<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Thu, 07 May 2026 16:00:51 +0000</lastBuildDate><pubDate>Thu, 07 May 2026 16:00:51 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Vasco Gonçalves deu um passo determinante para compreender a memória do Universo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/vasco-goncalves-deu-um-passo-determinante-para-compreender-a-memoria-do-universo.html</link><pubDate>Thu, 07 May 2026 15:27:06 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Esta é a história de como um encontro casual entre um investigador do Porto e três colegas europeus deu origem a um modelo mais eficiente para resolver um desafio global na física.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/vasco-goncalves-deu-um-passo-determinante-para-compreender-a-memoria-do-universo-1778159416067.jpg" data-image="nvhq2dqckzsc" alt="ondas gravitacionais" title="ondas gravitacionais"><figcaption>Ilustração das ondas gravitacionais produzidas por um binário de buracos negros. Os buracos negros são tão densos que não emitem luz e, portanto, não podemos vê-los. Mas as perturbações que se geram no espaço-tempo podem chegar até nós. Imagem: Henze/NASA</figcaption></figure><p>O Universo tem memória e guarda cicatrizes que, embora impercetíveis, não desaparecem na estrutura do espaço-tempo. São <strong>marcas ancestrais </strong>que ficaram dos <strong>eventos cósmicos violentos</strong>, como fusões de buracos negros, tempestades solares extremas ou colisões entre galáxias. </p><p>Estes poderosos fenómenos estelares geram vibrações na estrutura do Universo e um efeito que, entre os académicos, é conhecido como <strong>memória gravitacional</strong>. Os modelos teóricos convencionais, no entanto, não conseguem calcular a extensão rigorosa destas reminiscências, tampouco avaliar com precisão os eventos na sua origem.</p><div class="texto-destacado">Ao contrário da luz, as ondas gravitacionais não viajam <em>pelo</em> espaço-tempo, mas são vibrações <em>do próprio</em> tecido do espaço-tempo, que atravessam o Universo quase sem interferências, transportando informações valiosas sobre a sua origem, permitindo estudar fenómenos invisíveis. </div><p>Os métodos tradicionais recorrem a velocidades muito baixas para estudar objetos celestes, o que dificulta a precisão dos cálculos na descrição de eventos astrofísicos extremos.</p><h2>Um encontro luminoso no intervalo de uma conferência</h2><p>Foram justamente esses obstáculos da física teórica que levaram <strong>Vasco Gonçalves</strong>, investigador da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), a criar uma parceria com colegas do Reino Unido e da França. </p><p>A colaboração surgiu da forma mais inesperada, durante um <strong>encontro casual</strong> entre os <strong>quatro cientistas</strong> no coffee-break da conferência <em>Iberian Strings</em>, realizada em 2024 na cidade do Porto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vasco-goncalves-deu-um-passo-determinante-para-compreender-a-memoria-do-universo-1778159607118.jpg" data-image="kxzzdli0b0v9" alt="Vasco Gonçalves, investigador do Centro de Física das Universidades do Minho e do Porto" title="Vasco Gonçalves, investigador do Centro de Física das Universidades do Minho e do Porto"><figcaption>Vasco Gonçalves é investigador do Centro de Física das Universidades do Minho e do Porto. Foto: SIC.FCUP</figcaption></figure><p>Os investigadores estiveram, desde então, em contacto permanente, traçando as linhas da investigação, que <strong>cruzaram diferentes áreas da física</strong>, da Astrofísica de Ondas Gravitacionais à Gravidade Quântica e Teoria das Cordas, passando pela Matemática e Relatividade Numérica. </p><p>A <strong>Física de Partículas</strong>, a área de investigação de Vasco Gonçalves, revelou-se determinante para avançar no estudo, que envolveu a participação de físicos da Queen Mary University of London (Reino Unido) e dos institutos IPhT (CEA/CNRS) e IHES, em França.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O resultado da colaboração culminou num método mais eficiente, capaz de analisar e descrever, com maior precisão, a chamada memória gravitacional não linear.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Este efeito caracteriza-se essencialmente pela capacidade das próprias ondas gravitacionais de gerar gravidade, absorvendo um impacto secundário na estrutura do espaço-tempo.</p><h2>Novas possibilidades para as áreas da física e astrofísica</h2><p>O novo método distingue-se, acima de tudo, pelo <strong>rigor no cálculo teórico</strong>, permitindo estudar os efeitos em todas as velocidades, ao contrário dos métodos tradicionais, que limitam a análise a velocidades reduzidas. Ao garantir maior precisão, <strong>diminui-se a margem de erro</strong> e aumentam-se as possibilidades de expandir o conhecimento nos campos da física e da astrofísica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="510822" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/inedito-eco-do-universo-captado-pela-primeira-vez-em-ondas-gravitacionais-astronomia-nanograv.html" title="Inédito! Eco do Universo captado pela primeira vez em ondas gravitacionais">Inédito! Eco do Universo captado pela primeira vez em ondas gravitacionais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/inedito-eco-do-universo-captado-pela-primeira-vez-em-ondas-gravitacionais-astronomia-nanograv.html" title="Inédito! Eco do Universo captado pela primeira vez em ondas gravitacionais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/encontrado-eco-do-universo-foi-captado-em-ondas-gravitacionais-1688045737314_320.png" alt="Inédito! Eco do Universo captado pela primeira vez em ondas gravitacionais"></a></article></aside><p>Quando os cálculos atingem um elevado grau de rigor – defende Vasco Gonçalves –, <strong>abre-se espaço para mais descobertas</strong>, pois as limitações impostas pelos métodos anteriores já não constituem um obstáculo à investigação. </p><p>Este desenvolvimento representa, segundo o comunicado da Universidade do Porto, uma <strong>oportunidade para aprofundar a investigação</strong> sobre <strong>fenómenos extremos do Universo</strong> e as marcas invisíveis deixadas na estrutura do espaço-tempo.</p><div class="texto-destacado">Einstein previu a existência de ondas gravitacionais em 1916, como uma consequência direta de sua Teoria da Relatividade Geral, publicada no ano anterior. A observação direta do fenómeno, no entanto, só viria a acontecer a 14 de setembro de 2015, quando o observatório LIGO detetou as ondas resultantes da fusão de dois buracos negros com cerca de 29 e 36 vezes a massa do Sol, a aproximadamente 1,3 mil milhões de anos-luz da Terra.</div><p>A investigação não significa, por isso, apenas um avanço teórico. Tal como os cálculos teóricos aplicados a esta área servem de comparação, por exemplo, em experiências no acelerador de partículas do laboratório CERN, o mesmo pode vir a ser realizado na <strong>medição de ondas gravitacionais</strong>, com os seus efeitos a poderem ser <strong>comparados com dados reais</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vasco-goncalves-deu-um-passo-determinante-para-compreender-a-memoria-do-universo-1778159813535.jpg" data-image="2lx58674gwqo" alt="Representação bidimensional do poço gravitacional gerado pelo peso do Sol e da Terra" title="Representação bidimensional do poço gravitacional gerado pelo peso do Sol e da Terra"><figcaption>Representação bidimensional do poço gravitacional gerado pelo peso do Sol e da Terra. Os corpos com massa curvam a quadrícula do espaço-tempo, dilatando o tempo e contraindo o espaço. Imagem: T. Pyle/Caltech/MIT/ LIGO Lab</figcaption></figure><p>O trabalho, publicado na prestigiada revista <strong>Physical Review Letters</strong>, poderá ser particularmente útil para compreender a informação obtida pelo <strong>LIGO</strong> (Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory), que opera dois grandes interferômetros a laser nos Estados Unidos, com a missão de detetar ondas gravitacionais geradas por eventos cósmicos violentos.</p><h3><em>Referências do artigo</em></h3><p><em>Renata Silva. <a href="https://noticias.up.pt/2026/04/09/como-a-fisica-de-particulas-ajuda-a-entender-a-memoria-do-universo/" target="_blank">Como a física de partículas ajuda a entender a “memória” do Universo</a>. Universidade do Porto</em></p><p><em>Alessandro Georgoudis, Vasco Goncalves, Carlo Heissenberg & Julio Parra-Martinez. <a href="https://journals.aps.org/prl/abstract/10.1103/8m17-s2y8" target="_blank">Nonlinear Gravitational Memory in the Post-Minkowskian Expansion</a>. Physical Review Letters</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/vasco-goncalves-deu-um-passo-determinante-para-compreender-a-memoria-do-universo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Dicas engenhosas para armários de cozinha: canecas velhas transformadas em lindos objetos decorativos para casa e jardim]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/dicas-engenhosas-para-armarios-de-cozinha-canecas-velhas-transformadas-em-lindos-objetos-decorativos-para-casa-e-jardim.html</link><pubDate>Thu, 07 May 2026 15:03:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Ainda há loiça velha e inutilizada nos armários com teias de aranha? Bem, aqui estão algumas formas engenhosas de lhes dar algum uso extra.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/the-clever-kitchen-cupboard-hack-that-turns-old-mugs-into-beautiful-garden-decor-1778079404702.jpg" data-image="r7fxcazgycrz" alt="Mug" title="Mug"><figcaption>Existem formas divertidas e inventivas de reutilizar e reorientar a sua loiça antiga, por isso guarde as suas canecas e chávenas de chá favoritas! Crédito: <a href="https://pixabay.com/photos/mug-table-drink-caffeine-breakfast-5089934/" target="_blank">Pixabay</a></figcaption></figure><p>Já alguma vez pensou em deitar fora uma caneca ou uma chávena de chá preferida, mas não consegue fazê-lo? Embora aquela pequena marca, arranhão ou lasca possa causar um ligeiro aborrecimento, não é suficiente para deitar fora um recipiente perfeitamente funcional, alguns dos quais evocam boas recordações ou outros de que simplesmente gosta demasiado! <strong>Bem, e se pudesse reutilizar a sua loiça de uma forma divertida, inventiva e artística?</strong></p><h2>Faça a sua própria obra-prima de mosaico </h2><p>Se se sentir suficientemente corajoso, <strong>porque não colecionar as suas canecas e chávenas de chá usadas para fazer um vaso de plantas em mosaico?</strong> Pode começar por colocar a loiça entre as dobras de uma toalha e depois usar um martelo ou um rolo de massa para a partir cuidadosamente em pedaços mais pequenos.</p><p>Também pode utilizar um corta-azulejos para o fazer. Quando abrir a toalha dobrada, retire cuidadosamente os pedaços desejáveis, tendo o cuidado de não os recolher para evitar cortar os dedos em arestas dentadas ou afiadas. Para o efeito, pode utilizar uma pinça.</p><p>Depois de ter recolhido uma <strong>boa seleção de azulejos coloridos feitos à mão, pode começar a colocar os azulejos no seu vaso de flores</strong>. Pode utilizar argamassa de cimento fino fortificada para aplicar os azulejos num vaso de terracota, utilizando cores e padrões específicos, onde quer que o seu artista interior o leve! Depois de ter coberto o vaso com azulejos, pode aplicar argamassa branca fortificada e depois um vedante de argamassa para terminar a sua obra-prima de mosaico.</p><h2>Vaso de plantas improvisado</h2><p>Também pode reutilizar as suas canecas e chávenas de chá para servirem de vasos bonitos para pequenas plantas ou suculentas.<strong> Tudo o que precisa é de um pouco de areia para drenagem e um pouco de terra</strong>. Coloque a areia na chávena ou caneca, talvez criando uma camada de 2 cm de altura (para ajudar a drenagem), e depois encha o resto do recipiente com terra.</p><p>Pode ser útil ir ao seu centro de jardinagem local para escolher algumas plantas adequadas, informando-se sobre as que podem ser cultivadas no interior de certos locais, como cozinhas e casas de banho, que proporcionam ambientes favoráveis às plantas que gostam de humidade.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/MBlVD5Ks3mQ/sddefault.jpg" alt="youtube video id=MBlVD5Ks3mQ" id="MBlVD5Ks3mQ"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Que tal reutilizar a sua<strong> loiça para servir de recipiente para utensílios de cozinha e/ou de casa de banho?</strong></p><p>Pode organizar os utensílios de cozinha do dia a dia numa caneca e colocá-la em exposição junto ao fogão para facilitar o acesso. Já não vai precisar de remexer nas gavetas da cozinha para encontrar o que precisa!</p><p><strong>Talvez possa guardar pincéis de maquilhagem ou pentes e outros utensílios de beleza noutra caneca</strong>, talvez organizando os armários da casa de banho desta forma, alargando-os a escovas de dentes, cotonetes, lâminas de barbear e outros artigos.</p><p>Também pode utilizar a sua biscoteira para fazer velas, o que é um toque agradável para a casa e uma ótima ideia para oferecer a amigos e familiares. <strong>Reciclar, reutilizar e ser criativo!</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/dicas-engenhosas-para-armarios-de-cozinha-canecas-velhas-transformadas-em-lindos-objetos-decorativos-para-casa-e-jardim.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O jato polar influencia o modelo europeu: Portugal entra numa fase de rápida transição atmosférica]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-jato-polar-influencia-o-modelo-europeu-portugal-entra-numa-fase-de-rapida-transicao-atmosferica.html</link><pubDate>Thu, 07 May 2026 12:29:18 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O comportamento mais ondulado do jato polar deverá manter o tempo em Portugal bastante variável nas próximas semanas, com alternância entre fases de chuva, descidas de temperatura e períodos temporários de estabilidade atmosférica.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/o-jato-polar-influencia-o-modelo-europeu-portugal-entra-numa-fase-de-rapida-transicao-atmosferica-1778155415735.jpg" data-image="ugbg3nqosqq1" alt="Variabilidade atmosférica em Maio" title="Variabilidade atmosférica em Maio"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-662025">Variabilidade atmosférica em destaque durante maio, com alternância entre períodos de instabilidade, trovoadas e abertas, refletindo a influência de um jato polar dinâmico e padrões em constante mudança sobre Portugal.</figcaption></figure><p>O produto "Weather Regimes" do ECMWF indica uma<strong> elevada variabilidade atmosférica até, pelo menos, dia 25 de maio,</strong> com alternância entre fases de NAO+, períodos sem regime dominante e episódios de bloqueio escandinavo (Block) e Atlantic Ridge (ATR). Esta sucessão rápida de padrões revela uma atmosfera bastante dinâmica à escala sinóptica, marcada por <strong>mudanças frequentes na circulação dominante sobre o Atlântico Norte e a Europa.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-jato-polar-influencia-o-modelo-europeu-portugal-entra-numa-fase-de-rapida-transicao-atmosferica-1778152929882.jpg" data-image="8fx16pd15x6l" alt="Regimes Atmosféricos- ECMWF" title="Regimes Atmosféricos- ECMWF"><figcaption>Evolução da probabilidade dos principais regimes atmosféricos na Europa até final de maio. Destaca-se a alternância entre NAO+, bloqueio escandinavo e Atlantic Ridge, evidenciando elevada variabilidade da circulação.</figcaption></figure><p>Entre os dias 7 e 10 de maio destaca-se a transição de um regime NAO+, normalmente associado a maior estabilidade na Península Ibérica, para um cenário sem padrão atmosférico bem definido (dias 8 e 9) e, posteriormente, para uma maior probabilidade de bloqueio atmosférico (dia 10). Esta evolução está diretamente ligada ao comportamento do jato polar, atualmente mais ondulado e variável.</p><h2> O papel do jato polar: porque está tudo mais dinâmico? </h2><p>O jato polar é uma corrente de ar muito rápida em altitude, geralmente situada entre os 9 e os 12 quilómetros, que separa massas de ar frio polar, de ar mais quente subtropical. Quando apresenta uma trajetória mais retilínea e intensa, tende a favorecer padrões atmosféricos mais estáveis e previsíveis.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Contudo, neste momento, <strong>o jato encontra-se mais meridionalizado, consequência da redução do gradiente térmico entre o Ártico e as latitudes médias.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-jato-polar-influencia-o-modelo-europeu-portugal-entra-numa-fase-de-rapida-transicao-atmosferica-1778152489128.png" data-image="z792227p68o7" alt="Jato polar e circulação em altitude (500 hPa)" title="Jato polar e circulação em altitude (500 hPa)"><figcaption>Mapa do vento em altitude mostra um jato polar bastante ondulado, favorecendo a descida de ar frio para latitudes mais baixas e a formação de depressões próximas da Península Ibérica.</figcaption></figure><p>Esta configuração favorece uma<strong> diminuição da velocidade do fluxo, maior ondulação da corrente e trocas mais acentuadas de massas de ar entre norte e sul.</strong></p><p>Na prática, este comportamento facilita a formação de depressões frias isoladas e reduz a persistência dos padrões atmosféricos, exatamente o cenário sugerido pelos modelos para Portugal nas próximas semanas.</p><h2>De 8 a 13 de maio haverá uma depressão fria e fase instável </h2><p>A partir de 8 de maio, o<strong> jato polar ondulado deverá canalizar ar frio para latitudes mais baixas</strong>, contribuindo para o<strong> desenvolvimento de uma depressão fria</strong> nas proximidades da costa portuguesa. Este cenário enquadra-se num regime do tipo Atlantic Ridge (ATR), em que o anticiclone se posiciona mais a norte, em direção à Gronelândia e Islândia, abrindo espaço à descida de sistemas depressionários sobre a Península Ibérica.</p><p>Como consequência, prevê-se um <strong>período marcado por precipitação frequente,</strong> por vezes moderada ou forte, vento moderado a forte e uma descida das temperaturas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-jato-polar-influencia-o-modelo-europeu-portugal-entra-numa-fase-de-rapida-transicao-atmosferica-1778154134016.jpg" data-image="d1atvp8lx2xr" alt="Precipitação acumulada" title="Precipitação acumulada"> <figcaption>Precipitação acumulada prevista entre 8 e 13 de maio poderá ultrapassar os 50 mm em várias regiões, e ultrapassar os 100 mm localmente, devido à passagem de uma depressão fria sobre a Península Ibérica.</figcaption></figure><p>Não se exclui também a ocorrência de instabilidade convectiva, com aguaceiros localmente intensos e possibilidade de trovoada. <strong>Esta fase mais instável poderá prolongar-se até cerca de 13 de maio,</strong> acompanhada pela passagem de vários sistemas frontais.</p><h2>Regresso temporário da estabilidade de 16 a 19 de maio</h2><p>Já a partir de meados do mês, os sinais atuais apontam para uma reorganização gradual da circulação atmosférica, com o <strong>anticiclone dos Açores a assumir uma posição mais clássica, típica de um regime NAO+.</strong> Este padrão deverá favorecer maior estabilidade atmosférica, redução significativa da precipitação e uma subida gradual das temperaturas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-jato-polar-influencia-o-modelo-europeu-portugal-entra-numa-fase-de-rapida-transicao-atmosferica-1778153250787.jpg" data-image="2lkdtadtu4br" alt="Reorganização do anticiclone dos Açores" title="Reorganização do anticiclone dos Açores"><figcaption>Tendência para reforço e reposicionamento do anticiclone dos Açores em latitudes mais baixas, promovendo um padrão mais estável típico de NAO+.</figcaption></figure><p>Ainda assim, esta estabilização poderá ser apenas temporária.</p><h2> Após 17 de maio o bloqueio escandinavo pode reabrir a instabilidade </h2><p>Os ensembles continuam a indicar, para o <strong>período posterior a 17 de maio, um aumento da probabilidade de bloqueio escandinavo.</strong> Este tipo de regime caracteriza-se pela presença de um anticiclone robusto sobre o norte da Europa, capaz de bloquear a circulação zonal do jato polar e forçar a sua descida para latitudes mais baixas. Quando isso acontece, <strong>as depressões atlânticas tendem a ser redirecionadas para a Península Ibérica.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767656" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-fria-entre-sexta-8-e-domingo-10-as-zonas-mais-afetadas-por-chuva-vento-e-trovoada.html" title="Depressão fria entre sexta 8 e domingo 10: as zonas mais afetadas por chuva, vento e trovoada">Depressão fria entre sexta 8 e domingo 10: as zonas mais afetadas por chuva, vento e trovoada</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-fria-entre-sexta-8-e-domingo-10-as-zonas-mais-afetadas-por-chuva-vento-e-trovoada.html" title="Depressão fria entre sexta 8 e domingo 10: as zonas mais afetadas por chuva, vento e trovoada"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-fria-entre-sexta-8-e-domingo-10-as-zonas-mais-afetadas-por-chuva-vento-e-trovoada-1778150489250_320.png" alt="Depressão fria entre sexta 8 e domingo 10: as zonas mais afetadas por chuva, vento e trovoada"></a></article></aside><p>Em termos práticos, isto significa que, mesmo após uma fase mais estável, Portugal poderá voltar rapidamente a um padrão mais instável, com novas incursões de ar frio e a aproximação de sistemas depressionários vindos do Atlântico.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-jato-polar-influencia-o-modelo-europeu-portugal-entra-numa-fase-de-rapida-transicao-atmosferica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo nos arquipélagos dos Açores e Madeira: depressão fria afetará as ilhas de forma indireta]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-arquipelagos-dos-acores-e-madeira-depressao-fria-afetara-as-ilhas-de-forma-indireta.html</link><pubDate>Thu, 07 May 2026 12:27:49 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Tanto Açores como Madeira poderão sentir os efeitos indiretos da depressão fria que nos próximos dias vai afetar Portugal Continental. Confira aqui a previsão!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa8ew3i"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa8ew3i.jpg" id="xa8ew3i"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Não só o continente português irá passar pelos efeitos da depressão fria que se avizinha. Os arquipélagos também vão ser afetados, especialmente pela chuva, ainda que <strong>de forma mais moderada</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br><br>É possível vermos o centro de baixa pressão, que irá influenciar o estado de tempo em Portugal, a rodopiar sobre a nossa geografia, contribuindo para uma persistência dos seus efeitos, como por exemplo, a chuva.