<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Thu, 24 Sep 2026 23:10:15 +0000</lastBuildDate><pubDate>Thu, 24 Sep 2026 23:10:15 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[E se a tinta mais preta do mundo pudesse salvar o nosso céu estrelado?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/e-se-a-tinta-mais-preta-do-mundo-pudesse-salvar-o-nosso-ceu-estrelado.html</link><pubDate>Thu, 24 Sep 2026 18:05:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Uma pintura extremamente preta poderia ajudar a reduzir a visibilidade dos satélites a partir da Terra. Uma solução que poderia contribuir para limitar o impacto crescente das constelações de satélites nas observações astronómicas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/et-si-la-peinture-la-plus-noire-du-monde-pouvait-sauver-notre-ciel-etoile-1789023022519.jpg" data-image="tcsvumcvl3hx" alt="Satélite Ventablack" title="Satélite Ventablack"><figcaption>E se a solução para reduzir o impacto visual dos satélites no nosso céu noturno fosse simplesmente torná-los muito mais escuros?</figcaption></figure><p>Há cada vez mais satélites a atravessar o nosso céu noturno, ao ponto de interferirem com algumas observações astronómicas. Mas uma solução muito simples poderia limitar o seu impacto:<strong> revesti-los com Vantablack 310</strong>.</p><h2> Uma tinta capaz de absorver uma quantidade significativa de luz</h2><p>Desenvolvida para ser extremamente absorvente, a Vantablack 310 reflete apenas cerca de 2% da luz que incide sobre ela, em comparação com aproximadamente 5% de uma tinta preta convencional. Desta forma, absorve <strong>quase 98% da luz incidente</strong>, enquanto uma tinta preta comum absorve cerca de 95%.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Ball covered in Vantablack, which absorbs 99.965% of visible light-.<br><br>[ Surrey NanoSystems] <a href="https://t.co/hnxi9DfPTv">pic.twitter.com/hnxi9DfPTv</a></p>— Massimo (@Rainmaker1973) <a href="https://x.com/Rainmaker1973/status/2093282555315249544?ref_src=twsrc%5Etfw">August 28, 2026</a></blockquote></figure><p>Investigadores da Universidade de Surrey, em Inglaterra, estudaram o seu comportamento sob diferentes condições de iluminação e observação, com o objetivo de determinar <strong>qual seria o aspeto de um satélite revestido com Vantablack 310</strong> visto da Terra.</p><p>O objetivo é, em particular, <strong>limitar os reflexos significativos</strong> causados pelas superfícies metálicas dos satélites. Estas superfícies podem tornar-se especialmente brilhantes ao refletirem a luz solar diretamente para a Terra, produzindo brilhos ou pontos luminosos muito visíveis no céu noturno. Por outro lado, o Vantablack 310 absorveria <strong>grande parte desta luz</strong>, reduzindo assim consideravelmente o brilho aparente dos satélites.</p><div class="texto-destacado">Segundo simulações realizadas por cientistas, um satélite revestido com esta tinta poderia atingir uma magnitude aparente de aproximadamente +7. Isto torná-lo-ia suficientemente fraco para ser invisível a olho nu na grande maioria dos casos.<br> </div><p>Esta solução poderia, portanto, ajudar a reduzir parte da poluição luminosa causada pelas novas constelações de satélites. Com dezenas de milhares de objetos adicionais previstos na órbita terrestre baixa até ao final da década, a astronomia, tanto amadora como profissional, poderá ver-se<strong> cada vez mais afetada</strong> pela sua presença no céu noturno.</p><h2> Um tema cada vez mais importante para a astronomia</h2><p>O rápido desenvolvimento das megaconstelações representa um novo desafio para os astrónomos. Os satélites podem atravessar o campo de visão dos telescópios e <strong>deixar longos rastos luminosos nas imagens</strong>, o que dificulta as observações destinadas a estudar os objetos mais fracos e distantes do universo.</p><p>O problema não se limita aos grandes observatórios. Os astrónomos amadores e os astrofotógrafos também podem ser afetados por esta poluição luminosa. Durante as exposições prolongadas, é agora difícil<strong> obter uma fotografia sem os inúmeros rastros deixados pelos satélites </strong>que orbitam o nosso planeta.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">This is what astrophotography looks like today, marred by the trails of Starlink satellites.<br><br>And this is just the beginning: the situation will worsen as Amazon and China join the race for mass satellite deployment, with plans to launch a combined total of around 500,000 <a href="https://t.co/VjHnhwiP5F">pic.twitter.com/VjHnhwiP5F</a></p>— Black Hole (@konstructivizm) <a href="https://x.com/konstructivizm/status/2080757663655399883?ref_src=twsrc%5Etfw">July 24, 2026</a></blockquote></figure><p>O Vantablack 310 poderá oferecer uma <strong>solução relativamente simples</strong>, sem necessidade de alterar substancialmente o design dos satélites. Os investigadores acreditam que a escolha de materiais menos refletores poderá melhorar significativamente a sua visibilidade a partir da Terra, mantendo, ao mesmo tempo, as características essenciais das naves espaciais.</p><p>No entanto, ainda será necessário verificar se esta solução funciona realmente em condições orbitais. Os resultados atuais baseiam-se principalmente em medições e simulações terrestres, sendo necessários ensaios espaciais para <strong>confirmar a eficácia do revestimento</strong>. Se estes ensaios forem conclusivos, uma simples camada de tinta poderá contribuir para preservar melhor a escuridão das nossas noites.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762110" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cada-vez-menos-estrelas-alertam-que-as-megaconstelacoes-de-satelites-vao-mudar-para-sempre-o-ceu-noturno.html" title="Cada vez menos estrelas: alertam que as megaconstelações de satélites vão mudar para sempre o céu noturno">Cada vez menos estrelas: alertam que as megaconstelações de satélites vão mudar para sempre o céu noturno</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cada-vez-menos-estrelas-alertam-que-as-megaconstelacoes-de-satelites-vao-mudar-para-sempre-o-ceu-noturno.html" title="Cada vez menos estrelas: alertam que as megaconstelações de satélites vão mudar para sempre o céu noturno"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cada-vez-menos-estrellas-advierten-que-las-megaconstelaciones-de-satelites-cambiaran-para-siempre-el-cielo-nocturno-1774893352897_320.jpg" alt="Cada vez menos estrelas: alertam que as megaconstelações de satélites vão mudar para sempre o céu noturno"></a></article></aside><p>Com o aumento previsto do número de satélites nos próximos anos, a sua presença no céu tornar-se-á provavelmente <strong>um problema cada vez mais importante para a astronomia a nível mundial</strong>. Face a este risco, qualquer solução que limite o seu impacto pode ser de grande utilidade, mesmo uma tão simples como a utilização de um revestimento mais escuro.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Jamie%20Middleton" data-year="2026" data-title="One%20of%20the%20world's%20darkest%20paints%20makes%20everything%20look%20like%20a%20black%20hole%20%E2%80%93%20and%20it%20could%20save%20our%20night%20sky" data-url="https%3A%2F%2Fwww.skyatnightmagazine.com%2Fnews%2Fvantablack-310">Jamie Middleton. (2026). <a href="https://www.skyatnightmagazine.com/news/vantablack-310" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">One of the world's darkest paints makes everything look like a black hole – and it could save our night sky</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/e-se-a-tinta-mais-preta-do-mundo-pudesse-salvar-o-nosso-ceu-estrelado.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A "Pompeia" dos Andes: uma erupção gigantesca soterrou toda uma paisagem]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-pompeia-dos-andes-uma-erupcao-gigantesca-soterrou-toda-uma-paisagem.html</link><pubDate>Thu, 24 Sep 2026 17:40:13 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma gigantesca erupção vulcânica no Chile proporcionou aos cientistas uma visão rara dos antigos Andes, revelando pistas sobre a forma como as montanhas se formaram e se transformaram ao longo de milhões de anos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/the-pompeii-of-the-andes-giant-eruption-buried-an-entire-landscape-1790183495364.jpg" data-image="dvpr9h7lebls" alt="landscape" title="landscape"><figcaption>Depósitos de ignimbrito de Cardones, esculpidos pelo rio Lluta, no norte do Chile. Crédito: Frances J. Cooper.</figcaption></figure><p>Um novo estudo publicado na revista <em>Science Advances</em> revela que uma <strong>gigantesca erupção vulcânica agiu como o Vesúvio em toda uma paisagem</strong>, <strong>soterrando tudo o que se encontrava por baixo </strong>e preservando terrenos que, de outra forma, teriam sido perdidos devido à erosão.</p><p>Os investigadores estudaram <strong>a rocha vulcânica que entrou em erupção na caldeira de Lauca, no norte do Chile, há 21,9 milhões de anos</strong>. A rocha, denominada ignimbrita, cobre uma área seis vezes maior do que Santiago, a capital do Chile, e pode atingir até um quilómetro de profundidade.</p><h2>Utilizar modelos para mapear paisagens ocultas</h2><p>A equipa simulou centenas de paisagens possíveis, utilizando modelos que mostram como os rios moldam as cadeias montanhosas, para verificar quais delas se poderiam assemelhar à paisagem enterrada sob as rochas. Descobriram que apenas paisagens de relevo relativamente baixo – semelhantes a encostas suaves no sopé das montanhas – teriam sido possíveis. Consideram que<strong> esta parte dos Andes se formou lentamente, a um ritmo de cerca de 2,5 cm a cada 100 anos</strong>.</p><p>Se as rochas tivessem sido empurradas para cima mais rapidamente, a paisagem poderia ter desenvolvido encostas mais íngremes, que não caberiam por baixo dos depósitos vulcânicos.</p><p>As descobertas apoiam <strong>a teoria de que os Andes cresceram lentamente ao longo de dezenas de milhões de anos</strong>. Este processo é lento quando comparado com muitas partes de cadeias montanhosas ativas que se elevam rapidamente, como certas zonas dos Himalaias.</p><p>O Dr. Byron Adams, do Departamento de Ciências da Terra da UCL, afirmou:<strong> "Esta paisagem foi soterrada por uma erupção vulcânica gigantesca — um pouco como Pompeia, mas numa escala muito maior</strong>. Em vez de cobrir uma cidade, misturas quentes de cinzas vulcânicas, fragmentos de rocha e gás varreram toda uma paisagem, engolindo o terreno por baixo delas.</p><div class="texto-destacado">"Pompeia mostra como as erupções vulcânicas podem congelar um momento na história da humanidade. <strong>Este estudo demonstra que erupções muito maiores também podem congelar momentos na história da Terra</strong>, soterrando paisagens inteiras sob depósitos vulcânicos e preservando pistas sobre como as montanhas estavam a ser formadas antes da erupção.</div><p>"Não podemos escavar para ver a paisagem soterrada, mas podemos usar a forma da camada vulcânica e o que sabemos sobre como os rios moldam as montanhas para inferir o que está escondido por baixo dela."</p><h2>Rocha vulcânica que revela registos geológicos do tempo</h2><p>Os investigadores observaram que a sua estimativa do levantamento correspondia a estudos anteriores sobre os minerais presentes na rocha, que registam as variações de temperatura ao longo dos últimos 50 milhões de anos. Essas variações de temperatura refletem o arrefecimento da rocha à medida que esta se desloca para cima através da crosta terrestre.</p><p>O Dr. Adams acrescentou: "Esta abordagem oferece-nos uma nova forma de olhar para o passado da história da Terra. Os métodos atuais para estimar a velocidade a que as montanhas se formam baseiam-se em “relógios” químicos presentes na rocha, mas estes limitam-se a momentos específicos no tempo.<strong> O nosso método permite estimar a elevação da rocha ao longo de um período muito mais extenso</strong>.</p><p>"Neste caso, estimamos que <strong>teriam sido necessários milhões de anos para formar a paisagem suave que inferimos ter existido antes da erupção</strong>.</p><p>"Existe um debate sobre se os Andes cresceram lenta e constantemente ao longo de 40 ou 50 milhões de anos ou se se elevaram de forma extremamente lenta e, posteriormente, surgiram mais recentemente, nos últimos seis a 10 milhões de anos. <strong>As nossas descobertas, que abrangem uma grande parte do meio dessa história, apoiam a hipótese de um crescimento lento, mas constante</strong>."</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768086" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/do-interior-da-terra-ao-caos-na-superficie-o-desafio-de-prever-as-erupcoes-vulcanicas.html" title="Do interior da Terra ao caos na superfície: o desafio de prever as erupções vulcânicas ">Do interior da Terra ao caos na superfície: o desafio de prever as erupções vulcânicas </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/do-interior-da-terra-ao-caos-na-superficie-o-desafio-de-prever-as-erupcoes-vulcanicas.html" title="Do interior da Terra ao caos na superfície: o desafio de prever as erupções vulcânicas "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/do-interior-da-terra-ao-caos-na-superficie-o-desafio-de-prever-as-erupcoes-vulcanicas-1778425892395_320.jpg" alt="Do interior da Terra ao caos na superfície: o desafio de prever as erupções vulcânicas "></a></article></aside><p>A Dra. Frances Cooper, também do Departamento de Ciências da Terra da UCL, afirmou: "Temos vindo a trabalhar nesta zona dos Andes há muitos anos para compreender como se formaram as montanhas.<strong> Os Andes têm uma grande influência no clima regional e global, pelo que reconstruir a sua história é importante para compreender as alterações climáticas a longo prazo</strong>.</p><p>"O que é particularmente entusiasmante neste estudo é que nos proporciona uma nova forma de reconstituir essa história.<strong> A mesma abordagem poderia ser aplicada a depósitos vulcânicos noutros locais do mundo</strong>, ajudando-nos a reconstruir paisagens enterradas há milhões de anos."</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Byron%20A.%20Adams%2C%20Frances%20J.%20Cooper%2C%20Clementine%20Walsh%2C%20and%20Katharine%20V.%20Cashman" data-year="2026" data-title="Landscapes%20buried%20beneath%20large-volume%20ignimbrites%20reveal%20preeruptive%20uplift%20rates" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fsciadv.aee5374">Byron A. Adams, Frances J. Cooper, Clementine Walsh, and Katharine V. Cashman. (2026). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.aee5374" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Landscapes buried beneath large-volume ignimbrites reveal preeruptive uplift rates</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-pompeia-dos-andes-uma-erupcao-gigantesca-soterrou-toda-uma-paisagem.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A última previsão do especialista Alfredo Graça para outubro: o tempo em Portugal poderá sofrer uma mudança brusca]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-ultima-previsao-do-especialista-alfredo-graca-para-outubro-o-tempo-em-portugal-podera-sofrer-uma-mudanca-brusca.html</link><pubDate>Thu, 24 Sep 2026 14:59:44 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Fica para trás um setembro bastante quente e predominantemente seco em Portugal. Quanto a outubro 2026, o modelo europeu prevê uma mudança significativa na situação meteorológica.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-ultima-previsao-do-especialista-alfredo-graca-para-outubro-o-tempo-em-portugal-podera-sofrer-uma-mudanca-brusca-1790261487845.jpg" data-image="6yryli11w8n5"><figcaption>O modelo europeu antecipa uma possível mudança de tempo para o mês de outubro em Portugal.</figcaption></figure><p><strong>Está prestes a terminar um mês de setembro consideravelmente quente em Portugal</strong>, marcado por vários dias de persistência de valores elevados da temperatura máxima e que foi, essencialmente, um prolongamento do verão. A ausência de precipitação foi generalizada no Continente com o tempo seco e anticiclónico a impor-se de forma categórica, exceto de forma ocasional e relativamente irregular nos Açores, e por vezes, na Madeira.</p><div class="texto-destacado">Não obstante, é preciso ter em conta que a <strong>mudança de tempo prevista para a reta final de setembro ainda tem o potencial de alterar a precipitação para valores próximos à média mensal</strong>, tanto em Portugal continental, como nos arquipélagos.<br></div><p>As primeiras tendências do modelo europeu antecipam uma mudança significativa no tempo para o mês de outubro, o que, por outro lado, é habitual no outono. <strong>Estará à vista uma alteração radical da circulação atmosférica, após vários meses estivais tendencialmente secos, quentes e soalheiros?</strong></p><h2>Como costuma ser o mês de outubro em Portugal?</h2><p>De seguida, recordamos algumas características climáticas de outubro, o primeiro mês plenamente outonal. Segundo as normais climatológicas de referência,<strong> as temperaturas médias são 4/5 ºC mais baixas do que em setembro nos distritos do interior</strong>, enquanto nos do litoral e nos arquipélagos a descida é mais moderada por causa do efeito termorregulador do oceano Atlântico.</p><p><strong>Nas Regiões Norte e Centro, especialmente no interior e em particular nas zonas montanhosas, será recomendável ter um casaco sempre à mão, pois o tempo ficará mais fresco</strong>. À noite, em outubro, a geada começa lentamente a surgir nos locais mais abrigados e a poder estender-se a outras zonas. Em contrapartida, em boa parte do Alentejo, no Algarve, nos Açores e na Madeira, poderá continuar a usar roupa de manga curta com bastante frequência durante o dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-ultima-previsao-do-especialista-alfredo-graca-para-outubro-o-tempo-em-portugal-podera-sofrer-uma-mudanca-brusca-1790261367506.jpg" data-image="xxlc1fgu0r86"><figcaption>Em outubro começa a ser cada vez mais comum o uso de casacos de chuva, impermeáveis e agasalhos em boa parte do país, embora em certas zonas ainda persista o uso frequente de roupa de manga curta.</figcaption></figure><p>No que diz concerne à precipitação, <strong>é normal que em outubro comecem a chegar ao nosso país as primeiras depressões atlânticas de grande impacto</strong> - como Elsa em 2019, que provocou inundações no Norte e no Centro e inúmeras ocorrências, ou as incessantes depressões atlânticas e suas frentes associadas que originaram um outubro de 2023 imensamente chuvoso (duas vezes mais chuvoso do que o normal).</p><div class="texto-destacado">Basicamente, em outubro podem ocorrer diferentes tipos de situações sinópticas, capazes de gerar precipitação na geografia do Continente, desde perturbações atlânticas de carácter frontal (as mais comuns nesta época do ano no nosso país) até depressões isoladas em altitude (gotas frias).</div><p><strong>Outubro é um dos meses mais chuvosos do ano</strong> de norte a sul de Portugal continental e nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira. Em 13 das 19 principais estações meteorológicas do Continente acumulam-se, normalmente, <strong>mais de 100 mm</strong>.</p><h2>O modelo Europeu vislumbra uma mudança considerável do tempo em outubro</h2><p>Os mapas semanais do modelo ECMWF - que são uma referência para a Meteored - insistem que grande parte de Portugal irá registar <strong>temperaturas dentro do normal para o mês de outubro durante a primeira quinzena</strong> (até dia 12, concretamente), algo que poderá ser o resultado da presença mais próxima e frequente de baixas pressões e do ar frio na nossa latitude.</p><p>Ainda assim, em alguns dias da primeira quinzena é possível que <strong>algumas zonas registem valores entre 1 e 3 ºC superiores à média</strong> climatológica (Madeira e áreas fronteiriças do Baixo Alentejo e do Sotavento Algarvio) e que outras zonas registem anomalias térmicas negativas (algumas ilhas açorianas e áreas do litoral Norte e Centro).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-ultima-previsao-do-especialista-alfredo-graca-para-outubro-o-tempo-em-portugal-podera-sofrer-uma-mudanca-brusca-1790261180007.jpg" data-image="2brhngu28s3i"><figcaption>O modelo europeu indica que, no conjunto do mês de outubro, as temperaturas poderão ser ligeiramente acima da média em algumas zonas (até 1 ºC), situando-se dentro do normal no resto do território continental.</figcaption></figure><p><strong>Para a segunda quinzena do mês verifica-se a possibilidade de se registarem temperaturas ligeiramente superiores à média climatológica de referência</strong>. As anomalias térmicas positivas tenderão a generalizar-se por grande parte do território de Portugal continental, Açores e Madeira, mas, tal como referido anteriormente, serão normalmente suaves (até 1 ºC acima do normal).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790250" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ciclogenese-explosiva-forma-se-no-atlantico-norte-chuva-nos-acores-e-em-portugal-continental-nestas-datas.html" title="Ciclogénese explosiva forma-se no Atlântico Norte: chuva nos Açores e em Portugal continental nestas datas">Ciclogénese explosiva forma-se no Atlântico Norte: chuva nos Açores e em Portugal continental nestas datas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ciclogenese-explosiva-forma-se-no-atlantico-norte-chuva-nos-acores-e-em-portugal-continental-nestas-datas.html" title="Ciclogénese explosiva forma-se no Atlântico Norte: chuva nos Açores e em Portugal continental nestas datas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ciclogenese-explosiva-forma-se-no-atlantico-norte-chuva-nos-acores-e-em-portugal-continental-nestas-datas-1790252733593_320.jpg" alt="Ciclogénese explosiva forma-se no Atlântico Norte: chuva nos Açores e em Portugal continental nestas datas"></a></article></aside><p>Como já foi anteriormente referido na Meteored, <strong>outubro é um mês extremamente complexo para a previsão de chuva a médio e longo prazo</strong>, dado que esta pode estar associada a diversas situações sinópticas e, por vezes, é extremamente irregular. Deste modo, será apresentada aqui uma aproximação geral, cuja fiabilidade é reduzida.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-ultima-previsao-do-especialista-alfredo-graca-para-outubro-o-tempo-em-portugal-podera-sofrer-uma-mudanca-brusca-1790260631897.jpg" data-image="jkovtcu8vk2d"><figcaption>Mapa de anomalia de precipitação na semana de 5 a 12 de outubro. Possivelmente, somente a Madeira e uma pequena área do interior de Portugal continental é que poderiam registar valores de pluviosidade acima do normal.</figcaption></figure><p>Está em perspetiva uma mudança de tempo para os primeiros dias do mês, que seria a eventual continuidade da chuva gerada pelas frentes frias associadas ao ciclone-bomba que se formará no Atlântico Norte na reta final de setembro. <strong>Assim, para a semana de 28 de setembro a 5 de outubro, os mapas contemplam precipitação superior à média de norte a sul de Portugal continental e Açores</strong>, sem desvios em relação ao normal na Madeira.</p><div class="texto-destacado"><strong>No resto da primeira quinzena não se observam desvios significativos em relação aos valores médios de precipitação</strong>, exceto nalgumas zonas do Continente e na Madeira, onde se poderão registar episódios muito localizados de precipitação que se traduziriam em anomalias positivas.</div><p>Quanto à <strong>segunda quinzena de outubro</strong>, não existem, para já, sinais muito claros, mas o modelo europeu indica que poderá ocorrer um domínio de configurações atmosféricas favoráveis a condições meteorológicas de <strong>tempo seco em Portugal continental e Açores, mas mais húmido e chuvoso na Madeira</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os mapas do modelo europeu apostam na possível alternância de situações anticiclónicas e atlânticas em Portugal, incluindo Açores e Madeira. A ausência de um sinal consistente no que toca à evolução da precipitação acarreta um grau de incerteza bastante elevado à previsão, impedindo assim de se avançar com detalhes muito concretos em relação a esta variável, que é muito complexa de prever para o mês de outubro.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>No entanto, a incerteza é bastante elevada e é bem provável que ocorram ajustes significativos</strong>. Por fim, apesar do super El Niño ser um dos fenómenos climáticos mais impactantes no tempo à escala global e um dos mais comentados para este outono 2026, os seus efeitos são praticamente residuais em Portugal, dado que o nosso país é afetado mais diretamente por outros fenómenos, como o jato polar ou a Oscilação do Atlântico Norte (NAO).</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-ultima-previsao-do-especialista-alfredo-graca-para-outubro-o-tempo-em-portugal-podera-sofrer-uma-mudanca-brusca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ciclogénese explosiva forma-se no Atlântico Norte: chuva nos Açores e em Portugal continental nestas datas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ciclogenese-explosiva-forma-se-no-atlantico-norte-chuva-nos-acores-e-em-portugal-continental-nestas-datas.html</link><pubDate>Thu, 24 Sep 2026 14:25:59 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O Atlântico Norte prepara-se para uma evolução meteorológica muito dinâmica. Duas depressões deverão interagir e dar origem a um sistema muito profundo. Os Açores sentirão primeiro os efeitos, mas a chuva deverá também chegar a Portugal continental.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbcitk2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbcitk2.jpg" id="xbcitk2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Duas depressões deverão interagir e dar origem a um sistema muito profundo</strong>, com possibilidade de ciclogénese explosiva. Apesar de o seu núcleo permanecer longe de Portugal, os efeitos associados serão sentidos nos Açores e, posteriormente, no continente.</p><h2>Domingo e segunda-feira (27 e 28) a primeira depressão atravessa os Açores</h2><p>A sequência começa no <strong>domingo, dia 27</strong>, com a aproximação de uma depressão atlântica aos Açores. Trata-se inicialmente de uma depressão típica das latitudes médias, mas que terá um papel importante na evolução sinóptica dos dias seguintes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclogenese-explosiva-forma-se-no-atlantico-norte-chuva-nos-acores-e-em-portugal-continental-nestas-datas-1790252666992.jpg" data-image="w0i0nyhi5ich" alt="Pressão e chuva" title="Pressão e chuva"><figcaption>Uma depressão aproxima-se dos Açores e começa a alterar o estado do tempo no arquipélago. A passagem do sistema favorecerá o aumento da nebulosidade, do vento e da precipitação.</figcaption></figure><p>A passagem deste sistema deverá provocar <strong>um aumento da nebulosidade, precipitação e intensidade do vento no arquipélago</strong>, com um agravamento mais evidente entre domingo e segunda-feira.</p><p>Na <strong>segunda-feira, dia 28</strong>, a chuva poderá ganhar expressão, sobretudo no Grupo Central, onde pontualmente os acumulados horários poderão <strong>superar os 6 mm</strong>. O vento também será um elemento a acompanhar, especialmente após a passagem do núcleo depressionário, com <strong>rajadas que poderão aproximar-se dos 70 km/h</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclogenese-explosiva-forma-se-no-atlantico-norte-chuva-nos-acores-e-em-portugal-continental-nestas-datas-1790252700044.jpg" data-image="s5l05lsjqj8i" alt="Rajada de vento (km/h)" title="Rajada de vento (km/h)"><figcaption>Depois da passagem do núcleo depressionário, o vento intensifica-se nos Açores. As rajadas poderão aproximar-se dos 70 km/h, enquanto a depressão prossegue a sua deslocação pelo Atlântico Norte.</figcaption></figure><p>Entretanto, a depressão continuará a deslocar-se para nordeste, entrando numa região do Atlântico onde encontrará outro núcleo de baixas pressões.