<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Sat, 04 Apr 2026 12:10:11 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sat, 04 Apr 2026 12:10:11 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Impactos em Portugal continental: entre segunda e quarta-feira, haverá uma grande oscilação da corrente de jato polar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/impactos-em-portugal-continental-entre-segunda-e-quarta-feira-havera-uma-grande-oscilacao-da-corrente-de-jato-polar.html</link><pubDate>Sat, 04 Apr 2026 11:53:46 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de um fim de semana de Páscoa com calor quase de verão, Portugal vai entrar numa fase mais instável a partir de segunda-feira, com chuva persistente, descida das temperaturas e efeitos ligados à ondulação da corrente de jato polar.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa49m9c"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa49m9c.jpg" id="xa49m9c"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Entre este sábado, 4 de abril, e o domingo de Páscoa (dia 5), o estado do tempo em Portugal continental será dominado por um <strong>regime anticiclónico</strong>, garantindo estabilidade atmosférica, céu pouco nublado e temperaturas acima da média.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/impactos-em-portugal-continental-entre-segunda-e-quarta-feira-havera-uma-grande-oscilacao-da-corrente-de-jato-polar-1775300116248.png" data-image="325ff3vzrbyl" alt="Mapa atmosférico: Temperatura" title="Mapa atmosférico: Temperatura"><figcaption>Ambiente quase de verão no domingo de Páscoa, com máximas próximas dos 30 ºC no interior do Centro e Vale do Tejo, enquanto o litoral sul permanece mais moderado pela influência marítima.</figcaption></figure><p>As máximas irão atingir valores próximos dos <strong>28 a 30 ºC no interior do Centro e Vale do Tejo</strong>, enquanto o litoral norte se manterá mais ameno, com cerca de <strong>23 ºC no Porto</strong>. Lisboa e Coimbra poderão atingir os <strong>28 ºC</strong>, contrastando com Faro, onde a influência marítima limitará as máximas a cerca de <strong>22 ºC</strong>.</p><h2><em>Jet stream</em> ondula e desencadeia mudança atmosférica</h2><p>A partir de segunda-feira, dia 6, ocorre uma alteração significativa na circulação atmosférica. A <strong>corrente de jato polar (<em>jet stream</em>), </strong>uma faixa de ventos muito intensos em altitude (cerca de 9–12 km), começa a ondular de forma acentuada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/impactos-em-portugal-continental-entre-segunda-e-quarta-feira-havera-uma-grande-oscilacao-da-corrente-de-jato-polar-1775300151666.png" data-image="obruwdtpa105" alt="Vento a 300 hPa" title="Vento a 300 hPa"><figcaption>Mapa de vento em altitude que mostra a ondulação acentuada da corrente de jato polar, estrutura dinâmica da atmosfera que ajuda a organizar a circulação e favorece o desenvolvimento de depressões e frentes atlânticas.</figcaption></figure><p>Esta estrutura, visível nos mapas de vento a <strong>300 hPa</strong>, atua como “motor” da circulação atmosférica, separando massas de ar quente e frio. A sua ondulação permitirá o desenvolvimento de um <strong>sistema depressionário ativo no Atlântico</strong>, que irá influenciar diretamente o tempo em Portugal.</p><h2>Segunda-feira: chegada da chuva ao litoral</h2><p>O primeiro impacto será sentido ao final do dia de segunda-feira. A precipitação deverá começar ao longo da <strong>faixa costeira a partir das 18h</strong>, inicialmente com caráter fraco a moderado, estendendo-se gradualmente para o interior durante a noite.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/impactos-em-portugal-continental-entre-segunda-e-quarta-feira-havera-uma-grande-oscilacao-da-corrente-de-jato-polar-1775300182087.png" data-image="wglnqs0q9401" alt="Mapa atmosférico: Chuva e nuvens" title="Mapa atmosférico: Chuva e nuvens"><figcaption>A frente atlântica começa a afetar o território ao final da tarde de segunda-feira, com chuva inicialmente fraca a moderada ao longo da faixa costeira e posterior progressão para o interior.</figcaption></figure><p>O aumento da nebulosidade e do vento acompanhará esta mudança, marcando o fim do período seco e estável.</p><h2>Instabilidade e descida acentuada da temperatura na terça-feira</h2><p>Na terça-feira, dia 7, a influência da ondulação do <em>jet stream</em> será mais evidente. A circulação atmosférica favorecerá a <strong>entrada de ar mais frio em altitude</strong>, provocando uma descida generalizada das temperaturas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/impactos-em-portugal-continental-entre-segunda-e-quarta-feira-havera-uma-grande-oscilacao-da-corrente-de-jato-polar-1775300231895.png" data-image="v3bi4n31kzq6" alt="Mapa atmosférico: Temperatura a 700 hPa" title="Mapa atmosférico: Temperatura a 700 hPa"><figcaption>A ondulação do jato polar favorece o transporte de uma massa de ar mais frio para latitudes ibéricas, preparando uma terça-feira bastante mais fresca do que os dias anteriores.</figcaption></figure><p>Serão poucas as regiões com máximas acima dos <strong>20 ºC</strong>, contrastando fortemente com os valores registados durante o fim de semana.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a>.</strong> Siga-nos e ative as notificações. </div><p>A precipitação, a partir de terça-feira, tornar-se-á mais generalizada, sobretudo nas regiões Norte e Centro, podendo ocorrer períodos de chuva moderada. <strong>Entre segunda e quinta-feira (dias 6 a 9), a precipitação deverá manter-se de forma persistente,</strong> ainda que com variações de intensidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/impactos-em-portugal-continental-entre-segunda-e-quarta-feira-havera-uma-grande-oscilacao-da-corrente-de-jato-polar-1775300299050.png" data-image="3eh1hovc0t6s" alt="Precipitação acumulada" title="Precipitação acumulada"><figcaption>Os acumulados de precipitação mais expressivos deverão ocorrer nas regiões Norte e Centro, onde alguns locais poderão atingir cerca de 60 mm em menos de quatro dias.</figcaption></figure><p>Os <strong>acumulados mais elevados são esperados no Norte e Centro</strong>, onde alguns locais poderão atingir <strong>até 60 mm em menos de quatro dias</strong>, valores já relevantes para a época.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762201" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/domingo-de-pascoa-com-temperaturas-ate-10-c-acima-da-media-em-portugal-continental-eis-as-zonas-mais-quentes.html" title="Domingo de Páscoa com temperaturas até 10 ºC acima da média em Portugal Continental: eis as zonas mais quentes">Domingo de Páscoa com temperaturas até 10 ºC acima da média em Portugal Continental: eis as zonas mais quentes</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/domingo-de-pascoa-com-temperaturas-ate-10-c-acima-da-media-em-portugal-continental-eis-as-zonas-mais-quentes.html" title="Domingo de Páscoa com temperaturas até 10 ºC acima da média em Portugal Continental: eis as zonas mais quentes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/domingo-de-pascoa-com-temperaturas-ate-10-c-acima-da-media-em-portugal-continental-eis-as-zonas-mais-quentes-1775256203213_320.jpg" alt="Domingo de Páscoa com temperaturas até 10 ºC acima da média em Portugal Continental: eis as zonas mais quentes"></a></article></aside><p>Em resumo, Portugal passará de um cenário quente e seco para um padrão típico de primavera instável, impulsionado pela <strong>forte ondulação da corrente de jato polar</strong>, com impactos claros na chuva, vento, temperatura e estado do mar.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/impactos-em-portugal-continental-entre-segunda-e-quarta-feira-havera-uma-grande-oscilacao-da-corrente-de-jato-polar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Previsão sazonal para o trimestre de abril, maio e junho no globo – anomalias da temperatura e precipitação]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/previsao-sazonal-para-o-trimestre-de-abril-maio-e-junho-no-globo-anomalias-da-temperatura-e-precipitacao.html</link><pubDate>Sat, 04 Apr 2026 11:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A Organização Meteorológica Mundial, OMM, divulga todos os meses uma previsão sazonal a nível global para os próximos três meses, com a previsão das anomalias da temperatura à superfície e da precipitação.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-sazonal-para-o-trimestre-de-abril-maio-e-junho-no-globo-anomalias-da-temperatura-e-precipitacao-1774967441759.jpg" data-image="1gyvo26l7su6" alt="Globo" title="Globo"><figcaption>Para a elaboração de previsões globais, desde o curto prazo à previsão sazonal, são necessários sistemas computacionais com grande capacidade de cálculo.</figcaption></figure><p>Esta previsão sazonal baseia-se nas previsões multimodelo, ou seja, são analisados em termos probabilísticos os valores médios mensais da temperatura à superfície e da precipitação no conjunto dos resultados de vários modelos globais de diferentes instituições meteorológicas.</p><h2>Previsão probabilística das anomalias da temperatura à superfície no globo para o trimestre abril, maio e junho de 2026</h2><p>Os modelos globais utilizados para o cálculo do conjunto (<em>ensemble</em>) são os seguintes: Beijing, CMCC, CPTEC, ECMWF, Exeter, Melbourne, Montreal, Moscow, Offenbach, Pretoria, Seoul, Tokyo, Toulouse e Washington.</p><div class="texto-destacado">A criação de um sistema de previsão multimodelo justifica-se pelos resultados da investigação nesta área que mostraram que combinando os resultados de vários modelos é possível obter uma previsão mais consistente e de maior confiança.</div><p>A razão fundamental para <strong>os bons resultados da abordagem multimodelo</strong>, em comparação com os resultados obtidos individualmente por diferentes modelos, prende-se com o facto de todos os modelos possuírem erros com amplitude suficiente para que não exista uma degradação significativa das previsões quando integrados à escala sazonal.</p><p><strong>A temperatura à superfície da água do mar (SST) influencia o clima, as correntes, a circulação oceânica e os padrões meteorológicos, desde a escala local à escala global.</strong> Como exemplo disto temos o fenómeno El Niño-Oscilação do Sul (ENSO) que é um fenómeno climático natural, caracterizado por alterações significativas na distribuição da temperatura da superfície da água do Oceano Pacífico tropical e que causa alterações nos padrões de chuva e temperatura em várias partes do globo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="751579" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-el-nino-influencia-o-clima-no-globo-e-alem-disso-pode-exercer-um-efeito-sobre-a-esperanca-de-vida-da-populacao.html" title="O El Niño influencia o clima no globo e, além disso, pode exercer um efeito sobre a esperança de vida da população">O El Niño influencia o clima no globo e, além disso, pode exercer um efeito sobre a esperança de vida da população</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-el-nino-influencia-o-clima-no-globo-e-alem-disso-pode-exercer-um-efeito-sobre-a-esperanca-de-vida-da-populacao.html" title="O El Niño influencia o clima no globo e, além disso, pode exercer um efeito sobre a esperança de vida da população"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-el-nino-influencia-o-clima-no-globo-e-alem-disso-pode-exercer-um-efeito-sobre-a-esperanca-de-vida-da-populacao-1769699558215_320.jpg" alt="O El Niño influencia o clima no globo e, além disso, pode exercer um efeito sobre a esperança de vida da população"></a></article></aside><p>O El Niño é caracterizado por um aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial, na região central e oriental, perto da costa da América do Sul, e La Niña por um arrefecimento. </p><p>Nesta previsão sazonal para o período de abril a junho de 2026 (AMJ 2026), a previsão do conjunto multimodelo indica um consenso excecionalmente forte <strong>para uma rápida transição para o El Niño em maio, com vários modelos a sugerir o desenvolvimento de um El Niño forte já em junho/julho.</strong></p><p>No Índico, prevê-se que o Dipolo do Oceano Índico (IOD - conhecido como "El Niño do Índico", fenómeno acoplado oceano-atmosfera que causa variações irregulares na temperatura da superfície do mar, alternando entre fases positivas (oeste mais quente) e negativas (leste mais quente) sofra uma mudança das condições neutras observadas no início de 2026 para uma fase IOD positiva em meados do ano, com a maioria dos modelos a convergir.</p><p>No Atlântico, prevê-se que <strong>a região do Atlântico Tropical mantenha os seus valores ligeiramente acima da média durante todo o período de previsão</strong>. No entanto numa faixa do Atlântico Norte existe uma probabilidade elevada de temperaturas abaixo da média.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-sazonal-para-o-trimestre-de-abril-maio-e-junho-no-globo-anomalias-da-temperatura-e-precipitacao-1774967728096.jpg" data-image="g8lxu8iw3q5b" alt="Anomalias da temperatura de superfície" title="Anomalias da temperatura de superfície"><figcaption>Previsões probabilísticas da temperatura do ar à superfície para o trimestre abril, maio e junho de 2026. A azul, vermelho e cinzento estão representadas as categorias mais prováveis de valores de temperatura abaixo, acima ou próximo do normal respetivamente. As áreas brancas indicam hipóteses iguais para todas as categorias. O período de referência é 1993-2009. (Fonte: WMO - GSCU for AMJ 2026)</figcaption></figure><p>Para AMJ 2026, o conjunto dos múltiplos modelos indica um <strong>sinal global generalizado de temperaturas da superfície terrestre acima da normal climatológica.</strong></p><p>Prevê-se uma probabilidade elevada de <strong>condições acima da média para o sul da América do Norte, América Central e Caraíbas</strong>, apoiadas por uma forte coerência entre os modelos. Em contraste, o Norte da Ásia e o Norte da América do Norte exibem apenas uma ligeira inclinação para probabilidades acima da normal, com uma consistência relativamente fraca entre os modelos.</p><div class="texto-destacado">Grande parte da Europa e o Norte de África apresentam uma probabilidade moderada a elevada de temperaturas mais quentes do que a média, ao contrário da Península Ibérica.</div><p>No Hemisfério Sul, prevê-se uma <strong>probabilidade elevada de temperaturas acima da normal para grande parte da América do Sul e África equatorial. </strong>Na região sul de África (a sul de 15°S) apenas um ligeiro aumento de probabilidade acima da normal, enquanto que no Norte da Austrália uma probabilidade elevada de temperaturas abaixo da média. No entanto maior parte da Austrália não apresenta um sinal claro de previsão, devendo prevalecer os valores climatológicos.</p><h2>Previsão probabilística das anomalias da precipitação no globo para o trimestre abril, maio e junho de 2026</h2><p>Para o período de abril a junho de 2026, <strong>a previsão global de precipitação é dominada por um forte sinal do El Niño</strong>, com as temperaturas das águas superficiais do Pacífico Equatorial, na região central e oriental, perto da costa da América do Sul, muito acima da média.</p><p>Uma ampla faixa zonal no Pacífico, com probabilidade muito elevada de ocorrência de precipitação acima da média (superiores a 70-80%), estende-se para norte do equador, desde aproximadamente 150°E até 150°W.</p><p>A sul do equador também no Pacífico projeta-se <strong>uma probabilidade elevada de precipitação, mas abaixo da média,</strong> bem como entre o Oceano Pacífico e a região leste do Índico, o Sudeste Asiático. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-sazonal-para-o-trimestre-de-abril-maio-e-junho-no-globo-anomalias-da-temperatura-e-precipitacao-1774967920741.jpg" data-image="ioaa5ampejm5" alt="Anomalias da precipitação" title="Anomalias da precipitação"><figcaption>Previsões probabilísticas da precipitação para o trimestre abril, maio e junho de 2026. A laranja, verde e cinzento estão representadas as categorias mais prováveis de valores de precipitação abaixo, acima ou próximo da normal respetivamente. As áreas brancas indicam hipóteses iguais para todas as categorias. O período de referência é 1993-2009. (Fonte: WMO - GSCU for AMJ 2026)</figcaption></figure><p>Na América do Norte, as regiões setentrionais não apresentam um sinal claro, enquanto que se prevê um ligeiro aumento da probabilidade de precipitação acima da média na América Central. </p><p>Por outro lado, indica-se uma tendência para chuvas abaixo da média no sul das Caraíbas. Na América do Sul, grande parte do interior norte e centro não apresenta um sinal claro, embora seja evidente <strong>um aumento moderado da probabilidade de precipitação acima da normal no noroeste.</strong></p><p>Em África, verifica-se um <strong>aumento da probabilidade de precipitação</strong> acima da normal ao longo das regiões equatoriais, estendendo-se para nordeste até à Península Arábica. </p><div class="texto-destacado">Algumas regiões da Europa apresentam uma ligeira tendência para precipitação acima da média, enquanto que<strong> em Portugal se verifica um ligeiro aumento de probabilidade de precipitação abaixo da normal</strong>, mas, na maior parte das regiões da Europa devem registar-se os valores climatológicos. </div><p>Para a Austrália, a previsão indica um <strong>aumento fraco a moderado da probabilidade de precipitação </strong>abaixo da média em grande parte do continente, exceto na região mais a norte, onde se verifica um ligeiro aumento da probabilidade de precipitação próxima da normal climatológica.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/previsao-sazonal-para-o-trimestre-de-abril-maio-e-junho-no-globo-anomalias-da-temperatura-e-precipitacao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Branca Edmée Marques e o desenvolvimento da investigação nuclear em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/branca-edmee-marques-e-o-desenvolvimento-da-investigacao-nuclear-em-portugal.html</link><pubDate>Sat, 04 Apr 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Branca Edmée Marques, cientista portuguesa, foi uma mulher que se destacou pela sua investigação em radioatividade e pelo papel inovador no ensino científico no século XX. Fique a saber mais sobre ela aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/branca-edmee-marques-e-o-desenvolvimento-da-investigacao-nuclear-em-portugal-1775169211333.jpg" data-image="jig3gdxcs6jx" alt="Branca Edmée Marques" title="Branca Edmée Marques"><figcaption>Branca Edmée Marques foi uma pioneira da química nuclear em Portugal e referência no ensino científico.</figcaption></figure><p>A história da ciência em Portugal conta com figuras notáveis, mas poucas tão marcantes quanto Branca Edmée Marques.</p><p>Nascida a 14 de abril de 1899, em Lisboa, destacou-se como <strong>uma das primeiras mulheres cientistas portuguesas a alcançar o reconhecimento internacional, especialmente na área da química nuclear</strong>, um campo emergente e altamente inovador no início do século XX.</p><p>Branca iniciou os seus estudos em engenharia química no Instituto Superior Técnico, onde demonstrou desde cedo uma <strong>capacidade invulgar para a investigação científica</strong>.</p><p>No entanto, o verdadeiro ponto de viragem na sua carreira aconteceu quando se mudou para Paris, onde <strong>teve a oportunidade de trabalhar com a lendária Marie Curie</strong>. </p><h2> A Influência de Marie Curie </h2><p>Foi no prestigiado Instituto do Rádio, instituto de investigação em Paris, que Branca Marques mergulhou no estudo da radioatividade, onde <strong>colaborou diretamente com alguns dos maiores nomes da ciência da época.</strong></p><p>Foi lá que <strong>obteve o doutoramento em 1935</strong>, na Faculdade da Sorbonne, em Paris, sob a orientação de Marie Curie.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="690511" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/marie-curie-a-cientista-polaca-com-dois-premios-nobel.html" title="Marie Curie: a cientista polaca com dois Prémios Nobel">Marie Curie: a cientista polaca com dois Prémios Nobel</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/marie-curie-a-cientista-polaca-com-dois-premios-nobel.html" title="Marie Curie: a cientista polaca com dois Prémios Nobel"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/marie-curie-a-cientista-polonesa-com-dois-premios-nobel-1735904570007_320.jpg" alt="Marie Curie: a cientista polaca com dois Prémios Nobel"></a></article></aside><p>Esta experiência não só <strong>consolidou os seus conhecimentos</strong> como também a colocou na vanguarda da investigação científica europeia.</p><p>Ao longo da sua carreira, Branca Edmée Marques <strong>dedicou-se ao estudo dos elementos radioativos e à química nuclear</strong>, áreas que estavam ainda em fase inicial de desenvolvimento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/branca-edmee-marques-e-o-desenvolvimento-da-investigacao-nuclear-em-portugal-1775168848110.jpg" data-image="b1p6zs3yjumj" alt="Cientista portuguesa" title="Cientista portuguesa"><figcaption>Branca Edmée Marques foi uma cientista, professora e investigadora no campo da radioquímica, tendo sido discípula de Madame Curie. Fonte: ephemerajpp</figcaption></figure><p>A sua investigação contribuiu para uma <strong>melhor compreensão dos processos radioativos</strong>, tendo publicado diversos trabalhos científicos em revistas internacionais.</p><h2>Reconhecimento no seu país: papel no ensino e na ciência </h2><p>Um dos seus maiores méritos foi <strong>trazer esse conhecimento de volta a Portugal</strong>, num período em que o país ainda tinha uma presença limitada na investigação científica avançada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/branca-edmee-marques-e-o-desenvolvimento-da-investigacao-nuclear-em-portugal-1775168221884.jpg" data-image="1lm4jjhmxl9n" alt="Branca em laboratório" title="Branca em laboratório"><figcaption>Branca Edmée Marques e duas colaboradoras no Centro de Estudos de Radioquímica da Comissão de Estudos de Energia Nuclear da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Fonte: Debategraph</figcaption></figure><p>Foi responsável pela <strong>criação e desenvolvimento de laboratórios modernos e pela introdução de novas metodologias</strong> experimentais no ensino da química.</p><p>De regresso a Lisboa, Branca Marques assumiu funções como <strong>professora no Instituto Superior Técnico</strong>, tornando-se uma figura central na formação de várias gerações de engenheiros e cientistas. Foi a <strong>primeira professora catedrática de Química</strong> da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.</p><p>Em 1970, em co-autoria com Maria Regina Sales Grade, publicou na Revista da Sociedade Portuguesa de Química o trabalho "<a href="http://www.spq.pt/magazines/RPQ/266/article/619/swf" target="_blank">Poluição radioactiva nas águas naturais</a>".</p><p>Num contexto em que <strong>o ensino superior era dominado por homens</strong>, destacou-se não só pelo seu talento, mas também pela sua determinação e rigor.</p><p>A sua presença <strong>abriu caminho para outras mulheres na ciência</strong>, servindo de exemplo num período em que as oportunidades eram escassas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Mais do que uma investigadora, foi também uma pedagoga empenhada em modernizar o ensino científico em Portugal.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Apesar do seu percurso brilhante, Branca Edmée Marques <strong>enfrentou diversos obstáculos ao longo da carreira</strong>.</p><p>As <strong>limitações impostas às mulheres na academia e as dificuldades estruturais da ciência portuguesa </strong>na época dificultaram o reconhecimento pleno do seu trabalho.