<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Thu, 23 Apr 2026 22:00:17 +0000</lastBuildDate><pubDate>Thu, 23 Apr 2026 22:00:17 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Ecopomares de Alcobaça atraem biliões de polinizadores na floração de abril]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/ecopomares-de-alcobaca-atraem-bilioes-de-polinizadores-na-floracao-de-abril.html</link><pubDate>Thu, 23 Apr 2026 15:57:06 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>As práticas de agroecologia dos produtores do Oeste aumentaram a biodiversidade de insetos, elevaram a produção, reduziram o uso de pesticidas e melhoraram a qualidade nutricional da maçã.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ecopomares-de-alcobaca-atraem-bilioes-de-polinizadores-na-floracao-de-abril-1776945916449.jpg" data-image="rmv1usaggwgp" alt="Pomar de maças de Alcobaça" title="Pomar de maças de Alcobaça"><figcaption>Estima-se que a região Oeste tenha mais de seis milhões de macieiras, com cerca de 80% da produção a valorizar as práticas de agroecologia. Foto: APMA</figcaption></figure><p>Os <strong>pomares da região Oeste</strong> entram, em abril, num dos momentos mais intensos do seu ciclo. Milhões de macieiras cobrem-se de flores e transformam a paisagem num mosaico branco e rosa, atraindo visitantes que, para os agricultores, são muito bem-vindos. Entre pétalas e ramos, desenrola-se um movimento incessante de <strong>insetos polinizadores</strong> que garante o futuro da produção. Abelhas, moscas, escaravelhos e outras espécies percorrem as árvores numa coreografia precisa e vital para que cada flor possa dar origem a fruto.</p><p>Nos pomares associados à <strong>Associação de Produtores de Maçã de Alcobaça</strong> (APMA), este fenómeno ganhou uma nova dimensão. Ao longo dos últimos anos, as <strong>práticas de agroecologia</strong> alteraram a forma como estes espaços são geridos, criando condições mais favoráveis à presença e diversidade de insetos. O resultado torna-se particularmente visível nesta altura do ano, quando a floração atinge o auge e a atividade biológica se intensifica.</p><h2>Um exército invisível entre flores</h2><p>Estima-se que mais de <strong>seis milhões de macieiras</strong> estejam em floração nesta região, gerando milhares de milhões de flores. Cada uma representa uma relação de simbiose na natureza e uma dependência. <strong>Sem polinização, não há fruto</strong>. É aqui que os insetos entram em cena. A sua presença pode atingir números difíceis de imaginar. Durante a primavera, os pomares tornam-se pontos de atração para biliões de visitantes minúsculos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ecopomares-de-alcobaca-atraem-bilioes-de-polinizadores-na-floracao-de-abril-1776945989981.jpg" data-image="q5enhowxhguw" alt="Abelha poliniza flor de macieira" title="Abelha poliniza flor de macieira"><figcaption>Basta que uma pequena percentagem de flores de macieira seja fecundada, através da polinização de insetos, para assegurar uma boa colheita. Foto: APMA</figcaption></figure><p>Nem todos desempenham o mesmo papel. Para além das abelhas, existem <strong>espécies menos conhecidas</strong>, mas altamente especializadas na polinização das macieiras. Algumas revelam uma eficiência superior, adaptadas ao ritmo e à estrutura das flores. Outras acumulam funções ao longo do seu ciclo de vida. Enquanto adultas, transportam pólen entre flores e, na <strong>fase larvar</strong>, <strong>alimentam-se de pragas</strong>, contribuindo para o equilíbrio do ecossistema.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="742021" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quanto-vale-o-trabalho-que-os-polinizadores-fazem-pela-agricultura-em-portugal.html" title="Quanto vale o trabalho que os polinizadores fazem pela agricultura em Portugal?">Quanto vale o trabalho que os polinizadores fazem pela agricultura em Portugal?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quanto-vale-o-trabalho-que-os-polinizadores-fazem-pela-agricultura-em-portugal.html" title="Quanto vale o trabalho que os polinizadores fazem pela agricultura em Portugal?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quanto-vale-o-trabalho-que-os-polinizadores-fazem-pela-agricultura-em-portugal-1764598004466_320.jpg" alt="Quanto vale o trabalho que os polinizadores fazem pela agricultura em Portugal?"></a></article></aside><p>Este duplo papel tem sido central na transformação dos ecopomares da APMA. Ao favorecer <strong>habitats naturais</strong> e reduzir intervenções agressivas, os produtores criam condições para que estas populações se estabeleçam e prosperem. A presença contínua de insetos ao longo do ano permite não só assegurar a polinização, mas também <strong>reduzir a necessidade de controlo químico de pragas</strong>.</p><h2>O detalhe que faz a diferença</h2><p>Uma única macieira pode produzir entre <strong>mil e cinco mil flores</strong> durante a floração. Basta, no entanto, <strong>uma pequena percentagem ser fecundada para garantir uma colheita satisfatória</strong>. Este detalhe evidencia a importância da eficiência dos polinizadores. Não se trata apenas de quantidade, mas da qualidade da interação entre o inseto e a flor.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A polinização cruzada, realizada por estes agentes naturais, produz efeitos diretos no resultado. Estudos indicam que os frutos apresentam melhor desenvolvimento e maior valor nutricional, podendo essa diferença chegar aos 10 por cento.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Após o período de floração, a estratégia ajusta-se ao desenvolvimento dos pomares. As populações de insetos passam a atuar na redução de pragas. Os <strong>pulgões </strong>tornam-se uma das principais <strong>fontes de alimento para as larvas</strong>, equilibrando um ciclo em que a biodiversidade é central para o equilíbrio da Natureza.</p><h2>Um modelo em expansão</h2><p>A <strong>Maçã de Alcobaça IGP</strong> (Identidade Geográfica Protegida) é hoje assegurada num sistema que procura integrar produção agrícola e processos naturais. As <strong>nove variedades cultivadas na região</strong>, entre as quais Fuji, Pink, Golden, Gala ou Reineta, representam uma produção anual que pode chegar a 70 mil toneladas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ecopomares-de-alcobaca-atraem-bilioes-de-polinizadores-na-floracao-de-abril-1776946150265.jpg" data-image="oag824ptodvc" alt="Macieiras em flor" title="Macieiras em flor"><figcaption>A floração das macieiras atinge o pico na primavera, sobretudo em abril, atraindo biliões de insetos polinizadores. Foto: APMA</figcaption></figure><p>O objetivo passa agora por ampliar este modelo. A meta é atingir <strong>uma centena de ecopomares</strong> até ao final de 2026 e aumentar em 80% o peso dos sistemas ecológicos na produção total. Em paralelo, decorrem iniciativas para levar a Maçã de Alcobaça a <strong>novos mercados internacionais</strong>, reforçando a presença em países da América Latina e na Europa.</p><p>Nos campos do Oeste, <strong>a transformação não se faz com máquinas e pesticidas</strong>. A mudança ocorre numa dimensão microscópica e num movimento contínuo de insetos entre flores para que, no verão, dê frutos.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em><a href="https://www.macadealcobaca.pt/sustentabilidade" target="_blank">Maçãs boa onda e na onda da sustentabilidade</a></em><em>. </em><em>Associação de Produtores de Maçã de Alcobaça</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/ecopomares-de-alcobaca-atraem-bilioes-de-polinizadores-na-floracao-de-abril.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Depressão afeta os Açores entre sexta e sábado: eis os efeitos que irá deixar no arquipélago]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-afeta-os-acores-entre-sexta-e-sabado-eis-os-efeitos-que-ira-deixar-no-arquipelago.html</link><pubDate>Thu, 23 Apr 2026 14:01:12 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O estado de tempo nos Açores vai agravar já nas últimas horas da madrugada de amanhã, sexta-feira, com a chegada de uma depressão que trará chuva, por vezes, forte, a várias ilhas do arquipélago.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa6m4ca"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa6m4ca.jpg" id="xa6m4ca"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Apesar de não haver avisos ativos, neste momento, por parte do IPMA, é esperado um <strong>agravamento do estado do tempo</strong> no arquipélago dos Açores a partir das últimas horas da madrugada de amanhã, sexta-feira, <strong>devido à aproximação de um centro de baixas pressões</strong> que trará chuva e outros efeitos às ilhas.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Até lá, e ao longo das próximas horas, espera-se a<strong> ocorrência de aguaceiros fracos e irregulares na maior parte das ilhas, até ao final da tarde</strong>, sendo esperada uma dissipação a partir das 19h, até à chegada da referida depressão nas horas seguintes.</p><h2>Depressão resultará numa intensidade da chuva</h2><p>Assim, e segundo a atual previsão dos nossos mapas, com base no modelo europeu ECMWF, é <strong>esperado o regresso da chuva ao Grupo Ocidental dos Açores a partir das 5h de sexta-feira</strong>. Esta deverá ser fraca a moderada, podendo contar com um período de <strong>chuva forte ao final da manhã, na ilha das Flores</strong>, com quase 10 mm de chuva por hora, mas que será de passagem rápida.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-afeta-os-acores-entre-sexta-e-sabado-eis-os-efeitos-que-ira-deixar-no-arquipelago-1776950702475.png" data-image="936om54u1wbf" alt="probabilidade de chuva" title="probabilidade de chuva"><figcaption>Uma depressão irá condicionar o estado de tempo no arquipélago dos Açores nos próximos dias, resultando na ocorrência de chuva, por vezes forte.</figcaption></figure><p>Enquanto isso, entre as 8h e as 9h, a chuva deverá chegar ao Grupo Central, resultando também em períodos de chuva maioritariamente fracos a moderados, até ao final da tarde. No entanto, <strong>entre as 19h e as 20h não se descarta a possibilidade de chuva forte na ilha do Pico</strong>, também de rápida passagem, permanecendo depois a chuva mais fraca a moderada. Entre as 21h e as 22h, será a<strong> Ilha Terceira a registar chuva forte</strong>, com volume até 11 mm por hora, na <strong>zona das Doze Ribeiras</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765355" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/trovoada-entre-sabado-25-e-domingo-26-eis-as-zonas-afetadas-por-condicoes-meteorologicas-adversas.html" title="Trovoada entre sábado, 25 e domingo, 26: eis as zonas afetadas por condições meteorológicas adversas">Trovoada entre sábado, 25 e domingo, 26: eis as zonas afetadas por condições meteorológicas adversas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/trovoada-entre-sabado-25-e-domingo-26-eis-as-zonas-afetadas-por-condicoes-meteorologicas-adversas.html" title="Trovoada entre sábado, 25 e domingo, 26: eis as zonas afetadas por condições meteorológicas adversas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/trovoada-entre-sabado-25-e-domingo-26-eis-as-zonas-afetadas-por-condicoes-meteorologicas-adversas-1776946127131_320.jpg" alt="Trovoada entre sábado, 25 e domingo, 26: eis as zonas afetadas por condições meteorológicas adversas"></a></article></aside><p>O <strong>Grupo Oriental poderá contar com chuva fraca a moderada a partir das 18h</strong>, podendo ocorrer alguns períodos de precipitação mais persistente no Nordeste da ilha de São Miguel nas últimas horas do dia. Também durante a madrugada de sábado, pelas 5h, esperam-se <strong>períodos de chuva mais intensa neste grupo de ilhas, entre Feteiras e Candelária</strong>. Todavia, à medida que as horas passam, espera-se uma melhoria generalizada do estado de tempo, com o afastamento desta depressão.</p><h2>A velocidade de rajada também poderá aumentar</h2><p>Para além da chuva, é esperado um <strong>aumento da velocidade de rajada, ainda que nada de muito significativo</strong>. Ainda assim, os nossos mapas mostram que entre as 7h e as 8h de sexta-feira, o Grupo Ocidental irá registar um aumento gradual do vento, devendo atingir o seu pico entre as 11h e as 12h, com <strong>rajadas até 70 km/h</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-afeta-os-acores-entre-sexta-e-sabado-eis-os-efeitos-que-ira-deixar-no-arquipelago-1776952194369.png" data-image="qux37g0c7rcx" alt="rajadas de vento" title="rajadas de vento"><figcaption>O Grupo Central poderá registar as rajadas de vento mais fortes, com valores na ordem dos 80 km/h, ao final da tarde de sexta-feira.</figcaption></figure><p>Já<strong> o pico do vento no Grupo Central poderá dar-se ao final da tarde</strong>, como podemos observar no mapa acima, e onde as rajadas poderão chegar aos <strong>80 km/h na ilha do Pico</strong>, podendo este ser o local mais ventoso do arquipélago. Até lá, espera-se uma intensificação do vento neste grupo de ilhas a partir das 11h da manhã.</p><div class="texto-destacado">Os maiores <strong>acumulados de precipitação </strong>devido a esta depressão, deverão ser de 34 mm no noroeste da Ilha Terceira. Os menores deverão ser de 8,7 mm na Ilha Graciosa.</div><p>O Grupo Oriental poderá sentir o vento mais forte entre as 16h e as 17h de sexta-feira, ainda que as rajadas não devam ultrapassar os 55 km/h, <strong>devendo este ser o menos afetado pelo vento</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-afeta-os-acores-entre-sexta-e-sabado-eis-os-efeitos-que-ira-deixar-no-arquipelago.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Previsão de chuva a médio prazo: eis como irá chover em Portugal entre 27 de abril e 3 de maio, segundo o melhor modelo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-entre-27-de-abril-e-3-de-maio-segundo-o-melhor-modelo.html</link><pubDate>Thu, 23 Apr 2026 13:41:18 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Na próxima semana, tanto Portugal continental como os Açores, poderão ter de enfrentar a chegada de bolsas de ar frio que aumentarão os episódios de chuva, trovoada e outros fenómenos meteorológicos adversos.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa6mwj8"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa6mwj8.jpg" id="xa6mwj8"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A semana de 27 de abril a 3 de maio arrancará com calor anómalo e estabilidade relativa (embora com possibilidade de aguaceiros localizados em algumas regiões) em Portugal continental. Porém, o modelo de referência para a Meteored (modelo Europeu - ECMWF) indica que <strong>a partir de terça-feira, dia 29 de abril, começa a desenhar-se uma mudança importante na circulação atmosférica à escala europeia</strong>: o padrão dominante (crista atlântica) mudará (bloqueio).</p><h2>Entre 27 de abril e 3 de maio a crista atlântica evoluirá para um bloqueio sobre as Ilhas Britânicas </h2><p>De acordo com os mapas do ECMWF, entre segunda-feira (27) e quarta-feira (29) observa-se uma região de altas pressões posicionada sobre o Atlântico a estender-se em crista desde o Atlântico médio até às Ilhas Britânicas (crista atlântica), mas que evoluirá gradualmente para um <strong>padrão de bloqueio, confirmando a já referida mudança importante no padrão atmosférico à escala europeia</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-entre-27-de-abril-e-3-de-maio-segundo-o-melhor-modelo-1776950877420.jpg" data-image="zfhpacniahf1"><figcaption>Na última atualização do modelo ECMWF verifica-se a mudança importante na circulação atmosférica à escala europeia. O padrão de crista atlântica deixará de dominar, dando lugar ao padrão de bloqueio.</figcaption></figure><p>O mapa de geopotencial a 700 hPa prevê que a região de altas pressões, disposta em crista sobre o Atlântico até às Ilhas Britânicas (orientada de sul para norte), passe a funcionar como um ‘escudo anticiclónico’ (padrão de bloqueio). Esta configuração sinóptica - <strong>bloqueio anticiclónico instalado sobre as Ilhas Britânicas</strong> - irá impedir a circulação normal de oeste (zonal), sendo visível nos mapas como as massas de ar são forçadas a desviar, o que acaba por <strong>promover a formação de bolsas de ar frio, que se desprendem e isolam da corrente de jato polar</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-entre-27-de-abril-e-3-de-maio-segundo-o-melhor-modelo-1776950535218.jpg" data-image="pbiy8d122ujo"><figcaption>Jato polar ondula consideravelmente e quebra, permitindo a instalação de um bloqueio anticiclónico sobre as Ilhas Britânicas. No flanco ocidental da região de altas pressões observa-se uma bolsa de ar frio a descer em latitude até posicionar-se a noroeste dos Açores, começando a afetar o arquipélago entre terça e quarta-feira, dias 28 e 29. Uma segunda bolsa de ar frio, visível a norte da Península Ibérica, alcançará as imediações de Portugal continental após vários dias em movimento retrógrado (quando se isolar em altitude ainda sobre países da Europa do Norte e Central).</figcaption></figure><p>Para a próxima semana prevê-se a formação de <strong>duas dessas bolsas: uma a noroeste dos Açores e outra a norte da Península Ibérica</strong>. Esta última, antes de chegar às imediações do Continente português, descreverá um movimento retrógrado (de nordeste para sudoeste) desde a Escandinávia, passando por Alemanha, Bélgica e partes de França e Reino Unido até alcançar a nossa geografia <strong>(possivelmente a partir de quinta-feira 30 de abril)</strong>.</p><p><strong>A bolsa de ar frio posicionada a norte da Península Ibérica poderá ter efeitos mais diretos em Portugal continental</strong>, sendo mais provável na Região Norte e em toda a faixa do interior, onde o ar mais frio em altitude provocaria um aumento da instabilidade sob a forma de aguaceiros e trovoadas.</p><h2>Novos episódios de aguaceiros e trovoadas no Continente e depressão sobre os Açores</h2><p>Como já foi referido, prevê-se que <strong>os Açores sejam afetados pela precipitação, vento forte e agitação marítima entre terça e quarta-feira, dias 28 e 29 de abril</strong> devido à já referida bolsa de ar fria que descerá em latitude. Os primeiros sinais indicam que todos os Grupos estarão expostos aos fenómenos meteorológicos adversos, embora o Ocidental e Central sejam os mais afetados.</p><p>Além disto, embora as previsões a médio prazo não sejam capazes de fornecer muito mais detalhes concretos para além das datas referidas,<strong> os mapas de precipitação acumulada da Meteored sugerem que a instabilidade poderá persistir de forma ocasional</strong> entre quinta-feira (30) e domingo (3) no arquipélago açoriano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-entre-27-de-abril-e-3-de-maio-segundo-o-melhor-modelo-1776950196636.png" data-image="in0q8srkgj7q"><figcaption>Sistema depressionário a surgir sobre os Açores entre terça e quarta-feira, dias 28 e 29 de abril.</figcaption></figure><p>Quanto a Portugal continental, após uma segunda (27) e terça-feira (28) marcadas por aguaceiros dispersos e intermitentes durante a tarde (por vezes localmente fortes), especialmente nas Regiões Norte e no interior Centro e Sul, <strong>os mapas revelam indícios de que a partir de quinta-feira (30) ocorra um novo episódio de tempo instável abrangendo todo o território continental, possivelmente com aguaceiros e trovoadas mais frequentes e fortes</strong>, devido à já referida passagem da bolsa de ar frio em altitude.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765359" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudanca-na-previsao-bloqueio-anticiclonico-no-reino-unido-devera-alterar-o-tempo-em-portugal-a-partir-de-29-de-abril.html" title="Mudança na previsão: bloqueio anticiclónico no Reino Unido deverá alterar o tempo em Portugal a partir de 29 de abril">Mudança na previsão: bloqueio anticiclónico no Reino Unido deverá alterar o tempo em Portugal a partir de 29 de abril</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudanca-na-previsao-bloqueio-anticiclonico-no-reino-unido-devera-alterar-o-tempo-em-portugal-a-partir-de-29-de-abril.html" title="Mudança na previsão: bloqueio anticiclónico no Reino Unido deverá alterar o tempo em Portugal a partir de 29 de abril"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-na-previsao-bloqueio-anticiclonico-no-reino-unido-devera-alterar-o-tempo-em-portugal-a-partir-de-29-de-abril-1776945159450_320.jpg" alt="Mudança na previsão: bloqueio anticiclónico no Reino Unido deverá alterar o tempo em Portugal a partir de 29 de abril"></a></article></aside><p><strong>Para os primeiros três dias de maio em Portugal continental, a tendência atual aponta para uma melhoria relativa do estado do tempo</strong>, com uma menor probabilidade de precipitação. No entanto, como já é habitual na primavera, a circulação atmosférica deverá manter-se muito dinâmica e variável, pelo que a previsão apresenta uma elevada incerteza e está sujeita a ajustes.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-ira-chover-em-portugal-entre-27-de-abril-e-3-de-maio-segundo-o-melhor-modelo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Trovoada entre sábado, 25 e domingo, 26: eis as zonas afetadas por condições meteorológicas adversas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/trovoada-entre-sabado-25-e-domingo-26-eis-as-zonas-afetadas-por-condicoes-meteorologicas-adversas.html</link><pubDate>Thu, 23 Apr 2026 12:41:23 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os próximos dias poderão contar com uma intensificação da instabilidade atmosférica, devido à formação de uma gota fria no Sul da Península Ibérica. Confira aqui a previsão!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa6l9e4"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa6l9e4.jpg" id="xa6l9e4"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O dia de hoje, quinta-feira, conta com <strong>nebulosidade parcial de Norte a Sul</strong> do país e com a <strong>presença das poeiras saarianas</strong>, o que contribui para um horizonte mais turvo. Para além disto, há possibilidade de ocorrência de precipitação na Região Centro, entre Pampilhosa da Serra e Sardoal, <strong>podendo ser acompanhada de trovoada</strong>. </p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo<br></strong>O nosso mapa de geopotencial mostra o desprendimento de um pequeno núcleo a partir de um cavado com ar mais frio, situado a oeste de Portugal Continental, em que o mesmo se dirige até ao Sul da Península Ibérica podendo evoluir para um gota fria, resultando num aumento da instabilidade atmosférica.</div><p> Nas últimas horas do dia também se espera a <strong>ocorrência de chuva no distrito de Castelo Branco</strong>, que também poderá ser acompanhada de trovoada. As temperaturas máximas deverão manter-se entre os 17 ºC em Viana do Castelo e os 24 ºC em Vila Real e Bragança. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/trovoada-entre-sabado-25-e-domingo-26-eis-as-zonas-afetadas-por-condicoes-meteorologicas-adversas-1776944530064.png" data-image="474oi5m120ao" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>Na sexta-feira, esta poderá ser a distribuição de precipitação em Portugal Continental. Em todos os locais que se preveêm chuva, também se prevê ocorrência de trovoadas.</figcaption></figure><p>Para amanhã, <strong>sexta-feira, espera-se um aumento desta instabilidade,</strong> onde vários pontos do Norte e Centro, especialmente a Este da Barreira de Condensação, poderão contar com<strong> chuva, por vezes forte, acompanhada e trovoada</strong>, como podemos observar no mapa acima. As temperaturas máximas esperadas deverão manter-se entre os 17 ºC em Viana do Castelo e Guarda e os 24 ºC em Lisboa, denotando-se uma <strong>ligeira descida </strong>dos valores no Norte do país.</p><h2>No sábado uma gota fria poderá aumentar a instabilidade atmosférica</h2><p>Como mencionamos acima, é expectável a formação de um cavado a oeste da Península Ibérica que poderá resultar no desprendimento de um pequeno núcleo. <strong>Este pequeno núcleo deverá dirigir-se para o Sul da Península, dando origem a uma gota fria</strong> (depressão isolada em alitude)<strong> </strong>que poderá causar uma maior instabilidade no fim de semana, especialmente em relação à chuva e às trovoadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/trovoada-entre-sabado-25-e-domingo-26-eis-as-zonas-afetadas-por-condicoes-meteorologicas-adversas-1776943600834.jpg" data-image="zrch3z0pf96y" alt="densidade de raios" title="densidade de raios"><figcaption>Ao longo dos próximos dias a atividade elétrica em Portugal poderá dar-se em vários pontos de Norte a Sul do país.</figcaption></figure><p>Os nossos mapas indicam a formação desta gota fria no arranque da madrugada de sábado. No entanto, é esperado que só a partir das 11h da manhã, a instabilidade se comece a sentir, de forma subtil, com o aparecimento de alguns aguaceiros fracos e irregulares no Centro do país. Contudo, à medida que as horas passam, <strong>esta instabilidade deverá aumentar, sendo esperado que ao final da tarde</strong>, a faixa interior Centro e Sul, <strong>registe vários episódios de chuva moderada acompanhada por trovoada</strong>. Neste dia, esperam-se temperaturas máximas entre os 18 ºC em Aveiro e Viana do Castelo e os 26 ºC em Santarém, Lisboa e Beja, denotando-se assim, um aumento dos valores no Sul do país.</p><h2>Chuva e trovoada continuam no domingo, mas as temperaturas sobem</h2><p>No <strong>domingo a tendência continua, mas a Região Norte poderá ser a mais afetada</strong>, tanto pela chuva quanto pelas trovoadas, como podemos observar no mapa acima. Ao início da tarde, estes<strong> núcleos de instabilidade poderão surgir no litoral Norte e Centro, dirigindo-se para leste com o passar das horas</strong>, devendo afetar grande parte desta região ao longo do dia, com períodos de chuva fraca a moderada acompanhados de trovoada. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765188" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-avisa-depressao-em-altitude-podera-provocar-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-entre-quinta-feira-e-sabado.html" title="Alfredo Graça avisa: depressão em altitude poderá provocar aguaceiros e trovoadas fortes entre quinta-feira e sábado">Alfredo Graça avisa: depressão em altitude poderá provocar aguaceiros e trovoadas fortes entre quinta-feira e sábado</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-avisa-depressao-em-altitude-podera-provocar-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-entre-quinta-feira-e-sabado.html" title="Alfredo Graça avisa: depressão em altitude poderá provocar aguaceiros e trovoadas fortes entre quinta-feira e sábado"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-avisa-depressao-em-altitude-podera-provocar-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-entre-quinta-feira-e-sabado-1776861508872_320.jpg" alt="Alfredo Graça avisa: depressão em altitude poderá provocar aguaceiros e trovoadas fortes entre quinta-feira e sábado"></a></article></aside><p>Ainda assim, <strong>não se descarta a possibilidade de ocorrência de chuva fraca no Algarve e Baixo Alentejo</strong>, ainda que sem atividade elétrica prevista para estas zonas. Para além disto, prevê-se uma <strong>subida</strong><strong> das temperaturas</strong> para este dia, especialmente na região do Ribatejo, onde os termómetros podem chegar aos 30 ºC em Santarém. Lisboa poderá contar com 29 ºC e a cidade mais fria deste dia poderá ser Viana do Castelo com 19 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/trovoada-entre-sabado-25-e-domingo-26-eis-as-zonas-afetadas-por-condicoes-meteorologicas-adversas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mudança na previsão: bloqueio anticiclónico no Reino Unido deverá alterar o tempo em Portugal a partir de 29 de abril]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudanca-na-previsao-bloqueio-anticiclonico-no-reino-unido-devera-alterar-o-tempo-em-portugal-a-partir-de-29-de-abril.html</link><pubDate>Thu, 23 Apr 2026 12:31:53 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de um fim de semana com tempo variável e temperaturas em subida, Portugal poderá iniciar a próxima semana com calor anómalo. Mas, a partir de dia 29, um bloqueio anticiclónico no Reino Unido poderá mudar o padrão atmosférico.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-na-previsao-bloqueio-anticiclonico-no-reino-unido-devera-alterar-o-tempo-em-portugal-a-partir-de-29-de-abril-1776943914246.png" data-image="vvl5tyk647b8" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>Até ao fim de semana, o tempo mantém-se muito dinâmico em Portugal, com chuva por vezes moderada nos distritos do interior e grandes contrastes entre regiões mais frescas e outras mais quentes.</figcaption></figure><p> Até ao final desta semana, o estado do tempo em Portugal continental será marcado por elevada variabilidade atmosférica. A presença de instabilidade irá traduzir-se em períodos de<strong> chuva, por vezes moderada, sobretudo nas regiões do interior, de norte a sul,</strong> com especial incidência nos distritos junto à fronteira com Espanha. </p><p>Apesar da precipitação, <strong>não se espera um cenário tipicamente frio.</strong> Pelo contrário, as temperaturas irão oscilar ao longo dos dias.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Sexta-feira será relativamente amena, com máximas a atingir cerca de 25 °C em regiões como Lisboa, Vale do Tejo e Alentejo. Ao longo de sábado e domingo, prevê-se uma subida gradual,<strong> podendo os termómetros aproximar-se dos 30 °C no domingo, especialmente na região da Grande Lisboa e Vale do Tejo.</strong></p><p>Nos distritos do litoral norte, como Porto e Aveiro, também poderá ocorrer precipitação no domingo, ainda que de forma mais fraca a moderada.</p><h2>Segunda-feira (27): calor anómalo em praticamente todo o país</h2><p>A próxima semana inicia-se com um cenário de <strong>calor fora do normal</strong> para a época. Na segunda-feira, grande parte do território continental estará sob influência de uma massa de ar quente, com temperaturas a atingirem ou mesmo ultrapassarem os 30 °C em várias regiões do norte, centro e sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-na-previsao-bloqueio-anticiclonico-no-reino-unido-devera-alterar-o-tempo-em-portugal-a-partir-de-29-de-abril-1776944093394.png" data-image="qrqj42fe9360" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-748384">O mapa de anomalia da temperatura mostra valores entre +6 e +11 °C acima da média climatológica, sinal de um episódio muito quente para esta altura do ano. Contudo, os distritos de Braga e Vila Real, terão valores da anomalia da temperatura mais baixos (apenas +3 °C)</figcaption></figure><p>Este episódio é claramente evidenciado nos mapas de anomalia da temperatura. <strong>A anomalia corresponde à diferença entre a temperatura prevista e a média climatológica para esta altura do ano</strong>. Neste caso, os valores poderão situar-se entre +6 °C e +11 °C acima do normal, o que traduz um cenário significativamente mais quente do que o habitual.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-na-previsao-bloqueio-anticiclonico-no-reino-unido-devera-alterar-o-tempo-em-portugal-a-partir-de-29-de-abril-1776944120573.png" data-image="hz8pzzogiluc" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>Apesar do calor generalizado, o Norte interior poderá registar chuva e maior nebulosidade, o que ajudará a conter um pouco as temperaturas em distritos como Braga e Vila Real.</figcaption></figure><p>Ainda assim, haverá exceções. Nos distritos de Braga e Vila Real, a presença de precipitação e maior nebulosidade<strong> deverá limitar a subida térmica,</strong> resultando em anomalias mais reduzidas, na ordem dos +1 °C a +3 °C.</p><h2>Bloqueio anticiclónico nas ilhas Britânicas altera o padrão atmosférico</h2><p>A partir de terça-feira, dia 29 de abril, começa a desenhar-se uma mudança importante no padrão atmosférico à escala europeia.</p><p>Um anticiclone deverá instalar-se sobre as Ilhas Britânicas, configurando um bloqueio anticiclónico. Este tipo de situação<strong> impede a circulação normal de oeste (zonal), forçando o desvio das massas de ar </strong>e promovendo a formação de bolsas de ar frio isoladas da corrente de jato polar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-na-previsao-bloqueio-anticiclonico-no-reino-unido-devera-alterar-o-tempo-em-portugal-a-partir-de-29-de-abril-1776944183719.jpg" data-image="uott4zbk1hnx" alt="Mapa Geopotencial 500 hPa" title="Mapa Geopotencial 500 hPa"> <figcaption>A instalação de um bloqueio anticiclónico sobre o Reino Unido poderá desviar a circulação atmosférica e favorecer a descida de ar mais frio para norte da Península Ibérica, o que irá afetar diretamente Portugal continental.</figcaption></figure><p>Neste caso, prevê-se a formação de duas dessas bolsas: uma a noroeste dos Açores e outra a norte da Península Ibérica.<strong> Esta última terá impacto direto em Portugal continental, sobretudo nas regiões do norte, onde poderá trazer ar mais frio em altitude e aumento da instabilidade</strong>.</p><h2>Final de abril poderá trazer chuva a todo o território</h2><p>Os mapas de previsão do modelo ECMWF indicam que esta massa de ar frio poderá evoluir para um cenário mais instável no final do mês. Existe a possibilidade de formação de um centro depressionário (ciclone), associado à descida de ar frio em altitude.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-na-previsao-bloqueio-anticiclonico-no-reino-unido-devera-alterar-o-tempo-em-portugal-a-partir-de-29-de-abril-1776944339067.jpg" data-image="qdnkwjk0xbar" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>Os mapas do ECMWF apontam para o regresso da instabilidade no final de abril, com possibilidade de formação de uma depressão e nova precipitação em Portugal.</figcaption></figure><p>Como consequência,<strong> o dia 30 de abril</strong> <strong>poderá ficar marcado pelo regresso da precipitação, potencialmente mais organizada e abrangente a todo o território continental</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765188" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-avisa-depressao-em-altitude-podera-provocar-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-entre-quinta-feira-e-sabado.html" title="Alfredo Graça avisa: depressão em altitude poderá provocar aguaceiros e trovoadas fortes entre quinta-feira e sábado">Alfredo Graça avisa: depressão em altitude poderá provocar aguaceiros e trovoadas fortes entre quinta-feira e sábado</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-avisa-depressao-em-altitude-podera-provocar-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-entre-quinta-feira-e-sabado.html" title="Alfredo Graça avisa: depressão em altitude poderá provocar aguaceiros e trovoadas fortes entre quinta-feira e sábado"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-avisa-depressao-em-altitude-podera-provocar-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-entre-quinta-feira-e-sabado-1776861508872_320.jpg" alt="Alfredo Graça avisa: depressão em altitude poderá provocar aguaceiros e trovoadas fortes entre quinta-feira e sábado"></a></article></aside><p>Para o feriado de <strong>1 de maio,</strong> a tendência atual aponta para uma melhoria relativa das condições meteorológicas, <strong>com menor probabilidade de precipitação.</strong> No entanto, a circulação atmosférica deverá manter-se dinâmica, pelo que a previsão ainda apresenta alguma incerteza.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudanca-na-previsao-bloqueio-anticiclonico-no-reino-unido-devera-alterar-o-tempo-em-portugal-a-partir-de-29-de-abril.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas apontam para um universo oculto anterior ao Big Bang que ainda deixa vestígios no espaço]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cientistas-apontam-para-um-universo-oculto-anterior-ao-big-bang-que-ainda-deixa-vestigios-no-espaco.html</link><pubDate>Thu, 23 Apr 2026 10:19:50 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um ambicioso projeto internacional conseguiu criar o maior mapa tridimensional do universo, revelando padrões ocultos e fornecendo novas pistas sobre a misteriosa energia escura.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-apuntan-a-un-universo-oculto-previo-al-big-bang-que-aun-deja-huella-en-el-espacio-1776857354736.jpg" data-image="lgz9fzlmedfk" alt="universo" title="universo"><figcaption>Rastros de estrelas sobrepostos ao telescópio Mayall, no Arizona, que alberga o Instrumento Espectroscópico de Energia Escura. Crédito: fotografia de Luke Tyas/Berkeley Lab e KPNO/NOIRLab/NSF/AURA</figcaption></figure><p>À primeira vista, o universo pode parecer um conjunto disperso de galáxias sem qualquer ordem aparente. No entanto, uma investigação internacional está a demonstrar o contrário: <strong>existe uma estrutura profunda, quase invisível, que organiza o cosmos</strong>.</p><p>É neste desafio que se encontra a astrónoma Satya Gontcho A Gontcho, professora assistente na Universidade da Virgínia, que faz parte de uma <strong>equipa global que trabalha num dos levantamentos mais ambiciosos já realizados</strong>.</p><p>O projeto conta com o Dark Energy Spectroscopic Instrument (DESI), um instrumento instalado no observatório de Kitt Peak, no Arizona, que já conseguiu construir <strong>o maior mapa tridimensional do universo criado pela humanidade</strong>.</p><h2>Como se constrói um mapa do cosmos</h2><p>O trabalho não é pouca coisa: os cientistas <strong>analisaram a posição de 46 milhões de galáxias e quásares, além de 19 milhões de estrelas</strong>, para reconstruir a sua localização no espaço.</p><div class="texto-destacado">O segredo está em acrescentar uma dimensão que normalmente não vemos: <strong>a distância</strong>. A partir de medições extremamente precisas, os investigadores conseguem localizar cada galáxia em relação às outras, criando assim uma <strong>imagem tridimensional do universo observável</strong>. </div><p>“<strong>O resultado é como tirar uma fotografia e transformá-la num mapa 3D</strong>”, explicou Gontcho. Mas esse mapa não mostra apenas posições: revela padrões.</p><p>Longe de estarem distribuídas aleatoriamente, <strong>as galáxias seguem uma espécie de “estrutura cósmica” formada por matéria escura</strong>. Essa estrutura invisível funciona como uma rede sobre a qual se organizam os grandes sistemas do universo.</p><h2>O papel invisível da matéria e da energia escuras</h2><p>De acordo com os modelos atuais, <strong>cerca de 25 % do universo é composto por matéria escura</strong>, uma substância que não emite luz, mas exerce gravidade, <strong>mantendo as galáxias unidas</strong>.</p><p>Ainda mais desconcertante é <strong>a energia escura, que representaria aproximadamente 70% do cosmos</strong>. Ao contrário da matéria escura, o seu efeito é oposto: impulsiona a expansão do universo e faz com que as galáxias se afastem umas das outras cada vez mais rapidamente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-apuntan-a-un-universo-oculto-previo-al-big-bang-que-aun-deja-huella-en-el-espacio-1776857395223.jpg" data-image="f6sgksbd1ly3" alt="universo" title="universo"><figcaption>Existe uma estrutura profunda, quase invisível, que organiza o cosmos.</figcaption></figure><p>Gontcho descreve-o com uma analogia simples: "É como uma hormona do crescimento". <strong>Sabemos o que faz, mas não sabemos o que é realmente</strong>. Não é possível vê-la nem detetá-la diretamente; apenas se deduz a sua existência pelos seus efeitos.</p><p>Esse mistério é, precisamente, um dos principais motores do projeto DESI.</p><h2>Um esforço global e constante</h2><p>O levantamento, que inicialmente deveria durar cinco anos e depois foi prolongado para oito, implica um trabalho contínuo. <strong>Todas as noites, uma equipa decide quais as regiões do céu a observar, garantindo que o mapa seja completo e coerente</strong>.</p><p>Mais de 25 pessoas participam diariamente na operação do telescópio, enquanto, no total, <strong>o projeto reúne cerca de 700 cientistas de 70 instituições de todo o mundo</strong>. Na Universidade da Virgínia, Gontcho lidera um grupo de investigadores — entre estudantes de licenciatura, mestrado e doutoramento — responsável pela análise dos dados obtidos.</p><p>Graças a essa enorme base de dados, os cientistas podem <strong>rastrear a evolução das estruturas do universo ao longo do tempo</strong>. Ou seja, não só observam como ele é hoje, mas também como chegou a ser assim.</p><h2>Um padrão que atravessa o tempo</h2><p>Uma das descobertas mais fascinantes é que a estrutura do universo apresenta <strong>um padrão que se repete ao longo da sua história</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762245" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cientistas-descobrem-uma-estrela-tao-antiga-que-conserva-vestigios-da-primeira-luz-do-universo.html" title="Cientistas descobrem uma estrela tão antiga que conserva vestígios da primeira luz do Universo">Cientistas descobrem uma estrela tão antiga que conserva vestígios da primeira luz do Universo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cientistas-descobrem-uma-estrela-tao-antiga-que-conserva-vestigios-da-primeira-luz-do-universo.html" title="Cientistas descobrem uma estrela tão antiga que conserva vestígios da primeira luz do Universo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-descobrem-uma-estrela-tao-antiga-que-conserva-vestigios-da-primeira-luz-do-universo-1775306724544_320.jpg" alt="Cientistas descobrem uma estrela tão antiga que conserva vestígios da primeira luz do Universo"></a></article></aside><p>Gontcho compara-o a uma pintura impressionista: ao situar milhões de galáxias no espaço tridimensional, <strong>surgem formas e ligações que de outra forma não seriam visíveis</strong>.</p><p>Este padrão, gravado desde as primeiras fases do cosmos, permite <strong>estudar como o universo cresceu e se transformou em diferentes momentos da sua evolução</strong>.</p><h2>Ciência, ensino e pensamento crítico</h2><p>Para além da investigação, Gontcho também destaca o valor do ensino. Desde a sua chegada à universidade, tem promovido <strong>cursos centrados na comunicação científica</strong>, especialmente para estudantes de cursos STEM.</p><div class="texto-destacado">Para ela, compreender um conceito implica ser capaz de o explicar. E nesse processo, <strong>o pensamento crítico torna-se uma ferramenta essencial</strong>. "Não se trata apenas do que pensar, mas de como pensar", afirma. Num campo repleto de incógnitas como a cosmologia, esta capacidade é fundamental.</div><p><strong>À medida que o mapa do universo continua a expandir-se, o mesmo acontece com a lista de perguntas sem resposta</strong>. Mas cada nova galáxia localizada nessa teia invisível aproxima a ciência um pouco mais de desvendar o maior dos enigmas: de que é feito, realmente, o universo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cientistas-apontam-para-um-universo-oculto-anterior-ao-big-bang-que-ainda-deixa-vestigios-no-espaco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O Universo num único mapa: é assim que se pode ver o espaço e o tempo comprimidos no diagrama de Penrose]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-universo-num-unico-mapa-e-assim-que-se-pode-ver-o-espaco-e-o-tempo-comprimidos-no-diagrama-de-penrose.html</link><pubDate>Thu, 23 Apr 2026 10:09:23 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Imagine poder observar a imensidão do cosmos, desde o seu nascimento até ao seu fim, numa única página. É isso que consegue o fascinante diagrama criado por Roger Penrose.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-universo-en-un-solo-mapa-asi-puedes-ver-el-espacio-y-el-tiempo-comprimidos-en-el-diagrama-de-penrose-1776445114620.jpg" data-image="t5hfs3e6m7qj"><figcaption>Desde o seu início, a Relatividade Especial tem proporcionado muitos resultados matemáticos que nos ajudam a compreender o Universo.</figcaption></figure><p>De acordo com a Relatividade Geral, o Espaço e o tempo formam uma estrutura infinita impossível de representar facilmente numa tela finita sem perder as suas propriedades essenciais e valiosas. Para compreender (e explicar) isto, os cientistas teriam um grande desafio pela frente.</p><p>Para resolver o problema, <strong>Roger Penrose</strong> concebeu uma solução <strong>utilizando a matemática que representou num diagrama a forma de um mapa distorcido</strong>, onde as bordas representam o infinito, permitindo observar simultaneamente qualquer evento cósmico, independentemente da distância a que o observador se encontre.</p><div class="texto-destacado">A principal qualidade deste esquema é a sua natureza conforme, ou seja, embora as distâncias globais estejam encurtadas para caberem no papel, os ângulos locais mantêm-se completamente intactos, conservando assim as regras fundamentais que regem a causalidade física.</div><p>Graças a esta preservação geométrica, <strong>a luz viaja sempre traçando linhas diagonais exatas com uma inclinação de 45 graus</strong>. Qualquer objeto material, por ser mais lento que a luz, deverá mover-se obrigatoriamente em trajetórias mais verticais dentro do gráfico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-universo-en-un-solo-mapa-asi-puedes-ver-el-espacio-y-el-tiempo-comprimidos-en-el-diagrama-de-penrose-1776460133490.png" data-image="hydpi73qfhki"><figcaption>Diagrama de Penrose de um universo infinito de Minkowski, eixo horizontal u, eixo vertical v. CC.</figcaption></figure><p>Desta forma engenhosa, podemos descobrir facilmente se dois acontecimentos estão ligados no Universo. Basta verificar se conseguimos traçar um caminho entre ambos sem ultrapassar essa inclinação luminosa rigorosa, o que nos permitirá revelar visualmente os segredos mais profundos do espaço-tempo.