</p><h2>Terça-feira: duas depressões interagem no Atlântico Norte</h2><p>É durante a madrugada de <strong>terça-feira, dia 29</strong>, que a configuração atmosférica se torna particularmente interessante. A depressão que anteriormente atravessou a região dos Açores deverá aproximar-se de <strong>outro centro depressionário já bastante organizado</strong>, iniciando uma interação entre os dois vórtices.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclogenese-explosiva-forma-se-no-atlantico-norte-chuva-nos-acores-e-em-portugal-continental-nestas-datas-1790252733593.jpg" data-image="7rjhuacxfz57" alt="Situação sinóptica" title="Situação sinóptica"><figcaption>Duas depressões bem organizadas aproximam-se no Atlântico Norte e começam a interagir. Esta configuração poderá desencadear um efeito Fujiwhara, com os dois vórtices a influenciarem mutuamente as respetivas trajetórias.</figcaption></figure><p>Neste contexto poderá ocorrer o chamado <strong>efeito Fujiwhara</strong>. Este fenómeno verifica-se quando dois vórtices ciclónicos suficientemente próximos começam a influenciar mutuamente as suas circulações, passando a rodar em torno de um centro comum. A intensidade e dimensão de cada depressão, bem como a distância entre ambas, determinam a evolução posterior. </p><div class="texto-destacado"><strong>No efeito Fujiwhara,</strong> os dois centros de baixas pressões podem alterar mutuamente as suas trajetórias. Quando um sistema é dominante, pode acabar por absorver o outro, dando origem a uma única circulação depressionária mais ampla e organizada.</div><blockquote><p>Neste caso, os modelos sugerem uma rápida reorganização dos dois sistemas. Poucas horas depois, já durante o dia 29, poderá observar-se <strong>uma única e muito profunda depressão no Atlântico Norte</strong>, com pressão mínima no seu núcleo a rondar os <strong>952 hPa</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclogenese-explosiva-forma-se-no-atlantico-norte-chuva-nos-acores-e-em-portugal-continental-nestas-datas-1790252946881.jpg" data-image="ocdzry2rf7fb" alt="Situação sinótica" title="Situação sinótica"><figcaption>Poucas horas depois, observa-se uma poderosa depressão no Atlântico Norte, com cerca de 952 hPa no núcleo. Apesar de permanecer longe de Portugal, uma extensa frente associada ao sistema deverá alcançar o continente e trazer períodos de chuva.</figcaption></figure><p>Este aprofundamento muito rápido poderá enquadrar-se num processo de <strong>ciclogénese explosiva</strong>, termo utilizado quando uma depressão extratropical sofre uma queda muito acentuada da pressão atmosférica num curto intervalo de tempo. O limiar exato depende da latitude, não correspondendo simplesmente a uma regra fixa de 24 hPa em 24 horas.</p></blockquote><h2>O núcleo ficará longe, mas uma frente deverá alcançar Portugal</h2><p>Importa salientar que <strong>o centro desta poderosa depressão deverá permanecer muito afastado de Portugal continental</strong>. Assim, não será necessária a passagem do núcleo sobre o país para que existam consequências no estado do tempo.</p><p>A extensa circulação associada à depressão deverá sustentar um sistema frontal que se prolongará por milhares de quilómetros sobre o Atlântico. Durante a <strong>tarde de terça-feira, dia 29</strong>, uma frente fria organizada deverá aproximar-se da costa portuguesa e atravessar progressivamente o território, trazendo <strong>períodos de chuva a várias regiões do continente</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclogenese-explosiva-forma-se-no-atlantico-norte-chuva-nos-acores-e-em-portugal-continental-nestas-datas-1790253163966.jpg" data-image="fy9vjd713l33" alt="Situação sinóptica, madrugada de dia 30" title="Situação sinóptica, madrugada de dia 30"><figcaption>A extensa frente associada à depressão deverá prolongar-se para sul, podendo alcançar o arquipélago da Madeira durante a madrugada de dia 30, com períodos de precipitação.</figcaption></figure><p>A mesma estrutura frontal poderá prolongar-se suficientemente para sul para <strong>atingir também o arquipélago da Madeira já durante a madrugada de dia 30</strong>, embora esta evolução ainda apresente incerteza.</p><h2>A instabilidade poderá prolongar-se até 1 de outubro</h2><p>Após a passagem desta primeira frente, <strong>uma segunda frente, previsivelmente mais fraca</strong>, poderá aproximar-se do continente. Neste caso, os efeitos deverão concentrar-se sobretudo nas <strong>regiões Norte e Centro</strong>, onde poderão ocorrer novos períodos de precipitação.</p><p>Desta forma, entre <strong>29 de setembro e 1 de outubro</strong>, Portugal poderá entrar num padrão bastante mais atlântico e instável, contrastando com o tempo quente e seco observado anteriormente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790224" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-modelos-coincidem-uma-ciclogenese-explosiva-ira-alterar-o-tempo-em-portugal-daqui-a-cinco-dias.html" title="Os modelos coincidem: uma ciclogénese explosiva irá alterar o tempo em Portugal daqui a cinco dias">Os modelos coincidem: uma ciclogénese explosiva irá alterar o tempo em Portugal daqui a cinco dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-modelos-coincidem-uma-ciclogenese-explosiva-ira-alterar-o-tempo-em-portugal-daqui-a-cinco-dias.html" title="Os modelos coincidem: uma ciclogénese explosiva irá alterar o tempo em Portugal daqui a cinco dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-modelos-coincidem-uma-ciclogenese-explosiva-ira-alterar-o-tempo-em-portugal-daqui-a-cinco-dias-1790246922646_320.png" alt="Os modelos coincidem: uma ciclogénese explosiva irá alterar o tempo em Portugal daqui a cinco dias"></a></article></aside><p>Contudo, estamos perante uma evolução ainda a médio prazo. <strong>A trajetória e o grau de aprofundamento da depressão, assim como o posicionamento e a hora de chegada das frentes a Portugal, poderão sofrer alterações</strong> nas próximas atualizações dos modelos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ciclogenese-explosiva-forma-se-no-atlantico-norte-chuva-nos-acores-e-em-portugal-continental-nestas-datas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[“Xeque ao veranico”: entre os dias 29 e 30, o ar atlântico irá invadir Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/xeque-ao-veranico-entre-os-dias-29-e-30-o-ar-atlantico-ira-invadir-portugal.html</link><pubDate>Thu, 24 Sep 2026 11:41:03 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O calor anormal para finais de setembro ainda terá alguns dias pela frente, mas uma profunda depressão atlântica prepara uma mudança de cenário. Primeiro nos Açores e depois no continente, uma massa de ar mais fria colocará um ponto final no verão.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbcgl3y"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbcgl3y.jpg" id="xbcgl3y"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal continental continuará sob a influência de uma massa de ar anormalmente quente nos próximos dias. No entanto, <strong>o cenário deverá mudar de forma significativa na reta final de setembro</strong>, uma profunda depressão atlântica favorecerá a chegada de ar muito mais fresco aos Açores e, posteriormente, ao continente.</p><h2>O calor ainda domina Portugal continental</h2><p>Nesta quinta-feira, dia 24, Portugal continental permanece sob a influência de uma <strong>massa de ar muito quente proveniente do Norte de África</strong>, claramente identificável nos níveis médios e baixos da troposfera.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/xeque-ao-veranico-entre-os-dias-29-e-30-o-ar-atlantico-ira-invadir-portugal-1790245462268.jpg" data-image="3jr7khyn33b9" alt="Geopotencial e temperatura a 850 hPa" title="Geopotencial e temperatura a 850 hPa"><figcaption>Uma massa de ar muito quente, com origem em latitudes subtropicais, continua a dominar Portugal continental. Este cenário ajuda a explicar as temperaturas bastante elevadas previstas para os próximos dias.</figcaption></figure><p>À superfície, esta configuração continuará a traduzir-se em temperaturas bastante elevadas para a época. No <strong>Vale do Tejo e Alto Alentejo</strong>, as máximas poderão alcançar os <strong>36 a 37 ºC</strong>, enquanto junto à costa ocidental os valores serão substancialmente mais baixos devido à influência marítima. O contraste será significativo, com um rápido aumento das temperaturas à medida que nos afastamos do litoral.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/xeque-ao-veranico-entre-os-dias-29-e-30-o-ar-atlantico-ira-invadir-portugal-1790245485664.jpg" data-image="bci7paogstp5" alt="Temperatura à superficie" title="Temperatura à superficie"><figcaption>O calor mantém-se intenso no interior do continente, com máximas que poderão atingir 36 a 37 ºC no Vale do Tejo e Alto Alentejo. Nos Açores, o ambiente será bastante mais ameno, apesar de algumas ilhas poderem aproximar-se dos 28 ºC.</figcaption></figure><p>Nos Açores, o ambiente será bastante mais ameno. As máximas deverão rondar os <strong>25 ºC em Ponta Delgada</strong>, podendo aproximar-se dos <strong>28 ºC na Horta (ilha do Faial)</strong>.</p><p>Durante sexta-feira e sábado poderão ocorrer algumas oscilações térmicas, sobretudo nas regiões costeiras, mas <strong>a massa de ar quente continuará a dominar grande parte do território continental</strong>.</p><h2>Domingo (27) começa a desenhar-se uma importante mudança no Atlântico</h2><p>Será a partir de <strong>domingo, dia 27</strong>, que a situação sinóptica começará a sofrer alterações mais relevantes. Uma depressão proveniente de oeste aproximar-se-á dos Açores, favorecendo um <strong>aumento da intensidade do vento, da nebulosidade e da precipitação</strong> no arquipélago.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/xeque-ao-veranico-entre-os-dias-29-e-30-o-ar-atlantico-ira-invadir-portugal-1790245605085.jpg" data-image="1rrw23ta241z" alt="Pressão e chuva" title="Pressão e chuva"><figcaption>No domingo, dia 27, a aproximação de uma depressão pelo Atlântico deverá marcar o início da mudança do tempo nos Açores. A passagem do sistema favorecerá mais nebulosidade, períodos de chuva e uma intensificação do vento no arquipélago.</figcaption></figure><p>Posteriormente, este sistema deverá interagir com outra depressão no Atlântico Norte, dando origem a uma circulação depressionária muito mais organizada. As atuais projeções sugerem um <strong>aprofundamento muito rápido da pressão</strong>, podendo reunir critérios para um processo de ciclogénese explosiva.</p><p>Esta evolução será fundamental para a mudança de massa de ar: a circulação em torno da depressão permitirá transportar <strong>ar polar marítimo, mais frio, de norte para sul sobre o Atlântico</strong>.</p><h2>Dia de São Miguel: o “veranico” poderá ser mais fresco que o normal</h2><p>A <strong>29 de setembro celebra-se São Miguel</strong>, data tradicionalmente associada ao chamado veranico de São Miguel<em>,</em> um curto período de tempo seco e quente que pode ocorrer no final de setembro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/xeque-ao-veranico-entre-os-dias-29-e-30-o-ar-atlantico-ira-invadir-portugal-1790245689589.jpg" data-image="70bam664b5ia" alt="Anomalia da temperatura em altitude" title="Anomalia da temperatura em altitude"><figcaption>Uma profunda depressão a noroeste da Península Ibérica altera a circulação atmosférica no Atlântico. Os ventos em torno do sistema favorecem a descida de ar polar marítimo para latitudes mais baixas, atingindo primeiro os Açores.</figcaption></figure><p>Este ano, curiosamente, o dia 29 poderá assinalar precisamente um dia mais fresco que o normal. Nos <strong>Açores</strong>, a mudança será já bastante evidente. O mapa de anomalias térmicas a 850 hPa mostra o arquipélago inserido numa extensa massa de ar com temperaturas <strong>abaixo da média climatológica</strong>, diretamente relacionada com a circulação da profunda depressão atlântica.</p><p>No continente, contudo, o contraste será ainda notório. Enquanto os Açores estarão mergulhados no ar mais frio, grande parte de Portugal continental permanecerá temporariamente do lado mais quente da circulação.</p><h2>Dia 30 o ar atlântico invade finalmente Portugal continental</h2><p>Será <strong>quarta-feira, dia 30</strong>, que deverá ocorrer a mudança térmica mais expressiva no continente. A massa de ar frio que anteriormente terá alcançado os Açores deverá progredir para leste, alcançando a Península Ibérica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790224" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-modelos-coincidem-uma-ciclogenese-explosiva-ira-alterar-o-tempo-em-portugal-daqui-a-cinco-dias.html" title="Os modelos coincidem: uma ciclogénese explosiva irá alterar o tempo em Portugal daqui a cinco dias">Os modelos coincidem: uma ciclogénese explosiva irá alterar o tempo em Portugal daqui a cinco dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-modelos-coincidem-uma-ciclogenese-explosiva-ira-alterar-o-tempo-em-portugal-daqui-a-cinco-dias.html" title="Os modelos coincidem: uma ciclogénese explosiva irá alterar o tempo em Portugal daqui a cinco dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-modelos-coincidem-uma-ciclogenese-explosiva-ira-alterar-o-tempo-em-portugal-daqui-a-cinco-dias-1790246922646_320.png" alt="Os modelos coincidem: uma ciclogénese explosiva irá alterar o tempo em Portugal daqui a cinco dias"></a></article></aside><p>A circulação atlântica, juntamente com a passagem de sistemas frontais associados à depressão, deverá favorecer uma <strong>descida generalizada das temperaturas</strong>, acompanhada por maior nebulosidade, vento e períodos de precipitação por vezes forte.</p><div class="texto-destacado">A descida poderá ser particularmente percetível nas <strong>temperaturas noturnas e nas primeiras horas da manhã</strong>, mas também nas máximas. Assim, depois de vários dias com valores muito elevados para finais de setembro, o último dia do mês deverá apresentar uma atmosfera substancialmente mais fresca.</div><p>Será, portanto, um verdadeiro <strong>“xeque-mate” às temperaturas elevadas,</strong> primeiro nos Açores, no dia 29, e depois em Portugal continental, no dia 30, com a circulação atlântica a substituir finalmente a massa de ar quente que tem dominado esta reta final de setembro.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/xeque-ao-veranico-entre-os-dias-29-e-30-o-ar-atlantico-ira-invadir-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os modelos coincidem: uma ciclogénese explosiva irá alterar o tempo em Portugal daqui a cinco dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-modelos-coincidem-uma-ciclogenese-explosiva-ira-alterar-o-tempo-em-portugal-daqui-a-cinco-dias.html</link><pubDate>Thu, 24 Sep 2026 10:51:37 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Antes de se transformar no segundo ciclone-bomba do Atlântico Norte em menos de 7 dias, uma depressão deixará tempo instável nos Açores. Uns dias mais tarde, as frentes frias associadas provocarão chuva e vento em Portugal continental.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbcgen6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbcgen6.jpg" id="xbcgen6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>O tempo estável, quente, seco e soalheiro tem as horas contadas em Portugal continental</strong>. Dentro de poucos dias uma mudança abrupta das condições meteorológicas fará jus à estação do ano que arrancou ontem, pondo fim a um verão tardio e trazendo um ambiente mais típico do outono. </p><p><strong>Entre hoje e sábado (26) imperará ainda um estado do tempo moldado pelas altas pressões</strong>, pelo que sem ser alguma variação ligeira nas temperaturas - pequenas subidas ou pequenas descidas conforme as regiões - não são expectáveis grandes mudanças.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-modelos-coincidem-uma-ciclogenese-explosiva-ira-alterar-o-tempo-em-portugal-daqui-a-cinco-dias-1790245915083.jpg" data-image="cn5jegtqrs7k"><figcaption>No sábado, 26 de setembro, o tempo permanecerá estável em Portugal continental.</figcaption></figure><p>É, porém, <strong>a partir de domingo (27) que o panorama começa lentamente a alterar-se em Portugal continental, com mais nebulosidade e alguns aguaceiros</strong>, estando à vista uma mudança mais significativa de terça-feira (29) em diante.</p><p>Antes disso, <strong>ainda entre hoje (24) e sábado (26), o arquipélago dos Açores registará um tempo algo variável</strong>, marcado pela alternância entre períodos soalheiros e aguaceiros fracos e irregularmente distribuídos. </p><h2>Antes de se transformar em ciclone-bomba, passará pelos Açores como uma típica depressão outonal</h2><p>Analisando as projeções atualmente disponíveis nas cartas sinópticas da Meteored, baseadas no nosso modelo de referência (Europeu - ECMWF), um olhar pelo curto e médio prazo conta-nos que uma perturbação atlântica - que eventualmente evoluirá para <strong>um típico centro de baixas pressões ou depressão - irá condicionar significativamente o estado do tempo no arquipélago dos Açores entre domingo (27) e segunda-feira (28)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-modelos-coincidem-uma-ciclogenese-explosiva-ira-alterar-o-tempo-em-portugal-daqui-a-cinco-dias-1790245629110.jpg" data-image="oqr3wn2huusf"><figcaption>Depressão atlântica a percorrer os Açores entre domingo e segunda-feira, dias 27 e 28 de setembro.</figcaption></figure><p><strong>A mais recente atualização do modelo ECMWF coloca o núcleo da já referida depressão atlântica a atravessar as ilhas dos Açores</strong>, diferindo da previsão anterior que a colocava centrada ligeiramente a norte do arquipélago. Ainda como uma típica depressão frontal de características outonais, e sem acarretar riscos para além de aqueles que seriam de esperar numa situação outonal deste género, a depressão irá entrar em <strong>processo de ciclogénese explosiva</strong> à medida que se afasta para nor-nordeste na sua travessia pelo Atlântico.</p><div class="texto-destacado"><strong>O que é uma ciclogénese explosiva?</strong><br>Não é uma depressão <em>per se</em>, mas sim o nome atribuído ao mecanismo físico que descreve o aprofundamento excecionalmente rápido e intenso de uma depressão extratropical. Normalmente, considera-se que o processo de ciclogénese explosiva ocorre quando a pressão central baixa cerca de 24 hPa ou mais em 24 horas.<br><br>Neste caso, de acordo com o modelo ECMWF, a depressão poderá transformar-se num ciclone-bomba durante a jornada de terça-feira (29), quando a pressão central mínima passar de 982 hPa às 22:00 de segunda-feira (28) para 952 hPa às 22:00 de terça-feira (29). </div><p><strong>Felizmente para os Açores, tudo indica que o cavamento explosivo da depressão ocorrerá longe do arquipélago</strong>, com as primeiras horas desta intensificação rápida a ocorrerem a nordeste do território açoriano, a meio caminho entre Açores e Portugal continental, mas sem representar perigos acrescidos para os habitantes que ali residem.</p><p>Quanto aos efeitos expectáveis das condições meteorológicas adversas nesta <strong>geografia insular portuguesa</strong>, os mapas apontam para a possibilidade da depressão atlântica - ainda longe de atingir o estatuto de ciclone-bomba que ganhará entre 24 a 48 horas mais tarde - deixar períodos de<strong> chuva fraca</strong><strong> no domingo (27)</strong>, mais prováveis e frequentes na segunda metade do dia, sobretudo <strong>nas ilhas ocidentais e centrais</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-modelos-coincidem-uma-ciclogenese-explosiva-ira-alterar-o-tempo-em-portugal-daqui-a-cinco-dias-1790245484415.jpg" data-image="edriel49bo4h"><figcaption>Distribuição da precipitação acumulada nos Açores até às 22:00 de segunda-feira (28) ainda sujeita a ajustes significativos.</figcaption></figure><p>Contudo, é durante a <strong>madrugada de segunda-feira (28)</strong> que as linhas de instabilidade geradas pela depressão poderão ganhar mais expressão, provocando<strong> períodos de chuva mais abundantes e intensos num menor espaço de tempo</strong>, pelo que não se exclui o risco de inundações rápidas e localizadas. </p><div class="texto-destacado">Atenção ainda a outro risco gerado pela passagem da depressão nos Açores: <strong>o de forte agitação marítima</strong>.</div><p>Deste modo, <strong>a primeira metade de segunda-feira, 28 de setembro, poderá ser bastante húmida e instável no arquipélago dos Açores, especialmente nos Grupos Central e Oriental</strong>, algo que difere da última projeção do modelo ECMWF, pelo que, de momento, embora o evento esteja confirmado, não adianta ainda estar a avançar com detalhes no que toca aos valores previstos de intensidade e distribuição da precipitação acumulada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-modelos-coincidem-uma-ciclogenese-explosiva-ira-alterar-o-tempo-em-portugal-daqui-a-cinco-dias-1790245346656.jpg" data-image="xvmxml79g5ap"><figcaption>A fase mais agreste do vento nos Açores poderá ocorrer na segunda-feira, 28 de setembro.</figcaption></figure><p>A mesma análise de incerteza na distribuição geográfica e intensidade pode-se aplicar ao cenário do vento, embora <strong>as primeiras estimativas do modelo europeu sugiram um período particularmente agreste ao longo da jornada de segunda-feira (28) um pouco por todo o arquipélago (rajadas compreendidas entre 50 e 80 km/h)</strong>, sendo que no grupo Ocidental essa fase de vento mais intenso poderá iniciar-se ainda nas últimas horas de domingo, 27 de setembro.</p><p>As primeiras horas de terça-feira (29) ainda serão marcadas pela presença de vento relativamente intenso nos Açores, porém, a intensidade diminuirá gradualmente conforme o dia for decorrendo.</p><h2> Modelos Europeu e Americano coincidem na formação do ciclone-bomba no Atlântico Norte</h2><p>É então entre terça e quarta-feira, dias 29 e 30 de setembro, que este ciclone-bomba irá<strong> aumentar o risco de instabilidade atmosférica</strong> em vários países da Europa Ocidental à medida que o seu centro for rodopiando de forma vertiginosa sobre o Atlântico Norte, entre os quais Irlanda, Portugal, Espanha e França, entre outros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-modelos-coincidem-uma-ciclogenese-explosiva-ira-alterar-o-tempo-em-portugal-daqui-a-cinco-dias-1790245257440.jpg" data-image="d0u7opojsd2y"><figcaption>Este será o segundo ciclone-bomba a formar-se no Atlântico Norte em pouco menos de 7 dias.</figcaption></figure><p>Convém desde já referir que <strong>Portugal continental não será afetado diretamente por esta potente depressão atlântica</strong>, mas sim pelas suas frentes frias associadas que regariam o país na terça (29), na quarta (30) e na quinta-feira, 1 de outubro.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790155" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/anticiclone-enfraquece-gradualmente-entre-quinta-24-e-domingo-27-eis-como-o-tempo-podera-evoluir-depois-em-portugal.html" title="Anticiclone enfraquece gradualmente entre quinta 24 e domingo 27: eis como o tempo poderá evoluir depois em Portugal">Anticiclone enfraquece gradualmente entre quinta 24 e domingo 27: eis como o tempo poderá evoluir depois em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/anticiclone-enfraquece-gradualmente-entre-quinta-24-e-domingo-27-eis-como-o-tempo-podera-evoluir-depois-em-portugal.html" title="Anticiclone enfraquece gradualmente entre quinta 24 e domingo 27: eis como o tempo poderá evoluir depois em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/anticiclone-enfraquece-gradualmente-entre-quinta-24-e-domingo-27-eis-como-o-tempo-podera-evoluir-depois-em-portugal-1790185832750_320.jpg" alt="Anticiclone enfraquece gradualmente entre quinta 24 e domingo 27: eis como o tempo poderá evoluir depois em Portugal"></a></article></aside><p>Como referido anteriormente, <strong>serão as frentes frias associadas a este ciclone-bomba que irão alterar o tempo em Portugal continental</strong> e não a tempestade propriamente dita. As últimas atualizações já não colocam o centro do ciclone-bomba tão próximo da Irlanda como anteriormente, mas sim da Islândia, onde chegaria posteriormente e já algo mais enfraquecido.</p><h2>Frente frias associadas provocarão estes efeitos em Portugal continental... chegarão também à Madeira?</h2><p>Em <strong>Portugal continental </strong>prevê-se que além da injeção do ar frio procedente do Atlântico, que provocará uma mudança térmica considerável e uma <strong>descida significativa das temperaturas</strong>, ocorram períodos de <strong>chuva</strong> frequentes, geralmente fracos e pontualmente moderados a fortes, bem como <strong>rajadas de vento intensas</strong>.</p><div class="texto-destacado">O<strong> risco de inundações rápidas</strong> e relativamente localizadas não deve ser descartado e a prevenção deve ser tida em conta pelas autarquias, sobretudo após meses estivais em que imperaram condições de tempo seco e em que os solos estão mais fragilizados pelos incêndios florestais, ainda que tenham sido (felizmente!) em muito menor número do que em anos anteriores.</div><p>Embora ainda persista uma certa discrepância no que toca aos valores de pressão mínima central do ciclone-bomba e na distribuição e intensidade da precipitação e do vento daí decorrentes, <strong>os cenários modelados quer pelo modelo europeu (ECMWF), quer pelo modelo americano (GFS), simulam o processo de ciclogénese explosiva nos primeiros dias da próxima semana</strong>, com o ápice a ocorrer na terça-feira, 29 de setembro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-modelos-coincidem-uma-ciclogenese-explosiva-ira-alterar-o-tempo-em-portugal-daqui-a-cinco-dias-1790244792225.jpg" data-image="qpy9swp84hb9"><figcaption>Possível distribuição da chuva nas primeiras horas de quarta-feira, 30 de setembro, de acordo com o modelo europeu.</figcaption></figure><p> <strong>De acordo com o ECMWF, a precipitação poderá distribuir-se de norte a sul do nosso território continental</strong>, sendo potencialmente mais provável e frequente no Norte e no Centro entre terça (29) e quinta-feira (1).</p><div class="texto-destacado">Pelo menos uma das frentes frias associada será tão extensa e organizada que poderá inclusive alcançar o arquipélago da Madeira.</div><p><strong>Já o modelo GFS, bem mais conservador na sua projeção</strong>, revela períodos de precipitação menos intensos e frequentes, restritos espacialmente às regiões situadas a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela e limitados temporalmente aos dias de terça (29) e quarta-feira (30). </p><p>Quanto ao <strong>vento</strong> que acompanhará a precipitação em Portugal continental, tal como frisámos anteriormente, não adianta avançar com valores concretos, uma vez que <strong>fruto da incerteza inerente à trajetória do ciclone-bomba e ao horizonte temporal em questão, a previsão ainda deverá sofrer ajustes significativos</strong>. Mesmo assim, os primeiros sinais presentes nos mapas sugerem ventos tendencialmente mais fortes no litoral do país, especialmente na fase inicial do episódio.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-modelos-coincidem-uma-ciclogenese-explosiva-ira-alterar-o-tempo-em-portugal-daqui-a-cinco-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Espinafres e rúcula: as folhas que preferem o frio ao calor]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/espinafres-e-rucula-as-folhas-que-preferem-o-frio-ao-calor.html</link><pubDate>Thu, 24 Sep 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Quem tentou semear estas duas em julho sabe como acabou: plantas a florir em três semanas e folhas amargas. Semeadas agora, comportam-se de outra maneira, e o sabor até melhora com o frio.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/espinafres-e-rucula-as-folhas-que-preferem-o-frio-ao-calor-1790147244895.png" data-image="niubpmnh7gir"><figcaption>Espinafres, alfaces e couves no mesmo canteiro, culturas que aproveitam o arrefecimento do outono.</figcaption></figure><p><strong>Há hortícolas que só damos por elas quando falham. O espinafre e a rúcula são disso um bom exemplo</strong>. Semeados na primavera ou no verão, parecem plantas difíceis: nascem mal, crescem pouco, florescem à pressa e sabem a coisa nenhuma ou a coisa amarga de mais.</p><p>Semeados a partir de agora, transformam-se. São das poucas culturas que<strong> ficam melhores à medida que o tempo arrefece</strong>.