<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Tue, 15 Sep 2026 18:00:11 +0000</lastBuildDate><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 18:00:11 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Há duas capitais de distrito que continuarão a registar 30 ºC ou mais nos próximos dias; saiba quais]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ha-duas-capitais-de-distrito-que-continuarao-a-registar-30-c-ou-mais-nos-proximos-dias-saiba-quais.html</link><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 14:50:32 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas desceram em Portugal Continental, mas os valores continuam elevados no interior. Com isto, há duas capitais de distrito que deverão manter temperaturas máximas na ordem dos 30 ºC até à nova subida prevista.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb81roi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb81roi.jpg" id="xb81roi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O dia de hoje marca o início de uma<strong> descida dos termómetros, que permanecerá até quinta-feira</strong>, antes de uma nova subida das temperaturas esperada a partir de sexta-feira.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Assim, a mais recente atualização dos nossos mapas, com base no modelo europeu ECMWF, indica que praticamente <strong>todas as capitais de distrito deverão registar valores abaixo dos 30 ºC, à exceção de duas</strong>, que ao longo destes dias, manter-se-ão com temperaturas acima deste valor.</p><h2>Calor deverá manter-se firme no Sul do país</h2><p>Ainda que hoje marque o início deste episódio de descida térmica, <strong>ao longo da faixa interior os termómetros mantêm-se elevados</strong>, com temperaturas até aos 35 ºC em Castelo Branco, que a nível local poderão chegar aos 37 ºC, tanto na Beira Baixa como no Vale do Douro. No Alentejo, podem registar-se até 36 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ha-duas-capitais-de-distrito-que-continuarao-a-registar-30-c-ou-mais-nos-proximos-dias-saiba-quais-1789482785213.jpg" data-image="n8e8uhu5h3sq" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Évora e Beja serão as únicas capitais de distrito a não baixarem dos 30 ºC esta semana.</figcaption></figure><p>Para amanhã, quarta-feira, espera-se uma <strong>descida mais evidente no interior</strong>, onde Castelo Branco, Évora e Beja poderão ser as capitais de distrito mais quentes, com valores até 30 ºC. <strong>No litoral, espera-se uma ligeira subida</strong>, especialmente no Norte. Ainda assim, as capitais de distrito mais quentes desta região deverão ser Braga e Vila Real com 27 ºC.</p><p>No dia seguinte, quinta-feira, as <strong>capitais de distrito mais quentes deverão ser Santarém, Évora e Beja</strong>, com 30 ºC previstos nas duas primeiras e 31 ºC na última. Desta forma, Évora e Beja serão as únicas capitais distritais a registarem, de forma persistente, 30 ºC ou mais durantes este período de "alívio" de calor.</p><h2>Nova subida a partir de sexta-feira poderá levar termómetros acima dos 30 ºC em boa parte do país</h2><p>Como mencionamos anteriormente, a partir de sexta-feira espera-se uma nova subida gradual das temperaturas. Entre esse dia e domingo, <strong>os termómetros recuperarão valores acima dos 30 ºC na maior parte das capitais de distrito</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788837" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-mapas-do-ecmwf-pintam-de-vermelho-a-semana-de-21-a-28-de-setembro-o-verao-vai-fazer-parte-do-mes-inteiro.html" title="Os mapas do ECMWF pintam de vermelho a semana de 21 a 28 de setembro: “o verão vai fazer parte do mês inteiro”">Os mapas do ECMWF pintam de vermelho a semana de 21 a 28 de setembro: “o verão vai fazer parte do mês inteiro”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-mapas-do-ecmwf-pintam-de-vermelho-a-semana-de-21-a-28-de-setembro-o-verao-vai-fazer-parte-do-mes-inteiro.html" title="Os mapas do ECMWF pintam de vermelho a semana de 21 a 28 de setembro: “o verão vai fazer parte do mês inteiro”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-mapas-do-ecmwf-pintam-de-vermelho-a-semana-de-21-a-28-de-setembro-o-verao-vai-fazer-parte-do-mes-inteiro-1789474784501_320.jpeg" alt="Os mapas do ECMWF pintam de vermelho a semana de 21 a 28 de setembro: “o verão vai fazer parte do mês inteiro”"></a></article></aside><p>Estima-se que o <strong>dia mais quente desse novo episódio de calor poderá ser domingo</strong>, dia 20, onde apenas as capitais distritais de Viana do Castelo, Guarda e Faro deverão manter valores abaixo de 30 ºC, com previsão de 27 º, 29 ºC e 28 ºC, respetivamente.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ha-duas-capitais-de-distrito-que-continuarao-a-registar-30-c-ou-mais-nos-proximos-dias-saiba-quais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os mapas do ECMWF pintam de vermelho a semana de 21 a 28 de setembro: “o verão vai fazer parte do mês inteiro”]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-mapas-do-ecmwf-pintam-de-vermelho-a-semana-de-21-a-28-de-setembro-o-verao-vai-fazer-parte-do-mes-inteiro.html</link><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 12:50:36 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O outono meteorológico já começou e o astronómico está à porta, mas o calor não dá tréguas. O ECMWF prevê uma semana de 21 a 28 de setembro anormalmente quente em Portugal, com desvios térmicos que poderão chegar aos +6 ºC.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/os-mapas-do-ecmwf-pintam-de-vermelho-a-semana-de-21-a-28-de-setembro-o-verao-vai-fazer-parte-do-mes-inteiro-1789474784501.jpeg" data-image="hudj6b1fgati" alt="Final de setembro Verenil" title="Final de setembro Verenil"><figcaption>O final de setembro poderá manter um ambiente tipicamente veranil, apesar da aproximação do outono astronómico. As previsões do ECMWF apontam para temperaturas acima dos 30 ºC em grande parte do território, prolongando o calor até aos últimos dias do mês.</figcaption></figure><p>O mês de setembro caminha para o fim, mas as temperaturas previstas para Portugal continuam longe de apresentar um padrão tipicamente outonal. Os mapas do ECMWF <strong>antecipam uma semana de 21 a 28 de setembro com temperaturas persistentemente acima do normal,</strong> com desvios particularmente expressivos em várias regiões do país.</p><h2>Semana de 21 a 28 de setembro será bastante mais quente do que o normal</h2><p>O mapa de <strong>anomalias médias semanais da temperatura a 2 metros</strong> do ECMWF é bastante claro. Portugal continental aparece praticamente todo pintado de vermelho durante a semana de 21 a 28 de setembro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-mapas-do-ecmwf-pintam-de-vermelho-a-semana-de-21-a-28-de-setembro-o-verao-vai-fazer-parte-do-mes-inteiro-1789473383800.jpg" data-image="uoywuu2zfsyr" alt="Anomalia semanal da temperatura" title="Anomalia semanal da temperatura"><figcaption>Portugal surge a vermelho no mapa semanal do ECMWF, com temperaturas médias previstas entre 3 e 6 ºC acima do normal. O sinal mostra que o calor deverá persistir durante grande parte da última semana de setembro.</figcaption></figure><p>Este produto não mostra a temperatura de um determinado dia ou hora. O modelo calcula a <strong>temperatura média prevista ao longo de toda a semana</strong>, considerando os sucessivos ciclos diurnos e noturnos, e compara-a com os valores climatológicos de referência para o mesmo período do ano.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Assim, uma anomalia semanal positiva entre <strong>3 e 6 ºC</strong>, como a prevista para grande parte de Portugal, significa que<strong> o conjunto da semana deverá ser significativamente mais quente do que aquilo que seria habitual para a reta final de setembro.</strong></p><p>E há uma diferença importante, não estamos perante um único pico de calor de algumas horas. <strong>Para produzir uma anomalia média semanal desta dimensão, o calor terá de apresentar uma persistência</strong> considerável ao longo de vários dias.</p><h2>Mais de 30 ºC ainda poderão ser uma realidade</h2><p>O verão meteorológico terminou oficialmente a <strong>31 de agosto</strong> e, entre os dias 22 e 23 de setembro, ocorre também a transição astronómica para o outono. Porém, este ano, a atmosfera parece pouco interessada no calendário.</p><p>Podemos dizer que <strong>o verão vai fazer parte do mês inteiro.</strong> Apesar de os dias 21 a 28 pertencerem já, ao outono, as temperaturas poderão continuar a atingir valores que associamos mais facilmente aos meses de verão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-mapas-do-ecmwf-pintam-de-vermelho-a-semana-de-21-a-28-de-setembro-o-verao-vai-fazer-parte-do-mes-inteiro-1789473653998.jpg" data-image="203tyig9ev5z" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption>Mesmo depois da chegada do outono astronómico, os termómetros poderão superar os 30 ºC em várias regiões. O interior Norte, Centro destacam-se entre as zonas mais quentes.</figcaption></figure><p>Na terça-feira, dia 22, por exemplo, o ECMWF projeta temperaturas <strong>superiores a 30 ºC em grande parte da Área Metropolitana de Lisboa</strong>, com valores ainda mais elevados no interior.</p><p>Também no Nordeste Transmontano o cenário será pouco habitual para a altura do ano. No distrito de Bragança, onde no final de setembro as máximas já tendem a ficar bastante mais contidas, alguns locais poderão igualmente <strong>ultrapassar os 30 ºC</strong>.</p><h2>O que está a manter Portugal tão quente?</h2><p>A explicação encontra-se na configuração atmosférica prevista para o início da semana. Um <strong>robusto centro de altas pressões deverá posicionar-se a norte da Península Ibérica</strong>, em conjugação com uma crista subtropical que se estende para latitudes mais elevadas. Esta configuração favorece a permanência e o transporte de uma <strong>massa de ar anormalmente quente</strong> sobre a Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-mapas-do-ecmwf-pintam-de-vermelho-a-semana-de-21-a-28-de-setembro-o-verao-vai-fazer-parte-do-mes-inteiro-1789473796196.jpg" data-image="skzwsj06hpie" alt="Anomalia da temperatura a 850 hPa" title="Anomalia da temperatura a 850 hPa"><figcaption>Uma massa de ar anormalmente quente instala-se sobre Portugal, com anomalias aos 850 hPa que poderão atingir 6 a 8 ºC. A configuração atmosférica ajuda a explicar a persistência de temperaturas elevadas à superfície.</figcaption></figure><p>O fenómeno torna-se particularmente evidente quando analisamos a anomalia da temperatura aos <strong>850 hPa</strong>, aproximadamente 1500 metros de altitude. Este nível permite acompanhar as características das massas de ar.</p><p>No início de segunda-feira, dia 21, os mapas da Meteored projetam anomalias aos 850 hPa que poderão rondar em altitude <strong>+6 ºC sobre a região de Lisboa e atingir cerca de +8 ºC no Noroeste da Península Ibérica</strong>.</p><h2>Até dia 28, o outono continuará à espera</h2><p>Naturalmente, poderão existir oscilações das temperaturas entre os diferentes dias e regiões, sobretudo devido à influência marítima junto ao litoral. No entanto, o sinal semanal é consistente. A<strong> semana de 21 a 28 de setembro deverá ser globalmente mais quente do que o normal em Portugal</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788762" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-nova-crista-africana-prevista-para-20-de-setembro-portugal-continua-sem-se-livrar-definitivamente-do-calor.html" title="Uma nova “crista africana” prevista para 20 de setembro: Portugal continua sem se livrar definitivamente do calor">Uma nova “crista africana” prevista para 20 de setembro: Portugal continua sem se livrar definitivamente do calor</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-nova-crista-africana-prevista-para-20-de-setembro-portugal-continua-sem-se-livrar-definitivamente-do-calor.html" title="Uma nova “crista africana” prevista para 20 de setembro: Portugal continua sem se livrar definitivamente do calor"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uma-nova-crista-africana-prevista-para-20-de-setembro-portugal-continua-sem-se-livrar-definitivamente-do-calor-1789433928632_320.jpg" alt="Uma nova “crista africana” prevista para 20 de setembro: Portugal continua sem se livrar definitivamente do calor"></a></article></aside><p>Depois de um mês já marcado por vários episódios de temperaturas elevadas, os últimos dias de setembro poderão, assim, prolongar uma <strong>sensação térmica muito mais próxima do verão</strong> do que do início do outono.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-mapas-do-ecmwf-pintam-de-vermelho-a-semana-de-21-a-28-de-setembro-o-verao-vai-fazer-parte-do-mes-inteiro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Toneladas de lulas: o Mar do Norte está a aquecer e agora também chegam os polvos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/toneladas-de-lulas-o-mar-do-norte-esta-a-aquecer-e-agora-tambem-chegam-os-polvos.html</link><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 11:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O que há nove anos era uma raridade representa hoje um quinto das capturas. A temperatura da água do Mar do Norte aumentou 4 ºC num século e os polvos encontraram o habitat perfeito para se multiplicarem.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/toneladas-de-calamares-el-mar-del-norte-se-esta-calentando-y-ahora-llegan-los-pulpos-1787533772276.jpg" data-image="2cl7e6308u9w" alt="calamares/lulas" title="calamares/lulas"><figcaption>A temperatura na zona sul do Mar do Norte, uma região de águas pouco profundas, aumentou cerca de 4 ºC nos últimos cem anos.</figcaption></figure><p>As redes dos pescadores belgas já não trazem o que era habitual. Onde antes abundavam os caranguejos e o bacalhau, <strong>surgem agora toneladas de polvos e lulas</strong>. A cadeia alimentar do Mar do Norte alterou-se, e o responsável por esta transformação é o aquecimento global.</p><p>Hans Polet, diretor científico do Instituto Flamengo de Investigação Agrícola e Pesqueira (ILVO), explicou-o numa entrevista à emissora pública suíça RTS. A temperatura na zona sul do Mar do Norte, uma região de águas pouco profundas, <strong>aumentou cerca de 4 ºC nos últimos cem anos</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Os ovos precisam que a água esteja entre os 9 e os 11 ºC para se desenvolverem e eclodirem. Antes, o Mar do Norte era demasiado frio, mas agora, segundo Polet, numerosas posturas conseguem sobreviver. Em suma, o frio deixou de ser uma barreira.</strong></div><p>Mas a temperatura é apenas uma parte do que mudou. A disponibilidade de alimento também aumentou. <strong>Caranguejos, camarões e arenques continuam a ser abundantes na região e tornam-se presas ideais para os polvos e as lulas</strong>. Ao mesmo tempo, um dos seus predadores naturais mais importantes, o bacalhau, está a desaparecer da região, uma vez que as águas mais quentes o impedem de se reproduzir com sucesso. Menos predadores e mais alimento: a fórmula perfeita para uma explosão demográfica.</p><h2>Um negócio que cresce à velocidade do mar</h2><p>A dimensão do fenómeno mede-se nas lotas. Tom Premereur, diretor da Lota Flamenga de Peixe, descreve a mudança com uma contundência que não deixa margem para dúvidas. <strong>Há apenas nove anos, praticamente não se pescavam lulas</strong>. «Hoje, constituem a maior parte das nossas capturas», afirmou. Segundo Premereur, os <strong>polvos de grandes dimensões são capturados regularmente há apenas dois anos</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Os números sustentam as suas palavras. Os cefalópodes (polvos, chocos e lulas) representam atualmente mais de um quinto do total das capturas da pesca marítima flamenga. Este foi o valor calculado pela Agência da Agricultura e Pesca Marítima do Governo Flamengo para o ano de 2025. </strong></div><p>Perante esta realidade, o mercado reagiu rapidamente. Com preços que oscilam entre os 5 e os 9 euros por quilo, a procura está a aumentar significativamente. <strong>Grande parte das capturas é agora exportada para o Mediterrâneo</strong>. Itália, o sul de França e Espanha recebem com grande procura esta nova produção, numa região onde a sobrepesca dizimou as populações locais de polvo e lula. <strong>O Mar do Norte tornou-se, assim, o novo fornecedor</strong>.</p><h2>Alemanha também sente o impacto</h2><p>O fenómeno não se limita à Bélgica. Na Alemanha, as práticas de pesca mudaram por completo. Daniel Oesterwind, chefe do departamento de lulas do Instituto Thünen de Pesca do Mar Báltico, apresentou os dados numa entrevista ao jornal taz. <strong>Em 2024, as lulas representaram entre 20 e 21% das receitas totais da pesca de arrasto de fundo alemã</strong>. Quatro anos antes, em 2020, esse valor era de apenas 1%.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/toneladas-de-calamares-el-mar-del-norte-se-esta-calentando-y-ahora-llegan-los-pulpos-1787533918631.jpg" data-image="ezby9l1dfv1i" alt="pesca" title="pesca"><figcaption>Os cefalópodes (polvos, chocos e lulas) representam atualmente mais de um quinto do total das capturas da pesca marítima.</figcaption></figure><p>Oesterwind esclarece que a presença destes animais não é acidental. Espécies como a <strong>lula-de-barbatana-longa e a lula-de-barbatana-curta estabeleceram-se de forma permanente no Mar do Norte</strong>. Antes eram capturadas de forma acidental; agora são habitantes permanentes. "Isto deve-se aos efeitos das alterações climáticas e, possivelmente, também a desequilíbrios no ecossistema", explicou o investigador.</p><p>"Adoro lulas, são animais realmente maravilhosos", confessou Oesterwind, acrescentando, no entanto, que <strong>as mudanças nos oceanos são "muito drásticas" do ponto de vista ecológico</strong>. Não é uma questão de gosto. É um alerta.</p><h2>O custo da abundância</h2><p>Os <strong>polvos e as lulas são predadores vorazes</strong>. "Comem tudo aquilo que conseguem dominar", alertou Oesterwind. Esta capacidade tornou-os intervenientes fundamentais no ecossistema de grande parte do Mar do Norte. A sua expansão não é neutra e está a reconfigurar as relações de predação e competição.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782372" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/saiba-como-as-alteracoes-climaticas-irao-agravar-a-desigualdade-global.html" title="Saiba como as alterações climáticas irão agravar a desigualdade global">Saiba como as alterações climáticas irão agravar a desigualdade global</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/saiba-como-as-alteracoes-climaticas-irao-agravar-a-desigualdade-global.html" title="Saiba como as alterações climáticas irão agravar a desigualdade global"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-como-as-alteracoes-climaticas-irao-agravar-a-desigualdade-global-1786042116893_320.jpg" alt="Saiba como as alterações climáticas irão agravar a desigualdade global"></a></article></aside><p><strong>O bacalhau é a grande vítima desta história</strong>. Na década de 1970, as suas populações no Mar do Norte rondavam as 270.000 toneladas. Em 2006, segundo o <em>Marine Stewardship Council</em>, tinham caído para cerca de 44.000 toneladas. Após uma recuperação parcial impulsionada por quotas de pesca mais rigorosas, <strong>a população voltou a diminuir</strong>.</p><p>Stefan Neuenfeldt, do Instituto Nacional Dinamarquês de Recursos Aquáticos, tentou explicar o fenómeno em 2020, numa entrevista à Euronews. "Na verdade, não conseguimos responder à questão de por que razão a população de bacalhau está a entrar em colapso", admitiu. Entre as possíveis causas estão o <strong>aquecimento da zona sul do Mar do Norte, a alteração das redes tróficas e uma menor taxa de reprodução</strong>. A ciência continua à procura de respostas definitivas.</p><h2>Uma nova ordem oceânica</h2><p>A expansão dos cefalópodes no Mar do Norte não é um fenómeno pontual. É um sintoma. <strong>Os polvos encontraram um refúgio onde antes não conseguiam sobreviver. As lulas transformaram uma rota migratória num habitat permanente</strong>. E os pescadores, entretanto, enchem os porões das suas embarcações com uma espécie que, há menos de uma década, praticamente não aparecia nas suas redes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="750876" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-lagoa-nao-precisa-de-filtros-e-mesmo-rosa.html" title="Esta lagoa não precisa de filtros: é mesmo rosa">Esta lagoa não precisa de filtros: é mesmo rosa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-lagoa-nao-precisa-de-filtros-e-mesmo-rosa.html" title="Esta lagoa não precisa de filtros: é mesmo rosa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esta-lagoa-nao-precisa-de-filtros-e-mesmo-rosa-1769372762610_320.jpg" alt="Esta lagoa não precisa de filtros: é mesmo rosa"></a></article></aside><p>Mas o crescimento da atividade pesqueira esconde uma transformação profunda. <strong>O ecossistema do Mar do Norte está a ser reescrito a um ritmo acelerado</strong>. O desaparecimento do bacalhau, a chegada de novos predadores e a reconfiguração da cadeia alimentar são peças do mesmo quebra-cabeças. O motor de toda esta transformação é o aumento da temperatura.</p><p>Oesterwind resumiu-o numa frase que sintetiza o dilema: a pesca sustentável exige um sistema de gestão e, atualmente, esse sistema não existe. <strong>O Mar do Norte já não é o mesmo que os pescadores das gerações passadas conheceram</strong>. A questão que fica no ar, como uma boia a flutuar na água, é se esta nova ordem trará estabilidade ou se, pelo contrário, marca apenas o início de uma instabilidade ainda maior.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/toneladas-de-lulas-o-mar-do-norte-esta-a-aquecer-e-agora-tambem-chegam-os-polvos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma nova “crista africana” prevista para 20 de setembro: Portugal continua sem se livrar definitivamente do calor]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-nova-crista-africana-prevista-para-20-de-setembro-portugal-continua-sem-se-livrar-definitivamente-do-calor.html</link><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 09:30:36 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de um ligeiro alívio térmico junto ao litoral, o calor prepara-se para ganhar novamente força em Portugal. Uma nova crista de ar quente, com origem em latitudes africanas, deverá provocar uma subida generalizada das temperaturas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb7qn8q"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb7qn8q.jpg" id="xb7qn8q"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois de vários dias marcados por temperaturas elevadas, esta terça-feira (15) traz algum alívio, sobretudo ao litoral Norte e Centro. No entanto, esta descida não significa o fim do calor. O interior continuará com valores elevados e, a partir do fim de semana, uma <strong>nova configuração atmosférica deverá provocar uma subida generalizada das temperaturas.</strong></p><h2>O dia de hoje traz uma descida acentuada junto ao litoral</h2><p>Esta terça-feira, dia 15, as temperaturas máximas continuam elevadas para a época do ano em grande parte do interior, onde alguns locais do Alentejo e do Centro poderão aproximar-se dos <strong>36 a 37 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-nova-crista-africana-prevista-para-20-de-setembro-portugal-continua-sem-se-livrar-definitivamente-do-calor-1789433533183.jpg" data-image="w39vgdg9vv6h" alt="Temperatura e configuração atmosférica" title="Temperatura e configuração atmosférica"><figcaption>Esta terça-feira traz um alívio significativo do calor junto ao litoral Norte e Centro, enquanto no interior as máximas continuam elevadas e poderão aproximar-se dos 37 ºC.