<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Sun, 08 Nov 2026 16:30:12 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sun, 08 Nov 2026 16:30:12 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Bruna e uma depressão subtropical: eis como as temperaturas e a chuva irão evoluir em Portugal de 8 a 15 de novembro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/bruna-e-uma-depressao-subtropical-eis-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir-em-portugal-de-8-a-15-de-novembro.html</link><pubDate>Sun, 08 Nov 2026 15:11:03 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A depressão Bruna irá trazer vários dias de chuva a Portugal continental, com acumulados expressivos e temperaturas acima da média. Entretanto, uma nova depressão poderá afetar a Madeira, enquanto a instabilidade no continente deverá prolongar-se até ao próximo domingo.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbuvphy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbuvphy.jpg" id="xbuvphy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A depressão Bruna continua a influenciar o estado do tempo em Portugal, favorecendo uma semana marcada pela instabilidade, <strong>chuva por vezes forte e vento</strong>. Apesar deste cenário tipicamente outonal, a<strong>s temperaturas poderão manter-se acima da média climatológica</strong>.</p><h2>Domingo e segunda-feira: depressão Bruna aproxima-se e chuva poderá intensificar-se</h2><p>Este domingo, 8 de novembro, a depressão Bruna continua a aproximar-se de Portugal continental, favorecendo o aumento da nebulosidade, da humidade e da intensidade do vento. <strong>A precipitação já começou a afetar algumas regiões, nomeadamente Lisboa, Setúbal e o sudoeste alentejano</strong>, podendo estender-se progressivamente a outras zonas do território.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p><strong>Durante a noite deste domingo e a madrugada de segunda-feira, 9, poderão ocorrer períodos de chuva forte em várias regiões</strong>. Segundo os mapas da Meteored, algumas zonas do interior Centro, nomeadamente nas proximidades da Covilhã e do Fundão, poderão registar acumulados superiores a 50 mm em aproximadamente 24 horas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-15-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir-1794144867302.jpg" data-image="balh65m4xeej" alt="Chuva" title="Chuva"> <figcaption>A depressão Bruna aproxima-se de Portugal continental, favorecendo a entrada de frentes de precipitação. A noite de domingo para segunda-feira poderá ser marcada por períodos de chuva moderadamente forte em várias regiões.</figcaption></figure><p><strong>O vento também deverá intensificar-se, especialmente nas regiões costeiras, terras altas e locais expostos, onde poderão ocorrer rajadas superiores a 60 km/h</strong>. A proximidade do sistema depressionário poderá manter condições ventosas, com intensidade variável, até ao final da semana.</p><p>Na segunda-feira, entre o final da manhã e o início da tarde, poderá verificar-se uma diminuição temporária da precipitação, embora sem excluir chuva fraca em algumas regiões. Contudo, o final da tarde poderá marcar o início de um novo agravamento, com o regresso de precipitação mais persistente.</p><h2>Até quarta-feira os acumulados de chuva poderão atingir valores expressivos</h2><p><strong>Terça-feira, dia 10, poderá ser um dos dias mais instáveis deste episódio, com chuva frequente e possibilidade de períodos localmente fortes</strong>. Segundo o mapa de precipitação acumulada, válido até quarta-feira, 11, às 21h, algumas regiões poderão apresentar valores bastante elevados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-15-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir-1794145017111.jpg" data-image="4iqjzwse3d9q" alt="Precipitação acumulada" title="Precipitação acumulada"><figcaption>O ECMWF projeta acumulados de precipitação expressivos até quarta-feira, com valores que poderão ultrapassar os 200 mm em algumas zonas do interior Centro. Estes valores são estimativas do modelo e permanecem sujeitos a alterações.</figcaption></figure><p>Destacam-se projeções próximas de 210 mm na Covilhã, mais de 160 mm em Viseu, 135 mm em Aveiro e 120 mm em Castelo Branco. Em localidades como Porto, Braga, Coimbra e Lisboa, os valores apresentados aproximam-se ou ultrapassam os 95 mm.</p><p><strong>Estes números devem, contudo, ser interpretados com prudência</strong>. Representam acumulados previstos pelo modelo ao longo do respetivo período de integração, e não precipitação concentrada num único dia. <strong>A sua concretização dependerá da trajetória das frentes e da distribuição espacial da chuva</strong>.</p><p>Caso os acumulados mais elevados se confirmem, poderão aumentar os riscos de inundações e outros impactos hidrológicos em zonas vulneráveis.</p><h2>Porque estarão as temperaturas acima da média apesar da chuva?</h2><p>A depressão Bruna apresenta um contraste térmico interessante, associado à interação entre massas de ar mais frias, de origem polar, e ar relativamente mais quente e húmido proveniente de latitudes subtropicais. O transporte de vapor de água, potencialmente organizado num rio atmosférico, irá contribuir para aumentar a <strong>disponibilidade de humidade e favorecer precipitação abundante</strong>.</p><p>No mapa de temperatura a 850 hPa, aproximadamente 1500 metros de altitude, observa-se ar mais frio a oeste do centro depressionário, com valores localmente negativos. Já no setor oriental, onde se encontra Portugal, as temperaturas rondam os 10 a 12 °C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-15-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir-1794145232317.jpg" data-image="uf5pr0zb3b3z" alt="Temperatura 850 hPa" title="Temperatura 850 hPa"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-309046">A depressão Bruna evidencia um contraste entre o ar mais frio a oeste do seu centro (verde escuro e branco) e uma massa de ar relativamente mais amena sobre Portugal (verde mais claro). Esta configuração poderá contribuir para temperaturas superiores ao habitual, apesar da instabilidade.</figcaption></figure><p><strong>Esta configuração ajuda a explicar as anomalias térmicas positivas previstas</strong>. Por exemplo, na manhã de terça-feira, algumas regiões poderão apresentar temperaturas entre 4 e 8 °C acima da média habitual para aquela hora.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-15-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir-1794145276746.jpg" data-image="ualvx6vnbul3" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-359683">Apesar da chuva e do vento, as manhãs poderão apresentar temperaturas entre 4 e 8 °C acima da média climatológica em várias regiões. A nebulosidade e a circulação de ar ameno poderão limitar o arrefecimento noturno.</figcaption></figure><p>A nebulosidade abundante e o vento poderão limitar o arrefecimento noturno, tornando as madrugadas menos frias durante esta semana. Contudo, <strong>temperaturas acima da média não significam necessariamente tempo quente ou uma sensação térmica confortável</strong>.</p><h2>A partir de quinta-feira (12) a instabilidade poderá persistir sobretudo no Norte e Centro</h2><p>Após quarta-feira, o ECMWF sugere que o centro depressionário poderá permanecer nas proximidades do noroeste da Península Ibérica durante alguns dias. Esta configuração poderá <strong>favorecer a continuidade de períodos de chuva, sobretudo nas regiões Norte e Centro</strong>, geralmente fraca a moderada, mas potencialmente persistente. No Sul, poderão ocorrer intervalos mais prolongados sem precipitação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-15-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir-1794145352611.jpg" data-image="5ontwl50nik6" alt="Chuva" title="Chuva"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-453396">A instabilidade poderá prolongar-se até pelo menos até domingo (15), com o centro depressionário nas proximidades do noroeste da Península Ibérica. A chuva poderá continuar a afetar sobretudo as regiões Norte e Centro.</figcaption></figure><p>Até domingo, 15, a evolução dependerá da posição e deslocação dos centros depressionários no Atlântico. <strong>A incerteza aumenta significativamente nesta fase, pelo que estas indicações devem ser interpretadas como tendências</strong>, e não como previsões horárias definitivas.</p><h2>Açores e Madeira: depois da Bruna, outra depressão poderá afetar a Madeira</h2><p>Nos arquipélagos, a passagem da depressão Bruna provocou condições meteorológicas adversas, com relatos de cheias e quedas de árvores na Madeira durante sábado. A manhã de domingo trouxe uma acalmia relativa.</p><p>Ainda assim, poderão ocorrer períodos de chuva fraca a moderada durante domingo e segunda-feira, tanto na Madeira como nos Açores. No arquipélago açoriano, o vento poderá continuar moderado a forte, especialmente durante a noite de segunda-feira.</p><p>Entretanto, <strong>uma nova depressão com características subtropicais poderá desenvolver-se nas proximidades da Madeira entre terça e quarta-feira, 10 e 11 de novembro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-15-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir-1794145406584.jpg" data-image="ksz6vam0sk7h" alt="Chuva" title="Chuva"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-654012">Uma nova depressão poderá desenvolver-se no Atlântico e deslocar-se até à Madeira, transportando ar húmido e favorecendo períodos de precipitação intensa. A sua evolução e eventual deslocação para a Península Ibérica ainda apresentam incerteza.</figcaption></figure><p><strong>O sistema poderá transportar ar muito húmido e provocar períodos de precipitação intensa em intervalos relativamente curtos.</strong> Posteriormente, poderá deslocar-se para leste, em direção à Península Ibérica, com possibilidade de alguma influência no Algarve.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="797255" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/bruna-causa-inundacoes-e-desalojados-na-madeira-e-atencao-nova-depressao-agora-subtropical-a-caminho-do-arquipelago.html" title="Bruna causa inundações e desalojados na Madeira. E atenção: nova depressão, agora subtropical, a caminho do arquipélago">Bruna causa inundações e desalojados na Madeira. E atenção: nova depressão, agora subtropical, a caminho do arquipélago</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/bruna-causa-inundacoes-e-desalojados-na-madeira-e-atencao-nova-depressao-agora-subtropical-a-caminho-do-arquipelago.html" title="Bruna causa inundações e desalojados na Madeira. E atenção: nova depressão, agora subtropical, a caminho do arquipélago"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/bruna-causa-inundacoes-e-desalojados-na-madeira-e-atencao-nova-depressao-agora-subtropical-a-caminho-do-arquipelago-1794145346771_320.png" alt="Bruna causa inundações e desalojados na Madeira. E atenção: nova depressão, agora subtropical, a caminho do arquipélago"></a></article></aside><p>A formação, classificação e trajetória desta nova depressão ainda apresentam <strong>incerteza</strong>, sendo essencial acompanhar as próximas atualizações dos modelos meteorológicos, <strong>das nossas previsões aqui na Meteored Portugal, e os avisos oficiais do IPMA</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/bruna-e-uma-depressao-subtropical-eis-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir-em-portugal-de-8-a-15-de-novembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bruna causa inundações e desalojados na Madeira. E atenção: nova depressão, agora subtropical, a caminho do arquipélago]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/bruna-causa-inundacoes-e-desalojados-na-madeira-e-atencao-nova-depressao-agora-subtropical-a-caminho-do-arquipelago.html</link><pubDate>Sun, 08 Nov 2026 13:51:24 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O temporal de chuva, vento e mar agitado provocado pela depressão Bruna na Madeira gerou inundações, desalojados e mais de 100 ocorrências nas últimas horas. Prevê-se um novo agravamento do tempo no arquipélago em poucos dias devido à chegada de outra depressão.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbuvgwu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbuvgwu.jpg" id="xbuvgwu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Tal como antecipado sucessivamente pela <strong>Meteored Portugal</strong> nas inúmeras previsões lançadas ao longo da semana que termina hoje, a depressão <strong>Bruna</strong> e as suas ondulações frontais associadas possuíam <strong>o potencial de provocar impactos em território português</strong>.</p><p>Efetivamente, numa das diversas previsões publicadas durante a semana, escreveu-se mesmo que existia o <strong>“</strong><strong>risco de inundações localizadas em zonas normalmente vulneráveis, bem como de derrocadas e deslizamentos de terras. Este risco aplica-se aos Açores, Madeira e Continente</strong>, embora o impacto da precipitação, vento e agitação marítima tenham intervalos espaciais e temporais distintos nestas geografias.”</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">A 400 kilómetros en línea recta del Norte de #Canarias, si que han cumplido los pronósticos. La #BorrascaBruna provocó inundaciones y la caída de árboles en #Madeira, dejando a 5 personas sin hogar. Protección Civil registró más de cien incidentes. Video: Rogério #Tenerife https://t.co/q38D7qziTs</p>— @Chacho chacho. (@Ivany720) <a href="https://x.com/Ivany720/status/2119356191163683112?ref_src=twsrc%5Etfw">November 8, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>Algumas das razões pelas quais a Madeira foi muito mais atingida pela depressão Bruna do que a sua congénere Canárias</strong> relaciona-se com a posição geográfica do arquipélago português (por se situar mais a norte), com a trajetória descrita por Bruna (cujas frentes atingiram em cheio o território insular português, e além disso, com mais convectividade embebida - trovoadas), algo que se explica pelo transporte dos ventos de Sul/Sudoeste, e que comprova a maior exposição orográfica da Ilha da Madeira (exposição e orientação do seu relevo) neste episódio de tempo instável em particular.</p><p>E, como se antevia, <strong>o arquipélago da Madeira registou efetivamente a fase mais adversa do temporal gerado por Bruna na tarde e noite de sábado, 7 de novembro</strong>. Abaixo seguem mais registos em vídeo, partilhados nas redes sociais por diversos utilizadores, que revelam o impacto do tempo instável neste território insular português. </p><h2>Impactos provocados pela depressão Bruna no arquipélago da Madeira segundo os media</h2><p>De acordo com a SIC Notícias, <strong>“a passagem da depressão Bruna deixou oito pessoas desalojadas em Santa Cruz, na Madeira</strong>. Cinco pertencem a uma família cuja habitação ficou inundada e que está agora a receber acompanhamento dos serviços municipais”.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Heavy rain, which was forecast for #Funchal swept in causing problems for motorists and pedestrians. Spectacular rainfall with more on the way and our late morning flight back to the UK already delayed until tomorrow evening. @StormHour #Madeira #Weather #StormBruna https://t.co/WSuOYpSfdc</p>— Ian Gee (@IanGee19) <a href="https://x.com/IanGee19/status/2119156968094904707?ref_src=twsrc%5Etfw">November 7, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>Entre as 20:00 e as 23:00 de sábado, 7 de novembro houve mais de uma centena de ocorrências</strong>. “Em comunicado, o Serviço Regional de Proteção Civil (SRPC) informa que sinalizou 47 quedas de árvores, 28 inundações, 16 limpezas de via e sinalização e oito movimentos de massa.”</p><p>Ainda segundo a SIC Notícias, “as restantes ocorrências dizem respeito a desabamentos de estruturas, quedas elétricas e desentupimentos. <strong>No Aeroporto da Madeira, dezenas de voos foram cancelados no sábado devido à chuva intensa e aos ventos fortes</strong>. As ligações aéreas estão suspensas desde as 17h00 da tarde” de ontem, dia 7 de novembro.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Vídeo del temporal de Lluvia y viento en Caniço en #Madeira. Ese archipiélago juega con mucha más ventaja, al estar más al Norte los frentes le entran de lleno y con mucha más convectividad. A #Canarias en cambio los sistemas frontales nos llegan ya desgastados. #Tenerife #Bruna https://t.co/Yl8BCLhU70</p>— @Chacho chacho. (@Ivany720) <a href="https://x.com/Ivany720/status/2119360849026461767?ref_src=twsrc%5Etfw">November 8, 2026</a></blockquote></figure><p>No entanto, na primeira metade deste domingo, 8 de novembro, as condições meteorológicas desagravaram significativamente na Região Autónoma da Madeira. Em declarações à RTP Notícias ao início da manhã deste domingo (8), <strong>Valter Ferreira, comandante de assistência às operações de Proteção Civil,</strong> <strong>descreveu “(...) uma madrugada relativamente calma</strong>, em comparação com aquilo que foi o início da noite de ontem”.</p><h2>Atenção, madeirenses: há uma nova depressão, agora subtropical, a caminho do arquipélago</h2><p><strong>Entre os dias 10 e 11 de novembro (terça e quarta-feira)</strong>, os mapas de referência da Meteored, baseados no modelo ECMWF, preveem que uma <strong>nova depressão, desta feita com características subtropicais</strong> e por isso diferente de Bruna no tipo de fatores que a alimentam, possa <strong>atingir em pleno o arquipélago da Madeira</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bruna-causa-inundacoes-e-desalojados-na-madeira-e-atencao-nova-depressao-agora-subtropical-a-caminho-do-arquipelago-1794144803731.jpg" data-image="clouxvkelorm"><figcaption>De momento, o modelo Europeu prevê que, em termos de precipitação, o impacto mais significativo da passagem da depressão subtropical no arquipélago da Madeira possa ocorrer algures entre a tarde e noite de terça-feira (10) e a madrugada e manhã de quarta-feira (11).</figcaption></figure><p>Num curto período de tempo o arquipélago da Madeira poderá então sujeitar-se novamente a efeitos meteorológicos adversos: <strong>seria a segunda depressão num intervalo de somente 4 dias</strong>.</p><p>Nas próximas previsões que publicarmos analisaremos ao detalhe esta depressão subtropical, a sua génese e os <strong>possíveis efeitos na Madeira</strong><strong>, e também no Continente</strong>, onde poderá alimentar as frentes geradas pela ainda depressão Bruna.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="797162" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-avisa-sobre-a-chuva-previstos-150-a-250-mm-entre-domingo-e-quinta-em-10-distritos-do-norte-e-centro.html" title="Alfredo Graça avisa sobre a chuva: “previstos 150 a 250 mm entre domingo e quinta em 10 distritos do Norte e Centro'">Alfredo Graça avisa sobre a chuva: “previstos 150 a 250 mm entre domingo e quinta em 10 distritos do Norte e Centro"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-avisa-sobre-a-chuva-previstos-150-a-250-mm-entre-domingo-e-quinta-em-10-distritos-do-norte-e-centro.html" title="Alfredo Graça avisa sobre a chuva: “previstos 150 a 250 mm entre domingo e quinta em 10 distritos do Norte e Centro'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-avisa-sobre-a-chuva-previstos-150-a-250-mm-entre-domingo-e-quinta-em-10-distritos-do-norte-e-centro-1794062813593_320.png" alt="Alfredo Graça avisa sobre a chuva: “previstos 150 a 250 mm entre domingo e quinta em 10 distritos do Norte e Centro'"></a></article></aside><p>Como estamos cada vez mais próximos do início deste episódio de tempo instável, tudo indica que <strong>a baixa subtropical realmente irá condicionar o tempo na Madeira, principalmente com precipitação e trovoadas</strong>, mas também com rajadas pontualmente fortes e um <strong>agravamento da agitação marítima entre terça (10) e quarta-feira (11)</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Marta%20Caires%20e%20SIC%20Not%C3%ADcias" data-year="2026" data-title="Depress%C3%A3o%20Bruna%20provoca%20inunda%C3%A7%C3%B5es%20e%20deixa%20fam%C3%ADlia%20desalojada%20na%20Madeira" data-url="https%3A%2F%2Fsicnoticias.pt%2Fmeteorologia%2F2026-11-08-depressao-bruna-provoca-inundacoes-e-deixa-familia-desalojada-na-madeira-b2e1ce14%23Echobox%3D1794127523">Marta Caires e SIC Notícias. (2026). <a href="https://sicnoticias.pt/meteorologia/2026-11-08-depressao-bruna-provoca-inundacoes-e-deixa-familia-desalojada-na-madeira-b2e1ce14#Echobox=1794127523" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Depressão Bruna provoca inundações e deixa família desalojada na Madeira</a>.</cite><br><cite data-author="Carlos%20Santos%20Neves%20-%20RTP" data-year="2026" data-title="Efeitos%20da%20depress%C3%A3o%20Bruna.%20Mau%20tempo%20deixa%20cinco%20desalojados%20na%20Madeira" data-url="https%3A%2F%2Fwww.rtp.pt%2Fnoticias%2Fpais%2Fefeitos-da-depressao-bruna-mau-tempo-deixa-cinco-desalojados-na-madeira_n1777689">Carlos Santos Neves - RTP. (2026). <a href="https://www.rtp.pt/noticias/pais/efeitos-da-depressao-bruna-mau-tempo-deixa-cinco-desalojados-na-madeira_n1777689" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Efeitos da depressão Bruna. Mau tempo deixa cinco desalojados na Madeira</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/bruna-causa-inundacoes-e-desalojados-na-madeira-e-atencao-nova-depressao-agora-subtropical-a-caminho-do-arquipelago.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Oásis em risco no gelo: a urgência de blindar a vegetação única da Antártida]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/oasis-em-risco-no-gelo-a-urgencia-de-blindar-a-vegetacao-unica-da-antartida.html</link><pubDate>Sun, 08 Nov 2026 09:45:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Satélites revelam grandes lacunas na rede de reservas ecológicas da Antártida. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/oasis-em-risco-no-gelo-a-urgencia-de-blindar-a-vegetacao-unica-da-antartida-1793795360249.jpeg" data-image="ryzsh29hw52b"><figcaption>Detetar esta escassa vegetação requer satélites de alta resolução capazes de distinguir manchas milimétricas de musgo entre a imensidão branca.</figcaption></figure><p>Apesar da imagem tradicional da Antártida como uma vasta e inóspita paisagem de gelo e neve, <strong>o continente mais frio do planeta também abriga vida vegetal</strong>. No entanto, um estudo recente revela uma realidade preocupante: <strong>apenas 21,4% da escassa flora antártica encontra-se, atualmente, inserida em áreas protegidas.</strong></p><div class="texto-destacado">Esta vegetação cobre sensivelmente 44 quilómetros quadrados, o que equivale a um ínfimo 0,00031% da superfície total do continente.<br></div><p>Apesar da sua reduzida dimensão, <strong>esta flora desempenha funções ecológicas absolutamente cruciais</strong>. É um elemento fundamental para a regulação global do ciclo da água e do carbono, servindo também para proporcionar abrigo e alimento a diversas comunidades de insetos e microrganismos vitais para a sobrevivência do ecossistema polar.</p><h2> Identificação de novas áreas prioritárias </h2><p>Para colmatar esta considerável lacuna de proteção, uma nova investigação, identificou <strong>92 localizações onde a ampliação das zonas de conservação seria prioritária</strong>. A equipa internacional utilizou dados de satélite de alta resolução para mapear estas áreas. O estudo pretende apoiar e orientar as decisões do Comité para a Proteção do Ambiente do Tratado Antártico. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/oasis-em-risco-no-gelo-a-urgencia-de-blindar-a-vegetacao-unica-da-antartida-1793795493286.png" data-image="eblbptjc5o4e"><figcaption>Toda a vegetação da Antártida cabe em 44 quilómetros quadrados, cobrindo apenas 0,00031% do continente, mas sustentando microecossistemas vitais.</figcaption></figure><p>A proposta assume particular relevância por contribuir para o objetivo do Quadro Mundial de Biodiversidade de Kunming-Montreal,<strong> que estabelece a necessidade de proteger pelo menos 30% das zonas terrestres e marinhas do planeta até 2030.</strong> Entre as zonas propostas para proteção destacam-se a Península de Fildes, o Vale de Taylor e as Colinas de Vestfold. </p><h2> Ameaças e singularidade da flora antártica </h2><p>Na seleção destas áreas críticas, os cientistas ponderaram as graves ameaças que a flora enfrenta. <strong>Avaliou-se o impacto da proximidade a infraestruturas humanas, como estações de investigação</strong>, bem como o perigo introduzido por espécies exóticas invasoras (como é o caso da <em>Poa annua</em>, uma planta que já se estabeleceu na região e ameaça a flora nativa). </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/oasis-em-risco-no-gelo-a-urgencia-de-blindar-a-vegetacao-unica-da-antartida-1793795673332.png" data-image="8i8b0f9rf34z"><figcaption>A Antártida tem só duas plantas com flor. Os seus musgos sobrevivem desidratando no frio extremo e reativam-se com água.</figcaption></figure><p>A vegetação autóctone é altamente especializada e inclui apenas duas espécies com flor: o cravo-antártico (<em>Deschampsia antarctica</em>) e a <em>Colobanthus quitensis</em>. <strong>A maior riqueza encontra-se nos quase 400 líquenes e em mais de 150 briófitas (musgos)</strong>.<strong> </strong>Os investigadores sublinham que estes musgos são excelentes indicadores climáticos, pois conseguem desidratar na ausência de humidade e reativar-se rapidamente quando as condições ambientais se tornam favoráveis. </p><h2> Os próximos passos para a conservação futura </h2><p>As conclusões da investigação fornecem um roteiro estruturado, sustentado em evidências empíricas, para reforçar a proteção dos ecossistemas terrestres da Antártida. A pesquisa demonstra claramente que amplas faixas desta flora essencial se encontram hoje fora da rede de reservas protegidas. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="759330" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/por-que-a-antartica-esta-ficando-verde-as-imagens-que-surpreendem-os-especialistas.html" title="Porque a Antártida está a 'ficar verde': as imagens que surpreendem os especialistas">Porque a Antártida está a "ficar verde": as imagens que surpreendem os especialistas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/por-que-a-antartica-esta-ficando-verde-as-imagens-que-surpreendem-os-especialistas.html" title="Porque a Antártida está a 'ficar verde': as imagens que surpreendem os especialistas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-la-antartida-se-esta-volviendo-verde-las-imagenes-que-desconciertan-a-los-expertos-1773622905541_320.png" alt="Porque a Antártida está a 'ficar verde': as imagens que surpreendem os especialistas"></a></article></aside><p>De acordo com os investigadores, o próximo passo crucial envolverá a validação da informação recolhida através dos satélites. <strong>Será necessário realizar campanhas e expedições no terreno de forma a confirmar presencialmente a presença e o estado desta vegetação</strong>. Este esforço analítico e prático criará bases sólidas e cientificamente rigorosas para as futuras políticas de preservação vegetal, salvaguardando assim a biodiversidade ímpar deste recôndito ponto do globo. