<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Mon, 02 Nov 2026 19:10:10 +0000</lastBuildDate><pubDate>Mon, 02 Nov 2026 19:10:10 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Calendário astronómico de novembro: chuvas de meteoros, superlua e conjunções planetárias que não podes perder]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/calendario-astronomico-de-novembro-chuvas-de-meteoros-superlua-e-conjuncoes-planetarias-que-nao-podes-perder.html</link><pubDate>Mon, 02 Nov 2026 18:17:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Novembro trará uma superlua, chuvas de meteoros e planetas que parecerão estar próximos. Conheça as principais datas, como observar a partir de Portugal e quais as condições que poderão favorecer ou dificultar a sua observação este mês.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/calendario-astronomico-de-noviembre-lluvias-de-meteoros-superluna-y-conjunciones-planetarias-que-no-te-puedes-perder-1793402004007.jpeg" data-image="oqbj0yxki3h6"><figcaption>Uma superlua ocorre quando a Lua cheia coincide com o perigeu.</figcaption></figure><p><strong>Neste mês de novembro, o céu vai oferecer oportunidades para quem gosta de observar galáxias, estrelas, planetas e meteoros</strong>. O melhor é que não precisas de equipamento especializado para assistir a estes fenómenos.</p><p><strong>O importante é escolher os horários adequados e um bom local para aproveitar ao máximo a experiência</strong>. No dia 9 de novembro, durante as noites próximas da lua nova, a ausência de luz lunar facilitará a observação de objetos visualmente fracos.</p><p>Mas além disso… <strong>No dia 24, não só haverá lua cheia, como também será uma superlua</strong>, um fenómeno que ocorre quando o nosso satélite se encontra próximo do perigeu, o ponto mais próximo da sua órbita em torno da Terra, no momento em que ocorre a lua cheia.</p><h2>O que vamos ver em novembro</h2><p><strong>As Táuridas do Sul atingirão um dos seus melhores períodos durante a noite de 4 para 5 de novembro</strong> e, embora a sua produção de meteoros seja relativamente baixa, os seus bólidos são fantásticos!</p><div class="texto-destacado">Um bólido é um clarão excecionalmente luminoso provocado por fragmentos de material espacial que atravessam a nossa atmosfera.</div><p><strong>Entre 11 e 12 de novembro será a vez das Táuridas do Norte</strong> e, como a Lua estará apenas a crescer, não irá atrapalhar a observação dos traços luminosos. Ambas as chuvas de meteoros estão associadas ao cometa Encke.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calendario-astronomico-de-noviembre-lluvias-de-meteoros-superluna-y-conjunciones-planetarias-que-no-te-puedes-perder-1793402223520.jpeg" data-image="dseyd3rhvyii"><figcaption>O aglomerado aberto de estrelas das Plêiades é também uma joia do céu de inverno.</figcaption></figure><p>No que diz respeito às <strong>Leónidas, a sua noite principal será de 16 para 17 de novembro</strong>, e mesmo na noite seguinte será possível observar uma boa quantidade de "estrelas". Estes meteoros têm origem no cometa Tempel-Tuttle.</p><p>E, como já sabemos, para observar estes fenómenos, é <strong>aconselhável afastar-se das luzes da cidade, observar uma ampla região do céu </strong>e não apenas a sua constelação de origem (radiante). É importante lembrar que os nossos olhos precisam de 15 a 20 minutos para se adaptarem à escuridão.</p><h2>Conjunções planetárias</h2><p>Vénus será uma das protagonistas do amanhecer quando, <strong>entre os dias 3 e 9, aparecer perto de Espiga</strong>, a estrela mais brilhante da constelação de Virgem. De facto, atingirá a sua separação mínima (em relação ao Sol) no dia 9.</p><p><strong>Marte e Júpiter protagonizarão outro encontro durante as madrugadas de 15 e 16, mas desta </strong>vez fá-lo-ão na constelação de Leão, separados por pouco mais de um grau, o que equivale a cerca de 2 diâmetros lunares.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calendario-astronomico-de-noviembre-lluvias-de-meteoros-superluna-y-conjunciones-planetarias-que-no-te-puedes-perder-1793402548981.jpeg" data-image="rfhrcoiw7r3a"><figcaption>A Lua crescente, Júpiter e Vénus numa conjunção maravilhosa.</figcaption></figure><p>No dia <strong>25 de novembro, Urano estará em oposição</strong>, mas, embora permaneça visível durante grande parte da noite na constelação de Touro, o seu brilho fraco e a Lua quase cheia dificultarão a sua localização sem instrumentos ópticos.</p><div class="texto-destacado">Uma oposição ocorre quando a Terra se situa entre um planeta e o Sol.</div><p><strong>Também poderemos procurar as Plêiades e o Aglomerado Duplo de Perseu</strong>. E o melhor é que ambos podem ser distinguidos sem telescópio; mesmo com uns binóculos pequenos, as estrelas podem ser vistas de forma magnífica...</p><h3>Algumas recomendações</h3><p><strong>As noites próximas do dia 9 serão ideais para observar objetos pouco brilhantes e, na madrugada do dia 16, poderemos apreciar a proximidade de Marte e Júpiter</strong>. Para fotografar a superlua do dia 24, é aconselhável procurar um horizonte desobstruído ao pôr-do-sol.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796210" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/uns-astronomos-sul-coreanos-o-famoso-quadro-a-noite-estrelada-de-van-gogh-podera-representar-um-ceu-real.html" title="Uns astrónomos sul-coreanos: o famoso quadro 'A Noite Estrelada', de Van Gogh, poderá representar um céu real">Uns astrónomos sul-coreanos: o famoso quadro "A Noite Estrelada", de Van Gogh, poderá representar um céu real</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/uns-astronomos-sul-coreanos-o-famoso-quadro-a-noite-estrelada-de-van-gogh-podera-representar-um-ceu-real.html" title="Uns astrónomos sul-coreanos: o famoso quadro 'A Noite Estrelada', de Van Gogh, poderá representar um céu real"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nuit-etoilee-de-van-gogh-ce-tableau-celebre-pourrait-representer-un-ciel-reel-d-apres-les-chercheurs-1793119270011_320.jpeg" alt="Uns astrónomos sul-coreanos: o famoso quadro 'A Noite Estrelada', de Van Gogh, poderá representar um céu real"></a></article></aside><p><strong>Uma aplicação de mapas estelares, como o Stellarium, ajuda a identificar constelações</strong> e a prever a posição dos planetas. Não te esqueças de te agasalhar e de verificar a previsão do tempo antes de saíres, especialmente em zonas montanhosas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/calendario-astronomico-de-novembro-chuvas-de-meteoros-superlua-e-conjuncoes-planetarias-que-nao-podes-perder.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Com o El Niño disparado e maior risco de tempestades na Europa, meteorologistas testam drones para aperfeiçoar previsões]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/com-o-el-nino-disparado-e-maior-risco-de-tempestades-na-europa-meteorologistas-testam-drones-para-aperfeicoar-previsoes.html</link><pubDate>Mon, 02 Nov 2026 17:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma nova geração de drones permitirá medir variáveis atmosféricas e analisar as nuvens com maior precisão. Os cientistas pretendem integrá-los nas redes de observação para melhorar as previsões de fenómenos extremos e antecipar situações de risco.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/con-el-nino-disparado-y-mas-riesgo-de-tormentas-en-europa-los-meteorologos-prueban-drones-para-afinar-sus-previsiones-1793553375131.png" data-image="9fk8juz6mrcj" alt="Drones previsión pronóstico El Niño" title="Drones previsión pronóstico El Niño"><figcaption>Os serviços meteorológicos poderiam contar com observações regulares de setores da atmosfera que, atualmente, têm uma cobertura limitada.</figcaption></figure><p><strong>A meteorologia poderá estar perante um novo salto tecnológico</strong>. Investigadores dos Estados Unidos e do Reino Unido estão a desenvolver drones capazes de recolher informações atmosféricas em tempo real, mesmo no interior das nuvens. O objetivo é <strong>melhorar as previsões e ganhar tempo</strong> para antecipar tempestades e outros eventos meteorológicos extremos.</p><p>A iniciativa assume especial relevância face à perspetiva de um inverno europeu marcado por <strong>um episódio de El Niño que poderá atingir uma intensidade excecional</strong>. Neste contexto, dispor de mais observações e atualizar os modelos meteorológicos com maior frequência revela-se fundamental.</p><h2>Drones capazes de antecipar a chegada de mau tempo</h2><p>Investigadores norte-americanos salientaram que estes dispositivos podem medir variáveis como a pressão atmosférica e a velocidade do vento durante os seus voos, transmitindo informações em tempo real para <strong>melhorar o acompanhamento de sistemas meteorológicos potencialmente perigosos</strong>.</p><p><strong>O interesse por esta tecnologia chegou também ao setor energético</strong>. Os operadores de energia precisam de antecipar as mudanças meteorológicas: a nebulosidade pode reduzir a produção de energia solar, enquanto uma tempestade iminente pode aumentar rapidamente a produção dos parques eólicos.</p><p>Mas a sua utilidade vai muito além dos mercados. Os drones poderiam <strong>complementar as medições atualmente realizadas pelos balões meteorológicos</strong>, fornecendo informações em altitude com maior frequência, inclusive de hora a hora ou em intervalos ainda mais curtos. Além disso, permitiriam <strong>reduzir os resíduos</strong> associados aos equipamentos que se perdem ou são descartados durante os lançamentos.</p><h2>O desafio de medir o que acontece no interior das nuvens</h2><p>Um dos projetos mais promissores está a ser desenvolvido na Universidade de Leeds, no Reino Unido. Trata-se do DOOC (Drone Observation Of Clouds), uma investigação que procura determinar <strong>como integrar as medições realizadas por drones nos sistemas de previsão meteorológica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/con-el-nino-disparado-y-mas-riesgo-de-tormentas-en-europa-los-meteorologos-prueban-drones-para-afinar-sus-previsiones-1793553436891.jpg" data-image="iwxa9qlgvbno" alt="Drones previsión pronóstico El Niño" title="Drones previsión pronóstico El Niño"><figcaption>Este avanço permitiria alertas mais precoces e maiores possibilidades de proteger a população.</figcaption></figure><p>Entre junho e novembro de 2026, a equipa realizou testes em Yorkshire, em colaboração com a empresa especializada Menapia. Para tal, obteve <strong>autorização para operar numa estreita coluna de espaço aéreo </strong>com apenas 30 metros de largura, desde a superfície até aos 1 600 metros de altitude.</p><div class="texto-destacado"><strong>Os voos permitem registar a temperatura, a humidade e o vento a diferentes níveis, mas também analisar as partículas que compõem as nuvens</strong>. Para este último objetivo, os drones incorporam um contador capaz de determinar o tamanho e a concentração das pequenas gotículas de água suspensas no ar.</div><p>Trata-se de informação especialmente valiosa, uma vez que as características das nuvens<strong> influenciam a formação de precipitação, nevoeiro, granizo e trovoadas</strong>. O dispositivo utilizado levou cerca de uma década de desenvolvimento e aperfeiçoamento para conseguir medições fiáveis a partir de plataformas aéreas não tripuladas.</p><h2>Uma nova ferramenta para as previsões do futuro</h2><p>A Organização Meteorológica Mundial (OMM) já tinha dado um primeiro passo neste sentido em 2024, quando organizou a sua <strong>primeira demonstração de drones meteorológicos</strong>, centrada na medição da temperatura e da velocidade do vento nos níveis mais baixos da atmosfera.</p><p>A perspetiva é desenvolver <strong>redes de estações com drones capazes de descolar e aterrar remotamente</strong>. Desta forma, os serviços meteorológicos disporiam de observações regulares de setores da atmosfera que, atualmente, têm uma cobertura limitada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777344" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/jose-borges-esta-a-construir-uma-frota-de-drones-que-ira-detetar-perigos-na-costa-de-matosinhos.html" title="José Borges está a construir uma frota de drones que irá detetar perigos na costa de Matosinhos">José Borges está a construir uma frota de drones que irá detetar perigos na costa de Matosinhos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/jose-borges-esta-a-construir-uma-frota-de-drones-que-ira-detetar-perigos-na-costa-de-matosinhos.html" title="José Borges está a construir uma frota de drones que irá detetar perigos na costa de Matosinhos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/jose-borges-esta-a-construir-uma-frota-de-drones-que-ira-detetar-perigos-na-costa-de-matosinhos-1783343093117_320.jpg" alt="José Borges está a construir uma frota de drones que irá detetar perigos na costa de Matosinhos"></a></article></aside><p>Esta informação também poderá impulsionar os <strong>modelos meteorológicos baseados em inteligência artificial</strong>, que dependem especialmente da quantidade e da qualidade dos dados disponíveis para elaborar as suas previsões.</p><p>No entanto, ainda existem obstáculos. Um dos principais é <strong>conseguir que as autoridades reguladoras autorizem operações científicas num espaço aéreo partilhado com aviões comerciais e outros drones</strong>. Por isso, os investigadores consideram necessário investir em infraestruturas e desenvolver novas normas que permitam tirar partido desta tecnologia.</p><p>O objetivo final é <strong>melhorar a antecipação de eventos meteorológicos extremos</strong>. Se os drones conseguirem fornecer informações atmosféricas de forma contínua e a diferentes altitudes, os meteorologistas poderão detetar mais cedo as condições favoráveis ao desenvolvimento de tempestades severas. Uma vantagem que poderá traduzir-se em <strong>avisos mais precoces e maiores possibilidades de proteger a população</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/com-o-el-nino-disparado-e-maior-risco-de-tempestades-na-europa-meteorologistas-testam-drones-para-aperfeicoar-previsoes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Na terra do Lusitano, a Feira Nacional do Cavalo celebra 50 anos e sonha com a UNESCO]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/na-terra-do-lusitano-a-feira-nacional-do-cavalo-celebra-50-anos-e-sonha-com-a-unesco.html</link><pubDate>Mon, 02 Nov 2026 15:25:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Na vila ribatejana da Golegã, o mais emblemático encontro equestre português assinala um marco histórico após recente reconhecimento como património imaterial.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/na-terra-do-lusitano-a-feira-nacional-do-cavalo-celebra-50-anos-e-sonha-com-a-unesco-1793625017152.jpg" data-image="n51rpyjxn1r6" alt="Feira Nacional do Cavalo, Golegã" title="Feira Nacional do Cavalo, Golegã"><figcaption>Todos os anos, em novembro, as ruas da Golegã recebem a maior feira do cavalo em Portugal. Foto: Feira Nacional do Cavalo</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Centenas de cavaleiros e amazonas, trajados à portuguesa, tomam as ruas da <strong>Golegã</strong>. <span style="letter-spacing: 0.03em;">Montados em exemplares lusitanos de postura altiva, misturam-se com criadores e visitantes numa </span><strong style="letter-spacing: 0.03em;">vila ribatejana</strong><span style="letter-spacing: 0.03em;"> que suspende o quotidiano ao som dos cascos no empedrado das ruas.</span></p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A imagem faz parte da identidade local há gerações, mas, na edição de 2026, assume um significado especial. A vila da Golegã celebra o 50.º aniversário da Feira Nacional do Cavalo, depois de o evento ter sido inscrito no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial. A distinção reforça agora a ambição de alcançar o reconhecimento da UNESCO.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A recente classificação reconhece uma <strong>tradição de raízes seculares</strong> e inaugura mais um capítulo na história de uma localidade profundamente ligada ao cavalo. </p><p>O Património Cultural, I.P., destacou a manifestação como símbolo da identidade local e da cultura equestre portuguesa. Sublinhou também a sua continuidade histórica, desde a antiga <strong>Feira de São Martinho</strong>, documentada desde o <strong>século XVI</strong>. Trata-se, portanto, de um passo decisivo na proteção e na valorização de um legado transmitido entre gerações.</p><h2>As origens de uma tradição secular</h2><p>A história da Golegã ajuda a explicar a dimensão que o evento alcançou. Elevada a vila por D. João III em 1534, a povoação desenvolveu-se numa <strong>região fértil</strong>, condicionada pela proximidade dos rios e pela <strong>atividade agrícola</strong>. Ao longo dos séculos, lavradores, criadores e proprietários rurais desenvolveram uma relação estreita com o <strong>cavalo</strong>, transformando-o num elemento central da economia e da vida quotidiana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/na-terra-do-lusitano-a-feira-nacional-do-cavalo-celebra-50-anos-e-sonha-com-a-unesco-1793625077180.jpg" data-image="qsyteywe6dyj" alt="Feira Nacional do Cavalo, Golegã" title="Feira Nacional do Cavalo, Golegã"><figcaption>O Lusitano é o cavalo de sela mais antigo do mundo e reconhecido pela inteligência e temperamento dócil. Foto: Feira Nacional do Cavalo</figcaption></figure><p>Essa ligação foi crescendo depois com feiras e mercados que atraíam gente de várias regiões. No século XVIII, com o impulso de Marquês de Pombal, surgiram <strong>concursos e provas</strong> que contribuíram para consolidar a reputação equestre. A partir daí, a Golegã começou gradualmente a afirmar-se como uma <strong>referência nacional</strong> na criação e nas mostras de cavalos.</p><h2>De feira regional a referência internacional</h2><p>As origens do certame remontam à <strong>Feira de São Martinho</strong>, realizada há vários séculos. Em 1972, a vertente equestre alcançou dimensão própria e passou a designar-se <strong>Feira Nacional do Cavalo</strong>. O crescimento foi contínuo e o que começou como um espaço para promover e comercializar animais converteu-se num dos mais importantes encontros do setor a nível internacional.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Hoje, a Feira da Golegã integra três realidades complementares. A secular Feira de São Martinho, a Feira Nacional do Cavalo e a Feira Internacional do Cavalo Lusitano. Juntas, reúnem criadores, cavaleiros, campinos, artesãos e visitantes de dezenas de países, preservando práticas culturais enraizadas no território.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O processo que conduziu ao <strong>reconhecimento patrimonial</strong> exigiu mais de um ano de trabalho e a preparação de cerca de duas mil páginas de documentação, reunindo testemunhos, registos históricos e elementos culturais associados à manifestação.</p><h2>O Lusitano no centro da identidade local</h2><p>Falar da Golegã é falar, sobretudo, do <strong>Cavalo Lusitano</strong>. A associação entre a vila e esta raça é tão forte que o concelho é frequentemente apontado como a sua principal montra internacional. Algumas das mais influentes <strong>linhagens</strong> do Lusitano moderno nasceram ou consolidaram-se na região, incluindo os célebres <strong>cavalos Veiga</strong>.</p><p>Essa relação torna-se mais evidente durante a Feira da Golegã. No Arneiro, realizam-se <strong>concursos de apresentação</strong>, <strong>provas de ensino</strong>, <strong>demonstrações</strong> de equitação de trabalho e exibições de arte equestre. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795923" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/castanhas-miscaros-e-medronho-roteiro-de-outono-leva-sabores-da-estacao-as-aldeias-de-montanha.html" title="Castanhas, míscaros e medronho: Roteiro de Outono leva sabores da estação às Aldeias de Montanha">Castanhas, míscaros e medronho: Roteiro de Outono leva sabores da estação às Aldeias de Montanha</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/castanhas-miscaros-e-medronho-roteiro-de-outono-leva-sabores-da-estacao-as-aldeias-de-montanha.html" title="Castanhas, míscaros e medronho: Roteiro de Outono leva sabores da estação às Aldeias de Montanha"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/castanhas-miscaros-e-medronho-roteiro-de-outono-leva-sabores-da-estacao-as-aldeias-de-montanha-1793363556373_320.jpg" alt="Castanhas, míscaros e medronho: Roteiro de Outono leva sabores da estação às Aldeias de Montanha"></a></article></aside><p>Mas a importância do Lusitano vai além do simbolismo. Considerada uma das mais antigas raças de sela do mundo, é valorizada pela <strong>inteligência</strong>, capacidade de aprendizagem, <strong>equilíbrio</strong> e <strong>versatilidade</strong>. Essas características ajudaram a projetar internacionalmente o nome da Golegã e contribuíram para consolidar a feira como um ponto de <strong>encontro obrigatório</strong> para criadores e investidores.</p><h2>Aniversário com o futuro no horizonte</h2><p>Entre<strong> 6</strong><strong> e 15 de novembro</strong>, a edição de 2026 assinalará a 50.ª Feira Nacional do Cavalo, em simultâneo com a 27.ª Feira Internacional do Cavalo Lusitano e a histórica Feira de São Martinho. O dia <strong>11 de novembro, dedicado a São Martinho</strong>, continuará a ser o <strong>momento de maior afluência</strong>, reunindo concursos, celebrações dedicadas às raças autóctones e milhares de visitantes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/na-terra-do-lusitano-a-feira-nacional-do-cavalo-celebra-50-anos-e-sonha-com-a-unesco-1793625198440.jpg" data-image="4fihrf0109bl" alt="Prova equestre, Feira Nacional do Cavalo, Golegã" title="Prova equestre, Feira Nacional do Cavalo, Golegã"><figcaption>No Arneiro, realizam-se concursos, provas e exibições de arte equestre. Foto: Feira Nacional do Cavalo</figcaption></figure><p>O simbolismo do jubileu coincide com um período particularmente importante para a organização. Depois da inscrição no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, o objetivo é a <strong>candidatura à UNESCO</strong>, meta defendida pela autarquia e apresentada como o próximo grande passo para o certame.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="FNC" data-year="" data-title="Feira%20Nacional%20do%20Cavalo" data-url="https%3A%2F%2Ffeiranacionaldocavalo.com%2F">FNC. <a href="https://feiranacionaldocavalo.com/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Feira Nacional do Cavalo</a>.</cite><br><cite data-author="Di%C3%A1rio%20da%20Rep%C3%BAblica" data-year="" data-title="Inscri%C3%A7%C3%A3o%20da%20%C2%ABFeira%20da%20Goleg%C3%A3%C2%BB%20no%20Invent%C3%A1rio%20Nacional%20do%20Patrim%C3%B3nio%20Cultural%20Imaterial" data-url="https%3A%2F%2Fdiariodarepublica.pt%2Fdr%2Fdetalhe%2Fanuncio%2F282-2026-1179331076">Diário da República. <a href="https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/anuncio/282-2026-1179331076" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Inscrição da «Feira da Golegã» no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/na-terra-do-lusitano-a-feira-nacional-do-cavalo-celebra-50-anos-e-sonha-com-a-unesco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Meteorologistas em Portugal atentos: vai formar-se uma depressão atlântica com chuva muito eficiente a partir de sexta 6]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/meteorologistas-em-portugal-atentos-vai-formar-se-uma-depressao-atlantica-com-chuva-muito-eficiente-a-partir-de-sexta.html</link><pubDate>Mon, 02 Nov 2026 13:07:18 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O tempo completamente seco, estável e predominantemente soalheiro tem as horas contadas em Portugal continental. Prevê-se uma mudança meteorológica significativa a partir de sexta-feira, 6 de novembro, devido a uma extensa região depressionária atlântica que provocará o regresso da chuva.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbswc1a"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbswc1a.jpg" id="xbswc1a"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como referido anteriormente na Meteored Portugal, prevê-se que no<strong> final da primeira semana de novembro ocorra o regresso da chuva à geografia do Continente</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Persiste alguma incerteza quanto à data concreta em que a chuva voltará a cair no país, embora a mais recente atualização do modelo Europeu (ECMWF), aponte sexta-feira, 6 de novembro como o dia mais provável. <strong>Até lá, os dias manter-se-ão estáveis, secos e predominantemente soalheiros, mas algo mais frescos</strong>.</p><h2>A chuva está a caminho de Portugal continental</h2><p>Deitando um olhar pelas cartas sinópticas de referência da Meteored, baseadas no modelo que inspira a nossa maior confiança (ECMWF), observa-se uma <strong>mudança significativa do estado do tempo a partir de sexta-feira, 6 de novembro em Portugal continental</strong>.