<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Wed, 08 Jul 2026 21:20:19 +0000</lastBuildDate><pubDate>Wed, 08 Jul 2026 21:20:19 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Novas descobertas fósseis aproximam os neandertais dos humanos modernos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/novas-descobertas-fosseis-aproximam-os-neandertais-dos-humanos-modernos.html</link><pubDate>Wed, 08 Jul 2026 17:07:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Cientistas que estudam fósseis excepcionalmente raros de bebés neandertais descobriram provas surpreendentes que desafiam suposições há muito estabelecidas sobre os nossos antepassados, levantando novas e intrigantes questões sobre o que realmente os distinguia.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/new-fossil-evidence-brings-neanderthals-closer-to-modern-humans-1783444355580.jpg" data-image="gwesixx2hayw" alt="Neanderthal" title="Neanderthal"><figcaption>Imagem gerada de um neandertal. Crédito: Pixabay.</figcaption></figure><p>Um novo estudo levantou a questão de saber se os neandertais são realmente tão diferentes de nós, os humanos modernos. A investigação analisou restos mortais raros de bebés neandertais da caverna de Sesselfelsgrotte, na Baixa Baviera, onde os cientistas descobriram que<strong> os neandertais e os humanos modernos eram mais semelhantes no que diz respeito ao desenvolvimento na primeira infância </strong>do que se supunha anteriormente.</p><p>O estudo foi realizado no âmbito do <strong>projeto SHARP</strong>, financiado pela National Geographic Society e liderado por Alvise Barbieri no Centro Interdisciplinar de Arqueologia e Evolução do Comportamento Humano (ICArEHB) da Universidade do Algarve.</p><h2>Quão diferentes somos?</h2><p>O físico dos neandertais adultos é muito diferente do dos humanos modernos, mas também partilham algumas semelhanças. "Os nossos resultados indicam que <strong>ambas as formas humanas passaram por processos de crescimento surpreendentemente semelhantes</strong>, pelo menos durante as fases finais da gravidez", explicou o Prof. Dr. Thorsten Uthmeier, catedrático de Arqueologia Pré-histórica na FAU.</p><div class="texto-destacado">Estas novas descobertas trazem novos pontos de vista para o debate em curso: <strong>"As análises genéticas demonstraram que os neandertais e os humanos modernos estavam intimamente relacionados</strong>. No entanto, existe um debate intenso sobre se esta relação genética é suficiente para que os neandertais sejam considerados uma subespécie da espécie a que pertencemos, o Homo sapiens."</div><p>A equipa internacional utilizou microtomografia computadorizada de alta resolução (micro-CT) para estudar <strong>os fósseis de três jovens neandertais que viveram há aproximadamente 75 000 a 50 000 anos</strong>. Os fósseis incluíam fragmentos ósseos de um feto neandertal e dentes de leite de duas crianças. As análises do feto, que faleceu perto do momento do nascimento, mostram que o desenvolvimento do esqueleto fetal é semelhante aos padrões que observamos nos humanos atuais.</p><h2>Semelhanças descobertas durante as fases iniciais do desenvolvimento</h2><p>As análises por micro-TC revelaram que os ossos do feto apresentam <strong>características típicas de um crescimento rápido no terceiro trimestre da gravidez</strong>. Em termos gerais, isto demonstra que os neandertais tinham um desenvolvimento pré-natal notavelmente semelhante ao dos humanos modernos.</p><p>Os investigadores descobriram que <strong>alguns ossos apresentavam um crescimento ligeiramente mais avançado do que os dos humanos modernos</strong>. No entanto, estas diferenças não alteram a conclusão deste estudo: parece não haver diferenças fundamentais nos programas biológicos dos neandertais e do Homo sapiens nas fases mais precoces do seu desenvolvimento.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773397" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/porque-e-que-os-neandertais-da-peninsula-iberica-foram-os-ultimos-a-desaparecer-da-europa.html" title="Porque é que os neandertais da Península Ibérica foram os últimos a desaparecer da Europa?">Porque é que os neandertais da Península Ibérica foram os últimos a desaparecer da Europa?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/porque-e-que-os-neandertais-da-peninsula-iberica-foram-os-ultimos-a-desaparecer-da-europa.html" title="Porque é que os neandertais da Península Ibérica foram os últimos a desaparecer da Europa?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/porque-e-que-os-neandertais-da-peninsula-iberica-foram-os-ultimos-a-desaparecer-da-europa-1781184563439_320.jpg" alt="Porque é que os neandertais da Península Ibérica foram os últimos a desaparecer da Europa?"></a></article></aside><p>Os investigadores também conseguiram obter informações valiosas sobre a vida dos jovens neandertais através da análise dos dois dentes de leite. Descobriram distúrbios de mineralização que indicam<strong> problemas fisiológicos antes e pouco depois do nascimento</strong>. Estas alterações podem estar relacionadas com uma carência de vitamina D ou de cálcio, mas a equipa não conseguiu determinar a causa exata.</p><p>Se esta interpretação for confirmada, as descobertas na gruta de Sesselfelsgrotte poderão constituir <strong>a prova mais antiga conhecida </strong>de tais distúrbios de desenvolvimento precoce nos neandertais.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Miszkiewicz%2C%20J.J.%2C%20Godinho%2C%20R.M.%2C%20Sohler-Snoddy%2C%20A.M.%2C%20Pasda%2C%20K.%2C%20Florent%2C%20D.%2C%20Mahoney%2C%20P.%2C%20Rathgeber%2C%20T.%2C%20Posth%2C%20C.%2C%20Thorsten%2C%20U.%20and%20Barbieri%2C%20A." data-year="2026" data-title="Early%20development%20of%20Neanderthals%20revealed%20through%20virtual%20microanatomy." data-url="https%3A%2F%2Froyalsocietypublishing.org%2Frsos%2Farticle%2F13%2F6%2F260485%2F482134%2FEarly-development-of-Neanderthals-revealed-through%3F__cf_chl_f_tk%3D1hpLcvTqbFv7rR993b6wLT9CYl_nBAmwkDW05Lc5LDQ-1783444059-1.0.1.1-hzjQm.SLFgf9.5sxgDe228ZHXj2XE8YhCZNJy5hQIQQ">Miszkiewicz, J.J., Godinho, R.M., Sohler-Snoddy, A.M., Pasda, K., Florent, D., Mahoney, P., Rathgeber, T., Posth, C., Thorsten, U. and Barbieri, A.. (2026). <a href="https://royalsocietypublishing.org/rsos/article/13/6/260485/482134/Early-development-of-Neanderthals-revealed-through?__cf_chl_f_tk=1hpLcvTqbFv7rR993b6wLT9CYl_nBAmwkDW05Lc5LDQ-1783444059-1.0.1.1-hzjQm.SLFgf9.5sxgDe228ZHXj2XE8YhCZNJy5hQIQQ" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Early development of Neanderthals revealed through virtual microanatomy.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/novas-descobertas-fosseis-aproximam-os-neandertais-dos-humanos-modernos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Guia de cuidados com o manjericão: 10 regras para mantê-lo verde, viçoso e perfumado até ao final do verão]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/guia-de-cuidados-com-o-manjericao-10-regras-para-mante-lo-verde-vicoso-e-perfumado-ate-ao-final-do-verao.html</link><pubDate>Wed, 08 Jul 2026 16:21:55 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Com as suas folhas tenras e o seu aroma incomparável, o manjericão é a planta aromática imprescindível do verão numa varanda. Aqui ficam as dicas essenciais para obter uma planta vigorosa, bem frondosa e uma colheita abundante.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-basilico-10-regole-per-averlo-sempre-verde-e-profumato-questa-estate-1782655008003.jpeg" data-image="sebrwmpz4nfa" alt="Guide d'entretien du basilic : 10 règles pour le garder vert, touffu et parfumé jusqu'à la fin de l'été." title="Guide d'entretien du basilic : 10 règles pour le garder vert, touffu et parfumé jusqu'à la fin de l'été."><figcaption>Guia de cuidados com o manjericão: 10 regras para mantê-lo verde, viçoso e perfumado até ao final do verão.</figcaption></figure><p>Poucas plantas evocam tanto o verão como o manjericão. O<strong> aroma intenso das suas folhas recém-cortadas é, há muito, um elemento indispensável da cozinha mediterrânica, apreciada em todo o mundo</strong>. Por si só, realça um prato de massa, uma salada, uma bruschetta ou um molho.</p><p>É o ingrediente principal do pesto, <strong>um dos condimentos mais famosos e apreciados</strong>. O manjericão é também amplamente cultivado em vasos, em varandas e em hortas familiares.</p><p>O manjericão comum (<em>Ocimum basilicum</em>) <strong>é uma planta herbácea anual da família das Lamiáceas</strong>, à qual também pertencem a salva, o alecrim e a hortelã. Originário da Ásia tropical, é hoje cultivado em quase todo o mundo graças ao seu aroma delicado e à sua facilidade de cultivo.</p><div class="texto-destacado">Para além da variedade mais comum, o manjericão genovês, reconhecível pelas suas folhas largas e pelo seu aroma suave e intenso, existem muitas outras variedades, como o manjericão de folhas de alface, o manjericão grego, o manjericão tailandês ou ainda as variedades de folhas roxas. Cada uma possui qualidades aromáticas e ornamentais que lhe são próprias.</div><p>Cultivar manjericão é simples e particularmente gratificante, mesmo para jardineiros iniciantes. No entanto, alguns erros frequentes podem comprometer rapidamente o seu crescimento e vigor. Aqui estão dez regras simples para manter um manjericão frondoso, bem verde e perfumado até ao final do verão.</p><h2>1. Transplante o manjericão assim que o comprar</h2><p>As plantas vendidas em supermercados ou em lojas de jardinagem são cultivadas em recipientes muito pequenos, <strong>concebidos mais para a sua comercialização do que para garantir o seu desenvolvimento a longo prazo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-basilico-10-regole-per-mantenerlo-verde-rigoglioso-e-profumato-fino-alla-fine-dell-estate-1782655336245.jpeg" data-image="5yh0y4c7qfsk" alt="Rempotez votre basilic dès son achat." title="Rempotez votre basilic dès son achat."><figcaption>Transplante o seu manjericão assim que o comprar.</figcaption></figure><p>Recomenda-se que <strong>se transplante o manjericão para um vaso maior assim que possível</strong>. Desta forma, as raízes terão mais espaço para se desenvolverem, enquanto o substrato reterá melhor a humidade.</p><h2>2. Utilize um substrato de qualidade e divida o torrão</h2><p>Na altura do transplante, <strong>o ideal é separar cuidadosamente o torrão com as mãos em duas ou mais partes</strong>, e depois replantar cada torrão num vaso distinto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-basilico-10-regole-per-mantenerlo-verde-rigoglioso-e-profumato-fino-alla-fine-dell-estate-1782655416784.jpeg" data-image="0viht8hji4vk" alt="Utilisez un terreau de qualité et divisez la motte" title="Utilisez un terreau de qualité et divisez la motte"><figcaption>Utilize um substrato de qualidade e divida o torrão.</figcaption></figure><p>De facto, o vaso que compra contém frequentemente muitas mudas muito apertadas umas contra as outras<strong>. Se não forem separadas, acabam por entrar em concorrência, o que retarda o crescimento geral do manjericão</strong>. Utilizar um substrato universal de qualidade também ajudará a planta a crescer com vigor.</p><h2>3. Escolha um local bem iluminado, mas evite a luz solar direta nas horas mais quentes</h2><p>O manjericão gosta de luz,<strong> mas no verão, a luz solar direta pode ser demasiado intensa, sobretudo quando a planta é cultivada em vaso</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-basilico-10-regole-per-mantenerlo-verde-rigoglioso-e-profumato-fino-alla-fine-dell-estate-1782655679154.jpeg" data-image="lqmenokjjfp3" alt="Choisissez un emplacement lumineux, mais évitez le soleil direct pendant les heures les plus chaudes." title="Choisissez un emplacement lumineux, mais évitez le soleil direct pendant les heures les plus chaudes."><figcaption>Escolha um local bem iluminado, mas evite a luz solar direta durante as horas mais quentes.</figcaption></figure><p>O ideal é colocá-la num local muito luminoso, onde possa aproveitar o sol nas horas mais frescas do dia, <strong>mas onde fique protegida durante os períodos de calor intenso</strong>.</p><h2>4. Mantenha o substrato sempre ligeiramente húmido</h2><p>O manjericão é uma das plantas aromáticas que menos tolera a falta de água. Bastam algumas horas de stress hídrico para que as suas folhas murchem e a planta perca todo o seu vigor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-basilico-10-regole-per-mantenerlo-verde-rigoglioso-e-profumato-fino-alla-fine-dell-estate-1782655704411.jpeg" data-image="369664jumugp" alt="Gardez le terreau constamment légèrement humide" title="Gardez le terreau constamment légèrement humide"><figcaption>Mantenha o substrato sempre ligeiramente húmido.</figcaption></figure><p>O substrato deve permanecer sempre ligeiramente húmido, <strong>sem nunca ficar encharcado, para evitar que as raízes apodreçam</strong>.</p><h2>5. Retire as flores assim que estas surgirem</h2><p>Quando o manjericão começa a produzir as suas espigas florais características, <strong>dedica grande parte da sua energia à formação de sementes</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-basilico-10-regole-per-mantenerlo-verde-rigoglioso-e-profumato-fino-alla-fine-dell-estate-1782655741386.jpeg" data-image="d0vbuk1brqef" alt="Retirez les fleurs dès leur apparition." title="Retirez les fleurs dès leur apparition."><figcaption>Retire as flores assim que aparecerem.</figcaption></figure><p>Para prolongar a produção de folhas,<strong> recomenda-se retirar as flores assim que surgirem, cortando as espigas na base com uma tesoura limpa ou simplesmente com os dedos</strong>.</p><h2> Colha as folhas da forma correta </h2><p>Um erro muito comum consiste em colher apenas as folhas maiores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-basilico-10-regole-per-mantenerlo-verde-rigoglioso-e-profumato-fino-alla-fine-dell-estate-1782655760253.jpeg" data-image="2px9tpmqyttt" alt="Récoltez les feuilles correctement." title="Récoltez les feuilles correctement."><figcaption>Colha as folhas da forma correta.</figcaption></figure><p>Em vez disso, é preferível podar os rebentos jovens, cortando o caule logo acima de um par de folhas. A partir daí,<strong> a planta desenvolverá duas novas ramificações, tornando-se progressivamente mais frondosa e mais produtiva</strong>.</p><h2>7. Evite molhar as folhas</h2><p>Ao regar, <strong>recomenda-se deitar a água diretamente à base da planta, sem molhar a folhagem</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-basilico-10-regole-per-mantenerlo-verde-rigoglioso-e-profumato-fino-alla-fine-dell-estate-1782655795701.jpeg" data-image="rmr257a9vc3b" alt="Évitez de mouiller les feuilles." title="Évitez de mouiller les feuilles."><figcaption>Evite molhar as folhas.</figcaption></figure><p>Com efeito, a humidade persistente nas folhas pode favorecer o desenvolvimento de doenças fúngicas, nomeadamente o míldio do manjericão, uma das doenças mais destrutivas para esta planta.</p><h2>8. Esteja atento às lesmas e às pragas </h2><p><strong>As lesmas, os pulgões e outras pequenas pragas </strong>podem comprometer rapidamente a saúde do manjericão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-basilico-10-regole-per-mantenerlo-verde-rigoglioso-e-profumato-fino-alla-fine-dell-estate-1782655817882.jpeg" data-image="yj07yobos8sj" alt="Gardez les limaces et les ravageurs sous contrôle." title="Gardez les limaces et les ravageurs sous contrôle."><figcaption>Mantenha as lesmas e as pragas sob controlo.</figcaption></figure><p><strong>Recomenda-se inspecionar regularmente as folhas e colocar o vaso longe de zonas particularmente húmidas ou com vegetação densa</strong>, onde estes organismos costumam ser mais numerosos.</p><h2>9. Opte pelo cultivo em vaso</h2><p>O manjericão pode ser cultivado perfeitamente na horta, <strong>mas o cultivo em vaso permite controlar melhor a rega, a exposição ao sol e a qualidade do substrato</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-basilico-10-regole-per-mantenerlo-verde-rigoglioso-e-profumato-fino-alla-fine-dell-estate-1782655971851.jpeg" data-image="zacwjdiprast" alt="Cultivez-le en pot." title="Cultivez-le en pot."><figcaption>Cultive-a num vaso.</figcaption></figure><p>Além disso, se as temperaturas se tornarem excessivas ou se estiverem previstas chuvas fortes, o vaso pode ser facilmente deslocado para um local mais adequado.</p><h2>10. Colha as folhas regularmente</h2><p>Pode parecer paradoxal, <strong>mas colher o manjericão regularmente estimula a planta a produzir novos rebentos e novas folhas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-basilico-10-regole-per-mantenerlo-verde-rigoglioso-e-profumato-fino-alla-fine-dell-estate-1782655994252.jpeg" data-image="t06wpbo7m419" alt="Récoltez les feuilles régulièrement." title="Récoltez les feuilles régulièrement."><figcaption>Colha as folhas regularmente.</figcaption></figure><p>Se a colheita exceder as suas necessidades de manjericão fresco, as folhas podem ser congeladas, inteiras ou picadas, mantendo a maior parte do seu aroma. <strong>Também pode preparar pesto com antecedência e congelá-lo em pequenas porções, prontas a serem utilizadas ao longo do ano</strong>.</p><h2>Uma colheita para saborear durante todo o ano</h2><p>Ao contrário de muitas outras plantas aromáticas perenes,<strong> o manjericão é uma planta anual cujo crescimento se concentra nos meses de verão</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777346" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-algas-nao-sao-plantas-factos-surpreendentes-sobre-a-vida-aquatica-que-precisa-de-saber.html" title="As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber">As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-algas-nao-sao-plantas-factos-surpreendentes-sobre-a-vida-aquatica-que-precisa-de-saber.html" title="As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/seaweeds-aren-t-plants-seven-surprising-facts-about-aquatic-life-1783270730480_320.jpg" alt="As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber"></a></article></aside><p>É o momento ideal para aproveitar ao máximo a sua extraordinária produtividade, seguindo estas dez regras simples. <strong>As folhas colhidas podem ser consumidas frescas ou conservadas</strong>, o que permite recriar o aroma e o sabor do verão nos seus pratos e receitas ao longo de todo o ano.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/guia-de-cuidados-com-o-manjericao-10-regras-para-mante-lo-verde-vicoso-e-perfumado-ate-ao-final-do-verao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma faixa de poeiras do Saara vai avançar para norte e afetar Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-faixa-de-poeiras-do-saara-vai-avancar-para-norte-e-afetar-portugal.html</link><pubDate>Wed, 08 Jul 2026 15:14:11 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma faixa de poeiras do Norte de África deverá atingir Portugal durante o fim de semana, impulsionada por uma depressão isolada, enquanto a entrada de ar mais fresco pelo Atlântico favorecerá uma descida gradual das temperaturas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xamwux2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xamwux2.jpg" id="xamwux2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma faixa de poeiras do Saara deverá atingir Portugal continental durante o próximo fim de semana, associada a uma mudança da circulação atmosférica sobre o Atlântico e o território ibérico. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>A entrada de ar mais fresco pelo Atlântico Norte, pelo oeste de Portugal, ocorrerá em simultâneo com a <strong>formação de uma depressão isolada em altitude</strong> entre sexta-feira e sábado, um elemento determinante para alterar o escoamento nos níveis médios da atmosfera e transportar partículas minerais desde o Norte de África.</p><h2>Depressão isolada impulsiona a chegada das poeiras</h2><p>Até quinta-feira, a presença de poeiras em Portugal deverá ser pouco relevante. A pluma mantém-se afastada do território continental, enquanto a atmosfera continua dominada por tempo estável e temperaturas elevadas no interior. A partir de sexta-feira, a depressão isolada começará a organizar-se, fazendo rodar o fluxo nos níveis médios da atmosfera para sul e sudeste. Este padrão abrirá um <strong>corredor favorável ao avanço das poeiras para norte</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-faixa-de-poeiras-do-saara-vai-avancar-para-norte-e-atingir-portugal-1783520119299.png" data-image="rj0q69jqc8if"><figcaption>A circulação atmosférica deverá favorecer a chegada de poeiras do Norte de África a Portugal durante o fim de semana. A concentração prevista é, contudo, moderada, sendo mais evidente nas regiões do interior.</figcaption></figure><p>O transporte deverá tornar-se mais evidente entre sábado e domingo. Em Portugal, a chegada das poeiras deverá ser moderada e temporária, <strong>sem sinais de um episódio intenso ou generalizado</strong>. A presença destas partículas deverá aumentar a turbidez da atmosfera, tornando o céu mais esbranquiçado, reduzindo pontualmente a visibilidade e favorecendo a deposição de poeiras sobre superfícies expostas.</p><h2>Entrada de ar atlântico marca a mudança do estado do tempo</h2><p>A mudança de circulação terá também reflexos nas temperaturas. O ar marítimo deverá entrar primeiro pelo litoral oeste, mantendo máximas entre <strong>22 e 27 ºC em várias zonas costeiras</strong>. <strong>No interior,</strong> o calor resistirá durante a fase inicial da transição, com valores ainda próximos de <strong>33 a 36 ºC</strong>, antes de a massa de ar mais fresca ganhar terreno ao longo de domingo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-faixa-de-poeiras-do-saara-vai-avancar-para-norte-e-atingir-portugal-1783520197921.png" data-image="cloihbxkwsfe"><figcaption>A entrada de uma massa de ar mais fresca deverá provocar uma descida das temperaturas no litoral, enquanto o interior continuará a registar valores elevados, que poderão atingir 34 a 36 ºC durante a tarde de sábado.</figcaption></figure><p>O vento deverá rodar progressivamente para oeste e noroeste, favorecendo a renovação da massa de ar sobre Portugal. A <strong>nebulosidade tenderá a aumentar, sobretudo nas regiões Norte e Centro</strong>, acompanhando a aproximação da depressão e a entrada de ar atlântico. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-faixa-de-poeiras-do-saara-vai-avancar-para-norte-e-atingir-portugal-1783520261709.png" data-image="c3oopxoryfoo"><figcaption>A precipitação prevista para Portugal deverá ser pouco significativa, com acumulados baixos e mais prováveis nas regiões Norte e Centro. No restante território, não se prevê precipitação relevante.</figcaption></figure><p>A precipitação prevista deverá ser pouco significativa no território nacional, <strong>limitada a aguaceiros fracos e dispersos</strong>, enquanto a instabilidade mais ativa ficará concentrada no interior da Península Ibérica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777643" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/das-poeiras-do-saara-ao-risco-de-trovoadas-eis-a-gota-fria-que-vai-mudar-o-tempo-em-portugal.html" title="Das poeiras do Saara ao risco de trovoadas: eis a gota fria que vai mudar o tempo em Portugal">Das poeiras do Saara ao risco de trovoadas: eis a gota fria que vai mudar o tempo em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/das-poeiras-do-saara-ao-risco-de-trovoadas-eis-a-gota-fria-que-vai-mudar-o-tempo-em-portugal.html" title="Das poeiras do Saara ao risco de trovoadas: eis a gota fria que vai mudar o tempo em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/das-poeiras-do-saara-ao-risco-de-trovoadas-eis-a-gota-fria-que-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-1783515671679_320.jpg" alt="Das poeiras do Saara ao risco de trovoadas: eis a gota fria que vai mudar o tempo em Portugal"></a></article></aside><p>No início da próxima semana, <strong>o reforço da circulação de oeste deverá favorecer a dispersão gradual das poeiras, consolidando um ambiente mais fresco</strong>, especialmente no litoral e nas regiões Norte e Centro. A evolução dependerá da posição final da depressão e da intensidade do fluxo associado em Portugal continental.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-faixa-de-poeiras-do-saara-vai-avancar-para-norte-e-afetar-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal ajuda a construir satélite que vai desvendar os maiores segredos da matéria escura]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/portugal-ajuda-a-construir-satelite-que-vai-desvendar-os-maiores-segredos-da-materia-escura.html</link><pubDate>Wed, 08 Jul 2026 15:05:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Cientistas portugueses assumem a liderança tecnológica e a análise de dados da missão ARRAKIHS, projeto espacial europeu que ambiciona decifrar a evolução do Universo através de estruturas invisíveis.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-ajuda-a-construir-satelite-que-vai-desvendar-os-maiores-segredos-da-materia-escura-1783515847087.jpg" data-image="noga8cdbdfhj" alt="Galáxia semelhante à Via Láctea" title="Galáxia semelhante à Via Láctea"><figcaption>Simulação da ARRAKIHS mostra restos de estrelas antigas que rodeiam uma galáxia semelhante à Via Láctea. Imagem: Alex Camazón (IEEC)/AMC)</figcaption></figure><p>O espaço profundo pode ser um imenso museu arqueológico onde o passado das galáxias está preservado sob a forma de destroços invisíveis a olho nu. É justamente nesta vasta escuridão que uma equipa de astrofísicos da <strong>Universidade do Porto</strong> planeia mergulhar na próxima década. </p><p class="frase-destacada">Através do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, os cientistas nacionais garantiram um papel crucial na missão ARRAKIHS, um projeto de exploração cósmica cuja fase de construção foi oficialmente validada pela Agência Espacial Europeia.