<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Mon, 07 Sep 2026 22:20:17 +0000</lastBuildDate><pubDate>Mon, 07 Sep 2026 22:20:17 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Estrela do rock e réptil: uma nova espécie de cobra batizada em homenagem a Slash]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estrela-do-rock-e-reptil-uma-nova-especie-de-cobra-batizada-em-homenagem-a-slash.html</link><pubDate>Mon, 07 Sep 2026 17:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O que é que uma lenda do rock tem a ver com uma cobra misteriosa da Nova Guiné? A resposta é mais estranha do que se possa imaginar — e tudo começa com o Slash e o seu amor de toda a vida pelos répteis.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/rock-star-meets-reptile-a-new-snake-species-named-for-slash-1788611907725.jpg" data-image="eu1wbvbjpjg0" alt="slash" title="slash"><figcaption>Slash e Sara Ruane, autora principal do artigo, no Field Museum. Crédito: Cortesia de Sara Ruane.</figcaption></figure><p><strong>Slash</strong>, o lendário guitarrista dos Guns N’ Roses, é um apaixonado por répteis desde sempre e um grande apoiante de jardins zoológicos e museus. E agora, <strong>dá nome a uma espécie recém-descoberta, a<em> Lielaphis slashi </em></strong>– a cobra-terrestre de Slash.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>"Como amante de répteis de longa data, sinto-me extremamente honrado e humilde por ter a Lielaphis slashi, da Nova Guiné, batizada com o meu nome. É realmente emocionante; nunca teria imaginado que este momento chegasse", afirmou Slash.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>"Os Guns N’ Roses têm sido uma das minhas bandas favoritas desde que andava na primeira classe e, na quinta classe, já tinha dito à minha professora que queria <strong>ser herpetologista</strong> — um cientista que estuda répteis — quando crescesse", disse <strong>Sara Ruane</strong>, curadora associada de herpetologia do <strong>Field Museum</strong> e autora principal do artigo publicado na <em><strong>Zootaxa</strong></em>. "Então, quando tinha doze anos e recebi pela correio a minha cópia da revista <em><strong>Reptiles Magazine</strong></em>, que trazia na<strong> capa uma fotografia do Slash a segurar a sua pitão reticulada de estimação, pensei: “Este tipo é tão fixe.”"</strong></p><p>Ruane cresceu e tornou-se cientista e, quando teve a oportunidade de atribuir um nome científico oficial a uma nova espécie de réptil, <strong>lembrou-se daquele artigo da revista</strong>.</p><p>"Reli a entrevista dele, e ele falava sobre o quanto adora museus, jardins zoológicos e história natural, e sobre como, quando era criança, saía à rua à procura de cobras — eram coisas com as quais me identificava muito, <strong>e isso fez-me pensar que ele seria uma pessoa fantástica para dar nome a uma nova espécie"</strong>, disse Ruane.</p><h2>Oportunidade de dar nome a uma nova espécie</h2><p>Foi então que surgiu a sua oportunidade com uma <strong>cobra castanho-avermelhada</strong>, com 28 polegadas de comprimento, proveniente da <strong>floresta da Nova Guiné</strong>.</p><p>A Nova Guiné é a segunda maior ilha do mundo, situada a norte da Austrália. As florestas tropicais da ilha ainda não foram bem estudadas, o que sugere que possam abrigar uma biodiversidade até agora desconhecida. <strong>Em 2006, Chris Austin</strong>, conservador de herpetologia do Museu de Ciências Naturais da Universidade Estadual da Louisiana, <strong>estava a realizar trabalho de campo na Nova Guiné quando se deparou com uma cobra desconhecida</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/rock-star-meets-reptile-a-new-snake-species-named-for-slash-1788612497979.jpg" data-image="ll679twwogk6" alt="new snake" title="new snake"><figcaption>A nova espécie de cobra, L. slashi. Crédito: Chris Austin.</figcaption></figure><p><strong>"Estas cobras terrestres da Nova Guiné são noturnas, pelo que a melhor forma de as encontrar é à noite</strong>. Normalmente, encontram-se logo após o pôr do sol, na base de árvores de grande porte, onde procuram algo para comer", afirmou Austin. <strong>"Ao trabalhar à noite na Nova Guiné, é preciso ter muito cuidado, pois existem várias espécies altamente venenosas</strong> que se parecem muito com as cobras terrestres não venenosas."</p><p>Em 2016, Ruane passou algum tempo a trabalhar com Austin, tendo colaborado para dar início ao estudo das cobras pouco conhecidas da Nova Guiné.</p><p><strong>Não tinham a certeza se a cobra era uma nova espécie</strong>, baseando-se apenas na sua aparência. Mas as análises laboratoriais revelaram então algumas diferenças interessantes.</p><p>"Utilizando várias análises genéticas de ponta, descobrimos que <strong>a <em>L. slashi</em> é</strong> <strong>geneticamente distinta de outras cobras</strong> semelhantes do mesmo género", afirmou Tianqi Huang, investigador de pós-doutoramento no Field Museum, a trabalhar com Ruane. "A combinação de características físicas, como as <strong>diferenças no número de escamas quando comparadas com outras espécies</strong>, e as evidências genéticas foi o que nos levou a perceber que se trata de uma espécie inteiramente nova. Também utilizámos modelação ecológica para demonstrar que <strong>o habitat preferido da <em>L. slashi </em>é diferente do de cobras semelhantes."</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="402541" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tem-medo-de-cobras-ou-aranhas-esta-podera-ser-a-razao-natureza-fobia-animais.html" title="Tem medo de cobras ou aranhas? Esta poderá ser a razão">Tem medo de cobras ou aranhas? Esta poderá ser a razão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tem-medo-de-cobras-ou-aranhas-esta-podera-ser-a-razao-natureza-fobia-animais.html" title="Tem medo de cobras ou aranhas? Esta poderá ser a razão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/scared-of-snakes-or-spiders-this-could-be-why-nature-phobia-1646323273619_320.jpeg" alt="Tem medo de cobras ou aranhas? Esta poderá ser a razão"></a></article></aside><p>Ainda há muito por descobrir sobre a cobra-terrestre-de-Slash.</p><p>"É incrivelmente difícil observar cobras na natureza antes de elas se afastarem a rastejar, por isso o nosso conhecimento sobre a<em> L. slashi</em> é limitado", afirmou Ruane. <strong>"As cobras deste género têm frequentemente dentes grandes na parte posterior da boca, que as cobras-terrestres da Nova Guiné podem utilizar para agarrar e comer lagartos pequenos de escamas escorregadias e os ovos de outros répteis</strong>; esta cobra não agarra nem aperta a sua presa como uma jibóia."</p><h2>Ameaças potenciais no horizonte?</h2><p>A cobra terrestre de Slash não representa uma ameaça para os seres humanos, mas a atividade humana poderá prejudicá-la no futuro.</p><p><strong>"Os habitats de origem da cobra terrestre de Slash estão ameaçados por indústrias como o cultivo de café e a mineração",</strong> afirmou Ruane. "É por isso que é importante descrever as espécies que ali vivem. Todas as espécies devem ser reconhecidas para que possamos compreender melhor como funcionam os ecossistemas e como tudo se encaixa no ambiente. Não podemos conservar animais ou outros seres vivos que desconhecemos."</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">News reference</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="HUANG%2C%20T.%2C%20AUSTIN%2C%20C.%20C.%2C%20BERNSTEIN%2C%20J.%20M.%2C%20IOVA%2C%20B.%2C%20ROBERTS%2C%20J.%20R.%2C%20FREDERICK%2C%20J.%20H.%2C%20%26%20RUANE%2C%20S." data-year="2026" data-title="A%20new%20species%20of%20papuan%20groundsnake%20(squamata%3A%20Colubridae%3A%20Lielaphis)%20from%20New%20Guinea." data-url="https%3A%2F%2Fmapress.com%2Fzt%2Farticle%2Fview%2Fzootaxa.5866.2.6">HUANG, T., AUSTIN, C. C., BERNSTEIN, J. M., IOVA, B., ROBERTS, J. R., FREDERICK, J. H., & RUANE, S.. (2026). <a href="https://mapress.com/zt/article/view/zootaxa.5866.2.6" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A new species of papuan groundsnake (squamata: Colubridae: Lielaphis) from New Guinea.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estrela-do-rock-e-reptil-uma-nova-especie-de-cobra-batizada-em-homenagem-a-slash.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Investigadores preocupados: o que é a alga invasora que se está a alastrar pela costa de Sines?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-preocupados-o-que-e-a-alga-invasora-que-se-esta-a-alastrar-pela-costa-de-sines.html</link><pubDate>Mon, 07 Sep 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Nos últimos dois a três anos uma alga invasora tem vindo a ganhar terreno nos fundos marinhos da costa de Sines, levantando preocupações sobre os efeitos que poderá ter na biodiversidade local.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-preocupados-o-que-e-a-alga-invasora-que-esta-a-cobrir-a-costa-de-sines-1788781461509.jpg" data-image="6zbkboeopx9z"><figcaption>Alga invasora Rugulopteryx (okamurae). Imagem: Facebook/Ambiente Cascais</figcaption></figure><p>Há cerca de uma década foi identificada junto à marina do Porto de Sines a <strong><em>Rugulopteryx (okamurae)</em></strong>, uma espécie originária do Pacífico que terá chegado à costa portuguesa através do Mediterrâneo, instalando-se primeiro no Algarve e progredindo posteriormente para Norte. O que está a gerar preocupação entre os cientistas é o facto de <strong>a sua expansão no fundo marinho de Sines ter acelerado significativamente nos últimos anos</strong>.</p><h2>Aumento da temperatura da água trouxe "um "boom" exponencial em todas as zonas até aos 12 metros de profundidade"</h2><p>Segundo <strong>Joaquim Parrinha</strong>, investigador da Universidade de Coimbra e do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE), <strong>o aumento da temperatura da água terá sido favorável a um crescimento explosivo da espécie</strong>. Até cerca de 12 metros de profundidade, a alga já ocupa extensas áreas do fundo marinho. Em zonas menos profundas, acrescenta o investigador, “está tudo ocupado”.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-preocupados-o-que-e-a-alga-invasora-que-esta-a-cobrir-a-costa-de-sines-1788781538909.jpg" data-image="n6a8z5hm83uo"><figcaption>Apesar desta alga invasora já ter sido identificada há uma década na costa portuguesa, aquilo que preocupa os investigadores devido aos potenciais impactos na biodiversidade local é o facto de ser ter alastrado vertiginosamente nos últimos dois a três anos, concentrando-se especialmente nas zonas de São Torpes e ilha do Pessegueiro.</figcaption></figure><p><strong>Na ilha do Pessegueiro, em Porto Covo, onde realiza mergulhos frequentes, Parrinha descreve autênticas florestas subaquáticas de Rugulopteryx</strong>. Embora “não deixando de ser bonita”, esta elevada concentração de algas altera profundamente o habitat das “espécies autóctones”, prejudicando bastante o seu desenvolvimento.</p><h2>Menos luz, menos oxigénio e menos vida</h2><p><strong>A forte acumulação observada recentemente em algumas praias do concelho de Sines</strong> resulta, segundo Joaquim Parrinha, da <strong>agitação marítima,</strong> que arrancou parte das algas dos fundos e as transportou até à costa.</p><p>Debaixo desses extensos “tapetes” de algas que chegam a cobrir completamente a costa, <strong>a passagem de luz diminui e o oxigénio disponível junto ao fundo pode escassear. O resultado torna-se particularmente pejorativo para espécies autóctones</strong>, designadamente "as algas coralinas, os sargaços, as laminárias e os códium", que podem acabar por morrer.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777846" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/nova-tecnologia-criada-em-peniche-acelera-o-crescimento-das-florestas-de-algas-marinhas.html" title="Nova tecnologia criada em Peniche acelera o crescimento das florestas de algas marinhas">Nova tecnologia criada em Peniche acelera o crescimento das florestas de algas marinhas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/nova-tecnologia-criada-em-peniche-acelera-o-crescimento-das-florestas-de-algas-marinhas.html" title="Nova tecnologia criada em Peniche acelera o crescimento das florestas de algas marinhas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nova-tecnologia-criada-em-peniche-acelera-o-crescimento-das-florestas-de-algas-marinhas-1783603903620_320.jpg" alt="Nova tecnologia criada em Peniche acelera o crescimento das florestas de algas marinhas"></a></article></aside><p>Ao ocupar os seus habitats e preencher os nichos ecológicos, a alga invasora acaba por contribuir para uma redução da biodiversidade. E como tal acontece? Parrinha explica que <strong>sob estas massas de algas, formam-se bolsas de gases que "causam a eutrofização das diversas lagoas subaquáticas nas zonas onde ela vai ficando presa"</strong>.</p><div class="texto-destacado">O investigador Joaquim Parrinha já se deparou com a <em>Rugulopteryx</em> ao longo de toda a faixa costeira entre Melides e Azenhas do Mar, com especial incidência em São Torpes e na ilha do Pessegueiro.</div><p>Perante este cenário, Parrinha defende duas possíveis ações: uma delas passa pela <strong>remoção da biomassa acumulada nas praias e o estudo do seu aproveitamento agrícola</strong>, depois de "devidamente lavada para retirar o sal". Já a segunda opção “é, <strong>no terreno ou debaixo de água, fazer a colheita desta alga para termos novamente a rocha limpa e livre para as algas autóctones</strong>, que nos interessam, se fixarem e continuarem o seu ciclo normal de vida", indica.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="JN" data-year="2026" data-title="Alga%20invasora%20alastra%20na%20costa%20de%20Sines%20e%20amea%C3%A7a%20biodiversidade" data-url="https%3A%2F%2Fwww.jn.pt%2Famp%2F18122484%2Falga-invasora-alastra-na-costa-de-sines-e-ameaca-biodiversidade">JN. (2026). <a href="https://www.jn.pt/amp/18122484/alga-invasora-alastra-na-costa-de-sines-e-ameaca-biodiversidade" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Alga invasora alastra na costa de Sines e ameaça biodiversidade</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-preocupados-o-que-e-a-alga-invasora-que-se-esta-a-alastrar-pela-costa-de-sines.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A humanidade terá de esperar at�� 2178 para ver Plutão completar a sua primeira órbita à volta do Sol]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-humanidade-tera-de-esperar-ate-2178-para-ver-plutao-completar-a-sua-primeira-orbita-a-volta-do-sol.html</link><pubDate>Mon, 07 Sep 2026 13:31:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Plutão demora 248 anos a completar uma órbita em torno do Sol e, em 2178, regressará ao ponto que ocupava quando foi descoberto em 1930.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-humanidad-tendra-que-esperar-hasta-2178-para-ver-a-pluton-realizar-su-primera-orbita-completa-alrededor-del-sol-1788258539077.jpeg" data-image="3raxp10u8nec" alt="Pluto" title="Pluto"><figcaption>Plutão demora 248 anos a completar a sua órbita e só voltará ao ponto em que se encontrava quando foi descoberto em 2178.</figcaption></figure><p><strong>O astrónomo norte-americano Clyde Tombaugh descobriu Plutão há quase um século, mas essa descoberta não marcou o início da sua órbita</strong>. O objeto já orbitava o Sol há milhares de milhões de anos quando Tombaugh conseguiu identificá-lo em placas fotográficas no Observatório Lowell, no Arizona. Desde então, a humanidade acompanhou a sua trajetória durante apenas uma fração de um ano plutoniano.</p><p>Os números colocam esta espera extraordinária em perspetiva: <strong>passarão cerca de 248 anos entre a descoberta de Plutão e o seu regresso ao mesmo ponto da sua órbita</strong>. Durante esse tempo, Plutão percorrerá uma distância enorme em torno do Sol, enquanto várias gerações humanas nascem, vivem e falecem. O paradoxo é que já enviámos uma nave espacial para lá e conhecemos a sua trajetória sem nunca termos testemunhado uma revolução completa.</p><h2>Plutão demora 248 anos a completar a sua órbita</h2><p>A duração de um ano depende do planeta de que estamos a falar. O ano da Terra, com cerca de 365 dias, não é um padrão universal. Mercúrio demora cerca de 88 dias terrestres a completar a sua órbita, enquanto Neptuno demora quase 165 anos. <strong>Em Plutão, um ano dura cerca de 248 anos terrestres</strong>.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/fJDuD9e6GNs/sddefault.jpg" alt="youtube video id=fJDuD9e6GNs" id="fJDuD9e6GNs"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p><strong>A explicação reside na sua enorme distância do Sol. Plutão encontra-se, em média, a cerca de 5,834 mil milhões de quilómetros da nossa estrela</strong>, ou seja, aproximadamente 39 unidades astronómicas. A sua órbita também não é circular: a sua distância do Sol varia entre aproximadamente 4,44 mil milhões e 7,375 mil milhões de quilómetros, o que equivale a cerca de 30 a 49,3 UA.</p><p>Essa órbita colocou Plutão mais próximo do Sol do que Neptuno entre 1979 e 1999. No entanto, isto não resulta num encontro próximo entre os dois corpos, uma vez que as suas órbitas estão ligadas numa ressonância de 3:2. <strong>Por cada duas órbitas que Plutão completa à volta do Sol, Neptuno completa três</strong>, impedindo que as suas posições relativas os aproximem perigosamente um do outro.</p><h2>A descoberta de Plutão não marcou o início da sua primeira órbita</h2><p><strong>Em 1930, Tombaugh procurava, a partir do Observatório Lowell, um possível planeta </strong>para além de Neptuno. Para o encontrar, fotografou diferentes áreas do céu e comparou placas tiradas em momentos diferentes. As estrelas permaneciam praticamente imóveis, enquanto um objeto pertencente ao Sistema Solar poderia mudar de posição.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-humanidad-tendra-que-esperar-hasta-2178-para-ver-a-pluton-realizar-su-primera-orbita-completa-alrededor-del-sol-1788258685724.jpg" data-image="i8yicqpkiozc" alt="American astronomer Clyde Tombaugh discovered Pluto nearly a century ago." title="American astronomer Clyde Tombaugh discovered Pluto nearly a century ago."><figcaption>Clyde Tombaugh descobriu Plutão em 1930, enquanto procurava o hipotético Planeta X em placas fotográficas no Observatório Lowell, no Arizona.</figcaption></figure><p>Foi assim que Plutão foi descoberto. Mas há dois acontecimentos que podem ser facilmente confundidos e que é preciso distinguir: a descoberta de um objeto não é o mesmo que o início da sua órbita. Plutão não começou a orbitar o Sol em 1930. <strong>O que teve início nesse ano foi o registo da sua posição pela humanidade e, com isso, a nossa capacidade de acompanhar o seu movimento</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767097" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/plutao-podera-recuperar-o-seu-estatuto-de-planeta-no-sistema-solar-o-diretor-da-nasa-reabre-o-debate.html" title="Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate">Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/plutao-podera-recuperar-o-seu-estatuto-de-planeta-no-sistema-solar-o-diretor-da-nasa-reabre-o-debate.html" title="Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pluton-podria-volver-a-ser-planeta-la-nasa-reabre-el-debate-1777885919279_320.jpeg" alt="Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate"></a></article></aside><p>A situação é semelhante a fotografar um corredor que já anda a dar voltas numa pista há muito tempo. <strong>A fotografia marca o momento em que começámos a observar, não o momento em que a corrida começou</strong>. No caso de Plutão, essa pista estende-se por milhares de milhões de quilómetros, e completar uma volta demora quase dois séculos e meio.</p><h2>Em 2178, Plutão regressará à sua posição de 1930</h2><p>Os astrónomos não precisam de esperar até 2178 para saber quanto tempo demora a órbita de Plutão. As observações permitem aos cientistas determinar a sua posição, velocidade e movimento.<strong> Ao aplicarem as leis da gravidade a esses dados, podem calcular a sua trajetória, determinar onde Plutão se encontrava antes da sua descoberta e prever onde estará no futuro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-humanidad-tendra-que-esperar-hasta-2178-para-ver-a-pluton-realizar-su-primera-orbita-completa-alrededor-del-sol-1788258925700.jpeg" data-image="hdp6bw8cfdjm" alt="Pluto" title="Pluto"><figcaption>Plutão demora cerca de 248 anos a orbitar o Sol, o que significa que ainda não completou uma órbita completa desde a sua descoberta, em 1930.</figcaption></figure><p>Existem também fotografias tiradas antes de 1930 nas quais Plutão foi captado sem que ninguém o tivesse identificado na altura. Estas imagens anteriores à descoberta ampliam os dados disponíveis e<strong> ajudam os cientistas a reconstruir o seu movimento ao longo de um período mais alargado</strong>.</p><p>A NASA prevê que Plutão regresse à posição orbital que ocupava quando foi descoberto em 2178. <strong>Algumas estimativas apontam para aproximadamente 23 de março, embora a agência espacial não especifique uma data exata</strong>. Nessa altura, terão passado quase 248 anos desde a descoberta de Tombaugh.</p><h2>A sonda New Horizons chegou a Plutão antes de este completar o seu ano</h2><p>A humanidade não teve de esperar por esse regresso para ver Plutão de perto. A sonda New Horizons da NASA, lançada em 2006, chegou a Plutão e realizou a sua histórica passagem a 14 de julho de 2015, após viajar milhares de milhões de quilómetros. <strong>As imagens revelaram montanhas de gelo de água, vastas planícies geladas e a famosa região brilhante em forma de coração</strong>. O minúsculo ponto que Tombaugh tinha avistado entre as estrelas tornou-se, 85 anos depois, um mundo que pudemos ver com notável detalhe.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">NASAs New Horizons spacecraft traveled nearly 3 billion miles over nine years to capture this moment on Pluto <br><br>About 15 minutes after its historic flyby, New Horizons turned back toward Pluto and recorded a breathtaking near-sunset view. <a href="https://t.co/fJyFXNZ8fI">pic.twitter.com/fJyFXNZ8fI</a></p>— Night Sky Now (@NightSkyNow) <a href="https://x.com/NightSkyNow/status/2092688412432314878?ref_src=twsrc%5Etfw">August 26, 2026</a></blockquote></figure><p>Tudo isto aconteceu enquanto Plutão ainda estava longe de completar a órbita que, da nossa perspetiva, começámos a acompanhar em 1930. <strong>Em 2015, tinham passado apenas 85 anos, o que ainda representa uma fração relativamente pequena do seu período orbital de 248 anos</strong>.</p><p>Quando chegar o ano de <strong>2178</strong>, Plutão regressará ao mesmo ponto da sua órbita que ocupava quando foi descoberto. Para Plutão, não haverá qualquer aniversário nem mudança significativa: continuará simplesmente a seguir a sua trajetória em torno do Sol. <strong>A data só tem importância para nós porque foi em 1930 que começámos a observá-lo</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-humanidade-tera-de-esperar-ate-2178-para-ver-plutao-completar-a-sua-primeira-orbita-a-volta-do-sol.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo esta semana: chuva regressa e temperaturas descem, mas por pouco tempo; a partir de quinta (10) há nova mudança]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-esta-semana-chuva-regressa-e-temperaturas-descem-mas-por-pouco-tempo-a-partir-de-quinta-10-ha-nova-mudanca.html</link><pubDate>Mon, 07 Sep 2026 12:12:11 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A segunda semana de setembro arranca com tempo estável e temperaturas acima da média na maior parte do país. No entanto, a partir de amanhã o cenário muda e depois de quinta-feira volta a mudar! Saiba tudo aqui!</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/xfvXlI96kfQ/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=xfvXlI96kfQ" id="xfvXlI96kfQ"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Esta semana arranca com sete distritos sob aviso amarelo de tempo quente, de acordo com o IPMA. Os distritos em causa são: <strong>Castelo Branco, Portalegre, Lisboa, Setúbal, Évora, Beja e Faro e este aviso manter-se-á em vigor até às 21h de hoje</strong>, devido à persistência de temperaturas elevadas.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>São esperados <strong>até 39 ºC em vários pontos do Baixo Alentejo</strong>, especialmente no Vale do Guadiana, devendo esta ser a região mais quente do país. Ainda assim, ao longo da faixa interior, esperam-se até 38 ºC na Beira Baixa e até 37 ºC no Vale do Douro. As <strong>anomalias térmicas ao longo desta faixa encontram-se elevadas, com valores até 9 ºC acima da média</strong>.