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="CREAF" data-year="2026" data-title="Solo%20una%20quinta%20parte%20de%20la%20vegetaci%C3%B3n%20de%20la%20Ant%C3%A1rtida%20est%C3%A1%20en%20%C3%A1reas%20protegidas" data-url="https%3A%2F%2Fwww.agenciasinc.es%2FNoticias%2Fsolo-una-quinta-parte-de-la-vegetacion-de-la-antartida-esta-en-areas-protegidas">CREAF. (2026). <a href="https://www.agenciasinc.es/Noticias/solo-una-quinta-parte-de-la-vegetacion-de-la-antartida-esta-en-areas-protegidas" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Solo una quinta parte de la vegetación de la Antártida está en áreas protegidas</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/oasis-em-risco-no-gelo-a-urgencia-de-blindar-a-vegetacao-unica-da-antartida.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sintra quer ligar os espaços verdes do concelho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/sintra-quer-ligar-os-espacos-verdes-do-concelho.html</link><pubDate>Sun, 08 Nov 2026 08:33:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A Rede Verde Sintrense pretende unir parques, jardins e zonas naturais através de caminhos pedonais e cicláveis. A ideia é levar mais natureza às zonas urbanas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sintra-quer-ligar-os-espacos-verdes-do-concelho-1793825253627.jpg" data-image="y5cpfcxl36xd" alt="Sintra" title="Sintra"><figcaption>Sintra quer ligar os espaços verdes e criar percursos para fugir ao betão. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>E se Sintra tivesse todos os espaços verdes ligados entre si? Parece um daqueles projetos que não passam de um sonho, mas pode estar mais perto do que imagina. Chama-se<strong> Rede Verde Sintrense</strong>.</p><div class="texto-destacado">Sintra já tem motivos de sobra para ser associada à natureza. Mas a Câmara Municipal quer que o verde não fique concentrado na serra ou em espaços que obrigam a pegar no carro para lá chegar. </div><p> O projeto foi apresentado pela Câmara Municipal de Sintra e a notícia foi avançada pelo ‘Público’. O jornal explica que a nova Rede Verde Sintrense pretende aproximar parques, jardins e zonas naturais, criando percursos que tornem o concelho mais agradável para quem vive, trabalha ou simplesmente gosta de o descobrir.</p><p><strong>A ideia é simples:</strong> em vez de cada espaço verde funcionar como uma ilha, todos deverão fazer parte de uma rede. Assim, sair de casa para chegar a um parque, a uma escola ou a outro espaço público poderá significar percorrer caminhos mais arborizados, seguros e confortáveis.</p><p>O objetivo central é que “cada parque deixe de ser um espaço isolado e que se passe a planear os espaços verdes como uma verdadeira<strong> rede ao serviço dos sintrenses</strong>”.</p><h2>Há parques novos e espaços verdes que vão ganhar outra vida</h2><p>A Rede Verde Sintrense deverá, assim, <strong>abranger vários pontos do concelho</strong>, incluindo o Parque Urbano da Ribeira de Rio de Cões, o Parque Urbano dos Hibiscos, o Parque Urbano de Vale Mourão e os parques lineares das ribeiras de Caparide e das Jardas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sintra-quer-ligar-os-espacos-verdes-do-concelho-1793825921230.jpg" data-image="c3wqm1eb7y0p" alt="Sintra" title="Sintra"><figcaption>A autarquia indica que, até ao momento, escolheu dez locais que integrarão a estrutura. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>A lista inclui ainda o Parque Urbano do Mirante, em Pego Longo, a ampliação do Parque Urbano da Bela Vista, o Parque Linear de Agualva-Cacém, o Parque de Merendas do Magoito, o Jardim da Vigia e o Parque Florestal da Ribafria.</p><p>O melhor é que não se trata apenas de desenhar novos caminhos num mapa. <strong>A autarquia prevê também recuperar e valorizar diferentes zonas verdes</strong>, com intervenções que poderão incluir a plantação de árvores, a melhoria das infraestruturas e a criação de novos espaços de lazer.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790593" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/estas-cidades-vao-ganhar-enormes-florestas-mesmo-a-porta-de-casa.html" title="Estas cidades vão ganhar florestas enormes mesmo à porta de casa">Estas cidades vão ganhar florestas enormes mesmo à porta de casa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/estas-cidades-vao-ganhar-enormes-florestas-mesmo-a-porta-de-casa.html" title="Estas cidades vão ganhar florestas enormes mesmo à porta de casa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estas-cidades-vao-ganhar-enormes-florestas-mesmo-a-porta-de-casa-1790433732188_320.jpg" alt="Estas cidades vão ganhar florestas enormes mesmo à porta de casa"></a></article></aside><p>O trabalho passa agora por definir prioridades, consolidar os projetos e perceber como serão feitas as ligações entre os vários locais. Ou seja, ainda há muito para tratar antes de a rede estar totalmente disponível.</p><h2>Caminhos para andar a pé, pedalar e respirar melhor</h2><p>Uma das grandes apostas do projeto está nos percursos que vão ligar os diferentes espaços. Dependendo das características de cada zona, <strong>poderão ser criados caminhos pedonais, passeios arborizados, vias cicláveis e corredores verdes</strong> ao longo de ribeiras.</p><div class="texto-destacado">A intenção é que estas ligações sejam úteis para diferentes tipos de utilizadores. </div><p>A <strong>aposta nas zonas urbanas </strong>é particularmente importante. É aí que o contacto com a natureza nem sempre é tão fácil e onde as árvores e os espaços verdes podem fazer uma diferença significativa. Além de contribuírem para a qualidade de vida, ajudam a reduzir o efeito das temperaturas elevadas, a melhorar a qualidade do ar e a favorecer a biodiversidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sintra-quer-ligar-os-espacos-verdes-do-concelho-1793826145726.jpg" data-image="055rzpja5uon" alt="Sintra" title="Sintra"><figcaption>Os primeiros percursos, promete a CMS, "vão nascer já ao longo do actual mandato", mas não há uma data concreta para a finalização do projeto. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Sim, porque a Rede Verde Sintrense surge também como <strong>uma resposta aos desafios das alterações climáticas</strong>. O presidente da Câmara Municipal, Marco Almeida, defende a necessidade de avançar com este tipo de intervenções, numa altura em que tornar os territórios mais resilientes é cada vez mais urgente.</p><p>E quando é que tudo ganhará forma? Os primeiros percursos deverão começar a surgir durante o atual mandato autárquico, embora<strong> ainda não exista uma data definida </strong>para a conclusão de toda a rede.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="P%C3%BAblico%2C%20Serafim%2C%20T" data-year="2026" data-title="Sintra%20vai%20ter%20uma%20rede%20para%20ligar%20os%20espa%C3%A7os%20verdes%20do%20concelho%2C%20sobretudo%20nas%20zonas%20urbanas" data-url="https%3A%2F%2Fwww.publico.pt%2F2026%2F10%2F16%2Flocal%2Fnoticia%2Fsintra-vai-rede-ligar-espacos-verdes-concelho-sobretudo-zonas-urbanas-2191404">Público, Serafim, T. (2026). <a href="https://www.publico.pt/2026/10/16/local/noticia/sintra-vai-rede-ligar-espacos-verdes-concelho-sobretudo-zonas-urbanas-2191404" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Sintra vai ter uma rede para ligar os espaços verdes do concelho, sobretudo nas zonas urbanas</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/sintra-quer-ligar-os-espacos-verdes-do-concelho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Rosa Moreira, agrónoma: "as favas e as ervilhas semeadas agora dão colheita em março"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/rosa-moreira-agronoma-as-favas-e-as-ervilhas-semeadas-agora-dao-colheita-em-marco.html</link><pubDate>Sun, 08 Nov 2026 07:21:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Há quem guarde as sementes de fava para fevereiro, à espera de tempo melhor. É o engano mais caro do calendário da horta, porque estas duas culturas precisam exactamente do contrário.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/rosa-moreira-agronoma-as-favas-e-as-ervilhas-semeadas-agora-dao-colheita-em-marco-1794062665679.png" data-image="qo5aix2lefxf"><figcaption>O resultado de uma sementeira de novembro: vagens cheias em março, antes do calor e do pulgão.</figcaption></figure><p><strong>Novembro parece o pior mês possível para semear seja o que for</strong>. Os dias estão curtos, a terra está fria e vem chuva atrás de chuva.</p><p>Para a maior parte das hortícolas é mesmo. Para as leguminosas de inverno é o momento certo, e por uma razão que nada tem a ver com aguentarem o frio.</p><h2>Porque é que se semeiam agora e não na primavera</h2><p><strong>A planta semeada em novembro não cresce quase nada durante o inverno, e é precisamente isso que se pretende</strong>. Enquanto a parte de cima parece parada, a raiz desce e instala-se.</p><p>Quando as temperaturas sobem, em fevereiro e março, a planta já tem raiz feita e arranca de imediato para a floração. Uma fava semeada em fevereiro tem de fazer as duas coisas ao mesmo tempo, raiz e flor, e chega sempre atrasada.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg> <em>As favas e as ervilhas semeadas agora dão colheita em março. As de fevereiro chegam sempre atrasadas, e apanham o calor e o pulgão em cheio.</em> <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>E o atraso cobra-se duas vezes</strong>. Primeiro porque a floração apanha calor, e com calor a flor vinga mal e caem muitas vagens novas. Depois porque a explosão de pulgão-preto chega em abril e maio, e encontra a planta tardia ainda tenra e em plena flor, em vez de já com vagem formada.</p><h2>Quanto frio aguentam, e onde convém proteger</h2><p>Aguentar o inverno não é o mesmo que aguentar qualquer noite do inverno. A tabela seguinte reúne os <strong>limites aproximados de cada uma</strong>, e sobretudo a fase em que o frio faz estragos a sério.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Cultura</p></th><th scope="col"><p>Aguenta até cerca de</p></th><th scope="col"><p>Fase mais sensível</p></th><th scope="col"><p>Nota</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Fava</p></td><td><p>-6 ºC em planta jovem</p></td><td><p>Flor e vagem recém-formada</p></td><td><p>A mais rústica das duas</p></td></tr><tr><td><p>Ervilha rasteira</p></td><td><p>-5 ºC em planta jovem</p></td><td><p>Flor</p></td><td><p>Dispensa tutor</p></td></tr><tr><td><p>Ervilha de trepar</p></td><td><p>-4 ºC em planta jovem</p></td><td><p>Flor e rebentos novos</p></td><td><p>Tutor colocado logo na sementeira</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="4">Resistência aproximada ao frio das leguminosas de inverno, com a fase em que o dano é maior. Os valores referem-se a plantas jovens e bem enraizadas, variam com a variedade e com o estado da planta, e o risco é sempre maior nos pontos baixos do terreno, onde o ar frio se acumula, e em noites de céu limpo e sem vento. Fonte: elaboração própria.</td></tr></tbody></table><p>Daqui sai a diferença entre regiões. <strong>Em Bragança e nas terras altas convém semear na primeira quinzena de novembro</strong>, para a planta chegar ao frio a sério já com algum porte. <strong>Em Leiria e no litoral a janela estende-se confortavelmente por dezembro. Em Beja e no sul há margem até janeiro</strong>, embora quem semeia cedo colha sempre mais.</p><h2>O que estas plantas fazem ao solo enquanto crescem</h2><p>Há uma razão para as leguminosas entrarem em todas as rotações de culturas, e ela não está à vista. Está debaixo da terra, agarrada às raízes.</p><div class="texto-destacado"><strong>Fixação biológica de azoto</strong> - Processo em que bactérias do género Rhizobium, alojadas em nódulos nas raízes das leguminosas, captam o azoto do ar e o convertem numa forma que a planta consegue aproveitar. Em troca, recebem açúcares da planta. É por isso que as favas e as ervilhas crescem bem sem adubo azotado e deixam o solo melhor do que o encontraram.</div><p><strong>Se arrancar uma planta no fim do ciclo e sacudir a terra, vê os nódulos sem dificuldade: </strong>bolinhas do tamanho de uma cabeça de alfinete agarradas às raízes finas. Corte uma ao meio, e se estiver rosada por dentro é porque esteve a trabalhar.</p><p><strong>Daqui saem duas regras práticas. </strong>Não adube com azoto, porque a planta, tendo-o à mão, deixa de o fixar e gasta tudo em folha. E não repita leguminosas no mesmo canteiro dois anos seguidos, para não acumular as doenças de raiz que as afectam.</p><h2>Semear, na prática</h2><p><strong>A fava enterra-se a quatro ou cinco centímetros</strong>, com vinte a vinte e cinco centímetros entre plantas e cerca de sessenta entre linhas. A ervilha fica mais à superfície, a dois ou três centímetros, e mais junta na linha.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/rosa-moreira-agronoma-as-favas-e-as-ervilhas-semeadas-agora-dao-colheita-em-marco-1794062708508.png" data-image="zi3umr2bjwhi"><figcaption>Favas seguras por canas e fio, a forma de as manter em pé nas rajadas de inverno.</figcaption></figure><p><strong>Não ponha as sementes de molho antes de semear, por muito que o conselho ande por aí</strong>. A semente embebida absorve água depressa de mais, racha, e em terra fria e húmida apodrece em vez de nascer.</p><p>Se semear ervilha de trepar, ponha o tutor no mesmo dia. Espetar canas num canteiro já cheio de plantas é a melhor maneira de cortar raízes que estavam a trabalhar há meses.</p><p>E<strong> semeie em linha dupla</strong>, com as duas linhas próximas. As plantas apoiam-se umas nas outras e aguentam muito melhor as rajadas das depressões de inverno do que uma linha isolada.</p><h2>O erro que se comete na colheita</h2><p>Fica para o fim o gesto que decide se todo este trabalho serve só para esta colheita ou também para a seguinte.</p><p><strong>Quando a produção acabar, não arranque as plantas</strong>. Corte os caules rente ao solo e deixe as raízes na terra. Os nódulos ficam lá e vão libertando o azoto à medida que se decompõem, exactamente no sítio onde vai semear a seguir. A parte de cima vai para o composto ou fica à superfície, como cobertura.</p><p>É nesse canteiro que deve pôr o tomate, a courgette ou as couves da época seguinte. Arrancar as plantas pela raiz leva embora, num gesto, o adubo que elas passaram o inverno a fabricar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796836" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/7-plantas-de-interior-que-se-dao-bem-em-vasos-pequenos-e-como-saber-quando-precisam-de-ser-transplantadas.html" title="7 plantas de interior que se dão bem em vasos pequenos e como saber quando precisam de ser transplantadas">7 plantas de interior que se dão bem em vasos pequenos e como saber quando precisam de ser transplantadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/7-plantas-de-interior-que-se-dao-bem-em-vasos-pequenos-e-como-saber-quando-precisam-de-ser-transplantadas.html" title="7 plantas de interior que se dão bem em vasos pequenos e como saber quando precisam de ser transplantadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/7-plantas-de-interior-que-son-felices-en-macetas-pequenas-y-como-saber-cuando-necesitan-un-trasplante-1793787519768_320.jpg" alt="7 plantas de interior que se dão bem em vasos pequenos e como saber quando precisam de ser transplantadas"></a></article></aside><p><strong>E fica outra coisa, para abril</strong>. Assim que as primeiras vagens estiverem formadas na fava, corte os vinte centímetros da ponta de cada planta. O pulgão-preto instala-se precisamente nos rebentos tenros do topo, e tirá-los afasta boa parte do problema sem produto nenhum, além de mandar a energia para as vagens. Essas pontas comem-se salteadas, como se fossem espinafres.</p><p>Para escolher o dia, veja a previsão da sua zona. <strong>Semeie com a terra húmida mas ainda trabalhável, alguns dias depois de chuva e nunca na véspera de uma série de dias de chuva forte</strong>. A semente da fava é grande e rica, e em solo encharcado apodrece antes de chegar a nascer.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/rosa-moreira-agronoma-as-favas-e-as-ervilhas-semeadas-agora-dao-colheita-em-marco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Divindades atmosféricas e megassecas: a complexa relação dos maias com fenómenos climáticos extremos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/divindades-atmosfericas-e-megassecas-a-complexa-relacao-dos-maias-com-fenomenos-climaticos-extremos.html</link><pubDate>Sun, 08 Nov 2026 06:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O fim da civilização maia é frequentemente associado a secas severas ocorridas na Mesoamérica entre 800 e 950 d.C., as quais contribuíram para o colapso dos maias e do seu esplendor religioso e cultural.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/dioses-atmosfericos-y-sequias-en-la-civilizacion-maya-1792785639127.jpg" data-image="ceyeo72xqk1v"><figcaption>As ruínas das cidades maias são testemunhas silenciosas do seu antigo esplendor. Secas severas contribuíram para o colapso dessa civilização mesoamericana.</figcaption></figure><p>Há algum tempo têm vindo a acumular-se evidências que associam o <strong>colapso da civilização maia</strong> a uma série de<strong> secas severas na Mesoamérica</strong> — região onde os maias se estabeleceram entre 2000 a.C. (início do período Pré-clássico) e 900 d.C. (fim do período Clássico), momento em que teve início o seu declínio. O debate científico contrapõe a<strong> teoria de que essas secas teriam provocado o fim da civilização maia</strong> à visão de que foram apenas um dos vários fatores contribuintes.</p><p>Segundo o historiador Peter Frankopan: "...é possível que o aspeto mais significativo não tenha sido a falta de chuvas, mas sim o <strong>aumento das temperaturas no verão </strong>e o seu impacto sobre o milho — como demonstraram investigações recentes. Na cultura maia, isso era relevante não apenas pelas consequências para a disponibilidade de alimentos, mas também devido à ligação simbólica entre a legitimidade política e o milho".<strong><em></em></strong></p><h2>A máquina atmosférica controlada pelos deuses</h2><p>Os fenómenos meteorológicos eram parte integrante da cosmovisão maia, como evidenciado pelas suas divindades.<strong> Para os maias, os deuses não apenas controlavam a natureza; eles eram a própria natureza</strong>, manifestando-se através de diversos elementos vitais e atmosféricos, como a chuva ou o vento. </p><p>Uma das divindades mais reverenciadas era <strong>Chaac, o deus da água, da chuva e das tempestades</strong>. É fácil imaginar que, sempre que uma seca se instalava, as oferendas, as orações e os sacrifícios humanos aumentavam, tudo na esperança de que Chaac trouxesse água.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dioses-atmosfericos-y-sequias-en-la-civilizacion-maya-1792785668318.jpg" data-image="3fi2odwi6050"><figcaption>Máscaras do deus maia Chaac esculpidas em pedra numa das construções do complexo arqueológico de Xlapak, em Yucatán, no México.</figcaption></figure><p>Também não podemos esquecer <strong>Kukulkán, deus do vento e da água</strong>, representado como uma serpente emplumada e amplamente representado nos templos e edifícios das cidades maias espalhadas pela península de Yucatán, como Chichén Itzá ou Uxmal. Kukulkán é uma das divindades mais importantes da Mesoamérica, porque combina o papel de deus das tempestades com o de um dos deuses criadores do mundo e da humanidade, segundo nos conta o Popol-Vuh (livro sagrado dos maias).</p><p>Mas o nome de uma divindade maia que nos parece mais familiar é <strong>Hurakán</strong> (hun-r-akan) que, segundo o Popol-Vuh, significa <strong>“coração do céu”</strong> e é representado como uma divindade de uma perna só [hun (uma) e akan (perna)]. De acordo com a mitologia maia, ele emergiu do coração do céu para<strong> governar trovões, relâmpagos, ventos e tempestades</strong>. Os conquistadores espanhóis adotaram esta palavra da língua Tainá quando chegaram àquelas terras: tornou-se "huracán", termo espanhol comummente usado para se referir a um furacão, um ciclone tropical.</p><h2>Secas severas como gatilhos para o colapso</h2><p>Voltemos às secas que impactaram gravemente a civilização maia. Mais uma vez, Peter Frankopan, no seu livro <em>The Earth Transformed</em> (Crítica, 2024), ajuda-nos a compreender a questão: "A precipitação média diminuiu cerca de 50% — e, em alguns casos, até 70% —, provavelmente devido a mudanças na atividade solar, erupções vulcânicas ou a uma combinação de ambos. Isto agravou os problemas causados pela rápida desflorestação (...) O <strong>derrube</strong><strong> de árvores intensificou as condições de seca</strong>, pois menos água evapora das terras desflorestadas, o que tem um impacto negativo na formação de nuvens e na precipitação".</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dioses-atmosfericos-y-sequias-en-la-civilizacion-maya-1792785703603.jpg" data-image="4bwjzj6bgrqe"><figcaption>A imponente pirâmide de El Castillo no sítio arqueológico maia de Chichén Itzá, em Yucatán, México.</figcaption></figure><p>Um estudo publicado em 2012 na revista <em>Science</em>, da autoria dos investigadores Martín Medina-Elizalde e Eelco J. Rohling, demonstrou que, entre os anos 800 e 950 d.C. — período em que a civilização maia clássica floresceu e, posteriormente, entrou em colapso —, a precipitação anual diminuiu entre 25% e 40%.</p><p>Esta queda foi significativa o suficiente para fazer com que a evaporação superasse a precipitação no balanço hídrico, resultando num <strong>rápido declínio na disponibilidade de água doce</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="744113" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-relogio-cosmico-dos-maias-o-engenhoso-sistema-de-3-calendarios-que-previa-eclipses-e-regia-a-vida.html" title="O relógio cósmico dos Maias: o engenhoso sistema de 3 calendários que previa eclipses e regia a vida">O relógio cósmico dos Maias: o engenhoso sistema de 3 calendários que previa eclipses e regia a vida</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-relogio-cosmico-dos-maias-o-engenhoso-sistema-de-3-calendarios-que-previa-eclipses-e-regia-a-vida.html" title="O relógio cósmico dos Maias: o engenhoso sistema de 3 calendários que previa eclipses e regia a vida"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-reloj-cosmico-de-los-mayas-el-ingenioso-sistema-de-3-calendarios-que-predecia-eclipses-y-regia-la-vida-1764966074465_320.jpeg" alt="O relógio cósmico dos Maias: o engenhoso sistema de 3 calendários que previa eclipses e regia a vida"></a></article></aside><p>Chaac começou a falhar com os maias; contudo, a seca não provocou o fim da civilização de uma só vez. Segundo Frankopan: "<strong>Não foi o mundo maia como um todo que entrou em colapso, mas sim a estrutura que o sustentava</strong> — a rede de ligações que unia diferentes localidades, facilitava a troca de bens e ideias e servia de base para alianças, rivalidades e competições entre os governantes. No meio da seca, das colheitas insuficientes e da falha dos mecanismos de controlo estabelecidos, tornou-se impossível para os governantes atender às expectativas e manter a sua autoridade".</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/divindades-atmosfericas-e-megassecas-a-complexa-relacao-dos-maias-com-fenomenos-climaticos-extremos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA["Mesmo que viva a centenas de quilómetros da costa, não está imune": como a subida do nível do mar o afeta no dia a dia]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mesmo-que-viva-a-centenas-de-quilometros-da-costa-nao-esta-imune-como-a-subida-do-nivel-do-mar-o-afeta-no-dia-a-dia.html</link><pubDate>Sat, 07 Nov 2026 17:05:20 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A subida do nível do mar pode parecer um problema distante para quem vive no interior, mas os seus efeitos repercutem-se nos nossos alimentos, bens, abastecimento energético e impostos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/aunque-vivas-a-cientos-de-kilometros-de-la-costa-no-te-libras-cinco-formas-en-que-la-subida-del-mar-afecta-a-tu-dia-a-dia-1793879875680.jpeg" data-image="j6dgryen2lxj"><figcaption>A subida do nível do mar pode parecer um problema distante para quem vive no interior, mas os seus efeitos repercutem-se nos nossos alimentos, bens, abastecimento energético e impostos.</figcaption></figure><p>Quando pensamos na<strong> subida do nível do mar</strong>, costumamos imaginar praias a desaparecer, passeios marítimos a ficarem inundados ou cidades costeiras ameaçadas pela água.</p><p>No entanto, as consequências não se limitam à linha costeira. <strong>Mesmo que vivamos a centenas de quilómetros do oceano, podemos sentir os seus efeitos em aspetos do dia a dia</strong>, desde encher os nossos cestos de compras e receber uma encomenda até pagar as nossas contas de eletricidade.</p><h2>A subida do nível do mar poderá encarecer os alimentos</h2><p>Algumas das zonas agrícolas mais produtivas do mundo situam-se em <strong>terrenos baixos próximos da costa</strong>, onde estão expostas a inundações ou à intrusão de água salgada.</p><p>Um exemplo de uma zona agrícola onde isto acontece é <strong>The Fens</strong>, uma <strong>extensa região agrícola no leste de Inglaterra</strong>, que abrange Lincolnshire, Cambridgeshire e Norfolk.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aunque-vivas-a-cientos-de-kilometros-de-la-costa-no-te-libras-cinco-formas-en-que-la-subida-del-mar-afecta-a-tu-dia-a-dia-1793878355062.jpeg" data-image="zv75ixww3xtj"><figcaption>As inundações e a intrusão de água salgada podem comprometer a produtividade das terras agrícolas situadas em zonas baixas.</figcaption></figure><p>Esta área representa <strong>48% das melhores terras agrícolas de Inglaterra </strong>e contribui com mais de <strong>7% da produção agrícola do Reino Unido</strong>.</p><p>O problema não afeta apenas os agricultores destas regiões, pois, quando se perde capacidade de produção, aumenta a dependência dos alimentos importados, o que acaba por se refletir nos <strong>preços praticados nos supermercados</strong>.</p><h2>Problemas nos portos</h2><p>Uma grande parte dos produtos que utilizamos percorre milhares de quilómetros antes de chegar às lojas. Cerca de 85% do transporte internacional de mercadorias do Reino Unido, em termos de peso, é efetuado por via marítima.