<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Wed, 19 Aug 2026 22:20:13 +0000</lastBuildDate><pubDate>Wed, 19 Aug 2026 22:20:13 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Multiverso, Big Bang, Via Láctea e muito mais: os cientistas continuam a tentar desvendar os mistérios do nosso Universo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/multiverso-big-bang-via-lactea-e-muito-mais-os-cientistas-continuam-a-tentar-desvendar-os-misterios-do-nosso-universo.html</link><pubDate>Wed, 19 Aug 2026 17:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Será possível que existam outros universos além do nosso? O que sabemos sobre a matéria e a antimatéria? Ao longo dos séculos, os cientistas têm tentado desvendar os segredos dos céus. No entanto, tudo ainda está por descobrir.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/multivers-big-bang-voie-lactee-univers-1786586198357.jpg" data-image="kkisidvn8yh8" alt="La Vía Láctea es visible desde lugares libres de contaminación lumínica." title="La Vía Láctea es visible desde lugares libres de contaminación lumínica."><figcaption>A Via Láctea é visível a partir de locais sem poluição luminosa.</figcaption></figure><p>Multiverso. Será possível conceber outros universos? O que existia em simultâneo com o Big Bang? Podemos imaginar que o nosso universo tenha uma forma geométrica específica? Estas são questões que os investigadores vêm colocando há séculos.</p><p>Galáxias, planetas, matéria... Embora poucos de nós compreendam realmente de que é feito o universo, <strong>os próprios astrónomos também questionam a natureza, o propósito e as implicações destes fenómenos</strong>.</p><h2>Big Bang, Galáxias, Multiverso... O que sabemos sobre o assunto? </h2><p>Observamos fenómenos surpreendentes com regularidade, bastando para isso olhar para cima. <strong>Desde a Via Láctea até às alinhamentos planetários, aos eclipses solares e ao famoso Sol da meia-noite</strong>, ocorrem espetáculos impressionantes com certa frequência; são visíveis sempre que nos encontramos no local e no momento certos. Observamo-los, mas nem sempre os compreendemos.</p><h3>Inúmeras teorias e hipóteses dividem, por vezes, a comunidade científica</h3><p>O que observamos está geralmente ligado a fontes de luz, como as estrelas. Por isso, é difícil quantificar exatamente o que os cientistas sabem sobre o universo, uma vez que a parte visível representa apenas uma fração ínfima do total, tal como explica o astrofísico <strong>Jean-Pierre Luminet</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Observamos diretamente cerca de 1 % do universo sob a forma de luz.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Então, o que sabem realmente os cientistas sobre este vasto tema? Em última análise, talvez não muito. <strong>A grande maioria ainda está por descobrir</strong>.</p><figure style="letter-spacing: 0.03em;"><img src="https://services.meteored.com/img/article/multivers-big-bang-voie-lactee-univers-1786586473250.jpg" data-image="6c78na87o5dr" alt="La Tierra es uno de los planetas del sistema solar." title="La Tierra es uno de los planetas del sistema solar."><figcaption>A Terra é um dos planetas do sistema solar.</figcaption></figure><p>Isto é especialmente verdade, dada a variedade de teorias existentes;<strong> os investigadores nem sempre chegam a um consenso sobre qual privilegiar, como salienta o astrofísico</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Estas numerosas teorias ainda estão em desenvolvimento e nenhuma foi comprovada experimentalmente até à data.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><br> Uma teoria que tende a dividir a comunidade científica é a possibilidade de um multiverso. Por outras palavras, <strong>sugere a ideia de que o nosso universo não é único, mas que poderão existir outros</strong>; talvez, até, uma quantidade infinita deles. </p><p>No entanto, Jean-Pierre Luminet considera que esta ideia é difícil de verificar e sugere que a sua popularidade se deve, em grande medida, ao seu carácter sensacionalista.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772066" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/james-webb-resolve-o-grande-enigma-astrofisico-os-buracos-negros-surgiram-antes-das-suas-proprias-galaxias.html" title="James Webb resolve o grande enigma astrofísico: os buracos negros surgiram antes das suas próprias galáxias">James Webb resolve o grande enigma astrofísico: os buracos negros surgiram antes das suas próprias galáxias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/james-webb-resolve-o-grande-enigma-astrofisico-os-buracos-negros-surgiram-antes-das-suas-proprias-galaxias.html" title="James Webb resolve o grande enigma astrofísico: os buracos negros surgiram antes das suas próprias galáxias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/james-webb-resuelve-el-gran-enigma-astrofisico-los-agujeros-negros-nacieron-antes-que-sus-propias-galaxias-1780186480620_320.jpg" alt="James Webb resolve o grande enigma astrofísico: os buracos negros surgiram antes das suas próprias galáxias"></a></article></aside><p>Por isso, o astrofísico interessa-se mais pelo universo: o nosso, aquele em que vivemos. Mas como podemos visualizar o nosso universo? É finito ou infinito? Tem forma? Jean-Pierre Luminet está convencido de que o universo tem, de facto, forma e é finito, embora não tenha limites. No entanto, <strong>reconhece que outras hipóteses continuam a ser totalmente plausíveis, dado o estado atual dos nossos conhecimentos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/multivers-big-bang-voie-lactee-univers-1786586517735.jpg" data-image="glotj0xqiyew" alt="Hay muchos objetos celestes visibles y luminosos." title="Hay muchos objetos celestes visibles y luminosos."><figcaption>Existem muitos objetos celestes visíveis e luminosos.</figcaption></figure><p>O mistério permanece por resolver, ou quase. Pois, embora algumas descobertas <strong>ajudem a responder a certas questões científicas, outras abalam hipóteses e crenças estabelecidas, ou então levantam questões totalmente novas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="707696" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/disposicao-misteriosa-no-universo-galaxias-satelites-de-andromeda-desafiam-a-cosmologia.html" title="Assimetria misteriosa no Universo: galáxias satélites de Andrómeda desafiam a cosmologia">Assimetria misteriosa no Universo: galáxias satélites de Andrómeda desafiam a cosmologia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/disposicao-misteriosa-no-universo-galaxias-satelites-de-andromeda-desafiam-a-cosmologia.html" title="Assimetria misteriosa no Universo: galáxias satélites de Andrómeda desafiam a cosmologia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ratselhafte-anordnung-im-universum-satellitengalaxien-von-andromeda-stellen-kosmologisches-weltbild-infrage-1745095242865_320.png" alt="Assimetria misteriosa no Universo: galáxias satélites de Andrómeda desafiam a cosmologia"></a></article></aside><p>Isto sublinha a importância de continuar a estudar e a investigar o tema, embora seja difícil imaginar, <strong>mesmo a longo prazo, que o Universo venha um dia a revelar todos os seus segredos</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Solveig%20Blakowski" data-year="2026" data-title="Ce%20que%20nous%20ignorons%20encore%20de%20l%E2%80%99univers" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nationalgeographic.fr%2Fespace%2Fconnaissances-generales-espace-ce-que-nous-ignorons-encore-de-univers-big-bang-matiere-fin-multivers">Solveig Blakowski. (2026). <a href="https://www.nationalgeographic.fr/espace/connaissances-generales-espace-ce-que-nous-ignorons-encore-de-univers-big-bang-matiere-fin-multivers" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Ce que nous ignorons encore de l’univers</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/multiverso-big-bang-via-lactea-e-muito-mais-os-cientistas-continuam-a-tentar-desvendar-os-misterios-do-nosso-universo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tem mais de 3700 anos e ainda produz azeitonas: a história da oliveira mais antiga de Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tem-mais-de-3700-anos-e-ainda-produz-azeitonas-a-historia-da-oliveira-mais-antiga-de-portugal.html</link><pubDate>Wed, 19 Aug 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Há árvores que prosperam por décadas ou séculos. E depois há as oliveiras milenares, autênticas cápsulas vivas do tempo, capazes de testemunhar a passagem de civilizações inteiras e de continuar a produzir azeitona. Conheça a que já terá superado os 3700 anos em Portugal.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tem-mais-de-3-700-anos-e-ainda-produz-azeitonas-a-historia-da-oliveira-mais-antiga-de-portugal-1787143695958.jpg" data-image="a9r3vmo3pdvw"><figcaption>Oliveira do Peso, Herdade do Peso - Vidigueira. Imagem: © Nuno Fox, Expresso (2023).</figcaption></figure><p><strong>Em Portugal contam-se centenas de oliveiras com mais de dois mil anos de existência</strong>. Algumas já terão mesmo ultrapassado os três mil anos. A idade estimada destas oliveiras tem sido estimada através de um método científico desenvolvido por investigadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), que transforma características do tronco numa espécie de relógio biológico.</p><p>Durante bastante tempo a mais famosa foi a <strong>Oliveira do Mouchão, em Abrantes</strong>. Em 2018 a UTAD calculava a sua idade em torno dos <strong>3350 anos, tendo sido contemporânea dos Fenícios, Celtiberos e Romanos</strong> e sobrevivido a invasões, migrações e profundas transformações da paisagem. Mesmo após milhares de anos de intempéries, esta célebre oliveira continuava a produzir azeitona em 2022.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tem-mais-de-3-700-anos-e-ainda-produz-azeitonas-a-historia-da-oliveira-mais-antiga-de-portugal-1787143863651.jpg" data-image="s8m9jle74302"><figcaption>Oliveira do Mouchão, em Abrantes. Imagem: © João Pinheiro, Wikimedia Commons.</figcaption></figure><p>Entretanto surgiu uma candidata mais antiga. <strong>Na Herdade do Peso, na Vidigueira, vive a Oliveira do Peso, cuja idade foi estimada em mais de 3700 anos</strong> de acordo com o reconhecimento realizado em 2021. Esta oliveira chegou a ser candidata ao concurso Árvore Portuguesa do Ano 2024, tendo ficado em terceiro lugar.</p><p>Segundo um comunicado da referida propriedade, a sua importância vai além de um único exemplar dado que, aquela que é <strong>a “oliveira milenar mais antiga da Herdade do Peso”</strong>, situa-se numa planície onde está “um conjunto de oliveiras cuja soma de idades ultrapassa os 7000 anos de idade”.</p><h2>Eis como os investigadores calcularam a idade de uma árvore milenar</h2><p>O método desenvolvido pela UTAD e já patenteado baseia-se num modelo matemático que relaciona <strong>a idade provável da árvore com características como o diâmetro, a altura e o perímetro do tronco</strong>. Em colaboração com a empresa Oliveiras Milenares, este método tem permitido estudar vários exemplares em Portugal e no estrangeiro, tendo permitido identificar a idade de outras oliveiras extraordinárias.</p><p>São casos disso <strong>a oliveira de Santa Iria de Azóia (idade estimada em cerca de 2850 anos) ou a de Monsaraz (idade estimada em cerca de 2450 anos)</strong>. Refira-se ainda a existência de outras oliveiras milenares espalhadas por todo o país, sobretudo a sul do rio Mondego, embora também existam casos a norte: Estremoz, Montemor-o-Novo, Lagoa, Beja, Vilamoura, Évora e no Parque de Serralves (Porto).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="757133" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/oliveiras-no-artico-como-o-cofre-de-svalbard-esta-a-proteger-o-futuro-do-azeite.html" title="Oliveiras no Ártico: como o cofre de Svalbard está a proteger o futuro do azeite">Oliveiras no Ártico: como o cofre de Svalbard está a proteger o futuro do azeite</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/oliveiras-no-artico-como-o-cofre-de-svalbard-esta-a-proteger-o-futuro-do-azeite.html" title="Oliveiras no Ártico: como o cofre de Svalbard está a proteger o futuro do azeite"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/oliveiras-no-artico-como-a-boveda-de-svalbard-esta-a-proteger-o-futuro-do-azeite-1772661557413_320.jpg" alt="Oliveiras no Ártico: como o cofre de Svalbard está a proteger o futuro do azeite"></a></article></aside><p><strong>A UTAD revelou ter sido convidada também a aplicar este método de investigação científica além-fronteiras</strong>, tendo estudado oliveiras em Espanha e França, incluindo exemplares em Bordéus, Girona, Málaga e na ilha de Menorca. Neste último território insular espanhol foi certificada uma árvore com mais de 2300 anos.</p><h2>O segredo da longevidade das oliveiras </h2><p>Segundo <strong>José Luís Louzada, investigador na UTAD</strong>, a mesma instituição de ensino onde foi desenvolvido o método científico que sustenta a datação destas árvores, uma das principais razões é a extraordinária capacidade de rejuvenescimento da oliveira.</p><p>Assim, um <strong>“pedaço de tronco, por mais velho que esteja, tem a capacidade de voltar a rebentar”</strong>, fazendo com que seja possível a árvore continuar “a produzir azeitona”. Entre outros fatores, este cientista atribui a longevidade ao facto de ser uma espécie <strong>“muito bem adaptada ao nosso clima mediterrâneo”</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tem-mais-de-3-700-anos-e-ainda-produz-azeitonas-a-historia-da-oliveira-mais-antiga-de-portugal-1787144139359.jpg" data-image="prwe60a1v5po"><figcaption>Bem adaptada ao clima mediterrâneo, a oliveira combina resistência e capacidade de regeneração de uma forma excecional. </figcaption></figure><p>No nosso país<strong> estas oliveiras localizam-se "especialmente a sul do Mondego" e podem, "em teoria", viver "uma eternidade</strong>, ultrapassando a idade das inúmeras gerações que passem pelo mesmo território".</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ema%20Gil%20Pires" data-year="2026" data-title="Portugal%20guarda%20centenas%20de%20oliveiras%20milenares%20%E2%80%94%20e%20uma%20pode%20ter%20mais%20de%203700%20anos" data-url="https%3A%2F%2Fpt.euronews.com%2F2026%2F08%2F17%2Fportugal-guarda-centenas-de-oliveiras-milenares-e-uma-pode-ter-mais-de-3700-anos">Ema Gil Pires. (2026). <a href="https://pt.euronews.com/2026/08/17/portugal-guarda-centenas-de-oliveiras-milenares-e-uma-pode-ter-mais-de-3700-anos" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Portugal guarda centenas de oliveiras milenares — e uma pode ter mais de 3700 anos</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tem-mais-de-3700-anos-e-ainda-produz-azeitonas-a-historia-da-oliveira-mais-antiga-de-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[18 espécies de tubarões no Mar Báltico! O que os turistas precisam de saber agora]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/18-especies-de-tubaroes-no-mar-baltico-o-que-os-turistas-precisam-de-saber-agora.html</link><pubDate>Wed, 19 Aug 2026 15:23:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A descoberta de um tubarão gigante causou recentemente sensação na costa dinamarquesa. No entanto, os tubarões não são, de forma alguma, desconhecidos no Mar do Norte e no Mar Báltico. No total, foram mesmo identificadas 18 espécies no Mar Báltico.</p><figure id="first-image"><a href="Die Angst vor Haien ist groß. Dass sie auch in der Ostsee leben, kaum vorstellbar (Foto: Adobe Stock)"><img src="https://services.meteored.com/img/article/alarmierende-zahlen-die-sorge-bereiten-in-der-ostsee-leben-18-hai-arten-1786957947311.jpeg" alt="Die Angst vor Haien ist groß. Dass sie auch in der Ostsee leben, kaum vorstellbar (Foto: Adobe Stock)" title="Die Angst vor Haien ist groß. Dass sie auch in der Ostsee leben, kaum vorstellbar (Foto: Adobe Stock)"></a><figcaption>O medo dos tubarões é grande. É quase impossível imaginar que também vivam no Mar Báltico (Foto: Adobe Stock)</figcaption></figure><p><strong>Muitas pessoas associam inicialmente os tubarões a mares tropicais, cenas dramáticas de filmes e ataques perigosos</strong>. Na verdade, porém, estes animais também podem ser encontrados no Mar Báltico – pelo menos algumas espécies. De acordo com <strong>dados da "Shark Alliance"</strong>, uma aliança internacional que reúne mais de 100 organizações de conservação da natureza, científicas e de mergulho, foram identificadas no Mar Báltico um total de 18 espécies diferentes de tubarões.</p><p>Entre elas contam-se, entre outras, o tubarão-espinhoso, o tubarão-manchado, o tubarão-arenque e o tubarão-azul. <strong>Até o tubarão-baleia, o maior peixe do mundo, já foi avistado isoladamente no Mar Báltico</strong>. No entanto, isso não significa que todas estas espécies estejam regularmente presentes nas zonas balneares alemãs. Muitas das observações são casos isolados e raros.</p><h2>Porque é que o Mar Báltico não é, na verdade, um habitat ideal</h2><p>O Mar Báltico difere significativamente do mar aberto, uma vez que <strong>a sua salinidade é comparativamente baixa</strong>. Além disso, em diferentes zonas prevalecem condições de oxigénio distintas. Para muitas espécies de tubarões, este não é um habitat ideal.</p><p>Por esta razão, os especialistas consideram que <strong>alguns tubarões chegam ao Mar Báltico mais por acaso</strong>. Outros podem permanecer sobretudo nas zonas de transição para o Mar do Norte, onde as condições lhes são mais favoráveis.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769308" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/novo-estudo-revela-como-se-pode-melhorar-a-previsao-climatica-sazonal-com-recurso-a-tubaroes.html" title="Novo estudo revela como se pode melhorar a previsão climática sazonal com recurso a tubarões">Novo estudo revela como se pode melhorar a previsão climática sazonal com recurso a tubarões</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/novo-estudo-revela-como-se-pode-melhorar-a-previsao-climatica-sazonal-com-recurso-a-tubaroes.html" title="Novo estudo revela como se pode melhorar a previsão climática sazonal com recurso a tubarões"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/novo-estudo-revela-como-se-pode-melhorar-a-previsao-climatica-sazonal-com-recurso-a-tubaroes-1779051973645_320.jpg" alt="Novo estudo revela como se pode melhorar a previsão climática sazonal com recurso a tubarões"></a></article></aside><h3>Também no Mar do Norte vivem várias espécies de tubarões</h3><p>Na verdade, os tubarões também não são raros no Mar do Norte. <strong>Entre as espécies mais conhecidas está o tubarão-cão</strong>. Os investigadores observam estes animais sobretudo a sudoeste de Helgoland. Os tubarões-cão podem atingir até <strong>dois metros de comprimento </strong>e estão regularmente presentes no Mar do Norte.</p><figure><a href="Hundshaie kommen in der Nord- und Ostsee häufiger vor (Foto: Adobe Stock)"><img src="https://services.meteored.com/img/article/alarmierende-zahlen-die-sorge-bereiten-in-der-ostsee-leben-18-hai-arten-1786958988081.jpeg" data-image="12tcq0hoh1fr" alt="Hundshaie kommen in der Nord- und Ostsee häufiger vor (Foto: Adobe Stock)" title="Hundshaie kommen in der Nord- und Ostsee häufiger vor (Foto: Adobe Stock)"></a><figcaption>Os tubarões-cão são mais comuns no Mar do Norte e no Mar Báltico (Foto: Adobe Stock)</figcaption></figure><p>Os cientistas suspeitam que os animais também utilizam <strong>a zona para se reproduzirem e darem à luz as suas crias</strong>. Para além dos tubarões-cão, no Mar do Norte encontram-se, entre outros, tubarões-espinhosos, tubarões-gato-manchados e tubarões-lisos-de-manchas-brancas.</p><h2>Os banhistas não têm motivos para se preocuparem</h2><p>A palavra "tubarão" provoca automaticamente um sentimento de desconforto em muitas pessoas. <strong>A cultura popular e os filmes moldaram a imagem de um peixe predador agressivo</strong>. No entanto, as espécies que habitam o Mar do Norte e o Mar Báltico não representam, de forma alguma, <strong>um perigo automático para os seres humanos</strong>.</p><p>Pelo contrário: <strong>os tubarões desempenham uma função importante no ecossistema marinho</strong>. Enquanto predadores, contribuem para regular as populações de peixes e para manter o equilíbrio natural no mar.</p><p>Quem, durante as férias no Mar do Norte ou no Mar Báltico, avistar realmente um tubarão, vivencia, acima de tudo, <strong>um encontro raro com um animal marinho fascinante</strong>. Isso não é motivo para deixar de entrar na água.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Bild.de" data-year="2026" data-title="In%20der%20Ostsee%20leben%2018%20Haiarten!" data-url="https%3A%2F%2Fwww.bild.de%2Fleben-wissen%2Fwissenschaft%2Fdas-sagt-die-shark-alliance-18-haiarten-in-der-ostsee-nachgewiesen-6a1d94a9fbaeffae77069dfe">Bild.de. (2026). <a href="https://www.bild.de/leben-wissen/wissenschaft/das-sagt-die-shark-alliance-18-haiarten-in-der-ostsee-nachgewiesen-6a1d94a9fbaeffae77069dfe" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">In der Ostsee leben 18 Haiarten!</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/18-especies-de-tubaroes-no-mar-baltico-o-que-os-turistas-precisam-de-saber-agora.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pedra a pedra, assim se constrói a paisagem agreste de Sicó]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pedra-a-pedra-assim-se-constroi-a-paisagem-de-sico.html</link><pubDate>Wed, 19 Aug 2026 14:45:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Na região do Maciço Calcário de Sicó, entre Leiria e Coimbra, os muros de pedra seca transformaram obstáculos agrícolas em património cultural, preservando um modo de vida singular.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/pedra-a-pedra-assim-se-constroi-a-paisagem-de-sico-1787146041623.jpg" data-image="s4ics6fvafnt" alt="mestre pedreiro constrói um muro em pedra seca" title="mestre pedreiro constrói um muro em pedra seca"><figcaption>Um mestre pedreiro constrói um muro em pedra seca, uma arte transmitida de geração em geração que continua viva no Maciço Calcário de Sicó. Foto: CCDR-Centro</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Há paisagens selvagens e outras que imediatamente revelam a marca dos homens. No <strong>Maciço Calcário de Sicó</strong>, que se estende entre os concelhos de Condeixa-a-Nova, Penela, Ansião, Alvaiázere, Pombal e Soure, é quase impossível distinguir onde termina a natureza e começa o trabalho humano.</p><p>A pedra, nesta região, nunca foi apenas pedra. Foi obstáculo, ferramenta, abrigo e fronteira. Durante gerações, as comunidades rurais aprenderam a retirar dos campos os <strong>blocos calcários</strong> que impediam o cultivo da terra. Com eles ergueram <strong>muros</strong>, <strong>socalcos</strong>, <strong>currais</strong>, <strong>abrigos</strong> e pequenas construções que acabariam por condicionar a identidade daquela região.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Sem argamassa nem cimento, mas apenas com pedra, gravidade e um conhecimento transmitido de geração em geração.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>É essa arte – enraizada na paisagem e na vida das comunidades locais – que entrou agora no <strong>Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial</strong>, um passo essencial para uma futura candidatura à lista representativa da UNESCO.</p><p>Mais do que distinguir uma <strong>técnica de construção</strong>, o reconhecimento identifica um saber que continua vivo e que transformou um <strong>território hostil</strong> numa das paisagens culturais mais singulares do país.</p><h2>A geografia ensina a construir</h2><p>Não são muitos os lugares que explicam tão bem a influência da geografia sobre uma comunidade como a região do Maciço Calcário de Sicó. O <strong>relevo acidentado</strong>, os <strong>solos pouco profundos</strong> e a abundância de <strong>afloramentos calcários</strong> sempre dificultaram a agricultura. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Antes de semear, era preciso libertar a terra das pedras. O que parecia um problema tornou-se, pouco a pouco, uma oportunidade.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Em vez de serem descartadas, essas pedras passaram a constituir a principal <strong>matéria-prima</strong> disponível. À medida que os campos eram limpos, surgiam <strong>muros</strong> que delimitavam propriedades, protegiam culturas do vento, <strong>estabilizavam encostas</strong> e criavam pequenas parcelas agrícolas adaptadas ao relevo. </p><p>Cada vedação respondia a uma necessidade concreta. Mas, somadas ao longo dos séculos, acabaram por compor a paisagem da região.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pedra-a-pedra-assim-se-constroi-a-paisagem-de-sico-1787146178750.jpg" data-image="g9s8vg740tlu" alt="Muros de pedra seca" title="Muros de pedra seca"><figcaption>Ao longo dos caminhos de Sicó, os muros de pedra seca contam séculos de convivência entre as comunidades e a paisagem. Foto: Federação Portuguesa de Associações de Desenvolvimento Local</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>O resultado é uma <strong>arquitetura vernacular</strong> que parece nascer naturalmente do terreno. As pedras utilizadas pertencem ao próprio lugar, partilham a mesma cor da encosta e acompanham-lhe as curvas. É essa <strong>fusão entre património natural e património construído</strong> que distingue a paisagem de Sicó.</p><h2>Para além dos simples muros</h2><p>Um muro de pedra seca pode parecer apenas uma divisória, mas desempenha funções muito mais complexas. A sua estrutura, construída sem qualquer material de ligação, permite à <strong>água da chuva</strong> atravessar as juntas entre as pedras, reduzindo a <strong>erosão dos solos</strong> e evitando a pressão exercida pela água acumulada. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ao mesmo tempo, ajuda a estabilizar terrenos inclinados, protege as culturas agrícolas e cria microclimas favoráveis ao desenvolvimento da vegetação.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Mas há outro papel, menos percetível, que a investigação científica tem vindo a revelar. As <strong>cavidades</strong> entre as pedras são refúgio para inúmeras espécies de <strong>plantas</strong>, <strong>insetos</strong>, <strong>répteis</strong> e <strong>pequenos mamíferos</strong>, convertendo os muros em corredores ecológicos. Num território fortemente marcado pela atividade agrícola, tornam-se importantes <strong>reservatórios de biodiversidade</strong> e contribuem para manter o equilíbrio dos ecossistemas.