<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Wed, 14 Oct 2026 13:20:22 +0000</lastBuildDate><pubDate>Wed, 14 Oct 2026 13:20:22 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[As horas-chave da intrusão polar em Portugal: as temperaturas máximas poderão baixar 10 ºC num intervalo de dois dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-horas-chave-da-intrusao-polar-em-portugal-as-temperaturas-maximas-poderao-baixar-10-c-num-intervalo-de-dois-dias.html</link><pubDate>Wed, 14 Oct 2026 12:32:21 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma massa de ar de origem polar vai provocar uma mudança brusca do tempo em Portugal. Entre sexta-feira e domingo, as temperaturas máximas poderão cair até 10 ºC em algumas regiões, acompanhadas por um reforço do vento.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbn52s2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbn52s2.jpg" id="xbn52s2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><br>Portugal continental prepara-se para uma <strong>mudança acentuada do estado do tempo</strong> depois de vários dias marcados por temperaturas excecionalmente elevadas para meados de outubro. Entre sexta-feira (16) e segunda-feira (19), a descida de uma massa de ar de origem polar em direção à Península Ibérica fará cair significativamente as temperaturas, sobretudo no Norte e Centro.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Em apenas 48 horas, algumas capitais de distrito poderão perder <strong>perto de 10 ºC nas temperaturas máximas</strong>. O vento também ganhará intensidade durante o fim de semana, acentuando a sensação de mudança para um cenário bem mais outonal.</p><h2>Sexta-feira ainda poderá chegar aos 30 ºC</h2><p>A sexta-feira, dia 16, será ainda marcada por temperaturas elevadas, embora já se comecem a observar os primeiros sinais da mudança. Segundo o modelo Europeu (ECMWF), às 15 horas ainda poderão registar-se <strong>31 ºC em Santarém, 30 ºC em Lisboa e Beja e 29 ºC em Évora</strong>. No interior Centro, Castelo Branco poderá atingir cerca de 28 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-horas-chave-da-intrusao-polar-em-portugal-as-temperaturas-maximas-poderao-baixar-10-c-num-intervalo-de-dois-dias-1791979790985.jpg" data-image="lg4hz747ym5p" alt="Temperaturas, sexta-feira" title="Temperaturas, sexta-feira"><figcaption>O calor ainda será protagonista na sexta-feira, com máximas a atingir os 30 ºC em várias zonas do Centro e Sul. No litoral Norte e Centro, a influência atlântica já permitirá valores mais baixos.</figcaption></figure><p>No entanto, o litoral a norte de Lisboa começará a sentir de forma mais evidente a influência atlântica. Porto e Aveiro poderão ficar pelos 22 e 20 ºC, respetivamente, valores claramente inferiores aos previstos no interior. Será a partir daqui que as temperaturas iniciarão uma descida rápida.</p><h2>Sábado será um dia de transição, o ar polar aproxima-se da Península</h2><p>No sábado, dia 17, a configuração atmosférica começará a mudar de forma mais evidente. Um anticiclone muito robusto, com o núcleo centrado nas Ilhas Britânicas, favorecerá uma circulação de norte e nordeste sobre parte da Europa Ocidental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-horas-chave-da-intrusao-polar-em-portugal-as-temperaturas-maximas-poderao-baixar-10-c-num-intervalo-de-dois-dias-1791979841514.jpg" data-image="zd0p9fvaljkb" alt="Temperatura 700 hPa" title="Temperatura 700 hPa"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-949855">No sábado, uma massa de ar (em altitude) de origem polar avançará para sul, aproximando-se da Península Ibérica. A configuração do anticiclone a norte da Europa favorecerá o transporte de ar mais frio para latitudes mais baixas.</figcaption></figure><p>Esta configuração permitirá que <strong>uma massa de ar bastante mais frio, de origem polar, desça para latitudes próximas da Península Ibérica</strong>.</p><p>Embora a massa de ar mais frio ainda não esteja diretamente sobre Portugal, a sua influência começará a fazer-se sentir. As temperaturas máximas deverão diminuir e poderá ocorrer <strong>precipitação fraca e dispersa em algumas zonas do interior Centro e Sul</strong>.</p><p>Este será, portanto, o principal dia de transição entre o calor anómalo dos dias anteriores e o ambiente bastante mais fresco que se instalará depois.</p><h2>Domingo: até 10 ºC a menos em apenas 48 horas</h2><p>É no domingo, dia 18, que a mudança térmica deverá tornar-se particularmente evidente. Comparando as temperaturas previstas para sexta-feira com as de domingo, surgem diferenças muito expressivas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-horas-chave-da-intrusao-polar-em-portugal-as-temperaturas-maximas-poderao-baixar-10-c-num-intervalo-de-dois-dias-1791980003809.jpg" data-image="uh4mynruw12t" alt="Temperaturas máximas, domingo" title="Temperaturas máximas, domingo"> <figcaption>A descida será evidente no domingo. Em apenas 48 horas, algumas regiões do Norte e Centro poderão perder entre 7 e 10 ºC nas temperaturas máximas.</figcaption></figure><p>Um dos exemplos mais claros será a <strong>Guarda: dos cerca de 25 ºC (temperatura máxima) previstos para sexta-feira poderá passar para apenas 15 ºC no domingo</strong>, uma descida de aproximadamente 10 ºC em 48 horas.</p><p>Bragança poderá passar de 26 para 17 ºC, Vila Real de 27 para 19 ºC e Viseu de 27 para 19 ºC. Ou seja, em várias zonas do Norte e Centro, as máximas poderão cair <strong>entre 7 e 10 ºC</strong>. No Sul, a descida também será significativa, embora as temperaturas permaneçam mais amenas: Lisboa poderá rondar 26 ºC, Beja 24 ºC e Évora 23 ºC.</p><h2>O vento irá reforçar a sensação de mudança</h2><p>A entrada de ar mais frio será acompanhada por um <strong>reforço do vento de noroeste</strong>, sobretudo no Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-horas-chave-da-intrusao-polar-em-portugal-as-temperaturas-maximas-poderao-baixar-10-c-num-intervalo-de-dois-dias-1791980066161.jpg" data-image="5u1d8o05r5wo" alt="Rajada de vento (km/h)" title="Rajada de vento (km/h)"><figcaption>O vento de noroeste também ganhará intensidade no domingo, com rajadas que poderão rondar os 60 a 65 km/h em algumas zonas do Norte e Centro.</figcaption></figure><p>Durante a tarde de domingo, o ECMWF projeta rajadas que poderão aproximar-se dos <strong>60 a 65 km/h em algumas zonas</strong>, especialmente no Norte e em áreas mais expostas e de maior altitude. Além da descida efetiva da temperatura, o vento poderá contribuir para uma sensação térmica mais baixa.</p><h2>Segunda-feira, uma bolsa de ar frio poderá isolar-se em altitude</h2><p>Na segunda-feira, dia 19, a evolução atmosférica ganha outro elemento importante. A massa de ar frio que terá descido de latitudes mais elevadas poderá <strong>isolar-se em altitude nas proximidades da Península Ibérica</strong>, formando uma bolsa de ar frio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-horas-chave-da-intrusao-polar-em-portugal-as-temperaturas-maximas-poderao-baixar-10-c-num-intervalo-de-dois-dias-1791980086600.jpg" data-image="h3d85zzfh87t" alt="Temperatura 700 hPa" title="Temperatura 700 hPa"><figcaption>Na segunda-feira, o ar frio poderá isolar-se nas proximidades da Península Ibérica, formando uma bolsa de ar frio em altitude e prolongando a influência desta massa de ar sobre Portugal.</figcaption></figure><p>Esta configuração deverá continuar a favorecer temperaturas bastante mais baixas do que as registadas durante a primeira metade da semana e poderá também contribuir para um aumento da instabilidade atmosférica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793341" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-adverte-a-proxima-semana-arranca-com-temperaturas-mais-baixas-face-a-atual.html" title="Joana Campos adverte: 'a próxima semana arranca com temperaturas mais baixas face à atual'">Joana Campos adverte: "a próxima semana arranca com temperaturas mais baixas face à atual"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-adverte-a-proxima-semana-arranca-com-temperaturas-mais-baixas-face-a-atual.html" title="Joana Campos adverte: 'a próxima semana arranca com temperaturas mais baixas face à atual'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/joana-campos-adverte-a-proxima-semana-arranca-com-temperaturas-mais-baixas-face-a-atual-1791971292190_320.png" alt="Joana Campos adverte: 'a próxima semana arranca com temperaturas mais baixas face à atual'"></a></article></aside><p>Assim, depois de vários dias com máximas próximas ou superiores a 30 ºC, <strong>Portugal poderá passar, em poucas dezenas de horas, para um cenário muito mais típico de outubro</strong>. A queda das temperaturas será especialmente expressiva no interior Norte e Centro, onde a intrusão de ar polar deverá deixar a sua marca mais evidente.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-horas-chave-da-intrusao-polar-em-portugal-as-temperaturas-maximas-poderao-baixar-10-c-num-intervalo-de-dois-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Joana Campos adverte: "a próxima semana arranca com temperaturas mais baixas face à atual"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-adverte-a-proxima-semana-arranca-com-temperaturas-mais-baixas-face-a-atual.html</link><pubDate>Wed, 14 Oct 2026 11:30:04 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Entre sábado e domingo Portugal Continental poderá registar uma descida generalizada das temperaturas, que deverá ser mais evidente no Norte e Centro do país. Esta tendência deverá manter-se na segunda-feira.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbn2bcy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbn2bcy.jpg" id="xbn2bcy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Até sábado, dia 17 de outubro, esperam-se temperaturas acima da média</strong> na maior parte do território português. Contudo, a mais recente atualização do nosso modelo de confiança, ECMWF, indica uma <strong>descida térmica entre esse dia e domingo</strong>, dia 18.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Esta descida poderá ser mais evidente no Norte e Centro, ainda que a região Sul também registe uma queda nos termómetros. Ainda assim, no domingo, as máximas poderão manter-se entre os 15 ºC na Guarda e os 26 ºC em Lisboa. <strong>A região Transmontana e a Beira Alta poderão registar a descida mais expressiva</strong>.</p><h2>Serra da Estrela poderá registar 0 ºC de temperatura mínima na próxima segunda-feira</h2><p>Com esta tendência de descida, segunda-feira arranca com um cenário muito diferente dos dias em que vivemos esta semana, onde as temperaturas mínimas têm-se mantido com valores entre os 14 ºC e os 21 ºC. Ainda que no domingo, estes valores das mínimas possam cair para metade, <strong>será na segunda-feira que poderão atingir valores mais baixos, como percebemos com o mapa abaixo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/joana-campos-adverte-a-proxima-semana-arranca-com-temperaturas-mais-baixas-face-a-atual-1791971145828.jpg" data-image="1cat3u14he5o" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Na próxima segunda-feira, dia 19 de outubro, pelas 7h da manhã, a Serra da Estrela poderá voltar a registar temperaturas mínimas na ordem dos 0 ºC. Estes valores decorrem da descida prevista a partir de domingo, dia 18.</figcaption></figure><p>O <strong>verde mais escuro mostra as zonas onde as temperaturas serão mais baixas</strong>. Uma boa parte da Região Norte, assim como o interior da Região Centro poderão registar os valores mais baixos, onde as <strong>capitais de distrito mais frias deverão ser Bragança e Guarda com 6 ºC e 4 ºC</strong>, respetivamente. A nível local e tal como já referimos, a<strong> Serra da Estrela deverá registar 0 ºC</strong> de mínima, pelas 7h de segunda-feira, como mostra o mapa acima, fazendo deste o ponto mais frio do país.</p><h2>Temperaturas máximas também voltam a descer</h2><p>Nas horas seguintes do mesmo dia (segunda-feira), as temperaturas vão subir, no entanto, <strong>manter-se-ão mais baixas face aos valores máximos esperados para domingo</strong>. Desta forma, esperam-se temperaturas entre os 15 ºC na Guarda e os 24 ºC em Lisboa, sendo esta, possivelmente, a cidade mais quente do dia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793219" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-nova-frente-fria-chegara-aos-acores-entre-hoje-e-amanha-eis-as-ilhas-mais-afetadas-pela-chuva.html" title="Uma nova frente fria chegará aos Açores entre hoje e amanhã: eis as ilhas mais afetadas pela chuva">Uma nova frente fria chegará aos Açores entre hoje e amanhã: eis as ilhas mais afetadas pela chuva</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-nova-frente-fria-chegara-aos-acores-entre-hoje-e-amanha-eis-as-ilhas-mais-afetadas-pela-chuva.html" title="Uma nova frente fria chegará aos Açores entre hoje e amanhã: eis as ilhas mais afetadas pela chuva"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uma-nova-frente-fria-chegara-aos-acores-entre-hoje-e-amanha-eis-as-ilhas-mais-afetadas-pela-chuva-1791926265819_320.png" alt="Uma nova frente fria chegará aos Açores entre hoje e amanhã: eis as ilhas mais afetadas pela chuva"></a></article></aside><p>Com isto, as<strong> anomalias térmicas negativas regressam a Portugal Continental</strong>, ainda que se devam manter nas regiões mais frias (Trás-os-Montes e Beira Alta), <strong>com valores até 2 ºC abaixo da média</strong>. O restante território deverá registar valores dentro da normal climatológica de referência ou ligeiramente acima.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/joana-campos-adverte-a-proxima-semana-arranca-com-temperaturas-mais-baixas-face-a-atual.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Por que é que cadáveres de alpinistas como o "Green Boots" se tornam pontos de referência no Evereste?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/por-que-cadaveres-de-alpinistas-como-green-boots-se-tornam-pontos-de-referencia-no-everest.html</link><pubDate>Wed, 14 Oct 2026 10:02:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Por quase 30 anos, o corpo de "Green Boots" permaneceu congelado no gelo do Evereste, tornando-se um marco macabro para os alpinistas. Recentemente identificado, ele é um dos cerca de 200 corpos que ainda permanecem no "teto do mundo".</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/pourquoi-des-cadavres-d-alpinistes-comme-green-boots-deviennent-des-reperes-sur-l-everest-alpinisme-mort-1791720303206.jpg" data-image="5gwx6ip5inuo" alt="As botas verde-limão do alpinista Dorje Morup renderam-lhe o famoso apelido de &quot;Green Boots&quot;. Tornando-se uma referência para outros alpinistas, o seu corpo será em breve repatriado." title="As botas verde-limão do alpinista Dorje Morup renderam-lhe o famoso apelido de &quot;Green Boots&quot;. Tornando-se uma referência para outros alpinistas, o seu corpo será em breve repatriado."><figcaption>As botas verde-limão do alpinista Dorje Morup renderam-lhe o famoso apelido de "Green Boots". Tornando-se uma referência para outros alpinistas, o seu corpo será em breve repatriado.</figcaption></figure><p>Nas encostas do Evereste, a morte faz parte da paisagem. <strong>A mais de 8.000 metros de altitude</strong>, os corpos dos alpinistas que não sobreviveram à ascensão permanecem, por vezes, abandonados no gelo, <strong>tornando-se marcos sinistros para aqueles que tentam alcançar o cume</strong>.</p><p>Entre eles está também "Green Boots", <strong>cuja identidade foi revelada em junho de 2026</strong>, quase trinta anos após a sua morte. <strong>Dorje Morup, um militar indiano, será em breve repatriado</strong>. Mas e quanto aos outros corpos abandonados nas encostas do Evereste?</p><h2>No Evereste, os corpos tornam-se marcos macabros</h2><p>Altitude extrema, frio, falta de oxigénio, terreno perigoso: as condições por vezes terríveis enfrentadas pelos alpinistas podem custar-lhes a vida. Estas também <strong>tornam muito difícil o acesso e o resgate dos corpos daqueles que pereceram</strong>. As operações de salvamento ou de recuperação também podem ser muito dispendiosas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pourquoi-des-cadavres-d-alpinistes-comme-green-boots-deviennent-des-reperes-sur-l-everest-alpinisme-mort-1791721390988.jpeg" data-image="3y5786o59xc4" alt="Mais de 300 pessoas morreram ao tentar escalar o pico mais alto da Terra desde o início das expedições, na década de 1920." title="Mais de 300 pessoas morreram ao tentar escalar o pico mais alto da Terra desde o início das expedições, na década de 1920."><figcaption>Mais de 300 pessoas morreram ao tentar escalar o pico mais alto da Terra desde o início das expedições, na década de 1920.</figcaption></figure><p>Os corpos deixados nas encostas do Evereste tornam-se, involuntariamente, pontos de referência na rota para o cume. Alguns, como "Green Boots", <strong>receberam apelidos dos alpinistas que passam por eles</strong>.</p><h3>Pelo menos duas alpinistas também se tornaram referências</h3><p>Em 1979, a alpinista alemã Hannelore Schmatz morreu durante a descida. Conhecida como "A Alemã", o <strong>seu corpo permaneceu visível por muito tempo na rota do lado nepalês antes de ser deslocado pelos elementos naturais</strong>. Em 1998, foi a vez da alpinista americana Francys Arsentiev morrer durante a descida do Evereste. O seu corpo, que permaneceu visível até 2007,<strong> rendeu-lhe o apelido de "Bela Adormecida"</strong>.</p><h2>Com o derretimento do gelo, o Evereste revela os seus corpos... e o seu lixo<br></h2><p>Em 1999, foi descoberto também o corpo de George Mallory, o alpinista britânico desaparecido durante uma tentativa de escalar o cume em 1924. Com ele, desapareceu o explorador Andrew Comyn Irvine, <strong>cujo corpo nunca foi encontrado</strong>. No entanto, em setembro de 2024, reapareceram uma bota e uma meia com a inscrição "A.C. Irvine" bordada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pourquoi-des-cadavres-d-alpinistes-comme-green-boots-deviennent-des-reperes-sur-l-everest-alpinisme-mort-1791723200265.jpg" data-image="fsidkv01xrw3" alt="Um sapato e uma meia, nos quais estava bordada a inscrição &quot;A.C. Irvine&quot;, reapareceram 100 anos após o desaparecimento do alpinista Andrew Comyn Irvine." title="Um sapato e uma meia, nos quais estava bordada a inscrição &quot;A.C. Irvine&quot;, reapareceram 100 anos após o desaparecimento do alpinista Andrew Comyn Irvine."><figcaption>Um sapato e uma meia, nos quais estava bordada a inscrição "A.C. Irvine", reapareceram 100 anos após o desaparecimento do alpinista Andrew Comyn Irvine.</figcaption></figure><p>Infelizmente, os corpos congelados no gelo não são os únicos vestígios que o aquecimento global faz ressurgir no Evereste. <strong>À medida que os glaciares recuam, também revelam décadas de poluição deixada por expedições</strong>, transformando o "teto do mundo" num verdadeiro aterro.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="714138" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/everest-saiba-quem-foi-o-homem-por-detras-do-nome-dado-a-montanha-mais-alta-da-terra.html" title="Everest: saiba quem foi o homem por detrás do nome dado à montanha mais alta da Terra">Everest: saiba quem foi o homem por detrás do nome dado à montanha mais alta da Terra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/everest-saiba-quem-foi-o-homem-por-detras-do-nome-dado-a-montanha-mais-alta-da-terra.html" title="Everest: saiba quem foi o homem por detrás do nome dado à montanha mais alta da Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/everest-saiba-quem-foi-o-homem-por-detras-do-nome-dado-a-montanha-mais-alta-da-terra-1749273275739_320.jpg" alt="Everest: saiba quem foi o homem por detrás do nome dado à montanha mais alta da Terra"></a></article></aside><p>Barracas, cordas, cilindros de oxigénio, embalagens e excrementos acumulam-se na montanha, e as <strong>operações de limpeza são particularmente perigosas em grandes altitudes</strong>. Estes plásticos desintegram-se lentamente, poluindo de forma duradoura tanto as paisagens como os rios.</p><h3><em>Referências do artigo</em></h3><p><em>Le Parisien (23/06/2026), <a href="https://www.leparisien.fr/faits-divers/mont-everest-lidentite-de-green-boots-celebre-mort-de-lascension-revelee-avant-une-expedition-pour-recuperer-le-corps-23-06-2026-LKBWJX4QWNH3LKPEZ75ZYT3M7Q.php" target="_blank">Mont Everest : l’identité de « Green Boots », célèbre mort de l’ascension, révélée avant une expédition pour récupérer le corps</a></em></p><p><em>The Independent (02/07/2026), <a href="https://www.independent.co.uk/asia/south-asia/everest-green-boots-body-india-nepal-tibet-dead-b3007345.html" target="_blank">India wants to recover ‘Green Boots’ after 30 years. Here’s why so many of Everest’s dead are left behind</a></em></p><p><em>Science et Avenir (28/05/2023), <a href="https://www.sciencesetavenir.fr/nature-environnement/pollution/plus-de-1-6-tonne-de-dechets-plastiques-retrouves-dans-l-himalaya-lors-d-une-expedition_171623" target="_blank">Plus de 1,6 tonne de déchets plastiques retrouvés dans l'Himalaya lors d'une expédition</a></em></p><ul></ul>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/por-que-cadaveres-de-alpinistas-como-green-boots-se-tornam-pontos-de-referencia-no-everest.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A pequena cidade de Teruel que se transforma na capital dos cogumelos e celebra 20 anos de uma tradição única]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-pequena-cidade-de-teruel-que-se-transforma-na-capital-dos-cogumelos-e-celebra-20-anos-de-uma-tradicao-unica.html</link><pubDate>Wed, 14 Oct 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A Formiche Alto prepara-se para celebrar, no próximo dia 17 de outubro, a sua 20ª edição das Jornadas Micológicas, um evento que junta entusiastas, especialistas e visitantes em torno dos cogumelos, da gastronomia e da natureza da serra de Teruel no outono.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-pequeno-pueblo-de-teruel-que-se-convierte-en-la-capital-de-las-setas-y-celebra-20-anos-de-una-tradicion-unica-1791836516377.png" data-image="xncwt6263nvm"><figcaption>Em outubro, Formiche Alto, na província de Teruel, torna-se a capital dos cogumelos.</figcaption></figure><p>Em Formiche Alto, uma pequena localidade da província de Teruel, a chegada da época dos cogumelos significa muito mais do que uma oportunidade para ir ao campo: é o ponto de partida de uma <strong>tradição que completa agora duas décadas</strong>. No próximo sábado, dia 17 de outubro, o município vai celebrar as XX Jornadas Micológicas, um evento que combina natureza, divulgação científica e gastronomia popular.</p><p>Localizada na região de Gúdar-Javalambre, Formiche Alto tem <strong>156 habitantes registados, mas espera receber mais de 200 participantes no evento deste ano</strong>. O evento é organizado pela Associação Cultural Cabezo Alto, com a colaboração da Câmara Municipal, empresas locais e a Sociedade Micológica Valenciana (SOMIVAL). </p><p>Duas décadas após as suas primeiras edições, o encontro consolidou-se como <strong>um dos principais eventos de outono </strong>para aqueles que desejam descobrir o mundo dos fungos na província.</p><h2>Um dia para descobrir os cogumelos de Teruel</h2><p>O programa terá início às 9h00 com a chegada dos participantes e um período livre no campo. Esta será uma <strong>oportunidade para explorar os pinhais e os bosques de azinheiras da região</strong>, observar as espécies da época e aprender a identificar os exemplares que serão posteriormente expostos na mostra micológica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-pequeno-pueblo-de-teruel-que-se-convierte-en-la-capital-de-las-setas-y-celebra-20-anos-de-una-tradicion-unica-1791837554272.jpg" data-image="uvmowbrggd38"><figcaption>O lactário-de-açafrão (Lactarius deliciosus) é um dos cogumelos mais apreciados nos eventos micológicos de Formiche Alto.</figcaption></figure><p>A <strong>recolha de alimentos silvestres é uma das atividades mais atrativas da atualidade</strong>, mas também uma oportunidade para<strong> aprender a identificar corretamente cada espécie</strong>, o que é essencial para evitar confundir as comestíveis com as perigosas e tóxicas. A observação e o conhecimento do meio envolvente são, por isso, partes fundamentais desta experiência.</p><p>Durante toda a manhã, a Câmara Municipal acolherá uma exposição de espécimes recolhidos na zona envolvente. <strong>Os participantes poderão aprender sobre as suas características e participar em atividades e concursos</strong> relacionados com a identificação de cogumelos. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-pequeno-pueblo-de-teruel-que-se-convierte-en-la-capital-de-las-setas-y-celebra-20-anos-de-una-tradicion-unica-1791838023360.jpg" data-image="cfer2jic907p"><figcaption>Exemplares de bicho-de-conta, também conhecido por babosillo.