<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Fri, 14 Aug 2026 23:10:14 +0000</lastBuildDate><pubDate>Fri, 14 Aug 2026 23:10:14 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Mercúrio está mais perto do Sol, mas Vénus é mais quente: o fenómeno extremo que explica este paradoxo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/mercurio-esta-mais-perto-do-sol-mas-venus-e-mais-quente-o-fenomeno-extremo-que-explica-este-paradoxo.html</link><pubDate>Fri, 14 Aug 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A resposta não está na distância em relação ao Sol, mas sim na atmosfera. Um efeito de estufa descontrolado transformou Vénus num forno capaz de ultrapassar a temperatura de Mercúrio.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mercurio-esta-mas-cerca-del-sol-pero-venus-es-mas-caliente-el-fenomeno-extremo-que-explica-esta-paradoja-1786116756810.jpg" data-image="p1nmdpi9caf7" alt="sistema solar" title="sistema solar"><figcaption>Um efeito de estufa descontrolado transformou Vénus num forno capaz de ultrapassar a temperatura de Mercúrio.</figcaption></figure><p>Se alguém tivesse de adivinhar qual é o planeta mais quente do Sistema Solar, provavelmente escolheria Mercúrio. Afinal, é o mais próximo do Sol. No entanto, a resposta correta é Vénus, um mundo que orbita quase 50 milhões de quilómetros mais longe e cuja superfície atinge cerca de<strong> 464 °C</strong> de forma quase permanente.</p><p>A explicação para esta aparente contradição reside num fenómeno conhecido como efeito de estufa descontrolado, um processo que transformou Vénus num dos <strong>ambientes mais extremos</strong> do Sistema Solar e que também ajuda a compreender por que razão a atmosfera terrestre é tão importante para manter condições propícias à vida.</p><h2>A atmosfera faz a diferença</h2><p>Mercúrio recebe muito mais energia solar do que Vénus, mas tem uma característica determinante: praticamente não possui atmosfera.</p><p>Isso significa que o calor absorvido pela sua superfície escapa rapidamente para o espaço assim que deixa de receber a luz do Sol. Em consequência, o planeta apresenta um dos maiores contrastes térmicos do Sistema Solar. Durante o dia, a superfície pode atingir <strong>430 °C</strong>, uma temperatura suficiente para derreter chumbo. Quando chega a noite, o termómetro desce drasticamente até cerca de <strong>-180 °C</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Vénus, por outro lado, está envolto por uma atmosfera extremamente densa, composta por 96% de dióxido de carbono, um dos principais gases com efeito de estufa.</strong></div><p>A radiação solar atravessa essa atmosfera e aquece a superfície, que depois emite energia sob a forma de radiação infravermelha. O problema é que grande parte desse calor <strong>fica retido pela enorme quantidade de dióxido de carbono</strong>, impedindo-o de escapar para o espaço. O resultado é uma temperatura superficial próxima dos 464 °C, praticamente igual tanto de dia como de noite.</p><h2>De um planeta com água a um forno permanente</h2><p>Os modelos científicos indicam que, há cerca de 4 500 milhões de anos, Vénus e a Terra eram muito mais semelhantes do que são hoje. Ambos teriam possuído importantes reservas de água e quantidades semelhantes de dióxido de carbono. </p><p>Com o passar do tempo, o Sol aumentou gradualmente o seu brilho. Os estudos estimam que, atualmente, ele emita cerca de <strong>40% mais energia</strong> do que durante os primórdios do Sistema Solar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mercurio-esta-mas-cerca-del-sol-pero-venus-es-mas-caliente-el-fenomeno-extremo-que-explica-esta-paradoja-1786116870648.jpg" data-image="zm5ihyxedilj" alt="venus" title="venus"><figcaption>Devido à quantidade de dióxido de carbono, o calor fica retido na sua atmosfera.</figcaption></figure><p>Esse aumento favoreceu a evaporação da água superficial de Vénus. Sem oceanos capazes de absorver e armazenar dióxido de carbono, este gás começou a acumular-se na atmosfera. À medida que a sua concentração aumentava, <strong>o efeito de estufa intensificava-se</strong>, provocando ainda mais aquecimento e mais evaporação.</p><div class="texto-destacado"><strong>Assim, estabeleceu-se um círculo vicioso conhecido como efeito de estufa descontrolado, do qual o planeta nunca conseguiu recuperar</strong>.</div><p>Hoje, a pressão atmosférica na superfície de Vénus é mais de<strong> 90 vezes superior </strong>à da Terra. Para experimentar uma pressão semelhante na Terra, seria necessário mergulhar a cerca de 940 metros de profundidade no oceano.</p><h2>O efeito de estufa também existe na Terra</h2><p>Embora seja frequentemente associado ao aquecimento global, o efeito de estufa não é, por si só, um fenómeno negativo. Na verdade, é indispensável para a vida.</p><p>A atmosfera terrestre contém pequenas quantidades de dióxido de carbono, vapor de água e metano que atuam como um cobertor, retendo parte do calor emitido pela superfície.</p><div class="texto-destacado"><strong>Graças a esse mecanismo, a temperatura média do planeta ronda os 15 °C. Sem esses gases, desceria para aproximadamente -18 °C, e grande parte da Terra permaneceria coberta de gelo</strong>.</div><p>A diferença em relação a Vénus reside na intensidade do processo. Ali, a enorme concentração de dióxido de carbono transformou um mecanismo natural num sistema extremo que elevou as temperaturas a valores <strong>incompatíveis com a presença de água líquida</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="691585" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/astronomia-passaram-415-anos-desde-a-formidavel-descoberta-do-astronomo-galileu-galilei-no-planeta-jupiter.html" title="Astronomia: passaram 415 anos desde a formidável descoberta do astrónomo Galileu Galilei no planeta Júpiter">Astronomia: passaram 415 anos desde a formidável descoberta do astrónomo Galileu Galilei no planeta Júpiter</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/astronomia-passaram-415-anos-desde-a-formidavel-descoberta-do-astronomo-galileu-galilei-no-planeta-jupiter.html" title="Astronomia: passaram 415 anos desde a formidável descoberta do astrónomo Galileu Galilei no planeta Júpiter"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nel-gennaio-di-415-anni-fa-l-astronomo-galileo-scopriva-le-lune-di-giove-1736423452750_320.jpg" alt="Astronomia: passaram 415 anos desde a formidável descoberta do astrónomo Galileu Galilei no planeta Júpiter"></a></article></aside><p>Os cientistas consideram que a Terra não evoluirá para um cenário semelhante ao de Vénus. No entanto, o aumento dos gases com efeito de estufa gerado pelas <strong>atividades humanas altera, de facto, o equilíbrio </strong>energético do planeta e favorece um aumento sustentado da temperatura global.</p><p>Vénus funciona, assim, como um laboratório natural para compreender até onde este mecanismo pode chegar quando não encontra qualquer limite. A sua história demonstra que a distância ao Sol nem sempre determina a temperatura de um planeta: em alguns casos, a verdadeira protagonista é a atmosfera.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/mercurio-esta-mais-perto-do-sol-mas-venus-e-mais-quente-o-fenomeno-extremo-que-explica-este-paradoxo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O ECMWF alerta: "A Europa Ocidental registou o período de junho-julho mais quente de sempre"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-ecmwf-alerta-a-europa-ocidental-registou-o-periodo-de-junho-julho-mais-quente-de-sempre.html</link><pubDate>Fri, 14 Aug 2026 14:21:44 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A Europa Ocidental acaba de registar o período de junho a julho mais quente de toda a série de dados do Copernicus, com uma temperatura média 2,79 ºC superior à referência de 1991-2020.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-ecmwf-avisa-europa-occidental-ha-registrado-su-periodo-de-junio-julio-mas-calido-de-la-historia-1786624588813.png" data-image="zqd5paaf0yl7"><figcaption>Anomalias da temperatura média global da superfície do ar em relação ao período de 1991-2020 para cada mês de julho, para todos os meses e para médias móveis de 12 meses, de 1979 a 2026.</figcaption></figure><p><strong>O Copernicus indica que as temperaturas de junho-julho foram as mais elevadas da série, pelo menos desde 1979, em grande parte de Espanha, França</strong>, Bélgica, Suíça, Inglaterra e País de Gales, tendo-se registado recordes em algumas regiões da Alemanha, Itália, Países Baixos, Irlanda e Portugal.</p><p><strong>O que é interessante não é apenas o facto de terem sido batidos recordes, mas sim a extensão desses recordes</strong>, porque não estamos a falar apenas de um ou dois pontos específicos, mas sim de um sinal que se manifesta de forma muito significativa em vastas zonas da Europa Ocidental.</p><h2>O dado que explica esta situação excecional: 21,62 ºC de média</h2><p>De acordo com a análise do Copernicus, baseada no conjunto de dados ERA5, a temperatura média da Europa Ocidental durante o mês de julho de 2026 atingiu <strong>21,62 ºC, um valor 2,79 ºC superior à média do período 1991-2020</strong>.</p><p>Este dado assume uma importância ainda maior quando comparado com o anterior recorde do período de junho a julho de 2022, que até agora ocupava o primeiro lugar com uma média de 20,73 ºC, <strong>superado em quase 1 ºC de média por este mês de julho de 2026</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-ecmwf-avisa-europa-occidental-ha-registrado-su-periodo-de-junio-julio-mas-calido-de-la-historia-1786624761961.png" data-image="i3d5d1xwxo85"><figcaption>Anomalia da temperatura do ar à superfície em julho de 2026 em relação à média de julho do período 1991-2020. Fonte dos dados: ERA5. Crédito: C3S/ECMWF.</figcaption></figure><p> Além disso, os dados indicam que <strong>entre junho e julho foram registados os valores mais elevados desde, pelo menos, 1979</strong> em grande parte do centro e do norte da Europa. </p><h3> Julho foi um mês recorde, mas junho não ficou muito atrás </h3><p>Junho já tinha sido extraordinariamente quente, com <strong>uma média na Europa Ocidental que atingiu os 20,74 ºC, 3,06 ºC</strong> acima da média de referência, tornando-se o junho mais quente registado para esta região, o que destaca as anomalias persistentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-ecmwf-avisa-europa-occidental-ha-registrado-su-periodo-de-junio-julio-mas-calido-de-la-historia-1786610825527.jpeg" data-image="x6kim74lflk2"><figcaption>Anomalia de temperatura durante o mês de junho de 2026.</figcaption></figure><p><strong>A França, por exemplo, registou uma onda de calor de 16 dias entre 4 e 19 de julho</strong>, a terceira mais longa da série do país, que se seguiu a uma onda de calor de 14 dias ocorrida em junho.</p><h2>O que provocou esta situação?</h2><p><strong>O Copernicus associa estas temperaturas excecionais à persistência de situações de alta pressão e bloqueios anticiclónicos sobre a região</strong>, mantendo durante vários dias a mesma massa de ar muito quente, o que favorece um céu limpo e limita a renovação da atmosfera.</p><p>Além disso, estas condições favorecem o deslocamento de <strong>ar muito quente proveniente do Norte de África para a Europa</strong>, contribuindo para elevar ainda mais as temperaturas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">The July <a href="https://x.com/hashtag/C3S?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#C3S</a> Climate Bulletin reports the jointsecond warmest July globally, 1.47°C above the preindustrial level. Western Europe saw its warmest JuneJuly period on record amid persistent heatwaves.<br><br>️ <a href="https://t.co/9O2v2A8sGW">pic.twitter.com/9O2v2A8sGW</a></p>— Copernicus ECMWF (@CopernicusECMWF) <a href="https://x.com/CopernicusECMWF/status/2086730241897062591?ref_src=twsrc%5Etfw">August 10, 2026</a></blockquote></figure><p>É o tipo de situação que<strong> pode acabar por gerar o que habitualmente designamos por "cúpula de calor"</strong>, uma configuração persistente que favorece a acumulação de calor junto à superfície.</p><h3>O solo seco alimenta ainda mais o calor</h3><p>Uma parte significativa das zonas que registaram as temperaturas mais elevadas também apresentava <strong>condições de seca</strong>, surgindo uma interação muito interessante entre o solo, a vegetação e a atmosfera.</p><div class="texto-destacado">Mais calor = maior perda de água = solo mais seco = menos arrefecimento por evaporação = maior aquecimento.</div><p>Nessa altura, quando existe humidade suficiente no solo, <strong>uma parte da energia disponível na superfície é utilizada na evapotranspiração</strong>, ou seja, na evaporação da água e na transpiração das plantas.</p><p>Este processo consome energia e contribui para limitar o aquecimento da superfície, mas quando <strong>o solo perde humidade</strong>, esse arrefecimento natural diminui. Com menos água disponível, uma proporção maior da energia pode ser destinada <strong>ao aquecimento da superfície</strong> e do ar, gerando um mecanismo de retroalimentação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782523" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/seca-historica-no-reino-unido-transforma-paisagens-e-afeta-milhoes-de-pessoas.html" title="Seca histórica no Reino Unido transforma paisagens e afeta milhões de pessoas">Seca histórica no Reino Unido transforma paisagens e afeta milhões de pessoas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/seca-historica-no-reino-unido-transforma-paisagens-e-afeta-milhoes-de-pessoas.html" title="Seca histórica no Reino Unido transforma paisagens e afeta milhões de pessoas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/seca-historica-no-reino-unido-transforma-paisagens-e-afeta-milhoes-de-pessoas-1785955403011_320.jpg" alt="Seca histórica no Reino Unido transforma paisagens e afeta milhões de pessoas"></a></article></aside><p>O Copernicus destaca precisamente este mecanismo como <strong>um dos fatores que contribuem para as condições observadas durante este verão</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="C3S%2FECMWF" data-year="2026" data-title="Surface%20air%20temperature%20for%20July%202026" data-url="https%3A%2F%2Fclimate.copernicus.eu%2Fsurface-air-temperature-july-2026%3Futm_source%3Dsocialmedia%26utm_medium%3DTW%26utm_campaign%3Dclimate-bulletins%26utm_id%3DCB-07-2026">C3S/ECMWF. (2026). <a href="https://climate.copernicus.eu/surface-air-temperature-july-2026?utm_source=socialmedia&utm_medium=TW&utm_campaign=climate-bulletins&utm_id=CB-07-2026" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Surface air temperature for July 2026</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-ecmwf-alerta-a-europa-ocidental-registou-o-periodo-de-junho-julho-mais-quente-de-sempre.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA["Já se veem sinais do outono nos mapas do tempo para Portugal": tendências para a segunda quinzena de agosto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ja-se-veem-sinais-do-outono-nos-mapas-do-tempo-para-portugal-tendencias-para-a-segunda-quinzena-de-agosto.html</link><pubDate>Fri, 14 Aug 2026 13:31:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os primeiros sinais de uma mudança começam a surgir nos mapas para Portugal. A segunda quinzena de agosto poderá trazer uma atmosfera mais variável, à medida que se aproxima o final do verão climatológico. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-se-veem-sinais-do-outono-nos-mapas-do-tempo-para-portugal-tendencias-para-a-segunda-quinzena-de-agosto-1786706859135.jpg" data-image="k1ecn8pg1d5s" alt="Sinais de mudança no tempo no final de agosto" title="Sinais de mudança no tempo no final de agosto"><figcaption>Os mapas começam a revelar uma mudança no padrão atmosférico para o final de agosto, com sinais de maior variabilidade à medida que setembro se aproxima.</figcaption></figure><p>Os mapas do tempo começam a ganhar novas cores à medida que agosto avança. Entre os sinais mais relevantes está a precipitação: <strong>na última semana do mês, o modelo europeu mostra valores acima da média praticamente de norte a sul de Portugal continental e também na Madeira</strong>. Uma tendência que surge acompanhada por alterações na temperatura e na circulação atmosférica.</p><h2>Precipitação acima da média ganha expressão no final de agosto</h2><p>O sinal não significa que esteja à porta uma semana de chuva persistente. Agosto é um mês climatologicamente seco em grande parte do território e, por isso, <strong>quantidades relativamente pequenas podem ser suficientes para ultrapassar os valores habituais</strong>. Ainda assim, a extensão das anomalias positivas entre 24 e 31 de agosto destaca-se nos mapas mais recentes, abrangendo praticamente todo o continente, embora com maior expressão no Norte e Noroeste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-se-veem-sinais-do-outono-nos-mapas-do-tempo-para-portugal-tendencias-para-a-segunda-quinzena-de-agosto-1786709564068.jpg" data-image="5g7tdbe3le8o"><figcaption>O sinal de precipitação acima do habitual estende-se praticamente de norte a sul de Portugal continental na última semana de agosto, sendo mais expressivo no Norte e Noroeste. As anomalias positivas abrangem também a Madeira.</figcaption></figure><p>A circulação atmosférica ajuda a explicar esta tendência. Aos 500 hPa, aproximadamente 5500 metros de altitude, surge uma pequena anomalia negativa de geopotencial imediatamente a nordeste da Península Ibérica. Os mapas do vento no mesmo nível revelam também uma reorganização da circulação sobre o Atlântico, <strong>deixando Portugal numa posição mais exposta à influência de massas de ar provenientes de oeste</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-se-veem-sinais-do-outono-nos-mapas-do-tempo-para-portugal-tendencias-para-a-segunda-quinzena-de-agosto-1786709735296.jpg" data-image="j05uq7yo4ybj"><figcaption>A configuração prevista em altitude mostra uma pequena anomalia negativa de geopotencial a nordeste da Península Ibérica, favorecendo uma maior abertura à influência atlântica e a condições meteorológicas mais variáveis no final de agosto.</figcaption></figure><p>É uma configuração diferente daquela que favorece longos períodos de estabilidade, céu limpo e forte aquecimento no verão. <strong>Não significa que as depressões atlânticas passem a dominar o estado do tempo, mas sugere maior facilidade para a aproximação de perturbações</strong> e, consequentemente, maior variabilidade das condições meteorológicas.</p><h2>Calor anómalo perde força à medida que setembro se aproxima</h2><p>Nos mapas de temperatura, a diferença entre as duas semanas também é evidente. Entre 17 e 24 de agosto, Portugal deverá continuar mais quente do que o habitual, com anomalias positivas que poderão atingir 2 a 3 ºC em algumas zonas do Norte e da faixa ocidental.</p><p>Na semana seguinte, porém, esse excesso térmico perde claramente expressão. <strong>Entre 24 e 31 de agosto, grande parte do interior apresenta temperaturas médias próximas da normalidade</strong>, permanecendo anomalias positivas mais modestas sobretudo junto ao litoral ocidental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-se-veem-sinais-do-outono-nos-mapas-do-tempo-para-portugal-tendencias-para-a-segunda-quinzena-de-agosto-1786710018301.jpg" data-image="l27voy0djojg"><figcaption>Na última semana de agosto, o calor anómalo deverá perder expressão em Portugal. Grande parte do território apresenta temperaturas médias próximas dos valores climatológicos, enquanto os desvios positivos ficam sobretudo concentrados junto à faixa ocidental.</figcaption></figure><p>À medida que agosto se aproxima do fim, os mapas começam assim a afastar-se do padrão mais estável que marcou grande parte do verão. No entanto, <strong>a esta distância temporal, ainda não é possível determinar como estas tendências se traduzirão no estado do tempo em cada região ou em que dias poderá chover</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783650" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-aguaceiros-e-trovoadas-mau-tempo-chegara-este-sabado-15-a-esta-pequena-faixa-do-interior-norte-de-portugal.html" title="Vêm aí aguaceiros e trovoadas: mau tempo chegará este sábado 15 a esta pequena faixa do interior Norte de Portugal">Vêm aí aguaceiros e trovoadas: mau tempo chegará este sábado 15 a esta pequena faixa do interior Norte de Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-aguaceiros-e-trovoadas-mau-tempo-chegara-este-sabado-15-a-esta-pequena-faixa-do-interior-norte-de-portugal.html" title="Vêm aí aguaceiros e trovoadas: mau tempo chegará este sábado 15 a esta pequena faixa do interior Norte de Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vem-ai-aguaceiros-e-trovoadas-mau-tempo-chegara-este-sabado-15-a-esta-pequena-faixa-do-interior-norte-de-portugal-1786708784318_320.png" alt="Vêm aí aguaceiros e trovoadas: mau tempo chegará este sábado 15 a esta pequena faixa do interior Norte de Portugal"></a></article></aside><p>A evolução prevista aponta já para uma atmosfera mais variável, algo que começa a ser habitual nesta fase do ano, à medida que o verão climatológico se aproxima do fim.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ja-se-veem-sinais-do-outono-nos-mapas-do-tempo-para-portugal-tendencias-para-a-segunda-quinzena-de-agosto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[17 distritos sob aviso amarelo de tempo quente em Portugal Continental: esperam-se até 39 ºC; saiba onde!]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/17-distritos-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-em-portugal-continental-esperam-se-ate-39-c-saiba-onde.html</link><pubDate>Fri, 14 Aug 2026 12:37:20 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas vão subir em todo o país, incluindo a faixa litoral, tendo o IPMA emitido aviso amarelo de calor para 17 distritos. Saiba quando estes estarão em vigor!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaxnp6e"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaxnp6e.jpg" id="xaxnp6e"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Esta véspera de feriado conta com <strong>4 avisos amarelos de calor no continente e com 3 no arquipélago da Madeira</strong>. Os distritos sob aviso neste momento são Vila Real, Bragança, Guarda e Castelo Branco. Na Madeira encontram-se sob aviso a ilha de Porto Santo, e a Costa Sul e a Costa Norte da ilha homónima.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Neste conjunto de ilhas, o aviso deverá estar em vigor até às 18h de hoje, dia 14 de agosto. Já<strong> no continente, estarão avisos em vigor até à meia-noite de segunda-feira</strong>, mas de forma intermitente a partir de hoje.</p><h2>IPMA emite aviso amarelo de calor para 17 distritos</h2><p>De acordo com a mais recente atualização do IPMA, para além dos avisos acima, há outros a caminho. No entanto, <strong>amanhã, sábado, espera-se uma diminuição destes avisos, onde apenas Vila Real e Bragança devem continuar</strong> com aviso ativo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/17-distritos-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-em-portugal-continental-esperam-se-ate-39-c-e-nao-sera-no-interior-1786701042901.png" data-image="dz57x41dde6h" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>No domingo, dia 16, 17 distritos estarão sob aviso amarelo de tempo quente, entre as 9h da manhã e a meia-noite de segunda-feira.</figcaption></figure><p>Contudo, <strong>será no domingo que o cenário muda, com 17 distritos sob aviso amarelo de tempo quente</strong>. Ou seja, todos, menos Faro. Este aviso entrará em vigor às 9h da manhã do dia 16 e permanecerá em vigor até à meia-noite do dia 17.</p><p>Desta forma, os nossos mapas apontam para temperaturas máximas entre os 27 ºC em Viana do Castelo e os 39 ºC em Coimbra,<strong> denotando-se uma subida acentuada dos valores ao longo da faixa litoral</strong>, que será sentida no sábado e evidenciada no domingo. A cidade de Braga poderá contar com 37 ºC e o Porto com 32 ºC. Um <strong>fluxo dominante de leste e sudeste contribuirá para este aumento dos valores</strong>, especialmente no litoral, como podemos observar no mapa acima.</p><h2>Próxima semana pode arrancar quente, mas deverá arrefecer</h2><p>Apesar de o IPMA prever o fim dos avisos para a meia-noite de segunda-feira, os <strong>nossos mapas apontam para valores possivelmente mais elevados nesse dia</strong>, também em todo o território. Caso esta previsão se mantenha, é possível que os avisos sejam estendidos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783650" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-aguaceiros-e-trovoadas-mau-tempo-chegara-este-sabado-15-a-esta-pequena-faixa-do-interior-norte-de-portugal.html" title="Vêm aí aguaceiros e trovoadas: mau tempo chegará este sábado 15 a esta pequena faixa do interior Norte de Portugal">Vêm aí aguaceiros e trovoadas: mau tempo chegará este sábado 15 a esta pequena faixa do interior Norte de Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-aguaceiros-e-trovoadas-mau-tempo-chegara-este-sabado-15-a-esta-pequena-faixa-do-interior-norte-de-portugal.html" title="Vêm aí aguaceiros e trovoadas: mau tempo chegará este sábado 15 a esta pequena faixa do interior Norte de Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vem-ai-aguaceiros-e-trovoadas-mau-tempo-chegara-este-sabado-15-a-esta-pequena-faixa-do-interior-norte-de-portugal-1786708784318_320.png" alt="Vêm aí aguaceiros e trovoadas: mau tempo chegará este sábado 15 a esta pequena faixa do interior Norte de Portugal"></a></article></aside><p>A partir de terça-feira, dia 18, poderá ser registado um ligeiro alívio no calor, ainda que as temperaturas elevadas se mantenham. No entanto, <strong>será a partir de quarta-feira que este alívio se irá sentir de forma mais significativa</strong> e generalizada, mantendo esta tendência nos dias seguintes.