</p><p><strong>A nível mundial, mais de 80% do comércio de mercadorias depende também do transporte marítimo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aunque-vivas-a-cientos-de-kilometros-de-la-costa-no-te-libras-cinco-formas-en-que-la-subida-del-mar-afecta-a-tu-dia-a-dia-1793878860678.jpeg" data-image="pi2ltt9yzr9o"><figcaption>Grandes navios porta-contentores num porto comercial, rodeados por gruas e terminais logísticos.</figcaption></figure><p>Por esta razão,<strong> as inundações num terminal portuário podem ter consequências que vão muito além da cidade onde se localiza</strong>, mesmo sem que haja uma inundação total.</p><p>Uma tempestade costeira que interrompa as ligações portuárias <strong>pode atrasar a chegada de mercadorias às fábricas e lojas situadas no interior</strong>. </p><h3>As finanças das famílias também sentiriam o impacto</h3><p><strong>A energia é outro setor vulnerável</strong>, uma vez que as refinarias, os terminais de gás, as instalações de armazenamento e as centrais elétricas se situam, por vezes, perto da costa, onde têm acesso ao transporte marítimo e a infraestruturas estratégicas.</p><p>As inundações podem danificar equipamentos elétricos, sistemas de controlo e redes de distribuição. Além disso, <strong>a água salgada favorece a corrosão em determinados componentes</strong> e pode tornar as reparações mais complicadas, mesmo quando uma central elétrica continua a produzir eletricidade.</p><h2>Quanto poderá subir o nível do mar entre agora e 2100?</h2><p>As projeções indicam que a dimensão do problema dependerá, em grande parte, das futuras emissões de gases com efeito de estufa. Se for possível <strong>reduzir significativamente as emissões,</strong> <strong>o nível médio global do mar poderá subir entre 28 e 55 centímetros até 2100</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="716532" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/migracao-climatica-60-pessoas-fogem-a-cada-minuto-e-as-mulheres-sofrem-mais-do-que-nunca.html" title="Migração climática: 60 pessoas fogem a cada minuto e as mulheres sofrem mais do que nunca">Migração climática: 60 pessoas fogem a cada minuto e as mulheres sofrem mais do que nunca</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/migracao-climatica-60-pessoas-fogem-a-cada-minuto-e-as-mulheres-sofrem-mais-do-que-nunca.html" title="Migração climática: 60 pessoas fogem a cada minuto e as mulheres sofrem mais do que nunca"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/migrations-climatiques-chaque-minute-60-personnes-fuient-et-les-femmes-en-souffrent-plus-que-jamais-impacts-changement-climatique-1750426996582_320.jpeg" alt="Migração climática: 60 pessoas fogem a cada minuto e as mulheres sofrem mais do que nunca"></a></article></aside><p>Em contrapartida,<strong> se as emissões se mantiverem a níveis muito elevados, o aumento poderá atingir entre 63 centímetros e um metro</strong>.</p><p><strong>A subida do nível do mar </strong>não é apenas uma ameaça para quem vive junto à praia. Tal como temos vindo a discutir ao longo deste artigo,<strong> coloca também à prova as redes que sustentam o nosso quotidiano</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mesmo-que-viva-a-centenas-de-quilometros-da-costa-nao-esta-imune-como-a-subida-do-nivel-do-mar-o-afeta-no-dia-a-dia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Matthew Holman, especialista de Harvard: "A minha primeira reação foi de incredulidade". O novo candidato a planeta anão]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/matthew-holman-especialista-de-harvard-a-minha-primeira-reacao-foi-de-incredulidade-o-novo-candidato-a-planeta-anao.html</link><pubDate>Sat, 07 Nov 2026 16:53:19 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um objeto descoberto nos dados da Vera C. Rubin surpreendeu os astrónomos. O seu tamanho estimado torna-o um candidato a planeta anão e levanta questões sobre a nossa vizinhança cósmica.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/matthew-holman-experto-de-harvard-mi-primera-reaccion-fue-de-incredulidad-el-nuevo-candidato-a-planeta-enano-del-si-1793495155159.jpeg" data-image="ssg9wqluh9to"><figcaption>Imagem artística de um possível planeta anão no Cinturão de Kuiper.</figcaption></figure><p>Ao analisar dados do <strong>Observatório Vera C. Rubin, Matthew Holman, astrofísico do Centro de Astrofísica de Harvard e Smithsonian</strong>, encontrou um sinal inesperado: o 2026 ED138, um objeto distante, mas dentro do Sistema Solar.</p><p>No passado dia 27 de outubro, foi anunciado um objeto cujo brilho sugeria um tamanho considerável.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A minha primeira reação foi de incredulidade entusiasmada<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Explicou Holman no comunicado. Não sem antes verificar se tinha cometido algum erro ou se o programa tinha associado observações que correspondiam a objetos diferentes.</p><p>E embora ainda faltem medições, o estudo estima um <strong>diâmetro entre 612 e 1 530 quilómetros. O que o torna um sério candidato a planeta anão</strong>, sem lhe atribuir ainda uma classificação definitiva.</p><h2>Como se encontra um mundo entre milhões de estrelas</h2><p>A descoberta ocorreu a <strong>13 de outubro, durante o processamento de observações</strong> <strong>anteriores</strong>, utilizando um código desenvolvido em colaboração com Kevin Napier, que relaciona deteções distintas e identifica quais os pontos luminosos, registados em imagens diferentes, que pertencem a um mesmo corpo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/matthew-holman-experto-de-harvard-mi-primera-reaccion-fue-de-incredulidad-el-nuevo-candidato-a-planeta-enano-del-si-1793496127729.jpeg" data-image="217od7ewojev"><figcaption>A tarefa de encontrar um planeta no meio de um céu repleto de estrelas só é possível com programas especializados.</figcaption></figure><p>É como procurar o Wally: as estrelas preenchem o fundo, enquanto o objeto muda lentamente de posição. O ED138 aparecia perto do plano da Via Láctea, uma região especialmente repleta de estrelas, o que dificulta distingui-lo entre tantos "pontinhos".</p><p>O Rubin combina um <strong>telescópio com um espelho principal de 8,4 metros e uma câmara de 3200 megapíxeis</strong>, o que permite comparar imagens e detetar alterações de forma contínua. Isto é importante para localizar corpos do sistema solar e obter fotografias de grande profundidade.</p><p>Enquanto uma imagem isolada mostra posições, uma sequência permite reconhecer deslocamentos. E o programa de observação de 10 anos de Rubin foi concebido para construir um registo temporal, útil tanto para objetos próximos como para fenómenos distantes.</p><h3>Uma órbita reconstruída com imagens do passado</h3><p>Para confirmar a deteção, <strong>Mario Jurić, da Universidade de Washington</strong>, recuperou mais observações nos arquivos do Rubin. O registo do telescópio totalizou 30 deteções ao longo de vinte noites, entre março e julho. Posteriormente, surgiram imagens anteriores de outro instrumento, a câmara DECam.</p><p>Essas fotografias antigas prolongaram o acompanhamento até 2016. Isto permite recuperar um objeto em imagens captadas antes de o reconhecermos e reconstruir melhor a sua trajetória para caracterizar o seu movimento orbital.</p><p>A análise atribuiu-lhe uma órbita com uma inclinação de cerca de 24 graus em relação à eclíptica, o que fornece pistas sobre o seu movimento. Os transnetunianos conservam informação sobre as interações gravitacionais que reorganizaram as regiões exteriores.</p><p>Este território faz parte do <strong>Cinturão de Kuiper, uma extensa região de corpos gelados para além de Neptuno</strong> que contém vestígios da formação do sistema solar. Ao estudá-los, podemos reconstruir processos que tiveram início com o Sistema Solar.</p><h3>E se for um planeta anão...</h3><p>A definição de planeta anão, segundo a IAU, exige três condições:</p><ol><li><strong>Orbitar</strong> em torno do Sol,</li><li>Ter<strong> gravidade suficiente</strong> para assumir uma forma aproximadamente redonda.</li><li><strong>Não ser um satélite</strong>. Além disso, o corpo não deve ter limpado a sua vizinhança orbital, condição que o distingue dos oito planetas.</li></ol><p>O <strong>tamanho estimado do ED138 depende também do seu albedo</strong>. Com o brilho observado, uma superfície escura exige um corpo maior do que uma superfície refletora; por isso, apresentar um único diâmetro como medida confirmada seria prematuro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/matthew-holman-experto-de-harvard-mi-primera-reaccion-fue-de-incredulidad-el-nuevo-candidato-a-planeta-enano-del-si-1793495492319.jpeg" data-image="u2xfqlsne2mm"><figcaption>Imagem do sistema solar que mostra a órbita do candidato a planeta anão 2026 ED138. Créditos: Rubin/NOIRLab/SLAC/AURA/R. Proctor.</figcaption></figure><p>Ou seja, são necessárias observações no infravermelho para determinar as suas dimensões. O estudo sugere que o seu brilho permitirá investigar a sua superfície através da espectroscopia. Tudo isto para avaliar se cumpre as condições físicas de um planeta anão.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792205" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/brian-may-guitarrista-da-banda-queen-e-doutorado-em-astrofisica-colaborou-com-a-nasa-na-sua-primeira-missao-a-plutao.html" title="Brian May, guitarrista da banda Queen e doutorado em astrofísica, colaborou com a NASA na sua primeira missão a Plutão">Brian May, guitarrista da banda Queen e doutorado em astrofísica, colaborou com a NASA na sua primeira missão a Plutão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/brian-may-guitarrista-da-banda-queen-e-doutorado-em-astrofisica-colaborou-com-a-nasa-na-sua-primeira-missao-a-plutao.html" title="Brian May, guitarrista da banda Queen e doutorado em astrofísica, colaborou com a NASA na sua primeira missão a Plutão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/brian-may-guitarrista-de-la-banda-queen-y-doctor-en-astrofisica-colaboro-con-la-nasa-en-su-primera-mision-a-pluton-1791189960467_320.jpg" alt="Brian May, guitarrista da banda Queen e doutorado em astrofísica, colaborou com a NASA na sua primeira missão a Plutão"></a></article></aside><p>Independentemente de ser anão ou não, o inventário do sistema solar continua em aberto. <strong>O Cinturão de Kuiper alberga inúmeros mundos ainda pouco conhecidos</strong>, em que cada nova descoberta contribui com mais uma peça para a reconstrução da nossa história planetária.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/matthew-holman-especialista-de-harvard-a-minha-primeira-reacao-foi-de-incredulidade-o-novo-candidato-a-planeta-anao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alfredo Graça avisa sobre a chuva: “previstos 150 a 250 mm entre domingo e quinta em 10 distritos do Norte e Centro"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-avisa-sobre-a-chuva-previstos-150-a-250-mm-entre-domingo-e-quinta-em-10-distritos-do-norte-e-centro.html</link><pubDate>Sat, 07 Nov 2026 15:11:06 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A precipitação dos próximos dias poderá tornar-se muito eficiente, estando em perspetiva vários períodos de chuva forte e persistente. Há 10 distritos de Portugal continental onde estão previstos entre 150 e 250 mm de chuva acumulada.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbumim2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbumim2.jpg" id="xbumim2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Após a entrada da primeira frente na jornada de ontem - sexta-feira, 6 de novembro - e que marcou o regresso da precipitação a Portugal continental após longas semanas de ausência, o estado do tempo em Portugal continental estabilizou substancialmente <strong>este sábado (7), mantendo-se somente</strong> <strong>aguaceiros pós-frontais, com períodos de céu nublado e espaço para boas abertas</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>Observa-se a <strong>depressão Bruna, centrada a nor-nordeste do arquipélago dos Açores</strong>, com tendência a intensificar-se nos próximos dias. Isto é algo verificável pelo previsível aprofundamento do núcleo de Bruna <strong>(975 hPa previstos na segunda-feira 9)</strong> e pelo estreitamento dos canais das isóbaras, bem como pelo impulsionamento de sucessivas ondulações frontais associadas até Portugal continental.</div><p>Não obstante, a depressão Bruna, na sua lenta deslocação quasi-estacionária para leste sobre o Atlântico, <strong>enviará um “comboio” de frentes, quase ininterruptas, entre o meio da tarde de domingo (8) e quinta-feira, 12 de novembro</strong>.</p><p>Os mapas de referência da Meteored vislumbram ainda a possibilidade da precipitação persistir por pelo menos mais um dia, com<strong> o tempo húmido, chuvoso e instável a arrastar-se também pelo dia de sexta-feira, 13 de novembro</strong>.</p><h2>Porque é que a chuva dos próximos 5 a 6 dias poderá ser tão eficiente, forte e persistente em certas zonas do país?</h2><p>Os nossos mapas da Meteored Portugal são bem claros ainda quanto a outro fator que poderá potenciar este episódio de chuvas na geografia de Portugal continental. É bem visível nas previsões projetadas pelo modelo ECMWF um extenso corredor carregadíssimo de vapor de água - <strong>rio atmosférico - que alimentará a precipitação gerada pelas ondulações frontais associadas à depressão Bruna</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-avisa-sobre-a-chuva-previstos-150-a-250-mm-entre-domingo-e-quinta-em-10-distritos-do-norte-e-centro-1794062272867.jpg" data-image="zmryj4t00kim"><figcaption>Mapa de previsão de rio atmosférico às 10:00 de terça-feira, 10 de novembro. Esta massa de ar muito húmido e ameno vindo da região das Caraíbas será induzido pela depressão Bruna até à nossa geografia e é uma das principais explicações para o carácter da chuva, que se tornará mais eficiente em várias regiões do nosso país.</figcaption></figure><p><strong>A eficiência da chuva prende-se essencialmente com os períodos (intervalos temporais) em que a mesma se poderá tornar mais persistente e abundante</strong>. De acordo com as atuais previsões dos mapas de precipitação acumulada, a chuva terá tendência a cair com mais frequência e intensidade nas regiões situadas a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela nos próximos 5 dias (entre domingo 8 e quinta-feira, 12 de novembro).</p><h2>Modelo ECMWF antecipa a possibilidade de 150 a 250 mm de chuva acumulada em 10 distritos do Norte e Centro</h2><p><strong>Na Região Norte </strong>prevê-se que as<strong> zonas situadas a oeste da Barreira de Condensação</strong> (distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto e setor ocidental de Vila Real) sejam as <strong>potencialmente mais afetadas</strong>.</p><p>Além da <strong>natural tendência para uma maior retenção da nebulosidade e precipitação</strong> nestas zonas do país por causa do efeito de barreira exercido pelo sistema montanhoso referido, a exposição destas zonas aos <strong>ventos de Sudoeste carregados de humidade</strong> explicam a maior probabilidade de precipitação abundante nestas zonas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-avisa-sobre-a-chuva-previstos-150-a-250-mm-entre-domingo-e-quinta-em-10-distritos-do-norte-e-centro-1794061680288.jpg" data-image="ttsqfzao7l4j"><figcaption>Distribuição da chuva acumulada até às 21:00 de quinta-feira, 12 de novembro, segundo a mais recente execução determinista do modelo ECMWF. Esta previsão ainda está sujeita a modificações, uma vez que depende da posição e trajetória de Bruna, das frentes e linhas de instabilidade associadas e do rio de humidade induzido pela depressão.</figcaption></figure><p>A mesma barreira montanhosa que favorece mais chuva na metade oeste da Região Norte, é a que se traduz na possibilidade de uma <strong>menor quantidade de chuva acumulada na metade leste da Região Norte (Nordeste Transmontano - entre 50 e 100 mm</strong> previstos para grande parte do distrito de <strong>Bragança</strong>).</p><p>Já na Região Centro, espera-se que os distritos de <strong>Aveiro</strong> e o <strong>setor ocidental de Viseu</strong> a distribuição da chuva ainda seja relativamente influenciada pelo efeito de relevo anteriormente mencionado da Barreira de Condensação.</p><div class="texto-destacado"><strong>Os 10 distritos de Portugal continental onde se prevê a possibilidade da precipitação acumulada registar valores em torno dos 150 a 250 mm entre domingo e quinta-feira, dias 8 a 12 de novembro, são: Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Vila Real, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Coimbra e Leiria.</strong></div><p>Em vastas áreas dos distritos de<strong> Coimbra, Leiria, Guarda e Castelo Branco</strong> - a tendência para uma maior abundância e intensidade da precipitação poderão ser explicadas também pela orientação geográfica das vertentes montanhosas dispostas ao longo da <strong>cordilheira que abrange as Serras da Lousã, Açor e Estrela</strong> - ainda que ligeiramente distinta da da Barreira de Condensação - e pela exposição das mesmas aos já referidos<strong> ventos de Sudoeste (ábregos)</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="797168" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/marta-godinho-converge-com-o-ipma-depressao-bruna-podera-trazer-rajadas-de-100-km-h-e-mais-de-110-mm-de-chuva-a-madeira.html" title="Marta Godinho converge com o IPMA: depressão Bruna poderá trazer rajadas de 100 km/h e mais de 110 mm de chuva à Madeira">Marta Godinho converge com o IPMA: depressão Bruna poderá trazer rajadas de 100 km/h e mais de 110 mm de chuva à Madeira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/marta-godinho-converge-com-o-ipma-depressao-bruna-podera-trazer-rajadas-de-100-km-h-e-mais-de-110-mm-de-chuva-a-madeira.html" title="Marta Godinho converge com o IPMA: depressão Bruna poderá trazer rajadas de 100 km/h e mais de 110 mm de chuva à Madeira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/marta-godinho-converge-com-o-ipma-depressao-bruna-podera-trazer-rajadas-de-100-km-h-e-mais-de-110-mm-de-chuva-a-madeira-1794060094056_320.png" alt="Marta Godinho converge com o IPMA: depressão Bruna poderá trazer rajadas de 100 km/h e mais de 110 mm de chuva à Madeira"></a></article></aside><p>Importa, contudo, esclarecer que <strong>a distribuição e intensidade da precipitação ainda estão sujeitas a alguns ajustes</strong> nas próximas atualizações dos modelos meteorológicos, sobretudo porque nos estamos a referir a um <strong>prazo temporal que já abrange 5 dias</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-avisa-sobre-a-chuva-previstos-150-a-250-mm-entre-domingo-e-quinta-em-10-distritos-do-norte-e-centro-1794062518258.jpg" data-image="4psjo79asvsp"><figcaption>Atual mapa de previsão das rajadas de vento às 13:00 de segunda-feira, 9 de novembro. O vento do quadrante Sul (sul-sudoeste) irá deixar rajadas fortes em território nacional.</figcaption></figure><p>Ainda assim, as sucessivas saídas dos modelos (tanto ECMWF, como GFS) têm <strong>insistido no carácter eficiente, abundante e persistente da precipitação em vastas áreas dos 10 distritos mencionados</strong> neste artigo de previsão.</p><h2>Prevenção e mitigação dos riscos: da monitorização do tempo aos potenciais impactos no território</h2><p>Adicionalmente, tendo em conta que o vento que acompanhará as frentes deverá ganhar intensidade em diversos momentos (rajadas fortes de Sudoeste) e se prevê ainda um agravamento da agitação marítima, <strong>toda esta combinação de elementos climático-ocêanicos adquire uma dimensão de risco que deve ser tida em conta por parte das autoridades (Proteção Civil</strong>, entre outras) e por parte da sociedade em geral.</p><div class="texto-destacado"><strong>Não há razão para se “perder o sono”! </strong>Tomando-se medidas de prevenção e mitigação de risco associados aos impactos expectáveis no território e tendo em conta a antecedência e constante atualização das previsões meteorológicas, será possível <strong>preparar respostas que contemplem a salvaguarda de pessoas, bens e infraestruturas, bem como tomar decisões operacionais e políticas adequadas ao episódio de tempo instável que se avizinha</strong>. <br></div><p>É preciso ter em conta que haverá um aumento dos riscos associados a este episódio de tempo adverso. Dos potenciais <strong>danos em infraestruturas mais frágeis</strong>, a <strong>possíveis galgamentos costeiros</strong> e <strong>inundações localizadas</strong>, tanto em solos urbanos (maior impermeabilização), como em solos rurais (atualmente bastante secos e expostos a uma menor capacidade de absorção inicial da água, que potencia o escoamento à superfície e conduz a possíveis inundações rápidas ou repentinas em certos locais).</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-avisa-sobre-a-chuva-previstos-150-a-250-mm-entre-domingo-e-quinta-em-10-distritos-do-norte-e-centro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Marta Godinho converge com o IPMA: depressão Bruna poderá trazer rajadas de 100 km/h e mais de 110 mm de chuva à Madeira]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/marta-godinho-converge-com-o-ipma-depressao-bruna-podera-trazer-rajadas-de-100-km-h-e-mais-de-110-mm-de-chuva-a-madeira.html</link><pubDate>Sat, 07 Nov 2026 14:01:54 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A depressão Bruna irá trazer um fim de semana de instabilidade aos Açores e à Madeira, com rajadas próximas dos 100 km/h, ondas de 5 metros e precipitação por vezes intensa. Na Madeira, os acumulados totais de chuva poderão ser mais elevados.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbulr3q"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbulr3q.jpg" id="xbulr3q"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A depressão Bruna poderá marcar o fim de semana nos Açores e na Madeira, com chuva por vezes forte, vento intenso e agitação marítima. Segundo os mapas do ECMWF disponibilizados pela Meteored, <strong>a Madeira poderá registar os maiores acumulados de precipitação até segunda-feira, dia 9</strong>, enquanto algumas <strong>ilhas açorianas poderão enfrentar rajadas próximas dos 100 km/h</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p><strong>O fim de semana de 7 e 8 de novembro poderá ficar marcado por condições meteorológicas tipicamente outonais nos arquipélagos portugueses</strong>. A influência da depressão Bruna deverá traduzir-se num aumento da instabilidade atmosférica, com períodos de precipitação, intensificação do vento e agravamento do estado do mar.</p><p>Os cenários apresentados pela Meteored estão em linha com os fenómenos meteorológicos que motivaram os avisos do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), embora os valores previstos pelos modelos não devam ser confundidos com os limiares dos avisos oficiais.</p><h2>Sábado, dia 7: Açores sob influência da depressão Bruna</h2><p>Nos Açores, os efeitos da depressão deverão variar entre os três grupos de ilhas. No Grupo Ocidental (Flores e Corvo) os avisos amarelos de precipitação apontam para a possibilidade de períodos de chuva forte. O vento poderá ser menos intenso durante este sábado, mas<strong> existe a possibilidade de um agravamento no domingo, com rajadas que poderão ultrapassar pontualmente os 80 km/h nestas ilhas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/marta-godinho-converge-com-o-ipma-depressao-bruna-podera-trazer-rajadas-de-100-km-h-e-mais-de-110-mm-de-chuva-a-madeira-1794055705647.jpg" data-image="azz960s9b6g6" alt="Precipitação acumulada" title="Precipitação acumulada"><figcaption>Os acumulados de precipitação poderão aproximar-se dos 40 mm em Santa Maria, enquanto o Grupo Central deverá registar valores geralmente inferiores a 20 mm, segundo as projeções do ECMWF.</figcaption></figure><p><strong>No Grupo Central</strong>, a situação poderá ser mais exigente, sobretudo <strong>devido ao vento e à agitação marítima</strong>. Os avisos amarelos referidos pelo IPMA abrangem fenómenos como precipitação por vezes forte, vento e ondulação.</p><p>Apesar disso, os acumulados previstos pelo ECMWF até ao final de segunda-feira não são particularmente elevados, situando-se geralmente abaixo dos 20 mm nas localidades representadas. <strong>Isto não exclui a possibilidade de episódios de precipitação intensa em intervalos curtos</strong>.</p><p>Já no Grupo Oriental, São Miguel e Santa Maria poderão apresentar acumulados superiores aos do Grupo Central.<strong> Em Santa Maria, o modelo aponta para valores próximos dos 40 mm até segunda-feira</strong>.</p><h2>Este sábado a Madeira poderá enfrentar chuva persistente e rajadas intensas</h2><p>Na Madeira, o cenário poderá ser mais significativo, especialmente durante a tarde e noite deste sábado e madrugada de domingo. Segundo os avisos do IPMA indicados para este período,<strong> a ilha encontra-se sob aviso laranja para precipitação e vento</strong>, justificando especial atenção à evolução das condições meteorológicas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/marta-godinho-converge-com-o-ipma-depressao-bruna-podera-trazer-rajadas-de-100-km-h-e-mais-de-110-mm-de-chuva-a-madeira-1794055945848.jpg" data-image="cb71xx9jtw70" alt="Precipitação (mm)" title="Precipitação (mm)"> <figcaption>Uma banda frontal ativa associada à depressão Bruna poderá atravessar a Madeira durante este sábado (7), trazendo chuva persistente e períodos de precipitação mais intensa.</figcaption></figure><p> <strong>Os mapas da Meteored mostram a aproximação de uma banda frontal ativa associada à depressão Bruna</strong>, com uma extensa faixa de precipitação a atravessar a região. </p><p>A chuva poderá tornar-se persistente durante esta tarde, com poucas interrupções e períodos de maior intensidade. O modelo apresenta, para o final da noite, valores próximos dos 10 mm num dos intervalos de previsão, sugerindo a possibilidade de episódios de precipitação significativa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/marta-godinho-converge-com-o-ipma-depressao-bruna-podera-trazer-rajadas-de-100-km-h-e-mais-de-110-mm-de-chuva-a-madeira-1794055982594.jpg" data-image="bweaq8kw6hbc" alt="Rajada de vento" title="Rajada de vento"> <figcaption>O noroeste da Madeira poderá ser uma das áreas mais expostas ao vento durante o dia de hoje (7), com rajadas próximas dos 100 km/h ao final da tarde.</figcaption></figure><p>O vento também deverá intensificar-se, sobretudo nas áreas mais expostas da ilha. <strong>Na região noroeste, os mapas apontam para rajadas próximas dos 100 km/h</strong>.