</figcaption></figure><p><strong>Entre as atrações mais interessantes está a competição "Cogumelo Único"</strong>, que premeia exemplares que se destacam pela sua raridade, aparência ou alguma outra característica marcante. O objetivo é tornar a micologia acessível a todos, desde os entusiastas experientes que recolhem cogumelos nas montanhas há anos até aos que estão apenas a começar.</p><h2>Culinária popular com um toque outonal</h2><p>Os cogumelos serão também as estrelas do evento. A partir das 14h00, a praça vai transformar-se num ponto de encontro para uma popular <strong>degustação de pratos e guisados confecionados com lactário-de-açafrão</strong> (<em>Lactarius deliciosus</em>), cogumelo-perdiz (<em>Chroogomphus rutilus</em>) e porcini-anelado (<em>Suillus luteus</em>), entre outros cogumelos. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-pequeno-pueblo-de-teruel-que-se-convierte-en-la-capital-de-las-setas-y-celebra-20-anos-de-una-tradicion-unica-1791839110553.jpg" data-image="3sewtd5tvdc7"><figcaption>O cogumelo conhecido como pé de perdiz é outra das espécies mais abundantes nas florestas de Teruel.</figcaption></figure><p>Os ovos mexidos, os croquetes e outros pratos demonstram a versatilidade de um ingrediente intimamente ligado à cozinha outonal. Mais do que simplesmente degustá-lo, a iniciativa pretende <strong>celebrar a gastronomia local </strong>e a capacidade destes produtos para reunir vizinhos e visitantes à volta de uma mesa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-pequeno-pueblo-de-teruel-que-se-convierte-en-la-capital-de-las-setas-y-celebra-20-anos-de-una-tradicion-unica-1791839502026.jpg" data-image="lwm9herssdv7"><figcaption>Ponte medieval (séculos XV-XVI) sobre o rio Mijares, em Formiche Alto. Associação Turística Gúdar-Javalambre.</figcaption></figure><p>O programa prossegue às 16h30 com uma palestra informativa dedicada ao género Agaricus e às suas espécies mais comuns, como o cogumelo comum. A sessão permitirá aos participantes <strong>aprofundar os seus conhecimentos sobre estes fungos e identificar algumas das suas características</strong>. De seguida, os participantes poderão desfrutar de um lanche antes da cerimónia de entrega de prémios e do encerramento, agendados para as 18h00.</p><p>As atividades infantis complementarão um dia também pensado para as famílias, com o objetivo de despertar a curiosidade pela natureza nas crianças mais novas.</p><h2>Vinte anos de tradição na Serra de Gúdar-Javalambre</h2><p>A continuidade e o sucesso destes eventos refletem o esforço de uma associação cultural e de um pequeno município para <strong>manter viva uma atividade que liga o património natural com a vida social e económica do território</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Prácticas prohibidas en la recolección de #setas @guardiacivil #Teruel ️ #LenguaDeSignos @IESFdeAranda https://t.co/5tifP9ln2l</p>— Guardia Civil Teruel (@GCTeruel) <a href="https://x.com/GCTeruel/status/1725923124795822081?ref_src=twsrc%5Etfw">November 18, 2023</a></blockquote></figure><p>Numa província caracterizada pela sua população dispersa e pelo desafio de manter a atividade nas aldeias, <strong>eventos como este ajudam a atrair visitantes, a sensibilizar para o meio rural e a dinamizar o comércio local</strong>. A micologia serve, assim, como atração turística, mas também como forma de promover o valor dos ecossistemas florestais.</p><p><strong>A presença de cogumelos, no entanto, depende das condições meteorológicas</strong>: a precipitação, a humidade e as temperaturas das semanas anteriores influenciam o seu aparecimento. Por isso, cada estação pode ser diferente e a abundância não é garantida (embora esta pareça muito promissora).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775451" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-que-deve-fazer-se-comecarem-a-crescer-cogumelos-nos-vasos-das-suas-plantas-de-interior.html" title="O que deve fazer se começarem a crescer cogumelos nos vasos das suas plantas de interior?">O que deve fazer se começarem a crescer cogumelos nos vasos das suas plantas de interior?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-que-deve-fazer-se-comecarem-a-crescer-cogumelos-nos-vasos-das-suas-plantas-de-interior.html" title="O que deve fazer se começarem a crescer cogumelos nos vasos das suas plantas de interior?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/what-should-you-do-if-mushrooms-start-growing-in-your-indoor-plant-pots-1782135364255_320.jpg" alt="O que deve fazer se começarem a crescer cogumelos nos vasos das suas plantas de interior?"></a></article></aside><p>Os dias permitem usufruir desta riqueza sem esquecer a <strong>importância da colheita responsável</strong>: respeitar o ambiente, não colher exemplares desnecessariamente e evitar o consumo de espécies que não tenham sido identificadas com segurança.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-pequena-cidade-de-teruel-que-se-transforma-na-capital-dos-cogumelos-e-celebra-20-anos-de-uma-tradicao-unica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma nova frente fria chegará aos Açores entre hoje e amanhã: eis as ilhas mais afetadas pela chuva]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-nova-frente-fria-chegara-aos-acores-entre-hoje-e-amanha-eis-as-ilhas-mais-afetadas-pela-chuva.html</link><pubDate>Wed, 14 Oct 2026 08:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os grupos Ocidental e Central poderão, mais uma vez, ser os mais afetados pela chuva associada a uma frente fria que passará pelo arquipélago dos Açores.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbmk9vm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbmk9vm.jpg" id="xbmk9vm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como mencionamos em previsões anteriores aqui na Meteored Portugal, os Açores poderão, mais uma vez, <strong>registar valores de acumulação de precipitação mais expressivos</strong> face ao arquipélago da Madeira e ao continente. E mais uma vez, a causa é a passagem de mais uma frente fria.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>À semelhança da semana passada, onde até o IPMA emitiu uma série de avisos amarelos devido à chuva prevista, associada à passagem de uma frente fria, o <strong>arquipélago açoriano volta a ser ponto de passagem</strong>. No entanto, desta vez não parecem haver razões para a emisão de avisos, uma vez que a chuva prevista não é tão expressiva como no exemplo anterior. Ainda assim, saiba abaixo quais as ilhas mais afetadas.</p><h2>Até 45 mm de chuva acumulada no Grupo Ocidental em 48h</h2><p>De acordo com a mais recente atualização do ECMWF, esta manhã de quarta-feira poderá já trazer<strong> chuva fraca a moderada ao Grupo Central dos Açores</strong>, devendo a mesma intensificar-se à medida que as horas passam. Ainda segundo o mesmo modelo meteorológico, <strong>é esperado que a frente fria supracitada chegue ao Grupo Ocidental entre as 16h e as 17h de hoje</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-nova-frente-fria-chegara-aos-acores-entre-hoje-e-amanha-eis-as-ilhas-mais-afetadas-pela-chuva-1791926193386.jpg" data-image="iddoue9z0p0x" alt="probabilidade de chuva" title="probabilidade de chuva"><figcaption>Entre hoje e amanhã a probabilidade de chuva irá aumentar significativamente nos Açores. Os grupos Ocidental e Central deverão ser os mais afetados pela passagem de uma frente fria.</figcaption></figure><p>Entre esse horário e as últimas horas do dia, espera-se que a intensidade da chuva seja fraca a moderada, ainda que possa ser persistente. No entanto, entre a meia-noite e as 3h da madrugada de amanhã, quinta-feira, deverá haver uma trégua na mesma, sendo expectável que <strong>a partir dessa hora a chuva regresse devendo ganhar um pouco mais de intensidade e permanecendo neste grupo até às 19h</strong>. Com isto, a Ilha das Flores poderá registar uma acumulação de precipitação entre 45 a 50 mm até às 23h de quinta-feira.</p><h2>No Grupo Central a acumulação poderá superar os 40 mm numa das ilhas</h2><p>Como referimos acima, no Grupo Central, deverá começar a chover ainda na manhã de hoje, devendo a chuva persistir nas próximas horas, <strong>especialmente nas ilhas do Faial e Pico</strong>. Nesta última espera-se uma incidência mais expressiva. Segundo o nosso mapa de chuva prevista, espera-se que chova de forma quase ininterrupta no Pico até às 16h de amanhã, quinta-feira. Esta persistência deverá resultar em <strong>acumulações um pouco superiores a 40 mm em alguns locais desta ilha</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793092" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-poderao-acumular-mais-de-50-mm-de-chuva-ate-sabado-saiba-o-que-preve-o-ecmwf-tambem-para-a-madeira.html" title="Açores poderão acumular mais de 50 mm de chuva até sábado: saiba o que prevê o ECMWF também para a Madeira">Açores poderão acumular mais de 50 mm de chuva até sábado: saiba o que prevê o ECMWF também para a Madeira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-poderao-acumular-mais-de-50-mm-de-chuva-ate-sabado-saiba-o-que-preve-o-ecmwf-tambem-para-a-madeira.html" title="Açores poderão acumular mais de 50 mm de chuva até sábado: saiba o que prevê o ECMWF também para a Madeira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/acores-poderao-acumular-mais-de-50-mm-de-chuva-ate-sabado-saiba-o-que-preve-o-ecmwf-tambem-para-a-madeira-1791824948669_320.jpg" alt="Açores poderão acumular mais de 50 mm de chuva até sábado: saiba o que prevê o ECMWF também para a Madeira"></a></article></aside><p>Já o Grupo Oriental deverá manter-se fora do radar desta frente fria, ainda que não se descarte a ocorrência de alguns aguaceiros fracos e dispersos, sendo esperada uma acumulação máxima de menos de 5 mm. <strong>Até ao fim de semana</strong>, e após a passagem desta frente,<strong> esperam-se dias mais estáveis</strong>, ainda que o Grupo Central possa continuar a registar alguns aguaceiros fracos e irregulares.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-nova-frente-fria-chegara-aos-acores-entre-hoje-e-amanha-eis-as-ilhas-mais-afetadas-pela-chuva.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O mistério da nuvem marciana foi resolvido? Uma física exótica poderia explicar a nuvem mais longa do Planeta Vermelho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-misterio-da-nuvem-marciana-foi-resolvido-uma-fisica-exotica-poderia-explicar-a-nuvem-mais-longa-do-planeta-vermelho.html</link><pubDate>Wed, 14 Oct 2026 07:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Uma enorme nuvem com 1.800 quilómetros de comprimento, observada acima de Marte, intriga os cientistas há anos. Investigações recentes mostraram que se poderá ter formado graças a um processo particular de formação de gelo, até então não observado.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ratsel-um-marswolke-gelost-exotische-physik-konnte-die-langste-wolke-des-roten-planeten-erklaren-1791655203893.png" alt="Desde 2018 que uma nuvem recorrente é observada em Marte. Foi batizada de &quot;Arsia Mons Elongated Cloud&quot; (AMEC). Crédito da fotografia: ESA/DLR/FU Berlim." title="Desde 2018 que uma nuvem recorrente é observada em Marte. Foi batizada de &quot;Arsia Mons Elongated Cloud&quot; (AMEC). Crédito da fotografia: ESA/DLR/FU Berlim."><figcaption>Desde 2018 que uma nuvem recorrente é observada em Marte. Foi batizada de "Arsia Mons Elongated Cloud" (AMEC). Crédito da fotografia: ESA/DLR/FU Berlim.</figcaption></figure><p>A cada primavera e verão, durante a estação de poeira no hemisfério sul de Marte, surge uma<strong> impressionante formação de nuvens brancas</strong>: a Nuvem Alongada de Arsia Mons (AMEC). Esta nuvem forma-se a sotavento do vulcão Arsia Mons, que tem cerca de 20 quilómetros de altura. Desenvolve-se em apenas algumas horas e pode estender-se por uma distância de até 1.800 quilómetros, antes de desaparecer rapidamente.</p><p>Desde 2018 que a Agência Espacial Europeia (ESA) observa este fenómeno recorrente graças à sua sonda Mars Express. Embora esta nuvem seja identificada como uma formação orográfica — isto é, provocada pelo relevo —<strong>, os modelos meteorológicos clássicos não tinham conseguido, até à data, explicar de forma convincente o seu processo de formação</strong>.</p><h2>Gelo que se forma sem partículas de pó</h2><p>A situação alterou-se quando uma equipa de investigadores liderada por Jorge Hernández-Bernal, do Laboratório de Meteorologia Dinâmica (LMD), em França, <strong>incorporou nas suas simulações um mecanismo até agora pouco estudado</strong>.</p><p>"Para reproduzir o AMEC nas nossas simulações, tivemos de ter em conta mecanismos físicos invulgares", explica o autor principal do estudo. "No entanto, estes mecanismos estão descritos nos manuais de física, mas <strong>são considerados teóricos e geralmente vistos como processos que não ocorrem na natureza</strong>."</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ratsel-um-marswolke-gelost-exotische-physik-konnte-die-langste-wolke-des-roten-planeten-erklaren-1791655211311.jpg" alt="Para os seus trabalhos, os cientistas compararam observações reais com simulações numéricas. Crédito da imagem: ESA/EHU, Hernández-Bernal et al., 2026." title="Para os seus trabalhos, os cientistas compararam observações reais com simulações numéricas. Crédito da imagem: ESA/EHU, Hernández-Bernal et al., 2026."><figcaption>Para os seus trabalhos, os cientistas compararam observações reais com simulações numéricas. Crédito da imagem: ESA/EHU, Hernández-Bernal et al., 2026.</figcaption></figure><p>Na Terra, e provavelmente também em Marte, os cristais de gelo formam-se geralmente por um processo denominado <strong>nucleação heterogénea</strong>. O vapor de água fixa-se, então, em partículas já presentes na atmosfera — como o pó, o sal ou o pólen —, que servem de suporte à formação dos cristais de gelo.</p><p>No entanto, no caso desta nuvem marciana, um outro fenómeno entraria em jogo: <strong>a nucleação homogénea do gelo</strong>. Este processo permite que o vapor de água se transforme diretamente em cristais de gelo, sem necessidade de partículas preexistentes.</p><p>"No caso da AMEC, <strong>a formação da nuvem parece ocorrer sem nenhuma destas partículas</strong>", explica Hernández-Bernal. "O vapor de água transforma-se diretamente em partículas de gelo, sem uma etapa intermédia. Isto é totalmente inesperado."</p><h2>Condições extremas acima do vulcão</h2><p>Para que tal fenómeno ocorra, a <strong>humidade relativa do ar tem de atingir níveis excecionalmente elevados</strong>.</p><p><strong>A muito baixa densidade da atmosfera marciana e as dimensões gigantescas do vulcão desempenham aqui um papel determinante</strong>. Quando as massas de ar circulam sobre o Arsia Mons, geram ondas atmosféricas capazes de elevar o ar húmido a vários quilómetros de altitude em apenas alguns minutos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ratsel-um-marswolke-gelost-exotische-physik-konnte-die-langste-wolke-des-roten-planeten-erklaren-1791655218051.jpg" alt="A nuvem marciana que se forma sobre o vulcão Arsia Mons deve-se muito provavelmente a um fenómeno físico até então considerado puramente teórico. Crédito da imagem: ESA/DLR/FU Berlim." title="A nuvem marciana que se forma sobre o vulcão Arsia Mons deve-se muito provavelmente a um fenómeno físico até então considerado puramente teórico. Crédito da imagem: ESA/DLR/FU Berlim."><figcaption> A nuvem marciana que se forma sobre o vulcão Arsia Mons deve-se muito provavelmente a um fenómeno físico até então considerado puramente teórico. Crédito da imagem: ESA/DLR/FU Berlim.</figcaption></figure><p>Nestas condições, <strong>a temperatura desce cerca de 30 °C em apenas dez minutos</strong>. Simultaneamente, a humidade relativa aumenta consideravelmente, permitindo que o vapor de água se transforme diretamente em gelo. As simulações sugerem que<strong> este mecanismo estaria na origem da formação desta imensa nuvem alongada</strong>.</p><p>Para realizar os seus cálculos, os <strong>cientistas utilizaram dados recolhidos por três câmaras a bordo da sonda Mars Express</strong>. Embora alguns resultados das simulações ainda apresentem diferenças em relação às observações reais, Hernández-Bernal considera que a concordância entre ambos é notável.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790145" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-planeta-vermelho-nao-e-assim-tao-vermelho-as-misteriosas-rochas-roxas-encontradas-em-marte-que-deixam-a-nasa-perplexa.html" title="O planeta vermelho não é assim tão vermelho: as misteriosas rochas roxas encontradas em Marte que deixam a NASA perplexa">O planeta vermelho não é assim tão vermelho: as misteriosas rochas roxas encontradas em Marte que deixam a NASA perplexa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-planeta-vermelho-nao-e-assim-tao-vermelho-as-misteriosas-rochas-roxas-encontradas-em-marte-que-deixam-a-nasa-perplexa.html" title="O planeta vermelho não é assim tão vermelho: as misteriosas rochas roxas encontradas em Marte que deixam a NASA perplexa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-planeta-rojo-no-es-tan-rojo-las-misteriosas-rocas-purpuras-halladas-en-marte-que-desconciertan-a-la-nasa-1790108561910_320.jpg" alt="O planeta vermelho não é assim tão vermelho: as misteriosas rochas roxas encontradas em Marte que deixam a NASA perplexa"></a></article></aside><p>Colin Wilson, cientista envolvido na missão, realça a importância da sonda: "A Mars Express pode também acompanhar a<strong> evolução da nuvem ao longo de algumas horas</strong>, oferecendo-nos assim uma visão única de fenómenos efémeros que ocorrem no planeta."</p><p>Publicado na revista científica <em>Nature Geoscience</em>, este estudo mostra como um processo físico até então nunca observado poderia ocorrer na realidade. Levanta também <strong>novas questões sobre os mecanismos de formação das nuvens</strong>, tanto na Terra como noutros corpos celestes.</p><p>Como resume Colin Wilson: "Para compreender esta estranha nuvem marciana, tivemos de <strong>recorrer a uma física invulgar</strong>. E estes mesmos mecanismos poderiam também atuar noutros locais do cosmos."</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Hern%C3%A1ndez-Bernal%2C%20J.%2C%20M%C3%A4%C3%A4tt%C3%A4nen%2C%20A.%2C%20Spiga%2C%20A.%20et%20al" data-year="2026" data-title="Homogeneous%20ice%20nucleation%20from%20water%20vapour%20suggested%20by%20elongated%20clouds%20on%20Mars.%20Nature%20Geoscience" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1038%2Fs41561-026-02089-9">Hernández-Bernal, J., Määttänen, A., Spiga, A. et al. (2026). <a href="https://doi.org/10.1038/s41561-026-02089-9" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Homogeneous ice nucleation from water vapour suggested by elongated clouds on Mars. Nature Geoscience</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-misterio-da-nuvem-marciana-foi-resolvido-uma-fisica-exotica-poderia-explicar-a-nuvem-mais-longa-do-planeta-vermelho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal poderá ter uma reviravolta no tempo na próxima semana: chuva de regresso e temperaturas em descida]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-podera-ter-uma-reviravolta-no-tempo-na-proxima-semana-chuva-de-regresso-e-temperaturas-em-descida.html</link><pubDate>Wed, 14 Oct 2026 06:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal continental poderá enfrentar uma mudança no estado do tempo, com temperaturas mais baixas e o regresso da chuva a meio da próxima semana. O ECMWF antecipa maior instabilidade, ainda com incerteza.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbmpq2a"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbmpq2a.jpg" id="xbmpq2a"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O estado do tempo em Portugal continental deverá sofrer alterações ao longo dos próximos dias. Depois de um período marcado por temperaturas relativamente elevadas em várias regiões, <strong>o modelo europeu (ECMWF) aponta para uma descida térmica durante o fim de semana</strong>, antecipando um cenário potencialmente mais instável na próxima semana.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Entre segunda-feira, 19 de outubro, e domingo, dia 25, a evolução da circulação atmosférica poderá favorecer <strong>o regresso da precipitação a várias regiões do território continental</strong>, sobretudo a partir de meados da semana. Contudo, tratando-se de uma previsão a vários dias de distância, a localização e a intensidade da chuva ainda poderão sofrer alterações.</p><h2>Temperaturas poderão descer até 10 ºC em algumas localidades</h2><p>Antes da chegada da próxima semana, Portugal continental deverá atravessar uma mudança significativa nas temperaturas. De acordo com os mapas do ECMWF, <strong>sexta-feira, 16 de outubro, poderá ser marcada por valores próximos ou superiores a 30 ºC em algumas localidades</strong>, especialmente nas regiões do Centro e Sul.</p><p>Durante a tarde de sexta-feira, Lisboa poderá registar cerca de 31 ºC, enquanto Santarém e Beja deverão atingir aproximadamente 30 ºC. Em Évora, os termómetros poderão rondar os 29 ºC, ao passo que Braga e Vila Real deverão apresentar valores próximos dos 26 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-podera-ter-uma-reviravolta-no-tempo-na-proxima-semana-chuva-de-regresso-e-temperaturas-em-descida-1791917732073.jpg" data-image="v2jbrrwdsxy3" alt="Temperaturas poderão ultrapassar os 30 ºC em algumas regiões de Portugal na sexta-feira" title="Temperaturas poderão ultrapassar os 30 ºC em algumas regiões de Portugal na sexta-feira"><figcaption>O ECMWF prevê uma tarde relativamente quente na sexta-feira, com temperaturas próximas dos 30 ºC em várias localidades do Centro e Sul de Portugal continental.</figcaption></figure><p>Esta situação deverá <strong>começar a alterar-se durante o fim de semana</strong>, com uma descida das temperaturas em grande parte do território. A mudança será particularmente evidente em algumas localidades do interior, onde a diferença relativamente aos valores de sexta-feira poderá ser expressiva.</p><p>No entanto, esta descida não significa necessariamente que todo o país passe a registar temperaturas inferiores às habituais para a época do ano.</p><h2>Domingo poderá trazer uma descida acentuada das temperaturas</h2><p>A previsão para domingo, 18 de outubro, aponta para <strong>temperaturas consideravelmente mais baixas do que as registadas na sexta-feira</strong>, sobretudo em algumas regiões do interior.</p><p>Em Vila Real, os valores poderão passar de cerca de 26 ºC para 19 ºC, representando uma descida de aproximadamente 7 ºC. Na Guarda, a diferença poderá atingir os 9 ºC, com os <strong>termómetros a descerem dos 24 ºC para cerca de 15 ºC</strong>.</p><p>Mais a sul, <strong>Beja poderá registar uma descida próxima dos 10 ºC</strong>, passando dos 30 ºC previstos para sexta-feira para aproximadamente 20 ºC no domingo. Em Lisboa, a temperatura poderá diminuir de 31 ºC para 26 ºC, enquanto Braga deverá passar de 26 ºC para cerca de 22 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-podera-ter-uma-reviravolta-no-tempo-na-proxima-semana-chuva-de-regresso-e-temperaturas-em-descida-1791917829679.jpg" data-image="ksvfdbtaayp0" alt="Descida das temperaturas poderá atingir os 10 ºC em algumas localidades até domingo" title="Descida das temperaturas poderá atingir os 10 ºC em algumas localidades até domingo"><figcaption>A previsão do ECMWF para domingo mostra temperaturas mais baixas em grande parte de Portugal continental, com descidas particularmente expressivas em algumas localidades do interior.</figcaption></figure><p>Apesar da descida térmica, os valores não deverão ficar necessariamente abaixo da média em todo o território. O mapa de anomalias de temperatura para domingo indica, por exemplo, <strong>anomalias positivas de aproximadamente 3 ºC no Porto e em Braga e de 5 ºC em Lisboa</strong>, enquanto Beja poderá apresentar uma anomalia negativa próxima dos 2 ºC.</p><p>Assim, a descida das temperaturas representa sobretudo uma mudança relativamente aos dias anteriores, não correspondendo a uma situação de frio generalizado para a época do ano.</p><h2>Chuva poderá regressar a Portugal a meio da próxima semana</h2><p>Depois de um fim de semana com precipitação pouco significativa em grande parte de Portugal continental, <strong>a evolução prevista pelo ECMWF sugere um aumento da instabilidade durante a próxima semana</strong>.</p><p>Os mapas disponíveis da Meteored para a manhã de segunda-feira, 19 de outubro, ainda não mostram precipitação significativa sobre a maior parte do território continental. Contudo, as previsões de maior alcance do modelo europeu apresentam um cenário diferente para os dias seguintes.</p><p>Na quarta-feira, 21 de outubro, às 00 UTC, o ECMWF representa <strong>uma extensa área de precipitação sobre o Atlântico, a oeste de Portugal</strong>, com alguns núcleos a afetarem setores do território continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-podera-ter-uma-reviravolta-no-tempo-na-proxima-semana-chuva-de-regresso-e-temperaturas-em-descida-1791924937414.jpg" data-image="c5o9ncofeiif" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>A previsão do modelo europeu para o início de quarta-feira mostra precipitação no Atlântico, a sudoeste de Portugal, e aguma chuva fraca em alguuns pontos da Península Ibérica.