<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Wed, 22 Apr 2026 22:00:11 +0000</lastBuildDate><pubDate>Wed, 22 Apr 2026 22:00:11 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Massas de ar muito quentes na Europa: irá o verão adiantar-se em Portugal?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/massas-de-ar-muito-quentes-na-europa-ira-o-verao-adiantar-se-em-portugal.html</link><pubDate>Wed, 22 Apr 2026 15:25:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma massa de ar mais quente deverá influenciar o estado do tempo em Portugal nos próximos dias, favorecendo uma subida gradual das temperaturas. Este cenário poderá traduzir-se em valores acima do normal para a época, sobretudo no interior, onde o aquecimento será mais evidente.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa6cg8m"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa6cg8m.jpg" id="xa6cg8m"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Espera-se, nos próximos dias, uma subida progressiva das temperaturas devido à influência de uma massa de ar mais quente sobre Portugal continental, refletindo um padrão de valores acima do normal para a época. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massas-de-ar-muito-quentes-na-europa-ira-o-verao-adiantar-se-em-portugal-1776864433130.png" data-image="6jvcw5c33nqf"><figcaption>O mapa da anomalia de temperatura em altitude para sábado mostra desvios positivos generalizados sobre Portugal continental. Os tons mais intensos sobre o território traduzem um cenário de aquecimento anómalo, mais marcado no interior, contrastando com valores menos elevados junto ao litoral.</figcaption></figure><p>Os mapas de anomalia térmica em altitude evidenciam desvios positivos persistentes sobre o território, com valores que poderão atingir pontualmente valores próximos de +9 ºC em algumas regiões, confirmando a presença de ar significativamente <strong>mais quente do que o habitual para o final de abril</strong>.</p><h2>Massa de ar quente reforça subida das temperaturas</h2><p>Esta situação está associada à presença de uma crista em altitude sobre a Península Ibérica, que favorece condições de estabilidade atmosférica e subsidência. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Este enquadramento limita a entrada de massas de ar mais frias de origem atlântica e permite a entrada e persistência de ar quente sobre o território, <strong>sustentando uma subida gradual das temperaturas ao longo de vários dias</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massas-de-ar-muito-quentes-na-europa-ira-o-verao-adiantar-se-em-portugal-1776864162297.png" data-image="wiqt83nwm3dg"><figcaption>As temperaturas à superfície na tarde de sábado já refletem a influência de uma massa de ar quente, marcando o início de um episódio de aquecimento progressivo, com maior resposta térmica no interior e um litoral ainda condicionado pela proximidade atlântica.</figcaption></figure><p>A evolução prevista indica que, após um início de período com valores ainda relativamente moderados, <strong>o aquecimento se deverá tornar mais evidente a partir de sexta-feira, intensificando-se durante o fim de semana</strong>. Os mapas de temperatura a 2 metros mostram uma subida generalizada das máximas, com maior expressão no interior do Centro e Sul, onde os valores começam a aproximar-se dos 25 ºC no sábado.</p><h2>Pico térmico no início da próxima semana</h2><p><strong>No domingo, a subida deverá tornar-se mais marcada, com temperaturas a atingirem valores elevados em várias regiões do interior</strong>, em especial no Alentejo e no vale do Tejo. Este aumento deverá prolongar-se até ao início da próxima semana, altura em que se poderá atingir o pico térmico, com máximas que poderão aproximar-se ou mesmo ultrapassar localmente os 27 a 28 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/massas-de-ar-muito-quentes-na-europa-ira-o-verao-adiantar-se-em-portugal-1776864142411.png" data-image="3xd2ffcpcpxt"><figcaption>A previsão de temperatura para domingo à tarde mostra uma subida generalizada dos valores em Portugal continental, com máximas mais elevadas no interior, refletindo a influência de uma massa de ar mais quente sobre a Península Ibérica.</figcaption></figure><p><strong>No litoral, o comportamento deverá ser mais moderado, com temperaturas mais contidas </strong>devido à influência marítima e à circulação de vento de oeste ou noroeste. Ainda assim, também nestas regiões se prevê uma tendência de subida, embora menos acentuada, mantendo-se um contraste térmico bem definido entre o interior e a faixa costeira.</p><h2>Descida gradual da temperatura com possível influência de uma baixa pressão</h2><p>Apesar da consistência do aquecimento, os mapas sugerem uma ligeira <strong>perda de intensidade a partir de terça-feira, com tendência para descida das temperaturas nos dias seguintes</strong>. Ainda assim, os valores deverão manter-se próximos ou acima da média em grande parte do território, depois do pico previsto para o início da semana.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765188" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-avisa-depressao-em-altitude-podera-provocar-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-entre-quinta-feira-e-sabado.html" title="Alfredo Graça avisa: depressão em altitude poderá provocar aguaceiros e trovoadas fortes entre quinta-feira e sábado">Alfredo Graça avisa: depressão em altitude poderá provocar aguaceiros e trovoadas fortes entre quinta-feira e sábado</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-avisa-depressao-em-altitude-podera-provocar-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-entre-quinta-feira-e-sabado.html" title="Alfredo Graça avisa: depressão em altitude poderá provocar aguaceiros e trovoadas fortes entre quinta-feira e sábado"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-avisa-depressao-em-altitude-podera-provocar-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-entre-quinta-feira-e-sabado-1776861508872_320.jpg" alt="Alfredo Graça avisa: depressão em altitude poderá provocar aguaceiros e trovoadas fortes entre quinta-feira e sábado"></a></article></aside><p>Tratando-se de uma previsão de médio prazo,<strong> recomenda-se o acompanhamento das próximas atualizações</strong>, devido à possibilidade de ajustamentos na intensidade e evolução deste episódio.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/massas-de-ar-muito-quentes-na-europa-ira-o-verao-adiantar-se-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Conectividade digital traz benefícios e novas preocupações ambientais]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conectividade-digital-traz-beneficios-e-novas-preocupacoes-ambientais.html</link><pubDate>Wed, 22 Apr 2026 15:25:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A internet melhora o bem-estar ao conectar pessoas e informação, mas também aumenta a preocupação com as alterações climáticas, gerando um paradoxo entre conhecimento, ansiedade e ação.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/conectividade-digital-traz-beneficios-e-novas-preocupacoes-ambientais-1776786023490.jpg" data-image="x1rqxpu7ylh5" alt="Internet" title="Internet"><figcaption>A internet constitui um fator de promoção do bem-estar e um amplificador da perceção de risco climático.</figcaption></figure><p>Há algo de paradoxal na forma como vivemos o <strong>mundo digital</strong>. Nunca estivemos tão conectados às pessoas, ideias ou causas e, ao mesmo tempo, nunca nos sentimos <strong>tão inquietos perante o futuro</strong>.</p><p>A internet, esse espaço aparentemente infinito, tornou-se simultaneamente uma <strong>fonte de bem-estar e um amplificador de preocupações</strong>, especialmente quando o tema são as alterações climáticas.</p><h2>O conforto de estar conectado</h2><p>A internet trouxe benefícios evidentes ao bem-estar humano. Permite-nos <strong>comunicar instantaneamente, aprender de forma autónoma, encontrar comunidades </strong>com interesses comuns e aceder a informação que antes estava reservada a poucos.</p><p>Este acesso democratizado ao conhecimento contribui para uma <strong>sensação de controlo e autonomia</strong>, fatores essenciais para o bem-estar psicológico.</p><div class="texto-destacado"><strong>Num mundo cada vez mais individualista, esta rede invisível cria uma sensação de pertença. </strong><br>Segundo o The Conversation</div><p>Além disso, <strong>o ambiente digital pode oferecer apoio emocional</strong>. Fóruns, redes sociais e plataformas colaborativas funcionam como espaços onde as pessoas partilham experiências, procuram ajuda e constroem sentido coletivo.</p><h2>A sobrecarga informativa</h2><p>Contudo essa mesma abundância de informação tem um custo. A internet <strong>não filtra emoções, transmite tudo, do mais inspirador ao mais alarmante, em tempo real</strong>.</p><p>No que respeita ao clima, isto traduz-se numa <strong>exposição constante a notícias sobre catástrofes naturais</strong>, previsões alarmantes e falhas políticas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="691301" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/teoria-da-internet-morta-a-internet-esta-realmente-morta-o-mundo-foi-governado-por-maquinas-ha-muito-tempo.html" title="Teoria da Internet Morta: a Internet está realmente morta? O mundo foi governado por máquinas há muito tempo?">Teoria da Internet Morta: a Internet está realmente morta? O mundo foi governado por máquinas há muito tempo?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/teoria-da-internet-morta-a-internet-esta-realmente-morta-o-mundo-foi-governado-por-maquinas-ha-muito-tempo.html" title="Teoria da Internet Morta: a Internet está realmente morta? O mundo foi governado por máquinas há muito tempo?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/dead-internet-theory-ist-das-internet-wirklich-tot-und-wird-die-welt-langst-von-maschinen-regiert-1735938500972_320.jpg" alt="Teoria da Internet Morta: a Internet está realmente morta? O mundo foi governado por máquinas há muito tempo?"></a></article></aside><p>A ciência confirma que <strong>a forma como recebemos informação influencia diretamente a nossa perceção de risco</strong>. A cobertura mediática do clima, muitas vezes centrada em consequências dramáticas, pode reforçar sentimentos de impotência e ansiedade. </p><p>Este fenómeno está associado ao que especialistas chamam de <strong><em>ecoansiedade</em></strong>, um estado de preocupação persistente face às alterações climáticas.</p><p>Não é uma patologia isolada, mas uma resposta emocional compreensível perante uma ameaça global complexa.</p><h2>Saber mais nem sempre significa agir melhor</h2><p>Existe uma ironia difícil de ignorar, quanto mais sabemos sobre o problema,<strong> mais difícil parece agir</strong>.</p><p>A internet informa-nos, mas nem sempre nos orienta. O excesso de informação, opiniões contraditórias e até desinformação<strong> pode gerar confusão</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/conectividade-digital-traz-beneficios-e-novas-preocupacoes-ambientais-1776786675739.jpg" data-image="qwu7t6qrrem0" alt="Eoansiedade" title="Eoansiedade"><figcaption>O aumento da exposição digital potencia o acesso à informação e à conexão social, mas também intensifica a preocupação com as alterações climáticas.</figcaption></figure><p>A ciência mostra que muitas pessoas reconhecem a gravidade das alterações climáticas, mas<strong> sentem que o problema é demasiado grande para ser resolvido individualmente</strong>. Esse sentimento de “não há nada a fazer” alimenta a passividade. </p><p>Assim, a internet pode criar uma <strong>ilusão de participação</strong>, partilhar um artigo, comentar uma publicação, sem que isso se traduza em mudanças concretas de comportamento.</p><h2>Emoções em conflito: entre esperança e medo</h2><p>A comunicação digital do clima tende a oscilar entre dois extremos: o <strong>catastrofismo e o otimismo tecnológico</strong>.</p><p>De um lado, imagens de destruição iminente; do outro, promessas de soluções futuras. No meio, o cidadão comum tenta encontrar o seu lugar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761643" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-alteracoes-climaticas-estao-a-tornar-os-dias-mais-longos-eis-como.html" title="As alterações climáticas estão a tornar os dias mais longos - eis como">As alterações climáticas estão a tornar os dias mais longos - eis como</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-alteracoes-climaticas-estao-a-tornar-os-dias-mais-longos-eis-como.html" title="As alterações climáticas estão a tornar os dias mais longos - eis como"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/climate-change-is-making-days-longer-here-s-how-1774612130990_320.jpeg" alt="As alterações climáticas estão a tornar os dias mais longos - eis como"></a></article></aside><p>Os especialistas defendem que <strong>a forma como comunicamos o clima deve equilibrar emoção e ação</strong>.</p><p>Mensagens demasiado negativas podem gerar resignação, enquanto narrativas mais construtivas, que mostram soluções e exemplos positivos, incentivam o envolvimento. </p><h2>Um novo equilíbrio digital</h2><p>Talvez o nosso maior desafio não seja apenas combater as alterações climáticas, mas também <strong>aprender a viver com a informação </strong>sobre elas.</p><p>Isso implica <strong>desenvolver uma relação mais crítica com o que consumimos online</strong>, ou seja, aprender a selecionar fontes, limitar a exposição a conteúdos alarmistas e procurar narrativas que inspirem ação.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conectividade-digital-traz-beneficios-e-novas-preocupacoes-ambientais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este fungo transforma os insetos em zombies. Será que consegue fazer o mesmo com os humanos?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/este-fungo-transforma-os-insetos-em-zombies-sera-que-consegue-fazer-o-mesmo-com-os-humanos.html</link><pubDate>Wed, 22 Apr 2026 14:23:48 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Apresentado na série pós-apocalíptica The Last of Us, o fungo Ophiocordyceps é, de facto, capaz de assumir o controlo do hospedeiro parasitado…</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ce-champignon-transforme-les-insectes-en-zombie-peut-il-en-faire-de-meme-avec-les-humains-cordyceps-ophiocordyceps-1776674596724.jpeg" data-image="ktty9zo3pjp1" alt="Champignon Sauterelle Insecte Zombie" title="Champignon Sauterelle Insecte Zombie"><figcaption>Este gafanhoto está coberto pelo fungo cordyceps.</figcaption></figure><p>Nas florestas tropicais, um fenómeno bem real parece saído diretamente do enredo de um filme de terror. O fungo <strong><em>Ophiocordyceps</em></strong> é capaz de infetar certos insetos, nomeadamente formigas, e de <strong>assumir o controlo do seu comportamento</strong>. Uma ideia que inspirou em grande medida <strong>a série americana de sucesso The Last of Us… </strong>mas a realidade é bem diferente.</p><h2>Capaz de assumir o controlo físico dos seus hospedeiros!</h2><p>Quando uma formiga é infetada, <strong>esporos microscópicos penetram no seu organismo</strong>. O fungo desenvolve-se então progressivamente no interior do seu corpo, <strong>até alterar o seu comportamento de forma muito precisa</strong>. Aparentemente errático, o comportamento do inseto explica-se facilmente.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Ophiocordyceps unilateralis es un hongo parásito que puede reprogramar a una hormiga y convertirla en un zombi. <br><br>Obliga al insecto a trepar a un lugar alto, aferrarse a una hoja o rama y luego el hongo brota hacia afuera y libera esporas para seguir propagándose. <a href="https://t.co/pYEjUHlq6X">pic.twitter.com/pYEjUHlq6X</a></p> Generación IA | ChatGPT | Inteligencia Artificial (@rondfeldt) <a href="https://twitter.com/rondfeldt/status/2039441226353484128?ref_src=twsrc%5Etfw">April 1, 2026</a></blockquote></figure><p>Em primeiro lugar, a formiga infetada <strong>abandona a sua colónia, depois trepa a uma planta </strong>e agarra-se firmemente a uma folha numa posição característica, chamada <strong>"posição da morte"</strong>. Este comportamento não é por acaso: coloca a formiga num <strong>ambiente ideal para o desenvolvimento do fungo</strong>. </p><p>Assim que a formiga morre, o fungo prossegue o seu ciclo.<strong> Consome os tecidos internos do inseto</strong> e, em seguida, faz emergir uma estrutura do seu corpo para libertar novos esporos no ar. Na realidade, os cientistas acreditam que <strong>este parasita não controla diretamente o cérebro, mas sim os músculos</strong> do seu hospedeiro através de interações bioquímicas complexas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763757" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/fungos-unicos-no-planeta-estao-esquecidos-e-em-vias-de-desaparecer-alerta-um-estudo-da-universidade-de-coimbra.html" title="Fungos únicos no planeta estão “esquecidos” e em vias de desaparecer, alerta um estudo da Universidade de Coimbra ">Fungos únicos no planeta estão “esquecidos” e em vias de desaparecer, alerta um estudo da Universidade de Coimbra </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/fungos-unicos-no-planeta-estao-esquecidos-e-em-vias-de-desaparecer-alerta-um-estudo-da-universidade-de-coimbra.html" title="Fungos únicos no planeta estão “esquecidos” e em vias de desaparecer, alerta um estudo da Universidade de Coimbra "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fungos-unicos-no-planeta-estao-esquecidos-e-em-vias-de-desaparecer-alerta-um-estudo-da-universidade-de-coimbra-1776099359838_320.jpg" alt="Fungos únicos no planeta estão “esquecidos” e em vias de desaparecer, alerta um estudo da Universidade de Coimbra "></a></article></aside><p>Por outro lado, os fungos do género <em>Ophiocordyceps</em> evoluíram juntamente com os seus hospedeiros ao longo de cerca de <strong>45 milhões de anos</strong>, desenvolvendo uma especialização extrema. <strong>Cada espécie de fungo tem como alvo uma espécie de inseto bem específica</strong>. Por exemplo, um <em>Ophiocordyceps</em> adaptado a uma formiga na Ásia n<strong>ão conseguirá infetar outra espécie noutro local do mundo</strong>.