</p><p>Ainda assim, o seu <strong>contributo foi progressivamente valorizado</strong>, sendo hoje reconhecida como uma das figuras mais importantes da ciência em Portugal no século XX.</p><p>O seu <strong>legado permanece vivo</strong> tanto nas instituições que ajudou a desenvolver como nas gerações de cientistas que formou.</p><h2>Legado duradouro</h2><p>Branca Edmée Marques faleceu a 19 de julho de 1986, deixando um <strong>legado que vai muito além das suas descobertas científicas</strong>.</p><p>Representa um <strong>símbolo de perseverança, excelência e inovação</strong> num contexto adverso.</p><p>Hoje, o seu <strong>nome é associado à afirmação da ciência portuguesa</strong> e à luta pela igualdade de género no meio académico.</p><p>A sua vida demonstra como a <strong>dedicação ao conhecimento pode ultrapassar barreiras </strong>sociais e transformar realidades.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/branca-edmee-marques-e-o-desenvolvimento-da-investigacao-nuclear-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como a IA está a ajudar os cientistas a entender de que forma o carbono orgânico dissolvido se move no oceano]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-a-ia-esta-ajudando-cientistas-a-entender-como-o-carbono-organico-dissolvido-se-move-no-oceano.html</link><pubDate>Sat, 04 Apr 2026 09:02:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Como é que o carbono orgânico dissolvido se move no oceano? Com a ajuda da inteligência artificial, investigadores de Manchester têm a resposta.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/how-ai-is-helping-scientists-see-how-dissolved-organic-carbon-moves-in-the-ocean-1774964351777.jpeg" data-image="hcm0h8naqpm7" alt="oceanos" title="oceanos"><figcaption>Investigadores usaram inteligência artificial para ajudar a visualizar de que forma o carbono orgânico dissolvido se move no oceano.</figcaption></figure><p>A<strong> Inteligência Artificial (IA) </strong>é frequentemente culpada pela criação de desinformação e pelos seus impactos ambientais nocivos, mas também apresenta muitos aspetos positivos, como auxiliar cientistas a avançar em áreas que, de outra forma, seriam inacessíveis com os métodos atuais.</p><p>Os investigadores da Universidade de Manchester<strong> visualizaram a forma como o carbono se move nos sedimentos oceânicos utilizando uma nova abordagem de IA baseada em princípios da física</strong>. Pela primeira vez, é possível fazer previsões precisas à escala global sobre como o carbono orgânico dissolvido se move entre a água do mar e os sedimentos marinhos, uma parte fundamental, porém antes não quantificável, do ciclo do carbono no planeta.</p><h2>Mantendo a simplicidade</h2><p>O estudo demonstra que <strong>algoritmos de IA relativamente simples podem imitar com sucesso modelos ambientais mecanísticos complexos</strong>, que normalmente são muito demorados, computacionalmente exigentes demais para serem executados à escala global e instáveis sob diversas condições do mundo real.</p><p>Para superar este obstáculo, a equipa treinou <strong>"emuladores" de IA para replicar o desempenho de modelos mecanísticos existentes que descrevem o ciclo do carbono em sedimentos oceânicos</strong>. Estes emuladores podem ser usados globalmente para prever o comportamento do carbono dissolvido numa resolução e escala impossíveis com o modelo atual.</p><p>O estudo fornece<strong> a primeira quantificação global do ciclo do carbono orgânico dissolvido em sedimentos</strong>, revelando que 11% do carbono orgânico particulado que se deposita no fundo do mar regressa à água do mar como carbono orgânico dissolvido. Outros 24% são assimilados por minerais, e quase metade de todo o carbono orgânico em fase sólida no metro superior dos sedimentos marinhos tem origem no carbono dissolvido adsorvido ou incorporado por minerais.</p><p>O estudo também enfatiza a<strong> importância do carbono orgânico dissolvido no balanço de carbono de longo prazo da Terra</strong>.</p><h2>Confirmação por comparação</h2><p>Para desenvolver a estrutura de modelagem, <strong>os investigadores compararam arquiteturas de aprendizagem profunda, modelos de floresta aleatória e redes neurais artificiais de propagação direta mais simples</strong>; descobriram – inesperadamente – que os algoritmos mais simples produziam as previsões mais precisas.</p><p>Isto foi confirmado pela verificação das saídas do emulador em mapas globais de baixa resolução, onde o <strong>modelo mecanístico</strong> atual permaneceu numericamente solucionável, e em soluções algébricas para variáveis com expressões analíticas conhecidas.</p><p>Os investigadores descobriram que<strong> o aumento da complexidade das estruturas da rede neural levava consistentemente a uma menor precisão de previsão</strong>, fornecendo um raro suporte prático para o Princípio da Parcimónia – ou Navalha de Occam – no desenvolvimento de modelos de IA.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/how-ai-is-helping-scientists-see-how-dissolved-organic-carbon-moves-in-the-ocean-1774964454831.jpeg" data-image="3fmg7pstk9q1" alt="oceanos, carbono" title="oceanos, carbono"><figcaption>Esta investigação oferece novas maneiras de avaliar como os reservatórios de carbono marinho podem responder às mudanças ambientais.</figcaption></figure><p>E isto tem implicações importantes para a ciência climática, já que a <strong>quantificação dos balanços de carbono na interface sedimento-água é crucial para a compreensão da dinâmica climática global</strong>. Anteriormente, isto era dificultado por limitações computacionais, mas essa estrutura rápida, escalável e precisa pode ser incluída em modelos de circulação global e usada para explorar potenciais estratégias de mitigação das mudanças climáticas baseadas nos oceanos.</p><div class="texto-destacado"><strong>“A estrutura de modelagem desenvolvida neste estudo pode desempenhar um papel substancial na simulação computacional de potenciais cenários de mitigação das mudanças climáticas nos oceanos. Com esta abordagem, podemos finalmente explorar processos de ciclagem de carbono à escala global que antes eram impossíveis de quantificar”</strong>, afirmou o Dr. Peyman Babakhani, professor de Engenharia Geoambiental, que liderou o trabalho.</div><p>Esta investigação também oferece <strong>novas maneiras de simular e testar de que forma os reservatórios de carbono marinho podem responder às mudanças ambientais </strong>nas próximas décadas.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.cell.com/the-innovation/fulltext/S2666-6758(26)00101-3" target="_blank">Global cycling of dissolved organic carbon between seawater and sediments quantified using physics-based artificial intelligence</a>. 25 de março, 2026. Babakhani, et al.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-a-ia-esta-ajudando-cientistas-a-entender-como-o-carbono-organico-dissolvido-se-move-no-oceano.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calendário de jardinagem: o que plantar em abril e o que fazer este mês]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/calendario-de-jardinagem-o-que-plantar-em-abril-e-o-que-fazer-este-mes.html</link><pubDate>Sat, 04 Apr 2026 08:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Abril marca o despertar definitivo do jardim. É tempo de semear, transplantar e preparar o solo para uma colheita abundante.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/calendario-del-huerto-que-plantar-en-abril-y-cuales-son-las-tareas-de-este-mes-1775026794074.jpg" data-image="1in0fy9zl7el" alt="horta" title="horta"><figcaption>O mês de abril é sinónimo de horta.</figcaption></figure><p>A chegada de abril representa um período de entusiasmo e expectativa para os amantes da jardinagem. Com a primavera já em pleno andamento em muitas regiões e temperaturas mais amenas, <strong>o solo começa a ativar-se</strong>, oferecendo condições ideais para semear, transplantar e planear grande parte da produção dos próximos meses. É, sem dúvida, um <strong>momento crucial</strong> para desenvolver o seu jardim e explorar todo o seu potencial.</p><h2>O que plantar no jardim em abril?</h2><p>Durante este mês, o aumento das horas de luz do dia e a melhoria geral das condições meteorológicas permitem uma <strong>expansão significativa da variedade de culturas que podem ser cultivadas</strong>.</p><p>Apesar disso, é sempre uma boa ideia ter em conta o clima de cada região, pois em alguns locais ainda podem <strong>ocorrer quedas temporárias de temperatura</strong>, o que pode colocar as plantações em risco.</p><h3>Os vegetais que podem ser semeados diretamente</h3><p>De entre todas as culturas disponíveis, <strong>os seguintes hortícolas são particularmente recomendados</strong> para sementeira direta em abril:</p><ul> <li>Cenouras.</li> <li>Beterrabas.</li> <li>Rabanetes.</li> <li>Espinafre.</li> <li>Acelga.</li> <li>Alface.</li> <li>Ervilhas.</li> <li>Vagens.</li> <li>Cebolas.</li> </ul><p>Todas são culturas que se adaptam bem às condições da primavera e permitem colheitas escalonadas se semeadas em várias fases.</p><h3>A época ideal para plantar culturas de verão</h3><p>É também uma boa altura para<strong> plantar ou transplantar culturas de verão</strong>, especialmente se já tiverem sido protegidas em viveiros nos meses anteriores.</p><ul> <li>Tomates.</li> <li>Pimentos.</li> <li>Beringelas.</li> <li>Abobrinhas.</li> <li>Pepinos.</li> <li>Abóboras.</li> </ul><p>Este tipo de cultivo começa a desempenhar um papel de destaque na horta entre março e abril.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/calendario-del-huerto-que-plantar-en-abril-y-cuales-son-las-tareas-de-este-mes-1775026867077.jpg" data-image="wl5ycpbaflr8"> <figcaption>Sem dúvida, cultivar tomate é um clássico da primavera e do verão.</figcaption> </figure><p>No entanto, em climas mais frios, é aconselhável esperar até que o<strong> risco de geada tenha passado</strong> ou proteger as plantas jovens com túneis ou mantas térmicas.</p><p>Abril é também uma <strong>altura ideal para introduzir plantas aromáticas e medicinais</strong> como o manjericão, a salsa, os coentros, a hortelã, o alecrim ou o tomilho. Além de conferirem sabor e utilidade à cozinha, também ajudam a atrair polinizadores e a melhorar o equilíbrio do jardim.</p><h2>As principais tarefas de jardinagem em abril</h2><p>Abril não é apenas um mês para semear; requer também uma <strong>série de cuidados e operações essenciais</strong> para garantir que o seu jardim cresce de forma saudável e vigorosa, promovendo o desenvolvimento adequado das plantas.</p><h3>Prepare e melhore o solo</h3><p>Após um inverno rigoroso, uma das primeiras tarefas é <strong>verificar as condições do solo</strong>. É importante arejá-lo, eliminar as ervas daninhas que possam competir com as culturas e adicionar matéria orgânica, como composto ou estrume bem curtido.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761843" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-melhores-flores-de-baixa-manutencao-para-principiantes-estas-plantas-resistentes-perdoam-ate-a-negligencia.html" title="As melhores flores de baixa manutenção para principiantes, estas plantas resistentes perdoam até a negligência">As melhores flores de baixa manutenção para principiantes, estas plantas resistentes perdoam até a negligência</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-melhores-flores-de-baixa-manutencao-para-principiantes-estas-plantas-resistentes-perdoam-ate-a-negligencia.html" title="As melhores flores de baixa manutenção para principiantes, estas plantas resistentes perdoam até a negligência"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/die-besten-pflegeleichten-blumen-fuer-einsteiger-diese-robusten-pflanzen-verzeihen-sogar-wenn-man-sie-vergisst-1774691461411_320.png" alt="As melhores flores de baixa manutenção para principiantes, estas plantas resistentes perdoam até a negligência"></a></article></aside><p>Um solo fértil, mole e equilibrado será a base para um bom crescimento das culturas.</p><h3>Organize a sementeira e o transplante</h3><p>Abril é muitas vezes um mês movimentado no jardim, por isso é útil planear o que semear e onde. Respeitar as associações de culturas favoráveis e manter o espaçamento adequado entre as plantas ajuda a <strong>prevenir doenças e a melhorar a produtividade</strong>.</p><h3>Verifique a rega</h3><p>Com o aumento das temperaturas, aumenta também a necessidade de água. No entanto, é importante não exagerar. Em abril, <strong>o ideal é manter o solo sempre húmido</strong>, evitando tanto o encharcamento como a secura excessiva.</p><h3>Controlo de pragas e doenças</h3><p>A primavera traz consigo também um <strong>aumento da atividade de insetos e fungos</strong>. Pulgões, caracóis, lesmas e o temido míldio podem aparecer nesta altura, pelo que é essencial monitorizar as suas plantas com frequência para identificar quaisquer problemas precocemente e tomar medidas preventivas.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/calendario-del-huerto-que-plantar-en-abril-y-cuales-son-las-tareas-de-este-mes-1775026916042.jpg" data-image="ca34v4ye01ke"> <figcaption>Cultura de favas afetada por uma infestação de pulgões.</figcaption> </figure><h3>Instalar suportes e proteções</h3><p>Algumas culturas, como o tomate ou o feijão verde, necessitam de suporte desde as fases iniciais. Por este motivo, a <strong>simples instalação de estacas, redes ou estruturas de suporte</strong> facilitará o crescimento e evitará danos posteriores.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Da mesma forma, em áreas com clima instável, pode ainda ser útil proporcionar proteção contra o frio ou a chuva forte.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Em última análise, o que fizer nestas semanas influenciará diretamente a <strong>saúde e a produtividade das suas culturas </strong>durante a primavera e o verão. Por isso, em vez de semear muito, é importante fazê-lo com ordem, observação e consistência.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/calendario-de-jardinagem-o-que-plantar-em-abril-e-o-que-fazer-este-mes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Domingo de Páscoa com temperaturas até 10 ºC acima da média em Portugal Continental: eis as zonas mais quentes]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/domingo-de-pascoa-com-temperaturas-ate-10-c-acima-da-media-em-portugal-continental-eis-as-zonas-mais-quentes.html</link><pubDate>Sat, 04 Apr 2026 07:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Este fim de semana de Páscoa contará com temperaturas acima da média em praticamente todo o continente. Saiba quais as zonas mais quentes!</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/prepare-se-para-o-tempo-de-verao-a-massa-de-ar-subtropical-atingira-o-pico-em-portugal-no-domingo-de-pascoa-5-de-abril.html" target="_blank">Prepare-se para o tempo de verão: a massa de ar subtropical atingirá o pico em Portugal no domingo de Páscoa, 5 de abril</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa489j4"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa489j4.jpg" id="xa489j4"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os mapas da Meteored Portugal, baseados no modelo europeu ECMWF, continuam a<strong> insistir em valores bastante atípicos para esta época do ano</strong>, onde entre hoje e amanhã, estes poderão rondar os 10 ºC acima da média em vários pontos do país.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>A configuração sinóptica atual - influência anticiclónica - permite que os dias se mantenham secos e soalheiros, ao mesmo tempo que o fluxo de sudeste nos traz ar quente do Norte de África, contribuindo para um <strong>aumento das tempertaturas, especialmente das diurnas</strong>.</p><h2>Este sábado espera-se bastante agradável do ponto de vista térmico</h2><p>O dia de hoje, sábado (4), contará com<strong> céu geralmente limpo e com temperaturas acima da média em todo o continente</strong>, especialmente entre as 9h e as 19h, onde os valores de anomalia positiva (acima da média) podem chegar aos 10 ºC, no distrito de Vila Real. <strong>Os distritos com a anomalia menos pronunciada deverão ser Aveiro e Faro</strong>, com valores até 4 ºC acima da média. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/domingo-de-pascoa-com-temperaturas-ate-10-c-acima-da-media-em-portugal-continental-eis-as-zonas-mais-quentes-1775256203213.jpg" data-image="ghmtmem1ibqr" alt="anomalia térmica positiva" title="anomalia térmica positiva"><figcaption>Toda a Península Ibérica contará com temperaturas acima da média no Domingo de Páscoa, 5 de abril.</figcaption></figure><p>Assim, para a faixa litoral, esperam-se temperaturas máximas entre os 18 ºC em Viana do Castelo e os 27 ºC em Leiria; e na faixa interior esperam-se 21 ºC na Guarda e 24 ºC em Castelo Branco e Évora. </p><div class="texto-destacado"> Apesar de as temperaturas durante o dia se apresentarem bastante agradáveis, à noite, durante a madrugada e nas primeiras horas da manhã, os valores poderão ser significativamente mais baixos, dando lugar a uma elevada amplitude térmica. </div><p><strong>À noite, os valores diminuem significativamente</strong>, ainda que as anomalias permaneçam positivas em boa parte das regiões Norte e Centro, com <strong>valores até 6 ºC acima da normal climatológica</strong>. </p><h2>Domingo de Páscoa poderá contar com 30 ºC</h2><p>No Domingo, dia em que o Compasso Pascal sai à rua para a bênção das casas, esta tendência de dia seco, soalheiro e quente deverá manter-se. Como podemos observar no mapa acima, <strong>pelas 14h do dia de Páscoa, as anomalias térmicas positivas encontrar-se-ão entre os 8 ºC e os 10 ºC em boa parte do país</strong>, podendo, no distrito de Vila Real, chegar a 11 ºC acima da média.</p><p>Neste dia, as <strong>anomalias mais pronunciadas deverão dar-se entre as 10h e as 19h</strong>. O distrito com valores mais aproximados do normal poderá ser Faro, com anomalia de cerca de 3 ºC acima do expectável. Aveiro e Portalegre contarão com 5 ºC e 6 ºC, respetivamente, enquanto os<strong> restantes distritos apresentarão anomalias entre os 8 ºC e os 10 ºC</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762147" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-segunda-e-terca-feira-chegara-uma-frente-atlantica-com-chuva-acompanhada-de-trovoada-zonas-mais-afetadas.html" title="Entre segunda e terça-feira chegará uma frente atlântica com chuva acompanhada de trovoada; zonas mais afetadas">Entre segunda e terça-feira chegará uma frente atlântica com chuva acompanhada de trovoada; zonas mais afetadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-segunda-e-terca-feira-chegara-uma-frente-atlantica-com-chuva-acompanhada-de-trovoada-zonas-mais-afetadas.html" title="Entre segunda e terça-feira chegará uma frente atlântica com chuva acompanhada de trovoada; zonas mais afetadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/entre-segunda-e-terca-feira-chegara-uma-frente-atlantica-com-chuva-acompanhada-de-trovoada-zonas-mais-afetadas-1775225892315_320.jpg" alt="Entre segunda e terça-feira chegará uma frente atlântica com chuva acompanhada de trovoada; zonas mais afetadas"></a></article></aside><p>Com isto, esperam-se <strong>temperaturas máximas entre os 18 ºC</strong> em Viana do Castelo <strong>e os 28 ºC</strong> em Leiria e Coimbra (no litoral) e entre os 23 ºC em Bragança e Guarda e os 26 ºC em Castelo Branco (no interior). <strong>Alguns locais poderão registar até 30 ºC</strong>, especialmente os inseridos nos vales do Douro e Tejo. À noite e durante a madrugada, os valores deverão oscilar entre os 9 ºC em Bragança e os 16 ºC em Faro.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/domingo-de-pascoa-com-temperaturas-ate-10-c-acima-da-media-em-portugal-continental-eis-as-zonas-mais-quentes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Viagens interplanetárias: experiências para eliminar o principal risco para o corpo humano]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/viagens-interplanetarias-experiencias-para-eliminar-o-principal-risco-para-o-corpo-humano.html</link><pubDate>Sat, 04 Apr 2026 06:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>As missões tripuladas a Marte estão a tornar-se uma realidade cada vez mais iminente, planeadas para a próxima década, mas ainda persistem alguns obstáculos. Um dos mais significativos diz respeito à reação do corpo humano à gravidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/viaggi-interplanetari-gli-esperimenti-per-eliminare-il-rischio-principale-per-il-corpo-umano-1774368858073.jpg" data-image="tv6xt1jz4kuz" alt="Marte" title="Marte"><figcaption>Renderização 3D de um pôr-do-sol em Marte.</figcaption></figure><p><strong>A primeira expedição humana a Marte está prestes a acontecer</strong>. Tanto a NASA como a Administração Espacial Nacional da China (CNSA) têm projetos que deverão concretizar-se em breve, dentro da próxima década.</p><div class="texto-destacado"> Entre as várias dificuldades que ainda têm de ser enfrentadas, uma das mais graves está relacionada com a ausência de gravidade, que no planeta vermelho é de aproximadamente 38% da gravidade da Terra.<br> </div><p> <strong>Mais problemática ainda é a viagem</strong>, durante a qual a gravidade estaria completamente ausente durante um longo período. </p><p>A diferença em relação às missões anteriores à Lua reside precisamente na duração. <strong>Uma viagem a Marte demoraria entre seis a oito meses só de ida</strong>, enquanto os astronautas que caminharam na Lua regressaram antes de a ausência de gravidade se tornar um problema sério.</p><p>Encontrar uma solução é agora uma prioridade.</p><h2> Ausência de gravidade e danos a longo prazo </h2><p>Numa viagem a Marte, <strong>um período prolongado em gravidade zero expõe os astronautas a danos nos ossos, músculos, sistema cardiovascular e metabolismo</strong>, com prováveis efeitos a longo prazo.</p><p> Por esta razão, estudos recentes conduzidos por uma equipa internacional estão a focar-se nos <strong>efeitos da baixa gravidade </strong>no organismo humano e em possíveis métodos para os combater. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="749410" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-assina-acordos-de-artemis-e-torna-se-no-60-pais-a-assumir-exploracao-responsavel-do-espaco.html" title="Portugal assina Acordos de Artemis e torna-se no 60º país a assumir exploração responsável do espaço">Portugal assina Acordos de Artemis e torna-se no 60º país a assumir exploração responsável do espaço</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-assina-acordos-de-artemis-e-torna-se-no-60-pais-a-assumir-exploracao-responsavel-do-espaco.html" title="Portugal assina Acordos de Artemis e torna-se no 60º país a assumir exploração responsável do espaço"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-assina-acordos-de-artemis-e-torna-se-no-60-pais-a-assumir-exploracao-responsavel-do-espaco-1768573441894_320.jpg" alt="Portugal assina Acordos de Artemis e torna-se no 60º país a assumir exploração responsável do espaço"></a></article></aside><p>O tecido muscular esquelético é o maior, representando 40% da massa corporal. Particularmente sensível, é essencial não só para o movimento, mas também para a saúde metabólica.</p><p>No entanto, os <strong>dados disponíveis sobre os efeitos da ausência de gravidade prolongada são ainda muito limitados</strong>, razão pela qual as primeiras experiências com ratos foram realizadas na ISS, abrindo novas possibilidades de soluções.</p><h2> Os primeiros experimentos </h2><p>Os ratos foram colocados num dispositivo denominado MARS (Multiple Artificial Gravity Research System), capaz de <strong>simular quatro níveis diferentes de baixa gravidade</strong>, durante um período de vinte e oito dias.