</p><h2>Porque é que o verão lhes corre mal</h2><p><strong>Os problemas começam logo na sementeira</strong>. O espinafre germina bem entre os 10 e os 20 ºC e praticamente deixa de nascer acima dos 25 ou 30 ºC. É uma das sementes mais exigentes da horta nesse aspeto, e explica metade das sementeiras falhadas de verão.</p><p>Depois vem a floração, que nestas duas é rapidíssima. Com calor e com dias compridos, a planta deixa de investir nas folhas e sobe a flor em poucas semanas. A partir daí, as folhas ficam pequenas, duras e sem interesse nenhum para a cozinha.</p><p><strong>Em setembro acontece o contrário. A terra arrefece o suficiente para a semente germinar bem</strong> e os dias estão a encurtar, o que trava esse impulso de florir. A planta fica onde nos interessa que fique, que é na folha.</p><h2>Duas culturas parecidas com exigências diferentes</h2><p>As diferentes variedades de espinafres e rúcula disponíveis para compra diferem entre si relativamente a alguns parâmetros: <strong>temperatura de germinação, tempo necessário para colheita, exigências de temperatura e época de sementeira</strong>. Na tabela abaixo, pode consultar algumas dessas informações.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Cultura</p></th><th scope="col"><p>Germina melhor a</p></th><th scope="col"><p>Tempo até colher</p></th><th scope="col"><p>Aguenta até</p></th><th scope="col"><p>Semear</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Rúcula</p></td><td><p>15 a 20 ºC</p></td><td><p>30 a 45 dias</p></td><td><p>Cerca de 5 ºC negativos</p></td><td><p>Todo o mês</p></td></tr><tr><td><p>Espinafre</p></td><td><p>10 a 20 ºC</p></td><td><p>45 a 60 dias</p></td><td><p>8 a 10 ºC negativos</p></td><td><p>Todo o mês</p></td></tr><tr><td><p>Rúcula selvagem</p></td><td><p>15 a 20 ºC</p></td><td><p>50 a 60 dias</p></td><td><p>Muito resistente</p></td><td><p>Primeira quinzena</p></td></tr><tr><td><p>Espinafre de inverno</p></td><td><p>10 a 15 ºC</p></td><td><p>60 a 70 dias</p></td><td><p>Muito resistente</p></td><td><p>Segunda quinzena</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="5">Valores indicativos para Portugal continental relativamente a algumas características dos espinafres e rúcula. Fonte: elaboração própria.</td></tr></tbody></table><p><strong>A rúcula é a impaciente das duas</strong>. Nasce em três a cinco dias e há gente que a colhe um mês depois da sementeira. O espinafre leva o seu tempo, mas compensa com uma resistência ao frio que poucas hortícolas têm.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/espinafres-e-rucula-as-folhas-que-preferem-o-frio-ao-calor-1790147201146.png" data-image="f4wfago9mg60"><figcaption>Rúcula em canteiro, com as folhas recortadas típicas. Em tempo fresco sai mais tenra e menos picante.</figcaption></figure><p><strong>Vale ainda distinguir a rúcula comum da rúcula selvagem,</strong> que é uma planta diferente, de folha mais recortada, sabor bem mais intenso e ciclo mais longo. A selvagem dura vários anos e vai rebentando, a comum é anual e cumpre-se depressa.</p><h2>O sabor muda com o frio, e muda para melhor</h2><p>Esta é a parte que surpreende quem experimenta pela primeira vez. Um <strong>espinafre colhido depois das primeiras geadas </strong><strong>é visivelmente mais doce do que o mesmo espinafre colhido em outubro</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Endurecimento ao frio</strong>- Processo pelo qual uma planta se prepara para as temperaturas negativas. À medida que o frio se instala, acumula açúcares e outras substâncias no interior das células, o que baixa o ponto a que a seiva congela e funciona como um anticongelante natural. O efeito secundário, para quem come, é que as folhas ficam mais doces.</div><p><strong>Com a rúcula </strong>passa-se algo semelhante, embora ao contrário. Aquele ardor picante que por vezes se torna insuportável vem de compostos que a planta produz quando está sob stress de calor ou de falta de água. <strong>Em tempo fresco e com humidade regular, a mesma variedade sai muito mais suave e tenra</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A rúcula que arde não é uma variedade diferente. É a mesma planta a responder ao calor e à sede.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><h2>Como semear, e onde cada uma se dá melhor</h2><p><strong>As duas semeiam-se diretamente no local, a cerca de meio centímetro de profundidade</strong>, em linhas espaçadas 20 a 25 centímetros. Não gostam de transplante e não vale a pena o trabalho do viveiro.</p><p>Semeie de forma folgada e desbaste depois, deixando as plantas a 10 ou 15 centímetros no espinafre e a 5 ou 10 na rúcula. <strong>Amontoadas, ficam com folhas pequenas e com muito mais humidade retida entre elas, que é convite a doenças no outono</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788067" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/fotoperiodo-como-as-plantas-sabem-que-o-verao-acabou.html" title="Fotoperíodo: como as plantas sabem que o verão acabou">Fotoperíodo: como as plantas sabem que o verão acabou</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/fotoperiodo-como-as-plantas-sabem-que-o-verao-acabou.html" title="Fotoperíodo: como as plantas sabem que o verão acabou"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fotoperiodo-como-as-plantas-sabem-que-o-verao-acabou-1789063896844_320.jpeg" alt="Fotoperíodo: como as plantas sabem que o verão acabou"></a></article></aside><p>No interior norte, em Vila Real ou em Viseu, semear na primeira quinzena dá à planta tempo de se instalar antes das geadas. No sul, em Faro, há margem até ao fim do mês e ainda se pode repetir em outubro.</p><p><strong>Um aviso sobre a rúcula: é da família das couves e atrai a altica</strong>, aquele besouro pequeno e escuro que deixa as folhas cheias de furos redondos. Uma rede fina por cima resolve, e o problema diminui bastante com o arrefecimento.</p><h2>Colher sem arrancar a planta</h2><p>Aqui está o que muda tudo no rendimento destas duas culturas, e que muita gente desconhece.</p><p><strong>Não arranque a planta inteira</strong>. Corte as folhas exteriores, ou corte tudo a três ou quatro centímetros acima do solo, deixando o centro intacto. Daí a duas ou três semanas há folha nova, e de uma mesma sementeira tiram-se três ou quatro colheitas antes de a planta se cansar.</p><p><strong>Colha sempre com as folhas secas, já a meio da manhã, depois do orvalho levantar</strong>. Folha molhada apodrece no frigorífico em dois dias e perde textura.</p><p>E acompanhe as <strong>mínimas</strong> na previsão da sua zona. Quando começarem a aproximar-se de zero, é altura de <strong>cobrir com um tecido leve</strong>, não porque as plantas morram, mas porque folha gelada parte-se ao mais pequeno toque. <strong>Espere que descongele naturalmente antes de colher</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/espinafres-e-rucula-as-folhas-que-preferem-o-frio-ao-calor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este parque é considerado o “mais bonito do Oeste”. Saiba porquê]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-parque-e-considerado-o-mais-bonito-do-oeste-saiba-porque.html</link><pubDate>Thu, 24 Sep 2026 08:37:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Entre árvores centenárias, um lago e edifícios históricos, este espaço verde esconde mais de dois séculos de histórias. O melhor? Tem entrada gratuita.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-parque-e-considerado-o-mais-bonito-do-oeste-saiba-porque-1790026003014.jpg" data-image="icjyhh68kwvv" alt="Parque D. Carlos I" title="Parque D. Carlos I"><figcaption>Já o conhece? Foto: Wikimedia // Joseolgon</figcaption></figure><p>Se há parques que servem apenas para atravessar a cidade, o<strong> Parque D. Carlos I</strong>, nas<strong> Caldas da Rainha</strong>, está longe de ser um deles. Aqui há caminhos para percorrer com calma, um lago, árvores de grande porte, edifícios históricos e até um museu dedicado a um dos grandes nomes da pintura portuguesa.</p><p>Não foi por acaso, afinal, que a revista 'NiT' o descreveu recentemente como “<strong>o parque mais bonito do Oeste</strong>”. Sim, leu bem.</p><p>A publicação destacou precisamente a combinação entre natureza, história e a ligação às antigas práticas termais da cidade. E há outro argumento difícil de ignorar: <strong>a entrada é gratuita</strong>.</p><div class="texto-destacado">Com cerca de 11 hectares, o parque ocupa uma área considerável no centro das Caldas da Rainha e faz parte do conjunto patrimonial associado ao Hospital Termal. </div><p>Hoje é um espaço público onde se cruzam moradores, famílias, visitantes, quem vai simplesmente dar uma volta e quem aproveita os caminhos arborizados para fazer algum exercício. Mas nem sempre foi assim. </p><h2>Antes do parque, havia um passeio para os doentes das termas</h2><p>A história começa muito antes de o Parque D. Carlos I ter o aspeto atual. <strong>No final do século XVIII</strong>, a cidade já estava profundamente ligada ao termalismo. Foi precisamente nessa altura que a ideia de que os tratamentos não terminavam quando os doentes saíam das águas começou a ganhar importância.</p><p>Por isso mesmo, em 1799, foi criado o chamado<strong> Passeio da Copa</strong>. Do que é que estamos a falar? De um local pensado para proporcionar aos aquistas um espaço onde pudessem caminhar e passar algum tempo ao ar livre durante a estadia nas Caldas da Rainha. </p><div class="texto-destacado">A área foi, depois, sendo alterada ao longo dos anos e, em 1806, surgiu um novo desenho para o passeio. Este correspondente aproximadamente à zona norte do atual parque.</div><p>A grande transformação, contudo, chegaria já no<strong> final do século XIX</strong>. Em 1888, o arquiteto Rodrigo Berquó assumiu a administração do Hospital Termal e avançou com um ambicioso projeto para modernizar a estância. A ideia passava também por criar melhores espaços de lazer e recreio para quem procurava as Caldas para tratamentos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-parque-e-considerado-o-mais-bonito-do-oeste-saiba-porque-1790025728152.jpg" data-image="fpp6xhzux1b9" alt="Parque D. Carlos I" title="Parque D. Carlos I"><figcaption>Tem um lago, um museu e mais de 200 anos de história. Foto: Wikimedia // Portuguese_eyes</figcaption></figure><p>Foi assim que o antigo Passeio da Copa começou a ganhar uma nova dimensão, com árvores, alamedas, um grande lago e diferentes equipamentos de recreio. </p><div class="texto-destacado">O novo parque foi inaugurado em junho de 1892 e recebeu o nome de Parque D. Carlos I, em homenagem ao rei.</div><p>Sim, porque Berquó imaginou um espaço bastante mais ambicioso do que um simples jardim. O projeto incluía<strong> áreas destinadas a diferentes atividades</strong>, desde passeios de barco até desporto e música, acompanhando a transformação das Caldas da Rainha numa estância termal moderna e concorrida.</p><p>E há uma parte particularmente curiosa desta história: os grandes pavilhões que ainda hoje se encontram no parque foram projetados para integrar a reforma do Hospital Termal e receber enfermarias. No entanto, nunca chegaram a desempenhar essa função. Ao longo das décadas tiveram, sim, diferentes utilizações, incluindo funções educativas, militares e culturais.</p><h2>Um lago, um museu e árvores com muita história</h2><p>Hoje, não é preciso conhecer toda esta história para perceber que o Parque D. Carlos I <strong>é diferente de um jardim urbano convencional</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769475" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/e-possivel-ter-cidades-verdes-e-crescimento-economico-ao-mesmo-tempo-como-funciona-o-desacoplamento.html" title="É possível ter cidades verdes e crescimento económico ao mesmo tempo? Como funciona o 'desacoplamento'">É possível ter cidades verdes e crescimento económico ao mesmo tempo? Como funciona o "desacoplamento"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/e-possivel-ter-cidades-verdes-e-crescimento-economico-ao-mesmo-tempo-como-funciona-o-desacoplamento.html" title="É possível ter cidades verdes e crescimento económico ao mesmo tempo? Como funciona o 'desacoplamento'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/citta-green-e-crescita-economica-sono-possibili-al-tempo-stesso-cos-e-il-decoupling-e-perche-funziona-1778580804737_320.jpg" alt="É possível ter cidades verdes e crescimento económico ao mesmo tempo? Como funciona o 'desacoplamento'"></a></article></aside><p>E claro que o lago artificial é provavelmente o elemento mais reconhecível. Porquê? Porque ocupa uma posição central e é acompanhado por caminhos e zonas verdes que convidam a dar a volta sem grande pressa. </p><p>A Casa dos Barcos, junto à água, é outra das construções que fazem parte da identidade do parque. O espaço inclui ainda um coreto e diversas estruturas que recordam as diferentes fases da sua utilização.</p><p>“O lago é uma das imagens mais reconhecíveis do Parque D. Carlos I”, lê-se na revista ‘NiT’. “Rodeado por vegetação e percursos pedonais, tornou-se um dos pontos de paragem obrigatória para quem visita o espaço. A Casa dos Barcos é outra das estruturas que ajudam a compor o cenário.”</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-parque-e-considerado-o-mais-bonito-do-oeste-saiba-porque-1790025939617.jpg" data-image="c18ournd2whh" alt="Parque D. Carlos I" title="Parque D. Carlos I"><figcaption>"O lago é uma das imagens mais reconhecíveis." Foto: Município Caldas da Rainha</figcaption></figure><p>Depois há a <strong>vegetação</strong>. O parque reúne uma grande variedade de espécies e árvores de grande porte, algumas já com muitas décadas, criando zonas bastante diferentes entre si.</p><div class="texto-destacado">Há áreas mais abertas, alamedas, espaços ajardinados e zonas onde a vegetação ganha maior protagonismo.</div><p>Para quem gosta de história e cultura, existe ainda outro motivo para ficar por aqui: o <strong>Museu José Malhoa</strong>. Instalado dentro do próprio parque, é dedicado ao pintor naturalista português e reúne uma importante coleção de pintura, escultura e desenho.</p><p>É, por isso, perfeitamente possível transformar uma visita ao parque num <strong>pequeno passeio cultural</strong>. Primeiro percorrem-se as alamedas, depois visita-se o museu e, pelo caminho, ainda há tempo para observar o lago, os edifícios históricos e a própria diversidade da vegetação. E nem é preciso preparar um programa complicado. </p><h2>Uma experiência simples, mas completa</h2><p>“Hoje, a experiência é bastante mais simples. Não é necessário marcar tratamento nem pagar bilhete para entrar no Parque D. Carlos I.”</p><p>O parque fica no centro das Caldas da Rainha e<strong> pode facilmente ser incluído num passeio pela cidade</strong>, antes ou depois de uma passagem pela Praça da Fruta, pelo Hospital Termal ou por outros pontos de interesse.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777808" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lisboa-fechou-refugios-do-calor-em-plena-onda-de-calor-como-se-explica-este-paradoxo.html" title="Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?">Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lisboa-fechou-refugios-do-calor-em-plena-onda-de-calor-como-se-explica-este-paradoxo.html" title="Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-fechou-refugios-do-calor-em-plena-onda-de-calor-como-se-explica-este-paradoxo-1783594178234_320.jpg" alt="Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?"></a></article></aside><p>Esqueça a ideia de que são apenas os aquistas que percorrem estes caminhos entre tratamentos. Hoje, <strong>o parque pertence à rotina da cidade e está aberto a quem quiser simplesmente passear</strong>, levar os miúdos, fazer exercício, sentar-se junto ao lago ou conhecer um pouco melhor a história das Caldas da Rainha. O melhor é que o parque é gratuito.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-parque-e-considerado-o-mais-bonito-do-oeste-saiba-porque.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A ponte que a UNESCO quer mostrar ao mundo liga muito mais do que Portugal e Espanha]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-ponte-que-a-unesco-quer-mostrar-ao-mundo-liga-muito-mais-do-que-portugal-e-espanha.html</link><pubDate>Thu, 24 Sep 2026 07:21:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Há 30 anos, um grupo de professores percebeu que a melhor forma de preservar o património comum luso-galego era colocá-lo nas mãos das crianças.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-ponte-que-a-unesco-quer-mostrar-ao-mundo-liga-muito-mais-do-que-portugal-e-espanha-1788291825887.jpg" data-image="ofrq4q3vsonu" alt="Emissão de rádio de Ponte… nas Ondas! (PNO!)" title="Emissão de rádio de Ponte… nas Ondas! (PNO!)"><figcaption>Há três décadas que milhares de alunos portugueses e galegos aprendem a preservar o património comum dando-lhe voz através das emissões da Ponte… nas Ondas! Foto: PNO!</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Em 1995, a inauguração de uma nova ponte sobre o rio Minho aproximou <strong>Monção</strong>, em <strong>Portugal</strong>, de <strong>Salvaterra de Miño</strong>, na <strong>Galiza</strong>. Mas, entre os professores que assistiram ao momento, houve quem percebesse que ainda faltava construir outra travessia. Não seria de betão nem de aço, mas de vozes, curiosidade e vontade de escutar.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Dessa ideia nasceu a Ponte… nas Ondas! (PNO!), um projeto pedagógico e cultural que, três décadas depois, continua a unir escolas portuguesas e galegas através da rádio, das novas tecnologias e da valorização do património cultural imaterial. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Reconhecida pela <strong>UNESCO</strong>, em 2022, como <strong>modelo de boas práticas</strong> de salvaguarda deste património, a iniciativa prepara-se agora para dar mais um passo na sua projeção internacional. Será apresentada como "<strong>exemplo para o mundo</strong>" durante a 21.ª sessão do Comité Intergovernamental da organização, a decorrer entre 30 de novembro e 5 de dezembro, em Xiamen, na China.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-ponte-que-a-unesco-quer-mostrar-ao-mundo-liga-muito-mais-do-que-portugal-e-espanha-1788291952420.jpg" data-image="i50bw6zd3ki1" alt="Emissão de rádio ao vivo" title="Emissão de rádio ao vivo"><figcaption>A Ponte… nas Ondas! evoluiu com a tecnologia, mas manteve a missão: aproximar escolas, comunidades e património através da comunicação. Foto: PNO!</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A distinção internacional confirma a importância de um projeto que procura <strong>aproximar comunidades</strong> através da educação. Para compreender a razão deste reconhecimento, contudo, é preciso regressar ao momento em que tudo começou.</p><h2>Uma ponte construída com perguntas</h2><p>A primeira grande aventura da Ponte… nas Ondas! aconteceu com uma <strong>maratona radiofónica</strong>, colocando alunos portugueses e galegos a comunicar em direto. A emissão inaugural mostrou que a rádio pode ir muito além de um mero exercício escolar. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Transformou-se num ponto de encontro entre comunidades que partilham uma longa história, uma forte proximidade linguística e um património comum que os mais novos até então desconheciam.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Foi essa descoberta que acabou por definir a <strong>identidade do projeto</strong>. Em vez de limitar os alunos ao papel de ouvintes, os professores desafiaram-nos a <strong>sair da sala de aula</strong> e a procurar respostas junto de quem guardava as memórias das aldeias. </p><p>As <strong>entrevistas</strong> multiplicaram-se. As <strong>perguntas</strong> também. Como eram as festas de antigamente? Que cantigas se cantavam? Que <strong>histórias</strong> passavam de geração em geração? Como se brincava antes dos telemóveis e da internet?</p><p>Cada conversa revelou um <strong>património vivo</strong> que não aparece nos manuais escolares. Os mais velhos, por sua vez, descobriam que aquilo que aprenderam ao longo da vida continuava a despertar interesse. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="760567" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nem-portugues-nem-espanhol-nesta-aldeia-fala-se-manegu.html" title="Nem português, nem espanhol. Nesta aldeia fala-se mañegu">Nem português, nem espanhol. Nesta aldeia fala-se mañegu</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nem-portugues-nem-espanhol-nesta-aldeia-fala-se-manegu.html" title="Nem português, nem espanhol. Nesta aldeia fala-se mañegu"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nem-portugues-nem-espanhol-nesta-aldeia-fala-se-manegu-1774392238990_320.jpg" alt="Nem português, nem espanhol. Nesta aldeia fala-se mañegu"></a></article></aside><p><strong>Lendas</strong>, <strong>adivinhas</strong>, <strong>coplas</strong>, <strong>mezinhas</strong>, <strong>jogos tradicionais</strong> e <strong>expressões populares</strong> deixavam de existir apenas na memória de quem as conhecia para entrarem em gravações, programas de rádio e arquivos digitais acessíveis a qualquer escola. O património deixou de ser uma herança distante para fazer parte das conversas entre <strong>avós e netos</strong>, entre <strong>vizinhos</strong>, entre <strong>alunos</strong> e <strong>comunidades</strong>.</p><h2>Preservar é também aproximar gerações</h2><p>Em muitas localidades da raia, marcadas pelo envelhecimento da população e pelo isolamento, os encontros promovidos pelas escolas originaram diálogos entre gerações que dificilmente ocorreriam espontaneamente. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os mais velhos deixavam de ser apenas espectadores da vida das aldeias para se tornarem protagonistas, partilhando saberes que corriam o risco de desaparecer com eles.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para os <strong>alunos</strong>, essas conversas representam uma descoberta. Perceberam que o <strong>património cultural imaterial não vive apenas em museus ou em livros</strong>. Vive nas pessoas. Existe enquanto alguém conhece uma cantiga antiga, recorda uma lenda, explica uma tradição ou recupera uma palavra caída em desuso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-ponte-que-a-unesco-quer-mostrar-ao-mundo-liga-muito-mais-do-que-portugal-e-espanha-1788292267337.jpg" data-image="dqozhhg4e4cb" alt="Projeto PNO" title="Projeto PNO"><figcaption>Mais do que recolher memórias, o projeto aproximou crianças e idosos, criando um diálogo onde o património permanece vivo porque continua a ser partilhado. Foto: Aine Veloso Álvarez/UNESCO</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Foi essa relação que acabou por conferir ao projeto uma dimensão muito maior do que a rádio usada como ferramenta educativa. O verdadeiro legado da Ponte… nas Ondas! constrói-se quando cada gravação deixa de ser apenas um registo sonoro para se transformar numa <strong>passagem de testemunho</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Além de consolidar a ligação entre gerações, expandiu também os seus horizontes. O que começou no eixo Monção–Salvaterra de Miño rapidamente se estendeu a dezenas de concelhos do Norte de Portugal e da Galiza. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Hoje envolve estabelecimentos de ensino pré-escolar, básico, secundário e superior, reunindo professores, alunos, famílias, associações culturais e comunidades locais em torno de um propósito comum.</p><h2>O passado e as novas tecnologias lado a lado</h2><p>A rádio continuou a ser o ponto de encontro, mas ultrapassou o seu formato original. Aos programas em direto juntaram-se <strong>podcasts</strong>, <strong>vídeos</strong>, <strong>plataformas</strong> <strong>digitais</strong> e uma <strong>mediateca</strong> acessível às escolas de ambos os lados da fronteira. Ainda este ano, cerca de 60 estabelecimentos de ensino participaram numa jornada de rádio interescolar que totalizou mais de 20 horas consecutivas de emissões.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="731920" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-barranquenho-esta-a-fazer-o-seu-caminho-para-vir-a-ser-a-terceira-lingua-oficial-em-portugal.html" title="O barranquenho está a fazer o seu caminho para vir a ser a terceira língua oficial em Portugal">O barranquenho está a fazer o seu caminho para vir a ser a terceira língua oficial em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-barranquenho-esta-a-fazer-o-seu-caminho-para-vir-a-ser-a-terceira-lingua-oficial-em-portugal.html" title="O barranquenho está a fazer o seu caminho para vir a ser a terceira língua oficial em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-barranquenho-esta-a-fazer-o-seu-caminho-para-vir-a-ser-a-terceira-lingua-oficial-em-portugal-1759154581497_320.jpg" alt="O barranquenho está a fazer o seu caminho para vir a ser a terceira língua oficial em Portugal"></a></article></aside><p>O passo seguinte, entretanto, já está em marcha. A Ponte… nas Ondas! explora atualmente o conceito de "<strong>rádio</strong> <strong>visual</strong>", um formato que combina <strong>áudio e vídeo </strong>para divulgar o património material e imaterial através de <strong>conversas com músicos, artesãos, investigadores e outros protagonistas da cultura tradicional</strong>.</p><h2>Uma ideia simples que atravessou fronteiras</h2><p>Ao longo de três décadas, a iniciativa tornou-se também pioneira na forma como encara a salvaguarda do património cultural imaterial. Muito antes de receber reconhecimento internacional, promoveu uma das <strong>primeiras candidaturas conjuntas luso-galaicas à UNESCO</strong>, defendendo que o acervo partilhado entre as duas margens do Minho merecia ser preservado de forma colaborativa.</p><p>Esse trabalho acabaria por ser distinguido em 2022, quando a Ponte… nas Ondas! foi inscrita no <strong>Registo de Boas Práticas de Salvaguarda do Património Cultural Imaterial da UNESCO</strong>. </p><p>Mais do que distinguir um projeto educativo, a organização reconheceu um modelo capaz de demonstrar como a <strong>escola</strong>, a <strong>comunidade</strong> e as <strong>tecnologias digitais</strong> podem trabalhar em conjunto para proteger um património que só permanece vivo enquanto continua a ser transmitido.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Agora, essa experiência voltará a ganhar projeção internacional ao ser apresentada como um "exemplo para o mundo" na próxima sessão do Comité Intergovernamental da UNESCO. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O percurso iniciado por um grupo de professores do Minho será apresentado como <strong>referência para outros países</strong> que procuram formas inovadoras de envolver as novas gerações na preservação das suas identidades culturais.</p><h2>A ponte mais importante não é a de betão</h2><p>Há pontes que ligam comunidades e outras encurtam viagens. A Ponte… nas Ondas! aproximou tempos. Juntou crianças a avós e fez regressar cantigas, lendas, jogos e expressões que estariam condenados a desaparecer. O património cultural imaterial sobrevive porque continua a ser contado, cantado e partilhado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-ponte-que-a-unesco-quer-mostrar-ao-mundo-liga-muito-mais-do-que-portugal-e-espanha-1788292644719.jpg" data-image="td799o4ufpkx" alt="Jogos tradicionais" title="Jogos tradicionais"><figcaption>Jogos, cantigas, lendas e saberes populares ganham nova vida quando passam das mãos dos mais velhos para as novas gerações. Foto: José Manuel Gonçalves/UNESCO</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A ponte inaugurada em 1995 une as duas margens do rio Minho. Mas a outra, construída pelas vozes de milhares de alunos, professores e comunidades, chegou muito mais longe. Trinta anos depois, continua a ligar Portugal e a Galiza, mas também <strong>passado</strong> e <strong>futuro</strong>, <strong>tradição</strong> e <strong>inovação.