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/17-distritos-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-em-portugal-continental-esperam-se-ate-39-c-saiba-onde.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vêm aí aguaceiros e trovoadas: mau tempo chegará este sábado 15 a esta pequena faixa do interior Norte de Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-aguaceiros-e-trovoadas-mau-tempo-chegara-este-sabado-15-a-esta-pequena-faixa-do-interior-norte-de-portugal.html</link><pubDate>Fri, 14 Aug 2026 12:01:46 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A iminente chegada de uma perturbação tornará o tempo mais instável nas próximas tardes, sobretudo na de sábado, 15 de agosto. Prevê-se que os aguaceiros e trovoadas tendam a concentrar-se nesta pequena faixa do interior Norte de Portugal. Saiba onde!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaxoj8i"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaxoj8i.jpg" id="xaxoj8i"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Neste momento já resta pouca margem para dúvidas quanto à passagem de um <strong>cavado em altitude</strong>, associado a uma perturbação relativamente isolada no escoamento do jato polar.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>A presença de ar relativamente mais frio nas camadas médias e altas da troposfera, em contraste com o ar ainda muito quente à superfície, irá contribuir para aumentar a instabilidade atmosférica em algumas zonas de Portugal continental, sobretudo no interior Norte e Centro, durante as tardes de hoje (sexta-feira, 14), amanhã (sábado, 15) e domingo (16), <strong>destacando-se a jornada de sábado (15) em particular</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vem-ai-aguaceiros-e-trovoadas-mau-tempo-chegara-este-sabado-15-a-esta-pequena-faixa-do-interior-norte-de-portugal-1786707056727.png" data-image="684t440fowup"><figcaption>Neste mapa é possível identificar a passagem de um cavado pouco profundo, mas relativamente extenso e integrado no escoamento associado a uma ondulação do jato polar na sua descida em latitude até à Península Ibérica. Esta perturbação acompanha o flanco oriental de uma região anticiclónica que se estende sobre o Atlântico, abrangendo os Açores e a Madeira.</figcaption></figure><p>Observando e comparando os vários mapas de referência da Meteored, desde o de vento a 300 hPa até aos de densidade de raios e precipitação acumulada, é possível identificar uma evolução atmosférica favorável à formação de nuvens de desenvolvimento vertical, que poderá resultar em <strong>aguaceiros, por vezes localmente fortes, e eventualmente acompanhados de granizo e trovoada</strong>.</p><h2>Evolução do panorama meteorológico das próximas horas e dias e fatores favoráveis às trovoadas</h2><p><strong>O cavado irá provocar um aumento da instabilidade</strong> termodinâmica: o<strong> </strong>ar relativamente mais frio em altitude sobre uma camada inferior muito quente potenciará um gradiente térmico vertical maior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vem-ai-aguaceiros-e-trovoadas-mau-tempo-chegara-este-sabado-15-a-esta-pequena-faixa-do-interior-norte-de-portugal-1786707126081.png" data-image="n4qwhpcnitna"><figcaption>Mesmo o ar frio não sendo particularmente intenso, o forte aquecimento diurno e a elevada radiação solar desta época do ano poderão fornecer energia suficiente para favorecer a convecção, sobretudo onde exista humidade suficiente nos níveis baixos e médios da atmosfera.</figcaption></figure><p>Refira-se ainda que o <strong>relevo</strong> poderá assumir igualmente um papel importante, potenciando movimentos ascendentes e a concentração de atividade convectiva. É por isto que as terras altas e montanhosas do interior Norte e Centro surgem como algumas das áreas potencialmente mais favoráveis à ocorrência de instabilidade.</p><h2>Onde poderão ser mais prováveis e frequentes os aguaceiros e as trovoadas?</h2><p>Segundo as atuais projeções do modelo de maior confiança da Meteored - o ECMWF - os aguaceiros serão, caso ocorram, geralmente dispersos e intermitentes, apresentando uma distribuição irregular pela nossa geografia. Os nossos mapas de precipitação acumulada e densidade de raios convergem num cenário comum: <strong>ambos apontam para uma concentração mais elevada no Nordeste Transmontano (distrito de Bragança)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vem-ai-aguaceiros-e-trovoadas-mau-tempo-chegara-este-sabado-15-a-esta-pequena-faixa-do-interior-norte-de-portugal-1786707259088.png" data-image="vqcgeywiwd2g"><figcaption>Atual previsão da distribuição da precipitação acumulada até às 23:00 de sábado, 15 de agosto. Observa-se uma pequena faixa do norte do distrito de Bragança como aquela onde poderá chover mais.</figcaption></figure><p>Dentro deste distrito, a faixa mais setentrional e parcialmente oriental, incluindo áreas da<strong> Terra Fria Transmontana e entre as quais se destacam os concelhos de Vinhais, Bragança e Vimioso</strong>, surge como uma das zonas potencialmente mais expostas à ocorrência de precipitação convectiva.</p><p> Prevê-se que <strong>o período mais instável nesta zona de Portugal continental se possa desenrolar durante a tarde e o início da noite, aproximadamente entre as 15:00 e as 18:00</strong>. Porém, este intervalo horário deve ser encarado como uma aproximação dado que a convecção pode iniciar-se ou dissipar-se algumas horas antes ou depois do previsto. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vem-ai-aguaceiros-e-trovoadas-mau-tempo-chegara-este-sabado-15-a-esta-pequena-faixa-do-interior-norte-de-portugal-1786707357544.png" data-image="v5492fjb5mth"><figcaption>De momento, o modelo ECWMF prevê que as descargas elétricas atmosféricas tendam a concentrar-se, com maior frequência e intensidade, no norte do distrito de Bragança.</figcaption></figure><p>Nas restantes zonas do país onde se preveem aguaceiros e trovoadas, a sua distribuição será muito provavelmente mais irregular e dispersa no tempo e no espaço. Em algumas áreas, a precipitação será escassa ou inexistente, podendo favorecer eventualmente <strong>trovoadas secas</strong>. Caso tal aconteça, o risco de incêndio aumentará, sobretudo num contexto de vegetação seca.</p><p><strong>Hoje, sexta-feira (14), e no domingo (16), prevê-se uma atividade elétrica significativamente menor, mais irregular e dispersa</strong>, surgindo sobretudo nas zonas montanhosas do Norte e Centro. Ainda assim, poderá ocorrer algum aguaceiro ou trovoada isolada, inclusive a sul dos rios Mondego ou Tejo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vem-ai-aguaceiros-e-trovoadas-mau-tempo-chegara-este-sabado-15-a-esta-pequena-faixa-do-interior-norte-de-portugal-1786707565722.png" data-image="knvjd1nhsj8p"><figcaption>Para sábado (15) a previsão do modelo Europeu sugere que a atividade elétrica poderá iniciar por volta do meio-dia, aumentando ao longo da tarde e atingindo a fase potencialmente mais ativa entre as 15:00 e as 18:00. Espera-se que entretanto as trovoadas diminuam gradualmente até ao início da noite.</figcaption></figure><p><strong>Apesar do distrito de Bragança surgir no “epicentro” das trovoadas previstas pelos mapas da Meteored</strong>, tampouco se descarta, de acordo com esta mesma cartografia, que as trovoadas se possam espalhar a outros pontos a oeste e a sul do Nordeste Transmontano.</p><p>Deste modo, os distritos de Vila Real, Viseu, Guarda e Castelo Branco, bem como zonas interiores dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro e Coimbra<strong> não estarão totalmente “livres” da possibilidade de registarem instabilidade atmosférica</strong>.</p><p>Acresce ainda que, até mesmo em distritos mais a sul em Portugal continental, tais como<strong> </strong>Santarém, Portalegre, Évora ou Beja, não se exclui o possível aparecimento de uma ou outra<strong> célula convectiva isolada</strong>, embora a probabilidade seja menor quanto mais para sul.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783484" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-a-10-dias-em-portugal-calor-perto-dos-40-c-trovoadas-fortes-e-chuva-poderao-marcar-os-proximos-dias.html" title="Tendências a 10 dias em Portugal: calor perto dos 40 ºC, trovoadas fortes e chuva poderão marcar os próximos dias">Tendências a 10 dias em Portugal: calor perto dos 40 ºC, trovoadas fortes e chuva poderão marcar os próximos dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-a-10-dias-em-portugal-calor-perto-dos-40-c-trovoadas-fortes-e-chuva-poderao-marcar-os-proximos-dias.html" title="Tendências a 10 dias em Portugal: calor perto dos 40 ºC, trovoadas fortes e chuva poderão marcar os próximos dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-calor-perto-dos-40-c-trovoadas-fortes-e-chuva-poderao-marcar-os-proximos-dias-1786618716612_320.jpg" alt="Tendências a 10 dias em Portugal: calor perto dos 40 ºC, trovoadas fortes e chuva poderão marcar os próximos dias"></a></article></aside><p>Apesar de já só estarmos a umas meras 24 horas da fase mais ativa de aguaceiros e trovoadas, que corresponde à tarde de sábado (15), e cujo episódio se estende pelas tardes de sexta (14), sábado (15) e domingo (16), <strong>não se exclui a possibilidade da previsão atual sofrer ajustes temporais e espaciais</strong> quanto à localização e intensidade das células convectivas.</p><p>Mesmo assim, <strong>o Nordeste Transmontano (distrito de Bragança), tem surgido de forma relativamente consistente</strong> nas últimas saídas do modelo Europeu, fazendo com que seja, por isso, uma das áreas do país mais favoráveis à ocorrência de trovoadas durante a tarde de sábado (15).</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-aguaceiros-e-trovoadas-mau-tempo-chegara-este-sabado-15-a-esta-pequena-faixa-do-interior-norte-de-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ana Catarina Santos quer mostrar-nos que entre a ciência e a dança há um chão comum]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ana-catarina-santos-quer-mostrar-nos-que-entre-a-ciencia-e-a-danca-ha-um-chao-comum.html</link><pubDate>Fri, 14 Aug 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Estudante da Universidade do Porto juntou duas paixões improváveis para despertar nos portugueses a curiosidade para um recurso natural que quase ninguém repara.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ana-catarina-santos-quer-mostrar-nos-que-entre-a-ciencia-e-a-danca-ha-um-chao-comum-1786625967880.jpg" data-image="v98y43ti6uuv" alt="Ana Catarina Santos, investigadora e bailarina" title="Ana Catarina Santos, investigadora e bailarina"><figcaption>Ana Catarina Santos usa a dança para despertar a nossa curiosidade sobre o solo, um recurso essencial que permanece pouco conhecido. Foto: FCUP</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Caminhamos todos os dias sobre um dos <strong>ecossistemas</strong> mais <strong>complexos</strong> do planeta. Sustenta a agricultura, armazena carbono, filtra água, alberga milhões de organismos e torna possível quase toda a vida em terra firme. Ainda assim, poucas pessoas lhe prestam atenção. Talvez porque o <strong>solo</strong> esteja sempre presente nas nossas vidas.</p><p>É essa indiferença que <strong>Ana Catarina Santos</strong> quer contrariar. Estudante do Programa Doutoral em Biologia da <strong>Faculdade de Ciências</strong> da <strong>Universidade do Porto </strong>(FCUP), encontrou uma forma pouco habitual de aproximar o público de um tema que raramente desperta entusiasmo. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em vez de escolher entre as suas duas grandes paixões, decidiu colocá-las a dialogar. A biologia continua a orientar a investigação. A dança ajuda a contar a história.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>À primeira vista, parecem mundos sem pontos de contacto. Num <strong>laboratório</strong> estudam-se organismos, processos ecológicos e ciclos naturais. Num <strong>palco</strong>, o corpo transforma emoções em movimento. No trabalho de Ana Catarina, porém, ambos convergem num <strong>objetivo comum</strong>. Fazer com que as pessoas olhem para o solo com outros olhos.</p><h2>A nova linguagem da ciência</h2><p>O projeto valeu-lhe recentemente reconhecimento nacional. A estudante foi distinguida pela Universidade do Porto graças a uma abordagem que procura aproximar ciência e sociedade através da <strong>expressão artística</strong>, mostrando que comunicar conhecimento pode exigir muito mais do que gráficos, artigos científicos ou conferências.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A escolha não surgiu por acaso. Apesar de ser um recurso essencial para a alimentação, a biodiversidade e o equilíbrio dos ecossistemas, o solo continua a ocupar um lugar discreto no imaginário coletivo. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Fala-se frequentemente do ar que respiramos, da água que bebemos ou das florestas que importa proteger. Muito menos da <strong>fina camada de terra</strong> que sustenta todos esses sistemas naturais.</p><p>Foi essa constatação que levou Ana Catarina a lançar um <strong>inquérito</strong> dirigido à população portuguesa. O objetivo é, ainda antes de explicar a importância do solo, perceber quanto sabemos realmente sobre ele.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ana-catarina-santos-quer-mostrar-nos-que-entre-a-ciencia-e-a-danca-ha-um-chao-comum-1786626105909.jpg" data-image="fg2nmabp0hyu" alt="Ana Catarina Santos, bióloga e bailarina" title="Ana Catarina Santos, bióloga e bailarina"><figcaption>Ciência e arte encontram um terreno comum na missão de aproximar os portugueses da importância de preservar o solo. Foto: FCUP</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>As respostas permitirão avaliar o nível de <strong>literacia dos portugueses</strong> nesta área e identificar ideias erradas, lacunas de conhecimento e aspetos que merecem maior atenção em futuras ações de comunicação científica.</p><p>Mas a investigadora pretende ir mais longe do que medir esse conhecimento. A pergunta que acompanha todo o projeto é outra. Como despertar curiosidade por algo que quase sempre passa despercebido? É precisamente aí que entra a dança.</p><h2>Compreender o que os olhos não veem</h2><p>O solo parece ser muito mais do que apenas terra. Mas basta observá-lo de perto para descobrir um <strong>sistema vivo</strong>, onde raízes, fungos, bactérias e pequenos invertebrados mantêm um equilíbrio essencial para a vida. É esse universo que Ana Catarina Santos procura tornar mais próximo do público, recorrendo a uma linguagem pouco habitual na investigação científica.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A dança não surge como um elemento decorativo nem como uma pausa entre explicações. Faz parte da própria comunicação do conhecimento. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Através do <strong>movimento</strong>, a investigadora explora <strong>relações ecológicas</strong>, <strong>ciclos</strong> <strong>naturais</strong> e <strong>processos biológicos</strong> que, por serem <strong>lentos</strong> ou ocorrerem no subsolo, são difíceis de imaginar somente com palavras ou imagens.</p><p>A proposta desafia uma ideia ainda muito enraizada de que <strong>ciência e arte pertencem a mundos separados</strong>. Neste projeto, ambas perseguem o mesmo objetivo. Tornar compreensível aquilo que, tantas vezes, passa despercebido.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780287" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/e-assim-que-o-solo-guarda-a-memoria-de-uma-seca-extrema.html" title="É assim que o solo guarda a memória de uma seca extrema">É assim que o solo guarda a memória de uma seca extrema</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/e-assim-que-o-solo-guarda-a-memoria-de-uma-seca-extrema.html" title="É assim que o solo guarda a memória de uma seca extrema"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-sol-peut-il-garder-la-memoire-d-une-secheresse-changement-climatique-1783257568710_320.jpeg" alt="É assim que o solo guarda a memória de uma seca extrema"></a></article></aside><p>Essa abordagem ganha ainda maior relevância quando aplicada ao solo, um recurso natural decisivo para a produção de alimentos, para a regulação do ciclo da água, para o armazenamento de carbono e para a conservação da biodiversidade. Apesar disso, continua <strong>longe das preocupações quotidianas</strong> de grande parte da população.</p><p>Os resultados do inquérito lançado pela investigadora deverão ajudar a perceber até que ponto esse desconhecimento persiste e quais os <strong>aspetos</strong> que <strong>exigem maior investiment</strong>o em <strong>educação</strong> e <strong>divulgação científica</strong>.</p><h2>Um recurso discreto que sustenta a vida</h2><p>Quando se fala em proteger a natureza, o pensamento dirige-se quase sempre para rios, oceanos ou florestas. O <strong>solo raramente ocupa esse lugar de destaque</strong>, embora todos esses ecossistemas dependam dele. É precisamente essa mudança de perspetiva que Ana Catarina Santos pretende promover. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Mais do que transmitir informação, procura despertar curiosidade e criar uma ligação emocional entre as pessoas e um recurso que sustenta silenciosamente o quotidiano.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O reconhecimento agora atribuído pela comunidade académica à sua investigação mostra que essa <strong>nova forma de comunicar ciência</strong> também encontra eco dentro das universidades.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ana-catarina-santos-quer-mostrar-nos-que-entre-a-ciencia-e-a-danca-ha-um-chao-comum-1786626312483.jpg" data-image="ziw572e8057u" alt="Caracol na horta" title="Caracol na horta"><figcaption>Debaixo dos nossos pés vive um ecossistema rico em organismos, fundamental para a biodiversidade, a agricultura e o clima. Foto: dannaragrim/Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp" style="visibility: visible !important; display: contents; --rem: 16;"></superhuman-go-underlines></figure><p>Ao aproximar biologia, expressão artística e participação pública, o projeto propõe uma <strong>abordagem interdisciplinar</strong> para enfrentar um desafio que é igualmente interdisciplinar. Como envolver a sociedade na preservação de um recurso que quase nunca ocupa o centro das atenções?</p><p>A resposta talvez não passe por produzir apenas mais conhecimento, mas também por encontrar novas formas de contá-lo. Antes de aprendermos a cuidar do solo, é preciso, afinal, reparar nele.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Faculdade%20de%20Ci%C3%AAncias%20da%20Universidade%20do%20Porto" data-year="" data-title="Participe%20no%20inqu%C3%A9rito%20%E2%80%9CO%20nosso%20solo%3A%20onde%20o%20saber%20cria%20ra%C3%ADzes%E2%80%9D" data-url="https%3A%2F%2Fdocs.google.com%2Fforms%2Fd%2Fe%2F1FAIpQLSc_AZ884zX-jEN1QRQq3We_hhS6KYvSuNCmfy3ef9LAGJkUeQ%2Fviewform">Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. <a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSc_AZ884zX-jEN1QRQq3We_hhS6KYvSuNCmfy3ef9LAGJkUeQ/viewform" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Participe no inquérito “O nosso solo: onde o saber cria raízes”</a>.</cite><br><cite data-author="Universidade%20do%20Porto" data-year="" data-title="Bailarina%20cientista%20da%20FCUP%20quer%20ajudar%20os%20portugueses%20a%20saber%20mais%20sobre%20o%20solo" data-url="https%3A%2F%2Fnoticias.up.pt%2Ffcup%2Fbailarina-cientista-da-fcup-quer-ajudar-os-portugueses-a-saber-mais-sobre-o-solo%2F">Universidade do Porto. <a href="https://noticias.up.pt/fcup/bailarina-cientista-da-fcup-quer-ajudar-os-portugueses-a-saber-mais-sobre-o-solo/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Bailarina cientista da FCUP quer ajudar os portugueses a saber mais sobre o solo</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ana-catarina-santos-quer-mostrar-nos-que-entre-a-ciencia-e-a-danca-ha-um-chao-comum.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cenoura e nabo: as sementeiras de agosto que só nascem com o solo sempre húmido]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/cenoura-e-nabo-as-sementeiras-de-agosto-que-so-nascem-com-o-solo-sempre-humido.html</link><pubDate>Fri, 14 Aug 2026 07:33:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A cenoura e o nabo semeiam-se diretamente na terra, porque não gostam de ser mudadas de sítio. O problema é que demoram a nascer, e basta a terra à superfície secar um dia para se perder tudo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cenoura-e-nabo-as-sementeiras-de-agosto-que-so-nascem-com-o-solo-sempre-humido-1786448884951.png" data-image="b4e7c68yj2r3"><figcaption>A cenoura pode levar até vinte dias a nascer, e nesse tempo a terra não pode secar.</figcaption></figure><p>Há sementeiras que perdoam <strong>distrações e outras que não perdoam nenhuma. A cenoura e o nabo são do segundo grupo, e a razão é simples</strong>. Entre o dia em que se semeia e o dia em que aparece a primeira folha passa-se muito tempo, e durante esse tempo todo a terra à superfície não pode secar uma única vez.</p><p>Em agosto, isso é pedir muito. Uma tarde de sol e vento em Santarém ou em Beja seca o primeiro centímetro de terra em poucas horas. No litoral, em Aveiro ou em Coimbra, o ar mais húmido dá alguma folga, mas não dispensa atenção diária.</p><h2>Duas culturas, dois tempos de espera</h2><p>O nabo é rápido. Em quatro a sete dias já se vê a linha marcada no canteiro. A cenoura é o oposto e pode levar dez a vinte dias, conforme a temperatura. <strong>É normal desesperar-se a meio e pensar que a semente não prestava</strong>.</p><p>Essa diferença muda tudo na prática. Com o nabo, uma semana de cuidado resolve o assunto. Com a cenoura são duas ou três semanas seguidas a garantir humidade, e é aqui que a maior parte das pessoas desiste antes de tempo.</p><p><strong>Vale também olhar para a data do pacote</strong>. A semente de cenoura tem vida curta e um pacote guardado há três ou quatro anos nasce mal, por muito bem que se faça o resto. Se a sementeira falhar de uma ponta à outra, é a primeira coisa a verificar.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Cultura</p></th><th scope="col"><p>Profundidade</p></th><th scope="col"><p>Tempo até nascer</p></th><th scope="col"><p>Distância depois do desbaste</p></th><th scope="col"><p>Colheita</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Cenoura</p></td><td><p>1 cm</p></td><td><p>10 a 20 dias</p></td><td><p>4 a 5 cm</p></td><td><p>Nov. a jan.</p></td></tr><tr><td><p>Nabo</p></td><td><p>1 a 2 cm</p></td><td><p>4 a 7 dias</p></td><td><p>8 a 10 cm</p></td><td><p>Out. a nov.</p></td></tr><tr><td><p>Rabanete (a acompanhar)</p></td><td><p>1 cm</p></td><td><p>3 a 5 dias</p></td><td><p>5 cm</p></td><td><p>25 a 35 dias</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="5">Valores indicativos para sementeira de agosto em Portugal continental. Fonte: elaboração própria.</td></tr></tbody></table><p>Na tabela acima pode consultar características de cultivo da cenoura, nabo e também rabanete.</p><h2>O maior inimigo não é a seca, é a crosta</h2><p>Muita gente rega bem e mesmo assim não nasce nada. <strong>A culpa costuma estar na forma de regar</strong>. Um jato forte sobre terra fina desfaz os torrões e, quando o sol seca aquilo, fica uma camada dura por cima das sementes.</p><div class="texto-destacado">Crosta superficial- Camada endurecida que se forma à superfície da terra depois de uma rega com jato forte ou de uma chuvada, e que endurece ao secar. As sementes germinam por baixo, mas as plantinhas não têm força para atravessar essa camada e acabam por morrer sem nunca chegar à luz.</div><p>É por isso que <strong>vale mais tapar a semente com um dedo de composto peneirado ou de areia do que com a terra do próprio canteiro</strong>. Estes materiais não endurecem ao secar e a plantinha sai sem esforço nenhum.</p><h2>Como manter a humidade sem estragar a terra</h2><p>Regue duas vezes por dia, de manhã cedo e ao fim da tarde, sempre com pouca água e com a pinha fina do regador. O objetivo não é encharcar o canteiro, <strong>é simplesmente não deixar secar o primeiro centímetro</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Não se trata de regar muito, mas de regar pouco e muitas vezes. Quem rega de mais afoga a sementeira, quem rega de menos perde-a.