</figcaption></figure><p>No entanto, comparativamente com segunda-feira, dia 14, a distribuição das temperaturas muda de forma bastante evidente junto à faixa costeira Norte e Centro.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Em zonas dos distritos de <strong>Leiria e Coimbra</strong>, a descida de temperaturas máximas (comparativamente a dia 14) poderá rondar localmente os <strong>10 ºC</strong>, enquanto em Aveiro e Porto deverá ser menos acentuada, mas ainda assim percetível. A proximidade do Atlântico permitirá assim um ambiente bastante mais ameno nestas regiões. <strong>Esta diferença entre litoral e interior deverá ser uma das características dos próximos dias</strong>.</p><h2>Noites continuam anormalmente amenas no interior</h2><p>Apesar do alívio diurno junto ao litoral, o calor continuará a fazer-se sentir no interior, inclusive durante a noite. Segundo os mapas da Meteored, na noite de quarta-feira, dia 16, pelas 23 horas, ainda poderão registar-se <strong>cerca de 24 a 25 ºC</strong> em alguns pontos do interior Centro e Alentejo.</p><p>As anomalias térmicas ajudam a perceber a dimensão desta situação. Este parâmetro compara a temperatura prevista para determinado local e hora com aquela que seria climatologicamente expectável para a mesma altura do ano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-nova-crista-africana-prevista-para-20-de-setembro-portugal-continua-sem-se-livrar-definitivamente-do-calor-1789433678871.jpg" data-image="62jdsi75hi80" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-428448">As noites continuam amenas em várias regiões do interior. Pelas 23 horas, alguns locais poderão ainda registar 24 a 25 ºC, com anomalias positivas próximas dos 5 ºC.</figcaption></figure><p>No interior Centro, as temperaturas poderão estar nessa altura da noite cerca de <strong>4 a 5 ºC acima do normal</strong>, enquanto junto à costa as anomalias serão consideravelmente mais reduzidas.</p><h2>A partir de sexta-feira os mapas voltam a “pintar-se” de vermelho</h2><p>Esta relativa estabilização não deverá durar muito. A partir de sexta-feira, dia 18, e sobretudo durante o fim de semana, as temperaturas deverão voltar a subir.</p><p>No sábado, dia 19, prevêm-se novamente anomalias positivas bastante generalizadas. Durante as horas mais quentes, vários locais poderão apresentar valores <strong>8 a 10 ºC acima do normal</strong>, com desvios localmente ainda superiores no Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-nova-crista-africana-prevista-para-20-de-setembro-portugal-continua-sem-se-livrar-definitivamente-do-calor-1789433753301.jpg" data-image="v410s4r2boi9" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"> <figcaption>O calor volta a intensificar-se no final da semana. No sábado, grande parte de Portugal poderá registar temperaturas entre 6 e 10 ºC acima do normal, com desvios localmente superiores.</figcaption></figure><p>Mas<strong> o que estará por detrás desta nova subida</strong>?</p><h2>Uma nova “crista africana” aproxima-se da Península Ibérica</h2><p>A configuração atmosférica prevista para o fim de semana é particularmente favorável ao transporte de ar quente para Portugal. Um <strong>anticiclone robusto deverá posicionar-se a norte/noroeste da Península Ibérica</strong>, enquanto em altitude se estabelece uma crista ou dorsal subtropical. Esta configuração favorece o transporte de uma massa de ar bastante quente proveniente de latitudes mais baixas, incluindo o Norte de África, em direção à Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-nova-crista-africana-prevista-para-20-de-setembro-portugal-continua-sem-se-livrar-definitivamente-do-calor-1789433928632.jpg" data-image="e60rhie042az" alt="Temperatura 925 hPa" title="Temperatura 925 hPa"><figcaption>Uma robusta região de altas pressões a norte da Península Ibérica favorecerá o transporte de uma massa de ar mais quente proveniente de latitudes mais baixas.</figcaption></figure><p>É aquilo a que frequentemente se chama uma <strong>“crista africana”.</strong> Uma extensão para norte de ar muito quente associado às latitudes subtropicais africanas, acompanhada por valores elevados de geopotencial em altitude.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-nova-crista-africana-prevista-para-20-de-setembro-portugal-continua-sem-se-livrar-definitivamente-do-calor-1789433972615.jpg" data-image="fjzamvx9mp8j" alt="Temperatura e geopotencial 850 hPa" title="Temperatura e geopotencial 850 hPa"><figcaption>A previsão do ECMWF evidencia uma massa de ar muito quente em altitude sobre a Península Ibérica, sinal da nova crista subtropical que deverá intensificar o calor à superfície.</figcaption></figure><p>O mapa de temperatura aos <strong>850 hPa</strong>, correspondente aproximadamente a 1500 metros de altitude, mostra claramente esta massa de ar quente sobre a Portugal e Espanha no domingo, dia 20. Este nível atmosférico é particularmente útil para identificar e acompanhar massas de ar em altitude, uma vez que sofre menos influência direta do aquecimento e arrefecimento da superfície.</p><h2>Domingo, dia 20: calor volta também ao litoral</h2><p>À superfície, as consequências desta configuração deverão tornar-se evidentes durante o fim de semana. A<strong> nova subida das temperaturas deverá abranger também várias zonas do litoral</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-nova-crista-africana-prevista-para-20-de-setembro-portugal-continua-sem-se-livrar-definitivamente-do-calor-1789434119479.jpg" data-image="1zhar2u2o7km" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>No domingo, a subida das temperaturas deverá ser generalizada e chegar também ao litoral, depois de vários dias em que a influência marítima ajudou a manter esta região mais fresca.</figcaption></figure><p>No domingo, dia 20, o ECMWF projeta novamente <strong>temperaturas muito elevadas em grande parte do território continental</strong>, sobretudo no interior Centro e Sul, mas com uma subida generalizada relativamente aos dias anteriores.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788737" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-abaixo-da-media-regressam-a-portugal-continental-descida-acentuada-inverte-anomalias-termicas.html" title="Temperaturas abaixo da média regressam a Portugal Continental: descida acentuada inverte anomalias térmicas">Temperaturas abaixo da média regressam a Portugal Continental: descida acentuada inverte anomalias térmicas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-abaixo-da-media-regressam-a-portugal-continental-descida-acentuada-inverte-anomalias-termicas.html" title="Temperaturas abaixo da média regressam a Portugal Continental: descida acentuada inverte anomalias térmicas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-abaixo-da-media-regressam-a-portugal-continental-descida-acentuada-inverte-anomalias-termicas-1789420981071_320.png" alt="Temperaturas abaixo da média regressam a Portugal Continental: descida acentuada inverte anomalias térmicas"></a></article></aside><p>Portugal continuará, portanto, sem se despedir definitivamente do calor. E este novo episódio poderá prolongar-se pelo início da semana seguinte, <strong>possivelmente até terça-feira, dia 22</strong>, embora a incerteza da previsão aumente naturalmente à medida que avançamos no horizonte temporal.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-nova-crista-africana-prevista-para-20-de-setembro-portugal-continua-sem-se-livrar-definitivamente-do-calor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Super El Niño entra na categoria “muito forte” ao alcançar +2 °C]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/super-el-nino-entra-na-categoria-muito-forte-ao-alcancar-2-c.html</link><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O El Niño 2026-2027 alcançou limiar de categoria “muito forte” ao registar +2 °C de anomalia relativa na região Niño 3.4 na última semana. O aquecimento está entre os mais precoces e intensos já observados, comparável com 1997.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-entra-na-categoria-muito-forte-ao-alcancar-2-c-1789386525748.png" data-image="2cyetnqwhst9" alt="A anomalia da superfície do mar em 12 de setembro de 2026 ressalta um Pacífico excecionalmente quente num globo praticamente todo aquecido. Créditos: Climate Reanalyzer." title="A anomalia da superfície do mar em 12 de setembro de 2026 ressalta um Pacífico excecionalmente quente num globo praticamente todo aquecido. Créditos: Climate Reanalyzer."><figcaption>A anomalia da superfície do mar em 12 de setembro de 2026 ressalta um Pacífico excecionalmente quente num globo praticamente todo aquecido. Créditos: Climate Reanalyzer.</figcaption></figure><p><strong>Segundo </strong>os<strong> dados da NOAA </strong>divulgados nesta<strong> segunda-feira (14)</strong>, a <strong>anomalia</strong> relativa da <strong>temperatura da superfície do mar</strong> (TSM) na região de monitorização do fenómeno El Niño (Niño 3.4) <strong>alcançou +2 °C pela primeira vez</strong> no evento de 2026-2027, entrando no limiar de<strong> categoria “muito forte”</strong>. Embora oficialmente a intensidade do El Niño seja estabelecida por uma média trimestral e não semanal, esta é a primeira semana dentro da categoria “muito forte”. Confira os detalhes.</p><h2>Aquecimento no Pacífico alcança +2 °C de anomalia</h2><p>Enquanto o mês de <strong>agosto</strong> foi de uma desaceleração do aquecimento no Oceano Pacífico Equatorial, com as<strong> anomalias estáveis</strong> por volta de<strong> 1,8 °C</strong>, a semana centrada em<strong> 9 de setembro </strong><strong>voltou a aquecer</strong> e, pela primeira vez em 2026, a anomalia alcançou <strong>+2 °C</strong>, o limiar de um evento <strong>“muito forte”</strong> - ou um <strong>“Super El Niño”</strong>, como a imprensa convencionou.</p><p>O<strong> gráfico abaixo</strong> mostra o comportamento das <strong>anomalias</strong> <strong>relativas</strong> de TSM desde setembro de 1981, início da série histórica disponibilizada pela NOAA, <strong>destacando</strong> as <strong>datas</strong> <strong>onde cada evento alcançou +2 °C</strong> de anomalia pela<strong> primeira vez. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-entra-na-categoria-muito-forte-ao-alcancar-2-c-1789386192491.png" data-image="hsyy2oewtcnt" alt="Primeira semana em que os eventos El Niño cruzaram o limiar de categoria muito forte (+2°C) na série histórica da NOAA. Créditos: Meteored." title="Primeira semana em que os eventos El Niño cruzaram o limiar de categoria muito forte (+2°C) na série histórica da NOAA. Créditos: Meteored."><figcaption>Primeira semana em que os eventos El Niño cruzaram o limiar de categoria muito forte (+2 °C) na série histórica da NOAA. Créditos: Meteored.</figcaption></figure><p>Nesta série histórica, a <strong>análise da Meteored destaca</strong> que o <strong>evento de 2026</strong> está <strong>praticamente empatado com 1997</strong>, um dos mais intensos da história, onde o limiar de <strong>+2 °C</strong> foi <strong>alcançado</strong> na semana centrada em <strong>3 de setembro</strong>, menos de 1 semana de diferença. </p><div class="texto-destacado">Considerando os demais eventos ‘muito fortes’, o aquecimento de +2 °C só foi alcançado entre o fim de setembro e o início de dezembro, destacando a excecionalidade do El Niño de 2026-2027.</div><p>Quando olhamos para os <strong>dados “brutos” de anomalias absolutas de TSM</strong>, ou seja, <strong>sem descontar o valor do “aquecimento de fundo” </strong>dos oceanos tropicais como a anomalia relativa faz, o aquecimento é <strong>ainda mais excecional</strong><strong> e aproxima-se de</strong> <strong>3 °C</strong> (+2,9 °C na última semana, segundo dados da NOAA). Isto quer dizer que o <strong>aquecimento médio dos oceanos tropicais </strong>está a <strong>adicionar</strong> praticamente <strong>1 °C</strong> na região do <strong>Pacífico Equatorial </strong>central. </p><h2>Aquecimento em 2026 é excecional</h2><p>O<strong> gráfico abaixo </strong>apresenta a <strong>evolução</strong> da <strong>TSM </strong>na <strong>região Niño 3.4 </strong><strong>desde 1981</strong>, principal área utilizada para a monitorização do El Niño. A <strong>linha vermelha</strong> representa o <strong>ano de 2026</strong>, enquanto a amarela corresponde a 2025. As linhas pretas mostram as normais climatológicas de referência (1982-2010 e 1991-2020) e as linhas cinzas representam os demais anos da série histórica.</p><div class="texto-destacado">A visualização deixa claro como a curva de 2026 passou a destacar-se das demais a partir do início de junho, alcançando valores sem precedentes para esta época do ano. A TSM média registada nos últimos dias tem se mantido próxima de 29,6°C, um valor excecional para a região.</div><p>Este comportamento reflete-se numa <strong>sequência histórica de recordes.</strong> Há mais de <strong>90 dias consecutivos</strong>, a temperatura diária da superfície do mar na região Niño 3.4 é a mais alta já observada para cada respetiva data desde o início da série histórica, em 1981.</p><p>Apesar disso, <strong>2026</strong> <strong>ainda não detém o recorde absoluto</strong> da série. O <strong>maior valor</strong> já registado na região Niño 3.4 ocorreu em <strong>novembro de 2015</strong>, quando a temperatura média diária atingiu<strong> 29,82°</strong><strong>C </strong>durante um dos mais intensos eventos de El Niño já observados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-entra-na-categoria-muito-forte-ao-alcancar-2-c-1789386412187.png" data-image="sofgs4kwpzrx" alt="Temperatura diária da superfície do mar na região de monitorização do El Niño (Niño 3.4) desde 1981, segundo dados da NOAA. Créditos: Climate Reanalyzer." title="Temperatura diária da superfície do mar na região de monitorização do El Niño (Niño 3.4) desde 1981, segundo dados da NOAA. Créditos: Climate Reanalyzer."><figcaption>Temperatura diária da superfície do mar na região de monitorização do El Niño (Niño 3.4) desde 1981, segundo dados da NOAA. Créditos: Climate Reanalyzer.</figcaption></figure><p>No entanto, a <strong>comparação com 2015 exige cautela</strong>. O <strong>recorde</strong> foi alcançado <strong>próximo ao pico daquele evento,</strong> enquanto <strong>o atual El Niño ainda está em fase de intensificação</strong> e estamos apenas em setembro. Por outras palavras, o fenómeno de <strong>2026</strong> ainda <strong>tem bastante espaço para continuar a aquecer</strong> nas próximas semanas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787833" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/investigadores-espanhois-descobrem-uma-ligacao-crucial-no-atlantico-para-a-previsao-dos-fenomenos-do-el-nino.html" title="Investigadores espanhóis descobrem uma ligação crucial no Atlântico para a previsão dos fenómenos do El Niño">Investigadores espanhóis descobrem uma ligação crucial no Atlântico para a previsão dos fenómenos do El Niño</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/investigadores-espanhois-descobrem-uma-ligacao-crucial-no-atlantico-para-a-previsao-dos-fenomenos-do-el-nino.html" title="Investigadores espanhóis descobrem uma ligação crucial no Atlântico para a previsão dos fenómenos do El Niño"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-espanhois-descobrem-uma-ligacao-crucial-no-atlantico-para-a-previsao-dos-fenomenos-do-el-nino-1788957034710_320.jpg" alt="Investigadores espanhóis descobrem uma ligação crucial no Atlântico para a previsão dos fenómenos do El Niño"></a></article></aside><p>As <strong>previsões</strong> dos <strong>principais modelos </strong>climáticos indicam um <strong>pico superior a 3 °C</strong> de anomalia na região Niño 3.4 <strong>entre outubro e novembro</strong>. Além disso, uma intensa reserva de águas quentes permanece armazenada abaixo da superfície do Pacífico tropical, fornecendo energia para a manutenção e possível intensificação do fenómeno. Caso este cenário se confirme, o <strong>recorde absoluto observado em 2015 provavelmente será superado até ao final do ano.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/super-el-nino-entra-na-categoria-muito-forte-ao-alcancar-2-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temperaturas abaixo da média regressam a Portugal Continental: descida acentuada inverte anomalias térmicas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-abaixo-da-media-regressam-a-portugal-continental-descida-acentuada-inverte-anomalias-termicas.html</link><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 08:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O dia de hoje traz uma descida acentuada das temperaturas máximas, especialmente no litoral de Portugal Continental. Esta descida, que pode ser até 10 ºC, trará de volta as anomalias térmicas negativas, ou valores abaixo da média.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb7pc52"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb7pc52.jpg" id="xb7pc52"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como mencionamos em previsões anteriores aqui na Meteored Portugal, <strong>o dia de hoje traz uma descida das temperaturas que deverá ser acentuada</strong>, especialmente, no litoral Centro do país, abrangendo uma parte do litoral Norte e ainda uma parte do litoral alentejano.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ainda que a faixa interior possa registar valores de temperatura máxima elevados, até 37 ºC, mantendo assim as anomalias térmicas positivas, ou valores acima da média,<strong> no litoral o cenário será outro, com algumas cidades a denotarem uma descida próxima ou igual a 10 ºC em 24h</strong>.</p><h2>Descida térmica traz de volta anomalias negativas</h2><p>A capital de distrito de <strong>Leiria poderá registar uma descida de 10 ºC</strong> entre o dia de ontem e o de hoje, passando de 33 ºC registados na segunda-feira, para 23 ºC esperados para o dia de hoje, terça-feira. <strong>Coimbra poderá contar com uma descida igualmente significativa</strong>, passando de 34 ºC para 25 ºC. <strong>Santarém também faz parte da lista</strong> de cidades com a descida mais acentuada, passando de 37 ºC para 29 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-abaixo-da-media-regressam-a-portugal-continental-descida-acentuada-inverte-anomalias-termicas-1789420907336.jpg" data-image="n3allrojqc1h" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>O dia de hoje, terça-feira, trará de volta os valores abaixo da normal climatológica (a azul) a Portugal Continental. </figcaption></figure><p>Ainda que as restantes capitais de distrito possam registar uma descida das temperaturas máximas,<strong> não é expectável que esta seja tão evidente como nas cidades supracitadas</strong>.</p><p>Tendo isto em conta, e olhando para o mapa acima, as <strong>anomalias térmicas irão inverter-se, especialmente nas áreas onde esta descida é mais acentuada</strong>. Ao contrário do dia de ontem, onde toda a geografia continental registou temperaturas acima da média, o dia de hoje contará com <strong>anomalias positivas</strong> (acima da média) na faixa interior e numa boa parte da região Norte e com<strong> anomalias negativas </strong>(abaixo da média) no litoral entre Porto e Lisboa, podendo abranger uma área maior da região Centro, e ainda no litoral alentejano e Barlavento Algarvio.</p><h2>Valores não deverão normalizar tão cedo</h2><p>De acordo com a mais recente atualização do nosso modelo de confiança, ECMWF, é <strong>esperado que o dia de hoje seja o dia com as anomalias negativas mais relevantes</strong>, uma vez que as temperaturas deverão manter-se ou subir ligeiramente nos próximos dias, mantendo Portugal Continental sob temperaturas geralmente acima da média.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788611" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-38-c-e-15-distritos-sob-aviso-amarelo-calor-aperta-hoje-em-portugal-antes-de-uma-descida-das-temperaturas.html" title="Até 38 ºC e 15 distritos sob aviso amarelo: calor aperta hoje em Portugal, antes de uma descida das temperaturas">Até 38 ºC e 15 distritos sob aviso amarelo: calor aperta hoje em Portugal, antes de uma descida das temperaturas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-38-c-e-15-distritos-sob-aviso-amarelo-calor-aperta-hoje-em-portugal-antes-de-uma-descida-das-temperaturas.html" title="Até 38 ºC e 15 distritos sob aviso amarelo: calor aperta hoje em Portugal, antes de uma descida das temperaturas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-38-c-e-15-distritos-sob-aviso-amarelo-calor-aperta-hoje-em-portugal-antes-de-uma-descida-das-temperaturas-1789382390428_320.png" alt="Até 38 ºC e 15 distritos sob aviso amarelo: calor aperta hoje em Portugal, antes de uma descida das temperaturas"></a></article></aside><p>Ainda segundo a mesma previsão, uma <strong>subida mais pronunciada das temperaturas é esperada para a reta final desta semana</strong>, trazendo de volta, especialmente no sábado, dia 19, as anomalias térmicas positivas elevadas, de até 10 ºC acima da média.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-abaixo-da-media-regressam-a-portugal-continental-descida-acentuada-inverte-anomalias-termicas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[“Não quer nada de sol”: a planta versátil que os floricultores recomendam para casas escuras]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nao-quer-nada-de-sol-a-planta-versatil-que-os-floricultores-recomendam-para-casas-escuras.html</link><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 07:06:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Existe uma espécie capaz de prosperar em cantos onde muitas plantas não sobrevivem. Tolera pouca luz e poucos cuidados, podendo permanecer dentro de casa durante anos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/no-quiere-nada-de-sol-la-planta-todoterreno-que-los-floricultores-recomiendan-para-casas-oscuras-1788228788486.jpg" data-image="9knvgu8j4ays" alt="planta" title="planta"><figcaption>Conhecida como "planta-de-ferro", a aspidistra tolera condições que podem ser difíceis para muitas outras plantas de interior.</figcaption></figure><p><strong>Há setores de uma casa que parecem condenados a ficar sem plantas</strong>: corredores, halls de entrada, cantos afastados das janelas ou divisões onde a luz natural chega com dificuldade. Nestes locais, muitas espécies perdem folhas, enfraquecem ou simplesmente deixam de crescer.</p><div class="texto-destacado">Existe uma planta que rompe com esta lógica e que os floricultores recomendam precisamente pela sua capacidade de suportar condições pouco favoráveis. É resistente, longeva, de crescimento lento e pode viver com muito menos luz do que uma boa parte das plantas de interior mais populares.</div><p>O floricultor espanhol Ángel Illescas define-a como uma autêntica <strong>planta "todo-terreno" </strong>e afirma que é especialmente adequada para principiantes. A sua recomendação mais importante parece mesmo ir contra o habitual: "não quer nada de sol", segundo explicou em declarações reproduzidas pelo Infobae.