubro-1792395463753.jpg" data-image="im288fitlkvf" alt="Norte destaca-se nos acumulados de precipitação apresentados pelo ECMWF" title="Norte destaca-se nos acumulados de precipitação apresentados pelo ECMWF"><figcaption>O mapa do ECMWF mostra acumulados superiores no Norte e quantidades geralmente reduzidas no Centro e Sul, até ao horário apresentado.</figcaption></figure><p>Apesar destas diferenças, importa salientar que os <strong>acumulados representam a precipitação somada ao longo do período definido pelo produto meteorológico</strong>, não apenas a chuva prevista para sexta-feira.</p><p>No conjunto, a tendência aponta para <strong>precipitação irregular e pouco expressiva em grande parte de Portugal continental</strong>, com algumas exceções no Norte. A possibilidade de alterações permanece, sobretudo à medida que os modelos forem atualizando a posição e evolução das áreas de instabilidade atlântica.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-voltara-a-chover-em-portugal-o-ecmwf-revela-as-tendencias-de-precipitacao-ate-sexta-feira-23-de-outubro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ponto de orvalho: o dado escondido na previsão que anuncia doenças nas plantas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/ponto-de-orvalho-o-dado-escondido-na-previsao-que-anuncia-doencas-nas-plantas.html</link><pubDate>Mon, 19 Oct 2026 08:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Aparece em todas as previsões horárias, logo ao lado da humidade, e quase ninguém sabe para que serve. É provavelmente o número mais útil da nossa página para quem tem plantas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ponto-de-orvalho-o-dado-escondido-na-previsao-que-anuncia-doencas-nas-plantas-1792184704909.png" data-image="i6pkq6ut7gx9"><figcaption>Madrugada de nevoeiro sobre um prado, com a vegetação molhada sem ter caído qualquer chuva.</figcaption></figure><p><strong>Há previsões que dão dez ou doze valores para cada hora do dia. </strong>Olhamos para a temperatura, para a chuva e talvez para o vento, e passamos ao lado de um número que explica metade do que acontece às plantas durante a noite.</p><p><strong>Esse número é o ponto de orvalho, e vale a pena perceber o que faz.</strong></p><h2>O que é, e porque é melhor do que a humidade relativa</h2><p><strong>Ponto de orvalho</strong>: temperatura a que o ar teria de arrefecer para que o vapor de água que já transporta comece a condensar. É uma medida direta da quantidade de água no ar, e <strong>não muda quando a temperatura muda</strong>, ao contrário da humidade relativa.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A humidade relativa diz a que percentagem o ar está cheio. O ponto de orvalho diz quanta água lá está mesmo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p> Esta diferença é mais importante do que parece. Dizer que o ar está a 80 por cento de humidade não diz quanta água lá está, porque 80 por cento num dia de 30 graus é muitíssima mais água do que 80 por cento num dia de 8 graus.<strong> A humidade relativa diz a que percentagem o depósito está cheio, sem dizer o tamanho do depósito</strong>. </p><h2>A conta que prevê folhas molhadas</h2><p>Aqui está a aplicação prática, e é simples.</p><p><strong>Durante a noite a temperatura desce.</strong> Se descer até ao ponto de orvalho, o vapor condensa nas superfícies mais frias, que são precisamente as folhas. E as folhas amanhecem molhadas sem ter caído uma gota de chuva.</p><p>Isto importa porque a maioria dos fungos que atacam as plantas precisa de várias horas seguidas de folha molhada para conseguir infectar. Não é a chuva que os traz, é a duração do molhamento, e o orvalho conta tanto como a chuva.</p><p><strong>Basta então comparar dois números da previsão, a temperatura mínima prevista e o ponto de orvalho para essa noite. </strong>A tabela seguinte traduz essa diferença no que se pode esperar encontrar ao amanhecer.