<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Thu, 14 May 2026 13:00:47 +0000</lastBuildDate><pubDate>Thu, 14 May 2026 13:00:47 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Até 34 ºC em Portugal devido ao ar africano: “a mudança de temperaturas será drástica”, avisa Alfredo Graça]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-34-c-em-portugal-devido-ao-ar-africano-a-mudanca-de-temperaturas-sera-drastica-avisa-alfredo-graca.html</link><pubDate>Thu, 14 May 2026 12:33:28 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A partir de quarta-feira, 20 de maio, a subida em latitude de uma massa de ar tropical continental resultará em tempo seco e quente, com temperaturas até 34 ºC em boa parte de Portugal continental. Saiba mais detalhes aqui!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa9pa24"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa9pa24.jpg" id="xa9pa24"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>No curto prazo o padrão atmosférico que dominará a meteorologia na Europa é o da crista atlântica, o que, juntamente com a passagem de várias depressões pelas latitudes mais setentrionais do continente, está a permitir a chegada a Portugal de <strong>massas de ar bastante frescas para esta época do ano</strong>.</p><h2>Mudança drástica nas temperaturas prevista a partir de quarta-feira, 20 de maio</h2><p>Porém, entre terça e quarta-feira, dias 19 e 20 de maio, espera-se uma <strong>alteração radical do padrão térmico</strong>. Prevê-se o avanço progressivo de uma <strong>forte crista africana</strong>, altura em que a configuração sinóptica mudará para um cenário de padrão com características de <strong>bloqueio</strong>. Nesta ocasião, tal dever-se-ia à expansão desta área de altas pressões em direção à região escandinava, fazendo com que grande parte da <strong>Europa Ocidental ficasse sob o domínio deste anticiclone</strong>.</p><p>Os mapas de referência da Meteored, baseados no modelo Europeu, identificam uma <strong>massa de ar tropical continental, muito quente e seca, com origem no Norte de África a subir em latitude em direção a Portugal continental</strong>. Os seus efeitos começarão a ser mais notórios a partir de <strong>quarta-feira, 20 de maio</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-34-c-em-portugal-devido-ao-ar-africano-a-mudanca-de-temperaturas-sera-drastica-avisa-alfredo-graca-1778760881537.png" data-image="37qyc9qi1v7i"><figcaption>Previsão da temperatura do ar às 16:00 de terça-feira, 19 de maio. Neste dia surgirão os primeiros sinais tímidos da mudança de tempo, com temperaturas já muito próximas aos 30 ºC no Baixo Alentejo.</figcaption></figure><p>A combinação entre uma vasta região anticiclónica, a massa de ar quente e seco e vento fraco resultará num panorama meteorológico de grande estabilidade atmosférica, sem precipitação. Prevê-se assim que<strong> a semana de 18 a 24 de maio em Portugal continental seja marcada por dias geralmente soalheiros, de céu pouco nublado ou limpo e com temperaturas bastante acima da média</strong>.</p><h2>Várias regiões poderão registar temperaturas até 34 ºC, podendo localmente ser superiores </h2><p><strong>A influência da massa de ar quente deverá prolongar-se, pelo menos, até domingo, 24 de maio</strong>. De acordo com os mapas, alguns dos dias potencialmente mais quentes da próxima semana seriam <strong>sexta-feira (22) e sábado (23)</strong>, altura em que o calor poderá atingir maior expressão em grande parte do território.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-34-c-em-portugal-devido-ao-ar-africano-a-mudanca-de-temperaturas-sera-drastica-avisa-alfredo-graca-1778761332167.jpg" data-image="jzt180aj1vvt"><figcaption>Apesar da incerteza associada a esta previsão de médio prazo, os mapas do modelo Europeu indicam que para datas como sexta-feira e sábado, dias 22 e 23 de maio, o vale do Douro, a Beira Baixa, o Alentejo e o Algarve registem temperaturas máximas entre 30 e 34 ºC, sendo possível que em zonas como o vale do Guadiana e o Sotavento Algarvio se registem valores superiores.</figcaption></figure><p>Caso este cenário se cumpra, Portugal continental poderá entrar no primeiro episódio mais abrangente de temperaturas tipicamente estivais na reta final de maio, registando temperaturas <strong>e</strong><strong>ntre 30 e 34 ºC não só no Alentejo e no Algarve</strong>, mas também em áreas da Região Centro (<strong>Beira Baixa</strong>) e até mesmo da Região Norte (<strong>vale do Douro</strong>). O <strong>vale do Guadiana</strong>, situado no coração do Baixo Alentejo, e algumas zonas do <strong>Sotavento Algarvio</strong>, poderão mesmo registar <strong>máximas iguais ou superiores a 35 ºC</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768770" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/excecoes-na-estabilidade-entre-sexta-e-domingo-aguaceiros-temperaturas-baixas-e-vento-forte-eis-as-zonas-afetadas.html" title="Exceções na estabilidade entre sexta e domingo: aguaceiros, temperaturas baixas e vento forte; eis as zonas afetadas">Exceções na estabilidade entre sexta e domingo: aguaceiros, temperaturas baixas e vento forte; eis as zonas afetadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/excecoes-na-estabilidade-entre-sexta-e-domingo-aguaceiros-temperaturas-baixas-e-vento-forte-eis-as-zonas-afetadas.html" title="Exceções na estabilidade entre sexta e domingo: aguaceiros, temperaturas baixas e vento forte; eis as zonas afetadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/excecoes-na-estabilidade-entre-sexta-e-domingo-aguaceiros-temperaturas-baixas-e-vento-forte-eis-as-zonas-afetadas-1778755733317_320.png" alt="Exceções na estabilidade entre sexta e domingo: aguaceiros, temperaturas baixas e vento forte; eis as zonas afetadas"></a></article></aside><p>Ainda assim, tratando-se de uma <strong>previsão a médio prazo</strong>, convém realçar que pequenas alterações na posição do bloqueio escandinavo ou da massa de ar quente poderão <strong>modificar a intensidade do aquecimento</strong> previsto para Portugal continental.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-34-c-em-portugal-devido-ao-ar-africano-a-mudanca-de-temperaturas-sera-drastica-avisa-alfredo-graca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Exceções na estabilidade entre sexta e domingo: aguaceiros, temperaturas baixas e vento forte; eis as zonas afetadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/excecoes-na-estabilidade-entre-sexta-e-domingo-aguaceiros-temperaturas-baixas-e-vento-forte-eis-as-zonas-afetadas.html</link><pubDate>Thu, 14 May 2026 12:05:02 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O dia de hoje, quinta-feira, marca o regresso da estabilidade atmosférica, depois de várias dias sob a influência de uma depressão fria estacionária. Contudo, até domingo poderemos contar com algumas exceções nesta estabilidade.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa9p086"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa9p086.jpg" id="xa9p086"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Esta quinta-feira amanheceu com alguma nebulosidade que entretanto se foi dissipando, sendo esperado um<strong> dia com céu geralmente limpo e com temperaturas máximas entre os 15 ºC </strong>em Viana do Castelo<strong> e os 22 ºC</strong> em Lisboa, Beja, Évora e Castelo Branco.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>O dia de hoje marca uma<strong> reviravolta no cenário atmosférico</strong> em Portugal Continental, pois a instabilidade sentida nos últimos dias, devido a uma depressão fria estacionária a oeste do continente finalmente se dissipou e o <strong>anticiclone dos Açores regressou à sua posição habitual</strong>, resultando numa maior estabilidade para o território continental. No entanto, como "nem tudo são rosas", entre amanhã e domingo esperam-se algumas variações no estado de tempo.</p><h2>Sexta-feira trará algumas variações no estado de tempo</h2><p>O dia de amanhã, sexta-feira, poderá contar com mais nebulosidade face ao dia de hoje e <strong>esperam-se alguns aguaceiros fracos a partir das 10h na Região Norte</strong>, que deverão surgir inicialmente no limite norte dos distritos de Vila Real e Bragança, devendo nas horas seguintes estender-se a algumas zonas de Viana do Castelo, Braga e Porto, nestes últimos, com maior probabilidade no litoral.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/excecoes-na-estabilidade-entre-sexta-e-domingo-aguaceiros-temperaturas-baixas-e-vento-forte-eis-as-zonas-afetadas-1778755667147.png" data-image="2y07fzi1gb7h" alt="rajadas de vento" title="rajadas de vento"><figcaption>A velocidade de rajada vai aumentar ao longo do dia de amanhã, sexta-feira, podendo registar valores superiores a 60 km/h em vários pontos do país.</figcaption></figure><p>Nos distritos de Coimbra e Leiria também se esperam alguns aguaceiros fracos, entre as 16h e as 17h. É expectável que a partir dessa hora os mesmos se dissipem totalmente, dando lugar a um <strong>final de tarde seco e soalheiro</strong>. </p><p>Em relação às temperaturas, esperam-se mínimas compreendidas entre os 5 ºC na Guarda e os 15 ºC em Lisboa; e máximas entre os 14 ºC na Guarda e os 22 ºC em Faro, <strong>denotando-se uma descida destas especialmente no Norte e Centro do país</strong>, onde nenhum distrito destas regiões deverá ultrapassar os 19 ºC, devido à influência de uma massa de ar polar, que referimos em previsões anteriores, e que deverá manter-se até ao arranque da próxima semana.</p><h2>Vento com fluxo de norte poderá traduzir-se num maior desconforto térmico</h2><p>Esta descida das temperaturas poderá tornar-se mais desconfortável com o <strong>aumento da velocidade do vento, com fluxo de norte</strong>, que a partir das primeiras horas da madrugada começará a ganhar força, devendo atingir rajadas na ordem dos 60 km/h ou superiores, pelas 12h.</p><p>Como podemos observar no <strong>mapa acima</strong>, as zonas mais afetadas poderão ser algumas regiões montanhosas do Norte e Centro, sendo que esta última região poderá contar com rajadas fortes também no litoral entre Leiria e Lisboa, devendo as mesmas estenderem-se a zonas mais interiores da região. Nas horas seguintes, e <strong>até ao final do dia, espera-se que o vento perca força de forma significativa</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/excecoes-na-estabilidade-entre-sexta-e-domingo-aguaceiros-temperaturas-baixas-e-vento-forte-eis-as-zonas-afetadas-1778758948499.png" data-image="nw3js36tx7ag" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>O aumento da velocidade de rajada, com fluxo de norte, poderá contribuir para um maior desconforto térmico e para a manutenção de valores de temperatura mais baixos, ainda aliado à massa de ar polar proveniente da Gronelândia.</figcaption></figure><p>No entanto, a partir das 10h de sábado, é esperado que <strong>a velocidade de rajada volte a aumentar</strong>, especialmente ao longo da faixa litoral, para valores até aos 55 km/h. Todavia, o mesmo perderá força também ao final do dia, <strong>regressando no domingo, a partir das primeiras horas da tarde</strong>, mas com menos intensidade, com rajadas até 45 km/h.</p><h2>Não se descartam aguaceiros no sábado e no domingo e as temperaturas manter-se-ão baixas</h2><p><strong>Em relação à chuva, no sábado a probabilidade desta é menor</strong>, onde é possível que a mesma ocorra em forma de aguaceiros fracos e dispersos no distrito de Viana do Castelo, mas que se dissipe rapidamente, dando lugar a um dia seco e soalheiro, com alguma nebulosidade no Norte do país.</p><p>Neste dia<strong> esperam-se ainda temperaturas mínimas entre os 4 ºC</strong> em Bragança e Guarda <strong>e os 15 ºC</strong> em Lisboa. Já as máximas poderão manter-se entre os 15 ºC em Viana do Castelo e os 23 ºC em Beja.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768615" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/santos-do-gelo-em-portugal-entre-as-04-00-e-as-07-00-de-sabado-as-temperaturas-atingirao-o-seu-valor-mais-baixo.html" title="Santos do Gelo em Portugal: entre as 04:00 e as 07:00 de sábado as temperaturas atingirão o seu valor mais baixo">Santos do Gelo em Portugal: entre as 04:00 e as 07:00 de sábado as temperaturas atingirão o seu valor mais baixo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/santos-do-gelo-em-portugal-entre-as-04-00-e-as-07-00-de-sabado-as-temperaturas-atingirao-o-seu-valor-mais-baixo.html" title="Santos do Gelo em Portugal: entre as 04:00 e as 07:00 de sábado as temperaturas atingirão o seu valor mais baixo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/santos-do-gelo-em-portugal-entre-as-04-00-e-as-07-00-de-sabado-as-temperaturas-atingirao-o-seu-valor-mais-baixo-1778678952129_320.png" alt="Santos do Gelo em Portugal: entre as 04:00 e as 07:00 de sábado as temperaturas atingirão o seu valor mais baixo"></a></article></aside><p>Quanto a domingo, para além do vento já referido, também se espera a <strong>ocorrência de aguaceiros fracos na faixa litoral a partir das 8h da manhã</strong>, entre os distritos de Porto e Lisboa. Com o passar das horas, poderão registar-se aguaceiros em zonas mais interiores dos distritos mencionados, no entanto, com possibilidade de dissipação total até às 17h.</p><p>Em relação às temperaturas, as mínimas poderão manter-se entre os 4 ºC em Bragança e os 16 ºC em Lisboa; enquanto as máximas poderão oscilar entre os 15 ºC em Viana do Castelo e Guarda e os 22 ºC em Beja e Lisboa, como podemos observar no mapa acima.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/excecoes-na-estabilidade-entre-sexta-e-domingo-aguaceiros-temperaturas-baixas-e-vento-forte-eis-as-zonas-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Poluição do ar associada ao aumento de gordura e perda de massa muscular em idosos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/poluicao-do-ar-associada-ao-aumento-de-gordura-e-perda-de-massa-muscular-em-idosos.html</link><pubDate>Thu, 14 May 2026 06:15:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Estudo em Espanha revela que o carbono negro é o principal poluente associado à degradação da composição corporal em idosos. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/poluicao-do-ar-associada-ao-aumento-de-gordura-e-perda-de-massa-muscular-em-idosos-1778667162116.png" data-image="h3c0phzr0dhr"><figcaption>O carbono negro (BC), um marcador direto da combustão do tráfego automóvel, é considerado potencialmente mais tóxico do que as partículas finas gerais.</figcaption></figure><p>O objetivo principal seria examinar a relação entre<strong> a exposição prolongada a poluentes atmosféricos e a composição corporal (massa gorda total, gordura visceral e massa magra)</strong> em adultos mais velhos com excesso de peso ou obesidade e síndrome metabólica. </p><div class="texto-destacado">A investigação fundamenta-se na hipótese de que indivíduos com excesso de peso podem ser mais vulneráveis aos efeitos nocivos da poluição, devido a mecanismos de stress oxidativo e inflamação crónica.</div><h2>A avaliação da composição corporal e a avaliação de poluição</h2><p>A investigação analisou dados de <strong>1.454 adultos</strong> espanhóis (com idades entre 54 e 75 anos, sendo 48% mulheres) integrados no ensaio clínico PREDIMED-Plus. </p><p>Os investigadores utilizaram as seguintes ferramentas: </p><ul><li><strong>Avaliação da composição corporal:</strong> foram realizados exames de DXA (absorciometria de raios-X de dupla energia) no i<strong>nício do estudo e após 1 e 3 anos de seguimento</strong> para medir com precisão a gordura e a massa magra. </li></ul><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/poluicao-do-ar-associada-ao-aumento-de-gordura-e-perda-de-massa-muscular-em-idosos-1778667289099.png" data-image="wpd1a3bp3g72"><figcaption>Pessoas com obesidade são mais vulneráveis porque inalam mais ar por dia e por cada respiração do que pessoas com peso normal, o que resulta numa dose total de poluentes depositada nos pulmões mais elevada. Imagem gerada por IA.</figcaption></figure><ul><li><strong>Avaliação da poluição:</strong> a exposição anual foi estimada com base no endereço residencial dos participantes, focando-se em três poluentes: carbono negro, partículas finas e dióxido de azoto.</li></ul><p><strong>Os modelos foram ajustados para fatores como idade, sexo, atividade física, tabagismo, dieta e educação. </strong></p><h2>Será que existe uma associação entre a poluição e a massa corporal?</h2><p>Os resultados indicam uma associação clara entre a poluição e a deterioração da composição corporal ao longo de três anos: </p><p><strong>Aumento da massa gorda e perda de massa magra:</strong> níveis mais elevados de poluição foram associados a uma maior percentagem de gordura corporal e a uma menor massa magra, tanto no início como após 3 anos. </p><p><strong>Hierarquia de poluentes:</strong> as associações foram mais fortes para o carbono negro, seguido pelas partículas finas e mais fracas para o dióxido de azoto. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/poluicao-do-ar-associada-ao-aumento-de-gordura-e-perda-de-massa-muscular-em-idosos-1778667512133.png" data-image="0h0up8o8nbca"><figcaption>O aumento da gordura visceral (a mais perigosa para o coração) associado à poluição só foi detetado em participantes com menos de 65 anos. Imagem gerada por IA.</figcaption></figure><p><strong>Gordura visceral (VAT)</strong>: curiosamente, o aumento da gordura visceral associado à poluição foi observado apenas em <strong>participantes com menos de 65 anos</strong>. Os investigadores sugerem que isto se deve à maior plasticidade do tecido adiposo em indivíduos ligeiramente mais jovens. </p><p><strong>Diferenças geográficas:</strong> Barcelona apresentou os níveis mais elevados de poluição, enquanto León e Pamplona/Navarra registaram os níveis mais baixos entre os centros analisados.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="655505" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tera-a-dermatite-atopica-relacao-com-a-poluicao-e-a-meteorologia-cientistas-dao-a-resposta-saude.html" title="Terá a dermatite atópica relação com a poluição e a meteorologia? Cientistas dão a resposta">Terá a dermatite atópica relação com a poluição e a meteorologia? Cientistas dão a resposta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tera-a-dermatite-atopica-relacao-com-a-poluicao-e-a-meteorologia-cientistas-dao-a-resposta-saude.html" title="Terá a dermatite atópica relação com a poluição e a meteorologia? Cientistas dão a resposta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tera-a-dermatite-atopica-relacao-com-a-poluicao-e-a-meteorologia-cientistas-dao-a-resposta-saude-alteracoes-climaticas-1715157940124_320.jpg" alt="Terá a dermatite atópica relação com a poluição e a meteorologia? Cientistas dão a resposta"></a></article></aside><p><strong>A poluição do ar pode promover a acumulação de gordura</strong> e a perda muscular através do stress oxidativo, que induz disfunção mitocondrial no músculo esquelético e inflamação no tecido adiposo. </p><div class="texto-destacado"><strong>Além disso, a poluição pode agravar a resistência à insulina</strong>.</div><p>Em conclusão, <strong>a exposição prolongada à poluição atmosférica, especialmente a derivada do tráfego (carbono negro), é um fator de risco significativo para a saúde metabólica de adultos mais velhos vulneráveis</strong>, contribuindo para o ganho de gordura e a sarcopenia (perda de músculo). Estes achados reforçam a necessidade de considerar fatores ambientais nas estratégias de envelhecimento saudável.<em><br></em></p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><em> Ariadna Curto, Jadwiga Konieczna, Antoni Colom, Itziar Abete, Kees de Hoogh, Gerard Hoek, Jordi Salas-Salvadó, J. Vicente Martín-Sánchez, Ramón Estruch, Josep Vidal, Estefania Toledo, Jesús F. García-Gavilán, José Antonio de Paz, Rosa Casas, Nuria Goñi-Ruiz, Héctor Vázquez-Lorente, Montserrat Fitó, J. Alfredo Martínez, Dora Romaguera; <a href="https://diabetesjournals.org/care/article/doi/10.2337/dc25-2497/164763/Long-term-Air-Pollution-and-Overall-and-Regional" target="_blank">Long-term Air Pollution and Overall and Regional Body Composition in Older Adults With Overweight or Obesity and Metabolic Syndrome. Diabetes Care 2026</a>; dc252497. https://doi.org/10.2337/dc25-2497 </em></p><p><a href="https://www.agenciasinc.es/Noticias/La-exposicion-prolongada-a-la-contaminacion-del-aire-se-asocia-con-un-aumento-de-grasa-corporal" target="_blank"><em>https://www.agenciasinc.es/Noticias/La-exposicion-prolongada-a-la-contaminacion-del-aire-se-asocia-con-un-aumento-de-grasa-corporal</em></a></p><p><a href="https://www.agenciasinc.es/Noticias/La-exposicion-prolongada-a-la-contaminacion-del-aire-se-asocia-con-un-aumento-de-grasa-corporal"></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/poluicao-do-ar-associada-ao-aumento-de-gordura-e-perda-de-massa-muscular-em-idosos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Clima extremo torna os animais mais agressivos: o que revelou um estudo de 33 anos da UCLA]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/clima-extremo-torna-os-animais-mais-agressivos-o-que-revelou-um-estudo-de-33-anos-da-ucla.html</link><pubDate>Thu, 14 May 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Três décadas de observação com macacos-prego revelaram que o clima extremo não apenas destrói habitats, mas também altera as regras sociais dos animais, com consequências preocupantes que a ciência está a começar a medir.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/el-clima-extremo-hace-a-los-animales-mas-agresivos-lo-que-revelo-un-estudio-durante-33-anos-de-la-ucla-1778463192021.jpg" data-image="gkl516lfy84h" alt="macacos" title="macacos"><figcaption>Uma família de macacos-prego-de-cara-branca na floresta tropical da Costa Rica. Após três décadas de estudos realizados pela UCLA e pelo Instituto Max Planck, investigadores determinaram como o clima extremo afeta o comportamento desses animais em sociedade, e os resultados não são nada animadores.</figcaption></figure><p>Os<strong> grupos de animais</strong> funcionam, de certa forma, como equipas desportivas: quanto mais membros, maior a força coletiva para obter alimento e repelir rivais. Mas <strong>quando os recursos são escassos, essa equipe começa a lutar entre si</strong>.</p><div class="texto-destacado">O calor acumulado, as secas prolongadas e as chuvas fora de escala não apenas transformam as paisagens: elas também reescrevem as regras de coexistência entre as espécies.</div><p>Foi exatamente isto que uma equipa de investigadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e do Instituto Max Planck de Comportamento Animal (MPI-AB) documentou.</p><p>Após<strong> 33 anos de monitorização contínua de 335 macacos-prego-de-cara-branca em 12 grupos na Costa Rica</strong>, eles concluíram que <strong>o clima extremo diminui as vantagens da vida em grupo e desencadeia competição, agressão</strong> e, em alguns casos, fragmentação dos grupos. O estudo foi publicado na revista <em>Nature Ecology and Evolution</em> em maio deste ano.</p><h2>O que acontece quando o clima sai do controlo?</h2><p>Em condições normais, grandes grupos de macacos-prego têm uma clara vantagem: dominam os grupos menores e têm acesso às melhores áreas de alimentação. <strong>Durante a estação seca</strong>, quando a água, o alimento e a sombra se concentram perto dos rios, <strong>os grupos maiores aprendem a deslocar-se </strong>para essas áreas, deixando os rivais com menos recursos.</p><div class="texto-destacado">É uma dinâmica que funciona, até que o clima faça o que não deveria.</div><p>Quando ocorrem os fenómenos El Niño — que trazem secas severas — ou La Niña — que trazem chuvas extraordinárias —, todo esse equilíbrio é perturbado. O custo dos alimentos dispara, mesmo para grandes grupos, e a <strong>competição interna torna-se tão intensa </strong>que <strong>as vantagens de viver em grupo praticamente desaparecem</strong>. Alguns indivíduos optam por partir.