</p><h2>Chuva regressa já amanhã, dia 8 de setembro, mas por pouco tempo</h2><p>No entanto, para amanhã, terça-feira, espera-se uma mudança de tempo, com a chuva a regressar a partir das 16h ao noroeste, devendo nas horas seguintes <strong>percorrer toda a região Norte e uma boa parte da região Centro</strong>, dissipando-se completamente nas primeiras horas da manhã de quarta-feira, dando lugar a um resto de semana seco.</p><h2>A partir de quinta-feira a estabilidade atmosférica</h2><p>Além disto, espera-se ainda uma <strong>descida generalizada das temperaturas também até quarta-feira</strong>, onde os termómetros nesse dia poderão variar entre os 22 ºC em Viana do Castelo e Aveiro e os 30 ºC em Castelo Branco. Com esta descida, as anomalias térmicas estarão pouco pronunciadas, sendo esperado que em boa parte do país se registem valores dentro da normal climatológica de referência, salvo algumas exceções.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-esta-semana-chuva-regressa-e-temperaturas-descem-mas-por-pouco-tempo-a-partir-de-quinta-10-ha-nova-mudanca-1788782467119.jpg" data-image="n2cb4f5j78lo" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>No sábado, dia 12 de setembro, espera-se uma subida das temperaturas também no litoral Norte e Centro, onde cidades mais próximas do mar poderão registar valores acima dos 30 ºC.</figcaption></figure><p>Todavia, e segundo a mais recente atualização dos nossos mapas, é expectável que os<strong> valores comecem a recuperar a partir de quinta-feira</strong>, especialmente no Sul do país, onde as temperaturas máximas se deverão situar entre os 20 ºC em Viana do Castelo e os 33 ºC em Beja.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787525" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-rapidamente-a-frente-fria-que-amanha-deixara-chuva-nestes-8-distritos-de-portugal.html" title="Aproxima-se rapidamente a frente fria que amanhã deixará chuva nestes 8 distritos de Portugal">Aproxima-se rapidamente a frente fria que amanhã deixará chuva nestes 8 distritos de Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-rapidamente-a-frente-fria-que-amanha-deixara-chuva-nestes-8-distritos-de-portugal.html" title="Aproxima-se rapidamente a frente fria que amanhã deixará chuva nestes 8 distritos de Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-rapidamente-a-frente-fria-que-amanha-deixara-chuva-nestes-8-distritos-de-portugal-1788777965043_320.png" alt="Aproxima-se rapidamente a frente fria que amanhã deixará chuva nestes 8 distritos de Portugal"></a></article></aside><p>Esta <strong>tendência de subida das temperaturas deverá manter-se nos dias seguintes</strong>, com os termómetros a poderem registar <strong>valores acima dos 30 ºC mesmo em cidades mais próximas do mar, no sábado, dia 12</strong>, como podemos observar no mapa acima. No entanto, e tendo em conta a distância temporal, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-esta-semana-chuva-regressa-e-temperaturas-descem-mas-por-pouco-tempo-a-partir-de-quinta-10-ha-nova-mudanca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 9 ºC a menos: entre amanhã e quarta-feira, o ar polar provocará uma queda brusca das temperaturas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-9-c-a-menos-entre-amanha-e-quarta-feira-o-ar-polar-provocara-uma-queda-brusca-das-temperaturas.html</link><pubDate>Mon, 07 Sep 2026 11:39:44 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma massa de ar polar deverá provocar uma descida acentuada das temperaturas em Portugal continental entre terça e quarta-feira, com diferenças que poderão chegar aos 9 ºC e o desaparecimento das anomalias térmicas positivas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb4zlae"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb4zlae.jpg" id="xb4zlae"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>As temperaturas elevadas que marcam o início desta semana em Portugal continental deverão baixar de forma acentuada</strong>. A descida começará a sentir-se na terça-feira, dia 8, no Norte e litoral, tornando-se mais evidente e generalizada na quarta-feira, quando algumas zonas poderão registar menos 9 ºC face a segunda-feira.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>A mudança estará associada a uma reorganização da circulação atmosférica sobre a Península Ibérica. A posição do anticiclone no Atlântico, conjugada com a presença de uma área de baixas pressões em altitude sobre a Europa, <strong>favorecerá um fluxo de norte e noroeste, responsável pelo transporte de ar polar para Portugal. Esta massa de ar irá substituir o ar muito quente presente no país</strong>.</p><h2>Terça-feira marca o início da descida das temperaturas</h2><p><strong>Esta segunda-feira, as temperaturas permanecem elevadas, sobretudo no interior</strong>. As máximas deverão atingir 31 ºC em Bragança, 35 ºC em Castelo Branco e Portalegre e 37 ºC em Évora. No distrito de Beja, os valores poderão alcançar localmente os 39 ºC. No interior, estas temperaturas deverão superar largamente os valores habituais para esta época do ano, com anomalias térmicas positivas de cerca de 7 ºC em Évora e até 9 ºC em Beja.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-9-c-a-menos-entre-amanha-e-quarta-feira-o-ar-polar-provocara-uma-queda-brusca-das-temperaturas-1788780146789.jpg" data-image="bigb7d2ofo3z"><figcaption>No início da semana, as temperaturas estarão bastante acima do habitual para esta época do ano, sobretudo no interior. As anomalias térmicas positivas poderão atingir cerca de 7 ºC em Évora e 9 ºC em Beja.</figcaption></figure><p>Junto ao litoral, os valores serão mais baixos, com cerca de 24 ºC no Porto, 27 ºC em Aveiro, 29 ºC em Leiria e 31 ºC em Lisboa. <strong>Na terça-feira, a descida começará a fazer-se sentir sobretudo no Norte e litoral</strong>, onde as máximas deverão baixar para 27 ºC em Bragança, 25 ºC na Guarda, 22 ºC no Porto e Aveiro, 24 ºC em Leiria e 27 ºC em Lisboa. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-9-c-a-menos-entre-amanha-e-quarta-feira-o-ar-polar-provocara-uma-queda-brusca-das-temperaturas-1788780250895.jpg" data-image="ieu6sr32tc76"><figcaption>Na terça-feira, a descida das temperaturas começará a sentir-se sobretudo no Norte e litoral, com máximas de 22 ºC no Porto e Aveiro e de 24 ºC em Leiria. O calor persistirá no interior Sul.</figcaption></figure><p>Mais a sul, o arrefecimento será menos acentuado, com 32 ºC previstos em Évora e 34 ºC em Beja.</p><h2>Anomalias térmicas positivas desaparecem na quarta-feira</h2><p><strong>Na quarta-feira, a descida deverá tornar-se mais acentuada e generalizada, alcançando também o Sul</strong>. As máximas deverão ficar pelos 29 ºC em Portalegre, Évora e Beja, enquanto Bragança e Guarda deverão rondar os 24 ºC e Santarém os 27 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787525" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-rapidamente-a-frente-fria-que-amanha-deixara-chuva-nestes-8-distritos-de-portugal.html" title="Aproxima-se rapidamente a frente fria que amanhã deixará chuva nestes 8 distritos de Portugal">Aproxima-se rapidamente a frente fria que amanhã deixará chuva nestes 8 distritos de Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-rapidamente-a-frente-fria-que-amanha-deixara-chuva-nestes-8-distritos-de-portugal.html" title="Aproxima-se rapidamente a frente fria que amanhã deixará chuva nestes 8 distritos de Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-rapidamente-a-frente-fria-que-amanha-deixara-chuva-nestes-8-distritos-de-portugal-1788777965043_320.png" alt="Aproxima-se rapidamente a frente fria que amanhã deixará chuva nestes 8 distritos de Portugal"></a></article></aside><p>Este arrefecimento deverá fazer desaparecer as anomalias térmicas positivas, aproximando <strong>as temperaturas dos valores habituais para esta época do ano</strong>. Em algumas zonas do Norte e Centro, poderão mesmo ficar até 2 ºC abaixo da média.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-9-c-a-menos-entre-amanha-e-quarta-feira-o-ar-polar-provocara-uma-queda-brusca-das-temperaturas-1788780292747.jpg" data-image="65ldf7i7eebz"><figcaption>Na quarta-feira, as anomalias térmicas positivas deverão diminuir significativamente em Portugal continental. Os valores ficarão próximos do normal em grande parte do território, podendo atingir cerca de 2 ºC abaixo da média em algumas zonas do Centro.</figcaption></figure><p>As maiores descidas deverão concentrar-se no interior, com destaque para o Sul. <strong>Em Beja, a diferença entre segunda e quarta-feira poderá chegar aos 9 ºC e, em Évora, aos 8 ºC</strong>. A diminuição será também significativa mais a norte, rondando 7 ºC em Bragança e 6 ºC na Guarda e em Portalegre.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-9-c-a-menos-entre-amanha-e-quarta-feira-o-ar-polar-provocara-uma-queda-brusca-das-temperaturas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aproxima-se rapidamente a frente fria que amanhã deixará chuva nestes 8 distritos de Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-rapidamente-a-frente-fria-que-amanha-deixara-chuva-nestes-8-distritos-de-portugal.html</link><pubDate>Mon, 07 Sep 2026 10:47:03 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após o calor intenso que imperou nestes últimos dias, prevê-se uma mudança significativa do tempo esta terça-feira 8 de setembro em vários distritos de Portugal continental devido à chegada de uma frente fria.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb4yyom"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb4yyom.jpg" id="xb4yyom"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Após o tempo quente que imperou no nosso país nos últimos dias, estamos à beira de registar uma <strong>mudança significativa e temporária no estado do tempo em Portugal continental a partir de terça-feira (8)</strong>, tal como temos vindo a explicar nas previsões ultimamente lançadas na Meteored, estando à vista<strong> chuva</strong> nalgumas regiões e ainda uma<strong> descida relativamente generalizada das temperaturas</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>Nesta terça-feira, 8 de setembro, prevê-se uma mudança significativa do estado do tempo no Norte e em boa parte do Centro devido à chegada de uma frente fria que trará chuva fraca, não se excluindo a possibilidade de ser pontualmente moderada ou forte nalguns locais. As temperaturas vão baixar.</div><p><strong>A região do Minho será a primeira a testemunhar esta mudança de tempo</strong>. Hoje, 7 de setembro, ainda predominará um ambiente seco e estável por lá, embora nas últimas horas já seja expectável o aparecimento de nebulosidade média e alta a antecipar a mudança de tempo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-rapidamente-a-frente-fria-que-amanha-deixara-chuva-nestes-8-distritos-de-portugal-1788777326395.jpg" data-image="k0ix7l8r4obf"><figcaption>Neste mapa das 10:00 da manhã de terça-feira, 8 de setembro, é possível observar a configuração sinóptica que estará na origem deste temporário episódio chuvoso. Verifica-se uma frente fria em rápida aproximação ao Noroeste da Península Ibérica, associada a um vale depressionário que atingirá em cheio o noroeste de França.</figcaption></figure><p>No resto de Portugal continental mantém-se o panorama de estabilidade atmosférica nesta <strong>segunda-feira (7), com o aviso amarelo de tempo quente a persistir em 7 distritos da nossa geografia</strong>.</p><h2>Esta terça-feira chega a frente fria que deixará chuva em vários distritos do Norte e Centro</h2><p>Amanhã - terça-feira, 8 de setembro - o dia amanhecerá com bastante nebulosidade na generalidade do litoral Norte e Centro - destacando-se particularmente o Minho - e também nalgumas zonas do interior Norte e Centro. De acordo com o modelo ECMWF, a frente fria chegará muito ativa, <strong>distribuindo os primeiros pingos de chuva nos distritos minhotos entre as 14:00 e as 16:00</strong>. </p><p>Os mapas de referência da Meteored, que abrangem diferentes variáveis relativas à precipitação, coincidem em indicar que <strong>a chuva será moderada a pontualmente forte durante alguns períodos em algumas zonas dos distritos minhotos (Viana do Castelo e Braga)</strong> e também no distrito de <strong>Vila Real</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-rapidamente-a-frente-fria-que-amanha-deixara-chuva-nestes-8-distritos-de-portugal-1788777148214.jpg" data-image="tvfb2is7fi87"><figcaption>O Noroeste de Portugal é a zona onde se prevê, durante mais horas, uma probabilidade superior a 90% de ocorrência de precipitação. </figcaption></figure><p><strong>A partir do meio da tarde de amanhã (8)</strong> o sistema frontal irá progredir para sul e para leste em direção a outros distritos do Norte e Centro de Portugal continental, deixando pelo caminho <strong>chuva, geralmente fraca a pontualmente moderada ou forte</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787363" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-continental-na-proxima-semana-ecmwf-preve-chuva-e-nova-subida-das-temperaturas.html" title="Mudanças no tempo em Portugal continental na próxima semana: ECMWF prevê chuva e nova subida das temperaturas">Mudanças no tempo em Portugal continental na próxima semana: ECMWF prevê chuva e nova subida das temperaturas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-continental-na-proxima-semana-ecmwf-preve-chuva-e-nova-subida-das-temperaturas.html" title="Mudanças no tempo em Portugal continental na próxima semana: ECMWF prevê chuva e nova subida das temperaturas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-continental-na-proxima-semana-ecmwf-preve-chuva-e-nova-subida-das-temperaturas-1788692322379_320.jpg" alt="Mudanças no tempo em Portugal continental na próxima semana: ECMWF prevê chuva e nova subida das temperaturas"></a></article></aside><p>Segundo os nossos mapas, até ao final da jornada de terça-feira (8), a precipitação irá alcançar, grosso modo, 8 distritos do Norte e Centro do país, distribuindo-se então por: <strong>Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Vila Real, Viseu, Bragança e Guarda</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-rapidamente-a-frente-fria-que-amanha-deixara-chuva-nestes-8-distritos-de-portugal-1788776950000.jpg" data-image="8jt8fdriih97"><figcaption>O Minho e a extremidade setentrional do distrito de Vila Real serão as zonas mais afetadas pela frente fria que percorrerá o Norte e Centro de Portugal continental nesta terça-feira, 8 de setembro.</figcaption></figure><p><strong>Será o primeiro episódio mais ou menos abrangente em termos espaciais com características outonais</strong> da nova estação. Recordemos que o outono climatológico dura entre 1 de setembro e 30 de novembro.</p><h2>Chuva acumulada, zonas mais afetadas e entrada de ar mais frio </h2><p>O modelo europeu estima que a frente tenha o potencial de gerar os acumulados de <strong>chuva mais abundantes no distrito de Viana do Castelo, no nordeste do distrito de Braga e no norte do distrito de Vila Real, com valores compreendidos entre 15 e 25 mm</strong>, especialmente nas zonas montanhosas mais expostas. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Como referido anteriormente, a chuva apresentará um carácter geralmente fraco, sendo pontualmente moderada ou forte. A rega prevista para estas regiões será bastante benéfica para fazer face à seca que vai imperando.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Nos restantes distritos do Norte e Centro que serão alcançados pela frente fria, os acumulados serão relativamente escassos, variando entre 2 e pouco menos de 10 mm. Refira-se ainda que, <strong>nas primeiras horas de quarta-feira - 9 de setembro, alguns remanescentes do sistema frontal poderão alcançar zonas mais a sul, tais como Coimbra, Fundão e Leiria</strong>, onde surgirão de forma mais dispersa.</p><p>Por fim, após a passagem da frente, a chegada do ar polar irá fazer-se sentir no país, sendo bem notória a <strong>descida das temperaturas que se estenderá de noroeste para sudeste de Portugal continental na terça (8) e quarta-feira (9)</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-rapidamente-a-frente-fria-que-amanha-deixara-chuva-nestes-8-distritos-de-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Por que estão os cadernos de Marie Curie guardados a sete chaves?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/por-que-estao-os-cadernos-de-marie-curie-guardados-a-sete-chaves.html</link><pubDate>Mon, 07 Sep 2026 07:35:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>As anotações da cientista polaca radicada em França representam os primórdios da nossa compreensão sobre a radioatividade, mas não estão ao alcance de todos. Descubra aqui por que são tão difíceis de consultar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-estao-os-cadernos-de-marie-curie-guardados-a-sete-chaves-1788195273122.jpg" data-image="63cxfgt0pm8a" alt="Marie Curie e páginas dos seus cadernos" title="Marie Curie e páginas dos seus cadernos"><figcaption>As notas que Marie Curie tirou ao longo da vida estão entre os documentos mais importantes para a História da Ciência. Imagens das páginas: Wellcome Collection</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Na <strong>Biblioteca Nacional de França</strong> estão alguns dos <strong>livros</strong> mais <strong>valiosos</strong> do mundo, desde a <strong>Bíblia de Gutenberg</strong> até obras de autores consagrados como Stendhal e Montaigne, passando por partituras musicais de Beethoven e Chopin. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Todos estes exemplares são cuidadosamente conservados sob luz e temperatura controladas. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Mas há documentos, guardados longe da vista de todos, que merecem ainda mais cautela. Nas <strong>caves da biblioteca</strong>, localizada em <strong>Paris</strong>, os <strong>cadernos </strong>de Marie Curie são mantidos em <strong>cofres </strong><strong>protegidos</strong> por várias<strong> camadas</strong><strong> de chumbo</strong>. </p><h2>Os protocolos de segurança da Biblioteca Nacional</h2><p>Os investigadores que quiserem <strong>consultar</strong> estes <strong>manuscritos</strong> têm de assinar uma <strong>declaração de consentimento</strong>, isentando o Estado francês de qualquer responsabilidade. São igualmente obrigados a usar <strong>equipamentos de proteção individual</strong> e cumprir rigorosamente todas as normas de segurança.</p><p>Os protocolos não servem apenas para garantir que os documentos permaneçam intactos e bem conservados. Dados os níveis de radioatividade elevados, o seu <strong>manuseio sem proteção especial </strong>é muito perigoso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-estao-os-cadernos-de-marie-curie-guardados-a-sete-chaves-1788195367345.jpg" data-image="ujqj4y19wzl0" alt="Marie Curie" title="Marie Curie"><figcaption>Marie Curie morreu aos 67 anos com uma anemia aplásica, consequência provável da exposição prolongada ao rádio e ao polónio. Imagem: Canva/domínio público</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Marie Curie é, até à data, a <strong>única mulher que recebeu o prémio Nobel duas vezes</strong>, em 1903, de Física, e em 1911, de Química. Juntamente com o marido, Pierre Curie, e o físico Henri Becquerel, descobriu a radioatividade, o que lhe valeu o primeiro Nobel. A segunda distinção foi-lhe atribuída por ter descoberto e isolado o <strong>rádio</strong> e o <strong>polónio</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="690511" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/marie-curie-a-cientista-polaca-com-dois-premios-nobel.html" title="Marie Curie: a cientista polaca com dois Prémios Nobel">Marie Curie: a cientista polaca com dois Prémios Nobel</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/marie-curie-a-cientista-polaca-com-dois-premios-nobel.html" title="Marie Curie: a cientista polaca com dois Prémios Nobel"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/marie-curie-a-cientista-polonesa-com-dois-premios-nobel-1735904570007_320.jpg" alt="Marie Curie: a cientista polaca com dois Prémios Nobel"></a></article></aside><p>Os prémios foram o culminar de anos de investigação, marcados pela exposição constante a substâncias perigosas. O casal Curie nunca imaginou o impacto devastador que a radioatividade poderia ter na saúde humana.</p><div class="texto-destacado">Marie Curie morreu em 1934, aos 67 anos, vítima de uma anemia aplásica, que terá sido consequência da exposição prolongada ao rádio e ao polónio. </div><p>No seu laboratório, a cientista polaca <strong>nunca trabalhou com proteção</strong>, manuseando metais radioativos perigosos como <strong>tório</strong>, <strong>urânio</strong> e <strong>plutónio</strong>, chegando inclusive a transportar algumas dessas amostras nos bolsos da bata.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-estao-os-cadernos-de-marie-curie-guardados-a-sete-chaves-1788195728062.jpg" data-image="389l3ubklh6x" alt="Marie Curie" title="Marie Curie"><figcaption>O edifício onde Marie Curie vivia e trabalhava está interdito desde a década de 1980, sendo conhecido em França como Chernobyl do Sena. Imagem: Canva/domínio público</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Não é de admirar, por isso, que todos os seus <strong>objetos</strong> tenham de ser <strong>guardados</strong> em <strong>caixas de chumbo</strong>. O mesmo acontece, aliás, com o <strong>seu próprio corpo</strong>.</p><h2>Uma urna de chumbo no Panteão de Paris</h2><p>Tendo sido a primeira mulher sepultada no <strong>Panteão de Paris</strong>, a sua <strong>urna</strong> também é de <strong>chumbo,</strong> com 2,5 centímetros de espessura para evitar qualquer fuga de radioatividade.</p><p>E, do mesmo modo, o seu <strong>laboratório</strong>, um edifício de três andares, no sul da capital francesa, está fechado <strong>e cercado </strong>por um<strong> muro e arame farpado</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Após a sua morte, a casa continuou a ser usada durante décadas para diferentes fins, incluindo a sede do Instituto de Física Nuclear da Faculdade de Ciências de Paris.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Desconhecia-se que o local ainda continha <strong>níveis de radioatividade elevados</strong>, tendo sido <strong>interditado</strong> apenas na <strong>década de 1980</strong>, após ser conhecido um aumento no número de casos de cancro na comunidade. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766068" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/de-chernobyl-a-fukushima-terras-abandonadas-pelos-humanos-onde-a-natureza-renasce-em-meio-a-radioatividade.html" title="De Chernobyl a Fukushima: terras abandonadas pelos humanos onde a natureza renasce no meio da radioatividade">De Chernobyl a Fukushima: terras abandonadas pelos humanos onde a natureza renasce no meio da radioatividade</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/de-chernobyl-a-fukushima-terras-abandonadas-pelos-humanos-onde-a-natureza-renasce-em-meio-a-radioatividade.html" title="De Chernobyl a Fukushima: terras abandonadas pelos humanos onde a natureza renasce no meio da radioatividade"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/de-fukushima-a-tchernobyl-ces-terres-abandonnees-ou-la-nature-renait-sans-nous-rensauvagement-1777192085155_320.jpeg" alt="De Chernobyl a Fukushima: terras abandonadas pelos humanos onde a natureza renasce no meio da radioatividade"></a></article></aside><p>Nas inspeções realizadas no edifício, foram encontrados <strong>vestígios</strong> de <strong>rádio</strong>, mas também de um isótopo de <strong>urânio </strong>com uma <strong>vida média de 4,5 mil milhões de anos</strong>.</p><p> Decidiu-se, por isso, transferir os bens de Marie Curie para as caves da Biblioteca Nacional. Entre os seus pertences, encontravam-se os cadernos de notas, hoje classificados como património nacional de França. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-estao-os-cadernos-de-marie-curie-guardados-a-sete-chaves-1788196073768.jpg" data-image="oi83mybipkhu" alt="marie curie" title="marie curie"><figcaption>O corpo e os cadernos de Marie Curie deverão ser guardados em caixas de chumbo durante 1,5 mil anos, o tempo médio de desintegração dos átomos de rádio. Imagem: Canva/domínio público</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Na década de <strong>1990</strong>, o <strong>laboratório</strong> foi alvo de uma <strong>profunda limpeza</strong>, mas as autoridades francesas ainda proíbem a entrada no local, continuando a controlar periodicamente os níveis de radiação nos arredores, incluindo no rio Sena.