</div><p>Pelo menos até domingo esperam-se <strong>vários episódios de chuva </strong>em várias ilhas dos arquipélagos, especialmente nos Açores. A <strong>velocidade de rajada de vento também deverá aumentar</strong> em ambos os arquipélagos, no entanto, com maior expressão nos Açores.</p><h2>Açores poderão contar com maior instabilidade atmosférica nos próximos dias</h2><p>Nas próximas horas, todas as ilhas deste arquipélago deverão contar com chuva fraca a moderada. No entanto, é expectável que na madrugada de amanhã, sexta-feira,<strong> o Grupo Oriental possa ser o mais afetado pela chuva</strong>, ainda que sem risco significativo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nos-arquipelagos-dos-acores-e-madeira-depressao-fria-afetara-as-ilhas-de-forma-indireta-1778153818164.png" data-image="glco53r0cqug" alt="probabilidade de chuva" title="probabilidade de chuva"><figcaption>Nos próximos dias, a permanência de um centro de baixas pressões na nossa geografia irá contribuir para instabilidade atmosférica tanto no continente como nas ilhas.</figcaption></figure><p>Ao longo do dia de sexta-feira, os grupos Central e Oriental poderão contar com alguns aguaceiros fracos e irregulares, não se descartando a possibilidade deste mesmo fenómeno no Grupo Ocidental. Em relação ao vento, <strong>as rajadas poderão aumentar de velocidade nas próximas horas em todo o arquipélago</strong>. A Ilha do Pico poderá registar as rajadas mais fortes, de até 90 km/h. É esperada uma diminuição da velocidade do vento a partir das 6h de amanhã.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No sábado, a partir das primeiras horas da tarde, os <strong>grupos Central e Oriental, deverão registar ocorrência de chuva fraca a moderada</strong>. Todavia, é esperado que a meio da tarde, a Ilha Terceira e São Miguel, possam registar um episódio de <strong>chuva mais intensa</strong>, mas de passagem rápida, especialmente na costa norte de cada uma das ilhas. Neste dia, espera-se um novo aumento da velocidade de rajada, com a ilha do Pico e ilha Terceira a registarem cerca de 80 km/h entre as 12h e as 15h.</p><p>No domingo, o Grupo Oriental deverá ser o mais chuvoso, com possibilidade de <strong>chuva forte ao final do dia na Ilha de São Miguel, devendo esta ser a ilha com o maior valor de precipitação acumulada</strong> até ao final do dia de domindo, podendo contar com cerca de 105 mm de acumulação, perto de Salga. </p><h2>Na Madeira os efeitos serão menos evidentes</h2><p>Nas próximas horas a ilha da Madeira contará com chuva fraca a moderada em boa parte da ilha, dissipando-se até ao final da tarde. Contudo, o início da <strong>madrugada de sexta-feira trará novamente a chuva ao arquipélago de forma mais evidente</strong>. Ainda assim, entre as 10h e as 11h, está previsto um episódio de chuva forte entre Porto Moniz e Calheta, mas de passagem rápida. Ao longo do dia a chuva deverá dissipar-se de Porto Santo, mas poderá manter-se na ilha da Madeira, com períodos de chuva fraca. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nos-arquipelagos-dos-acores-e-madeira-depressao-fria-afetara-as-ilhas-de-forma-indireta-1778156289444.png" data-image="1bpno4w2zi9k" alt="rajadas de vento" title="rajadas de vento"><figcaption>Ao início da tarde de sexta-feira, poderão registar-se rajadas com velociadade até 70 km/h na Costa Norte da ilha da Madeira.</figcaption></figure><p>Em relação ao vento, entre as últimas horas da manhã e as primeiras da tarde de sexta-feira, também se espera um aumento da velocidade, devendo as rajadas mais fortes alcançarem os <strong>70 km/h na Costa Norte</strong>. Nas horas seguintes o vento perde força de forma gradual.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767661" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-veja-como-vai-chover-em-portugal-entre-11-e-17-de-maio.html" title="Previsão de precipitação a médio prazo: veja como vai chover em Portugal entre 11 e 17 de maio">Previsão de precipitação a médio prazo: veja como vai chover em Portugal entre 11 e 17 de maio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-veja-como-vai-chover-em-portugal-entre-11-e-17-de-maio.html" title="Previsão de precipitação a médio prazo: veja como vai chover em Portugal entre 11 e 17 de maio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-veja-como-vai-chover-em-portugal-entre-11-e-17-de-maio-1778149074052_320.png" alt="Previsão de precipitação a médio prazo: veja como vai chover em Portugal entre 11 e 17 de maio"></a></article></aside><p>O fim de semana não trará muita diferença no panorama geral. Tanto no sábado como no domingo, esperam-se períodos de chuva fraca a moderada em vários pontos do arquipélago, persistindo mais na Ilha da Madeira. <strong>Até às últimas horas de domingo, esperam-se acumulados máximos de 33 mm na Calheta</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-arquipelagos-dos-acores-e-madeira-depressao-fria-afetara-as-ilhas-de-forma-indireta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Depressão fria entre sexta 8 e domingo 10: as zonas mais afetadas por chuva, vento e trovoada]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-fria-entre-sexta-8-e-domingo-10-as-zonas-mais-afetadas-por-chuva-vento-e-trovoada.html</link><pubDate>Thu, 07 May 2026 10:54:56 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Hoje e amanhã haverá aguaceiros de evolução diurna pré-frontais. Entre sábado e domingo uma depressão fria provocará agravamento generalizado do tempo, trazendo chuva, rajadas fortes e trovoada. Eis as zonas mais afetadas de Portugal continental.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa8es0c"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa8es0c.jpg" id="xa8es0c"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Hoje e amanhã, 7 e 8 de maio, o céu ganhará nebulosidade gradualmente, estando já prevista a ocorrência de alguns <strong>aguaceiros de evolução diurna pré-frontais, fracos e irregularmente distribuídos por Portugal continental</strong>.</p><p>Este tipo de precipitação antecede o iminente agravamento do tempo previsto para o fim de semana, gerado por uma <strong>depressão fria</strong> que se descolará da corrente de jato polar, posicionando-se, <strong>de forma estacionária, a oeste de Portugal continental</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p><strong>Esta baixa pressão bem organizada aproximar-se-á rapidamente da nossa geografia nas próximas horas</strong>, transportando uma massa de ar instável e rica em humidade, alimentada por um fluxo de origem polar.</p><h2>Sábado, 9 de maio, será o dia mais intenso em termos de chuva, vento e trovoada</h2><p>Entre as últimas horas de sexta (8) e as primeiras horas de sábado (9) <strong>prevê-se a chegada da primeira frente mais estruturada associada à depressão fria bem organizada e localizada a oeste de Portugal continenta</strong>l. Observa-se a entrada no nosso território de uma extensa banda de precipitação com elevada probabilidade de ocorrência na faixa costeira ocidental, algures entre Lisboa e Algarve.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-fria-entre-sexta-8-e-domingo-10-as-zonas-mais-afetadas-por-chuva-vento-e-trovoada-1778150282440.png" data-image="mcti464ph2cc"><figcaption>Depressão fria manter-se-á estacionada a oeste da Península Ibérica, gerando sucessivas frentes entre sexta (8) e segunda-feira (11).</figcaption></figure><p><strong>A frente espalhará precipitação do litoral para o interior, deslocando-se de sudoeste para nordeste e acabando por alcançar todo o país ao longo do dia de sábado (9)</strong>. Na primeira metade de sábado, 9 de maio, os períodos de chuva ou aguaceiros serão mais prováveis, frequentes e relativamente persistentes no Algarve, Área Metropolitana de Lisboa, Beira Baixa e Beira Alta.</p><p>A precipitação será acompanhada de vento moderado a forte do quadrante Sul.<strong> A mais recente atualização do modelo de referência da Meteored trouxe alterações significativas quanto ao cenário de vento</strong>. À data de hoje, o modelo europeu antecipa que uma grande parte da geografia do Continente registe, entre as 09:00 e as 18:00, rajadas entre 55 a 70 km/h.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-fria-entre-sexta-8-e-domingo-10-as-zonas-mais-afetadas-por-chuva-vento-e-trovoada-1778150489250.png" data-image="tchpyqfn2kf3"><figcaption>Vento do quadrante Sul afetará todo o território de Portugal continental no sábado, 9 de maio, com rajadas mais fortes especialmente entre as 09:00 e as 18:00.</figcaption></figure><p><strong>Os mapas revelam ainda que, entre as 12:00 e as 16:00 de sábado, 9 de maio</strong>, os distritos mais expostos ao vento forte do quadrante Sul serão <strong>Leiria, Coimbra e Aveiro, com rajadas entre 70 a 85 km/h</strong>, bem como algumas áreas da zona da Serra da Estrela.</p><p><strong>Na segunda metade de sábado (9)</strong> a precipitação continuará a impactar a Beira Alta e a Beira Baixa, especialmente as áreas adjacentes à Serra da Estrela. Fruto da trajetória da frente impulsionada pela depressão, a<strong> precipitação surgirá noutras zonas do Norte e Centro</strong>, com maior destaque para o Minho, Douro Litoral e Regiões de Aveiro e Coimbra, onde registará uma intensidade pontualmente moderada ou forte.</p><p>Alguns aguaceiros poderão traduzir-se em queda de <strong>granizo</strong>. Prevê-se ainda risco de <strong>trovoada</strong>, associadas a convecção embebida nas massas de ar instáveis, com maior probabilidade de ocorrência no período entre as <strong>12:00 e as 17:00</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-fria-entre-sexta-8-e-domingo-10-as-zonas-mais-afetadas-por-chuva-vento-e-trovoada-1778150680597.png" data-image="iw3j65wyv612"><figcaption>Uma parte significativa das Regiões Norte e Centro estará exposta à ocorrência de descargas elétricas no sábado, 9 de maio, sobretudo entre as 12:00 e as 17:00.</figcaption></figure><p>Os nossos mapas preveem agora que as <strong>descargas elétricas </strong>terão tendência a concentrar-se ao longo da faixa do litoral Norte e Centro que abrange grande parte dos distritos <strong>entre Coimbra e Viana do Castelo</strong>, bem como <strong>todo o interior Norte e Centro e ainda o Alto Alentejo</strong>.</p><p>De um modo geral, no conjunto global do território de Portugal continental, observa-se que o período de <strong>precipitação mais provável, frequente e intensa será desde o início da tarde até à noite de sábado (9)</strong>.</p><h2>Domingo 10 com chuva a persistir. Será menos intensa, mas mais uniforme</h2><p><strong>No domingo (10) a depressão fria manterá um carácter relativamente estacionário</strong>, continuando posicionada a oeste de Portugal continental à medida que prepara o impulsionamento de uma segunda frente.</p><p>O cenário de instabilidade generalizada irá manter-se, com a frente a gerar chuva mais contínua e organizada pelo território, <strong>sendo mais provável e frequente nas regiões Norte e Centro</strong>. A chuva persistirá no país durante quase o dia inteiro. </p><p>Porém, haverá <strong>abertas ocasionais </strong>em qualquer zona do território e a qualquer momento do dia 10 de maio. Neste dia <strong>o vento Sul registará uma diminuição da intensidade, prevendo-se rajadas máximas de até 55 km/h </strong>no litoral Oeste, Alentejo, Algarve e Alto Minho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-fria-entre-sexta-8-e-domingo-10-as-zonas-mais-afetadas-por-chuva-vento-e-trovoada-1778150804547.png" data-image="wnhsrqjocv2x"><figcaption>Previsão da distribuição de chuva acumulada em Portugal continental até às 22:00 de domingo, 10 de maio.</figcaption></figure><p>De acordo com a mais recente atualização,<strong> até às 22:00 de domingo, 10 de maio</strong>, os mapas antecipam uma distribuição pluviométrica semelhante à observada nas últimas previsões. Fruto da típica trajetória errática das depressões frias, <strong>mantém-se alguma incerteza relativamente à distribuição espacial e à intensidade da precipitação</strong>, pois estamos dentro de um período temporal em que ainda é possível a introdução de ajustes de última hora na previsão.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767517" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudanca-drastica-em-portugal-o-caminho-para-o-verao-sera-interrompido-na-terca-feira-dia.html" title="Mudança drástica em Portugal: o caminho para o verão será interrompido na terça-feira, dia 12">Mudança drástica em Portugal: o caminho para o verão será interrompido na terça-feira, dia 12</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudanca-drastica-em-portugal-o-caminho-para-o-verao-sera-interrompido-na-terca-feira-dia.html" title="Mudança drástica em Portugal: o caminho para o verão será interrompido na terça-feira, dia 12"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-drastica-em-portugal-o-caminho-para-o-verao-sera-interrompido-na-terca-feira-dia-1778082302901_320.png" alt="Mudança drástica em Portugal: o caminho para o verão será interrompido na terça-feira, dia 12"></a></article></aside><p>Ainda assim, à data, o modelo europeu continua a indicar que alguns dos distritos potencialmente mais expostos à depressão fria são <strong>Aveiro, Viseu, Guarda e Castelo Branco</strong> prevendo-se acumulados de precipitação entre <strong>45 e 55 mm no período em análise</strong>. Algumas áreas dos distritos de Viana do Castelo e Braga poderão somar registos semelhantes.</p><p>Quanto às <strong>trovoadas no domingo (10)</strong>, para já, os mapas vislumbram descargas elétricas dispersas pela Região Centro, embora com a zona de Coimbra como um dos possíveis focos de maior atividade elétrica.</p><h3>A instabilidade prolongar-se-á pelo menos até segunda-feira, 11 de maio</h3><p><strong>Para segunda-feira (11) prevê-se outro dia de tempo instável</strong>. Espera-se a chegada de uma nova frente, ainda mais ativa, gerada em torno da depressão fria, que continuará estacionada a oeste da nossa geografia continental a alimentar a precipitação generalizada.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-fria-entre-sexta-8-e-domingo-10-as-zonas-mais-afetadas-por-chuva-vento-e-trovoada.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Previsão de precipitação a médio prazo: veja como vai chover em Portugal entre 11 e 17 de maio]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-veja-como-vai-chover-em-portugal-entre-11-e-17-de-maio.html</link><pubDate>Thu, 07 May 2026 10:45:27 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A chuva deverá continuar a fazer parte do cenário atmosférico do mês de maio. Saiba aqui qual a tendência para a semana entre 11 e 17 deste mês.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/confirma-se-chuva-vento-e-trovoada-entre-sexta-e-domingo-a-depressao-fria-afetara-principalmente-estes-8-distritos.html" target="_blank">Confirma-se chuva, vento e trovoada: entre sexta e domingo a depressão fria afetará principalmente estes 8 distritos</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa8emsw"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa8emsw.jpg" id="xa8emsw"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A instabilidade deu algumas tréguas, ainda que não se tenha dissipado totalmente de Portugal Continental. No entanto, para amanhã, sexta-feira, já se espera um aumento da mesma, com a<strong> chegada de mais chuva ao país</strong>, podendo afetar vários locais de Norte a Sul do país.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Na madrugada de sábado espera-se que ocorram vários episódios de chuva mais intensa e persistente. Ao longo do dia, a <strong>precipitação mais expressiva deverá concentrar-se no Norte e Centro do país</strong>, sendo que a região Sul poderá contar com chuva fraca e irregular.</p><h2>Chuva não deverá dar tréguas tão cedo</h2><p>À medida que o fim de semana se aproxima e os efeitos da depressão fria também, não se vislumbram boas notícias para os amantes de sol. A mais recente atualização do ECMWF, insiste em <strong>chuva persistente ao longo dos próximos dias, contando já com o início da próxima semana</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-veja-como-vai-chover-em-portugal-entre-11-e-17-de-maio-1778150127231.png" data-image="cydjqpys5wkp" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>Ao início da tarde de sábado, esta deverá ser a distribuição de chuva no continente. Podemos observar, a azul escuro, as zonas mais afetadas pela chuva mais intensa, especialmente no Centro do país.</figcaption></figure><p>Domingo, à semelhança de sábado, poderá contar com precipitação generalizada, ainda que possa não ser tão intensa como no dia anterior. No entanto, <strong>espera-se que a mesma deva afetar todo o continente, ainda que com vários períodos de chuva irregular</strong>, podendo o dia contar com algumas abertas de Norte a Sul.</p><h2>Semana de 11 a 17 com chuva prevista em quase todos os dias</h2><p>Para segunda-feira, dia 11, espera-se um dia chuvoso. Neste dia, <strong>a chuva, ainda resultante da baixa pressão que influenciará o tempo no fim de semana</strong>, deverá cobrir o país rapidamente a partir das primeiras horas da manhã, esperando-se que a mesma se comece a dissipar ao final do dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-veja-como-vai-chover-em-portugal-entre-11-e-17-de-maio-1778149115006.png" data-image="zzxzjfrp0gds" alt="chuva prevista; terça-feira, dia 12 de maio" title="chuva prevista; terça-feira, dia 12 de maio"><figcaption>Uma depressão fria irá influenciar o estado de tempo no início da próxima semana. Segunda e terça-feira, poderão ser dos dias mais chuvosos.</figcaption></figure><p>A madrugada de terça-feira, 12, poderá ser mais calma, contando com aguaceiros irregulares em algumas partes do país, contudo, espera-se uma<strong> progressão da chuva semelhante à de segunda-feira</strong>, sendo esperado que a mesma cubra a nossa geografia continental em poucas horas, com períodos de chuva persistente, ainda que de fraca a moderada. Ao final do dia, a mesma também deverá dissipar-se quase totalmente, dando lugar a um início de madrugada de quarta-feira mais calmo.</p><p>Todavia, e segundo o que conseguimos apurar nos nossos modelos de previsão, é expectável que <strong>a partir do início da tarde de quarta-feira a chuva regresse ao país de forma relevante</strong>, devendo, pelas 18h, contar com vários períodos e chuva forte, especialmente no litoral Norte e Centro. Ainda assim, espera-se uma dissipação da mesma até à meia-noite de quinta-feira.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767503" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-fria-podera-trazer-ate-90-mm-de-chuva-sistemas-frontais-associados-chegam-em-varias-vagas-a-portugal.html" title="Depressão fria poderá trazer até 90 mm de chuva: sistemas frontais associados chegam em várias vagas a Portugal">Depressão fria poderá trazer até 90 mm de chuva: sistemas frontais associados chegam em várias vagas a Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-fria-podera-trazer-ate-90-mm-de-chuva-sistemas-frontais-associados-chegam-em-varias-vagas-a-portugal.html" title="Depressão fria poderá trazer até 90 mm de chuva: sistemas frontais associados chegam em várias vagas a Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-fria-podera-trazer-ate-90-mm-de-chuva-sistemas-frontais-associados-chegam-em-varias-vagas-a-portugal-1778068566326_320.png" alt="Depressão fria poderá trazer até 90 mm de chuva: sistemas frontais associados chegam em várias vagas a Portugal"></a></article></aside><p>Este dia, <strong>quinta-feira, 14, poderá marcar o ponto de viragem entre a chuva e o tempo mais estável</strong>. Ainda que esta previsão, sendo a médio prazo, possa contar com uma maior margem de erro, o que a mais recente atualização nos mostra é que a entre quinta-feira e domingo, dia 17, a chuva deva manter-se afastada do país, não se descartando alguns períodos de chuva fraca e irregular na madrugada de quinta e na madrugada de domingo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-veja-como-vai-chover-em-portugal-entre-11-e-17-de-maio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Governo levanta restrições ao licenciamento de furos de captação de água, mas deixa Ribatejo de fora]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/governo-levanta-restricoes-ao-licenciamento-de-furos-de-captacao-de-agua-mas-deixa-ribatejo-de-fora.html</link><pubDate>Thu, 07 May 2026 06:17:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Os agricultores ribatejanos dizem ser “incompreensível” o levantamento de restrições em certas regiões - Algarve - que há menos de um ano se encontravam em seca extrema, sendo que, para os furos localizados na margem esquerda do rio Tejo, “tudo se mantém igual”.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/governo-levanta-restricoes-ao-licenciamento-de-furos-de-captacao-de-agua-mas-deixa-ribatejo-de-fora-1778107677469.jpg" data-image="w1bj5phq27xq" alt="Tubo de água" title="Tubo de água"><figcaption>O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou na última quinta-feira, 30 de abril, na feira Ovibeja, o levantamento das restrições para o licenciamento de furos de captação de água, tendo em consideração a situação hídrica favorável do país. </figcaption></figure><p>O <strong>primeiro-ministro, Luís Montenegro</strong>, anunciou na última quinta-feira, 30 de abril, na feira Ovibeja, o <strong>levantamento das restrições para o licenciamento de furos de captação de água</strong>, tendo em consideração a situação hídrica favorável do país. </p><p>“Estamos em condições de levantar as restrições ao licenciamento de captações de água subterrâneas que vigoraram nos últimos anos devido à situação de seca”, disse Luís Montenegro na <strong>conferência de imprensa que se seguiu à reunião do Conselho de Ministros da última que se realizou na Ovibeja</strong>, em Beja, dedicada à agricultura.</p><p>Já esta nesta quarta-feira, dia 6 de maio, a <strong>Agência Portuguesa do Ambiente (APA) veio oficializar o anúncio feito pelo Primeiro-Ministro em Beja</strong>, a 30 de abril.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>“É levantada a restrição ao licenciamento de novas captações de água subterrânea, determinada no âmbito da situação de contingência decorrente da seca, em todas as massas de água do Algarve”. A exceção vai para a Campina de Faro – Subsistema de Vale de Lobo, bem como para a “área crítica para extração de água subterrânea”, faixa costeira destinada à prevenção da intrusão salina, nas quais se mantêm as restrições aplicáveis”, lê-se no edital agora publicado pela APA, que é liderada por José Pimenta Machado.