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/el-clima-extremo-hace-a-los-animales-mas-agresivos-lo-que-revelo-un-estudio-durante-33-anos-de-la-ucla-1778464081836.jpg" data-image="4nzp2ctxlgmt"><figcaption>Ao expandir o seu território e ocupar áreas de grupos menores, os macacos-prego obtiveram acesso a mais oportunidades de forrageamento e a áreas de alimentação menos esgotadas. Populações mais fracas são oprimidas e têm acesso limitado a fontes de alimento.</figcaption></figure><p>A coesão social está a fragmentar-se. E este padrão não é exclusivo dos macacos-prego: um estudo publicado na revista <em>Science of the Total Environment</em> sobre<strong> cabras-monteses dos Apeninos</strong> descobriu que<strong> o aquecimento e as secas cumulativas aumentaram a agressividade entre os indivíduos</strong> a um ponto que, se persistir, projeta um aumento de 50% até 2080.</p><h2>O que isto significa para o futuro?</h2><p>O que complica o cenário é a <strong>velocidade da mudança</strong>. Os animais evoluíram ao longo de milénios para lidar com as variações climáticas sazonais.</p><div class="texto-destacado"><strong>Os extremos do século XXI estão a acontecer mais rápido do que qualquer processo natural de adaptação.</strong></div><p>Quando<strong> os grupos se fragmentam, as populações perdem diversidade genética</strong>, a cooperação na defesa contra predadores diminui e toda a cadeia alimentar que depende dessas espécies é interrompida.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763987" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-comportamento-ousado-dos-animais-urbanos-uma-faceta-do-impacto-global-da-urbanizacao.html" title="O comportamento ousado dos animais urbanos: uma faceta do impacto global da urbanização">O comportamento ousado dos animais urbanos: uma faceta do impacto global da urbanização</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-comportamento-ousado-dos-animais-urbanos-uma-faceta-do-impacto-global-da-urbanizacao.html" title="O comportamento ousado dos animais urbanos: uma faceta do impacto global da urbanização"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-comportamento-ousado-dos-animais-urbanos-1776267783593_320.jpg" alt="O comportamento ousado dos animais urbanos: uma faceta do impacto global da urbanização"></a></article></aside><p>A investigadora Susan Perry, que lidera o projeto em Guanacaste (Costa Rica) há 35 anos, explica sem rodeios: <strong>grandes grupos normalmente compensam os seus custos internos a deslocar grupos mais fracos para territórios menos hospitaleiros</strong>.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/el-clima-extremo-hace-a-los-animales-mas-agresivos-lo-que-revelo-un-estudio-durante-33-anos-de-la-ucla-1778463899514.jpg" data-image="5pkn2ynl4xdd"><figcaption>Um par de macacos dispostos em formação de combate, exibindo uma postura intimidadora. Este comportamento intensifica-se durante períodos de seca, quando a disputa por alimento se torna acirrada.</figcaption></figure><p>Sob as condições climáticas extremas de hoje, este mecanismo atinge o seu limite. O que a ciência está a começar a entender é que <strong>o clima não muda apenas o termómetro: ele muda quem vive com quem, como estas pessoas se organizam e se essa sociedade pode sustentar-se</strong>. Cedo ou tarde, isso afeta a todos nós.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Perry, S. et al. (2026). "<a href="https://vwww.nature.com/articles/s41559-026-03048-8" target="_blank">Environmental fluctuations alter the competitive trade-offs of group size in a social primate</a>." Nature Ecology & Evolution. </em></p><p><em>Max Planck Institute of Animal Behavior (2026). "<a href="https://www.ab.mpg.de/857503/news_publication_26449175_transferred" target="_blank">How do climate extremes alter animal societies?</a>"<br></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/clima-extremo-torna-os-animais-mais-agressivos-o-que-revelou-um-estudo-de-33-anos-da-ucla.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um redemoinho de estrelas mesmo na borda da Via Láctea: a nova imagem do Hubble que surpreende os astrónomos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-redemoinho-de-estrelas-mesmo-na-borda-da-via-lactea-a-nova-imagem-do-hubble-que-surpreende-os-astronomos.html</link><pubDate>Wed, 13 May 2026 15:39:29 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O telescópio espacial revelou uma nova imagem da NGC 3137, uma galáxia semelhante à Via Láctea que permite estudar o nascimento e a evolução das estrelas com um nível de detalhe extraordinário.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-remolino-de-estrellas-justo-al-borde-de-la-via-lactea-la-nueva-imagen-del-hubble-que-fascina-a-los-astronomos-1778502626324.jpg" data-image="knnllnc4gay1" alt="Hubble telescopio galaxia espiral NGC 3137" title="Hubble telescopio galaxia espiral NGC 3137"><figcaption>O Hubble captou a galáxia espiral NGC 3137, situada a 53 milhões de anos-luz, revelando estruturas semelhantes às da Via Láctea.</figcaption></figure><p>O histórico telescópio espacial Hubble voltou a surpreender a comunidade científica com uma <strong>imagem espetacular da galáxia espiral NGC 3137</strong>, localizada a cerca de 53 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Antlia.</p><div class="texto-destacado">A fotografia, divulgada recentemente pela Agência Espacial Europeia (ESA), mostra com enorme precisão uma <strong>estrutura galáctica repleta de aglomerados estelares, nuvens de poeira e regiões ativas de formação estelar</strong>.</div><p>A nova observação representa uma oportunidade única para os astrónomos estudarem o ciclo de vida das estrelas <strong>numa galáxia que apresenta características semelhantes às da Via Láctea</strong>. Na imagem, podem observar-se múltiplos aglomerados onde nascem novas estrelas a partir do colapso de gigantescas nuvens de gás e poeira presentes no meio interestelar.</p><h2>Um sistema galáctico semelhante ao entorno da Via Láctea</h2><p>A NGC 3137 suscita ainda um interesse especial, pois acredita-se que faça parte do grupo de galáxias NGC 3175, um conjunto comparável ao Grupo Local ao qual pertence a nossa galáxia. <strong>Este sistema seria composto por duas grandes galáxias espirais — NGC 3137 e NGC 3175 — juntamente com numerosas galáxias anãs</strong>, cujo número exato ainda não foi possível determinar.</p><p>Os cientistas consideram que o estudo deste tipo de agrupamentos ajuda a <strong>compreender melhor como as galáxias evoluem e como interagem gravitacionalmente entre si </strong>ao longo de milhares de milhões de anos.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/Ji-a1lL3IOg/sddefault.jpg" alt="youtube video id=Ji-a1lL3IOg" id="Ji-a1lL3IOg"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A imagem gerada pelo Hubble combina observações realizadas em seis bandas de cor diferentes, uma técnica que <strong>permite destacar diferentes componentes físicos da galáxia</strong>. Entre eles, destaca-se uma complexa rede de nuvens escuras de poeira que rodeia o núcleo galáctico, onde se estima que exista um buraco negro supermassivo equivalente a cerca de 60 milhões de vezes a massa do Sol.</p><h2>O nascimento e o envelhecimento das estrelas, numa única imagem</h2><p>A inclinação da NGC 3137 em relação à Terra oferece ainda uma perspetiva privilegiada da sua estrutura espiral. <strong>Em primeiro plano, também se podem ver estrelas pertencentes à Via Láctea, enquanto ao fundo aparecem galáxias ainda mais distantes</strong>.</p><p><strong>As imagens foram obtidas pela equipa científica do projeto PHANGS</strong> (Physics at High Angular resolution in Nearby GalaxieS), no âmbito do programa de observação #17502. Esta iniciativa combina dados do telescópio Hubble, do telescópio espacial James Webb e do radiotelescópio ALMA, instalado no deserto de Atacama, no Chile.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767972" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/da-terra-para-a-artemis-a-nasa-divulga-milhares-de-imagens-de-alta-resolucao-da-missao-artemis-ii.html" title="Da Terra para a Artemis: a NASA divulga milhares de imagens de alta resolução da missão Artemis II">Da Terra para a Artemis: a NASA divulga milhares de imagens de alta resolução da missão Artemis II</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/da-terra-para-a-artemis-a-nasa-divulga-milhares-de-imagens-de-alta-resolucao-da-missao-artemis-ii.html" title="Da Terra para a Artemis: a NASA divulga milhares de imagens de alta resolução da missão Artemis II"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/earth-to-artemis-nasa-drops-thousands-of-high-resolution-images-from-artemis-ii-1778186269296_320.jpeg" alt="Da Terra para a Artemis: a NASA divulga milhares de imagens de alta resolução da missão Artemis II"></a></article></aside><p>O objetivo do projeto é <strong>analisar aglomerados estelares em 55 galáxias próximas</strong> e desenvolver o estudo mais completo já realizado até agora sobre a formação estelar em galáxias espirais do universo próximo.</p><p><strong>A imagem permite também identificar diferentes fases da vida das estrelas</strong>. As regiões avermelhadas correspondem a estrelas recém-nascidas que ainda permanecem envoltas nas suas nebulosas de origem. Os aglomerados azuis indicam estrelas jovens e quentes, enquanto as zonas avermelhadas e empoeiradas revelam populações estelares muito mais antigas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-redemoinho-de-estrelas-mesmo-na-borda-da-via-lactea-a-nova-imagem-do-hubble-que-surpreende-os-astronomos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cinco dicas para que a sua lavanda fique radiante no vaso, floresça mais e perfume toda a casa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/cinco-dicas-para-que-a-sua-lavanda-fique-radiante-no-vaso-floresca-mais-e-perfume-toda-a-casa.html</link><pubDate>Wed, 13 May 2026 15:29:26 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Resiste ao calor, requer poucos cuidados e enche o ambiente com o seu aroma. Mas, para que a lavanda se mantenha compacta, verde e repleta de flores, há algumas dicas que vale a pena pôr em prática.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cinco-consejos-para-que-tu-lavanda-este-radiante-en-la-maceta-florezca-mas-y-perfume-toda-la-casa-1778160895743.jpg" data-image="8evsgtogre4l" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Resistente e aromática, é uma das plantas mais procuradas para varandas e terraços.</figcaption></figure><p><strong>Digamos assim: que planta nobre é a lavanda</strong>. Suporta o sol intenso, cresce com poucos cuidados e desabrocha as suas flores perfumadas sem pedir muito em troca, ao mesmo tempo que atrai abelhas, afasta alguns insetos e transforma qualquer varanda num recanto mais agradável.</p><p><strong>Tanta generosidade merece bem um pouco de atenção da nossa parte</strong>. Ou, pelo menos, evitar alguns erros básicos para que continue a crescer saudável e cheia de flores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cinco-consejos-para-que-tu-lavanda-este-radiante-en-la-maceta-florezca-mas-y-perfume-toda-la-casa-1778160933253.jpg" data-image="67wr9xhlwjhf" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>As suas flores violetas não servem apenas de decoração: também atraem abelhas e outros polinizadores.</figcaption></figure><p><strong>Em vasos, pode crescer perfeitamente</strong>, desde que receba o que mais precisa — sol e um solo com boa drenagem — e não seja cuidada "em demasia".</p><p>Porque é aí que surge um dos erros mais comuns: tratá-la como uma planta tropical sedenta. <strong>A lavanda é originária de regiões secas e ensolaradas do Mediterrâneo</strong>. Está habituada ao calor, ao vento e a solos pobres. Por outras palavras, sofre mais com o excesso de água do que com a falta dela.</p><h2>1. Escolher um vaso com boa drenagem</h2><p>Para que a lavanda cresça bem em varandas ou terraços, o recipiente não é um pormenor insignificante. <strong>O ideal é escolher um vaso fundo — com pelo menos 30 centímetros</strong> — e, acima de tudo, com bons orifícios de drenagem.</p><p><strong>A razão é simples: as raízes não toleram ficar encharcadas</strong>. Quando a água se acumula, surgem fungos, as raízes apodrecem e a planta <strong>começa a secar a partir da base</strong>, mesmo que o problema tenha sido precisamente o excesso de rega.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cinco-consejos-para-que-tu-lavanda-este-radiante-en-la-maceta-florezca-mas-y-perfume-toda-la-casa-1778160999330.jpg" data-image="w4cpl8izhklh" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>O excesso de água é um dos principais inimigos da lavanda em vasos.</figcaption></figure><p><strong>Os vasos de barro ou terracota costumam funcionar muito bem</strong> porque permitem que a humidade evapore mais rapidamente do que nos recipientes de plástico. Também ajuda colocar uma camada de pedras ou pedaços de cerâmica no fundo antes de adicionar o substrato.</p><h2>2. Proporcione-lhe o máximo de sol possível</h2><p>Se tivéssemos de resumir os cuidados com a lavanda numa única frase, provavelmente seria esta: <strong>e</strong><strong>la precisa de sol. Muito sol</strong>. A planta cresce melhor quando recebe pelo menos seis horas de luz direta por dia. </p><p><strong>Nas varandas, uma orientação para sul ou sudoeste costuma ser ideal em grande parte de Portugal</strong>. E se for ficar no interior, é aconselhável colocá-la junto a uma janela bem iluminada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cinco-consejos-para-que-tu-lavanda-este-radiante-en-la-maceta-florezca-mas-y-perfume-toda-la-casa-1778161084864.jpg" data-image="ogyodv1m0ui5" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Em vasos com boa drenagem, a lavanda pode florescer durante grande parte do ano.</figcaption></figure><p>Quando lhe falta luz, <strong>a lavanda fica demasiado esticada, perde a forma compacta e floresce menos</strong>. É uma planta que "avisa" rapidamente quando não está no local certo.</p><p>Também aprecia ambientes bem ventilados. <strong>O ar em movimento ajuda a manter a folhagem seca</strong> e reduz o aparecimento de doenças fúngicas, algo especialmente importante em varandas fechadas ou pátios húmidos.</p><h2>3. Regue menos do que pensa</h2><p>O melhor é esperar que o substrato esteja seco antes de voltar a regar. <strong>No verão, precisará de um pouco mais de água, especialmente em vasos expostos ao sol forte</strong>, mas mesmo assim é aconselhável evitar o excesso.</p><p>No inverno, por outro lado, <strong>pode passar vários dias — ou até semanas — sem rega</strong>, dependendo da temperatura e da humidade ambiente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cinco-consejos-para-que-tu-lavanda-este-radiante-en-la-maceta-florezca-mas-y-perfume-toda-la-casa-1778162598036.jpg" data-image="2lpfqtiyh7an" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Regar em excesso pode danificar as raízes e favorecer o aparecimento de fungos.</figcaption></figure><p><strong>Um truque simples é tocar na terra com o dedo</strong>: se ainda estiver fresca ou húmida a alguns centímetros de profundidade, é melhor esperar.</p><p>Também é aconselhável <strong>regar diretamente sobre o substrato e não sobre as folhas ou flores</strong>. A humidade acumulada na parte aérea favorece o aparecimento de fungos.</p><h2>4. Podá-la para estimular a formação de novas flores</h2><p>Muitas lavandas começam lindas e, com o tempo, <strong>acabam por ficar lenhosas, desarrumadas e com um aspeto descuidado</strong>. A diferença reside, geralmente, na poda.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cinco-consejos-para-que-tu-lavanda-este-radiante-en-la-maceta-florezca-mas-y-perfume-toda-la-casa-1778162807567.jpg" data-image="isqcrd2ahkrc" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>A lavanda precisa de muito sol e pouca rega para crescer saudável e repleta de flores.</figcaption></figure><p><strong>Após a floração, é aconselhável cortar os ramos secos </strong>e aparar ligeiramente a folhagem para estimular novos rebentos. Além disso, uma poda mais profunda no final do inverno ou início da primavera ajuda a manter uma forma compacta e favorece uma floração mais abundante.</p><p>Mas atenção: há um limite importante. <strong>Não se deve podar na madeira velha e seca onde já não há folhas</strong>, porque, a partir daí, muitas vezes não volta a rebentar.</p><h2>5. Protegê-la do frio excessivo</h2><p>Embora tolere bastante bem o frio, <strong>as geadas intensas podem danificá-la, sobretudo em vasos</strong>, onde as raízes ficam mais expostas do que no solo.</p><p><strong>Em zonas frias, é aconselhável colocá-la perto de uma parede protegida</strong>, sob um beiral ou transferi-la para um local protegido durante as noites mais rigorosas do inverno.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cinco-consejos-para-que-tu-lavanda-este-radiante-en-la-maceta-florezca-mas-y-perfume-toda-la-casa-1778162487972.jpg" data-image="1u9q0jv5t4i9" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Além de ser uma planta ornamental, a lavanda é utilizada em óleos essenciais, incensos e saquinhos aromáticos.</figcaption></figure><p>Para além das suas flores violetas e do seu aroma característico, a lavanda tem outras utilizações que explicam a sua popularidade. <strong>As suas flores secas são utilizadas em incensos, óleos essenciais e saquinhos aromáticos</strong> para roupeiros. Também costuma ser cultivada perto de hortas, pois atrai polinizadores como abelhas e borboletas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="760783" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-escolher-arvores-de-fruto-que-crescem-rapidamente-e-dao-frutos-cedo-tanto-em-pomares-como-em-vasos.html" title="Como escolher árvores de fruto que crescem rapidamente e dão frutos cedo, tanto em pomares como em vasos">Como escolher árvores de fruto que crescem rapidamente e dão frutos cedo, tanto em pomares como em vasos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-escolher-arvores-de-fruto-que-crescem-rapidamente-e-dao-frutos-cedo-tanto-em-pomares-como-em-vasos.html" title="Como escolher árvores de fruto que crescem rapidamente e dão frutos cedo, tanto em pomares como em vasos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-elegir-arboles-frutales-que-crezcan-rapido-y-den-frutos-pronto-1773902889893_320.jpg" alt="Como escolher árvores de fruto que crescem rapidamente e dão frutos cedo, tanto em pomares como em vasos"></a></article></aside><p>E talvez seja aí que reside parte do seu encanto: exige pouco, é bastante tolerante e retribui em grande medida. <strong>Sol, drenagem e alguma moderação na rega costumam ser suficientes</strong> para que um simples vaso se transforme, durante grande parte do ano, numa pequena explosão violeta na varanda.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/cinco-dicas-para-que-a-sua-lavanda-fique-radiante-no-vaso-floresca-mais-e-perfume-toda-a-casa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mudanças no tempo em Portugal: prevê-se um bloqueio escandinavo nos últimos dez dias de maio]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-preve-se-um-bloqueio-escandinavo-nos-ultimos-dez-dias-de-maio.html</link><pubDate>Wed, 13 May 2026 15:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os modelos meteorológicos apontam para uma alteração da circulação atmosférica no final de maio. Um bloqueio escandinavo poderá favorecer a subida de ar mais quente sobre a Península Ibérica, trazendo temperaturas acima da média e tempo mais estável a Portugal continental.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-preve-se-um-bloqueio-escandinavo-nos-ultimos-dez-dias-de-maio-1778674444254.jpg" data-image="b88qrar2f8i6" alt="Mudança no padrão atmosférico poderá trazer tempo mais estável a Portugal no final de maio" title="Mudança no padrão atmosférico poderá trazer tempo mais estável a Portugal no final de maio"><figcaption>Os modelos meteorológicos apontam para uma alteração gradual da circulação atmosférica sobre a Europa durante os últimos dias de maio. Depois de várias semanas marcadas por instabilidade, aguaceiros e trovoada, Portugal continental poderá entrar num período mais quente e estável devido à influência de um bloqueio escandinavo.</figcaption></figure><p>Os modelos meteorológicos começam a apontar para uma alteração do padrão atmosférico sobre a Europa durante os últimos dez dias de maio. O ECMWF destaca um aumento significativo da probabilidade de um bloqueio escandinavo, capaz de favorecer a <strong>subida gradual de ar mais quente sobre a Península Ibérica</strong> e alterar o estado do tempo em Portugal continental.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações</div><p>Esta possível mudança surge depois de várias semanas marcadas por uma circulação atmosférica instável sobre a Península Ibérica. <strong>Portugal tem estado sob influência de uma depressão fria nas proximidades do território continen</strong><strong>tal</strong>, responsável por períodos de aguaceiros, trovoada e temperaturas geralmente contidas para a época.</p><h2>Bloqueio escandinavo poderá favorecer subida do calor em Portugal</h2><p>Os bloqueios atmosféricos correspondem a <strong>áreas de altas pressões persistentes no norte da Europa capazes de alterar a circulação habitual da atmosfera</strong>. Neste caso, os ensembles do ECMWF mostram um aumento expressivo da probabilidade do regime “Block” entre aproximadamente 19 e 26 de maio, sugerindo o desenvolvimento de um bloqueio sobre a região escandinava.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-preve-se-um-bloqueio-escandinavo-nos-ultimos-dez-dias-de-maio-1778674877396.jpg" data-image="vcbk4z4xi7kh"><figcaption>O gráfico dos regimes atmosféricos do ECMWF mostra um aumento significativo da probabilidade do regime “Block” (a vermelho) entre 19 e 26 de maio. Este padrão está associado à presença de altas pressões persistentes sobre o norte da Europa e Escandinávia, capazes de alterar a circulação atmosférica habitual. Em consequência, as depressões atlânticas tendem a circular por latitudes mais elevadas, favorecendo a expansão de ar mais quente desde o Norte de África até à Península Ibérica.</figcaption></figure><p>Quando este tipo de padrão se instala, as depressões atlânticas tendem a circular por latitudes mais altas, <strong>reduzindo a influência direta do Atlântico sobre a Península Ibérica</strong>. Ao mesmo tempo, cria-se um cenário favorável à expansão de uma crista subtropical desde o Norte de África até ao sudoeste da Europa.</p><p>Os mapas mais recentes já começam a mostrar sinais dessa mudança, com uma <strong>massa de ar progressivamente mais quente</strong> a aproximar-se da Península Ibérica durante a segunda quinzena de maio.</p><h2>Temperaturas poderão ultrapassar os 30 ºC em algumas regiões</h2><p>A confirmar-se este cenário, <strong>as temperaturas deverão subir de forma gradual</strong> em várias regiões do território continental, sobretudo no interior Norte e Centro, vale do Tejo, Alentejo e Algarve.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-preve-se-um-bloqueio-escandinavo-nos-ultimos-dez-dias-de-maio-1778675000787.jpg" data-image="hthdst54qgl3"><figcaption>As previsões do ECMWF para 22 de maio apontam para uma subida significativa das temperaturas em Portugal continental, sobretudo no interior Norte e Centro, vale do Tejo, Alentejo e Algarve. Em algumas regiões do interior Sul, as máximas poderão aproximar-se ou ultrapassar os 30 ºC caso se confirme a entrada de uma massa de ar mais quente associada à crista subtropical.</figcaption></figure><p>Em alguns pontos do interior Sul, especialmente no Alentejo e vale do Guadiana, as máximas poderão aproximar-se ou <strong>ultrapassar os 30 ºC</strong> durante os últimos dias de maio. Já em áreas do interior Centro e vale do Tejo, os valores poderão variar entre 28 e 31 ºC.