</p><p>Com a subida em latitude do robusto anticiclone de bloqueio que se fixará em torno das Ilhas Britânicas, fica a <strong>‘via aberta’ para o regresso da chuva vinda de oeste</strong>, a partir de perturbações formadas sobre o oceano Atlântico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologistas-em-portugal-atentos-vai-formar-se-uma-depressao-atlantica-com-chuva-muito-eficiente-a-partir-de-sexta-1793622774043.jpg" data-image="b66ho9slevh1"><figcaption>Mapa das 12:00 de terça-feira, 3 de novembro. Anticiclone muito robusto (1041 hPa de pressão central) em torno das Ilhas Britânicas e Portugal ainda "protegido" da chuva devido à influência relativa das altas pressões.</figcaption></figure><p><strong>Entre sexta-feira (6) e sábado (7) verifica-se como uma extensa região depressionária</strong> - com múltiplos centros de baixas pressões inseridos na mesma circulação -, <strong>centrada no Atlântico e localizada sobre o arquipélago dos Açores</strong>, irá tornar-se cada vez mais profunda à medida que se for deslocando para es-nordeste.</p><p>As frentes geradas pela rotação deste sistema depressionário darão origem a <strong>vastas bandas de nebulosidade e precipitação</strong> que, de acordo com as atuais previsões, se deslocarão vertiginosamente até Portugal continental.</p><p> <strong>Ainda é muito cedo para confirmar o ponto de entrada da precipitação em território nacional</strong>, mas os primeiros sinais plasmados nos mapas da Meteored sugerem que as frentes se desviarão para nordeste sobre o Atlântico, alcançando essencialmente as<strong> Regiões Norte e Centro</strong> do nosso país. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologistas-em-portugal-atentos-vai-formar-se-uma-depressao-atlantica-com-chuva-muito-eficiente-a-partir-de-sexta-1793622958977.jpg" data-image="80otxm1911rh"><figcaption>Em apenas 24 horas, a pressão mínima central da depressão atlântica poderá passar de 1007 hPa para 993 hPa, das 00:00 de sábado (7) às 00:00 de domingo (8). É possível ainda verificar-se que o estreitamento dos canais das isóbaras - as linhas de pressão atmosférica que circundam a depressão - numa depressão que se torna mais profunda, faz com que o gradiente de pressão aumente, intensificando a velocidade do vento e forçando uma convergência do ar à superfície mais forte, o que gera uma subida rápida do ar, mais nebulosidade e chuva.</figcaption></figure><p>Acresce que, dado o longo horizonte temporal de previsão, não vale a pena adiantar quaisquer possíveis acumulados de precipitação, uma vez que <strong>até bem perto da data, a previsão meteorológica ainda irá sofrer ajustes significativos</strong> <strong>na distribuição e na intensidade</strong>.</p><h2>Porque estão os meteorologistas a monitorizar com tanta atenção esta depressão atlântica?</h2><p>Como mencionado no título deste artigo de previsão do tempo, os meteorologistas, climatologistas e previsores do tempo estão atentos quanto à formação de uma <strong>depressão atlântica com chuva muito eficiente</strong> a partir do dia 6 de novembro, próxima sexta-feira.</p><div class="texto-destacado">A novidade está, isso sim, essencialmente em 2 aspetos que merecem a completa atenção dos profissionais do tempo e do clima, importantes para a prevenção e salvaguarda de pessoas, bens e infraestruturas. O primeiro prende-se com os <strong>potenciais impactos da precipitação no território </strong>e o segundo relaciona-se com <strong>quão eficiente poderá ser a chuva</strong><strong>.</strong></div><p><strong>O regresso da chuva <em>per se</em> é uma ocorrência perfeitamente normal na época do ano em que estamos</strong>. Aliás, a invulgaridade da situação está mesmo na sua total e completa ausência durante várias semanas consecutivas. Em termos gerais, os meses outonais de setembro e outubro 2026 foram bastante secos e geralmente amenos. Mas então, <strong>o que está a merecer o olhar atento dos profissionais da meteorologia e do clima? E o que significa isso da eficiência da chuva?</strong></p><h2>Dos possíveis impactos no território ao rio de humidade subtropical que poderá reforçar a precipitação</h2><p><strong>O regresso da chuva ganha uma importância acrescida</strong> dado que porá fim a um longo período de tempo seco e com temperaturas persistentemente acima da média, requerendo a atenção e monitorização dos profissionais da meteorologia, planeamento, ordenamento do território e Proteção Civil em particular, e da sociedade civil em geral.</p><p>Isto porque, <strong>os solos, muito ressequidos</strong> pela ausência prolongada de água, poderão não ter a capacidade necessária para a absorção inicial da chuva, gerando-se um escoamento à superfície e um <strong>aumento do risco de inundações</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologistas-em-portugal-atentos-vai-formar-se-uma-depressao-atlantica-com-chuva-muito-eficiente-a-partir-de-sexta-1793623435457.jpg" data-image="0sa6ui6w8epg"><figcaption>Nos nossos mapas é possível observar que a depressão apresenta várias frentes com chuvas intensas devido aos traços subtropicais que adquirirá. Isso distingue esta depressão atlântica das depressões das latitudes mais elevadas, onde geralmente há uma frente fria, aguaceiros pós-frontais e pouco mais.</figcaption></figure><p>Além disto, convém também realçar que <strong>as frentes da extensa região depressionária atlântica serão ‘munidas’ por uma dose extra de humidade</strong> ao arrastarem um fluxo de Sul/Sudoeste muito húmido e ameno, originalmente procedente das Caraíbas.</p><p>Os rios de humidade subtropicais - também conhecidos como <strong>rios atmosféricos</strong> - possuem um <strong>elevado teor de humidade</strong> e aumentam a capacidade de água precipitável das frentes, resultando daí <strong>a possibilidade de “chuva muito eficiente”</strong>, provavelmente algo mais abundante do que seria de esperar em relação a uma simples frente outonal.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796320" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-minimas-proximas-de-0-c-e-chuva-a-caminho-do-norte-e-centro.html" title="Tempo em Portugal esta semana: mínimas próximas de 0 ºC e chuva a caminho do Norte e Centro">Tempo em Portugal esta semana: mínimas próximas de 0 ºC e chuva a caminho do Norte e Centro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-minimas-proximas-de-0-c-e-chuva-a-caminho-do-norte-e-centro.html" title="Tempo em Portugal esta semana: mínimas próximas de 0 ºC e chuva a caminho do Norte e Centro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-esta-semana-minimas-proximas-de-0-c-e-chuva-a-caminho-do-norte-e-centro-1793616108006_320.png" alt="Tempo em Portugal esta semana: mínimas próximas de 0 ºC e chuva a caminho do Norte e Centro"></a></article></aside><p>Importa, contudo, esclarecer que <strong>não há motivo para preocupações de maior</strong>. Primeiro, porque ainda é cedo para saber onde e quão afetadas serão as zonas de Portugal continental mais expostas às superfícies frontais e ao rio atmosférico.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Nos mapas de precipitação, a depressão apresenta várias frentes com chuvas intensas devido aos traços subtropicais que adquire. Isso distingue esta depressão atlântica das depressões de latitudes mais elevadas, onde há uma frente fria, aguaceiros pós-frontais e pouco mais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>E segundo porque, com <strong>a antecedência e constante atualização da previsões meteorológicas</strong>, aliadas a um <strong>trabalho de prevenção bem feito</strong>, não há motivo para que não sejam tomadas decisões adequadas ao episódio de chuva em perspetiva. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/meteorologistas-em-portugal-atentos-vai-formar-se-uma-depressao-atlantica-com-chuva-muito-eficiente-a-partir-de-sexta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo em Portugal esta semana: mínimas próximas de 0 ºC e chuva a caminho do Norte e Centro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-minimas-proximas-de-0-c-e-chuva-a-caminho-do-norte-e-centro.html</link><pubDate>Mon, 02 Nov 2026 12:41:08 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Entre hoje e sexta-feira, Portugal Continental deverá registar mudanças tanto nas temperaturas como na estabilidade atmosférica. Consulte aqui a previsão!</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/i73XGdfHGJs/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=i73XGdfHGJs" id="i73XGdfHGJs"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A primeira semana de novembro deverá contar com dias secos e soalheiros, até sexta-feira, dia 6. <strong>Neste dia, espera-se o regresso da chuva, associada a uma depressão atlântica</strong>, que deverá permanecer durante o fim de semana, afetando essencialmente as regiões Norte e Centro.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>De acordo com a mais recente atualização dos nossos mapas, é expectável que a <strong>chuva chegue ao nosso território nas últimas horas do dia de sexta</strong>, dando entrada pelo noroeste, estendendo-se rapidamente ao litoral Centro. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-esta-semana-minimas-proximas-de-0-c-e-chuva-a-caminho-do-norte-e-centro-1793616409561.jpg" data-image="r5hbpjsopxbf" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>A partir de sexta-feira a chuva poderá voltar a fazer parte do cenário atmosférico de Portugal Continental. Na madrugada de sábado esperam-se alguns episódios de chuva forte (azul escuro).</figcaption></figure><p>Na madrugada de sábado, espera-se que esta já possa cobrir as regiões Norte e Centro, com <strong>episódios de chuva forte entre Aveiro e Santarém</strong>. Ao longo do dia de sábado e madrugada de domingo, esta poderá dissipar-se de forma parcial, devendo concentrar-se no Noroeste do país.</p><h2>Massa de ar polar continental irá contribuir para uma descida térmica</h2><p>Em relação às temperaturas, como referimos em previsões anteriores, uma <strong>massa de ar polar de origem continental, proveniente da Rússia, deverá afetar a nossa geografia de forma indireta</strong>, contribuindo para uma descida generalizada dos termómetros. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-esta-semana-minimas-proximas-de-0-c-e-chuva-a-caminho-do-norte-e-centro-1793616030376.jpg" data-image="3ki131n31q31" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>A madrugada de quarta-feira poderá ser a mais fria da semana, onde as capitais de distrito de Bragança e Guarda podem aproximar-se dos 0 ºC, enquanto na Serra da Estrela os termómetros podem registar -3 ºC.</figcaption></figure><p>Esta descida deverá ser sentida com maior evidência no Norte e Centro do país e nas temperaturas mínimas, onde os <strong>valores negativos deverão voltar às cotas mais elevadas destas regiões</strong>. As cidades de Bragança e Guarda poderão ser das mais frias, onde na madrugada de quarta-feira se esperam mínimas de 1 ºC e 0 ºC, respetivamente, devendo esta ser a madrugada mais fria da semana. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796199" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-8-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir.html" title="Tempo em Portugal continental até domingo, 8 de novembro: veja como as temperaturas e a chuva irão evoluir">Tempo em Portugal continental até domingo, 8 de novembro: veja como as temperaturas e a chuva irão evoluir</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-8-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir.html" title="Tempo em Portugal continental até domingo, 8 de novembro: veja como as temperaturas e a chuva irão evoluir"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-8-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir-1793536972738_320.jpg" alt="Tempo em Portugal continental até domingo, 8 de novembro: veja como as temperaturas e a chuva irão evoluir"></a></article></aside><p> Neste mesmo dia, a<strong> Serra da Estrela poderá atingir 3 ºC negativos</strong>. Além disto, a maior parte das capitais de distrito do Norte e Centro não deverão ultrapassar os 18 ºC até à reta final da semana. </p><h2>Anomalias térmicas não serão homogéneas, mas valores abaixo da média voltam a intensificar-se</h2><p>Assim, espera-se que as <strong>anomalias térmicas negativas, ou valores abaixo da média, possam ganhar terreno ao longo dos próximos dias</strong>, ainda que o Sul do país e uma parte da região Centro, possam continuar a registar valores acima do expectável em alguns períodos do dia. Estes valores abaixo da média deverão dominar até sexta-feira, mas <strong>após a chegada da chuva espera-se o regresso gradual de valores acima da média</strong> para os períodos da noite/madrugada.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-minimas-proximas-de-0-c-e-chuva-a-caminho-do-norte-e-centro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Marmelo: o fruto de outono que adoça a tradição portuguesa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/marmelo-o-fruto-de-outono-que-adoca-a-tradicao-portuguesa.html</link><pubDate>Mon, 02 Nov 2026 09:37:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Entre pomares e tradições, o marmelo atravessa gerações e continua a marcar o outono português, conquistando um lugar de destaque na agricultura e na gastronomia nacional. Venha saborear melhor este fruto connosco!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/marmelo-o-fruto-de-outono-que-adoca-a-tradicao-portuguesa-1793570653767.jpg" data-image="sd5ggukqm1w8" alt="Marmeleiro" title="Marmeleiro"><figcaption>Com flores delicadas na primavera a frutos dourados no outono, o marmeleiro mantém viva uma tradição antiga dos pomares portugueses.</figcaption></figure><p>Entre os frutos que anunciam a chegada do outono, <strong>o marmelo ocupa um lugar especial</strong>. De aroma intenso, polpa firme e sabor adstringente quando consumido cru, é uma <strong>presença antiga na agricultura portuguesa</strong> e continua a ter um papel importante na gastronomia tradicional.</p><p>A cultura do marmelo <strong>acompanha há séculos a vida rural em Portugal</strong>. O fruto nasce no marmeleiro (<em>Cydonia oblonga</em>), uma <strong>árvore de folha caduca</strong>, da família das rosáceas, a mesma de outras árvores de fruto, como a macieira e a pereira.</p><h2>Um fruto com origens antigas </h2><p>Embora seja originário de regiões da Ásia Ocidental e do Cáucaso, encontrou nas <strong>condições climáticas portuguesas um ambiente favorável ao seu desenvolvimento</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>"O marmeleiro consegue resistir a baixas temperaturas mas precisa de sol para produzir satisfatoriamente." </strong>De acordo com Miguel Boieiro</div><p>O marmeleiro é uma árvore de porte pequeno a médio, relativamente <strong>resistente e adaptável a diferentes tipos de solo</strong>, desde que tenham boa drenagem. Prefere locais soalheiros e necessita de água sobretudo durante os períodos de maior crescimento e formação dos frutos.</p><p>A sua <strong>floração acontece na primavera</strong>, geralmente entre março e maio, com flores solitárias de tonalidade branca ou rosada que atraem insetos polinizadores. Após a floração, começam a desenvolver-se os frutos, que amadurecem no outono.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/marmelo-o-fruto-de-outono-que-adoca-a-tradicao-portuguesa-1793570736632.jpg" data-image="o3boud5f5dxp" alt="Floração na primavera" title="Floração na primavera"><figcaption>Na primavera, o marmeleiro enche-se de delicadas flores brancas ou rosadas, que anunciam o início de um novo ciclo de frutificação.</figcaption></figure><p>A <strong>colheita ocorre habitualmente entre setembro e novembro</strong>, dependendo da região, da variedade e das condições meteorológicas. Quando estão maduros, os marmelos apresentam uma <strong>tonalidade amarela, uma superfície frequentemente coberta por uma fina penugem e um perfume</strong> bastante característico.</p><h2>Da árvore à marmelada: os sabores da nossa tradição </h2><p>Apesar de poder ser consumido fresco, <strong>o marmelo é pouco apreciado em cru devido à sua textura dura e ao sabor adstringente</strong>. É na transformação que revela grande parte do seu potencial.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/marmelo-o-fruto-de-outono-que-adoca-a-tradicao-portuguesa-1793570795321.jpg" data-image="wa65j0peer4v" alt="Marmelada" title="Marmelada"><figcaption>Feita a partir da polpa do marmelo e de açúcar, esta iguaria portuguesa transforma um fruto de outono num dos doces mais emblemáticos da gastronomia nacional.</figcaption></figure><p>Em Portugal, <strong>a marmelada é provavelmente a sua utilização mais conhecida</strong>, mas também é utilizado na preparação de geleias, compotas, doces, xaropes e até em pratos salgados, acompanhando carnes e assados.</p><p>De acordo com o Centro Hortofruticola, da Escola Superior Agrária de Beja, a cultura distingue-se também pela <strong>diversidade de variedades</strong>. Entre as mais conhecidas em Portugal encontram-se a "Portugal", a "Gigante de Vranja" e a "Galega", que apresentam diferenças no tamanho, formato, textura e características da polpa.</p><p>Alguns estudos realizados na Beira Interior têm procurado <strong>identificar e preservar variedades tradicionais</strong>, contribuindo para valorizar um património agrícola que nem sempre recebe a atenção merecida.</p><h2>Os desafios de uma cultura tradicional </h2><p>Embora esta seja uma árvore rústica e relativamente pouco exigente, <strong>o marmeleiro não está livre de desafios</strong>. A qualidade dos frutos depende de fatores como a escolha da variedade, a disponibilidade de água, a fertilidade do solo e o acompanhamento fitossanitário.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="681005" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-mes-de-novembro-e-sinonimo-de-castanhas-assadas.html" title="O mês de novembro é sinónimo de castanhas assadas!">O mês de novembro é sinónimo de castanhas assadas!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-mes-de-novembro-e-sinonimo-de-castanhas-assadas.html" title="O mês de novembro é sinónimo de castanhas assadas!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-mes-de-novembro-e-sinonimo-de-castanhas-assadas-1730396466042_320.jpg" alt="O mês de novembro é sinónimo de castanhas assadas!"></a></article></aside><p>Em Portugal, a cultura continua a ter expressão sobretudo em <strong>pequenas explorações agrícolas, quintais e pomares familiares</strong>, embora existam regiões onde a produção comercial tem vindo a ganhar importância.</p><p>Mais do que uma simples árvore de fruto, o marmeleiro representa uma <strong>ligação entre a agricultura, a paisagem e a memória gastronómica portuguesa</strong>.</p><p>Em tempos em que se procura recuperar variedades tradicionais e valorizar produtos locais, <strong>o marmelo merece voltar a ocupar um lugar de destaque</strong>. Afinal, poucos frutos conseguem transformar um aroma tão característico do outono num dos doces mais emblemáticos da nossa cozinha.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Regato%2C%20M.%20A.%20%20Guerreiro%2C%20I.%20M.%20%20Regato%2C%20J.%20E" data-year="2017" data-title="Estados%20fenol%C3%B3gicos%20do%20marmeleiro" data-url="http%3A%2F%2Fhdl.handle.net%2F10400.8%2F4481">Regato, M. A. Guerreiro, I. M. Regato, J. E. (2017). <a href="http://hdl.handle.net/10400.8/4481" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Estados fenológicos do marmeleiro</a>.</cite><br><cite data-author="Anabela%20Veloso" data-year="2016" data-title="A%20an%C3%A1lise%20de%20terras%20e%20a%20an%C3%A1lise%20foliar%20na%20fertiliza%C3%A7%C3%A3o%20do%20marmeleiro" data-url="https%3A%2F%2Fwww.iniav.pt%2Fdivulgacao%2Fpublicacoes-bd%2Fa-analise-de-terras-e-a-analise-foliar-na-fertilizacao-do-marmeleiro">Anabela Veloso. (2016). <a href="https://www.iniav.pt/divulgacao/publicacoes-bd/a-analise-de-terras-e-a-analise-foliar-na-fertilizacao-do-marmeleiro" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A análise de terras e a análise foliar na fertilização do marmeleiro</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/marmelo-o-fruto-de-outono-que-adoca-a-tradicao-portuguesa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Na Antártida, contar pinguins pode valer 2.500€ por mês]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/na-antartida-contar-pinguins-pode-valer-2-500-por-mes.html</link><pubDate>Mon, 02 Nov 2026 08:21:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Trocar o escritório por uma ilha gelada e receber um ordenado com alojamento e alimentação incluídos. Parece estranho, mas é uma real. E, sim, uma das tarefas é contar pinguins.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/na-antartida-contar-pinguins-pode-valer-2-500-por-mes-1793523611181.jpg" data-image="56c4pp5ur5w8" alt="Pinguins" title="Pinguins"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-325565">Esqueça o trânsito e o escritório. Este emprego tem pinguins e paga até 2.500€ por mês. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Há quem ambicione não ter de sair de casa para trabalhar. Outros preferem ir todos para o escritório. E depois há aqueles que vão até ao continente mais isolado do planeta. </p><p>Do que é que estamos a falar? Uma organização britânica recruta pessoas para passar vários meses na <strong>Antártida, entre gelo, <em>icebergs</em> e centenas de pinguins</strong>. </p><div class="texto-destacado">A remuneração pode chegar aos 2.500 euros mensais, com alojamento, alimentação e equipamento incluídos.</div><p>A proposta é da UK Antarctic Heritage Trust (UKAHT), uma organização dedicada à preservação do património histórico britânico na Antártida. O trabalho decorre em <strong>Port Lockroy</strong>, uma antiga base militar situada na ilha Goudier, junto à Península Antártica, que hoje funciona como museu, loja de recordações e estação de correios.</p><p>Sim, é verdade que as candidaturas para a temporada de 2026/2027 já encerraram. Ainda assim, a organização costuma realizar<strong> recrutamentos sazonais</strong>. Por isso, quem estiver interessado pode começar a acompanhar as próximas oportunidades.</p><h2>Contar pinguins não é a única tarefa</h2><p>A principal particularidade deste emprego está na <strong>variedade de funções</strong>. Uma parte da equipa é responsável por acompanhar uma colónia de pinguins-gentoo que vive na ilha. O trabalho passa por registar ninhos, ovos e crias, permitindo acompanhar a evolução da população e perceber de que forma a presença humana pode influenciar estes animais. Talvez por isso, há quem diga que se <strong>recebe milhares de euros para contar pinguins</strong>. Mas não se deixe enganar. É mais complexo do que isso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/na-antartida-contar-pinguins-pode-valer-2-500-por-mes-1793523882482.jpg" data-image="63fq87sc93jx" alt="Antártida" title="Antártida"><figcaption>O trabalho pode envolver várias funções. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>O programa de monitorização da fauna assinala 30 anos durante a temporada de 2026/2027 e representa uma <strong>importante fonte de informação sobre a vida destas aves</strong>.</p><p>E, não, as 9 horas de trabalho diárias não são passadas a observar pinguins. Os trabalhadores também<strong> recebem turistas</strong> que chegam à ilha a bordo de navios de cruzeiro,<strong> ajudam a gerir a loja de recordações</strong>, <strong>tratam da correspondência</strong> e <strong>asseguram a limpeza e manutenção das instalações</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="755590" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/quer-passar-o-proximo-verao-a-cuidar-de-gatos-numa-ilha-grega-saiba-como.html" title="Quer passar o próximo verão a cuidar de gatos numa ilha grega? Saiba como">Quer passar o próximo verão a cuidar de gatos numa ilha grega? Saiba como</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/quer-passar-o-proximo-verao-a-cuidar-de-gatos-numa-ilha-grega-saiba-como.html" title="Quer passar o próximo verão a cuidar de gatos numa ilha grega? Saiba como"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quer-passar-o-proximo-verao-a-cuidar-de-gatos-numa-ilha-grega-saiba-como-1771846586178_320.jpg" alt="Quer passar o próximo verão a cuidar de gatos numa ilha grega? Saiba como"></a></article></aside><p>“Os membros da equipa recebem turistas, ajudam a gerir uma loja de recordações, tratam da correspondência e asseguram a manutenção das instalações”, nota a revista ‘Versa’.</p><div class="texto-destacado">Um dos espaços mais conhecidos é a Penguin Post Office, uma estação de correios bastante invulgar de onde seguem dezenas de milhares de postais todos os anos para diferentes partes do mundo. </div><p>Port Lockroy tem também uma<strong> história interessante</strong>. A base foi criada em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial, e funcionou posteriormente como estação científica britânica. Depois de ter sido restaurada, abriu ao público em 1996, tornando-se um dos pontos de interesse para quem visita a Península Antártica.</p><h2>Salário até 2.500€, mas não espere grandes luxos</h2><p>A remuneração anunciada nos recrutamentos mais recentes varia consoante a função, situando-se entre 1.449 e 2.096 libras por mês, o equivalente a aproximadamente <strong>1.700 a 2.500 euros</strong>.</p><p>Além do ordenado, a organização assegura alojamento, alimentação, equipamento adequado às condições meteorológicas e deslocações relacionadas com a expedição. </p><div class="texto-destacado">Os contratos incluem um período de preparação e formação, a estadia na Antártida e as tarefas posteriores ao regresso.