</figcaption></figure><p>A circulação atmosférica prevista poderá <strong>favorecer a aproximação de áreas de instabilidade</strong>, aumentando a possibilidade de ocorrência de chuva em várias zonas do Centro e Sul.</p><p> A distribuição da precipitação prevista não é uniforme. Neste cenário, algumas regiões poderão registar períodos de chuva fraca a moderada, enquanto outras poderão apresentar precipitação menos expressiva ou intervalos sem chuva. </p><p>Importa ainda salientar que o mapa representa <strong>precipitação prevista num período de seis horas</strong>, não correspondendo à quantidade total de chuva esperada durante quarta-feira.</p><h2>Uma mudança de tempo que ainda exige acompanhamento</h2><p>A previsão para os próximos dias aponta para duas fases distintas: <strong>uma descida significativa das temperaturas durante o fim de semana e um possível regresso da chuva a meio da próxima semana</strong>.</p><p>Embora os mapas do ECMWF sugiram uma mudança na circulação atmosférica, ainda existe<strong> incerteza quanto ao momento exato de chegada da precipitação</strong>, à sua distribuição geográfica e à respetiva intensidade.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793222" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/estas-serao-as-2-capitais-de-distrito-possivelmente-mais-quentes-do-norte-nos-proximos-dias-ate-10-c-acima-da-media.html" title="Estas serão as 2 capitais de distrito possivelmente mais quentes do Norte nos próximos dias; até 10 ºC acima da média">Estas serão as 2 capitais de distrito possivelmente mais quentes do Norte nos próximos dias; até 10 ºC acima da média</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/estas-serao-as-2-capitais-de-distrito-possivelmente-mais-quentes-do-norte-nos-proximos-dias-ate-10-c-acima-da-media.html" title="Estas serão as 2 capitais de distrito possivelmente mais quentes do Norte nos próximos dias; até 10 ºC acima da média"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quais-serao-as-2-capitais-de-distrito-possivelmente-mais-quentes-do-norte-nos-proximos-dias-ate-10-c-acima-da-media-1791899067661_320.jpg" alt="Estas serão as 2 capitais de distrito possivelmente mais quentes do Norte nos próximos dias; até 10 ºC acima da média"></a></article></aside><p>Esta incerteza torna-se particularmente importante para a segunda metade da semana, uma vez que <strong>pequenas alterações na posição dos sistemas meteorológicos poderão modificar significativamente a previsão</strong>.</p><p>Por isso, <strong>as próximas atualizações do modelo europeu serão fundamentais para confirmar a evolução prevista</strong>, sobretudo no que respeita à possibilidade de períodos de chuva mais generalizada em Portugal continental.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-podera-ter-uma-reviravolta-no-tempo-na-proxima-semana-chuva-de-regresso-e-temperaturas-em-descida.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O segredo para dormir melhor pode estar na temperatura do nosso quarto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-segredo-para-dormir-melhor-pode-estar-na-temperatura-do-nosso-quarto.html</link><pubDate>Wed, 14 Oct 2026 05:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A temperatura ambiente pode desempenhar um papel fundamental na qualidade do sono, influenciando o relógio biológico e a capacidade do organismo para adormecer e descansar. Venha saber mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-segredo-para-dormir-melhor-pode-estar-na-temperatura-do-nosso-quarto-1791729024337.jpg" data-image="gizd6nu5kuss" alt="Temperatura ambiente" title="Temperatura ambiente"><figcaption>Um quarto demasiado quente pode dificultar o adormecer e provocar despertares durante a noite, comprometendo a qualidade do descanso.</figcaption></figure><p>Dormir bem depende de vários fatores, mas a <strong>temperatura do ambiente poderá ter uma influência maior</strong> do que se pensava.</p><p>De acordo com um artigo avançado pela <em>BBC</em>, <strong>o arrefecimento natural ao longo da noite não só facilita o adormecer, como também poderá ajudar a regular o relógio biológico humano</strong>. O corpo humano segue um conjunto de ritmos internos que determinam quando sentimos sono e quando estamos mais despertos.</p><p>Tradicionalmente, <strong>a luz é considerada um dos principais sinais que orientam estes ciclos, conhecidos como ritmos circadianos</strong>. No entanto, alguns cientistas defendem que a temperatura também poderá desempenhar um papel importante neste processo.</p><p>A hipótese ganhou força a partir de investigações realizadas em <strong>comunidades indígenas que vivem em ambientes com pouca ou nenhuma iluminação artificial</strong>. Ao estudar os hábitos de sono dos Tsimane, na Amazónia boliviana, dos Hadza, na Tanzânia, e dos San, na África Austral, os investigadores observaram que <strong>os horários de descanso não correspondiam necessariamente aos momentos do pôr e do nascer do sol</strong>.</p><p>Em contrapartida, pareciam <strong>acompanhar as variações da temperatura ambiente</strong>. Estas observações levantam uma questão interessante, <em>será que o corpo humano responde não apenas à alternância entre dia e noite, mas também ao arrefecimento que costuma acompanhar o final do dia?</em></p><h2>O corpo precisa de arrefecer para dormir</h2><p>Uma das alterações fisiológicas associadas ao sono é a <strong>diminuição da temperatura corporal interna</strong>. Esta começa geralmente a baixar à medida que nos aproximamos da hora de dormir e continua a descer durante parte da noite, podendo <strong>atingir cerca de 1 ºC </strong>abaixo dos valores registados durante o dia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="712172" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/dorme-mal-o-que-aconteceria-se-o-seu-sono-fosse-perturbado-por-esta-substancia-inesperada.html" title="Dorme mal? O que aconteceria se o seu sono fosse perturbado por esta substância inesperada?">Dorme mal? O que aconteceria se o seu sono fosse perturbado por esta substância inesperada?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/dorme-mal-o-que-aconteceria-se-o-seu-sono-fosse-perturbado-por-esta-substancia-inesperada.html" title="Dorme mal? O que aconteceria se o seu sono fosse perturbado por esta substância inesperada?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vous-dormez-mal-et-si-votre-sommeil-etait-perturbe-par-cette-substance-inattendue-1747732868460_320.jpeg" alt="Dorme mal? O que aconteceria se o seu sono fosse perturbado por esta substância inesperada?"></a></article></aside><p>Este processo ajuda a explicar por que razão <strong>um quarto demasiado quente pode dificultar o descanso</strong>. Quando a temperatura ambiente é elevada, o organismo tem mais dificuldade em libertar calor, o que pode atrasar o adormecer, provocar despertares e tornar o sono menos reparador.</p><p>Assim, uma experiência realizada em 2007 procurou compreender melhor esta relação. <strong>Os participantes dormiram em ambientes com condições térmicas diferentes</strong>, num deles, a temperatura diminuía ao início da noite e voltava a subir de madrugada; no outro, mantinha-se constante, nos 27 °C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-segredo-para-dormir-melhor-pode-estar-na-temperatura-do-nosso-quarto-1791729102668.jpg" data-image="jhm2n2hbptni" alt="Despertares" title="Despertares"><figcaption>As variações naturais de temperatura entre o dia e a noite poderão ajudar a sincronizar o relógio biológico humano, embora sejam necessários mais estudos para compreender este mecanismo.</figcaption></figure><p>Os resultados mostraram que os participantes expostos às variações de temperatura apresentavam <strong>níveis noturnos mais elevados de um marcador associado à melatonina</strong>, a hormona que ajuda o organismo a preparar-se para dormir. Também referiram sentir-se mais descansados ao acordar.</p><p>Os investigadores colocaram a hipótese de que <strong>as oscilações naturais da temperatura, semelhantes às que ocorrem ao anoitecer e ao amanhecer, possam favorecer um sono mais profundo</strong>. Ainda assim, não está estabelecido qual o grau de arrefecimento ideal nem se os benefícios observados resultam diretamente de alterações no relógio biológico.</p><h2>A temperatura poderá regular o relógio biológico</h2><p>Os ritmos circadianos coordenam diversas funções do organismo ao longo de aproximadamente 24 horas, desde o sono e a vigília até à libertação de hormonas. Embora a luz continue a ser considerada o principal sinal ambiental para sincronizar estes ritmos, <strong>existem indícios de que as variações térmicas também poderão contribuir para a sua regulação</strong>.</p><p>Estudos realizados com animais, como moscas-da-fruta e camelos, demonstraram que <strong>os ciclos de temperatura podem influenciar os seus relógios biológicos</strong>. Em laboratório, os investigadores conseguiram igualmente sincronizar os relógios internos de células humanas através de alterações simuladas da temperatura corporal.</p><p>Algumas experiências com pessoas apontam na mesma direção. Num estudo de 1974, <strong>uma diferença de aproximadamente 6 ºC entre a temperatura durante o período de vigília e a registada durante o sono</strong> prolongou os ciclos de sono-vigília em cerca de 23 minutos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-segredo-para-dormir-melhor-pode-estar-na-temperatura-do-nosso-quarto-1791729159411.jpg" data-image="jslrhkxo68ih" alt="Conforto" title="Conforto"><figcaption>A temperatura corporal diminui naturalmente à medida que o organismo se prepara para dormir, um processo que ajuda a regular o ciclo do sono.</figcaption></figure><p>Numa investigação posterior, os <strong>participantes expostos a temperaturas variáveis atingiram o ponto mais baixo da temperatura corporal cerca de uma hora mais cedo </strong>do que aqueles que permaneceram num ambiente termicamente constante.</p><h2>Pequenas mudanças podem ajudar a dormir melhor</h2><p>Apesar destes resultados, ainda não é possível concluir que a temperatura tenha, nos seres humanos, uma influência sobre o relógio biológico comparável à da luz. Os estudos disponíveis são limitados e <strong>o sono depende de vários mecanismos que interagem entre si, incluindo a necessidade de descanso acumulada</strong> durante o dia e os sistemas cerebrais responsáveis por manter o estado de alerta.</p><p>A investigação levanta questões sobre os hábitos modernos, sobretudo porque <strong>muitas casas mantêm temperaturas relativamente estáveis durante todo o dia e a noite</strong>. Para alguns cientistas, esta ausência de variações poderá afastar o ambiente doméstico das condições térmicas às quais o organismo se adaptou ao longo da evolução.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="748711" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/dorme-ate-tarde-ou-acorda-cedo-segundo-os-cientistas-estas-dicas-vao-melhorar-o-seu-sono.html" title="Dorme até tarde ou acorda cedo? Segundo os cientistas, estas dicas vão melhorar o seu sono">Dorme até tarde ou acorda cedo? Segundo os cientistas, estas dicas vão melhorar o seu sono</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/dorme-ate-tarde-ou-acorda-cedo-segundo-os-cientistas-estas-dicas-vao-melhorar-o-seu-sono.html" title="Dorme até tarde ou acorda cedo? Segundo os cientistas, estas dicas vão melhorar o seu sono"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ces-astuces-ameliorent-votre-sommeil-1768210011754_320.jpg" alt="Dorme até tarde ou acorda cedo? Segundo os cientistas, estas dicas vão melhorar o seu sono"></a></article></aside><p>Embora ainda não exista uma fórmula universal para encontrar a temperatura ideal para dormir, garantir um quarto confortável e evitar o excesso de calor são medidas razoáveis para favorecer o descanso. <strong>Ventilar o espaço antes de deitar, quando as condições exteriores o permitem, e adaptar a roupa de cama à estação do ano </strong>poderão ajudar a criar um ambiente mais propício ao sono.</p><p>A temperatura <strong>não deve, contudo, ser encarada como uma solução isolada para todos os problemas de descanso</strong>. A exposição à luz, os horários, o stress e outros fatores continuam a influenciar a qualidade do sono.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-segredo-para-dormir-melhor-pode-estar-na-temperatura-do-nosso-quarto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estas serão as 2 capitais de distrito possivelmente mais quentes do Norte nos próximos dias; até 10 ºC acima da média]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/estas-serao-as-2-capitais-de-distrito-possivelmente-mais-quentes-do-norte-nos-proximos-dias-ate-10-c-acima-da-media.html</link><pubDate>Tue, 13 Oct 2026 14:09:58 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O Norte do país tem registado temperaturas agradáveis, mas não tão elevadas como noutras regiões, no entanto, este cenário pode mudar nos próximos dias.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbmkggm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbmkggm.jpg" id="xbmkggm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Já mencionamos noutras previsões da Meteored Portugal que, com a subida prevista das temperaturas, <strong>o Alentejo poderá ser a região mais quente do país</strong>, onde os termómetros poderão ultrapassar os 30 ºC em vários locais. No entanto, <strong>o Norte do país também poderá aproximar-se ou até mesmo alcançar este patamar</strong> em alguns sítios.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Além disso, espera-se que as <strong>anomalias térmicas mais evidentes possam ser registadas no Norte e Centro</strong> onde, de todo, estas temperaturas esperadas não são normais para a época do ano em que nos encontramos, pelo que o desvio deverá ser maior face ao Sul do país que é, tendencialmente, mais quente ao longo do ano.</p><h2>Há duas capitais de distrito do Norte que deverão manter-se acima dos 25 ºC</h2><p>Entre hoje, terça-feira, e a próxima sexta-feira, dia 16, os valores de <strong>temperatura máxima deverão manter-se acima dos 25 ºC nas capitais distritais de Braga e Vila Real</strong>. Há outras cidades ao longo da região nortenha que deverão ultrapassar este valor, mas é expectável que estas sejam as capitais de distrito mais quentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quais-serao-as-2-capitais-de-distrito-possivelmente-mais-quentes-do-norte-nos-proximos-dias-ate-10-c-acima-da-media-1791899067661.jpg" data-image="mjjvxj49ftwt" alt="anomalias térmicas" title="anomalias térmicas"><figcaption>O país vai ficar "pintado" de vermelho nos próximos dias devido às anomalias térmicas previstas. Grande parte da Região Norte poderá registar valores na ordem dos 10 ºC acima da normal climatológica de referência.</figcaption></figure><p>Para hoje, terça-feira, as máximas esperadas para Braga e Vila Real são de 25 ºC e 26 ºC, respetivamente. Este valor representa uma <strong>anomalia térmica positiva, ou valor acima da média, de cerca de 5 ºC e 7 ºC</strong>, respetivamente.</p><h2>Até quinta-feira poderão registar-se 28 ºC, mas há descida à vista</h2><p>Amanhã, <strong>quarta-feira, a região poderá registar uma nova subida dos valores</strong>, sendo esperadas máximas de 27 ºC para ambas as capitais distritais, sendo que Braga poderá registar um desvio positivo de cerca de 8 ºC e Vila Real contará com cerca de 9 ºC acima da média.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estas-serao-as-2-capitais-de-distrito-possivelmente-mais-quentes-do-norte-nos-proximos-dias-ate-10-c-acima-da-media-1791900048580.jpg" data-image="swxkujxo1ewv" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Quinta-feira poderá ser o dia mais quente da semana no Norte do país, ainda que a variação das temperaturas comparada com quarta-feira não seja significativa.</figcaption></figure><p>Na quinta-feira, dia 15, Braga poderá registar um valor máximo de temperatura na ordem dos 27 ºC, enquanto Vila Real deverá contar com 28 ºC. Assim, mais uma vez, <strong>as anomalias serão evidentes, com cerca de 7 ºC e 10 ºC acima da média</strong>, respetivamente. Neste dia, outras cidades como Amarante ou Mirandela, poderão alcançar os 30 ºC.</p><p>Na <strong>sexta-feira prevê-se uma ligeira descida dos valores na região</strong>, ainda que as máximas esperadas sejam de 25 ºC para Braga e de 27 ºC para Vila Real, contando, assim, com uma<strong> anomalia térmica positiva de 7 ºC e 9 ºC, respetivamente</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793129" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-de-19-a-31-de-outubro-em-portugal-precipitacao-e-temperaturas-previstas-pelo-ecmwf.html" title="Tendências de 19 a 31 de Outubro em Portugal: precipitação e temperaturas previstas pelo ECMWF">Tendências de 19 a 31 de Outubro em Portugal: precipitação e temperaturas previstas pelo ECMWF</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-de-19-a-31-de-outubro-em-portugal-precipitacao-e-temperaturas-previstas-pelo-ecmwf.html" title="Tendências de 19 a 31 de Outubro em Portugal: precipitação e temperaturas previstas pelo ECMWF"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-de-19-a-31-de-outubro-em-portugal-precipitacao-e-temperaturas-previstas-pelo-ecmwf-1791843660655_320.jpg" alt="Tendências de 19 a 31 de Outubro em Portugal: precipitação e temperaturas previstas pelo ECMWF"></a></article></aside><p>Esta descida poderá manter-se no sábado, especialmente a leste da Barreira de Condensação, sendo esperados valores idênticos ou ligeiramente superiores aos de sexta a oeste da mesma. Ainda assim, o <strong>ECMWF aposta numa descida mais generalizada no domingo</strong>, onde Braga poderá contar com máxima de 22 ºC e Vila Real com máxima de 19 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/estas-serao-as-2-capitais-de-distrito-possivelmente-mais-quentes-do-norte-nos-proximos-dias-ate-10-c-acima-da-media.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sete rios atmosféricos alimentaram a chuva extrema do inverno passado em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/sete-rios-atmosfericos-alimentaram-a-chuva-extrema-do-inverno-passado-em-portugal.html</link><pubDate>Tue, 13 Oct 2026 13:35:49 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Sete tempestades em menos de um mês levaram investigadores de Évora a observar a atmosfera em tempo real, numa campanha que poderá melhorar as previsões de cheias e de precipitação extrema.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sete-rios-atmosfericos-alimentaram-a-chuva-extrema-do-inverno-passado-em-portugal-1791895410075.jpg" data-image="2zf8y0rahfmg" alt="Cheias em Montemor-o-velho no inverno 2025-2026" title="Cheias em Montemor-o-velho no inverno 2025-2026"><figcaption>As cheias em Montemor-o-Velho, em fevereiro de 2026, foram causadas pela subida acentuada do caudal do rio Mondego e pelo colapso de diques de contenção no Baixo Mondego. Foto: Município de Montemor-o-Velho</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Em menos de um mês, <strong>sete rios atmosféricos</strong> atingiram a Península Ibérica durante o <strong>inverno de 2025-2026</strong>. Carregados de vapor de água proveniente do Atlântico, contribuíram para uma sucessão de episódios de precipitação intensa, que saturaram os solos e aumentaram o risco de cheias, inundações e deslizamentos de terra.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em Évora, investigadores do Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia para o Sistema Terra e Energia (CREATE), da Universidade de Évora, aproveitaram esta sequência excecional para observar a atmosfera em tempo real. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Integrada numa campanha científica internacional, a investigação procurou compreender como a humidade circula em altitude e interage com outros sistemas meteorológicos para desencadear episódios de chuva intensa. Os dados recolhidos poderão contribuir para <strong>melhorar a representação destes fenómenos nos modelos meteorológicos</strong>, ajudando a antecipar situações de risco.</p><h2>Balões para seguir a humidade transportada pela atmosfera</h2><p>Os rios atmosféricos são <strong>corredores longos</strong> e relativamente estreitos que concentram enormes quantidades de vapor de água em movimento na atmosfera. Podem estender-se por milhares de quilómetros, transportando humidade de regiões subtropicais para latitudes mais elevadas.</p><p>Apesar da sua dimensão, nem todos produzem impactos significativos na superfície. O efeito que exercem depende da <strong>quantidade</strong> de vapor transportada, da <strong>duração</strong> do fenómeno e da sua <strong>interação</strong> com depressões, frentes meteorológicas ou barreiras montanhosas. Quando estas condições favorecem a condensação, a humidade converte-se em precipitação persistente ou intensa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sete-rios-atmosfericos-alimentaram-a-chuva-extrema-do-inverno-passado-em-portugal-1791895957582.jpg" data-image="4yyoukumvusz" alt="Rio atmosférico" title="Rio atmosférico"><figcaption>Rios atmosféricos transportam grandes quantidades de vapor de água dos subtrópicos para latitudes mais elevadas. Imagem: United States Naval Research Laboratory, domínio público</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Para estudar estes processos, a equipa de Évora lançou <strong>14 radiossondas, pequenos instrumentos transportados por balões de hélio</strong>. Durante a subida, estes equipamentos medem temperatura, humidade, pressão atmosférica e velocidade do vento, podendo atingir altitudes entre 20 e 25 quilómetros.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ao contrário das estações meteorológicas instaladas à superfície, as radiossondas permitem reconstruir o perfil vertical da atmosfera e observar a forma como o vento e a humidade variam em diferentes níveis de altitude.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>As medições integraram a <strong>parceria científica europeia EUROP</strong> e foram igualmente disponibilizadas a sistemas internacionais de previsão meteorológica, incluindo os utilizados pelo Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo (ECMWF) e pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).</p><h2>Um inverno excecionalmente chuvoso</h2><p>A sucessão de rios atmosféricos coincidiu com um dos períodos mais húmidos das últimas décadas em Portugal continental. Segundo o IPMA, <strong>fevereiro de 2026</strong> foi o fevereiro <strong>mais chuvoso dos últimos 47 anos</strong> e o quinto mais chuvoso desde o início dos registos, em 1931. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Considerando o intervalo entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026, Portugal registou o sexto período mais chuvoso da série histórica e o mais chuvoso dos últimos 30 anos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>No <strong>Alentejo</strong>, as estações meteorológicas operadas pelo CREATE registaram, em fevereiro, totais expressivos de precipitação: 252,8 milímetros em <strong>Portel</strong>, 243,8 milímetros na cidade de <strong>Évora</strong> e 252,1 milímetros no <strong>Polo da Mitra</strong>.</p><p>A sucessão de depressões prolongou os períodos de chuva. A <strong>tempestade Kristin</strong> destacou-se por trazer ventos particularmente fortes e rajadas superiores a 150 km/h em zonas dos distritos de <strong>Leiria</strong> e <strong>Coimbra</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790872" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/apos-as-tempestades-portugal-prepara-um-plano-de-energia-e-comunicacoes-para-este-inverno.html" title="Após as tempestades, Portugal prepara um plano de energia e comunicações para este inverno">Após as tempestades, Portugal prepara um plano de energia e comunicações para este inverno</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/apos-as-tempestades-portugal-prepara-um-plano-de-energia-e-comunicacoes-para-este-inverno.html" title="Após as tempestades, Portugal prepara um plano de energia e comunicações para este inverno"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/apos-as-tempestades-portugal-prepara-um-plano-de-energia-e-comunicacoes-para-este-inverno-1790596799056_320.jpg" alt="Após as tempestades, Portugal prepara um plano de energia e comunicações para este inverno"></a></article></aside><p>Com os <strong>solos</strong> já <strong>saturados</strong> após semanas de chuva, a capacidade de absorver água diminuiu significativamente, provocando <strong>cheias</strong>, <strong>inundações</strong> e deslizamentos de terra.</p><h2>Alterações climáticas podem reforçar estes fenómenos</h2><p>Os rios atmosféricos fazem parte da <strong>circulação natural da atmosfera</strong> e desempenham um papel essencial na <strong>redistribuição da humidade</strong> à escala planetária. Os cientistas, contudo, consideram que o <strong>aquecimento global</strong> poderá aumentar a sua intensidade.