</p><p> No final do período de observação, a equipa de Marie Mortreaux, cientista do Laboratório de Biologia Muscular de Rhode Island, realizou análises aos indivíduos. </p><p>Os<strong> testes analisaram ossos, músculos e metabolitos</strong> — substâncias químicas presentes no sangue. Está demonstrado que uma gravidade equivalente a dois terços da gravidade terrestre é praticamente inofensiva para os músculos e ossos. Uma gravidade de 0,67 g, equivalente a um terço da gravidade terrestre, provoca a perda de força muscular.</p><p>Assim sendo, <strong>o limite abaixo do qual começa a ser arriscado é de 0,67 g</strong>.</p><h2> Experimentos humanos <br></h2><p>Replicar as experiências no corpo humano seria fundamental, mas ainda não foi possível, principalmente porque <strong>não existe nenhum lugar com gravidade artificial</strong> onde as pessoas possam permanecer o tempo suficiente para obter dados úteis.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/viaggi-interplanetari-gli-esperimenti-per-eliminare-il-rischio-principale-per-il-corpo-umano-1774368895083.jpg" data-image="2ky5jk549biy" alt="Gravidade" title="Gravidade"><figcaption>A ausência de gravidade durante um período prolongado provoca danos a longo prazo.</figcaption></figure><p>A <strong>única evidência de gravidade artificial no espaço é bastante antiga</strong>, remontando à missão Gemini-11 de 1966, na qual uma nave espacial foi girada em torno de outra através de um cabo, criando uma gravidade muito baixa, mas apenas durante algumas horas.</p><p><strong>Algumas experiências foram realizadas em laboratório</strong>, mas, mais uma vez, durante um período de tempo muito curto.</p><p>Isto porque a criação de simuladores de ausência de gravidade em grande escala é <strong>complexa e dispendiosa</strong>, e a forma como o corpo humano reage ainda não está totalmente compreendida.</p><h2> Possíveis soluções </h2><p>No entanto, após a experiência com ratos, <strong>foi possível formular algumas hipóteses</strong> sobre possíveis soluções para futuras viagens espaciais.</p><p> Uma estrutura rotativa poderia simular a gravidade utilizando a força centrífuga. O projeto Nautilus-X da NASA baseia-se precisamente nesta ideia. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="752463" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cinturoes-de-van-allen-o-anel-de-radiacao-que-protege-a-terra-e-desafia-os-astronautas.html" title="Cinturões de Van Allen: o anel de radiação que protege a Terra e desafia os astronautas">Cinturões de Van Allen: o anel de radiação que protege a Terra e desafia os astronautas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cinturoes-de-van-allen-o-anel-de-radiacao-que-protege-a-terra-e-desafia-os-astronautas.html" title="Cinturões de Van Allen: o anel de radiação que protege a Terra e desafia os astronautas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cinturones-de-van-allen-el-anillo-de-radiacion-que-protege-la-tierra-y-desafia-a-los-astronautas-1769878774715_320.jpeg" alt="Cinturões de Van Allen: o anel de radiação que protege a Terra e desafia os astronautas"></a></article></aside><p>Os astronautas na Estação Espacial Internacional já utilizam <strong>aparelhos de ginástica para reduzir a atrofia, ou perda, de massa muscular</strong>.</p><p>Um sistema híbrido que combine o uso de estruturas rotativas com exercício físico é também uma ideia interessante. No entanto, encontra-se atualmente em fase de projeto. </p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Matthew Williams - <a href="https://www.universetoday.com/articles/how-will-martian-gravity-affect-skeletal-muscle" target="_blank">How Will Martian Gravity Affect Skeletal Muscle?</a> Universe Today (2026)</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/viagens-interplanetarias-experiencias-para-eliminar-o-principal-risco-para-o-corpo-humano.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O fado voltou ao jardim mais secreto de Lisboa (e todos podem entrar)]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-fado-voltou-ao-jardim-mais-secreto-de-lisboa-e-todos-podem-entrar.html</link><pubDate>Sat, 04 Apr 2026 05:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Escondido na Rua de São Bento, o jardim onde Amália Rodrigues viveu recebe concertos intimistas que recuperam a essência mais pura do fado, sem artifícios.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-fado-voltou-ao-jardim-mais-secreto-de-lisboa-e-todos-podem-entrar-1774994854166.jpeg" data-image="g5x6522rz89q" alt="Amália Rodrigues" title="Amália Rodrigues"><figcaption>Descubra o jardim escondido de Amália. Foto: Fundação Amália</figcaption></figure><p>Na <strong>Rua de São Bento</strong>, em Lisboa, há um portão discreto que muitos passam sem reparar. Quem entra, contudo, descobre um segredo bem guardado. Do que é que estamos a falar? De um<strong> jardim</strong> onde o fado volta a respirar como se nunca tivesse saído.</p><p>Durante mais de 40 anos, este foi o <strong>refúgio de Amália Rodrigues</strong>. Hoje, volta a ser também um lugar de encontro, com música ao vivo, cadeiras próximas e aquela sensação rara de estar a assistir a algo genuíno, sem filtros nem encenações.</p><h2>Um palco improvável </h2><p>Aqui não há grandes luzes nem palcos elevados. Em vez disso, o protagonismo é simples: uma voz, uma guitarra portuguesa, uma viola de fado, e silêncio suficiente para deixar tudo isso acontecer.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761537" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nesta-pascoa-quer-sentir-lisboa-a-serio-comece-por-estes-lugares-secretos.html" title="Nesta Páscoa quer sentir Lisboa a sério? Comece por estes lugares “secretos”">Nesta Páscoa quer sentir Lisboa a sério? Comece por estes lugares “secretos”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nesta-pascoa-quer-sentir-lisboa-a-serio-comece-por-estes-lugares-secretos.html" title="Nesta Páscoa quer sentir Lisboa a sério? Comece por estes lugares “secretos”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quer-sentir-lisboa-a-serio-comece-por-estes-lugares-secretos-1774940039237_320.jpg" alt="Nesta Páscoa quer sentir Lisboa a sério? Comece por estes lugares “secretos”"></a></article></aside><p>Os<strong> concertos regressam às terças, quintas e sábados</strong>, sempre com um ambiente intimista que dificilmente se replica noutro sítio da cidade. </p><div class="texto-destacado">O repertório percorre fados que marcaram gerações, mas também abre espaço a canções tradicionais e marchas populares, numa espécie de viagem pela memória coletiva.</div><p>Em palco, o elenco da Fundação Amália Rodrigues garante essa ligação entre respeito pela tradição e frescura na interpretação. Célia Leiria assume a voz, acompanhada por Pedro Amendoeira na guitarra portuguesa e Flávio Cardoso na viola. Três nomes que sabem bem ao que vão quando se trata de fado.</p><h2>Antes do primeiro acorde</h2><p>Se quiser fazer as coisas com calma, vale a pena <strong>chegar mais cedo</strong>. <strong>A casa onde Amália viveu está aberta ao público</strong> e mantém muito do que a tornou única, dos objetos pessoais às histórias que continuam presas às paredes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-fado-voltou-ao-jardim-mais-secreto-de-lisboa-e-todos-podem-entrar-1774994591958.jpg" data-image="koid3a7wezp6" alt="Jardim da Amália" title="Jardim da Amália"><figcaption>Uma oportunidade especial. Foto: CM Lisboa</figcaption></figure><p>Mas, atenção, porque <strong>a visita não está incluída no bilhete </strong>e exige marcação prévia. A vantagem é que funciona quase como um aquecimento perfeito para o concerto. Afinal, ajuda a perceber melhor o peso simbólico daquele jardim e o que significa ouvir fado ali, a poucos metros de onde tantas canções ganharam vida.</p><p>Os bilhetes custam<strong> 20€ durante a semana</strong> e<strong> 25€ aos sábados</strong>, e podem ser comprados <em>online </em>(através da Ticketline e Blueticket) ou diretamente na fundação (através do <em>email </em>casamuseu@amaliarodrigues.pt ou do telefone 21 397 18 96). No fim, não há truques nem surpresas: só fado, como deve ser. </p><h2>Casa-Museu</h2><p>A<strong> Casa-Museu Amália Rodrigues</strong> é hoje um dos espaços culturais mais relevantes de Lisboa quando se fala de fado e património. Aberta ao público desde 2001, mantém o ambiente autêntico da casa onde Amália viveu durante mais de quatro décadas, permitindo-lhe conhecer não só a artista, mas também a mulher por trás da voz.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761629" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-carnaval-de-torres-vedras-tardou-mas-agora-e-que-e.html" title="O Carnaval de Torres Vedras tardou… mas agora é que é!">O Carnaval de Torres Vedras tardou… mas agora é que é!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-carnaval-de-torres-vedras-tardou-mas-agora-e-que-e.html" title="O Carnaval de Torres Vedras tardou… mas agora é que é!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-carnaval-de-torres-vedras-tardou-mas-agora-e-que-e-1774961146484_320.jpg" alt="O Carnaval de Torres Vedras tardou… mas agora é que é!"></a></article></aside><p>Integrada na Rede Portuguesa de Fundações e na Rede de Casas e Museus de Músicos Europeus, a casa afirma-se como um<strong> ponto de encontro entre tradição e contemporaneidade</strong>. Aqui, o legado de Amália não está parado no tempo.</p><p>As<strong> visitas guiadas </strong>são o ponto central da experiência, conduzindo-o por divisões cheias de memórias, objetos pessoais e histórias que ajudam a compor o retrato de uma das maiores figuras da cultura portuguesa. </p><div class="texto-destacado">Existem também visitas personalizadas, pensadas para quem quer aprofundar diferentes dimensões da sua vida e obra.</div><p>O jardim, esse, mantém-se como um dos espaços mais especiais da casa. É precisamente aí que acontecem os concertos, mas também outras iniciativas culturais, como ciclos dedicados à poesia, exposições temporárias e atividades educativas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-fado-voltou-ao-jardim-mais-secreto-de-lisboa-e-todos-podem-entrar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O lobo-ibérico só estará protegido quando houver cooperação entre Portugal e Espanha]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-lobo-iberico-so-estara-protegido-quando-houver-cooperacao-entre-portugal-e-espanha.html</link><pubDate>Fri, 03 Apr 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Manifesto de especialistas apela ao reforço da proteção de espécie e à maior articulação entre os dois países para reverter o declínio da população lupina na Península Ibérica.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-lobo-iberico-so-estara-protegido-quando-houver-cooperacao-entre-portugal-e-espanha-1775223329657.jpg" data-image="q1ohxt7cw63z" alt="Lobos ibéricos" title="Lobos ibéricos"><figcaption>A população do lobo ibérico está em declínio em Portugal e em Espanha. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>A viabilidade a longo prazo do lobo na Península Ibérica está comprometida e não poderá ser assegurada enquanto não houver uma forte cooperação entre Portugal e Espanha. O alerta é da Sociedade Ibérica para a Conservação e Estudo dos Mamíferos (SECEM), que lançou agora um manifesto pela defesa do lobo-ibérico (<em>Canis lupus signatus</em>). </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-lobo-iberico-so-estara-protegido-quando-houver-cooperacao-entre-portugal-e-espanha-1775223383706.jpg" data-image="h745f2k10qxq" alt="Mapa da Península Ibérica com a distribuição da população do lobo ibérico" title="Mapa da Península Ibérica com a distribuição da população do lobo ibérico"><figcaption>A maior parte da população do lobo ibérico está concentrada no norte do rio Douro, em Portugal, e no noroeste de Espanha. Imagem: SECEM</figcaption></figure><p>Reunindo o consenso de <strong>ambientalistas</strong>, <strong>gestores</strong>, <strong>investigadores</strong>, <strong>técnicos</strong>, entre outros profissionais de diversas entidades espanholas e portuguesas, o documento da organização destaca a articulação entre os dois países como o caminho mais sustentável para preservar a continuidade da espécie.</p><h2>População em declínio nos dois lados da fronteira</h2><p>Os dados do mais recente censo nacional 2019-2021 mostram que, em <strong>Portugal</strong>, já houve uma <strong>redução de cerca de 20% na área de presença do lobo ibérico</strong> nas últimas duas décadas. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O número de alcateias, segundo o SECEM, caiu de 63, em 2002-2003, para 58 no último levantamento, com a maior parte concentrada no norte do Rio Douro e com apenas cinco a seis indivíduos a sul do país.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Em <strong>Espanha</strong>, a espécie foi recentemente avaliada com o estatuto de vulnerável na lista vermelha nacional e não é caso para menos. A população do lobo em território espanhol é atualmente inferior a mil animais adultos, essencialmente distribuídos no noroeste do país.</p><h2>Recuos nas medidas de proteção</h2><p>Em 2021, o lobo entrou na Lista de Espécies Silvestres e no Regime de Proteção Especial, tendo sido a sua caça proibida em toda a Espanha. A <strong>proteção</strong>, todavia, viria a ser <strong>revertida em 2025</strong>, especialmente motivada por preocupações sobre os impactos económicos no setor da pecuária.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Mas a medida, - criticam os especialistas no manifesto -, não teve em conta o estado de conservação da espécie nem as consequências que a redução da proteção poderá ter na população do lobo ibérico.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Neste momento, a única salvaguarda é a <strong>legislação</strong> <strong>regional</strong> aplicada em <strong>algumas comunidades autónomas</strong> de Espanha, como Galiza, Astúrias ou Cantábria.</p><h2>É preciso maior colaboração entre portugueses e espanhóis</h2><p>Um dos maiores obstáculos à conservação do lobo é a <strong>falta de articulação</strong> entre Portugal e Espanha. Essa é, aliás, uma lacuna que pode comprometer seriamente a viabilidade futura da espécie.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="689396" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-grande-carnivoro-pode-ser-um-polinizador-o-lobo-etiope-adora-nectar-e-e-o-primeiro-a-ser-identificado.html" title="Pode um grande carnívoro ser um polinizador? O lobo etíope adora néctar e é o primeiro a ser identificado">Pode um grande carnívoro ser um polinizador? O lobo etíope adora néctar e é o primeiro a ser identificado</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-grande-carnivoro-pode-ser-um-polinizador-o-lobo-etiope-adora-nectar-e-e-o-primeiro-a-ser-identificado.html" title="Pode um grande carnívoro ser um polinizador? O lobo etíope adora néctar e é o primeiro a ser identificado"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/um-grande-carnivoro-pode-ser-um-polinizador-o-lobo-etiope-adora-nectar-e-e-o-primeiro-a-ser-identificado-1735238247802_320.jpg" alt="Pode um grande carnívoro ser um polinizador? O lobo etíope adora néctar e é o primeiro a ser identificado"></a></article></aside><p>A cooperação entre os dois países é, portanto, fundamental, tal como é também a <strong>manutenção do atual regime de proteção legal do lobo ibérico em Portugal</strong>, garantindo a sua coerência com o estado de conservação da população lupina da Península Ibérica</p><h2>A importância de uma estratégia ibérica</h2><p>No campo da cooperação transfronteiriça, em particular, a organização recomenda implementar uma estratégia ibérica conjunta entre Espanha e Portugal, de modo que a <strong>população ibérica</strong> possa ser gerida como uma única unidade e não de forma fragmentada.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É ainda urgente que os dois países se orientem pelos mesmos critérios científicos em toda a área de distribuição do lobo-ibérico. A <strong>uniformização das normas</strong> é condição essencial para <strong>facilitar o estudo da evolução da subespécie</strong> do lobo-cinzento na Península Ibérica, melhorando, consequentemente, as decisões de conservação e gestão.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A SECEM defende também a <strong>padronização da recolha de informação</strong> sobre os <strong>danos ao gado causados pelo lobo</strong> “mediante protocolos científicos homogéneos e a nível peninsular, garantindo que os dados sejam acessíveis para a investigação”.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-lobo-iberico-so-estara-protegido-quando-houver-cooperacao-entre-portugal-e-espanha-1775223575981.jpg" data-image="4hm5pmpijpan" alt="Lobo-ibérico" title="Lobo-ibérico"><figcaption>Os especialistas pedem a uniformização das normas e dos critérios científicos entre Portugal e Espanha para facilitar a gestão e o estudo da população lupina na Península Ibérica. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>De um lado e do outro da fronteira, a sociedade ibérica considera fundamental promover e apoiar <strong>medidas de prevenção proativas do gado face aos ataques de lobos</strong> e “agilizar os sistemas de compensação quando essas medidas tenham sido aplicadas, com o objetivo <strong>de reduzir o conflito</strong> e favorecer a tolerância em relação à espécie”.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://secem.es/sites/default/files/2026-03/Manifiesto_Lobo_Iberico_SECEM_PT.pdf" target="_blank">Manifesto sobre a Preocupante Situação de Conservação do Lobo (Canis lupus) na Península Ibérica</a>. Sociedade Ibérica para a Conservação e Estudo dos Mamíferos (SECEM)</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-lobo-iberico-so-estara-protegido-quando-houver-cooperacao-entre-portugal-e-espanha.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Entre segunda e terça-feira chegará uma frente atlântica com chuva acompanhada de trovoada; zonas mais afetadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-segunda-e-terca-feira-chegara-uma-frente-atlantica-com-chuva-acompanhada-de-trovoada-zonas-mais-afetadas.html</link><pubDate>Fri, 03 Apr 2026 14:23:25 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A próxima mudança de tempo virá de uma frente fria associada a um vale depressionário. Haverá chuva generalizada, por vezes localmente forte e acompanhada de trovoada, estimando-se acumulações superiores a 30 mm em 24 horas nalgumas zonas de Portugal continental.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-segunda-e-terca-feira-chegara-uma-frente-atlantica-com-chuva-acompanhada-de-trovoada-zonas-mais-afetadas-1775225892315.jpg" data-image="tixzboehd5pa"><figcaption>Períodos de chuva ou aguaceiros, potencialmente acompanhados de trovoada, marcarão os primeiros dias da próxima semana em Portugal continental.</figcaption></figure><p>A próxima mudança de tempo já está à vista, mas antes disso, em pleno período pascal, ainda iremos poder desfrutar de dias de sol e calor em Portugal. Durante o fim de semana, a influência do anticiclone e de uma massa de ar tropical continental resultarão em temperaturas diurnas bastante amenas e com valores claramente acima da média para a época do ano, estando previstas <strong>máximas até 30 ºC nalgumas zonas do Vale do Tejo e Vale do Douro</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>A partir de segunda-feira (6), um vale depressionário (também conhecido como cavado) vindo do Atlântico começará a aproximar-se. Posteriormente, isolar-se-á e formará uma pequena gota fria (ou depressão isolada em altitude) sobre a Península Ibérica. A trajetória posterior desta baixa pressão errática está sujeita a grande incerteza. Prevê-se que esta configuração atmosférica resulte na ocorrência de <strong>períodos de chuva ou aguaceiros, acompanhados de trovoada, intensificação do vento, descida das temperaturas e possibilidade de queda de neve</strong>.</p><h2>Chuva e trovoada regressam a Portugal continental entre segunda e terça-feira</h2><p>Espera-se que segunda-feira (6) seja um dia de céu geralmente muito nublado graças a um crescimento gradual das nuvens que se tornarão cada vez mais compactas em Portugal continental. Ainda antes do vale depressionário e respetiva frente fria influenciarem o tempo no nosso país, prevê-se a possibilidade de uma pequena baixa pressão situada no noroeste de Marrocos produzir <strong>aguaceiros dispersos pelo Algarve e Baixo Alentejo na tarde de segunda-feira (6)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-segunda-e-terca-feira-chegara-uma-frente-atlantica-com-chuva-acompanhada-de-trovoada-zonas-mais-afetadas-1775225724581.png" data-image="8a0j17mtwkjd"><figcaption>Risco de ocorrência de trovoadas na tarde de segunda-feira (6) no Alto Minho, segundo o modelo Europeu.</figcaption></figure><p><strong>Mais a norte, no Alto Minho, também no período da tarde do dia 6 de abril</strong>, os mapas revelam a possibilidade de ocorrência de <strong>trovoadas</strong>, provavelmente integradas na precipitação associada à fase pré-frontal da frente e estimuladas, em certa medida, pelo aquecimento diurno. Espera-se que a atividade elétrica cesse por volta do fim da tarde.</p><p>Já no período noturno, por volta das 22:00 de segunda-feira (6), <strong>as primeiras faixas de precipitação mais organizadas e geradas pela frente fria começariam finalmente a atingir mais zonas do litoral Norte e Centro</strong>, espalhando-se para sul e para leste nas horas seguintes. Até às 07:00 da manhã de terça-feira (7) espera-se que a chuva já tenha alcançado grande parte das zonas da Regiões Norte, Centro e Área Metropolitana de Lisboa.</p><h2>A chuva será mais generalizada na terça-feira e as trovoadas poderão repetir-se </h2><p><strong>Entre o meio da manhã e o meio da tarde de terça-feira (7) prevê-se o pico do episódio de precipitação</strong> no que toca a probabilidade, intensidade e frequência, inclusive em termos de área geográfica abrangida. <strong>A frente fria, robusta e muito ativa, entrará por Portugal continental adentro nesse período, percorrendo a geografia do litoral para o interior</strong> e deixando chuva em todo o território, embora com uma distribuição muito desigual.</p><p><strong>De acordo com os mapas de referência da Meteored, prevê-se entre 20 e 45 mm de chuva acumulada em grande parte dos distritos a oeste da Barreira de Condensação</strong> (Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro) e também em várias zonas da Região Centro (Coimbra, Viseu e Guarda) até ao final de terça-feira (7). </p><p>No Nordeste Transmontano, Douro e Beira Alta, bem como nas regiões situadas a sul do rio Mondego a precipitação acumulada poderá oscilar geralmente entre 5 e 15 mm, sendo mais escassa no Algarve, onde poderá variar entre 1 e 5 mm no Barlavento e entre 5 e 10 mm no Sotavento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-segunda-e-terca-feira-chegara-uma-frente-atlantica-com-chuva-acompanhada-de-trovoada-zonas-mais-afetadas-1775225619524.png" data-image="29v5p98jtj8w"><figcaption>Mapa de precipitação acumulada em Portugal continental até à 01:00 da madrugada de quarta-feira, 8 de abril.</figcaption></figure><p><strong>Na tarde de terça-feira (7) as trovoadas poderão voltar a surgir, com os mapas a estimarem uma maior probabilidade para o interior alentejano</strong> (metades orientais dos distritos de Portalegre, Évora e Beja). Além da atividade elétrica, estima-se uma descida acentuada das temperaturas na terça-feira (7) uma vez que a evolução da circulação atmosférica favorecerá a entrada de ar mais frio em altitude. </p><p><strong>A combinação do ar frio com a precipitação poderá gerar queda de neve nos pontos mais elevados da Serra da Estrela a partir da tarde</strong>, descendo a cota para os 1000/1200 metros ao fim do dia, podendo inclusive cair noutros pontos montanhosos a norte. O vento soprará fraco a moderado do quadrante Sul, podendo por vezes ser forte e produzir rajadas até 70 km/h, tanto nas terras altas, como em alguns locais da faixa costeira.