</div><p>Admitimos que o pacote parece bastante apelativo, sobretudo para quem está habituado a fazer contas à renda, ao supermercado e às despesas mensais. No entanto,<strong> há algumas contrapartidas</strong> que convém conhecer antes de trocar a rotina habitual por esta aventura.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/na-antartida-contar-pinguins-pode-valer-2-500-por-mes-1793524093651.jpg" data-image="m4xlkxbxk3jm" alt="Antártida" title="Antártida"><figcaption>Estará pronto para o desafio? Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>É que a base não tem água corrente nem sanitas com autoclismo. Aliás, a água potável chega através dos navios que abastecem a ilha e é transportada em recipientes, pelo que <strong>a sua utilização tem de ser cuidadosamente gerida</strong>. </p><div class="texto-destacado">Os banhos são limitados e podem mesmo passar vários dias sem que exista oportunidade para tomar um duche.</div><p>O alojamento também é simples, com<strong> quartos partilhados e beliches</strong>. A alimentação é preparada pela própria equipa e recorre sobretudo a produtos secos e enlatados, transportados para a ilha. Isto porque não há frigoríficos, o que exige que só se consiga comer aquilo que possa ser mantido à temperatura ambiente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="750140" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-calor-da-antartica-esta-forcando-os-pinguins-a-anteciparem-sua-epoca-de-reproducao-o-que-alarma-cientistas.html" title="O calor da Antártida está a forçar os pinguins a anteciparem a sua época de reprodução, o que alarma os cientistas">O calor da Antártida está a forçar os pinguins a anteciparem a sua época de reprodução, o que alarma os cientistas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-calor-da-antartica-esta-forcando-os-pinguins-a-anteciparem-sua-epoca-de-reproducao-o-que-alarma-cientistas.html" title="O calor da Antártida está a forçar os pinguins a anteciparem a sua época de reprodução, o que alarma os cientistas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-cambio-climatico-esta-alterando-la-temporada-de-reproduccion-de-los-pinguinos-y-pone-en-riesgo-su-sobrevivencia-1768859038334_320.jpg" alt="O calor da Antártida está a forçar os pinguins a anteciparem a sua época de reprodução, o que alarma os cientistas"></a></article></aside><p>Além disso, a eletricidade é limitada e a ligação ao exterior depende dos meios de comunicação disponíveis na base.</p><p>Há ainda outra particularidade: durante o verão austral, <strong>os dias podem ter praticamente 24 horas de luz natural</strong>. Dormir com tanta claridade pode exigir alguma habituação, mesmo para quem não tem dificuldade em acordar cedo.</p><h2>Nem toda a gente está preparada para viver na Antártida</h2><p>Gostar de animais e ter vontade de conhecer lugares diferentes são bons pontos de partida, mas não chegam para conseguir este emprego. Apesar de uma das poucas condições é ser maior de 18 anos, a organização diz <strong>procurar candidatos com capacidade de adaptação, espírito de equipa e resistência física</strong>.</p><p>Entre as tarefas estão transportar recipientes de água com cerca de 20 quilos, levantar caixas, retirar neve e ajudar nas operações de desembarque. Também é necessário estar preparado para viver durante vários meses num espaço reduzido, com poucas pessoas e sem as comodidades habituais.</p><p>Existe ainda uma condição importante para quem pensa candidatar-se a partir de Portugal. Apesar de aceitar candidatos de outras nacionalidades, a UK Antarctic Heritage Trust exige que estes tenham <strong>autorização para trabalhar no Reino Unido e residam no país </strong>durante o processo de seleção. A organização não assegura vistos de trabalho.</p><div class="texto-destacado">Para a temporada de 2026/2027, as vagas já foram preenchidas. Quem quiser tentar a sorte numa próxima edição deve acompanhar a página oficial de recrutamento da organização.Os contratos têm duração de seis meses.</div><p>“A organização recorda que a experiência é exigente, mas também oferece a oportunidade de conhecer uma das regiões mais isoladas do planeta e participar na preservação do seu património natural e histórico”, escreve o ‘Executive Digest’.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Versa%2C%20Sim%C3%B5es%2C%20R" data-year="2026" data-title="Este%20trabalho%20na%20Ant%C3%A1rtida%20paga%20at%C3%A9%202.500%20euros%20por%20m%C3%AAs%20e%20inclui%20alojamento%20e%20despesas" data-url="https%3A%2F%2Fversa.iol.pt%2Fsalario%2Ftrabalho%2Feste-trabalho-na-antartida-paga-ate-2-500-euros-por-mes-e-inclui-alojamento-e-despesas%2F20261017%2F6ad2448d0cf2e5e7f37ca16f">Versa, Simões, R. (2026). <a href="https://versa.iol.pt/salario/trabalho/este-trabalho-na-antartida-paga-ate-2-500-euros-por-mes-e-inclui-alojamento-e-despesas/20261017/6ad2448d0cf2e5e7f37ca16f" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Este trabalho na Antártida paga até 2.500 euros por mês e inclui alojamento e despesas</a>.</cite><br><cite data-author="Executive%20Digest%2C%20Laranjeira%2C%20F" data-year="2026" data-title="Contar%20pinguins%20e%20ganhar%20at%C3%A9%202.500%20euros%3A%20provavelmente%20o%20emprego%20mais%20invulgar%20do%20mundo%20est%C3%A1%20dispon%C3%ADvel" data-url="https%3A%2F%2Fexecutivedigest.sapo.pt%2Fcontar-pinguins-e-ganhar-ate-2-500-euros-provavelmente-o-emprego-mais-invulgar-do-mundo-esta-disponivel%2F">Executive Digest, Laranjeira, F. (2026). <a href="https://executivedigest.sapo.pt/contar-pinguins-e-ganhar-ate-2-500-euros-provavelmente-o-emprego-mais-invulgar-do-mundo-esta-disponivel/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Contar pinguins e ganhar até 2.500 euros: provavelmente o emprego mais invulgar do mundo está disponível</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/na-antartida-contar-pinguins-pode-valer-2-500-por-mes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Açores e Madeira sob influência de uma depressão atlântica: saiba onde vai chover até 8 de novembro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-e-madeira-sob-influencia-de-uma-depressao-atlantica-saiba-onde-vai-chover-ate-8-de-novembro.html</link><pubDate>Mon, 02 Nov 2026 07:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Até 8 de novembro, o tempo nos Açores e na Madeira ficará marcado por uma sucessão de superfícies frontais e pelo impacto de uma depressão atlântica, trazendo episódios de chuva forte e vento.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbssap6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbssap6.jpg" id="xbssap6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nesta primeira semana de novembro, o estado do tempo nas regiões insulares será condicionado por uma <strong>extensa e profunda região depressionária</strong> centrada no Atlântico, junto ao arquipélago açoriano. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-e-madeira-sob-a-influencia-de-depressao-atlantica-saiba-onde-vai-chover-ate-8-de-novembro-1793576390180.jpg" data-image="lcod44ln2z9f" alt="Temperatura no arquipélago dos Açores na segunda-feira, 2 de novembro, às 14:00." title="Temperatura no arquipélago dos Açores na segunda-feira, 2 de novembro, às 14:00."><figcaption>Temperatura no arquipélago dos Açores na segunda-feira, 2 de novembro, às 14:00. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Esta configuração atmosférica promoverá o <strong>transporte contínuo de ar marítimo, ameno e muito húmido</strong>, garantindo um padrão instável com passagens frontais sucessivas, momentos abafados e episódios de precipitação pontualmente intensa em ambos os arquipélagos ao longo da semana.</p><h2> Arranque da semana: chuva no Grupo Ocidental açoriano e na costa oeste da Madeira </h2><p>Na segunda-feira, dia 2 de novembro, o tempo nos Açores caracterizar-se-á por <strong>chuva persistente até ao final da tarde nas ilhas do Corvo e das Flores</strong>, ocorrendo também precipitação pontual nos pontos mais elevados da Terceira e de São Miguel. As temperaturas máximas apresentarão valores amenos: 23 ºC nas Flores e em São Jorge, 22 ºC em Santa Maria, 21 ºC no Corvo, Angra do Heroísmo e Ponta Delgada, e 20 ºC no Pico e na Graciosa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-e-madeira-sob-a-influencia-de-depressao-atlantica-saiba-onde-vai-chover-ate-8-de-novembro-1793576464637.jpg" data-image="m5p0venf5u8y" alt="Previsão de chuva para a Madeira à 12:00 de segunda-feira, 2 de novembro." title="Previsão de chuva para a Madeira à 12:00 de segunda-feira, 2 de novembro."><figcaption>Previsão de chuva para a Madeira à 12:00 de segunda-feira, 2 de novembro. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Na Madeira, <strong>perspectiva-se chuva fraca a partir das 12:00 no Porto Santo e na costa oeste da ilha da Madeira</strong>, com incidência pontual até ao fim da tarde, registando-se 22 ºC no Funchal e 23 ºC na Calheta. </p><div class="texto-destacado"><p>Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</p></div><p>Na terça-feira, dia 3, a precipitação nos Açores afetará o Grupo Ocidental e o Grupo Central durante a manhã, com <strong>maior persistência nas ilhas do Pico, Faial e São Jorge</strong>, registando-se às 18:00 temperaturas de 22 ºC em Ponta Delgada, 21 ºC na Horta e 20 ºC em Angra do Heroísmo.</p><p><strong>A chuva regressará na madrugada de 3 de novembro ao Porto Santo e à vertente norte da ilha da Madeira</strong>. Por volta do meio-dia, uma corrente de noroeste reativará a precipitação no Porto Santo e na zona oeste da Madeira, mantendo-se nas zonas montanhosas e vertente sudeste até ao final da tarde, com os termómetros a marcarem 19 ºC no Funchal e 18 ºC em Santana. </p><h2>Mudança a meio da semana: chuva forte em São Miguel e trégua temporária na Madeira </h2><p>Na quarta-feira, dia 4, o regresso da chuva aos Açores dar-se-á pelas 16:00 no Grupo Ocidental, afetando de seguida o Grupo Central, podendo manter-se ao longo da noite e madrugada. <strong>Na Madeira, prevê-se o regresso de chuva fraca a grande parte da ilha ao início da tarde</strong>, com persistência na vertente norte até ao final do dia. As máximas situar-se-ão nos 20 ºC no Funchal e 22 ºC na Calheta. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-e-madeira-sob-a-influencia-de-depressao-atlantica-saiba-onde-vai-chover-ate-8-de-novembro-1793576543505.jpg" data-image="4fra20iqrxw0" alt="Previsão de chuva forte na ilha de São Miguel e Santa Maria na madrugada de quinta-feira, 5 de novembro, com pico de 6,5 mm/h em Ribeira Grande." title="Previsão de chuva forte na ilha de São Miguel e Santa Maria na madrugada de quinta-feira, 5 de novembro, com pico de 6,5 mm/h em Ribeira Grande."><figcaption>Previsão de chuva forte na ilha de São Miguel e Santa Maria na madrugada de quinta-feira, 5 de novembro, com pico de 6,5 mm/h em Ribeira Grande. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p><em> </em>A madrugada de quinta-feira, dia 5, trará o episódio de precipitação mais intenso da semana ao Grupo Oriental dos Açores. <strong>Antecipa-se chuva forte em toda a ilha de São Miguel</strong>, com taxas de acumulação entre 5 mm/h e 6 mm/h (com destaque para Ribeira Grande e Ponta Delgada). <strong>Em Santa Maria, os registos poderão atingir 2 mm/h, mantendo-se a precipitação até meio da tarde</strong>. Em contraste, a quinta-feira na Madeira será de trégua, sem previsão de chuva e com subida das temperaturas máximas até aos 22 ºC no Funchal e 24 ºC na Calheta. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-e-madeira-sob-a-influencia-de-depressao-atlantica-saiba-onde-vai-chover-ate-8-de-novembro-1793576592025.jpg" data-image="fyct5v2c3c8f" alt="Temperatura na Madeira às 12:00 de sexta-feira, 6 de novembro, registando máximas amenas de 23 ºC no Porto Moniz e Calheta sob um fluxo húmido de Sudoeste." title="Temperatura na Madeira às 12:00 de sexta-feira, 6 de novembro, registando máximas amenas de 23 ºC no Porto Moniz e Calheta sob um fluxo húmido de Sudoeste."><figcaption>Temperatura na Madeira às 12:00 de sexta-feira, 6 de novembro, registando máximas amenas de 23 ºC no Porto Moniz e Calheta sob um fluxo húmido de Sudoeste. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p><strong>Na sexta-feira, 6 de novembro, uma corrente vinda de oeste varrerá o arquipélago dos Açores:</strong> afetará de madrugada o Grupo Ocidental, ao início da manhã o Grupo Central e ao final da manhã o Grupo Oriental, com precipitação persistente em todas as ilhas. Na Madeira, a chegada de uma corrente de sudoeste trará <strong>chuva a partir das 09:00, persistindo durante todo o dia sob ambiente abafado (21 ºC no Funchal e 23 ºC no Porto Moniz)</strong>. </p><h2> Fim de semana de 7 e 8 de novembro: depressão atlântica intensifica a instabilidade </h2><p>No sábado, dia 7 de novembro, a aproximação e consolidação da extensa depressão atlântica no oceano ditará um agravamento do estado do tempo nos dois arquipélagos. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-e-madeira-sob-a-influencia-de-depressao-atlantica-saiba-onde-vai-chover-ate-8-de-novembro-1793576703632.jpg" data-image="7i0vgixxhvi8" alt="Previsão da chuva para os Açores no sábado, 7 de novembro, às 12:00, precipitação contínua associada à depressão atlântica." title="Previsão da chuva para os Açores no sábado, 7 de novembro, às 12:00, precipitação contínua associada à depressão atlântica."><figcaption>Previsão da chuva para os Açores no sábado, 7 de novembro, às 12:00, precipitação contínua associada à depressão atlântica. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored.</figcaption></figure><p>Nos Açores, a chuva manter-se-á contínua ao longo de todo o dia em praticamente todas as ilhas sob a influência do centro depressionário. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796199" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-8-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir.html" title="Tempo em Portugal continental até domingo, 8 de novembro: veja como as temperaturas e a chuva irão evoluir">Tempo em Portugal continental até domingo, 8 de novembro: veja como as temperaturas e a chuva irão evoluir</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-8-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir.html" title="Tempo em Portugal continental até domingo, 8 de novembro: veja como as temperaturas e a chuva irão evoluir"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-8-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir-1793536972738_320.jpg" alt="Tempo em Portugal continental até domingo, 8 de novembro: veja como as temperaturas e a chuva irão evoluir"></a></article></aside><p><strong>Na Madeira, o sábado ficará marcado por um episódio de chuva forte generalizada a todo o arquipélago</strong>. Apesar da intensidade da chuva, a origem marítima do ar manterá as temperaturas diurnas amenas, oscilando entre os 20 ºC no Funchal e os 21 ºC no Porto Santo e Calheta, e 16 ºC nas zonas montanhosas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-e-madeira-sob-a-influencia-de-depressao-atlantica-saiba-onde-vai-chover-ate-8-de-novembro-1793576757230.jpg" data-image="btqulwuqfspj" alt="Previsão da precipitação sábado, 7 de novembro, às 09:00, pico de chuva forte na ilha da Madeira e Porto Santo." title="Previsão da precipitação sábado, 7 de novembro, às 09:00, pico de chuva forte na ilha da Madeira e Porto Santo."><figcaption>Previsão da precipitação sábado, 7 de novembro, às 09:00, pico de chuva forte na ilha da Madeira e Porto Santo. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored.</figcaption></figure><p>Para domingo, 8 de novembro, a depressão atlântica continuará posicionada nas imediações do arquipélago dos Açores. Esta proximidade ao centro do sistema garantirá a manutenção de um cenário de vincada instabilidade atmosférica, com aguaceiros frequentes, vento forte e mar agitado no arquipélago açoriano.</p><p>Já na Madeira, prevê-se uma redução progressiva da intensidade da precipitação a partir da tarde de domingo, embora mantendo a agitação marítima e a cobertura de nuvens.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-e-madeira-sob-influencia-de-uma-depressao-atlantica-saiba-onde-vai-chover-ate-8-de-novembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Pedro Carneiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tem chifres, parece um extraterrestre e chama-se Loki: as criaturas mais estranhas das profundezas do Mar Argentino]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/tem-chifres-parece-um-extraterrestre-e-se-chama-loki-as-criaturas-mais-estranhas-das-profundezas-do-mar-argentino.html</link><pubDate>Mon, 02 Nov 2026 06:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Corais vermelhos, copépodes inéditos e um pepino-do-mar com chifres: o fundo do Mar Argentino revelou 57 espécies novas para a ciência num canhão que quase duplica o tamanho do Grand Canyon.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tiene-cuernos-parece-extraterrestre-y-se-llama-loki-las-criaturas-mas-extranas-de-las-profundidades-del-mar-argentino-1791987410929.jpg" data-image="a5947444o4bp" alt="Pepino de mar" title="Pepino de mar"><figcaption>Uma nova espécie, descoberta durante a expedição Talud Continental IV — liderada por especialistas do CONICET a bordo do navio R/V Falkor (too), do Schmidt Ocean Institute —, foi batizada de Loki, devido à sua semelhança com o deus nórdico e conhecido personagem do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU).</figcaption></figure><p>Possui dois apêndices que parecem chifres, percorre um ambiente onde a luz do sol jamais chega e vive a 2.577 metros de profundidade. <strong>Foi batizado de Loki</strong>, como o deus trapaceiro da mitologia nórdica, e é a face visível de uma descoberta que coloca o Mar Argentino no mapa da biodiversidade mundial:<strong> 57 espécies marinhas novas para a ciência e cinco géneros, revelados no canhão submarino de Mar del Plata</strong>.</p><p>Se o lugar lhe parece familiar, há um motivo. Em agosto de 2025, a expedição Talud Continental IV, liderada por cientistas do CONICET a bordo do navio Falkor (too), foi<strong> transmitida ao vivo durante 21 dias e chegou perto de 22 milhões de visualizações</strong>.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/n7WrQMKRGoc/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=n7WrQMKRGoc" id="n7WrQMKRGoc"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Houve aulas inteiras diante do ecrã e até uma estrela-do-mar alaranjada que virou meme nacional. Ao encerrar a campanha, <strong>estimava-se a descoberta de cerca de 40 novas espécies</strong>. O número final superou todas as apostas.</p><h2>Um choque de correntes que alimenta o abismo</h2><p>O segredo começa na superfície. Diante da costa de Buenos Aires e do Uruguai ocorre a <strong>Confluência Brasil-Malvinas</strong>, onde as águas quentes que descem dos trópicos chocam com as águas frias e ricas em nutrientes que chegam da região subantártica.</p><p><strong>Esse encontro funciona como um fertilizante gigante</strong>: impulsiona a produção de plâncton e torna a região uma das mais produtivas do Atlântico Sul. O canhão — uma fenda que ultrapassa 3.500 metros, quase o dobro do Grand Canyon do Colorado —<strong> atua como um funil que conduz alimento para as profundezas</strong>.</p><p>O que resultou de uma oficina de duas semanas em Buenos Aires, em julho de 2026, é surpreendente. Há 20 copépodes — minúsculos crustáceos fundamentais nas redes alimentares —, 22 equinodermos (incluindo pepinos-do-mar e crinoides), 14 cnidários (como octocorais, penas-do-mar e corais pétreos) e um molusco escafópode com formato de presa.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/aeyXkvsHjiA/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=aeyXkvsHjiA" id="aeyXkvsHjiA"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Mas o dado que preocupa é outro: os especialistas analisaram apenas <strong>10% das amostras de copépodes,</strong> <strong>e todos os exemplares revelaram-se novos</strong>. Quantos mais estarão à espera nos frascos?</p><h2>Porque é que um pepino-do-mar com chifres é importante para todos nós?</h2><p>Por trás de cada espécie, há muito mais do que um nome exótico. Os corais e as penas-do-mar de águas frias formam <strong>florestas que oferecem refúgio e alimento a outros organismos</strong>, e a sua presença é um fator relevante na definição de áreas marinhas protegidas. Conhecer o que vive lá embaixo é o primeiro passo para não destruir tudo sem saber.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tiene-cuernos-parece-extraterrestre-y-se-llama-loki-las-criaturas-mas-extranas-de-las-profundidades-del-mar-argentino-1791986107645.jpg" data-image="4k3awyonftxr" alt="Loki Mar Argentino" title="Loki Mar Argentino"><figcaption>Loki (Peniagone sp.), um equinodermo de águas profundas encontrado no canhão submarino de Mar del Plata, batizado assim por causa dos seus chifres semelhantes aos do deus da lenda nórdica. Créditos: ROV SuBastian / Schmidt Ocean Institute.</figcaption></figure><p>A descoberta também revaloriza amostras que permaneciam guardadas em coleções, como as das expedições Talud Continental I a III, de 2012 e 2013. <strong>Todos os exemplares ficarão preservados no Museu Argentino de Ciências Naturais Bernardino Rivadavia</strong> e, agora, deverão ser formalmente descritos — uma tarefa lenta a cargo da taxonomia, disciplina que conta com poucos especialistas e que se torna cada vez mais estratégica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795770" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-animal-mexicano-que-consegue-andar-sobre-a-agua-gracas-as-suas-patas-eis-como-o-faz.html" title="O animal mexicano que consegue andar sobre a água graças às suas patas: eis como o faz">O animal mexicano que consegue andar sobre a água graças às suas patas: eis como o faz</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-animal-mexicano-que-consegue-andar-sobre-a-agua-gracas-as-suas-patas-eis-como-o-faz.html" title="O animal mexicano que consegue andar sobre a água graças às suas patas: eis como o faz"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-animal-mexicano-que-puede-caminar-sobre-el-agua-gracias-a-sus-patas-asi-lo-consigue-1792723731737_320.jpg" alt="O animal mexicano que consegue andar sobre a água graças às suas patas: eis como o faz"></a></article></aside><p>Para fevereiro e março de 2027, está prevista a expedição Talud Continental V, que explorará os canhões Ameghino e Almirante Brown, a cerca de 600 quilómetros da costa de Chubut — novamente com transmissão ao vivo. Se o canhão de Mar del Plata escondia 57 surpresas, ninguém se arrisca a adivinhar o que aparecerá mais a sul. É bom ir preparando o mate.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/tem-chifres-parece-um-extraterrestre-e-se-chama-loki-as-criaturas-mais-estranhas-das-profundezas-do-mar-argentino.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[10 plantas e flores secas perfeitas para decorar a casa no outono]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/10-plantas-e-flores-secas-perfeitas-para-decorar-a-casa-no-outono.html</link><pubDate>Sun, 01 Nov 2026 15:23:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Flores e folhas que mantêm o seu encanto mesmo depois de secas: 10 plantas ideais para criar composições naturais e trazer as cores do outono para dentro de casa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965594900.jpeg" data-image="nbz5qzjyk4xm"><figcaption>10 plantas e flores secas perfeitas para decorar a casa no outono</figcaption></figure><p><strong>As plantas verdejantes e as flores coloridas são as protagonistas das casas, dos jardins, dos varandas e dos ramos cortados durante a sua época mais bonita</strong>. É difícil imaginá-las como elementos decorativos quando o seu ciclo de vida já terminou; no entanto, algumas plantas e flores conservam as suas formas, cores e até mesmo aromas, mesmo depois de secas. São perfeitas para criar composições capazes de trazer aos ambientes domésticos um toque natural e evocativo durante o outono. Aqui estão 10 plantas que, uma vez secas, mantêm intacto o seu encanto.</p><h2>1. Limónio</h2><p><strong>O limónio é muito apreciado em arranjos de flores secas devido às suas numerosas pequenas inflorescências, disponíveis em vários tons, desde o roxo ao rosa e até ao branco</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965629951.jpeg" data-image="pow7c30r1k2g"><figcaption>Limónio.</figcaption></figure><p>Depois de secas, as flores mantêm a sua forma e cor durante muito tempo, tornando-se um elemento leve e versátil para ramos e decorações.</p><h2>2. Hortênsia</h2><p><strong>As grandes inflorescências da hortênsia são particularmente adequadas para a secagem</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965646406.jpeg" data-image="3lupamjbo9iq"><figcaption>Hortênsia.</figcaption></figure><p>Com o passar do tempo, as cores vivas podem adquirir tons mais delicados e vintage, enquanto a característica forma esférica permanece intacta.</p><p>Sozinhas ou acompanhadas de outras flores, são ideais para arranjos outonais com um aspeto natural e elegante.</p><h2>3. Cardo azul</h2><p><strong>O eríngio, também conhecido como cardo azul, distingue-se pelas suas inflorescências com a característica forma pontiaguda e pelos tons azulados ou prateados</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965664895.jpeg" data-image="27v8xmx8op3v"><figcaption>Cardo azul.