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Diferença entre a mínima e o ponto de orvalho</p></th><th scope="col"><p>O que esperar de manhã</p></th><th scope="col"><p>Risco de doença</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Mais de 5 ºC</p></td><td><p>Folhas secas</p></td><td><p>Baixo</p></td></tr><tr><td><p>3 a 5 ºC</p></td><td><p>Orvalho ligeiro, seca cedo</p></td><td><p>Moderado</p></td></tr><tr><td><p>1 a 3 ºC</p></td><td><p>Orvalho marcado, folhas molhadas várias horas</p></td><td><p>Alto</p></td></tr><tr><td><p>Mínima igual ou abaixo do ponto de orvalho</p></td><td><p>Orvalho forte ou nevoeiro prolongado</p></td><td><p>Muito alto</p></td></tr><tr><td><p>Ponto de orvalho negativo e mínima a atingi-lo</p></td><td><p>Geada em vez de orvalho</p></td><td><p>Risco de queima pelo frio</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Relação entre a temperatura mínima prevista, o ponto de orvalho e o estado das folhas ao amanhecer. Os limiares são indicativos e o molhamento dura mais em locais abrigados, em vales e em plantas densas, onde o ar circula menos. Fonte: elaboração própria.</td></tr></tbody></table><h2>Onde isto muda decisões concretas</h2><p><strong>Quando a mínima e o ponto de orvalho andam encostados, não regue por aspersão nem pulverize ao fim do dia.</strong> Vai acrescentar horas de molhamento a uma noite que já ia estar húmida.</p><p>Quando andam afastados, o ar está seco e o risco de doença é baixo, mas aparece outro problema: pulverizar com ar muito seco faz as gotas evaporarem antes de chegarem à folha, e aumenta a deriva. Nesses dias, trate de manhã cedo, quando o ar ainda tem alguma humidade.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="672743" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-coletores-de-neblina-podem-ser-a-solucao-para-combater-a-escassez-de-agua-potavel-no-mundo.html" title="Podem os coletores de neblina ser a solução para combater a escassez de água potável no mundo?">Podem os coletores de neblina ser a solução para combater a escassez de água potável no mundo?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-coletores-de-neblina-podem-ser-a-solucao-para-combater-a-escassez-de-agua-potavel-no-mundo.html" title="Podem os coletores de neblina ser a solução para combater a escassez de água potável no mundo?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pueden-los-atrapanieblas-ser-la-solucion-para-combatir-la-escasez-de-agua-potable-en-el-mundo-1725332841592_320.jpg" alt="Podem os coletores de neblina ser a solução para combater a escassez de água potável no mundo?"></a></article></aside><p><strong>E para colher aromáticas ou folhosas, espere que o orvalho seque. </strong>Folha molhada apodrece no frigorífico em dois dias.</p><p>Há também uma leitura geográfica. No litoral, em Aveiro, o ponto de orvalho mantém-se alto quase todo o ano, porque o ar vem do mar carregado de humidade, e por isso há orvalho com muita frequência. No interior, em Bragança ou em Évora, o ar é bem mais seco e há noites em que a temperatura desce muito sem nunca chegar ao ponto de orvalho.</p><h2>O mesmo número também prevê geada</h2><p>Se o ponto de orvalho estiver abaixo de zero e a temperatura chegar lá, em vez de orvalho forma-se gelo directamente sobre as folhas. <strong>É a geada branca</strong>.</p><p>Por isso, uma previsão de mínima de 1 ºC com ponto de orvalho de menos 4 ºC é um aviso muito mais sério do que uma mínima de 1 ºC com ponto de orvalho de 1 ºC, apesar de o número da temperatura ser o mesmo nos dois casos.</p><h2>Porque é que um ar húmido protege do frio</h2><p>Fica para o fim a parte que mais surpreende, e que explica noites que parecem contrariar a previsão.