</p><h3>Quarta-feira, 8 de abril, com possibilidade de continuidade do cenário meteorológico instável</h3><p><strong>Para quarta-feira (8) vislumbra-se a possível continuidade deste cenário instável, com mais períodos de precipitação</strong> (chuva, neve a acumular e a poder alastrar-se a mais zonas montanhosas do Norte e Centro) e <strong>uma nova descida das temperaturas</strong> que reforçará o arrefecimento do tempo por mais uma jornada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762109" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alteracoes-no-modelo-europeu-o-bloqueio-escandinavo-chegara-mais-cedo-do-que-o-previsto-efeitos-em-portugal.html" title="Alterações no modelo europeu: o bloqueio escandinavo chegará mais cedo do que o previsto; efeitos em Portugal">Alterações no modelo europeu: o bloqueio escandinavo chegará mais cedo do que o previsto; efeitos em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alteracoes-no-modelo-europeu-o-bloqueio-escandinavo-chegara-mais-cedo-do-que-o-previsto-efeitos-em-portugal.html" title="Alterações no modelo europeu: o bloqueio escandinavo chegará mais cedo do que o previsto; efeitos em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alteracoes-no-modelo-europeu-o-bloqueio-escandinavo-chegara-mais-cedo-do-que-o-previsto-efeitos-em-portugal-1775217510344_320.png" alt="Alterações no modelo europeu: o bloqueio escandinavo chegará mais cedo do que o previsto; efeitos em Portugal"></a></article></aside><p>Tratando-se de um cenário de médio prazo, ainda envolto em alguma incerteza, especialmente para quarta-feira (8), <strong>recomenda-se acompanhar as atualizações das previsões da Meteored Portugal nos próximos dia</strong><strong>s</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-segunda-e-terca-feira-chegara-uma-frente-atlantica-com-chuva-acompanhada-de-trovoada-zonas-mais-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alterações no modelo europeu: o bloqueio escandinavo chegará mais cedo do que o previsto; efeitos em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alteracoes-no-modelo-europeu-o-bloqueio-escandinavo-chegara-mais-cedo-do-que-o-previsto-efeitos-em-portugal.html</link><pubDate>Fri, 03 Apr 2026 12:27:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A atmosfera prepara-se para uma mudança significativa em Portugal nos próximos dias. O bloqueio escandinavo deverá instalar-se mais cedo do que o previsto, alterando a circulação dominante e trazendo instabilidade, com aguaceiros e uma descida das temperaturas após um início de semana mais estável.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa46yzi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa46yzi.jpg" id="xa46yzi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>De acordo com o modelo europeu, nos próximos dias o estado do tempo em Portugal continental será condicionado por uma alteração relevante no padrão atmosférico à escala europeia, associada ao <strong>reforço de um bloqueio escandinavo </strong>que deverá instalar-se mais cedo do que anteriormente previsto. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Até cerca de dia 6, o regime dominante será de NAO+, caracterizado por uma circulação zonal no Atlântico Norte, embora sem impacto direto em Portugal em termos de precipitação.</p><h2>NAO positiva mantém estabilidade até início da semana</h2><p><strong>Entre sábado e segunda-feira</strong>, prevê-se tempo estável, com céu pouco nublado ou limpo e predomínio de condições anticiclónicas. As temperaturas deverão subir gradualmente, atingindo o pico na segunda-feira, com máximas entre <strong>24 e 29 °C no interior e entre 20 e 25 °C no litoral</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alteracoes-no-modelo-europeu-o-bloqueio-escandinavo-chegara-mais-cedo-do-que-o-previsto-efeitos-em-portugal-1775217489062.png" data-image="798t7qveo09o"><figcaption>A anomalia térmica positiva evidencia temperaturas claramente acima do padrão habitual para o início de abril, sobretudo no interior, onde o desvio em relação à média é mais pronunciado. A presença de ar mais quente sobre a Península favorece valores máximos elevados, antecipando a aproximação de um período mais fresco nos dias seguintes.</figcaption></figure><p>O vento soprará em geral fraco a moderado, inicialmente do quadrante oeste, tornando-se progressivamente variável, com rajadas até 25–30 km/h, mais frequentes nas terras altas.</p><h2>Bloqueio escandinavo traz instabilidade e descida das temperaturas a partir de dia 7</h2><p>A partir de dia 7, a ondulação do jato polar dará origem à formação de um cavado sobre a Península Ibérica, em simultâneo com a instalação do bloqueio escandinavo, que desvia a circulação atlântica para latitudes mais elevadas. Esta configuração favorece o <strong>aumento da instabilidade atmosférica</strong>, com ocorrência de aguaceiros, mais prováveis nas regiões do Centro e Sul. A <strong>precipitação deverá ser irregular</strong>, com acumulados geralmente baixos, embora localmente possam atingir 5 a 15 mm em curtos períodos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alteracoes-no-modelo-europeu-o-bloqueio-escandinavo-chegara-mais-cedo-do-que-o-previsto-efeitos-em-portugal-1775217510344.png" data-image="6xyzk5ddslh3"><figcaption>Os acumulados de precipitação distribuem-se de forma desigual, com os valores mais significativos concentrados no Norte e Centro, onde se esperam aguaceiros de curta duração, mas localmente mais intensos. O litoral apresenta totais mais reduzidos, refletindo a natureza irregular da instabilidade.</figcaption></figure><p>Haverá uma <strong>descida das temperaturas</strong>, mais evidente no interior e durante o período diurno, uma vez que a evolução da circulação atmosférica favorece a entrada de ar mais frio em altitude. Após o pico registado no início da semana, as máximas deverão descer para valores entre <strong>16 e 22 °C </strong>na generalidade do território, podendo ser inferiores em zonas do interior Norte e Centro sob maior influência da instabilidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alteracoes-no-modelo-europeu-o-bloqueio-escandinavo-chegara-mais-cedo-do-que-o-previsto-efeitos-em-portugal-1775217523537.png" data-image="2v83gv9injvb"><figcaption>A circulação de oeste intensifica o vento junto à costa, onde se observam rajadas mais fortes sobre o Atlântico. Em Portugal continental o vento mantém‑se geralmente moderado, mas poderá reforçar-se temporariamente ao final do dia nas zonas expostas do litoral e das terras altas. A configuração atmosférica mostra uma aproximação gradual de uma corrente mais ativa vinda do oceano.</figcaption></figure><p>O vento apresentará um comportamento mais irregular, com predomínio de direções variáveis e períodos de maior intensidade associados às células convectivas, podendo registar <strong>rajadas até 40–50 km/h</strong>, em especial nas terras altas e durante os episódios de instabilidade. Esta intensificação resulta do aumento da instabilidade atmosférica e da presença de <strong>ar mais frio em altitude</strong>, que favorece movimentos verticais mais vigorosos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762085" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/prepare-se-para-o-tempo-de-verao-a-massa-de-ar-subtropical-atingira-o-pico-em-portugal-no-domingo-de-pascoa-5-de-abril.html" title="Prepare-se para o tempo de verão: a massa de ar subtropical atingirá o pico em Portugal no domingo de Páscoa, 5 de abril">Prepare-se para o tempo de verão: a massa de ar subtropical atingirá o pico em Portugal no domingo de Páscoa, 5 de abril</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/prepare-se-para-o-tempo-de-verao-a-massa-de-ar-subtropical-atingira-o-pico-em-portugal-no-domingo-de-pascoa-5-de-abril.html" title="Prepare-se para o tempo de verão: a massa de ar subtropical atingirá o pico em Portugal no domingo de Páscoa, 5 de abril"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/prepare-se-para-o-tempo-de-verao-a-massa-de-ar-subtropical-atingira-o-pico-em-portugal-no-domingo-dia-1775211461584_320.png" alt="Prepare-se para o tempo de verão: a massa de ar subtropical atingirá o pico em Portugal no domingo de Páscoa, 5 de abril"></a></article></aside><p>Tratando-se de um cenário de médio prazo, recomenda-se <strong>acompanhar as atualizações nos próximos dias</strong>, uma vez que a interação entre o bloqueio e o cavado poderá introduzir alguma incerteza, sobretudo na localização e intensidade da precipitação e na evolução das temperaturas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alteracoes-no-modelo-europeu-o-bloqueio-escandinavo-chegara-mais-cedo-do-que-o-previsto-efeitos-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cada vez menos estrelas: alertam que as megaconstelações de satélites vão mudar para sempre o céu noturno]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cada-vez-menos-estrelas-alertam-que-as-megaconstelacoes-de-satelites-vao-mudar-para-sempre-o-ceu-noturno.html</link><pubDate>Fri, 03 Apr 2026 11:59:18 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A proposta da SpaceX de lançar até um milhão de satélites para centros de dados reacende as tensões entre a inovação tecnológica, o impacto ambiental e o futuro do céu noturno.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cada-vez-menos-estrellas-advierten-que-las-megaconstelaciones-de-satelites-cambiaran-para-siempre-el-cielo-nocturno-1774893352897.jpg" data-image="4xkxugeox9jg" alt="astronomía" title="astronomía"><figcaption>As megaconstelações multiplicam a presença de objetos artificiais na órbita da Terra.</figcaption></figure><p>Numa noite clara, longe das luzes da cidade, <strong>é possível distinguir,</strong> <strong>a olho nu, até 4.500 estrelas</strong>. Com um pouco de paciência na contemplação, também é possível ver alguns satélites a cruzar o céu.</p><p>Atualmente, existem mais de 10.000 satélites da rede Starlink em órbita, mas o número poderá multiplicar-se drasticamente: a SpaceX apresentou <strong>um plano à Comissão Federal das Comunicações (FCC) para instalar até um milhão de novos satélites, desta vez como centros de dados orbitais </strong>para a inteligência artificial.</p><p>Neste contexto, um grupo de astrónomos liderado por Samantha Lawler, da Universidade de Regina, no Canadá, publicou uma análise no The Conversation , na qual adverte que, se estes planos forem por diante, <strong>serão vistos mais satélites do que estrelas a partir de qualquer parte do mundo, durante grande parte da noite</strong> e independentemente da época do ano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cada-vez-menos-estrellas-advierten-que-las-megaconstelaciones-de-satelites-cambiaran-para-siempre-el-cielo-nocturno-1774893445332.jpg" data-image="uaj5kpu49y89" alt="astronomía" title="astronomía"><figcaption>Em condições ideais, o olho humano pode distinguir até 4.500 estrelas a olho nu.</figcaption></figure><p>Para chegar a esta conclusão, a equipa modelou diferentes cenários de expansão de satélites. Em trabalhos anteriores, já tinham estimado que, com cerca de 65 000 unidades - incluindo projectos como o Starlink, o Kuiper, o OneWeb e o Guowang - <strong>um em cada 15 pontos visíveis no céu noturno deixaria de ser uma estrela</strong> e passaria a ser um objeto artificial.</p><h2>Um céu cada vez mais concorrido</h2><p>Atualmente, já existem mais de 10.000 satélites Starlink em órbita. Em condições ótimas, <strong>podem ser vistos a olho nu como pontos em movimento que atravessam o céu</strong>. Para a astronomia profissional, o impacto é mais direto: estes traços aparecem nas imagens dos telescópios e complicam a recolha de dados. </p><p>O problema não é apenas a quantidade, mas também a altura da órbita. De acordo com as informações preliminares apresentadas pela SpaceX, <strong>os novos satélites operariam a altitudes mais elevadas, o que os manteria iluminados pelo Sol </strong>durante mais tempo após o pôr do sol e antes do nascer do Sol. Na prática, seriam visíveis durante mais horas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cada-vez-menos-estrellas-advierten-que-las-megaconstelaciones-de-satelites-cambiaran-para-siempre-el-cielo-nocturno-1774893538921.jpg" data-image="bwmyr95j5rxa" alt="astronomía" title="astronomía"><figcaption>Os satélites refletem a luz solar e permanecem visíveis mesmo depois do pôr do sol.</figcaption></figure><p>As simulações da equipa de Lawler, baseadas em dados reais de luminosidade dos satélites existentes, sugerem um cenário extremo: <strong>dezenas de milhares de satélites simultaneamente visíveis no céu noturno</strong>.</p><h2>O paradoxo ambiental</h2><p>O argumento subjacente ao projeto SpaceX introduz uma das tensões mais marcantes. Os centros de dados na Terra consomem <strong>enormes quantidades de energia e água, e o seu impacto ambiental está a aumentar</strong>. Levá-los para o espaço, argumenta a SpaceX, poderia reduzir essa pegada.</p><p>Mas essa ideia abre mais questões do que as que se colocam. Segundo os cientistas, <strong>cada lançamento de um foguetão implica emissões</strong> e consumo de recursos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cada-vez-menos-estrellas-advierten-que-las-megaconstelaciones-de-satelites-cambiaran-para-siempre-el-cielo-nocturno-1774893675251.jpg" data-image="3x79duimyvy0" alt="espacio" title="espacio"><figcaption>O crescimento da indústria espacial está a conduzir a uma frequência de lançamentos sem precedentes.</figcaption></figure><p>Além disso, os satélites não duram para sempre: <strong>muitos reentram na atmosfera ao fim de alguns anos</strong>. Este processo já gera uma poluição detetável na atmosfera superior e o seu efeito cumulativo ainda não é totalmente conhecido. </p><p>A este facto acresce o risco físico. De acordo com vários relatórios sobre lixo espacial, <strong>vários objetos reentram na atmosfera todos os dias</strong> e, embora a maior parte deles se desintegre, alguns fragmentos podem atingir a superfície.</p><h2>Um desafio de engenharia por resolver</h2><p>Para além do impacto ambiental, <strong>o projeto enfrenta um obstáculo técnico central: o calor</strong>.</p><p>Os centros de dados geram grandes quantidades de energia térmica que, na Terra, <strong>são dissipadas por sistemas de arrefecimento activos que consomem muita água</strong>. No espaço, o problema é mais complexo. Sem ar para transportar o calor, a única forma de o dissipar é por radiação, um processo muito mais limitado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cada-vez-menos-estrellas-advierten-que-las-megaconstelaciones-de-satelites-cambiaran-para-siempre-el-cielo-nocturno-1774893801445.jpg" data-image="li8cqa2jisdh" alt="astronomía" title="astronomía"><figcaption>Atualmente, a observação do universo requer a filtragem não só da luz, mas também da atividade humana em órbita.</figcaption></figure><p>Não se trata de um pormenor de somenos importância. A própria experiência da SpaceX com os seus satélites oferece uma pista: <strong>uma das suas primeiras tentativas de reduzir o brilho - um modelo experimental conhecido como “Darksat”</strong>, com revestimento escuro - terminou com sobreaquecimento e falhas no sistema.</p><p>O aumento da escala desta tecnologia para centros de dados orbitais, <strong>com necessidades energéticas muito mais elevadas</strong>, é um desafio que ainda não tem solução comprovada.</p><h2>Tráfego em órbita</h2><p>O aumento maciço do número de satélites também aumenta o risco de colisões. Cada impacto potencial gera fragmentos que, <strong>por sua vez, podem causar novas colisões em cadeia</strong>, um fenómeno conhecido como síndrome de Kessler.</p><p>O espaço próximo da Terra não é infinito. <strong>As órbitas úteis - especialmente as mais baixas - são um recurso limitado</strong>, e a sua saturação é já motivo de preocupação para as agências espaciais e organismos internacionais como a União Internacional das Telecomunicações.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="732429" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/chove-no-sol-e-uns-investigadores-do-instituto-de-astronomia-da-universidade-do-havai-descobriram-porque.html" title="Chove no Sol e uns investigadores do Instituto de Astronomia da Universidade do Havai descobriram porquê">Chove no Sol e uns investigadores do Instituto de Astronomia da Universidade do Havai descobriram porquê</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/chove-no-sol-e-uns-investigadores-do-instituto-de-astronomia-da-universidade-do-havai-descobriram-porque.html" title="Chove no Sol e uns investigadores do Instituto de Astronomia da Universidade do Havai descobriram porquê"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chove-no-sol-e-uns-investigadores-do-instituto-de-astronomia-da-universidade-do-havai-descobriram-porque-1759411664271_320.jpg" alt="Chove no Sol e uns investigadores do Instituto de Astronomia da Universidade do Havai descobriram porquê"></a></article></aside><p>No entanto, a regulamentação está a avançar mais lentamente do que a tecnologia. O pedido de registo da SpaceX na FCC incluía informações gerais, <strong>mas não incluía pormenores importantes sobre as órbitas exatas</strong>, a conceção final dos satélites ou planos concretos para evitar colisões.</p><h2>Um conflito aberto</h2><p>Nos últimos anos, os astrónomos e as empresas trabalharam em conjunto para atenuar o impacto das megaconstelações. <strong>A SpaceX, por exemplo, introduziu modificações para reduzir o brilho dos seus satélites</strong>.</p><p>Mas a nova proposta alterou a abordagem e, para os investigadores, <strong>significa recuar nesse diálogo</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Comet Lemmon Before Photoshop<br>Oscar Martín Mesonero<br>2025 October 27<br>Encina de San Silvetre, Salamanca, Spain<br><br>Elon Musk is ruining our skies. At what cost? <a href="https://t.co/OQDwRhMIHh">pic.twitter.com/OQDwRhMIHh</a></p>— Backdoor Astronomy (@BackdoorAstro) <a href="https://twitter.com/BackdoorAstro/status/1983379701696782417?ref_src=twsrc%5Etfw">October 29, 2025</a></blockquote></figure><p>O conflito expõe uma tensão mais profunda: <strong>o espaço como fronteira da inovação tecnológica versus o espaço como um bem comum</strong>. À medida que as empresas privadas avançam com projetos cada vez mais ambiciosos, a questão de quem regula - e em benefício de quem - está cada vez mais em aberto.</p><p>No final, a discussão não é apenas técnica e económica. É também política. O céu noturno pode passar de um mapa de estrelas <strong>para uma rede de infraestruturas</strong>. E quando isso acontecer, avisam, será difícil voltar atrás.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cada-vez-menos-estrelas-alertam-que-as-megaconstelacoes-de-satelites-vao-mudar-para-sempre-o-ceu-noturno.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que é a "primavera ultravioleta"? Segundo os especialistas, o mundo seria assim após uma guerra nuclear]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-e-a-primavera-ultravioleta-segundo-os-especialistas-o-mundo-seria-assim-apos-uma-guerra-nuclear.html</link><pubDate>Fri, 03 Apr 2026 11:47:04 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A ciência alerta que uma guerra nuclear não terminaria com as explosões. Doenças, a "chuva negra", incêndios em grande escala e a chamada "primavera ultravioleta" alterariam a vida na Terra durante décadas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/primavera-ultravioleta-y-lluvia-negra-la-ciencia-revela-como-seria-la-tierra-tras-una-guerra-nuclear-1774931895223.jpg" data-image="4cum1owx6ghf" alt="Efectos en el planeta de una guerra nuclear." title="Efectos en el planeta de una guerra nuclear."><figcaption>A “primavera ultravioleta” e a “chuva negra” descrevem alguns dos efeitos que os cientistas prevêem no rescaldo de uma guerra nuclear. Radiações extremas, doenças e fome marcariam o futuro dos sobreviventes na Terra. Imagem: Recriação de IA.</figcaption></figure><p>O medo de um conflito nuclear está de novo a entrar no debate internacional. As recentes tensões geopolíticas, como a guerra na Ucrânia ou o conflito no Irão, reavivaram uma questão que parecia enterrada após a Guerra Fria: <strong>o que aconteceria realmente se várias bombas atómicas detonassem no planeta</strong>.</p><p>Há décadas que a ciência tenta responder a esta questão. Vários estudos analisaram os efeitos físicos, biológicos e ambientais que se seguiriam a uma cadeia de explosões nucleares. O resultado é um quadro extremo: <strong>crise sanitária maciça, colapso alimentar e fenómenos atmosféricos que transformariam o céu durante anos</strong>.</p><h2>Doenças no rescaldo de uma guerra nuclear</h2><p>Num cenário pós detonação nuclear, <strong>as infraestruturas de saúde seriam destruídas em grande parte do globo</strong>. Sem hospitais a funcionar e sem sistemas de água potável, as infeções começariam a multiplicar-se entre aqueles que conseguissem sobreviver à explosão inicial.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">SIMULACIÓN DE GUERRA NUCLEAR: CONSECUENCIAS<br><br>Un simulador basado en datos científicos muestra el impacto de un conflicto atómico global. El informe detalla que en las primeras horas habría 90 millones de víctimas y el inicio de un invierno nuclear con efectos climáticos <a href="https://t.co/y2TezfLGwb">pic.twitter.com/y2TezfLGwb</a></p>— John P. Acquaviva (@JPAFS) <a href="https://twitter.com/JPAFS/status/2037050667110719947?ref_src=twsrc%5Etfw">March 26, 2026</a></blockquote></figure><p>Num cenário tão terrível, doenças como a salmonela, a disenteria e a febre tifoide encontrariam um terreno perfeito para se reproduzirem. A falta de água potável e a acumulação de resíduos favoreceriam igualmente o <strong>aparecimento de surtos de malária, dengue e encefalite em vastas regiões do mundo</strong>.</p><p><strong>Os cientistas chamam a atenção para outro fator preocupante: a proliferação de insetos</strong>. Estes animais poderiam reproduzir-se rapidamente, alimentando-se de cadáveres e de restos orgânicos. Ao transportarem agentes patogénicos entre os seres humanos e os animais mortos, poderiam acelerar a propagação de doenças em zonas habitadas.</p><h2>“Chuva negra”: o fenómeno radioativo após uma explosão nuclear</h2><p>A história já nos dá um exemplo claro do que pode acontecer após uma detonação atómica. Após o bombardeamento de Hiroshima, durante a Segunda Guerra Mundial, surgiu <strong>um fenómeno a que as testemunhas chamaram “chuva negra”</strong>.</p><p>Os incêndios provocados pela explosão transportaram cinzas e partículas radioativas para as nuvens. Horas mais tarde, esta mistura desceu sobre a cidade sob a forma de <strong>gotículas escuras e densas, com uma textura descrita como oleosa ou semelhante a alcatrão</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762055" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/descoberto-antigo-submarino-nuclear-sovietico-que-ainda-libera-material-radioativo-40-anos-apos-o-naufragio.html" title="Descoberto antigo submarino nuclear soviético que ainda liberta material radioativo 40 anos após o naufrágio">Descoberto antigo submarino nuclear soviético que ainda liberta material radioativo 40 anos após o naufrágio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/descoberto-antigo-submarino-nuclear-sovietico-que-ainda-libera-material-radioativo-40-anos-apos-o-naufragio.html" title="Descoberto antigo submarino nuclear soviético que ainda liberta material radioativo 40 anos após o naufrágio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-submarino-nuclear-sovietico-komsomolets-aun-libera-material-radiactivo-en-el-atlantico-35-anos-despues-de-hundirse-1774847395876_320.jpg" alt="Descoberto antigo submarino nuclear soviético que ainda liberta material radioativo 40 anos após o naufrágio"></a></article></aside><p>Aqueles que foram expostos a essa receção sofreram graves consequências. Em muitos casos, há queimaduras relacionadas com a radiação,<strong> </strong>bem como<strong> envenenamento por materiais contaminados que desceram da atmosfera</strong>.