</p><p>No litoral oeste, a influência marítima deverá continuar a limitar a subida das temperaturas, mantendo <strong>máximas geralmente mais moderadas</strong>. As temperaturas mínimas também poderão subir, sobretudo nas regiões do Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-preve-se-um-bloqueio-escandinavo-nos-ultimos-dez-dias-de-maio-1778675107312.png" data-image="y4fes4v7y2dt"><figcaption>As previsões do ECMWF para 22 de maio sugerem vento geralmente fraco a moderado em Portugal continental, num cenário associado ao enfraquecimento da influência atlântica e à aproximação de uma massa de ar mais quente sobre a Península Ibérica. Ainda assim, poderão ocorrer períodos de vento moderado no litoral e terras altas.</figcaption></figure><p>O vento não deverá assumir grande destaque neste possível episódio de calor. Dependendo da evolução da circulação atmosférica, <strong>poderá ainda ocorrer transporte de poeiras </strong>provenientes do Norte de África.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768632" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/dorsal-africana-aponta-para-portugal-o-modelo-europeu-define-a-data-para-o-primeiro-episodio-de-calor-com-sabor-a-verao.html" title="Dorsal africana aponta para Portugal: o modelo europeu define a data para o primeiro episódio de calor com sabor a verão">Dorsal africana aponta para Portugal: o modelo europeu define a data para o primeiro episódio de calor com sabor a verão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/dorsal-africana-aponta-para-portugal-o-modelo-europeu-define-a-data-para-o-primeiro-episodio-de-calor-com-sabor-a-verao.html" title="Dorsal africana aponta para Portugal: o modelo europeu define a data para o primeiro episódio de calor com sabor a verão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/dorsal-africana-aponta-para-portugal-o-modelo-europeu-define-a-data-para-o-primeiro-episodio-de-calor-com-sabor-a-verao-1778674346933_320.jpg" alt="Dorsal africana aponta para Portugal: o modelo europeu define a data para o primeiro episódio de calor com sabor a verão"></a></article></aside><p>Ainda assim, alterações na posição do bloqueio escandinavo ou da massa de ar quente poderão modificar a intensidade do aquecimento previsto para Portugal continental.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-preve-se-um-bloqueio-escandinavo-nos-ultimos-dez-dias-de-maio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Adeus às quatro estações: os cientistas explicam a variabilidade das estações na nova era climática]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/adeus-as-quatro-estacoes-os-cientistas-explicam-a-variabilidade-das-estacoes-na-nova-era-climatica.html</link><pubDate>Wed, 13 May 2026 14:53:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Surpreendentemente, muito pouca investigação foi feita sobre a utilização de dados climatológicos para refinar a definição das estações do ano à escala local. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/adeus-as-quatro-estacoes-os-cientistas-explicam-o-desaparecimento-da-primavera-e-do-outono-na-nova-era-climatica-1778671625838.jpg" data-image="761la519dz1j" alt="quatro estações" title="quatro estações"><figcaption>Um dos elementos mais visíveis das alterações climáticas antropogénicas é o aumento da temperatura, que, por sua vez, modifica a forma e a duração das quatro estações. As consequências? Verões mais longos, que se aproximam da primavera e do outono, invernos mais curtos, primaveras mais precoces e outonos mais tardios.</figcaption></figure><p>Estudar precisamente como, em que medida, a que ritmo e com que intensidade estas mudanças estão a ocorrer e com que intensidade se projeta que ocorram no futuro é de enorme interesse devido às suas inúmeras consequências. Estas <strong>consequências vão para além dos ecossistemas naturais</strong>, incluindo o consumo e a gestão de energia, o conforto da população e a alteração do ciclo anual e dos seus efeitos.</p><p>O conceito ou a definição de verão ou inverno é intuitivo e aparentemente simples. No entanto, <strong>definir e calcular as estações do ano de forma rigorosa e objetiva é muito complexo</strong>; há muitas subtilezas e nuances a considerar. De facto, não existe consenso na comunidade científica ou nos centros de investigação climática sobre a forma de as definir.</p><h2>Como definimos um dia de verão?</h2><p> Existem várias formas de definir as estações do ano, dependendo da perspetiva adotada. Por um lado, existe a <strong>definição astronómica ou climática</strong>: do ponto de vista astronómico, é determinada pelos solstícios e equinócios, enquanto que, na perspetiva climatológica, é definida por períodos fixos de três meses. </p><p>Estas definições são, portanto, invariáveis. Assim, astronomicamente, o verão dura de 21 de junho a 21 de setembro (com pequenas variações de ano para ano). E, <strong>do ponto de vista climatológico, corresponde aos meses de junho, julho e agosto</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/adeus-as-quatro-estacoes-os-cientistas-explicam-o-desaparecimento-da-primavera-e-do-outono-na-nova-era-climatica-1778672328261.jpg" data-image="kxzoow8yxbsp" alt="verão" title="verão"><figcaption>Há várias formas de se classificarem as estações ou o início das mesmas.</figcaption></figure><p>Por outro lado, <strong>existe a definição meteorológica ou térmica</strong>. Determinar se um dia específico, fora do calendário fixo, corresponde a condições de verão, outono, inverno ou primavera pode ser feito com base no comportamento da sua temperatura diária (média, máxima ou mínima).</p><p> Assim, <strong>uma definição amplamente aceite na comunidade científica define um dia de verão como aquele em que a temperatura máxima ultrapassa os 25°C</strong>. Este valor é uma média global. No entanto, é lógico que aqueles que vivem em regiões montanhosas ou desérticas, ou perto dos pólos ou do equador, possam não concordar totalmente que esta temperatura deva definir os seus dias de verão. Entre outros exemplos, <strong>o serviço meteorológico sueco estabelece o início da estação com uma temperatura média diária de 10°C</strong>. </p><h2>Outras abordagens possíveis para classificar os dias de verão</h2><p> Alguns estudos propõem a <strong>obtenção do valor numérico para cada região através da sua temperatura média climatológica</strong> (dos últimos 30 a 40 anos), embora não exista uma proposta geral quanto à extensão da área e ao período a utilizar. </p><p>Além disso, <strong>existe a possibilidade de utilizar o 75º percentil da temperatura máxima, mínima ou média</strong>. Assumindo que as temperaturas flutuam de forma suave e uniforme ao longo do ano, com o ciclo anual dividido em quatro partes iguais, o 75.º percentil corresponderia aos 25% dos dias mais quentes — ou seja, os dias de verão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/adeus-as-quatro-estacoes-os-cientistas-explicam-o-desaparecimento-da-primavera-e-do-outono-na-nova-era-climatica-1778672997018.jpg" data-image="p2czjkmfcaip" alt="cerejeira japonesa" title="cerejeira japonesa"><figcaption>A cerejeira japonesa, com mais de 1.000 anos de dados, permite a análise das variações sazonais da temperatura em escalas de tempo enormes. </figcaption></figure><p> Outra abordagem interessante é <strong>analisar as estações do ano utilizando a distribuição de frequências das temperaturas diárias ao longo do ano</strong>. Esta distribuição é aproximadamente simétrica, com um pico central (a soma dos dias da primavera e do outono) e duas caudas (verão e inverno). As alterações projetadas pelo aquecimento global, tanto na média como na amplitude desta distribuição, como demonstrado nos relatórios do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC), podem ser úteis para o estudo das alterações sazonais.</p><p>Existem também estudos que<strong> examinam as estações do ano sob perspetivas muito diferentes, como a fenológica</strong>: baseada no crescimento e floração da vegetação. Como exemplo ilustrativo, a cerejeira japonesa, com mais de 1.000 anos de dados, permite a análise das variações sazonais da temperatura em escalas de tempo enormes. Embora estes estudos sejam limitados na sua representatividade em grandes regiões, demonstram claramente a <strong>ligação entre os ecossistemas naturais e o aquecimento global</strong>. </p><h2>Como estão as estações do ano a mudar devido ao aquecimento global?</h2><p> Determinar o início e o fim de uma estação torna-se mais complexo quando consideramos que <strong>as alterações climáticas estão a transformar os padrões</strong>. Diversos estudos indicam mudanças muito significativas na duração e extensão das estações, particularmente do verão: um <strong>aumento de mais de um dia por ano nas últimas três décadas em várias megacidades </strong>(Sydney, Minneapolis, Tóquio); um <strong>aumento de pelo menos uma semana na maior parte do Hemisfério Norte</strong> nas últimas décadas; e cerca de 2,5 dias por década na Europa nos últimos 70 anos. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="733042" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-estacoes-do-ano-sao-mais-complexas-do-que-se-pensava-novo-estudo-revela-ciclos-sazonais-ocultos-na-terra.html" title="As estações do ano são mais complexas do que se pensava: novo estudo revela ciclos sazonais ocultos na Terra">As estações do ano são mais complexas do que se pensava: novo estudo revela ciclos sazonais ocultos na Terra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-estacoes-do-ano-sao-mais-complexas-do-que-se-pensava-novo-estudo-revela-ciclos-sazonais-ocultos-na-terra.html" title="As estações do ano são mais complexas do que se pensava: novo estudo revela ciclos sazonais ocultos na Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-estacoes-do-ano-sao-mais-complexas-do-que-se-pensava-novo-estudo-revela-ciclos-sazonais-ocultos-na-terra-1759831619125_320.jpg" alt="As estações do ano são mais complexas do que se pensava: novo estudo revela ciclos sazonais ocultos na Terra"></a></article></aside><p> Estudando as projeções futuras, <strong>os invernos, tal como definidos pelos valores do século XX, praticamente desaparecerão da Península Ibérica</strong> até ao final do século XXI. Globalmente, todas as projeções de emissões de gases com efeito de estufa indicam<strong> verões com uma duração de cerca de seis meses e invernos com menos de dois meses</strong>. Em suma, o aquecimento global já alterou significativamente as estações do ano, principalmente as mais extremas (verão e inverno). <em><br></em></p><h3><em>Referência da notícia<a href="https://us-climate.blogspot.com/2017/12/defining-seasons.html" target="_blank"><br></a></em></h3><p><a href="https://us-climate.blogspot.com/2017/12/defining-seasons.html" target="_blank"><em>Brian B.'s Climate Blog</em></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/adeus-as-quatro-estacoes-os-cientistas-explicam-a-variabilidade-das-estacoes-na-nova-era-climatica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Investigador português ajuda a contar ursos polares na Gronelândia]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/investigador-portugues-ajuda-a-contar-ursos-polares-na-gronelandia.html</link><pubDate>Wed, 13 May 2026 13:49:28 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Por ser uma das regiões mais remotas e inacessíveis do planeta, os cientistas sabem muito pouco sobre a espécie. Um novo estudo internacional irá ajudar a planear medidas de conservação mais adequadas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigador-portugues-ajuda-a-contar-ursos-polares-na-gronelandia-1778678894031.jpg" data-image="nmjjylwnoa9p" alt="Urso polar da Gronelândia" title="Urso polar da Gronelândia"><figcaption>O urso polar da Gronelândia está a deslocar-se mais para sul para sobreviver ao degelo progressivo do Ártico. Foto: Universidade de Lisboa</figcaption></figure><p>No extremo oriental da Gronelândia, onde o mar se fragmenta em placas brancas e os fiordes são corredores de sobrevivência, um grupo internacional de cientistas tentou responder a uma pergunta que há décadas escapava ao conhecimento científico. Quantos ursos polares vivem nesta região remota e de acesso difícil?</p><p>Entre os investigadores esteve <strong>Tiago André Marques</strong>, professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e membro da Universidade de St. Andrews, na Escócia. O cientista português integrou uma equipa liderada pela Universidade de Washington, com contributos da Dinamarca, Noruega, Canadá e Gronelândia. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O trabalho incidiu sobre uma subpopulação de <em>Ursus maritimus</em> que vive isolada no sudeste do território, adaptada a fiordes onde o gelo marinho se forma e desaparece de forma sazonal.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Esta espécie distingue-se por habitar uma das <strong>zonas mais inóspitas do Ártico</strong>, onde o gelo não é apenas habitat, mas também estrada, plataforma de caça e base de permanência. </p><p>O degelo progressivo, no entanto, está a alterar este equilíbrio, obrigando os animais a percorrer longas distâncias, mais para o norte. Embora a mudança de comportamento sugira pressão ambiental crescente, a dimensão real da população permanecia até agora desconhecida.</p><h2>Uma contagem no limite do gelo</h2><p>O estudo publicado na revista Endangered Species Research procurou preencher essa lacuna através de uma metodologia desenhada para lidar com ambientes extremos. Entre março e maio de 2023, a equipa realizou <strong>voos sistemáticos</strong> sobre cerca de 1,5 milhões de quilómetros quadrados de gelo marinho. Ao longo de <strong>106 horas de observação aérea</strong>, foram registados 108 indivíduos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigador-portugues-ajuda-a-contar-ursos-polares-na-gronelandia-1778678989412.jpg" data-image="4che5etipa8n" alt="Tiago André Marques, professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa" title="Tiago André Marques, professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa"><figcaption>Tiago André Marques é professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e investigador na Universidade de St. Andrews, na Escócia. Foto: Universidade de Lisboa</figcaption></figure><p>A estratégia combinou estas observações com uma técnica de ecologia quantitativa, conhecida como <strong>amostragem por distâncias</strong>. O princípio é simples na teoria, mas bastante exigente na sua execução. </p><p>Os aviões seguem rotas previamente definidas enquanto os investigadores registam a presença dos animais e a distância a que são avistados. Esses dados permitem calcular a probabilidade de deteção e extrapolar a abundância total na área estudada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigador-portugues-ajuda-a-contar-ursos-polares-na-gronelandia-1778679068331.jpg" data-image="wwtzp77n6ouj" alt="Ursos polares da Gronelândia" title="Ursos polares da Gronelândia"><figcaption>Os ursos polares habitam uma das zonas mais inóspitas do Ártico, onde o gelo desempenha uma função vital para a sua sobrevivência. Foto: Universidade de Lisboa</figcaption></figure><p>“Este era o último segmento populacional da espécie para o qual não existia uma estimativa fiável”, explica Tiago André Marques, citado no comunicado da Universidade de Lisboa. O objetivo consistia precisamente em transformar observações pontuais num <strong>retrato estatístico consistente</strong>, capaz de sustentar decisões e planeamento de políticas de conservação.</p><h2>Um número que expõe fragilidades</h2><p>A análise aponta para cerca de 2 275 indivíduos na região estudada. O valor, embora significativo, ganha outra leitura quando enquadrado no panorama de extrema fragilidade da <strong>espécie</strong>, classificada como <strong>vulnerável</strong> na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza. A sobrevivência destes animais depende diretamente da presença de gelo marinho, o elemento que está a derreter com o aquecimento global.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="760568" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/existe-uma-preocupacao-crescente-com-o-futuro-da-criosfera-no-artico-designadamente-com-a-camada-de-gelo-da-gronelandia.html" title="Existe uma preocupação crescente com o futuro da criosfera no Ártico, designadamente com a camada de gelo da Gronelândia">Existe uma preocupação crescente com o futuro da criosfera no Ártico, designadamente com a camada de gelo da Gronelândia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/existe-uma-preocupacao-crescente-com-o-futuro-da-criosfera-no-artico-designadamente-com-a-camada-de-gelo-da-gronelandia.html" title="Existe uma preocupação crescente com o futuro da criosfera no Ártico, designadamente com a camada de gelo da Gronelândia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/existe-uma-preocupacao-crescente-com-o-futuro-da-criosfera-no-artico-designadamente-com-a-camada-de-gelo-da-gronelandia-1774392059750_320.jpg" alt="Existe uma preocupação crescente com o futuro da criosfera no Ártico, designadamente com a camada de gelo da Gronelândia"></a></article></aside><p>O <strong>isolamento do leste da Groenlândia</strong> dificultava até agora campanhas regulares de monitorização, o que tornou este estudo especialmente relevante. Para os autores, trata-se de uma <strong>referência inicial</strong> que permitirá acompanhar mudanças futuras numa das populações mais inacessíveis do planeta.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigador-portugues-ajuda-a-contar-ursos-polares-na-gronelandia-1778679178535.jpg" data-image="sq47lp8b0g5o" alt="Gelo do Ártico" title="Gelo do Ártico"><figcaption>O manto de gelo da Gronelândia está a atingir um ponto crítico, derretendo a uma velocidade sete vezes mais rápida do que nos anos 1990. Foto: Universidade de Lisboa</figcaption></figure><p>Mais do que um número, o trabalho oferece um ponto de partida para compreender como esta subpopulação poderá reagir a um ambiente em transformação acelerada.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A questão que permanece em aberto é até que ponto os <em>Ursus maritimus</em> conseguirão se adaptar a um mundo com menos gelo, em que as rotas tradicionais de caça e deslocação podem deixar de existir.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A ausência de gelo coloca <strong>perguntas</strong> <strong>fundamentais </strong>sobre o <strong>futuro da espécie</strong>, adverte o investigador português. Sem esse suporte físico, desaparece toda a paisagem que estrutura a sua ecologia. O trabalho agora divulgado não encerra essa dúvida, mas delimita com maior precisão o território da <strong>incerteza</strong> científica.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em>Kristin L. Laidr, Tiago A. Marques, Benjamin Cohen, Rikke G. Hansen, Eric V. Regehr, Marie J. Zahn, Jon Aars, Jasmine Ware, Harry L. Stern, Fernando Ugarte. <a href="https://www.int-res.com/journals/esr/articles/esr01479" target="_blank">First abundance estimates for the East Greenland polar bear subpopulation</a>. Endangered Species Research</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/investigador-portugues-ajuda-a-contar-ursos-polares-na-gronelandia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Dorsal africana aponta para Portugal: o modelo europeu define a data para o primeiro episódio de calor com sabor a verão]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/dorsal-africana-aponta-para-portugal-o-modelo-europeu-define-a-data-para-o-primeiro-episodio-de-calor-com-sabor-a-verao.html</link><pubDate>Wed, 13 May 2026 13:47:05 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma massa de ar quente africana poderá atingir Portugal a partir de 20 de maio, com o modelo europeu a apontar para o primeiro episódio de calor mais generalizado da temporada.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/dorsal-africana-aponta-para-portugal-o-modelo-europeu-define-a-data-para-o-primeiro-episodio-de-calor-com-sabor-a-verao-1778674346933.jpg" data-image="7efj3190rk0r" alt="Episódio de calor" title="Episódio de calor"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-894529">Os modelos atmosféricos começam a indicar a chegada de uma massa de ar quente de origem africana, capaz de elevar as temperaturas para valores superiores a 30 ºC em várias regiões de Portugal, a partir de dia 20 de maio.</figcaption></figure><p>A tarde desta quarta-feira, 13 de maio, ainda deverá trazer precipitação a vários pontos de Portugal continental. No Alentejo e no Algarve, a chuva tende a surgir de forma fraca e dispersa, enquanto no Norte e no Centro poderão ocorrer <strong>períodos mais ativos, sobretudo em distritos como Vila Real, Bragança e Guarda,</strong> com acumulados horários superiores a 6 mm.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dorsal-africana-aponta-para-portugal-o-modelo-europeu-define-a-data-para-o-primeiro-episodio-de-calor-com-sabor-a-verao-1778671904855.png" data-image="djqjbzjoncz7" alt="Chuva" title="Chuva"> <figcaption>Na tarde de 13 de maio, a chuva ainda afeta várias regiões de Portugal, com maior intensidade no Norte e Centro.</figcaption></figure><p>Ao mesmo tempo, o ambiente continua fresco para a época. <strong>A madrugada de quinta-feira será particularmente fria no Nordeste transmontano e em áreas montanhosas do Norte, com mínimas próximas dos 4 ºC</strong> em alguns pontos de Bragança, Vila Real e Viana do Castelo.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Em várias destas regiões, os valores de temperatura deverão manter-se entre 3 e 5 ºC abaixo da média climatológica.</p><h2>Quinta e sexta: menos chuva, mas ainda com vento e temperaturas contidas</h2><p>Na quinta-feira, o tempo tenderá a estabilizar gradualmente, embora ainda com vento moderado, sobretudo no litoral Norte e Centro. Em alguns locais, como nos distritos de Lisboa e Leiria, <strong>as rajadas poderão aproximar-se dos 60 km/h</strong>, com o vento a propagar-se também ao interior ao longo do dia. O vento irá prolongar-se também durante a sexta-feira, dia 15.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dorsal-africana-aponta-para-portugal-o-modelo-europeu-define-a-data-para-o-primeiro-episodio-de-calor-com-sabor-a-verao-1778672212108.png" data-image="i0u2evi103b2" alt="Rajada de vento" title="Rajada de vento"><figcaption>Rajadas de vento poderão aproximar-se dos 60 km/h no litoral Centro durante a tarde de sexta-feira, com destaque para os distritos de Lisboa e Leiria, onde se prevê a maior intensidade do vento.</figcaption></figure><p>A sexta-feira deverá ser maioritariamente seca, salvo raros episódios de chuva muito fraca no Norte e Centro durante a manhã ou início da tarde. Nesta fase, o padrão atmosférico já começa a mudar, <strong>a instabilidade vivida nos últimos dias perde expressão, </strong>mas as temperaturas continuam relativamente contidas.</p><h2>Fim de semana mais estável, mas sem calor imediato</h2><p>Para o fim de semana de 16 e 17 de maio, o cenário mais provável aponta para um <strong>sábado sem chuva e para um domingo com possibilidade de precipitação</strong> <strong>fraca no Norte e Centro.</strong> No geral, o anticiclone dos Açores deverá reforçar-se e começar a proteger Portugal de novas frentes atlânticas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768502" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/esta-sexta-feira-uma-massa-de-ar-vinda-do-mar-da-gronelandia-vai-chegar-a-portugal-sao-esperados-mais-5-dias-sem-calor.html" title="Esta sexta-feira, uma massa de ar vinda do Mar da Gronelândia vai chegar a Portugal: são esperados mais 5 dias sem calor">Esta sexta-feira, uma massa de ar vinda do Mar da Gronelândia vai chegar a Portugal: são esperados mais 5 dias sem calor</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/esta-sexta-feira-uma-massa-de-ar-vinda-do-mar-da-gronelandia-vai-chegar-a-portugal-sao-esperados-mais-5-dias-sem-calor.html" title="Esta sexta-feira, uma massa de ar vinda do Mar da Gronelândia vai chegar a Portugal: são esperados mais 5 dias sem calor"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esta-sexta-feira-uma-massa-de-ar-vinda-do-mar-da-gronelandia-vai-chegar-a-portugal-sao-esperados-mais-5-dias-sem-calor-1778595157586_320.png" alt="Esta sexta-feira, uma massa de ar vinda do Mar da Gronelândia vai chegar a Portugal: são esperados mais 5 dias sem calor"></a></article></aside><p>Ainda assim, isso não significa calor imediato. A madrugada de sábado poderá ser fresca, embora durante o dia já se note alguma recuperação térmica, sobretudo no Sul. A maior parte do país deverá continuar com valores moderados, sem um aquecimento abrupto nesta fase.