</p><p>Muito antes de se falar em infraestruturas verdes, soluções baseadas na natureza ou adaptação às alterações climáticas, as comunidades de Sicó já aplicavam, de forma intuitiva, <strong>princípios</strong> que hoje são exemplos de <strong>gestão sustentável</strong> da paisagem.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773035" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/andor-da-senhora-da-pena-com-mais-de-vinte-metros-e-tres-toneladas-ja-e-patrimonio-cultural-imaterial.html" title="Andor da Senhora da Pena com mais de vinte metros e três toneladas já é Património Cultural Imaterial">Andor da Senhora da Pena com mais de vinte metros e três toneladas já é Património Cultural Imaterial</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/andor-da-senhora-da-pena-com-mais-de-vinte-metros-e-tres-toneladas-ja-e-patrimonio-cultural-imaterial.html" title="Andor da Senhora da Pena com mais de vinte metros e três toneladas já é Património Cultural Imaterial"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/andor-da-senhora-da-pena-com-mais-de-vinte-metros-e-tres-toneladas-ja-e-patrimonio-cultural-imaterial-1781009677336_320.jpg" alt="Andor da Senhora da Pena com mais de vinte metros e três toneladas já é Património Cultural Imaterial"></a></article></aside><p>Sem recorrer a cálculos de engenharia ou modelos ambientais, construíram estruturas capazes de <strong>conservar solos</strong>, <strong>gerir água</strong> e integrar-se harmoniosamente no território. E fizeram-no apenas observando a terra.</p><h2>O saber de mão em mão</h2><p>Os muros de pedra seca impressionam pela sua solidez. Alguns atravessaram séculos quase inalterados, resistindo à chuva, ao calor, ao vento e ao abandono. O verdadeiro património, no entanto, sempre esteve nas pessoas que aprenderam a escolhê-las, encaixá-las e equilibrá-las, transmitindo um <strong>conhecimento oral</strong> que passou entre <strong>gerações</strong> pela observação, pela repetição e pela prática.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pedra-a-pedra-assim-se-constroi-a-paisagem-de-sico-1787146301409.jpg" data-image="ppcs2ofm4oup" alt="Pedreira de Pombal" title="Pedreira de Pombal"><figcaption>As pedreiras, como esta, localizada em Pombal, transformaram-se numa das principais atividades económicas da região de Sicó. Foto: PNAB</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>É essa <strong>dimensão humana</strong> que o dossiê preparado para a inscrição da arte da construção dos muros em pedra seca no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial procurou demonstrar. Além de descrever técnicas e caracterizar a paisagem, o documento identifica alguns dos <strong>mestres pedreiros</strong> que continuam a dominar o ofício, homens cuja vida se confunde com os campos, os rebanhos e a pedra calcária de Sicó.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As suas biografias revelam percursos diferentes, mas quase todos aprenderam ainda crianças, acompanhando pais, avôs ou outros familiares durante os trabalhos agrícolas. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O conhecimento era adquirido lentamente, observando os mais velhos, levantando as primeiras pedras, errando, corrigindo e voltando a tentar até o muro se confundir com a paisagem. Ao longo de décadas, estes <strong>mestres ajudaram a erguer quilómetros de muros</strong>, currais, socalcos e pequenas construções rurais.</p><p>Fizeram-no porque era necessário cultivar a terra, guardar os animais ou delimitar propriedades. Só muito mais tarde perceberam que aquilo que aprenderam por necessidade viria a ser <strong>reconhecido como património cultural</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="756359" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ue-atribui-selo-de-patrimonio-europeu-ao-abrigo-do-lagar-velho-em-leiria.html" title="UE atribui Selo de Património Europeu ao Abrigo do Lagar Velho em Leiria">UE atribui Selo de Património Europeu ao Abrigo do Lagar Velho em Leiria</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ue-atribui-selo-de-patrimonio-europeu-ao-abrigo-do-lagar-velho-em-leiria.html" title="UE atribui Selo de Património Europeu ao Abrigo do Lagar Velho em Leiria"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ue-atribui-selo-de-patrimonio-europeu-a-abrigo-do-lagar-velho-em-leiria-1772198629605_320.jpg" alt="UE atribui Selo de Património Europeu ao Abrigo do Lagar Velho em Leiria"></a></article></aside><p>A inscrição no Inventário Nacional procura precisamente evitar que esse conhecimento desapareça com quem ainda o detém. Inventariar um património imaterial não significa apenas descrever uma técnica construtiva. Significa também <strong>reconhecer as pessoas</strong> que a mantêm viva e documentar os processos através dos quais esse <strong>saber continua a ser transmitido</strong>.</p><h2>Preservar as pedras do conhecimento</h2><p>Num tempo em que a <strong>mecanização</strong> substituiu muitos dos <strong>trabalhos tradicionais</strong> e em que poucos jovens aprendem este ofício, a preservação da construção em pedra seca coloca desafios que vão muito além da conservação dos muros existentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pedra-a-pedra-assim-se-constroi-a-paisagem-de-sico-1787146481980.jpg" data-image="b5txu6tniinn" alt="Rebanho de ovelhas" title="Rebanho de ovelhas"><figcaption>Os rebanhos de diferentes proprietários pastam nos terrenos comunitários e baldios das terras de Sicó, onde o tomilho-silvestre e a erva-de-santa-maria dão ao leite o sabor aromático único. Foto: PNAB</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Um muro pode ser restaurado, mas um <strong>saber perdido dificilmente poderá ser reconstruído</strong>. É por isso que a candidatura ao Património Cultural Imaterial da UNESCO representa muito mais do que um reconhecimento simbólico. O objetivo não é transformar estes muros em peças de museu, mas garantir que continuam a ser construídos e reparados pelas gerações seguintes.</p><p>Essa preocupação ganha particular importância numa época em que soluções tradicionais voltam a despertar o interesse de investigadores, arquitetos e especialistas em ambiente. Cada muro de Sicó, afinal, representa milhares de <strong>decisões</strong> aparentemente simples, <strong>aperfeiçoadas durante gerações</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Patrim%C3%B3nio%20Cultural%2C%20Instituto%20P%C3%BAblico" data-year="" data-title="Arte%20da%20constru%C3%A7%C3%A3o%20dos%20muros%20em%20pedra%20seca%20no%20Maci%C3%A7o%20Calc%C3%A1rio%20de%20Sic%C3%B3%E2%80%9D%20inscrita%20no%20Invent%C3%A1rio%20Nacional%20do%20Patrim%C3%B3nio%20Cultural%20Imaterial" data-url="https%3A%2F%2Fwww.patrimoniocultural.gov.pt%2F2026%2F06%2Farte-da-construcao-dos-muros-em-pedra-seca-no-macico-calcario-de-sico-inscrita-no-inventario-nacional-do-patrimonio-cultural-imaterial%2F">Património Cultural, Instituto Público. <a href="https://www.patrimoniocultural.gov.pt/2026/06/arte-da-construcao-dos-muros-em-pedra-seca-no-macico-calcario-de-sico-inscrita-no-inventario-nacional-do-patrimonio-cultural-imaterial/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Arte da construção dos muros em pedra seca no Maciço Calcário de Sicó” inscrita no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial</a>.</cite><br><cite data-author="Associa%C3%A7%C3%A3o%20de%20Desenvolvimento%20Terras%20de%20Sic%C3%B3" data-year="" data-title="Anexo%20I%20da%20candidatura%20ao%20Registo%20no%20Invent%C3%A1rio%20Nacional%20do%20Patrim%C3%B3nio" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ccdrc.pt%2Fwp-content%2Fuploads%2F2025%2F02%2FANEXO-I-24.04.pdf">Associação de Desenvolvimento Terras de Sicó. <a href="https://www.ccdrc.pt/wp-content/uploads/2025/02/ANEXO-I-24.04.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Anexo I da candidatura ao Registo no Inventário Nacional do Património</a>.</cite><br><cite data-author="Associa%C3%A7%C3%A3o%20de%20Desenvolvimento%20Terras%20de%20Sic%C3%B3" data-year="" data-title="Anexo%20II%20da%20candidatura%20ao%20Registo%20no%20Invent%C3%A1rio%20Nacional%20do%20Patrim%C3%B3nio" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ccdrc.pt%2Fwp-content%2Fuploads%2F2025%2F02%2FINPCI_Ficha-Inventario_Anexo-II-Final.pdf">Associação de Desenvolvimento Terras de Sicó. <a href="https://www.ccdrc.pt/wp-content/uploads/2025/02/INPCI_Ficha-Inventario_Anexo-II-Final.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Anexo II da candidatura ao Registo no Inventário Nacional do Património</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pedra-a-pedra-assim-se-constroi-a-paisagem-de-sico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 25 mm: eis a distribuição de chuva acumulada prevista pelos mapas da Meteored Portugal entre 20 e 24 de agosto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-25-mm-eis-a-distribuicao-de-chuva-acumulada-prevista-pelos-mapas-da-meteored-portugal-entre-20-e-24-de-agosto.html</link><pubDate>Wed, 19 Aug 2026 14:13:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os mapas do ECMWF apontam para o regresso da chuva a várias regiões de Portugal continental, com uma distribuição muito irregular e acumulados que poderão aproximar-se dos 25 mm em alguns pontos do interior Norte.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaz29fm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaz29fm.jpg" id="xaz29fm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os próximos dias deverão trazer chuva a várias regiões de Portugal continental, embora com diferenças acentuadas nos quantitativos previstos. Entre 20 e 24 de agosto, o ECMWF <strong>concentra os maiores acumulados no interior Norte</strong>, onde os valores poderão atingir cerca 25 mm.</p><h2>Uma ondulação da corrente de jato favorecerá o aumento da instabilidade</h2><p>A precipitação surge num contexto de mudança da circulação atmosférica sobre o Atlântico e a Península Ibérica. A corrente de jato, uma faixa de ventos muito fortes que circula na alta troposfera, aproximadamente entre 9 e 10 quilómetros de altitude, deverá sofrer uma ondulação acentuada a oeste da Península. <strong>Esta configuração permitirá que ar mais frio em altitude avance para sul, favorecendo o aumento da instabilidade atmosférica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-26-mm-eis-a-distribuicao-de-chuva-acumulada-prevista-pelos-mapas-da-meteored-portugal-entre-20-e-24-de-agosto-1787144955788.jpg" data-image="5ea1ro8xwqbt"><figcaption>A ondulação da corrente de jato deverá favorecer a descida de ar mais frio em altitude a oeste da Península Ibérica, contribuindo para uma atmosfera mais instável sobre Portugal.</figcaption></figure><p>Na quinta-feira, a chuva deverá surgir de forma irregular e pouco abundante. Até ao final do dia, <strong>os acumulados deverão manter-se reduzidos</strong>, atingindo cerca de 2 a 3 mm em zonas dos distritos da Guarda, Coimbra e Leiria e ficando, em geral, abaixo dos 2 mm no restante território. Na sexta-feira, a precipitação terá pouca expressão, pelo que os totais acumulados deverão sofrer poucas alterações.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-26-mm-eis-a-distribuicao-de-chuva-acumulada-prevista-pelos-mapas-da-meteored-portugal-entre-20-e-24-de-agosto-1787145163257.jpg" data-image="hep5fl0xsiz2"><figcaption>Até sábado à noite, a precipitação deverá manter uma distribuição irregular, com acumulados geralmente reduzidos, embora alguns núcleos possam atingir cerca de 5 a 6 mm em diferentes pontos do Norte, Centro e Sul.</figcaption></figure><p>No sábado, a precipitação deverá ganhar maior expressão e abranger diferentes regiões do território. Até ao final do dia, os acumulados poderão rondar 3 a 4 mm em zonas do Norte e Centro, incluindo Leiria, Coimbra, Guarda e Bragança. Localmente, os quantitativos poderão ser superiores, atingindo cerca de <strong>5 a 6 mm em alguns pontos do Norte, Centro e também do Sul</strong>.</p><h2>Domingo deverá trazer o maior aumento dos acumulados no interior Norte</h2><p>No domingo, a precipitação deverá tornar-se mais frequente e os acumulados aumentarão de forma mais significativa, sobretudo no interior Norte. Durante a tarde, <strong>a instabilidade deverá intensificar-se em Trás-os-Montes e nas áreas interiores do Centro</strong>, favorecendo a formação de aguaceiros. Ao final do dia e durante a noite, poderão reunir-se condições para a ocorrência pontual de trovoada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-26-mm-eis-a-distribuicao-de-chuva-acumulada-prevista-pelos-mapas-da-meteored-portugal-entre-20-e-24-de-agosto-1787144444659.jpg" data-image="ls64eqzeuq23"><figcaption>Os maiores acumulados entre 20 e 24 de agosto deverão concentrar-se no interior Norte, onde o ECMWF prevê máximos localizados próximos dos 25 mm, contrastando com quantitativos inferiores em grande parte do território.</figcaption></figure><p>Esta instabilidade poderá prolongar-se pelas primeiras horas de segunda-feira, antes de se deslocar progressivamente para leste, em direção a Espanha. Entre quinta (20) e segunda-feira (24) é no interior Norte que os totais deverão alcançar maior expressão, com algumas áreas de <strong>Trás-os-Montes a superar os 20 mm e máximos localizados que poderão aproximar-se dos 25 mm</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784500" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-depressoes-apontam-para-portugal-o-padrao-nao-consolida-se-nos-ultimos-6-dias-de-agosto.html" title="As depressões apontam para Portugal: o padrão NAO- consolida-se nos últimos 6 dias de agosto">As depressões apontam para Portugal: o padrão NAO- consolida-se nos últimos 6 dias de agosto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-depressoes-apontam-para-portugal-o-padrao-nao-consolida-se-nos-ultimos-6-dias-de-agosto.html" title="As depressões apontam para Portugal: o padrão NAO- consolida-se nos últimos 6 dias de agosto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-tempestades-apontam-para-portugal-o-padrao-nao-consolida-se-nos-ultimos-6-dias-de-agosto-1787144032714_320.jpg" alt="As depressões apontam para Portugal: o padrão NAO- consolida-se nos últimos 6 dias de agosto"></a></article></aside><p>Nas cidades de Vila Real e Bragança, os acumulados deverão rondar 12 e 10 mm, respetivamente, enquanto na Guarda poderão aproximar-se dos 7 mm. <strong>No litoral, os valores poderão ser inferiores</strong>, com cerca de 1 mm no Porto, 2 mm em Braga e 4 mm em Leiria. Lisboa poderá ficar perto de 1,5 mm. Mais a sul, Beja poderá aproximar-se dos 7 mm e Faro poderá rondar os 3 mm.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-25-mm-eis-a-distribuicao-de-chuva-acumulada-prevista-pelos-mapas-da-meteored-portugal-entre-20-e-24-de-agosto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As depressões apontam para Portugal: o padrão NAO- consolida-se nos últimos 6 dias de agosto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-depressoes-apontam-para-portugal-o-padrao-nao-consolida-se-nos-ultimos-6-dias-de-agosto.html</link><pubDate>Wed, 19 Aug 2026 13:11:10 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os últimos dias de agosto poderão trazer uma mudança importante a Portugal. O regime NAO- ganha consistência nas previsões, abrindo caminho às depressões atlânticas, à chuva e a temperaturas mais baixas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-tempestades-apontam-para-portugal-o-padrao-nao-consolida-se-nos-ultimos-6-dias-de-agosto-1787144032714.jpg" data-image="fqjrrzlg3331" alt="Últimos dias de agosto" title="Últimos dias de agosto"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-29949">Uma reorganização da circulação atmosférica, com a consolidação de um regime NAO-, poderá abrir caminho à chegada de frentes atlânticas a Portugal na última semana de agosto. A chuva poderá regressar a várias regiões do território, acompanhada por um ambiente mais fresco.</figcaption></figure><p>Depois de várias semanas marcadas pelo calor e alguns períodos de estabilidade, os últimos dias de agosto poderão trazer uma alteração importante do padrão atmosférico em Portugal. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>O modelo europeu aponta para a consolidação de um regime de <strong>NAO- (fase negativa da Oscilação do Atlântico Norte) entre os dias 25 e 30</strong>, favorecendo uma circulação atlântica mais baixa em latitude. Mas será que desta vez as tempestades chegam realmente a Portugal?</p><h2>NAO- ganha força no final de agosto</h2><p>A previsão sub-sazonal do ECMWF permite avaliar a probabilidade de diferentes <strong>regimes meteorológicos na região euro-atlântica</strong>, entre eles NAO+, NAO-, bloqueio e crista atlântica. No verão, a consolidação de um regime de <strong>NAO-</strong> não é tão frequente como noutras alturas do ano. Além disso, ao longo deste verão de 2026, este padrão não se apresentou de forma tão persistente nas previsões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-tempestades-apontam-para-portugal-o-padrao-nao-consolida-se-nos-ultimos-6-dias-de-agosto-1787141579888.jpg" data-image="sbfb7pnf3wlk" alt="Regimes euro-atlânticos" title="Regimes euro-atlânticos"><figcaption>Pela primeira vez neste verão, a previsão sub-sazonal do ECMWF mostra o regime NAO- consolidado durante vários dias, entre 25 e 30 de agosto. Esta configuração pode favorecer a circulação das depressões atlânticas por latitudes mais baixas.</figcaption></figure><p> Desta vez, o cenário é diferente. Entre <strong>25 e 30 de agosto</strong>, o ECMWF favorece sucessivamente a NAO-, enquanto nos dias 24 e 31 não existe um regime claramente dominante.</p><div class="texto-destacado"> <p>A fase negativa da Oscilação do Atlântico Norte (NAO-) tende a favorecer uma circulação das depressões e frentes atlânticas até latitudes mais baixas, aumentando a possibilidade de instabilidade e precipitação em Portugal.</p> </div><p> Em termos de pressão atmosférica, a<strong> NAO- </strong>corresponde a um<strong> enfraquecimento do contraste entre as altas pressões subtropicais dos Açores e as baixas pressões do Atlântico Norte</strong>.<strong> </strong> Contudo, a presença de NAO- não significa automaticamente chuva no nosso país. É necessário observar onde estarão efetivamente posicionados os centros de ação e as frentes.</p><h2>Dia 24, o Atlântico começa a dar sinais de mudança</h2><p>Na próxima segunda-feira, <strong>24 de agosto</strong>, a configuração atmosférica já mostra sinais dessa alteração, apesar de a NAO- ainda não estar consolidada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-tempestades-apontam-para-portugal-o-padrao-nao-consolida-se-nos-ultimos-6-dias-de-agosto-1787141903698.jpg" data-image="0qf9294yddcy" alt="Pressão atmosférica e chuva" title="Pressão atmosférica e chuva"><figcaption>O anticiclone dos Açores aparece recuado para oeste, enquanto uma extensa depressão e a respetiva frente avançam pelo Atlântico. Portugal poderá já registar alguma instabilidade neste dia, antes da chegada do sistema principal.</figcaption></figure><p>O <strong>anticiclone dos Açores surge bastante </strong><strong>recuado para oeste</strong>, deixando de exercer uma influência tão direta sobre a Península Ibérica. Ao mesmo tempo, uma extensa depressão circula pelo Atlântico Norte, transportando consigo uma longa faixa de nebulosidade e precipitação.</p><p>Antes da chegada dessa frente, o próprio dia 24 poderá já registar <strong>alguns períodos de chuva</strong>, associados a uma perturbação mais isolada com aproximação pelo sul de Portugal.</p><h2>26 e 27 de agosto poderão ser dias chuvosos</h2><p>É a partir de <strong>quarta-feira, dia 26</strong>, que a situação se torna particularmente "interessante". Segundo a atual previsão do ECMWF, a extensa faixa de precipitação anteriormente localizada sobre o Atlântico deverá alcançar Portugal Continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-tempestades-apontam-para-portugal-o-padrao-nao-consolida-se-nos-ultimos-6-dias-de-agosto-1787142068690.jpg" data-image="11lxl4scyrsb" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>A extensa faixa de precipitação atlântica deverá alcançar Portugal na quarta-feira, dia 26. A chuva poderá ser moderada a localmente forte no litoral Norte e Centro, estendendo-se também a regiões do interior.</figcaption></figure><p>A chuva poderá apresentar-se <strong>moderada a localmente forte</strong>, sobretudo no litoral Norte e Centro. Com o avanço da frente atlântica, a precipitação poderá alcançar várias regiões do interior e, eventualmente, alguns setores do Sul. A influência desta frente poderá prolongar-se por <strong>quinta-feira, dia 27</strong>, fazendo destes dois dias um dos períodos potencialmente mais chuvosos desta segunda metade de agosto.</p><h2>Madrugadas frescas e calor extremo afastado</h2><p>A mudança não deverá limitar-se à precipitação. A circulação atlântica favorecerá também um ambiente consideravelmente mais fresco.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-tempestades-apontam-para-portugal-o-padrao-nao-consolida-se-nos-ultimos-6-dias-de-agosto-1787142160949.jpg" data-image="akhdwmkxb5f3" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>A instabilidade será acompanhada por madrugadas frescas, com temperaturas relativamente baixas para o final de agosto em grande parte do território continental.</figcaption></figure><p>As <strong>madrugadas poderão apresentar temperaturas relativamente baixas para a época</strong>, seguindo-se uma recuperação térmica durante as horas de maior insolação. Ainda assim, não se antevê, neste cenário, um regresso aos extremos de calor que Portugal registou anteriormente.</p><h2>E até dia 31?</h2><p>A NAO- permanece como o regime mais provável até <strong>30 de agosto</strong>, porém, no dia 31 deixa de existir um regime claramente dominante.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784489" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-as-temperaturas-baixam-novamente-em-portugal-continental-nestes-2-distritos-a-queda-sera-de-4-c.html" title="Amanhã as temperaturas baixam novamente em Portugal continental: nestes 2 distritos a queda será de 4 ºC">Amanhã as temperaturas baixam novamente em Portugal continental: nestes 2 distritos a queda será de 4 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-as-temperaturas-baixam-novamente-em-portugal-continental-nestes-2-distritos-a-queda-sera-de-4-c.html" title="Amanhã as temperaturas baixam novamente em Portugal continental: nestes 2 distritos a queda será de 4 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-as-temperaturas-baixam-novamente-em-portugal-continental-nestes-2-distritos-a-queda-sera-de-4-c-1787138647439_320.jpg" alt="Amanhã as temperaturas baixam novamente em Portugal continental: nestes 2 distritos a queda será de 4 ºC"></a></article></aside><p>Importa salientar que entramos aqui no <strong>médio e longo prazo</strong>, onde aumenta substancialmente a incerteza quanto à trajetória, intensidade e momento de chegada das depressões. Ainda assim, o sinal de fundo é relevante, a instabilidade<strong> Atlântica poderá finalmente ganhar espaço sobre Portugal nos últimos dias de agosto</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/as-depressoes-apontam-para-portugal-o-padrao-nao-consolida-se-nos-ultimos-6-dias-de-agosto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Amanhã as temperaturas baixam novamente em Portugal continental: nestes 2 distritos a queda será de 4 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-as-temperaturas-baixam-novamente-em-portugal-continental-nestes-2-distritos-a-queda-sera-de-4-c.html</link><pubDate>Wed, 19 Aug 2026 11:33:05 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Para amanhã, quinta-feira 20 de agosto, prevê-se uma nova descida das temperaturas, quase generalizada em Portugal continental. Embora não tão acentuada como a que ocorreu hoje, há zonas onde é expectável que as máximas baixem 4 ºC.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaz1d7e"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaz1d7e.jpg" id="xaz1d7e"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nesta quarta-feira, 19 de agosto, já é notável o brusco arrefecimento do estado do tempo em quase todo o território de Portugal continental face ao calor intenso do dia de ontem (18), embora em vastas zonas do interior ainda estejam previstas temperaturas máximas iguais ou superiores a 30 ºC, pelo que <strong>o dia de hoje é essencialmente uma jornada de transição</strong>. Mesmo assim, nas Regiões Norte e Centro a descida das temperaturas revelar-se-á particularmente acentuada.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Entretanto, durante as próximas horas a massa de ar mais fresco associada à depressão isolada em altitude que está agora a atravessar a Península Ibérica instalar-se-á de forma gradual sobre a geografia portuguesa, <strong>contribuindo para uma nova descida das temperaturas quase generalizada entre hoje e amanhã, embora não tão acentuada</strong> como a que ocorreu de ontem (18) para hoje (19).</p><p>De seguida, esta variação térmica será analisada ao detalhe para todas as capitais distritais de Portugal continental, <strong>incluindo as 2 onde a queda das máximas será mais pronunciada</strong>.</p><h2>Uma massa de ar mais fresco provocará uma nova descida das temperaturas, que será ligeira a moderada</h2><p>Para amanhã - quinta-feira, 20 de agosto - o mapa de anomalia das temperaturas é bastante contundente, com <strong>as cores azul e/ou roxo a espalharem-se pela nossa geografia devido à progressão e consolidação da massa de ar mais fresco</strong> que já trouxe o alívio térmico substancial sentido esta quarta-feira (19).</p><p>De acordo com as projeções do ECMWF, modelo de maior confiança da Meteored, a descida será particularmente pronunciada em <strong>dois distritos, onde as temperaturas máximas ficarão até 4 ºC abaixo dos valores registados hoje</strong>, quarta-feira (19).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-as-temperaturas-baixam-novamente-em-portugal-continental-nestes-2-distritos-a-queda-sera-de-4-c-1787138585670.jpg" data-image="ebyduwxy51k5"><figcaption>Este mapa da anomalia de temperatura de quinta-feira (21) indica quase todo o país "manchado" por tons azuis, sugerindo um registo de temperaturas geralmente inferiores ao habitual.