</p><p>Com lançamento agendado para o ano de 2030, este satélite vai viajar pelo cosmos com o objetivo de captar a radiação mais ténue do Universo. A tecnologia de ponta desenvolvida pelo consórcio internacional promete <strong>revolucionar a astronomia moderna</strong>, transformando ideias teóricas em observações reais. </p><p>O contributo da academia portuguesa estende-se desde o desenvolvimento de <strong>software</strong> complexo até à engenharia de <strong>proteção térmica do telescópio</strong>, colocando o país num patamar de relevância internacional.</p><h2>O enigma do modelo padrão da cosmologia</h2><p>A grande meta desta viagem tecnológica prende-se com a <strong>validação</strong> do <strong>modelo de padrões de cosmologia</strong>, a teoria científica dominante que descreve a composição e o nascimento do Universo. Segundo este princípio conceptual, o cosmos é moldado por uma <strong>rede invisível de matéria escura fria</strong>, operando como um andaime a ditar o crescimento das estruturas celestes. </p><p>Embora represente a maior parte da massa do Universo, esta substância misteriosa <strong>não emite luz</strong>, sendo detetável apenas através da força gravítica que exerce nas estrelas vizinhas.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-ajuda-a-construir-satelite-que-vai-desvendar-os-maiores-segredos-da-materia-escura-1783516016339.jpg" data-image="4n53lcqsxhi1" alt="Montagem dos instrumentos científicos da missão ARRAKIHS" title="Montagem dos instrumentos científicos da missão ARRAKIHS"><figcaption>Engenheiros do projeto ARRAKIHS durante a montagem dos instrumentos científicos da missão. Foto: Satlantis, IDR, UPM</figcaption></figure><p>A comunidade científica enfrenta há décadas a <strong>dificuldade de comprovar</strong> se as <strong>simulações matemáticas</strong> <strong>correspondem à realidade das galáxias reais</strong>. É aqui que o satélite europeu assume protagonismo, focando as suas lentes nos halos estelares, que são nuvens gigantescas de astros dispersos e restos fósseis localizados na periferia de galáxias semelhantes à Via Láctea.</p><p>Estas zonas periféricas atuam como um <strong>registo histórico intacto</strong>, preservando os vestígios de colisões cósmicas ocorridas há milhares de milhões de anos.</p><h2>Um centro de dados com comando português</h2><p>A participação nacional nesta aventura espacial vai muito além da consultoria académica. Portugal conquistou a responsabilidade direta pelas operações dos instrumentos e pela gestão do centro de dados científicos da missão. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Na prática, os engenheiros e astrofísicos sediados no Porto vão coordenar o fluxo massivo de imagens recolhidas no espaço, liderando o processamento de grandes volumes de informação digital.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A tarefa, altamente especializada, exige desenvolver algoritmos de processamento de imagem sem precedentes na indústria de software nacional. Os programas de computador criados pelas equipas portuguesas vão limpar o ruído visual das fotografias espaciais, <strong>isolando as componentes estelares de baixo brilho</strong> até agora ocultas aos maiores observatórios terrestres. </p><p>Esta capacitação tecnológica promove o desenvolvimento de competências raras em análise de dados avançada e engenharia de sistemas.</p><h2>Escudo térmico desenhado por engenheiros nacionais</h2><p>A nível industrial, o envolvimento do país materializa-se no desenho e fabrico do <strong>isolamento multicamadas</strong> do telescópio. Trata-se de um subsistema de engenharia crítica concebido para proteger os espelhos e os sensores do satélite contra as oscilações térmicas extremas do ambiente espacial. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Sem esta proteção contra o calor do Sol e o frio do vácuo cósmico, a precisão milimétrica necessária para detetar a luz enfraquecida das velhas estrelas ficaria totalmente comprometida.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O sucesso alcançado nas <strong>fases preliminares do projeto</strong>, consolidadas com a entrega do relatório técnico de definição da Agência Espacial Europeia, resultou de anos de testes inovadores.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-ajuda-a-construir-satelite-que-vai-desvendar-os-maiores-segredos-da-materia-escura-1783516144659.jpg" data-image="a1ms03314f1s" alt="Rastos de luz ténue revelam a história da evolução na periferia de uma galáxia em espiral" title="Rastos de luz ténue revelam a história da evolução na periferia de uma galáxia em espiral"><figcaption>Rastos de luz ténue revelam a história da evolução na periferia de uma galáxia em espiral. Imagem: Nicolas Longeard (EPFL), AMC</figcaption></figure><p>Os cientistas já operaram com sucesso uma câmara de demonstração num observatório espanhol e aperfeiçoaram modelos de alta resolução que antecipam os cenários de fusão galáctica. Estas etapas práticas confirmaram a <strong>viabilidade de uma tecnologia</strong> que promete reescrever os manuais escolares de astrofísica.</p><h2>Nova era para a ciência espacial em Portugal</h2><p>A integração neste consórcio pan-europeu, que reúne mais de <strong>200 especialistas</strong> de 14 países, abre perspetivas promissoras para o ecossistema científico nacional. O projeto vai impulsionar a criação de bolsas de formação especializada, fixando jovens investigadores em território português através do contacto direto com agências internacionais de topo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776252" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/iris-breda-criou-o-programa-glance-para-ajudar-a-compreender-a-formacao-das-galaxias.html" title="Iris Breda criou o programa GLANCE para ajudar a compreender a formação das galáxias">Iris Breda criou o programa GLANCE para ajudar a compreender a formação das galáxias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/iris-breda-criou-o-programa-glance-para-ajudar-a-compreender-a-formacao-das-galaxias.html" title="Iris Breda criou o programa GLANCE para ajudar a compreender a formação das galáxias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/iris-breda-criou-o-programa-glance-para-ajudar-a-compreender-a-formacao-das-galaxias-1782736871937_320.jpg" alt="Iris Breda criou o programa GLANCE para ajudar a compreender a formação das galáxias"></a></article></aside><p>A tecnologia desenvolvida para mapear os vestígios arqueológicos das galáxias deixará, a longo prazo, um <strong>legado duradouro na indústria aeroespacial portuguesa</strong>. Ao liderar a gestão de dados e a proteção de hardware de uma das missões mais ambiciosas da Europa, a Universidade do Porto quer demonstrar que o futuro da exploração cósmica depende de ferramentas inovadoras desenvolvidas à nossa escala.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Universidade%20do%20Porto" data-year="" data-title="U.Porto%20junta-se%20%C3%A0%20ESA%20para%20explorar%20a%20arqueologia%20das%20gal%C3%A1xias" data-url="https%3A%2F%2Fnoticias.up.pt%2F2026%2F06%2F12%2Funiversidade-do-porto-junta-se-a-esa-para-explorar-a-arqueologia-das-galaxias%2F">Universidade do Porto. <a href="https://noticias.up.pt/2026/06/12/universidade-do-porto-junta-se-a-esa-para-explorar-a-arqueologia-das-galaxias/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">U.Porto junta-se à ESA para explorar a arqueologia das galáxias</a>.</cite><br><cite data-author="Ag%C3%AAncia%20Espacial%20Europeia" data-year="" data-title="Miss%C3%A3o%20Espacial%20ARRAKIHS" data-url="https%3A%2F%2Fwww.arrakihs-mission.eu%2F">Agência Espacial Europeia. <a href="https://www.arrakihs-mission.eu/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Missão Espacial ARRAKIHS</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/portugal-ajuda-a-construir-satelite-que-vai-desvendar-os-maiores-segredos-da-materia-escura.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mudança na localização da gota fria: Marta Godinho analisa os novos riscos meteorológicos para Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudanca-na-localizacao-da-gota-fria-marta-godinho-analisa-os-novos-riscos-meteorologicos-para-portugal.html</link><pubDate>Wed, 08 Jul 2026 14:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A aproximação de uma gota fria vai alterar gradualmente o estado do tempo em Portugal. Depois de vários dias de calor intenso, as temperaturas começam a descer, e a probabilidade de trovoada no Norte e Centro aumenta.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xamvlam"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xamvlam.jpg" id="xamvlam"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois de vários dias marcados por calor intenso e persistente, a atmosfera começa finalmente a reorganizar-se sobre Portugal. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p><strong>A</strong> <strong>aproximação de uma depressão isolada em altitude (gota fria) irá alterar o estado do tempo</strong> entre quarta-feira (8) e domingo (12), trazendo temperaturas mais amenas, algum aumento do vento e até possibilidade de trovoadas com chuva e granizo em parte do território.</p><h2>Quarta e quinta-feira, aproxima-se a gota fria e o calor começa a perder força</h2><p>Nos mapas de geopotencial e temperatura a 850 hPa já<strong> é possível identificar uma depressão isolada em altitude, próxima à costa portuguesa</strong>. O contraste de cores é evidente, enquanto a Península Ibérica continua sob uma massa de ar muito quente, a gota fria surge representada por tons mais amarelos, correspondendo a ar significativamente mais frio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-na-localizacao-da-gota-fria-marta-godinho-analisa-os-novos-riscos-meteorologicos-para-portugal-1783512636330.jpg" data-image="jzo655kn2fbk" alt="Geopotêncial e temperatura 850 hPa" title="Geopotêncial e temperatura 850 hPa"><figcaption>A depressão isolada em altitude (gota fria) aproxima-se da costa portuguesa, destacando-se pelo ar mais frio em contraste com a massa de ar quente que ainda domina a Península Ibérica.</figcaption></figure><p>A sua aproximação terá uma <strong>consequência positiva, a descida mais acentuada das temperaturas já durante quinta-feira, dia 9</strong>.<strong> </strong>O litoral ficará sob maior influência atlântica, tornando-se evidente o contraste térmico entre o oeste, bastante mais fresco, e o interior, onde o calor continuará mais resistente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-na-localizacao-da-gota-fria-marta-godinho-analisa-os-novos-riscos-meteorologicos-para-portugal-1783512705066.png" data-image="ypkev2v4cv5m" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption>Na quinta-feira (dia 9), a influência atlântica torna-se mais evidente, com uma descida das temperaturas sobretudo no litoral, enquanto o interior continua significativamente mais quente</figcaption></figure><p>As <strong>rajadas de vento irão amentar de forma generalizada</strong>, mas apenas para valores moderados, traduzindo-se sobretudo numa maior sensação de "ventania".</p><h2>Quinta, sexta e sábado chegam as primeiras trovoadas ao Norte e Centro</h2><p>O contraste entre o ar frio em altitude e a massa de ar quente ainda presente à superfície poderá favorecer o desenvolvimento de<strong> instabilidade atmosférica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-na-localizacao-da-gota-fria-marta-godinho-analisa-os-novos-riscos-meteorologicos-para-portugal-1783512749297.png" data-image="vd0f6mibnk02" alt="Densidade de raios" title="Densidade de raios"><figcaption>A interação entre o ar frio em altitude e a massa de ar quente favorecerá a formação de trovoadas entre sexta e sábado, principalmente nas regiões Norte e Centro, podendo ser acompanhadas por aguaceiros localmente intensos.</figcaption></figure><p>As primeiras trovoadas poderão surgir de forma pontual na quinta-feira, mas <strong>será entre sexta (10) e sábado (11) que o potencial aumenta</strong>. Os modelos concentram o <strong>maior risco nas regiões Norte e Centro,</strong> especialmente no interior transmontano e beirão, onde poderão ocorrer aguaceiros ou granizo a acompanhar estas trovoadas. O Sul deverá permanecer praticamente à margem desta instabilidade.</p><h2>Até domingo: a gota fria evolui e abre caminho a um cenário mais fresco e chuvoso</h2><p>Ao longo dos próximos dias, <strong>esta gota fria deverá fundir-se com uma depressão mais extensa proveniente do Atlântico Norte</strong>, separada da circulação habitual por um jato polar bastante ondulado. Desta evolução <strong>poderá resultar uma depressão já com dimensões consideráveis a oeste de Portugal</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-na-localizacao-da-gota-fria-marta-godinho-analisa-os-novos-riscos-meteorologicos-para-portugal-1783512913834.jpg" data-image="qu31lse5u9kz" alt="Geopotencial 700 hPa" title="Geopotencial 700 hPa"> <figcaption>Ao longo dos próximos dias, a gota fria deverá integrar-se numa depressão mais extensa proveniente do Atlântico Norte, abrindo caminho a uma circulação mais fresca sobre a Portugal continental.</figcaption></figure><p>Embora ainda exista alguma incerteza, os mapas do modelo europeu começam a sugerir que, <strong>durante a semana de 13 a 19 de julho, esta configuração possa favorecer períodos de chuva, sobretudo no Norte e Centro</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777643" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/das-poeiras-do-saara-ao-risco-de-trovoadas-eis-a-gota-fria-que-vai-mudar-o-tempo-em-portugal.html" title="Das poeiras do Saara ao risco de trovoadas: eis a gota fria que vai mudar o tempo em Portugal">Das poeiras do Saara ao risco de trovoadas: eis a gota fria que vai mudar o tempo em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/das-poeiras-do-saara-ao-risco-de-trovoadas-eis-a-gota-fria-que-vai-mudar-o-tempo-em-portugal.html" title="Das poeiras do Saara ao risco de trovoadas: eis a gota fria que vai mudar o tempo em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/das-poeiras-do-saara-ao-risco-de-trovoadas-eis-a-gota-fria-que-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-1783515671679_320.jpg" alt="Das poeiras do Saara ao risco de trovoadas: eis a gota fria que vai mudar o tempo em Portugal"></a></article></aside><p>Lisboa e Setúbal também poderão registar alguns aguaceiros, embora menos significativos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-na-localizacao-da-gota-fria-marta-godinho-analisa-os-novos-riscos-meteorologicos-para-portugal-1783512992242.jpg" data-image="csoovyof39oc" alt="Chuva" title="Chuva"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-904952">O modelo europeu sugere que, durante a semana de 13 a 19 de julho, poderão ocorrer períodos de chuva sobretudo no Norte e Centro, acompanhados por uma descida mais generalizada das temperaturas em Portugal.</figcaption></figure><p>As temperaturas deverão continuar a descer ao longo dos próximos dias, abrangendo também o interior do país, onde o alívio será finalmente mais evidente após uma das ondas de calor mais persistentes deste verão.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudanca-na-localizacao-da-gota-fria-marta-godinho-analisa-os-novos-riscos-meteorologicos-para-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Das poeiras do Saara ao risco de trovoadas: eis a gota fria que vai mudar o tempo em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/das-poeiras-do-saara-ao-risco-de-trovoadas-eis-a-gota-fria-que-vai-mudar-o-tempo-em-portugal.html</link><pubDate>Wed, 08 Jul 2026 13:01:48 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O tempo em Portugal continental vai alterar-se nos próximos dias, estando à vista um alívio térmico generalizado, a possibilidade de aguaceiros e trovoadas dispersas e ainda uma intrusão de poeiras do Saara.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xamvnf6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xamvnf6.jpg" id="xamvnf6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Vem aí uma <strong>mudança significativa no estado do tempo em Portugal continental</strong>, marcada por uma descida gradual das temperaturas, alguma instabilidade atmosférica e uma ligeira intrusão de poeiras do Saara. </p><p>Tal dever-se-á à deslocação da massa de ar muito quente associada à crista anticiclónica, para es-nordeste, rumo a outros países da Europa, passando a afetar de forma mais direta várias regiões espanholas, França e outros países do continente. Assim,<strong> o nosso país ficará exposto à entrada de uma massa de ar mais fresco e húmido proveniente do Atlântico Norte e transportada pelos ventos de Noroeste</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Ao mesmo tempo, a passagem de uma pequena bolsa de ar frio isolada em altitude na quinta-feira (9) antecederá a formação de uma depressão isolada em altitude (ou gota fria) entre sexta-feira (10) e sábado (11), que acabará por atravessar a Península Ibérica.<strong> Estas duas perturbações, associadas a uma ondulação mais pronunciada da corrente de jato polar, serão cruciais para o alívio térmico e para um ligeiro aumento da instabilidade meteorológica</strong>, mantendo a sua influência durante parte do fim de semana.</p><h2>Descida gradual das temperaturas à medida que o final da semana se aproxima</h2><p>Hoje - quarta-feira, 8 - ainda faz bastante calor em diversas zonas do interior, com máximas próximas entre 35 e 40 ºC. Porém, <strong>após o alívio térmico das temperaturas diurnas que se verificará na quinta-feira (9), espera-se uma nova descida das temperaturas máximas também na sexta-feira (10)</strong>. No dia 10 de julho, prevê-se que variem entre 19 e 26 ºC no litoral e entre 30 e 35 ºC no interior, podendo nos locais mais quente atingir valores entre 36 e 39 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/das-poeiras-do-saara-ao-risco-de-trovoadas-eis-a-gota-fria-que-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-1783513275773.png" data-image="metsi411ezw5"><figcaption>Esta sexta-feira, 10 de julho, já será bem mais notório o registo de temperaturas próximas à média climatológica de referência, sendo inclusive abaixo do normal em várias zonas costeiras ocidentais e meridionais.</figcaption></figure><p><strong>A diminuição das temperaturas será particularmente notória nas regiões do litoral</strong> (incluindo Algarve), onde os valores voltarão a enquadrar-se dentro da média climatológica de julho, ou até mesmo ligeiramente abaixo nalgumas áreas. No interior o ambiente ficará ligeiramente mais fresco e suportável, apesar da persistência de temperaturas elevadas nalgumas zonas. No fim de semana de 11 e 12 de julho o alívio das temperaturas continuará a espalhar-se pela nossa geografia.</p><h2>Risco de aguaceiros e trovoadas dispersas nas próximas tardes, sobretudo nestas zonas</h2><p>O ar frio contido no seio das perturbações isoladas em altitude e associado à advecção de ar fresco proveniente do Atlântico Norte, será responsável pelo risco de gerar <strong>precipitação convectiva, geralmente dispersa e irregularmente distribuída</strong>, embora com possibilidade de ser pontualmente forte à escala local.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/das-poeiras-do-saara-ao-risco-de-trovoadas-eis-a-gota-fria-que-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-1783513303141.png" data-image="eln3c55x99k0"><figcaption>Caso a previsão se concretize, as descargas elétricas terão tendência a concentrar-se no interior Norte e Centro durante as tardes de quinta, sexta e sábado, dias 9, 10 e 11 de julho.</figcaption></figure><p>Apesar da elevada incerteza da previsão quanto aos locais onde ocorrerá trovoada, algo decorrente da trajetória errática deste tipo de bolsas de ar frio e centros de baixas pressões e que já é habitual nestes episódios estivais de precipitação convectiva, os mapas de referência da Meteored, baseados no modelo ECMWF, sugerem que <strong>o risco de ocorrência de</strong><strong> aguaceiros e trovoadas será mais provável durante as tardes de quinta-feira, sexta-feira e sábado, dias 9, 10 e 11 de julho</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777485" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quinta-feira-9-de-julho-a-descida-mais-significativa-das-temperaturas-ocorrera-em-9-distritos-do-interior.html" title="Quinta-feira, 9 de julho, a descida mais significativa das temperaturas ocorrerá em 9 distritos do interior">Quinta-feira, 9 de julho, a descida mais significativa das temperaturas ocorrerá em 9 distritos do interior</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quinta-feira-9-de-julho-a-descida-mais-significativa-das-temperaturas-ocorrera-em-9-distritos-do-interior.html" title="Quinta-feira, 9 de julho, a descida mais significativa das temperaturas ocorrerá em 9 distritos do interior"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quinta-feira-9-de-julho-a-descida-mais-significativa-das-temperaturas-ocorrera-em-9-distritos-do-interior-1783425358370_320.png" alt="Quinta-feira, 9 de julho, a descida mais significativa das temperaturas ocorrerá em 9 distritos do interior"></a></article></aside><p>A atividade elétrica poderá concentrar-se sobretudo nos distritos de <strong>Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Castelo Branco e em áreas montanhosas do Minho</strong>. O risco estender-se-á, embora com menor frequência, à Beira Baixa e ao Alentejo, podendo surgir de forma mais rara noutros locais do país.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/das-poeiras-do-saara-ao-risco-de-trovoadas-eis-a-gota-fria-que-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-1783513318864.png" data-image="rn1fngac8f47"><figcaption>As últimas saídas do modelo Europeu quanto à distribuição geográfica da precipitação acumulada têm variado bastante, o que demonstra a elevada incerteza na previsão de aguaceiros e trovoadas, muito dependente da trajetória e posição que as perturbações isoladas em altitude acabarem por assumir.</figcaption></figure><p>Ainda assim, espera-se que <strong>a precipitação acumulada seja geralmente escassa, dado que os aguaceiros convectivos são, por norma, bastante variáveis</strong> em termos de distribuição espacial e temporal. Não obstante, a possível ocorrência de um ou outro aguaceiro convectivo forte mantém-se, o que poderá ser bastante prejudicial para algumas culturas agrícolas.</p><h2>Haverá uma ligeira intrusão de poeiras do Saara nestas próximas horas e dias</h2><p>A mudança no padrão meteorológico em Portugal continental será suficientemente significativa para que se registe uma <strong>intrusão de poeiras do Saara, já desde hoje (8) e, pelo menos, até domingo (12)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/das-poeiras-do-saara-ao-risco-de-trovoadas-eis-a-gota-fria-que-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-1783513335923.png" data-image="qirfdb0wa7fb"><figcaption>De momento, prevê-se que a intrusão de poeiras do Saara em Portugal continental nestes próximos dias seja relativamente fraca. No entanto, a maior ou menor concentração destas partículas dependerá de possíveis ajustes na trajetória e distribuição dos centros de ação e massas de ar.</figcaption></figure><p>A circulação induzida pela sucessiva passagem de perturbações em altitude sobre a Península Ibérica favorecerá o transporte de poeiras do Norte de África até ao nosso país. Porém, <strong>as concentrações previstas deverão ser reduzidas</strong>, pelo que os seus efeitos serão, previsivelmente, pouco expressivos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/das-poeiras-do-saara-ao-risco-de-trovoadas-eis-a-gota-fria-que-vai-mudar-o-tempo-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Astrónomos alertam: "O espaço está a esgotar-se, milhões de satélites ameaçam apagar as estrelas"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-alertam-o-espaco-esta-se-esgotando-milhoes-de-satelites-ameacam-apagar-as-estrelas.html</link><pubDate>Wed, 08 Jul 2026 07:33:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um estudo internacional alerta que os planos para lançar milhões de satélites podem comprometer seriamente a observação do universo e alterar para sempre a qualidade do céu noturno.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-astronomos-advierten-el-espacio-se-queda-sin-espacio-millones-de-satelites-amenazan-con-apagar-las-estrellas-1783258355034.jpg" data-image="2n6rkqe7vqfa"><figcaption>Atualmente, os pedidos da SpaceX e da Reflect Orbital estão a ser avaliados pela Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC).</figcaption></figure><p>O número de <strong>satélites a orbitar a Terra</strong> não parou de crescer nos últimos anos. Desde 2019, o número cresceu de alguns milhares para <strong>mais de 14.000</strong>, impulsionado principalmente pela implantação de grandes constelações destinadas a melhorar as telecomunicações globais. Contudo, o que hoje parece ser uma expansão acelerada pode ser apenas o início.</p><p>Um novo <strong>estudo </strong>do Observatório Europeu do Sul (ESO), aceite para publicação na revista<em> Astronomy & Astrophysics</em>, alerta que as propostas atualmente em cima da mesa contemplam o <strong>lançamento de mais de 1,7 milhões de novos satélites</strong>.</p><div class="texto-destacado">Caso se concretize, o impacto na astronomia será de uma magnitude sem precedentes.</div><p>A investigação conclui que, para manter a capacidade de observação dos telescópios modernos,<strong> o número de satélites visíveis deve ser mantido abaixo de 100.000</strong>, desde que sejam também suficientemente ténues para passarem despercebidos a olho nu.</p><h2>Um céu cada vez mais brilhante dificulta a exploração do Universo</h2><p>Este estudo é o primeiro a avaliar de forma abrangente como <strong>as mega-constelações alteram o brilho natural do céu noturno</strong>. Até agora, grande parte da preocupação concentrava-se nos rastos de luz deixados pelos satélites ao cruzarem o campo de visão dos telescópios. No entanto, o problema é muito mais amplo.