</p><h2>“Primavera ultravioleta”: o céu depois de uma guerra nuclear</h2><p><strong>Um dos efeitos mais perturbadores descritos pela investigação científica é a chamada “primavera ultravioleta”</strong>. Este fenómeno pode aparecer depois de o fumo e as poeiras libertados pelas explosões se dissiparem parcialmente da atmosfera.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/asmaLnhaFiY/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=asmaLnhaFiY" id="asmaLnhaFiY"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Durante este período, a camada de ozono seria gravemente danificada. Com a perda desta proteção natural, <strong>a radiação solar atingiria a superfície da Terra com muito maior intensidade</strong>, especialmente sob a forma de radiação UV-B, que é considerada altamente prejudicial para os seres vivos.</p><p>As consequências serão de grande alcance. <strong>O número de cancros da pele aumentaria entre os sobreviventes e muitos ecossistemas sofreriam danos profundos</strong>. As culturas também seriam diretamente afetadas, pois o excesso de radiação poderia afetar o crescimento das plantas e reduzir ainda mais a produção de alimentos.</p><h2>Fome e tempestades de fogo</h2><p>Para além dos efeitos imediatos, os especialistas alertam para a possibilidade de uma crise alimentar à escala planetária. <strong>O fumo das cidades em chamas pode elevar-se a grandes altitudes e envolver a Terra durante meses</strong>.</p><p>Uma nuvem tão grande de fuligem bloquearia parte da luz solar. Com menos radiação a chegar ao solo, <strong>as temperaturas desceriam e as colheitas começariam a falhar</strong>. A plantação e a colheita de alimentos tornar-se-iam extremamente difíceis durante pelo menos um ano.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">OMS advirtió "lluvia negra" los compuestos tóxicos en el aire en Irán después de ataques a las instalaciones petroleras podrían causar problemas respiratorios, y respaldó la advertencia de Irán que insta a las personas a permanecer en sus hogares.<a href="https://t.co/n8a9NyUHKX">pic.twitter.com/n8a9NyUHKX</a></p>— News Day Mundo (@NewsDayMundo) <a href="https://twitter.com/NewsDayMundo/status/2031489139061699057?ref_src=twsrc%5Etfw">March 10, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>A isto juntar-se-ia outro fenómeno destrutivo: as chamadas tempestades de fogo</strong>. A combinação de edifícios desmoronados, combustível libertado e condutas de gás rompidas geraria incêndios urbanos gigantescos. Os ventos transportariam as chamas de todas as direções, elevando as temperaturas mesmo nos abrigos subterrâneos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-e-a-primavera-ultravioleta-segundo-os-especialistas-o-mundo-seria-assim-apos-uma-guerra-nuclear.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Prepare-se para o tempo de verão: a massa de ar subtropical atingirá o pico em Portugal no domingo de Páscoa, 5 de abril]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/prepare-se-para-o-tempo-de-verao-a-massa-de-ar-subtropical-atingira-o-pico-em-portugal-no-domingo-de-pascoa-5-de-abril.html</link><pubDate>Fri, 03 Apr 2026 11:09:05 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O pico do calor está à porta. Alguns locais do país poderão alcançar os 30 ºC no Domingo de Páscoa. Saiba quais!</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/subida-das-temperaturas-entre-sabado-4-e-domingo-5-eis-as-zonas-afetadas-pelo-calor-anomalo.html" target="_blank">Subida das temperaturas entre sábado, 4 e domingo, 5: eis as zonas afetadas pelo calor anómalo</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa46qi4"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa46qi4.jpg" id="xa46qi4"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Tal como mencionamos em previsões anteriores, <strong>o calor esperado para o fim de semana da Páscoa será anómalo</strong>, sendo que o país estará coberto de anomalias positivas elevadas, em alguns locais até 10 ºC acima do expectável para a época.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a>.</strong> Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Esta subida das temperaturas deve-se à <strong>permanência do anticiclone e da subida em latitude de uma massa de ar subtropical </strong>que deverá continuar a influenciar as temperaturas elevadas até segunda-feira, ainda que o pico deva acontecer no Domingo de Páscoa, dia 5 de abril.</p><h2>Temperaturas em ascensão nos próximos dias</h2><p>O dia de hoje, <strong>Sexta-feira Santa</strong>, já trouxe uma <strong>subida dos valores</strong>, principalmente no Norte do país. Nas próximas horas os termómetros continuarão a aumentar, esperando-se valores entre os 17 ºC e os 26 ºC no litoral (Viana do Castelo e Coimbra, respetivamente); e entre os 19 ºC e os 25 ºC no interior (Guarda e Castelo Branco, respetivamente). Localmente, especialmente na região do Ribatejo, poderão registar-se valores na ordem dos 27 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/prepare-se-para-o-tempo-de-verao-a-massa-de-ar-subtropical-atingira-o-pico-em-portugal-no-domingo-dia-1775211461584.png" data-image="8l2rh1bchhes" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>No Domingo de Páscoa, os termómetros poderão registar valores de até 30 ºC em locais do Norte e Centro do país.</figcaption></figure><p>Amanhã, sábado, os termómetros voltam a subir ligeiramente, de forma generalizada, resultando em valores máximos entre os 19 ºC e os 27 ºC na faixa litoral (Viana do Castelo, e Coimbra e Leiria, respetivamente); e os 21 ºC e os 25 ºC na faixa interior (Guarda, e Castelo Branco e Beja, respetivamente). A nível local, tanto no <strong>Vale do Douro como no Vale do Tejo</strong>, as temperaturas máximas poderão aproximar-se dos 30 ºC, <strong>sendo esperados valores entre os 28 e 29 ºC em alguns pontos destes locais</strong>.</p><h2>Pico do calor poderá acontecer no Domingo de Páscoa, dia 5</h2><p>Até domingo, as temperaturas deverão continuar em ascensão, sendo esperado que<strong> nesse dia sejam atingidos uns impressionantes 30 ºC</strong>, como podemos observar no mapa acima. Assim, a distribuição das temperaturas neste dia de Páscoa, deverá ser entre os 17 ºC em Viana do Castelo e os 28 ºC em Lisboa (na faixa litoral); e entre os 23 ºC em Bragança e Guarda e os 26 ºC em Évora e Castelo Branco (faixa interior). Beja e Santarém poderão contar com 27 ºC e a nível local, os valores devem atingir os <strong>30 ºC em locais como o Pinhão (Norte do país) e Abrantes (no Centro do país)</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761962" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-chovera-em-portugal-de-6-a-12-de-abril.html" title="Previsão de chuva a médio prazo: eis como choverá em Portugal de 6 a 12 de abril">Previsão de chuva a médio prazo: eis como choverá em Portugal de 6 a 12 de abril</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-chovera-em-portugal-de-6-a-12-de-abril.html" title="Previsão de chuva a médio prazo: eis como choverá em Portugal de 6 a 12 de abril"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-chovera-em-portugal-de-6-a-12-de-abril-1775136073081_320.png" alt="Previsão de chuva a médio prazo: eis como choverá em Portugal de 6 a 12 de abril"></a></article></aside><p>Depois deste pico, importa referir que na <strong>Segunda-feira de Páscoa os termómetros deverão subir no Norte do país e descer no Sul</strong>. Esperam-se, assim, valores compreendidos entre os 19 ºC em Faro e os 28 ºC em Aveiro e Coimbra (no litoral); e entre os 22 ºC na Guarda, Portalegre e Évora e os 26 ºC em Castelo Branco (no interior). Braga e Porto poderão alcançar os 27 ºC, sendo das cidades mais quentes do país. <strong>Localmente, especialmente no litoral Norte e Centro, poderão registar-se cerca de 28/29 ºC</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/prepare-se-para-o-tempo-de-verao-a-massa-de-ar-subtropical-atingira-o-pico-em-portugal-no-domingo-de-pascoa-5-de-abril.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Descoberto antigo submarino nuclear soviético que ainda liberta material radioativo 40 anos após o naufrágio]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/descoberto-antigo-submarino-nuclear-sovietico-que-ainda-libera-material-radioativo-40-anos-apos-o-naufragio.html</link><pubDate>Fri, 03 Apr 2026 07:35:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um estudo científico detetou emissões periódicas do reator de um submarino afundado em 1989, enquanto as ogivas nucleares permanecem aparentemente seladas no fundo do mar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-submarino-nuclear-sovietico-komsomolets-aun-libera-material-radiactivo-en-el-atlantico-35-anos-despues-de-hundirse-1774847395876.jpg" data-image="j72u28mr9ti3" alt="Submarino nuclear soviético K-278 Komsomolets" title="Submarino nuclear soviético K-278 Komsomolets"><figcaption>O submarino nuclear soviético Komsomolets está afundado no Atlântico Norte desde 1989 e ainda liberta pequenas quantidades de material radioativo do seu reator. Imagem gerada por IA.</figcaption></figure><p><strong>O fundo do Atlântico Norte guarda vestígios da Guerra Fria </strong>que ainda suscitam algumas questões incómodas. Um deles é o <strong>submarino nuclear soviético K-278 Komsomolets, afundado em 1989 </strong>após um incêndio a bordo. Quase quatro décadas depois, ele continua a ser notícia.</p><p>Uma<strong> análise recente confirmou que o reator da embarcação</strong>, localizado a uma profundidade de cerca de 1.700 metros, <strong>liberta ocasionalmente material radioativo</strong>. Mesmo assim, os cientistas esclarecem que as medições indicam uma dispersão muito limitada no ambiente marinho.</p><h2>Submarino nuclear soviético Komsomolets: um reator que ainda emite radionuclídeos</h2><p>Uma equipa do Instituto Norueguês de Investigação Marinha analisou<strong> amostras recolhidas perto do casco do submarino</strong>. O estudo descreve a presença de radionuclídeos associados ao combustível usado em reatores nucleares.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">El 7 de abril de 1989 el submarino soviético K-278 Komsomolets se hundió unos 180 km al SE de Bjørnøya (Noruega) a consecuencia de un incendio en un compartimiento de ingeniería. En total, de los 69 tripulantes, 27 sobrevivieron y 42 fallecieron, la mayoría por hipotermia <a href="https://t.co/vRVU0nMKJn">pic.twitter.com/vRVU0nMKJn</a></p>— Foro Naval (@FORONAVAL) <a href="https://twitter.com/FORONAVAL/status/1909228046860583273?ref_src=twsrc%5Etfw">April 7, 2025</a></blockquote></figure><p>Entre as substâncias detetadas estavam <strong>plutónio-239, plutónio-240 e urânio-236</strong>. Estes isótopos identificam claramente a fonte da contaminação, que se origina no sistema de energia do submarino.</p><p>Os autores do estudo concluem que as libertações não são constantes, mas ocorrem de forma irregular. Mesmo assim, a descoberta confirma que <strong>o reator continua a libertar pequenas quantidades de material radioativo mais de três décadas após o acidente</strong>.</p><h2>Material radioativo no Atlântico Norte: o que dizem as medições</h2><p>As <strong>maiores concentrações foram registadas nas imediações do submarino</strong>. Os investigadores explicam que o material detetado permaneceu principalmente em redor do casco afundado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-submarino-nuclear-sovietico-komsomolets-aun-libera-material-radiactivo-en-el-atlantico-35-anos-despues-de-hundirse-1774852160475.jpg" data-image="dgk0y05j9bmt" alt="Submarino nuclear soviético K-278 Komsomolets" title="Submarino nuclear soviético K-278 Komsomolets"><figcaption>Um estudo científico confirma a presença de plutónio próximo ao casco do submarino nuclear soviético K-278 Komsomolets, embora não haja indícios de derramamentos das ogivas nucleares. Imagem gerada por IA.</figcaption></figure><p><strong>À medida que nos afastamos da fonte, a água do oceano dilui rapidamente as partículas radioativas</strong>. O vasto volume do oceano atua como um sistema de dispersão natural.</p><p>Por esta razão, as medições realizadas em áreas um pouco mais distantes mostram níveis muito mais baixos. De acordo com o estudo, <strong>não foram observadas acumulações significativas em grande escala no Mar da Noruega</strong>.</p><h2>O estado das ogivas nucleares Komsomolets</h2><p>O submarino nuclear soviético K-278 Komsomolets <strong>transportava torpedos equipados com ogivas nucleares no momento do seu naufrágio</strong>. Este detalhe sempre foi motivo de preocupação entre cientistas e autoridades.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/jsEtq5Pe5Yg/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=jsEtq5Pe5Yg" id="jsEtq5Pe5Yg"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>No entanto, <strong>as amostras analisadas não mostram sinais claros de plutónio</strong> associado a este armamento. A composição isotópica encontrada corresponde ao combustível do reator, não às armas.</p><p>Especialistas interpretam estes dados como um sinal de que<strong> as ogivas permanecem seladas</strong>. Por enquanto,<strong> não há evidências de derramamentos destes dispositivos</strong>.</p><h2>Vigilância científica diante de uma ameaça que não desaparece</h2><p>O <strong>submarino Komsomolets repousa a uma profundidade de aproximadamente 1.700 metros</strong>. Nesse ambiente, predominam temperaturas extremamente baixas, pressão imensa e corrosão constante.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/qual-e-o-primeiro-submarino-a-limpar-microplasticos-dos-oceanos.html" title="Qual é o primeiro submarino a limpar microplásticos dos oceanos?">Qual é o primeiro submarino a limpar microplásticos dos oceanos?</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/qual-e-o-primeiro-submarino-a-limpar-microplasticos-dos-oceanos.html" title="Qual é o primeiro submarino a limpar microplásticos dos oceanos?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-es-el-primer-submarino-para-limpiar-el-microplastico-de-los-oceanos-1714142468329_320.jpg" alt="Qual é o primeiro submarino a limpar microplásticos dos oceanos?"></a></article></aside><p>Ao longo dos anos, <strong>o casco e os sistemas internos deterioram-se lentamente</strong>. Este desgaste pode criar minúsculos caminhos pelos quais radionuclídeos escapam para a água circundante.</p><p>Os investigadores alertam que esta situação exige a <strong>monitorização regular do local</strong>. Embora o impacto ambiental seja atualmente mínimo, <strong>o submarino continuará a ser uma fonte potencial de poluição no Atlântico Norte por um longo período</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.2520144123" target="_blank">Status of the sunken nuclear submarine Komsomolets in the Norwegian Sea</a>. 30 de janeiro, 2026. Gwynn, et al.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/descoberto-antigo-submarino-nuclear-sovietico-que-ainda-libera-material-radioativo-40-anos-apos-o-naufragio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sistema Valorfito recolheu 737,034 toneladas de resíduos de embalagens agrícolas em 2025, mais 26,9% que no ano anterior]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/sistema-valorfito-recolheu-737-034-toneladas-de-residuos-de-embalagens-agricolas-em-2025-mais-26-9-que-no-ano-anterior.html</link><pubDate>Fri, 03 Apr 2026 06:17:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Esta semana foram apresentados os resultados da atividade do sistema Valorfito em 2025 e os números são animadores. Registou-se um crescimento significativo - mais 26,9% face a 2024 - nas quantidades recolhidas de resíduos de embalagens agrícolas. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sistema-valorfito-recolheu-737-034-toneladas-de-residuos-de-embalagens-em-2025-mais-26-9-face-ao-ano-anterior-1775173222591.jpg" data-image="9tiqdgro3tn6" alt="Fertilizantes" title="Fertilizantes"><figcaption>O sistema Valorfito é responsável pela gestão de resíduos de embalagens de produtos fitofarmacêuticos, biocidas, sementes, fertilizantes, rações e batata de semente.</figcaption></figure><p>O sistema <strong>Valorfito</strong> é responsável pela <strong>gestão de resíduos de embalagens de produtos fitofarmacêuticos, biocidas, sementes, fertilizantes, rações e batata de semente</strong> de utilização profissional em Portugal. Surgiu por iniciativa da Croplife Portugal e da Groquifar para dar resposta à gestão de resíduos de embalagens de produtos fitofarmacêuticos.</p><p>Este sistema é <strong>gerido pela SIGERU – Sistema Integrado de Gestão de Embalagens e Resíduos em Agricultura</strong>, uma entidade gestora criada em 2005, sem fins lucrativos, que tem como objetivo recolher e encaminhar para um destino adequado os resíduos para os quais está licenciado, dando privilégio à reciclagem. </p><p> Em 2012, o Valorfito submeteu na Agência Portuguesa do Ambiente (APA) um caderno de encargos para <strong>extensão da então licença à gestão das embalagens vazias de biocidas e de sementes</strong>, onde incluiu também a gestão de todas as embalagens de produtos fitofarmacêuticos, sem limite de dimensão. </p><p>A resposta positiva chegou em julho de 2017, com a <strong>nova licença a vigorar entre janeiro de 2018 e dezembro de 2022</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="754993" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/reutilizar-embalagens-de-produtos-alimentares-para-germinar-sementes-de-hortalicas-antes-de-plantar.html" title="Reutilizar embalagens de produtos alimentares para germinar sementes de hortaliças antes de plantar">Reutilizar embalagens de produtos alimentares para germinar sementes de hortaliças antes de plantar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/reutilizar-embalagens-de-produtos-alimentares-para-germinar-sementes-de-hortalicas-antes-de-plantar.html" title="Reutilizar embalagens de produtos alimentares para germinar sementes de hortaliças antes de plantar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/reusing-grocery-packaging-for-sprouting-veg-plot-seeds-before-planting-out-1771342972577_320.jpg" alt="Reutilizar embalagens de produtos alimentares para germinar sementes de hortaliças antes de plantar"></a></article></aside><p>Em 2024 foi atribuída nova licença que engloba os âmbitos de embalagens primárias e secundárias de <strong>produtos fitofarmacêuticos, biocidas, sementes, fertilizantes, rações e batata de semente</strong>. É válida entre 1 de Janeiro de 2025 e 31 de Dezembro de 2034.</p><h2>Mais de 1000 pontos de retoma</h2><p>O sistema está <strong>licenciado no continente, Açores e Madeira, tem mais de 1000 pontos de retoma</strong> e abrange 100% do mercado de produtos fitofarmacêuticos a nível nacional. Em apenas 10 anos o <strong>Valorfito ultrapassou a barreira dos 50% na taxa de embalagens vazias </strong>recolhidas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Esta semana foram apresentados os resultados de <strong>2025</strong> e os números são reveladores. Foram <strong>declaradas ao sistema 3.236,273 toneladas de embalagens</strong>, valor que, de acordo com a entidade gestora deste sistema de reciclagem, “reflete o alargamento do âmbito de atuação do Valorfito no primeiro ano da nova licença”. Significa um <strong>crescimento de 26,9% face ao ano anterior</strong>. Como resultado, a taxa global de retoma situou-se nos 22,8%. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Apesar de se tratar de uma taxa abaixo da reportada em 2024, a Valorfito faz notar que <strong>estes resultados resultam de um “contexto particular” do ano de 2025</strong>, o primeiro ano de implementação da nova licença do sistema, que veio introduzir alterações relevantes no funcionamento e no universo de resíduos abrangidos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sistema-valorfito-recolheu-737-034-toneladas-de-residuos-de-embalagens-em-2025-mais-26-9-face-ao-ano-anterior-1775173339893.jpg" data-image="gyswt6kk4nhr" alt="Fertilizantes" title="Fertilizantes"><figcaption>Esta semana foram apresentados os resultados de 2025 e os números são reveladores. Foram declaradas ao sistema 3.236,273 toneladas de embalagens.</figcaption></figure><p>Como já se explicou, <strong>desde o início de 2025 o Valorfito passou a integrar novos fluxos de embalagens</strong>, nomeadamente, como as embalagens secundárias dos fluxos anteriormente abrangidos, as embalagens primárias e secundárias de fertilizantes, as embalagens primárias e secundárias de rações e as embalagens primárias e secundárias de batata de semente.</p><div class="texto-destacado">O encaminhamento das 3.236,273 toneladas de embalagens de resíduos de embalagem para reciclagem e valorização “preveniu a emissão de 636,2 toneladas de CO2 eq. para a atmosfera”, refere a entidade gestora da Valorfito. “Este alargamento representa um passo importante na consolidação de um sistema mais abrangente de gestão de resíduos na agricultura, mas implica também um período natural de adaptação por parte de todos os intervenientes do sistema”, dizem os seus responsáveis.</div><p>Certo é que “2025 foi um ano de transformação para o Valorfito. O alargamento do sistema a novos fluxos representa um passo decisivo para uma <strong>gestão mais abrangente e responsável dos resíduos gerados na atividade agrícola</strong>”, afirma António Lopes Dias, diretor-geral do Valorfito, em comunicado.</p><h2>Gestão mais abrangente dos resíduos </h2><p>O gestor explica que, “como é natural, <strong>num primeiro ano de implementação, todo o setor está ainda numa fase de adaptação</strong>”, desde os agricultores aos pontos de retoma. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sistema-valorfito-recolheu-737-034-toneladas-de-residuos-de-embalagens-em-2025-mais-26-9-face-ao-ano-anterior-1775173424777.jpg" data-image="lgw88j2d38fb" alt="Resíduos" title="Resíduos"><figcaption>O encaminhamento dos resíduos de embalagem para reciclagem e valorização “preveniu a emissão de 636,2 toneladas de CO2 eq. para a atmosfera”, refere a Valorfito.</figcaption></figure><p>Em todo o caso, “os <strong>resultados já demonstram o espaço de crescimento do sistema.” O nosso foco agora é continuar a reforçar a proximidade</strong> com os profissionais no terreno e consolidar este novo ciclo, para que possamos aumentar progressivamente as taxas de retoma nos próximos anos”, diz o mesmo responsável.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="748914" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/apa-alerta-portugal-continua-a-enviar-milhoes-de-toneladas-de-residuos-para-aterros.html" title="APA alerta: Portugal continua a enviar milhões de toneladas de resíduos para aterros">APA alerta: Portugal continua a enviar milhões de toneladas de resíduos para aterros</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/apa-alerta-portugal-continua-a-enviar-milhoes-de-toneladas-de-residuos-para-aterros.html" title="APA alerta: Portugal continua a enviar milhões de toneladas de resíduos para aterros"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/apa-alerta-portugal-continua-a-enviar-milhoes-de-toneladas-de-residuos-para-aterros-1768329488316_320.jpg" alt="APA alerta: Portugal continua a enviar milhões de toneladas de resíduos para aterros"></a></article></aside><p>É expectável que o sistema esteja ainda numa fase de arranque e consolidação, na qual tanto o Valorfito como os <strong>agricultores, distribuidores e pontos de retoma se encontram em “processo de adaptação às novas tipologias de resíduos</strong> e aos novos procedimentos” de recolha. </p><p>Durante este período, o Valorfito diz que tem vindo a trabalhar no <strong>reforço da rede operacional</strong>, na sensibilização dos utilizadores e na divulgação das novas regras e fluxos abrangidos.