<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Tue, 28 Jul 2026 21:30:20 +0000</lastBuildDate><pubDate>Tue, 28 Jul 2026 21:30:20 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Quatro anãs brancas descobertas escondidas no "quintal cósmico" da Terra]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/quatro-anas-brancas-descobertas-escondidas-no-quintal-cosmico-da-terra.html</link><pubDate>Tue, 28 Jul 2026 17:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Algumas regiões do espaço que temos vindo a estudar há anos continuam a revelar novas descobertas, incluindo quatro anãs brancas escondidas mesmo na nossa vizinhança.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/four-white-dwarfs-found-hiding-in-earth-s-cosmic-backyard-1784717022823.jpeg" data-image="71wijjdu0sz8" alt="Four white dwarfs found hiding in Earth’s cosmic backyard" title="Four white dwarfs found hiding in Earth’s cosmic backyard"><figcaption>Uma representação artística de uma anã vermelha com uma anã branca como companheira binária a espreitar por trás. Os diâmetros das duas estrelas são apresentados à escala. Crédito: Mark A. Garlick/Universidade de Warwick</figcaption></figure><p>O nosso "quintal" cósmico está repleto de estrelas mortas, e astrónomos da Universidade de Warwick e da Universidade do Colorado em Boulder descobriram <strong>quatro novas anãs brancas "locais"</strong> escondidas mesmo debaixo dos nossos narizes.</p><p>O Telescópio Espacial Hubble avistou as estrelas numa região próxima do espaço já bem estudada, demonstrando que ainda podemos encontrar surpresas em áreas que pensávamos conhecer bem.</p><h2>Anãs brancas difíceis de detetar na vizinhança local</h2><p>Os astrónomos têm vindo a estudar detalhadamente a vizinhança local das estrelas há décadas, mas <strong>anãs brancas como estas são difíceis de encontrar</strong>. Estão a orbitar em sistemas estelares duplos a cerca de 65 anos-luz da Terra, acompanhadas por uma estrela anã vermelha. Estas estrelas maiores e mais brilhantes fazem com que pareça que se trata de sistemas estelares únicos.</p><div class="texto-destacado">Como explicou a Dra. Mairi O’Brien, investigadora da Universidade de Warwick: "As anãs brancas isoladas próximas são normalmente fáceis de encontrar, mas não conseguimos ver estas quatro estrelas diretamente nos comprimentos de onda visíveis porque as suas companheiras anãs vermelhas estavam a ofuscar a sua luz. Isto serve para nos lembrar que, <strong>mesmo na nossa própria vizinhança cósmica, ainda podemos encontrar surpresas se olharmos da forma certa, nos comprimentos de onda certos."</strong></div><p>Estes sistemas binários específicos são de interesse porque revelaram uma <strong>oscilação radial substancial</strong>, um fenómeno em que uma estrela oscila subtilmente para a frente e para trás, indicando que um objeto companheiro de grande massa está em órbita.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780022" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/os-astronomos-descobrem-o-primeiro-par-de-estrelas-que-sobreviveu-a-explosao-de-uma-supernova-dupla.html" title="Os astrónomos descobrem o primeiro par de estrelas que sobreviveu à explosão de uma supernova dupla">Os astrónomos descobrem o primeiro par de estrelas que sobreviveu à explosão de uma supernova dupla</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/os-astronomos-descobrem-o-primeiro-par-de-estrelas-que-sobreviveu-a-explosao-de-uma-supernova-dupla.html" title="Os astrónomos descobrem o primeiro par de estrelas que sobreviveu à explosão de uma supernova dupla"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-astronomos-descobrem-o-primeiro-par-de-estrelas-que-sobreviveu-a-explosao-de-uma-supernova-dupla-1784809370135_320.jpg" alt="Os astrónomos descobrem o primeiro par de estrelas que sobreviveu à explosão de uma supernova dupla"></a></article></aside><p>O espectrógrafo ultravioleta do Hubble permitiu aos investigadores realizar observações detalhadas dos quatro sistemas. As anãs brancas destacam-se normalmente nas observações ultravioletas, mas as intensas erupções das anãs vermelhas podem imitar este sinal, o que significa que <strong>os investigadores tiveram de utilizar técnicas de calibração personalizadas para confirmar a presença das anãs brancas</strong>.</p><h2>Atualização do recenseamento local com novas descobertas</h2><p>Um sistema de particular interesse é o <strong>G 203-47</strong>. Encontra-se a 25 anos-luz de distância, mas foram necessários 27 anos após a observação inicial da sua oscilação radial para se descobrir a sua anã branca companheira.</p><div class="texto-destacado">O G 203-47 é a nona anã branca mais próxima do Sol e é invulgar porque a sua anã vermelha gira uma vez a cada mais de 100 dias, mas orbita a sua anã branca a cada 14,9 dias. Normalmente, as forças gravitacionais iriam sincronizá-las por efeito de maré — tal como a Lua e a Terra —, de modo que a mesma face estivesse sempre voltada uma para a outra, mas a anã vermelha gira demasiado lentamente para que isso aconteça.</div><p>O Dr. David Wilson, investigador associado da Universidade do Colorado em Boulder, explicou: <strong>"O que é fascinante é que a G 203-47 não deveria estar a rodar tão lentamente se se tivesse formado da mesma forma que sistemas semelhantes</strong>. Isto sugere que estes sistemas binários tiveram histórias evolutivas muito diferentes. Algumas sofreram interações violentas e prolongadas numa fase inicial, que as bloquearam por forças de maré. Outras, como a G 203-47, passaram por encontros mais suaves e breves que as deixaram neste estado invulgar."</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/four-white-dwarfs-found-hiding-in-earth-s-cosmic-backyard-1784717099078.jpeg" data-image="6ihb6vzvnvgh" alt="Four white dwarfs found hiding in Earth’s cosmic backyard" title="Four white dwarfs found hiding in Earth’s cosmic backyard"><figcaption>As anãs brancas foram detetadas numa região próxima do espaço, que já foi amplamente estudada, o que demonstra que ainda podemos encontrar surpresas em áreas que pensávamos conhecer bem. Imagem: Adobe.</figcaption></figure><p>A descoberta de quatro novas anãs brancas permitiu aos investigadores<strong> atualizar o recenseamento local de anãs brancas num raio de 20 parsecs</strong>, ou 65 anos-luz.</p><p>É importante referir que modelos populacionais anteriores estimavam que deveria haver cerca de 4 a 5 pares de anãs brancas e anãs vermelhas a orbitar muito próximas umas das outras, e <strong>a equipa descobriu exatamente 4, o que está em consonância com as previsões teóricas</strong>.</p><p>O professor Pier-Emmanuel Tremblay, do Grupo de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Warwick, afirmou: "<strong>Apenas cerca de 30% das anãs vermelhas num raio de 20 parsecs foram sistematicamente observadas para detetar companheiras anãs brancas ocultas</strong>. Pensamos que poderá haver até 9 ou 10 sistemas binários adicionais no nosso ambiente estelar local que ainda não encontrámos. Se dedicarmos esforços mais direcionados à observação de anãs vermelhas, talvez encontremos mais surpresas como esta."</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="O%E2%80%99Brien%2C%20M.W.%2C%20et%20al" data-year="2026" data-title="Direct%20detections%20of%20white%20dwarfs%20in%20four%20WD%2BdM%20post-common%20envelope%20binaries%20within%2020%E2%80%89pc" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1093%2Fmnras%2Fstag1195">O’Brien, M.W., et al. (2026). <a href="https://doi.org/10.1093/mnras/stag1195" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Direct detections of white dwarfs in four WD+dM post-common envelope binaries within 20 pc</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/quatro-anas-brancas-descobertas-escondidas-no-quintal-cosmico-da-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Avizinham-se mudanças na dinâmica atmosférica que afeta Portugal: "já não se veem bloqueios duradouros nos mapas"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/avizinham-se-mudancas-na-dinamica-atmosferica-que-afeta-portugal-ja-nao-se-veem-bloqueios-duradouros-nos-mapas.html</link><pubDate>Tue, 28 Jul 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O calor deverá manter-se durante o ínicio de agosto, sobretudo no interior. Ainda assim, os modelos apontam para uma atmosfera dinâmica, com oscilações nas temperaturas e possibilidade de chuva fraca em algumas regiões.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/avizinham-se-mudancas-na-dinamica-atmosferica-que-afeta-portugal-ja-nao-se-veem-bloqueios-duradouros-nos-mapas-1785240678974.jpg" data-image="wcdr4zedyeb3" alt="Tempo quente para Portugal e sul da Europa" title="Tempo quente para Portugal e sul da Europa"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-355773">Os modelos meteorológicos continuam a indicar uma persistência do tempo quente nos primeiros dias de agosto, tanto na Península Ibérica, como no sul da Europa. Apesar de algumas oscilações, a tendência aponta para temperaturas acima da média em grande parte do país.</figcaption></figure><p>Os modelos meteorológicos de médio e longo prazo apontam para uma primeira quinzena de agosto marcada por uma atmosfera dinâmica. Embora o calor continue a dominar grande parte do território, a circulação atmosférica deverá alternar entre diferentes regimes,<strong> favorecendo pequenas oscilações nas temperaturas e a possibilidade de episódios ocasionais de precipitação</strong>.</p><h2>A atmosfera entra numa fase dinâmica</h2><p>Um dos principais indicadores para este tipo de previsão é o gráfico de probabilidades dos r<strong>egimes atmosféricos euro-atlânticos do ECMWF</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/avizinham-se-mudancas-na-dinamica-atmosferica-que-afeta-portugal-ja-nao-se-veem-bloqueios-duradouros-nos-mapas-1785238958662.jpg" data-image="l00hnd2v6vop" alt="Regimes Atmosféricos Euro-Atlânticos" title="Regimes Atmosféricos Euro-Atlânticos"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-164960">O gráfico do ECMWF mostra uma alternância entre o regime Atlantic Ridge, períodos sem padrão dominante e uma possível fase de NAO+. Esta sucessão indica uma atmosfera dinâmica, sem bloqueios persistentes ao longo da previsão.</figcaption></figure><p>Atualmente, Portugal encontra-se sob a influência do regime <strong>Atlantic Ridge (ATR)</strong>, caracterizado por um reforço das altas pressões no Atlântico Norte e por uma área de baixas pressões sobre a Escandinávia. Durante o verão, este padrão <strong>costuma favorecer tempo estável em Portugal,</strong> mas essa estabilidade também potencia temperaturas elevadas, uma vez que limita a entrada de massas de ar atlânticas mais frescas e húmidas. Como consequência, mantém-se elevado o risco de incêndio rural em grande parte do país.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Os dias 29 e 30 de julho deverão decorrer sem um regime atmosférico dominante. Seguir-se-á uma provável fase de <strong>Oscilação do Atlântico Norte positiva (NAO+)</strong> até cerca de 3 de agosto, antes de um novo período de transição e do regresso do <strong>Atlantic Ridge</strong> por volta de 9 de agosto. Ao longo deste horizonte de previsão já não se veem bloqueios duradouros nos mapas, sinal de uma circulação mais variável.</p><h2>O calor deverá persistir, sobretudo no interior</h2><p>O dia de hoje poderá ser o mais quente da semana, com temperaturas próximas dos <strong>40 °C</strong> em várias regiões do interior. Apesar de se prever algum alívio térmico no litoral nos próximos dias, o interior deverá continuar sob influência de massas de ar muito quentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/avizinham-se-mudancas-na-dinamica-atmosferica-que-afeta-portugal-ja-nao-se-veem-bloqueios-duradouros-nos-mapas-1785239104595.png" data-image="dbwf3h1w9kel" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-168623">O dia 28 poderá ser o mais quente da semana, com máximas próximas ou iguais a 40 °C em várias regiões do interior. Junto ao litoral, a influência marítima mantém valores mais moderados, mas ainda assim, elevados para o litoral.</figcaption></figure><p>Os mapas de geopotencial e temperatura aos 850 hPa mostram que o ar quente proveniente do Norte de África continuará a expandir-se pela Península Ibérica e pelo sul da Europa, pelo menos até cerca de <strong>5 de agosto</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/avizinham-se-mudancas-na-dinamica-atmosferica-que-afeta-portugal-ja-nao-se-veem-bloqueios-duradouros-nos-mapas-1785239329975.jpg" data-image="ls8d302tf1c3" alt="Geopotencial e temperatura 850 hPa" title="Geopotencial e temperatura 850 hPa"><figcaption>A massa de ar quente proveniente do Norte de África deverá continuar a estender-se pela Península Ibérica e pelo sul da Europa. Em Portugal, a intensidade do calor dependerá também da direção do vento e da capacidade de entrada do ar atlântico.</figcaption></figure><p>Mesmo sem o núcleo desta massa de ar se posicionar diretamente sobre Portugal, bastará um fluxo de leste ou sudeste para transportar ar muito quente do interior de Espanha.</p><p>No início de agosto, as temperaturas deverão continuar elevadas no Alentejo, Algarve e distrito de Castelo Branco, enquanto o litoral Norte e parte do Norte interior poderão beneficiar de maior influência atlântica e manter valores mais moderados.</p><h2>Alguma chuva, mas sem alterar a tendência dominante</h2><p>Além da temperatura, os modelos admitem alguns episódios de precipitação até cerca de <strong>7 de agosto</strong>. Os acumulados previstos são baixos e distribuem-se sobretudo pelo Norte, litoral Norte e Centro, podendo também atingir pontualmente os distritos de Lisboa e Santarém e região da Serra da Estrela.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/avizinham-se-mudancas-na-dinamica-atmosferica-que-afeta-portugal-ja-nao-se-veem-bloqueios-duradouros-nos-mapas-1785239541788.jpg" data-image="i8fon2ijjdxu" alt="Precipitação acumulada" title="Precipitação acumulada"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-587548">O mapa indica a possibilidade de chuva fraca e dispersa, sobretudo no Norte e no litoral Norte e Centro, podendo também atingir pontualmente Lisboa e Santarém. Por representar precipitação acumulada, não nos informa sobre a hora exata dos episódios.</figcaption></figure><p>Importa, contudo, recordar que <strong>e</strong><strong>ste mapa representa apenas a precipitação acumulada ao longo de vários dias e não indica o momento exato em que poderá chover</strong>. Assim, a tendência dominante para os próximos dias continua a ser de tempo quente, com calor persistente no interior e apenas interrupções pontuais por chuva fraca e dispersa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780871" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/agosto-em-portugal-anticiclone-reforca-se-no-inicio-do-mes-mas-tendencia-a-longo-prazo-do-ecmwf-vislumbra-mudancas.html" title="Agosto em Portugal: anticiclone reforça-se no início do mês, mas tendência a longo prazo do ECMWF vislumbra mudanças">Agosto em Portugal: anticiclone reforça-se no início do mês, mas tendência a longo prazo do ECMWF vislumbra mudanças</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/agosto-em-portugal-anticiclone-reforca-se-no-inicio-do-mes-mas-tendencia-a-longo-prazo-do-ecmwf-vislumbra-mudancas.html" title="Agosto em Portugal: anticiclone reforça-se no início do mês, mas tendência a longo prazo do ECMWF vislumbra mudanças"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/agosto-em-portugal-anticiclone-reforca-se-no-inicio-do-mes-mas-tendencia-a-longo-prazo-do-ecmwf-vislumbra-mudancas-1785233861437_320.png" alt="Agosto em Portugal: anticiclone reforça-se no início do mês, mas tendência a longo prazo do ECMWF vislumbra mudanças"></a></article></aside><p> Sendo esta uma <strong>previsão de longo prazo</strong><strong>, o objetivo é identificar tendências da circulação atmosférica</strong> e não fazer uma previsão detalhada. Assim, a localização e quantidade da precipitação, bem como os valores exatos de temperatura, poderão ainda sofrer alterações nas próximas atualizações dos modelos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/avizinham-se-mudancas-na-dinamica-atmosferica-que-afeta-portugal-ja-nao-se-veem-bloqueios-duradouros-nos-mapas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Parlamento Europeu aponta Gerês-Xurés como um dos territórios-chave para recriar florestas primárias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/parlamento-europeu-aponta-geres-xures-como-um-dos-territorios-chave-para-recriar-florestas-primarias.html</link><pubDate>Tue, 28 Jul 2026 15:33:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Estudo identifica a reserva transfronteiriça entre Portugal e Espanha como uma oportunidade única para devolver espaço à natureza e reforçar a resposta europeia às alterações climáticas.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/parlamento-europeu-aponta-geres-xures-como-um-dos-territorios-chave-para-recriar-florestas-primarias-1785243787133.jpg" data-image="o1jn8y4lha9p" alt="Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurês" title="Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurês"><figcaption>Gerês-Xurês é uma das raras reservas da UE que poderiam ser convertidas em floresta primária. Foto: Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurês</figcaption></figure><p>Há séculos que a Europa perde, árvore após árvore, floresta após floresta, uma parte vital do seu património natural. Os <strong>grandes bosques primitivos</strong> que outrora cobriam vastas regiões do continente deram lugar a campos agrícolas, povoações, estradas e explorações florestais. </p><p>Hoje restam apenas <strong>fragmentos</strong> dessas matas antigas. Um novo estudo defende, ainda assim, que nem tudo está perdido. A solução passa por <strong>devolver espaço à natureza</strong> e permitir que volte a encontrar o seu próprio ritmo e equilíbrio. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Entre os territórios onde essa transformação poderá ganhar forma, destaca-se uma paisagem bem conhecida dos portugueses, a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O estudo, encomendado pelo Parlamento Europeu e elaborado pelo painel científico STOA, conclui que a criação de <strong>Novas Florestas Primárias</strong> na Europa Ocidental é não apenas possível, mas também uma <strong>medida urgente</strong> para travar a perda de biodiversidade e reforçar a capacidade dos ecossistemas para enfrentar as alterações climáticas.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/parlamento-europeu-aponta-geres-xures-como-um-dos-territorios-chave-para-recriar-florestas-primarias-1785243950003.jpg" data-image="pno00yyor6n1" alt="Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurês" title="Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurês"><figcaption>Baixa densidade demográfica e matas que conservam espécies autóctones são algumas das características que tornam Gerês-Xurês num caso promissor. Foto: JoanaDSB - Obra do próprio, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>Ao analisar várias regiões europeias, os investigadores identificam o <strong>território partilhado por Portugal e Espanha</strong> como um dos locais mais promissores para acolher um projeto desta dimensão. A combinação entre elevado valor ecológico, baixa densidade populacional e extensas áreas já protegidas coloca o Gerês-Xurés numa posição rara à escala europeia.</p><h2>Recuperar aquilo que a Europa perdeu</h2><p>Uma Nova Floresta Primária não nasce da plantação intensiva de árvores. O objetivo consiste antes em <strong>reservar grandes áreas</strong> onde a intervenção humana seja reduzida ao mínimo, <strong>permitindo que a floresta recupere</strong> gradualmente os seus processos naturais.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Árvores envelhecem, caem, regeneram-se espontaneamente e criam habitats para centenas de espécies. Os solos recuperam a sua complexidade, os cursos de água seguem a sua dinâmica natural e a biodiversidade aumenta de forma progressiva. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Ao mesmo tempo, estas florestas armazenam grandes quantidades de carbono durante longos períodos, tornando-se aliadas importantes no combate às alterações climáticas. Segundo o estudo, <strong>reservas com mais de 70 mil hectares podem ser viáveis na Europa Ocidental </strong>desde que existam condições ecológicas, sociais e políticas favoráveis.</p><h2>Gerês-Xurés entre os territórios mais promissores</h2><p>A Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés reúne muitas dessas características. O território integra o <strong>Parque Nacional da Peneda-Gerês</strong>, o único parque nacional português. A área protegida conserva alguns dos mais importantes <strong>vestígios de florestas antigas da Península Ibérica</strong>, dominadas pelo carvalho-alvarinho (<em>Quercus robur</em>) e pelo carvalho-negral (<em>Quercus pyrenaica</em>). Grande parte da população concentra-se nos vales, deixando extensas áreas de montanha pouco ocupadas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Com base nestas condições, os autores propõem definir um núcleo de proteção estrita com 17.518 hectares, acompanhado por uma zona tampão de 75.255 hectares, correspondente à Reserva da Biosfera, e por uma vasta área de transição socioeconómica que poderá atingir 175.227 hectares.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Esta reorganização permitiria <strong>compatibilizar</strong> uma área totalmente dedicada à <strong>evolução natural dos ecossistema</strong>s com territórios onde continuariam a coexistir <strong>atividades</strong> <strong>humanas</strong> compatíveis com os objetivos de conservação.</p><h2>Reforçar a conservação é o primeiro passo</h2><p>Apesar do elevado estatuto de conservação, o <strong>Gerês-Xurés continua longe de cumprir os critérios</strong> exigidos para acolher uma verdadeira Nova Floresta Primária. O Parque Nacional da Peneda-Gerês enquadra-se, atualmente, na Categoria II da União Internacional para a Conservação da Natureza, classificação destinada aos parques nacionais. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Este modelo privilegia a proteção da natureza, mas admite atividades como turismo, recreio, gestão florestal limitada e alguns usos tradicionais do território. O que o estudo propõe é dar um passo mais ambicioso.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O núcleo central da futura reserva deveria passar para a Categoria Ib, destinada às Áreas Selvagens, onde a prioridade é <strong>deixar a natureza evoluir sem interferência humana</strong>. Nessas zonas não poderia existir exploração florestal, agricultura nem ocupação permanente, reduzindo-se ao mínimo qualquer perturbação dos processos naturais. Esta seria, portanto, a diferença que faria do Gerês-Xurés uma <strong>oportunidade única</strong> para a Península Ibérica e também para a Europa.</p><h2>Os desafios que Portugal e Espanha terão de resolver</h2><p>Transformar esta visão em realidade exigirá, porém, decisões complexas dos dois lados da fronteira. Um dos principais obstáculos é o <strong>pastoreio</strong> <strong>contínuo de gado e cavalos</strong> nos planaltos, prática que dificulta a regeneração natural dos carvalhais e favorece a expansão de espécies menos representativas destes ecossistemas.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/parlamento-europeu-aponta-geres-xures-como-um-dos-territorios-chave-para-recriar-florestas-primarias-1785244118000.jpg" data-image="5w7pq4585c6k" alt="Pitões das Júnias, Gerês-Xurês" title="Pitões das Júnias, Gerês-Xurês"><figcaption>Portugal e Espanha precisam reforçar ainda mais a proteção da sua reserva da biosfera para cumprir os critérios exigidos na criação de florestas primárias. Foto: JoanaDSB - Obra do próprio, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>Outro desafio prende-se com as <strong>plantações de eucaliptos e coníferas</strong> existentes sobretudo no setor espanhol. O estudo recomenda uma <strong>substituição gradual</strong> destas árvores ao longo de cerca de três décadas, permitindo que as <strong>espécies autóctones</strong> recuperem espaço de forma sustentada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778848" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-analisa-a-dinamica-de-resposta-das-florestas-naturais-e-das-artificiais-as-ondas-de-calor-e-seca-em-simultaneo.html" title="Estudo analisa a dinâmica de resposta das florestas naturais e das artificiais às ondas de calor e seca em simultâneo">Estudo analisa a dinâmica de resposta das florestas naturais e das artificiais às ondas de calor e seca em simultâneo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-analisa-a-dinamica-de-resposta-das-florestas-naturais-e-das-artificiais-as-ondas-de-calor-e-seca-em-simultaneo.html" title="Estudo analisa a dinâmica de resposta das florestas naturais e das artificiais às ondas de calor e seca em simultâneo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-analisou-a-dinamica-de-resposta-das-florestas-naturais-e-das-artificiais-as-ondas-de-calor-e-seca-em-simultaneo-1784151326985_320.jpg" alt="Estudo analisa a dinâmica de resposta das florestas naturais e das artificiais às ondas de calor e seca em simultâneo"></a></article></aside><p>Existe ainda a <strong>pressão rodoviária</strong> que precisaria de ser eliminada. As estradas EN 308-1, em Portugal, e OR-312, em Espanha, atravessam justamente a área proposta para proteção integral. Como estas <strong>ligações asseguram a circulação entre várias aldeias</strong> dos dois países, qualquer limitação ao trânsito obrigará a encontrar soluções alternativas capazes de responder às necessidades das populações locais.