</p><p>A<strong> luz solar refletida por estas naves espaciais aumenta o brilho de fundo do céu, reduzindo o contraste necessário para detetar objetos extremamente ténues</strong>, como galáxias muito distantes, exoplanetas semelhantes à Terra ou asteroides potencialmente perigosos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-astronomos-advierten-el-espacio-se-queda-sin-espacio-millones-de-satelites-amenazan-con-apagar-las-estrellas-1783258415574.jpg" data-image="iseva6wfa6f5"><figcaption>Centenas de satélites cruzam o céu sobre o Deserto do Atacama (Chile) durante uma exposição de uma hora. Crédito: F. Kamphues, ESO/M. Kornmesser</figcaption></figure><p>“<strong>Até agora, conseguimos continuar a trabalhar, mas a situação está a piorar</strong>”, afirma Olivier Hainaut, astrónomo do ESO e autor principal do estudo. Embora reconheça que algumas empresas, incluindo a <em>SpaceX</em>, tomaram medidas para reduzir o brilho dos seus satélites, ele acredita que a quantidade planeada para os projetos atuais excede em muito o que a astronomia pode tolerar.</p><p>Simulações realizadas pela equipa indicam uma situação preocupante. Uma exposição de duas horas com o <em>Very Large Telescope</em> (VLT) do ESO poderia registar dezenas de rastos de satélites numa única imagem, resultando em perdas de até 28% do campo observado. Em telescópios de campo amplo, como o Observatório Vera C. Rubin, muitas imagens poderiam tornar-se inutilizáveis por várias horas a cada noite.</p><p>Os investigadores apontam que os <strong>satélites </strong>iluminados pelo Sol são muito mais brilhantes do que os objetos astronómicos estudados. Quando um deles cruza a área observada, deixa um rasto luminoso que <strong>obscurece as informações correspondentes ao objeto atrás dele</strong>.</p><h2>Satélites com espelhos: um projeto que traz preocupação</h2><p>Dentre todos os projetos analisados, um em particular gerou considerável preocupação na comunidade científica. Trata-se da <em>Reflect Orbital</em>, uma empresa que propõe implantar uma constelação de satélites equipados com <strong>espelhos capazes de refletir a luz solar de volta para a Terra à noite</strong>.</p><p>A empresa planeia lançar um satélite de teste ainda este ano e atingir uma frota de 50.000 unidades até 2035. De acordo com os cálculos do estudo, <strong>estes seriam os satélites mais brilhantes já colocados em órbita</strong>.</p><p><strong>Dentro do feixe refletido, um destes satélites poderia parecer até quatro vezes mais brilhante do que a Lua cheia</strong>. Mesmo fora dessa área de iluminação direta, o seu brilho seria comparável ao de Vénus e suficiente para aumentar o brilho geral do céu noturno de três a quatro vezes. Nestas condições, um único feixe poderia comprometer certas observações científicas e, com toda a constelação em operação, um grande número de imagens tornar-se-ia inutilizável para investigação.</p><h2>Um limite para proteger a astronomia e o meio ambiente</h2><p>Os autores argumentam que ainda é possível reduzir estes impactos estabelecendo limites para o crescimento das mega-constelações. A sua proposta é que o <strong>número de satélites visíveis não ultrapasse 100.000</strong> e que todos eles <strong>tenham um brilho abaixo da magnitude visual 7</strong>, para que permaneçam invisíveis ao olho humano.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774636" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-captura-exoplaneta-que-esta-evaporando-sob-o-calor-de-seu-proprio-sol.html" title="Telescópio James Webb captura exoplaneta que está a evaporar sob o calor do seu próprio sol">Telescópio James Webb captura exoplaneta que está a evaporar sob o calor do seu próprio sol</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-captura-exoplaneta-que-esta-evaporando-sob-o-calor-de-seu-proprio-sol.html" title="Telescópio James Webb captura exoplaneta que está a evaporar sob o calor do seu próprio sol"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-telescopio-james-webb-capta-un-exoplaneta-que-se-esta-evaporando-bajo-el-calor-de-su-propio-sol-1781789120425_320.jpg" alt="Telescópio James Webb captura exoplaneta que está a evaporar sob o calor do seu próprio sol"></a></article></aside><p>"Não é um número absoluto; pessoalmente, eu preferiria 50.000", reconhece Hainaut. Mesmo assim, ele acredita que um máximo de 100.000 produziria perdas comparáveis às já causadas por outras limitações técnicas comuns na observação astronómica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-astronomos-advierten-el-espacio-se-queda-sin-espacio-millones-de-satelites-amenazan-con-apagar-las-estrellas-1783258399722.jpg" data-image="onp4rtj4l9g1"><figcaption>O aumento no número de lançamentos e subsequentes reentradas de milhares de satélites também teria consequências para a qualidade do ar, os ecossistemas e os ritmos biológicos.</figcaption></figure><p>Atualmente, os pedidos da <em>SpaceX </em>e da <em>Reflect Orbital </em>estão a ser avaliados pela Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos EUA. O Observatório Europeu do Sul (ESO), juntamente com a Sociedade Real de Astronomia e a União Astronómica Internacional, já apresentou objeções formais, apoiadas pelos resultados desta investigação.</p><p>Para Betty Kioko, responsável pela coordenação da resposta do observatório europeu, a situação é clara: "<strong>Para a astronomia óptica, isto representa uma ameaça existencial</strong>".</p><p>Os investigadores também apontam que o problema vai além da astronomia. O aumento no número de lançamentos e a subsequente reentrada de milhares de satélites também teriam <strong>consequências para a qualidade do ar, os ecossistemas e os ritmos biológicos</strong>, abrindo um debate que envolve tanto o desenvolvimento tecnológico quanto a preservação do céu noturno.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Olivier%20R.%20Hainaut" data-year="2026" data-title="Large%20or%20bright%20satellite%20constellations%3A%20Effects%20on%20observations%2C%20including%20on%20the%20background%20sky%20brightness" data-url="https%3A%2F%2Farxiv.org%2Fabs%2F2604.09427">Olivier R. Hainaut. (2026). <a href="https://arxiv.org/abs/2604.09427" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Large or bright satellite constellations: Effects on observations, including on the background sky brightness</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-alertam-o-espaco-esta-se-esgotando-milhoes-de-satelites-ameacam-apagar-as-estrelas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 41 ºC: IPMA mantém sete distritos sob aviso laranja esta quarta-feira, 8 de julho; saiba quais são]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-41-c-ipma-mantem-sete-distritos-sob-aviso-laranja-esta-quarta-feira-8-de-julho-saiba-quais-sao.html</link><pubDate>Wed, 08 Jul 2026 06:09:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O calor continuará intenso esta quarta-feira, 8 de julho, levando o IPMA a manter avisos meteorológicos de tempo quente em 14 distritos de Portugal continental. Conheça as regiões mais afetadas, os horários dos avisos e as temperaturas previstas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xamjwsm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xamjwsm.jpg" id="xamjwsm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Apesar de a onda de calor já ter chegado ao fim em algumas regiões do litoral, o interior de Portugal continental continuará esta quarta-feira (8) sob condições meteorológicas de calor intenso. As previsões apontam para temperaturas que poderão atingir os <strong>41 ºC </strong>em alguns pontos do interior do país, motivo pelo qual o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) mantém vários distritos sob aviso meteorológico devido à persistência de calor intenso.</p><h2>Sete distritos permanecem sob aviso laranja</h2><p>O IPMA mantém <strong>Bragança, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora, Beja e Faro</strong> sob aviso laranja de tempo quente, refletindo a persistência de temperaturas máximas e mínimas muito elevadas.</p><p>Além destes, encontram-se também sob <strong>aviso amarelo</strong> os distritos de <strong>Coimbra, Leiria, Lisboa, Santarém, Setúbal, Vila Real e Viseu</strong>, onde, apesar de o calor ser menos intenso, continuam previstos valores elevados para esta época do ano.</p><p>Os avisos laranja estão em vigor desde as <strong>18h56 de segunda-feira (7)</strong>. Em <strong>Bragança e Guarda</strong>, mantêm-se até às <strong>18h00 de quinta-feira (9)</strong>. Já em <strong>Castelo Branco, Portalegre, Évora, Beja e Faro</strong>, prolongam-se até às <strong>23h00 de quarta-feira (8)</strong>, passando depois a aviso amarelo até às <strong>18h00 de quinta-feira (9)</strong>.</p><h2>Interior continuará a registar as temperaturas mais elevadas</h2><p>Os mapas do modelo europeu <strong>ECMWF</strong> confirmam que o interior do país continuará a concentrar os valores mais elevados de temperatura durante a tarde desta quarta-feira.</p><p>O Vale do Guadiana poderá voltar a atingir <strong>41 ºC</strong>, enquanto várias zonas do Alentejo, Beira Baixa e Nordeste Transmontano deverão oscilar entre <strong>38 e 40 ºC</strong>. Em contraste, o litoral continuará a beneficiar da influência marítima, apresentando temperaturas bastante mais amenas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-41-c-ipma-mantem-sete-distritos-sob-aviso-laranja-esta-quarta-feira-8-de-julho-saiba-quais-sao-1783462948292.png" data-image="2sjw8tj4eagq" alt="Mapa de temperatura previsto para quarta-feira, 8 de julho, às 16h00" title="Mapa de temperatura previsto para quarta-feira, 8 de julho, às 16h00"><figcaption>As temperaturas máximas previstas para quarta-feira evidenciam a persistência do calor intenso no interior de Portugal, com valores que poderão atingir os 41 ºC.</figcaption></figure><p> Como mostra a tabela, Évora e Beja deverão voltar a atingir os <strong>40 ºC</strong>, enquanto Castelo Branco poderá alcançar os <strong>39 ºC</strong> e Portalegre os <strong>38 ºC</strong>, confirmando que o calor continuará a concentrar-se sobretudo no interior do país. </p><table><thead><tr><th>Capital de Distrito</th><th>Temperatura Máxima Quarta-feira, 8 de julho</th><th>Temperatura Mínima Quarta-feira, 8 de julho</th></tr></thead><tbody><tr><td> Bragança </td><td> 37 ºC </td><td> 18 ºC </td></tr><tr><td> Castelo Branco </td><td> 39 ºC </td><td> 19 ºC </td></tr><tr><td> Guarda </td><td> 34 ºC </td><td> 19 ºC </td></tr><tr><td> Portalegre </td><td> 38 ºC </td><td> 21 ºC </td></tr><tr><td> Évora </td><td> 40 ºC </td><td> 17 ºC </td></tr><tr><td> Beja </td><td> 40 ºC </td><td> 19 ºC </td></tr><tr><td> Faro </td><td> 34 ºC </td><td> 22 ºC </td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Fonte: Meteored e IPMA.</td></tr></tbody></table><p>As temperaturas mínimas continuarão igualmente elevadas em vários distritos, limitando o arrefecimento noturno e favorecendo a persistência do calor ao longo do dia seguinte.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777497" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ultima-projecao-do-modelo-ecmwf-para-portugal-temperaturas-mais-frescas-a-partir-de-quinta-feira-9-e-gota-fria-a-vista.html" title="Última projeção do modelo ECMWF para Portugal: temperaturas mais frescas a partir de quinta-feira 9 e gota fria à vista">Última projeção do modelo ECMWF para Portugal: temperaturas mais frescas a partir de quinta-feira 9 e gota fria à vista</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ultima-projecao-do-modelo-ecmwf-para-portugal-temperaturas-mais-frescas-a-partir-de-quinta-feira-9-e-gota-fria-a-vista.html" title="Última projeção do modelo ECMWF para Portugal: temperaturas mais frescas a partir de quinta-feira 9 e gota fria à vista"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ultima-projecao-do-modelo-ecmwf-para-portugal-temperaturas-mais-frescas-a-partir-de-quinta-feira-9-e-gota-fria-a-vista-1783431278640_320.png" alt="Última projeção do modelo ECMWF para Portugal: temperaturas mais frescas a partir de quinta-feira 9 e gota fria à vista"></a></article></aside><p><strong>O período mais quente do dia deverá ocorrer durante a segunda metade da tarde</strong>, altura em que o aquecimento acumulado favorecerá os valores máximos em grande parte das regiões interiores.</p><h2>Massa de ar quente já só resiste nalgumas zonas do interior</h2><p> A massa de ar muito quente continua em deslocação gradual para leste, perdendo influência sobre Portugal continental, sobretudo nas regiões do litoral. Ainda assim, <strong>continuará a alimentar temperaturas bastante elevadas nas zonas do interior durante esta quarta-feira</strong>, especialmente no Nordeste Transmontano, Beira Baixa, Alentejo e Sotavento Algarvio. </p><h2>Temperaturas continuam acima do normal</h2><p> A intensidade deste episódio também é visível nos mapas de <strong>anomalia da temperatura à superfície</strong>. Grande parte de Portugal continental continuará a apresentar valores vários graus acima da média climatológica para esta altura do ano, sobretudo nas regiões do interior. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-41-c-ipma-mantem-sete-distritos-sob-aviso-laranja-esta-quarta-feira-8-de-julho-saiba-quais-sao-1783464103945.png" data-image="k8ckbttmbe95"><figcaption>As anomalias térmicas previstas continuam a evidenciar temperaturas superiores ao normal, sobretudo nas regiões do interior.</figcaption></figure><p> Segundo as projeções atuais, a descida das temperaturas tornar-se-á mais evidente a partir de quinta-feira (9). Ainda assim, diversas regiões do interior deverão continuar a registar temperaturas elevadas para a época do ano, sobretudo no Nordeste Transmontano, Beira Baixa, Alentejo e Sotavento Algarvio. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-41-c-ipma-mantem-sete-distritos-sob-aviso-laranja-esta-quarta-feira-8-de-julho-saiba-quais-sao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As “5 melhores piscinas de Portugal” para conhecer antes do alívio térmico]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/as-5-melhores-piscinas-de-portugal-para-conhecer-antes-do-alivio-termico.html</link><pubDate>Wed, 08 Jul 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Calor sufocante em Portugal? Conheça cinco piscinas de sonho para se refrescar nos próximos dias.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-5-melhores-piscinas-de-portugal-para-conhecer-antes-do-alivio-termico-1783366312453.jpg" data-image="95hio2dwx8ma" alt="Piscina Portugal" title="Piscina Portugal"><figcaption>Se o calor não lhe dá descanso, estas 5 piscinas em Portugal podem salvar o verão. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Esta semana arrancou quente em todo o país. Mas trazemos boas notícias. É que já se denota um alívio térmico em alguns locais do país, especialmente no litoral Norte e Centro.</p><p>“A partir de quinta-feira espera-se uma <strong>descida generalizada e gradual dos valores de temperatura máxima</strong>, pelo menos até ao arranque da próxima semana”, <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-vermelho-por-calor-extremo-mantem-se-em-4-distritos-mas-o-tempo-vai-mudar-saiba-onde-havera-alivio-termico.html" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">avisa</a> Joana Campos.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.<br> </div><p>Até lá, damos-lhe a conhecer as <strong>5 melhores piscinas do país</strong>. A lista foi elaborada pelo blogue ‘The Glitter Dream’ e publicada no <em>site</em> ‘Sapo’. Curioso? Serão, certamente, boas apostas de destinos onde arrefecer nos próximos dias. </p><p>“Portugal tem praias incríveis, mas também tem<strong> piscinas capazes de competir com qualquer destino internacional</strong>”, lê-se. “Seja entre as rochas de Leça da Palmeira, as ondas de Castanheira de Pera ou os cenários vulcânicos da Madeira, há mergulhos que valem a viagem.”</p><p>Pronto para planear a próxima escapadinha?</p><h2>Conheça as 5 melhores piscinas em Portugal</h2><p>“Quando o calor aperta, há piscinas que são muito mais do que um sítio para dar um mergulho. Entre obras-primas da arquitetura, piscinas de ondas gigantes e cenários que parecem saídos de um postal, estas são <strong>cinco das piscinas mais especiais para visitar em Portugal</strong> este verão.”</p><h3>Piscinas das Marés, Leça da Palmeira</h3><ol></ol><p>Há piscinas bonitas, há piscinas emblemáticas e depois há as<strong> Piscinas das Marés</strong>, em Leça da Palmeira. Estas entram facilmente na categoria de lugar obrigatório. </p><div class="texto-destacado">Inauguradas em 1966 e desenhadas por Álvaro Siza Vieira, são um dos grandes ícones da arquitetura portuguesa do século XX e, desde 2006, estão classificadas como Monumento Nacional. </div><p>Mas o que as torna tão especiais não é apenas a assinatura de Siza: é a forma como a construção se encaixa na paisagem rochosa.</p><p>Na prática, o que encontra aqui são<strong> piscinas de água salgada integradas nas rochas</strong>, com o Atlântico como cenário e banda sonora. O conjunto oferece um lado muito diferente de uma piscina convencional. </p><p>“Nenhuma lista fica completa sem as míticas Piscinas das Marés, em Leça da Palmeira”, garante o blogue responsável pelo <em>ranking</em>. “Projetadas por Álvaro Siza Vieira e classificadas como Monumento Nacional, estas piscinas de água salgada fundem-se com as rochas e o Atlântico de uma forma quase mágica. É um daqueles lugares onde arquitetura e natureza parecem ter sido feitas uma para a outra.”</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-5-melhores-piscinas-de-portugal-para-conhecer-antes-do-alivio-termico-1783366162595.jpg" data-image="s65w8o8ao5or" alt="Piscina das Marés" title="Piscina das Marés"><figcaption>É um sítio excelente para quem gosta de nadar com vista, para quem aprecia arquitetura e para quem quer um mergulho com um certo peso cultural. Foto: Wikimedia // Christian Gänshirt</figcaption></figure><p>Nos meses de verão, costuma funcionar com época balnear e bilheteira própria, pelo que vale a pena confirmar horários antes de ir, sobretudo em dias de maior afluência.</p><h3>Praia das Rocas, Castanheira de Pera</h3><p>A<strong> Praia das Rocas</strong> não é uma piscina no sentido clássico da palavra; é mais um pequeno universo de verão montado em plena Beira. Daqueles com direito a ondas artificiais, lago, ilha e uma estética de “férias grandes” que não tenta ser discreta. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776412" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ate-40-c-ou-mais-conheca-quatro-praias-do-oeste-para-escapar-ao-calor-intenso.html" title="Até 40 °C ou mais? Conheça quatro praias do Oeste para escapar ao calor intenso">Até 40 °C ou mais? Conheça quatro praias do Oeste para escapar ao calor intenso</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ate-40-c-ou-mais-conheca-quatro-praias-do-oeste-para-escapar-ao-calor-intenso.html" title="Até 40 °C ou mais? Conheça quatro praias do Oeste para escapar ao calor intenso"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-40-c-ou-mais-conheca-quatro-praias-do-oeste-para-escapar-ao-calor-intenso-1782806802034_320.jpg" alt="Até 40 °C ou mais? Conheça quatro praias do Oeste para escapar ao calor intenso"></a></article></aside><p>Localizado em Castanheira de Pera, no sopé da Serra da Lousã, é um dos complexos balneares mais conhecidos do interior do país. É, portanto, uma escolha certeira para famílias, grupos de amigos e para quem gosta da ideia de praia sem ter de lidar com mar agitado, areia em todo o lado e a luta pela primeira fila junto à água.</p><div class="texto-destacado">O grande destaque é a piscina de ondas com cerca de 2100 metros quadrados, integrada num lago com quase um quilómetro de extensão. </div><p>Aqui pode contar com <strong>atividades aquáticas</strong> e um ambiente muito virado para o dia completo. Há ainda uma ponte centenária, uma ilha no centro do lago e uma envolvente serrana que torna o cenário mais improvável do que parece à primeira vista. </p><h3>Piscina Oceânica Alberto Romano, Oeiras</h3><p>Para quem está na<strong> área de Lisboa</strong> e quer trocar a lotação da praia por uma alternativa mais confortável, a <strong>Piscina Oceânica Alberto Romano</strong>, em Oeiras, continua a ser uma das opções mais apetecíveis da linha. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777485" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quinta-feira-9-de-julho-a-descida-mais-significativa-das-temperaturas-ocorrera-em-9-distritos-do-interior.html" title="Quinta-feira, 9 de julho, a descida mais significativa das temperaturas ocorrerá em 9 distritos do interior">Quinta-feira, 9 de julho, a descida mais significativa das temperaturas ocorrerá em 9 distritos do interior</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quinta-feira-9-de-julho-a-descida-mais-significativa-das-temperaturas-ocorrera-em-9-distritos-do-interior.html" title="Quinta-feira, 9 de julho, a descida mais significativa das temperaturas ocorrerá em 9 distritos do interior"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quinta-feira-9-de-julho-a-descida-mais-significativa-das-temperaturas-ocorrera-em-9-distritos-do-interior-1783425358370_320.png" alt="Quinta-feira, 9 de julho, a descida mais significativa das temperaturas ocorrerá em 9 distritos do interior"></a></article></aside><p>“Com vista direta para o mar e um enorme plano de água salgada, esta é uma das favoritas dos lisboetas.”</p><div class="texto-destacado">E onde é que vai encontrar a Piscina Oceânica Alberto Romano? Fica junto à Praia da Torre, integrada no complexo da Marina de Oeiras, e tem a vantagem de oferecer ambiente marítimo sem exigir grande espírito de aventura. </div><p>“A localização privilegiada junto ao paredão faz dela uma <strong>excelente alternativa</strong> para quem quer aproveitar o ambiente de praia sem enfrentar as ondas.”</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-5-melhores-piscinas-de-portugal-para-conhecer-antes-do-alivio-termico-1783365986275.JPG" data-image="fz36r09wp93g" alt="Piscina Oceânica Alberto Romano" title="Piscina Oceânica Alberto Romano"><figcaption>O cenário faz o trabalho todo: de um lado, a marina; do outro, a proximidade do Tejo e do Atlântico; à volta, o paredão e a sensação de que se está de férias. Foto: Município de Oeiras</figcaption></figure><p>A piscina é alimentada por água do mar e divide-se em dois planos de água, com zona para adultos e área própria para crianças. Além disso, o espaço tem relvado, espreguiçadeiras, chapéus de sol e infraestruturas de apoio, o que a torna bastante prática para quem quer passar ali várias horas sem logística complicada. </p><p>Também é uma boa solução para <strong>famílias com miúdos</strong>, para quem prefere nadar em água salgada, mas sem correntes ou rebentação, e para quem gosta de alternar entre mergulho, e gelados no paredão. </p><p>Ainda assim, deixamos o aviso: em plena época alta, é aconselhável contar com bastante procura.</p><h3>Piscinas Naturais de Porto Moniz, Madeira</h3><p>Se houvesse um campeonato nacional de piscinas fotogénicas,<strong> Porto Moniz</strong> entraria em prova com confiança de campeão. Na costa norte da Madeira, estas piscinas naturais formadas por rocha vulcânica são um dos <em>ex-líbris</em> da ilha e uma das <strong>experiências balneares mais marcantes do país</strong>. </p><p>“Mais do que uma piscina, são um espetáculo da natureza. Esculpidas pela lava vulcânica e preenchidas naturalmente pela água do Atlântico, as piscinas de Porto Moniz são uma das atrações mais emblemáticas da Madeira e um daqueles lugares que parecem irreais ao vivo.”</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-5-melhores-piscinas-de-portugal-para-conhecer-antes-do-alivio-termico-1783366521991.jpg" data-image="g0bev6vn5w4s" alt="Piscinas Naturais de Porto Moniz, Madeira" title="Piscinas Naturais de Porto Moniz, Madeira"><figcaption>"Uma atração para milhares de turistas nacionais e estrangeiros, não só pela sua beleza e origem peculiar mas também pelas magníficas condições", garante a autarquia. Foto: Município de Porto Moniz</figcaption></figure><p>Apesar da aparência selvagem, o complexo principal de Porto Moniz está preparado para receber visitantes com bastante conforto. Há zonas de solário, piscina para crianças, balneários, apoio de bar e acessos pensados para tornar a visita mais simples. Isso faz com que o local consiga agradar a públicos muito diferentes. </p><h3>Piscina do Arribas Sintra Hotel, Praia Grande</h3><p>A<strong> Piscina do Arribas Sintra Hotel</strong>, na Praia Grande, é “provavelmente uma das piscinas mais fotografadas do país”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775252" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-calor-vai-dar-treguas-aproveite-para-visitar-a-piscina-mais-bonita-do-alentejo.html" title="O calor vai dar tréguas? Aproveite para visitar a piscina “mais bonita do Alentejo”">O calor vai dar tréguas? Aproveite para visitar a piscina “mais bonita do Alentejo”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-calor-vai-dar-treguas-aproveite-para-visitar-a-piscina-mais-bonita-do-alentejo.html" title="O calor vai dar tréguas? Aproveite para visitar a piscina “mais bonita do Alentejo”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-calor-vai-dar-treguas-aproveite-para-visitar-a-piscina-mais-bonita-do-alentejo-1782229895512_320.jpg" alt="O calor vai dar tréguas? Aproveite para visitar a piscina “mais bonita do Alentejo”"></a></article></aside><p>Com cerca de 100 metros de comprimento, esta <strong>piscina de água salgada</strong> é uma das mais conhecidas do país e uma presença habitual em listas de verão. Encostada ao Atlântico, tem uma vista ampla sobre a Praia Grande.