</p><h2>A planta que consegue sobreviver onde outras não conseguem</h2><p>A protagonista é a aspidistra (<em>Aspidistra elatior</em>), uma <strong>espécie clássica de interior que, durante décadas, fez parte de residências, galerias e pátios protegidos</strong>. A sua resistência não é apenas uma perceção popular, mas uma característica apoiada por diversas instituições botânicas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788067" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/fotoperiodo-como-as-plantas-sabem-que-o-verao-acabou.html" title="Fotoperíodo: como as plantas sabem que o verão acabou">Fotoperíodo: como as plantas sabem que o verão acabou</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/fotoperiodo-como-as-plantas-sabem-que-o-verao-acabou.html" title="Fotoperíodo: como as plantas sabem que o verão acabou"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fotoperiodo-como-as-plantas-sabem-que-o-verao-acabou-1789063896844_320.jpeg" alt="Fotoperíodo: como as plantas sabem que o verão acabou"></a></article></aside><p>A <em>Royal Horticultural Society</em> (RHS) inclui-a entre as <strong>plantas de interior mais fáceis de cultivar </strong>e destaca a sua capacidade de tolerar pouca luz, regas irregulares e variações de temperatura. A instituição sublinha ainda que pode ser mantida em locais afastados da luz intensa, o que alarga consideravelmente as opções para a posicionar dentro de casa.</p><p>A <em>North Carolina State University Extension</em> concorda e <strong>considera-a adequada mesmo para condições de “sombra profunda”</strong>, ou seja, áreas com menos de duas horas de sol direto ou sem qualquer exposição solar. Realça ainda a sua baixa necessidade de manutenção e a sua tolerância a períodos relativamente secos, desde que o solo tenha uma boa drenagem.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/no-quiere-nada-de-sol-la-planta-todoterreno-que-los-floricultores-recomiendan-para-casas-oscuras-1788229025605.jpg" data-image="5v6a140s185g" alt="planta" title="planta"><figcaption>A sombra e a luz indireta são as suas melhores aliadas: o sol intenso pode provocar queimaduras visíveis nas suas folhas.</figcaption></figure><p>Isto explica porque <strong>pode funcionar bem em corredores, halls de entrada ou ambientes com pouca luminosidade</strong>. No entanto, "não querer sol" não significa que ela possa viver na escuridão total, mas sim que se adapta especialmente bem à sombra e à luz ténue ou filtrada.</p><h3>O sol direto pode tornar-se o seu principal inimigo</h3><p>Illescas recomenda mantê-la protegida quando cultivada em pátios ou outros espaços exteriores, pois <strong>o sol forte pode causar danos visíveis nas suas folhas</strong>. Em ambientes interiores, por outro lado, consegue manter a sua folhagem verde característica mesmo quando está longe de uma janela.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Keeping the Aspidistra flying Looking better living outside than the ones in my house <a href="https://x.com/hashtag/Gardening?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Gardening</a> <a href="https://x.com/hashtag/Green?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Green</a> <a href="https://x.com/hashtag/Houseplants?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Houseplants</a> <a href="https://t.co/9um2WLBI4P">pic.twitter.com/9um2WLBI4P</a></p>— Makinggardens (@makinggardens) <a href="https://x.com/makinggardens/status/1740410692166107579?ref_src=twsrc%5Etfw">December 28, 2023</a></blockquote></figure><p>A RHS alerta ainda que a <strong>luz intensa ou direta pode queimar as folhas, enquanto a iluminação baixa ou indireta é muito mais favorável</strong>. Em condições de muita escuridão, a planta pode sobreviver, embora o seu crescimento seja ainda mais lento.</p><h3>O outro erro que a pode arruinar está na rega</h3><p>A sua fama de resistente não significa que possa ser regada de qualquer maneira. O <strong>excesso de água é um dos principais riscos para esta espécie</strong>, pois manter o substrato constantemente saturado pode afetar as raízes.</p><p>A RHS recomenda a rega de forma moderada durante a fase de crescimento e a <strong>redução da frequência nos meses frios</strong>. Alerta ainda que o encharcamento pode favorecer o apodrecimento das raízes, sendo fundamental que o vaso tenha uma drenagem eficiente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/no-quiere-nada-de-sol-la-planta-todoterreno-que-los-floricultores-recomiendan-para-casas-oscuras-1788229102569.jpg" data-image="n2pwoyapgzz0" alt="planta" title="planta"><figcaption>As suas folhas grandes e a baixa necessidade de manutenção explicam porque é que esta espécie volta a ganhar espaço na decoração de interiores.</figcaption></figure><p>Em vez de seguir um calendário rígido,<strong> convém verificar a humidade da terra antes de voltar a regar</strong>. Quanto menor for a luminosidade e quanto mais baixa for a temperatura, mais lentamente o vaso perderá água; por isso, as regas devem ser mais espaçadas.</p><h2>Cinco cuidados básicos para que dure muitos anos</h2><p>O seu nome popular em inglês, "<em>cast-iron plant</em>" (planta de ferro fundido), resume na perfeição a sua fama de<strong> espécie resistente</strong>. Ainda assim, alguns cuidados simples ajudam a manter a folhagem saudável e a evitar os problemas mais frequentes.</p><ul><li><strong>Luz:</strong> sombra ou iluminação indireta, evitando especialmente o sol forte.</li><li><strong>Rega:</strong> deixar o substrato perder parte da sua humidade antes de voltar a fornecer água.</li><li><strong>Drenagem:</strong> utilizar vasos com orifícios e evitar a acumulação de água.</li><li><strong>Limpeza:</strong> remover ocasionalmente o pó das folhas com um pano húmido.</li><li><strong>Transplante:</strong> fazê-lo apenas quando necessário, pois o seu crescimento é lento.</li></ul><p>A RHS indica ainda que <strong>tolera bem o ar relativamente seco das habitações</strong>, não necessitando, por isso, da elevada humidade ambiental exigida por muitas plantas tropicais. Esta característica torna-a ainda mais fácil de cuidar para quem está a começar a cultivar plantas de interior.</p><h2>Uma sobrevivente asiática que cresce de forma peculiar</h2><p>A aspidistra pertence à família <em>Asparagaceae</em>, e <strong>a sua origem está longe dos lares ocidentais onde acabou por se tornar famosa</strong>. O <em>Plants of the World Online</em>, a base de dados científica dos <em>Royal Botanic Gardens de Kew</em>, situa a <em>Aspidistra elatior</em> no sul do Japão e descreve-a como uma espécie perene e rizomatosa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761672" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/cinco-plantas-que-podem-crescer-na-agua-para-dar-um-toque-fresco-e-arejado-aos-seus-espacos.html" title="Cinco plantas que podem crescer na água para dar um toque fresco e arejado aos seus espaços">Cinco plantas que podem crescer na água para dar um toque fresco e arejado aos seus espaços</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/cinco-plantas-que-podem-crescer-na-agua-para-dar-um-toque-fresco-e-arejado-aos-seus-espacos.html" title="Cinco plantas que podem crescer na água para dar um toque fresco e arejado aos seus espaços"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cinco-plantas-que-pueden-crecer-en-agua-para-darle-un-toque-fresco-y-liviano-a-tus-ambientes-1774482326622_320.jpg" alt="Cinco plantas que podem crescer na água para dar um toque fresco e arejado aos seus espaços"></a></article></aside><p>Estes rizomas são caules subterrâneos dos quais surgem novas folhas, <strong>permitindo que a planta se expanda lentamente</strong>. A <em>North Carolina State University Extension</em> sublinha ainda que se trata de uma espécie de folhagem persistente e de crescimento lento, característica que explica porque pode permanecer no mesmo vaso durante longos períodos.</p><p>Graças a esta combinação de resistência, longevidade e capacidade de adaptação a ambientes difíceis, a aspidistra atravessou gerações e ainda mantém um dos seus nomes populares mais conhecidos: “a planta das avós”. E aquilo que, durante anos, pôde fazê-la parecer antiquada, hoje volta a torná-la uma <strong>opção especialmente prática para os cantos mais escuros da casa</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nao-quer-nada-de-sol-a-planta-versatil-que-os-floricultores-recomendam-para-casas-escuras.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Madeira sob aviso amarelo e laranja devido ao calor: saiba como estará o tempo nos arquipélagos portugueses esta semana]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/madeira-sob-aviso-amarelo-e-laranja-devido-ao-calor-saiba-como-estara-o-tempo-nos-arquipelagos-portugueses-esta-semana.html</link><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 06:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A Madeira começa a semana sob aviso devido ao calor, antes de uma descida das temperaturas. Nos Açores, o tempo será mais variável, com períodos de chuva e vento ao longo dos próximos dias.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb7ma06"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb7ma06.jpg" id="xb7ma06"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A semana começa com condições meteorológicas distintas nos dois arquipélagos portugueses. Enquanto a <strong>Madeira permanece sob a influência de temperaturas elevadas</strong>, nos Açores a instabilidade será mais frequente, com a passagem de períodos de chuva ao longo dos próximos dias.</p><p>De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a Costa Norte e o Porto Santo encontram-se sob <strong>aviso amarelo devido ao tempo quente</strong>, enquanto a Costa Sul e as Regiões Montanhosas da Madeira estão sob <strong>aviso laranja</strong>, devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima. Os avisos mantêm-se até às 18 horas desta terça-feira.</p><h2>Madeira começa terça-feira ainda sob calor intenso</h2><p>O calor continuará, assim, a ser o principal destaque meteorológico no arquipélago da Madeira durante esta terça-feira. As previsões do modelo europeu (ECMWF) apontam para <strong>temperaturas próximas dos 30 ºC no Funchal</strong> durante a tarde, enquanto na Calheta poderão rondar os 28 ºC.</p><p>Noutras localidades, como Santana e Machico, os valores deverão situar-se em torno dos 26 ºC, enquanto no Porto Santo são esperados aproximadamente 24 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-sob-aviso-devido-ao-calor-saiba-como-estara-o-tempo-nos-arquipelagos-portugueses-esta-semana-1789393960458.jpg" data-image="arots5u573f9" alt="O calor continuará a marcar esta terça-feira na Madeira" title="O calor continuará a marcar esta terça-feira na Madeira"><figcaption>O modelo europeu prevê temperaturas próximas dos 30 ºC no Funchal durante a tarde desta terça-feira, com valores elevados também noutras zonas da ilha.</figcaption></figure><p> Para além dos valores absolutos elevados, o episódio destaca-se também pelo afastamento em relação ao habitual para esta altura do ano. Durante a tarde desta terça-feira, as temperaturas poderão situar-se cerca de <strong>3 a 4 ºC acima da média climatológica</strong> em várias zonas da Madeira. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788594" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-anti-chuva-em-portugal-durante-7-dias-ha-uma-explicacao.html" title="Cúpula anti-chuva em Portugal durante 7 dias: 'há uma explicação'">Cúpula anti-chuva em Portugal durante 7 dias: "há uma explicação"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-anti-chuva-em-portugal-durante-7-dias-ha-uma-explicacao.html" title="Cúpula anti-chuva em Portugal durante 7 dias: 'há uma explicação'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-anti-chuva-em-portugal-durante-7-dias-ha-uma-explicacao-1789378743272_320.jpg" alt="Cúpula anti-chuva em Portugal durante 7 dias: 'há uma explicação'"></a></article></aside><p>Esta situação deverá, contudo, ser temporária. A partir de quarta-feira e, sobretudo, durante a segunda metade da semana, prevê-se uma <strong>descida das temperaturas</strong>, acompanhada por uma alteração gradual das condições meteorológicas.</p><h2>Temperaturas descem e podem surgir aguaceiros na Madeira</h2><p>Na quinta-feira, o cenário térmico será já bastante diferente. Segundo o ECMWF, as temperaturas deverão rondar os <strong>24 ºC no Funchal</strong>, 26 ºC na Calheta e valores próximos dos 21 a 23 ºC em vários locais do norte e leste da ilha.</p><p>As <strong>anomalias térmicas também deverão diminuir significativamente</strong>, aproximando-se dos valores normais para a época e podendo mesmo tornar-se ligeiramente negativas em alguns setores da ilha.</p><p>Ao mesmo tempo, poderão surgir <strong>aguaceiros fracos e localizados</strong>, sobretudo nas zonas montanhosas e vertentes da Madeira. Este sinal de precipitação surge essencialmente entre quinta e sexta-feira, sem que os mapas atuais apontem para quantidades particularmente significativas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-sob-aviso-devido-ao-calor-saiba-como-estara-o-tempo-nos-arquipelagos-portugueses-esta-semana-1789395941017.jpg" data-image="2497lqzxp2lb" alt="Aguaceiros poderão regressar à Madeira durante a segunda metade da semana" title="Aguaceiros poderão regressar à Madeira durante a segunda metade da semana"><figcaption>A precipitação prevista para quinta-feira deverá ser pouco significativa e localizada, incidindo sobretudo sobre áreas montanhosas da ilha da Madeira.</figcaption></figure><p> Na sexta-feira mantém-se a possibilidade de alguma precipitação localizada, embora sem sinais, para já, de um episódio de chuva generalizada ou particularmente intensa. Assim, depois do calor que marca o início da semana, o arquipélago deverá entrar numa fase <strong>mais amena e pontualmente instável</strong>. </p><h2>Açores terão uma semana mais variável</h2><p>Nos Açores, a evolução será diferente. As temperaturas permanecerão relativamente elevadas para meados de setembro, mas o elemento mais relevante será a <strong>alternância entre períodos mais secos e a ocorrência de aguaceiros</strong>, característica que deverá acompanhar vários momentos da semana.</p><p>Nesta terça-feira, as temperaturas durante a tarde poderão atingir aproximadamente <strong>29 ºC na Horta, 28 ºC em Ponta Delgada e 24 ºC em Angra do Heroísmo</strong>, segundo o modelo europeu.</p><p>Ao mesmo tempo, são previstos períodos de precipitação em diferentes pontos do arquipélago, embora de forma irregular e geralmente pouco intensa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-sob-aviso-devido-ao-calor-saiba-como-estara-o-tempo-nos-arquipelagos-portugueses-esta-semana-1789396148366.jpg" data-image="3orfhenycxck" alt="Aguaceiros dispersos marcam o início da semana nos Açores" title="Aguaceiros dispersos marcam o início da semana nos Açores"><figcaption>O ECMWF prevê precipitação dispersa em diferentes pontos do arquipélago durante esta terça-feira, num cenário de tempo variável.</figcaption></figure><p> Esta distribuição irregular da precipitação significa que <strong>as condições poderão variar consideravelmente entre ilhas e até ao longo do mesmo dia</strong>. Os aguaceiros deverão alternar com períodos sem precipitação, não se perspetivando, com os dados atuais, chuva persistente sobre todo o arquipélago. </p><p> Na quarta e quinta-feira continuará a existir possibilidade de precipitação, embora novamente de forma dispersa. A circulação atmosférica em torno do arquipélago favorecerá a manutenção de um cenário relativamente variável. </p><h2>Fim da semana com temperaturas amenas e algum vento</h2><p>Apesar da variabilidade do estado do tempo, as temperaturas não deverão sofrer alterações muito acentuadas nos Açores. Na quinta-feira, por exemplo, o ECMWF aponta para cerca de <strong>27 ºC na Horta, 26 ºC em Ponta Delgada e 24 ºC em Angra do Heroísmo</strong>.</p><p>No sábado, os valores deverão permanecer semelhantes, com cerca de 27 ºC em Ponta Delgada e na Horta e aproximadamente 25 ºC em Angra do Heroísmo.</p><p>A<strong> precipitação continuará a surgir de forma pontual </strong>entre sexta-feira e sábado, embora os mapas atualmente disponíveis não sugiram um episódio generalizado de chuva forte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-sob-aviso-devido-ao-calor-saiba-como-estara-o-tempo-nos-arquipelagos-portugueses-esta-semana-1789396429269.jpg" data-image="cz50fmht4aso" alt="Instabilidade pontual poderá persistir nos Açores até sábado" title="Instabilidade pontual poderá persistir nos Açores até sábado"><figcaption>Alguns aguaceiros poderão continuar a afetar pontualmente o arquipélago no sábado, intercalados com períodos sem precipitação.</figcaption></figure><p> O vento será outro elemento a acompanhar na reta final da semana. As projeções atuais mostram um <strong>reforço das rajadas entre sexta-feira e sábado</strong>, embora, para já, sem indicação de um episódio particularmente severo. Em algumas ilhas poderão ocorrer rajadas na ordem dos 30 a 40 km/h, localmente superiores. </p><p> No sábado, o modelo mostra valores próximos dos <strong>30 km/h em várias zonas</strong>, com alguns pontos a aproximarem-se dos 40 km/h. A evolução deste cenário deverá continuar a ser acompanhada, sobretudo porque a intensidade e distribuição do vento ainda poderão sofrer alterações nas próximas atualizações. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/madeira-sob-aviso-devido-ao-calor-saiba-como-estara-o-tempo-nos-arquipelagos-portugueses-esta-semana-1789396761654.jpg" data-image="vlemfpuss43a" alt="Vento poderá ganhar alguma intensidade nos Açores no sábado" title="Vento poderá ganhar alguma intensidade nos Açores no sábado"><figcaption>As projeções do ECMWF apontam para algum reforço das rajadas durante o sábado, embora sem sinais, para já, de vento particularmente severo.</figcaption></figure><blockquote><p>Em síntese, os dois arquipélagos terão <strong>cenários meteorológicos distintos ao longo desta semana</strong>. Na Madeira, o principal destaque será o calor desta terça-feira, seguido por uma descida das temperaturas e pelo aparecimento de alguns aguaceiros. Nos Açores, a variabilidade será maior, com períodos de chuva dispersa, temperaturas amenas a relativamente elevadas e algum reforço do vento na reta final da semana.</p> </blockquote><p>As previsões para os últimos dias do período ainda estão sujeitas a alterações, pelo que será importante acompanhar as próximas atualizações dos modelos meteorológicos, em <a href="https://www.tempo.pt/" target="_blank" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">tempo.pt</a>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/madeira-sob-aviso-amarelo-e-laranja-devido-ao-calor-saiba-como-estara-o-tempo-nos-arquipelagos-portugueses-esta-semana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A geografia não estuda somente capitais, países e mapas. Descubra o fascínio da ciência da "encruzilhada"!]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-geografia-nao-estuda-somente-capitais-paises-e-mapas-descubra-o-fascinio-da-ciencia-da-encruzilhada.html</link><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 05:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A geografia é uma ciência particularmente singular pela sua capacidade de compreender o espaço e as relações que nele se estabelecem. Tradicionalmente divide-se entre a Geografia Física e a Geografia Humana. Mas afinal o que torna a ciência da "encruzilhada" tão apelativa e única?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-geografia-nao-estuda-somente-capitais-paises-e-mapas-descubra-o-fascinio-da-ciencia-da-encruzilhada-1789235926711.jpg" data-image="qvxjg3029snj"><figcaption>A Geografia é a ciência que estuda o Planeta Terra e a interações entre a sociedade e o meio ambiente. Provém da junção de palavras "Geo" - Terra, e "Grafia" - escrita, isto é, a "Escrita da Terra."</figcaption></figure><p>A Geografia é uma ciência peculiar devido à sua <strong>capacidade única de compreender o espaço e as relações que nele se estabelecem</strong>.</p><div class="texto-destacado">Tradicionalmente, os seus saberes dividem-se pela <strong>Geografia Física</strong>, ramo dedicado ao estudo dos elementos e processos naturais, como o clima, o relevo, os oceanos, os ecossistemas e as alterações ambientais, e pela<strong> Geografia Humana</strong>, centrada nas sociedades, nas populações e nas suas dinâmicas demográficas, urbanas, económicas, culturais e políticas.</div><p>Apesar desta distinção, estes dois domínios estão profundamente interligados na medida em que <strong>a sociedade transforma o espaço</strong> e, simultaneamente, é <strong>condicionada pelas características e processos naturais</strong>.</p><h2>Uma ponte entre dois mundos, o físico e natural e o humano e urbano</h2><p>Deste modo, <strong>é inegável que existe uma vantagem evidente em que os profissionais desta ciência se apresentem simplesmente como geógrafos</strong>. E isto porque erigir uma 'barreira' que os restrinja a ser apenas "geógrafos físicos" ou "geógrafos humanos" distancia-os de uma 'ponte' que deve ser construída entre os dois domínios. </p><p>E porquê? <strong>Porque essa capacidade de articulação entre ambos os domínios - humano e físico - torna a Geografia uma disciplina do conhecimento mais forte</strong>, abrangente e absolutamente preparada para responder à complexidade dos problemas contemporâneos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-geografia-nao-estuda-somente-capitais-paises-e-mapas-descubra-o-fascinio-da-ciencia-da-encruzilhada-1789235776759.jpg" data-image="4c8qtykj994y"><figcaption>O geógrafo procura analisar a forma como as variáveis se conectam num mesmo território, oferecendo um "olhar geográfico" que permite perceber ligações e padrões mais rápido quiçá do que profissionais de outros áreas, característica que dota os profissionais geográfos de uma importância única.</figcaption></figure><p>Uma das competências mais distintivas da Geografia é a <strong>análise espacial</strong>, apoiada numa das suas históricas e fundamentais ferramentas: <strong>a Cartografia</strong>. O geógrafo, com o passar dos anos e da experiência de campo, adquire um <strong>autêntico "olho geográfico", capaz de interpretar rapidamente informação espacial e reconhecer padrões</strong>, distribuições, relações e interdependências que podem não ser imediatamente evidente para profissionais de outras áreas.</p><p>O geógrafo é então capaz de<strong> interpretar informação climatológica, ambiental e relacionada com as alterações climáticas</strong>, dados oceanográficos ou até mesmo fenómenos demográficos, urbanos e económicos, entre outros, procurando não apenas compreender cada variável isoladamente,<strong> mas também a forma como estas se conectam no território</strong>.</p><h2>O porquê de a geografia ser uma ciência da "encruzilhada"</h2><p>As capacidades anteriormente mencionadas resultam do carácter holístico da Geografia, uma característica quase única no contexto académico pela extraordinária diversidade de conceitos, métodos e conhecimentos que reúne. <strong>A Geografia cruza saberes das ciências naturais e sociais, integrando diferentes escalas e dimensões de análise. </strong><strong>Isto resulta precisamente na já referida "encruzilhada" </strong>de conhecimentos que permite construir uma compreensão mais completa, integrada e harmoniosa da realidade.