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Enquanto não nasce, tape o canteiro com serapilheira, uma camada muito fina de palha ou até com uma tábua assente sobre dois tijolos. Corta bastante a evaporação e <strong>poupa-lhe regas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cenoura-e-nabo-as-sementeiras-de-agosto-que-so-nascem-com-o-solo-sempre-humido-1786629913554.png"><figcaption>O nabo nasce em poucos dias e engrossa a raiz à superfície, pronto a colher no outono.</figcaption></figure><p>Mas <strong>atenção ao passo seguinte, que é o mais falhado de todos</strong>. Assim que as primeiras plantinhas assomam, a cobertura sai. Se ficar mais uns dias, elas cre</p><p>scem à procura de luz e ficam compridas, pálidas e frágeis, e já não recuperam.</p><h2>O truque do rabanete e o resto do trabalho</h2><p><strong>Misture uma pitada de sementes de rabanete com as de cenoura antes de semear</strong>. O rabanete nasce em três a cinco dias e marca a linha, o que evita mexer na terra por engano, e ainda vai abrindo caminho na crosta por onde a cenoura há de sair. Colhe-se um mês depois e deixa o lugar livre.</p><p>Depois vem o <strong>desbaste</strong>, que ninguém gosta de fazer mas que decide o tamanho da raiz. Quand</p><p>o as plantas têm duas ou três folhas, deixe as cenouras a quatro ou cinco centímetros umas das outras e os nabos a oito ou dez. Arrancar plantas saudáveis custa, mas quem não desbasta colhe raízes finas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="642511" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/porque-e-que-as-cenouras-se-enrolam-a-mecanica-por-detras-do-envelhecimento-das-raizes-vegetais-alimento.html" title="Porque é que as cenouras se enrolam? A mecânica por detrás do envelhecimento das raízes vegetais">Porque é que as cenouras se enrolam? A mecânica por detrás do envelhecimento das raízes vegetais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/porque-e-que-as-cenouras-se-enrolam-a-mecanica-por-detras-do-envelhecimento-das-raizes-vegetais-alimento.html" title="Porque é que as cenouras se enrolam? A mecânica por detrás do envelhecimento das raízes vegetais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/why-do-carrots-curl-the-mechanics-behind-root-vegetable-ageing-1706866686099_320.jpeg" alt="Porque é que as cenouras se enrolam? A mecânica por detrás do envelhecimento das raízes vegetais"></a></article></aside><p>Antes de semear, <strong>revolva bem a terra e tire as pedras</strong>. Uma cenoura que encontra uma pedra pela frente desvia-se e cresce torta, e com um torrão duro acontece exatamente o mesmo.</p><p>E há um cuidado com a terra que evita desilusões na altura da colheita:<strong> nada de estrume fresco no canteiro</strong>. Matéria orgânica mal curtida faz a raiz bifurcar e sair aos ramos, por muito bem que se tenha regado.</p><p>Antes de semear, <strong>espreite a previsão para a sua zona</strong>. Procure dias sem vento forte e com</p><p> máximas mais baixas, e evite semear mesmo antes de uma chuvada intensa, porque a água arrasta as sementes e deixa a crosta ainda mais dura..</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/cenoura-e-nabo-as-sementeiras-de-agosto-que-so-nascem-com-o-solo-sempre-humido.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mais árvores, restaurantes e sombra: vai-se mudar quase tudo neste grande parque de Lisboa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mais-arvores-restaurantes-e-sombra-vai-se-mudar-quase-tudo-neste-grande-parque-de-lisboa.html</link><pubDate>Fri, 14 Aug 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Adeus ao que conhecemos. Lisboa prepara uma transformação de 25 milhões de euros que promete tornar o Parque Papa Francisco mais verde, confortável e preparado para todas as idades.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-mais-arvores-restaurantes-e-sombra-vai-se-mudar-quase-tudo-neste-grande-parque-de-lisboa-1783887607092.jpg" data-image="vmiivcwbczc7" alt="Parque Papa Francisco" title="Parque Papa Francisco"><figcaption>Lisboa prepara uma transformação de 25 milhões de euros. Foto: DR via CML </figcaption></figure><p>Depois de ter recebido a Jornada Mundial da Juventude em 2023 e de se afirmar como a nova casa do Rock in Rio Lisboa, o <strong>Parque Papa Francisco </strong>(anteriormente Parque Tejo) vai sofrer uma <strong>requalificação completa</strong>. A notícia foi avançada durante uma conferência de imprensa sobre o balanço da nova edição do Rock in Rio Lisboa, que se realizou naquele espaço pela segunda vez, nos dias 20, 21, 27 e 28 de junho.</p><div class="texto-destacado">O objetivo passa por transformar este enorme espaço verde num parque urbano mais completo, pensado para ser utilizado durante todo o ano por quem vive e visita a cidade.</div><p>Segundo Joana Baptista, vereadora de Projetos e Obras em Espaço Público da Câmara Municipal de Lisboa, <strong>o projeto está a “breves meses” de ser concluído</strong>. No total, o projeto abrange 48 hectares, que sofrerão uma intervenção e que serão requalificados.</p><p>Feitas as contas, estas obras terão um custo inicial de cerca de 25 milhões de euros. A primeira fase da intervenção deverá arrancar em 2027, numa aposta que pretende<strong> tornar o parque mais confortável, funcional e atrativo</strong> para diferentes públicos.</p><p>"Em 2027, vamos avançar com a primeira fase da obra [de requalificação do Parque Papa Francisco], que ascende a 25 milhões de euros”, afirmou a 28 de junho, a vereadora da Câmara de Lisboa.</p><p>Citada pela ‘Time Out’, a responsável pela vereação de Projetos e Obras em Espaço Público adiantou, ainda, que esta primeira fase incluirá "extensos prados de relvado, centenas de árvores e milhares de arbustos", mas também "quiosques, restaurantes, parques infantis e uma aposta clara na prática desportiva”.</p><h2>Um parque pensado para o dia a dia de Lisboa</h2><p>Quem conhece o espaço sabe que a dimensão impressiona, mas também que ainda existe margem para melhorar. É precisamente isso que a autarquia pretende fazer, <strong>reforçando as zonas verdes </strong>e <strong>criando melhores condições para passar ali um dia inteiro</strong>, seja para praticar desporto, passear em família ou simplesmente descansar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-mais-arvores-restaurantes-e-sombra-vai-se-mudar-quase-tudo-neste-grande-parque-de-lisboa-1783887969060.jpg" data-image="hwsimvotier6" alt="Parque Papa Francisco" title="Parque Papa Francisco"><figcaption>A requalificação vai trazer centenas de árvores, novos espaços de lazer, restauração e melhores condições para quem visita o parque. Foto: JF Parque das Nações</figcaption></figure><p>Entre as novidades previstas estão grandes áreas relvadas, a plantação de centenas de árvores e de milhares de arbustos, o que deverá aumentar significativamente as zonas de sombra. Aliás, esta era precisamente uma das características mais pedidas por quem frequenta o parque, sobretudo nos meses mais quentes. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="741757" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/estas-cinco-arvores-proporcionam-sombra-em-apenas-alguns-anos-e-sao-faceis-de-cuidar.html" title="Estas cinco árvores proporcionam sombra em apenas alguns anos e são fáceis de cuidar">Estas cinco árvores proporcionam sombra em apenas alguns anos e são fáceis de cuidar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/estas-cinco-arvores-proporcionam-sombra-em-apenas-alguns-anos-e-sao-faceis-de-cuidar.html" title="Estas cinco árvores proporcionam sombra em apenas alguns anos e são fáceis de cuidar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estos-cinco-arboles-hacen-sombra-en-pocos-anos-y-son-faciles-de-cuidar-1764255220137_320.jpeg" alt="Estas cinco árvores proporcionam sombra em apenas alguns anos e são fáceis de cuidar"></a></article></aside><p>Além disso, estão previstos novos parques infantis, restaurantes, quiosques e equipamentos dedicados à atividade física, contribuindo para uma utilização mais diversificada do espaço.</p><h2>De antigo aterro a um dos maiores espaços verdes da cidade</h2><p>A história do Parque Papa Francisco é, por si só, um exemplo de transformação. Durante décadas, esta área acolheu o antigo aterro sanitário de Beirolas. A reabilitação ambiental permitiu convertê-la num dos maiores espaços verdes da capital, preparado inicialmente para receber a Jornada Mundial da Juventude, em agosto de 2023. </p><div class="texto-destacado">Desde então, o parque passou a integrar a frente ribeirinha oriental de Lisboa e tornou-se um local privilegiado para caminhadas, passeios de bicicleta e grandes eventos ao ar livre.</div><p>A importância do parque ficou ainda mais evidente com a mudança do Rock in Rio Lisboa para este recinto. Depois de duas edições aqui realizadas, o festival regressará em 2028, nos dias 17, 18, 24 e 25 de junho. A expectativa da autarquia é que, nessa altura, uma parte significativa da requalificação já esteja concluída, oferecendo<strong> melhores condições </strong>tanto aos visitantes do festival como a todos aqueles que utilizam o parque no dia a dia.</p><p>Ainda assim, quando questionada pelo mesmo órgão sobre que outros eventos poderá vir a receber o espaço, a autarca não deu uma resposta concreta, limitando-se a afirmar que "tudo está para acontecer, tudo vai acontecer".</p><h2>O que muda a partir de 2027?</h2><p>Além da renovação do espaço verde, estão também previstas<strong> melhorias na acessibilidade e na mobilidade da zona</strong>. Durante a apresentação do balanço do Rock in Rio Lisboa 2026 foi igualmente anunciada a intenção de criar uma ligação fluvial dedicada ao festival em 2028, reforçando as alternativas de transporte até ao recinto.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773421" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/atravessar-meia-europa-sem-trocar-de-comboio-ja-e-possivel.html" title="Atravessar meia Europa sem trocar de comboio? Já é possível">Atravessar meia Europa sem trocar de comboio? Já é possível</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/atravessar-meia-europa-sem-trocar-de-comboio-ja-e-possivel.html" title="Atravessar meia Europa sem trocar de comboio? Já é possível"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/atravessar-meia-europa-sem-trocar-de-comboio-ja-e-possivel-1781192372396_320.jpg" alt="Atravessar meia Europa sem trocar de comboio? Já é possível"></a></article></aside><p>No fundo, a ambição passa por muito mais do que preparar o parque para grandes eventos. A ideia é <strong>criar um espaço que funcione diariamente </strong>como uma verdadeira extensão da cidade: um local onde seja possível fazer exercício, levar as crianças a brincar, fazer um piquenique, almoçar num restaurante ou simplesmente desfrutar da vista sobre o Tejo.</p><p>Até lá, o Parque Papa Francisco continuará a receber visitantes, mas prepara-se para uma evolução que promete consolidá-lo como um dos principais parques urbanos de Lisboa e <strong>um dos maiores espaços públicos de lazer da cidade</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="P%C3%BAblico" data-year="2026" data-title="Primeira%20fase%20de%20requalifica%C3%A7%C3%A3o%20do%20Parque%20Tejo%20em%20Lisboa%20inicia-se%20em%202027" data-url="https%3A%2F%2Fwww.publico.pt%2F2026%2F06%2F29%2Flocal%2Fnoticia%2Fprimeira-fase-requalificacao-parque-tejo-lisboa-iniciase-2027-2179803">Público. (2026). <a href="https://www.publico.pt/2026/06/29/local/noticia/primeira-fase-requalificacao-parque-tejo-lisboa-iniciase-2027-2179803" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Primeira fase de requalificação do Parque Tejo em Lisboa inicia-se em 2027</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Pincelli%2C%20I" data-year="2026" data-title="Parque%20Papa%20Francisco%20vai%20ter%20novos%20restaurantes%2C%20parques%20infantis%20e%20sombras%20(mas%20n%C3%A3o%20para%20j%C3%A1)" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fna-cidade%2Fparque-papa-francisco-vai-ter-novos-restaurantes-parques-infantis-e-sombras-mas-nao-para-ja">NiT, Pincelli, I. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/parque-papa-francisco-vai-ter-novos-restaurantes-parques-infantis-e-sombras-mas-nao-para-ja" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Parque Papa Francisco vai ter novos restaurantes, parques infantis e sombras (mas não para já)</a>.</cite><br><cite data-author="Time%20Out%2C%20Barbedo%2C%20R" data-year="2026" data-title="C%C3%A2mara%20vai%20gastar%2025%20milh%C3%B5es%20para%20come%C3%A7ar%20a%20requalificar%20Parque%20Papa%20Francisco" data-url="https%3A%2F%2Fwww.timeout.pt%2Flisboa%2Fpt%2Fnoticias%2Fcamara-vai-gastar-25-milhoes-para-comecar-a-requalificar-parque-papa-francisco-063026">Time Out, Barbedo, R. (2026). <a href="https://www.timeout.pt/lisboa/pt/noticias/camara-vai-gastar-25-milhoes-para-comecar-a-requalificar-parque-papa-francisco-063026" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Câmara vai gastar 25 milhões para começar a requalificar Parque Papa Francisco</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mais-arvores-restaurantes-e-sombra-vai-se-mudar-quase-tudo-neste-grande-parque-de-lisboa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[ Super El Niño: NOAA aumenta para 95% a probabilidade de um fenómeno muito forte]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-noaa-aumenta-para-95-a-chance-de-um-fenomeno-muito-forte.html</link><pubDate>Fri, 14 Aug 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A NOAA aumentou cerca de 14% a probabilidade de um evento muito forte no outono, em relação ao mês de julho, ou seja, a possibilidade de um evento apenas moderado ou forte praticamente desapareceu. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/noaa-aumenta-para-95-a-chance-de-um-el-nino-muito-forte-1786634004899.png" data-image="tymr6q504rj9" alt="Previsão de anomalia de temperatura da superfície do mar para novembro/2026, segundo o modelo CSFv2, da NOAA. Créditos: Adaptado de NOAA." title="Previsão de anomalia de temperatura da superfície do mar para novembro/2026, segundo o modelo CSFv2, da NOAA. Créditos: Adaptado de NOAA."><figcaption>Previsão de anomalia de temperatura da superfície do mar para novembro/2026, segundo o modelo CSFv2, da NOAA. Créditos: Adaptado de NOAA.</figcaption></figure><p>A <strong>Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos</strong> (NOAA), através do Centro de Previsão Climática (CPC),<strong> divulgou na passada quinta-feira (13)</strong> uma nova atualização do<strong> </strong><em><strong>ENSO Diagnostic Discussion</strong></em>, documento mensal que reúne as previsões oficiais para a evolução do El Niño-Oscilação Sul (ENSO). </p><p>O <strong>destaque</strong> continua a ser o<strong> aumento nas probabilidades de um El Niño muito forte</strong> (acima de 2 °C). A <strong>probabilidade</strong> de que a anomalia da temperatura da superfície do mar (TSM) no Pacífico equatorial ultrapasse 2 °C entre outubro e dezembro <strong>subiu para 95%</strong>.</p><div class="texto-destacado">Mas o fenómeno, no entanto, já está a aproximar-se desse patamar a um ritmo excecionalmente rápido. A anomalia relativa da TSM na região Niño 3.4 alcançou 1,8 °C na última semana, um valor que nunca tinha sido registado tão cedo na série histórica, segundo análise exclusiva da Meteored Brasil.</div><p>A <strong>expectativa</strong> é que, <strong>até ao fim de agosto</strong>, o fenómeno já alcance <strong>anomalias semanais</strong> dentro da categoria “muito forte”, <strong>superiores a 2 °C</strong>. Com isto, aumentam os sinais de que estamos diante de um<strong> El Niño histórico</strong>, que poderá <strong>estar entre os mais intensos</strong> já observados e, potencialmente, ser o mais intenso do século. A seguir, confira os detalhes da atualização da NOAA e veja porque é que o atual El Niño já entrou para a história.</p><h2>Probabilidade de um El Niño muito forte aumenta 14%</h2><p>A<strong> última semana</strong> registou anomalias de <strong>+1,8 °C</strong> no <strong>Niño 3.4</strong>, <strong>+2,4 °C</strong> no<strong> Niño 3</strong> e <strong>+3,3 °C </strong>no Niño<strong> 1+2,</strong> enquanto o Niño 4 apresentou uma anomalia de +0,3 °C, evidenciando a forte concentração do aquecimento no Pacífico equatorial central e leste.</p><p>As maiores mudanças em relação ao boletim de julho ocorreram justamente durante o trimestre em que o fenómeno atinge a sua máxima intensidade. A<strong> NOAA elevou em cerca de 14 pontos percentuais</strong> a <strong>probabilidade</strong> de um<strong> El Niño muito forte</strong> entre <strong>outubro e dezembro</strong>, passando de 81% em julho para cerca de <strong>95% em agosto</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/noaa-aumenta-para-95-a-chance-de-um-el-nino-muito-forte-1786634027397.png" data-image="d096xnvvfkl0" alt="Previsão probabilística de intensidade do El Niño de agosto de 2026. Créditos: CPC/NOAA." title="Previsão probabilística de intensidade do El Niño de agosto de 2026. Créditos: CPC/NOAA."><figcaption>Previsão probabilística de intensidade do El Niño de agosto de 2026. Créditos: CPC/NOAA.</figcaption></figure><p>A<strong> possibilidade de um evento apenas moderado ou forte praticamente desapareceu</strong>, com cerca de 5% de probabilidade, indicando que a agência considera um aquecimento extremo do Pacífico equatorial como o cenário mais provável.</p><p>Embora o novo aumento chame atenção, ele não representa necessariamente uma surpresa, considerando a rápida e intensa evolução do aquecimento do Oceano Pacífico que tem vindo a ser observada desde meados de abril e as previsões dos principais modelos climáticos, que têm vindo a reforçar o aquecimento a cada rodada.</p><h2>Nunca antes uma anomalia de 1,8 °C foi registada tão cedo</h2><p>A <strong>anomalia relativa de TSM</strong> na região <strong>Niño 3.4</strong> alcançou <strong>1,8 °C na semana centrada em 5 de agosto </strong>de 2026, a <strong>data mais precoce</strong> já registada na série semanal do CPC/NOAA, de acordo com análise exclusiva realizada pela Meteored Brasil. </p><p>O <strong>recorde anterior</strong> pertencia ao <strong>Super El Niño de 1997-98</strong>, que atingiu esse mesmo patamar a <strong>20 de agosto</strong>, enquanto os <strong>demais eventos </strong>cruzaram este limiar apenas entre<strong> setembro e outubro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/noaa-aumenta-para-95-a-chance-de-um-el-nino-muito-forte-1786634047316.png" alt="Primeira vez que a anomalia relativa semanal de TSM na região do Niño 3.4 alcançou temperaturas iguais ou superiores a 1,8°C, com base na série histórica do CPC/NOAA. Créditos: Meteored." title="Primeira vez que a anomalia relativa semanal de TSM na região do Niño 3.4 alcançou temperaturas iguais ou superiores a 1,8°C, com base na série histórica do CPC/NOAA. Créditos: Meteored."><figcaption>É a primeira vez que a anomalia relativa semanal de TSM na região do Niño 3.4 alcançou temperaturas iguais ou superiores a 1,8 °C, com base na série histórica do CPC/NOAA. Créditos: Meteored.</figcaption></figure><p>O facto de o El Niño ter alcançado 1,8 °C tão cedo ou que a NOAA indique 95% de probabilidade de ser muito forte, por si só, não significa que ele será o mais intenso já registado.</p><div class="texto-destacado">Aliás, a intensidade do evento não é baseada em anomalias semanais, e sim numa média de 3 meses. </div><p>Porém, quando este <strong>recorde</strong> é <strong>analisado</strong> juntamente com a <strong>rápida evolução</strong> das <strong>temperaturas</strong> do Pacífico e com o <strong>aumento das probabilidades</strong> previstas pela NOAA, o <strong>cenário</strong> torna-se cada vez mais <strong>excecional</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-alcancara-intensidade-muito-forte-em-breve-e-noaa-aumenta-escala-para-8-c.html" title="Super El Niño prestes a alcançar intensidade muito forte e NOAA aumenta escala para 8 °C">Super El Niño prestes a alcançar intensidade muito forte e NOAA aumenta escala para 8 °C</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-alcancara-intensidade-muito-forte-em-breve-e-noaa-aumenta-escala-para-8-c.html" title="Super El Niño prestes a alcançar intensidade muito forte e NOAA aumenta escala para 8 °C"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-alcancara-intensidade-muito-forte-em-breve-e-noaa-aumenta-escala-para-8-c-1786405094530_320.png" alt="Super El Niño prestes a alcançar intensidade muito forte e NOAA aumenta escala para 8 °C"></a></article></aside><p><strong>A grande questão agora é quanto o aquecimento ainda poderá avançar</strong> nos próximos meses, uma vez que o pico do fenómeno ocorre entre o outono e o início do inverno, e se o El Niño de 2026 será capaz de superar os eventos que até hoje ocupam o topo da lista dos mais intensos da história. Os <strong>modelos climáticos</strong> têm vindo a <strong>prever</strong> um <strong>pico superior a 3 °C </strong>e, caso isso aconteça, o El Niño de 2026-2027 será o mais forte até hoje.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-noaa-aumenta-para-95-a-chance-de-um-fenomeno-muito-forte.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nebulosa do Leão: a NASA capta, com detalhes in��ditos, a agonia da morte de uma estrela]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nebulosa-do-leao-a-nasa-capta-com-detalhes-ineditos-a-agonia-da-morte-de-uma-estrela.html</link><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 17:05:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O telescópio espacial James Webb voltou a observar a Nebulosa do Leão e revelou estruturas de poeira e gás ionizado que permitem compreender melhor os últimos capítulos da vida de uma estrela.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nebulosa-del-leon-la-nasa-captura-con-detalles-ineditos-la-agonia-de-la-muerte-de-una-estrella-1786570277794.jpg" data-image="02moxb6b78w9" alt="Nebulosa del León James Webb NASA" title="Nebulosa del León James Webb NASA"><figcaption>Os restos da estrela central são os responsáveis pela estrutura da nebulosa, que inclui uma bolha de gás ionizado com a forma de uma cara de leão e uma "juba" de poeira. Crédito: NASA, ESA, CSA, STScI</figcaption></figure><p>A alguns milhares de anos-luz da Terra,<strong> uma estrela moribunda continua a transformar lentamente o seu entorno</strong>. Agora, o telescópio espacial James Webb da NASA conseguiu captar a Nebulosa do Leão, oficialmente conhecida como NGC 2392, com <strong>um nível de detalhe que permite apreciar estruturas que, até há pouco tempo, permaneciam ocultas</strong>.</p><p>A nebulosa já tinha sido observada pelo telescópio espacial Hubble no ano 2000. Aquela imagem, obtida em luz visível, revelou pela primeira vez com clareza <strong>a forma peculiar que lembra o rosto de um leão</strong>, acompanhada por uma espécie de juba formada por estruturas difusas semelhantes a caudas de cometas.</p><div class="texto-destacado">Mais de duas décadas depois, o Webb voltou a apontar para este objeto utilizando a sua visão infravermelha. <strong>As observações foram realizadas com dois dos seus instrumentos, a câmara NIRCam e o instrumento MIRI</strong>, e permitem explorar com maior precisão a complexa interação entre o gás, o pó e os restos da estrela central.</div><p>À primeira vista, a estrutura geral pode parecer semelhante à registada pelo Hubble. No entanto, a observação no infravermelho revela uma <strong>grande quantidade de detalhes</strong>. Entre eles, surgem pequenos aglomerados compactos de poeira e extensas regiões de gás ionizado que ajudam a reconstruir a evolução da nebulosa.</p><h2>A morte de uma estrela esculpiu a nebulosa</h2><p>A origem desta estrutura espetacular encontra-se precisamente no centro do "rosto": <strong>os restos extremamente quentes de uma estrela que chegou ao fim da sua vida</strong>.</p><p>Ao contrário das estrelas muito massivas, que terminam as suas vidas através de violentas explosões de supernova, as estrelas de menor massa seguem um caminho diferente. Quando já não conseguem manter as reações nucleares que as sustentam, <strong>começam a tornar-se instáveis e a pulsar</strong>.</p><p>Durante esta fase, expelem progressivamente as suas camadas exteriores. O material libertado acumula-se em torno do núcleo e <strong>forma uma envoltória de gás e poeira a que os astrónomos chamam nebulosa planetária</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nebulosa-del-leon-la-nasa-captura-con-detalles-ineditos-la-agonia-de-la-muerte-de-una-estrella-1786570348616.jpg" data-image="f9yp3xp9jv1d" alt="Nebulosa del León James Webb NASA" title="Nebulosa del León James Webb NASA"><figcaption>A imagem no infravermelho médio da nebulosa planetária NGC 2392 destaca as diversas estruturas de poeira. Parte da poeira está a ser destruída pela radiação da estrela central moribunda, enquanto alguns filamentos de poeira conseguem sobreviver. Crédito: NASA, ESA, CSA, STScI;</figcaption></figure><p>A radiação da estrela moribunda continua a interagir com esse material e a impulsioná-lo para o espaço. Ao mesmo tempo, o núcleo estelar fica exposto e <strong>transforma-se numa anã branca, extremamente quente e densa</strong>.