</p><div class="texto-destacado">Uma atmosfera mais quente consegue armazenar maiores quantidades de vapor de água. Por essa razão, o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC) considera altamente provável que estes corredores transportem mais humidade e gerem episódios mais intensos e duradouros num clima em aquecimento.</div><p>Um estudo publicado em setembro de 2026 na revista <em>Geophysical Research Letters</em> analisou os <strong>rios atmosféricos</strong> que atingiram a Península Ibérica entre <strong>outubro de 2025</strong> e <strong>fevereiro de 2026, </strong>comparando os dados com simulações representativas de uma fase inicial de um cenário de elevadas emissões.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em algumas regiões, o transporte de humidade observado foi entre 10% e 15% superior ao da simulação de referência.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os resultados não permitem concluir que as alterações climáticas tenham causado aquele inverno específico. Mostram, porém, que alguns <strong>episódios recentes</strong> já apresentam <strong>características semelhantes às projetadas para cenários futuros de aquecimento</strong>, reforçando a necessidade de compreender melhor estes fenómenos.</p><h2>Prever mais cedo para reduzir os danos</h2><p>Identificar a aproximação de um rio atmosférico já não é, portanto, o principal desafio para os investigadores. A maior dificuldade está em determinar com precisão a <strong>quantidade de humidade transportada, a sua trajetória e os locais onde poderá originar precipitação extrema</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sete-rios-atmosfericos-alimentaram-a-chuva-extrema-do-inverno-passado-em-portugal-1791896887992.jpg" data-image="ezudeja6ia05" alt="Balões atmosféricos" title="Balões atmosféricos"><figcaption>As radiossondas lançadas em Évora permitiram acompanhar a evolução da humidade e do vento em altitude durante vários episódios de rios atmosféricos. Foto: UÉvora</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Os modelos meteorológicos atuais conseguem reconhecer condições favoráveis ao desenvolvimento destes fenómenos com vários dias de antecedência. Ainda assim, <strong>é difícil </strong><strong>prever </strong><strong>exatamente</strong><strong> onde a precipitação será mais </strong><strong>intensa.</strong></p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A equipa do CREATE prepara agora uma nova participação numa campanha científica prevista para o inverno de 2026-2027. As observações recolhidas ajudarão a melhorar a representação da atmosfera nos modelos de previsão e poderão aumentar a capacidade de antecipar episódios meteorológicos potencialmente perigosos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O objetivo é perceber com maior antecedência onde estes corredores de humidade irão descarregar mais precipitação e com que intensidade. <strong>Quanto mais precisas forem as previsões, maior será a margem de preparação</strong> das autoridades, dos serviços de proteção civil e das populações perante cheias, inundações e outros impactos associados aos fenómenos extremos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Universidade%20de%20%C3%89vora" data-year="" data-title="Rios%20atmosf%C3%A9ricos%20trouxeram%20chuva%20extrema%20ao%20Alentejo" data-url="https%3A%2F%2Fwww.uevora.pt%2Fue-media%2Fnoticias%3Fitem%3D47574">Universidade de Évora. <a href="https://www.uevora.pt/ue-media/noticias?item=47574" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Rios atmosféricos trouxeram chuva extrema ao Alentejo</a>.</cite><br><cite data-author="J.%20C.%20Fern%C3%A1ndez-Alvarez%2C%20G.%20Alvarez-Socorro%2C%20R.%20Nieto%20%26%20L.%20Gimeno" data-year="" data-title="The%202025%E2%80%932026%20Iberian%20Atmospheric%20Rivers%20Exhibited%20Moisture%20Transport%20Resembling%20the%20Early%20SSP5-8.5%20Climate%20Response.%20Geophysical%20Research%20Letters" data-url="https%3A%2F%2Fagupubs.onlinelibrary.wiley.com%2Fdoi%2F10.1029%2F2026GL123799">J. C. Fernández-Alvarez, G. Alvarez-Socorro, R. Nieto & L. Gimeno. <a href="https://agupubs.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1029/2026GL123799" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The 2025–2026 Iberian Atmospheric Rivers Exhibited Moisture Transport Resembling the Early SSP5-8.5 Climate Response. Geophysical Research Letters</a>.</cite><br><cite data-author="IPCC" data-year="" data-title="Chapter%2011%3A%20Weather%20and%20Climate%20Extreme%20Events%20in%20a%20Changing%20Climate" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ipcc.ch%2Freport%2Far6%2Fwg1%2Fchapter%2Fchapter-11%2F%3Futm">IPCC. <a href="https://www.ipcc.ch/report/ar6/wg1/chapter/chapter-11/?utm" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Chapter 11: Weather and Climate Extreme Events in a Changing Climate</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/sete-rios-atmosfericos-alimentaram-a-chuva-extrema-do-inverno-passado-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temperaturas excecionais para outubro nos próximos dias: saiba onde os termómetros poderão superar os 30 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-excecionais-para-outubro-nos-proximos-dias-saiba-onde-os-termometros-poderao-superar-os-30-c.html</link><pubDate>Tue, 13 Oct 2026 12:53:36 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal vai enfrentar vários dias de calor anómalo para meados de outubro. Entre quarta e sexta-feira, os 30 ºC serão alcançados em várias regiões, com desvios que poderão chegar aos 11 ºC acima do normal.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbmjciy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbmjciy.jpg" id="xbmjciy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><br>Portugal continental prepara-se para vários dias com temperaturas <strong>muito acima do habitual para meados de outubro</strong>. A subida, já percetível esta terça-feira, deverá intensificar-se entre quarta e sexta-feira, com <strong>várias regiões a alcançar ou superar os 30 ºC</strong>. Contudo, a distribuição do calor será bastante irregular, com contrastes marcados entre o litoral e o interior.</p><h2>Terça-feira dá início à subida das temperaturas</h2><p>Esta terça-feira, dia 13, já deverá apresentar temperaturas máximas bastante elevadas para a época do ano, dando continuidade ao aquecimento observado nos últimos dias.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No entanto, será <strong>sobretudo a partir de quarta-feira que a massa de ar quente instalada sobre a Península Ibérica se fará sentir de forma mais evidente</strong>. O cenário previsto aproxima-se, em vários locais, de valores que associaríamos mais facilmente ao verão do que ao outono.</p><h2>Quarta-feira: três capitais de distrito chegam aos 30 ºC, mas haverá locais com 33 ºC</h2><p>Na quarta-feira, dia 14, o calor deverá intensificar-se. Pelas 15 horas, <strong>Santarém poderá atingir 31 ºC, enquanto Évora e Beja deverão rondar os 30 ºC</strong>. Estas serão as três capitais de distrito onde o modelo do ECMWF prevê valores iguais ou superiores a 30 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-excecionais-para-outubro-nos-proximos-dias-saiba-onde-os-termometros-poderao-superar-os-30-c-1791894190654.jpg" data-image="xaejejs78pco" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O calor intensifica-se na quarta-feira, com várias regiões do Centro e Sul a atingirem ou ultrapassarem os 30 ºC, apesar de valores mais baixos junto ao litoral.</figcaption></figure><p>Mas olhar apenas para as capitais esconde a verdadeira dimensão do episódio. No interior dos distritos, as temperaturas serão localmente superiores. <strong>Mora e algumas zonas do Ribatejo poderão chegar aos 33 ºC</strong>, enquanto localidades do Alentejo, Vale do Tejo e interior da região de Lisboa poderão registar 31 a 32 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-excecionais-para-outubro-nos-proximos-dias-saiba-onde-os-termometros-poderao-superar-os-30-c-1791894226069.jpg" data-image="kcdurd6xoa3h" alt="Temperatura Sul" title="Temperatura Sul"><figcaption>O Vale do Tejo e o interior alentejano estarão entre as regiões mais quentes, com vários locais entre 31 e 33 ºC, enquanto a influência marítima limita o calor junto à costa.</figcaption></figure><p>No Sul,<strong> grande parte do Alentejo ficará próxima ou acima dos 30 ºC</strong>. Em sentido contrário, a influência marítima deverá limitar bastante o aquecimento junto à Costa Vicentina e ao litoral algarvio, onde os valores ficarão claramente mais baixos.</p><h2>Do litoral mais contido aos 32 ºC no Médio Tejo</h2><p>O Centro será uma das regiões onde os contrastes térmicos se tornarão mais evidentes. <strong>O Médio Tejo deverá destacar-se, com uma extensa área acima dos 30 º. </strong>Tomar poderá rondar 32 ºC, enquanto Abrantes, Sardoal, Sertã e outros pontos da região poderão oscilar entre 30 e 32 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-excecionais-para-outubro-nos-proximos-dias-saiba-onde-os-termometros-poderao-superar-os-30-c-1791894323891.jpg" data-image="gtb944cva772" alt="Temperaturas centro" title="Temperaturas centro"><figcaption>O Médio Tejo poderá registar temperaturas generalizadas próximas ou acima dos 30 ºC, em forte contraste com a faixa costeira e as áreas de maior altitude.</figcaption></figure><p>Mais para oeste, o Atlântico fará toda a diferença. Enquanto a cidade de Leiria poderá atingir cerca de 28 ºC, junto à faixa costeira os termómetros ficarão muito contidos. Peniche poderá rondar apenas 18 ºC e a Figueira da Foz cerca de 21 ºC.</p><p><strong>Também a altitude terá um papel importante.</strong> Nas áreas mais elevadas da Serra da Estrela, as máximas poderão ficar perto dos 18 a 20 ºC, contrastando fortemente com os valores superiores a 30 ºC previstos nos vales e zonas de menor altitude.</p><h2>O norte também poderá chegar aos 30 ºC nos vales</h2><p>Nenhuma capital de distrito do Norte deverá atingir os 30 ºC na quarta-feira, mas isso não significa que este valor não seja alcançado na região.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-excecionais-para-outubro-nos-proximos-dias-saiba-onde-os-termometros-poderao-superar-os-30-c-1791894456713.jpg" data-image="x38vcm0odqtp" alt="Temperaturas Norte" title="Temperaturas Norte"><figcaption>Apesar de nenhuma capital de distrito do Norte atingir os 30 ºC na quarta-feira, alguns vales interiores, incluindo zonas do Douro e do Tâmega, poderão alcançar esta marca.</figcaption></figure><p><strong>Os vales do Douro e do Tâmega serão alguns dos locais mais quentes.</strong> Amarante e São Pedro do Sul poderão rondar os 30 ºC e alguns pontos do Douro interior poderão igualmente alcançar esta marca. Em contrapartida, cidades costeiras como Porto e Viana do Castelo deverão ficar perto dos 20 a 22 ºC.</p><h2>Quinta-feira: até 11 ºC acima do normal no Norte</h2><p>Na quinta-feira, dia 15, as temperaturas máximas deverão manter-se muito semelhantes às de quarta-feira em grande parte do país, mas poderão subir mais 2 a 3 ºC em algumas áreas do Norte, particularmente no interior.</p><p>E é precisamente aqui que o episódio ganha maior relevância climatológica. <strong>Em algumas zonas do Douro, as temperaturas poderão ficar cerca de 11 ºC acima do normal para esta altura do ano.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-excecionais-para-outubro-nos-proximos-dias-saiba-onde-os-termometros-poderao-superar-os-30-c-1791894525533.jpg" data-image="os8nwfgm9fzk" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"><figcaption>Mais do que os valores absolutos, impressiona o desvio face ao normal: no interior Norte e Centro, as temperaturas poderão ficar cerca de 10 ºC acima da média e, localmente, a anomalia poderá chegar aos 11 ºC.</figcaption></figure><p>O ECMWF aponta para anomalias próximas de +10 ºC em áreas de Vila Real, Bragança e Viseu. Santarém, Lisboa, Guarda e Beja poderão apresentar desvios próximos dos +8 ºC.</p><p>Isto significa que, embora os valores absolutos mais elevados possam ocorrer no Centro e Sul, <strong>será em algumas regiões do Norte e Centro que as temperaturas serão mais excecionais quando comparadas com a climatologia de meados de outubro</strong>.</p><h2>Sexta-feira mantém o calor, mas aproxima-se uma mudança</h2><p>Na sexta-feira, dia 16, o cenário deverá continuar muito quente para a época. <strong>Lisboa poderá juntar-se a Santarém e Beja entre as capitais de distrito com previsão de atingir os 30 ºC.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793133" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-prepara-se-para-uma-mudanca-do-tempo-modelos-apontam-para-o-regresso-da-chuva-apos-dias-de-sol-calor.html" title="Portugal prepara-se para uma mudança do tempo: modelos apontam para o regresso da chuva após dias de sol e calor">Portugal prepara-se para uma mudança do tempo: modelos apontam para o regresso da chuva após dias de sol e calor</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-prepara-se-para-uma-mudanca-do-tempo-modelos-apontam-para-o-regresso-da-chuva-apos-dias-de-sol-calor.html" title="Portugal prepara-se para uma mudança do tempo: modelos apontam para o regresso da chuva após dias de sol e calor"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-de-19-a-26-de-outubro-em-portugal-chuvas-e-temperaturas-previstas-pelo-ecmwf-1791854565528_320.jpg" alt="Portugal prepara-se para uma mudança do tempo: modelos apontam para o regresso da chuva após dias de sol e calor"></a></article></aside><p>Será, assim, uma sequência de vários dias com características térmicas pouco habituais para outubro. No entanto, os mapas começam a sugerir uma alteração do padrão atmosférico posteriormente, com descida das temperaturas e possibilidade de regresso de condições mais instáveis durante o fim de semana.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-excecionais-para-outubro-nos-proximos-dias-saiba-onde-os-termometros-poderao-superar-os-30-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal prepara-se para uma mudança do tempo: modelos apontam para o regresso da chuva após dias de sol e calor]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-prepara-se-para-uma-mudanca-do-tempo-modelos-apontam-para-o-regresso-da-chuva-apos-dias-de-sol-calor.html</link><pubDate>Tue, 13 Oct 2026 10:02:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A segunda metade de outubro poderá trazer uma mudança no estado do tempo. O ECMWF antecipa valores de temperatura mais próximos da média e sinais de regresso da chuva entre os dias 20 e 22.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-de-19-a-26-de-outubro-em-portugal-chuvas-e-temperaturas-previstas-pelo-ecmwf-1791854565528.jpg" data-image="duljod1cet0p" alt="Chuva de outono" title="Chuva de outono"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-919831"> O tempo tipicamente outonal estará prestes a regressar a Portugal? As últimas tendências do ECMWF trazem novidades.</figcaption></figure><p><br>Depois de vários dias que serão marcados por temperaturas muito acima do habitual para outubro, a segunda metade do mês poderá trazer uma mudança importante no padrão meteorológico em Portugal. As tendências mais recentes do ECMWF apontam para <strong>temperaturas bastante mais próximas da normalidade e para o regresso da chuva </strong>sobretudo a partir de 20 de outubro. Ainda assim, a distribuição da chuva poderá variar consoante a região.</p><h2>Depois do calor, as temperaturas aproximam-se finalmente do normal</h2><p>Antes desta mudança, Portugal atravessará ainda vários dias bastante quentes para a época. Até sexta-feira, dia 16 de outubro, as temperaturas continuarão muito acima da média, com várias regiões a aproximarem-se ou mesmo a ultrapassarem os 30 ºC. <strong>No fim de semana de 17 e 18, porém, deverá iniciar-se uma descida mais significativa, </strong>acompanhada por alguns sinais de instabilidade.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Esta evolução poderá tornar-se mais evidente na semana seguinte, onde as previsões do ECMWF apontam para <strong>temperaturas próximas dos valores climatológicos em grande parte do território continental</strong>. No Norte e em parte da região Centro, ainda poderão registar-se anomalias positivas ligeiras, na ordem de 1 ºC.</p><h2>Segunda-feira, dia 19, já poderá trazer um ambiente bem mais outonal</h2><p>A mudança será igualmente percetível nos valores diários. <strong>Na segunda-feira, dia 19, o cenário previsto é completamente diferente daquele que Portugal deverá experimentar entre os dias 13 e 16</strong>. No Norte e Centro, muitas regiões poderão registar máximas inferiores a 20 ºC, enquanto nas terras altas e zonas montanhosas os valores poderão ficar bastante mais baixos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-de-19-a-26-de-outubro-em-portugal-chuvas-e-temperaturas-previstas-pelo-ecmwf-1791853492012.jpg" data-image="t8azn8mgm338" alt="Temperatura ao 12h" title="Temperatura ao 12h"><figcaption>A descida das temperaturas será evidente no início da semana, sobretudo no Norte e Centro, onde as máximas deverão ficar bastante mais contidas.</figcaption></figure><p><strong>No Sul continuará mais ameno</strong>, com algumas áreas a aproximarem-se dos 24/26 ºC. Será, portanto, uma distribuição térmica muito mais característica desta altura do ano.</p><h2>Entre 20 e 22 de outubro aumenta a probabilidade de chuva</h2><p>Os mapas determinísticos ajudam a perceber de onde poderá surgir o primeiro sinal de chuva. Para o início da semana, o ECMWF começa a projetar <strong>condições mais instáveis sobre a Península Ibérica</strong>, com possibilidade de precipitação mais considerável em Portugal a partir de dia 20.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-de-19-a-26-de-outubro-em-portugal-chuvas-e-temperaturas-previstas-pelo-ecmwf-1791853666299.jpg" data-image="j8iksk4n6rxw" alt="Precipitação" title="Precipitação"> <figcaption>Entre os dias 20 e 22 aumenta a probabilidade de chuva em Portugal. A localização e intensidade da precipitação permanecem, contudo, incertas devido à distância temporal da previsão, mas para já a localização e intensidade da chuva estão representadas neste mapa determinístico (para dia 21, às 18h).</figcaption></figure><p>Neste momento, o intervalo entre <strong>20 e 22 de outubro</strong> concentra um dos sinais mais interessantes. A projeção para quarta-feira, dia 21, mostra precipitação bastante disseminada pelo território, localmente mais expressiva, sugerindo a possibilidade de períodos de chuva em várias regiões.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793129" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-de-19-a-31-de-outubro-em-portugal-precipitacao-e-temperaturas-previstas-pelo-ecmwf.html" title="Tendências de 19 a 31 de Outubro em Portugal: precipitação e temperaturas previstas pelo ECMWF">Tendências de 19 a 31 de Outubro em Portugal: precipitação e temperaturas previstas pelo ECMWF</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-de-19-a-31-de-outubro-em-portugal-precipitacao-e-temperaturas-previstas-pelo-ecmwf.html" title="Tendências de 19 a 31 de Outubro em Portugal: precipitação e temperaturas previstas pelo ECMWF"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-de-19-a-31-de-outubro-em-portugal-precipitacao-e-temperaturas-previstas-pelo-ecmwf-1791843660655_320.jpg" alt="Tendências de 19 a 31 de Outubro em Portugal: precipitação e temperaturas previstas pelo ECMWF"></a></article></aside><p>Ainda assim, estamos perante uma previsão a vários dias de distância. <strong>A localização dos núcleos de precipitação, a sua intensidade e até os dias em que a chuva será mais significativa poderão mudar substancialmente nas próximas atualizações.</strong> Por isso, nesta fase é mais robusto falar numa tendência para o regresso da instabilidade do que antecipar acumulados ou regiões específicas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-prepara-se-para-uma-mudanca-do-tempo-modelos-apontam-para-o-regresso-da-chuva-apos-dias-de-sol-calor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Segundo um relatório, os jatos particulares poluem até 14 vezes mais do que os voos comerciais]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/segundo-um-relatorio-os-jatos-particulares-poluem-ate-14-vezes-mais-do-que-os-voos-comerciais.html</link><pubDate>Tue, 13 Oct 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um novo relatório americano analisou quem está a pagar a conta do aumento do uso de jatos particulares nos Estados Unidos e, segundo os investigadores que o elaboraram, não são os bilionários que de facto viajam neles.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/private-jet-flights-are-booming-in-the-us-but-owners-pay-less-than-1-of-aviation-taxes-study-finds-1790357234128.png" data-image="rdthwx1t6lr4" alt="Um novo relatório aponta que as viagens em jatos particulares geraram custos excessivos para o clima e para os contribuintes, apesar de atenderem a apenas uma pequena parcela dos passageiros aéreos." title="Um novo relatório aponta que as viagens em jatos particulares geraram custos excessivos para o clima e para os contribuintes, apesar de atenderem a apenas uma pequena parcela dos passageiros aéreos."><figcaption>Um novo relatório afirma que as viagens em jatos particulares deram origem a custos excessivos para o clima e para os contribuintes, apesar de atenderem a apenas uma pequena parcela dos passageiros aéreos.</figcaption></figure><p>Segundo o Instituto de Estudos Políticos (IPS), <strong>existem atualmente 3.428 multimilionários em todo o mundo</strong>, o que basicamente se traduz num maior número de viagens em jatos particulares. De facto, o instituto afirma que o património médio de <strong>um proprietário de jato particular gira em torno de 190 milhões de dólares.</strong></p><p>Nesta semana, o grupo de especialistas publicou um novo relatório intitulado <em>High Flyers 2026</em>, que<strong> analisa o custo real de todos estes voos privados para o restante da população</strong>, tanto em termos de impostos quanto de impacto ambiental. E, segundo os investigadores, a resposta é: bastante elevado.</p><h2>Pagam muito menos do que lhes cabe</h2><p>Segundo o relatório, jatos particulares e serviços de voos fretados representam <strong>atualmente cerca de 16% das operações de voo gerenciadas pela Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA</strong>. No entanto, dados do Departamento de Transportes dos EUA sugerem que os jatos particulares não comerciais representam aproximadamente 7% da atividade no espaço aéreo, mas contribuem com menos de 0,6% dos impostos destinados ao fundo que ajuda a financiar as operações da FAA.</p><p>Isto refere-se a um grupo minúsculo de pessoas. Segundo o estudo, estima-se que 256.000 pessoas viajem em jatos particulares, <strong>o que equivale a aproximadamente 0,003% da população</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/private-jet-flights-are-booming-in-the-us-but-owners-pay-less-than-1-of-aviation-taxes-study-finds-1790358078414.png" data-image="lt6cmfy2wdoe" alt="avião" title="avião"><figcaption>Os investigadores apontaram que a aviação privada é um meio de transporte que polui de forma desproporcional, uma vez que o impacto das suas emissões vai além do simples consumo de combustível.</figcaption></figure><p>"<strong>Nós não deveríamos ter que pagar pelos excessos de luxo da classe multimilionária que utiliza jatos particulares</strong>", disse Chuck Collins, coautor do relatório. "Os nossos impostos não deveriam subsidiar os seus hábitos imprudentes de viagens aéreas, que <strong>prejudicam ainda mais o nosso planeta, que está a aquecer.</strong>"</p><p>O relatório também revelou que <strong>mais de 1,13 mil milhões de dólares em subsídios para infraestrutura aeroportuária, concedidos até 2026</strong>, foram destinados a projetos que poderiam beneficiar principalmente aeronaves particulares. Além disso, segundo os investigadores, a principal organização de lobby do setor, a Associação Nacional de Aviação Comercial, gastou cerca de 2 milhões de dólares em 2025 promovendo uma legislação que concede <strong>isenções fiscais significativas aos proprietários de aeronaves particulares</strong>.</p><h2>Até 14 vezes mais poluente</h2><p>No que diz respeito ao clima, o relatório afirma que os jatos particulares geram emissões diretas de carbono entre <strong>10 e 14 vezes maiores por passageiro do que os voos comerciais</strong>. E isso sem levar em conta os demais efeitos de aquecimento decorrentes de voar a grandes altitudes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="645230" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/de-travis-scott-a-cristiano-ronaldo-quais-sao-as-celebridades-que-poluem-mais-com-os-seus-jatos-particulares-poluicao.html" title="De Travis Scott a Cristiano Ronaldo: quais são as celebridades que poluem mais com os seus jatos particulares? ">De Travis Scott a Cristiano Ronaldo: quais são as celebridades que poluem mais com os seus jatos particulares? </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/de-travis-scott-a-cristiano-ronaldo-quais-sao-as-celebridades-que-poluem-mais-com-os-seus-jatos-particulares-poluicao.html" title="De Travis Scott a Cristiano Ronaldo: quais são as celebridades que poluem mais com os seus jatos particulares? "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/que-famosos-contaminan-mas-con-sus-jets-privados-de-travis-scott-a-cristiano-ronaldo-1708515961741_320.jpeg" alt="De Travis Scott a Cristiano Ronaldo: quais são as celebridades que poluem mais com os seus jatos particulares? "></a></article></aside><p>A propriedade fracionada, modalidade pela qual as pessoas compram uma parte de uma aeronave em troca de um número determinado de horas de voo, <strong>também cresceu 65% entre 2019 e 2025</strong>.