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="727254" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/geografos-dizem-que-este-e-o-mapa-que-deveriamos-utilizar-africa-e-muito-maior-do-que-pensamos.html" title="Geógrafos dizem que este é o mapa que deveríamos utilizar: “África é muito maior do que pensamos”">Geógrafos dizem que este é o mapa que deveríamos utilizar: “África é muito maior do que pensamos”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/geografos-dizem-que-este-e-o-mapa-que-deveriamos-utilizar-africa-e-muito-maior-do-que-pensamos.html" title="Geógrafos dizem que este é o mapa que deveríamos utilizar: “África é muito maior do que pensamos”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-geografos-dicen-que-este-es-el-mapa-que-deberiamos-usar-africa-es-mucho-mas-grande-de-lo-que-pensamos-1756542386724_320.jpeg" alt="Geógrafos dizem que este é o mapa que deveríamos utilizar: “África é muito maior do que pensamos”"></a></article></aside><p>Portanto, <strong>a grande força do geógrafo não reside em optar entre o físico e o humano, mas em saber relacioná-los</strong>. Essa visão integrada surge como uma mais-valia essencial para compreender problemas, procurar soluções, apoiar decisões e contribuir para um funcionamento mais eficiente de empresas, organizações e a sociedade <em>per se</em>. Em última instância, o geógrafo tem o potencial de se distinguir de forma exímia como um profissional capaz de compreender o todo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-geografia-nao-estuda-somente-capitais-paises-e-mapas-descubra-o-fascinio-da-ciencia-da-encruzilhada.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 38 ºC e 15 distritos sob aviso amarelo: calor aperta hoje em Portugal, antes de uma descida das temperaturas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-38-c-e-15-distritos-sob-aviso-amarelo-calor-aperta-hoje-em-portugal-antes-de-uma-descida-das-temperaturas.html</link><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 13:25:49 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Entre hoje e amanhã poderá haver um contraste evidente nas temperaturas, mas este não será registado de forma homogénea. Confira aqui a previsão!</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/LG-DmiSnGIM/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=LG-DmiSnGIM" id="LG-DmiSnGIM"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A semana arranca com <strong>avisos de calor em 15 distritos</strong>, mas prevê-se uma descida térmica já a partir de amanhã, terça-feira. Até lá, apenas Bragança, Guarda e Faro se encontram isentos do aviso amarelo emitido pelo IPMA.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p><strong>Nas próximas horas os termómetros poderão alcançar os 38 ºC</strong> em vários pontos do interior de Norte a Sul, esperando-se também valores acima da média na faixa litoral, onde as capitais de distrito mais frescas deverão ser Viana do Castelo e Aveiro, com 24 e 28 ºC, respetivamente.</p><h2>Descida térmica à vista poderá ser "sol de pouca dura"</h2><p>Amanhã, dar-se-á uma<strong> descida generalizada das temperaturas</strong>, onde, ainda assim, a faixa interior pode registar valores até 37 ºC, já as capitais distritais do litoral não deverão ultrapassar os 25 ºC. Leiria poderá registar uma <strong>descida de até 10 ºC</strong>, passando de 33 ºC esperados para hoje para 23 ºC esperados para amanhã.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-38-c-e-15-distritos-sob-aviso-amarelo-calor-aperta-hoje-em-portugal-antes-de-uma-descida-das-temperaturas-1789382271513.jpg" data-image="8b07dm4eo3nb" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Este mapa apresenta a distribuição das temperaturas pelas 16h do dia de hoje, segunda-feira. A partir de amanhã, poderá denotar-se um contraste entre litoral e interior, devido à descida térmica prevista.</figcaption></figure><p>Esta <strong>tendência de descida deverá manter-se até quinta-feira</strong>, mas a mais recente atualização dos nossos mapas indica uma <strong>nova subida das temperaturas a partir de sexta-feira</strong>, dia 18. Até lá, na quarta-feira são esperadas temperaturas máximas compreendidas entre os 22 ºC em Aveiro e os 31 ºC em Évora e Beja. Na quinta-feira os valores deverão manter-se entre os 21 ºC em Viana do Castelo e os 33 ºC em Évora.</p><p>Na sexta-feira, o Sul do país deverá manter valores idênticos aos de quinta, mas o<strong> litoral Norte e Centro deverá registar uma subida</strong>, especialmente nos distritos de Braga, Porto e Coimbra. <strong>No sábado, esta subida poderá ser mais significativa e generalizada</strong>, trazendo de volta 30 ºC ou mais à maior parte das capitais de distrito.</p><h2>Noites vão arrefecer, mas também voltarão a aquecer</h2><p>Atenção às noites entre terça e quinta-feira, onde se espera uma descida térmica evidente, especialmente no Norte do país, contribuindo, assim, para um <strong>maior desconforto face às noites mais agradáveis</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788516" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-na-segunda-quinzena-de-setembro-em-portugal-eis-o-que-esperar-da-chuva-e-das-temperaturas-ate-ao-final-do-mes.html" title="Tempo na segunda quinzena de setembro em Portugal: eis o que esperar da chuva e das temperaturas até ao final do mês">Tempo na segunda quinzena de setembro em Portugal: eis o que esperar da chuva e das temperaturas até ao final do mês</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-na-segunda-quinzena-de-setembro-em-portugal-eis-o-que-esperar-da-chuva-e-das-temperaturas-ate-ao-final-do-mes.html" title="Tempo na segunda quinzena de setembro em Portugal: eis o que esperar da chuva e das temperaturas até ao final do mês"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-na-segunda-quinzena-de-setembro-eis-o-que-esperar-da-chuva-e-das-temperaturas-ate-ao-final-do-mes-1789332476337_320.jpg" alt="Tempo na segunda quinzena de setembro em Portugal: eis o que esperar da chuva e das temperaturas até ao final do mês"></a></article></aside><p>No entanto, e acompanhando a tendência de subida que se espera a partir de sexta-feira, é expectável que as noites voltem a aquecer também na reta final da semana, sendo esperado que na <strong>noite de sábado</strong>, pelas 22h, e <strong>à exceção de Bragança, todas as capitais distritais registem valores acima dos 20 ºC</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-38-c-e-15-distritos-sob-aviso-amarelo-calor-aperta-hoje-em-portugal-antes-de-uma-descida-das-temperaturas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A missão BepiColombo aproxima-se de Mercúrio após quase 8 anos e milhares de milhões de quilómetros percorridos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-missao-bepicolombo-aproxima-se-de-mercurio-apos-quase-8-anos-e-milhares-de-milhoes-de-quilometros-percorridos.html</link><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 12:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A missão conjunta da ESA e da JAXA ultrapassou uma das suas etapas mais delicadas e prepara agora a chegada dos seus dois orbitadores ao planeta.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-mision-bepicolombo-encara-por-fin-mercurio-tras-casi-8-anos-y-miles-de-millones-de-kilometros-recorridos-1789375034360.jpg" data-image="n1k3nk0q7671" alt="Mercúrio" title="Mercúrio"><figcaption>A missão BepiColombo prepara-se para chegar a Mercúrio após quase oito anos de viagens espaciais e milhares de milhões de quilómetros percorridos. Imagem: ESA.</figcaption></figure><p>A Agência Espacial Europeia (ESA) confirmou a separação do Módulo de Transferência a Mercúrio, uma manobra necessária<strong> antes de as duas sondas científicas da missão BepiColombo prosseguirem a sua trajetória</strong>. Trata-se de uma missão conjunta da ESA com a Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA) que tem como destino <strong>Mercúrio</strong>, o mais pequeno planeta rochoso do Sistema Solar.</p><p>Após a separação, o Orbitador Planetário de Mercúrio (MPO) e o Orbitador Magnetosférico de Mercúrio (MMO), denominado Mio, ficam preparados para a fase seguinte da viagem. <strong>A primeira aproximação está prevista para 21 de novembro</strong>, embora a chegada exija vários meses de operações especialmente complexas.</p><h2>BepiColombo enfrenta a última etapa da viagem</h2><p>O sinal captado pela antena de espaço profundo permitiu verificar o estado da nave após a separação. “O sinal recebido através da nossa antena de espaço profundo confirma que <strong>a sonda está em boas condições e operacional, como esperado</strong>. As sondas MPO e Mio estão agora a caminho da inserção na órbita de Mercúrio”, confirmou a ESA.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Mercury Transfer Module separation confirmed! <br><br>After nearly eight years in space and billions of kilometres travelled, <a href="https://x.com/hashtag/BepiColombo?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#BepiColombo</a>'s Mercury Transfer Module has successfully separated.<br><br>Signal acquired via our Cebreros deep-space antenna confirms the spacecraft is healthy <a href="https://t.co/es5v8DqpAT">pic.twitter.com/es5v8DqpAT</a></p>— European Space Agency (@esa) <a href="https://x.com/esa/status/2095510865294381374?ref_src=twsrc%5Etfw">September 3, 2026</a></blockquote></figure><p>O cronograma previsto prevê uma primeira aproximação para o dia 21 de novembro. No entanto, <strong>este momento não marcará a entrada imediata na órbita do planeta</strong>. Ignacio Tanco, chefe de Operações de Missões ao Sistema Solar Interior da ESA, explicou à agência EFE que “a BepiColombo não chegará a Mercúrio num momento específico, mas sim ao longo de vários meses de operações intensas e de alto risco”.</p><p>A missão chega assim a uma <strong>fase especialmente exigente após quase oito anos no espaço</strong>. O objetivo é posicionar separadamente os dois orbitadores científicos que constituem o núcleo da BepiColombo, cada um com uma função no estudo de Mercúrio.</p><h2>A BepiColombo estudará a superfície e o interior de Mercúrio</h2><p>O MPO pertence à ESA, enquanto o Mio foi fornecido pela agência japonesa JAXA.<strong> Ambos trabalharão em diferentes aspetos do planeta</strong> para obter informações sobre a sua composição, a sua estrutura e os processos que afetam o seu ambiente imediato.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-mision-bepicolombo-encara-por-fin-mercurio-tras-casi-8-anos-y-miles-de-millones-de-kilometros-recorridos-1789375111424.jpg" data-image="7wwcff1eqqzr" alt="Infografia da chegada da BepiColombo a Mercúrio" title="Infografia da chegada da BepiColombo a Mercúrio"><figcaption>Infográfico que mostra as diferentes fases da chegada da BepiColombo a Mercúrio (ESA). Imagem: ESA.</figcaption></figure><p>Entre as questões científicas que a BepiColombo irá abordar estão o <strong>funcionamento da magnetosfera, a sua relação com o vento solar e as características do interior de Mercúrio</strong>. Será também estudado o seu grande núcleo de ferro e a origem do seu campo magnético.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787156" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-atmosfera-de-saturno-volta-a-surpreender-uma-figura-gigante-e-misteriosa-de-dez-lados-foi-encontrada-no-polo-sul.html" title="A atmosfera de Saturno volta a surpreender: uma figura gigante e misteriosa de dez lados foi encontrada no polo sul">A atmosfera de Saturno volta a surpreender: uma figura gigante e misteriosa de dez lados foi encontrada no polo sul</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-atmosfera-de-saturno-volta-a-surpreender-uma-figura-gigante-e-misteriosa-de-dez-lados-foi-encontrada-no-polo-sul.html" title="A atmosfera de Saturno volta a surpreender: uma figura gigante e misteriosa de dez lados foi encontrada no polo sul"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-atmosfera-de-saturno-vuelve-a-sorprender-hallan-gigante-y-misteriosa-figura-de-10-lados-en-el-polo-sur-del-planeta-1788488940420_320.jpg" alt="A atmosfera de Saturno volta a surpreender: uma figura gigante e misteriosa de dez lados foi encontrada no polo sul"></a></article></aside><p>Os instrumentos da missão permitirão <strong>elaborar mapas da composição química e elementar da superfície, bem como obter imagens das suas formações</strong>. Com estes dados, os cientistas procuram “saber mais sobre a origem e a evolução de um planeta próximo da sua estrela progenitora” e reconstruir parte da sua história.</p><h2>As cinco grandes questões sobre Mercúrio</h2><p>A BepiColombo recebe este nome em homenagem a Giuseppe Colombo, matemático e engenheiro italiano do século XX especialmente reconhecido pelo seu trabalho sobre o planeta Mercúrio, e que era conhecido por Bepi Colombo. Entre as suas obras mais famosas está a explicação da rotação peculiar de Mercúrio: <strong>o planeta completa três voltas em torno do seu eixo enquanto realiza duas órbitas em torno do Sol</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-mision-bepicolombo-encara-por-fin-mercurio-tras-casi-8-anos-y-miles-de-millones-de-kilometros-recorridos-1789375197133.jpg" data-image="vl9sk5jslp9t" alt="Temas que a BepiColombo vai estudar em Mercúrio" title="Temas que a BepiColombo vai estudar em Mercúrio"><figcaption>A missão BepiColombo vai estudar a superfície de Mercúrio, o interior, o campo magnético e a magnetosfera com dois orbitadores científicos. Infografia: ESA.</figcaption></figure><p>Mercúrio está tão próximo da nossa estrela que é particularmente difícil colocar uma sonda na sua órbita. De facto, apesar de ser o planeta mais pequeno do Sistema Solar, alcançar <strong>Mercúrio impõe maiores dificuldades a uma sonda orbital do que chegar a Plutão</strong>. A BepiColombo será apenas a segunda missão orbital enviada para o planeta.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/oC7lQngNG3o/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=oC7lQngNG3o" id="oC7lQngNG3o"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p><strong>A missão pretende responder, entre outras, a cinco questões fundamentais sobre Mercúrio:</strong></p><ul><li>Onde se formou o planeta?</li><li>Existe realmente água em Mercúrio?</li><li>Mercúrio está vivo ou morto?</li><li>Porque apresenta uma superfície tão escura?</li><li>Qual é a origem do seu campo magnético?</li></ul><p>As respostas podem fornecer informações sobre a <strong>formação e evolução de Mercúrio</strong> e, ao mesmo tempo, ajudar a compreender melhor a história do Sistema Solar.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-missao-bepicolombo-aproxima-se-de-mercurio-apos-quase-8-anos-e-milhares-de-milhoes-de-quilometros-percorridos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cúpula anti-chuva em Portugal durante 7 dias: "há uma explicação"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-anti-chuva-em-portugal-durante-7-dias-ha-uma-explicacao.html</link><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 11:02:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal deverá permanecer praticamente sem chuva durante os próximos sete dias, apesar da passagem de depressões profundas pelo Atlântico Norte. A posição da dorsal e da corrente de jato explica este cenário seco e persistente.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb7jyye"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb7jyye.jpg" id="xb7jyye"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal Continental deverá atravessar os próximos sete dias praticamente sem chuva. A previsão do ECMWF entre esta segunda-feira, 14 de setembro, e a próxima segunda-feira, dia 21, <strong>mostra precipitação praticamente inexistente na generalidade do território.</strong> Esta “cúpula anti-chuva” traduz a persistência de condições atmosféricas pouco favoráveis à passagem de frentes e à ocorrência de precipitação significativa.</p><h2>Uma configuração atmosférica que mantém a chuva afastada</h2><p>A explicação encontra-se na circulação atmosférica sobre o Atlântico Norte e a Europa. Uma dorsal em altitude deverá prolongar-se do Atlântico subtropical em direção à Península Ibérica, favorecendo a descida do ar e a estabilidade atmosférica. <strong>Esta configuração dificulta a formação de nuvens capazes de produzir precipitação e mantém Portugal afastado da circulação mais perturbada.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-anti-chuva-em-portugal-durante-7-dias-ha-uma-explicacao-1789379059388.jpg" data-image="76slcu5rizsj"><figcaption>A extensa área de altas pressões no Atlântico deverá manter Portugal afastado da passagem das principais frentes, favorecendo a continuidade de condições secas durante os próximos dias.</figcaption></figure><p>Entre esta segunda e terça-feira, o Anticiclone dos Açores deverá apresentar-se robusto, com pressões superiores a 1030 hPa e uma área de altas pressões a prolongar-se em direção à Península Ibérica. A partir de quarta-feira, depressões profundas deverão avançar pelo Atlântico Norte e enfraquecer temporariamente a dorsal, <strong>mas sem conseguirem conduzir as frentes associadas até Portugal.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-anti-chuva-em-portugal-durante-7-dias-ha-uma-explicacao-1789378743272.jpg" data-image="34dn9cckllql"><figcaption>A corrente de jato deverá manter-se sobretudo a norte da Península Ibérica, favorecendo a passagem das depressões e das frentes atlânticas por latitudes mais elevadas e mantendo a precipitação afastada de Portugal.</figcaption></figure><p>A corrente de jato também terá um papel importante. Esta faixa de ventos fortes, situada a cerca de 9 a 10 quilómetros de altitude, <strong>deverá permanecer sobretudo a norte da Península Ibérica.</strong> A sua posição favorecerá a passagem das depressões e respetivas frentes por latitudes mais elevadas, deixando Portugal no lado mais estável e seco da circulação.</p><h2>Sete dias praticamente sem precipitação em Portugal</h2><p>Os efeitos desta configuração serão evidentes nos acumulados de precipitação. Até ao início de segunda-feira, 21 de setembro, o ECMWF<strong> prevê valores praticamente nulos na generalidade de Portugal Continental.</strong> Apenas no litoral Norte, sobretudo no extremo Noroeste, poderão ocorrer quantidades residuais, inferiores a 1 mm, enquanto grande parte do Centro e Sul poderá terminar o período sem precipitação mensurável.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-anti-chuva-em-portugal-durante-7-dias-ha-uma-explicacao-1789378291175.jpg" data-image="qix08wvz0hft"><figcaption>Ao fim de sete dias, a precipitação acumulada deverá ser praticamente inexistente em grande parte de Portugal Continental, com apenas quantidades residuais previstas no litoral Norte e sobretudo no extremo Noroeste.</figcaption></figure><p>A ausência de chuva será mais significativa no Norte e Centro quando comparada com o habitual para esta altura do ano. <strong>A previsão semanal do ECMWF apresenta anomalias negativas de precipitação em todo o território entre 14 e 21 de setembro</strong>, mais acentuadas nas regiões setentrionais, onde a chuva começa normalmente a ganhar maior expressão durante setembro.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788516" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-na-segunda-quinzena-de-setembro-em-portugal-eis-o-que-esperar-da-chuva-e-das-temperaturas-ate-ao-final-do-mes.html" title="Tempo na segunda quinzena de setembro em Portugal: eis o que esperar da chuva e das temperaturas até ao final do mês">Tempo na segunda quinzena de setembro em Portugal: eis o que esperar da chuva e das temperaturas até ao final do mês</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-na-segunda-quinzena-de-setembro-em-portugal-eis-o-que-esperar-da-chuva-e-das-temperaturas-ate-ao-final-do-mes.html" title="Tempo na segunda quinzena de setembro em Portugal: eis o que esperar da chuva e das temperaturas até ao final do mês"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-na-segunda-quinzena-de-setembro-eis-o-que-esperar-da-chuva-e-das-temperaturas-ate-ao-final-do-mes-1789332476337_320.jpg" alt="Tempo na segunda quinzena de setembro em Portugal: eis o que esperar da chuva e das temperaturas até ao final do mês"></a></article></aside><p>Entre quinta-feira e o fim de semana, algumas depressões profundas deverão atravessar o Atlântico Norte e aproximar-se do oeste da Europa. Mesmo com estes sistemas mais próximos, <strong>as frentes deverão continuar a passar a norte de Portugal, concentrando a precipitação sobretudo no Atlântico Norte e no norte da Europa.</strong> No final do período, a dorsal deverá reforçar-se novamente, prolongando as condições de estabilidade atmosférica sobre o território.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-anti-chuva-em-portugal-durante-7-dias-ha-uma-explicacao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Fotoperíodo: como as plantas sabem que o verão acabou]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/fotoperiodo-como-as-plantas-sabem-que-o-verao-acabou.html</link><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 10:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Num setembro que ainda vai a 30 ºC, as plantas começam a mudar de comportamento. Não estão a responder ao calor nem à chuva, estão a medir uma coisa muito mais fiável.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/fotoperiodo-como-as-plantas-sabem-que-o-verao-acabou-1789063896844.jpeg" data-image="28005l5102f8"><figcaption>Horta no fim do verão, quando cada sementeira nova passa a depender do tempo que falta até ao frio.</figcaption></figure><p>Há uma coisa curiosa que se repete todos os anos. Ainda faz calor, ainda não choveu como devia, e no entanto <strong>as plantas parecem saber que a estação virou</strong>. As alfaces espigam, os espinafres arrancam de vez, os morangueiros começam a preparar-se.</p><p>A explicação não está no termómetro. Está no relógio.</p><h2>As plantas não medem os dias, medem as noites</h2><p>O calor de um ano não é igual ao de outro. Há setembros de mais de 30 ºC e setembros frescos, há anos de seca e anos de chuva precoce. Uma planta que dependesse da temperatura para decidir quando florir enganava-se com frequência.</p><div class="texto-destacado"><strong>Fotoperíodo</strong><br>É a relação entre a duração do dia e da noite ao longo do ano. As plantas conseguem medi-la com precisão através de pigmentos nas folhas que reagem à luz, e usam essa informação para decidir quando crescer, quando florir e quando entrar em repouso.</div><p>E há um detalhe que muda a forma de entender tudo: <strong>aquilo que a planta mede com precisão não é a duração do dia, é a duração do período de escuridão</strong> contínua. Uma noite interrompida por luz, mesmo pouca, é lida como duas noites curtas em vez de uma longa.</p><h2>Três grupos de plantas, três comportamentos</h2><p>As plantas podem reagir de forma diferente ao fotoperíodo, classificando-se em plantas de dia longo, dia curto e dia neutro. <strong>Na tabela abaixo </strong>pode encontrar exemplos de culturas que se encaixam em cada uma das classificações. </p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Grupo</p></th><th scope="col"><p>Quando floresce</p></th><th scope="col"><p>Exemplos</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Dia longo</p></td><td><p>Com noites curtas, na primavera e verão</p></td><td><p>Alface, espinafre, rabanete, cebola</p></td></tr><tr><td><p>Dia curto</p></td><td><p>Com noites longas, no outono e inverno</p></td><td><p>Morangueiro, crisântemo, feijão</p></td></tr><tr><td><p>Dia neutro</p></td><td><p>Independentemente da duração do dia</p></td><td><p>Tomate, pepino, girassol</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Caracterização das plantas consoante a exigência em termos de horas de luz por dia para poderem florir. Fonte: Elaboração própria</td></tr></tbody></table><p>A designação é histórica e um pouco enganadora, porque <strong>na verdade as plantas de dia longo deviam chamar-se de noite curta</strong>. Ficou o nome antigo, mas o mecanismo é o da escuridão.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A planta não conta as horas de sol, conta as horas de escuridão seguida. É a única medida que não engana de ano para ano.