</p><h2>Domingo, dia 8: vento próximo dos 100 km/h e ondas de até 5 metros nos Açores</h2><p>Durante domingo, os Açores poderão continuar sujeitos a condições meteorológicas adversas. <strong>O Grupo Central destaca-se novamente pelo vento</strong>. Segundo os mapas do ECMWF, as rajadas poderão também aproximar-se dos <strong>100 km/h em pontos expostos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/marta-godinho-converge-com-o-ipma-depressao-bruna-podera-trazer-rajadas-de-100-km-h-e-mais-de-110-mm-de-chuva-a-madeira-1794056068647.jpg" data-image="qvx6l8hor51k" alt="Rajada de vento (km/h)" title="Rajada de vento (km/h)"> <figcaption>O vento poderá intensificar-se nos Açores durante domingo, com rajadas próximas dos 100 km/h nas zonas mais expostas do Grupo Central.</figcaption></figure><p><strong>A agitação marítima também poderá tornar-se significativa</strong>, com ondas de superfície próximas dos <strong>5 metros</strong>, particularmente nas águas em redor do Grupo Central, associadas a ondulação de noroeste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/marta-godinho-converge-com-o-ipma-depressao-bruna-podera-trazer-rajadas-de-100-km-h-e-mais-de-110-mm-de-chuva-a-madeira-1794056099741.jpg" data-image="3es1u4tamoho" alt="Estado do mar" title="Estado do mar"><figcaption>A depressão Bruna poderá provocar um agravamento da agitação marítima nos Açores, com ondas de superfície próximas dos 5 metros nas águas em redor do Grupo Central.</figcaption></figure><p>Estes valores representam a altura significativa prevista para as ondas, não a altura máxima de cada onda individual, que poderá ser superior.</p><h2>Até segunda-feira, dia 9 a ilha da Madeira poderá ultrapassar os 110 mm de precipitação acumulada</h2><p>A principal diferença entre os arquipélagos poderá verificar-se nos acumulados totais de precipitação. Segundo os mapas de confiança da Meteored, a Madeira apresenta um <strong>sinal de chuva bastante mais expressivo até ao final de segunda-feira (9), com valores que poderão ultrapassar localmente os 110 mm</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/marta-godinho-converge-com-o-ipma-depressao-bruna-podera-trazer-rajadas-de-100-km-h-e-mais-de-110-mm-de-chuva-a-madeira-1794056200308.jpg" data-image="2rmukq21tg40" alt="Precipitação acumulada (mm)" title="Precipitação acumulada (mm)"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-452340">A Madeira poderá enfrentar um episódio de precipitação abundante, com acumulados superiores a 110 mm em alguns locais até segunda-feira. São Vicente e as zonas montanhosas destacam-se entre as áreas com valores mais elevados.</figcaption></figure><p><strong>Estes valores correspondem à precipitação acumulada ao longo do período representado, e não à chuva prevista para um único dia</strong>.</p><p>A combinação de precipitação persistente e episódios de maior intensidade poderá favorecer a acumulação de água e dificuldades de drenagem, sobretudo em áreas vulneráveis.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796993" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-200-mm-depressao-bruna-afetara-acores-madeira-e-continente-assim-se-preve-a-evolucao-da-chuva-ate-quarta-dia.html" title="Até 200 mm: Depressão Bruna afetará Açores, Madeira e Continente; assim se prevê a evolução da chuva até quarta, dia 11">Até 200 mm: Depressão Bruna afetará Açores, Madeira e Continente; assim se prevê a evolução da chuva até quarta, dia 11</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-200-mm-depressao-bruna-afetara-acores-madeira-e-continente-assim-se-preve-a-evolucao-da-chuva-ate-quarta-dia.html" title="Até 200 mm: Depressão Bruna afetará Açores, Madeira e Continente; assim se prevê a evolução da chuva até quarta, dia 11"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-200-mm-depressao-bruna-afetara-acores-madeira-e-continente-assim-se-preve-a-evolucao-da-chuva-ate-quarta-dia-1793984107658_320.jpg" alt="Até 200 mm: Depressão Bruna afetará Açores, Madeira e Continente; assim se prevê a evolução da chuva até quarta, dia 11"></a></article></aside><p>Embora as previsões possam sofrer ajustes, a evolução da depressão Bruna merece <strong>acompanhamento atento, particularmente na Madeira, onde os acumulados previstos são mais elevados</strong>.<strong> </strong>A população deverá acompanhar as atualizações dos avisos meteorológicos do IPMA e as próximas previsões meteorológicas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/marta-godinho-converge-com-o-ipma-depressao-bruna-podera-trazer-rajadas-de-100-km-h-e-mais-de-110-mm-de-chuva-a-madeira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este parque português é o melhor do mundo. E fica no Algarve]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-parque-portugues-e-o-melhor-do-mundo-e-fica-no-algarve.html</link><pubDate>Sat, 07 Nov 2026 09:43:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Golfinhos, piscinas de ondas, atrações aquáticas e até um centro de recuperação de animais marinhos. Este parque temático acaba de conquistar mais um título internacional.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-parque-portugues-e-o-melhor-do-mundo-e-fica-no-algarve-1793654440294.jpg" data-image="qsb2tbqym9a9" alt="Zoomarine" title="Zoomarine"><figcaption>Este parque temático português foi eleito o melhor do mundo pela terceira vez consecutiva. Foto: Zoomarine</figcaption></figure><p>Se já tinha motivos para visitar o Algarve, agora tem mais um. O <strong>Zoomarine</strong>, na Guia, concelho de Albufeira, acaba de ser eleito <strong>o melhor parque temático do mundo</strong>. E, não, não é uma novidade assim tão nova. Afinal, já é a terceira vez consecutiva que é distinguido. Mas não deixa de ser um motivo de orgulho. </p><div class="texto-destacado">A distinção foi atribuída nos World Luxury Travel Awards 2026, que voltaram a reconhecer o espaço algarvio na categoria “Theme Park”.</div><p>Depois de conquistar o prémio em 2024 e 2025, o parque português repete a proeza em 2026. E não estamos a falar apenas de um lugar onde se pode passar o dia entre escorregas, piscinas e espetáculos. Desde a sua criação, em 1991, <strong>o Zoomarine tem procurado combinar diversão com educação ambiental</strong>, numa proposta que permite aos visitantes conhecer melhor diferentes espécies e a importância de proteger os seus habitats.</p><p>E como é que se chegou a este resultado? A distinção foi anunciada a 20 de outubro e resulta de uma votação que envolve consumidores e profissionais da indústria turística. </p><div class="texto-destacado">Os World Luxury Travel Awards, criados em 2020, reúnem anualmente mais de 100 mil votos, distribuídos pelas várias categorias. </div><p>Para o Zoomarine, esta terceira vitória consecutiva representa um reconhecimento da experiência que proporciona aos visitantes e, naturalmente, um motivo de orgulho para a equipa.</p><p>“O novo prémio prolonga um ciclo de reconhecimento que acompanha a aposta do Zoomarine numa experiência que cruza entretenimento, educação e sensibilização para a proteção das espécies e dos seus habitats”, lê-se no<em> site </em>do parque.</p><p>“Três distinções consecutivas dizem-nos, acima de tudo, que estamos a conseguir manter um nível de qualidade reconhecido por quem nos visita”, afirma Tiago Pierotti, diretor executivo do Zoomarine Algarve. “É um motivo de enorme orgulho para toda a equipa, mas também uma responsabilidade acrescida para continuarmos a evoluir e a proporcionar experiências que fiquem na memória de quem passa pelo Zoomarine Algarve.”</p><h2>Um dia que começa com golfinhos e pode acabar numa piscina de ondas</h2><p>Fundado há 35 anos, o Zoomarine tornou-se uma das atrações mais conhecidas do Algarve. O melhor é que a oferta é suficientemente variada para que uma visita não tenha de ser feita sempre da mesma maneira. </p><div class="texto-destacado">Há apresentações educativas, exposições zoológicas, <em>habitats </em>dedicados a diferentes espécies, atrações aquáticas e propostas para quem prefere um pouco mais de adrenalina.</div><p>Entre os destaques estão as apresentações com golfinhos e leões-marinhos, que permitem conhecer melhor estes animais e os seus comportamentos. O Aquário Oceanus é outra das paragens a considerar, sobretudo para quem quer descobrir a biodiversidade marinha. Já o Butterfly Garden convida a observar borboletas num ambiente próprio, enquanto as atrações aquáticas prometem fazer subir a energia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-parque-portugues-e-o-melhor-do-mundo-e-fica-no-algarve-1793654772581.jpg" data-image="41etdfhb6opw" alt="Zoomarine" title="Zoomarine"><figcaption>Há muita coisa para descobrir. Foto: Zoomarine</figcaption></figure><p>A Zoomarine Beach, com a sua piscina de ondas, é uma das áreas mais procuradas nos dias quentes. Para quem gosta de emoções mais fortes, há também percursos aquáticos como o Jurassic River e o Harakiri. E, se a ideia for aproveitar o parque em família, a Roda Gigante e o Zoomarine Express são alternativas para uma pausa entre atividades.</p><p>A diversidade é, aliás, um dos pontos fortes do espaço. Há propostas para diferentes idades e interesses, o que significa que nem todos têm de passar o dia a discutir quem escolhe a próxima atração. Pelo menos, em teoria.</p><h2>A diversão também serve para proteger os animais</h2><p>O reconhecimento internacional não se explica apenas pelas atrações. <strong>A educação ambiental e a conservação da natureza </strong>são componentes importantes da atividade do Zoomarine, que desenvolve iniciativas para sensibilizar os visitantes para a proteção das espécies e dos seus <em>habitats</em>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="736425" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/vai-nascer-uma-nova-reserva-natural-marinha-entre-sagres-e-madeira.html" title="Vai nascer uma nova reserva natural marinha entre Sagres e Madeira">Vai nascer uma nova reserva natural marinha entre Sagres e Madeira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/vai-nascer-uma-nova-reserva-natural-marinha-entre-sagres-e-madeira.html" title="Vai nascer uma nova reserva natural marinha entre Sagres e Madeira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vai-nascer-uma-nova-reserva-natural-marinha-entre-sagres-e-madeira-1761596861996_320.jpg" alt="Vai nascer uma nova reserva natural marinha entre Sagres e Madeira"></a></article></aside><p>Um dos projetos mais relevantes é o <strong>Porto d’Abrigo</strong>, criado em 2002. Do que é que estamos a falar? Do primeiro centro de reabilitação de espécies marinhas em Portugal, dedicado ao resgate, recuperação e, sempre que possível, devolução de animais ao meio natural. </p><div class="texto-destacado">O trabalho desenvolvido neste espaço complementa a vertente educativa do parque e procura contribuir para a proteção da vida marinha.</div><p>O Zoomarine tem também promovido projetos de conservação e iniciativas de educação ambiental, procurando aproximar os visitantes de temas como a biodiversidade, o bem-estar animal e a responsabilidade humana na preservação dos ecossistemas.</p><p>É esta combinação entre lazer e sensibilização que o parque destaca como parte da sua identidade. Uma visita pode, assim, incluir momentos de diversão, mas também oportunidades para aprender.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Zoomarine" data-year="2026" data-title="Zoomarine%20Algarve%20soma%20terceira%20distin%C3%A7%C3%A3o%20consecutiva%20como%20melhor%20parque%20tem%C3%A1tico%20do%20mundo" data-url="https%3A%2F%2Fwww.zoomarine.pt%2Fpt%2Fmedia-center%2Fzoomarine-algarve-soma-terceira-distincao-consecutiva-como-melhor-parque-tematico-do-mundo%2F">Zoomarine. (2026). <a href="https://www.zoomarine.pt/pt/media-center/zoomarine-algarve-soma-terceira-distincao-consecutiva-como-melhor-parque-tematico-do-mundo/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Zoomarine Algarve soma terceira distinção consecutiva como melhor parque temático do mundo</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-parque-portugues-e-o-melhor-do-mundo-e-fica-no-algarve.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Qual a forma mais barata e eficaz de armazenar de forma duradoura o carbono da madeira removida das florestas? ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/qual-a-forma-mais-barata-e-eficaz-de-armazenar-de-forma-duradoura-o-carbono-da-madeira-removida-das-florestas.html</link><pubDate>Sat, 07 Nov 2026 08:37:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Devido às alterações climáticas temos tido períodos quentes e secos mais prolongados, o que reduz a humidade da vegetação, tornando as florestas mais vulneráveis aos incêndios de grandes dimensões. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/qual-a-forma-mais-barata-e-eficaz-de-armazenar-de-forma-duradoura-o-carbono-da-madeira-removida-das-florestas-1793647500549.jpg" data-image="ioj5kvwmak84" alt="Incêndio florestal" title="Incêndio florestal"><figcaption>Atendendo às alterações climáticas os incêndios florestais têm-se tornado mais intensos e frequentes.</figcaption></figure><p>O desbaste das florestas, remoção seletiva de árvores e arbustos de pequeno porte, reduz a carga de combustível vegetal, e é uma prática que contribui para a diminuição da propagação dos incêndios, podendo torná-los menos severos. No entanto também tem os seus impactos nefastos.</p><h2>Alternativa ao processo de empilhamento e queima de resíduos resultantes dos desbastes das florestas</h2><p>O desbaste das florestas, <strong>que leva à redução de combustível, também gera gigatoneladas de resíduos de biomassa a curto prazo, que armazena grandes quantidades de CO<sub>2</sub>.</strong></p><p>Os autores de um estudo científico, publicado no jornal Science Advances, estudaram os tratamentos do desbaste ecológico nas florestas no oeste dos EUA. </p><p>Mais de um século de controlo de incêndios e eliminação das queimadas culturais indígenas na região contribuíram para o excesso de vegetação nestas florestas, tornando-as mais suscetíveis aos incêndios devido às alterações climáticas.</p><div class="texto-destacado">Atualmente, estes resíduos, resultantes dos desbastes, são frequentemente empilhados e queimados, o que gera custos elevados, liberta carbono para a atmosfera e enche os vales de fumo.</div><p>Os resíduos resultantes do desbaste das florestas têm geralmente pouco valor de mercado e, de acordo com o estudo, ao serem empilhados e queimados, <strong>libertam mais de 95% do carbono armazenado e de poluentes atmosféricos a um custo significativo.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/qual-a-forma-mais-barata-e-eficaz-de-armazenar-de-forma-duradoura-o-carbono-da-madeira-removida-das-florestas-1793648005437.jpg" data-image="2xmj6361oun1" alt="Desbaste de florestas" title="Desbaste de florestas"><figcaption>Empilhar e queimar os resíduos do desbaste da floresta não é a melhor solução</figcaption></figure><p>Estima-se que estes desbastes ecológicos, em todo o oeste dos EUA, irão gerar mais de mil milhões de toneladas de resíduos de madeira até 2032.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="601603" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-plantas-sao-capazes-de-absorver-mais-dioxido-de-carbono-do-que-se-pensava-clima.html" title="As plantas são capazes de absorver mais dióxido de carbono do que se pensava">As plantas são capazes de absorver mais dióxido de carbono do que se pensava</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-plantas-sao-capazes-de-absorver-mais-dioxido-de-carbono-do-que-se-pensava-clima.html" title="As plantas são capazes de absorver mais dióxido de carbono do que se pensava"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ciencia-de-impacto-las-plantas-son-capaces-de-absorber-mas-dioxido-de-carbono-de-lo-que-se-pensaba-1700573756032_320.jpg" alt="As plantas são capazes de absorver mais dióxido de carbono do que se pensava"></a></article></aside><p>No oeste dos EUA, mais de 2 mil milhões de toneladas métricas de CO₂ equivalente estão armazenadas em biomassa e poderão beneficiar de tratamento a curto prazo.</p><p>O estudo tem por objetivo arranjar uma <strong>alternativa a este processo de empilhamento e queima da biomassa desbastada, que aumenta os níveis de carbono na atmosfera.</strong></p><p>Deste modo foram mapeados 11 estados do Oeste americano e analisados os resíduos de cada condado, considerando todas as opções disponíveis: queimar, deixar no local, transformar em biochar ou biocarvão, que é uma substância semelhante ao carvão vegetal, enviar para uma central de bioenergia com captura e armazenamento de carbono ou enterrar sob uma camada de solo projetada. </p><p>Cada uma destas opções foi avaliada com base no carbono retido ao longo de 100 anos e no valor financeiro obtido.</p><h2>Qual a opção mais sensata?</h2><p>Para tornar os cálculos mais realistas, os cientistas consideraram fatores que poderiam afetar o custo e a eficácia. Estimaram a distância entre o desbaste florestal e os locais onde a madeira poderia ser enterrada ou queimada. Mapearam variáveis como a precipitação, que influenciariam a profundidade necessária para o enterramento da madeira, evitando a decomposição e a emissão de gases com efeito de estufa.</p><p>Perante as opções possíveis os autores estudaram as vantagens ambientais e financeiras de cada uma delas.</p><div class="texto-destacado">A queima dos resíduos é cara e poluente e retém apenas 4,5% do carbono, com um custo de 49 dólares por tonelada de dióxido de carbono, devido a despesas com mão-de-obra e planeamento.</div><p>Se os resíduos forem deixados a decompor grande parte do carbono regressa à atmosfera, contribuindo para o aquecimento global, tal como a queima dos resíduos. </p><p><strong>A bioenergia com captura e armazenamento de carbono apresenta a maior eficiência média de carbono modelada, aproximadamente 81%,</strong> mas requer infraestruturas, cadeias de abastecimento e mão-de-obra que ainda não estão amplamente disponíveis.</p><div class="texto-destacado">O estudo concluiu que o enterramento de biomassa pode ser uma forma de armazenamento de carbono de baixo custo e baixa tecnologia e que, para já, perante a situação atual, será a melhor opção ambiental. </div><p>Ao enterrar-se e proteger do ar a biomassa, grande parte do carbono nela contido deverá permanecer aí.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/qual-a-forma-mais-barata-e-eficaz-de-armazenar-de-forma-duradoura-o-carbono-da-madeira-removida-das-florestas-1793648368821.jpg" data-image="89rfzy1xn7mb" alt="Emissões" title="Emissões"><figcaption>Optar pelo enterramento dos resíduos das florestas contribui para emitir menos CO2 para a atmosfera </figcaption></figure><p>No entanto, ao enterrar a biomassa há que ter em conta a importância da profundidade de enterramento. Em locais inadequados, o enterramento pode libertar mais carbono do que a biomassa armazena.</p><p>No entanto, ao longo da investigação foram encontrados locais de enterramento potencialmente adequados ao alcance de todos os condados avaliados, <strong>com um armazenamento médio de carbono cerca de 78%.</strong></p><div class="texto-destacado">Os autores do estudo descobriram que, este ano, em vez da queima de resíduos custar 3,1 mil milhões de dólares, o enterro além de poder armazenar cerca de 60 milhões de toneladas de dióxido de carbono, renderia cerca de 2 mil milhões de dólares.</div><p>O estudo conclui que o enterramento poderia, portanto, proporcionar um modo mais eficiente em termos de carbono e ser mais vantajoso financeiramente, alertando, no entanto, a necessidade de estudos adicionais sobre os controlos de decomposição e armazenamento de resíduos dos desbastes das florestas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Clayton%2C%20L.%2C%20Wyckoff%2C%20A.%20and%20Crotty%2C%20S." data-year="2026" data-title="Near-term%2C%20geospatial%20opportunity%20for%20biomass%20carbon%20storage%20to%20address%20the%20wildfire%20and%20climate%20crises" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fsciadv.aee6185">Clayton, L., Wyckoff, A. and Crotty, S.. (2026). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.aee6185" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Near-term, geospatial opportunity for biomass carbon storage to address the wildfire and climate crises</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/qual-a-forma-mais-barata-e-eficaz-de-armazenar-de-forma-duradoura-o-carbono-da-madeira-removida-das-florestas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como pode o calor tornar-se uma ameaça para a saúde materna]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-pode-o-calor-tornar-se-uma-ameaca-para-a-saude-materna.html</link><pubDate>Sat, 07 Nov 2026 07:19:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um estudo revela que a combinação entre as temperaturas elevadas e a humidade pode afetar a fertilidade e aumentar os riscos de interrupção da gravidez, num cenário de alterações climáticas. Venha saber mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-pode-o-calor-tornar-se-uma-ameaca-para-a-saude-materna-1793976590987.jpg" data-image="c6dhwlw10fv3" alt="Perigo do calor húmido" title="Perigo do calor húmido"><figcaption>A combinação entre as temperaturas elevadas e a humidade dificulta a regulação da temperatura corporal, aumentando o stress térmico durante a gravidez.</figcaption></figure><p><br>As alterações climáticas estão a <strong>intensificar</strong> <strong>os episódios de calor húmido, uma combinação de condições meteorológicas</strong> que podem ter consequências importantes para a saúde das grávidas e o desenvolvimento dos bebés.</p><p>O aumento das temperaturas é frequentemente associado a <strong>riscos para a saúde humana</strong>, mas existe outro fator que merece cada vez mais atenção, a <strong>humidade</strong>.</p><p>Quando os dois fenómenos se conjugam, <strong>o organismo tem uma<br>maior dificuldade em libertar calor</strong>, tornando a exposição a temperaturas elevadas particularmente exigente para o corpo humano. Durante a gravidez, esta situação pode assumir uma importância acrescida.</p><h2>Quando o calor se torna mais difícil de suportar</h2><p>A humidade elevada <strong>dificulta a evaporação do suor</strong>, um dos principais mecanismos utilizados pelo organismo para regular a temperatura corporal.</p><p>Assim, quando o ar já contém grandes quantidades de vapor de água, o <strong>arrefecimento natural torna-se menos eficiente</strong>, aumentando o risco de sobreaquecimento e de problemas associados ao stress térmico.</p><div class="texto-destacado"><strong>"A humidade desempenha um papel muito importante na exposição ao calor durante a gravidez e quisemos estudar não apenas os efeitos do calor, mas também os do calor húmido." </strong>Segundo Nina Brooks, professora auxiliar na Escola de Ambiente e Sustentabilidade da Universidade do Michigan. </div><p>Durante a gravidez, o corpo passa por diversas alterações fisiológicas e enfrenta exigências adicionais. Desta forma, <strong>compreender de que forma é que a combinação entre a temperatura e a humidade pode interferir com a saúde reprodutiva</strong> é cada vez mais importante, sobretudo num contexto de alterações climáticas.</p><h2>Uma investigação centrada na realidade da Nigéria</h2><p>Segundo uma investigação liderada pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos e publicada na revista <em>Proceedings of the National Academy of Sciences</em>, os cientistas procuraram aprofundar esta relação através da <strong>análise de dados de saúde e condições meteorológicas na Nigéria</strong>, um dos países mais populosos de África e particularmente vulnerável ao aumento do calor e da humidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-pode-o-calor-tornar-se-uma-ameaca-para-a-saude-materna-1793976634623.jpg" data-image="eb7mz5ay9nfp" alt="Clima e fertilidade" title="Clima e fertilidade"><figcaption>Estudo avalia a existência entre a exposição ao calor húmido e maiores riscos para a saúde reprodutiva.</figcaption></figure><p>O estudo cruzou informação de dois períodos dos Inquéritos Demográficos e de Saúde da Nigéria, abrangendo dados de gravidezes entre 2003 e 2016, com estimativas de exposição ao calor húmido.</p><p>Para avaliar esta exposição, os investigadores recorreram à chamada <strong>temperatura de globo e bolbo húmido, um indicador que combina diferentes variáveis ambientais, incluindo a temperatura e a humidade</strong>, permitindo avaliar melhor o stress térmico a que o organismo está sujeito.</p><p>Os resultados revelaram uma <strong>associação significativa entre a exposição a níveis elevados de calor húmido </strong>e uma maior probabilidade de interrupção precoce da gravidez. Contudo, os dados disponíveis <strong>não permitiram distinguir se estas interrupções foram espontâneas ou induzidas</strong>, uma limitação importante na interpretação das conclusões.</p><h2>O calor também pode alterar o momento da conceção</h2><p>Outra descoberta relevante diz respeito à fertilidade. Durante os meses de maior exposição ao calor húmido, o <strong>número de conceções diminuiu cerca de 1,4%</strong> relativamente à média habitual, que ultrapassava as 15 conceções por cada mil mulheres por mês.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-pode-o-calor-tornar-se-uma-ameaca-para-a-saude-materna-1793976614934.jpg" data-image="gwqab5y6hx1l" alt="Uma ameaça agravada pelas Alterações Climáticas" title="Uma ameaça agravada pelas Alterações Climáticas"><figcaption>As mulheres que vivem em comunidades rurais e com menos recursos podem enfrentar maiores dificuldades para se protegerem dos episódios de calor extremo.</figcaption></figure><p>No entanto, o padrão inverteu-se nos meses que se seguiram, as conceções aumentaram 2,3% no mês posterior e 5% dois meses depois. Isto sugere que <strong>a exposição ao calor pode influenciar não apenas a probabilidade de engravidar, mas também o momento em que ocorre a conceção</strong>.</p><p>Todavia os efeitos não foram iguais em todas as comunidades. As alterações foram particularmente evidentes entre <strong>mulheres com níveis de escolaridade mais baixos e residentes em zonas rurais</strong>. Também se observaram diferenças regionais, com mudanças mais acentuadas no norte da Nigéria.