</p><p>Os investigadores reconhecem, por isso, que o sucesso do projeto dependerá tanto da qualidade ecológica do território como da capacidade de <strong>construir consensos</strong> entre administrações, proprietários, comunidades e agentes económicos.</p><h2>Um laboratório natural para o futuro da conservação</h2><p>Entre todas as regiões avaliadas, apenas o complexo Bayerischer Wald-Šumava, na fronteira entre Alemanha e República Checa, cumpre atualmente todos os critérios exigidos para uma Nova Floresta Primária de grande dimensão.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O Gerês-Xurés integra um grupo restrito de territórios considerados estrategicamente promissores, desde que consigam ultrapassar os obstáculos identificados.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para os autores, a experiência europeia demonstra que algumas décadas de gestão orientada podem <strong>acelerar significativamente a recuperação dos ecossistemas</strong>. A reversão de monoculturas florestais, a redução do pastoreio excessivo e a recuperação do equilíbrio entre herbívoros e predadores criam condições para que, mais tarde, a natureza deixe de precisar da intervenção humana.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O estudo defende ainda um papel mais ativo da União Europeia no financiamento destes projetos e na criação de mecanismos que garantam proteção estrita a longo prazo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Se essa visão vier a concretizar-se, a <strong>Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés</strong> poderá transformar-se num dos mais importantes <strong>laboratórios naturais da Europa</strong>. Mais do que recuperar uma floresta, Portugal e Espanha terão a oportunidade de devolver ao continente um património ecológico que parecia perdido para sempre.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Painel%20para%20o%20Futuro%20da%20Ci%C3%AAncia%20e%20da%20Tecnologia%20(STOA)%20do%20Parlamento%20Europeu" data-year="" data-title="Tomorrow's%20Primary%20Forests%3A%20The%20feasibility%20of%20realising%20novel%20primary%20forests%20in%20the%20western%20part%20of%20Europe" data-url="https%3A%2F%2Fwww.europarl.europa.eu%2Fthinktank%2Fen%2Fdocument%2FEPRS_STU(2026)774748">Painel para o Futuro da Ciência e da Tecnologia (STOA) do Parlamento Europeu. <a href="https://www.europarl.europa.eu/thinktank/en/document/EPRS_STU(2026)774748" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Tomorrow's Primary Forests: The feasibility of realising novel primary forests in the western part of Europe</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/parlamento-europeu-aponta-geres-xures-como-um-dos-territorios-chave-para-recriar-florestas-primarias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA["Zumbido atmosférico": o som que te alerta para uma possível descarga de mais de 100 milhões de volts à tua volta]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/zumbido-atmosferico-o-som-que-te-alerta-para-uma-possivel-descarga-de-mais-de-100-milhoes-de-volts-a-tua-volta.html</link><pubDate>Tue, 28 Jul 2026 14:02:23 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Antes de cair um raio, a atmosfera pode dar sinais. O zumbido atmosférico é um sinal do perigo iminente que se está a formar à nossa volta. Eis o que deves fazer se o ouvires.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xarwetu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xarwetu.jpg" id="xarwetu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Os relâmpagos são descargas elétricas atmosféricas </strong>que ocorrem quando se acumula uma grande quantidade de carga elétrica entre as nuvens, o solo e outros objetos próximos.</p><p>O sinal mais evidente da possibilidade de ocorrência de relâmpagos é a presença de grandes nuvens com desenvolvimento vertical, acompanhadas de ventos e precipitação. Mas, por vezes, <strong>o sinal de alarme chega através dos nossos ouvidos, pele e cabelos</strong>.</p><div class="texto-destacado">As imagens captadas pelo alpinista mostram um ambiente nublado, com alguns flocos de neve muito dispersos. Embora geralmente associemos os relâmpagos a tempestades intensas com chuva abundante e violenta, granizo e ventos fortes, por vezes a descarga elétrica ocorre em ambientes onde a precipitação (chuva ou neve) é quase inexistente, num fenómeno conhecido como trovoada seca. Os relâmpagos também ocorrem nas chamadas tempestades de neve.</div><p>Tal como se ouve no vídeo gravado por um alpinista numa montanha na Rússia, <strong>é possível ouvir um zumbido antes da queda de um raio</strong>. Este zumbido, que aumenta de volume, está associado à intensificação do campo elétrico e à ionização do ar — quando este adquire carga elétrica, devido à perda ou ganho de um eletrão —, um sinal da iminência da descarga elétrica.</p><h2>O poder dos raios: entre 100 e 1 000 milhões de volts e milhares de amperes</h2><p>Quando falamos de raios, tanto a diferença de potencial (volts; o que provoca a descarga) como a corrente (amperes; a quantidade de carga elétrica que produzem) são de grande importância, pois é esta combinação de grandes magnitudes que <strong>torna as descargas atmosféricas um perigo com potencial para causar a morte de uma pessoa</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="274931" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conselhos-protecao-contra-impactos-relampago.html" title="Decálogo de proteção para evitar impactos de relâmpagos">Decálogo de proteção para evitar impactos de relâmpagos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conselhos-protecao-contra-impactos-relampago.html" title="Decálogo de proteção para evitar impactos de relâmpagos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/decalogo-de-proteccion-contra-el-rayo-273241-1_320.jpg" alt="Decálogo de proteção para evitar impactos de relâmpagos"></a></article></aside><p>A grande quantidade de energia libertada por uma descarga elétrica atmosférica <strong>pode fazer com que o ar mude de estado</strong>, transformando as moléculas de gás em plasma.</p><div class="texto-destacado">Quando vemos um relâmpago, estamos a ver um canal de plasma que se formou no ar, que brilha devido às temperaturas extremamente elevadas que atinge, muito mais quentes do que a superfície do Sol.</div><p>Os relâmpagos podem atingir qualquer superfície, e a direção que tomam depende do percurso onde haja maior ionização, mas, em geral,<strong> preferem seguir em direção a superfícies pontiagudas </strong>(para-raios, copas das árvores, cantos dos telhados dos edifícios ou até mesmo uma pessoa).</p><figure class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/FI0UF5uvr6c/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=FI0UF5uvr6c" id="FI0UF5uvr6c"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Por isso mesmo, é de vital importância <strong>procurar abrigo perante uma tempestade elétrica iminente</strong>. O mais seguro é permanecer dentro de casa ou dentro de um veículo, que funciona como uma gaiola de Faraday. Mas se estiveres ao ar livre e sem um abrigo seguro, podes seguir estas medidas para <strong>diminuir a probabilidade de seres atingido por um raio</strong>.</p><ul><li>Afasta-te de massas de água;</li><li>Procura locais mais baixos;</li><li>Mantém-te afastado de árvores, postes e estruturas metálicas;</li><li>Retira os objetos metálicos do teu corpo (relógios, colares, brincos, telemóveis, etc.);</li><li>Agacha-te (não te deites no chão), protegendo a cabeça e evitando deixar os cotovelos expostos. Apenas os teus pés devem estar em contacto com o solo. Desta forma, minimizarás a superfície de contacto.</li></ul>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/zumbido-atmosferico-o-som-que-te-alerta-para-uma-possivel-descarga-de-mais-de-100-milhoes-de-volts-a-tua-volta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva forte e trovoada: depressão atlântica deixa até 7 ilhas açorianas sob aviso amarelo entre hoje e quinta-feira]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-forte-e-trovoada-depressao-atlantica-deixa-ate-7-ilhas-acorianas-sob-aviso-amarelo-entre-hoje-e-quinta-feira.html</link><pubDate>Tue, 28 Jul 2026 13:23:44 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nas próximas horas e dias a passagem de uma depressão pouco profunda pelo arquipélago dos Açores resultará na ocorrência de chuva, por vezes forte, e potencialmente acompanhada de trovoada. O aviso amarelo já está em vigor em 7 ilhas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xasx5gm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xasx5gm.jpg" id="xasx5gm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os mapas de referência da Meteored mostram a rápida aproximação de um <strong>sistema depressionário formado sobre o Atlântico durante as próximas horas, atualmente com uma pressão mínima de 1005 hPa no seu núcleo</strong> e centrado a nordeste do Grupo Ocidental do Arquipélago dos Açores.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Nas cartas sinópticas evidenciam-se bandas de nebulosidade bem organizadas em torno da circulação da depressão que, durante as próximas 24 a 48 horas, associadas às superfícies frontais e linhas de instabilidade de fraca a moderada atividade, darão origem a <strong>períodos de chuva geralmente contínua, predominantemente fraca a moderada, embora por vezes localmente forte</strong>.</p><p>Estão previstos também alguns intervalos de menor regularidade da precipitação, um padrão típico de baixas pressões frontais.</p><h2>Intervalos horários em que o aviso amarelo estará em vigor e ilhas mais expostas</h2><p>No Grupo Oriental, o aviso amarelo de precipitação por vezes forte e potencialmente acompanhada de trovoada estará em vigor entre as 03:00 da manhã de quarta-feira, 29 de julho e as 06:00 da manhã de quinta, dia 30. No Grupo Central o aviso vigorará entre as 15:00 desta terça-feira, dia 28 e as 09:00 da manhã de amanhã quarta-feira, dia 29.</p><h2>Chuva, vento e trovoada entre os efeitos previstos, eis a evolução dia a dia e por grupos de ilhas</h2><p>O vento soprará tendencialmente de sul ou sueste, prevendo-se que nos períodos mais agitados sejam produzidas <strong>rajadas até 70 km/h, especialmente durante a tarde e noite desta terça-feira, dia 28 de julho, no Grupo Ocidental (Corvo e Flores)</strong>. Na quarta e na quinta-feira, dias 29 e 30, as rajadas mais intensas deverão situar-se entre os 50 e 60 km/h nos Grupos Central e Oriental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-forte-e-trovoada-depressao-atlantica-deixa-ate-7-ilhas-acorianas-sob-aviso-amarelo-entre-hoje-e-quinta-feira-1785244258897.png" data-image="kza8uzqn1l0s"><figcaption>No que toca à intensidade do vento, o período mais crítico deverá ter lugar na tarde e noite desta terça-feira e parte da madrugada de quarta-feira, estando previstas rajadas até 70 km/h.</figcaption></figure><p>O estado do tempo será marcado por períodos de céu muito nublado com boas abertas, tornando-se gradualmente encoberto ao longo da tarde ou a partir do final do dia, especialmente nos Grupos Central e Oriental nesta terça-feira 28.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780871" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/agosto-em-portugal-anticiclone-reforca-se-no-inicio-do-mes-mas-tendencia-a-longo-prazo-do-ecmwf-vislumbra-mudancas.html" title="Agosto em Portugal: anticiclone reforça-se no início do mês, mas tendência a longo prazo do ECMWF vislumbra mudanças">Agosto em Portugal: anticiclone reforça-se no início do mês, mas tendência a longo prazo do ECMWF vislumbra mudanças</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/agosto-em-portugal-anticiclone-reforca-se-no-inicio-do-mes-mas-tendencia-a-longo-prazo-do-ecmwf-vislumbra-mudancas.html" title="Agosto em Portugal: anticiclone reforça-se no início do mês, mas tendência a longo prazo do ECMWF vislumbra mudanças"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/agosto-em-portugal-anticiclone-reforca-se-no-inicio-do-mes-mas-tendencia-a-longo-prazo-do-ecmwf-vislumbra-mudancas-1785233861437_320.png" alt="Agosto em Portugal: anticiclone reforça-se no início do mês, mas tendência a longo prazo do ECMWF vislumbra mudanças"></a></article></aside><p>No Grupo Ocidental tem chovido com fraca intensidade desde a manhã de hoje, sendo que no Grupo Central prevê-se a ocorrência de chuva, por vezes forte, de tarde. No Grupo Oriental o dia arrancou com boas abertas, mas com tendência para aumento da nebulosidade a partir do final da tarde.</p><p>Na quarta-feira, dia 29, prevê-se céu muito nublado com abertas e aguaceiros fracos no Grupo Ocidental. No Grupo Central espera-se céu muito nublado com abertas, enquanto no Grupo Oriental será geralmente muito nublado. <strong>Estão previstos períodos de chuva ou aguaceiros, por vezes fortes, acompanhados de condições favoráveis à ocorrência de trovoada, especialmente nas ilhas do Faial, Pico, São Jorge, Graciosa, Terceira, São Miguel e Santa Maria</strong>.</p><h2>Instabilidade começa a diminuir na quinta-feira, 30 de julho, apesar de persistir temporariamente nestas 2 ilhas</h2><p>Para quinta-feira (30) prevê-se a continuidade do aviso amarelo no Grupo Oriental (São Miguel e Santa Maria) devido à previsão que aponta para uma<strong> nova vaga de períodos de chuva ou aguaceiros pontualmente fortes, com possibilidade de trovoada</strong>. Nos Grupos Central e Ocidental preveem-se períodos de céu muito nublado com boas abertas e ocorrência de aguaceiros fracos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-forte-e-trovoada-depressao-atlantica-deixa-ate-7-ilhas-acorianas-sob-aviso-amarelo-entre-hoje-e-quinta-feira-1785244363146.png" data-image="plx9jd5blowz"><figcaption>Previsão da distribuição de precipitação acumulada até às 23:00 de quinta-feira, 30 de julho. No Grupo Ocidental entre 10 e 25 mm; no Grupo Central entre 15 e 50 mm e no Grupo Oriental entre 20 e 65 mm.</figcaption></figure><p>No que diz respeito às temperaturas máximas entre hoje e quinta-feira, dia 30, <strong>prevê-se que oscilem geralmente entre os 23 e os 26 ºC nas principais cidades e povoações açorianas</strong>. Não obstante, destacam-se os 28 e 29 ºC previstos para algumas zonas da ilha das Flores na quarta e na quinta-feira. Em contrapartida, nas áreas montanhosas dos Açores as temperaturas máximas poderão variar entre os 14 e os 18 ºC, salientando-se a zona de montanha da ilha do Pico.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-forte-e-trovoada-depressao-atlantica-deixa-ate-7-ilhas-acorianas-sob-aviso-amarelo-entre-hoje-e-quinta-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Agosto em Portugal: anticiclone reforça-se no início do mês, mas tendência a longo prazo do ECMWF vislumbra mudanças]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/agosto-em-portugal-anticiclone-reforca-se-no-inicio-do-mes-mas-tendencia-a-longo-prazo-do-ecmwf-vislumbra-mudancas.html</link><pubDate>Tue, 28 Jul 2026 10:19:23 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Este verão climatológico Portugal tem sido relativamente poupado das ondas de calor que têm assolado a Europa, tendo registado apenas uma no início de julho. O modelo de referência da Meteored atualizou a previsão para o mês de agosto. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/agosto-em-portugal-anticiclone-reforca-se-no-inicio-do-mes-mas-tendencia-a-longo-prazo-do-ecmwf-vislumbra-mudancas-1785232913311.png" data-image="0wey5eter984"><figcaption>Prevê-se que o primeiro dia de agosto de 2026 registe temperaturas entre 3 e 7 ºC acima da média de um modo geral, sendo que localmente as anomalias térmicas positivas poderão ser superiores.</figcaption></figure><p>Diferentemente de outros países da Europa Meridional e Ocidental, Portugal continental tem sido relativamente poupado à ocorrência de ondas de calor neste verão de 2026, tendo registado apenas um episódio mais severo durante os primeiros 7 a 8 dias de julho. <strong>O que poderemos esperar então do tempo para o mês de agosto, de acordo com as atuais tendências do modelo europeu?</strong></p><h2>Agosto é o mês climatologicamente mais quente do ano em Portugal</h2><p>Em primeiro lugar, importa recordar que agosto é o mês mais quente do ano em Portugal continental, seguido de julho, de acordo com a normal climatológica 1991-2020. <strong>A temperatura média máxima em agosto é de 29,89 ºC</strong>.</p><div class="texto-destacado"> <strong>As noites tropicais</strong> (mínimas iguais ou superiores a 20 ºC) <strong>continuam a ocorrer com bastante frequência</strong>, sobretudo no Alentejo e Algarve, mas também ocasionalmente nos vales do Douro e Tejo e em zonas da Beira Baixa. </div><p>À exceção da estação meteorológica de Sines (distrito de Setúbal), a temperatura média mensal de agosto evidencia um claro <strong>contraste entre a metade setentrional</strong> do Continente, onde varia entre 20 e 22 ºC, <strong>e a metade meridional</strong>, onde oscila entre 23 e 25 ºC. </p><h2>Embora residual, a chuva pode surgir em agosto devido às frentes atlânticas e gotas frias</h2><p><strong>A precipitação média acumulada em agosto apresenta um enorme contraste na nossa geografia</strong>. Enquanto no Noroeste os valores são significativamente superiores à média do Continente para um dos meses mais secos do ano, devido à influência intermitente de algumas frentes atlânticas, a sul do Tejo a precipitação é residual. Esta diferença explica-se pela latitude, pelo efeito de barreira imposto pelo sistema montanhoso Montejunto-Estrela e pela influência do anticiclone dos Açores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/agosto-em-portugal-anticiclone-reforca-se-no-inicio-do-mes-mas-tendencia-a-longo-prazo-do-ecmwf-vislumbra-mudancas-1785233001008.jpg" data-image="74rb7haycped"><figcaption>As trovoadas em agosto começam a ser mais frequentes, sobretudo na segunda quinzena do mês.</figcaption></figure><p>Contudo, nem o anticiclone dos Açores nem a latitude impedem que algumas regiões do Continente sejam, por vezes, afetadas pelas <strong>gotas frias durante os meses de agosto</strong>. Para os agricultores, este pode ser um mês particularmente temível, dado que uma depressão isolada em altitude ou o desenvolvimento de convecção intensa podem originar aguaceiros, acompanhados de trovoadas e, em ocasiões mais severas, episódios de granizo potencialmente catastróficos.</p><h2>O padrão NAO positiva irá dominar temporariamente</h2><p>A previsão subsazonal do modelo ECMWF aponta para uma <strong>mudança no padrão meteorológico coincidente com o início de agosto</strong>, trazendo algumas novidades, embora sem indícios de uma alteração drástica das condições atmosféricas.</p><div class="texto-destacado"><strong>O que acontece quando o índice NAO é positivo?<br></strong>A pressão atmosférica é mais elevada do que o habitual nos Açores e mais baixa na Islândia. Este contraste reforça o anticiclone do Atlântico Norte, favorecendo a sua extensão até à Península Ibérica. Consequentemente, a estabilidade atmosférica tende a consolidar-se com predomínio de tempo seco e relativamente estável, impulsionado pelas altas pressões.</div><p>A partir de quinta-feira, 30 de julho, espera-se que o <strong>padrão NAO+</strong> se comece a instalar, <strong>prolongando-se até segunda-feira, 3 de agosto</strong>.</p><h2>Um agosto ameno ou ligeiramente mais quente do que o normal, mas com tempo mais variável</h2><p>Tudo indica que o período de NAO positiva será temporário. <strong>A partir de terça-feira, 4 de agosto, os cenários do ECMWF evidenciam um aumento da variabilidade atmosférica</strong>, e consequentemente da incerteza na evolução do estado do tempo. Caso esta tendência se confirme, Portugal continental poderá entrar numa fase marcada por uma alternância mais frequente entre períodos de estabilidade e episódios de instabilidade.</p><p><strong>No conjunto, agosto deverá registar temperaturas próximas ou ligeiramente acima da média climatológica de referência</strong>. No entanto, esse sinal não será uniforme em toda a geografia e, de momento, não há indícios de ondas de calor semelhantes à registada no início de julho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/agosto-em-portugal-anticiclone-reforca-se-no-inicio-do-mes-mas-tendencia-a-longo-prazo-do-ecmwf-vislumbra-mudancas-1785233257028.jpg" data-image="rbkvmc471yt1"><figcaption>Agosto irá começar com temperaturas ligeiramente acima do normal em grande parte do país, destacando-se alguns pontos dos distritos de Lisboa e Setúbal e o Sotavento Algarvio (até 2 ºC acima do normal), embora haja zonas onde as temperaturas estarão dentro do normal.</figcaption></figure><p>Na previsão para agosto denota-se o facto de não se vislumbrar <strong>nenhum padrão claramente dominante, o que favorece uma maior diversidade de estados do tempo ao longo do mês</strong>. Além disso, parece pouco provável que se mantenha a sucessão de ondas de calor que afetaram várias regiões da Europa nos meses de junho e julho. Neste contexto, Portugal poderá continuar relativamente menos exposto a estes episódios extremos, embora seja ainda cedo para excluir totalmente a sua ocorrência.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780850" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-onda-de-calor-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-da-europa-ira-portugal-ser-afetado-questiona-joana-campos.html" title="Uma onda de calor aproxima-se a toda a velocidade da Europa: 'irá Portugal ser afetado?', questiona Joana Campos">Uma onda de calor aproxima-se a toda a velocidade da Europa: "irá Portugal ser afetado?", questiona Joana Campos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-onda-de-calor-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-da-europa-ira-portugal-ser-afetado-questiona-joana-campos.html" title="Uma onda de calor aproxima-se a toda a velocidade da Europa: 'irá Portugal ser afetado?', questiona Joana Campos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uma-onda-de-calor-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-da-europa-ira-portugal-ser-afetado-questiona-joana-campos-1785229750025_320.png" alt="Uma onda de calor aproxima-se a toda a velocidade da Europa: 'irá Portugal ser afetado?', questiona Joana Campos"></a></article></aside><p>A maior dinâmica atmosférica prevista para agosto poderá ser favorável à descida de<strong> bolsas de ar frio</strong> para latitudes mais baixas, como a nossa, gerando condições mais propícias ao desenvolvimento de instabilidade. Deste modo, <strong>aumenta a probabilidade de aguaceiros e trovoadas, sobretudo durante a segunda quinzena do mês</strong>, período em que estes fenómenos tendem a tornar-se mais frequentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/agosto-em-portugal-anticiclone-reforca-se-no-inicio-do-mes-mas-tendencia-a-longo-prazo-do-ecmwf-vislumbra-mudancas-1785233519345.jpg" data-image="kv5oigblpox7"><figcaption>A partir da segunda quinzena de agosto poderá gerar-se um ambiente propício ao desenvolvimento de trovoadas mais frequentes e abrangentes em termos geográficos.</figcaption></figure><p>Tendo em conta o mapa de previsão de anomalias de precipitação do modelo Europeu, o interior Norte e Centro de Portugal continental - distritos de <strong>Vila Real, Viseu, Bragança, Guarda e Castelo Branco - poderá concentrar a maior probabilidade de ocorrência de trovoadas</strong>. Este cenário converge com o comportamento climatológico habitual da época estival, quando estas regiões costumam registar maior atividade convectiva durante a fase final do verão climatológico.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/agosto-em-portugal-anticiclone-reforca-se-no-inicio-do-mes-mas-tendencia-a-longo-prazo-do-ecmwf-vislumbra-mudancas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma onda de calor aproxima-se a toda a velocidade da Europa: "irá Portugal ser afetado?", questiona Joana Campos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-onda-de-calor-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-da-europa-ira-portugal-ser-afetado-questiona-joana-campos.html</link><pubDate>Tue, 28 Jul 2026 09:41:08 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal Continental registou ontem uma subida acentuada das temperaturas, no entanto, este cenário não se deverá manter de forma homogénea em todo o país. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xasusty"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xasusty.jpg" id="xasusty"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Vários países da Europa estão prestes a registar <strong>vários dias com temperaturas acima da média</strong>, indicando uma possível onda de calor para os próximos dias. E Portugal será afetado? </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Segundo a mais recente atualização dos nossos mapas, baseados no nosso modelo de confiança, ECMWF, esta semana poderá contar com alguns <strong>contrastes térmicos</strong> na nossa geografia continental.</p><h2>Onda de calor em Portugal, sim ou não?</h2><p>A <strong>resposta mais direta é não</strong>. Neste momento, o IPMA tem 17 avisos ativos devido ao calor. Estes abrangem todos os distritos, menos Faro. Contudo, os distritos do litoral ficarão isentos destes avisos a partir das 18h de hoje, terça-feira, enquanto <strong>os do interior permanecerão sob aviso amarelo até às 18h de amanhã</strong>, quarta-feira. No entanto, espera-se uma pequena descida dos termómetros a partir de amanhã, em todo o território.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-onda-de-calor-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-da-europa-ira-portugal-ser-afetado-questiona-joana-campos-1785229750025.png" data-image="ckf3l1a8t3ps" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>Grande parte da Europa irá registar valores acima da média enquanto uma parte de Portugal Continental registará valores dentro ou abaixo da normal climatológica de referência.</figcaption></figure><p>Esta descida dos termómetros acaba com a possibilidade de alguns pontos da faixa interior poderem ser afetados por esta onda de calor, pois ainda que os nossos mapas de anomalias mostrem <strong>valores acima da média, de forma persistente</strong>, nos próximos dias para essa região, estes não cumprem os requisitos para ser considerada uma onda de calor. </p><p>De acordo com o IPMA, "<em>Considera-se que ocorre uma onda de calor quando <strong>num intervalo de pelo menos 6 dias consecutivos, a temperatura máxima diária é superior em 5°C ao valor médio das temperaturas</strong> máximas diárias</em>", pelo que como entre quarta e quinta as anomalias poderão ser inferiores a 5 ºC, podemos afirmar que esta hipótese fica de fora.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-onda-de-calor-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-da-europa-ira-portugal-ser-afetado-questiona-joana-campos-1785231116497.png" data-image="sey0n381bsko" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Sábado poderá ser o dia mais quente da segunda parte desta semana, com valores até 40 ºC no Sul do país.</figcaption></figure><p>Ainda assim, a partir de sexta-feira espera-se uma<strong> nova subida das temperaturas em todo o país, devendo esta ser mais expressiva no interior</strong>, onde as anomalias térmicas positivas se mantenham elevadas, traduzindo-se em valores acima da média, de até 8 ºC. Estima-se que nessa reta final da semana, o dia de sábado possa ser o mais quente.</p><h2>No litoral a resposta é simples: não haverá sinal da onda de calor</h2><p>Em contraste com a faixa interior, o<strong> litoral contará com temperaturas dentro ou um pouco abaixo da normal climatológica de referência</strong>. A partir de amanhã, quarta-feira, uma boa parte das cidades concentradas no litoral Norte e Centro deverão registar uma descida evidente das temperaturas face ao dia de ontem e de hoje.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780752" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/hoje-e-amanha-estes-17-distritos-estarao-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-ate-40-c-de-temperatura-maxima.html" title="Hoje e amanhã estes 17 distritos estarão sob aviso amarelo de tempo quente: até 40 ºC de temperatura máxima">Hoje e amanhã estes 17 distritos estarão sob aviso amarelo de tempo quente: até 40 ºC de temperatura máxima</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/hoje-e-amanha-estes-17-distritos-estarao-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-ate-40-c-de-temperatura-maxima.html" title="Hoje e amanhã estes 17 distritos estarão sob aviso amarelo de tempo quente: até 40 ºC de temperatura máxima"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/hoje-e-amanha-estes-17-distritos-estarao-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-ate-40-c-de-temperatura-maxima-1785178653946_320.png" alt="Hoje e amanhã estes 17 distritos estarão sob aviso amarelo de tempo quente: até 40 ºC de temperatura máxima"></a></article></aside><p>No entanto, espera-se uma <strong>recuperação das mesmas também a partir de sexta-feira, ainda que esta subida não seja tão expressiva </strong>nesta faixa como será no interior, pois vários locais, junto ao mar, continuarão com valores dentro da média ou um pouco abaixo, especialmente na faixa entre Viana do Castelo e Aveiro.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-onda-de-calor-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-da-europa-ira-portugal-ser-afetado-questiona-joana-campos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Hoje e amanhã estes 17 distritos estarão sob aviso amarelo de tempo quente: até 40 ºC de temperatura máxima]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/hoje-e-amanha-estes-17-distritos-estarao-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-ate-40-c-de-temperatura-maxima.html</link><pubDate>Tue, 28 Jul 2026 06:09:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Dezassete distritos estão sob aviso amarelo devido ao calor. Castelo Branco e Évora poderão atingir 40 ºC esta terça-feira, embora as temperaturas desçam na quarta-feira.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xasnpt6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xasnpt6.jpg" id="xasnpt6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O calor será particularmente intenso esta terça-feira no interior, com máximas de 40 ºC em duas capitais distritais e valores possivelmente superiores noutras localidades.</p><h2>Dezassete distritos sob aviso amarelo: Faro é a única exceção</h2><p>O IPMA colocou <strong>17 dos 18 distritos de Portugal continental sob aviso amarelo por tempo quente</strong>, devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima. <strong>Faro é o único distrito sem aviso meteorológico</strong>.</p><p> Nos distritos de <strong>Aveiro, Braga, Coimbra, Leiria, Lisboa, Porto, Santarém, Setúbal e Viana do Castelo</strong>, o aviso termina ao final da tarde de terça-feira. Em algumas destas regiões, sobretudo no litoral Norte e Centro, aplica-se apenas às áreas do interior dos respetivos distritos. Já em <strong>Beja, Bragança, Castelo Branco, Évora, Guarda, Portalegre, Vila Real e Viseu</strong>, o aviso prolonga-se até ao final da tarde de quarta-feira.</p><h2>Castelo Branco e Évora poderão atingir os 40 ºC esta terça-feira</h2><p>As temperaturas mais elevadas serão registadas no interior Centro e Sul. De acordo com a previsão do IPMA, as capitais distritais de <strong>Castelo Branco e Évora poderão atingir 40 ºC</strong> esta terça-feira.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hoje-e-amanha-estes-17-distritos-estarao-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-ate-40-c-de-temperatura-maxima-1785178306850.png" data-image="bmwkbbxu8q2u" alt="Temperatura prevista para terça-feira, 28 de julho, às 16h." title="Temperatura prevista para terça-feira, 28 de julho, às 16h."><figcaption>O calor será mais intenso no interior, com temperaturas próximas dos 40 ºC em Castelo Branco e Évora e valores bastante mais baixos junto ao litoral.</figcaption></figure><p>Apesar de os 40 ºC previstos dizerem respeito às capitais distritais, <strong>não se excluem valores localmente superiores noutras localidades do interior</strong>, especialmente em vales abrigados e zonas afastadas da influência marítima.</p><table><thead><tr><th>Capital de Distrito</th><th>Terça-feira 28 de julho</th><th>Quarta-feira 29 de julho</th><th>Variação térmica diária</th></tr></thead><tbody><tr><td>Viana do Castelo</td><td> 25 ºC </td><td> 24 ºC </td><td> ▼ 1 ºC </td></tr><tr><td>Braga</td><td> 33 ºC </td><td> 30 ºC </td><td> ▼ 3 ºC </td></tr><tr><td> Vila Real </td><td> 37 ºC </td><td> 34 ºC </td><td> ▼ 3 ºC </td></tr><tr><td>Bragança</td><td> 38 ºC </td><td> 38 ºC </td><td> = </td></tr><tr><td> Porto </td><td> 26 ºC </td><td> 24 ºC </td><td> ▼ 2 ºC </td></tr><tr><td> Aveiro </td><td> 26 ºC </td><td> 24 ºC </td><td> ▼ 2 ºC </td></tr><tr><td> Viseu </td><td> 36 ºC </td><td> 33 ºC </td><td> ▼ 3 ºC </td></tr><tr><td> Guarda </td><td> 33 ºC </td><td> 32 ºC </td><td> ▼ 1 ºC </td></tr><tr><td> Coimbra </td><td> 33 ºC </td><td> 30 ºC </td><td> ▼ 3 ºC </td></tr><tr><td> Castelo Branco </td><td> 40 ºC </td><td> 37 ºC </td><td> ▼ 3 ºC </td></tr><tr><td> Leiria </td><td> 31 ºC </td><td> 28 ºC </td><td> ▼ 3 ºC </td></tr><tr><td> Santarém </td><td> 34 ºC </td><td> 33 ºC </td><td> ▼ 1 ºC </td></tr><tr><td> Lisboa </td><td> 35 ºC </td><td> 31 ºC </td><td> ▼ 4 ºC </td></tr><tr><td> Portalegre </td><td> 38 ºC </td><td> 35 ºC </td><td> ▼ 3 ºC </td></tr><tr><td> Évora </td><td> 40 ºC </td><td> 37 ºC </td><td> ▼ 3 ºC </td></tr><tr><td> Beja </td><td> 38 ºC </td><td> 37 ºC </td><td> ▼ 1 ºC </td></tr><tr><td> Setúbal </td><td> 29 ºC </td><td> 26 ºC </td><td> ▼ 3 ºC </td></tr><tr><td> Faro </td><td> 29 ºC </td><td> 28 ºC </td><td> ▼ 1 ºC </td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="4">Fonte: Mapas da Meteored e IPMA.</td></tr></tbody></table><p> A tabela mostra bem o contraste entre o litoral e o interior do país. Enquanto as capitais do interior Centro e Sul registam máximas próximas dos <strong>40 ºC</strong>, o litoral mantém temperaturas bastante mais amenas graças à influência do oceano. </p><h2>As temperaturas descem na quarta-feira, mas o calor persiste no interior</h2><p>Na quarta-feira está prevista uma <strong>descida generalizada da temperatura máxima</strong>, mais evidente em várias capitais distritais do Norte, Centro e região de Lisboa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780646" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-ganhara-forca-em-portugal-nesta-ultima-semana-de-julho-interior-podera-chegar-aos-42-c-nas-zonas-mais-afetadas.html" title="Calor ganhará força em Portugal nesta última semana de julho: interior poderá chegar aos 42 ºC nas zonas mais afetadas">Calor ganhará força em Portugal nesta última semana de julho: interior poderá chegar aos 42 ºC nas zonas mais afetadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-ganhara-forca-em-portugal-nesta-ultima-semana-de-julho-interior-podera-chegar-aos-42-c-nas-zonas-mais-afetadas.html" title="Calor ganhará força em Portugal nesta última semana de julho: interior poderá chegar aos 42 ºC nas zonas mais afetadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-ganhara-forca-em-portugal-esta-semana-interior-podera-chegar-aos-42-c-nas-zonas-mais-afetadas-1785148547218_320.png" alt="Calor ganhará força em Portugal nesta última semana de julho: interior poderá chegar aos 42 ºC nas zonas mais afetadas"></a></article></aside><p>O contraste entre o litoral e o interior será evidente. Enquanto várias capitais do interior alcançarão ou superarão os 36 ºC, algumas zonas costeiras permanecerão abaixo dos 30 ºC devido à influência marítima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hoje-e-amanha-estes-17-distritos-estarao-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-ate-40-c-de-temperatura-maxima-1785178370261.png" data-image="4zournnspmhi" alt="Temperatura prevista para quarta-feira, 29 de julho, às 16h." title="Temperatura prevista para quarta-feira, 29 de julho, às 16h."><figcaption>As temperaturas descem em grande parte do território na quarta-feira, embora o interior continue a registar máximas elevadas.</figcaption></figure><p> A descida das temperaturas será sentida em grande parte do país na quarta-feira, embora o calor continue intenso no interior. <strong>Bragança deverá manter os 38 ºC</strong>, enquanto <strong>Beja, Castelo Branco e Évora</strong> continuam com máximas de cerca de <strong>37 ºC</strong>. </p><h2> Temperaturas acima da média, sobretudo no interior </h2><p> Embora o final de julho corresponda habitualmente a uma das épocas mais quentes do ano, as temperaturas previstas para esta terça-feira deverão ficar acima da média climatológica em grande parte de Portugal continental, com os desvios mais significativos a concentrarem-se no interior. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hoje-e-amanha-estes-17-distritos-estarao-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-ate-40-c-de-temperatura-maxima-1785178461429.png" data-image="2uwqely53t4y" alt="Anomalia da temperatura prevista para terça-feira, 28 de julho, às 16h." title="Anomalia da temperatura prevista para terça-feira, 28 de julho, às 16h."><figcaption>As temperaturas estarão entre 4 e 7 ºC acima da média em várias regiões do interior Norte, Centro e Sul.</figcaption></figure><blockquote><blockquote><p>Em várias regiões do interior Norte, Centro e Sul, as temperaturas poderão situar-se entre <strong>4 e 7 ºC acima da média climatológica</strong>, com os desvios mais elevados previstos para algumas zonas do Norte e Centro.</p> </blockquote><blockquote> <p>Apesar da ligeira descida das máximas prevista para quarta-feira, as temperaturas deverão continuar acima do habitual em várias regiões do interior Norte e Centro.</p></blockquote></blockquote><h2> Calor continuará acompanhado por ar seco e muito sol </h2><p> O ambiente continuará bastante seco durante a tarde, sobretudo nas regiões do interior, onde a humidade relativa poderá descer frequentemente para valores entre <strong>20% e 35%</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hoje-e-amanha-estes-17-distritos-estarao-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-ate-40-c-de-temperatura-maxima-1785178653946.png" data-image="9qpi5iq7pptd" alt="Humidade relativa prevista para quarta-feira, 29 de julho, às 16h." title="Humidade relativa prevista para quarta-feira, 29 de julho, às 16h."><figcaption>O ambiente permanecerá seco no interior, enquanto o litoral apresentará valores de humidade relativa mais elevados.</figcaption></figure><p> A nebulosidade deverá ser reduzida em grande parte do território, favorecendo uma forte exposição solar durante as horas de maior calor. O vento será geralmente fraco a moderado, sendo a influência marítima mais evidente nas regiões costeiras. </p><p>Esta terça-feira será o dia mais quente em várias capitais distritais, com <strong>40 ºC em Castelo Branco e Évora</strong> e valores possivelmente superiores noutras localidades do interior.</p><p> Apesar da descida prevista para quarta-feira, o calor continuará a fazer-se sentir no interior do país. Por esse motivo, o <strong>IPMA mantém o aviso amarelo em oito distritos</strong> até ao final da tarde de quarta-feira. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/hoje-e-amanha-estes-17-distritos-estarao-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-ate-40-c-de-temperatura-maxima.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas conseguem transformar plásticos em combustível: o sistema que os converte em energia]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-conseguem-transformar-plasticos-em-combustivel-o-sistema-que-os-convertem-em-energia.html</link><pubDate>Tue, 28 Jul 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Este novo processo alcança três resultados de uma só vez: transforma o plástico mais comum em hidrogénio de alta pureza e, ao mesmo tempo, solidifica o CO2, evitando assim a sua libertação na atmosfera.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-logran-transformar-los-plasticos-en-combustible-el-sistema-que-convierte-plasticos-en-energia-1784929874378.png" data-image="x8v6j7cda9ji"><figcaption>Transformação de plástico através de um novo tratamento térmico alcalino, resultando num biomaterial de hidrogénio livre de emissões. Imagem cortesia da UCLA Newsroom.</figcaption></figure><p>Quanto <strong>plástico </strong>existe realmente no planeta? É uma pergunta para a qual, quase certamente, nunca teremos uma resposta. Independentemente das estimativas que possamos fazer, a preocupação com a situação cresce — ainda que lentamente — em contraste com a rápida escalada do problema em si; a realidade é que, a cada minuto que passa, há mais plástico no planeta.</p><p>No meio de diversas iniciativas e campanhas voltadas para mitigar a questão, cientistas de todo o mundo continuam a procurar <strong>soluções eficazes para erradicar o problema rapidamente</strong>, sem causar mais danos ao planeta e às suas esferas (ou seja, sem criar novas fontes de poluição da água, do ar ou do solo).</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Das profundezas dos oceanos às nuvens — e até mesmo no nosso sangue —, o plástico alcançou todos os espaços no nosso redor, persistindo no meio ambiente e permanecendo com as futuras gerações por séculos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Um dos projetos de investigação mais interessantes a apresentar resultados promissores recentemente — em julho deste ano — foi publicado pela Universidade da Califórnia, em Los Angeles (UCLA), e pela Ewha Womans University, na Coreia do Sul.</p><p>Este estudo não apenas desenvolveu com sucesso um processo capaz de transformar a<strong> reciclagem de plásticos</strong> no futuro <strong>sem gerar poluição adicional</strong>, mas também oferece uma via nova e altamente eficiente para a <strong>geração de energia limpa</strong>. </p><h2>Do plástico ao hidrogénio: uma transformação sem emissões<br></h2><p>Misturar plásticos para transformá-los? O resultado desta nova proposta é nada menos que hidrogénio de alta pureza, obtido pela <strong>combinação de três tipos comuns de plástico: PET, polietileno e polipropileno</strong>.</p><p>Isto é alcançado através de um novo processo chamado <strong>tratamento térmico alcalino</strong>, que utiliza temperaturas até 400 °C mais baixas do que as empregadas em processos convencionais de gaseificação, permitindo que o <strong>dióxido de carbono </strong>libertado durante o processo seja capturado e <strong>transformado na sua forma sólida</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-logran-transformar-los-plasticos-en-combustible-el-sistema-que-convierte-plasticos-en-energia-1784929995504.png" data-image="fffo70waaptc"><figcaption>Estudos demonstraram que milhões de microplásticos estão presentes no ar, na água e no solo, com um período de decomposição que pode levar centenas de anos.</figcaption></figure><p>Ao utilizar hidróxido de sódio e uma diferença de temperatura tão significativa (este processo geralmente opera em temperaturas entre 700 °C e 1300 °C), <strong>esta técnica requer menos energia e, ao mesmo tempo, produz hidrogénio com pureza superior a 90%</strong> — um nível muito próximo do padrão exigido para aplicação em tecnologias de energia limpa.</p><p>Além disso, a capacidade de capturar o dióxido de carbono emitido durante o processo evita que o gás seja libertado na atmosfera e a polua, criando também a oportunidade de aproveitar o <strong>material sólido resultante</strong>; uma vez transformado, este material pode ser <strong>utilizado em setores como manufatura e construção civil</strong>, entre outros.</p><div class="texto-destacado">Segundo dados da UCLA, menos de 10% do plástico descartado é reciclado, quase 80% acaba em aterros sanitários e nos oceanos, enquanto cerca de 10% é incinerado, libertando gases poluentes na atmosfera durante o processo.</div><p>Embora este <strong>projeto ainda esteja em fase experimental</strong> e precise de passar por um processo de implementação industrial fora do laboratório, os resultados são promissores no que diz respeito à redução de custos na triagem e separação de materiais plásticos, à produção de hidrogénio de alta pureza e à gestão e aproveitamento dos resíduos remanescentes.</p><h2>Um problema que tem uma janela de oportunidade</h2><p>Desde 2020, <strong>diversas iniciativas de investigação e projetos surgiram na tentativa de mitigar este problema crescente</strong>, visto que a maioria dos bens essenciais atuais contém, infelizmente, algum tipo de plástico.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763365" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/vitoria-ambiental-descomposicao-quimica-permite-reciclagem-repetida-de-plasticos-acrilicos-a-temperaturas-mais-baixas.html" title="Vitória ambiental: “descomposição” química permite reciclagem repetida de plásticos acrílicos a temperaturas mais baixas">Vitória ambiental: “descomposição” química permite reciclagem repetida de plásticos acrílicos a temperaturas mais baixas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/vitoria-ambiental-descomposicao-quimica-permite-reciclagem-repetida-de-plasticos-acrilicos-a-temperaturas-mais-baixas.html" title="Vitória ambiental: “descomposição” química permite reciclagem repetida de plásticos acrílicos a temperaturas mais baixas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chemical-unzipping-enables-repeated-recycling-of-acrylic-plastics-1775647053282_320.jpeg" alt="Vitória ambiental: “descomposição” química permite reciclagem repetida de plásticos acrílicos a temperaturas mais baixas"></a></article></aside><p>Em 2025, investigadores japoneses publicaram uma descoberta sobre o desenvolvimento de um plástico à base de celulose altamente durável, que se degrada completamente em água salgada; e, no início de 2026, foi anunciado um projeto que decompõe o plástico utilizando enzimas, degradando com sucesso até 90% das garrafas PET.</p><p><strong> </strong></p><p>É importante realçar que a adoção de bioplásticos no quotidiano e a implementação de novas estratégias para mitigar o impacto deste material ainda podem levar muito tempo; portanto, a melhor oportunidade de promover mudanças nessa questão está na decisão de cada um de nós de <strong>gerar a menor quantidade possível de resíduos plásticos no nosso dia a dia</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Park%2C%20et%20al" data-year="2026" data-title="Selective%20and%20direct%20hydrogen%20generation%20from%20mixed%20plastic%20waste%20via%20alkaline%20thermal%20treatment%20with%20inherent%20carbon%20storage" data-url="https%3A%2F%2Fwww.pnas.org%2Fdoi%2F10.1073%2Fpnas.2537552123">Park, et al. (2026). <a href="https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.2537552123" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Selective and direct hydrogen generation from mixed plastic waste via alkaline thermal treatment with inherent carbon storage</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-conseguem-transformar-plasticos-em-combustivel-o-sistema-que-os-convertem-em-energia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda num mini-jardim]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-plantas-que-te-podem-ajudar-a-transformar-uma-pequena-varanda-num-mini-jardim.html</link><pubDate>Mon, 27 Jul 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Com as plantas certas e tirando partido das paredes e dos corrimões, até a varanda mais pequena pode transformar-se num pequeno Éden urbano, produtivo e de fácil manutenção.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-plantas-que-pueden-ayudarte-a-transformar-un-balcon-pequeno-en-un-mini-jardin-1784951323175.png" data-image="9s87cdpbf4sl" alt="Cultivar flores, hierbas aromáticas, hortalizas y pequeños frutos en macetas te permite crear un jardín que no solo es decorativo, sino también productivo." title="Cultivar flores, hierbas aromáticas, hortalizas y pequeños frutos en macetas te permite crear un jardín que no solo es decorativo, sino también productivo."><figcaption>Cultivar flores, ervas aromáticas, legumes e pequenos frutos em vasos permite-lhe criar um jardim que não só é decorativo, como também produtivo.</figcaption></figure><p>Viver num apartamento pequeno no centro da cidade não significa ter de abdicar de ter plantas num pequeno jardim. Embora o espaço pareça reduzido, uma varanda com 2 a 4 m² pode transformar-se num mini-jardim se se aproveitarem corretamente as paredes, os corrimões e até os cantos.</p><p>As plantas não servem apenas para decorar. Ter uma varanda com plantas pode <strong>melhorar o humor, reduzir o stress e a ansiedade que o dia-a-dia no meio do betão nos causa e tornar o ambiente mais agradável</strong>, sobretudo em cidades onde o contacto com a natureza é limitado.</p><p>Também pode tornar-se um espaço produtivo. Algumas ervas aromáticas, legumes e pequenos frutos podem crescer perfeitamente em vasos, oferecendo a oportunidade de ter <strong>manjericão, alfaces, morangos ou tomates recém-colhidos</strong> a poucos passos da cozinha.