</p><p>Na NGC 2392, essa anã branca funciona como uma espécie de motor central. A sua intensa radiação está a ionizar o gás que a rodeia e a formar uma enorme bolha que, <strong>com o passar do tempo, se expande e destrói parte do pó que encontra no seu caminho</strong>.</p><h2>Uma "juba" formada por poeira</h2><p>Um dos detalhes mais marcantes das imagens do James Webb é precisamente <strong>a estrutura que confere à nebulosa a sua aparência leonina</strong>.</p><p><strong>A chamada "juba" corresponde ao interior de uma camada de poeira iluminada pela radiação da anã branca</strong>. No seu interior, observam-se pequenos aglomerados de material que lembram caudas de cometas.</p><p>Estes fragmentos de poeira são particularmente interessantes porque <strong>alguns conseguiram sobreviver à intensa radiação proveniente do núcleo estelar</strong>. Ao fazê-lo, atuam como pequenas estruturas protetoras que permitem que o material situado atrás delas permaneça relativamente intacto.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="746931" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/betelgeuse-e-a-nebulosa-do-caranguejo-reliquias-de-supernovas-que-revelam-as-origens-quimicas-dos-planetas.html" title="Betelgeuse e a Nebulosa do Caranguejo: relíquias de supernovas que revelam as origens químicas dos planetas">Betelgeuse e a Nebulosa do Caranguejo: relíquias de supernovas que revelam as origens químicas dos planetas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/betelgeuse-e-a-nebulosa-do-caranguejo-reliquias-de-supernovas-que-revelam-as-origens-quimicas-dos-planetas.html" title="Betelgeuse e a Nebulosa do Caranguejo: relíquias de supernovas que revelam as origens químicas dos planetas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/betelgeuse-und-der-krebsnebel-supernova-relikte-enthuellen-die-chemische-geburt-irdischer-planeten-1766830595728_320.png" alt="Betelgeuse e a Nebulosa do Caranguejo: relíquias de supernovas que revelam as origens químicas dos planetas"></a></article></aside><p>A complexa disposição de anéis e camadas de gás também levanta questões. <strong>Os astrónomos ainda tentam compreender por que razão as nebulosas planetárias desenvolvem estruturas tão complexas</strong> durante as fases finais da evolução das suas estrelas progenitoras.</p><h2>Um espetáculo cósmico com data de validade</h2><p>A imagem obtida pelo Webb oferece uma espécie de fotografia congelada de um processo que continua a ocorrer. <strong>O gás e o pó da NGC 2392 continuam a afastar-se do núcleo estelar</strong>, enquanto a radiação da anã branca altera continuamente a nebulosa.</p><p>Mas esta paisagem cósmica não será permanente. <strong>Os astrónomos estimam que a Nebulosa do Leão acabará por se dispersar dentro de cerca de 10 000 anos</strong>. Embora possa parecer uma eternidade da perspetiva humana, trata-se de um período extremamente curto à escala astronómica.</p><p>As novas observações do James Webb permitem, assim, estudar em pormenor uma das etapas finais da evolução de uma estrela e observar como a sua morte transforma o espaço que a rodeia. Ao mesmo tempo, lembram-nos que mesmo <strong>as estruturas mais espetaculares do universo são fenómenos dinâmicos, destinados a mudar e, por fim, a desaparecer</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nebulosa-do-leao-a-nasa-capta-com-detalhes-ineditos-a-agonia-da-morte-de-uma-estrela.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cidades mais justas são as que protegem quem mais sofre com o clima extremo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cidades-mais-justas-sao-as-que-protegem-quem-mais-sofre-com-o-clima-extremo.html</link><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O programa Cidades + Preparadas coloca as populações vulneráveis no centro da resposta às ondas de calor e aos incêndios, apostando na formação das próprias comunidades.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cidades-mais-justas-sao-as-que-protegem-quem-mais-sofre-com-o-clima-extremo-1786626978640.jpg" data-image="24xf1l893ixh" alt="Idosa sorridente num bairro típico de Lisboa" title="Idosa sorridente num bairro típico de Lisboa"><figcaption>O risco climático exige novas formas de preparação que protejam a população mais vulnerável. Imagem: Adobe Stock</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Uma <strong>onda de calor</strong> não atinge todos da mesma maneira. Para quem vive numa habitação bem isolada, com acesso à climatização ou possibilidade de afastar-se temporariamente de uma zona de risco, o calor extremo representa um problema.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Para quem vive com baixos rendimentos, numa casa pouco preparada e num bairro densamente urbanizado, o mesmo fenómeno meteorológico pode representar uma ameaça muito maior. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>É nesta diferença que assenta o <strong>Cidades + Preparadas – Programa de Resiliência Climática Urbana</strong>, lançado pela Cruz Vermelha Portuguesa e pela Z Zurich Foundation. A iniciativa, que decorre entre 2026 e 2029, visa preparar mais de <strong>100 mil pessoas</strong> para enfrentar <strong>ondas de calor</strong> e <strong>incêndios</strong>, começando por <strong>Lisboa</strong> e <strong>Braga</strong>. </p><p>O foco está nas comunidades urbanas mais vulneráveis, incluindo <strong>idosos</strong>, pessoas com <strong>doenças crónicas</strong>, <strong>migrantes</strong> e <strong>famílias com baixos rendimentos</strong>. A lógica é pouco habitual nas estratégias de adaptação climática. Ciente de que não basta criar respostas para as comunidades, os promotores comprometem-se a dar-lhes conhecimentos e ferramentas para que possam construir as suas próprias estratégias de proteção e adaptação.</p><h2>O clima não afeta todos da mesma maneira</h2><p>Portugal enfrenta riscos climáticos crescentes. As ondas de calor tornaram-se mais frequentes e intensas, enquanto os incêndios continuam a representar uma ameaça particularmente grave, sobretudo durante períodos prolongados de calor e seca. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Segundo os dados da Zurich, os episódios de calor extremo terão estado associados a cerca de 2.200 mortes em Portugal em 2022, enquanto os fenómenos climáticos extremos terão provocado perdas económicas superiores a 13,4 mil milhões de euros desde 1980.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Mas a exposição ao risco não depende apenas do fenómeno meteorológico. A vulnerabilidade também está relacionada com <span style="margin: 0px; padding: 0px;">as<strong> condições</strong></span><strong> sociais e económicas</strong>. Quem dispõe de menos recursos tem, em muitos casos, menos capacidade para adaptar a habitação, mudar temporariamente de local, suportar custos acrescidos com a energia ou garantir alternativas quando as temperaturas atingem níveis extremos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cidades-mais-justas-sao-as-que-protegem-quem-mais-sofre-com-o-clima-extremo-1786627088050.jpg" data-image="ex37e45m1j77" alt="Bairros degradados" title="Bairros degradados"><figcaption>As alterações climáticas afetam as pessoas de forma diferente, dependendo do local onde vivem, dos recursos e do género. Foto: Adobe Stock</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>É essa desigualdade que o programa procura incorporar na <strong>preparação climática</strong>, reconhecendo que proteger uma cidade implica também perceber quais são as comunidades que têm <strong>menos margem</strong> para se protegerem sozinhas.</p><h2>Preparar antes de ser preciso</h2><p>O programa assenta numa estratégia centrada nas comunidades e organizada em três frentes. A primeira passa por aumentar o conhecimento sobre os riscos e <strong>sensibilizar</strong> as populações para os efeitos do calor extremo e dos incêndios. </p><p>A segunda procura facilitar o acesso a ferramentas concretas de preparação, através de <strong>formação</strong>, <strong>exercícios de simulação</strong>, primeiros socorros e <strong>planos familiares de emergência</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781093" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugueses-lideram-estudo-para-descobrir-como-a-poluicao-atmosferica-castiga-os-mais-pobres.html" title="Portugueses lideram estudo para descobrir como a poluição atmosférica castiga os mais pobres">Portugueses lideram estudo para descobrir como a poluição atmosférica castiga os mais pobres</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugueses-lideram-estudo-para-descobrir-como-a-poluicao-atmosferica-castiga-os-mais-pobres.html" title="Portugueses lideram estudo para descobrir como a poluição atmosférica castiga os mais pobres"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugueses-lideram-estudo-para-descobrir-como-a-poluicao-atmosferica-castiga-os-mais-pobres-1785328511330_320.jpg" alt="Portugueses lideram estudo para descobrir como a poluição atmosférica castiga os mais pobres"></a></article></aside><p>A terceira pretende reforçar a <strong>articulação </strong>entre os sistemas locais de alerta, as <strong>comunidades</strong> e os serviços municipais de proteção civil, para que a resposta possa ser mais rápida e coordenada.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A preparação deixa, assim, de ser encarada apenas como uma responsabilidade das autoridades. Cada família, cada vizinhança e cada comunidade passam a ter um papel na construção da resposta.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A ambição é envolver também uma força significativa de <strong>voluntários</strong>, capazes de aproximar o programa das pessoas e de ajudar a transformar recomendações gerais em soluções adequadas à realidade de cada território.</p><h2>Um modelo para preparar outras cidades</h2><p><strong>Lisboa</strong> e <strong>Braga</strong> são apenas o ponto de partida. A visão de longo prazo do Cidades + Preparadas é <strong>testar um modelo</strong> de adaptação que possa ser ajustado e <strong>replicado noutros territórios</strong>, contribuindo para uma cultura nacional de prevenção, preparação e ação antecipada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cidades-mais-justas-sao-as-que-protegem-quem-mais-sofre-com-o-clima-extremo-1786627231150.jpg" data-image="4l1g2tdqcycz" alt="Elétricos nas ruas da Baixa de Lisboa" title="Elétricos nas ruas da Baixa de Lisboa"><figcaption>Lisboa, juntamente com Braga, é uma das cidades onde o modelo da Cruz Vermelha será testado com o intuito de ser alargado ao resto do país. Foto: Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Tornar as cidades mais resilientes não significa reforçar apenas as infraestruturas, melhorar os sistemas de alerta ou planear as respostas de emergência. Significa também garantir que aqueles que têm menos recursos não são, justamente, os que ficam <strong>mais expostos quando o calor aperta ou o fogo se aproxima</strong>. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Zurich%20Portugal" data-year="" data-title="Cruz%20Vermelha%20Portuguesa%20e%20Zurich%20Portugal%20lan%C3%A7am%20programa%20para%20preparar%20mais%20de%20100%20mil%20pessoas%20para%20ondas%20de%20calor%20e%20inc%C3%AAndios" data-url="https%3A%2F%2Fwww.zurich.com.pt%2Fpt-pt%2Fa-zurich%2Fsala-de-imprensa%2Fcomunicados-imprensa%2F2026%2F20260810---10-ago">Zurich Portugal. <a href="https://www.zurich.com.pt/pt-pt/a-zurich/sala-de-imprensa/comunicados-imprensa/2026/20260810---10-ago" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Cruz Vermelha Portuguesa e Zurich Portugal lançam programa para preparar mais de 100 mil pessoas para ondas de calor e incêndios</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cidades-mais-justas-sao-as-que-protegem-quem-mais-sofre-com-o-clima-extremo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Derretimento do gelo impulsiona um processo natural até agora desconhecido que dá origem à formação de nuvens no Ártico]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/derretimento-do-gelo-impulsiona-um-processo-natural-ate-agora-desconhecido-que-da-origem-a-formacao-de-nuvens-no-artico.html</link><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 15:43:42 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um processo até agora desconhecido que estimula a formação de nuvens sobre o Ártico é impulsionado pelo derretimento do gelo marinho, mas que efeito poderá ter nas futuras alterações climáticas?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/melting-sea-ice-drives-previously-unknown-natural-process-that-seeds-cloud-formation-in-the-arctic-1786459079152.jpeg" data-image="mder7z80p5e0" alt="Melting sea ice drives previously unknown natural process that seeds cloud formation in the Arctic" title="Melting sea ice drives previously unknown natural process that seeds cloud formation in the Arctic"><figcaption>Os investigadores descobriram um novo processo que poderá ter impacto no clima, ao alterar a cobertura de nuvens, a reflexão da luz solar e as futuras alterações climáticas. Imagem: Adobe.</figcaption></figure><p>À medida que as alterações climáticas derretem o gelo do Ártico, as suas margens expostas estão a revelar um processo natural até então desconhecido que <strong>está a aumentar o número de partículas formadoras de nuvens na região</strong>.</p><p>Estas partículas poderão ter um <strong>impacto significativo no clima</strong>, alterando a cobertura de nuvens, a reflexão da luz solar e as futuras alterações climáticas.</p><h2>O derretimento do gelo do Ártico liberta partículas que servem de "sementes" para a formação de nuvens</h2><p>Liderado pela Universidade de Birmingham, o estudo apresenta a primeira evidência no mundo real de que, na zona de transição entre o gelo marinho do Ártico e o oceano aberto, a vida marinha e a luz solar se combinam para libertar <strong>uma mistura química que "semeia" o céu com partículas formadoras de nuvens</strong>.</p><p>Uma mistura de iodo, enxofre e compostos orgânicos de origem natural é libertada, dando origem a novas partículas atmosféricas. Perto da borda do gelo, o número de partículas capazes de formar gotículas de nuvem <strong>aumentou cinquenta vezes num dia</strong>.</p><div class="texto-destacado">"As nossas descobertas constituem a primeira validação no mundo real de um mecanismo de química atmosférica recentemente identificado, que envolve oxoácidos de iodo e ácido sulfúrico", afirmou o Dr. James Brean, professor assistente de Química Atmosférica em Birmingham. "Até agora, este processo só tinha sido demonstrado em experiências laboratoriais na câmara CLOUD do CERN".</div><p>E à medida que as temperaturas mais quentes continuam a derreter o gelo, uma parte cada vez maior da orla do gelo fica exposta e são libertadas mais partículas, <strong>o que pode alterar a cobertura de nuvens e afetar o equilíbrio radiativo da Terra</strong>.</p><h2>Descoberto novo composto atmosférico</h2><p>Foram também descobertas <strong>moléculas orgânicas oxigenadas contendo iodo (I-OOMs)</strong>. Esta nova classe de compostos atmosféricos parece desempenhar um papel importante ao ajudar as partículas recém-formadas a crescerem o suficiente para influenciar as nuvens.</p><p>Brean acrescentou: "Estes compostos recém-identificados ajudam as partículas pequenas a transformarem-se em partículas maiores, capazes de servir de sementes para as nuvens — acreditamos que esta seja<strong> a primeira vez que tais moléculas são observadas, o que sugere novas e importantes vias para a química do iodo.</strong><strong>"</strong></p><p>Estas novas partículas formavam-se normalmente em maior quantidade em dias de sol, quando os compostos emitidos para a atmosfera sofrem transformações químicas sob a luz solar, <strong>o que sugere que o processo é comum nesta parte do Ártico</strong>. Incluem uma combinação de compostos de iodo libertados pelo oceano, pelo gelo marinho e pelas zonas costeiras; dimetilsulfureto proveniente de plantas marinhas e algas; e compostos orgânicos libertados naturalmente pelo oceano ou pela terra.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/melting-sea-ice-drives-previously-unknown-natural-process-that-seeds-cloud-formation-in-the-arctic-1786459437569.jpeg" data-image="upv21r2ndo37" alt="Melting sea ice drives previously unknown natural process that seeds cloud formation in the Arctic" title="Melting sea ice drives previously unknown natural process that seeds cloud formation in the Arctic"><figcaption>As nuvens desempenham um papel fundamental na determinação da quantidade de calor que é retida ou refletida: nuvens mais numerosas ou mais espessas podem acelerar o derretimento do gelo, ao mesmo tempo que arrefecem o oceano aberto. Imagem: Adobe.</figcaption></figure><p>Zongbo Shi, professor de Biogeoquímica Atmosférica em Birmingham, afirmou que a descoberta é importante "porque estas novas partículas podem influenciar as nuvens, que desempenham um papel fundamental na determinação da quantidade de calor retida ou refletida. A presença de <strong>mais nuvens ou de nuvens mais densas na estação de aquecimento poderá potencialmente acelerar o derretimento do gelo</strong>, ao mesmo tempo que arrefece o oceano aberto."</p><p>Acrescentou ainda: "O Ártico aqueceu mais de três vezes mais depressa do que a média global nos últimos 40 anos, tornando-se uma das regiões mais sensíveis da Terra às alterações climáticas.<strong> Compreender como as emissões naturais influenciam as nuvens é fundamental para prever as alterações climáticas nesta região</strong>. A nossa descoberta ajudará os modelos climáticos a compreender melhor como as alterações climáticas estão a afetar o Ártico e como a própria região influencia o clima global."</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775445" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/frequencia-de-ondas-de-calor-marinhas-no-artico-duplica-o-ritmo-global-desde-a-decada-de.html" title="Frequência de ondas de calor marinhas no Ártico duplica o ritmo global desde a década de 1980">Frequência de ondas de calor marinhas no Ártico duplica o ritmo global desde a década de 1980</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/frequencia-de-ondas-de-calor-marinhas-no-artico-duplica-o-ritmo-global-desde-a-decada-de.html" title="Frequência de ondas de calor marinhas no Ártico duplica o ritmo global desde a década de 1980"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frequencia-de-ondas-de-calor-marinhas-no-artico-duplica-o-ritmo-global-desde-a-decada-de-1782826286901_320.png" alt="Frequência de ondas de calor marinhas no Ártico duplica o ritmo global desde a década de 1980"></a></article></aside><p>Os efeitos mais marcantes foram observados na zona marginal de gelo, <strong>uma faixa estreita onde o oceano aberto se encontra com o gelo marinho em derretimento </strong>e onde as algas marinhas são mais produtivas. À medida que o gelo marinho do Ártico recua, esta faixa está a tornar-se mais larga.</p><p>E como este processo não está contemplado nos modelos climáticos atuais, <strong>a sua influência na região ainda não é tida em conta nas projeções</strong>, pelo que a equipa está agora a trabalhar para incluir este aspeto.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Mao%2C%20D.%2C%20et%20al" data-year="2026" data-title="Arctic%20cloud%20condensation%20nuclei%20enhanced%20by%20iodine%2C%20sulfur%20and%20organic%20precursors" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41561-026-02062-6">Mao, D., et al. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41561-026-02062-6" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Arctic cloud condensation nuclei enhanced by iodine, sulfur and organic precursors</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/derretimento-do-gelo-impulsiona-um-processo-natural-ate-agora-desconhecido-que-da-origem-a-formacao-de-nuvens-no-artico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal com chuva no horizonte: o primeiro golpe na seca chegará entre 17 e 31 de agosto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-com-chuva-no-horizonte-o-primeiro-golpe-na-seca-chegara-entre-17-e-31-de-agosto.html</link><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 15:29:29 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A previsão a longo prazo indica a possibilidade de chuva acima da média nas últimas semanas do mês de agosto, de acordo com o modelo ECMWF. Confira aqui a previsão!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-com-chuva-no-horizonte-o-primeiro-golpe-na-seca-chegara-entre-17-e-31-de-agosto-1786623753875.jpg" data-image="ief5wa11ofkl" alt="chuva em agosto" title="chuva em agosto"><figcaption>A última quinzena de agosto poderá contar com chuva acima da média. Primeiro no Sul, depois no restante país.</figcaption></figure><p><strong>Agosto tem sido um mês seco e soalheiro e com temperaturas típicas de verão, com algumas exceções</strong>, onde alguns distritos contaram e contam com aviso amarelo de tempo quente, tal como o arquipélago da Madeira, e outros contam com temperaturas um pouco abaixo da média, especialmente no litoral Norte e Centro.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Além das exceções nas temperaturas, houve ainda a <strong>ocorrência de aguaceiros fracos e dispersos também no Norte e Centro do país</strong>, sendo esperado que o mesmo volte a acontecer já a partir de amanhã, nas mesmas regiões, mantendo o resto do território sob condições mais estáveis.</p><h2>Segunda quinzena de agosto com mais chuva que o normal</h2><p>A mais recente atualização do modelo europeu, ECMWF, aposta numa <strong>anomalia positiva de precipitação para as duas últimas semanas deste mês</strong> de agosto. O que é que isto significa?</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-com-chuva-no-horizonte-o-primeiro-golpe-na-seca-chegara-entre-17-e-31-de-agosto-1786624038596.jpg" data-image="jg33su0zoo04" alt="anomalia de precipitação" title="anomalia de precipitação"><figcaption>A última semana de agosto poderá contar com ocorrência de chuva acima da média em boa parte do território português.</figcaption></figure><p>Como já explicamos em previsões anteriores, uma anomalia de precipitação não significa que, por si só, vai chover mais ou menos. <strong>As anomalias são desvios da média de um determinado fator</strong>. Neste caso, analisamos a precipitação, face à sua média e respetivos desvios.</p><p>Ao que tudo indica, a<strong> semana entre 17 a 24 de agosto</strong> contará com valores de precipitação normais (dentro da média) nas regiões Norte e Centro e no Grupo Oriental dos Açores. No entanto, na região Sul do continente, assim como no arquipélago da Madeira, os valores indicam a <strong>possibilidade de precipitação acima da média</strong>, com uma probabilidade de até 10%. Já nos restantes grupos dos Açores (Ocidental e Central), esta anomalia será negativa, indicando valores abaixo da média, também com uma probabilidade de até 10%.</p><h2>Mais chuva na última semana do mês?</h2><p>Segundo os dados atuais para a semana compreendida entre os dias 24 e 31 de agosto, demonstrados no mapa acima, <strong>uma boa parte do continente português, assim como o arquipélago da Madeira, contarão com uma anomalia de precipitação positiva</strong>, com possibilidade de chuva acima da média de até 10%. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783495" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-persiste-ate-sabado-em-4-distritos-de-portugal-mas-trovoadas-podem-comecar-a-estalar-em-breve-no-nosso-pais.html" title="Calor persiste até sábado em 4 distritos de Portugal, mas trovoadas podem começar a “estalar” em breve no nosso país">Calor persiste até sábado em 4 distritos de Portugal, mas trovoadas podem começar a “estalar” em breve no nosso país</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-persiste-ate-sabado-em-4-distritos-de-portugal-mas-trovoadas-podem-comecar-a-estalar-em-breve-no-nosso-pais.html" title="Calor persiste até sábado em 4 distritos de Portugal, mas trovoadas podem começar a “estalar” em breve no nosso país"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-persiste-ate-sabado-em-4-distritos-de-portugal-mas-trovoadas-podem-comecar-a-estalar-em-breve-no-nosso-pais-1786622991295_320.png" alt="Calor persiste até sábado em 4 distritos de Portugal, mas trovoadas podem começar a “estalar” em breve no nosso país"></a></article></aside><p> Apenas uma <strong>pequena porção do território continental no Alentejo poderá contar com valores dentro da média, assim como o Grupo Oriental dos Açores</strong>. Ainda neste arquipélago, os restantes grupos podem contar com valores abaixo da média, com possibilidade de chuva até menos 10%.