</p><h2>O que mostram os mapas de geopotencial e temperatura a 850 hPa?</h2><p> A verdadeira alteração do padrão térmico deverá surgir a meio da próxima semana. Os mapas de geopotencial e temperatura a 850 hPa são muito relevantes em meteorologia porque <strong>ajudam a identificar a origem e a evolução das massas de ar em altitude</strong>, antes de o seu efeito se refletir totalmente à superfície. Neste caso, mostram uma <strong>massa de ar muito quente de origem africana a subir em direção a Portugal a partir de</strong> <strong>20 de maio</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dorsal-africana-aponta-para-portugal-o-modelo-europeu-define-a-data-para-o-primeiro-episodio-de-calor-com-sabor-a-verao-1778672821998.jpg" data-image="25tlpfzhgc21" alt="Geopotêncial 850 hPa" title="Geopotêncial 850 hPa"><figcaption>Os mapas de 850 hPa mostram a ascensão de uma massa de ar muito quente de origem africana, com subida térmica prevista entre 20 e 24 de maio e pico de calor provável entre sexta e sábado.</figcaption></figure><p>Essa advecção quente deverá prolongar-se, pelo menos, até <strong>domingo, 24 de maio</strong>, o que indica que a mudança começará a notar-se na quarta-feira, mas que os dias potencialmente mais quentes deverão ser <strong>sexta-feira (22) e sábado (23)</strong>, quando o calor poderá atingir maior expressão em grande parte do território. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dorsal-africana-aponta-para-portugal-o-modelo-europeu-define-a-data-para-o-primeiro-episodio-de-calor-com-sabor-a-verao-1778673188981.jpg" data-image="l9nuim2kzs45" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-672135">o modelo europeu prevê uma subida térmica acentuada em Portugal continental, com máximas já superiores a 30 ºC em várias áreas do Alentejo, interior Centro e Norte.</figcaption></figure><p>Se esta configuração se confirmar, o país poderá entrar no primeiro episódio de calor com características de verão, com temperaturas superiores a 30 ºC não só no Sul, mas também em áreas do Centro e até do Norte.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/dorsal-africana-aponta-para-portugal-o-modelo-europeu-define-a-data-para-o-primeiro-episodio-de-calor-com-sabor-a-verao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Santos do Gelo em Portugal: entre as 04:00 e as 07:00 de sábado as temperaturas atingirão o seu valor mais baixo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/santos-do-gelo-em-portugal-entre-as-04-00-e-as-07-00-de-sabado-as-temperaturas-atingirao-o-seu-valor-mais-baixo.html</link><pubDate>Wed, 13 May 2026 13:31:32 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A chegada de uma massa de ar polar marítimo irá causar uma descida quase generalizada das temperaturas entre sexta e sábado em Portugal continental: saiba as mínimas previstas e as capitais distritais mais expostas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa9lvny"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa9lvny.jpg" id="xa9lvny"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os <strong>Santos do Gelo</strong> são referência à devoção a São Mamerto (11 de maio), São Pancrácio (12 de maio) e São Servácio (13 de maio), São Bonifácio (14 de maio) e Santa Sofia (15 de maio).</p><p>Segundo a tradição ancestral europeia, este breve período traz consigo uma última vaga ou <strong>episódio de frio tardio na primavera</strong>, capaz de arruinar as colheitas em fase mais adiantada, razão pela qual estas datas eram temidas pelos agricultores. É por isso que <strong>estes santos persistem na memória coletiva em associação ao frio e ao gelo</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>Uma massa de ar invulgarmente fria para esta época do ano chegará na reta final desta semana a Portugal continental. Os efeitos mais notáveis nas condições meteorológicas do nosso país serão a queda mais expressiva das temperaturas mínimas e a intensificação do vento Norte. <br><br>Adicionalmente, embora a probabilidade seja bastante reduzida, vislumbra-se a possibilidade de queda de neve em cotas altas, bem como o risco de formação de geadas localizadas na extremidade setentrional do Nordeste Transmontano.</div><p>Amanhã - <strong>quinta-feira (14)</strong> - uma frente pouco organizada e de fraca atividade produzirá precipitação no extremo norte da Península Ibérica. <strong>Portugal continental escapará à chuva amanhã, dia 14</strong>, embora não se descarte totalmente a possibilidade de ocorrência de chuviscos dispersos e muito residuais no Alto Alentejo, no Algarve e em pontos do extremo Norte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/santos-do-gelo-em-portugal-entre-as-04-00-e-as-07-00-de-sabado-as-temperaturas-atingirao-o-seu-valor-mais-baixo-1778676783276.png" data-image="9c4ezndbq5dp"><figcaption>Precipitação fraca e dispersa no Norte e Centro prevista para sexta-feira, 15 de maio, devido à passagem de uma frente pouco ativa e em fase de dissipação.</figcaption></figure><p>Ainda assim, <strong>amanhã (14) prevê-se, de um modo geral, um tempo dominado por céu nublado ou parcialmente nublado</strong>, tornando-se gradualmente pouco nublado a partir do final da tarde. As temperaturas máximas ainda deverão subir no Algarve.</p><h2>Entre sexta e sábado o ar polar marítimo instala-se na Península Ibérica; efeitos em Portugal continental</h2><p>A referida frente constituirá a “porta de entrada” para <strong>a massa de ar frio pós-frontal que penetrará na Península Ibérica na sexta-feira (15)</strong>, provocando uma descida das temperaturas máximas no Norte e Centro, e uma descida generalizada das mínimas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/santos-do-gelo-em-portugal-entre-as-04-00-e-as-07-00-de-sabado-as-temperaturas-atingirao-o-seu-valor-mais-baixo-1778676939737.png" data-image="dhmv0a5k09m0"><figcaption>Neste mapa da temperatura a cerca de 3000 metros de altitude observa-se o ar polar marítimo plenamente instalado na Península Ibérica às 14:00 de sexta-feira, 15 de maio, chegando a espalhar-se praticamente de norte a sul de Portugal continental.</figcaption></figure><p>Neste dia a massa de ar polar marítimo estender-se-á de norte a sul de Portugal continental, sendo especialmente notória no interior Norte e Centro. <strong>O vento Norte intensificará a sensação de frio, agravando o desconforto térmico</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768498" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/santos-do-gelo-na-madrugada-de-sabado-duas-capitais-distritais-poderao-registar-temperaturas-inferiores-a-5-c.html" title="Santos do Gelo: na madrugada de sábado, duas capitais distritais poderão registar temperaturas inferiores a 5 ºC">Santos do Gelo: na madrugada de sábado, duas capitais distritais poderão registar temperaturas inferiores a 5 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/santos-do-gelo-na-madrugada-de-sabado-duas-capitais-distritais-poderao-registar-temperaturas-inferiores-a-5-c.html" title="Santos do Gelo: na madrugada de sábado, duas capitais distritais poderão registar temperaturas inferiores a 5 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/santos-do-gelo-na-madrugada-de-sabado-duas-capitais-distritais-poderao-registar-temperaturas-inferiores-a-5-c-1778594059475_320.png" alt="Santos do Gelo: na madrugada de sábado, duas capitais distritais poderão registar temperaturas inferiores a 5 ºC"></a></article></aside><p>Ainda para sexta-feira (15), desde a madrugada até meio da tarde, prevê-se a possibilidade de ocorrência de <strong>chuva ou aguaceiros fracos e dispersos nas regiões a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela</strong>, tanto no litoral como no interior.</p><p>Na manhã de sexta-feira (15), e durante um período muito breve, <strong>não se descarta a possibilidade de queda de neve nos pontos de maior altitude da Serra da Estrela</strong>, embora a probabilidade seja muito reduzida. Nas regiões situadas a sul do rio Tejo o céu manter-se-á pouco nublado ou limpo.</p><h2>Madrugada de sábado (16) será muito fria, especialmente nestas capitais distritais</h2><p><strong>No sábado (16) prevê-se uma descida generalizada das temperaturas mínimas em Portugal continental</strong>, sendo particularmente acentuada nas cidades do interior Norte e Centro. Por outro lado, as temperaturas máximas deverão registar uma subida em todo o país, com esta configuração a traduzir-se numa <strong>grande amplitude térmica diária no sábado, 16 de maio</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/santos-do-gelo-em-portugal-entre-as-04-00-e-as-07-00-de-sabado-as-temperaturas-atingirao-o-seu-valor-mais-baixo-1778677298070.png" data-image="m4bndn9jehbb"><figcaption>Na madrugada de sábado, 16 de maio, para além do frio generalizado e atípico em pleno mês de maio, evidenciado por este mapa de previsão da temperatura do ar medido à superfície, poderão ser registados valores negativos nalguns locais do interior Norte - por exemplo no extremo setentrional Nordeste Transmontano (-1 ºC, por exemplo) - onde não se exclui o risco de formação de geadas localizadas. </figcaption></figure><p>A <strong>madrugada gélida de sábado, 16 de maio</strong>, em particular no Norte e Centro do país <strong>entre as 04:00 e as 07:00</strong>, irá contrastar fortemente com o período diurno, que será claramente mais quente em relação ao dia anterior de um modo geral, tal como podemos constatar na<strong> tabela abaixo</strong>.</p><table><thead><tr><th>Cidade</th><th>Sexta-feira, 15 de maio - previsão de Temperatura Máxima | Temperatura Mínima (ºC)</th><th>Sábado, 16 de maio - previsão de Temperatura Máxima | Temperatura Mínima (ºC)</th></tr></thead><tbody><tr><td>Braga</td><td>17 | 10</td><td>18 | 6</td></tr><tr><td>Porto</td><td>18 | 12</td><td>17 | 9</td></tr><tr><td>Coimbra</td><td>18 | 10</td><td>20 | 8</td></tr><tr><td>Vila Real</td><td>17 | 8</td><td>19 | 5</td></tr><tr><td>Bragança</td><td>17 | 7</td><td>18 | 4</td></tr><tr><td>Viseu</td><td>17 | 8</td><td>20 | 5</td></tr><tr><td>Guarda</td><td>13 | 5</td><td>14 | 3</td></tr><tr><td>Castelo Branco</td><td>19 | 9</td><td>21 | 8</td></tr><tr><td>Portalegre</td><td>18 | 8</td><td>19 | 8</td></tr><tr><td>Évora</td><td>18 | 10</td><td>21 | 9</td></tr><tr><td>Beja</td><td>19 | 10</td><td>22 | 9</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Fonte: Mapas da Meteored</td></tr></tbody></table><p>Em resumo, os Santos do Gelo farão jus ao seu nome devido a este episódio de frio tardio, com <strong>vento Norte intenso e anomalias térmicas negativas expressivas que evidenciam temperaturas claramente abaixo da média para a época do ano</strong>.</p><p>No entanto, este episódio não será tão severo como noutros países europeus, uma vez que não são expectáveis geadas intensas e/ou queda de neve ou granizo. Caso aconteçam na nossa geografia continental, ocorrerão <strong>de um modo muito localizado e efémero</strong>, tal como explicado acima.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/santos-do-gelo-em-portugal-entre-as-04-00-e-as-07-00-de-sabado-as-temperaturas-atingirao-o-seu-valor-mais-baixo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-sao-conhecidas-as-praias-com-bandeira-azul-em.html</link><pubDate>Wed, 13 May 2026 06:17:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Portugal volta a destacar-se internacionalmente com 438 praias e marinas galardoadas, embora este ano haja menos distinções. Saiba o que aconteceu e quais são as regiões em destaque.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-sao-conhecidas-as-praias-com-bandeira-azul-em-1778573948671.jpg" data-image="8tv3s8t86sgm" alt="Praia" title="Praia"><figcaption>Portugal mantém-se no topo mundial, mesmo com menos distinções. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Quando escolhe o destino de férias para o verão, costuma dar preferência a <strong>praias com Bandeira Azul</strong>? Então, há novidades: já foram divulgadas as praias distinguidas este ano. A notícia menos boa é que há menos seis do que em 2025 (mas há uma explicação para isso, já lá vamos). </p><p>Ainda assim, este verão, <strong>438 praias e marinas </strong>vão hastear a Bandeira Azul. O anúncio foi avançado a 30 de abril, por José Archer, presidente da Associação Bandeira Azul da Europa, segundo avançou a Agência Lusa, aqui citada pela ‘SiC Notícias’.</p><p>"Tivemos menos galardões do que ano passado, mas isso também teve a ver essencialmente com as<strong> condições climatéricas </strong>que ocorreram durante a época balnear, que penalizam sempre a qualidade da água balnear, portanto não há uma situação preocupante, é uma situação pontual", disse José Archer.</p><div class="texto-destacado">Segundo o responsável, a novidade principal é o facto de este ano ser um ano de transição em relação aos critérios de obtenção da bandeira azul, que vão mudar a partir de 2027.</div><p>"Vamos ter mais critérios e vamos ter uma metodologia diferente com auditores externos na validação das candidaturas. É um ano de transição (...), tem a ver com a nova diretiva do consumidor que entra em vigor em setembro."</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768273" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-mergulho-no-interior-159-praias-fluviais-prontas-para-refrescar-o-verao-de.html" title="O mergulho no interior: 159 praias fluviais prontas para refrescar o verão de 2026">O mergulho no interior: 159 praias fluviais prontas para refrescar o verão de 2026</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-mergulho-no-interior-159-praias-fluviais-prontas-para-refrescar-o-verao-de.html" title="O mergulho no interior: 159 praias fluviais prontas para refrescar o verão de 2026"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-mergulho-no-interior-159-praias-fluviais-prontas-para-refrescar-o-verao-de-1778507020186_320.jpg" alt="O mergulho no interior: 159 praias fluviais prontas para refrescar o verão de 2026"></a></article></aside><p>Desta forma, para assegurar que as novas praias, e eventuais reentradas, se possam candidatar em 2027, haverá este ano ainda um período extraordinário, em julho e agosto, de candidaturas. Estas serão, depois, apresentadas e analisadas na reunião do Júri Internacional, em 16 de setembro.</p><h2>438 praias e marinas com Bandeira Azul em 2026</h2><p>Entre as <strong>396 praias </strong>(sem contar com as marinas), 350 são costeiras e 46 interiores. As zonas balneares estão distribuídas por<strong> 100 concelhos</strong>. Um dos destaques vai para o concelho da Sertã, que se candidatou, este ano, pela primeira vez à Bandeira Azul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-sao-conhecidas-as-praias-com-bandeira-azul-em-1778574175491.jpg" data-image="67pi1ew2bmzv" alt="Praia da Rocha" title="Praia da Rocha"><figcaption>O Algarve é a região com mais praias distinguidas. Foto: Wikimedia // Steven Fruitsmaak</figcaption></figure><p>Já o Algarve é a região com mais locais galardoados (94 no total), seguido do norte (88), Tejo (80), Açores (57), centro (47), Alentejo (45) e Madeira (27).</p><p>A primeira Bandeira Azul costeira vai ser hasteada a <strong>8 de junho</strong>, na praia de Mira. Já a praia fluvial de Mourão, no Alentejo, vai ter a bandeira hasteada a 14 de junho. No que diz respeito às marinas, a primeira será a de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, nos Açores, a 15 de junho.</p><h2>Portugal destaca-se a nível mundial</h2><p>José Archer referiu ainda que <strong>Portugal continua “muito destacado” internacionalmente</strong>, ocupando “o quinto lugar a nível das praias costeiras galardoadas” e “em segundo lugar a nível mundial” em praias do interior.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767862" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-espuma-do-mar-nao-e-apenas-um-fenomeno-natural-mas-tambem-um-alerta-ambiental-da-saude-das-praias-e-dos-oceanos.html" title="A espuma do mar não é apenas um fenómeno natural, mas também um alerta ambiental da 'saúde' das praias e dos oceanos">A espuma do mar não é apenas um fenómeno natural, mas também um alerta ambiental da 'saúde' das praias e dos oceanos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-espuma-do-mar-nao-e-apenas-um-fenomeno-natural-mas-tambem-um-alerta-ambiental-da-saude-das-praias-e-dos-oceanos.html" title="A espuma do mar não é apenas um fenómeno natural, mas também um alerta ambiental da 'saúde' das praias e dos oceanos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quando-a-espuma-do-mar-e-um-alerta-ambiental-1778257068104_320.jpg" alt="A espuma do mar não é apenas um fenómeno natural, mas também um alerta ambiental da 'saúde' das praias e dos oceanos"></a></article></aside><p>"Considerando a dimensão do nosso território, é francamente gratificante e é, de facto, o resultado de todo o trabalho e da alteração de comportamentos que (...) as pessoas têm hoje em dia", salientou.</p><p>A lista completa das praias e marinas galardoadas este ano pode ser <strong>consultada </strong><em><strong>online</strong></em>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-sao-conhecidas-as-praias-com-bandeira-azul-em.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O mecanismo oculto do clima: a QBO e a sua influência no frio e na atmosfera]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-mecanismo-oculto-do-clima-a-qbo-e-sua-influencia-no-frio-e-na-atmosfera.html</link><pubDate>Wed, 13 May 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A cerca de 30 quilómetros acima do equador, os ventos mudam de direção periodicamente. É um fenómeno invisível, mas os seus efeitos podem ser sentidos a milhares de quilómetros de distância.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-mecanismo-oculto-del-clima-la-qbo-y-su-influencia-en-el-frio-y-la-atmosfera-1778134103563.png" data-image="mnlp3m0t3f1p"><figcaption>Próximo ao equador, a convecção gera ondas que se propagam para cima e são o motor da QBO (Oscilação Quase-Bienal).</figcaption></figure><p>Existem mudanças na atmosfera que não vemos nem sentimos diretamente, mas que indicam o que acontece abaixo. Processos que parecem estar a reescrever a sua própria estrutura a partir de cima. E um deles ocorre <strong>a cerca de 30 km de altitude, na estratosfera equatorial</strong>.</p><p>Lá, <strong>os ventos nem sempre sopram na mesma direção. De tempos em tempos, eles mudam</strong>. E o que antes soprava para leste começa a soprar para oeste, e vice-versa. Um vai e vem dentro de um padrão surpreendentemente ordenado.</p><div class="texto-destacado">A Oscilação Quase-Bienal (QBO) domina a variabilidade da estratosfera equatorial (≈16–50 km de altitude) e é observada como regimes de ventos de leste e oeste que se propagam para baixo, num ciclo médio de 28 a 29 meses.</div><p>Esta é a <strong>Oscilação Quase-Bienal (QBO)</strong>, um dos ritmos atmosféricos mais regulares, que se repete aproximadamente<strong> a cada 28 meses, alternando entre uma fase leste (ventos vindos do leste) e uma fase oeste</strong>. Em ambas as fases, os ventos atingem velocidades entre 10 e 20 m/s.</p><p>Mas <strong>o interessante não é a mudança de direção, e sim como e por que esta mudança ocorre</strong>. Não se trata de uma viragem repentina nem instantânea. Ela tem origem nas camadas superiores da atmosfera e desce lentamente a uma taxa de cerca de 1 km por mês, como se a atmosfera estivesse a reorganizar-se em camadas. E o que a impulsiona não é o vento em si, mas as ondas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-mecanismo-oculto-del-clima-la-qbo-y-su-influencia-en-el-frio-y-la-atmosfera-1778133628502.png" data-image="bumt5g39ikyz"><figcaption>Na QBO, os ventos na estratosfera equatorial alternam entre fases de leste e oeste, modulando a circulação atmosférica global.</figcaption></figure><p>Existem <strong>ondas que se originam nos trópicos</strong>, em tempestades, em nuvens profundas, no calor ascendente. Elas sobem até se romperem, <strong>empurrando o fluxo numa direção ou outra</strong>. E embora isso ocorra sobre o equador (entre 5° de latitude norte e sul), os seus efeitos não param por aí.</p><h2>Mecanismo oculto do vento</h2><p>A verdadeira <strong>força motriz por trás da QBO não são os ventos em si, mas sim a interação de várias ondas atmosféricas</strong>.</p><p>Por um lado, existem ondas que empurram os ventos para leste (como as <strong>ondas de Kelvin</strong>). Por outro, existem ondas que favorecem um fluxo para oeste (como as <strong>ondas de Rossby-gravidade</strong>). Estas ondas são geradas na troposfera tropical (entre a superfície e aproximadamente 16 km de profundidade). E ambos os tipos estão presentes o tempo todo.</p><p>Mas a <strong>estratosfera </strong>não deixa tudo passar. Quando já há vento a soprar numa determinada direção (por exemplo, para oeste), ele bloqueia as ondas que viajam nessa mesma direção e permite a passagem apenas daquelas que viajam na direção oposta (para leste).</p><p>Estas ondas sobem e, ao atingirem a estratosfera, quebram, como ondas na praia. Ao quebrarem, libertam energia e transferem-na para o fluxo de ar, empurrando-o na sua direção. Com o tempo, formam <strong>uma camada oposta acima, que desce lentamente, revertendo o ciclo</strong>.</p><h2>A influência da QBO</h2><p>Poderíamos pensar que algo que acontece no equador ficaria aí restrito. Mas na atmosfera, não funciona assim. A QBO <strong>modifica a distribuição de energia e modula a circulação global, especialmente no inverno</strong>. Não, ela não causa o frio, mas altera o equilíbrio em termos de possibilidades.</p><p>Durante a<strong> fase leste</strong>, a estratosfera arrefece ainda mais e as ondas conseguem propagar-se para latitudes mais altas. Isto perturba o vórtice polar, aumentando a probabilidade do seu enfraquecimento e permitindo que <strong>massas de ar frio cheguem mais ao sul</strong>. Isso significa <strong>mais frentes frias e fenómenos invernais mais intensos, como ventos do norte</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-mecanismo-oculto-del-clima-la-qbo-y-su-influencia-en-el-frio-y-la-atmosfera-1778132968133.png" data-image="22mwu5gm1cn6"><figcaption>A QBO é observada como faixas que alternam entre ventos de leste (E) e de oeste (W) e descem lentamente na estratosfera equatorial até cerca de 16 km. Imagem: NASA.</figcaption></figure><p>Entretanto, na<strong> fase oeste</strong>, a QBO atua como uma barreira para estas ondas. O vórtice permanece mais estável e as <strong>entradas de ar frio em direção às baixas e médias latitudes são menos frequentes ou menos intensas</strong>.</p><div class="texto-destacado">Ao alterar a circulação atmosférica, a forma como o ozono e o vapor de água se distribuem nos trópicos também se modifica.<br></div><p>Mas a sua influência não termina aí. Dependendo da sua fase, ela <strong>pode modificar o cisalhamento do vento no Atlântico, uma variável fundamental para o desenvolvimento de ciclones</strong>. Em certos anos, isto pode tanto favorecer quanto inibir (quando há alto cisalhamento) a intensificação de furacões. Estes não são efeitos isolados. A QBO atua como um modulador silencioso.</p><h2>A QBO está a mudar?</h2><p>Durante décadas, a QBO foi considerada um dos relógios atmosféricos mais confiáveis. Um ciclo quase regular e previsível. Até recentemente. <strong>Nos últimos anos, foram observadas perturbações incomuns no seu comportamento</strong>. A mais significativa ocorreu em 2016 e, em menor grau, em 2020.