</p><h2>Anotações disponibilizadas online</h2><p>O <strong>corpo</strong> e os <strong>cadernos</strong> de anotações de Marie Curie deverão ser guardados em <strong>caixas</strong> <strong>de chumbo</strong>, <strong>por pelo menos 1,5 mil anos</strong>, o tempo médio de desintegração dos átomos de rádio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-estao-os-cadernos-de-marie-curie-guardados-a-sete-chaves-1788196163929.jpg" data-image="2mfk9volj8x7" alt="Marie Curie" title="Marie Curie"><figcaption>Marie Curie quebrou muitas barreiras de género. Foi a primeira mulher a ganhar um Nobel e a primeira a lecionar na Sorbonne, abrindo caminho para outras investigadoras na academia e na ciência. Imagens: domínio público</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>As suas <strong>anotações</strong>, todavia, podem ser <strong>consultadas online</strong>, no website <strong>Wellcome Collection</strong>, da Fundação Wellcome Trust, em Londres, que disponibiliza gratuitamente o acesso digital a documentos históricos em áreas como ciência, arquitetura, fotografia ou geopolítica.</p><p>No caso dos cadernos de Marie Curie, esta é a <strong>única hipótese</strong> de <strong>consultar</strong> as suas <strong>anotações</strong> sem ter de vestir um fato de proteção individual, que, mesmo assim, não evitará todos os perigos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="American%20Council%20on%20Science%20and%20Health" data-year="" data-title="Marie%20Curie%E2%80%99s%20Notebooks" data-url="https%3A%2F%2Fwww.acsh.org%2Fnews%2F2022%2F01%2F03%2Fmarie-curie%2525E2%252580%252599s-notebooks-16033">American Council on Science and Health. <a href="https://www.acsh.org/news/2022/01/03/marie-curie%25E2%2580%2599s-notebooks-16033" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Marie Curie’s Notebooks</a>.</cite><br><cite data-author="Aurora" data-year="" data-title="Digitised%20Marie%20Curie%20Notebook%20Now%20Available%20to%20View%20Online" data-url="https%3A%2F%2Faurorahp.co.uk%2Fnews%2Fdigitised-marie-curie-notebook-now-available-to-view-online%2F">Aurora. <a href="https://aurorahp.co.uk/news/digitised-marie-curie-notebook-now-available-to-view-online/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Digitised Marie Curie Notebook Now Available to View Online</a>.</cite><br><cite data-author="R%C3%A9seau%20Sortir%20du%20Nucl%C3%A9air" data-year="" data-title="Tchernobyl-sur-Seine%20ou%20trois%20d%C3%A9cennies%20de%20radioactivit%C3%A9%20aux%20portes%20de%20Paris" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sortirdunucleaire.org%2FTchernobyl-sur-Seine-ou-trois">Réseau Sortir du Nucléair. <a href="https://www.sortirdunucleaire.org/Tchernobyl-sur-Seine-ou-trois" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Tchernobyl-sur-Seine ou trois décennies de radioactivité aux portes de Paris</a>.</cite><br><cite data-author="Wellcome%20Collection" data-year="" data-title="P%C3%A1ginas%20digitalizadas%20do%20caderno%20de%20anota%C3%A7%C3%B5es%20de%20Marie%20Curie%20(datado%20de%201899-1902)" data-url="https%3A%2F%2Fwellcomecollection.org%2Fworks%2Fcywqefw4">Wellcome Collection. <a href="https://wellcomecollection.org/works/cywqefw4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Páginas digitalizadas do caderno de anotações de Marie Curie (datado de 1899-1902)</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/por-que-estao-os-cadernos-de-marie-curie-guardados-a-sete-chaves.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Saiba como refrescar uma casa no verão sem o apoio do ar condicionado ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/saiba-como-refrescar-uma-casa-no-verao-sem-o-apoio-do-ar-condicionado.html</link><pubDate>Mon, 07 Sep 2026 06:21:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Antes do ar condicionado, as casas recorriam a técnicas simples para combater o calor, entre elas está uma tradição antiga com fibras naturais que continua a surpreender pela sua eficácia. Venha descobrir mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-como-refrescar-uma-casa-no-verao-sem-o-apoio-do-ar-condicionado-1788594600881.jpg" data-image="mxm7t6gxkudy" alt="Conforto" title="Conforto"><figcaption>Muito antes do ar condicionado, materiais naturais e técnicas ancestrais ajudavam a manter as casas mais frescas e confortáveis durante os dias quentes.</figcaption></figure><p>Durante séculos, as casas recorreram a <strong>materiais naturais para enfrentar o calor</strong>. Uma dessas soluções simples pode ainda fazer sentido, atualmente, nos dias quentes.</p><p>Quando as temperaturas sobem, <strong>o primeiro impulso é ligar o ar condicionado ou procurar um ventilador</strong>. Mas muito antes destes aparelhos fazerem parte do quotidiano, as pessoas já tinham desenvolvido estratégias para tornar as habitações mais confortáveis durante o verão.</p><p>Uma delas parece demasiado simples para ser eficaz, <strong>trocar os tapetes pesados de inverno por esteiras ou tapetes finos </strong>feitos de fibras naturais.</p><p>A prática, documentada em <strong>França</strong> ao longo de diferentes períodos históricos, tinha uma lógica que continua atual.</p><h2>A casa com uma estratégia contra o calor</h2><p>Entre as décadas de 1930 e 1960, era habitual em França e nas suas colónias <strong>substituir, durante o verão, os tapetes espessos utilizados no inverno por revestimentos mais leves</strong>. Entre os materiais encontravam-se juta, bambu, junco-marinho e algodão.</p><p>A intenção não era propriamente arrefecer o chão, mas sim <strong>melhorar o conforto e ajudar a gerir a humidade dentro de casa</strong>. O princípio é particularmente interessante porque o verdadeiro elemento responsável pela sensação de frescura é o próprio pavimento.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776040" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nem-ar-condicionado-nem-eletricidade-o-mecanismo-de-2-mil-anos-que-resfria-casas-no-meio-do-deserto.html" title="Nem ar condicionado nem eletricidade: o mecanismo de 2 mil anos que refresca casas no meio do deserto">Nem ar condicionado nem eletricidade: o mecanismo de 2 mil anos que refresca casas no meio do deserto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nem-ar-condicionado-nem-eletricidade-o-mecanismo-de-2-mil-anos-que-resfria-casas-no-meio-do-deserto.html" title="Nem ar condicionado nem eletricidade: o mecanismo de 2 mil anos que refresca casas no meio do deserto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ni-aire-acondicionado-ni-electricidad-el-mecanismo-de-hace-2-000-anos-que-enfria-casas-en-pleno-desierto-1782540295443_320.jpg" alt="Nem ar condicionado nem eletricidade: o mecanismo de 2 mil anos que refresca casas no meio do deserto"></a></article></aside><p>Ao longo do dia, o chão absorve calor lentamente e liberta-o de forma gradual. <strong>Uma esteira natural funciona sobretudo como uma barreira entre os pés e uma superfície que se tornou quente</strong>. Ou seja, não se trata de transformar uma divisão num frigorífico, mas sim de aproveitar melhor as características térmicas da própria casa.</p><h2>Uma tradição com centenas de anos</h2><p>A utilização de esteiras para revestir espaços interiores está <strong>longe de ser uma invenção do século XX</strong>.</p><p>Segundo um estudo publicado na revista <em>Persée</em> e citado pela revista online <em>Xataka Home</em>, existem registos da <strong>utilização de esteiras de junco em residências francesas desde a Idade Média até ao século XVIII</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Bastaria substituir os tapetes espessos por modelos finos de fibras naturais, como algodão, juta, junco ou bambu.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Esta solução atravessou gerações precisamente porque combinava simplicidade, disponibilidade de materiais e funcionalidade. <strong>As fibras naturais apresentam ainda outra vantagem, conseguem absorver vapor de água quando o ar está mais húmido</strong> e libertá-lo posteriormente, quando as condições ficam mais secas.</p><p>Esta capacidade <strong>ajuda a explicar a utilização destes materiais tanto dentro como fora das habitações</strong>. Em climas quentes, onde a sensação térmica pode ser agravada pela humidade, pequenos mecanismos deste género podem contribuir para uma casa mai confortável.</p><h2>O segredo está no material</h2><p>Nem todos os tapetes têm o mesmo comportamento perante o calor. Os <strong>revestimentos espessos e densos, tão úteis para conservar calor durante os meses frios</strong>, podem tornar-se pouco adequados no verão.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777647" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/viver-no-forno-a-injustica-social-escondida-no-uso-do-ar-condicionado-e-o-agravamento-nas-ilhas-de-calor.html" title="Viver no 'forno': a injustiça social escondida no uso do ar condicionado e o agravamento nas ilhas de calor">Viver no "forno": a injustiça social escondida no uso do ar condicionado e o agravamento nas ilhas de calor</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/viver-no-forno-a-injustica-social-escondida-no-uso-do-ar-condicionado-e-o-agravamento-nas-ilhas-de-calor.html" title="Viver no 'forno': a injustiça social escondida no uso do ar condicionado e o agravamento nas ilhas de calor"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/viver-no-forno-a-injustica-social-escondida-no-uso-do-ar-condicionado-1783517169098_320.png" alt="Viver no 'forno': a injustiça social escondida no uso do ar condicionado e o agravamento nas ilhas de calor"></a></article></aside><p>Já os materiais naturais e mais leves permitem uma utilização diferente dos espaços. <strong>Juta, bambu, junco e algodão são exemplos de fibras que podem proporcionar uma superfície mais respirável e agradável </strong>ao contacto com os pés.</p><p>A mudança sazonal dos revestimentos é, por isso, uma <strong>forma simples de adaptar a casa às condições exteriores</strong>, sem recorrer necessariamente a equipamentos elétricos.</p><h2>Uma ideia antiga também existente no México</h2><p>A tradição não ficou limitada à Europa. No México existe um objeto com uma função semelhante, o <em><strong>petate</strong></em>, <strong>uma esteira tradicional produzida a partir de fibras vegetais como o junco e a palma</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-como-refrescar-uma-casa-no-verao-sem-o-apoio-do-ar-condicionado-1788593907356.jpg" data-image="5416eyc53s8x" alt="Esteira tradicional do México" title="Esteira tradicional do México"><figcaption>O petate, tradicional esteira mexicana feita com fibras vegetais, é uma solução ancestral que alia funcionalidade, conforto e adaptação ao clima quente. Fonte: Mexico Desconocido</figcaption></figure><p>O seu uso remonta ao <strong>período pré-hispânico </strong>e está associado a diferentes culturas, incluindo <strong>mexicas, zapotecas, mixtecas e maias chontais</strong>. Além da utilização prática, o petate adquiriu ao longo dos séculos importantes significados sociais e espirituais.</p><p>A sua presença mostra como diferentes sociedades encontraram, recorrendo aos materiais disponíveis localmente, <strong>formas de lidar com o clima e adaptar os espaços onde viviam</strong>.</p><h2>Uma solução simples para os dias quentes</h2><p>Recuperar esta ideia não significa abandonar o ar condicionado ou o ventilador. Significa <strong>perceber que o conforto térmico de uma casa começa muito antes de carregar num botão</strong>.</p><p>Durante os meses quentes, retirar os tapetes pesados, <strong>privilegiar os revestimentos leves e naturais e aproveitar as características térmicas do pavimento </strong>pode tornar os espaços mais agradáveis.</p><p>Assim estas estratégias, podem <strong>ajudar a reduzir a necessidade de arrefecimento artificial</strong>. No fundo, a solução que atravessou séculos não depende de tecnologia sofisticada. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/saiba-como-refrescar-uma-casa-no-verao-sem-o-apoio-do-ar-condicionado.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A Austrália é o país que se move mais rapidamente na Terra: desloca-se sete centímetros por ano]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-australia-e-o-pais-que-se-move-mais-rapidamente-na-terra-desloca-se-sete-centimetros-por-ano.html</link><pubDate>Mon, 07 Sep 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A Austrália não está parada: o continente da Oceânia move-se sete centímetros para norte-nordeste a cada ano, aproximando-se da Ásia e desenhando o futuro mapa tectónico da Terra.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/australia-es-el-continente-que-se-mueve-mas-rapido-en-la-tierra-se-desplaza-siete-centimetros-cada-ano-1788523974923.jpeg" data-image="hq8zxp5k9pfq" alt="austrália" title="austrália"><figcaption>O continente australiano está em movimento.</figcaption></figure><p>A Austrália está a deslocar-se a uma velocidade que certamente irá surpreendê-lo, aproximadamente sete centímetros por ano para o norte-nordeste, <strong>impulsionada pela tectónica de placas que faz com que a Austrália colida com o Sudeste Asiático</strong>.</p><p>Esses centímetros podem parecer insignificantes, mas acumulados ao longo de décadas, séculos ou milhões de anos,<strong> transformam completamente a posição do continente ou do oceano</strong>.</p><p>Na verdade, a Austrália deslocou-se milhares de quilómetros desde que começou a separar-se da Antártida e continua a mover-se em direção à Ásia, mas <strong>alguns modelos geológicos apontam para algo surpreendente</strong> e colocam a Austrália como parte de um novo supercontinente em cerca de 200 ou 300 milhões de anos.</p><h2>A Austrália é o continente mais rápido</h2><p>O dado também foi confirmado através de <strong>observações geodésicas e sistemas GNSS</strong>, que são capazes de detetar movimentos completamente impercetíveis para qualquer pessoa.</p><div class="texto-destacado"><strong>O que é um sistema GNSS? </strong><br>É uma rede de satélites que permite determinar a posição, a velocidade e o tempo em qualquer área do planeta.</div><p>A placa australiana desloca-se <strong>aproximadamente 70 milímetros por ano</strong>, o que significa que em dez anos o movimento acumulado é de cerca de 70 centímetros, enquanto num século já atinge 7 metros, <strong>um valor bastante considerável</strong>.</p><h3>Mais rápido que o crescimento das unhas</h3><p>No estudo a revista ScienceBlog destaca que<strong> uma velocidade de cerca de sete centímetros por ano é aproximadamente 1,7 vezes maior que o crescimento médio das unhas</strong>, o que facilita bastante a compreensão da escala, já que, enquanto uma unha cresce alguns centímetros ao longo de um ano, um continente inteiro se desloca por uma distância ainda maior.</p><h2>Porque é que a Austrália está a mudar-se?</h2><p>A resposta, digamos, está a milhares de quilómetros abaixo de nossos pés, já que a superfície da Terra é <strong>dividida em grandes placas tectónicas que se movem lentamente sobre o manto</strong>, e é sobre essas placas que os continentes se deslocam, e à medida que essas placas se movem, a posição das massas continentais também muda.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/australia-es-el-continente-que-se-mueve-mas-rapido-en-la-tierra-se-desplaza-siete-centimetros-cada-ano-1788523883833.jpeg" data-image="e2ys9xcrk7za" alt="placas tectônicas" title="placas tectônicas"><figcaption>Principais placas tectónicas da Terra.</figcaption></figure><p>A Austrália faz parte da Placa Australiana, que inclui não apenas o continente, mas também uma extensão significativa da litosfera oceânica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="754033" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-grande-canhao-do-atlantico-como-as-placas-tectonicas-fraturaram-o-fundo-do-mar-e-formaram-fendas-profundas.html" title="O Grande Canhão do Atlântico: como as placas tectónicas fraturaram o fundo do mar e formaram fendas profundas">O Grande Canhão do Atlântico: como as placas tectónicas fraturaram o fundo do mar e formaram fendas profundas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-grande-canhao-do-atlantico-como-as-placas-tectonicas-fraturaram-o-fundo-do-mar-e-formaram-fendas-profundas.html" title="O Grande Canhão do Atlântico: como as placas tectónicas fraturaram o fundo do mar e formaram fendas profundas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-gran-canon-del-atlantico-como-las-placas-tectonicas-fracturaron-el-fondo-marino-y-formaron-profundas-fosas-1770748724465_320.jpeg" alt="O Grande Canhão do Atlântico: como as placas tectónicas fraturaram o fundo do mar e formaram fendas profundas"></a></article></aside><p>O seu atual movimento para norte-nordeste está relacionado com a dinâmica das <strong>regiões de subducção e com as forças que atuam nas placas que circundam a Austrália</strong>. Além disso, a norte e a leste, o avanço encontra outras microplacas que geram uma zona de deformação complexa.</p><p>E é por isso que a Austrália não se desloca simplesmente como um bloco isolado através do oceano.</p><h3>Onde estará a Austrália daqui a 200 milhões de anos?</h3><p>Ao longo da história da Terra, existiram diferentes supercontinentes que posteriormente se fragmentaram, <strong>s</strong><strong>endo o mais conhecido a Pangeia</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Mil millones de movimiento de placas tectónicas resumidos en 40 segundos. <a href="https://x.com/hashtag/geolog%C3%ADa?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#geología</a> <a href="https://t.co/t1w9NY2V4v">pic.twitter.com/t1w9NY2V4v</a></p>— GeotechTips (@GeotechTips) <a href="https://x.com/GeotechTips/status/1541117971082256386?ref_src=twsrc%5Etfw">June 26, 2022</a></blockquote></figure><p>Para isso, existem simulações geodinâmicas que estudam como o próximo supercontinente poderia formar-se e, por exemplo, <strong>um estudo publicado pela <em>National Science Review</em> sugere que o Oceano Pacífico poderia acabar por fechar-se</strong> e que os continentes acabariam por se agrupar em torno da Ásia, num processo que poderia desenvolver-se dentro de 200 a 300 milhões de anos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Lauren%20Sydoruk" data-year="2022" data-title="Pacific%20Ocean%20set%20to%20make%20way%20for%20world%E2%80%99s%20next%20supercontinent" data-url="https%3A%2F%2Fwww.curtin.edu.au%2Fnews%2Fmedia-release%2Fpacific-ocean-set-to-make-way-for-worlds-next-supercontinent%2F%3Futm_source%3Dchatgpt.com">Lauren Sydoruk. (2022). <a href="https://www.curtin.edu.au/news/media-release/pacific-ocean-set-to-make-way-for-worlds-next-supercontinent/?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Pacific Ocean set to make way for world’s next supercontinent</a>.</cite><br><cite data-author="Lab%20Report" data-year="2026" data-title="Australia%20is%20the%20fastest-moving%20continent%20on%20Earth%2C%20shifting%20seven%20centimetres%20north-northeast%20each%20year%E2%80%94almost%20twice%20as%20fast%20as%20your%20fingernails%20grow.%20It%20is%20already%20colliding%20with%20Southeast%20Asia%2C%20and%20some%20models%20place%20it%20inside%20a%20new%20supercontinent%20200%20to%20300%20million%20years%20from%20now." data-url="https%3A%2F%2Fscienceblog.com%2Ft-australia-fastest-moving-continent-seven-centimetres-amasia%2F%23google_vignette">Lab Report. (2026). <a href="https://scienceblog.com/t-australia-fastest-moving-continent-seven-centimetres-amasia/#google_vignette" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Australia is the fastest-moving continent on Earth, shifting seven centimetres north-northeast each year—almost twice as fast as your fingernails grow. It is already colliding with Southeast Asia, and some models place it inside a new supercontinent 200 to 300 million years from now.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-australia-e-o-pais-que-se-move-mais-rapidamente-na-terra-desloca-se-sete-centimetros-por-ano.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mudanças no tempo em Portugal continental na próxima semana: ECMWF prevê chuva e nova subida das temperaturas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-continental-na-proxima-semana-ecmwf-preve-chuva-e-nova-subida-das-temperaturas.html</link><pubDate>Sun, 06 Sep 2026 12:32:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma alteração no estado do tempo deverá trazer chuva e temperaturas mais baixas, sobretudo ao Norte e Centro, entre terça e quarta-feira. A partir de quinta-feira, as temperaturas voltarão a subir em todo o território.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb4fvvi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb4fvvi.jpg" id="xb4fvvi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A próxima semana será marcada por contrastes no estado do tempo em Portugal continental. <strong>Uma perturbação em altitude favorecerá uma descida das temperaturas e a ocorrência de chuva sobretudo no Norte e Centro entre terça e quarta-feira</strong>. A alteração será temporária, com condições mais estáveis e uma nova subida térmica a partir de quinta-feira.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Esta evolução estará associada à passagem de um <strong>cavado em altitude sobre a Península Ibérica</strong>, que permitirá a entrada de ar mais fresco e tornará a atmosfera mais instável, com aumento da nebulosidade e precipitação. A partir de quinta-feira, o afastamento do cavado e o<strong> reforço de uma dorsal, associada a ar mais quente e estável, deverão restabelecer a estabilidade atmosférica e favorecer a recuperação das temperaturas</strong>.</p><h2>Instabilidade aumenta a partir de terça-feira</h2><p><strong>O tempo manter-se-á seco e quente na segunda-feira</strong>, sobretudo no interior, onde as máximas poderão atingir 35 ºC em Castelo Branco, 36 ºC em Évora e 37 ºC em Beja. Junto ao litoral, o contraste será evidente, com 24 ºC no Porto, 27 ºC em Leiria e 30 ºC em Lisboa. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-continental-na-proxima-semana-ecmwf-preve-chuva-e-nova-subida-das-temperaturas-1788692322379.jpg" data-image="aht0ovl2ujqq"><figcaption>A instabilidade deverá aumentar durante a tarde de terça-feira, com a precipitação a afetar sobretudo o Norte a partir das 15h. Pelas 18h, a chuva deverá concentrar-se no Minho, estendendo-se progressivamente ao Douro Litoral e a Trás-os-Montes.</figcaption></figure><p>Na terça-feira, a aproximação do cavado começará a alterar o estado do tempo, com descida das temperaturas e aumento da instabilidade. <strong>A partir das 15h, a precipitação deverá chegar ao Minho, estendendo-se ao Douro Litoral e Trás-os-Montes</strong>. A chuva persistirá durante a noite e madrugada de quarta-feira, alcançando parte do Centro. Os acumulados poderão atingir 7 mm em Braga e Bragança, 5 a 6 mm no Porto e 4 mm em Aveiro, diminuindo para sul. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-continental-na-proxima-semana-ecmwf-preve-chuva-e-nova-subida-das-temperaturas-1788692393461.jpg" data-image="lst86tsyk675"><figcaption>Até às 00h de quarta-feira, os maiores acumulados deverão concentrar-se no Norte, refletindo várias horas de precipitação desde a tarde de terça-feira. Os valores poderão atingir cerca de 7 mm em Braga e Bragança e 5 a 6 mm no Porto.</figcaption></figure><p><strong>Durante a manhã de quarta-feira, a precipitação perderá expressão</strong>, enquanto as máximas ficarão nos 25 ºC em Bragança e Guarda, 30 ºC em Castelo Branco e 27 ºC em Lisboa.</p><h2>Temperaturas voltam a subir a partir de quinta-feira</h2><p>Na quinta-feira, <strong>o afastamento do cavado para leste e a aproximação de ar mais quente e estável favorecerão a melhoria do estado do tempo e uma inversão da tendência térmica</strong>. As máximas subirão para 32 a 33 ºC no interior Centro e Sul, podendo atingir localmente 35 ºC no distrito de Beja. Lisboa poderá chegar aos 31 ºC, enquanto Porto e Aveiro ficarão nos 24 e 22 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-continental-na-proxima-semana-ecmwf-preve-chuva-e-nova-subida-das-temperaturas-1788692116853.jpg" data-image="cp185wuuvsjw"><figcaption>A subida das temperaturas deverá acentuar-se na sexta-feira, abrangendo tanto o interior como o litoral. Os valores mais elevados deverão ocorrer no interior, podendo atingir localmente 38 ºC no distrito de Beja.</figcaption></figure><p>Na <strong>sexta-feira, com a dorsal mais estabelecida sobre a Península Ibérica, o aquecimento acentuar-se-á</strong>. As máximas poderão atingir localmente 38 ºC no distrito de Beja, 36 ºC no interior Centro, 35 ºC no Vale do Tejo e 34 ºC no Nordeste Transmontano. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787355" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-prolongou-o-aviso-amarelo-de-calor-em-sete-distritos-ate-as-21h-de-amanha-esperam-se-ate-39-c-saiba-onde.html" title="IPMA prolongou o aviso amarelo de calor em sete distritos até às 21h de amanhã: esperam-se até 39 ºC; saiba onde!">IPMA prolongou o aviso amarelo de calor em sete distritos até às 21h de amanhã: esperam-se até 39 ºC; saiba onde!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-prolongou-o-aviso-amarelo-de-calor-em-sete-distritos-ate-as-21h-de-amanha-esperam-se-ate-39-c-saiba-onde.html" title="IPMA prolongou o aviso amarelo de calor em sete distritos até às 21h de amanhã: esperam-se até 39 ºC; saiba onde!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-prolongou-o-aviso-amarelo-de-calor-em-dois-distritos-ate-as-18h-de-hoje-esperam-se-ate-38-c-saiba-onde-1788691072218_320.jpg" alt="IPMA prolongou o aviso amarelo de calor em sete distritos até às 21h de amanhã: esperam-se até 39 ºC; saiba onde!"></a></article></aside><p>Junto ao litoral, o ambiente permanecerá mais ameno, com 23 ºC em Aveiro e 26 ºC no Porto.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-continental-na-proxima-semana-ecmwf-preve-chuva-e-nova-subida-das-temperaturas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um meteorologista italiano revela a influência real do fenómeno El Niño nas temperaturas recorde do verão de 2026]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-meteorologista-italiano-revela-a-influencia-real-do-fenomeno-el-nino-nas-temperaturas-recorde-do-verao-de.html</link><pubDate>Sun, 06 Sep 2026 12:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Esta é a dimensão da importância do fenómeno El Niño no verão extremamente quente de 2026 na Europa, que se caracterizou pela quebra de milhares de recordes de calor.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-meteorologo-italiano-revela-la-influencia-real-del-fenomeno-de-el-nino-en-las-temperaturas-record-del-verano-de-1788434229084.jpeg" data-image="cirzm1irk8d7"><figcaption>Analisámos a possível relação entre o fenómeno El Niño e o calor recorde deste verão.</figcaption></figure><p>O El Niño formou-se tardiamente e desenvolveu-se gradualmente. No início do verão, ainda se encontrava nos seus estágios iniciais. A literatura científica é clara e indica que <strong>o impacto direto deste fenómeno no Verão europeu é estatisticamente fraco, quase imperceptível</strong>.</p><p>No verão, a circulação atmosférica nas nossas latitudes é determinada por dinâmicas regionais, como as temperaturas da superfície do Atlântico, a posição da corrente de jato polar e os padrões de bloqueio locais. <strong>Considerar o El Niño como um controlo remoto capaz de sobreaquecer a Península Ibérica, o Vale do Padano ou as planícies francesas é um equívoco</strong>. No entanto, exerce alguma influência, ainda que fraca.</p><h2>A influência indireta no clima e no tempo da Europa</h2><p>O mecanismo é elegante e poderoso. O El Niño aquece as águas do Pacífico central e oriental. <strong>Este excesso de calor marinho alimenta uma intensa convecção tropical</strong>. Desta forma, criam-se gigantescos sistemas de tempestades que funcionam como imensas chaminés térmicas.</p><p>Injetam calor sensível e, sobretudo, calor latente (a energia armazenada no vapor de água e libertada quando este se condensa) na atmosfera. <strong>Esta enorme injeção de energia atinge a troposfera superior, mesmo em latitudes temperadas, e perturba a corrente de jato</strong>, gerando e amplificando ondas de Rossby, as grandes oscilações planetárias do fluxo atmosférico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-meteorologo-italiano-revela-la-influencia-real-del-fenomeno-de-el-nino-en-las-temperaturas-record-del-verano-de-1788433791571.png" data-image="1w3y4d1rdhea"><figcaption>Anomalias oceânicas atualmente observadas no Oceano Pacífico tropical.</figcaption></figure><p>Quando estas ondas, intensificadas pela energia tropical, atingem a região euro-atlântica, interagem com o mosaico preexistente de sistemas de altas e baixas pressões. O equilíbrio local é perturbado. <strong>A probabilidade de desenvolvimento de anticiclones de bloqueio estáveis aumenta drasticamente</strong>. A onda amplifica-se, quase se desfaz e se instala sobre a Europa Ocidental.</p><p>Cria-se assim uma <strong>cúpula de calor que bloqueia as perturbações atlânticas e aprisiona o ar quente de origem subtropical</strong>. Esta configuração caracterizou grande parte do verão de 2026, com sucessivas ondas de calor sufocantes. Um verdadeiro efeito borboleta à escala planetária.</p><h2>Em que medida é que isso contribuiu de facto para o verão excecionalmente quente de 2026?</h2><p>Neste caso, a ciência da atribuição expressa-se ainda mais claramente. Análises rápidas e rigorosas, como as do consórcio World Weather Attribution, mostraram que <strong>as ondas de calor sem precedentes</strong> (especialmente a de Junho, mas também as subsequentes de Julho e Agosto) <strong>teriam sido "virtualmente impossíveis" sem o aquecimento global antropogénico</strong>.</p><p>Fenómenos desta intensidade e persistência, num clima pré-industrial ou mesmo há algumas décadas, são extremamente improváveis. <strong>As alterações climáticas tornaram estas condições mais quentes, mais duradouras e mais frequentes</strong>: este é o verdadeiro fator determinante.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-meteorologo-italiano-revela-la-influencia-real-del-fenomeno-de-el-nino-en-las-temperaturas-record-del-verano-de-1788433811487.jpg" data-image="1cg29dl1a8kj"><figcaption>Anomalias térmicas excecionais que estão atualmente a ser registadas sobre o Oceano Pacífico.</figcaption></figure><p>Em 2026, o El Niño não foi a causa principal. Estava ainda fraco ou em processo de fortalecimento precisamente durante os meses em que as ondas de calor mais intensas atingiram a Europa Ocidental. <strong>A variabilidade natural associada ao El Niño não explica o fenómeno extremo observado</strong>.</p><p>O <strong>bloqueio atmosférico, a cúpula de calor e a ascensão de ar do Saara e do Mediterrâneo são fenómenos regionais que poderiam ter ocorrido</strong> (e, de facto, ocorreram de forma semelhante no passado) <strong>mesmo sem um evento El Niño</strong> em curso. O contexto de um planeta que outrora aqueceu mais de 1,5 °C em comparação com a era pré-industrial fez o resto, tornando cada grau adicional mais perigoso.</p><h3>Algumas considerações sobre o El Niño</h3><p>É claro que o El Niño não é um fator totalmente isolado. <strong>Contribui para o aumento da temperatura média global ao libertar calor dos oceanos para a atmosfera</strong>. Atua como um amplificador de fundo, tornando as ondas de calor locais ligeiramente mais intensas do que seriam normalmente, podendo, através de ondas planetárias, contribuir para a persistência de determinados padrões de bloqueio atmosférico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-meteorologo-italiano-revela-la-influencia-real-del-fenomeno-de-el-nino-en-las-temperaturas-record-del-verano-de-1788433870642.jpg" data-image="0u5rgzaxe2im"><figcaption>No verão de 2026, a influência do El Niño foi, portanto, secundária, indireta e quantificável numa fração menor da anomalia total. Fator que talvez tenha tornado alguns dias mais abafados ou algumas massas de ar mais estáveis, mas que não provocou o calor extremo.</figcaption></figure><p><strong>No verão de 2026, a sua contribuição foi, portanto, secundária, indireta e quantificável, representando uma pequena fração da anomalia total</strong>. Um influxo menor que talvez tenha tornado alguns dias mais abafados ou algumas massas de ar mais estáveis, mas não causou o calor extremo e os milhares de recordes que se seguiram. A principal responsabilidade recai sobre o aquecimento a longo prazo e a dinâmica atmosférica regional.</p><p>No momento em que este texto foi escrito, no início de setembro de 2026, o El Niño está a ganhar força e <strong>as previsões apontam para um fenómeno potencialmente muito intenso</strong>. Os seus efeitos mais notórios na Europa seriam provavelmente sentidos no outono e no inverno, com maior probabilidade de ocorrência de chuvas no noroeste do continente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786376" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-atual-e-intenso-fenomeno-el-nino-esta-prestes-a-entrar-em-uma-fase-ainda-mais-intensa.html" title="O atual e intenso fenómeno El Niño está prestes a entrar numa fase ainda mais intensa">O atual e intenso fenómeno El Niño está prestes a entrar numa fase ainda mais intensa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-atual-e-intenso-fenomeno-el-nino-esta-prestes-a-entrar-em-uma-fase-ainda-mais-intensa.html" title="O atual e intenso fenómeno El Niño está prestes a entrar numa fase ainda mais intensa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-cambiar-a-una-marcha-superior-1788063993028_320.png" alt="O atual e intenso fenómeno El Niño está prestes a entrar numa fase ainda mais intensa"></a></article></aside><p>O verão que estamos a deixar para trás, por outro lado, ficará na nossa memória como<strong> resultado de um clima já alterado, no qual um fenómeno El Niño ainda incipiente deixou apenas uma marca leve</strong>, quase delicada, mas cientificamente não desprezível.</p><p>Compreender esta distinção não é apenas um exercício de precisão meteorológica. Ajuda-nos também a <strong>evitar confundir as causas e a olhar para o futuro com clareza</strong>: as ondas de calor na Europa continuarão a intensificar-se até que as emissões de gases com efeito de estufa sejam drasticamente reduzidas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-meteorologista-italiano-revela-a-influencia-real-do-fenomeno-el-nino-nas-temperaturas-recorde-do-verao-de.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[IPMA prolongou o aviso amarelo de calor em sete distritos até às 21h de amanhã: esperam-se até 39 ºC; saiba onde!]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-prolongou-o-aviso-amarelo-de-calor-em-sete-distritos-ate-as-21h-de-amanha-esperam-se-ate-39-c-saiba-onde.html</link><pubDate>Sun, 06 Sep 2026 11:03:56 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O litoral Norte e Centro regista hoje uma descida das temperaturas, mas ao longo da faixa interior e no Sul do país os valores continuam elevados. Com isto, o IPMA prolongou o aviso amarelo de tempo quente em sete distritos.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb4fp4e"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb4fp4e.jpg" id="xb4fp4e"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Apesar de uma ligeira descida dos termómetros no litoral Norte e Centro, o restante território continua a registar valores elevados de temperatura. No entanto, ao final da tarde de ontem,<strong> metade dos avisos do IPMA foram levantados, ficando em vigor sete</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Devido à persistência de valores elevados de temperatura, <strong>o IPMA prolongou os avisos de tempo quente para Castelo Branco, Portalegre, Lisboa, Setúbal, Évora, Beja</strong> <strong>e Faro</strong> até às 21h de amanhã. Assim, ao longo das próximas horas esperam-se temperaturas elevadas nestes sete distritos.</p><h2>Valores podem chegar aos 39 ºC no Baixo Alentejo</h2><p>A nível continental, para hoje, esperam-se temperaturas máximas entre os 21 ºC em Viana do Castelo e os 37 ºC em Évora e Beja. Localmente, especialmente nestes no distrito de Beja, <strong>os valores poderão chegar aos 39 ºC, como no caso de Mértola</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-prolongou-o-aviso-amarelo-de-calor-em-dois-distritos-ate-as-18h-de-hoje-esperam-se-ate-38-c-saiba-onde-1788691072218.jpg" data-image="1nlrgv9a83y5" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>O IPMA prolongou os avisos de calor nos distritos de Évora e Beja até às 18h de hoje, dia 6 de setembro.</figcaption></figure><p>Além do Alentejo, o Vale do Douro também poderá registar valores próximos dos 40 ºC, na ordem dos 38 ºC, e a Beira Baixa poderá contar com até 37 ºC em alguns pontos, fazendo destas <strong>as zonas mais quentes do país ao longo das próximas horas</strong>.</p><p><strong>A noite também será quente nestas zonas</strong>, com o Vale do Douro e a Beira Baixa a poderem registar até 24 ºC, pelas 23h, enquanto Évora poderá contar com valores até 27 ºC, enquanto Faro poderá contar com 28 ºC e <strong>Beja, possivelmente o ponto mais quente do país neste horário, poderá registar até 29 ºC</strong>. Na capital, Lisboa, as máximas esperadas para hoje e amanhã deverão rondar os 31 ºC, com valores noturnos na ordem dos 21 ºC nas próximas noites.</p><h2>Anomalias térmicas positivas continuam elevadas</h2><p>Com esta persistência dos valores de temperatura, o nosso mapa de anomalias térmicas mostra <strong>valores acima da média especialmente nestes distritos que mantêm o aviso amarelo</strong>. Estas anomalias mais pronunciadas deverão manter-se entre hoje e amanhã, com valores até 8 ºC acima da média.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787211" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-mapas-do-modelo-ecmwf-preveem-uma-tendencia-de-bloqueio-atmosferico-para-a-segunda-quinzena-de-setembro.html" title="Os mapas do modelo ECMWF prevêem uma tendência de bloqueio atmosférico para a segunda quinzena de setembro">Os mapas do modelo ECMWF prevêem uma tendência de bloqueio atmosférico para a segunda quinzena de setembro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-mapas-do-modelo-ecmwf-preveem-uma-tendencia-de-bloqueio-atmosferico-para-a-segunda-quinzena-de-setembro.html" title="Os mapas do modelo ECMWF prevêem uma tendência de bloqueio atmosférico para a segunda quinzena de setembro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-mapas-do-modelo-ecmwf-preveem-uma-tendencia-de-bloqueio-atmosferico-para-a-segunda-quinzena-de-setembro-1788571266469_320.jpg" alt="Os mapas do modelo ECMWF prevêem uma tendência de bloqueio atmosférico para a segunda quinzena de setembro"></a></article></aside><p><strong>Entre terça e quarta-feira é expectável uma normalização dos valores</strong>, devido a uma descida térmica generalizada. Contudo, a mais recente atualização do ECMWF indica uma <strong>nova subida dos termómetros, e consequentemente das anomalias, a partir de quinta-feira</strong>, dia 10.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-prolongou-o-aviso-amarelo-de-calor-em-sete-distritos-ate-as-21h-de-amanha-esperam-se-ate-39-c-saiba-onde.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um glaciologista alerta para o impacto das alterações climáticas nos desastres glaciares entre o Nepal e o Tibete]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-glaciologista-alerta-para-o-impacto-das-alteracoes-climaticas-nos-desastres-glaciares-entre-o-nepal-e-o-tibete.html</link><pubDate>Sun, 06 Sep 2026 10:00:51 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O desastre no Nepal serve como mais um aviso sobre os perigos da crise climática: o recuo dos glaciares não está apenas a transformar as paisagens. Estas são as hipóteses iniciais sobre o papel do aquecimento global no desastre de 26 de Agosto.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb0zj76"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb0zj76.jpg" id="xb0zj76"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O Nepal sofreu um dos desastres hidrogeológicos e glaciares mais dramáticos de 2026. A 26 de agosto, um glaciar de altitude, situado a mais de 5.000 metros, colapsou, desencadeando uma enorme <strong>avalanche de gelo e rochas que varreu o vale, provocando uma grande cheia repentina</strong>. As consequências foram devastadoras para as aldeias, turistas, alpinistas, centrais hidroelétricas a jusante e, sobretudo, para a população local.</p><p>Contrariamente a alguns relatos que circularam nas primeiras horas, não há evidências de um lago glaciar preexistente ou de um reservatório artificial que tenha desencadeado o evento.<strong> Qual foi o papel das alterações climáticas neste desastre?</strong> Estas são as hipóteses iniciais apresentadas por um professor da Universidade de Bristol.</p><h2>O que está a acontecer atualmente com os glaciares do Himalaia?</h2><p>O professor Jonathan Bamber, glaciologista e especialista em observação da Terra na Universidade de Bristol, fornece mais detalhes. Num artigo publicado no The Conversation, destaca que oito dos catorze picos com mais de 8.000 metros estão localizados no Nepal. <strong>O norte do país possui um terreno particularmente acidentado, o que o torna altamente vulnerável a deslizamentos de terras</strong>, quedas de rochas, avalanches e colapsos glaciares.</p><div class="texto-destacado"><strong>As alterações climáticas provocadas pelas atividades humanas são particularmente acentuadas nesta região. Tal como nas regiões polares, a taxa de aumento da temperatura é superior à média global.</strong></div><p>De acordo com dados de satélite e medições no solo, o balanço mássico dos glaciares entre 1976 e 2024 revela uma<strong> aceleração da perda de gelo na última década</strong>. Na região montanhosa da Alta Ásia, que inclui os Himalaias, a taxa desta perda aumentou aproximadamente 25%; nos Alpes europeus, mais do que duplicou.</p><h2>Os perigos associados ao recuo glaciário</h2><p>A primeira consequência do degelo glaciar é a libertação de água. Este forma riachos glaciares que, por sua vez, alimentam vastos sistemas fluviais. No entanto, existe outro grande problema: <strong>os glaciares repousam sobre o permafrost</strong>, solo gelado nas suas camadas mais profundas.</p><div class="texto-destacado">Com o aumento das temperaturas, o pergelissolo derrete, enquanto as rochas e os glaciares se tornam instáveis. Isto leva a deslizamentos de terra e à desestabilização do gelo em encostas íngremes.</div><p>Este fenómeno é agravado pela<strong> instabilidade do próprio glaciar</strong>, em algumas zonas podendo atingir um ponto crítico, ou seja, um ponto de não retorno. Em Itália, infelizmente, assistimos às consequências disto durante o desastre da Marmolada em Julho de 2022.</p><h3>Foco no Nepal e no Tibete</h3><p>No caso do desastre ocorrido no Tibete e no Nepal, é necessário imaginar um gigantesco bloco de gelo com aproximadamente 600 metros de comprimento e 50 metros de altura. Quando colapsou, <strong>uma massa de mais de meio milhão de toneladas despenhou-se pelo vale</strong>, provocando tragicamente a catástrofe a que assistimos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-glaciologo-mette-in-guardia-sull-impatto-dei-cambiamenti-climatici-nei-disastri-glaciali-tra-nepal-e-tibet-1788362497809.jpg" data-image="90svgnj9ccq4" alt="nepal" title="nepal"><figcaption>Uma avalanche de neve atingiu as encostas do Annapurna II, na rota do Circuito de Annapurna, no Nepal.</figcaption></figure><p><strong>Os desmoronamentos de rochas, embora de menor dimensão, são igualmente perigosos e bem conhecidos pelos alpinistas</strong>. As seracs geralmente colapsam durante as horas mais quentes do dia; por isso, os alpinistas tentam atravessar as barreiras de seracs à noite ou ao amanhecer. </p><p>O<strong> recuo dos glaciares pode também levar à formação de lagos efémeros</strong>, contidos por gelo ou moreias que formam pequenas — e por vezes grandes — barragens naturais. A rutura repentina destas barreiras pode causar inundações devastadoras de água e gelo. <strong>Muitos trilhos no Nepal e na Índia possuem placas de aviso sobre este perigo</strong>.</p><h2>O que devem os Estados fazer?</h2><p>O <strong>recuo dos glaciares é uma das consequências mais visíveis e óbvias das alterações climáticas</strong>. Este problema pode parecer distante para as cidades europeias, que, no entanto, são afetadas pelas ondas de calor, como aconteceu durante o longo verão de 2026.</p><p><strong>Na Europa, a emergência sanitária relacionada com este longo verão está diante dos nossos olhos</strong>, assim como os incêndios florestais em Espanha e França ou a seca que se alastrou pelo Reino Unido, onde a relva nos parques de Londres ficou amarela e secou.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786034" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-desastre-no-nepal-lembra-o-caso-vajont-ha-63-anos-um-arbusto-gigante-causou-uma-catastrofe-nos-alpes-italianos.html" title="O desastre no Nepal faz lembrar o caso Vajont: há 63 anos um arbusto gigante causou uma catástrofe nos Alpes italianos">O desastre no Nepal faz lembrar o caso Vajont: há 63 anos um arbusto gigante causou uma catástrofe nos Alpes italianos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-desastre-no-nepal-lembra-o-caso-vajont-ha-63-anos-um-arbusto-gigante-causou-uma-catastrofe-nos-alpes-italianos.html" title="O desastre no Nepal faz lembrar o caso Vajont: há 63 anos um arbusto gigante causou uma catástrofe nos Alpes italianos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-tragedia-in-nepal-ricorda-il-vajont-63-anni-fa-in-italia-una-frana-genero-un-onda-e-uccise-1-917-persone-1787827388417_320.jpg" alt="O desastre no Nepal faz lembrar o caso Vajont: há 63 anos um arbusto gigante causou uma catástrofe nos Alpes italianos"></a></article></aside><p>Nas COP recentes, <strong>os esforços para reduzir a dependência dos combustíveis fósseis intensificaram-se</strong>, mas, na realidade, as emissões de gases com efeito de estufa continuam a aumentar. As declarações simbólicas de emergência climática por parte de alguns Estados não foram acompanhadas de medidas concretas e suficientes.</p><p>Segundo o professor Jonathan Bamber, temos as competências e as tecnologias necessárias para enfrentar a crise climática. O que falta é vontade política e uma visão a longo prazo. Conclui com um aviso: <strong>sem ações rápidas, o degelo dos glaciares será apenas uma das facetas da crise climática</strong> provocada por pessoas como Obi-Wan Kenobi, e as consequências serão devastadoras.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Jonathan%20Bamber%20-%20The%20Conversation" data-year="" data-title="Nepal%E2%80%91Tibet%20disaster%20linked%20to%20climate%20change%20%E2%80%93%20a%20glaciologist%20explains%2C%20The%20Conversion%2C" data-url="https%3A%2F%2Ftheconversation.com%2Fnepal-tibet-disaster-linked-to-climate-change-a-glaciologist-explains-290656">Jonathan Bamber - The Conversation. <a href="https://theconversation.com/nepal-tibet-disaster-linked-to-climate-change-a-glaciologist-explains-290656" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Nepal‑Tibet disaster linked to climate change – a glaciologist explains, The Conversion,</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-glaciologista-alerta-para-o-impacto-das-alteracoes-climaticas-nos-desastres-glaciares-entre-o-nepal-e-o-tibete.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sementeiras de setembro: as hortícolas que ainda vão a tempo antes do frio]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/sementeiras-de-setembro-as-horticolas-que-ainda-vao-a-tempo-antes-do-frio.html</link><pubDate>Sun, 06 Sep 2026 08:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Ainda dá para semear, mas o tempo disponível mudou. A partir de agora não é o calor que manda, é a conta dos dias que faltam até a planta deixar de conseguir crescer.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sementeiras-de-setembro-as-horticolas-que-ainda-vao-a-tempo-antes-do-frio-1788515132907.png" data-image="o52vk5evlqn8"><figcaption>Na horta de outono as couves predominam. A sementeira de folhosas no início do outono, quando os dias mais curtos abrandam o crescimento das plantas é uma boa estratégia a adotar.</figcaption></figure><p>Em agosto o problema era o calor a impedir as sementes de nascer. Em setembro o problema é outro, e mais implacável: os dias estão a encurtar e a temperatura a descer, e <strong>a planta tem um prazo para crescer antes de o crescimento praticamente parar</strong>.</p><p>Isso muda a forma de escolher o que semear. Já não é uma questão de gosto, é uma questão de aritmética.</p><h2>A conta que decide tudo</h2><p><strong>Cada cultura precisa de um certo número de dias entre a sementeira e a colheita</strong>. Se esse número não couber no tempo que falta até o frio se instalar, a planta fica pelo caminho.</p><div class="texto-destacado"><strong> Ciclo cultural:</strong><br>Número de dias que uma cultura precisa desde a sementeira até estar pronta a colher. Em setembro, esse número tem de ser somado à data de hoje e comparado com o momento em que o crescimento abranda, o que em Portugal continental acontece tipicamente entre meados de novembro e dezembro.