</p><p>Esta <strong>hiperespecialização é essencial</strong>: permite ao parasita manipular com precisão o comportamento do seu hospedeiro, mas <strong>também limita drasticamente o seu campo de ação! </strong>E ainda bem…</p><h2>E nós, no meio de tudo isto? </h2><p>E a espécie humana? Será que um dia <strong>este fungo perigoso para os insetos, mas inofensivo para o homem nos poderá infetar e matar lentamente?</strong> A questão fascina tanto quanto preocupa: será que um fungo deste tipo p<strong>oderia infetar um ser humano e assumir o controlo sobre ele?</strong></p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="ro" dir="ltr">Parasitic Ophiocordyceps fungus in action!<a href="https://t.co/i4BjDoj521">pic.twitter.com/i4BjDoj521</a></p> Kallen (@SlappedHam) <a href="https://twitter.com/SlappedHam/status/2001540431746621913?ref_src=twsrc%5Etfw">December 18, 2025</a></blockquote></figure><p>A resposta científica é clara: <strong>não, este cenário é hoje considerado extremamente improvável</strong>. Só é provável nos nossos ecrãs, para nos entreter. Várias razões explicam isso. Em primeiro lugar, os <em>Ophiocordyceps </em>são <strong>altamente especializados </strong>e adaptados a organismos muito diferentes dos humanos.</p><p>Em segundo lugar, o corpo humano apresenta barreiras importantes, nomeadamente a sua <strong>temperatura interna elevada</strong>, que impede este tipo de fungo de sobreviver e de se desenvolver. Por fim, mesmo uma mudança de hospedeiro entre duas espécies de formigas já é difícil. Passar de um inseto para um mamífero exigiria <strong>milhões de anos de evolução…</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761888" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-praga-invisivel-que-enfraquece-suas-plantas-de-interior-como-remove-la-das-folhas.html" title="A praga invisível que enfraquece as suas plantas de interior: como removê-la das folhas">A praga invisível que enfraquece as suas plantas de interior: como removê-la das folhas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-praga-invisivel-que-enfraquece-suas-plantas-de-interior-como-remove-la-das-folhas.html" title="A praga invisível que enfraquece as suas plantas de interior: como removê-la das folhas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/l-invisibile-infestante-che-sta-indebolendo-le-tue-piante-d-appartamento-ecco-come-eliminarlo-dalle-foglie-1773329598633_320.jpeg" alt="A praga invisível que enfraquece as suas plantas de interior: como removê-la das folhas"></a></article></aside><p>Mas atenção: <strong>isso não significa que os cogumelos sejam inofensivos para o ser humano</strong>. Algumas variedades de cogumelos podem afetar os seres humanos ou mesmo matá-los. Mas <strong>nenhuma é capaz de assumir o controlo do nosso corpo ou do nosso comportamento</strong>, como acontece com os insetos.</p><h3><em>Referências da notícia:</em></h3><p><em>Sarah Gibbens, NationalGeographic, (04/10/2025), <a href="https://www.nationalgeographic.fr/sciences/menace-ce-champignon-parasite-pourrait-il-evoluer-pour-controler-les-humains-epidemie-contagion" target="_blank">Ce champignon parasite pourrait-il évoluer pour contrôler les humains ?</a></em></p><p><em>Jennifer Lu, NationalGeographic, (14/10/2025), <a href="https://www.nationalgeographic.fr/sciences/animaux-manipulation-cordyceps-le-champignon-qui-zombifie-les-fourmis?utm_source=chatgpt.com" target="_blank">Ophiocordycep : le champignon qui zombifie les fourmis</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/este-fungo-transforma-os-insetos-em-zombies-sera-que-consegue-fazer-o-mesmo-com-os-humanos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Primeiros mapas para o feriado de 1 de maio: eis como poderá evoluir a chuva na próxima semana]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/primeiros-mapas-para-o-feriado-de-1-de-maio-eis-como-podera-evoluir-a-chuva-na-proxima-semana.html</link><pubDate>Wed, 22 Apr 2026 14:15:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A última semana de abril traz mais nuvens, humidade elevada e períodos de chuva moderada. Ainda assim, os primeiros mapas atmosféricos indicam tempo mais estável em Portugal continental para o feriado de 1 de maio.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa6c9vg"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa6c9vg.jpg" id="xa6c9vg"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O Atlântico Norte encontra-se sob um regime anticiclónico, mas uma <strong>depressão bem cavada a oeste de Portugal</strong>, que tem vindo a afetar os Açores, começa a influenciar gradualmente o continente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/primeiros-mapas-para-o-feriado-de-1-de-maio-como-podera-evoluir-a-chuva-na-proxima-semana-1776858989343.png" data-image="4oyqhtwv6dzx" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>Depressão no Atlântico a oeste de Portugal começa a influenciar o continente, aumentando a nebulosidade, a humidade e preparando a chegada da precipitação.</figcaption></figure><p>Durante esta quarta-feira (22), o tempo mantém-se ainda sem precipitação, mas com <strong>aumento progressivo da nebulosidade a partir da tarde</strong>. A madrugada de quinta-feira será marcada por <strong>humidade relativa elevada, superior a 80%</strong>, o que se traduz numa sensação de ar pesado, maior condensação e possibilidade de neblinas ou nevoeiros.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Na tarde de quinta-feira (23), poderão ocorrer <strong>períodos de chuva fraca e dispersa</strong>, sobretudo nos distritos do interior como Castelo Branco, Portalegre e Guarda. Durante a noite, a precipitação poderá estender-se a Bragança, mantendo-se fraca e pouco significativa.</p><p>O padrão mantém-se semelhante, sexta-feira (24), com <strong>precipitação residual e fraca</strong>, concentrada maioritariamente nas regiões do interior e zonas de fronteira com Espanha.</p><h2>Sábado será um dia com chuva mais organizada no interior</h2><p>No sábado, a situação evolui. A presença de um <strong>centro de baixas pressões sobre a Península Ibérica</strong> favorece o aumento da instabilidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/primeiros-mapas-para-o-feriado-de-1-de-maio-como-podera-evoluir-a-chuva-na-proxima-semana-1776859059858.png" data-image="gvfozbxvaxnu" alt="Chuva" title="Chuva"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-5772">Chuva mais organizada e de intensidade moderada afeta sobretudo o interior, associada a um centro de baixas pressões sobre a Península Ibérica.</figcaption></figure><p>A precipitação torna-se mais organizada e poderá atingir <strong>intensidade moderada</strong>. Ainda assim, o litoral continuará relativamente menos afetado. Este será, até ao momento, o dia com maior potencial para ocorrência de precipitação mais consistente. Apesar da ocorrência de chuva, as temperaturas mantêm-se <strong>amenas</strong>, com valores máximos a atingir os <strong>25 °C em grande parte das regiões do Centro e Sul</strong>, enquanto o litoral e o Norte registam valores mais contidos. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765188" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-avisa-depressao-em-altitude-podera-provocar-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-entre-quinta-feira-e-sabado.html" title="Alfredo Graça avisa: depressão em altitude poderá provocar aguaceiros e trovoadas fortes entre quinta-feira e sábado">Alfredo Graça avisa: depressão em altitude poderá provocar aguaceiros e trovoadas fortes entre quinta-feira e sábado</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-avisa-depressao-em-altitude-podera-provocar-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-entre-quinta-feira-e-sabado.html" title="Alfredo Graça avisa: depressão em altitude poderá provocar aguaceiros e trovoadas fortes entre quinta-feira e sábado"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-avisa-depressao-em-altitude-podera-provocar-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-entre-quinta-feira-e-sabado-1776861508872_320.jpg" alt="Alfredo Graça avisa: depressão em altitude poderá provocar aguaceiros e trovoadas fortes entre quinta-feira e sábado"></a></article></aside><p>No domingo, prevê-se uma melhoria do estado do tempo, com <strong>períodos de abertas</strong> e precipitação mais limitada às regiões do Norte. As temperaturas voltam a subir, com valores superiores aos registados no sábado. Em algumas sub-regiões do Centro, como o <strong>Médio Tejo e a Lezíria do Tejo</strong>, os termómetros poderão atingir os <strong>30 °C</strong>, evidenciando uma nova subida significativa.</p><h2>Próxima semana (27 a 30 de abril): nova fase instável</h2><p>A semana que antecede o feriado de 1 de maio poderá trazer uma nova fase de instabilidade. Os mapas do modelo ECMWF indicam a presença de <strong>uma massa de ar frio em altitude a partir de dia 27</strong>, visível no mapa de geopotencial a 700 hPa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/primeiros-mapas-para-o-feriado-de-1-de-maio-como-podera-evoluir-a-chuva-na-proxima-semana-1776859530393.jpg" data-image="ty1gou9jopa8" alt="Mapa geopotencial 700 hPa" title="Mapa geopotencial 700 hPa"><figcaption>Descida de ar frio em altitude favorece a instabilidade e a formação de baixas pressões, potenciando a ocorrência de precipitação.</figcaption></figure><p>Esta configuração favorece a formação de um <strong>centro de baixas pressões a noroeste da Península Ibérica</strong>, que poderá potenciar <strong>períodos de precipitação moderada</strong>, especialmente no Norte de Portugal no dia 28.</p><h2>Feriado de 1 de maio com tendência para tempo estável</h2><p>Apesar da instabilidade nos dias anteriores, os primeiros mapas para o dia <strong>1 de maio (Dia do Trabalhador)</strong> apontam para uma situação diferente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/primeiros-mapas-para-o-feriado-de-1-de-maio-como-podera-evoluir-a-chuva-na-proxima-semana-1776859674887.jpg" data-image="jrfgvnnmght6" alt="Chuva, vento, pressão" title="Chuva, vento, pressão"><figcaption>Primeiros mapas sugerem ausência de precipitação significativa em Portugal, indicando tendência para tempo mais estável no feriado.</figcaption></figure><p>Os campos de pressão, vento e precipitação sugerem <strong>ausência de chuva significativa em Portugal continental</strong>, indicando uma tendência para <strong>tempo mais estável</strong> neste feriado.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/primeiros-mapas-para-o-feriado-de-1-de-maio-eis-como-podera-evoluir-a-chuva-na-proxima-semana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Descobrem vários planetas em que é sempre noite num hemisfério, enquanto o outro vive dias eternos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/descobrem-varios-planetas-em-que-e-sempre-noite-num-hemisferio-enquanto-o-outro-vive-dias-eternos.html</link><pubDate>Wed, 22 Apr 2026 14:11:26 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O Telescópio James Webb analisa o clima extremo de dois exoplanetas rochosos e sem ar, revelando contrastes térmicos brutais que põem em causa a habitabilidade nos sistemas solares mais comuns da nossa galáxia.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-james-webb-descubre-mundos-con-dias-eternos-y-climas-extremos-1776675257011.jpg" data-image="ymexc4auc891" alt="Sistema TRAPPIST-1" title="Sistema TRAPPIST-1"><figcaption>O Telescópio James Webb mapeia os exoplanetas do sistema TRAPPIST-1: mundos com hemisférios de dia perpétuo e noites de gelo eterno. Imagem: AI recreation.</figcaption></figure><p>Investigadores da Universidade de Berna (UNIBE) e da Universidade de Genebra (UNIGE) conseguiram, com recurso à tecnologia de infravermelhos, dissecar o <strong>comportamento térmico de dois corpos celestes que orbitam a estrela TRAPPIST-1</strong>. A principal descoberta é uma dicotomia geográfica absoluta: uma metade do planeta suporta um calor abrasador enquanto a outra congela num vácuo eterno. </p><p>Este fenómeno ocorre porque a rotação destes corpos está sincronizada com a sua translação, um efeito de maré que condena um dos lados a olhar sempre para o seu sol. Sem uma camada gasosa que transporte o calor de um lado para o outro, o equilíbrio térmico é inexistente. <strong>Os dados recolhidos pelo telescópio James Webb são claros</strong>: a diferença de temperatura entre as duas zonas ultrapassa os 500 °C, o que indica claramente que não há ar para suavizar o clima.</p><h2>Clima extremo no sistema TRAPPIST-1</h2><p>Uma análise exaustiva de sessenta horas de observação confirmou que <strong>os exoplanetas do sistema TRAPPIST-1 não têm atmosfera</strong>. Na sua superfície, o meio-dia perpétuo atinge temperaturas superiores a 200 °C, enquanto o lado escuro desce a níveis gelados abaixo dos -200 °C.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">These 7 Earth-sized planets were seen by <a href="https://twitter.com/NasaSpitzer?ref_src=twsrc%5Etfw">@NASASpitzer</a> around a nearby, ultra-cool dwarf star called TRAPPIST-1: <a href="https://t.co/G9tW3cJMnV">https://t.co/G9tW3cJMnV</a> <a href="https://t.co/Z6gvaH96Tz">pic.twitter.com/Z6gvaH96Tz</a></p>— NASA (@NASA) <a href="https://twitter.com/NASA/status/834466906841239560?ref_src=twsrc%5Etfw">February 22, 2017</a></blockquote></figure><p>Esta falta de proteção gasosa <strong>deve-se provavelmente ao castigo constante das radiações e partículas emitidas pela sua estrela</strong>, uma anã vermelha que, apesar da sua pequena dimensão, submete os seus satélites a um ambiente verdadeiramente hostil.</p><h2>As faces de dois planetas semelhantes à Terra</h2><p>O significado científico desta descoberta reside na natureza dos objetos estudados. <strong>Estes exoplanetas são considerados gémeos geológicos do nosso mundo</strong> devido à sua composição sólida.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-james-webb-descubre-mundos-con-dias-eternos-y-climas-extremos-1776674591111.jpg" data-image="3fmjw8bp3ltq" alt="Sistema TRAPPIST-1" title="Sistema TRAPPIST-1"><figcaption>Mapas de temperatura calculados para quatro simulações diferentes de modelos de circulação geral (GCM), juntamente com um caso de planeta com baixo albedo e sem atmosfera. Imagem: Nature's Astronomy.</figcaption></figure><p>"O sistema TRAPPIST-1 é fascinante. <strong>Sete planetas, alguns com massas semelhantes às da Terra, orbitam a mesma estrela</strong>. Pelo menos três deles estão na zona habitável, onde as temperaturas permitiriam a existência de água líquida", explica a investigadora Emeline Bolmont, uma das principais vozes desta investigação internacional.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="760358" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-telescopio-espacial-james-webb-acaba-de-resolver-um-misterio-cosmico-que-parecia-impossivel.html" title="O Telescópio Espacial James Webb acaba de resolver um mistério cósmico que parecia impossível">O Telescópio Espacial James Webb acaba de resolver um mistério cósmico que parecia impossível</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-telescopio-espacial-james-webb-acaba-de-resolver-um-misterio-cosmico-que-parecia-impossivel.html" title="O Telescópio Espacial James Webb acaba de resolver um mistério cósmico que parecia impossível"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-telescopio-espacial-james-webb-acaba-de-resolver-un-misterio-cosmico-que-parecia-imposible-1774216092491_320.jpeg" alt="O Telescópio Espacial James Webb acaba de resolver um mistério cósmico que parecia impossível"></a></article></aside><p>Tal como a Lua nos mostra sempre o mesmo perfil, estes planetas estão ancorados à sua estrela por forças gravitacionais maciças. Isto significa que o conceito de “dia” e “noite” não depende da rotação do planeta em torno de si próprio, como acontece aqui, mas de uma posição estática. <strong>De um lado, o sol nunca se põe; do outro, as estrelas são as únicas luzes num firmamento de gelo infinito</strong>.</p><h2>Desafios da habitabilidade no sistema TRAPPIST-1</h2><p>Apesar dos resultados desanimadores sobre os planetas mais interiores, a comunidade astronómica continua otimista em relação aos mundos exteriores do sistema. A grande questão agora é saber se os mundos um pouco mais afastados, como o conhecido como planeta e, <strong>conseguiram resistir ao bombardeamento energético e manter o seu ar</strong>.</p><p>Os modelos matemáticos atuais sugerem que a distância da estrela pode ter permitido a sobrevivência de uma camada gasosa, semelhante à forma como Vénus e a Terra mantêm a sua atmosfera, enquanto Mercúrio é uma rocha nua.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/ZnU3M5C2Hcw/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=ZnU3M5C2Hcw" id="ZnU3M5C2Hcw"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A investigação prossegue ativamente, uma vez que <strong>a deteção de ar num destes mundos rochosos é o primeiro passo para a procura de sinais químicos de atividade orgânica</strong>. Enquanto o Telescópio Espacial James Webb continua a apontar os seus espelhos para a zona habitável, este estudo confirma que o caminho para compreender a nossa posição no Universo passa pela compreensão destas paisagens extremas. A ciência está a aprender que a semelhança física com a nossa casa não é de forma alguma uma garantia de que o clima seja o mesmo.</p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><em> Gillon, M., Ducrot, E., Bell, T.J. <em>et al.</em> No thick atmosphere around TRAPPIST-1 b and c from JWST thermal phase curves. <em>Nat Astron</em> (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41550-026-02806-9#citeas" target="_blank" rel="nofollow">https://doi.org/10.1038/s41550-026-02806-9</a> </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/descobrem-varios-planetas-em-que-e-sempre-noite-num-hemisferio-enquanto-o-outro-vive-dias-eternos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tapada de Mafra convida a descobrir hastes caídas de veados e gamos na floresta]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/tapada-de-mafra-convida-a-descobrir-hastes-caidas-de-veados-e-gamos-na-floresta.html</link><pubDate>Wed, 22 Apr 2026 13:10:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A queda das hastes em cervídeos ocorre uma vez por ano, na primavera. Participe nesta experiência, que acontece este sábado e é destinada a famílias e amantes da natureza.