</figcaption></figure><p>Como se pode observar na tabela abaixo, que compara as temperaturas máximas previstas para hoje e amanhã, dias 19 e 20 de agosto nas capitais de distrito de Portugal continental, <strong>haverá exceções em algumas zonas do país</strong>, incluindo a capital Lisboa e algumas outras capitais de distrito do Centro/Sul.</p><p>Ao deitarmos um olhar pela tabela constata-se imediatamente que <strong>Bragança e Guarda</strong>, capitais distritais do Nordeste Transmontano e da Beira Alta, respetivamente, e situadas no interior Norte e Centro, serão as duas cidades do país onde se<strong> prevê uma descida mais pronunciada dos valores de temperatura máxima entre hoje e amanhã, baixando 4 ºC entre um dia e outro</strong>.</p><p>No resto das cidades nas quais também se espera uma descida das temperaturas essa variação será menor, entre 1 e 3 ºC.</p><table><thead><tr><th>Capital de Distrito</th><th>Temperatura Máxima Quarta-feira, 19 de agosto</th><th>Temperatura Máxima Quinta-feira, 20 de agosto</th></tr></thead><tbody><tr><td>Bragança</td><td>32 ºC</td><td>28 ºC</td></tr><tr><td>Guarda</td><td>28 ºC</td><td>24 ºC</td></tr><tr><td>Vila Real</td><td>30 ºC</td><td>27 ºC</td></tr><tr><td>Viseu</td><td>29 ºC</td><td>27 ºC</td></tr><tr><td>Viana do Castelo</td><td>22 ºC</td><td>20 ºC</td></tr><tr><td>Braga</td><td>28 ºC</td><td>26 ºC</td></tr><tr><td>Porto</td><td>25 ºC</td><td>23 ºC</td></tr><tr><td>Aveiro</td><td>25 ºC</td><td>22 ºC</td></tr><tr><td>Coimbra</td><td>29 ºC</td><td>26 ºC</td></tr><tr><td>Castelo Branco</td><td>32 ºC</td><td>29 ºC</td></tr><tr><td>Leiria</td><td>28 ºC</td><td>25 ºC</td></tr><tr><td>Santarém</td><td>30 ºC</td><td>28 ºC</td></tr><tr><td>Lisboa</td><td>29 ºC</td><td>29 ºC</td></tr><tr><td>Setúbal</td><td>23 ºC</td><td>26 ºC</td></tr><tr><td>Portalegre</td><td>30 ºC</td><td>27 ºC</td></tr><tr><td>Évora</td><td>31 ºC</td><td>29 ºC</td></tr><tr><td>Beja</td><td>31 ºC</td><td>29 ºC</td></tr><tr><td>Faro</td><td>25 ºC</td><td>27 ºC</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Fonte: Mapas da Meteored</td></tr></tbody></table><p>Outro facto que salta imediatamente à vista é que <strong>já não haverá nenhuma capital distrital onde se registem temperaturas máximas iguais ou superiores a 30 ºC no dia de amanhã - quinta-feira, 20 de agosto</strong>, o que reforça a previsão da descida das temperaturas, ainda que ligeira.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784378" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/dois-arquipelagos-dois-cenarios-o-que-esperar-do-tempo-nos-acores-e-na-madeira-ate-domingo-23-de-agosto.html" title="Dois arquipélagos, dois cenários: o que esperar do tempo nos Açores e na Madeira até domingo, 23 de agosto?">Dois arquipélagos, dois cenários: o que esperar do tempo nos Açores e na Madeira até domingo, 23 de agosto?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/dois-arquipelagos-dois-cenarios-o-que-esperar-do-tempo-nos-acores-e-na-madeira-ate-domingo-23-de-agosto.html" title="Dois arquipélagos, dois cenários: o que esperar do tempo nos Açores e na Madeira até domingo, 23 de agosto?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/dois-arquipelagos-dois-cenarios-o-que-reservam-os-proximos-dias-para-os-acores-e-a-madeira-ate-domingo-1787069792664_320.jpg" alt="Dois arquipélagos, dois cenários: o que esperar do tempo nos Açores e na Madeira até domingo, 23 de agosto?"></a></article></aside><p>Por fim, há um outro aspeto que se realça ao compararmos a variação térmica dos valores das máximas:<strong> há 3 cidades entre o total de 18 capitais de distrito que se evidenciam por constituir exceções à tendência dominante</strong>. Lisboa mantém a máxima de 29 ºC entre quarta (19) e quinta-feira (20), enquanto Faro e Setúbal deverão registar subidas de 2 e 3 ºC, respetivamente.</p><h2>Um alívio térmico que poderá ser persistente</h2><p>Após um período de curta duração marcado pela persistência de temperaturas elevadas ou muito elevadas e que levou à emissão de avisos amarelo e laranja de tempo quente por parte do IPMA para diversas regiões do país, as últimas saídas dos modelos meteorológicas continuam a indicar que <strong>este alívio térmico poderá prolongar-se, com as temperaturas a manterem valores inferiores ou próximos à média de referência durante alguns dias</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-as-temperaturas-baixam-novamente-em-portugal-continental-nestes-2-distritos-a-queda-sera-de-4-c-1787138875337.jpg" data-image="qpnqp3locgjs"><figcaption>O alívio térmico poderá prolongar-se pelo menos até ao fim de semana. Para este sábado, 22 de agosto, o contraste térmico entre as regiões situadas a norte e a sul do sistema montanhoso Montejunto-Estrela poderá ser bastante notável, com algumas zonas do extremo norte do país a registarem temperaturas máximas de somente 14 a 16 ºC.</figcaption></figure><p>Caso as previsões atualmente disponíveis nos mapas de referência da Meteored se mantenham,<strong> a partir de sexta-feira, 21 de agosto, prevê-se o estabelecimento de um vale depressionário a oeste de Portugal continental</strong>, o que contribuirá para a manutenção de temperaturas bastante comedidas, especialmente na faixa costeira ocidental e nas Regiões Norte e Centro.</p><p>A intensidade e a duração deste período mais fresco ainda estarão dependentes da evolução da situação atmosférica nos próximos dias, contudo, tudo indica a continuidade de um<strong> cenário térmico bem mais ameno</strong> face ao calor intenso sentido no início da presente semana.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-as-temperaturas-baixam-novamente-em-portugal-continental-nestes-2-distritos-a-queda-sera-de-4-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nevoeiro matinal no litoral norte: o que muda nas hortas de Viana do Castelo ao Porto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nevoeiro-matinal-no-litoral-norte-o-que-muda-nas-hortas-de-viana-do-castelo-ao-porto.html</link><pubDate>Wed, 19 Aug 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Enquanto no interior o sol nasce a bater com força, aqui as manhãs são de neblina cerrada. Isso muda a rega, adianta as doenças e explica porque há tomates que teimam em não amadurecer.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nevoeiro-matinal-no-litoral-norte-o-que-muda-nas-hortas-de-viana-do-castelo-ao-porto-1786982336030.png" data-image="hg4jfhp2fowe"><figcaption>Nas manhãs assim, as folhas ficam molhadas durante horas e a planta recebe muito menos luz.</figcaption></figure><p><strong>Quem tem horta entre Viana do Castelo e o Porto conhece bem o cenário</strong>. Sai de casa às oito da manhã em pleno agosto e não se vê o fundo do quintal. Por volta das onze, o nevoeiro levanta e fica um dia de sol como outro qualquer.</p><p>O que muita gente não faz é ligar essas três horas de neblina àquilo que se passa nas plantas. E, no entanto,<strong> é aí que está a explicação para metade dos problemas da horta no litoral norte</strong>, e também para algumas vantagens que o interior não tem.</p><h2>Porque é que o nevoeiro se instala aqui e não a trinta quilómetros</h2><p>No verão, a nortada empurra a água superficial da costa para o largo e faz subir água fria das profundidades. <strong>O ar que vem do Atlântico é quente e húmido, e quando passa por cima dessa água fria arrefece, condensa e transforma-se em nevoeiro</strong>. Depois entra por terra dentro, tantas vezes até Vila do Conde ou Esposende, mas raramente muito mais.</p><div class="texto-destacado"><strong>Nevoeiro de advecção </strong>- Forma-se quando uma massa de ar húmido se desloca sobre uma superfície mais fria e arrefece até condensar. É o nevoeiro típico da costa portuguesa no verão, ao contrário do nevoeiro de inverno, que se forma nos vales durante noites frias e sem vento.</div><p>É por isso que a poucos quilómetros para o interior o cenário é completamente diferente. A mesma manhã que aqui é de neblina, ali é de sol aberto desde cedo.</p><h2>O que isto muda, cultura a cultura</h2><p>Três horas sem sol direto por dia são muitas horas ao longo de um mês. As plantas recebem menos luz para trabalhar, o que atrasa o amadurecimento, e ficam com as folhas molhadas durante muito tempo, o que abre a porta às doenças. <strong>Na tabela abaixo</strong> encontra algumas informações sobre como algumas das culturas hortícolas reagem ao nevoeiro.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Cultura</p></th><th scope="col"><p>Como reage ao nevoeiro</p></th><th scope="col"><p>O que fazer</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Tomate</p></td><td><p>Amadurece mais tarde e apanha míldio facilmente</p></td><td><p>Desfolhar a base e nunca molhar as folhas</p></td></tr><tr><td><p>Melão e melancia</p></td><td><p>Menos sol significa menos açúcar e ciclo mais longo</p></td><td><p>Escolher variedades precoces ou zona abrigada</p></td></tr><tr><td><p>Alface e couves</p></td><td><p>Beneficiam do ar fresco e húmido</p></td><td><p>Aproveitar e semear mais cedo do que no interior</p></td></tr><tr><td><p>Feijão-verde</p></td><td><p>Ferrugem e oídio com a folha sempre molhada</p></td><td><p>Espaçar as plantas e conduzir na vertical</p></td></tr><tr><td><p>Alecrim e tomilho</p></td><td><p>Sofrem com humidade constante na folha</p></td><td><p>Solo bem drenado e vaso levantado do chão</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Como reagem algumas culturas da horta ao nevoeiro. Fonte: elaboração própria.</td></tr></tbody></table><h2>O erro mais comum é regar como se houvesse sol o dia todo</h2><p>Uma planta perde água pelas folhas em função do sol, da temperatura e do vento. Numa manhã de nevoeiro, com o ar saturado de humidade,<strong> essa perda é muito menor do que numa manhã de sol</strong>. Ou seja, a horta do litoral gasta bastante menos água do que a do interior, mesmo estando as duas em agosto.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783706" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-revitalizar-plantas-stressadas-pelo-calor-extremo-um-guia-para-salvar-o-seu-jardim-no-verao.html" title="Como revitalizar plantas stressadas pelo calor extremo: um guia para salvar o seu jardim no verão">Como revitalizar plantas stressadas pelo calor extremo: um guia para salvar o seu jardim no verão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-revitalizar-plantas-stressadas-pelo-calor-extremo-um-guia-para-salvar-o-seu-jardim-no-verao.html" title="Como revitalizar plantas stressadas pelo calor extremo: um guia para salvar o seu jardim no verão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-recuperar-plantas-con-estres-por-calor-guia-para-salvar-tu-jardin-en-verano-1784810550858_320.jpeg" alt="Como revitalizar plantas stressadas pelo calor extremo: um guia para salvar o seu jardim no verão"></a></article></aside><p>Regar a mesma quantidade nos dois sítios é dar água a mais aqui, e água a mais em solo já húmido é convite a doenças de raiz.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O nevoeiro molha as folhas, mas praticamente não molha a terra. Deixa a planta encharcada por fora e o solo tão seco como estava.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Esta é a parte que engana. Ao ver tudo molhado de manhã, muita gente conclui que não precisa de regar. A humidade que fica nas folhas é mínima em termos de água no solo e não chega às raízes. <strong>O que interessa é meter o dedo na terra, dois ou três centímetros, e decidir a partir daí</strong>.</p><h2>As regras que mudam tudo no litoral</h2><p>Como as folhas já passam a manhã molhadas, o objetivo é não acrescentar mais horas de humidade. <strong>Regue de manhã, depois do nevoeiro levantar, e sempre no chão, nunca por cima da planta</strong>. A rega ao fim da tarde, que no interior funciona bem, aqui prolonga a folha molhada pela noite dentro e é o pior que se pode fazer.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nevoeiro-matinal-no-litoral-norte-o-que-muda-nas-hortas-de-viana-do-castelo-ao-porto-1786982298654.png" data-image="dxu1jst35fil"><figcaption> O nevoeiro dissipa-se ao meio da manhã e o dia acaba por ser de sol aberto. </figcaption></figure><p>Depois, <strong>dê espaço às plantas</strong>. Um tomateiro apertado contra outro não seca nunca. Mais distância entre plantas, condução na vertical e a base do tomateiro desfolhada até aos trinta centímetros fazem mais pela sanidade da horta do que qualquer tratamento.</p><p>E há a vantagem, que existe e é grande. <strong>As máximas no litoral são bem mais suaves do que no interior, e isso permite semear folhosas de outono mais cedo</strong>, sem o problema do calor que trava a germinação em Bragança ou no Alentejo. Alfaces, couves e espinafres agradecem estas manhãs.</p><p>Um último pormenor, <strong>para quem tem aromáticas: colha sempre depois do nevoeiro levantar e das folhas secarem</strong>. Planta molhada não guarda bem, apodrece no frigorífico e perde aroma. Aqui, isso significa esperar pelo meio da manhã, e não colher ao nascer do sol como se recomenda noutras zonas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nevoeiro-matinal-no-litoral-norte-o-que-muda-nas-hortas-de-viana-do-castelo-ao-porto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Dois arquipélagos, dois cenários: o que esperar do tempo nos Açores e na Madeira até domingo, 23 de agosto?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/dois-arquipelagos-dois-cenarios-o-que-esperar-do-tempo-nos-acores-e-na-madeira-ate-domingo-23-de-agosto.html</link><pubDate>Wed, 19 Aug 2026 06:09:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Açores e Madeira terão uma semana marcada por cenários distintos. Até domingo, o ECMWF prevê maior variabilidade nos Açores, enquanto na Madeira predominará um cenário mais estável e quente.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xayt69a"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xayt69a.jpg" id="xayt69a"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os dois arquipélagos portugueses deverão apresentar <strong>condições meteorológicas distintas ao longo dos próximos dias</strong>, segundo as previsões do modelo europeu (ECMWF). Entre esta quarta-feira, 19 de agosto, e domingo, dia 23, os Açores deverão ficar sujeitos a maior variabilidade, enquanto na Madeira o tempo tenderá a apresentar maior estabilidade.</p><p>Apesar das diferenças, as temperaturas deverão permanecer relativamente elevadas para a época em ambos os arquipélagos, com valores que poderão aproximar-se ou mesmo superar localmente os <strong>27 ºC a 28 ºC</strong> durante as tardes.</p><h2>Açores começam com temperaturas elevadas, mas a chuva poderá aparecer</h2><p>Esta quarta-feira, o arquipélago dos Açores deverá apresentar um ambiente relativamente quente. De acordo com o ECMWF, durante a tarde são previstos valores próximos dos <strong>28 ºC na Horta</strong>, cerca de <strong>27 ºC em Ponta Delgada</strong> e aproximadamente <strong>26 ºC em Angra do Heroísmo</strong>.</p><p>A distribuição do vento e das isóbaras mostra o arquipélago inserido numa circulação relativamente pouco perturbada nesta fase. Contudo, tratando-se dos Açores, a influência atlântica continuará a favorecer alguma variabilidade do estado do tempo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dois-arquipelagos-dois-cenarios-o-que-reservam-os-proximos-dias-para-os-acores-e-a-madeira-ate-domingo-1787069703525.jpg" data-image="rfh722pdwczi" alt="Temperaturas poderão aproximar-se dos 28 ºC nos Açores esta quarta-feira" title="Temperaturas poderão aproximar-se dos 28 ºC nos Açores esta quarta-feira"><figcaption>O modelo europeu prevê uma tarde relativamente quente no arquipélago, com valores próximos dos 28 ºC na Horta e dos 27 ºC em Ponta Delgada.</figcaption></figure><p>Ao longo dos dias seguintes, as temperaturas deverão sofrer poucas alterações significativas. Na sexta-feira, dia 21, o ECMWF continua a projetar máximas na ordem dos <strong>26 ºC a 27 ºC</strong> nas principais localidades representadas pelo modelo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784318" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-grande-ondulacao-do-jato-polar-provocara-uma-mudanca-radical-do-tempo-em-portugal-a-partir-de-quinta-feira.html" title="Uma grande ondulação do jato polar provocará uma mudança radical do tempo em Portugal a partir de quinta-feira">Uma grande ondulação do jato polar provocará uma mudança radical do tempo em Portugal a partir de quinta-feira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-grande-ondulacao-do-jato-polar-provocara-uma-mudanca-radical-do-tempo-em-portugal-a-partir-de-quinta-feira.html" title="Uma grande ondulação do jato polar provocará uma mudança radical do tempo em Portugal a partir de quinta-feira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uma-grande-ondulacao-do-jato-polar-provocara-uma-mudanca-radical-do-tempo-em-portugal-a-partir-de-quinta-feira-1787049182818_320.jpg" alt="Uma grande ondulação do jato polar provocará uma mudança radical do tempo em Portugal a partir de quinta-feira"></a></article></aside><p>No entanto, será sobretudo a evolução da precipitação que deverá merecer atenção. A previsão aponta para a passagem de áreas de precipitação pelas proximidades do arquipélago, podendo atingir algumas ilhas de forma irregular.</p><h2>Sexta-feira poderá trazer maior instabilidade a algumas ilhas açorianas</h2><p>Na sexta-feira, o modelo europeu projeta uma área de precipitação a atravessar sobretudo a região dos <strong>grupos Ocidental e Central</strong>, embora a distribuição seja bastante irregular.</p><p>As ilhas do Grupo Oriental aparecem, nesta fase da previsão, menos expostas à precipitação mais significativa. Ainda assim, a natureza muito localizada dos aguaceiros e a evolução das estruturas atlânticas aconselham alguma prudência na interpretação dos pormenores a vários dias de distância.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dois-arquipelagos-dois-cenarios-o-que-reservam-os-proximos-dias-para-os-acores-e-a-madeira-ate-domingo-1787069792664.jpg" data-image="bhf9oq2ak3hd" alt="Chuva poderá atingir partes dos Açores na sexta-feira" title="Chuva poderá atingir partes dos Açores na sexta-feira"><figcaption>O ECMWF projeta áreas de precipitação nas proximidades do arquipélago, com maior incidência prevista em setores dos grupos Ocidental e Central.</figcaption></figure><p>Para domingo, dia 23, o cenário apresentado pelo ECMWF torna-se novamente menos chuvoso sobre grande parte do arquipélago. Às primeiras horas da tarde, as principais áreas de precipitação aparecem essencialmente afastadas das ilhas, embora permaneçam alguns núcleos dispersos nas proximidades.</p><p>As temperaturas também deverão continuar bastante agradáveis. O modelo aponta para valores próximos dos <strong>25 ºC a 27 ºC</strong>, sem uma alteração térmica particularmente expressiva relativamente ao início do período.</p><h2>Madeira: estabilidade domina e termómetros poderão chegar aos 28 ºC</h2><p>Na Madeira, o cenário previsto é diferente. O arquipélago deverá permanecer sob condições globalmente mais estáveis durante grande parte do período, com temperaturas amenas a quentes e reduzida expressão da precipitação.</p><p>Esta quarta-feira, durante a tarde, são previstos cerca de <strong>27 ºC na Calheta</strong>, enquanto Funchal, Machico e Porto Moniz deverão apresentar valores aproximadamente entre <strong>23 ºC e 24 ºC</strong>.</p><p>A sexta-feira poderá trazer uma ligeira subida em algumas zonas. O ECMWF projeta novamente <strong>27 ºC na Calheta</strong>, cerca de <strong>26 ºC no Funchal</strong> e valores próximos dos <strong>22 ºC a 24 ºC</strong> em vários pontos do norte e leste da ilha.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dois-arquipelagos-dois-cenarios-o-que-reservam-os-proximos-dias-para-os-acores-e-a-madeira-ate-domingo-1787069855214.jpg" data-image="itfa5lc6g9ol" alt="Temperaturas mantêm-se elevadas na Madeira no final da semana" title="Temperaturas mantêm-se elevadas na Madeira no final da semana"><figcaption>Na sexta-feira, o ECMWF prevê valores próximos dos 27 ºC na costa sudoeste e cerca de 26 ºC no Funchal, com temperaturas mais baixas no norte da ilha.</figcaption></figure><p>A precipitação deverá ter, em geral, pouca expressão. Ainda assim, os mapas mostram a possibilidade de <strong>chuva fraca e muito localizada</strong>, particularmente sobre zonas da ilha da Madeira, sem indicação neste cenário de precipitação generalizada ou persistente.</p><h2>Domingo poderá ser o dia mais quente na Madeira</h2><p>A subida da temperatura poderá tornar-se mais evidente no domingo, sobretudo em setores da costa sul e sudoeste da Madeira.</p><p>Para a tarde de dia 23, o ECMWF projeta cerca de <strong>28 ºC na Calheta</strong>, enquanto Porto Moniz e Machico poderão rondar os <strong>24 ºC</strong>. No Funchal, o modelo apresenta igualmente valores na casa dos 24 ºC neste momento da previsão.</p><p>Esta distribuição evidencia também os habituais contrastes térmicos associados ao relevo muito acentuado da ilha, com diferenças entre vertentes e zonas costeiras.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dois-arquipelagos-dois-cenarios-o-que-reservam-os-proximos-dias-para-os-acores-e-a-madeira-ate-domingo-1787069902277.jpg" data-image="r38e9ac1yu58" alt="Termómetros poderão atingir os 28 ºC na Madeira no domingo" title="Termómetros poderão atingir os 28 ºC na Madeira no domingo"><figcaption>O ECMWF projeta uma tarde quente em partes da Madeira, com valores próximos dos 28 ºC na costa sudoeste e temperaturas geralmente superiores a 20 ºC no restante território.</figcaption></figure><p> Assim, até domingo, <strong>os Açores deverão apresentar o cenário meteorológico mais variável</strong>, com possibilidade de períodos de precipitação intercalados com fases mais secas. Na Madeira, pelo contrário, deverá predominar um ambiente mais estável, com pouca precipitação e temperaturas relativamente elevadas, particularmente no final da semana. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/dois-arquipelagos-dois-cenarios-o-que-esperar-do-tempo-nos-acores-e-na-madeira-ate-domingo-23-de-agosto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Qual é o limite máximo para a previsão do tempo? A ciência revela o número exato de dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/qual-e-o-limite-maximo-para-a-previsao-do-tempo-a-ciencia-revela-o-numero-exato-de-dias.html</link><pubDate>Wed, 19 Aug 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Nem 14 dias, nem 1 mês. Um novo estudo calculou o limite teórico para qualquer previsão do tempo e explicou porque é que ela não pode ir além disso.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cual-es-el-limite-maximo-de-la-prediccion-del-tiempo-la-ciencia-revela-el-numero-exacto-de-dias-1786964305035.jpg" data-image="we1y1a1jbste"><figcaption>Hoje, a previsão meteorológica mais confiável é de 3 a 5 dias.</figcaption></figure><p>Hoje em dia, o <strong>limite para uma previsão do tempo é de 14 dias</strong>. Depois disso, a confiança nos modelos de previsão diminui devido ao que é popularmente conhecido como efeito borboleta.</p><p>O <strong>sistema atmosférico é tão caótico </strong>que um pequeno erro no registo do seu estado inicial (temperatura, humidade, pressão, etc.) pode ser amplificado nos modelos, levando a um resultado inútil.</p><div class="texto-destacado"><strong>O que é o efeito borboleta?</strong><br>É um conceito da teoria do caos que explica como uma pequena ação inicial pode causar uma mudança enorme e distinta ao longo do tempo.</div><p>Mas e<strong> se a tecnologia fosse precisa</strong> o suficiente para registar variáveis atmosféricas sem erros? <strong>Qual seria o horizonte máximo de previsão do tempo?</strong> Um novo estudo, conduzido por uma equipa internacional de cientistas, chegou à resposta: <strong>129 dias</strong>.</p><h2>O limite absoluto para prever o tempo</h2><p>Historicamente, a utilidade diária das previsões tem aumentado progressivamente a uma taxa de aproximadamente um dia adicional de previsibilidade por década. <strong>Atualmente, atinge 14 dias, devido às limitações humanas na observação, nos modelos computacionais e na recolha de dados</strong> de satélites e estações meteorológicas.</p><p>No entanto, o <strong>estudo </strong>liderado por Wei Zhang, cientista climático da Universidade de Miami e do Instituto Cooperativo de Estudos Marinhos e Atmosféricos (CIMAS) da NOAA, adotou uma abordagem diferente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cual-es-el-limite-maximo-de-la-prediccion-del-tiempo-la-ciencia-revela-el-numero-exacto-de-dias-1786964389700.jpg" data-image="lr1voxcx2n3n"><figcaption>Novo estudo amplia o período de tempo em que uma previsão do tempo é confiável.</figcaption></figure><p>Em vez de se concentrar nas limitações atuais da captura do estado inicial da atmosfera, ele decidiu concentrar-se em determinar o que aconteceria se esses <strong>dados</strong>, juntamente com as<strong> leis físicas </strong>que os regem e todas as<strong> futuras condições de contorno em grande escala</strong>, fossem conhecidos com precisão. Ainda haveria um limite para a previsão?</p><p>Os resultados deste exercício demonstraram que, mesmo com conhecimento perfeito de todas as variáveis,<strong> haveria um limite intransponível causado pelo ciclo energético atmosférico</strong>. Este ciclo determina o tempo que a radiação solar — que, em última análise, alimenta todos os padrões climáticos — leva para interagir com cada molécula do planeta.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="698944" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ecmwf-lanca-o-primeiro-modelo-operacional-baseado-em-ia-e-revoluciona-a-previsao-do-tempo.html" title="ECMWF lança o primeiro modelo operacional baseado em IA e revoluciona a previsão do tempo">ECMWF lança o primeiro modelo operacional baseado em IA e revoluciona a previsão do tempo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ecmwf-lanca-o-primeiro-modelo-operacional-baseado-em-ia-e-revoluciona-a-previsao-do-tempo.html" title="ECMWF lança o primeiro modelo operacional baseado em IA e revoluciona a previsão do tempo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ecmwf-lanca-o-primeiro-modelo-operacional-baseado-em-ia-e-revoluciona-a-previsao-do-tempo-1740531996537_320.jpg" alt="ECMWF lança o primeiro modelo operacional baseado em IA e revoluciona a previsão do tempo"></a></article></aside><p>Quando isto ocorre, a incerteza associada à fase desconhecida dos fótões incidentes apaga qualquer vestígio do estado inicial, tornando qualquer previsão futura fisicamente impossível. De acordo com o artigo publicado na revista <em>Advances in Atmospheric Sciences</em>,<strong> o limite antes que isso torne a previsão inútil é de 129 dias, com uma margem de erro aproximada de uma semana</strong>.