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="PNO!" data-year="" data-title="Ponte%20nas%E2%80%A6%20Ondas" data-url="https%3A%2F%2Fpontenasondas.org%2F%3Flang%3Dpt-pt">PNO!. <a href="https://pontenasondas.org/?lang=pt-pt" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Ponte nas… Ondas</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-ponte-que-a-unesco-quer-mostrar-ao-mundo-liga-muito-mais-do-que-portugal-e-espanha.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Anticiclone enfraquece gradualmente entre quinta 24 e domingo 27: eis como o tempo poderá evoluir depois em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/anticiclone-enfraquece-gradualmente-entre-quinta-24-e-domingo-27-eis-como-o-tempo-podera-evoluir-depois-em-portugal.html</link><pubDate>Thu, 24 Sep 2026 06:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O anticiclone perderá gradualmente influência sobre Portugal até domingo. O calor persistirá inicialmente, mas as temperaturas deverão descer e a aproximação da circulação atlântica poderá abrir caminho a uma mudança do tempo.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbc5bvm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbc5bvm.jpg" id="xbc5bvm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal continental continuará sob a influência de <strong>tempo predominantemente seco e quente nos próximos dias</strong>, embora o padrão atmosférico comece gradualmente a alterar-se. Entre esta quinta-feira, dia 24, e domingo, dia 27, o anticiclone deverá perder influência, permitindo uma maior aproximação da circulação atlântica.</p><p>A mudança será progressiva. O calor ainda se fará sentir com intensidade em várias regiões durante a quinta-feira e, apesar de uma descida gradual das temperaturas nos dias seguintes, <strong>o interior continuará relativamente quente durante boa parte do fim de semana</strong>. Ao mesmo tempo, a nebulosidade aumentará em algumas regiões e a instabilidade atlântica começará a aproximar-se.</p><h2>Quinta-feira ainda será marcada pelo calor em grande parte do interior</h2><p>Esta quinta-feira, dia 24, deverá decorrer sob condições de <strong>tempo maioritariamente seco em Portugal continental</strong>, mantendo-se uma diferença bastante acentuada entre o litoral ocidental e as regiões do interior.</p><p>Durante a tarde, o modelo europeu (ECMWF) projeta máximas próximas ou superiores aos <strong>30 ºC em grande parte do interior Norte e Centro</strong>, enquanto no Sul os termómetros poderão alcançar valores ainda mais elevados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/anticiclone-enfraquece-gradualmente-entre-quinta-24-e-domingo-27-eis-como-o-tempo-podera-evoluir-depois-em-portugal-1790185515656.jpg" data-image="t15v8tp0okh1" alt="Calor ainda intenso no interior de Portugal nesta quinta-feira" title="Calor ainda intenso no interior de Portugal nesta quinta-feira"><figcaption>O ECMWF prevê temperaturas próximas dos 35 ºC em Castelo Branco e Beja e dos 36 ºC em Évora, contrastando com valores bastante inferiores junto ao litoral ocidental.</figcaption></figure><p>A diferença será particularmente evidente entre o litoral e o interior. Enquanto <strong>Porto e Aveiro poderão rondar apenas 20 a 22 ºC</strong>, cidades como Vila Real e Viseu poderão alcançar cerca de 32 ºC. Mais a sul, Santarém poderá atingir 34 ºC, enquanto Lisboa deverá rondar os 33 ºC.</p><p>Será, portanto, um cenário ainda bastante quente para o final de setembro em diversas regiões, embora os primeiros sinais da alteração do padrão atmosférico já comecem a surgir junto à fachada atlântica.</p><h2>Sexta-feira traz uma descida gradual, mas o interior continuará mais quente do que o habitual</h2><p>Na sexta-feira, dia 25, a influência marítima deverá tornar-se mais evidente em algumas zonas do litoral Norte e Centro. As temperaturas deverão descer nestas regiões, enquanto <strong>o interior continuará a apresentar valores elevados para a época</strong>.</p><p>Esta diferença fica particularmente evidente quando se analisam as anomalias previstas pelo ECMWF. Enquanto algumas zonas próximas da costa poderão apresentar temperaturas próximas ou ligeiramente abaixo do habitual, no interior persistirão desvios positivos bastante expressivos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/anticiclone-enfraquece-gradualmente-entre-quinta-24-e-domingo-27-eis-como-o-tempo-podera-evoluir-depois-em-portugal-1790185598492.jpg" data-image="tgc0r16rzqqo" alt="Interior continuará bastante mais quente do que o habitual para setembro" title="Interior continuará bastante mais quente do que o habitual para setembro"><figcaption>Apesar da descida térmica junto ao litoral, o ECMWF mantém anomalias positivas significativas no interior, localmente entre 5 e 7 ºC acima da média climatológica.</figcaption></figure><p>Ou seja, a descida das temperaturas <strong>não significará imediatamente o desaparecimento do calor anómalo</strong>. O contraste entre a faixa costeira e as regiões interiores deverá manter-se bastante acentuado.</p><p>No sábado, dia 26, esta tendência prosseguirá. O tempo deverá continuar predominantemente seco e as temperaturas permanecerão elevadas em vários pontos do Centro e Sul, embora já abaixo dos valores previstos para quinta-feira.</p><h2>No fim de semana o anticiclone começará a perder influência</h2><p>Será sobretudo durante o fim de semana que começaremos a observar sinais mais claros de alteração. O <strong>enfraquecimento gradual da influência anticiclónica</strong> permitirá uma maior aproximação da circulação atlântica, trazendo consigo ar mais fresco e húmido.</p><p>No sábado, o calor ainda resistirá em várias regiões: o ECMWF projeta aproximadamente <strong>34 ºC em Évora e Beja</strong>, 33 ºC em Castelo Branco e cerca de 32 ºC em Santarém, Lisboa e Portalegre.</p><p>Contudo, até domingo a descida deverá tornar-se bastante mais generalizada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/anticiclone-enfraquece-gradualmente-entre-quinta-24-e-domingo-27-eis-como-o-tempo-podera-evoluir-depois-em-portugal-1790185687729.jpg" data-image="5m64jje5vdn4" alt="Domingo trará uma descida mais generalizada das temperaturas" title="Domingo trará uma descida mais generalizada das temperaturas"><figcaption>O ECMWF projeta uma tarde bastante menos quente no domingo, com cerca de 22 ºC na Guarda, 24 ºC em Braga e Viseu e valores próximos dos 29 a 30 ºC em várias regiões do Centro e Sul.</figcaption></figure><p>A comparação com quinta-feira é elucidativa. <strong>Castelo Branco poderá passar de cerca de 35 para 29 ºC</strong>, enquanto Évora poderá descer de aproximadamente 36 para 30 ºC. No Norte e Centro, a redução será igualmente evidente em várias regiões.</p><p>Apesar disso, algumas áreas do Sul continuarão com temperaturas relativamente elevadas. Portanto, estaremos perante uma <strong>perda gradual de intensidade do calor</strong>, e não perante uma mudança abrupta de um dia para o outro.</p><h2>Mais nuvens e primeiros sinais de chuva no domingo</h2><p>A descida das temperaturas será acompanhada por outra alteração importante. Ao longo de domingo, <strong>a nebulosidade deverá aumentar sobretudo no Norte e Noroeste</strong>, refletindo uma maior influência das massas de ar provenientes do Atlântico.</p><p>Durante a tarde, uma extensa faixa de precipitação estará posicionada imediatamente a oeste de Portugal continental, aproximando-se progressivamente do território.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/anticiclone-enfraquece-gradualmente-entre-quinta-24-e-domingo-27-eis-como-o-tempo-podera-evoluir-depois-em-portugal-1790185747490.jpg" data-image="8o7uhyn4ri3p" alt="A instabilidade atlântica começa a aproximar-se de Portugal no domingo" title="A instabilidade atlântica começa a aproximar-se de Portugal no domingo"><figcaption>Na tarde de domingo, o ECMWF coloca uma extensa faixa de precipitação no Atlântico, já com possibilidade de chuva no extremo Norte e Noroeste de Portugal.</figcaption></figure><p>A maior parte do território deverá permanecer sem precipitação significativa durante boa parte do dia. Contudo, <strong>o extremo Norte poderá começar a sentir os primeiros efeitos desta alteração</strong>, antecipando um padrão mais húmido e instável.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790117" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-segunda-ciclogenese-explosiva-atingira-a-irlanda-a-partir-de-segunda-feira-eis-como-afetara-portugal.html" title="Uma segunda ciclogénese explosiva atingirá a Irlanda a partir de segunda-feira: eis como afetará Portugal">Uma segunda ciclogénese explosiva atingirá a Irlanda a partir de segunda-feira: eis como afetará Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-segunda-ciclogenese-explosiva-atingira-a-irlanda-a-partir-de-segunda-feira-eis-como-afetara-portugal.html" title="Uma segunda ciclogénese explosiva atingirá a Irlanda a partir de segunda-feira: eis como afetará Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uma-segunda-ciclogenese-explosiva-atingira-a-irlanda-a-partir-de-segunda-feira-eis-como-afetara-portugal-1790169238592_320.png" alt="Uma segunda ciclogénese explosiva atingirá a Irlanda a partir de segunda-feira: eis como afetará Portugal"></a></article></aside><p>Será precisamente esta evolução que marcará a transição entre o domínio anticiclónico dos próximos dias e uma possível fase mais dinâmica no arranque da próxima semana.</p><h2>Antes disso, uma depressão deverá afetar os Açores</h2><p>A alteração da circulação atmosférica será bastante mais evidente nos Açores. Durante domingo, uma <strong>depressão atlântica deverá aproximar-se do arquipélago</strong>, originando chuva e um reforço do vento em várias ilhas.</p><p>As projeções do ECMWF colocam o centro da depressão a oeste/noroeste dos Açores durante a tarde, com uma pressão atmosférica próxima dos <strong>1005 hPa</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/anticiclone-enfraquece-gradualmente-entre-quinta-24-e-domingo-27-eis-como-o-tempo-podera-evoluir-depois-em-portugal-1790185832750.jpg" data-image="39t9ht32czl3" alt="Depressão atlântica levará chuva aos Açores antes de se intensificar" title="Depressão atlântica levará chuva aos Açores antes de se intensificar"><figcaption>O ECMWF posiciona uma depressão de cerca de 1005 hPa a oeste dos Açores no domingo, acompanhada por precipitação e vento, antes de o sistema avançar para norte.</figcaption></figure><p>A passagem desta depressão pelo arquipélago será especialmente relevante para perceber aquilo que poderá acontecer posteriormente. À medida que avançar para latitudes mais elevadas do Atlântico Norte, <strong>o sistema deverá aprofundar-se rapidamente</strong>, podendo sofrer um processo de ciclogénese explosiva.</p><p>A Irlanda deverá ficar muito mais diretamente exposta à depressão já intensificada. Portugal continental não deverá ser atingido diretamente pelo centro deste sistema, mas poderá sentir os seus efeitos de forma indireta.</p><h2>E depois de domingo? A chuva poderá ganhar terreno em Portugal</h2><p>É precisamente aqui que o enfraquecimento do anticiclone ganha maior importância. Com a proteção anticiclónica progressivamente reduzida, <strong>Portugal poderá ficar mais exposto à circulação atlântica durante o início da próxima semana</strong>.</p><p>Uma ou mais frentes associadas à profunda depressão prevista para o Atlântico Norte poderão prolongar-se suficientemente para sul e alcançar a Península Ibérica. As projeções atuais apontam para uma <strong>maior probabilidade de precipitação entre segunda e quarta-feira</strong>, com particular atenção para terça-feira, dia 29.</p><div class="texto-destacado"> O cenário atual aponta, portanto, para uma transição progressiva: <strong>tempo quente e seco ainda dominante na quinta-feira, descida gradual das temperaturas durante os dias seguintes e sinais crescentes de influência atlântica até domingo</strong>, antes de uma possível mudança mais significativa na próxima semana. </div><p>As regiões Norte e Centro surgem, nesta fase, como algumas das zonas mais expostas à passagem das estruturas frontais, embora a chuva possa posteriormente alcançar outras regiões do território continental.</p><p>Importa, contudo, ter em conta a distância temporal. <strong>A trajetória exata da depressão e o posicionamento das frentes ainda poderão sofrer alterações nas próximas atualizações do ECMWF</strong>, modificando tanto a distribuição como a intensidade da precipitação prevista.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/anticiclone-enfraquece-gradualmente-entre-quinta-24-e-domingo-27-eis-como-o-tempo-podera-evoluir-depois-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A história real de James Stagg, o meteorologista que convenceu Eisenhower a adiar o Dia D]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-historia-real-de-james-stagg-o-meteorologista-que-convenceu-eisenhower-a-adiar-o-dia-d.html</link><pubDate>Thu, 24 Sep 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O filme '<em>Pressure'</em> ('Dia D: Sob Pressão' em Portugal) resgata a história do meteorologista que enfrentou a pressão de Eisenhower nas horas que antecederam o Dia D. A sua previsão sobre o Atlântico acabou por condicionar uma decisão histórica para as forças aliadas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-historia-real-de-james-stagg-el-meteorologo-que-convencio-a-eisenhower-de-retrasar-el-dia-d-1790014485304.jpg" data-image="7oh48xi1hqz4"><figcaption>Tropas americanas desembarcam no meio de ondas fortes na Praia de Omaha, 6 de junho de 1944. Chefe de Fotografia (CPHoM) Robert F. Sargent. Domínio público.</figcaption></figure><p>A<strong> 4 de junho de 1944</strong>, enquanto milhares de soldados aguardavam para embarcar rumo à Normandia ocupada, um <strong>meteorologista</strong> teve de convencer Eisenhower a adiar a operação. A sua <strong>previsão de uma tempestade alterou o cronograma do Dia D</strong> e, possivelmente, o <strong>desfecho da Segunda Guerra Mundial</strong>.</p><p>Como foi revelado ao grande público por ocasião da estreia mundial do filme "<em>Pressure</em>" ('Dia D: Sob Pressão', em Portugal), <strong>o Dia D estava inicialmente previsto para 5 de junho de 1944</strong>. Tudo estava pronto para dar início à Operação Overlord, a gigantesca ofensiva aliada destinada a abrir uma frente na Europa Ocidental contra a Alemanha nazi.</p><p>Havia milhares de soldados concentrados no sul de Inglaterra, centenas de navios a aguardar para atravessar o Canal da Mancha e milhares de aviões prontos para participar na operação. Mas havia algo que nenhum plano militar podia controlar: as <strong>condições meteorológicas</strong>.</p><h2>Uma invasão que precisava do tempo a seu favor</h2><p>Naquele momento, a pessoa encarregada de interpretar os sinais atmosféricos para os principais comandantes aliados era o <strong>escocês James Martin Stagg, membro do Serviço Meteorológico Britânico</strong> (<em>Met Office</em>) e Chefe de Meteorologia do Quartel-General Supremo da Força Expedicionária Aliada (SHAEF) no noroeste da Europa, cujo comandante era o presidente dos Estados Unidos, Dwight D. Eisenhower.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-historia-real-de-james-stagg-el-meteorologo-que-convencio-a-eisenhower-de-retrasar-el-dia-d-1790018044816.png" data-image="2ntcg1mo0wmw"><figcaption>James Martin Stagg, membro do Met Office e chefe de meteorologia do SHAEF durante o evento conhecido como Dia D.</figcaption></figure><p>A sua missão consistia em <strong>coordenar as previsões </strong>elaboradas por equipas britânicas, americanas e da Royal Navy, e fornecer a Eisenhower as informações necessárias para decidir quando atacar.</p><p>As condições meteorológicas exigidas para o desembarque eram extraordinariamente precisas. Os<strong> Aliados precisavam de uma combinação de lua cheia, maré baixa, pouca nebulosidade, ventos fracos e mar relativamente calmo</strong>. A lua facilitaria as operações aéreas noturnas, e a maré baixa permitiria localizar os obstáculos e as minas instaladas pelos alemães nas praias.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/que-tipo-de-modelo-meteorologico-e-mais-eficaz-para-prever-eventos-meteorologicos-extremos.html" title="Que tipo de modelo meteorológico é mais eficaz para prever eventos meteorológicos extremos?">Que tipo de modelo meteorológico é mais eficaz para prever eventos meteorológicos extremos?</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/que-tipo-de-modelo-meteorologico-e-mais-eficaz-para-prever-eventos-meteorologicos-extremos.html" title="Que tipo de modelo meteorológico é mais eficaz para prever eventos meteorológicos extremos?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/what-type-of-weather-model-is-better-at-predicting-extreme-weather-events-a-new-study-has-the-answer-1778027509424_320.jpg" alt="Que tipo de modelo meteorológico é mais eficaz para prever eventos meteorológicos extremos?"></a></article></aside><p>O problema era que, no início de junho de 1944, o Atlântico estava especialmente instável. Várias perturbações e <strong>sistemas frontais avançavam em direção à Europa, tornando as previsões muito mais complicadas </strong>do que o habitual.</p><h2>Uma decisão histórica</h2><p>A 3 de junho, chegaram novas observações meteorológicas que alertaram os especialistas sobre a <strong>aproximação de uma tempestade</strong>. No dia seguinte, as previsões indicavam ventos fortes, nebulosidade baixa e condições incompatíveis com grande parte das operações planeadas.</p><p>Stagg teve, então, de transmitir uma notícia que nenhum comandante queria ouvir: o dia <strong>5 de junho não oferecia uma janela meteorológica adequada</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-historia-real-de-james-stagg-el-meteorologo-que-convencio-a-eisenhower-de-retrasar-el-dia-d-1790017516924.jpg" data-image="xiv6e2t055zs"><figcaption>Restos de um bunker da Segunda Guerra Mundial na Praia de Utah, na Normandia, França.</figcaption></figure><p>A decisão não era simples. <strong>Adiar o desembarque</strong> significava alterar um gigantesco dispositivo militar e aumentar o risco de que os alemães descobrissem que a operação estava prestes a ocorrer. Além disso, as datas possíveis eram limitadas pela combinação de marés e fases da lua.</p><div class="texto-destacado">No entanto, Eisenhower decidiu adiá-lo por 24 horas. O desembarque passaria, assim, de 5 para 6 de junho de 1944.</div><p>A previsão de Stagg não se baseava apenas no seu próprio critério. As equipas de meteorologia dos Aliados trabalhavam com métodos diferentes e chegaram a apresentar divergências importantes.</p><p><strong>O ponto-chave foi reunir observações provenientes de diversos pontos do Atlântico e do Reino Unido</strong> para determinar como o sistema de baixa pressão evoluiria. E então surgiu uma pequena janela de esperança.</p><h2>A previsão que permitiu o lançamento do Dia D</h2><p>Durante a tarde e a noite de 4 de junho, os meteorologistas detetaram sinais de que, após a passagem da frente, poderia ocorrer uma <strong>breve melhoria no dia 6 de junho</strong>. Não se tratava de condições perfeitas. Eram, nas palavras da meteorologia militar, condições marginais, mas suficientes para tentar a operação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-historia-real-de-james-stagg-el-meteorologo-que-convencio-a-eisenhower-de-retrasar-el-dia-d-1790018280883.png" data-image="2rf1gp1j3738"><figcaption>Mapa de análise meteorológica de superfície que mostra as frentes meteorológicas de 5 de junho de 1944.</figcaption></figure><p><strong>Stagg apresentou essa previsão a Eisenhower</strong>. E o comandante supremo aliado decidiu assumir o risco: na <strong>madrugada de 6 de junho, a invasão finalmente começou</strong>. Mais de 160.000 soldados aliados desembarcaram na costa da Normandia, apoiados por mais de 5.000 navios e cerca de 13.000 aeronaves.</p><p>As <strong>condições meteorológicas também não foram perfeitas naquele dia</strong>. Houve nebulosidade, vento e condições marítimas difíceis. Mas a breve melhoria prevista permitiu iniciar uma operação que teria sido muito mais complicada, ou até mesmo inviável, com o temporal que tinha obrigado a adiá-la.</p><h2>James Stagg, o homem por trás da previsão</h2><p><strong>A pressão sobre o meteorologista foi enorme</strong>. No seu diário daquela época, Stagg registou a tensão que enfrentava. O Met Office preserva as suas anotações e documentos relacionados com aqueles dias, incluindo o diário de 1944. Numa das páginas, ele escreveu que começava a sentir-se "<em>rather stunned</em>" (bastante atordoado) e que tudo aquilo era um pesadelo.</p><p><strong>Após a guerra, Stagg continuou a trabalhar no Met Office</strong>, onde ocupou o cargo de diretor de Serviços até 1960. Ele também recebeu reconhecimentos pelo seu trabalho durante a guerra e, posteriormente, presidiu a <em>Royal Meteorological Society</em>. Faleceu em 1975.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Forecasts. Decisions. Pressure.<br><br>Discover how Met Office meteorologist Group Captain James Stagg stood by the science under extraordinary pressure, and the remarkable true story that inspired <a href="https://x.com/hashtag/PressureMovie?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#PressureMovie</a> (in cinemas September 9).<br><br>More than 80 years on, trusted weather <a href="https://t.co/q6PqUOlfe8">pic.twitter.com/q6PqUOlfe8</a></p>— Met Office (@metoffice) <a href="https://x.com/metoffice/status/2091812775731278120?ref_src=twsrc%5Etfw">August 24, 2026</a></blockquote></figure><p>O seu papel ficou para sempre ligado a<strong> uma das decisões mais importantes da Segunda Guerra Mundial</strong>. De facto, De facto, quando se analisou posteriormente o que teria acontecido se a invasão tivesse sido adiada até às próximas marés disponíveis, Stagg alertou que os Aliados poderiam ter enfrentado uma das piores tempestades do Canal da Mancha das últimas décadas.</p><p>Eisenhower então deixou uma nota manuscrita no boletim meteorológico, agradecendo aos "deuses da guerra" por terem atacado naquele momento.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Gonz%C3%A1lez%20Herrero%2C%20S" data-year="2016" data-title="El%20d%C3%ADa%20D%3A%20La%20predicci%C3%B3n%20meteorol%C3%B3gica%20m%C3%A1s%20importante%20de%20la%20historia" data-url="https%3A%2F%2Faemetblog.es%2F2016%2F06%2F06%2Fel-dia-d-la-prediccion-meteorologica-mas-importante-de-la-historia%2F">González Herrero, S. (2016). <a href="https://aemetblog.es/2016/06/06/el-dia-d-la-prediccion-meteorologica-mas-importante-de-la-historia/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">El día D: La predicción meteorológica más importante de la historia</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-historia-real-de-james-stagg-o-meteorologista-que-convenceu-eisenhower-a-adiar-o-dia-d.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O planeta vermelho não é assim tão vermelho: as misteriosas rochas roxas encontradas em Marte que deixam a NASA perplexa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-planeta-vermelho-nao-e-assim-tao-vermelho-as-misteriosas-rochas-roxas-encontradas-em-marte-que-deixam-a-nasa-perplexa.html</link><pubDate>Wed, 23 Sep 2026 17:05:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Novas imagens de Marte mostram uma região polar onde os tons avermelhados se misturam com os violetas, rosados e azuis, revelando a diversidade de materiais e processos que moldaram a sua superfície.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-planeta-rojo-no-es-tan-rojo-las-misteriosas-rocas-purpuras-halladas-en-marte-que-desconciertan-a-la-nasa-1790108561910.jpg" data-image="9u9pzsowjizk" alt="La imagen muestra Thyles Rupes desde una perspectiva directamente desde arriba. Se encuentra por encima de algunos cráteres y por debajo de otros, estando los más antiguos debajo de él." title="La imagen muestra Thyles Rupes desde una perspectiva directamente desde arriba. Se encuentra por encima de algunos cráteres y por debajo de otros, estando los más antiguos debajo de él."><figcaption>A imagem mostra Thyles Rupes numa perspetiva diretamente de cima. Encontra-se acima de algumas crateras e abaixo de outras, estando as mais antigas por baixo dele. Crédito: ESA/DLR/FU Berlin.</figcaption></figure><p><strong>O vermelho é, sem dúvida, a cor que define Marte</strong>. O óxido de ferro presente no pó e nas rochas da sua superfície é responsável pelos tons característicos de vermelho, ocre e castanho que deram ao planeta a sua famosa alcunha: o Planeta Vermelho.</p><div class="texto-destacado">No entanto, novas imagens da sua região polar sul revelam um panorama bastante mais colorido. Ali surgem chamativos redemoinhos de tons rosados, púrpuras e vermelhos em torno de uma formação geológica conhecida como Thyles Rupes, uma impressionante escarpa de gelo cujas falésias ultrapassam o quilómetro de altura.</div><p>O termo <em>rupes</em> significa <strong>"falésia"</strong> em latim, enquanto Thyles faz referência a uma <strong>terra mítica do extremo norte </strong>mencionada na Antiguidade.</p><h2>Uma paisagem formada por materiais muito diferentes</h2><p>A variedade cromática observada nesta zona <strong>não se deve a um único material</strong>. Cada tonalidade tem uma origem diferente e permite compreender melhor a história geológica de Marte.</p><p>Os <strong>setores mais escuros </strong>estão relacionados com materiais vulcânicos ricos em minerais como a olivina e o piroxeno. Ambos também são abundantes no manto terrestre. A <strong>olivina</strong> é composto por magnésio, ferro e silicatos, enquanto os <strong>piroxenos</strong> formam um grupo de minerais de silicato, com silício e oxigénio em abundância, muito comuns nas camadas superiores do manto da Terra.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-planeta-rojo-no-es-tan-rojo-las-misteriosas-rocas-purpuras-halladas-en-marte-que-desconciertan-a-la-nasa-1790108653899.jpg" data-image="3eehvdepzba8" alt="Este mapa topográfico de la región muestra la altura de Thyles Rupes, que supera el 1 km. Crédito: ESA/DLR/FU Berlin" title="Este mapa topográfico de la región muestra la altura de Thyles Rupes, que supera el 1 km. Crédito: ESA/DLR/FU Berlin"><figcaption> Este mapa topográfico da região mostra a altitude de Thyles Rupes, que ultrapassa 1 km. Crédito: ESA/DLR/FU Berlin.</figcaption></figure><p>Em contrapartida, <strong>as áreas de cor azul pálida</strong>, como as que se podem observar no interior do cráter, estão cobertas por dióxido de carbono congelado. Perto do polo sul marciano, este gelo pode persistir mesmo durante a primavera, época em que a imagem foi captada.</p><p>Uma das manchas claras que aparece na parte inferior esquerda também corresponde à região da calota polar sul. O núcleo permanente desta calota não chega a desaparecer, embora sobre ele<strong> se forme uma camada sazonal de gelo de dióxido de carbono</strong> que aumenta e diminui ao longo do ano marciano.</p><h2>Por que é que Marte aparece com uma cor violeta?</h2><p>A tonalidade púrpura característica que domina grande parte da imagem é o resultado de uma<strong> combinação de poeira e geada</strong>. Mas há um pormenor interessante: a paisagem não tem necessariamente o mesmo aspeto ao longo do dia.</p><div class="texto-destacado"><strong>A iluminação suave das primeiras horas da manhã, o pó em suspensão na atmosfera, a geada que cobre o solo e as zonas onde o gelo e as partículas de pó se misturam geram, em conjunto, essa aparência violácea.</strong></div><p>As imagens, portanto, não só mostram quais os materiais presentes na superfície marciana, mas também <strong>como as condições de iluminação e os ciclos diários podem alterar a perceção </strong>dessa paisagem. </p><h2>Dunas diferentes das de outras regiões de Marte</h2><p>A imagem permite também observar diferentes<strong> estruturas de areia</strong>. Os padrões de vento desta região são complexos e fazem com que não surjam as dunas finamente esculpidas que podem ser encontradas noutras partes do planeta.</p><p>É até possível distinguir as chamadas <strong>cristas barchanóides</strong>, estruturas em forma de arco semelhantes às dunas barchanas presentes nos desertos terrestres. Estas formações possuem duas extremidades ou «chifres» orientados na direção para onde sopra o vento.