</p><p>No entanto, nem todas as plantas se dão igualmente bem em todos os varandas. Diferentes fatores, como a quantidade de luz, o vento, o tipo de clima da região onde vive e, sobretudo, o tamanho dos vasos, influenciam diretamente o seu crescimento, floração e necessidade de água.</p><p>Por isso, o segredo não está em encher a varanda de vasos, mas sim em <strong>escolher espécies compactas e organizá-las de forma pensada</strong>. E, para isso, existem opções que se adaptam a locais a pleno sol, à meia-sombra ou mesmo a espaços que exigem pouca manutenção.</p><h2>Antes de escolher as plantas, conheça bem a sua varanda</h2><p>O primeiro passo é saber quantas horas de sol o nosso espaço recebe. <strong>Considera-se sol pleno quando temos seis horas ou mais de luz direta</strong>, enquanto a meia-sombra recebe aproximadamente entre três e cinco. Se quase nunca entrarem raios de sol diretos, o melhor é optar por begónias, fetos ou outras plantas adaptadas à sombra luminosa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-plantas-que-pueden-ayudarte-a-transformar-un-balcon-pequeno-en-un-mini-jardin-1784951454837.png" data-image="rgzvun4yrk2k" alt="Las macetas alargadas para barandales son una forma práctica de aprovechar espacios desaprovechados y cultivar plantas sin sacrificar espacio para caminar." title="Las macetas alargadas para barandales son una forma práctica de aprovechar espacios desaprovechados y cultivar plantas sin sacrificar espacio para caminar."><figcaption>Os vasos alongados para corrimões são uma forma prática de aproveitar espaços não utilizados e cultivar plantas sem sacrificar o espaço para circular.</figcaption></figure><p>Também deve ter em conta o vento, especialmente em andares altos. As correntes fortes podem desidratar as folhas, partir os caules e derrubar os vasos; por isso, <strong>é aconselhável agrupá-los, colocar redes de proteção ou utilizar plantas resistentes</strong>.</p><p>Em varandas pequenas, <strong>os vasos leves, as floreiras de corrimão e os sistemas verticais </strong>funcionam muito bem. No entanto, antes de pensar em comprar vasos grandes, é importante verificar quanto peso a estrutura suporta. O substrato molhado pesa muito mais do que o seco, um pormenor que muitas vezes é esquecido ao projetar estes espaços.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780447" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-5-plantas-mais-inusitadas-para-cultivar-em-casa-parecem-ser-de-outro-planeta.html" title="As 5 plantas mais inusitadas para cultivar em casa: parecem ser de outro planeta!">As 5 plantas mais inusitadas para cultivar em casa: parecem ser de outro planeta!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-5-plantas-mais-inusitadas-para-cultivar-em-casa-parecem-ser-de-outro-planeta.html" title="As 5 plantas mais inusitadas para cultivar em casa: parecem ser de outro planeta!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/le-5-piante-piu-insolite-da-coltivare-in-casa-sembrano-arrivate-da-un-altro-pianeta-1784222155463_320.jpeg" alt="As 5 plantas mais inusitadas para cultivar em casa: parecem ser de outro planeta!"></a></article></aside><p>Todos os vasos devem ter orifícios de drenagem e, se possível, pratos que recolham a água excedente sem deixar as raízes encharcadas. <strong>Um bom substrato deve reter a humidade, mas também permitir a entrada de oxigénio</strong>.</p><h3>Plantas recomendadas e como as dispor</h3><p>As ervas aromáticas são um excelente ponto de partida. <strong>Manjericão, coentros, tomilho e orégãos</strong> podem ser cultivados em vasos com 15 a 20 centímetros de profundidade e apreciam várias horas de sol.</p><p>O alecrim prefere um vaso com pelo menos 25 centímetros e regas moderadas, enquanto a hortelã deve ser plantada sozinha, pois as suas raízes espalham-se rapidamente e podem deslocar outras espécies.</p><div class="texto-destacado">As recomendações devem sempre ser adaptadas ao clima local, uma vez que uma planta exposta ao sol numa cidade de clima temperado pode necessitar de cuidados diferentes numa região muito quente.</div><p>Para colher alimentos, pode plantar <strong>alface, rúcula, tomates cereja, pimentos e morangos</strong>. As folhas crescem em canteiros de 15 a 20 centímetros, enquanto os tomates e os pimentos necessitarão de vasos com cerca de 20 litros e mais horas de luz.</p><p>As petúnias, os gerânios, os tagetes e as calêndulas dão cor e podem atrair abelhas e outros insetos benéficos. <strong>Retirar as flores murchas ajuda a promover o surgimento de novas flores</strong> e mantém as plantas com um aspeto mais cuidado.</p><p>Para aproveitar paredes e corrimões, pode plantar espécies como o jasmim, a hera ou a passiflora. Estas espécies precisam de tutores e vasos com 25 a 35 centímetros.<strong> Orientar os caules desde que são jovens evita que ocupem demasiado espaço</strong> e permite criar uma cortina vegetal sem reduzir a área de passagem.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-plantas-que-pueden-ayudarte-a-transformar-un-balcon-pequeno-en-un-mini-jardin-1784951489920.png" data-image="9kwugkr453l4" alt="Un balcón lleno de plantas no solo se ve de lujo, también ofrece más privacidad y ayuda a reducir un poco el ruido de la calle." title="Un balcón lleno de plantas no solo se ve de lujo, también ofrece más privacidad y ayuda a reducir un poco el ruido de la calle."><figcaption>Uma varanda cheia de plantas não só fica lindíssima, como também proporciona mais privacidade e ajuda a reduzir um pouco o ruído da rua.</figcaption></figure><p>Se tiver pouco tempo, <strong>as echeverias, os sedums e outras suculentas são boas opções para espaços luminosos</strong>. Precisam de vasos com melhor drenagem e regas mais espaçadas. E tenha cuidado, pois o erro mais comum é regá-las com demasiada frequência.</p><p>Para organizar o teu jardim, agrupa as plantas de acordo com as suas necessidades de luz e rega. Coloca as mais altas no fundo e as mais pequenas à frente, para uma melhor visibilidade. Combina plantas aromáticas com calêndulas, ou suculentas com uma trepadeira vistosa como ponto focal.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779542" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nao-sao-plantas-invasoras-mas-podem-tomar-conta-do-seu-jardim-se-nao-as-mantiver-sob-controlo.html" title="Não são plantas invasoras, mas podem tomar conta do seu jardim se não as mantiver sob controlo">Não são plantas invasoras, mas podem tomar conta do seu jardim se não as mantiver sob controlo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nao-sao-plantas-invasoras-mas-podem-tomar-conta-do-seu-jardim-se-nao-as-mantiver-sob-controlo.html" title="Não são plantas invasoras, mas podem tomar conta do seu jardim se não as mantiver sob controlo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/they-re-not-invasive-plants-but-they-can-take-over-your-garden-if-you-don-t-keep-them-under-control-1784424248519_320.jpg" alt="Não são plantas invasoras, mas podem tomar conta do seu jardim se não as mantiver sob controlo"></a></article></aside><p>Um sistema de rega automática simplifica os cuidados, mas <strong>os géis retentores de água não substituem um substrato adequado nem a monitorização regular da humidade</strong>. Por isso, verifica semanalmente as folhas, a presença de pragas, o amarelecimento e os suportes.</p><p>Comece com três ou cinco plantas fáceis de cuidar e observe como se adaptam às condições da sua varanda. Não se sinta pressionado a comprar tudo de uma vez nem a encher o espaço.</p><p>Com boa luz, boa drenagem, vasos seguros e cuidados constantes, até uma varanda pequena pode transformar-se num Éden funcional, produtivo e fácil de manter.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-plantas-que-te-podem-ajudar-a-transformar-uma-pequena-varanda-num-mini-jardim.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Céu do Saara em Portugal: as poeiras chegarão a partir de terça-feira 28]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ceu-do-saara-em-portugal-as-poeiras-chegarao-a-partir-de-terca-feira.html</link><pubDate>Mon, 27 Jul 2026 15:01:47 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma alteração da circulação atmosférica deverá favorecer o transporte de poeiras provenientes do deserto do Saara até Portugal continental a partir de terça-feira. As primeiras partículas deverão entrar pelo Sul, estendendo-se gradualmente ao restante território.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xasl0he"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xasl0he.jpg" id="xasl0he"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma intrusão de poeiras provenientes do deserto do Saara deverá começar a afetar Portugal continental a partir de terça-feira, 28 de julho. As <strong>primeiras partículas deverão entrar pelo Algarve e Baixo Alentejo</strong>, estendendo-se gradualmente ao restante território ao longo do dia. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações</div><p>Segundo as previsões atuais, <strong>a intrusão deverá intensificar-se durante a terça-feira, atingir a maior extensão geográfica na quarta-feira</strong> e enfraquecer gradualmente nos dias seguintes, à medida que a massa de poeiras se dispersa.</p><h2>A circulação atmosférica abrirá um corredor entre o Saara e Portugal</h2><p>Este episódio será provocado por uma alteração da circulação atmosférica sobre a Península Ibérica. Uma depressão posicionada a oeste de Portugal, em conjunto com pressões mais elevadas sobre o Norte de África, estabelecerá um <strong>fluxo persistente de sul a sueste</strong>, favorecendo o transporte de poeiras saarianas até ao território continental. Em altitude, a presença de uma dorsal subtropical contribuirá para uma atmosfera mais estável, reduzindo a dispersão inicial das partículas e permitindo que permaneçam em suspensão durante vários dias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ceu-do-saara-em-portugal-as-poeiras-chegarao-a-partir-de-terca-feira-1785162271754.png" data-image="8lsbpft0dt0s"><figcaption>A circulação de sul a sueste nos níveis médios da atmosfera deverá estabelecer um corredor entre o Norte de África e a Península Ibérica, favorecendo o transporte de poeiras provenientes do deserto do Saara para Portugal continental.</figcaption></figure><p>Durante a manhã de terça-feira, as primeiras poeiras deverão alcançar o Algarve e o Baixo Alentejo, avançando progressivamente para o Centro e Norte ao longo do dia. A intrusão deverá intensificar-se durante a tarde, quando se <strong>esperam as concentrações mais elevadas, sobretudo nas regiões do Sul e do interior</strong>. Na quarta-feira, a massa de poeiras deverá abranger praticamente todo o continente, embora já apresente concentrações mais homogéneas e, em geral, inferiores às registadas no dia anterior. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ceu-do-saara-em-portugal-as-poeiras-chegarao-a-partir-de-terca-feira-1785162967750.png" data-image="yb13kub03hwm"><figcaption>A intrusão de poeiras deverá continuar a afetar Portugal continental na quinta-feira, embora com menor intensidade.</figcaption></figure><p>A <strong>partir de quinta-feira, o episódio deverá enfraquecer gradualmente</strong>, persistindo apenas concentrações residuais, sobretudo nas regiões do Sul, até sexta-feira.</p><h2>Os efeitos visíveis da intrusão de poeiras</h2><p>A <strong>presença destas poeiras em suspensão poderá tornar o céu mais esbranquiçado ou alaranjado</strong>, reduzindo a transparência da atmosfera, especialmente durante o nascer e o pôr do sol. Em algumas regiões, o horizonte poderá apresentar um aspeto mais difuso devido à maior concentração de partículas em altitude. Este tipo de intrusão é relativamente <strong>frequente durante os meses mais quentes</strong>, quando a circulação atmosférica favorece o transporte de partículas minerais desde o Norte de África para a Península Ibérica, podendo prolongar-se durante vários dias, consoante a evolução das condições meteorológicas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780646" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-ganhara-forca-em-portugal-nesta-ultima-semana-de-julho-interior-podera-chegar-aos-42-c-nas-zonas-mais-afetadas.html" title="Calor ganhará força em Portugal nesta última semana de julho: interior poderá chegar aos 42 ºC nas zonas mais afetadas">Calor ganhará força em Portugal nesta última semana de julho: interior poderá chegar aos 42 ºC nas zonas mais afetadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-ganhara-forca-em-portugal-nesta-ultima-semana-de-julho-interior-podera-chegar-aos-42-c-nas-zonas-mais-afetadas.html" title="Calor ganhará força em Portugal nesta última semana de julho: interior poderá chegar aos 42 ºC nas zonas mais afetadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-ganhara-forca-em-portugal-esta-semana-interior-podera-chegar-aos-42-c-nas-zonas-mais-afetadas-1785148547218_320.png" alt="Calor ganhará força em Portugal nesta última semana de julho: interior poderá chegar aos 42 ºC nas zonas mais afetadas"></a></article></aside><p>Embora os principais modelos apontem para uma evolução semelhante, pequenas <strong>alterações na intensidade do fluxo de sul poderão modificar a extensão e a duração da intrusão</strong> sobre Portugal continental. Por esse motivo, será importante acompanhar as próximas atualizações das previsões para confirmar a evolução deste episódio e a sua duração, sobretudo entre terça e quinta-feira.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ceu-do-saara-em-portugal-as-poeiras-chegarao-a-partir-de-terca-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Dilema cósmico: revelam porque é que ter filhos no espaço é uma missão quase impossível para a humanidade]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/dilema-cosmico-revelam-porque-e-que-ter-filhos-no-espaco-e-uma-missao-quase-impossivel-para-a-humanidade.html</link><pubDate>Mon, 27 Jul 2026 14:33:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Uma experiência orbital com células humanas revela que a microgravidade altera as fases iniciais da reprodução humana, embora ainda não demonstre que seja impossível conceber ou gerar uma gravidez no espaço.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/dilema-cosmico-revelan-por-que-tener-bebes-en-el-espacio-es-una-mision-casi-imposible-para-la-humanidad-1784836293051.jpg" data-image="imfgmu5p9xlq"><figcaption>A conceção, a gravidez e os partos no espaço ainda se encontram em fase de estudo.</figcaption></figure><p>A possibilidade de estabelecer comunidades humanas na Lua ou em Marte depende de muito mais do que produzir oxigénio, água e alimentos. Uma colónia permanente teria também de garantir a fertilidade e o desenvolvimento das novas gerações em condições para as quais o nosso organismo nunca evoluiu.</p><p>Um novo estudo<strong> analisou uma das primeiras etapas da reprodução, a formação das células</strong> que, após um longo processo de maturação, podem dar origem a óvulos e espermatozoides. Os resultados indicaram que o voo espacial interfere nesse desenvolvimento antes mesmo da fecundação.</p><div class="texto-destacado">O estudo, liderado por Ying Li, da Faculdade de Medicina da Universidade de Fuzhou, utilizou células estaminais embrionárias humanas a bordo das naves Tianzhou-1 e Tianzhou-6, para recolher amostras e realizar uma análise posterior.</div><p>A equipa <strong>criou modelos de células germinativas primordiais, folículos ováricos e células estaminais espermatogónicas</strong>. Por si só, não foram estudadas gravidezes, embriões em desenvolvimento nem pessoas expostas em órbita; ou seja, não se tratou de uma demonstração direta de infertilidade espacial.</p><p>O trabalho forneceu evidências diretas de que estar em órbita altera processos celulares ligados à reprodução humana. A questão já não é apenas se uma gravidez poderia prosperar longe da Terra, mas se os seus componentes biológicos iniciais poderiam formar-se.</p><h2>Alterações nas células reprodutivas em microgravidade</h2><p>Durante o voo espacial, <strong>o efeito mais evidente verificou-se nas células germinativas primordiais, com uma diminuição da sua eficiência de formação de cerca de 50%</strong> em relação aos controlos terrestres, o que representa uma redução considerável neste modelo experimental celular.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dilema-cosmico-revelan-por-que-tener-bebes-en-el-espacio-es-una-mision-casi-imposible-para-la-humanidad-1784835827496.jpg" data-image="w9gc5ka08gui"><figcaption>As células precursoras dos espermatozoides e dos óvulos são afetadas em ambientes diferentes do terrestre.</figcaption></figure><p>As <strong>células-mãe espermatogónicas induzidas, relacionadas com a produção de espermatozoides, também apresentaram dificuldades</strong>. A sua proliferação diminuiu cerca de 26%, o que sugere que o ambiente orbital pode limitar o surgimento de precursores reprodutivos, bem como a sua capacidade de se multiplicarem.</p><p>As análises do ARN e das proteínas que as células tentavam produzir revelaram alterações consoante cada tipo celular. As vias mais afetadas estavam relacionadas com a matriz extracelular, a dinâmica dos microtúbulos e o metabolismo dos lípidos, funções essenciais para organizar e sustentar o desenvolvimento.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779903" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/susto-na-lua-o-comandante-da-artemis-ii-revela-a-perturbadora-anomalia-que-sofreram-a-meio-da-noite.html" title="Susto na Lua: o comandante da Artemis II revela a perturbadora anomalia que sofreram a meio da noite">Susto na Lua: o comandante da Artemis II revela a perturbadora anomalia que sofreram a meio da noite</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/susto-na-lua-o-comandante-da-artemis-ii-revela-a-perturbadora-anomalia-que-sofreram-a-meio-da-noite.html" title="Susto na Lua: o comandante da Artemis II revela a perturbadora anomalia que sofreram a meio da noite"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/susto-en-la-luna-el-comandante-de-artemis-ii-confiesa-la-perturbadora-anomalia-que-sufrieron-a-mitad-de-la-noche-1784511623475_320.jpg" alt="Susto na Lua: o comandante da Artemis II revela a perturbadora anomalia que sofreram a meio da noite"></a></article></aside><p>Em <strong>microgravidade</strong>, as células recebem sinais mecânicos diferentes dos habituais na Terra. O <strong>citoesqueleto</strong>, que mantém a sua forma e distribui os componentes internos, reorganiza-se, alterando a comunicação com o ambiente e modificando as instruções para se diferenciar de forma ordenada.</p><h3>A radiação não foi o principal dano detetado</h3><p>Embora continue a ser uma preocupação séria <strong>porque as partículas energéticas podem danificar o ADN e aumentar o risco de mutações</strong>. Nestas missões relativamente curtas, a sequenciação do exoma completo não revelou qualquer perda de integridade genética nas células estudadas.</p><p>A análise da metilação do ADN, um mecanismo que ajuda a regular quais os genes que permanecem ativos ou silenciados, também não revelou qualquer desestabilização. Isto não significa que a radiação não seja prejudicial, mas sim que as alterações observadas surgiram sem que se verificasse uma deterioração genómica detetável.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dilema-cosmico-revelan-por-que-tener-bebes-en-el-espacio-es-una-mision-casi-imposible-para-la-humanidad-1784836312350.png" data-image="3sol3pf11d3d"><figcaption>Esquema do desenho experimental e do fluxo de trabalho para as missões tZ-1 e tZ-6. Crédito: Li et al.</figcaption></figure><p>A duração e a trajetória de uma missão são fatores decisivos; na verdade, <strong>viajar à volta da Terra não reproduz a exposição acumulada a que estaria sujeita uma tripulação a caminho de Marte</strong>, fora da proteção magnética terrestre e exposta durante meses a raios cósmicos e partículas solares.</p><p>Por essa razão, os resultados não permitem garantir que as futuras gerações estejam isentas de mutações hereditárias. O estudo demonstra estabilidade genómica durante exposições específicas e limitadas, enquanto os riscos de doses mais elevadas e efeitos acumulativos deverão ser analisados em missões de maior duração.</p><h3>O que falta para pensar em nascimentos fora da Terra</h3><p>Antes de considerar a reprodução humana fora da Terra, será necessário repetir as experiências durante períodos mais longos e com sistemas biológicos mais complexos. Embora as culturas celulares permitam identificar mecanismos,<strong> não reproduzem as interações hormonais, imunológicas e fisiológicas de um organismo nem de uma gravidez</strong>.</p><p>Entre as possíveis medidas de proteção encontram-se habitats com gravidade artificial parcial, blindagens contra a radiação e sistemas de cultivo que reproduzam melhor o ambiente químico e mecânico terrestre. Assim como a <strong>criopreservação de gametas e tecidos reprodutivos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776983" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-presente-doce-para-os-astronomos-descobrem-planetas-superesponjosos-mais-leves-do-que-o-algodao-doce.html" title="Um presente doce para os astrónomos: descobrem planetas superesponjosos, mais leves do que o algodão doce">Um presente doce para os astrónomos: descobrem planetas superesponjosos, mais leves do que o algodão doce</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-presente-doce-para-os-astronomos-descobrem-planetas-superesponjosos-mais-leves-do-que-o-algodao-doce.html" title="Um presente doce para os astrónomos: descobrem planetas superesponjosos, mais leves do que o algodão doce"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sweet-treat-for-astronomers-as-they-discover-planets-lighter-than-candy-floss-1782901457857_320.jpeg" alt="Um presente doce para os astrónomos: descobrem planetas superesponjosos, mais leves do que o algodão doce"></a></article></aside><p>Esta investigação poderá beneficiar a medicina terrestre, ao observar <strong>como se alteram o citoesqueleto, o metabolismo e a diferenciação das células germinativas</strong>. Contribuindo para o estudo de mecanismos relacionados com a infertilidade, modelos de desenvolvimento humano e tecnologias de reprodução assistida.</p><p>Sem dúvida alguma, tornarmo-nos uma <strong>espécie multiplanetária</strong> exigirá compreender a biologia com o mesmo nível de pormenor que os foguetões e os habitats. Embora a reprodução no espaço não seja impossível, as células que sustentam a continuidade humana dependem profundamente do ambiente terrestre.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ying%20Li%2C%20et%20al" data-year="2026" data-title="Spaceflight%20multi-omics%20reveals%20vulnerabilities%20of%20human%20germ%20cell%20development" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fsciadv.aee0143">Ying Li, et al. (2026). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.aee0143" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Spaceflight multi-omics reveals vulnerabilities of human germ cell development</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/dilema-cosmico-revelam-porque-e-que-ter-filhos-no-espaco-e-uma-missao-quase-impossivel-para-a-humanidade.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mudança no tempo em Portugal: temperaturas disparam; estão 17 distritos sob aviso amarelo de tempo quente]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudanca-no-tempo-em-portugal-temperaturas-disparam-estao-17-distritos-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente.html</link><pubDate>Mon, 27 Jul 2026 11:19:20 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Esta segunda-feira amanheceu mais quente face aos últimos dias e assim irá continuar nas próximas horas. Há 17 avisos em vigor, devido ao calor previsto.</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/77qHwR6JdAs/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=77qHwR6JdAs" id="77qHwR6JdAs"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Esta semana arrancou com uma subida acentuada e generalizada das temperaturas, como temos vindo a avançar nas últimas previsões. Para hoje, segunda-feira, esperam-se valores máximos entre os 28 ºC em Viana do Castelo e os 38 ºC em Coimbra, Santarém e Beja. Em regiões como o <strong>Ribatejo e Baixo Alentejo, alguns locais podem registar até 40 ºC</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>O <strong>IPMA emitiu aviso amarelo de tempo quente para 17 distritos, em vigor até às 18h de amanhã</strong>, terça-feira, sendo que apenas o distrito de Faro se mantém fora desta lista.</p><h2>Semana poderá contar com algum alívio do calor, mas apenas em alguns locais</h2><p>No entanto, à medida que os dias avançam, o <strong>calor deverá aliviar no litoral Norte e Centro</strong>, com maior evidência nas cidades costeiras, mantendo-se o interior com temperaturas elevadas. Este alívio poderá ser sentido com maior expressão a partir de quarta-feira, dia 30, onde os termómetros deverão baixar para temperaturas entre os 21 ºC em Viana do Castelo e os 27 ºC em Leiria.