</p><p>E o contexto importa. O aumento dos gases com efeito de estufa não só aquece a superfície, como também arrefece a estratosfera. Assim, a forma como as ondas são geradas e se propagam a partir da troposfera também se altera. E a QBO depende precisamente disso. Se as ondas mudam, o sistema muda.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-desaceleracao-da-circulacao-oceanica-nos-tempos-antigos-aponta-para-riscos-climaticos-futuros.html" title="A desaceleração da circulação oceânica nos tempos antigos aponta para riscos climáticos futuros">A desaceleração da circulação oceânica nos tempos antigos aponta para riscos climáticos futuros</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-desaceleracao-da-circulacao-oceanica-nos-tempos-antigos-aponta-para-riscos-climaticos-futuros.html" title="A desaceleração da circulação oceânica nos tempos antigos aponta para riscos climáticos futuros"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-desaceleracao-da-circulacao-oceanica-nos-tempos-antigos-aponta-para-riscos-climaticos-futuros-1719173619284_320.jpg" alt="A desaceleração da circulação oceânica nos tempos antigos aponta para riscos climáticos futuros"></a></article></aside><p>Estudos recentes sugerem que <strong>este padrão pode tornar-se mais irregular, menos estável ou até mesmo enfraquecer</strong>. Ainda não há uma resposta definitiva. Mas há um sinal claro. Um sistema que funcionou como um relógio por décadas está a começar a perder a sua precisão.</p><p>A QBO não é visível num mapa meteorológico nem mencionada na previsão diária. Mas ela está lá. Porque o frio que às vezes sentimos não se origina atrás de uma frente fria, mas sim numa mudança invisível nos ventos, a cerca de 30 km acima do equador.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Baldwin, M.P., Gray. L.J., Dunkerton, T.J. y colaboradores. (2001). <a href="https://agupubs.onlinelibrary.wiley.com/doi/epdf/10.1029/1999RG000073" target="_blank">The Quasi-Biennial Oscillation</a>. Reviews of Geophysics 39.</em></p><p><em>Luo, F., Xie, F. Zhou, T. y colaboradores. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41467-026-68922-2" target="_blank">The disappearing quasi-biennial oscillatin under sustained global warming</a>. Nature Communications 17. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-mecanismo-oculto-do-clima-a-qbo-e-sua-influencia-no-frio-e-na-atmosfera.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[ViniPortugal premeia os melhores vinhos do ano. Foram entregues 351 prémios e a região mais premiada foi o Douro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/viniportugal-premeia-os-melhores-vinhos-do-ano-foram-entregues-351-premios-e-a-regiao-mais-premiada-foi-o-douro.html</link><pubDate>Tue, 12 May 2026 17:27:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A entrega de prémios no âmbito da 13.ª edição do concurso Vinhos de Portugal, promovido pela ViniPortugal, teve lugar na última sexta-feira, 8 de maio, no histórico edifício Palácio Duques de Cadaval, em Évora. A região do Douro arrecadou 98 medalhas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/viniportugal-premeia-os-melhores-vinhos-do-ano-foram-entregues-351-premios-e-a-regiao-mais-premiada-foi-o-douro-1778601301130.jpg" data-image="oyo14li61p53" alt="Vinhos" title="Vinhos"><figcaption>A entrega de prémios no âmbito da 13.ª edição do concurso Vinhos de Portugal teve lugar na última sexta-feira, 8 de maio, no histórico edifício Palácio Duques de Cadaval, em Évora.</figcaption></figure><p>O histórico edifício do <strong>Palácio Duques de Cadaval, em Évora</strong>, acolheu na última sexta-feira, 8 de maio, um jantar de gala durante o qual foram entregues os <strong>prémios aos vencedores dos melhores vinhos do ano</strong>, que se destacaram entre 1.170 referências a concurso.</p><h2>Melhor vinho do ano: Chryseia de 2023</h2><p>Durante o evento, promovido anualmente pela <strong>ViniPortugal, associação que gere a marca coletiva Wines of Portugal, procedeu-se à entrega de 351 prémios</strong>: 30 de Grande Ouro, 87 de Ouro e 234 de Prata. O <strong>melhor vinho do ano foi o Chryseia de 2023</strong>, produzido na região do Douro pela Prats & Symington.</p><p>Para a ViniPortugal, que é liderada por Frederico Falcão, <strong>a entrega destes prémios é “um reconhecimento que sublinha a elevada qualidade</strong> e diversidade dos vinhos nacionais, bem como o crescente prestígio do sector vitivinícola português”.</p><div class="texto-destacado">Ao longo dos <strong>três dias de provas técnicas</strong> (4, 5 e 6 de maio), <strong>141 especialistas, dos quais 24 internacionais, incluindo enólogos, <em>sommeliers</em>, jornalistas</strong> e <em>wine educators</em>, avaliaram criteriosamente os vinhos em competição. As amostras distinguidas com medalha de ouro passaram por uma nova avaliação que ficou a cargo do Grande Júri, composto por Bento Amaral, Dirceu Júnior MW, Luís Lopes, Paulo Nunes, John Sumners e Victoria Mackenzie MW, que selecionou os melhores do ano e as medalhas de Grande Ouro.</div><p>De acordo com a <strong>ViniPortugal</strong>, que é uma associação sem fins lucrativos fundada em 1996, nesta edição a <strong>região mais premiada foi o Douro</strong>, com um total de 98 medalhas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/viniportugal-premeia-os-melhores-vinhos-do-ano-foram-entregues-351-premios-e-a-regiao-mais-premiada-foi-o-douro-1778601957093.jpg" data-image="w96rs0i23m4t" alt="Vinhos" title="Vinhos"><figcaption>concurso Vinhos de Portugal 2026. Esta é já a 13ª edição do concurso Vinhos de Portugal, que é considerado um evento de referência no setor do vinho.</figcaption></figure><p>Como já referido, o melhor vinho do ano foi o <strong>Chryseia de 2023; o melhor do Ano Licoroso foi o Henriques & Henriques Boal 30 anos</strong>; o melhor do Ano Varietal Tinto foi o Quinta do Noval, Touriga Nacional de 2021; o melhor do Ano Varietal Branco foi o Encontro 1, Arinto, de 2017; o melhor do Ano Vinho Tinto (Blend) foi o Chryseia de 2023; o melhor do Ano Vinho Branco (Blend) foi o Quinta das Bágeiras Fogueira de 2023; o <strong>melhor do Ano Espumante foi o Andreza Espumante Brut Nature</strong>, de 2020.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Frederico Falcão, presidente da ViniPortugal, citado em comunicado, não hesita em dizer que este “concurso tem um papel muito relevante na forma como os vinhos portugueses são percebidos lá fora”. É que, “ao reunir jurados internacionais com diferentes perfis, desde <em>sommeliers</em> a jornalistas e líderes de opinião, estamos a criar uma rede de embaixadores que conhecem de perto a qualidade, a diversidade e a autenticidade do que se produz em Portugal”, sublinha o responsável da ViniPortugal.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para Frederico Falcão, esse <strong>contacto direto é mesmo “decisivo para aumentar a confiança e a presença dos nossos vinhos</strong> nos mercados externos”.</p><h2>Concurso como plataforma estratégica </h2><p>De salientar que os vinhos distinguidos com medalhas de Grande Ouro e Ouro garantem agora a<strong> presença em eventos internacionai</strong>s organizados pela ViniPortugal, ao longo do ano, o que também “reforça o <strong>papel do concurso como plataforma estratégica</strong> de promoção internacional”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="746594" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/douro-nao-e-so-vinho-prepare-se-para-conhecer-a-nova-rota-turistica-do-azeite-em.html" title="Douro não é só vinho: prepare-se para conhecer a nova rota turística do azeite em 2026">Douro não é só vinho: prepare-se para conhecer a nova rota turística do azeite em 2026</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/douro-nao-e-so-vinho-prepare-se-para-conhecer-a-nova-rota-turistica-do-azeite-em.html" title="Douro não é só vinho: prepare-se para conhecer a nova rota turística do azeite em 2026"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/douro-nao-e-so-vinho-prepare-se-para-conhecer-a-nova-rota-turistica-do-azeite-em-1767105414111_320.jpg" alt="Douro não é só vinho: prepare-se para conhecer a nova rota turística do azeite em 2026"></a></article></aside><p>Esta é já a <strong>13ª edição do concurso Vinhos de Portugal</strong>. Um evento de referência no setor do vinho e, em paralelo, “um <strong>ponto de encontro entre produtores, especialistas, </strong><em><strong>sommeliers</strong> </em>e influenciadores nacionais e internacionais”, os quais, durante aqueles dias, partilham experiências entre si.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/viniportugal-premeia-os-melhores-vinhos-do-ano-foram-entregues-351-premios-e-a-regiao-mais-premiada-foi-o-douro-1778601665393.jpg" data-image="4gtl4ip9wqyw" alt="Vinhos" title="Vinhos"><figcaption>Os vinhos distinguidos com medalhas de Grande Ouro e Ouro garantem agora a presença em eventos internacionais organizados pela ViniPortugal.</figcaption></figure><p> A ViniPortugal anunciou no final do ano passado um <strong>investimento de 8,07 milhões de euros em 2026 para promover os vinhos portugueses,</strong> com vista a aumentar o preço médio de venda e a atingir a meta de 1,2 mil milhões de euros em exportações até 2030. </p><p>O seu presidente, Frederico Falcão, assume que o setor enfrenta "um cenário global desfavorável, marcado por <strong>excesso de produção e queda no consumo", o que faz pressionar os preços e dificulta a valorização</strong> junto dos mercados.</p><p>Contudo, a partir de 2027, o cenário pode melhorar, impulsionado pelos <strong>ajustes de oferta em grandes países produtores e com o Brasil como mercado prioritário</strong>, com um investimento de 1.450.000 euros ao longo deste ano de 2026.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/viniportugal-premeia-os-melhores-vinhos-do-ano-foram-entregues-351-premios-e-a-regiao-mais-premiada-foi-o-douro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Esta sexta-feira, uma massa de ar vinda do Mar da Gronelândia vai chegar a Portugal: são esperados mais 5 dias sem calor]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/esta-sexta-feira-uma-massa-de-ar-vinda-do-mar-da-gronelandia-vai-chegar-a-portugal-sao-esperados-mais-5-dias-sem-calor.html</link><pubDate>Tue, 12 May 2026 16:16:32 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas mínimas vão diminuir nos próximos dias, especialmente a partir de sexta-feira, devido à chegada de uma massa de ar vinda do Mar da Gronelândia. </p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/santos-do-gelo-na-madrugada-de-sabado-duas-capitais-distritais-poderao-registar-temperaturas-inferiores-a-5-c.html" target="_blank">Santos do Gelo: na madrugada de sábado, duas capitais distritais poderão registar temperaturas inferiores a 5 ºC</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa9i3zw"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa9i3zw.jpg" id="xa9i3zw"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como tem sido avançado pela Meteored Portugal nos últimos dias, espera-se uma <strong>descida dos valores da temperatura mínima</strong>, devido à influência de uma massa de ar polar proveniente do Mar da Gronelândia. Esta massa de ar poderá ser<strong> canalizada e impulsionada para a nossa geografia</strong> pela circulação associada a uma depressão centrada sobre a Escandinávia.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>É expectável que <strong>o pico desta descida seja sentido na madrugada de sábado</strong>, com os valores negativos a regressarem à Serra da Estrela, esperando-se mínimas na ordem dos -1 ºC. <strong>As cidades da Guarda e Bragança poderão registar valores de 4 ºC de mínima</strong>, fazendo destas as cidades mais frias do país.</p><h2>Ar polar contribui para uma descida dos termómetros, mas com maior incidência no interior do país</h2><p>Como é habitual, a faixa interior de Portugal Continental, por ter uma maior influência continental e não tão marítima como o litoral, tende a registar amplitudes térmicas superiores, especialmente numa altura do ano em que as máximas sobem ligeiramente e as mínimas descem.</p><p>Desta forma, e como a influência desta massa de ar polar advém de nordeste, acabará por se traduzir numa<strong> descida mais acentuada nesta parte do país, com maior expressão no interior Norte e Centro</strong>. Ainda assim, importa frisar que esta influência não será tão vincada como noutros países da Europa, pois o expectável é que esta massa de ar chegue até nós já mais temperada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-sexta-feira-uma-massa-de-ar-vinda-do-mar-da-gronelandia-vai-chegar-a-portugal-sao-esperados-mais-5-dias-sem-calor-1778595157586.png" data-image="0rbusmqf8ki2" alt="temperatura a 700 hpa" title="temperatura a 700 hpa"><figcaption>A partir de sexta-feira, as temperaturas mínimas vão descer, devido à chegada de uma massa de ar vinda do Mar da Gronelândia, afetando especialmente o interior Norte e Centro.</figcaption></figure><p>Assim, esperam-se <strong>temperaturas mínimas mais baixas ao longo de toda a faixa interior</strong>, podendo estender-se ao Sul do país, especialmente na madrugada de domingo, onde se devem esperar valores mínimos entre os 8 ºC e os 10 ºC.</p><p>Esta descida dos valores deverá persistir até segunda-feira, ainda que neste dia já se possam registar algumas subidas, principalmente no interior sul do país. Contudo,<strong> será a partir de terça-feira que os termómetros voltam a aumentar de forma mais notória</strong>, sendo esperados valores na ordem dos 8 ºC/ 10 ºC apenas nas cotas mais elevadas do Norte e Centro<strong>.</strong></p><h2>Temperaturas máximas podem disparar entre os dias 20 e 21 de maio<br></h2><p>Depois desta descida do termómetros, eis que os dias mais quentes podem estar de regresso. A mais recente atualização dos nossos modelos, baseados no ECMWF, mostra-nos uma <strong>subida acentuada dos valores de temperatura máxima no dia 20 de maio</strong>, na Região Sul do país, com os termómetros a poderem registar entre 30 a 32 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768489" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/crista-atlantica-perde-forca-a-15-de-maio-marta-godinho-avisa-para-a-mudanca-de-tempo-que-chega-depois.html" title="Crista atlântica perde força a 15 de maio: Marta Godinho avisa para a mudança de tempo que chega depois">Crista atlântica perde força a 15 de maio: Marta Godinho avisa para a mudança de tempo que chega depois</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/crista-atlantica-perde-forca-a-15-de-maio-marta-godinho-avisa-para-a-mudanca-de-tempo-que-chega-depois.html" title="Crista atlântica perde força a 15 de maio: Marta Godinho avisa para a mudança de tempo que chega depois"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/crista-atlantica-perde-forca-a-15-de-maio-marta-godinho-avisa-para-a-mudanca-de-tempo-que-chega-depois-1778588365736_320.png" alt="Crista atlântica perde força a 15 de maio: Marta Godinho avisa para a mudança de tempo que chega depois"></a></article></aside><p>No dia seguinte, 21 de maio, é esperado que <strong>esta subida se estenda a praticamente todo o continente, com exceção do Nordeste Transmontano</strong>. Para a faixa litoral Norte, esperam-se valores até 30 ºC; enquanto no litoral Centro os termómetros possam chegar aos 32 ºC, e no Sul, entre o Ribatejo e Setúbal, poderão registar-se até 34 ºC. No entanto, tendo em conta a distância temporal desta previsão, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/esta-sexta-feira-uma-massa-de-ar-vinda-do-mar-da-gronelandia-vai-chegar-a-portugal-sao-esperados-mais-5-dias-sem-calor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Numa cidade dos Estados Unidos, o sol acabou de nascer e só se porá daqui a 82 dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/numa-cidade-dos-estados-unidos-o-sol-acabou-de-nascer-e-so-se-pora-daqui-a-82-dias.html</link><pubDate>Tue, 12 May 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O sol da meia-noite faz com que, no norte do Alasca, haja 84 dias consecutivos sem anoitecer, com uma luz permanente que altera os horários, o descanso e a vida quotidiana em pleno verão ártico.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sol-de-medianoche-en-alaska-84-dias-sin-noche-transforman-la-vida-diaria-en-el-extremo-norte-de-estados-unidos-1778582480356.jpeg" data-image="x1z50w433wc0" alt="Sol de medianoche en Alaska" title="Sol de medianoche en Alaska"><figcaption>Em Utqiaġvik, o sol da meia-noite proporciona 84 dias sem anoitecer, com luz contínua durante o verão ártico. Este fenómeno natural altera o sono, as rotinas e as temperaturas na cidade mais setentrional dos Estados Unidos.</figcaption></figure><p>Em <strong>Utqiaġvik</strong>, uma localidade situada no extremo norte do estado do Alasca, o ciclo normal do dia acaba de ser interrompido. A cidade, considerada a mais setentrional do país, iniciou um período de<strong> 84 dias consecutivos em que o Sol não desaparecerá do horizonte, 82 se contarmos a partir deste dia 12 de maio</strong>.</p><div class="texto-destacado">O "sol da meia-noite" começa no mês de maio e pode durar desde alguns dias até 6 meses. Quanto mais perto do Polo Norte, mais prolongado é o fenómeno. O fenómeno oposto, a escuridão total, denomina-se «noite polar» e ocorre em dezembro no hemisfério norte.</div><p>O fenómeno teve início após o último pôr-do-sol convencional, registado no passado domingo, 10 de maio. A partir desse momento, a população entrou numa fase dominada pela luz constante até ao dia 2 de agosto. Trata-se de um fenómeno natural conhecido como o <strong>"sol da meia-noite" (midnight sun)</strong>.</p><h2>Sol da meia-noite: como se forma e onde pode ser visto</h2><p>O sol da meia-noite deve-se à inclinação do eixo terrestre. Durante o verão no hemisfério norte, o polo norte está virado para o Sol, <strong>o que faz com que a sua trajetória nunca se oculte</strong> nas áreas situadas dentro do Círculo Polar Ártico.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">️ Today in Utqiagvik (the northernmost city in the United States), the sun rose above the horizon at 2:57 AM and wont set again for 84 straight days or until August 2nd! Here's a look at a timelapse showing the sunset and sunrise this morning. <a href="https://twitter.com/hashtag/akwx?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#akwx</a> <a href="https://t.co/kXbwuwqVnm">pic.twitter.com/kXbwuwqVnm</a></p>— NWS Fairbanks (@NWSFairbanks) <a href="https://twitter.com/NWSFairbanks/status/2053568532126879951?ref_src=twsrc%5Etfw">May 10, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>Em latitudes superiores a 66,3 graus norte</strong>, este fenómeno traduz-se em dias inteiros de luz. Em Utqiaġvik, esta situação prolonga-se por quase três meses consecutivos, um período pouco comum mesmo noutros territórios árticos igualmente habitados. De facto, outras cidades do Alasca também registam dias consecutivos de luz. É o caso de Fairbanks, que terá cerca de 70 dias com luz permanente.</p><p>O chamado sol da meia-noite também se manifesta noutras zonas próximas do Ártico, <strong>sobretudo no norte da Noruega, Suécia, Finlândia ou Gronelândia</strong>. No entanto, poucas localidades habitadas desfrutam de tantos dias ininterruptos de luz como em Utqiaġvik.</p><h2>Como é a vida durante o sol da meia-noite</h2><p>A luz constante <strong>altera diretamente os hábitos dos residentes</strong>. O descanso torna-se um dos principais desafios, uma vez que o organismo humano depende do contraste entre o dia e a noite para regular o sono.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sol-de-medianoche-en-alaska-84-dias-sin-noche-transforman-la-vida-diaria-en-el-extremo-norte-de-estados-unidos-1778582555820.jpeg" data-image="257q3hkghp61" alt="Reno bajo el sol de medianoche en Alaska" title="Reno bajo el sol de medianoche en Alaska"><figcaption>Durante o sol da meia-noite em Utqiaġvik, os animais adaptam os seus ritmos biológicos aos 84 dias de luz contínua. A fauna ártica altera os seus hábitos de sono, alimentação e atividade face à ausência total de escuridão.</figcaption></figure><p>Para contrariar este efeito, muitas habitações instalam cortinas opacas que bloqueiam a entrada de luz. Esta medida permite manter horários mais estáveis, apesar da luz constante no exterior. Além disso, <strong>as atividades diárias são distribuídas sem depender da hora solar</strong>. O trabalho, o lazer e as tarefas quotidianas podem ser realizados a qualquer momento, o que altera a organização social durante este período.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767846" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/zona-sismica-no-alasca-intriga-geologos-insuficiencia-de-fluidos-para-explicar-o-deslizamento-da-falha-de-shumagin.html" title="Zona sísmica no Alasca intriga geólogos: insuficiência de fluidos para explicar o deslizamento da Falha de Shumagin">Zona sísmica no Alasca intriga geólogos: insuficiência de fluidos para explicar o deslizamento da Falha de Shumagin</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/zona-sismica-no-alasca-intriga-geologos-insuficiencia-de-fluidos-para-explicar-o-deslizamento-da-falha-de-shumagin.html" title="Zona sísmica no Alasca intriga geólogos: insuficiência de fluidos para explicar o deslizamento da Falha de Shumagin"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/zona-sismica-no-alasca-intriga-geologos-nao-ha-vestigios-de-fluidos-que-devam-lubrificar-grandes-sismos-1778240173193_320.jpg" alt="Zona sísmica no Alasca intriga geólogos: insuficiência de fluidos para explicar o deslizamento da Falha de Shumagin"></a></article></aside><p>A vida dos animais também sofre várias alterações. Na verdade, <strong>a fauna autóctone modifica os seus ciclos comportamentais</strong> para se adaptar à presença constante da radiação solar.</p><h3>Temperaturas extremas no inverno... e no verão!</h3><p>Apesar da presença constante do Sol, o calor não é tão intenso como se poderia pensar. No mês de julho, considerado o mais ameno do ano em Utqiaġvik, <strong>as temperaturas máximas habituais situam-se entre os 5 ºC e os 6 ºC</strong>.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/nUgJLyKaIp8/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=nUgJLyKaIp8" id="nUgJLyKaIp8"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>O contraste surge nos meses de inverno, quando o fenómeno se inverte. Esta cidade do Alasca passa cerca de <strong>64 dias sem ver o sol nascer, no que é conhecido como "a noite polar"</strong>, com temperaturas que podem descer abaixo dos -30 °C.</p><p>Com uma população aproximada de 4.400 habitantes, não há dúvida de que este enclave no norte dos Estados Unidos é <strong>um dos ambientes habitados mais exigentes do planeta</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/numa-cidade-dos-estados-unidos-o-sol-acabou-de-nascer-e-so-se-pora-daqui-a-82-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Região de Leiria cria rede própria de emergência para evitar falhas como as ocorridas na tempestade Kristin]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/regiao-de-leiria-cria-rede-propria-de-emergencia-para-evitar-falhas-como-as-ocorridas-na-tempestade-kristin.html</link><pubDate>Tue, 12 May 2026 15:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Leiria está a instalar um sistema autónomo de comunicações para garantir resposta operacional em situações críticas, mesmo quando as redes móveis e a Internet deixam de funcionar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/regiao-de-leiria-cria-rede-propria-de-emergencia-para-evitar-falhas-como-as-de-1778591931235.jpg" data-image="dwqdgc71qzl4" alt="Vista panorâmica da cidade de Leiria" title="Vista panorâmica da cidade de Leiria"><figcaption>Os municípios da região de Leiria vão criar um sistema de comunicação de emergência alternativo. Foto: Município de Leiria</figcaption></figure><p>A Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria está a implementar um <strong>sistema alternativo de comunicações de emergência</strong> para evitar que episódios como o apagão de 2025 ou a depressão Kristin voltem a comprometer a coordenação operacional entre as entidades regionais. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A iniciativa pretende garantir que, mesmo quando as redes móveis e a Internet falham, os serviços essenciais mantêm contacto permanente.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O objetivo é assegurar <strong>comunicações fiáveis</strong> entre municípios, centros operacionais e equipas no terreno. Para isso, está a ser criada uma <strong>infraestrutura autónoma</strong> que combina <strong>tecnologia de satélite com voz sobre IP</strong>, permitindo chamadas diretas e seguras através de telefones fixos e móveis. O sistema será utilizado pelos dez municípios da CIM, incluindo Leiria, Marinha Grande, Pombal, Batalha e Pedrógão Grande.</p><p>No centro da operação está um <strong>servidor</strong> instalado no <strong>Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Leiria</strong>. É ali que serão geridos as chamadas, os utilizadores e a monitorização da rede, garantindo que todos os pontos do território permaneçam ligados durante uma emergência.</p><h2>Rede hierarquizada com redundância e equipamentos móveis</h2><p>A solução foi projetada para funcionar mesmo em <strong>cenários de falha total</strong> das infraestruturas convencionais. O sistema está organizado em vários níveis. Um centro principal assegura o controlo global da rede. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Um segundo centro, instalado num veículo de comando e comunicações, reforça a capacidade operacional em situações de maior exigência. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Cada município terá ainda ligações redundantes</strong> via satélite e kits móveis, preparados para atuar no terreno, sem depender de estruturas pré-existentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/regiao-de-leiria-cria-rede-propria-de-emergencia-para-evitar-falhas-como-as-de-1778592059118.jpg" data-image="venq906e0js6" alt="árvores derrubadas em Coimbra durante a tempestade Kristin" title="árvores derrubadas em Coimbra durante a tempestade Kristin"><figcaption>A tempestade Kristin expôs as fragilidades do sistema nacional de comunicações de emergência. Foto: Município de Coimbra</figcaption></figure><p>A grande vantagem desta rede é a independência em relação às operadoras tradicionais. As <strong>comunicações via satélite</strong> permitem manter o contacto mesmo quando as antenas móveis deixam de funcionar. Além disso, os equipamentos distribuídos reduzem o risco de falhas críticas e incluem soluções de ativação rápida, algumas com alimentação autónoma, garantindo funcionamento mesmo sem energia elétrica.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Com esta infraestrutura, as entidades como a proteção civil, os municípios e os centros operacionais passam a estar ligados de forma contínua. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A expectativa é que a resposta a incêndios, cheias ou acidentes graves se torne mais coordenada e eficaz, <strong>reduzindo tempos de atuação</strong> e melhorando a circulação de informação. O investimento inicial é superior a 70 mil euros, financiado através do Programa Centro 2030, e a instalação deverá estar concluída no final de maio.</p><h2>Lições da depressão Kristin e das limitações do SIRESP</h2><p>A decisão de avançar com este sistema resulta das falhas registadas durante a tempestade Kristin, em janeiro. A depressão provocou cortes de energia que deixaram<strong> cerca de 40% das antenas móveis da região inoperacionais</strong>. A falta de eletricidade afetou ainda o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal, a rede de comunicações do Estado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/regiao-de-leiria-cria-rede-propria-de-emergencia-para-evitar-falhas-como-as-de-1778592409249.jpg" data-image="r8mtoy14c5k9" alt="efeitos da tempestade Kristin na Marinha Grande" title="efeitos da tempestade Kristin na Marinha Grande"><figcaption>A resposta de emergência ficou bastante afetada pela tempestade Kristin. Foto: Município da Marinha Grande</figcaption></figure><p>Após o episódio, o comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, reconheceu i<strong>nterrupções pontuais </strong>no funcionamento do <strong>SIRESP</strong>. O secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, admitiu que a rede pode não ter funcionado temporariamente em alguns locais. Ambos sublinharam, no entanto, que em várias zonas o sistema foi a única forma de contacto entre as equipas de emergência.</p><div class="texto-destacado">O SIRESP possui cerca de 550 antenas que comunicam entre si. Quando os cabos falham, entra em ação a redundância por satélite. Mas o sistema depende fortemente da rede elétrica. Sem energia, as antenas recorrem a baterias ou geradores, cuja autonomia é limitada. Em caso de falha prolongada, as comunicações ficam comprometidas.</div><p>A CIM da Região de Leiria pretende reduzir essa vulnerabilidade. O novo sistema garante Internet no terreno, permitindo que equipas de reconhecimento enviem <strong>imagens</strong>, <strong>som</strong> e <strong>dados</strong> diretamente para o centro de comando. Também assegura <strong>comunicações nos veículos</strong> equipados com esta tecnologia, reforçando a capacidade de resposta em cenários de grande pressão operacional.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em><a href="https://cimregiaodeleiria.pt/%f0%9d%97%94-%f0%9d%97%a5%f0%9d%97%b2%f0%9d%97%b4%f0%9d%97%b6ao-%f0%9d%97%b1%f0%9d%97%b2-%f0%9d%97%9f%f0%9d%97%b2%f0%9d%97%b6%f0%9d%97%bf%f0%9d%97%b6%f0%9d%97%ae-%f0%9d%97%b2%f0%9d%98%80%f0%9d%98%81a/" target="_blank">A Região de Leiria está a dar um passo decisivo na segurança e proteção das suas populações</a> – Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIM)</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/regiao-de-leiria-cria-rede-propria-de-emergencia-para-evitar-falhas-como-as-ocorridas-na-tempestade-kristin.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Santos do Gelo: na madrugada de sábado, duas capitais distritais poderão registar temperaturas inferiores a 5 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/santos-do-gelo-na-madrugada-de-sabado-duas-capitais-distritais-poderao-registar-temperaturas-inferiores-a-5-c.html</link><pubDate>Tue, 12 May 2026 13:57:15 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O frio voltará a instalar-se em várias regiões de Portugal esta semana devido à chegada de uma nova massa de ar polar. Prevê-se queda acentuada das temperaturas mínimas, cujo pico está previsto entre sexta-feira e sábado.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa9i14g"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa9i14g.jpg" id="xa9i14g"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os<strong> Santos do Gelo </strong>são referência à devoção a São Mamerto (11 de maio), São Pancrácio (12 de maio) e São Servácio (13 de maio), São Bonifácio (14 de maio) e Santa Sofia (15 de maio). Segundo a tradição ancestral europeia, este breve período traz consigo uma última vaga ou <strong>episódio de frio tardio na primavera</strong>, capaz de arruinar as colheitas em fase mais adiantada, razão pela qual estas datas eram temidas pelos agricultores. É por isso que estes santos persistem na memória coletiva em associação ao frio e ao gelo.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Como referido nas últimas previsões da Meteored Portugal, uma <strong>depressão fria</strong> situada a oeste de Portugal continental será novamente reintegrada na circulação principal, gerando <strong>a última vaga de chuva e trovoadas</strong> e, em simultâneo, impulsionando uma massa de ar polar até à nossa geografia continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/santos-do-gelo-na-madrugada-de-sabado-duas-capitais-distritais-poderao-registar-temperaturas-inferiores-a-5-c-1778593072294.png" data-image="zol92iqkg5x7"><figcaption>Mesmo durante o período diurno, as temperaturas do ar medidas à superfície continuarão a evidenciar valores inferiores à média climatológica de referência, expressos neste mapa através de anomalias térmicas negativas (tons azuis). </figcaption></figure><p><strong>Hoje e amanhã, dias 12 e 13 de maio, este ar frio fará com que o tempo esteja mais fresco do que o habitual para esta época do ano</strong> em praticamente todo o país, com maior expressividade nas regiões do Interior, estando previstas anomalias térmicas negativas de <strong>-1 a -4 ºC</strong> (temperaturas entre 1 e 4 ºC abaixo da média climatológica de referência, podendo nalguns locais atingir -6 ºC).</p><h2>Entre sexta e sábado o ar polar marítimo atingirá de ‘raspão’ estas regiões de Portugal</h2><p>Alguns dos nossos especialistas na Meteored Portugal têm vindo a explicar detalhadamente a configuração sinóptica prevista para a presente semana no nosso país. O padrão de Crista Atlântica (AR) irá persistir e, a<strong> partir de quinta-feira, 14 de maio, graças também ao cavamento de uma grande depressão na região da Escandinávia, um fluxo de ar polar marítimo será canalizado para o nosso território</strong>, fazendo com que as temperaturas, em particular as mínimas, voltem a descer abruptamente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768489" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/crista-atlantica-perde-forca-a-15-de-maio-marta-godinho-avisa-para-a-mudanca-de-tempo-que-chega-depois.html" title="Crista atlântica perde força a 15 de maio: Marta Godinho avisa para a mudança de tempo que chega depois">Crista atlântica perde força a 15 de maio: Marta Godinho avisa para a mudança de tempo que chega depois</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/crista-atlantica-perde-forca-a-15-de-maio-marta-godinho-avisa-para-a-mudanca-de-tempo-que-chega-depois.html" title="Crista atlântica perde força a 15 de maio: Marta Godinho avisa para a mudança de tempo que chega depois"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/crista-atlantica-perde-forca-a-15-de-maio-marta-godinho-avisa-para-a-mudanca-de-tempo-que-chega-depois-1778588365736_320.png" alt="Crista atlântica perde força a 15 de maio: Marta Godinho avisa para a mudança de tempo que chega depois"></a></article></aside><p>Devido à latitude de Portugal continental (ponta mais ocidental da Europa continental) e ao trajeto nordeste-sudoeste que o ar frio irá percorrer, desde a sua origem (Mar da Gronelândia - Escandinávia) até à Península Ibérica, <strong>a massa de ar polar marítimo chegará ao nosso país visivelmente enfraquecida e muito mais temperada</strong>. Ao contrário de Espanha, que terá uma área geográfica exposta muito mais abrangente ao fluxo de norte, o ar frio passará <strong>apenas de ‘raspão’ no interior Norte e Centro do nosso país</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/santos-do-gelo-na-madrugada-de-sabado-duas-capitais-distritais-poderao-registar-temperaturas-inferiores-a-5-c-1778593252027.png" data-image="vp0a0vsrzk9j"><figcaption>Para a madrugada de sábado (16) preveem-se anomalias de temperatura de -3 a -6 ºC. Nalguns locais poderão ser ainda mais acentuadas (até -8 ºC).</figcaption></figure><p>O<strong> vento Norte</strong> não só será dominante em todo o país, como terá tendência a intensificar-se em todo o país <strong>entre quinta-feira (14) e sábado (16)</strong>, provocando um <strong>agravamento do desconforto térmico</strong>.</p><p>Além do ar polar e do vento Norte, para isto também contribuirá a subsidência do ar associada às altas pressões a oeste do nosso país, favorável a um <strong>acentuado arrefecimento noturno</strong>, cujo pico será atingido na <strong>noite de sexta (15) para sábado (16)</strong>.</p><h2>Eis as capitais distritais mais frias, com previsão de mínimas inferiores a 5 ºC</h2><p>Fatores geográficos e climáticos como a <strong>altitude</strong> (figuram entre as cidades mais elevadas de Portugal continental), a <strong>orografia</strong> (inseridas em relevo montanhoso), o efeito de <strong>continentalidade</strong> (situadas no interior), a maior exposição ao fluxo de <strong>ar polar marítimo vindo de norte</strong> e ainda a própria <strong>estabilidade conferida pela região anticiclónica</strong> que entretanto se fortalecerá a oeste de Portugal continental na reta final da semana farão com que <strong>a madrugada de sábado, 16 de maio</strong>, seja um dos períodos mais frios nas cidades de <strong>Bragança</strong> e <strong>Guarda</strong>.</p><table><thead><tr><th>Cidade e capital de distrito</th><th>Sexta-feira, 15 de maio - previsão de Temperatura Máxima e Mínima (ºC)</th><th>Sábado, 16 de maio - previsão de Temperatura Máxima e Mínima (ºC)</th></tr></thead><tbody><tr><td>Bragança</td><td>17 | 6</td><td>18 | 3</td></tr><tr><td>Guarda</td><td>13 | 5</td><td>14 | 2</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Fonte: Mapas da Meteored</td></tr></tbody></table><p>De acordo com os mapas de referência da Meteored, <strong>estas serão as duas capitais distritais do nosso país mais expostas ao arrefecimento do estado do tempo</strong>.</p><p>Apesar de uma expectável subida gradual das temperaturas máximas, algo ao qual o fortalecimento das altas pressões também estará associado, verifica-se uma descida das temperaturas mínimas para valores invulgarmente baixos para a época do ano e substancialmente inferiores à média climatológica de referência. Isto traduzir-se-á ainda numa <strong>grande amplitude térmica diária</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/santos-do-gelo-na-madrugada-de-sabado-duas-capitais-distritais-poderao-registar-temperaturas-inferiores-a-5-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Crista atlântica perde força a 15 de maio: Marta Godinho avisa para a mudança de tempo que chega depois]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/crista-atlantica-perde-forca-a-15-de-maio-marta-godinho-avisa-para-a-mudanca-de-tempo-que-chega-depois.html</link><pubDate>Tue, 12 May 2026 13:13:23 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal deverá entrar numa fase mais estável a partir de quinta-feira (14), após vários dias marcados por chuva, vento e trovoadas associados à depressão fria que afetou o país sob influência do regime Atlantic Ridge.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa9htao"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa9htao.jpg" id="xa9htao"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O regime atmosférico dominante continua, para já, a ser o da <strong>crista atlântica (Atlantic Ridge, ATR)</strong>, que o ECMWF prolonga até 15 de maio. Este padrão foi decisivo nos últimos dias para a aproximação de uma depressão fria ao largo da costa ocidental portuguesa, responsável por chuva intensa, vento, agitação marítima, trovoadas e temperaturas abaixo do normal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/crista-atlantica-perde-forca-a-15-de-maio-marta-godinho-avisa-para-a-mudanca-de-tempo-que-chega-depois-1778588824100.jpg" data-image="fjjiwiew9r94" alt="Regimes atmosféricos" title="Regimes atmosféricos"><figcaption>O ECMWF prolonga até 15 de maio o regime de crista atlântica, padrão que favoreceu a recente depressão fria e vários dias de instabilidade em Portugal.</figcaption></figure><p> Entre 17 e 19 de maio, o ECMWF sugere uma<strong> curta fase de</strong> <strong>NAO+</strong>, tipicamente associada em Portugal a tempo mais seco e estável. Assim, após vários dias de instabilidade, o cenário mais provável aponta para uma segunda metade do período com mais sol, menos chuva e um ambiente meteorológico mais calmo.</p><h2> Até hoje à noite (12) a chuva ainda resiste no Norte e Centro </h2><p>Durante a tarde desta terça-feira, 12 de maio, a precipitaç��o ainda marcará o Norte e o Centro, com <strong>especial incidência em Coimbra, Leiria, Guarda e no Nordeste transmontano.</strong> Em alguns pontos, a chuva poderá ultrapassar os 7 mm por hora, com intensidade moderada a localmente forte.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ainda assim, a instabilidade deverá perder força ao longo da noite, e depois das 22h deixará de haver probabilidade relevante de precipitação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/crista-atlantica-perde-forca-a-15-de-maio-marta-godinho-avisa-para-a-mudanca-de-tempo-que-chega-depois-1778588656428.png" data-image="yvb7yb82ejpq" alt="Chuva" title="Chuva"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-980236">Na tarde de hoje (12 de maio), a chuva continua a afetar o Norte e o Centro, com núcleos localmente moderados a fortes em distritos como Coimbra, Leiria, Guarda e Bragança.</figcaption></figure><p>Na quarta-feira, 13 de maio, a manhã deverá começar com chuviscos ou precipitação fraca em grande parte do território, de forma irregular e sem um padrão muito definido. Durante a tarde, contudo, essa chuva tenderá a organizar-se melhor no Norte e no Centro, antes de voltar a enfraquecer e dissipar-se durante a noite.</p><p><strong>As temperaturas manter-se-ão abaixo da média climatológica</strong> para a época, prolongando a sensação de tempo fresco que tem marcado estes dias.</p><h2>Quinta e sexta, transição para um padrão mais seco</h2><p>A quinta-feira, 14 de maio, deverá ser o<strong> primeiro dia em algum tempo sem previsão relevante de chuva em Portugal continental.</strong> Esperam-se abertas de sol e um ambiente mais estável, embora sem calor.</p><p>Na sexta-feira, 15 de maio, poderão ainda surgir episódios muito fracos e localizados de precipitação no Norte e no Centro, durante a manhã e a tarde. No entanto, o mais importante será a reorganização atmosférica em curso. Nas últimas horas do dia, começa a notar-se de forma mais clara o reforço do anticiclone dos Açores, sinalizando o <strong>fim do domínio da crista atlântica e a transição para uma fase mais próxima de</strong> <strong>NAO+</strong>.</p><h2>Fim de semana mais estável, mas sem grande aquecimento</h2><p>No fim de semana de 16 e 17 de maio, Portugal continental deverá entrar numa fase mais estável, já sob influência mais evidente do anticiclone dos Açores. Esta mudança deverá <strong>bloquear a entrada de frentes atlânticas e afastar o risco de episódios de chuva</strong> mais intensos até, pelo menos, 19 de maio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/crista-atlantica-perde-forca-a-15-de-maio-marta-godinho-avisa-para-a-mudanca-de-tempo-que-chega-depois-1778588365736.png" data-image="wffivspl1wqx" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>Quinta-feira deverá marcar uma pausa mais seca, e na sexta-feira já se observa o reforço do anticiclone dos Açores, sinal da transição para um padrão atmosférico mais estável.</figcaption></figure><p>Ainda assim, não se espera uma subida térmica expressiva. As temperaturas continuarão algo contidas para a época, porque o jato polar deverá permanecer ondulado a norte de Portugal, favorecendo intrusões ocasionais de ar mais frio.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768467" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/proximas-36-horas-depressao-fria-provoca-ultima-vaga-de-chuva-e-trovoadas-e-estas-sao-as-zonas-mais-afetadas-ate-25-mm.html" title="Próximas 36 horas: depressão fria provoca última vaga de chuva e trovoadas e estas são as zonas mais afetadas; até 25 mm">Próximas 36 horas: depressão fria provoca última vaga de chuva e trovoadas e estas são as zonas mais afetadas; até 25 mm</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/proximas-36-horas-depressao-fria-provoca-ultima-vaga-de-chuva-e-trovoadas-e-estas-sao-as-zonas-mais-afetadas-ate-25-mm.html" title="Próximas 36 horas: depressão fria provoca última vaga de chuva e trovoadas e estas são as zonas mais afetadas; até 25 mm"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/proximas-36-horas-depressao-fria-provoca-ultima-vaga-de-chuva-e-trovoadas-e-estas-sao-as-zonas-mais-afetadas-ate-25-mm-1778583108491_320.png" alt="Próximas 36 horas: depressão fria provoca última vaga de chuva e trovoadas e estas são as zonas mais afetadas; até 25 mm"></a></article></aside><p><br> No sábado, a região Norte deverá continuar com máximas mais contidas, em geral entre <strong>15 e 20 ºC</strong>, e também a faixa costeira deverá manter valores modestos, com <strong>16 a 19 ºC</strong> em muitos locais. Já o <strong>Alentejo e o Algarve</strong> surgem como as regiões mais quentes do fim de semana, com máximas entre <strong>21 e 23 ºC</strong>, podendo localmente atingir <strong>24 a 25 ºC</strong> no interior alentejano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/crista-atlantica-perde-forca-a-15-de-maio-marta-godinho-avisa-para-a-mudanca-de-tempo-que-chega-depois-1778588542824.png" data-image="q94tt98imi2d" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>No fim de semana de 16 e 17 de maio, o anticiclone dos Açores deverá estabilizar o tempo, embora as temperaturas permaneçam contidas, sobretudo no Norte e na faixa costeira.</figcaption></figure><p>Portanto, apesar da estabilização do tempo, o padrão térmico continuará algo contido para a época em grande parte do país. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/crista-atlantica-perde-forca-a-15-de-maio-marta-godinho-avisa-para-a-mudanca-de-tempo-que-chega-depois.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Geólogos islandeses explicam por que razão os vulcões continuam a ser o fenómeno mais imprevisível da Terra]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/geologos-islandeses-explicam-por-que-razao-os-vulcoes-continuam-a-ser-o-fenomeno-mais-imprevisivel-da-terra.html</link><pubDate>Tue, 12 May 2026 12:05:07 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Apesar da monitorização constante dos vulcões, segundo os cientistas num artigo publicado na revista Science, continuam a existir duas incógnitas muito difíceis de resolver em tempo real.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-los-volcanes-siguen-siendo-el-fenomeno-mas-impredecible-de-la-tierra-1778407583098.png" data-image="iyz5ehsp8w1u" alt="vulcani" title="vulcani"><figcaption>O impacto social de uma erupção vulcânica é devastador e multifacetado.</figcaption></figure><p>Um estudo científico recente publicado na revista Science, realizado por investigadores da Universidade da Islândia e do Institute for Advanced Studies, <strong>destaca as lacunas que ainda impedem prever quando um vulcão entrará em erupção</strong>, quanto tempo durará uma erupção vulcânica e com que intensidade se manifestará.</p><h2>Porque é tão difícil prever uma erupção vulcânica?</h2><p>Embora a ciência tenha melhorado significativamente a sua capacidade de detetar os sinais precursores das erupções vulcânicas, o novo estudo salienta que <strong>o impacto social de uma erupção depende não só da sua ocorrência, mas também da sua localização geográfica, do tipo de atividade e, sobretudo, da sua magnitude</strong>.</p><div class="texto-destacado">As pequenas erupções são frequentes e mais localizadas, mas as super erupções, de magnitude 8 no índice de explosividade vulcânica, são extremamente raras e capazes de alterar o clima global.</div><p>Além disso, o impacto social de uma erupção vulcânica é devastador e multifatorial, p<strong>rovocando o deslocamento forçado de populações inteiras, a destruição de habitações e infraestruturas críticas como estradas e escolas, além de graves perdas económicas</strong> devido aos danos na agricultura e no turismo, bem como sérios riscos para a saúde causados pela queda de cinzas e gases tóxicos.</p><p>No entanto, face a estes riscos, <strong>temos apenas uma imagem aproximada dos sistemas vulcânicos. Nem sequer é possível saber quanto magma está disponível </strong>sob uma estrutura vulcânica, mesmo utilizando os dados de melhor qualidade atualmente disponíveis.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">An eruption of the <a href="https://twitter.com/hashtag/Dukono?