</p><p>O objetivo é “<strong>garantir que todos os intervenientes do setor estejam devidamente informados e preparados</strong> para contribuir para o correto encaminhamento destes resíduos”. </p><p>A entidade gestora da Valorfito acredita que, “à medida que o sistema se consolide e que o setor se familiarize com os novos fluxos e procedimentos, será <strong>possível aumentar progressivamente as quantidades recolhidas e melhorar as taxas de retoma</strong>” nos próximos anos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/sistema-valorfito-recolheu-737-034-toneladas-de-residuos-de-embalagens-agricolas-em-2025-mais-26-9-que-no-ano-anterior.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Túneis, deuses e segredos: descubra a Quinta da Regaleira como nunca a viu]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/tuneis-deuses-e-segredos-descubra-a-quinta-da-regaleira-como-nunca-a-viu.html</link><pubDate>Fri, 03 Apr 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>À noite, a Quinta da Regaleira muda de ritmo. Conte com mitos, histórias e percursos que revelam um lado menos óbvio do espaço.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tuneis-deuses-e-segredos-descubra-a-quinta-da-regaleira-como-nunca-a-viu-1774687035561.jpg" data-image="yvsavzr800js" alt="Quinta da Regaleira" title="Quinta da Regaleira"><figcaption>A iniciativa arranca a 30 de abril. Foto: Wikimedia // Diego Delso</figcaption></figure><p>A <strong>Quinta da Regaleira</strong>, em Sintra, tem fama de esconder mais do que mostra. Fala-se de túneis secretos, símbolos ligados a sociedades como a Maçonaria ou os Templários, e até de rituais que podem ter acontecido ali.</p><p>O Poço Iniciático, aliás, é muitas vezes apontado como o centro desses mistérios, não só pela forma como desce até ao subsolo, mas pelo significado simbólico que lhe atribuem. </p><p>Sim, sabemos que <strong>nem tudo é comprovado</strong>, claro, mas também ninguém visita a Regaleira à espera de respostas totalmente claras.</p><div class="texto-destacado">A Quinta da Regaleira foi mandada erguer por António Augusto Carvalho Monteiro e projetada pelo arquiteto Luigi Manini no início do século XX. O conjunto destaca-se pela arquitetura de inspiração neomanuelina e por jardins cheios de referências simbólicas. Desde 1997, integra a lista de Património Mundial da UNESCO e pertence ao município.</div><p>É precisamente essa mistura de história e especulação que torna o espaço mais interessante, e que muda completamente a forma como se olha para ele quando anoitece. E, em breve, essa magia volta a ganhar vida depois do pôr do sol. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="702372" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/sintra-esconde-um-tesouro-e-poucos-tem-o-privilegio-de-o-conhecer.html" title="Sintra esconde um tesouro — e poucos têm o privilégio de o conhecer">Sintra esconde um tesouro — e poucos têm o privilégio de o conhecer</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/sintra-esconde-um-tesouro-e-poucos-tem-o-privilegio-de-o-conhecer.html" title="Sintra esconde um tesouro — e poucos têm o privilégio de o conhecer"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sintra-esconde-um-tesouro-e-poucos-tem-o-privilegio-de-o-conhecer-1742548511069_320.jpg" alt="Sintra esconde um tesouro — e poucos têm o privilégio de o conhecer"></a></article></aside><p>Do que é que estamos a falar? A Quinta da Regaleira, um dos mais incríveis e conhecidos monumentos de Sintra, <strong>vai abrir portas à noite </strong>para promover a nova visita.</p><h2>Quinta da Regaleira vai receber visitas noturnas ligadas à mitologia</h2><p>“Viagem aos Infernos — Mitos Gregos na Regaleira” é o nome da atividade lançará o mote para um serão em que se mergulhará em <strong>histórias que envolvem deuses, heróis e monstros</strong>. Tudo, ao mesmo tempo que conhece a história do palácio. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tuneis-deuses-e-segredos-descubra-a-quinta-da-regaleira-como-nunca-a-viu-1774687215532.jpg" data-image="4vil76fw5xau" alt="Quinta da Regaleira" title="Quinta da Regaleira"><figcaption>O Poço Iniciático tem um misticismo imbatível. Foto: Wikimedia // Stijndon </figcaption></figure><p>Coloque na agenda: as visitas noturnas vão acontecer entre <strong>30 de abril e 29 de outubro</strong>. As mesmas serão promovidas pela Associação Clenardus no âmbito do Projecto Apolo.</p><div class="texto-destacado">A iniciativa pretende “promover a mitologia e a literatura, visando divulgar a cultura clássica de forma didática e lúdica.”</div><p>“É a oportunidade para se caminhar pela Quinta da Regaleira sob os passos da mitologia greco-romana”, garantem os responsáveis no <em>site</em> oficial. “Deuses, heróis e monstros são as personagens das visitas temáticas.”</p><h2>Mais detalhes e informações</h2><p>As visitas estão marcadas para as <strong>21:30</strong>, e têm cerca de uma hora e meia de duração. Estas realizam-se mensalmente, sob orientação de Sérgio Franclim, docente e escritor com várias obras dedicadas à mitologia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="695851" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/explore-sintra-de-uma-forma-diferente-conheca-os-passadicos-que-sobem-ate-470-metros-de-altura.html" title="Explore Sintra de uma forma diferente: conheça os passadiços que sobem até 470 metros de altura">Explore Sintra de uma forma diferente: conheça os passadiços que sobem até 470 metros de altura</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/explore-sintra-de-uma-forma-diferente-conheca-os-passadicos-que-sobem-ate-470-metros-de-altura.html" title="Explore Sintra de uma forma diferente: conheça os passadiços que sobem até 470 metros de altura"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/explore-sintra-de-uma-forma-diferente-conheca-os-passadicos-que-sobem-ate-470-metros-de-altura-1739002029605_320.jpg" alt="Explore Sintra de uma forma diferente: conheça os passadiços que sobem até 470 metros de altura"></a></article></aside><p>“Sigamos Zeus e outros deuses, Teseu e outros heróis, o Minotauro e outros monstros com os mitos narrados nos diversos espaços da Quinta da Regaleira”, lê-se na apresentação do projeto. </p><p>O passeio é recomendado para maiores de 16 anos. Os bilhetes custam<strong> 30€ </strong>e já estão <strong>disponíveis </strong><em><strong>online</strong></em>. </p><p>Atenção, porque a organização recomenda que os participantes levem agasalho e calçado confortável.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/tuneis-deuses-e-segredos-descubra-a-quinta-da-regaleira-como-nunca-a-viu.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ninhos artificiais estão a salvar os francelhos da extinção]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ninhos-artificiais-estao-a-salvar-os-francelhos-da-extincao.html</link><pubDate>Thu, 02 Apr 2026 15:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Investigadores da LPN e da Universidade de Lisboa estão no Baixo Alentejo a construir centenas de locais de nidificação para uma espécie que já foi comum no século XX, mas está em declínio acelerado.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ninhos-artificiais-estao-a-salvar-os-francelhos-da-extincao-1775133122508.jpg" data-image="nmx2evytk9y2" alt="Francelho" title="Francelho"><figcaption>Os francelhos passam o inverno no continente africano e regressam em fevereiro ao Baixo Alentejo. Foto: Sumeet Moghe/WikiCommons</figcaption></figure><p>Nos céus do Alentejo, principalmente na <strong>Zona de Proteção Especial de Castro Verde</strong>, já se veem casais de <strong>francelhos</strong> (<em>Falco naumanni</em>) a sobrevoar a paisagem. Membros da família dos falcões, estas aves migratórias fizeram uma longa viagem, desde a África, chegando, no início do ano, ao sul do nosso país.</p><p>Conhecida também como <strong>peneireiros-das-torres</strong>, a espécie está numa luta permanente pela sobrevivência, encontrando-se atualmente ameaçada de extinção em Portugal.</p><div class="texto-destacado">O peneireiro-das-torres foi, no início do século XX, uma espécie muito comum em Portugal, mas a sua população diminuiu drasticamente nos anos 1990, não ultrapassando hoje os 150 casais.</div><p>A falta de locais para nidificar é um dos principais obstáculos à sua reprodução. Não fazendo os próprios ninhos, os <strong>francelhos </strong>recorrem a estruturas antigas, como<strong> casas de campo, edifícios, monumentos e montes antigos para construir os seus abrigos</strong>. Mas a recuperação do património histórico e o restauro dos edifícios contribuíram para o desaparecimento de muitos locais de nidificação desta espécie.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ninhos-artificiais-estao-a-salvar-os-francelhos-da-extincao-1775133176768.jpg" data-image="u2cockf59y3n" alt="ninhos artificiais para francelhos" title="ninhos artificiais para francelhos"><figcaption>Os investigadores estão a construir paredes com orifícios onde o francelho pode abrigar-se e construir os seus ninhos. Foto: LPN</figcaption></figure><p>No passado, o peneireiro-das-torres alimentava-se também nas <strong>extensas áreas agrícolas de cereal de sequeiro</strong> e nas pastagens ao redor de vilas e cidades. A redução das áreas de rotação de cereal e de pousio, o aumento dos cultivos com regadio, o abandono da agricultura e intensificação da pastorícia conduziram, nas últimas décadas, a uma <strong>diminuição</strong> significativa do seu <strong>habitat</strong> <strong>de alimentação</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Uma equipa da Liga para a Proteção da Natureza (LPN) e da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa está agora a recuperar os locais de nidificação dos francelhos. A estratégia passa essencialmente por construir paredes e torres de nidificação com o intuito de ajudar estas aves a criar e alimentar os filhotes. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Cada muro está a ser erguido com cerca de meia centena de orifícios, possibilitando à espécie viver em colónias a variar entre três ou quatro casais e muitas dezenas. As paredes estão a ser construídas com métodos mistos, recorrendo-se a tijolos, na parte inferior, e terra batida e calcada (taipa), no nível superior, criando zonas para os ninhos das aves.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="750283" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quantas-corujas-e-mochos-ha-em-portugal-participe-no-censo-das-aves-noturnas-para-descobrir-a-resposta.html" title="Quantas corujas e mochos há em Portugal? Participe no censo das aves noturnas para descobrir a resposta">Quantas corujas e mochos há em Portugal? Participe no censo das aves noturnas para descobrir a resposta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quantas-corujas-e-mochos-ha-em-portugal-participe-no-censo-das-aves-noturnas-para-descobrir-a-resposta.html" title="Quantas corujas e mochos há em Portugal? Participe no censo das aves noturnas para descobrir a resposta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quantas-corujas-e-mochos-ha-em-portugal-participe-no-censo-das-aves-noturnas-para-descobrir-a-resposta-1769000451077_320.jpg" alt="Quantas corujas e mochos há em Portugal? Participe no censo das aves noturnas para descobrir a resposta"></a></article></aside><p>Mais de 600 cavidades já foram instaladas na Zona de Proteção Especial de Castro Verde, que é a região onde mais de 80% da espécie se concentra em Portugal.</p><h2>O perigo da má vizinhança</h2><p>Inspiradas na natureza, as <strong>paredes e torres de nidificação</strong> espalhadas pelas planícies alentejanas não são, na verdade, muito diferentes das funções desempenhadas pelos condomínios e bairros residenciais das nossas cidades. Algumas destas paredes chegam a ter mais de <strong>70 buracos</strong>, mas nem sempre são usados pelos francelhos.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Rolieiros, corujas-das-torres, mochos-galegos, estorninhos, pombos e gralhas-de-nuca-cinzenta também <strong>aproveitam estas estruturas artificiais </strong>para fazer os seus ninhos. E não são os melhores vizinhos dos peneireiros-das-torres, uma vez que não se inibem de <strong>entrar à força nos buracos já ocupados</strong> por peneireiros e expulsá-los sem dó nem piedade.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A invasão dos ninhos por outras aves, sobretudo <strong>pombos domésticos</strong> e <strong>gralhas</strong>, é o motivo pelo qual a equipa da LPN está agora a <strong>adaptar as cavidades</strong> de alguns ninhos artificiais, impedindo que outras aves tomem conta dos espaços.</p><p>Para resolver o problema, os investigadores usaram plástico e PVC para <strong>reduzir o diâmetro das aberturas das cavidades</strong>, permitindo a entrada de fêmeas de francelhos, mesmo que tenham ovos consigo, mas não de outras aves maiores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ninhos-artificiais-estao-a-salvar-os-francelhos-da-extincao-1775133238390.jpg" data-image="rval5yhug1k3" alt="francelho" title="francelho"><figcaption>As aberturas dos ninhos artificiais estão a ser adaptadas ao tamanho dos francelhos para evitar que outras espécies tomem conta dos espaços. Foto: Universidade de Lisboa</figcaption></figure><p>Uma parte das aberturas foi também adaptada para deixar entrar outras espécies ameaçadas, como <strong>rolieiros</strong>, <strong>peneireiros</strong>-<strong>vulgares</strong>, <strong>corujas-das-torres</strong> e <strong>mochos</strong> <strong>galegos</strong>.</p><div class="texto-destacado">O peneireiro-da-torre passa o inverno no clima quente do continente africano, regressando ao Alentejo em meados de fevereiro. Em março, já se veem alguns ovos e, em abril, nascem as primeiras crias.</div><p>A tarefa dos investigadores, porém, não acaba com a construção de ninhos artificiais. Os <strong>meses frios</strong>, quando a <strong>espécie está</strong> <strong>ausente</strong>, são aproveitados para fazer a <strong>limpeza das cavidades</strong>, deixando as casas dos francelhos limpas e prontas para o seu regresso<strong>.</strong></p><p>Por enquanto, ainda é possível ver o peneireiro-das-torres a peneirar nas planícies do<strong> Baixo Alentejo</strong>, caçando escaravelhos, grilos, gafanhotos, entre outros <strong>insetos</strong>, para alimentar as suas famílias.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.lpn.pt/pt/conservacao-da-natureza/outros-projetos/de-uma-nova-casa-ao-peneireiro-das-torres" target="_blank">A conservação das aves estepárias é uma das prioridades da LPN</a>. Liga para a Proteção da Natureza</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ninhos-artificiais-estao-a-salvar-os-francelhos-da-extincao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Subida das temperaturas entre sábado, 4 e domingo, 5: eis as zonas afetadas pelo calor anómalo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/subida-das-temperaturas-entre-sabado-4-e-domingo-5-eis-as-zonas-afetadas-pelo-calor-anomalo.html</link><pubDate>Thu, 02 Apr 2026 14:09:37 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A mais recente atualização do modelo europeu aposta em temperaturas até 10 ºC acima da média para a época nos próximos dias. Confira aqui a previsão!</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nesta-sexta-feira-santa-o-calor-deslocar-se-a-para-norte-temperaturas-cerca-de-3-c-mais-altas-em-3-distritos.html" target="_blank">Nesta Sexta-feira Santa, o calor deslocar-se-á para norte: temperaturas cerca de 3 ºC mais altas em 3 distritos</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa447ou"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa447ou.jpg" id="xa447ou"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como temos vindo a referir noutras previsões, <strong>as temperaturas tenderão a aumentar ainda mais </strong>nos próximos dias, resultando num fim de semana de Páscoa bastante quente, tendo em conta a normal climatológica.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a>.</strong> Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Com este aumento, vem também uma <strong>intensificação dos valores de anomalia térmica</strong>, que se mostram positivos em todo o país, mas com valores bastante acentuados em vários locais. </p><h2>Anomalias térmicas positivas até 10 ºC acima da média</h2><p>Entre hoje e sábado espera-se um <strong>aumento das temperaturas generalizado e até mesmo significativo</strong>, especialmente no interior Norte e Centro, onde até hoje, quinta-feira, se foram registando temperaturas mais "contidas". No entanto, mesmo no Domingo e na Segunda-feira de Páscoa, são esperados valores elevados em todo o país.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/subida-das-temperaturas-entre-sabado-4-e-domingo-5-eis-as-zonas-afetadas-pelo-calor-anomalo-1775137709826.png" data-image="qxug7uiqhy8j" alt="anomalia térmica positiva" title="anomalia térmica positiva"><figcaption>A distribuição dos valores de anomalia térmica entre sábado e domingo será idêntica, não contando com oscilações significativas, esperando-se, assim, a manutenção de temperaturas máximas elevadas em todo o país, em ambos os dias.</figcaption></figure><p>Desta forma, dar-se-á uma <strong>subida dos valores anómalos de temperatura</strong>. Estas anomalias, que já se encontram positivas há vários dias, especialmente no período diurno, deverão aumentar significativamente no fim de semana, onde, como podemos observar no mapa acima, <strong>todo o continente português contará com temperaturas acima da normal climatológica</strong>.</p><p><strong>Os distritos de Vila Real e Viseu poderão contar com anomalias positivas de até 10 ºC (valor mais elevado do país)</strong>. No entanto, não quer dizer que estes serão os locais mais quentes do país, apenas em anos "normais", os valores térmicos costumam ser até 10 ºC mais baixos comparativamente a este ano. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761962" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-chovera-em-portugal-de-6-a-12-de-abril.html" title="Previsão de chuva a médio prazo: eis como choverá em Portugal de 6 a 12 de abril">Previsão de chuva a médio prazo: eis como choverá em Portugal de 6 a 12 de abril</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-chovera-em-portugal-de-6-a-12-de-abril.html" title="Previsão de chuva a médio prazo: eis como choverá em Portugal de 6 a 12 de abril"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-chovera-em-portugal-de-6-a-12-de-abril-1775136073081_320.png" alt="Previsão de chuva a médio prazo: eis como choverá em Portugal de 6 a 12 de abril"></a></article></aside><p>A maior parte dos outros distritos contará com temperaturas até 8 ºC acima da média. Portalegre e Évora contarão com valores até 6 ºC acima do normal e <strong>Faro contará com a anomalia mais baixa</strong>, podendo contar com temperaturas até 3 ºC acima do esperado para esta época do ano. Como mencionamos anteriormente, estes valores poderão verificar-se tanto no sábado como no domingo.</p><h2>Segunda-feira de Páscoa trará uma diminuição destas anomalias, especialmente no Sul</h2><p>Ainda que na Segunda-feira de Páscoa os valores se mantenham elevados, denotar-se-á uma<strong> diminuição das temperaturas no Sul e um ligeiro aumento no Norte</strong>, fazendo com que os valores de anomalia continuem bastante elevados no Norte (10 ºC), mas que no Sul desçam para valores de entre 1 ºC a 4 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/subida-das-temperaturas-entre-sabado-4-e-domingo-5-eis-as-zonas-afetadas-pelo-calor-anomalo-1775138498893.png" data-image="2qxeqsrsm8vu" alt="anomalias térmicas" title="anomalias térmicas"><figcaption>Na terça-feira o cenário térmico irá mudar bruscamente em Portugal, passando de um continente repleto de anomalias positivas elevadas para outro completamente oposto, registando valores abaixo da média.</figcaption></figure><p>No entanto, na <strong>terça-feira o cenário irá mudar de forma brusca</strong>, como também já informamos noutras previsões, onde a chegada de uma frente fria acompanhada por uma massa de ar polar transformará os dias secos e quentes em dias húmidos e frios.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/subida-das-temperaturas-entre-sabado-4-e-domingo-5-eis-as-zonas-afetadas-pelo-calor-anomalo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Previsão de chuva a médio prazo: eis como choverá em Portugal de 6 a 12 de abril]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-chovera-em-portugal-de-6-a-12-de-abril.html</link><pubDate>Thu, 02 Apr 2026 13:27:07 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após um fim de semana da Páscoa com temperaturas quase veranis, Portugal prepara-se para uma mudança brusca de tempo. A partir de segunda-feira (6), a aproximação e passagem de uma frente fria provocará chuva e outros efeitos meteorológicos.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa441p8"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa441p8.jpg" id="xa441p8"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nesta Semana Santa 2026 tem persistido um padrão atmosférico estável, proporcionado por um poderoso ‘escudo’ de altas pressões (anticiclone) que, posicionado a oeste da Península Ibérica, tem permitido <strong>o prolongamento do tempo seco e bastante ameno, com temperaturas elevadas</strong> e valores diurnos claramente acima da média para a época do ano.</p><p>Além do <strong>anticiclone</strong>, a configuração sinóptica que se continuará a desenrolar nos próximos dias tem origem numa <strong>massa de ar tropical continental vinda do Norte de África</strong>, oferecendo a milhões de portugueses um calor mais típico de primavera avançada ou início de verão.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>Os dias de sol e calor invulgar têm as horas contadas em Portugal continental. O modelo Europeu, que serve de referência para a Meteored, já vislumbra <strong>mudanças provenientes do Atlântico a partir de segunda-feira, 6 de abril, devido a uma depressão muito cavada que trará precipitação e outros efeitos meteorológicos adversos</strong>.</div><p>Assim, no curto prazo, num período que se estenderá entre hoje - Quinta-feira Santa, 2 de abril - e o próximo domingo - Domingo de Páscoa, 5 de abril - prevê-se que o tempo primaveril, caracterizado por pouca nebulosidade e uma evidente ausência de precipitação, continue a dominar o panorama meteorológico na unidade territorial do Continente. <strong>Em várias zonas do Centro e Sul esperam-se máximas entre 26 e 30 ºC, com o Norte também a registar valores elevados para a época</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-chovera-em-portugal-de-6-a-12-de-abril-1775134068427.png" data-image="xr0rzctu55fm"><figcaption>No Domingo de Páscoa, 5 de abril, prevê-se uma temperatura máxima de 29/30 ºC para várias zonas do Vale do Tejo.</figcaption></figure><p>Por outro lado, manter-se-á o <strong>acentuado arrefecimento noturno</strong> (noites e manhãs frescas ou frias), típico de condições primaveris anticiclónicas, que em contraste com os dias quentes, garantirá <strong>amplitudes térmicas diárias elevadas</strong>.