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-no-tempo-em-portugal-temperaturas-disparam-estao-17-distritos-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-1785149095033.png" data-image="u3zkferujrk7" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Esta segunda-feira, dia 27 de julho, poderá contar com temperaturas acima dos 30 ºC na maior parte do território continental.</figcaption></figure><p>As <strong>regiões mais quentes do país deverão ser os vales do Douro e Guadiana</strong>, onde os termómetros podem ultrapassar os 40 ºC em alguns locais. A Beira Baixa e o Ribatejo também poderão contar com máximas até aos 40 ºC em vários dias da semana.</p><p>Na quinta-feira, também a faixa interior poderá registar uma <strong>pequena descida dos valores</strong>, ainda que na sexta-feira os mesmos voltem a subir, sendo esperada uma persistência de valores elevados nesta região até domingo.</p><h2>Os próximos dias podem contar ainda com estabilidade atmosférica generalizada</h2><p>Além desta subida térmica, a atmosfera deverá manter-se estável, ainda que a partir de quarta-feira, e pelo menos até ao fim de semana, possam surgir <strong>alguns períodos de maior nebulosidade</strong>, especialmente na faixa litoral e durante a manhã.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780646" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-ganhara-forca-em-portugal-nesta-ultima-semana-de-julho-interior-podera-chegar-aos-42-c-nas-zonas-mais-afetadas.html" title="Calor ganhará força em Portugal nesta última semana de julho: interior poderá chegar aos 42 ºC nas zonas mais afetadas">Calor ganhará força em Portugal nesta última semana de julho: interior poderá chegar aos 42 ºC nas zonas mais afetadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-ganhara-forca-em-portugal-nesta-ultima-semana-de-julho-interior-podera-chegar-aos-42-c-nas-zonas-mais-afetadas.html" title="Calor ganhará força em Portugal nesta última semana de julho: interior poderá chegar aos 42 ºC nas zonas mais afetadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-ganhara-forca-em-portugal-esta-semana-interior-podera-chegar-aos-42-c-nas-zonas-mais-afetadas-1785148547218_320.png" alt="Calor ganhará força em Portugal nesta última semana de julho: interior poderá chegar aos 42 ºC nas zonas mais afetadas"></a></article></aside><p>Todavia, esta estabilidade poderá ser brevemente interrompida, entre as 20h e as 21h de quarta-feira, onde os nossos mapas de chuva mostram a <strong>possibilidade de ocorrência da mesma</strong>, ainda que de forma fraca e irregular, no noroeste do país. Contudo, esta previsão de chuva conta com um grau elevado de incerteza, pelo que aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações em <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/" target="_blank" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">tempo.pt</a>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudanca-no-tempo-em-portugal-temperaturas-disparam-estao-17-distritos-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor ganhará força em Portugal nesta última semana de julho: interior poderá chegar aos 42 ºC nas zonas mais afetadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-ganhara-forca-em-portugal-nesta-ultima-semana-de-julho-interior-podera-chegar-aos-42-c-nas-zonas-mais-afetadas.html</link><pubDate>Mon, 27 Jul 2026 10:37:21 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A última semana de julho arranca com 17 distritos de Portugal continental sob aviso amarelo de tempo quente. Avizinham-se dias de calor intenso, com máximas até 42 ºC. Saiba até quando poderá durar e as zonas mais afetadas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xasj4xa"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xasj4xa.jpg" id="xasj4xa"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Confirma-se o cenário antecipado com grande antecedência nas previsões elaboradas pela Meteored Portugal com base no modelo ECMWF, que apontavam para uma <strong>subida acentuada e generalizada das temperaturas máximas e mínimas a partir de hoje, segunda-feira 27 de julho</strong>. Este cenário foi entretanto corroborado pelo IPMA, com a emissão de aviso amarelo de tempo quente para quase todo o território de Portugal continental.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>O aviso amarelo de tempo quente estará em vigor em 17 distritos de Portugal continental (exceto Faro) devido à previsão da persistência de valores elevados da temperatura máxima, entre as 09:00 de hoje e as 18:00 de amanhã, terça-feira (28). <strong>A partir de quarta-feira (29), o aviso manter-se-á apenas em 8 distritos do Continente - Vila Real, Viseu, Bragança, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja</strong> - permanecendo ativo no mesmo período horário, entre as 09:00 e as 18:00.</p><h2>Nova cúpula de calor instala-se sobre a Península Ibérica, Portugal é afetado, mas escapa aos valores mais extremos</h2><p>A configuração atmosférica será muito semelhante à das últimas semanas. Uma crista subtropical, associada ao anticiclone e ao ar quente procedente do Norte de África, irá intensificar-se sobre o sul, centro e leste de Espanha, enquanto algumas bolsas de ar frio isoladas em altitude se formarão a oeste de Portugal continental. Desta interação resultará um<strong> padrão de pressão e vento favorável ao transporte de uma massa de ar muito quente e seco, carregado de poeiras do Saara, para a Península Ibérica</strong>.</p><p>Nos próximos dias será possível definir com maior precisão a duração, extensão geográfica e intensidade deste episódio. Embora em Espanha seja muito elevada a probabilidade de ocorrer uma onda de calor, em Portugal, à semelhança do que aconteceu nas últimas semanas, o impacto será menos severo. <strong>Ainda assim, nesta ocasião o calor será suficientemente intenso para justificar a emissão de aviso amarelo em grande parte do território continental</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-ganhara-forca-em-portugal-esta-semana-interior-podera-chegar-aos-42-c-nas-zonas-mais-afetadas-1785147763744.png" data-image="xj7ufjchn2kl"><figcaption>Amanhã grande parte do país registará temperaturas entre 3 e 5 ºC acima do normal, com algumas zonas a poderem registar anomalias de até 8 ºC. Somente algumas zonas das costa ocidental e meridional registarão temperaturas dentro da média ou ligeiramente inferiores ao normal.</figcaption></figure><p>Com um posicionamento ligeiramente mais a oeste das bolsas de ar frio em altitude, a crista subtropical e a massa de ar quente serão forçadas também a estender-se sobre grande parte de Portugal continental. <strong>As regiões do litoral deverão ser afetadas sobretudo na segunda (27) e terça-feira (28), enquanto no interior o calor persistirá, pelo menos, até quarta (29)</strong>. </p><p>A incerteza aumenta a partir de quinta-feira (30), embora tudo indique que o calor poderá prolongar-se nos dias seguintes em algumas zonas do interior, onde não se exclui a possibilidade de ocorrência de uma onda de calor de âmbito regional. Porém, grande parte do país, especialmente as zonas mais próximas do litoral, deverá continuar relativamente protegida dos valores mais extremos.</p><h2>Máximas até 42 ºC e regresso das noites tropicais nalgumas zonas do país esta semana</h2><p><strong>Hoje (27) e amanhã (28) as temperaturas sobem de forma quase generalizada em Portugal continental</strong>, atingindo valores elevados e acima da média para a época do ano em quase todo o território, exceto nalgumas partes do Algarve. </p><div class="texto-destacado">Hoje, 27 de julho, o vento vai soprando do quadrante leste em termos gerais, sendo favorável ao transporte de ar quente para o nosso país e contribuindo para a subida generalizada das temperaturas máximas de forma tão eficiente. Nos dias seguintes o vento tenderá gradualmente a rodar para oeste, afastando o calor mais para Espanha e ligeiramente menos no nosso país.</div><p>Se as previsões do modelo europeu se confirmarem, <strong>as temperaturas máximas deverão oscilar entre os 37 e os 41 ºC nos vales dos principais rios, em zonas da Beira Baixa e em algumas planícies alentejanas, entre hoje e quarta-feira (29)</strong>. Na quinta-feira (30) poderá ocorrer um pequeno alívio térmico generalizado, embora os valores possam voltar a subir a partir de sexta-feira (31), especialmente nas regiões do interior já referidas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-ganhara-forca-em-portugal-esta-semana-interior-podera-chegar-aos-42-c-nas-zonas-mais-afetadas-1785147640613.png" data-image="6avwayur98h7"><figcaption>Máximas até 42 ºC previstas para sexta-feira, 31 de julho. No entanto, a incerteza na evolução do cenário ainda poderá resultar na alteração dos valores previstos.</figcaption></figure><p>Se a configuração sinóptica prevista se concretizar, <strong>sexta-feira (31) poderá ser um dos dias mais quentes da semana </strong>no Alentejo Central, Baixo Alentejo, vale do Douro e em algumas zonas do Sotavento Algarvio, onde as temperaturas máximas poderão oscilar entre 38 e 42 ºC. Para esse dia, os mapas de referência da Meteored indicam <strong>até 42 ºC em Mértola e até 41 ºC em Serpa e Alcoutim</strong>. Resta perceber se as poeiras do Saara ou a nebulosidade diurna terão a capacidade de limitar o aquecimento do ar durante as próximas tardes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780455" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-emite-aviso-amarelo-para-14-distritos-devido-ao-tempo-quente-eis-os-dias-mais-criticos-do-calor.html" title="IPMA emite aviso amarelo para 14 distritos devido ao tempo quente: eis os dias mais críticos do calor">IPMA emite aviso amarelo para 14 distritos devido ao tempo quente: eis os dias mais críticos do calor</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-emite-aviso-amarelo-para-14-distritos-devido-ao-tempo-quente-eis-os-dias-mais-criticos-do-calor.html" title="IPMA emite aviso amarelo para 14 distritos devido ao tempo quente: eis os dias mais críticos do calor"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-emite-aviso-amarelo-para-14-distritos-devido-ao-tempo-quente-previsto-eis-os-dias-mais-criticos-do-calor-1785023864424_320.png" alt="IPMA emite aviso amarelo para 14 distritos devido ao tempo quente: eis os dias mais críticos do calor"></a></article></aside><p>As <strong>noites tropicais</strong> (temperatura mínima igual ou superior a 20 ºC durante toda a noite) voltarão a ganhar terreno em algumas zonas do <strong>interior Norte, no interior Centro, em boa parte do Alentejo e do Sotavento Algarvio</strong>. O modelo ECMWF prevê que, ao longo da semana, as temperaturas fiquem entre 1 e 3 ºC acima da média para a época do ano em quase todo o território de Portugal continental, exceto em algumas zonas do litoral Norte e Algarve onde as anomalias térmicas positivas serão algo mais suaves.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-ganhara-forca-em-portugal-nesta-ultima-semana-de-julho-interior-podera-chegar-aos-42-c-nas-zonas-mais-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O sapo-comum está a adaptar-se ao calor, mas a ciência descobriu um limite decisivo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-sapo-comum-esta-a-adaptar-se-ao-calor-mas-a-ciencia-descobriu-um-limite-decisivo.html</link><pubDate>Mon, 27 Jul 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Investigadores portugueses descobriram que os girinos alteram a alimentação e aceleram o desenvolvimento para enfrentar águas mais quentes. Mas a estratégia perde eficácia à medida que a temperatura sobe.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/o-sapo-comum-esta-a-adaptar-se-ao-calor-mas-a-ciencia-descobriu-um-limite-decisivo-1784917987994.jpg" data-image="md649j5uzhaw" alt="Sapo-comum da Serra de Sintra" title="Sapo-comum da Serra de Sintra"><figcaption>Para perceber como a alimentação influencia a resposta do sapo-comum ao aquecimento, os investigadores criaram girinos recolhidos na Serra de Sintra sob diferentes condições de temperatura e regimes alimentares. Foto: Sara Bento/ CE3C</figcaption></figure><p>Há uma história muito conhecida sobre um <strong>sapo colocado numa panela</strong> com água fria. Com a temperatura a subir lentamente, o animal não reage e acaba cozido. A <strong>história é falsa</strong>, mas a metáfora tornou-se uma forma popular de descrever quem se habitua gradualmente a situações prejudiciais.</p><p>A investigação de uma equipa da <strong>Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa </strong>conta uma versão muito diferente. Quando a água aquece, os girinos do sapo-comum não ficam passivos. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Alteram a alimentação, aceleram o desenvolvimento e ajustam o crescimento. Estão, em suma, a responder ativamente às mudanças do ambiente.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O problema é que essa capacidade tem limites. À medida que a temperatura aumenta, as <strong>estratégias de adaptação</strong> tornam-se progressivamente <strong>menos</strong> <strong>eficazes</strong>. O aquecimento pode estar a avançar mais depressa do que a fisiologia destes animais consegue acompanhar.</p><h2>A estratégia está no prato</h2><p>O estudo, publicado na revista <em>Scientific Reports</em>, é o primeiro a demonstrar, num vertebrado, que a capacidade de compensar os efeitos do aumento da temperatura através da alimentação é condicionada por <strong>limitações fisiológicas</strong>.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/o-sapo-comum-esta-a-adaptar-se-ao-calor-mas-a-ciencia-descobriu-um-limite-decisivo-1784918075944.jpg" data-image="i74xwzf72t4t" alt="Sapo-comum em ambiente de laboratório" title="Sapo-comum em ambiente de laboratório"><figcaption>A experiência conduzida em ambiente controlado demonstrou que o sapo-comum ajusta a dieta à temperatura. Foto: Sara Bento/ CE3C</figcaption></figure><p>A equipa estudou <strong>girinos de sapo-comum</strong> (<em>Bufo spinosus</em>) recolhidos na <strong>Serra de Sintra</strong>. Os animais foram criados em laboratório a <strong>12, 16 e 20 graus Celsius</strong>, com três <strong>regimes</strong> <strong>alimentares distintos</strong>. Uns receberam alimento de origem animal, outros matéria vegetal. Um terceiro grupo podia escolher entre os dois.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="652089" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/congelar-e-nao-morrer-tentando-a-curiosa-estrategia-dos-sapos-do-alasca-para-sobreviver-ao-inverno.html" title="Congelar e não morrer: a curiosa estratégia dos sapos do Alasca para sobreviver ao inverno">Congelar e não morrer: a curiosa estratégia dos sapos do Alasca para sobreviver ao inverno</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/congelar-e-nao-morrer-tentando-a-curiosa-estrategia-dos-sapos-do-alasca-para-sobreviver-ao-inverno.html" title="Congelar e não morrer: a curiosa estratégia dos sapos do Alasca para sobreviver ao inverno"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/congelarse-y-no-morir-en-el-intento-la-curiosa-estrategia-de-las-ranas-de-alaska-para-sobrevivir-al-invierno-1712604367761_320.jpg" alt="Congelar e não morrer: a curiosa estratégia dos sapos do Alasca para sobreviver ao inverno"></a></article></aside><p>A experiência revelou que os girinos conseguem <strong>ajustar a dieta à temperatura</strong>. Em condições mais quentes, os animais com possibilidade de escolha aumentaram a assimilação de alimento vegetal. Também elevaram a taxa de consumo. Essa flexibilidade permitiu <strong>atenuar alguns efeitos do aquecimento</strong>, mas apenas parcialmente.</p><h2>Mais depressa, mas com custos</h2><p>A temperatura alterou profundamente o desenvolvimento dos girinos. O <strong>período</strong> <strong>larvar</strong> diminuiu de cerca de 177 dias, nas condições mais frias, para apenas <strong>30 dias</strong> a 20 graus Celsius.</p><p>A aceleração teve um preço. Os indivíduos que completaram a metamorfose sob temperaturas mais elevadas apresentaram <strong>menor massa corporal e pior condição física</strong>. O comprimento, porém, sofreu poucas alterações, sugerindo que algumas características podem ser mantidas com maior prioridade do que outras.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O aquecimento também alterou a composição elementar dos tecidos dos jovens sapos. A descoberta indica que as temperaturas mais elevadas não afetam apenas o crescimento. Podem também modificar a forma como os animais processam e armazenam nutrientes.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A investigação mostra, assim, que a adaptação não é uma <strong>resposta ilimitada</strong>. Um animal pode alterar o que come, acelerar o desenvolvimento e redistribuir recursos entre diferentes funções. Mas, quando as condições ambientais se afastam demasiado daquelas a que está adaptado, essas <strong>possibilidades</strong> <strong>começam a estreitar-se</strong>.</p><h2>Quando o refúgio desaparece</h2><p>A conclusão ultrapassa a história de uma espécie. Os girinos vivem num ambiente em que temperatura e alimentação estão intimamente ligadas. À medida que a água aquece, aumentam as exigências metabólicas e nutricionais. A capacidade de compensar esse desequilíbrio através da alimentação, porém, não cresce indefinidamente.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/o-sapo-comum-esta-a-adaptar-se-ao-calor-mas-a-ciencia-descobriu-um-limite-decisivo-1784918209468.jpg" data-image="oi6o0jsbmacl" alt="Bruno Carreira e Sara Bento, investigadores do CE3C" title="Bruno Carreira e Sara Bento, investigadores do CE3C"><figcaption>Bruno Carreira e Sara Bento fazem parte da equipa portuguesa que conduziu o primeiro estudo deste género realizado em vertebrados. Foto: CE3C</figcaption></figure><p>As consequências podem estender-se às relações entre espécies. Alterações no crescimento e na composição dos tecidos podem modificar o valor energético dos anfíbios enquanto presas e produzir efeitos em cadeia nos ecossistemas aquáticos.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Para os investigadores, a preservação de refúgios térmicos em zonas húmidas e outros ambientes de água doce poderá ser decisiva, sobretudo numa região mediterrânica particularmente vulnerável às alterações climáticas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A história do sapo na panela é uma metáfora sem fundamento científico. A investigação portuguesa revela algo mais complexo. Os animais não ignoram necessariamente a mudança. Podem responder-lhe, alterar comportamentos e r<strong>eorganizar o próprio desenvolvimento</strong>.</p><p>Mas quando o <strong>ambiente muda mais depressa do que a fisiologia</strong> consegue acompanhar, já não basta escolher melhor o que comer. É preciso que ainda existam lugares onde seja possível escapar ao calor.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-sapo-comum-esta-a-adaptar-se-ao-calor-mas-a-ciencia-descobriu-um-limite-decisivo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A espera acabou: um dos percursos mais espetaculares da Madeira está de novo acessível]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-espera-acabou-um-dos-percursos-mais-espetaculares-da-madeira-esta-de-novo-acessivel.html</link><pubDate>Mon, 27 Jul 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Após sete meses encerrado devido a uma derrocada, o trilho Levada do Furado reabriu ao público. Estão, finalmente, concluídas as obras de recuperação e reforço das condições de segurança.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-espera-acabou-um-dos-percursos-mais-espetaculares-da-madeira-esta-de-novo-acessivel-1784403945522.jpg" data-image="z01zeid9o8zu" alt="Madeira" title="Madeira"><figcaption>Fechado durante sete meses, este emblemático trilho da Madeira acaba de reabrir. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Sete meses depois, o <strong>trilho Levada do Furado</strong> reabriu. Após a derrocada que destruiu os seus passadiços, aquele que é um dos trilhos mais emblemáticos da Madeira, entre a Ribeiro Frio e a Portela, está novamente aberto ao público.</p><div class="texto-destacado">O trilho liga o Ribeiro Frio à Portela e atravessa uma das áreas mais representativas da floresta Laurissilva, classificada como Património Mundial Natural pela UNESCO.</div><p>Segundo avançou a ‘Lusa’, citada pelo jornal ‘Observador’, as obras de recuperação foram realizadas nos últimos meses pela ARM — Águas e Resíduos da Madeira. Durante este período, a empresa pública focou-se na construção de muros de suporte, na reconstrução do canal da levada e do pavimento, bem como na reposição e instalação de varandins de proteção em diversos troços dos <strong>11 quilómetros de percurso</strong>.</p><p>“Estas ações contribuíram para a estabilização e reforço das infraestruturas existentes, assegurando melhores condições de segurança para os utilizadores e a preservação das características originais deste percurso pedestre”, explicou o Instituto das Florestas e da Conservação da Natureza (ICNF). </p><h2>IFCN apela à responsabilidade dos visitantes</h2><p>Esta reabertura era bastante aguardada por residentes e turistas, já que se trata de <strong>um dos trilhos mais procurados da região</strong>. Em comunicado, citado pelo 'Sapo', o IFCN destaca que o PR 10 atravessa uma zona de elevado valor natural e continua a ser um dos percursos de referência para quem pretende conhecer a floresta Laurissilva.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779136" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pescas-biodiversidade-marinha-e-economia-azul-comissario-europeu-das-pescas-e-oceanos-visita-os-acores-e-a-madeira.html" title="Pescas, biodiversidade marinha e economia azul. Comissário Europeu das Pescas e Oceanos visita os Açores e a Madeira">Pescas, biodiversidade marinha e economia azul. Comissário Europeu das Pescas e Oceanos visita os Açores e a Madeira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pescas-biodiversidade-marinha-e-economia-azul-comissario-europeu-das-pescas-e-oceanos-visita-os-acores-e-a-madeira.html" title="Pescas, biodiversidade marinha e economia azul. Comissário Europeu das Pescas e Oceanos visita os Açores e a Madeira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pescas-biodiversidade-marinha-e-economia-azul-comissario-europeu-das-pescas-e-oceanos-visita-os-acores-e-a-madeira-1784313652162_320.jpg" alt="Pescas, biodiversidade marinha e economia azul. Comissário Europeu das Pescas e Oceanos visita os Açores e a Madeira"></a></article></aside><p>"A reabertura do PR 10 devolve aos residentes e visitantes a possibilidade de usufruírem de <strong>um dos percursos pedestres mais emblemáticos da Região Autónoma da Madeira</strong>, reconhecido pela sua elevada riqueza paisagística e natural, atravessando áreas integradas na Floresta Laurissilva da Madeira, classificada como Património Mundial Natural pela UNESCO", sublinha o IFCN.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-espera-acabou-um-dos-percursos-mais-espetaculares-da-madeira-esta-de-novo-acessivel-1784404122818.jpg" data-image="e0i490ls6oqz" alt="Madeira" title="Madeira"><figcaption>É um dos "percursos pedestres mais emblemáticos da Região." Foto: Visit Madeira</figcaption></figure><p>No mesmo comunicado, o IFCN informa que, embora os percursos estejam novamente abertos, <strong>é essencial que todos os visitantes ajam com responsabilidade</strong>. Respeitar a sinalização, cumprir as regras de segurança e seguir as indicações das entidades competentes é fundamental para garantir uma experiência segura. </p><p>A entidade aconselha ainda o uso de equipamento adequado ao percurso e recomenda<strong> verificar as condições meteorológicas </strong>antes da caminhada, já que o estado do tempo pode influenciar a segurança ao longo do trajeto.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.<br> </div><p>"O IFCN agradece a compreensão demonstrada pelos utilizadores durante o período de encerramento e reafirma o seu compromisso com a manutenção, valorização e monitorização da rede regional de percursos pedestres classificados, em estreita articulação com as entidades parceiras, garantindo as melhores condições de segurança e a preservação deste importante património natural", conclui.</p><h2>Saiba mais sobre este percurso</h2><p>Com uma <strong>duração média de cinco horas</strong>, o PR 10 Levada do Furado tem início no Ribeiro Frio e atravessa uma das áreas mais emblemáticas da floresta Laurissilva.