</p><p>Sendo uma piscina oceânica integrada no hotel, o acesso e as condições podem variar consoante a época e a disponibilidade, mas continua a ser uma excelente escolha para quem procura um dia de verão com algum <em>glamour</em>. Tudo sem precisar de sair do país nem de fingir que gosta de areia colada aos pés. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Sapo%2C%20The%20Glitter%20Dream" data-year="2026" data-title="Glitter%20Top%3A%205%20melhores%20piscinas%20em%20Portugal" data-url="https%3A%2F%2Fsapo.pt%2Fartigo%2Fglitter-top-5-melhores-piscinas-em-portugal-6a411c4e20e63ff40f8da4dd">Sapo, The Glitter Dream. (2026). <a href="https://sapo.pt/artigo/glitter-top-5-melhores-piscinas-em-portugal-6a411c4e20e63ff40f8da4dd" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Glitter Top: 5 melhores piscinas em Portugal</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/as-5-melhores-piscinas-de-portugal-para-conhecer-antes-do-alivio-termico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Descobrem o segredo geológico que tornou o tsunami do Japão, em 2011, tão devastador]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/descobrem-o-segredo-geologico-que-tornou-o-tsunami-do-japao-em-2011-tao-devastador.html</link><pubDate>Tue, 07 Jul 2026 17:09:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um estudo identificou uma fina camada de argila sob a Fossa do Japão que permitiu um deslocamento excecional do fundo marinho durante o terramoto de 2011. Esta descoberta poderá melhorar a previsão de futuros megaterramotos e tsunamis.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/descubren-el-secreto-geologico-que-hizo-tan-devastador-el-tsunami-de-japon-en-1783381591408.jpg" data-image="xdvyi06yhkm7" alt="Japón terremoto tsunami 2011" title="Japón terremoto tsunami 2011"><figcaption>O estudo identificou uma camada com cerca de 30 metros de espessura, formada por argila pelágica, um sedimento extremamente fino e escorregadio.</figcaption></figure><p>Quinze anos após o terramoto e o tsunami que devastaram o nordeste do Japão, uma equipa internacional de cientistas descobriu um elemento fundamental para compreender por que razão aquele evento atingiu uma magnitude tão extraordinária. A investigação revelou que <strong>uma fina camada de argila, escondida sob o leito do Oceano Pacífico, foi determinante para que a ruptura sísmica atingisse o fundo do mar</strong> e desencadeasse um dos tsunamis mais destrutivos da história recente.</p><p>Os resultados, publicados na revista <em>Science</em>, mostram que esta camada, rica em argilas e extremamente mole, atuou como uma <strong>superfície de deslizamento quase perfeita durante o megaterramoto de 11 de março de 2011</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong><strong>Nesse dia, o fundo oceânico deslocou-se entre 40 e 60 metros em apenas seis minutos. Esse movimento excecional empurrou uma enorme massa de água e deu origem ao tsunami que devastou a costa japonesa, causou cerca de 20 000 mortes e gerou prejuízos económicos superiores a 200 000 milhões de dólares.</strong></strong></div><p>Christine Regalla, professora associada da Universidade do Norte do Arizona e uma das autoras do estudo, explicou que <strong>nunca antes se tinha observado um deslocamento de tal magnitude</strong> desde que a humanidade começou a monitorizar sismos.</p><p><strong>"É como se toda a região compreendida entre Los Angeles e São Francisco se deslocasse entre 40 e 60 metros em apenas seis minutos"</strong>, exemplificou a investigadora.</p><h2>Uma perfuração recorde permitiu encontrar as provas</h2><p>Para descobrir o que tornou o terramoto do Japão tão singular, os investigadores viajaram até à Fossa do Japão a bordo do navio científico <em>Chikyu</em>, equipado para realizar <strong>perfurações oceânicas de grande profundidade</strong>.</p><p><strong>A expedição perfurou cerca de 8 000 metros abaixo do nível do mar para recolher amostras de sedimentos</strong>, numa campanha que foi reconhecida pelo <em>Guinness World Records</em> como a perfuração científica mais profunda realizada no oceano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/descubren-el-secreto-geologico-que-hizo-tan-devastador-el-tsunami-de-japon-en-1783381626664.jpg" data-image="8olmd51c0gua" alt="Japón terremoto tsunami 2011" title="Japón terremoto tsunami 2011"><figcaption>Durante o terramoto de magnitude 9,1 no Japão, a ruptura teve início a cerca de 24 quilómetros de profundidade.</figcaption></figure><p>A análise dessas amostras permitiu<strong> identificar uma camada com cerca de 30 metros de espessura, formada por argila pelágica, um sedimento extremamente fino e escorregadio </strong>que se acumulou lentamente ao longo de milhões de anos a partir de partículas microscópicas que desceram até ao fundo do mar.</p><p>Essa argila ficou presa entre camadas de rocha muito mais resistentes. Segundo os investigadores,<strong> essa disposição geológica criou uma espécie de "linha de ruptura" natural que concentrou toda a ruptura sísmica numa superfície muito estreita e excepcionalmente frágil</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="476291" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/japao-11-de-marco-de-2011-uma-tragedia-em-tres-atos-fukushima.html" title="Japão, 11 de março de 2011: uma tragédia em três atos">Japão, 11 de março de 2011: uma tragédia em três atos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/japao-11-de-marco-de-2011-uma-tragedia-em-tres-atos-fukushima.html" title="Japão, 11 de março de 2011: uma tragédia em três atos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/japao-11-de-marco-de-2011-uma-tragedia-em-tres-atos-1678443144762_320.jpeg" alt="Japão, 11 de março de 2011: uma tragédia em três atos"></a></article></aside><p>Patrick Fulton, professor associado da Universidade de Cornell e coautor do estudo, salientou que <strong>a própria estrutura geológica da Fossa do Japão determina o local onde a falha se desenvolve</strong>.</p><p>Essa superfície tão frágil <strong>facilitou que a ruptura avançasse até atingir o fundo do oceano</strong>, algo que normalmente não ocorre na maioria dos grandes terramotos.</p><h2>Por que razão foi diferente dos restantes terramotos?</h2><p>Na maioria dos <strong>terramotos de grande magnitude</strong>, a fratura entre as placas tectónicas ocorre a <strong>dezenas de quilómetros de profundidade e não chega ao leito oceânico</strong>. Como exemplo, os investigadores referem o terramoto de Nisqually, registado no noroeste dos Estados Unidos em 2001, cuja ruptura teve início a cerca de 50 quilómetros abaixo do fundo do mar.</p><p>Em contrapartida, <strong>durante o terramoto no Japão, de magnitude 9,1, a ruptura iniciou-se a cerca de 24 quilómetros de profundidade e conseguiu propagar-se até à superfície do leito oceânico graças a essa fina camada de argila</strong>. Essa diferença foi suficiente para multiplicar o deslocamento do leito marinho e potenciar enormemente a formação do tsunami.</p><h2>Uma descoberta que poderá ajudar a antecipar futuros tsunamis</h2><p>Os cientistas acreditam que esta camada de argila se estende ao longo de centenas de quilómetros da Fossa do Japão, pelo que <strong>outras zonas com características semelhantes poderão ter uma maior capacidade para provocar terramotos superficiais e tsunamis de grande magnitude</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong><strong>Compreender onde existem estes materiais geológicos permitirá identificar com maior precisão quais as regiões que apresentam um risco elevado de gerar os terramotos mais destrutivos do planeta.</strong></strong></div><p><strong>Os autores salientam ainda que as consequências destes fenómenos não se limitam ao país onde ocorrem</strong>. Um grande tsunami originado ao largo do Japão pode atravessar todo o Oceano Pacífico e afetar regiões muito distantes, como o Havai ou mesmo outras costas americanas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/descubren-el-secreto-geologico-que-hizo-tan-devastador-el-tsunami-de-japon-en-1783381664853.jpg" data-image="xzxpl40rdobb" alt="Japón terremoto tsunami 2011" title="Japón terremoto tsunami 2011"><figcaption>Nunca antes se tinha observado um deslocamento de tal magnitude desde que a humanidade começou a monitorizar sismos.</figcaption></figure><p>Por essa razão, consideram que <strong>este novo conhecimento pode traduzir-se em melhores modelos de previsão</strong>, numa atualização dos mapas de risco, em normas de construção mais exigentes, em infraestruturas mais resistentes e em planos de evacuação melhor concebidos.</p><p>O Japão é considerado um dos países mais bem preparados do mundo para lidar com sismos e tsunamis. No entanto, <strong>a catástrofe de 2011 demonstrou que mesmo os sistemas de prevenção mais avançados podem ser ultrapassados quando a natureza revela mecanismos que até então permaneciam ocultos</strong>. Descobri-los representa um passo fundamental para reduzir o impacto de futuros megaterramotos e proteger milhões de pessoas que vivem nas costas do Oceano Pacífico.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="J.%20D.%20Kirkpatrick%20et%20al." data-year="2026" data-title="Extreme%20plate%20boundary%20localization%20promotes%20shallow%20earthquake%20slip%20at%20the%20Japan%20Trench" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fscience.ady0234">J. D. Kirkpatrick et al.. (2026). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/science.ady0234" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Extreme plate boundary localization promotes shallow earthquake slip at the Japan Trench</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/descobrem-o-segredo-geologico-que-tornou-o-tsunami-do-japao-em-2011-tao-devastador.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Resíduos radioativos no mar, a 1000 km de Nantes: ainda é possível tomar banho no Atlântico?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/residuos-radioativos-no-mar-a-1000-km-de-nantes-ainda-e-possivel-tomar-banho-no-atlantico.html</link><pubDate>Tue, 07 Jul 2026 15:56:08 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Centenas de milhares de barris radioativos jazem no fundo do Atlântico, longe dos olhares. Uma vasta campanha científica liderada pelo CNRS procura agora avaliar o seu estado e os seus efeitos nos ecossistemas marinhos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/dechets-radioactifs-en-mer-a-1000-km-de-nantes-peut-on-encore-se-baigner-dans-l-atlantique-france-fut-ocean-ecosysteme-1783335859040.jpeg" data-image="b1inp6mfjold" alt="Déchets radioactif Fut Océan profondeur" title="Déchets radioactif Fut Océan profondeur"><figcaption>Mais de 200 000 barris contendo resíduos radioativos foram lançados ao Oceano Atlântico.</figcaption></figure><p>A descoberta de <strong>mais de 200 000 barris de resíduos radioativos submersos nas profundezas do Atlântico</strong> nordeste pode, com razão, suscitar preocupações. No entanto, esses resíduos encontram-se a<strong> cerca de 4 700 metros de profundidade</strong> e<strong> a aproximadamente 1 000 quilómetros da costa francesa</strong>, numa zona abissal muito distante das praias.</p><p>Hoje em dia, o principal desafio não é <strong>o banho na costa</strong>, mas sim a compreensão dos <strong>efeitos a longo prazo destes antigos depósitos nos ecossistemas marinhos profundos</strong>.</p><h2>Uma prática há muito considerada normal</h2><p>Entre <strong>os anos 1950 e 1990</strong>, vários países com indústria nuclear, entre os quais a França, o Reino Unido, a Bélgica e os Países Baixos, <strong>submergiram resíduos radioativos no oceano</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="756042" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-os-gatilhos-de-sismos-impossiveis-em-regioes-estaveis.html" title="Cientistas descobrem os gatilhos de sismos 'impossíveis' em regiões estáveis">Cientistas descobrem os gatilhos de sismos "impossíveis" em regiões estáveis</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-os-gatilhos-de-sismos-impossiveis-em-regioes-estaveis.html" title="Cientistas descobrem os gatilhos de sismos 'impossíveis' em regiões estáveis"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-descobrem-os-gatilhos-de-sismos-impossiveis-em-regioes-estaveis-1772050359885_320.png" alt="Cientistas descobrem os gatilhos de sismos 'impossíveis' em regiões estáveis"></a></article></aside><p>Na altura, esta prática era autorizada e até <strong>considerada uma solução segura</strong>: os barris eram depositados em planícies abissais, longe da costa e <strong>em zonas consideradas geologicamente estáveis</strong>.</p><p>Segundo o CNRS, <strong>mais de 200 000 barris</strong> foram depositados na principal zona de imersão do Atlântico Nordeste. Contêm essencialmente <strong>resíduos de baixa ou muito baixa atividade</strong>, provenientes, nomeadamente, de laboratórios, hospitais ou da indústria nuclear.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr"><a href="https://x.com/hashtag/Communiqu%C3%A9?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Communiqué</a> ️ Menée par le CNRS, avec notamment l'<a href="https://x.com/Ifremer_fr?ref_src=twsrc%5Etfw">@Ifremer_fr</a> et l'<a href="https://x.com/ASNR_FR?ref_src=twsrc%5Etfw">@ASNR_FR</a>, cette campagne vise à mieux comprendre les interactions entre les 200 000 fûts de déchets radioactifs immergés et les écosystèmes de l'océan profond.<br><br> <a href="https://t.co/QNSxgwgzCa">https://t.co/QNSxgwgzCa</a> <a href="https://t.co/ymdPg8Gu2Y">pic.twitter.com/ymdPg8Gu2Y</a></p>— CNRS (@CNRS) <a href="https://x.com/CNRS/status/2072621827830993057?ref_src=twsrc%5Etfw">July 2, 2026</a></blockquote></figure><p>Os resíduos eram geralmente revestidos com <strong>betume, cimento ou resina</strong> antes de serem colocados em barris metálicos <strong>destinados a retardar a sua degradação</strong>. </p><p>Esta <strong>prática foi progressivamente posta em causa</strong> à medida que se foi adquirindo um melhor conhecimento dos impactos ambientais. <strong>A imersão de resíduos radioativos no mar está proibida desde 1993</strong>, na sequência da evolução da regulamentação internacional.</p><h2>Uma campanha científica sem precedentes</h2><p>Durante muito tempo, os cientistas sabiam da existência destes depósitos, mas a <strong>sua localização exata e o seu estado de conservação continuavam mal documentados</strong>. Os meios tecnológicos disponíveis não permitiam explorar facilmente <strong>profundidades superiores a 4 000 m</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dechets-radioactifs-en-mer-a-1000-km-de-nantes-peut-on-encore-se-baigner-dans-l-atlantique-france-fut-ocean-ecosysteme-1783335913245.jpeg" data-image="juypfitef7dz" alt="Déchet radioactif Ocean profondeur fût mer" title="Déchet radioactif Ocean profondeur fût mer"><figcaption>Naquela altura, essa prática era totalmente aceite e normal.</figcaption></figure><p>Para colmatar esta lacuna, o <strong>CNRS lidera o projeto NODSSUM</strong>, em parceria com o Ifremer, a Autoridade de Segurança Nuclear e Radioproteção (ASNR) e vários laboratórios franceses e europeus.</p><p>Uma primeira campanha oceanográfica, realizada em 2025, permitiu <strong>cartografar vários milhares de barris</strong> graças ao robô submarino autónomo UlyX, equipado com um sonar de alta resolução. Os investigadores também recolheram <strong>amostras de água, sedimentos e organismos marinhos </strong>a alguma distância dos barris, a fim de obter um primeiro balanço da situação.</p><h2>Observações inéditas bem junto aos barris</h2><p>Uma segunda missão, realizada <strong>entre maio e junho de 2026 </strong>a bordo do navio oceanográfico <em>Pourquoi Pas</em>?, foi muito mais longe. Desta vez, os cientistas utilizaram o <strong>submarino tripulado Nautile</strong> para efetuar <strong>20 mergulhos a cerca de 4 700 m de profundidade </strong>e observar diretamente vários barris.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777009" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-oceano-poderia-oferecer-mais-de-um-terco-da-solucao-para-o-clima-mas-recebe-menos-de-1-do-financiamento-climatico.html" title="O oceano poderia oferecer mais de um terço da solução para o clima, mas recebe menos de 1% do financiamento climático">O oceano poderia oferecer mais de um terço da solução para o clima, mas recebe menos de 1% do financiamento climático</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-oceano-poderia-oferecer-mais-de-um-terco-da-solucao-para-o-clima-mas-recebe-menos-de-1-do-financiamento-climatico.html" title="O oceano poderia oferecer mais de um terço da solução para o clima, mas recebe menos de 1% do financiamento climático"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/l-ocean-nous-offre-plus-d-un-tiers-de-la-solution-climatique-mais-recoit-moins-de-1-des-financements-pourquoi-ce-paradoxe-1782624838987_320.jpeg" alt="O oceano poderia oferecer mais de um terço da solução para o clima, mas recebe menos de 1% do financiamento climático"></a></article></aside><p> Os investigadores constataram que <strong>alguns barris se encontram num estado avançado de degradação</strong>, tendo-se verificado, em alguns casos, um derrame parcial do seu conteúdo sobre os sedimentos circundantes. </p><p> As medições realizadas no local <strong>confirmaram a presença de radionuclídeos</strong> característicos destes resíduos, <strong>a níveis superiores ao ruído de fundo natural desta zona</strong>, mantendo-se, no entanto, suficientemente baixos para permitir a manipulação das amostras sem restrições significativas em termos de proteção radiológica. </p><h3> Uma fauna abundante nas profundezas abissais</h3><p>A missão reservou também uma surpresa: <strong>as profundezas abissais abrigam uma biodiversidade muito mais rica do que se imaginava</strong> quando estes resíduos foram imersos. Peixes, anémonas, corais, esponjas e até crustáceos<strong> colonizam as imediações dos barris</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dechets-radioactifs-en-mer-a-1000-km-de-nantes-peut-on-encore-se-baigner-dans-l-atlantique-france-fut-ocean-ecosysteme-1783336039437.jpeg" data-image="vtzlg5vbfimh" alt="Fut Déchet radioactif toxique" title="Fut Déchet radioactif toxique"><figcaption>Esses mergulhos ocorreram entre 1950 e 1990. Só em 1993 é que a lei proibiu essa prática.</figcaption></figure><p>Os investigadores procuram agora compreender se a <strong>presença dos resíduos influencia estes ecossistemas</strong> e como é que os radionuclídeos podem circular neste ambiente profundo.</p><p>As numerosas amostras de água, sedimentos e organismos recolhidas serão submetidas a análises laboratoriais nos próximos meses. O objetivo é <strong>compreender melhor o destino da radioatividade no oceano profundo</strong>, um domínio ainda muito pouco estudado, e melhorar os conhecimentos sobre as <strong>interações entre estes antigos depósitos e os ecossistemas abissais</strong>.</p><h3>Atenção, é perigoso tomar banho? </h3><p><strong>A resposta é não</strong>. O CNRS e os seus parceiros não pretendem estudar os riscos da prática da natação para o público em geral. Mas sim <strong>observar os efeitos dos resíduos radioativos no ecossistema marinho circundante</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773259" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/importancia-do-sistema-global-de-observacao-dos-oceanos-riscos-que-enfrenta-e-consequencias-para-a-analise-do-clima.html" title="Importância do Sistema Global de Observação dos Oceanos, riscos que enfrenta e consequências para a análise do clima">Importância do Sistema Global de Observação dos Oceanos, riscos que enfrenta e consequências para a análise do clima</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/importancia-do-sistema-global-de-observacao-dos-oceanos-riscos-que-enfrenta-e-consequencias-para-a-analise-do-clima.html" title="Importância do Sistema Global de Observação dos Oceanos, riscos que enfrenta e consequências para a análise do clima"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/importancia-do-sistema-global-de-observacao-dos-oceanos-riscos-que-enfrenta-e-consequencias-para-a-analise-do-clima-1781129565536_320.jpg" alt="Importância do Sistema Global de Observação dos Oceanos, riscos que enfrenta e consequências para a análise do clima"></a></article></aside><p>Até ao momento, <strong>nada indica que estes resíduos radioativos representem um risco para a prática da natação</strong> nas costas atlânticas francesas. Tanto mais que os barris se encontram a 4 300 m de profundidade e <strong>a mais de 1 000 km das costas francesas mais próximas</strong>, recordam os investigadores.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="CNRS" data-year="2026" data-title="D%C3%A9chets%20radioactifs%20immerg%C3%A9s%20dans%20l'Atlantique%20%3A%20une%20mission%20scientifique%20pour%20documenter%20les%20interactions%20avec%20les%20%C3%A9cosyst%C3%A8mes" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cnrs.fr%2Ffr%2Fpresse%2Fdechets-radioactifs-immerges-dans-latlantique-une-mission-scientifique-pour-documenter-les">CNRS. (2026). <a href="https://www.cnrs.fr/fr/presse/dechets-radioactifs-immerges-dans-latlantique-une-mission-scientifique-pour-documenter-les" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Déchets radioactifs immergés dans l'Atlantique : une mission scientifique pour documenter les interactions avec les écosystèmes</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/residuos-radioativos-no-mar-a-1000-km-de-nantes-ainda-e-possivel-tomar-banho-no-atlantico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal lidera projetos de literacia do oceano, mas desconhece o seu impacto nas escolas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-lidera-projetos-de-literacia-do-oceano-mas-desconhece-o-seu-impacto-nas-escolas.html</link><pubDate>Tue, 07 Jul 2026 14:51:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Cientistas portuguesas alertam para a falta de dados sobre a eficácia das campanhas ambientais, propondo novos modelos participativos para aproximar os cidadãos da preservação marinha.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-lidera-projetos-de-literacia-do-oceano-mas-desconhece-o-seu-impacto-nas-escolas-1783427061199.jpg" data-image="eeexqa1o77wz" alt="Alunos e professor" title="Alunos e professor"><figcaption>Há um grande dinamismo na promoção da literacia do oceano, mas falta avaliar o efeito prático dos programas na população escolar. Foto: Pixabay</figcaption></figure><p>Portugal assume uma posição de destaque na <strong>proteção dos mares</strong> e é reconhecido internacionalmente pelo dinamismo com que promove a literacia do oceano. Há três décadas que o país multiplica projetos educativos, envolvendo <strong>milhares de alunos</strong> em iniciativas dedicadas à sustentabilidade das águas. </p><p>Esta liderança surge detalhada num novo livro global publicado pela prestigiada editora <strong>Springer Nature</strong>, que reúne cerca de <strong>250 autores de 42 países e regiões</strong>. Por trás do volume de atividades escolares, no entanto, esconde-se um paradoxo desconfortável que compromete o sucesso destas políticas públicas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O diagnóstico realizado por uma equipa de investigadoras das universidades de Évora, Lisboa e Porto revela que a esmagadora maioria das ações nunca foi avaliada de forma consistente. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Estima-se que apenas <strong>30 por cento dos programas</strong> tenham passado por algum tipo de <strong>controlo de eficácia</strong>. Sem dados concretos, será impossível saber se o conhecimento transmitido nas salas de aula se traduz em mudanças reais de comportamento na sociedade. O país produziu iniciativas em quantidade, mas falha no momento de medir o retorno prático desse esforço pedagógico.</p><h2>O perigo do conhecimento puramente teórico</h2><p>A análise centrada na realidade escolar recorda o sucesso de programas nacionais como a Escola Azul, O MARE Vai à Escola, CIIMAR na Escola, Educar para uma Geração Azul ou o Coastwatch. São alguns exemplos que demonstram a <strong>forte vitalidade das comunidades académicas </strong>no alinhamento com as metas das Nações Unidas. </p><p>O problema, contudo, reside na <strong>abordagem pedagógica</strong>, que tende a privilegiar a transmissão de conceitos abstratos em detrimento da ação direta. As autoras do estudo explicam que a <strong>falta de monitorização sistemática</strong> impede a consolidação de uma verdadeira consciência ecológica coletiva.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-lidera-projetos-de-literacia-do-oceano-mas-desconhece-o-seu-impacto-nas-escolas-1783427166973.jpg" data-image="5uieq1rns6hz" alt="Cartaz num protesto ambiental" title="Cartaz num protesto ambiental"><figcaption>A educação para participação cívica é a vertente menos desenvolvida dos programas de sensibilização ambiental em Portugal. Foto: domínio público, Pexels</figcaption></figure><p>A lacuna ganha relevância quando se analisa a dimensão do <strong>ativismo social</strong> nas escolas. O relatório aponta que a <strong>participação cívica ativa</strong> é a vertente menos desenvolvida nas dinâmicas educativas nacionais. </p><p>Ao afastar os estudantes da intervenção direta nas comunidades, a <strong>aprendizagem</strong> corre o risco sério de se transformar num <strong>exercício teórico estéril</strong>. As novas gerações acumulam informação sobre as ameaças marinhas, mas carecem de ferramentas práticas para liderar movimentos de contestação ou de conservação do litoral.</p><h2>Laboratórios vivos contra o desconhecimento</h2><p>A resposta para preencher este vazio entre a teoria e a prática pode passar por uma metodologia que começa a ganhar terreno na costa portuguesa. Os chamados <strong>laboratórios vivos</strong> surgem como ecossistemas de inovação aberta concebidos para testar soluções sustentáveis em cenários reais. </p><p>Estas plataformas têm como intuito unir cientistas, empresas locais, cidadãos e decisores políticos na criação conjunta de <strong>respostas para os problemas ambientais de cada região</strong>, potenciando o conhecimento empírico já existente.