</p><h2>A origem de uma gigantesca falésia marciana</h2><p>Thyles Rupes estende-se por centenas de quilómetros e a sua origem é igualmente notável. A formação apresenta certas semelhanças com as grandes estruturas montanhosas terrestres, embora <strong>Marte não tenha tectónica de placas ativa</strong> como a que caracteriza o nosso planeta.</p><p>A Terra continua a formar montanhas devido ao movimento das suas placas tectónicas. <strong>Marte, por outro lado, é um planeta com uma única placa</strong>, com uma crosta rígida e sem tectónica ativa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785133" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/rajadas-de-vento-de-150-km-h-e-tempestades-de-poeira-a-nivel-global-e-assim-que-se-manifesta-o-clima-extremo-de-marte.html" title="Rajadas de vento de 150 km/h e tempestades de poeira a nível global: é assim que se manifesta o clima extremo de Marte">Rajadas de vento de 150 km/h e tempestades de poeira a nível global: é assim que se manifesta o clima extremo de Marte</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/rajadas-de-vento-de-150-km-h-e-tempestades-de-poeira-a-nivel-global-e-assim-que-se-manifesta-o-clima-extremo-de-marte.html" title="Rajadas de vento de 150 km/h e tempestades de poeira a nível global: é assim que se manifesta o clima extremo de Marte"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-atmosfera-de-marte-y-su-meteorologia-1786343253900_320.jpg" alt="Rajadas de vento de 150 km/h e tempestades de poeira a nível global: é assim que se manifesta o clima extremo de Marte"></a></article></aside><p>Por isso, os investigadores consideram que Thyles Rupes se formou provavelmente quando o interior do planeta se encontrava em processo de arrefecimento. À medida que a crosta se contraía, determinadas zonas foram empurradas para cima, <strong>dando origem a esta enorme escarpa</strong>.</p><p>Nas últimas décadas, missões orbitais como a<strong> Mars Express</strong>, da Agência Espacial Europeia, e o <strong>Mars Reconnaissance Orbiter</strong>, da NASA, permitiram observar, com um nível de detalhe sem precedentes, inúmeras regiões de Marte.</p><p>Embora o planeta já não apresente a intensa atividade geológica que caracteriza a Terra, a sua superfície conserva os vestígios de processos ocorridos há milhares de milhões de anos. Cada nova imagem ajuda, assim, a <strong>reconstruir o seu passado</strong> e, ao mesmo tempo, permite compreender melhor as <strong>diferenças entre os mundos rochosos do sistema solar</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-planeta-vermelho-nao-e-assim-tao-vermelho-as-misteriosas-rochas-roxas-encontradas-em-marte-que-deixam-a-nasa-perplexa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As pirâmides do Egito foram construídas há 4 700 anos com um sistema muito mais avançado do que se pensava]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-piramides-do-egito-foram-construidas-ha-4-700-anos-com-um-sistema-muito-mais-avancado-do-que-se-pensava.html</link><pubDate>Wed, 23 Sep 2026 16:37:36 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma investigação sobre a pirâmide de Djoser sugere que um sistema de água, poços, cordas e uma plataforma de madeira poderá ter facilitado a sua construção há milhares de anos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-piramides-de-egipto-se-construyeron-hace-4-700-anos-con-un-sistema-mucho-mas-avanzado-de-lo-que-se-creia-1790071107034.jpeg" data-image="d9ctj8h17dtq" alt="Pirámide de Djoser, en Saqqara, Egipto" title="Pirámide de Djoser, en Saqqara, Egipto"><figcaption>A pirâmide de Djoser poderá ter sido construída com a ajuda de um sistema hidráulico capaz de elevar blocos de pedra com cerca de 300 quilos.</figcaption></figure><p>Construir uma das pirâmides milenares do Egito exigia muito mais do que simplesmente colocar uma pedra em cima de outra. <strong>No caso da pirâmide de Djoser, em Saqqara</strong>, os construtores tiveram de trabalhar com cerca de 2,3 milhões de blocos de calcário, cada um com cerca de 300 quilos. Como conseguiram transportá-los até às diferentes alturas continua a ser uma das questões que rodeiam estes monumentos espetaculares.</p><p><strong>Um estudo publicado na revista Plos One propõe agora uma possível resposta</strong>. A investigação, liderada por Xavier Landreau, cientista especializado em materiais e diretor executivo do instituto Paleotechnic, associou várias estruturas da localidade egípcia de Saqqara a um sistema hidráulico. A ideia parte de uma vala de calcário com 3 quilómetros de comprimento e 20 metros de profundidade.</p><h2>Uma vala de 3 quilómetros junto à pirâmide de Djoser</h2><p>A pirâmide de Djoser <strong>foi erguida há cerca de 4 700 anos como monumento funerário dedicado ao rei Djoser</strong>. É considerada a mais antiga das sete pirâmides monumentais do Egito e a primeira construída inteiramente com pedra talhada. Para a sua construção, foram utilizados cerca de 2,3 milhões de blocos de calcário, com um peso aproximado de 300 quilos cada.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/_hHcG_rLkjU/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=_hHcG_rLkjU" id="_hHcG_rLkjU"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p><strong>A investigação dedica especial atenção ao Gisr el-Mudir, uma estrutura retangular em pedra com 360 por 620 metros</strong>. As suas paredes atingem os 15 metros de altura. A equipa estudou e cartografou a bacia hidrográfica situada a montante e associou-a ao percurso do uadi Abusir, um leito seco de caráter sazonal situado a oeste do planalto de Saqqara.</p><p>A forma como as paredes foram erguidas também se coaduna, segundo os investigadores, <strong>com uma possível função hidráulica</strong>. As diferentes camadas de pedra teriam permitido reter e conduzir água de forma semelhante a uma barragem. O estudo compara esta configuração com Sadd el-Kafara, uma estrutura hidráulica do Império Antigo.</p><h2>A água teria chegado a vários poços</h2><p><strong>A proposta começa com a captação e o controlo da água</strong>. O sistema teria permitido que os sedimentos de maior dimensão ficassem para trás antes de o caudal prosseguir em direção à zona de Djoser. A água chegaria depois à vala seca situada junto à pirâmide através de um canal conhecido como Trincheira Profunda.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-piramides-de-egipto-se-construyeron-hace-4-700-anos-con-un-sistema-mucho-mas-avanzado-de-lo-que-se-creia-1790070677845.jpg" data-image="3qldoc5i8mcb" alt="Pirámide de Djoser, en Saqqara" title="Pirámide de Djoser, en Saqqara"><figcaption>Localização geral do complexo de Djoser em Saqqara e área de drenagem do uadi Abusir, a oeste do recinto de Gisr el-Mudir. Imagem: Plos One.</figcaption></figure><p>Esse canal liga, pelo menos, três áreas subterrâneas. <strong>Depois de percorrê-las, a água chegaria a vários poços</strong>. Para os investigadores, estes espaços são importantes porque poderiam ter permitido transformar o movimento da água num deslocamento vertical capaz de transportar as pedras utilizadas durante as obras.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="748016" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/nao-e-so-no-egito-piramides-de-22-metros-sao-identificadas-na-amazonia.html" title="Não é só no Egito: pirâmides de 22 metros são identificadas na Amazónia">Não é só no Egito: pirâmides de 22 metros são identificadas na Amazónia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/nao-e-so-no-egito-piramides-de-22-metros-sao-identificadas-na-amazonia.html" title="Não é só no Egito: pirâmides de 22 metros são identificadas na Amazónia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nao-e-so-no-egito-piramides-de-22-metros-sao-identificadas-na-amazonia-1767721248111_320.jpg" alt="Não é só no Egito: pirâmides de 22 metros são identificadas na Amazónia"></a></article></aside><p>O mecanismo proposto é relativamente simples: <strong>uma plataforma de madeira flutuaria no interior do poço e seria fixada por meio de cordas e roldanas</strong>. Os blocos seriam colocados sobre ela e a alteração do nível da água permitiria fazê-la subir. Assim, a carga poderia ganhar altura a partir do interior da estrutura.</p><h2>Um sistema hidráulico para elevar os blocos</h2><p><strong>A hipótese situa este mecanismo no próprio processo de construção da pirâmide</strong>. Ao variar a quantidade de água no poço, a plataforma subiria ou desceria com a pedra em cima. O sistema teria, desta forma, transformado o movimento vertical da água numa ferramenta para transportar os blocos para níveis superiores.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">El edif de piedra más antiguo del mundo, completamente conservado hasta nuestros días, es la Pirámide Escalonada de Djoser, ubicada en el pueblo egipcio de Saqqara. Fue construida por el arquitecto Imhotep como lugar de enterramiento para el faraón Djoser alrededor del 2650AC <a href="https://t.co/zCf10mb5uU">pic.twitter.com/zCf10mb5uU</a></p>— Mavica (@mavica81) <a href="https://x.com/mavica81/status/1872025841758052745?ref_src=twsrc%5Etfw">December 25, 2024</a></blockquote></figure><p>A questão reveste-se de especial importância devido às dimensões da obra. A pirâmide de Djoser foi construída com cerca de 2,3 milhões de blocos de calcário, cada um dos quais pesava cerca de 300 quilos. Encontrar uma forma de deslocar essas cargas para diferentes alturas era, portanto, <strong>um dos principais problemas que o processo de construção tinha de resolver</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-piramides-de-egipto-se-construyeron-hace-4-700-anos-con-un-sistema-mucho-mas-avanzado-de-lo-que-se-creia-1790071178771.jpeg" data-image="c9vlkkuh22ld" alt="Pirámide de Djoser, en Saqqara, Egipto" title="Pirámide de Djoser, en Saqqara, Egipto"><figcaption>O mecanismo proposto para as pirâmides do Egito, como a de Djoser, estaria ligado a uma vala de 3 quilómetros e a vários espaços subterrâneos.</figcaption></figure><p>O estudo também <strong>destaca a importância da grande vala escavada na rocha-mãe, que atinge 3 quilómetros de comprimento e até 20 metros de profundidade</strong>. A sua função tem sido objeto de debate desde 1930. Contrariando as interpretações que a associavam a uma pedreira ou a um fim monumental, a investigação publicada na Plos One sugere que poderá ter feito parte de um sistema destinado à gestão da água e a facilitar a elevação de materiais.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Xavier%20Landreau%2C%20Guillaume%20Piton%2C%20Guillaume%20Morin%2C%20Pascal%20Bartout%2C%20Laurent%20Touchart%2C%20Christophe%20Giraud%2C%20Jean-Claude%20Barre%2C%20Cyrielle%20Guerin%2C%20Alexis%20Alibert%2C%20Charly%20Lallemand" data-year="2024" data-title="On%20the%20possible%20use%20of%20hydraulic%20force%20to%20assist%20with%20building%20the%20step%20pyramid%20of%20saqqara" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1371%2Fjournal.pone.0306690">Xavier Landreau, Guillaume Piton, Guillaume Morin, Pascal Bartout, Laurent Touchart, Christophe Giraud, Jean-Claude Barre, Cyrielle Guerin, Alexis Alibert, Charly Lallemand. (2024). <a href="https://doi.org/10.1371/journal.pone.0306690" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">On the possible use of hydraulic force to assist with building the step pyramid of saqqara</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-piramides-do-egito-foram-construidas-ha-4-700-anos-com-um-sistema-muito-mais-avancado-do-que-se-pensava.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Horário de inverno 2026: saiba a data em que Portugal atrasará os relógios uma hora]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/horario-de-inverno-2026-saiba-a-data-em-que-portugal-atrasara-os-relogios-uma-hora.html</link><pubDate>Wed, 23 Sep 2026 16:13:27 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Nesta data do mês de outubro vai ser possível obter mais 60 minutos de descanso na cama no Continente e Regiões Autónomas, dando-se início ao horário de inverno.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/horario-de-inverno-2026-saiba-a-data-em-que-portugal-atrasara-os-relogios-uma-hora-1790179640444.jpg" data-image="zitl2ytvl9yh"><figcaption>Temos pouco mais de um mês com horário de verão. Saiba quando terá de ajustar o relógio para a hora de inverno.</figcaption></figure><p>Adeus, verão. Na madrugada de<strong> hoje</strong> - quarta-feira, 23 de setembro - teve início oficialmente a estação do <strong>outono </strong>astronómico a partir do momento do<strong> equinócio</strong> quando o relógio batia as 01:04 em Portugal continental e Madeira, menos 1 hora nos Açores.</p><p>Porém, aquilo que nos remete para o tema central desta notícia é a mudança de horário de inverno que terá lugar já no último domingo do próximo mês de outubro. Assim, na <strong>madrugada de domingo, 25 de outubro de 2026, Portugal irá regressar ao horário de inverno</strong>, recuperando simbolicamente uma hora de sono.</p><h2>Uma hora a mais e uma noite que se prolonga </h2><p><strong>Em Portugal continental e no arquipélago da Madeira, quando forem 2:00 da manhã, os relógios devem ser atrasados para a 01:00. Nos Açores a mudança ocorrerá à 01:00, passando a ser meia-noite</strong>. Como acontece habitualmente, o ajuste terá lugar no último domingo de outubro, sendo que a passagem para o horário de verão ocorrerá no último domingo de março de 2027.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/horario-de-inverno-2026-saiba-a-data-em-que-portugal-atrasara-os-relogios-uma-hora-1790179786394.jpg" data-image="f5sbtign9wd4"><figcaption>A APS explica que a adoção permanente do horário de inverno apresenta mais vantagens, tais como mais luz natural ao início da manhã, com efeitos benéficos para o ritmo de sono-vigília, maior alinhamento com o ciclo natural luz-escuro (maior facilidade em adormecer e acordar, atenuação do jetlag social), entre outras.</figcaption></figure><p><strong>A alternância entre os dois horários mantém-se apesar das discussões na União Europeia sobre a possibilidade de a eliminar</strong>. Como não há consenso entre os Estados-membros quanto a uma decisão unânime, houve até agora um impedimento de pôr fim à mudança sazonal da hora.</p><h2>Porque é que começámos a mexer nos ponteiros do relógio?</h2><p>A ideia é mais antiga do que se poderia pensar. <strong>Em 1784, Benjamin Franklin</strong> sugeriu, numa carta satírica publicada no <em>Journal de Paris</em>, que os <strong>parisienses</strong> <strong>poderiam aproveitar melhor a luz solar e poupar velas se acordassem mais cedo</strong>.</p><p> A adoção oficial da mudança horária surgiria, contudo, mais de um século depois. Durante a Primeira Guerra Mundial, países como a Alemanha e o Reino Unido implementaram-na com o objetivo de reduzir o consumo de carvão. <strong>Portugal seguiu-lhes as pisadas, adotando a medida em 1916</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/horario-de-inverno-2026-saiba-a-data-em-que-portugal-atrasara-os-relogios-uma-hora-1790179464322.jpg" data-image="ba6ovef2zioa"><figcaption>Recortado e retocado a partir de uma fotografia da edição original da revista (C 8,5“ × A 7” × L 0,25"). A fotografia foi tirada para a exposição "Images of Benjamin Franklin: As Seen By Himself and Others" na Galeria Mamdouha S. Bobst, Biblioteca Bobst, Universidade de Nova Iorque, 2006. A revista constituía a peça B-43 na galeria. De acordo com o comunicado do evento, a revista fazia parte da coleção de Stuart Karu. Domínio Público - Wikimedia Commons.</figcaption></figure><p>Décadas mais tarde, quando estalava a crise petrolífera de 1973, a eficiência energética voltava a ser colocada no centro das atenções. A ideia era simples e passava por <strong>alinhar melhor o horário das atividades humanas com a luz natural e, deste modo, diminuir a necessidade de recorrer à iluminação artificial</strong>.</p><h2>Mais luz, menos sono? O impacto no nosso organismo</h2><p>A questão não se resume somente à eletricidade. <strong>A mudança da hora interfere diretamente com o ritmo circadiano</strong>, sistema biológico que organiza ciclos como o sono e a vigília em resposta, entre outros fatores, à alternância entre luz e escuridão.</p><p><strong>Em 2021 a Associação Portuguesa do Sono (APS) defendia que a eliminação da mudança sazonal da hora e a manutenção permanente do horário de inverno seriam potencialmente benéficas para a saúde</strong>. De acordo com esta associação, a passagem para o horário de verão está associada, a curto prazo, à redução do tempo de sono, pior desempenho profissional e escolar e maior frequência de determinados acidentes cardiovasculares, cerebrovasculares e rodoviários.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="748711" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/dorme-ate-tarde-ou-acorda-cedo-segundo-os-cientistas-estas-dicas-vao-melhorar-o-seu-sono.html" title="Dorme até tarde ou acorda cedo? Segundo os cientistas, estas dicas vão melhorar o seu sono">Dorme até tarde ou acorda cedo? Segundo os cientistas, estas dicas vão melhorar o seu sono</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/dorme-ate-tarde-ou-acorda-cedo-segundo-os-cientistas-estas-dicas-vao-melhorar-o-seu-sono.html" title="Dorme até tarde ou acorda cedo? Segundo os cientistas, estas dicas vão melhorar o seu sono"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ces-astuces-ameliorent-votre-sommeil-1768210011754_320.jpg" alt="Dorme até tarde ou acorda cedo? Segundo os cientistas, estas dicas vão melhorar o seu sono"></a></article></aside><p>Ainda segundo a APS, o horário de inverno permanente é favorável a uma <strong>maior exposição à luz natural durante a manhã</strong> e um <strong>melhor alinhamento entre o relógio biológico e o ciclo natural de luz e escuridão</strong>.</p><p>Entre os possíveis efeitos apontados estão <strong>melhorias em aspetos como a maior facilidade em adormecer e acordar, a atenuação do jetlag social, a melhoria do desempenho profissional e escolar, melhoria da saúde mental</strong>, redução do risco de doença física (cancro, diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares, doenças neurodegenerativas, problemas de disposição); redução do risco de lesões e vontade) e ainda uma repercussão positiva para a economia.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/horario-de-inverno-2026-saiba-a-data-em-que-portugal-atrasara-os-relogios-uma-hora.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temperaturas acima do normal em Portugal: IPMA estende aviso amarelo a 13 distritos e à Madeira até sexta-feira]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-acima-do-normal-em-portugal-ipma-estende-aviso-amarelo-a-13-distritos-e-a-madeira-ate-sexta-feira.html</link><pubDate>Wed, 23 Sep 2026 15:05:10 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O IPMA prolongou os avisos amarelos devido às temperaturas elevadas, que continuarão a marcar o estado do tempo nos próximos dias. Até sexta-feira, 13 distritos do Continente e várias regiões da Madeira estarão sob aviso.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbc0ona"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbc0ona.jpg" id="xbc0ona"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O calor continuará a marcar o estado do tempo em Portugal nos próximos dias, com temperaturas muito acima do habitual para o final de setembro. <strong>No continente, os valores mais elevados deverão concentrar-se entre hoje e quinta-feira, enquanto </strong><strong>na Madeira o aquecimento ganha maior expressão a partir de quinta-feira</strong>, levando o IPMA a manter avisos amarelos por tempo quente.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Na origem deste episódio está uma<strong> dorsal anticiclónica que se mantém sobre a Península Ibérica e o Atlântico subtropical</strong>, favorecendo a estabilidade atmosférica e movimentos descendentes do ar.<strong> </strong>Esta configuração, juntamente com a <strong>presença de uma massa de ar muito quente</strong>, favorece a subida das temperaturas à superfície e a persistência do calor durante vários dias. A cerca de 1500 metros de altitude, os valores rondarão 20 ºC, confirmando a presença de ar anormalmente quente sobre Portugal.</p><h2>Calor persiste no continente com temperaturas muito acima do habitual</h2><p>Devido à persistência de temperaturas máximas elevadas, o IPMA mantém vários distritos do território continental sob <strong>aviso amarelo</strong>, entre os quais <strong>Bragança, Vila Real, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Santarém, Lisboa, Portalegre e Évora.</strong> Hoje, as máximas poderão atingir 36 ºC em Santarém e Évora, 35 ºC em Castelo Branco e Portalegre e 34 ºC em Viseu e Coimbra. As anomalias poderão alcançar +12 ºC em Viseu e +11 ºC em Braga e Vila Real.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-acima-do-normal-em-portugal-ipma-estende-aviso-amarelo-a-13-distritos-e-a-madeira-ate-sexta-feira-1790171278662.jpg" data-image="pwdkdr22hqn7"><figcaption>As temperaturas deverão ficar muito acima do habitual durante o dia de hoje, quarta-feira, com anomalias que poderão atingir +12 ºC em Viseu e +11 ºC em Braga e Vila Real.</figcaption></figure><p>Na quinta-feira, as temperaturas deverão permanecer elevadas nas regiões mais quentes, com Évora a poder voltar a atingir <strong>36 ºC e Santarém, Castelo Branco e Beja os 35 ºC</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-acima-do-normal-em-portugal-ipma-estende-aviso-amarelo-a-13-distritos-e-a-madeira-ate-sexta-feira-1790171311728.jpg" data-image="z6opa41fp2ij"><figcaption>Na quinta-feira, as temperaturas máximas deverão continuar elevadas no continente, com os valores mais altos previstos no interior Centro e Sul.</figcaption></figure><p>Na sexta-feira, a entrada de ar mais fresco pelo Atlântico deverá favorecer uma <strong>descida das temperaturas, mais evidente no litoral Norte e Centro</strong>. No interior e no Sul, a descida será menos acentuada, com máximas de 34 ºC previstas em Évora e Beja e de 33 ºC em Castelo Branco.</p><h2>Madeira sob calor mais intenso entre quinta e sexta-feira</h2><p>Na Madeira, o calor deverá tornar-se mais expressivo a partir de quinta-feira, com uma subida acentuada das temperaturas em várias localidades. <strong>A Ponta do Sol poderá atingir 32 ºC, São Vicente 31 ºC e o Funchal 30 ºC</strong>, enquanto as anomalias poderão alcançar +7 ºC em São Vicente e no Curral das Freiras.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-acima-do-normal-em-portugal-ipma-estende-aviso-amarelo-a-13-distritos-e-a-madeira-ate-sexta-feira-1790171239846.jpg" data-image="lncrv5ieqc2o"><figcaption>Na Madeira, o calor intensifica-se a partir de quinta-feira, com os valores mais elevados previstos na costa sul e em algumas regiões da costa norte da ilha.</figcaption></figure><p>Na sexta-feira, deverão continuar a registar-se temperaturas máximas elevadas, com 30 ºC no Funchal e 29 ºC em São Vicente e Ponta do Sol, e noites particularmente quentes nas zonas costeiras da vertente sul. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790117" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-segunda-ciclogenese-explosiva-atingira-a-irlanda-a-partir-de-segunda-feira-eis-como-afetara-portugal.html" title="Uma segunda ciclogénese explosiva atingirá a Irlanda a partir de segunda-feira: eis como afetará Portugal">Uma segunda ciclogénese explosiva atingirá a Irlanda a partir de segunda-feira: eis como afetará Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-segunda-ciclogenese-explosiva-atingira-a-irlanda-a-partir-de-segunda-feira-eis-como-afetara-portugal.html" title="Uma segunda ciclogénese explosiva atingirá a Irlanda a partir de segunda-feira: eis como afetará Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uma-segunda-ciclogenese-explosiva-atingira-a-irlanda-a-partir-de-segunda-feira-eis-como-afetara-portugal-1790169238592_320.png" alt="Uma segunda ciclogénese explosiva atingirá a Irlanda a partir de segunda-feira: eis como afetará Portugal"></a></article></aside><p>Perante a persistência de temperaturas máximas elevadas,<strong> o IPMA colocou a Costa Norte, Costa Sul, Regiões Montanhosas e Porto Santo sob aviso amarelo</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-acima-do-normal-em-portugal-ipma-estende-aviso-amarelo-a-13-distritos-e-a-madeira-ate-sexta-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma mudança no tempo aproxima-se de Portugal: saiba o que esperar a partir de 27 de setembro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-mudanca-no-tempo-aproxima-se-de-portugal-saiba-o-que-esperar-a-partir-de-27-de-setembro.html</link><pubDate>Wed, 23 Sep 2026 14:49:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de vários dias de calor e tempo seco, setembro poderá despedir-se com uma mudança significativa. A partir de domingo (27), a influência atlântica aumenta e a chuva poderá ganhar força e extensão nos dias seguintes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-mudanca-no-tempo-aproxima-se-de-portugal-saiba-o-que-esperar-a-partir-de-27-de-setembro-1790167162768.jpg" data-image="1ghu128w1tpb" alt="Chuva para o final de setembro" title="Chuva para o final de setembro"> <figcaption>A mudança do tempo começará a fazer-se sentir a partir de domingo, dia 27, com mais nebulosidade, humidade e os primeiros períodos de chuva. Mas será terça-feira, dia 29, que poderá marcar a viragem mais significativa, com a chegada de uma frente Atlântica que traz precipitação mais persistente e abrangente.</figcaption></figure><p>Portugal continental prepara-se para uma mudança significativa do estado do tempo na reta final de setembro. Depois de vários dias marcados por temperaturas elevadas e tempo predominantemente seco, a influência atlântica deverá ganhar terreno. <strong>A partir de domingo, dia 27, aumentará a humidade e a nebulosidade, seguindo-se uma maior probabilidade de chuva, que poderá tornar-se mais persistente e abrangente no dia 29</strong>.</p><h2>Calor ainda domina esta quarta-feira, dia 23</h2><p>Esta quarta-feira, dia 23, o calor continuará a marcar presença em grande parte do território continental. As temperaturas máximas deverão ultrapassar os <strong>30 ºC em muitas localidades</strong>, contrastando com alguns pontos da faixa costeira ocidental, onde a proximidade do Atlântico manterá os termómetros bastante mais baixos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-mudanca-no-tempo-aproxima-se-de-portugal-saiba-o-que-esperar-a-partir-de-27-de-setembro-1790165824561.jpg" data-image="365vid6d8us4" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption>O calor continua a dominar esta quarta-feira, com máximas acima dos 30 ºC em grande parte do território e valores próximos dos 38 ºC no interior. Junto ao litoral, a influência atlântica mantém as temperaturas mais amenas.</figcaption></figure><p>Localidades como <strong>Peniche, Póvoa de Varzim ou Vila do Conde</strong> poderão não ultrapassar os 20 ºC. No interior, o cenário será completamente diferente: <strong>Mora e Ponte de Sor poderão aproximar-se dos 38 ºC</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Na quinta-feira começará a notar-se uma maior influência atlântica, sobretudo nas regiões Norte e Centro, embora o calor ainda persista em várias zonas do interior.</p><h2>Sexta-feira traz descida das temperaturas, mas continuam acima da média</h2><p>Na sexta-feira, dia 25, o arrefecimento deverá tornar-se mais evidente no litoral Norte e Centro. Cidades como <strong>Leiria, Coimbra e Braga poderão registar máximas entre aproximadamente 23 e 26 ºC</strong>, valores consideravelmente inferiores aos observados no início da semana.</p><p>Ainda assim, isto não significa que o país passe imediatamente para um cenário mais frio do que o habitual. Os mapas da Meteored mantêm <strong>anomalias térmicas positivas em grande parte de Portugal</strong>, particularmente no interior, onde os desvios poderão continuar bastante expressivos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-mudanca-no-tempo-aproxima-se-de-portugal-saiba-o-que-esperar-a-partir-de-27-de-setembro-1790165880828.jpg" data-image="bks87i9o456n" alt="Anomalia da Temperatura" title="Anomalia da Temperatura"><figcaption>Apesar da descida das temperaturas no litoral Norte e Centro, grande parte de Portugal continuará mais quente do que o habitual para esta altura do ano. No interior, as anomalias positivas serão ainda bastante expressivas.