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="682998" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/madeira-e-considerada-uma-das-ilhas-mais-desejadas-da-europa.html" title="Madeira é considerada uma das 'ilhas mais desejadas' da Europa">Madeira é considerada uma das "ilhas mais desejadas" da Europa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/madeira-e-considerada-uma-das-ilhas-mais-desejadas-da-europa.html" title="Madeira é considerada uma das 'ilhas mais desejadas' da Europa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-e-considerada-uma-das-ilhas-mais-desejadas-da-europa-1731486663526_320.jpg" alt="Madeira é considerada uma das 'ilhas mais desejadas' da Europa"></a></article></aside><p>Ao longo do trajeto, os caminhantes têm vista para os terrenos agrícolas das freguesias do Faial, São Roque do Faial e Porto da Cruz, além de conseguirem observar a imponente formação rochosa da Penha d'Águia.</p><p>Quem pretender realizar esta caminhada deve <strong>efetuar a reserva antecipadamente</strong> através da plataforma <em>online</em>. O acesso tem um custo de 4,50€ para visitantes com mais de 12 anos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Sapo%2C%20Rodrigues%2C%20C" data-year="2026" data-title="Percurso%20pedestre%20da%20Levada%20do%20Furado%20reabre%20ap%C3%B3s%20derrocada" data-url="https%3A%2F%2Fsapo.pt%2Fartigo%2Fpercurso-pedestre-da-levada-do-furado-reabre-apos-derrocada-6a562a6507944094d72092f1">Sapo, Rodrigues, C. (2026). <a href="https://sapo.pt/artigo/percurso-pedestre-da-levada-do-furado-reabre-apos-derrocada-6a562a6507944094d72092f1" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Percurso pedestre da Levada do Furado reabre após derrocada</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Pincelli%2C%20I" data-year="2026" data-title="Sete%20meses%20depois%20da%20derrocada%2C%20um%20dos%20trilhos%20mais%20emblem%C3%A1ticos%20da%20Madeira%20reabriu" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fna-cidade%2Fsete-meses-depois-da-derrocada-um-dos-trilhos-mais-emblematicos-da-madeira-reabriu">NiT, Pincelli, I. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/sete-meses-depois-da-derrocada-um-dos-trilhos-mais-emblematicos-da-madeira-reabriu" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Sete meses depois da derrocada, um dos trilhos mais emblemáticos da Madeira reabriu</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-espera-acabou-um-dos-percursos-mais-espetaculares-da-madeira-esta-de-novo-acessivel.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Previsão sazonal para o trimestre de agosto, setembro e outubro no globo – anomalias da temperatura e precipitação]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/previsao-sazonal-para-o-trimestre-de-agosto-setembro-e-outubro-no-globo-anomalias-da-temperatura-e-precipitacao.html</link><pubDate>Mon, 27 Jul 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A Organização Meteorológica Mundial, OMM, divulga todos os meses uma previsão sazonal a nível global para os próximos três meses, com a previsão das anomalias da temperatura à superfície e da precipitação.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-sazonal-para-o-trimestre-de-agosto-setembro-e-outubro-no-globo-anomalias-da-temperatura-e-precipitacao-1784927522462.jpg" data-image="11ob3es1hzka" alt="Globo" title="Globo"><figcaption>Para a elaboração de previsões globais, desde o curto prazo à previsão sazonal, são necessários sistemas computacionais com grande capacidade de cálculo.</figcaption></figure><p>Esta previsão sazonal baseia-se nas previsões multimodelo, ou seja, são analisados em termos probabilísticos os valores médios mensais da temperatura à superfície e da precipitação no conjunto dos resultados de vários modelos globais de diferentes instituições meteorológicas.</p><h2>Previsão probabilística das anomalias das temperaturas no globo para o período de agosto a outubro de 2026</h2><p>Nos modelos globais utilizados para o cálculo do conjunto (ensemble) são os seguintes: Beijing, CMCC, CPTEC, ECMWF, Exeter, Melbourne, Montreal, Moscow, Offenbach, Pretoria, Seoul, Tokyo, Toulouse e Washington.</p><div class="texto-destacado">A criação de um sistema de previsão multimodelo justifica-se pelos resultados da investigação nesta área que mostraram que combinando os resultados de vários modelos é possível obter uma previsão mais consistente e de maior confiança.</div><p>A razão fundamental para <strong>os bons resultados da abordagem multimodelo</strong>, em comparação com os resultados obtidos individualmente por diferentes modelos, prende-se com o facto de todos os modelos possuírem erros com amplitude suficiente para que não exista uma degradação significativa das previsões quando integrados à escala sazonal.</p><p><strong>A temperatura à superfície da água do mar (SST) influencia o clima, as correntes, a circulação oceânica e os padrões meteorológicos, desde a escala local à escala global.</strong> Como exemplo disto temos o fenómeno El Niño-Oscilação do Sul (ENSO) que é um fenómeno climático natural, caraterizado por alterações significativas na distribuição da temperatura da superfície da água do Oceano Pacífico tropical e que causa alterações nos padrões de chuva e temperatura em várias partes do globo.</p><p>O El Niño é caracterizado por um aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial, na região central e oriental, perto da costa da América do Sul, e La Niña por um arrefecimento.</p><p>Nesta previsão sazonal para o período de agosto a outubro de 2026 (ASO 2026), a previsão do conjunto multimodelo indica <strong>um rápido desenvolvimento para condições de El Niño intenso.</strong></p><div class="texto-destacado">A anomalia média sazonal da temperatura da superfície do mar (SST) deverá atingir aproximadamente 2,9°C durante a ASO 2026, com uma trajetória de intensificação a atingir o pico em novembro.</div><p>É de referir que a dispersão entre os sistemas de previsão individuais continua a ser pequena, <strong>o que reflete uma elevada confiança nas previsões.</strong></p><p>No Índico, prevê-se também o desenvolvimento de uma fase positiva do Dipolo do Oceano Índico (IOD - conhecido como "El Niño do Índico", fenómeno acoplado oceano-atmosfera que causa variações irregulares na temperatura da superfície do mar, alternando entre fases positivas, oeste mais quente, e negativas, leste mais quente), atingindo um valor médio sazonal de 0,6°C na ASO 2026. </p><p>No Atlântico, prevê-se que a região do <strong>Atlântico Tropical se mantenha geralmente quente, com as SSTs no Atlântico Tropical Norte e Sul a manterem-se acima do normal.</strong></p><p>No entanto, no Atlântico Norte e numa vasta região subtropical do Pacífico Sul mais a oeste existe uma probabilidade elevada das SSTs estarem abaixo da média.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-sazonal-para-o-trimestre-de-agosto-setembro-e-outubro-no-globo-anomalias-da-temperatura-e-precipitacao-1784927932936.jpg" data-image="kyn1nmf9u6ry" alt="Previsão probabilística da temperatura do ar" title="Previsão probabilística da temperatura do ar"><figcaption>Previsões probabilísticas da temperatura do ar à superfície para o trimestre agosto, setembro e outubro de 2026. A azul, vermelho e cinzento estão representadas as categorias mais prováveis de valores de temperatura abaixo, acima ou próximo do normal respetivamente. As áreas brancas indicam hipóteses iguais para todas as categorias. O período de referência é 1993-2009. Fonte: WMO - GSCU for ASO 2026</figcaption></figure><p>Para ASO 2026, o conjunto dos múltiplos modelos indica um <strong>sinal global generalizado de temperaturas da superfície terrestre acima da normal climatológica.</strong></p><div class="texto-destacado">Prevê-se uma probabilidade elevada de condições acima da média para a África, o sul da Europa, a Península Arábica, o subcontinente indiano, o leste da Ásia, partes ocidentais da América do Norte abaixo dos 60°N, a América Central e as Caraíbas.</div><p>No Hemisfério Sul, prevê-se uma probabilidade elevada de temperaturas acima da normal no sul de África, entre o Equador e os 30°S na América do Sul e na Nova Zelândia. </p><p>Na Austrália, prevê-se um aumento moderado da probabilidade de temperaturas acima do normal nas regiões sul e central, com um sinal notavelmente mais fraco nas regiões do extremo norte.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780046" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-el-nino-mais-forte-dos-ultimos-155-anos-meteorologista-alerta-o-inverno-esta-a-mudar.html" title="O El Niño mais forte dos últimos 155 anos – Meteorologista alerta: 'O inverno está a mudar'">O El Niño mais forte dos últimos 155 anos – Meteorologista alerta: "O inverno está a mudar"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-el-nino-mais-forte-dos-ultimos-155-anos-meteorologista-alerta-o-inverno-esta-a-mudar.html" title="O El Niño mais forte dos últimos 155 anos – Meteorologista alerta: 'O inverno está a mudar'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/starkster-el-nino-seit-155-jahren-wetterforscher-warnt-der-winter-kippt-1784723391694_320.jpg" alt="O El Niño mais forte dos últimos 155 anos – Meteorologista alerta: 'O inverno está a mudar'"></a></article></aside><p>Nos trópicos, um grande aumento das probabilidades de temperaturas acima do normal abrange a África equatorial, a América do Sul e a parte norte do Continente Marítimo. Sobre as bacias oceânicas, <strong>as previsões refletem a influência do evento El Niño, que se está a intensificar rapidamente. </strong></p><h2>Previsão probabilística das anomalias da precipitação no globo para o trimestre agosto, setembro e outubro de 2026</h2><p>Para o período de agosto a outubro de 2026, <strong>a previsão global de precipitação é dominada por um forte sinal do El Niño</strong>.</p><p>Prevê-se um forte aumento da probabilidade de precipitação acima da média, estendendo-se pelo Pacífico equatorial central e oriental. O núcleo deste sinal de precipitação é ladeado por uma extensa região com probabilidades de precipitação abaixo da média.</p><p>Espera-se ainda precipitação abaixo da média no Oceano Índico tropical como no Oceano Atlântico equatorial, bem como um padrão em forma de ferradura que se estende pelos hemisférios Norte e Sul, começando por volta dos 120° Este. </p><p><strong>No subcontinente indiano prevê-se um aumento da probabilidade de precipitação abaixo da média, no entanto, </strong>a noroeste, verifica-se um aumento das probabilidades de precipitação acima da média, estendendo-se a partes da Ásia Central e às regiões do norte da Península Arábica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-sazonal-para-o-trimestre-de-agosto-setembro-e-outubro-no-globo-anomalias-da-temperatura-e-precipitacao-1784928164589.jpg" data-image="10qasgvzxidv" alt="Previsão probabilística da precipitação" title="Previsão probabilística da precipitação"><figcaption>Previsões probabilísticas da precipitação para o trimestre agosto, setembro e outubro de 2026. A laranja, verde e cinzento estão representadas as categorias mais prováveis de valores de precipitação abaixo, acima ou próximo da normal respetivamente. As áreas brancas indicam hipóteses iguais para todas as categorias. O período de referência é 1993-2009. Fonte: WMO - GSCU for ASO 2026.</figcaption></figure><p>Prevê-se aumento de probabilidade de chuva acima da média no Grande Corno de África, com um aumento da probabilidade de chuvas abaixo da média a oeste. Na África equatorial a oeste e a leste um aumento de probabilidade de chuvas abaixo da média.</p><div class="texto-destacado">Na Europa, um aumento da probabilidade de precipitação acima da média abrange as regiões do sul da Europa, enquanto se prevê uma maior probabilidade de precipitação abaixo da média para o norte da Europa.</div><p><strong>Na Austrália, o aumento da probabilidade de precipitação abaixo da média predomina nas regiões sul e leste</strong>, bem como nas regiões sul da América Central e Caraíbas. </p><p>Na América do Sul, na região noroeste, prevê-se um aumento significativo da probabilidade de ocorrência de chuvas abaixo da média estendendo-se de forma constante ao longo das zonas costeiras do norte até ao leste. Mais para sul tendência para chuvas acima da média na costa oeste e leste.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/previsao-sazonal-para-o-trimestre-de-agosto-setembro-e-outubro-no-globo-anomalias-da-temperatura-e-precipitacao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que é a gentrificação climática, o fenómeno que está a encarecer as áreas periféricas das cidades]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-que-e-a-gentrificacao-climatica-o-fenomeno-que-esta-encarecendo-as-areas-perifericas-das-cidades.html</link><pubDate>Mon, 27 Jul 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Cada vez mais pessoas procuram morar em bairros mais verdes, com menos calor e menor risco de inundações. Isso está a elevar os preços dos imóveis e a deslocar os residentes antigos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-es-la-gentrificacion-climatica-el-fenomeno-que-esta-encareciendo-las-periferias-de-las-ciudades-1784751251240.png" data-image="p9f4msh99z0d"><figcaption>Cidades com mais espaços verdes e maior resiliência climática tendem a ter alguns dos mercados imobiliários mais caros.</figcaption></figure><p>Durante décadas, o<strong> valor de uma casa</strong> dependia principalmente da sua proximidade com o centro da cidade, comodidades e oportunidades de emprego. Agora, uma nova variável foi adicionada à decisão: as<strong> alterações</strong><strong> climáticas</strong>.</p><div class="texto-destacado">A gentrificação climática ocorre quando áreas mais bem preparadas para eventos climáticos extremos atraem pessoas com rendimento mais alto, elevando os custos de moradia e deslocando os seus habitantes.</div><p>Longe de ser uma possibilidade futura, este processo já foi identificado em cidades como Miami, Boston e, mais recentemente, na região metropolitana de Barcelona. Lá, inclusive, foi desenvolvido um dos primeiros mapas para estimar que bairros correm maior risco de vivenciar este fenómeno.</p><h2>Quem pode viver num determinado lugar?</h2><p>As alterações climáticas são um facto bem documentado. A necessidade de as cidades se adaptarem a estas mudanças é outro. <strong>Plantar árvores, criar parques urbanos, restaurar rios, instalar infraestruturas de proteção contra cheias</strong> e reabilitar edifícios para melhor resistir a fenómenos como ondas de calor são medidas fundamentais para proteger a população.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-es-la-gentrificacion-climatica-el-fenomeno-que-esta-encareciendo-las-periferias-de-las-ciudades-1784751387006.png" data-image="njeg9ijr5je7"><figcaption>Casas adaptadas para calor extremo tendem a valorizar-se e a atrair compradores com maior poder aquisitivo.</figcaption></figure><p>Mas estas melhorias também tornam certos bairros mais atraentes para novos compradores, investidores e para o setor imobiliário. Como resultado, os <strong>valores dos terrenos, os alugueres e os preços dos imóveis aumentam</strong>; e isso a tal ponto que muitos residentes antigos acabam por se mudar porque não conseguem mais arcar com os custos de permanência.</p><p>Desta forma, a gentrificação climática pode surgir de quatro formas principais.</p><p><strong> </strong></p><ul><li>Investimentos verdes, <strong>criação de parques, corredores verdes </strong>e mais árvores para melhorar o conforto térmico.</li><li><strong>Reabilitação de casas</strong> e edifícios para torná-los mais eficientes contra o calor, o que os encarece.</li><li>Resiliência privatizada.</li><li>A<strong> crescente procura por áreas rurais</strong> ou periféricas com melhores condições ambientais.</li></ul><h2>O calor também altera o mercado imobiliário</h2><p>A gentrificação tradicional costuma ser associada a <strong>bairros centrais que passam por reformas para atrair residentes de rendimento mais alto</strong>. Na versão impulsionada pelas alterações climáticas, o fator determinante não é mais apenas a localização, mas também a qualidade ambiental.</p><p>Com ondas de calor cada vez mais frequentes e intensas, morar perto de áreas verdes, desfrutar de temperaturas mais amenas ou estar menos exposto a inundações estão a tornar-se atributos altamente valorizados. À medida que o <strong>clima muda, as preferências residenciais também mudam</strong> e, com elas, o <strong>comportamento do mercado imobiliário</strong>.</p><h2>Porque é que as periferias estão a tornar-se mais cobiçadas?</h2><p>Uma das descobertas mais surpreendentes ao estudar este fenómeno em Barcelona é que as áreas com<strong> maior risco de gentrificação climática </strong>não são necessariamente os centros urbanos, mas sim muitas áreas periféricas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-es-la-gentrificacion-climatica-el-fenomeno-que-esta-encareciendo-las-periferias-de-las-ciudades-1784751443103.png" data-image="4tcjdkfpbza1"><figcaption>As transformações urbanas melhoram alguns bairros, embora nem sempre beneficiem aqueles que vivem ali há décadas.</figcaption></figure><p>Estas áreas geralmente apresentam <strong>menor densidade de construções, mais vegetação, casas maiores e fácil acesso a espaços naturais</strong>. Com o aumento do calor urbano, estas características tornam-se mais atraentes e conquistam novos residentes com maior poder aquisitivo, elevando progressivamente os preços dos imóveis.</p><h2>Adaptação climática e justiça social</h2><p>Qual é o problema? É frequentemente chamado de <strong>quádrupla injustiça climática</strong>. Não se trata de que ações essenciais estejam a ser tomadas para reduzir o impacto das alterações climáticas na saúde e na qualidade de vida. O desafio está em garantir que estas melhorias beneficiem apenas aqueles que podem arcar com os custos.</p><div class="texto-destacado">A quádrupla injustiça climática resume um paradoxo: aqueles que menos contribuem para as alterações climáticas são frequentemente os que mais sofrem os seus impactos, têm menos recursos para se adaptar e podem ser deslocados quando as melhorias finalmente chegam aos seus bairros.</div><p>Portanto, os investigadores propõem que as políticas de adaptação climática sejam acompanhadas por medidas como a <strong>promoção de moradias acessíveis, a proteção dos inquilinos e a expansão da oferta de moradias públicas</strong>. Além disso, é necessário desenvolver ferramentas que permitam a identificação precoce dos bairros com maior risco de deslocamento. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780332" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-descoberta-cientifica-no-peru-que-pode-ajudar-a-proteger-o-chocolate-diante-da-mudanca-climatica.html" title="A descoberta científica no Peru que pode ajudar a proteger o chocolate das alterações climáticas">A descoberta científica no Peru que pode ajudar a proteger o chocolate das alterações climáticas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-descoberta-cientifica-no-peru-que-pode-ajudar-a-proteger-o-chocolate-diante-da-mudanca-climatica.html" title="A descoberta científica no Peru que pode ajudar a proteger o chocolate das alterações climáticas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-hallazgo-cientifico-en-peru-que-podria-ayudar-a-proteger-el-chocolate-frente-al-cambio-climatico-1783597952123_320.jpg" alt="A descoberta científica no Peru que pode ajudar a proteger o chocolate das alterações climáticas"></a></article></aside><p>Assim, à medida que o planeta continua a aquecer, a justiça climática depende não apenas da redução das emissões ou da construção de cidades mais resilientes; ela depende de<strong> garantir que a adaptação às alterações climáticas beneficie toda a população</strong>, sem tornar os bairros mais seguros e habitáveis acessíveis apenas àqueles que podem pagar por eles.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Barcelona%20Lab%20for%20Urban%20Environmental%20Justice%20and%20Sustainability" data-year="2026" data-title="Climate%20and%20housing%20rights%20in%20a%20warming%20city" data-url="https%3A%2F%2Fwww.bcnuej.org%2Ffeature-climatejusticeready%2F">Barcelona Lab for Urban Environmental Justice and Sustainability. (2026). <a href="https://www.bcnuej.org/feature-climatejusticeready/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Climate and housing rights in a warming city</a>.</cite><br><cite data-author="Calder%C3%B3n-Argelich%2C%20A.%20et%20al" data-year="2025" data-title="Co-Mapping%20Vulnerability%20to%20Climate%20Gentrification%20in%20the%20Context%20of%20Urban%20Heat%3A%20A%20Participatory%20Index%20at%20the%20Metropolitan%20Scale" data-url="https%3A%2F%2Futppublishing.com%2Fdoi%2F10.3138%2Fjccpe-2025-0021">Calderón-Argelich, A. et al. (2025). <a href="https://utppublishing.com/doi/10.3138/jccpe-2025-0021" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Co-Mapping Vulnerability to Climate Gentrification in the Context of Urban Heat: A Participatory Index at the Metropolitan Scale</a>.</cite><br><cite data-author="Oliveros%2C%20M.%20D." data-year="2026" data-title="Gentrificaci%C3%B3n%20clim%C3%A1tica%3A%20%C2%BFsabes%20si%20tu%20barrio%20est%C3%A1%20en%20riesgo%3F" data-url="https%3A%2F%2Fwww.agenciasinc.es%2FNoticias%2FGentrificacion-climatica-sabes-si-tu-barrio-esta-en-riesgo">Oliveros, M. D.. (2026). <a href="https://www.agenciasinc.es/Noticias/Gentrificacion-climatica-sabes-si-tu-barrio-esta-en-riesgo" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Gentrificación climática: ¿sabes si tu barrio está en riesgo?</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-que-e-a-gentrificacao-climatica-o-fenomeno-que-esta-encarecendo-as-areas-perifericas-das-cidades.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Depressão aproxima-se dos Açores: chuva persistente e vento forte a partir de terça-feira]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-aproxima-se-dos-acores-chuva-persistente-e-vento-forte-a-partir-de-terca-feira.html</link><pubDate>Sun, 26 Jul 2026 16:39:41 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma depressão atlântica deverá provocar um agravamento do estado do tempo nos Açores a partir de terça-feira, com chuva persistente e vento forte. Quarta-feira deverá concentrar os impactos mais significativos.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xasc8sy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xasc8sy.jpg" id="xasc8sy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma depressão atlântica deverá agravar o estado do tempo nos Açores a partir de terça-feira, trazendo chuva persistente e vento forte. <strong>O sistema deslocar-se-á de oeste para leste</strong>, afetando sucessivamente os grupos Ocidental, Central e Oriental,<strong> </strong>sendo quarta-feira o dia em que se esperam os impactos mais significativos</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-aproxima-se-dos-acores-chuva-persistente-e-vento-forte-a-partir-de-terca-feira-1785072773090.png" data-image="vva2j05mpiaj"><figcaption>Na tarde de terça-feira, o vento começará a intensificar-se no Grupo Ocidental, com as rajadas mais fortes previstas para as ilhas das Flores e do Corvo, antecipando a chegada da depressão ao arquipélago.</figcaption></figure><p>A chuva deverá chegar primeiro às ilhas das Flores e do Corvo durante a tarde de terça-feira, acompanhada por um reforço gradual do vento, com <strong>rajadas entre 45 e 56 km/h</strong>. Ao longo da noite, a precipitação estender-se-á ao Grupo Central, onde se tornará mais persistente, marcando o início do período mais adverso.</p><h2>Quarta-feira deverá concentrar os maiores impactos da depressão</h2><p>Será na quarta-feira que a depressão atingirá a sua fase mais intensa sobre o arquipélago. <strong>A ilha de São Miguel deverá registar os maiores acumulados de precipitação</strong>, com valores a rondar os 70 mm. As ilhas do Pico e Terceira poderão registar cerca de 60 mm, até à madrugada de sábado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-aproxima-se-dos-acores-chuva-persistente-e-vento-forte-a-partir-de-terca-feira-1785072554239.png" data-image="srzaf1ehhto5"><figcaption>Durante a madrugada de quarta-feira, a precipitação deverá tornar-se mais persistente e generalizada nos Açores, marcando o início do período de maior instabilidade associado à passagem da depressão.</figcaption></figure><p><strong>Durante grande parte do dia prevê-se precipitação persistente, por vezes moderada a forte</strong>, sobretudo entre a madrugada e a tarde, período em que deverão ocorrer os maiores acumulados. À medida que a depressão avança para leste, a precipitação tenderá a perder intensidade no Grupo Ocidental, mantendo-se mais frequente nas ilhas centrais antes de alcançar o Grupo Oriental.</p><p>Com a deslocação da depressão para nordeste, o vento continuará forte, sobretudo nas ilhas orientais. <strong>As rajadas mais fortes deverão ocorrer durante quarta-feira ns ilha das Flores, podendo atingir até 55 km/h</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-aproxima-se-dos-acores-chuva-persistente-e-vento-forte-a-partir-de-terca-feira-1785072688730.png" data-image="fc1mp6uj600q"><figcaption>Na quarta-feira, o vento deverá atingir a maior intensidade, com rajadas até 55 km/h no Grupo Ocidental, acompanhando a fase mais ativa da depressão.