</p><p>Estas<strong> anomalias deverão ser menos evidentes nas semanas seguintes</strong>, no entanto, e tendo em conta a distância temporal, aconselhamos que se mantenho atento às próximas atualizações em tempo.pt.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-com-chuva-no-horizonte-o-primeiro-golpe-na-seca-chegara-entre-17-e-31-de-agosto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tendências a 10 dias em Portugal: calor perto dos 40 ºC, trovoadas fortes e chuva poderão marcar os próximos dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-a-10-dias-em-portugal-calor-perto-dos-40-c-trovoadas-fortes-e-chuva-poderao-marcar-os-proximos-dias.html</link><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 14:15:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os próximos 10 dias prometem fortes contrastes em Portugal. O calor poderá levar os termómetros aos 40 ºC, mas haverá também trovoadas e, mais tarde, uma descida das temperaturas acompanhada por possíveis períodos de chuva.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-calor-perto-dos-40-c-trovoadas-fortes-e-chuva-poderao-marcar-os-proximos-dias-1786618716612.jpg" data-image="pdoq4chhavzk" alt="1o dias de contrastes meteorológicos" title="1o dias de contrastes meteorológicos"> <figcaption>Portugal prepara-se para 10 dias de fortes contrastes meteorológicos. O calor poderá levar os termómetros aos 40 ºC, mas as trovoadas também vão marcar presença. Na reta final, a tendência aponta para um arrefecimento generalizado e para o regresso da chuva a algumas regiões.</figcaption></figure><p><strong>Os próximos 10 dias prometem várias mudanças no estado do tempo em Portugal continental. </strong>O calor intenso continuará a dominar em alguns períodos, mas a instabilidade também ganhará protagonismo, com trovoadas já no fim de semana, sinais de chuva e descida das temperaturas na reta final do periodo de previsão.</p><h2>Quinta e sexta-feira haverá calor intenso, sobretudo no interior</h2><p>Nesta <strong>quinta-feira, dia 13, e sexta-feira, dia 14</strong>, as temperaturas mantêm-se elevadas em grande parte do país. As anomalias positivas serão particularmente expressivas no interior Norte, sobretudo nos distritos de <strong>Bragança e Vila Real</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-calor-perto-dos-40-c-trovoadas-fortes-e-chuva-poderao-marcar-os-proximos-dias-1786617547810.png" data-image="5io7ysh8v59g" alt="Anomalia da Temperatura" title="Anomalia da Temperatura"><figcaption>O calor destaca-se esta quinta-feira, com anomalias positivas muito expressivas no interior Norte. Em algumas zonas de Bragança e Vila Real, as temperaturas poderão ficar vários graus acima do normal para esta altura do ano.</figcaption></figure><p>Hoje (13), as máximas poderão atingir <strong>39 ºC em Beja e Castelo Branco</strong> e cerca de <strong>38 ºC no Vale do Tejo</strong>. Em contrapartida, distritos como Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria e Santarém apresentarão, durante as horas de maior calor, valores mais próximos do habitual para agosto.</p><h2>Uma depressão traz trovoadas no fim de semana</h2><p>A partir de sexta-feira, uma <strong>depressão com ar mais frio em altitude</strong> deverá desenvolver-se sobre a Península Ibérica. A interação com o ar muito quente presente nas camadas inferiores da atmosfera criará condições favoráveis ao desenvolvimento de <strong>aguaceiros e trovoadas, localmente fortes</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-calor-perto-dos-40-c-trovoadas-fortes-e-chuva-poderao-marcar-os-proximos-dias-1786617715080.png" data-image="d7zvl4i45lh5" alt="Densidade de raios (#/km^2)" title="Densidade de raios (#/km^2)"><figcaption>A instabilidade aumenta no sábado, com condições favoráveis à formação de trovoadas no Norte e Centro. O Nordeste Transmontano poderá concentrar os núcleos mais ativos, com densidades superiores a 20 raios/km² em alguns pontos.</figcaption></figure><p>A atividade deverá concentrar-se sobretudo nas tardes de sexta-feira, sábado e domingo. O <strong>Nordeste Transmontano</strong> surge como uma das regiões mais expostas. A previsão da Meteored prevê núcleos com densidade superior a <strong>20 raios/km² por hora</strong>. No domingo, a instabilidade deverá tornar-se mais dispersa, podendo alcançar também algumas áreas do Sul.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Durante o fim-de-semana (15 e 16), as temperaturas descem no interior, afastando-se temporariamente dos 39–40 ºC, enquanto o litoral poderá aquecer ligeiramente.</p><h2>Segunda-feira volta a aproximar os termómetros dos 40 ºC</h2><p>A pausa no calor intenso poderá ser curta. Na <strong>segunda-feira, dia 17</strong>, as temperaturas voltam a subir, com vários locais a aproximarem-se dos <strong>39–40 ºC</strong>, especialmente no distrito de Santarém e no Vale do Tejo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-calor-perto-dos-40-c-trovoadas-fortes-e-chuva-poderao-marcar-os-proximos-dias-1786617861821.png" data-image="5suo2k2gctqz" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O calor deverá intensificar-se novamente na segunda-feira. O Vale do Tejo surge entre as regiões mais quentes, com alguns locais a poderem aproximar-se dos 39 a 40 ºC durante a tarde.</figcaption></figure><p>Este novo período muito quente poderá prolongar-se até <strong>quarta-feira, dia 19</strong>, embora a incerteza aumente progressivamente com o horizonte temporal.</p><h2>De 20 a 23 de agosto: arrefecimento e possível regresso da chuva</h2><p>A partir de <strong>quinta-feira, dia 20</strong>, as atuais tendências apontam para uma mudança. As temperaturas deverão descer de forma generalizada, aproximando-se progressivamente dos <strong>valores normais para esta fase de agosto</strong>, sem indicação, por agora, de frio anómalo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-calor-perto-dos-40-c-trovoadas-fortes-e-chuva-poderao-marcar-os-proximos-dias-1786617945609.jpg" data-image="i6zfclmb3x3a" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>A partir de quinta-feira poderá começar uma mudança no padrão atmosférico, com descida generalizada das temperaturas e possibilidade de precipitação em algumas regiões do interior. A tendência de maior instabilidade poderá prolongar-se nos dias seguintes.</figcaption></figure><p>Esta transição poderá também ser acompanhada por maior instabilidade. O ECMWF sinaliza <strong>possibilidade de precipitação no interior já no dia 20</strong>, mantendo algum sinal de chuva nos dias <strong>22 e 23</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783356" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alivio-termico-na-semana-de-17-a-23-de-agosto-podera-haver-dias-com-temperaturas-ideais-para-a-epoca-do-ano.html" title="Alívio térmico: na semana de 17 a 23 de agosto poderá haver dias com temperaturas 'ideais' para a época do ano">Alívio térmico: na semana de 17 a 23 de agosto poderá haver dias com temperaturas "ideais" para a época do ano</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alivio-termico-na-semana-de-17-a-23-de-agosto-podera-haver-dias-com-temperaturas-ideais-para-a-epoca-do-ano.html" title="Alívio térmico: na semana de 17 a 23 de agosto poderá haver dias com temperaturas 'ideais' para a época do ano"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alivio-termico-na-semana-de-17-a-23-de-agosto-havera-dias-com-temperaturas-baixas-para-a-epoca-do-ano-1786538550486_320.jpg" alt="Alívio térmico: na semana de 17 a 23 de agosto poderá haver dias com temperaturas 'ideais' para a época do ano"></a></article></aside><p>A esta distância, porém, não é possível definir com rigor a localização ou intensidade da precipitação. Ainda assim, a tendência desenha uma sequência dinâmica até dia 23: <strong>calor intenso, trovoadas, novo pico térmico e, finalmente, possível arrefecimento acompanhado por chuva.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-a-10-dias-em-portugal-calor-perto-dos-40-c-trovoadas-fortes-e-chuva-poderao-marcar-os-proximos-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Trovoadas entre sexta 14 e domingo 16: as zonas mais expostas à passagem de uma perturbação]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/trovoadas-entre-sexta-14-e-domingo-16-as-zonas-mais-expostas-a-passagem-de-uma-perturbacao.html</link><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 13:11:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os dias secos e soalheiros podem ter as horas contadas em Portugal Continental. A formação de uma cavado poderá resultar em episódios localizados de trovoada e chuva. Saiba onde!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaxe9vi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaxe9vi.jpg" id="xaxe9vi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal Continental poderá contar com alguma <strong>instabilidade atmosférica</strong> a partir de amanhã, sexta-feira, devido à <strong>formação de um cavado</strong>, como é percetível no mapa animado acima, que poderá resultar na ocorrência de trovoada e chuva no Norte e Centro do país.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ainda assim, a chuva é esperada apenas para sábado e essencialmente para o Nordeste Transmontano. Já <strong>a trovoada poderá abranger mais áreas</strong>, como podemos observar no mapa abaixo.</p><h2>Sexta-feira sem previsão de chuva, mas trovoada pode ocorrer</h2><p>Entre as 12h e as 20h de amanhã, sexta-feira, poderá dar-se a <strong>ocorrência de trovoada nas regiões Norte e Centro</strong>, especialmente nas cidades do interior. Esta instabilidade atmosférica dever-se-á à formação de um cavado pouco profundo, como referimos acima, que atravessará parte da nossa geografia entre sexta e sábado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/trovoadas-entre-sexta-14-e-domingo-16-as-zonas-mais-expostas-a-passagem-de-uma-perturbacao-1786618699291.png" data-image="3nx8s6rk9gw5" alt="densidade de raios; trovoada" title="densidade de raios; trovoada"><figcaption>Entre sexta-feira e sábado espera-se a ocorrência de trovoada em vários pontos das regiões Norte e Centro, com maior expressão no Nordeste Transmontano, onde no sábado poderá ocorrer ainda chuva forte.</figcaption></figure><p>No entanto, e apesar desta previsão de trovoada, não há previsão de chuva para este dia, ocorrendo, assim, <strong>trovoada seca em ambas as regiões</strong>, podendo esta contribuir para a elevação do risco de incêndio.</p><h2>No sábado poderá dar-se um agravamento do estado do tempo no Nordeste Transmontano</h2><p>No sábado dar-se-á um aumento da nebulosidade em boa parte do país e alguns aguaceiros fracos e dispersos poderão surgir no Norte e Centro do país, <strong>concentrando-se de forma mais expressiva no Nordeste Transmontano ao longo da tarde</strong>, especialmente entre Argozelo e Rio Frio, onde os episódios deverão ser mais intensos.</p><p>Esta chuva será acompanhada de trovoada forte, na mesma zona. O mapa acima mostra que <strong>o distrito de Bragança poderá ser o mais afetado por esta perturbação</strong>, no entanto, no noroeste, a trovoada também poderá ser evidente, assim como noutras zonas a oeste da Barreira de Condensação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783495" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-persiste-ate-sabado-em-4-distritos-de-portugal-mas-trovoadas-podem-comecar-a-estalar-em-breve-no-nosso-pais.html" title="Calor persiste até sábado em 4 distritos de Portugal, mas trovoadas podem começar a “estalar” em breve no nosso país">Calor persiste até sábado em 4 distritos de Portugal, mas trovoadas podem começar a “estalar” em breve no nosso país</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-persiste-ate-sabado-em-4-distritos-de-portugal-mas-trovoadas-podem-comecar-a-estalar-em-breve-no-nosso-pais.html" title="Calor persiste até sábado em 4 distritos de Portugal, mas trovoadas podem começar a “estalar” em breve no nosso país"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-persiste-ate-sabado-em-4-distritos-de-portugal-mas-trovoadas-podem-comecar-a-estalar-em-breve-no-nosso-pais-1786622991295_320.png" alt="Calor persiste até sábado em 4 distritos de Portugal, mas trovoadas podem começar a “estalar” em breve no nosso país"></a></article></aside><p>No <strong>domingo, a instabilidade poderá permanecer</strong>, com previsão de ocorrência de chuva fraca e irregular e com possibilidade de trovoada também no Norte e Centro, ainda que a <strong>Guarda possa registar uma maior densidade de raios por km</strong>.</p><p>Este tipo de fenómenos é bastante variável pelo que <strong>as áreas indicadas no mapa poderão variar, assim como a intensidade</strong>. Com isto, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações em tempo.pt.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/trovoadas-entre-sexta-14-e-domingo-16-as-zonas-mais-expostas-a-passagem-de-uma-perturbacao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor persiste até sábado em 4 distritos de Portugal, mas trovoadas podem começar a “estalar” em breve no nosso país]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-persiste-ate-sabado-em-4-distritos-de-portugal-mas-trovoadas-podem-comecar-a-estalar-em-breve-no-nosso-pais.html</link><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 12:13:31 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O tempo em Portugal continental nos próximos dias será geralmente estável, seco e predominantemente soalheiro. Não obstante, haverá um aumento da tendência para trovoadas em algumas zonas, bem como persistência do aviso amarelo de tempo quente em 4 distritos.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaxesae"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaxesae.jpg" id="xaxesae"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A atual situação sinóptica está a ser marcada pela presença de uma região anticiclónica, que se estende aos Açores e à Madeira, e por uma depressão térmica no interior da Península Ibérica.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp.</a></strong> Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Esta configuração mantém o tempo quente, sobretudo nas regiões do interior e no Algarve esta <strong>quinta-feira (13), estando o aviso amarelo em vigor para 9 distritos: Vila Real, Viseu, Bragança, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora, Beja e Faro</strong> devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima.</p><h2>O estado do tempo vai alterar-se gradualmente nos próximos dias</h2><p><strong>O estado do tempo em Portugal continental até sábado (15) será geralmente caracterizado por céu pouco nublado ou limpo</strong>, embora com períodos de maior nebulosidade no litoral ocidental durante as manhãs, podendo persistir localmente a norte do Cabo Raso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-persiste-ate-sabado-em-4-distritos-de-portugal-mas-trovoadas-podem-comecar-a-estalar-em-breve-no-nosso-pais-1786622255191.png" data-image="zxmafnejiwzb"><figcaption>Atual configuração sinóptica que proporciona tempo geralmente estável, seco e soalheiro a Portugal continental.</figcaption></figure><p>Prevê-se que o vento sopre geralmente fraco a moderado do quadrante norte, rodando temporariamente para oeste durante as tardes, podendo ser pontualmente forte na faixa costeira ocidental e nas terras altas. Adicionalmente, prevê-se ainda a formação de nevoeiro matinal, especialmente no litoral ocidental.</p><p>De acordo com os mapas de referência da Meteored, entre sexta-feira (14) e sábado (15), uma ondulação mais pronunciada do escoamento associado ao jato polar poderá alterar progressivamente a situação sinóptica, permitindo a <strong>aproximação de um cavado pouco profundo isolado em altitude</strong>, que deslizará pelo flanco oriental da região anticiclónica: a sua formação torna-se evidente nas ao observarmos as camadas de vento e geopotencial a 300 hPa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-persiste-ate-sabado-em-4-distritos-de-portugal-mas-trovoadas-podem-comecar-a-estalar-em-breve-no-nosso-pais-1786621804368.png" data-image="76eillkuutmg"><figcaption>Observa-se um cavado pouco profundo mas suficientemente pronunciado para produzir um aumento da instabilidade atmosférica, especialmente no sábado (15), sobre várias regiões da Península Ibérica, incluindo em Portugal continental.</figcaption></figure><p>A entrada de ar relativamente mais frio em altitude, sobre uma camada inferior ainda quente, irá contribuir para um aumento da instabilidade atmosférica. Assim, na tarde de sexta-feira (14) prevê-se um aumento temporário da nebulosidade no <strong>interior Norte, com possibilidade de aguaceiros e trovoadas, sobretudo nas serras e montanhas setentrionais</strong>.</p><p>Os nossos mapas indicam ainda que <strong>no sábado (15) a instabilidade deverá estender-se também ao interior Centro, com possibilidade de aguaceiros e trovoadas, embora algumas possam ser localmente fortes e não se excluindo o risco de queda de granizo</strong>. Refira-se ainda a possibilidade de algumas células convectivas afetarem zonas a oeste ou a sul do principal foco de instabilidade (que consiste nos distritos de Vila Real, Viseu, Bragança e Guarda e outras zonas montanhosas do Norte e Centro).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-persiste-ate-sabado-em-4-distritos-de-portugal-mas-trovoadas-podem-comecar-a-estalar-em-breve-no-nosso-pais-1786622043332.png" data-image="eb0pijntlzka"><figcaption>Possível distribuição das descargas elétricas atmosféricas às 15:00 do próximo sábado, 15 de agosto.</figcaption></figure><p><strong>O modelo de maior confiança da Meteored - o ECMWF - prevê uma descida das temperaturas máximas entre sexta-feira (14) e sábado (15)</strong>, acompanhada por uma redução da área geográfica abrangida pelos valores mais elevados.</p><p>Não obstante, algumas zonas do interior vão continuar a registar temperaturas suficientemente elevadas para justificar a manutenção do aviso de tempo quente. <strong>A mais recente atualização do IPMA mantém para sábado (15) o aviso amarelo em 4 distritos: Vila Real, Bragança, Guarda e Castelo Branco</strong>.</p><h2>Aviso amarelo de tempo quente prolonga-se até sábado, 15 de agosto, em 4 distritos</h2><p>Na tabela abaixo pode-se observar a evolução prevista dos valores de temperatura máxima para sexta-feira (14) e sábado (15) nas capitais distritais e principais localidades dos distritos sob aviso amarelo de tempo quente.</p><table><thead><tr><th>Cidade, vila ou povoação</th><th>Temperatura Máxima Sexta-feira, 14 de agosto</th><th>Temperatura Máxima Sábado, 15 de agosto</th></tr></thead><tbody><tr><td>Bragança</td><td>35 ºC</td><td>30 ºC</td></tr><tr><td>Mirandela</td><td>39 ºC</td><td>35 ºC</td></tr><tr><td>Macedo de Cavaleiros</td><td>36</td><td>32 ºC</td></tr><tr><td>Vila Real</td><td>33 ºC</td><td>33 ºC</td></tr><tr><td>Peso da Régua</td><td>34 ºC</td><td>36 ºC</td></tr><tr><td>Chaves</td><td>36 ºC</td><td>34 ºC</td></tr><tr><td>Guarda</td><td>32 ºC</td><td>30 ºC</td></tr><tr><td>Figueira de Castelo Rodrigo</td><td>36 ºC</td><td>34 ºC</td></tr><tr><td>Mêda</td><td>35 ºC</td><td>32 ºC</td></tr><tr><td>Castelo Branco</td><td>36 ºC</td><td>33 ºC</td></tr><tr><td>Covilhã</td><td>35 ºC</td><td>32 ºC</td></tr><tr><td>Fundão</td><td>36 ºC</td><td>33 ºC</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Fonte: Mapas da Meteored.</td></tr></tbody></table><p>Verifica-se, entre sexta-feira (14) e sábado (15), na grande maioria das localidades analisadas uma <strong>descida significativa dos valores das temperaturas máximas, geralmente entre 2 e 5 ºC</strong>, apesar da evolução variar conforme fatores como a altitude, exposição, circulação atmosférica e características orográficas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783404" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/fim-de-semana-com-tempo-variavel-nos-acores-e-madeira-chuva-regressa-e-temperaturas-chegam-aos-28-c.html" title="Fim de semana com tempo variável nos Açores e Madeira: chuva regressa e temperaturas chegam aos 28 ºC">Fim de semana com tempo variável nos Açores e Madeira: chuva regressa e temperaturas chegam aos 28 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/fim-de-semana-com-tempo-variavel-nos-acores-e-madeira-chuva-regressa-e-temperaturas-chegam-aos-28-c.html" title="Fim de semana com tempo variável nos Açores e Madeira: chuva regressa e temperaturas chegam aos 28 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-com-tempo-variavel-nos-acores-e-madeira-chuva-regressa-e-temperaturas-chegam-aos-28-c-1786561785312_320.png" alt="Fim de semana com tempo variável nos Açores e Madeira: chuva regressa e temperaturas chegam aos 28 ºC"></a></article></aside><p>Destacam-se Vila Real, que deverá manter os 33 ºC de máxima em ambas as jornadas, e Peso da Régua, onde a máxima poderá subir de 34 para 36 ºC, seguindo um rumo contrário ao da tendência dominante.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-persiste-ate-sabado-em-4-distritos-de-portugal-mas-trovoadas-podem-comecar-a-estalar-em-breve-no-nosso-pais-1786622116553.png" data-image="7k164zag98rt"><figcaption>Para sexta-feira (14) ainda se prevê que muitas zonas do país registem temperaturas máximas iguais ou superiores a 35 ºC.</figcaption></figure><p>Ainda no que toca à evolução das temperaturas, a passagem do cavado sobre a geografia da Península Ibérica e a entrada de ar relativamente mais frio em altitude ajudam a explicar <strong>a descida das temperaturas e o aumento da instabilidade no interior</strong>. Mesmo assim, esta alteração no panorama meteorológico não será suficiente para dissipar o tempo quente em todas as áreas abrangidas pelos avisos.</p><p><strong>A continuidade do aviso amarelo nos 4 distritos é resultante da previsão de persistência de temperaturas máximas elevadas em determinadas áreas</strong>. A distribuição térmica poderá ser muito condicionada pela altitude, exposição das vertentes, formato dos vales e grau de abrigo relativamente ao vento. Deste modo, algumas zonas irão continuar a alcançar valores elevados apesar da tendência generalizada para uma maior frescura do tempo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-persiste-ate-sabado-em-4-distritos-de-portugal-mas-trovoadas-podem-comecar-a-estalar-em-breve-no-nosso-pais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tigre-siberiano é solto na natureza no Cazaquistão quase 80 anos após extinção]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tigre-siberiano-e-solto-na-natureza-no-cazaquistao-quase-80-anos-apos-extincao.html</link><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 07:33:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Fêmea chamada Umit foi libertada em reserva no sul do país após meses de adaptação; projeto procura reconstruir população selvagem e recuperar ecossistema histórico da Ásia Central.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tigre-siberiano-e-solto-na-natureza-no-cazaquistao-quase-80-anos-apos-extincao-1786286424049.jpg" data-image="i1qjyei6mfrt" alt="Tigre-siberiano chamado Umit foi solto na natureza no Cazaquistão quase 80 anos após espécie ser declarada extinta Imagem: Divulgação/Governo do Cazaquistão… - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2026/08/07/cazaquistao-solta-tigre-na-natureza-quase-80-anos-apos-especie-ser-extinta.ghtm?shem=dsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4&cmpid=copiaecola" title="Tigre-siberiano chamado Umit foi solto na natureza no Cazaquistão quase 80 anos após espécie ser declarada extinta Imagem: Divulgação/Governo do Cazaquistão… - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2026/08/07/cazaquistao-solta-tigre-na-natureza-quase-80-anos-apos-especie-ser-extinta.ghtm?shem=dsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4&cmpid=copiaecola"><figcaption> Tigre-siberiano chamado Umit foi solto na natureza no Cazaquistão quase 80 anos após a espécie ser declarada extinta. Crédito: Divulgação/Governo do Cazaquistão</figcaption></figure><p>Quase 80 anos após a extinção do tigre no país, <strong>o Cazaquistão voltou a registar a presença do animal no seu habitat natural</strong>. Uma fêmea de<strong> tigre-siberiano</strong> foi solta na Reserva Natural de Ile-Balkhash, no sul do território, como parte de um programa governamental de reintrodução da espécie.</p><p>Chamada<strong> Umit, a tigresa foi transferida da Rússia para o Cazaquistão em maio</strong>. Desde então, permaneceu sob acompanhamento de especialistas, que avaliaram a sua capacidade de sobreviver de forma independente. O animal recebeu uma coleira de rastreamento com tecnologia GPS/GSM e será monitorizado 24 horas por dia por satélite e armadilhas fotográficas.</p><p>Os últimos registos confirmados de <strong>tigres no Cazaquistão datam de 1948</strong>. Agora, as autoridades esperam que um macho, também trazido da Rússia, seja libertado em breve. Outros dois animais deverão ser soltos aproximadamente dentro de um ano.</p><h2>Projeto procura recuperar população selvagem da espécie</h2><p>Segundo o ministro da Ecologia e Recursos Naturais do Cazaquistão, Yerlan Nyssanbayev, a <strong>libertação</strong><strong> é o resultado de mais de uma década de trabalho</strong> a envolver órgãos do governo, cientistas, especialistas russos e parceiros internacionais.