</p><h2>Um objetivo até onde a tecnologia apontar</h2><p>Através de cálculos baseados nesse ciclo de energia e na termodinâmica do sistema terrestre, os investigadores conseguiram detetar que 129 dias é o tempo necessário para que esse<strong> processo cósmico "reinicie" a memória da atmosfera</strong>.</p><p>Assim, argumentam que,<strong> superando todas as barreiras tecnológicas atuais</strong>, o tempo máximo em que se poderia obter uma previsão precisa aumentaria em 57 dias, mais um período de igual duração, mas com uma precisão ligeiramente inferior à das previsões atuais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cual-es-el-limite-maximo-de-la-prediccion-del-tiempo-la-ciencia-revela-el-numero-exacto-de-dias-1786965702378.jpg" data-image="ow2d65zunc2d"><figcaption>Sem limitações tecnológicas, a previsão do tempo mais confiável seria de 5 a 62 dias.</figcaption></figure><p>Segundo um comunicado divulgado pelos investigadores, isso significa que, em condições ideais, <strong>a precisão da previsão de 5 dias (a mais confiável) poderia</strong>, teoricamente, <strong>ser estendida para aproximadamente 62 dias</strong>.</p><p>Conhecer este número revela um potencial significativo ainda não explorado para aprimorar a previsão do tempo. Portanto, serve como referência, justificativa e guia para que as nações decidam se devem investir no desenvolvimento contínuo de supercomputadores e tecnologias de observação global.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Zhang%2C%20W.%2C%20Toth%2C%20Z.%2C%20Zhou%2C%20F.%20et%20al." data-year="2026" data-title="A%20New%20Approach%20to%20Estimating%20the%20Limit%20of%20Predictability" data-url="https%3A%2F%2Flink.springer.com%2Farticle%2F10.1007%2Fs00376-026-5621-8">Zhang, W., Toth, Z., Zhou, F. et al.. (2026). <a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s00376-026-5621-8" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A New Approach to Estimating the Limit of Predictability</a>.</cite><br><cite data-author="Institute%20of%20Atmospheric%20Physics%2C%20Chinese%20Academy%20of%20Sciences" data-year="2026" data-title="Weather%20prediction%20hits%20a%20129-day%20ceiling" data-url="https%3A%2F%2Fwww.eurekalert.org%2Fnews-releases%2F1139324">Institute of Atmospheric Physics, Chinese Academy of Sciences. (2026). <a href="https://www.eurekalert.org/news-releases/1139324" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Weather prediction hits a 129-day ceiling</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/qual-e-o-limite-maximo-para-a-previsao-do-tempo-a-ciencia-revela-o-numero-exato-de-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Galileu Galilei: "Mede o que for mensurável e torna mensurável o que não o for"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/galileu-galilei-mede-o-que-for-mensuravel-e-torna-mensuravel-o-que-nao-o-for.html</link><pubDate>Tue, 18 Aug 2026 17:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Muito antes de existirem os termómetros modernos, o génio italiano inventou o termoscópio, um instrumento revolucionário para a sua época que abriu caminho para tornar a temperatura uma grandeza mensurável e transformou a observação do tempo atmosférico.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/galileo-galilei-mide-lo-que-sea-medible-y-haz-medible-lo-que-no-lo-sea-1787006456564.jpg" data-image="op127p21znzy"><figcaption>O italiano Galileu Galilei, astrónomo, engenheiro, matemático e físico, é considerado o pai da ciência moderna.</figcaption></figure><p><strong>No final do século XVI, falar de temperatura não significava o mesmo que hoje. O calor e o frio eram considerados qualidades dos corpos, mas não existia uma escala universal</strong> que permitisse dizer que uma divisão estava a 20 graus ou que um dia era dez graus mais quente do que outro. Ou seja, não havia termómetros tal como os conhecemos hoje.</p><p>Foi nesse contexto que, por volta de 1592, o célebre homem do Renascimento Galileu Galilei (1564-1642) <strong>desenvolveu um instrumento conhecido como termoscópio</strong>.</p><h2>O que era o termoscópio?</h2><p>O aparelho era extraordinariamente simples. Consistia numa<strong> pequena ampola ou recipiente de vidro, aproximadamente do tamanho de um ovo, com um gargalo longo e estreito</strong>. A ampola era aquecida com as mãos e, em seguida, colocada de cabeça para baixo num recipiente que continha água.</p><p>Quando o ar no interior arrefecia, o seu volume alterava-se e a água começava a subir pelo gargalo de vidro. <strong>Se o ar voltasse a aquecer, ocorria o fenómeno contrário</strong>: a água descia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/galileo-galilei-mide-lo-que-sea-medible-y-haz-medible-lo-que-no-lo-sea-1787050125283.png" data-image="dmb377dxpf7f"><figcaption>Um termoscópio como o concebido por Galileu, conservado no Museu das Artes e ofícios (Musée des Arts et Métiers) de Paris.</figcaption></figure><p>Galileu tinha assim encontrado uma<strong> forma de tornar visível uma variação de temperatura</strong>. A experiência ainda não fornecia uma temperatura expressa em graus, mas este passo revelou-se fundamental. A temperatura, que <strong>até então era uma sensação</strong> — "está frio", "está calor" —, começava a tornar-se algo que podia ser observado através de um instrumento.</p><p>Era exatamente <strong>o espírito que resume a famosa máxima atribuída a Galileu</strong>: se um fenómeno não pode ser medido diretamente, é preciso encontrar uma forma de o tornar observável e quantificável.</p><h2>Da sensação ao instrumento que permite medir</h2><p>A importância do termoscópio vai muito além do seu aspeto rudimentar. Antes deste simples aparelho, a perceção humana era a principal referência para avaliar o calor. Mas os <strong>nossos sentidos não são instrumentos de medição especialmente fiáveis </strong>— a sensação depende das condições prévias e do próprio observador. Um instrumento, por outro lado, permite comparar.</p><p>É verdade que o termoscópio de Galileu não possuía uma escala padronizada, que<strong> as suas indicações podiam ser afetadas por fatores como a pressão atmosféric</strong>a e que permitia detetar alterações, mas não lhes atribuir uma temperatura numérica universal.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="406881" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/temperatura-e-sensacao-termica-o-que-sao-e-o-que-as-distingue-conforto-bioclimatico.html" title="Temperatura e sensação térmica: o que são e o que as distingue?">Temperatura e sensação térmica: o que são e o que as distingue?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/temperatura-e-sensacao-termica-o-que-sao-e-o-que-as-distingue-conforto-bioclimatico.html" title="Temperatura e sensação térmica: o que são e o que as distingue?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/temperatura-e-sensacao-termica-o-que-sao-conforto-bioclimatico-1648915230274_320.jpg" alt="Temperatura e sensação térmica: o que são e o que as distingue?"></a></article></aside><p>Mas essa mudança de mentalidade foi decisiva para a ciência moderna: já não bastava dizer que algo estava quente; era preciso encontrar uma forma de determinar em que medida a sua temperatura tinha mudado. E é <strong>aí que começa o caminho para a invenção do termómetro moderno</strong>, obra do físico e engenheiro polaco-alemão Daniel Gabriel Fahrenheit, em 1714.</p><h2>Instrumentos para uma nova forma de observar o tempo atmosférico</h2><p>O termoscópio de Galileu foi um dos primeiros passos rumo a uma nova forma de estudar a atmosfera: <strong>medi-la, em vez de se limitar a descrevê-la</strong>.</p><p>Em meados do século XVII, começaram a surgir e a ser aperfeiçoados outros instrumentos capazes de registar diferentes variáveis meteorológicas: o <strong>termómetro</strong> para a temperatura, o <strong>higrómetro</strong> para a humidade ou os <strong>pluviómetros</strong> para a precipitação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/galileo-galilei-mide-lo-que-sea-medible-y-haz-medible-lo-que-no-lo-sea-1787051025776.png" data-image="nnha2f6on6gd"><figcaption>Infografia sobre os instrumentos de medição meteorológica.</figcaption></figure><p>O <strong>barómetro de mercúrio de Evangelista Torricelli</strong>, desenvolvido em 1643, demonstrou ainda que o ar tinha peso e transformou a pressão atmosférica numa outra grandeza passível de observação. A Organização Meteorológica Mundial considera precisamente o desenvolvimento de instrumentos como o termómetro e o barómetro nos séculos XVII e XVIII uma das <strong>bases da abordagem científica à atmosfera</strong>.</p><h2>O nascimento do método atmosférico</h2><p><strong>O passo seguinte foi compreender que uma medição isolada não era suficiente</strong>. Para saber como se comporta a atmosfera, era necessário observá-la de forma contínua, registar os dados e compará-los.</p><p>Em meados do século XVII, surgiram na Europa as primeiras tentativas de criar redes organizadas de observação; <strong>a Organização Meteorológica Mundial situa em 1654 um dos primeiros exemplos, impulsionado por Fernando II de Médici</strong>, que reuniu observações meteorológicas provenientes de diferentes locais.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr"> Galileo Galilei fue uno de los más grandes científicos de la historia, veamos algunos de sus aportes a la astronomía, la física y la matemática, y como siempre algunos datos curiosos. <br><br> Galileo nació el 15 de febrero de 1564 en Pisa, Italia, y murió el 8 de enero de 1642 <a href="https://t.co/sPzJkRPVCz">pic.twitter.com/sPzJkRPVCz</a></p>— Giucp (@giucpv) <a href="https://x.com/giucpv/status/1646846188425969666?ref_src=twsrc%5Etfw">April 14, 2023</a></blockquote></figure><p>Aquela ideia — instrumentos semelhantes, observações sistemáticas e dados comparáveis — acabaria por se tornar <strong>a base do método meteorológico moderno</strong>. Séculos mais tarde, as redes nacionais e internacionais alargariam este princípio até o transformar numa <strong>autêntica ciência da atmosfera</strong>: primeiro através de observações à superfície, depois com balões e radiossondas e, finalmente, com satélites e sistemas de observação global.</p><p>Mas <strong>foi o termoscópio que abriu a porta</strong>. A partir daí, o estado da atmosfera deixou de ser descrito apenas por palavras e passou a ser registado através de observações instrumentais. Isso <strong>permitiu comparar locais, dias e estações</strong>. E, com o tempo, <strong>construir séries de dados</strong>. A meteorologia moderna nasceu precisamente dessa transformação: <strong>observar, medir, registar e comparar</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Agencia%20Estatal%20de%20Meteorolog%C3%ADa" data-year="2009" data-title="F%C3%ADsica%20del%20caos%20en%20la%20predicci%C3%B3n%20meteorol%C3%B3gica%3A%20Perspectiva%20hist%C3%B3rica%20de%20la%20predicci%C3%B3n%20meteorol%C3%B3gica%20antes%20del%20siglo%20XX" data-url="https%3A%2F%2Fwww.aemet.es%2Fdocumentos%2Fes%2Fconocermas%2Frecursos_en_linea%2Fpublicaciones_y_estudios%2Fpublicaciones%2FFisica_del_caos_en_la_predicc_meteo%2F03_Perspectiva_historica_de_la_prediccion_meteorologica_antes_del_siglo_XX.pdf">Agencia Estatal de Meteorología. (2009). <a href="https://www.aemet.es/documentos/es/conocermas/recursos_en_linea/publicaciones_y_estudios/publicaciones/Fisica_del_caos_en_la_predicc_meteo/03_Perspectiva_historica_de_la_prediccion_meteorologica_antes_del_siglo_XX.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Física del caos en la predicción meteorológica: Perspectiva histórica de la predicción meteorológica antes del siglo XX</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/galileu-galilei-mede-o-que-for-mensuravel-e-torna-mensuravel-o-que-nao-o-for.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os gigantes de betão voltam a guardar o futuro: dos cereais à energia renovável]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-gigantes-de-betao-voltam-a-guardar-o-futuro-dos-cereais-a-energia-renovavel.html</link><pubDate>Tue, 18 Aug 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Durante décadas alimentaram um país. Agora, antigos silos agrícolas da Península Ibérica preparam-se para armazenar energia renovável e voltar a desempenhar um papel estratégico.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-gigantes-de-betao-voltam-a-guardar-o-futuro-dos-cereais-a-energia-renovavel-1787059442779.jpg" data-image="xz0jr89vkz3x" alt="Silo de Évora" title="Silo de Évora"><figcaption>O silo de Évora é um dos exemplos mais emblemáticos da rede nacional de armazenamento de cereais construída na segunda metade do século XX. Foto: João Manita/reprodução do Facebook</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Durante décadas, desempenharam uma função essencial <strong>junto às linhas férreas</strong>, nos arredores das cidades e no coração das grandes planícies agrícolas. Enormes depósitos de betão, os <strong>silos de cereais</strong> garantiram a segurança alimentar do país. </p><p>Quando o setor agrícola mudou e os sistemas de armazenamento evoluíram, boa parte deles ficou vazia. Mas<strong> permaneceram</strong><strong> na </strong><strong>paisagem </strong>como testemunhos de um tempo em que Portugal media a abundância em toneladas de trigo.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Hoje, quando a Europa enfrenta um desafio muito diferente, estes gigantes adormecidos podem voltar a ter uma missão. Não para armazenar alimento, mas para guardar energia.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>É essa a proposta do projeto transfronteiriço <strong>THESILO</strong>, que pretende transformar <strong>antigos silos industriais abandonados de Portugal e Espanha</strong> em grandes baterias térmicas capazes de armazenar o excedente produzido pelas energias renováveis. </p><p>A iniciativa surge numa altura em que a capacidade de produzir eletricidade limpa cresce mais rapidamente do que a capacidade de a utilizar, tornando o <strong>armazenamento</strong> um dos maiores <strong>desafios</strong> da <strong>transição</strong> <strong>energética</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-gigantes-de-betao-voltam-a-guardar-o-futuro-dos-cereais-a-energia-renovavel-1787059596694.jpg" data-image="2gpag8ls2q5u" alt="Silo de Portalegre" title="Silo de Portalegre"><figcaption>O silo de Portalegre assegurava o armazenamento e o transporte ferroviário de cereais do Alto Alentejo. Foto: Nuno Morão, Portugal – Estação de Portalegre, 2008, CC BY-SA 2.0, Wikimedia Commons</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>O projeto, liderado pelo Centro Ibérico de Investigação em Armazenamento de Energia (CIIAE), envolve a <strong>Extremadura</strong>, o <strong>Alentejo</strong> e a região <strong>Centro de Portugal</strong> e pretende avaliar o potencial de cerca de <strong>1.050 silos desativados</strong> distribuídos pela euro-região EUROACE. </p><p>Em vez de demolir estas estruturas, a ideia passa por lhes dar uma nova função, aproveitando a sua robustez e localização estratégica para criar uma <strong>solução</strong> de armazenamento <strong>energeticamente eficiente</strong> e ambientalmente sustentável.</p><h2>De armazéns de cereais a baterias térmicas</h2><p>Em regiões com forte produção solar, como a Extremadura ou o Alentejo, há períodos em que a <strong>eletricidade produzida</strong> pelos painéis fotovoltaicos <strong>excede a capacidade da rede elétrica para a absorver.</strong> Em vez de desperdiçar essa energia, o THESILO propõe convertê-la em calor através de resistências de alta eficiência.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="705377" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/soberania-alimentar-de-portugal-governo-lanca-estrategia-cereais-para-fomentar-a-autonomia-alimentar-do-pais.html" title="Soberania alimentar de Portugal. Governo lança Estratégia +CEREAIS para fomentar a autonomia alimentar do país">Soberania alimentar de Portugal. Governo lança Estratégia +CEREAIS para fomentar a autonomia alimentar do país</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/soberania-alimentar-de-portugal-governo-lanca-estrategia-cereais-para-fomentar-a-autonomia-alimentar-do-pais.html" title="Soberania alimentar de Portugal. Governo lança Estratégia +CEREAIS para fomentar a autonomia alimentar do país"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/soberania-alimentar-de-portugal-governo-lanca-estrategia-cereais-1744310497493_320.jpg" alt="Soberania alimentar de Portugal. Governo lança Estratégia +CEREAIS para fomentar a autonomia alimentar do país"></a></article></aside><p>Esse <strong>calor</strong> será depois armazenado no interior dos antigos silos recorrendo a <strong>materiais de baixo custo</strong> e elevada resistência térmica, como resíduos reciclados de pedreiras, subprodutos industriais e materiais provenientes da demolição de edifícios. Quando necessário, essa <strong>energia poderá ser utilizada para abastecer a indústria agroalimentar e outras atividades económicas</strong> das comunidades vizinhas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O primeiro passo será dado em Torremocha, na província espanhola de Cáceres, onde um antigo silo municipal servirá de laboratório em condições reais. Até ao final de 2028, os investigadores irão avaliar não apenas o desempenho técnico da solução, mas também a sua viabilidade económica, ambiental e regulamentar.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Mais do que desenvolver uma nova tecnologia, o projeto procura responder a uma pergunta cada vez mais atual: <strong>será possível reutilizar infraestruturas existentes para acelerar a transição energética, reduzindo custos e evitando novas construções?</strong> A resposta poderá estar escondida em edifícios que muitos julgavam condenados ao esquecimento.</p><h2>Um regresso inesperado num momento de incerteza</h2><p>Enquanto investigadores portugueses e espanhóis estudam a possibilidade de transformar antigos silos em baterias térmicas, Portugal prepara-se para lhes devolver outra das funções para as quais nasceram.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O Governo pretende investir cerca de 200 milhões de euros na criação de reservas estratégicas de alimentos, um plano que prevê a recuperação de parte destas infraestruturas e a construção de novos silos para armazenar cereais e outros produtos considerados essenciais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A iniciativa surge num contexto em que a pandemia, a guerra na Ucrânia, os <strong>fenómenos meteorológicos </strong><strong>extremos </strong>e o grande apagão elétrico registado na Península Ibérica reforçaram as preocupações com a segurança do abastecimento. </p><p>Ao contrário de vários países europeus, <strong>Portugal nunca desenvolveu um sistema robusto de reservas alimentares para responder a emergências</strong>. Agora pretende fazê-lo, recorrendo precisamente a algumas das estruturas que durante décadas asseguraram o armazenamento de trigo e outros cereais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="680494" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/reduzir-a-inseguranca-alimentar-e-o-impacto-ambiental-da-producao-alimentar-com-a-eletro-agricultura.html" title="Reduzir a insegurança alimentar e o impacto ambiental da produção alimentar com a “eletro-agricultura'">Reduzir a insegurança alimentar e o impacto ambiental da produção alimentar com a “eletro-agricultura"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/reduzir-a-inseguranca-alimentar-e-o-impacto-ambiental-da-producao-alimentar-com-a-eletro-agricultura.html" title="Reduzir a insegurança alimentar e o impacto ambiental da produção alimentar com a “eletro-agricultura'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/reducing-food-insecurity-and-the-environmental-impact-of-food-production-with-electro-agriculture-1730031784206_320.jpg" alt="Reduzir a insegurança alimentar e o impacto ambiental da produção alimentar com a “eletro-agricultura'"></a></article></aside><p>A proposta, apresentada pela Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares (FIPA), prevê um modelo em que operadores privados mantenham determinados níveis de <strong>reservas estratégicas</strong> mediante compensação financeira do Estado. </p><p>Embora ainda não estejam definidos os locais nem a dimensão das reservas, os <strong>cereais</strong> deverão assumir um papel central, acompanhados por algumas <strong>oleaginosas</strong> e outros <strong>alimentos de primeira necessidade</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-gigantes-de-betao-voltam-a-guardar-o-futuro-dos-cereais-a-energia-renovavel-1787059864696.jpg" data-image="oxjpwk7xmfyj" alt="Silo de Alcácer do Sal" title="Silo de Alcácer do Sal"><figcaption>O silo de Alcácer do Sal recorda a importância do município na produção e distribuição de arroz e cereais. Foto: Nuno Morão, Lisboa – Estação de Alcácer do Sal, 2009, CC BY-SA 2.0, Wikimedia Commons</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Portugal acompanha, assim, uma <strong>tendência</strong> que se tem vindo a consolidar na <strong>Europa</strong>. Países como a Alemanha, a Finlândia, a Noruega, a Suécia ou a Suíça reforçaram, nos últimos anos, os seus sistemas de armazenamento estratégico, procurando preparar-se para <strong>crises prolongadas</strong> que possam comprometer o abastecimento alimentar.</p><h2>Um património que voltou a fazer sentido</h2><p>Durante muito tempo, os silos foram encarados como vestígios de um modelo agrícola ultrapassado. A <strong>substituição das grandes estruturas de betão por silos metálicos</strong> mais eficientes e a transformação do setor cerealífero conduziram à desativação de muitos destes edifícios.</p><p>Mas o que parecia ser apenas património industrial ganhou, inesperadamente, uma <strong>nova atualidade</strong>. No caso do THESILO, o objetivo é armazenar o excedente da energia produzida pelo Sol para abastecer comunidades e indústria.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="738550" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/crise-climatica-e-fome-secas-e-inundacoes-extremas-comprometem-a-seguranca-alimentar-de-700-milhoes-de-pessoas.html" title="Crise climática e fome: secas e inundações extremas comprometem a segurança alimentar de 700 milhões de pessoas">Crise climática e fome: secas e inundações extremas comprometem a segurança alimentar de 700 milhões de pessoas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/crise-climatica-e-fome-secas-e-inundacoes-extremas-comprometem-a-seguranca-alimentar-de-700-milhoes-de-pessoas.html" title="Crise climática e fome: secas e inundações extremas comprometem a segurança alimentar de 700 milhões de pessoas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/crisis-climatica-y-hambre-sequias-e-inundaciones-extremas-danan-la-seguridad-alimentaria-de-700-millones-de-personas-1762189614792_320.png" alt="Crise climática e fome: secas e inundações extremas comprometem a segurança alimentar de 700 milhões de pessoas"></a></article></aside><p>No plano do Governo português, a prioridade passa por <strong>reforçar a capacidade</strong> de resposta perante eventuais <strong>ruturas no fornecimento de alimentos</strong>. São estratégias distintas, mas ambas partem da mesma convicção: reutilizar infraestruturas existentes pode ser mais inteligente, mais económico e mais sustentável do que começar do zero.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-gigantes-de-betao-voltam-a-guardar-o-futuro-dos-cereais-a-energia-renovavel-1787059980384.jpg" data-image="10yz5902bowo" alt="silo de Valencia de Alcántara" title="silo de Valencia de Alcántara"><figcaption>Inaugurado em 1957, o silo de Valencia de Alcántara servia a ligação ferroviária entre a Estremadura espanhola e o Alto Alentejo. Foto: Mentxuwiki, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Durante décadas, aqueles colossos de betão guardaram aquilo que permitia <strong>alimentar um país</strong>. Quando deixaram de ser necessários, permaneceram na paisagem, como se aguardassem um novo propósito.</p><p>Esse momento chegou agora com uma parte dos edifícios a voltar a encher-se de cereais e outra a armazenar calor produzido pelas energias renováveis. Em comum, mantêm a missão de <strong>preservar recursos essenciais</strong> para enfrentar tempos de incerteza.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ag%C3%AAncia%20Regional%20de%20Energia%20e%20Ambiente%20do%20Norte%20Alentejano%20e%20Tejo" data-year="" data-title="THESILO%20%E2%80%93%20Armazenamento%20de%20energia%20t%C3%A9rmica%20em%20silos.%20Reutiliza%C3%A7%C3%A3o%20de%20silos%20de%20cereais%20como%20baterias%20t%C3%A9rmicas%20para%20o%20armazenamento%20de%20energia%20renov%C3%A1vel" data-url="https%3A%2F%2Fwww.areanatejo.pt%2Fthesilo-armazenamento-de-energia-termica-em-silos-reutilizacao-de-silos-de-cereais-como-baterias-termicas-para-o-armazenamento-de-energia-renovavel%2F">Agência Regional de Energia e Ambiente do Norte Alentejano e Tejo. <a href="https://www.areanatejo.pt/thesilo-armazenamento-de-energia-termica-em-silos-reutilizacao-de-silos-de-cereais-como-baterias-termicas-para-o-armazenamento-de-energia-renovavel/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">THESILO – Armazenamento de energia térmica em silos. Reutilização de silos de cereais como baterias térmicas para o armazenamento de energia renovável</a>.</cite><br><cite data-author="Ana%20Sanlez" data-year="" data-title="Como%20Portugal%20prepara%20reservas%20de%20alimentos%20para%20crises.%20Jornal%20Observador." data-url="https%3A%2F%2Fobservador.pt%2Fespeciais%2Fcereais-e-sardinha-em-lata-como-portugal-esta-a-preparar-reservas-de-alimentos-para-enfrentar-grandes-crises%2F">Ana Sanlez. <a href="https://observador.pt/especiais/cereais-e-sardinha-em-lata-como-portugal-esta-a-preparar-reservas-de-alimentos-para-enfrentar-grandes-crises/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Como Portugal prepara reservas de alimentos para crises. Jornal Observador.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-gigantes-de-betao-voltam-a-guardar-o-futuro-dos-cereais-a-energia-renovavel.