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p> Isto explica situações que parecem contraditórias. Uma alface plantada em junho espiga com facilidade, porque as noites são curtas e ela lê isso como sinal de florir. <strong>A mesma alface em setembro, com as noites a crescer, mantém-se muito melhor em folha</strong>. É a razão pela qual as folhosas se dão melhor de outono a primavera. </p><h2>Setembro é o mês da viragem</h2><p>No equinócio, a 22 ou 23 de setembro, o dia e a noite ficam praticamente iguais em toda a parte. A partir daí, a noite passa a ser mais longa do que o dia, e é <strong>essa inversão que dispara uma série de comportamentos</strong>.</p><p>O morangueiro, que é planta de dia curto, começa a formar as gemas que darão a floração da primavera seguinte. <strong>É precisamente por isso que a plantação de outono faz sentido</strong>, e não por qualquer questão de temperatura.</p><p>O alho e a cebola fazem o contrário. <strong>Passam o inverno a crescer em folha e só engrossam o bulbo quando os dias voltam a alongar na primavera</strong>. Quem planta alho tarde de mais dá-lhe pouco tempo de folha antes desse sinal chegar, e o resultado são cabeças pequenas, por muito bom que seja o adubo.</p><h2>O que isto muda na prática</h2><p>Perceber isto muda três decisões concretas na horta.</p><p>A <strong>escolha da variedade deixa de ser detalhe</strong>. Em morangueiros, as chamadas de dia curto concentram a produção na primavera e as de dia neutro vão dando ao longo de muito mais tempo. São plantas diferentes com necessidades diferentes, e a etiqueta do viveiro diz sempre qual é.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fotoperiodo-como-as-plantas-sabem-que-o-verao-acabou-1789064126782.jpeg" data-image="vj443qxe8cca"><figcaption>Canteiros elevados com culturas diversas, uma organização que facilita a rotação de setembro em diante.</figcaption></figure><p><strong>A data de plantação passa a ter lógica em vez de ser tradição</strong>. Alho, cebola e morangueiro não se plantam no outono por hábito, plantam-se porque precisam de atravessar um período de dias curtos para produzirem bem.</p><p>E a<strong> iluminação artificial deixa de ser inofensiva</strong>. Uma planta de dia curto colocada perto de uma lâmpada acesa à noite, ou de um poste de rua, pode simplesmente não florir. É um problema real em varandas urbanas e explica muitos casos que parecem inexplicáveis.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764438" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/quando-a-terra-ilumina-a-lua-o-fenomeno-da-luz-cinzenta-e-como-observa-lo.html" title="Quando a Terra ilumina a Lua: o fenómeno da luz cinzenta e como observá-lo">Quando a Terra ilumina a Lua: o fenómeno da luz cinzenta e como observá-lo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/quando-a-terra-ilumina-a-lua-o-fenomeno-da-luz-cinzenta-e-como-observa-lo.html" title="Quando a Terra ilumina a Lua: o fenómeno da luz cinzenta e como observá-lo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cuando-la-tierra-ilumina-la-luna-el-fenomeno-de-la-luz-cenicienta-y-como-observarlo-1775553188481_320.jpeg" alt="Quando a Terra ilumina a Lua: o fenómeno da luz cinzenta e como observá-lo"></a></article></aside><p>Há uma coisa que o fotoperíodo tem e que a temperatura nunca terá: é absolutamente previsível. <strong>A duração do dia na sua localidade a 15 de outubro será exatamente a mesma este ano e no próximo</strong>. Se quiser acompanhar, as páginas de previsão do <a href="https://www.tempo.pt/" target="_blank" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">tempo.pt</a> indicam a hora do nascer e do pôr do sol e a duração do dia, e nesta altura do ano perdem-se cerca de dois a três minutos por dia. <strong>Ao fim de um mês são mais de uma hora de luz a menos, e as plantas notam isso muito antes de nós</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/fotoperiodo-como-as-plantas-sabem-que-o-verao-acabou.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[“Os topos das montanhas estão a ficar verdes”: o que a expansão da flora nas altitudes revela sobre o clima]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-topos-das-montanhas-estao-a-ficar-verdes-o-que-a-expansao-da-flora-nas-altitudes-revela-sobre-o-clima.html</link><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um estudo da Universidade de Viena confirma que as espécies que vivem a altitudes mais baixas podem agora sobreviver a altitudes mais elevadas — onde antes existiam apenas plantas nativas típicas do clima da região — devido ao aquecimento global.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-cimas-de-las-montanas-se-estan-volviendo-verdes-lo-que-la-expansion-de-la-flora-en-las-alturas-dice-del-clima-1789291931169.png" data-image="ba0xlbjkrxy6"><figcaption>O aquecimento global provoca a deslocação das espécies vegetais para altitudes mais elevadas.</figcaption></figure><p>Os cumes das montanhas estão a tornar-se mais verdes devido à quantidade de espécies vegetais que neles crescem. Um estudo recente da Universidade de Viena, publicado na revista <em>Science</em>, aponta que este aparente aumento da biodiversidade — observado ao longo de 20 anos nas montanhas europeias — esconde, no entanto, uma <strong>onda crescente de extinções de espécies locais</strong>.</p><h2>As plantas procuram as temperaturas mais baixas dos cumes</h2><p>O <strong>aumento das temperaturas faz com que as plantas das montanhas alterem as suas áreas de distribuição para se adaptarem</strong>. Como resultado, nas últimas décadas, as zonas de montanha a maiores altitudes têm recebido espécies vegetais que antes não se encontravam nestas cotas. À medida que aquece, as espécies de altitudes mais baixas expandem-se para as encostas de montanhas mais altas em busca de temperaturas mais amenas. </p><p>Aparentemente, isto representa um <strong>aumento da riqueza vegetal</strong>, mas não é algo positivo, uma vez que pode mascarar o declínio de espécies vegetais nativas de grandes altitudes — as quais, segundo estudos anteriores, são as mais vulneráveis ao aquecimento. </p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">European mountain summits may be gaining plant species as the climate warms, but that apparent boost in biodiversity is masking a growing wave of local extinctions, according to a 2-decade survey of European mountain summit plant communities.<br><br>Learn more in Science: <a href="https://t.co/LqGVrDjaAA">pic.twitter.com/LqGVrDjaAA</a></p>— Science Magazine (@ScienceMagazine) <a href="https://x.com/ScienceMagazine/status/2098092416217518418?ref_src=twsrc%5Etfw">September 10, 2026</a></blockquote></figure><p>Os autores salientam que as <strong>espécies vegetais expostas a um aquecimento mais intenso sofreram maiores perdas</strong>, e isso pode provocar uma diminuição da sua proliferação. A redução da cobertura vegetal em áreas expostas a temperaturas mais elevadas poderá ser um sinal de alerta precoce de futuras extinções alpinas. </p><h2>O desaparecimento de espécies locais é mais frequente nas zonas de montanha</h2><p>O estudo de investigação utilizou a rede GLORIA (Global Research and Observation Initiative in Alpine Environments) e analisou as <strong>comunidades vegetais de 62 cumes distribuídas por 16 regiões da Europa</strong> entre 2001 e 2022.</p><p>Os especialistas procuraram espécies que tivessem desaparecido entre um estudo e outro e <strong>examinaram se estas perdas locais de espécies estavam associadas ao aquecimento</strong>, a quedas anteriores na abundância destas plantas ou ao facto de uma espécie já se encontrar próxima do limite superior da sua faixa de altitude habitual para o seu habitat. Verificaram que <strong>as extinções locais de espécies aumentavam com o tempo e eram mais frequentes nas regiões montanhosas onde o aquecimento era mais intenso</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788080" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/primeiro-estudo-do-lancet-countdown-sobre-mudanca-climatica-alerta-as-cidades-estao-sufocando-e-adoecendo.html" title="Primeiro estudo do Lancet Countdown sobre alterações climáticas alerta: as cidades estão a sufocar e a adoecer">Primeiro estudo do Lancet Countdown sobre alterações climáticas alerta: as cidades estão a sufocar e a adoecer</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/primeiro-estudo-do-lancet-countdown-sobre-mudanca-climatica-alerta-as-cidades-estao-sufocando-e-adoecendo.html" title="Primeiro estudo do Lancet Countdown sobre alterações climáticas alerta: as cidades estão a sufocar e a adoecer"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-primer-estudio-de-lancet-countdown-sobre-salud-y-cambio-climatico-alerta-esta-asfixiando-y-enfermando-a-las-ciudades-1789018708592_320.jpeg" alt="Primeiro estudo do Lancet Countdown sobre alterações climáticas alerta: as cidades estão a sufocar e a adoecer"></a></article></aside><p>Os dados confirmam que as espécies tiveram <strong>maior probabilidade de desaparecer dos cumes que sofreram um aquecimento mais intenso nos últimos anos</strong>. As espécies mostravam-se mais vulneráveis perto dos limites inferiores das faixas de altitude que habitualmente ocupavam, devido às temperaturas mais elevadas, bem como em comunidades que passaram por uma maior termofilização — isto é, onde crescia um número maior de espécies adaptadas ao calor.</p><h2>As espécies alpinas perdem terreno</h2><p>Os autores do estudo declaram que, embora as deslocações para altitudes mais elevadas aumentem a riqueza de espécies locais nos cumes das montanhas, <strong>estes aumentos ocorrem à custa da perda de espécies que habitam altitudes mais elevadas</strong>. </p><p>Além disso, detetaram que as diminuições na abundância de espécies ocorreram pouco antes de muitas extinções locais, sugerindo que <strong>a redução da cobertura vegetal poderia constituir um claro sinal de alerta precoce de perdas vegetais iminentes</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-cimas-de-las-montanas-se-estan-volviendo-verdes-lo-que-la-expansion-de-la-flora-en-las-alturas-dice-del-clima-1789292133136.png" data-image="on8zuk2hdpl8"><figcaption>Vegetação que antes se encontrava em altitudes médias pode agora ser encontrada nos cumes, devido à subida das temperaturas.</figcaption></figure><p>As alterações observadas estão diretamente associadas ao degelo dos glaciares e indicam que <strong>já não restam sistemas naturais que não sejam modificados pelo aquecimento global</strong>. De qualquer modo, a definição de extinção local refere-se ao desaparecimento de espécies em parcelas de amostragem. E as parcelas de amostragem representam uma área reduzida da extensão total dos habitats alpinos. </p><p>No entanto, os resultados do estudo mostram <strong>tendências de declínio das espécies alpinas mais sensíveis às alterações climáticas</strong>, revelando uma nova evidência das alterações na biodiversidade associadas à crise climática.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Johannes%20Wessely%20et%20al." data-year="2026" data-title="Rising%20plant%20extinction%20rates%20on%20European%20mountain%20summits.%20Science393%2C1021-1026" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fscience.aed2974">Johannes Wessely et al.. (2026). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/science.aed2974" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Rising plant extinction rates on European mountain summits. Science393,1021-1026</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-topos-das-montanhas-estao-a-ficar-verdes-o-que-a-expansao-da-flora-nas-altitudes-revela-sobre-o-clima.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ciclone, furacão ou tufão: afinal, qual é a diferença?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ciclone-furacao-ou-tufao-afinal-qual-e-a-diferenca.html</link><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 08:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Furacão, tufão ou ciclone são três nomes que parecem designar fenómenos diferentes, mas que na realidade correspondem à mesma grande família de tempestades. Como nasce então um destes gigantes atmosféricos e o que o faz ganhar tanta força?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-furacao-ou-tufao-afinal-qual-e-a-diferenca-1789233366376.jpg" data-image="fnoovxy67w0o"><figcaption>Furacões, ciclones ou tufões são todos o mesmo fenómeno natural impressionante e acarretam um potencial destrutivo imenso. O nome que lhes é atribuído varia em função da área geográfica em que nascem.</figcaption></figure><p>Em primeiro lugar convém desde logo referir que <strong>ciclone, furacão ou tufão são todos o mesmo fenómeno meteorológico, associados a um estado do tempo severo</strong>. A grande diferença entre eles está, precisamente, na designação: varia sobretudo <strong>consoante a região do planeta onde o fenómeno ocorre</strong>.</p><h2>Quando o oceano aquece, a atmosfera entra em ação</h2><p>Os ciclones tropicais formam-se, em geral, sobre águas oceânicas muito quentes, com temperaturas superiores a cerca de 26,5-27 ºC. <strong>O calor e a humidade fornecidos pelo oceano alimentam fortes movimentos ascendentes do ar</strong>, associados a grandes nuvens de desenvolvimento vertical, como os cumulonimbus.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclone-furacao-ou-tufao-afinal-qual-e-a-diferenca-1789233265113.jpg" data-image="ki1nhi8ns7c1"><figcaption>A escala Saffir-Simpson classifica os furacões em cinco categorias de acordo com a intensidade dos seus ventos sustentados.</figcaption></figure><p>Para que o processo avance, é preciso uma perturbação atmosférica pré-existente, com alguma <strong>organização, convergência nos níveis baixos e rotação</strong>. À medida que<strong> o ar quente e húmido sobe, condensa e liberta calor, contribuindo para aprofundar uma área de baixa pressão</strong>. Se as condições forem favoráveis, o sistema organiza-se e intensifica-se.</p><p>Mas existe um "inimigo" poderoso: <strong>o cisalhamento vertical do vento</strong>. Quando a direção ou velocidade do vento varia significativamente com a altitude, pode desorganizar a estrutura do ciclone, <strong>dificultando a sua formação ou enfraquecendo um sistema já desenvolvido</strong>.</p><h2>Um só fenómeno, vários nomes pelo mundo</h2><p>A rotação da Terra dá origem ao efeito de Coriolis, essencial para conferir rotação aos ciclones tropicais. Por isso, estes sistemas não se formam muito habitualmente muito perto do Equador, onde o efeito é demasiado fraco. A direção da circulação também varia entre hemisférios: no hemisfério norte os ciclones tropicais rodam no sentido anti-horário, enquanto que no hemisfério sul rodam no sentido horário.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787728" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-nhc-confirma-que-o-inicio-da-temporada-dos-furacoes-no-atlantico-foi-o-mais-calmo-em-pelo-menos-60-anos.html" title="O NHC confirma que o início da temporada dos furacões no Atlântico foi o mais calmo em pelo menos 60 anos">O NHC confirma que o início da temporada dos furacões no Atlântico foi o mais calmo em pelo menos 60 anos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-nhc-confirma-que-o-inicio-da-temporada-dos-furacoes-no-atlantico-foi-o-mais-calmo-em-pelo-menos-60-anos.html" title="O NHC confirma que o início da temporada dos furacões no Atlântico foi o mais calmo em pelo menos 60 anos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/atlantic-s-hurricane-free-streak-could-be-history-making-here-s-what-s-going-on-with-the-quietest-start-in-60-years-1788628257775_320.jpg" alt="O NHC confirma que o início da temporada dos furacões no Atlântico foi o mais calmo em pelo menos 60 anos"></a></article></aside><p>E é precisamente a região onde ocorrem que determina o nome.<strong> No Atlântico Norte e leste do Pacífico são chamados furacões</strong>; no<strong> oeste do Pacífico, tufões</strong>; e, por fim, no<strong> Índico e no sul do Pacífico, ciclones tropicais</strong>. Quando atingem terra, fenómeno conhecido como <em>landfall</em>, tendem a perder força, sobretudo porque deixam de receber o fornecimento de energia de águas quentes e sofrem maior atrito sobre a superfície continental.</p><h2>No "olho do furacão": silêncio no coração do caos</h2><p>No centro de um forte ciclone tropical situa-se o <strong>famoso olho</strong>, uma região que pode apresentar condições surpreendentemente tranquilas e, por vezes, céu relativamente limpo. Em seu redor está a <strong>parede do olho</strong>, onde se concentram alguns dos ventos e das chuvas mais violentos do sistema.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/RGftISJruFY/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=RGftISJruFY" id="RGftISJruFY"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p><strong>Esta calmaria é, contudo, enganadora</strong>. Quando o olho percorre uma determinada região, a tempestade ainda não cessou. Pouco depois, a parede do olho regressa, com os ventos a soprar da direção oposta.</p><h3>Curiosidades: algumas das alegadas origens das palavras “Furacão” e “Tufão”</h3><p>E de onde são procedentes os nomes? A origem de <strong>furacão </strong>está associada às palavras indígenas das Caraíbas e ao nome maia <em><strong>Hurakan</strong></em>, enquanto <strong>tufão</strong> vem de uma etimologia mais disputada, relacionada com termos asiáticos como <em><strong>ṭūfān</strong></em> e <em><strong>tai fung</strong></em>, havendo também uma possível ligação ao grego<em> <strong>typhon</strong>.</em></p><p>O que é certo é que, na eventualidade de algum dia estarmos ao vivo perante<em> o </em>mesmo extraordinário mecanismo da natureza, seja ele furacão, ciclone ou tufão, assistiremos ao desenrolar de um <strong>gigantesco sistema atmosférico alimentado pelo calor do oceano e capaz de transformar energia em vento, chuva e destruição </strong>à escala de centenas de quilómetros.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ciclone-furacao-ou-tufao-afinal-qual-e-a-diferenca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Rota da Lavanda atrai milhares de visitantes e fortalece o turismo no Paraná; saiba o que visitar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/rota-da-lavanda-atrai-milhares-de-visitantes-e-fortalece-o-turismo-no-parana-veja-o-que-visitar.html</link><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 07:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A Rota da Lavanda no Paraná conta atualmente com 13 propriedades e foi criada em 2022 para estimular o cultivo da espécie e o turismo rural no estado. Já são milhares de visitantes e milhões injetados na economia regional. Veja os principais locais a conhecer.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/rota-da-lavanda-atrai-milhares-de-visitantes-e-fortalece-o-turismo-no-parana-veja-o-que-visitar-1788895287241.jpg" data-image="of22ikcwvx3y"><figcaption>O Lavandário Het Dorp Vilarejo Holandês, em Carambeí, nos Campos Gerais do Paraná. Crédito: Lucas Los/Het Dorp Vilarejo Holandês.</figcaption></figure><p>A<strong> Rota da Lavanda</strong> é um roteiro turístico no <strong>Paraná </strong>criado em 2022 pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) para <strong>estimular o cultivo da espécie e o turismo rural </strong>neste estado.</p><p>Esta rota tornou-se numa atração turística, atraindo<strong> milhares de visitantes</strong> e já<strong> injetou milhões de euros na economia </strong>da região. <strong>Atualmente são 13 propriedades participantes da rota</strong>, e desde a sua criação, já receberam mais de 200 mil visitantes e movimentaram mais de 2 milhões de euros em renda bruta nos três primeiros anos do projeto, segundo o IDR-Paraná. </p><div class="texto-destacado">Além das 13 propriedades envolvidas na rota hoje, há outras 20 à espera para fazer parte dela.</div><p>Quer saber mais detalhes sobre esta rota incrível e interessante para visitar? Então acompanhe as demais informações abaixo. </p><h2>A Rota da Lavanda (PR)</h2><p>A Rota<strong> abrange seis cidades</strong> paranaenses que são: Araucária, Carambeí, Londrina, Palmeira, Toledo e Umuarama.</p><p>As propriedades rurais com plantações de lavanda oferecem<strong> várias atrações aos visitantes</strong>, como a venda de óleos essenciais, cosméticos, artesanato, cafés coloniais e venda de outros produtos artesanais feitos à base da flor. E há mais: algumas oferecem experiências únicas como piqueniques no meio da plantação e ensaios fotográficos. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783713" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-sua-lavanda-seca-num-vaso-este-cuidado-evitara-que-morra-por-causa-do-sol-ou-do-excesso-de-agua.html" title="A sua lavanda seca num vaso: este cuidado evitará que morra por causa do sol ou do excesso de água">A sua lavanda seca num vaso: este cuidado evitará que morra por causa do sol ou do excesso de água</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-sua-lavanda-seca-num-vaso-este-cuidado-evitara-que-morra-por-causa-do-sol-ou-do-excesso-de-agua.html" title="A sua lavanda seca num vaso: este cuidado evitará que morra por causa do sol ou do excesso de água"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tu-lavanda-se-seca-en-maceta-estos-cuidados-evitaran-que-muera-por-el-sol-o-el-exceso-de-agua-1786581166521_320.png" alt="A sua lavanda seca num vaso: este cuidado evitará que morra por causa do sol ou do excesso de água"></a></article></aside><p>Importante: para visitar as propriedades é cobrada entrada. A <strong>melhor época para visitar é de agosto a outubro</strong>, quando ocorre o período de floração principal das lavandas.</p><p>Abaixo, conheça mais um pouco sobre alguns dos principais pontos desta rota para visitar:</p><h3>Het Dorp Vilarejo Holandês </h3><p>Foi uma das primeiras propriedades a integrar a rota. Localizado em <strong>Carambeí</strong>, <strong>na região dos Campos Gerais </strong>do Paraná, o espaço proporciona uma experiência sensorial única.</p><div class="texto-destacado">O lavandário Het Dorp Vilarejo Holandês mantém o maior campo de lavanda do estado do Paraná, com 1,5 hectares. </div><p>Além das plantações de lavanda, o local abriga um <strong>Museu da Lavanda</strong>, <strong>café estilo holandês</strong> e <strong>queijaria</strong>. O visitante pode provar queijo com lavanda e soda italiana com lavanda, por exemplo.</p><p>Por lá pode fazer um <strong>piquenique</strong>, há <strong>redário</strong> para descanso, galinheiro, <em>playground</em>, visita à ordenha robotizada e loja de produtos artesanais.</p><h3>Santa Lavanda</h3><p>O Santa Lavanda fica em <strong>Londrina </strong>e oferece programações educativas e pedagógicas, como <strong>visita ao cultivo</strong>, explicações sobre as espécies e atividades relacionadas ao maneio da lavanda. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/rota-da-lavanda-atrai-milhares-de-visitantes-e-fortalece-o-turismo-no-parana-veja-o-que-visitar-1788896406223.jpg" data-image="vl7njzr5dg4s"><figcaption>Campo de lavandas no Santa Lavanda, em Londrina (PR). Crédito: Reprodução/Redes Sociais.</figcaption></figure><p>Experiências únicas como <strong>música ao vivo e petiscos ao pôr do sol</strong> também fazem parte da programação.</p><p>Também é possível fazer <strong>ensaios fotográficos </strong>e um passeio por um jardim de sensações com plantas aromáticas e especiarias. O local vende ainda <strong>mudas de flores, óleo essencial</strong>, <strong>água floral </strong>e produtos artesanais.</p><h3>Recanto das Lavandas</h3><p>Esta propriedade fica em <strong>Araucária</strong>, na região metropolitana de Curitiba, e oferece <strong>visita guiada</strong>, piquenique no lavandário e <strong>ensaios fotográficos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/rota-da-lavanda-atrai-milhares-de-visitantes-e-fortalece-o-turismo-no-parana-veja-o-que-visitar-1788895847435.jpg" data-image="tl3tmd3gg2vq"><figcaption>O Recanto das Lavandas em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba (PR). Crédito: Reprodução/Redes Sociais.