</p><h2>Saber tradicional esbarra na falta de ferramentas práticas</h2><p>Um segundo estudo sobre a realidade portuguesa avaliou o impacto deste modelo através da auscultação de dezenas de profissionais ligados às <strong>salinas artesanais</strong>, desde Aveiro até ao Algarve. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A recolha de testemunhos confirmou que as comunidades tradicionais possuem uma sabedoria profunda sobre os ecossistemas locais. No entanto, os atores locais enfrentam barreiras intransponíveis no acesso a metodologias que transformem esse saber tradicional em inovação económica sustentável. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Subsiste ainda uma enorme <strong>confusão sobre a verdadeira utilidade</strong> destas estruturas de cooperação, frequentemente confundidas com gabinetes de comunicação ou de resolução de problemas imediatos.</p><h2>Um novo modelo para ligar a ciência às comunidades</h2><p>A investigação conclui que estes centros partilhados assumem um papel fundamental na valorização sustentável da orla costeira nacional. Ao aproximar a ciência das preocupações imediatas das populações, o modelo opera como um <strong>catalisador para mitigar conflitos</strong> territoriais históricos entre a atividade económica e as metas de preservação. A cooperação direta permite desenhar políticas públicas mais próximas das necessidades reais de cada comunidade.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="647316" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-iliteracia-climatica-esta-a-aumentar-e-as-redes-sociais-sao-as-principais-responsaveis-pela-desinformacao-ciencia.html" title="A iliteracia climática está a aumentar e as redes sociais são as principais responsáveis pela desinformação">A iliteracia climática está a aumentar e as redes sociais são as principais responsáveis pela desinformação</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-iliteracia-climatica-esta-a-aumentar-e-as-redes-sociais-sao-as-principais-responsaveis-pela-desinformacao-ciencia.html" title="A iliteracia climática está a aumentar e as redes sociais são as principais responsáveis pela desinformação"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-iliteracia-climatica-esta-a-aumentar-e-as-redes-sociais-sao-as-principais-responsaveis-pela-desinformacao-1710008195104_320.jpeg" alt="A iliteracia climática está a aumentar e as redes sociais são as principais responsáveis pela desinformação"></a></article></aside><p>Desta forma, os laboratórios vivos oferecem a oportunidade ideal para converter o conhecimento em atitudes permanentes de proteção ambiental. A <strong>experiência acumulada</strong> nestes ecossistemas práticos serve de <strong>modelo para o debate</strong> internacional sobre o futuro dos oceanos. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-lidera-projetos-de-literacia-do-oceano-mas-desconhece-o-seu-impacto-nas-escolas-1783427321025.jpg" data-image="a5ivd40t4022" alt="colónia de pinguins" title="colónia de pinguins"><figcaption>Os estudantes acumulam informação sobre ameaças marinhas, mas faltam ferramentas práticas para liderar a conservação do litoral. Foto: Pixabay</figcaption></figure><p>Só através da monitorização dos resultados pedagógicos e do incentivo ao envolvimento cívico será possível garantir que a literacia do oceano deixa de ser um mero plano de intenções para passar a ditar a sobrevivência do litoral.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Zara%20Teixeira%2C%20Raquel%20L.%20Costa%2C%20Patr%C3%ADcia%20Concei%C3%A7%C3%A3o%2C%20Cl%C3%A1udia%20Faria%20%26%20Laura%20Guimar%C3%A3es" data-year="" data-title="Ocean%20Literacy%20in%20Portugal%3A%20Three%20Decades%20of%20Experience%20and%20Innovative%20Educational%20Initiatives%20Supporting%20the%20Ocean%20Decade.%20Ocean%20Literacy%3A%20The%20Foundation%20for%20the%20Success%20of%20the%20Ocean%20Decade%2C%20Volume%20III.%20Springer%20Nature" data-url="https%3A%2F%2Flink.springer.com%2Fchapter%2F10.1007%2F978-3-032-14477-5_16">Zara Teixeira, Raquel L. Costa, Patrícia Conceição, Cláudia Faria & Laura Guimarães. <a href="https://link.springer.com/chapter/10.1007/978-3-032-14477-5_16" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Ocean Literacy in Portugal: Three Decades of Experience and Innovative Educational Initiatives Supporting the Ocean Decade. Ocean Literacy: The Foundation for the Success of the Ocean Decade, Volume III. Springer Nature</a>.</cite><br><cite data-author="C%C3%A1tia%20Marques%2C%20Ana%20Cunha%20%26%20Zara%20Teixeira" data-year="" data-title="Living%20Labs%3A%20A%20Catalyst%20for%20Ocean%20Literacy%20and%20Sustainable%20Innovation.%20Ocean%20Literacy%3A%20The%20Foundation%20for%20the%20Success%20of%20the%20Ocean%20Decade%2C%20Volume%20II.%20Springer%20Nature" data-url="https%3A%2F%2Flink.springer.com%2Fchapter%2F10.1007%2F978-3-032-09453-7_4">Cátia Marques, Ana Cunha & Zara Teixeira. <a href="https://link.springer.com/chapter/10.1007/978-3-032-09453-7_4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Living Labs: A Catalyst for Ocean Literacy and Sustainable Innovation. Ocean Literacy: The Foundation for the Success of the Ocean Decade, Volume II. Springer Nature</a>.</cite><br><cite data-author="Marine%20And%20Environmental%20Sciences%20Centre%20(MARE)" data-year="" data-title="MARE%20contributes%20to%20the%20national%20debate%20on%20ocean%20literacy%20at%20the%202nd%20National%20Conference" data-url="https%3A%2F%2Fmare-centre.pt%2Fen%2Foceanliteracy_conference25">Marine And Environmental Sciences Centre (MARE). <a href="https://mare-centre.pt/en/oceanliteracy_conference25" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">MARE contributes to the national debate on ocean literacy at the 2nd National Conference</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-lidera-projetos-de-literacia-do-oceano-mas-desconhece-o-seu-impacto-nas-escolas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Última projeção do modelo ECMWF para Portugal: temperaturas mais frescas a partir de quinta-feira 9 e gota fria à vista]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ultima-projecao-do-modelo-ecmwf-para-portugal-temperaturas-mais-frescas-a-partir-de-quinta-feira-9-e-gota-fria-a-vista.html</link><pubDate>Tue, 07 Jul 2026 13:41:02 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Aproxima-se uma mudança significativa no estado do tempo em Portugal continental. Além da troca de massas de ar, a possível chegada de bolsas de ar frio em altitude provocará um aumento da instabilidade atmosférica. Saiba onde e quando. </p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xamfkxu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xamfkxu.jpg" id="xamfkxu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Está à vista uma<strong> mudança significativa no estado do tempo em Portugal continental</strong>, com as regiões do litoral a registar valores cada vez mais enquadrados nas temperaturas típicas do mês de julho, enquanto as regiões do interior manter-se-ão quentes, embora com um alívio evidente relativamente aos dias anteriores.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>Além da formação da depressão que se isolará em altitude ao largo da costa ocidental de Portugal continental e Galiza entre sexta-feira (10) e sábado (11), verifica-se, no mapa de temperatura a 500 hPa, a possível passagem de uma pequena bolsa de ar frio, também isolada em altitude, já na quinta-feira (9). Estas duas perturbações contribuirão não só para um alívio das temperaturas como também para o risco de ocorrência de aguaceiros e trovoadas.</div><p><strong>Entre quinta e sexta-feira, dias 9 e 10 de julho, ocorrerá a primeira etapa de um conjunto de dias marcados pela descida gradual das temperaturas</strong>, que será ainda mais significativa durante o fim de semana. Na sexta-feira (10) prevê-se que os termómetros registem valores de temperatura máxima compreendidos entre 19 e 26 ºC no litoral, enquanto o interior registará geralmente valores de máxima entre 30 e 35 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ultima-projecao-do-modelo-ecmwf-para-portugal-temperaturas-mais-frescas-a-partir-de-quinta-feira-9-e-gota-fria-a-vista-1783429819365.png" data-image="dmx9mdmwlyem"><figcaption>A ondulação mais pronunciada do jato polar vai permitir a descida do ar frio em latitude, e essa descida favorecerá o isolamento em altitude de uma depressão, enquadrando-se num processo atmosférico que dará origem à formação de uma gota fria ao largo da costa ocidental de Portugal continental e Galiza.</figcaption></figure><p>Mesmo assim, apesar do substancial alívio térmico, muito abrangente em termos geográficos, <strong>algumas localidades inseridas nos vales dos rios Douro e Guadiana poderão superar o patamar dos 35 ºC</strong>, atingindo ocasionalmente valores entre 36-39 ºC.</p><h2>Alteração na circulação atmosférica mudará o tempo, com massa de ar fresco e gota fria a caminho</h2><p>De acordo com as mais recentes projeções do modelo de confiança da Meteored - o ECMWF, a massa de ar extremamente quente associada à crista anticiclónica sofrerá um desvio para es-nordeste, passando a atingir de forma direta várias regiões espanholas, a França e outros países europeus. Deste modo, <strong>Portugal continental, situado na parte mais ocidental da Europa, ver-se-á à mercê de uma troca de massas de ar</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ultima-projecao-do-modelo-ecmwf-para-portugal-temperaturas-mais-frescas-a-partir-de-quinta-feira-9-e-gota-fria-a-vista-1783430376984.png" data-image="tmb75j1p7t4j"><figcaption>Neste mapa de previsão da temperatura a 500 hPa para sábado, 11 de julho, observa-se uma depressão isolada em altitude, também conhecida por gota fria, perfeitamente formada a oeste da Península Ibérica.</figcaption></figure><p>Isto porque, segundo os mapas de temperatura e vento a 1000 hPa, uma camada atmosférica relativamente próxima da superfície, <strong>verificar-se-á a entrada de uma massa de ar mais fresco proveniente do Atlântico Norte</strong>. Esta massa de ar, mais fresca e húmida, percorrerá uma trajetória desde latitudes setentrionais, próximas da Irlanda, até à costa portuguesa, impulsionada pela circulação atmosférica instalada sobre o Atlântico (ventos dos quadrantes Norte e Oeste).</p><p>Em simultâneo, entre sexta-feira (10) e sábado (11), uma ondulação mais pronunciada da corrente de jato polar será suficientemente intensa para gerar uma <strong>depressão isolada em altitude, que, ao desprender-se da circulação principal da atmosfera, transportará parte do ar frio responsável pelo alívio térmico</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ultima-projecao-do-modelo-ecmwf-para-portugal-temperaturas-mais-frescas-a-partir-de-quinta-feira-9-e-gota-fria-a-vista-1783430247791.png" data-image="84y1ttk3jzv5"><figcaption>Nas tardes de sexta e sábado, dias 10 e 11 de julho, poderá verificar-se um incremento na instabilidade meteorológica, com consequente desenvolvimento de atividade elétrica, geralmente localizada e por vezes forte, sobretudo no interior Norte e Centro. Poderá, ocasionalmente, surgir mais a sul, na Beira Baixa e no interior alentejano.</figcaption></figure><p>Este processo, com início na reta final da semana, manter-se-á presente durante o fim de semana. Como consequência, o calor intenso dará lugar a um <strong>ambiente gradualmente mais suportável em quase todas as regiões do interior, com o litoral a registar temperaturas substancialmente mais amenas</strong> e concordantes com a normal climatológica de julho.</p><p>Adicionalmente, o ar fresco contido em altitude no seio da depressão e associado à advecção de ar fresco proveniente do Atlântico Norte, será responsável pelo risco de gerar <strong>precipitação convectiva, geralmente isolada e irregularmente distribuída</strong>, embora com possibilidade de ser localmente forte. Esta será mais provável durante as <strong>tardes de sexta-feira e sábado, dias 10 e 11 de julho</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777485" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quinta-feira-9-de-julho-a-descida-mais-significativa-das-temperaturas-ocorrera-em-9-distritos-do-interior.html" title="Quinta-feira, 9 de julho, a descida mais significativa das temperaturas ocorrerá em 9 distritos do interior">Quinta-feira, 9 de julho, a descida mais significativa das temperaturas ocorrerá em 9 distritos do interior</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quinta-feira-9-de-julho-a-descida-mais-significativa-das-temperaturas-ocorrera-em-9-distritos-do-interior.html" title="Quinta-feira, 9 de julho, a descida mais significativa das temperaturas ocorrerá em 9 distritos do interior"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quinta-feira-9-de-julho-a-descida-mais-significativa-das-temperaturas-ocorrera-em-9-distritos-do-interior-1783425358370_320.png" alt="Quinta-feira, 9 de julho, a descida mais significativa das temperaturas ocorrerá em 9 distritos do interior"></a></article></aside><p>A instabilidade meteorológica, que possivelmente assumirá a forma de <strong>aguaceiros, trovoada e eventual queda de granizo</strong>, será desencadeada pelo forte gradiente térmico vertical: o ar frio em altitude associado à massa de ar fresco e à depressão isolada, com o ar quente ainda bastante presente à superfície devido ao forte aquecimento diurno e da elevada incidência de radiação solar. Além disto, haverá um acréscimo de <strong>humidade</strong>, que será fundamental para o desenvolvimento de nuvens de evolução diurna.</p><h2>Além do ambiente mais fresco, não se exclui o risco de ocorrência de trovoadas</h2><p>Deste modo, além da diminuição das temperaturas, que resultarão num ambiente substancialmente mais fresco ou ameno, tanto de dia como de noite e de forma mais acentuada no litoral de Portugal continental, <strong>prevê-se a ocorrência de trovoadas, muito irregulares e confinadas geralmente ao interior Norte e Centro</strong>, surgindo com menos frequência noutras zonas do país (Beira Baixa e Alentejo). </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ultima-projecao-do-modelo-ecmwf-para-portugal-temperaturas-mais-frescas-a-partir-de-quinta-feira-9-e-gota-fria-a-vista-1783430109524.png" data-image="rad3d08elywt"><figcaption>Como se pode verificar, é expectável que os aguaceiros tendam a distribuir-se pelo interior Norte e Centro, deixando acumulações entre 5 e 15 mm.</figcaption></figure><p>Os mapas de concentração de raios da Meteored detetam a possibilidade da atividade elétrica tender a aparecer a partir do meio-dia, expandindo-se durante a tarde principalmente sobre <strong>diversas localidades dos distritos de Vila Real, Bragança, Guarda e Castelo Branco</strong> e em áreas montanhosas do<strong> Minho</strong>.</p><p>Além disto, <strong>as acumulações pluviométricas terão tendência a ser escassas</strong> porque os aguaceiros convectivos apresentam, por norma, uma grande variabilidade espacial, algo típico da trajetória caótica dos episódios convectivos da época estival. Porém, são, por vezes, localmente fortes e potencialmente destruidores de culturas agrícolas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ultima-projecao-do-modelo-ecmwf-para-portugal-temperaturas-mais-frescas-a-partir-de-quinta-feira-9-e-gota-fria-a-vista.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quinta-feira, 9 de julho, a descida mais significativa das temperaturas ocorrerá em 9 distritos do interior]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quinta-feira-9-de-julho-a-descida-mais-significativa-das-temperaturas-ocorrera-em-9-distritos-do-interior.html</link><pubDate>Tue, 07 Jul 2026 12:17:23 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de vários dias marcados por calor extremo, Portugal entra agora numa fase de transição. A partir de quinta-feira, 9 de julho, as temperaturas descem de forma significativa em nove distritos do interior.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xamf23y"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xamf23y.jpg" id="xamf23y"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois de vários dias marcados por calor extremo,<strong> Portugal continental inicia finalmente uma mudança gradual no estado do tempo.</strong> A descida das temperaturas já começou a fazer-se sentir no litoral e estender-se-á progressivamente ao interior, onde quinta-feira (9) deverá marcar o maior alívio térmico desde o início desta onda de calor.</p><h2>O litoral voltou a respirar durante a noite, mas o interior continua muito quente</h2><p>A madrugada desta terça-feira trouxe finalmente algum conforto às regiões costeiras. Distritos como <strong>Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa e Setúbal</strong> voltaram a registar temperaturas inferiores aos 20 ºC durante a noite, permitindo um arrefecimento noturno que não se verificava há vários dias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quinta-feira-9-de-julho-a-descida-mais-significativa-das-temperaturas-ocorrera-em-9-distritos-do-interior-1783424924003.png" data-image="29fkb9s9mift" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-147191">O litoral registou, durante a madrugada do dia de hoje (7) uma madrugada mais fresca, enquanto o interior ainda enfrenta temperaturas próximas dos 40 °C durante esta tarde.</figcaption></figure><p>Apesar disso, a tarde desta terça-feira (7) vai continuar quente no interior. Os <strong>40 ºC deixam de ser a regra para passarem a ser uma exceção</strong>, mas ainda poderão ser alcançados em alguns pontos do Vale do Douro junto à fronteira com Espanha e no Baixo Alentejo, sobretudo em concelhos como Moura, Serpa e Mértola. Porém, na faixa litoral entre Viana do Castelo e Torres Vedras, as <strong>máximas deverão permanecer abaixo dos 25 ºC graças à influência atlântica.</strong></p><h2>Quarta-feira começa mais próxima da normalidade, mas as tardes continuam quentes</h2><p>Na madrugada de quarta-feira, praticamente todo o território continental deverá apresentar temperaturas entre os 14 e os 20 ºC, aproximando-se dos <strong>valores considerados normais para esta época do ano.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quinta-feira-9-de-julho-a-descida-mais-significativa-das-temperaturas-ocorrera-em-9-distritos-do-interior-1783425082655.png" data-image="azk7wjenmjh9" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Na madrugada de quarta-feira, a maioria do território continental já apresenta temperaturas próximas da média climatológica para esta época do ano, sobretudo junto ao litoral.</figcaption></figure><p>Apenas o Algarve, parte do interior do distrito de Beja e alguns locais do interior Centro poderão manter temperaturas ligeiramente superiores. </p><p>Durante a tarde, contudo,<strong> o cenário altera-se pouco face a terça-feira.</strong> Persistirão máximas elevadas no interior e alguns locais poderão ainda aproximar-se dos 40 ºC.</p><h2>Quinta-feira marca a maior descida das temperaturas no interior</h2><p>Será na quinta-feira que se irá observar a alteração mais significativa deste episódio de calor.</p><p>O litoral regressará a temperaturas típicas de julho, enquanto o interior continuará quente, mas com um alívio evidente relativamente aos dias anteriores. Distritos como <strong>Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Santarém, Portalegre, Évora e Beja</strong>, bem como o interior algarvio, <strong>deixarão de apresentar valores pontuais entre os 39 e os 42 ºC.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quinta-feira-9-de-julho-a-descida-mais-significativa-das-temperaturas-ocorrera-em-9-distritos-do-interior-1783425243787.png" data-image="l72rcmxzmzqi" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Quinta-feira traz a descida mais significativa das temperaturas no interior, com nove distritos a deixarem de registar máximas próximas dos 40 °C.</figcaption></figure><p>As máximas passarão, na maioria destas regiões, para valores <strong>inferiores ou equivalentes a 38 ºC</strong>. Embora continuem a ser temperaturas elevadas, representam uma redução significativa quando comparadas com o calor extremo registado durante a primeira semana de julho.</p><h2>Uma massa de ar mais fresco irá substituir gradualmente o ar extremamente quente</h2><p>A explicação para esta mudança encontra-se na circulação atmosférica. Os mapas de temperatura e vento a <strong>1000 hPa</strong>,<strong> uma camada muito próxima da superfície</strong>, mostram a entrada de uma massa de ar mais fresco proveniente do Atlântico Norte. Esta massa de ar percorre uma trajetória desde latitudes próximas da Irlanda até à costa portuguesa, impulsionada pela circulação atmosférica instalada sobre o Atlântico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quinta-feira-9-de-julho-a-descida-mais-significativa-das-temperaturas-ocorrera-em-9-distritos-do-interior-1783425358370.png" data-image="or3oaw9vn0eh" alt="Temperatura e vento 1000 hPa" title="Temperatura e vento 1000 hPa"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-393192">A entrada de uma massa de ar mais fresco proveniente do Atlântico Norte será responsável pela descida gradual das temperaturas entre quinta-feira (9) e o fim de semana em Portugal continental.</figcaption></figure><p>Este processo inicia-se na quinta-feira e <strong>irá continuar presente entre sexta-feira e o fim de semana</strong>. Como consequência, o calor extremo dará lugar a um ambiente bastante mais suportável, sobretudo no litoral e, gradualmente, também em muitas regiões do interior.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777483" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mapa-dos-avisos-7-distritos-em-alerta-por-temperaturas-minimas-e-maximas-extremamente-elevadas-nos-dias-7-e-8-de-julho.html" title="Mapa dos avisos: 7 distritos em alerta por temperaturas mínimas e máximas extremamente elevadas nos dias 7 e 8 de julho">Mapa dos avisos: 7 distritos em alerta por temperaturas mínimas e máximas extremamente elevadas nos dias 7 e 8 de julho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mapa-dos-avisos-7-distritos-em-alerta-por-temperaturas-minimas-e-maximas-extremamente-elevadas-nos-dias-7-e-8-de-julho.html" title="Mapa dos avisos: 7 distritos em alerta por temperaturas mínimas e máximas extremamente elevadas nos dias 7 e 8 de julho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mapa-dos-avisos-7-distritos-em-alerta-por-temperaturas-minimas-e-maximas-extremamente-elevadas-nos-dias-7-e-8-de-julho-1783425016310_320.png" alt="Mapa dos avisos: 7 distritos em alerta por temperaturas mínimas e máximas extremamente elevadas nos dias 7 e 8 de julho"></a></article></aside><p>Apesar da descida prevista, o verão continuará bem presente em Portugal. As temperaturas manter-se-ão elevadas para a época em várias zonas do interior, mas o episódio de calor excecional que marcou os últimos dias deverá finalmente entrar numa fase de dissipação gradual.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quinta-feira-9-de-julho-a-descida-mais-significativa-das-temperaturas-ocorrera-em-9-distritos-do-interior.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mapa dos avisos: 7 distritos em alerta por temperaturas mínimas e máximas extremamente elevadas nos dias 7 e 8 de julho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mapa-dos-avisos-7-distritos-em-alerta-por-temperaturas-minimas-e-maximas-extremamente-elevadas-nos-dias-7-e-8-de-julho.html</link><pubDate>Tue, 07 Jul 2026 11:51:05 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Hoje e quarta-feira, dias 7 e 8 de julho, há sete distritos de Portugal continental que se mantêm sob aviso laranja de tempo quente. Saiba onde persistem as temperaturas extremamente elevadas e quando será o fim da onda de calor.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xamev62"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xamev62.jpg" id="xamev62"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>A onda de calor está efetivamente na sua reta final em Portugal continental</strong>, persistindo apenas por mais um par de dias e somente nas regiões do interior.</p><p>As últimas projeções do modelo Europeu, organismo de confiança da Meteored, <strong>salientam a continuidade de temperaturas muito elevadas no interior até quinta-feira (9)</strong>, ao passo que o litoral já tem vindo a registar uma lenta e gradual descida térmica desde a passada segunda-feira (6). Nas zonas mais quentes do país, localizadas nalguns pontos do interior, os termómetros ainda poderão escalar até aos 41 ºC.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>À medida que a crista anticiclónica se movimenta para norte e perde influência sobre a nossa geografia, <strong>a massa de ar muito quente associada a esta região de altas pressões vai sendo progressivamente desviada para leste</strong>, rumo ao Mediterrâneo, fazendo com que as temperaturas elevadas desçam de forma lenta, gradual e faseada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mapa-dos-avisos-7-distritos-em-alerta-por-temperaturas-minimas-e-maximas-extremamente-elevadas-nos-dias-7-e-8-de-julho-1783424203543.png" data-image="x8cdd0kd4wug"><figcaption>Massa de ar muito quente sofrerá um desvio para es-nordeste à medida que a região de altas pressões se for deslocando para latitudes mais setentrionais.</figcaption></figure><p><strong>Primeiro nas regiões do litoral, onde a nortada e a proximidade ao efeito moderador do Atlântico potenciam a entrada de ar mais fresco</strong>, e, posteriormente, a partir de quinta-feira (9), também no interior, à medida que a massa de ar extremamente quente se afasta da geografia.