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>“Temos um grande trabalho pela frente na monitorização dos tigres e na formação de uma população sustentável, mas hoje demos o primeiro e mais importante passo”, afirmou o ministro.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Se o projeto for bem-sucedido, <strong>o Cazaquistão poderá tornar-se o primeiro país do mundo a restabelecer com sucesso uma população de tigres selvagens</strong> numa região onde esses animais tinham sido completamente extintos.</p><h2>Reserva foi escolhida por características do habitat</h2><p>A <strong>Reserva Natural Estadual de Ile-Balkhash </strong>foi escolhida devido às suas características ambientais. A região fazia parte do habitat histórico do tigre-do-cáspio, um dos maiores predadores da Ásia Central e pertencente à mesma subespécie do tigre-siberiano.</p><p>As matas de galeria da região e a disponibilidade de presas ofereciam<strong> condições favoráveis para a sobrevivência dos grandes felinos</strong>.<strong> </strong>Porém, a partir de meados do século XX, a caça, a destruição do habitat e a redução da população de presas contribuíram para o desaparecimento dos tigres no país.</p><h2>Preparação levou mais de uma década</h2><p>A reintrodução exigiu uma <strong>série de medidas para preparar o ambiente e garantir a adaptação dos animais</strong>. Entre elas estão a criação da reserva, a recuperação da base alimentar e a construção de recintos destinados ao abrigo e à adaptação dos tigres.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tigre-siberiano-e-solto-na-natureza-no-cazaquistao-quase-80-anos-apos-extincao-1786286557334.jpg" data-image="rc9736fe7xla" alt="A região foi, historicamente, o ecossistema natural do tigre-do-cáspio, um dos maiores predadores da Ásia Central… - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2026/08/07/cazaquistao-solta-tigre-na-natureza-quase-80-anos-apos-especie-ser-extinta.ghtm?shem=dsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4&cmpid=copiaecola" title="A região foi, historicamente, o ecossistema natural do tigre-do-cáspio, um dos maiores predadores da Ásia Central… - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2026/08/07/cazaquistao-solta-tigre-na-natureza-quase-80-anos-apos-especie-ser-extinta.ghtm?shem=dsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4&cmpid=copiaecola"><figcaption> A região foi, historicamente, o ecossistema natural do tigre-do-cáspio, um dos maiores predadores da Ásia Central. Crédito: Divulgação/Governo do Cazaquistão</figcaption></figure><p>O país também investiu na infraestrutura necessária para o projeto e na implantação de um <strong>sistema permanente de monitorização científica</strong>. A estratégia é acompanhar de perto os animais e avaliar a sua adaptação ao ambiente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764103" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-emotivo-resgate-de-sona-o-ultimo-tigre-de-circo-de-portugal-inicia-agora-a-sua-recuperacao-em-espanha.html" title="O emotivo resgate de Sona, o último tigre de circo de Portugal: inicia agora a sua recuperação em Espanha">O emotivo resgate de Sona, o último tigre de circo de Portugal: inicia agora a sua recuperação em Espanha</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-emotivo-resgate-de-sona-o-ultimo-tigre-de-circo-de-portugal-inicia-agora-a-sua-recuperacao-em-espanha.html" title="O emotivo resgate de Sona, o último tigre de circo de Portugal: inicia agora a sua recuperação em Espanha"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-emotivo-resgate-de-sona-o-ultimo-tigre-de-circo-de-portugal-inicia-agora-a-sua-recuperacao-em-espanha-1776266701600_320.jpg" alt="O emotivo resgate de Sona, o último tigre de circo de Portugal: inicia agora a sua recuperação em Espanha"></a></article></aside><p>Com a chegada de novos indivíduos, as autoridades esperam formar<strong> uma população capaz de se reproduzir e sobreviver de maneira sustentável</strong>.<strong> </strong>O sucesso da iniciativa dependerá, entre outros fatores, da disponibilidade de presas, da preservação do habitat e do acompanhamento contínuo dos tigres.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="UOL" data-year="2026" data-title="Cientistas%20soltam%20tigre-siberiano%20na%20natureza%20quase%2080%20anos%20ap%C3%B3s%20extin%C3%A7%C3%A3o" data-url="https%3A%2F%2Fnoticias.uol.com.br%2Fmeio-ambiente%2Fultimas-noticias%2Fredacao%2F2026%2F08%2F07%2Fcazaquistao-solta-tigre-na-natureza-quase-80-anos-apos-especie-ser-extinta.ghtm%3Fshem%3Ddsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4">UOL. (2026). <a href="https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2026/08/07/cazaquistao-solta-tigre-na-natureza-quase-80-anos-apos-especie-ser-extinta.ghtm?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Cientistas soltam tigre-siberiano na natureza quase 80 anos após extinção</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tigre-siberiano-e-solto-na-natureza-no-cazaquistao-quase-80-anos-apos-extincao.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Fim de semana com tempo variável nos Açores e Madeira: chuva regressa e temperaturas chegam aos 28 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/fim-de-semana-com-tempo-variavel-nos-acores-e-madeira-chuva-regressa-e-temperaturas-chegam-aos-28-c.html</link><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 06:11:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os próximos dias serão marcados por alguma variabilidade nos arquipélagos portugueses. O ECMWF antecipa períodos de chuva nos Açores e na Madeira, embora de forma irregular, num cenário acompanhado por temperaturas amenas a quentes e diferenças importantes entre ilhas e vertentes.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xax86si"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xax86si.jpg" id="xax86si"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os dois arquipélagos portugueses vão atravessar os próximos dias sob condições meteorológicas distintas, mas com um elemento em comum: <strong>a influência do Atlântico continuará a favorecer mudanças relativamente rápidas no estado do tempo</strong>.</p><p>As projeções do modelo ECMWF mostram períodos mais estáveis intercalados com passagens de nebulosidade e precipitação, enquanto as temperaturas se mantêm globalmente agradáveis. A distribuição da chuva será, contudo, bastante irregular, pelo que nem todas as ilhas serão afetadas da mesma forma.</p><h2>Açores: tempo relativamente tranquilo, mas com chuva a aparecer de forma irregular</h2><p>Na <strong>quinta-feira (13)</strong>, o arquipélago dos Açores deverá apresentar condições relativamente estáveis durante boa parte do dia. As temperaturas durante a tarde rondarão <strong>25 ºC em Ponta Delgada, 26 ºC em Angra do Heroísmo e 27 ºC na Horta</strong>, de acordo com o ECMWF.</p><p>Apesar do ambiente relativamente ameno, a circulação atlântica continuará presente e poderá transportar períodos de maior nebulosidade e alguns aguaceiros para determinadas ilhas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-com-tempo-variavel-nos-acores-e-madeira-chuva-regressa-e-temperaturas-chegam-aos-28-c-1786561595851.png" data-image="ac519yzgsyyw" alt="A chuva poderá atingir algumas ilhas dos Açores durante a sexta-feira" title="A chuva poderá atingir algumas ilhas dos Açores durante a sexta-feira"><figcaption>Precipitação prevista pelo modelo ECMWF para os Açores na sexta-feira, dia 14, pelas 13h. Fonte: Meteored.</figcaption></figure><p>A precipitação deverá apresentar uma distribuição bastante irregular, podendo afetar algumas ilhas enquanto outras permanecem praticamente sem chuva no mesmo período.</p><p>Na <strong>sexta-feira (14)</strong>, o cenário torna-se ligeiramente mais instável. O modelo mostra precipitação a alcançar sobretudo setores do Grupo Central, embora sem indicar, nestes mapas, um episódio generalizado ou particularmente intenso.</p><p>As temperaturas deverão variar pouco. Durante a tarde, a Horta poderá continuar próxima dos <strong>27 ºC</strong>, enquanto Angra do Heroísmo deverá rondar os <strong>25 ºC</strong> e Ponta Delgada igualmente cerca de <strong>25 ºC</strong>.</p><h2>Anticiclone ganha influência durante o fim de semana nos Açores</h2><p>A evolução prevista para sábado mostra um reforço da influência anticiclónica sobre a região. O ECMWF coloca um centro de altas pressões, com valores próximos dos <strong>1026 hPa</strong>, nas proximidades do arquipélago.</p><p>Esta configuração deverá contribuir para períodos de maior estabilidade, embora isso não signifique necessariamente céu completamente limpo em todas as ilhas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-com-tempo-variavel-nos-acores-e-madeira-chuva-regressa-e-temperaturas-chegam-aos-28-c-1786561686773.png" data-image="9i5mryb2a83j" alt="As temperaturas continuarão elevadas nos Açores durante o fim de semana" title="As temperaturas continuarão elevadas nos Açores durante o fim de semana"><figcaption>Temperaturas previstas pelo modelo ECMWF para os Açores no sábado, dia 15, pelas 16h. Fonte: Meteored.</figcaption></figure><p>Apesar da maior influência anticiclónica, as diferenças entre os vários grupos de ilhas continuarão a ser importantes, tanto na nebulosidade como na possibilidade de ocorrência de precipitação.</p><p>No sábado, a <strong>Horta poderá atingir cerca de 27 ºC</strong>, enquanto Angra do Heroísmo deverá ficar próxima dos <strong>25 ºC</strong> e Ponta Delgada dos <strong>24 ºC</strong>.</p><p>No domingo, o cenário térmico mantém-se semelhante, sem sinais de alterações muito acentuadas. Assim, o fim de semana deverá decorrer com temperaturas agradáveis e alguns períodos de maior estabilidade, embora num contexto tipicamente atlântico, onde a nebulosidade pode variar rapidamente.</p><h2>Madeira: temperaturas sobem e podem chegar aos 28 ºC</h2><p>Na Madeira, o calor terá maior expressão do que nos Açores. Já durante a tarde de quinta-feira, o ECMWF aponta para valores próximos dos <strong>26 ºC no Funchal e na Calheta</strong>, cerca de <strong>25 ºC em Porto Moniz</strong>, 24 ºC em Machico e 23 ºC em Santana.</p><p>Em Porto Santo, Vila Baleira deverá registar aproximadamente <strong>24 ºC</strong>.</p><p>A situação torna-se particularmente interessante entre sexta-feira e sábado, quando as temperaturas poderão subir ligeiramente em alguns setores da ilha.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-com-tempo-variavel-nos-acores-e-madeira-chuva-regressa-e-temperaturas-chegam-aos-28-c-1786561785312.png" data-image="li1k4mdxry3i" alt="Temperaturas poderão atingir os 28 ºC na Madeira no sábado" title="Temperaturas poderão atingir os 28 ºC na Madeira no sábado"><figcaption>Temperaturas previstas pelo modelo ECMWF para o arquipélago da Madeira no sábado, dia 15, pelas 16h. Fonte: Meteored.</figcaption></figure><p>O sudoeste da ilha deverá destacar-se pelos valores mais elevados, enquanto as áreas de maior altitude e alguns setores da costa norte permanecerão mais frescos.</p><p>No sábado, a diferença provocada pela <strong>orografia da Madeira</strong> torna-se bastante evidente. Enquanto a Calheta poderá chegar aos <strong>28 ºC</strong> e o Funchal aos <strong>27 ºC</strong>, Santana deverá ficar próxima dos <strong>23 ºC</strong>. Porto Moniz rondará 24 ºC e Machico aproximadamente 23 ºC.</p><p>Esta diferença térmica em poucos quilómetros é característica da Madeira, onde a altitude, a exposição das vertentes e a circulação atmosférica condicionam fortemente a distribuição das temperaturas.</p><h2>A chuva também poderá marcar presença na Madeira</h2><p>Apesar das temperaturas relativamente elevadas, nem todo o período será seco. O ECMWF sugere a ocorrência de precipitação em alguns momentos, sobretudo entre sexta-feira e domingo.</p><p>Na <strong>sexta-feira</strong>, aparecem sinais de chuva essencialmente sobre setores do norte e do interior da ilha, enquanto outras áreas poderão permanecer secas.</p><p> No sábado, a precipitação prevista apresenta uma distribuição bastante fragmentada, com o relevo madeirense a poder favorecer diferenças significativas entre vertentes. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-com-tempo-variavel-nos-acores-e-madeira-chuva-regressa-e-temperaturas-chegam-aos-28-c-1786561940138.png" data-image="kgsmh0tx8mom" alt="A chuva poderá atingir sobretudo o oeste e o interior da Madeira no domingo" title="A chuva poderá atingir sobretudo o oeste e o interior da Madeira no domingo"><figcaption>Precipitação prevista pelo modelo ECMWF para a Madeira no domingo, dia 16, pelas 13h. Fonte: Meteored.</figcaption></figure><p>O cenário reforça o caráter localizado da precipitação, com diferenças significativas entre vertentes e possibilidade de algumas zonas permanecerem praticamente secas.</p><p>No domingo, as temperaturas deverão baixar ligeiramente em relação a sábado. O ECMWF aponta para cerca de <strong>27 ºC na Calheta, 25 ºC no Funchal, 23 ºC em Porto Moniz, 22 ºC em Machico e 21 ºC em Santana</strong>. Em Vila Baleira, Porto Santo, são esperados aproximadamente <strong>22 ºC</strong>.</p><h2>Vento será outro elemento a acompanhar</h2><p>A circulação do vento deverá permanecer presente nos dois arquipélagos, algo habitual devido à sua exposição oceânica. Na Madeira, os mapas do ECMWF mostram diferenças consideráveis provocadas pelo relevo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783335" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-tempo-quente-prolonga-se-ate-sexta-feira-em-tres-distritos-antes-da-eclosao-de-aguaceiros-e-trovoadas.html" title="Aviso amarelo de tempo quente prolonga-se até sexta-feira em três distritos antes da “eclosão” de aguaceiros e trovoadas">Aviso amarelo de tempo quente prolonga-se até sexta-feira em três distritos antes da “eclosão” de aguaceiros e trovoadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-tempo-quente-prolonga-se-ate-sexta-feira-em-tres-distritos-antes-da-eclosao-de-aguaceiros-e-trovoadas.html" title="Aviso amarelo de tempo quente prolonga-se até sexta-feira em três distritos antes da “eclosão” de aguaceiros e trovoadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-amarelo-de-tempo-quente-prolonga-se-ate-sexta-feira-em-tres-distritos-antes-da-eclosao-de-aguaceiros-e-trovoadas-1786533788167_320.jpg" alt="Aviso amarelo de tempo quente prolonga-se até sexta-feira em três distritos antes da “eclosão” de aguaceiros e trovoadas"></a></article></aside><p>Em alguns momentos, setores mais expostos poderão registar vento moderado, enquanto áreas protegidas pelo maciço montanhoso apresentarão velocidades claramente inferiores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fim-de-semana-com-tempo-variavel-nos-acores-e-madeira-chuva-regressa-e-temperaturas-chegam-aos-28-c-1786561991077.png" data-image="y37qfxck5bv4" alt="O relevo da Madeira condicionará fortemente a intensidade do vento" title="O relevo da Madeira condicionará fortemente a intensidade do vento"><figcaption>Velocidade e circulação do vento previstas pelo modelo ECMWF para a Madeira no domingo, dia 16, pelas 13h. Fonte: Meteored.</figcaption></figure><p>A distribuição prevista evidencia o efeito do relevo madeirense, com diferenças acentuadas entre zonas abrigadas e setores mais expostos à circulação atlântica.</p><p> Assim, apesar de não se antecipar uma mudança brusca e generalizada do estado do tempo, <strong>Açores e Madeira terão algumas mudanças ao longo dos próximos dias</strong>, com períodos de maior nebulosidade e possibilidade de precipitação localizada. A chuva deverá surgir sobretudo de forma irregular, alternando com períodos secos. </p><p>As temperaturas permanecerão agradáveis nos Açores e serão mais elevadas na Madeira, onde poderão chegar aos <strong>28 ºC no sábado</strong>. Quem tenha atividades ao ar livre deverá, por isso, acompanhar a evolução das previsões, sobretudo devido à distribuição muito localizada da precipitação nas ilhas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/fim-de-semana-com-tempo-variavel-nos-acores-e-madeira-chuva-regressa-e-temperaturas-chegam-aos-28-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um simples fungo pode ajudar a construir uma base em Marte? A ciência portuguesa acredita que sim]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-simples-fungo-pode-ajudar-a-construir-uma-base-em-marte-a-ciencia-portuguesa-acredita-que-sim.html</link><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Investigação de Isabel Santos de Sousa, distinguida pela comunidade científica ibérica, mostra como os microrganismos poderão tornar futuras missões espaciais muito mais autónomas e sustentáveis.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/um-simples-fungo-pode-ajudar-a-construir-uma-base-em-marte-a-ciencia-portuguesa-acredita-que-sim-1786532940282.jpg" data-image="w8reuteqvho3" alt="Ilustração digital: base em Marte" title="Ilustração digital: base em Marte"><figcaption>Uma missão de longa duração a Marte terá de produzir localmente parte dos recursos essenciais à sobrevivência humana. Imagem gerada por IA: Adobe Stock</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Levar os <strong>humanos</strong> até <strong>Marte</strong> é um desafio extraordinário. Mantê-los vivos durante meses ou anos poderá ser ainda mais difícil. Cada <strong>missão espacial</strong> depende de uma enorme quantidade de alimentos, medicamentos, ferramentas, materiais e consumíveis transportados a partir da Terra. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Quanto maior for a distância, mais caro, pesado e complexo se torna enviar tudo aquilo de que uma tripulação precisa para sobreviver.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Uma das grandes perguntas da exploração espacial, por isso, já não é apenas como chegar a lugares distantes do nosso planeta. É como <strong>permanecer</strong> lá durante <strong>longos períodos</strong> sem depender constantemente de reabastecimentos vindos da Terra.</p><h2>Autonomia longe da Terra</h2><p>Uma dissertação desenvolvida na <strong>Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto</strong> (FEUP) acaba de mostrar que parte dessa resposta poderá estar num organismo tão discreto quanto improvável. Um <strong>fungo</strong>.</p><p>O trabalho de Isabel Santos de Sousa, recentemente distinguido com o Pedro Nunes Award – Best Iberian Master's Thesis in Planetary Sciences & Exploration 2025, atribuído pela comunidade Europlanet Iberia, demonstra que o <strong><em>Aspergillus niger</em></strong> consegue crescer recorrendo a recursos que, em teoria, poderão existir numa futura base na Lua ou em Marte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/um-simples-fungo-pode-ajudar-a-construir-uma-base-em-marte-a-ciencia-portuguesa-acredita-que-sim-1786533057256.jpg" data-image="ag45iz8ay7yh" alt="Isabel Santos de Sousa, FEUP" title="Isabel Santos de Sousa, FEUP"><figcaption>A investigação de Isabel Santos de Sousa mostra que os fungos podem juntar-se a plantas e cianobactérias na construção de sistemas de suporte de vida para futuras bases espaciais. Foto: FEUP</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Mais do que um resultado laboratorial, trata-se de uma <strong>prova de conceito</strong> que poderá ajudar a reduzir drasticamente a quantidade de materiais enviados da Terra, preparando o caminho para <strong>sistemas de suporte de vida</strong> muito mais autónomos.</p><h2>Produzir em vez de transportar</h2><p>Depois de décadas dedicadas sobretudo a colocar <strong>sondas</strong>, <strong>satélites</strong> e <strong>astronautas</strong> em <strong>órbita</strong> ou na superfície de outros mundos, a exploração espacial entrou numa nova fase. Organizações como a NASA e a Agência Espacial Europeia estudam a possibilidade de estabelecer <strong>presenças</strong> <strong>humanas</strong> cada vez mais <strong>prolongadas</strong> na <strong>Lua</strong> e, numa etapa seguinte, em <strong>Marte</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Mas é impossível transportar indefinidamente tudo aquilo de que uma comunidade humana necessitará para viver a centenas de milhões de quilómetros da Terra.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Cada quilograma enviado implica <strong>custos elevados</strong>, <strong>limitações técnicas</strong> e um aumento significativo da complexidade das missões. Quanto maior for a autonomia dessas futuras bases, maiores serão também as possibilidades de sucesso.</p><h2>Uma viragem na abordagem</h2><p>É aqui que entra a biotecnologia. Em vez de depender exclusivamente de cargueiros espaciais, a investigação procura desenvolver organismos capazes de produzir localmente<strong> alimentos, biomateriais, compostos químicos ou outras substâncias essenciais</strong> utilizando os recursos disponíveis nesses ambientes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781457" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/ciencia-portuguesa-descobre-uma-nova-forma-de-ler-marte-e-ajuda-a-preparar-futuras-missoes-humanas.html" title="Ciência portuguesa descobre uma nova forma de ler Marte e ajuda a preparar futuras missões humanas">Ciência portuguesa descobre uma nova forma de ler Marte e ajuda a preparar futuras missões humanas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/ciencia-portuguesa-descobre-uma-nova-forma-de-ler-marte-e-ajuda-a-preparar-futuras-missoes-humanas.html" title="Ciência portuguesa descobre uma nova forma de ler Marte e ajuda a preparar futuras missões humanas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ciencia-portuguesa-descobre-uma-nova-forma-de-ler-marte-e-ajuda-a-preparar-futuras-missoes-humanas-1785503968142_320.jpg" alt="Ciência portuguesa descobre uma nova forma de ler Marte e ajuda a preparar futuras missões humanas"></a></article></aside><p>Até agora, grande parte destes estudos concentrava-se em <strong>plantas e cianobactérias</strong>. A dissertação premiada pela comunidade científica ibérica acrescenta agora uma nova peça a esse sistema.</p><h2>Um novo habitante marciano</h2><p>O protagonista da investigação é o <strong><em>Aspergillus niger</em></strong>, um fungo amplamente conhecido pela ciência e utilizado há décadas em processos industriais. Isabel Santos de Sousa procurou perceber se este organismo conseguiria integrar um sistema biológico pensado para futuras bases espaciais.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os resultados mostram que o fungo foi capaz de crescer alimentando-se de biomassa produzida por cianobactérias e utilizando minerais semelhantes aos que poderão existir na Lua ou em Marte.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Pode parecer, à primeira vista, apenas mais uma experiência de microbiologia, mas é algo bastante mais amplo. Em vez de estudar um organismo isolado, a investigação aproxima-se da lógica de um <strong>pequeno ecossistema</strong>, onde diferentes <strong>microrganismos colaboram entre si</strong> para transformar recursos simples em materiais úteis para assegurar a sobrevivência humana.</p><p>A pergunta deixa de ser apenas se um fungo consegue sobreviver fora da Terra. Passa a ser outra, muito mais ambiciosa: que papel poderá desempenhar para<strong> ajudar </strong>os seres humanos a <strong>viver num outro</strong><strong> planeta</strong>?</p><h2>Um aliado para futuras missões</h2><p>Os resultados da dissertação mostram que o <em>Aspergillus niger</em> pode ser muito mais do que um simples organismo capaz de sobreviver em condições semelhantes às de Marte ou da Lua. O fungo poderá integrar <strong>sistemas biológicos</strong> concebidos para produzir localmente <strong>recursos indispensáveis</strong> à vida humana.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Entre as aplicações estudadas encontram-se a produção de biomateriais, compostos químicos e ingredientes alimentares, bem como a reciclagem de nutrientes e resíduos. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A investigação aponta ainda para o potencial destes organismos na criação de materiais capazes de contribuir para a<strong> proteção</strong><strong> contra a radiação</strong>, um dos maiores desafios enfrentados pelos astronautas em missões de longa duração.</p><p>A principal novidade está na forma como estas capacidades se articulam. Em vez de imaginar uma sucessão de processos independentes, o estudo propõe que diferentes <strong>microrganismos</strong> possam <strong>colaborar entre si</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/um-simples-fungo-pode-ajudar-a-construir-uma-base-em-marte-a-ciencia-portuguesa-acredita-que-sim-1786533739608.jpg" data-image="zv9tawfitf06" alt="fungo Aspergillus niger" title="fungo Aspergillus niger"><figcaption>O fungo Aspergillus niger conseguiu crescer utilizando biomassa produzida por cianobactérias e minerais semelhantes aos da Lua e de Marte. Imagem: Adobe Stock</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>As <strong>cianobactérias</strong> captam recursos simples e produzem biomassa. O <strong>fungo</strong> utiliza essa biomassa para gerar novos produtos de interesse. Aos poucos, começa a desenhar-se um sistema capaz de <strong>reutilizar matéria</strong>, <strong>reduzir desperdícios</strong> e diminuir a dependência de abastecimentos vindos da Terra.