</div><p>Uma nota importante: os dias indicados nos pacotes de sementes referem-se a condições ideais de primavera. Em setembro, com menos luz e temperaturas a descer, convém contar mais 15 a 20 por cento de tempo. Uma cultura de sessenta dias pode levar setenta e cinco.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785680" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/formigas-e-pulgoes-a-parceria-que-se-instala-nas-hortas-no-fim-do-verao.html" title="Formigas e pulgões: a parceria que se instala nas hortas no fim do verão">Formigas e pulgões: a parceria que se instala nas hortas no fim do verão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/formigas-e-pulgoes-a-parceria-que-se-instala-nas-hortas-no-fim-do-verao.html" title="Formigas e pulgões: a parceria que se instala nas hortas no fim do verão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/formigas-e-pulgoes-a-parceria-que-se-instala-nas-hortas-no-fim-do-verao-1787763649616_320.png" alt="Formigas e pulgões: a parceria que se instala nas hortas no fim do verão"></a></article></aside><h2>O que ainda vai a tempo, e o que já não</h2><p>Setembro é um ótimo mês para sementeiras. <strong>Na tabela abaixo</strong>, pode consultar algumas das principais.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Cultura</p></th><th scope="col"><p>Semear em setembro</p></th><th scope="col"><p>Colheita prevista</p></th><th scope="col"><p>Vai a tempo?</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Rabanete</p></td><td><p>Todo o mês</p></td><td><p>25 a 40 dias</p></td><td><p>Sim, com folga</p></td></tr><tr><td><p>Espinafre</p></td><td><p>Todo o mês</p></td><td><p>Nov. a fev.</p></td><td><p>Sim</p></td></tr><tr><td><p>Rúcula</p></td><td><p>Todo o mês</p></td><td><p>30 a 45 dias</p></td><td><p>Sim</p></td></tr><tr><td><p>Alface de inverno</p></td><td><p>Até meados do mês</p></td><td><p>Nov. a jan.</p></td><td><p>Sim, variedades próprias</p></td></tr><tr><td><p>Nabo</p></td><td><p>Primeira quinzena</p></td><td><p>Nov. a dez.</p></td><td><p>Sim, se semear já</p></td></tr><tr><td><p>Cebolinho e coentros</p></td><td><p>Todo o mês</p></td><td><p>Colheita contínua</p></td><td><p>Sim</p></td></tr><tr><td><p>Favas e ervilhas</p></td><td><p>Segunda quinzena</p></td><td><p>Fev. a abr.</p></td><td><p>Sim, é o mês certo</p></td></tr><tr><td><p>Cenoura</p></td><td><p>Já é tarde no interior</p></td><td><p>Jan. a fev.</p></td><td><p>Só no litoral sul</p></td></tr><tr><td><p>Feijão e pepino</p></td><td><p>Não semear</p></td><td><p>—</p></td><td><p>Não, falta calor</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="4">Principais culturas a cultivar em setembro. Fonte: elaboração própria para Portugal continental.</td></tr></tbody></table><h2>A regra do litoral e do interior</h2><p>Portugal não tem um só calendário, e em setembro essa diferença pesa mais do que em qualquer outro mês.</p><p>No litoral, do Porto a Setúbal, o mar mantém as temperaturas mais amenas até bem dentro do outono, e há duas a três semanas extra de margem para semear. No interior e em terras altas, como Bragança ou a Guarda, o frio chega bem mais cedo e a primeira quinzena de setembro é praticamente o limite.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>No litoral há duas a três semanas de margem a mais do que no interior. Em setembro, isso é a diferença entre colher e não colher.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Se tem dúvidas sobre a sua zona,<strong> há um indicador simples e fiável na previsão: as temperaturas mínimas</strong>. Quando as mínimas começam a andar de forma consistente abaixo dos 10 ºC, o crescimento das folhosas abranda muito e as sementeiras novas deixam de compensar.</p><h2>As favas e as ervilhas são a grande oportunidade</h2><p>Muita gente semeia favas e ervilhas na primavera, e é aí que perde metade da produção.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sementeiras-de-setembro-as-horticolas-que-ainda-vao-a-tempo-antes-do-frio-1788515216871.png" data-image="k05lkn1k3gw2"><figcaption>Favas semeadas em setembro, que instalam a raiz durante o inverno e produzem antes do calor.</figcaption></figure><p>Estas duas culturas gostam de frio e desenvolvem bem o sistema radicular durante o inverno, aproveitando a humidade natural do solo, sem precisarem de rega. Chegam à primavera já instaladas e produzem antes do calor, que é justamente o que as arruína. Semeadas em março, apanham o calor a meio da floração e dão muito menos.</p><p>Em setembro tem ainda outra vantagem: o solo está quente o suficiente para germinarem depressa e as chuvas de outubro fazem o resto do trabalho.</p><h2>Antes de semear, olhe para a chuva</h2><p>O erro mais comum nas sementeiras de setembro não tem a ver com datas, tem a ver com a água. <strong>O solo passou o verão seco e as primeiras chuvadas podem ser fortes</strong>.</p><p>Semear na véspera de uma chuvada intensa é perder a sementeira, porque a água arrasta as sementes pequenas e compacta a superfície. <strong>Vale mais semear depois, com o solo já húmido e trabalhável</strong>, do que antes.</p><p>Aproveite também para <strong>preparar o terreno enquanto está seco e maneável</strong>. Depois das primeiras chuvas fortes, uma terra pesada fica intransitável durante dias e mexer nela nesse estado destrói-lhe a estrutura.</p><p>E<strong> se ainda tiver espaço vazio que não vá semear, cubra-o</strong>. Uma camada de palha ou uma sementeira de adubo verde protege o solo da erosão das chuvas de outono e faz mais pela terra do que qualquer adubo comprado.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/sementeiras-de-setembro-as-horticolas-que-ainda-vao-a-tempo-antes-do-frio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Expansão de aeroportos e inação: a contradição da mobilidade espanhola]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/expansao-de-aeroportos-e-inacao-a-contradicao-da-mobilidade-espanhola.html</link><pubDate>Sun, 06 Sep 2026 07:02:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O fim dos voos domésticos curtos: uma necessidade ambiental travada pela inação. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/expansao-de-aeroportos-e-inacao-a-contradicao-da-mobilidade-espanhola-1788337550018.png" data-image="fytej4mdlcy0"><figcaption>A redução prevista de 300 000 toneladas de CO₂ ao eliminar estes voos curtos equivale a retirar da estrada cerca de 65 000 carros a combustível fóssil durante um ano inteiro.</figcaption></figure><p>O tráfego aéreo em Espanha atingiu máximos históricos, impulsionado sobretudo pelo pico do turismo no verão. De acordo com a Enaire, a gestora estatal de navegação aérea, registou-se um recorde absoluto de 257.909 operações num único mês, o que <strong>equivale ao movimento de uma aeronave a cada 12 segundos</strong>. </p><div class="texto-destacado">Este volume massivo não é um fenómeno isolado, mas sim o reflexo de uma tendência estrutural nos aeroportos turísticos do país. <br></div><p>Em 2025, o aeroporto de Málaga registou <strong>uma operação a cada três minutos durante as 24 horas do dia, Valência assistiu a uma descolagem ou aterragem a cada seis minutos</strong> e, nas áreas metropolitanas de Madrid e Barcelona, o ruído dos aviões sobrevoa a população a cada minuto ou minuto e meio. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/expansao-de-aeroportos-e-inacao-a-contradicao-da-mobilidade-espanhola-1788337659164.png" data-image="lkjmkl9n1yb1"><figcaption>Apesar da meta de sustentabilidade, o novo plano aeroportuário espanhol prevê investir 13 mil milhões de euros para expandir 12 aeroportos até 2031.</figcaption></figure><p>Esta intensidade agrava significativamente a <strong>pressão turística e intensifica os impactos ambientais</strong>, desde a poluição sonora e atmosférica à emissão de gases com efeito de estufa.</p><h2>Os benefícios reais da alternativa ferroviária</h2><p>Diante deste cenário, surge a urgência de <strong>substituir trajetos de curta distância por alternativas ferroviárias já existentes</strong>, seguras e eficientes. </p><div class="texto-destacado">Só no aeroporto de Madrid-Barajas, registaram-se em 2025 mais de 27.000 voos com destino ou origem em cidades como Barcelona, Málaga, Valência e Vigo, todas elas servidas por ligações diretas de alta velocidade. </div><p>Um estudo da organização Ecologistas en Acción demonstra que a eliminação dos voos curtos com uma alternativa em comboio de até <strong>quatro horas pouparia, anualmente, cerca de 50.000 operações aéreas e mais de 300.000 toneladas de CO₂,</strong> valor equivalente a quase <strong>10% de todas as emissões</strong> da aviação doméstica espanhola. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/expansao-de-aeroportos-e-inacao-a-contradicao-da-mobilidade-espanhola-1788337873160.png" data-image="f88wkjtvzlvz"><figcaption>A vitória na rota Madrid-Barcelona: No corredor entre as duas maiores cidades espanholas, o comboio já conquistou mais de 80% da quota de mercado, deixando o avião em clara minoria.</figcaption></figure><p>Além da redução direta de emissões, esta transição permitiria <strong>economizar cerca de 50 milhões de euros por ano em custos indiretos</strong> associados a acidentes, ruído e degradação ambiental. Do ponto de vista dos passageiros, o comboio garante tempos totais de viagem frequentemente inferiores aos do avião, somando ainda maior conforto e produtividade.</p><h2>Inação política e contradições no fomento da aviação</h2><p>Apesar de a medida contar com um amplo apoio político e social, comprovado pelo facto de a <strong>quota de mercado do comboio ultrapassar os 80%</strong> nos corredores onde compete diretamente com o avião, a resposta do Executivo espanhol tem sido <strong>marcada pela inação. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/expansao-de-aeroportos-e-inacao-a-contradicao-da-mobilidade-espanhola-1788338112151.png" data-image="yxko4k8nzbc7"><figcaption>Em distâncias até 500 km, o comboio é praticamente sempre mais rápido no tempo total de viagem ("porta a porta"), pois evita controlos de segurança demorados e aeroportos afastados dos centros urbanos.</figcaption></figure><p>Embora a intenção de eliminar voos curtos tenha sido anunciada no plano España 2050, reafirmada no acordo de coligação entre o PSOE e o Sumar, e integrada na Ley de Movilidad Sostenible em vigor desde dezembro de 2025, pouco ou nada se concretizou. </p><p>Em sentido oposto, assiste-se à tramitação do novo Documento de Regulação Aeroportuária (DORA 2027-2031), que prevê um <strong>investimento de 13.000 milhões de euros na expansão da capacidade de uma dúzia de aeroportos.</strong> </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="686628" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/viagens-de-comboio-versus-viagens-de-aviao-como-descarbonizar-as-suas-proximas-ferias.html" title="Viagens de comboio versus viagens de avião: como descarbonizar as suas próximas férias">Viagens de comboio versus viagens de avião: como descarbonizar as suas próximas férias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/viagens-de-comboio-versus-viagens-de-aviao-como-descarbonizar-as-suas-proximas-ferias.html" title="Viagens de comboio versus viagens de avião: como descarbonizar as suas próximas férias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/rail-v-air-travel-how-to-decarbonise-your-next-holiday-1733320024421_320.jpg" alt="Viagens de comboio versus viagens de avião: como descarbonizar as suas próximas férias"></a></article></aside><p>Este plano visa continuar a fomentar o turismo de massas, ameaçando intensificar ainda mais as consequências ambientais e sociais num momento em que a transição para modelos de mobilidade de baixo impacto é uma obrigação inadiável.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Pablo%20Mu%C3%B1oz%20e%20Luisa%20Castillo" data-year="2026" data-title="Poner%20l%C3%ADmites%20al%20transporte%20a%C3%A9reo%20y%20la%20turistificaci%C3%B3n%3A%20empecemos%20por%20los%20vuelos%20cortos" data-url="https%3A%2F%2Farchive.ph%2FX2nuf%23selection-513.0-593.505">Pablo Muñoz e Luisa Castillo. (2026). <a href="https://archive.ph/X2nuf#selection-513.0-593.505" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Poner límites al transporte aéreo y la turistificación: empecemos por los vuelos cortos</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/expansao-de-aeroportos-e-inacao-a-contradicao-da-mobilidade-espanhola.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Especialista alerta sobre as urtigas: "Estas revelam a excelente qualidade do solo — não as arranque"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/especialista-avisa-sobre-as-urtigas-elas-revelam-a-excelente-qualidade-do-solo-nao-as-arranque.html</link><pubDate>Sun, 06 Sep 2026 06:02:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>As urtigas nem sempre são um problema: estas podem indicar um solo fértil e rico em nutrientes. Descubra o que sinalizam e como removê-las sem danificar o terreno.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-experto-advierte-no-la-arranques-de-golpe-la-presencia-de-ortigas-revela-la-excelente-calidad-de-tu-suelo-1788530023615.jpeg" data-image="9ufepw9az241"><figcaption>As urtigas nem sempre representam um problema; também podem indicar a saúde do solo.</figcaption></figure><p>A notória <strong>urtiga </strong>frequentemente provoca uma reação imediata no jardim: livrar-se dela o mais rápido possível. No entanto, esta planta <strong>pode oferecer informações valiosas sobre as condições do solo</strong>.</p><p>A sua presença não significa necessariamente que o solo esteja em más condições ou que a planta deva ser simplesmente removida. Pelo contrário, esta <strong>pode ser um sinal de fertilidade e boa disponibilidade de nutrientes</strong>. Antes de arrancá-la precipitadamente, vale a pena entender o que ela indica e qual a melhor forma de proceder.</p><h2>Por que as urtigas aparecem?</h2><p>A urtiga, especialmente a <strong>urtiga-comum (<em>Urtica dioica</em>)</strong>, é uma planta que geralmente<strong> prospera em solos ricos em matéria orgânica e nutrientes</strong> disponíveis. É comumente encontrada perto de acúmulos de restos vegetais, ao lado de recintos de animais ou em áreas que receberam adubação orgânica.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">How do nettles sting? Tiny hollow needles protrude from the stems and leaves of stinging nettles (Urtica dioica). Brushing against them causes them to bend, and squeezes poison held in a sac at their base into the syringe, which is then injected into the victims skin! <a href="https://x.com/hashtag/nature?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#nature</a> <a href="https://t.co/mOIrJKlR9P">pic.twitter.com/mOIrJKlR9P</a></p>— VenetiaJane's Garden (@VenetiaJane) <a href="https://x.com/VenetiaJane/status/1748291075389710606?ref_src=twsrc%5Etfw">January 19, 2024</a></blockquote></figure><p>O seu crescimento pode indicar que o solo possui boa capacidade de nutrir as plantas. <strong>No entanto, não é uma prova definitiva de qualidade</strong>: também pode surgir em solos perturbados ou húmidos, ou sob condições específicas de nitrogénio.</p><p>A <strong>sua presença deve ser interpretada em conjunto com outros indicadores</strong>, como a estrutura do solo, a atividade das minhocas e o estado das culturas.</p><h2>Um sinal de fertilidade, mas não um diagnóstico completo</h2><p>Existe uma explicação simples para a relação entre as urtigas e o solo fértil. Estas plantas<strong> prosperam em ambientes ricos em nutrientes</strong>, especialmente <strong>onde há matéria orgânica </strong>em decomposição. Nestes locais, as urtigas encontram recursos que favorecem o seu crescimento e permitem a formação de populações densas.</p><p>Isto não significa que as urtigas "criem" fertilidade por conta própria, nem que a sua presença garanta uma colheita abundante.</p><p>Ao mesmo tempo, <strong>não se deve presumir que qualquer área coberta por urtigas seja automaticamente excelente</strong>. A qualidade do solo depende de muitos outros fatores: nutrientes, matéria orgânica, capacidade de retenção de água, aeração e equilíbrio biológico.</p><p>Ainda assim, observá-las pode oferecer uma<strong> oportunidade de conhecer melhor o terreno</strong>. Se estas surgem ao lado de outras plantas vigorosas e o solo parece saudável, podem fazer parte de um conjunto de indicadores positivos.</p><h2>Tem que arrancá-las de uma vez?</h2><p>A recomendação de <strong>não removê-las todas de uma vez</strong> faz sentido quando o objetivo é preservar a biodiversidade e evitar perturbar o ambiente desnecessariamente. As urtigas podem oferecer abrigo e alimento para diversos insetos, além de fazerem parte da vegetação espontânea do jardim.</p><p>Também podem ser<strong> removidas gradualmente</strong>, especialmente se estiverem a crescer perto de caminhos, áreas de lazer ou locais onde o contato com a pele possa ser problemático.</p><div class="texto-destacado">Se não estiverem a invadir uma área cultivada ou a obstruir a passagem, uma boa opção é deixá-las num espaço controlado.<br></div><p>Para removê-las, as medidas mais importantes são<strong> usar luvas resistentes, cobrir os braços e as pernas</strong> e trabalhar com cuidado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-experto-advierte-no-la-arranques-de-golpe-la-presencia-de-ortigas-revela-la-excelente-calidad-de-tu-suelo-1788530424851.jpeg" data-image="7wrx5gzq201c"><figcaption>É essencial proteger-se ao manusear urtigas.</figcaption></figure><p> Se deseja reduzir a presença delas, o ideal é<strong> remover as plantas antes que produzam sementes e ficar atento a possíveis brotos</strong>. Em vez de recorrer imediatamente a produtos químicos, pode optar por métodos mecânicos e manter a área limpa. </p><h2>Como aproveitar a sua presença na horta?</h2><p>As urtigas também podem fornecer informações úteis para o manejo da horta. Se surgirem num canteiro, vale a pena <strong>observar se o solo está a receber aplicações de composto ou restos vegetais</strong>. Tais observações podem ajudar a ajustar as práticas de adubação e evitar a adição de nutrientes desnecessários.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Las plantas bioindicadoras nos informan sobre las características del suelo: Diente de león (fósforo y molibdeno), Amapola silvestre (calcio), Ortiga mayor (nitrógeno y humedad), Llantén mayor (compactación) y Coquillo (acidez y anaerobiosis). <a href="https://x.com/hashtag/Agronom%C3%ADa?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Agronomía</a> <a href="https://x.com/hashtag/Jardiner%C3%ADa?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Jardinería</a> <a href="https://t.co/Gob0qVAH8M">pic.twitter.com/Gob0qVAH8M</a></p>— Ing. R. Valdivia (@InteresAgro) <a href="https://x.com/InteresAgro/status/1807914940050858296?ref_src=twsrc%5Etfw">July 1, 2024</a></blockquote></figure><p>Além de tudo isto, <strong>as urtigas podem desempenhar um papel no manejo mais natural do jardim</strong>; por exemplo, algumas pessoas utilizam-nas para preparar soluções à base de plantas, embora estas não devam ser consideradas substitutas de uma adubação equilibrada ou dos tratamentos necessários quando há presença de pragas ou doenças.</p><h2>É importante observar antes de agir</h2><p>Da próxima vez que as urtigas surgirem, o ideal é <strong>não as encarar apenas como um incómodo</strong>; como mencionado anteriormente, estas podem oferecer pistas sobre a fertilidade do solo e proporcionar uma oportunidade de compreender melhor as condições do terreno.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="684898" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/por-favor-nao-despreze-as-urtigas-saiba-como-usa-las-no-jardim-e-na-alimentacao.html" title="Por favor, não despreze as urtigas! Saiba como usá-las no jardim e na alimentação">Por favor, não despreze as urtigas! Saiba como usá-las no jardim e na alimentação</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/por-favor-nao-despreze-as-urtigas-saiba-como-usa-las-no-jardim-e-na-alimentacao.html" title="Por favor, não despreze as urtigas! Saiba como usá-las no jardim e na alimentação"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/por-favor-nao-despreze-as-urtigas-saiba-como-usa-las-no-jardim-e-na-alimentacao-1732570436436_320.jpg" alt="Por favor, não despreze as urtigas! Saiba como usá-las no jardim e na alimentação"></a></article></aside><p>O segredo está em observar, interpretar e agir com critério. <strong>Se não causarem problemas, podem ser mantidas numa área controlada</strong>. Caso a remoção seja necessária, realizá-la de forma gradual e segura ajuda a preservar o equilíbrio do jardim.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É claro que a sua presença não é suficiente para confirmar que o terreno é excelente.<br><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>É muito importante perceber que, às vezes, uma planta espontânea pode revelar mais sobre o solo do que qualquer rótulo de fertilizante.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/especialista-avisa-sobre-as-urtigas-elas-revelam-a-excelente-qualidade-do-solo-nao-as-arranque.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Há uma tendência a crescer em Portugal: viajar sozinho nunca fez tanto sentido]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ha-uma-tendencia-a-crescer-em-portugal-viajar-sozinho-nunca-fez-tanto-sentido.html</link><pubDate>Sun, 06 Sep 2026 05:07:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Os portugueses já não esperam por companhia para fazer as malas. E os números deste estudo comprovam isso.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ha-uma-tendencia-a-crescer-em-portugal-viajar-sozinho-nunca-fez-tanto-sentido-1785696802589.jpg" data-image="c0bd5bej71j0" alt="Viagens" title="Viagens"><figcaption>Viajar sozinho deixou de ser um plano B. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Antes de partir, muitos portugueses fazem uma pergunta simples: “E se fosse sozinho?”. O que há alguns anos podia parecer uma opção improvável é hoje uma <strong>escolha cada vez mais comum</strong>. </p><div class="texto-destacado">A liberdade de decidir o ritmo da viagem, a possibilidade de conhecer pessoas novas e a vontade de sair da rotina estão a convencer cada vez mais viajantes a embarcar numa aventura sem companhia.</div><p>É esta a principal conclusão de um novo estudo da ‘eDreams’, realizado pela empresa independente OnePoll junto de 9.000 consumidores em sete países (Alemanha, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, Portugal e Reino Unido). Nesta amostra estão incluídos 1.000 portugueses que viajaram nos últimos cinco anos. </p><h2>O que é que os resultados mostram? </h2><p>Os resultados mostram que viajar a solo está longe de ser um plano de recurso. Pelo contrário. Tornou-se uma <strong>experiência desejada por muitos</strong>, sobretudo por quem procura autonomia, flexibilidade e tempo para si.</p><p>A principal motivação apontada pelos portugueses é a<strong> liberdade total</strong> para fazer aquilo que lhes apetece, sem necessidade de negociar horários, roteiros ou escolhas. Aliás, esta razão foi referida por 40% dos inquiridos. Logo depois surge a vontade de experimentar este tipo de viagem (35%) e a oportunidade de se conhecerem melhor (33%).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767351" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/as-cidades-mais-antigas-da-europa-uma-viagem-as-raizes-da-civilizacao.html" title="As cidades mais antigas da Europa: uma viagem às raízes da civilização">As cidades mais antigas da Europa: uma viagem às raízes da civilização</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/as-cidades-mais-antigas-da-europa-uma-viagem-as-raizes-da-civilizacao.html" title="As cidades mais antigas da Europa: uma viagem às raízes da civilização"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-cidades-mais-antigas-da-europa-uma-viagem-as-raizes-da-civilizacao-1777995677217_320.png" alt="As cidades mais antigas da Europa: uma viagem às raízes da civilização"></a></article></aside><p>Mas<strong> há razões mais práticas que também pesam na decisão</strong>. Cerca de 28% admite que viajar sozinho acontece porque familiares ou amigos não podem acompanhar a viagem, enquanto 22% vê nesta opção uma oportunidade para conhecer pessoas novas ao longo do percurso. </p><div class="texto-destacado">Apenas 12% dizem não encontrar qualquer motivo que os levasse a partir sem companhia.