</p><p>Portanto, o instituto solicita um imposto de luxo sobre a venda de jatos particulares, <strong>impostos mais altos sobre o combustível para jatos particulares e que se pare de gastar dinheiro público</strong> em novas infraestruturas para jatos particulares.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="New%20Report%20%22High%20Flyers%202026%22%20Reveals%20How%20Private%20Jets%20Costs%20Taxpayers%20and%20the%20Planet" data-year="September%202026" data-title="Institute%20for%20Policy%20Studies" data-url="https%3A%2F%2Fips-dc.org%2Frelease-high-flyers-2026%2F">New Report "High Flyers 2026" Reveals How Private Jets Costs Taxpayers and the Planet. (September 2026). <a href="https://ips-dc.org/release-high-flyers-2026/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Institute for Policy Studies</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/segundo-um-relatorio-os-jatos-particulares-poluem-ate-14-vezes-mais-do-que-os-voos-comerciais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tendências de 19 a 31 de Outubro em Portugal: precipitação e temperaturas previstas pelo ECMWF]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-de-19-a-31-de-outubro-em-portugal-precipitacao-e-temperaturas-previstas-pelo-ecmwf.html</link><pubDate>Tue, 13 Oct 2026 08:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O mês de outubro vai quase a meio e ainda pouco choveu na maior parte do território continental. As temperaturas máximas também se mantém elevadas para a época. Como será até ao final do mês?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-de-19-a-31-de-outubro-em-portugal-precipitacao-e-temperaturas-previstas-pelo-ecmwf-1791843660655.jpg" data-image="bh0fvpw8dc6c" alt="outono; outubro" title="outono; outubro"><figcaption>O que resta do mês de outubro poderá trazer algumas mudanças no padrão atmosférico. A distribuição de chuva poderá ser diferente face a outros anos.</figcaption></figure><p>O mês de outubro está a ser <strong>mais seco que o normal e conta com tardes mais quentes que o normal também</strong>. Ao longo dos próximos dias, inclusive, espera-se uma nova subida dos termómetros que poderá levar as anomalias térmicas positivas a alcançar valores na ordem dos 11 ºC, indicando um desvio positivo, bastante significativo, da normal climatológica de referência (1990-2020).</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.´ </div><p>Esta subida das temperaturas será notada em todo o continente, mas as <strong>manhãs e as noites deverão manter-se frescas</strong>, à semelhança dos últimos dias, contribuindo também para uma <strong>amplitude térmica</strong> (diferença entre o valor mínimo e máximo diário) <strong>acentuada</strong>. </p><h2>Anomalias térmicas positivas deverão manter-se até ao fim do mês</h2><p>De acordo com o nosso mapa de anomalia semanal, baseado no modelo europeu ECMWF, e mostrado abaixo, <strong>a semana entre 19 e 26 de outubro poderá contar com temperaturas até 1 ºC acima da média </strong>na maior parte do território que compõe as regiões Norte e Centro e no arquipélago dos Açores. Ainda de acordo com o mesmo mapa, o restante território continental e o arquipélago da Madeira deverão apresentar valores dentro da normal climatológica de referência.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-de-19-a-31-de-outubro-em-portugal-precipitacao-e-temperaturas-previstas-pelo-ecmwf-1791843801745.jpg" data-image="w8hfmujrdp0u" alt="anomalia de temperatura" title="anomalia de temperatura"><figcaption>As últimas semanas deste mês poderão contar com anomalias térmicas positivas em boa parte do continente, especialmente nas regiões Norte e Centro, indicando que as temperaturas se deverão manter acima da média.</figcaption></figure><p>Um pouco mais à frente, <strong>entre os dias 26 de outubro e o dia 2 de novembro</strong>, tanto os arquipélagos como uma parte do Sul do país deverão registar uma anomalia positiva de até 1 ºC, enquanto a maior <strong>parte das regiões Norte e Centro poderá registar anomalias entre 1 ºC a 3 ºC acima da média</strong>. Ao longo da faixa costeira, a anomalia deverá ser de até 1 ºC ou nula.</p><h2>A precipitação poderá regressar em breve</h2><p>Ainda de acordo com o mesmo tipo de mapa, mas desta vez em relação à chuva prevista pelo ECMWF, <strong>o intervalo de 19 a 26 de outubro</strong>, ilustrado abaixo, <strong>poderá contar com anomalia negativa, ou chuva abaixo da média, no noroeste </strong>(a laranja), com valores esperados entre 10 % a 30 % menos que o normal, <strong>e ainda numa parte da região Sul, que engloba uma parte do Alentejo</strong> (a rosa), cuja anomalia indica até menos 10 % de chuva que o normal para a época. <strong>O Baixo Alentejo e o Algarve poderão contar com o inverso, tal como os arquipélagos</strong>, onde se espera até mais 10 % de chuva que o normal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-de-19-a-31-de-outubro-em-portugal-precipitacao-e-temperaturas-previstas-pelo-ecmwf-1791843816146.jpg" data-image="qdms3irjre7k" alt="anomalia de precipitação" title="anomalia de precipitação"><figcaption>A precipitação poderá ser irregular, devendo o noroeste do país e uma parte do Alentejo ser mais seco que o habitual, enquanto a restante região Sul poderá registar mais chuva que o normal. A branco encontram-se as zonas sem qualquer indício de anomalia, sendo esperados valores normais para a época.</figcaption></figure><p>Já na semana seguinte, <strong>entre o dia 26 de outubro e o dia 2 de novembro, espera-se uma anomalia positiva de precipitação em praticamente todo o território continental e insular</strong>, com até mais 10 % de chuva prevista, ainda que uma pequena faixa, pertencente ao noroeste, possa contar com valores dentro da média, apresentando anomalia nula.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793078" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-amanha-e-sabado-lisboa-tera-temperaturas-superiores-a-26-c-joana-campos-conta-lhe-o-que-vira-depois.html" title="'Entre amanhã e sábado, Lisboa terá temperaturas superiores a 26 ºC': Joana Campos conta-lhe o que virá depois">"Entre amanhã e sábado, Lisboa terá temperaturas superiores a 26 ºC": Joana Campos conta-lhe o que virá depois</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-amanha-e-sabado-lisboa-tera-temperaturas-superiores-a-26-c-joana-campos-conta-lhe-o-que-vira-depois.html" title="'Entre amanhã e sábado, Lisboa terá temperaturas superiores a 26 ºC': Joana Campos conta-lhe o que virá depois"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/entre-amanha-e-sabado-lisboa-tera-temperaturas-superiores-a-26-c-joana-campos-conta-lhe-o-que-vira-depois-1791819441497_320.jpg" alt="'Entre amanhã e sábado, Lisboa terá temperaturas superiores a 26 ºC': Joana Campos conta-lhe o que virá depois"></a></article></aside><p>Desta forma, de grosso modo,<strong> espera-se um resto de outubro mais quente que o normal e mais incerto quanto à distribuição da chuva</strong>. Assim, aconselhamos que se mantenha atento às atualizações diárias da Meteored Portugal, de forma a acompanhar estas tendências que<strong> poderão sofrer alterações nos próximos dias</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-de-19-a-31-de-outubro-em-portugal-precipitacao-e-temperaturas-previstas-pelo-ecmwf.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um agricultor descobriu que o seu peso de porta tinha caído do céu: era de um meteorito avaliado em 100 mil dólarares]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-agricultor-descobriu-que-o-seu-peso-de-porta-tinha-caido-do-ceu-era-de-um-meteorito-avaliado-em-100-mil-dolarares.html</link><pubDate>Tue, 13 Oct 2026 07:04:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Uma rocha de 10 quilos permaneceu durante décadas junto a um celeiro no Michigan, até que um meteorito caído em 2018 levou ao estudo da sua origem.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-granjero-descubrio-que-su-tope-de-puerta-habia-caido-del-cielo-resulto-ser-un-meteorito-valorado-en-100-000-dolares-1791451839548.jpg" data-image="p72mgwrq8t43" alt="Meteorito que caiu no Michigan usado como peso de porta" title="Meteorito que caiu no Michigan usado como peso de porta"><figcaption>Uma rocha de 10 quilos usada durante décadas no Michigan como peso de porta revelou-se um meteorito de ferro. Imagem: IA.</figcaption></figure><p>Esta <strong>história peculiar começou em 1939, quando uma rocha de grandes dimensões surgiu num terreno junto a uma quinta em Edmore</strong>, Michigan. O proprietário sempre sustentou que ela tinha caído do céu, mas, durante décadas, não houve qualquer análise científica que comprovasse esta afirmação. A peça acabou por ser utilizada numa tarefa quotidiana e nada chamativa: manter aberta a porta de um celeiro. A sua aparência até podia ser estranha, mas isso não bastou para a identificar como um objeto vindo do espaço.</p><p>O <strong>interesse pela rocha surgiu em janeiro de 2018, quando outro meteorito caiu em Hamburgo, Michigan</strong>. O evento fez com que os novos proprietários da quinta se recordassem daquela peça que também estava a ser utilizada há décadas como peso de porta. O novo proprietário utilizara-a para esse fim durante cerca de 30 anos. Perante a possibilidade de se tratar realmente de um meteorito, <strong>decidiu levá-la à Universidade de Michigan para ser examinada</strong>.</p><h2>Meteorito de ferro: uma peça de 10 quilogramas</h2><p>A amostra acabou nas mãos de Mona Sirbescu, professora de Geologia na Universidade de Michigan. A especialista tinha analisado inúmeras rochas nas duas décadas anteriores, mas nenhuma delas se revelou um meteorito. Desta vez, ela encontrou uma peça muito diferente: pesava 10 quilos, tinha uma forma triangular e dimensões de 17 × 20 × 23 centímetros. O exame inicial permitiu observar <strong>características compatíveis com uma rocha que tinha atravessado a atmosfera terrestre</strong>.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/LMQbk1Rcnvs/sddefault.jpg" alt="youtube video id=LMQbk1Rcnvs" id="LMQbk1Rcnvs"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A superfície apresentava grandes fendas e uma crosta de fusão de cor castanho-clara. <strong>Esta camada tinha-se formado durante a passagem do objeto pela atmosfera a alta velocidade</strong>. O estudo do interior forneceu as provas necessárias para confirmar a natureza da amostra. A rocha foi catalogada como um <strong>meteorito de ferro do grupo IIIAB</strong>, classificação relacionada com a sua composição e estrutura.</p><p>Os dados obtidos permitiram precisar ainda mais as suas características. O exemplar era <strong>composto por 88,5% de ferro e 11,5% de níquel</strong>. Continha ainda três minerais: kamacita, taenita e schreibersita. A investigação identificou, além disso, uma estrutura interna conhecida como padrão de Widmanstätten, associada a meteoritos de ferro que permanecem a arrefecer lentamente durante longos períodos dentro do seu corpo de origem.</p><h2>O meteorito de ferro que ninguém identificou</h2><p>A análise também classificou a peça entre os <strong>maiores meteoritos já registados no Michigan</strong>. Segundo os dados apresentados, ocupava a sexta posição em tamanho no estado. <strong>O seu valor estimado chegava aos 100.000 dólares — cerca de 89.423 euros </strong>—, um montante muito distante da utilidade que a peça teve durante décadas na quinta. Para os seus proprietários, aquela rocha servia simplesmente para impedir que uma porta se fechasse.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-granjero-descubrio-que-su-tope-de-puerta-habia-caido-del-cielo-resulto-ser-un-meteorito-valorado-en-100-000-dolares-1791452243669.jpeg" data-image="5h133pwsovtm" alt="Meteoritos" title="Meteoritos"><figcaption>O meteorito que caiu no Michigan em janeiro de 2018 levou à investigação de uma rocha antiga que estava há décadas junto a um celeiro. A análise confirmou, mais tarde, que aquela peça de 10 quilos também provinha do espaço.</figcaption></figure><p>O caso suscitou especial interesse devido ao tempo decorrido entre a sua descoberta e a sua identificação. <strong>A rocha tinha sido encontrada em 1939 e permaneceu sem ser estudada durante décadas</strong>. Em 2018, o episódio de Hamburgo levou os proprietários a reconsiderar a possível origem da peça. A decisão de a levar à Universidade de Michigan permitiu, finalmente, obter uma resposta científica sobre uma rocha cuja proveniência permanecia sem confirmação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790611" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-geologo-descobriu-no-google-earth-uma-cratera-de-meteorito-com-260-metros-no-interior-da-australia.html" title="Um geólogo descobriu no Google Earth uma cratera de meteorito com 260 metros no interior da Austrália">Um geólogo descobriu no Google Earth uma cratera de meteorito com 260 metros no interior da Austrália</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-geologo-descobriu-no-google-earth-uma-cratera-de-meteorito-com-260-metros-no-interior-da-australia.html" title="Um geólogo descobriu no Google Earth uma cratera de meteorito com 260 metros no interior da Austrália"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-geologo-descubrio-en-google-earth-un-crater-de-meteorito-de-260-metros-en-el-interior-de-australia-1790417095985_320.png" alt="Um geólogo descobriu no Google Earth uma cratera de meteorito com 260 metros no interior da Austrália"></a></article></aside><p>O nome oficial da peça foi estabelecido como Edmore, Michigan, em 2019. A análise descreveu-a como uma<strong> octaedrite de tamanho médio, pertencente ao grupo de meteoritos de ferro IIIAB</strong>. A sua composição, os minerais detetados e o padrão de Widmanstätten forneceram os dados necessários para a distinguir de uma rocha terrestre comum.</p><h2>De peso de porta de celeiro a meteorito de Michigan</h2><p>O caso de Edmore demonstra <strong>como um objeto de origem extraterrestre pode permanecer durante décadas integrado numa atividade quotidiana, sem despertar a necessidade de uma investigação científica</strong>. O proprietário original dizia que tinha caído do céu, mas esta versão não tinha sido comprovada. A rocha permaneceu junto ao celeiro até que um acontecimento noutra parte do Michigan levou os seus novos proprietários a questionarem-se se aquela história poderia ser verdadeira.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-granjero-descubrio-que-su-tope-de-puerta-habia-caido-del-cielo-resulto-ser-un-meteorito-valorado-en-100-000-dolares-1791452273234.jpeg" data-image="99zyf6yh7q8z" alt="Meterorito" title="Meterorito"><figcaption>O meteorito de Edmore contém 88,5% de ferro e 11,5% de níquel, bem como kamacita, taenita e schreibersita. A sua estrutura interna apresenta o padrão de Widmanstätten característico dos meteoritos de ferro.</figcaption></figure><p>A confirmação surgiu após o exame das suas dimensões, superfície, composição e estrutura interna. <strong>A combinação de ferro, níquel, kamacita, taenita e schreibersita, juntamente com o padrão de Widmanstätten, permitiu classificá-la entre os meteoritos de ferro do tipo IIIAB</strong>. Os dados de 88,5% de ferro e 11,5% de níquel completaram o perfil químico obtido na análise.</p><p>Durante décadas, a rocha teve uma função doméstica e manteve-se fora de qualquer catálogo científico. Depois de estudada,<strong> passou a figurar entre os maiores meteoritos encontrados no Michigan, com um valor potencial estimado em 100 mil dólares</strong>. O objeto que tinha ajudado a manter uma porta aberta acabou por ser identificado como uma peça vinda do espaço.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-agricultor-descobriu-que-o-seu-peso-de-porta-tinha-caido-do-ceu-era-de-um-meteorito-avaliado-em-100-mil-dolarares.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Açores poderão acumular mais de 50 mm de chuva até sábado: saiba o que prevê o ECMWF também para a Madeira]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-poderao-acumular-mais-de-50-mm-de-chuva-ate-sabado-saiba-o-que-preve-o-ecmwf-tambem-para-a-madeira.html</link><pubDate>Tue, 13 Oct 2026 06:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os Açores deverão registar períodos de chuva nos próximos dias, com acumulados superiores a 50 mm em algumas ilhas. Na Madeira, prevê-se tempo mais estável, embora com bastante nebulosidade.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbm6rei"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbm6rei.jpg" id="xbm6rei"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O estado do tempo nos dois arquipélagos portugueses deverá apresentar diferenças significativas ao longo dos próximos dias. Segundo a previsão mais recente do modelo europeu (ECMWF), <strong>os Açores poderão registar períodos de precipitação, sobretudo nos grupos Ocidental e Central</strong>, enquanto a Madeira deverá manter condições relativamente mais estáveis.</p><p>Entre quarta-feira, 14 de outubro, e sábado, dia 17, a evolução da precipitação será um dos principais aspetos a acompanhar, particularmente no arquipélago açoriano, onde <strong>os acumulados previstos poderão ultrapassar os 50 mm</strong> em algumas localidades.</p><h2>Açores: chuva deverá marcar os próximos dias, mas não chegará a todas as ilhas da mesma forma</h2><p>Esta quarta-feira, o ECMWF prevê <strong>aguaceiros dispersos</strong> <strong>em várias ilhas dos Açores</strong>, com precipitação geralmente pouco intensa durante o início da tarde. Na Horta, Angra do Heroísmo e Ponta Delgada, os mapas apontam para valores inferiores a 1 mm no período representado.</p><p>A situação deverá evoluir ao longo dos dias seguintes, com uma faixa de precipitação a aproximar-se do arquipélago pelo Atlântico. Na quinta-feira, <strong>esta instabilidade deverá atingir sobretudo os grupos Ocidental e Central</strong>, embora a distribuição da chuva não seja uniforme.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-poderao-acumular-mais-de-50-mm-de-chuva-ate-sabado-saiba-o-que-preve-o-ecmwf-tambem-para-a-madeira-1791824948669.jpg" data-image="8wj755qszymh" alt="Chuva deverá atingir sobretudo os grupos Ocidental e Central dos Açores" title="Chuva deverá atingir sobretudo os grupos Ocidental e Central dos Açores"><figcaption>O ECMWF prevê uma faixa de precipitação sobre os Açores durante a tarde de quinta-feira, com maior expressão nas ilhas dos grupos Ocidental e Central.</figcaption></figure><p>Durante a tarde de quinta-feira, a Horta poderá registar <strong>precipitação na ordem dos 3 mm</strong> no período representado, enquanto Angra do Heroísmo apresenta valores inferiores a 1 mm. Em Ponta Delgada, a precipitação prevista para a mesma hora é pouco significativa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793078" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-amanha-e-sabado-lisboa-tera-temperaturas-superiores-a-26-c-joana-campos-conta-lhe-o-que-vira-depois.html" title="'Entre amanhã e sábado, Lisboa terá temperaturas superiores a 26 ºC': Joana Campos conta-lhe o que virá depois">"Entre amanhã e sábado, Lisboa terá temperaturas superiores a 26 ºC": Joana Campos conta-lhe o que virá depois</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-amanha-e-sabado-lisboa-tera-temperaturas-superiores-a-26-c-joana-campos-conta-lhe-o-que-vira-depois.html" title="'Entre amanhã e sábado, Lisboa terá temperaturas superiores a 26 ºC': Joana Campos conta-lhe o que virá depois"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/entre-amanha-e-sabado-lisboa-tera-temperaturas-superiores-a-26-c-joana-campos-conta-lhe-o-que-vira-depois-1791819441497_320.jpg" alt="'Entre amanhã e sábado, Lisboa terá temperaturas superiores a 26 ºC': Joana Campos conta-lhe o que virá depois"></a></article></aside><p>Esta distribuição evidencia a influência da circulação atlântica sobre o arquipélago, com diferenças entre as ilhas e possibilidade de períodos de melhoria intercalados com episódios de chuva.</p><h2>Acumulados poderão ultrapassar os 50 mm em algumas ilhas até sábado</h2><p>A precipitação acumulada prevista até ao final de sábado mostra diferenças ainda mais expressivas entre os vários grupos de ilhas.</p><p>De acordo com o ECMWF, <strong>a Horta poderá acumular cerca de 55 mm</strong>, enquanto Angra do Heroísmo apresenta valores próximos dos 25 mm. Em Ponta Delgada, os acumulados previstos situam-se em torno dos 20 mm.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-poderao-acumular-mais-de-50-mm-de-chuva-ate-sabado-saiba-o-que-preve-o-ecmwf-tambem-para-a-madeira-1791825072338.jpg" data-image="3tv62dzqfgjw" alt="ECMWF prevê acumulados superiores a 50 mm em algumas zonas dos Açores" title="ECMWF prevê acumulados superiores a 50 mm em algumas zonas dos Açores"><figcaption>A precipitação acumulada até sábado poderá ultrapassar os 50 mm em setores do grupo Central, com valores inferiores previstos para Angra do Heroísmo e Ponta Delgada.</figcaption></figure><p>Os valores previstos apontam para <strong>maior concentração de precipitação em setores ocidentais e centrais do arquipélago</strong>, enquanto o grupo Oriental deverá apresentar acumulados mais reduzidos.</p><p>Importa salientar que estes valores correspondem a estimativas do modelo europeu e <strong>poderão sofrer alterações nas próximas atualizações</strong>. Além disso, a precipitação acumulada resulta da soma dos diferentes episódios previstos, não significando chuva contínua durante todo o período.</p><h2>Vento poderá atingir rajadas próximas dos 40 km/h na quinta-feira</h2><p>Além da precipitação, o vento deverá acompanhar a evolução das condições meteorológicas nos Açores, embora os mapas analisados não indiquem rajadas particularmente intensas nas localidades assinaladas.</p><p>Durante a tarde de quinta-feira, o ECMWF projeta <strong>rajadas próximas dos 40 km/h na Horta</strong>, enquanto em Angra do Heroísmo poderão atingir cerca de 30 km/h. Em Ponta Delgada, os valores previstos situam-se em torno dos 25 km/h.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-poderao-acumular-mais-de-50-mm-de-chuva-ate-sabado-saiba-o-que-preve-o-ecmwf-tambem-para-a-madeira-1791825129335.jpg" data-image="7fqas5e7zslk" alt="Rajadas poderão aproximar-se dos 40 km/h em algumas ilhas dos Açores" title="Rajadas poderão aproximar-se dos 40 km/h em algumas ilhas dos Açores"><figcaption>O ECMWF prevê vento mais expressivo em setores do grupo Central durante a tarde de quinta-feira, com rajadas próximas dos 40 km/h na Horta.</figcaption></figure><p>Na sexta-feira, a circulação atlântica continuará a influenciar o arquipélago, mas a faixa de precipitação mais organizada deverá encontrar-se a norte das ilhas durante o início da tarde.</p><p>Já no sábado, o cenário previsto para as 13 horas apresenta <strong>ausência de precipitação significativa sobre grande parte do arquipélago</strong>, sugerindo uma melhoria temporária das condições meteorológicas.</p><p>As temperaturas deverão manter-se relativamente amenas, com valores próximos dos <strong>23 a 24 ºC </strong>durante a tarde de quarta-feira nas localidades analisadas.</p><h2>Madeira: muita nebulosidade, mas precipitação pouco significativa</h2><p>Na Madeira, a evolução prevista pelo ECMWF apresenta características diferentes. Apesar da presença de bastante nebulosidade, <strong>a precipitação deverá manter-se pouco expressiva ao longo dos próximos dias</strong>.</p><p>Na quinta-feira, o modelo europeu prevê <strong>cobertura de nuvens muito elevada em grande parte da ilha, com valores próximos dos 100%</strong> durante o início da tarde. Contudo, os mapas de precipitação não indicam chuva significativa para o mesmo período.</p><p>As temperaturas deverão manter-se amenas, com valores próximos dos <strong>23 ºC no Funchal</strong>, 22 ºC em Porto Moniz e Porto Santo, e cerca de 20 ºC em Santana, durante a tarde de quarta-feira.</p><h2>Até sábado, chuva deverá concentrar-se sobretudo nas vertentes norte e zonas montanhosas</h2><p>Apesar da estabilidade relativa, não se exclui a ocorrência de <strong>precipitação fraca e localizada em algumas regiões da Madeira</strong>, particularmente nas vertentes mais expostas e nas áreas de maior altitude.