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Descobrem um meteorito de Marte com 1 273 milhões de anos que revela um segredo do planeta vermelho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/descobrem-um-meteorito-de-marte-com-1-273-milhoes-de-anos-que-revela-um-segredo-do-planeta-vermelho.html</link><pubDate>Tue, 18 Aug 2026 15:11:42 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um meteorito marciano descoberto na Argélia apresenta uma composição isotópica nunca antes observada noutras rochas de Marte. Esta descoberta permite estudar uma fase pouco conhecida da sua evolução geológica.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/descubren-un-meteorito-de-marte-de-1-273-millones-de-anos-que-revela-un-secreto-del-planeta-rojo-1786378349520.jpg" data-image="054gd20xsa5h" alt="Marte planeta rojo meteorito" title="Marte planeta rojo meteorito"><figcaption>Até agora, só foram identificados cerca de 400 meteoritos marcianos.</figcaption></figure><p> Um meteorito proveniente de Marte acaba de fornecer uma peça inesperada para <strong>reconstruir a história geológica do planeta vermelho</strong>. Cientistas do Boston College determinaram que uma rocha descoberta no Norte de África tem aproximadamente 1 273 milhões de anos e, além disso, provém de uma região de Marte <strong>cuja composição parece ter permanecido praticamente intacta desde os primórdios do planeta</strong>. </p><p> O estudo, publicado na revista <em>Geochimica et Cosmochimica Acta</em>, analisa o meteorito conhecido como <strong>Northwest Africa (NWA) 13441</strong><strong>, encontrado na Argélia em 2019</strong>. A sua importância não reside apenas na sua idade. A rocha apresenta uma assinatura isotópica que <strong>não tinha sido detetada noutros meteoritos marcianos do mesmo tipo </strong>e poderá oferecer novas pistas sobre o interior primitivo de Marte. </p><p> As amostras de origem marciana são extremamente difíceis de obter. Para que uma rocha de Marte chegue à Terra, tem de ser expelida da superfície pelo impacto de outro corpo, atravessar o espaço e, finalmente, sobreviver à entrada na nossa atmosfera. </p><div class="texto-destacado"><strong> Por isso, até agora, só foram identificados cerca de 400 meteoritos marcianos. </strong></div><p>O problema é que este conjunto de amostras apresenta <strong>importantes limitaçõe</strong><strong>s</strong>. </p><h2>Um vazio de quase 2 000 milhões de anos</h2><p>A maioria dos meteoritos marcianos pertence a um grupo de rochas ígneas denominado <strong>shergottitas</strong>. As amostras deste tipo que foi possível datar são, na sua grande maioria, <strong>muito mais jovens do que 600 milhões de anos</strong>.</p><p>No outro extremo, encontram-se algumas <strong>shergottitas com cerca de 2.400 milhões de anos</strong>. Entre ambos os períodos existia uma <strong>enorme lacuna de informação de aproximadamente 1.800 milhões de anos</strong>, durante a qual os cientistas praticamente não dispunham de amostras deste grupo para reconstruir a atividade geológica de Marte.</p><h2>O novo meteorito situa-se precisamente nesse intervalo</h2><p>"As características deste meteorito foram absolutamente surpreendentes. <strong>Nenhum outro meteorito marciano como este tem 1 270 milhões de anos</strong>", explicou Ethan Baxter, professor de Ciências da Terra e Ambientais no Boston College e um dos autores do estudo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/descubren-un-meteorito-de-marte-de-1-273-millones-de-anos-que-revela-un-secreto-del-planeta-rojo-1786378401319.jpg" data-image="5yarw63z90zu" alt="Marte planeta rojo meteorito" title="Marte planeta rojo meteorito"><figcaption>O meteorito, conhecido como Northwest Africa (NWA) 13441, foi encontrado na Argélia em 2019.</figcaption></figure><p>Para estudar o NWA 13441, a equipa recebeu uma <strong>pequena amostra que foi limpa e triturada</strong>, além de uma secção extremamente fina da rocha montada numa lâmina de microscópio. Os investigadores trabalharam em colaboração com cientistas do Scripps Institution of Oceanography e da The Open University, no Reino Unido.</p><p>Através de técnicas de alta precisão baseadas em isótopos radioativos, <strong>conseguiram determinar a idade de cristalização e analisar em pormenor a sua composição química</strong>.</p><h2>Uma assinatura isotópica nunca antes observada noutras shergottitas</h2><p>Um dos elementos-chave do estudo foi o neodímio, um elemento natural pouco abundante que possui sete isótopos. A proporção isotópica encontrada na NWA 13441 coincide com a composição do sistema solar nas suas fases iniciais, algo que <strong>não tinha sido observado em nenhuma outra shergottita conhecida</strong>.</p><p>Esta pista reveste-se de especial importância porque essa composição, denominada condrítica, coincide com a dos meteoritos conhecidos como condritas. Estas rochas representam alguns dos materiais mais primitivos do sistema solar e<strong> formaram-se há cerca de 4 560 milhões de anos</strong>, a partir de agregados de material que ainda não tinham sido submetidos a processos de fusão.</p><p>Segundo os investigadores, encontrar esta assinatura num meteorito marciano indica que uma parte profunda do planeta <strong>pode ter conservado materiais praticamente inalterados durante milhares de milhões de anos</strong>.</p><h2>Uma janela para o interior do Marte primitivo</h2><p>A descoberta também fornece informações sobre <strong>como Marte evoluiu desde a sua formação</strong>. O planeta vermelho terá-se formado muito rapidamente, menos de cinco milhões de anos após o nascimento do sistema solar.</p><p>Ao contrário da Terra, Marte não possui tectónica de placas ativa. Essa diferença é fundamental: ao não reciclar continuamente a sua crosta através de grandes movimentos tectónicos, <strong>algumas composições químicas muito antigas puderam ter ficado preservadas no seu interior</strong>.</p><p>Por isso, <strong>o NWA 13441 pode funcionar como uma verdadeira cápsula do tempo geológica</strong>. A sua composição permite estabelecer novos limites sobre os processos que ocorreram durante as primeiras fases da formação de Marte e, ao mesmo tempo, ajuda a compreender melhor a relação entre as diferentes famílias de meteoritos marcianos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783354" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-simples-fungo-pode-ajudar-a-construir-uma-base-em-marte-a-ciencia-portuguesa-acredita-que-sim.html" title="Um simples fungo pode ajudar a construir uma base em Marte? A ciência portuguesa acredita que sim">Um simples fungo pode ajudar a construir uma base em Marte? A ciência portuguesa acredita que sim</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-simples-fungo-pode-ajudar-a-construir-uma-base-em-marte-a-ciencia-portuguesa-acredita-que-sim.html" title="Um simples fungo pode ajudar a construir uma base em Marte? A ciência portuguesa acredita que sim"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/um-simples-fungo-pode-ajudar-a-construir-uma-base-em-marte-a-ciencia-portuguesa-acredita-que-sim-1786532940282_320.jpg" alt="Um simples fungo pode ajudar a construir uma base em Marte? A ciência portuguesa acredita que sim"></a></article></aside><p>A equipa do Boston College continua a estudar a amostra. As próximas análises procurarão determinar a presença e a distribuição de outros sistemas isotópicos para <strong>estabelecer com maior precisão como é que esta rocha excecional se relaciona com outros materiais provenientes do Marte primitivo</strong>.</p><p>Por enquanto, uma pequena rocha proveniente do planeta vermelho conseguiu algo que, durante décadas, parecia impossível: abrir uma janela para <strong>uma fase de quase 2 000 milhões de anos da história geológica de Marte que permanecia praticamente desconhecida</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Dylan%20M.%20Seal%20et%20al" data-year="2026" data-title="Implications%20for%20martian%20mantle%20reservoirs%20from%20petrogenesis%20of%20the%201.27%20Ga%20olivine-phyric%20shergottite%20Northwest%20Africa%2013441" data-url="https%3A%2F%2Flinkinghub.elsevier.com%2Fretrieve%2Fpii%2FS0016703726004102">Dylan M. Seal et al. (2026). <a href="https://linkinghub.elsevier.com/retrieve/pii/S0016703726004102" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Implications for martian mantle reservoirs from petrogenesis of the 1.27 Ga olivine-phyric shergottite Northwest Africa 13441</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/descobrem-um-meteorito-de-marte-com-1-273-milhoes-de-anos-que-revela-um-segredo-do-planeta-vermelho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Assim será o tempo em Portugal durante a última semana de agosto, segundo o modelo europeu]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/assim-sera-o-tempo-em-portugal-durante-a-ultima-semana-de-agosto-segundo-o-modelo-europeu.html</link><pubDate>Tue, 18 Aug 2026 14:09:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A última semana de agosto traz uma mudança acentuada do padrão térmico em Portugal. Depois de máximas superiores a 40 ºC, o ECMWF aponta para vários dias abaixo da média e para um final de mês potencialmente mais húmido.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/assim-sera-o-tempo-em-portugal-durante-a-ultima-semana-de-agosto-segundo-o-modelo-europeu-1787054227736.jpg" data-image="7nj0ip12bajg" alt="última semana de agosto" title="última semana de agosto"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-397023">Depois do calor, agosto poderá despedir-se com uma mudança significativa. Temperaturas abaixo da média e maior probabilidade de chuva em Portugal, especialmente no Nordeste Transmontano.</figcaption></figure><p>Depois de um início da semana marcado por calor intenso e temperaturas superiores a 40 ºC, o cenário poderá inverter-se o modelo europeu antecipa um arrefecimento expressivo e um final de mês potencialmente mais chuvoso do que o habitual.</p><h2>18 e 19 de agosto o calor ainda domina, sobretudo no Norte</h2><p>Esta terça-feira, dia 18, será ainda marcada por temperaturas muito elevadas, especialmente nas regiões do Norte. As anomalias térmicas poderão atingir valores muito elevados, localmente próximos de <strong>+12 ºC em relação à média climatológica</strong>, enquanto as máximas poderão <strong>ultrapassar os 40 ºC</strong> em alguns pontos do interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/assim-sera-o-tempo-em-portugal-durante-a-ultima-semana-de-agosto-segundo-o-modelo-europeu-1787052369143.jpg" data-image="wb7ix3ta7ylg" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"><figcaption>O Norte concentra as anomalias térmicas mais elevadas, com desvios localmente próximos de +12 ºC. Em contraste, Algarve, sudoeste alentejano e alguns setores do litoral de Setúbal ficam ligeiramente abaixo da média.</figcaption></figure><p>Na quarta-feira, dia 19, o ambiente continuará quente e abafado, embora já seja percetível uma tendência de descida das temperaturas no Norte.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>O cenário é diferente no Algarve, sudoeste alentejano e em alguns setores do litoral de Setúbal, onde as temperaturas poderão ficar ligeiramente abaixo do habitual para esta altura do ano.</p><h2>A partir de quinta-feira, dia 20, o cenário muda</h2><p>A mudança torna-se bastante mais evidente a partir de <strong>quinta-feira, dia 20</strong>. Portugal deverá entrar numa fase caracterizada por anomalias térmicas negativas, abrangendo praticamente todo o território e várias horas do dia.</p><p> O contraste poderá tornar-se particularmente expressivo no domingo, dia 23. Ao final da tarde, o ECMWF projeta anomalias que poderão atingir cerca de <strong>-11 ºC no Nordeste Transmontano</strong>. Isto significa valores de temperatura até 11 ºC inferiores ao que seria climatologicamente esperado naquele local e hora. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/assim-sera-o-tempo-em-portugal-durante-a-ultima-semana-de-agosto-segundo-o-modelo-europeu-1787052529071.jpg" data-image="8dirawct4dpw" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-6424">O arrefecimento poderá intensificar-se no domingo, com anomalias muito negativas no interior Norte. No Nordeste Transmontano, os desvios poderão aproximar-se de -11 ºC em relação ao normal para a hora representada no mapa (19h).</figcaption></figure><p>Entre os dias <strong>20 e 24</strong>, este arrefecimento poderá ainda ser acompanhado por períodos de precipitação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/assim-sera-o-tempo-em-portugal-durante-a-ultima-semana-de-agosto-segundo-o-modelo-europeu-1787052588613.jpg" data-image="pkal1lsmat66" alt="Chuva (mm)" title="Chuva (mm)"><figcaption>A descida das temperaturas poderá ser acompanhada por precipitação mais organizada no domingo, sobretudo no Norte e em alguns setores do Centro.</figcaption></figure><p>Inicialmente, a chuva deverá apresentar um caráter mais fraco e disperso, mas no domingo o modelo europeu sugere precipitação mais organizada, sobretudo nas regiões Norte e Centro.</p><h2>Última semana de agosto poderá ser fresca e mais chuvosa</h2><p>Olhando mais à frente, para o período entre <strong>24 e 31 de agosto</strong>, as previsões sub-sazonais do modelo europeu ECMWF sugerem que o padrão mais fresco poderá prolongar-se durante grande parte da última semana do mês. O sinal de <strong>anomalias negativas de temperatura</strong> mantém-se sobre Portugal Continental, sendo mais evidente no interior Norte e, particularmente, no Nordeste Transmontano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/assim-sera-o-tempo-em-portugal-durante-a-ultima-semana-de-agosto-segundo-o-modelo-europeu-1787052653612.jpg" data-image="s77ayyr3sx29" alt="Anomalia semanal da temperatura" title="Anomalia semanal da temperatura"><figcaption>O sinal sub-sazonal do ECMWF mantém uma última semana de agosto mais fresca do que o habitual, principalmente no Nordeste. No litoral oeste, o sinal é menos robusto.</figcaption></figure><p>Isto significa que, considerando a semana como um todo, <strong>as temperaturas deverão ficar abaixo dos valores climatologicamente habituais para o final de agosto</strong>. Depois do calor muito intenso registado no início desta segunda quinzena, com máximas superiores a 40 ºC em alguns locais, a diferença poderá ser bastante percetível. No entanto, estes mapas representam médias semanais e não excluem a ocorrência de um ou outro dia temporariamente mais quente.</p><div class="texto-destacado">Na <strong>Grande Lisboa e em alguns setores do litoral oeste</strong>, o cenário é menos claro. Estas áreas aparecem a branco no produto sub-sazonal, o que significa que a previsão do ensemble <strong>não apresenta diferenças estatisticamente significativas relativamente à climatologia</strong>. </div><p>Por outras palavras, não existe atualmente um sinal suficientemente robusto para afirmar que a semana será mais quente ou mais fria do que o normal nestas regiões.</p><h2>E a chuva? </h2><p>Também a precipitação merece atenção. O mapa semanal do ECMWF apresenta <strong>anomalias positivas de precipitação em grande parte de Portugal Continental</strong>, sugerindo uma última semana de agosto potencialmente mais húmida do que é habitual nesta altura do ano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/assim-sera-o-tempo-em-portugal-durante-a-ultima-semana-de-agosto-segundo-o-modelo-europeu-1787052824885.jpg" data-image="ovplx5n7tfm3" alt="Anomalia média semanal da precipitação" title="Anomalia média semanal da precipitação"><figcaption>Grande parte do território apresenta sinal de precipitação acima da média, mais expressivo no Norte e Centro. A tendência aponta, por agora, para um final de agosto mais húmido do que o normal.</figcaption></figure><p>O sinal é mais evidente em setores do <strong>Norte e alguns locais do Centro</strong>, onde o modelo aponta para valores semanais que poderão ficar cerca de <strong>10 a 30 mm acima da média climatológica</strong>. Mais a sul, incluindo partes do Alentejo e Algarve, o sinal é menos pronunciado, situando-se geralmente entre <strong>0 e 10 mm acima do normal</strong>.</p><p>É importante, contudo, interpretar estes valores como uma <strong>tendência semanal e não como uma previsão de acumulados concretos para cada local</strong>. A esta distância temporal ainda não é possível determinar em que dias choverá, durante quanto tempo ou se a precipitação estará associada a frentes, aguaceiros ou episódios de instabilidade.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784318" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-grande-ondulacao-do-jato-polar-provocara-uma-mudanca-radical-do-tempo-em-portugal-a-partir-de-quinta-feira.html" title="Uma grande ondulação do jato polar provocará uma mudança radical do tempo em Portugal a partir de quinta-feira">Uma grande ondulação do jato polar provocará uma mudança radical do tempo em Portugal a partir de quinta-feira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-grande-ondulacao-do-jato-polar-provocara-uma-mudanca-radical-do-tempo-em-portugal-a-partir-de-quinta-feira.html" title="Uma grande ondulação do jato polar provocará uma mudança radical do tempo em Portugal a partir de quinta-feira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uma-grande-ondulacao-do-jato-polar-provocara-uma-mudanca-radical-do-tempo-em-portugal-a-partir-de-quinta-feira-1787049182818_320.jpg" alt="Uma grande ondulação do jato polar provocará uma mudança radical do tempo em Portugal a partir de quinta-feira"></a></article></aside><p><strong>O modelo europeu favorece, neste momento, um final de agosto mais fresco e mais húmido do que o habitual em várias regiões de Portugal</strong>, num contraste marcado com o calor intenso que caracterizou o início desta segunda quinzena.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/assim-sera-o-tempo-em-portugal-durante-a-ultima-semana-de-agosto-segundo-o-modelo-europeu.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Menos 6 a 8 ºC: amanhã estes 7 distritos de Portugal registarão uma descida brusca e acentuada das temperaturas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/menos-6-a-8-c-amanha-estes-7-distritos-de-portugal-registarao-uma-descida-brusca-e-acentuada-das-temperaturas.html</link><pubDate>Tue, 18 Aug 2026 12:57:42 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Do calor intenso ao arrefecimento brusco do tempo. Em cerca de 24 horas as temperaturas máximas irão registar uma queda abrupta em Portugal continental, sendo particularmente acentuada nestes 7 distritos do Norte e Centro do país. Confira a previsão!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xayrof2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xayrof2.jpg" id="xayrof2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A persistência de valores elevados ou muito elevados da temperatura máxima mantém esta terça-feira, 18 de agosto, 9 distritos sob aviso laranja de tempo quente e outros 6 sob aviso amarelo. Somente os distritos de Lisboa, Setúbal e Faro estão sem aviso.</p><p>No entanto, está à vista uma mudança significativa das condições meteorológicas: do calor intenso a um <strong>arrefecimento brusco das temperaturas em Portugal continental em cerca de 24 horas</strong>, algo que se traduzirá numa descida dos valores da temperatura máxima no nosso país, sendo <strong>particularmente acentuada nas Regiões Norte e Centro</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>De acordo com o modelo de confiança da Meteored (ECMWF), no resto do país também é expectável um alívio térmico diurno, observável através da descida dos valores da temperatura máxima prevista, no entanto será bem mais ligeiro, por exemplo em cidades como Lisboa, Santarém ou Setúbal, cuja variação térmica entre um dia e outro será entre 1 e 3 ºC a menos. <strong>De um modo geral, do Tejo para sul, a descida das temperaturas será menos acentuada</strong>.</p><h2>O que está na origem desta descida térmica tão brusca?</h2><p><strong>A mesma depressão isolada em altitude</strong>, posicionada atualmente entre a Madeira e o Cabo de São Vicente, ao interagir com a circulação subtropical e favorecer uma alteração do padrão de transporte de massas de ar, irá deslocar-se para nordeste nas próximas horas, aproximando-se e atravessando a Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/menos-6-a-8-c-amanha-estes-7-distritos-de-portugal-registarao-uma-descida-brusca-e-acentuada-das-temperaturas-1787056973350.jpg" data-image="ghah23r4sifx"><figcaption>Amanhã são esperadas anomalias térmicas negativas nalgumas áreas do país, sobressaindo-se claramente o Algarve na previsão, onde se poderão registar valores até 6 ºC abaixo da média de referência.</figcaption></figure><p>A evolução deste sistema depressionário, em conjunto com a alteração da circulação atmosférica sobre a Península, será um dos fatores responsáveis pela <strong>iminente e brusca mudança no estado do tempo na geografia portuguesa</strong>, após alguns dias marcados por temperaturas máximas elevadas ou muito elevadas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784318" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-grande-ondulacao-do-jato-polar-provocara-uma-mudanca-radical-do-tempo-em-portugal-a-partir-de-quinta-feira.html" title="Uma grande ondulação do jato polar provocará uma mudança radical do tempo em Portugal a partir de quinta-feira">Uma grande ondulação do jato polar provocará uma mudança radical do tempo em Portugal a partir de quinta-feira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-grande-ondulacao-do-jato-polar-provocara-uma-mudanca-radical-do-tempo-em-portugal-a-partir-de-quinta-feira.html" title="Uma grande ondulação do jato polar provocará uma mudança radical do tempo em Portugal a partir de quinta-feira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uma-grande-ondulacao-do-jato-polar-provocara-uma-mudanca-radical-do-tempo-em-portugal-a-partir-de-quinta-feira-1787049182818_320.jpg" alt="Uma grande ondulação do jato polar provocará uma mudança radical do tempo em Portugal a partir de quinta-feira"></a></article></aside><p>Ora, o afastamento do ar quente que tem condicionado o estado do tempo permitirá <strong>a entrada de ar mais fresco sobre Portugal continental</strong>. A alteração da circulação atmosférica e o transporte de uma massa de <strong>ar mais fresco de origem atlântica e associada a um fluxo de oeste/noroeste</strong> irão contribuir para esta mudança térmica tão abrupta, o que resultará na já mencionada descida acentuada das temperaturas máximas, prevista para amanhã, dia 19, especialmente nas Regiões Norte e Centro.</p><h2>A evolução das temperaturas máximas entre terça e quarta-feira em todas as capitais distritais</h2><p>Nesta terça-feira (18) preveem-se temperaturas máximas entre 24 e 37 ºC nas 18 capitais distritais de Portugal continental, incluindo a capital do país - Lisboa. No entanto, como já foi referido anteriormente pela Meteored Portugal, espera-se uma drástica mudança dos valores diurnos já amanhã - quarta-feira, 19 de agosto. <strong>Na tabela abaixo pode observar-se a evolução prevista das máximas entre hoje (18) e amanhã (19)</strong>.</p><table><thead><tr><th>Capital de Distrito</th><th>Temperatura Máxima Terça-feira, 18 de agosto</th><th>Temperatura Máxima Quarta-feira, 19 de agosto</th></tr></thead><tbody><tr><td>Viana do Castelo</td><td>27 ºC</td><td>21 ºC</td></tr><tr><td>Braga</td><td>36 ºC</td><td>28 ºC</td></tr><tr><td>Porto</td><td>29 ºC</td><td>24 ºC</td></tr><tr><td>Aveiro</td><td>29 ºC</td><td>26 ºC</td></tr><tr><td>Coimbra</td><td>37 ºC</td><td>30 ºC</td></tr><tr><td>Leiria</td><td>35 ºC</td><td>27 ºC</td></tr><tr><td>Vila Real</td><td>37 ºC</td><td>30 ºC</td></tr><tr><td>Viseu</td><td>37 ºC</td><td>29 ºC</td></tr><tr><td>Bragança</td><td>36 ºC</td><td>32 ºC</td></tr><tr><td>Guarda</td><td>33 ºC</td><td>29 ºC</td></tr><tr><td>Castelo Branco</td><td>35 ºC</td><td>32 ºC</td></tr><tr><td>Santarém</td><td>34 ºC</td><td>31 ºC</td></tr><tr><td>Lisboa</td><td>28 ºC</td><td>29 ºC</td></tr><tr><td>Setúbal</td><td>24 ºC</td><td>23 ºC</td></tr><tr><td>Portalegre</td><td>35 ºC</td><td>30 ºC</td></tr><tr><td>Évora</td><td>35 ºC</td><td>31 ºC</td></tr><tr><td>Beja</td><td>36 ºC</td><td>32 ºC</td></tr><tr><td>Faro</td><td>25 ºC</td><td>25 ºC</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Fonte: Mapas da Meteored.</td></tr></tbody></table><p>Para as capitais distritais que se evidenciam em termos de arrefecimento brusco do estado do tempo, foi escolhido um critério no qual é tida em conta uma descida da temperatura máxima igual ou superior a 5 ºC entre hoje - terça-feira, 18 de agosto - e amanhã, quarta-feira, 19 de agosto. Deste modo, <strong>sobressaem 7 capitais de distrito do Norte e Centro do país: Viana do Castelo, Braga, Porto, Coimbra, Leiria, Vila Real e Viseu</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/menos-6-a-8-c-amanha-estes-7-distritos-de-portugal-registarao-uma-descida-brusca-e-acentuada-das-temperaturas-1787056857218.jpg" data-image="kfwhmw3523ui"><figcaption>Previsão da temperatura do ar a 2 metros da superfície às 15:00 de quarta-feira, 19 de agosto, em Portugal continental.</figcaption></figure><p>Nas restantes capitais distritais para as quais também se prevê uma descida, esta será inferior, <strong>de 1 a 4 ºC entre hoje e amanhã</strong>.</p><p>Adicionalmente, salta à vista que em cidades como as de Lisboa, Setúbal e Faro, haverá variações térmicas curiosas dos valores de temperatura máxima entre hoje (18) e amanhã (19), com estas capitais distritais a constituírem exceções à tendência dominante: de acordo com os mapas de referência da Meteored, prevê-se uma <strong>subida de 1 ºC em Lisboa, uma descida de apenas 1 ºC em Setúbal, e em Faro as máximas manter-se-ão iguais entre um dia e outro</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/menos-6-a-8-c-amanha-estes-7-distritos-de-portugal-registarao-uma-descida-brusca-e-acentuada-das-temperaturas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Entre hoje 18 e domingo 23 preveem-se aguaceiros e trovoadas, assim como uma descida térmica significativa em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-hoje-18-e-domingo-23-preveem-se-aguaceiros-e-trovoadas-assim-como-uma-descida-termica-significativa-em-portugal.html</link><pubDate>Tue, 18 Aug 2026 12:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A mais recente atualização do ECMWF revela a possibilidade de ocorrência de chuva e trovoada localizada ao longo dos próximos dias. Estes episódios serão intervalados com períodos de maior estabilidade.