</figcaption></figure><p>Há ainda <strong>restaurante </strong>rural, <strong>café </strong>e <strong>cervejaria</strong>, onde o visitante pode experimentar a cerveja e sorvete de lavanda.</p><h3>Alfazema</h3><p>O Alfazema fica em <strong>Toledo </strong>e permite conhecer o cultivo e informações sobre a extração do óleo essencial, além de comercializar produtos feitos no local. A loja conta com artesanato, flores frescas e desidratadas, óleos essenciais, mel, entre outros.</p><h3>Lavandário Vale dos Sonhos</h3><p>Este fica na <strong>Colónia Witmarsum, município de Palmeira</strong>, e oferece uma <strong>vivência sensorial com degustação</strong>, loja, bistrô especializado em produtos de lavanda e cosméticos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/rota-da-lavanda-atrai-milhares-de-visitantes-e-fortalece-o-turismo-no-parana-veja-o-que-visitar-1788896575162.jpg" data-image="5x2qx0gkp2r0"><figcaption>O Lavandário Vale dos Sonhos, em Palmeira (PR). Crédito: Mario Santana.</figcaption></figure><p>O local tem <strong>lagos</strong>, <strong>celeiro</strong>, oferece visitas guiadas,<strong> ensaios fotográficos</strong> e tem produtos como gelado, geleia e chocolate feitos com lavanda. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Toledo%2C%20R" data-year="2026" data-title="Rota%20das%20Lavandas%20movimenta%20R%24%2013%20milh%C3%B5es%20com%20turismo%20no%20Paran%C3%A1%3B%20Veja%20onde%20visitar" data-url="https%3A%2F%2Fwww.tribunapr.com.br%2Fnoticias%2Fparana%2Frota-das-lavandas-movimenta-r-13-milhoes-com-turismo-no-parana-veja-onde-visitar%2F">Toledo, R. (2026). <a href="https://www.tribunapr.com.br/noticias/parana/rota-das-lavandas-movimenta-r-13-milhoes-com-turismo-no-parana-veja-onde-visitar/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Rota das Lavandas movimenta R$ 13 milhões com turismo no Paraná; Veja onde visitar</a>.</cite><br><cite data-author="Mainardes%2C%20C" data-year="2026" data-title="Rota%20das%20Lavandas%20vira%20atra%C3%A7%C3%A3o%20tur%C3%ADstica%20no%20Paran%C3%A1%20e%20tem%20fila%20de%20produtores%20interessados" data-url="https%3A%2F%2Foglobo.globo.com%2Feconomia%2Fnoticia%2F2026%2F07%2F28%2Frota-das-lavandas-vira-atracao-turistica-no-parana-e-tem-fila-de-produtores-interessados.ghtml">Mainardes, C. (2026). <a href="https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/07/28/rota-das-lavandas-vira-atracao-turistica-no-parana-e-tem-fila-de-produtores-interessados.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Rota das Lavandas vira atração turística no Paraná e tem fila de produtores interessados</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/rota-da-lavanda-atrai-milhares-de-visitantes-e-fortalece-o-turismo-no-parana-veja-o-que-visitar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo na segunda quinzena de setembro em Portugal: eis o que esperar da chuva e das temperaturas até ao final do mês]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-na-segunda-quinzena-de-setembro-em-portugal-eis-o-que-esperar-da-chuva-e-das-temperaturas-ate-ao-final-do-mes.html</link><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 06:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Tanto as temperaturas como a chuva apresentarão valores com desvio da normal climatológica de referência nas últimas duas semanas do mês de setembro. Confira a previsão!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-na-segunda-quinzena-de-setembro-eis-o-que-esperar-da-chuva-e-das-temperaturas-ate-ao-final-do-mes-1789332476337.jpg" data-image="buuxbfm5d70f" alt="imagem ilustrativa" title="imagem ilustrativa"><figcaption>As últimas semanas de setembro poderão ainda ser propícias a "banhos", tendo em conta a previsão de temperaturas acima da média.</figcaption></figure><p>Setembro está a ser um mês quente,<strong> com temperaturas acima da média em boa parte do país</strong>, sendo que os últimos dias e as próximas horas ainda contarão com valores próximos dos 40 ºC em alguns locais, especialmente ao longo da faixa interior e no Sul do país.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Do ponto de vista atmosférico, também a estabilidade se encontra a dominar o cenário, devido à presença do <strong>anticiclone que se mantém como um "escudo" para a nossa geografia, impedindo a ocorrência de precipitação</strong>. Será que esta tendência se vai manter nas próximas semanas? Descubra aqui!</p><h2>Anomalias de temperatura continuarão a dominar o país</h2><p>Em relação às temperaturas, os nossos mapas indicam que os <strong>valores deverão manter-se elevados para a época do ano em questão</strong>. No entanto, poderão haver algumas exceções.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-na-segunda-quinzena-de-setembro-eis-o-que-esperar-da-chuva-e-das-temperaturas-ate-ao-final-do-mes-1789332707361.jpg" data-image="ln03ef521i8h" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>As temperaturas deverão apresentar valores acima da normal climatológica de referência em praticamente todo o território nas últimas semanas do mês de setembro.</figcaption></figure><p>Para a semana que se inicia agora, de 14 a 21 de setembro, esperam-se <strong>temperaturas entre 3 ºC a 6 ºC acima da média ao longo de toda a faixa interior</strong>, com exceção da parte norte do distrito de Bragança e a maior parte da faixa litoral, cuja anomalia poderá ser entre 1 ºC a 3 ºC acima do expectável. Nos arquipélagos, a anomalia deverá ser, também, até 3 ºC. Em alguns pontos da costa entre Aveiro e Leiria, as anomalias deverão ser nulas, indicando valores dentro da normal climatológica.</p><h3>Na última semana do mês as anomalias poderão tornar-se mais expressivas</h3><p>Na semana entre 21 e 28 de setembro, semana em que ocorrerá o equinócio de outono no Hemisfério Norte, <strong>as anomalias térmicas positivas de até 6 ºC poderão ganhar terreno</strong>, como podemos observar no mapa acima, onde mesmo cidades mais próximas ao mar poderão registar estes valores anómalos. A linha litoral (rosa mais claro) contará com anomalia até 3 ºC, assim como os arquipélagos, enquanto apenas uma parte do distrito de Lisboa poderá contar com anomalia nula, ou seja, valores dentro da média. Frisamos que <strong>a existência de anomalia térmica não significa que estará muito calor</strong>. Apenas que os valores se irão manter (caso esta previsão se concretize) acima do esperado para a época.</p><h2>E a chuva? Estará de regresso ou não?</h2><p>A semana de 14 a 21 de setembro, tal como podemos verificar no mapa abaixo, poderá registar uma<strong> anomalia de precipitação negativa em praticamente todo o território português, à exceção do Grupo Central dos Açores</strong>, cujos valores se esperam dentro da média.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-na-segunda-quinzena-de-setembro-eis-o-que-esperar-da-chuva-e-das-temperaturas-ate-ao-final-do-mes-1789332881704.jpg" data-image="ehyqmbi1nq87" alt="anomalia de precipitação" title="anomalia de precipitação"><figcaption>Em relação à precipitação, espera-se uma anomalia negativa, ou seja, valores abaixo da média, também nas próximas duas semanas.</figcaption></figure><p><strong>Destaque para as regiões Norte e Centro, onde esta anomalia poderá ser entre 10 % a 30 % abaixo do expectável</strong>. No restante território, incluindo o arquipélago da Madeira e os Grupos Ocidental e Oriental dos Açores, esta anomalia continuará a ser negativa, mas não tão pronunciada, sendo esperados valores até menos 10 % de precipitação. Ainda assim, podemos afirmar que esta semana poderá ser mais seca que o normal em todo o país.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788466" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-aumenta-o-numero-de-avisos-de-calor-agora-sao-15-os-distritos-sob-aviso-amarelo-ate-amanha-dia.html" title="IPMA aumenta o número de avisos de calor: agora são 15 os distritos sob aviso amarelo até amanhã, dia 14">IPMA aumenta o número de avisos de calor: agora são 15 os distritos sob aviso amarelo até amanhã, dia 14</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-aumenta-o-numero-de-avisos-de-calor-agora-sao-15-os-distritos-sob-aviso-amarelo-ate-amanha-dia.html" title="IPMA aumenta o número de avisos de calor: agora são 15 os distritos sob aviso amarelo até amanhã, dia 14"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-aumenta-o-numero-de-avisos-de-calor-agora-sao-15-os-distritos-sob-aviso-amarelo-ate-amanha-dia-1789298464454_320.png" alt="IPMA aumenta o número de avisos de calor: agora são 15 os distritos sob aviso amarelo até amanhã, dia 14"></a></article></aside><p>Contudo, na semana entre 21 e 28 de setembro, o cenário muda um pouco. Começando pelos Açores, onde estas anomalias poderão ser mais irregulares, mas ainda assim, o<strong> ECMWF aponta para valores dentro ou um pouco acima da média</strong> (até 10 %) para este arquipélago. Na Madeira também se esperam valores normais ou um pouco abaixo da média (até 10 %). Já no continente, à exceção de uma pequena parte do noroeste, onde a anomalia negativa de precipitação continuará elevada (até 30 %), o restante território deverá manter-se com valores até 10 % abaixo da média, indicando menos chuva que o normal. </p><p>Mais uma vez, salientamos que a previsão de anomalias negativas ou positivas de precipitação não significa, por si só, que não vá chover ou que a ocorrência de chuva esteja garantida, mas apenas que os <strong>acumulados previstos se encontram abaixo ou acima dos valores climatológicos de referência</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-na-segunda-quinzena-de-setembro-em-portugal-eis-o-que-esperar-da-chuva-e-das-temperaturas-ate-ao-final-do-mes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sabe qual é a estrada mais bonita de Portugal?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/sabe-qual-e-a-estrada-mais-bonita-de-portugal.html</link><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 05:06:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Entre curvas e paisagens, algumas rotas nacionais destacam-se pela forma como revelam o território, cruzando história, natureza e experiência de viagem em percursos memoráveis.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sabe-qual-e-a-estrada-mais-bonita-de-portugal-1788203903213.jpg" data-image="funp2ehi302u" alt="Túnel das Árvores Fechadas de Marvão" title="Túnel das Árvores Fechadas de Marvão"><figcaption>Tente adivinhar onde fica esta paisagem rodoviária, considerada uma das mais belas do país. Foto: Município de Marvão</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A pergunta, lançada no título deste artigo, tem, naturalmente, uma forte carga de subjetividade. Não faltam, em Portugal, estradas que poderiam reclamar esse estatuto, dependendo do olhar de quem as percorre e do momento em que o faz.</p><p>Acompanhando o rio Douro, entre vinhas em socalcos e curvas que enquadram a paisagem, a <strong>Estrada Nacional 222</strong>, entre o Peso da Régua e o Pinhão, é frequentemente apontada como referência. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Já a Estrada Nacional 2, que atravessa o país de Chaves a Faro, distingue-se pela diversidade de cenários, alternando entre montanhas, planaltos e campos abertos. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Também a <strong>Estrada Nacional 108</strong>, entre Porto e Entre-os-Rios, ao longo do Douro, oferece vistas contínuas sobre o rio, com encostas íngremes e pequenas povoações a pontuar o percurso.</p><h2>Um corredor de árvores que acompanha os viajantes </h2><p>Ainda assim, há um troço, muito peculiar, que reúne um consenso crescente entre quem percorre o país. O <strong>Túnel das Árvores Fechadas de Marvão</strong> sobressai-se como um dos cenários mais singulares da rede viária nacional. As árvores alinham-se ao longo da estrada com uma precisão coreografada, criando um corredor denso que acompanha o movimento dos carros. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sabe-qual-e-a-estrada-mais-bonita-de-portugal-1788204108457.jpg" data-image="cetq7ho56g59" alt="Túnel das Árvores Fechadas de Marvão" title="Túnel das Árvores Fechadas de Marvão"><figcaption>No verão, a sombra contínua dos freixos cria um abrigo natural que protege viajantes do calor intenso do Alentejo. Foto: Município de Marvão</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Enfileiradas como soldados trajados a rigor, até parece que fazem a guarda de honra a todos os condutores vigiados do alto pelo <strong>Castelo de Marvão</strong>, visível à distância. </p><p>A sua imagem circula amplamente em redes sociais, blogues de viagem e vídeos online, onde diferentes ângulos mostram <strong>variações subtis</strong> do mesmo lugar. A <strong>luz</strong> muda ao longo do dia, a neblina surge numa manhã invernosa e as <strong>cores</strong> transformam-se com as estações, criando leituras distintas de um mesmo lugar.</p><h2>De Castelo de Vide a Marvão entre a serra e castelo</h2><p>Para quem quer descobrir o túnel, convém, desde logo, situá-lo na <strong>Estrada Nacional 246-1</strong>, na ligação entre <strong>Castelo de Vide e Marvão</strong>, no troço entre a Portagem e São Salvador de Aramenha. A proximidade à serra e o património histórico da zona envolvente ajudam a tornar o percurso ainda mais memorável.</p><p>A Câmara Municipal de Marvão tem assumido um papel ativo na <strong>preservação</strong> desta estrada. As árvores são alvo de avaliações regulares em que se analisa o seu estado e se antecipam possíveis pragas ou sinais de degradação. Também a Infraestruturas de Portugal <span style="margin: 0px; padding: 0px;">faz<strong> inspeções</strong></span><strong> frequentes</strong>, garantindo que a segurança rodoviária seja compatível com a preservação do conjunto arbóreo. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="692207" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-estrada-dos-dinossauros-oferece-uma-nova-visao-sobre-a-vida-ha-166-milhoes-de-anos.html" title="A 'Estrada dos Dinossauros' oferece uma nova visão sobre a vida há 166 milhões de anos">A 'Estrada dos Dinossauros' oferece uma nova visão sobre a vida há 166 milhões de anos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-estrada-dos-dinossauros-oferece-uma-nova-visao-sobre-a-vida-ha-166-milhoes-de-anos.html" title="A 'Estrada dos Dinossauros' oferece uma nova visão sobre a vida há 166 milhões de anos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/dinosaur-highway-offers-up-new-insight-into-life-166-million-years-ago-1736264430589_320.jpeg" alt="A 'Estrada dos Dinossauros' oferece uma nova visão sobre a vida há 166 milhões de anos"></a></article></aside><p>Ao todo, são mais de<strong> 230 freixos-de-folha-estreita </strong>que formam o túnel. Classificadas como árvores de interesse público desde 1997, muitas já atingiram a idade centenária, desenvolvendo-se ao longo de várias centenas de metros num corredor contínuo que envolve a estrada. </p><p>A <strong>faixa branca na base dos troncos</strong>, pintada para orientar os condutores à noite, reforça a sensação de profundidade. A estrada estreita intensifica essa impressão, aproximando quem conduz das copas que se fecham sob o céu encoberto de vegetação.</p><h2>Freixos centenários reescrevem a paisagem ao longo do ano</h2><p>Qualquer época do ano é boa para passar por aqui. Cada estação oferece uma leitura própria deste espaço. No <strong>outono</strong>, as folhas ganham tons dourados e se acumulam no chão, desenhando uma camada visual que acompanha a estrada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sabe-qual-e-a-estrada-mais-bonita-de-portugal-1788204343928.jpg" data-image="sggfx1nd50rl" alt="Marvão" title="Marvão"><figcaption>A população de Marvão orgulha-se do seu túnel das árvores, encarando-o como um tesouro do seu património natural. Foto: Município de Marvão</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Na <strong>primavera</strong>, a vegetação surge densa e luminosa, com um verde intenso que filtra a luz. Durante o <strong>inverno</strong>, os ramos ficam expostos, revelando a estrutura retorcida dos ramos. No <strong>verão</strong>, a sombra contínua torna-se especialmente valorizada, criando um abrigo natural que protege os viajantes das temperaturas elevadas do Alentejo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766572" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/radici-e-a-nova-plataforma-que-ajuda-a-escolher-arvores-certas-para-cada-territorio-do-pais.html" title="Radici é a nova plataforma que ajuda a escolher árvores certas para cada freguesia do país">Radici é a nova plataforma que ajuda a escolher árvores certas para cada freguesia do país</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/radici-e-a-nova-plataforma-que-ajuda-a-escolher-arvores-certas-para-cada-territorio-do-pais.html" title="Radici é a nova plataforma que ajuda a escolher árvores certas para cada freguesia do país"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/radici-e-a-nova-plataforma-que-ajuda-a-escolher-arvores-certas-para-cada-territorio-do-pais-1777553660341_320.jpg" alt="Radici é a nova plataforma que ajuda a escolher árvores certas para cada freguesia do país"></a></article></aside><p>Na berma existem <strong>pequenos espaços</strong> onde é possível parar e <strong>observar </strong>o cenário, embora seja importante ter em conta o tráfego regular. A atenção redobrada é essencial ao sair do veículo ou ao aproximar-se da faixa de rodagem. </p><p>A presença constante em imagens, sejam elas antigas ou partilhadas em plataformas digitais, confirma a transformação deste trecho num símbolo reconhecido. Um lugar onde a estrada deixa de ser apenas um circuito de passagem e passa a integrar a própria experiência da viagem.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Munic%C3%ADpio%20de%20Marv%C3%A3o" data-year="" data-title="T%C3%BAnel%20das%20%C3%81rvores%20Fechadas%20de%20Marv%C3%A3o%20-%20um%20mais%20ic%C3%B3nicos%20conjuntos%20de%20%C3%A1rvores%20em%20Portugal" data-url="https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fcmmarvao%2Fphotos%2F-t%25C3%25BAnel-das-%25C3%25A1rvores-fechadas-de-marv%25C3%25A3o-um-mais-ic%25C3%25B3nicos-conjuntos-de-%25C3%25A1rvores-em-p%2F1560705404260848%2F">Município de Marvão. <a href="https://www.facebook.com/cmmarvao/photos/-t%C3%BAnel-das-%C3%A1rvores-fechadas-de-marv%C3%A3o-um-mais-ic%C3%B3nicos-conjuntos-de-%C3%A1rvores-em-p/1560705404260848/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Túnel das Árvores Fechadas de Marvão - um mais icónicos conjuntos de árvores em Portugal</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/sabe-qual-e-a-estrada-mais-bonita-de-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um pedaço de gengibre pode transformar-se numa planta: um vaso, terra e água são tudo o que precisa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/um-pedaco-de-gengibre-pode-transformar-se-numa-planta-um-vaso-terra-e-agua-sao-tudo-o-que-precisa.html</link><pubDate>Sun, 13 Sep 2026 13:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>O gengibre acrescenta muito mais do que apenas sabor à cozinha: um pequeno pedaço pode criar raízes e transformar-se numa nova planta com alguns cuidados domésticos simples.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-trozo-de-jengibre-puede-convertirse-en-una-planta-maceta-sustrato-y-riego-en-equilibrio-es-todo-lo-que-necesitas-1789062518156.jpeg" data-image="zhd9q3aqg75x" alt="gengibre" title="gengibre"><figcaption>Além de dar sabor aos seus pratos, o gengibre pode ser cultivado em casa.</figcaption></figure><p>Cultivar gengibre em casa é muito mais simples do que pode parecer à primeira vista. Esta planta tropical — cujo rizoma é comummente utilizado como especiaria culinária — <strong>pode ser cultivada a partir de um pequeno pedaço de gengibre fresco</strong>.</p><p>Para se desenvolver adequadamente, basta um <strong>vaso adequado, um substrato aerado e regas equilibradas</strong>. Seguindo estes passos simples, pode acompanhar o seu crescimento em ambientes interiores e, com um pouco de paciência, obter novos rizomas.</p><h2>Escolha gengibre fresco com rebentos</h2><p>O primeiro passo é <strong>escolher um pedaço de gengibre fresco e firme, sem sinais de apodrecimento</strong>. O ideal é que apresente pequenos rebentos ou gemas visíveis — semelhantes a pontos ou saliências à superfície —, pois são precisamente estes pontos que podem dar origem a novos caules.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Scopri di più sulla coltivazione dello <a href="https://x.com/hashtag/jengibre?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#jengibre</a> nella seguente <a href="https://x.com/hashtag/Infograf%C3%ADa?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Infograf%C3%ADa</a> <a href="https://t.co/Dr6FpynV5s">pic.twitter.com/Dr6FpynV5s</a></p>— PromueveHidroponía (@PromueveHidro) <a href="https://x.com/PromueveHidro/status/781901664634757120?ref_src=twsrc%5Etfw">30 settembre 2016</a></blockquote></figure><p>Se o rizoma for grande, pode ser dividido em vários pedaços, garantindo que cada fragmento mantém pelo menos uma gema. Antes da plantação, recomenda-se <strong>deixar os pedaços expostos ao ar durante algumas horas</strong> para que as superfícies de corte sequem ligeiramente, reduzindo assim o risco de apodrecimento.</p><h2>Um vaso largo é melhor do que um muito fundo</h2><p>O gengibre desenvolve os seus rizomas principalmente na horizontal, pelo que um vaso largo é particularmente adequado. Não é necessário começar com um recipiente enorme, mas <strong>deve ter orifícios de drenagem no fundo para evitar a acumulação de água</strong>.</p><p>Coloque o pedaço de gengibre sobre o substrato, <strong>com os rebentos virados para cima</strong>, e cubra-o ligeiramente com uma camada de terra. Não é necessário enterrá-lo muito fundo; alguns centímetros são suficientes para estimular o crescimento.</p><h2>Substrato leve e bem drenado</h2><p>Um dos fatores-chave para promover o crescimento do gengibre é utilizar um <strong>substrato capaz de reter uma certa quantidade de humidade</strong>, permitindo, ao mesmo tempo, que o excesso de água escoe.</p><div class="texto-destacado">Uma mistura de terra para vasos de uso geral com matéria orgânica e um material que melhore a drenagem pode funcionar perfeitamente.</div><p><strong>O objetivo é obter um solo aerado, fértil e solto</strong>, uma vez que solos excessivamente compactados podem prejudicar o desenvolvimento dos rizomas e favorecer problemas relacionados com o excesso de humidade.</p><h2>Rega: nem seca nem encharcamento</h2><p>Durante as primeiras semanas, é <strong>importante manter o substrato ligeiramente húmido</strong>, especialmente à medida que o rizoma começa a desenvolver raízes e rebentos. No entanto, o <strong>excesso de rega pode ser contraproducente</strong>.</p><p>Uma boa regra prática é verificar a humidade dos primeiros centímetros do substrato antes de voltar a regar. <strong>Se ainda estiverem húmidos, é melhor esperar</strong>; assim que a superfície começar a secar, pode adicionar uma quantidade moderada de água.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-trozo-de-jengibre-puede-convertirse-en-una-planta-maceta-sustrato-y-riego-en-equilibrio-es-todo-lo-que-necesitas-1789062664613.jpeg" data-image="g6k3m90rn5o8" alt="gengibre" title="gengibre"><figcaption>Cultivar o seu próprio gengibre é mais fácil do que imagina.</figcaption></figure><p>A <strong>frequência da rega dependerá da temperatura, da ventilação, do tamanho do vaso e das condições ambientais</strong>. Em todo o caso, nunca se deve permitir que a água se acumule no prato.