</p><p>O ECMWF prevê <strong>acumulados próximos dos 5 a 10 mm em alguns setores da vertente norte e zonas montanhosas</strong>, enquanto na costa sul os valores deverão ser inferiores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-poderao-acumular-mais-de-50-mm-de-chuva-ate-sabado-saiba-o-que-preve-o-ecmwf-tambem-para-a-madeira-1791825226115.jpg" data-image="7qsxzy87b8nx" alt="Madeira poderá registar chuva fraca e localizada até sábado" title="Madeira poderá registar chuva fraca e localizada até sábado"><figcaption>O ECMWF prevê precipitação acumulada pouco expressiva na Madeira, com valores ligeiramente superiores nas vertentes norte e zonas montanhosas, enquanto o Funchal deverá registar acumulados reduzidos.</figcaption></figure><p>Em Santana, os acumulados poderão aproximar-se dos <strong>5 a 10 mm</strong>, enquanto em Machico se preveem cerca de 5 mm. No Funchal, os valores deverão situar-se em torno dos 2 mm, reforçando o contraste entre diferentes áreas da ilha.</p><p>O vento também não deverá apresentar valores particularmente elevados nas localidades analisadas, com <strong>rajadas geralmente próximas dos 20 a 25 km/h</strong> durante a tarde de quinta-feira.</p><p>Assim, <strong>os Açores deverão concentrar os episódios de precipitação mais relevantes até sábado</strong>, enquanto a Madeira deverá manter um ambiente predominantemente nublado, com temperaturas amenas e precipitação geralmente pouco significativa.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-poderao-acumular-mais-de-50-mm-de-chuva-ate-sabado-saiba-o-que-preve-o-ecmwf-tambem-para-a-madeira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sinais de rádio provenientes de outro planeta foram detetados pela primeira vez]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/sinais-de-radio-provenientes-de-outro-planeta-foram-detetados-pela-primeira-vez.html</link><pubDate>Tue, 13 Oct 2026 05:04:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Mensagem enviada por extraterrestres? Campos magnéticos? Ou simplesmente uma farsa?</p><ul></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/des-signaux-radio-d-une-autre-planete-detectes-pour-la-premiere-fois-astronomie-espace-beta-pictoris-b-champs-magnetique-1791378086221.jpeg" data-image="e3hgx7hucvto" alt="representação de um sistema de exoplanetas" title="representação de um sistema de exoplanetas"><figcaption>Os sinais viriam de um exoplaneta, ou seja, um planeta que não faz parte do nosso sistema solar.</figcaption></figure><p>Pela primeira vez, os <strong>astrónomos detetaram sinais de rádio provenientes diretamente de um exoplaneta</strong>. Este planeta gigante, denominado Beta Pictoris b, está localizado a aproximadamente 63 anos-luz da Terra.</p><p>Uma descoberta impressionante que poderá <strong>p</strong><strong>ermitir aos cientistas aprender mais sobre os campos magnéticos </strong>de mundos situados muito para além do nosso sistema solar. E não, não é uma mensagem enviada por extraterrestres!</p><h2> Um planeta gigante situado a 63 anos-luz de distância</h2><p><strong>Descoberto em 2008, Beta Pictoris b é um exoplaneta</strong>, ou seja, um planeta localizado fora do nosso sistema solar. Orbita a estrela Beta Pictoris, visível na constelação de Pictor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/des-signaux-radio-d-une-autre-planete-detectes-pour-la-premiere-fois-astronomie-espace-beta-pictoris-b-champs-magnetique-1791378149427.jpeg" data-image="lbiqn3kk13xe" alt="representação de um sistema de exoplanetas" title="representação de um sistema de exoplanetas"><figcaption>Os sinais viriam das "auroras" de Beta Pictoris b.</figcaption></figure><p>Este planeta, no entanto, tem muito pouco em comum com a Terra. É um<strong> gigante gasoso, aproximadamente 10 vezes mais massivo que Júpiter</strong>. Além disso, gira muito rapidamente em torno do seu eixo: um dia ali dura apenas 8 a 9 horas!</p><p>Para o estudar, os astrónomos utilizaram o MeerKAT, um conjunto de radiotelescópios instalado na África do Sul. Graças a estas observações, <strong>detetaram vários sinais de rádio curtos que parecem vir diretamente de Beta Pictoris b</strong>.</p><h2> Auroras que são a fonte de sinais de rádio </h2><p> <strong>Não há motivo para alarme</strong>: o mais provável é que os extraterrestres não tentem comunicar connosco. A explicação é muito mais natural, mas igualmente fascinante.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/des-signaux-radio-d-une-autre-planete-detectes-pour-la-premiere-fois-astronomie-espace-beta-pictoris-b-champs-magnetique-1791378186563.jpeg" data-image="n4yhk9nxb9tp" alt="antena de radiotelescopio" title="antena de radiotelescopio"><figcaption>Para o estudar, os astrónomos utilizaram o MeerKAT, um conjunto de radiotelescópios instalado na África do Sul.</figcaption></figure><p>Os<strong> investigadores acreditam que estas ondas de rádio estão relacionadas com as poderosas auroras </strong>que ocorrem em torno do exoplaneta. Já conhecemos este fenómeno no nosso próprio sistema solar.</p><div class="texto-destacado">Em Júpiter, por exemplo, a interação das partículas carregadas com o seu potente campo magnético produz auroras impressionantes, acompanhadas de emissões de rádio.</div><p>Beta Pictoris b funcionaria de forma semelhante, mas a uma escala gigantesca. As características particulares dos sinais observados permitiram aos cientistas associá-los ao campo magnético do planeta.</p><h3> Um campo magnético milhares de vezes mais potente que o da Terra</h3><p>E este dado é particularmente impressionante. Segundo as estimativas dos investigadores, <strong>o campo magnético de Beta Pictoris b é milhares de vezes mais forte do que o da Terra</strong>!</p><figure></figure><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr">On aurait capté pour la première fois les émissions radio dune exoplanète : Beta Pictoris b, à 63 années-lumière. Pas des extraterrestres mais plutôt des aurores. https://t.co/o6yCwCygO9</p>— Eric Vandal ️️ (@Eric_Vandal_) <a href="https://x.com/Eric_Vandal_/status/2105966315093606621?ref_src=twsrc%5Etfw">October 2, 2026</a></blockquote></figure><p>Esta diferença poderia ser explicada, em particular, pelas características do planeta:<strong> Beta Pictoris b é extremamente massivo e gira muito rapidamente em torno do seu eixo</strong>.</p><p>Mas acima de tudo, <strong>estes sinais poderão oferecer aos astrónomos uma nova forma de estudar os exoplanetas</strong>. Os campos magnéticos são essenciais para compreender o seu funcionamento interno, a sua evolução e as suas interações com a sua estrela.</p><h2> Uma descoberta que ainda tem de ser confirmada</h2><p> Esta primeira deteção poderá, assim, abrir um <strong>novo capítulo no estudo dos planetas situados fora do Sistema Solar</strong>. Até agora, observar diretamente os seus campos magnéticos era particularmente difícil. As emissões de rádio poderão agora servir como uma nova ferramenta para os astrónomos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792925" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-descobrem-que-o-asteroide-bennu-nao-se-enquadra-em-nenhuma-categoria-e-jupiter-pode-ser-o-culpado.html" title="Astrónomos descobrem que o asteroide Bennu não se enquadra em nenhuma categoria (e Júpiter pode ser o culpado)">Astrónomos descobrem que o asteroide Bennu não se enquadra em nenhuma categoria (e Júpiter pode ser o culpado)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-descobrem-que-o-asteroide-bennu-nao-se-enquadra-em-nenhuma-categoria-e-jupiter-pode-ser-o-culpado.html" title="Astrónomos descobrem que o asteroide Bennu não se enquadra em nenhuma categoria (e Júpiter pode ser o culpado)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-identifican-que-asteroide-bennu-no-encaja-en-ninguna-categoria-y-jupiter-podria-tener-la-culpa-1791317748871_320.jpg" alt="Astrónomos descobrem que o asteroide Bennu não se enquadra em nenhuma categoria (e Júpiter pode ser o culpado)"></a></article></aside><p> No entanto,<strong> recomenda-se cautela</strong>. O estudo que anuncia esta descoberta foi publicado como pré-publicação científica e ainda não foi avaliado por outros investigadores através do processo de revisão por pares.</p><p>A confirmarem-se estes resultados, <strong>Beta Pictoris b poderá tornar-se o primeiro exoplaneta cujas emissões rádio aurorais foram detetadas directamente</strong>. E, com radiotelescópios cada vez mais potentes, poderemos ouvir muitos outros mundos cada vez mais distantes!</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Alexandre%20Brunet%2C%20Science%26Vie" data-year="26%3A09%2F2026" data-title="POUR%20LA%20PREMI%C3%88RE%20FOIS%2C%20ON%20A%20D%C3%89TECT%C3%89%20DES%20SIGNAUX%20RADIO%20PROVENANT%20DIRECTEMENT%20D'UNE%20EXOPLAN%C3%88TE" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science-et-vie.com%2Fciel-et-espace%2Fpour-la-premiere-fois-on-a-detecte-des-signaux-radio-provenant-directement-dune-exoplanete-260122.html">Alexandre Brunet, Science&Vie. (26:09/2026). <a href="https://www.science-et-vie.com/ciel-et-espace/pour-la-premiere-fois-on-a-detecte-des-signaux-radio-provenant-directement-dune-exoplanete-260122.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">POUR LA PREMIÈRE FOIS, ON A DÉTECTÉ DES SIGNAUX RADIO PROVENANT DIRECTEMENT D'UNE EXOPLANÈTE</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/sinais-de-radio-provenientes-de-outro-planeta-foram-detetados-pela-primeira-vez.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA["Entre amanhã e sábado, Lisboa terá temperaturas superiores a 26 ºC": Joana Campos conta-lhe o que virá depois]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-amanha-e-sabado-lisboa-tera-temperaturas-superiores-a-26-c-joana-campos-conta-lhe-o-que-vira-depois.html</link><pubDate>Mon, 12 Oct 2026 16:08:42 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Esta semana poderá contar com temperaturas acima da média em praticamente toda a geografia continental. A cidade de Lisboa deverá registar valores entre os 26 ºC e os 30 ºC nos próximos dias.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbm50su"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbm50su.jpg" id="xbm50su"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O dia de hoje contou com uma temperatura máxima na ordem dos 24 ºC na cidade de Lisboa, de acordo com a previsão do ECMWF. Este valor representa uma <strong>pequena anomalia térmica positiva de 2 ºC</strong>, ou seja, de acordo com a normal climatológica de referência, a temperatura máxima que seria considerada "normal" seria de 22 ºC. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.´</div><p>No entanto, e tendo em conta o mesmo modelo de previsão, é esperada uma subida nos próximos dias, que poderá levar os termómetros a registarem <strong>temperaturas máximas entre os 26 ºC e os 30 ºC</strong>, sendo esperadas anomalias positivas até 7 ºC.</p><h2>Até sexta-feira os termómetros poderão alcançar os 30 ºC</h2><p>As temperaturas<strong> vão subir em todo o continente</strong>, tal como temos vindo a avançar noutras previsões. As regiões Centro e Sul poderão registar valores mais persistentes e elevados face ao Norte do país. Mas falemos acerca <strong>do que se prevê para Lisboa </strong>nos póximos dias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-amanha-e-sabado-lisboa-tera-temperaturas-superiores-a-26-c-joana-campos-conta-lhe-o-que-vira-depois-1791819441497.jpg" data-image="9gp30kmkutyn" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>A cidade de Lisboa poderá registar temperaturas máximas entre os 26 ºC e os 30 ºC entre amanhã, terça-feira, e sábado.</figcaption></figure><p>Tal como acima mencionado, <strong>Lisboa poderá atingir os 30 ºC em pleno mês de outubro, já na próxima sexta-feira</strong>, dia 16. Valor este que poderá representar uma anomalia térmica positiva de 7 ºC, face aos valores considerados normais para a época, tendo como referência a normal climatológica de 1990-2020.</p><p>Até lá, esperam-se 26 ºC já amanhã, terça-feira, e uma nova subida nos dias seguintes, onde <strong>na quarta e na quinta-feira os termómetros deverão alcançar os 29 ºC</strong>. Após os possíveis 30 ºC previstos para sexta, no <strong>sábado</strong> poderá dar-se uma <strong>descida das temperaturas, sendo esperada uma máxima de 26 ºC</strong> para esse dia.</p><h2>E a seguir? O que virá?</h2><p>Ainda que faltem alguns dias e que, por esse motivo, a confiança desta previsão diminua, o <strong>ECMWF prevê que a próxima semana traga valores mais contidos de temperatura a todo o continente português</strong>. Assim, Lisboa também poderá contar com temperaturas mais baixas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793043" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-valores-ate-33-c-e-chuva-a-vista-eis-a-previsao-para-os-proximos-dias.html" title="Tempo em Portugal esta semana: valores até 33 ºC e chuva 'à vista'; eis a previsão para os próximos dias">Tempo em Portugal esta semana: valores até 33 ºC e chuva "à vista"; eis a previsão para os próximos dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-valores-ate-33-c-e-chuva-a-vista-eis-a-previsao-para-os-proximos-dias.html" title="Tempo em Portugal esta semana: valores até 33 ºC e chuva 'à vista'; eis a previsão para os próximos dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-esta-semana-anticiclone-favorece-dias-soalheiros-e-calor-mas-a-chuva-pode-regressar-na-quinta-feira-1791801410175_320.png" alt="Tempo em Portugal esta semana: valores até 33 ºC e chuva 'à vista'; eis a previsão para os próximos dias"></a></article></aside><p>Além disso, e segundo o que conseguimos observar, é <strong>esperada a chegada da chuva na quarta-feira, dia 21, que deverá afetar a capital e contribuir para uma nova descida térmica</strong>. No entanto, frisamos que esta previsão conta com uma <strong>margem de erro maior</strong>, devido à distância temporal, e aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-amanha-e-sabado-lisboa-tera-temperaturas-superiores-a-26-c-joana-campos-conta-lhe-o-que-vira-depois.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bruxelas aperta o cerco a Portugal: morre um golfinho por dia nas redes de pesca e o caso pode acabar no tribunal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/bruxelas-aperta-o-cerco-a-portugal-morre-um-golfinho-por-dia-nas-redes-de-pesca-e-o-caso-pode-acabar-no-tribunal.html</link><pubDate>Mon, 12 Oct 2026 14:22:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O país tem dois meses para demonstrar que consegue reduzir a mortalidade de espécies protegidas causada por capturas acidentais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/bruxelas-aperta-o-cerco-a-portugal-morre-um-golfinho-por-dia-nas-redes-de-pesca-e-o-caso-pode-acabar-no-tribunal-1791807972940.jpg" data-image="yvwhodawb4w4" alt="Golfinho no mar" title="Golfinho no mar"><figcaption>Bruxelas considera que Portugal ainda tem falhas na proteção de golfinhos e outros cetáceos. Foto: FlowerPower385/Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Portugal entrou numa nova fase do processo de infração aberto pela Comissão Europeia por não conseguir impedir eficazmente a <strong>captura acidental de golfinhos e outros cetáceos durante a pesca</strong>. Bruxelas considera insuficientes as medidas adotadas até agora e deu ao país dois meses para responder. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Sem uma resposta considerada adequada, o processo poderá seguir para o Tribunal de Justiça da União Europeia. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A decisão surge enquanto os dados científicos continuam a apontar para uma mortalidade preocupante nas águas portuguesas. Estimativas divulgadas pelo Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM), da Universidade de Aveiro, indicam que morre <strong>pelo menos um golfinho por dia</strong> devido à interação com artes de pesca. Os investigadores consideram o valor conservador porque parte dos animais morre no mar e não é contabilizada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bruxelas-aperta-o-cerco-a-portugal-morre-um-golfinho-por-dia-nas-redes-de-pesca-e-o-caso-pode-acabar-no-tribunal-1791808037643.jpg" data-image="jskn84h3shfo" alt="Barco de pesca" title="Barco de pesca"><figcaption>A proteção de espécies marítimas já conta com um plano de ação nacional para evitar as capturas acidentais, mas ainda não foi implementado. Foto: dimitrisvetsikas1969/Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>O processo arrasta-se desde novembro de 2023, quando a Comissão Europeia abriu o procedimento contra Portugal. Nessa altura, <strong>Bruxelas concluiu que Portugal não implementou um sistema eficaz</strong> para monitorizar as capturas acidentais nem tomou medidas suficientes para evitar impactos significativos sobre espécies protegidas. Entre elas estão o golfinho-comum, o roaz-corvineiro e o boto. </p><h2>Um problema conhecido há anos</h2><p>As <strong>capturas acessórias</strong> ocorrem quando animais que não são alvo da atividade ficam presos nas artes de pesca. No caso dos cetáceos, as <strong>redes de emalhar </strong>estão entre os materiais identificados como particularmente problemáticos em Portugal.</p><div class="texto-destacado">Os animais podem morrer por afogamento ou sofrer ferimentos graves. Muitos cadáveres nunca são encontrados, o que dificulta a medição exata da mortalidade.</div><p>O <strong>boto</strong> é um dos casos mais preocupantes. Dados do projeto LIFE MarPro, citados no material de suporte ao processo, apontavam para uma <strong>taxa anual de captura</strong> de cerca de <strong>8,4% da população continental</strong> em meados da década passada. Para uma espécie protegida e com população reduzida, uma pressão desta dimensão pode ser particularmente grave.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="692037" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-que-acontece-quando-golfinhos-e-humanos-pescam-juntos-o-caso-unico-de-laguna-mostra-que-todos-ficam-a-ganhar.html" title="O que acontece quando golfinhos e humanos pescam juntos? O caso único de Laguna mostra que todos ficam a ganhar">O que acontece quando golfinhos e humanos pescam juntos? O caso único de Laguna mostra que todos ficam a ganhar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-que-acontece-quando-golfinhos-e-humanos-pescam-juntos-o-caso-unico-de-laguna-mostra-que-todos-ficam-a-ganhar.html" title="O que acontece quando golfinhos e humanos pescam juntos? O caso único de Laguna mostra que todos ficam a ganhar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-acontece-quando-golfinhos-e-humanos-pescam-juntos-o-caso-unico-de-laguna-mostra-que-todos-ficam-a-ganhar-1736791415075_320.jpg" alt="O que acontece quando golfinhos e humanos pescam juntos? O caso único de Laguna mostra que todos ficam a ganhar"></a></article></aside><p>A <strong>Diretiva Habitats</strong> obriga os Estados-membros a <strong>monitorizar as capturas e mortes acidentais</strong> <strong>de espécies estritamente protegidas</strong> e a garantir que estas não tenham impacto significativo nas populações. Também exige medidas adequadas para evitar perturbações nos sítios Natura 2000 destinados à sua conservação. </p><table><thead><tr><th>Cronologia</th><th>Processo de infração</th></tr></thead><tbody><tr><td>Novembro 2023</td><td>Comissão Europeia envia a Portugal uma carta de notificação</td></tr><tr><td>Outubro 2026</td><td>Bruxelas emite um parecer fundamentado</td></tr><tr><td>Dezembro 2026</td><td>Portugal deve responder e adotar medidas eficazes</td></tr><tr><td>Janeiro 2027</td><td>A Comissão poderá levar o caso ao Tribunal de Justiça da UE</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="2">Fonte: Comissão Europeia</td></tr></tbody></table><p><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></p><p>A nova decisão coincide com uma tentativa de Portugal de reforçar a resposta. O Governo preparou o <strong>Plano de Ação para a Minimização das Capturas Acidentais de Aves, Mamíferos e Répteis Marinhos</strong>, coordenado pela Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos.</p><p>O documento esteve em consulta pública, entre fevereiro e março de 2026, e a página oficial do processo identifica o plano como uma ferramenta destinada a responder às obrigações nacionais e europeias de proteção da biodiversidade marinha. Nesta fase, contudo, não apresenta ainda documentos de execução. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Entre as medidas propostas estão o reforço da monitorização das embarcações, através de observadores e sistemas eletrónicos, uma recolha mais sistemática de informação e o desenvolvimento de soluções destinadas a reduzir a interação entre artes de pesca e animais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Estão também previstas <strong>alterações técnicas às redes</strong>, <strong>dispositivos acústicos</strong> para afastar cetáceos e <strong>formação dirigida aos pescadores</strong>. O plano pode representar uma mudança importante, mas há uma diferença decisiva entre definir medidas e colocá-las em prática. É precisamente essa eficácia que Bruxelas considera insuficiente.</p><h2>O pescador não procura apanhar golfinhos</h2><p>As capturas acessórias não significam que os pescadores estejam deliberadamente a capturar animais protegidos. Os cetáceos ficam presos nas redes enquanto procuram alimento ou atravessam zonas de pesca. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A situação também representa um prejuízo económico para quem está no mar. O animal pode danificar a arte e o peixe que se encontra preso na rede pode ser perdido.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A solução, por isso, não passa por simplesmente responsabilizar os pescadores. Exige conhecer melhor onde e quando ocorrem as interações, <strong>adaptar as artes</strong>, <strong>testar equipamentos</strong> dissuasores e assegurar acompanhamento permanente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="745041" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/amizade-improvavel-orcas-e-golfinhos-revelam-cooperacao-inedita-em-cacadas-no-pacifico.html" title="‘Amizade improvável’: orcas e golfinhos revelam cooperação inédita em caçadas no Pacífico">‘Amizade improvável’: orcas e golfinhos revelam cooperação inédita em caçadas no Pacífico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/amizade-improvavel-orcas-e-golfinhos-revelam-cooperacao-inedita-em-cacadas-no-pacifico.html" title="‘Amizade improvável’: orcas e golfinhos revelam cooperação inédita em caçadas no Pacífico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/amizade-improvavel-orcas-e-golfinhos-revelam-cooperacao-inedita-em-cacadas-no-pacifico-1765992365408_320.jpg" alt="‘Amizade improvável’: orcas e golfinhos revelam cooperação inédita em caçadas no Pacífico"></a></article></aside><p>Esse é também um dos desafios identificados pela investigação portuguesa. Grande parte do conhecimento acumulado resulta de <strong>projetos científicos temporários</strong>, enquanto a monitorização contínua continua a apresentar lacunas.</p><h2>Dois meses para demonstrar eficácia</h2><p>Portugal tem o diagnóstico feito, conhece algumas das espécies mais afetadas e dispõe de um plano nacional com medidas concretas. O que <strong>Bruxelas diz agora é que isso ainda não chega</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bruxelas-aperta-o-cerco-a-portugal-morre-um-golfinho-por-dia-nas-redes-de-pesca-e-o-caso-pode-acabar-no-tribunal-1791808905574.jpg" data-image="m557yx7hnwo4" alt="Golfinho na rebentação da onda" title="Golfinho na rebentação da onda"><figcaption>Capturas acidentais matam pelo menos um golfinho por dia em Portugal continental, ameaçando espécies como o roaz-corvineiro e o golfinho-comum. Foto: PublicDomainImages/Pixabay</figcaption></figure><p>Enquanto o Governo prepara a implementação da <strong>nova estratégia</strong>, os dados disponíveis continuam a apontar para uma mortalidade diária que pode estar subestimada. E, no mar, cada animal que desaparece sem ser registado torna mais difícil perceber a verdadeira dimensão do fenómeno.</p><p>A Comissão Europeia deu dois meses para o país demonstrar que a resposta mudou. Mais do que uma questão jurídica, está em causa <strong>a capacidade de reduzir efetivamente uma das ameaças</strong> que continuam a pesar sobre os cetáceos nas águas nacionais.<superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp" style="visibility: visible !important; display: contents; --rem: 16;"></superhuman-go-underlines></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="CESAM" data-year="" data-title="Investiga%C3%A7%C3%A3o%20do%20CESAM%20destaca%20impacto%20das%20capturas%20acidentais%20na%20mortalidade%20de%20golfinhos%20em%20Portugal" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cesam-la.pt%2Finvestigacao-do-cesam-destaca-impacto-das-capturas-acidentais-na-mortalidade-de-golfinhos-em-portugal%2F">CESAM. <a href="https://www.cesam-la.pt/investigacao-do-cesam-destaca-impacto-das-capturas-acidentais-na-mortalidade-de-golfinhos-em-portugal/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Investigação do CESAM destaca impacto das capturas acidentais na mortalidade de golfinhos em Portugal</a>.