</figcaption></figure><p>Mesmo depois de seco, conserva muito bem a sua estrutura e cor, tornando-se um elemento original para composições rústicas ou de estilo mais contemporâneo.</p><h2>4. Helicriso</h2><p><strong>O helicriso é também conhecido como "flor de papel" devido à textura particular dos seus pétalas, que parecem quase feitas de papel</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965685854.jpeg" data-image="bgdovmizbiid"><figcaption>Helicriso.</figcaption></figure><p>Após a secagem, mantém a forma das flores e as cores intensas, que vão do amarelo ao laranja e do rosa ao vermelho. É uma das flores mais características para criar decorações destinadas a durar no tempo.</p><h2>5. Eucalipto</h2><p><strong>Não são só as flores: também a folhagem de algumas plantas é perfeita para composições secas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965704569.jpeg" data-image="pkwz0z9044rn"><figcaption>Eucalipto.</figcaption></figure><p>O eucalipto mantém durante muito tempo as suas folhas arredondadas e o seu característico aspeto verde-prateado, para além do seu aroma. Os seus ramos podem ser utilizados sozinhos ou combinados com flores secas para conferir volume e movimento à composição.</p><h2>6. Alfazema</h2><p><strong>A alfazema mantém, mesmo seca, as suas características espigas florais e parte do seu aroma intenso</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965722624.jpeg" data-image="zhgwqdfhrrlq"><figcaption>Alfazema.</figcaption></figure><p>A cor tende a tornar-se mais suave, mas as inflorescências mantêm o seu aspeto decorativo durante muito tempo. As suas pequenas flores são perfeitas para ramos, guirlandas e arranjos com um delicado toque outonal.</p><h2>7. Gipsófila</h2><p><strong>Com as suas inúmeras pequenas flores brancas, a gipsófila cria um efeito leve e etéreo, particularmente adequado para arranjos florais</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965744864.jpeg" data-image="lr7bptamnfkd"><figcaption>Gipsófila.</figcaption></figure><p>Depois de seca, mantém a ramificação e a forma das inflorescências, tornando-se um elemento ideal para preencher os ramos e acompanhar flores maiores. </p><h2>8. Algodão</h2><p><strong>As características das sementes do algodão estão entre os elementos mais curiosos que se podem encontrar nas composições de flores secas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965764610.jpeg" data-image="pgf7nh6p6jtf"><figcaption>Algodão.</figcaption></figure><p>Quando se abrem, revelam a fibra branca e macia que envolve as sementes. A forma mantém-se estável e a cor clara cria um contraste agradável com as flores e as folhas em tons outonais.</p><h2>9. Urze</h2><p><strong>A urze produz inúmeras flores pequenas ao longo dos seus ramos, criando massas floridas delicadas e compactas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965783044.jpeg" data-image="ntuov7ee0skz"><figcaption>Urze.</figcaption></figure><p>Mesmo após a secagem, mantém bem a sua estrutura e as tonalidades rosadas, violáceas ou brancas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795427" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/cochonilha-e-aranhico-as-pragas-que-entram-em-casa-com-as-plantas.html" title="Cochonilha e aranhiço: as pragas que entram em casa com as plantas">Cochonilha e aranhiço: as pragas que entram em casa com as plantas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/cochonilha-e-aranhico-as-pragas-que-entram-em-casa-com-as-plantas.html" title="Cochonilha e aranhiço: as pragas que entram em casa com as plantas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cochonilha-e-aranhico-as-pragas-que-entram-em-casa-com-as-plantas-1793119955394_320.jpeg" alt="Cochonilha e aranhiço: as pragas que entram em casa com as plantas"></a></article></aside><p>É particularmente adequada para composições simples e de aspeto natural, nas quais também pode ser utilizada em conjunto com ramos e folhas secas.</p><h2>10. Protea</h2><p><strong>A protea é provavelmente uma das plantas mais espetaculares para utilizar em composições secas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/10-piante-e-fiori-essiccati-perfetti-per-decorare-casa-in-autunno-1792965800957.jpeg" data-image="qr8adr0w56w0"><figcaption>Protea.</figcaption></figure><p>As suas grandes inflorescências, caracterizadas por formas invulgares e invólucros coriáceos, mantêm muito bem a sua estrutura após a secagem. Mesmo sozinha, pode tornar-se o ponto focal de um vaso, graças ao seu aspeto exótico e original.</p><h2>Um outono para trazer para dentro de casa</h2><p><strong>Graças a estas plantas, o outono entra em casa com originalidade</strong>: às cores da folhagem que observamos no exterior podem juntar-se as mais suaves das flores secas, criando composições capazes de evocar a estação que está a chegar ao fim.</p><p>Formas, cores e, por vezes, até aromas permanecem assim durante muito tempo nos ambientes domésticos, transformando partes já sem vida em decorações naturais dignas de admiração.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/10-plantas-e-flores-secas-perfeitas-para-decorar-a-casa-no-outono.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uns astrónomos sul-coreanos: o famoso quadro "A Noite Estrelada", de Van Gogh, poderá representar um céu real]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/uns-astronomos-sul-coreanos-o-famoso-quadro-a-noite-estrelada-de-van-gogh-podera-representar-um-ceu-real.html</link><pubDate>Sun, 01 Nov 2026 14:07:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Mais de um século após a sua criação, "A Noite Estrelada", de Van Gogh, continua a fascinar os investigadores. Um estudo sul-coreano traz novos indícios sobre o céu que terá inspirado o pintor em julho de 1889, com uma possível correspondência entre as estrelas representadas e um aglomerado real.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuit-etoilee-de-van-gogh-ce-tableau-celebre-pourrait-representer-un-ciel-reel-d-apres-les-chercheurs-1793119270011.jpeg" data-image="5lbwx8w79bsh" alt="Noche estrellada" title="Noche estrellada"><figcaption>«A Noite Estrelada» é um dos quadros mais conhecidos de Van Gogh. De acordo com um estudo recente, o artista poderá ter-se inspirado numa verdadeira noite de verão durante a sua estadia na Provença.</figcaption></figure><p>Algumas das maiores obras de arte da história continuam a revelar os seus segredos, por vezes séculos após a sua criação.</p><p>É precisamente o caso da famosa <em>Noite Estrelada</em> de <strong>Vincent van Gogh</strong>. Investigadores sul-coreanos acreditam agora ter desvendado um mistério que envolve esta pintura há décadas: <strong>o céu em redemoinho representado pelo pintor poderá estar muito mais próximo da realidade do que se pensava</strong>.</p><h2>Um quadro muito estudado </h2><p>Pintado em 1889, <em>Noite Estrelada</em> <strong>encontra-se hoje entre as obras mais famosas de Van Gogh</strong>. O quadro retrata uma aldeia provençal dominada por um céu noturno particularmente expressivo, <strong>onde as estrelas e a Lua estão rodeadas por grandes formas circulares</strong>. Em primeiro plano, ergue-se também um grande cipreste que reforça o contraste entre a paisagem e esta abóbada celeste tão particular.</p><div class="texto-destacado">Durante a criação deste quadro, o pintor encontrava-se alojado em Saint-Rémy-de-Provence, onde esteve internado num estabelecimento psiquiátrico. No entanto, esta situação não o impediu de prosseguir com o seu trabalho artístico e de produzir várias obras importantes, entre as quais «Noite Estrelada». O céu turbulento representado nesta pintura tem intrigado investigadores e historiadores há décadas.</div><p>Em 2008, por exemplo, os físicos descobriram semelhanças entre as formas representadas por Van Gogh e as turbulências de Kolmogorov,<strong> um fenómeno que se manifesta, em particular, nos movimentos do ar na atmosfera</strong>. Em 2024, outros investigadores analisaram esta obra e demonstraram que os redemoinhos pintados pelo artista seguiam padrões matemáticos semelhantes aos observados em certos fenómenos naturais.</p><p>Estas semelhanças com os fenómenos físicos, no entanto, não permitem determinar se Van Gogh se inspirou num céu realmente observado ou se dispôs as estrelas de acordo com a sua própria imaginação.<strong> Enquanto alguns acreditavam que o pintor tinha representado uma autêntica abóbada celeste, outros defendiam uma interpretação mais artística</strong>.</p><h2>Terá uma noite real inspirado Van Gogh?</h2><p>Segundo um estudo publicado recentemente na revista <em>Scientific Reports</em>, uma equipa de astrónomos da Universidade Kyung Hee, na Coreia do Sul, encontrou pistas para responder a esta questão. Para tal, os cientistas viajaram duas vezes para Saint-Rémy-de-Provence em 2019, <strong>com o objetivo de estudar os locais que inspiraram o pintor no final do século XIX</strong>.</p><p>Posteriormente, os investigadores analisaram os elementos da paisagem visíveis nas obras de Van Gogh, <strong>incluindo edifícios, pontes e características geográficas, para determinar o ângulo de visão adotado pelo artista</strong>. A partir destas observações, reconstruíram, através de simulações astronómicas, o aspeto do céu sobre a comuna provençal em 1889.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Van Goghs Nights 3 nights, 3 different worlds. He didnt just paint what he saw. He painted how the night made him feel. A café in Arles. A sky full of stars. The lights of the Rhône on the water. Which one inspires you the most? https://t.co/huVSxzD7oQ</p>— Impressions (@impression_ists) <a href="https://x.com/impression_ists/status/2114769984669000066?ref_src=twsrc%5Etfw">October 26, 2026</a></blockquote></figure><p>Este método permitiu-lhes delimitar a porção do céu representada no quadro e restringir a pesquisa aos períodos em que a posição dos astros poderia coincidir com a retratada por Van Gogh. Os cientistas analisaram, em particular, <strong>os amanheceres de junho e julho, momentos em que a disposição da Lua e de Vénus era compatível com a que se observa na tela</strong>.</p><p>As suas análises permitiram identificar um aglomerado estelar cuja disposição coincide com a representada em<em> A Noite Estrelada</em>: <strong>as Híades, situadas na constelação de Touro</strong>. Segundo os investigadores, esta configuração celeste corresponderia à que era visível ao amanhecer de 22 de julho de 1889, oferecendo assim, finalmente, uma pista concreta sobre o céu que poderá ter realmente inspirado o pintor.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="730449" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/janelas-meteorologicas-em-pinturas-de-rubens-bellini-e-tintoretto.html" title="Janelas meteorológicas em pinturas de Rubens, Bellini e Tintoretto">Janelas meteorológicas em pinturas de Rubens, Bellini e Tintoretto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/janelas-meteorologicas-em-pinturas-de-rubens-bellini-e-tintoretto.html" title="Janelas meteorológicas em pinturas de Rubens, Bellini e Tintoretto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ventanas-meteorologicas-en-los-cuadros-1757162100794_320.jpg" alt="Janelas meteorológicas em pinturas de Rubens, Bellini e Tintoretto"></a></article></aside><p>No entanto, <strong>esta data levanta uma incógnita, uma vez que A Noite Estrelada costuma ser datada, pelo menos, em junho de 1889</strong>. Para explicar este desfasamento de várias semanas, os autores do estudo avançam a hipótese de que Van Gogh poderá ter combinado, numa mesma tela, observações feitas em datas diferentes.</p><p>Trata-se de uma hipótese que, no entanto, se coaduna com o pós-impressionismo, <strong>um movimento em que os pintores não procuram tanto reproduzir fielmente a realidade, mas sim representá-la de acordo com a sua própria sensibilidade</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Camille%20Coirault" data-year="2026" data-title="Le%20tableau%20La%20Nuit%20%C3%A9toil%C3%A9e%20de%20Van%20Gogh%20cachait%20un%20secret%20depuis%20plus%20d%E2%80%99un%20si%C3%A8cle%20%3A%20des%20scientifiques%20viennent%20de%20le%20percer" data-url="https%3A%2F%2Fwww.presse-citron.net%2Ftableau-nuit-etoilee-van-gogh-cachait-secret-depuis-dun-siecle-scientifiques-viennent-percer%2F">Camille Coirault. (2026). <a href="https://www.presse-citron.net/tableau-nuit-etoilee-van-gogh-cachait-secret-depuis-dun-siecle-scientifiques-viennent-percer/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Le tableau La Nuit étoilée de Van Gogh cachait un secret depuis plus d’un siècle : des scientifiques viennent de le percer</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/uns-astronomos-sul-coreanos-o-famoso-quadro-a-noite-estrelada-de-van-gogh-podera-representar-um-ceu-real.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo em Portugal continental até domingo, 8 de novembro: veja como as temperaturas e a chuva irão evoluir]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-8-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir.html</link><pubDate>Sun, 01 Nov 2026 12:49:16 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A primeira semana de novembro poderá finalmente trazer novidades quanto ao estado do tempo em Portugal continental. Saiba o que esperar da evolução das temperaturas e do possível regresso da chuva.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbsonp2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbsonp2.jpg" id="xbsonp2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O tempo no mês de novembro arrancou hoje (1 de novembro e feriado de Todos os Santos), exatamente da mesma forma como outubro terminou: <strong>estável, seco, com céu pouco nublado ou limpo e temperaturas acima do habitual para esta época do ano</strong>. De acordo com a mais recente atualização das cartas sinópticas, esta situação meteorológica persistirá durante boa parte da primeira semana de novembro.</p><h2>Anticiclone britânico, massa de ar polar a espalhar-se pelo continente europeu e evolução térmica em Portugal</h2><p>Não obstante, devido à subida em latitude do <strong>forte anticiclone que se fixará sobre as Ilhas Britânicas</strong> (pressão central superior a 1040 hPa), a atmosfera sobre as nossas cabeças fará com que assistamos a uma mudança gradual do estado do tempo. O potente bloqueio anticiclónico britânico será favorável à <strong>deslocação retrógrada (de leste para oeste) de uma massa de ar polar continental, fria e seca, proveniente do oeste da Rússia</strong>, que contornará a região anticiclónica referida pelos seus flancos oriental e meridional.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-8-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir-1793535678508.jpg" data-image="4lzby97jcuig"><figcaption>Neste mapa de previsão da temperatura a 1500 metros de altitude da próxima quarta-feira, 4 de novembro, percebe-se que o ar polar continental procedente do oeste da Rússia contornará os flancos oriental e meridional do forte anticiclone britânico, passando 'de raspão' na geografia continental portuguesa.</figcaption></figure><p><strong>Embora em Portugal continental os seus efeitos sejam consideravelmente modestos</strong>, não só devido à nossa posição periférica na geografia europeia, mas também por causa da trajetória da massa de ar polar e pelo facto da mesma chegar bastante modificada e temperada até nós, a mesma será suficiente para fazer com que os valores da temperatura máxima, que na <strong>segunda-feira (2) estarão entre 18 a 26 ºC em grande parte do território</strong>, diminuam gradualmente para 15 a 23 ºC até meados da próxima semana, ou seja, entre terça (3) e quarta-feira (4).</p><p><strong>Para quinta e sexta-feira, 5 e 6 de novembro, prevê-se, de um modo geral, que as temperaturas máximas variem entre 15 e 22 ºC</strong>, exceto no Nordeste Transmontano e na Beira Alta - onde seriam ligeiramente inferiores (entre 13 e 18 ºC).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-8-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir-1793535474684.jpg" data-image="39e1jqyh4963"><figcaption>Mapa da temperatura prevista às 14:00 de quarta-feira, 4 de novembro em Portugal continental.</figcaption></figure><p>Quanto às temperaturas mínimas, numa fase inicial - entre 2 e 4 de novembro - estarão relativamente baixas (0 a 8 ºC no interior Norte e Centro; 10 a 15 ºC no resto do Continente) e propícias à formação de <strong>geadas localizadas no interior Norte e Centro</strong>. Porém, os mapas apontam para uma tendência contrária à das máximas, o que resultaria numa redução da amplitude térmica diária.</p><p>Neste sentido, os modelos sugerem que <strong>a partir de quinta-feira, 5 de novembro </strong>ocorra uma<strong> ligeira subida das temperaturas mínimas</strong>, especialmente no interior e nas terras montanhosas: <strong>o intervalo de valores passaria de 0 a 8 ºC para 6 a 12 ºC</strong>. No resto do país, pelo contrário, esperam-se valores mínimos algo mais baixos face aos do início da semana, entre 7 e 13 ºC, exceto no Algarve onde poderiam rondar os 12 a 15 ºC.</p><h2>Mapas sugerem regresso da chuva a Portugal continental no fim de semana de 7 e 8 de novembro</h2><p>Tal como referido em previsões anteriormente lançadas pela Meteored Portugal, grande parte da <strong>primeira semana de novembro</strong> decorrerá sem novidades significativas no que concerne à precipitação. As condições meteorológicas manter-se-ão <strong>secas, com céu limpo ou pouco nublado a imperar e vento Leste geralmente fraco</strong>, soprando temporariamente moderado ou forte nas terras altas e montanhosas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-8-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir-1793534741328.jpg" data-image="10dhz78ww7ja"><figcaption>Esta previsão do modelo ECMWF indica o regresso generalizado da chuva a Portugal continental no sábado, 7 de novembro. Porém, uma saída determinista com um horizonte temporal tão alargado - correspondente a um prazo de 156 horas - possui uma fiabilidade bastante reduzida. É preciso esperar mais alguns dias para averiguar com exatidão se a chuva irá ou não regressar à nossa geografia. </figcaption></figure><p>Ainda assim, os mapas sugerem um aumento gradual da nebulosidade a partir de quinta-feira, 5 de novembro, não se descartando a possível ocorrência de chuviscos residuais e dispersos a sul do Mondego entre quinta (5) e sexta-feira (6).</p><p>É, contudo, para o <strong>fim de semana de 7 e 8 de novembro </strong>que os mapas vislumbram uma mudança mais significativa do estado do tempo na unidade territorial do Continente, perspetivando-se um possível <strong>regresso mais generalizado da chuva ao nosso país</strong>. Na origem da alteração para o tempo húmido estaria uma <strong>extensa região depressionária</strong> centrada no Atlântico e nas imediações do arquipélago dos Açores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-8-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir-1793534535898.jpg" data-image="13hp8hrwbujr"><figcaption>Tudo indica que em Portugal continental apenas a Região Norte registará uma anomalia térmica negativa na primeira semana de novembro, isto é, temperaturas entre 1 a 3 ºC abaixo da média climatológica de referência.</figcaption></figure><p><strong>É, todavia, precoce definir quais serão as regiões e zonas mais afetadas</strong>, uma vez que qualquer alteração na posição e trajetória do sistema depressionário poderá atrasar ou adiantar a chegada da chuva, e provocar ajustes na distribuição espacial e intensidade da chuva na geografia de Portugal continental.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796103" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/do-calor-invulgar-a-geada-a-viragem-termica-em-portugal-continental-ate-6-de-novembro.html" title="Do calor invulgar à geada: a viragem térmica em Portugal continental até 6 de novembro">Do calor invulgar à geada: a viragem térmica em Portugal continental até 6 de novembro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/do-calor-invulgar-a-geada-a-viragem-termica-em-portugal-continental-ate-6-de-novembro.html" title="Do calor invulgar à geada: a viragem térmica em Portugal continental até 6 de novembro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/do-calor-invulgar-a-geada-a-viragem-termica-em-portugal-continental-ate-6-de-novembro-1793483634082_320.jpg" alt="Do calor invulgar à geada: a viragem térmica em Portugal continental até 6 de novembro"></a></article></aside><p>Apesar da mudança para um panorama algo mais chuvoso, <strong>as temperaturas manter-se-ão geralmente amenas para a época do ano</strong>, registando valores muito distantes do frio gélido que “abraçará” grande parte da Europa ao longo da primeira semana de novembro. De acordo com o mapa de anomalias térmicas semanais do modelo Europeu, somente a Região Norte registará temperaturas ligeiramente inferiores à média.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-continental-ate-domingo-8-de-novembro-veja-como-as-temperaturas-e-a-chuva-irao-evoluir.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA["Os crocodilos não se adaptaram, seguiram o calor": e assim sobreviveram ao asteroide que acabou com os dinossauros]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-crocodilos-nao-se-adaptaram-seguiram-o-calor-e-assim-sobreviveram-ao-asteroide-que-acabou-com-os-dinossauros.html</link><pubDate>Sun, 01 Nov 2026 11:45:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O facto de se terem adaptado a climas quentes ao longo dos seus 250 milhões de anos de história pode ter ajudado os crocodilos e os seus parentes a sobreviver ao asteroide que exterminou os dinossauros.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-crocodilos-nao-se-adaptaram-seguiram-o-calor-e-assim-sobreviveram-ao-asteroide-que-acabou-com-os-dinossauros-1793441393906.jpg" data-image="9xuh6lwpuft1" alt="crocodilo" title="crocodilo"><figcaption>Os crocodilos de hoje são menos diversificados do que há milhões de anos.</figcaption></figure><p>Esta investigação baseia-se na <strong>análise de mais de 7.000 fósseis e registos de mais de 400 espécies</strong>, tanto vivas como extintas, comparando-os com reconstruções computacionais do clima e da geografia da Terra ao longo de 245 milhões de anos.</p><p>A equipa descobriu que, em vez de se adaptarem a novos climas, <strong>os crocodilos e os seus parentes seguiam os climas quentes para onde quer que fossem</strong>: em épocas de calor, expandiam-se até à Antártida; em épocas mais frias, recuavam para os trópicos.</p><p>Os investigadores simularam também como o clima poderia ter mudado após o impacto do asteroide, há 66 milhões de anos, e concluíram que, exceto nos cenários mais extremos, <strong>as regiões quentes junto ao equador e nos subtrópicos permaneceram adequadas para os parentes dos crocodilos</strong>.</p><h2>A linhagem de crocodilos adaptou-se ao longo do tempo</h2><p>Modelos anteriores, elaborados por membros da mesma equipa, demonstraram que os <strong>climas adequados para os dinossauros não aviários </strong>(aqueles que foram extintos) <strong>sofreram uma redução muito mais drástica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-crocodilos-nao-se-adaptaram-seguiram-o-calor-e-assim-sobreviveram-ao-asteroide-que-acabou-com-os-dinossauros-1793441948246.jpg" data-image="d1wrp5izayj8" alt="Postosuchus" title="Postosuchus"><figcaption>Ilustração de como o réptil <em>Postosuchus</em> seria.</figcaption></figure><p> A linhagem dos crocodilos, conhecida pelos cientistas como pseudosúquios, <strong>surgiu na mesma altura que os dinossauros</strong> e, desde então, <strong>sobreviveu a duas das cinco extinções em massa da Terra</strong>. Embora os crocodilos e os seus parentes pareçam muito semelhantes entre si hoje em dia, os <strong>antepassados deste grupo eram muito mais diversificados e incluíam herbívoros</strong> fortemente couraçados, predadores terrestres e gigantes que pesavam mais de uma tonelada. </p><p> Entre os pseudosúquios mais conhecidos contam-se o predador gigante <em>Sarcosuchus</em> — um supercrocodilo que chegava a medir<strong> até 12 metros de comprimento</strong> — e o <em>Postosuchus</em>, que <strong>caçava exclusivamente em terra</strong> e podia deslocar-se tanto sobre duas como sobre quatro patas.