</figcaption></figure><p>Durante o sábado não são esperadas grandes alterações no padrão geral. Será sobretudo a partir do dia seguinte que a mudança ganhará outra dimensão.</p><h2>Domingo, dia 27 começa a verdadeira mudança do tempo</h2><p>No domingo, <strong>o enfraquecimento da influência anticiclónica permitirá uma maior aproximação da instabilidade atlântica</strong>. O ambiente deverá tornar-se progressivamente mais húmido e nublado, com possibilidade de precipitação fraca no Norte, sobretudo durante a noite.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-mudanca-no-tempo-aproxima-se-de-portugal-saiba-o-que-esperar-a-partir-de-27-de-setembro-1790165959048.jpg" data-image="0sh23e6tex5b" alt="Nuvens e chuva" title="Nuvens e chuva"><figcaption>A mudança começa a ganhar forma no domingo: o aumento da humidade e da nebulosidade será acompanhado pela possibilidade de chuva fraca no Norte, antecipando um período mais instável.</figcaption></figure><p>Esta mudança estará também associada à entrada gradual de <strong>uma massa de ar mais fresca de norte</strong>, que ajudará a afastar o padrão de temperaturas anormalmente elevadas dos dias anteriores. Na segunda-feira, dia 28, a instabilidade deverá persistir. A chuva continuará, numa primeira fase, mais provável nas regiões do Norte, enquanto as temperaturas deverão prosseguir a sua trajetória descendente.</p><h2>Dia 29 poderá marcar a entrada da chuva mais significativa</h2><p>É na <strong>terça-feira, dia 29</strong>, que o ECMWF projeta atualmente a alteração mais expressiva. Uma vasta e intensa depressão no Atlântico Norte (possivelmente ciclone-bomba) deverá deslocar-se em direção à Irlanda e outros países da Europa Ocidental, aproximando dos territórios ibéricos <strong>uma frente fria bastante organizada</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-mudanca-no-tempo-aproxima-se-de-portugal-saiba-o-que-esperar-a-partir-de-27-de-setembro-1790166032556.jpg" data-image="kdkq1532qmdi" alt="Situação sinóptica" title="Situação sinóptica"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-334299">Uma extensa e profunda depressão formada no Atlântico Norte aproximará os seus sistemas frontais da Península Ibérica. Portugal ficará progressivamente mais exposto à circulação atlântica e à chegada de precipitação.</figcaption></figure><p>O corpo frontal poderá atravessar grande parte de Portugal continental, originando <strong>períodos prolongados de chuva, pontualmente moderada a forte</strong>, e acumulados mais significativos do que os previstos nos dias anteriores. O Norte e Centro deverão ser inicialmente as regiões mais expostas, mas a precipitação poderá estender-se posteriormente a outras zonas do país.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-mudanca-no-tempo-aproxima-se-de-portugal-saiba-o-que-esperar-a-partir-de-27-de-setembro-1790166096997.jpg" data-image="ralrunztwda6" alt="Precipitação" title="Precipitação"><figcaption>O ECMWF projeta uma frente fria organizada a atravessar Portugal no dia 29. A extensa faixa de precipitação poderá deixar períodos prolongados de chuva, localmente moderada a forte, em várias regiões do país.</figcaption></figure><p>A presença de uma frente bem definida representa uma alteração substancial relativamente ao padrão seco que tem vindo a ser predominante durante setembro.</p><h2>Instabilidade poderá prolongar-se até ao último dia do mês</h2><p>Na quarta-feira, <strong>dia 30 de setembro</strong>, Portugal poderá continuar sob influência de condições instáveis, com períodos de precipitação e temperaturas claramente mais baixas do que as registadas nesta semana. A descida será igualmente sentida durante <strong>as noites e madrugadas</strong>, que deverão tornar-se progressivamente mais frescas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790117" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-segunda-ciclogenese-explosiva-atingira-a-irlanda-a-partir-de-segunda-feira-eis-como-afetara-portugal.html" title="Uma segunda ciclogénese explosiva atingirá a Irlanda a partir de segunda-feira: eis como afetará Portugal">Uma segunda ciclogénese explosiva atingirá a Irlanda a partir de segunda-feira: eis como afetará Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-segunda-ciclogenese-explosiva-atingira-a-irlanda-a-partir-de-segunda-feira-eis-como-afetara-portugal.html" title="Uma segunda ciclogénese explosiva atingirá a Irlanda a partir de segunda-feira: eis como afetará Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uma-segunda-ciclogenese-explosiva-atingira-a-irlanda-a-partir-de-segunda-feira-eis-como-afetara-portugal-1790169238592_320.png" alt="Uma segunda ciclogénese explosiva atingirá a Irlanda a partir de segunda-feira: eis como afetará Portugal"></a></article></aside><p>Importa, contudo, salientar que as projeções para os dias 29 e 30 ainda apresentam alguma incerteza. <strong>A trajetória da depressão e o posicionamento exato das frentes serão determinantes para perceber onde choverá mais e quais serão os acumulados finais</strong>. As próximas atualizações permitirão afinar este cenário.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-mudanca-no-tempo-aproxima-se-de-portugal-saiba-o-que-esperar-a-partir-de-27-de-setembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma segunda ciclogénese explosiva atingirá a Irlanda a partir de segunda-feira: eis como afetará Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-segunda-ciclogenese-explosiva-atingira-a-irlanda-a-partir-de-segunda-feira-eis-como-afetara-portugal.html</link><pubDate>Wed, 23 Sep 2026 13:21:15 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Sem tréguas! Prevê-se que uma nova depressão sofra um processo de ciclogénese explosiva, dando origem ao segundo ciclone-bomba em pouco menos de 7 dias no Atlântico Norte. Eis como poderá afetar o tempo em Portugal.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbbzi42"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbbzi42.jpg" id="xbbzi42"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Analisando os <strong>mapas meteorológicos da Meteored</strong> a curto e médio prazo, constata-se que após a depressão atlântica que está neste momento em processo de ciclogénese explosiva em pleno Atlântico Norte e que se irá posicionar a sul da Islândia, será apenas uma <strong>“questão de poucos dias”</strong> até que outra, ainda mais profunda e intensa, cave rapidamente, em latitudes algo mais a sul,<strong> dando origem ao segundo ciclone-bomba a formar-se no Atlântico Norte em menos de 1 semana</strong>.</p><h2>Entre Açores e Irlanda ocorrerá um segundo processo de ciclogénese explosiva</h2><p>Tal como referido anteriormente em previsões da <strong>Meteored Portugal</strong>, a segunda depressão a sofrer processo de ciclogénese explosiva em pleno Atlântico Norte e a formar-se em menos de 7 dias, <strong>passará ainda como uma depressão atlântica “normal” muito perto do arquipélago dos Açores entre domingo e segunda-feira, dias 27 e 28 de setembro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-segunda-ciclogenese-explosiva-ameaca-a-irlanda-no-inicio-da-proxima-semana-eis-como-podera-afetar-portugal-1790167032476.jpg" data-image="ukd2k7hkva2z"><figcaption>A depressão centrada ligeiramente a norte do arquipélago dos Açores com uma pressão mínima de 1002 hPa no seu núcleo é a mesma que nas 24 horas seguintes se poderá transformar no segundo potencial "ciclone-bomba" formado no Atlântico Norte em pouco menos de uma semana.</figcaption></figure><p><strong>Deixará chuva e vento fortes neste território insular português</strong>, antes de cavar e intensificar de forma vertiginosa à medida que o seu centro for rodopiando para norte, o que fará aumentar consideravelmente o gradiente de pressão e consequentemente intensificar os ventos associados.</p><p>Devido à trajetória que o centro de baixas pressões descreverá rumo a nordeste pelo Atlântico fora, percebe-se nos mapas que <strong>a Irlanda poderá ser a terra firme sob maior risco de tempo severo</strong>.</p><p>Quando já tiver alcançado um forte grau de intensificação - núcleo muito profundo e isóbaras muito estreitas e aproximadas, com gradiente de pressão elevado e ventos muito fortes em seu redor - <strong>o “ciclone-bomba” ‘ameaçará’ a Irlanda com chuva abundante, fortes rajadas de vento e risco de inundações e danos em infraestruturas entre segunda (28) e terça-feira (29)</strong>.</p><p>Porém, antes de atingir este grau de desenvolvimento, <strong>ainda passará pelos Açores </strong>- na categoria de uma típica depressão atlântica - entre domingo (27) e segunda-feira (28).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-segunda-ciclogenese-explosiva-ameaca-a-irlanda-no-inicio-da-proxima-semana-eis-como-podera-afetar-portugal-1790166854816.jpg" data-image="iufs0tla6okj"><figcaption>Esta é a mesma depressão do mapa acima após sofrer o processo de ciclogénese explosiva, apresentando uma pressão mínima central de 957 hPa às 22:00 horas de segunda-feira (28) e prestes a embater na Irlanda.</figcaption></figure><p>De facto, entre domingo e segunda-feira, dias 27 e 28 de setembro, os mapas de referência da Meteored, baseados no modelo ECMWF, estimam uma <strong>queda acentuada da pressão central mínima da depressão (superior a 24 hPa em 24 horas</strong>, ultrapassando o limite considerado para a designação de ciclogénese explosiva).</p><p><strong>Às 22 horas de domingo (27) prevê-se que a depressão registe no seu núcleo uma pressão mínima de 1002 hPa</strong> - estando nessa altura centrada ligeiramente a norte do arquipélago dos Açores, mas suficientemente perto para gerar efeitos adversos - enquanto que às <strong>22 horas de segunda-feira (28)</strong> a pressão mínima central já terá baixado drasticamente para<strong> 957 hPa</strong>.</p><h2>Antes de se transformar em ciclone-bomba, a depressão provocará estes efeitos nos Açores</h2><p>A partir do meio da manhã de domingo (27) espera-se que os primeiros pingos de chuva gerados por linhas de instabilidade associadas à depressão atlântica, ainda numa fase perfeitamente normal, comecem a cair sobre o Grupo Ocidental dos Açores.<strong> Durante a tarde e noite de domingo (27), conforme a baixa for avançando para leste, a precipitação deverá progredir para as restantes ilhas</strong>, condicionando sobretudo o Grupo Central e de forma mais residual as ilhas mais orientais. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-segunda-ciclogenese-explosiva-ameaca-a-irlanda-no-inicio-da-proxima-semana-eis-como-podera-afetar-portugal-1790167235635.jpg" data-image="chnpu7uiwd0i"><figcaption>A depressão gerará fortes rajadas de vento entre domingo (27) e segunda-feira (28) no arquipélago dos Açores.</figcaption></figure><p>Tanto no domingo (27) como na segunda-feira (28) o vento, inicialmente de Sudoeste e posteriormente de Noroeste, produzirá rajadas muito fortes, <strong>especialmente no Grupo Ocidental (até 90 km/h no domingo) e Central (entre 50 e 85 km/h em ambos os dias)</strong>. No Grupo Oriental o vento forte só se deverá fazer sentir na segunda-feira (28), estando previstas rajadas desde 50 até 75 km/h, especialmente na primeira metade do dia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789943" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ciclogenese-explosiva-agita-o-atlantico-norte-esta-sera-a-unica-regiao-de-portugal-afetada-pela-chuva-e-vento-fortes.html" title="Ciclogénese explosiva agita o Atlântico Norte: esta será a única região de Portugal afetada pela chuva e vento fortes">Ciclogénese explosiva agita o Atlântico Norte: esta será a única região de Portugal afetada pela chuva e vento fortes</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ciclogenese-explosiva-agita-o-atlantico-norte-esta-sera-a-unica-regiao-de-portugal-afetada-pela-chuva-e-vento-fortes.html" title="Ciclogénese explosiva agita o Atlântico Norte: esta será a única região de Portugal afetada pela chuva e vento fortes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ciclogenese-explosiva-agita-o-atlantico-norte-esta-sera-a-unica-regiao-de-portugal-afetada-pela-chuva-e-vento-fortes-1790088297092_320.png" alt="Ciclogénese explosiva agita o Atlântico Norte: esta será a única região de Portugal afetada pela chuva e vento fortes"></a></article></aside><p>Importa, contudo, esclarecer que, <strong>fruto da incerteza que ainda persiste face à trajetória exata da depressão, os valores previstos de intensidade e distribuição da precipitação e do vento ainda poderão sofrer ajustes</strong>, algo que é perfeitamente normal dado que nos referimos a um horizonte temporal de 4-5 dias. Isto aplica-se tanto ao prognóstico traçado para os Açores e Irlanda, como para Portugal continental.</p><h2>Portugal continental também estará na rota desta potente perturbação atlântica</h2><p><strong>Importa salientar, desde já, que Portugal continental não será “apanhado” diretamente</strong> por esta poderosa depressão atlântica - plenamente transformada em ciclone-bomba já na segunda-feira, 28 de setembro quando estiver na iminência de atingir em cheio território irlandês, algo que deverá acontecer de forma mais agreste na terça-feira (29).</p><p> Contudo, os mapas revelam que uma ou mais frentes frias associadas a este potente sistema de baixas pressões terão capacidade para se organizarem e esticarem o suficiente para sul, alcançando Portugal continental. <strong>Prevê-se que uma primeira frente possa gerar vastos períodos de chuva fraca a pontualmente moderada ou forte na terça-feira (29)</strong>, e que, logo de seguida, já na quarta-feira (30), uma segunda frente associada possa provocar novos períodos de instabilidade. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-segunda-ciclogenese-explosiva-ameaca-a-irlanda-no-inicio-da-proxima-semana-eis-como-podera-afetar-portugal-1790167326608.jpg" data-image="xpc3un1l68pe"><figcaption>Este mapa mostra uma extensa e alongada frente fria a 'regar' Portugal continental na terça-feira, 29 de setembro, num cenário que se deverá repetir na quarta-feira, dia 30.</figcaption></figure><p>De momento, <strong>os mapas sugerem a possibilidade da totalidade da geografia continental portuguesa ser afetada por estas áreas de instabilidade</strong>, embora os nossos mapas revelem que as Regiões Norte, Centro e quiçá Lisboa e Vale do Tejo e Alto Alentejo estejam particularmente mais expostos à ocorrência de chuva abundante.</p><p><strong>Ainda é cedo para perceber se a precipitação será acompanhada por vento forte</strong>, uma vez que ainda não há dados suficientes para perceber o possível impacto deste último elemento climático no nosso território.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-segunda-ciclogenese-explosiva-atingira-a-irlanda-a-partir-de-segunda-feira-eis-como-afetara-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Do vapor à modernidade. Há 170 anos, o comboio mudou Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/do-vapor-a-modernidade-ha-170-anos-o-comboio-mudou-portugal.html</link><pubDate>Wed, 23 Sep 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A primeira viagem ferroviária será assinada com um programa que recupera memórias, recria o percurso inaugural e devolve ao público o ambiente que marcou o início de uma nova era no país.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-vapor-a-modernidade-ha-170-anos-o-comboio-mudou-portugal-1788290400761.jpg" data-image="0yk5s07070hk" alt="Comboio D. Luiz" title="Comboio D. Luiz"><figcaption>O comboio D. Luiz fez a primeira viagem ferroviária em Portugal. Encontra-se atualmente em exposição estática no Museu Nacional Ferroviário no Entroncamento. Foto: CP – Comboios de Portugal</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A <strong>28 de outubro de 1856</strong>, Portugal entrou na era ferroviária com uma viagem que ligou <strong>Lisboa ao Carregado</strong> em apenas 40 minutos. Para um país habituado a deslocações lentas, onde a travessia entre Lisboa e Porto podia demorar cinco dias, a visão de <strong>duas locomotivas</strong> a vapor a puxar catorze carruagens de madeira parecia irreal. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A viagem inaugural contou com honras de Estado e a presença de figuras ilustres, embora nem tudo tenha corrido como planeado.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O rei <strong>D. Pedro V</strong> chegou atrasado e <strong>perdeu a partida do comboio</strong> batizado de D. Luiz. Acabaria por seguir numa locomotiva separada para alcançar a comitiva, um episódio que a imprensa da época não perdoou. </p><p>O regresso foi ainda mais atribulado. Uma <strong>avaria</strong> numa das locomotivas obrigou o maquinista a largar carruagens ao longo do percurso. O <strong>vagão do Cardeal-Patriarca</strong> ficou retido em Sacavém e outras personalidades foram deixadas na Póvoa de Santa Iria.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-vapor-a-modernidade-ha-170-anos-o-comboio-mudou-portugal-1788290556819.jpg" data-image="u7ad3gmaicvh" alt="Postal comemorativo da viagem inaugural entre Lisboa e Carregado" title="Postal comemorativo da viagem inaugural entre Lisboa e Carregado"><figcaption>Postal comemorativo da viagem inaugural entre Lisboa e Carregado. Imagem: Museu Nacional Ferroviário</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Muitos convidados regressaram a Lisboa já de madrugada, alguns a pé, outros em carroças, guiados por populares que percorriam a linha com archotes. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A Marquesa de Rio Maior, figura marcante da alta aristocracia, descreveu a cena como a busca pelos “náufragos do Progresso” numa crónica divertida, incluída no seu livro de memórias.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para o povo, que nunca tinha visto nada mais rápido do que um cavalo, a “máquina de fogo” foi um verdadeiro espanto. Há relatos de <strong>pessoas que se benziam</strong> à passagem do comboio, enquanto <strong>bandas de música</strong> e foguetes saudavam a locomotiva em cada localidade. A chegada do caminho‑de‑ferro foi um choque cultural que misturou entusiasmo, receio e curiosidade.</p><h2>O caminho até à modernização</h2><p>A primeira viagem não foi apenas um acontecimento tecnológico. Representou uma mudança profunda num país que tentava se recuperar de décadas de instabilidade política, guerras civis e dificuldades económicas. </p><div class="texto-destacado">A Regeneração, iniciada em 1851, visava modernizar Portugal, aproximando-o dos padrões europeus. Fontes Pereira de Melo, ministro das Obras Públicas, acreditava que estradas, pontes e linhas férreas eram vitais para dinamizar a economia.</div><p>Mas o atraso português era evidente. <strong>O Reino Unido</strong> inaugurou a primeira linha comercial em 1830 e, na década de 1850, já possuía uma rede extensa. <strong>França</strong> e <strong>Alemanha</strong> viviam um boom ferroviário e <strong>Espanha</strong> teve a sua primeira linha em 1848. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-vapor-a-modernidade-ha-170-anos-o-comboio-mudou-portugal-1788290659543.jpg" data-image="2hb4tijdkzmw" alt="Sud Express" title="Sud Express"><figcaption>A ligação ferroviária Sud Express, inaugurada a 4 de novembro de 1887, foi um marco na história da integração de Portugal na Europa. Foto: domínio público, via Wikimedia Commons</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Portugal chegava tarde, mas com ambição. O impacto foi imediato. O caminho‑de‑ferro <strong>aproximou regiões isoladas</strong>, acelerou o transporte de produtos agrícolas e mineiros e facilitou a circulação de jornais e livros. </p><p>A ligação a Paris no <strong>Sud Express</strong>, inaugurada em 1887, colocou o país na rota europeia e reforçou a ideia de que o comboio era mais do que um meio de transporte. Era um símbolo de progresso.</p><h2>Um ano de celebrações </h2><p>Em 2026, assinalam-se 170 anos da primeira viagem e o Governo criou uma <strong>comissão para organizar um programa que se estenderá até outubro de 2027</strong>. O objetivo é recuperar o ambiente da época e mostrar ao público o impacto que aquele dia teve na história nacional.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774958" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esqueca-o-carro-estas-5-viagens-sao-imperdiveis-mas-para-fazer-de-comboio.html" title="Esqueça o carro: estas 5 viagens são “imperdíveis”, mas para fazer de comboio">Esqueça o carro: estas 5 viagens são “imperdíveis”, mas para fazer de comboio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esqueca-o-carro-estas-5-viagens-sao-imperdiveis-mas-para-fazer-de-comboio.html" title="Esqueça o carro: estas 5 viagens são “imperdíveis”, mas para fazer de comboio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esqueca-o-carro-estas-5-viagens-sao-imperdiveis-mas-para-fazer-de-comboio-1782110637838_320.jpg" alt="Esqueça o carro: estas 5 viagens são “imperdíveis”, mas para fazer de comboio"></a></article></aside><p>A <strong>reconstituição da viagem inaugural </strong>será um dos momentos centrais. A CP prepara a utilização da locomotiva 0186, que habitualmente circula no Douro e em percursos especiais de Natal. A expectativa é recriar o trajeto entre Santa Apolónia e o Carregado com a tranquilidade que faltou em 1856.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O Museu Nacional Ferroviário avança com duas iniciativas já em fase final: a recuperação de uma ambulância postal e o lançamento de um selo comemorativo. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A <strong>ambulância postal</strong>, um vagão dedicado ao transporte e à distribuição de correio, funcionava como uma estação móvel e prestava serviços essenciais em zonas rurais. O sistema foi desativado em 1972, mas permanece como testemunho de uma época em que o comboio era um elo de comunicação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-vapor-a-modernidade-ha-170-anos-o-comboio-mudou-portugal-1788290874685.jpg" data-image="2hhwsfwi3mw1" alt="Ambulância-postal da Linha do Vouga" title="Ambulância-postal da Linha do Vouga"><figcaption>As ambulâncias postais entraram em serviço em 1866 para fazer triagem, processamento e transporte de correio. Foto: ambulância postal da Linha do Vouga, domínio público, via Wikimedia Commons</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>As comemorações pretendem, acima de tudo, recordar o momento em que Portugal viu nascer a velocidade. A viagem inaugural pode ter sido caótica, mas abriu caminho a <strong>transformações profundas</strong>. Reviver esse dia é revisitar o instante em que o país deu um passo decisivo rumo à modernidade.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Infraestruturas%20de%20Portugal" data-year="" data-title="Caminhos%20de%20Ferro%20em%20Portugal%20(1856-2024)" data-url="https%3A%2F%2Fwww.infraestruturasdeportugal.pt%2Fpt-pt%2Fcaminho-de-ferro-168-anos-de-historia-e-compromisso-com-o-futuro">Infraestruturas de Portugal. <a href="https://www.infraestruturasdeportugal.pt/pt-pt/caminho-de-ferro-168-anos-de-historia-e-compromisso-com-o-futuro" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Caminhos de Ferro em Portugal (1856-2024)</a>.</cite><br><cite data-author="CP%20%E2%80%93%20Comboios%20de%20Portugal" data-year="" data-title="O%20Comboio%20Real.%20Ao%20servi%C3%A7o%20da%20Fam%C3%ADlia%20Real%20Portuguesa%2C%20entre%201862%20e%201910" data-url="https%3A%2F%2Fcp.pt%2Finfo%2Fw%2Finstitutional%2Froyal-train">CP – Comboios de Portugal. <a href="https://cp.pt/info/w/institutional/royal-train" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">O Comboio Real. Ao serviço da Família Real Portuguesa, entre 1862 e 1910</a>.</cite><br><cite data-author="Rui%20Cardoso" data-year="" data-title="160%20anos%20na%20linha%20-%20Expresso" data-url="https%3A%2F%2Fexpresso.pt%2Fsociedade%2F2016-10-22-160-anos-na-linha">Rui Cardoso. <a href="https://expresso.pt/sociedade/2016-10-22-160-anos-na-linha" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">160 anos na linha - Expresso</a>.</cite><br><cite data-author="avante.pt" data-year="" data-title="1856%20%E2%80%93%20Primeira%20viagem%20de%20comboio%20em%20Portugal" data-url="https%3A%2F%2Favante.pt%2Fpt%2F2335%2Fmemoria%2F151222%2F1856-%25E2%2580%2593-Primeira-viagem-de-comboio-em-Portugal.htm">avante.pt. <a href="https://avante.pt/pt/2335/memoria/151222/1856-%E2%80%93-Primeira-viagem-de-comboio-em-Portugal.htm" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">1856 – Primeira viagem de comboio em Portugal</a>.</cite><br><cite data-author="IP%20Patrim%C3%B3nio" data-year="" data-title="Caminhos%20de%20Ferro%20em%20Portugal%20%E2%80%93%20169%20anos%20de%20viagens%20e%20hist%C3%B3rias" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ippatrimonio.pt%2Fpt-pt%2Fcaminhos-de-ferro-em-portugal-169-anos-de-viagens-e-historias">IP Património. <a href="https://www.ippatrimonio.pt/pt-pt/caminhos-de-ferro-em-portugal-169-anos-de-viagens-e-historias" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Caminhos de Ferro em Portugal – 169 anos de viagens e histórias</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/do-vapor-a-modernidade-ha-170-anos-o-comboio-mudou-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este castelo no Tejo vai transformar-se num campo de batalha medieval durante dois dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-castelo-no-tejo-vai-transformar-se-num-campo-de-batalha-medieval-durante-dois-dias.html</link><pubDate>Wed, 23 Sep 2026 08:33:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>De 26 a 27 de setembro, o Castelo de Almourol recebe cavaleiros, arqueiros, falcoaria e um assalto noturno. A entrada nesta recriação histórica é livre.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-castelo-no-tejo-vai-transformar-se-num-campo-de-batalha-medieval-durante-dois-dias-1789915932120.jpg" data-image="jqc67rkpc0bs" alt="Castelo de Almourol" title="Castelo de Almourol"><figcaption>Este castelo português vai voltar à Idade Média com um assalto depois do pôr do sol. Foto: Wikimedia // Daniel Feliciano</figcaption></figure><p>Se gosta de história, castelos e programas diferentes, prepare-se: o <strong>Almourol Templário</strong> regressa a<strong> Vila Nova da Barquinha</strong> com dois dias de recriações, combates, falcoaria e um assalto noturno.</p><p>É verdade. Durante dois dias, o Castelo de Almourol vai trocar a tranquilidade habitual por espadas, arqueiros, cavaleiros, música medieval e um acampamento onde a Idade Média ganha outra vida. </p><div class="texto-destacado">A iniciativa “Almourol Templário — O Assalto” acontece a 26 e 27 de setembro, em Vila Nova da Barquinha, com entrada livre.</div><p>Curioso? Apesar de toda a programação, podemos adiantar já que o grande momento está reservado para a noite de sábado, dia 26. Às 22:00 horas, o castelo será cenário de um <strong>assalto noturno</strong>, que é como quem diz, uma recriação histórico-militar. No fundo, trata-se de um momento que promete transformar a fortaleza numa espécie de campo de batalha medieval. </p><p>Algo a não perder, podemos dizer. Afinal, não é todos os dias que se vê uma das imagens mais conhecidas do Tejo rodeada de cavaleiros e armas históricas depois de o sol desaparecer. Mas o programa começa bastante antes. </p><h2>Há muito mais do que espadas e armaduras</h2><p> A partir das 12:30 de sábado, será hasteada a bandeira e aberto o acampamento militar e civil, que permanece no local ao longo do fim de semana. </p><p>Entre as 14:30 e as 18:00 horas do mesmo dia, os visitantes podem participar ainda em <strong>várias experiências imersivas</strong>. Há o “Templário por um dia”, para maiores de 18 anos, o “Dança por um dia”, a partir dos 16, e “Coquinaria por um dia”, também destinada a adultos. </p><div class="texto-destacado">Atenção, porque as atividades têm vagas limitadas e inscrição prévia.