</cite><br><cite data-author="Comiss%C3%A3o%20Europeia" data-year="" data-title="Diretiva%20Habitats" data-url="https%3A%2F%2Feur-lex.europa.eu%2Flegal-content%2FEN%2FTXT%2F%3Furi%3DCELEX%253A31992L0043">Comissão Europeia. <a href="https://eur-lex.europa.eu/legal-content/EN/TXT/?uri=CELEX%3A31992L0043" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Diretiva Habitats</a>.</cite><br><cite data-author="Comiss%C3%A3o%20Europeia" data-year="" data-title="Comiss%C3%A3o%20insta%20Portugal%20a%20monitorizar%20e%20prevenir%20as%20capturas%20acess%C3%B3rias%20de%20cet%C3%A1ceos%20nas%20atividades%20de%20pesca" data-url="https%3A%2F%2Feuropa.eu%2Fnewsroom%2Fecpc-failover%2Fpdf%2Finf-26-1760_pt.pdf">Comissão Europeia. <a href="https://europa.eu/newsroom/ecpc-failover/pdf/inf-26-1760_pt.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Comissão insta Portugal a monitorizar e prevenir as capturas acessórias de cetáceos nas atividades de pesca</a>.</cite><br><cite data-author="Projeto%20LIFE%20MarPro" data-year="" data-title="Conserva%C3%A7%C3%A3o%20de%20esp%C3%A9cies%20marinhas%20em%20Portugal" data-url="https%3A%2F%2Fwww.spea.pt%2Fwp-content%2Fuploads%2F2020%2F03%2F1_5.LIFE-Marpro-TECH_R_Final-2018_compressed.pdf">Projeto LIFE MarPro. <a href="https://www.spea.pt/wp-content/uploads/2020/03/1_5.LIFE-Marpro-TECH_R_Final-2018_compressed.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Conservação de espécies marinhas em Portugal</a>.</cite><br><cite data-author="Dire%C3%A7%C3%A3o%20Geral%20de%20Recursos%20Naturais%2C%20Seguran%C3%A7a%20e%20Servi%C3%A7os%20Mar%C3%ADtimos" data-year="" data-title="Plano%20de%20A%C3%A7%C3%A3o%20para%20Minimiza%C3%A7%C3%A3o%20das%20Capturas%20Acidentais%20de%20Aves%2C%20Mam%C3%ADferos%20e%20R%C3%A9pteis%20Marinhos" data-url="https%3A%2F%2Fparticipa.pt%2Fcontents%2Ffinalreport%2FRelatorio%2520de%2520Ponderacao_6695.pdf">Direção Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos. <a href="https://participa.pt/contents/finalreport/Relatorio%20de%20Ponderacao_6695.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Plano de Ação para Minimização das Capturas Acidentais de Aves, Mamíferos e Répteis Marinhos</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/bruxelas-aperta-o-cerco-a-portugal-morre-um-golfinho-por-dia-nas-redes-de-pesca-e-o-caso-pode-acabar-no-tribunal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo em Portugal esta semana: valores até 33 ºC e chuva "à vista"; eis a previsão para os próximos dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-valores-ate-33-c-e-chuva-a-vista-eis-a-previsao-para-os-proximos-dias.html</link><pubDate>Mon, 12 Oct 2026 13:21:40 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Para além da subida das temperaturas esperada e dos respetivos valores acima da média, há chuva à vista para Portugal Continental. Confira a previsão!</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/DdXNy2C1b7U/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=DdXNy2C1b7U" id="DdXNy2C1b7U"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Esta semana arranca estável, ainda que com a presença de alguma nebulosidade, <strong>especialmente nas horas da manhã</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Com o passar dos dias é <strong>expectável que estes se tornem mais soalheiros, especialmente até quarta-feira</strong>, 14, dia que também deve registar as temperaturas máximas mais elevadas da semana, com <strong>valores até 33 ºC no Ribatejo</strong>. Neste dia, nenhuma capital de distrito deverá registar máximas inferiores a 20 ºC e apenas as cidades costeiras deverão contar com valores na ordem deste, pois à medida que nos afastamos do mar, as temperaturas sobem de forma significativa.</p><h2>Anomalias térmicas positivas ganham força nos próximos dias</h2><p>Tendo em conta a subida mencionada acima, até quarta-feira espera-se também uma intensificação das anomalias térmicas positivas, onde os <strong>valores poderão ser de até 11 ºC acima da média</strong>. A capital distrital de Viseu poderá registar o maior desvio positivo do dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-esta-semana-anticiclone-favorece-dias-soalheiros-e-calor-mas-a-chuva-pode-regressar-na-quinta-feira-1791801426844.jpg" data-image="47uhh0241f0q" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Com temperaturas máximas esperadas na ordem dos 33 ºC, quarta-feira poderá ser o dia mais quente da semana, contando também com as anomalias mais pronunciadas, com desvios positivos de até 11 ºC.</figcaption></figure><p>Ainda que nos dias seguintes, até ao fim de semana, as anomalias persistam, espera-se que sejam menos pronunciadas, à medida que o tempo passa. No entanto, na <strong>quinta-feira as os valores anómalos ainda poderão atingir os 10 ºC</strong> em várias capitais de distrito e localmente, no Nordeste Transmontano, podem atingir novamente os 11 ºC. <strong>Entre sexta-feira e sábado poderemos denotar uma descida mais relevante dos valores anómalos</strong>, onde, ainda assim, estes podem ser de até 8 ºC em vários locais do Norte e Centro.</p><h2>Chuva à vista para Portugal Continental</h2><p>A mais recente atualização do modelo europeu indica ainda a<strong> possibilidade de chuva fraca e irregular na quinta-feira</strong>, dia 15, em alguns pontos das regiões Norte e Centro, entre as primeiras e as últimas horas da tarde, apesar da influência predominante do anticiclone.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792882" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/marta-godinho-anuncia-subida-das-temperaturas-o-dia-mais-quente-da-semana-tera-muitos-distritos-a-chegar-aos-30-c.html" title="Marta Godinho, anuncia subida das temperaturas: “O dia mais quente da semana terá muitos distritos a chegar aos 30 ºC”">Marta Godinho, anuncia subida das temperaturas: “O dia mais quente da semana terá muitos distritos a chegar aos 30 ºC”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/marta-godinho-anuncia-subida-das-temperaturas-o-dia-mais-quente-da-semana-tera-muitos-distritos-a-chegar-aos-30-c.html" title="Marta Godinho, anuncia subida das temperaturas: “O dia mais quente da semana terá muitos distritos a chegar aos 30 ºC”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/marta-godinho-anuncia-subida-das-temperaturas-o-dia-mais-quente-da-semana-tera-muitos-distritos-a-chegar-aos-30-c-1791722194941_320.jpg" alt="Marta Godinho, anuncia subida das temperaturas: “O dia mais quente da semana terá muitos distritos a chegar aos 30 ºC”"></a></article></aside><p>No entanto, esta deverá dissipar-se no mesmo dia, dando lugar a um <strong>resto de semana tendencialmente seco e com céu geralmente limpo, não se descartando alguns períodos de nebulosidade de Norte a Sul</strong>. O modelo ECMWF indica ainda a possibilidade de novos períodos de chuva na semana seguinte, especialmente entre os dias 20 e 21, contudo, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-valores-ate-33-c-e-chuva-a-vista-eis-a-previsao-para-os-proximos-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quando se prevê chuva em Portugal? As tendências do ECMWF até 25 de outubro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-se-preve-chuva-em-portugal-as-tendencias-do-ecmwf-ate-25-de-outubro.html</link><pubDate>Mon, 12 Oct 2026 12:17:47 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de vários dias de estabilidade e calor anómalo, o cenário poderá mudar em Portugal. O ECMWF começa a reforçar o sinal de chuva a partir de 20 de outubro, com a instabilidade a poder prolongar-se nos dias seguintes.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-se-preve-chuva-em-portugal-as-tendencias-do-ecmwf-ate-25-de-outubro-1791805065646.jpg" data-image="mv8n5mxcj10r" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>O outono é, por excelência, a estação do regresso da chuva a Portugal. Mas quando poderá terminar o atual período de estabilidade? As previsões do ECMWF já começam a mostrar sinais de uma mudança no padrão atmosférico.</figcaption></figure><p>Depois de vários dias dominados pela estabilidade e por temperaturas anormalmente elevadas, os mapas do modelo europeu começam a mostrar uma possível mudança do padrão atmosférico. <strong>A partir de 16 de outubro surgem os primeiros sinais de instabilidade, mas é entre os dias 20 e 22 que o ECMWF aponta, neste momento, para um cenário potencialmente mais chuvoso em Portugal.</strong></p><h2>Até sexta-feira, o anticiclone ainda domina</h2><p>Até dia 16, <strong>Portugal continental continuará maioritariamente sob influência anticiclónica.</strong> Esta configuração deverá manter a precipitação afastada e favorecer temperaturas bastante elevadas para meados de outubro.</p><p>Em várias regiões do Norte, Centro e Sul, as máximas poderão aproximar-se ou mesmo ultrapassar os <strong>30 ºC</strong>. Contudo, durante a segunda metade da semana começam a surgir alterações importantes na circulação atmosférica sobre o Atlântico Norte.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ao longo desta semana o centro anticiclónico tende a deslocar-se para latitudes mais setentrionais, deixando de exercer uma influência tão direta sobre a Península Ibérica. <strong>É precisamente esta alteração que poderá abrir caminho ao regresso gradual da instabilidade.</strong></p><h2>Dia 16: os primeiros sinais de mudança aproximam-se de Portugal</h2><p>Na sexta-feira, dia 16, a configuração prevista pelo ECMWF é particularmente interessante. Com o núcleo das altas pressões bastante mais a norte, uma extensa depressão no Atlântico consegue fazer circular uma frente pela periferia meridional do anticiclone.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-se-preve-chuva-em-portugal-as-tendencias-do-ecmwf-ate-25-de-outubro-1791803637915.jpg" data-image="t8cm67zg6fg1" alt="Situação sinótica" title="Situação sinótica"><figcaption>O anticiclone mantém Portugal protegido da precipitação, enquanto uma frente atlântica contorna as altas pressões e se aproxima da Península Ibérica.</figcaption></figure><p>Esta frente aproxima-se da Península Ibérica, embora, nas atuais previsões, <strong>não apareça ainda associada a precipitação significativa e generalizada em Portugal</strong>. O ECMWF sugere apenas alguns sinais de chuva, nomeadamente no interior Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-se-preve-chuva-em-portugal-as-tendencias-do-ecmwf-ate-25-de-outubro-1791803762771.jpg" data-image="uto9g3txvyvm" alt="Precipitação dia 16" title="Precipitação dia 16"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-900064">Os primeiros sinais de mudança começam a surgir nos mapas, embora a precipitação prevista para dia 16 ainda seja escassa e localizada.</figcaption></figure><p>Ainda assim, a proximidade da instabilidade deverá ser suficiente para iniciar uma descida das temperaturas durante o fim de semana. Mesmo com este recuo térmico, os valores poderão continuar acima do habitual para esta altura do ano.</p><h2>Fim de semana poderá abrir a porta à instabilidade</h2><p>Entre sábado e domingo, dias 17 e 18, o cenário torna-se progressivamente mais favorável à formação de depressões próximas de Portugal.</p><p>O anticiclone que atualmente garante a estabilidade sobre Portugal deverá encontrar-se muito mais a norte, entre as Ilhas Britânicas e a Escandinávia. Esta deslocação poderá permitir que <strong>depressões e bolsas de ar mais instável circulem por latitudes mais baixas</strong>, próximas da Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-se-preve-chuva-em-portugal-as-tendencias-do-ecmwf-ate-25-de-outubro-1791803962875.jpg" data-image="fdsmyhov3j4v" alt="Situação sinótica dia 18 de outubro" title="Situação sinótica dia 18 de outubro"><figcaption>Com o anticiclone deslocado para latitudes mais a norte, abre-se espaço para a circulação de áreas depressionárias mais próximas da Península Ibérica.</figcaption></figure><p>Durante o fim de semana (dias 17 e 18) já poderão ocorrer episódios de <strong>precipitação fraca e dispersa</strong>, sobretudo em algumas zonas do interior Centro e Sul. No entanto, o sinal mais relevante aparece alguns dias depois.</p><h2>ECMWF reforça sinal de chuva para 20 e 21 de outubro</h2><p>As atuais previsões do modelo europeu mostram a possibilidade de uma área depressionária se organizar nas proximidades da Península Ibérica em torno de 20 de outubro.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-se-preve-chuva-em-portugal-as-tendencias-do-ecmwf-ate-25-de-outubro-1791804122048.jpg" data-image="veoader4xwnh" alt="Precipitação" title="Precipitação"><figcaption>O sinal de chuva intensifica-se significativamente em torno de 20 e 21 de outubro, com o ECMWF a projetar precipitação mais generalizada em Portugal.</figcaption></figure><p>Se esta configuração se confirmar, os dias <strong>20 e 21 poderão marcar um regresso mais evidente da chuva</strong>, com precipitação potencialmente mais generalizada de Norte a Sul e períodos que, localmente, poderão ser mais intensos. A instabilidade poderá prolongar-se pelo até ao dia 22.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792882" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/marta-godinho-anuncia-subida-das-temperaturas-o-dia-mais-quente-da-semana-tera-muitos-distritos-a-chegar-aos-30-c.html" title="Marta Godinho, anuncia subida das temperaturas: “O dia mais quente da semana terá muitos distritos a chegar aos 30 ºC”">Marta Godinho, anuncia subida das temperaturas: “O dia mais quente da semana terá muitos distritos a chegar aos 30 ºC”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/marta-godinho-anuncia-subida-das-temperaturas-o-dia-mais-quente-da-semana-tera-muitos-distritos-a-chegar-aos-30-c.html" title="Marta Godinho, anuncia subida das temperaturas: “O dia mais quente da semana terá muitos distritos a chegar aos 30 ºC”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/marta-godinho-anuncia-subida-das-temperaturas-o-dia-mais-quente-da-semana-tera-muitos-distritos-a-chegar-aos-30-c-1791722194941_320.jpg" alt="Marta Godinho, anuncia subida das temperaturas: “O dia mais quente da semana terá muitos distritos a chegar aos 30 ºC”"></a></article></aside><p>Contudo, estamos a falar de uma previsão a mais de uma semana de distância. <strong>A posição exata da depressão será determinante,</strong> pequenas alterações na sua trajetória podem modificar significativamente as regiões afetadas, a intensidade da precipitação e até os dias em que choverá mais.</p><h2>E depois? Outra depressão surge no Atlântico</h2><p>Para dia 22, o ECMWF desenha ainda uma <strong>depressão profunda no Atlântico, próxima dos Açores, associada a quantidades significativas de precipitação</strong>. Apesar de relativamente próxima no contexto da circulação do Atlântico Norte, encontra-se ainda demasiado distante de Portugal continental para se concluir qual será a sua trajetória.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-se-preve-chuva-em-portugal-as-tendencias-do-ecmwf-ate-25-de-outubro-1791804295110.jpg" data-image="167d9xoo67i9" alt="Mapa sinótico, pressão e chuva" title="Mapa sinótico, pressão e chuva"><figcaption>Uma nova e profunda depressão surge no Atlântico após o primeiro episódio de instabilidade, mas a sua trajetória e eventual influência em Portugal permanecem incertas.</figcaption></figure><p>Será, por isso, um sistema a acompanhar nas próximas atualizações. Até 25 de outubro, a tendência mais importante é precisamente esta: <strong>o domínio anticiclónico poderá começar a ceder, permitindo que o Atlântico volte gradualmente a ganhar protagonismo no estado do tempo em Portugal.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-se-preve-chuva-em-portugal-as-tendencias-do-ecmwf-ate-25-de-outubro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Astrónomos descobrem que o asteroide Bennu não se enquadra em nenhuma categoria (e Júpiter pode ser o culpado)]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-descobrem-que-o-asteroide-bennu-nao-se-enquadra-em-nenhuma-categoria-e-jupiter-pode-ser-o-culpado.html</link><pubDate>Mon, 12 Oct 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Amostras do asteroide Bennu revelam que este se formou numa região de transição do início do Sistema Solar, onde se misturaram materiais das regiões interna e externa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-identifican-que-asteroide-bennu-no-encaja-en-ninguna-categoria-y-jupiter-podria-tener-la-culpa-1791317748871.jpg" data-image="2t1uwlu6i3i3" alt="Asteroide Bennu" title="Asteroide Bennu"><figcaption>As novas descobertas oferecem informações sobre a forma como os planetas se formaram. Crédito: NASA/Goddard/University of Arizona.</figcaption></figure><p>O <strong>asteroide Bennu guarda no seu interior uma espécie de cápsula do tempo</strong>. Os seus materiais permaneceram praticamente inalterados desde os primórdios do Sistema Solar e, agora, graças a amostras recolhidas pela missão OSIRIS-REx da NASA, os cientistas conseguiram reconstituir parte da história da sua formação.</p><div class="texto-destacado">Bennu completa uma órbita em torno do Sol a cada 1,2 anos e aproxima-se da Terra aproximadamente a cada seis anos, passando a uma distância de cerca de 300 mil quilómetros. Esta proximidade permitiu à NASA enviar uma missão à sua superfície e recolher material diretamente do asteróide.</div><p>Em setembro de 2023, a cápsula que transportava as amostras aterrou no deserto do Utah. <strong>No seu interior, encontravam-se cerca de 120 gramas de material proveniente de Bennu</strong>. Uma pequena parte — apenas meio grama — foi posteriormente entregue ao Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETH Zurique), onde uma equipa liderada pela geoquímica de isótopos Maria Schönbächler iniciou o seu estudo.</p><p>As descobertas acabam de ser publicadas na revista <em>Science Advances</em> e fornecem mais uma peça do puzzle para perceber <strong>como se formaram os planetas</strong>.</p><h2>Uma assinatura química que liga Bennu a outros corpos celestes</h2><p>Os investigadores analisaram os isótopos de ferro, titânio e crómio encontrados nas amostras. Estes átomos pertencem aos mesmos elementos químicos, mas diferem ligeiramente em massa. <strong>A sua combinação específica atua como uma assinatura única capaz de revelar a origem de um corpo celeste</strong>.</p><p>As análises mostraram que o titânio e o ferro estão distribuídos uniformemente por Bennu. Revelaram também uma <strong>conexão inesperada</strong>.</p><p>O asteroide apresenta uma assinatura isotópica notavelmente semelhante à de Ryugu — outro asteroide primitivo visitado por uma missão espacial japonesa — e à dos meteoritos conhecidos como condritos CI, que são extremamente antigos e ricos em carbono. Acredita-se que <strong>os três se tenham formado a partir do mesmo reservatório de poeira cósmica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-identifican-que-asteroide-bennu-no-encaja-en-ninguna-categoria-y-jupiter-podria-tener-la-culpa-1791318135457.jpg" data-image="2ttwdk3u1gw7" alt="Asteroide Bennu" title="Asteroide Bennu"><figcaption>Um total de 120 gramas de material de Bennu foi trazido de volta à Terra. Crédito: Erika Blumenfeld e Joseph Aebersold – NASA.</figcaption></figure><p>No entanto, a sua composição é claramente diferente da de outros asteroides, grupos de meteoritos e planetas conhecidos.</p><h2>Bennu formou-se onde duas regiões do sistema solar se encontravam</h2><p>Durante anos, <strong>os cientistas sugeriram que o Bennu e asteroides semelhantes poderiam ter-se formado nas regiões exteriores do Sistema Solar</strong>, possivelmente perto da área onde os cometas tiveram origem. Acreditavam também que esses objetos se haviam formado relativamente tarde.</p><p>As novas descobertas apontam numa direção diferente. O cenário mais provável situa a formação de Bennu, Ryugu e dos meteoritos CI nas proximidades do que é conhecido como a<strong> linha de neve da água</strong>. Trata-se de uma região do disco que circundava o jovem Sol onde a água podia passar de vapor para gelo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779941" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nasa-adverte-que-o-asteroide-bennu-poderia-colidir-com-a-terra-em-2182-e-desencadear-o-temido-inverno-global.html" title="NASA adverte que o asteroide Bennu 'poderia colidir com a Terra em 2182 e desencadear o temido inverno global'">NASA adverte que o asteroide Bennu "poderia colidir com a Terra em 2182 e desencadear o temido inverno global"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nasa-adverte-que-o-asteroide-bennu-poderia-colidir-com-a-terra-em-2182-e-desencadear-o-temido-inverno-global.html" title="NASA adverte que o asteroide Bennu 'poderia colidir com a Terra em 2182 e desencadear o temido inverno global'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-advierte-que-el-asteroide-bennu-podria-colisionar-con-la-tierra-en-2182-y-provocar-el-temido-inverno-global-1784628445410_320.jpg" alt="NASA adverte que o asteroide Bennu 'poderia colidir com a Terra em 2182 e desencadear o temido inverno global'"></a></article></aside><p>Há cerca de 4,5 mil milhões de anos, quando o Sistema Solar ainda estava a ganhar forma, materiais das suas regiões interior e exterior misturaram-se nesta área. <strong>O gelo também pode ter desempenhado um papel fundamental</strong>, atuando como uma espécie de cola que unia as partículas de poeira mais finas.</p><p>"Bennu é um híbrido", explica Schönbächler. A sua composição não corresponde totalmente à do sistema solar interior nem à do exterior; em vez disso, apresenta <strong>características de ambos</strong>.</p><h2>O papel inesperado de Júpiter</h2><p>Os cientistas sugerem que <strong>Júpiter pode ter desempenhado um papel decisivo neste processo</strong>. O gigante gasoso começou provavelmente a formar-se logo após o nascimento do Sol, possivelmente dentro do primeiro milhão de anos.</p><p>Enquanto um enorme disco de gás, poeira e gelo rodeava a jovem estrela, Júpiter cresceu rapidamente e atuou como uma espécie de barreira. <strong>O planeta pode ter bloqueado a passagem de muitas partículas maiores</strong>, ao passo que as mais pequenas conseguiam contorná-lo e misturar-se na região próxima da linha de neve.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-identifican-que-asteroide-bennu-no-encaja-en-ninguna-categoria-y-jupiter-podria-tener-la-culpa-1791318196801.jpg" data-image="mcs2gswwspv9" alt="Asteroide Bennu" title="Asteroide Bennu"><figcaption>O Bennu é particularmente valioso porque preserva materiais que permaneceram praticamente inalterados desde o nascimento do Sistema Solar.</figcaption></figure><p>Esta mistura pode ter dado<strong> origem aos corpos que acabaram por se tornar Bennu, Ryugu e os meteoritos CI</strong>.</p><p>Este cenário também ajuda a explicar porque é que Bennu contém tanta água. <strong>Parte do gelo da região pode ter-se transformado em vapor e, posteriormente, condensado novamente</strong>, enquanto a influência de Júpiter favoreceu a acumulação de poeira fina.</p><h2>Uma janela para as origens da Terra</h2><p>O<strong> Bennu é particularmente valioso porque preserva materiais que permaneceram praticamente inalterados desde o nascimento do Sistema Solar</strong>. A sua composição poderá oferecer uma das melhores visões disponíveis da mistura original de elementos químicos a partir da qual os planetas rochosos acabaram por se formar.</p><div class="texto-destacado">A sua abundância de água e matéria orgânica também faz deste pequeno asteroide uma peça importante do puzzle para compreender como a Terra primitiva pode ter recebido alguns dos ingredientes necessários para o surgimento da vida.</div><p>Os investigadores querem agora determinar se outros asteroides partilham a mesma assinatura isotópica. Esperam também estabelecer com maior precisão <strong>quanta influência o jovem Júpiter exerceu sobre a seleção das partículas que acabaram por formar estes corpos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790920" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/calendario-astronomico-de-outubro-saturno-em-oposicao-as-orionidas-e-a-ocultacao-das-pleiades.html" title="Calendário astronómico de outubro: Saturno em oposição, as Oriónidas e a ocultação das Plêiades">Calendário astronómico de outubro: Saturno em oposição, as Oriónidas e a ocultação das Plêiades</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/calendario-astronomico-de-outubro-saturno-em-oposicao-as-orionidas-e-a-ocultacao-das-pleiades.html" title="Calendário astronómico de outubro: Saturno em oposição, as Oriónidas e a ocultação das Plêiades"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calendario-astronomico-de-octubre-saturno-en-oposicion-las-orionidas-y-ocultacion-de-las-pleyades-1790477423716_320.jpeg" alt="Calendário astronómico de outubro: Saturno em oposição, as Oriónidas e a ocultação das Plêiades"></a></article></aside><p>A investigação sobre Bennu pode estar a chegar ao fim, mas, para Schönbächler, o próximo desafio já está a começar: obter amostras de Fobos, uma das luas de Marte, através da missão japonesa MMX. Se tudo correr como planeado, a <strong>sonda será lançada no final de outubro deste ano</strong>, prevendo-se que as amostras regressem à Terra em 2031.