</p><p>É uma lógica muito próxima da dos ecossistemas naturais, onde cada organismo ocupa um lugar específico e contribui para manter o equilíbrio do conjunto.</p><h2>Uma visão com várias áreas da ciência</h2><p>Foi precisamente esta abordagem interdisciplinar que distinguiu o trabalho de Isabel Santos de Sousa. A dissertação não se limita à microbiologia. Liga a <strong>biotecnologia</strong> à <strong>engenharia</strong> <strong>química</strong> e <strong>biológica</strong>, aos <strong>sistemas de suporte de vida</strong> e à <strong>exploração planetária</strong>, procurando responder a uma questão muito concreta. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Como poderá uma futura base espacial produzir parte dos recursos de que necessita utilizando aquilo que tem à sua disposição?<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Embora ainda se trate de uma prova de conceito, os resultados mostram que <strong>os fungos merecem um lugar</strong> <strong>destacado</strong> na investigação dedicada à exploração espacial. Até agora, plantas e cianobactérias concentravam grande parte da atenção científica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781450" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-experiencia-mais-extrema-da-nasa-a-agencia-procura-voluntarios-para-um-ano-em-isolamento-simulando-missao-a-marte.html" title="A experiência mais extrema da NASA: a agência procura voluntários para um ano em isolamento, simulando missão a Marte">A experiência mais extrema da NASA: a agência procura voluntários para um ano em isolamento, simulando missão a Marte</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-experiencia-mais-extrema-da-nasa-a-agencia-procura-voluntarios-para-um-ano-em-isolamento-simulando-missao-a-marte.html" title="A experiência mais extrema da NASA: a agência procura voluntários para um ano em isolamento, simulando missão a Marte"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-experimento-mas-extremo-de-la-nasa-busca-voluntarios-para-pasar-un-ano-aislados-simulando-una-mision-a-marte-1784302642498_320.jpg" alt="A experiência mais extrema da NASA: a agência procura voluntários para um ano em isolamento, simulando missão a Marte"></a></article></aside><p>Este trabalho sugere que outros microrganismos poderão desempenhar funções igualmente importantes na construção de sistemas de sobrevivência autónomos. O reconhecimento atribuído pela comunidade Europlanet Iberia reflete precisamente essa capacidade de <strong>abrir uma nova linha de investigação</strong> num domínio estratégico para o futuro da exploração humana do Sistema Solar.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Faculdade%20de%20Engenharia%20da%20Universidade%20do%20Porto%20(FEUP)" data-year="" data-title="Doutoranda%20da%20FEUP%20distinguida%20com%20pr%C3%A9mio%20ib%C3%A9rico%20para%20a%20melhor%20tese%20de%20mestrado%20em%20Ci%C3%AAncias%20Planet%C3%A1rias" data-url="https%3A%2F%2Fnoticias.up.pt%2Ffeup%2Fdoutoranda-da-feup-distinguida-com-premio-iberico-para-a-melhor-tese-de-mestrado-em-ciencias-planetarias%2F">Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP). <a href="https://noticias.up.pt/feup/doutoranda-da-feup-distinguida-com-premio-iberico-para-a-melhor-tese-de-mestrado-em-ciencias-planetarias/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Doutoranda da FEUP distinguida com prémio ibérico para a melhor tese de mestrado em Ciências Planetárias</a>.</cite><br><cite data-author="Isabel%20Santos%20de%20Sousa" data-year="" data-title="Sustainable%20Space%20Habitats%3A%20Cyanobacterial%20Biomass%20as%20Feedstock%20for%20Fungal%20Biotechnology.%20Universidade%20do%20Porto" data-url="https%3A%2F%2Frepositorio-aberto.up.pt%2Fbitstream%2F10216%2F169989%2F2%2F745878.pdf">Isabel Santos de Sousa. <a href="https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/169989/2/745878.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Sustainable Space Habitats: Cyanobacterial Biomass as Feedstock for Fungal Biotechnology. Universidade do Porto</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-simples-fungo-pode-ajudar-a-construir-uma-base-em-marte-a-ciencia-portuguesa-acredita-que-sim.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Deitaram 65 000 litros de químicos ao mar para travar o aquecimento global: a experiência que preocupa os cientistas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/deitaram-65-000-litros-de-quimicos-ao-mar-para-travar-o-aquecimento-global-a-experiencia-que-preocupa-os-cientistas.html</link><pubDate>Wed, 12 Aug 2026 16:17:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A geoengenharia climática volta a estar no centro do debate, na sequência de uma experiência controversa que libertou milhares de litros de substâncias químicas no oceano com o objetivo de capturar carbono.</p><ul></ul><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/arrojaron-65-000-litros-de-quimicos-al-mar-para-frenar-el-calentamiento-global-el-experimento-que-alarma-a-cientificos-1773583704642.jpg" data-image="n67dkp8bbeff" alt="Geoingenieria en el mar" title="Geoingenieria en el mar"><figcaption>Numa experiência controversa de geoengenharia, foram lançados 65 000 litros de produtos químicos ao mar para que este pudesse absorver mais CO₂. Segundo os investigadores, o processo permitiu eliminar até 10 toneladas de dióxido de carbono da atmosfera sem causar danos à fauna selvagem.</figcaption></figure><p><strong>As alterações climáticas estão a levar a ciência a explorar soluções cada vez mais ousadas</strong>. Algumas delas parecem saídas da ficção científica: modificar a atmosfera, refletir a luz solar ou alterar quimicamente o oceano para absorver dióxido de carbono. Este conjunto de ideias é conhecido como <strong>geoengenharia</strong> e suscita tanta esperança quanto preocupação.</p><p>Neste contexto, uma experiência recente gerou uma intensa polémica: <strong>cerca de 65 000 litros de produtos químicos foram despejados no oceano</strong> com o objetivo de aumentar a capacidade da água para absorver dióxido de carbono (CO₂). O raciocínio é relativamente simples: se o mar conseguir capturar mais carbono da atmosfera, poderá ajudar a travar o aquecimento global.</p><p>Mas o oceano é um sistema extremamente complexo. Intervir na sua química pode ser comparável a <strong>adicionar um ingrediente desconhecido a uma receita gigantesca que alimenta todo o planeta</strong>.</p><h2>Um antiácido para o oceano</h2><p>Os oceanos já desempenham um papel crucial no equilíbrio climático: absorvem <strong>cerca de 25% do dióxido de carbono emitido pelas atividades humanas</strong>. Sem essa função natural, o aquecimento global seria ainda mais intenso.</p><p>O problema é que esta «esponja de carbono» tem um limite. <strong>Quando o mar absorve demasiado CO₂, a água torna-se mais ácida</strong>, o que afeta organismos marinhos como os corais, os moluscos e o plâncton.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Pouring 65,000 litres of sodium hydroxide into the Gulf of Maine removed up to 10 tonnes of carbon dioxide from the atmosphere without harming wildlife, according to the researchers behind an ocean alkalinity enhancement test <a href="https://t.co/gS4zziOzoC">https://t.co/gS4zziOzoC</a></p>— New Scientist (@newscientist) <a href="https://twitter.com/newscientist/status/2027448427441737868?ref_src=twsrc%5Etfw">February 27, 2026</a></blockquote></figure><p>A experiência procurou intervir nesse processo. A estratégia consiste em <strong>adicionar substâncias alcalinas à água</strong>, o que permitiria aumentar a capacidade do oceano para capturar carbono sem aumentar tanto a sua acidez... <strong>algo como dar um Alka Seltzer ao mar</strong>.</p><p>Segundo os investigadores, a vida marinha não foi colocada em risco... o problema é que <strong>o oceano não é um estômago de laboratório</strong>, mas sim um sistema dinâmico que regula as correntes, a biodiversidade e os ciclos químicos globais.</p><h2>Os riscos desconhecidos de intervir no oceano</h2><p>Muitos cientistas alertam que este tipo de intervenções poderá gerar <strong>efeitos em cadeia difíceis de prever</strong>. Alterar a composição química da água poderá afetar as comunidades de microrganismos, modificar as cadeias alimentares ou afetar os processos biogeoquímicos que sustentam a vida marinha.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="758786" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-detetam-aceleracao-repentina-no-aquecimento-global.html" title="Cientistas detetam aceleração repentina no aquecimento global">Cientistas detetam aceleração repentina no aquecimento global</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-detetam-aceleracao-repentina-no-aquecimento-global.html" title="Cientistas detetam aceleração repentina no aquecimento global"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-detetam-aceleracao-repentina-no-aquecimento-global-1773406325326_320.jpg" alt="Cientistas detetam aceleração repentina no aquecimento global"></a></article></aside><p>Além disso, existe uma preocupação crescente: a geoengenharia poderá tornar-se uma <strong>"solução tecnológica tentadora" que reduza a pressão para diminuir as emissões de gases com efeito de estufa</strong>.</p><p>Alguns investigadores comparam esta estratégia a <strong>tomar analgésicos para uma doença grave</strong>. A dor pode diminuir temporariamente, mas o problema de fundo continua presente.</p><p>O debate é também político e ético. Os oceanos pertencem a todos os países e a nenhuma nação em particular. Por isso, <strong>a realização de experiências no mar levanta questões sobre a governação global e a regulamentação internacional</strong>.</p><h2>Entre a urgência climática e os riscos planetários</h2><p>Esta experiência resume um dos grandes dilemas da era climática. Por um lado, o planeta precisa de reduzir rapidamente o dióxido de carbono atmosférico. Por outro lado, <strong>intervir diretamente nos sistemas naturais do planeta poderá desencadear efeitos que ainda não compreendemos totalmente</strong>.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/arrojaron-65-000-litros-de-quimicos-al-mar-para-frenar-el-calentamiento-global-el-experimento-que-alarma-a-cientificos-1773583986880.jpg" data-image="rbaii2fi04gk" alt="Riesgos de la geoingeniería" title="Riesgos de la geoingeniería"><figcaption>A geoengenharia pode ser uma faca de dois gumes: pode ajudar-nos tanto a melhorar como a piorar o estado do planeta. Seria como brincar aos deuses com o ambiente...</figcaption></figure><p>A geoengenharia apresenta-se como uma possível ferramenta de emergência. No entanto, muitos especialistas concordam num ponto fundamental: <strong>nenhuma tecnologia poderá substituir a redução drástica das emissões</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782949" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-sonda-cassini-revela-um-oceano-efervescente-escondido-sob-o-gelo-de-saturno.html" title="A sonda Cassini revela um oceano efervescente escondido sob o gelo de Saturno">A sonda Cassini revela um oceano efervescente escondido sob o gelo de Saturno</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-sonda-cassini-revela-um-oceano-efervescente-escondido-sob-o-gelo-de-saturno.html" title="A sonda Cassini revela um oceano efervescente escondido sob o gelo de Saturno"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/c-e-un-oceano-ribollente-sotto-il-ghiaccio-la-sonda-cassini-e-i-segreti-della-luna-di-saturno-1784712022983_320.jpeg" alt="A sonda Cassini revela um oceano efervescente escondido sob o gelo de Saturno"></a></article></aside><p>Em suma, <strong>alterar o clima do planeta</strong> pode ser a <strong>intervenção mais arriscada que a humanidade alguma vez tenha tentado</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Michael%20Le%20Page" data-year="2026" data-title="Ocean%20geoengineering%20trial%20finds%20no%20evidence%20of%20harm%20to%20marine%20life" data-url="https%3A%2F%2Fwww.newscientist.com%2Farticle%2F2517171-ocean-geoengineering-trial-finds-no-evidence-of-harm-to-marine-life%2F%3Futm_term%3DAutofeed%26utm_campaign%3Dechobox%26utm_medium%3Dsocial%26utm_source%3DTwitter%23Echobox%3D1772205061">Michael Le Page. (2026). <a href="https://www.newscientist.com/article/2517171-ocean-geoengineering-trial-finds-no-evidence-of-harm-to-marine-life/?utm_term=Autofeed&utm_campaign=echobox&utm_medium=social&utm_source=Twitter#Echobox=1772205061" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Ocean geoengineering trial finds no evidence of harm to marine life</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/deitaram-65-000-litros-de-quimicos-ao-mar-para-travar-o-aquecimento-global-a-experiencia-que-preocupa-os-cientistas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como funciona a previsão de eclipses: é assim que os astrónomos calculam o dia, a hora e até onde a sombra chegará]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/como-funciona-a-previsao-de-eclipses-e-assim-que-os-astronomos-calculam-o-dia-a-hora-e-ate-onde-a-sombra-chegara.html</link><pubDate>Wed, 12 Aug 2026 14:57:18 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A previsão de eclipses permite saber com grande precisão quando o Sol, a Lua e a Terra estarão alinhados e quais as zonas a partir das quais será possível observar o fenómeno.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-saben-los-cientificos-exactamente-cuando-habra-un-eclipse-1786443267086.jpg" data-image="bvd8f9youej2" alt="Eclipse de Sol" title="Eclipse de Sol"><figcaption>Os astrónomos conseguem prever os eclipses com precisão ao calcular as órbitas do Sol, da Lua e da Terra, bem como a trajetória da sombra lunar.</figcaption></figure><p>Os eclipses não ocorrem por acaso. <strong>A sua ocorrência depende de uma combinação específica de movimentos celestes que os astrónomos podem estudar através de modelos matemáticos</strong>. A Lua orbita a Terra em 27,3 dias, mas a sua órbita apresenta uma inclinação de cerca de 5 graus em relação ao plano da eclíptica. Por isso, uma lua nova ou uma lua cheia não provocam automaticamente um eclipse. Só quando a Lua atravessa determinados pontos do seu percurso é que pode ocorrer o alinhamento necessário.</p><p>Esta explicação permite também compreender por que razão os cientistas conseguem antecipar tanto o momento do fenómeno como a zona da Terra a partir da qual será visível. Para tal, têm em conta as órbitas, as distâncias entre os corpos celestes, o tamanho aparente do Sol e da Lua e o movimento da sombra lunar. <strong>Nos eclipses totais, além disso, é possível calcular a faixa específica do planeta a partir da qual o Sol ficará completamente oculto</strong>.</p><h2>Previsão de eclipses: a inclinação da Lua determina quando podem ocorrer</h2><p><strong>Um eclipse solar ocorre quando a Lua se situa entre o nosso planeta e o Sol e bloqueia parte ou toda a luz proveniente da estrela</strong>. A zona que fica dentro da umbra pode observar um eclipse total, enquanto quem se encontra na penumbra observa apenas uma parte do disco solar. A posição exata de cada observador em relação a essa sombra determina o tipo de eclipse que poderá ver.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/-9EvyA_qJME/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=-9EvyA_qJME" id="-9EvyA_qJME"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>No caso de um eclipse lunar, a disposição muda: <strong>a Terra coloca-se entre o Sol e a Lua e projeta a sua sombra sobre o satélite</strong>. A Lua não desaparece completamente, mas pode adquirir uma tonalidade avermelhada. A atmosfera terrestre desvia e filtra parte da radiação solar, dispersando especialmente a luz azul e permitindo que chegue à superfície lunar uma maior proporção de luz vermelha.</p><p>A inclinação de cerca de 5 graus da órbita lunar em relação à eclíptica explica por que razão estes fenómenos não ocorrem todos os meses. <strong>Duas vezes por ano, dão-se as condições</strong> para que a trajetória da Lua cruze o plano da órbita terrestre nos chamados nós lunares. É em torno desses pontos que se abre uma janela de cerca de 35 dias, durante a qual pode ocorrer um ou até vários eclipses.</p><h2>Previsão de eclipses: 173,3 dias separam os nós lunares</h2><p>Esse período é designado por "época de eclipses" e <strong>tem duração suficiente para que, normalmente, coincidam um eclipse solar e um eclipse lunar</strong>. Como os 35 dias excedem ligeiramente os 27,3 dias que a Lua demora a completar uma volta à volta da Terra, por vezes pode ocorrer um terceiro eclipse dentro da mesma época.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-saben-los-cientificos-exactamente-cuando-habra-un-eclipse-1786443064865.jpeg" data-image="i8ztsruj4jt9" alt="Eclipse de Sol" title="Eclipse de Sol"><figcaption>Os eclipses solares são previstos através do cálculo preciso das órbitas da Lua e da Terra, para se saber quando estas coincidirão com o Sol.</figcaption></figure><p>Esse momento também segue um padrão relacionado com a órbita lunar. O intervalo temporal entre dois nós é de aproximadamente 173,3 dias, enquanto <strong>o chamado "ano de eclipses" atinge os 346,6 dias</strong>. Este valor é inferior aos 365,25 dias de um ano solar. Além disso, a órbita da Lua apresenta uma rotação lenta, conhecida como precessão, que faz com que as estações se antecipem entre duas e três semanas por ano.</p><p>Estes dados permitem até mesmo fazer uma estimativa simples sem dispor de todos os cálculos astronómicos. <strong>Uma referência aproximada consiste em contar 173 dias a partir de um eclipse para localizar o próximo período relacionado com os nós</strong>. No entanto, saber quando o fenómeno ocorrerá não garante que possa ser observado a partir de um local específico: a visibilidade depende também da posição geográfica e das condições meteorológicas.</p><h2>Como é que os astrónomos calculam a trajetória e a hora exata</h2><p>A mecânica celeste fornece a base para realizar os cálculos. Os astrónomos trabalham com modelos que descrevem o movimento da Terra em torno do Sol e o da Lua em torno da Terra, <strong>tendo em conta tanto a inclinação da órbita lunar como a forma elíptica de ambas as trajetórias</strong>. Com esses dados, conseguem determinar quando ocorrerá o alinhamento necessário para que a sombra apareça.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-saben-los-cientificos-exactamente-cuando-habra-un-eclipse-1786442541136.jpg" data-image="ws6uw8tr0j0q" alt="Eclipse de Sol" title="Eclipse de Sol"><figcaption>As previsões astronómicas não só nos vão permitir maravilhar-nos com o eclipse total de Sol de hoje, como também foram fundamentais para organizar uma observação segura e bem-sucedida em todo o mundo.</figcaption></figure><p><strong>Outro recurso utilizado para relacionar eclipses separados no tempo é o ciclo de Saros</strong>, cuja duração aproximada é de 18 anos, 11 dias e 8 horas. Após esse intervalo, o Sol, a Terra e a Lua voltam a ocupar posições relativas muito semelhantes. Os astrónomos babilónicos já utilizavam este padrão há milhares de anos para antecipar eclipses.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782826" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quer-fotografar-o-eclipse-com-o-telemovel-estes-cuidados-podem-salvar-a-sua-camara.html" title="Quer fotografar o eclipse com o telemóvel? Estes cuidados podem salvar a sua câmara">Quer fotografar o eclipse com o telemóvel? Estes cuidados podem salvar a sua câmara</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quer-fotografar-o-eclipse-com-o-telemovel-estes-cuidados-podem-salvar-a-sua-camara.html" title="Quer fotografar o eclipse com o telemóvel? Estes cuidados podem salvar a sua câmara"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quer-fotografar-o-eclipse-com-o-telemovel-estes-cuidados-podem-salvar-a-camara-1786310278202_320.jpg" alt="Quer fotografar o eclipse com o telemóvel? Estes cuidados podem salvar a sua câmara"></a></article></aside><p>Os cálculos atuais permitem ir muito mais longe. Para determinar a faixa de totalidade de um eclipse solar, é necessário ter em conta a rotação da Terra, a distância entre a Lua e a Terra e a velocidade a que a sombra se desloca sobre a superfície. <strong>Os dados provenientes de satélites, observatórios espaciais, programas informáticos e modelos matemáticos</strong> permitem estabelecer a hora do eclipse com uma precisão de segundos e determinar as zonas terrestres que ficarão dentro da sombra total.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/como-funciona-a-previsao-de-eclipses-e-assim-que-os-astronomos-calculam-o-dia-a-hora-e-ate-onde-a-sombra-chegara.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alívio térmico: na semana de 17 a 23 de agosto poderá haver dias com temperaturas "ideais" para a época do ano]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alivio-termico-na-semana-de-17-a-23-de-agosto-podera-haver-dias-com-temperaturas-ideais-para-a-epoca-do-ano.html</link><pubDate>Wed, 12 Aug 2026 14:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A semana de 17 a 24 de agosto poderá trazer contrastes térmicos a Portugal continental. Com um início marcado por calor intenso e valores próximos dos 40 ºC. Mas uma mudança na circulação atmosférica deverá trazer um alívio.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/alivio-termico-na-semana-de-17-a-23-de-agosto-havera-dias-com-temperaturas-baixas-para-a-epoca-do-ano-1786538550486.jpg" data-image="041g5vvm5the" alt="Temperaturas semana de 17 a 24 de agosto" title="Temperaturas semana de 17 a 24 de agosto"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-955156">A semana começa com calor intenso e anomalias térmicas muito positivas, com valores localmente próximos dos 40 ºC. A partir de quinta-feira, o cenário muda, as temperaturas descem e o fim da semana deverá trazer um ambiente mais ameno e muito mais próximo do normal para agosto.</figcaption></figure><p>A semana de 17 a 24 de agosto ficará marcada por um <strong>forte contraste térmico em Portugal continental</strong>. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>O início da semana será marcado por calor intenso e temperaturas muito acima do normal, mas uma mudança na circulação atmosférica deverá proporcionar um alívio térmico, sobretudo a partir de quinta-feira (20).</p><h2>Segunda-feira arranca com calor intenso</h2><p>Na <strong>segunda-feira, dia 17</strong>, as previsões do modelo ECMWF apontam para temperaturas elevadas em grande parte do território. No litoral Norte e Centro, a influência marítima deverá limitar a subida dos termómetros: são previstas máximas próximas dos <strong>21 ºC na Póvoa de Varzim e 24 ºC nas Caldas da Rainha e Figueira da Foz</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alivio-termico-na-semana-de-17-a-23-de-agosto-havera-dias-com-temperaturas-baixas-para-a-epoca-do-ano-1786537085605.png" data-image="siixjtriep57" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O calor será intenso no arranque da semana, sobretudo no interior, onde várias regiões ultrapassarão os 30 ºC e o Vale do Tejo poderá aproximar-se dos 40 ºC. Junto ao litoral Norte e Centro, a influência atlântica manterá valores bastante mais amenos.</figcaption></figure><p>Contudo, à medida que avançamos para o interior, o cenário muda significativamente. Grande parte destas regiões deverá ultrapassar os <strong>30 ºC</strong>, enquanto no <strong>Vale do Tejo os termómetros poderão aproximar-se dos 40 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alivio-termico-na-semana-de-17-a-23-de-agosto-havera-dias-com-temperaturas-baixas-para-a-epoca-do-ano-1786537118547.png" data-image="ui2hfw545ja1" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-934153">Segunda-feira (17) poderá ser um dos dias mais quentes da semana. Grande parte de Portugal apresenta desvios positivos, que localmente poderão atingir entre 6 e 10 ºC acima do habitual.</figcaption></figure><p>O mapa de anomalias para a tarde de segunda-feira evidencia bem este cenário, com desvios positivos generalizados e, localmente, temperaturas entre <strong>6 e 10 ºC acima do habitual</strong>.</p><h2>Uma semana acima da média não significa calor todos os dias</h2><p>O ECMWF prevê que a <strong>temperatura média da semana de 17 a 24 de agosto fique acima da média climatológica</strong> em Portugal. No entanto, este mapa representa uma média de todo o período e não significa que todos os dias serão anormalmente quentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alivio-termico-na-semana-de-17-a-23-de-agosto-havera-dias-com-temperaturas-baixas-para-a-epoca-do-ano-1786537191493.jpg" data-image="vx7gqtasl2vi" alt="Anomalia média semanal da temperatura (17 a 24 de agosto)" title="Anomalia média semanal da temperatura (17 a 24 de agosto)"><figcaption>Apesar do alívio previsto para o final da semana, o ECMWF projeta uma temperatura média semanal acima do normal em Portugal. Os dias de calor intenso no início do período serão suficientes para elevar a média dos sete dias.