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A Agência determina ainda que se <strong>mantém a “suspensão da atribuição de novos títulos de utilização dos recursos hídricos subterrâneos</strong> e a interdição da utilização de água subterrânea para rega agrícola em áreas abrangidas pelos regadios públicos”. </p><h2>Medida excecional de contingência </h2><p>A utilização de captações particulares nessas áreas apenas poderá ocorrer “como <strong>medida excecional de contingência, em situações de escassez hídrica</strong>, devidamente aprovada pelas entidades competentes e validada pela APA-ARH Algarve”, refere a mesma Agência.</p><p>Esta decisão é vista como “<strong>uma ótima notícia para o sector agrícola nacional</strong>”, que há muito aguardava por este desbloqueio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/governo-levanta-restricoes-ao-licenciamento-de-furos-de-captacao-de-agua-mas-deixa-ribatejo-de-fora-1778107814336.jpg" data-image="iis9s1vfltn6" alt="Furo de água" title="Furo de água"><figcaption>“Há mais de 10 anos que a Agência Portuguesa do Ambiente promete uma reavaliação dos níveis freáticos no Ribatejo, mas nenhuma medida concreta é implementada”, denuncia a AGROTEJO.</figcaption></figure><p>Mas nem todos os agricultores ficaram satisfeitos. É que esta medida de desbloqueio vai ser aplicada apenas às regiões do Algarve, o que, na opinião dos agricultores do Ribatejo, “<strong>cria desigualdades no país que não se compreendem</strong>”.</p><p>Num comunicado emitido nesta terça-feira, 5 de maio, a <strong>AGROTEJO – União Agrícola do Norte do Vale do Tejo</strong>, associação de agricultores sem fins lucrativos que têm como principal área de abrangência o norte do vale do rio Tejo, lamenta a situação, considerando-a “<strong>incompreensível</strong>”.</p><p>“Há mais de 10 anos que a <strong>Agência Portuguesa do Ambiente (APA) promete uma </strong><strong>reavaliação dos níveis freáticos no Ribatejo</strong>, sendo que nenhuma medida concreta é implementada”, denuncia a AGROTEJO.</p><h2>Restrições “penalizam muito seriamente” </h2><p>A <strong>Associação diz não compreender como é que é produzida uma decisão de “levantamento de restrições</strong> em regiões que há menos de um ano se encontravam em situação de seca extrema e, para os furos que se encontram localizados na margem esquerda do rio Tejo, tudo se mantenha igual”.</p><div class="texto-destacado">Os <strong>agricultores ribatejanos já “não consideram tolerável </strong>a justificação” que é dada, nomeadamente o facto de alguns <strong>piezómetros</strong> - equipamento para medir pressões estáticas ou a compressibilidade dos líquidos - não assinalarem a recuperação das águas subterrâneas. A AGROTEJO lembra que estas <strong>restrições no licenciamento de furos de captação de água, nomeadamente para a agricultura, “penalizam muito seriamente</strong>” a região do Ribatejo, que é “uma das regiões mais produtivas do país do ponto de vista agrícola e que contribui de sobre maneira para o valor agrícola bruto nacional”.</div><p>Mal souberam desta discriminação negativa do Ribatejo em relação ao licenciamento de furos para a captação de água, a <strong>AGROTEJO veio apelar publicamente a que as restrições existentes fossem “levantadas de imediato</strong>”, não só para a legalização de alguns furos existentes, mas, também, para novas captações.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/governo-levanta-restricoes-ao-licenciamento-de-furos-de-captacao-de-agua-mas-deixa-ribatejo-de-fora-1778107886356.jpg" data-image="vtadd1rx3mr3" alt="Furo de água" title="Furo de água"><figcaption>Os agricultores ribatejanos já “não consideram tolerável a justificação” que é dada, nomeadamente o facto de alguns piezómetros não assinalarem a recuperação das águas subterrâneas.</figcaption></figure><p>É que esta <strong>limitação “está a inviabilizar a aposta em novos investimentos</strong> de regadio que, reconhecidamente, tanta falta fazem ao desenvolvimento socioeconómico do interior” do país.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766808" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/barragens-em-portugal-com-92-de-armazenamento-mas-niveis-ja-comecam-a-descer.html" title="Barragens em Portugal com 92% de armazenamento, mas níveis já começam a descer">Barragens em Portugal com 92% de armazenamento, mas níveis já começam a descer</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/barragens-em-portugal-com-92-de-armazenamento-mas-niveis-ja-comecam-a-descer.html" title="Barragens em Portugal com 92% de armazenamento, mas níveis já começam a descer"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/barragens-em-portugal-com-92-de-armazenamento-mas-niveis-ja-comecam-a-descer-1777719323861_320.jpeg" alt="Barragens em Portugal com 92% de armazenamento, mas níveis já começam a descer"></a></article></aside><p>O primeiro-ministro anunciou o levantamento das restrições para o licenciamento de furos de captação de água em virtude da “<strong>situação hídrica favorável do país”, devido à recuperação dos níveis de água nos aquíferos </strong>que a precipitação proporcionou.</p><p>Aliás, em fevereiro último, José Pimenta Machado, presidente da APA, tinha declarado à agência Lusa que o <strong>sul do país tem água armazenada que dá para “dois a três anos”, com todas as barragens “literalmente cheias</strong>”.</p><p>Apesar disso, o primeiro ministro declarou agora que “esta <strong>evolução favorável não deve, contudo, desviar-nos de proceder a uma gestão rigorosa</strong>, equilibrada, cuidada e eficiente dos recursos hídricos, na linha do que é a filosofia da estratégia “Água que Une”.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/governo-levanta-restricoes-ao-licenciamento-de-furos-de-captacao-de-agua-mas-deixa-ribatejo-de-fora.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Flores que desabrocham à noite e perfumam a casa: quais são e como cuidá-las]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/flores-que-desabrocham-a-noite-e-perfumam-a-casa-quais-sao-e-como-cuida-las.html</link><pubDate>Thu, 07 May 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Estas plantas, que florescem ao pôr do sol e libertam fragrâncias intensas, estão a ganhar destaque em residências urbanas devido à sua baixa necessidade de manutenção e ao efeito sensorial único que proporcionam.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/flores-que-se-abren-de-noche-y-perfuman-el-hogar-cuales-son-y-como-cuidarlas-1777974682713.png" data-image="76c2439lnr73"><figcaption>Dama-da-noite (ou jasmim-da-noite) em plena floração noturna: o seu aroma intensifica-se com a queda da temperatura, permitindo que o perfume se espalhe ainda mais.</figcaption></figure><p>Quando a <strong>noite </strong>cai e tudo parece aquietar-se, algumas plantas fazem exatamente o oposto:<strong> abrem as suas flores e libertam fragrâncias intensas que perfumam o ar</strong>. Cada vez mais pessoas procuram flores noturnas para perfumar naturalmente as suas casas, sem recorrer a fragrâncias artificiais.</p><p>Estas<strong> flores noturnas </strong>não apenas agregam um valor ornamental singular, como também oferecem uma <strong>experiência sensorial única, especialmente em ambientes internos ou varandas urbanas</strong>. Em tempos de desejo de reconexão com a natureza, a sua presença ganha espaço como uma alternativa sofisticada e surpreendente.</p><h2>O segredo por trás das flores que desabrocham à noite</h2><p>O comportamento destas plantas é regulado pelo seu ritmo circadiano, um <strong>sistema biológico que responde aos ciclos de luz e escuridão</strong>. Em vez de desabrocharem durante o dia, as suas <strong>flores esperam até à noite para se abrirem e libertarem compostos aromáticos mais intensos</strong>.</p><p><strong>A razão é evolutiva: muitas dependem de polinizadores noturnos</strong>, como borboletas ou morcegos, que são guiados mais pelo aroma do que pela cor. Portanto, estas flores geralmente são brancas ou de cores claras e concentram a sua energia na fragrância, que se dispersa melhor em temperaturas mais baixas e com menos luz solar.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Epiphyllum oxypetalum, the queen of the night, blooms nocturnally, and its flowers wilt before dawn<br><br> <a href="https://t.co/GS1NxVLYi7">pic.twitter.com/GS1NxVLYi7</a></p>— Science girl (@sciencegirl) <a href="https://twitter.com/sciencegirl/status/1977300031225905418?ref_src=twsrc%5Etfw">October 12, 2025</a></blockquote></figure><p>Além disso, <strong>ao florescerem em períodos de menor competição, maximizam as suas chances de reprodução</strong>. Este mecanismo torna-as espécies altamente eficientes e, em muitos casos, surpreendentemente resilientes.</p><h2>As flores noturnas mais perfumadas para ter em casa</h2><p>O interesse por estas plantas está a crescer porque elas <strong>combinam impacto sensorial com baixa manutenção</strong>, uma equação ideal para quem procura incorporar a natureza nas suas vidas sem complicações. Entre as espécies mais populares, algumas destacam-se devido à sua vivacidade e à facilidade de cultivo. São elas:</p><ul><li><strong>Dama-da-noite</strong> (<em>Cestrum nocturnum</em>): a sua fragrância é tão intensa que pode ser sentida a vários metros de distância. É uma planta adaptável, ideal para varandas ou pátios, e requer rega moderada e boa luminosidade.</li></ul><ul><li><strong>Rainha da Noite</strong> (<em>Epiphyllum oxypetalum</em>): uma das mais fascinantes, pois as suas grandes flores brancas duram apenas uma noite. Cultivá-la exige um pouco de paciência, mas o espetáculo que oferece compensa o esforço.</li></ul><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="in" dir="ltr">Mirabilis jalapa <a href="https://t.co/dJfEabzeqZ">pic.twitter.com/dJfEabzeqZ</a></p>— pebble (@_LandscapeArt) <a href="https://twitter.com/_LandscapeArt/status/1711752402141872419?ref_src=twsrc%5Etfw">October 10, 2023</a></blockquote></figure><ul><li><strong>Flor-das-quatro-horas</strong> ou <strong>maravilha </strong>(<em>Mirabilis jalapa</em>): uma opção mais rústica e colorida, capaz de produzir flores de diferentes tonalidades na mesma planta. Cresce rapidamente e adapta-se bem tanto ao solo quanto a vasos.</li></ul><h3>Como cuidá-las para realçar o seu aroma e floração</h3><p>Embora muitas destas espécies sejam resistentes, existem alguns fatores chave que podem melhorar tanto o seu crescimento quanto a intensidade da sua fragrância. O primeiro fator é a luz, pois elas <strong>precisam de boa exposição durante o dia para acumular energia</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/flores-que-se-abren-de-noche-y-perfuman-el-hogar-cuales-son-y-como-cuidarlas-1777974780402.png" data-image="6tjigrj36je3"><figcaption>Flor-das-quatro-horas (ou flor maravilha) num jardim urbano: a sua resistência e facilidade de cultivo tornam-na uma escolha ideal para espaços domésticos.</figcaption></figure><p>A <strong>rega deve ser equilibrada, evitando o encharcamento</strong> que pode danificar as raízes, mas sem deixar o substrato secar completamente. Em geral, elas preferem<strong> solo bem drenado</strong> e certa estabilidade na humidade.</p><div class="texto-destacado">A temperatura também desempenha um papel fundamental, especialmente em regiões onde os invernos podem ser rigorosos. Nestes casos, é aconselhável levá-las para dentro de casa ou colocá-las em locais protegidos para evitar danos causados pela geada.</div><p>Por fim, uma<strong> poda leve</strong> ajuda a manter a forma da planta e estimula o surgimento de novas flores. Esta prática simples prolonga o seu ciclo produtivo e melhora a sua aparência geral.</p><h2>Um fenómeno natural que transforma a experiência doméstica</h2><p>O encanto destas plantas vai além do visual, pois elas introduzem uma dimensão diferente na relação com o meio ambiente. A sua maior virtude revela-se quando tudo se acalma, criando um contraste difícil de encontrar noutras espécies.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765953" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-mit-confirma-as-plantas-ouvem-as-gotas-a-cair-e-germinam-ate-40-mais-depressa.html" title="O MIT confirma: as plantas ouvem as gotas a cair e germinam até 40% mais depressa">O MIT confirma: as plantas ouvem as gotas a cair e germinam até 40% mais depressa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-mit-confirma-as-plantas-ouvem-as-gotas-a-cair-e-germinam-ate-40-mais-depressa.html" title="O MIT confirma: as plantas ouvem as gotas a cair e germinam até 40% mais depressa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-mit-lo-confirma-las-plantas-oyen-caer-las-gotas-y-germinan-hasta-40-mas-rapido-1777036934448_320.jpg" alt="O MIT confirma: as plantas ouvem as gotas a cair e germinam até 40% mais depressa"></a></article></aside><p>Em ambientes urbanos, onde o contacto com a natureza é muitas vezes limitado, estas flores oferecem uma maneira concreta de redescobrir sensações esquecidas. A sua<strong> fragrância noturna</strong> não só perfuma o ar, como também cria uma atmosfera mais relaxante e convidativa. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/flores-que-se-abren-de-noche-y-perfuman-el-hogar-cuales-son-y-como-cuidarlas-1777974560352.png" data-image="7noyvk0psocv"><figcaption>A flor Rainha da Noite abre por poucas horas: uma das flores mais efémeras do mundo vegetal, visível apenas por uma noite.</figcaption></figure><p>É por isto que cada vez mais pessoas as incorporam em varandas, terraços ou interiores bem iluminados, procurando algo além da mera <strong>decoração</strong>. Este gesto revela um desejo claro: redescobrir a passagem do tempo, mesmo dentro dos limites dos seus lares.</p><p>E é justamente aí que está o seu maior valor, porque não precisam de chamar a atenção para si durante o dia para se destacarem. Aguardam o momento certo, em silêncio, e quando finalmente se revelam, transformam o espaço sem pedir permissão.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/flores-que-desabrocham-a-noite-e-perfumam-a-casa-quais-sao-e-como-cuida-las.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mudança drástica em Portugal: o caminho para o verão será interrompido na terça-feira, dia 12]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudanca-drastica-em-portugal-o-caminho-para-o-verao-sera-interrompido-na-terca-feira-dia.html</link><pubDate>Wed, 06 May 2026 15:46:02 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma depressão fria deverá provocar uma mudança significativa do estado do tempo em Portugal continental na terça-feira (12), trazendo chuva mais persistente, vento mais intenso e uma descida das temperaturas em várias regiões do país.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa8bamy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa8bamy.jpg" id="xa8bamy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O verão terá de esperar. Apesar de os próximos dias continuarem marcados por tempo instável em Portugal continental, os mais recentes mapas do modelo europeu apontam para um <strong>agravamento mais organizado das condições atmosféricas </strong>na terça-feira (12), com chuva persistente, vento mais intenso e uma descida das temperaturas em várias regiões do país.</p><h2>Depressões atlânticas continuam a condicionar o estado do tempo</h2><p>Entre sexta-feira (8) e domingo (10), o estado do tempo deverá continuar condicionado pela influência de <strong>uma depressão fria posicionada a oeste da Península Ibérica</strong>, favorecendo períodos de céu muito nublado e ocorrência de aguaceiros, sobretudo nas regiões Norte e Centro e durante a tarde</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>O vento deverá soprar do quadrante sul, moderado a forte no litoral oeste e terras altas, com rajadas entre 50 e 65 km/h, especialmente durante a tarde</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-drastica-em-portugal-o-caminho-para-o-verao-sera-interrompido-na-terca-feira-dia-1778076083369.png" data-image="qzv4jgidnz0i"><figcaption>Rajadas de vento previstas para a tarde de sábado, 9 de maio, evidenciam uma intensificação do fluxo de sul em Portugal continental, com valores entre 50 e 65 km/h em vários pontos do litoral oeste e terras altas, associados à influência de uma depressão atlântica posicionada a oeste da Península Ibérica.</figcaption></figure><p>Esta circulação deverá manter as temperaturas relativamente contidas para a época do ano. As máximas deverão variar, em geral, entre <strong>16 e 20 °C no litoral Norte e Centro, entre 18 e 22 °C na região Sul</strong>. No litoral oeste, a influência marítima continuará a contribuir para um ambiente mais fresco e húmido.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-drastica-em-portugal-o-caminho-para-o-verao-sera-interrompido-na-terca-feira-dia-1778075695389.png" data-image="vi769u3srwx5"><figcaption>A aproximação de uma depressão fria deverá favorecer o aumento gradual da instabilidade em Portugal continental durante a tarde de segunda-feira, com ocorrência de aguaceiros mais frequentes nas regiões Norte e Centro. O fluxo húmido de sul a sudoeste deverá contribuir para precipitação localmente moderada, sobretudo no litoral e zonas montanhosas</figcaption></figure><p>Na segunda-feira (11), a aproximação do núcleo depressionário à fachada ocidental da Península Ibérica deverá <strong>favorecer um aumento gradual da instabilidade atmosférica</strong>. Os períodos de chuva deverão tornar-se mais frequentes no litoral Norte e Centro ao longo do dia, enquanto o vento poderá intensificar-se temporariamente nas regiões costeiras e terras altas.</p><h2>Terça-feira deverá trazer chuva mais intensa e descida das temperaturas</h2><p>A alteração mais significativa deverá ocorrer na terça-feira (12), altura em que o núcleo depressionário se posicionará mais próximo da Península Ibérica. <strong>A precipitação deverá ganhar maior expressão nas regiões Norte e Centro</strong>, com períodos de chuva e aguaceiros por vezes intensos, especialmente no litoral e zonas montanhosas, onde os acumulados poderão atingir 30 a 60 mm.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-drastica-em-portugal-o-caminho-para-o-verao-sera-interrompido-na-terca-feira-dia-1778076005099.png" data-image="j0fb1d96q4fw"><figcaption>Os mapas de precipitação acumulada do modelo ECMWF apontam para valores significativos até ao final de terça-feira (12), sobretudo nas regiões Norte e Centro de Portugal continental. As áreas mais expostas ao fluxo húmido associado à depressão fria poderão ultrapassar 50 mm, especialmente no litoral e zonas montanhosas.</figcaption></figure><p><strong>O vento soprará moderado a forte</strong>, com rajadas até 70 km/h no litoral oeste e terras altas. Ao mesmo tempo, prevê-se uma <strong>descida das temperaturas máximas</strong>, mais evidente nas regiões do interior Norte e Centro, onde os valores poderão cair entre 2 e 4 °C face aos registados durante o fim de semana.</p><p>Uma vez que se trata de uma previsão a médio prazo, recomenda-se o acompanhamento das próximas atualizações meteorológicas, já que a posição e intensidade da depressão poderão <strong>sofrer ajustes nos próximos dias</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767503" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-fria-podera-trazer-ate-90-mm-de-chuva-sistemas-frontais-associados-chegam-em-varias-vagas-a-portugal.html" title="Depressão fria poderá trazer até 90 mm de chuva: sistemas frontais associados chegam em várias vagas a Portugal">Depressão fria poderá trazer até 90 mm de chuva: sistemas frontais associados chegam em várias vagas a Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-fria-podera-trazer-ate-90-mm-de-chuva-sistemas-frontais-associados-chegam-em-varias-vagas-a-portugal.html" title="Depressão fria poderá trazer até 90 mm de chuva: sistemas frontais associados chegam em várias vagas a Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-fria-podera-trazer-ate-90-mm-de-chuva-sistemas-frontais-associados-chegam-em-varias-vagas-a-portugal-1778068566326_320.png" alt="Depressão fria poderá trazer até 90 mm de chuva: sistemas frontais associados chegam em várias vagas a Portugal"></a></article></aside><p>Pequenas alterações na trajetória do sistema depressionário poderão influenciar a distribuição da precipitação, intensidade do vento e magnitude da descida das temperaturas em Portugal continental, especialmente nas regiões costeiras e áreas montanhosas mais expostas ao Atlântico.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudanca-drastica-em-portugal-o-caminho-para-o-verao-sera-interrompido-na-terca-feira-dia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Serra da Malcata prepara o regresso do lince ibérico mais de duas décadas após a sua extinção local]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/serra-da-malcata-prepara-o-regresso-do-lince-iberico-mais-de-duas-decadas-apos-a-sua-extincao-local.html</link><pubDate>Wed, 06 May 2026 15:11:12 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A reserva natural, no município de Penamacor, volta a ganhar protagonismo com um novo plano que prepara a reintrodução da espécie numa região onde desapareceu há mais de vinte anos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/serra-da-malcata-prepara-o-regresso-do-lince-iberico-mais-de-duas-decadas-apos-a-sua-extincao-local-1778073673040.jpg" data-image="hc83yvpbel1n" alt="Lince ibérico" title="Lince ibérico"><figcaption>A reintrodução na Malcata só é viável porque o lince ibérico vive atualmente uma recuperação histórica. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>Durante grande parte do século XX, a Serra da Malcata foi um dos últimos redutos do lince ibérico em Portugal. A criação da <strong>Reserva Natural da Serra da Malcata</strong>, em 1981, procurou travar o declínio da espécie, mas a pressão acumulada ao longo de décadas acabou por ditar o seu desaparecimento. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>No final dos anos 1990, o felino já era considerado funcionalmente extinto na região.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A perda não resultou de um único fator. A <strong>transformação agrícola</strong> associada à campanha do trigo, promovida pelo Estado Novo entre 1931 e 1935, destruiu extensas áreas de habitat. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/serra-da-malcata-prepara-o-regresso-do-lince-iberico-mais-de-duas-decadas-apos-a-sua-extincao-local-1778073776309.jpg" data-image="hsc99gfb86zm" alt="lince ibérico" title="lince ibérico"><figcaption>Ao longo de 20 anos, Portugal e Espanha têm vindo a trabalhar em parceria para recuperar a população de linces ibéricos. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>A caça furtiva, o uso de armadilhas destinadas a outras espécies e os incêndios recorrentes agravaram a mortalidade. A <strong>fragmentação do território</strong> reduziu os encontros entre machos e fêmeas, impedindo a renovação genética e acelerando o colapso da população local.