</p><h2>Uma questão de saúde pública e desigualdade</h2><p>A investigação reforça a necessidade de <strong>considerar a humidade nas políticas de adaptação às alterações climáticas</strong>. As populações com menos recursos, menor acesso a cuidados de saúde e condições habitacionais mais vulneráveis podem enfrentar maiores dificuldades para se protegerem dos episódios de calor extremo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="673522" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-realizado-na-dinamarca-sugere-que-a-poluicao-atmosferica-e-o-ruido-afetam-a-fertilidade-dos-homens-e-mulheres.html" title="Estudo realizado na Dinamarca sugere que a poluição atmosférica e o ruído afetam a fertilidade dos homens e mulheres">Estudo realizado na Dinamarca sugere que a poluição atmosférica e o ruído afetam a fertilidade dos homens e mulheres</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-realizado-na-dinamarca-sugere-que-a-poluicao-atmosferica-e-o-ruido-afetam-a-fertilidade-dos-homens-e-mulheres.html" title="Estudo realizado na Dinamarca sugere que a poluição atmosférica e o ruído afetam a fertilidade dos homens e mulheres"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/segundo-um-estudo-quer-a-poluicao-atmosferica-quer-o-ruido-afetam-a-fertilidade-dos-homens-e-mulheres-1725891219492_320.jpg" alt="Estudo realizado na Dinamarca sugere que a poluição atmosférica e o ruído afetam a fertilidade dos homens e mulheres"></a></article></aside><p>Os investigadores defendem que é <strong>necessário aprofundar o conhecimento sobre a forma como as mulheres experienciam estes fenómenos </strong>e desenvolver orientações de saúde pública ajustadas às diferentes realidades sociais e geográficas.</p><p>Mais do que um problema de desconforto provocado pelas temperaturas elevadas, <strong>o calor húmido pode representar um desafio para a saúde reprodutiva</strong>. À medida que as alterações climáticas intensificam estes episódios, compreender os seus efeitos torna-se essencial para proteger a saúde materna e reduzir desigualdades.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Matt%20Davenport" data-year="2026" data-title="It%E2%80%99s%20not%20(just)%20the%20heat%2C%20it%E2%80%99s%20the%20humidity%3A%20Examining%20the%20impact%20of%20intensifying%20humid%20heat%20on%20pregnancies." data-url="https%3A%2F%2Fnews.umich.edu%2Fits-not-just-the-heat-its-the-humidity-examining-the-impact-of-intensifying-humid-heat-on-pregnancies%2F">Matt Davenport. (2026). <a href="https://news.umich.edu/its-not-just-the-heat-its-the-humidity-examining-the-impact-of-intensifying-humid-heat-on-pregnancies/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">It’s not (just) the heat, it’s the humidity: Examining the impact of intensifying humid heat on pregnancies.</a>.</cite><br><cite data-author="Nina%20Brooks%2C%20Cascade%20Tuholske%2C%20Kathryn%20%2C%20and%20Kwaw%20S.%20Andam" data-year="2026" data-title="Humid-heat%20shifts%20conceptions%20and%20increases%20pregnancy%20termination%20risks%20in%20Nigeria" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1073%2Fpnas.2321152122">Nina Brooks, Cascade Tuholske, Kathryn , and Kwaw S. Andam. (2026). <a href="https://doi.org/10.1073/pnas.2321152122" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Humid-heat shifts conceptions and increases pregnancy termination risks in Nigeria</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-pode-o-calor-tornar-se-uma-ameaca-para-a-saude-materna.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[El Niño pode repetir padrão raro e registar segundo pico de aquecimento em 2027]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/el-nino-pode-repetir-padrao-raro-e-registrar-segundo-pico-de-aquecimento-em.html</link><pubDate>Sat, 07 Nov 2026 06:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O El Niño atual pode apresentar dois picos de aquecimento na região do Niño 1+2, no Oceano Pacífico equatorial próximo à costa do Peru e do Equador. Este comportamento lembra os eventos históricos de 1982 - 1983 e 1997 - 1998 e pode favorecer a ocorrência de chuvas torrenciais, tempestades e inundações.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-pode-repetir-padrao-historico-e-registrar-segundo-pico-de-aquecimento-em-1793912014656.jpg" data-image="x3xi2rkrngv2" alt="Mapa de anomalias de temperatura na superfície do oceano dia 04/11." title="Mapa de anomalias de temperatura na superfície do oceano dia 04/11."><figcaption>Mapa de anomalias de temperatura na superfície do oceano dia 04/11 mostra um grande aquecimento na região do Oceano Pacífico Equatorial, que caracteriza um El Niño. Imagem: NASA</figcaption></figure><p>Quando falamos sobre o El Niño, nem sempre a evolução das anomalias de temperatura no Oceano Pacífico Equatorial ocorre de forma linear, e <strong>nem sempre há apenas um único pico de aquecimento</strong>. Em eventos de El Niño particularmente intensos, às vezes algumas regiões do Oceano podem registar <strong>picos duplos de intensidade</strong>.</p><div class="texto-destacado">As últimas projeções de evolução do El Niño do modelo europeu ECMWF indicam um primeiro pico de aquecimento neste final de 2026, uma redução temporária das anomalias e, posteriormente, uma nova intensificação durante 2027, especialmente na porção leste do Pacífico Equatorial - a chamada região do Niño 1+2.</div><p>Esta configuração lembra bastante o que ocorreu nos episódios de 1982–1983 e 1997–1998, <strong>dois dos mais intensos eventos de El Niño já registados</strong>. Essa semelhança faz bastante sentido quando consideramos que o El Niño atual pode acabar por se mostrar ainda mais intenso que os anteriores.</p><h2>O que aconteceu em 1982-1983 e em 1997-1998</h2><p>O <strong>El Niño de 1982–1983</strong> foi um dos mais intensos do século passado, e uma das suas características mais interessantes foi justamente a persistência de águas excecionalmente quentes no extremo leste do Pacífico equatorial (<em>Niño 1+2</em>), com <strong>dois picos a ocorrerem entre o final de 1982 e junho de 1983</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-pode-repetir-padrao-historico-e-registrar-segundo-pico-de-aquecimento-em-1793911220959.jpg" data-image="y2180q0dl0gp" alt="Regiões do El Niño (esquerda) e evolução de temperaturas do El Niño de 1997-1998 (direita)." title="Regiões do El Niño (esquerda) e evolução de temperaturas do El Niño de 1997-1998 (direita)."><figcaption>Imagem ilustrativa mostra as regiões do El Niño (esquerda) e da evolução de temperaturas do El Niño de 1997-1998 (direita) com dois picos. Imagem: ECMWF / C. Wang e H. Weisberg.</figcaption></figure><p>O <strong>El Niño de 1997–1998 </strong>também apresentou um aquecimento igualmente excecional, com uma rápida intensificação em 1997, especialmente no extremo leste do Pacífico. Durante o enfraquecimento do El Niño na região 3.4, também houve um<strong> segundo pico de intensidade</strong> na região do Niño 2, como é possível visualizar na imagem acima.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Este segundo pico ocorre, em parte, porque o calor intenso acumulado nas camadas mais profundas do oceano pode continuar a ser transportado para leste e disponibilizado na superfície, prolongando ou intensificando temporariamente o aquecimento nessa região.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Um estudo de <em>Chunzai Wang</em> e <em>Robert H. Weisberg</em> (2000) realça que, nesse El Niño em particular, houve <strong>dois picos de aquecimento na região do Niño 2</strong>: A primeira no final de 1997, próximo ao auge do El Niño; e a segunda durante a primavera de 1998, já durante o enfraquecimento do fenómeno como um todo.</p><h2>Como isso se reflete no El Niño atual, de 2026-2027</h2><p>As últimas atualizações da previsão dos principais centros internacionais indicam que o<strong> atual episódio de El Niño está a desenvolver-se com intensidade excecional</strong>, com uma elevadíssima probabilidade de que continue muito forte até meados de março de 2027, e permaneça ativo até ao final do outono de 2027, embora com enfraquecimento gradual.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-pode-repetir-padrao-historico-e-registrar-segundo-pico-de-aquecimento-em-1793911150830.jpg" data-image="u22wz1mhk5ac" alt="Previsões de evolução na região do Niño 3.4 (esquerda) e Niño 1+2 (direita)." title="Previsões de evolução na região do Niño 3.4 (esquerda) e Niño 1+2 (direita)."><figcaption>Previsões de evolução na região do Niño 3.4 (esquerda) e Niño 1+2 (direita) mostram que haverá um segundo pico de aquecimento em 2027 neste último, trazendo risco de chuvas extremas.</figcaption></figure><p>As previsões do ECMWF indicam que haverá um <strong>segundo pico de aquecimento na região do Niño 1+2 em 2027</strong>, o que mostra que este El Niño será muito similar aos outros eventos de grande intensidade registados no passado, que também apresentaram comportamento similar.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Isto NÃO indica, no entanto, que haverá um segundo El Niño em 2027 - apenas que este El Niño está a seguir características semelhantes a outros eventos extremamente intensos do passado.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Embora esta região do Oceano Pacífico não esteja conectada a grandes impactos no tempo do Brasil, ela pode<strong> influenciar de forma severa o tempo sobre o Peru e o Equador ao longo de 2027</strong>. Há previsão de tempestades severas e chuvas torrenciais devido ao aquecimento oceânico próximo à costa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796349" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/com-o-el-nino-disparado-e-maior-risco-de-tempestades-na-europa-meteorologistas-testam-drones-para-aperfeicoar-previsoes.html" title="Com o El Niño disparado e maior risco de tempestades na Europa, meteorologistas testam drones para aperfeiçoar previsões">Com o El Niño disparado e maior risco de tempestades na Europa, meteorologistas testam drones para aperfeiçoar previsões</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/com-o-el-nino-disparado-e-maior-risco-de-tempestades-na-europa-meteorologistas-testam-drones-para-aperfeicoar-previsoes.html" title="Com o El Niño disparado e maior risco de tempestades na Europa, meteorologistas testam drones para aperfeiçoar previsões"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/con-el-nino-disparado-y-mas-riesgo-de-tormentas-en-europa-los-meteorologos-prueban-drones-para-afinar-sus-previsiones-1793553375131_320.png" alt="Com o El Niño disparado e maior risco de tempestades na Europa, meteorologistas testam drones para aperfeiçoar previsões"></a></article></aside><p>Isto pode levar a <strong>crises humanitárias e socioeconómicas nestes países</strong>, com a formação de inundações catastróficas, grandes deslizamentos de terra, impactos severos na agricultura e colapso da pesca local, além de causar reflexos económicos em toda a América do Sul e em outros continentes.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Pavlakis%2C%20K.%20G.%20et%20al" data-year="2000" data-title="The%201997%E2%80%9398%20El%20Ni%C3%B1o%20Evolution%20Relative%20to%20Previous%20El%20Ni%C3%B1o%20Events" data-url="https%3A%2F%2Fjournals.ametsoc.org%2Fview%2Fjournals%2Fclim%2F13%2F2%2F1520-0442_2000_013_0488_tenoer_2.0.co_2.xml">Pavlakis, K. G. et al. (2000). <a href="https://journals.ametsoc.org/view/journals/clim/13/2/1520-0442_2000_013_0488_tenoer_2.0.co_2.xml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The 1997–98 El Niño Evolution Relative to Previous El Niño Events</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/el-nino-pode-repetir-padrao-raro-e-registrar-segundo-pico-de-aquecimento-em.html</guid><dc:creator><![CDATA[Matheus Manente]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os 4 cogumelos comestíveis que, neste momento, se podem colher na floresta]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/os-4-cogumelos-comestiveis-que-neste-momento-se-podem-colher-na-floresta.html</link><pubDate>Fri, 06 Nov 2026 19:09:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Na floresta ainda se encontram cogumelos comestíveis que estão à espera de serem colhidos e saboreados. Eis quais são.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/4-champignons-comestibles-que-vous-pouvez-actuellement-cueillir-en-foret-automne-plantes-france-cepe-chanterelle-trompette-de-la-mort-1793629615113.jpeg" data-image="369jdnxtvxoh" alt="Funghi." title="Funghi."><figcaption>Em novembro, ainda há tempo para apanhar os últimos cogumelos antes da chegada do inverno.</figcaption></figure><p>A época dos cogumelos ainda não acabou. Em novembro, nas nossas florestas ainda é possível encontrar várias espécies comestíveis.<strong> Porcini, trombetas dos mortos, cantarelos e língua-de-vaca</strong>. Estas são as espécies de cogumelos que se podem encontrar nesta altura do ano.</p><p>A sua presença depende, no entanto, da região, da altitude e das condições meteorológicas: o calendário nunca garante uma boa colheita. Mas atenção, pois algumas variedades de cogumelos são semelhantes, mas podem ser tóxicas ou mesmo mortais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/4-champignons-comestibles-que-vous-pouvez-actuellement-cueillir-en-foret-automne-plantes-france-cepe-chanterelle-trompette-de-la-mort-1793629703784.jpeg" data-image="xossg14rbm06" alt="Porcini." title="Porcini."><figcaption>Entre os cogumelos que ainda se podem colher em novembro: o cogumelo porcino.</figcaption></figure><p>Se não forem especialistas, é melhor mandar <strong>verificar a vossa colheita por especialistas certificados ou por membros de uma associação micológica</strong> antes de a consumir.</p><h2> O porcini, uma estrela ainda na época </h2><p>O <strong>porcini </strong><strong><em>(Boletus edulis)</em></strong> pode ainda ser encontrado no mês de novembro. Pode ser encontrado em várias zonas de França, tanto na planície como na montanha.</p><p>O seu <strong>chapéu castanho e o pé robusto conferem-lhe uma silhueta familiar a quem passeia pelos bosques. </strong><strong>Para o identificar corretamente</strong>, não basta observar o próprio exemplar, mas é necessário ter também em conta o ambiente em que se encontra.</p><h3>A trombeta dos mortos, um nome enganador…</h3><p>Com um nome desses, ninguém tem vontade de comer este cogumelo; no entanto, <strong>a trombeta dos mortos <em>(Craterellus cornucopioides)</em></strong> é um cogumelo comestível.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/4-champignons-comestibles-que-vous-pouvez-actuellement-cueillir-en-foret-automne-plantes-france-cepe-chanterelle-trompette-de-la-mort-1793629791677.jpeg" data-image="mn0oagkyrqb5" alt="Trombetta dei morti." title="Trombetta dei morti."><figcaption>Apesar do nome um tanto inquietante, as "trombetas dos mortos" são cogumelos comestíveis.</figcaption></figure><p>O seu período de colheita vai, nomeadamente, de setembro a novembro. Enquadra-se, portanto, na perfeição nos cestos do final do outono. <strong>De cor escura e com uma forma de funil, camufla-se facilmente entre as folhas secas</strong>.</p><p><strong>Pode crescer em grupos</strong>: o achado de um primeiro exemplar sugere que se observe os arredores com atenção, sem, no entanto, revolver a floresta ou varrer o solo.</p><h2>Para uma colheita tardia: o cantarelo tubular</h2><p>O <em><strong>Craterellus tubaeformis</strong></em> – este é o seu nome científico – <strong>prefere a época tardia</strong>. Trata-se de uma espécie bastante tardia, que se encontra sob árvores de folha caduca e, mais frequentemente, sob coníferas. Caracteriza-se por um<strong> chapéu castanho-amarelado e por um pé amarelo e oco</strong>.</p><p><strong>Por baixo do chapéu existem algumas pregas</strong>. Estes elementos constituem apenas referências descritivas: não é raro, de facto, confundi-lo com cortinários tóxicos. Mais um motivo para examinar cada cogumelo individualmente, mesmo quando crescem próximos uns dos outros.</p><h3>O clássico do outono: o hidno (ou língua-de-vaca)</h3><p>Também o <strong>cogumelo porcinello</strong> <strong><em>(Hydnum repandum)</em></strong> pode ser encontrado no mês de novembro. A sua particularidade esconde-se sob o chapéu de cor creme: em vez das lamelas presentes em muitos outros cogumelos, aqui encontram-se pequenas espinhas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/4-champignons-comestibles-que-vous-pouvez-actuellement-cueillir-en-foret-automne-plantes-france-cepe-chanterelle-trompette-de-la-mort-1793629838314.jpeg" data-image="k2mmkw7f13n4" alt="Funghi." title="Funghi."><figcaption>Outro habitual das colheitas tardias: o idno repando ou hydnum repandum.</figcaption></figure><p>Esta espécie cresce, isoladamente ou em grupos, nas florestas de folhosas, <strong>em particular debaixo de carvalhos e castanheiros</strong>. Dependendo da região, também se pode ouvir chamá-la de <strong>"pé de carneiro"</strong> ou <strong>"língua de vaca"</strong>.</p><h2>Antes de passar do cesto para o prato </h2><p><strong>Recolham os cogumelos inteiros, incluindo o pé, para facilitar a sua identificação</strong>. Separem as diferentes espécies dentro do cesto e descartem os exemplares danificados. Uma aplicação ou uma fotografia não são suficientes para confirmar que os cogumelos são comestíveis.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795761" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/outono-quente-e-seco-deixa-tras-os-montes-sem-os-cogumelos-mais-procurados-nesta-epoca.html" title="Outono quente e seco deixa Trás-os-Montes sem os cogumelos mais procurados nesta época">Outono quente e seco deixa Trás-os-Montes sem os cogumelos mais procurados nesta época</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/outono-quente-e-seco-deixa-tras-os-montes-sem-os-cogumelos-mais-procurados-nesta-epoca.html" title="Outono quente e seco deixa Trás-os-Montes sem os cogumelos mais procurados nesta época"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/outono-quente-e-seco-deixa-tras-os-montes-sem-os-cogumelos-mais-procurados-nesta-epoca-1793282726779_320.jpg" alt="Outono quente e seco deixa Trás-os-Montes sem os cogumelos mais procurados nesta época"></a></article></aside><p>Depois de verificar a identidade dos cogumelos, guarde-os no frigorífico e consuma-os no prazo de 2 dias, certificando-se sempre de que estão bem cozinhados. A cozedura não torna comestível um cogumelo tóxico!</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Mathieu" data-year="27%2F10%2F2026" data-title="Quels%20champignons%20ramasser%20en%20novembre%20%3F" data-url="https%3A%2F%2Fwww.les-champignons.fr%2Fchampignons%2Fquels-champignons-ramasser-en-novembre%2F">Mathieu. (27/10/2026). <a href="https://www.les-champignons.fr/champignons/quels-champignons-ramasser-en-novembre/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Quels champignons ramasser en novembre ?</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/os-4-cogumelos-comestiveis-que-neste-momento-se-podem-colher-na-floresta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um lago que paira sobre o oceano e uma cascata que desagua no mar: as paisagens mais deslumbrantes das Ilhas Faroé]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/um-lago-que-paira-sobre-o-oceano-e-uma-cascata-que-desagua-no-mar-as-paisagens-mais-deslumbrantes-das-ilhas-faroe.html</link><pubDate>Fri, 06 Nov 2026 18:03:05 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Com falésias verdes, cascatas que caem diretamente para o oceano e um lago de tirar o fôlego, as Ilhas Faroé abrigam algumas das paisagens mais espetaculares do Norte da Europa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-lago-que-flota-sobre-el-oceano-y-una-cascada-que-cae-al-mar-los-rincones-mas-espectaculares-de-las-feroe-1792761499555.jpeg" data-image="j71ul9intiqg"><figcaption>As Ilhas Faroé, uma maravilha natural que combina uma vegetação exuberante, o mar e falésias impressionantes.</figcaption></figure><p><strong>Há locais cujas paisagens parecem desafiar as leis da natureza, e as Ilhas Faroé estão, sem dúvida, entre eles</strong>. Composto por 18 ilhas no Atlântico Norte, entre a Escócia, a Islândia e a Noruega, o arquipélago pertence ao Reino da Dinamarca, embora goze de ampla autonomia e possua uma identidade cultural própria e distinta.</p><p>O terreno acidentado das Ilhas Faroé é o resultado das suas origens vulcânicas e da ação dos glaciares durante as últimas eras glaciares. O resultado é uma <strong>paisagem de montanhas íngremes, vales profundos, prados e falésias que mergulham num oceano frequentemente turbulento</strong>.</p><h2>Sørvágsvatn, o lago que parece flutuar sobre o oceano</h2><p>Mas, sem dúvida, a atração mais famosa deste destino digno de um conto de fadas é o seu lago, que parece estar suspenso sobre o oceano. Também conhecido como <strong>Leitisvatn</strong>, é provavelmente uma das paisagens mais impressionantes do arquipélago, situado na ilha de Vágar.</p><p>Ocupa uma área de 3,4 quilómetros quadrados (1,3 milhas quadradas), o que o torna o maior lago das Ilhas Faroé.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-lago-que-flota-sobre-el-oceano-y-una-cascada-que-cae-al-mar-los-rincones-mas-espectaculares-de-las-feroe-1792760161995.jpeg" data-image="lcf3auwqke5y"><figcaption>Sørvágsvatn é uma paisagem que deixa uma impressão duradoura.</figcaption></figure><p>A partir de certos pontos de observação, especialmente perto da falésia de Trælanípa, o lago parece erguer-se acima do oceano, criando uma ilusão tão desconcertante que é difícil compreender<strong> como é que uma massa de água pode parecer estar suspensa a uma altura tão elevada acima do mar</strong>.</p><p>O contraste entre as águas calmas do lago, as falésias rochosas e o oceano aberto torna este local <strong>uma das vistas mais emblemáticas das Ilhas Faroé</strong>.</p><h2>Bøsdalafossur, a cascata do Atlântico</h2><p>No final do lago encontra-se mais uma das notáveis atrações naturais das Ilhas Faroé: uma cascata que liga as águas do lago ao Oceano Atlântico.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="708815" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/descubra-a-magia-das-lhas-faroe-e-desfrute-das-suas-magnificas-paisagens.html" title="Descubra a magia das lhas Faroé e desfrute das suas magníficas paisagens">Descubra a magia das lhas Faroé e desfrute das suas magníficas paisagens</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/descubra-a-magia-das-lhas-faroe-e-desfrute-das-suas-magnificas-paisagens.html" title="Descubra a magia das lhas Faroé e desfrute das suas magníficas paisagens"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/descubra-a-magia-das-lhas-faroe-e-desfrute-das-suas-magnificas-paisagens-1746202640205_320.jpeg" alt="Descubra a magia das lhas Faroé e desfrute das suas magníficas paisagens"></a></article></aside><p>A água desce cerca de 30 metros até ao mar, criando um cenário que reúne três características distintivas das Ilhas Faroé: <strong>o lago, as falésias e o oceano</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-lago-que-flota-sobre-el-oceano-y-una-cascada-que-cae-al-mar-los-rincones-mas-espectaculares-de-las-islas-feroe-1792834241636.png" data-image="i5nguhjl06j7"><figcaption>Bøsdalafossur.</figcaption></figure><p><strong>O espetáculo muda completamente consoante o tempo</strong>. Nos dias de vento forte, a água e a espuma misturam-se com as poderosas rajadas do Atlântico, enquanto nos dias mais calmos os visitantes podem apreciar melhor o percurso da cascata, desde o lago até ao mar.</p><h2>Múlafossur, uma cascata rodeada de montanhas que desagua no mar</h2><p><strong>Considerada a joia da coroa das Ilhas Faroé, esta cascata</strong> situa-se junto à pequena aldeia de Gásadalur, na ilha de Vágar, onde desagua diretamente de uma falésia no Oceano Atlântico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-lago-que-flota-sobre-el-oceano-y-una-cascada-que-cae-al-mar-los-rincones-mas-espectaculares-de-las-feroe-1792760754823.jpeg" data-image="dad9rhgz7ikn"><figcaption>Cascata Múlafossur.</figcaption></figure><p>Com uma <strong>queda de mais de 30 metros, a cascata destaca-se pelo contraste </strong>entre os prados verdejantes, as paredes rochosas escuras e as águas azul-acinzentadas do oceano. Quando as condições meteorológicas trazem ventos fortes, as correntes de ar podem dispersar a névoa e alterar a forma como a cascata chega ao mar.</p><h2>Farol de Mykineshólmur, um destino remoto</h2><p><strong>O farol ocupa uma localização espetacular, rodeado por encostas verdejantes, falésias rochosas e um horizonte aberto</strong>. A ilha de Mykines é especialmente conhecida pela sua rica avifauna, uma vez que as suas falésias se tornam importantes locais de nidificação para aves marinhas em determinadas alturas do ano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-lago-que-flota-sobre-el-oceano-y-una-cascada-que-cae-al-mar-los-rincones-mas-espectaculares-de-las-feroe-1792761217908.jpeg" data-image="b1wucovhte5g"><figcaption>Farol de Mykineshólmur.</figcaption></figure><p><strong>Chegar ao farol</strong> <strong>requer mais planeamento </strong>do que visitar outras partes das Ilhas Faroé. A viagem envolve uma caminhada, e o acesso depende das condições do mar, do tempo e de quaisquer restrições atualmente em vigor.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/um-lago-que-paira-sobre-o-oceano-e-uma-cascata-que-desagua-no-mar-as-paisagens-mais-deslumbrantes-das-ilhas-faroe.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 200 mm: Depressão Bruna afetará Açores, Madeira e Continente; assim se prevê a evolução da chuva até quarta, dia 11]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-200-mm-depressao-bruna-afetara-acores-madeira-e-continente-assim-se-preve-a-evolucao-da-chuva-ate-quarta-dia.html</link><pubDate>Fri, 06 Nov 2026 16:59:21 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O tempo instável terá tendência a agravar-se nas próximas horas e dias. Primeiro nos Açores e na Madeira, e posteriormente em Portugal continental. Veja a possível evolução da chuva, vento e agitação marítima no nosso país!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbuaocy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbuaocy.jpg" id="xbuaocy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Começou hoje a tão anunciada mudança do estado do tempo em Portugal</strong>. Dos arquipélagos ao Continente, as condições meteorológicas já foram registando uma alteração evidente.</p><p>Isto deve-se principalmente à <strong>depressão Bruna</strong>, nomeada pelo<strong> IPMA</strong> - o serviço meteorológico português insere-se no Grupo Sudoeste - e ao qual coube a <strong>decisão oficial</strong> e responsabilidade de informar os cidadãos sobre a formação e eventuais impactos da referida tempestade. Mas também e ainda, se deve a um <strong>rio de humidade que reforçará as chuvas nos próximos dias</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-200-mm-depressao-bruna-afetara-acores-madeira-e-continente-assim-se-preve-a-evolucao-da-chuva-ate-quarta-dia-1793980543543.jpg" data-image="fcvdc9gyg4yr"><figcaption>No mapa desta sexta-feira (6) às 18:00 pode-se observar o centro depressionário principal - Bruna - inserido numa extensa e profunda região depressionária, com uma pressão central mínima de 994 hPa e atualmente centrada a noroeste do arquipélago dos Açores. Contará com alguns núcleos depressionários à medida que for circulando para es-nordeste.