</figcaption></figure><p>Em São Miguel e Santa Maria, as rajadas poderão atingir cerca de 50 km/h, sendo <strong>este o período mais crítico nas ilhas orientais</strong>. Durante os períodos de chuva mais intensa, a visibilidade poderá reduzir-se temporariamente, sobretudo nas zonas de maior altitude e nas estradas mais expostas.</p><h2>Melhoria gradual do estado do tempo a partir de sexta-feira</h2><p>Na sexta-feira, o sistema deverá afastar-se definitivamente do arquipélago. A chuva ficará limitada a aguaceiros fracos e dispersos, na maior parte das ilhas, enquanto o vento perderá intensidade, permitindo <strong>um regresso progressivo a condições meteorológicas mais estáveis</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780455" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-emite-aviso-amarelo-para-14-distritos-devido-ao-tempo-quente-eis-os-dias-mais-criticos-do-calor.html" title="IPMA emite aviso amarelo para 14 distritos devido ao tempo quente: eis os dias mais críticos do calor">IPMA emite aviso amarelo para 14 distritos devido ao tempo quente: eis os dias mais críticos do calor</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-emite-aviso-amarelo-para-14-distritos-devido-ao-tempo-quente-eis-os-dias-mais-criticos-do-calor.html" title="IPMA emite aviso amarelo para 14 distritos devido ao tempo quente: eis os dias mais críticos do calor"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-emite-aviso-amarelo-para-14-distritos-devido-ao-tempo-quente-previsto-eis-os-dias-mais-criticos-do-calor-1785023864424_320.png" alt="IPMA emite aviso amarelo para 14 distritos devido ao tempo quente: eis os dias mais críticos do calor"></a></article></aside><p>Ainda assim, será importante <strong>acompanhar a evolução das previsões </strong>e dos avisos meteorológicos, uma vez que pequenas alterações na trajetória da depressão poderão influenciar a distribuição da precipitação e do vento entre as ilhas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-aproxima-se-dos-acores-chuva-persistente-e-vento-forte-a-partir-de-terca-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Floresta: ritmo de execução dos apoios da PAC compromete o investimento no setor. Há atrasos de um ano nas candidaturas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/floresta-ritmo-de-execucao-dos-apoios-da-pac-compromete-o-investimento-no-setor-ha-atrasos-de-um-ano-nas-candidaturas.html</link><pubDate>Sun, 26 Jul 2026 11:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Após quatro concursos encerrados e zero candidaturas decididas, o Centro PINUS, organização que representa os agentes do pinheiro bravo, e a associação ambientalista ZERO emitiram um alerta. É preciso “decisões rápidas”, para que os investimentos cheguem ao terreno.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/floresta-ritmo-de-execucao-dos-apoios-da-pac-compromete-o-investimento-na-gestao-florestal-1784977211551.jpg" data-image="zlw68x3jmfqc" alt="Reflorestação" title="Reflorestação"><figcaption>A associação ZERO e o Centro PINUS divulgaram esta sexta-feira, 24 de julho, um comunicado conjunto, alertando para os “atrasos na operacionalização” das medidas da PAC para a floresta.</figcaption></figure><p>“A abertura de novos avisos tem de ser decidida rapidamente”, avisam a ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável e o Centro PINUS, que divulgaram esta sexta-feira, 24 de julho, um <strong>comunicado conjunto, alertando para os “atrasos na operacionalização” das medidas florestais</strong> do Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC).</p><p>As duas organizações consideram que “o <strong>atual ritmo de execução continua a comprometer o investimento na gestão da floresta</strong> portuguesa” e, por essa via, a “colocar em risco” a plena utilização das verbas da Política Agrícola Comum (PAC) destinadas ao setor.</p><h2>Candidaturas há um ano à espera</h2><p>Os exemplos estão aí para o mostrar. <strong>No final de junho de 2026, continuavam por decidir todas as candidaturas apresentadas aos primeiros quatro concursos</strong> encerrados no âmbito do PEPAC. Algumas dessas candidaturas “<strong>aguardavam decisão há quase um ano</strong>”, apesar de o prazo indicativo ser de 60 dias. </p><p>Entretanto, diz a ZERO e o Centro PINUS, estão a decorrer novos avisos de apoio à prevenção e à gestão florestal e as duas associações lançam um aviso em conjunto: a <strong>prioridade passa por “assegurar decisões rápidas sobre as candidaturas</strong>”, para que os investimentos possam chegar ao terreno.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/floresta-ritmo-de-execucao-dos-apoios-da-pac-compromete-o-investimento-na-gestao-florestal-1784977361223.jpg" data-image="7n1ijiphcvyz" alt="Limpeza florestal" title="Limpeza florestal"><figcaption>A PAC é um dos principais instrumentos de financiamento da gestão florestal em Portugal. A ZERO e o Centro PINUS explicam que, “quando os concursos abrem tarde e as decisões demoram vários meses, os investimentos são adiados".</figcaption></figure><p>A <strong>Política Agrícola Comum</strong> (PAC) constitui um dos principais instrumentos de financiamento da gestão florestal em Portugal. </p><p>Aquando da última reprogramação do Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC) para Portugal no período 2023-2027, em outubro de 2024, houve um <strong>profundo impacto sobre o setor florestal, uma vez que a medida da PAC que apoia a prevenção de incêndios sofreu um corte de verbas 50%</strong>.</p><p>O mesmo aconteceu à <strong>medida da PAC que financia a recuperação da floresta após os incêndios </strong>ou que apoia as arborizações, assim como os principais apoios ao investimento florestal.</p><h2>Apoio da PAC à floresta caiu para 153 milhões</h2><p>Na globalidade, as medidas de apoio ao investimento em floresta em Portugal sofreram uma redução de 44%, ou seja, <strong>os cerca de 275 milhões de euros foram reduzidos a 153 milhões</strong>.</p><div class="texto-destacado">E a situação já não era favorável, com o valor dos 275 milhões que estava disponível anteriormente a manifestar-se insuficiente. Só para o pinheiro-bravo, por exemplo, o Centro PINUS estimou uma necessidade de investimento de 547,9 milhões de euros no período de programação 2021-2027. Chegados aqui, associação ZERO e o Centro PINUS denunciam um outro problema: “Quando os concursos abrem tarde e as decisões demoram vários meses, os investimentos são adiados, a execução das medidas permanece reduzida”.</div><p><br>Além de que “<strong>aumenta a incerteza” da atribuição dos apoios da PAC para financiar os investimentos</strong>, seja para proprietários florestais, organizações de proprietários, cooperativas ou para as empresas prestadoras de serviços, que dependem destas verbas para planear a sua atividade.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773587" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/luis-rochartre-lidera-o-colab-forestwise-laboratorio-colaborativo-para-gestao-integrada-da-floresta-e-do-fogo.html" title="Luís Rochartre lidera o CoLAB ForestWISE – Laboratório Colaborativo para Gestão Integrada da Floresta e do Fogo ">Luís Rochartre lidera o CoLAB ForestWISE – Laboratório Colaborativo para Gestão Integrada da Floresta e do Fogo </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/luis-rochartre-lidera-o-colab-forestwise-laboratorio-colaborativo-para-gestao-integrada-da-floresta-e-do-fogo.html" title="Luís Rochartre lidera o CoLAB ForestWISE – Laboratório Colaborativo para Gestão Integrada da Floresta e do Fogo "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/luis-rochartre-lidera-o-colab-forestwise-laboratorio-colaborativo-para-gestao-integrada-da-floresta-e-do-fogo-1781284433175_320.jpg" alt="Luís Rochartre lidera o CoLAB ForestWISE – Laboratório Colaborativo para Gestão Integrada da Floresta e do Fogo "></a></article></aside><p>A experiência dos anteriores períodos de programação demonstra que, quando há níveis de execução reduzidos, “aumenta o <strong>risco de transferência de verbas destinadas à floresta para outras intervenções do PEPAC</strong> com maiores níveis de execução”. </p><p>E o Centro PINUS, que representa os agentes do pinheiro bravo, e a associação ambientalista ZERO, são unânimes: “<strong>Não é aceitável que, em 2024, 44% da verba que estava disponível para a floresta tenha sido realocada</strong> para outras intervenções do PEPAC, precisamente com base na expectativa de baixa execução”.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Para o Centro PINUS e a ZERO, este atraso na alocação de apoios ao setor florestal “em nada contribui para os objetivos traçados” no Plano de Intervenção para a Floresta 2025-2050, que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, apresentou ao país, em Vila Real, no dia 21 de março de 2025, Dia Mundial das Florestas, na presença dos ministros da Agricultura e do Ambiente, José Manuel Fernandes e Maria da Graça Carvalho. E a situação a que chegaram os apoios da PAC para a floresta “não é inédita”, avisam.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Já em 2020, um estudo promovido pelo Centro PINUS identificava a <strong>operacionalização tardia das medidas florestais e os longos períodos, entre a abertura dos concursos e a decisão das candidaturas</strong>, como fatores que estavam a contribuir para as baixas taxas de execução dos apoios. A evolução do atual período de programação “demonstra”, portanto, que “estas dificuldades persistem”.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/floresta-ritmo-de-execucao-dos-apoios-da-pac-compromete-o-investimento-na-gestao-florestal-1784977639671.jpg" data-image="tmc9wyvj2lsg" alt="Técnico florestal" title="Técnico florestal"><figcaption>A floresta portuguesa ocupa 3.2 milhões de hectares e corresponde a 36% do território nacional, sendo que o pinheiro-bravo continua a ser a espécie predominante.</figcaption></figure><p>Num derradeiro esforço para inverter este estado de coisas, a ZERO e o Centro PINUS pedem à Autoridade de Gestão do PEPAC e ao ICNF - Instituto da Conservação da Natureza e das Floresta a <strong>tomada de medidas “céleres”.</strong></p><h2>Evitar que se repita o mesmo padrão</h2><p>Exigem que se apresente,<strong> “de imediato”, um plano de recuperação dos atrasos</strong>, como forma de “garantir que as decisões sobre os primeiros quatro concursos sejam emitidas até aos inícios de setembro”. E também <strong>para que os novos avisos não repitam o mesmo padrão</strong> de atraso dos anteriores.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774840" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/florestas-e-rios-ameacados-a-crise-climatica-esta-a-destruir-a-flora-e-a-fauna-mais-rapidamente-em-climas-temperados.html" title="Florestas e rios ameaçados: a crise climática está a destruir a flora e a fauna mais rapidamente em climas temperados">Florestas e rios ameaçados: a crise climática está a destruir a flora e a fauna mais rapidamente em climas temperados</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/florestas-e-rios-ameacados-a-crise-climatica-esta-a-destruir-a-flora-e-a-fauna-mais-rapidamente-em-climas-temperados.html" title="Florestas e rios ameaçados: a crise climática está a destruir a flora e a fauna mais rapidamente em climas temperados"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/florestas-e-rios-ameacados-a-crise-climatica-esta-a-destruir-a-flora-e-a-fauna-mais-rapidamente-em-climas-temperados-1781992072166_320.jpg" alt="Florestas e rios ameaçados: a crise climática está a destruir a flora e a fauna mais rapidamente em climas temperados"></a></article></aside><p>A <strong>floresta portuguesa ocupa 3.2 milhões de hectares e corresponde a 36% do território</strong> nacional, sendo que o pinheiro-bravo continua a ser a espécie predominante.</p><p>No setor florestal, o ano passado foi marcado por um <strong>crescimento económico moderado na Europa e pela estabilização dos preços internacionais</strong>, fruto de “níveis excecionais” registados no período inflacionista recente.</p><p>As <strong>exportações da fileira do pinho atingiram cerca de 2,5 mil milhões de euros em 2025, crescendo 2%</strong> face ao ano anterior (55 milhões de euros), afirmando-se como “um dos principais pilares” da economia exportadora nacional. </p><p>A fileira florestal, no seu conjunto, registou uma <strong>quebra de 4% nas exportações</strong>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/floresta-ritmo-de-execucao-dos-apoios-da-pac-compromete-o-investimento-no-setor-ha-atrasos-de-um-ano-nas-candidaturas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A cidade mais feliz do mundo está na Europa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-cidade-mais-feliz-do-mundo-esta-na-europa.html</link><pubDate>Sun, 26 Jul 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>De acordo com a classificação da revista <em>Time Out</em>, a cidade do mundo onde os moradores se sentem mais felizes fica no sudoeste da Inglaterra.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-ville-la-plus-heureuse-du-monde-est-en-europe-1784299795689.jpeg" data-image="xdwsdgvmr8cx" alt="As Termas Romanas de Bath." title="As Termas Romanas de Bath."><figcaption>As Termas Romanas de Bath.</figcaption></figure><p>Como todos os anos, a publicação digital <em>Time Out</em> elaborou o seu<strong> <em>ranking </em>das cidades mais felizes do mundo</strong>. Do acesso à cultura e áreas verdes abundantes a bairros vibrantes e ruas da moda, muitos fatores contribuem para tornar uma cidade num ótimo lugar para se viver.</p><p>A equipa da<em> Time Out</em> ouviu mais de 24.000 moradores como parte da sua pesquisa anual. Além de <strong>critérios padrão</strong>, como gastronomia, áreas verdes, arte e vida noturna, os moradores são convidados a avaliar o espírito comunitário da sua cidade, a facilidade de encontrar um amor e a sensação geral de bem-estar ao viver nela.</p><p>Os <strong>moradores </strong>também responderam às seguintes afirmações: "A minha cidade faz-me feliz", "Considero as pessoas da minha cidade positivas", "Encontro alegria nas experiências quotidianas que a minha cidade oferece", "A sensação de felicidade na minha cidade aumentou significativamente ultimamente" e "Sinto-me mais feliz na minha cidade do que em qualquer outro lugar onde já vivi ou que visitei".</p><h2>Entre a natureza e pedras antigas</h2><p>E é <strong>uma cidade britânica que ocupa o primeiro lugar no ranking</strong> das cidades mais felizes do mundo: <strong>Bath</strong>, localizada no <strong>condado de Somerset</strong>, a uma hora e meia de comboio de Londres; é uma das joias de Inglaterra.</p><p>O destino tem recebido avaliações extremamente positivas dos seus moradores quanto à felicidade que a cidade lhes proporciona<strong>: 93% dizem que ela os faz felizes</strong>, 92% afirmam sentir-se mais felizes em Bath do que em qualquer outro lugar, 90% consideram os seus vizinhos pessoas positivas, 91% valorizam as experiências quotidianas que a cidade oferece e 76% acreditam que a sensação de felicidade na cidade aumentou significativamente nos últimos tempos.</p><p class="frase-destacada">O local continua a encantar os moradores e a atrair turistas de todo o mundo, que aproveitam para relaxar em águas termais naturais num terraço com vista para os telhados da cidade.</p><p><strong>Bath deve o seu nome à única fonte de águas termais do País de Gales</strong>, descoberta pelos romanos nos primeiros séculos da Era Comum. Trata-se de um local natural onde eles se estabeleceram e construíram termas que, desde então, contribuem para o prestígio e a reputação da cidade.</p><p>Esta<strong> 'cidade-spa' exclusiva</strong> — que combina com maestria vestígios históricos galo-romanos e uma infraestrutura moderna — continua a encantar os moradores e a atrair turistas de todo o mundo, que desfrutam de banhos em águas termais naturais num terraço com vista para o horizonte da cidade. </p><h2>Passeie a pé ou de bicicleta pelas ruas</h2><p>Incluída em duas listas de <strong>Património Mundial da UNESCO</strong>, Bath também se destaca pela arquitetura em pedra local, caracterizada por fileiras de fachadas elegantes.</p><p><strong>O seu charme é melhor apreciado a pé</strong>, embora explorá-la de bicicleta também seja perfeitamente viável. Pode perder-se nas suas ruas exclusivas para pedestres, seguindo os passos do passado através do legado da Abadia, do Circus (um conjunto arquitetónico impressionante) e do magnífico Royal Crescent.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-ville-la-plus-heureuse-du-monde-est-en-europe-1784300357880.jpeg" data-image="b6fz6wjiem6s"><figcaption>Canteiros de flores no Royal Victoria Park, com o famoso Royal Crescent visível ao longe, ao fundo.</figcaption></figure><p>Situada numa paisagem rural de Gloucestershire,<strong> a cidade conta com inúmeras áreas verdes</strong> — um destaque apontado no ranking elaborado pela <em>Time Out</em>. Os moradores apreciam a cidade pela combinação perfeita entre áreas verdes urbanas e o acesso à zona rural envolvente.</p><p>Um dos espaços verdes mais conhecidos de Bath é o <strong>Royal Victoria Park</strong>, que oferece um pequeno refúgio de natureza mesmo no centro da cidade. Com campos de ténis, de golfe e pistas de skate, o parque proporciona uma grande variedade de atividades num cenário ideal para o relaxamento.</p><h2>Um ambiente acolhedor e festivo</h2><p>Bath ocupa o primeiro lugar graças às suas inúmeras áreas verdes e à sua <strong>atmosfera acolhedora</strong>. 83% dos moradores afirmaram ser fácil encontrar um senso de comunidade na cidade.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="704114" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/dizem-que-esta-e-a-aldeia-mais-bonita-de-inglaterra-concorda.html" title="Dizem que esta é a “aldeia mais bonita de Inglaterra”. Concorda?">Dizem que esta é a “aldeia mais bonita de Inglaterra”. Concorda?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/dizem-que-esta-e-a-aldeia-mais-bonita-de-inglaterra-concorda.html" title="Dizem que esta é a “aldeia mais bonita de Inglaterra”. Concorda?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/dizem-que-esta-e-a-aldeia-mais-bonita-de-inglaterra-concorda-1743578495159_320.jpg" alt="Dizem que esta é a “aldeia mais bonita de Inglaterra”. Concorda?"></a></article></aside><p>Diversos eventos culturais acontecem ao longo do ano. Um dos mais famosos é o <strong><em>Glastonbury</em></strong>, com a próxima edição prevista para junho de 2027. Este festival ao ar livre — um dos maiores do mundo — fez uma pausa em 2026 para permitir a recuperação do terreno. No outono, não perca o Festival de Literatura Infantojuvenil (que acontece de 25 de setembro a 4 de outubro), que reúne autores renomados.</p><p>Por fim, <strong>Bath está repleta de lugares que encantam pessoas de todas as idades</strong>. É impossível não encontrar algo ao seu gosto: cafés, gastropubs, restaurantes de alimentação saudável, fast-food... Foi tudo pensado para incentivar diversas paragens gastronómicas. Pode ainda apreciar uma chávena de chá no elegante Royal Crescent. Bath é também o lugar ideal para saborear o melhor '<em>fish and chips</em>' da região.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Gautherin%2C%20D" data-year="2026" data-title="Angleterre%20%3A%205%20bonnes%20raisons%20de%20quitter%20Londres%20pour%20Bath" data-url="https%3A%2F%2Fwww.elle.fr%2FLoisirs%2FEvasion%2FVisiter-Bath-3485612">Gautherin, D. (2026). <a href="https://www.elle.fr/Loisirs/Evasion/Visiter-Bath-3485612" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Angleterre : 5 bonnes raisons de quitter Londres pour Bath</a>.</cite></p></section><p><br><em></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-cidade-mais-feliz-do-mundo-esta-na-europa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[De asteroide a cometa: a órbita invulgar de um objeto próximo da Terra revela a sua verdadeira natureza]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/de-asteroide-a-cometa-a-orbita-invulgar-de-um-objeto-proximo-da-terra-revela-a-sua-verdadeira-natureza.html</link><pubDate>Sun, 26 Jul 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Desde a sua descoberta, há quase 30 anos, o cometa 1998 SH2 não apresentava nenhum dos sinais característicos de um cometa. Mas novas análises, combinadas com observações históricas feitas por equipas internacionais, contam uma história bem diferente.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/from-asteroid-to-comet-near-earth-object-s-unusual-orbit-revealed-its-cometary-nature-1784299403157.jpeg" data-image="p225pgdbtsz9" alt="Os cometas escuros dividem-se em dois grupos distintos. Os cometas escuros externos são maiores e seguem órbitas mais excêntricas, enquanto os cometas escuros internos, que são mais pequenos, se movem ao longo de órbitas mais circulares." title="Os cometas escuros dividem-se em dois grupos distintos. Os cometas escuros externos são maiores e seguem órbitas mais excêntricas, enquanto os cometas escuros internos, que são mais pequenos, se movem ao longo de órbitas mais circulares."><figcaption>Os cometas escuros dividem-se em dois grupos distintos. Os cometas escuros externos são maiores e seguem órbitas mais excêntricas, enquanto os cometas escuros internos, que são mais pequenos, se movem ao longo de órbitas mais circulares.</figcaption></figure><p>O objeto próximo da Terra 1998 SH2 fez a sua <strong>maior aproximação ao planeta no dia 28 de agosto de 2025</strong>, a uma distância segura de aproximadamente 3 milhões de quilómetros. Descoberto em setembro de 1998, foi inicialmente classificado como asteroide. No entanto,<strong> novos dados sugerem que se trata de algo completamente diferente</strong>, como é detalhado num estudo publicado na revista <em>Nature Astronomy</em>. A deteção de atividade na cauda revelou que se trata de um cometa escuro elusivo.</p><h2>Asteroides ou cometas?</h2><p>A <strong>distinção entre asteroides e cometas baseia-se no seu comportamento observado</strong>. As diferenças na órbita, composição e presença de cauda são tradicionalmente utilizadas para os classificar. </p><p>Segundo a Sociedade Planetária, os asteroides são objetos rochosos e metálicos que orbitam o Sol e são remanescentes da formação do nosso Sistema Solar. Os <strong>cometas, por outro lado, formaram-se nas regiões mais frias do Sistema Solar</strong> exterior, onde o gelo é mais estável. À medida que as suas órbitas se aproximam do Sol, este gelo sublima rapidamente, ejetando poeira que forma a sua coma e cauda características.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Deep space doppelgangers: a NASA study finds that an unusual asteroid is actually a comet <a href="https://t.co/GFYcXAX3rV">https://t.co/GFYcXAX3rV</a> <a href="https://t.co/ROqkcwTrxE">pic.twitter.com/ROqkcwTrxE</a></p>— NASA Solar System (@NASASolarSystem) <a href="https://x.com/NASASolarSystem/status/2077846813307261144?ref_src=twsrc%5Etfw">July 16, 2026</a></blockquote></figure><p>Com o aperfeiçoamento das capacidades de observação, os astrónomos descobriram um número crescente de objetos híbridos que não se enquadram nem na categoria de asteroides nem de cometas. <strong>Estes objetos foram apelidados de "cometas escuros"</strong>. Alguns deles podem conter gelo, mas a sua atividade cometária muito discreta, com uma coma e uma cauda quase invisíveis, dificulta a sua identificação como verdadeiros cometas.</p><p><strong>Estes cometas escuros exibem anomalias nas suas órbitas em torno do Sol</strong>, mas não foram observadas outras evidências de cauda ou coma. As observações iniciais do cometa 1998 SH2 não revelaram tais sinais.</p><h2>Uma passagem apertada e novas observações</h2><p>Durante a aproximação da sonda SH2 à Terra, em agosto de 2025, os investigadores que utilizaram a Rede de Espaço Profundo (DSN) da NASA observaram uma <strong>anomalia clara: o objeto não estava onde deveria estar</strong>. Apesar de cálculos extremamente precisos que tiveram em conta os efeitos gravitacionais do Sol e dos planetas na sua trajetória, os investigadores concluíram que outros fenómenos estavam a influenciar o seu movimento.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Because the astronauts are traveling so far, a series of Earth-based satellites known as the Deep Space Network help keep us connected to our Moon-bound crew. <br><br>Did you know you can see those connections happening real-time? You can see which satellites are communicating with <a href="https://t.co/p4TbH0UTUt">pic.twitter.com/p4TbH0UTUt</a></p>— NASA's Johnson Space Center (@NASAJohnson) <a href="https://x.com/NASAJohnson/status/2039727980226769141?ref_src=twsrc%5Etfw">April 2, 2026</a></blockquote></figure><p>Em resposta, <strong>os investigadores reuniram todas as observações disponíveis do fenómeno 1998 SH2 feitas em todo o mundo</strong>. Em particular, entraram em contacto com astrónomos do Telescópio Canadá-França-Hawaii, instalado em Mauna Kea (Hawaii), bem como do telescópio dinamarquês do Observatório Europeu do Sul (ESO), localizado em La Silla, no Chile.