</p><h2>Buracos negros e a geometria do Espaço-Tempo</h2><p>Ao aplicar este modelo para estudar buracos negros, a representação gráfica torna-se verdadeiramente fascinante. No diagrama de Penrose, <strong>um buraco negro não é simplesmente uma esfera escura</strong>, mas sim uma região que fica completamente desligada do futuro do Universo observável.</p><p>O limite exato é comumente conhecido como horizonte de eventos. Visualmente, esta barreira intransponível é sempre representada como uma linha inclinada a 45 graus, indicando que se trata de um limite formado por raios luminosos eternamente aprisionados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-universo-en-un-solo-mapa-asi-puedes-ver-el-espacio-y-el-tiempo-comprimidos-en-el-diagrama-de-penrose-1776445148247.jpg" data-image="pmn0pz1vdeng"><figcaption>Geralmente, o tecido do espaço-tempo próximo de um buraco negro é representado por linhas curvas.</figcaption></figure><p>Qualquer explorador espacial que decida atravessar a linha diagonal <strong>estará irremediavelmente condenado a viajar em direção à sua destruição</strong>. De acordo com as regras fundamentais da Relatividade, uma vez dentro do horizonte, a singularidade não é um local no Espaço, mas sim um evento puramente temporal.</p><p>Uma melhor ilustração é obtida com a singularidade espaço-temporal representada como uma extensa linha horizontal na parte superior do esquema, com os raios luminosos diagonais a colidirem ali. O que demonstra que nenhuma informação aprisionada pode escapar.</p><h3>O espantoso mapa completo de um Universo eterno</h3><p>Ao explorar versões matemáticas consideravelmente mais avançadas, <strong>os físicos descobriram um espantoso modelo geométrico denominado extensão máxima</strong>. Este mapa completo revela um cenário cósmico incrível, no qual um buraco negro poderia ser totalmente eterno, existindo para sempre sem necessitar do colapso de nenhuma estrela.</p><p>A complexa representação deste modelo assume a<strong> forma de um diamante dividido em quatro vastas regiões</strong>. Além do nosso "Espaço" habitual e do interior do buraco negro, o gráfico revela a surpreendente existência hipotética de outro cosmos paralelo no extremo oposto.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="751078" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/apos-100-milhoes-de-anos-de-silencio-este-buraco-negro-volta-a-rugir-como-um-vulcao-no-espaco.html" title="Após 100 milhões de anos de silêncio, este buraco negro volta a rugir como um vulcão no espaço">Após 100 milhões de anos de silêncio, este buraco negro volta a rugir como um vulcão no espaço</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/apos-100-milhoes-de-anos-de-silencio-este-buraco-negro-volta-a-rugir-como-um-vulcao-no-espaco.html" title="Após 100 milhões de anos de silêncio, este buraco negro volta a rugir como um vulcão no espaço"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-agujero-negro-supermasivo-en-1007-3540-despierta-y-vuelve-a-rugir-1769123258579_320.png" alt="Após 100 milhões de anos de silêncio, este buraco negro volta a rugir como um vulcão no espaço"></a></article></aside><p>Curiosamente, um buraco branco inferior também emerge, ejectando matéria para o vazio. Nestes diagramas conformes, a singularidade fatal é desenhada através de linhas horizontais onduladas em ambas as extremidades do grande losango, que indicam o início e o fim do tempo.</p><p>Os horizontes de eventos que separam estes mundos são traçados graficamente por <strong>duas linhas diagonais luminosas que convergem para formar uma cruz no centro geométrico</strong>. É assim que podemos compreender, em poucas linhas, grandes estruturas como o Universo.</p><h3>Quando o tempo termina: evaporação quântica cósmica</h3><p>Finalmente, as representações bidimensionais também podem incorporar descobertas quânticas posteriores, como o <strong>efeito térmico</strong> proposto por Stephen Hawking. Onde os buracos negros não são entidades absolutamente imortais, mas emitem radiação gradualmente, perdendo massa lentamente ao longo de éons.</p><p>Para captar graficamente este evento, o desenho sofreu uma modificação estrutural: a linha superior recortada, que simboliza a singularidade infinita, termina agora abruptamente num único ponto crucial que marca o desaparecimento completo do objeto pesado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="742465" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-que-aconteceria-se-um-buraco-negro-atravessasse-o-seu-corpo-a-teoria-de-um-fisico-da-universidade-de-vanderbilt.html" title="O que aconteceria se um buraco negro atravessasse o seu corpo? A teoria de um físico da Universidade de Vanderbilt">O que aconteceria se um buraco negro atravessasse o seu corpo? A teoria de um físico da Universidade de Vanderbilt</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-que-aconteceria-se-um-buraco-negro-atravessasse-o-seu-corpo-a-teoria-de-um-fisico-da-universidade-de-vanderbilt.html" title="O que aconteceria se um buraco negro atravessasse o seu corpo? A teoria de um físico da Universidade de Vanderbilt"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/que-pasa-si-un-agujero-negro-cruza-tu-cuerpo-segun-un-fisico-de-la-universidad-de-vanderbilt-1764252487644_320.png" alt="O que aconteceria se um buraco negro atravessasse o seu corpo? A teoria de um físico da Universidade de Vanderbilt"></a></article></aside><p>Ao traçar as guias diagonais da luz ao longo deste mapa, verificamos que alguns raios luminosos entram diretamente no horizonte, atingindo fortemente o centro destrutivo interior e desaparecendo para sempre do plano causal cósmico.</p><p>Este “destino” gráfico explica porque é que a matéria perde informação ao evaporar-se quanticamente. <strong>Paremos por um momento e pensemos como simples linhas cruzadas num modesto papel 2D podem encerrar os enigmas do nosso Universo</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-universo-num-unico-mapa-e-assim-que-se-pode-ver-o-espaco-e-o-tempo-comprimidos-no-diagrama-de-penrose.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como criar uma sala de estar digna de revista: 5 plantas gigantes e dicas de design que fazem a diferença]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-criar-uma-sala-de-estar-digna-de-revista-5-plantas-gigantes-e-dicas-de-design-que-fazem-a-diferenca.html</link><pubDate>Thu, 23 Apr 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Menos vasos, mais impacto: plantas gigantes estão a surgir como aliadas essenciais para ter interiores mais elegantes e equilibrados, sem pesar o ambiente.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-lograr-un-living-de-revista-5-plantas-gigantes-y-claves-de-diseno-que-hacen-la-diferencia-1776517288341.jpg" data-image="8u5d1n01oaak" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Plantas gigantes adicionam volume, altura e um efeito visual imediato aos interiores.</figcaption></figure><p>Como diz o ditado, "menos é mais", e hoje, mais do que nunca, isto aplica-se ao design de interiores e à decoração. A <strong>tendência </strong>aponta para <strong>espaços mais simples e com personalidade: menos objetos, mais intenção</strong>.</p><p>As <strong>plantas</strong> encaixam-se perfeitamente nesta filosofia. Deixaram de ser meros elementos decorativos para ocupar um lugar de destaque, <strong>capazes de tornar um espaço mais acolhedor, equilibrado e elegante</strong>.</p><p><strong> </strong></p><p><strong>Uma planta grande funciona quase como uma escultura viva</strong>. Ela traz movimento, textura e uma ligação direta com a natureza, algo cada vez mais procurado em casas e apartamentos. <strong>Não é preciso encher o espaço com vasos</strong>: com um ou dois bem escolhidos, o efeito já é percetível.</p><p>Entre as <strong>espécies </strong>que melhor se adaptam a esse papel, algumas destacam-se tanto pelo seu apelo estético quanto pela sua <strong>adaptabilidade a ambientes internos</strong>. Veja quais são elas abaixo.</p><h2>1- Palmeira Kentia: elegância que nunca falha</h2><p>A palmeira kentia possui um perfil distinto. As suas <strong>folhas longas e arqueadas </strong>criam movimento, porém com uma estética mais leve. É uma planta que complementa sem ser dominante,<strong> ideal para espaços onde se deseja continuidade visual</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-lograr-un-living-de-revista-5-plantas-gigantes-y-claves-de-diseno-que-hacen-la-diferencia-1776517469112.jpg" data-image="9kj4p86qpe2m" alt="palmeira kentia" title="palmeira kentia"><figcaption>A palmeira kentia traz elegância e movimento sem sobrecarregar o espaço.</figcaption></figure><p>Ela<strong> adapta-se bem a ambientes internos com luminosidade média</strong>, o que é incomum para plantas desse porte, e cresce lentamente, facilitando a sua manutenção. Em cantos espaçosos ou ao lado de poltronas, adiciona um toque de verde sem sobrecarregar o ambiente.</p><h2>2- Strelitzia (ave-do-paraíso): impacto assegurado</h2><p>Se o objetivo é criar um efeito impactante, a estrelícia ou ave-do-paraíso (<em>strelitzia</em>) é imbatível. As suas <strong>grandes folhas, semelhantes às de uma palmeira</strong>, conferem <strong>um toque tropical</strong> inconfundível e preenchem o espaço com facilidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-lograr-un-living-de-revista-5-plantas-gigantes-y-claves-de-diseno-que-hacen-la-diferencia-1776517535403.jpg" data-image="k7imktgueaq4" alt="estrelícia; ave-do-paraíso" title="estrelícia; ave-do-paraíso"><figcaption>Com as suas folhas grandes e forte presença, a ave-do-paraíso (<em>strelitzia</em>) é puro impacto visual.</figcaption></figure><p>Esta planta <strong>precisa de boa luminosidade e ambientes espaçosos </strong>para realmente brilhar. Em espaços pequenos, ela pode tornar-se opressiva, mas em salas de estar amplas ou com pé-direito alto, ela torna-se um verdadeiro destaque.</p><h2>3- Pachira: volume sem complicações</h2><p>A pachira, também conhecida como árvore-do-dinheiro, combina um <strong>tronco trançado e altamente decorativo com folhas verde-brilhantes</strong>. Não é tão exigente como algumas espécies maiores, sendo uma boa opção para quem não tem muita experiência.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-lograr-un-living-de-revista-5-plantas-gigantes-y-claves-de-diseno-que-hacen-la-diferencia-1776517654871.jpg" data-image="4jcbp15wy6d0" alt="Pachira, árvore-do-dinheiro" title="Pachira, árvore-do-dinheiro"><figcaption>Escolher com intenção também se aplica às plantas: tamanho, localização e vaso fazem toda a diferença.</figcaption></figure><p>Ela <strong>tolera luminosidade média em ambientes internos e cresce de forma bastante controlada</strong>. Adiciona altura e presença sem ocupar tanto espaço lateral como outras plantas.</p><h2>4- Monstera (Costela-de-Adão): a mais versátil</h2><p>A monstera, ou costela-de-Adão, é provavelmente o símbolo mais visível desta tendência. As suas <strong>folhas grandes e finamente recortadas criam um efeito tropical </strong>imediato, sem serem exageradas.</p><p>Ela possui uma grande vantagem:<strong> adapta-se bem a ambientes internos com boa iluminação indireta </strong>e tolera certa dose de descuido nos cuidados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-lograr-un-living-de-revista-5-plantas-gigantes-y-claves-de-diseno-que-hacen-la-diferencia-1776517719263.jpg" data-image="kopaeqacclh8" alt="costela-de-adão" title="costela-de-adão"><figcaption>As suas folhas recortadas criam um efeito tropical sem sobrecarregar o ambiente.</figcaption></figure><p>Ela<strong> adapta-se muito bem a salas de estar, perto de janelas ou em cantos com pouco espaço</strong>. Cresce e expande-se com o tempo, por isso é melhor dar-lhe espaço suficiente desde o início.</p><h2>5- Ficus: estrutura e presença</h2><p>A ficus (ou figueira), nas suas diversas variedades, <strong>possui uma estética mais ordenada e arquitetónica</strong>. Pode crescer como uma pequena árvore de interior e tornar-se um excelente ponto focal. É ideal para quem procura <strong>uma planta marcante com uma forma mais definida</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-lograr-un-living-de-revista-5-plantas-gigantes-y-claves-de-diseno-que-hacen-la-diferencia-1776518012833.jpg" data-image="j9fp55fz9up9" alt="ficus" title="ficus"><figcaption>Em salas de estar espaçosas ou cantos vazios, plantas grandes funcionam como elementos-chave de decoração.</figcaption></figure><p>Ela<strong> precisa de boa luminosidade e alguma estabilidade: não gosta de mudanças repentinas</strong> de local. Uma vez que encontra o seu lugar, prospera sem grandes problemas.</p><h2>Como obter todo o potencial de uma planta grande</h2><p>Estas plantas precisam de espaço de verdade. Elas não são apenas um detalhe. O ideal é <strong>colocá-las perto de fontes de luz natural, evitar corredores e garantir que tenham bastante ventilação em redor</strong> para que possam prosperar sem obstruções.</p><p>Além do tamanho, existem outras decisões que melhoram muito o efeito. O <strong>vaso</strong>, por exemplo, não é um detalhe menor: materiais como cerâmica, cimento ou fibras naturais ajudam a integrar a planta no resto do ambiente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-lograr-un-living-de-revista-5-plantas-gigantes-y-claves-de-diseno-que-hacen-la-diferencia-1776518199784.jpg" data-image="pespa0j9au2d" alt="plantas grandes" title="plantas grandes"><figcaption>Estas plantas precisam de espaço de verdade; elas não são apenas um detalhe.</figcaption></figure><p><strong>Tons neutros — branco, cinza, terracota — tendem a funcionar melhor porque não competem com o verde</strong>. A proporção também importa: uma planta grande num vaso pequeno perde a sua presença, enquanto um vaso adequado a ancora visualmente no espaço.</p><p>Outra técnica simples e eficaz envolve a <strong>superfície do solo</strong>. <strong>Cobri-la com cobertura decorativa — casca de pinheiro, lascas de madeira ou mesmo pedras</strong> — não só melhora a humidade do solo, como também deixa o vaso visualmente mais organizado e com um acabamento mais limpo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/cinco-plantas-que-podem-crescer-na-agua-para-dar-um-toque-fresco-e-arejado-aos-seus-espacos.html" title="Cinco plantas que podem crescer na água para dar um toque fresco e arejado aos seus espaços">Cinco plantas que podem crescer na água para dar um toque fresco e arejado aos seus espaços</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/cinco-plantas-que-podem-crescer-na-agua-para-dar-um-toque-fresco-e-arejado-aos-seus-espacos.html" title="Cinco plantas que podem crescer na água para dar um toque fresco e arejado aos seus espaços"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cinco-plantas-que-pueden-crecer-en-agua-para-darle-un-toque-fresco-y-liviano-a-tus-ambientes-1774482326622_320.jpg" alt="Cinco plantas que podem crescer na água para dar um toque fresco e arejado aos seus espaços"></a></article></aside><p>Em divisões pequenas ou pouco iluminadas, adicionar um espelho por perto pode ampliar a sensação de verde e amplitude, garantindo sempre que a planta receba luz indireta e evitando o brilho intenso que poderia danificá-la.</p><p><strong>O segredo é escolher a planta certa para o ambiente</strong>. Feito isto, o espaço fica mais organizado, equilibrado e definido.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-criar-uma-sala-de-estar-digna-de-revista-5-plantas-gigantes-e-dicas-de-design-que-fazem-a-diferenca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Agricultura: Governo cria plataforma de suporte aos modos de produção biológico e produção integrada ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/agricultura-governo-cria-plataforma-de-suporte-aos-modos-de-producao-biologico-e-producao-integrada.html</link><pubDate>Thu, 23 Apr 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Em 2023, a área agrícola total em produção biológica em Portugal estava contabilizada em 860 878 hectares. O Despacho agora assinado pelo ministro da Agricultura e Mar vem esclarecer procedimentos, definir responsabilidades e, em alguns casos, operacionalizar instrumentos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/agricultura-governo-cria-plataforma-de-suporte-aos-modos-de-producao-biologico-e-producao-integrada-1776886937696.jpg" data-image="ffxb70xw7f4d" alt="Agricultura biológica" title="Agricultura biológica"><figcaption>Mais do que uma técnica agrícola, a prática da agricultura biológica é uma forma de estar mais próxima da natureza e das pessoas, também porque se baseia no respeito pelos ciclos naturais, na proteção da biodiversidade e na valorização dos recursos locais.</figcaption></figure><p>Na agricultura, o <strong>modo de produção biológica é um sistema global de gestão das explorações agrícolas</strong> e de produção de géneros alimentares que combina vários fatores em simultâneo.</p><p>Por um lado, implica a adoção das <strong>melhores práticas ambientais, um elevado nível de biodiversidade, a preservação dos recursos naturais</strong>, a aplicação de normas exigentes em matéria de bem-estar dos animais e um método de produção em sintonia com a preferência de certos consumidores por produtos obtidos utilizando substâncias e processos naturais.</p><p>Mais do que uma técnica agrícola, <strong>a prática da agricultura biológica é uma forma de estar mais próxima da natureza e das pessoas</strong>, também porque se baseia no respeito pelos ciclos naturais, na proteção da biodiversidade e na valorização dos recursos locais, promovendo ainda um equilíbrio entre o ser humano e a natureza.</p><p>Mais. Está demonstrado que este modo de produção agrícola pode desempenhar um <strong>papel importante na mitigação dos efeitos das alterações climáticas</strong> e na restauração da biodiversidade.</p><h2>O que significa ser biológico?<br></h2><p>É um facto que os <strong>produtos de origem agrícola biológica estão cada vez mais presentes nos nossos mercados e nas superfícies comerciais</strong> da chamada grande distribuição e, mesmo, nos pequenos estabelecimentos de bairro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/agricultura-governo-cria-plataforma-de-suporte-aos-modos-de-producao-biologico-e-producao-integrada-1776886817335.jpg" data-image="gszlb2ziri6a" alt="Produção biológica" title="Produção biológica"><figcaption>Em Portugal, o controlo oficial da produção biológica é regulamentado pelo Plano de Controlo em Regimes de Qualidade (Produção Biológica) – PNCP, coordenado pela Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (“DGADR”).</figcaption></figure><p>A associação ambientalista ZERO questiona, porém, sobre o que significa, na verdade, o termo biológico.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>“<strong>Será que os produtos biológicos são realmente mais saudáveis?</strong>”, pergunta a ZERO, lembrando que, “ao comprarmos produtos biológicos, o risco de nos expormos a elementos químicos é menor, mas a garantia não é total. E, para além disso, não significa que o impacto ambiental destes seja menor”. “Há duas formas de olharmos para a agricultura biológica”, diz a ZERO. “Uma delas centra-se em princípios mais abrangentes que englobam não apenas a regulação do uso de produtos químicos, mas também o impacto ambiental ou o comércio justo”.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Numa outra perspetiva, “podemos olhar a agricultura biológica como um sistema de regulamentação e certificação da aplicação de <strong>normas em matéria de bem-estar dos animais e método de produção obtida com utilização de substâncias e processos naturais</strong>”, acrescenta a associação ambientalista.</p><p>A agricultura biológica também é conhecida como “<strong>agricultura orgânica” (no Brasil e em países de língua inglesa), “agricultura ecológica</strong>” (em Espanha e na Dinamarca) ou “agricultura natural” (no Japão).</p><h2>Portugal: 860 878 ha em modo biológico</h2><p>Em 2023, a <strong>área agrícola total em produção biológica em Portugal estava contabilizada em 860 878 hectares</strong>, o que representava uma proporção de <strong>22,3% da Superfície Agrícola Utilizada</strong> (SAU) e um aumento de quatro vezes em cinco anos.</p><p>Portugal registou, aliás, um aumento da área agrícola em produção biológica para todos os grupos de culturas, com <strong>prevalência gradual em “prados e pastagens permanentes</strong>” que, em 2023, representaram 50,5% da área total em modo de produção biológica. </p><div class="texto-destacado">Confirma-se, por isso, uma <strong>tendência crescente na produção biológica em Portugal, que já se situa no grupo de países da UE com maior proporção de área agrícola neste modo de produção </strong>em 2023 (acima da média UE). Já foi, aliás, ultrapassada a meta aplicada na Estratégia Nacional para a Agricultura Biológica para 2027 (12%). E a tendência é favorável para o alcance da meta aplicada para 2030, na Estratégia do Prado ao Prato da UE (25%).</div><p>O <strong>Despacho nº 5207/2026</strong> que o ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, fez publicar esta semana determina agora a <strong>criação e operacionalização de uma plataforma digital </strong>de suporte aos modos de produção biológica e produção integrada.</p><p>O Ministério da Agricultura fala de um “<strong>reforço da partilha de informação entre entidades públicas</strong> e o controlo destes regimes” de produção agrícola: biológica e integrada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/agricultura-governo-cria-plataforma-de-suporte-aos-modos-de-producao-biologico-e-producao-integrada-1776886995389.jpg" data-image="n7v1uoruuja5" alt="Morangos" title="Morangos"><figcaption>“Será que o biológico é realmente mais saudável?”, pergunta a ZERO, lembrando que, “ao comprarmos biológico, o risco de nos expormos a elementos químicos é menor, mas a garantia não é total”.</figcaption></figure><p>São, assim, disposições e <strong>diretrizes específicas no quadro da ação governativa e que careciam de publicação</strong> em Diário da República, para serem formalizadas, tornando públicas as decisões e orientações definidas pelas entidades competentes.</p><h2>Controlo da comercialização pela ASAE</h2><p>Em Portugal, o controlo oficial da produção biológica é regulamentado pelo <strong>Plano de Controlo em Regimes de Qualidade (Produção Biológica)</strong> – PNCP, coordenado pela Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (“DGADR”).</p><p>Este <strong>controlo incide sobre as fases de produção, preparação, distribuição, importação e colocação de produtos biológicos à disposição do consumidor</strong> final. </p><p>A verificação destas práticas cabe aos <strong>organismos de controlo reconhecidos pela DGADR</strong>, que verificam os sistemas de controlo disponíveis através de uma supervisão anual.