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tapada-de-mafra-convida-a-descobrir-hastes-caidas-de-veados-e-gamos-na-floresta-1776860848499.jpg" data-image="6oaxyhinot3g" alt="Cervídeos da Tapada Nacional de Mafra" title="Cervídeos da Tapada Nacional de Mafra"><figcaption>Aproveitando um ciclo natural, a Tapada Nacional promove, todas as primaveras, a Caça às Hastes para apoiar o estudo da população dos cervídeos. Foto: Tapada Nacional de Mafra</figcaption></figure><p>Há um momento discreto, praticamente invisível, que todos os anos marca o ritmo secreto das florestas. Na primavera, os <strong>cervídeos</strong> libertam as suas hastes, estruturas ósseas que crescem ao longo de meses e que, de repente, se desprendem e regressam ao chão. </p><p>Este fenómeno, raro e profundamente ligado aos ciclos naturais, inspira uma experiência singular na <strong>Tapada Nacional de Mafra</strong>. É aqui que ganha forma <strong>A Caça às Hastes</strong>, uma proposta que convida a observar a natureza como um lugar em transformação, onde cada vestígio conta uma história.</p><h2>À procura do que a floresta esconde</h2><p>Famílias e curiosos são convidados a explorar a mata em busca destas peças efémeras, deixadas entre folhas, troncos e clareiras. A atividade, marcada para a <strong>manhã deste sábado, 25 de abril</strong>, começa com um percurso em carro elétrico, atravessando caminhos florestais até às zonas mais frequentadas pelos animais.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Segue-se, depois, a caçada fora dos trilhos habituais, onde os participantes caminham por entre a vegetação, atentos a formas e sombras que possam denunciar a presença de uma haste caída. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Não se trata de uma competição frenética, mas antes de um <strong>exercício de atenção</strong>, que exige <strong>abrandar o ritmo e aguçar os sentidos</strong>. Cada descoberta surge como um pequeno triunfo, comparável a encontrar uma peça de arqueologia, intacta e carregada de significado.</p><h2>As enigmáticas funções na natureza</h2><p>Entre os habitantes mais emblemáticos da tapada destacam-se o <strong>veado-vermelho</strong>, conhecido cientificamente como <em>Cervus elaphus</em>, e o <strong>gamo</strong>, ou <em>Dama</em> <em>dama</em>. A diferença entre ambos revela-se sobretudo nas hastes. Nos veados, são longas, ramificadas e pontiagudas. Nos gamos, assumem uma forma espalmada, lembrando leques naturais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tapada-de-mafra-convida-a-descobrir-hastes-caidas-de-veados-e-gamos-na-floresta-1776860954317.jpg" data-image="2lmhc27bknw5" alt="Cervídeos na Tapada Nacional de Mafra" title="Cervídeos na Tapada Nacional de Mafra"><figcaption>A Tapada Nacional de Mafra abriga uma população de cervídeos superior a 300 gamos e cerca de 50 veados. Foto: Tapada Nacional de Mafra</figcaption></figure><p>Estas estruturas desempenham um papel essencial durante a <strong>época de acasalamento</strong>, funcionando como instrumentos de sedução e armas em disputas entre machos. </p><p>Ao contrário dos chifres de outros animais, não são permanentes. Crescem todos os anos, revestidas por um <strong>tecido aveludado </strong>que transporta nutrientes, permitindo um desenvolvimento impressionante. Em pleno crescimento, podem aumentar cerca de <strong>dois centímetros por dia</strong>, um ritmo que rivaliza com os processos biológicos mais rápidos conhecidos.</p><div class="texto-destacado">As hastes de um veado podem atingir os doze quilos, um fardo considerável que, ao ser descartado no final do ciclo, representa um alívio energético importante para enfrentar os invernos mais rigorosos. </div><p>Este crescimento acelerado tem despertado o <strong>interesse da ciência</strong>, sobretudo pela ação dos <strong>oncogenes</strong>, os mesmos que causam várias formas de cancro. Nas hastes, porém, esses mecanismos operam com uma <strong>precisão cirúrgica</strong>, crescendo e interrompendo-se sem descontrolo e na medida certa.</p><h2>Um tesouro para expandir o conhecimento</h2><p>De volta à experiência proposta pela Tapada Nacional de Mafra, cada haste encontrada deve ser entregue à organização. Este gesto, longe de ser apenas simbólico, contribui para o <strong>registo e estudo das populações locais</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="718311" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mata-da-albergaria-e-geira-romana-patrimonio-vivo-no-coracao-do-geres.html" title="Mata da Albergaria e Geira Romana: Património Vivo no 'Coração' do Gerês">Mata da Albergaria e Geira Romana: Património Vivo no "Coração" do Gerês</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mata-da-albergaria-e-geira-romana-patrimonio-vivo-no-coracao-do-geres.html" title="Mata da Albergaria e Geira Romana: Património Vivo no 'Coração' do Gerês"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mata-da-albergaria-e-geira-romana-patrimonio-vivo-no-coracao-do-geres-1751710866697_320.jpg" alt="Mata da Albergaria e Geira Romana: Património Vivo no 'Coração' do Gerês"></a></article></aside><p>Posteriormente, <strong>as peças são colocadas à venda</strong>, permitindo angariar receitas para investir na conservação da mata. Este ano, há ainda um elemento adicional que acrescenta expectativa ao evento, com o <strong>sorteio de uma haste</strong> por cada grupo de vinte participantes.</p><p>A atividade começa às dez da manhã, mas será preciso chegar às 9:45 para preparar o percurso com antecedência. O <strong>terreno irregular</strong> e a natureza do desafio tornam a experiência menos indicada para crianças com menos de quatro anos e pessoas com mobilidade condicionada. <strong>Calçado confortável, calças compridas e meias altas</strong> são recomendações essenciais para aproveitar plenamente o dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tapada-de-mafra-convida-a-descobrir-hastes-caidas-de-veados-e-gamos-na-floresta-1776861277801.jpg" data-image="751ytu1p5je0" alt="Cervídeos na Tapada Nacional de Mafra" title="Cervídeos na Tapada Nacional de Mafra"><figcaption>A Tapada Nacional de Mafra é um refúgio para a vida selvagem com mais de 800 hectares, protegidos por um muro que se estende ao longo de 20 km. Foto: Tapada Nacional de Mafra</figcaption></figure><p>Ao terminar a caminhada, vale a pena permanecer na tapada e explorar o restante ecossistema. Entre os mais de <strong>oitocentos hectares protegidos</strong>, circulam javalis, raposas, texugos e ginetos, enquanto no céu se avistam aves de rapina e, com alguma sorte, casais de açores. </p><p>Este espaço, envolvido por um muro, com mais de vinte quilómetros, preserva uma paisagem que remonta ao <strong>reinado de D. João V</strong>, quando foi criado como cenário de lazer para a corte.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="744639" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/de-pombal-para-o-mundo-uma-nova-borboleta-descoberta-na-mata-de-leiria.html" title="De Pombal para o mundo: uma nova borboleta descoberta na Mata de Leiria">De Pombal para o mundo: uma nova borboleta descoberta na Mata de Leiria</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/de-pombal-para-o-mundo-uma-nova-borboleta-descoberta-na-mata-de-leiria.html" title="De Pombal para o mundo: uma nova borboleta descoberta na Mata de Leiria"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/de-pombal-para-o-mundo-uma-nova-borboleta-descoberta-na-mata-de-leiria-1766066849929_320.jpg" alt="De Pombal para o mundo: uma nova borboleta descoberta na Mata de Leiria"></a></article></aside><p>Hoje, a Tapada Nacional de Mafra cumpre uma função diferente, sendo, na sua essência, um <strong>refúgio para a vida selvagem</strong>, onde o equilíbrio entre conservação e conhecimento permite observar espécies em estado livre e compreender os ritmos naturais que moldam este ecossistema ao longo das estações.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em>Consulte o <a href="https://tapadamafra.byblueticket.pt/Evento?IdEvento=2672" target="_blank">website</a> da Tapada Nacional de Mafra para conhecer o precário e informações adicionais da Caça às Hastes</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/tapada-de-mafra-convida-a-descobrir-hastes-caidas-de-veados-e-gamos-na-floresta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alfredo Graça avisa: depressão em altitude poderá provocar aguaceiros e trovoadas fortes entre quinta-feira e sábado]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-avisa-depressao-em-altitude-podera-provocar-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-entre-quinta-feira-e-sabado.html</link><pubDate>Wed, 22 Apr 2026 12:39:10 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Entre quinta (23) e sábado (25) um cavado polar formado a oeste da Península Ibérica poderá evoluir para uma gota fria. Deste modo, prevê-se o aumento da instabilidade, com aguaceiros e trovoadas pontualmente fortes em várias regiões de Portugal continental.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa6ca9s"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa6ca9s.jpg" id="xa6ca9s"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Durante grande parte da presente semana o estado do tempo em Portugal continental tem sido influenciado por uma vasta depressão atlântica situada a oeste da Península Ibérica. A posição e trajetória deste sistema de baixas pressões tem sido propícia a um <strong>fluxo intenso de Sul, impulsionando uma massa de ar tropical continental, carregada de poeiras do Saara, até à geografia de Portugal continental</strong>. Esta configuração traduziu-se essencialmente em temperaturas elevadas e claramente acima da média para a época do ano.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p><strong>Esta quarta-feira (22) as temperaturas já descem para valores mais dentro do normal</strong> uma vez que, com o afastamento da depressão atlântica para oeste, o ar quente e seco deixará de ser impulsionado até à nossa geografia, sendo substituído por uma massa de ar mais fresco vinda de Oeste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-avisa-depressao-em-altitude-podera-provocar-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-entre-quinta-e-sabado-1776859522460.png" data-image="kbjtv7l0cu1q"><figcaption>Entre hoje (22) e quinta-feira (23) um cavado polar irá formar-se a oeste da Península Ibérica. Ao separar-se da circulação geral, prevê-se que evolua para uma pequena depressão isolada em altitude (gota fria). As trovoadas ganharão terreno e intensidade entre sexta-feira (24) e sábado (25), embora haja incerteza quanto à evolução da depressão em altitude. Por causa da típica trajetória errática deste tipo de baixas pressões, é muito comum que os cenários de previsão sofram ajustes de última hora.</figcaption></figure><p>Entre hoje (22) e amanhã (23) prevê-se uma alteração na circulação atmosférica. <strong>A depressão afastar-se-á paulatinamente, passando a circular de forma retrógrada (de oeste para leste) sobre o Atlântico</strong>.</p><p>Entre quinta-feira (23) e sábado (25) esta configuração permitirá a formação de um <strong>cavado polar a oeste da Península Ibérica, que ao separar-se da circulação geral da atmosfera, poderá evoluir para uma pequena depressão isolada em altitude (gota fria)</strong>. Este panorama provocará um aumento da instabilidade atmosférica em várias regiões, bem como um ambiente mais fresco devido à temporária injeção de ar mais frio em altitude e aos ventos de Noroeste.</p><h2>Trovoadas poderão aumentar em frequência, intensidade e em área geográfica abrangida nos próximos dias</h2><p><strong>Para quinta-feira (23) preveem-se aguaceiros dispersos e potencialmente acompanhados de trovoada</strong>, mais prováveis no interior Norte e Centro durante a tarde e noite, podendo ser localmente fortes. <strong>Na sexta (24) a instabilidade poderá surgir logo de madrugada no interior Norte e Centro</strong>. Neste dia preveem-se aguaceiros, mais frequentes no interior Norte e Centro e Alto Alentejo, que poderão ser pontualmente fortes e acompanhados de trovoada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-avisa-depressao-em-altitude-podera-provocar-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-entre-quinta-e-sabado-1776859505406.png" data-image="g6n9oqwbjw1p"><figcaption>A precipitação convectiva (aguaceiros e trovoadas) dos próximos três dias será mais provável e frequente no interior Norte e Centro, Alentejo e metade oriental do distrito de Faro.</figcaption></figure><p><strong>Para sábado (25) os aguaceiros e as trovoadas repetem-se, sendo mais prováveis, frequentes e fortes durante a tarde nos distritos de Bragança, Vila Real, Viseu, Guarda, Castelo Branco e Portalegre</strong>, podendo alastrar-se a Évora, Beja e Sotavento Algarvio. Além das poeiras em suspensão, neste período de três dias não se exclui a possibilidade de aparecimento de fenómenos meteorológicos adversos tais como queda de granizo e rajadas fortes de vento.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765048" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-de-lama-as-poeiras-afetarao-portugal-continental-ate-sabado-25-de-abril.html" title="Previsão de chuva de lama: as poeiras afetarão Portugal continental até sábado, 25 de abril">Previsão de chuva de lama: as poeiras afetarão Portugal continental até sábado, 25 de abril</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-de-lama-as-poeiras-afetarao-portugal-continental-ate-sabado-25-de-abril.html" title="Previsão de chuva de lama: as poeiras afetarão Portugal continental até sábado, 25 de abril"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-de-lama-as-poeiras-afetarao-portugal-continental-ate-sabado-25-de-abril-1776786939308_320.png" alt="Previsão de chuva de lama: as poeiras afetarão Portugal continental até sábado, 25 de abril"></a></article></aside><p>Para <strong>domingo (26) ainda persiste uma grande incerteza na previsão</strong>, pelo que de momento não é possível avançar com detalhes mais concretos. Não obstante, os mapas começam a antecipar a possibilidade de mais aguaceiros e trovoadas surgirem durante a tarde em alguns locais do interior Norte e Centro.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-avisa-depressao-em-altitude-podera-provocar-aguaceiros-e-trovoadas-fortes-entre-quinta-feira-e-sabado.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O “segredo” português a bordo da missão Artemis II]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-segredo-portugues-a-bordo-da-missao-artemis-ii.html</link><pubDate>Wed, 22 Apr 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Material português serviu como escudo térmico e ajudou a proteger astronautas na missão Artemis II à Lua. Descubra qual.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-segredo-portugues-a-bordo-da-missao-artemis-ii-1776708097403.jpg" data-image="85xsnt8fyv9x" alt="Lua" title="Lua"><figcaption>Cortiça nacional viaja até à Lua como proteção térmica na Artemis II. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Depois de dez dias no espaço, os astronautas da<strong> missão Artemis II</strong> regressaram em segurança à Terra.</p><p>Reid Wiseman (comandante), Victor Glover (piloto), Christina Koch (especialista em missões) e o astronauta da Agência Espacial Canadiana (CSA) Jeremy Hansen (especialista em missões) fizeram história, tendo chegado mais longe do que qualquer ser humano.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762766" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mais-do-que-uma-missao-o-lado-humano-da-artemis-ii.html" title="Mais do que uma missão: o lado humano da Artemis II">Mais do que uma missão: o lado humano da Artemis II</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mais-do-que-uma-missao-o-lado-humano-da-artemis-ii.html" title="Mais do que uma missão: o lado humano da Artemis II"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mais-do-que-uma-missao-o-lado-humano-da-artemis-ii-1775600093320_320.jpg" alt="Mais do que uma missão: o lado humano da Artemis II"></a></article></aside><p>A viagem, feita na nave <strong>Orion</strong>, representou a primeira vez que uma mulher e uma pessoa negra realizam uma missão lunar. Mas estas não foram as únicas surpresas. No meio dos quatro astronautas norte-americanos, encontrava-se algo bem <strong>nacional</strong>. </p><p>Sim, é isso mesmo. Na primeira viagem tripulada à volta da Lua em mais de 50 anos, que chegou ao fim na madrugada de dia<strong> 11 de abril</strong>, houve uma presença nacional. </p><div class="texto-destacado">Vinda dos sobreiros, utilizada em rolhas, sapatos e até bijuteria, a cortiça portuguesa desta vez foi mais longe. A matéria-prima foi transformada num material conhecido na indústria aeroespacial como P50.</div><p>E não foi uma estreia. É que a matéria-prima já tinha ido ao espaço a bordo da Artemis I, em 2022. Porquê? Entre as suas vantagens, estão o<strong> isolamento térmico</strong> em condições de calor extremo, a absorção de energia sob esforço mecânico, a flexibilidade para adaptação a geometrias complexas e a compatibilidade com sistemas compósitos mais avançados.</p><h2>Missão: proteger estruturas críticas</h2><p>“O papel da cortiça é, no fundo, simples, mas crítico:<strong> proteger ao sacrificar-se</strong>. À medida que as temperaturas aumentam, o material sofre uma transformação controlada, formando uma camada carbonizada que reforça a resistência térmica e protege as estruturas subjacentes”, explicou à ‘SIC’ o diretor de inovação da Amorim Cork Solutions, Eduardo Soares.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-segredo-portugues-a-bordo-da-missao-artemis-ii-1776708188841.jpg" data-image="8ctfuhueq62z" alt="Lua" title="Lua"><figcaption>Da tradição à inovação. Foto: Instagram // amorimcork</figcaption></figure><p>De forma mais simples e resumida, serve como uma espécie de escudo que protege estruturas críticas da nave das temperaturas adversas, durante o voo. <strong>Uma espécie de 'escudo' térmico</strong>.