</p><h2>Aviso laranja de tempo quente mantém-se em 7 distritos hoje e amanhã</h2><p>O IPMA corrobora as previsões plasmadas nos mapas de referência da Meteored, mantendo hoje - terça-feira, 7 de julho - e amanhã - quarta-feira, 8 de julho - 7 distritos de Portugal continental sob aviso laranja de tempo quente devido à persistência de temperaturas máximas e mínimas extremamente elevadas: <strong>Bragança, Castelo Branco, Guarda, Portalegre, Évora, Beja e Faro</strong>.</p><table><thead><tr><th>Capital distrital</th><th>Temperatura Máxima Terça-feira, 7 de julho</th><th>Temperatura Mínima Terça-feira, 7 de julho</th><th>Temperatura Máxima Quarta-feira, 8 de julho</th><th>Temperatura Mínima Quarta-feira, 8 de julho</th></tr></thead><tbody><tr><td>Bragança</td><td>37 ºC</td><td>20 ºC</td><td>37 ºC</td><td>18 ºC</td></tr><tr><td>Castelo Branco</td><td>39 ºC</td><td>21 ºC</td><td>39 ºC</td><td>19 ºC</td></tr><tr><td>Guarda</td><td>33 ºC</td><td>19 ºC</td><td>34 ºC</td><td>19 ºC</td></tr><tr><td>Portalegre</td><td>36 ºC</td><td>21 ºC</td><td>38 ºC</td><td>21 ºC</td></tr><tr><td>Évora</td><td>39 ºC</td><td>18 ºC</td><td>40 ºC</td><td>17 ºC</td></tr><tr><td>Beja</td><td>39 ºC</td><td>19 ºC</td><td>40 ºC</td><td>19 ºC</td></tr><tr><td>Faro</td><td>35 ºC</td><td>22 ºC</td><td>34 ºC</td><td>22 ºC</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="5">Fonte: Meteored e IPMA</td></tr></tbody></table><h2>Nortada e proximidade ao Atlântico amenizam substancialmente as temperaturas no litoral</h2><p>A influência do Atlântico está na origem desta evolução desigual e faseada das temperaturas. <strong>O ar marítimo, mais fresco e húmido, faz-se sentir primeiro na faixa costeira, exercendo um efeito termorregulador nas regiões mais próximas ao oceano</strong>. Mais para o interior, a massa de ar quente permanecerá durante mais algumas jornadas sobre a nossa geografia, com tardes muito quentes, mesmo quando o litoral já revela um ambiente mais ameno.</p><p>Entretanto, a progressiva desintensificação da massa de ar quente ocorrerá à medida que a mesma se for deslocando para leste, o<strong> que se traduzirá numa gradual descida das temperaturas no interior</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mapa-dos-avisos-7-distritos-em-alerta-por-temperaturas-minimas-e-maximas-extremamente-elevadas-nos-dias-7-e-8-de-julho-1783424278801.png" data-image="9j5vrfhva7um"><figcaption>O Vale do Guadiana poderá registar a temperatura máxima mais elevada na quarta-feira, 8 de julho, estando previstos 41 ºC.</figcaption></figure><p>Deste modo, já nesta terça-feira (7) o alívio térmico ficará mais evidente na faixa costeira ocidental, sobretudo no litoral Norte e Centro, estando prevista uma temperatura máxima de <strong>22 ºC no Porto, 23 ºC em Aveiro, 27 ºC em Leiria e 30 ºC em Coimbra</strong>.</p><p>Lisboa ainda permanecerá bastante quente, com 33 ºC, mas já ligeiramente menos quente do que nos últimos dias, convergindo com a tendência para um gradual alívio do calor. <strong>O interior manterá temperaturas elevadas, com as zonas mais quentes - entre Beira Baixa e Alentejo - a registarem valores de máxima em torno dos 39 ºC</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777461" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-a-10-dias-em-portugal-a-crista-anticiclonica-saira-disparada-para-norte-e-mudara-o-tempo.html" title="Tendências a 10 dias em Portugal: a crista anticiclónica sairá disparada para norte e mudará o tempo">Tendências a 10 dias em Portugal: a crista anticiclónica sairá disparada para norte e mudará o tempo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-a-10-dias-em-portugal-a-crista-anticiclonica-saira-disparada-para-norte-e-mudara-o-tempo.html" title="Tendências a 10 dias em Portugal: a crista anticiclónica sairá disparada para norte e mudará o tempo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-a-crista-anticiclonica-saira-disparada-para-norte-e-mudara-o-tempo-1783413608637_320.png" alt="Tendências a 10 dias em Portugal: a crista anticiclónica sairá disparada para norte e mudará o tempo"></a></article></aside><p>Para amanhã - quarta-feira, 8 de julho - prevê-se que o calor resista nas regiões do interior e possa até mesmo intensificar-se nalguns locais. Em capitais distritais como <strong>Santarém, o termómetro atingirá os 35 ºC, em Castelo Branco 39 ºC e Évora e Beja 40 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mapa-dos-avisos-7-distritos-em-alerta-por-temperaturas-minimas-e-maximas-extremamente-elevadas-nos-dias-7-e-8-de-julho-1783424354918.png" data-image="r36k7q26nd49"><figcaption>No interior as temperaturas continuarão a registar valores até 8 ºC acima dos valores médios de referência.</figcaption></figure><p>A partir de quinta-feira, 9 de julho, o alívio térmico já será mais abrangente geograficamente, com o interior também mais fresco. O<strong> aviso laranja de tempo quente só se manterá nos distritos de Bragança e Guarda</strong>, baixando para o nível amarelo nos distritos de Beja, Castelo Branco, Évora, Faro, Portalegre e Vila Real.</p><p>Mesmo assim, os mapas demonstram que haverá persistência de valores elevados de temperatura máxima em diversas zonas do interior - <strong>entre 35 e 39 ºC - em particular nalgumas áreas do Nordeste Transmontano (como o vale do Douro), a Beira Baixa, o Alentejo e o Sotavento Algarvio</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mapa-dos-avisos-7-distritos-em-alerta-por-temperaturas-minimas-e-maximas-extremamente-elevadas-nos-dias-7-e-8-de-julho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tendências a 10 dias em Portugal: a crista anticiclónica sairá disparada para norte e mudará o tempo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-a-10-dias-em-portugal-a-crista-anticiclonica-saira-disparada-para-norte-e-mudara-o-tempo.html</link><pubDate>Tue, 07 Jul 2026 10:07:35 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A partir de hoje, a crista anticiclónica que tem influenciado o cenário atmosférico em Portugal, irá começar a movimentar-se para norte. Quais serão os efeitos? Acompanhe aqui!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xamdkm2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xamdkm2.jpg" id="xamdkm2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Esta semana arrancou sob a influência de um anticiclone, no entanto, é expectável que o mesmo <strong>comece a afastar-se para norte</strong>, podendo levar à possibilidade de surgirem alguns centros de baixa pressão nos próximos dias.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br><br>É possível observar a movimentação da crista anticiclónica para norte. Ao longo dos próximos dias, poderão surgir centros de baixa pressão sobre a Península Ibérica.</div><p>Esta <strong>movimentação de altas e baixas pressões poderá resultar numa mudança no padrão atmosférico</strong> em Portugal. Um dos efeitos poderá ser a ocorrência de chuva em alguns pontos do país. Confira onde, abaixo!</p><h2>A partir de quinta-feira podem surgir centros de baixa pressão sobre a Península Ibérica</h2><p>Amanhã, quarta-feira, é expectável que o litoral, especialmente Norte e Centro, conte com uma<strong> maior nebulosidade</strong>, à medida que o anticiclone se afasta. Ainda assim, espera-se um dia seco e com temperaturas elevadas ao longo da faixa interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-a-crista-anticiclonica-saira-disparada-para-norte-e-mudara-o-tempo-1783414265661.png" data-image="2vul4r4jijdl" alt="baixa pressão; chuva e nuvens" title="baixa pressão; chuva e nuvens"><figcaption>Até aos últimos dias da semana poderão surgir algumas depressões sobre a nossa geografia, podendo dar-se a possibilidade de ocorrência de chuva em alguns locais do país.</figcaption></figure><p>Esta tendência poderá repetir-se na quinta-feira, onde deverá <strong>surgir um centro de baixa pressão sobre a Península Ibérica</strong>, devendo resultar numa persistência da nebulosidade principalmente no Norte do país e no surgimento de alguns núcleos de chuva sobre a vizinha Espanha.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Na sexta-feira, a <strong>nebulosidade poderá tornar-se mais evidente </strong>e a chuva poderá chegar a alguns locais do continente, como podemos observar no mapa acima. Esta poderá surgir nas primeiras horas da tarde, devendo concentrar-se ao final da tarde no Nordeste Transmontano.</p><h2>Nos dias seguintes pode dar-se nova mudança</h2><p>No sábado, entre as 16h e as 19h não se descarta a possibilidade de ocorrência de chuva fraca no Norte do país, entre o noroeste e o nordeste, devido à continuação da influência da baixa pressão localizada sobre a península. No entanto, <strong>espera-se que no domingo, dia 12, o domínio das altas pressões regresse</strong>, trazendo a estabilidade de volta.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777396" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/38-c-previstos-em-castelo-branco-evora-e-beja-saiba-quais-serao-as-horas-de-maior-calor-entre-terca-e-quarta-feira.html" title="38 ºC previstos em Castelo Branco, Évora e Beja: saiba quais serão as horas de maior calor entre terça e quarta-feira">38 ºC previstos em Castelo Branco, Évora e Beja: saiba quais serão as horas de maior calor entre terça e quarta-feira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/38-c-previstos-em-castelo-branco-evora-e-beja-saiba-quais-serao-as-horas-de-maior-calor-entre-terca-e-quarta-feira.html" title="38 ºC previstos em Castelo Branco, Évora e Beja: saiba quais serão as horas de maior calor entre terça e quarta-feira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/38-c-previstos-em-castelo-branco-evora-e-beja-saiba-quais-serao-as-horas-de-maior-calor-entre-terca-e-quarta-feira-1783385231171_320.png" alt="38 ºC previstos em Castelo Branco, Évora e Beja: saiba quais serão as horas de maior calor entre terça e quarta-feira"></a></article></aside><p>Ainda assim, espera-se que ao longo da próxima semana, possam haver dias com maior nebulosidade e não se descarta a <strong>possibilidade de chuva fraca no noroeste na próxima segunda-feira</strong>, dia 13. Contudo, os nossos mapas mostram ainda a aproximação de uma frente com mais chuva no dia 16, pelo que aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações, em <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/" target="_blank" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">tempo.pt</a>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-a-10-dias-em-portugal-a-crista-anticiclonica-saira-disparada-para-norte-e-mudara-o-tempo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O ar condicionado tornou-se uma questão política na Europa: a onda de calor que mudou o debate]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-ar-condicionado-tornou-se-uma-questao-politica-na-europa-a-onda-de-calor-que-mudou-o-debate.html</link><pubDate>Tue, 07 Jul 2026 07:21:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Uma onda de calor histórica, com mais de 1.300 mortes registadas pela Organização Mundial da Saúde desde 21 de junho, trouxe à tona no debate público europeu uma questão que parecia resolvida: é necessário instalar mais aparelhos de ar condicionado?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-aire-acondicionado-se-volvio-tema-politico-en-europa-la-ola-de-calor-que-cambio-el-debate-1783239402108.jpg" data-image="mnlkar03yp8o" alt="debate sobre ar condicionado" title="debate sobre ar condicionado"><figcaption>O debate sobre o uso de ar condicionado em grande parte da Europa tornou-se uma questão política em decorrência das ondas de calor cada vez mais intensas. No sul, a Espanha é um dos países mais bem preparados para lidar com o calor.</figcaption></figure><p>Na Europa, mais de 1.300 pessoas morreram em pouco mais de uma semana devido ao calor extremo. O Diretor-Geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, informou que, desde 21 de junho,<strong> foram registadas mais de 1.300 mortes adicionais ligadas às temperaturas elevadas no continente</strong> e que 150 milhões de pessoas estão atualmente a viver em condições de calor extremo, segundo o jornal La Nación. Somente na França, as autoridades de saúde registaram quase 1.000 mortes a mais do que o esperado desde 24 de junho, a maioria delas entre pessoas com mais de 65 anos.</p><div class="texto-destacado"><p>Com mais de 1.300 mortes associadas ao calor extremo e milhões de pessoas expostas a temperaturas recordes, a Europa enfrenta um debate sem precedentes: como expandir os sistemas de refrigeração para salvar vidas sem agravar as alterações climáticas.</p></div><p>Neste contexto, uma questão resolvida há décadas noutras partes do mundo reaparece na agenda europeia: o ar condicionado. Segundo dados da Agência Internacional de Energia citados pela Euronews, <strong>apenas entre 19% e 20% dos lares europeus possuem este sistema, bem abaixo dos estimados 90% para os Estados Unidos ou o Japão</strong>. Um dos países europeus mais bem preparados para lidar com o calor é a Espanha, onde é evidente que o ar condicionado salva vidas.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/su0DBiIgkYU/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=su0DBiIgkYU" id="su0DBiIgkYU"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>O que chama a atenção não é apenas a diferença em si, mas o facto de que a discussão sobre como eliminá-la, ou mesmo se vale a pena eliminá-la, deixou de ser uma questão técnica ou uma decisão individual, <strong>tornando-se um grande debate político, com posições opostas até mesmo dentro da mesma esfera ideológica</strong>. Com as casas incapazes de manter temperaturas internas abaixo de 35 °C, este debate continua a intensificar-se.</p><h2>Um conjunto habitacional que nunca foi projetado para o calor</h2><p>A baixa penetração do ar condicionado na Europa não é apenas uma questão cultural: tem uma explicação estrutural. De acordo com um relatório de 2020 apoiado pelo Ministério da Transição Ecológica da França, apenas um quarto dos lares franceses possui ar condicionado. No Reino Unido, a proporção é ainda menor, em torno de 14%, segundo dados do The Guardian divulgados pela Radio-Canada.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr">Cette animation est saisissante. Elle montre, en seulement quelques secondes, l'accélération spectaculaire de la fréquence des vagues de chaleur au cours des 126 dernières années en France.<br><br>Au cours des 10 dernières années (20172026), la France a connu 18 vagues de chaleur. À <a href="https://t.co/YJCwaaC8bJ">pic.twitter.com/YJCwaaC8bJ</a></p>— Dr. Serge Zaka (Dr. Zarge) (@SergeZaka) <a href="https://x.com/SergeZaka/status/2072741058216165747?ref_src=twsrc%5Etfw">July 2, 2026</a></blockquote></figure><p>Grande parte do parque habitacional europeu foi construído para reter calor durante o inverno, e <strong>não para dissipá-lo durante os verões cada vez mais extremos</strong>. Julien Hans, diretor de pesquisa e inovação do Centro Científico e Técnico da Construção (CSTB) da França, explicou à Euronews que aproximadamente metade das casas do país não está adaptada para suportar temperaturas tão elevadas quanto as registadas este ano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-aire-acondicionado-se-volvio-tema-politico-en-europa-la-ola-de-calor-que-cambio-el-debate-1783239468409.jpg" data-image="wczoqob9ua8j" alt="Calor e saúde" title="Calor e saúde"><figcaption>(A) Média anual de horas de risco por pessoa para stress térmico relacionado com a atividade física (atividades de intensidade moderada) por sub-região europeia por hora do dia para três períodos (1990–2000, 2001–11 e 2012–22). (B) Variação na taxa de mortalidade relacionada com o calor, expressa como o número de mortes por 100.000 habitantes entre 2003–12 e 2013–22 para homens e (C) para mulheres.</figcaption></figure><p>Esta discrepância entre as alterações climáticas e as construções existentes explica, em parte, o aumento nas procuras online: segundo dados do Google Trends citados pela Euronews, <strong>as pesquisas sobre a instalação de ar-condicionado em residências aumentaram 130% na França</strong> desde o início da elevação das temperaturas, um salto que se repetiu, com intensidade variável, noutros países europeus. Analistas do Boston Consulting Group, também citados pela Euronews, projetam que o número de unidades instaladas na União Europeia poderá ultrapassar 275 milhões até 2050, mais que o dobro do número registado em 2019.</p><h2>Da resistência ambiental à promessa eleitoral</h2><p>Na França, onde as eleições presidenciais serão realizadas em 2027, o ar-condicionado tornou-se um símbolo político. A líder da extrema-direita, Marine Le Pen, reiterou a sua promessa de uma "<strong>grande modernização do sistema de ar-condicionado</strong>" para todo o país, enquanto o líder da esquerda radical, Jean-Luc Mélenchon, adotou a posição oposta, chamando-o de "uma falsa solução que agrava o problema" e exigindo, em vez disso, melhores políticas de isolamento térmico para edifícios, segundo a Euronews.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/JROpU6ni2RE/sddefault.jpg" alt="youtube video id=JROpU6ni2RE" id="JROpU6ni2RE"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A novidade é que este mesmo debate começou a circular dentro do movimento ambientalista, tradicionalmente relutante em adotar o ar-condicionado devido ao seu impacto ambiental. Marine Tondelier, candidata nas primárias da Esquerda Unida para 2027, <strong>reconheceu a necessidade urgente de climatizar espaços públicos </strong>como escolas e hospitais, conforme noticiado pelo jornal La Tercera. A congressista Sandrine Rousseau, do mesmo movimento, admitiu algo semelhante numa entrevista na televisão.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774271" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-indice-de-calor-vai-alem-dos-termometros-a-humidade-multiplica-o-risco-durante-as-ondas-de-calor.html" title="O índice de calor vai além dos termómetros: a humidade multiplica o risco durante as ondas de calor">O índice de calor vai além dos termómetros: a humidade multiplica o risco durante as ondas de calor</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-indice-de-calor-vai-alem-dos-termometros-a-humidade-multiplica-o-risco-durante-as-ondas-de-calor.html" title="O índice de calor vai além dos termómetros: a humidade multiplica o risco durante as ondas de calor"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-indice-de-calor-vai-alem-dos-termometros-a-humidade-multiplica-o-risco-durante-as-ondas-de-calor-1781643749224_320.jpg" alt="O índice de calor vai além dos termómetros: a humidade multiplica o risco durante as ondas de calor"></a></article></aside><p>A nível da UE, a Comissão Europeia tem evitado, até agora, tomar uma posição definitiva. A sua principal porta-voz, Paula Pinho, <strong>descreveu a onda de calor como "sem precedentes" e não descartou a possibilidade de o uso de ar condicionado</strong> ser debatido a nível político, embora tenha salientado que a sua instalação depende de cada Estado-membro e das decisões individuais dos consumidores, conforme noticiado pelo ElNacional.cat. Uma nota para concluir: grande parte da Europa enfrenta atualmente outra onda de calor extrema, e o debate ameaça tornar-se recorrente.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-ar-condicionado-tornou-se-uma-questao-politica-na-europa-a-onda-de-calor-que-mudou-o-debate.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[38 ºC previstos em Castelo Branco, Évora e Beja: saiba quais serão as horas de maior calor entre terça e quarta-feira]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/38-c-previstos-em-castelo-branco-evora-e-beja-saiba-quais-serao-as-horas-de-maior-calor-entre-terca-e-quarta-feira.html</link><pubDate>Tue, 07 Jul 2026 06:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os mapas meteorológicos mostram que o calor continuará muito intenso no interior do país durante os dias 7 e 8 de julho. Explicamos em que horas do dia as temperaturas deverão atingir os valores máximos em Castelo Branco, Évora e Beja.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xam4ptu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xam4ptu.jpg" id="xam4ptu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois de vários dias consecutivos de temperaturas muito elevadas, o calor deverá continuar a fazer-se sentir em grande parte do interior de Portugal durante terça-feira (7) e quarta-feira (8). <strong>Castelo Branco, Évora e Beja</strong> voltam a surgir entre as cidades mais quentes do país, com máximas próximas dos <strong>38 ºC</strong> e um ambiente bastante quente durante grande parte da tarde.</p><h2>Castelo Branco, Évora e Beja voltam a aproximar-se dos 38 ºC</h2><p>Os mapas meteorológicos mostram que a massa de ar muito quente continuará instalada sobre a Península Ibérica, favorecendo temperaturas elevadas em praticamente todo o interior Centro e Sul.</p><p>Durante <strong>terça-feira</strong>, os valores deverão subir rapidamente ao longo da manhã, atingindo o período mais quente do dia <strong>entre as 16h e as 17h</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/38-c-previstos-em-castelo-branco-evora-e-beja-saiba-quais-serao-as-horas-de-maior-calor-entre-terca-e-quarta-feira-1783362530580.png" data-image="yntqzyh51zrt" alt="Terça-feira marcará o início de mais uma tarde de calor intenso no interior" title="Terça-feira marcará o início de mais uma tarde de calor intenso no interior"><figcaption>As temperaturas deverão aproximar-se dos 38 ºC em Castelo Branco, Évora e Beja durante a tarde de terça-feira, numa das fases mais quentes do dia.</figcaption></figure><p>Embora o aquecimento comece logo durante a manhã, será durante esse intervalo horário que os termómetros deverão registar os valores máximos nas três cidades, antes de iniciarem uma descida gradual ao final da tarde.</p><h2>Quarta-feira poderá repetir o cenário de calor intenso</h2><p>Na quarta-feira, a situação meteorológica deverá sofrer poucas alterações. O calor continuará persistente e o interior do território voltará a registar temperaturas muito elevadas.</p><p>Castelo Branco poderá aproximar-se dos <strong>39 ºC</strong>, enquanto Évora e Beja deverão voltar a atingir cerca de <strong>38 ºC</strong>, mantendo-se entre as cidades mais quentes de Portugal continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/38-c-previstos-em-castelo-branco-evora-e-beja-saiba-quais-serao-as-horas-de-maior-calor-entre-terca-e-quarta-feira-1783363095576.png" data-image="t69hj23zthal" alt="Quarta-feira poderá concentrar os valores mais elevados deste episódio de calor" title="Quarta-feira poderá concentrar os valores mais elevados deste episódio de calor"><figcaption>O período entre as 16h e as 17h deverá voltar a corresponder ao momento de maior aquecimento, com Castelo Branco perto dos 39 ºC e Évora e Beja próximas dos 38 ºC.</figcaption></figure><p>À semelhança do dia anterior, o período compreendido entre <strong>as 16h e as 17h</strong> deverá corresponder ao momento de maior aquecimento, altura em que a radiação solar acumulada e a persistência da massa de ar quente favorecem as temperaturas máximas.</p><h2>O calor mantém-se intenso também em altitude</h2><p>Os mapas previstos para cerca de <strong>1500 metros de altitude (850 hPa)</strong> confirmam que a massa de ar quente continuará muito bem estabelecida sobre Portugal e grande parte da Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/38-c-previstos-em-castelo-branco-evora-e-beja-saiba-quais-serao-as-horas-de-maior-calor-entre-terca-e-quarta-feira-1783363269156.png" data-image="8rwb5osud2fi" alt="A atmosfera continuará muito quente a cerca de 1500 metros de altitude" title="A atmosfera continuará muito quente a cerca de 1500 metros de altitude"><figcaption>A temperatura prevista a 850 hPa confirma que a massa de ar muito quente permanecerá instalada sobre Portugal, favorecendo máximas muito elevadas à superfície.</figcaption></figure><p>Este é um dos principais indicadores utilizados para avaliar a intensidade de episódios de calor, refletindo uma atmosfera muito quente desde os níveis médios até à superfície.</p><h2>Temperaturas continuam muito acima do normal para julho</h2><p>Os mapas de<strong> anomalia térmica a aproximadamente 1500 metros de altitude</strong> continuam igualmente a destacar valores bastante superiores ao habitual para esta época do ano.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777342" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-vermelho-por-calor-extremo-mantem-se-em-4-distritos-mas-o-tempo-vai-mudar-saiba-onde-havera-alivio-termico.html" title="Aviso vermelho por calor extremo mantém-se em 4 distritos, mas o tempo vai mudar: saiba onde haverá alívio térmico">Aviso vermelho por calor extremo mantém-se em 4 distritos, mas o tempo vai mudar: saiba onde haverá alívio térmico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-vermelho-por-calor-extremo-mantem-se-em-4-distritos-mas-o-tempo-vai-mudar-saiba-onde-havera-alivio-termico.html" title="Aviso vermelho por calor extremo mantém-se em 4 distritos, mas o tempo vai mudar: saiba onde haverá alívio térmico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-vermelho-por-calor-extremo-mantem-se-em-4-distritos-mas-o-tempo-vai-mudar-saiba-onde-havera-alivio-termico-1783344159686_320.png" alt="Aviso vermelho por calor extremo mantém-se em 4 distritos, mas o tempo vai mudar: saiba onde haverá alívio térmico"></a></article></aside><p>Grande parte do território continental deverá permanecer entre <strong>6 e 8 ºC acima da média climatológica</strong>, confirmando que este episódio continua a apresentar uma intensidade pouco comum para o início de julho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/38-c-previstos-em-castelo-branco-evora-e-beja-saiba-quais-serao-as-horas-de-maior-calor-entre-terca-e-quarta-feira-1783363439750.png" data-image="mtlhpii4i2we" alt="As temperaturas continuarão vários graus acima da média climatológica" title="As temperaturas continuarão vários graus acima da média climatológica"><figcaption>Grande parte de Portugal continental deverá registar anomalias térmicas entre 6 e 8 ºC acima da média a 850 hpa (1500 metros de altitude), evidenciando a persistência deste episódio de calor.