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As imagens que recolhemos destes observatórios revelaram uma cauda ténue, mas claramente visível, confirmando assim que o cometa 1998 SH2 é de facto um cometa, explica Oliver Hainaut, coautor do estudo e astrónomo do ESO.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Estes resultados têm<strong> implicações importantes para o seguimento de objetos próximos da Terra e para a defesa planetária</strong>. Desde 2016, foram observados catorze cometas escuros, mas os cientistas acreditam que poderão existir muitos mais. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779941" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nasa-adverte-que-o-asteroide-bennu-poderia-colidir-com-a-terra-em-2182-e-desencadear-o-temido-inverno-global.html" title="NASA adverte que o asteroide Bennu 'poderia colidir com a Terra em 2182 e desencadear o temido inverno global'">NASA adverte que o asteroide Bennu "poderia colidir com a Terra em 2182 e desencadear o temido inverno global"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nasa-adverte-que-o-asteroide-bennu-poderia-colidir-com-a-terra-em-2182-e-desencadear-o-temido-inverno-global.html" title="NASA adverte que o asteroide Bennu 'poderia colidir com a Terra em 2182 e desencadear o temido inverno global'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-advierte-que-el-asteroide-bennu-podria-colisionar-con-la-tierra-en-2182-y-provocar-el-temido-inverno-global-1784628445410_320.jpg" alt="NASA adverte que o asteroide Bennu 'poderia colidir com a Terra em 2182 e desencadear o temido inverno global'"></a></article></aside><p>O telescópio espacial NEO Surveyor da NASA está atualmente em construção. Concebido como o <strong>primeiro observatório dedicado à defesa planetária</strong>, a sua missão será detetar asteroides e cometas — incluindo cometas escuros — que possam representar uma ameaça para a Terra.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/de-asteroide-a-cometa-a-orbita-invulgar-de-um-objeto-proximo-da-terra-revela-a-sua-verdadeira-natureza.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estudo analisa a dinâmica de resposta das florestas naturais e das artificiais às ondas de calor e seca em simultâneo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-analisa-a-dinamica-de-resposta-das-florestas-naturais-e-das-artificiais-as-ondas-de-calor-e-seca-em-simultaneo.html</link><pubDate>Sun, 26 Jul 2026 08:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Plantar árvores parece ser sempre uma boa ideia, mas, perante uma onda de calor extremo e seca, nem todas as florestas reagem da mesma forma.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-analisou-a-dinamica-de-resposta-das-florestas-naturais-e-das-artificiais-as-ondas-de-calor-e-seca-em-simultaneo-1784151326985.jpg" data-image="t19biopvr38v" alt="^Florestas" title="^Florestas"><figcaption>As florestas cobrem cerca de 30% da Terra.</figcaption></figure><p>Um estudo científico, publicado na Water Resources Research, analisou a vulnerabilidade e o nível de recuperação de uma floresta natural e de uma floresta plantada.</p><h2>Respostas diferentes entre os dois tipos de floresta</h2><p>O estudo recaiu na bacia do rio Yangtze, na China, que se estende desde o planalto de Qinghai-Tibete,<strong> de alta altitude e clima frio, a oeste, até às regiões costeiras subtropicais, quentes e húmidas, a leste</strong>.</p><p>A bacia abriga <strong>algumas das florestas mais importantes da China</strong>, que ajudam a prevenir a erosão do solo, a regular o abastecimento de água e a sustentar a biodiversidade. Sendo a maior bacia hidrográfica da China, o Yangtze é também um <strong>importante centro de recursos hídricos e de atividade económica</strong>, o que significa que as florestas saudáveis desempenham um papel crucial.</p><p>Na sequência de um desmatamento histórico em grande escala e de inundações significativas, nomeadamente a devastadora cheia do rio Yangtze de 1998, <strong>a China implementou programas ambiciosos de reflorestação.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-analisou-a-dinamica-de-resposta-das-florestas-naturais-e-das-artificiais-as-ondas-de-calor-e-seca-em-simultaneo-1784152350141.jpg" data-image="8xmusa5chihh" alt="Reflorestação" title="Reflorestação"><figcaption>A reflorestação é importante, designadamente para a mitigação das alterações climáticas ou para a restauração de ecossistemas e habitats ou mesmo para a extração de madeira.</figcaption></figure><p>Desde 2000 que têm vindo a ser implementadas<strong> iniciativas de reflorestação em grande escala</strong> nesta região da bacia do rio Yangtze para mitigar a erosão do solo e melhorar os serviços ecossistémicos.</p><p>Nesta bacia, em 2022, ocorreu um evento extremo sem precedentes, que durou semanas, <strong>uma onda de calor muito intensa em simultâneo com uma situação de seca extrema</strong>, levando mais de 90% da região a enfrentar condições invulgarmente quentes e secas. </p><div class="texto-destacado">Este evento proporcionou uma oportunidade única para os autores do estudo avaliarem as respostas das florestas plantadas e das florestas naturais a tais perturbações climáticas extremas.</div><p>No entanto a resposta que obtiveram não foi bem o que os cientistas esperavam.</p><p>Em ecologia, este evento é designado por «<strong>seca composta-onda de calor</strong>» e que funciona como um teste de stress planetário para qualquer ecossistema florestal. </p><p><strong>Estes fenómenos podem ser particularmente prejudiciais, uma vez que as plantas enfrentam dois fatores de stress em simultâneo: a falta de água no solo e o aumento da perda de água através das folhas.</strong> Estes fatores de stress combinados podem ameaçar não só a saúde das florestas, mas também os serviços mais amplos que estas prestam, tais como o armazenamento de água e a regulação do escoamento.</p><p>Os autores do estudo, nomeadamente Yong Su, da Universidade da Academia Chinesa de Ciências, e os seus colegas, utilizaram observações por satélite para comparar a forma como os dois tipos de floresta reagiram, analisando três indicadores da atividade da vegetação: o verde da floresta (a aparência saudável e densa da cobertura vegetal vista do espaço), a fotossíntese e a quantidade de carbono produzida através do crescimento.</p><div class="texto-destacado">Os resultados revelaram um compromisso. As florestas naturais demonstraram maior capacidade para resistir às condições adversas, sofrendo menos danos durante o evento, enquanto as florestas plantadas sofreram uma maior perda de vegetação, mas recuperaram mais rapidamente assim que as condições meteorológicas extremas passaram.</div><p>O estudo reconhece que <strong>ambos os tipos de floresta desempenham papéis diferentes</strong>, mas importantes, para garantir a longevidade dos ecossistemas florestais no futuro.</p><h2>Florestas naturais e florestas plantadas</h2><p><strong>As florestas naturais revelaram-se mais resilientes a curto prazo</strong>. Sofreram menos danos causados pela seca e pela onda de calor, com mais de 70% das áreas analisadas a demonstrarem que as florestas naturais eram mais capazes de resistir à seca e onda de calor extremo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774840" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/florestas-e-rios-ameacados-a-crise-climatica-esta-a-destruir-a-flora-e-a-fauna-mais-rapidamente-em-climas-temperados.html" title="Florestas e rios ameaçados: a crise climática está a destruir a flora e a fauna mais rapidamente em climas temperados">Florestas e rios ameaçados: a crise climática está a destruir a flora e a fauna mais rapidamente em climas temperados</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/florestas-e-rios-ameacados-a-crise-climatica-esta-a-destruir-a-flora-e-a-fauna-mais-rapidamente-em-climas-temperados.html" title="Florestas e rios ameaçados: a crise climática está a destruir a flora e a fauna mais rapidamente em climas temperados"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/florestas-e-rios-ameacados-a-crise-climatica-esta-a-destruir-a-flora-e-a-fauna-mais-rapidamente-em-climas-temperados-1781992072166_320.jpg" alt="Florestas e rios ameaçados: a crise climática está a destruir a flora e a fauna mais rapidamente em climas temperados"></a></article></aside><p>Os cientistas sugerem que esta maior resistência pode estar relacionada com a <strong>maior complexidade das florestas naturais</strong>. Estas contêm, normalmente, uma maior variedade de espécies arbóreas que reagem de forma diferente à seca e ao calor, árvores de idades diferentes e copas mais estratificadas, <strong>criando um ecossistema variado capaz de amortecer melhor as condições extremas.</strong></p><p>Por outro lado, as <strong>florestas plantadas são frequentemente compostas por menos espécies e por árvores de idades semelhantes</strong>. Esta estrutura mais simples pode torná-las mais vulneráveis a condições extremas, uma vez que reagem ao stress da mesma forma.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-analisou-a-dinamica-de-resposta-das-florestas-naturais-e-das-artificiais-as-ondas-de-calor-e-seca-em-simultaneo-1784153149359.jpg" data-image="y97qatlddlhy" alt="Florestas plantadas" title="Florestas plantadas"><figcaption>As florestas plantadas são frequentemente compostas por menos espécies e por árvores de idades semelhantes.</figcaption></figure><p>Quando em 2023, os autores do estudo compararam a atividade da vegetação em 2023, as florestas plantadas apresentaram, de um modo geral, uma recuperação mais forte do que as florestas naturais. </p><p>Esta recuperação mais rápida pode ser explicada pelo facto de as florestas plantadas serem frequentemente dominadas por árvores mais jovens e de crescimento rápido, que <strong>podem retomar o crescimento rapidamente assim que a água voltar a estar disponível.</strong></p><div class="texto-destacado">As florestas naturais são compostas por árvores maiores, maior biomassa e estruturas mais complexas que as ajudam a lidar com a seca, mas isso também significa uma recuperação mais lenta.</div><p>A recuperação não significa necessariamente que a floresta tenha regressado completamente ao seu estado anterior. </p><div class="texto-destacado">Alguns aspetos do funcionamento da floresta, como a absorção de carbono e os processos subterrâneos que envolvem as raízes e o solo, podem demorar mais tempo a recuperar do que as alterações visíveis nas folhas e na intensidade da cor verde da copa.</div><p><strong>Os cientistas propõem a transição de plantações de uma única espécie para florestas mais mistas,</strong> pois será possível combinar alguns dos benefícios de resiliência dos ecossistemas naturais com a rápida capacidade de recuperação das árvores plantadas.</p><p>No futuro é cada vez mais importante compreender como os diferentes tipos de floresta respondem aos eventos de seca e ondas de calor em simultâneo, pois <strong>as alterações climáticas aumentam a probabilidade de ocorrência de eventos combinados. </strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Su%2C%20Y.%2C%20Wang%2C%20W.%2C%20et%20al." data-year="2026" data-title="Higher%20Vulnerability%20But%20Faster%20Recovery%20in%20Planted%20Than%20Natural%20Forests%20During%20the%202022%20Compound%20Drought%E2%80%93Heatwave%20in%20China's%20Yangtze%20River%20Basin" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1029%2F2026WR044482">Su, Y., Wang, W., et al.. (2026). <a href="https://doi.org/10.1029/2026WR044482" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Higher Vulnerability But Faster Recovery in Planted Than Natural Forests During the 2022 Compound Drought–Heatwave in China's Yangtze River Basin</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-analisa-a-dinamica-de-resposta-das-florestas-naturais-e-das-artificiais-as-ondas-de-calor-e-seca-em-simultaneo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As 5 plantas mais inusitadas para cultivar em casa: parecem ser de outro planeta!]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-5-plantas-mais-inusitadas-para-cultivar-em-casa-parecem-ser-de-outro-planeta.html</link><pubDate>Sun, 26 Jul 2026 07:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Das algas esféricas às suculentas que parecem pedras: cinco espécies para cultivar em casa que ilustram as extraordinárias adaptações que o mundo vegetal desenvolveu para viver nos mais diversos ambientes da Terra.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/le-5-piante-piu-insolite-da-coltivare-in-casa-sembrano-arrivate-da-un-altro-pianeta-1784222155463.jpeg" data-image="pikqh3ummezv" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>As 5 plantas mais inusitadas para cultivar em casa que parecem ser de outro planeta.</figcaption></figure><p>Ao longo da sua evolução, <strong>as plantas desenvolveram inúmeras adaptações para viver nos mais diversos ambientes da Terra</strong>: desertos áridos, florestas tropicais, rochas sem solo e até mesmo ambientes aquáticos. O resultado é uma extraordinária variedade de formas, comportamentos e padrões de crescimento, alguns dos quais se destacam pela sua aparência invulgar. Entre estas, algumas espécies são hoje apreciadas como plantas ornamentais e podem ser cultivadas em ambientes interiores, desde que as suas necessidades específicas sejam satisfeitas. Apresentamos aqui cinco das mais singulares.</p><h2>1. Marimo: a misteriosa "esfera verde" do mundo aquático</h2><p>O marimo (<em>Aegagropila linnaei</em>) é uma <strong>alga verde filamentosa</strong> peculiar que cresce em esferas características cobertas por filamentos macios.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/le-5-piante-piu-insolite-da-coltivare-in-casa-sembrano-arrivate-da-un-altro-pianeta-1784222191247.jpeg" data-image="rrd5xmqkd7fo" alt="plantas diferentes" title="plantas diferentes"><figcaption>Marimo: a misteriosa "esfera verde" do mundo aquático.</figcaption></figure><p>Originária principalmente de lagos frios do Hemisfério Norte,<strong> a sua forma deve-se à ação lenta das correntes que fazem girar as colónias no fundo</strong>, promovendo um crescimento uniforme. No interior, é cultivada em recipientes transparentes cheios de água, onde se torna uma verdadeira decoração viva. Requer poucos cuidados: basta utilizar água limpa, evitar a luz solar direta e mudar a água regularmente para a manter saudável.</p><h2>2. Tillandsia: a planta que vive sem solo</h2><p>As tillandsias são plantas pertencentes à família das bromélias, especialmente <strong>difundidas nas regiões tropicais e subtropicais da América</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/le-5-piante-piu-insolite-da-coltivare-in-casa-sembrano-arrivate-da-un-altro-pianeta-1784222208787.jpeg" data-image="k1z12q8mdme0" alt="plantas extraordinárias" title="plantas extraordinárias"><figcaption>Tillandsia: a planta que vive sem solo.</figcaption></figure><p>Na natureza, muitas espécies crescem como epífitas, ou seja, <strong>utilizam outras plantas como suporte, sem serem parasitas</strong>. A sua característica mais curiosa é a ausência de um sistema radicular para absorção de nutrientes do solo: a água e os nutrientes são captados principalmente pelas folhas, que estão cobertas por estruturas especiais denominadas tricomas. Para as cultivar, basta um <strong>ambiente bem iluminado, uma boa circulação de ar e uma rega regular</strong>, evitando o encharcamento.</p><h2>3. Rosa de Jericó: a planta capaz de "trazer de volta à vida"</h2><p>A rosa de Jericó (Selaginella lepidophylla) é uma espécie originária das <strong>zonas desérticas do México e do sudoeste dos Estados Unidos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/le-5-piante-piu-insolite-da-coltivare-in-casa-sembrano-arrivate-da-un-altro-pianeta-1784222228646.jpeg" data-image="wpps5lki90m5" alt="Rosa de Jericó" title="Rosa de Jericó"><figcaption>Rosa de Jericó: a planta capaz de "trazer de volta à vida".</figcaption></figure><p>Durante períodos prolongados de seca, pode secar completamente, fechando-se as suas folhas e adquirindo o aspeto de uma pequena esfera castanha. <strong>Ao voltar a entrar em contacto com a água, recupera gradualmente a sua cor verde graças a uma adaptação conhecida como revivisceração</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="739106" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-plantas-vampiro-5-plantas-de-interior-que-sobrevivem-quase-sem-luz-e-sao-quase-imortais.html" title="As plantas 'vampiro': 5 plantas de interior que sobrevivem quase sem luz e são quase imortais">As plantas 'vampiro': 5 plantas de interior que sobrevivem quase sem luz e são quase imortais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-plantas-vampiro-5-plantas-de-interior-que-sobrevivem-quase-sem-luz-e-sao-quase-imortais.html" title="As plantas 'vampiro': 5 plantas de interior que sobrevivem quase sem luz e são quase imortais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/las-plantas-vampiro-5-plantas-de-interior-que-sobreviven-casi-sin-luz-y-son-casi-inmortales-1762807155784_320.jpg" alt="As plantas 'vampiro': 5 plantas de interior que sobrevivem quase sem luz e são quase imortais"></a></article></aside><p>Por esse motivo, tornou-se <strong>uma das plantas mais interessantes para observar em ambientes interiores</strong>. No entanto, deve ser cultivada com cuidado: não deve ser submersa em água durante longos períodos e requer períodos regulares de seca para evitar o apodrecimento.</p><h2>4. Lithops: as "pedras vivas" do deserto</h2><p>Os lithops são pequenas <strong>plantas suculentas</strong> nativas das regiões áridas do sul de África.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/le-5-piante-piu-insolite-da-coltivare-in-casa-sembrano-arrivate-da-un-altro-pianeta-1784222246505.jpeg" data-image="eiihn5iz4tk1" alt="suculentas" title="suculentas"><figcaption>Lithops: as "pedras vivas" do deserto.</figcaption></figure><p>O seu aspeto assemelha-se a pequenas pedras coloridas, uma forma que lhes proporciona uma camuflagem eficaz contra os herbívoros e <strong>ajuda a reduzir a perda de água</strong>.</p><p>Cultivá-las em casa exige <strong>condições semelhantes ao seu habitat natural</strong>: muita luz, solo bem drenado e rega mínima. O excesso de água é a principal ameaça a estas plantas, que estão adaptadas para sobreviver em ambientes extremamente secos.</p><h2>5. Platycerium: a samambaia com frondes espetaculares</h2><p>A platicéria, também conhecida como feto-chifre-de-alce, é uma <strong>planta tropical caracterizada por frondes grandes e com uma forma invulgar</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/le-5-piante-piu-insolite-da-coltivare-in-casa-sembrano-arrivate-da-un-altro-pianeta-1784222269214.jpeg" data-image="137gocplwvxh" alt="samambaia" title="samambaia"><figcaption>Platycerium: a samambaia com frondes espetaculares.</figcaption></figure><p><strong>Originária das florestas da Ásia, África e Austrália, cresce geralmente nas árvores como epífita</strong>. As suas folhas desempenham diversas funções: algumas são ramificadas e captam a luz, enquanto outras são mais aderentes e ajudam a acumular nutrientes e humidade. Em ambientes interiores, prefere locais bem iluminados, sem luz solar direta, humidade elevada e rega moderada.</p><h2>Um toque de originalidade no lar</h2><p>Por detrás do aspeto curioso destas plantas, escondem-se <strong>adaptações desenvolvidas ao longo de milhões de anos de evolução</strong>. Estas características tornam-nas não só plantas fascinantes, mas também espécies capazes de acrescentar um toque de originalidade ao lar.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-5-plantas-mais-inusitadas-para-cultivar-em-casa-parecem-ser-de-outro-planeta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[IPMA emite aviso amarelo para 14 distritos devido ao tempo quente: eis os dias mais críticos do calor]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-emite-aviso-amarelo-para-14-distritos-devido-ao-tempo-quente-eis-os-dias-mais-criticos-do-calor.html</link><pubDate>Sun, 26 Jul 2026 06:04:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Como temos vindo a avançar, prevê-se uma subida acentuada dos termómetros já amanhã, segunda-feira. Com isto, o IPMA emitiu 14 avisos amarelos de tempo quente. Confira aqui a previsão!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xas73cy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xas73cy.jpg" id="xas73cy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como avançamos noutras previsões aqui na Meteored Portugal, o nosso modelo de confiança, ECMWF, aposta numa <strong>subida acentuada e generalizada das temperaturas máximas e mínimas</strong> a partir de amanhã, segunda-feira.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Tendo isto em conta, o IPMA emitiu <strong>aviso amarelo para 14 distritos devido ao tempo quente</strong>, estando fora desta lista apenas os distritos de Viana do Castelo, Porto, Aveiro e Faro. (A última atualização deste Instituto (pelas 10h de hoje) eleva <strong>17 distritos a aviso amarelo</strong>, deixando apenas Faro fora da lista.)</p><h2>Aviso amarelo entra em vigor às 9h de amanhã, dia 27</h2><p>O <strong>calor previsto deverá sentir-se logo nas primeiras horas da manhã</strong>, onde todas as capitais de distrito deverão registar valores entre os 21 ºC (Bragança e Lisboa) e os 29 ºC em Portalegre. As cidades do Porto, Castelo Branco e Évora poderão contar com 27 ºC, pelas 9h. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-emite-aviso-amarelo-para-14-distritos-devido-ao-tempo-quente-previsto-eis-os-dias-mais-criticos-do-calor-1785023735809.png" data-image="jnhy6t2hu9wo" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Espera-se um aumento significativo das temperaturas máximas na segunda-feira, dia 27. Esta subida deverá levar os termómetros acima dos 35 ºC em zonas próximas do litoral.</figcaption></figure><p>Nas horas de maior calor, as temperaturas poderão chegar aos<strong> 39 ºC em Coimbra</strong>, podendo esta ser a capital de distrito mais quente do país nesse dia. Viana do Castelo e Aveiro podem contar com 27 ºC e 29 ºC, respetivamente, devendo estas serem as cidades mais frescas do dia. A nível local, o <strong>Ribatejo e o Baixo Alentejo poderão contar com valores na ordem dos 40 ºC</strong>, devendo estas serem as regiões mais quentes do país.</p><h2>Estes avisos devem manter-se em vigor até às 18h de terça-feira</h2><p>De acordo com a mais recente atualização do IPMA, <strong>os 14 avisos manter-se-ão em vigor até às 18h do dia seguinte, terça-feira</strong>. Esta duração deve-se à persistência de valores elevados tanto durante a noite de segunda, como na madrugada e dia de terça-feira.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780356" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-12-c-acima-da-media-temperaturas-disparam-na-proxima-segunda-feira-eis-as-capitais-de-distrito-mais-quentes.html" title="Até 12 ºC acima da média: temperaturas disparam na próxima segunda-feira; eis as capitais de distrito mais quentes">Até 12 ºC acima da média: temperaturas disparam na próxima segunda-feira; eis as capitais de distrito mais quentes</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-12-c-acima-da-media-temperaturas-disparam-na-proxima-segunda-feira-eis-as-capitais-de-distrito-mais-quentes.html" title="Até 12 ºC acima da média: temperaturas disparam na próxima segunda-feira; eis as capitais de distrito mais quentes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-12-c-acima-da-media-temperaturas-disparam-na-proxima-segunda-feira-eis-as-capitais-de-distrito-mais-quentes-1784931681625_320.png" alt="Até 12 ºC acima da média: temperaturas disparam na próxima segunda-feira; eis as capitais de distrito mais quentes"></a></article></aside><p>Pelas 23h de segunda-feira, <strong>todas as capitais de distrito devem registar valores acima dos 20 ºC</strong>, com destaque para Castelo Branco e Portalegre, onde se esperam 27 ºC. Já no Porto, Beja e Évora esperam-se 26 ºC no mesmo horário. <strong>O Vale do Douro poderá contar com as temperaturas mais elevadas</strong>, com 30 ºC previstos.</p><p>Durante o dia de terça-feira poderemos registar um <strong>pequeno alívio na faixa costeira Norte e Centro</strong>, ainda que o resto do país se mantenha com temperaturas acima da média para a época do ano. Nas horas e dias seguintes, este alívio térmico poderá estender-se a outras regiões do país.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-emite-aviso-amarelo-para-14-distritos-devido-ao-tempo-quente-eis-os-dias-mais-criticos-do-calor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item></channel></rss>