</p><h2>Um novo plano para proteger uma espécie emblemática</h2><p>Mais de vinte anos depois, a Malcata volta a estar no centro da estratégia de conservação. O novo Plano de Ação para a Conservação do Lince Ibérico em Portugal 2026-2030 define a <strong>criação de uma área de reintrodução</strong> até ao final da década. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O objetivo integra a meta ibérica de estabelecer oito núcleos populacionais estáveis, garantindo conectividade e diversidade genética.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas está a trabalhar com a Câmara Municipal de <strong>Penamacor</strong> para delimitar um <strong>espaço cercado com cerca de 200 hectares</strong>. Esta área servirá para a aclimatação dos animais antes da libertação definitiva na reserva, permitindo que se adaptem ao território e reduzindo os riscos nas primeiras semanas.</p><h2>Uma história luso-espanhola com um final feliz</h2><p>A reintrodução na Malcata só é viável porque o lince ibérico vive atualmente uma recuperação sem precedentes. No início dos anos 2000, a espécie estava à beira de desparecer, com menos de 100 indivíduos em toda a Península Ibérica. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A resposta passou pela criação de um programa conjunto entre Portugal e Espanha, envolvendo entidades públicas, centros de reprodução, organizações científicas e proprietários rurais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A primeira fase centrou-se na <strong>reprodução em cativeiro</strong>. Os primeiros linces foram libertados em 2011 e, até 2014, já tinham sido reintroduzidos 403 animais nascidos em centros especializados.</p><p> A expansão territorial foi rápida e acompanhada por um aumento consistente do número de fêmeas reprodutoras. Em 2024, o censo ibérico registou 2.401 linces, um crescimento de 280% face a 2019. Nesse ano, o número de <strong>fêmeas reprodutoras</strong> atingiu 470, aproximando-se da meta de 750 necessária para garantir um <strong>estado de conservação favorável</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="729639" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-faz-um-lince-iberico-de-silves-nos-pireneus-espanhois.html" title="O que faz um lince ibérico de Silves nos Pirenéus espanhóis?">O que faz um lince ibérico de Silves nos Pirenéus espanhóis?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-faz-um-lince-iberico-de-silves-nos-pireneus-espanhois.html" title="O que faz um lince ibérico de Silves nos Pirenéus espanhóis?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-faz-um-lince-iberico-de-silves-nos-pireneus-espanhois-1757962253133_320.jpg" alt="O que faz um lince ibérico de Silves nos Pirenéus espanhóis?"></a></article></aside><p>O sucesso levou a União Internacional para a Conservação da Natureza a alterar o estatuto da espécie de “Em Perigo” para “Vulnerável” em 2024. Em Portugal, mais de <strong>200 crias já nasceram em liberdade</strong>, o que é visto como um sinal de que as paisagens restauradas oferecem condições adequadas para a sobrevivência e reprodução.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/serra-da-malcata-prepara-o-regresso-do-lince-iberico-mais-de-duas-decadas-apos-a-sua-extincao-local-1778073893375.jpg" data-image="svj5jgsmnrj5" alt="Serra da Malcata" title="Serra da Malcata"><figcaption>O novo plano de proteção da espécie visa devolver a Serra da Malcata ao lince ibérico até 2030. Foto: Município de Penamacor</figcaption></figure><p>O novo plano nacional visa reforçar áreas essenciais como a <strong>proteção legal</strong>, a <strong>melhoria do habitat</strong>, a <strong>gestão genética</strong>, a <strong>monitorização</strong> conjunta e a prevenção de conflitos. A mortalidade continua a ser um desafio, sobretudo devido aos atropelamentos. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Entre 2015 e novembro de 2025, registaram-se 67 casos e, para reduzir este número, foram instalados sinais de aviso e desenvolvidas aplicações que alertam os condutores para a presença de animais através de sistemas de inteligência artificial.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A reintrodução na Malcata representa mais do que o regresso de um <strong>predador icónico de Portugal e de Espanha</strong>. É a oportunidade de restaurar um ecossistema que perdeu uma peça fundamental e de consolidar uma história de recuperação que, há vinte anos, parecia inimaginável.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em><a href="https://areasprotegidas.icnf.pt/lince/index.php/lince-iberico/plano-acao" target="_blank">Novo Plano de Ação para a Conservação do Lince-ibérico (PACLIP) </a>– Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/serra-da-malcata-prepara-o-regresso-do-lince-iberico-mais-de-duas-decadas-apos-a-sua-extincao-local.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Descoberta astronómica: um telescópio da NASA descobre mais de 10.000 novos exoplanetas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/descoberta-astronomica-um-telescopio-da-nasa-descobre-mais-de-10-000-novos-exoplanetas.html</link><pubDate>Wed, 06 May 2026 15:01:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Ao reanalisar os dados do primeiro ano de funcionamento do telescópio TESS, os cientistas terão identificado, segundo consta, mais de 1 000 novos exoplanetas, embora ainda subsistam algumas incertezas quanto à sua natureza exata.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/incroyable-un-telescope-de-la-nasa-decouvre-plus-de-10-000-nouvelles-exoplanetes-1777580554188.jpeg" data-image="1xqy9v2l2x29" alt="Exoplanetas" title="Exoplanetas"><figcaption>O telescópio TESS poderá ter descoberto um número potencialmente impressionante de exoplanetas enquanto observava o céu noturno.</figcaption></figure><p>O telescópio espacial TESS <strong>identificou 11 554 exoplanetas potenciais durante o seu primeiro ano de funcionamento, dos quais 10 091 nunca tinham sido detetados até agora</strong>, estabelecendo assim um novo recorde!</p><h2>Uma descoberta recorde!</h2><p>O telescópio espacial TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite, em inglês), <strong>foi lançado para o espaço a 18 de abril de 2018 com a missão de procurar novos exoplanetas utilizando o método de trânsito</strong>. O seu objetivo específico é detetar planetas rochosos que orbitem dentro das zonas habitáveis de estrelas que sejam, simultaneamente, brilhantes e próximas.</p><div class="texto-destacado">Para tal, o telescópio observa praticamente todo o firmamento, dedicando 27 dias a cada setor da esfera celeste.</div><p>Até à data,<strong> o telescópio tinha identificado oficialmente 750 novos exoplanetas</strong>; no entanto, verifica-se que o número real poderá ser significativamente superior. De facto, de acordo com um estudo recente, uma equipa de investigadores terá conseguido descobrir uma multidão de exoplanetas adicionais após reanalisar os dados correspondentes ao primeiro ano de observações do TESS.</p><p>Aplicaram eficazmente o <strong>método de trânsito</strong>, que consiste em detetar a diminuição de brilho associada à passagem de um planeta à frente da sua estrela, em estrelas mais ténues do que as selecionadas anteriormente pelo TESS, seja porque essas estrelas são mais pequenas ou, simplesmente, porque se encontram a uma distância maior.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr"> Plus de 10 000 nouvelles planètes auraient été découvertes grâce au télescope spatial Tess de la Nasa. Lancé en 2018, celui-ci observe les étoiles dans le ciel afin de détecter des exoplanètes. Une sacrée découverte ! ( New Scientist) <br><br> Image d'illustration <a href="https://t.co/d1qCk9RNsQ">pic.twitter.com/d1qCk9RNsQ</a></p>— Le Média Positif (@LMPositif) <a href="https://twitter.com/LMPositif/status/2049790867569811945?ref_src=twsrc%5Etfw">April 30, 2026</a></blockquote></figure><p>Esta reanálise dos dados do TESS permitiu a esta equipa de investigadores <strong>detetar nada menos do que 11 554 exoplanetas potenciais</strong>; destes, <strong>10 091 nunca tinham sido observados até à data</strong>. Este número é ainda mais impressionante se tivermos em conta que, <strong>no início de 2026, existiam aproximadamente 6.000 exoplanetas oficialmente descobertos</strong>, pelo menos antes deste anúncio.</p><h2>Incertezas persistentes</h2><p>Se for confirmado, este número representaria uma descoberta verdadeiramente extraordinária para o campo da astronomia. De facto, <strong>os investigadores nunca antes tinham descoberto tantos exoplanetas de uma só vez</strong> e, além disso, utilizando um único telescópio, um feito que demonstra claramente o potencial do TESS.</p><p>Segundo os cientistas, é provável que a maioria destes planetas pertença à família dos «Júpiteres quentes»: <strong>gigantes gasosos massivos que orbitam muito perto das suas estrelas anfitriãs</strong>. É de salientar que o telescópio TESS é particularmente adequado para detetar este tipo específico de planetas.</p><p>No entanto, será necessário confirmar a natureza exata destes planetas nos próximos meses, bem como verificar, através de observações realizadas por outros telescópios, <strong>se estes 10 091 novos candidatos são, de facto, exoplanetas genuínos</strong>.</p><div class="texto-destacado">Segundo Joshua Roth, um dos autores do estudo, é provável que apenas entre 3 000 e 5 000 destes candidatos venham a revelar-se novos e autênticos exoplanetas; os restantes são, muito provavelmente, o resultado de artefactos de observação ou de flutuações aleatórias no brilho das estrelas em estudo.</div><p>De qualquer forma, <strong>mesmo que este estudo conduzisse à descoberta de 3.000 exoplanetas em vez de 1.091</strong>, continuaria a constituir uma descoberta de particular relevância no estudo dos planetas situados para além do nosso Sistema Solar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761001" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-testemunham-um-raro-nascimento-gemeo-de-planetas-no-cosmos.html" title="Astrónomos testemunham um raro nascimento gémeo de planetas no cosmos">Astrónomos testemunham um raro nascimento gémeo de planetas no cosmos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-testemunham-um-raro-nascimento-gemeo-de-planetas-no-cosmos.html" title="Astrónomos testemunham um raro nascimento gémeo de planetas no cosmos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/astronomers-witness-a-rare-twin-birth-of-planets-in-the-cosmos-1774449392733_320.jpg" alt="Astrónomos testemunham um raro nascimento gémeo de planetas no cosmos"></a></article></aside><p>Isso permitir-nos-ia aprofundar o nosso conhecimento sobre estes mundos distantes, por exemplo, aprendendo mais sobre como se formam, ou que tipo de «Júpiter quente» dá origem a uma estrela, dependendo da sua natureza; questões que precisam urgentemente de respostas!</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p> <em><a href="https://www.courrierinternational.com/article/astronomie-plus-de-10-000-nouvelles-exoplanetes-decouvertes-grace-au-telescope-tess_243453" target="_blank">Plus de 10 000 nouvelles exoplanètes découvertes grâce au télescope Tess</a></em>, <em>Courrier International, 28/04/2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/descoberta-astronomica-um-telescopio-da-nasa-descobre-mais-de-10-000-novos-exoplanetas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Confirma-se chuva, vento e trovoada: entre sexta e domingo a depressão fria afetará principalmente estes 8 distritos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/confirma-se-chuva-vento-e-trovoada-entre-sexta-e-domingo-a-depressao-fria-afetara-principalmente-estes-8-distritos.html</link><pubDate>Wed, 06 May 2026 14:15:26 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Aguaceiros pré-frontais, na quinta e sexta-feira, antecedem a instabilidade de uma depressão fria, 'estacionada' a oeste de Portugal continental, que trará precipitação generalizada, por vezes forte, entre sábado e segunda-feira. Também haverá vento e trovoadas dispersas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa8avqu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa8avqu.jpg" id="xa8avqu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Após esta quarta-feira (6) estável com céu geralmente pouco nublado ou limpo, <strong>quinta (7) e sexta (8)</strong> já irão registar alterações na dinâmica atmosférica, estando previstos <strong>aguaceiros de evolução diurna pré-frontais, fracos e irregularmente distribuídos </strong>pelo nosso país.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Este tipo de precipitação sinalizará a iminente instabilidade meteorológica provocada por uma <strong>depressão fria que se descolará da corrente de jato polar, posicionando-se a oeste de Portugal continental</strong>. Esta baixa pressão bem organizada aproximar-se-á rapidamente da nossa geografia, transportando uma massa de ar instável e rica em humidade, alimentada por um fluxo de origem polar.</p><h2>Sábado, 9 de maio, marcado pela entrada da primeira frente mais organizada no território do Continente</h2><p>Entre as últimas horas de sexta (8) e as primeiras horas de sábado (9) chegará a<strong> primeira frente mais estruturada</strong>, de fraca a moderada atividade, associada à<strong> depressão fria bem organizada e localizada a oeste de Portugal continental, </strong>começando a entrar no nosso território pelo litoral sudoeste, através do Barlavento Algarvio. A frente espalhará precipitação do litoral para o interior, deslocando-se de sudoeste para nordeste e acabando por alcançar todo o país ao longo do dia de sábado (9).</p><p>Na primeira metade de sábado, 9 de maio, <strong>os períodos de chuva ou aguaceiros serão mais prováveis, frequentes e relativamente persistentes no Algarve, Área Metropolitana de Lisboa, Beira Baixa e Beira Alta</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/confirma-se-chuva-vento-e-trovoada-entre-sabado-e-domingo-a-depressao-fria-afetara-principalmente-estes-8-distritos-1778063284642.png" data-image="litse1cwlq34"><figcaption>Rajadas máximas de 65 km/h no Sul e Centro de Portugal continental, podendo pontualmente superar este valor.</figcaption></figure><p> Na segunda metade do dia 9 de maio a precipitação continuará a impactar a Beira Alta e a Beira Baixa, especialmente as áreas adjacentes à Serra da Estrela. Fruto da trajetória da frente impulsionada pela depressão, a precipitação surgirá noutras zonas do Norte e Centro, com maior destaque para o <strong>Minho, Douro Litoral e Regiões de Aveiro e Coimbra</strong>, onde registará uma intensidade pontualmente moderada ou forte. </p><p>Alguns aguaceiros por vezes assumir a forma de granizo. Prevê-se ainda risco de <strong>trovoada</strong>, associadas a convecção embebida nas massas de ar instáveis, com maior probabilidade de ocorrência no <strong>período entre as 12:00 e as 19:00</strong>, tanto no <strong>litoral como no interior das Regiões Norte e Centro</strong>.</p><h2>No domingo a chuva persistirá, sendo menos intensa, mas assumindo uma distribuição espacial mais uniforme</h2><p><strong>No domingo (10) a depressão fria manterá um carácter relativamente estacionário</strong>, continuando posicionada a oeste de Portugal continental à medida que for descrevendo uma circulação retrógrada (de leste para oeste).</p><p>Espera-se que uma <strong>segunda frente</strong> impulsionada pela depressão dê continuidade ao cenário de instabilidade generalizada, causando <strong>chuva mais contínua e organizada pelo território, mais provável nas regiões a norte do Tejo, especialmente entre as 10:00 e as 16:00</strong>. Durante a tarde não se exclui o risco de mais trovoadas isoladas, tanto no litoral como no interior das regiões Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/confirma-se-chuva-vento-e-trovoada-entre-sabado-e-domingo-a-depressao-fria-afetara-principalmente-estes-8-distritos-1778062813776.png" data-image="fe07rhv5mkxy"><figcaption>Mantém-se alguma incerteza relativamente à distribuição espacial e à intensidade da precipitação, sendo provável a introdução de ajustes de última hora na previsão. Ainda assim, à data, o modelo europeu indica que os 8 distritos de Portugal continental potencialmente mais expostos à depressão fria são Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Viseu, Guarda, Castelo Branco e Portalegre, prevendo-se acumulados de precipitação entre 45 e 60 mm até às 22:00 de domingo, 10 de maio.</figcaption></figure><p>Quanto ao vento, tanto no sábado (9), como no domingo (10), <strong>as regiões Centro e Sul serão as mais expostas, com o vento Sul a produzir rajadas até 65 km/h</strong>, podendo ocasionalmente igualar ou superar os 70 km/h. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767347" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio-uma-depressao-fria-estendera-as-suas-frentes-de-chuva-com-trovoadas-incorporadas.html" title="A partir de sexta-feira, 8 de maio, uma depressão fria estenderá as suas frentes de chuva com trovoadas incorporadas">A partir de sexta-feira, 8 de maio, uma depressão fria estenderá as suas frentes de chuva com trovoadas incorporadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio-uma-depressao-fria-estendera-as-suas-frentes-de-chuva-com-trovoadas-incorporadas.html" title="A partir de sexta-feira, 8 de maio, uma depressão fria estenderá as suas frentes de chuva com trovoadas incorporadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio-uma-depressao-fria-estendera-as-suas-frentes-de-chuva-com-trovoadas-incorporadas-1777994107274_320.png" alt="A partir de sexta-feira, 8 de maio, uma depressão fria estenderá as suas frentes de chuva com trovoadas incorporadas"></a></article></aside><p> Tendo em conta a previsão do mapa de precipitação acumulada até às 22:00 de domingo, os distritos mais expostos às sucessivas frentes enviadas pela depressão fria serão <strong>Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Viseu, Guarda, Castelo Branco e Portalegre</strong>. </p><h3>O tempo em Portugal continental continuará instável pelo menos até segunda-feira, 11 de maio</h3><p>Para<strong> segunda-feira (11) prevê-se outro dia de tempo instável </strong>devido à chegada de uma terceira frente mais ativa impulsionada pela depressão fria, que continuará a oeste da nossa geografia continental a alimentar a precipitação generalizada.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/confirma-se-chuva-vento-e-trovoada-entre-sexta-e-domingo-a-depressao-fria-afetara-principalmente-estes-8-distritos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Depressão fria poderá trazer até 90 mm de chuva: sistemas frontais associados chegam em várias vagas a Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-fria-podera-trazer-ate-90-mm-de-chuva-sistemas-frontais-associados-chegam-em-varias-vagas-a-portugal.html</link><pubDate>Wed, 06 May 2026 13:12:01 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Várias frentes frias, associadas a uma depressão, vão atingir Portugal entre sexta e segunda-feira, trazendo chuva persistente, por vezes intensa, vento e trovoadas. Os acumulados de chuva poderão ultrapassar os 90 mm.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa8ajqw"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa8ajqw.jpg" id="xa8ajqw"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O dia de quinta-feira será ainda de relativa estabilidade, com precipitação residual e muito localizada no Norte e Centro, associada a uma depressão posicionada sobre a Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-fria-podera-trazer-ate-90-mm-de-chuva-sistemas-frontais-associados-chegam-em-varias-vagas-a-portugal-1778068326192.png" data-image="njgvw8yrxa6r" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>Depressão sobre a Península Ibérica mantém instabilidade fraca no Norte e Centro, enquanto um sistema depressionário mais organizado se aproxima a oeste com elevada carga de humidade.</figcaption></figure><p> Durante a noite, a chuva tende a dissipar-se, com céu maioritariamente nublado. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No entanto, <strong>a oeste, uma depressão fria bem organizada aproxima-se rapidamente,</strong> transportando uma massa de ar instável e rica em humidade, alimentada por fluxo de origem polar.</p><h2>Sexta-feira trará a primeira fase de instabilidade e o início do episódio</h2><p> A partir da madrugada de sexta-feira,<strong> inicia-se a primeira fase de instabilidade associada a esta depressão,</strong> com precipitação pré-frontal a atingir o litoral, começando pela região de Lisboa e progredindo para o interior Norte e Centro ao longo da manhã. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-fria-podera-trazer-ate-90-mm-de-chuva-sistemas-frontais-associados-chegam-em-varias-vagas-a-portugal-1778068415863.png" data-image="5m5yy4e6uq10" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>Primeira frente fria entra pelo litoral, com precipitação generalizada a avançar de sudoeste para nordeste, associada a uma depressão fria ativa.</figcaption></figure><p> Esta fase trará precipitação generalizada, embora com intensidade irregular e mais fraca do que os dias adiante. Períodos de chuva mais organizada alternam com fases de precipitação residual. O vento intensifica-se e o estado do mar agrava-se, com possibilidade de trovoadas pontuais (sábado e domingo).</p><h2>Sábado será o dia da primeira vaga mais ativa</h2><p>Durante a madrugada de sábado, <strong>chega a primeira frente mais estruturada,</strong> evidenciada por uma extensa banda de precipitação com elevada probabilidade de ocorrência.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-fria-podera-trazer-ate-90-mm-de-chuva-sistemas-frontais-associados-chegam-em-varias-vagas-a-portugal-1778068474305.png" data-image="mh8p5yh58ggp" alt="Probabilidade de Chuva" title="Probabilidade de Chuva"><figcaption>Segunda frente mais intensa atinge Portugal, com uma banda contínua de precipitação e elevada probabilidade de chuva forte, inicialmente no litoral.</figcaption></figure><p> Esta vaga afetará todo o território, com <strong>chuva contínua durante várias horas em regiões como o Algarve, o sudoeste Alentejano e a região de Lisboa nas primeiras horas do dia</strong>.</p><p> Durante a tarde, o foco desloca-se para o Norte e Centro, onde a precipitação poderá atingir intensidade moderada a forte, com valores próximos de 8 mm/h em áreas costeiras de Coimbra e Aveiro.</p><h2>Domingo a instabilidade persistente </h2><p>O domingo será marcado por um cenário de <strong>instabilidade contínua, com chuva fraca a moderada</strong> ao longo de grande parte do dia em todo o território.<br> Adicionalmente, existe probabilidade de ocorrência de trovoadas, especialmente entre Coimbra e Porto, associadas a convecção embebida nas massas de ar instáveis. Apesar de não tão intensa como no sábado, a precipitação será persistente, contribuindo para o aumento dos acumulados.