</figcaption></figure><p>Para calcular a anomalia semanal são considerados diferentes momentos do dia ao longo dos sete dias. Assim, podem ocorrer noites mais frescas ou mesmo dias com temperaturas próximas ou abaixo do habitual, enquanto alguns episódios de calor mais intenso são suficientes para puxar a média semanal para valores positivos.</p><p>Até <strong>quarta-feira, dia 19</strong>, o calor deverá continuar a marcar presença, embora com diferenças importantes entre o litoral e o interior.</p><h2>A partir de quinta-feira chega o alívio térmico</h2><p>A tendência muda a partir de <strong>quinta-feira, dia 20</strong>, com uma descida progressiva das temperaturas. Para sexta-feira, dia 21, o ECMWF já projeta muitos locais com valores entre <strong>22 e 28 ºC</strong>, enquanto algumas zonas do Centro e interior poderão permanecer entre os <strong>28 e 34 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alivio-termico-na-semana-de-17-a-23-de-agosto-havera-dias-com-temperaturas-baixas-para-a-epoca-do-ano-1786537281412.jpg" data-image="1h7desbqsf1k" alt="Geopotencial e temperatura 925 hPa" title="Geopotencial e temperatura 925 hPa"><figcaption>A chegada de uma massa de ar menos quente à Península Ibérica favorecerá a descida das temperaturas. A circulação em níveis baixos da atmosfera ajuda a explicar a mudança do padrão térmico prevista para o final da semana.</figcaption></figure><p>Esta mudança estará associada a uma <strong>ondulação da corrente de jato</strong>, que favorecerá a descida de ar relativamente mais frio em altitude sobre a Europa Ocidental e Península Ibérica. Esta configuração deverá dificultar temporariamente a entrada das massas de ar muito quente provenientes do Norte de África.</p><h2>Fim de semana com temperaturas mais próximas do normal</h2><p>No <strong>sábado, dia 22</strong>, a anomalia da temperatura aos 850 hPa deverá aproximar-se dos <strong>0 ºC em grande parte de Portugal</strong>, indicando uma massa de ar com características próximas do normal climatológico. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alivio-termico-na-semana-de-17-a-23-de-agosto-havera-dias-com-temperaturas-baixas-para-a-epoca-do-ano-1786538130472.jpg" data-image="a964f7gpwf55" alt="Anomalia da temperatura aos 850 hPa, dia 22" title="Anomalia da temperatura aos 850 hPa, dia 22"><figcaption>No sábado, grande parte de Portugal deverá apresentar temperaturas em altitude próximas da média climatológica. Depois dos valores excecionalmente elevados do início da semana, a diferença será sentida como um claro alívio térmico.</figcaption></figure><p><strong>Não significa que fará frio!</strong> Em pleno agosto, as temperaturas continuarão agradáveis ou mesmo quentes em algumas regiões. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783335" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-tempo-quente-prolonga-se-ate-sexta-feira-em-tres-distritos-antes-da-eclosao-de-aguaceiros-e-trovoadas.html" title="Aviso amarelo de tempo quente prolonga-se até sexta-feira em três distritos antes da “eclosão” de aguaceiros e trovoadas">Aviso amarelo de tempo quente prolonga-se até sexta-feira em três distritos antes da “eclosão” de aguaceiros e trovoadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-tempo-quente-prolonga-se-ate-sexta-feira-em-tres-distritos-antes-da-eclosao-de-aguaceiros-e-trovoadas.html" title="Aviso amarelo de tempo quente prolonga-se até sexta-feira em três distritos antes da “eclosão” de aguaceiros e trovoadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-amarelo-de-tempo-quente-prolonga-se-ate-sexta-feira-em-tres-distritos-antes-da-eclosao-de-aguaceiros-e-trovoadas-1786533788167_320.jpg" alt="Aviso amarelo de tempo quente prolonga-se até sexta-feira em três distritos antes da “eclosão” de aguaceiros e trovoadas"></a></article></aside><p>Contudo, <strong>depois do calor intenso do início da semana, o final poderá trazer um alívio térmico bastante percetível</strong>, com condições muito mais próximas do habitual para a época.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alivio-termico-na-semana-de-17-a-23-de-agosto-podera-haver-dias-com-temperaturas-ideais-para-a-epoca-do-ano.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ana Palma avisa sobre as próximas duas semanas em Portugal: "vai notar-se a aproximação do outono climatológico"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ana-palma-avisa-sobre-as-proximas-duas-semanas-em-portugal-vai-notar-se-a-aproximacao-do-outono-climatologico.html</link><pubDate>Wed, 12 Aug 2026 12:15:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois do calor que continuará a marcar agosto, o cenário poderá começar a mudar antes da chegada de setembro. As previsões a duas semanas apontam para alterações no padrão meteorológico em Portugal continental.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ana-palma-avisa-sobre-as-proximas-duas-semanas-em-portugal-vai-notar-se-a-aproximacao-do-outono-climatologico-1786531244082.jpg" data-image="6upi7ktkv6ir" alt="Últimas semanas do verão climatológico" title="Últimas semanas do verão climatológico"><figcaption>O verão continuará a fazer-se sentir nas próximas semanas, mas os modelos começam a mostrar sinais de mudança no final de agosto, com o calor a perder intensidade e a precipitação a poder ganhar maior expressão.</figcaption></figure><p>As próximas duas semanas deverão trazer uma mudança no padrão meteorológico em Portugal continental. Depois de um período marcado por temperaturas acima do habitual, <strong>o calor deverá perder expressão na última semana de agosto, enquanto se mantém um sinal de precipitação acima do habitual.</strong> </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações</div><p>Esta evolução coincide com a aproximação do outono climatológico, que começa a 1 de setembro, depois de o verão climatológico terminar a 31 de agosto.</p><h2>Calor acima da média entre 17 e 24 de agosto</h2><p>Entre 17 e 24 de agosto, o verão continuará bem presente. As previsões do ECMWF apontam para <strong>temperaturas médias semanais acima dos valores habituais em todo o território</strong>, com diferenças geralmente entre 1 e 3 ºC relativamente à média climatológica. O desvio deverá ser mais expressivo no Norte e Centro e menor no Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ana-palma-avisa-sobre-as-proximas-duas-semanas-em-portugal-vai-notar-se-a-aproximacao-do-outono-climatologico-1786530087007.jpg" data-image="x6hky0ozfr7d"><figcaption>As temperaturas deverão manter-se acima do habitual entre 17 e 24 de agosto, com anomalias positivas mais expressivas no Norte e Centro de Portugal continental e progressivamente menores em direção ao Sul.</figcaption></figure><p>Esta situação estará relacionada com a circulação atmosférica prevista em altitude, com uma dorsal a dominar parte do Atlântico Norte. <strong>Esta configuração favorece maior estabilidade nas áreas sob influência da dorsal</strong>, enquanto Portugal deverá permanecer na sua periferia, num contexto compatível com a <strong>persistência de temperaturas elevadas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783212" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-persiste-em-portugal-aviso-amarelo-alargado-para-9-distritos-ate-esta-data-com-temperaturas-proximas-dos-40-c.html" title="Calor persiste em Portugal: aviso amarelo alargado para 9 distritos até esta data, com temperaturas próximas dos 40 ºC">Calor persiste em Portugal: aviso amarelo alargado para 9 distritos até esta data, com temperaturas próximas dos 40 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-persiste-em-portugal-aviso-amarelo-alargado-para-9-distritos-ate-esta-data-com-temperaturas-proximas-dos-40-c.html" title="Calor persiste em Portugal: aviso amarelo alargado para 9 distritos até esta data, com temperaturas próximas dos 40 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-persiste-em-portugal-aviso-amarelo-alargado-para-9-distritos-ate-esta-data-com-temperaturas-proximas-dos-40-c-1786458830640_320.png" alt="Calor persiste em Portugal: aviso amarelo alargado para 9 distritos até esta data, com temperaturas próximas dos 40 ºC"></a></article></aside><p>Apesar do calor, a semana poderá ser mais húmida do que é habitual em agosto. O modelo apresenta um sinal de precipitação acima da média em Portugal, genericamente entre 0 e 30 mm. <strong>Isto não significa chuva persistente nem que estes sejam os acumulados previstos</strong>: como agosto é climatologicamente seco, alguns episódios de precipitação podem ser suficientes para superar os valores habituais.</p><h2>A aproximação do outono climatológico começa a notar-se</h2><p>A mudança torna-se mais evidente entre 24 e 31 de agosto, precisamente na última semana do verão climatológico. <strong>As temperaturas deverão aproximar-se dos valores habituais para a época</strong>, com a média semanal a situar-se, na generalidade do país, entre valores próximos do normal e cerca de 1 ºC acima do habitual.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ana-palma-avisa-sobre-as-proximas-duas-semanas-em-portugal-vai-notar-se-a-aproximacao-do-outono-climatologico-1786530135527.jpg" data-image="4lu9uj3psui4"><figcaption>Entre 24 e 31 de agosto, a configuração prevista em altitude mostra Portugal afastado do núcleo das principais anomalias de geopotencial, num cenário de menor domínio de uma estrutura atmosférica persistente sobre a Europa Ocidental.</figcaption></figure><p>A circulação atmosférica deverá apresentar diferenças. A dorsal atlântica perde influência junto da Europa Ocidental e aumenta a incerteza sobre a configuração da circulação, com vários cenários a ganharem expressão nas previsões. Na prática, isto traduz uma atmosfera menos dominada por um único padrão e <strong>poderá deixar Portugal mais exposto à aproximação de perturbações</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ana-palma-avisa-sobre-as-proximas-duas-semanas-em-portugal-vai-notar-se-a-aproximacao-do-outono-climatologico-1786530144101.jpg" data-image="rpdtch84dlq9"><figcaption>Na última semana de agosto, o ECMWF sinaliza precipitação acima da média em Portugal e numa extensa área da Europa Ocidental. Este sinal representa um desvio face ao habitual para a época e não os acumulados de chuva previstos.</figcaption></figure><p>É neste contexto que o sinal de precipitação acima da média se mantém entre 24 e 31 de agosto, não apenas em Portugal, mas numa extensa área da Europa Ocidental. Ainda é cedo para determinar quando e onde poderá chover, uma vez que <strong>previsões a esta distância permitem identificar tendências semanais</strong>, mas não antecipar com rigor a evolução do estado do tempo em cada dia.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ana-palma-avisa-sobre-as-proximas-duas-semanas-em-portugal-vai-notar-se-a-aproximacao-do-outono-climatologico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aviso amarelo de tempo quente prolonga-se até sexta-feira em três distritos antes da “eclosão” de aguaceiros e trovoadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-tempo-quente-prolonga-se-ate-sexta-feira-em-tres-distritos-antes-da-eclosao-de-aguaceiros-e-trovoadas.html</link><pubDate>Wed, 12 Aug 2026 11:23:52 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O estado do tempo em Portugal continental manter-se-á geralmente estável, seco e predominantemente soalheiro até à "intromissão" de uma perturbação em altitude. Vêm aí aguaceiros e trovoadas, saiba em que zonas e as datas a reter.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xax4gfq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xax4gfq.jpg" id="xax4gfq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Após esta quarta-feira (12) de eclipse solar</strong>, com céu pouco nublado ou limpo na generalidade da geografia de Portugal continental a favorecer uma boa observação do fenómeno, exceto nalgumas zonas da faixa costeira a norte do Cabo Raso devido à formação de nebulosidade baixa, <strong>há novidades meteorológicas à espreita para os dias que se avizinham</strong>.</p><h2>Calor persiste nalgumas zonas do interior até sexta-feira, 14 de agosto</h2><p><strong>Entre quinta-feira (13) e sábado (15) o estado do tempo será caracterizado por céu pouco nublado ou limpo</strong>, embora com períodos de maior nebulosidade no litoral ocidental durante as manhãs, podendo persistir localmente a norte do Cabo Raso. Prevê-se que o vento sopre geralmente fraco a moderado do quadrante norte, rodando temporariamente para oeste durante as tardes e pontualmente forte na faixa costeira ocidental e nas terras altas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-amarelo-de-tempo-quente-prolonga-se-ate-sexta-feira-em-tres-distritos-antes-da-eclosao-de-aguaceiros-e-trovoadas-1786527882426.png" data-image="hfw7fgb84fwr"><figcaption>Nos próximos dias alguns locais do interior, como por exemplo no Baixo Alentejo, poderão atingir 40 ou 41 ºC de temperatura máxima.</figcaption></figure><p>Adicionalmente, espera-se ainda a formação de <strong>nevoeiro matinal, especialmente no litoral ocidental</strong>. Para o Algarve prevê-se uma ligeira subida das temperaturas máximas já amanhã, dia 13.</p><p>O atual cenário de estabilidade atmosférica resulta da influência de uma extensa <strong>região anticiclónica</strong>, que se prolonga desde a Madeira até ao Norte da Europa, em conjugação com uma <strong>depressão térmica </strong>sobre o interior da Península Ibérica. Esta configuração será favorável à persistência do calor diurno, sobretudo no <strong>interior e no Algarve, onde as temperaturas máximas poderão atingir, nalguns locais, 40 a 41 ºC</strong>.</p><h2>Aguaceiros e trovoadas à vista nalgumas zonas do país nestas datas</h2><p>No entanto, entre sexta (14) e sábado (15), uma ondulação mais pronunciada do jato polar poderá alterar a situação sinóptica, permitindo <strong>a aproximação de uma perturbação em altitude pelo flanco oriental do anticiclone</strong>.</p><p>A maior instabilidade consequente poderá traduzir-se num aumento temporário da nebulosidade durante a tarde de sexta-feira (14) no interior Norte e, no sábado (15), no interior Norte e Centro, com <strong>condições favoráveis à ocorrência de aguaceiros e trovoadas dispersos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-amarelo-de-tempo-quente-prolonga-se-ate-sexta-feira-em-tres-distritos-antes-da-eclosao-de-aguaceiros-e-trovoadas-1786528028833.png" data-image="0icmein064fh"><figcaption>Para sábado, 15 de agosto, verifica-se a possibilidade das descargas elétricas atmosféricas se concentrarem sobretudo no interior Norte e Centro, distribuindo-se tendencialmente pelos distritos de Vila Real, Bragança, Viseu e Guarda.</figcaption></figure><p>De acordo com os mapas de referência da Meteored, <strong>a atividade convectiva deverá ser mais provável e algo mais intensa no sábado (15)</strong>, apesar da incerteza quanto à trajetória da perturbação e à distribuição espacial dos fenómenos.</p><p>A tendência atual, plasmada pelo modelo de maior confiança da Meteored - o ECMWF -, aponta para uma <strong>maior probabilidade de trovoadas no interior Norte e Centro, sobretudo nos distritos de Bragança, Vila Real, Viseu e Guarda</strong>, não descartando a possibilidade de ocorrência noutras áreas a oeste ou a sul do principal foco de instabilidade.</p><p>Tendo em conta a volatilidade típica deste tipo de sistemas, é bem<strong> provável que a localização e intensidade dos</strong> <strong>aguaceiros, trovoadas e possível queda de granizo</strong> (precipitação do tipo convectivo)<strong> possam sofrer ajustes nas próximas atualizações</strong> dos mapas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783246" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/eclipse-solar-nos-acores-esta-quarta-feira-o-tempo-vai-permitir-observar-o-fenomeno.html" title="Eclipse solar nos Açores esta quarta-feira: o tempo vai permitir observar o fenómeno?">Eclipse solar nos Açores esta quarta-feira: o tempo vai permitir observar o fenómeno?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/eclipse-solar-nos-acores-esta-quarta-feira-o-tempo-vai-permitir-observar-o-fenomeno.html" title="Eclipse solar nos Açores esta quarta-feira: o tempo vai permitir observar o fenómeno?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/eclipse-solar-nos-acores-esta-quarta-feira-o-tempo-vai-permitir-observar-o-fenomeno-1786469859949_320.png" alt="Eclipse solar nos Açores esta quarta-feira: o tempo vai permitir observar o fenómeno?"></a></article></aside><p>Adicionalmente, corroborando oficialmente um cenário hipotético avançado pela Meteored em previsões anteriores, o IPMA prolongou para <strong>sexta-feira (14) o aviso amarelo de tempo quente nos distritos de Bragança, Guarda e Castelo Branco</strong>, o que confirma a persistência das temperaturas elevadas para além de quinta-feira (13), embora numa área geográfica substancialmente mais restrita. </p><p>O número de distritos sob aviso amarelo de tempo quente passará de nove na quinta-feira (13) para <strong>apenas três na sexta-feira (14)</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-amarelo-de-tempo-quente-prolonga-se-ate-sexta-feira-em-tres-distritos-antes-da-eclosao-de-aguaceiros-e-trovoadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Míldio da videira: porque é que uma trovoada de agosto pode reacender a doença ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/mildio-da-videira-porque-e-que-uma-trovoada-de-agosto-pode-reacender-a-doenca-entrada-depois-de-um-verao-seco-parece.html</link><pubDate>Wed, 12 Aug 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Depois de um verão seco, parece que a doença desapareceu da vinha. Basta uma tarde de trovoada a poucas semanas da vindima para o fungo voltar a trabalhar, e desta vez o prejuízo é maior.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mildio-da-videira-porque-e-que-uma-trovoada-de-agosto-pode-reacender-a-doenca-entrada-depois-de-um-verao-seco-parece-1786450874972.png" data-image="ym2c8d9v7d0w"><figcaption>Nas folhas adultas, os ataques tardios aparecem como manchas irregulares que se confundem com o envelhecimento normal.</figcaption></figure><p>Em agosto, a vinha costuma dar descanso a quem a trata. As uvas estão a mudar de cor, o calor aperta e há semanas que ninguém vê uma mancha nova numa folha. É natural pensar que o míldio ficou para trás, lá na primavera.</p><p>Só que o fungo não desapareceu. Ficou apenas à espera de água, e uma trovoada de fim de tarde chega para lhe dar tudo aquilo de que precisa, seja em Peso da Régua, em Amarante ou em Anadia.</p><h2>Porque é que a doença parece adormecer no verão</h2><p>O míldio não pede muito, mas é exigente na ordem das coisas. Precisa de água líquida sobre a folha durante várias horas seguidas e de temperaturas moderadas enquanto isso dura. É a chuva que lhe abre a porta e é a humidade da noite que lhe permite continuar o trabalho.</p><p>Num agosto normal falta-lhe exatamente isso. Não chove, as noites são secas e as tardes passam facilmente dos 35 ºC, valores a que os esporos se degradam depressa. O fungo não morre. Fica parado, dentro dos tecidos que já infetou, à espera da próxima oportunidade.</p><div class="texto-destacado">Regra dos três dez- É a forma clássica de prever o arranque do míldio na primavera. As primeiras infeções tornam-se prováveis quando se juntam três condições: rebentos com pelo menos dez centímetros, temperatura acima de dez graus e uma chuvada de pelo menos dez milímetros.</div><p>O que quase nunca se diz é que a mesma lógica se aplica em pleno verão. Se a chuva voltar e a temperatura descer para valores amenos, o ciclo recomeça, esteja-se em maio ou em agosto.</p><h2>O que uma trovoada traz consigo</h2><p>Uma trovoada de verão não é só chuva. É um conjunto de mudanças que, juntas, criam a janela perfeita para uma nova infeção. Na tabela abaixo é possível analisar os principais impactos da trovoada na vinha.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>O que a trovoada traz</p></th><th scope="col"><p>O que provoca na vinha</p></th><th scope="col"><p>Quando se nota</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Chuva forte</p></td><td><p>Água livre na folha, indispensável à infeção</p></td><td><p>Nas horas seguintes</p></td></tr><tr><td><p>Descida da temperatura</p></td><td><p>Aproxima o ambiente do ideal do fungo</p></td><td><p>Um a três dias depois</p></td></tr><tr><td><p>Noites húmidas</p></td><td><p>Favorecem a esporulação na página inferior da folha</p></td><td><p>Quatro a cinco dias depois</p></td></tr><tr><td><p>Granizo</p></td><td><p>Feridas nos bagos, porta aberta a podridões</p></td><td><p>De imediato</p></td></tr><tr><td><p>Lavagem dos tratamentos</p></td><td><p>Retira a proteção aplicada antes da chuva</p></td><td><p>Acima de 20 a 25 mm</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Impactos da trovoada na vinha. Fonte: elaboração própria</td></tr></tbody></table><p>Com temperaturas entre os 20 e os 25 ºC, o período que vai da infeção ao aparecimento dos sintomas é curto, à volta de quatro a cinco dias. Ou seja, aquilo que uma trovoada de sábado provoca só se torna visível na quarta ou na quinta-feira seguinte. Quem só olha para a vinha no dia a seguir à chuva conclui que não aconteceu nada.</p><h2>Onde procurar, e o que se vê nesta altura do ano</h2><p>Os sintomas de agosto não são iguais aos da primavera. Nas folhas adultas já não aparece aquela mancha de óleo bem redonda, mas sim um mosaico de manchas pequenas e angulosas, limitadas pelas nervuras, com um aspeto amarelado que se confunde facilmente com envelhecimento normal.</p><p>O sítio certo para olhar são as folhas novas dos netos, aqueles rebentos secundários que crescem no topo. São tecidos jovens, tenros e desprotegidos, porque nasceram depois do último tratamento, e é aí que o fungo se instala primeiro.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As netas são folhas novas nascidas depois do último tratamento. É por isso que a doença aparece sempre no topo da planta e não em baixo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mildio-da-videira-porque-e-que-uma-trovoada-de-agosto-pode-reacender-a-doenca-entrada-depois-de-um-verao-seco-parece-1786451072427.png" data-image="ctgc17pnbzzl"><figcaption>Uma videira que perde a folhagem antes do tempo deixa de alimentar os cachos e chega ao inverno sem reservas. </figcaption></figure><p>Nos cachos, o cenário muda com a fase. Depois do pintor, o bago em si torna-se muito mais resistente à infeção direta. O que continua vulnerável é o engaço, a estrutura que segura os bagos. Se o fungo entra por aí, os bagos secam e murcham a partir do pedúnculo, sem qualquer mancha à superfície, o que costuma deixar toda a gente sem perceber a causa.</p><h2>O prejuízo maior pode não ser nesta colheita</h2><p>Uma vinha que perde as folhas em agosto deixa de ter fábrica para acabar o trabalho. As uvas ficam com menos açúcar, amadurecem de forma desigual e o vinho ressente-se.</p><p>Mas o problema mais sério aparece só no ano seguinte. É nesta fase final do ciclo que a planta acumula reservas nas raízes e no lenho, e que os sarmentos amadurecem para aguentar o inverno. Uma desfolha precoce corta esse processo a meio, e o resultado vê-se na primavera seguinte, num abrolhamento fraco e desigual.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="645633" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-e-o-choro-da-videira-saiba-tudo-sobre-este-fenomeno-uva.html" title="O que é o 'choro' da videira? Saiba tudo sobre este fenómeno">O que é o "choro" da videira? Saiba tudo sobre este fenómeno</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-e-o-choro-da-videira-saiba-tudo-sobre-este-fenomeno-uva.html" title="O que é o 'choro' da videira? Saiba tudo sobre este fenómeno"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-lloro-de-la-vid-cuando-empieza-y-a-que-se-debe-1708886694375_320.jpg" alt="O que é o 'choro' da videira? Saiba tudo sobre este fenómeno"></a></article></aside><p>Se decidir tratar, há um cuidado que se sobrepõe a tudo o resto nesta altura: o intervalo de segurança. Faltando poucas semanas para a vindima, só se pode usar aquilo que respeite o prazo entre a aplicação e a colheita. É informação obrigatória no rótulo, e não é negociável.</p><p>E antes disso, olhe para a previsão. Depois de uma trovoada, vale a pena acompanhar a humidade e as mínimas dos dias seguintes. Se as noites ficarem húmidas e as temperaturas amenas, o ciclo vai completar-se. Se voltar o calor seco de agosto, provavelmente ficou por ali.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/mildio-da-videira-porque-e-que-uma-trovoada-de-agosto-pode-reacender-a-doenca-entrada-depois-de-um-verao-seco-parece.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item></channel></rss>