</p><p>“No setor aeroespacial, a continuidade não é assumida — é conquistada através do desempenho”, afirmou, por sua vez, o diretor-geral da Corticeira Amorim, António Rios de Amorim, numa nota partilhada no Linkedin. Na mesma, destaca que a escolha da NASA mostra a <strong>“fiabilidade” da cortiça portuguesa</strong>.</p><h2>Um grande potencial</h2><p>Segundo o mesmo comunicado, o desempenho de materiais como o P50 é possível através de um processo de engenharia altamente especializado. Depende não só de uma equipa técnica qualificada, mas também de <strong>sistemas de controlo de qualidade rigorosos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="685324" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/producao-de-cortica-em-portugal-atinge-4-5-milhoes-de-arrobas-ha-stock-suficiente-para-a-atividade-industrial-deste-ano.html" title="Produção de cortiça em Portugal atinge 4,5 milhões de arrobas. Há stock suficiente para a atividade industrial deste ano">Produção de cortiça em Portugal atinge 4,5 milhões de arrobas. Há stock suficiente para a atividade industrial deste ano</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/producao-de-cortica-em-portugal-atinge-4-5-milhoes-de-arrobas-ha-stock-suficiente-para-a-atividade-industrial-deste-ano.html" title="Produção de cortiça em Portugal atinge 4,5 milhões de arrobas. Há stock suficiente para a atividade industrial deste ano"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/producao-de-cortica-em-portugal-atinge-4-5-milhoes-de-arrobas-ha-stock-suficiente-para-a-atividade-industrial-deste-ano-1732811800599_320.jpg" alt="Produção de cortiça em Portugal atinge 4,5 milhões de arrobas. Há stock suficiente para a atividade industrial deste ano"></a></article></aside><p>“A presença contínua da cortiça neste contexto reflete uma evolução mais profunda. O futuro da engenharia de alta performance dependerá cada vez mais de materiais inspirados na natureza. E se a cortiça consegue responder num ambiente tão complexo e tecnologicamente exigente como o espaço, demonstra o seu potencial para responder a desafios em praticamente qualquer indústria”, acrescentou.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-segredo-portugues-a-bordo-da-missao-artemis-ii.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A agricultura deveria repensar a sua dependência de fertilizantes fosfatados diante das alterações climáticas?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-agricultura-deveria-repensar-sua-dependencia-de-fertilizantes-fosfatados-diante-da-mudanca-climatica.html</link><pubDate>Wed, 22 Apr 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Em França os fertilizantes fosfatados poderiam ser dispensados por várias décadas. Mas, a longo prazo, a agricultura poderá manter-se produtiva sem repensar fundamentalmente as suas práticas?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/l-agriculture-doit-elle-repenser-sa-dependance-aux-engrais-phosphates-face-au-changement-climatique-enjeux-environnementaux-1776440603062.jpeg" data-image="59kwz7lwqi6s"><figcaption>Durante séculos, os solos agrícolas forneceram naturalmente este nutriente.</figcaption></figure><p>O <strong>fósforo </strong>está por toda a parte. No seu estado puro, este elemento químico pode existir como um sólido; no entanto, em <strong>solos agrícolas</strong>, plantas ou alimentos, nunca está visivelmente presente. Ele está simplesmente<strong> dissolvido na água do solo ou quimicamente ligado a outros elementos</strong>, como cálcio, ferro ou matéria orgânica.</p><p>É essencial para todas as formas de vida: é um componente fundamental do ADN, participa na transferência de energia celular e fornece suporte estrutural às membranas celulares. <strong>Sem ele, uma semente não poderia desenvolver-se numa planta</strong>.</p><h2>Um nutriente vital... transformado em dependência agrícola</h2><p>O fósforo, um nutriente presente naturalmente no solo, tem origem na erosão das rochas. Na Europa, e particularmente em França, os solos são relativamente ricos. No entanto, a sua <strong>capacidade de nutrir as culturas</strong> depende da disponibilidade de fósforo, ou seja, da sua <strong>capacidade de ser absorvido pelas raízes das plantas</strong>.</p><p>De facto, diferentemente da água, o fósforo é relativamente imóvel: uma planta só consegue absorvê-lo numa faixa de aproximadamente um milímetro em redor das suas raízes. Esta limitação explica porque a agricultura moderna evoluiu gradualmente para o uso de fertilizantes.</p><p>O <strong>uso generalizado de fertilizantes fosfatados começou no século XX</strong>, acelerando significativamente após a Segunda Guerra Mundial. A produtividade agrícola disparou; a produção de trigo, por exemplo, triplicou desde 1961. No entanto, esta revolução também transformou profundamente os sistemas agrícolas.</p><h2>O legado de um século de agricultura intensiva</h2><p>As<strong> vastas planícies produtoras de cereais importam fertilizantes</strong>, enquanto as regiões de criação de gado acumulam dejetos animais. Este desequilíbrio leva à poluição, como é o caso da proliferação de algas verdes associada à eutrofização.</p><p>No entanto, este<strong> uso intensivo deixou um legado inesperado</strong>: hoje, aproximadamente 60% do fósforo presente nos solos franceses provém de aplicações de fertilizantes no passado.</p><p>Esta <strong>reserva oculta</strong> muda tudo. Investigações indicam que ela poderia suprir as necessidades agrícolas por quase 60 anos sem uma queda significativa na produtividade. Esta perspetiva desafia uma noção profundamente enraizada: a dependência total de fertilizantes.</p><h2>Um modelo agrícola sob pressão ambiental e sanitária</h2><p>Por trás desta dependência de fertilizantes fosfatados, escondem-se consequências de longo alcance. O <strong>s</strong><strong>eu uso contribui, em particular, para a poluição por cádmio</strong>: um metal pesado cancerígeno que se acumula no corpo humano. Em França os níveis observados em crianças são quatro vezes maiores do que os registados noutros países ocidentais.</p><p>Os impactos não param por aí.<strong> O uso massivo de fertilizantes químicos perturba os ecossistemas aquáticos, desencadeando a eutrofização</strong>: proliferação de algas que sufocam a vida marinha. Soma-se a isso o desafio climático: a indústria de fertilizantes é responsável por aproximadamente 2,4% das emissões globais de gases com efeito de estufa, impulsionadas principalmente pelo óxido nitroso, um gás com potencial de aquecimento global 265 vezes maior que o do CO₂.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762492" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/se-o-seu-terraco-estiver-orientado-para-norte-estas-sao-as-plantas-que-melhor-suportam-a-sombra.html" title="Se o seu terraço estiver orientado para norte, estas são as plantas que melhor suportam a sombra">Se o seu terraço estiver orientado para norte, estas são as plantas que melhor suportam a sombra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/se-o-seu-terraco-estiver-orientado-para-norte-estas-sao-as-plantas-que-melhor-suportam-a-sombra.html" title="Se o seu terraço estiver orientado para norte, estas são as plantas que melhor suportam a sombra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/si-tu-terraza-esta-orientada-al-norte-estas-son-las-plantas-que-mejor-soportan-la-sombra-1775041462250_320.jpeg" alt="Se o seu terraço estiver orientado para norte, estas são as plantas que melhor suportam a sombra"></a></article></aside><p>Esta dependência também levanta uma questão de soberania. <strong>Quase 80% dos fertilizantes atualmente utilizados são importados</strong>, num contexto de instabilidade geopolítica. No caso do fósforo, esta dependência é ainda mais acentuada: 70% das reservas mundiais estão concentradas em Marrocos e no Saara Ocidental.</p><h2>Rumo a uma agricultura mais autónoma e resiliente</h2><p>A curto prazo, a França tem uma margem de manobra real para<strong> reduzir o uso de fertilizantes fosfatados</strong>. No entanto, a longo prazo, as simulações chegam a uma conclusão inequívoca: sem insumos externos, a disponibilidade de fósforo diminuirá gradualmente, causando uma queda na produção que poderá atingir 30% globalmente nos próximos 100 anos.</p><p>Contudo, é necessário esclarecer um ponto que frequentemente causa confusão: <strong>eliminar os fertilizantes fosfatados não significa eliminar o fósforo</strong>. Este elemento continua a ser essencial para a vida. O verdadeiro desafio está noutro lugar: <strong>reduzir a nossa dependência de fertilizantes fosfatados químicos a favor de ciclos mais naturais e circulares</strong>.</p><p><strong>Reciclar efluentes agrícolas, regressar à agricultura mista (cultivo e pecuária), expandir o cultivo de leguminosas</strong>,<strong> fazer compostagem</strong> e até mesmo utilizar resíduos humanos, que poderiam suprir até 35% das necessidades de fertilização, representam soluções que oferecem perspetivas concretas.</p><p>Estas abordagens baseiam-se num princípio simples: devolver ao solo o que ele já fornece, em vez de importar recursos a larga escala.</p><p>Esta <strong>transição </strong>implica transformações profundas: na organização das paisagens agrícolas, nas práticas agrícolas e até mesmo nos hábitos alimentares. Produzir de forma diferente significa, acima de tudo, consumir de forma consciente.</p><h3><em>Referência da notícia</em><em><br></em></h3><p><em>Demay, J., Ringeval, B., & Pellerin, S. (2026, avril 15). <a href="https://theconversation.com/peut-on-se-passer-dengrais-phosphates-280279">Peut-on se passer d’engrais phosphatés ?</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-agricultura-deveria-repensar-sua-dependencia-de-fertilizantes-fosfatados-diante-da-mudanca-climatica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Previsão de chuva de lama: as poeiras afetarão Portugal continental até sábado, 25 de abril]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-de-lama-as-poeiras-afetarao-portugal-continental-ate-sabado-25-de-abril.html</link><pubDate>Tue, 21 Apr 2026 15:57:18 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A intrusão de poeiras do Saara persistirá durante quase toda a semana em Portugal continental. Poderá cair lama onde houver combinação destas partículas com a precipitação. Saiba as regiões onde este fenómeno será mais provável.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa680qm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa680qm.jpg" id="xa680qm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma depressão, agora situada a noroeste da Península Ibérica, está a deslocar-se de forma retrógrada (de oeste para leste) sobre o Atlântico. A posição e trajetória deste sistema de baixas pressões tem sido propícia a um <strong>forte fluxo de Sul, impulsionando uma massa de ar tropical continental</strong> até à geografia de Portugal continental.</p><p>Este ar mais quente e seco foi responsável pelas temperaturas elevadas e claramente acima da média para a época do ano nos dias de ontem (segunda-feira, 20) e hoje (terça-feira, 21). Em muitas regiões, os termómetros registaram valores de <strong>temperatura máxima a rondar os 30 ºC, com destaque para o vale do Douro, Tejo, Sado e Guadiana</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-de-lama-as-poeiras-afetarao-portugal-continental-ate-sabado-25-de-abril-1776785269429.png" data-image="ebn9e4mnmpzl"><figcaption>Previsão de Poeiras Saarianas em suspensão às 18:00 de hoje, 21 de abril.</figcaption></figure><p>A massa de ar muito quente para as datas, além de provocar anomalias térmicas positivas expressivas, tem contribuído para o transporte de poeiras saarianas até ao nosso país. <strong>Estas partículas em suspensão agravam a qualidade do ar, constituindo um cenário de risco</strong> para crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.<br></div><p>Embora o pico de concentração de poeiras esteja previsto para esta terça-feira (21), <strong>este fenómeno poderá prolongar-se até ao próximo sábado, 25 de abril</strong>, de acordo com o <strong>CAMS</strong>, modelo de referência para a Meteored. Além disto, poderá <strong>cair lama nos locais onde chover</strong>.</p><h2>Poeiras darão tréguas temporárias... mas na quinta-feira 23 voltam a intensificar</h2><p><strong>Prevê-se que na quarta-feira (22) a concentração de poeiras do Saara registe uma diminuição considerável</strong>, praticamente dissipando-se do território nacional ao início da manhã. Tal acontecerá uma vez que a já referida depressão, ao deslocar-se sobre o Atlântico para latitudes mais setentrionais, promoverá a dispersão das poeiras rumo a norte e a leste, em direção a outras regiões e países europeus. Em simultâneo, isto fará com que no nosso país o vento de Oeste se torne dominante promovendo uma entrada de ar mais fresco.</p><p>Porém, <strong>na quinta-feira 23 de abril, o cenário voltará a mudar</strong>. Não só haverá condições favoráveis ao crescimento de nuvens de desenvolvimento vertical, que tornarão mais prováveis e frequentes os aguaceiros e as trovoadas, como também se prevê que o vento sopre com dois regimes distintos: de Oeste no litoral e de Sul no interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-de-lama-as-poeiras-afetarao-portugal-continental-ate-sabado-25-de-abril-1776785969721.png" data-image="tloog4gmv8tx"><figcaption>Para quinta-feira (23) espera-se a chegada de uma nova língua de poeiras do Saara, cuja dispersão ocorrerá do interior para o litoral. Haverá uma concentração maior destas partículas nas regiões do Interior.</figcaption></figure><p>O vento Sul, mais dominante no interior de Portugal continental, estará associado também ao transporte de <strong>uma nova língua de poeiras saarianas, sendo responsável pelo reaparecimento e gradual intensificação deste fenómeno na nossa geografia</strong>. O espalhamento e aumento da concentração de poeiras ocorrerá do interior para o litoral à medida que o dia for decorrendo.</p><h2>A partir da tarde de sexta-feira, as poeiras começam a dissipar-se progressivamente</h2><p>Até ao meio-dia de sexta-feira (24) as poeiras persistirão sobre a unidade territorial do Continente, especialmente nas regiões do Interior. Porém, a partir da <strong>tarde de sexta-feira (24), espera-se que a circulação atmosférica mude novamente, modificando a dispersão das poeiras</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-de-lama-as-poeiras-afetarao-portugal-continental-ate-sabado-25-de-abril-1776785815842.png" data-image="98xxsqr57y83"><figcaption>Observa-se um cavado polar (poderá evoluir para uma gota fria) associado aos ventos de Noroeste no mapa de temperatura a 700 hPa.</figcaption></figure><p>Isto tudo porque, a mesma depressão responsável por impulsionar ar quente no início da presente semana, ao movimentar-se para latitudes mais setentrionais sobre o Atlântico Norte, irá adquirir <strong>ar mais frio (massa de ar polar marítima), canalizando-o em direção a Portugal continental (cavado polar poderá evoluir para uma pequena gota fria)</strong>.</p><p>Esta configuração sinóptica traduzir-se-á num domínio dos <strong>ventos de Noroeste</strong> sobre o nosso território, contribuindo para uma <strong>dissipação gradual das poeiras do Saara</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-de-lama-as-poeiras-afetarao-portugal-continental-ate-sabado-25-de-abril-1776785643172.png" data-image="cv41khtz3bve"><figcaption>Os aguaceiros e trovoadas de sexta-feira (24) podem vir a combinar-se com as poeiras saarianas que ainda estejam a resistir sobre a nossa geografia, dando origem ao fenómeno "chuva de lama".</figcaption></figure><p>Recorde-se que na quinta e na sexta-feira, dias 23 e 24 de abril, mas <strong>especialmente na sexta-feira (24), preveem-se aguaceiros localmente fortes e potencialmente acompanhados de trovoada</strong>, não se excluindo a possibilidade de outros fenómenos meteorológicos adversos, tais como rajadas fortes de vento.</p><p>Como referido noutras previsões, o interior Norte e Centro e o Alto Alentejo (distritos de<strong> Vila Real, Viseu, Bragança, Guarda, Castelo Branco e Portalegre</strong>) serão os potencialmente mais afetados pela precipitação convectiva, que ao combinar-se com as poeiras que ainda resistem, poderá originar <strong>“chuva de lama”</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764982" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/confirmadas-as-trovoadas-causadas-por-uma-gota-fria-entre-quinta-e-sexta-feira-vao-afetar-5-distritos.html" title="Confirmadas as trovoadas causadas por uma gota fria: entre quinta e sexta-feira vão afetar 6 distritos">Confirmadas as trovoadas causadas por uma gota fria: entre quinta e sexta-feira vão afetar 6 distritos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/confirmadas-as-trovoadas-causadas-por-uma-gota-fria-entre-quinta-e-sexta-feira-vao-afetar-5-distritos.html" title="Confirmadas as trovoadas causadas por uma gota fria: entre quinta e sexta-feira vão afetar 6 distritos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/confirmadas-as-trovoadas-causadas-por-uma-gota-fria-entre-quinta-e-sexta-feira-vao-afetar-5-distritos-1776776720907_320.jpg" alt="Confirmadas as trovoadas causadas por uma gota fria: entre quinta e sexta-feira vão afetar 6 distritos"></a></article></aside><p>Por fim, para<strong> sábado (25), já só deverá persistir uma fina camada de partículas em suspensão</strong>, dado que o vento do quadrante Norte poderá tornar-se dominante, “limpando” de forma quase total as poeiras saarianas da atmosfera sobre a nossa geografia.</p><p>Deste modo, embora no dia 25 de abril ainda existam algumas partículas em suspensão, <strong>a probabilidade de “chuva de lama” será muito reduzida</strong> já que não se prevê precipitação significativa e a hipótese de se combinar com poeiras será substancialmente menor.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-de-lama-as-poeiras-afetarao-portugal-continental-ate-sabado-25-de-abril.