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767347" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio-uma-depressao-fria-estendera-as-suas-frentes-de-chuva-com-trovoadas-incorporadas.html" title="A partir de sexta-feira, 8 de maio, uma depressão fria estenderá as suas frentes de chuva com trovoadas incorporadas">A partir de sexta-feira, 8 de maio, uma depressão fria estenderá as suas frentes de chuva com trovoadas incorporadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio-uma-depressao-fria-estendera-as-suas-frentes-de-chuva-com-trovoadas-incorporadas.html" title="A partir de sexta-feira, 8 de maio, uma depressão fria estenderá as suas frentes de chuva com trovoadas incorporadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio-uma-depressao-fria-estendera-as-suas-frentes-de-chuva-com-trovoadas-incorporadas-1777994107274_320.png" alt="A partir de sexta-feira, 8 de maio, uma depressão fria estenderá as suas frentes de chuva com trovoadas incorporadas"></a></article></aside><p><strong>Na segunda-feira, uma nova frente mais ativa atravessa o território</strong>, reforçando o episódio de precipitação. A chuva será novamente generalizada, com períodos de maior intensidade, sobretudo nas regiões do litoral e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-fria-podera-trazer-ate-90-mm-de-chuva-sistemas-frontais-associados-chegam-em-varias-vagas-a-portugal-1778068566326.png" data-image="8ygrsdb213rz" alt="Precipitação acumulada" title="Precipitação acumulada"><figcaption>Acumulados totais significativos após o episódio, com valores superiores a 90 mm no Centro e litoral, destacando-se Castelo Branco e regiões adjacentes.</figcaption></figure><p> No final deste episódio, os acumulados poderão ser significativos, com vários distritos costeiros a registarem valores elevados. <strong>O destaque vai para o distrito de Castelo Branco,</strong> onde os modelos apontam para acumulados superiores a <strong>90 mm</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-fria-podera-trazer-ate-90-mm-de-chuva-sistemas-frontais-associados-chegam-em-varias-vagas-a-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[7 árvores e arbustos perfeitos para garantir privacidade na sua casa sem ter de esperar anos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/7-arvores-e-arbustos-perfeitos-para-garantir-privacidade-na-sua-casa-sem-ter-de-esperar-anos.html</link><pubDate>Wed, 06 May 2026 12:50:56 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Crescimento rápido em altura, folhagem densa e uma seleção criteriosa das espécies: três fatores essenciais para criar uma barreira vegetal em menos tempo.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/7-arboles-y-arbustos-perfectos-para-ganar-privacidad-en-tu-hogar-sin-esperar-anos-1777550259687.jpg" alt="plants" title="plants"> <figcaption>Algumas plantas crescem rapidamente; outras ajudam a preencher as lacunas.</figcaption> </figure><p>A ideia de criar uma parede verde para garantir privacidade vem sempre acompanhada de um conselho:<strong> é preciso ter paciência</strong>. Os ramos demoram a crescer e a ganhar volume e, entretanto, as aberturas permitem a visibilidade através da parede.</p><p><strong>A solução mais prática é não depender de uma única espécie</strong>. Algumas crescem rapidamente e proporcionam altura num curto espaço de tempo; outras conferem densidade e ajudam a preencher as lacunas a partir da base. Esta combinação reduz o tempo de espera e proporciona um resultado mais uniforme.</p><p>Estas sete opções têm um bom desempenho e, nas condições certas, podem <strong>crescer entre 60 centímetros e mais de um metro por ano, atingindo 2 a 3 metros em apenas alguns ciclos de crescimento</strong>.</p><h2>1- Elaeagnus (Elaeagnus × ebbingei)</h2><p><strong>Cresce entre 50 e 100 centímetros por ano e pode atingir os 3 metros em dois anos</strong>. A sua folhagem é densa e bem distribuída desde a base, tornando-a muito eficaz para criar biombos.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/7-arboles-y-arbustos-perfectos-para-ganar-privacidad-en-tu-hogar-sin-esperar-anos-1777550561847.jpg" alt="plants" title="plants"> <figcaption>Resistente e compacto, proporciona densidade mesmo em condições difíceis.</figcaption> </figure><p>Além disso, <strong>tolera o vento, a seca e solos pobres</strong>, tornando-a adequada mesmo em condições menos favoráveis.</p><h2>2- Cipreste de Leyland (Cupressus × leylandii)</h2><p>É uma das opções clássicas para criar rapidamente uma parede verde. Em boas condições, pode crescer <strong>entre 80 centímetros e mais de um metro por ano</strong>, atingindo os 3 metros em dois a três anos.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/7-arboles-y-arbustos-perfectos-para-ganar-privacidad-en-tu-hogar-sin-esperar-anos-1777550749130.jpg" alt="plants" title="plants"> <figcaption>De crescimento rápido, forma uma barreira vertical ideal para ganhar altura rapidamente.</figcaption> </figure><p>O seu crescimento é vertical e vigoroso, e a sua folhagem perene proporciona uma <strong>cobertura contínua</strong>. Necessita de alguma poda para manter uma densidade uniforme, mas responde bem e adapta-se a diferentes tipos de solo.</p><h2>3- Fotínia (Photinia × fraseri)</h2><p><strong>A fotínia é uma das opções mais fiáveis para criar sebes vivas densas num curto espaço de tempo</strong>. Pode crescer entre 60 centímetros e 1 metro por ano, atingindo 2 a 3 metros em cerca de dois a três anos.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/7-arboles-y-arbustos-perfectos-para-ganar-privacidad-en-tu-hogar-sin-esperar-anos-1777550953119.jpg" alt="plants" title="plants"> <figcaption>O seu rebrote avermelhado e a sua estrutura uniforme tornam-na ideal para sebes.</figcaption> </figure><p><strong>A sua principal vantagem é a densidade</strong>: ramifica-se a partir da base e forma uma massa compacta que bloqueia a vista sem deixar espaços. Responde muito bem à poda, o que permite que se mantenha densa e na altura desejada. Os seus rebentos avermelhados também conferem-lhe valor ornamental.</p><h2>4 - Laurustinus (Viburnum tinus)</h2><p>O Laurustinus tem um ritmo de crescimento ligeiramente mais moderado, mas proporciona uma densidade muito útil para preencher espaços. <strong>Pode crescer entre 40 e 80 centímetros por ano</strong>.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/7-arboles-y-arbustos-perfectos-para-ganar-privacidad-en-tu-hogar-sin-esperar-anos-1777551150185.jpg" alt="plants" title="plants"> <figcaption>Proporciona um volume constante e ajuda a preencher os espaços ao longo do tempo.</figcaption> </figure><p>A sua folhagem é perene e compacta, o que lhe permite formar sebes densas ao longo do tempo.<strong> É resistente, adaptável e requer pouca manutenção depois de estabelecida</strong>.</p><h2>5- Louro-cerejeira (Prunus laurocerasus)</h2><p><strong>O louro-cerejeira é uma das opções mais utilizadas</strong> para criar sebes bem cuidadas e contínuas. Cresce entre 50 e 80 centímetros por ano, aproximadamente.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/7-arboles-y-arbustos-perfectos-para-ganar-privacidad-en-tu-hogar-sin-esperar-anos-1777551288975.jpg" alt="plants" title="plants"> <figcaption>Um bom projeto desde o início ajuda a garantir a privacidade mais rapidamente.</figcaption> </figure><p><strong>As suas folhas grandes e a sua densidade natural ajudam a proteger a privacidade</strong>. Responde bem à poda e consegue manter formas definidas, tornando-a ideal para quem procura uma solução elegante.</p><h2>6- Bambu não invasivo</h2><p>Embora, tecnicamente, não seja uma árvore, <strong>na jardinagem desempenha esse papel melhor do que muitas outras plantas</strong>. As variedades não invasivas formam aglomerados compactos que crescem rapidamente e proporcionam cobertura desde o solo.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/7-arboles-y-arbustos-perfectos-para-ganar-privacidad-en-tu-hogar-sin-esperar-anos-1777551404427.jpg" alt="plants" title="plants"> <figcaption>Oferece cobertura total e bloqueia a vista rapidamente.</figcaption> </figure><p><strong>Em condições favoráveis, podem atingir 2 a 3 metros em um ou dois anos</strong>. Esta combinação de rapidez e densidade torna-as uma das opções mais eficazes para bloquear rapidamente a vista. O segredo está na escolha de espécies de crescimento controlado.</p><h2>7- Tuia gigante (Thuja ‘Green Giant’)</h2><p>Menos conhecida, mas cada vez mais comum nos viveiros, a tuia gigante <strong>combina velocidade de crescimento e densidade de forma muito equilibrada</strong>. Pode crescer entre 90 centímetros e 1,5 metros por ano, ultrapassando os 3 metros em cerca de dois a três anos.</p><p>Ao contrário de outras variedades de cipreste, mantém uma cobertura mais uniforme desde a base, melhorando a privacidade com menos poda. É uma <strong>opção muito sólida para sebes altas e contínuas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765953" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-mit-confirma-as-plantas-ouvem-as-gotas-a-cair-e-germinam-ate-40-mais-depressa.html" title="O MIT confirma: as plantas ouvem as gotas a cair e germinam até 40% mais depressa">O MIT confirma: as plantas ouvem as gotas a cair e germinam até 40% mais depressa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-mit-confirma-as-plantas-ouvem-as-gotas-a-cair-e-germinam-ate-40-mais-depressa.html" title="O MIT confirma: as plantas ouvem as gotas a cair e germinam até 40% mais depressa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-mit-lo-confirma-las-plantas-oyen-caer-las-gotas-y-germinan-hasta-40-mas-rapido-1777036934448_320.jpg" alt="O MIT confirma: as plantas ouvem as gotas a cair e germinam até 40% mais depressa"></a></article></aside><p>A melhor estratégia não é depender de uma única espécie, mas sim combiná-las. <strong>Para acelerar o efeito, é melhor plantar em linha e manter um espaçamento adequado entre as plantas</strong>: se estiverem demasiado afastadas, a cobertura demorará mais tempo a fechar-se. O resultado dependerá da forma como se complementam entre si.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/7-arvores-e-arbustos-perfeitos-para-garantir-privacidade-na-sua-casa-sem-ter-de-esperar-anos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um plástico mais ecológico? Material à base de cânhamo traz esperança diante da crise da poluição]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-plastico-mais-ecologico-material-a-base-de-canhamo-traz-esperanca-diante-da-crise-da-poluicao.html</link><pubDate>Wed, 06 May 2026 07:33:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Cientistas criaram um plástico à base de cânhamo que é durável, resistente ao calor e altamente elástico, oferecendo uma alternativa mais ecológica aos plásticos convencionais, embora o aumento da produção continue a ser um desafio crucial.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-greener-plastic-hemp-based-material-offers-hope-against-pollution-crisis-1777754373376.jpg" data-image="pvddlnhuro36" alt="plástico" title="plástico"><figcaption>Pritish Aklujkar, um dos autores do estudo, segura uma folha separada de policarbonato feita com canabidiol (CBD). Crédito: Gregory A. Sotzing.</figcaption></figure><p>Num novo estudo publicado na revista <em>Chem Circularity</em>, uma equipa de cientistas identificou uma <strong>solução potencial para a poluição global causada pelo fabrico e descarte de plásticos descartáveis</strong>.</p><p>A equipa desenvolveu uma<strong> alternativa não tóxica ao plástico, derivada da planta de cânhamo</strong>,<strong> um tipo de <em>cannabis </em>não psicoativa</strong>. O material é elástico e pode expandir até 1.600% do seu tamanho. É feito de um termoplástico derivado do cânhamo com alta temperatura de transição vítrea, uma propriedade que mantém o plástico durável e seco quando exposto à água fervente.</p><p>“<strong>Pouquíssimos plásticos, se é que algum, feitos de recursos naturais possuem esta qualidade</strong>”, disse Gregory Sotzing, da Universidade de Connecticut. “O policarbonato atual é feito com bisfenol A, um conhecido disruptor endócrino. A esperança é que o canabidiol (CBD) possa substituir o bisfenol A encontrado nos plásticos processados atualmente”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-projeto-pioneiro-para-salvar-o-paraiso-tropical-do-havai-dos-microplasticos.html" title="O projeto pioneiro para salvar o paraíso tropical do Havai dos microplásticos">O projeto pioneiro para salvar o paraíso tropical do Havai dos microplásticos</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-projeto-pioneiro-para-salvar-o-paraiso-tropical-do-havai-dos-microplasticos.html" title="O projeto pioneiro para salvar o paraíso tropical do Havai dos microplásticos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/il-progetto-pionieristico-per-salvare-il-paradiso-tropicale-della-hawaii-dalle-microplastiche-1775810229090_320.jpg" alt="O projeto pioneiro para salvar o paraíso tropical do Havai dos microplásticos"></a></article></aside><p><strong>Este material pode ser transformado em filmes plásticos transparentes, revestimentos e outros materiais atualmente fabricados a partir de derivados de petróleo</strong>, como o tereftalato de polietileno (PET), usado em garrafas de água descartáveis e recipientes para alimentos. Estas aplicações exigem estabilidade em temperaturas médias ou altas, ou processabilidade por fusão, o que significa que podem ser facilmente derretidos e moldados — algo que a equipa conseguiu pela primeira vez com policarbonato à base de cânhamo.</p><p>"O nosso trabalho consolidou os<strong> copolímeros à base de CBD como substitutos sustentáveis para termoplásticos</strong> amplamente utilizados, como o PET", disse Mukerrem Cakmak, da Universidade Purdue. "Desenvolvemos uma estrutura de processamento científico rigorosa que vincula a arquitetura molecular à processabilidade por fusão, ao desenvolvimento de orientação e à elasticidade, sem comprometer a capacidade de fabrico".</p><h2> PET = Microplásticos </h2><p>A <strong>produção de PET requer grandes quantidades de combustíveis fósseis</strong>, como petróleo bruto e gás natural, e, quando descartado, decompõe-se em minúsculas partículas. Estes microplásticos libertam substâncias químicas, incluindo o PET, que está associado a danos celulares e a inflamação, no ar, na água e nos alimentos.</p><p>Embora os cientistas procurem há tempos uma<strong> alternativa mais ecológica ao PET</strong>, a maioria dos polímeros derivados de plantas não possui a temperatura de transição vítrea e a elasticidade necessárias, e a sua produção é mais cara. Além disso, os catalisadores usados na fabricação de plásticos de base biológica geralmente exigem altas temperaturas e dificultam a sua remoção e purificação do produto final, tornando-os impraticáveis para a produção em larga escala.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-greener-plastic-hemp-based-material-offers-hope-against-pollution-crisis-1777754562408.jpg" data-image="h4umev09pxsx" alt="planta de cânhamo." title="planta de cânhamo."><figcaption>Imagem de uma planta de cânhamo.</figcaption></figure><p>Para superar estes desafios, a equipa desenvolveu<strong> um filme plástico à base de cânhamo </strong>e testou as suas propriedades, garantindo que ele tivesse a estrutura e as características adequadas para o processamento industrial.</p><p>"Este policarbonato, na forma de um filme liso, possui um ângulo de contacto com a água muito alto", disse Sotzing. "Não esperávamos que o nosso policarbonato com CBD tivesse um ângulo de contacto maior do que a maioria das poliolefinas", acrescentou. Materiais com esta propriedade também podem ser usados como nanopartículas para a administração de medicamentos e para revestimento de cateteres.</p><p>A equipa de investigação está atualmente a estudar os produtos que se formam quando o CBD reage com o trifosgénio comercial, um sólido cristalino usado com o cânhamo para produzir o material. Eles também estão a trabalhar para <strong>desenvolver uma versão mais resistente do plástico derivado do cânhamo e testar uma versão em maior escala</strong> do seu processo de fabrico.</p><h2>Saiba mais sobre o CBD</h2><p>Atualmente, a produção global de CBD é insuficiente para substituir completamente o PET no fabrico de plásticos, de acordo com as conclusões do estudo. No entanto, como<strong> o cânhamo está a tornar-se cada vez mais popular para roupas, alimentos e materiais de construção</strong>, o seu cultivo está em plena expansão.</p><p><strong>Esta planta pode ser cultivada numa ampla variedade de climas, requer pouca água e praticamente nenhum pesticida</strong>. Além disso, pode ser cultivada em consórcio com outras culturas, como milho e soja, tornando-se uma cultura versátil para os agricultores.</p><p>"Os custos do CBD diminuiriam à medida que o cultivo de cânhamo aumentasse", concluiu Sotzing.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.cell.com/chem-circularity/fulltext/S3051-2948(26)00014-9?_returnURL=https%3A%2F%2Flinkinghub.elsevier.com%2Fretrieve%2Fpii%2FS3051294826000149%3Fshowall%3Dtrue" target="_blank">High-molecular-weight hemp-derived polycannabidiol carbonate thermoplastic with PET-like heat resistance, strength, and processability: Chem Circularity</a>. 30 de abril, 2026. Davis, et al.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-plastico-mais-ecologico-material-a-base-de-canhamo-traz-esperanca-diante-da-crise-da-poluicao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O papel de Maria Manuel Mota na ciência biomédica contemporânea]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-papel-de-maria-manuel-mota-na-ciencia-biomedica-contemporanea.html</link><pubDate>Wed, 06 May 2026 06:23:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Maria Manuel Mota é uma destacada cientista portuguesa cuja investigação sobre a malária contribui para avanços na medicina e na saúde global.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-papel-de-maria-manuel-mota-na-ciencia-biomedica-contemporanea-1777929466089.jpg" data-image="u0wiz145qars" alt="Cientistas portuguesa" title="Cientistas portuguesa"><figcaption>Maria Manuel Mota, cientista portuguesa, destaca-se pela sua investigação inovadora no combate à malária e pelo impacto na saúde global.</figcaption></figure><p>A história da ciência em Portugal ganhou uma dimensão internacional com o trabalho de <strong>Maria Manuel Mota, uma das mais influentes investigadoras na área da biomedicina</strong>.</p><p>O seu percurso destaca-se não apenas pela excelência científica, mas também pela forma como alia a investigação fundamental a soluções concretas para <strong>problemas que afetam milhões de pessoas em todo o mundo</strong>.</p><p>Nascida em Portugal, em 1971, Maria Manuel Mota construiu uma<strong> carreira marcada pela curiosidade e pela persistência</strong>.</p><p>Desde cedo que se interessou pela biologia e pelo funcionamento do corpo humano, o que a levou a seguir uma <strong>formação científica rigorosa</strong>. Ao longo dos anos,<strong> especializou-se no estudo de doenças infeciosas, com particular foco na malária</strong>.</p><h2>A investigação sobre a malária</h2><p>O contributo mais relevante da sua investigação está ligado à compreensão do <strong>ciclo de vida do parasita responsável pela malária</strong>, o <em>Plasmodium</em>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="656394" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/malaria-como-e-que-as-alteracoes-climaticas-afetarao-a-propagacao-da-doenca-transmitida-por-vetores-ambiente.html" title="Malária: como é que as alterações climáticas afetarão a propagação da doença transmitida por vetores?">Malária: como é que as alterações climáticas afetarão a propagação da doença transmitida por vetores?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/malaria-como-e-que-as-alteracoes-climaticas-afetarao-a-propagacao-da-doenca-transmitida-por-vetores-ambiente.html" title="Malária: como é que as alterações climáticas afetarão a propagação da doença transmitida por vetores?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/malaria-how-will-climate-change-affect-the-spread-of-the-vector-borne-disease-1715681840765_320.jpeg" alt="Malária: como é que as alterações climáticas afetarão a propagação da doença transmitida por vetores?"></a></article></aside><p>Durante muito tempo, a ciência concentrou-se sobretudo na fase em que o parasita circula no sangue. No entanto, Maria Manuel Mota ajudou a demonstrar que<strong> a fase inicial da infeção, quando o parasita ainda se encontra no fígado, é crucial para o desenvolvimento da doença</strong>.</p><p>Esta descoberta <strong>abriu novas possibilidades para a criação de vacinas e tratamentos mais eficazes</strong>, ao permitir que os cientistas atuem antes de os sintomas surgirem.</p><h2>O impacto global do trabalho de Maria Manuel Mota</h2><p>Num contexto em que a resistência a medicamentos continua a ser um desafio crescente, encontrar novos alvos terapêuticos é essencial.</p><p>E é precisamente aí que o trabalho de Maria Manuel Mota se torna tão relevante. A sua investigação não só aprofunda o conhecimento científico, como <strong>também tem implicações práticas na melhoria da saúde pública a nível mundial</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>"A malária não é apenas um problema de saúde — é também um problema social e económico."</strong> Segundo Maria Manuel Mota<br></div><p>Para além da investigação, Maria Manuel Mota <strong>desempenha um papel importante na liderança científica</strong>.</p><p>Como <strong>diretora do Instituto de Medicina Molecular</strong>, tem sido <strong>responsável por impulsionar a investigação biomédica em Portugal</strong>, promovendo a colaboração entre cientistas e criando condições para que as novas gerações de investigadores possam desenvolver o seu talento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-papel-de-maria-manuel-mota-na-ciencia-biomedica-contemporanea-1777929480545.jpg" data-image="0ue8w0wy1l03" alt="Contributo para o mundo" title="Contributo para o mundo"><figcaption>Com dedicação à ciência, a investigação de Maria Manuel Mota contribui para salvar vidas e mostra o poder do conhecimento na transformação do mundo.</figcaption></figure><p>Outro aspeto relevante da sua carreira é o <strong>compromisso com a divulgação científica</strong>. Maria Manuel Mota tem defendido a importância da ciência como ferramenta essencial para o progresso das sociedades, sublinhando a necessidade de investir na educação e na investigação.</p><p>A sua intervenção pública tem sido especialmente importante em <strong>momentos de crise sanitária</strong>, reforçando o papel da ciência na tomada de decisões informadas.</p><h2>Reconhecimento e legado</h2><p>Ao longo do seu percurso, recebeu diversos prémios e distinções, que reconhecem não só a qualidade da sua investigação, mas também o seu <strong>contributo para a sociedade</strong>.