</p><p>Numa outra vertente, o <strong>controlo da comercialização</strong> dos produtos biológicos nos vários locais de venda é assegurado pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (<strong>ASAE</strong>).</p><p>A associação <strong>ZERO alerta, contudo, para o facto dos organismos de controlo serem, “sobretudo, empresas privadas</strong> , cuja fonte de receita é advém dos produtores que controlam”. </p><p>Assim sendo, “<strong>apesar da existência de uma supervisão robusta, este possível conflito de interesses pode levar a lacunas </strong>no controle”, avisa a ZERO.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/agricultura-governo-cria-plataforma-de-suporte-aos-modos-de-producao-biologico-e-producao-integrada.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Massas de ar muito quentes na Europa: irá o verão adiantar-se em Portugal?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/massas-de-ar-muito-quentes-na-europa-ira-o-verao-adiantar-se-em-portugal.html</link><pubDate>Wed, 22 Apr 2026 15:25:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma massa de ar mais quente deverá influenciar o estado do tempo em Portugal nos próximos dias, favorecendo uma subida gradual das temperaturas. Este cenário poderá traduzir-se em valores acima do normal para a época, sobretudo no interior, onde o aquecimento será mais evidente.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa6cg8m"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa6cg8m.jpg" id="xa6cg8m"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Espera-se, nos próximos dias, uma subida progressiva das temperaturas devido à influência de uma massa de ar mais quente sobre Portugal continental, refletindo um padrão de valores acima do normal para a época. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massas-de-ar-muito-quentes-na-europa-ira-o-verao-adiantar-se-em-portugal-1776864433130.png" data-image="6jvcw5c33nqf"><figcaption>O mapa da anomalia de temperatura em altitude para sábado mostra desvios positivos generalizados sobre Portugal continental. Os tons mais intensos sobre o território traduzem um cenário de aquecimento anómalo, mais marcado no interior, contrastando com valores menos elevados junto ao litoral.</figcaption></figure><p>Os mapas de anomalia térmica em altitude evidenciam desvios positivos persistentes sobre o território, com valores que poderão atingir pontualmente valores próximos de +9 ºC em algumas regiões, confirmando a presença de ar significativamente <strong>mais quente do que o habitual para o final de abril</strong>.</p><h2>Massa de ar quente reforça subida das temperaturas</h2><p>Esta situação está associada à presença de uma crista em altitude sobre a Península Ibérica, que favorece condições de estabilidade atmosférica e subsidência. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Este enquadramento limita a entrada de massas de ar mais frias de origem atlântica e permite a entrada e persistência de ar quente sobre o território, <strong>sustentando uma subida gradual das temperaturas ao longo de vários dias</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massas-de-ar-muito-quentes-na-europa-ira-o-verao-adiantar-se-em-portugal-1776864162297.png" data-image="wiqt83nwm3dg"><figcaption>As temperaturas à superfície na tarde de sábado já refletem a influência de uma massa de ar quente, marcando o início de um episódio de aquecimento progressivo, com maior resposta térmica no interior e um litoral ainda condicionado pela proximidade atlântica.</figcaption></figure><p>A evolução prevista indica que, após um início de período com valores ainda relativamente moderados, <strong>o aquecimento se deverá tornar mais evidente a partir de sexta-feira, intensificando-se durante o fim de semana</strong>. Os mapas de temperatura a 2 metros mostram uma subida generalizada das máximas, com maior expressão no interior do Centro e Sul, onde os valores começam a aproximar-se dos 25 ºC no sábado.</p><h2>Pico térmico no início da próxima semana</h2><p><strong>No domingo, a subida deverá tornar-se mais marcada, com temperaturas a atingirem valores elevados em várias regiões do interior</strong>, em especial no Alentejo e no vale do Tejo. Este aumento deverá prolongar-se até ao início da próxima semana, altura em que se poderá atingir o pico térmico, com máximas que poderão aproximar-se ou mesmo ultrapassar localmente os 27 a 28 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massas-de-ar-muito-quentes-na-europa-ira-o-verao-adiantar-se-em-portugal-1776864142411.png" data-image="3xd2ffcpcpxt"><figcaption>A previsão de temperatura para domingo à tarde mostra uma subida generalizada dos valores em Portugal continental, com máximas mais elevadas no interior, refletindo a influência de uma massa de ar mais quente sobre a Península Ibérica.</figcaption></figure><p><strong>No litoral, o comportamento deverá ser mais moderado, com temperaturas mais contidas </strong>devido à influência marítima e à circulação de vento de oeste ou noroeste. Ainda assim, também nestas regiões se prevê uma tendência de subida, embora menos acentuada, mantendo-se um contraste térmico bem definido entre o interior e a faixa costeira.</p><h2>Descida gradual da temperatura com possível influência de uma baixa pressão</h2><p>Apesar da consistência do aquecimento, os mapas sugerem uma ligeira <strong>perda de intensidade a partir de terça-feira, com tendência para descida das temperaturas nos dias seguintes</strong>. Ainda assim, os valores deverão manter-se próximos ou acima da média em grande parte do território, depois do pico previsto para o início da semana.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765188" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-avisa-depressao-em-altitude-podera-provocar-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-entre-quinta-feira-e-sabado.html" title="Alfredo Graça avisa: depressão em altitude poderá provocar aguaceiros e trovoadas fortes entre quinta-feira e sábado">Alfredo Graça avisa: depressão em altitude poderá provocar aguaceiros e trovoadas fortes entre quinta-feira e sábado</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-avisa-depressao-em-altitude-podera-provocar-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-entre-quinta-feira-e-sabado.html" title="Alfredo Graça avisa: depressão em altitude poderá provocar aguaceiros e trovoadas fortes entre quinta-feira e sábado"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-avisa-depressao-em-altitude-podera-provocar-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-entre-quinta-feira-e-sabado-1776861508872_320.jpg" alt="Alfredo Graça avisa: depressão em altitude poderá provocar aguaceiros e trovoadas fortes entre quinta-feira e sábado"></a></article></aside><p>Tratando-se de uma previsão de médio prazo,<strong> recomenda-se o acompanhamento das próximas atualizações</strong>, devido à possibilidade de ajustamentos na intensidade e evolução deste episódio.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/massas-de-ar-muito-quentes-na-europa-ira-o-verao-adiantar-se-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Conectividade digital traz benefícios e novas preocupações ambientais]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conectividade-digital-traz-beneficios-e-novas-preocupacoes-ambientais.html</link><pubDate>Wed, 22 Apr 2026 15:25:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A internet melhora o bem-estar ao conectar pessoas e informação, mas também aumenta a preocupação com as alterações climáticas, gerando um paradoxo entre conhecimento, ansiedade e ação.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/conectividade-digital-traz-beneficios-e-novas-preocupacoes-ambientais-1776786023490.jpg" data-image="x1rqxpu7ylh5" alt="Internet" title="Internet"><figcaption>A internet constitui um fator de promoção do bem-estar e um amplificador da perceção de risco climático.</figcaption></figure><p>Há algo de paradoxal na forma como vivemos o <strong>mundo digital</strong>. Nunca estivemos tão conectados às pessoas, ideias ou causas e, ao mesmo tempo, nunca nos sentimos <strong>tão inquietos perante o futuro</strong>.</p><p>A internet, esse espaço aparentemente infinito, tornou-se simultaneamente uma <strong>fonte de bem-estar e um amplificador de preocupações</strong>, especialmente quando o tema são as alterações climáticas.</p><h2>O conforto de estar conectado</h2><p>A internet trouxe benefícios evidentes ao bem-estar humano. Permite-nos <strong>comunicar instantaneamente, aprender de forma autónoma, encontrar comunidades </strong>com interesses comuns e aceder a informação que antes estava reservada a poucos.</p><p>Este acesso democratizado ao conhecimento contribui para uma <strong>sensação de controlo e autonomia</strong>, fatores essenciais para o bem-estar psicológico.</p><div class="texto-destacado"><strong>Num mundo cada vez mais individualista, esta rede invisível cria uma sensação de pertença. </strong><br>Segundo o The Conversation</div><p>Além disso, <strong>o ambiente digital pode oferecer apoio emocional</strong>. Fóruns, redes sociais e plataformas colaborativas funcionam como espaços onde as pessoas partilham experiências, procuram ajuda e constroem sentido coletivo.</p><h2>A sobrecarga informativa</h2><p>Contudo essa mesma abundância de informação tem um custo. A internet <strong>não filtra emoções, transmite tudo, do mais inspirador ao mais alarmante, em tempo real</strong>.</p><p>No que respeita ao clima, isto traduz-se numa <strong>exposição constante a notícias sobre catástrofes naturais</strong>, previsões alarmantes e falhas políticas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="691301" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/teoria-da-internet-morta-a-internet-esta-realmente-morta-o-mundo-foi-governado-por-maquinas-ha-muito-tempo.html" title="Teoria da Internet Morta: a Internet está realmente morta? O mundo foi governado por máquinas há muito tempo?">Teoria da Internet Morta: a Internet está realmente morta? O mundo foi governado por máquinas há muito tempo?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/teoria-da-internet-morta-a-internet-esta-realmente-morta-o-mundo-foi-governado-por-maquinas-ha-muito-tempo.html" title="Teoria da Internet Morta: a Internet está realmente morta? O mundo foi governado por máquinas há muito tempo?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/dead-internet-theory-ist-das-internet-wirklich-tot-und-wird-die-welt-langst-von-maschinen-regiert-1735938500972_320.jpg" alt="Teoria da Internet Morta: a Internet está realmente morta? O mundo foi governado por máquinas há muito tempo?"></a></article></aside><p>A ciência confirma que <strong>a forma como recebemos informação influencia diretamente a nossa perceção de risco</strong>. A cobertura mediática do clima, muitas vezes centrada em consequências dramáticas, pode reforçar sentimentos de impotência e ansiedade. </p><p>Este fenómeno está associado ao que especialistas chamam de <strong><em>ecoansiedade</em></strong>, um estado de preocupação persistente face às alterações climáticas.</p><p>Não é uma patologia isolada, mas uma resposta emocional compreensível perante uma ameaça global complexa.</p><h2>Saber mais nem sempre significa agir melhor</h2><p>Existe uma ironia difícil de ignorar, quanto mais sabemos sobre o problema,<strong> mais difícil parece agir</strong>.</p><p>A internet informa-nos, mas nem sempre nos orienta. O excesso de informação, opiniões contraditórias e até desinformação<strong> pode gerar confusão</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/conectividade-digital-traz-beneficios-e-novas-preocupacoes-ambientais-1776786675739.jpg" data-image="qwu7t6qrrem0" alt="Eoansiedade" title="Eoansiedade"><figcaption>O aumento da exposição digital potencia o acesso à informação e à conexão social, mas também intensifica a preocupação com as alterações climáticas.</figcaption></figure><p>A ciência mostra que muitas pessoas reconhecem a gravidade das alterações climáticas, mas<strong> sentem que o problema é demasiado grande para ser resolvido individualmente</strong>. Esse sentimento de “não há nada a fazer” alimenta a passividade. </p><p>Assim, a internet pode criar uma <strong>ilusão de participação</strong>, partilhar um artigo, comentar uma publicação, sem que isso se traduza em mudanças concretas de comportamento.</p><h2>Emoções em conflito: entre esperança e medo</h2><p>A comunicação digital do clima tende a oscilar entre dois extremos: o <strong>catastrofismo e o otimismo tecnológico</strong>.</p><p>De um lado, imagens de destruição iminente; do outro, promessas de soluções futuras. No meio, o cidadão comum tenta encontrar o seu lugar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761643" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-alteracoes-climaticas-estao-a-tornar-os-dias-mais-longos-eis-como.html" title="As alterações climáticas estão a tornar os dias mais longos - eis como">As alterações climáticas estão a tornar os dias mais longos - eis como</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-alteracoes-climaticas-estao-a-tornar-os-dias-mais-longos-eis-como.html" title="As alterações climáticas estão a tornar os dias mais longos - eis como"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/climate-change-is-making-days-longer-here-s-how-1774612130990_320.jpeg" alt="As alterações climáticas estão a tornar os dias mais longos - eis como"></a></article></aside><p>Os especialistas defendem que <strong>a forma como comunicamos o clima deve equilibrar emoção e ação</strong>.</p><p>Mensagens demasiado negativas podem gerar resignação, enquanto narrativas mais construtivas, que mostram soluções e exemplos positivos, incentivam o envolvimento. </p><h2>Um novo equilíbrio digital</h2><p>Talvez o nosso maior desafio não seja apenas combater as alterações climáticas, mas também <strong>aprender a viver com a informação </strong>sobre elas.</p><p>Isso implica <strong>desenvolver uma relação mais crítica com o que consumimos online</strong>, ou seja, aprender a selecionar fontes, limitar a exposição a conteúdos alarmistas e procurar narrativas que inspirem ação.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conectividade-digital-traz-beneficios-e-novas-preocupacoes-ambientais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este fungo transforma os insetos em zombies. Será que consegue fazer o mesmo com os humanos?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/este-fungo-transforma-os-insetos-em-zombies-sera-que-consegue-fazer-o-mesmo-com-os-humanos.html</link><pubDate>Wed, 22 Apr 2026 14:23:48 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Apresentado na série pós-apocalíptica The Last of Us, o fungo Ophiocordyceps é, de facto, capaz de assumir o controlo do hospedeiro parasitado…</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ce-champignon-transforme-les-insectes-en-zombie-peut-il-en-faire-de-meme-avec-les-humains-cordyceps-ophiocordyceps-1776674596724.jpeg" data-image="ktty9zo3pjp1" alt="Champignon Sauterelle Insecte Zombie" title="Champignon Sauterelle Insecte Zombie"><figcaption>Este gafanhoto está coberto pelo fungo cordyceps.</figcaption></figure><p>Nas florestas tropicais, um fenómeno bem real parece saído diretamente do enredo de um filme de terror. O fungo <strong><em>Ophiocordyceps</em></strong> é capaz de infetar certos insetos, nomeadamente formigas, e de <strong>assumir o controlo do seu comportamento</strong>. Uma ideia que inspirou em grande medida <strong>a série americana de sucesso The Last of Us… </strong>mas a realidade é bem diferente.</p><h2>Capaz de assumir o controlo físico dos seus hospedeiros!</h2><p>Quando uma formiga é infetada, <strong>esporos microscópicos penetram no seu organismo</strong>. O fungo desenvolve-se então progressivamente no interior do seu corpo, <strong>até alterar o seu comportamento de forma muito precisa</strong>. Aparentemente errático, o comportamento do inseto explica-se facilmente.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Ophiocordyceps unilateralis es un hongo parásito que puede reprogramar a una hormiga y convertirla en un zombi. <br><br>Obliga al insecto a trepar a un lugar alto, aferrarse a una hoja o rama y luego el hongo brota hacia afuera y libera esporas para seguir propagándose. <a href="https://t.co/pYEjUHlq6X">pic.twitter.com/pYEjUHlq6X</a></p> Generación IA | ChatGPT | Inteligencia Artificial (@rondfeldt) <a href="https://twitter.com/rondfeldt/status/2039441226353484128?ref_src=twsrc%5Etfw">April 1, 2026</a></blockquote></figure><p>Em primeiro lugar, a formiga infetada <strong>abandona a sua colónia, depois trepa a uma planta </strong>e agarra-se firmemente a uma folha numa posição característica, chamada <strong>"posição da morte"</strong>. Este comportamento não é por acaso: coloca a formiga num <strong>ambiente ideal para o desenvolvimento do fungo</strong>. </p><p>Assim que a formiga morre, o fungo prossegue o seu ciclo.<strong> Consome os tecidos internos do inseto</strong> e, em seguida, faz emergir uma estrutura do seu corpo para libertar novos esporos no ar. Na realidade, os cientistas acreditam que <strong>este parasita não controla diretamente o cérebro, mas sim os músculos</strong> do seu hospedeiro através de interações bioquímicas complexas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763757" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/fungos-unicos-no-planeta-estao-esquecidos-e-em-vias-de-desaparecer-alerta-um-estudo-da-universidade-de-coimbra.html" title="Fungos únicos no planeta estão “esquecidos” e em vias de desaparecer, alerta um estudo da Universidade de Coimbra ">Fungos únicos no planeta estão “esquecidos” e em vias de desaparecer, alerta um estudo da Universidade de Coimbra </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/fungos-unicos-no-planeta-estao-esquecidos-e-em-vias-de-desaparecer-alerta-um-estudo-da-universidade-de-coimbra.html" title="Fungos únicos no planeta estão “esquecidos” e em vias de desaparecer, alerta um estudo da Universidade de Coimbra "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fungos-unicos-no-planeta-estao-esquecidos-e-em-vias-de-desaparecer-alerta-um-estudo-da-universidade-de-coimbra-1776099359838_320.jpg" alt="Fungos únicos no planeta estão “esquecidos” e em vias de desaparecer, alerta um estudo da Universidade de Coimbra "></a></article></aside><p>Por outro lado, os fungos do género <em>Ophiocordyceps</em> evoluíram juntamente com os seus hospedeiros ao longo de cerca de <strong>45 milhões de anos</strong>, desenvolvendo uma especialização extrema. <strong>Cada espécie de fungo tem como alvo uma espécie de inseto bem específica</strong>. Por exemplo, um <em>Ophiocordyceps</em> adaptado a uma formiga na Ásia n<strong>ão conseguirá infetar outra espécie noutro local do mundo</strong>.</p><p>Esta <strong>hiperespecialização é essencial</strong>: permite ao parasita manipular com precisão o comportamento do seu hospedeiro, mas <strong>também limita drasticamente o seu campo de ação! </strong>E ainda bem…</p><h2>E nós, no meio de tudo isto? </h2><p>E a espécie humana? Será que um dia <strong>este fungo perigoso para os insetos, mas inofensivo para o homem nos poderá infetar e matar lentamente?</strong> A questão fascina tanto quanto preocupa: será que um fungo deste tipo p<strong>oderia infetar um ser humano e assumir o controlo sobre ele?</strong></p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="ro" dir="ltr">Parasitic Ophiocordyceps fungus in action!<a href="https://t.co/i4BjDoj521">pic.twitter.com/i4BjDoj521</a></p> Kallen (@SlappedHam) <a href="https://twitter.com/SlappedHam/status/2001540431746621913?ref_src=twsrc%5Etfw">December 18, 2025</a></blockquote></figure><p>A resposta científica é clara: <strong>não, este cenário é hoje considerado extremamente improvável</strong>. Só é provável nos nossos ecrãs, para nos entreter. Várias razões explicam isso. Em primeiro lugar, os <em>Ophiocordyceps </em>são <strong>altamente especializados </strong>e adaptados a organismos muito diferentes dos humanos.</p><p>Em segundo lugar, o corpo humano apresenta barreiras importantes, nomeadamente a sua <strong>temperatura interna elevada</strong>, que impede este tipo de fungo de sobreviver e de se desenvolver. Por fim, mesmo uma mudança de hospedeiro entre duas espécies de formigas já é difícil. Passar de um inseto para um mamífero exigiria <strong>milhões de anos de evolução…</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761888" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-praga-invisivel-que-enfraquece-suas-plantas-de-interior-como-remove-la-das-folhas.html" title="A praga invisível que enfraquece as suas plantas de interior: como removê-la das folhas">A praga invisível que enfraquece as suas plantas de interior: como removê-la das folhas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-praga-invisivel-que-enfraquece-suas-plantas-de-interior-como-remove-la-das-folhas.html" title="A praga invisível que enfraquece as suas plantas de interior: como removê-la das folhas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/l-invisibile-infestante-che-sta-indebolendo-le-tue-piante-d-appartamento-ecco-come-eliminarlo-dalle-foglie-1773329598633_320.jpeg" alt="A praga invisível que enfraquece as suas plantas de interior: como removê-la das folhas"></a></article></aside><p>Mas atenção: <strong>isso não significa que os cogumelos sejam inofensivos para o ser humano</strong>. Algumas variedades de cogumelos podem afetar os seres humanos ou mesmo matá-los. Mas <strong>nenhuma é capaz de assumir o controlo do nosso corpo ou do nosso comportamento</strong>, como acontece com os insetos.</p><h3><em>Referências da notícia:</em></h3><p><em>Sarah Gibbens, NationalGeographic, (04/10/2025), <a href="https://www.nationalgeographic.fr/sciences/menace-ce-champignon-parasite-pourrait-il-evoluer-pour-controler-les-humains-epidemie-contagion" target="_blank">Ce champignon parasite pourrait-il évoluer pour contrôler les humains ?</a></em></p><p><em>Jennifer Lu, NationalGeographic, (14/10/2025), <a href="https://www.nationalgeographic.fr/sciences/animaux-manipulation-cordyceps-le-champignon-qui-zombifie-les-fourmis?utm_source=chatgpt.com" target="_blank">Ophiocordycep : le champignon qui zombifie les fourmis</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/este-fungo-transforma-os-insetos-em-zombies-sera-que-consegue-fazer-o-mesmo-com-os-humanos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Primeiros mapas para o feriado de 1 de maio: eis como poderá evoluir a chuva na próxima semana]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/primeiros-mapas-para-o-feriado-de-1-de-maio-eis-como-podera-evoluir-a-chuva-na-proxima-semana.html</link><pubDate>Wed, 22 Apr 2026 14:15:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A última semana de abril traz mais nuvens, humidade elevada e períodos de chuva moderada. Ainda assim, os primeiros mapas atmosféricos indicam tempo mais estável em Portugal continental para o feriado de 1 de maio.