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mais de 80 alunos vão lançar microssatélites nos céus de Ponte de Sor]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mais-de-80-alunos-vao-lancar-microssatelites-nos-ceus-de-ponte-de-sor.html</link><pubDate>Tue, 21 Apr 2026 14:55:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Estudantes do ensino secundário vão lançar dezenas de aparelhos espaciais durante o evento CanSat a realizar entre esta quarta-feira e domingo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mais-de-80-alunos-vao-lancar-microssatelites-nos-ceus-de-ponte-de-sor-1776778416722.jpg" data-image="t9knef87z075" alt="CanSat do Reino Unido" title="CanSat do Reino Unido"><figcaption>O CanSat desafia, todos os anos, alunos do ensino secundário a desenvolver, montar e lançar um microssatélite do tamanho de uma lata de refigerante. Foto: UK Can Sat</figcaption></figure><p>Dezenas de microsatélites vão sobrevoar, entre esta <strong>quarta-feira, dia 22, e domingo, dia 26</strong>, os céus do <strong>Aeródromo</strong> <strong>Municipal de Ponte de Sor</strong>, no distrito de Portalegre. São aparelhos tão pequenos quanto latas de refrigerantes, mas eficientes quanto os modelos mais convencionais. Estes dispositivos, em especial, estão preparados para recolher dados sobre a temperatura atmosférica e as condições do solo.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Quem os construiu foram cerca de 80 alunos de escolas secundárias de todo o país. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Desafiados pela European Space Education Resource Office (ESERO Portugal), em colaboração com a Ciência Viva e a Agência Espacial Europeia (ESA), os estudantes projetaram, desenvolveram e montaram, ao longo do ano escolar, todos os <strong>equipamentos</strong> e <strong>infraestruturas</strong> necessários ao sucesso da operação. </p><p>O projeto, no final, resulta num <strong>modelo funcional de um microssatélite</strong>, com um paraquedas e ainda com uma estação terrestre para receber os dados enviados por telemetria.</p><h2>Missões científicas com trunfos da tecnologia espacial</h2><p>Os dispositivos irão agora medir a temperatura do ar e a pressão atmosférica em operações integralmente desenvolvidas e executadas por equipas de estudantes. O lançamento irá decorrer durante o <strong>CanSat Portugal 2026</strong> – projeto educativo que visa aproximar o público estudantil do universo da ciência e da tecnologia espacial.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mais-de-80-alunos-vao-lancar-microssatelites-nos-ceus-de-ponte-de-sor-1776778503949.jpg" data-image="u49joruofanq" alt="alunos portugueses participam no CanSat" title="alunos portugueses participam no CanSat"><figcaption>A missão experimental promove a aprendizagem baseada na resolução de problemas. Foto: Município de Ponte de Sor</figcaption></figure><p>Avaliar a <strong>vegetação</strong>, medindo o teor de clorofila das plantas, usar um <strong>algoritmo de inteligência artificial</strong> para reconhecer as condições de humidade de um terreno ou para detetar e calcular o <strong>índice de probabilidade de fogo</strong>, ativando alertas visuais e sonoros são alguns exemplos de missões científicas na edição deste ano.</p><h2>O desafio de trabalhar em equipa num cenário quase real de operação</h2><p>A Missão CanSat Portugal foi inaugurada em 2014, com o objetivo específico de desenvolver as aptidões dos estudantes para trabalharem em equipa num ambiente que reproduz um cenário real de operação, demonstrando a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos ao longo do seu percurso escolar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="739589" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-desafios-do-clima-espacial-para-satelites-de-observacao-da-terra.html" title="Os desafios do clima espacial para satélites de observação da Terra">Os desafios do clima espacial para satélites de observação da Terra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-desafios-do-clima-espacial-para-satelites-de-observacao-da-terra.html" title="Os desafios do clima espacial para satélites de observação da Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-desafios-do-clima-espacial-para-satelites-de-observacao-da-terra-1763219503092_320.png" alt="Os desafios do clima espacial para satélites de observação da Terra"></a></article></aside><p>A nível pedagógico, esta missão experimental ambiciona promover uma <strong>aprendizagem baseada na resolução de problemas</strong>. Cada estudante deve demonstrar, por isso, capacidade de trabalhar em equipa, utilizando os recursos disponíveis numa mesa de trabalho.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O desafio do CanSat passa essencialmente por desenvolver um modelo funcional de um microsatélite, em que todos os sistemas são integrados no volume de uma lata de refrigerante.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O módulo terá de cumprir todos os <strong>requisitos exigidos no regulamento do concurso </strong>– assumir a forma de cilindro com 115 mm de altura e 66 mm de diâmetro e uma massa de 350 gramas.</p><h2>O lançamento e a aterragem milimetricamente planeados</h2><p>O aparelho é lançado por um <strong>foguetão</strong> até uma <strong>altitude de mil metros</strong> para que, durante a descida, seja possível realizar uma experiência científica, captar os sinais emitidos (telemetria) e garantir uma aterragem segura.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mais-de-80-alunos-vao-lancar-microssatelites-nos-ceus-de-ponte-de-sor-1776778643764.jpg" data-image="us4r19jm58or" alt="CanSat nos Açores" title="CanSat nos Açores"><figcaption>O CanSat reúne anualmente dezenas de alunos em municípios portugueses para planear e executar uma missão real, com o desenvolvimento e o lançamento de microssatélites. Foto: Ciência Viva</figcaption></figure><p>Os módulos CanSat projetados pelos alunos estão, por isso, devidamente equipados com sistemas que permitem a sua <strong>recuperação em bom estado</strong> de funcionamento, com aterragem num ponto previamente definido. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Embora o método mais usual seja o do paraquedas, as equipas podem utilizar outras abordagens, como a descida em voo planado com Asa Delta, Lifting Body, entre outras opções que demonstrem as suas capacidades de engenho e de criatividade para apresentar soluções inovadoras e surpreendentes.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Durante a descida, após a separação do foguetão de lançamento, o CanSat deverá emitir <strong>dados por telemetria</strong> para uma estação recetora no solo, cuja conceção e construção são igualmente da responsabilidade dos alunos.</p><h2>O grande show dos foguetões e a última etapa do concurso</h2><p>O lançamento final dos rockets ou foguetões está previsto para amanhã, dia 24,<strong> entre as 09h00 e as 12h30</strong>. Na última jornada do concurso, no dia 26, a partir das 10h00, vai realizar-se uma mesa-redonda sobre carreiras no setor aeroespacial em Portugal, antecedendo a cerimónia de entrega de prémios, pelas 11h00. A equipa vencedora será convidada pela ESA a participar no “Space Engineer for a Day”, nos Países Baixos, de 17 a 19 de junho.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em><a href="https://www.esero.pt/projetos-escolares/2025-2026/cansatpt" target="_blank">O CanSat Portugal está de volta para a 13.ª edição!</a> European Space Education Resource Office (ESERO Portugal)</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mais-de-80-alunos-vao-lancar-microssatelites-nos-ceus-de-ponte-de-sor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temperaturas até 28 °C: o calor em Portugal deverá avançar para norte esta quinta-feira 23]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-ate-28-c-o-calor-em-portugal-devera-avancar-para-norte-esta-quinta-feira.html</link><pubDate>Tue, 21 Apr 2026 13:29:35 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após dias de calor, Portugal continental enfrenta uma semana de fortes oscilações térmicas, com descidas acentuadas, poeiras do Saara e nova subida das temperaturas até ao fim de semana.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa67d58"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa67d58.jpg" id="xa67d58"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O dia de terça-feira fica marcado por temperaturas ainda relativamente elevadas, apesar de um ligeiro decréscimo face aos dias anteriores. Ainda assim, o ambiente será <strong>abafado</strong>, com máximas entre os 23 °C e os 26 °C em grande parte do território.</p><p>A nebulosidade será frequente, limitando a radiação solar direta, mas sem impedir a sensação de calor. A partir da tarde, destaca-se a <strong>entrada de poeiras provenientes do Norte de África</strong>, visível no aumento da concentração de partículas na atmosfera.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-ate-28-c-o-calor-em-portugal-devera-avancar-para-norte-esta-quinta-feira-1776775663162.png" data-image="5tn074elffkg" alt="Concentração de partículas" title="Concentração de partículas"><figcaption>Elevada concentração de poeiras do Saara a atingir Portugal pela costa ocidental, contribuindo para um ambiente turvo e quente.</figcaption></figure><p>Estas poeiras contribuem para uma atmosfera mais turva e podem reforçar a sensação térmica, ao absorverem radiação e aquecerem a massa de ar.</p><p>Na quarta-feira, verifica-se uma <strong>descida significativa das temperaturas máximas</strong>, com valores que já não deverão ultrapassar os 25 °C em Portugal continental. Apesar desta descida, o tempo mantém-se relativamente ameno para a época, sem entrada de ar frio intenso. </p><h2>Quinta-feira (23): grande amplitude térmica e calor no interior Norte</h2><p>A quinta-feira começa com uma <strong>descida das temperaturas mínimas</strong>, sobretudo no interior Norte, com valores próximos dos <strong>8 °C</strong> em distritos como Bragança e Braga.</p><p>No entanto, ao longo do dia, verifica-se uma <strong>recuperação térmica significativa.</strong> Este contraste entre temperaturas mínimas e máximas define o conceito de <strong>amplitude térmica</strong>, ou seja, a diferença entre a temperatura mínima e máxima registadas no mesmo dia, que será elevada neste cenário. O calor será mais evidente no <strong>interior Norte</strong>, especialmente no<strong> Douro e em Trás-os-Montes, onde os valores poderão atingir os 29 °C</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-ate-28-c-o-calor-em-portugal-devera-avancar-para-norte-esta-quinta-feira-1776775544359.png" data-image="uwt10or5mpix" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Recuperação térmica significativa durante o dia, com temperaturas até 29 °C no interior Norte e litoral mais fresco.</figcaption></figure><p>Em contraste, o litoral manter-se-á mais fresco, com temperaturas entre os 16 °C e os 19 °C. No Centro, destaca-se o distrito de Castelo Branco, com máximas próximas dos 25 °C.</p><h2>Sexta-feira e sábado haverá entrada de ar mais frio no continente</h2><p>A partir de sexta-feira à tarde, a circulação atmosférica altera-se novamente. Um ciclone localizado no Atlântico Norte irá influenciar a Península Ibérica, canalizando <strong>ar mais frio de origem polar</strong> em direção ao continente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-ate-28-c-o-calor-em-portugal-devera-avancar-para-norte-esta-quinta-feira-1776775422097.png" data-image="hwdzbjdvip8s" alt="Temperatura 700hPa" title="Temperatura 700hPa"><figcaption>Ciclone no Atlântico Norte direciona ar mais frio para a Península Ibérica, promovendo descida das temperaturas.</figcaption></figure><p>Este cenário deverá traduzir-se numa <strong>descida das temperaturas</strong>, especialmente durante a noite de sexta-feira e ao longo de sábado, com um ambiente mais fresco.</p><h2>Domingo com a possibilidade do regresso do calor</h2><p>No domingo, esta massa de ar mais frio perde influência, permitindo um <strong>novo aumento das temperaturas</strong>. As previsões apontam para valores novamente elevados em várias regiões do país, particularmente no centro e sul.</p><p>Ainda assim, a circulação atmosférica mantém-se bastante dinâmica, pelo que existe alguma incerteza associada à intensidade deste aquecimento. Ao longo desta semana, Portugal será afetado por uma <strong>forte oscilação térmica</strong>, com períodos de calor, descidas acentuadas e nova subida no domingo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764966" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-adverso-nos-acores-aproximam-se-chuva-vento-e-agitacao-maritima-ipma-ja-emitiu-aviso-amarelo.html" title="Tempo adverso nos Açores: aproximam-se chuva, vento e agitação marítima; IPMA já emitiu aviso amarelo">Tempo adverso nos Açores: aproximam-se chuva, vento e agitação marítima; IPMA já emitiu aviso amarelo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-adverso-nos-acores-aproximam-se-chuva-vento-e-agitacao-maritima-ipma-ja-emitiu-aviso-amarelo.html" title="Tempo adverso nos Açores: aproximam-se chuva, vento e agitação marítima; IPMA já emitiu aviso amarelo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-adverso-nos-acores-aproximam-se-chuva-vento-e-agitacao-maritima-ipma-ja-emitiu-aviso-amarelo-1776770554311_320.jpg" alt="Tempo adverso nos Açores: aproximam-se chuva, vento e agitação marítima; IPMA já emitiu aviso amarelo"></a></article></aside><p>Apesar do foco nas temperaturas, este padrão atmosférico dinâmico estará também associado à presença de outras variáveis meteorológicas, como <strong>chuva e trovoadas</strong>, sobretudo nos períodos de transição entre massas de ar durante esta semana.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-ate-28-c-o-calor-em-portugal-devera-avancar-para-norte-esta-quinta-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Confirmadas as trovoadas causadas por uma gota fria: entre quinta e sexta-feira vão afetar 6 distritos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/confirmadas-as-trovoadas-causadas-por-uma-gota-fria-entre-quinta-e-sexta-feira-vao-afetar-5-distritos.html</link><pubDate>Tue, 21 Apr 2026 13:05:41 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após o calor do início da semana, a partir de quinta-feira (23) uma pequena gota fria poderá aproximar-se e afetar Portugal continental, deixando pelo caminho aguaceiros, trovoadas e outros fenómenos adversos em várias regiões.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa675d4"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa675d4.jpg" id="xa675d4"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como referido anteriormente pela Meteored Portugal, a deslocação de uma depressão sobre o Atlântico em paralelo à faixa costeira ocidental de Portugal continental está a<strong> impulsionar uma massa de ar muito quente para estas datas</strong>, embora a partir de amanhã, quarta-feira (22), já esteja prevista uma descida térmica rumo a valores mais próximos do normal.</p><p>De acordo com o modelo europeu, esta configuração sinóptica gerará um <strong>fluxo forte do quadrante Sul que arrastará poeiras saarianas</strong> até à nossa geografia, pelo que onde chover nas próximas horas e dias, poderá cair lama.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>A partir de quinta-feira (23) prevê-se a possibilidade de desenvolvimento de uma <strong>pequena depressão isolada em altitude</strong> (também conhecida como <strong>gota fria</strong>) no interior de um vale depressionário que surgirá nas imediações de Portugal continental. <strong>As trovoadas tornar-se-ão mais generalizadas e fortes, embora exista incerteza</strong> quanto à evolução da depressão isolada em altitude.</p><h2>Uma pequena gota fria poderá aproximar-se de Portugal na reta final da semana</h2><p><strong>Tanto hoje - terça-feira (21) - como na quinta-feira (23)</strong> o aquecimento diurno, a passagem de pequenas ondas em altitude e a convergência do vento de superfície serão ingredientes propícios ao crescimento de nuvens convectivas, especialmente nas zonas interiores do Norte e Centro, podendo por vezes surgir no Alentejo e Ribatejo. Isto poderá resultar em <strong>aguaceiros dispersos e acompanhados de trovoada, embora podendo ser localmente intensos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/confirmadas-as-trovoadas-causadas-por-uma-gota-fria-entre-quinta-e-sexta-feira-vao-afetar-5-distritos-1776776510248.png" data-image="uzp84sb7mifo"><figcaption>Aqui na Meteored Portugal relembramos que este tipo de baixas são comuns na primavera. Mesmo que a gota fria não se chegue a desprender e isolar da circulação geral, a provável chegada do vale depressionário - visível neste mapa do vento a 300 hPa - já seria suficiente para desencadear o crescimento de trovoadas fortes na reta final da semana, especialmente na sexta-feira, 24 de abril.</figcaption></figure><p>Na quarta-feira (22) poderá persistir chuva fraca até ao meio da manhã, uma massa de ar mais fresco vinda de Oeste fará descer as temperaturas e em geral será um dia mais estável, não estando previstas trovoadas para este dia.</p><p>As alterações mais significativas chegarão na reta final da semana, caso o atual cenário se mantenha. O já mencionado vale depressionário poderá situar-se a oeste da Península Ibérica, permanecendo nas redondezas durante os dias seguintes. De momento, <strong>o modelo Europeu prevê a possibilidade de desenvolvimento de uma pequena depressão isolada em altitude (gota fria)</strong>, o que aumentaria a instabilidade na sua área de influência.</p><h2>É para sexta-feira, 24 de abril, que se preveem trovoadas mais frequentes, fortes e generalizadas</h2><p>De acordo com os mapas de referência da Meteored, <strong>o dia mais adverso da atividade elétrica será mesmo na sexta-feira (24)</strong>. Prevê-se que os aguaceiros e trovoadas possam surgir <strong>logo de madrugada</strong> (possivelmente nos distritos de Castelo Branco e Portalegre), podendo repetir-se durante a manhã em locais do interior Centro/Centro-norte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/confirmadas-as-trovoadas-causadas-por-uma-gota-fria-entre-quinta-e-sexta-feira-vao-afetar-5-distritos-1776776540606.png" data-image="8kls43qhs5ql"><figcaption>Previsão da possível localização de trovoadas para sexta-feira, 24 de abril às 15:00 indica uma maior atividade elétrica em zonas do interior Norte, Centro e Alto Alentejo.