</p><p>No entanto, mais do que os prémios, o verdadeiro legado de Maria Manuel Mota reside no impacto concreto do seu trabalho, <strong>melhorar a compreensão de uma doença devastadora e contribuir para salvar vidas</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-papel-de-maria-manuel-mota-na-ciencia-biomedica-contemporanea.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Porque é que o calor húmido está a tornar-se mais perigoso do que as ondas de calor na Índia?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/porque-e-que-o-calor-humido-esta-a-tornar-se-mais-perigoso-do-que-as-ondas-de-calor-na-india.html</link><pubDate>Wed, 06 May 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A Índia tem sido assolada por um calor extremo, com o Departamento Meteorológico da Índia a prever dias de ondas de calor acima da média em várias áreas este ano.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/porque-e-que-o-calor-humido-esta-a-tornar-se-mais-perigoso-do-que-as-ondas-de-calor-na-india-1777421172430.jpg" data-image="l4g7rfxg4del" alt="Índia" title="Índia"><figcaption>A Índia tem enfrentado recentemente mais ondas de calor extremo.</figcaption></figure><p>O calor intenso está a castigar a Índia e espera-se que as temperaturas ultrapassem os 40 ºC, mesmo em regiões onde normalmente não se registam ondas de calor.</p><h2>Porquê a preocupação?</h2><p>Além das temperaturas muito elevadas, que já por si só são prejudiciais à saúde, existe na Índia, em especial nas regiões costeiras, um fator invisível, que não pode ser ignorado.</p><p>Trata-se da humidade elevada, grande quantidade de vapor de água no ar, que afeta muitas regiões da Índia, e que juntamente com temperaturas muito altas <strong>constitui uma ameaça para a saúde e que tem tornado o verão indiano insuportável: o calor húmido.</strong></p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O calor húmido é uma combinação de altas temperaturas e humidade elevada, que é mais prejudicial para a saúde do que altas temperaturas com humidade baixa.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>À medida que o corpo aquece, o suor é libertado para o arrefecer. Quando se está a suar, o corpo evapora água da pele, absorvendo energia e reduzindo a temperatura do corpo.</p><p>No entanto, <strong>quando o ar está saturado de vapor de água, com humidade bastante elevada, o corpo humano tem dificuldade em regular a sua temperatura através da transpiração</strong> <strong>e deste modo a temperatura do corpo não baixa</strong>, o que leva ao sobreaquecimento do corpo, com consequente stress térmico, exaustão e insolação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/porque-e-que-o-calor-humido-esta-a-tornar-se-mais-perigoso-do-que-as-ondas-de-calor-na-india-1777421375339.jpg" data-image="iwu5e7wp7s3y" alt="Calor" title="Calor"><figcaption>Na Índia, neste mês de abril, atingiram-se temperaturas a variar entre 45 °C e 50 °C em algumas regiões</figcaption></figure><p>À medida que as temperaturas sobem, especialmente durante o verão, o ar pode reter mais vapor de água, tornando a sensação térmica mais pesada e opressiva do que num ambiente de calor seco.</p><h2>Como prevenir - Avisos de ondas de calor não são suficientes</h2><p>A Índia, devido à sua localização geográfica, <strong>tem uns níveis de humidade muito elevados,</strong> em especial nas regiões costeiras, e além disso no verão o tempo é influenciado pela monção de verão indiana, que traz humidade abundante. </p><p>Há que referir também as condições socioeconómicas, que aumentam significativamente a exposição e a vulnerabilidade ao calor húmido.</p><div class="texto-destacado">De acordo com um novo estudo do Departamento Meteorológico da Índia (IMD), o calor húmido está a tornar-se cada vez mais perigoso nas zonas costeiras da Índia. Desde 1981, o stress térmico ao longo da costa do país intensificou-se significativamente, devido ao aumento combinado da temperatura e da humidade.</div><p>Foram analisados dados desde 1981 até 2020, que mostram que as temperaturas do termómetro molhado aumentaram ao longo das estações. <strong>O estudo do IMD mostra que os eventos extremos de calor e humidade têm aumentado, especialmente desde o início dos anos 2000.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="691137" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/apesar-de-nao-serem-suficientes-a-india-implementou-medidas-simples-de-adaptacao-as-alteracoes-climaticas.html" title="Apesar de não serem suficientes, a Índia implementou medidas simples de adaptação às alterações climáticas">Apesar de não serem suficientes, a Índia implementou medidas simples de adaptação às alterações climáticas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/apesar-de-nao-serem-suficientes-a-india-implementou-medidas-simples-de-adaptacao-as-alteracoes-climaticas.html" title="Apesar de não serem suficientes, a Índia implementou medidas simples de adaptação às alterações climáticas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/apesar-de-nao-serem-suficientes-a-india-implementou-medidas-simples-de-adaptacao-as-alteracoes-climaticas-1736280915521_320.jpg" alt="Apesar de não serem suficientes, a Índia implementou medidas simples de adaptação às alterações climáticas"></a></article></aside><p>A temperatura do termómetro molhado, que é um parâmetro meteorológico que combina calor e humidade, define a eficácia com que o corpo consegue arrefecer em condições de calor e humidade extremos.</p><p>A evaporação da água no tecido molhado que envolve o termómetro retira calor do termómetro, resultando num arrefecimento. <strong>Quanto mais seco é o ar, maior é a evaporação e, consequentemente, menor é a temperatura do termómetro molhado medida.</strong></p><p>Com 100% de humidade relativa, a temperatura do termómetro molhado é igual à temperatura do ar (temperatura do termómetro seco).</p><div class="texto-destacado">De acordo com um professor assistente da Universidade de Kerala, na Índia, os níveis de temperatura do termómetro molhado são determinantes críticos da exaustão e da insolação.</div><p>Um outro estudo, que analisou mais de 80 anos de dados meteorológicos na Índia, concluiu que locais como Kerala, que possui uma extensa linha de costa e um clima influenciado pelas monções, correm maior risco de stress térmico, visto que se verificou que a monção do Sudoeste controla o momento e a localização das ondas de calor húmidas. </p><p>De acordo com outra investigação, concluiu-se que <strong>o aumento do stress térmico pode reduzir o desempenho do trabalho na Índia em 30 a 40% até ao final do século</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/porque-e-que-o-calor-humido-esta-a-tornar-se-mais-perigoso-do-que-as-ondas-de-calor-na-india-1777421648203.jpg" data-image="361vb66tklxp" alt="Hidratar" title="Hidratar"><figcaption>Em situações de calor intenso, especialistas de saúde pública aconselham a beber muita água</figcaption></figure><p>Os dados oficiais dos últimos anos mostram dezenas de milhares de casos suspeitos de insolação na Índia durante temporadas de calor intenso, tendo sido registadas centenas de mortes. Os especialistas em saúde pública acreditam que estes números subestimam a verdadeira dimensão do problema, uma vez que a mortalidade relacionada com o calor é frequentemente subnotificada ou classificada incorretamente.</p><div class="texto-destacado">Os especialistas afirmam que a Índia precisa de atualizar rapidamente os seus sistemas de resposta ao calor e de ir além dos alertas baseados só na temperatura. O índice de calor e a temperatura do termómetro molhado devem ser integrados nos sistemas de alerta precoce, especialmente para regiões húmidas.</div><p>Durante décadas, as ondas de calor na Índia foram definidas por limites de temperatura. Quando o termómetro ultrapassava um determinado valor, eram emitidos alertas e acionadas medidas de emergência. <strong>Mas, em situações de calor húmido, a temperatura por si só não capta o que o corpo humano sente.</strong></p><div class="texto-destacado">Assim, o alerta antecipado para situações de calor húmido juntamente com a sensibilização da população podem ajudar a reduzir os problemas de saúde relacionados com o calor.</div><p>As projeções climáticas sugerem que as tendências atualmente observadas se irão intensificar, as temperaturas subirão ainda mais e os níveis de humidade provavelmente permanecerão elevados. <strong>Os eventos de calor húmido extremo podem tornar-se mais frequentes.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/porque-e-que-o-calor-humido-esta-a-tornar-se-mais-perigoso-do-que-as-ondas-de-calor-na-india.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal teve 155 dias com trovoada em 2025 e novembro foi o mês mais elétrico em 15 anos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-teve-155-dias-com-trovoada-em-2025-e-novembro-foi-o-mes-mais-eletrico-em-15-anos.html</link><pubDate>Tue, 05 May 2026 15:51:57 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O ano passado trouxe uma atividade elétrica invulgar ao território continental, com mais dias de trovoada, fortes contrastes regionais e um outono marcado por episódios de grande intensidade atmosférica.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-teve-155-dias-com-trovoada-em-2025-e-novembro-foi-o-mes-mais-eletrico-em-15-anos-1777987099416.jpg" data-image="zofab5pw2v4i" alt="Trovoada" title="Trovoada"><figcaption>O ano de 2025 revelou uma atividade elétrica intensa em várias regiões do país, com episódios concentrados e descargas de grande impacto. Foto: Pixabay</figcaption></figure><p>Em <strong>2025</strong>, Portugal Continental somou <strong>155 dias com trovoada</strong>, um valor acima da média recente e que revela uma atmosfera mais ativa do que o habitual. O <strong>Boletim de Descargas Elétricas</strong> do Instituto Português do Mar e da Atmosfera mostra que esta atividade não se distribuiu de forma uniforme. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Santarém liderou o número de descargas nuvem-solo, com 3.027 ocorrências que atingiram o solo. Portalegre destacou-se no registo de fenómenos intranuvem, acumulando 10.478 eventos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A distinção entre estes dois tipos de descargas é essencial para compreender o risco. As <strong>descargas internas</strong> permanecem confinadas às nuvens, enquanto as que <strong>atingem o solo</strong> representam uma <strong>ameaça direta</strong> para pessoas, edifícios e sistemas elétricos. A comunidade científica acompanha, por isso, com especial atenção as descargas nuvem-solo, que, apesar de menos frequentes, têm maior potencial destrutivo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-teve-155-dias-com-trovoada-em-2025-e-novembro-foi-o-mes-mais-eletrico-em-15-anos-1777987200410.jpg" data-image="halijvmmlkfr" alt="Mapa do IPMA com núero de dias com trovoada" title="Mapa do IPMA com núero de dias com trovoada"><figcaption>Em 2025 registaram-se dias de trovoada em quase todo o território continental, tendo o número de dias de trovoada sido superior a sete dias na maioria dos distritos. Imagem: IPMA</figcaption></figure><p>A origem destes fenómenos está nas nuvens de grande desenvolvimento vertical, conhecidas como <strong>cúmulo nimbo</strong>. Embora apenas uma pequena parte da eletricidade gerada durante uma tempestade chegue ao solo, essa fração é suficiente para justificar medidas de proteção civil. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em 2025, a densidade média nacional fixou-se em 0,25 descargas por quilómetro quadrado, o oitavo valor mais baixo desde 2010, mas com zonas onde a atividade foi significativamente superior.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Castelo Branco</strong> e <strong>Lisboa</strong> registaram densidades acima de 0,3 unidades por área. No município de Castelo Branco ocorreram 646 descargas nuvem-solo, contribuindo para que quase metade da atividade perigosa do país se concentrasse em apenas cinco distritos: Santarém, Castelo Branco, Portalegre, Beja e Évora.</p><h2>Novembro concentrou a energia mais intensa do ano</h2><p>O outono foi a estação mais elétrica de 2025, responsável por 43,1% de toda a atividade anual. E o dia <strong>5 de novembro</strong> registou o episódio mais marcante do ano. A passagem de uma frente fria muito ativa originou 6.122 descargas nuvem-solo num único dia, mais de um quarto de todo o registo anual. Foi o <strong>novembro mais intenso dos últimos quinze anos</strong>, com o pico de atividade a ocorrer entre o nascer do sol e o meio-dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-teve-155-dias-com-trovoada-em-2025-e-novembro-foi-o-mes-mais-eletrico-em-15-anos-1777987285574.jpg" data-image="6qc84eeo1c31" alt="Mapa do IPMA com a densidade média de descargas elétricas atmosféricas" title="Mapa do IPMA com a densidade média de descargas elétricas atmosféricas"><figcaption>As regiões de Lisboa e Alentejo e os distritos de Santarém e Castelo Branco registaram os valores mais altos de densidade de descarga elétrica. Imagem: IPMA</figcaption></figure><p>Os valores mais elevados de densidade de descarga elétrica atmosférica concentraram-se numa faixa que abrange as regiões de <strong>Lisboa e Vale do Tejo</strong>, <strong>Alentejo</strong> e alguns locais da Beira Baixa, com destaque para os distritos de <strong>Santarém</strong> e <strong>Castelo Branco.</strong></p><p>Apesar de novembro ter concentrado a maior energia libertada, a persistência do fenómeno estendeu-se a outras épocas do ano. <strong>Março foi o mês com mais dias de trovoada</strong>, seguido de abril e maio. No Sul, Beja registou 61 dias instáveis, enquanto concelhos como Mértola e Odemira viveram um mês completo com trovoada.</p><h2>Padrões horários e implicações para a segurança</h2><p>O relatório do IPMA identifica também <strong>dois períodos críticos</strong> ao longo do dia. O primeiro entre as <strong>cinco e as sete da manhã</strong>, quando a atmosfera tende a libertar parte da carga acumulada durante a noite. O segundo a <strong>meio da tarde</strong>, momento em que o aquecimento diurno favorece a formação de nuvens com grande desenvolvimento vertical.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="757608" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobriram-como-prever-as-trovoadas-gracas-a-um-novo-estudo-com-2-2-milhoes-de-tempestades.html" title="Cientistas descobriram como prever as trovoadas graças a um novo estudo com 2,2 milhões de tempestades">Cientistas descobriram como prever as trovoadas graças a um novo estudo com 2,2 milhões de tempestades</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobriram-como-prever-as-trovoadas-gracas-a-um-novo-estudo-com-2-2-milhoes-de-tempestades.html" title="Cientistas descobriram como prever as trovoadas graças a um novo estudo com 2,2 milhões de tempestades"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/scientists-have-figured-out-how-to-predict-thunderstorms-thanks-to-a-new-study-of-2-2-million-thunderstorms-1772682738811_320.jpg" alt="Cientistas descobriram como prever as trovoadas graças a um novo estudo com 2,2 milhões de tempestades"></a></article></aside><p>Conhecer estes ciclos é essencial para planear atividades ao ar livre, proteger equipamentos sensíveis e reforçar a gestão de emergência. A descida da densidade global face a 2024 não deve, por isso, ser interpretada como um sinal de menor risco. O <strong>episódio excecional de novembro </strong>mostra, aliás, que basta um único sistema meteorológico severo para gerar impactos significativos na segurança e na gestão do território.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em><a href="https://www.ipma.pt/pt/media/noticias/documentos/2026/Boletim_anual_DEA_2025.pdf" target="_blank">Boletim Descargas Elétricas Atmosféricas 2025</a> – Instituto Português do Mar e da Atmosfera</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-teve-155-dias-com-trovoada-em-2025-e-novembro-foi-o-mes-mais-eletrico-em-15-anos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A partir de sexta-feira, 8 de maio, uma depressão fria estenderá as suas frentes de chuva com trovoadas incorporadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio-uma-depressao-fria-estendera-as-suas-frentes-de-chuva-com-trovoadas-incorporadas.html</link><pubDate>Tue, 05 May 2026 15:15:26 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma depressão fria vinda de oeste será alimentada por ar polar marítimo proveniente da Islândia a partir de sexta-feira, 8 de maio. Espera-se uma mudança abrupta do tempo em Portugal continental, com chuva mais generalizada, vento forte e trovoadas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa86hr6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa86hr6.jpg" id="xa86hr6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Entre as últimas horas de quinta-feira (7) e as primeiras horas de sexta-feira (8) os mapas de referência da Meteored revelam a aproximação de um <strong>centro de baixas pressões, inserido num vale depressionário, e a ser alimentado por ar polar vindo das imediações da Islândia</strong>.</p><p>Nas 24 a 48 horas seguintes esta depressão ganhará contornos distintos, transformando-se numa <strong>depressão fria</strong>, isto é, quando o núcleo de ar frio se separar da circulação principal, ficando posicionado a oeste de Portugal continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio-uma-depressao-fria-estendera-as-suas-frentes-de-chuva-com-trovoadas-incorporadas-1777992799448.png" data-image="m9odk13iuzzy"><figcaption>A cerca de 5500 metros de altitude, observa-se com clareza o ar polar marítimo vindo da Islândia a reforçar em altitude a depressão fria posicionada a oeste da Península Ibérica e a torná-la mais intensa.</figcaption></figure><p>Na sexta-feira (8) o reforço de ar frio em altitude deverá intensificar a depressão a oeste do nosso país. O ar mais frio injetado na circulação depressionária aumentará o contraste térmico e, consequentemente, a instabilidade atmosférica.</p><h2>Primeiros efeitos da depressão fria notados a partir de sexta-feira, 8 de maio</h2><p><strong>Na sexta-feira (8) espera-se que a chuva gerada por uma das primeiras frentes comece a ganhar força a partir do final da tarde</strong>, atingindo primeiro a faixa costeira ocidental, e depois a alastrar-se durante a noite para grande parte do território de Portugal continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio-uma-depressao-fria-estendera-as-suas-frentes-de-chuva-com-trovoadas-incorporadas-1777992674280.png" data-image="4i4f6ehyddmi"><figcaption>Sexta-feira, 8 de maio, constituirá o ponto de viragem entre dias mais amenos e o cenário instável que se seguirá. Além da precipitação mais frequente e generalizada, haverá risco de ocorrência de trovoadas no período que se estende entre sexta-feira e domingo, dias 8, 9 e 10 de maio.</figcaption></figure><p> Para além das frentes geradas em torno da depressão fria, que tornarão a precipitação mais frequente, organizada e generalizada na nossa geografia entre sexta (8) e domingo (10), haverá propensão para a ocorrência de <strong>trovoadas incorporadas, embora muito dispersas</strong>.</p><h2>Chuva com trovoadas intensifica no sábado e precipitação mantém-se pelo menos até domingo</h2><p>A curto prazo, prevê-se que <strong>sábado, 9 de maio</strong>, seja o dia mais marcado pela mudança de padrão atmosférico. Espera-se <strong>precipitação generalizada durante grande parte do dia</strong>, associada à entrada de uma grande quantidade de água precipitável sobre o território.</p><p>Além disto, <strong>as temperaturas estarão inferiores ao normal para a época do ano</strong> (algo que também é visível através das anomalias térmicas negativas), devido á entrada em cena do ar polar marítimo vindo das imediações da Islândia, que provocará um ambiente mais fresco e mais típico de março do que de maio.</p><p>O vento do quadrante Sul reforçará a sensação de tempo instável. Estão previstas <strong>rajadas fortes de até 60/70 km/h entre as 13:00 e as 19:00 de sábado (9)</strong> em qualquer ponto de norte a sul de Portugal continental, podendo nalguns locais atingir valores superiores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio-uma-depressao-fria-estendera-as-suas-frentes-de-chuva-com-trovoadas-incorporadas-1777992074436.png" data-image="u9l84rwvrvcr"><figcaption>Zonas situadas a oeste da Barreira de Condensação, quase toda a Região Centro e a Área Metropolitana de Lisboa. De momento, o modelo Europeu prevê que estas sejam as regiões mais afetadas pela chuva até às 22:00 de domingo, 10 de maio.</figcaption></figure><p><strong>A chuva deverá manter-se em Portugal continental pelo menos até domingo (10)</strong>, prolongando este episódio de instabilidade por vários dias consecutivos. Tudo indica que se tratará de um<strong> </strong>episódio bastante chuvoso para a época do ano, com acumulações totais muito significativas em várias regiões, sobretudo na metade ocidental da <strong>Região Norte, em quase toda a Região Centro e na Área Metropolitana de Lisboa, com acumulações entre 50 e 75 mm</strong>.</p><p>Alguns locais poderão aproximar-se ou superar o patamar dos <strong>100 mm</strong> de chuva acumulada ao longo de todo este período de precipitação. No resto do território do Continente vislumbram-se registos inferiores, mas bastante significativos tendo em conta a época do ano.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767290" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ar-polar-vindo-da-islandia-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio.html" title="Ar polar vindo da Islândia vai mudar o tempo em Portugal a partir de sexta-feira, 8 de maio">Ar polar vindo da Islândia vai mudar o tempo em Portugal a partir de sexta-feira, 8 de maio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ar-polar-vindo-da-islandia-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio.html" title="Ar polar vindo da Islândia vai mudar o tempo em Portugal a partir de sexta-feira, 8 de maio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-vindo-da-islandia-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio-1777980671578_320.png" alt="Ar polar vindo da Islândia vai mudar o tempo em Portugal a partir de sexta-feira, 8 de maio"></a></article></aside><p>Por último, haverá condições favoráveis à <strong>ocorrência de trovoadas dispersas</strong>. Os mapas revelam que as descargas elétricas tenderão a surgir nas regiões <strong>a norte do rio Tejo, podendo surgir tanto no litoral como no interior</strong>.</p><p>Tratando-se de uma previsão ainda sujeita a muitos ajustes quanto à distribuição e intensidade da precipitação e de outros elementos climáticos, <strong>recomenda-se um acompanhamento diário das notícias de previsão lançadas pela Meteored</strong>, com toda a informação meteorológica a ser constantemente atualizada.