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Dukono</a> volcano (Indonesia) has killed several tourists. The ash plume reached 10 km in height. <a href="https://t.co/lhLPKQSGU0">pic.twitter.com/lhLPKQSGU0</a></p>— Meteored (@meteoredcom) <a href="https://twitter.com/meteoredcom/status/2052687789666283978?ref_src=twsrc%5Etfw">May 8, 2026</a></blockquote></figure><p>Embora <strong>os sismos precursores de uma erupção ou a deformação do solo sejam quase sempre detetados</strong>, em alguns casos isso só acontece poucas horas antes e apenas se existirem sistemas de monitorização adequados.</p><p><strong>É a complexidade do sistema que torna praticamente impossível prever com precisão o momento exato, a magnitude e a duração de uma erupção</strong>, porque muitas vezes a resposta do sistema é não linear. Pode-se afirmar que uma erupção é muito provável, mas ainda não existem instrumentos capazes de determinar qual será a sua magnitude e quais os efeitos que irá produzir.</p><h2>Quais são as possíveis soluções?</h2><p><strong>A maioria das grandes erupções vulcânicas tem origem em sistemas fechados</strong>, nos quais a pressão aumenta internamente e, com os condutos selados, chega-se ao colapso. Os vulcões começam a emitir sinais antes de atingirem este ponto, mas <strong>os sinais visíveis, como o vapor, não aparecem na maioria dos casos</strong>, tornando necessária a utilização de equipamento técnico avançado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="758321" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/entre-o-vapor-e-os-vulcoes-a-tradicao-islandesa-dos-banhos-geotermicos.html" title="Entre o vapor e os vulcões: a tradição islandesa dos banhos geotérmicos">Entre o vapor e os vulcões: a tradição islandesa dos banhos geotérmicos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/entre-o-vapor-e-os-vulcoes-a-tradicao-islandesa-dos-banhos-geotermicos.html" title="Entre o vapor e os vulcões: a tradição islandesa dos banhos geotérmicos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/entre-o-vapor-e-os-vulcoes-a-tradicao-islandesa-dos-banhos-geotermicos-1773219978634_320.jpg" alt="Entre o vapor e os vulcões: a tradição islandesa dos banhos geotérmicos"></a></article></aside><p>No entanto, segundo os investigadores, o problema não poderá ser resolvido apenas com um maior número de sensores. O estudo <strong>propõe uma estratégia híbrida que combina modelos físicos de previsão com sistemas de aprendizagem automática (ML)</strong> aplicados a modelos de IA (inteligência artificial).</p><div class="texto-destacado">A inteligência artificial é uma ferramenta que permite identificar tendências através da análise de grandes quantidades de dados. Será muito útil à medida que forem recolhidos mais dados sobre os ciclos eruptivos, integrando física, química e cartografia geológica.</div><p><strong>É fundamental dispor de dados para treinar os modelos de IA, em particular exemplos relativos aos eventos de maior magnitude</strong> que, ao mesmo tempo, são também os mais raros e menos frequentes. Atualmente, não se dispõe de dados suficientes sobre os eventos precursores e, por isso, faltam as bases necessárias para treinar eficazmente o machine learning.</p><p>De acordo com o estudo, <strong>será necessário combinar uma melhor recolha de dados sobre a estrutura subterrânea</strong>, uma vez que a capacidade de estimar o volume de magma sob os vulcões ainda é limitada; <strong>juntamente com um estudo aprofundado dos vestígios das grandes erupções do passado</strong> para dispor de uma maior quantidade de dados reais.</p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><em>Magnús T. Gudmundsson, Christopher J. Bean, Forecasting volcanic eruptions across scales. Science<strong>392</strong>,578-579(2026). DOI:<a href="https://doi.org/10.1126/science.adn6821" target="_blank">10.1126/science.adn6821</a></em><em><br></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/geologos-islandeses-explicam-por-que-razao-os-vulcoes-continuam-a-ser-o-fenomeno-mais-imprevisivel-da-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Próximas 36 horas: depressão fria provoca última vaga de chuva e trovoadas e estas são as zonas mais afetadas; até 25 mm]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/proximas-36-horas-depressao-fria-provoca-ultima-vaga-de-chuva-e-trovoadas-e-estas-sao-as-zonas-mais-afetadas-ate-25-mm.html</link><pubDate>Tue, 12 May 2026 11:01:16 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os remanescentes de uma região depressionária centrada a oeste da Península Ibérica deixarão a última vaga de aguaceiros e trovoadas em Portugal continental entre hoje e quarta-feira, 13 de maio. Eis as regiões mais expostas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa9hfg6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa9hfg6.jpg" id="xa9hfg6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Até quarta-feira, 13 de maio, o estado do tempo em Portugal continental manter-se-á intermitentemente instável devido a uma depressão fria situada a oeste da Península Ibérica. Está prevista a ocorrência de<strong> aguaceiros, com possibilidade de serem acompanhados de trovoada, especialmente nas Regiões Norte e Centro</strong>. O vento soprará fraco a moderado do quadrante sul, girando para o quadrante oeste esta tarde de terça-feira (12).</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Devido à previsão de aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados de trovoada, <strong>o aviso amarelo de precipitação está ativo para toda a geografia do Continente (18 distritos) </strong>desde as 08:00 da manhã de hoje - terça-feira, 12 de maio - até, no máximo,<strong> às 18:00</strong>. </p><p>Em 7 distritos do Centro-Sul, como <strong>Lisboa, Santarém, Portalegre, Setúbal, Évora, Beja e Faro,</strong> <strong>o aviso estará em vigor somente até às 15:00</strong>, uma vez que, com o ligeiro afastamento para norte da depressão fria, as linhas de instabilidade e frentes geradas em torno do centro desta baixa pressão deixarão de afetar as regiões centrais-meridionais.</p><h2>Entre hoje e amanhã prevê-se que estas sejam as zonas mais afetadas de Portugal continental</h2><p>Como referido anteriormente em inúmeras previsões lançadas pela Meteored Portugal, a depressão fria centrada a oeste da Península Ibérica iria condicionar o estado do tempo desde sexta-feira (8) <strong>até quarta-feira (13)</strong>.</p><p>Esse cenário previsto com bastante antecedência está prestes a cumprir-se: de acordo com os nossos mapas, baseados no melhor modelo de previsão (Europeu - ECMWF), <strong>a instabilidade meteorológica voltará a prolongar-se por mais quase 24 horas - durante grande parte do dia de quarta-feira, 13 de maio</strong> - embora se restrinja a apenas algumas regiões.</p><p>Tendo em conta a intensidade dos fenómenos previstos, especialmente no que toca à precipitação convectiva, não se exclui a possibilidade do <strong>IPMA ativar novo aviso amarelo</strong> nos distritos mais afetados<strong> amanhã</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/proximas-36-horas-depressao-fria-provoca-ultima-vaga-de-chuva-e-trovoadas-e-estas-sao-as-zonas-mais-afetadas-ate-25-mm-1778582226313.png" data-image="zzl0yz1efk3m"><figcaption>Interior Norte e uma faixa da Região Centro estarão entre as zonas potencialmente mais afetadas pelos últimos vestígios de instabilidade da depressão posicionada a oeste da Península Ibérica.</figcaption></figure><p>Tanto quanto é possível apurar com base na cartografia de precipitação acumulada da Meteored, os distritos mais afetados até amanhã (13) localizam-se nas Regiões Norte e Centro, destacando-se em primeiro lugar: <strong>Vila Real e Bragança</strong> - com zonas destes distritos a somarem os registos mais elevados de todo o território do Continente <strong>entre hoje e amanhã (20 a 25 mm)</strong>.</p><p>De forma mais localizada, reveladora do carácter irregular e intermitente da precipitação convectiva, também a faixa da Região Centro que se estende de sudoeste para nordeste <strong>desde os distritos de Leiria e Coimbra até ao da Guarda será a segunda zona mais atingida de Portugal continental</strong>, abrangendo municípios como Mira de Aire, Fátima, Pombal, Penela, Arganil, Oliveira do Hospital, Gouveia, Manteigas e Guarda.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768249" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-de-portugal-o-frio-dos-santos-do-gelo-entre-quinta-feira-e-sabado-chegara-o-pico.html" title="Aproxima-se de Portugal o frio dos 'Santos do Gelo': entre quinta-feira e sábado chegará o pico">Aproxima-se de Portugal o frio dos "Santos do Gelo": entre quinta-feira e sábado chegará o pico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-de-portugal-o-frio-dos-santos-do-gelo-entre-quinta-feira-e-sabado-chegara-o-pico.html" title="Aproxima-se de Portugal o frio dos 'Santos do Gelo': entre quinta-feira e sábado chegará o pico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-de-portugal-o-frio-dos-santos-do-gelo-entre-quinta-feira-e-sabado-chegara-o-pico-1778503049922_320.png" alt="Aproxima-se de Portugal o frio dos 'Santos do Gelo': entre quinta-feira e sábado chegará o pico"></a></article></aside><p>Em todas estas zonas, os valores estimados de precipitação acumulada entre hoje (12) e amanhã (13) oscilam entre <strong>10 e 15 mm</strong>, denunciando aguaceiros intensos e localizados.</p><p>Embora a probabilidade, frequência e intensidade da precipitação convectiva estimada para as regiões a sul do Mondego seja menor, também há<strong> risco de aguaceiros e trovoadas pontualmente fortes entre hoje e amanhã no Centro-Sul do país</strong>.</p><p>Ademais, saliente-se que não estará sempre a chover. Como é típico da precipitação gerada por este tipo de baixas pressões que surgem com frequência na primavera, os aguaceiros assumem uma distribuição irregular e uma intensidade muito variável. <strong>Isto significa que entre hoje e amanhã haverá espaço para abertas, com bons períodos soalheiros, de norte a sul de Portugal continental</strong>.</p><h2>Eis onde e quando será mais provável a trovoada na quarta-feira, 13 de maio, segundo os mapas</h2><p>Quanto ao risco de ocorrência de <strong>trovoada</strong>, <strong>tendo em conta apenas o dia de quarta-feira (13)</strong>, os nossos mapas detetam que as descargas elétricas terão tendência a ocorrer de sudoeste para nordeste nas <strong>Regiões Norte e Centro</strong>, acompanhando a movimentação das células convectivas (ou núcleos de trovoada) mais ativas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/proximas-36-horas-depressao-fria-provoca-ultima-vaga-de-chuva-e-trovoadas-e-estas-sao-as-zonas-mais-afetadas-ate-25-mm-1778582014895.png" data-image="7eagh1aljkf2"><figcaption>Ao longo da tarde de amanhã, 13 de maio, os núcleos de trovoada terão tendência a surgir nas Regiões Centro e Norte.</figcaption></figure><p>O pico das descargas elétricas terá tendência a desenvolver-se <strong>entre as 15:00 e as 18:00</strong> e os distritos potencialmente mais expostos são:<strong> Santarém e Leiria</strong> inicialmente, juntando-se mais tarde, <strong>Coimbra, Guarda, Castelo Branco, Vila Real e Bragança</strong>, e entre as 17:00 e 18:00 repetindo-se especialmente em <strong>Bragança, Vila Real, Viseu, Guarda e Castelo Branco</strong>.</p><p>Esta análise confirma precisamente a leitura da <strong>trajetória sudoeste-nordeste descrita pelas células convectivas mais ativas entre a Região Centro e Norte</strong>, e desde as zonas mais próximas ao litoral até ao interior profundo, já junto da fronteira com Espanha.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/proximas-36-horas-depressao-fria-provoca-ultima-vaga-de-chuva-e-trovoadas-e-estas-sao-as-zonas-mais-afetadas-ate-25-mm.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Há 2 mil anos, já ocorreu uma anomalia geomagnética semelhante à atual Anomalia do Atlântico Sul]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ha-2-mil-anos-ja-ocorreu-uma-anomalia-geomagnetica-semelhante-a-atual-anomalia-do-atlantico-sul.html</link><pubDate>Tue, 12 May 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um estudo internacional demonstra que há dois mil anos já existia uma anomalia geomagnética com um padrão semelhante ao da atual Anomalia do Atlântico Sul.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/hace-dos-mil-anos-anomalia-geomagnetica-1778042212418.png" data-image="8iszhrej2xq5"><figcaption>Evolução da intensidade do campo magnético da Terra ao longo da superfície do planeta. A linha branca mostra a evolução das zonas de baixa intensidade registadas em diferentes momentos ao longo dos últimos dois milénios. / IGEO-CSIC-UCM.</figcaption></figure><p>Uma equipa internacional de investigadores, liderada pelo Instituto de Geociências (IGEO, CSIC-UCM), demonstrou que a <strong>Anomalia do Atlântico Sul (AAS)</strong>, uma vasta região de<strong> campo geomagnético enfraquecido </strong>que atualmente afeta a América do Sul e o Atlântico Sul, não é um fenómeno exclusivamente moderno.</p><p><strong>Durante o primeiro milénio da era comum, anomalias de baixa intensidade já ocorriam</strong> seguindo padrões de evolução semelhantes aos observados hoje. O estudo, publicado na revista PNAS, reconstrói a evolução do campo magnético da Terra no Hemisfério Sul ao longo dos <strong>últimos 2.000 anos</strong>.</p><h3>O que é a Anomalia do Atlântico Sul (AAS)?</h3><p>A <strong>AAS é uma região onde o campo geomagnético é particularmente fraco</strong>, permitindo maior penetração da radiação cósmica e representando um risco crescente para satélites, missões espaciais e sistemas tecnológicos.</p><p>Embora a sua<strong> rápida intensificação nos últimos séculos </strong>tenha atraído um considerável interesse científico, até então não estava claro se se tratava de um processo excecional ou de uma manifestação recorrente da dinâmica interna profunda da Terra.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hace-dos-mil-anos-anomalia-geomagnetica-1778041125919.png" data-image="usqqee357wta"><figcaption>A AAS está localizada numa área do Hemisfério Sul, mostrada em azul. Fonte: NASA.</figcaption></figure><p>Para responder a esta questão, a equipa obteve 41 novas determinações da intensidade absoluta do campo geomagnético a partir de materiais arqueológicos do <strong>noroeste da Argentina, uma região próxima ao atual centro da AAS</strong>.</p><p>Estes materiais, por terem sido aquecidos a elevadas temperaturas no passado (por exemplo, durante processos de queima), registaram<strong> um sinal magnético associado ao campo magnético da Terra existente naquela época</strong>, o qual pode ser medido com grande precisão em laboratórios de arqueomagnetismo.</p><h3>Um novo modelo geomagnético global</h3><p>Os novos dados foram integrados em registos anteriores de alta qualidade e possibilitaram o desenvolvimento de um novo modelo geomagnético global que reconstrói a evolução do campo magnético da Terra nos últimos dois milénios, além de investigar a sua origem através da análise da dinâmica do núcleo externo da Terra, onde o campo geomagnético é gerado.</p><p>“Os nossos resultados mostram que <strong>regiões de campo geomagnético fraco, semelhantes à atual Anomalia do Atlântico Sul, já existiram no passado</strong> e também seguiram uma evolução comparável”, explica Miriam Gómez-Paccard, investigadora do CSIC no IGEO e autora principal do estudo. “Isto indica que a Anomalia do Atlântico Sul é provavelmente a expressão mais recente de um processo geomagnético recorrente que opera em escalas de tempo milenares”.</p><p>O novo modelo desenvolvido pela equipa confirma que <strong>a anomalia associada à AAS teve origem no Oceano Índico por volta do ano 1000</strong>, movendo-se gradualmente para oeste, cruzando a África e alcançando as Américas antes de adquirir a configuração observada atualmente. Além disso, o modelo revela a existência de um episódio semelhante durante o primeiro milénio, também com início no Oceano Índico e seguindo uma trajetória migratória comparável à da anomalia moderna.</p><p>“A chave foi aprimorar substancialmente as restrições do modelo no Hemisfério Sul”, afirma F. J. Pavón-Carrasco, investigador da Universidade Complutense de Madrid e coautor do estudo. “Até então, a escassez de dados no Hemisfério Sul introduzia grandes incertezas nessa região. Ao incorporar novos registos de intensidade absoluta de alta qualidade e corrigir vieses espaciais no conjunto de dados, o modelo revela padrões coerentes e recorrentes que não podiam ser identificados anteriormente”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="756405" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ha-40-milhoes-de-anos-fenomeno-muito-estranho-alterou-o-campo-magnetico-da-terra-dizem-cientistas-japoneses.html" title="Há 40 milhões de anos um fenómeno muito estranho alterou o campo magnético da Terra, dizem cientistas japoneses">Há 40 milhões de anos um fenómeno muito estranho alterou o campo magnético da Terra, dizem cientistas japoneses</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ha-40-milhoes-de-anos-fenomeno-muito-estranho-alterou-o-campo-magnetico-da-terra-dizem-cientistas-japoneses.html" title="Há 40 milhões de anos um fenómeno muito estranho alterou o campo magnético da Terra, dizem cientistas japoneses"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-extrano-hallazgo-en-el-atlantico-sobre-una-inversion-del-campo-magnetico-de-70-000-anos-de-duracion-1772018279496_320.jpg" alt="Há 40 milhões de anos um fenómeno muito estranho alterou o campo magnético da Terra, dizem cientistas japoneses"></a></article></aside><p>“Estes resultados apontam para um controlo geodinâmico multiescalar, no qual a dinâmica do núcleo externo é condicionada por condições de contorno impostas tanto pelo manto (de cima para baixo) quanto pelo núcleo interno (de baixo para cima)”, explica Gómez-Paccard. Em particular, o estudo destaca a<strong> possível influência de grandes anomalias do manto profundo sob a África na génese e migração dessas anomalias de baixa intensidade</strong>.</p><p>Este estudo demonstra que <strong>o "motor" interno da Terra, responsável pela geração do campo magnético, é muito mais complexo do que aparenta</strong>, e que o seu comportamento futuro — incluindo a evolução da AAS — não é fácil de prever. Embora os resultados indiquem que este tipo de anomalia possa enfraquecer e até mesmo desaparecer, os mecanismos envolvidos e as escalas de tempo em que operam permanecem em grande parte imprevisíveis.</p><p>Os autores enfatizam a importância de continuar a expandir os registos arqueomagnéticos de alta qualidade, especialmente no Hemisfério Sul, a fim de aprimorar os modelos e projeções futuras do campo magnético terrestre.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.pnas.org/doi/abs/10.1073/pnas.2536503123" target="_blank">Tracing the origins and recurrence of the South Atlantic Anomaly: A 2000-year absolute paleointensity record from central South America</a>. 1 de abril, 2026. <em>Gómez-Paccard, et al.</em></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ha-2-mil-anos-ja-ocorreu-uma-anomalia-geomagnetica-semelhante-a-atual-anomalia-do-atlantico-sul.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O mergulho no interior: 159 praias fluviais prontas para refrescar o verão de 2026]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-mergulho-no-interior-159-praias-fluviais-prontas-para-refrescar-o-verao-de.html</link><pubDate>Mon, 11 May 2026 16:03:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Com a época balnear prestes a arrancar, saiba quando abrem para banhos as águas doces de norte a sul do país.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-mergulho-no-interior-159-praias-fluviais-prontas-para-refrescar-o-verao-de-1778506278391.jpg" data-image="oy7yki6dbhxt" alt="Praia da Albufeira da Tapada Grande, na Mina de São Domingos, em Mértola, está entre as primeiras a inaugurar a época balnear de 2026. Foto: Município de Mértola" title="Praia da Albufeira da Tapada Grande, na Mina de São Domingos, em Mértola, está entre as primeiras a inaugurar a época balnear de 2026. Foto: Município de Mértola"><figcaption>A Praia da Albufeira da Tapada Grande, na Mina de São Domingos, em Mértola, está entre as primeiras a inaugurar a época balnear de 2026. Foto: Município de Mértola</figcaption></figure><p>A expetativa pelo verão cresce a cada dia, mas o <strong>calendário das águas doces</strong> impõe um ritmo próprio que ignora a instabilidade do tempo. </p><p>Ao contrário da costa, onde o oceano define a dinâmica das marés, os rios e as albufeiras nacionais dependem da persistência do sol para aquecer as correntes mais profundas. </p><p>O processo térmico, naturalmente mais demorado do que no litoral, orienta as aberturas progressivas que começam a surgir no mapa de Portugal.</p><h2>Alentejo: onde o verão chega primeiro</h2><p>As <strong>planícies alentejanas</strong> são as primeiras a dar as boas-vindas aos banhistas. Com o termómetro a subir rapidamente, as praias de Monsaraz e das Azenhas d’El Rei abrem logo no primeiro dia de junho.</p><table><tbody><tr><td><strong>Praia fluvial</strong></td><td><strong>Município</strong></td><td><strong>Abertura</strong></td><td><strong>Avaliação</strong></td></tr><tr><td>Monsaraz</td><td>Reguengos de Monsaraz</td><td>1 de junho</td><td>Bandeira Azul</td></tr><tr><td>Tapada Grande</td><td>Mértola</td><td>30 de maio</td><td>Qualidade de Ouro</td></tr><tr><td>Mourão</td><td>Mourão</td><td>13 de junho</td><td>Bandeira Azul</td></tr></tbody></table><p>Na <strong>albufeira de Alqueva</strong>, a oferta balnear abrange, este ano, <strong>cinco praias oficiais</strong> distribuídas por Reguengos de Monsaraz, Mourão, Alqueva (Portel) e Moura, mantendo-se a vigilância nestas zonas até meados de setembro.</p><h2>Algarve: refúgios de água doce</h2><p>A sul, é Alcoutim que inaugura a época com a abertura do <strong>Pego Fundo</strong> logo no arranque de junho. Já as águas de Castro Marim, incluindo a estreante <strong>Praia do Lago Verde</strong>, vão esperar pelo pico do calor, concentrando a sua atividade nos meses de julho e agosto.</p><table><tbody><tr><td> <strong>Praia fluvial</strong> </td><td> <strong>Município</strong> </td><td> <strong>Abertura</strong> </td><td> <strong>Avaliação</strong> </td></tr><tr><td>Pego Fundo</td><td>Alcoutim</td><td> 1 de junho </td><td>Qualidade de Ouro</td></tr><tr><td>Odeleite</td><td>Castro Marim</td><td> 1 de junho </td><td> Qualidade de Ouro </td></tr><tr><td>Lago Verde</td><td>Castro Marim</td><td> 1 de junho </td><td> Qualidade de Ouro </td></tr></tbody></table><p>Esta calendarização mais tardia nas zonas de <strong>Castro Marim</strong> e <strong>Odeleite</strong> prende-se com a gestão dos recursos de vigilância e a necessidade de assegurar a qualidade da água nos períodos de maior utilização. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767955" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/chuva-vento-e-trovoada-em-cascais-a-epoca-balnear-ja-comecou.html" title="Chuva, vento e trovoada? Em Cascais a época balnear já começou">Chuva, vento e trovoada? Em Cascais a época balnear já começou</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/chuva-vento-e-trovoada-em-cascais-a-epoca-balnear-ja-comecou.html" title="Chuva, vento e trovoada? Em Cascais a época balnear já começou"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-vento-e-trovoada-em-cascais-a-epoca-balnear-ja-comecou-1778320620553_320.jpg" alt="Chuva, vento e trovoada? Em Cascais a época balnear já começou"></a></article></aside><p>Embora a região seja procurada principalmente pelo seu litoral, estas estâncias do interior algarvio são encaradas como alternativas fundamentais para o <strong>turismo regional</strong>, oferecendo infraestruturas de apoio completas e águas que, nos meses de verão, atingem temperaturas superiores às registadas nas praias oceânicas.