</figcaption></figure><p>Este sistema depressionário, ao qual estão associadas as <strong>frentes que trarão chuva a Açores, Madeira e Portugal continental</strong>, serão alimentadas por uma massa de ar subtropical muito húmida e amena, conhecida como <strong>rio atmosférico</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-200-mm-depressao-bruna-afetara-acores-madeira-e-continente-assim-se-preve-a-evolucao-da-chuva-ate-quarta-dia-1793980734082.jpg" data-image="wu0pi58wz0r9"><figcaption>Mapa de previsão para domingo, 8 de novembro, às 16:00, com um extenso rio atmosférico a alimentar a depressão Bruna (971 hPa de pressão central mínima), centrada nesse dia a oes-noroeste de Portugal continental. Bruna é a segunda tempestade de grande impacto da temporada 2026/2027. </figcaption></figure><p> <strong>Este rio de humidade servirá de “combustível” à chuva prevista nas três unidades territoriais portuguesas, sobretudo na Madeira e no Continente</strong>. </p><h2>Possível evolução do tempo nos Açores e Madeira nos próximos 5 dias</h2><p>Entre a<strong> tarde desta sexta-feira, 6 de novembro, e até início/meio da noite da próxima quarta-feira, 11 de novembro</strong>, os acumulados de chuva previstos, ainda sujeitos a alterações consideráveis - poderão atingir valores máximos de <strong>até 55 mm </strong>no Grupo Oriental dos<strong> Açores</strong>, em particular na ilha de Santa Maria, e a rondar os <strong>120 mm</strong> (ou ligeiramente mais) nas terras altas e montanhosas do arquipélago da<strong> Madeira</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-200-mm-depressao-bruna-afetara-acores-madeira-e-continente-assim-se-preve-a-evolucao-da-chuva-ate-quarta-dia-1793981083894.jpg" data-image="fw399vqlqlzm"><figcaption>Possível distribuição da chuva acumulada até às 21:00 de quarta-feira, 11 de novembro, nos arquipélagos.</figcaption></figure><p>Quanto ao vento previsto para o arquipélago dos Açores, o período mais crítico poderá desenvolver-se desde sábado à tarde (7) até segunda-feira (9). O modelo ECMWF sugere que em termos de duração e intensidade,<strong> domingo (8) poderá ser o dia mais agreste quanto às rajadas de vento previstas no arquipélago açoriano</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-200-mm-depressao-bruna-afetara-acores-madeira-e-continente-assim-se-preve-a-evolucao-da-chuva-ate-quarta-dia-1793981540441.jpg" data-image="ahcnug3aunbp"><figcaption>Possível intensidade das rajadas de vento nos Açores e na Madeira no domingo, 8 de novembro. As rajadas mais fortes poderão atingir (ou até mesmo superar) os 100 km/h nas zonas mais expostas dos Açores. Neste mapa, ainda sujeito a mudanças, esse valor observa-se na ilha de São Jorge.</figcaption></figure><p><strong>Já no arquipélago da Madeira</strong>, o cenário mais adverso em termos de rajadas de vento sugerido pelos mapas da Meteored parece surgir no intervalo que decorrerá entre <strong>a tarde e noite de sábado (7) e grande parte do dia de domingo, 9 de novembro</strong>. Nas jornadas posteriores a intensidade do vento no território insular madeirense tenderá a diminuir.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-200-mm-depressao-bruna-afetara-acores-madeira-e-continente-assim-se-preve-a-evolucao-da-chuva-ate-quarta-dia-1793981878107.jpg" data-image="lqkki63p0e78"><figcaption>Agitação marítima forte prevista às 16:00 de domingo (8), especialmente nos arquipélagos. No Continente o temporal marítimo poderá ganhar outra dimensão somente nos primeiros dias da próxima semana.</figcaption></figure><p>À semelhança dos arquipélagos, <strong>Portugal continental</strong> também estará exposto a vento forte e a fenómenos costeiros adversos. Porém, tendo em conta o <strong>prazo temporal superior </strong>em que estes dois efeitos meteorológicos poderão condicionar a unidade territorial do Continente (entre finais de domingo (8) e finais de quarta (11) pelo menos), <strong>ainda não é possível detalhar concretamente as zonas mais expostas</strong>.</p><h2>Evolução da chuva no Continente até sábado 7; uma segunda fase, mais longa, começará no domingo 8</h2><p>Embora o estado do tempo em Portugal continental apenas seja afetado de forma mais direta a partir da segunda metade do dia 8 de novembro (próximo domingo) pelas vastas bandas de nebulosidade e precipitação enviadas até à nossa geografia pelas frentes geradas em redor de Bruna e dos seus núcleos secundários, <strong>há uma primeira frente relativamente ativa, que já começou a deixar chuva nesta tarde de sexta-feira, 6 de novembro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-200-mm-depressao-bruna-afetara-acores-madeira-e-continente-assim-se-preve-a-evolucao-da-chuva-ate-quarta-dia-1793982206103.jpg" data-image="wucqq0965npy"><figcaption>Áreas manchadas a roxo em Portugal continental (entre 20 e 35 mm de chuva acumulada) poderão estar entre as mais regadas até às 23:00 de domingo, 8 de novembro, segundo o modelo ECMWF.</figcaption></figure><p>Acresce ainda que para<strong> sábado, 7 de novembro</strong>, está previsto uma diminuição da instabilidade atmosférica na unidade territorial do Continente, dado que se espera somente a ocorrência de <strong>aguaceiros pós-frontais</strong>, o que tornará a distribuição da precipitação mais irregular, intermitente e dispersa, e por isso, menos abundante.</p><p><strong>É a partir de domingo (8), então, que a chuva poderá ganhar mais eficiência em Portugal continental</strong>, tornando-se por isso, potencialmente mais abundante e persistente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-200-mm-depressao-bruna-afetara-acores-madeira-e-continente-assim-se-preve-a-evolucao-da-chuva-ate-quarta-dia-1793983101421.jpg" data-image="q6ejr71d18gh"><figcaption>Como referido anteriormente em sucessivas previsões avançadas pela Meteored Portugal, o modelo ECMWF - organismo de referência que merece a nossa máxima confiança - continua a insistir numa invasão de ar ameno e muito húmido (rio atmosférico), vindo das latitudes subtropicais (região das Caraíbas), transportado pelos ventos de Sudoeste (ventos ábregos) e que aumentará o potencial de água precipitável em Portugal continental.</figcaption></figure><p><strong>Esta situação está prevista ocorrer especialmente entre os dias 8 e 10 de novembro, domingo a terça-feira</strong><strong>, podendo inclusive alastrar-se pelos dias 11</strong>, 12 ou até mais, embora do dia 12 em diante (próxima quinta-feira) a incerteza na previsão ainda seja relativamente elevada, de acordo com os nossos mapas aqui na Meteored.</p><div class="texto-destacado">Esse fluxo húmido e ameno subtropical, canalizado até à nossa geografia e carregado de elevadas concentrações de vapor de água -<strong> rio atmosférico</strong> - irá não só reforçar a chuva geradas pelas frentes associadas aos diversos núcleos presentes no seio da circulação da depressão Bruna - como será acompanhado por um agravamento do vento e da agitação marítima.</div><p>Ao interagir com as frentes, este rio de humidade terá a capacidade de tornar a chuva mais eficiente, dando origem a <strong>períodos de precipitação por vezes forte e persistente e ocasionalmente acompanhadas de trovoadas</strong>. O relevo local e a exposição aos ventos de Sudoeste determinarão quão abundante (ou seja, quão eficiente) será a precipitação em determinada zona.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-200-mm-depressao-bruna-afetara-acores-madeira-e-continente-assim-se-preve-a-evolucao-da-chuva-ate-quarta-dia-1793982738037.jpg" data-image="h2btav2wsbhq"><figcaption>Possível distribuição da chuva acumulada até às 21:00 de quarta-feira, 11 de novembro. As primeiras estimativas do modelo Europeu sugerem registos entre 100 e 200 mm no Noroeste, Região Centro e Área Metropolitana de Lisboa.</figcaption></figure><p>Importa, contudo, esclarecer que a previsão meteorológica, muito condicionada pela posição e trajetória da depressão Bruna, das frentes associadas e do rio atmosférico, <strong>ainda está sujeita a alguns ajustes</strong>, sobretudo na distribuição e na intensidade dos elementos oceano-climáticos em análise (chuva, vento e agitação marítima).</p><h3>Monitorização, prevenção e mitigação dos riscos</h3><p>É importante ainda salientar o <strong>risco de inundações localizadas </strong>em zonas normalmente vulneráveis, bem como de<strong> derrocadas e deslizamentos de terras</strong>. Este risco aplica-se aos<strong> Açores, Madeira e Continente</strong>, embora o impacto da precipitação, vento e agitação marítima tenham intervalos espaciais e temporais distintos nestas geografias.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796951" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempestade-bruna-em-portugal-as-chuvas-mais-fortes-e-persistentes-vao-comecar-este-domingo-a-partir-das-13-horas.html" title="Tempestade Bruna em Portugal: as chuvas mais fortes e persistentes vão começar este domingo, a partir das 13 horas">Tempestade Bruna em Portugal: as chuvas mais fortes e persistentes vão começar este domingo, a partir das 13 horas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempestade-bruna-em-portugal-as-chuvas-mais-fortes-e-persistentes-vao-comecar-este-domingo-a-partir-das-13-horas.html" title="Tempestade Bruna em Portugal: as chuvas mais fortes e persistentes vão começar este domingo, a partir das 13 horas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempestade-bruna-em-portugal-as-chuvas-mais-fortes-e-persistentes-vao-comecar-este-domingo-a-partir-das-13-horas-1793965009520_320.jpg" alt="Tempestade Bruna em Portugal: as chuvas mais fortes e persistentes vão começar este domingo, a partir das 13 horas"></a></article></aside><p>Adicionalmente, tendo em conta este panorama meteorológico e os solos urbanos e rurais portugueses, é necessário considerar um <strong>aumento dos riscos de danos em infraestruturas mais frágeis e possíveis galgamentos costeiros</strong>. </p><div class="texto-destacado">Não há motivos para “fazer tempestades num copo de água"!</div><p>Tomando-se <strong>medidas de prevenção e mitigação de risco</strong> associados aos impactos expectáveis no território e tendo em conta a antecedência e constante atualização das previsões meteorológicas, será possível<strong> preparar respostas que contemplem a salvaguarda de pessoas, bens e infraestruturas</strong>, bem como tomar <strong>decisões operacionais e políticas adequadas ao episódio de tempo instável que se avizinha</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-200-mm-depressao-bruna-afetara-acores-madeira-e-continente-assim-se-preve-a-evolucao-da-chuva-ate-quarta-dia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Barragens da Serra da Estrela vão financiar rios, ecossistemas e prevenção de incêndios]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/barragens-da-serra-da-estrela-vao-financiar-rios-ecossistemas-e-prevencao-de-incendios.html</link><pubDate>Fri, 06 Nov 2026 14:31:04 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O fim de várias concessões hidroelétricas abre caminho a um modelo inédito que direcionará parte das receitas para projetos ambientais na montanha mais alta de Portugal continental.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/barragens-da-serra-da-estrela-vao-financiar-rios-ecossistemas-e-prevencao-de-incendios-1793972479642.jpg" data-image="442de5sryzbd" alt="Barragem da Lagoa Comprida, Serra da Estrela" title="Barragem da Lagoa Comprida, Serra da Estrela"><figcaption>A Barragem Marques da Silva, também conhecida como Lagoa Comprida, é o maior reservatório de água da Serra da Estrela. Foto: Juntas - Obra do próprio, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Durante décadas, as barragens da Serra da Estrela produziram eletricidade a partir da água que nasce nas encostas da montanha. Agora, pela primeira vez, <strong>parte da riqueza gerada</strong> por essas infraestruturas poderá <strong>regressar à </strong><strong>região </strong>na forma de investimento ambiental.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O Ministério do Ambiente lançou o programa Estrela + Natural, uma iniciativa que visa canalizar parte das receitas das futuras concessões hidroelétricas para a recuperação de ecossistemas, rios e recursos hídricos do Parque Natural da Serra da Estrela. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A medida surge numa fase em que várias <strong>concessões</strong> atribuídas há décadas se <strong>aproximam do fim</strong> e terão de voltar a concurso. A proposta representa uma mudança na forma como estas infraestruturas são geridas. Até agora, as concessões estavam sobretudo associadas à produção de energia. No futuro, poderão <strong>financiar a conservação da natureza</strong> e a adaptação às alterações climáticas nas regiões onde se encontram.</p><h2>Um momento raro na história das barragens portuguesas</h2><p>Grande parte das barragens nacionais foi construída nas décadas de 1950 e 1960. As concessões atribuídas nessa altura aproximam-se agora do seu termo, proporcionando uma <strong>oportunidade</strong> pouco comum para <strong>redefinir regras e prioridades</strong>.</p><div class="texto-destacado">Na Serra da Estrela, a Agência Portuguesa do Ambiente identificou 22 aproveitamentos hidroelétricos localizados dentro dos limites do parque natural. Destes, 14 terminam as respetivas concessões em 9 de outubro de 2028.</div><p>O Ministério do Ambiente pretende lançar, já em 2027, um<strong> novo concurso para estas explorações</strong>, preferencialmente de forma agregada. A novidade está no facto de os futuros contratos incluírem mecanismos que permitam direcionar parte das receitas para <strong>projetos de interesse ambiental e territorial</strong>.</p><p>O objetivo é garantir que uma parcela do valor gerado pela produção hidroelétrica seja reinvestida na própria serra, ajudando a proteger os recursos naturais que sustentam essa atividade.</p><h2>Quanto dinheiro chegará à serra?</h2><p>A resposta ainda não é conhecida. Um despacho da ministra do Ambiente, Maria Graça Carvalho, incumbiu a Agência Portuguesa do Ambiente de desenvolver um modelo capaz de definir como as <strong>rendas</strong> e as <strong>contrapartidas financeiras</strong> das futuras concessões poderão ser canalizadas para a recuperação ambiental do território.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A agência dispõe de 90 dias após a publicação do despacho para apresentar uma proposta que estabeleça as cláusulas ambientais e financeiras a incluir nos futuros concursos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>As verbas serão transferidas para o Fundo Ambiental e utilizadas em programas relacionados com a reabilitação dos recursos hídricos, a recuperação de ecossistemas, a <strong>conservação da natureza e a adaptação às alterações climáticas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/barragens-da-serra-da-estrela-vao-financiar-rios-ecossistemas-e-prevencao-de-incendios-1793972970447.jpg" data-image="hntlw1k0i99r" alt="Parque Natural da Serra da Estrela" title="Parque Natural da Serra da Estrela"><figcaption>O Estrela + Natural visa destinar parte das receitas das concessões hidroelétricas à recuperação de recursos hídricos do Parque Natural da Serra da Estrela. Foto: ICNF</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>O trabalho será desenvolvido em articulação com a Associação de Municípios do Parque Natural da Serra da Estrela, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, a comissão de cogestão do parque, a Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela e a Agência para o Clima. Segundo a tutela, o objetivo é assegurar que a <strong>riqueza gerada pelos recursos naturais</strong> da serra contribua diretamente para a <strong>valorização e resiliência</strong> do território.</p><h2>Água, rios e prevenção de incêndios entre as prioridades</h2><p>A Serra da Estrela é uma das áreas naturais mais importantes do país. Com cerca de <strong>89 mil hectares</strong>, abriga as nascentes de rios como o <strong>Mondego</strong>, o <strong>Zêzere</strong> e o <strong>Alva</strong>, desempenhando um papel vital no armazenamento e na regulação da água.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Por essa razão, uma parte importante dos futuros investimentos deverá incidir na reabilitação de linhas de água, na recuperação de habitats e no reforço da qualidade ecológica dos ecossistemas de montanha.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A redução do risco de incêndio é outra das prioridades identificadas pelo Governo. A preocupação está diretamente relacionada com o <strong>incêndio</strong> ocorrido no <strong>verão de 2022</strong>, um dos maiores registados na Serra da Estrela. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786622" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/barragem-de-castelo-do-bode-faz-75-anos-e-mantem-se-central-na-gestao-da-agua-e-energia.html" title="Barragem de Castelo do Bode faz 75 anos e mantém-se central na gestão da água e energia">Barragem de Castelo do Bode faz 75 anos e mantém-se central na gestão da água e energia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/barragem-de-castelo-do-bode-faz-75-anos-e-mantem-se-central-na-gestao-da-agua-e-energia.html" title="Barragem de Castelo do Bode faz 75 anos e mantém-se central na gestão da água e energia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/barragem-de-castelo-do-bode-faz-75-anos-e-mantem-se-central-na-gestao-da-agua-e-energia-1788265001976_320.jpg" alt="Barragem de Castelo do Bode faz 75 anos e mantém-se central na gestão da água e energia"></a></article></aside><p>O <strong>fogo consumiu um quarto da área do parque</strong> e acelerou processos de erosão e degradação ecológica que ainda hoje continuam a ser alvo de recuperação. O programa Estrela + Natural procura reforçar, portanto, a capacidade do território para enfrentar <strong>fenómenos extremos</strong> que tendem a tornar-se mais frequentes com as alterações climáticas.</p><h2>Uma estratégia além dos incêndios de 2022</h2><p>Apesar da ligação ao processo de recuperação da Serra da Estrela, o novo programa não substitui o <strong>plano de revitalização</strong> lançado após os incêndios. As duas iniciativas seguirão caminhos paralelos. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Enquanto a revitalização continua a apoiar diferentes projetos financiados por fundos de coesão, o foco do Estrela + Natural estará na conservação da natureza, nos recursos hídricos e nas infraestruturas ambientais do parque.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A serra integra ainda uma nova geração de Zonas Especiais de Conservação (ZEC). Segundo o Ministério do Ambiente, a ZEC da Serra da Estrela pretende <strong>conciliar a proteção dos valores naturais com atividades humanas</strong> compatíveis, incluindo habitação rural, pequenos negócios e infraestruturas de apoio à prevenção de incêndios.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/barragens-da-serra-da-estrela-vao-financiar-rios-ecossistemas-e-prevencao-de-incendios-1793973177444.jpg" data-image="otgizfmoukk8" alt="Serra da Estrela" title="Serra da Estrela"><figcaption>O modelo da Serra da Estrela poderá servir de exemplo para usar receitas hidroelétricas na recuperação ambiental noutras regiões. Foto: Município de Gouveia</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A região foi ainda identificada como uma das <strong>áreas prioritárias</strong> da iniciativa <strong>Re:Nature 2000</strong>, apoiada pelos EEA Grants. O programa deverá mobilizar cerca de 12 milhões de euros para projetos de restauro ecológico em diferentes regiões portuguesas, incluindo a Serra da Estrela.</p><h2>Um modelo que poderá chegar a outras regiões</h2><p>A Serra da Estrela servirá como projeto-piloto, ambicionando o Ministério do Ambiente<strong> aplicar</strong><strong> o modelo noutras </strong><strong>regiões </strong>à medida que novas concessões hidroelétricas terminem e regressem a concurso.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786683" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/agua-a-montante-incerteza-a-jusante-como-sao-geridos-os-rios-que-ligam-portugal-e-espanha.html" title="Água a montante, incerteza a jusante: como são geridos os rios que ligam Portugal e Espanha?">Água a montante, incerteza a jusante: como são geridos os rios que ligam Portugal e Espanha?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/agua-a-montante-incerteza-a-jusante-como-sao-geridos-os-rios-que-ligam-portugal-e-espanha.html" title="Água a montante, incerteza a jusante: como são geridos os rios que ligam Portugal e Espanha?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/agua-a-montante-incerteza-a-jusante-como-sao-geridos-os-rios-que-ligam-portugal-e-espanha-1788285546194_320.jpg" alt="Água a montante, incerteza a jusante: como são geridos os rios que ligam Portugal e Espanha?"></a></article></aside><p>Existe, aliás, um precedente no caso da<strong> barragem</strong><strong> do Cabril</strong>, no rio Zêzere. A sua concessão terminou em outubro e a revisão do contrato prevê recursos para financiar investimentos ligados à gestão da água nas bacias do Tejo e do Mondego.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A diferença é que, na Serra da Estrela, o objetivo passa por criar uma ligação direta entre a exploração das barragens e a recuperação do território que as acolhe.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Se o modelo avançar como previsto, os rios que alimentam as centrais hidroelétricas poderão vir a financiar a recuperação das margens, dos habitats, das florestas e das próprias cabeceiras onde essa água tem origem. Para uma região que continua a recuperar dos efeitos dos grandes incêndios e a adaptar-se às alterações climáticas, essa poderá ser uma<strong> nova</strong><strong> fonte de </strong><strong>investimento </strong>num património natural, que é uma das mais importantes reservas de água do país.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Portugal.Gov.pt" data-year="" data-title="Governo%20canaliza%20receitas%20de%20concess%C3%B5es%20hidroel%C3%A9tricas%20para%20recuperar%20Parque%20Natural%20da%20Serra%20da%20Estrela" data-url="https%3A%2F%2Fportugal.gov.pt%2Fgc25%2Fcomunicacao%2Fcomunicados%2Fgoverno-canaliza-receitas-de-concessoes-hidroeletricas-para-recuperar-parque-natural-da-serra-da-estrela">Portugal.Gov.pt. <a href="https://portugal.gov.pt/gc25/comunicacao/comunicados/governo-canaliza-receitas-de-concessoes-hidroeletricas-para-recuperar-parque-natural-da-serra-da-estrela" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Governo canaliza receitas de concessões hidroelétricas para recuperar Parque Natural da Serra da Estrela</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/barragens-da-serra-da-estrela-vao-financiar-rios-ecossistemas-e-prevencao-de-incendios.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempestade Bruna em Portugal: as chuvas mais fortes e persistentes vão começar este domingo, a partir das 13 horas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempestade-bruna-em-portugal-as-chuvas-mais-fortes-e-persistentes-vao-comecar-este-domingo-a-partir-das-13-horas.html</link><pubDate>Fri, 06 Nov 2026 12:02:23 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A instabilidade está de regresso a Portugal Continental. De acordo com a mais recente atualização do nosso modelo de confiança, ECMWF, a tempestade Bruna, nomeada pelo IPMA, chegará ao continente a partir de domingo, dia 8.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbu7eha"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbu7eha.jpg" id="xbu7eha"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Esta sexta-feira amanheceu cinzenta na generalidade do território, adivinhando a chuva que está prestes a chegar ao continente português. Depois de várias semanas sob influência anticiclónica, <strong>eis que a instabilidade atmosférica volta a instalar-se</strong>. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>O dia de hoje conta já com <strong>aviso amarelo de precipitação em oito distritos do litoral</strong>, segundo o IPMA. Este aviso cobre os distritos entre Viana do Castelo e Setúbal e estará em vigor entre as 15h de hoje e a meia-noite de amanhã. No entanto, a chuva não ficar por aqui.</p><h2>Tempestade Bruna chega ao continente no domingo, dia 8</h2><p>Depois do episódio de chuva de hoje, que deverá chegar a praticamente todo o país, com exceção do Algarve, espera-se uma breve trégua amanhã, sábado. Esta não será total, uma vez que se prevê a <strong>ocorrência de chuva fraca e irregular em alguns pontos do país</strong>, no decorrer do dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempestade-bruna-em-portugal-as-chuvas-mais-fortes-e-persistentes-vao-comecar-este-domingo-a-partir-das-13-horas-1793965009520.jpg" data-image="ik5sy83ei6xc" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>As primeiras chuvas associadas à tempestade Bruna chegam nas primeiras horas da tarde de domingo, dia 8. É esperado que, à medida que as horas passem, a precipitação possa ganhar mais terreno e intensidade.</figcaption></figure><p>Após esta trégua, o nosso modelo aponta para que <strong>a partir das primeiras horas da tarde de domingo, mais especificamente a partir das 13h, comecem a surgir os primeiros aguaceiros</strong>, associados à tempestade Bruna. Ao que tudo indica, a chuva poderá dar entrada no território pelo Barlavento Algarvio e deverá ocorrer de forma fraca a moderada.</p><p>Nas horas seguintes, <strong>é expectável que esta se alastre de forma rápida ao restante território das regiões Sul e Centro</strong>, já com períodos de chuva, por vezes, forte. No Algarve, entre as 13h e as 23h, a acumulação de precipitação poderá ser de cerca de 20 a 25 mm, enquanto no Ribatejo estes valores possam rondar os 10 mm.</p><h2>Chuva deverá manter-se nos dias seguintes de forma persistente</h2><p>A atual previsão mostra que<strong> após domingo, a chuva deverá manter-se sobre Portugal Continental, ainda que de forma mais concentrada nas regiões Norte e Centro</strong>, especialmente no litoral Norte e Centro, onde até quarta-feira, dia 11, se esperam acumulados bastante significativos, como podemos observar no mapa abaixo. No entanto, fazemos ressalva de que<strong> estes valores poderão sofrer ajustes</strong> nas próximas atualizações do ECMWF.