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xayqamu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xayqamu.jpg" id="xayqamu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O dia de hoje, terça-feira, <strong>amanheceu quente em praticamente todo o país</strong>, com exceção das cidades costeiras onde os valores são mais contidos, devido à influência marítima. No entanto, mesmo estas zonas contam com <strong>anomalias térmicas positiva</strong>s, ou seja, valores acima da média.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>O <strong>IPMA mantém os avisos laranja de calor no Norte e Centro</strong>, até às 18h de hoje. As máximas mais elevadas esperam-se em Vila Real, com 38 ºC. Coimbra, Viseu e Bragança aparecem de seguida com 37 ºC previstos. <strong>A região do Vale do Douro poderá ser a mais quente do país, com 41 ºC previstos </strong>ao longo das próximas horas. Ao longo da tarde de hoje, espera-se ainda a <strong>ocorrência de aguaceiros fracos </strong>e dispersos em alguns pontos do Norte e Centro, assim como a possibilidade de<strong> trovoada</strong>.</p><h2>Quarta-feira, dia 19, traz mudanças no tempo a todo o país</h2><p>A partir de amanhã, quarta-feira, espera-se uma <strong>descida acentuada das temperaturas máximas e mínimas</strong>, onde os valores mais elevados deverão ser de 32 ºC para Bragança e Beja. No Vale do Douro, os termómetros poderão alcançar os 37 ºC. Além disso, espera-se a <strong>ocorrência de chuva fraca</strong> em vários pontos de Norte a Sul, durante a tarde, com possibilidade de trovoada no Nordeste do país.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-hoje-18-e-domingo-dia-23-espera-se-ocorrencia-de-chuva-e-trovoada-e-uma-descida-termica-em-portugal-1787048809341.jpg" data-image="lnbatqy3n4pg" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Na quarta-feira, dia 19 de agosto, espera-se uma descida acentuada das temperaturas.</figcaption></figure><p>Na<strong> quinta-feira a chuva regressa, primeiro ao Sul do país, depois às regiões Norte e Centro</strong>, ainda que de forma igualmente fraca e irregular, à semelhança de quarta-feira. Para este dia não se prevê a possibilidade de trovoada e prevê-se uma dissipação da chuva ao final do dia. As temperaturas máximas esperadas deverão manter-se entre os 21 ºC em Viana do Castelo e os 30 ºC em Évora.</p><h2>Sexta e sábado poderão ser mais estáveis, mas no domingo dar-se-á um agravamento do estado do tempo</h2><p>Depois da instabilidade registada na quinta-feira, <strong>sexta-feira poderá ser um dia seco e geralmente soalheiro</strong>, podendo contar com alguma nebulosidade no Norte a partir das últimas horas da manhã. Para este dia, esperam-se temperaturas máximas entre os 20 ºC em Viana do Castelo e os 30 ºC em Castelo Branco.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-hoje-18-e-domingo-dia-23-enumeracao-de-fenomenos-pais-1787047570306.jpg" data-image="13i1f3n8nidn" alt="chuva prevista para domingo, dia 23 de agosto" title="chuva prevista para domingo, dia 23 de agosto"><figcaption>Entre hoje e domingo poderá dar-se a ocorrência de chuva fraca a moderada em vários locais do Norte e Centro, com intervalos mais estáveis. Esta precipitação poderá ser acompanhada de trovoada.</figcaption></figure><p>No sábado, o cenário do ponto de vista térmico será idêntico ao de sexta-feira. Já do ponto de vista atmosférico, este poderá ser um dia com <strong>céu mais nublado</strong>, especialmente no Centro e Sul do país, podendo contar com <strong>ocorrência de chuva fraca</strong> no Nordeste e no Baixo Alentejo nas últimas horas da tarde.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784318" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-grande-ondulacao-do-jato-polar-provocara-uma-mudanca-radical-do-tempo-em-portugal-a-partir-de-quinta-feira.html" title="Uma grande ondulação do jato polar provocará uma mudança radical do tempo em Portugal a partir de quinta-feira">Uma grande ondulação do jato polar provocará uma mudança radical do tempo em Portugal a partir de quinta-feira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-grande-ondulacao-do-jato-polar-provocara-uma-mudanca-radical-do-tempo-em-portugal-a-partir-de-quinta-feira.html" title="Uma grande ondulação do jato polar provocará uma mudança radical do tempo em Portugal a partir de quinta-feira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uma-grande-ondulacao-do-jato-polar-provocara-uma-mudanca-radical-do-tempo-em-portugal-a-partir-de-quinta-feira-1787049182818_320.jpg" alt="Uma grande ondulação do jato polar provocará uma mudança radical do tempo em Portugal a partir de quinta-feira"></a></article></aside><p>No domingo, a partir das últimas horas da manhã, espera-se a ocorrência de chuva fraca a moderada no Nordeste Transmontano. Com o passar das horas, <strong>esta chuva poderá estender-se a uma boa parte das regiões Norte e Centro</strong>, como podemos observar no mapa acima. A atual previsão mostra uma maior intensidade da chuva nas cotas mais elevadas de ambas as regiões. Além disso, <strong>a trovoada poderá acompanhar a chuva</strong>, até ao final da tarde, sendo provável que a chuva permaneça até ao final do dia, mais concentrada na Beira Alta.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-hoje-18-e-domingo-23-preveem-se-aguaceiros-e-trovoadas-assim-como-uma-descida-termica-significativa-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma grande ondulação do jato polar provocará uma mudança radical do tempo em Portugal a partir de quinta-feira]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-grande-ondulacao-do-jato-polar-provocara-uma-mudanca-radical-do-tempo-em-portugal-a-partir-de-quinta-feira.html</link><pubDate>Tue, 18 Aug 2026 10:51:42 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A partir desta quinta-feira, 20 de agosto, prevê-se que o jato polar produza uma grande ondulação, o que resultaria numa mudança radical do tempo em Portugal continental. Confira aqui a possível evolução das condições meteorológicas para os próximos dias.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xayqma6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xayqma6.jpg" id="xayqma6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Apesar do calor intenso persistir até hoje, com avisos amarelo e laranja de tempo quente a abranger um total de 15 distritos e temperaturas máximas que podem alcançar <strong>até 41 ºC no vale da Vilariça (Nordeste Transmontano) nesta terça-feira, 18 de agosto</strong>, o jato polar deverá descer em latitude e apresentar ondulações bastante pronunciadas na nossa latitude, contribuindo para um estado do tempo mais variável e instável nestes próximos dias.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Entre quarta (19) e quinta-feira (20) a depressão isolada em altitude que se situa neste momento entre a Madeira e o Cabo de São Vicente irá atravessar a Península Ibérica numa trajetória oeste-leste, deixando pelo caminho <strong>alguns aguaceiros localmente fortes, acompanhados de trovoada e possível queda de granizo, bem como uma descida acentuada das temperaturas</strong>.</p><p>É provável que se registem valores de <strong>temperatura próximos ou abaixo da média em grande parte de Portugal continental</strong>, traduzindo-se num alívio térmico substancial após os recentes dias de calor intenso.</p><h2>Está à vista uma grande ondulação do jato polar na reta final da semana</h2><p><strong>Entre sexta-feira (21) e domingo (23), o jato polar irá gerar uma grande ondulação que se situará a oes-noroeste da Península Ibérica</strong>. Esta configuração sinóptica será favorável à manutenção de temperaturas inferiores aos valores médios de referência de norte a sul de Portugal continental, com as temperaturas mais elevadas previstas para algumas zonas do interior, como a Beira Baixa e o vale do Douro, embora sem valores tão intensos como os dos últimos dias.</p><p>A título de exemplo, nas capitais distritais de Bragança e Guarda, as temperaturas mínimas poderão descer para valores entre 10 e 15 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-grande-ondulacao-do-jato-polar-provocara-uma-mudanca-radical-do-tempo-em-portugal-a-partir-de-quinta-feira-1787049395532.jpg" data-image="rajkyy5tg8gy"><figcaption>O vale depressionário será bastante significativo para a época do ano, surgindo na reta final da semana em direção a Portugal continental.</figcaption></figure><p>Prevê-se que uma grande parte das Regiões Norte e Centro de Portugal continental fique sob a zona de divergência em altitude de um grande vale depressionário posicionado a oeste, pelo que as condições serão favoráveis ao desenvolvimento de <strong>aguaceiros localmente fortes, acompanhados de trovoada e possível queda de granizo</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784126" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/9-distritos-de-portugal-sob-aviso-laranja-calor-intenso-persistira-ate-as-19-horas-desta-terca-feira-dia.html" title="9 distritos de Portugal sob aviso laranja: calor intenso persistirá até às 19 horas desta terça-feira, dia 18">9 distritos de Portugal sob aviso laranja: calor intenso persistirá até às 19 horas desta terça-feira, dia 18</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/9-distritos-de-portugal-sob-aviso-laranja-calor-intenso-persistira-ate-as-19-horas-desta-terca-feira-dia.html" title="9 distritos de Portugal sob aviso laranja: calor intenso persistirá até às 19 horas desta terça-feira, dia 18"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/9-distritos-de-portugal-sob-aviso-laranja-calor-intenso-persistira-ate-as-19-horas-desta-terca-feira-dia-1786980884850_320.jpg" alt="9 distritos de Portugal sob aviso laranja: calor intenso persistirá até às 19 horas desta terça-feira, dia 18"></a></article></aside><p>É importante continuar a <strong>acompanhar as próximas atualizações dos mapas de referência da Meteored</strong> para verificar se este cenário se consolida ou enfraquece.</p><h2>A partir de domingo uma bolsa de ar frio poderá condicionar o tempo em Portugal continental</h2><p>Importa, contudo, esclarecer que<strong> as mudanças mais significativas no estado do tempo em Portugal continental poderão ocorrer a partir de domingo, 23 de agosto</strong>, embora a incerteza aumente consideravelmente para este período. A maioria dos cenários estima que, no seio do vale depressionário, se possa formar uma pequena gota fria ou depressão com expressão em altitude, o que, caso se confirme, se traduziria num aumento da instabilidade atmosférica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-grande-ondulacao-do-jato-polar-provocara-uma-mudanca-radical-do-tempo-em-portugal-a-partir-de-quinta-feira-1787049182818.jpg" data-image="oa4mowvjxors"><figcaption>A massa de ar mais fresco associada ao vale depressionário deixará temperaturas bastante comedidas praticamente de norte a sul de Portugal continental.</figcaption></figure><p><strong>A evolução desta perturbação permanece ainda muito incerta, principalmente no que concerne à sua trajetória e posicionamento</strong>. Para já, o modelo ECMWF vai antecipando sinais de possível precipitação do tipo convectivo, sob a forma de aguaceiros, trovoadas e eventual queda de granizo, sobretudo no Norte e Centro do nosso país.</p><div class="texto-destacado">Porém, a distribuição e intensidade destes fenómenos dependerão da evolução da depressão em altitude, <strong>não sendo de momento possível avançar com mais detalhes do que isto</strong>.</div><p>Há que <strong>continuar a monitorizar a evolução deste panorama meteorológico</strong>, dado que a previsão de chuva ou aguaceiros, acompanhados de trovoada, poderá surgir com alguma frequência em diversas zonas do país nos próximos dias, com a instabilidade a poder manter-se de forma ocasional até ao início da próxima semana.</p><p>Além disto, é expectável que as temperaturas continuem a descer em praticamente todo o país.<strong> O que parece cada vez mais provável é estarmos à beira de uma mudança radical do tempo</strong>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-grande-ondulacao-do-jato-polar-provocara-uma-mudanca-radical-do-tempo-em-portugal-a-partir-de-quinta-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[9 distritos de Portugal sob aviso laranja: calor intenso persistirá até às 19 horas desta terça-feira, dia 18]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/9-distritos-de-portugal-sob-aviso-laranja-calor-intenso-persistira-ate-as-19-horas-desta-terca-feira-dia.html</link><pubDate>Tue, 18 Aug 2026 06:09:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nove distritos de Portugal continental estão esta terça-feira sob aviso laranja devido ao calor, com máximas próximas dos 40 ºC antes de uma descida acentuada na quarta-feira.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xayj6v2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xayj6v2.jpg" id="xayj6v2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal continental atravessa esta terça-feira, <strong>18 de agosto</strong>, mais um dia marcado por temperaturas muito elevadas, sobretudo nas regiões do interior. O calor levou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) a manter <strong>nove distritos sob aviso laranja por tempo quente</strong>, devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima.</p><p>De acordo com a informação disponibilizada pelo IPMA, encontram-se sob aviso laranja os distritos de <strong>Aveiro, Braga, Bragança, Coimbra, Guarda, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu</strong>. A situação deverá manter-se até às <strong>18 horas UTC desta terça-feira, correspondentes às 19 horas em Portugal continental</strong>. </p><p>Os restantes distritos surgem com níveis inferiores de aviso associados ao calor, embora alguns tenham terminado ainda durante segunda-feira. Assim, o destaque nesta terça-feira concentra-se sobretudo no Norte e Centro, onde persiste o nível laranja.</p><h2>Temperaturas podem aproximar-se dos 40 ºC esta terça-feira</h2><p>As projeções do modelo ECMWF mostram que o calor continuará bastante intenso durante a tarde, particularmente no interior Norte e Centro.</p><p>Por volta das <strong>15 horas</strong>, o modelo aponta para temperaturas próximas dos <strong>39 ºC em Braga</strong>, e cerca de <strong>38 ºC em Vila Real e Viseu</strong>. Coimbra poderá rondar os <strong>37 ºC</strong>, enquanto Castelo Branco e Bragança deverão alcançar valores próximos dos <strong>36 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/9-distritos-de-portugal-sob-aviso-laranja-calor-intenso-persistira-ate-as-19-horas-desta-terca-feira-dia-1786980884850.jpg" data-image="al6q2hhklmv4" alt="Calor intenso mantém temperaturas próximas dos 40 ºC esta terça-feira" title="Calor intenso mantém temperaturas próximas dos 40 ºC esta terça-feira"><figcaption>Temperaturas previstas pelo modelo ECMWF para Portugal continental na terça-feira, dia 18 de agosto, pelas 15h.</figcaption></figure><p>Junto ao litoral, a influência marítima deverá contribuir para valores significativamente inferiores. O ECMWF projeta cerca de <strong>31 ºC no Porto, 29 ºC em Aveiro e 28 ºC em Lisboa</strong>, evidenciando um contraste térmico acentuado entre a faixa costeira e o interior.</p><p>Esta distribuição ajuda também a perceber que um aviso meteorológico emitido para um distrito não significa necessariamente que todas as suas áreas registem temperaturas semelhantes. Em distritos como Aveiro, Porto, Braga ou Viana do Castelo, <strong>o interior poderá apresentar valores bastante superiores aos registados junto ao litoral</strong>.</p><h2>Massa de ar muito quente continua sobre Portugal</h2><p>O calor à superfície é acompanhado pela presença de uma massa de ar muito quente sobre a Península Ibérica.</p><p>A previsão do ECMWF para a temperatura aos <strong>850 hPa</strong>, nível utilizado frequentemente para analisar as características térmicas das massas de ar sem uma influência tão direta das condições locais junto ao solo, mostra valores muito elevados sobre Portugal durante esta terça-feira.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/9-distritos-de-portugal-sob-aviso-laranja-calor-intenso-persistira-ate-as-19-horas-desta-terca-feira-dia-1786980946265.jpg" data-image="kmesgzgy0xw3" alt="Massa de ar muito quente continua sobre Portugal esta terça-feira" title="Massa de ar muito quente continua sobre Portugal esta terça-feira"><figcaption>Temperatura prevista pelo modelo ECMWF ao nível dos 850 hPa na terça-feira, dia 18 de agosto, pelas 15h.</figcaption></figure><p>O modelo mostra valores aos 850 hPa na ordem dos <strong>24 a 26 ºC em várias áreas do Norte e interior</strong>, confirmando a presença de ar particularmente quente sobre o território.</p><p>Contudo, esta situação deverá começar a alterar-se de forma significativa nas horas seguintes.</p><h2>Quarta-feira traz uma descida acentuada das temperaturas</h2><p>A mudança mais significativa deverá ocorrer na <strong>quarta-feira, dia 19</strong>. As projeções do ECMWF apontam para uma descida generalizada das temperaturas em Portugal continental, especialmente evidente no Norte e Centro.</p><p>À mesma hora da tarde, o contraste com terça-feira é bastante expressivo. Braga poderá passar de cerca de <strong>39 ºC para 27 ºC</strong>, uma diferença próxima dos <strong>12 ºC</strong> em apenas 24 horas. Vila Real poderá descer dos <strong>38 ºC para cerca de 31 ºC</strong>, enquanto Viseu passa aproximadamente dos <strong>38 ºC para 30 ºC</strong>.</p><p>Coimbra deverá rondar os <strong>30 ºC</strong>, Aveiro os <strong>26 ºC</strong> e Porto apenas cerca de <strong>24 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/9-distritos-de-portugal-sob-aviso-laranja-calor-intenso-persistira-ate-as-19-horas-desta-terca-feira-dia-1786981015939.jpg" data-image="f04a9629ynii" alt="Temperaturas descem de forma acentuada na quarta-feira" title="Temperaturas descem de forma acentuada na quarta-feira"><figcaption>Temperaturas previstas pelo modelo ECMWF para Portugal continental na quarta-feira, dia 19 de agosto, pelas 15h. A descida será particularmente expressiva no Norte e Centro. Fonte: Meteored.</figcaption></figure><p>Mais a sul, a diminuição também será percetível, embora em alguns locais seja menos pronunciada. Évora deverá rondar os <strong>31 ºC</strong>, Beja os <strong>32 ºC</strong> e Lisboa aproximadamente os <strong>28 ºC</strong>.</p><p>A evolução prevista ajuda a explicar por que razão, à partida, <strong>o aviso laranja por persistência de temperaturas máximas elevadas não se prolonga para quarta-feira</strong>. Ainda assim, os avisos meteorológicos podem ser atualizados pelo IPMA em função da evolução das previsões.</p><h2>Entrada de ar mais fresco explica a mudança</h2><p>A descida prevista à superfície é acompanhada por uma alteração muito clara da massa de ar sobre Portugal.</p><p>Na quarta-feira à tarde, o ECMWF projeta temperaturas aos 850 hPa próximas dos <strong>15 a 19 ºC em grande parte do território</strong>, contrastando fortemente com os valores superiores a 20 ºC observados no dia anterior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/9-distritos-de-portugal-sob-aviso-laranja-calor-intenso-persistira-ate-as-19-horas-desta-terca-feira-dia-1787004621940.jpg" data-image="c2raw1rqhgnd"><figcaption>Temperatura prevista pelo modelo ECMWF aos 850 hPa na quarta-feira, dia 19 de agosto, pelas 15h. A entrada de uma massa de ar mais fresco deverá favorecer a descida das temperaturas à superfície.</figcaption></figure><p>No litoral e em grande parte das regiões Centro e Sul, os valores rondam aproximadamente os <strong>15 a 17 ºC</strong>, enquanto no interior Norte permanecem um pouco superiores.</p><p>Esta mudança mostra que a descida das máximas prevista para quarta-feira <strong>não resulta apenas de efeitos locais</strong>, estando associada a uma alteração mais abrangente das características da massa de ar que afeta Portugal.</p><h2>Circulação atlântica ganha maior expressão</h2><p>O vento também ajuda a compreender esta mudança. Na terça-feira, o ECMWF apresenta vento geralmente fraco a moderado sobre o território, com velocidades relativamente baixas em grande parte do interior.</p><p>Na quarta-feira, a circulação torna-se mais evidente, sobretudo nas regiões costeiras e no Norte e Centro, favorecendo a entrada de <strong>ar marítimo mais fresco a partir do Atlântico</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/9-distritos-de-portugal-sob-aviso-laranja-calor-intenso-persistira-ate-as-19-horas-desta-terca-feira-dia-1786981138237.jpg" data-image="3jgq7up1qfvf" alt="Circulação marítima reforça a descida das temperaturas" title="Circulação marítima reforça a descida das temperaturas"><figcaption>Velocidade e circulação do vento previstas pelo modelo ECMWF para quarta-feira, dia 19 de agosto, pelas 15h. A circulação atlântica deverá favorecer a entrada de ar mais fresco sobre Portugal.</figcaption></figure><p>As velocidades previstas rondam aproximadamente <strong>15 a 18 km/h em vários locais do Norte e Centro</strong>, embora possam existir diferenças locais associadas à orografia e à proximidade da costa.</p><p>A combinação entre esta circulação e a chegada de uma massa de ar mais fresca deverá colocar um ponto final, pelo menos temporariamente, no episódio de temperaturas particularmente elevadas que tem afetado grande parte do território.</p><h2>Aviso laranja termina esta terça-feira</h2><p>Assim, esta terça-feira será ainda um dia de <strong>calor intenso em Portugal continental</strong>, sobretudo no interior Norte e Centro, com temperaturas que localmente poderão aproximar-se dos 40 ºC.</p><p>Os nove distritos sob aviso laranja deverão permanecer nesse nível até às <strong>19 horas</strong>, segundo a informação atualmente disponibilizada pelo IPMA. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784108" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-modelo-ecmwf-altera-a-distribuicao-da-chuva-consulte-as-zonas-mais-afetadas-nos-proximos-7-dias.html" title="O modelo ECMWF altera a distribuição da chuva: consulte as zonas mais afetadas nos próximos 7 dias">O modelo ECMWF altera a distribuição da chuva: consulte as zonas mais afetadas nos próximos 7 dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-modelo-ecmwf-altera-a-distribuicao-da-chuva-consulte-as-zonas-mais-afetadas-nos-proximos-7-dias.html" title="O modelo ECMWF altera a distribuição da chuva: consulte as zonas mais afetadas nos próximos 7 dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-modelo-ecmwf-altera-a-distribuicao-da-chuva-consulte-as-zonas-mais-afetadas-nos-proximos-7-dias-1786973578430_320.jpg" alt="O modelo ECMWF altera a distribuição da chuva: consulte as zonas mais afetadas nos próximos 7 dias"></a></article></aside><p>A partir de quarta-feira, o cenário muda substancialmente. A entrada de ar mais fresco de origem atlântica deverá favorecer uma <strong>descida acentuada e generalizada das temperaturas</strong>, que poderá superar os 10 ºC em alguns locais do Norte de Portugal.</p><p>Desta forma, e caso as previsões atuais se confirmem, <strong>não existem sinais nos mapas analisados de que o atual episódio de calor intenso mantenha a mesma expressão durante quarta-feira</strong>, embora seja sempre necessário acompanhar eventuais atualizações dos avisos emitidos pelo IPMA.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/9-distritos-de-portugal-sob-aviso-laranja-calor-intenso-persistira-ate-as-19-horas-desta-terca-feira-dia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nasce a Plastisphere: o novo ecossistema "mutante" que coloniza os detritos marinhos da Terra]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/nasce-a-plastisphere-o-novo-ecossistema-mutante-que-coloniza-os-detritos-marinhos-da-terra.html</link><pubDate>Tue, 18 Aug 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A compreensão da plastisfera não deve ser vista como uma solução para a poluição plástica, mas sim como uma forma de mensurar as consequências ecológicas dos resíduos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nace-la-plastisfera-el-nuevo-ecosistema-mutante-que-coloniza-la-basura-marina-de-la-tierra-1786760972438.jpeg" data-image="80f98h2vqt95" alt="praias" title="praias"><figcaption>As ações de limpeza pública também trazem benefícios económicos. Se as praias estiverem cobertas de lixo, os turistas não as visitarão.</figcaption></figure><p>O consumo permite-nos satisfazer necessidades, sejam elas essenciais ou não; contudo, <strong>por detrás de cada decisão de consumo existem consequências que</strong>, muitas vezes, podem ir muito além do que podemos imaginar.</p><p>O termo "plastisfera" surgiu em 2013, proposto pelos investigadores Zettler, Mincer e Amaral-Zettler, que utilizaram técnicas de sequenciação genética e microscopia eletrónica de varredura para estudar fragmentos de plástico recolhidos no Atlântico Norte.<strong> Como resultado desta investigação, eles descobriram uma surpreendente diversidade de organismos a viver nestes detritos</strong>.</p><p>Segundo o Fundo Mundial para a Natureza (WWF), <strong>estima-se que 11 milhões de toneladas de resíduos plásticos cheguem aos oceanos anualmente</strong>, o que equivale a despejar um camião cheio de plástico no mar a cada minuto.</p><h2>Afinal, o que é exatamente a Plastisphere?</h2><p>A plastisfera é um ecossistema antropogénico formado por comunidades de microrganismos que <strong>colonizam os resíduos plásticos presentes em ambientes aquáticos</strong>, transformando estas superfícies artificiais em novos habitats para a vida.</p><p>Portanto, a plastisfera pode ser considerada uma região composta de plástico no meio do oceano,<strong> mas que conseguiu sustentar comunidades biológicas complexas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nace-la-plastisfera-el-nuevo-ecosistema-mutante-que-coloniza-la-basura-marina-de-la-tierra-1786759958559.jpeg" data-image="37xd7d6gsh9g" alt="plástico" title="plástico"><figcaption>A plastisfera é um ecossistema antropogénico formado por comunidades de microrganismos que colonizam os resíduos plásticos.</figcaption></figure><p>Hoje sabe-se que <strong>o plástico não funciona apenas como um poluente</strong>; uma vez em contacto com a água, ele desencadeia um processo que começa com <strong>a adesão de bactérias e outros microrganismos ao polímero</strong>.