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa6c9vg"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa6c9vg.jpg" id="xa6c9vg"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O Atlântico Norte encontra-se sob um regime anticiclónico, mas uma <strong>depressão bem cavada a oeste de Portugal</strong>, que tem vindo a afetar os Açores, começa a influenciar gradualmente o continente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/primeiros-mapas-para-o-feriado-de-1-de-maio-como-podera-evoluir-a-chuva-na-proxima-semana-1776858989343.png" data-image="4oyqhtwv6dzx" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>Depressão no Atlântico a oeste de Portugal começa a influenciar o continente, aumentando a nebulosidade, a humidade e preparando a chegada da precipitação.</figcaption></figure><p>Durante esta quarta-feira (22), o tempo mantém-se ainda sem precipitação, mas com <strong>aumento progressivo da nebulosidade a partir da tarde</strong>. A madrugada de quinta-feira será marcada por <strong>humidade relativa elevada, superior a 80%</strong>, o que se traduz numa sensação de ar pesado, maior condensação e possibilidade de neblinas ou nevoeiros.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Na tarde de quinta-feira (23), poderão ocorrer <strong>períodos de chuva fraca e dispersa</strong>, sobretudo nos distritos do interior como Castelo Branco, Portalegre e Guarda. Durante a noite, a precipitação poderá estender-se a Bragança, mantendo-se fraca e pouco significativa.</p><p>O padrão mantém-se semelhante, sexta-feira (24), com <strong>precipitação residual e fraca</strong>, concentrada maioritariamente nas regiões do interior e zonas de fronteira com Espanha.</p><h2>Sábado será um dia com chuva mais organizada no interior</h2><p>No sábado, a situação evolui. A presença de um <strong>centro de baixas pressões sobre a Península Ibérica</strong> favorece o aumento da instabilidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/primeiros-mapas-para-o-feriado-de-1-de-maio-como-podera-evoluir-a-chuva-na-proxima-semana-1776859059858.png" data-image="gvfozbxvaxnu" alt="Chuva" title="Chuva"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-5772">Chuva mais organizada e de intensidade moderada afeta sobretudo o interior, associada a um centro de baixas pressões sobre a Península Ibérica.</figcaption></figure><p>A precipitação torna-se mais organizada e poderá atingir <strong>intensidade moderada</strong>. Ainda assim, o litoral continuará relativamente menos afetado. Este será, até ao momento, o dia com maior potencial para ocorrência de precipitação mais consistente. Apesar da ocorrência de chuva, as temperaturas mantêm-se <strong>amenas</strong>, com valores máximos a atingir os <strong>25 °C em grande parte das regiões do Centro e Sul</strong>, enquanto o litoral e o Norte registam valores mais contidos. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765188" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-avisa-depressao-em-altitude-podera-provocar-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-entre-quinta-feira-e-sabado.html" title="Alfredo Graça avisa: depressão em altitude poderá provocar aguaceiros e trovoadas fortes entre quinta-feira e sábado">Alfredo Graça avisa: depressão em altitude poderá provocar aguaceiros e trovoadas fortes entre quinta-feira e sábado</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-avisa-depressao-em-altitude-podera-provocar-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-entre-quinta-feira-e-sabado.html" title="Alfredo Graça avisa: depressão em altitude poderá provocar aguaceiros e trovoadas fortes entre quinta-feira e sábado"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-avisa-depressao-em-altitude-podera-provocar-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-entre-quinta-feira-e-sabado-1776861508872_320.jpg" alt="Alfredo Graça avisa: depressão em altitude poderá provocar aguaceiros e trovoadas fortes entre quinta-feira e sábado"></a></article></aside><p>No domingo, prevê-se uma melhoria do estado do tempo, com <strong>períodos de abertas</strong> e precipitação mais limitada às regiões do Norte. As temperaturas voltam a subir, com valores superiores aos registados no sábado. Em algumas sub-regiões do Centro, como o <strong>Médio Tejo e a Lezíria do Tejo</strong>, os termómetros poderão atingir os <strong>30 °C</strong>, evidenciando uma nova subida significativa.</p><h2>Próxima semana (27 a 30 de abril): nova fase instável</h2><p>A semana que antecede o feriado de 1 de maio poderá trazer uma nova fase de instabilidade. Os mapas do modelo ECMWF indicam a presença de <strong>uma massa de ar frio em altitude a partir de dia 27</strong>, visível no mapa de geopotencial a 700 hPa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/primeiros-mapas-para-o-feriado-de-1-de-maio-como-podera-evoluir-a-chuva-na-proxima-semana-1776859530393.jpg" data-image="ty1gou9jopa8" alt="Mapa geopotencial 700 hPa" title="Mapa geopotencial 700 hPa"><figcaption>Descida de ar frio em altitude favorece a instabilidade e a formação de baixas pressões, potenciando a ocorrência de precipitação.</figcaption></figure><p>Esta configuração favorece a formação de um <strong>centro de baixas pressões a noroeste da Península Ibérica</strong>, que poderá potenciar <strong>períodos de precipitação moderada</strong>, especialmente no Norte de Portugal no dia 28.</p><h2>Feriado de 1 de maio com tendência para tempo estável</h2><p>Apesar da instabilidade nos dias anteriores, os primeiros mapas para o dia <strong>1 de maio (Dia do Trabalhador)</strong> apontam para uma situação diferente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/primeiros-mapas-para-o-feriado-de-1-de-maio-como-podera-evoluir-a-chuva-na-proxima-semana-1776859674887.jpg" data-image="jrfgvnnmght6" alt="Chuva, vento, pressão" title="Chuva, vento, pressão"><figcaption>Primeiros mapas sugerem ausência de precipitação significativa em Portugal, indicando tendência para tempo mais estável no feriado.</figcaption></figure><p>Os campos de pressão, vento e precipitação sugerem <strong>ausência de chuva significativa em Portugal continental</strong>, indicando uma tendência para <strong>tempo mais estável</strong> neste feriado.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/primeiros-mapas-para-o-feriado-de-1-de-maio-eis-como-podera-evoluir-a-chuva-na-proxima-semana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Descobrem vários planetas em que é sempre noite num hemisfério, enquanto o outro vive dias eternos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/descobrem-varios-planetas-em-que-e-sempre-noite-num-hemisferio-enquanto-o-outro-vive-dias-eternos.html</link><pubDate>Wed, 22 Apr 2026 14:11:26 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O Telescópio James Webb analisa o clima extremo de dois exoplanetas rochosos e sem ar, revelando contrastes térmicos brutais que põem em causa a habitabilidade nos sistemas solares mais comuns da nossa galáxia.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-james-webb-descubre-mundos-con-dias-eternos-y-climas-extremos-1776675257011.jpg" data-image="ymexc4auc891" alt="Sistema TRAPPIST-1" title="Sistema TRAPPIST-1"><figcaption>O Telescópio James Webb mapeia os exoplanetas do sistema TRAPPIST-1: mundos com hemisférios de dia perpétuo e noites de gelo eterno. Imagem: AI recreation.</figcaption></figure><p>Investigadores da Universidade de Berna (UNIBE) e da Universidade de Genebra (UNIGE) conseguiram, com recurso à tecnologia de infravermelhos, dissecar o <strong>comportamento térmico de dois corpos celestes que orbitam a estrela TRAPPIST-1</strong>. A principal descoberta é uma dicotomia geográfica absoluta: uma metade do planeta suporta um calor abrasador enquanto a outra congela num vácuo eterno. </p><p>Este fenómeno ocorre porque a rotação destes corpos está sincronizada com a sua translação, um efeito de maré que condena um dos lados a olhar sempre para o seu sol. Sem uma camada gasosa que transporte o calor de um lado para o outro, o equilíbrio térmico é inexistente. <strong>Os dados recolhidos pelo telescópio James Webb são claros</strong>: a diferença de temperatura entre as duas zonas ultrapassa os 500 °C, o que indica claramente que não há ar para suavizar o clima.</p><h2>Clima extremo no sistema TRAPPIST-1</h2><p>Uma análise exaustiva de sessenta horas de observação confirmou que <strong>os exoplanetas do sistema TRAPPIST-1 não têm atmosfera</strong>. Na sua superfície, o meio-dia perpétuo atinge temperaturas superiores a 200 °C, enquanto o lado escuro desce a níveis gelados abaixo dos -200 °C.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">These 7 Earth-sized planets were seen by <a href="https://twitter.com/NasaSpitzer?ref_src=twsrc%5Etfw">@NASASpitzer</a> around a nearby, ultra-cool dwarf star called TRAPPIST-1: <a href="https://t.co/G9tW3cJMnV">https://t.co/G9tW3cJMnV</a> <a href="https://t.co/Z6gvaH96Tz">pic.twitter.com/Z6gvaH96Tz</a></p>— NASA (@NASA) <a href="https://twitter.com/NASA/status/834466906841239560?ref_src=twsrc%5Etfw">February 22, 2017</a></blockquote></figure><p>Esta falta de proteção gasosa <strong>deve-se provavelmente ao castigo constante das radiações e partículas emitidas pela sua estrela</strong>, uma anã vermelha que, apesar da sua pequena dimensão, submete os seus satélites a um ambiente verdadeiramente hostil.</p><h2>As faces de dois planetas semelhantes à Terra</h2><p>O significado científico desta descoberta reside na natureza dos objetos estudados. <strong>Estes exoplanetas são considerados gémeos geológicos do nosso mundo</strong> devido à sua composição sólida.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-james-webb-descubre-mundos-con-dias-eternos-y-climas-extremos-1776674591111.jpg" data-image="3fmjw8bp3ltq" alt="Sistema TRAPPIST-1" title="Sistema TRAPPIST-1"><figcaption>Mapas de temperatura calculados para quatro simulações diferentes de modelos de circulação geral (GCM), juntamente com um caso de planeta com baixo albedo e sem atmosfera. Imagem: Nature's Astronomy.</figcaption></figure><p>"O sistema TRAPPIST-1 é fascinante. <strong>Sete planetas, alguns com massas semelhantes às da Terra, orbitam a mesma estrela</strong>. Pelo menos três deles estão na zona habitável, onde as temperaturas permitiriam a existência de água líquida", explica a investigadora Emeline Bolmont, uma das principais vozes desta investigação internacional.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="760358" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-telescopio-espacial-james-webb-acaba-de-resolver-um-misterio-cosmico-que-parecia-impossivel.html" title="O Telescópio Espacial James Webb acaba de resolver um mistério cósmico que parecia impossível">O Telescópio Espacial James Webb acaba de resolver um mistério cósmico que parecia impossível</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-telescopio-espacial-james-webb-acaba-de-resolver-um-misterio-cosmico-que-parecia-impossivel.html" title="O Telescópio Espacial James Webb acaba de resolver um mistério cósmico que parecia impossível"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-telescopio-espacial-james-webb-acaba-de-resolver-un-misterio-cosmico-que-parecia-imposible-1774216092491_320.jpeg" alt="O Telescópio Espacial James Webb acaba de resolver um mistério cósmico que parecia impossível"></a></article></aside><p>Tal como a Lua nos mostra sempre o mesmo perfil, estes planetas estão ancorados à sua estrela por forças gravitacionais maciças. Isto significa que o conceito de “dia” e “noite” não depende da rotação do planeta em torno de si próprio, como acontece aqui, mas de uma posição estática. <strong>De um lado, o sol nunca se põe; do outro, as estrelas são as únicas luzes num firmamento de gelo infinito</strong>.</p><h2>Desafios da habitabilidade no sistema TRAPPIST-1</h2><p>Apesar dos resultados desanimadores sobre os planetas mais interiores, a comunidade astronómica continua otimista em relação aos mundos exteriores do sistema. A grande questão agora é saber se os mundos um pouco mais afastados, como o conhecido como planeta e, <strong>conseguiram resistir ao bombardeamento energético e manter o seu ar</strong>.</p><p>Os modelos matemáticos atuais sugerem que a distância da estrela pode ter permitido a sobrevivência de uma camada gasosa, semelhante à forma como Vénus e a Terra mantêm a sua atmosfera, enquanto Mercúrio é uma rocha nua.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/ZnU3M5C2Hcw/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=ZnU3M5C2Hcw" id="ZnU3M5C2Hcw"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A investigação prossegue ativamente, uma vez que <strong>a deteção de ar num destes mundos rochosos é o primeiro passo para a procura de sinais químicos de atividade orgânica</strong>. Enquanto o Telescópio Espacial James Webb continua a apontar os seus espelhos para a zona habitável, este estudo confirma que o caminho para compreender a nossa posição no Universo passa pela compreensão destas paisagens extremas. A ciência está a aprender que a semelhança física com a nossa casa não é de forma alguma uma garantia de que o clima seja o mesmo.</p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><em> Gillon, M., Ducrot, E., Bell, T.J. <em>et al.</em> No thick atmosphere around TRAPPIST-1 b and c from JWST thermal phase curves. <em>Nat Astron</em> (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41550-026-02806-9#citeas" target="_blank" rel="nofollow">https://doi.org/10.1038/s41550-026-02806-9</a> </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/descobrem-varios-planetas-em-que-e-sempre-noite-num-hemisferio-enquanto-o-outro-vive-dias-eternos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tapada de Mafra convida a descobrir hastes caídas de veados e gamos na floresta]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/tapada-de-mafra-convida-a-descobrir-hastes-caidas-de-veados-e-gamos-na-floresta.html</link><pubDate>Wed, 22 Apr 2026 13:10:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A queda das hastes em cervídeos ocorre uma vez por ano, na primavera. Participe nesta experiência, que acontece este sábado e é destinada a famílias e amantes da natureza.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tapada-de-mafra-convida-a-descobrir-hastes-caidas-de-veados-e-gamos-na-floresta-1776860848499.jpg" data-image="6oaxyhinot3g" alt="Cervídeos da Tapada Nacional de Mafra" title="Cervídeos da Tapada Nacional de Mafra"><figcaption>Aproveitando um ciclo natural, a Tapada Nacional promove, todas as primaveras, a Caça às Hastes para apoiar o estudo da população dos cervídeos. Foto: Tapada Nacional de Mafra</figcaption></figure><p>Há um momento discreto, praticamente invisível, que todos os anos marca o ritmo secreto das florestas. Na primavera, os <strong>cervídeos</strong> libertam as suas hastes, estruturas ósseas que crescem ao longo de meses e que, de repente, se desprendem e regressam ao chão. </p><p>Este fenómeno, raro e profundamente ligado aos ciclos naturais, inspira uma experiência singular na <strong>Tapada Nacional de Mafra</strong>. É aqui que ganha forma <strong>A Caça às Hastes</strong>, uma proposta que convida a observar a natureza como um lugar em transformação, onde cada vestígio conta uma história.</p><h2>À procura do que a floresta esconde</h2><p>Famílias e curiosos são convidados a explorar a mata em busca destas peças efémeras, deixadas entre folhas, troncos e clareiras. A atividade, marcada para a <strong>manhã deste sábado, 25 de abril</strong>, começa com um percurso em carro elétrico, atravessando caminhos florestais até às zonas mais frequentadas pelos animais.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Segue-se, depois, a caçada fora dos trilhos habituais, onde os participantes caminham por entre a vegetação, atentos a formas e sombras que possam denunciar a presença de uma haste caída. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Não se trata de uma competição frenética, mas antes de um <strong>exercício de atenção</strong>, que exige <strong>abrandar o ritmo e aguçar os sentidos</strong>. Cada descoberta surge como um pequeno triunfo, comparável a encontrar uma peça de arqueologia, intacta e carregada de significado.</p><h2>As enigmáticas funções na natureza</h2><p>Entre os habitantes mais emblemáticos da tapada destacam-se o <strong>veado-vermelho</strong>, conhecido cientificamente como <em>Cervus elaphus</em>, e o <strong>gamo</strong>, ou <em>Dama</em> <em>dama</em>. A diferença entre ambos revela-se sobretudo nas hastes. Nos veados, são longas, ramificadas e pontiagudas. Nos gamos, assumem uma forma espalmada, lembrando leques naturais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tapada-de-mafra-convida-a-descobrir-hastes-caidas-de-veados-e-gamos-na-floresta-1776860954317.jpg" data-image="2lmhc27bknw5" alt="Cervídeos na Tapada Nacional de Mafra" title="Cervídeos na Tapada Nacional de Mafra"><figcaption>A Tapada Nacional de Mafra abriga uma população de cervídeos superior a 300 gamos e cerca de 50 veados. Foto: Tapada Nacional de Mafra</figcaption></figure><p>Estas estruturas desempenham um papel essencial durante a <strong>época de acasalamento</strong>, funcionando como instrumentos de sedução e armas em disputas entre machos. </p><p>Ao contrário dos chifres de outros animais, não são permanentes. Crescem todos os anos, revestidas por um <strong>tecido aveludado </strong>que transporta nutrientes, permitindo um desenvolvimento impressionante. Em pleno crescimento, podem aumentar cerca de <strong>dois centímetros por dia</strong>, um ritmo que rivaliza com os processos biológicos mais rápidos conhecidos.</p><div class="texto-destacado">As hastes de um veado podem atingir os doze quilos, um fardo considerável que, ao ser descartado no final do ciclo, representa um alívio energético importante para enfrentar os invernos mais rigorosos. </div><p>Este crescimento acelerado tem despertado o <strong>interesse da ciência</strong>, sobretudo pela ação dos <strong>oncogenes</strong>, os mesmos que causam várias formas de cancro. Nas hastes, porém, esses mecanismos operam com uma <strong>precisão cirúrgica</strong>, crescendo e interrompendo-se sem descontrolo e na medida certa.</p><h2>Um tesouro para expandir o conhecimento</h2><p>De volta à experiência proposta pela Tapada Nacional de Mafra, cada haste encontrada deve ser entregue à organização. Este gesto, longe de ser apenas simbólico, contribui para o <strong>registo e estudo das populações locais</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="718311" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mata-da-albergaria-e-geira-romana-patrimonio-vivo-no-coracao-do-geres.html" title="Mata da Albergaria e Geira Romana: Património Vivo no 'Coração' do Gerês">Mata da Albergaria e Geira Romana: Património Vivo no "Coração" do Gerês</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mata-da-albergaria-e-geira-romana-patrimonio-vivo-no-coracao-do-geres.html" title="Mata da Albergaria e Geira Romana: Património Vivo no 'Coração' do Gerês"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mata-da-albergaria-e-geira-romana-patrimonio-vivo-no-coracao-do-geres-1751710866697_320.jpg" alt="Mata da Albergaria e Geira Romana: Património Vivo no 'Coração' do Gerês"></a></article></aside><p>Posteriormente, <strong>as peças são colocadas à venda</strong>, permitindo angariar receitas para investir na conservação da mata. Este ano, há ainda um elemento adicional que acrescenta expectativa ao evento, com o <strong>sorteio de uma haste</strong> por cada grupo de vinte participantes.</p><p>A atividade começa às dez da manhã, mas será preciso chegar às 9:45 para preparar o percurso com antecedência. O <strong>terreno irregular</strong> e a natureza do desafio tornam a experiência menos indicada para crianças com menos de quatro anos e pessoas com mobilidade condicionada. <strong>Calçado confortável, calças compridas e meias altas</strong> são recomendações essenciais para aproveitar plenamente o dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tapada-de-mafra-convida-a-descobrir-hastes-caidas-de-veados-e-gamos-na-floresta-1776861277801.jpg" data-image="751ytu1p5je0" alt="Cervídeos na Tapada Nacional de Mafra" title="Cervídeos na Tapada Nacional de Mafra"><figcaption>A Tapada Nacional de Mafra é um refúgio para a vida selvagem com mais de 800 hectares, protegidos por um muro que se estende ao longo de 20 km. Foto: Tapada Nacional de Mafra</figcaption></figure><p>Ao terminar a caminhada, vale a pena permanecer na tapada e explorar o restante ecossistema. Entre os mais de <strong>oitocentos hectares protegidos</strong>, circulam javalis, raposas, texugos e ginetos, enquanto no céu se avistam aves de rapina e, com alguma sorte, casais de açores. </p><p>Este espaço, envolvido por um muro, com mais de vinte quilómetros, preserva uma paisagem que remonta ao <strong>reinado de D. João V</strong>, quando foi criado como cenário de lazer para a corte.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="744639" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/de-pombal-para-o-mundo-uma-nova-borboleta-descoberta-na-mata-de-leiria.html" title="De Pombal para o mundo: uma nova borboleta descoberta na Mata de Leiria">De Pombal para o mundo: uma nova borboleta descoberta na Mata de Leiria</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/de-pombal-para-o-mundo-uma-nova-borboleta-descoberta-na-mata-de-leiria.html" title="De Pombal para o mundo: uma nova borboleta descoberta na Mata de Leiria"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/de-pombal-para-o-mundo-uma-nova-borboleta-descoberta-na-mata-de-leiria-1766066849929_320.jpg" alt="De Pombal para o mundo: uma nova borboleta descoberta na Mata de Leiria"></a></article></aside><p>Hoje, a Tapada Nacional de Mafra cumpre uma função diferente, sendo, na sua essência, um <strong>refúgio para a vida selvagem</strong>, onde o equilíbrio entre conservação e conhecimento permite observar espécies em estado livre e compreender os ritmos naturais que moldam este ecossistema ao longo das estações.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em>Consulte o <a href="https://tapadamafra.byblueticket.pt/Evento?IdEvento=2672" target="_blank">website</a> da Tapada Nacional de Mafra para conhecer o precário e informações adicionais da Caça às Hastes</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/tapada-de-mafra-convida-a-descobrir-hastes-caidas-de-veados-e-gamos-na-floresta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alfredo Graça avisa: depressão em altitude poderá provocar aguaceiros e trovoadas fortes entre quinta-feira e sábado]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-avisa-depressao-em-altitude-podera-provocar-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-entre-quinta-feira-e-sabado.html</link><pubDate>Wed, 22 Apr 2026 12:39:10 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Entre quinta (23) e sábado (25) um cavado polar formado a oeste da Península Ibérica poderá evoluir para uma gota fria. Deste modo, prevê-se o aumento da instabilidade, com aguaceiros e trovoadas pontualmente fortes em várias regiões de Portugal continental.