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempestade-bruna-em-portugal-as-chuvas-mais-fortes-e-persistentes-vao-comecar-este-domingo-a-partir-das-13-horas-1793965499053.jpg" data-image="3zzsgzinw5q1" alt="precipitação acumulada" title="precipitação acumulada"><figcaption>Tendo em conta a distância temporal, estes valores podem sofrer alterações nos próximos dias. No entanto, a atual previsão aponta para números elevados de acumulação de precipitação, especialmente no litoral Norte e Centro.</figcaption></figure><p>No nosso mapa de chuva prevista, vemos que entre segunda e quarta-feira, o noroeste do país, assim como as áreas abrangidas pelos distritos do Porto e Aveiro, poderão contar com <strong>chuva forte durante vários períodos de cada um destes dias</strong>, contribuindo para os valores elevados de acumulação previstos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796794" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-9-a-15-de-novembro-chuva-acima-da-media-e-uma-depressao-atlantica-poderao-marcar-o-tempo-em-portugal.html" title="Semana de 9 a 15 de novembro: chuva acima da média e uma depressão atlântica poderão marcar o tempo em Portugal">Semana de 9 a 15 de novembro: chuva acima da média e uma depressão atlântica poderão marcar o tempo em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-9-a-15-de-novembro-chuva-acima-da-media-e-uma-depressao-atlantica-poderao-marcar-o-tempo-em-portugal.html" title="Semana de 9 a 15 de novembro: chuva acima da média e uma depressão atlântica poderão marcar o tempo em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-9-a-15-de-novembro-chuva-acima-da-media-e-uma-depressao-atlantica-poderao-marcar-o-tempo-em-portugal-1793883270012_320.jpg" alt="Semana de 9 a 15 de novembro: chuva acima da média e uma depressão atlântica poderão marcar o tempo em Portugal"></a></article></aside><p>Para já, o modelo europeu insiste na <strong>possibilidade de que a chuva se mantenha, de forma evidente, até à reta final da semana</strong>, devendo a estabilidade atmosférica começar a regressar entre sábado e domingo (14 e 15), com o regresso de altas pressões. Até lá, e mais uma vez, tendo em conta a variabilidade destes fenómenos, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempestade-bruna-em-portugal-as-chuvas-mais-fortes-e-persistentes-vao-comecar-este-domingo-a-partir-das-13-horas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[“Já se formou a depressão mais invulgar do outono 2026”: previsão de Pedro Carneiro para Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ja-se-formou-a-depressao-mais-invulgar-do-outono-2026-previsao-de-pedro-carneiro-para-portugal.html</link><pubDate>Fri, 06 Nov 2026 10:59:17 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A depressão Bruna traz a Portugal chuva persistente, vento forte no litoral e um rio atmosférico: o ECMWF aponta para mais de 100 mm no Norte e Centro até terça-feira.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbu2ooq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbu2ooq.jpg" id="xbu2ooq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Já tem nome a depressão que vai marcar o tempo nos próximos dias: o IPMA chamou-lhe Bruna</strong>. Não é um simples centro de baixas pressões, mas um sistema extenso, com ondulações frontais sucessivas, que traz chuva acima da média ao Norte e Centro.</p><div class="texto-destacado"><p>Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações</p></div><p><strong>Entre domingo e terça, prevê-se ainda a entrada de ar húmido e ameno das Caraíbas, que reforça a chuva (rio atmosférico carregado de humidade)</strong>. Os mapas de referência da Meteored, baseados no modelo ECMWF, mostram como o episódio evolui entre sexta-feira, 6, e terça-feira, 10.</p><h2> Sexta e sábado (6 e 7): a primeira frente </h2><p><strong>A primeira frente chega ao Norte e Centro na sexta-feira à tarde, com alívio no sábado, segundo a Meteored</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>O que é um</strong> r<strong>io atmosférico?</strong><br>Corredor estreito e alongado da atmosfera que transporta grandes quantidades de vapor de água dos trópicos para latitudes mais altas. Ao encontrar o litoral e o relevo, pode originar chuva intensa e persistente. </div><p>O IPMA coloca a depressão a norte dos Açores, com cerca de 988 hPa às 18:00 UTC de sábado, e prevê que <strong>a ondulação na costa ocidental suba de 1 a 2 metros, no sábado, para 4 a 5 metros no dia 9</strong>.</p><h2> Domingo e segunda (8 e 9): a frente avança e o vento atinge o pico </h2><p>Na manhã de domingo o continente deverá manter-se seco, com a chuva ainda ao largo, segundo o ECMWF. <strong>Prevê-se que a frente chegue ao litoral a partir do início da tarde, primeiro a Lisboa e ao Alentejo, com 1 a 5 mm por hora</strong>, e estenda-se ao Centro e ao Norte ao fim do dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-se-formou-a-depressao-mais-invulgar-do-outono-2026-previsao-de-pedro-carneiro-para-portugal-1793929470071.jpg" data-image="2janrvb0zr3w" alt="Rajadas de vento às 21:00 de domingo, 8 de novembro." title="Rajadas de vento às 21:00 de domingo, 8 de novembro."><figcaption>Rajadas de vento às 21:00 de domingo, 8 de novembro. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>O vento acompanha o avanço: podem registar-se rajadas de 45 a 50 km/h no litoral ao início da tarde, subindo para cerca de 60 km/h no litoral Centro à noite.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-se-formou-a-depressao-mais-invulgar-do-outono-2026-previsao-de-pedro-carneiro-para-portugal-1793929541489.jpg" data-image="rw5uvhziasa9" alt="Intensidade da precipitação (mm/h) às 21:00 de domingo, 8 de novembro." title="Intensidade da precipitação (mm/h) às 21:00 de domingo, 8 de novembro."><figcaption>Intensidade da precipitação (mm/h) às 21:00 de domingo, 8 de novembro. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Na segunda-feira o vento mantém-se forte. <strong>As rajadas podem atingir o máximo ao meio-dia, com cerca de 60 km/h no Porto e em Coimbra</strong>, e descer para cerca de 45 km/h às 21:00.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-se-formou-a-depressao-mais-invulgar-do-outono-2026-previsao-de-pedro-carneiro-para-portugal-1793929670222.jpg" data-image="vu96zmak8u6l" alt="Rajadas de vento às 12:00 de segunda-feira, 9 de novembro." title="Rajadas de vento às 12:00 de segunda-feira, 9 de novembro."><figcaption>Rajadas de vento às 12:00 de segunda-feira, 9 de novembro. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>A chuva concentrar-se-á no Norte, podendo atingir intensidades fracas a moderadas no Porto ao fim da tarde, enquanto para o Algarve não se prevê chuva a partir do meio-dia.<em><br></em></p><h2><em></em>Terça (10): chuva mais intensa no Norte e acumulados acima dos 100 mm</h2><p><strong>Na terça-feira a chuva poderá ser mais intensa, com destaque para zonas como Porto e Bragança</strong>, estando prevista a possibilidade de rajadas de 50 a 60 km/h no litoral Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-se-formou-a-depressao-mais-invulgar-do-outono-2026-previsao-de-pedro-carneiro-para-portugal-1793929162246.jpg" data-image="iuwny611qfpx" alt="Precipitação acumulada entre a 01:00 de sexta-feira, 6, e as 21:00 de terça-feira, 10 de novembro." title="Precipitação acumulada entre a 01:00 de sexta-feira, 6, e as 21:00 de terça-feira, 10 de novembro."><figcaption>Precipitação acumulada entre a 01:00 de sexta-feira, 6, e as 21:00 de terça-feira, 10 de novembro, que poderá superar os 100 mm no litoral Norte e Centro. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored.</figcaption></figure><p><strong>Entre a 01:00 de sexta e as 21:00 de terça, o acumulado de precipitação poderá superar os 100 mm no litoral Norte e Centro, destacando-se a possibilidade de 125 mm previstos para a região de Aveiro, 120 mm no Porto</strong>, e ficar perto desse valor na zonas de Braga e Covilhã, por oposição a Faro, onde se prevê um valor substancialmente inferior, a rondar os 40 mm.</p><h2>Incertezas da previsão meteorológica</h2><p><strong>O comunicado do IPMA fala em chuva persistente, por vezes forte, com ondulações frontais sucessivas até dia 13</strong>. Prevê acumulados superiores a 200 mm nas zonas montanhosas até essa data e rajadas até 70 km/h no litoral oeste e nas terras altas. São valores de um período mais longo do que o dos mapas do ECMWF analisados aqui.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796788" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-geografo-entre-domingo-e-terca-feira-preve-se-uma-invasao-de-ar-humido-e-ameno-das-caraibas.html" title="Alfredo Graça, geógrafo: “entre domingo e terça-feira prevê-se uma invasão de ar húmido e ameno das Caraíbas”">Alfredo Graça, geógrafo: “entre domingo e terça-feira prevê-se uma invasão de ar húmido e ameno das Caraíbas”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-geografo-entre-domingo-e-terca-feira-preve-se-uma-invasao-de-ar-humido-e-ameno-das-caraibas.html" title="Alfredo Graça, geógrafo: “entre domingo e terça-feira prevê-se uma invasão de ar húmido e ameno das Caraíbas”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-geografo-entre-domingo-e-terca-feira-preve-se-uma-invasao-de-ar-humido-e-ameno-das-caraibas-1793881591380_320.png" alt="Alfredo Graça, geógrafo: “entre domingo e terça-feira prevê-se uma invasão de ar húmido e ameno das Caraíbas”"></a></article></aside><p>Com estes acumulados, as zonas mais expostas do Norte e Centro poderão ter chuva forte e persistente, e o mar estará muito agitado no litoral oeste. Os valores são de um modelo e vão ser ajustados nas próximas atualizações, sobretudo para terça-feira, o dia mais distante e, por isso, com maior incerteza. Convém acompanhar as previsões e os avisos oficiais.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ja-se-formou-a-depressao-mais-invulgar-do-outono-2026-previsao-de-pedro-carneiro-para-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Pedro Carneiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Finlândia oferece viagens com tudo pago a solteiros]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/finlandia-oferece-viagens-com-tudo-pago-a-solteiros.html</link><pubDate>Fri, 06 Nov 2026 09:37:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>O país mais feliz do mundo procura 16 solteiros para uma viagem de quatro dias, com despesas pagas, experiências gastronómicas e jantares às cegas. Saiba como concorrer.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/finlandia-oferece-viagens-com-tudo-pago-a-solteiros-1793739672473.jpg" data-image="bie041ogrm2v" alt="Finlândia" title="Finlândia"><figcaption>Quer ser um dos sortudos? Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Esqueça as aplicações de encontros e os primeiros cafés que acabam ao fim de meia hora. A Finlândia tem uma proposta diferente para quem está solteiro: fazer as malas, conhecer um dos países mais felizes do mundo e, pelo caminho, descobrir se há química com alguém. </p><div class="texto-destacado">Tudo isto com uma viagem paga e a gastronomia finlandesa como ponto de partida.</div><p>A iniciativa chama-se Finnish Dinner Date e é promovida pela Visit Finland, a organização responsável pela promoção turística do país. E qual é o objetivo? Simples: <strong>juntar viagens, sabores locais e encontros românticos</strong>.</p><p>E quando é que tudo vai acontecer? A aventura está marcada para<strong> fevereiro de 2027</strong>, precisamente no mês em que se celebra o Dia dos Namorados. </p><p>Ao todo, serão selecionados<strong> 16 participantes de diferentes países</strong>, que terão direito a uma estadia de quatro dias com todas as despesas pagas. Além disso, o programa inclui atividades, experiências gastronómicas e, claro, um jantar às cegas com solteiros finlandeses.</p><h2>Quatro dias na Finlândia com jantares às cegas</h2><p>A experiência vai decorrer em duas cidades: <strong>Helsínquia</strong>, a capital finlandesa, e <strong>Tampere</strong>, situada na região dos Lagos. Serão selecionados oito participantes para cada destino, mas há um pequeno detalhe que acrescenta alguma expectativa à aventura: só depois de confirmarem a participação é que os vencedores saberão qual será a cidade que os recebe.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/finlandia-oferece-viagens-com-tudo-pago-a-solteiros-1793739992355.jpg" data-image="vbl8gri09bgy" alt="Tampere, finland" title="Tampere, finland"><figcaption>Tampere, Finlândia. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>O ponto alto da viagem será um<strong> jantar de grupo</strong>, no qual cada participante terá a oportunidade de conhecer dois solteiros finlandeses. E não pense que será uma refeição qualquer, daquelas em que se escolhe o prato do dia e em que se tenta encontrar assunto entre duas garfadas.</p><p>Em Helsínquia, o menu será preparado por Adele Kinnunen, chef executiva do Café Savoy, que também participou no MasterChef Profissionais. Já em Tampere, a experiência gastronómica ficará a cargo de Henry Tikkanen, responsável pelo restaurante Gösta e antigo representante da Finlândia no concurso Bocuse d’Or.</p><div class="texto-destacado">As experiências vão decorrer entre 9 e 19 de fevereiro de 2027. </div><p>Antes do jantar, os participantes terão ainda oportunidade de conhecer melhor o destino através de um programa de atividades e degustações.</p><p>A ideia é que <strong>a comida seja o ponto de partida </strong>para conhecer a cultura local e, quem sabe, descobrir uma ligação especial. Afinal, se há coisa que um bom jantar pode fazer é quebrar o gelo. </p><h2>A gastronomia finlandesa quer conquistar os visitantes</h2><p>Aliás, a campanha pretende precisamente dar também maior visibilidade à <strong>cozinha finlandesa</strong>, que continua a ser pouco conhecida por muitos viajantes. Apesar de o país ser famoso pelas paisagens naturais, pelas saunas e pela qualidade de vida, há muito mais para descobrir à mesa.</p><div class="texto-destacado">A gastronomia local é marcada pelos ingredientes sazonais e pela ligação à natureza, com destaque para o peixe, a caça, os cogumelos e os frutos silvestres. </div><p>“Consegue nomear um prato finlandês? A maioria não consegue. É por isso que estamos a oferecer aos viajantes individuais uma forma única de descobrir um dos nossos segredos mais bem guardados: <strong>a última cozinha desconhecida da Europa</strong>”, escreveu a organização.</p><p>Entre os pratos tradicionais encontram-se a sopa cremosa de salmão, o peixe frito e a morcela de Tampere, habitualmente acompanhada por compota de arandos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/finlandia-oferece-viagens-com-tudo-pago-a-solteiros-1793740198207.jpg" data-image="amj1i3v6sm8y" alt="Helsinki, Finland" title="Helsinki, Finland"><figcaption>Helsínquia, Finlândia. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>O Finnish Dinner Date tem também uma inspiração curiosa: o fenómeno finlandês “Sinkkukori”, que se tornou viral. Do que é que estamos a falar? Em alguns supermercados do país, os solteiros podem pegar num cesto de compras cor-de-rosa para sinalizar que estão disponíveis para conhecer alguém. Uma espécie de aplicação de encontros, mas com corredores de mercearia e sem necessidade de deslizar o dedo pelo ecrã. Quase como a história da Mercadona e dos ananases. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796183" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/na-antartida-contar-pinguins-pode-valer-2-500-por-mes.html" title="Na Antártida, contar pinguins pode valer 2.500€ por mês">Na Antártida, contar pinguins pode valer 2.500€ por mês</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/na-antartida-contar-pinguins-pode-valer-2-500-por-mes.html" title="Na Antártida, contar pinguins pode valer 2.500€ por mês"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/na-antartida-contar-pinguins-pode-valer-2-500-por-mes-1793523611181_320.jpg" alt="Na Antártida, contar pinguins pode valer 2.500€ por mês"></a></article></aside><p>A Visit Finland espera, então, que<strong> os visitantes se apaixonem pela cozinha</strong>, pelo destino ou, eventualmente, por alguém sentado do outro lado da mesa. Não, sabemos que não há garantias de que a viagem termine com um novo relacionamento. Mas há pelo menos a possibilidade de regressar a casa com boas histórias e uma experiência diferente.</p><h2>Como concorrer à viagem com tudo pago</h2><p>Se está solteiro e esta proposta lhe parece melhor do que mais um encontro marcado através de uma aplicação, <strong>ainda vai a tempo de se candidatar</strong>. Mas terá de mostrar alguma criatividade, porque a organização quer perceber o que serviria num jantar romântico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/finlandia-oferece-viagens-com-tudo-pago-a-solteiros-1793740526718.jpg" data-image="guufyxc5zkky" alt="Jantar romântico" title="Jantar romântico"><figcaption>Já pensou na sua resposta? Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Para participar, terá, assim, de <strong>gravar um pequeno vídeo</strong>, em inglês, a responder à pergunta: “O que serviria num jantar romântico e porquê?”. Depois, deve publicá-lo no Instagram, TikTok ou YouTube, utilizando a<em> hashtag</em> #FinnishDinnerDate e identificando a Visit Finland.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795104" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/qual-e-a-cidade-mais-feliz-do-mundo-para-passar-ferias-a-resposta-fica-em-portugal.html" title="Qual é a cidade mais feliz do mundo para passar férias? A resposta fica em Portugal">Qual é a cidade mais feliz do mundo para passar férias? A resposta fica em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/qual-e-a-cidade-mais-feliz-do-mundo-para-passar-ferias-a-resposta-fica-em-portugal.html" title="Qual é a cidade mais feliz do mundo para passar férias? A resposta fica em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/qual-e-a-cidade-mais-feliz-do-mundo-para-passar-ferias-a-resposta-fica-em-portugal-1792949294792_320.jpg" alt="Qual é a cidade mais feliz do mundo para passar férias? A resposta fica em Portugal"></a></article></aside><p>Quem optar pelo Instagram ou TikTok terá de manter o perfil público, para que a organização consiga ver a candidatura. No YouTube, existe a possibilidade de publicar o vídeo como não listado, permitindo que apenas quem tem o link o consiga consultar.</p><p>O segundo passo é preencher o formulário disponível no <em>site</em> oficial da iniciativa e incluir a ligação para o vídeo. </p><div class="texto-destacado">As candidaturas terminam a 10 de novembro de 2026, às 11:59, hora da Finlândia. </div><p><strong>Os 16 vencedores serão anunciados a 1 de dezembro</strong>, através das páginas da Visit Finland no Instagram e TikTok.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Visit%20Finland" data-year="2026" data-title="Finnish%20Dinner%20Date%20applications" data-url="https%3A%2F%2Fwww.visitfinland.com%2Fen%2Fhave-some-finnish%2Fapply-dinner-date%2F">Visit Finland. (2026). <a href="https://www.visitfinland.com/en/have-some-finnish/apply-dinner-date/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Finnish Dinner Date applications</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/finlandia-oferece-viagens-com-tudo-pago-a-solteiros.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aquíferos no limite: a relação entre irrigação intensiva e instabilidade geológica]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/aquiferos-no-limite-a-relacao-entre-irrigacao-intensiva-e-instabilidade-geologica.html</link><pubDate>Fri, 06 Nov 2026 08:25:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O preço da água e quando a agricultura sem sustentabilidade engole a própria terra. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/aquiferos-no-limite-a-relacao-rntre-irrigacao-intensiva-e-instabilidade-geologica-1793630110139.png" data-image="kkx93m73d3vl"><figcaption>Alguns algares na Turquia são tão antigos e profundos que formaram lagos permanentes, usados historicamente como reservatórios naturais. Imagem gerada por IA.</figcaption></figure><p>O planalto central da Anatólia, na Turquia, <strong>constitui uma das regiões agrícolas mais vitais do país</strong>, destacando-se no cultivo de trigo, milho e beterraba-sacarina. Contudo, o subsolo da bacia de Konya tornou-se gravemente instável. </p><div class="texto-destacado">Fenómenos conhecidos localmente como <em>obruks,</em> algares ou dolinas de colapso de grandes dimensões, por vezes com dezenas de metros de largura e profundidade estão a engolir terrenos agrícolas e a colocar em risco vias de comunicação e aglomerados populacionais. </div><p>Embora estes abatimentos resultem de processos geológicos com milhares de anos, a sua frequência disparou nas últimas décadas. A autoridade de gestão de catástrofes turca (AFAD) já catalogou 684 destas formações nas províncias de Konya, Karaman e Aksaray, transformando um risco natural numa crise ambiental e de segurança pública premente.</p><h2>Sobre-exploração hídrica e degradação cársica</h2><p>A multiplicação destas crateras está intrinsecamente ligada às secas persistentes e, sobretudo, à intensiva captação de águas subterrâneas. Como bacia hidrográfica fechada, Konya retém água no subsolo, em zonas húmidas ou liberta-a por evapotranspiração, sem qualquer escoamento para o mar. </p><p>Com índices de precipitação historicamente baixos e fora das épocas de cultivo,<strong> o setor agrícola recorre sistematicamente à bombagem dos aquíferos para sustentar culturas exigentes</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aquiferos-no-limite-a-relacao-rntre-irrigacao-intensiva-e-instabilidade-geologica-1793630483599.png" data-image="x85b1cgkvoyr"><figcaption>Muitos agricultores relatam ouvir estrondos semelhantes a trovões subterrâneos segundos antes de o terreno ceder e abrir crateras repentinas.</figcaption></figure><p>A procura ultrapassou a capacidade natural de recarga, registando perdas anuais estimadas em 3,4 centímetros de água subterrânea. <strong>A severa seca de 2025 acentuou a extração, reduzindo a pressão hidráulica interna que sustenta os sedimentos e acelerando o processo de carstificação</strong>, no qual a água dissolve as formações calcárias e cria vastos vazios estruturais.</p><h2>Mecânica do colapso e subsidência do solo</h2><p>À medida que o nível freático desce, o suporte mecânico diminui e os materiais superficiais cedem repentinamente para o interior dos vazios cársicos. Entre 2000 e 2019, a taxa de formação de algares subiu vertiginosamente de 3 para 32 por ano, recuando para cerca de 22 após 2020.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aquiferos-no-limite-a-relacao-rntre-irrigacao-intensiva-e-instabilidade-geologica-1793630603571.png" data-image="6l7ejusmpue2"><figcaption>O abatimento do solo é invisível ao olho humano, sendo detetado apenas por radares de satélite que medem milímetros anuais. Imagem gerada por IA.</figcaption></figure><p>Esta ligeira desaceleração recente não reflete uma recuperação hidrológica, mas antes o facto de muitas das cavidades subterrâneas mais vulneráveis já terem colapsado. Paralelamente às derrocadas abruptas, a região enfrenta o fenómeno gradual de subsidência do solo. <strong>Medições de satélite indicam que os terrenos estão a afundar até 90 milímetros por ano devido à compactação dos sedimentos desidratados, provocando fissuras estruturais em edifícios e estradas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aquiferos-no-limite-a-relacao-rntre-irrigacao-intensiva-e-instabilidade-geologica-1793630651384.png" data-image="7kouyhan3lmm"><figcaption>Sistemas de rega eficientes aumentam por vezes o consumo total, pois incentivam os agricultores a expandir a área cultivada. Imagem gerada por IA.</figcaption></figure><p> Esta crise coloca o Estado turco perante um dilema económico e ecológico complexo. Políticas históricas incentivaram a maximização da produtividade agrícola em detrimento da sustentabilidade hídrica. <strong>Limitar abruptamente as captações sem apoios compensatórios pode arruinar os agricultores e desestabilizar o abastecimento alimentar nacional</strong>, ao passo que a inação ameaça esgotar definitivamente os recursos que viabilizam a agricultura regional. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="743766" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-agua-que-nao-vemos-a-recarga-dos-aquiferos-subterraneos-enfrenta-um-futuro-critico-a-nivel-global.html" title="A água que não vemos: a recarga dos aquíferos subterrâneos enfrenta um futuro crítico a nível global">A água que não vemos: a recarga dos aquíferos subterrâneos enfrenta um futuro crítico a nível global</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-agua-que-nao-vemos-a-recarga-dos-aquiferos-subterraneos-enfrenta-um-futuro-critico-a-nivel-global.html" title="A água que não vemos: a recarga dos aquíferos subterrâneos enfrenta um futuro crítico a nível global"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-agua-que-no-vemos-la-recarga-subterranea-de-los-acuiferos-enfrenta-un-futuro-critico-a-nivel-global-1765441898696_320.jpg" alt="A água que não vemos: a recarga dos aquíferos subterrâneos enfrenta um futuro crítico a nível global"></a></article></aside><p><strong>A simples modernização dos sistemas de rega revela-se insuficiente se a poupança for usada para expandir a área cultivada.</strong> Torna-se imperativo implementar uma monitorização rigorosa dos níveis freáticos, fixar quotas de extração legais alinhadas com a disponibilidade real de água e aplicar planos de ordenamento baseados na deteção de riscos geológicos, encarando os aquíferos como bens finitos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Nima%20Shokri" data-year="2026" data-title="Massive%20sinkholes%20open%20up%20across%20Turkey%20as%20it%20struggles%20with%20drought%20and%20climate%20change" data-url="https%3A%2F%2Ftheconversation.com%2Fmassive-sinkholes-open-up-across-turkey-as-it-struggles-with-drought-and-climate-change-295123">Nima Shokri. (2026). <a href="https://theconversation.com/massive-sinkholes-open-up-across-turkey-as-it-struggles-with-drought-and-climate-change-295123" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Massive sinkholes open up across Turkey as it struggles with drought and climate change</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/aquiferos-no-limite-a-relacao-entre-irrigacao-intensiva-e-instabilidade-geologica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma onda recorde de 16,6 metros no Mediterrâneo: estudo na Nature reconstrói a força do ciclone Harry]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/uma-onda-recorde-de-16-6-metros-no-mediterraneo-estudo-na-nature-reconstroi-a-forca-do-ciclone-harry.html</link><pubDate>Fri, 06 Nov 2026 06:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O ciclone Harry, que atingiu o Mediterrâneo central entre 19 e 22 de janeiro de 2026, figura como um dos eventos meteorológicos e marinhos mais intensos já observados na região. Estudo na Nature revela os fatores que amplificam o risco costeiro.