</figcaption></figure><p><strong>À tarde</strong>, prevê-se que a instabilidade se agrave, com os<strong> aguaceiros e as trovoadas a tornarem-se mais fortes e frequentes</strong> e a expandirem-se pela nossa geografia, abrangendo vários distritos do país, tais como <strong>Vila Real, Viseu, Bragança, Guarda, Castelo Branco e Portalegre</strong>.</p><p>A precipitação convectiva (aguaceiros e trovoadas) poderá ser localmente intensa e por vezes sob a forma de <strong>granizo</strong>, podendo ser acompanhada de fenómenos adversos como <strong>rajadas fortes de vento</strong>. Também não se exclui a possibilidade de <strong>chuva de lama devido à presença de poeiras do Saara</strong>.</p><p>Não se descarta a hipótese da precipitação convectiva surgir de forma mais dispersa e pontual noutros distritos do Norte e Centro, <strong>embora os 6 acima referidos surjam entre os mais prováveis</strong>. Ainda assim, é preciso ter em conta que <strong>esta previsão poderá sofrer ajustes de última hora</strong>.</p><h2>Instabilidade poderá diminuir no sábado e incerteza aumenta para os dias seguintes </h2><p>Com o alargamento do horizonte temporal da previsão, a incerteza no estado do tempo para o fim de semana aumenta substancialmente, sobretudo numa estação tão dinâmica e irregular como a primavera.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764966" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-adverso-nos-acores-aproximam-se-chuva-vento-e-agitacao-maritima-ipma-ja-emitiu-aviso-amarelo.html" title="Tempo adverso nos Açores: aproximam-se chuva, vento e agitação marítima; IPMA já emitiu aviso amarelo">Tempo adverso nos Açores: aproximam-se chuva, vento e agitação marítima; IPMA já emitiu aviso amarelo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-adverso-nos-acores-aproximam-se-chuva-vento-e-agitacao-maritima-ipma-ja-emitiu-aviso-amarelo.html" title="Tempo adverso nos Açores: aproximam-se chuva, vento e agitação marítima; IPMA já emitiu aviso amarelo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-adverso-nos-acores-aproximam-se-chuva-vento-e-agitacao-maritima-ipma-ja-emitiu-aviso-amarelo-1776770554311_320.jpg" alt="Tempo adverso nos Açores: aproximam-se chuva, vento e agitação marítima; IPMA já emitiu aviso amarelo"></a></article></aside><p>No sábado (25) a atividade elétrica poderá diminuir substantivamente em intensidade e área geográfica abrangida. <strong>Os mapas antecipam que a instabilidade ficaria restringida ao Nordeste Transmontano</strong> e pouco mais. Para domingo (26) tudo indica que a estabilidade imperará, embora não se exclua a possibilidade de <strong>aguaceiros fracos e dispersos por locais das Regiões Norte e Centro</strong>, ainda sem trovoadas em perspetiva.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/confirmadas-as-trovoadas-causadas-por-uma-gota-fria-entre-quinta-e-sexta-feira-vao-afetar-5-distritos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O Met Office acabou de ensinar a IA a analisar dados meteorológicos e a elaborar a previsão marítima]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-met-office-acabou-de-ensinar-a-ia-a-analisar-dados-meteorologicos-e-a-elaborar-a-previsao-maritima.html</link><pubDate>Tue, 21 Apr 2026 12:53:57 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O Met Office produz cerca de 300 produtos meteorológicos baseados em texto, todos elaborados por meteorologistas humanos. Atualmente, está a ser testada a possibilidade de a inteligência artificial fazer algum desse trabalho pesado, mas será que consegue replicar o trabalho?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/the-met-office-just-taught-ai-to-watch-weather-data-and-write-the-shipping-forecast-1776362577276.jpg" data-image="iusvi1lnqunv" alt="Experimental AI systems have begun transforming raw meteorological data into structured forecasts, reshaping how complex weather information has been processed and communicated." title="Experimental AI systems have begun transforming raw meteorological data into structured forecasts, reshaping how complex weather information has been processed and communicated."> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-525443">Os sistemas experimentais de IA do Met Office começaram a transformar dados meteorológicos em bruto em previsões estruturadas, reformulando a forma como são processadas informações meteorológicas complexas.</figcaption></figure><p>A função de um meteorologista é interpretar enormes quantidades de dados atmosféricos e oceânicos, ponderar o que é importante e transformá-los em algo que o público ou os marinheiros possam efetivamente utilizar. <strong>O Met Office faz isso quase 300 vezes</strong> através dos seus vários produtos e serviços baseados em texto.</p><p>Por isso, a questão de saber <strong>se a IA poderia assumir parte desse trabalho pesado</strong> acabaria sempre por surgir.</p><p>Um projeto recentemente concluído entre o Met Office e a Amazon Web Services tem vindo a explorar exatamente isso - utilizando a IA generativa para <strong>extrair informações de dados brutos de modelos meteorológicos e escrevê-las em inglês simples</strong>. Escolheram o Shipping Forecast (previsão náutica/marítima) como caso de teste, em parte devido ao seu formato rigoroso e também porque se baseia em várias fontes de dados, o que o torna um bom teste de esforço.</p><h2>Ensinar um modelo a ver o tempo</h2><p>A parte que se destaca é a forma como a IA processa os dados. Em vez de lhe dar filas de números, a equipa codificou um dia inteiro de informação de previsão horária como vídeo e passou-o pelo Nova Foundation Model da Amazon, que combina <strong>visão computacional com processamento de linguagem natural</strong>.</p><p>“Essencialmente, usando uma combinação de resultados de modelos atmosféricos e oceânicos existentes - bem como um arquivo de boletins textuais da área marítima gerados e emitidos manualmente -<strong> ensinámos o Foundation Model a ver vídeos destes dados e a escrever a previsão a partir deles</strong>”, disse o Dr. Edward Steele, o IT Fellow do Met Office para a Ciência dos Dados e líder do projeto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/the-met-office-just-taught-ai-to-watch-weather-data-and-write-the-shipping-forecast-1776362614178.jpg" data-image="kje4rs809j7l" alt="The collaborative trials have demonstrated how generative models can interpret atmospheric and ocean data, highlighting both their potential and current limitations in forecasting workflows" title="The collaborative trials have demonstrated how generative models can interpret atmospheric and ocean data, highlighting both their potential and current limitations in forecasting workflows"><figcaption>Os ensaios em colaboração demonstraram como os modelos generativos podem interpretar os dados atmosféricos e oceânicos, destacando tanto o seu potencial como as suas atuais limitações nos fluxos de trabalho de previsão</figcaption></figure><p>De acordo com o Met Office, foi<strong> a primeira vez que o modelo Nova da Amazon foi ajustado de forma personalizada para as capacidades de visão</strong>. Uma segunda abordagem, utilizando um pipeline mais convencional baseado em texto, foi também testada para comparação.</p><p>Os resultados foram mistos, mas promissores. O método baseado em texto correspondeu à <strong>redação</strong><strong> exata utilizada pelos meteorologistas humanos em 62% das vezes</strong>, enquanto a abordagem baseada em vídeo conseguiu 52%. Embora este valor possa ter sido inferior, a equipa considera que o método de vídeo tem mais espaço para crescer e poderá eventualmente resolver problemas que dificultam uma automatização mais simples.</p><h2>Ninguém está a substituir os meteorologistas</h2><p>O Met Office fez questão de sublinhar que esta experiência não se destina a substituir os meteorologistas. O serviço meteorológico nacional sublinhou que <strong>não existem planos para utilizar a IA na previsão operacional do tráfego marítimo</strong>. E a Professora Kirstine Dale, responsável pela IA do Met Office, explicou que o projeto era algo maior do que um produto.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="669390" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/podera-a-inteligencia-artificial-transformar-realmente-a-modelacao-climatica-tecnologia-previsao.html" title="Poderá a inteligência artificial transformar realmente a modelação climática?">Poderá a inteligência artificial transformar realmente a modelação climática?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/podera-a-inteligencia-artificial-transformar-realmente-a-modelacao-climatica-tecnologia-previsao.html" title="Poderá a inteligência artificial transformar realmente a modelação climática?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/neuralgcm-l-intelligence-artificielle-peut-elle-vraiment-transformer-la-modelisation-du-climat-previsions-projections-climatiques-1723362169648_320.jpeg" alt="Poderá a inteligência artificial transformar realmente a modelação climática?"></a></article></aside><p>“Estamos a explorar formas de implementar soluções de IA em soluções escaláveis, de modo a podermos utilizar grandes volumes de dados em bruto para fornecer produtos e serviços eficientes, eficazes e escaláveis aos nossos clientes”, afirmou.</p><p>A ideia, de acordo com o Met Office, é que a IA se encarregue de parte do trabalho pesado, para que <strong>os meteorologistas possam passar mais tempo nos domínios em que a sua opinião é efetivamente importante</strong>. Os computadores não substituíram os meteorologistas na década de 1960, salientou a agência - apenas mudaram o que esses meteorologistas passavam o seu tempo a fazer.</p><h3><em>Referência da notícia:</em> </h3><p><em>Met Office and AWS are pioneering how AI could shape the future of text-based weather services, published by <a href="https://www.metoffice.gov.uk/blog/2026/aws-met-office-ai-shipping-forecast" target="_blank">Met Office</a>, April 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-met-office-acabou-de-ensinar-a-ia-a-analisar-dados-meteorologicos-e-a-elaborar-a-previsao-maritima.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O truque para controlar os seus sonhos existe: como funcionam os sonhos lúcidos e como treiná-los]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-truque-para-controlar-os-seus-sonhos-existe-como-funcionam-os-sonhos-lucidos-e-como-treina-los.html</link><pubDate>Tue, 21 Apr 2026 12:44:29 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Sonha-se que se está a voar e de repente acorda-se. Que sensação é essa de voltar a sentir a liberdade! De acordo com a ciência, é possível repetir a experiência, mas isso acarreta alguns riscos. Eis os pormenores.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-truco-para-controlar-tus-suenos-existe-como-funcionan-los-suenos-lucidos-y-como-entrenarlos-1776491631300.jpg" data-image="ccw3q2sh19q5" alt="Among the most commonly reported dreams are flying or having some kind of superpower." title="Among the most commonly reported dreams are flying or having some kind of superpower."><figcaption>Entre os sonhos mais frequentemente relatados estão voar ou ter algum tipo de superpoder.</figcaption></figure><p>Já alguma vez ouviu dizer que pode manipular os seus sonhos? Isto é conhecido como sonho lúcido, uma experiência em que as pessoas têm consciência de que estão a sonhar enquanto o sonho está a acontecer.</p><p>Isto permite-lhes <strong>controlar regularmente a narrativa, o ambiente e as ações dentro do sonho</strong>, como voar ou mudar de cenário. É um estado intermédio entre o sono profundo e a vigília.</p><p>Agora, a Fundação Internacional do Sono dá-nos algumas recomendações para assumir o controlo. Cerca de <strong>55% das pessoas já se aperceberam que estavam a sonhar a meio de um sonho</strong>.</p><div class="texto-destacado">Quando as pessoas têm sonhos lúcidos, por vezes conseguem controlar o que acontece, pelo que fazem coisas que gostariam de poder fazer na vida real, como voar pelo ar como um super-herói, passar tempo com um ente querido falecido ou viajar à volta do mundo.</div><p>As pessoas que têm sonhos lúcidos espontaneamente estão muitas vezes interessadas em encontrar formas de os voltar a ter. As pessoas que nunca tiveram um sonho lúcido podem estar interessadas em ter um sonho lúcido pela primeira vez. <strong>Os investigadores descobriram várias formas de induzir potencialmente sonhos lúcidos, embora esta prática tenha riscos</strong>.</p><h2>Vamos falar sobre os possíveis riscos que esses tipos de sonhos podem causar</h2><p>Por exemplo, eles podem causar <strong>privação de sono</strong> nas pessoas. A investigação indica que os sonhos lúcidos geralmente ocorrem durante o sono REM (movimento rápido dos olhos), <strong>o estágio do sono em que a maioria dos sonhos ocorre</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="748711" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/dorme-ate-tarde-ou-acorda-cedo-segundo-os-cientistas-estas-dicas-vao-melhorar-o-seu-sono.html" title="Dorme até tarde ou acorda cedo? Segundo os cientistas, estas dicas vão melhorar o seu sono">Dorme até tarde ou acorda cedo? Segundo os cientistas, estas dicas vão melhorar o seu sono</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/dorme-ate-tarde-ou-acorda-cedo-segundo-os-cientistas-estas-dicas-vao-melhorar-o-seu-sono.html" title="Dorme até tarde ou acorda cedo? Segundo os cientistas, estas dicas vão melhorar o seu sono"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ces-astuces-ameliorent-votre-sommeil-1768210011754_320.jpg" alt="Dorme até tarde ou acorda cedo? Segundo os cientistas, estas dicas vão melhorar o seu sono"></a></article></aside><p><strong>O sono REM</strong> ocorre em períodos cada vez mais longos ao longo da noite, o que significa que é mais provável que <strong>os sonhos lúcidos ocorram na segunda metade de um episódio de sono</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-truco-para-controlar-tus-suenos-existe-como-funcionan-los-suenos-lucidos-y-como-entrenarlos-1776492641893.jpg" data-image="5mtmq6lau486" alt="There are other types of dreams as well, such as vivid dreams, and the difference from lucid dreams is that vivid dreams are remembered in great detail upon waking." title="There are other types of dreams as well, such as vivid dreams, and the difference from lucid dreams is that vivid dreams are remembered in great detail upon waking."><figcaption>Existem também outros tipos de sonhos, como os sonhos vívidos, e a diferença em relação aos sonhos lúcidos é que os sonhos vívidos são recordados com grande pormenor ao acordar.</figcaption></figure><p>A maioria das pessoas que têm sonhos lúcidos descrevem-nos como experiências agradáveis ou mesmo maravilhosas. Os especialistas do sono e os sonhadores lúcidos também indicaram que os <strong>sonhos lúcidos podem ajudar a tratar os pesadelos, reduzir a ansiedade e a depressão e facilitar a resolução criativa de problemas</strong>.</p><h2>Como ter um sonho lúcido</h2><p>Os investigadores descobriram várias técnicas que podem ajudar algumas pessoas a induzir sonhos lúcidos, e estas estratégias parecem prometedoras:</p><h3>Método Mnemónico para a Indução de Sonhos Lúcidos</h3><p>A <em>técnica MILD</em> é um método de indução de sonhos lúcidos, ou seja, parece ser um dos métodos mais eficazes para despoletar um sonho lúcido. A técnica MILD consiste em criar uma intenção para reconhecer quando se está a sonhar e levar essa intenção para o estado de sonho.</p><p><strong>Para utilizar esta técnica, siga estes passos:</strong></p><ul><li>Quando acordar durante a noite, tente lembrar-se do que estava a sonhar ou dos detalhes de um sonho anterior ao qual gostaria de voltar.</li><li>Identifique os sinais do sonho que o ajudarão a reconhecer que está a sonhar se voltar a adormecer e conseguir reentrar no sonho.</li><li>Repita estas palavras, ou a sua própria versão delas: “Quando começar a sonhar, lembrar-me-ei de que estou a sonhar.”</li><li>Continue a recordar o conteúdo dos seus sonhos e a repetir esta frase até adormecer.</li></ul><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="721088" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/voce-come-queijo-no-jantar-e-tem-sonhos-estranhos-a-ciencia-encontra-uma-possivel-conexao.html" title="Come queijo ao jantar e tem sonhos estranhos? A ciência encontra uma possível ligação">Come queijo ao jantar e tem sonhos estranhos? A ciência encontra uma possível ligação</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/voce-come-queijo-no-jantar-e-tem-sonhos-estranhos-a-ciencia-encontra-uma-possivel-conexao.html" title="Come queijo ao jantar e tem sonhos estranhos? A ciência encontra uma possível ligação"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cenas-con-queso-y-suenas-raro-la-ciencia-encuentra-una-posible-conexion-1753091182653_320.jpg" alt="Come queijo ao jantar e tem sonhos estranhos? A ciência encontra uma possível ligação"></a></article></aside><p><strong>Embora esta técnica seja geralmente mais eficaz do que muitas outras, só produz sonhos lúcidos em menos de um em cada cinco casos</strong>. As provas sugerem que quanto mais depressa voltar a adormecer depois de acordar, maior é a probabilidade de ter um sonho lúcido com esta técnica.</p><h3>Sonhos lúcidos iniciados pelos sentidos (SSILD)</h3><p>A técnica dos sonhos lúcidos iniciados pelos sentidos (SSILD) parece ter taxas de sucesso semelhantes às da técnica MILD, embora seja mais recente e menos estudada. <strong>Este método consiste em concentrar-se nos sentidos, o que pode aumentar a probabilidade de perceber a transição para o mundo dos sonhos</strong> ou preparar a mente e o corpo para um sonho lúcido.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-truque-para-controlar-os-seus-sonhos-existe-como-funcionam-os-sonhos-lucidos-e-como-treina-los.