</figcaption></figure><p>Apesar de pequenas oscilações entre os dois dias, tudo indica que o calor continuará a dominar o estado do tempo durante boa parte da semana, sendo aconselhável evitar exposição prolongada ao sol nas horas de maior calor e manter uma boa hidratação.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/38-c-previstos-em-castelo-branco-evora-e-beja-saiba-quais-serao-as-horas-de-maior-calor-entre-terca-e-quarta-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mecanismo de Proteção Civil da UE foi ativado e já vieram 118 bombeiros de Espanha. Fogo de Vouzela está dominado]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mecanismo-de-protecao-civil-da-ue-foi-ativado-e-ja-vieram-118-bombeiros-de-espanha-fogo-de-vouzela-esta-dominado.html</link><pubDate>Tue, 07 Jul 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Os dados provisórios do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais revelam que, nos últimos cinco dias, os 4.592 incêndios florestais ocorridos este ano já geraram mais de 15 mil hectares de área ardida. Arderam 11.834 hectares só na região Norte.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mecanismo-de-protecao-civil-da-ue-foi-ativado-e-ja-vieram-118-bombeiros-de-espanha-fogo-de-vouzela-esta-dominado-1783356105158.jpg" data-image="dvci6ru73yck" alt="Incêndio" title="Incêndio"><figcaption>O Ministério da Administração Interna, tutelado por Luís Neves, acionou o mecanismo de cooperação bilateral com Espanha e Marrocos e o Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia.</figcaption></figure><p>O Governo de Portugal solicitou na passada sexta-feira, 6 de julho, o <strong>envio de quatro aviões Canadair e uma equipa da Unidade Militar de Emergências</strong>, com a indicação de que as aeronaves fossem de imediato integradas no Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Rurais.</p><p>O Ministério da Administração Interna, tutelado por Luís Neves, acionou também mecanismo de cooperação bilateral com Espanha e Marrocos.</p><p>No final da última semana e nos próximos dias, Portugal continental vai enfrentar “uma onda de calor com previsões meteorológicas de grande adversidade”, assume o Governo.</p><p>Têm estado a ser <strong>registadas temperaturas máximas superiores a 40ºC, humidade relativa inferior a 20%, o que resulta numa seca extrema da vegetação </strong>e vento forte, com rajadas entre os 45 km/h e os 55 km/h.</p><p>Outra das decisões tomadas pelo Governo foi a de <strong>acionar do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia</strong>.</p><h2> 118 bombeiros e 45 veículos de Espanha</h2><p>O Executivo liderado por Luís Montenegro teve em conta “as previsões meteorológicas de grande adversidade”, com valores extremos que não se verificavam desde 2001.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mecanismo-de-protecao-civil-da-ue-foi-ativado-e-ja-vieram-118-bombeiros-de-espanha-fogo-de-vouzela-esta-dominado-1783356224023.jpg" data-image="lqyow50jqjen" alt="Avião Canadair" title="Avião Canadair"><figcaption>A Comissão Europeia fez saber que chegaram a Portugal “118 bombeiros e 45 veículos vindos de Espanha algumas horas após a ativação” e que “foram destacadas três aeronaves rescEU de combate a incêndios [oriundas] de Itália e Espanha”. </figcaption></figure><p>A decisão também se justificou devido aos “<strong>incêndios de elevada complexidade ativos no país e o número de ocorrências que se têm registado”, em particular o de Vouzela</strong> (distrito de Viseu), que deflagrou às 03:04 horas da passada quinta-feira, 2 de julho.</p><div class="texto-destacado"> A Comissão Europeia fez saber que <strong>chegaram a Portugal “118 bombeiros e 45 veículos vindos de Espanha algumas horas após a ativação</strong>” e que “foram destacadas <strong>três aeronaves rescEU de combate a incêndios</strong> [oriundas] de Itália e Espanha”. E os resultados já estão à vista. Ontem, domingo, o <strong>comandante dos Bombeiros Voluntários de Vouzela, Francisco Lima, adiantou que o incêndio</strong>, que começou em Tourelhe, freguesia de Cambra, e se propagou aos concelhos de Oliveira de Frades e Tondela, também no distrito de Viseu, e ao de Águeda, no distrito de Aveiro, <strong>estava dominado</strong>. </div><p>Isto, pese embora se tenham verificado <strong>alguns reacendimentos</strong>.</p><h2> 777 bombeiros de 14 países</h2><p>Este ano, a Comissão Europeia destacou um número recorde de bombeiros para combater os incêndios florestais na Europa.</p><p>E fez saber que “já se encontram ou estarão em breve estrategicamente <strong>posicionados em zonas de alto risco em Chipre, Grécia, Itália, França, Espanha e Portugal 777 bombeiros provenientes de 14 países</strong> europeus”. </p><p>Paralelamente, “<strong>22 aviões de combate a incêndios e cinco helicópteros da frota da UE estão prontos </strong>para apoiar os países sob pressão”.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Hadja Lahbib, comissária europeia com a pasta da Igualdade, Preparação para Crises e Gestão de Crises, assumiu que “Portugal e a França enfrentam uma ameaça extrema de incêndios florestais durante esta grave onda de calor”, pelo que “cada minuto é importante”. “Orgulho-me de ver o Mecanismo de Proteção Civil da UE prestar, uma vez mais, um apoio rápido quando este é mais necessário", disse a comissária, citada em comunicado.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>As aeronaves de combate a incêndios, as equipas terrestres e os veículos da Suécia, de Chipre, de Itália e de Espanha já estão a ajudar as equipas de emergência no terreno”, assegurou a comissária.</p><p>Hadja Lahbib deu a garantia de que “a Europa mantém-se unida” na “determinação em proteger vidas, comunidades, meios de subsistência e o nosso ambiente natural”.</p><h2>Cooperação entre países da UE e oito Estados</h2><p>Criado em Outubro de 2001, o <strong>M</strong><strong>ecanismo de Proteção Civil da União Europeia visa reforçar a cooperação entre os países da UE e oito Estados participantes</strong> em matéria de proteção civil. O objetivo é melhorar a prevenção, preparação e resposta a catástrofes.</p><p>Qualquer país do mundo pode pedir assistência através do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia, <strong>quando uma situação de emergência ultrapassa as suas capacidades de resposta </strong>a uma catástrofe.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mecanismo-de-protecao-civil-da-ue-foi-ativado-e-ja-vieram-118-bombeiros-de-espanha-fogo-de-vouzela-esta-dominado-1783356290415.jpg" data-image="qwlfmvpqcps8" alt="Combate a incêndio" title="Combate a incêndio"><figcaption>Em toda a região norte, a área ardida até ao momento totaliza este ano 11.834 hectares. Em relação ao mesmo período de 2025, a área ardida quase quadruplicou.</figcaption></figure><p>A Comissão Europeia desempenha aqui um<strong> papel fundamental na coordenação da resposta a catástrofes a nível mundial</strong>, contribuindo para, pelo menos, 75% dos custos de transporte e/ou custos operacionais dos destacamentos. O Centro de Coordenação de Resposta de Emergência (CCRE) é o coração do Mecanismo, funcionando 24 horas por dia, sete dias por semana.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777052" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-em-alerta-maximo-risco-extremo-de-incendios-florestais-deve-persistir-ate-12-de-julho.html" title="Portugal em alerta máximo: risco extremo de incêndios florestais deve persistir até 12 de julho">Portugal em alerta máximo: risco extremo de incêndios florestais deve persistir até 12 de julho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-em-alerta-maximo-risco-extremo-de-incendios-florestais-deve-persistir-ate-12-de-julho.html" title="Portugal em alerta máximo: risco extremo de incêndios florestais deve persistir até 12 de julho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-em-alerta-maximo-risco-extremo-de-incendios-florestais-deve-persistir-ate-12-de-julho-1783167061598_320.jpg" alt="Portugal em alerta máximo: risco extremo de incêndios florestais deve persistir até 12 de julho"></a></article></aside><p>Em Portugal, o Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (<strong>SGIFR) é gerido pela Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF</strong>), a que preside Paulo Rainha Mateus desde meados de maio de 2026, que sucedeu a Tiago Oliveira, que estava no cargo desde 2017.</p><p>Os últimos dados, consultados pela agência Lusa, revelam que os <strong>incêndios registados este ano foram mais devastadores para a região Centro do país</strong>, onde ardeu um total de 14.244 hectares.</p><p>Só o fogo que deflagrou na madrugada do dia 2 de julho, em <strong>Vouzela</strong> (distrito de Viseu), e que apenas foi dominado esta segunda-feira, dia 6 de junho, foi <strong>grandemente responsável por estes números</strong>.</p><p>Em toda a região Norte, a <strong>área ardida até ao momento totaliza este ano 11.834 hectares. </strong>Em relação ao mesmo período de 2025, a <strong>área ardida quase quadruplicou</strong>, registando-se este ano a maior desde 2017, de acordo com os números do SGIFR.</p><p>Consultados pela agência Lusa, os dados do SGIFR indicam que <strong>os 4.592 incêndios florestais registados este ano provocaram 30.155 hectares de área queimada</strong> e mais de 15.000 arderam entre quarta-feira e domingo. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mecanismo-de-protecao-civil-da-ue-foi-ativado-e-ja-vieram-118-bombeiros-de-espanha-fogo-de-vouzela-esta-dominado.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[José Borges está a construir uma frota de drones que irá detetar perigos na costa de Matosinhos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/jose-borges-esta-a-construir-uma-frota-de-drones-que-ira-detetar-perigos-na-costa-de-matosinhos.html</link><pubDate>Mon, 06 Jul 2026 17:05:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A instalação de dispositivos autónomos em coberturas de edifícios municipais vai permitir alertar as autoridades marítimas sobre situações de emergência e focos de poluição nas praias nortenhas.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/jose-borges-esta-a-construir-uma-frota-de-drones-que-ira-detetar-perigos-na-costa-de-matosinhos-1783343093117.jpg" data-image="0ucqdzjkomyy" alt="vista aérea de areal na zona de rebentação de uma praia" title="vista aérea de areal na zona de rebentação de uma praia"><figcaption>O município de Matosinhos espera lançar no próximo ano drones que sobrevoam a costa e detetam focos de poluição e banhistas em perigo. Foto: Marco Bubbio/Pixabay</figcaption></figure><p>Imagine que está a caminhar na praia e, subitamente, avista um banhista aflito a lutar contra as correntes. Antes mesmo de agarrar no telemóvel e ligar ao 112, um <strong>equipamento voador deteta a ocorrência, aciona os meios de socorro</strong> e lança um flutuador de salvamento.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Este cenário futurista está prestes a tornar-se real na orla costeira de Matosinhos. A autarquia está a desenvolver uma rede de aeronaves não tripuladas que irá revolucionar a proteção civil e a monitorização ambiental.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O mentor por trás deste avanço tecnológico é <strong>José Borges</strong>, especialista em <strong>engenharia geoespacial </strong>formado na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Integrado no Gabinete de Informaç��o Estratégica do município, o investigador desenvolveu um modelo assente em bases fixas instaladas na cobertura de edifícios estratégicos. </p><p>A partir desses pontos elevados, os aparelhos irão descolar de forma autónoma para fazer <strong>rondas</strong> <strong>regulares</strong> e recolher informação visual detalhada em tempo real.</p><h2>O olho digital concentrado na segurança pública</h2><p>Os novos vigilantes do litoral contam com <strong>câmaras térmicas</strong>, <strong>projetores de iluminação</strong> e <strong>sistemas de som</strong> para interagir com o terreno. Os dados captados nas vistorias aéreas passam por uma triagem imediata através de inteligência artificial criada pela própria equipa municipal. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Quando o algoritmo identifica uma pessoa em perigo, acumulação de resíduos ou manchas poluentes, o sistema emite um sinal direto para as salas de controlo operacional.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A versatilidade da ferramenta estende-se muito além das zonas balneares. Os responsáveis planeiam aplicar as mesmas patrulhas robóticas no combate a fogos florestais e na monitorização de cheias urbanas. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774684" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/algoritmos-e-drones-vao-defender-a-floresta-contra-vagas-de-insetos-destrutivos.html" title="Algoritmos e drones vão defender a floresta contra vagas de insetos destrutivos">Algoritmos e drones vão defender a floresta contra vagas de insetos destrutivos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/algoritmos-e-drones-vao-defender-a-floresta-contra-vagas-de-insetos-destrutivos.html" title="Algoritmos e drones vão defender a floresta contra vagas de insetos destrutivos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/algoritmos-e-drones-vao-defender-a-floresta-contra-vagas-de-insetos-destrutivos-1781871737899_320.jpg" alt="Algoritmos e drones vão defender a floresta contra vagas de insetos destrutivos"></a></article></aside><p>Para maximizar o sucesso dos resgates aquáticos, os engenheiros recorreram à impressão tridimensional para conceber garras especiais capazes de transportar e largar boias de salvação diretamente junto dos banhistas em dificuldades.</p><h2>A evolução dos dados geográficos utilitários</h2><p>A abordagem reflete o percurso focado em utilidade pública que José Borges construiu desde que concluiu o mestrado em 2018. O cientista tem demonstrado que a análise espacial moderna superou a simples elaboração de mapas tradicionais. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ao longo da sua carreira na autarquia, desenvolveu plataformas informáticas essenciais para a gestão de crises complexas, incluindo a monitorização do território durante os surtos pandémicos da COVID-19.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A sua especialidade em cruzamento de <strong>dados </strong><strong>geométricos </strong>revelou-se útil até na descoberta do património histórico local. Através da criação de rotinas computacionais, que examinam o relevo do solo por fotografia aérea, o investigador conseguiu localizar<strong> estruturas</strong><strong> arqueológicas romanas </strong><strong>subterrâneas </strong>na região norte do concelho. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/jose-borges-esta-a-construir-uma-frota-de-drones-que-ira-detetar-perigos-na-costa-de-matosinhos-1783343457656.jpg" data-image="273bkys9bsox" alt="engenheiro geoespacial José Borges" title="engenheiro geoespacial José Borges"><figcaption>O engenheiro geoespacial José Borges é o mentor do projeto que utiliza inteligência artificial e drones para reforçar a segurança pública. Foto: FCUP</figcaption></figure><p>O trabalho demonstra como a programação avançada consegue extrair valor social do mapeamento digital, transformando dados brutos em serviços de proteção e de valor cultural.</p><h2>O futuro centro de inteligência urbana</h2><p>A introdução desta tecnologia aérea, planeada para <strong>entrar em pleno funcionamento operacional no próximo ano</strong>, marca apenas o início de uma reestruturação mais profunda na gestão do território. O programa estratégico da autarquia visa centralizar estas ferramentas num núcleo avançado de conhecimento municipal.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Este polo vai cruzar as imagens dos voos diários com previsões meteorológicas, sensores instalados nas ruas e dados de tráfego rodoviário. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O cruzamento massivo de variáveis vai permitir prever <strong>acidentes ambientais</strong> e otimizar o <strong>tempo de resposta</strong> das equipas de <strong>socorro</strong>. O projeto, no fundo, tem como intuito demonstrar como a inovação académica pode apoiar a resolução de problemas quotidianos, colocando a ciência aeroespacial ao serviço do bem-estar da população.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Faculdade%20de%20Ci%C3%AAncias%20da%20Universidade%20do%20Porto" data-year="" data-title="Engenheiro%20geoespacial%20da%20FCUP%20programa%20drones%20para%20apoiar%20situa%C3%A7%C3%B5es%20de%20emerg%C3%AAncia." data-url="https%3A%2F%2Fnoticias.up.pt%2F2026%2F06%2F05%2Fengenheiro-geoespacial-da-fcup-programa-drones-para-apoiar-situacoes-de-emergencia%2F">Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. <a href="https://noticias.up.pt/2026/06/05/engenheiro-geoespacial-da-fcup-programa-drones-para-apoiar-situacoes-de-emergencia/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Engenheiro geoespacial da FCUP programa drones para apoiar situações de emergência.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/jose-borges-esta-a-construir-uma-frota-de-drones-que-ira-detetar-perigos-na-costa-de-matosinhos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Telescópio Espacial James Webb pesa um buraco negro inativo e revela uma anomalia no Universo primitivo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/telescopio-espacial-james-webb-pesa-um-buraco-negro-inativo-e-revela-uma-anomalia-no-universo-primitivo.html</link><pubDate>Mon, 06 Jul 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O James Webb detetou um buraco negro com 6 mil milhões de massas solares numa galáxia que desafia a relação entre núcleos galácticos, estrelas e a evolução galáctica primitiva do Universo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/jwst-pesa-un-agujero-negro-inactivo-y-revela-una-anomalia-en-el-universo-joven-1783097876269.jpg" data-image="iqvsvrl381b8"><figcaption>Imagem composta do aglomerado de galáxias MACSJ 0138. Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/S. Dagnello (NRAO), STScI, K. Whitaker et al.</figcaption></figure><p>Normalmente, detetamos os buracos negros supermassivos devido ao excesso de luz nas suas imediações. No MRG-M0138, o objeto central quase não devora matéria, mas a sua gravidade deixa uma marca nas estrelas que se movem à sua volta, sem que isso se traduza num grande alvoroço luminoso.</p><p>Há pouco tempo, o telescópio espacial <strong>James Webb (JWST) observou uma galáxia com um desvio para o vermelho (redshift) </strong><strong>de 1,95</strong> numa fase inicial do Universo. Nessa altura, muitas galáxias massivas já tinham abrandado a sua formação estelar.</p><div class="texto-destacado">Durante décadas, nós, astrónomos, temos associado a massa dos buracos negros às propriedades das suas galáxias anfitriãs, como o núcleo central ou a velocidade das suas estrelas, mas há um problema: não sabemos desde quando essas relações existem.</div><p>As medições a grandes distâncias baseiam-se frequentemente em quásares ou núcleos ativos, onde <strong>o gás brilhante revela a presença do buraco negro</strong>, métodos que são úteis, mas dependem de linhas de emissão e luminosidades que podem introduzir incertezas muito grandes na massa calculada.</p><p>Por isso, um novo estudo seguiu outro caminho, "pesando" um buraco negro inativo através da dinâmica estelar. Em vez de observar o seu brilho, mediu-se a forma como a gravidade altera o movimento das estrelas, numa galáxia distante, pouco luminosa e difícil de estudar.</p><h2>Lentes gravitacionais: as novas balanças do Universo</h2><p>A chave foi uma <strong>lente gravitacional produzida pelo aglomerado MACS J0138.0–2155</strong>, situado à frente do MRG-M0138. Nesse local, a gravidade amplificou a galáxia cerca de 29 vezes, aumentando o seu brilho e tamanho aparente ao ponto de permitir explorar uma região central que, normalmente, seria inacessível aos telescópios atuais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/jwst-pesa-un-agujero-negro-inactivo-y-revela-una-anomalia-en-el-universo-joven-1783098132562.png" data-image="7cw7sl26idbj"><figcaption>Imagem captada pela câmara NIRCam do Webb, na qual se observam duas imagens da supernova. Crédito: NASA, ESA, CSA, STScI, Justin Pierel (STScI), Andrew Newman (CIS).</figcaption></figure><p>Combinando a espectroscopia de campo integral do<strong> instrumento NIRSpec com imagens da NIRCam do JWST e imagens do Hubble</strong>, reconstruiu-se a galáxia no seu plano original, corrigindo a distorção produzida pela lente gravitacional.</p><p>Ao reconstruir a galáxia, depararam-se com uma estrutura complexa: </p><ul><li>Um <strong>disco inclinado</strong> que contribui com a maior parte da luz e um bulbo compacto no centro.</li><li>As suas estrelas atingem uma dispersão de velocidades de 398 quilómetros por segundo, sinal de um n<strong>úcleo gravitacionalmente extremo e muito denso</strong>.</li></ul><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775450" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/ergosfera-a-regiao-extrema-onde-o-espaco-tempo-se-distorce-em-torno-de-um-buraco-negro-em-rotacao.html" title="Ergosfera, a região extrema onde o espaço-tempo se distorce em torno de um buraco negro em rotação">Ergosfera, a região extrema onde o espaço-tempo se distorce em torno de um buraco negro em rotação</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/ergosfera-a-regiao-extrema-onde-o-espaco-tempo-se-distorce-em-torno-de-um-buraco-negro-em-rotacao.html" title="Ergosfera, a região extrema onde o espaço-tempo se distorce em torno de um buraco negro em rotação"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ergoesfera-la-region-extrema-donde-el-espacio-tiempo-se-retuerce-alrededor-de-un-agujero-negro-en-rotacion-1781893753509_320.jpeg" alt="Ergosfera, a região extrema onde o espaço-tempo se distorce em torno de um buraco negro em rotação"></a></article></aside><p>Para converter esses movimentos em massa, foram utilizados<strong> modelos de dinâmica estelar denominados Jeans Anisotropic Modeling</strong>, além de se testarem combinações de estrelas, matéria escura, orientação, anisotropia e uma massa central compacta, até se reproduzir o mapa observado das velocidades estelares com a maior precisão física possível.</p><h3>O que revelam as observações</h3><p>O resultado principal é um valor de <strong>6 000 milhões de massas solares para o buraco negro central</strong>. A região onde a sua gravidade domina, denominada esfera de influência, mede cerca de 164 parsecs (~535 anos-luz) e foi marginalmente resolvida, algo excecional para uma galáxia tão distante, compacta e fraca.</p><p>Os sinais de atividade nuclear são muito fracos; de facto, <strong>não foi detetada qualquer emissão de raios X com o Chandra</strong>, e as linhas de hidrogénio limitam a acreção a uma razão de Eddington inferior a um centésimo de milésimo, típica de núcleos apagados próximos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/jwst-pesa-un-agujero-negro-inactivo-y-revela-una-anomalia-en-el-universo-joven-1783098612277.jpg" data-image="0u1v25wynecg"><figcaption>Aglomerado de galáxias MACSJ 0138, que ilustra a resolução que é possível alcançar graças às lentes gravitacionais. Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO).</figcaption></figure><p>A comparação com galáxias locais revelou uma discrepância significativa: o buraco negro tem uma massa cerca de 12 vezes superior à esperada para o bulbo e, ao mesmo tempo, coincide com a relação baseada na dispersão das velocidades estelares, que parece mais estável ao longo do tempo.</p><p>No futuro, <strong>a MRG-M0138 poderá tornar-se uma galáxia elíptica massiva através de fusões com baixo teor de gás</strong>. Essas colisões acrescentariam estrelas e fariam o bulbo crescer, mas alimentariam pouco o buraco negro, aproximando a galáxia de relações locais semelhantes às da Messier 87, de forma gradual e natural.</p><h3>Uma medição que muda a nossa forma de ver as coisas</h3><p>Esta medição demonstra que podemos estudar os buracos negros silenciosos e que<strong> a combinação do JWST com lentes gravitacionais reduz a nossa dependência dos quásares brilhantes</strong>, que dificultam a compreensão das populações de galáxias massivas nas fases iniciais do Universo.</p><p>Compreendemos agora que a coevolução entre galáxias e buracos negros não é uma sincronia perfeita. Em alguns sistemas, o buraco negro pode ter crescido primeiro, em episódios breves e intensos, enquanto a estrutura estelar só se reorganiza algum tempo depois, através de várias fusões.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="751078" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/apos-100-milhoes-de-anos-de-silencio-este-buraco-negro-volta-a-rugir-como-um-vulcao-no-espaco.html" title="Após 100 milhões de anos de silêncio, este buraco negro volta a rugir como um vulcão no espaço">Após 100 milhões de anos de silêncio, este buraco negro volta a rugir como um vulcão no espaço</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/apos-100-milhoes-de-anos-de-silencio-este-buraco-negro-volta-a-rugir-como-um-vulcao-no-espaco.html" title="Após 100 milhões de anos de silêncio, este buraco negro volta a rugir como um vulcão no espaço"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-agujero-negro-supermasivo-en-1007-3540-despierta-y-vuelve-a-rugir-1769123258579_320.png" alt="Após 100 milhões de anos de silêncio, este buraco negro volta a rugir como um vulcão no espaço"></a></article></aside><p>A semelhança com as galáxias próximas acrescenta mais uma peça ao quebra-cabeças, uma vez que <strong>estes objetos poderão ser descendentes, praticamente intactos, de galáxias primitivas como a MRG-M0138</strong>, que cessaram a sua formação estelar e evitaram fusões significativas durante milhares de milhões de anos após o início do Universo.