</div><p>Para quem preferir ficar do lado de fora da armadura, também não faltam opções. O recinto terá mercado tradicional, tasquinhas, artes e ofícios, demonstrações de esgrima histórica, arco e besta, falcoaria, danças e música históricas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-castelo-no-tejo-vai-transformar-se-num-campo-de-batalha-medieval-durante-dois-dias-1789916206196.jpg" data-image="h0gh7yihd6bf" alt="Medieval" title="Medieval"><figcaption>Saiba tudo sobre o “Almourol Templário — O Assalto”. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>O programa inclui ainda uma conversa dedicada ao património templário e um workshop sobre os barcos avieiros. Às 15:00 horas está prevista a assinatura de um protocolo de cooperação entre o Município de Vila Nova da Barquinha e o Convento de Cristo, em Tomar, classificado como Património Mundial da UNESCO.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782043" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/pela-primeira-vez-em-mais-de-250-anos-este-farol-abre-as-portas-ao-publico.html" title="Pela primeira vez, em mais de 250 anos, este farol abre as portas ao público">Pela primeira vez, em mais de 250 anos, este farol abre as portas ao público</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/pela-primeira-vez-em-mais-de-250-anos-este-farol-abre-as-portas-ao-publico.html" title="Pela primeira vez, em mais de 250 anos, este farol abre as portas ao público"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/este-farol-esteve-fechado-ao-publico-durante-250-anos-agora-pode-finalmente-entrar-1785858126006_320.jpg" alt="Pela primeira vez, em mais de 250 anos, este farol abre as portas ao público"></a></article></aside><p>No domingo, a viagem pela história continua a partir das 10:00, com a reabertura do acampamento. Entre as propostas estão oficinas de esgrima histórica, danças históricas e cozinha medieval. E, claro, que <strong>os mais novos também têm direito a uma atividade própria</strong>, “O Pequeno Templário”.</p><p>Durante a tarde, entre as 14:30 e as 17:30, haverá ainda estátuas vivas e a possibilidade de participar em “No Acampamento por um dia”, com novas experiências ligadas à vida medieval. Por fim, o programa termina às 17:30, com o arrear da bandeira.</p><h2>Um castelo com mais de 800 anos de história templária</h2><p>Não pense que o cenário foi escolhido ao acaso. Aliás, a escolha não podia ser mais adequada. </p><div class="texto-destacado">O Castelo de Almourol ergue-se numa pequena ilha do rio Tejo e está profundamente ligado à presença dos Templários no Médio Tejo.</div><p>Quando as forças portuguesas conquistaram este território, em 1129, já existia ali uma fortificação, então conhecida como Almorolan. O espaço passou depois para a posse dos Templários e foi reconstruído durante o século XII. Uma inscrição existente no castelo indica que as obras de reconstrução ficaram concluídas em 1171, durante o mestrado de Gualdim Pais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="722550" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/os-castelos-medievais-mais-bonitos-do-mundo.html" title="Os castelos medievais mais bonitos do mundo">Os castelos medievais mais bonitos do mundo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/os-castelos-medievais-mais-bonitos-do-mundo.html" title="Os castelos medievais mais bonitos do mundo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-castillos-medievales-mas-bonitos-del-mundo-1751257112566_320.jpeg" alt="Os castelos medievais mais bonitos do mundo"></a></article></aside><p>A fortaleza fazia parte da linha defensiva do Tejo e apresenta várias características associadas à arquitetura militar templária da época, incluindo as muralhas com torres e a antiga torre de menagem.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/este-castelo-no-tejo-vai-transformar-se-num-campo-de-batalha-medieval-durante-dois-dias-1789916406508.jpg" data-image="c68no1yx1lf5" alt="Castelo de Almourol" title="Castelo de Almourol"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-431510">O Castelo de Almourol é um ícone de Portugal. "Erguido num ilhéu do rio Tejo, é um dos símbolos da história templária e da identidade nacional portuguesa", lê-se no site 'Visit Barquinha'. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>É precisamente este património que o “Almourol Templário — O Assalto” pretende colocar novamente no centro das atenções. Como? Através de uma<strong> recriação que junta história, animação e participação do público</strong>.</p><p>“Em comunicado, o município de Vila Nova da Barquinha, no distrito de Santarém, indicou que a iniciativa 'Almourol Templário — O Assalto' decorre ao longo de dois dias e pretende divulgar e valorizar o património templário através da recriação histórica e da participação do público”, lê-se no ‘Observador’.</p><p>O melhor é que <strong>não é preciso pagar para entrar</strong>. Sim, porque a entrada no evento é gratuita. Só algumas experiências e <em>workshops</em> têm inscrição obrigatória.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Observador" data-year="2026" data-title="Castelo%20de%20Almourol%20recria%20assalto%20medieval%20com%20experi%C3%AAncias%20imersivas" data-url="https%3A%2F%2Fobservador.pt%2F2026%2F09%2F08%2Fcastelo-de-almourol-recria-assalto-medieval-com-experiencias-imersivas%2F">Observador. (2026). <a href="https://observador.pt/2026/09/08/castelo-de-almourol-recria-assalto-medieval-com-experiencias-imersivas/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Castelo de Almourol recria assalto medieval com experiências imersivas</a>.</cite><br><cite data-author="Medio%20Tejo%2C%20Fonseca%2C%20M.%2C%20R." data-year="2026" data-title="Castelo%20de%20Almourol%20recria%20assalto%20medieval%20com%20experi%C3%AAncias%20imersivas" data-url="https%3A%2F%2Fmediotejo.net%2Fcastelo-de-almourol-recria-assalto-medieval-com-experiencias-imersivas%2F">Medio Tejo, Fonseca, M., R.. (2026). <a href="https://mediotejo.net/castelo-de-almourol-recria-assalto-medieval-com-experiencias-imersivas/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Castelo de Almourol recria assalto medieval com experiências imersivas</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-castelo-no-tejo-vai-transformar-se-num-campo-de-batalha-medieval-durante-dois-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O desafio da reciclagem dos aerogeradores]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-desafio-da-reciclagem-dos-aerogeradores.html</link><pubDate>Wed, 23 Sep 2026 07:19:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A transição para a circularidade total: como a reutilização de turbinas desativadas reduz resíduos e impulsiona a inovação arquitetónica. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-desafio-da-reciclagem-dos-aerogeradores-1789550441082.png" data-image="mjukem5eflnp"><figcaption>Embora a energia eólica seja vital, o desmantelamento das turbinas exige soluções criativas para evitar que os seus componentes acabem em aterros.</figcaption></figure><p>A expansão da <strong>energia eólica na Europa</strong> é vital para a transição energética e a drástica redução da dependência de combustíveis fósseis. </p><div class="texto-destacado">No entanto, o sucesso contínuo e o crescimento deste setor trazem consigo um enorme desafio logístico e ambiental: <strong>o que fazer com as turbinas eólicas quando estas atingem o fim da sua vida útil?</strong></div><p>Embora cerca de 90% do peso de um aerogerador seja composto por materiais facilmente recicláveis, como o aço, o ferro e o cobre, <strong>as pás e as coberturas superiores, chamadas de naceles, representam um problema bastante complexo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-desafio-da-reciclagem-dos-aerogeradores-1789550595370.png" data-image="5f2h014e09dq"><figcaption>Feitas de compósitos duradouros de fibra de vidro, as pás eólicas e os naceles exigem novas tecnologias para garantir o seu reaproveitamento sem emissões.</figcaption></figure><p>Estas peças aerodinâmicas são feitas de materiais compósitos muito duradouros, como a <strong>fibra de vidro, a fibra de carbono e resinas</strong>. </p><div class="texto-destacado">A separação destes componentes exige, frequentemente, a aplicação de temperaturas elevadas, consome muita energia e pode desvalorizar a qualidade dos materiais recuperados. </div><p>Para dar resposta a este impasse ecológico, a empresa sueca de energia Vattenfall proibiu, desde 2021, o envio destas enormes estruturas para aterros sanitários. Em alternativa, assumiu a vanguarda no setor ao <strong>procurar de forma criativa reaproveitar estes gigantes eólicos desativados, alavancando os princípios da economia circular</strong>. </p><h3>De componentes industriais a microcasas sustentáveis</h3><p>Um dos projetos mais emblemáticos deste compromisso, desenvolvido em parceria com o estúdio de design Superuse, é a transformação de uma antiga nacele,<strong> a colossal estrutura que abriga e protege o motor no topo da torre, numa inovadora "microcasa" (tiny house).</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-desafio-da-reciclagem-dos-aerogeradores-1789550826142.png" data-image="839s5y467eq0"><figcaption>Fibras de vidro e de carbono extraídas de velhas pás eólicas são trituradas para o fabrico de suportes solares e esquis alpinos.</figcaption></figure><p>Proveniente originalmente de um parque eólico austríaco, a estrutura, com cerca de 4 metros de largura, 10 de comprimento e 3 de altura, escapou ao desmantelamento tradicional e foi convertida num espaço habitável. </p><div class="texto-destacado">Trata-se hoje de uma casa totalmente funcional, equipada com cozinha, casa de banho, sala de estar, bomba de calor, painéis fotovoltaicos e um sistema de aquecimento solar de água. </div><p>Este exemplo demonstra cabalmente como é possível reutilizar peças industriais gigantescas com o mínimo de processamento adicional e baixas emissões, criando <strong>soluções arquitetónicas irreverentes e amigas do ambiente. </strong></p><h3>Novas vidas para as pás e a meta da circularidade </h3><p>As enormes pás das turbinas estão igualmente a ganhar uma segunda vida, destacando-se em projetos criativos de engenharia civil. </p><div class="texto-destacado"><strong>Na cidade sueca de Lund, por exemplo, 57 pás provenientes de um parque eólico dinamarquês desativado foram utilizadas de forma muito arrojada para compor a fachada exterior de um moderno parque de estacionamento de vários pisos. </strong></div><p>Noutros setores, as fibras de vidro e de carbono extraídas destas estruturas estão a ser aproveitadas <strong>para fabricar suportes de painéis solares e até para a produção de esquis alpinos</strong>, num projeto conjunto da Vattenfall com a marca EVI Ski e a recicladora Gjenkraft. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-desafio-da-reciclagem-dos-aerogeradores-1789552183021.png" data-image="qee4vjx8megp"><figcaption>A meta da empresa sueca é atingir 100% de circularidade para os componentes de turbinas eólicas desativadas até ao ano de 2030.</figcaption></figure><p>Segundo Eva Julius-Philipp, diretora de Ambiente e Sustentabilidade da área eólica da Vattenfall, embora estes impressionantes projetos não resolvam ainda o problema à escala global, assumem uma importância crucial. Servem para que <strong>a indústria adquira experiência prática, desenvolva novas aplicações e impulsione o mercado da reciclagem de compósitos</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="715395" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/portugal-e-um-territorio-viavel-para-a-energia-eolica-estudo-publicado-propoe-solucao-para-acelerar-renovaveis.html" title="Portugal tem um território viável para a energia eólica? Estudo publicado propõe solução para acelerar renováveis">Portugal tem um território viável para a energia eólica? Estudo publicado propõe solução para acelerar renováveis</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/portugal-e-um-territorio-viavel-para-a-energia-eolica-estudo-publicado-propoe-solucao-para-acelerar-renovaveis.html" title="Portugal tem um território viável para a energia eólica? Estudo publicado propõe solução para acelerar renováveis"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-e-um-territorio-viavel-para-a-energia-eolica-estudo-publicado-propoe-solucao-para-acelerar-renovaveis-1750008866239_320.jpeg" alt="Portugal tem um território viável para a energia eólica? Estudo publicado propõe solução para acelerar renováveis"></a></article></aside><p>A meta da empresa é muito ambiciosa: <strong>atingir 100% de circularidade para estes componentes até 2030.</strong> Enquanto se aperfeiçoam tecnologias avançadas, como a pirólise mecânica, as iniciativas suecas deixam uma mensagem clara: o fim da vida das velhas turbinas passou a representar o início de um novo ciclo sustentável.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Symons%2C%20Angela" data-year="2026" data-title="Su%C3%A9cia%3A%20empresa%20encontra%20novos%20usos%20criativos%20para%20turbinas%20e%C3%B3licas%20desativadas" data-url="https%3A%2F%2Fpt.euronews.com%2F2026%2F09%2F13%2Fsuecia-empresa-encontra-novos-usos-criativos-para-turbinas-eolicas-desativadas">Symons, Angela. (2026). <a href="https://pt.euronews.com/2026/09/13/suecia-empresa-encontra-novos-usos-criativos-para-turbinas-eolicas-desativadas" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Suécia: empresa encontra novos usos criativos para turbinas eólicas desativadas</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-desafio-da-reciclagem-dos-aerogeradores.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Açores sob chuva e vento forte nos próximos dias: ECMWF prevê mais de 50 mm e rajadas perto dos 60 km/h]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-sob-chuva-e-vento-forte-nos-proximos-dias-ecmwf-preve-mais-de-50-mm-e-rajadas-perto-dos-60-km-h.html</link><pubDate>Wed, 23 Sep 2026 06:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O tempo vai mudar nos Açores nos próximos dias. Chuva, vento forte e uma depressão atlântica deverão marcar sobretudo sexta-feira e domingo, segundo a previsão mais recente do ECMWF.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbblxxu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbblxxu.jpg" id="xbblxxu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois de um início de período relativamente tranquilo, <strong>o estado do tempo deverá tornar-se progressivamente mais instável nos Açores</strong>. A passagem de diferentes estruturas atlânticas trará períodos de chuva e vento forte, com especial atenção para sexta-feira e domingo.</p><h2>Tempo ainda relativamente estável antes de uma mudança significativa</h2><p>Os Açores deverão atravessar vários períodos de instabilidade nos próximos dias, depois de uma quarta e quinta-feira ainda relativamente tranquilas em grande parte do arquipélago.<strong> O modelo europeu (ECMWF) aponta para uma alteração mais evidente do estado do tempo a partir de sexta-feira</strong>.</p><p>Na tarde de quinta-feira, as temperaturas poderão rondar <strong>25 ºC em Ponta Delgada e Angra do Heroísmo e 28 ºC na Horta</strong>. Apesar do ambiente relativamente ameno, pelo Atlântico aproxima-se já uma faixa de precipitação, acompanhada por um reforço significativo do vento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-sob-chuva-e-vento-forte-nos-proximos-dias-ecmwf-preve-mais-de-50-mm-e-rajadas-perto-dos-60-km-h-1790104401645.jpg" data-image="ay6wvq47tsz1" alt="Temperaturas ainda agradáveis nos Açores antes da mudança do tempo" title="Temperaturas ainda agradáveis nos Açores antes da mudança do tempo"><figcaption>O ECMWF prevê valores próximos dos 25 ºC em São Miguel e Terceira e até 28 ºC na Horta durante a tarde de quinta-feira.</figcaption></figure><p>Este cenário relativamente tranquilo será temporário. A aproximação da estrutura atlântica começará a fazer-se sentir sobretudo nos <strong>grupos Ocidental e Central</strong>, antecipando uma sexta-feira bastante mais instável em algumas ilhas.</p><h2>Sexta-feira traz chuva e um reforço expressivo do vento</h2><p><strong>Durante sexta-feira, uma extensa faixa de precipitação deverá atravessar parte do arquipélago</strong>. De acordo com a projeção do ECMWF, os grupos Ocidental e Central estarão particularmente expostos à passagem desta estrutura.</p><p>A chuva poderá afetar várias ilhas durante o dia, embora a distribuição e intensidade da precipitação não sejam uniformes em todo o arquipélago.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-sob-chuva-e-vento-forte-nos-proximos-dias-ecmwf-preve-mais-de-50-mm-e-rajadas-perto-dos-60-km-h-1790104588820.jpg" data-image="dlwdfcd25gc7" alt="Faixa de chuva atravessa os Açores durante sexta-feira" title="Faixa de chuva atravessa os Açores durante sexta-feira"><figcaption>A previsão do ECMWF mostra uma faixa de precipitação a afetar sobretudo os grupos Ocidental e Central durante a tarde de sexta-feira.</figcaption></figure><p>A passagem desta faixa deverá ocorrer em simultâneo com um aumento da intensidade do vento. O Grupo Oriental, particularmente São Miguel, poderá permanecer durante parte do dia numa situação menos adversa do que as ilhas mais a oeste.</p><h2>Rajadas poderão aproximar-se dos 60 km/h</h2><p>Além da precipitação, o vento será outro dos elementos a acompanhar. Na tarde de sexta-feira, o modelo europeu projeta um claro reforço sobre o Grupo Central.</p><p>As rajadas poderão atingir aproximadamente <strong>50 km/h na Horta e 55 km/h em Angra do Heroísmo</strong>, enquanto Ponta Delgada deverá permanecer, nesta fase, numa zona substancialmente menos ventosa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-sob-chuva-e-vento-forte-nos-proximos-dias-ecmwf-preve-mais-de-50-mm-e-rajadas-perto-dos-60-km-h-1790104730494.jpg" data-image="5jibw1qjc6fr" alt="Rajadas poderão superar os 50 km/h no Grupo Central" title="Rajadas poderão superar os 50 km/h no Grupo Central"><figcaption>O ECMWF projeta rajadas próximas dos 50 km/h na Horta e dos 55 km/h em Angra do Heroísmo durante a tarde de sexta-feira.</figcaption></figure><p><strong> O contraste entre os diferentes grupos será, portanto, significativo</strong>. As ilhas do Centro e Oeste estarão mais expostas à circulação atlântica, enquanto o vento deverá ser inicialmente bastante menos intenso no extremo oriental do arquipélago. </p><h2>Sábado traz uma pausa, mas domingo poderá voltar a agravar-se</h2><p>Depois da passagem da primeira estrutura, <strong>sábado deverá proporcionar uma melhoria temporária</strong>, com redução da precipitação e do vento em relação ao dia anterior.</p><p>No entanto, esta pausa poderá durar pouco. Para domingo, o ECMWF projeta a presença de uma <strong>depressão atlântica com cerca de 1004 hPa a norte dos Açores</strong>, estabelecendo novamente uma circulação mais intensa sobre o arquipélago.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-sob-chuva-e-vento-forte-nos-proximos-dias-ecmwf-preve-mais-de-50-mm-e-rajadas-perto-dos-60-km-h-1790104809548.jpg" data-image="whr1213mt87v" alt="Depressão atlântica volta a reforçar o vento no domingo" title="Depressão atlântica volta a reforçar o vento no domingo"><figcaption>Com uma depressão posicionada a norte do arquipélago, o ECMWF prevê rajadas próximas dos 57 km/h na Horta, 50 km/h em Angra do Heroísmo e 49 km/h em Ponta Delgada.</figcaption></figure><p>Ao contrário do episódio de sexta-feira, o reforço do vento deverá tornar-se <strong>mais generalizado pelo arquipélago</strong>. A circulação associada à depressão será igualmente acompanhada por elevada nebulosidade e novos períodos de precipitação.</p><h2>Mais de 50 mm poderão acumular-se em algumas ilhas</h2><p>A sucessão destes períodos de instabilidade poderá resultar em <strong>acumulados de precipitação bastante expressivos</strong>, especialmente em algumas ilhas dos grupos Central e Ocidental.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789943" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ciclogenese-explosiva-agita-o-atlantico-norte-esta-sera-a-unica-regiao-de-portugal-afetada-pela-chuva-e-vento-fortes.html" title="Ciclogénese explosiva agita o Atlântico Norte: esta será a única região de Portugal afetada pela chuva e vento fortes">Ciclogénese explosiva agita o Atlântico Norte: esta será a única região de Portugal afetada pela chuva e vento fortes</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ciclogenese-explosiva-agita-o-atlantico-norte-esta-sera-a-unica-regiao-de-portugal-afetada-pela-chuva-e-vento-fortes.html" title="Ciclogénese explosiva agita o Atlântico Norte: esta será a única região de Portugal afetada pela chuva e vento fortes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ciclogenese-explosiva-agita-o-atlantico-norte-esta-sera-a-unica-regiao-de-portugal-afetada-pela-chuva-e-vento-fortes-1790088297092_320.png" alt="Ciclogénese explosiva agita o Atlântico Norte: esta será a única região de Portugal afetada pela chuva e vento fortes"></a></article></aside><p>Até ao final de domingo, o ECMWF projeta diferenças muito significativas entre diferentes pontos do arquipélago, evidenciando uma distribuição bastante irregular da precipitação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-sob-chuva-e-vento-forte-nos-proximos-dias-ecmwf-preve-mais-de-50-mm-e-rajadas-perto-dos-60-km-h-1790104907463.jpg" data-image="7abzx2y2vcce" alt="Acumulados poderão ultrapassar os 50 mm em algumas ilhas dos Açores" title="Acumulados poderão ultrapassar os 50 mm em algumas ilhas dos Açores"><figcaption>Até às 22 horas de domingo, o ECMWF projeta cerca de 52,6 mm na Horta e 36,4 mm em Angra do Heroísmo, enquanto Ponta Delgada poderá registar cerca de 7,2 mm.</figcaption></figure><p>Estes valores traduzem um <strong>forte contraste entre os grupos Central e Oriental</strong>, com o Faial a destacar-se entre os locais apresentados pelo modelo. Ainda assim, a posição e trajetória das estruturas atlânticas serão determinantes para a distribuição final da precipitação.</p><p>A evolução prevista confirma, assim, um período bastante variável nos Açores: <strong>sexta-feira deverá marcar o primeiro agravamento, sábado uma melhoria temporária e domingo a chegada de nova instabilidade</strong>, desta vez sob influência mais direta de uma depressão atlântica.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-sob-chuva-e-vento-forte-nos-proximos-dias-ecmwf-preve-mais-de-50-mm-e-rajadas-perto-dos-60-km-h.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Super El Niño: previsão de setembro reforça pico excecional de 3,5 °C]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-previsao-de-setembro-reforca-pico-excepcional-de-3-5-c.html</link><pubDate>Wed, 23 Sep 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A atualização de setembro da pluma de modelos do IRI aumentou a confiança num El Niño histórico ao mostrar que tanto modelos dinâmicos como estatísticos passaram a indicar anomalias superiores a 3 °C no Pacífico Equatorial.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-previsao-de-setembro-reforca-pico-excepcional-de-3-5-c-1790031405703.png" data-image="e58ryeyjzmzg" alt="Anomalia de temperatura da superfície do mar registrada no último dia 19 de setembro de 2026, com destaque para uma ampla região do Pacífico acima de 3°C. Créditos: Meteored/NASA." title="Anomalia de temperatura da superfície do mar registrada no último dia 19 de setembro de 2026, com destaque para uma ampla região do Pacífico acima de 3°C. Créditos: Meteored/NASA."><figcaption>Anomalia de temperatura da superfície do mar registada no último dia 19 de setembro de 2026, com destaque para uma ampla região do Pacífico acima de 3 °C. Créditos: Meteored/NASA.</figcaption></figure><p><strong>O pico do Super El Niño pode alcançar 3,5 °C entre outubro e janeiro</strong>, segundo a atualização divulgada na tarde desta segunda-feira (21) pelo Instituto Internacional de Investigação para Clima e Sociedade (IRI), da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos. A famosa<strong> "pluma de modelos"</strong>, atualizada mensalmente pelo instituto,<strong> reúne previsões</strong> de <strong>dezenas</strong> <strong>de modelos</strong> climáticos e é considerada <strong>uma das principais ferramentas utilizadas </strong>mundialmente para monitorizar e prever a evolução do El Niño-Oscilação Sul (ENOS).</p><p>Ao reunir num único gráfico as previsões dos modelos e as suas médias, ela oferece uma das referências mais importantes para avaliar a evolução do fenómeno.<strong> Confira os detalhes da nova atualização</strong> <strong>e o que mudou em relação ao mês anterior</strong>.</p><h2>Modelos estatísticos e dinâmicos indicam aquecimento acima de 3 °C</h2><p>O <strong>gráfico</strong> abaixo mostra a <strong>pluma de modelos utilizada pelo IRI</strong> para a previsão do El Niño, que utiliza modelos dinâmicos e estatísticos. As previsões dos diferentes modelos é mostrada nas linhas mais finas, enquanto a média dos <strong>modelos</strong> <strong>dinâmicos</strong> é representada pela <strong>linha rosa espessa</strong>, a <strong>média</strong> dos <strong>modelos</strong> <strong>estatísticos</strong> pela<strong> linha verde espessa </strong>e a <strong>média de todos os modelos </strong>pela <strong>linha</strong> <strong>azul</strong> <strong>espessa</strong>.</p><div class="texto-destacado">A média dos modelos dinâmicos, considerados mais robustos para previsões sazonais, indica que o pico do evento deverá ocorrer entre outubro de 2026 e janeiro de 2027, com anomalias próximas de +3,5 °C.</div><p>Já a <strong>média de todos os modelos</strong> aponta para um máximo em torno de <strong>+3,4 °C</strong>. Este valor fica ligeiramente abaixo da previsão dos modelos dinâmicos porque os modelos <strong>estatísticos</strong> indicam um aquecimento<strong> um pouco menor</strong>, embora <strong>ainda excecional</strong>, da ordem de <strong>+3,2 °C a +3,3 °C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-previsao-de-setembro-reforca-pico-excepcional-de-3-5-c-1790031573468.png" data-image="y940k571liif" alt="Previsão de anomalia relativa de TSM no Niño 3.4 iniciada em setembro, destacando o valor máximo previsto na linha vermelha. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI." title="Previsão de anomalia relativa de TSM no Niño 3.4 iniciada em setembro, destacando o valor máximo previsto na linha vermelha. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI."><figcaption>Previsão de anomalia relativa de TSM no Niño 3.4 iniciada em setembro, destacando o valor máximo previsto na linha vermelha. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI.</figcaption></figure><p><strong>Em relação à atualização de agosto</strong>, a principal mudança não foi apenas o aumento das anomalias previstas, mas a <strong>maior concordância entre os diferentes sistemas de previsão</strong>.</p><p>No<strong> mês passado</strong>, os modelos <strong>dinâmicos</strong> já sugeriam um<strong> pico próximo de +3,5 °C</strong>, enquanto os <strong>estatísticos</strong> permaneciam <strong>abaixo de +3 °C</strong>. Agora, ambos os conjuntos apontam para um evento excecional, com os modelos estatísticos também a superar a marca de +3 °C.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789497" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-fenomeno-el-nino-altera-o-seu-consumo-de-peixe-o-impacto-no-mercado-desencadeia-volatilidade-nos-precos.html" title="O fenómeno El Niño altera o seu consumo de peixe: o impacto no mercado desencadeia volatilidade nos preços">O fenómeno El Niño altera o seu consumo de peixe: o impacto no mercado desencadeia volatilidade nos preços</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-fenomeno-el-nino-altera-o-seu-consumo-de-peixe-o-impacto-no-mercado-desencadeia-volatilidade-nos-precos.html" title="O fenómeno El Niño altera o seu consumo de peixe: o impacto no mercado desencadeia volatilidade nos preços"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-influye-el-nino-en-el-consumo-de-pescado-el-fenomeno-climatico-que-cambia-lo-que-comes-y-lo-que-pagas-1789640143028_320.png" alt="O fenómeno El Niño altera o seu consumo de peixe: o impacto no mercado desencadeia volatilidade nos preços"></a></article></aside><p>Esta <strong>convergência elevou a média geral das previsões</strong>, que passou de cerca de +3,1 °C em agosto para aproximadamente +3,4 °C na atualização de setembro. Por outras palavras, <strong>tanto</strong> os <strong>modelos</strong> <strong>baseados</strong> na <strong>física</strong> do sistema oceano-atmosfera <strong>como</strong> aqueles <strong>fundamentados</strong> em <strong>relações</strong> <strong>estatísticas</strong> <strong>históricas</strong> passaram a indicar um<strong> cenário semelhante </strong>para a intensidade máxima do El Niño 2026/2027. Além disso, também há concordância que o fenómeno deve permanecer ativo até, pelo menos, abril-maio-junho de 2027.