</div><p>E tudo indica que esta tendência portuguesa acompanha um<strong> fenómeno global</strong>. Segundo dados da Grand View Research, o mercado mundial das viagens a solo foi avaliado em cerca de 549,8 mil milhões de dólares em 2025 e deverá continuar a crescer a um ritmo médio anual de 14,6% até 2033. A Europa representa atualmente mais de 37% deste mercado, consolidando-se como a região onde este tipo de turismo tem maior expressão.</p><h2>Liberdade não significa improviso</h2><p>Ainda assim, não se deixe enganar. Viajar sozinho pode transmitir uma ideia de espontaneidade, mas os portugueses continuam a preferir sair de casa com<strong> tudo bem organizado</strong>.</p><p>Questionados sobre aquilo que consideram indispensável numa viagem a solo, 45% colocam mesmo o planeamento em primeiro lugar. </p><div class="texto-destacado">Ter os bilhetes comprados antecipadamente, recorrer a aplicações de viagem e utilizar mapas ou GPS continuam a ser os elementos mais valorizados.</div><p>A<strong> segurança</strong> ocupa a segunda posição, com 25% das respostas. Entre os objetos considerados importantes surgem os cintos porta-dinheiro, pequenos<em> kits </em>de primeiros socorros e contactos de emergência.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ha-uma-tendencia-a-crescer-em-portugal-viajar-sozinho-nunca-fez-tanto-sentido-1785697087656.jpg" data-image="0vqogboectuu" alt="Viajar" title="Viajar"><figcaption>A tendência portuguesa acompanha o fenómeno global. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>O<strong> conforto </strong>fecha o pódio, referido por 20% dos participantes, que destacam roupa adequada, calçado confortável, <em>snacks</em> e almofadas de viagem como alguns dos essenciais para tornar a experiência mais agradável.</p><p>Curiosamente, pouco mudou desde o estudo semelhante realizado pela ‘eDreams’ em 2023. Nessa altura, o planeamento já liderava as preferências (41%), seguido da segurança e do conforto, ambos com 24%. Estes dados mostram, então, que, apesar da evolução do perfil dos viajantes, as prioridades permanecem praticamente inalteradas.</p><h2>Uma viagem que pode mudar mais do que o destino</h2><p>Além disso, os portugueses acreditam que viajar sozinho pode deixar marcas para lá das fotografias e dos quilómetros percorridos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="757248" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/estes-sao-os-10-paises-mais-seguros-do-mundo-em-caso-de-um-conflito-global.html" title="Estes são os 10 países mais seguros do mundo em caso de um conflito global">Estes são os 10 países mais seguros do mundo em caso de um conflito global</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/estes-sao-os-10-paises-mais-seguros-do-mundo-em-caso-de-um-conflito-global.html" title="Estes são os 10 países mais seguros do mundo em caso de um conflito global"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/questi-sono-i-10-paesi-piu-sicuri-al-mondo-in-caso-di-conflitto-globale-1772453163685_320.jpg" alt="Estes são os 10 países mais seguros do mundo em caso de um conflito global"></a></article></aside><p>Quatro em cada dez inquiridos consideram que este tipo de experiência ajuda a <strong>desenvolver a autossuficiência</strong>, obrigando cada pessoa a resolver desafios, tomar decisões e ganhar confiança nas próprias capacidades.</p><p>Além disso, 37% acreditam que uma viagem a solo proporciona maior clareza mental e ajuda a regressar com ideias mais organizadas sobre objetivos pessoais ou profissionais. Outros 30% destacam uma maior abertura a diferentes culturas e formas de viver, enquanto 20% referem um aumento da empatia e uma ligação mais profunda com o mundo que os rodeia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ha-uma-tendencia-a-crescer-em-portugal-viajar-sozinho-nunca-fez-tanto-sentido-1785697284153.jpg" data-image="10zc4uxvbmf9" alt="Viajar" title="Viajar"><figcaption>Uma prática mais comum entre as gerações mais novas. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p><strong>Nem todas as gera��ões, no entanto, olham para esta experiência da mesma forma</strong>. Entre os portugueses com 65 ou mais anos, 37% consideram que viajar sozinho dificilmente teria impacto na forma como encaram a vida. Já entre a Geração Z, mais de metade (53%) acredita que uma viagem deste género ajuda a perceber que consegue lidar com qualquer situação de forma autónoma.</p><h2>Portugal continua entre os países mais seguros do mundo</h2><p>Para quem ainda hesita em reservar uma viagem sem companhia, há outro fator que pode transmitir confiança: a segurança.</p><div class="texto-destacado">Portugal mantém-se entre os países mais pacíficos do planeta no Índice Global da Paz de 2026, figurando novamente no grupo dos dez primeiros classificados.</div><p>Embora nenhum destino esteja totalmente livre de riscos, especialistas recomendam alguns<strong> cuidados</strong> simples para quem viaja sozinho. Alguns deles incluem informar alguém sobre o itinerário, guardar cópias digitais dos documentos, contratar um seguro de viagem, evitar divulgar em tempo real a localização nas redes sociais e conhecer previamente os contactos de emergência do destino.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Travel%20Magg%2C%20Costa%2C%20R" data-year="2026" data-title="Sem%20companhia%3F%20Sem%20problema!%20Portugueses%20est%C3%A3o%20a%20abra%C3%A7ar%20as%20viagens%20a%20solo" data-url="https%3A%2F%2Ftravelmagg.sapo.pt%2Fviagens%2Fartigos%2Fportugueses-viagens-a-solo-liberdade-autoconhecimento">Travel Magg, Costa, R. (2026). <a href="https://travelmagg.sapo.pt/viagens/artigos/portugueses-viagens-a-solo-liberdade-autoconhecimento" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Sem companhia? Sem problema! Portugueses estão a abraçar as viagens a solo</a>.</cite><br><cite data-author="Marketeer" data-year="2026" data-title="Cada%20vez%20mais%20portugueses%20querem%20viajar%20sozinhos.%20E%20o%20motivo%20principal%20pode%20surpreender" data-url="https%3A%2F%2Fmarketeer.sapo.pt%2Fcada-vez-mais-portugueses-querem-viajar-sozinhos-e-o-motivo-principal-pode-surpreender%2F%23goog_rewarded">Marketeer. (2026). <a href="https://marketeer.sapo.pt/cada-vez-mais-portugueses-querem-viajar-sozinhos-e-o-motivo-principal-pode-surpreender/#goog_rewarded" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Cada vez mais portugueses querem viajar sozinhos. E o motivo principal pode surpreender</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ha-uma-tendencia-a-crescer-em-portugal-viajar-sozinho-nunca-fez-tanto-sentido.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Remoção de CO2 do ar não resolverá a crise climática, alerta a ONU ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/remocao-de-co2-do-ar-nao-resolvera-a-crise-do-clima-alerta-a-onu.html</link><pubDate>Sat, 05 Sep 2026 12:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Métodos industriais que prometem enterrar dióxido de carbono em profundidades geológicas não possuem capacidade suficiente para compensar o avanço contínuo do setor petrolífero e têm prazo de esgotamento estimado em menos de dois séculos. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/remocao-de-co2-do-ar-nao-resolvera-a-crise-do-clima-alerta-a-onu-1788392440319.jpg" data-image="ha6tjfqi7km5" alt="Novo estudo da ONU alerta que o planeta superará o limiar de 1,5°C. Foto: Magnific" title="Novo estudo da ONU alerta que o planeta superará o limiar de 1,5°C. Foto: Magnific"><figcaption>Novo estudo da ONU alerta que o planeta superará o limiar de 1,5°C. Foto: Magnific.</figcaption></figure><p>O <strong>Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente</strong> (<a href="https://www.unep.org/pt-br/who-we-are/about-us" target="_blank">PNUMA</a>) divulgou um relatório técnico que aborda o estouro iminente do limite de aquecimento global preconizado pelo Acordo de Paris. Conhecido como overshoot, o fenómeno descreve o período em que a <strong>temperatura média global ultrapassará a marca de 1,5°C nas próximas décadas</strong> até que consiga retroceder.</p><p>Diante deste cenário, o documento propõe uma postura mais realista e emergencial para enfrentar a crise climática. Além disso,<strong> a entidade observa com forte ceticismo as tecnologias voltadas à remoção artificial de dióxido de carbono </strong>da atmosfera, defendendo que o foco principal precisa recair sobre o corte rápido de emissões de gases poluentes.</p><h2>Incertezas e limites das soluções tecnológicas de captura</h2><p>Atualmente, as duas principais vias para extrair carbono do ar são<strong> o plantio de florestas e a Captura e Armazenamento de Carbono (CCS)</strong>, método que enterra o dióxido de carbono da produção de óleo e gás em reservatórios profundos. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/remocao-de-co2-do-ar-nao-resolvera-a-crise-do-clima-alerta-a-onu-1788392585994.jpg" data-image="kqcnecyxoqyx" alt="Análise do Pnuma ressalta que remediar o clima sairá muito mais caro do que reduzir as emissões agora. Foto: Magnific" title="Análise do Pnuma ressalta que remediar o clima sairá muito mais caro do que reduzir as emissões agora. Foto: Magnific"><figcaption>Análise do Pnuma ressalta que remediar o clima sairá muito mais caro do que reduzir as emissões agora. Foto: Magnific.</figcaption></figure><p>Contudo, <strong>o Pnuma avalia que a ampliação do CCS tem capacidade restrita e pouco realista</strong> para travar o aquecimento global. Os cientistas afirmam que o potencial da tecnologia compensa, no máximo, o que as próprias petrolíferas geram ao extrair combustíveis fósseis. </p><div class="texto-destacado">Adicionalmente, as reservas geológicas disponíveis para armazenar tais resíduos podem se esgotar por volta do ano 2200, enquanto alternativas diretas no ar (DACCS) seguem com custo muito alto e demanda energética inviável para ampla escala. Do mesmo modo, a reflorestação em larga escala apresenta gargalos físicos e produtivos expressivos. </div><p>Num cenário de temperaturas elevadas, as plantas podem perder eficácia na absorção de carbono, originando<strong> disputas de terras com o setor agrícola. </strong>"Seriam necessários cem anos de reflorestação e manejo florestal na escala atual, com zero emissões residuais de CO2, para baixar a temperatura global em 0,1°C", afirma o levantamento.</p><h2>Estratégias em fases e urgência na redução imediata</h2><p>Para gerenciar o<strong> período de overshoot</strong>, os investigadores sugerem organizar as iniciativas globais em três etapas distintas. <strong>A fase inicial foca a resposta imediata através de cortes severos de gases estufa</strong>; a segunda visa conter os impactos e atingir emissões líquidas zero; e a terceira busca consolidar técnicas seguras de remoção de longo prazo antes da passagem do século.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766420" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/produzem-energia-e-ao-mesmo-tempo-removem-o-co-da-atmosfera-e-assim-que-se-cria-combustivel-a-partir-de-algas.html" title="Produzem energia e, ao mesmo tempo, removem o CO₂ da atmosfera: é assim que se cria combustível a partir de algas">Produzem energia e, ao mesmo tempo, removem o CO₂ da atmosfera: é assim que se cria combustível a partir de algas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/produzem-energia-e-ao-mesmo-tempo-removem-o-co-da-atmosfera-e-assim-que-se-cria-combustivel-a-partir-de-algas.html" title="Produzem energia e, ao mesmo tempo, removem o CO₂ da atmosfera: é assim que se cria combustível a partir de algas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/producono-energia-e-allo-stesso-tempo-eliminano-la-co-dall-atmosfera-ecco-come-nasce-il-carburante-dalle-alghe-1776705479051_320.jpeg" alt="Produzem energia e, ao mesmo tempo, removem o CO₂ da atmosfera: é assim que se cria combustível a partir de algas"></a></article></aside><p>A proposta rebate o posicionamento de países que mantêm planos de exploração fóssil a longo prazo, entre eles<strong> Estados Unidos, Rússia e Brasil, além da China</strong>. O Pnuma adverte que confiar excessivamente em intervenções futuras não substitui a diminuição da queima de carvão, gás e petróleo no presente.</p><p>Paralelamente, <strong>a ONU ressalta que preparar as nações para enfrentar eventos climáticos extremos já se tornou um passo incontornável</strong>. Para a entidade internacional, garantir financiamento e justiça climática nas negociações multilaterais é o caminho para impedir perdas financeiras e proteger populações mais vulneráveis em todo o mundo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Clima%20e%20Meio%20Ambiente" data-year="2026" data-title="Clima%3A%20ONU%20alerta%20que%20a%C3%A7%C3%A3o%20imediata%20%C3%A9%20a%20%C3%BAnica%20forma%20de%20evitar%20cat%C3%A1strofe%20global" data-url="https%3A%2F%2Fnews.un.org%2Fpt%2Fstory%2F2026%2F09%2F1854243">Clima e Meio Ambiente. (2026). <a href="https://news.un.org/pt/story/2026/09/1854243" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Clima: ONU alerta que ação imediata é a única forma de evitar catástrofe global</a>.</cite><br><cite data-author="O%20Globo" data-year="2026" data-title="ONU%3A%20t%C3%A9cnicas%20para%20remover%20CO2%20n%C3%A3o%20ajudar%C3%A3o%20a%20reverter%20estouro%20da%20meta%20de%20temperatura%20se%20emiss%C3%B5es%20n%C3%A3o%20ca%C3%ADrem" data-url="https%3A%2F%2Foglobo.globo.com%2Fmundo%2Fclima-e-ciencia%2Fnoticia%2F2026%2F09%2F02%2Fonu-tecnicas-para-remover-co2-nao-ajudarao-a-reverter-estouro-da-meta-de-temperatura-se-emissoes-nao-cairem.ghtml">O Globo. (2026). <a href="https://oglobo.globo.com/mundo/clima-e-ciencia/noticia/2026/09/02/onu-tecnicas-para-remover-co2-nao-ajudarao-a-reverter-estouro-da-meta-de-temperatura-se-emissoes-nao-cairem.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">ONU: técnicas para remover CO2 não ajudarão a reverter estouro da meta de temperatura se emissões não caírem</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/remocao-de-co2-do-ar-nao-resolvera-a-crise-do-clima-alerta-a-onu.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As ondas de calor no oceano já fizeram uma vítima em terra: as crianças que vivem em cidades costeiras]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-ondas-de-calor-no-oceano-ja-fizeram-uma-vitima-em-terra-as-criancas-que-vivem-em-cidades-costeiras.html</link><pubDate>Sat, 05 Sep 2026 11:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Em novo estudo liderado por investigadores de duas universidades dos EUA concluiu-se que as alterações climáticas estão a afetar as comunidades costeiras que dependem do oceano para a alimentação ou para o seu sustento financeiro, sendo as crianças particularmente vulneráveis. Saiba como!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-ondas-de-calor-no-oceano-ja-fizeram-uma-vitima-em-terra-as-criancas-que-vivem-em-cidades-costeiras-1788350455996.jpg" data-image="foti549kgf95"><figcaption>Estudo liderado por investigadores da Penn State e da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill e publicado na Proceedings of the National Academy Sciences of the United States of America revela que as ondas de calor marinhas podem estar a colocar em risco a saúde e a sobrevivência das crianças que vivem em comunidades costeiras de países de rendimento baixo e médio.</figcaption></figure><p>O aquecimento do oceano não se limita aos corpos de água marinhos. As ondas de calor marinhas, períodos durante os quais a temperatura da superfície do oceano permanece anormalmente elevada, podem <strong>estar a colocar em risco a saúde e a sobrevivência das crianças que vivem em comunidades costeiras de países de rendimento baixo e médio</strong>.</p><p>O objetivo da investigação passou por <strong>perceber se a exposição a ondas de calor marinhas nos meses e nos anos anteriores estava relacionada com diferentes indicadores de saúde infantil.</strong> Para tal, a equipa procedeu à análise de dados de saúde e sobrevivência de crianças e mulheres provenientes de mais de 9800 locais costeiros em 36 países, cruzando-os com informação global sobre a temperatura da superfície do mar.</p><h2>Um oceano mais quente torna as crianças mais vulneráveis</h2><p>Há uma associação preocupante que se evidencia nos resultados. O aumento do desvio-padrão no número de ondas de calor marinhas durante um período de dois anos esteve associado a um aumento de 5,4% na probabilidade de mortalidade infantil, de 6,5% na emaciação (baixo peso para a altura) e de 8,8% na de atraso no crescimento (baixa estatura para a idade). A questão que se impõe é: c<strong>omo pode então o calor no oceano chegar ao prato e a partir daí afetar o crescimento de uma criança?</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-ondas-de-calor-no-oceano-ja-fizeram-uma-vitima-em-terra-as-criancas-que-vivem-em-cidades-costeiras-1788350602700.jpg" data-image="ezyt9xo7jhmc"><figcaption>Os investigadores realçam a importância de prestar atenção aos impactos destas ondas de calor marinhas na saúde humana, incluindo o facto de, a nível global, as populações humanas se concentrarem tendencialmente em ambientes costeiros e nas suas imediações.</figcaption></figure><p>Uma das possíveis respostas está no peixe. Segundo explica <strong>Brian Thiede</strong>, coautor do estudo e <strong>professor de sociologia rural, sociologia e demografia</strong> <strong>na Faculdade de Ciências Agrárias da Penn State</strong> e diretor do Instituto de Investigação Populacional da universidade, para muitas comunidades costeiras, a <strong>pesca</strong> é uma fonte essencial de <strong>proteínas e micronutrientes</strong>, além de representar uma importante fonte de <strong>rendimento</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As ondas de calor marinhas podem alterar a distribuição e a qualidade nutricional dos peixes, provocar mortalidade nas populações marinhas e perturbar as atividades pesqueiras.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>“Tais perturbações </strong>[ondas de calor marinhas]<strong> podem ter impactos diretos no abastecimento alimentar e também podem ter impactos secundários, afetando os rendimentos dos pescadores e os preços dos alimentos para os consumidores”</strong>, afirmou Thiede. “Estes fatores podem condicionar a capacidade das famílias de adquirir alimentos ou de dispor dos recursos económicos necessários para aceder a outros serviços essenciais, como os cuidados de saúde.”</p><h2>Do mar ao prato e ao rendimento das famílias</h2><p>O impacto pode assim propagar-se pela cadeia alimentar e pela economia local. <strong>Uma menor quantidade disponível de peixe pode traduzir-se num rendimento mais parco para os pescadores e, consequentemente, em preços mais elevados para os consumidores</strong>, o que acaba por dificultar o acesso das famílias à alimentação e até mesmo a cuidados de saúde.</p><p><strong>Os efeitos foram particularmente fortes em regiões dependentes da pesca de pequena escala e em áreas urbanas</strong>. Neste último caso os investigadores realçam a importância dos mecanismos de mercado. Isto porque, mesmo quem não depende diretamente da pesca pode sentir os efeitos de um choque ambiental através do aumento dos preços dos alimentos.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>“Os investigadores e os profissionais da área devem dedicar uma atenção renovada às populações costeiras e distinguir melhor entre as fontes de vulnerabilidade enfrentadas pelas populações costeiras e pelas do interior”, disse Thiede. “As populações costeiras enfrentam riscos únicos relacionados com o clima, devido ao seu ambiente e aos seus meios de subsistência.”<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para Brian Thiede os resultados do estudo põem em evidência o facto de que as alterações climáticas estão a afetar muitos sistemas terrestres essenciais para a saúde e a sobrevivência humanas, sendo que <strong>as comunidades costeiras em particular enfrentam vulnerabilidades específicas, dado que dependem do oceano para a alimentação ou para o sustento financeiro</strong>.</p><h2>Antecipar o calor para proteger a saúde</h2><p><strong>As ondas de calor marinhas estão a aumentar tanto em frequência como em intensidade</strong>, à medida que as condições meteorológicas globais se alteram com as alterações climáticas, segundo os investigadores.</p><p>“As temperaturas oceânicas estão a aquecer rapidamente, tornando estas ondas de calor mais frequentes e severas”, afirmou Thiede. “Além disso, a saúde precária tem consequências generalizadas e multidimensionais, desde os c<strong>ustos humanos imediatos da doença e da morte até aos impactos negativos na educação e no emprego, que podem abrandar o crescimento económico nos países pobres”</strong>, concluiu Thiede.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="714078" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-concluem-que-ondas-de-calor-marinhas-estao-a-aumentar-e-com-maior-persistencia-devido-ao-aquecimento-global.html" title="Cientistas concluem que ondas de calor marinhas estão a aumentar e com maior persistência devido ao aquecimento global">Cientistas concluem que ondas de calor marinhas estão a aumentar e com maior persistência devido ao aquecimento global</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-concluem-que-ondas-de-calor-marinhas-estao-a-aumentar-e-com-maior-persistencia-devido-ao-aquecimento-global.html" title="Cientistas concluem que ondas de calor marinhas estão a aumentar e com maior persistência devido ao aquecimento global"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-conclui-que-as-ondas-de-calor-marinhas-estao-a-aumentar-e-com-maior-persistencia-devido-ao-aquecimento-global-1749219808771_320.jpg" alt="Cientistas concluem que ondas de calor marinhas estão a aumentar e com maior persistência devido ao aquecimento global"></a></article></aside><p>Deste modo, os investigadores defendem que <strong>as previsões das temperaturas do oceano podem ser integradas em sistemas de alerta precoce</strong>. Antecipar estes eventos poderá ajudar a <strong>identificar comunidades em risco </strong>e a direcionar atempadamente programas de nutrição, cuidados de saúde e outras redes de segurança.</p><p>Finalmente, os autores acrescentam ainda a necessidade da investigação sobre as ligações entre <strong>alterações climáticas, saúde humana e ecossistemas marinhos</strong> <strong>ser aprofundada</strong>, sobretudo nas populações costeiras de países de médio e baixo rendimento.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Katie%20Bohn" data-year="2026" data-title="Ocean%20heatwaves%20linked%20with%20poorer%20health%20among%20children%20in%20coastal%20communities" data-url="https%3A%2F%2Fwww.psu.edu%2Fnews%2Fagricultural-sciences%2Fstory%2Focean-heatwaves-linked-poorer-health-among-children-coastal-communities">Katie Bohn. (2026). <a href="https://www.psu.edu/news/agricultural-sciences/story/ocean-heatwaves-linked-poorer-health-among-children-coastal-communities" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Ocean heatwaves linked with poorer health among children in coastal communities</a>.</cite><br><cite data-author="C.%20Gray%2C%20S.C.%20Dowd%2C%20N.%20Shaul%2C%20B.C.%20Thiede%2C%20%26%20J.A.%20Nye" data-year="2026" data-title="Marine%20heatwaves%20and%20undernutrition%20in%20low-%20and%20middle-income%20countries" data-url="https%3A%2F%2Fwww.pnas.org%2Fdoi%2F10.1073%2Fpnas.2528506123">C. Gray, S.C. Dowd, N. Shaul, B.C. Thiede, & J.A. Nye. (2026). <a href="https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.2528506123" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Marine heatwaves and undernutrition in low- and middle-income countries</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-ondas-de-calor-no-oceano-ja-fizeram-uma-vitima-em-terra-as-criancas-que-vivem-em-cidades-costeiras.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Além dos avisos de calor, o IPMA emitiu aviso de trovoada para 5 distritos em vigor a partir das 15h de hoje]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alem-dos-avisos-de-calor-o-ipma-emitiu-aviso-de-trovoada-para-5-distritos-em-vigor-a-partir-das-15h-de-hoje.html</link><pubDate>Sat, 05 Sep 2026 10:35:21 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Além dos 14 distritos sob aviso amarelo de calor, o IPMA emitiu também aviso amarelo de trovoada para 5 distritos. Saiba quais!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb45cvi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb45cvi.jpg" id="xb45cvi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como temos vindo a avançar nas últimas previsões, o dia de hoje deverá contar com instabilidade atmosférica que se irá traduzir em<strong> trovoada e chuva </strong>em vários pontos das regiões Norte e Centro, podendo ainda chegar ao Sul.