</p><p>É importante esclarecer que esta descoberta não encerra o debate, mas altera a escala do que é mensurável. Enquanto continuarmos a encontrar mais galáxias ampliadas, poderemos reconstruir com maior precisão quando é que os primeiros buracos negros supermassivos cresceram e como transformaram as suas galáxias anfitriãs.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Andrew%20B.%20Newman%2C%20%20Meng%20Gu%2C%20Sirio%20Belli%2C%20et%20al" data-year="2026" data-title="A%20stellar%20dynamical%20mass%20measurement%20of%20an%20inactive%20black%20hole%20at%20redshift%202" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fscience.adx5816">Andrew B. Newman, Meng Gu, Sirio Belli, et al. (2026). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/science.adx5816" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A stellar dynamical mass measurement of an inactive black hole at redshift 2</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/telescopio-espacial-james-webb-pesa-um-buraco-negro-inativo-e-revela-uma-anomalia-no-universo-primitivo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-algas-nao-sao-plantas-factos-surpreendentes-sobre-a-vida-aquatica-que-precisa-de-saber.html</link><pubDate>Mon, 06 Jul 2026 15:33:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Desde plantas carnívoras subaquáticas até algas gigantes que, na verdade, nem sequer são plantas, os cientistas afirmam que a flora aquática está repleta de surpresas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/seaweeds-aren-t-plants-seven-surprising-facts-about-aquatic-life-1783270730480.jpg" data-image="ejqm0phrsa7q" alt="Underwater view of a group of seabed with green seagrass." title="Underwater view of a group of seabed with green seagrass."><figcaption>Vista subaquática de uma zona do fundo do mar coberta de ervas marinhas verdes.</figcaption></figure><p>Quando a maioria das pessoas pensa em plantas, imagina florestas, jardins ou campos de flores silvestres. Mas, sob a superfície dos lagos, rios e oceanos, existe um <strong>mundo fascinante de vida aquática</strong> que desafia muitas das nossas suposições sobre o reino vegetal.</p><h2>As algas marinhas não são plantas</h2><p><strong>Um dos maiores equívocos é pensar que as algas marinhas são plantas</strong>. Embora realizem fotossíntese e se assemelhem às plantas terrestres, as algas marinhas pertencem, na verdade, a vários grupos diferentes de algas que evoluíram separadamente das plantas verdadeiras.</p><p>Ao contrário das plantas, <strong>não têm raízes, caules, folhas, flores nem sementes</strong>. As algas castanhas incluem as gigantescas florestas de kelp, as algas vermelhas são utilizadas para produzir alimentos como o nori e as algas verdes incluem espécies como a alface-do-mar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/seaweeds-aren-t-plants-seven-surprising-facts-about-aquatic-life-1783270629761.jpg" data-image="wcbbwu7ime33"><figcaption>As algas marinhas e outras algas que absorvem a luz solar debaixo de água.</figcaption></figure><p>Os cientistas descobriram também que as plantas regressaram aos ambientes aquáticos inúmeras vezes ao longo da evolução. Depois de as plantas terem colonizado a terra pela primeira vez há cerca de 500 milhões de anos, vários grupos evoluíram, de forma independente, de volta para habitats de água doce e marinhos.</p><div class="texto-destacado"><strong>Os investigadores estimam que esta transição tenha ocorrido mais de 100 vezes, dando origem a espécies aquáticas que vão desde os nenúfares até à lentilha-d'água e às ervas marinhas.</strong></div><p>A vida subaquática impulsionou algumas adaptações notáveis. <strong>Certas plantas aquáticas reduziram as suas raízes de forma tão drástica que estas quase não existem</strong>. A Wolffia, vulgarmente conhecida como "watermeal" (alga aquática), é a menor planta com flores do mundo e não possui raízes. Em vez disso, flutua livremente na superfície da água e absorve nutrientes diretamente da água circundante.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/seaweeds-aren-t-plants-seven-surprising-facts-about-aquatic-life-1783270938244.jpg" data-image="o3exd8902e4q"><figcaption>Algas aquáticas ("watermeal") em vários tons de verde a cobrir um lago.</figcaption></figure><p>Outras plantas aquáticas evoluíram para se tornarem predadores altamente eficientes. As utriculárias, por exemplo, são <strong>plantas carnívoras equipadas com minúsculas armadilhas subaquáticas capazes de capturar presas microscópicas numa fração de segundo</strong>.</p><div class="texto-destacado">Estas armadilhas rápidas permitem que as plantas obtenham nutrientes em águas onde os minerais essenciais são escassos.</div><p><strong>A reprodução também sofreu alterações drásticas sob a superfície da água</strong>. Enquanto muitas plantas terrestres dependem de insetos ou do vento para transportar o pólen, algumas plantas aquáticas recorrem, em vez disso, às correntes de água. Ao longo de milhões de anos, certas espécies marinhas chegaram mesmo a perder os genes responsáveis pela produção de aromas florais, uma vez que, debaixo de água, já não é necessário atrair polinizadores.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775214" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tecnologia-de-satelite-e-inteligencia-artificial-antecipam-mare-de-algas-invasoras-em-cascais.html" title="Tecnologia de satélite e inteligência artificial antecipam maré de algas invasoras em Cascais">Tecnologia de satélite e inteligência artificial antecipam maré de algas invasoras em Cascais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tecnologia-de-satelite-e-inteligencia-artificial-antecipam-mare-de-algas-invasoras-em-cascais.html" title="Tecnologia de satélite e inteligência artificial antecipam maré de algas invasoras em Cascais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tecnologia-de-satelite-e-inteligencia-artificial-antecipam-mare-de-algas-invasoras-em-cascais-1782214342466_320.jpg" alt="Tecnologia de satélite e inteligência artificial antecipam maré de algas invasoras em Cascais"></a></article></aside><p>Os cientistas também descobriram plantas aquáticas a prosperar em locais onde antes se pensava ser impossível a fotossíntese. Foram <strong>descobertos alguns musgos aquáticos a crescer a quase 140 metros abaixo da superfície em lagos excecionalmente límpidos</strong>, onde apenas pequenas quantidades de luz solar penetram. Estas descobertas demonstram a incrível adaptabilidade da vida aquática.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Para além da sua biologia fascinante, as plantas aquáticas desempenham um papel fundamental na proteção do planeta.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Os prados de ervas marinhas, as florestas de mangais e outros ecossistemas costeiros armazenam enormes quantidades de carbono</strong>, tanto nos seus tecidos como nos sedimentos subjacentes. Este "carbono azul" pode permanecer retido durante séculos ou mesmo milhares de anos, tornando estes ecossistemas em alguns dos sumidouros naturais de carbono mais eficazes da Terra e em<strong> valiosos aliados na luta contra as alterações climáticas</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-algas-nao-sao-plantas-factos-surpreendentes-sobre-a-vida-aquatica-que-precisa-de-saber.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aviso vermelho por calor extremo mantém-se em 4 distritos, mas o tempo vai mudar: saiba onde haverá alívio térmico]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-vermelho-por-calor-extremo-mantem-se-em-4-distritos-mas-o-tempo-vai-mudar-saiba-onde-havera-alivio-termico.html</link><pubDate>Mon, 06 Jul 2026 14:47:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Esta semana arranca quente em todo o país, mas há alívio térmico à vista. Primeiro no litoral Norte e Centro, mas em breve, em todo o continente. Confira aqui a previsão!</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/lxNQQrEDvrI/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=lxNQQrEDvrI" id="lxNQQrEDvrI"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Esta semana arranca com <strong>Bragança, Guarda, Castelo Branco e Portalegre sob aviso vermelho de tempo quente</strong>, em vigor até às 23h de hoje, no entanto já se denota alívio térmico em alguns locais do país, especialmente no litoral Norte e Centro. As máximas esperadas para hoje deverão manter-se entre os 22 ºC em Viana do Castelo e os 39 ºC em Castelo Branco, Évora e Beja. Localmente, esperam-se valores até 42 ºC no Vale do Douro, Beira Baixa, Ribatejo e Baixo Alentejo.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Apesar deste alívio sentido no litoral, os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto e Aveiro contarão com aviso amarelo também até às 23h de hoje. Já <strong>os restantes distritos contarão com o mesmo aviso e com aviso laranja até às 23h do dia 8, quarta-feira</strong>, de acordo com o IPMA. Até esse dia ainda se esperam valores na ordem dos 40 ºC em vários locais do país, especialmente ao longo da faixa interior.</p><h2>Alívio térmico sentido em todo o país a partir de quinta-feira, dia 9 de julho</h2><p>A partir de quinta-feira espera-se uma <strong>descida generalizada e gradual dos valores de temperatura máxima</strong>, pelo menos até ao arranque da próxima semana. Assim, para esse dia, os valores de temperatura máxima esperados deverão manter-se entre os 20 ºC em Viana do Castelo e os 37 ºC em Castelo Branco e Beja.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aviso-vermelho-por-calor-extremo-mantem-se-em-4-distritos-mas-o-tempo-vai-mudar-saiba-onde-havera-alivio-termico-1783344172985.png" data-image="sjaddh0x724u" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>A semana arranca com o país ainda coberto de avisos meteorológicos devido ao tempo quente, no entanto, estes deverão ser levantados até às 23h de quarta-feira, dia 8 de julho, pois o ECMWF prevê uma descida generalizada das temperaturas máximas e mínimas a partir de quinta-feira.</figcaption></figure><p>Esta <strong>tendência de arrefecimento deverá manter-se nos dias seguintes</strong>, sendo que as máximas esperadas para sexta-feira, segundo a atual previsão, deverão ser entre os 20 ºC em Viana do Castelo e os 34 ºC em Castelo Branco e Beja. Já no sábado, as máximas deverão ser entre os 20 ºC em Viana do Castelo e os 30 ºC em Bragança, devendo o <strong>Vale do Douro ser a região mais quente do país, com até 35 ºC</strong>, como podemos observar acima.</p><h2>Arrefecimento noturno já a partir de hoje, segunda-feira</h2><p>Além disso, espera-se ainda um <strong>arrefecimento noturno já a partir de hoje</strong>, com maior impacto no litoral Norte e Centro, mas com tendência a abranger o restante território nos próximos dias.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777343" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-onda-de-calor-persistira-em-portugal-ate-9-de-julho-com-maximas-de-41-c-no-interior.html" title="A onda de calor persistirá em Portugal até 9 de julho, com máximas de 41 ºC no interior">A onda de calor persistirá em Portugal até 9 de julho, com máximas de 41 ºC no interior</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-onda-de-calor-persistira-em-portugal-ate-9-de-julho-com-maximas-de-41-c-no-interior.html" title="A onda de calor persistirá em Portugal até 9 de julho, com máximas de 41 ºC no interior"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-onda-de-calor-persistira-em-portugal-ate-9-de-julho-com-maximas-de-41-c-no-interior-1783343851611_320.png" alt="A onda de calor persistirá em Portugal até 9 de julho, com máximas de 41 ºC no interior"></a></article></aside><p>Desta forma, esperam-se, geralmente, <strong>valores mínimos entre os 14 ºC e os 20 ºC</strong>, sendo que o <strong>contraste entre o litoral e o interior será evidente</strong>, com este último a registar valores mais elevados. A cidade de Faro deverá manter as mínimas mais elevadas do país, com valores até 25 ºC, sendo que apenas no sábado se deverá sentir esta descida, esperando-se uma mínima de 18 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aviso-vermelho-por-calor-extremo-mantem-se-em-4-distritos-mas-o-tempo-vai-mudar-saiba-onde-havera-alivio-termico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A onda de calor persistirá em Portugal até 9 de julho, com máximas de 41 ºC no interior]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-onda-de-calor-persistira-em-portugal-ate-9-de-julho-com-maximas-de-41-c-no-interior.html</link><pubDate>Mon, 06 Jul 2026 13:37:12 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O interior de Portugal continuará sob calor muito intenso até 9 de julho, com temperaturas próximas dos 41 ºC, enquanto o litoral começa a beneficiar da influência atlântica e de uma descida gradual dos termómetros.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xam23cm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xam23cm.jpg" id="xam23cm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A onda de calor continuará a afetar Portugal durante os próximos dias, entrando agora na sua fase final. As previsões mais recentes do modelo europeu ECMWF indicam que o episódio <strong>deverá manter temperaturas muito elevadas no interior até 9 de julho</strong>, enquanto o litoral começa a beneficiar de uma descida gradual dos termómetros já a partir desta segunda-feira. Nas regiões mais quentes, as máximas poderão voltar a atingir os 41 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-onda-de-calor-persistira-em-portugal-ate-9-de-julho-com-maximas-de-41-c-no-interior-1783343851611.png" data-image="007atajaiikz"><figcaption>As temperaturas deverão atingir o pico da onda de calor durante a tarde de terça-feira, com valores próximos dos 40 ºC em várias regiões do interior, enquanto o litoral permanecerá mais ameno devido à influência do Atlântico.</figcaption></figure><p>Esta segunda-feira ainda será marcada por calor intenso em grande parte do território continental, com os valores mais elevados concentrados no interior centro e sul. Na terça-feira, <strong>o alívio tornar-se-á mais evidente na faixa costeira</strong>, sobretudo no litoral norte e centro, onde o Porto deverá rondar os 23 ºC, Leiria os 26 ºC e Coimbra cerca de 30 ºC. Lisboa continuará mais quente, perto dos 33 ºC, mas já abaixo dos valores previstos para o interior.</p><h2>A influência do Atlântico começa a moderar as temperaturas</h2><p>Na quarta-feira o calor deverá resistir nas regiões interiores, com Santarém perto dos 35 ºC, Castelo Branco e Évora em torno dos 38 ºC e Beja a aproximar-se dos 39 a 40 ºC. No dia 9, a descida começará a ganhar expressão, mas ainda <strong>deverão persistir máximas elevadas no interior</strong>, entre 35 e 38 ºC em vários pontos do Alentejo, da Beira Baixa e do Nordeste Transmontano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-onda-de-calor-persistira-em-portugal-ate-9-de-julho-com-maximas-de-41-c-no-interior-1783343863469.png" data-image="tg5mopa8n1u9"><figcaption>O calor deverá persistir sobretudo no interior Norte, Centro e Alentejo, onde ainda poderão registar-se máximas próximas dos 40 ºC. No litoral, a entrada de ar marítimo favorecerá uma descida gradual das temperaturas.</figcaption></figure><p>A influência do Atlântico explica esta evolução desigual. O ar marítimo, mais fresco e húmido, <strong>alcançará primeiro a faixa costeira e limitará a subida das temperaturas junto ao oceano</strong>. Mais para o interior, a massa de ar quente permanecerá durante mais tempo sobre o território, mantendo tardes muito quentes mesmo quando o litoral já apresentar um ambiente mais moderado.</p><h2>Atmosfera muito seca mantém elevado o perigo de incêndio rural</h2><p>As noites continuarão quentes em muitos locais do interior, sobretudo nas áreas urbanas e nos vales, onde o calor acumulado durante o dia se dissipa mais lentamente. Durante a tarde, a humidade relativa do ar deverá <strong>descer para valores entre 10 e 20% no interior centro e sul</strong>, criando uma atmosfera extremamente seca nas horas de maior aquecimento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-onda-de-calor-persistira-em-portugal-ate-9-de-julho-com-maximas-de-41-c-no-interior-1783344003629.png" data-image="fibb8c0vi64s"><figcaption>A humidade relativa do ar deverá descer para valores inferiores a 20% em grande parte do interior, criando um ambiente muito seco e favorável à propagação de incêndios rurais durante as horas de maior aquecimento.</figcaption></figure><p>Embora não seja esperado um episódio generalizado de vento forte, rajadas moderadas poderão favorecer a propagação de eventuais incêndios. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777328" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-julho-a-ultima-previsao-do-modelo-europeu-pinta-portugal-de-vermelho-avisa-alfredo-graca.html" title="Mudanças no tempo em julho: “a última previsão do modelo europeu pinta Portugal de vermelho”, avisa Alfredo Graça">Mudanças no tempo em julho: “a última previsão do modelo europeu pinta Portugal de vermelho”, avisa Alfredo Graça</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-julho-a-ultima-previsao-do-modelo-europeu-pinta-portugal-de-vermelho-avisa-alfredo-graca.html" title="Mudanças no tempo em julho: “a última previsão do modelo europeu pinta Portugal de vermelho”, avisa Alfredo Graça"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alteracoes-no-tempo-em-julho-a-ultima-previsao-do-modelo-europeu-pinta-portugal-de-vermelho-avisa-alfredo-graca-1783338544080_320.png" alt="Mudanças no tempo em julho: “a última previsão do modelo europeu pinta Portugal de vermelho”, avisa Alfredo Graça"></a></article></aside><p>As <strong>condições mais críticas deverão concentrar-se no interior norte e centro, na Beira Baixa, no vale do Tejo e no Alentejo</strong>, onde temperaturas elevadas, baixa humidade relativa e vegetação seca manterão o perigo de incêndio rural em níveis muito elevados durante as próximas tardes, sobretudo nas áreas expostas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-onda-de-calor-persistira-em-portugal-ate-9-de-julho-com-maximas-de-41-c-no-interior.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mudanças no tempo em julho: “a última previsão do modelo europeu pinta Portugal de vermelho”, avisa Alfredo Graça]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-julho-a-ultima-previsao-do-modelo-europeu-pinta-portugal-de-vermelho-avisa-alfredo-graca.html</link><pubDate>Mon, 06 Jul 2026 11:57:46 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O modelo europeu acaba de atualizar a sua previsão para o resto de julho: após esta onda de calor, analisamos aqui na Meteored a possibilidade de as temperaturas muito elevadas se manterem nas próximas semanas em Portugal.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/alteracoes-no-tempo-em-julho-a-ultima-previsao-do-modelo-europeu-pinta-portugal-de-vermelho-avisa-alfredo-graca-1783338085872.jpg" data-image="tifagcgka336"><figcaption>Neste mês de julho as temperaturas vão continuar a levar muita gente à praia. Porém, o risco de trovoadas ocasionalmente fortes, sobretudo no interior, também existe.</figcaption></figure><p>O mês de <strong>julho arrancou com a primeira onda de calor generalizada do verão 2026 em Portugal continental</strong>, responsável por provocar temperaturas mínimas e máximas extremamente elevadas nestes últimos dias por todo o país. No entanto, já nesta segunda-feira (6) ocorrerá um alívio térmico significativo em grande parte da faixa costeira ocidental. Por outro lado, nas regiões do interior, o calor manter-se-á geralmente intenso, ainda que se perspetive uma descida lenta e gradual das temperaturas ao longo da semana.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p><strong>O IPMA mantém esta segunda-feira (6) o aviso vermelho em 4 distritos (Bragança, Guarda, Castelo Branco e Portalegre) devido a temperaturas máximas iguais ou superiores a 41 ºC</strong>, embora localmente possam ser atingidos 43 ºC, e ainda o aviso laranja de tempo quente em pelo menos 7 distritos. Entre amanhã (7) e quarta-feira (8) haverá um alívio térmico significativo, sobretudo no litoral, e as temperaturas mais elevadas terão tendência a concentrar-se mais no interior e no Algarve, regiões onde o calor se manterá relativamente intenso até dia 9 ou 10.</p><h2>O modelo europeu é bastante taxativo quanto às temperaturas </h2><p>Na realidade, persiste <strong>alguma incerteza</strong> devido à possível formação de nuvens de desenvolvimento vertical que poderão gerar trovoadas, por vezes localmente fortes, em algumas regiões ao longo desta semana. Por um lado, isto fará com que as temperaturas baixem, mas, por outro, <strong>será necessário estar atento ao perigo de incêndio, que será muito elevado a máximo em grande parte dos concelhos, devido à possível queda de raios</strong>. Irão as próximas semanas trazer algum alívio? O modelo europeu acaba de atualizar a sua previsão para julho e mostra-nos algumas novidades.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alteracoes-no-tempo-em-julho-a-ultima-previsao-do-modelo-europeu-pinta-portugal-de-vermelho-avisa-alfredo-graca-1783337920179.jpg" data-image="5ecifzuzifj3"><figcaption>No sétimo mês do ano prevê-se que as temperaturas continuem bastante acima da média em todo o território português.</figcaption></figure><p>No que diz respeito às anomalias de temperatura, os mapas são muito evidentes, com Portugal continental a aparecer a vermelho. O modelo europeu aumentou os desvios positivos de temperatura na última atualização e, no conjunto de julho, os valores poderão situar-se <strong>mais de 4 ºC acima da média para este mês nas zonas montanhosas do Alto e Baixo Minho e em quase toda a extensão dos distritos de Vila Real, Bragança e Guarda</strong>.</p><p>Em grande parte da geografia do continente prevê-se a possibilidade de temperaturas <strong>entre 3 e 4 ºC mais elevadas do que as médias registadas para estas datas</strong>. Quanto à faixa costeira ocidental, litoral alentejano, grande parte do Baixo Alentejo e Algarve, observa-se a possibilidade de serem registadas temperaturas entre 2 e 3 ºC acima das da normal climatológica de referência.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777199" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/trovoadas-em-portugal-atividade-eletrica-intensifica-se-nas-proximas-horas-em-ambiente-de-calor-extremo.html" title="Trovoadas em Portugal: atividade elétrica intensifica-se nas próximas horas em ambiente de calor extremo">Trovoadas em Portugal: atividade elétrica intensifica-se nas próximas horas em ambiente de calor extremo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/trovoadas-em-portugal-atividade-eletrica-intensifica-se-nas-proximas-horas-em-ambiente-de-calor-extremo.html" title="Trovoadas em Portugal: atividade elétrica intensifica-se nas próximas horas em ambiente de calor extremo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/trovoadas-em-portugal-atividade-eletrica-intensifica-se-nas-proximas-horas-em-ambiente-de-calor-extremo-1783258211720_320.jpeg" alt="Trovoadas em Portugal: atividade elétrica intensifica-se nas próximas horas em ambiente de calor extremo"></a></article></aside><p><strong>Por outro lado, é nos arquipélagos dos Açores e da Madeira que se perspetivam as anomalias térmicas mais moderadas devido ao efeito das brisas marítimas</strong>. No arquipélago madeirense observa-se a possibilidade de serem registadas temperaturas entre 1,5 e 2 ºC acima do habitual. Já nas ilhas açorianas, verifica-se a anomalia de temperatura positiva mais suave prevista para todo o território português: até 1 ºC superior à média registada num mês de julho.</p><h2>Não se descarta o risco de ocorrência de trovoadas fortes</h2><p>No que diz respeito à tendência de precipitação, o panorama é mais complexo de analisar. <strong>A canícula está a aproximar-se e é considerado o período estatisticamente mais quente e seco do ano</strong>. Porém, os mapas apontam para a possível chegada de bolsas de ar frio às imediações da Península Ibérica, pelo que o risco de se desenvolverem <strong>trovoadas isoladas e irregulares</strong> deve ser tido em conta, sobretudo no interior, não se excluindo a possibilidade de que sejam localmente intensas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alteracoes-no-tempo-em-julho-a-ultima-previsao-do-modelo-europeu-pinta-portugal-de-vermelho-avisa-alfredo-graca-1783338202829.jpg" data-image="t9ij2nhgfjcn"><figcaption>A proximidade das altas pressões fará com que a precipitação registe valores inferiores à média climatológica de referência, sobretudo na Região Norte e em zonas do Centro-norte. Ainda assim, o risco de ocorrência de trovoadas isoladas e localmente fortes mantém-se, sobretudo no interior do país.</figcaption></figure><p>Nesta primeira semana completa de julho, <strong>tudo indica que os bloqueios de altas pressões predominarão sobre o centro e norte da Europa</strong>, o que resultará, potencialmente, em precipitação abaixo da média em grande parte de Portugal continental, exceto nalgumas zonas do interior onde será dentro do normal.</p><p><strong>Esta situação de calor muito intenso poderá estender-se durante grande parte do mês para a França e para outros países do centro da Europa</strong>, onde as temperaturas poderão situar-se entre 3 e 6 ºC acima da média, sem que se verifique uma tendência muito definida no que diz respeito à precipitação. Até agora o calor intenso tem sido o protagonista da primeira metade do verão e tudo indica que nos acompanhará a curto e médio prazo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-julho-a-ultima-previsao-do-modelo-europeu-pinta-portugal-de-vermelho-avisa-alfredo-graca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item></channel></rss>