</p><h2>Passagem temporária de NAO+ para bloqueio resultará no regresso da chuva a Portugal</h2><p>De acordo com o gráfico de probabilidades diárias de regimes meteorológicos para a zona Euro-Atlântica, o padrão <strong>NAO+</strong> continuará a dominar durante grande parte da próxima semana, apesar de intercalado por um curto período de <strong>bloqueio</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-chovera-em-portugal-de-6-a-12-de-abril-1775133460532.png" data-image="bj5xjvtcs1hm"><figcaption>O que se vislumbra para os primeiros dias da próxima semana é um anticiclone dos Açores ligeiramente menos robusto e algo mais desviado para oeste, favorecendo a chegada de uma frente fria gerada por uma depressão atlântica muito cavada (pressão mínima central 969 hPa), que deixará precipitação em Portugal continental. Isto ocorrerá temporariamente devido ao padrão de bloqueio na zona Euro-Atlântica.</figcaption></figure><p> Normalmente, <strong>quando a NAO+ se impõe</strong>, as depressões atlânticas, associadas ao fluxo zonal de oeste, circulam nas latitudes mais altas, acabando por corresponder a <strong>estados do tempo predominantemente secos </strong>e com<strong> temperaturas amenas ou acima do normal no nosso país</strong>.</p><h3>Mas, com a imposição temporária do padrão de bloqueio, o que podemos esperar no nosso país? </h3><p>Com o <strong>bloqueio </strong>(zona de altas pressões que se desenrolará entre Escandinávia e Europa Central) a ressurgir brevemente como o padrão dominante na zona Euro-Atlântica, espera-se que ocorra uma redistribuição dos centros de ação (anticiclones e depressões) que interferirá na estabilidade atmosférica vivida até agora em Portugal, algo também permitido pela <strong>ondulação da corrente de jato polar</strong>. E é isto que se vislumbra nos mapas de previsão a curto prazo para <strong>segunda, terça-feira e quarta-feira, dias 6, 7 e 8 de abril</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-chovera-em-portugal-de-6-a-12-de-abril-1775133769236.png" data-image="sdmvss78rmhd"><figcaption>Ao gerar uma ondulação mais vincada, o jato polar agitará a atmosfera, fazendo com que a região de altas pressões que por agora mantém o tempo estável se divida em duas partes (uma mais para oeste, sobre o Atlântico) e outra mais para leste (sobre a Europa Central). Isto será favorável à ‘intromissão’ da frente fria da já referida depressão entre as duas zonas de altas pressões, cujo centro se posicionará a sul da Islândia e a noroeste da Irlanda e Reino Unido.</figcaption></figure><p>Embora a tempestade atlântica (possivelmente uma ciclogénese explosiva) circule bem a norte da nossa latitude, <strong>a frente produzida por este sistema de baixas pressões será suficientemente ativa, organizada e extensa para alcançar Portugal continental e provocar chuva</strong>, acompanhada de vento mais forte e de uma descida súbita e acentuada das temperaturas. Tampouco se descarta a possibilidade de queda de neve.</p><h2>Quando e em que regiões de Portugal se prevê chuva na semana de 6 a 12 de abril?</h2><p>Segundo os mapas de referência da Meteored, prevê-se que a frente atlântica gerada pela depressão percorra o país entre segunda (6) e terça-feira (7), com <strong>a fase mais intensa de precipitação a ocorrer no dia 7 de abril</strong>. Na segunda-feira (6) ainda se prevê que os aguaceiros sejam relativamente fracos e dispersos, afetando o território inicialmente pelo litoral.</p><p>Ao mesmo tempo, a massa de ar polar que acompanhará a entrada da frente provocará uma <strong>descida acentuada das temperaturas</strong><strong>, especialmente a partir de terça (7)</strong>, não se excluindo a possibilidade de queda de <strong>neve</strong> nas cotas mais altas de áreas montanhosas (<strong>Peneda-Gerês e Serra da Estrela</strong>), embora com acumulações relativamente residuais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761957" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nesta-sexta-feira-santa-o-calor-deslocar-se-a-para-norte-temperaturas-cerca-de-3-c-mais-altas-em-3-distritos.html" title="Nesta Sexta-feira Santa, o calor deslocar-se-á para norte: temperaturas cerca de 3 ºC mais altas em 3 distritos">Nesta Sexta-feira Santa, o calor deslocar-se-á para norte: temperaturas cerca de 3 ºC mais altas em 3 distritos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nesta-sexta-feira-santa-o-calor-deslocar-se-a-para-norte-temperaturas-cerca-de-3-c-mais-altas-em-3-distritos.html" title="Nesta Sexta-feira Santa, o calor deslocar-se-á para norte: temperaturas cerca de 3 ºC mais altas em 3 distritos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nesta-sexta-feira-santa-o-calor-deslocar-se-a-para-norte-temperaturas-cerca-de-3-c-mais-altas-em-3-distritos-1775132973532_320.png" alt="Nesta Sexta-feira Santa, o calor deslocar-se-á para norte: temperaturas cerca de 3 ºC mais altas em 3 distritos"></a></article></aside><p>Depois, na terça-feira (7), o episódio húmido e instável ganhará outra expressão, esperando-se aqui a etapa do grosso da precipitação. Será mais frequente nas regiões situadas a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela e, entre estas, mais provável a oeste da Barreira de Condensação, estando previstos <strong>entre 20 e 30 mm de chuva acumulada até quarta-feira (8) nos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto e Aveiro, bem como em algumas zonas de Vila Real, Viseu, Coimbra e Guarda</strong>.</p><p>Também na zona norte do distrito de Bragança se poderão registar até 20 mm. O vento também soprará gradualmente mais forte, sobretudo durante a fase mais ativa da passagem da frente e nas áreas mais expostas e em altitude.</p><p><strong>Na quarta-feira (8) ainda se prevê a possibilidade de precipitação relativamente residual, sob a forma de aguaceiros pós-frontais</strong>, mas, desse dia em diante, a incerteza nos cenários de previsão aumentam significativamente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-chovera-em-portugal-de-6-a-12-de-abril-1775135963744.png" data-image="27bobgpfhc9n"><figcaption>Em alguns locais do Minho, a precipitação acumulada poderá ser superior a 30 mm na madrugada de quarta-feira, 8 de abril.</figcaption></figure><p>De momento, os modelos sugerem que a reorganização da circulação atmosférica se irá traduzir num <strong>breve retorno à estabilidade atmosférica, que duraria essencialmente até sexta-feira, 10 de abril</strong>.</p><p>Ainda assim, já surgem tímidos sinais nos modelos que insistem numa <strong>eventual e nova ‘investida’ da precipitação entre as últimas horas de sexta (10) e no sábado (11)</strong>, embora mais contidas ao Noroeste de Portugal continental.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761949" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-na-circulacao-atmosferica-em-portugal-apos-a-pascoa-comecam-na-segunda-feira-dia.html" title="Mudanças na circulação atmosférica em Portugal após a Páscoa: começam na segunda-feira, dia 6">Mudanças na circulação atmosférica em Portugal após a Páscoa: começam na segunda-feira, dia 6</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-na-circulacao-atmosferica-em-portugal-apos-a-pascoa-comecam-na-segunda-feira-dia.html" title="Mudanças na circulação atmosférica em Portugal após a Páscoa: começam na segunda-feira, dia 6"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-na-circulacao-atmosferica-em-portugal-apos-a-pascoa-comecam-na-segunda-feira-dia-1775127662362_320.png" alt="Mudanças na circulação atmosférica em Portugal após a Páscoa: começam na segunda-feira, dia 6"></a></article></aside><p>Tendo em conta a grande variabilidade a que os modelos meteorológicos estão sujeitos, sobretudo numa estação tão dinâmica e irregular como a primavera, <strong>é provável que a previsão de chuva sofra ajustes nos próximos dias</strong>, quer em relação ao episódio de tempo instável e húmido da primeira metade da próxima semana, quer em relação ao que poderá ocorrer na segunda metade (entre os dias 9 e 12 de abril).</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-a-medio-prazo-eis-como-chovera-em-portugal-de-6-a-12-de-abril.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nesta Sexta-feira Santa, o calor deslocar-se-á para norte: temperaturas cerca de 3 ºC mais altas em 3 distritos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nesta-sexta-feira-santa-o-calor-deslocar-se-a-para-norte-temperaturas-cerca-de-3-c-mais-altas-em-3-distritos.html</link><pubDate>Thu, 02 Apr 2026 12:55:30 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Esta Semana Santa está a registar valores de temperatura acima da média em praticamente todo o país, com exceção de alguns locais do Norte, especialmente durante as madrugadas, onde alguns valores são abaixo da média.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa43xu8"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa43xu8.jpg" id="xa43xu8"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Esta quinta-feira amanheceu com <strong>alguma nebulosidade</strong> que depressa deu lugar a céu geralmente limpo, de Norte para Sul, não se descartando o surgimento de algumas nuvens altas a partir do final da tarde na região Norte.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br><br>Acima, vemos a variação da temperatura ao longo das horas, onde se percebe uma elevada amplitude térmica (diferença entre temperaturas máximas e mínimas) e um aumento generalizado dos valores máximos na área onde se inserem os distritos da Guarda, Vila Real e Bragança.</div><p>Ainda para o dia de hoje, 2 de abril, esperam-se temperaturas máximas compreendidas entre os 16 ºC na Guarda e os 25 ºC em Santarém. O concelho de <strong>Abrantes poderá ser um dos mais quentes do país</strong>, devendo os termómetros registarem cerca de 27 ºC.</p><h2>Na Sexta-feira Santa, as temperaturas sobem também nos distritos mais frescos dos últimos dias</h2><p>Para podermos comparar da melhor forma, hoje, quinta-feira,<strong> Vila Real</strong> (cidade) deverá contar com máxima de 21 ºC, enquanto que no distrito não se deverão registar valores acima deste. <strong>Montalegre, por exemplo, deverá contar com máxima de 14 ºC</strong>. No entanto, para amanhã, já se esperam valores na ordem dos 20 ºC em todo o distrito, sendo que localmente, as temperaturas mais baixas poderão ser na zona de<strong> Montalegre, com 18 ºC </strong>e as mais elevadas poderão chegar aos<strong> 26 ºC, no Peso da Régua</strong>, como podemos observar no mapa abaixo. A cidade de Vila Real poderá contar com 23 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nesta-sexta-feira-santa-o-calor-deslocar-se-a-para-norte-temperaturas-cerca-de-3-c-mais-altas-em-3-distritos-1775132973532.png" data-image="uxbxda2hybjk" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Vila Real, Bragança e Guarda serão os distritos que denotarão uma maior subida das temperaturas, especialmente a nível local.</figcaption></figure><p>Em relação a Bragança (cidade), é expectável que no dia de hoje se mantenha com máxima de 19 ºC, enquanto o distrito deverá contar com valores entre os 15 ºC (nas cotas mais elevadas) e os 20 ºC em vários locais, especialmente em Mirandela e Vinhais. Já para amanhã, sexta-feira, a <strong>cidade de Bragança poderá contar com 20 ºC, Mirandela com 23 ºC </strong>e nas cotas mais elevadas poderá notar-se um <strong>pequeno aumento de 2 ºC</strong>, passando estas áreas mais frias a registarem 17 ºC.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>A <strong>cidade da Guarda</strong>, que tem sido a mais fria do país nos últimos dias, contará hoje com uma <strong>máxima de 16 ºC</strong>, enquanto que a nível distrital os valores se devam manter entre os 12 ºC (na Serra da Estrela) e os 17 ºC em boa parte deste território. Com a subida esperada para amanhã, a <strong>cidade da Guarda poderá contar com máxima de 19 ºC, </strong>denotando-se uma subida generalizada no distrito onde a maior parte dos locais poderão contar com valores entre os 19 ºC e os 20 ºC. As cotas mais elevadas da Serra da Estrela também poderão registar um aumento de 2 ºC, esperando-se máximas de 14 ºC.</p><h2>A tendência de subida deverá perpetuar-se até segunda-feira de Páscoa</h2><p>Ainda que já haja uma diminuição dos valores de temperatura anunciada para a próxima semana, antes dessa descida, <strong>os valores continuarão a aumentar</strong> (até segunda-feira, dia 6), especiamente nos distritos supracitados, onde alguns locais do interior Norte, principalmente no Vale do Douro, <strong>poderão aproximar-se ou até mesmo alcançar os 30 ºC</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761949" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-na-circulacao-atmosferica-em-portugal-apos-a-pascoa-comecam-na-segunda-feira-dia.html" title="Mudanças na circulação atmosférica em Portugal após a Páscoa: começam na segunda-feira, dia 6">Mudanças na circulação atmosférica em Portugal após a Páscoa: começam na segunda-feira, dia 6</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-na-circulacao-atmosferica-em-portugal-apos-a-pascoa-comecam-na-segunda-feira-dia.html" title="Mudanças na circulação atmosférica em Portugal após a Páscoa: começam na segunda-feira, dia 6"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-na-circulacao-atmosferica-em-portugal-apos-a-pascoa-comecam-na-segunda-feira-dia-1775127662362_320.png" alt="Mudanças na circulação atmosférica em Portugal após a Páscoa: começam na segunda-feira, dia 6"></a></article></aside><p>Assim, voltamos a frisar que a <strong>amplitude térmica continuará elevada e também com tendência a aumentar</strong>, pois os dias ficarão mais quentes, mas as noites e madrugadas continuarão frias.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nesta-sexta-feira-santa-o-calor-deslocar-se-a-para-norte-temperaturas-cerca-de-3-c-mais-altas-em-3-distritos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mudanças na circulação atmosférica em Portugal após a Páscoa: começam na segunda-feira, dia 6]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-na-circulacao-atmosferica-em-portugal-apos-a-pascoa-comecam-na-segunda-feira-dia.html</link><pubDate>Thu, 02 Apr 2026 11:49:25 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de um fim de semana de Páscoa com temperaturas quase de verão, Portugal prepara-se para uma mudança brusca no estado do tempo. A partir de segunda-feira, a aproximação de uma frente atlântica trará chuva, vento e uma descida significativa das temperaturas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa43roi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa43roi.jpg" id="xa43roi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Entre esta quinta-feira, 2 de abril, e o domingo de Páscoa (dia 5), Portugal continental será influenciado por um regime anticiclónico estável, responsável por tempo seco, céu pouco nublado e uma<strong> subida progressiva das temperaturas.</strong></p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a>.</strong> Siga-nos e ative as notificações. <br></div><p>As máximas irão aumentar gradualmente, podendo atingir valores próximos dos <strong>28 a 30 ºC no interior do Vale do Tejo</strong>, já com características típicas de início de verão. No litoral, a influência marítima continuará a moderar as temperaturas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-na-circulacao-atmosferica-em-portugal-apos-a-pascoa-comecam-na-segunda-feira-dia-1775127492890.png" data-image="l74zy07tfndf" alt="Mapa atmosférico: Temperatura" title="Mapa atmosférico: Temperatura"><figcaption>Subida progressiva das temperaturas até domingo de Páscoa, com valores próximos dos 30 ºC no interior e ambiente quase de verão em várias regiões.</figcaption></figure><p> A <strong>temperatura da água do mar oscilará entre 13 a 14 ºC na costa norte/centro e 15 a 17 ºC no sul</strong>. O vento será, de um modo geral, fraco, com rajadas pontualmente moderadas em áreas mais elevadas.</p><h2>Ciclone atlântico desencadeia mudança abrupta</h2><p>A partir de segunda-feira, dia 6, o padrão atmosférico altera-se significativamente. Um <strong>sistema depressionário muito cavado (com pressões próximas de 960 hPa)</strong> irá deslocar-se rapidamente no Atlântico em direção às Ilhas Britânicas, <strong>impulsionando uma frente fria ativa na direção da Península Ibérica.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-na-circulacao-atmosferica-em-portugal-apos-a-pascoa-comecam-na-segunda-feira-dia-1775127662362.png" data-image="zgji0ixukxqd" alt="Mapa atmosférico: Chuva" title="Mapa atmosférico: Chuva"><figcaption>Depressão muito cavada no Atlântico Norte (≈960 hPa) impulsiona uma frente fria ativa em direção à Península Ibérica.</figcaption></figure><p>Esta transição será marcada por uma mudança abrupta: o tempo seco e quente dará lugar a <strong>céu muito nublado, aumento do vento e ocorrência de precipitação</strong>, sobretudo nas regiões Norte e Centro.</p><h2>Segunda e terça: chuva, vento e descida térmica</h2><p>Na segunda-feira, a frente atlântica começa a afetar o território, com <strong>aguaceiros fracos e dispersos</strong>, inicialmente no litoral. Simultaneamente, ocorrerá uma <strong>descida acentuada das temperaturas</strong>, com entrada de ar mais frio, fazendo com que terça-feira apresente valores significativamente inferiores aos registados durante o fim de semana pascal. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-na-circulacao-atmosferica-em-portugal-apos-a-pascoa-comecam-na-segunda-feira-dia-1775127846187.png" data-image="0fer6n709ujt" alt="Mapa atmosférico: Temperatura a 700hPa" title="Mapa atmosférico: Temperatura a 700hPa"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-763172">Entrada de ar mais frio em altitude (3000 metros) após a passagem da frente atlântica, com descida acentuada das temperaturas face aos dias anteriores.</figcaption></figure><p>No entanto, será na terça-feira, dia 7, que o episódio ganha maior expressão. Prevê-se <strong>precipitação mais generalizada no Norte, Centro e Vale do Tejo</strong>, com acumulados horários que podem ultrapassar os <strong>4–5 mm/h</strong>, correspondendo a chuva moderada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-na-circulacao-atmosferica-em-portugal-apos-a-pascoa-comecam-na-segunda-feira-dia-1775127925665.png" data-image="3di25lj4r9cf" alt="Mapa atmosférico: Chuva" title="Mapa atmosférico: Chuva"><figcaption>Chuva generalizada nas regiões Norte e Centro, com períodos de intensidade moderada e acumulados mais significativos no litoral.</figcaption></figure><p> O vento será outra variável em destaque com a aproximação da frente atlântica. Ao longo de segunda-feira, espera-se um aumento gradual da intensidade do vento, tornando-se <strong>moderado e relativamente generalizado no território</strong>, com rajadas entre <strong>40 e 55 km/h</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761808" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-enfrenta-um-calor-invulgar-modelo-europeu-preve-maximas-de-ate-30-c-para-4-e-5-de-abril.html" title="Portugal enfrenta um calor invulgar: modelo europeu prevê máximas de até 30 °C para 4 e 5 de abril">Portugal enfrenta um calor invulgar: modelo europeu prevê máximas de até 30 °C para 4 e 5 de abril</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-enfrenta-um-calor-invulgar-modelo-europeu-preve-maximas-de-ate-30-c-para-4-e-5-de-abril.html" title="Portugal enfrenta um calor invulgar: modelo europeu prevê máximas de até 30 °C para 4 e 5 de abril"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-enfrenta-um-calor-invulgar-modelo-europeu-preve-maximas-de-ate-30-c-para-4-e-5-de-abril-1775050391544_320.jpg" alt="Portugal enfrenta um calor invulgar: modelo europeu prevê máximas de até 30 °C para 4 e 5 de abril"></a></article></aside><p>Durante a noite, e com a passagem da parte mais ativa da frente, a intensidade deverá aumentar, sobretudo nas regiões mais expostas e em altitude, com <strong>rajadas que poderão ultrapassar os 70 km/h na Serra da Estrela</strong>, não se excluindo valores pontualmente superiores nos pontos mais elevados. </p><h2>Quarta-feira com incerteza na evolução</h2><p>Para quarta-feira, dia 8, os modelos sugerem uma possível reorganização da circulação atmosférica. </p><div class="texto-destacado">O <strong>anticiclone dos Açores poderá reforçar-se e tentar bloquear novas frentes atlânticas</strong>, favorecendo uma tendência para estabilização. No entanto, a presença de um <strong>núcleo de baixas pressões sobre a Península Ibérica</strong> introduz incerteza na previsão, podendo ainda ocorrer períodos de instabilidade residual.</div><p>Em síntese, depois de um fim de semana com temperaturas quase de verão, Portugal prepara-se para uma <strong>mudança abrupta e típica da primavera</strong>, com chuva, vento e ar mais frio a regressarem já no início da próxima semana.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-na-circulacao-atmosferica-em-portugal-apos-a-pascoa-comecam-na-segunda-feira-dia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O Hubble descobre “acidentalmente” que o cometa C/2025 K1 (ATLAS) está a fragmentar-se: “nunca tinha acontecido antes”]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-hubble-descobre-acidentalmente-que-o-cometa-c-2025-k1-atlas-esta-a-fragmentar-se-nunca-tinha-acontecido-antes.html</link><pubDate>Thu, 02 Apr 2026 10:51:03 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>"Por vezes, as melhores descobertas científicas são feitas por acidente". É o caso do cometa C/2025 K1, que se fragmentou inesperadamente perante os olhos do Hubble, revelando o seu núcleo e fornecendo informações sobre os primórdios do sistema solar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/per-caso-hubble-scopre-che-la-cometa-c-2025-k1-atlas-si-sta-frammentando-mai-prima-era-successo-1774033690042.png" data-image="a8whos6l58v3" alt="Comet C/2025 K1 (ATLAS)" title="Comet C/2025 K1 (ATLAS)"><figcaption>O cometa C/2025 K1 (ATLAS) foi observado pelo Hubble apenas 8 dias depois de ter começado a fragmentar-se após a sua maior aproximação ao Sol. Crédito: Imagem: NASA, ESA, Dennis Bodewits (AU); Processamento de imagem: Joseph DePasquale (STSCI).</figcaption></figure><p>Imagine-se a frustração de Dennis Bodewits, professor do Departamento de Física da Universidade de Auburn, no Alabama, e de toda a sua equipa quando souberam que, devido a problemas técnicos, o Telescópio Espacial Hubble <strong>não poderia observar o cometa que tinham cuidadosamente estudado e selecionado</strong> com uma proposta de observação vencedora.</p><div class="texto-destacado">Uma proposta de observação com o Telescópio Hubble só é aceite se for “excelente”; cerca de uma em cada seis propostas de observação é aprovada, ou seja, os astrónomos pedem seis vezes mais tempo do que aquele que está efetivamente disponível, pelo que o processo de seleção é muito rigoroso.</div><p>Depois de receberem a má notícia, tiveram de selecionar rapidamente outro cometa para o substituir, e a sua escolha recaiu sobre o <strong>cometa C/2025 K1 (ATLAS)</strong>.</p><p>O Hubble captou três imagens deste cometa “de reserva” entre 8 e 10 de novembro de 2025 (três exposições de 20 segundos, uma por dia).</p><p>Mas qual não foi a surpresa do co-investigador John Noonan quando viu as imagens pela primeira vez:<strong> o cometa estava a fragmentar-se!