</p><p><strong>Quando o vapor de água condensa, liberta calor. </strong>É o mesmo calor que foi preciso para o evaporar, devolvido ao ambiente. Isso significa que, assim que a temperatura chega ao ponto de orvalho, a condensação começa e passa a travar o arrefecimento. A temperatura deixa de cair com a mesma facilidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ponto-de-orvalho-o-dado-escondido-na-previsao-que-anuncia-doencas-nas-plantas-1792184830331.png" data-image="p0fojz2dw4is"><figcaption>Condensação numa cobertura de plástico, o mesmo fenómeno que molha as folhas durante a noite.</figcaption></figure><p>É por isso que, com um ponto de orvalho alto, é raro a temperatura descer muito abaixo dele. E é por isso que duas noites com a mesma mínima prevista podem acabar de maneiras completamente diferentes: a que tem ar seco atravessa esse valor sem travão nenhum e continua a descer, a que tem ar húmido fica ali presa.</p><p>Daqui sai um gesto prático que se usa há muito tempo e que agora faz sentido. Numa noite de risco de geada, regue o solo ao fim da tarde. <strong>A água que evapora durante a noite sobe o ponto de orvalho junto às plantas e cria esse travão,</strong> e o solo húmido guarda e devolve mais calor do que o solo seco. São uns poucos graus, mas são muitas vezes os graus que decidem.</p><p>A partir de agora, quando abrir a previsão horária da sua zona, repare nesse número ao lado da humidade. Está lá todos os dias e conta-lhe o que vai acontecer durante a noite.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/ponto-de-orvalho-o-dado-escondido-na-previsao-que-anuncia-doencas-nas-plantas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pesca industrial: centenas de milhares de salmões são capturados acidentalmente no Alasca]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pesca-industrial-centenas-de-milhares-de-salmoes-sao-capturados-acidentalmente-no-alasca.html</link><pubDate>Mon, 19 Oct 2026 07:02:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A pesca do polaca-do-alasca — um peixe amplamente utilizado por redes de fast-food — custa caro a outras espécies e, sobretudo, ao salmão, cujas populações estão em colapso.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/peche-industrielle-des-centaines-de-milliers-de-saumons-captures-par-accident-en-alaska-biodiversite-poisson-1791974561332.jpeg" data-image="yghm8d24j42c"><figcaption>Por trás dos palitos de peixe, esconde-se uma pesca industrial que gera debate no Alasca.</figcaption></figure><p>Raias, salmões, caranguejos — à medida que as redes de <strong>navios pesqueiros</strong> gigantes são içadas para o convés, a constatação é sempre a mesma. Inúmeras espécies, muitas vezes já em declínio, acabam presas nas águas do <strong>Alasca</strong>.</p><h2>O peixe polaca-do-alasca no centro de uma controvérsia</h2><p>Muitos conhecem o <strong>peixe polaca-do-alasca </strong>(<em>Gadus chalcogrammus</em>), ou merluza-do-alasca, seja na forma de palitos de peixe panado, em sanduíches de redes de <em>fast-food</em> ou sob o nome de surimi. Este é pescado em grandes quantidades através da técnica de arrasto, na qual redes imensas são puxadas pela água para capturar os peixes.</p><p>O <strong>problema</strong>, no entanto, é que<strong> a captura não é seletiva</strong>: as redes trazem à tona também espécies que não eram o alvo, incluindo salmões que já se encontram fortemente ameaçados. "É uma técnica de pesca indiscriminada; acaba-se por capturar espécies que não eram o objetivo", explica o capitão de uma das embarcações. "É o preço a pagar para poder comer peixe", acrescenta.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/peche-industrielle-des-centaines-de-milliers-de-saumons-captures-par-accident-en-alaska-biodiversite-poisson-1791975411449.jpeg" data-image="xj5jstaq8kii"><figcaption>O polaca-do-alasca, um peixe pescado em quantidades muito grandes e utilizado em palitos de peixe panado.</figcaption></figure><p>Segundo a agência de notícias americana AP, nos últimos dez anos, os traineiros no Estreito de Bering capturaram, em média, cerca de 18 mil salmões-reais e 288 mil outros salmões por ano — principalmente salmões-keta.