</p><h2>Luz, temperatura e paciência</h2><p>O <strong>gengibre é originário de regiões muito quentes e requer temperaturas amenas para se desenvolver adequadamente</strong>. Em ambientes interiores, pode ser colocado num local bem iluminado, embora seja aconselhável evitar a exposição demasiado intensa, especialmente durante as horas mais quentes do dia.</p><div class="texto-destacado">O aparecimento dos primeiros rebentos pode demorar várias semanas; por isso, não desanime se o crescimento não for imediato.</div><p>À medida que a planta se começa a desenvolver, surgirão caules verdes e folhas alongadas, que podem atingir um tamanho considerável.</p><h2>Quando pode ser colhido?</h2><p>O gengibre necessita de tempo para formar novos rizomas; portanto, se o objetivo for colhê-lo, terá de esperar vários meses e observar o desenvolvimento da planta.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="741863" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/gengibre-em-portugal-da-horta-ao-sabor-que-conquista.html" title="Gengibre em Portugal: da horta ao sabor que conquista ">Gengibre em Portugal: da horta ao sabor que conquista </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/gengibre-em-portugal-da-horta-ao-sabor-que-conquista.html" title="Gengibre em Portugal: da horta ao sabor que conquista "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/gengibre-em-portugal-da-horta-ao-sabor-que-conquista-1764517344463_320.png" alt="Gengibre em Portugal: da horta ao sabor que conquista "></a></article></aside><p>Quando o crescimento cessa e as folhas começam a amarelecer e a secar, o <strong>rizoma pode estar pronto para a colheita</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-trozo-de-jengibre-puede-convertirse-en-una-planta-maceta-sustrato-y-riego-en-equilibrio-es-todo-lo-que-necesitas-1789062829879.jpeg" data-image="e6ctd6y61uio" alt="gengibre" title="gengibre"><figcaption>Colher o seu próprio gengibre implica seguir alguns passos simples de cultivo.</figcaption></figure><p>Para obter colheitas sucessivas, é também possível <strong>conservar uma parte do rizoma e replantar fragmentos com gemas </strong>para iniciar um novo ciclo.</p><p>No final do dia, <strong>transformar um pedaço de gengibre numa nova planta é uma forma simples e divertida de experimentar o cultivo doméstico</strong>. Um vaso com boa drenagem, solo fértil e bem aerado, humidade moderada e temperaturas amenas são os elementos-chave para trazer aquele pequeno rizoma de volta à vida.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/um-pedaco-de-gengibre-pode-transformar-se-numa-planta-um-vaso-terra-e-agua-sao-tudo-o-que-precisa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[IPMA aumenta o número de avisos de calor: agora são 15 os distritos sob aviso amarelo até amanhã, dia 14]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-aumenta-o-numero-de-avisos-de-calor-agora-sao-15-os-distritos-sob-aviso-amarelo-ate-amanha-dia.html</link><pubDate>Sun, 13 Sep 2026 12:00:14 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Entre hoje e amanhã, segunda-feira, 15 distritos encontram-se sob aviso amarelo de tempo quente, segundo a mais recente atualização do IPMA. A Madeira também continuará sob o mesmo aviso.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb79n7u"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb79n7u.jpg" id="xb79n7u"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como temos vindo a avançar, o calor atingirá o seu pico entre hoje e amanhã, segunda-feira, tendo o IPMA emitido uma <strong>série de avisos de tempo quente, agora em vigor em 15 distritos</strong>, deixando fora desta lista apenas Faro, Bragança e Guarda. Estes avisos estarão em vigor até às 18h de amanhã, dia 14.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Além de Portugal Continental,<strong> também o arquipélago da Madeira se encontra sob o mesmo aviso</strong>, devido à persistência de valores elevados de temperatura nestas ilhas. Aqui, o aviso deverá prolongar-se até às 18h de terça-feira, dia 15, de acordo com a mais recente atualização deste instituto.</p><h2>Continente contará com anomalias térmicas pronunciadas na maior parte do território</h2><p>Ao longo das próximas horas deste domingo, as anomalias térmicas positivas, ou valores acima da média, <strong>deverão intensificar-se e abranger uma área mais extensa do território</strong>. Além disto, mesmo nas horas noturnas e madrugada, esta tendência de valores acima da média irá manter-se. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-aumenta-o-numero-de-avisos-de-calor-agora-sao-15-os-distritos-sob-aviso-amarelo-ate-amanha-dia-1789298175303.jpg" data-image="0aw7i13nc9of" alt="anomalia de temperatura" title="anomalia de temperatura"><figcaption>As temperaturas elevadas que se registarão entre hoje e amanhã levaram o IPMA a emitir aviso amarelo de calor para 15 distritos. Apenas Faro, Bragança e Guarda se mantém isentos de aviso até ao momento.</figcaption></figure><p> As temperaturas máximas esperadas para hoje deverão manter-se entre os 27 ºC em Viana do Castelo e os 36 ºC em Coimbra, Santarém, Évora e Beja. Localmente, os termómetros poderão alcançar os<strong> 38 ºC em alguns pontos do Alentejo</strong>. </p><p>Para amanhã, segunda-feira, esperam-se máximas entre os 24 ºC em Viana do Castelo e os 37 ºC em Santarém e Évora. Localmente, <strong>os 38 ºC poderão surgir em vários pontos do interior de Norte a Sul, desde o Vale do Douro até ao Baixo Alentejo, passando pela Beira Baixa e Ribatejo</strong>. Assim, as anomalias térmicas positivas manter-se-ão bastante evidentes, tal como podemos observar no mapa acima, com valores até 10 ºC acima da média.</p><h2>Mapas continuam a insistir no regresso das anomalias térmicas negativas em breve</h2><p>Apesar desta previsão de temperaturas elevadas entre hoje e amanhã, espera-se uma <strong>descida considerável dos valores no litoral entre Aveiro e Leiria</strong>, essencialmente, onde as anomalias térmicas negativas, ou valores abaixo da média, poderão registar-se, variando entre <strong>1 ºC a 3 ºC abaixo da normal climatológica</strong> de referência.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788460" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-sob-tempo-quente-maximas-de-38-c-antes-de-uma-mudanca-na-circulacao-atmosferica.html" title="Portugal continental sob tempo quente: máximas de 38 ºC antes de uma mudança na circulação atmosférica">Portugal continental sob tempo quente: máximas de 38 ºC antes de uma mudança na circulação atmosférica</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-sob-tempo-quente-maximas-de-38-c-antes-de-uma-mudanca-na-circulacao-atmosferica.html" title="Portugal continental sob tempo quente: máximas de 38 ºC antes de uma mudança na circulação atmosférica"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-sob-tempo-quente-maximas-de-38-c-antes-de-uma-mudanca-na-circulacao-atmosferica-1789294600241_320.jpg" alt="Portugal continental sob tempo quente: máximas de 38 ºC antes de uma mudança na circulação atmosférica"></a></article></aside><p>Em contraste, a<strong> faixa interior continuará a registar valores muito acima da média, à semelhança das próximas horas</strong>. Além disto, nos dias seguintes, espera-se uma normalização das temperaturas junto à costa, com valores dentro do expectável, ainda que no restante território se mantenham acima da média.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-aumenta-o-numero-de-avisos-de-calor-agora-sao-15-os-distritos-sob-aviso-amarelo-ate-amanha-dia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal continental sob tempo quente: máximas de 38 ºC antes de uma mudança na circulação atmosférica]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-sob-tempo-quente-maximas-de-38-c-antes-de-uma-mudanca-na-circulacao-atmosferica.html</link><pubDate>Sun, 13 Sep 2026 10:36:57 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal continental prepara-se para máximas que poderão chegar aos 38 ºC, num episódio de calor com anomalias térmicas expressivas. A partir de terça-feira, uma mudança na circulação atmosférica começará a fazer descer as temperaturas. </p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb799l6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb799l6.jpg" id="xb799l6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O calor vai marcar o estado do tempo entre hoje e amanhã em Portugal Continental, com <strong>temperaturas elevadas tanto no litoral como no interior e anomalias térmicas que poderão atingir 10 ºC acima da normal climatológica.</strong> Os valores mais elevados deverão concentrar-se nas regiões interiores, onde as máximas poderão chegar aos 38 ºC na segunda-feira.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Este episódio está <strong>associado ao reforço de uma dorsal anticiclónica sobre a Península Ibérica, que favorece a estabilidade atmosférica e a presença de uma massa de ar muito quente.</strong> A cerca de 1500 metros, as temperaturas deverão superar os 20 ºC, atingindo 23–24 ºC no interior. A persistência deste ar quente, combinada com a forte insolação, favorecerá um aquecimento acentuado à superfície.</p><h2>Calor intensifica-se e máximas poderão chegar aos 38 ºC</h2><p>As anomalias térmicas deverão ser bastante expressivas este domingo, atingindo 8 a 10 ºC acima da normal em algumas zonas do Norte e Centro e 7 a 8 ºC no Sul. À superfície, as <strong>máximas deverão atingir 33 ºC em Vila Real, 34 ºC em Castelo Branco e 35 a 36 ºC entre Santarém, Portalegre, Évora e Beja</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-sob-calor-intenso-maximas-de-38-c-antes-de-uma-mudanca-na-circulacao-atmosferica-1789293948229.jpg" data-image="1qqcwhlrxxgo"><figcaption>As temperaturas deverão permanecer muito acima da normal na segunda-feira, com anomalias térmicas de 9 a 10 ºC em várias zonas do interior Norte e Centro e valores igualmente elevados em grande parte do Sul.</figcaption></figure><p>Na segunda-feira, o calor deverá acentuar-se, com o interior Centro, o Ribatejo e o Alentejo a concentrarem os valores mais elevados, <strong>com máximas que poderão chegar aos 38 ºC</strong>. As anomalias térmicas deverão alcançar 9 a 10 ºC acima da normal em algumas áreas do interior Norte e Centro.</p><h2>Calor perde intensidade a partir de terça-feira, sobretudo no litoral</h2><p>A partir de terça-feira, <strong>deverá iniciar-se uma descida térmica</strong>, mais expressiva no litoral Norte e Centro e menos significativa no interior. <strong>Ainda assim, as anomalias térmicas permanecerão elevadas</strong>, podendo atingir cerca de 9 ºC em Castelo Branco, 8 ºC na Guarda e 7 ºC em Portalegre, Évora e Beja. À superfície, o calor continuará intenso no interior Centro e Sul, com máximas que poderão alcançar localmente 35 a 37 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-sob-calor-intenso-maximas-de-38-c-antes-de-uma-mudanca-na-circulacao-atmosferica-1789293984765.jpg" data-image="3eeja48a400n"><figcaption>Na terça-feira, a entrada de ar menos quente começará a fazer descer as temperaturas no litoral Norte e Centro, enquanto o calor persistirá no interior, onde as máximas poderão alcançar localmente 35 a 37 ºC.</figcaption></figure><p>A <strong>alteração da circulação atmosférica deverá tornar-se mais evidente na quarta-feira</strong>, com o vento a rodar para norte/noroeste, favorecendo a entrada de uma massa de ar menos quente em Portugal Continental. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788248" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-10-c-acima-da-media-os-proximos-dias-registarao-valores-anomalos-de-temperatura-em-portugal-continental.html" title="Até 10 ºC acima da média: os próximos dias registarão valores anómalos de temperatura em Portugal Continental">Até 10 ºC acima da média: os próximos dias registarão valores anómalos de temperatura em Portugal Continental</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-10-c-acima-da-media-os-proximos-dias-registarao-valores-anomalos-de-temperatura-em-portugal-continental.html" title="Até 10 ºC acima da média: os próximos dias registarão valores anómalos de temperatura em Portugal Continental"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-10-c-acima-da-media-os-proximos-dias-registarao-valores-anomalos-de-temperatura-em-portugal-continental-1789152919218_320.png" alt="Até 10 ºC acima da média: os próximos dias registarão valores anómalos de temperatura em Portugal Continental"></a></article></aside><p><strong>As anomalias térmicas deverão diminuir, embora o interior permaneça acima da normal até sexta-feira</strong>, localmente entre 5 e 7 ºC, com máximas de 30 a 33 ºC no Centro e Sul. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-sob-calor-intenso-maximas-de-38-c-antes-de-uma-mudanca-na-circulacao-atmosferica-1789294031981.jpg" data-image="qam9lh1kfc8i"><figcaption>A mudança da circulação atmosférica favorecerá um reforço do vento na quarta-feira, sobretudo no Centro e nas terras altas, onde as rajadas poderão atingir valores próximos dos 50 km/h.</figcaption></figure><p><strong>O vento ganhará intensidade sobretudo no Centro, terras altas e faixa litoral</strong><strong>,</strong> <strong>onde as rajadas poderão aproximar-se dos 50 km/h</strong><strong>,</strong> mantendo-se períodos de vento mais intenso até sexta-feira. Não se prevê precipitação significativa até ao final da semana.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-sob-tempo-quente-maximas-de-38-c-antes-de-uma-mudanca-na-circulacao-atmosferica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A ciência encontra novas evidências de que Vénus possivelmente albergou vida no passado]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/la-ciencia-encuentra-nuevas-pruebas-de-que-venus-posiblemente-albergo-vida-en-el-pasado.html</link><pubDate>Sun, 13 Sep 2026 10:07:06 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um estudo sugere que certas fraturas em Vénus poderão preservar vestígios de oceanos antigos. Trata-se de uma descoberta que reabre questões sobre a habitabilidade do planeta, embora não comprove que este tenha albergado vida.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-ciencia-encuentra-nuevas-pruebas-de-que-venus-posiblemente-albergo-vida-en-el-pasado-1789170853417.jpg" data-image="m5ojpxepmqog"><figcaption>As condições de Vénus e novos estudos mostram evidências de possível vida no passado do planeta.</figcaption></figure><p>Vénus volta a suscitar questões sobre o seu passado graças a uma nova investigação, publicada na <em>Earth and Planetary Science Letters</em>, que propõe interpretar certas<strong> fraturas superficiais como possíveis vestígios de antigos depósitos oceânicos</strong>.</p><p>A ideia baseia-se em imagens de radar obtidas pela missão Magellan, em que algumas redes de polígonos poderão corresponder a sedimentos que se contraíram após se acumularem debaixo de água. Embora seja uma <strong>interpretação geológica sugestiva</strong>, não deixa de exigir medições capazes de distinguir materiais específicos.</p><p>Convém separar três questões que costumam misturar-se: </p><ol><li><p><strong>Houve água líquida?</strong></p></li><li><p><strong>Existiram condições habitáveis?</strong></p></li><li><strong>A vida surgiu mesmo?</strong></li></ol><div class="texto-destacado">Um oceano antigo, mesmo que confirmado, não demonstraria automaticamente a presença de microrganismos nem permitiria reconstruir completamente o seu ambiente.</div><p>A superfície atual é extremamente hostil, <strong>atingindo os 465 ºC e suportando uma pressão cerca de 90 vezes superior à da Terra</strong>, enquanto a sua atmosfera, dominada pelo dióxido de carbono, retém intensamente o calor. Compreender como chegou a este estado é parte do problema.</p><p>A semelhança de tamanho entre Vénus e a Terra torna especialmente interessante esta comparação, na qual <strong>dois planetas rochosos relativamente próximos do Sol acabaram por ter ambientes muito diferentes</strong>. Investigar esta divergência ajudar-nos-á a reconhecer quais as condições que permitem conservar água e quais o impedem.</p><h2>O que nos revelam os mapas</h2><p><strong>As nuvens de Vénus ocultam o solo da observação</strong>; para o mapear, é necessário um radar, uma vez que os seus sinais atravessam esta camada e registam características do relevo e da superfície. No entanto, uma imagem de radar não equivale a analisar uma amostra.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-ciencia-encuentra-nuevas-pruebas-de-que-venus-posiblemente-albergo-vida-en-el-pasado-1789170676833.png" data-image="w3cviiy25loa"><figcaption>Os padrões observados nas planícies preservam evidências de antigos oceanos e do seu desaparecimento. Crédito: Ghail et al.</figcaption></figure><p>A hipótese oceânica compara as fraturas a estruturas terrestres associadas a sedimentos marinhos. A semelhança permite propor um mecanismo para as investigar, mas causas distintas podem produzir formas semelhantes; portanto, <strong>o arrefecimento e os processos vulcânicos devem continuar a ser considerados</strong> ao estudar as fendas.</p><p>Para responder à questão sobre se os terrenos contêm materiais compatíveis com depósitos aquosos,<strong> é necessário combinar mapas mais detalhados com informação sobre a composição</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764201" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-atmosfera-de-venus-apresenta-semelhancas-fundamentais-com-a-da-terra-e-podera-albergar-diferentes-formas-de-vida.html" title="A atmosfera de Vénus apresenta semelhanças fundamentais com a da Terra (e poderá albergar diferentes formas de vida)">A atmosfera de Vénus apresenta semelhanças fundamentais com a da Terra (e poderá albergar diferentes formas de vida)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-atmosfera-de-venus-apresenta-semelhancas-fundamentais-com-a-da-terra-e-podera-albergar-diferentes-formas-de-vida.html" title="A atmosfera de Vénus apresenta semelhanças fundamentais com a da Terra (e poderá albergar diferentes formas de vida)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-atmosfera-de-venus-presenta-similitudes-clave-con-la-de-la-tierra-y-podrian-albergar-diferentes-formas-de-vida-1775807527870_320.jpeg" alt="A atmosfera de Vénus apresenta semelhanças fundamentais com a da Terra (e poderá albergar diferentes formas de vida)"></a></article></aside><p>O estudo infere a presença de sedimentos a partir de formas, sem confirmar diretamente a existência de argilas; assim, a sua leitura permite compreender a atenção que esta nova proposta merece e porque é ainda prematuro anunciar a comprovação de oceanos ou de vida.</p><h3>Um passado temperado</h3><p>Em 2016, Michael Way e a sua equipa publicaram simulações climáticas em que <strong>um planeta Vénus com um oceano inicial pouco profundo poderia manter temperaturas moderadas</strong>. Os resultados dependiam de condições presumidas, entre estas a rotação, a atmosfera e a distribuição do terreno.</p><p>Os modelos mostram uma possibilidade física sob determinadas premissas, não uma observação do passado. <strong>O facto de uma simulação conservar água não confirma que Vénus tenha começado com este inventário ou com esta atmosfera</strong>; assim, para reconstruir uma história real, as soluções devem ser verificadas com observações.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-ciencia-encuentra-nuevas-pruebas-de-que-venus-posiblemente-albergo-vida-en-el-pasado-1789170979355.png" data-image="spurpfsg4hgk"><figcaption>Distribuição global dos terrenos poligonais, canais e cristas de rugas. Crédito: Ghail et al.</figcaption></figure><p>Em 2021, a equipa de Martin Turbet estudou outra etapa que considerava a possibilidade de o vapor inicial chegar a condensar. As suas simulações constataram que <strong>certas nuvens reforçavam o aquecimento e podiam impedir a formação de oceanos</strong>. Como podemos ver, existem histórias climáticas diferentes.</p><p>Estas investigações permitem formular uma <strong>distinção crucial entre conservar um oceano já existente e fazê-lo aparecer pela primeira vez</strong>. O novo argumento geológico é interessante porque procura vestígios físicos para contrastar ambas as histórias.</p><h3>O elo que nos falta</h3><p>Encontrar um ambiente potencialmente habitável significaria reconhecer condições compatíveis com alguma forma de vida conhecida. <strong>Detetar vida exige sinais biológicos e descartar explicações não biológicas plausíveis</strong>. No caso de Vénus, o estudo das fraturas não apresenta fósseis, organismos nem um sinal biológico confirmado.</p><p>Foi assim que se concebeu a missão DAVINCI da NASA, que servirá para estudar a atmosfera através de uma sonda de descida e observações complementares. <strong>Ao medir a sua composição, poderemos reconstruir a evolução do planeta</strong> e, finalmente, confrontar as hipóteses sobre a perda ou a ausência de água.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783680" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/mercurio-esta-mais-perto-do-sol-mas-venus-e-mais-quente-o-fenomeno-extremo-que-explica-este-paradoxo.html" title="Mercúrio está mais perto do Sol, mas Vénus é mais quente: o fenómeno extremo que explica este paradoxo">Mercúrio está mais perto do Sol, mas Vénus é mais quente: o fenómeno extremo que explica este paradoxo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/mercurio-esta-mais-perto-do-sol-mas-venus-e-mais-quente-o-fenomeno-extremo-que-explica-este-paradoxo.html" title="Mercúrio está mais perto do Sol, mas Vénus é mais quente: o fenómeno extremo que explica este paradoxo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mercurio-esta-mas-cerca-del-sol-pero-venus-es-mas-caliente-el-fenomeno-extremo-que-explica-esta-paradoja-1786116756810_320.jpg" alt="Mercúrio está mais perto do Sol, mas Vénus é mais quente: o fenómeno extremo que explica este paradoxo"></a></article></aside><p>São também necessárias <strong>observações capazes de detalhar melhor o terreno e relacioná-lo com a sua história geológica</strong>, de forma a submeter as interpretações a ensaios concretos. Um resultado contrário à hipótese oceânica seria igualmente valioso, pois reduziria as histórias possíveis de Vénus.</p><p>Por enquanto, <strong>o avanço consiste numa nova proposta sobre oceanos antigos que merece ser verificada</strong>, e a questão de saber se Vénus albergou vida permanece em aberto e sem provas que a confirmem. Desvendar a história da água ajudará a abordar esta questão com base em fundamentos mais sólidos e verificáveis. A partir da Terra, continuaremos a informar.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Richard%20C.%20Ghail%20a%2C%20Eloise%20J.P.%20Crouch%20a%2C%20Philippa%20J.%20Mason%20b" data-year="2026" data-title="The%20lost%20oceans%20of%20Venus" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedirect.com%2Fscience%2Farticle%2Fpii%2FS0012821X2600436X">Richard C. Ghail a, Eloise J.P. Crouch a, Philippa J. Mason b. (2026). <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0012821X2600436X" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The lost oceans of Venus</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/la-ciencia-encuentra-nuevas-pruebas-de-que-venus-posiblemente-albergo-vida-en-el-pasado.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Podridão cinzenta na vindima: a corrida entre a maturação e a chuva]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/podridao-cinzenta-na-vindima-a-corrida-entre-a-maturacao-e-a-chuva.html</link><pubDate>Sun, 13 Sep 2026 08:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Nas últimas semanas antes da colheita joga-se uma corrida com duas frentes. Cada dia a mais na planta melhora a maturação, mas também aumenta o risco de perder o cacho.