</p><h2>Os crocodilos seguem o calor</h2><p>Para este estudo, a equipa de investigação deduziu as <strong>preferências de temperatura e precipitação de 400 espécies</strong>, utilizando registos fósseis, árvores filogenéticas e mapas detalhados de onde as espécies de crocodilos vivem atualmente. </p><p>Posteriormente, <strong>mapearam os habitats adequados destas espécies ao longo do tempo</strong>, recorrendo a reconstituições do clima e da geografia da Terra. Descobriram que os parentes dos crocodilos, de um modo geral, acompanharam os climas quentes de todo o mundo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-crocodilos-nao-se-adaptaram-seguiram-o-calor-e-assim-sobreviveram-ao-asteroide-que-acabou-com-os-dinossauros-1793442429527.jpg" data-image="43obvjtth1fy" alt="Sarcosuchus" title="Sarcosuchus"><figcaption>Ilustração do <em>Sarcosuchus</em>, super crocodilo que podia medir até 12 metros. </figcaption></figure><p> Durante o período quente do início do Eoceno, há cerca de 50 milhões de anos — <strong>quando as temperaturas globais eram cerca de 10 graus mais elevadas do que hoje</strong> e as regiões polares estavam livres de gelo —, viviam em latitudes elevadas na América do Norte, na Europa e na Antártida. </p><p>À medida que o planeta arrefeceu nos milhões de anos seguintes, <strong>a sua área de distribuição retraiu-se em direção aos trópicos</strong>. Os investigadores analisaram também as alterações climáticas ocorridas nas décadas ou séculos seguintes ao impacto do asteróide de Chicxulub, que dizimou a maioria dos dinossauros. </p><h2>Exceção à regra</h2><p>Foram testados diversos cenários, incluindo uma diminuição da luz solar provocada pelas cinzas e poeiras, bem como um aumento do dióxido de carbono resultante das erupções vulcânicas. <strong>Com uma redução de 5% a 10% da luz solar, as regiões quentes próximas do equador permaneceram adequadas para os parentes dos crocodilos</strong>; contudo, tal não se verificou com uma redução de 15% — embora os investigadores tenham salientado que este cenário mais extremo é, atualmente, considerado improvável. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="688793" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/insolito-descoberto-o-crocodilo-mais-antigo-do-mundo-com-10-000-descendentes.html" title="Insólito: descoberto o crocodilo mais antigo do mundo com 10.000 descendentes">Insólito: descoberto o crocodilo mais antigo do mundo com 10.000 descendentes</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/insolito-descoberto-o-crocodilo-mais-antigo-do-mundo-com-10-000-descendentes.html" title="Insólito: descoberto o crocodilo mais antigo do mundo com 10.000 descendentes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/insolite-decouvrez-le-crocodile-le-plus-vieux-du-monde-aux-10-000-descendants-1734624142626_320.jpg" alt="Insólito: descoberto o crocodilo mais antigo do mundo com 10.000 descendentes"></a></article></aside><p>Outros cenários, como o <strong>aumento do dióxido de carbono, não afetaram a aptidão climática para os crocodilos</strong>. Os autores salientaram que o clima, por si só, não explicava a sobrevivência dos crocodilos. O seu menor tamanho corporal, o seu estilo de vida semi-aquático, a sua dieta flexível e as baixas necessidades energéticas dos animais ectotérmicos (de sangue frio) provavelmente também contribuíram para isso. </p><p>A equipa descobriu duas exceções a este padrão. Durante o Máximo Térmico do Cretácico, há cerca de 94 milhões de anos — <strong>quando as temperaturas globais eram até cerca de 14 graus mais elevadas do que hoje</strong> —, um ramo da árvore genealógica dos crocodilos <strong>adaptou-se a temperaturas mais elevadas </strong>do que aquelas que a linhagem dos crocodilos tinha conseguido tolerar noutros períodos. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Chiarenza%2C%20A.%2C%20Howard%2C%20A.%2C%20Varnham%2C%20G.%20et%20al." data-year="2026" data-title="Climatic%20niche%20conservatism%20shapes%20the%20macroevolution%2C%20extinction%2C%20and%20survivorship%20of%20crocodile-line%20archosaurs" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fsciadv.aeg2217">Chiarenza, A., Howard, A., Varnham, G. et al.. (2026). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.aeg2217" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Climatic niche conservatism shapes the macroevolution, extinction, and survivorship of crocodile-line archosaurs</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-crocodilos-nao-se-adaptaram-seguiram-o-calor-e-assim-sobreviveram-ao-asteroide-que-acabou-com-os-dinossauros.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cidades a afundar: dados de satélite revelam o ritmo da subsidência urbana no mundo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cidades-a-afundar-dados-de-satelite-revelam-o-ritmo-da-subsidencia-urbana-no-mundo.html</link><pubDate>Sun, 01 Nov 2026 09:37:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Estudo global em mais de quatrocentas cidades mapeia a subsidência do solo e revela contrastes extremos entre diferentes regiões. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cidades-a-afundar-dados-de-satelite-revelam-o-ritmo-da-subsidencia-urbana-no-mundo-1793493619801.jpg" data-image="73qhrra0flqc"><figcaption>O afundamento gradual do solo ameaça infraestruturas vitais, fragilizando edifícios, sistemas subterrâneos e aumentando de forma crítica o risco de inundações.</figcaption></figure><p>A subsidência do solo consiste no afundamento progressivo da superfície terrestre, configurando uma ameaça estrutural para os ambientes urbanos modernos. <strong>A descida lenta dos solos provoca fissuras e danos graves em edifícios, enfraquece fundações de infraestruturas estratégicas e compromete sistemas subterrâneos essenciais</strong>, designadamente as redes de drenagem pluvial e de saneamento de águas residuais. </p><div class="texto-destacado">Como consequência direta, este fenómeno amplia consideravelmente a vulnerabilidade das populações ao risco de inundações. </div><p>Contudo, a informação sobre a sua dinâmica tem sido historicamente escassa e fragmentada, <strong>dificultando a atuação dos decisores políticos na identificação das zonas prioritárias</strong>. A maioria dos estudos anteriores recorria a metodologias divergentes, cobria períodos díspares ou incidia somente sobre poucas cidades, impossibilitando comparações à escala planetária.</p><h2> Focos críticos: aceleração no México e no continente asiático </h2><p> Para colmatar esta lacuna, os investigadores recorreram a dados de satélite de alta resolução recolhidos entre 2014 e 2023, quantificando a movimentação vertical do solo em 465 cidades de 107 países, num estudo divulgado pela revista <em>Nature Cities</em>. Os resultados revelaram assimetrias territoriais marcantes. </p><div class="texto-destacado">A Cidade do México registou o afundamento localizado mais rápido do mundo, com certas áreas a descerem cerca de 217 milímetros por ano, embora a mediana municipal global se tenha situado nos 8 mm anuais. </div><p>No mesmo país, Torreón registou uma descida de aproximadamente <strong>17 mm por ano.</strong> A nível regional, a Ásia concentrou os cenários mais graves em termos medianos: destacam-se Medan (cerca de 33 mm por ano) e Bandung (22 mm por ano), ambas na Indonésia, a par de Isfahan, no Irão, com 11 mm anuais.</p><h2> Estabilidade geológica: metrópoles com oscilações mínimas </h2><p> Em sentido inverso, <strong>v</strong><strong>árias das maiores capitais e polos económicos mundiais apresentaram uma estabilidade assinalável na movimentação anual da superfície.</strong> Cidades como Boston, Nova Iorque, Londres, Pequim, Tóquio, Seul, Sydney, Montevideu e Nápoles registaram taxas anuais reduzidas, que oscilaram meramente entre 0,1 e 1,9 milímetros por ano. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cidades-a-afundar-dados-de-satelite-revelam-o-ritmo-da-subsidencia-urbana-no-mundo-1793456602377.png" data-image="zst8ic3ah4j3"><figcaption>Metrópoles como Londres, Nova Iorque e Tóquio mantêm solos geologicamente estáveis, registando variações anuais inferiores a apenas dois milímetros.</figcaption></figure><p>Estas estimativas<strong> abrangeram tanto ligeiros afundamentos como pequenos soerguimentos (elevação) do terreno</strong>. Dada a reduzida dimensão física destas medições, os investigadores <strong>recomendam prudência na sua interpretação</strong>, salientando que estes centros urbanos se mantêm substancialmente equilibrados. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cidades-a-afundar-dados-de-satelite-revelam-o-ritmo-da-subsidencia-urbana-no-mundo-1793456482894.png" data-image="jhbstt15rzdx"><figcaption>Zonas da Cidade do México afundam até 217 milímetros anuais, registando a descida localizada mais acelerada à escala global</figcaption></figure><p> Os investigadores destacam igualmente i<strong>mportantes ressalvas metodológicas que devem contextualizar as conclusões</strong>. A investigação incidiu sobre um período de nove anos e focou-se estritamente na subsidência local relativa dentro do perímetro de grandes cidades, podendo desconsiderar áreas adjacentes situadas fora dos limites administrativos oficiais. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="669963" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/estas-sao-as-6-cidades-submersas-mais-impressionantes-do-mundo-curioso-turismo.html" title="Estas são as 6 cidades submersas mais impressionantes do mundo">Estas são as 6 cidades submersas mais impressionantes do mundo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/estas-sao-as-6-cidades-submersas-mais-impressionantes-do-mundo-curioso-turismo.html" title="Estas são as 6 cidades submersas mais impressionantes do mundo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ferias-estas-sao-as-6-cidades-submersas-mais-impressionantes-do-mundo-1723748094606_320.jpg" alt="Estas são as 6 cidades submersas mais impressionantes do mundo"></a></article></aside><p>Adicionalmente, as medições <strong>apresentam maior incerteza em territórios onde a rede de estações terrestres de validação é reduzida ou dispersa</strong>. Por esta razão, a manutenção de uma vigilância por satélite continuada revela-se fundamental para atestar se estas tendências persistem ao longo do tempo e para fundamentar respostas governamentais direcionadas. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Wang%2C%20L.%2C%20Ao%2C%20Z.%2C%20Tao%2C%20S.%20et%20al." data-year="2026" data-title="A%20global%20view%20of%20urban%20land%20subsidence%20and%20its%20changing%20trajectories." data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs44284-026-00527-8">Wang, L., Ao, Z., Tao, S. et al.. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s44284-026-00527-8" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A global view of urban land subsidence and its changing trajectories.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cidades-a-afundar-dados-de-satelite-revelam-o-ritmo-da-subsidencia-urbana-no-mundo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal conquista a Europa e traz 32 Óscares do turismo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-conquista-a-europa-e-traz-32-oscares-do-turismo.html</link><pubDate>Sun, 01 Nov 2026 08:23:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Lisboa, Porto, Algarve, Madeira e Açores estão entre os grandes vencedores dos World Travel Awards 2026. Esta edição voltou a colocar o turismo português em destaque internacional.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-conquista-a-europa-e-traz-32-oscares-do-turismo-1793302597475.jpg" data-image="5lz243awcsd6" alt="Portugal" title="Portugal"><figcaption>Portugal volta a conquistar a Europa. E não veio de mãos a abanar: trouxe 32 Óscares do turismo. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Portugal voltou a brilhar internacionalmente. O nosso país conquistou, novamente, o título de<strong> Melhor Destino da Europa</strong> nos World Travel Awards 2026. E, atenção, porque estes prémios são conhecidos como os ‘Óscares do turismo’. </p><p>É isso mesmo. E o melhor? O prémio principal não veio sozinho. Aliás, <strong>Lisboa, Porto, Algarve, Madeira e Açores</strong> também estiveram entre os grandes vencedores. Feitas as contas, Portugal somou 32 distinções nesta edição.</p><div class="texto-destacado">Criados em 1993, os World Travel Awards distinguem o trabalho desenvolvido na indústria turística internacional. Os vencedores são escolhidos através de votações que envolvem profissionais do setor e viajantes, numa iniciativa que procura reconhecer a qualidade dos destinos e dos serviços turísticos.</div><p>E o que é que este reconhecimento nos traz? A confirmação de que Portugal continua a ter argumentos para convencer quem procura férias à beira-mar, escapadinhas culturais, paisagens naturais ou experiências gastronómicas. Convenhamos, não é todos os dias que um país tão pequeno consegue reunir tantas opções sem obrigar a percorrer milhares de quilómetros.</p><p>“É com enorme orgulho que recebemos estes galardões, que refletem a qualidade de Portugal enquanto destino turístico e o trabalho desenvolvido na sua promoção”, notou Carlos Abade, presidente do Turismo de Portugal.</p><h2>Portugal soma prémios de norte a sul</h2><p>A cerimónia europeia dos World Travel Awards decorreu a 17 de outubro, no Hyatt Regency Kotor Bay Resort, no Montenegro, e<strong> distinguiu destinos, hotéis, atrações turísticas e empresas ligadas ao setor</strong>. Portugal conquistou 32 prémios, num total de 157 categorias em avaliação. </p><p>Entre os vencedores, o Algarve voltou a destacar-se como Melhor Destino de Praia da Europa, enquanto a Madeira recebeu o título de Melhor Destino Insular. Nos Açores, a natureza e a aventura estiveram em destaque, com a região a conquistar o prémio de Melhor Destino Regional de Turismo de Aventura. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-conquista-a-europa-e-traz-32-oscares-do-turismo-1793302820432.jpg" data-image="25wbwkamczs4" alt="Portugal" title="Portugal"><figcaption>O nosso país tem muito para descobrir. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Lisboa também tem motivos para celebrar. A capital portuguesa foi eleita Melhor Destino Urbano da Europa e Melhor Destino de Cruzeiros da Europa, duas distinções que reforçam a sua atratividade para quem procura combinar património, gastronomia, vida cultural e uma passagem pela cidade antes ou depois de uma viagem de barco.</p><p>Já o Porto foi reconhecido como Melhor Destino de Cidade Cultural da Europa. Afinal, entre as caves de vinho do Porto, os edifícios históricos, os museus e as ruas que convidam a descobrir diferentes perspetivas sobre a cidade, não faltam motivos para a incluir numa escapadinha. </p><h2>Do céu alentejano aos grandes nomes do turismo</h2><p><strong>Os prémios não ficaram pelas cidades e regiões</strong>. O Dark Sky Alqueva, projeto de astroturismo no Alentejo, foi distinguido como Melhor Atração Turística da Europa pelo terceiro ano consecutivo. </p><div class="texto-destacado">A iniciativa permite observar o céu noturno em condições privilegiadas, numa região onde a baixa poluição luminosa ajuda a revelar estrelas e outros fenómenos astronómicos. </div><p>Também os Passadiços do Paiva e o parque aquático Aquashow voltaram a figurar entre os vencedores europeus, enquanto a TAP conquistou dois prémios: Melhor Companhia Aérea para África e Melhor Companhia Aérea para a América do Sul. O Turismo de Portugal recebeu ainda o galardão de Melhor Organismo Oficial de Turismo da Europa. </p><h2>A distinção europeia é apenas o começo</h2><p>A conquista do título europeu não significa que Portugal tenha sido eleito o melhor destino turístico do mundo nesta edição. Essa decisão fica para a <strong>final mundial dos World Travel Awards</strong>, marcada para 12 de dezembro, na Tanzânia, onde serão conhecidos os vencedores das categorias globais. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-conquista-a-europa-e-traz-32-oscares-do-turismo-1793303102582.jpg" data-image="s23bdqd4v6op" alt="Portugal" title="Portugal"><figcaption>Um motivo de orgulho nacional. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Além disso, os 32 prémios não significam que tudo esteja perfeito no turismo português, mas são um <strong>reconhecimento internacional do trabalho desenvolvido pelo setor</strong>. E, para quem ainda está a decidir o próximo destino de férias, ficam mais alguns argumentos para descobrir Portugal.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795466" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-cidade-portuguesa-e-muito-mais-do-que-francesinhas-e-provou-o-mais-uma-vez.html" title="Esta cidade portuguesa é muito mais do que francesinhas (e provou-o mais uma vez)">Esta cidade portuguesa é muito mais do que francesinhas (e provou-o mais uma vez)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-cidade-portuguesa-e-muito-mais-do-que-francesinhas-e-provou-o-mais-uma-vez.html" title="Esta cidade portuguesa é muito mais do que francesinhas (e provou-o mais uma vez)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esta-cidade-portuguesa-e-muito-mais-do-que-francesinhas-e-provou-o-mais-uma-vez-1793133236318_320.jpg" alt="Esta cidade portuguesa é muito mais do que francesinhas (e provou-o mais uma vez)"></a></article></aside><p>“Em nome do Turismo de Portugal, agradeço a todos os profissionais e entidades do setor que contribuem diariamente para afirmar o nosso país como uma referência no turismo internacional”, acrescentou o presidente do Turismo de Portugal.</p><p><strong>A lista completa dos vencedores portugueses pode ser consultada</strong><em><strong> online</strong></em> e inclui empresas, projetos e experiências turísticas. Antes das distinções a nível europeu, já tinham também sido escolhidos os melhores spots a nível nacional.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="World%20Travel%20Awards" data-year="2026" data-title="Europe%20Winners%202026" data-url="https%3A%2F%2Fwww.worldtravelawards.com%2Fwinners%2F2026%2Feurope">World Travel Awards. (2026). <a href="https://www.worldtravelawards.com/winners/2026/europe" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Europe Winners 2026</a>.</cite><br><cite data-author="Expresso" data-year="2026" data-title="Portugal%20renova%20pr%C3%A9mio%20de%20%22Melhor%20Destino%20da%20Europa%22%20na%20gala%20europeia%20dos%20World%20Travel%20Awards" data-url="https%3A%2F%2Fexpresso.pt%2Fboa-cama-boa-mesa%2Fviagens-hoteis%2Fdestinos-portugal%2F2026-10-18-portugal-renova-premio-de-melhor-destino-da-europa-na-gala-europeia-dos-world-travel-awards-c781b9c8">Expresso. (2026). <a href="https://expresso.pt/boa-cama-boa-mesa/viagens-hoteis/destinos-portugal/2026-10-18-portugal-renova-premio-de-melhor-destino-da-europa-na-gala-europeia-dos-world-travel-awards-c781b9c8" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Portugal renova prémio de "Melhor Destino da Europa" na gala europeia dos World Travel Awards</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-conquista-a-europa-e-traz-32-oscares-do-turismo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Do calor invulgar à geada: a viragem térmica em Portugal continental até 6 de novembro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/do-calor-invulgar-a-geada-a-viragem-termica-em-portugal-continental-ate-6-de-novembro.html</link><pubDate>Sun, 01 Nov 2026 07:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Entre 1 e 6 de novembro o tempo em Portugal continental registará uma vincada transição térmica: um arranque com tardes quentes até 26 ºC dará lugar a madrugadas gélidas com geada e anomalias até -7 ºC.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbskr1i"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbskr1i.jpg" id="xbskr1i"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>A primeira semana de novembro trará uma reviravolta térmica substancial a Portugal continental</strong>, caracterizada por um padrão de vincada amplitude térmica.</p><p>Conforme detalhado pelos especialistas em geografia, clima e meteorologia da nossa equipa - Alfredo Graça, Joana Campos e Marta Godinho -, o estado do tempo no nosso país será condicionado pela interação entre um <strong>robusto bloqueio anticiclónico nas Ilhas Britânicas, com valores de pressão central em torno dos 1040 hPa</strong> e uma ondulação pronunciada da corrente de jato polar a cerca de 10 000 metros de altitude. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-calor-invulgar-a-geada-a-viragem-termica-em-portugal-continental-ate-6-de-novembro-1793483124638.jpg" data-image="xvp0e0686rbb" alt="Temperatura prevista para Portugal continental no domingo, 1 de novembro, às 12:00" title="Temperatura prevista para Portugal continental no domingo, 1 de novembro, às 12:00"><figcaption>Temperatura prevista para Portugal continental no domingo, 1 de novembro, às 12:00. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Esta configuração atmosférica criará um corredor propício ao transporte de uma <strong>massa de ar frio e seco, de origem continental, que atravessará a Europa no sentido Este-Oeste</strong>. Portugal continental ficará à margem da sua influência, uma vez que a massa de ar chegará até nós bastante temperada e modificada.</p><p>Ainda assim, a estabilidade, a subsidência atmosférica e o céu limpo associados ao anticiclone poderão favorecer um <strong>intenso arrefecimento noturno</strong>, refletindo-se em descidas significativas das temperaturas mínimas e em desvios negativos expressivos face à normal climatológica da época.</p><h2> Arranque de novembro: tardes quase de verão e anomalias de +6 ºC no Litoral</h2><p>O arranque do mês de novembro dará continuidade a um cenário pouco outonal, com <strong>tardes quentes e ambiente seco em praticamente todo o território continental</strong>. Neste domingo, dia 1 de novembro, os termómetros subirão substancialmente após uma madrugada fresca. Pelas 12:00 poderá registar-se em Coimbra máxima de 26 ºC, acompanhada por 24 ºC em Santarém e Beja, 23 ºC em Évora. A Guarda poderá registar apenas 17 ºC. </p><p>Ao meio-dia deste domingo poderá registar-se calor excecionalmente elevado, registando-se até +6 ºC acima da média climatológica de referência. O Porto liderará o desvio com +6 ºC acima do normal, enquanto Braga, Aveiro, Leiria e Santarém assinalarão +5 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-calor-invulgar-a-geada-a-viragem-termica-em-portugal-continental-ate-6-de-novembro-1793483323298.jpg" data-image="t9ywnocio8bs" alt="Mapa de anomalia de temperatura no domingo, 1 de novembro, às 12:00, destacando desvios positivos até +6 ºC acima da média no Litoral Norte e Centro" title="Mapa de anomalia de temperatura no domingo, 1 de novembro, às 12:00, destacando desvios positivos até +6 ºC acima da média no Litoral Norte e Centro"><figcaption>Mapa de anomalia de temperatura no domingo, 1 de novembro, às 12:00, destacando desvios positivos até +6 ºC acima da média no Litoral Norte e Centro. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Na segunda-feira, dia 2, as máximas diurnas iniciarão uma trajetória descendente no Norte, embora o Sul mantenha o ambiente bastante ameno. <strong>Pelas 12:00, a Guarda poderá descer aos 13 ºC e Viseu aos 16 ºC</strong>, enquanto Beja ainda registará 25 ºC e Lisboa 22 ºC. No entanto, a transição noturna já será visível logo no início da manhã: às 08:00 de segunda-feira, o interior Norte e Centro apresentará anomalias negativas, destacando-se a Guarda com -5 ºC e Bragança e Castelo Branco com -4 ºC abaixo da média climatológica. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-calor-invulgar-a-geada-a-viragem-termica-em-portugal-continental-ate-6-de-novembro-1793483483278.jpg" data-image="85byimi5si81" alt="Previsão da anomalia térmico-climatológica para quarta-feira, 4 de novembro, às 06:00, evidenciando o pico do frio noturno com o país coberto por anomalias de até -7 ºC" title="Previsão da anomalia térmico-climatológica para quarta-feira, 4 de novembro, às 06:00, evidenciando o pico do frio noturno com o país coberto por anomalias de até -7 ºC"><figcaption>Previsão da anomalia térmica para quarta-feira, 4 de novembro, às 06:00, evidenciando o pico do frio noturno com o país coberto por anomalias de até -7 ºC. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p> Na terça-feira, dia 3, o contraste regional acentuar-se-á. <strong>O ar frio avançará a norte do Tejo, fazendo cair a temperatura ao meio-dia para 10 ºC na Guarda, 11 ºC em Vila Real e 12 ºC em Bragança</strong>. No entanto, no Alentejo e Algarve, as anomalias diurnas poderão manter-se com tom alaranjado, com desvios de +3 ºC acima da norma em Leiria, Santarém, Évora e Beja. </p><h2>Mudança a meio da semana: frio noturno acentuado, geada e anomalias de -7 ºC </h2><p><strong>A grande mudança do padrão térmico consolidar-se-á entre terça e quarta-feira</strong>, quando a massa de ar frio de origem continental estiver algo mais próxima da Península Ibérica. O arrefecimento será particularmente severo durante as noites e madrugadas. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796042" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-45-mm-a-partir-das-21-horas-a-chuva-ganhara-intensidade-no-arquipelago-da-madeira-eis-as-duas-zonas-mais-afetadas.html" title="Até 45 mm: a partir das 21 horas a chuva ganhará intensidade no arquipélago da Madeira; eis as duas zonas mais afetadas">Até 45 mm: a partir das 21 horas a chuva ganhará intensidade no arquipélago da Madeira; eis as duas zonas mais afetadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-45-mm-a-partir-das-21-horas-a-chuva-ganhara-intensidade-no-arquipelago-da-madeira-eis-as-duas-zonas-mais-afetadas.html" title="Até 45 mm: a partir das 21 horas a chuva ganhará intensidade no arquipélago da Madeira; eis as duas zonas mais afetadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-45-mm-a-partir-das-21-horas-a-chuva-ganhara-intensidade-no-arquipelago-da-madeira-eis-as-duas-zonas-mais-afetadas-1793450540052_320.png" alt="Até 45 mm: a partir das 21 horas a chuva ganhará intensidade no arquipélago da Madeira; eis as duas zonas mais afetadas"></a></article></aside><p><strong>Na madrugada de quarta-feira, 4 de novembro, o sinal frio poderá atingir o seu pico</strong>. Às 06:00 da manhã, o mapa de anomalias do ECMWF cobrirá Portugal continental sob tons azuis escuros. A Guarda poderá registar um desvio de -7 ºC abaixo da norma climatológica, ao passo que Bragança e Lisboa atingirão -6 ºC, Vila Real e Évora -5 ºC, e Santarém, Castelo Branco, Portalegre e Beja se fixarão nos -4 ºC. </p><div class="texto-destacado"><p>Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</p></div><p><strong>Este arrefecimento noturno pronunciado fará com que as temperaturas mínimas se aproximem dos 0 ºC no interior Norte e Centro</strong>, descendo para valores negativos nas áreas mais elevadas da Serra da Estrela e em vales abrigados, favorecendo a formação de geada matinal. Durante o dia de quarta-feira, o frio sentir-se-á também ao meio-dia, com <strong>a Guarda a não ir além dos 9 ºC, Vila Real 11 ºC, Viseu 12 ºC</strong>, Porto 15 ºC e Lisboa 18 ºC. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-calor-invulgar-a-geada-a-viragem-termica-em-portugal-continental-ate-6-de-novembro-1793483634082.jpg" data-image="9my5tjtzkhac" alt="Temperatura ao meio-dia de quinta-feira, 5 de novembro, mostrando a consolidação do arrefecimento diurno em todo o país" title="Temperatura ao meio-dia de quinta-feira, 5 de novembro, mostrando a consolidação do arrefecimento diurno em todo o país"><figcaption>Temperatura ao meio-dia de quinta-feira, 5 de novembro, mostrando a consolidação do arrefecimento diurno em todo o país. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Entre quinta e sexta-feira, 6 de novembro, a sensação de tempo fresco e tipicamente outonal permanecerá instalada em todo o continente. <strong>As temperaturas diurnas às 12:00 estabilizarão entre os 12 ºC e os 15 ºC nas regiões do Norte e Centro</strong>, e entre os 17 ºC e os 19 ºC no Sul. As madrugadas continuarão frias e secas até sexta-feira, com anomalias negativas entre -4 ºC e -8 ºC abaixo da média histórica, mantendo o risco de geada matinal nos locais mais abrigados do interior antes de qualquer alteração de padrão no fim de semana. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/do-calor-invulgar-a-geada-a-viragem-termica-em-portugal-continental-ate-6-de-novembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Pedro Carneiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Super El Niño alcança recorde de 3,4 °C; entenda o que isto significa e o que esperar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-alcanca-3-4-c-de-anomalia-entenda-o-que-isso-significa-e-o-que-esperar.html</link><pubDate>Sun, 01 Nov 2026 06:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A anomalia semanal absoluta da temperatura da superfície do mar na região Niño 3.4 atingiu +3,4 °C, o maior valor da série histórica. Além de estabelecer um recorde, este valor já se aproxima do patamar que os modelos preveem para o pico trimestral do Super El Niño, sugerindo que o aquecimento deve continuar muito intenso até ao fim do ano.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-alcanca-3-4-c-de-anomalia-entenda-o-que-isso-significa-e-o-que-esperar-1793284541560.png" data-image="nv5tm5qxkbz0" alt="Anomalia de temperatura da superfície do mar entre 19 e 25 de outubro de 2026. A região indicada como Niño 3.4 refere-se à área de monitoramento do El Niño. Créditos: BoM." title="Anomalia de temperatura da superfície do mar entre 19 e 25 de outubro de 2026. A região indicada como Niño 3.4 refere-se à área de monitoramento do El Niño. Créditos: BoM."><figcaption>Anomalia de temperatura da superfície do mar entre 19 e 25 de outubro de 2026. A região indicada como Niño 3.4 refere-se à área de monitorização do El Niño. Créditos: BoM.</figcaption></figure><p>A <strong>anomalia semanal</strong> absoluta da <strong>temperatura</strong> da superfície do mar (TSM) no Pacífico equatorial alcançou impressionantes <strong>+3,4 °C</strong> na última semana na região de monitorização do El Niño, de acordo com os registos da NOAA, a Administração Atmosférica e Oceânica dos Estados Unidos. </p><div class="texto-destacado">Segundo análise exclusiva da Meteored Brasil, este valor nunca foi observado anteriormente. </div><p>As anomalias semanais relativas, pela sua vez, ainda não são recordes, mas já atingiram +2,5 °C no mesmo período. Estes números reforçam a<strong> intensidade excecional do aquecimento</strong>, mas é importante entender que essas duas medidas representam coisas diferentes e que os<strong> </strong>valores semanais não determinam, por si só, a classificação final do El Niño. <strong>Afinal, </strong><strong>qual é a real intensidade do El Niño</strong><strong> atualmente e o que estes valores semanais sugerem?</strong></p><h2>Anomalias absolutas <em>versus</em> anomalias relativas</h2><p>A anomalia absoluta indica o quanto a<strong> </strong>temperatura está acima da climatologia de referência. A anomalia relativa desconta o aquecimento de fundo dos oceanos tropicais, apresentando valores menores.</p><p>Os dois valores descrevem o aquecimento sob perspetivas diferentes: as <strong>anomalias absolutas</strong> representam o fenómeno <strong>El Niño</strong><strong> somado ao aquecimento global</strong>, enquanto as <strong>anomalias relativas</strong><strong> procuram isolar </strong>o sinal do fenómeno <strong>El Niño</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-alcanca-3-4-c-de-anomalia-entenda-o-que-isso-significa-e-o-que-esperar-1793284704329.png" data-image="5ty81rh0f8zi" alt="Série histórica de anomalias semanais absolutas de TSM, com base nos dados da NOAA, destacando os 2 maiores recordes. Créditos: Meteored." title="Série histórica de anomalias semanais absolutas de TSM, com base nos dados da NOAA, destacando os 2 maiores recordes. Créditos: Meteored."><figcaption>Série histórica de anomalias semanais absolutas de TSM, com base nos dados da NOAA, destacando os 2 maiores recordes. Créditos: Meteored.</figcaption></figure><p>Uma <strong>anomalia absoluta de 3,4 °C jamais foi observada anteriormente </strong>na série histórica da NOAA, iniciada em 1981. O maior valor de anomalia absoluta fora o evento de 2026/2027 é de 3 °C, na semana de 18 de novembro de 2015. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-alcanca-3-4-c-de-anomalia-entenda-o-que-isso-significa-e-o-que-esperar-1793285174533.png" data-image="k6a5qze1jpn0" alt="Série histórica de anomalias semanais relativas de TSM, com base nos dados da NOAA, destacando os 2 maiores recordes. Créditos: Meteored." title="Série histórica de anomalias semanais relativas de TSM, com base nos dados da NOAA, destacando os 2 maiores recordes. Créditos: Meteored."><figcaption>Série histórica de anomalias semanais relativas de TSM, com base nos dados da NOAA, destacando os 2 maiores recordes. Créditos: Meteored.</figcaption></figure><p>Já em termos de<strong> anomalia relativa</strong>, o valor de<strong> 2,5 °C</strong> é inferior ao <strong>recorde de 2,9 °C</strong> observado na semana de <strong>29 de dezembro de 1982</strong>. Mas vale a pena realçar que o recorde foi alcançado durante o pico do evento daquele ano, enquanto o evento em curso ainda não alcançou o seu pico. Além disso, uma<strong> anomalia de 2,5 °C nunca foi observada num mês de outubro anteriormente</strong>.</p><h2>Como será definida a intensidade final do Super El Niño?</h2><p>A <strong>i</strong><strong>ntensidade final do El Niño será definida pela média trimestral das anomalias</strong> de TSM no Pacífico equatorial, e não pelos maiores valores semanais isolados. Na<strong> metodologia </strong>oficial<strong> </strong><strong>atual</strong>, utiliza-se o<strong> RONI</strong>, baseado em anomalias relativas; anteriormente, a monitorização era feita pelo ONI, baseado em anomalias absolutas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-nova-previsao-confirma-pico-excepcional-de-3-5-c.html" title="Super El Niño: nova previsão confirma pico excecional de 3,5°C">Super El Niño: nova previsão confirma pico excecional de 3,5°C</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-nova-previsao-confirma-pico-excepcional-de-3-5-c.html" title="Super El Niño: nova previsão confirma pico excecional de 3,5°C"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-nova-previsao-confirma-pico-excepcional-de-3-5-c-1792441726865_320.png" alt="Super El Niño: nova previsão confirma pico excecional de 3,5°C"></a></article></aside><p>De acordo com os<strong> </strong>índices mais recentes, o trimestre de <strong>julho-agosto-setembro</strong> registou anomalia de<strong> +1,7 °C </strong>pelo <strong>RONI</strong>, caracterizando um <strong>El Niño forte </strong>(acima de +1,5 °C), e de <strong>+2,2 °C </strong>pelo <strong>ONI</strong>, na categoria<strong> muito forte</strong> (acima de +2,0 °C).</p><h2>O que as anomalias semanais sugerem?</h2><p>As <strong>anomalias semanais não determinam</strong> <strong>a intensidade final do El Niño</strong>, calculada a partir de médias trimestrais. No entanto, ajudam a acompanhar a evolução do fenómeno e, neste momento, <strong>mostram um sinal importante</strong>: o <strong>aquecimento</strong> do Pacífico equatorial <strong>já está a atingir valores próximos aos previstos </strong>pelos principais modelos para o pico do evento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-alcanca-3-4-c-de-anomalia-entenda-o-que-isso-significa-e-o-que-esperar-1793285194726.png" data-image="84t2irzfrys6" alt="A pluma de modelos do IRI mostra uma previsão de anomalia absoluta trimestral da ordem de 3,5°C entre outubro-novembro-dezembro e novembro-dezembro-janeiro. Créditos: Meteored/IRI." title="A pluma de modelos do IRI mostra uma previsão de anomalia absoluta trimestral da ordem de 3,5°C entre outubro-novembro-dezembro e novembro-dezembro-janeiro. Créditos: Meteored/IRI."><figcaption>A pluma de modelos do IRI mostra uma previsão de anomalia absoluta trimestral da ordem de 3,5 °C entre outubro-novembro-dezembro e novembro-dezembro-janeiro. Créditos: Meteored/IRI.</figcaption></figure><p>A <strong>pluma de modelos do IRI </strong>indica que a <strong>média trimestral</strong> das anomalias absolutas poderá aproximar-se de<strong> +3,5 °C</strong> nos períodos de outubro-novembro-dezembro e novembro-dezembro-janeiro. </p><p>Para que essa média seja alcançada, o aquecimento precisará de permanecer em níveis muito elevados ao longo dos próximos meses. <strong>Isto sugere que as anomalias semanais podem manter-se próximas dos valores atuais ou até aumentar</strong> um pouco mais até ao fim do ano, antes de o evento atingir o seu pico.</p><h2>O que esperar dos impactos em novembro?</h2><p>A expectativa de que o<strong> El Niño continue a intensificar-se até ao fim do ano</strong> aumenta o interesse sobre os seus <strong>impactos no Brasil</strong>. No entanto, a distribuição das chuvas e das temperaturas também depende da atuação de outros sistemas atmosféricos. </p><div class="texto-destacado">Para novembro, a previsão do modelo ECMWF indica contrastes importantes entre as regiões do país, com chuva acima da média no Sul e em áreas vizinhas, enquanto grande parte da metade norte do país deve registar volumes abaixo da média, um sinal conhecido do El Niño.</div><p>Os <strong>maiores desvios </strong>superam <strong>100 mm acima da média</strong> e estão previstos ocorrer entre uma área que abrange desde o <strong>centro-norte do Rio Grande do Sul e oeste de Santa Catarina e do Paraná</strong>. Já os maiores desvios negativos<strong> </strong>são da ordem de <strong>100 mm abaixo da média</strong> e estão previstos para o<strong> oeste da Amazónia</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-alcanca-3-4-c-de-anomalia-entenda-o-que-isso-significa-e-o-que-esperar-1793285213606.png" data-image="t6uvjshh5mak" alt="Previsão de anomalia de chuva (esquerda, em mm) e de temperatura (direita, °C) para novembro, de acordo com o ECMWF. Créditos: Meteored/ECMWF." title="Previsão de anomalia de chuva (esquerda, em mm) e de temperatura (direita, °C) para novembro, de acordo com o ECMWF. Créditos: Meteored/ECMWF."><figcaption>Previsão de anomalia de chuva (esquerda, em mm) e de temperatura (direita, °C) para novembro, de acordo com o ECMWF. Créditos: Meteored/ECMWF.</figcaption></figure><p>Em relação à <strong>temperatura</strong>, o modelo prevê valores <strong>acima da média em praticamente todo o Brasil</strong>, especialmente na área de menor precipitação, onde as anomalias podem superar<strong> +2 °C</strong>. Sobre o<strong> Rio Grande do Sul</strong>, a área a branco significa que há igual probabilidade entre as categorias abaixo, acima ou dentro da média, portanto, sem <strong>nenhum sinal predominante</strong>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-alcanca-3-4-c-de-anomalia-entenda-o-que-isso-significa-e-o-que-esperar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Meteoropatia de outono: como os dias mais curtos e os primeiros períodos de frio afetam o humor e a saúde do corpo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/meteoropatia-de-outono-como-os-dias-mais-curtos-e-os-primeiros-periodos-de-frio-afetam-o-humor-e-a-saude-do-corpo.html</link><pubDate>Sat, 31 Oct 2026 16:37:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A redução da luz solar e a descida das temperaturas têm efeitos reais no humor e no corpo. Quando o outono entra em pleno andamento, a meteoropatia afeta toda a gente, muitas vezes com efeitos insignificantes, outras vezes com perturbações mais acentuadas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteoropatia-d-autunno-come-giornate-piu-corte-e-primi-freddi-influiscono-sull-umore-e-sulla-salute-del-corpo-1791482074908.jpg" data-image="pz87u26lwo3q" alt="autunno meteoropatia" title="autunno meteoropatia"><figcaption>Os sintomas físicos e mentais associados à falta de luz podem tornar o outono uma estação difícil.</figcaption></figure><p>A meteoropatia não é uma lenda urbana nem uma excentricidade de alguém, mas sim uma resposta <strong>natural </strong>do corpo à sucessão das estações. As variações do tempo atmosférico e a redução das horas de luz provocam, de facto, sintomas frequentemente ligados à produção de <strong>hormonas</strong>.</p><p>A isto acrescenta-se um maior estilo de vida <strong>sedentário</strong> e o frio, que podem provocar sintomas físicos como dores nos ossos e nas articulações e, consequentemente, um ligeiro <strong>aumento de peso</strong>.</p><p>Todos estes sintomas são, no entanto,<strong> controláveis</strong> com os devidos cuidados, para que se possa desfrutar ao máximo de toda a beleza do outono.</p><h2>Os sintomas da meteoropatia</h2><p>Não deve ser confundida com o<strong> transtorno afetivo sazonal</strong>, que é uma forma de <strong>depressão</strong> associada a determinadas estações do ano, mas mais frequentemente ao inverno; a meteoropatia, que afeta milhões de pessoas no outono, apresenta alguns sintomas bem específicos.</p><div class="texto-destacado">A<strong> luz do dia</strong> tem efeitos bem conhecidos na química do cérebro. Os dias mais curtos provocam uma alteração na produção da <strong>melatonina</strong>, a hormona do sono, e da <strong>serotonina</strong>, a hormona que regula o humor.</div><p>Daí resulta uma <strong>sonolência</strong> que se prolonga ao longo do dia, com maior dificuldade em sair da cama de manhã e uma tendência para <strong>mudanças de humor</strong>.</p><p>A relação entre o <strong>cortisol</strong> e as horas de luz também é fundamental. De facto, esta hormona também é afetado pelo encurtamento dos dias e a sua produção no outono está associada à sensação de <strong>cansaço</strong>.</p><p><strong>Oscilações de temperatura </strong>e<strong> temperaturas inconstantes</strong> ativam o sistema de resposta ao stress, provocando <strong>dores de cabeça ou irritabilidade</strong>. Além disso, quando chegam os primeiros dias de frio, os <strong>músculos </strong>tendem a contrair-se, o que abranda a circulação periférica. Isto provoca <strong>rigidez</strong> nas articulações e nos próprios músculos.</p><h2>Como combater os efeitos negativos do outono</h2><p>Quando os sintomas da meteoropatia se fazem sentir, é possível intervir.</p><p>É claro que não existe uma receita única para todos, porque a "cura" depende de uma multiplicidade de fatores, tanto ambientais como pessoais. De qualquer forma, quando o tempo o permite, passar algum <strong>tempo ao ar livre</strong> ajuda a regular a produção de hormonas. Basta <strong>meia hora </strong>ao sol por dia para melhorar o humor e o ritmo sono/vigília.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteoropatia-d-autunno-come-giornate-piu-corte-e-primi-freddi-influiscono-sull-umore-e-sulla-salute-del-corpo-1791482217399.jpg" data-image="d7onnov02p01" alt="autunno luce" title="autunno luce"><figcaption>O sol de outono faz bem ao corpo e à mente.</figcaption></figure><p>De um ponto de vista estritamente <strong>psicológico</strong>, planear atividades agradáveis para fazer em casa quando a previsão meteorológica indica chuva ajuda a manter <strong>o bom humor </strong>e a gerir melhor a <strong>ansiedade</strong>, evitando também que nos tornemos apáticos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795923" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/castanhas-miscaros-e-medronho-roteiro-de-outono-leva-sabores-da-estacao-as-aldeias-de-montanha.html" title="Castanhas, míscaros e medronho: Roteiro de Outono leva sabores da estação às Aldeias de Montanha">Castanhas, míscaros e medronho: Roteiro de Outono leva sabores da estação às Aldeias de Montanha</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/castanhas-miscaros-e-medronho-roteiro-de-outono-leva-sabores-da-estacao-as-aldeias-de-montanha.html" title="Castanhas, míscaros e medronho: Roteiro de Outono leva sabores da estação às Aldeias de Montanha"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/castanhas-miscaros-e-medronho-roteiro-de-outono-leva-sabores-da-estacao-as-aldeias-de-montanha-1793363556373_320.jpg" alt="Castanhas, míscaros e medronho: Roteiro de Outono leva sabores da estação às Aldeias de Montanha"></a></article></aside><p>A <strong>alimentação</strong> no período do outono também é importante. Se, para algumas pessoas, a diminuição da serotonina se traduz numa perda de apetite, muitas outras têm a reação oposta. Com a chegada do outono, o corpo parece pedir mais <strong>açúcares</strong> e mais <strong>calorias</strong>, mas é importante não exagerar.</p><h2>Meteoropatia de outono e atividade física</h2><p>No que diz respeito ao aspeto físico, <strong>movimentar-se</strong> um pouco, mesmo em casa, ajuda a reduzir as pequenas dores que muitas vezes acompanham a chegada do outono. Ficar muito tempo parado, por exemplo, no escritório, no outono ajuda ainda menos do que no resto do ano. Por isso, deve-se tentar levantar-se e caminhar de vez em quando.</p><div class="texto-destacado">Algumas sessões de <strong>alongamentos</strong> durante a semana continuam, no entanto, a ser indispensáveis. Esta é a solução mais eficaz para manter a saúde muscular nos meses frios. </div><p>Uma vez que a descida das temperaturas faz com que os músculos se contraiam e que, precisamente entre setembro e outubro, muitas pessoas retomam a prática desportiva após a pausa de verão, também neste caso são necessárias algumas precauções. A retoma deve ser sempre<strong> gradual</strong> mas <strong>constante </strong>e cada sessão deve ser precedida por um <strong>aquecimento </strong>bem feito.</p><h2>Outono e as primeiras constipações</h2><p>O outono traz também<strong> as primeiras constipações</strong>, mas a culpa não é apenas do frio. Muitas vezes, a descida das temperaturas é responsável apenas de forma indireta.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteoropatia-d-autunno-come-giornate-piu-corte-e-primi-freddi-influiscono-sull-umore-e-sulla-salute-del-corpo-1791482149150.jpg" data-image="us7vua65wwjp" alt="Autunno raffreddore" title="Autunno raffreddore"><figcaption>Com o outono chegam as primeiras constipações, mas a culpa não é apenas das temperaturas mais baixas</figcaption></figure><p>Quando se liga o<strong> aquecimento</strong> em casa, nas escolas, nas lojas ou nos escritórios, o corpo fica exposto ao ar <strong>seco</strong> durante várias horas por dia. As<strong> mucosas</strong> das vias respiratórias acabam, assim, por secar, pelo que não conseguem desempenhar plenamente a sua função.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795761" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/outono-quente-e-seco-deixa-tras-os-montes-sem-os-cogumelos-mais-procurados-nesta-epoca.html" title="Outono quente e seco deixa Trás-os-Montes sem os cogumelos mais procurados nesta época">Outono quente e seco deixa Trás-os-Montes sem os cogumelos mais procurados nesta época</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/outono-quente-e-seco-deixa-tras-os-montes-sem-os-cogumelos-mais-procurados-nesta-epoca.html" title="Outono quente e seco deixa Trás-os-Montes sem os cogumelos mais procurados nesta época"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/outono-quente-e-seco-deixa-tras-os-montes-sem-os-cogumelos-mais-procurados-nesta-epoca-1793282726779_320.jpg" alt="Outono quente e seco deixa Trás-os-Montes sem os cogumelos mais procurados nesta época"></a></article></aside><p>De facto, as mucosas constituem o sistema natural de limpeza do aparelho respiratório: se estiverem demasiado secas, não conseguem reter os agentes patogénicos e os irritantes, que, por sua vez, provocam <strong>infeções, bronquites e inflamações</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/meteoropatia-de-outono-como-os-dias-mais-curtos-e-os-primeiros-periodos-de-frio-afetam-o-humor-e-a-saude-do-corpo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Morcegos: esta medida reduziria a mortalidade destes animais relacionada com as turbinas eólicas em 80%]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/morcegos-esta-medida-reduziria-a-mortalidade-destes-animais-relacionada-com-as-turbinas-eolicas-em.html</link><pubDate>Sat, 31 Oct 2026 15:17:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O impacto dos parques eólicos na fauna voadora é significativo. Um novo estudo francês demonstra que um método específico poderia reduzir consideravelmente as colisões dos morcegos com as pás em movimento.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/chauves-souris-cette-mesure-permettrait-de-reduire-de-80-leur-mortalite-liee-aux-eoliennes-nature-1793211852897.jpeg" data-image="j2yjsp15db4a" alt="Los murciélagos se encuentran entre los animales más vulnerables a este tipo de mortalidad accidental." title="Los murciélagos se encuentran entre los animales más vulnerables a este tipo de mortalidad accidental."><figcaption>Os morcegos estão entre os animais mais vulneráveis a este tipo de mortalidade acidental.</figcaption></figure><p>Cientistas do Museu de História Natural demonstraram que a paragem temporária das turbinas eólicas <strong>durante o período de maior atividade dos morcegos </strong>reduziria a sua mortalidade em mais de 80%, sem prejudicar a produtividade dos parques eólicos.</p><h2> As turbinas eólicas representam um perigo para os morcegos</h2><p>Como explica Jeanne Bourdier, editora científica do Museu Nacional de História Natural, <strong>"os parques eólicos têm um impacto significativo na fauna voadora</strong>, que, além de ver o seu habitat degradado por estas infraestruturas, <strong>por vezes colide diretamente com as pás giratórias"</strong>.</p><p>Os morcegos desempenham um <strong>papel vital nos ecossistemas</strong>, especialmente na regulação das populações de insetos, incluindo certas pragas agrícolas. Por conseguinte, é necessário, e até essencial, ter em conta<strong> a proteção do habitat e da biodiversidade </strong>ao desenvolver projetos de energias renováveis.</p><h3>Uma redução da mortalidade superior a 80% graças às restrições</h3><p>Graças aos <strong>dados de mais de 600 parques eólicos</strong>, os investigadores conseguiram medir os efeitos da redução da produção, ou seja, <strong>a paragem temporária das turbinas eólica</strong><strong>s</strong>, adaptada às condições de atividade dos morcegos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chauves-souris-cette-mesure-permettrait-de-reduire-de-80-leur-mortalite-liee-aux-eoliennes-nature-1793261058528.jpeg" data-image="86t67quwmee9" alt="La limitación de la velocidad de los aerogeneradores, basada en los períodos de actividad de los murciélagos, permite reducir su mortalidad en más del 80 %." title="La limitación de la velocidad de los aerogeneradores, basada en los períodos de actividad de los murciélagos, permite reducir su mortalidad en más del 80 %."><figcaption>A limitação da velocidade das turbinas eólicas, com base nos períodos de atividade dos morcegos, permite reduzir a sua mortalidade em mais de 80%.</figcaption></figure><p>Os resultados, publicados a 20 de outubro de 2026 na revista <em>Journal of Applied Ecology</em>, mostram que a restrição da população de morcegos em função dos seus períodos de atividade reduz <strong>a sua mortalidade em mais de 80%</strong>.</p><p>"Estes resultados dizem respeito tanto<strong> aos morcegos com ecolocalização de longo alcance</strong>, que voam mais em prados abertos ou por cima da copa das árvores, como aos morcegos <strong>com ecolocalização de alcance intermédio</strong>, que frequentam as orlas das florestas e a vegetação rasteira", explica Andréas Ravache, investigador do CESCO e coautor do estudo.