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa6ca9s"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa6ca9s.jpg" id="xa6ca9s"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Durante grande parte da presente semana o estado do tempo em Portugal continental tem sido influenciado por uma vasta depressão atlântica situada a oeste da Península Ibérica. A posição e trajetória deste sistema de baixas pressões tem sido propícia a um <strong>fluxo intenso de Sul, impulsionando uma massa de ar tropical continental, carregada de poeiras do Saara, até à geografia de Portugal continental</strong>. Esta configuração traduziu-se essencialmente em temperaturas elevadas e claramente acima da média para a época do ano.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p><strong>Esta quarta-feira (22) as temperaturas já descem para valores mais dentro do normal</strong> uma vez que, com o afastamento da depressão atlântica para oeste, o ar quente e seco deixará de ser impulsionado até à nossa geografia, sendo substituído por uma massa de ar mais fresco vinda de Oeste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-avisa-depressao-em-altitude-podera-provocar-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-entre-quinta-e-sabado-1776859522460.png" data-image="kbjtv7l0cu1q"><figcaption>Entre hoje (22) e quinta-feira (23) um cavado polar irá formar-se a oeste da Península Ibérica. Ao separar-se da circulação geral, prevê-se que evolua para uma pequena depressão isolada em altitude (gota fria). As trovoadas ganharão terreno e intensidade entre sexta-feira (24) e sábado (25), embora haja incerteza quanto à evolução da depressão em altitude. Por causa da típica trajetória errática deste tipo de baixas pressões, é muito comum que os cenários de previsão sofram ajustes de última hora.</figcaption></figure><p>Entre hoje (22) e amanhã (23) prevê-se uma alteração na circulação atmosférica. <strong>A depressão afastar-se-á paulatinamente, passando a circular de forma retrógrada (de oeste para leste) sobre o Atlântico</strong>.</p><p>Entre quinta-feira (23) e sábado (25) esta configuração permitirá a formação de um <strong>cavado polar a oeste da Península Ibérica, que ao separar-se da circulação geral da atmosfera, poderá evoluir para uma pequena depressão isolada em altitude (gota fria)</strong>. Este panorama provocará um aumento da instabilidade atmosférica em várias regiões, bem como um ambiente mais fresco devido à temporária injeção de ar mais frio em altitude e aos ventos de Noroeste.</p><h2>Trovoadas poderão aumentar em frequência, intensidade e em área geográfica abrangida nos próximos dias</h2><p><strong>Para quinta-feira (23) preveem-se aguaceiros dispersos e potencialmente acompanhados de trovoada</strong>, mais prováveis no interior Norte e Centro durante a tarde e noite, podendo ser localmente fortes. <strong>Na sexta (24) a instabilidade poderá surgir logo de madrugada no interior Norte e Centro</strong>. Neste dia preveem-se aguaceiros, mais frequentes no interior Norte e Centro e Alto Alentejo, que poderão ser pontualmente fortes e acompanhados de trovoada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-avisa-depressao-em-altitude-podera-provocar-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-entre-quinta-e-sabado-1776859505406.png" data-image="g6n9oqwbjw1p"><figcaption>A precipitação convectiva (aguaceiros e trovoadas) dos próximos três dias será mais provável e frequente no interior Norte e Centro, Alentejo e metade oriental do distrito de Faro.</figcaption></figure><p><strong>Para sábado (25) os aguaceiros e as trovoadas repetem-se, sendo mais prováveis, frequentes e fortes durante a tarde nos distritos de Bragança, Vila Real, Viseu, Guarda, Castelo Branco e Portalegre</strong>, podendo alastrar-se a Évora, Beja e Sotavento Algarvio. Além das poeiras em suspensão, neste período de três dias não se exclui a possibilidade de aparecimento de fenómenos meteorológicos adversos tais como queda de granizo e rajadas fortes de vento.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765048" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-de-lama-as-poeiras-afetarao-portugal-continental-ate-sabado-25-de-abril.html" title="Previsão de chuva de lama: as poeiras afetarão Portugal continental até sábado, 25 de abril">Previsão de chuva de lama: as poeiras afetarão Portugal continental até sábado, 25 de abril</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-de-lama-as-poeiras-afetarao-portugal-continental-ate-sabado-25-de-abril.html" title="Previsão de chuva de lama: as poeiras afetarão Portugal continental até sábado, 25 de abril"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-de-lama-as-poeiras-afetarao-portugal-continental-ate-sabado-25-de-abril-1776786939308_320.png" alt="Previsão de chuva de lama: as poeiras afetarão Portugal continental até sábado, 25 de abril"></a></article></aside><p>Para <strong>domingo (26) ainda persiste uma grande incerteza na previsão</strong>, pelo que de momento não é possível avançar com detalhes mais concretos. Não obstante, os mapas começam a antecipar a possibilidade de mais aguaceiros e trovoadas surgirem durante a tarde em alguns locais do interior Norte e Centro.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-avisa-depressao-em-altitude-podera-provocar-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-entre-quinta-feira-e-sabado.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O “segredo” português a bordo da missão Artemis II]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-segredo-portugues-a-bordo-da-missao-artemis-ii.html</link><pubDate>Wed, 22 Apr 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Material português serviu como escudo térmico e ajudou a proteger astronautas na missão Artemis II à Lua. Descubra qual.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-segredo-portugues-a-bordo-da-missao-artemis-ii-1776708097403.jpg" data-image="85xsnt8fyv9x" alt="Lua" title="Lua"><figcaption>Cortiça nacional viaja até à Lua como proteção térmica na Artemis II. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Depois de dez dias no espaço, os astronautas da<strong> missão Artemis II</strong> regressaram em segurança à Terra.</p><p>Reid Wiseman (comandante), Victor Glover (piloto), Christina Koch (especialista em missões) e o astronauta da Agência Espacial Canadiana (CSA) Jeremy Hansen (especialista em missões) fizeram história, tendo chegado mais longe do que qualquer ser humano.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762766" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mais-do-que-uma-missao-o-lado-humano-da-artemis-ii.html" title="Mais do que uma missão: o lado humano da Artemis II">Mais do que uma missão: o lado humano da Artemis II</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mais-do-que-uma-missao-o-lado-humano-da-artemis-ii.html" title="Mais do que uma missão: o lado humano da Artemis II"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mais-do-que-uma-missao-o-lado-humano-da-artemis-ii-1775600093320_320.jpg" alt="Mais do que uma missão: o lado humano da Artemis II"></a></article></aside><p>A viagem, feita na nave <strong>Orion</strong>, representou a primeira vez que uma mulher e uma pessoa negra realizam uma missão lunar. Mas estas não foram as únicas surpresas. No meio dos quatro astronautas norte-americanos, encontrava-se algo bem <strong>nacional</strong>. </p><p>Sim, é isso mesmo. Na primeira viagem tripulada à volta da Lua em mais de 50 anos, que chegou ao fim na madrugada de dia<strong> 11 de abril</strong>, houve uma presença nacional. </p><div class="texto-destacado">Vinda dos sobreiros, utilizada em rolhas, sapatos e até bijuteria, a cortiça portuguesa desta vez foi mais longe. A matéria-prima foi transformada num material conhecido na indústria aeroespacial como P50.</div><p>E não foi uma estreia. É que a matéria-prima já tinha ido ao espaço a bordo da Artemis I, em 2022. Porquê? Entre as suas vantagens, estão o<strong> isolamento térmico</strong> em condições de calor extremo, a absorção de energia sob esforço mecânico, a flexibilidade para adaptação a geometrias complexas e a compatibilidade com sistemas compósitos mais avançados.</p><h2>Missão: proteger estruturas críticas</h2><p>“O papel da cortiça é, no fundo, simples, mas crítico:<strong> proteger ao sacrificar-se</strong>. À medida que as temperaturas aumentam, o material sofre uma transformação controlada, formando uma camada carbonizada que reforça a resistência térmica e protege as estruturas subjacentes”, explicou à ‘SIC’ o diretor de inovação da Amorim Cork Solutions, Eduardo Soares.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-segredo-portugues-a-bordo-da-missao-artemis-ii-1776708188841.jpg" data-image="8ctfuhueq62z" alt="Lua" title="Lua"><figcaption>Da tradição à inovação. Foto: Instagram // amorimcork</figcaption></figure><p>De forma mais simples e resumida, serve como uma espécie de escudo que protege estruturas críticas da nave das temperaturas adversas, durante o voo. <strong>Uma espécie de 'escudo' térmico</strong>.</p><p>“No setor aeroespacial, a continuidade não é assumida — é conquistada através do desempenho”, afirmou, por sua vez, o diretor-geral da Corticeira Amorim, António Rios de Amorim, numa nota partilhada no Linkedin. Na mesma, destaca que a escolha da NASA mostra a <strong>“fiabilidade” da cortiça portuguesa</strong>.</p><h2>Um grande potencial</h2><p>Segundo o mesmo comunicado, o desempenho de materiais como o P50 é possível através de um processo de engenharia altamente especializado. Depende não só de uma equipa técnica qualificada, mas também de <strong>sistemas de controlo de qualidade rigorosos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="685324" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/producao-de-cortica-em-portugal-atinge-4-5-milhoes-de-arrobas-ha-stock-suficiente-para-a-atividade-industrial-deste-ano.html" title="Produção de cortiça em Portugal atinge 4,5 milhões de arrobas. Há stock suficiente para a atividade industrial deste ano">Produção de cortiça em Portugal atinge 4,5 milhões de arrobas. Há stock suficiente para a atividade industrial deste ano</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/producao-de-cortica-em-portugal-atinge-4-5-milhoes-de-arrobas-ha-stock-suficiente-para-a-atividade-industrial-deste-ano.html" title="Produção de cortiça em Portugal atinge 4,5 milhões de arrobas. Há stock suficiente para a atividade industrial deste ano"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/producao-de-cortica-em-portugal-atinge-4-5-milhoes-de-arrobas-ha-stock-suficiente-para-a-atividade-industrial-deste-ano-1732811800599_320.jpg" alt="Produção de cortiça em Portugal atinge 4,5 milhões de arrobas. Há stock suficiente para a atividade industrial deste ano"></a></article></aside><p>“A presença contínua da cortiça neste contexto reflete uma evolução mais profunda. O futuro da engenharia de alta performance dependerá cada vez mais de materiais inspirados na natureza. E se a cortiça consegue responder num ambiente tão complexo e tecnologicamente exigente como o espaço, demonstra o seu potencial para responder a desafios em praticamente qualquer indústria”, acrescentou.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-segredo-portugues-a-bordo-da-missao-artemis-ii.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A agricultura deveria repensar a sua dependência de fertilizantes fosfatados diante das alterações climáticas?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-agricultura-deveria-repensar-sua-dependencia-de-fertilizantes-fosfatados-diante-da-mudanca-climatica.html</link><pubDate>Wed, 22 Apr 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Em França os fertilizantes fosfatados poderiam ser dispensados por várias décadas. Mas, a longo prazo, a agricultura poderá manter-se produtiva sem repensar fundamentalmente as suas práticas?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/l-agriculture-doit-elle-repenser-sa-dependance-aux-engrais-phosphates-face-au-changement-climatique-enjeux-environnementaux-1776440603062.jpeg" data-image="59kwz7lwqi6s"><figcaption>Durante séculos, os solos agrícolas forneceram naturalmente este nutriente.</figcaption></figure><p>O <strong>fósforo </strong>está por toda a parte. No seu estado puro, este elemento químico pode existir como um sólido; no entanto, em <strong>solos agrícolas</strong>, plantas ou alimentos, nunca está visivelmente presente. Ele está simplesmente<strong> dissolvido na água do solo ou quimicamente ligado a outros elementos</strong>, como cálcio, ferro ou matéria orgânica.</p><p>É essencial para todas as formas de vida: é um componente fundamental do ADN, participa na transferência de energia celular e fornece suporte estrutural às membranas celulares. <strong>Sem ele, uma semente não poderia desenvolver-se numa planta</strong>.</p><h2>Um nutriente vital... transformado em dependência agrícola</h2><p>O fósforo, um nutriente presente naturalmente no solo, tem origem na erosão das rochas. Na Europa, e particularmente em França, os solos são relativamente ricos. No entanto, a sua <strong>capacidade de nutrir as culturas</strong> depende da disponibilidade de fósforo, ou seja, da sua <strong>capacidade de ser absorvido pelas raízes das plantas</strong>.</p><p>De facto, diferentemente da água, o fósforo é relativamente imóvel: uma planta só consegue absorvê-lo numa faixa de aproximadamente um milímetro em redor das suas raízes. Esta limitação explica porque a agricultura moderna evoluiu gradualmente para o uso de fertilizantes.</p><p>O <strong>uso generalizado de fertilizantes fosfatados começou no século XX</strong>, acelerando significativamente após a Segunda Guerra Mundial. A produtividade agrícola disparou; a produção de trigo, por exemplo, triplicou desde 1961. No entanto, esta revolução também transformou profundamente os sistemas agrícolas.</p><h2>O legado de um século de agricultura intensiva</h2><p>As<strong> vastas planícies produtoras de cereais importam fertilizantes</strong>, enquanto as regiões de criação de gado acumulam dejetos animais. Este desequilíbrio leva à poluição, como é o caso da proliferação de algas verdes associada à eutrofização.</p><p>No entanto, este<strong> uso intensivo deixou um legado inesperado</strong>: hoje, aproximadamente 60% do fósforo presente nos solos franceses provém de aplicações de fertilizantes no passado.</p><p>Esta <strong>reserva oculta</strong> muda tudo. Investigações indicam que ela poderia suprir as necessidades agrícolas por quase 60 anos sem uma queda significativa na produtividade. Esta perspetiva desafia uma noção profundamente enraizada: a dependência total de fertilizantes.</p><h2>Um modelo agrícola sob pressão ambiental e sanitária</h2><p>Por trás desta dependência de fertilizantes fosfatados, escondem-se consequências de longo alcance. O <strong>s</strong><strong>eu uso contribui, em particular, para a poluição por cádmio</strong>: um metal pesado cancerígeno que se acumula no corpo humano. Em França os níveis observados em crianças são quatro vezes maiores do que os registados noutros países ocidentais.</p><p>Os impactos não param por aí.<strong> O uso massivo de fertilizantes químicos perturba os ecossistemas aquáticos, desencadeando a eutrofização</strong>: proliferação de algas que sufocam a vida marinha. Soma-se a isso o desafio climático: a indústria de fertilizantes é responsável por aproximadamente 2,4% das emissões globais de gases com efeito de estufa, impulsionadas principalmente pelo óxido nitroso, um gás com potencial de aquecimento global 265 vezes maior que o do CO₂.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762492" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/se-o-seu-terraco-estiver-orientado-para-norte-estas-sao-as-plantas-que-melhor-suportam-a-sombra.html" title="Se o seu terraço estiver orientado para norte, estas são as plantas que melhor suportam a sombra">Se o seu terraço estiver orientado para norte, estas são as plantas que melhor suportam a sombra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/se-o-seu-terraco-estiver-orientado-para-norte-estas-sao-as-plantas-que-melhor-suportam-a-sombra.html" title="Se o seu terraço estiver orientado para norte, estas são as plantas que melhor suportam a sombra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/si-tu-terraza-esta-orientada-al-norte-estas-son-las-plantas-que-mejor-soportan-la-sombra-1775041462250_320.jpeg" alt="Se o seu terraço estiver orientado para norte, estas são as plantas que melhor suportam a sombra"></a></article></aside><p>Esta dependência também levanta uma questão de soberania. <strong>Quase 80% dos fertilizantes atualmente utilizados são importados</strong>, num contexto de instabilidade geopolítica. No caso do fósforo, esta dependência é ainda mais acentuada: 70% das reservas mundiais estão concentradas em Marrocos e no Saara Ocidental.</p><h2>Rumo a uma agricultura mais autónoma e resiliente</h2><p>A curto prazo, a França tem uma margem de manobra real para<strong> reduzir o uso de fertilizantes fosfatados</strong>. No entanto, a longo prazo, as simulações chegam a uma conclusão inequívoca: sem insumos externos, a disponibilidade de fósforo diminuirá gradualmente, causando uma queda na produção que poderá atingir 30% globalmente nos próximos 100 anos.</p><p>Contudo, é necessário esclarecer um ponto que frequentemente causa confusão: <strong>eliminar os fertilizantes fosfatados não significa eliminar o fósforo</strong>. Este elemento continua a ser essencial para a vida. O verdadeiro desafio está noutro lugar: <strong>reduzir a nossa dependência de fertilizantes fosfatados químicos a favor de ciclos mais naturais e circulares</strong>.</p><p><strong>Reciclar efluentes agrícolas, regressar à agricultura mista (cultivo e pecuária), expandir o cultivo de leguminosas</strong>,<strong> fazer compostagem</strong> e até mesmo utilizar resíduos humanos, que poderiam suprir até 35% das necessidades de fertilização, representam soluções que oferecem perspetivas concretas.</p><p>Estas abordagens baseiam-se num princípio simples: devolver ao solo o que ele já fornece, em vez de importar recursos a larga escala.</p><p>Esta <strong>transição </strong>implica transformações profundas: na organização das paisagens agrícolas, nas práticas agrícolas e até mesmo nos hábitos alimentares. Produzir de forma diferente significa, acima de tudo, consumir de forma consciente.</p><h3><em>Referência da notícia</em><em><br></em></h3><p><em>Demay, J., Ringeval, B., & Pellerin, S. (2026, avril 15). <a href="https://theconversation.com/peut-on-se-passer-dengrais-phosphates-280279">Peut-on se passer d’engrais phosphatés ?</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-agricultura-deveria-repensar-sua-dependencia-de-fertilizantes-fosfatados-diante-da-mudanca-climatica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Previsão de chuva de lama: as poeiras afetarão Portugal continental até sábado, 25 de abril]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-de-lama-as-poeiras-afetarao-portugal-continental-ate-sabado-25-de-abril.html</link><pubDate>Tue, 21 Apr 2026 15:57:18 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A intrusão de poeiras do Saara persistirá durante quase toda a semana em Portugal continental. Poderá cair lama onde houver combinação destas partículas com a precipitação. Saiba as regiões onde este fenómeno será mais provável.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa680qm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa680qm.jpg" id="xa680qm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma depressão, agora situada a noroeste da Península Ibérica, está a deslocar-se de forma retrógrada (de oeste para leste) sobre o Atlântico. A posição e trajetória deste sistema de baixas pressões tem sido propícia a um <strong>forte fluxo de Sul, impulsionando uma massa de ar tropical continental</strong> até à geografia de Portugal continental.</p><p>Este ar mais quente e seco foi responsável pelas temperaturas elevadas e claramente acima da média para a época do ano nos dias de ontem (segunda-feira, 20) e hoje (terça-feira, 21). Em muitas regiões, os termómetros registaram valores de <strong>temperatura máxima a rondar os 30 ºC, com destaque para o vale do Douro, Tejo, Sado e Guadiana</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-de-lama-as-poeiras-afetarao-portugal-continental-ate-sabado-25-de-abril-1776785269429.png" data-image="ebn9e4mnmpzl"><figcaption>Previsão de Poeiras Saarianas em suspensão às 18:00 de hoje, 21 de abril.</figcaption></figure><p>A massa de ar muito quente para as datas, além de provocar anomalias térmicas positivas expressivas, tem contribuído para o transporte de poeiras saarianas até ao nosso país. <strong>Estas partículas em suspensão agravam a qualidade do ar, constituindo um cenário de risco</strong> para crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.<br></div><p>Embora o pico de concentração de poeiras esteja previsto para esta terça-feira (21), <strong>este fenómeno poderá prolongar-se até ao próximo sábado, 25 de abril</strong>, de acordo com o <strong>CAMS</strong>, modelo de referência para a Meteored. Além disto, poderá <strong>cair lama nos locais onde chover</strong>.</p><h2>Poeiras darão tréguas temporárias... mas na quinta-feira 23 voltam a intensificar</h2><p><strong>Prevê-se que na quarta-feira (22) a concentração de poeiras do Saara registe uma diminuição considerável</strong>, praticamente dissipando-se do território nacional ao início da manhã. Tal acontecerá uma vez que a já referida depressão, ao deslocar-se sobre o Atlântico para latitudes mais setentrionais, promoverá a dispersão das poeiras rumo a norte e a leste, em direção a outras regiões e países europeus. Em simultâneo, isto fará com que no nosso país o vento de Oeste se torne dominante promovendo uma entrada de ar mais fresco.</p><p>Porém, <strong>na quinta-feira 23 de abril, o cenário voltará a mudar</strong>. Não só haverá condições favoráveis ao crescimento de nuvens de desenvolvimento vertical, que tornarão mais prováveis e frequentes os aguaceiros e as trovoadas, como também se prevê que o vento sopre com dois regimes distintos: de Oeste no litoral e de Sul no interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-de-lama-as-poeiras-afetarao-portugal-continental-ate-sabado-25-de-abril-1776785969721.png" data-image="tloog4gmv8tx"><figcaption>Para quinta-feira (23) espera-se a chegada de uma nova língua de poeiras do Saara, cuja dispersão ocorrerá do interior para o litoral. Haverá uma concentração maior destas partículas nas regiões do Interior.