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/podridao-cinzenta-na-vindima-a-corrida-entre-a-maturacao-e-a-chuva-1789062290918.png" data-image="3rfbehgb8vj4"><figcaption>Bagos acastanhados e murchos no meio de um cacho ainda são, o primeiro sinal a aparecer na vinha. Fonte: Canva.</figcaption></figure><p>Setembro põe qualquer produtor diante da mesma decisão difícil. As uvas ainda não estão no ponto ideal e cada dia que passa melhora o açúcar e os aromas. Mas<strong> anuncia-se chuva, e a partir daí o tempo deixa de estar do seu lado</strong>.</p><p>É a corrida clássica da vindima: esperar para ganhar qualidade ou colher para não perder tudo.</p><h2>Um fungo que muda de personalidade</h2><p>O responsável é um fungo que está sempre presente na vinha, em restos de poda, folhas velhas e bagos danificados. <strong>Passa o verão discreto porque lhe falta humidade, e é a chuva que o liberta</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Podridão cinzenta</strong><br>Doença que ataca os cachos na fase final da maturação, coberta por um bolor cinzento acinzentado. Ao contrário de outras doenças, não precisa de infetar uma planta saudável, porque entra sobretudo por feridas: bagos rachados, picadas de insetos ou fendas provocadas por excesso de água.</div><p>Há um pormenor curioso. Em condições muito particulares, com manhãs húmidas e tardes secas e ventosas, <strong>o mesmo fungo produz a chamada podridão nobre</strong>, que concentra os açúcares e dá origem a vinhos doces de grande qualidade. Mas isso exige uma combinação rara, e em Portugal continental o que aparece é quase sempre a versão indesejada.</p><h2>Porque é que a chuva muda tudo em poucos dias</h2><p>A sequência é sempre a mesma e vale a pena conhecê-la, porque permite <strong>antecipar o problema em vez de o descobrir tarde</strong>. Na tabela abaixo pode encontrar alguns dos principais "acontecimentos" e como impactam a vinha.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>O que acontece</p></th><th scope="col"><p>Consequência</p></th><th scope="col"><p>Tempo</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Chuva forte depois de seca</p></td><td><p>Bagos incham e a pele racha</p></td><td><p>Horas</p></td></tr><tr><td><p>Feridas abertas nos bagos</p></td><td><p>Porta de entrada para o fungo</p></td><td><p>Um a dois dias</p></td></tr><tr><td><p>Noites húmidas seguidas</p></td><td><p>Fungo desenvolve-se e alastra</p></td><td><p>Três a cinco dias</p></td></tr><tr><td><p>Cacho compacto e apertado</p></td><td><p>Não seca por dentro, alastra depressa</p></td><td><p>Contínuo</p></td></tr><tr><td><p>Bolor cinzento visível</p></td><td><p>Já há perda de qualidade</p></td><td><p>Cinco a sete dias</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">O aparecimento de podridão cinzenta na vinha pode impactar muito seriamente a qualidade das uvas e do vinho. Fonte: Elaboração própria</td></tr></tbody></table><p>Repare no fator que aparece a meio da tabela: os cachos compactos. Numa casta de bagos muito juntos, <strong>o interior do cacho nunca seca depois de uma chuva, e um único bago afetado contamina os vizinhos</strong> por contacto direto. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O fungo não precisa de atacar uma uva sã. Basta-lhe uma pele rachada, e é a chuva que abre essa porta.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p> É por isso que castas de cacho solto aguentam muito melhor um setembro chuvoso do que castas de cacho apertado. </p><h2>Onde olhar, e o que se vê</h2><p>Comece pelo<strong> interior dos cachos e pela parte que fica virada para dentro</strong> da planta, onde o ar circula menos.</p><p>No início, aparece um bago acastanhado e mole, muitas vezes com a pele a soltar-se da polpa. Se lhe tocar, o bago desfaz-se com facilidade. Poucos dias depois surge o bolor cinzento característico, que se levanta em pó quando se mexe no cacho.</p><p>Um sinal de aviso a não ignorar são as vespas. Andam atrás do açúcar dos bagos rachados, e <strong>onde há vespas insistentes há feridas abertas</strong>. Elas próprias agravam o problema, porque transportam esporos de cacho em cacho.</p><h2>A decisão de colher, e como se toma</h2><p>Não há uma regra universal, mas há uma forma sensata de pensar o problema.</p><p>Se a previsão indicar chuva significativa e as noites forem húmidas, e se já houver focos visíveis na vinha, esperar raramente compensa. Perde-se algum grau de álcool potencial, mas colhe-se uva sã. Uma vindima antecipada dá um vinho mais leve. <strong>Uma vindima com podridão dá um vinho com defeito, e isso não se corrige na adega</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/podridao-cinzenta-na-vindima-a-corrida-entre-a-maturacao-e-a-chuva-1789062436788.png" data-image="7vq33gln3m5e"><figcaption>Cacho já com bolor acinzentado visível, fase em que a perda de qualidade é inevitável. Fonte: Canva</figcaption></figure><p>Se, ao contrário, vier chuva ligeira seguida de dias de vento e sol, o cenário é outro. <strong>O vento é o melhor aliado que existe nesta altura, porque seca os cachos e trava o fungo</strong>. Nessas condições, e sem focos visíveis, vale a pena esperar.</p><p>Ao vindimar em situação de risco, separe. <strong>Não deixe cachos afetados entrarem na mesma caixa dos sãos</strong>, porque a podridão transmite ao vinho aromas e alterações que nenhuma correção posterior resolve.</p><h2>O que se prepara para o ano seguinte</h2><p>A prevenção real faz-se muito antes, e é sobretudo trabalho de arejamento.</p><p>Uma desfolha ligeira na zona dos cachos, feita no verão, deixa o ar circular e a humidade sair, e é a medida com maior efeito de todas. <strong>Evitar excesso de azoto também conta</strong>, porque folhagem exagerada mantém tudo húmido e produz bagos com pele mais fina.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="724865" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/vindimas-a-porta-no-douro-e-os-viticultores-com-perspetivas-de-enormes-dificuldades-no-escoamento-das-uvas.html" title="Vindimas à porta no Douro e os viticultores “com perspetivas de enormes dificuldades no escoamento das uvas”">Vindimas à porta no Douro e os viticultores “com perspetivas de enormes dificuldades no escoamento das uvas”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/vindimas-a-porta-no-douro-e-os-viticultores-com-perspetivas-de-enormes-dificuldades-no-escoamento-das-uvas.html" title="Vindimas à porta no Douro e os viticultores “com perspetivas de enormes dificuldades no escoamento das uvas”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vindimas-a-porta-no-douro-e-os-viticultores-com-perspetivas-de-enormes-dificuldades-no-escoamento-das-uvas-1755285263897_320.jpg" alt="Vindimas à porta no Douro e os viticultores “com perspetivas de enormes dificuldades no escoamento das uvas”"></a></article></aside><p>Nas próximas semanas, olhe para três valores na previsão da sua zona: a <strong>precipitação acumulada, a humidade das noites e o vento</strong>. Em regiões como o Douro ou o Dão, uma semana de vento depois da chuva pode salvar uma colheita que parecia perdida.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/podridao-cinzenta-na-vindima-a-corrida-entre-a-maturacao-e-a-chuva.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Anna Atkins, a pioneira que fez da luz uma ferramenta para a ciência]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/anna-atkins-a-pioneira-que-fez-da-luz-uma-ferramenta-para-a-ciencia.html</link><pubDate>Sun, 13 Sep 2026 07:02:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>No século XIX, Anna Atkins encontrou nas algas uma matéria-prima inesperada para revolucionar a representação científica através da fotografia. Vamos descobrir mais um pouco sobre a sua história!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/anna-atkins-a-pioneira-que-fez-da-luz-uma-ferramenta-para-a-ciencia-1789109956802.jpg" data-image="wbbqoszfkqbl" alt="Anna Atkins" title="Anna Atkins"><figcaption>Anna Atkins utilizou as algas e a luz do sol para criar algumas das primeiras imagens fotográficas da história, transformando ciência em arte. Fonte: Revista CULT</figcaption></figure><p>Quando se pensa na <strong>história da fotografia</strong>, é fácil imaginar câmaras antigas e retratos a preto e branco. Mas algumas das imagens mais importantes dos primeiros tempos da fotografia não foram feitas com uma câmara. Foram <strong>criadas com plantas, luz solar, água e uma folha de papel sensível</strong>.</p><p>Assim, a 16 de março de 1799, Anna Atkins nasceu em Tonbridge, no condado de Kent, em Inglaterra, e <strong>cresceu num ambiente pouco comum para uma mulher do seu tempo</strong>.</p><p>O seu pai, John George Children, era cientista e trabalhava no <em>British Museum</em>, e mantinha contactos próximos com investigadores e instituições científicas. Foi através dele que Anna <strong>teve acesso desde bem cedo ao mundo da ciência</strong>, desenvolvendo um particular interesse pela botânica e pela ilustração científica.</p><p>Ainda jovem, revelou <strong>talento para representar espécies naturais com grande rigor</strong>. Participou na ilustração da tradução inglesa de uma <strong>obra de Jean-Baptiste de Lamarck dedicada às conchas, produzindo centenas de desenhos cientificamente detalhados</strong>. No entanto foi uma nova tecnologia, que mudou o rumo do seu trabalho.</p><h2>A descoberta do azul</h2><p>Na década de 1830, a fotografia começava a transformar a forma como o mundo podia ser registado. Anna Atkins <strong>encontrava-se próxima de algumas das figuras fundamentais desse processo, entre elas William Henry Fox Talbot e John Herschel</strong>. Este último desenvolveu, em 1842, uma técnica fotográfica conhecida como <strong>cianotipia</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="607971" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/botanica-a-area-que-deveria-ser-mais-estudada-para-consciencializar-sobre-as-alteracoes-climaticas-ensino.html" title="Botânica: a área que deveria ser mais estudada para consciencializar sobre as alterações climáticas">Botânica: a área que deveria ser mais estudada para consciencializar sobre as alterações climáticas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/botanica-a-area-que-deveria-ser-mais-estudada-para-consciencializar-sobre-as-alteracoes-climaticas-ensino.html" title="Botânica: a área que deveria ser mais estudada para consciencializar sobre as alterações climáticas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/botany-should-be-taught-more-widely-schools-promote-climate-change-awareness-study-1701866883509_320.jpeg" alt="Botânica: a área que deveria ser mais estudada para consciencializar sobre as alterações climáticas"></a></article></aside><p>O processo era relativamente simples. Um <strong>papel era revestido com uma solução de sais de ferro e colocado ao sol com um objeto diretamente sobre a sua superfície</strong>. A luz provocava uma reação química que deixava o papel com uma intensa tonalidade azul, enquanto as zonas protegidas pelo objeto permaneciam claras. Depois de lavado e seco, surgia a silhueta do espécime.</p><p>Atkins percebeu rapidamente o potencial desta técnica para a botânica. Em vez de desenhar uma planta, <strong>podia colocá-la diretamente sobre o papel e deixar que a própria natureza produzisse a imagem</strong>. E escolheu como protagonistas as <strong>algas</strong>.</p><h2>Um livro feito de luz</h2><p>Em 1843, Anna Atkins começou a publicar <em>Photographs of British Algae: Cyanotype Impressions</em>. A obra pretendia complementar o <strong>manual de algas britânicas de William Henry Harvey, publicado em 1841</strong>, que não possuía as ilustrações que Atkins considerava necessárias.</p><p>O resultado era extraordinariamente diferente dos livros científicos tradicionais, pois em vez de gravuras ou desenhos, <strong>cada página apresentava uma impressão fotográfica azul e branca do espécime</strong>.</p><div class="texto-destacado">“<strong>A dificuldade de fazer desenhos rigorosos de objetos tão pequenos como muitas das algas e confervas levou-me a recorrer ao belo processo de cianotipia de Sir John Herschel.</strong>” <br><br>De acordo com a sua publicação na Royal Society, <em>Enlightened letters</em>.</div><p>Atkins produziu o trabalho ao longo de cerca de uma década, até 1853, organizando-o em três volumes. A <em>Royal Society</em> <strong>refere mais de 400 imagens fotográficas</strong>, enquanto o exemplar da própria instituição reúne 425 placas, além de algumas duplicadas.</p><p>Cada impressão tinha, porém, uma particularidade, como não existia um negativo a partir do qual fossem feitas várias cópias, cada imagem precisava de ser produzida individualmente. <strong>A delicadeza das algas, a necessidade de as posicionar cuidadosamente e a dependência da luz solar </strong>tornavam o processo minucioso e imprevisível.</p><h2>Ciência com uma dimensão artística</h2><p>O trabalho de Atkins não era apenas uma forma de catalogar espécies. As suas composições mostram também uma preocupação estética evidente. <strong>As delicadas estruturas das algas destacam-se contra fundos de azul profundo</strong>, criando imagens que parecem simultaneamente científicas e artísticas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/anna-atkins-a-pioneira-que-fez-da-luz-uma-ferramenta-para-a-ciencia-1789110172103.jpg" data-image="n1b0hbbmbhoo" alt="Utilização de algas" title="Utilização de algas"><figcaption>As delicadas silhuetas azuis das algas revelam o pioneirismo de Anna Atkins e a sua forma inovadora de documentar o mundo natural. Fonte: The Guardian</figcaption></figure><p>Essa combinação ajudou a dar à <strong>cianotipia</strong> uma vida muito para além da obra de Atkins. <strong>A técnica viria a ser utilizada posteriormente na reprodução de desenhos técnicos e plantas de arquitetura e engenharia</strong>, originando o termo inglês <em>blueprint</em>.</p><p>Atkins continuou também a trabalhar com outras plantas, incluindo fetos, em colaboração com a amiga Anne Dixon. A sua <strong>coleção botânica chegou a reunir cerca de 1500 exemplares</strong> de plantas e algas.</p><h2>Uma pioneira durante muito tempo esquecida</h2><p>A importância de Anna Atkins ultrapassa a própria botânica. O seu livro é considerado a <strong>primeira publicação ilustrada fotograficamente</strong> e é frequentemente apontado como o <strong>primeiro verdadeiro <em>photobook</em> da história</strong>.</p><p>A sua obra surgiu numa época em que <strong>as mulheres enfrentavam fortes limitações no acesso à ciência e à educação</strong>. A botânica e a ilustração eram algumas das poucas áreas científicas socialmente aceitáveis para mulheres, mas Atkins conseguiu transformar esse espaço numa oportunidade para experimentar uma tecnologia completamente nova.</p><p>Anna morreu a 9 de junho de 1871, mas <strong>as suas imagens sobreviveram</strong>. Hoje, as cianotipias de Anna Atkins são observadas tanto como documentos científicos como obras de arte.</p><p>O que começou como uma tentativa de representar fielmente algumas das formas mais delicadas do mundo vegetal acabou por mudar a própria história da fotografia.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/anna-atkins-a-pioneira-que-fez-da-luz-uma-ferramenta-para-a-ciencia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Astronauta Don Pettit compara de que forma as luzes noturnas das cidades mudaram após 23 anos no espaço]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/astronauta-don-pettit-compara-como-as-luzes-noturnas-das-cidades-mudaram-apos-23-anos-no-espaco.html</link><pubDate>Sun, 13 Sep 2026 06:02:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Por mais de duas décadas, o astronauta Donald Roy Pettit fotografou as cidades da Terra a partir da Estação Espacial Internacional. As suas imagens permitem observar uma transformação silenciosa: o característico brilho amarelo da iluminação de rua está a desaparecer.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-astronauta-de-la-nasa-compara-las-vistas-nocturnas-de-las-ciudades-tras-23-anos-de-observacion-1788802149759.jpg" data-image="fyyzjhh9h2p0"><figcaption>Iluminação noturna nos países do sul da Europa e do norte da África.</figcaption></figure><p>Quando, há 23 anos, o <strong>astronauta da NASA Donald Roy Pettit</strong> começou a construir um verdadeiro arquivo visual sobre a evolução da iluminação noturna da Terra, mal podia imaginar que chegaria a uma conclusão inusitada: as cidades mudam de cor. <strong>Ao longo das suas quatro missões à Estação Espacial Internacional </strong>(ISS, na sigla em inglês), Pettit <strong>fotografou cidades de todo o mundo</strong>.</p><p>Agora, ele<strong> reuniu algumas dessas imagens</strong> para mostrar uma transição que se torna especialmente evidente a partir do espaço: a mudança das tradicionais lâmpadas de vapor de sódio — responsáveis por grande parte do característico tom amarelado e alaranjado das cidades — para os sistemas de iluminação LED, muito mais variados em termos de cor.</p><h2>23 anos a observar como a Terra muda</h2><p>Pettit<strong> começou a fotografar cidades à noite </strong>durante a sua primeira estadia na ISS, a Expedição 6, entre 2002 e <strong>2003</strong>. Estas primeiras imagens também apresentaram um desafio técnico significativo: a estação espacial move-se a cerca de 28.000 quilómetros por hora, pelo que exposições relativamente longas poderiam transformar as luzes urbanas em pontos desfocados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-astronauta-de-la-nasa-compara-las-vistas-nocturnas-de-las-ciudades-tras-23-anos-de-observacion-1788802359051.png" data-image="kfbuoxqaihya"><figcaption>Durante a sua carreira como astronauta, Donald Roy Pettit documentou a mudança na iluminação das cidades a partir do espaço.</figcaption></figure><p>Para resolver o problema, o astronauta usou peças disponíveis na estação para construir um sistema de rastreamento conhecido como<em> barn door tracker </em>(ou rastreador de "porta de celeiro"), capaz de compensar o movimento orbital e permitir exposições mais longas. Graças a essa solução artesanal, ele obteve algumas das <strong>primeiras fotografias nítidas de cidades à noite feitas a partir da ISS</strong>.</p><p>Mais de duas décadas depois, a tecnologia fotográfica mudou radicalmente. Pettit regressou à estação em setembro de 2024 e, durante a sua última missão — correspondente às Expedições 71 e 72 —, continuou a fotografar as luzes de <strong>cidades como Paris, Istambul, Lima, Osaka, Pequim, Casablanca, Riad e Maracaibo </strong>a partir da órbita da Terra.</p><h2>Miami, o exemplo mais marcante</h2><p>Uma das comparações que ele compartilhou agora na sua conta na rede social X (antigo <em>Twitter</em>) é especialmente reveladora: <strong>Miami, fotografada a partir da ISS em 2012 e novamente em 2025</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">I have spent 23 years documenting the global LED transition of city lighting from space.<br><br>Across my 4 missions to the ISS, I have photographed every major city on Earth, building a data set of the gradual replacement of sodium vapor lighting with LEDs.<br><br>The warmer, yellow-orange <a href="https://t.co/gNNiEULpkr">https://t.co/gNNiEULpkr</a> <a href="https://t.co/ChFbj8Jtgs">pic.twitter.com/ChFbj8Jtgs</a></p>— Don Pettit (@astro_Pettit) <a href="https://x.com/astro_Pettit/status/2096763479143469206?ref_src=twsrc%5Etfw">September 7, 2026</a></blockquote></figure><p>Na <strong>imagem mais antiga</strong>, predomina o<strong> tom amarelo-alaranjado das lâmpadas de vapor de sódio</strong>. Já na <strong>fotografia mais recente, a cidade apresenta um aspecto muito mais branco e multicolorido</strong>. O próprio Pettit aponta que a mudança é especialmente visível na malha urbana, que agora parece se destacar com muito mais intensidade.</p><p>Não se trata de uma transformação exclusiva de Miami. O astronauta explica que observou o <strong>mesmo processo de substituição progressiva das antigas tecnologias de iluminação por LED em cidades de todo o mundo</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/raios-incendios-e-luzes-de-cidades-imagens-de-tirar-o-folego-vistas-da-estacao-espacial-internacional-confira.html" title="Raios, incêndios e luzes de cidades: imagens de tirar o fôlego vistas da Estação Espacial Internacional; confira">Raios, incêndios e luzes de cidades: imagens de tirar o fôlego vistas da Estação Espacial Internacional; confira</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/raios-incendios-e-luzes-de-cidades-imagens-de-tirar-o-folego-vistas-da-estacao-espacial-internacional-confira.html" title="Raios, incêndios e luzes de cidades: imagens de tirar o fôlego vistas da Estação Espacial Internacional; confira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/video-impactante-espectaculo-de-llamas-relampagos-y-luces-en-el-sudeste-de-asia-vistos-desde-el-espacio-por-la-iss-1760687340051_320.png" alt="Raios, incêndios e luzes de cidades: imagens de tirar o fôlego vistas da Estação Espacial Internacional; confira"></a></article></aside><p>A NASA também documentou esta mudança a partir da órbita. Nos seus materiais sobre <strong>poluição luminosa</strong>, a agência aponta que as novas luzes LED podem destacar-se claramente em relação às antigas luminárias, mesmo quando vistas do espaço.</p><h2>Fotografias de interesse científico</h2><p>As imagens noturnas tiradas pelos astronautas também têm interesse científico. <strong>As luzes permitem estudar a expansão urbana, a distribuição populacional e as características das cidades</strong>. Da ISS, as fotografias podem oferecer altíssima resolução espacial e fornecer informações complementares às obtidas por satélites especializados.</p><p>A iluminação também conta uma história sobre as <strong>decisões energéticas de cada território</strong>. A mudança para LEDs responde, entre outros fatores, à sua maior eficiência, à possibilidade de controlar melhor a intensidade e o funcionamento das luminárias e às significativas poupanças de energia e manutenção que acarretam.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Hong Kong Bay Area, China 2025 vs 2003<br><br>Hong Kong has retained much of its older lighting while the nearby city of Shenzhen is entirely multi-colored LEDs! A unique visual of the differences between the special administrative region and the Chinese mainland. <a href="https://t.co/5AoNHNsCpq">pic.twitter.com/5AoNHNsCpq</a></p>— Don Pettit (@astro_Pettit) <a href="https://x.com/astro_Pettit/status/2096763486843891850?ref_src=twsrc%5Etfw">September 7, 2026</a></blockquote></figure><p>O lado negativo desta transição é que o excesso de luz e o brilho noturno decorrentes do uso de LEDs têm <strong>consequências para a observação do céu e para os ecossistemas</strong>. De fato, o próprio Pettit apontou que, quanto mais visível uma cidade é do espaço, mais difícil se torna contemplar as estrelas a partir dela.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="NASA" data-year="2024" data-title="The%20Non-Stop%20Scientist" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nasa.gov%2Fpodcasts%2Fhouston-we-have-a-podcast%2Fthe-non-stop-scientist%2F">NASA. (2024). <a href="https://www.nasa.gov/podcasts/houston-we-have-a-podcast/the-non-stop-scientist/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The Non-Stop Scientist</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/astronauta-don-pettit-compara-como-as-luzes-noturnas-das-cidades-mudaram-apos-23-anos-no-espaco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item></channel></rss>