</p><p>Seguido pela produção de substâncias poliméricas extracelulares que favorecem a incorporação e <strong>o estabelecimento de comunidades cada vez mais complexas</strong>, incluindo bactérias heterotróficas, cianobactérias e outros organismos eucarióticos, bem como produtores, consumidores, predadores e simbiontes.</p><p>Dessa forma, os resíduos plásticos não permanecem como superfícies biologicamente inertes no oceano, <strong>mas podem tornar-se habitats</strong> onde ocorrem processos de colonização, competição, predação e possivelmente transformação ou degradação de certos compostos associados ao plástico.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780764" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-conseguem-transformar-plasticos-em-combustivel-o-sistema-que-os-convertem-em-energia.html" title="Cientistas conseguem transformar plásticos em combustível: o sistema que os converte em energia">Cientistas conseguem transformar plásticos em combustível: o sistema que os converte em energia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-conseguem-transformar-plasticos-em-combustivel-o-sistema-que-os-convertem-em-energia.html" title="Cientistas conseguem transformar plásticos em combustível: o sistema que os converte em energia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-logran-transformar-los-plasticos-en-combustible-el-sistema-que-convierte-plasticos-en-energia-1784929874378_320.png" alt="Cientistas conseguem transformar plásticos em combustível: o sistema que os converte em energia"></a></article></aside><p><strong>A plastisfera é muito mais do que uma camada de microrganismos aderidos</strong> ao plástico. Estas comunidades, ou biofilmes, formam biofilmes metabolicamente ativos nos quais bactérias, microalgas e outros microrganismos podem participar de processos relacionados com os ciclos do carbono, nitrogénio e enxofre.</p><p>Além disso, <strong>a natureza persistente e móvel dos resíduos plásticos pode facilitar o transporte de microrganismos </strong>entre diferentes ambientes e promover interações microbianas, incluindo a transferência de genes associados à resistência a antibióticos.</p><p>Estudos recentes sugerem que a plastisfera não constitui uma comunidade biológica completamente distinta de outros biofilmes naturais; em vez disso, <strong>a peculiaridade da sua existência reside no facto de que os humanos introduziram enormes quantidades de superfícies artificiais</strong>, duráveis e móveis nos ecossistemas, proporcionando novos espaços para a colonização e dispersão microbiana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nace-la-plastisfera-el-nuevo-ecosistema-mutante-que-coloniza-la-basura-marina-de-la-tierra-1786760011840.jpeg" data-image="59yyzvng1dkf" alt="lixo" title="lixo"><figcaption>Cada pedaço de lixo que é removido para reciclagem ou descarte em aterros sanitários significa que há um item perigoso a menos para pássaros, tartarugas ou baleias.</figcaption></figure><p>Os nossos resíduos não apenas permanecem nos mares e oceanos por décadas; eles também criam novas superfícies para a vida e alteram as relações entre os organismos e o meio ambiente.<strong> A capacidade da natureza de colonizar até mesmo os materiais mais artificiais é incrível</strong>.</p><p>A compreensão destes ecossistemas criados artificialmente pode contribuir para o desenvolvimento futuro de tecnologias de biodegradação e biorremediação. Ao mesmo tempo, o estudo da plastisfera permite avaliar se <strong>os resíduos plásticos atuam como veículo de dispersão de microrganismos potencialmente patogénicos ou genes de resistência antimicrobiana</strong>, bem como compreender o seu papel nos ciclos do carbono, do nitrogénio e de outros elementos.</p><p>A compreensão da plastisfera não deve ser vista como uma solução para a poluição plástica, <strong>mas sim como uma forma de mensurar as consequências ecológicas dos resíduos e explorar processos microbianos</strong> que podem, eventualmente, ser utilizados para reduzir o seu impacto ambiental.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Carrillo-Barrag%C3%A1n%20P.%2C%20Ballest%C3%A9%20E.%2C%20Sauer%20M.%2C%20Christie-Oleza%20J." data-year="" data-title="The%20plastisphere%3A%20not%20a%20unique%20biofilm%20but%20a%20unifying%20concept%20for%20the%20interdisciplinary%20plastic%20biofilm%20research%20community" data-url="https%3A%2F%2Fpubmed.ncbi.nlm.nih.gov%2F42329783%2F">Carrillo-Barragán P., Ballesté E., Sauer M., Christie-Oleza J.. <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42329783/" target="blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The plastisphere: not a unique biofilm but a unifying concept for the interdisciplinary plastic biofilm research community</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/nasce-a-plastisphere-o-novo-ecossistema-mutante-que-coloniza-os-detritos-marinhos-da-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Espelhos espaciais poderiam brilhar mais do que a lua cheia, e a comunidade científica está alarmada]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/espelhos-espaciais-poderiam-brilhar-mais-do-que-a-lua-cheia-e-a-comunidade-cientifica-esta-alarmada.html</link><pubDate>Mon, 17 Aug 2026 17:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A Reflect Orbital tem como objetivo captar a luz solar sempre que necessário, recorrendo a tecnologia espacial e terrestre. Um novo estudo pré-publicado sugere que os espelhos instalados em satélites poderão iluminar o céu noturno muito mais do que o previsto.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/space-mirrors-could-outshine-the-full-moon-and-the-scientific-community-is-alarmed-1786802407859.jpeg" data-image="xyecribw0ksv" alt="Reflect Orbital constellation" title="Reflect Orbital constellation"><figcaption>A Reflect Orbital espera, no futuro, vender «luz solar a pedido», fornecendo energia solar após o pôr-do-sol e antes do nascer do sol a clientes pagantes. O conceito assenta numa constelação de satélites equipados com espelhos.</figcaption></figure><p><strong>E se o céu noturno estivesse sempre iluminado pela lua? </strong>A Reflect Orbital, uma startup tecnológica da Califórnia, obteve a aprovação da Comissão Federal de Comunicações (FCC) para lançar um protótipo de satélite capaz de transmitir radiação solar à Terra, sempre que necessário. A solução assenta numa constelação de satélites em órbita, equipados com espelhos gigantes concebidos para refletir a luz solar para painéis solares gigantes instalados na Terra.</p><p>A Reflect Orbital pretende lançar uma <strong>rede de até 50 000 satélites equipados com espelhos até 2035</strong>, a fim de aproveitar melhor a radiação solar e reduzir a dependência dos combustíveis fósseis.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr"> Brighter than the Moon: the impact of orbital mirrors<br><br>Reflect Orbital plans to launch giant mirrors into orbit to reflect sunlight onto Earth at night. New modeling reveals that such illumination would drastically increase light pollution.<br><br>A single 54-meter satellite beaming <a href="https://t.co/zJxIEChpil">pic.twitter.com/zJxIEChpil</a></p>— Black Hole (@konstructivizm) <a href="https://x.com/konstructivizm/status/2088587506505650499?ref_src=twsrc%5Etfw">August 15, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>"O problema é que a energia solar não está disponível quando realmente precisamos dela"</strong>, afirmou Ben Nowack, diretor executivo da Reflect Orbital, na Conferência Internacional sobre Energia Espacial de 2024, realizada em Londres.</p><p>A nave espacial de teste, cujo lançamento está previsto para 2026, a Earendil-1, irá desdobrar um espelho com 18 metros 18 metros na órbita terrestre baixa. Irá projetar um feixe de luz solar refletida com cerca de 4,83 quilómetros de largura para a superfície da Terra. A Reflect Orbital compara o aumento da radiação solar noturna a um<strong> "brilho suave semelhante ao da lua"</strong>.</p><h2>A reação: investigação e preocupações ambientais</h2><p>A aprovação concedida pela FCC à Reflect Orbital, em julho, para o lançamento do Earendil-1 foi <strong>alvo de uma onda de críticas </strong>por parte de astrónomos e especialistas em vida selvagem. A Sociedade Astronómica Americana (AAS) enviou uma carta à FCC a opor-se à concessão da licença.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">By 2035, Reflect Orbital aims to launch up to 50,000 satellites equipped with mirrors to provide sunlight to Earth-based solar panels. Critics are concerned about impacts on wildlife, astronomy research and human health. <a href="https://t.co/LO6AuZp2RY">https://t.co/LO6AuZp2RY</a></p>— Smithsonian Magazine (@SmithsonianMag) <a href="https://x.com/SmithsonianMag/status/2088037929398550965?ref_src=twsrc%5Etfw">August 13, 2026</a></blockquote></figure><p>A AAS referiu preocupações relativamente ao <strong>aumento da poluição luminosa, ao risco de danos oculares para os astrónomos amadores e às distrações para os pilotos</strong>. Salientou ainda que os observatórios financiados pelo governo federal poderiam estar a desperdiçar recursos públicos, caso esses telescópios se tornassem ineficazes devido ao aumento da poluição luminosa.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><strong>Algumas pessoas podem querer transformar a noite em dia, mas outras não. — Stacy McGaugh, presidente do departamento de astronomia da Universidade Case Western Reserve</strong><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os especialistas em vida selvagem também manifestaram preocupações. A DarkSky International, que também se opõe à proposta da FCC, alertou que<strong> a luz artificial poderia introduzir um novo e poderoso fator de stress nos ecossistemas noturnos</strong>. Estudos anteriores demonstraram que mesmo níveis baixos de luz artificial introduzidos durante a noite perturbam os padrões de navegação, migração, alimentação e reprodução em centenas de espécies.</p><h2>Novo estudo regista um brilho semelhante ao da lua cheia</h2><p>O novo artigo, atualmente publicado no arXiv (um arquivo de pré-impressões de artigos académicos de acesso aberto), detalha um estudo realizado em colaboração entre a Academia Eslovaca de Ciências e o Departamento de Ciências Astrofísicas de Princeton. O estudo <strong>modelou o brilho do céu para observadores tanto dentro como fora da área iluminada</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777406" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-alertam-o-espaco-esta-se-esgotando-milhoes-de-satelites-ameacam-apagar-as-estrelas.html" title="Astrónomos alertam: 'O espaço está a esgotar-se, milhões de satélites ameaçam apagar as estrelas'">Astrónomos alertam: "O espaço está a esgotar-se, milhões de satélites ameaçam apagar as estrelas"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-alertam-o-espaco-esta-se-esgotando-milhoes-de-satelites-ameacam-apagar-as-estrelas.html" title="Astrónomos alertam: 'O espaço está a esgotar-se, milhões de satélites ameaçam apagar as estrelas'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-astronomos-advierten-el-espacio-se-queda-sin-espacio-millones-de-satelites-amenazan-con-apagar-las-estrellas-1783258355034_320.jpg" alt="Astrónomos alertam: 'O espaço está a esgotar-se, milhões de satélites ameaçam apagar as estrelas'"></a></article></aside><p>Os resultados preliminares comparam o brilho ao da lua cheia. E, uma vez que os satélites se deslocam rapidamente no céu, o estudo afirma que <strong>seria necessária uma constelação de milhares de satélites para garantir uma iluminação constante</strong>. É de salientar que o estudo ainda não foi submetido a uma revisão por pares completa.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/espelhos-espaciais-poderiam-brilhar-mais-do-que-a-lua-cheia-e-a-comunidade-cientifica-esta-alarmada.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Morcego-do-norte detetado na Península Ibérica pela primeira vez: o que significa esta descoberta?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/morcego-do-norte-detetado-na-peninsula-iberica-pela-primeira-vez-o-que-significa-esta-descoberta.html</link><pubDate>Mon, 17 Aug 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Foi identificado pela primeira vez na Península Ibérica um exemplar de morcego-do-norte (Cnephaeus Nilssonii). A descoberta, ocorrida no passado dia 20 de julho por parte de investigadores catalães, possui contornos intrigantes e inesperados. Perceba aqui porquê!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/morcego-do-norte-detetado-na-peninsula-iberica-pela-primeira-vez-o-que-significa-esta-descoberta-1786970705325.jpg" data-image="inp7w7coit97"><figcaption>Uma descoberta inesperada está a levar uns investigadores catalães a repensar a distribuição de algumas espécies de morcegos na Europa. Imagem: © Grup de Recerca BiBio </figcaption></figure><p><strong>No Parque Natural do Cadí-Moixeró (Catalunha) foi identificado pela primeira vez na Península Ibérica um exemplar de morcego-do-norte</strong> (<strong><em>Cnephaeus Nilssonii</em></strong>), uma espécie particularmente adaptada aos ambientes frios do norte da Europa, sobretudo em regiões e países como a Escandinávia, Finlândia e Rússia, embora também seja frequentemente encontrada nos Alpes (cadeia montanhosa do Centro-Sul da Europa).</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Numa só noite a equipa capturou 231 morcegos pertencentes a 12 espécies. Entre eles encontrava-se um macho adulto de morcego-do-norte, uma espécie que até agora era conhecida sobretudo por se distribuir por<strong> regiões boreais da Europa (Escandinávia, Finlândia e Rússia), mas também em zonas montanhosas do Centro-Sul europeu como os Alpes.</strong><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>A descoberta ocorreu no passado dia 20 de julho</strong> no âmbito de uma campanha de monitorização promovida pelo Parque Natural do Cadí-Moixeró em colaboração com o grupo de investigação BiBio, integrado no Centro Tecnológico BETA, e o Museu de Ciências Naturais de Granollers (Barcelona).</p><h2>O que é o morcego-do-norte? Conheça as suas principais características</h2><p>Possui uma <strong>extraordinária capacidade de adaptação, resistência e sobrevivência aos ambientes frios, é insetívora</strong> (especialmente insetos voadores), ajudando, por isso, no controlo de populações de pragas. É uma das espécies de morcego mais setentrionais do planeta, sendo, de momento, uma das poucas entre os mamíferos que é capaz de se <strong>reproduzir acima do Círculo Polar Ártico</strong>.</p><p>A sua sobrevivência em regiões com longos e rigorosos invernos está associada a <strong>adaptações fisiológicas</strong> que lhe permitem enfrentar períodos de escassez de alimento e temperaturas muito baixas, e em termos de habital tem preferência por florestas boreais de coníferas e zonas montanhosas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762868" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-tornado-de-morcegos-emerge-de-uma-gruta-no-mexico-este-e-o-fenomeno-natural-que-fascina-o-mundo.html" title="Um “tornado de morcegos” emerge de uma gruta no México: este é o fenómeno natural que fascina o mundo">Um “tornado de morcegos” emerge de uma gruta no México: este é o fenómeno natural que fascina o mundo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-tornado-de-morcegos-emerge-de-uma-gruta-no-mexico-este-e-o-fenomeno-natural-que-fascina-o-mundo.html" title="Um “tornado de morcegos” emerge de uma gruta no México: este é o fenómeno natural que fascina o mundo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/video-impresionante-tornado-de-murcielagos-en-mexico-un-fenomeno-natural-que-fascina-al-mundo-1775565647040_320.jpg" alt="Um “tornado de morcegos” emerge de uma gruta no México: este é o fenómeno natural que fascina o mundo"></a></article></aside><p>Entre as adaptações fisiológicas referidas encontra-se a capacidade de entrar em <strong>torpor</strong>, um estado de atividade metabólica reduzida que funciona como uma espécie de<strong> “hibernação de curta duração” </strong>e que pode durar menos de 24 horas. Com o metabolismo baixo, o animal consegue assim <strong>reduzir consideravelmente o consumo de energia</strong>.</p><h2>Esta descoberta levanta agora várias questões</h2><p><strong>O achado inédito despertou de imediato múltiplas questões nas cabeças dos investigadores</strong>. Será que existe uma população de morcegos-do-norte no Parque Natural de Cadí-Moixeró? Terá este exemplar chegado à Península Ibérica a partir dos Alpes? Ou será somente um vestígio de populações que sobreviveram no sul da Europa desde as últimas glaciações e que se mantiveram indetetadas até aos dias de hoje?</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/morcego-do-norte-detetado-na-peninsula-iberica-pela-primeira-vez-o-que-significa-esta-descoberta-1786970546867.jpg" data-image="zkmicsxxfpb4"><figcaption>A equipa está agora a preparar a publicação científica que irá formalizar a descrição do primeiro registo da presença do morcego-do-norte na Península Ibérica.</figcaption></figure><p>Os cientistas procuram igualmente compreender se <strong>há alguma relação entre esta descoberta e a presença do morcego argênteo (<em>Vespertilio murinus</em>)</strong>, outra espécie de distribuição predominantemente nórdica que foi recentemente identificada no mesmo parque pela mesma equipa.</p><p>Os resultados da análise morfológica e genética do espécime recolhido de morcego-do-norte deverão ajudar a determinar a sua origem e <strong>a compreender melhor a história e a atual distribuição desta espécie na Europa</strong>. Esta descoberta pode abrir uma nova janela sobre a capacidade de adaptação, dispersão e persistência dos morcegos perante as profundas alterações ambientais ocorridas ao longo da história do continente.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Agencia%20EFE" data-year="2026" data-title="Localizado%20pela%20primeira%20vez%20um%20exemplar%20de%20morcego-do-norte%20na%20Pen%C3%ADnsula%20Ib%C3%A9rica" data-url="https%3A%2F%2Fcnnportugal.iol.pt%2Fmorcego-do-norte%2Fcnephaeus-nilssonii%2Flocalizado-pela-primeira-vez-um-exemplar-de-morcego-do-norte-na-peninsula-iberica%2F20260809%2F6a785022d34ed0733ba7eee4">Agencia EFE. (2026). <a href="https://cnnportugal.iol.pt/morcego-do-norte/cnephaeus-nilssonii/localizado-pela-primeira-vez-um-exemplar-de-morcego-do-norte-na-peninsula-iberica/20260809/6a785022d34ed0733ba7eee4" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Localizado pela primeira vez um exemplar de morcego-do-norte na Península Ibérica</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/morcego-do-norte-detetado-na-peninsula-iberica-pela-primeira-vez-o-que-significa-esta-descoberta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Há uma ilha açoriana que decidiu proteger milhões de anos de história. O mundo começou a segui-la]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ha-uma-ilha-acoriana-que-decidiu-proteger-milhoes-de-anos-de-historia-o-mundo-comecou-a-segui-la.html</link><pubDate>Mon, 17 Aug 2026 15:45:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Santa Maria preserva o mais importante património paleontológico insular do Atlântico Norte e criou um modelo único de conservação que já inspira outros arquipélagos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ha-uma-ilha-acoriana-que-decidiu-proteger-milhoes-de-anos-de-historia-o-mundo-comecou-a-segui-la-1786973552601.jpg" data-image="z0zjm110z8cc" alt="Santa Maria, Açores" title="Santa Maria, Açores"><figcaption>Santa Maria preserva o mais importante património paleontológico insular do Atlântico Norte, resultado de uma história geológica única entre as ilhas dos Açores. Foto: Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Durante milhões de anos, o mar contou uma história sobre a <strong>ilha de Santa Maria</strong>. Primeiro ergueu-a a partir de vulcões submarinos. Depois desgastou-a até a fazer desaparecer sob as águas. Muito mais tarde, devolveu-a à superfície, trazendo consigo um <strong>património raro de fósseis marinhos</strong> que permaneceu preservado até aos nossos dias.</p><p>É essa longa memória geológica que, desde 2018, o Paleoparque de Santa Maria protege. O projeto, que celebra este mês oito anos de existência, tornou-se o <strong>primeiro do mundo a abranger todo o património paleontológico de uma ilha inteira</strong>. Mais do que preservar algumas jazidas excecionais, protege uma paisagem completa. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Cada arriba, cada camada de rocha e cada afloramento ajudam a reconstruir um capítulo da longa travessia do Atlântico.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A <strong>singularidade deste modelo</strong> já despertou o interesse de arquipélagos como as Canárias e Cabo Verde, que estudam formas de adaptar a experiência açoriana aos seus próprios territórios. Poucos lugares, afinal, conseguem reunir uma combinação tão rara entre <strong>riqueza científica</strong>, <strong>proteção legal</strong> e <strong>investigação</strong> <strong>continuada</strong>.</p><h2>Uma ilha que conserva o que as outras perderam</h2><p>Santa Maria distingue-se das restantes ilhas dos Açores por ser a mais antiga do arquipélago e estar há mais de <strong>dois milhões de anos sem atividade vulcânica significativa</strong>. Essa aparente tranquilidade geológica acabou por se transformar numa extraordinária vantagem científica.</p><p>Há cerca de seis a <strong>oito milhões de anos</strong>, depois de emergir do fundo do oceano, a ilha atravessou um longo período de submersão. Durante esse intervalo, o topo do antigo edifício vulcânico ficou coberto por <strong>sedimentos marinhos</strong> ricos em conchas, moluscos, dentes de tubarão e restos de grandes cetáceos. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Quando novas erupções e movimentos tectónicos voltaram a elevar Santa Maria acima do nível do mar, essas camadas fossilíferas permaneceram expostas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Nas restantes ilhas açorianas, o percurso foi bem diferente. As sucessivas erupções cobriram os sedimentos mais antigos com novas escoadas lávicas, apagando grande parte desse registo. Em Santa Maria, pelo contrário, a <strong>ausência de vulcanismo recente</strong> permitiu conservar um arquivo geológico excecional.</p><p>É por isso que a ilha alberga a <strong>maior jazida de fósseis a céu aberto do Atlântico Norte </strong>e constitui um caso raro de conservação de fósseis em contexto estritamente insular, uma realidade praticamente sem paralelo à escala mundial.</p><h2>O passado continua a produzir conhecimento</h2><p>A riqueza paleontológica de Santa Maria começou por despertar a curiosidade dos investigadores. Hoje, alimenta <strong>uma das mais consistentes linhas de investigação </strong>desenvolvidas em território insular.</p><p>Nas últimas duas décadas, equipas do <strong>Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade dos Açores</strong>, em colaboração com dezenas de especialistas nacionais e internacionais, têm regressado sucessivamente à ilha para estudar os seus depósitos fossilíferos. O resultado é impressionante.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ha-uma-ilha-acoriana-que-decidiu-proteger-milhoes-de-anos-de-historia-o-mundo-comecou-a-segui-la-1786973661308.jpg" data-image="d8mghhdozsnx" alt="Cauda de baleia a emergir no oceano" title="Cauda de baleia a emergir no oceano"><figcaption>As jazidas fósseis de Santa Maria conservam vértebras de baleias com milhões de anos, um dos achados mais raros do património paleontológico açoriano. Foto: Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Enquanto nas restantes ilhas açorianas os vestígios de <strong>baleias</strong> resumem-se, regra geral, a um dente ou a um fragmento isolado de vértebra, Santa Maria preserva vários locais onde surgem <strong>vértebras completas</strong> destes grandes cetáceos. A qualidade da conservação tornou a ilha uma <strong>referência</strong> para compreender a evolução dos ecossistemas do Atlântico durante o <strong>Pliocénico</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Mas talvez o mais extraordinário seja perceber que esta história continua longe do fim. À medida que novas escavações avançam e as coleções são analisadas, continuam a surgir perguntas inéditas e descobertas capazes de reescrever capítulos da história natural da ilha.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>E foi precisamente essa sucessão de descobertas que levou Santa Maria a dar um passo que nenhum outro território tinha ousado dar. Em vez de proteger apenas alguns dos seus locais mais emblemáticos, decidiu <strong>preservar toda a memória geológica</strong> que ainda permanecia gravada na paisagem. É aí que começa a história singular do Paleoparque de Santa Maria.</p><h2>A ciência revelou uma ilha ainda mais extraordinária</h2><p>À medida que os investigadores regressavam a Santa Maria, tornava-se evidente que a ilha escondia muito mais do que alguns depósitos fossilíferos isolados. Cada nova campanha de campo acrescentava <strong>peças a um puzzle</strong> que continuava longe de estar completo e ajudava a perceber que aquele património ultrapassava largamente o que se conhecia até então.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ha-uma-ilha-acoriana-que-decidiu-proteger-milhoes-de-anos-de-historia-o-mundo-comecou-a-segui-la-1786973761086.jpg" data-image="af3qppqx08qr" alt="Casa dos Fósseis, Paleoparque de Santa Maria" title="Casa dos Fósseis, Paleoparque de Santa Maria"><figcaption>A Casa dos Fósseis, em Vila do Porto, reúne parte do património paleontológico de Santa Maria e aproxima o público de milhões de anos de história da ilha. Foto: Universidade dos Açores</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Um dos momentos decisivos aconteceu quando um estudo publicado na revista <em>Geoheritage</em> reavaliou o património paleontológico e geológico da ilha. O trabalho identificou muito mais locais de interesse científico do que os anteriormente reconhecidos, <strong>aumentando o número de geossítios de 15 para 26</strong> e propondo a classificação de alguns dos mais emblemáticos como monumentos naturais.