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Com isto, o IPMA já emitiu <strong>aviso amarelo de trovoada para alguns distritos do Norte e Centro </strong>em vigor já a partir das 15h de hoje, até às 21h. De acordo com o mesmo instituto, este aviso alerta para "<em>condições favoráveis para ocorrência de fenómenos meteorológicos localizados, como: trovoada; precipitação localmente forte, com acumulação entre 10 a 20 mm em 1 h; rajadas entre 70 e 90 km/h</em>".</p><h2>Distritos mais afetados</h2><p>Os distritos sob este aviso são Vila Real, Viseu, Bragança, Guarda e Castelo Branco. No entanto, e tal como podemos observar no mapa abaixo, <strong>a extensão da trovoada poderá afetar a maior parte dos distritos do continente</strong>, ainda que com intensidades diferentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alem-dos-avisos-de-calor-o-ipma-emitiu-aviso-de-trovoada-para-5-distritos-em-vigor-a-partir-das-15h-de-hoje-1788602370734.jpg" data-image="oeu9u0jxjair" alt="densidade de raios" title="densidade de raios"><figcaption> O IPMA emitiu aviso amarelo de trovoada para 5 distritos, em vigor entre as 15h e as 21h de hoje.</figcaption></figure><p>A <strong>partir das 13h poderão surgir os primeiros núcleos </strong>convectivos entre Vila Real e Viseu, atingindo também a Guarda. Rapidamente estes deverão abranger uma boa parte do Norte e Centro, podendo contar com alguma expressão também em Coimbra, Santarém e Beja (no litoral). <strong>Entre Évora e Portalegre poderá surgir um núcleo bastante expressivo pelas 18h</strong>, podendo a densidade de raios ultrapassar os 30 raios por km². A partir dessa hora, é expectável uma melhoria do estado de tempo.</p><h2>A chuva deverá acompanhar a maior parte da atividade elétrica</h2><p>Ainda que não se descarte a possibilidade de alguns aguaceiros fracos e irregulares antes, os nossos mapas apontam para uma <strong>maior expressão da chuva a partir das 16h</strong>, no Norte e Centro do país. Ainda assim, esta deverá ser fraca a moderada, podendo contar com alguns <strong>períodos de chuva forte ao final da tarde entre Évora e Portalegre</strong>, correspondendo ao mesmo episódio forte de trovoada supracitado. O distrito de Castelo Branco também poderá contar com um episódio de chuva forte e trovoada mais intensa nesse mesmo período.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787211" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-mapas-do-modelo-ecmwf-preveem-uma-tendencia-de-bloqueio-atmosferico-para-a-segunda-quinzena-de-setembro.html" title="Os mapas do modelo ECMWF prevêem uma tendência de bloqueio atmosférico para a segunda quinzena de setembro">Os mapas do modelo ECMWF prevêem uma tendência de bloqueio atmosférico para a segunda quinzena de setembro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-mapas-do-modelo-ecmwf-preveem-uma-tendencia-de-bloqueio-atmosferico-para-a-segunda-quinzena-de-setembro.html" title="Os mapas do modelo ECMWF prevêem uma tendência de bloqueio atmosférico para a segunda quinzena de setembro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-mapas-do-modelo-ecmwf-preveem-uma-tendencia-de-bloqueio-atmosferico-para-a-segunda-quinzena-de-setembro-1788571266469_320.jpg" alt="Os mapas do modelo ECMWF prevêem uma tendência de bloqueio atmosférico para a segunda quinzena de setembro"></a></article></aside><p>Porém, <strong>tanto a chuva como a trovoada deverão começar a dissipar-se ao final do dia</strong>, dando lugar a um resto de fim de semana estável. Para além da estabilidade atmosférica, domingo contará com temperaturas máximas entre os 21 ºC em Viana do Castelo e os 38 ºC em Beja, indicando uma ligeira descida dos termómetros no litoral Norte e Centro e mantendo os valores elevados ao longo da faixa interior do país.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alem-dos-avisos-de-calor-o-ipma-emitiu-aviso-de-trovoada-para-5-distritos-em-vigor-a-partir-das-15h-de-hoje.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A atmosfera de Saturno volta a surpreender: uma figura gigante e misteriosa de dez lados foi encontrada no polo sul]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-atmosfera-de-saturno-volta-a-surpreender-uma-figura-gigante-e-misteriosa-de-dez-lados-foi-encontrada-no-polo-sul.html</link><pubDate>Sat, 05 Sep 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O telescópio Hubble detetou uma enorme onda atmosférica decagonal em torno do polo sul de Saturno. Ela é recente, está em movimento e pode ajudar a explicar como se formam as impressionantes estruturas poligonais do planeta.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-atmosfera-de-saturno-vuelve-a-sorprender-hallan-gigante-y-misteriosa-figura-de-10-lados-en-el-polo-sur-del-planeta-1788488940420.jpg" data-image="g3697rij8yvi" alt="Saturno" title="Saturno"><figcaption>Pólo sul de Saturno, captado pelo Telescópio Espacial Hubble em agosto de 2025. Crédito: NASA, ESA, A. Sánchez-Lavega (Universidade do País Basco, EHU).</figcaption></figure><p>Durante mais de quatro décadas, Saturno ostentou uma característica única que parecia quase impossível de replicar: um hexágono gigantesco gravado nas nuvens do seu polo norte. Agora, <strong>o planeta anelado acaba de acrescentar uma nova forma geométrica ao seu extraordinário catálogo atmosférico</strong>.</p><div class="texto-destacado">As observações do Telescópio Espacial Hubble revelaram uma estrutura gigantesca de dez lados em torno do polo sul de Saturno. Os investigadores chamam-lhe decágono e acreditam que se trata de uma onda atmosférica que se desenvolve dentro de uma das poderosas correntes de jato de Saturno.</div><p>A descoberta, liderada pelo investigador Agustín Sánchez-Lavega da Universidade do País Basco, foi publicada na revista <em>Science Advances</em> e representa a <strong>primeira deteção de um padrão poligonal regular deste tipo </strong>no hemisfério sul do planeta.</p><h2>Uma figura que surgiu nos últimos anos</h2><p>A história do decágono começou a ser reconstruída a partir de imagens obtidas em diferentes anos. Os dados do Hubble mostram sinais da estrutura já em 2023, enquanto<strong> as observações da Terra detetaram uma faixa ondulada em torno do pólo sul em 2024</strong>.</p><p>Durante 2025, o sinal tornou-se muito mais evidente. Uma imagem do Hubble, captada a 29 de agosto desse ano, mostra claramente o <strong>padrão decagonal em torno de uma região central escura</strong>. Comparando imagens obtidas em diferentes comprimentos de onda, os cientistas confirmaram ainda que a estrutura se estende por diferentes camadas da atmosfera.</p><p>A descoberta foi possível graças a uma<strong> combinação invulgar de observações profissionais e amadoras</strong>. Sánchez-Lavega e os astrónomos amadores Trevor Barry e Jean-Paul Oger identificaram os primeiros sinais em imagens captadas a partir da Terra. Posteriormente, o Telescópio Espacial Hubble forneceu a resolução necessária para confirmar o fenómeno e acompanhar a sua evolução.</p><h2>Um decágono muito diferente do famoso hexágono</h2><p>A comparação com o conhecido hexágono do Pólo Norte é inevitável, mas os investigadores alertam que <strong>as duas estruturas não são idênticas</strong>.</p><p>O hexágono do norte foi descoberto pelas sondas Voyager na década de 1980 e <strong>manteve-se praticamente estável durante mais de 40 anos</strong>. O novo decágono, por outro lado, parece ainda estar em formação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-atmosfera-de-saturno-vuelve-a-sorprender-hallan-gigante-y-misteriosa-figura-de-10-lados-en-el-polo-sur-del-planeta-1788489139836.jpg" data-image="rmwnpdnvw2gq" alt="Saturno" title="Saturno"><figcaption>A corrente de jato polar hexagonal de Saturno é a característica mais proeminente em quase todas as imagens da região polar norte do planeta. Crédito: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute.</figcaption></figure><p>Além disso, enquanto o hexágono permanece quase estacionário em relação ao interior de Saturno, o decágono desloca-se lentamente para leste. As análises indicam que o faz a cerca de 10 quilómetros por hora, <strong>muito abaixo da velocidade da corrente de jato em que está inserido</strong>, que pode atingir aproximadamente 400 quilómetros por hora. Os vértices exibem também uma oscilação com um período próximo dos 32 dias.</p><p>Por isso, em vez de imaginar uma enorme figura rígida suspensa sobre Saturno, os cientistas <strong>preferem pensar numa onda atmosférica </strong>que adquire uma geometria poligonal ao interagir com os ventos do planeta.</p><h2>Porque é que Saturno forma polígonos?</h2><p>Esta é precisamente uma das questões que permanecem em aberto.</p><p>O famoso hexágono no pólo norte já tinha demonstrado que as correntes atmosféricas de Saturno podem organizar-se em padrões que parecem desafiar a intuição. Ora, <strong>o aparecimento de um decágono no pólo oposto sugere que estes fenómenos podem não ser uma raridade exclusiva</strong> de uma única região do planeta.</p><p>Sánchez-Lavega observou que a descoberta pode indicar que<strong> as condições atmosféricas de Saturno permitem a formação de ondas poligonais em ambos os hemisfério</strong><strong>s</strong>. Os modelos e as observações terão de determinar qual o mecanismo que desencadeou esta nova estrutura e por que razão apareceu precisamente agora.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768989" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-apresentam-uma-nova-hipotese-sobre-a-origem-dos-aneis-de-saturno.html" title="Astrónomos apresentam uma nova hipótese sobre a origem dos anéis de Saturno">Astrónomos apresentam uma nova hipótese sobre a origem dos anéis de Saturno</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-apresentam-uma-nova-hipotese-sobre-a-origem-dos-aneis-de-saturno.html" title="Astrónomos apresentam uma nova hipótese sobre a origem dos anéis de Saturno"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/des-astronomes-emettent-une-nouvelle-hypothese-concernant-l-origine-des-anneaux-de-saturne-1778743829485_320.jpeg" alt="Astrónomos apresentam uma nova hipótese sobre a origem dos anéis de Saturno"></a></article></aside><p>O mistério adensa-se porque a missão Cassini observou Saturno entre 2004 e 2017 <strong>sem encontrar qualquer evidência de uma formação duradoura do pólo sul</strong>. Segundo os investigadores, isto reforça a possibilidade de o decágono se ter formado mais tarde, durante o período em que o pólo sul já não estava oculto aos observadores da Terra.</p><h2>Uma oportunidade para observar como nasce uma estrutura gigante</h2><p>A diferença fundamental em relação ao hexágono representa também uma vantagem científica. Se o decágono continuar a fortalecer-se, os astrónomos terão a oportunidade excecional de<strong> observar a evolução de uma enorme estrutura atmosférica praticamente em tempo real</strong>.</p><p>O <strong>Hubble continuará a fornecer imagens à medida que Saturno revela gradualmente o seu hemisfério sul </strong>da nossa perspetiva. Os próximos anos poderão revelar se o decágono estabiliza, muda de forma ou desaparece.</p><p>Para já, Saturno parece ter acrescentado <strong>uma nova peça a um dos maiores enigmas do clima planetário</strong>. E desta vez, não tem seis lados, mas sim dez.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Agust%C3%ADn%20S%C3%A1nchez-Lavega%20et%20al." data-year="2026" data-title="A%20decagon%20wave%20around%20Saturn%E2%80%99s%20south%20pole" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fsciadv.aee4251">Agustín Sánchez-Lavega et al.. (2026). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.aee4251" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A decagon wave around Saturn’s south pole</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-atmosfera-de-saturno-volta-a-surpreender-uma-figura-gigante-e-misteriosa-de-dez-lados-foi-encontrada-no-polo-sul.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O verde de setembro: o segredo para o cultivo dos espinafres em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-verde-de-setembro-o-segredo-para-o-cultivo-dos-espinafres-em-portugal.html</link><pubDate>Sat, 05 Sep 2026 08:07:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Com a chegada de setembro, as hortas portuguesas entram numa nova fase, é tempo de semear espinafres, aproveitando as temperaturas mais amenas e os solos ainda aquecidos. Venha saber mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-verde-de-setembro-o-segredo-para-o-cultivo-dos-espinafres-em-portugal-1788388723648.jpg" data-image="olv8evkn9blu" alt="Espinafre" title="Espinafre"><figcaption>Em setembro, o espinafre encontra nas temperaturas mais amenas condições favoráveis para crescer e encher de verde as hortas portuguesas.</figcaption></figure><p>Com a chegada de setembro, <strong>as temperaturas começam lentamente a baixar e as hortas portuguesas entram numa nova fase</strong>.</p><p>Depois do calor intenso do verão, <strong>o solo conserva ainda parte do calor acumulado, enquanto as noites mais frescas criam condições particularmente favoráveis</strong> para algumas culturas de outono.</p><p>Entre elas está o <strong>espinafre, uma hortícola de ciclo relativamente rápido</strong> e adaptada às condições do território português.</p><h2>Uma cultura que gosta de temperaturas amenas</h2><p>O espinafre (<em>Spinacia oleracea</em>) é uma planta herbácea pertencente à família das <strong>amarantáceas</strong>. Apesar de poder ser cultivado em diferentes épocas do ano, <strong>apresenta melhores condições de desenvolvimento quando as temperaturas são moderadas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="729372" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/baptisia-uma-planta-de-setembro-aliada-do-outono.html" title="Baptisia: uma planta de setembro aliada do outono ">Baptisia: uma planta de setembro aliada do outono </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/baptisia-uma-planta-de-setembro-aliada-do-outono.html" title="Baptisia: uma planta de setembro aliada do outono "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/baptisia-uma-planta-de-setembro-aliada-do-outono-1757834737308_320.jpg" alt="Baptisia: uma planta de setembro aliada do outono "></a></article></aside><p>Em Portugal, <strong>setembro representa um momento interessante para iniciar novas sementeiras</strong>. O calor excessivo pode dificultar a germinação e acelerar a subida da planta à flor, enquanto <strong>as temperaturas mais baixas favorecem o desenvolvimento das folhas</strong>, precisamente a parte mais apreciada desta hortícola.</p><p>A transição entre o verão e o outono permite, por isso, aproveitar uma janela particularmente favorável, ou seja, <strong>o solo ainda está relativamente quente, mas o ambiente começa a tornar-se mais fresco</strong>.</p><h2>Da semente à colheita</h2><p>O espinafre pode ser cultivado diretamente no local definitivo, através da <strong>sementeira</strong>. Para obter melhores resultados, é importante <strong>escolher uma área com boa exposição solar </strong>ou, sobretudo nas regiões mais quentes do país, um local onde exista alguma proteção durante as horas de maior calor.</p><div class="texto-destacado"><strong>“O espinafre é uma planta que se adapta a todos os tipos de solo e que é indispensável na horta.”</strong> De acordo com a Agrobio, Revista Jardins.</div><p><strong>O solo deve ser fértil, rico em matéria orgânica e apresentar boa drenagem</strong>. A disponibilidade regular de água também é importante, uma vez que <strong>a falta de humidade pode prejudicar o crescimento das folhas </strong>e favorecer o desenvolvimento precoce das flores.</p><p>Uma das vantagens desta cultura está na rapidez. Dependendo da variedade e das condições de cultivo, <strong>é possível começar a colher folhas relativamente jovens poucas semanas depois da sementeira</strong>.</p><p>Para prolongar a produção, podem realizar-se <strong>sementeiras escalonadas</strong>, em vez de colocar todas as sementes no solo ao mesmo tempo. Desta forma, haverá plantas em diferentes fases de crescimento e uma disponibilidade mais regular de folhas.</p><h2>Uma hortícola com tradição nas hortas portuguesas</h2><p>O espinafre encontra-se atualmente presente tanto na <strong>agricultura profissional como nas pequenas hortas familiares e hortas urbanas</strong>.</p><p>A sua <strong>facilidade de cultivo</strong>, o seu ciclo curto e a possibilidade de colher apenas as folhas necessárias tornam-no particularmente interessante para quem cultiva pequenas áreas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-verde-de-setembro-o-segredo-para-o-cultivo-dos-espinafres-em-portugal-1788388807509.jpg" data-image="d49a4nulag2g" alt="Da horta para a mesa" title="Da horta para a mesa"><figcaption>Da semente à folha, o espinafre é uma cultura de ciclo rápido que se adapta bem à transição entre o verão e o outono.</figcaption></figure><p>Em Portugal, as condições variam significativamente entre regiões. No <strong>Norte e no litoral</strong>, o <strong>clima mais húmido e ameno pode favorecer o desenvolvimento</strong> durante uma parte considerável do outono e inverno. No interior e no <strong>Sul</strong>, onde o <strong>início do outono pode continuar quente e seco</strong>, será necessário prestar maior atenção à rega e à proteção contra o calor.</p><p>A cultura adapta-se, assim, às <strong>diferentes realidades agrícolas portuguesas</strong>, embora os cuidados devam ser ajustados ao clima local.</p><h2>O regresso das hortas depois do verão</h2><p>Setembro é também <strong>um mês de renovação</strong>. Depois das culturas que dominaram as hortas durante os meses mais quentes, começam a ganhar espaço espécies capazes de enfrentar as temperaturas mais baixas.</p><p><strong>O espinafre encaixa perfeitamente nesta alteração de estação</strong>. Enquanto algumas plantas de verão terminam o seu ciclo, esta hortícola começa a encontrar condições mais favoráveis para produzir folhas tenras e abundantes.</p><p>Além disso, o seu crescimento relativamente rápido <strong>permite aproveitar parcelas de terreno</strong> que poderiam permanecer vazias durante o outono.</p><h2>Mais do que uma cultura de folha</h2><p>Na alimentação, o espinafre destaca-se pela <strong>presença de vitaminas, minerais, fibra e compostos antioxidantes</strong>. Pode ser consumido cru, em saladas, ou cozinhado em sopas, salteados, recheios e diversos pratos tradicionais.</p><p>A sua <strong>versatilidade</strong> ajuda a explicar por que razão continua a ocupar um lugar importante nas hortas e cozinhas portuguesas. Cultivar espinafres em setembro é, portanto, acompanhar o ritmo natural da estação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="753962" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/com-esses-ingredientes-caseiros-voce-pode-preparar-o-inseticida-organico-mais-potente-para-sua-horta.html" title="Com estes ingredientes caseiros, pode preparar o inseticida orgânico mais potente para a sua horta">Com estes ingredientes caseiros, pode preparar o inseticida orgânico mais potente para a sua horta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/com-esses-ingredientes-caseiros-voce-pode-preparar-o-inseticida-organico-mais-potente-para-sua-horta.html" title="Com estes ingredientes caseiros, pode preparar o inseticida orgânico mais potente para a sua horta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/con-estos-ingredientes-caseros-puedes-preparar-el-insecticida-ecologico-mas-potente-para-tu-huerto-1770480698717_320.png" alt="Com estes ingredientes caseiros, pode preparar o inseticida orgânico mais potente para a sua horta"></a></article></aside><p>À medida que o verão começa a perder força, esta <strong>pequena planta de folhas verdes anuncia a chegada do outono</strong> e demonstra como o calendário agrícola continua intimamente conectado às alterações do clima.</p><p>Para quem tem uma horta, setembro pode ser precisamente o <strong>momento certo para semear uma cultura simples, produtiva </strong>e capaz de trazer verde aos canteiros durante os meses mais frescos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-verde-de-setembro-o-segredo-para-o-cultivo-dos-espinafres-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Couve, rabanete e brócolos: como cultivar vegetais crucíferos em casa e aproveitar os seus benefícios durante todo o ano]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/couve-rabanete-e-brocolos-como-cultivar-vegetais-cruciferos-em-casa-e-aproveitar-os-seus-beneficios-durante-todo-o-ano.html</link><pubDate>Sat, 05 Sep 2026 07:07:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Dicas essenciais de plantação e cuidados a ter para transformar a sua varanda ou jardim numa fonte inesgotável de antioxidantes, nutrientes e fibras frescas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/kale-rabanito-y-brocoli-como-cultivar-cruciferas-en-casa-y-aprovechar-sus-beneficios-digestivos-todo-el-ano-1787600818472.jpg" data-image="lqdu51qwn4s0" alt="verduras" title="verduras"><figcaption>Os vegetais crucíferos são aliados essenciais para a saúde digestiva e para a proteção celular.</figcaption></figure><p>Transformar um cantinho do seu jardim numa fonte rica em nutrientes é mais fácil do que imagina. A família das crucíferas inclui muitos dos <strong>vegetais mais benéficos para a saúde digestiva e celular</strong>.</p><p><strong>Cultivar couve, rabanete e brócolos permite uma produção quase contínua</strong>. Introduzi-los na sua horta garante um fornecimento constante de fibra, antioxidantes e compostos protetores durante as quatro estações do ano.</p><p>O segredo dos seus benefícios para a saúde reside numa espécie de "escudo químico" natural. <strong>Estes vegetais contêm glucosinolatos</strong>, os compostos de enxofre que lhes conferem o seu sabor característico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/kale-rabanito-y-brocoli-como-cultivar-cruciferas-en-casa-y-aprovechar-sus-beneficios-digestivos-todo-el-ano-1787601541656.jpg" data-image="8cd98u3nwb4c" alt="verduras" title="verduras"><figcaption>Das folhas às flores e às raízes, o mundo dos vegetais crucíferos oferece frescura, sabor intenso e nutrientes a cada colheita.</figcaption></figure><p>Quando cortada ou mastigada, <strong>a planta ativa uma enzima que converte esta substância em sulforafano, um poderoso antioxidante natural</strong>. Esta molécula ajuda a reduzir a inflamação dos tecidos e protege o revestimento intestinal, enquanto as suas fibras nutrem as bactérias benéficas da microbiota e auxiliam a digestão.</p><p>Estas são três opções para adicionar ao seu jardim.</p><h3>1. Couve: o vegetal resistente que produz durante meses</h3><p>A couve (também conhecida como couve-crespa) tolera bem a geada e as temperaturas amenas reduzem o seu amargor natural.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/kale-rabanito-y-brocoli-como-cultivar-cruciferas-en-casa-y-aprovechar-sus-beneficios-digestivos-todo-el-ano-1787601006245.jpg" data-image="n02oc6ukxlw3" alt="planta" title="planta"><figcaption>A couve permite colher as folhas exteriores durante meses sem ter de arrancar a planta.</figcaption></figure><p>Para começar, pode <strong>semear num canteiro no final do verão ou no outono</strong>. Quando a plântula tiver quatro folhas, deve ser transplantada para o local definitivo. É necessário um recipiente com uma capacidade mínima de 15 litros e 30 centímetros de profundidade para cada planta. Em campo aberto, recomenda-se deixar cerca de 40 centímetros entre linhas.</p><p>Para crescer vigorosamente, <strong>precisa de pelo menos cinco ou seis horas de luz solar direta por dia</strong>. Requer rega moderada, mas constante, mantendo o solo ligeiramente húmido. O solo muito seco atrasa o aparecimento de novas folhas e acentua o sabor amargo, enquanto a água parada favorece o desenvolvimento de fungos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="693175" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/brocolos-com-ciencia-o-que-dizem-os-investigadores-sobre-a-melhor-forma-de-cozinhar-este-superalimento.html" title="Brócolos com ciência: o que dizem os investigadores sobre a melhor forma de cozinhar este superalimento">Brócolos com ciência: o que dizem os investigadores sobre a melhor forma de cozinhar este superalimento</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/brocolos-com-ciencia-o-que-dizem-os-investigadores-sobre-a-melhor-forma-de-cozinhar-este-superalimento.html" title="Brócolos com ciência: o que dizem os investigadores sobre a melhor forma de cozinhar este superalimento"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/brocolos-com-ciencia-o-que-dizem-os-investigadores-sobre-a-melhor-forma-de-cozinhar-este-superalimento-1737402822912_320.jpg" alt="Brócolos com ciência: o que dizem os investigadores sobre a melhor forma de cozinhar este superalimento"></a></article></aside><p>A <strong>grande vantagem da couve é a sua colheita contínua</strong>. Não é necessário arrancar a planta inteira. Colha as folhas maiores e externas, começando pela base e subindo, deixando o centro livre para continuar a crescer. Uma única planta pode produzir folhas frescas durante mais de quatro meses.