</p><h2> Será que podemos proteger os morcegos sem prejudicar a produção de eletricidade? <br></h2><p>Embora a eficácia da adaptação da restrição à atividade dos morcegos pareça inegável, cabe questionar <strong>o impacto dessa mesma restrição na produção de energia</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chauves-souris-cette-mesure-permettrait-de-reduire-de-80-leur-mortalite-liee-aux-eoliennes-nature-1793261803738.jpeg" data-image="tyvo7bmfludz" alt="Aerogeneradores de noche." title="Aerogeneradores de noche."><figcaption>Turbinas eólicas à noite.</figcaption></figure><p><strong>“Os morcegos só estão ativos à noite e movimentam-se sobretudo quando há pouco vento”</strong>, responde Andréas Ravache. “Por isso, limitar a velocidade das turbinas eólicas nestas condições não só é muito eficaz para preservar a fauna voadora, como, em última análise, <strong>tem pouco impacto na produtividade</strong>, uma vez que estes períodos correspondem a uma baixa produção de energia.”</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762868" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-tornado-de-morcegos-emerge-de-uma-gruta-no-mexico-este-e-o-fenomeno-natural-que-fascina-o-mundo.html" title="Um “tornado de morcegos” emerge de uma gruta no México: este é o fenómeno natural que fascina o mundo">Um “tornado de morcegos” emerge de uma gruta no México: este é o fenómeno natural que fascina o mundo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-tornado-de-morcegos-emerge-de-uma-gruta-no-mexico-este-e-o-fenomeno-natural-que-fascina-o-mundo.html" title="Um “tornado de morcegos” emerge de uma gruta no México: este é o fenómeno natural que fascina o mundo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/video-impresionante-tornado-de-murcielagos-en-mexico-un-fenomeno-natural-que-fascina-al-mundo-1775565647040_320.jpg" alt="Um “tornado de morcegos” emerge de uma gruta no México: este é o fenómeno natural que fascina o mundo"></a></article></aside><p>Segundo um estudo posterior, "proteger 90% da atividade dos morcegos poderia equivaler a uma <strong>perda de produção anual entre 3,5% e 4,9%"</strong>. Além disso, as paragens das turbinas eólicas poderiam ser geridas com maior precisão <strong>através de algoritmos</strong> capazes de fornecer informações sobre o clima, a estação do ano e o habitat.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Jeanne%20Bourdier" data-year="20%2F10%2F2026" data-title="Comment%20r%C3%A9duire%20la%20mortalit%C3%A9%20des%20chauves-souris%20dans%20les%20parcs%20%C3%A9oliens%20%3F" data-url="https%3A%2F%2Fwww.mnhn.fr%2Ffr%2Factualites%2Fcomment-reduire-la-mortalite-des-chauves-souris-dans-les-parcs-eoliens">Jeanne Bourdier. (20/10/2026). <a href="https://www.mnhn.fr/fr/actualites/comment-reduire-la-mortalite-des-chauves-souris-dans-les-parcs-eoliens" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Comment réduire la mortalité des chauves-souris dans les parcs éoliens ?</a>.</cite></p></section><ul></ul><ul></ul>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/morcegos-esta-medida-reduziria-a-mortalidade-destes-animais-relacionada-com-as-turbinas-eolicas-em.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Wisdom, a albatroz que sobreviveu a gerações e continua a fazer história]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/wisdom-a-albatroz-que-sobreviveu-a-geracoes-e-continua-a-fazer-historia.html</link><pubDate>Sat, 31 Oct 2026 14:05:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Anilhada pela primeira vez em 1956, Wisdom é a ave selvagem mais velha do mundo e continua a desafiar os limites da longevidade, regressando ano após ano à mesma ilha do Pacífico. Venha descobrir mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/wisdom-a-albatroz-que-sobreviveu-a-geracoes-e-continua-a-fazer-historia-1793448210546.jpg" data-image="54qxi7c8mgbk" alt="Ave com 7 décadas de história" title="Ave com 7 décadas de história"><figcaption>Identificada e anilhada em 1956, Wisdom continua a regressar ao Atol de Midway, no Pacífico Norte.</figcaption></figure><p>Uma pequena anilha colocada na pata em 1956 permitiu acompanhar uma das histórias mais extraordinárias da vida selvagem. Wisdom, <strong>uma fêmea de albatroz-de-Laysan, tem cerca de 75 anos e continua a surpreender os investigadores</strong> com a sua longevidade e capacidade de reprodução.</p><div class="texto-destacado">De acordo com a revista online <em>Diário do Litoral</em>, no meio da imensidão do oceano Pacífico, esta ave <strong>continua a desafiar aquilo que a ciência conhece sobre a longevidade dos animais</strong>. Chama-se Wisdom, é uma fêmea de albatroz-de-Laysan (<em>Phoebastria immutabilis</em>) e é considerada a <strong>ave selvagem conhecida mais velha do mundo</strong>. Com aproximadamente 75 anos, continua a regressar ao Atol de Midway, no Havai, onde a sua história começou a ser acompanhada há quase sete décadas.</div><p>Tudo começou a 10 de dezembro de 1956, quando o ornitólogo norte-americano <strong>Chandler Robbins colocou uma pequena anilha metálica numa das patas da ave</strong>. Na altura, Wisdom já estava a incubar um ovo, o que permitiu aos investigadores concluir que teria, pelo menos, cinco anos, sendo que desde aí, a identificação <strong>tornou possível acompanhar a sua trajetória ao longo de várias gerações de cientistas</strong>.</p><p>A anilha original acabou por ser substituída ao longo dos anos, devido ao desgaste provocado pela exposição constante à água salgada. Em 2002, aconteceu um episódio particularmente invulgar, <strong>Chandler Robbins voltou a encontrar a mesma ave, 46 anos depois de a ter identificado pela primeira vez</strong>.</p><h2>Uma vida que ultrapassa todas as expectativas</h2><p>Os albatrozes-de-Laysan vivem, em média, cerca de 40 anos, mas Wisdom (sabedoria, traduzida para inglês) ultrapassou largamente essa referência. Ao longo da sua vida, <strong>estima-se que tenha percorrido milhões de quilómetros sobre o oceano e criado aproximadamente 30 crias </strong>que conseguiram chegar à fase de voo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/wisdom-a-albatroz-que-sobreviveu-a-geracoes-e-continua-a-fazer-historia-1793448358509.jpg" data-image="5qn3yqfwm10n" alt="Wisdom" title="Wisdom"><figcaption>Wisdom, a albatroz-de-Laysan considerada a ave selvagem mais velha do mundo, tem cerca de 75 anos. Fonte: Diário do Litoral</figcaption></figure><p>A sua <strong>capacidade reprodutiva é igualmente surpreendente</strong>, pois estas aves <strong>formam geralmente casais duradouros</strong> e regressam às mesmas colónias para nidificar. No entanto, Wisdom teve de encontrar um novo companheiro depois de o seu parceiro anterior, Akeakamai, ter deixado de ser observado pelos investigadores.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793722" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-arrozais-que-alimentam-o-pais-sao-tambem-um-dos-ultimos-refugios-para-as-aves-aquaticas.html" title="Os arrozais que alimentam o país são também um dos últimos refúgios para as aves aquáticas">Os arrozais que alimentam o país são também um dos últimos refúgios para as aves aquáticas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-arrozais-que-alimentam-o-pais-sao-tambem-um-dos-ultimos-refugios-para-as-aves-aquaticas.html" title="Os arrozais que alimentam o país são também um dos últimos refúgios para as aves aquáticas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-arrozais-que-alimentam-o-pais-sao-tambem-um-dos-ultimos-refugios-para-as-aves-aquaticas-1792155588964_320.jpg" alt="Os arrozais que alimentam o país são também um dos últimos refúgios para as aves aquáticas"></a></article></aside><p>Em novembro de 2024, voltou a pôr um ovo, desta vez com um novo parceiro, identificado pela anilha <em>EX25</em>. A cria nasceu no início de 2025, tornando este episódio particularmente notável, <strong>Wisdom conseguiu reproduzir-se numa idade em que muitos animais da sua espécie já não estariam vivos</strong>.</p><div class="texto-destacado">"<strong>Os albatrozes-de-Laysan passam grande parte da sua vida a voar em alto mar e, normalmente, vivem até aos 40 anos. Regressam à terra para se reproduzirem, em média de dois em dois anos, por volta de novembro." </strong>Segundo o Guiness World Record</div><p>Na temporada seguinte, regressou novamente ao Atol de Midway, embora não tenha sido registada uma nova postura. <strong>A sua presença continua, por isso, a ser acompanhada com especial interesse pelos investigadores e voluntários </strong>que monitorizam a colónia.</p><h2>A história de Wisdom é também um exemplo da importância do acompanhamento científico a longo prazo</h2><p>É através das anilhas que os investigadores conseguem <strong>identificar indivíduos, estudar os seus movimentos, compreender os seus hábitos reprodutivos</strong> e recolher informações sobre a longevidade das espécies.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/wisdom-a-albatroz-que-sobreviveu-a-geracoes-e-continua-a-fazer-historia-1793448432257.jpg" data-image="dycrb8t688p7" alt="Simbolo de longevidade" title="Simbolo de longevidade"><figcaption>Ao longo da vida, Wisdom terá criado cerca de 30 crias, tornando-se um caso extraordinário para a ciência.</figcaption></figure><p>O <strong>Atol de Midway</strong>, no Pacífico Norte, é <strong>um dos locais mais importantes do mundo para a reprodução dos albatrozes-de-Laysan</strong>, acolhendo centenas de milhares de ninhos. É neste território que Wisdom continua a regressar, depois de longos períodos passados em mar aberto.</p><p>A sua sobrevivência também recorda os desafios enfrentados pelas aves marinhas, desde a <strong>poluição por plásticos até à captura acidental em equipamentos de pesca e à perda de habitats</strong> provocada pelas alterações climáticas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Luna%20Almeida" data-year="2026" data-title="Ave%20selvagem%20mais%20velha%20do%20mundo%2C%20p%C3%A1ssaro%20anilhado%20em%201956%20retorna%20a%20ilha%20no%20Pac%C3%ADfico%20aos%2075%20anos%20com%20novo%20parceiro." data-url="https%3A%2F%2Fwww.diariodolitoral.com.br%2Fmundo%2Fave-selvagem-mais-velha-do-mundo-passaro-anilhado-em-1956-retorna-a-ilha%2F">Luna Almeida. (2026). <a href="https://www.diariodolitoral.com.br/mundo/ave-selvagem-mais-velha-do-mundo-passaro-anilhado-em-1956-retorna-a-ilha/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Ave selvagem mais velha do mundo, pássaro anilhado em 1956 retorna a ilha no Pacífico aos 75 anos com novo parceiro.</a>.</cite><br><cite data-author="Guiness%20World%20Record" data-year="2024" data-title="Oldest%20wild%20bird" data-url="https%3A%2F%2Fwww.guinnessworldrecords.com%2Fworld-records%2Foldest-wild-bird">Guiness World Record. (2024). <a href="https://www.guinnessworldrecords.com/world-records/oldest-wild-bird" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Oldest wild bird</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/wisdom-a-albatroz-que-sobreviveu-a-geracoes-e-continua-a-fazer-historia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tendência semanal do tempo em Portugal: até dia 7, o frio ganha terreno antes da chegada da chuva]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-semanal-do-tempo-em-portugal-ate-dia-7-o-frio-ganha-terreno-antes-da-chegada-da-chuva.html</link><pubDate>Sat, 31 Oct 2026 13:31:59 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O início de novembro será marcado por tardes ainda amenas, mas o cenário muda a partir de quarta-feira, com madrugadas bastante mais frias e possibilidade de geada. Dia 7, uma depressão atlântica poderá começar a anunciar o regresso da chuva.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbshorq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbshorq.jpg" id="xbshorq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Novembro começa com um cenário ainda pouco outonal em Portugal continental, marcado por tempo maioritariamente seco e tardes amenas. No entanto, a situação deverá mudar gradualmente ao longo da semana. Primeiro com uma descida acentuada das temperaturas durante as noites e madrugadas e, mais tarde, <strong>com sinais de uma alteração do padrão atmosférico que poderá abrir caminho ao regresso da chuva</strong>.</p><h2>Domingo ainda com máximas acima dos 20 ºC</h2><p>Este domingo, dia 1, será marcado por uma grande amplitude térmica, depois de uma madrugada fresca, as temperaturas deverão subir consideravelmente durante a tarde. A maioria das capitais de distrito poderá registar <strong>máximas superiores a 20 ºC</strong>, com exceção da Guarda, onde deverão ficar próximas dos 18 ºC. Leiria, Santarém, Lisboa, Évora e Beja poderão destacar-se, com valores entre <strong>24 e 26 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-semanal-do-tempo-em-portugal-ate-dia-7-o-frio-ganha-terreno-antes-da-chegada-da-chuva-1793452214783.jpg" data-image="av3du38lif90" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-997936">Novembro começa com uma tarde pouco outonal, grande parte das capitais de distrito poderá superar os 20 ºC, com máximas entre 24 e 26 ºC em vários locais do Centro e Sul.</figcaption></figure><p>Na segunda-feira, dia 2, as máximas começam a descer, sobretudo no Norte, embora o ambiente permaneça relativamente ameno durante a tarde e sem sinais relevantes de precipitação.</p><h2>Ar mais frio avança para sul: madrugadas mudam a partir de quarta-feira</h2><p>Entre terça e quarta-feira ocorre uma mudança mais evidente. Uma ondulação pronunciada da corrente de jato, em conjugação com um <strong>robusto anticiclone sobre as Ilhas Britânicas</strong>, deverá favorecer a advecção de uma massa de ar mais frio proveniente de latitudes setentrionais em direção à Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-semanal-do-tempo-em-portugal-ate-dia-7-o-frio-ganha-terreno-antes-da-chegada-da-chuva-1793452258918.jpg" data-image="bxsiz3cxuf5w" alt="Temperatura a 700 hPa" title="Temperatura a 700 hPa"><figcaption>Uma ondulação da corrente de jato e o bloqueio anticiclónico sobre as Ilhas Britânicas favorecem a progressão de ar mais frio de latitudes setentrionais em direção à Península Ibérica.</figcaption></figure><p>O arrefecimento será particularmente evidente durante as noites e madrugadas. Na madrugada de quarta-feira, dia 4, as temperaturas poderão aproximar-se dos <strong>0 ºC em algumas zonas do interior Norte e Centro</strong>, descendo para valores negativos nas áreas mais elevadas da Serra da Estrela e, pontualmente, noutros locais montanhosos ou vales abrigados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-semanal-do-tempo-em-portugal-ate-dia-7-o-frio-ganha-terreno-antes-da-chegada-da-chuva-1793452274840.jpg" data-image="1h2hz5q0vsrx" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O frio torna-se mais evidente na madrugada de quarta-feira: as temperaturas poderão aproximar-se dos 0 ºC no interior Norte e Centro e atingir valores negativos nas zonas mais elevadas, com possibilidade de geada.</figcaption></figure><p>Assim, poderá ocorrer <strong>formação de geada matinal</strong> em alguns destes locais. A partir de quarta-feira, a sensação será de tempo bastante mais fresco durante as manhãs e noites.</p><h2>Até 10 ºC abaixo da média durante as madrugadas</h2><p>O sinal frio poderá prolongar-se pelos dias <strong>4, 5, 6 e possivelmente 7</strong>, sobretudo durante as horas noturnas e matinais. Os mapas do ECMWF mostram anomalias negativas generalizadas nas temperaturas durante a madrugada, que poderão atingir pontualmente cerca de <strong>-10 ºC face à média climatológica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-semanal-do-tempo-em-portugal-ate-dia-7-o-frio-ganha-terreno-antes-da-chegada-da-chuva-1793452323431.jpg" data-image="4yjy9npuivld" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-108716">As manhãs tornam-se muito mais frias do que o normal. Na madrugada de quinta-feira, as temperaturas poderão ficar entre 4 e 8 ºC abaixo da média em grande parte do país, com desvios pontualmente próximos de -10 ºC.</figcaption></figure><p>Importa esclarecer que isto <strong>não significa temperaturas de -10 ºC</strong>. Uma anomalia de -10 ºC indica que, naquele local e naquela hora, a temperatura prevista poderá estar cerca de 10 ºC abaixo do valor climatológico correspondente. O contraste com o início da semana será, portanto, significativo.</p><h2>E a chuva? Dia 7 poderá começar a anunciar uma mudança</h2><p>Apesar do arrefecimento, a chuva deverá continuar relativamente afastada durante boa parte da semana. A partir de quinta-feira, dia 5, começa a observar-se maior instabilidade nas proximidades da Península Ibérica, mas <strong>os atuais mapas sinópticos não apresentam um sinal consistente de precipitação significativa em Portugal entre os dias 5 e 6</strong>.</p><p>É mais para o final do período que o cenário se torna interessante. Para sábado, <strong>dia 7 de novembro</strong>, o ECMWF projeta uma extensa e profunda depressão no Atlântico, a oeste da Península Ibérica. A sua aproximação poderá começar a alterar o estado do tempo, com <strong>aumento da nebulosidade, intensificação do vento e agravamento da agitação marítima</strong>, além da possibilidade de precipitação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-semanal-do-tempo-em-portugal-ate-dia-7-o-frio-ganha-terreno-antes-da-chegada-da-chuva-1793452410864.jpg" data-image="jb1j3j462hkj" alt="Situação sinótica" title="Situação sinótica"><figcaption>Uma extensa depressão atlântica deverá posicionar-se a oeste da Península Ibérica no final da semana. A sua aproximação poderá anunciar uma mudança do tempo, embora a trajetória e intensidade ainda apresentem incerteza.</figcaption></figure><p>Contudo, os atuais mapas apontam para que <strong>o período de precipitação mais significativo possa começar apenas a partir do dia 8 e durar até dia 10 de novembro</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="796042" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-45-mm-a-partir-das-21-horas-a-chuva-ganhara-intensidade-no-arquipelago-da-madeira-eis-as-duas-zonas-mais-afetadas.html" title="Até 45 mm: a partir das 21 horas a chuva ganhará intensidade no arquipélago da Madeira; eis as duas zonas mais afetadas">Até 45 mm: a partir das 21 horas a chuva ganhará intensidade no arquipélago da Madeira; eis as duas zonas mais afetadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-45-mm-a-partir-das-21-horas-a-chuva-ganhara-intensidade-no-arquipelago-da-madeira-eis-as-duas-zonas-mais-afetadas.html" title="Até 45 mm: a partir das 21 horas a chuva ganhará intensidade no arquipélago da Madeira; eis as duas zonas mais afetadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-45-mm-a-partir-das-21-horas-a-chuva-ganhara-intensidade-no-arquipelago-da-madeira-eis-as-duas-zonas-mais-afetadas-1793450540052_320.png" alt="Até 45 mm: a partir das 21 horas a chuva ganhará intensidade no arquipélago da Madeira; eis as duas zonas mais afetadas"></a></article></aside><p>Tratando-se ainda de um horizonte de vários dias, a posição, trajetória e intensidade desta depressão poderão sofrer alterações importantes nas próximas atualizações. Até lá, novembro começa maioritariamente seco e ameno durante as tardes, mas com uma mudança clara a meio da semana: <strong>as manhãs e noites vão ficar bastante mais frias e, perto do dia 7, o Atlântico poderá finalmente começar a dar sinais de mudança</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-semanal-do-tempo-em-portugal-ate-dia-7-o-frio-ganha-terreno-antes-da-chegada-da-chuva.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Fotógrafo Sebastião Salgado plantou dois milhões de árvores numa propriedade devastada e a fauna regressa 28 anos depois]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/fotografo-sebastiao-salgado-plantou-dois-milhoes-de-arvores-numa-propriedade-devastada-e-a-fauna-regressa-28-anos-depois.html</link><pubDate>Sat, 31 Oct 2026 13:25:06 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Em 1998, Sebastião Salgado e a sua esposa deram início à recuperação de uma propriedade degradada no Brasil. O projeto permitiu restaurar milhares de hectares e recuperar habitats naturais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-fotografo-que-planto-2-millones-de-arboles-en-una-finca-devastada-28-anos-despues-la-fauna-y-flora-han-vuelto-1793165010970.jpg" data-image="mmi2ca0c8nwm" alt="Proyecto Terra" title="Proyecto Terra"><figcaption>Sebastião Salgado impulsionou o reflorestamento de uma propriedade familiar no Brasil, onde o regresso das árvores tem favorecido a recuperação da fauna e da flora. Imagem: Instituto Terra.</figcaption></figure><p>A desflorestação e a pecuária tinham deixado uma marca profunda numa propriedade familiar situada no sudeste do Brasil. Perante a deterioração do terreno, <strong>o fotógrafo Sebastião Salgado e a sua esposa, Lélia Deluiz Wanick Salgado</strong>, decidiram agir para recuperar a vegetação perdida e devolver ao ambiente parte da sua riqueza natural.</p><p><strong>A iniciativa teve início em 1998 e acabou por dar origem ao Instituto Terra</strong>, uma entidade dedicada à restauração ambiental. O trabalho realizado desde então demonstra que recuperar um espaço degradado requer anos de intervenções, recursos económicos e uma seleção adequada das espécies vegetais. A experiência também serviu para alargar as tarefas de conservação para além da propriedade original.</p><h2>Sebastião Salgado e o Instituto Terra: como começou a reflorestação</h2><p>A propriedade reflorestada situa-se em Aimorés, no estado brasileiro de Minas Gerais. Antes do início dos trabalhos, décadas de exploração pecuária e abate de árvores tinham reduzido a cobertura vegetal e prejudicado as condições do solo. A intervenção de Salgado e da sua esposa<strong> visava recuperar a Mata Atlântica, um ecossistema que tinha perdido terreno naquela zona</strong>.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/RY2dIEba30o/sddefault.jpg" alt="youtube video id=RY2dIEba30o" id="RY2dIEba30o"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>O casal lançou um programa de recuperação que exigia conhecer as características do terreno e as necessidades de cada espécie. A produção de mudas, a escolha de árvores autóctones e a sua distribuição nas áreas danificadas fizeram parte dos trabalhos. O objetivo era <strong>favorecer a recuperação do ambiente e criar as condições adequadas para o regresso de outras espécies</strong>.</p><p>Os primeiros resultados obrigaram a rever alguns procedimentos. <strong>A sobrevivência das plantas colocou dificuldades e a equipa teve de adaptar as técnicas de plantação</strong> às condições da propriedade. De acordo com os dados publicados pelo Instituto Terra, a organização já conseguiu restaurar mais de 2 300 hectares de floresta atlântica e plantar mais de 3,5 milhões de árvores.</p><h2>A recuperação da floresta brasileira devolve espaço à fauna</h2><p>O regresso da vegetação permitiu recuperar funções naturais que o terreno tinha perdido. <strong>As raízes contribuíram para fixar o solo e reduzir a erosão, enquanto a cobertura vegetal ajudou a conservar a humidade</strong>. Além disso, as árvores também proporcionaram abrigo e alimento a diversas espécies, o que favoreceu a recuperação da biodiversidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-fotografo-que-planto-2-millones-de-arboles-en-una-finca-devastada-28-anos-despues-la-fauna-y-flora-han-vuelto-1793165396923.jpg" data-image="1oaihqwwcphs" alt="Recuperación del bosque atlántico en Brasil" title="Recuperación del bosque atlántico en Brasil"><figcaption>O Instituto Terra já restaurou mais de 2 300 hectares de mata atlântica e trabalha na conservação da água, da biodiversidade e dos solos degradados. Imagem: Instituto Terra.</figcaption></figure><p><strong>Outro dos trabalhos de recuperação centrou-se nos recursos hídricos</strong>. A regeneração da floresta contribuiu para proteger as nascentes e melhorar as condições das áreas próximas dos cursos de água. A recuperação destes elementos revelou-se determinante para restabelecer as relações entre o solo, a vegetação e a fauna autóctone.</p><p>Os trabalhos, no entanto, não estiveram isentos de obstáculos. O casal teve de enfrentar diversos problemas durante os primeiros anos, tanto no que diz respeito à sobrevivência das plantas como ao financiamento necessário para manter o projeto. A produção de espécimes, os seus cuidados e a ampliação das áreas intervencionadas<strong> exigiram recursos contínuos para sustentar a restauração</strong>.</p><h2>O Instituto Terra alarga a recuperação ambiental para além da propriedade</h2><p>A iniciativa lançada por Sebastião Salgado e Lélia Deluiz Wanick Salgado deu origem a uma atividade que já ultrapassa os limites da sua própria propriedade. Atualmente, <strong>o Instituto Terra desenvolve iniciativas de recuperação de terrenos degradados na bacia do rio Doce</strong>, além de programas educativos e ações de formação profissional relacionadas com o ambiente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-fotografo-que-planto-2-millones-de-arboles-en-una-finca-devastada-28-anos-despues-la-fauna-y-flora-han-vuelto-1793165518602.jpg" data-image="6md939m2ywfw" alt="Recuperación de flora y fauna en Brasil" title="Recuperación de flora y fauna en Brasil"><figcaption>A recuperação da floresta atlântica favoreceu o regresso da fauna autóctone a uma propriedade brasileira devastada por décadas de desflorestação e pecuária. Imagem: Instituto Terra.