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio-uma-depressao-fria-estendera-as-suas-frentes-de-chuva-com-trovoadas-incorporadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Açores enfrenta tempo adverso: a partir de quinta-feira preveem-se rajadas até 90 km/h e ondas até 9 metros]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-enfrenta-tempo-adverso-a-partir-de-quinta-feira-preveem-se-rajadas-ate-90-km-h-e-ondas-ate-9-metros.html</link><pubDate>Tue, 05 May 2026 13:19:43 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[A estabilidade nos Açores tem as horas contadas. A aproximação de uma depressão a este arquipélago resultará sobretudo no aumento da intensidade do vento e em forte agitação marítima. Consulte a previsão para os próximos dias!<figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa85yxc"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa85yxc.jpg" id="xa85yxc"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>De um modo geral, estes primeiros dias da semana no arquipélago dos Açores estão a ser relativamente estáveis. Porém, avizinha-se uma mudança radical das condições meteorológicas, em concreto a partir de quinta-feira, 7 de maio, especialmente no que concerne ao vento e ao mar. <strong>Quanto à precipitação, o episódio mais significativo deve-se a uma frente que varrerá todo o arquipélago com chuva já amanhã, quarta (6)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-enfrenta-tempo-adverso-a-partir-de-quinta-feira-preveem-se-rajadas-ate-90-km-h-e-ondas-ate-9-metros-1777986885538.png" data-image="fuwcx04u487t"><figcaption>Frente de fraca atividade a produzir períodos de chuva fraca na tarde e noite de quarta-feira, 6 de maio nos Açores.</figcaption></figure><p>Esta configuração sinóptica enquadra-se na influência de uma <strong>depressão inserida num vale depressionário com ar polar, de acordo com os mapas do modelo Europeu</strong>. Na sua trajetória para leste sobre o Atlântico, o centro de baixas pressões também provocará tempo instável na Madeira e, mais tarde, em Portugal continental.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>Evolução da depressão que afetará Arquipélagos e Continente. Nos primeiros dias a baixa pressão estará inserida num vale depressionário e mais tarde, entre sexta (8) e sábado (9), transforma-se numa depressão fria ao separar-se do jato polar, datas em que começa a afetar Portugal continental.</div><p>Mais tarde, entre <strong>sexta e sábado, 8 e 9 de maio</strong>, o centro de baixas pressões ganha contornos distintos.<strong> O núcleo de ar frio em altitude separa-se do jato polar e transforma-se numa depressão fria</strong>. É precisamente nestas datas que começa a influenciar o tempo em <strong>Portugal continental</strong>. A instabilidade provocada pela depressão fria manter-se-á nos arquipélagos, sendo que nos Açores se manifestará sobretudo através de vento forte e agitação marítima.</p><h2>Vento forte afetará os Açores até domingo, 10 de maio</h2><p><strong>Nos Açores espera-se que o vento de Nor-Noroeste seja um dos efeitos mais adversos</strong>. Não se vislumbram valores extremos. Ainda assim, os mapas traduzem a possibilidade de rajadas fortes em todas as ilhas do arquipélago durante grande parte da segunda metade da presente semana.</p><p>Na <strong>quinta-feira (7)</strong>, os bordos ocidental e meridional da depressão, os mais ativos desta baixa pressão, poderão provocar <strong>rajadas até 90 km/h nas áreas mais expostas das ilhas açorianas</strong>, não se excluindo a possibilidade que sejam superiores nalguns locais. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-enfrenta-tempo-adverso-a-partir-de-quinta-feira-preveem-se-rajadas-ate-90-km-h-e-ondas-ate-9-metros-1777986120885.png" data-image="o804nhmmp5xk"><figcaption>Prevê-se que quinta-feira, 7 de maio, seja o dia mais agreste no que toca à intensidade das rajadas de vento no arquipélago dos Açores. Nas áreas mais expostas do Grupo Central poderão ser registados valores de até 90 km/h.</figcaption></figure><p>Na <strong>sexta-feira (8)</strong> as rajadas manter-se-ão relativamente fortes, na ordem dos 60 km/h, embora possam atingir <strong>valores pontualmente superiores (até 70 km/h), sobretudo no Grupo Oriental</strong>. No <strong>sábado (9)</strong> prevê-se um ligeiro agravamento do vento Norte: de manhã nos <strong>Grupos Central e Oriental, com rajadas até 75 e 65 km/h respetivamente, e de tarde no Grupo Ocidental (até 75 km/h)</strong>.</p><p>Já no <strong>domingo (10)</strong> espera-se uma diminuição gradual da intensidade do vento no arquipélago dos Açores, à medida que a depressão se afasta para leste, após vários dias em rotação estacionária entre os Arquipélagos e Portugal continental. Mesmo assim, ainda estão previstas <strong>rajadas pontualmente fortes, que afetarão sobretudo os Grupos Central e Oriental (até 70/80 km/h)</strong>.</p><h2>A depressão também trará alguma chuva, provocando ondas até 9 metros</h2><p>Após a frente que varrerá todo o arquipélago com períodos de chuva na quarta-feira, 6 de maio, <strong>a precipitação tenderá a tornar-se mais escassa e irregular nos dias seguintes</strong>. Não se prevê que a depressão passe diretamente pelos Açores (circulará a nor-nordeste deste território insular), mas o raio de influência desta baixa pressão de carácter relativamente estacionário será amplo o suficiente para <strong>produzir linhas de instabilidade irregulares e pouco organizadas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767290" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ar-polar-vindo-da-islandia-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio.html" title="Ar polar vindo da Islândia vai mudar o tempo em Portugal a partir de sexta-feira, 8 de maio">Ar polar vindo da Islândia vai mudar o tempo em Portugal a partir de sexta-feira, 8 de maio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ar-polar-vindo-da-islandia-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio.html" title="Ar polar vindo da Islândia vai mudar o tempo em Portugal a partir de sexta-feira, 8 de maio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-vindo-da-islandia-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio-1777980671578_320.png" alt="Ar polar vindo da Islândia vai mudar o tempo em Portugal a partir de sexta-feira, 8 de maio"></a></article></aside><p><strong>Preveem-se vários períodos de precipitação fraca e intermitente, pontualmente moderada, a alternar com boas abertas entre quinta-feira (7) e sábado (9)</strong>, especialmente nos Grupos Central e Oriental. No Grupo Ocidental a precipitação será geralmente mais escassa. No domingo (10) espera-se que a precipitação já praticamente se tenha dissipado, embora os mapas mostrem vestígios residuais, mais prováveis nas ilhas orientais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-enfrenta-tempo-adverso-a-partir-de-quinta-feira-preveem-se-rajadas-ate-90-km-h-e-ondas-ate-9-metros-1777986794223.png" data-image="ip739djloote"><figcaption>Mar agitado nos Açores entre quinta-feira (7) e domingo (10). As ondas poderão atingir uma altura máxima de até 9 metros nestes 4 dias.</figcaption></figure><p>Quanto à <strong>agitação marítima</strong> ao largo do arquipélago açoriano, preveem-se ondas com altura significativa de 2 a 3 metros entre quinta (7) e sexta (8), com altura máxima de 5 a 7 metros.</p><p><strong>Prevê-se um agravamento temporário da ondulação marítima no sábado (9) e no domingo (10)</strong>. No primeiro destes dias será particularmente mais forte nos Grupos Ocidental e Central (ondas com altura significativa de 3 a 4 metros; ondas com altura máxima de 6 a 8 metros). <strong>No domingo (10) será mais agreste nos Grupos Central e Oriental</strong>, com ondas a atingirem uma altura significativa de 3 a 4 metros e uma<strong> altura máxima de 7 a 9 metros</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-enfrenta-tempo-adverso-a-partir-de-quinta-feira-preveem-se-rajadas-ate-90-km-h-e-ondas-ate-9-metros.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar polar vindo da Islândia vai mudar o tempo em Portugal a partir de sexta-feira, 8 de maio]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ar-polar-vindo-da-islandia-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio.html</link><pubDate>Tue, 05 May 2026 12:48:04 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Ar polar proveniente da Islândia vai alimentar uma depressão a oeste da Península e provocar uma mudança abrupta do tempo em Portugal, com chuva generalizada, vento forte e descida das temperaturas a partir de sexta-feira.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa85suw"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa85suw.jpg" id="xa85suw"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A tarde desta terça-feira, 5 de maio, <strong>continuará marcada por precipitação fraca no Norte e no Centro do país.</strong> Nos distritos de Braga e Vila Real, a chuva poderá atingir pontualmente intensidade fraca a moderada, com valores até 3 mm/h.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ainda assim, trata-se de um episódio passageiro. A partir das 22h, a probabilidade de chuva deverá desaparecer em todo o território continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-vindo-da-islandia-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio-1777980793059.png" data-image="qqkqikcouvmh" alt="Chuva" title="Chuva"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-196918">Nesta tarde de terça-feira, a precipitação mantém-se fraca no Norte e Centro, com acumulados horários localmente até 3 mm em Braga e Vila Real, antes de cessar no continente ao final do dia.</figcaption></figure><p>As temperaturas manter-se-ão mais contidas no Norte e no Centro, também devido à nebulosidade e à precipitação. Castelo Branco deverá destacar-se como o distrito mais quente da região Centro, com máximas entre 18 e 20 ºC. Já no Sul, o ambiente continuará ameno, embora com céu bastante nublado.</p><h2>Quarta e manhã de quinta-feira com tempo mais estável</h2><p>A quarta-feira, 6 de maio, e a manhã de quinta-feira <strong>deverão trazer uma pausa relativa na instabilidade.</strong> Apenas se admitem episódios residuais de chuva muito fraca e localizada na faixa costeira dos distritos de Coimbra, Leiria e Lisboa, sobretudo até ao início da tarde. No restante território, o tempo deverá manter-se seco.</p><p>As temperaturas máximas deverão ser semelhantes nos dois dias, amenas no Centro e no Sul, mais contidas no Norte. Mas esta estabilidade será apenas temporária. <strong>A partir da noite de quinta-feira, começará a notar-se a aproximação de uma depressão fria, alimentada por ar polar vindo da região da Islândia.</strong></p><h2>Sexta-feira, dia 8, marca o início da mudança mais brusca</h2><p>Na madrugada de sexta-feira, 8 de maio, <strong>o reforço de ar frio em altitude deverá intensificar a depressão a oeste da Península Ibérica.</strong> Esse ar mais frio, injetado na circulação ciclónica, aumentará o contraste térmico e, consequentemente, a instabilidade atmosférica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-vindo-da-islandia-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio-1777980671578.png" data-image="k169vr30u3wj" alt="Temperatura a 700 hPa" title="Temperatura a 700 hPa"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-928772">Na sexta-feira, a entrada de ar mais frio em altitude, proveniente da região da Islândia, reforça a depressão fria a oeste da Península Ibérica e aumenta o potencial de instabilidade atmosférica.</figcaption></figure><p>A chuva deverá começar a ganhar força a partir das 17h ou 18h, primeiro na faixa costeira, alastrando depois durante a noite a grande parte de Portugal continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-vindo-da-islandia-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio-1777980711667.png" data-image="9mycme0baww9" alt="Chuva e Pressão atmosférica" title="Chuva e Pressão atmosférica"><figcaption>Ao final de sexta-feira, a circulação depressionária transporta uma massa significativa de humidade para Portugal, com chuva a intensificar-se na faixa costeira e a propagar-se ao interior durante a noite.</figcaption></figure><p>Portanto, a sexta-feira funcionará como o verdadeiro ponto de viragem entre os dias mais amenos e o cenário mais instável que se seguirá.</p><h2>Sábado mais frio, ventoso e com chuva generalizada</h2><p>O sábado, 9 de maio, deverá ser o dia mais marcado por esta mudança de padrão. Prevê-se <strong>precipitação generalizada ao longo de grande parte do dia,</strong> associada à entrada de uma grande quantidade de água precipitável sobre o território. Além da chuva, <strong>as temperaturas máximas deverão descer entre 3 e 4 ºC, com a diferença mais evidente no Sul e na faixa costeira entre Lisboa e Braga</strong>.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-vindo-da-islandia-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio-1777980757593.png" data-image="ocfux2zv0z7m" alt="Rajada de Vento" title="Rajada de Vento"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-989984">No sábado, a depressão a oeste da Península gera precipitação generalizada, descida das temperaturas máximas e rajadas moderadamente fortes, localmente até 70 km/h.</figcaption></figure><p>O vento será outro fator a ter em conta. Após se intensificar na tarde de sexta, deverá manter-se no sábado com rajadas moderadamente fortes, <strong>que localmente poderão atingir os 70 km/h.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767129" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-em-portugal-esta-quinta-feira-forma-se-uma-depressao-fria-que-deixara-chuva-ate-segunda-11-de-maio.html" title="Chuva em Portugal: esta quinta-feira forma-se uma depressão fria que deixará chuva até segunda, 11 de maio">Chuva em Portugal: esta quinta-feira forma-se uma depressão fria que deixará chuva até segunda, 11 de maio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-em-portugal-esta-quinta-feira-forma-se-uma-depressao-fria-que-deixara-chuva-ate-segunda-11-de-maio.html" title="Chuva em Portugal: esta quinta-feira forma-se uma depressão fria que deixará chuva até segunda, 11 de maio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-em-portugal-esta-quinta-feira-forma-se-uma-depressao-fria-que-deixara-chuva-ate-segunda-11-de-maio-1777902101655_320.png" alt="Chuva em Portugal: esta quinta-feira forma-se uma depressão fria que deixará chuva até segunda, 11 de maio"></a></article></aside><p> Em conclusão, a chuva deverá manter-se em Portugal continental pelo menos até domingo, prolongando este episódio de instabilidade por vários dias consecutivos. Tudo indica que se tratará de um evento bastante chuvoso, com acumulados totais muito significativos em várias regiões e <strong>com alguns locais a ultrapassar os 100 mm de chuva acumulada ao longo de todo este período de precipitação. </strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ar-polar-vindo-da-islandia-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-a-partir-de-sexta-feira-8-de-maio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frio em maio: Portugal poderá ter até cinco dias de ar polar a partir de sábado, dia 9]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frio-em-maio-portugal-podera-ter-ate-cinco-dias-de-ar-polar-a-partir-de-sabado-dia.html</link><pubDate>Tue, 05 May 2026 12:18:44 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O mês de maio está a ser mais frio que o normal, segundo o que os nossos mapas de anomalia térmica indicam. Nos próximos dias esta tendência deverá manter-se e até tornar-se mais expressiva.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa85lb8"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa85lb8.jpg" id="xa85lb8"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Maio começou fresco e instável e os nossos mapas indicam que <strong>o frio deverá persistir</strong>, afastando-nos dos dias mais típicos de primavera. A aproximação de uma massa de ar polar está a contribuir para a descida generalizada dos termómetros e assim deverá ser a tendência nos próximos dias.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br><br>Podemos observar que as anomalias negativas (a azul) vão cobrir todo o continente português e também algumas ilhas nos próximos dias. Para além do que se pode ver neste mapa, é esperada uma persistência destes valores até à próxima semana.</div><p>Segundo a mais recente atualização do nosso modelo de referência, ECMWF, <strong>entre sábado, dia 9, e quarta-feira, dia 13, as temperaturas podem descer ainda mais e de forma mais generalizada</strong>, devendo afetar toda a geografia continental.</p><h2>Entre sexta-feira e sábado registar-se-á uma descida dos termómetros</h2><p>Para sexta-feira, dia 8, esperam-se temperaturas máximas entre os 16 ºC e os 20 ºC no Norte do país; entre os 14 ºC e os 21 ºC no Centro; e entre os 17 ºC e os 22 ºC no Sul. <strong>No sábado, este cenário já poderá mudar</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frio-em-maio-portugal-podera-ter-ate-cinco-dias-de-ar-polar-a-partir-de-sabado-dia-1777980184817.png" data-image="w3s5eg5bvj2d" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>Ao que tudo indica, os próximos dias, até, pelo menos, quarta-feira, dia 13, todo o continente deverá registar temperaturas abaixo da média. Em alguns locais, estes valores podem ser de até 8 ºC abaixo da nomal climatológica.</figcaption></figure><p>Como temos vindo a avançar,<strong> a chegada de uma massa de ar polar a esta latitude, irá contribuir para a descida dos termómetros de forma generalizada</strong>. Assim, e segundo a atual previsão, é expectável que sábado seja o primeiro dia sob esta influência, que irá fazer com que os valores máximos de temperatura nesse dia não devam ultrapassar os 19 ºC. <strong>A presença de uma depressão fria (ou gota fria) a oeste do continente, também contribui para a manutenção destes valores</strong> mais baixos.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Desta forma, para o dia de sábado, esperam-se valores máximos entre os 13 ºC e os 15 ºC no Norte do país; entre os 11 ºC e os 18 ºC no Centro; e entre os 15 ºC e os 19 ºC no Sul do país.</p><h2>Influência de ar polar poderá persistir até quarta-feira, dia 13</h2><p>No domingo, dia 10, o cenário será idêntico ao de sábado, com pouca variação das temperaturas, sendo esperadas máximas compreendidas entre os 12 ºC na Guarda e os 19 ºC em Lisboa e Faro. Tal como podemos observar no mapa acima, <strong>esta descida generalizada, dará lugar a anomalias térmicas negativas em todo o continente, com locais a registar até 8 ºC abaixo da média</strong>. Em algumas zonas do litoral, esta anomalia poderá ser menos evidente, ainda que deva registar-se.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frio-em-maio-portugal-podera-ter-ate-cinco-dias-de-ar-polar-a-partir-de-sabado-dia-1777982206264.jpg" data-image="9flvzo8xr2pe" alt="anomalia térmica semanal" title="anomalia térmica semanal"><figcaption>Os mapas de anomalia térmica semanais mostram anomalias negativas tanto na presente semana como na próxima. No entanto, estas são mais evidentes nesta semana, contando que a partir de quinta-feira, dia 14, as temperaturas possam entrar em recuperação, de acordo com os mapas de temperatura à superfície.</figcaption></figure><p>Na<strong> segunda-feira, a região do Ribatejo poderá registar uma ligeira subida</strong>, ainda que os valores se devam manter entre os 18 ºC e os 20 ºC. No restante território, esperam-se valores entre os 8 ºC a 10 ºC nas regiões montanhosas do Norte e Centro; entre os 12 ºC e os 16 ºC no Norte; entre os 14 ºC e os 18 ºC no Centro; e entre os 14 ºC e os 20/22 ºC no Sul, ainda que estes últimos valores devam ser sentidos localmente no Baixo Alentejo.</p><p>Na terça-feira, voltaremos a registar uma descida, especialmente no Sul do país, onde, globalmente se esperam temperaturas compreendidas entre os 10/12 ºC e os 18/20 ºC. <strong>As regiões Norte e Centro sentirão esta descida de forma mais acentuada</strong>, ao longo de todo este episódio.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767134" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-a-calma-antes-da-tempestade-ha-uma-depressao-a-caminho.html" title="Mudanças no tempo em Portugal esta semana: a calma antes da tempestade; há uma depressão a caminho">Mudanças no tempo em Portugal esta semana: a calma antes da tempestade; há uma depressão a caminho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-a-calma-antes-da-tempestade-ha-uma-depressao-a-caminho.html" title="Mudanças no tempo em Portugal esta semana: a calma antes da tempestade; há uma depressão a caminho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-a-calma-antes-da-tempestade-ha-uma-depressao-a-caminho-1777903579238_320.png" alt="Mudanças no tempo em Portugal esta semana: a calma antes da tempestade; há uma depressão a caminho"></a></article></aside><p><strong>Quarta-feira, o dia em que poderá terminar este episódio de descidas recorrentes</strong>, espera-se uma ligeira subida em alguns locais do Centro e Sul, ainda que a maior parte do país não deva ultrapassar os 18 ºC. As cotas mais elevadas do Norte e Centro continuarão a registar valores na ordem dos 8/10 ºC. </p><p>Desta forma, e segundo o que conseguimos apurar neste momento, <strong>é expectável que a partir deste dia, as temperaturas comecem a recuperar, de Sul para Norte,</strong> sendo esperada uma quinta-feira mais agradável no Sul do país, com valores entre os 20 ºC e os 22 ºC em vários pontos do Baixo Alentejo e Algarve.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frio-em-maio-portugal-podera-ter-ate-cinco-dias-de-ar-polar-a-partir-de-sabado-dia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como os países estão a transformar a dívida em florestas para combater as alterações climáticas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-os-paises-estao-a-transformar-a-divida-em-florestas-para-combater-as-alteracoes-climaticas.html</link><pubDate>Tue, 05 May 2026 11:06:21 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um velho artifício financeiro que permite aos países trocar dívida por proteção ambiental está a renascer, com acordos que agora atingem valores na ordem dos milhares de milhões — mas nem todos estão convencidos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/how-countries-are-turning-debt-into-forests-to-fight-climate-change-1777380286517.jpg" data-image="085rifnn7om3" alt="Researchers have highlighted how financial systems have been repurposed to channel debt relief into large-scale environmental protection efforts." title="Researchers have highlighted how financial systems have been repurposed to channel debt relief into large-scale environmental protection efforts."