</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="747251" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-cometa-interestelar-3i-atlas-apresenta-um-comportamento-de-jato-nunca-antes-visto-revelam-os-astronomos.html" title="O cometa interestelar 3I/ATLAS apresenta um comportamento de jato nunca antes visto, revelam os astrónomos">O cometa interestelar 3I/ATLAS apresenta um comportamento de jato nunca antes visto, revelam os astrónomos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-cometa-interestelar-3i-atlas-apresenta-um-comportamento-de-jato-nunca-antes-visto-revelam-os-astronomos.html" title="O cometa interestelar 3I/ATLAS apresenta um comportamento de jato nunca antes visto, revelam os astrónomos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cometa-interestelar-3i-atlas-chorro-unico-1766549199905_320.png" alt="O cometa interestelar 3I/ATLAS apresenta um comportamento de jato nunca antes visto, revelam os astrónomos"></a></article></aside><p>Qual é a probabilidade de apontar ao acaso para um cometa e apanhá-lo no momento em que começa a fragmentar-se? Praticamente zero, ou muito, muito perto de zero.</p><p>Mas porque é que este acontecimento é tão importante para os astrónomos, ao ponto de <strong>terem passado anos a tentar captar o momento da fragmentação de um cometa?</strong></p><h2>Cometas como ovos da Páscoa</h2><p>Com a aproximação da Páscoa, podemos imaginar os cometas como ovos de Páscoa, não só bonitos por fora, mas com uma surpresa ainda mais bonita e importante no interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/per-caso-hubble-scopre-che-la-cometa-c-2025-k1-atlas-si-sta-frammentando-mai-prima-era-successo-1774033876576.png" data-image="yjexz9d1nlh2" alt="Cometa" title="Cometa"><figcaption>Imagens do Hubble tiradas sequencialmente do cometa C/2025 K1 durante três dias consecutivos mostram a sua fragmentação atual. Crédito: Imagem: NASA, ESA, Dennis Bodewits (AU); Processamento de imagem: Joseph DePasquale (STScIc).</figcaption></figure><p><strong>Os cometas</strong>, definidos como bolas de gelo sujo, uma mistura de rocha, poeira e gelo, <strong>são fósseis do Sistema Solar</strong>. Formados durante a formação do Sistema Solar, têm vagueado à volta do Sol durante milhares de milhões de anos.</p><p>A superfície exterior dos cometas está exposta à radiação solar, aos raios cósmicos e ao vento solar, <strong>mas também pode ser enriquecida por qualquer material interplanetário que encontre no seu caminho</strong>. Como resultado, ocorrem reações químicas na sua superfície ao longo do tempo, modificando-a. Estas reações são de interesse para os astrónomos, que as reproduzem em laboratório para as compreender melhor.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="733532" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/rochas-gelo-e-estrelas-cadentes-desvendamos-a-diferenca-entre-asteroides-cometas-e-meteoros.html" title="Rochas, gelo e estrelas cadentes: desvendamos a diferença entre asteroides, cometas e meteoros">Rochas, gelo e estrelas cadentes: desvendamos a diferença entre asteroides, cometas e meteoros</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/rochas-gelo-e-estrelas-cadentes-desvendamos-a-diferenca-entre-asteroides-cometas-e-meteoros.html" title="Rochas, gelo e estrelas cadentes: desvendamos a diferença entre asteroides, cometas e meteoros"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/piedras-hielo-y-estrellas-fugaces-desvelamos-la-diferencia-entre-asteroides-cometas-y-meteoros-1760036484846_320.jpeg" alt="Rochas, gelo e estrelas cadentes: desvendamos a diferença entre asteroides, cometas e meteoros"></a></article></aside><p><strong>O interior do cometa, por outro lado, manteve-se inalterado desde a sua formação</strong>. Por conseguinte, revela como era o ambiente interplanetário na altura da formação do Sol. Como se diz muitas vezes, o interior dos cometas é <strong>um verdadeiro “fóssil” prístino dos primórdios do Sistema Solar</strong>.</p><p>Mas como é que podemos aceder ao núcleo de um cometa? A única possibilidade, e aqui voltamos à notícia, é <strong>que ele se fragmente, expondo o seu interior</strong>. Mas assim que se fragmenta, começa <strong>uma corrida contra o relógio</strong>. De facto, numa questão de dias ou semanas, a mesma radiação que rompeu a superfície começa a romper as superfícies internas dos fragmentos.</p><h2>Cometa C/2025 K1 (ATLAS)</h2><p>O Hubble já observou cometas fragmentados anteriormente, mas estes foram descobertos meses após a fragmentação, quando as reações químicas já tinham alterado as suas superfícies interiores expostas.</p><p>No caso do C/2025 K1 (ATLAS), a análise das três imagens sugere que a fragmentação tinha começado apenas oito dias antes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/per-caso-hubble-scopre-che-la-cometa-c-2025-k1-atlas-si-sta-frammentando-mai-prima-era-successo-1774034135198.jpg" data-image="f6bbon0sgiwe" alt="Cometa" title="Cometa"><figcaption>Reconstrução da órbita do cometa c/2025 K1. Crédito: NASA, ESA, Ralf Crawford (STSCI).</figcaption></figure><p>Os dados recolhidos pelos espectrógrafos do Hubble, STIS (Space Telescope Imaging Spectrograph) e COS (Cosmic Origins Spectrograph), permitirão analisar a composição interna do cometa tal como era há pelo menos 4 mil milhões de anos.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É verdade o que diz John Noonan: “Por vezes, a melhor ciência surge por acaso”, graças a essas descobertas a que chamamos fortuitas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>No mês passado, o cometa C/2025 K1 (ATLAS) passou pelo periélio, o ponto da sua órbita mais próximo do Sol. As passagens pelo periélio são cruciais porque os cometas estão sujeitos a <strong>fortes tensões térmicas e mecânicas, que podem provocar a sua fragmentação</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="726882" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-agua-na-terra-vem-de-cometas-novas-evidencias-afirmam-que-sim.html" title="A água na Terra vem de cometas? Novas evidências afirmam que sim!">A água na Terra vem de cometas? Novas evidências afirmam que sim!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-agua-na-terra-vem-de-cometas-novas-evidencias-afirmam-que-sim.html" title="A água na Terra vem de cometas? Novas evidências afirmam que sim!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nuove-evidenze-supportano-come-l-acqua-sulla-terra-abbia-origine-nelle-comete-1756053676559_320.png" alt="A água na Terra vem de cometas? Novas evidências afirmam que sim!"></a></article></aside><p>O nosso fragmentou-se em pelo menos quatro grandes pedaços, todos claramente visíveis nas imagens do Hubble, cada um com a sua própria cauda.</p><p><strong>O cometa K1 é agora um conjunto de fragmentos a cerca de 400 milhões de quilómetros da Terra</strong>. Dirigindo-se para a constelação de Peixes, está a afastar-se do sistema solar, com poucas hipóteses de regressar.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>"<a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S001910352600062X?via%3Dihub" target="_blank">Sequential fragmentation of C/2025 K1 (ATLAS) after its near-sun passage"</a> D. Bodewits et al. Icarus (2026) 116996, ISSN 0019-1035, https://doi.org/10.1016/j.icarus.2026.116996</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-hubble-descobre-acidentalmente-que-o-cometa-c-2025-k1-atlas-esta-a-fragmentar-se-nunca-tinha-acontecido-antes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[7 arbustos de crescimento rápido, ideais para separar espaços e ganhar privacidade (mesmo entre varandas)]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/7-arbustos-de-crescimento-rapido-ideais-para-separar-espacos-e-ganhar-privacidade-mesmo-entre-varandas.html</link><pubDate>Thu, 02 Apr 2026 10:41:39 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Alternativas que combinam rapidez de crescimento, facilidade de manutenção e valor ornamental para transformar fronteiras incómodas em recantos privados e naturais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/siete-arbustos-de-crecimiento-rapido-ideales-para-separar-espacios-y-ganar-privacidad-incluso-entre-balcones-1774645874468.jpg" data-image="664kd2w2b7my" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Em pátios, jardins ou varandas, a vegetação também pode funcionar como divisor de espaço.</figcaption></figure><p>Não é necessário construir um muro ou um muro de separação para <strong>criar um espaço privado no exterior da casa</strong>. Existem arbustos que, em poucas estações, crescem o suficiente para criar uma tela verde densa e viva, capaz de proporcionar privacidade sem alterações estruturais ou despesas excessivas.</p><p>O segredo é escolher bem, <strong>consoante o espaço e o nível de manutenção que está disposto a dar-lhes</strong>. Muitas espécies crescem rapidamente - entre meio metro e mais de um metro por ano em boas condições - e formam massas densas que funcionam como um ecrã visual e também como uma barreira ao vento ou ao ruído.</p><p>As seguintes opções ficam bonitas em pátios pequenos ou jardins maiores. Mas também <strong>podem ser adaptadas a espaços mais reduzidos</strong>, como terraços ou varandas.</p><h2>1. Pitosporum (Pittosporum tobira)</h2><p>É um daqueles arbustos que fazem muito trabalho sem chamar muito a atenção. Até que floresce. O Pitosporum é perene, de crescimento relativamente rápido - cerca de 30 a 60 cm por ano - e <strong>forma manchas densas que funcionam muito bem como ecrã verde</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/siete-arbustos-de-crecimiento-rapido-ideales-para-separar-espacios-y-ganar-privacidad-incluso-entre-balcones-1774646173741.jpg" data-image="smem5p2dzq4n" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Folhagem densa e resistente e flores perfumadas: uma escolha versátil para sebes vivas e divisões em vasos.</figcaption></figure><p><strong>Adapta-se ao sol pleno ou à sombra parcial</strong> e tolera sem problemas o vento, a salinidade e as condições urbanas.</p><p><strong>Na primavera, dá flores pequenas, brancas e muito perfumadas</strong>. Uma vez estabelecida, não é exigente em termos de rega e responde bem à poda, que lhe permite manter-se compacta. Em vaso, funciona muito bem: com um recipiente grande e uma poda regular, pode formar divisões verdes nas varandas.</p><h2>2. Fotínia (Photinia)</h2><p>Difícil de não olhar: <strong>os seus rebentos vermelhos contrastam com o verde e dão vida a qualquer bordadura</strong>. Cresce rapidamente - cerca de 40 a 60 cm por ano - e responde muito bem à poda, que ajuda a densificá-la.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/siete-arbustos-de-crecimiento-rapido-ideales-para-separar-espacios-y-ganar-privacidad-incluso-entre-balcones-1774646227210.jpg" data-image="tpfqgoeje7m6" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Os rebentos vermelhos dão um bónus ornamental a um arbusto que também funciona como ecrã verde.</figcaption></figure><p><strong>Precisa de sol para mostrar a sua melhor cor, e de uma rega moderada</strong>, sem encharcamento. Forma sebes vivas atraentes e bastante compactas.</p><p><strong>Também se adapta bem em vaso</strong>, embora o seu crescimento seja mais lento: necessita de recipientes grandes, de uma boa luminosidade e de regas mais frequentes.</p><h2>3. Eleagno (Elaeagnus ebbingei)</h2><p>Uma das mais fiáveis para cercar um espaço num curto espaço de tempo. Pode crescer entre 50 e 80 cm por ano e <strong>forma sebes densas, com folhas verde-escuras e reflexos prateados</strong>. Adapta-se ao sol ou à sombra parcial. Tolera os ventos fortes, os solos pobres e a falta de água quando se estabelece.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/siete-arbustos-de-crecimiento-rapido-ideales-para-separar-espacios-y-ganar-privacidad-incluso-entre-balcones-1774646293508.jpg" data-image="gezmc1dn993v" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Resistente e de crescimento rápido, forma sebes densas e dá um perfume intenso no outono.</figcaption></figure><p>A poda não é um problema: resiste muito bem e <strong>permite obter sebes formais ou mais despojadas</strong>. E tem um bónus inesperado. No outono, produz flores pequenas e discretas, quase escondidas, mas com um <strong>perfume intenso</strong> e doce que se percebe a vários metros de distância.</p><p><strong>É adequada para varandas se o vaso for grande</strong>: conserva a sua rusticidade, embora necessite de regas mais regulares.</p><h2>4. Forsítia (Forsythia spp.)</h2><p>Antes de as folhas brotarem, <strong>cobre-se de flores amarelas</strong>. Cresce rapidamente e atinge um bom tamanho em poucos anos, embora a sua estrutura seja mais aberta do que a de outros arbustos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/siete-arbustos-de-crecimiento-rapido-ideales-para-separar-espacios-y-ganar-privacidad-incluso-entre-balcones-1774646380334.jpg" data-image="lm1zbqmkvtv5" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Antes de as folhas brotarem, cobre-se de flores amarelas e marca o início da primavera.</figcaption></figure><p>Prefere o sol pleno e uma rega moderada. <strong>Para a manter mais densa, deve ser podada após a floração</strong>. Funciona melhor em sebes informais ou em divisões mais naturais. Em vaso, não é a melhor escolha: tem tendência a abrir-se e perde a sua capacidade de formar um biombo compacto.</p><h2>5. Escallonia (Escallonia spp.)</h2><p>Equilibrada e fiável. Cresce entre 30 e 60 cm por ano e <strong>faz uma sebe densa em duas a quatro estações</strong>. Atinge entre 2 e 3 metros, embora possa ser mantida mais baixa com a poda.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/siete-arbustos-de-crecimiento-rapido-ideales-para-separar-espacios-y-ganar-privacidad-incluso-entre-balcones-1774646444574.jpg" data-image="0n6abhv2tmsv" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Uma sebe viva clássica: densa, resistente e com floração estival.</figcaption></figure><p>Prefere o sol pleno, uma rega moderada e uma boa drenagem. Resiste ao vento e aos ambientes costeiros, e mantém a sua folhagem durante todo o ano. <strong>No verão, dá flores cor-de-rosa, vermelhas ou brancas</strong>.</p><p><strong>Pode ser adaptada em vaso, mas com menos desenvolvimento</strong>: só deve ser utilizada em grandes recipientes, sabendo que o seu crescimento será mais lento.</p><h2>6. Duranta (Duranta erecta)</h2><p>Muito utilizada especialmente em climas temperados e quentes. Cresce rapidamente, <strong>forma sebes densas e dá flores violetas</strong> com pequenos frutos cor de laranja.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/siete-arbustos-de-crecimiento-rapido-ideales-para-separar-espacios-y-ganar-privacidad-incluso-entre-balcones-1774646497955.jpg" data-image="6q2ocp9p7dch" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>De crescimento rápido, flores roxas e frutos vistosos num arbusto ideal para climas temperados.</figcaption></figure><p>Prefere o sol pleno e as regas regulares. <strong>Tolera bem a poda, que lhe permite manter-se compacta</strong>. É sensível às geadas fortes, que podem afetar a sua folhagem.</p><p>O vaso não é a opção mais prática: <strong>precisa de espaço para se desenvolver</strong> e perde densidade num recipiente.</p><h2>7. Ligustrum (Ligustrum spp.)</h2><p>O clássico dos clássicos. Cresce rapidamente - entre 50 cm e mais de 1 metro por ano - <strong>e forma muros verdes compactos num curto espaço de tempo</strong>. Adapta-se ao sol, à sombra parcial e a diferentes tipos de solo, mesmo em ambientes urbanos exigentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/siete-arbustos-de-crecimiento-rapido-ideales-para-separar-espacios-y-ganar-privacidad-incluso-entre-balcones-1774646584479.jpg" data-image="yu1uhpakibap" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Mais utilizada para cercas formais: cresce rapidamente, tolera podas pesadas e forma telas compactas.</figcaption></figure><p>Tolera uma poda pesada, o que lhe permite manter-se limpo e arrumado. Necessita de uma rega moderada no início, mas depois torna-se resistente. <strong>Pode ser utilizado em vaso, mas necessita de recipientes grandes</strong> e de podas frequentes para controlar o seu vigor.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="760052" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/vasos-de-barro-mantem-suas-plantas-saudaveis-conheca-metodos-naturais-para-revitaliza-las.html" title="Vasos de barro mantêm as suas plantas saudáveis: conheça os métodos naturais para revitalizá-las">Vasos de barro mantêm as suas plantas saudáveis: conheça os métodos naturais para revitalizá-las</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/vasos-de-barro-mantem-suas-plantas-saudaveis-conheca-metodos-naturais-para-revitaliza-las.html" title="Vasos de barro mantêm as suas plantas saudáveis: conheça os métodos naturais para revitalizá-las"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/i-vasi-in-terracotta-fanno-stare-bene-le-tue-piante-7-metodi-naturali-per-rigenerarli-e-farli-tornare-come-nuovi-1772837283584_320.jpeg" alt="Vasos de barro mantêm as suas plantas saudáveis: conheça os métodos naturais para revitalizá-las"></a></article></aside><p>Ao contrário das árvores que são despidas no outono, <strong>estes arbustos renovam gradualmente as suas folhas</strong>. Nunca estão vazios e, por isso, funcionam como ecrãs verdes durante todo o ano.</p><p>No final, a escolha não é apenas sobre a rapidez com que crescem, <strong>mas também sobre a forma como quer viver esse espaço</strong>. Há arbustos que constroem paredes verdes em tempo recorde e outros que também acrescentam flores, cor ou textura. E alguns, mesmo em vaso, conseguem trazer aquela frescura à varanda.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/7-arbustos-de-crescimento-rapido-ideais-para-separar-espacos-e-ganhar-privacidade-mesmo-entre-varandas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Feira de Março regressou a Aveiro com concertos e centenas de atrações]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/feira-de-marco-regressou-a-aveiro-com-concertos-e-centenas-de-atracoes.html</link><pubDate>Thu, 02 Apr 2026 07:39:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A histórica festa aveirense volta a animar a cidade até 26 de abril, com espetáculos, gastronomia, carrosséis e atividades para todas as idades.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/feira-de-marco-regressou-a-aveiro-com-concertos-e-centenas-de-atracoes-1774992505979.jpg" data-image="swjr4yqtwuhp" alt="Feira de Março" title="Feira de Março"><figcaption>33 dias, 750 mil visitantes: a Feira de Março está de volta. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>A tradicional <strong>Feira de Março</strong> está de volta a <strong>Aveiro</strong>. Aquela que é uma das festas mais antigas do país regressou na quarta-feira passada, 25 de março, para mais uma edição.</p><div class="texto-destacado">Coloque na agenda: até <strong>26 de abril </strong>poderá contar com quase 100 espetáculos, 240 expositores, 37 associações do concelho e cerca de 80 carrosséis. O programa? Promete ter sido pensado para todas as idades.</div><p>“O evento (...) espera atrair cerca de 750 mil visitantes ao longo dos 33 dias, prometendo ‘muita festa’ e reforçando os conceitos de ‘família’ e ‘crescimento’ como premissas desta edição”, nota o <em>site</em> ‘Sapo’.</p><p>“Com um<strong> programa diversificado</strong>, que conjuga tradição, animação, gastronomia e entretenimento, a Feira de Março 2026 afirma-se, desde os primeiros dias, como um evento de referência, preparado para continuar a atrair milhares de visitantes ao longo das próximas semana”, garante a autarquia.</p><h2>Uma festa para todos</h2><p>Por esta altura, já não conseguirá assistir aos concertos de Vizinhos, nem de António Zambujo. Contudo, ainda poderá ouvir Bárbara Bandeira (3 de abril), MC Ryan SP (4 de abril), Sara Correia (10 de abril), Marisa Liz (11 de abril), Lon3r Johny (17 de abril), Napa (18 de abril), Fernando Daniel (24 de abril) e Wet Bed Gang (25 de abril).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761629" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-carnaval-de-torres-vedras-tardou-mas-agora-e-que-e.html" title="O Carnaval de Torres Vedras tardou… mas agora é que é!">O Carnaval de Torres Vedras tardou… mas agora é que é!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-carnaval-de-torres-vedras-tardou-mas-agora-e-que-e.html" title="O Carnaval de Torres Vedras tardou… mas agora é que é!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-carnaval-de-torres-vedras-tardou-mas-agora-e-que-e-1774961146484_320.jpg" alt="O Carnaval de Torres Vedras tardou… mas agora é que é!"></a></article></aside><p><strong>Todos os espetáculos estão marcados para as 22:00 horas</strong>. A única exceção é o espetáculo dos Sons do Minho, marcado para 6 de abril, segunda-feira de Páscoa, que começa às 16:00 horas.</p><p>O melhor é que, além das atuações musicais, os visitantes vão<strong> </strong>poder assistir a desafios. E, sim, estes foram pensados para adultos e miúdos. Aulas e demonstrações de atividades físicas (como remo, capoeira, ginástica rítmica, hóquei em patins, entre outros), fazem parte também do programa, assim como, sessões de autógrafos e a hora do conto.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/feira-de-marco-regressou-a-aveiro-com-concertos-e-centenas-de-atracoes-1774992709442.jpg" data-image="m2nodbt49rw4" alt="Feira de Março" title="Feira de Março"><figcaption>Aveiro recebe mais uma edição da histórica Feira de Março. Foto: CM Aveiro</figcaption></figure><p>Tal como é habitual, os visitantes poderão visitar as dezenas de bancas expostas no espaço. Ali, encontrarão desde produtos tradicionais até gastronomia e lazer. Há também atrações como carrinhos de choque e carrosséis.</p><p>“Entre as principais novidades desta edição destaca-se a<strong> criação da nova tenda de alimentação</strong>, uma solução pensada para melhorar a experiência dos visitantes e a resposta da área da restauração”, nota a autarquia. “Este novo espaço oferece maior conforto, organização e acessibilidade, contribuindo para uma vivência mais qualificada da Feira.”</p><h2>Mais detalhes e informações</h2><p>“Nesta edição, que assinala 590 anos do certame, <strong>a entrada será paga às sextas-feiras, aos sábados e na segunda-feira de Páscoa</strong> — dias em que se realizam os principais concertos. A autarquia introduz o Bilhete Família, que oferece um desconto de 25% a agregados familiares com pelo menos três elementos”, lê-se no ‘Sapo’.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761537" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nesta-pascoa-quer-sentir-lisboa-a-serio-comece-por-estes-lugares-secretos.html" title="Nesta Páscoa quer sentir Lisboa a sério? Comece por estes lugares “secretos”">Nesta Páscoa quer sentir Lisboa a sério? Comece por estes lugares “secretos”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nesta-pascoa-quer-sentir-lisboa-a-serio-comece-por-estes-lugares-secretos.html" title="Nesta Páscoa quer sentir Lisboa a sério? Comece por estes lugares “secretos”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quer-sentir-lisboa-a-serio-comece-por-estes-lugares-secretos-1774940039237_320.jpg" alt="Nesta Páscoa quer sentir Lisboa a sério? Comece por estes lugares “secretos”"></a></article></aside><p>Não se engane: entrar no recinto da festa não custa o mesmo todos os dias. A entrada na Feira de Março custa<strong> 6€</strong> para os espetáculos de António Zambujo, Bárbara Bandeira, Sons do Minho, Sara Correia, Marisa Liz, Lon3r Johny, Napa e Wet Bed Gang. Já para os concertos de Vizinhos, MC Ryan SP e Fernando Daniel custa a <strong>4€</strong>. </p><div class="texto-destacado">Aos domingos e nos dias sem concertos, a entrada é gratuita. As crianças até aos 11 anos não pagam. </div><p>Para mais informações e para conhecer toda a programação, poderá consultar o <em>site </em>oficial da feira. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/feira-de-marco-regressou-a-aveiro-com-concertos-e-centenas-de-atracoes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item></channel></rss>