</figcaption></figure><p>Uma parte deste trabalho destina-se aos produtores rurais, com o objetivo de <strong>promover práticas agrícolas compatíveis com a conservação dos recursos naturais</strong>. A organização pretende que a restauração florestal possa ser aplicada noutras explorações e áreas que também tenham sofrido a perda de vegetação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795930" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-projeto-de-jason-momoa-para-proteger-o-ambiente-um-sistema-inovador-para-eliminar-as-garrafas-de-plastico.html" title="O projeto de Jason Momoa para proteger o ambiente: um sistema inovador para eliminar as garrafas de plástico">O projeto de Jason Momoa para proteger o ambiente: um sistema inovador para eliminar as garrafas de plástico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-projeto-de-jason-momoa-para-proteger-o-ambiente-um-sistema-inovador-para-eliminar-as-garrafas-de-plastico.html" title="O projeto de Jason Momoa para proteger o ambiente: um sistema inovador para eliminar as garrafas de plástico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/il-nuovo-progetto-di-jason-momoa-per-proteggere-l-ambiente-un-sistema-innovativo-per-eliminare-le-bottiglie-di-plastica-1793112428007_320.jpg" alt="O projeto de Jason Momoa para proteger o ambiente: um sistema inovador para eliminar as garrafas de plástico"></a></article></aside><p>Entre as suas áreas de atuação contam-se <strong>a recuperação de nascentes, a proteção das florestas ribeirinhas e a promoção de métodos de cultivo sustentáveis</strong>. O projeto, criado em 1998, passou da recuperação de uma exploração agrícola familiar para a promoção de iniciativas que associam a conservação da floresta à proteção da água, do solo e da biodiversidade.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/fotografo-sebastiao-salgado-plantou-dois-milhoes-de-arvores-numa-propriedade-devastada-e-a-fauna-regressa-28-anos-depois.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 45 mm: a partir das 21 horas a chuva ganhará intensidade no arquipélago da Madeira; eis as duas zonas mais afetadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-45-mm-a-partir-das-21-horas-a-chuva-ganhara-intensidade-no-arquipelago-da-madeira-eis-as-duas-zonas-mais-afetadas.html</link><pubDate>Sat, 31 Oct 2026 12:45:08 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Aviso amarelo de precipitação no arquipélago da Madeira na transição de outubro para novembro. A partir das 21:00 deste sábado de Halloween, os aguaceiros ganharão intensidade e frequência, sendo potencialmente acompanhados de trovoadas ocasionais.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbshfv2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbshfv2.jpg" id="xbshfv2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Na origem do agravamento do estado do tempo previsto para o arquipélago da Madeira, sobretudo a partir das <strong>21:00 deste</strong> <strong>sábado, 31 de outubro</strong>, está uma <strong>depressão fria isolada</strong> situada atualmente a oeste deste território insular.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>A situação meteorológica adversa prevista já levou o IPMA a ativar o <strong>aviso amarelo de precipitação</strong>. Estará em vigor durante 12 horas, desde as <strong>21:00 de hoje até às 09:00 da manhã de domingo, 1 de novembro</strong> e Dia de Todos os Santos.</p><h2>Céu muito encoberto esta tarde; a partir da noite haverá risco de aguaceiros fortes e trovoadas ocasionais</h2><p>Com a progressiva aproximação da depressão ao arquipélago da Madeira, os períodos de céu muito nublado sobre este território insular darão lugar a um panorama generalizado de <strong>céu muito nublado, especialmente a partir do meio da tarde deste sábado de Halloween</strong>.</p><p>Os mapas de referência da Meteored mostram como os <strong>aguaceiros, por vezes fortes </strong>e ocasionalmente acompanhados de<strong> trovoada</strong>, terão tendência a concentrar-se geograficamente na <strong>Costa Sul </strong>e nas<strong> Regiões Montanhosas</strong> da Ilha da Madeira, realçando-se localidades como <strong>Ponta do Sol, Curral das Freiras e Funchal</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-45-mm-a-partir-das-21-horas-a-chuva-ganhara-intensidade-no-arquipelago-da-madeira-eis-as-duas-zonas-mais-afetadas-1793449458371.jpg" data-image="m1psi560gnx8"><figcaption>Bandas de nebulosidade e precipitação geradas pelo sistema depressionário na Madeira à 01:00 da manhã de domingo, 1 de novembro.</figcaption></figure><p><strong>O vento Sul/Sueste acompanhará o agravamento da instabilidade atmosférica</strong> gerada pela aproximação e passagem da depressão, passando a soprar moderado a forte e condicionando particularmente as áreas centrais e montanhosas da Ilha da Madeira, mais expostas a este elemento climático.</p><p><strong>Para a madrugada e início da manhã de domingo, 1 de novembro e feriado de Todos os Santos a situação meteorológica adversa pouco mudará</strong>. Espera-se que os aguaceiros continuem a cair com pujança entre a meia-noite e até ao final da manhã do dia 1 de novembro, sendo por vezes intensos e potencialmente acompanhados de trovoada.</p><h2>Até às 16:00 de domingo, 1 de novembro, os mapas preveem até 45 mm de chuva acumulada</h2><p>Prevê-se que a fase mais instável deste episódio de aguaceiros e trovoadas ocorra entre as 21:00 de sábado (31) e as 09:00 de domingo (1). Os nossos mapas, baseados no modelo que inspira a nossa maior confiança - ECMWF -, continuam a assinalar <strong>a Costa Sul e as Regiões Montanhosas como as zonas da ilha da Madeira onde a probabilidade de precipitação é mais elevada, e onde os acumulados de chuva serão superiores </strong>face ao restante território da Madeira.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-45-mm-a-partir-das-21-horas-a-chuva-ganhara-intensidade-no-arquipelago-da-madeira-eis-as-duas-zonas-mais-afetadas-1793449322479.jpg" data-image="f8ho9jr3267e"><figcaption>Probabilidade de precipitação é elevada em todo o arquipélago na madrugada de domingo (1). Fica ainda evidente que essa probabilidade é superior na vertente sul e terras altas da Madeira.</figcaption></figure><p><strong>A Costa Norte e as extremidades ocidental e oriental da Madeira, bem como a ilha de Porto Santo, serão significativamente menos afetadas</strong> pela precipitação de carácter convectivo desencadeada pela passagem desta depressão fria isolada. Isto dever-se-á, entre vários fatores geográficos e meteorológicos, à posição e trajetória prevista deste sistema depressionário, pela direção e intensidade do fluxo atmosférico e pela interação entre a depressão e o relevo madeirense.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-45-mm-a-partir-das-21-horas-a-chuva-ganhara-intensidade-no-arquipelago-da-madeira-eis-as-duas-zonas-mais-afetadas-1793448734634.jpg" data-image="ymrckloe5iv3"><figcaption>Neste mapa de chuva acumulada das 16:00 de domingo, 1 de novembro, vê-se como os modelos preveem uma distribuição muito irregular da precipitação. A localidade de Porto Moniz, situada na vertente setentrional da ilha, deverá registar acumulados em torno dos 15 mm, contrastando fortemente com a capital madeirense, o Funchal, onde se poderiam somar cerca de 45 mm, um valor três vezes superior para o mesmo período de tempo.</figcaption></figure><p>Efetivamente, o maciço montanhoso central da ilha da Madeira, possuidor de uma <strong>elevada altitude e acentuada orografia, será favorável à intensificação da precipitação nas partes centrais e meridionais da ilha</strong>, contribuindo para uma distribuição muito desigual da precipitação acumulada na Madeira.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795924" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-a-longo-prazo-em-portugal-o-modelo-ecwmf-preve-uma-mudanca-de-padrao-a-partir-de-8-de-novembro.html" title="Previsão a longo prazo em Portugal: o modelo ECMWF prevê uma mudança de padrão a partir de 8 de novembro">Previsão a longo prazo em Portugal: o modelo ECMWF prevê uma mudança de padrão a partir de 8 de novembro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-a-longo-prazo-em-portugal-o-modelo-ecwmf-preve-uma-mudanca-de-padrao-a-partir-de-8-de-novembro.html" title="Previsão a longo prazo em Portugal: o modelo ECMWF prevê uma mudança de padrão a partir de 8 de novembro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-longo-prazo-em-portugal-o-modelo-ecwmf-preve-uma-mudanca-de-padrao-a-partir-de-8-de-novembro-1793365765371_320.jpg" alt="Previsão a longo prazo em Portugal: o modelo ECMWF prevê uma mudança de padrão a partir de 8 de novembro"></a></article></aside><p><strong>Entre o final da manhã e o início da tarde de</strong><strong> domingo (1) o sistema depressionário tenderá a afastar-se da geografia madeirense</strong>, os aguaceiros diminuirão de frequência e intensidade e o céu muito nublado dará lugar a abertas e a uma estabilização atmosférica generalizada.</p><p>Quanto ao vento, espera-se que continue a soprar pontualmente forte do quadrante Sul até ao final da manhã, particularmente nas terras altas, perdendo posteriormente intensidade, o que coincide, naturalmente, com o afastamento do sistema depressionário da ilha da Madeira.</p><p><em><strong>* Nota complementar</strong>: 45 minutos após a publicação deste artigo, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (<strong>IPMA</strong>), organismo público responsável pela emissão oficial de avisos meteorológicos, atualizou os avisos de <strong>precipitação</strong> para o arquipélago da <strong>Madeira</strong>, elevando para<strong> laranja o aviso na Costa Sul e Regiões Montanhosas</strong> entre as <strong>00:00 e as 09:00 de domingo, 1 de novembro</strong>. O aviso amarelo estendeu-se agora <strong>a toda a ilha da Madeira</strong> entre as 21:00 de sábado (31) e as 12:00 de domingo (1). A ilha de <strong>Porto Santo</strong> também está agora abrangida pelo aviso amarelo de precipitação entre as 06:00 e as 15:00 de domingo, 1 de novembro.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-45-mm-a-partir-das-21-horas-a-chuva-ganhara-intensidade-no-arquipelago-da-madeira-eis-as-duas-zonas-mais-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pinóquio, carrosséis e magia. Esta vila portuguesa já tem planos para o Natal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/pinoquio-carrosseis-e-magia-esta-vila-portuguesa-ja-tem-planos-para-o-natal.html</link><pubDate>Sat, 31 Oct 2026 07:19:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A festa começa já em novembro e traz um mundo de histórias para descobrir em família. “Cada canto esconde uma nova surpresa.”</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/pinoquio-carrosseis-e-magia-esta-vila-portuguesa-ja-tem-planos-para-o-natal-1793219635144.jpg" data-image="q5iw3qvbt0ll" alt="Óbidos Vila Natal" title="Óbidos Vila Natal"><figcaption>Óbidos Vila Natal regressa em novembro com Pinóquio, marionetas e muita diversão. Foto: Óbidos Vila Natal</figcaption></figure><p>Óbidos vai voltar a transformar-se num cenário natalício e tudo está mais perto do que imagina. É já a partir de <strong>dia 27 de novembro</strong>. </p><div class="texto-destacado">O Óbidos Vila Natal regressa à vila medieval do distrito de Leiria com uma edição dedicada a Pinóquio e ao mundo das marionetas. </div><p>A iniciativa decorre até 3 de janeiro de 2027 e promete juntar histórias, espetáculos e diversões para quem não dispensa um programa especial nesta altura do ano.</p><p>O tema escolhido para esta edição é <strong>‘Pinocchio e o Mundo das Marionetas’</strong>. E o que é que isto significa? Que se convidam os visitantes a entrar num universo inspirado numa das personagens mais conhecidas da literatura infantil. Entre espaços temáticos, atividades e cenários decorados para a ocasião, há várias propostas para descobrir em família.</p><p>“Este ano, o encanto do Natal traz Pinocchio até Óbidos. Uma figura esculpida em madeira, mas alimentada por um coração repleto de sonhos, que traz consigo um universo vibrante de marionetas, figuras fantásticas e aventuras inesquecíveis”, anuncia a organização.</p><p><strong>“Aqui, as histórias saem dos livros, as marionetas ganham movimento e cada canto esconde uma nova surpresa</strong>. Entre espetáculos, brincadeiras e momentos para partilhar em família, há um Natal inteiro para descobrir.”</p><h2>Pinóquio, marionetas e encontros com o Pai Natal</h2><p>O programa inclui <strong>espaços inspirados nas personagens e nos lugares </strong>associados à história de Pinóquio, como o Bairro do Geppetto, o Reino da Fada, a Oficina do Mestre e a Toca da Raposa Manca e do Gato Cego. O Teatro das Marionetas e a Mostra de Bonecos de Santo Aleixo acrescentam uma componente ligada à tradição desta forma de teatro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pinoquio-carrosseis-e-magia-esta-vila-portuguesa-ja-tem-planos-para-o-natal-1793220497017.jpg" data-image="sr7igop7jmnm" alt="Óbidos Vila Natal" title="Óbidos Vila Natal"><figcaption>A animação é garantida. Foto: Óbidos Vila Natal</figcaption></figure><p>Como manda a época, também não falta a oportunidade de visitar a Casa do Pai Natal. Os mais novos podem ainda passar pelo Posto de Correios, onde podem preparar e enviar os pedidos de presentes. Afinal, por esta altura, há listas que não convém deixar para a última hora.</p><p>Para quem prefere atividades mais movimentadas, <strong>o recinto conta com várias atrações</strong>, incluindo o Mar Gelado, com o Mergulho do Pinóquio, uma Mini Roda Gigante, o Carrossel Parisiense e uma Terra das Diversões. Estão também previstas atividades de pinturas faciais e um<em> Atelier</em> das Marionetas, entre outras propostas de animação.</p><h2>Datas, horários e preços do Óbidos Vila Natal</h2><p>O evento decorre na Cerca do Castelo de Óbidos, entre<strong> 27 de novembro de 2026 e 3 de janeiro de 2027</strong>. </p><div class="texto-destacado">Os horários variam consoante o dia da semana e a fase da época natalícia.</div><p>De segunda a quinta-feira, entre 30 de novembro e 17 de dezembro, o recinto funciona das 10:00 às 18:00 horas. Entre 21 e 30 de dezembro, o horário prolonga-se até às 20:00 horas. Às sextas-feiras, aos sábados, aos domingos e nos feriados, as portas estão abertas das 10:00 às 21:00 horas.</p><p>Nos dias 24 e 31 de dezembro, as visitas podem ser feitas entre as 10:00 e as 17:00 horas. <strong>O evento encerra a 25 de dezembro e a 1 de janeiro</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="688422" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nao-gosta-do-natal-conheca-os-destinos-onde-nao-ha-musicas-luzes-nem-pinheiros.html" title="Não gosta do Natal? Conheça os destinos onde não há músicas, luzes, nem pinheiros">Não gosta do Natal? Conheça os destinos onde não há músicas, luzes, nem pinheiros</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nao-gosta-do-natal-conheca-os-destinos-onde-nao-ha-musicas-luzes-nem-pinheiros.html" title="Não gosta do Natal? Conheça os destinos onde não há músicas, luzes, nem pinheiros"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nao-gosta-do-natal-conheca-os-destinos-onde-nao-ha-musicas-luzes-nem-pinheiros-1734645180248_320.jpg" alt="Não gosta do Natal? Conheça os destinos onde não há músicas, luzes, nem pinheiros"></a></article></aside><p>Os preços anunciados para esta edição <strong>começam nos 8€ </strong>para crianças dos três aos 11 anos. O bilhete geral custa 12€, enquanto estudantes dos 12 aos 25 anos e visitantes com mais de 65 anos pagam 11€, mediante as condições aplicáveis. Existe também um bilhete família a partir de 36€, para dois adultos e duas crianças. A entrada é gratuita para crianças até aos dois anos.</p><p>É importante ter em conta que<strong> algumas diversões podem exigir um pagamento adicional ao bilhete de entrada</strong>. Antes de organizar a visita, vale a pena consultar as condições de acesso, os preços e a disponibilidade das atividades no <em>site</em> oficial do evento.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="%C3%93bidos%20Vila%20Natal" data-year="2026" data-title="Pinocchio%20e%20o%20mundo%20das%20Marionetas!" data-url="https%3A%2F%2Fobidosvilanatal.pt%2F">Óbidos Vila Natal. (2026). <a href="https://obidosvilanatal.pt/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Pinocchio e o mundo das Marionetas!</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/pinoquio-carrosseis-e-magia-esta-vila-portuguesa-ja-tem-planos-para-o-natal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[É possível viajar no tempo? Neil Tyson explica porque é que o futuro é uma possibilidade, mas o passado não]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/e-possivel-viajar-no-tempo-neil-tyson-explica-por-que-o-futuro-e-uma-possibilidade-mas-o-passado-nao.html</link><pubDate>Sat, 31 Oct 2026 06:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O astrofísico americano explica como a relatividade permite-nos vivenciar a passagem do tempo em ritmos diferentes, e porque é que viajar ao passado continua fora do nosso alcance.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/neil-degrasse-tyson-podemos-viajar-en-el-tiempo-hacia-el-futuro-pero-siempre-seras-prisionero-del-presente-1793008179971.jpg" data-image="eg1soula1xiy" alt="Neil deGrasse Tyson" title="Neil deGrasse Tyson"><figcaption>Neil deGrasse Tyson explica os limites físicos da viagem no tempo e porque é que avançar em direção ao futuro não significa ser possível regressar ao passado. Imagem: Foto da Força Aérea dos EUA, de autoria do aviador de primeira classe Jonathan Whitely.</figcaption></figure><p>A <strong>viagem no tempo</strong> tem aparecido em romances, filmes e séries de televisão há muitos anos, mas a física sempre ofereceu uma explicação que difere consideravelmente dessas histórias. O<strong> astrofísico Neil deGrasse Tyson</strong> abordou essa questão durante uma entrevista recente, na qual explicou que possibilidades a ciência considera e quais aquelas que ainda não contam com evidências experimentais que as sustentem.</p><p>A conversa também abriu espaço para outros temas relacionados com a divulgação científica. <strong>O investigador americano discutiu os limites da viagem no tempo</strong> e participou na elaboração de um <em>ranking </em>de várias figuras notáveis, reconhecidas pelo seu trabalho na ciência e na comunicação.</p><h2>Neil Tyson explica a viagem no tempo para o futuro</h2><p>Durante a sua participação no <strong>programa </strong>de entrevistas do <strong>YouTube </strong><em>Hot Ones Game Night</em>, transmitido a 14 de outubro e apresentado por Joe Santagato, Tyson respondeu a uma pergunta sobre se os seres humanos seriam, algum dia, capazes de viajar no tempo.</p><p>A sua reação inicial foi descartar a ideia, embora, mais tarde, ele tenha feito uma ressalva na sua resposta para diferenciar a viagem para o futuro do regresso a períodos anteriores.</p><p>“<strong>Podemos viajar no tempo rumo ao futuro, mas não ao passado</strong>”, explicou o astrofísico. Com essa afirmação, ele resumiu uma distinção fundamental para <strong>compreender o que a física permite e o que ainda pertence ao campo da ficção</strong>. </p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/feiF4mTzfsU/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=feiF4mTzfsU" id="feiF4mTzfsU"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Para ilustrar o seu <strong>ponto de vista</strong>, ele descreveu o caso de alguém que viaja pelo espaço a uma velocidade muito elevada. Se essa pessoa envelhecesse dez minutos durante a viagem, ao regressar à Terra, poderia descobrir que uma hora, um dia ou até mesmo um ano ter-se-ia passado para aqueles que permaneceram no planeta. A diferença dependeria da velocidade atingida.</p><p>Este fenómeno é conhecido como<strong> dilatação temporal</strong> e está relacionado com a <strong>Teoria da Relatividade de Albert Einstein</strong>. O tempo pode transcorrer em ritmos diferentes, dependendo do movimento do observador e das condições gravitacionais. Consequentemente, o viajante poderia regressar a uma Terra que estivesse muitos anos à frente daquela que ele tinha deixado para trás.</p><h2>Porque é que não podemos voltar ao passado, segundo Tyson</h2><p>A explicação de Tyson apresenta uma limitação fundamental: vivenciar um período de tempo mais curto do que outras pessoas não permite que alguém escolha uma data livremente ou regresse a um momento anterior. <strong>A relatividade descreve diferenças na quantidade de tempo que transcorre, mas não prova que seja possível viajar para trás na história</strong>.</p><p>O astrofísico resumiu essa ideia com uma reflexão sobre os limites da nossa experiência do tempo: “É uma forma de viagem no tempo, mas não há como viajar para o seu próprio futuro. Não. Tu és prisioneiro do presente na tua própria linha do tempo, numa transição constante entre o teu passado inacessível e o teu futuro desconhecido”.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/neil-degrasse-tyson-podemos-viajar-en-el-tiempo-hacia-el-futuro-pero-siempre-seras-prisionero-del-presente-1793007734109.jpeg" data-image="0t9si7xbnzh0"><figcaption>Viajar no tempo para o futuro é possível segundo a Teoria da Relatividade, que explica porque é que duas pessoas podem envelhecer em ritmos diferentes.</figcaption></figure><p>A afirmação refere-se à<strong> impossibilidade de controlarmos a nossa própria passagem pelo tempo</strong>, da forma como ocorre em muitos filmes. No exemplo apresentado por Tyson, o viajante chega a um futuro que está mais adiante para todos os outros, mas continua a avançar a partir do seu próprio presente. Não existe um método comprovado para que ele regresse ao seu ponto de partida.</p><p>Além disso, <strong>tornar realidade viagens espaciais a velocidades próximas à da luz apresenta desafios tecnológicos enormes</strong>. A existência da dilatação temporal não significa que, atualmente, possamos organizar viagens desse tipo ou que elas estejam ao alcance da tecnologia disponível.</p><h2>Stephen Hawking, Carl Sagan e Bill Nye: o <em>ranking </em>de Tyson</h2><p>Noutro momento da entrevista, Santagato pediu ao astrofísico que classificasse quatro personalidades ligadas à ciência de acordo com a inteligência delas: Stephen Hawking, Carl Sagan, Bill Nye e o próprio Neil deGrasse Tyson.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="640747" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/novas-provas-da-relatividade-geral-reveladas-atraves-da-sombra-do-buraco-negro-de-m-87-astronomia.html" title="Novas provas da Relatividade Geral reveladas através da sombra do buraco negro de M87*">Novas provas da Relatividade Geral reveladas através da sombra do buraco negro de M87*</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/novas-provas-da-relatividade-geral-reveladas-atraves-da-sombra-do-buraco-negro-de-m-87-astronomia.html" title="Novas provas da Relatividade Geral reveladas através da sombra do buraco negro de M87*"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/revelan-nuevas-pruebas-de-relatividad-general-usando-la-sombra-del-agujero-negro-de-m-astronomia-universo-1705763401467_320.png" alt="Novas provas da Relatividade Geral reveladas através da sombra do buraco negro de M87*"></a></article></aside><p>A pergunta levou o investigador a explicar as suas preferências, sem, contudo, estabelecer uma classificação baseada em critérios objetivos. <strong>Tyson colocou Hawking em primeiro lugar, apresentando-o como o nome incontestável</strong> — com a exceção de Albert Einstein.</p><p>Em seguida, ele escolheu Sagan, conhecido pelo seu trabalho de divulgação científica, e reconheceu que o colocaria à frente de si mesmo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/neil-degrasse-tyson-podemos-viajar-en-el-tiempo-hacia-el-futuro-pero-siempre-seras-prisionero-del-presente-1793008093597.jpg" data-image="qfxvozdjgbej"><figcaption>Neil deGrasse Tyson explica como a teoria da relatividade de Einstein permite-nos viajar para o futuro através da dilatação temporal, e porque é que regressar ao passado permanece fora do alcance da física conhecida. Imagem: Wikipedia / BDEngler.</figcaption></figure><p>“<strong>Sem dúvida, Stephen Hawking, lá no topo, certo? O campeão incontestável</strong>. <strong>Bem, depois de Einstein, é claro</strong>. Eu diria que Carl Sagan viria em seguida; ele era um sujeito inteligente. Sim, eu o colocaria à minha frente”, respondeu ele.</p><p>A definição das duas últimas posições foi diferente. Tyson explicou que é amigo de Bill Nye e considera que as capacidades intelectuais de ambos são semelhantes. Por esse motivo, ele evitou fazer distinções entre eles e dividiu o terceiro lugar com ele. O ranking, portanto, permaneceu como uma opinião pessoal expressa durante uma entrevista, e não como uma avaliação científica da inteligência dos quatro indivíduos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/e-possivel-viajar-no-tempo-neil-tyson-explica-por-que-o-futuro-e-uma-possibilidade-mas-o-passado-nao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item></channel></rss>