</p><h3>2. Brócolos: Uma inflorescência rica em nutrientes</h3><p>O<strong> brócolo exige mais paciência, mas a colheita compensa o esforço</strong>. É uma cultura de outono e inverno que cresce bem sem temperaturas excessivamente elevadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/kale-rabanito-y-brocoli-como-cultivar-cruciferas-en-casa-y-aprovechar-sus-beneficios-digestivos-todo-el-ano-1787601128309.jpg" data-image="p3982dhq55b4" alt="planta" title="planta"><figcaption>Oferece uma elevada concentração de nutrientes e requer vasos de bom tamanho para desenvolver a sua inflorescência central.</figcaption></figure><p>Pode ser semeada em recipientes individuais durante fevereiro ou março. Ao transplantar, lembre-se que precisa de espaço: <strong>são necessários vasos de 20 a 25 litros para cada planta</strong>, ou uma distância de meio metro entre plantas se cultivadas em canteiros. Requer luz solar direta e solo enriquecido com composto orgânico desde o primeiro dia.</p><p>A <strong>cabeça principal deve ser colhida quando os botões estiverem firmes e verdes</strong>, antes de as flores amarelas se abrirem. Após o corte da haste central, a planta produz rebentos laterais mais pequenos durante mais algumas semanas.</p><h3>3. Rabanetes: rapidez e flexibilidade para espaços pequenos</h3><p>Os <strong>rabanetes são uma alternativa ideal se tem pouco espaço ou está a começar agora</strong>. Podem ser cultivados quase todo o ano, exceto durante os meses mais quentes do verão.</p><p><strong>Semeie diretamente no local definitivo, sem necessidade de canteiro</strong>. Uma semeadora com apenas 15 centímetros de profundidade é suficiente. Deixe um espaço de 5 a 8 centímetros entre cada semente para que a raiz se possa desenvolver sem ser comprimida.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/kale-rabanito-y-brocoli-como-cultivar-cruciferas-en-casa-y-aprovechar-sus-beneficios-digestivos-todo-el-ano-1787601195795.jpg" data-image="35ziinr5fmzh" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Ideal para varandas ou espaços pequenos: oferece raízes frescas e crocantes em apenas 30 a 40 dias após a sementeira.</figcaption></figure><p>A rega regular é a chave para o sucesso. Se o substrato secar completamente, a raiz fica lenhosa e com um sabor excessivamente picante. De trinta a quarenta dias após o aparecimento dos rebentos, os rabanetes estão prontos para serem colhidos e consumidos frescos.</p><h2>Como organizar o seu calendário de colheitas ao longo dos 12 meses</h2><p>A chave para manter a produção ao longo do ano reside na sementeira escalonada das três espécies, com base nas estações do ano no nosso país:</p><p>O<strong> outono e o inverno</strong> são os períodos de maior crescimento para a couve e os brócolos. Enquanto a couve produz folhas semana após semana, o brócolo produz os seus floretes principais a meio da estação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/kale-rabanito-y-brocoli-como-cultivar-cruciferas-en-casa-y-aprovechar-sus-beneficios-digestivos-todo-el-ano-1787601266087.jpg" data-image="t3jnobez9gov" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Os vegetais crucíferos são essenciais na cozinha devido à sua combinação única de antioxidantes, vitaminas e fibras de alta qualidade.</figcaption></figure><p><strong>Primavera</strong>: Os rabanetes entram na sua fase de crescimento mais rapidamente, sendo semeados de 15 em 15 dias, acompanhados pelos rebentos laterais secundários do brócolo e pelas últimas folhas da couve antes da chegada do calor.</p><p><strong>Verão</strong>: nos meses de calor intenso, o rabanete permite manter a colheita se for semeado à sombra parcial e regado abundantemente. No final de janeiro já pode preparar as mudas de couve e brócolos para reiniciar o ciclo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783824" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/tres-arvores-para-cultivar-em-vasos-ideais-para-varandas-e-pequenos-terracos.html" title="Três árvores para cultivar em vasos: ideais para varandas e pequenos terraços">Três árvores para cultivar em vasos: ideais para varandas e pequenos terraços</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/tres-arvores-para-cultivar-em-vasos-ideais-para-varandas-e-pequenos-terracos.html" title="Três árvores para cultivar em vasos: ideais para varandas e pequenos terraços"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tres-arboles-para-cultivar-en-maceta-ideales-para-balcones-y-patios-chicos-1785795005040_320.jpg" alt="Três árvores para cultivar em vasos: ideais para varandas e pequenos terraços"></a></article></aside><p>O <strong>calor prolongado destrói a enzima que produz sulforafano</strong>. Para preservar as propriedades da couve e dos brócolos, o ideal é cozinhá-los a vapor durante três a cinco minutos. Este método mantém-nos crocantes e com uma cor verde vibrante. Os rabanetes são melhores consumidos crus, finamente fatiados, em saladas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/couve-rabanete-e-brocolos-como-cultivar-vegetais-cruciferos-em-casa-e-aproveitar-os-seus-beneficios-durante-todo-o-ano.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os mapas do modelo ECMWF prevêem uma tendência de bloqueio atmosférico para a segunda quinzena de setembro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-mapas-do-modelo-ecmwf-preveem-uma-tendencia-de-bloqueio-atmosferico-para-a-segunda-quinzena-de-setembro.html</link><pubDate>Sat, 05 Sep 2026 06:04:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A segunda quinzena de setembro poderá arrancar sob um padrão de bloqueio no Atlântico Norte. O ECMWF aponta para maior probabilidade de Atlantic Ridge, com efeitos em Portugal que poderão traduzir-se em tempo seco e temperaturas acima da média.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-mapas-do-modelo-ecmwf-preveem-uma-tendencia-de-bloqueio-atmosferico-para-a-segunda-quinzena-de-setembro-1788571266469.jpg" data-image="gxssyz2k290d" alt="Segunda quinzena de setembro" title="Segunda quinzena de setembro"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-170965">O Atlântico poderá ficar “fechado” às tempestades nos primeiros dias da segunda quinzena de setembro, com as altas pressões a dominarem grande parte do oceano. Em Portugal, este bloqueio poderá favorecer tempo mais estável, seco e temperaturas acima da média para a época.</figcaption></figure><p><br>A segunda quinzena de setembro poderá arrancar sob a influência de um padrão atmosférico relativamente persistente no Atlântico Norte.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>As últimas projeções sub-sazonais do modelo europeu <strong>ECMWF</strong> apontam para uma maior probabilidade de estabelecimento do regime <strong>Atlantic Ridge</strong>, uma configuração de bloqueio que poderá favorecer <strong>tempo mais seco e temperaturas acima da média em Portugal</strong> entre meados do mês e, pelo menos, os primeiros dias da segunda quinzena.</p><h2>Atlantic Ridge ganha força a partir de meados de setembro</h2><p>O mapa de probabilidades dos regimes euro-atlânticos permite acompanhar quatro grandes padrões de circulação: <strong>NAO+, NAO-, bloqueio escandinavo e Atlantic Ridge (ATR).</strong> Estes regimes ajudam a perceber como se poderá organizar a circulação atmosférica em grande escala nas semanas seguintes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-mapas-do-modelo-ecmwf-preveem-uma-tendencia-de-bloqueio-atmosferico-para-a-segunda-quinzena-de-setembro-1788569457700.jpg" data-image="aiuo06v9ek2r" alt="Regimes Euro-Atlânticos ECMWF" title="Regimes Euro-Atlânticos ECMWF"><figcaption>O regime Atlantic Ridge ganha probabilidade a partir de meados de setembro, sobretudo entre os dias 14 e 22. Esta configuração de bloqueio tende a favorecer altas pressões no Atlântico Norte e maior estabilidade em Portugal.</figcaption></figure><p>A partir de aproximadamente <strong>13-14 de setembro e até perto do dia 22</strong>, o Atlantic Ridge ganha destaque nas projeções do ECMWF, apresentando-se como um dos regimes mais prováveis durante vários dias.</p><div class="texto-destacado">O <strong>Atlantic Ridge</strong> caracteriza-se pela formação de uma crista de altas pressões sobre o Atlântico Norte. É considerado um padrão de bloqueio porque esta configuração pode interromper ou desviar a circulação habitual de oeste para leste, obrigando as depressões e respetivas frentes a seguirem trajetórias diferentes.</div><p>Para Portugal, uma das consequências possíveis desta configuração, dependendo da localização exata da crista, é uma maior predominância de <strong>tempo seco e estável</strong>, com as perturbações atlânticas a encontrarem maior dificuldade em alcançar o território continental.</p><h2>Dia 14 já é possível observar claramente o padrão nos mapas </h2><p>Na projeção para <strong>14 de setembro</strong>, imediatamente antes do início da segunda quinzena, observa-se uma extensa área de altas pressões a ocupar uma grande porção do Atlântico Norte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-mapas-do-modelo-ecmwf-preveem-uma-tendencia-de-bloqueio-atmosferico-para-a-segunda-quinzena-de-setembro-1788569602808.jpg" data-image="ou9wo9crx8n8" alt="Pressão atmosférica" title="Pressão atmosférica"><figcaption>Uma extensa área de altas pressões ocupa grande parte do Atlântico Norte, numa configuração compatível com o regime Atlantic Ridge. Esta dorsal anticiclónica poderá dificultar a progressão das principais depressões atlânticas em direção a Portugal.</figcaption></figure><p>A configuração é coerente com a evolução prevista para um regime Atlantic Ridge. A circulação depressionária permanece ativa mais a norte, enquanto uma <strong>robusta estrutura anticiclónica ocupa latitudes médias e altas do oceano Atlântico</strong>.</p><p>No entanto, <strong>a localização do anticiclone será determinante</strong>. Pequenos deslocamentos da crista podem produzir consequências bastante diferentes em Portugal, sobretudo na direção do vento, temperatura e possibilidade de aproximação de sistemas frontais.</p><h2>Entre 14 e 21 de setembro: temperaturas novamente acima da média</h2><p>As projeções semanais do ECMWF reforçam esta possibilidade. Para a semana compreendida entre <strong>14 e 21 de setembro</strong>, praticamente todo o território continental apresenta uma <strong>anomalia positiva da temperatura média</strong>.</p><p>Isto significa que, considerando o conjunto da semana, as temperaturas deverão situar-se acima dos valores climatologicamente habituais para esta altura de setembro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-mapas-do-modelo-ecmwf-preveem-uma-tendencia-de-bloqueio-atmosferico-para-a-segunda-quinzena-de-setembro-1788569749153.jpg" data-image="xcuyfze00vsf" alt="Anomalia semanal da temperatura" title="Anomalia semanal da temperatura"><figcaption>O ECMWF prevê temperaturas médias acima do normal em Portugal durante esta semana. As anomalias positivas deverão ser mais evidentes sobretudo no interior Norte e Centro.</figcaption></figure><p>O sinal mais expressivo aparece sobretudo no <strong>interior Norte e Centro</strong>, onde as anomalias poderão ser mais acentuadas. No restante território também predomina um sinal positivo, embora geralmente menos intenso. Importa salientar que uma anomalia semanal positiva <strong>não significa necessariamente calor extremo durante todos os dias</strong>.</p><h2>Precipitação abaixo do habitual reforça o sinal de estabilidade</h2><p>O mapa semanal de anomalias de precipitação apresenta outro sinal coerente com este cenário. Entre 14 e 21 de setembro, o ECMWF projeta <strong>precipitação abaixo da média em grande parte de Portugal continental</strong>. Também aqui é necessário interpretar corretamente a informação: uma anomalia negativa de precipitação <strong>não significa ausência total de chuva</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-mapas-do-modelo-ecmwf-preveem-uma-tendencia-de-bloqueio-atmosferico-para-a-segunda-quinzena-de-setembro-1788569835903.jpg" data-image="0rx27ntn1tik" alt="Anomalia semanal da precipitação" title="Anomalia semanal da precipitação"><figcaption>Grande parte de Portugal apresenta um sinal de precipitação abaixo da média climatológica. Isto não exclui episódios de chuva, mas sugere que o total semanal poderá ficar aquém do habitual para esta altura de setembro.</figcaption></figure><p>Poderão ocorrer períodos de precipitação durante a semana, sobretudo porque a esta distância temporal ainda existe elevada incerteza relativamente à trajetória e ao momento exato de passagem de pequenas perturbações. O que o sinal semanal sugere que, no conjunto dos sete dias, <strong>a quantidade de chuva poderá ficar abaixo do normal para esta altura do ano</strong>.</p><p>Assim, temperaturas acima da média e um sinal predominantemente seco são compatíveis com a maior influência anticiclónica associada ao Atlantic Ridge.</p><h2>E depois de 22 de setembro?</h2><p>A partir de aproximadamente <strong>23 de setembro</strong>, o cenário torna-se bastante menos definido. As probabilidades dos vários regimes euro-atlânticos aproximam-se e deixa de existir um padrão tão claramente destacado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787091" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-poeiras-do-saara-vao-permanecer-sobre-portugal-ate-a-proxima-terca-feira-dia.html" title="As poeiras do Saara vão permanecer sobre Portugal até à próxima terça-feira, dia 8">As poeiras do Saara vão permanecer sobre Portugal até à próxima terça-feira, dia 8</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-poeiras-do-saara-vao-permanecer-sobre-portugal-ate-a-proxima-terca-feira-dia.html" title="As poeiras do Saara vão permanecer sobre Portugal até à próxima terça-feira, dia 8"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-poeiras-do-saara-vao-permanecer-sobre-portugal-ate-a-proxima-terca-feira-dia-1788517587645_320.jpg" alt="As poeiras do Saara vão permanecer sobre Portugal até à próxima terça-feira, dia 8"></a></article></aside><p><br>Por isso, para já, o sinal mais consistente concentra-se em <strong>meados de setembro e no início da segunda quinzena</strong>, com tendência para bloqueio no Atlântico, temperaturas acima da média e precipitação globalmente inferior ao habitual em Portugal. A evolução para os últimos dias do mês deverá ser acompanhada nas próximas atualizações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-mapas-do-modelo-ecmwf-preveem-uma-tendencia-de-bloqueio-atmosferico-para-a-segunda-quinzena-de-setembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Saiba como a China impulsionou o rápido crescimento do sumidouro de carbono florestal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/saiba-como-a-china-impulsionou-o-rapido-crescimento-do-sumidouro-de-carbono-florestal.html</link><pubDate>Sat, 05 Sep 2026 05:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Já há muitos anos que a China toma ações concretas em relação às florestas não só para conterem o avanço dos desertos, mas também para funcionarem como sumidouros de carbono.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-como-a-china-impulsionou-o-rapido-crescimento-do-sumidouro-de-carbono-florestal-1787867751066.jpg" data-image="mx76oq1wjkt6" alt="Floresta na China" title="Floresta na China"><figcaption>A China sempre teve grandes extensões de diversos tipos de florestas e há centenas de anos que aplica projetos para plantar mais árvores numa escala difícil de encontrar em qualquer outro lugar do mundo.</figcaption></figure><p>A China além de plantar novas florestas também procede à reflorestação das florestas existentes. Estudos recentes pretendem analisar o que é que realmente impulsionou o rápido crescimento do sumidouro de carbono florestal da China. </p><h2>Plantação de novas florestas </h2><p>Desde 1978, a China o plantou cerca de 66 biliões de árvores como parte da chamada Grande Muralha Verde, uma barreira vegetal concebida para conter o avanço dos desertos de Gobi e Taclamacã na parte norte do país.</p><p>O objetivo era impedir que a areia continuasse a engolir pradarias do norte do país, uma região onde o deserto de Gobi chegava a avançar mais de 2.600 quilómetros quadrados por ano. <strong>No entanto, esta muralha de árvores acabou também por combater aa alterações climáticas, funcionando como um sumidouro de carbono.</strong></p><div class="texto-destacado">A cobertura florestal nas regiões afetadas subiu de 5% em 1978 para 14% em 2023, reduzindo tempestades de poeira e melhorando a qualidade do ar nas grandes cidades.</div><p>Um estudo publicado na revista <em>Geophysical Research Letters</em>, sobre a plantação de árvores na China, aponta que <strong>as florestas plantadas parecem responder ao aumento do CO₂ de forma diferente das florestas naturais.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-como-a-china-impulsionou-o-rapido-crescimento-do-sumidouro-de-carbono-florestal-1787868372356.jpg" data-image="gxyz53fqi7o5" alt="Tempestade de areia" title="Tempestade de areia"><figcaption>A China procedeu à plantação de árvores, em que um dos objetivos era conter o avanço dos desertos e consequentemente impedir o avanço das tempestades de poeira.</figcaption></figure><p>Esta diferença pode traduzir-se num crescimento muito mais rápido da cobertura de folhas, embora os investigadores ainda não saibam exatamente quais os mecanismos que explicam este fenómeno.</p><p>Este estudo, analisou observações de satélite do índice de área foliar, uma medida da densidade da folhagem relacionada à capacidade das florestas de capturar carbono.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784119" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-dos-eua-demonstram-que-as-florestas-demoraram-100-000-anos-a-recuperar-apos-aquecimento-semelhante-ao-atual.html" title="Cientistas dos EUA demonstram que as florestas demoraram 100 000 anos a recuperar após aquecimento semelhante ao atual">Cientistas dos EUA demonstram que as florestas demoraram 100 000 anos a recuperar após aquecimento semelhante ao atual</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-dos-eua-demonstram-que-as-florestas-demoraram-100-000-anos-a-recuperar-apos-aquecimento-semelhante-ao-atual.html" title="Cientistas dos EUA demonstram que as florestas demoraram 100 000 anos a recuperar após aquecimento semelhante ao atual"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientifico-muestran-que-los-bosques-tardaron-100-000-anos-en-recuperarse-tras-un-calentamiento-similar-al-actual-1786800610006_320.jpg" alt="Cientistas dos EUA demonstram que as florestas demoraram 100 000 anos a recuperar após aquecimento semelhante ao atual"></a></article></aside><p>Uma das conclusões a que os autores chegaram é que <strong>este indicador aumentou 66% mais rapidamente nas florestas plantadas do que nas naturais.</strong></p><p>É de referir que a faixa arborizada ao longo do deserto de Taclamacã capturou cerca de 8,3 milhões de toneladas de CO₂ por ano entre 2004 e 2017, enquanto emitia aproximadamente 6,7 milhões de toneladas anuais, o que indica que funcionou como um sumidouro líquido de carbono nesse período.</p><p>De acordo com o site IFLScience, em 2020, <strong>as florestas plantadas do sul da China cobriam 90,3 milhões de hectares, o equivalente a 36,6% de toda a área florestal do país</strong>.</p><h2>Reflorestação das florestas existentes ou/e plantação de novas florestas?</h2><p>Na sequência do estudo anterior e de acordo com os cientistas, há que ter em conta que o <strong>índice de área foliar é um indicador útil, mas insuficiente para estimar quanto carbono uma floresta realmente armazena</strong>. Uma parte significativa desse carbono também se acumula na madeira, na casca, nas raízes e no solo, e não apenas na copa das árvores.</p><div class="texto-destacado">Um outro estudo mais recente publicado na Nature Geoscience teve como objetivo responder à pergunta: o que é que impulsionou mais o rápido crescimento do sumidouro de carbono florestal da China - a plantação de novas florestas ou a reflorestação das florestas existentes? </div><p>Com recurso a dados de observação de satélite com uma resolução de 30 m, obtiveram-se dados de biomassa derivados localmente e um modelo de contabilidade de carbono para rastrear a absorção anual de carbono proveniente da reflorestação e da florestação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-como-a-china-impulsionou-o-rapido-crescimento-do-sumidouro-de-carbono-florestal-1787868987543.jpg" data-image="gkwwz23jkux1" alt="Emissão de carbono" title="Emissão de carbono"><figcaption>A China utiliza a reflorestação e a plantação de novas árvores como algumas das ações para combater a mudança climática, atendendo que a floresta funciona como sumidouro de carbono.</figcaption></figure><p>Os autores deste estudo reconstruíram o <strong>balanço de carbono florestal da China para diferentes tipos de floresta com uma resolução de 30 m, ao longo de mais de três décadas (1986 a 2019).</strong></p><div class="texto-destacado">Como resultado, concluíram que o sumidouro de carbono da biomassa florestal da China duplicou, passando de cerca de 0,10 GtC por ano na década de 1990 para 0,20 GtC por ano na década de 2010.</div><p>Mas este sumidouro foi impulsionado principalmente pela reflorestação e regeneração em áreas previamente florestadas, e não pela florestação em novas áreas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Com base neste estudo, a reflorestação dominou o sumidouro de carbono florestal da China de 1986 a 2019.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>As florestas reflorestadas acumularam carbono mais rapidamente (1,47 TC ha⁻¹ ano⁻¹) do que as florestas recentemente florestadas (0,96 TC ha⁻¹ ano⁻¹), mesmo que a área de florestação se tenha expandido mais rapidamente.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A reflorestação foi responsável por cerca de 83% da absorção bruta de carbono, em comparação com cerca de 15% provenientes da florestação.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>São importantes para as políticas climáticas as conclusões a que chegou este estudo. <strong>Proteger e permitir que as florestas degradadas se regenerem pode ser tão importante como plantar novas florestas.</strong> É importante saber onde e como as árvores devem ser plantadas e não apenas o número de hectares plantados.</p><p>Os autores do estudo<strong> priorizam a proteção das florestas em regeneração, juntamente com a florestação direcionada, para alcançar a neutralidade carbónica com base nas florestas.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Luo%2C%20Y.%2C%20Han%20Wang%2C%20Z.%2C%20et%20al." data-year="2026" data-title="Enhanced%20CO2%20Response%20and%20Aging-Related%20Dynamics%20Drive%20a%20Greater%20Leaf%20Area%20Index%20Increase%20in%20China's%20Planted%20Forests%20in%20Comparison%20to%20Natural%20Forests" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1029%2F2025GL121544">Luo, Y., Han Wang, Z., et al.. (2026). <a href="https://doi.org/10.1029/2025GL121544" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Enhanced CO2 Response and Aging-Related Dynamics Drive a Greater Leaf Area Index Increase in China's Planted Forests in Comparison to Natural Forests</a>.</cite><br><cite data-author="Xu%2C%20W.%2C%20L%2C%20Z.%2C%20et%20al." data-year="2026" data-title="Reforestation%20dominated%20China%E2%80%99s%20forest%20carbon%20sink%20from%201986%20to%202019" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41561-026-02074-2%3Futm_source%3Dcbnewsletter%26utm_medium%3Demail%26utm_term%3D2026-08-24%26utm_campaign%3DDaily%2BBriefing%2BEurope%2Bfarm%2Bcrisis%2BXi%2Bs%2Bwarming%2Bwarning%2BUS%2Breservoirs%2Blow%2B">Xu, W., L, Z., et al.. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41561-026-02074-2?utm_source=cbnewsletter&utm_medium=email&utm_term=2026-08-24&utm_campaign=Daily+Briefing+Europe+farm+crisis+Xi+s+warming+warning+US+reservoirs+low+" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Reforestation dominated China’s forest carbon sink from 1986 to 2019</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/saiba-como-a-china-impulsionou-o-rapido-crescimento-do-sumidouro-de-carbono-florestal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item></channel></rss>