</figcaption></figure><p>O vento Sul, mais dominante no interior de Portugal continental, estará associado também ao transporte de <strong>uma nova língua de poeiras saarianas, sendo responsável pelo reaparecimento e gradual intensificação deste fenómeno na nossa geografia</strong>. O espalhamento e aumento da concentração de poeiras ocorrerá do interior para o litoral à medida que o dia for decorrendo.</p><h2>A partir da tarde de sexta-feira, as poeiras começam a dissipar-se progressivamente</h2><p>Até ao meio-dia de sexta-feira (24) as poeiras persistirão sobre a unidade territorial do Continente, especialmente nas regiões do Interior. Porém, a partir da <strong>tarde de sexta-feira (24), espera-se que a circulação atmosférica mude novamente, modificando a dispersão das poeiras</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-de-lama-as-poeiras-afetarao-portugal-continental-ate-sabado-25-de-abril-1776785815842.png" data-image="98xxsqr57y83"><figcaption>Observa-se um cavado polar (poderá evoluir para uma gota fria) associado aos ventos de Noroeste no mapa de temperatura a 700 hPa.</figcaption></figure><p>Isto tudo porque, a mesma depressão responsável por impulsionar ar quente no início da presente semana, ao movimentar-se para latitudes mais setentrionais sobre o Atlântico Norte, irá adquirir <strong>ar mais frio (massa de ar polar marítima), canalizando-o em direção a Portugal continental (cavado polar poderá evoluir para uma pequena gota fria)</strong>.</p><p>Esta configuração sinóptica traduzir-se-á num domínio dos <strong>ventos de Noroeste</strong> sobre o nosso território, contribuindo para uma <strong>dissipação gradual das poeiras do Saara</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-de-lama-as-poeiras-afetarao-portugal-continental-ate-sabado-25-de-abril-1776785643172.png" data-image="cv41khtz3bve"><figcaption>Os aguaceiros e trovoadas de sexta-feira (24) podem vir a combinar-se com as poeiras saarianas que ainda estejam a resistir sobre a nossa geografia, dando origem ao fenómeno "chuva de lama".</figcaption></figure><p>Recorde-se que na quinta e na sexta-feira, dias 23 e 24 de abril, mas <strong>especialmente na sexta-feira (24), preveem-se aguaceiros localmente fortes e potencialmente acompanhados de trovoada</strong>, não se excluindo a possibilidade de outros fenómenos meteorológicos adversos, tais como rajadas fortes de vento.</p><p>Como referido noutras previsões, o interior Norte e Centro e o Alto Alentejo (distritos de<strong> Vila Real, Viseu, Bragança, Guarda, Castelo Branco e Portalegre</strong>) serão os potencialmente mais afetados pela precipitação convectiva, que ao combinar-se com as poeiras que ainda resistem, poderá originar <strong>“chuva de lama”</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764982" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/confirmadas-as-trovoadas-causadas-por-uma-gota-fria-entre-quinta-e-sexta-feira-vao-afetar-5-distritos.html" title="Confirmadas as trovoadas causadas por uma gota fria: entre quinta e sexta-feira vão afetar 6 distritos">Confirmadas as trovoadas causadas por uma gota fria: entre quinta e sexta-feira vão afetar 6 distritos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/confirmadas-as-trovoadas-causadas-por-uma-gota-fria-entre-quinta-e-sexta-feira-vao-afetar-5-distritos.html" title="Confirmadas as trovoadas causadas por uma gota fria: entre quinta e sexta-feira vão afetar 6 distritos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/confirmadas-as-trovoadas-causadas-por-uma-gota-fria-entre-quinta-e-sexta-feira-vao-afetar-5-distritos-1776776720907_320.jpg" alt="Confirmadas as trovoadas causadas por uma gota fria: entre quinta e sexta-feira vão afetar 6 distritos"></a></article></aside><p>Por fim, para<strong> sábado (25), já só deverá persistir uma fina camada de partículas em suspensão</strong>, dado que o vento do quadrante Norte poderá tornar-se dominante, “limpando” de forma quase total as poeiras saarianas da atmosfera sobre a nossa geografia.</p><p>Deste modo, embora no dia 25 de abril ainda existam algumas partículas em suspensão, <strong>a probabilidade de “chuva de lama” será muito reduzida</strong> já que não se prevê precipitação significativa e a hipótese de se combinar com poeiras será substancialmente menor.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-de-lama-as-poeiras-afetarao-portugal-continental-ate-sabado-25-de-abril.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mais de 80 alunos vão lançar microssatélites nos céus de Ponte de Sor]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mais-de-80-alunos-vao-lancar-microssatelites-nos-ceus-de-ponte-de-sor.html</link><pubDate>Tue, 21 Apr 2026 14:55:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Estudantes do ensino secundário vão lançar dezenas de aparelhos espaciais durante o evento CanSat a realizar entre esta quarta-feira e domingo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mais-de-80-alunos-vao-lancar-microssatelites-nos-ceus-de-ponte-de-sor-1776778416722.jpg" data-image="t9knef87z075" alt="CanSat do Reino Unido" title="CanSat do Reino Unido"><figcaption>O CanSat desafia, todos os anos, alunos do ensino secundário a desenvolver, montar e lançar um microssatélite do tamanho de uma lata de refigerante. Foto: UK Can Sat</figcaption></figure><p>Dezenas de microsatélites vão sobrevoar, entre esta <strong>quarta-feira, dia 22, e domingo, dia 26</strong>, os céus do <strong>Aeródromo</strong> <strong>Municipal de Ponte de Sor</strong>, no distrito de Portalegre. São aparelhos tão pequenos quanto latas de refrigerantes, mas eficientes quanto os modelos mais convencionais. Estes dispositivos, em especial, estão preparados para recolher dados sobre a temperatura atmosférica e as condições do solo.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Quem os construiu foram cerca de 80 alunos de escolas secundárias de todo o país. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Desafiados pela European Space Education Resource Office (ESERO Portugal), em colaboração com a Ciência Viva e a Agência Espacial Europeia (ESA), os estudantes projetaram, desenvolveram e montaram, ao longo do ano escolar, todos os <strong>equipamentos</strong> e <strong>infraestruturas</strong> necessários ao sucesso da operação. </p><p>O projeto, no final, resulta num <strong>modelo funcional de um microssatélite</strong>, com um paraquedas e ainda com uma estação terrestre para receber os dados enviados por telemetria.</p><h2>Missões científicas com trunfos da tecnologia espacial</h2><p>Os dispositivos irão agora medir a temperatura do ar e a pressão atmosférica em operações integralmente desenvolvidas e executadas por equipas de estudantes. O lançamento irá decorrer durante o <strong>CanSat Portugal 2026</strong> – projeto educativo que visa aproximar o público estudantil do universo da ciência e da tecnologia espacial.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mais-de-80-alunos-vao-lancar-microssatelites-nos-ceus-de-ponte-de-sor-1776778503949.jpg" data-image="u49joruofanq" alt="alunos portugueses participam no CanSat" title="alunos portugueses participam no CanSat"><figcaption>A missão experimental promove a aprendizagem baseada na resolução de problemas. Foto: Município de Ponte de Sor</figcaption></figure><p>Avaliar a <strong>vegetação</strong>, medindo o teor de clorofila das plantas, usar um <strong>algoritmo de inteligência artificial</strong> para reconhecer as condições de humidade de um terreno ou para detetar e calcular o <strong>índice de probabilidade de fogo</strong>, ativando alertas visuais e sonoros são alguns exemplos de missões científicas na edição deste ano.</p><h2>O desafio de trabalhar em equipa num cenário quase real de operação</h2><p>A Missão CanSat Portugal foi inaugurada em 2014, com o objetivo específico de desenvolver as aptidões dos estudantes para trabalharem em equipa num ambiente que reproduz um cenário real de operação, demonstrando a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos ao longo do seu percurso escolar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="739589" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-desafios-do-clima-espacial-para-satelites-de-observacao-da-terra.html" title="Os desafios do clima espacial para satélites de observação da Terra">Os desafios do clima espacial para satélites de observação da Terra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-desafios-do-clima-espacial-para-satelites-de-observacao-da-terra.html" title="Os desafios do clima espacial para satélites de observação da Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-desafios-do-clima-espacial-para-satelites-de-observacao-da-terra-1763219503092_320.png" alt="Os desafios do clima espacial para satélites de observação da Terra"></a></article></aside><p>A nível pedagógico, esta missão experimental ambiciona promover uma <strong>aprendizagem baseada na resolução de problemas</strong>. Cada estudante deve demonstrar, por isso, capacidade de trabalhar em equipa, utilizando os recursos disponíveis numa mesa de trabalho.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O desafio do CanSat passa essencialmente por desenvolver um modelo funcional de um microsatélite, em que todos os sistemas são integrados no volume de uma lata de refrigerante.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O módulo terá de cumprir todos os <strong>requisitos exigidos no regulamento do concurso </strong>– assumir a forma de cilindro com 115 mm de altura e 66 mm de diâmetro e uma massa de 350 gramas.</p><h2>O lançamento e a aterragem milimetricamente planeados</h2><p>O aparelho é lançado por um <strong>foguetão</strong> até uma <strong>altitude de mil metros</strong> para que, durante a descida, seja possível realizar uma experiência científica, captar os sinais emitidos (telemetria) e garantir uma aterragem segura.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mais-de-80-alunos-vao-lancar-microssatelites-nos-ceus-de-ponte-de-sor-1776778643764.jpg" data-image="us4r19jm58or" alt="CanSat nos Açores" title="CanSat nos Açores"><figcaption>O CanSat reúne anualmente dezenas de alunos em municípios portugueses para planear e executar uma missão real, com o desenvolvimento e o lançamento de microssatélites. Foto: Ciência Viva</figcaption></figure><p>Os módulos CanSat projetados pelos alunos estão, por isso, devidamente equipados com sistemas que permitem a sua <strong>recuperação em bom estado</strong> de funcionamento, com aterragem num ponto previamente definido. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Embora o método mais usual seja o do paraquedas, as equipas podem utilizar outras abordagens, como a descida em voo planado com Asa Delta, Lifting Body, entre outras opções que demonstrem as suas capacidades de engenho e de criatividade para apresentar soluções inovadoras e surpreendentes.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Durante a descida, após a separação do foguetão de lançamento, o CanSat deverá emitir <strong>dados por telemetria</strong> para uma estação recetora no solo, cuja conceção e construção são igualmente da responsabilidade dos alunos.</p><h2>O grande show dos foguetões e a última etapa do concurso</h2><p>O lançamento final dos rockets ou foguetões está previsto para amanhã, dia 24,<strong> entre as 09h00 e as 12h30</strong>. Na última jornada do concurso, no dia 26, a partir das 10h00, vai realizar-se uma mesa-redonda sobre carreiras no setor aeroespacial em Portugal, antecedendo a cerimónia de entrega de prémios, pelas 11h00. A equipa vencedora será convidada pela ESA a participar no “Space Engineer for a Day”, nos Países Baixos, de 17 a 19 de junho.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em><a href="https://www.esero.pt/projetos-escolares/2025-2026/cansatpt" target="_blank">O CanSat Portugal está de volta para a 13.ª edição!</a> European Space Education Resource Office (ESERO Portugal)</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mais-de-80-alunos-vao-lancar-microssatelites-nos-ceus-de-ponte-de-sor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temperaturas até 28 °C: o calor em Portugal deverá avançar para norte esta quinta-feira 23]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-ate-28-c-o-calor-em-portugal-devera-avancar-para-norte-esta-quinta-feira.html</link><pubDate>Tue, 21 Apr 2026 13:29:35 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após dias de calor, Portugal continental enfrenta uma semana de fortes oscilações térmicas, com descidas acentuadas, poeiras do Saara e nova subida das temperaturas até ao fim de semana.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa67d58"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa67d58.jpg" id="xa67d58"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O dia de terça-feira fica marcado por temperaturas ainda relativamente elevadas, apesar de um ligeiro decréscimo face aos dias anteriores. Ainda assim, o ambiente será <strong>abafado</strong>, com máximas entre os 23 °C e os 26 °C em grande parte do território.</p><p>A nebulosidade será frequente, limitando a radiação solar direta, mas sem impedir a sensação de calor. A partir da tarde, destaca-se a <strong>entrada de poeiras provenientes do Norte de África</strong>, visível no aumento da concentração de partículas na atmosfera.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-ate-28-c-o-calor-em-portugal-devera-avancar-para-norte-esta-quinta-feira-1776775663162.png" data-image="5tn074elffkg" alt="Concentração de partículas" title="Concentração de partículas"><figcaption>Elevada concentração de poeiras do Saara a atingir Portugal pela costa ocidental, contribuindo para um ambiente turvo e quente.</figcaption></figure><p>Estas poeiras contribuem para uma atmosfera mais turva e podem reforçar a sensação térmica, ao absorverem radiação e aquecerem a massa de ar.</p><p>Na quarta-feira, verifica-se uma <strong>descida significativa das temperaturas máximas</strong>, com valores que já não deverão ultrapassar os 25 °C em Portugal continental. Apesar desta descida, o tempo mantém-se relativamente ameno para a época, sem entrada de ar frio intenso. </p><h2>Quinta-feira (23): grande amplitude térmica e calor no interior Norte</h2><p>A quinta-feira começa com uma <strong>descida das temperaturas mínimas</strong>, sobretudo no interior Norte, com valores próximos dos <strong>8 °C</strong> em distritos como Bragança e Braga.</p><p>No entanto, ao longo do dia, verifica-se uma <strong>recuperação térmica significativa.</strong> Este contraste entre temperaturas mínimas e máximas define o conceito de <strong>amplitude térmica</strong>, ou seja, a diferença entre a temperatura mínima e máxima registadas no mesmo dia, que será elevada neste cenário. O calor será mais evidente no <strong>interior Norte</strong>, especialmente no<strong> Douro e em Trás-os-Montes, onde os valores poderão atingir os 29 °C</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-ate-28-c-o-calor-em-portugal-devera-avancar-para-norte-esta-quinta-feira-1776775544359.png" data-image="uwt10or5mpix" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Recuperação térmica significativa durante o dia, com temperaturas até 29 °C no interior Norte e litoral mais fresco.</figcaption></figure><p>Em contraste, o litoral manter-se-á mais fresco, com temperaturas entre os 16 °C e os 19 °C. No Centro, destaca-se o distrito de Castelo Branco, com máximas próximas dos 25 °C.</p><h2>Sexta-feira e sábado haverá entrada de ar mais frio no continente</h2><p>A partir de sexta-feira à tarde, a circulação atmosférica altera-se novamente. Um ciclone localizado no Atlântico Norte irá influenciar a Península Ibérica, canalizando <strong>ar mais frio de origem polar</strong> em direção ao continente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-ate-28-c-o-calor-em-portugal-devera-avancar-para-norte-esta-quinta-feira-1776775422097.png" data-image="hwdzbjdvip8s" alt="Temperatura 700hPa" title="Temperatura 700hPa"><figcaption>Ciclone no Atlântico Norte direciona ar mais frio para a Península Ibérica, promovendo descida das temperaturas.</figcaption></figure><p>Este cenário deverá traduzir-se numa <strong>descida das temperaturas</strong>, especialmente durante a noite de sexta-feira e ao longo de sábado, com um ambiente mais fresco.</p><h2>Domingo com a possibilidade do regresso do calor</h2><p>No domingo, esta massa de ar mais frio perde influência, permitindo um <strong>novo aumento das temperaturas</strong>. As previsões apontam para valores novamente elevados em várias regiões do país, particularmente no centro e sul.</p><p>Ainda assim, a circulação atmosférica mantém-se bastante dinâmica, pelo que existe alguma incerteza associada à intensidade deste aquecimento. Ao longo desta semana, Portugal será afetado por uma <strong>forte oscilação térmica</strong>, com períodos de calor, descidas acentuadas e nova subida no domingo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764966" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-adverso-nos-acores-aproximam-se-chuva-vento-e-agitacao-maritima-ipma-ja-emitiu-aviso-amarelo.html" title="Tempo adverso nos Açores: aproximam-se chuva, vento e agitação marítima; IPMA já emitiu aviso amarelo">Tempo adverso nos Açores: aproximam-se chuva, vento e agitação marítima; IPMA já emitiu aviso amarelo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-adverso-nos-acores-aproximam-se-chuva-vento-e-agitacao-maritima-ipma-ja-emitiu-aviso-amarelo.html" title="Tempo adverso nos Açores: aproximam-se chuva, vento e agitação marítima; IPMA já emitiu aviso amarelo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-adverso-nos-acores-aproximam-se-chuva-vento-e-agitacao-maritima-ipma-ja-emitiu-aviso-amarelo-1776770554311_320.jpg" alt="Tempo adverso nos Açores: aproximam-se chuva, vento e agitação marítima; IPMA já emitiu aviso amarelo"></a></article></aside><p>Apesar do foco nas temperaturas, este padrão atmosférico dinâmico estará também associado à presença de outras variáveis meteorológicas, como <strong>chuva e trovoadas</strong>, sobretudo nos períodos de transição entre massas de ar durante esta semana.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-ate-28-c-o-calor-em-portugal-devera-avancar-para-norte-esta-quinta-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Confirmadas as trovoadas causadas por uma gota fria: entre quinta e sexta-feira vão afetar 6 distritos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/confirmadas-as-trovoadas-causadas-por-uma-gota-fria-entre-quinta-e-sexta-feira-vao-afetar-5-distritos.html</link><pubDate>Tue, 21 Apr 2026 13:05:41 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após o calor do início da semana, a partir de quinta-feira (23) uma pequena gota fria poderá aproximar-se e afetar Portugal continental, deixando pelo caminho aguaceiros, trovoadas e outros fenómenos adversos em várias regiões.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa675d4"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa675d4.jpg" id="xa675d4"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como referido anteriormente pela Meteored Portugal, a deslocação de uma depressão sobre o Atlântico em paralelo à faixa costeira ocidental de Portugal continental está a<strong> impulsionar uma massa de ar muito quente para estas datas</strong>, embora a partir de amanhã, quarta-feira (22), já esteja prevista uma descida térmica rumo a valores mais próximos do normal.</p><p>De acordo com o modelo europeu, esta configuração sinóptica gerará um <strong>fluxo forte do quadrante Sul que arrastará poeiras saarianas</strong> até à nossa geografia, pelo que onde chover nas próximas horas e dias, poderá cair lama.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>A partir de quinta-feira (23) prevê-se a possibilidade de desenvolvimento de uma <strong>pequena depressão isolada em altitude</strong> (também conhecida como <strong>gota fria</strong>) no interior de um vale depressionário que surgirá nas imediações de Portugal continental. <strong>As trovoadas tornar-se-ão mais generalizadas e fortes, embora exista incerteza</strong> quanto à evolução da depressão isolada em altitude.</p><h2>Uma pequena gota fria poderá aproximar-se de Portugal na reta final da semana</h2><p><strong>Tanto hoje - terça-feira (21) - como na quinta-feira (23)</strong> o aquecimento diurno, a passagem de pequenas ondas em altitude e a convergência do vento de superfície serão ingredientes propícios ao crescimento de nuvens convectivas, especialmente nas zonas interiores do Norte e Centro, podendo por vezes surgir no Alentejo e Ribatejo. Isto poderá resultar em <strong>aguaceiros dispersos e acompanhados de trovoada, embora podendo ser localmente intensos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/confirmadas-as-trovoadas-causadas-por-uma-gota-fria-entre-quinta-e-sexta-feira-vao-afetar-5-distritos-1776776510248.png" data-image="uzp84sb7mifo"><figcaption>Aqui na Meteored Portugal relembramos que este tipo de baixas são comuns na primavera. Mesmo que a gota fria não se chegue a desprender e isolar da circulação geral, a provável chegada do vale depressionário - visível neste mapa do vento a 300 hPa - já seria suficiente para desencadear o crescimento de trovoadas fortes na reta final da semana, especialmente na sexta-feira, 24 de abril.</figcaption></figure><p>Na quarta-feira (22) poderá persistir chuva fraca até ao meio da manhã, uma massa de ar mais fresco vinda de Oeste fará descer as temperaturas e em geral será um dia mais estável, não estando previstas trovoadas para este dia.</p><p>As alterações mais significativas chegarão na reta final da semana, caso o atual cenário se mantenha. O já mencionado vale depressionário poderá situar-se a oeste da Península Ibérica, permanecendo nas redondezas durante os dias seguintes. De momento, <strong>o modelo Europeu prevê a possibilidade de desenvolvimento de uma pequena depressão isolada em altitude (gota fria)</strong>, o que aumentaria a instabilidade na sua área de influência.</p><h2>É para sexta-feira, 24 de abril, que se preveem trovoadas mais frequentes, fortes e generalizadas</h2><p>De acordo com os mapas de referência da Meteored, <strong>o dia mais adverso da atividade elétrica será mesmo na sexta-feira (24)</strong>. Prevê-se que os aguaceiros e trovoadas possam surgir <strong>logo de madrugada</strong> (possivelmente nos distritos de Castelo Branco e Portalegre), podendo repetir-se durante a manhã em locais do interior Centro/Centro-norte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/confirmadas-as-trovoadas-causadas-por-uma-gota-fria-entre-quinta-e-sexta-feira-vao-afetar-5-distritos-1776776540606.png" data-image="8kls43qhs5ql"><figcaption>Previsão da possível localização de trovoadas para sexta-feira, 24 de abril às 15:00 indica uma maior atividade elétrica em zonas do interior Norte, Centro e Alto Alentejo.