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo adverso nos Açores: aproximam-se chuva, vento e agitação marítima; IPMA já emitiu aviso amarelo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-adverso-nos-acores-aproximam-se-chuva-vento-e-agitacao-maritima-ipma-ja-emitiu-aviso-amarelo.html</link><pubDate>Tue, 21 Apr 2026 12:04:54 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O arquipélago dos Açores está sob aviso amarelo devido à influência de uma depressão posicionada a nordeste das ilhas. Esta deverá permanecer próxima ao território, resultando em chuva, mar agitado e aumento da velocidade de rajada.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa66x0i"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa66x0i.jpg" id="xa66x0i"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Um centro depressionário que está, neste momento, situado a nordeste do arquipélago dos Açores irá<strong> influenciar o padrão atmosférico deste território nos próximos dias</strong>, com chuva, vento e agitação marítima.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>O IPMA já emitiu alguns<strong> avisos amarelos de vento e de agitação marítima para os grupos Ocidental e Central</strong>, em vigor até amanhã, dia 22. Já o <strong>Grupo Oriental conta com aviso amarelo de precipitação</strong> entre a meia-noite e as 9h de amanhã<strong> e de vento</strong>, também a partir da meia-noite, até às 18h.</p><h2>Ao longo do dia de hoje, terça-feira, já se poderá sentir uma intensificação destes fenómenos</h2><p>Nas próximas horas, a <strong>chuva poderá intensificar-se em todos os grupos</strong>, com períodos de chuva moderada e, por vezes, forte, à medida que esta depressão rodopia no sentido nordeste-noroeste. O <strong>Grupo Oriental poderá contar com maior incidência deste fenómeno</strong>, devendo contar com a maior acumulação de precipitação até ao final do dia de amanhã, quarta-feira, com <strong>valores na ordem dos 30 mm</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-adverso-nos-acores-aproximam-se-chuva-vento-e-agitacao-maritima-ipma-ja-emitiu-aviso-amarelo-1776770578160.png" data-image="rx52uv6vq1yu" alt="altura máxima de onda" title="altura máxima de onda"><figcaption>Segundo o IPMA, os grupos Ocidental e Central dos Açores encontram-se sob aviso amarelo devido à agitação marítima.</figcaption></figure><p>O <strong>mar também se encontra agitado</strong> e assim deverá permanecer até às primeiras horas de quinta-feira, ainda que até lá possa perder força. Ainda assim, e como podemos observar no mapa acima, esperam-se ondas de altura máxima até 8 metros no Grupo Ocidental.</p><p>Em relação ao<strong> vento, também o período compreendido entre hoje e amanhã poderá ser o mais crítico</strong>, onde hoje se esperam rajadas até aos 90 km/h no Grupo Ocidental e até aos 85 km/h no Grupo Central. No Grupo Oriental, durante o dia de hoje, poderão registar-se rajadas máximas de até 80 km/h. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764657" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atinge-os-acores-com-pico-entre-terca-e-quarta-vento-forte-e-ondas-ate-10-metros.html" title="Depressão atinge os Açores com pico entre terça e quarta: vento forte e ondas até 10 metros">Depressão atinge os Açores com pico entre terça e quarta: vento forte e ondas até 10 metros</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atinge-os-acores-com-pico-entre-terca-e-quarta-vento-forte-e-ondas-ate-10-metros.html" title="Depressão atinge os Açores com pico entre terça e quarta: vento forte e ondas até 10 metros"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atinge-os-acores-com-pico-entre-terca-e-quarta-vento-forte-e-ondas-ate-10-metros-1776608616512_320.png" alt="Depressão atinge os Açores com pico entre terça e quarta: vento forte e ondas até 10 metros"></a></article></aside><p><strong>A partir das primeiras horas da manhã de amanhã, o vento voltará a intensificar-se de oeste para este</strong>, afetando inicialmente o Grupo Ocidental com rajadas até aos 85 km/h, depois o Grupo Central com rajadas até aos 90 km/h (especialmente na Terceira) e a partir das 16h, também se poderão registar rajadas entre os 85 e os 90 km/h no Grupo Oriental.</p><h2>A partir de quinta-feira dar-se-á uma melhoria do estado de tempo</h2><p>Ainda que a agitação marítima possa permanecer elevada em boa parte desse dia, mas com tendência a enfraquecer, <strong>também o vento como a chuva perderão relevância, dando lugar a um dia maioritariamente seco</strong>, podendo contar com alguns períodos de chuva fraca e irregular, especialmente no Grupo Central. Nas restantes ilhas, espera-se um dia com boas abertas e com pouca probabilidade de chuva.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-adverso-nos-acores-aproximam-se-chuva-vento-e-agitacao-maritima-ipma-ja-emitiu-aviso-amarelo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[FAO lança iniciativa “100 Mulheres Heroínas” na Agricultura. Portugal ajuda a submeter candidaturas ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/fao-lanca-iniciativa-100-mulheres-heroinas-na-agricultura-portugal-ajuda-a-submeter-candidaturas.html</link><pubDate>Tue, 21 Apr 2026 06:21:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A FAO declarou 2026 o Ano Internacional da Mulher Agricultora 2026 e lançou agora a iniciativa “100 Women Heroes in Agrifood Systems and Rural Development”, com o objetivo de reconhecer o contributo de mulheres de todo o mundo para os sistemas agroalimentares e o desenvolvimento rural.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/fao-lanca-iniciativa-100-mulheres-heroinas-na-agricultura-portugal-ajuda-a-submeter-candidaturas-1776704224061.jpg" data-image="um64lbx0keo5" alt="Mulher agricultora" title="Mulher agricultora"><figcaption>As mulheres representam mais de 40% da força de trabalho agrícola nos países em desenvolvimento. Na América Latina são 20%, mas em várias zonas de África e Ásia as mulheres são mais de 50%.</figcaption></figure><p>A iniciativa “<em><strong>100 Women Heroes in Agrifood Systems and Rural Development</strong></em>” - “100 Mulheres Heroínas nos Sistemas Alimentares e no Desenvolvimento Rural”, em português - é da <strong>Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação</strong> (FAO), uma das agências das Nações Unidas sediadas em Roma. </p><p>Visa identificar mulheres com impacto relevante ao longo de toda a cadeia de valor, com destaque para o seu <strong>papel na promoção da segurança alimentar, da sustentabilidade</strong> e da resiliência.</p><p>Em todo o mundo, as <strong>mulheres representam mais de 40% da força de trabalho agrícola nos países em desenvolvimento</strong>. Na América Latina são 20%, mas <strong>em várias zonas de África e da Ásia as mulheres são mais de 50% da força de trabalho</strong>, dizem as estatísticas.</p><p>Falamos de mulheres <strong>agricultoras, agricultoras familiares, trabalhadoras sazonais, pescadoras e trabalhadoras da pesca, apicultoras</strong>, pastoras, operárias transformadoras na indústria agroalimentar, comerciantes de produtos agrícolas, investigadoras e <strong>profissionais das ciências agrícolas, empreendedoras rurais</strong> e detentoras de conhecimentos tradicionais, com ou sem propriedade da terra.</p><h2>Candidaturas até 15 de junho</h2><p>Em <strong>Portugal, estima-se que as mulheres gerem entre 31 a 33% das explorações</strong> agrícolas. E há múltiplos exemplos de verdadeira transformação social e económica operada por mulheres agricultoras.</p><div class="texto-destacado">Neste contexto, a <strong>FAO convida os países a identificar e propor candidatas de relevo nesta área</strong>, incentivando a mobilização de entidades públicas, organizações do setor e redes associativas. As <strong>candidaturas devem ser formalizadas até 15 de junho de 2026</strong>. Em <strong>Portugal</strong>, os contributos nacionais fundamentados devem ser remetidos ao Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral (GPP) do Ministério da Agricultura, <strong>através do endereço eletrónico dsaeri@gpp.p</strong><strong>t</strong>, para efeitos de consolidação e posterior submissão online à FAO.</div><p>O GPP, a que preside Eduardo Diniz, associa-se à divulgação desta iniciativa, incentivando a <strong>partilha desta informação junto dos diversos agentes do setor agroalimentar, em linha com a valorização do papel das mulheres portuguesas</strong> agricultoras, assegurando igualmente a coordenação nacional do processo de identificação e submissão de candidaturas.</p><h2> QU Dongyu é o diretor-geral da FAO</h2><p>O ano de <strong>2026 foi declarado Ano Internacional da Mulher Agricultora</strong>, uma iniciativa da FAO, que tem como diretor-geral o diplomata chinês QU Dongyu, destinada a <strong>reconhecer o papel determinante das mulheres na agricultura</strong>, na segurança alimentar e no desenvolvimento rural a nível mundial.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fao-lanca-iniciativa-100-mulheres-heroinas-na-agricultura-portugal-ajuda-a-submeter-candidaturas-1776704326171.jpg" data-image="d9pkrg17y12h" alt="Mulher agricultora" title="Mulher agricultora"><figcaption>Em Portugal, estima-se que as mulheres gerem entre 31 a 33% das explorações agrícolas. E há múltiplos exemplos de transformação social e económica operada por mulheres. </figcaption></figure><p>As <strong>mulheres agricultoras desempenham funções diversas </strong>em todos os sistemas agroalimentares e provêm de contextos muito variados.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="734413" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/16-de-outubro-e-o-dia-mundial-da-alimentacao-fao-inaugura-em-roma-o-museu-e-rede-da-alimentacao-e-agricultura.html" title="16 de outubro é o Dia Mundial da Alimentação. FAO inaugura em Roma o Museu e Rede da Alimentação e Agricultura">16 de outubro é o Dia Mundial da Alimentação. FAO inaugura em Roma o Museu e Rede da Alimentação e Agricultura</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/16-de-outubro-e-o-dia-mundial-da-alimentacao-fao-inaugura-em-roma-o-museu-e-rede-da-alimentacao-e-agricultura.html" title="16 de outubro é o Dia Mundial da Alimentação. FAO inaugura em Roma o Museu e Rede da Alimentação e Agricultura"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/16-de-outubro-e-o-dia-mundial-da-alimentacao-fao-inaugura-em-roma-o-museu-e-rede-da-alimentacao-e-agricultura-1760531469541_320.jpg" alt="16 de outubro é o Dia Mundial da Alimentação. FAO inaugura em Roma o Museu e Rede da Alimentação e Agricultura"></a></article></aside><p>Estas mulheres representam <strong>uma parte significativa da força de trabalho agrícola mundial</strong>, desempenhando funções essenciais desde a produção à transformação, distribuição e comércio de alimentos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fao-lanca-iniciativa-100-mulheres-heroinas-na-agricultura-portugal-ajuda-a-submeter-candidaturas-1776704486841.jpg" data-image="0bogzor14v4v" alt="Mulher agricultora" title="Mulher agricultora"><figcaption>O ano de 2026 foi declarado Ano Internacional da Mulher Agricultora, uma iniciativa da FAO destinada a reconhecer o papel determinante das mulheres na agricultura.</figcaption></figure><p>As mulheres são igualmente <strong>fundamentais para a segurança alimentar</strong> e nutricional e para a resiliência das comunidades rurais. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A FAO não hesita em dizer que as <strong>mulheres contribuem para a resiliência climática e para a preservação da biodiversidade</strong> e dos saberes tradicionais. As mulheres são ainda consideradas fundamentais para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Contudo, segundo a FAO, “apesar do seu contributo, persistem obstáculos estruturais no acesso à terra, ao financiamento, à inovação tecnológica e à participação nos processos de decisão”.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O Ano Internacional da Mulher Agricultora pretende, assim, <strong>“dar maior visibilidade aos desafios enfrentados por estas profissionais</strong>”, promovendo políticas, investimentos e iniciativas que reforcem a igualdade de género e valorizem o papel das mulheres na agricultura.</p><p>A <strong>coordenação do Ano Internacional é assegurada pela</strong> FAO, em colaboração com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e outras agências das Nações Unidas sediadas em Roma.</p><p>Com esta iniciativa, “reforça-se o <strong>compromisso internacional com medidas concretas que promovam condições mais justas</strong>, equitativas e inclusivas no meio rural”.</p><p>Neste contexto, a <strong>FAO convida a sociedade civil, as organizações do setor agrícola e agroalimentar, as autarquia</strong>s, a academia e demais parceiros a associarem-se às iniciativas do Ano Internacional da Mulher Agricultora.</p><p>Esta organização da ONU lança o repto para que se <strong>organizem e promovam atividades que realcem o papel das mulheres</strong> nos sistemas agroalimentares.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/fao-lanca-iniciativa-100-mulheres-heroinas-na-agricultura-portugal-ajuda-a-submeter-candidaturas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Monitorização agrícola: inteligência artificial avança na leitura de doenças foliares]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/monitoramento-agricola-inteligencia-artificial-avanca-na-leitura-de-doencas-foliares.html</link><pubDate>Tue, 21 Apr 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Estudo mostra que um sistema de inteligência artificial pode reconhecer doenças em folhas com alta precisão e acelerar a monitorização das lavouras, abrindo espaço para respostas mais rápidas no campo e decisões orientadas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/monitoramento-agricola-inteligencia-artificial-avanca-na-leitura-de-doencas-foliares-1776460030865.jpg" data-image="civw6d94vodd" alt="IA, AI, inteligência artificial, Nature" title="IA, AI, inteligência artificial, Nature"><figcaption>Sistema de inteligência artificial identifica padrões visuais em folhas, auxiliando na deteção precoce de doenças agrícolas a partir de imagens digitais.</figcaption></figure><p>Quando uma lavoura começa a perder vigor, a folha quase sempre dá os primeiros sinais. <strong>Manchas, mudanças de cor, deformações e áreas secas costumam aparecer antes de o problema se transformar em queda de produtividade</strong>. Um estudo aceite para publicação na <em>Scientific Reports</em>, que apresenta um sistema de inteligência artificial capaz de classificar doenças foliares com alta precisão e velocidade.</p><div class="texto-destacado">A proposta chama a atenção porque trata de um gargalo antigo do campo: reconhecer cedo o que está a acontecer na planta. </div><p>No trabalho, os investigadores desenvolveram o modelo DeepGreen, baseado numa arquitetura Conv-7 DCNN (<strong>Rede Neural Convolucional Profunda com 7 camadas convolucionais</strong>) com camada de atenção modificada, para identificar doenças em folhas de tomate, batata e pimentão.<strong> O resultado reportado foi de 99,18% de acurácia, com precisão média de 99,17%</strong>, números que colocam o sistema entre os mais fortes do conjunto comparado no artigo.</p><h2>Uma foto da folha pode tornar-se alerta mais rápido </h2><p>O estudo parte de uma ideia fácil de perceber: <strong>u</strong><strong>sar imagens das folhas para reconhecer padrões que, a olho nu, podem ser confundidos ou percebidos tarde demais</strong>. Para treinar o sistema, os autores utilizaram o banco PlantVillage, disponível publicamente no Kaggle, <strong>com 20.638 imagens distribuídas em 15 categorias ligadas a folhas saudáveis e doentes de tomate, batata e pimentão</strong>.<strong> </strong>As imagens passaram por redimensionamento, normalização e aumento artificial de dados para reforçar o treino do modelo. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/monitoramento-agricola-inteligencia-artificial-avanca-na-leitura-de-doencas-foliares-1776460426578.jpg" data-image="cgjs41pc4ear" alt="IA, foliar, plantas, pimentão" title="IA, foliar, plantas, pimentão"><figcaption>Sintomas típicos de doenças foliares, como manchas e descoloração, podem ser reconhecidos automaticamente por modelos de deep learning treinados com milhares de imagens.</figcaption></figure><p>Na prática, isto significa transformar a câmara numa espécie de triagem inicial. <strong>O sistema não “cura” a planta e tampouco substitui o especialista, mas pode encurtar o intervalo entre o aparecimento do sintoma e a decisão de manejo</strong>. Segundo o artigo, o modelo também teve desempenho compatível com aplicações em tempo real, com 112,49 quadros por segundo, tempo de inferência de 18,34 segundos para 2.064 amostras de teste e 8,89 milissegundos por imagem.</p><h2>Porque isto interessa além do laboratório?</h2><p>O ponto mais relevante da investigação não é apenas a taxa alta de acerto, mas a utilidade prática de ganhar tempo. E<strong>m culturas sensíveis, dias de atraso entre o primeiro sintoma e a resposta no campo podem elevar perdas e encarecer o manejo</strong>. O estudo mostra que a proposta superou modelos conhecidos usados como comparação, como VGG-19, MobileNet, ResNet50V2, InceptionV3 e DenseNet121; neste conjunto, o DenseNet121 foi o melhor entre os pré-treinados, com 93,12% de acurácia, abaixo dos 99,18% do modelo proposto. </p><p>Numa rotina agrícola, uma ferramenta assim pode ajudar a:</p><ul> <li><strong>priorizar áreas com suspeita mais forte de infeção;</strong></li> <li>organizar inspeções de forma mais rápida;</li> <li><strong>registar a evolução visual dos sintomas;</strong></li> <li><strong>reduzir a demora entre observação e decisão;</strong></li> <li>apoiar equipas que não têm acesso imediato a especialistas.</li> </ul><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Este tipo de uso faz sentido sobretudo como apoio de monitorização, e não como sentença final sobre o estado da planta. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O valor está em acelerar a leitura inicial do problema, principalmente quando a área é grande ou o acompanhamento precisa de ser frequente.</p><h2>Alta precisão não elimina a necessidade de validação </h2><p>O próprio artigo faz um alerta importante: <strong>mesmo com resultado muito alto, ainda existe possibilidade de erro</strong>.