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-previsao-de-setembro-reforca-pico-excepcional-de-3-5-c-1790031928273.png" data-image="07abvxn6l6qh" alt="Previsão de anomalia relativa de TSM no Niño 3.4 iniciada em agosto, a fim de comparação. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI." title="Previsão de anomalia relativa de TSM no Niño 3.4 iniciada em agosto, a fim de comparação. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI."><figcaption>Previsão de anomalia relativa de TSM no Niño 3.4 iniciada em agosto, a fim de comparação. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI.</figcaption></figure><p>Somado a isto, a <strong>última atualização da NOAA</strong> aumentou para <strong>75%</strong> a probabilidade do<strong> El Niño 2026/2027 </strong>superar 2,5 °C e <strong>assumir o posto de evento mais intenso da história</strong> desde o início dos registos, em 1950. </p><div class="texto-destacado">Embora a resposta nos campos de precipitação e temperatura dependam também da interação com outros fenómenos de diferentes escalas espaciais e temporais, um evento ‘muito forte’ (anomalias superiores a 2 °C) aumentam a probabilidade da ocorrência de determinados padrões.</div><p>Em países como o <strong>Brasil</strong>, os maiores <strong>impactos</strong> referem-se a <strong>secas prolongadas</strong> nas regiões <strong>Norte</strong> e parte do Nordeste, <strong>chuvas acima da média </strong>e aumento dos <strong>eventos extremos no Sul</strong>, além do <strong>aumento das temperaturas </strong>entre em parte do <strong>Centro-Sul </strong>do país. Globalmente, são esperados novos recordes de temperatura.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-previsao-de-setembro-reforca-pico-excepcional-de-3-5-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A água desloca o centro de massa da Terra: os cientistas detetaram um movimento invisível do nosso planeta]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-agua-desloca-o-centro-de-massa-da-terra-os-cientistas-detetaram-um-movimento-invisivel-do-nosso-planeta.html</link><pubDate>Tue, 22 Sep 2026 16:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A redistribuição sazonal da água, do gelo e do ar faz com que o centro de massa da Terra se desloque alguns milímetros. Novos dados de satélite permitem medi-lo com maior precisão.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-agua-mueve-el-centro-de-masa-de-la-tierra-los-cientificos-detectaron-un-movimiento-invisible-de-nuestro-planeta-1790002022783.png" data-image="eqhhqomvao74" alt="Planeta Tierra centro de masa agua océanos glaciares" title="Planeta Tierra centro de masa agua océanos glaciares"><figcaption>A distribuição da massa na Terra está em constante mudança.</figcaption></figure><p>Embora possa parecer que o planeta permanece perfeitamente estável no espaço, <strong>a distribuição da sua massa muda constantemente</strong>. As chuvas, o degelo, a acumulação de neve, os oceanos e até as variações da atmosfera redistribuem enormes quantidades de matéria pela superfície terrestre.</p><div class="texto-destacado">Esse movimento é suficiente para deslocar ligeiramente <strong>o centro de massa da Terra </strong>em relação ao seu centro geométrico. A magnitude é minúscula, de apenas alguns milímetros, mas pode ser medida graças a instrumentos e satélites capazes de detetar variações extremamente pequenas.</div><p>Um novo estudo, publicado no <em>Geophysical Journal International</em>, desenvolveu uma metodologia que combina observações de GPS, rastreio a laser e dados de satélites em órbita baixa para <strong>estimar com maior precisão esta oscilação sazonal</strong>.</p><p>A NASA explicou que o deslocamento funciona, de certa forma, como um <strong>pequeno "vaivém" do planeta</strong>. Isso não significa que a Terra esteja a desviar-se da sua órbita em torno do Sol, mas sim que a posição do ponto em torno do qual a sua massa se distribui muda ligeiramente.</p><h2>A água desempenha um papel fundamental</h2><p>Uma das chaves reside no ciclo anual da água. Ao longo das diferentes estações, <strong>enormes volumes de água passam dos oceanos para os continentes e vice-versa</strong>.</p><p>Em março, por exemplo, a acumulação de neve na América do Norte e na Eurásia atinge um dos seus picos. De acordo com o estudo, este armazenamento de água desloca o centro de massa aproximadamente <strong>3 milímetros em direção ao Pólo Norte</strong>.</p><p>Um mês depois, em abril, a bacia amazónica pode armazenar cerca de <strong>2 400 gigatoneladas de água da chuva</strong>. Essa enorme concentração de massa provoca um deslocamento estimado de cerca de <strong>2,2 milímetros em direção à América do Sul</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-agua-mueve-el-centro-de-masa-de-la-tierra-los-cientificos-detectaron-un-movimiento-invisible-de-nuestro-planeta-1790002111647.jpg" data-image="okkio2dkt73y" alt="Planeta Tierra centro de masa agua océanos glaciares" title="Planeta Tierra centro de masa agua océanos glaciares"><figcaption>Enormes volumes de água passam dos oceanos para os continentes e vice-versa.</figcaption></figure><p>O ciclo continua ao longo do ano. As chuvas monçónicas do Sudeste Asiático, a acumulação de água nos oceanos e as mudanças sazonais noutras regiões também <strong>contribuem para esse movimento</strong>.</p><p>E não é só a água líquida que intervém. A neve e o gelo continental fazem parte desta redistribuição de massa, tal como <strong>o ar da atmosfera</strong>.</p><h2>Até o ar pode alterar o equilíbrio</h2><p><strong>A atmosfera também tem um peso considerável</strong> e a sua distribuição varia consoante as estações do ano. As massas de ar frio, mais densas, podem concentrar-se sobre determinadas regiões durante o inverno e alterar ligeiramente a posição do centro de massa da Terra.</p><p>Os investigadores estimaram que a massa atmosférica apresenta variações sazonais significativas e que <strong>o seu comportamento complementa as alterações provocadas pela água continental e pelos oceanos</strong>.</p><p>Para verificar os seus cálculos, a equipa comparou os resultados com as observações do GRACE-FO, uma missão conjunta da NASA e do Centro Alemão de Investigação em Geociências (GFZ). Os seus dois satélites detetam <strong>minúsculas alterações no campo gravitacional terrestre</strong> provocadas, entre outras causas, pelo movimento de grandes quantidades de água.</p><h2>Um movimento pequeno, mas importante</h2><p>Medir estes deslocamentos <strong>não é apenas uma curiosidade científica</strong>. O centro de massa da Terra constitui uma referência fundamental para estabelecer sistemas de coordenadas, realizar medições de altitude e melhorar a precisão da navegação por satélite.</p><p>De facto, os investigadores salientam que as estimativas anteriores, realizadas em 2017 e 2023, apresentavam diferenças de vários milímetros. O novo método permite reduzir essa incerteza e, de acordo com os seus resultados, a amplitude do movimento anual seria aproximadamente <strong>metade do que se estimava há oito anos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="717280" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/enorme-barragem-chinesa-das-tres-gargantas-esta-a-abrandar-a-rotacao-da-terra-confirma-a-nasa.html" title="Enorme barragem chinesa das Três Gargantas está a abrandar a rotação da Terra, confirma a NASA">Enorme barragem chinesa das Três Gargantas está a abrandar a rotação da Terra, confirma a NASA</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/enorme-barragem-chinesa-das-tres-gargantas-esta-a-abrandar-a-rotacao-da-terra-confirma-a-nasa.html" title="Enorme barragem chinesa das Três Gargantas está a abrandar a rotação da Terra, confirma a NASA"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/gigantesca-presa-tres-gargantas-ralentiza-rotacion-tierra-1750913050538_320.png" alt="Enorme barragem chinesa das Três Gargantas está a abrandar a rotação da Terra, confirma a NASA"></a></article></aside><p>Assim, <strong>cada estação deixa uma pequena marca na posição do planeta</strong>. A neve que se acumula no hemisfério norte, a água que cai sobre a Amazónia, as monções asiáticas e as alterações nos oceanos fazem com que a Terra, literalmente, mude de equilíbrio.</p><p>É um movimento impercetível para qualquer pessoa e completamente invisível a olho nu. Mas, graças aos satélites, hoje os cientistas conseguem <strong>acompanhar essa minúscula oscilação</strong> do nosso planeta com precisão milimétrica.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Donald%20F%20Argus%2C%20Kevin%20M%20Gaastra%2C%20Bruce%20J%20Haines%2C%20Michael%20B%20Heflin%2C%20Felix%20W%20Landerer%2C%20Athina%20Peidou%2C%20David%20N%20Wiese%2C%20Geoff%20Blewitt%2C%20Corn%C3%A9%20Kreemer%2C%20Henryk%20Dobslaw%2C%20Matthew%20J%20Swarr" data-year="2026" data-title="Estimation%20and%20cause%20of%20the%20seasonal%20oscillation%20between%20Earth%E2%80%99s%20centre%20of%20mass%20and%20centre%20of%20figure" data-url="https%3A%2F%2Facademic.oup.com%2Fgji%2Farticle%2F247%2F2%2Fggag314%2F8793649%3Futm_source%3Dchatgpt.com%26login%3Dfalse">Donald F Argus, Kevin M Gaastra, Bruce J Haines, Michael B Heflin, Felix W Landerer, Athina Peidou, David N Wiese, Geoff Blewitt, Corné Kreemer, Henryk Dobslaw, Matthew J Swarr. (2026). <a href="https://academic.oup.com/gji/article/247/2/ggag314/8793649?utm_source=chatgpt.com&login=false" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Estimation and cause of the seasonal oscillation between Earth’s centre of mass and centre of figure</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-agua-desloca-o-centro-de-massa-da-terra-os-cientistas-detetaram-um-movimento-invisivel-do-nosso-planeta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Astrónomos detetam uma gigantesca figura de 10 lados em Saturno que deixa o mundo perplexo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-detetam-uma-gigantesca-figura-de-10-lados-em-saturno-que-deixa-o-mundo-perplexo.html</link><pubDate>Tue, 22 Sep 2026 15:28:10 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O Hubble confirmou a existência de uma enorme estrutura de dez lados em torno do polo sul de Saturno. A sua evolução permite estudar como surgem padrões atmosféricos gigantes e compará-los com o conhecido hexágono setentrional.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-detectan-una-gigante-figura-de-10-lados-en-saturno-que-desconcierta-al-mundo-1789180254447.jpg" data-image="x4rp2uq8q0d1"><figcaption>Saturno brilha na sua cor natural; a sonda Cassini mostra o seu hexágono polar norte e uma tempestade semelhante a um furacão. Crédito: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute.</figcaption></figure><p>Uma nova figura geométrica surgiu do <em>Senhor dos Anéis</em>, uma onda atmosférica de dez lados, no seu polo sul. A NASA e a ESA anunciaram a descoberta no passado dia 2 de setembro, o que deu origem a uma ampla comparação com o famoso hexágono do polo norte.</p><p>Nesta altura do século XXI, já não deveríamos ter de explicar isto, mas, <strong>a estrutura não é uma construção nem um objeto sólido suspenso sobre o planeta</strong>, mas sim um padrão associado ao movimento atmosférico, uma diferença que nos permite compreender por que razão consegue manter-se em circulação durante tempo suficiente.</p><div class="texto-destacado">Saturno é um gigante gasoso composto principalmente por hidrogénio e hélio. Não possui uma superfície sólida como a da Terra. O que observamos são camadas atmosféricas, cujas variações permitem acompanhar os movimentos e as alterações internas do planeta.</div><p>A sua atmosfera contém correntes e tempestades, enquanto gira rapidamente em torno do seu eixo e apresenta faixas visíveis que refletem uma circulação organizada em grande escala. Nesse contexto, investigar um contorno poligonal faz parte do estudo de como os ventos e as ondas interagem.</p><p>O interesse científico não reside no facto de a geometria ser impossível, mas sim em <strong>explicar por que razão surge essa configuração específica</strong>. É necessário saber quando surgiu e que movimentos a sustentam para comparar as explicações propostas com as observações.</p><h2>Como foi identificada a estrutura</h2><p>A investigação, liderada por <strong>Agustín Sánchez-Lavega, da Universidade do País Basco, teve início em 2024</strong>, quando algumas observações chamaram a atenção para uma faixa ondulada na região austral. Participaram também os astrónomos amadores Trevor Barry e Jean-Paul Oger, juntamente com o investigador.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-detectan-una-gigante-figura-de-10-lados-en-saturno-que-desconcierta-al-mundo-1789178475128.jpg" data-image="b9moihz5t7go"><figcaption>O Hubble revela um decágono atmosférico no polo sul de Saturno, composto por várias camadas. Crédito: NASA/ESA/STScI; Sánchez-Lavega, Simon, Wong; Pagan.</figcaption></figure><p>As imagens posteriores reforçaram a suspeita, e os arquivos do Hubble permitiram identificar a presença da onda desde 2023. Um sinal difícil de interpretar inicialmente pode fazer sentido quando surgem imagens de melhor qualidade ou comparações posteriores.</p><p>Ao combinar filtros, <strong>o Hubble permite registar diferenças entre regiões e camadas</strong>. Essas capacidades ajudam a estudar o contorno e a verificar que este não depende de uma única imagem.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788859" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-gravidade-de-saturno-desvia-um-misterioso-corpo-gelado-inativo-transformando-o-num-cometa-ativo.html" title="A gravidade de Saturno desvia um misterioso corpo gelado inativo, transformando-o num cometa ativo">A gravidade de Saturno desvia um misterioso corpo gelado inativo, transformando-o num cometa ativo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-gravidade-de-saturno-desvia-um-misterioso-corpo-gelado-inativo-transformando-o-num-cometa-ativo.html" title="A gravidade de Saturno desvia um misterioso corpo gelado inativo, transformando-o num cometa ativo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-gravedad-de-saturno-desvia-un-misterioso-cuerpo-helado-inerte-y-lo-convierte-en-un-cometa-activo-1788349601146_320.jpg" alt="A gravidade de Saturno desvia um misterioso corpo gelado inativo, transformando-o num cometa ativo"></a></article></aside><p>De acordo com as medições e comparações com o diâmetro do planeta, que é de cerca de 120 000 quilómetros (quase 10 vezes o da Terra), <strong>verificou-se que cada lado ultrapassa aproximadamente os 16 700 quilómetros</strong>.</p><h3>Comparando o hexágono</h3><p>O <strong>hexágono setentrional constitui o caso mais conhecido desde que a missão Cassini </strong>o estudou em pormenor e permitiu acompanhar a sua corrente atmosférica. A sua duração de décadas oferece uma referência útil para questionar se o decágono austral alcançará uma estabilidade semelhante.</p><p>Uma onda pode conservar uma forma reconhecível sem ser sempre formada pelas mesmas partículas, tal como acontece quando uma ondulação atravessa água em movimento: a energia e a matéria não têm necessariamente de viajar juntas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-detectan-una-gigante-figura-de-10-lados-en-saturno-que-desconcierta-al-mundo-1789178493295.png" data-image="5lmtsgijk9jj"><figcaption>O Hubble revela um decágono atmosférico em Saturno, presente desde 2023 e agora mais nítido. Crédito: NASA/ESA.</figcaption></figure><p> Os modelos do hexágono relacionam a sua geometria com uma corrente que circunda a região polar. No caso do decágono, é necessário verificar como as observações se enquadram na dinâmica, para assim poder discernir se ambos os fenómenos têm, ou não, uma história idêntica. </p><p> É importante ter em conta a perspetiva, uma vez que <strong>Saturno demora cerca de 29 anos terrestres a orbitar o Sol</strong>, pelo que a orientação dos seus pólos em relação a nós muda durante essa trajetória, facilitando ou dificultando o acompanhamento das regiões a estudar. </p><h3>Mais perguntas do que observações</h3><p>Uma questão central é como a figura irá evoluir; para tal, os investigadores continuarão a comparar imagens para determinar se esta se estabiliza ou se altera. Além disso, isto oferece uma oportunidade para contrastar os modelos de movimentos e dinâmica com o fenómeno.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782949" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-sonda-cassini-revela-um-oceano-efervescente-escondido-sob-o-gelo-de-saturno.html" title="A sonda Cassini revela um oceano efervescente escondido sob o gelo de Saturno">A sonda Cassini revela um oceano efervescente escondido sob o gelo de Saturno</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-sonda-cassini-revela-um-oceano-efervescente-escondido-sob-o-gelo-de-saturno.html" title="A sonda Cassini revela um oceano efervescente escondido sob o gelo de Saturno"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/c-e-un-oceano-ribollente-sotto-il-ghiaccio-la-sonda-cassini-e-i-segreti-della-luna-di-saturno-1784712022983_320.jpeg" alt="A sonda Cassini revela um oceano efervescente escondido sob o gelo de Saturno"></a></article></aside><p><strong>A NASA e a ESA apontam o acompanhamento com o Hubble e o Webb como uma forma de avançar</strong>, combinando diferentes observações que podem fornecer informações complementares sobre a atmosfera. O objetivo é compreender o mecanismo e as suas condições, não se limitando a obter uma fotografia cada vez mais impressionante.</p><p>Esta descoberta levanta uma questão concreta da meteorologia planetária: como é que uma atmosfera organiza movimentos em estruturas enormes e com determinados padrões. A resposta dependerá de novas medições, enquanto o decágono acrescenta uma nova perspetiva da paisagem saturniana.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-detetam-uma-gigantesca-figura-de-10-lados-em-saturno-que-deixa-o-mundo-perplexo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ciclogénese explosiva agita o Atlântico Norte: esta será a única região de Portugal afetada pela chuva e vento fortes]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ciclogenese-explosiva-agita-o-atlantico-norte-esta-sera-a-unica-regiao-de-portugal-afetada-pela-chuva-e-vento-fortes.html</link><pubDate>Tue, 22 Sep 2026 14:45:58 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma depressão vai intensificar-se de forma extraordinária nas próximas horas no Atlântico Norte. Portugal escapará praticamente incólume à chuva e vento fortes… exceto esta região. Saiba todos os pormenores aqui!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbbh51m"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbbh51m.jpg" id="xbbh51m"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Ao longo dos próximos dias uma profunda depressão atlântica irá intensificar-se rapidamente no norte do Atlântico, num processo conhecido como <strong>ciclogénese explosiva</strong>. </p><p>A depressão já está a ganhar forma no Atlântico Norte, mas a sua evolução nas próximas horas será particularmente notável. <strong>À medida que a depressão for progredindo para norte, começará a intensificar-se muito rapidamente</strong>, com uma descida acentuada da pressão no seu núcleo, aprofundando-se de forma explosiva a sul da Islândia.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>As últimas simulações do modelo europeu preveem para as 16 horas desta terça-feira, 22 de setembro, que o centro da baixa pressão apresente uma pressão de cerca de 1007 hPa, ainda sem grande cavamento. Contudo, 24 horas mais tarde, amanhã quarta-feira 23 de setembro às 16 horas, o mínimo já estará situado em torno dos 977 hPa, com as isóbaras cada vez mais próximas umas das outras em torno do centro da depressão. Isto traduzir-se-á num aumento significativo do gradiente de pressão e, consequentemente, dos ventos associados ao sistema.</div><p>Estamos perante uma<strong> ciclogénese explosiva</strong>, termo utilizado para descrever um <strong>aprofundamento excecionalmente rápido de uma depressão extratropical</strong>. Normalmente, considera-se que este processo ocorre quando<strong> a pressão central baixa cerca de 24 hPa ou mais em 24 horas</strong>.</p><h2>Portugal continental e Madeira ainda ‘escudados’ pelo anticiclone, Açores à mercê dos efeitos da depressão</h2><p>O rápido aprofundamento da depressão terá também consequências nos níveis altos da atmosfera, fazendo com que o jato polar se reorganize e se desloque para latitudes mais setentrionais. <strong>A deslocação do jato para norte será essencial para perceber o que irá ocorrer mais a sul</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclogenese-explosiva-agita-o-atlantico-norte-esta-sera-a-unica-regiao-de-portugal-afetada-pela-chuva-e-vento-fortes-1790087603465.jpg" data-image="tq3rl3dnz5e7"><figcaption>23:00 horas de quarta-feira, 23 de setembro. Uma ciclogénese explosiva plenamente formada e situada a sul da Islândia, com frente fria associada 'prestes a varrer' os Açores.</figcaption></figure><p>Deste modo, com a circulação atlântica restringida a latitudes mais altas, o anticiclone dos Açores deverá consolidar-se, ganhando protagonismo em torno da Península Ibérica e algumas áreas adjacentes. Assim, <strong>a depressão ficará afastada de Portugal continental e arquipélago da Madeira</strong>, pelo que as suas frentes associadas não serão capazes de progredir até grande parte da nossa geografia.</p><p>Porém, para o arquipélago dos <strong>Açores, os mapas contam “outra história”</strong>, com um cenário meteorológico completamente distinto e bem mais instável.</p><h2>Açores afetados pela passagem de frentes associadas à ciclogénese explosiva, saiba quando </h2><p><strong>A primeira vaga de precipitação deste episódio de tempo instável na Região Autónoma dos Açores terá início na quinta-feira (24), afetando especialmente o Grupo Ocidental</strong> com períodos de chuva fraca a pontualmente moderada. Nesse dia a pluviosidade ainda será pouco expressiva nas restantes 7 ilhas açorianas, embora possam desenrolar-se aguaceiros ocasionais e de fraca intensidade em alguns pontos do Grupo Central.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclogenese-explosiva-agita-o-atlantico-norte-esta-sera-a-unica-regiao-de-portugal-afetada-pela-chuva-e-vento-fortes-1790087188850.jpg" data-image="w4xrddol5mzz"><figcaption>Entre quinta e sábado, dias 24 a 26 de setembro, as zonas mais expostas dos Açores deverão registar em torno de 50 mm de chuva acumulada.</figcaption></figure><p>O panorama muda de figura à medida que as horas forem avançando. A progressão para leste de uma vasta frente fria, muito extensa e alongada, associada à já referida ciclogénese explosiva, situada a sul da Islândia, fará com que <strong>a etapa mais instável da ocorrência de chuva em grande parte dos Açores esteja prevista para sexta-feira, 25 de setembro</strong>.</p><p><strong>Preveem-se períodos de chuva frontal geralmente contínuos e particularmente persistentes, com intensidade fraca a moderada e pontualmente forte</strong>, sobretudo nos Grupos Ocidental e Central. O Grupo Oriental não será tão afetado, embora possa registar alguns aguaceiros. </p><p><strong>No sábado (26) a precipitação associada ao sistema frontal tenderá a diminuir em intensidade e quantidade, sendo que, fruto da progressão para leste, será o Grupo Oriental a ficar mais exposto à instabilidade</strong>. Na ilha de São Miguel este será o dia mais instável do período em termos de chuva gerada pela frente, enquanto que os Grupos Ocidental e Central já registarão uma jornada tendencialmente mais estável e somente caracterizada por alguns aguaceiros. Na ilha de Santa Maria pouco ou nada deverá chover neste período.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789921" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-calor-vai-perder-a-forca-descubra-as-regioes-onde-as-temperaturas-comecam-a-descer-e-quando-regressa-a-chuva.html" title="“O calor vai perder a força”: descubra as regiões onde as temperaturas começam a descer e quando regressa a chuva">“O calor vai perder a força”: descubra as regiões onde as temperaturas começam a descer e quando regressa a chuva</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-calor-vai-perder-a-forca-descubra-as-regioes-onde-as-temperaturas-comecam-a-descer-e-quando-regressa-a-chuva.html" title="“O calor vai perder a força”: descubra as regiões onde as temperaturas começam a descer e quando regressa a chuva"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-calor-vai-perder-forca-descubra-as-regioes-onde-as-temperaturas-comecam-a-descer-e-quando-regressa-a-chuva-1790079371886_320.jpg" alt="“O calor vai perder a força”: descubra as regiões onde as temperaturas começam a descer e quando regressa a chuva"></a></article></aside><p>Atenção ainda ao reforço do vento que a frente fria irá produzir na sua passagem pelo arquipélago açoriano. <strong>No Grupo Ocidental a fase mais crítica decorrerá primeiro, surgindo entre o início da tarde de quinta-feira (24)</strong> e o início da tarde de sexta-feira (25): os mapas mostram rajadas entre 45 e 65 km/h, podendo nalguns pontos mais expostos ser localmente superiores. <strong>Quanto ao Grupo Central, as rajadas de vento mais fortes produzir-se-ão posteriormente: entre 55 e 75 km/h</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclogenese-explosiva-agita-o-atlantico-norte-esta-sera-a-unica-regiao-de-portugal-afetada-pela-chuva-e-vento-fortes-1790087343880.jpg" data-image="xmzt8sf1pg7r"><figcaption>As rajadas de vento poderão alcançar um máximo de 75 km/h nos períodos mais críticos no grupo Central dos Açores na sexta-feira (25).</figcaption></figure><p><strong>Prevê-se que o episódio de vento inicie durante a madrugada de sexta-feira (25), começando pela ilha mais setentrional (a Graciosa)</strong> e estendendo-se progressivamente às restantes 4 ilhas do Grupo Central. O episódio de vento deverá durar pouco mais de 24 horas, esperando-se que a intensidade comece a diminuir a partir do início da manhã de sábado (26).</p><h2>Instabilidade sem tréguas nos Açores, domingo 27 com possível nova depressão no arquipélago</h2><p>Poucas horas mais tarde, <strong>já no domingo 27 de setembro, os mapas de referência da Meteored preveem que outra depressão afete os Açores</strong>, voltando a provocar instabilidade sob a forma de chuva e vento forte menos de 24 horas depois, e com possibilidade de se prolongar pelo menos até segunda-feira (28).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ciclogenese-explosiva-agita-o-atlantico-norte-esta-sera-a-unica-regiao-de-portugal-afetada-pela-chuva-e-vento-fortes-1790087427237.jpg" data-image="65ea9rb9pbou"><figcaption>Uma depressão atlântica poderá afetar diretamente os Açores a partir do próximo domingo, 27 de setembro.</figcaption></figure><p>A diferença em relação ao episódio dos dias anteriores é que, desta feita, <strong>o centro da baixa pressão atlântica poderá mesmo atravessar os Açores</strong>. Tendo em conta a intensidade do vento e chuva previstos atualmente pelos modelos, este cenário poderá assumir importância suficiente para justificar a emissão de avisos meteorológicos.</p><p>Caso se cumpram os critérios de nomeação definidos pelo Grupo Sudoeste, <strong>não se descarta a hipótese da depressão receber um nome</strong>, o que a tornaria na primeira tempestade nomeada da temporada 2026/2027.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ciclogenese-explosiva-agita-o-atlantico-norte-esta-sera-a-unica-regiao-de-portugal-afetada-pela-chuva-e-vento-fortes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item></channel></rss>