</p><p>O laboratório suíço terá de esperar vários anos. Mas o material de Bennu já deixou uma coisa clara: para compreender como se formou a nossa vizinhança cósmica, <strong>por vezes precisamos de examinar muito de perto a poeira que ficou aprisionada há 4,5 mil milhões de anos</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Schoenbaechler%20M%2C%20Ek%20M%2C%20Fehr%20MA%2C%20et%20al." data-year="2026" data-title="Nucleosynthetic%20constraints%20on%20the%20origin%20of%20Bennu%20and%20CI-like%20asteroids" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fsciadv.aei9107%3Freferrer%3Dhttps%253A%252F%252Fethz.ch%252F">Schoenbaechler M, Ek M, Fehr MA, et al. (2026). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.aei9107?referrer=https%3A%2F%2Fethz.ch%2F" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Nucleosynthetic constraints on the origin of Bennu and CI-like asteroids</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-descobrem-que-o-asteroide-bennu-nao-se-enquadra-em-nenhuma-categoria-e-jupiter-pode-ser-o-culpado.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bolbos de primavera: o que plantar em outubro para florir em março]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/bolbos-de-primavera-o-que-plantar-em-outubro-para-florir-em-marco.html</link><pubDate>Mon, 12 Oct 2026 08:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Enterram-se agora, esquecem-se durante o inverno e aparecem sozinhos em março. Mas há bolbos que se dão bem no nosso clima e outros que precisam de um frio que, em boa parte do país, não existe.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolbos-de-primavera-o-que-plantar-em-outubro-para-florir-em-marco-1791561490854.png" data-image="9fb2jvirwzsn"><figcaption>Bolbos e flores de primavera, o resultado de um trabalho feito meses antes, no outono.</figcaption></figure><p>De todas as coisas que se fazem na horta e no jardim, poucas dão tanto por tão pouco trabalho. <strong>Abre-se um buraco, enterra-se, tapa-se, e cinco meses depois nasce uma flor </strong>sem se ter feito mais nada.</p><p>O que quase ninguém diz é que grande parte dos conselhos sobre bolbos <strong>vem de países onde o inverno é outra coisa</strong>. E isso explica muitas tulipas que nunca repetem.</p><h2>Um bolbo é uma planta já montada</h2><p>Vale a pena perceber o que se está a enterrar, porque explica porque é que é tão fácil.</p><div class="texto-destacado"><strong>Bolbo</strong><br><br>Órgão subterrâneo formado por folhas modificadas e carnudas, que guardam reservas. Lá dentro já está tudo: as folhas, o caule e, na maioria dos casos, a flor do ano seguinte, em miniatura. O bolbo não é uma semente, é uma planta inteira em pausa, com despensa própria.</div><p><strong>É por isso que não precisa de adubo no primeiro ano</strong>. Tudo o que vai aparecer em março já foi fabricado na primavera passada, com as folhas do ano anterior, e está ali guardado à espera.</p><h2>O frio é a chave que falta no sul</h2><p>A flor que está lá dentro não sai sozinha. <strong>Precisa de passar por um período de frio </strong>para que o caule se alongue e a flor suba, e cada espécie tem a sua exigência.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Uma tulipa que não apanha frio suficiente floresce rente ao chão, com um pé de dois dedos. Não foi o bolbo que veio mau, foi o inverno que foi curto.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Nos invernos de Bragança ou da Guarda isso não é problema nenhum</strong>. Já em Faro, ou em boa parte do litoral, há anos em que as tulipas e os jacintos simplesmente não reúnem frio bastante.</p><p>Convém então separar os bolbos que se instalam e repetem todos os anos daqueles que, no nosso clima, valem por uma época e pouco mais. <strong>A tabela seguinte reúne os mais comuns</strong>, com a profundidade a que se enterram e o comportamento que costumam ter em Portugal.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Bolbo</p></th><th scope="col"><p>Profundidade</p></th><th scope="col"><p>Floração</p></th><th scope="col"><p>Repete nos anos seguintes?</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Narciso</p></td><td><p>12 a 15 cm</p></td><td><p>Fev. a abr.</p></td><td><p>Sim, e multiplica-se</p></td></tr><tr><td><p>Muscari</p></td><td><p>5 a 8 cm</p></td><td><p>Mar. a abr.</p></td><td><p>Sim, com facilidade</p></td></tr><tr><td><p>Íris bolbosa</p></td><td><p>8 a 10 cm</p></td><td><p>Abr. a mai.</p></td><td><p>Sim</p></td></tr><tr><td><p>Freesia</p></td><td><p>5 a 8 cm</p></td><td><p>Mar. a mai.</p></td><td><p>Sim, sobretudo no litoral</p></td></tr><tr><td><p>Anémona</p></td><td><p>5 cm</p></td><td><p>Fev. a abr.</p></td><td><p>Sim, se o solo drenar bem</p></td></tr><tr><td><p>Allium ornamental</p></td><td><p>15 a 20 cm</p></td><td><p>Abr. a jun.</p></td><td><p>Sim</p></td></tr><tr><td><p>Jacinto</p></td><td><p>12 a 15 cm</p></td><td><p>Fev. a mar.</p></td><td><p>Fraco no sul</p></td></tr><tr><td><p>Tulipa</p></td><td><p>15 cm</p></td><td><p>Mar. a abr.</p></td><td><p>Raramente, no sul</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="4">Profundidade de plantação, época de floração aproximada e capacidade de repetir a floração em anos seguintes, para as condições de Portugal continental. A floração varia com a região e com o inverno de cada ano, e a coluna da direita refere-se a bolbos deixados na terra, sem arranque anual. Fonte: elaboração própria.</td></tr></tbody></table><h2><br>A regra da profundidade, e a que mais mata</h2><p>Se não quiser decorar a tabela, há uma regra que funciona quase sempre: <strong>enterre o bolbo a duas ou três vezes a sua própria altura.</strong> Um bolbo de cinco centímetros vai a dez ou quinze.</p><p><strong>Plantar à superfície dá caules fracos que tombam ao primeiro vento e bolbos que gelam.</strong> Plantar fundo de mais atrasa a floração e às vezes impede-a.</p><p>Mas o que mais mata bolbos em Portugal não é a profundidade nem o frio. É a <strong>água parada.</strong> Um bolbo é uma despensa cheia de açúcares, e num solo encharcado apodrece em poucas semanas. Em terra pesada, faça camalhão, junte areia grossa ao fundo do buraco, ou plante em vaso, que é onde se controla melhor a drenagem.</p><p><strong>E ponha a ponta para cima.</strong> Se não perceber qual é, deite-o de lado, que a planta encontra o caminho sozinha.</p><h2>O erro de depois da floração</h2><p>Este acontece em maio, mas convém saber desde já, porque decide se há flores no ano seguinte.</p><p>Quando a flor murcha, ficam as folhas, geralmente feias e a amarelecer. É muito tentador cortá-las para arrumar o canteiro. <strong>Não corte</strong>. São essas folhas que estão a refazer as reservas do bolbo para o ano que vem, e cortá-las é condenar a floração seguinte.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="755146" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/7-bolbos-de-flores-de-inverno-que-pode-plantar-agora-para-obter-flores-mais-cedo.html" title="7 bolbos de flores de inverno que pode plantar agora para obter flores mais cedo">7 bolbos de flores de inverno que pode plantar agora para obter flores mais cedo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/7-bolbos-de-flores-de-inverno-que-pode-plantar-agora-para-obter-flores-mais-cedo.html" title="7 bolbos de flores de inverno que pode plantar agora para obter flores mais cedo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/i-7-bulbi-da-fiore-invernali-che-puoi-piantare-ora-per-una-fioritura-precoce-1771078371938_320.jpeg" alt="7 bolbos de flores de inverno que pode plantar agora para obter flores mais cedo"></a></article></aside><p>Espere que amarelecam e sequem por completo, o que leva seis a oito semanas. Só aí se corta, ou se arranca o bolbo para guardar.</p><h2>O truque do frigorífico, para quem vive no sul</h2><p>Fica para o fim a solução do problema com que o artigo começou.</p><p>Se vive numa zona de inverno ameno e quer mesmo ter tulipas ou jacintos a sério, pode dar-lhes o frio que o clima não dá. <strong>Guarde os bolbos no frigorífico,</strong> dentro de um saco de papel, durante seis a oito semanas antes de plantar, a uma temperatura entre os quatro e os nove graus.</p><p>Um aviso que faz toda a diferença: <strong>longe da fruta</strong>. A maçã, a pêra e a banana libertam etileno durante o amadurecimento, e esse gás estraga a flor que está dentro do bolbo. Sai um pé de folhas e nenhuma flor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolbos-de-primavera-o-que-plantar-em-outubro-para-florir-em-marco-1791561563823.png" data-image="vjpautv9yzyo"><figcaption>O rebento sai de reservas que já estavam dentro do bolbo, sem precisar de adubo nenhum.</figcaption></figure><p>Com esse tratamento, <strong>plante em novembro ou dezembro, quando o solo já estiver frio</strong>. E, sendo realista, trate-as como anuais: florescem uma vez em grande e, no ano seguinte, é melhor comprar novas. Para ter flor sem este trabalho todo, os narcisos, os muscari e as freesias fazem-no sozinhos, ano após ano, e em Lisboa ou no litoral dão-se particularmente bem.</p><p><strong>Antes de escolher o dia, veja a previsão da sua zona.</strong> O momento certo é com o solo já arrefecido mas ainda trabalhável, depois das primeiras chuvas terem amolecido a terra e antes de ela ficar encharcada.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/bolbos-de-primavera-o-que-plantar-em-outubro-para-florir-em-marco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bonita como o jasmim, mas mais resistente: a planta que se cobre de flores brancas no início da primavera]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/bonita-como-o-jasmim-mas-mais-resistente-a-planta-que-se-cobre-de-flores-brancas-no-inicio-da-primavera.html</link><pubDate>Mon, 12 Oct 2026 07:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Os seus ramos arqueados cobrem-se de pequenas flores brancas e formam uma cascata espetacular que anuncia a primavera. É uma planta rústica e pode ser propagada em casa com muita facilidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/bella-como-el-jazmin-pero-mas-resistente-la-planta-que-se-cubre-de-flores-blancas-al-comenzar-la-primavera-1791228395103.jpg" data-image="ngy92d36ea3q" alt="flor grinalda-de-noiva" title="flor grinalda-de-noiva"><figcaption>Durante a primavera, os ramos da grinalda-de-noiva cobrem-se de pequenos grupos de flores brancas e formam uma cascata floral impressionante.</figcaption></figure><p>Quando a<strong> primavera</strong> se aproxima, os seus galhos arqueiam-se numa cascata de <strong>flores brancas</strong> que rouba todos os olhares.</p><p>As flores são pequenas, mas surgem agrupadas de modo a cobrir os ramos. Esta abundância, somada ao seu <strong>porte elegante</strong> e à sua <strong>resistência</strong>, faz da <strong>grinalda-de-noiva </strong>uma das grandes protagonistas de jardins e varandas.</p><p>O seu nome científico é <em>Spiraea cantoniensis</em> e, embora tenha uma aparência muito delicada, <strong>é uma planta bastante rústica e de cuidados relativamente simples</strong>. Além disso, um exemplar adulto pode servir de ponto de partida para obter novas plantas, já que ela se reproduz com muita facilidade através de estacas.</p><h2>Uma verdadeira cascata de flores brancas</h2><p>A grinalda-de-noiva é um arbusto de folhagem caduca que pode atingir entre 1,5 e 2 metros de altura. O seu principal atrativo está no seu hábito de crescimento: <strong>desenvolve ramos longos, finos e arqueados</strong> que se inclinam para fora e para baixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bella-como-el-jazmin-pero-mas-resistente-la-planta-que-se-cubre-de-flores-blancas-al-comenzar-la-primavera-1791228440234.jpg" data-image="ajrqruybrx3i"><figcaption>As suas flores são pequenas, mas surgem em tal quantidade que podem cobrir boa parte dos ramos e transformar completamente o aspeto do arbusto.</figcaption></figure><p>A <strong>floração </strong>pode começar no final do inverno e estender-se por várias semanas, período em que o<strong> arbusto fica praticamente coberto de branco</strong>. Após as flores, permanece a sua folhagem verde, muito mais discreta.</p><p>É recomendável posicioná-la onde os ramos possam desenvolver-se livremente: perto de um caminho, diante de um muro ou como protagonista solitária numa área exclusiva do jardim.</p><h2>Cuidados: sol, rega e boa drenagem</h2><p>Prefere<strong> locais iluminados</strong>. Pode crescer em pleno sol ou à meia-sombra, embora uma boa quantidade de luz favoreça uma floração mais abundante.</p><p>Quanto ao <strong>solo</strong>, é fundamental que tenha <strong>boa drenagem</strong>. O excesso de água ao redor das raízes pode causar problemas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bella-como-el-jazmin-pero-mas-resistente-la-planta-que-se-cubre-de-flores-blancas-al-comenzar-la-primavera-1791228540021.jpg" data-image="9t6ng8q79djm"><figcaption>A forma arqueada dos seus ramos é uma das características mais marcantes da grinalda-de-noiva e realça seu efeito ornamental durante a floração.</figcaption></figure><p>Durante a primavera e o verão, necessita de <strong>regas regulares</strong>, especialmente em períodos de seca e enquanto a planta ainda está a estabelecer-se. Depois de desenvolvida, tolera melhor a falta de água.</p><p>Também <strong>suporta bem o frio e as geadas</strong>, característica que explica parte da sua fama de arbusto resistente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bella-como-el-jazmin-pero-mas-resistente-la-planta-que-se-cubre-de-flores-blancas-al-comenzar-la-primavera-1791228606753.jpg" data-image="3zue5aoq0okj"><figcaption>A grinalda-de-noiva floresce na primavera e, no Hemisfério Sul, pode começar a exibir as suas primeiras flores no final do inverno.</figcaption></figure><p>E esta<strong> também pode ser cultivada em vasos</strong>. Neste caso, convém escolher um vaso amplo, com boa drenagem e profundidade suficiente para que as raízes possam desenvolver-se. O substrato seca mais rápido do que o solo do jardim, por isso será preciso controlar a humidade, sobretudo na primavera e no verão.</p><p>A <strong>poda </strong>tem o momento certo: <strong>após a floração</strong>. Se os ramos forem cortados antes da chegada da primavera, pode-se acabar por eliminar boa parte dos brotos que produziriam flores.</p><p>Não é preciso transformá-la numa esfera perfeita. A sua forma arqueada é, justamente, uma das suas maiores virtudes ornamentais.</p><h2>A propagação</h2><p>A maneira mais simples é<strong> através de estacas</strong>. É preciso selecionar um galho saudável e vigoroso, preparar uma estaca e colocá-la num substrato leve e com boa drenagem. Durante o enraizamento, o substrato deve ser mantido húmido, mas nunca encharcado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bella-como-el-jazmin-pero-mas-resistente-la-planta-que-se-cubre-de-flores-blancas-al-comenzar-la-primavera-1791228718955.jpg" data-image="kawu71mpyl4f"><figcaption>Ao contrário de muitas plantas ornamentais delicadas, a grinalda-de-noiva é um arbusto bastante resistente ao frio e tolera geadas.</figcaption></figure><p>O <strong>enraizamento </strong>não acontece da noite para o dia, e o resultado depende de fatores como a época do ano, a temperatura, a humidade e o estado da planta-mãe. Por isso, mais do que buscar um prazo exato, convém observar a evolução da estaca e manter condições estáveis.</p><p>E há algo mais que torna esta planta atraente: após a espetacular floração primaveril, ela volta a integrar-se ao jardim sem exigir atenção constante.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786979" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/arco-iris-num-vaso-de-flores-como-cuidar-da-croton-petra-para-que-as-suas-folhas-continuem-a-ser-as-estrelas-da-varanda.html" title="Arco-íris num vaso de flores: como cuidar da Croton Petra para que as suas folhas continuem a ser as estrelas da varanda">Arco-íris num vaso de flores: como cuidar da Croton Petra para que as suas folhas continuem a ser as estrelas da varanda</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/arco-iris-num-vaso-de-flores-como-cuidar-da-croton-petra-para-que-as-suas-folhas-continuem-a-ser-as-estrelas-da-varanda.html" title="Arco-íris num vaso de flores: como cuidar da Croton Petra para que as suas folhas continuem a ser as estrelas da varanda"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-arcoiris-en-una-maceta-como-cuidar-el-croton-petra-para-que-sus-hojas-sigan-siendo-las-protagonistas-del-balcon-1788067816881_320.png" alt="Arco-íris num vaso de flores: como cuidar da Croton Petra para que as suas folhas continuem a ser as estrelas da varanda"></a></article></aside><p>Por algumas semanas, no entanto, é difícil que passe despercebida. Os seus ramos, carregados de pequenas flores brancas, parecem derramar-se uns sobre os outros e formam uma daquelas cenas que explicam por que <strong>alguns arbustos acabam por tornar-se clássicos da jardinagem</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/bonita-como-o-jasmim-mas-mais-resistente-a-planta-que-se-cobre-de-flores-brancas-no-inicio-da-primavera.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Milhões sentiram o sismo de magnitude 7,7 no Panamá – veja o que aconteceu abaixo da superfície]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/milhoes-sentiram-o-sismo-de-magnitude-7-7-no-panama-veja-o-que-aconteceu-abaixo-da-superficie.html</link><pubDate>Mon, 12 Oct 2026 06:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O solo tremeu por todo o Panamá em questão de segundos, mas as forças por detrás deste poderoso sismo de magnitude 7,7 estavam a acumular-se sob a região há muito, muito mais tempo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/millions-felt-panama-s-7-7-earthquake-here-s-what-happened-beneath-the-surface-1791582189248.jpg" data-image="pfgrlwd2bjxf" alt="Sismógrafo e sismo, por Andrey VP" title="Sismógrafo e sismo, por Andrey VP"><figcaption>Um sismo de magnitude 7,7 atingiu o Panamá, expondo milhões de pessoas a fortes tremores num dos maiores abalos sísmicos da região das últimas décadas.</figcaption></figure><p>Um <strong>sismo de magnitude 7,7 atingiu as proximidades de Pitaloza Arriba</strong>, no Panamá, <strong>no dia 9 de outubro</strong>, às 12h56 (hora local), provocando fortes abalos numa vasta área e expondo milhões de pessoas aos efeitos de um dos sismos mais significativos da região nas últimas décadas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Cerca de 4,6 milhões de pessoas sentiram tremores de intensidade moderada a severa, segundo estimativas do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). A avaliação inicial do organismo indica que são prováveis impactos extensos e que os efeitos do sismo podem ser generalizados.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Mas porque é que o Panamá pode sofrer um terramoto tão poderoso? <strong>A resposta está abaixo da superfície</strong>, onde várias partes da crosta terrestre se encontram numa das regiões tectonicamente mais complexas da América Central.</p><h2>Milhões de pessoas sentiram o chão tremer</h2><p>O USGS estima que cerca de 4,6 milhões de pessoas tenham sido expostas a tremores que <strong>variam entre os níveis V e VIII na Escala de Intensidade de Mercalli Modificada</strong>. Esta escala informa-nos algo diferente do valor de magnitude que normalmente vemos após um sismo. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A magnitude mede a energia libertada na fonte, enquanto a escala de Mercalli descreve como o tremor é realmente sentido e que efeitos pode causar em diferentes locais.<br><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/millions-felt-panama-s-7-7-earthquake-here-s-what-happened-beneath-the-surface-1791582728952.jpg" data-image="9tm3p0ialgbx" alt="Segundo o USGS, 4,6 milhões de pessoas sentiram um tremor significativo." title="Segundo o USGS, 4,6 milhões de pessoas sentiram um tremor significativo."><figcaption>No nível V, o tremor é suficientemente forte para ser sentido por quase todas as pessoas e pode deslocar ou derrubar objetos instáveis. No nível VIII, a situação torna-se consideravelmente mais grave, com potencial para danos substanciais, especialmente em estruturas vulneráveis.</figcaption></figure><p>Esta distinção é importante porque<strong> duas comunidades podem experienciar o mesmo sismo de formas muito diferentes</strong>. A distância em relação à falha é relevante, mas também o são a profundidade do sismo, as condições locais do solo e a forma como os edifícios foram construídos.</p><h2>Porque é que um terramoto tão poderoso aconteceu aqui?</h2><p>O Panamá situa-se próximo do ponto de encontro de várias placas tectónicas. <strong>As placas de Cocos e de Nazca localizam-se a oeste e a sul, a Placa das Caraíbas a norte e a Placa Sul-Americana mais a leste</strong>. Entre elas encontra-se a microplaca do Panamá, de menor dimensão.</p><div class="texto-destacado">Estes enormes fragmentos da crosta terrestre estão em constante movimento. Em algumas zonas, uma placa afunda sob outra; noutras, pressionam uma contra a outra ou deslizam horizontalmente ao longo de falhas.</div><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">A massive magnitude 7.7 earthquake struck Panama, shaking buildings more than 100 miles away and prompting evacuations, according to the U.S. Geological Survey. Tremors were felt in Panama City, where buildings shook and people evacuated into the streets. https://t.co/46kFq5wpSV https://t.co/jsr5g6uLDv</p>— CBS News (@CBSNews) <a href="https://x.com/CBSNews/status/2108661313534677410?ref_src=twsrc%5Etfw">October 9, 2026</a></blockquote></figure><p>O<strong> </strong>movimento é lento, mas a tensão pode acumular-se ao longo das falhas durante anos. <strong>Quando uma falha já não consegue permanecer bloqueada, desliza repentinamente e liberta energia sob a forma de ondas sísmicas</strong>. É isso que sentimos à superfície como um terramoto.</p><h3>Este sismo envolveu movimento lateral</h3><p>Segundo o USGS, o mecanismo focal do sismo indica uma falha transcorrente sinistral. Em termos simples, <strong>os dois lados da falha deslizaram horizontalmente um em relação ao outro, em vez de um se mover predominantemente acima ou abaixo do outro</strong>. Este tipo de movimento é consistente com a complexa deformação tectónica que ocorre na região do Panamá.</p><p>Os<strong> sismos não são incomuns na região</strong>. Os eventos históricos significativos incluem um sismo de magnitude 7,5 em julho de 1934 e um sismo de magnitude 7,2 em julho de 1962.</p><h2>As réplicas podem trazer mais tremores fortes</h2><p>O <strong>sismo principal pode ter passado, mas a atividade sísmica não terminou necessariamente</strong>. Após um grande sismo, a crosta em redor da falha ajusta-se a uma nova distribuição de tensões, gerando réplicas que podem persistir durante dias, semanas ou mais. A maioria delas será de menor magnitude que o sismo principal, mas algumas podem ainda provocar tremores fortes. Isto é particularmente preocupante para edifícios e infraestruturas já fragilizadas pelo evento inicial.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="756042" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-os-gatilhos-de-sismos-impossiveis-em-regioes-estaveis.html" title="Cientistas descobrem os gatilhos de sismos 'impossíveis' em regiões estáveis">Cientistas descobrem os gatilhos de sismos "impossíveis" em regiões estáveis</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-os-gatilhos-de-sismos-impossiveis-em-regioes-estaveis.html" title="Cientistas descobrem os gatilhos de sismos 'impossíveis' em regiões estáveis"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-descobrem-os-gatilhos-de-sismos-impossiveis-em-regioes-estaveis-1772050359885_320.png" alt="Cientistas descobrem os gatilhos de sismos 'impossíveis' em regiões estáveis"></a></article></aside><p>Para as pessoas nas áreas afetadas, manter-se afastado de estruturas danificadas e seguir as instruções das autoridades locais continuará a ser importante à medida que <strong>os cientistas prosseguem com a monitorização da sequência de réplicas</strong>.</p><p>Ainda não é possível prever sismos com data e hora exatas, mas os riscos que representam podem ser estudados. Numa região tectonicamente ativa como o Panamá, as construções resistentes a sismos, <strong>o planeamento de emergência e o conhecimento sobre como reagir quando o solo começa a mover-se podem reduzir significativamente o risco</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="USGS" data-year="2026" data-title="M%207.7%20-%2012%20km%20WSW%20of%20Pitaloza%20Arriba%2C%20Panama" data-url="https%3A%2F%2Fearthquake.usgs.gov%2Fearthquakes%2Feventpage%2Fus6000u18k%2Fregion-info">USGS. (2026). <a href="https://earthquake.usgs.gov/earthquakes/eventpage/us6000u18k/region-info" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">M 7.7 - 12 km WSW of Pitaloza Arriba, Panama</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/milhoes-sentiram-o-sismo-de-magnitude-7-7-no-panama-veja-o-que-aconteceu-abaixo-da-superficie.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item></channel></rss>