</p><h2>Norte e Centro: entre vales e serras</h2><p>Subindo o mapa, a natureza impõe um compasso de espera ligeiramente maior. No Norte, a tradição aponta para meados de junho, embora Viana do Castelo consiga antecipar o mergulho oficial para o dia 13. </p><table><tbody><tr><td> <strong>Praia fluvial</strong> </td><td><strong>Município</strong></td><td><strong>Abertura</strong></td><td><strong>Avaliação</strong></td></tr><tr><td>Adaúfe</td><td>Braga</td><td>15 de junho</td><td>Bandeira Azul</td></tr><tr><td>Unhais da Serra</td><td>Covilhã</td><td>1 de junho</td><td> Qualidade de Ouro </td></tr><tr><td>Foz do Lima</td><td>Viana do Castelo</td><td>13 de junho</td><td>Bandeira Azul</td></tr></tbody></table><p>No Centro, concelhos como <strong>Castelo Branco</strong> e <strong>Covilhã</strong> desafiam a norma regional e abrem as portas logo no início do mês, aproveitando a excelente qualidade de estâncias como Unhais da Serra.</p><h2>Lisboa e Vale do Tejo: a frescura do rio</h2><p>Nas proximidades da capital e ao longo da <strong>bacia do Tejo</strong>, o calendário alinha-se com o encerramento do ano letivo. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-mergulho-no-interior-159-praias-fluviais-prontas-para-refrescar-o-verao-de-1778507020186.jpg" data-image="7f2bchscz4aj" alt="praia fluvial do Alamal, Gavião" title="praia fluvial do Alamal, Gavião"><figcaption>Conhecida como a “pérola do Tejo”, a praia fluvial do Alamal é o lugar ideal para mergulhos e passeios de barco. Foto: Município de Gavião</figcaption></figure><p>Distritos como <strong>Santarém</strong> e <strong>Portalegre</strong> preparam as suas infraestruturas para receber o público a partir de <strong>15 de junho</strong>. Aqui, a monitorização constante é fundamental, uma vez que os níveis das albufeiras podem oscilar, influenciando a dinâmica de lazer nestas zonas.</p><table><tbody><tr><td><strong>Praia Fluvial</strong></td><td><strong>Município</strong></td><td><strong>Abertura</strong></td><td><strong>Avaliação</strong></td></tr><tr><td>Constância</td><td>Constância</td><td>15 de junho</td><td>Qualidade de Ouro</td></tr><tr><td>Alamal</td><td>Gavião</td><td>15 de junho</td><td>Bandeira Azul</td></tr><tr><td>Ribeira Grande</td><td>Sertã</td><td>13 de junho</td><td>Bandeira Azul</td></tr></tbody></table><p>A classificação oficial de "água balnear" é o selo que separa um simples local de banhos de uma estância segura. Dos mais de 200 pontos de água existentes, apenas os <strong>159 locais listados no calendário oficial</strong> contam com a vigilância de nadadores-salvadores e análises químicas regulares. Esta organização garante que, quando a temperatura finalmente estabilizar, a experiência seja tão refrescante quanto segura.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em>Se quiser saber a reabertura da praia fluvial da sua região, consulte a tabela incluída na <a href="https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/portaria/204-a-2026-1102518728" target="_blank">Portaria dos Ministérios da Defesa Nacional e do Ambiente e Energia</a>, publicada no Diário da República.</em></p><p><em><strong>Nota</strong>: a Bandeira Azul é atribuída pela Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação (ABAE), enquanto a Qualidade de Ouro é o galardão atribuído pela associação ambientalista Quercus às estâncias que já conquistaram a Bandeira Azul.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-mergulho-no-interior-159-praias-fluviais-prontas-para-refrescar-o-verao-de.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Simulação computacional revela um novo estado de agregação da matéria nos planetas Urano e Neptuno]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/simulacao-computacional-revela-um-novo-estado-de-agregacao-da-materia-nos-planetas-urano-e-neptuno.html</link><pubDate>Mon, 11 May 2026 14:11:59 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Recentemente, os cientistas descobriram que a pressão extrema nas profundezas de Urano e Neptuno pode transformar compostos comuns em estruturas exóticas que reescrevem as regras fundamentais da física.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/simulacion-computacional-revela-un-nuevo-estado-de-agregacion-de-la-materia-en-urano-y-neptuno-1778270975811.jpeg" data-image="e1hvfwc94eyz"><figcaption>A matéria, tal como a conhecemos, pode apresentar-se em diferentes estados de agregação, sendo os mais conhecidos o estado sólido, o estado líquido e o estado gasoso.</figcaption></figure><p>Começando pelo interior do Sol, as pressões no Sistema Solar são tão elevadas que nem mesmo as que se verificam no fundo do oceano são comparáveis. Se pensarmos nisso, podemos começar a compreender o que acontece nas profundezas de planetas como Urano e Neptuno.</p><div class="texto-destacado">Estes planetas têm um campo magnético invulgar. Ao simular a pressão que deve existir e a forma como reagem materiais que normalmente são gasosos, podemos descobrir que atuam como sólidos com um interior que flui como líquido.</div><p>As definições clássicas dos estados de agregação da matéria: <strong>sólido, líquido e gás</strong>, tornam-se completamente incoerentes. Algo que uma equipa de investigação descobriu ao realizar uma simulação com<strong> misturas de carbono e hidrogénio, as quais revelaram um comportamento atómico singular</strong>. </p><p>O estudo detalha o surgimento de algo chamado <strong>fase superiónica quase unidimensional</strong>, que devemos entender como uma nova organização atómica onde convergem características opostas, já que no exterior é um sólido e no interior se comporta como líquido.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/simulacion-computacional-revela-un-nuevo-estado-de-agregacion-de-la-materia-en-urano-y-neptuno-1778271033975.jpeg" data-image="lpur8v5gg7b4"><figcaption>Urano, o gigante gasoso, possui anéis e um grande campo magnético, mas até agora a sua natureza ainda não é compreendida.</figcaption></figure><p>Compreender esta disposição é essencial para desvendar mistérios astronómicos persistentes. Ao observar as posições das partículas rígidas e os seus movimentos internos, <strong>podemos compreender as dinâmicas internas que geram os imensos e caóticos campos magnéticos</strong> presentes nos gigantes gasosos.</p><h2>O comportamento intrigante dos novos estados da matéria</h2><p>No interior do núcleo planetário, <strong>o composto de carbono e hidrogénio reage ao calor e à pressão extrema, formando redes</strong> onde os átomos de carbono permanecem rigidamente fixos, criando uma rede sólida e resistente, como as vigas de um arranha-céus extremamente robusto.</p><p>Simultaneamente, o hidrogénio exibe uma mobilidade fascinante através de minúsculos canais estruturados; uma vez que <strong>estas partículas são mais leves, conseguem deslizar por percursos microscópicos pré-definidos</strong>, fluindo livremente em direções específicas que podemos imaginar como vias férreas concebidas com total e absoluta precisão geométrica.</p><p>Esta circulação tão direcional é precisamente a principal razão pela qual os investigadores denominam este fenómeno raro como quase <strong>unidimensional</strong>. Os componentes não se dispersam caoticamente em qualquer direção, mas seguem trajetórias fixas que evitam a dispersão térmica.</p><p>Este tipo de organização determina como uma substância pode transportar o imenso calor interior e conduzir eficientemente a eletricidade. Ou seja, se existem correntes guiadas de forma unidirecional,<strong> as capacidades condutoras de toda a mistura de materiais presente nas profundezas desses planetas aumentam consideravelmente</strong>.</p><h3>Simulação computacional para desvendar os mistérios magnéticos espaciais</h3><p>Enquanto a Terra possui um campo magnético estável e extremamente previsível, firmemente alinhado com o seu eixo central, gigantes como Urano <strong>apresentam campos magnéticos completamente desordenados</strong>, um claro indício de assimetrias que têm intrigado a comunidade astronómica há anos.</p><p>Mas com estes "novos" estados da matéria, a persistente anomalia magnética adquire um verdadeiro sentido lógico. Se nos seus interiores existir matéria a conduzir intensas energias eletricamente canalizadas, os desvios eletromagnéticos observados deixariam de representar uma anomalia teórica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/simulacion-computacional-revela-un-nuevo-estado-de-agregacion-de-la-materia-en-urano-y-neptuno-1778271097558.jpeg" data-image="ylcevyizzu8t"><figcaption>As nuvens de Neptuno são estruturas compostas principalmente por metano, amoníaco e sulfureto de hidrogénio; a pressão no seu interior é gigantesca.</figcaption></figure><p>É surpreendente perceber, ao analisar em pormenor, como a observação do movimento estruturado de partículas invisíveis acaba por explicar de forma conclusiva enormes fenómenos planetários. As complexas peças do quebra-cabeças encaixam-se ao introduzir uma <strong>condutividade direcional anisotrópica guiada por redes cristalinas submetidas a imensas pressões físicas</strong>.</p><p>Até ao momento, <strong>reproduzir este estado de forma estável nos nossos laboratórios terrestres continua a ser impossível</strong>, mantendo-se toda a descoberta revolucionária como um modelo computacional preditivo impecável e deslumbrante, altamente fundamentado em algoritmos.</p><h3>O futuro face a modelos cósmicos revolucionários</h3><p>Muitos fenómenos começaram por ser apenas belas teorias, tendo alcançado uma verificação empírica conclusiva e independente apenas após o lento e inexorável avanço do tempo cronológico humano.</p><p>Por isso, não é invulgar confirmar teoricamente realidades aparentemente fantásticas antes de as comprovar diretamente. Felizmente, vivemos uma época fascinante e, atualmente, <strong>podemos explorar mundos radicalmente inóspitos, valendo-nos do imenso poder analítico tanto dos computadores como da inteligência artificial</strong> moderna.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="681828" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/miranda-uma-das-luas-de-urano-poderia-esconder-agua-liquida-sob-sua-superficie.html" title="Miranda, uma das luas de Urano, poderá esconder água líquida sob a sua superfície">Miranda, uma das luas de Urano, poderá esconder água líquida sob a sua superfície</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/miranda-uma-das-luas-de-urano-poderia-esconder-agua-liquida-sob-sua-superficie.html" title="Miranda, uma das luas de Urano, poderá esconder água líquida sob a sua superfície"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/miranda-una-de-las-lunas-de-urano-podria-esconder-agua-liquida-bajo-su-superficie-1730633683856_320.jpg" alt="Miranda, uma das luas de Urano, poderá esconder água líquida sob a sua superfície"></a></article></aside><p>Recorrendo a uma simulação computacional rigorosa e poderosa, <strong>os cientistas acedem virtualmente a regiões proibidas</strong>, demonstrando que os nossos computadores são agora verdadeiros telescópios apontados para densos núcleos planetários massivos e invisíveis.</p><p>É cativante sonhar que, a milhares de milhões de quilómetros, protegidos por pesadas nuvens geladas, existem estes espantosos estados da matéria. Talvez nunca consigamos observá-los diretamente, mas saber que estão lá e que movimentam imensos campos magnéticos <strong>enriquece profundamente a nossa exploração da vizinhança planetária</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/simulacao-computacional-revela-um-novo-estado-de-agregacao-da-materia-nos-planetas-urano-e-neptuno.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Plantas carnívoras: eis as engenhosas armadilhas que utilizam para capturar insetos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-carnivoras-eis-as-engenhosas-armadilhas-que-utilizam-para-capturar-insetos.html</link><pubDate>Mon, 11 May 2026 14:03:05 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Fascinantes e surpreendentes, as plantas carnívoras combinam beleza e estratégia: descubra como capturam os insetos e como cultivá-las com sucesso.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/le-piante-carnivore-e-le-ingegnose-trappole-che-utilizzano-per-catturare-gli-insetti-1777996171922.jpeg" data-image="637g1kd67ma0" alt="Plantas carnivoras" title="Plantas carnivoras"><figcaption>Plantas carnívoras contra insetos: quem vai ganhar?</figcaption></figure><p>Parecem saídas de um filme de <strong>ficção científica</strong>, mas são plantas reais, cada vez mais populares, inclusive como plantas ornamentais.<strong> As plantas carnívoras revelam uma faceta inesperada do mundo vegetal</strong>, que, em alguns aspetos, se assemelha ao comportamento animal: o da <strong>caça</strong>.</p><p>A sua capacidade de capturar e digerir insetos surgiu como <strong>resposta evolutiva</strong> às condições ambientais adversas. Em habitats com <strong>escassez de nutrientes</strong>, especialmente nitrogénio, estas plantas desenvolveram estruturas especializadas para suprir as carências do solo. O resultado é um conjunto de <strong>formas e estratégias</strong> tão elegantes quanto engenhosas.</p><h2> Origens e características: onde vivem e que aspeto têm</h2><p>As plantas carnívoras encontram-se em <strong>várias partes do mundo</strong>, desde as turfeiras do norte da Europa até aos pântanos da América do Norte e às florestas tropicais do sudeste asiático. Estes ambientes têm em comum solos ácidos, pobres e constantemente húmidos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/le-piante-carnivore-e-le-ingegnose-trappole-che-utilizzano-per-catturare-gli-insetti-1777996201245.jpeg" data-image="89vof4e8p2rx" alt="En la naturaleza, las plantas carnívoras viven en suelos ácidos, pobres y constantemente húmedos" title="En la naturaleza, las plantas carnívoras viven en suelos ácidos, pobres y constantemente húmedos"><figcaption>Na natureza, as plantas carnívoras vivem em solos ácidos, pobres e constantemente húmidos.</figcaption></figure><p>Do ponto de vista botânico, <strong>são plantas em todos os sentidos</strong>: realizam<strong> a fotossíntese</strong> e produzem energia a partir da luz. No entanto, distinguem-se pela presença de <strong>folhas modificadas</strong> que funcionam como verdadeiras armadilhas.</p><p>O<strong> tamanho</strong> varia consideravelmente: desde pequenos exemplares com apenas alguns centímetros até espécies mais imponentes, como algumas Nepenthes, que podem desenvolver estruturas especializadas, chamadas jarros, com mais de 20-30 cm de comprimento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/le-piante-carnivore-e-le-ingegnose-trappole-che-utilizzano-per-catturare-gli-insetti-1777996228275.jpeg" data-image="fig600vzcc58" alt="Equidia de Nepenthes" title="Equidia de Nepenthes"><figcaption>Equídios de Nepenthes: estas estruturas especializadas são folhas transformadas em armadilhas em forma de jarro, que contêm um líquido digestivo; os insetos, atraídos pelo néctar e pelas cores vivas, deslizam para o interior e são digeridos lentamente, o que permite à planta absorver nutrientes valiosos</figcaption></figure><p>Esta <strong>variedade</strong> de tamanhos, formas e estruturas contribui para o seu encanto ornamental.</p><h2> Armadilhas engenhosas: como capturam e digerem as suas presas </h2><p>As estratégias de captura estão entre os <strong>aspetos mais fascinantes das plantas carnívoras</strong> e dividem-se em diferentes tipos.</p><p><strong>As armadilhas adesivas:</strong><br>típicas da Drosera, produzem uma substância pegajosa que prende os insetos. As folhas fecham-se lentamente, envolvendo a presa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/le-piante-carnivore-e-le-ingegnose-trappole-che-utilizzano-per-catturare-gli-insetti-1777996564259.jpeg" data-image="tketl7hue9mm" alt="Drosera: sus hojas están cubiertas de tentáculos pegajosos que brillan al sol como el rocío; los insectos quedan atrapados y son envueltos y digeridos lentamente" title="Drosera: sus hojas están cubiertas de tentáculos pegajosos que brillan al sol como el rocío; los insectos quedan atrapados y son envueltos y digeridos lentamente"><figcaption>Drosera: as suas folhas estão cobertas de tentáculos pegajosos que brilham ao sol como o orvalho; os insetos ficam presos, são envolvidos e digeridos lentamente.</figcaption></figure><p><strong>Armadilhas de fecho rápido:</strong><br>A famosa <em>Dionaea muscipula</em> (venus muscipula) utiliza folhas que se fecham rapidamente ao mais pequeno estímulo, capturando o inseto em questão de segundos.</p><p><strong>Armadilhas em forma de jarro (cântaros):</strong><br>presentes em <em>Nepenthes </em>e <em>Sarracenia</em>, são estruturas em forma de jarro cheias de líquido digestivo nas quais os insetos escorregam e são digeridos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/le-piante-carnivore-e-le-ingegnose-trappole-che-utilizzano-per-catturare-gli-insetti-1777996591479.jpeg" data-image="wx6ivmovzjvc" alt="Dionaea muscipula (Venus atrapamoscas): sus hojas se cierran en cuestión de segundos cuando un insecto toca los pelos sensoriales; una trampa rapidísima que solo se activa ante estímulos concretos" title="Dionaea muscipula (Venus atrapamoscas): sus hojas se cierran en cuestión de segundos cuando un insecto toca los pelos sensoriales; una trampa rapidísima que solo se activa ante estímulos concretos"><figcaption>Dionaea muscipula (Venus-mosqueira): as suas folhas fecham-se em questão de segundos quando um inseto toca nos pelos sensoriais; uma armadilha extremamente rápida que só se ativa perante estímulos específicos.</figcaption></figure><p><strong>Armadilhas de sucção</strong>:<br>Menos conhecidas, mas extremamente sofisticadas, como as da Utricularia, capazes de sugar presas aquáticas microscópicas.</p><p>Após a captura, a planta secreta <strong>enzimas digestivas</strong> que decompõem a presa, permitindo a assimilação de nutrientes essenciais como <strong>o azoto e o fósforo</strong>.</p><h2> As espécies mais comuns e como cultivá-las </h2><p>Entre as plantas carnívoras ornamentais mais comuns encontram-se <strong>a Venus atrapamoscas, a Drosera, a Sarracenia e a Nepenthes</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/le-piante-carnivore-e-le-ingegnose-trappole-che-utilizzano-per-catturare-gli-insetti-1777996616721.jpeg" data-image="k2djgtmzcqdy" alt="Nepenthes: las ascidias producen néctar y presentan colores vivos para atraer a sus presas; algunas especies también albergan pequeños organismos, creando auténticos microecosistemas" title="Nepenthes: las ascidias producen néctar y presentan colores vivos para atraer a sus presas; algunas especies también albergan pequeños organismos, creando auténticos microecosistemas"><figcaption>Nepenthes: as ascídias produzem néctar e apresentam cores vivas para atrair as suas presas; algumas espécies também abrigam pequenos organismos, criando verdadeiros microecossistemas.</figcaption></figure><p>Cada uma tem necessidades específicas, mas <strong>algumas regras gerais são essenciais</strong>.</p><p><strong>Luz e exposição</strong>:<br>Adoram luz intensa; muitas espécies também toleram a luz solar direta, especialmente ao ar livre.</p><p><strong>Rega</strong>:<br>Utilize apenas água da chuva, água destilada ou água desmineralizada. O solo deve ser mantido húmido em todos os momentos, muitas vezes com um prato.</p><p><strong>Humidade</strong>:<br>A humidade elevada é essencial, especialmente para as espécies tropicais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/le-piante-carnivore-e-le-ingegnose-trappole-che-utilizzano-per-catturare-gli-insetti-1777996647938.jpeg" data-image="2gb35mpevack" alt="Sarracenia: sus hojas tubulares hacen que los insectos se deslicen hacia abajo gracias a sus superficies lisas y cerosas; en el interior, unos pelos orientados hacia abajo impiden que las presas trepen y salgan" title="Sarracenia: sus hojas tubulares hacen que los insectos se deslicen hacia abajo gracias a sus superficies lisas y cerosas; en el interior, unos pelos orientados hacia abajo impiden que las presas trepen y salgan"><figcaption>Sarracenia: as suas folhas tubulares fazem com que os insetos deslizem para baixo graças às suas superfícies lisas e cerosas; no interior, uns pêlos voltados para baixo impedem que as presas trepem e escapem.</figcaption></figure><p><strong>Solo</strong>:<br>Nunca utilize terra universal: é necessário um substrato pobre, composto principalmente por turfa ácida e perlita.</p><p><strong>Fertilização</strong>: não é necessária: as plantas obtêm os nutrientes das suas presas.</p><p><strong>No interior ou no exterior</strong>: No verão, muitas espécies podem viver ao ar livre; no inverno, algumas entram numa fase de letargia e requerem temperaturas mais baixas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/le-piante-carnivore-e-le-ingegnose-trappole-che-utilizzano-per-catturare-gli-insetti-1777996681249.jpeg" data-image="29b2oowx2704" alt="Utricularia: unas diminutas trampas acuáticas que atrapan a sus presas mediante un mecanismo de succión; uno de los sistemas de captura más rápidos y sofisticados del mundo vegetal" title="Utricularia: unas diminutas trampas acuáticas que atrapan a sus presas mediante un mecanismo de succión; uno de los sistemas de captura más rápidos y sofisticados del mundo vegetal"><figcaption>Utricularia: pequenas armadilhas aquáticas que capturam as suas presas através de um mecanismo de sucção; um dos sistemas de captura mais rápidos e sofisticados do mundo vegetal.</figcaption></figure><p>O que mais as distingue das plantas comuns é a sua extrema <strong>sensibilidade à presença de sais minerais</strong> e a sua necessidade de <strong>condições muito específicas</strong>.</p><h2> Uma pequena experiência: observar a reação ao toque</h2><p>Uma das características mais fascinantes das plantas carnívoras é a sua <strong>capacidade de movimento</strong>. Algumas espécies, como a planta-carpinteira, reagem rápida e visivelmente ao contacto.</p><p>Ao tocar suavemente nos pêlos sensoriais no interior da armadilha, é possível <strong>simular a presença de um inseto</strong> e observar como as folhas se fecham.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765953" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-mit-confirma-as-plantas-ouvem-as-gotas-a-cair-e-germinam-ate-40-mais-depressa.html" title="O MIT confirma: as plantas ouvem as gotas a cair e germinam até 40% mais depressa">O MIT confirma: as plantas ouvem as gotas a cair e germinam até 40% mais depressa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-mit-confirma-as-plantas-ouvem-as-gotas-a-cair-e-germinam-ate-40-mais-depressa.html" title="O MIT confirma: as plantas ouvem as gotas a cair e germinam até 40% mais depressa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-mit-lo-confirma-las-plantas-oyen-caer-las-gotas-y-germinan-hasta-40-mas-rapido-1777036934448_320.jpg" alt="O MIT confirma: as plantas ouvem as gotas a cair e germinam até 40% mais depressa"></a></article></aside><p>É uma experiência incrível, <strong>especialmente atraente para as crianças</strong>, mas capaz de surpreender também os adultos.</p><p>No entanto, é importante não exagerar: cada vez que a planta fecha as suas folhas, gasta energia.</p><h2> Uma forma diferente de descobrir a natureza</h2><p>As plantas carnívoras representam um equilíbrio perfeito entre estética e adaptação. São um presente ideal para introduzir os mais pequenos no mundo vegetal, mas também para quem deseja observar a natureza a partir de uma <strong>perspetiva invulgar</strong>.</p><p>Através das suas estratégias de sobrevivência, contam uma <strong>história de evolução e engenho</strong>, demonstrando que o mundo vegetal está longe de ser estático. Cuidar destas plantas é uma forma de entrar em contacto direto com uma das expressões mais fascinantes e surpreendentes da natureza vegetal.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-carnivoras-eis-as-engenhosas-armadilhas-que-utilizam-para-capturar-insetos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item></channel></rss>