</figcaption></figure><p><strong>À tarde</strong>, prevê-se que a instabilidade se agrave, com os<strong> aguaceiros e as trovoadas a tornarem-se mais fortes e frequentes</strong> e a expandirem-se pela nossa geografia, abrangendo vários distritos do país, tais como <strong>Vila Real, Viseu, Bragança, Guarda, Castelo Branco e Portalegre</strong>.</p><p>A precipitação convectiva (aguaceiros e trovoadas) poderá ser localmente intensa e por vezes sob a forma de <strong>granizo</strong>, podendo ser acompanhada de fenómenos adversos como <strong>rajadas fortes de vento</strong>. Também não se exclui a possibilidade de <strong>chuva de lama devido à presença de poeiras do Saara</strong>.</p><p>Não se descarta a hipótese da precipitação convectiva surgir de forma mais dispersa e pontual noutros distritos do Norte e Centro, <strong>embora os 6 acima referidos surjam entre os mais prováveis</strong>. Ainda assim, é preciso ter em conta que <strong>esta previsão poderá sofrer ajustes de última hora</strong>.</p><h2>Instabilidade poderá diminuir no sábado e incerteza aumenta para os dias seguintes </h2><p>Com o alargamento do horizonte temporal da previsão, a incerteza no estado do tempo para o fim de semana aumenta substancialmente, sobretudo numa estação tão dinâmica e irregular como a primavera.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764966" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-adverso-nos-acores-aproximam-se-chuva-vento-e-agitacao-maritima-ipma-ja-emitiu-aviso-amarelo.html" title="Tempo adverso nos Açores: aproximam-se chuva, vento e agitação marítima; IPMA já emitiu aviso amarelo">Tempo adverso nos Açores: aproximam-se chuva, vento e agitação marítima; IPMA já emitiu aviso amarelo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-adverso-nos-acores-aproximam-se-chuva-vento-e-agitacao-maritima-ipma-ja-emitiu-aviso-amarelo.html" title="Tempo adverso nos Açores: aproximam-se chuva, vento e agitação marítima; IPMA já emitiu aviso amarelo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-adverso-nos-acores-aproximam-se-chuva-vento-e-agitacao-maritima-ipma-ja-emitiu-aviso-amarelo-1776770554311_320.jpg" alt="Tempo adverso nos Açores: aproximam-se chuva, vento e agitação marítima; IPMA já emitiu aviso amarelo"></a></article></aside><p>No sábado (25) a atividade elétrica poderá diminuir substantivamente em intensidade e área geográfica abrangida. <strong>Os mapas antecipam que a instabilidade ficaria restringida ao Nordeste Transmontano</strong> e pouco mais. Para domingo (26) tudo indica que a estabilidade imperará, embora não se exclua a possibilidade de <strong>aguaceiros fracos e dispersos por locais das Regiões Norte e Centro</strong>, ainda sem trovoadas em perspetiva.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/confirmadas-as-trovoadas-causadas-por-uma-gota-fria-entre-quinta-e-sexta-feira-vao-afetar-5-distritos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O Met Office acabou de ensinar a IA a analisar dados meteorológicos e a elaborar a previsão marítima]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-met-office-acabou-de-ensinar-a-ia-a-analisar-dados-meteorologicos-e-a-elaborar-a-previsao-maritima.html</link><pubDate>Tue, 21 Apr 2026 12:53:57 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O Met Office produz cerca de 300 produtos meteorológicos baseados em texto, todos elaborados por meteorologistas humanos. Atualmente, está a ser testada a possibilidade de a inteligência artificial fazer algum desse trabalho pesado, mas será que consegue replicar o trabalho?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/the-met-office-just-taught-ai-to-watch-weather-data-and-write-the-shipping-forecast-1776362577276.jpg" data-image="iusvi1lnqunv" alt="Experimental AI systems have begun transforming raw meteorological data into structured forecasts, reshaping how complex weather information has been processed and communicated." title="Experimental AI systems have begun transforming raw meteorological data into structured forecasts, reshaping how complex weather information has been processed and communicated."> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-525443">Os sistemas experimentais de IA do Met Office começaram a transformar dados meteorológicos em bruto em previsões estruturadas, reformulando a forma como são processadas informações meteorológicas complexas.</figcaption></figure><p>A função de um meteorologista é interpretar enormes quantidades de dados atmosféricos e oceânicos, ponderar o que é importante e transformá-los em algo que o público ou os marinheiros possam efetivamente utilizar. <strong>O Met Office faz isso quase 300 vezes</strong> através dos seus vários produtos e serviços baseados em texto.</p><p>Por isso, a questão de saber <strong>se a IA poderia assumir parte desse trabalho pesado</strong> acabaria sempre por surgir.</p><p>Um projeto recentemente concluído entre o Met Office e a Amazon Web Services tem vindo a explorar exatamente isso - utilizando a IA generativa para <strong>extrair informações de dados brutos de modelos meteorológicos e escrevê-las em inglês simples</strong>. Escolheram o Shipping Forecast (previsão náutica/marítima) como caso de teste, em parte devido ao seu formato rigoroso e também porque se baseia em várias fontes de dados, o que o torna um bom teste de esforço.</p><h2>Ensinar um modelo a ver o tempo</h2><p>A parte que se destaca é a forma como a IA processa os dados. Em vez de lhe dar filas de números, a equipa codificou um dia inteiro de informação de previsão horária como vídeo e passou-o pelo Nova Foundation Model da Amazon, que combina <strong>visão computacional com processamento de linguagem natural</strong>.</p><p>“Essencialmente, usando uma combinação de resultados de modelos atmosféricos e oceânicos existentes - bem como um arquivo de boletins textuais da área marítima gerados e emitidos manualmente -<strong> ensinámos o Foundation Model a ver vídeos destes dados e a escrever a previsão a partir deles</strong>”, disse o Dr. Edward Steele, o IT Fellow do Met Office para a Ciência dos Dados e líder do projeto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/the-met-office-just-taught-ai-to-watch-weather-data-and-write-the-shipping-forecast-1776362614178.jpg" data-image="kje4rs809j7l" alt="The collaborative trials have demonstrated how generative models can interpret atmospheric and ocean data, highlighting both their potential and current limitations in forecasting workflows" title="The collaborative trials have demonstrated how generative models can interpret atmospheric and ocean data, highlighting both their potential and current limitations in forecasting workflows"><figcaption>Os ensaios em colaboração demonstraram como os modelos generativos podem interpretar os dados atmosféricos e oceânicos, destacando tanto o seu potencial como as suas atuais limitações nos fluxos de trabalho de previsão</figcaption></figure><p>De acordo com o Met Office, foi<strong> a primeira vez que o modelo Nova da Amazon foi ajustado de forma personalizada para as capacidades de visão</strong>. Uma segunda abordagem, utilizando um pipeline mais convencional baseado em texto, foi também testada para comparação.</p><p>Os resultados foram mistos, mas promissores. O método baseado em texto correspondeu à <strong>redação</strong><strong> exata utilizada pelos meteorologistas humanos em 62% das vezes</strong>, enquanto a abordagem baseada em vídeo conseguiu 52%. Embora este valor possa ter sido inferior, a equipa considera que o método de vídeo tem mais espaço para crescer e poderá eventualmente resolver problemas que dificultam uma automatização mais simples.</p><h2>Ninguém está a substituir os meteorologistas</h2><p>O Met Office fez questão de sublinhar que esta experiência não se destina a substituir os meteorologistas. O serviço meteorológico nacional sublinhou que <strong>não existem planos para utilizar a IA na previsão operacional do tráfego marítimo</strong>. E a Professora Kirstine Dale, responsável pela IA do Met Office, explicou que o projeto era algo maior do que um produto.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="669390" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/podera-a-inteligencia-artificial-transformar-realmente-a-modelacao-climatica-tecnologia-previsao.html" title="Poderá a inteligência artificial transformar realmente a modelação climática?">Poderá a inteligência artificial transformar realmente a modelação climática?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/podera-a-inteligencia-artificial-transformar-realmente-a-modelacao-climatica-tecnologia-previsao.html" title="Poderá a inteligência artificial transformar realmente a modelação climática?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/neuralgcm-l-intelligence-artificielle-peut-elle-vraiment-transformer-la-modelisation-du-climat-previsions-projections-climatiques-1723362169648_320.jpeg" alt="Poderá a inteligência artificial transformar realmente a modelação climática?"></a></article></aside><p>“Estamos a explorar formas de implementar soluções de IA em soluções escaláveis, de modo a podermos utilizar grandes volumes de dados em bruto para fornecer produtos e serviços eficientes, eficazes e escaláveis aos nossos clientes”, afirmou.</p><p>A ideia, de acordo com o Met Office, é que a IA se encarregue de parte do trabalho pesado, para que <strong>os meteorologistas possam passar mais tempo nos domínios em que a sua opinião é efetivamente importante</strong>. Os computadores não substituíram os meteorologistas na década de 1960, salientou a agência - apenas mudaram o que esses meteorologistas passavam o seu tempo a fazer.</p><h3><em>Referência da notícia:</em> </h3><p><em>Met Office and AWS are pioneering how AI could shape the future of text-based weather services, published by <a href="https://www.metoffice.gov.uk/blog/2026/aws-met-office-ai-shipping-forecast" target="_blank">Met Office</a>, April 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-met-office-acabou-de-ensinar-a-ia-a-analisar-dados-meteorologicos-e-a-elaborar-a-previsao-maritima.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O truque para controlar os seus sonhos existe: como funcionam os sonhos lúcidos e como treiná-los]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-truque-para-controlar-os-seus-sonhos-existe-como-funcionam-os-sonhos-lucidos-e-como-treina-los.html</link><pubDate>Tue, 21 Apr 2026 12:44:29 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Sonha-se que se está a voar e de repente acorda-se. Que sensação é essa de voltar a sentir a liberdade! De acordo com a ciência, é possível repetir a experiência, mas isso acarreta alguns riscos. Eis os pormenores.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-truco-para-controlar-tus-suenos-existe-como-funcionan-los-suenos-lucidos-y-como-entrenarlos-1776491631300.jpg" data-image="ccw3q2sh19q5" alt="Among the most commonly reported dreams are flying or having some kind of superpower." title="Among the most commonly reported dreams are flying or having some kind of superpower."><figcaption>Entre os sonhos mais frequentemente relatados estão voar ou ter algum tipo de superpoder.</figcaption></figure><p>Já alguma vez ouviu dizer que pode manipular os seus sonhos? Isto é conhecido como sonho lúcido, uma experiência em que as pessoas têm consciência de que estão a sonhar enquanto o sonho está a acontecer.</p><p>Isto permite-lhes <strong>controlar regularmente a narrativa, o ambiente e as ações dentro do sonho</strong>, como voar ou mudar de cenário. É um estado intermédio entre o sono profundo e a vigília.</p><p>Agora, a Fundação Internacional do Sono dá-nos algumas recomendações para assumir o controlo. Cerca de <strong>55% das pessoas já se aperceberam que estavam a sonhar a meio de um sonho</strong>.</p><div class="texto-destacado">Quando as pessoas têm sonhos lúcidos, por vezes conseguem controlar o que acontece, pelo que fazem coisas que gostariam de poder fazer na vida real, como voar pelo ar como um super-herói, passar tempo com um ente querido falecido ou viajar à volta do mundo.</div><p>As pessoas que têm sonhos lúcidos espontaneamente estão muitas vezes interessadas em encontrar formas de os voltar a ter. As pessoas que nunca tiveram um sonho lúcido podem estar interessadas em ter um sonho lúcido pela primeira vez. <strong>Os investigadores descobriram várias formas de induzir potencialmente sonhos lúcidos, embora esta prática tenha riscos</strong>.</p><h2>Vamos falar sobre os possíveis riscos que esses tipos de sonhos podem causar</h2><p>Por exemplo, eles podem causar <strong>privação de sono</strong> nas pessoas. A investigação indica que os sonhos lúcidos geralmente ocorrem durante o sono REM (movimento rápido dos olhos), <strong>o estágio do sono em que a maioria dos sonhos ocorre</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="748711" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/dorme-ate-tarde-ou-acorda-cedo-segundo-os-cientistas-estas-dicas-vao-melhorar-o-seu-sono.html" title="Dorme até tarde ou acorda cedo? Segundo os cientistas, estas dicas vão melhorar o seu sono">Dorme até tarde ou acorda cedo? Segundo os cientistas, estas dicas vão melhorar o seu sono</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/dorme-ate-tarde-ou-acorda-cedo-segundo-os-cientistas-estas-dicas-vao-melhorar-o-seu-sono.html" title="Dorme até tarde ou acorda cedo? Segundo os cientistas, estas dicas vão melhorar o seu sono"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ces-astuces-ameliorent-votre-sommeil-1768210011754_320.jpg" alt="Dorme até tarde ou acorda cedo? Segundo os cientistas, estas dicas vão melhorar o seu sono"></a></article></aside><p><strong>O sono REM</strong> ocorre em períodos cada vez mais longos ao longo da noite, o que significa que é mais provável que <strong>os sonhos lúcidos ocorram na segunda metade de um episódio de sono</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-truco-para-controlar-tus-suenos-existe-como-funcionan-los-suenos-lucidos-y-como-entrenarlos-1776492641893.jpg" data-image="5mtmq6lau486" alt="There are other types of dreams as well, such as vivid dreams, and the difference from lucid dreams is that vivid dreams are remembered in great detail upon waking." title="There are other types of dreams as well, such as vivid dreams, and the difference from lucid dreams is that vivid dreams are remembered in great detail upon waking."><figcaption>Existem também outros tipos de sonhos, como os sonhos vívidos, e a diferença em relação aos sonhos lúcidos é que os sonhos vívidos são recordados com grande pormenor ao acordar.</figcaption></figure><p>A maioria das pessoas que têm sonhos lúcidos descrevem-nos como experiências agradáveis ou mesmo maravilhosas. Os especialistas do sono e os sonhadores lúcidos também indicaram que os <strong>sonhos lúcidos podem ajudar a tratar os pesadelos, reduzir a ansiedade e a depressão e facilitar a resolução criativa de problemas</strong>.</p><h2>Como ter um sonho lúcido</h2><p>Os investigadores descobriram várias técnicas que podem ajudar algumas pessoas a induzir sonhos lúcidos, e estas estratégias parecem prometedoras:</p><h3>Método Mnemónico para a Indução de Sonhos Lúcidos</h3><p>A <em>técnica MILD</em> é um método de indução de sonhos lúcidos, ou seja, parece ser um dos métodos mais eficazes para despoletar um sonho lúcido. A técnica MILD consiste em criar uma intenção para reconhecer quando se está a sonhar e levar essa intenção para o estado de sonho.</p><p><strong>Para utilizar esta técnica, siga estes passos:</strong></p><ul><li>Quando acordar durante a noite, tente lembrar-se do que estava a sonhar ou dos detalhes de um sonho anterior ao qual gostaria de voltar.</li><li>Identifique os sinais do sonho que o ajudarão a reconhecer que está a sonhar se voltar a adormecer e conseguir reentrar no sonho.</li><li>Repita estas palavras, ou a sua própria versão delas: “Quando começar a sonhar, lembrar-me-ei de que estou a sonhar.”</li><li>Continue a recordar o conteúdo dos seus sonhos e a repetir esta frase até adormecer.</li></ul><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="721088" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/voce-come-queijo-no-jantar-e-tem-sonhos-estranhos-a-ciencia-encontra-uma-possivel-conexao.html" title="Come queijo ao jantar e tem sonhos estranhos? A ciência encontra uma possível ligação">Come queijo ao jantar e tem sonhos estranhos? A ciência encontra uma possível ligação</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/voce-come-queijo-no-jantar-e-tem-sonhos-estranhos-a-ciencia-encontra-uma-possivel-conexao.html" title="Come queijo ao jantar e tem sonhos estranhos? A ciência encontra uma possível ligação"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cenas-con-queso-y-suenas-raro-la-ciencia-encuentra-una-posible-conexion-1753091182653_320.jpg" alt="Come queijo ao jantar e tem sonhos estranhos? A ciência encontra uma possível ligação"></a></article></aside><p><strong>Embora esta técnica seja geralmente mais eficaz do que muitas outras, só produz sonhos lúcidos em menos de um em cada cinco casos</strong>. As provas sugerem que quanto mais depressa voltar a adormecer depois de acordar, maior é a probabilidade de ter um sonho lúcido com esta técnica.</p><h3>Sonhos lúcidos iniciados pelos sentidos (SSILD)</h3><p>A técnica dos sonhos lúcidos iniciados pelos sentidos (SSILD) parece ter taxas de sucesso semelhantes às da técnica MILD, embora seja mais recente e menos estudada. <strong>Este método consiste em concentrar-se nos sentidos, o que pode aumentar a probabilidade de perceber a transição para o mundo dos sonhos</strong> ou preparar a mente e o corpo para um sonho lúcido.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-truque-para-controlar-os-seus-sonhos-existe-como-funcionam-os-sonhos-lucidos-e-como-treina-los.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo adverso nos Açores: aproximam-se chuva, vento e agitação marítima; IPMA já emitiu aviso amarelo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-adverso-nos-acores-aproximam-se-chuva-vento-e-agitacao-maritima-ipma-ja-emitiu-aviso-amarelo.html</link><pubDate>Tue, 21 Apr 2026 12:04:54 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O arquipélago dos Açores está sob aviso amarelo devido à influência de uma depressão posicionada a nordeste das ilhas. Esta deverá permanecer próxima ao território, resultando em chuva, mar agitado e aumento da velocidade de rajada.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa66x0i"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa66x0i.jpg" id="xa66x0i"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Um centro depressionário que está, neste momento, situado a nordeste do arquipélago dos Açores irá<strong> influenciar o padrão atmosférico deste território nos próximos dias</strong>, com chuva, vento e agitação marítima.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>O IPMA já emitiu alguns<strong> avisos amarelos de vento e de agitação marítima para os grupos Ocidental e Central</strong>, em vigor até amanhã, dia 22. Já o <strong>Grupo Oriental conta com aviso amarelo de precipitação</strong> entre a meia-noite e as 9h de amanhã<strong> e de vento</strong>, também a partir da meia-noite, até às 18h.</p><h2>Ao longo do dia de hoje, terça-feira, já se poderá sentir uma intensificação destes fenómenos</h2><p>Nas próximas horas, a <strong>chuva poderá intensificar-se em todos os grupos</strong>, com períodos de chuva moderada e, por vezes, forte, à medida que esta depressão rodopia no sentido nordeste-noroeste. O <strong>Grupo Oriental poderá contar com maior incidência deste fenómeno</strong>, devendo contar com a maior acumulação de precipitação até ao final do dia de amanhã, quarta-feira, com <strong>valores na ordem dos 30 mm</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-adverso-nos-acores-aproximam-se-chuva-vento-e-agitacao-maritima-ipma-ja-emitiu-aviso-amarelo-1776770578160.png" data-image="rx52uv6vq1yu" alt="altura máxima de onda" title="altura máxima de onda"><figcaption>Segundo o IPMA, os grupos Ocidental e Central dos Açores encontram-se sob aviso amarelo devido à agitação marítima.</figcaption></figure><p>O <strong>mar também se encontra agitado</strong> e assim deverá permanecer até às primeiras horas de quinta-feira, ainda que até lá possa perder força. Ainda assim, e como podemos observar no mapa acima, esperam-se ondas de altura máxima até 8 metros no Grupo Ocidental.</p><p>Em relação ao<strong> vento, também o período compreendido entre hoje e amanhã poderá ser o mais crítico</strong>, onde hoje se esperam rajadas até aos 90 km/h no Grupo Ocidental e até aos 85 km/h no Grupo Central. No Grupo Oriental, durante o dia de hoje, poderão registar-se rajadas máximas de até 80 km/h. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764657" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atinge-os-acores-com-pico-entre-terca-e-quarta-vento-forte-e-ondas-ate-10-metros.html" title="Depressão atinge os Açores com pico entre terça e quarta: vento forte e ondas até 10 metros">Depressão atinge os Açores com pico entre terça e quarta: vento forte e ondas até 10 metros</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atinge-os-acores-com-pico-entre-terca-e-quarta-vento-forte-e-ondas-ate-10-metros.html" title="Depressão atinge os Açores com pico entre terça e quarta: vento forte e ondas até 10 metros"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atinge-os-acores-com-pico-entre-terca-e-quarta-vento-forte-e-ondas-ate-10-metros-1776608616512_320.png" alt="Depressão atinge os Açores com pico entre terça e quarta: vento forte e ondas até 10 metros"></a></article></aside><p><strong>A partir das primeiras horas da manhã de amanhã, o vento voltará a intensificar-se de oeste para este</strong>, afetando inicialmente o Grupo Ocidental com rajadas até aos 85 km/h, depois o Grupo Central com rajadas até aos 90 km/h (especialmente na Terceira) e a partir das 16h, também se poderão registar rajadas entre os 85 e os 90 km/h no Grupo Oriental.</p><h2>A partir de quinta-feira dar-se-á uma melhoria do estado de tempo</h2><p>Ainda que a agitação marítima possa permanecer elevada em boa parte desse dia, mas com tendência a enfraquecer, <strong>também o vento como a chuva perderão relevância, dando lugar a um dia maioritariamente seco</strong>, podendo contar com alguns períodos de chuva fraca e irregular, especialmente no Grupo Central. Nas restantes ilhas, espera-se um dia com boas abertas e com pouca probabilidade de chuva.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-adverso-nos-acores-aproximam-se-chuva-vento-e-agitacao-maritima-ipma-ja-emitiu-aviso-amarelo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item></channel></rss>