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/onde-record-nel-mediterraneo-uno-studio-svela-i-fattori-che-amplificano-il-rischio-costiero-1793709233823.jpeg" data-image="8fdexkts1iit" alt="ciclone Harry" title="ciclone Harry"><figcaption>Uma onda de 16,6 metros de altura — a maior já registada no Mar Mediterrâneo —, aliada a condições marinhas extremas e sinais detetáveis até mesmo por redes sísmicas: tudo isso foi causado pelo ciclone Harry.</figcaption></figure><p>Com uma<strong> onda de 16,6 metros</strong>, galgamentos costeiros excecionais e sinais detetados até mesmo por redes sísmicas, o <strong>ciclone Harry</strong> — que <strong>atingiu o Mediterrâneo central</strong> entre <strong>19 e 22 de janeiro</strong> de 2026 — foi um dos eventos meteorológicos e marítimos mais intensos já observados na região. Causou <strong>danos graves ao longo das costas da Sicília, Sardenha, Calábria e Malta</strong>. Os violentos galgamentos costeiros provocaram inundações, erosão das praias e prejuízos nas infraestruturas costeiras.</p><p>Agora, <strong>um novo estudo reconstrói a dinâmica desse evento</strong>, explicando porque é que, apesar de condições marítimas semelhantes, algumas áreas costeiras sofreram consequências muito mais graves do que outras.</p><p>A investigação, intitulada “<em>Unprecedented storm impact in the Mediterranean revealed by models and seismic noise during Cyclone Harry</em>”, foi publicada na <em>Communications Earth & Environment </em>(um segmento do portefólio da <em>Nature</em>) e coordenada por Giovanni Scicchitano, da Universidade de Bari Aldo Moro, e Andrea Cannata, da Universidade de Catânia.</p><p>A principal descoberta diz respeito ao <strong>papel da morfologia da costa e do leito marinho</strong>, fatores que podem amplificar os efeitos dos galgamentos costeiros e facilitar a penetração da água em direção ao interior.</p><h2>A onda de 16,6 metros registada no Estreito da Sicília</h2><p>Para reconstruir o evento, os investigadores integraram dados de satélite, observações provenientes de boias e marégrafos, levantamentos topográficos e batimétricos, inspeções no local e simulações numéricas de alta resolução.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Entre as descobertas mais significativas, destaca-se uma onda de 16,6 metros registada por uma boia da Rede Nacional de Medição de Ondas do ISPRA, no Estreito da Sicília — entre Portopalo di Capo Passero e Malta —, sendo a mais alta já medida no Mediterrâneo, segundo o estudo. Simulações também indicaram alturas de onda superiores a 10 metros no Mar Jónico.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Entre as descobertas mais significativas, destaca-se uma <strong>onda de 16,6 metros</strong> registada por uma boia da Rede Nacional de Medição de Ondas do ISPRA,<strong> no Estreito da Sicília </strong>— entre Portopalo di Capo Passero e Malta —, sendo<strong> a mais alta já medida no Mediterrâneo</strong>, segundo o estudo. Simulações também indicaram alturas de onda superiores a 10 metros no Mar Jónico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/onde-record-nel-mediterraneo-uno-studio-svela-i-fattori-che-amplificano-il-rischio-costiero-1793709129675.jpg" data-image="rlf0f5sh1abh"><figcaption>As consequências da histórica maré de tempestade provocada pelo ciclone Harry na região de Ognina (Siracusa, sudeste da Sicília). Blocos de grande porte foram empurrados pelas ondas até à própria estrada.</figcaption></figure><p>A análise permitiu reconstruir os processos que transformaram uma configuração atmosférica excecional em inundações costeiras, erosão e danos nas infraestruturas.</p><h2>A força do mar detetada por redes sísmicas</h2><p>A natureza excecional do ciclone também se manifesta nos <strong>dados sismológicos</strong>. À medida que a energia das ondas do mar era transferida para o solo, provocava um aumento acentuado no ruído microssísmico — isto é, vibrações geradas pela interação entre o mar e a Terra sólida.</p><p>Ao analisar dados de 55 estações sísmicas distribuídas pelo Mediterrâneo, os investigadores identificaram <strong>v</strong><strong>alores sem precedentes em muitos dos conjuntos de dados históricos referentes à região Jónica</strong>.</p><p>"Nesse contexto, os microssismos servem como uma ferramenta que complementa os sistemas tradicionais de monitorização das condições do mar; são úteis tanto para o rastreamento de galgamentos costeiros em tempo real como para reexaminar — através de séries históricas de dados — como os eventos extremos que presenciamos hoje se comparam aos do passado", explica Alfio Marco Borzì, investigador do Departamento de Ciências Biológicas, Geológicas e Ambientais da Universidade de Catânia.</p><h2>Porque é que algumas costas são mais vulneráveis</h2><p>Simulações realizadas em 19 locais costeiros na Sicília, Sardenha, Calábria e Malta demonstraram o papel significativo desempenhado pelas <strong>características do terreno local</strong>.</p><p><strong>Canhões submarinos, canais antigos, depressões situadas atrás de dunas e planícies aluviais podem facilitar a penetração da água do mar </strong>em direção ao interior e a sua acumulação. Durante o ciclone Harry, em alguns locais, as inundações avançaram mais de 500 metros a partir da linha da costa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772968" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-passado-secreto-do-eufrates-o-rio-que-nasceu-de-duas-correntes-que-desaguavam-num-mar-mediterraneo-desertico.html" title="O passado secreto do Eufrates: o rio que nasceu de duas correntes que desaguavam num mar Mediterrâneo desértico">O passado secreto do Eufrates: o rio que nasceu de duas correntes que desaguavam num mar Mediterrâneo desértico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-passado-secreto-do-eufrates-o-rio-que-nasceu-de-duas-correntes-que-desaguavam-num-mar-mediterraneo-desertico.html" title="O passado secreto do Eufrates: o rio que nasceu de duas correntes que desaguavam num mar Mediterrâneo desértico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-passado-secreto-do-eufrates-o-rio-que-nasceu-de-duas-correntes-que-desaguavam-num-mar-mediterraneo-desertico-1780994547654_320.png" alt="O passado secreto do Eufrates: o rio que nasceu de duas correntes que desaguavam num mar Mediterrâneo desértico"></a></article></aside><p>"O estudo mostra que a vulnerabilidade costeira depende não apenas da intensidade de uma maré de tempestade, mas também de <strong>fatores locais — 'amplificadores' </strong>— que podem ser identificados antes da ocorrência de um evento, através da integração de levantamentos de alta resolução, modelação e monitorização", explica Giovanni Scardino, investigador do INGV (Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia), secção de<em> Roma 2</em>. "Compreender estes fatores ajuda a orientar decisões de planeamento urbano, a definição de locais para infraestruturas e estratégias de adaptação", disse.</p><h2>Da investigação aos sistemas de alerta</h2><p>O estudo foi realizado como parte do <strong>WAVEGUARD </strong>— um projeto financiado pelo Programa Interreg Itália-Malta e coordenado pela Universidade de Catânia —, que visa melhorar a monitorização e a mitigação de riscos meteorológicos e marítimos no Estreito da Sicília. Investigadores do INGV, do CNR, das universidades de Palermo e de Malta, do ISPRA, da Universidade Estadual do Colorado e do Observatório Real da Bélgica contribuíram para o trabalho.</p><p>Os resultados também estão disponíveis através do <strong>ARCHIMEDE</strong>, uma plataforma Web-GIS que recolhe e partilha dados sobre ciclones no Mediterrâneo; que servirão, ainda, de base para o desenvolvimento de protótipos de sistemas de alerta precoce previstos pelo projeto.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Scardino%2C%20G.%2C%20Borz%C3%AC%2C%20A.M.%2C%20Alberti%2C%20T.%20et%20al." data-year="2026" data-title="Unprecedented%20storm%20impact%20in%20the%20Mediterranean%20revealed%20by%20models%20and%20seismic%20noise%20during%20Cyclone%20Harry.%20Commun%20Earth%20Environ%20(2026)." data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1038%2Fs43247-026-04187-3">Scardino, G., Borzì, A.M., Alberti, T. et al.. (2026). <a href="https://doi.org/10.1038/s43247-026-04187-3" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Unprecedented storm impact in the Mediterranean revealed by models and seismic noise during Cyclone Harry. Commun Earth Environ (2026).</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/uma-onda-recorde-de-16-6-metros-no-mediterraneo-estudo-na-nature-reconstroi-a-forca-do-ciclone-harry.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quem ignora a ciência renuncia ao progresso: a lição de Lockyer e o nascimento da revista Nature]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quem-ignora-a-ciencia-renuncia-ao-progresso-a-licao-de-lockyer-e-o-nascimento-da-revista-nature.html</link><pubDate>Thu, 05 Nov 2026 18:17:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A 4 de novembro de 1869 nasceu a Nature, destinada a tornar-se uma das revistas científicas mais prestigiadas do mundo. Após quase 160 anos de sucesso, a publicação continua a evoluir com novos desafios e novos projetos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/chi-trascura-la-scienza-rinuncia-al-progresso-la-lezione-di-lockyer-e-la-nascita-della-rivista-nature-1793804488714.jpg" data-image="h77xbvl74wv2" alt="Nature" title="Nature"><figcaption>A capa do primeiro número, que nunca chegou a ser publicado, da revista Nature.</figcaption></figure><p>Novembro é o mês em que <strong>uma das revistas científicas mais prestigiadas e antigas do mundo</strong> celebra o seu aniversário.</p><div class="texto-destacado">A revista Nature foi fundada a 4 de novembro de 1869 e, ao longo dos anos, tem dado um contributo extraordinário para a divulgação científica.</div><p>Apreciada tanto pelos académicos, que consideram a publicação nas suas páginas um objetivo cobiçado, como por aqueles que simplesmente se interessam pelo tema, a Nature é uma publicação criada precisamente para <strong>unir a comunidade científica e aproximar as pessoas do conhecimento</strong>.</p><h2> Como surgiu a revista Nature </h2><p>A ideia de fundar uma revista de divulgação científica, que fosse também uma publicação de referência, surgiu da iniciativa de <strong>quatro homens determinados a vencer um desafio que outros já tinham perdido</strong>.</p><div class="texto-destacado">Tudo começou com um encontro fortuito entre <strong>Alexander Macmillan</strong>, um editor de Cambridge que também organizava encontros para debater sobre arte, literatura e ciência, e o astrónomo <strong>J. Norman Lockyer</strong>, que já era editor de outra revista com pouco sucesso.</div><p>Na altura do seu primeiro encontro, Lockyer ainda era um amador, mas com o passar dos anos tornou-se um cientista de renome, em grande parte graças à <strong>descoberta do hélio</strong> através da análise da <strong>luz solar</strong>. Foi ideia sua lançar uma nova revista que explicasse as novas descobertas aos leitores, ao mesmo tempo que destacasse o trabalho dos cientistas da sua própria comunidade.</p><p>Em breve, juntaram-se à dupla o botânico <strong>Alfred W. Bennett e Thomas Huxley</strong>, um grande defensor das teorias de Darwin e avô de <strong>Aldous Huxley</strong>, o escritor que, algumas décadas mais tarde, publicaria o famoso romance <em>Admirável Mundo Novo</em>.</p><h2> Os pontos-chave de uma história com séculos de existência </h2><p>Nos seus quase 160 anos de atividade, houve muitos momentos importantes que conduziram a revista à sua <strong>fama atual</strong>.</p><p>Em 1896, por exemplo, a revista Nature começou a adotar uma abordagem mais internacional, <strong>traduzindo rapidamente para inglês a investigação de Wilhelm Röntgen sobre os raios X</strong>. O próprio Röntgen escreveu um dos dois artigos publicados na edição de 23 de janeiro desse mesmo ano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chi-trascura-la-scienza-rinuncia-al-progresso-la-lezione-di-lockyer-e-la-nascita-della-rivista-nature-1793804605111.jpg" data-image="0ah3yaks1ml6" alt="Revista Nature" title="Revista Nature"><figcaption>Uma das primeiras radiografias realizadas por Wilhelm Röntgen, o primeiro vencedor do Prémio Nobel da Física da história.</figcaption></figure><p>Na década de 1920, sob a direção editorial de Richard Gregory, a revista *Nature* começou a adquirir uma imagem moderna, com uma cobertura exaustiva e espaço dedicado a outros temas, como a política e a sociedade. Quase na mesma altura, a 17 de fevereiro de 1921, foi publicado o primeiro<strong> número especial</strong>, dedicado quase na totalidade a <strong>Einstein e à teoria da relatividade</strong>.</p><p>Algumas décadas mais tarde, na década de 1960, foi introduzido um sistema <strong>de revisão por pares </strong>mais rigoroso, semelhante ao atual. O objetivo era permitir uma avaliação mais minuciosa dos artigos submetidos e, assim, tornar a Nature uma fonte de notícias cada vez mais<strong> fiável e autorizada</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784166" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/qual-e-o-limite-maximo-para-a-previsao-do-tempo-a-ciencia-revela-o-numero-exato-de-dias.html" title="Qual é o limite máximo para a previsão do tempo? A ciência revela o número exato de dias">Qual é o limite máximo para a previsão do tempo? A ciência revela o número exato de dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/qual-e-o-limite-maximo-para-a-previsao-do-tempo-a-ciencia-revela-o-numero-exato-de-dias.html" title="Qual é o limite máximo para a previsão do tempo? A ciência revela o número exato de dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cual-es-el-limite-maximo-de-la-prediccion-del-tiempo-la-ciencia-revela-el-numero-exacto-de-dias-1786964305035_320.jpg" alt="Qual é o limite máximo para a previsão do tempo? A ciência revela o número exato de dias"></a></article></aside><p>A partir da década de 1980, a Nature tornou-se uma<strong> rede internacional</strong> e começaram a surgir várias revistas temáticas, formando uma espécie de grande família editorial. A primeira foi a<strong> Nature Biotechnology</strong>, à qual se juntaram posteriormente a <em>Nature Geoscience, a Nature Medicine, a Nature Physics</em> e assim por diante.</p><p>Atualmente, o grupo conta com<strong> sessenta e cinco revistas temáticas</strong>, para além da publicação original. As últimas adições, por ordem cronológica, são a <em>Nature Health e a Nature Sensors</em>, ambas lançadas em janeiro de 2026. </p><h2>Os projetos futuros da Nature</h2><p>Atualmente, a rede da Nature é extensa e complexa, mas não perdeu nada da sua ambição original. Com novos desafios em<strong> áreas emergentes</strong> e um impulso cada vez maior no sentido da <strong>interdisciplinaridade</strong>, não faltam, sem dúvida, planos para o futuro.</p><div class="texto-destacado">A <strong>divulgação do conhecimento científico</strong> continua a ser uma das missões mais importantes da Nature, tal como foi concebida por J. Norman Lockyer e pelos restantes fundadores.</div><p>Neste sentido, um dos desafios mais importantes para o futuro imediato é <strong>garantir que a revista seja economicamente sustentável</strong>, ao mesmo tempo que se facilita o acesso dos leitores ao seu conteúdo através de novas soluções que vão além do sistema tradicional de assinatura.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Nadia%20Chiaramoni" data-year="2026" data-title="As%C3%AD%20naci%C3%B3%20Nature%2C%20la%20revista%20que%20cuenta%20ciencia%20hace%20m%C3%A1s%20de%20un%20siglo" data-url="https%3A%2F%2Fagencia.unq.edu.ar%2F%3Fp%3D39111">Nadia Chiaramoni. (2026). <a href="https://agencia.unq.edu.ar/?p=39111" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Así nació Nature, la revista que cuenta ciencia hace más de un siglo</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quem-ignora-a-ciencia-renuncia-ao-progresso-a-licao-de-lockyer-e-o-nascimento-da-revista-nature.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[7 plantas de interior que se dão bem em vasos pequenos e como saber quando precisam de ser transplantadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/7-plantas-de-interior-que-se-dao-bem-em-vasos-pequenos-e-como-saber-quando-precisam-de-ser-transplantadas.html</link><pubDate>Thu, 05 Nov 2026 17:05:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Nem todas as plantas precisam de vasos grandes para crescerem saudáveis. Algumas toleram muito bem ter as raízes apertadas e podem permanecer anos no mesmo vaso. Que espécies escolher e que sinais indicam que está na hora de uma mudança.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-plantas-de-interior-que-son-felices-en-macetas-pequenas-y-como-saber-cuando-necesitan-un-trasplante-1793787329038.jpg" data-image="1w80e6imjgm7" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Algumas espécies crescem bem com as raízes contidas e requerem poucas mudanças de vaso.</figcaption></figure><p>Uma planta cresce e logo pensamos que precisa de um vaso maior. E, embora isto seja verdade para muitas espécies, não se aplica a todas. Algumas <strong>até preferem ter as raízes um pouco apertadas</strong> e podem passar muito tempo no mesmo vaso sem problemas.</p><p>Isto tem muito a ver com a água. Quando uma planta ocupa um vaso demasiado grande para o seu sistema radicular, <strong>fica muito substrato por explorar, que demora mais tempo a secar</strong>. Essa humidade prolongada pode favorecer o apodrecimento das raízes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-plantas-de-interior-que-son-felices-en-macetas-pequenas-y-como-saber-cuando-necesitan-un-trasplante-1793793466039.jpg" data-image="r6i8uet8dql8" alt="planta" title="planta"><figcaption>Antes de um transplante, é necessário avaliar o estado geral da planta e a rapidez com que o solo seca.</figcaption></figure><p>Por isso, escolher um vaso adequado ao tamanho da planta é tão importante como encontrar-lhe um bom local. <strong>Estas sete espécies são boas opções</strong> para quem quer desfrutar de plantas de interior sem ter de as transplantar constantemente.</p><h2>1. Laço-de-amor </h2><p>É uma das plantas de interior mais conhecidas e fáceis de cuidar. Além disso, <strong>produz pequenos rebentos que pendem de caules longos</strong>, o que permite multiplicá-la facilmente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-plantas-de-interior-que-son-felices-en-macetas-pequenas-y-como-saber-cuando-necesitan-un-trasplante-1793787519768.jpg" data-image="o0ex7cgbfb8e" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>A fita ou laço do amor produz caules longos com pequenos rebentos que podem ser separados e utilizados para obter novas plantas.</figcaption></figure><p><strong>Tolera bem ter as raízes um pouco apertadas e não precisa de um vaso enorme</strong>. É aconselhável transplantá-la quando as raízes ocupam praticamente todo o vaso, a planta perde vigor ou o substrato seca demasiado depressa.</p><h2>2. Violeta africana</h2><p>As suas pequenas flores dão um toque de cor durante grande parte do ano. <strong>É uma planta compacta</strong> que não precisa de muito espaço para desenvolver as suas raízes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-plantas-de-interior-que-son-felices-en-macetas-pequenas-y-como-saber-cuando-necesitan-un-trasplante-1793787604341.jpg" data-image="1b13y2ojicdz" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>É uma planta compacta que pode florescer durante grande parte do ano. Cresce bem em vasos pequenos, com luz abundante e indireta.</figcaption></figure><p><strong>Pode crescer e florescer bem em vasos relativamente pequenos</strong>. Necessita de luz abundante, mas indireta, e de um substrato arejado que retenha alguma humidade sem ficar encharcado. Embora tolere o espaço reduzido, é aconselhável renovar o substrato periodicamente e verificar se a planta mantém um crescimento saudável.</p><h2>3. Árvore de jade</h2><p>Esta suculenta de folhas carnudas e brilhantes é uma das favoritas para cultivar em espaços interiores luminosos. <strong>Tem um crescimento lento e armazena água nas suas folhas</strong> e caules, pelo que não necessita de regas frequentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-plantas-de-interior-que-son-felices-en-macetas-pequenas-y-como-saber-cuando-necesitan-un-trasplante-1793787684349.jpg" data-image="ioy30482s3o2" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>A árvore de jade tem um crescimento lento. Armazena água nas suas folhas carnudas. Necessita de boa drenagem e não tolera o excesso de humidade nas raízes.</figcaption></figure><p><strong>Adapta-se bem a vasos relativamente pequenos e prefere um substrato </strong>com excelente drenagem. Um vaso demasiado grande pode reter humidade durante mais tempo e aumentar o risco de apodrecimento. O melhor é deixar a terra secar bem antes de voltar a regar e mudar o vaso quando as raízes realmente precisarem.</p><h2>4. Flor de cera</h2><p>A flor de cera <strong>é uma planta trepadeira ou pendente com flores agrupadas</strong> em pequenas esferas. Os seus pétalos têm uma textura cerosa muito particular.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-plantas-de-interior-que-son-felices-en-macetas-pequenas-y-como-saber-cuando-necesitan-un-trasplante-1793792594654.jpg" data-image="35w9mxbniyza" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Destaca-se pelas suas flores agrupadas e de textura cerosa. Pode florescer melhor quando as suas raízes ocupam boa parte do vaso.</figcaption></figure><p>Algumas plantas da família das Hoyas florescem quando as raízes ocupam boa parte do vaso. Por isso, <strong>transferi-las para um recipiente muito maior não costuma ser aconselhável</strong>. Necessitam de boa luminosidade, um substrato arejado e rega moderada. A floração depende também da maturidade da planta e das condições de luz.</p><h2>5. Língua-da-sogra </h2><p>Resistente, de crescimento lento e com folhas rígidas e esculturais,<strong> é uma das plantas mais procuradas </strong>para decorar interiores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-plantas-de-interior-que-son-felices-en-macetas-pequenas-y-como-saber-cuando-necesitan-un-trasplante-1793787852541.jpg" data-image="7bbpom5pntty" alt="Plantas" title="Plantas"><figcaption>É resistente, precisa de pouca rega e pode permanecer bastante tempo no mesmo vaso.</figcaption></figure><p>As suas raízes e rizomas <strong>desenvolvem-se bem em vasos apertados</strong>. Além disso, o excesso de substrato húmido pode prejudicá-la, uma vez que é sensível ao apodrecimento radicular. Não necessita de mudanças frequentes de vaso, mas é preciso estar atento caso os rizomas deformem ou partam o vas</p><h2>6. Cacto de Natal</h2><p>Ao contrário dos cactos do deserto, esta espécie é originária de<strong> ambientes tropicais húmidos</strong> e cresce em árvores ou rochas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-plantas-de-interior-que-son-felices-en-macetas-pequenas-y-como-saber-cuando-necesitan-un-trasplante-1793788324221.jpg" data-image="wkelgm4i8b51" alt="PLantas" title="PLantas"><figcaption>Ao contrário dos cactos do deserto, necessita de um substrato arejado e de alguma humidade.</figcaption></figure><p><strong>Adapta-se bem a vasos relativamente pequenos e não necessita de muito espaço</strong> para as suas raízes. Os transplantes demasiado frequentes podem alterar o seu desenvolvimento e não favorecem necessariamente a floração.</p><p>É aconselhável utilizar um substrato arejado, <strong>com boa drenagem, e evitar tanto o encharcamento</strong> como a desidratação prolongada. Necessita de luz indireta e temperaturas moderadas para se desenvolver bem.</p><h2>7. Kalanchoe</h2><p>O seu tamanho compacto e o seu crescimento relativamente lento <strong>tornam-na uma excelente alternativa para mesas, prateleiras</strong> e parapeitos de janela.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-plantas-de-interior-que-son-felices-en-macetas-pequenas-y-como-saber-cuando-necesitan-un-trasplante-1793788019434.jpg" data-image="t54ugbu1j8q2" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Destaca-se pelos seus ramos de flores de várias cores. Necessita de boa luz e de um substrato com excelente drenagem.</figcaption></figure><p><strong>Prefere um substrato que permita eliminar rapidamente o excesso de água</strong>. Não necessita de transplantes frequentes: pode-se esperar até ao fim da floração para verificar se é necessário um vaso um pouco maior. Também necessita de boa luz para manter a sua forma compacta e favorecer o surgimento de novas flores.</p><h2>Como saber quando precisam de um vaso maior</h2><p>O facto de estas plantas tolerarem raízes apertadas<strong> não significa que possam viver eternamente no mesmo vaso</strong>. Alguns sinais ajudam a reconhecer quando chegou a altura de transplantar: </p><ul><li>Raízes que ficam compactadas dentro do vaso ou que saem pelos orifícios de drenagem.</li><li>Quando a água da rega atravessa o vaso demasiado depressa.</li><li>Quando o solo seca muito mais cedo do que o habitual.</li></ul><p>A recomendação é<strong> escolher um vaso apenas um pouco maior do que o anterior</strong>, sempre com orifícios de drenagem. Um aumento excessivo de tamanho pode ser contraproducente: mais terra não significa necessariamente mais crescimento.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796213" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/10-plantas-e-flores-secas-perfeitas-para-decorar-a-casa-no-outono.html" title="10 plantas e flores secas perfeitas para decorar a casa no outono">10 plantas e flores secas perfeitas para decorar a casa no outono</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/10-plantas-e-flores-secas-perfeitas-para-decorar-a-casa-no-outono.html" title="10 plantas e flores secas perfeitas para decorar a casa no outono"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965594900_320.jpeg" alt="10 plantas e flores secas perfeitas para decorar a casa no outono"></a></article></aside><p>O segredo está em respeitar <strong>as necessidades de cada espécie</strong>. Por vezes, a melhor forma de ajudar uma planta a crescer é evitar dar-lhe um espaço de que ela ainda não necessita.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/7-plantas-de-interior-que-se-dao-bem-em-vasos-pequenos-e-como-saber-quando-precisam-de-ser-transplantadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item></channel></rss>