><figcaption>Os investigadores têm destacado a forma como os sistemas financeiros têm sido reorientados para canalizar o alívio da dívida para iniciativas de proteção ambiental em grande escala.</figcaption></figure><p>Em 2023, o Equador refinanciou cerca de 1,6 mil milhões de dólares da sua dívida pública em condições mais favoráveis e comprometeu-se a investir as poupanças na <strong>proteção das Ilhas Galápagos</strong> - um dos maiores exemplos até à data do que se denomina <strong>troca de dívida por natureza</strong>.</p><p>Este mecanismo existe desde o final da década de 1980, quando organizações de caridade ambientais começaram a comprar dívida pública em dificuldades a preços baixos e a convertê-la em <strong>financiamento local para a conservação</strong>. No entanto, os acordos que ocorrem atualmente são estruturados por bancos, em vez de organizações de caridade, e operam numa escala completamente diferente.</p><p>A ideia básica não mudou muito, no entanto, e os países continuam a reduzir o peso da sua dívida, os detentores de obrigações livram-se de ativos de risco e as poupanças são canalizadas para ecossistemas que, de outra forma, ficariam sem financiamento. Parece quase bom demais para ser verdade e, de certa forma, é, mas o modelo está a ter um <strong>verdadeiro ressurgimento após anos de ter sido praticamente esquecido</strong>. Eis como.</p><h2>Por que razão os acordos desapareceram e voltaram</h2><p>Houve uma onda de entusiasmo em torno destas trocas de <strong>dívida por natureza</strong> ao longo do final dos anos 80 e início dos anos 90, especialmente na América Latina e em África. Mas esse entusiasmo esmoreceu na década de 2000, quando os programas de alívio da dívida em grande escala tornaram mais difícil obter dívida em dificuldades e reduziram o incentivo para os governos prosseguirem com esses acordos.</p><p>O que mudou mais recentemente é que os <strong>níveis de dívida voltaram a subir acentuadamente</strong>, especialmente após a pandemia, e os bancos passaram a envolver-se na estruturação dos acordos, em vez de apenas instituições de caridade, o que significa que podem operar numa <strong>escala completamente diferente</strong> das versões iniciais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/how-countries-are-turning-debt-into-forests-to-fight-climate-change-1777380297538.jpg" data-image="0h5rt3q9a97l" alt="The study showed that rising global debt and climate pressures have revived interest in mechanisms that link economic restructuring with conservation funding." title="The study showed that rising global debt and climate pressures have revived interest in mechanisms that link economic restructuring with conservation funding."><figcaption>O estudo revelou que o aumento da dívida global e as pressões climáticas reavivaram o interesse em mecanismos que associam a reestruturação económica ao financiamento da conservação.</figcaption></figure><p>Desde 1989, foram acordadas a nível mundial cerca de 169 operações de troca de dívida por medidas ambientais, convertendo cerca de 8 mil milhões de dólares de dívida em financiamento ambiental, de acordo com o estudo. Mas uma parte do mundo quase não participou, e essa parte é a Ásia, que representa apenas <strong>13% do total global de acordos</strong>. Isto pode parecer estranho, dado que a região abriga alguns dos ecossistemas com maior biodiversidade do planeta — como as florestas tropicais da Malásia e os mangais da Indonésia, que armazenam carbono.</p><p>Mas há uma razão para isso, e é em <strong>parte financeira e em parte política</strong>. Durante o auge da era das trocas, muitas economias asiáticas não tinham muita dívida nos mercados internacionais que pudesse ser reestruturada, e o crédito era suficientemente barato para que não houvesse grande incentivo para se darem ao trabalho. Havia também preocupações de soberania — estes acordos envolvem frequentemente organizações estrangeiras que têm uma palavra a dizer sobre como o dinheiro ambiental é gasto, <strong>o que nem sempre foi bem recebido</strong>.</p><h2>Será que chegou a vez da Ásia?</h2><p>A dívida na Ásia aumentou acentuadamente desde o início da pandemia, e cada vez mais governos estão a contrair empréstimos através dos mercados obrigacionistas internacionais, o que significa que uma <strong>parte cada vez maior da sua dívida está agora nas mãos de investidores privados</strong>, que, em teoria, poderiam participar em acordos de swap. Assim, países como a Indonésia, o Laos, a Mongólia e as Maldivas estão a ser apontados como potenciais candidatos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764656" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/descoberto-novo-material-de-carbono-que-oferece-um-modelo-promissor-para-a-proxima-geracao-de-tecnologia-climatica.html" title="Descoberto novo material de carbono que oferece um modelo promissor para a próxima geração de tecnologia climática">Descoberto novo material de carbono que oferece um modelo promissor para a próxima geração de tecnologia climática</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/descoberto-novo-material-de-carbono-que-oferece-um-modelo-promissor-para-a-proxima-geracao-de-tecnologia-climatica.html" title="Descoberto novo material de carbono que oferece um modelo promissor para a próxima geração de tecnologia climática"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/scientists-uncover-new-carbon-material-offering-potentially-powerful-blueprint-for-next-gen-climate-tech-1776270709323_320.jpg" alt="Descoberto novo material de carbono que oferece um modelo promissor para a próxima geração de tecnologia climática"></a></article></aside><p>No entanto, estes acordos não estão isentos de críticas. Mesmo as maiores operações de swap tendem a abranger apenas uma pequena fração da dívida total de um país, as estruturas podem ser dispendiosas de organizar e existem preocupações legítimas quanto aos <strong>direitos das comunidades locais</strong>, cujas vidas são moldadas por decisões nas quais não participaram necessariamente.</p><p>Mas à medida que <strong>as pressões climáticas aumentam e o peso da dívida continua a crescer</strong>, mais países encontram-se pressionados entre pagar aos credores e proteger os sistemas naturais dos quais as suas populações dependem — e as trocas continuam a ser uma das poucas ferramentas que tentam fazer algo em relação a ambas as questões ao mesmo tempo.</p><h3><em>Referência da notícia:</em> </h3><p><em>Turning debt into forests: the finance tool making a comeback, published by <a href="https://theconversation.com/turning-debt-into-forests-the-finance-tool-making-a-comeback-278582" target="_blank">The Conversation</a>, April 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-os-paises-estao-a-transformar-a-divida-em-florestas-para-combater-as-alteracoes-climaticas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vestígios do cometa Halley no céu: como e quando observar as Eta Aquáridas neste dia 5 de maio]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/vestigios-do-cometa-halley-no-ceu-como-e-quando-observar-as-eta-aquaridas-neste-dia-5-de-maio.html</link><pubDate>Tue, 05 May 2026 10:54:17 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>As Eta Aquáridas atingirão o seu pico de atividade na noite de 5 de maio. Na Metored explicamos-lhe como aproveitá-las ao máximo e para onde olhar para não perder nenhuma.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/restos-del-cometa-halley-en-el-cielo-como-y-cuando-ver-las-eta-acuaridas-este-5-de-mayo-1777917471212.jpg" data-image="vtb951k7y7k2"><figcaption>O cometa Halley é um dos mais famosos da história devido ao seu brilho e ao facto de ter sido o primeiro a ser previsto através de medições e equações físicas.</figcaption></figure><p>Embora as chuvas de meteoros, ou de estrelas, como são comumente conhecidas, possam ser observadas durante todo o ano, há algumas que se destacam pela grande quantidade de meteoros observados por hora.</p><p>Uma dessas chuvas é a <strong>Eta Acuáridas, na qual é possível observar até 50 meteoros por hora</strong>, uma quantidade significativa, em comparação com outras que chegam a mostrar apenas 8 ou 10 meteoros.</p><div class="texto-destacado">São uma das duas chuvas provenientes do cometa Halley, que, ao aproximar-se do Sol, vai deixando o seu rasto de detritos e, quando a Terra os atravessa, as partículas "acendem-se" ao entrar em contacto com a atmosfera.</div><p>A outra chuva associada ao Halley são as Oriónidas, mas estas são visíveis em outubro, enquanto estas, as Eta Aquáridas, são <strong>visíveis de 19 de abril a 28 de maio, atingindo o seu pico precisamente, este ano, na noite de 5 para 6 de maio</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/restos-del-cometa-halley-en-el-cielo-como-y-cuando-ver-las-eta-acuaridas-este-5-de-mayo-1777917583033.jpeg" data-image="lg0qkhh2vdvn"><figcaption>O cometa Halley, ou melhor, os seus detritos, são os responsáveis por duas chuvas de estrelas cadentes do ano: as Eta-Aquáridas e as Oriónidas.</figcaption></figure><p>Por isso, prepara um bom local de observação, já sabe, <strong>longe da poluição luminosa e onde as nuvens não venham a atrapalhar,</strong> porque, precisamente, umas duas horas antes do amanhecer do dia 6, poderás desfrutar do espetáculo que o céu nos reservou este ano.</p><h2>Um cometa, duas chuvas</h2><p>A última vez que vimos <strong>o cometa Halley passar pela Terra foi em 1986 e a próxima só será em 2061</strong>. Parece desolador se pensarmos que talvez muitos de nós que já estávamos na Terra não tivéssemos a consciência necessária para o admirar e que, provavelmente, não o conseguiremos ver na sua próxima passagem.</p><p>No entanto, as partículas que se desprendem dele ao passar pelo Sol, devido à sublimação provocada pela radiação solar, marcam o seu percurso, não milenar, mas tão antigo quanto o próprio Sistema Solar.</p><p>Basicamente, são restos de poeira tão pequenos que só os conseguimos ver quando atravessam a atmosfera terrestre ao «acenderem-se» devido ao atrito causado pela velocidade a que entram. <strong>E é que correr a 64 quilómetros por segundo pelo nosso céu não é uma ideia muito boa se não quiser ter uma experiência ardente</strong>.</p><p>Mas, para deleite dos nossos olhos humanos, isto é fascinante, uma vez que <strong>a fricção, aliada à velocidade, é o que cria esses rastros brilhantes no céu</strong>, que podemos apreciar durante um instante após o clarão no céu. Algo, sem dúvida alguma, cativante.</p><h3>Para onde devo olhar e a que horas</h3><p>As Eta Aquáridas parecem ter origem na constelação de Aquário. <strong>Daí vem o nome da chuva de meteoros</strong>, pois a zona de onde surgem é chamada de radiante e, neste caso, é precisamente a constelação do famoso aquarista.</p><p>No seu pico, a chuva de meteoros pode produzir até 50 meteoros por hora em condições ideais, ou seja, sem Lua cheia ou num local sem poluição luminosa. O melhor momento para observar será nas horas que antecedem o amanhecer, olhando geralmente para leste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/restos-del-cometa-halley-en-el-cielo-como-y-cuando-ver-las-eta-acuaridas-este-5-de-mayo-1777917308585.png" data-image="aaoftl9mo2fv"><figcaption>Localização no céu para encontrar o radiante das Eta-Aquáridas na constelação de Aquário.</figcaption></figure><p>Na verdade, podem surgir em qualquer zona do céu, mas a melhor oportunidade será precisamente nessa zona, olhando para leste; <strong>é importante que seja cerca de 3 ou 4 horas antes do amanhecer</strong>, pois se tentarmos observá-las muito perto do Sol, o brilho deste irá ofuscá-las completamente.</p><p>Como já mencionámos, para ter a melhor oportunidade de ver o espetáculo, é melhor procurar um local escuro e <strong>deixar que os teus olhos se adaptem à escuridão durante cerca de 20 ou 30 minutos</strong>, bem como evitar luzes brilhantes, incluindo o ecrã do teu telemóvel.</p><h3>Dicas para desfrutar do espetáculo</h3><p>Neste caso, <strong>não é necessário usar binóculos ou telescópio</strong>, uma vez que estes só permitem observar uma pequena região do céu e, na verdade, o que precisamos é de conseguir abranger uma grande área, algo que podemos fazer a olho nu; mas não te esqueças de um chocolate quente, de uma cadeira e de um bom cobertor.</p><p>O que pode praticar é a <strong>astrofotografia</strong>. Partindo do princípio de que já se encontra num local escuro, é muito provável que consiga observar muitas constelações, bem como a Via Láctea, uma experiência que deve viver pelo menos uma vez na vida.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766985" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-ceu-noturno-sob-duas-perspetivas-o-astroturismo-sob-ambos-os-olhos.html" title="O céu noturno sob duas perspetivas: o astroturismo sob 'ambos os olhos'">O céu noturno sob duas perspetivas: o astroturismo sob "ambos os olhos"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-ceu-noturno-sob-duas-perspetivas-o-astroturismo-sob-ambos-os-olhos.html" title="O céu noturno sob duas perspetivas: o astroturismo sob 'ambos os olhos'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-ceu-noturno-sob-duas-perspetivas-o-astroturismo-sob-ambos-os-olhos-1777839671074_320.png" alt="O céu noturno sob duas perspetivas: o astroturismo sob 'ambos os olhos'"></a></article></aside><p>O ideal é ter uma câmara DSLR, mas a verdade é que, mesmo com um telemóvel mais recente, no modo "pro", poderá capturar imagens muito bonitas. <strong>Com uma abertura de pelo menos f/2,5 e uma exposição de 30 segundos a 1 minuto</strong>, conseguirá um bom efeito de desvanecimento e, quem sabe, o rasto de uma "estrela" cadente.</p><p>Espera-se que o pico de atividade ocorra entre 5 e 6 de maio, mas a luz intensa da Lua este ano poderá dificultar a observação, sobretudo de alguns dos meteoros mais fracos, mas, como sempre dizemos em astronomia, a paciência é uma virtude dos amantes do céu.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/vestigios-do-cometa-halley-no-ceu-como-e-quando-observar-as-eta-aquaridas-neste-dia-5-de-maio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[De Chernobyl a Fukushima: terras abandonadas pelos humanos onde a natureza renasce no meio da radioatividade]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/de-chernobyl-a-fukushima-terras-abandonadas-pelos-humanos-onde-a-natureza-renasce-em-meio-a-radioatividade.html</link><pubDate>Tue, 05 May 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Zonas nucleares abandonadas como Chernobyl e Fukushima tornaram-se refúgios inesperados para a vida selvagem. Como a vida pode prosperar onde os humanos não podem mais viver?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/de-fukushima-a-tchernobyl-ces-terres-abandonnees-ou-la-nature-renait-sans-nous-rensauvagement-1777037131085.jpeg" data-image="6zbq14otqegf"><figcaption>Chernobyl está a tornar-se um refúgio para a vida selvagem.</figcaption></figure><p><strong>A 26 de abril de 1986</strong>, a<strong> explosão na central nuclear de Chernobyl, na Ucrânia</strong>, libertou uma nuvem radioativa que cobriu grande parte da Europa. Em poucos dias, aproximadamente 115.000 pessoas foram evacuadas. Quarenta anos depois, a <strong>zona de exclusão</strong>, um território de 2.600 km² maior do que o Luxemburgo, <strong>permanece inabitável para humanos</strong>.</p><p><strong>Sem agricultura ou população humana</strong>, a área transformou-se num vasto laboratório a céu aberto. Os cientistas chamam a isto de<strong> reintrodução de espécies</strong> selvagens, um processo no qual a<strong> natureza retoma o seu espaço sem intervenção humana</strong>.</p><h2>O regresso da vida selvagem</h2><p>As imagens são impressionantes. Onde antes reinavam o cimento e a indústria, agora há uma explosão de <strong>biodiversidade</strong>. As populações de<strong> lobos, raposas, linces, alces e javalis</strong> aumentaram significativamente. Espécies que desapareceram há décadas, até mesmo séculos, regressaram: ursos-pardos e bisontes-europeus estão a recolonizar a região.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/de-fukushima-a-tchernobyl-ces-terres-abandonnees-ou-la-nature-renait-sans-nous-rensauvagement-1777192085155.jpeg" data-image="b3mc860w4f30"><figcaption>Família de ursos em Chernobyl: uma ursa e o seu filhote, em paz, no coração das ruínas de Pripyat, onde a natureza está a recuperar o que lhe pertence por direito.</figcaption></figure><p>Ainda mais <strong>surpreendente </strong>é que algumas<strong> espécies raras estão a prosperar</strong>. A <strong>águia-pomarina</strong>, ameaçada de extinção à escala global, encontra aqui um refúgio único. Na Bielorrússia foram registados pelo menos 13 casais reprodutores — um recorde mundial para essa espécie, que é extremamente sensível à presença humana.</p><p>Até mesmo os famosos <strong>cavalos de przewalski</strong>, introduzidos em 1998, adaptaram-se. Hoje, mais de 150 vivem na natureza. Tendo estado à beira da extinção, representam um renascimento quase inesperado.</p><h2>Radioatividade: um perigo... mas não o único fator</h2><p>Para que fique claro:<strong> a radioatividade ainda é muito real</strong>. Inicialmente, causou danos enormes, especialmente na "floresta vermelha", onde as árvores queimaram de dentro para fora devido à radiação.</p><div class="texto-destacado">Mas os estudos concordam: a ausência de atividade humana tem um impacto mais positivo do que o efeito negativo que a radioatividade tem sobre as populações animais.</div><p>Por outras palavras, <strong>para muitas espécies, viver num ambiente poluído é menos destrutivo do que viver perto de humanos</strong>.</p><p>E este fenómeno não se limita a Chernobyl. Após o <strong>desastre nuclear de Fukushima, no Japão, em 2011</strong>, também foi estabelecida uma zona de exclusão. Lá, a vida selvagem regressou em grande número: <strong>ursos, javalis e guaxinins estão a recolonizar as paisagens abandonadas</strong>. Investigadores observam a mesma dinâmica: menos humanos, mais animais.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">When the Chernobyl Nuclear Power Plant suffered a catastrophic explosion on April 26, 1986, the surrounding area was evacuated with little warning, forcing residents to abandon their pets.<br><br>Soviet authorities ordered the culling of most domestic animals left behind to prevent the <a href="https://t.co/5ahJ1Q1CN0">pic.twitter.com/5ahJ1Q1CN0</a></p>— ArchaeoHistories (@histories_arch) <a href="https://twitter.com/histories_arch/status/2034039958185644378?ref_src=twsrc%5Etfw">March 17, 2026</a></blockquote></figure><h3>A incrível resistência dos seres vivos</h3><p><strong>A natureza não apenas recupera, como também se adapta</strong>. As rãs-arborícolas escureceram: a sua pele, rica em melanina (um pigmento protetor), parece ajudá-las a resistir melhor à radiação. Os lobos mostram sinais de adaptação genética, potencialmente ligados ao aumento da resistência ao cancro.</p><p>Até mesmo as <strong>plantas evoluem</strong>. Algumas desenvolvem mecanismos de reparo do ADN ou maior tolerância a metais pesados. Nas ruínas do reator, um fascinante<strong> fungo negro utiliza a radiação como fonte de energia</strong>, um fenómeno ainda em estudo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="742154" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/fungos-melanin-e-a-zona-de-exclusao-de-chernobyl-uma-adaptacao-extrema.html" title="Fungos, melanina e a zona de exclusão de Chernobyl: uma adaptação extrema">Fungos, melanina e a zona de exclusão de Chernobyl: uma adaptação extrema</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/fungos-melanin-e-a-zona-de-exclusao-de-chernobyl-uma-adaptacao-extrema.html" title="Fungos, melanina e a zona de exclusão de Chernobyl: uma adaptação extrema"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fungos-melanin-e-a-zona-de-alienacao-de-chernobyl-uma-adaptacao-extrema-1764690839991_320.png" alt="Fungos, melanina e a zona de exclusão de Chernobyl: uma adaptação extrema"></a></article></aside><p>No entanto, é preciso cautela: <strong>esta recuperação não é perfeita nem isenta de consequências. Efeitos mais subtis persistem</strong>. Algumas espécies ainda apresentam sinais de stress: diminuição da fertilidade, mutações genéticas e catarata em aves. A radioatividade continua a exercer uma pressão silenciosa sobre os organismos.</p><h2>Uma verdade incómoda?</h2><p>Estas paisagens demonstram que<strong> a natureza pode-se regenerar, às vezes de forma espetacular… quando não estamos mais aqui</strong>. Mas este renascimento permanece imperfeito, com ecossistemas ainda frágeis e marcados para sempre.</p><div class="texto-destacado">Será mesmo necessário que ocorra uma catástrofe nuclear para que haja espaço para a vida?</div><p>Chernobyl e Fukushima certamente não são exemplos a serem seguidos, mas são <strong>alertas contundentes</strong>; revelam o que a natureza pode tornar-se quando a <strong>pressão humana diminui</strong>.</p><p>Em Fukushima, apesar dos esforços de descontaminação, os resultados permanecem muito limitados em áreas predominantemente florestais.<strong> A vida está a regressar, mas em ambientes ainda perturbados, onde persistem vestígios de radioatividade</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr">Près d'une décennie après l'accident nucléaire de Fukushima, au <a href="https://twitter.com/hashtag/Japon?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Japon</a> des chercheurs ont découvert que les populations d'animaux sauvages sont revenues en abondances dans les zones contaminées et désertes v <a href="https://twitter.com/universityofga?ref_src=twsrc%5Etfw">@universityofga</a><a href="https://t.co/8Manytt3rr">https://t.co/8Manytt3rr</a> <a href="https://t.co/LsnuJIlIgX">pic.twitter.com/LsnuJIlIgX</a></p>— AsieNews (@AsiaNews_FR) <a href="https://twitter.com/AsiaNews_FR/status/1214245878619181056?ref_src=twsrc%5Etfw">January 6, 2020</a></blockquote></figure><p>Não precisamos de desaparecer para que a <strong>natureza </strong>respire. Mas precisamos aprender a dar-lhe espaço, a reduzir a nossa pegada ecológica, sem esperar que o pior aconteça. Sim, somos capazes de <strong>viver sem degradá-la</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://theconversation.com/40-years-on-from-the-disaster-why-there-are-foxes-bears-and-bison-again-around-chernobyl-280300" target="_blank">40 years on from the disaster, why there are foxes, bears and bison again around Chernobyl</a>. <em>25 de abril, 2026. Nick Dunn.</em></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/de-chernobyl-a-fukushima-terras-abandonadas-pelos-humanos-onde-a-natureza-renasce-em-meio-a-radioatividade.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item></channel></rss>