</p><p>Pouco depois, outra investigação confirmou que a famosa <strong>Pedra-que-pica</strong> representa a <strong>maior acumulação fóssil multiespecífica</strong> conhecida em plataformas de ilhas oceânicas vulcânicas em todo o planeta. Outros estudos revelaram ainda a extraordinária riqueza de moluscos marinhos fossilizados e reforçaram a importância das <strong>jazidas</strong> <strong>de cetáceos</strong>, onde surgem vértebras inteiras preservadas de forma excecional, uma raridade mesmo entre os grandes depósitos fósseis mundiais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782018" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tudo-comecou-com-um-osso-hoje-podera-ser-o-dinossauro-mais-completo-encontrado-em-portugal.html" title="Tudo começou com um osso. Hoje poderá ser o dinossauro mais completo encontrado em Portugal">Tudo começou com um osso. Hoje poderá ser o dinossauro mais completo encontrado em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tudo-comecou-com-um-osso-hoje-podera-ser-o-dinossauro-mais-completo-encontrado-em-portugal.html" title="Tudo começou com um osso. Hoje poderá ser o dinossauro mais completo encontrado em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tudo-comecou-com-um-osso-hoje-podera-ser-o-dinossauro-mais-completo-encontrado-em-portugal-1785852129349_320.jpg" alt="Tudo começou com um osso. Hoje poderá ser o dinossauro mais completo encontrado em Portugal"></a></article></aside><p>Nenhuma destas descobertas surgiu isoladamente. São o resultado de mais de <strong>vinte anos de trabalho desenvolvido por uma vasta equipa multidisciplinar </strong>que reuniu geólogos, paleontólogos, biólogos, oceanógrafos, geoquímicos, estatísticos e muitos outros especialistas. Até artistas, realizadores e jornalistas acompanharam algumas das expedições, ajudando a transformar esse conhecimento em património partilhado pela sociedade.</p><h2>Um modelo que inspira outros arquipélagos</h2><p>Foi precisamente essa sucessão de descobertas que levou a Região Autónoma dos Açores a criar o Paleoparque de Santa Maria. Mais do que uma área protegida, trata-se de um <strong>modelo de conservação sem paralelo</strong>. </p><p>Pela primeira vez, todo o património paleontológico de uma ilha passou a beneficiar de um enquadramento legal específico, permitindo definir zonas de acesso condicionado ou totalmente protegidas para garantir a preservação das jazidas fósseis mais sensíveis.</p><p>A proteção não se limita, contudo, aos afloramentos rochosos. A <strong>Casa dos Fósseis, integrada no Centro de Interpretação Ambiental Dalberto Pombo</strong>, em Vila do Porto, aproxima este património do público através de exposições e atividades de divulgação científica, mostrando que preservar também significa compreender.</p><h2>A história continua a escrever-se</h2><p>O <strong>oitavo aniversário</strong><strong> do paleoparque </strong>não assinala o fim de um percurso. Marca apenas mais um capítulo de uma investigação que continua a revelar novos segredos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="759691" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/escavacoes-em-tomar-e-torres-novas-vao-contar-a-historia-de-500-mil-anos-de-evolucao-humana.html" title="Escavações em Tomar e Torres Novas vão contar a história de 500 mil anos de evolução humana">Escavações em Tomar e Torres Novas vão contar a história de 500 mil anos de evolução humana</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/escavacoes-em-tomar-e-torres-novas-vao-contar-a-historia-de-500-mil-anos-de-evolucao-humana.html" title="Escavações em Tomar e Torres Novas vão contar a história de 500 mil anos de evolução humana"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/escavacoes-em-tomar-e-torres-novas-vao-contar-a-historia-de-500-mil-anos-de-evolucao-humana-1773927722353_320.jpg" alt="Escavações em Tomar e Torres Novas vão contar a história de 500 mil anos de evolução humana"></a></article></aside><p>Os cientistas estimam que, ao longo dos próximos anos, serão publicados cerca de duas dezenas de novos trabalhos científicos baseados no material recolhido em Santa Maria. Alguns poderão ter<strong> </strong><strong>impacto internacional </strong>e voltar a colocar a ilha açoriana no<strong> centro</strong><strong> da </strong><strong>investigação </strong>sobre a evolução dos ecossistemas marinhos do Atlântico.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="S.%20P.%20%C3%81vila%2C%20M.%20Cach%C3%A3o%2C%20R.%20S.%20Ramalho%2C%20A.%20Z.%20Botelho%2C%20P.%20Madeira%2C%20A.%20C.%20Rebelo%2C%20R.%20Cordeiro%2C%20C.%20Melo%2C%20A.%20Hip%C3%B3lito%2C%20M.%20A.%20Ventura%20%26%20J.%20H.%20Lipps" data-year="" data-title="The%20Palaeontological%20Heritage%20of%20Santa%20Maria%20Island%20(Azores%2C%20NE%20Atlantic)%3A%20a%20Re-evaluation%20of%20Geosites%20in%20GeoPark%20Azores%20and%20Their%20Use%20in%20Geotourism%2C%20Geoheritage" data-url="https%3A%2F%2Flink.springer.com%2Farticle%2F10.1007%2Fs12371-015-0148-x">S. P. Ávila, M. Cachão, R. S. Ramalho, A. Z. Botelho, P. Madeira, A. C. Rebelo, R. Cordeiro, C. Melo, A. Hipólito, M. A. Ventura & J. H. Lipps. <a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s12371-015-0148-x" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The Palaeontological Heritage of Santa Maria Island (Azores, NE Atlantic): a Re-evaluation of Geosites in GeoPark Azores and Their Use in Geotourism, Geoheritage</a>.</cite><br><cite data-author="S%C3%A9rgio%20P.%20%C3%81vila%2C%20Ricardo%20Ramalho%2C%20J%C3%B6rg%20Habermann%2C%20Rui%20Quartau%2C%20Andreas%20Kroh%2C%20Bj%C3%B6rn%20Berning%2C%20Markes%20Johnson%2C%20et%20al." data-year="" data-title="Palaeoecology%2C%20taphonomy%2C%20and%20preservation%20of%20a%20lower%20Pliocene%20shell%20bed%20(coquina)%20from%20a%20volcanic%20oceanic%20island%20(Santa%20Maria%20Island%2C%20Azores%2C%20NE%20Atlantic%20Ocean).%20Palaeogeography%2C%20Palaeoclimatology%2C%20Palaeoecology" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedirect.com%2Fscience%2Farticle%2Fabs%2Fpii%2FS0031018215002163">Sérgio P. Ávila, Ricardo Ramalho, Jörg Habermann, Rui Quartau, Andreas Kroh, Björn Berning, Markes Johnson, et al.. <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0031018215002163" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Palaeoecology, taphonomy, and preservation of a lower Pliocene shell bed (coquina) from a volcanic oceanic island (Santa Maria Island, Azores, NE Atlantic Ocean). Palaeogeography, Palaeoclimatology, Palaeoecology</a>.</cite><br><cite data-author="S.%20P.%20%C3%81vila%2C%20M.%20Cach%C3%A3o%2C%20R.%20S.%20Ramalho%2C%20A.%20Z.%20Botelho%2C%20P.%20Madeira%2C%20A.%20C.%20Rebelo%2C%20R.%20Cordeiro%2C%20C.%20Melo%2C%20A.%20Hip%C3%B3lito%2CM.%20A.%20Ventura%2C%20et%20al." data-year="" data-title="Restos%20fossilizados%20de%20cet%C3%A1ceos%20em%20Santa%20Maria%2C%20Geoheritage" data-url="https%3A%2F%2Fwww.researchgate.net%2Fprofile%2FSergio-Avila-7%2Fpublication%2F274082713_The_Palaeontological_Heritage_of_Santa_Maria_Island_Azores_NE_Atlantic_a_Re-evaluation_of_Geosites_in_GeoPark_Azores_and_Their_Use_in_Geotourism%2Flinks%2F653ff1e23cc79d48c5bc53e5%2FThe-Palaeontological-Heritage-of-Santa-Maria-Island-Azores-NE-Atlantic-a-Re-evaluation-of-Geosites-in-GeoPark-Azores-and-Their-Use-in-Geotourism.pdf">S. P. Ávila, M. Cachão, R. S. Ramalho, A. Z. Botelho, P. Madeira, A. C. Rebelo, R. Cordeiro, C. Melo, A. Hipólito,M. A. Ventura, et al.. <a href="https://www.researchgate.net/profile/Sergio-Avila-7/publication/274082713_The_Palaeontological_Heritage_of_Santa_Maria_Island_Azores_NE_Atlantic_a_Re-evaluation_of_Geosites_in_GeoPark_Azores_and_Their_Use_in_Geotourism/links/653ff1e23cc79d48c5bc53e5/The-Palaeontological-Heritage-of-Santa-Maria-Island-Azores-NE-Atlantic-a-Re-evaluation-of-Geosites-in-GeoPark-Azores-and-Their-Use-in-Geotourism.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Restos fossilizados de cetáceos em Santa Maria, Geoheritage</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ha-uma-ilha-acoriana-que-decidiu-proteger-milhoes-de-anos-de-historia-o-mundo-comecou-a-segui-la.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas dos EUA demonstram que as florestas demoraram 100 000 anos a recuperar após aquecimento semelhante ao atual]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-dos-eua-demonstram-que-as-florestas-demoraram-100-000-anos-a-recuperar-apos-aquecimento-semelhante-ao-atual.html</link><pubDate>Mon, 17 Aug 2026 14:53:22 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Alguns fósseis encontrados no Wyoming revelam que, após o aquecimento global ocorrido há 56 milhões de anos, as florestas demoraram mais de 100 000 anos a recuperar-se. Um aviso geológico que desmente o suposto benefício do excesso de dióxido de carbono.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientifico-muestran-que-los-bosques-tardaron-100-000-anos-en-recuperarse-tras-un-calentamiento-similar-al-actual-1786800610006.jpg" data-image="kdae9x6w24y0"><figcaption>As florestas, que abrigam múltiplos ecossistemas, são fortemente afetadas por secas e incêndios florestais. A sua recuperação demora muito mais tempo do que imaginamos.</figcaption></figure><p>Imaginar o planeta como uma máquina autossuficiente, capaz de se autorregular em questão de décadas após um impacto climático, é uma ilusão piadosa. A história geológica da<strong> Terra contém severas advertências sobre a fragilidade dos nossos ecossistemas</strong>.</p><p>Um estudo recente e revelador, baseado na análise de fósseis botânicos na bacia de Bighorn, no Wyoming, revelou que, após o episódio de aquecimento global mais semelhante ao atual, ocorrido há 56 milhões de anos, a cobertura florestal <strong>da Terra demorou mais de 100 000 anos a restaurar a densidade das suas copas e a plenitude das suas funções biológicas</strong>.</p><h2>Uma viagem ao passado: o grande espelho térmico do Paleoceno-Eoceno</h2><p>Para avaliar a magnitude das alterações climáticas atuais, os paleoclimatologistas voltam o seu olhar para <strong>o Máximo Térmico do Paleoceno-Eoceno (PETM, na sigla em inglês)</strong>. Durante este fenómeno, desencadeado por uma injeção maciça de carbono na atmosfera, <strong>as temperaturas globais dispararam entre</strong><strong> 5 °C e 8 °C</strong> num período geologicamente curto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientifico-muestran-que-los-bosques-tardaron-100-000-anos-en-recuperarse-tras-un-calentamiento-similar-al-actual-1786799048342.jpg" data-image="c4x410nvb8ai"><figcaption>Evolução da temperatura média global ao longo dos últimos 65 milhões de anos, evidenciando o aumento repentino de 8 °C entre o Paleoceno e o Eoceno. Fonte: História da Terra</figcaption></figure><p>O cenário meteorológico global mudou drasticamente, intensificando as secas regionais e alterando completamente o ciclo hidrológico. Ao analisar a estrutura celular e a densidade dos estômatos em folhas fossilizadas dessa época, <strong>as investigadoras descobriram que a copa das árvores</strong> (a camada superior de folhas e ramos que cobre o solo da floresta e regula o microclima terrestre) <strong>entrou em colapso retumbante, perdendo até 60 % da sua cobertura habitual</strong>.</p><h2>O mito do "reverdecimento" devido ao excesso de dióxido de carbono</h2><p>Durante anos, tem-se argumentado de forma simplista que <strong>as concentrações mais elevadas de dióxido de carbono (CO₂) atuam como um fertilizante natural</strong> que beneficia indiscriminadamente a vegetação. No entanto, as descobertas no Wyoming refutam categoricamente esta hipótese em cenários de aquecimento severo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientifico-muestran-que-los-bosques-tardaron-100-000-anos-en-recuperarse-tras-un-calentamiento-similar-al-actual-1786799396890.jpg" data-image="dnb7ss9aecjs"><figcaption>Inicialmente, o aumento do CO<sub>2</sub> pode ser benéfico para as árvores, mas as suas outras consequências, como o aumento da temperatura, as secas e os incêndios, prejudicam rapidamente a cobertura vegetal.</figcaption></figure><p>Embora o CO<sub>2</sub> estimule a fotossíntese em condições controladas, <strong>as temperaturas extremamente elevadas e o stress hídrico extremo associados ao PETM ofuscaram qualquer benefício</strong> <strong>potencial</strong> do gás. Em vez de um planeta mais verde e frondoso, a Terra sofreu uma aridez acentuada, a degradação dos seus solos e a formação de florestas com vegetação rala e matagais. <strong>A cobertura vegetal perdeu a sua capacidade fotossintética ideal</strong> e o seu papel como sumidouro eficiente de carbono.</p><h2>Uma lição geológica para a encruzilhada climática atual</h2><p>A lição central que este registo fóssil nos transmite é a assimetria temporal do clima: enquanto <strong>a emissão de gases com efeito de estufa e a alteração da atmosfera ocorrem numa questão de séculos</strong> (ou décadas, no caso da humanidade moderna), a recuperação biológica da Terra mede-se em tempos geológicos.</p><div class="texto-destacado">Desestabilizar o clima leva décadas; a regeneração biológica da Terra requer milhares de séculos.</div><p>O facto de as florestas antigas terem demorado mais de 100 000 anos a restaurar a sua vegetação exuberante sublinha que <strong>a biodiversidade e a estrutura florestal atual não se adaptarão ao ritmo desenfreado das emissões antropogénicas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782550" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-florestas-secretas-de-taiwan-guardam-alguns-dos-maiores-gigantes-da-asia.html" title="As florestas secretas de Taiwan guardam alguns dos maiores gigantes da Ásia">As florestas secretas de Taiwan guardam alguns dos maiores gigantes da Ásia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-florestas-secretas-de-taiwan-guardam-alguns-dos-maiores-gigantes-da-asia.html" title="As florestas secretas de Taiwan guardam alguns dos maiores gigantes da Ásia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-florestas-secretas-de-taiwan-guardam-alguns-dos-maiores-gigantes-da-asia-1786142274067_320.jpg" alt="As florestas secretas de Taiwan guardam alguns dos maiores gigantes da Ásia"></a></article></aside><p>Proteger as florestas existentes não é apenas uma estratégia de conservação, mas uma urgência absoluta se se pretender<strong> evitar um colapso do ecossistema cujas consequências se farão sentir ao longo de milhares de gerações</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="The%20Conversation" data-year="2026" data-title="Ancient%20forests%20took%20100%2C000%20years%20to%20recover%20from%20the%20last%20global%20warming%20period%20similar%20to%20today%20%E2%80%93%20Wyoming%20fossils%20reveal%20what%20happened" data-url="https%3A%2F%2Ftheconversation.com%2Fancient-forests-took-100-000-years-to-recover-from-the-last-global-warming-period-similar-to-today-wyoming-fossils-reveal-what-happened-289462">The Conversation. (2026). <a href="https://theconversation.com/ancient-forests-took-100-000-years-to-recover-from-the-last-global-warming-period-similar-to-today-wyoming-fossils-reveal-what-happened-289462" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Ancient forests took 100,000 years to recover from the last global warming period similar to today – Wyoming fossils reveal what happened</a>.</cite><br><cite data-author="Historia%20de%20la%20Tierra" data-year="" data-title="El%20m%C3%A1ximo%20t%C3%A9rmico%20Paleoceno-Eoceno" data-url="https%3A%2F%2Fwww.historiadelatierra.com%2Fevento-34">Historia de la Tierra. <a href="https://www.historiadelatierra.com/evento-34" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">El máximo térmico Paleoceno-Eoceno</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-dos-eua-demonstram-que-as-florestas-demoraram-100-000-anos-a-recuperar-apos-aquecimento-semelhante-ao-atual.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O modelo ECMWF altera a distribuição da chuva: consulte as zonas mais afetadas nos próximos 7 dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-modelo-ecmwf-altera-a-distribuicao-da-chuva-consulte-as-zonas-mais-afetadas-nos-proximos-7-dias.html</link><pubDate>Mon, 17 Aug 2026 14:25:39 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A chuva deverá regressar a várias regiões de Portugal continental nos próximos dias. A previsão do ECMWF mostra, contudo, uma distribuição bastante desigual da precipitação, com diferenças significativas entre o Norte, Centro e Sul.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xayi24u"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xayi24u.jpg" id="xayi24u"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A possibilidade de chuva em Portugal continental tem vindo a ganhar consistência nas previsões para a segunda metade de agosto, mas as atualizações mais recentes do ECMWF alteram a sua distribuição. <strong>Nos próximos sete dias, a precipitação deverá surgir em diferentes momentos e regiões</strong>, com os maiores acumulados concentrados no Norte.</p><h2>Interior Norte concentra os maiores acumulados de precipitação</h2><p>Ao longo dos próximos sete dias, <strong>o Minho e a metade norte do distrito de Vila Real deverão concentrar os maiores acumulados</strong>, com 10 a 15 mm e mais de 15 mm nas zonas de relevo. Entre o Douro Litoral e o interior Norte, os valores situam-se entre 5 e 10 mm.</p><p>No Centro, predominam acumulados de 1 a 5 mm. <strong>A precipitação torna-se mais escassa no Alentejo, sobretudo para sul, e no Algarve</strong> os valores ficam abaixo dos 3 mm. As previsões semanais reforçam esta distribuição, com anomalias positivas mais evidentes no Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-modelo-ecmwf-altera-a-distribuicao-da-chuva-consulte-as-zonas-mais-afetadas-nos-proximos-7-dias-1786972882959.jpg" data-image="vanlvbwc1qbd"><figcaption>O ECMWF concentra os maiores acumulados de precipitação dos próximos sete dias no Norte, sobretudo no Minho e no distrito de Vila Real, onde poderão aproximar-se dos 15 a 20 mm em alguns locais. Os quantitativos diminuem em direção ao Centro e, de forma mais acentuada, ao Sul.</figcaption></figure><p>Nesta segunda-feira, dia 17, a precipitação terá uma distribuição irregular. Os mapas apontam para aguaceiros sobretudo no Centro e Sul, com alguns núcleos entre Ribatejo, Beira Baixa, Alentejo e Algarve. <strong>A instabilidade será produzida a partir de uma depressão isolada em altitude, posicionada entre o arquipélago da Madeira e o Cabo de São Vicente</strong>.</p><h2>Mudança ganha força a partir de quarta-feira</h2><p>Na terça-feira, a precipitação perde expressão e deverá ser escassa e localizada. Na quarta-feira poderão desenvolver-se novos aguaceiros no Norte e Centro, nomeadamente em áreas de <strong>Vila Real, Viseu e Guarda</strong>. Simultaneamente, a circulação começa a mudar, permitindo a <strong>entrada de ar menos quente pelo Atlântico nos níveis baixos da atmosfera</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-modelo-ecmwf-altera-a-distribuicao-da-chuva-consulte-as-zonas-mais-afetadas-nos-proximos-7-dias-1786973578430.jpg" data-image="hte9qotn0dg7"><figcaption>Na quinta-feira, a precipitação deverá abranger sobretudo o Norte e Centro, com maior continuidade junto à faixa litoral. O ECMWF prevê chuva também na região de Lisboa, enquanto no interior e no Sul a precipitação deverá ocorrer de forma mais localizada.</figcaption></figure><p>Na quinta-feira, dia 20, a mudança torna-se mais evidente. <strong>Uma banda de precipitação deverá alcançar a costa ocidental durante a tarde e progredir para o interior</strong>, afetando sobretudo o Norte e Centro. Braga, Porto, Aveiro, Coimbra e Leiria estão entre as áreas com maior probabilidade de chuva, que poderá também alcançar Lisboa e zonas do norte do Alentejo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-modelo-ecmwf-altera-a-distribuicao-da-chuva-consulte-as-zonas-mais-afetadas-nos-proximos-7-dias-1786974176207.jpg" data-image="qscsegr5ugqc"><figcaption>Na manhã de sábado, o tempo será maioritariamente seco em Portugal continental, embora possam ocorrer aguaceiros fracos e localizados no Sul, sobretudo no Baixo Alentejo. A nebulosidade será mais extensa nas regiões Centro e Sul.</figcaption></figure><p>Na sexta-feira, a precipitação deverá perder expressão, embora <strong>ainda possam ocorrer aguaceiros dispersos e geralmente fracos</strong>, sobretudo no Norte e pontualmente no Sul. No sábado, predominará o tempo seco, embora possam ocorrer aguaceiros muito pontuais no sul do território, com nebulosidade variável em várias regiões.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784094" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intensifica-se-varios-locais-do-norte-e-centro-chegam-aos-40-c-previsao-para-os-proximos-dias.html" title="Calor intensifica-se: 'vários locais do Norte e Centro chegam aos 40 ºC' - previsão para os próximos dias">Calor intensifica-se: "vários locais do Norte e Centro chegam aos 40 ºC" - previsão para os próximos dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intensifica-se-varios-locais-do-norte-e-centro-chegam-aos-40-c-previsao-para-os-proximos-dias.html" title="Calor intensifica-se: 'vários locais do Norte e Centro chegam aos 40 ºC' - previsão para os próximos dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intensifica-se-varios-locais-do-norte-e-centro-chegam-aos-40-c-previsao-para-os-proximos-dias-1786968032279_320.png" alt="Calor intensifica-se: 'vários locais do Norte e Centro chegam aos 40 ºC' - previsão para os próximos dias"></a></article></aside><p>No domingo, <strong>a precipitação deverá regressar às regiões Norte ao longo da tarde</strong>, atingindo sobretudo o Minho, Trás-os-Montes e o Douro, onde poderão ocorrer aguaceiros localmente mais intensos. Nas restantes regiões, a nebulosidade deverá variar ao longo do dia, sem sinal de precipitação significativa.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-modelo-ecmwf-altera-a-distribuicao-da-chuva-consulte-as-zonas-mais-afetadas-nos-proximos-7-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor intensifica-se: "vários locais do Norte e Centro chegam aos 40 ºC" - previsão para os próximos dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intensifica-se-varios-locais-do-norte-e-centro-chegam-aos-40-c-previsao-para-os-proximos-dias.html</link><pubDate>Mon, 17 Aug 2026 12:31:53 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O calor vai intensificar-se nas próximas horas, com vários pontos do Norte e Centro a atingirem os 40 ºC. Nove distritos destas regiões estão agora sob aviso laranja.</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/imAc-iHZqyM/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=imAc-iHZqyM" id="imAc-iHZqyM"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Até às 18h de amanhã, terça-feira, <strong>os distritos do Norte e alguns do Centro do país estarão sob aviso laranja de tempo quente</strong>, de acordo com o IPMA. Os distritos em questão são: Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Aveiro e Coimbra.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Já os distritos de Castelo Branco, Leiria, Lisboa, Santarém, Portalegre, Setúbal, Évora e Beja encontram-se sob aviso amarelo também devido ao tempo quente, sendo que <strong>Castelo Branco, Santarém, Portalegre, Évora, Beja e Faro contam ainda com aviso amarelo de trovoada</strong>, em vigor até às 21h de hoje.</p><h2>Temperaturas máximas podem atingir 40 ºC em vários locais do Norte e Centro entre hoje e amanhã</h2><p>Os nossos mapas indicam que, para hoje, <strong>as temperaturas máximas podem chegar aos 40 ºC na cidade de Coimbra</strong>, devendo esta ser a capital de distrito mais quente. Ainda assim, vários pontos destas regiões poderão aproximar-se deste valor nas próximas horas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intensifica-se-varios-locais-do-norte-e-centro-chegam-aos-40-c-previsao-para-os-proximos-dias-1786967904344.jpg" data-image="thiv9s5cycda" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Entre hoje e amanhã poderão registar-se até 40 ºC em vários pontos do Norte e Centro do país. Estão nove distritos sob aviso laranja de tempo quente, segundo o IPMA.</figcaption></figure><p>Amanhã espera-se uma <strong>nova subida, especialmente na faixa litoral</strong>. Coimbra poderá voltar a registar 40 ºC e Braga 39 ºC, devendo estas serem as cidades mais quentes do país. A nível local, a tendência repete-se, com vários sítios a poderem contar com 40 ºC. O <strong>Vale do Douro poderá contar com valores até 41 ºC</strong>.</p><p>Desta forma, <strong>espera-se que a noite de hoje e a madrugada de amanhã sejam quentes</strong>, com valores próximos dos 30 ºC em várias capitais de distrito pelas 23h de hoje, e com temperaturas mínimas (pelas 6h de amanhã) acima dos 20 ºC em praticamente todas as capitais, à exceção de Leiria e Aveiro, que deverão contar com 19 ºC.</p><h2>Alívio no calor a partir de quarta-feira, dia 19</h2><p>No entanto, de acordo com a mais recente atualização do nosso modelo de referência, ECMWF, <strong>a partir de quarta-feira dar-se-á uma descida acentuada dos valores</strong>, onde a máxima mais elevada poderá ser de 34 ºC em Bragança. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784090" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-das-13-horas-aumenta-o-risco-de-aguaceiros-localmente-fortes-trovoada-rajadas-fortes-e-granizo-em-6-distritos.html" title="A partir das 13 horas aumenta o risco de aguaceiros localmente fortes, trovoada, rajadas fortes e granizo em 6 distritos">A partir das 13 horas aumenta o risco de aguaceiros localmente fortes, trovoada, rajadas fortes e granizo em 6 distritos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-das-13-horas-aumenta-o-risco-de-aguaceiros-localmente-fortes-trovoada-rajadas-fortes-e-granizo-em-6-distritos.html" title="A partir das 13 horas aumenta o risco de aguaceiros localmente fortes, trovoada, rajadas fortes e granizo em 6 distritos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-das-13-horas-aumenta-o-risco-de-aguaceiros-localmente-fortes-trovoada-rajadas-fortes-e-granizo-em-6-distritos-1786966258460_320.png" alt="A partir das 13 horas aumenta o risco de aguaceiros localmente fortes, trovoada, rajadas fortes e granizo em 6 distritos"></a></article></aside><p><strong>Esta tendência de descida deverá manter-se até à reta final da semana</strong>, trazendo um alívio no calor a todo o país, com valores máximos na ordem dos 30 ºC ou menos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intensifica-se-varios-locais-do-norte-e-centro-chegam-aos-40-c-previsao-para-os-proximos-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item></channel></rss>