</p><h2>Salmões em declínio, comunidades privadas da pesca</h2><p>No Alasca, cresce o descontentamento — especialmente entre comunidades indígenas e pescadores locais — diante dos danos ecológicos causados pela pesca industrial, que se somam às alterações nas condições oceânicas e ao aquecimento da água.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764203" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-abriram-latas-de-salmao-com-40-anos-para-verificar-a-saude-dos-oceanos-e-encontraram-algo-inesperado.html" title="Cientistas abriram latas de salmão com 40 anos para verificar a saúde dos oceanos - e encontraram algo inesperado">Cientistas abriram latas de salmão com 40 anos para verificar a saúde dos oceanos - e encontraram algo inesperado</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-abriram-latas-de-salmao-com-40-anos-para-verificar-a-saude-dos-oceanos-e-encontraram-algo-inesperado.html" title="Cientistas abriram latas de salmão com 40 anos para verificar a saúde dos oceanos - e encontraram algo inesperado"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/scientists-opened-40-year-old-cans-of-salmon-to-check-on-ocean-health-and-found-something-unexpected-inside-1776182397734_320.png" alt="Cientistas abriram latas de salmão com 40 anos para verificar a saúde dos oceanos - e encontraram algo inesperado"></a></article></aside><p>No oeste do Alasca, <strong>várias populações de salmão sofreram uma redução acentuada</strong>. Ao longo do rio Yukon, foi inclusive estabelecida, em 2024, uma proibição à pesca do salmão-real (também chamado de salmão-chinook ou <em>Oncorhynchus tshawytscha</em>) com duração de sete anos, visando dar à espécie uma chance de se recuperar.</p><h2>É possível limitar o impacto da pesca industrial?</h2><p>Já existem <strong>regras que regulamentam as capturas acidentais</strong>, mas a sua eficácia e aplicação continuam no centro do debate. Os <strong>pescadores tentam evitar áreas onde os salmões se concentram</strong>, e certos dispositivos permitem que alguns peixes escapem das redes; contudo, a eficácia destes mecanismos está longe de ser total.</p><p><strong>Os críticos argumentam que as capturas acidentais podem ser controladas </strong>mais facilmente do que outras causas de declínio, e que mesmo pequenas perdas são relevantes quando se trata de espécies altamente ameaçadas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/peche-industrielle-des-centaines-de-milliers-de-saumons-captures-par-accident-en-alaska-biodiversite-poisson-1791976403745.jpeg" data-image="aaenjdceymhh"><figcaption>Para as comunidades indígenas, o salmão é muito mais do que um recurso comercial: desempenha um papel essencial na alimentação, nas tradições e na vida cultural.</figcaption></figure><p>"Cada peixe é essencial para as comunidades que vivem ao longo do rio Yukon", afirma Andrew Seitz, professor da área de pesca na Universidade do Alasca em Fairbanks.</p><p>O dilema, portanto, persiste: manter a pesca industrial para abastecer o planeta com pescado, ou preservar os ecossistemas e os meios de subsistência das comunidades locais.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Annika%20Hammerschlag" data-year="2026" data-title="The%20fish%20behind%20America%E2%80%99s%20fish%20sticks%20is%20fueling%20a%20fight%20over%20trawling%20in%20Alaska" data-url="https%3A%2F%2Fapnews.com%2Farticle%2Falaska-fish-sticks-trawling-salmon-bc01f5b40583ff75b49b01ada1b10e86">Annika Hammerschlag. (2026). <a href="https://apnews.com/article/alaska-fish-sticks-trawling-salmon-bc01f5b40583ff75b49b01ada1b10e86" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The fish behind America’s fish sticks is fueling a fight over trawling in Alaska</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pesca-industrial-centenas-de-milhares-de-salmoes-sao-capturados-acidentalmente-no-alasca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item></channel></rss>