<strong> </strong>Os autores destacam que falsos negativos podem atrasar o tratamento e ampliar perdas, enquanto falsos positivos podem levar a intervenções desnecessárias e aumentar custos. </p><div class="texto-destacado">Por isso, eles defendem que previsões com baixa confiança sejam validadas por especialistas e que o sistema seja treinado com bases mais diversas. </div><p>Outro sinal interessante é que o modelo também foi testado noutros conjuntos de dados. <strong>No banco de milho, alcançou 97,38% de acurácia; no de alface, 0,97. Estes números sugerem potencial de generalização</strong>, mas ainda não resolvem a principal pergunta do uso quotidiano: como o sistema se comporta em campo real, com variações de luz, sombra, poeira, sobreposição de folhas e câmaras diferentes. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763608" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nao-jogue-fora-3-formas-de-usar-espigas-de-milho-para-cuidar-de-suas-plantas-e-melhorar-o-jardim.html" title="Não deite fora: 3 formas de usar espigas de milho para cuidar das suas plantas e melhorar o jardim">Não deite fora: 3 formas de usar espigas de milho para cuidar das suas plantas e melhorar o jardim</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nao-jogue-fora-3-formas-de-usar-espigas-de-milho-para-cuidar-de-suas-plantas-e-melhorar-o-jardim.html" title="Não deite fora: 3 formas de usar espigas de milho para cuidar das suas plantas e melhorar o jardim"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/no-lo-tires-3-formas-de-usar-el-marlo-del-choclo-para-cuidar-tus-plantas-y-mejorar-el-jardin-1775687830802_320.jpg" alt="Não deite fora: 3 formas de usar espigas de milho para cuidar das suas plantas e melhorar o jardim"></a></article></aside><p>A notícia, portanto, <strong>não é a chegada de uma solução mágica, e sim o avanço de uma ferramenta que pode tornar a monitorização agrícola mais rápida</strong>, mais padronizado e mais útil para decisões práticas.</p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><em><a href="https://doi.org/10.1038/s41598-026-45395-3" target="_blank">DeepGreen: a real-time deep learning system for smart agriculture monitoring</a>. 17 de abril, 2026. Rathor, A.S., Choudhury, S., Sharma, A. et al.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/monitoramento-agricola-inteligencia-artificial-avanca-na-leitura-de-doencas-foliares.html</guid><dc:creator><![CDATA[Diego Portalanza]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A partir das 16 horas de hoje esperam-se trovoadas; instabilidade mantém-se amanhã com chuva e descida da temperatura]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-das-16-horas-de-hoje-esperam-se-trovoadas-instabilidade-mantem-se-amanha-com-chuva-e-descida-da-temperatura.html</link><pubDate>Mon, 20 Apr 2026 15:26:11 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O dia de hoje conta com temperaturas elevadas e com a presença de poeiras saarianas. Nas próximas horas podem surgir fenómenos como chuva, trovoada e ligeira descida dos termómetros.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa63iwa"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa63iwa.jpg" id="xa63iwa"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O dia de hoje amanheceu com temperaturas agradáveis em praticamente todo o continente português e <strong>espera-se que ao longo do dia se possam registar cerca de 30 ºC ou mais</strong> em zonas como o Vale do Douro, Ribatejo e Baixo Alentejo.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No entanto, é também<strong> expectável que entre as 16 e as 17 horas ocorram algumas trovoadas localizadas</strong>, acompanhadas por períodos de chuva fraca e irregular, especialmente no Norte e Centro do país.</p><h2>Depressão situada sobre a Madeira contribui para o transporte de poeiras saarianas e consequente chuva de lama</h2><p>Para além disto, uma <strong>depressão situada sobre o arquipélago da Madeira está a transportar poeiras do Saara para o continente</strong>, transformando o horizonte numa paisagem turva. À medida que esta depressão se aproxima de Portugal Continental, a<strong> concentração de poeiras aumenta</strong>, sendo esperado um pico das mesmas amanhã, terça-feira. Para além do transporte de poeiras, esta depressão irá contribuir para um aumento da velocidade do vento, podendo registar-se <strong>rajadas até aos 80 km/h nas cotas mais elevadas do Norte e Centro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-das-16-horas-de-hoje-esperam-se-trovoadas-instabilidade-mantem-se-amanha-com-chuva-e-descida-da-temperatura-1776688427183.png" data-image="reu59k6fziyz" alt="densidade de raios" title="densidade de raios"><figcaption>Ao longo do dia de amanhã, terça-feira, espera-se uma maior incidência de raios, em vários pontos do país, especialmente a partir das 12h e até ao final da tarde.</figcaption></figure><p>Posto isto, entre as 9h e as 10h de amanhã, espera-se o<strong> regresso da chuva fraca e irregular, que poderá ser de lama devido à presença das poeiras</strong>, e que poderá dar-se nos distritos de Vila Real, Santarém, Leiria e Setúbal. Com o passar das horas estes episódios de chuva poderão cobrir vários pontos de Norte a Sul do país, sendo esperado o regresso da trovoada a partir das 12h ao litoral Norte. É ainda esperada uma<strong> descida ligeira dos termómetros</strong>, esperando-se máximas entre os 18 ºC em Viana do Castelo e Guarda e os 26 ºC em Évora e Beja.</p><h2>Trovoada poderá intensificar-se amanhã, terça-feira</h2><p>Ainda que ao final da manhã já se possam registar alguns raios no litoral Norte, os nossos mapas mostram que a partir das 14h e até às 19h, <strong>a trovoada poderá estender-se um pouco por todo o país, com maior expressão no Norte e Centro</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Porque é que acontecem trovoadas em dias mais quentes?</strong><br><br>As trovoadas em dias quentes resultam sobretudo do forte aquecimento do solo, que faz o ar quente subir (ascender) rapidamente. Ao subir, esse ar arrefece e pode condensar (caso haja humidade em níveis mais altos da atmosfera), formando nuvens de desenvolvimento vertical (cumulonimbos). Quando esta instabilidade existe, ou seja, ar quente à superfície e ar mais frio em altitude, este movimento ascendente intensifica-se, favorecendo a ocorrência de trovoadas, mesmo que à superfície o ambiente pareça seco e quente.</div><p>No entanto, espera-se uma <strong>acalmia no estado de tempo</strong> a partir dessa hora (19h), onde apenas a chuva deverá persistir, devendo concentrar-se no litoral Norte e Centro do país.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764640" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos.html" title="Mudanças em Portugal na próxima semana: emergem nos mapas uma tempestade e um anticiclone anómalos">Mudanças em Portugal na próxima semana: emergem nos mapas uma tempestade e um anticiclone anómalos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos.html" title="Mudanças em Portugal na próxima semana: emergem nos mapas uma tempestade e um anticiclone anómalos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos-1776602106323_320.png" alt="Mudanças em Portugal na próxima semana: emergem nos mapas uma tempestade e um anticiclone anómalos"></a></article></aside><p>Os nossos mapas indicam ainda que na<strong> quarta-feira poderá dar-se uma nova diminuição dos termómetros</strong>, resultando em temperaturas máximas entre os 15 ºC em Viana do Castelo e os 23 ºC em Beja. No entanto, espera-se um dia seco e com boas abertas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-das-16-horas-de-hoje-esperam-se-trovoadas-instabilidade-mantem-se-amanha-com-chuva-e-descida-da-temperatura.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Caminhar no Gerês entre abril e dezembro com guia e tempo para descobrir a natureza e o património]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/caminhar-no-geres-entre-abril-e-dezembro-com-guia-e-tempo-para-descobrir-a-natureza-e-o-patrimonio.html</link><pubDate>Mon, 20 Apr 2026 15:07:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>O Programa Anual de Caminhadas Guiadas 2026 ajuda a explorar o parque nacional com orientação, conhecimento e paisagens que percorrem aldeias, bosques, lagos e miradouros naturais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/caminhar-no-geres-entre-abril-e-dezembro-com-guia-e-tempo-para-descobrir-a-natureza-e-o-patrimonio-1776690972141.jpg" data-image="7abewmnhhr0f" alt="Gerês" title="Gerês"><figcaption>Gerês possui um labirinto de trilhos que podem ser percorridos com a orientação de guias locais, conhecedores dos percursos e histórias da região. Foto: Associação Gerês Viver Turismo</figcaption></figure><p>O Parque Nacional da Peneda-Gerês oferece mais de <strong>180 trilhos</strong>, entre caminhos fáceis e percursos desafiantes. A escolha pode, por isso, ser desencorajante diante de um labirinto de opções, principalmente para os iniciantes que não se querem aventurar sozinhos. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Foi precisamente a pensar nesses visitantes que a Associação Gerês Viver Turismo, em parceria com a Câmara Municipal de Terras de Bouro, criou o Programa Anual de Caminhadas Guiadas 2026.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Entre <strong>abril e dezembro</strong>, seis empresas de turismo da região conduzem grupos por caminhos que cruzam aldeias, miradouros e zonas mais resguardadas do parque. Há propostas para diferentes ritmos e interesses, desde passeios diurnos até caminhadas noturnas que percorrem a montanha sob um céu limpo e estrelado. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/caminhar-no-geres-entre-abril-e-dezembro-com-guia-e-tempo-para-descobrir-a-natureza-e-o-patrimonio-1776691038152.jpg" data-image="gkg5l6tq3p4q" alt="Gerês" title="Gerês"><figcaption>Os trilhos do Gerês revelam paisagens que mudam a cada curva e convidam a caminhar sem pressa. Foto: Paulo Figueredo/ Associação Gerês Viver Turismo</figcaption></figure><p>Em outubro, o <strong>Trilho das Bruxas</strong> leva os participantes por um lado mais misterioso da paisagem, onde a noite é o melhor palco para desvendar lendas e histórias antigas.</p><h2>Um território moldado na água e na pedra</h2><p>O Parque Nacional da Peneda-Gerês estende-se por quase 70 mil hectares no norte de Portugal, num território onde a pedra granítica domina a paisagem e guarda marcas antigas do gelo. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As serras elevam-se em sucessão, criando vales fundos por onde correm os rios. O Cávado e o Lima desenham grande parte da rede hídrica, enquanto o rio Homem sustenta uma notável diversidade botânica e habitats aquáticos importantes.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A água está por todo o lado. Escorre em <strong>cascatas</strong>, acumula-se em <strong>lagoas</strong> transparentes e percorre as <strong>levadas</strong> antigas. Entre <strong>bosques</strong> e matos húmidos, surgem espécies raras e discretas, algumas exclusivas deste território, como a salamandra-lusitânica, o lobo-ibérico ou a cabra-montesa.</p><h2>Trilhos entre paisagens e memórias</h2><p>Caminhar no Gerês é também atravessar diferentes dimensões do tempo. Entre subidas e descidas, surgem espigueiros alinhados, fornos, moinhos de água e<strong> ruínas de ocupações antigas</strong>, como necrópoles megalíticas, vestígios de romanização e castelos. Os trilhos variam em extensão e dificuldade, permitindo que cada visitante encontre o seu próprio ritmo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="758516" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/caminhos-sustentaveis-os-novos-trilhos-de-caminhada-para.html" title="Caminhos sustentáveis: os novos trilhos de caminhada para 2026">Caminhos sustentáveis: os novos trilhos de caminhada para 2026</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/caminhos-sustentaveis-os-novos-trilhos-de-caminhada-para.html" title="Caminhos sustentáveis: os novos trilhos de caminhada para 2026"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/caminhos-sustentaveis-os-novos-trilhos-de-caminhada-para-1773407570740_320.png" alt="Caminhos sustentáveis: os novos trilhos de caminhada para 2026"></a></article></aside><p>O <strong>Trilho da Preguiça</strong>, com cerca de cinco quilómetros, percorre uma zona onde a água se impõe em pequenas quedas e ribeiros claros. É um percurso acessível, com pontes e passagens que acompanham o som constante da corrente. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em <strong>Pitões das Júnias</strong>, o caminho conduz até ao antigo <strong>Mosteiro de Santa Maria das Júnias</strong>, do século XII, encaixado na encosta, e a uma cascata que se revela no final de um percurso breve, mas envolvente.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O trilho do <strong>Poço Azul</strong> já exige mais tempo e alguma resistência. Ao longo de cerca de <strong>nove quilómetros</strong>, o percurso atravessa bosques densos, zonas rochosas e miradouros naturais que abrem o horizonte. No final, a lagoa surge entre a pedra, com águas azuis e cristalinas.</p><h2>Caminhar com orientação e conhecimento local</h2><p>O programa de caminhadas guiadas pretende tornar esta experiência mais acessível e segura, sobretudo para quem não conhece o terreno. Os guias partilham curiosidades sobre a fauna, a flora e a história local, ajudando a dar contexto ao que se observa ao longo do percurso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/caminhar-no-geres-entre-abril-e-dezembro-com-guia-e-tempo-para-descobrir-a-natureza-e-o-patrimonio-1776691184845.jpg" data-image="e26bjxjf41op" alt="Gerês" title="Gerês"><figcaption>Caminhos antigos ligam aldeias, miradouros ou planícies, desenhando percursos entre a natureza e a memória do território. Foto: Associação Gerês Viver Turismo</figcaption></figure><p>A <strong>participação é gratuita para quem estiver alojado nos estabelecimentos aderentes</strong>, com exceção de algumas atividades específicas (consulte o link na referência deste artigo). Quem não estiver hospedado pode juntar-se mediante o pagamento de um valor fixo por caminhada. Em todos os casos, a inscrição é obrigatória e depende de confirmação prévia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="704680" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/prepare-as-botas-vem-ai-novos-trilhos-para-descobrir-nos-acores.html" title="Prepare as botas: vêm aí novos trilhos para descobrir nos Açores">Prepare as botas: vêm aí novos trilhos para descobrir nos Açores</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/prepare-as-botas-vem-ai-novos-trilhos-para-descobrir-nos-acores.html" title="Prepare as botas: vêm aí novos trilhos para descobrir nos Açores"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/prepare-as-botas-vem-ai-novos-trilhos-para-descobrir-nos-acores-1743926631575_320.jpg" alt="Prepare as botas: vêm aí novos trilhos para descobrir nos Açores"></a></article></aside><p>Ao longo do ano, estas caminhadas são como uma porta de entrada para explorar o parque de forma acompanhada e mais consciente. No Gerês, cada trilho é mais do que um caminho marcado no terreno. É uma forma de atravessar paisagens que mudam a cada curva e de perceber como a natureza e a presença humana estão profundamente entrelaçadas.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em>Consulte o website da Associação Gerês Viver Turismo para conhecer o calendário e as condições do </em><a href="https://geres.pt/programa-anual-de-caminhadas-2026/" target="_blank"><em>Programa Anual de Caminhadas Guiadas 2026</em></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/caminhar-no-geres-entre-abril-e-dezembro-com-guia-e-tempo-para-descobrir-a-natureza-e-o-patrimonio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nova previsão do modelo europeu até maio: os bloqueios em latitudes altas continuarão a afetar Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nova-previsao-do-modelo-europeu-ate-maio-os-bloqueios-em-latitudes-altas-continuarao-a-afetar-portugal.html</link><pubDate>Mon, 20 Apr 2026 14:46:02 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O modelo europeu indica um padrão atmosférico dominado por bloqueios em latitudes altas nos próximos dias, com impacto direto na circulação e na evolução do tempo em Portugal até ao início de maio.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-previsao-do-modelo-europeu-ate-maio-os-bloqueios-em-latitudes-altas-continuarao-a-afetar-portugal-1776695373848.jpg" data-image="lvlmljpz0hxa" alt="Portugal entre estabilidade e instabilidade: o bloqueio atmosférico continua a moldar o tempo até maio" title="Portugal entre estabilidade e instabilidade: o bloqueio atmosférico continua a moldar o tempo até maio"><figcaption>A circulação atmosférica marcada por bloqueios em latitudes altas deverá continuar a influenciar o estado do tempo em Portugal, alternando períodos de estabilidade com fases de maior instabilidade, associadas à aproximação de depressões no Atlântico.</figcaption></figure><p>A mais recente previsão do modelo europeu indica que o estado do tempo em Portugal continuará a ser influenciado por bloqueios em latitudes altas, um fenómeno atmosférico que ocorre quando <strong>áreas de alta pressão se instalam no norte do Atlântico e da Europa</strong>. Estas áreas de alta pressão funcionam como uma espécie de “barreira” na atmosfera, desviando a circulação habitual de oeste para latitudes mais elevadas e alterando o comportamento das depressões.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Na prática, este bloqueio dificulta a entrada das frentes atlânticas sobre a Península Ibérica, tornando a circulação mais ondulada. Em vez de um fluxo contínuo, a <strong>atmosfera organiza-se em cristas e cavados, favorecendo o desenvolvimento de depressões</strong> a oeste ou sudoeste de Portugal, refletindo-se em mudanças frequentes no estado do tempo.</p><h2>Tempo estável e subida das temperaturas</h2><p>Entre 22 e 25 de abril, este padrão deverá estar mais definido. Espera-se tempo geralmente estável, com <strong>céu pouco nublado e temperaturas acima do habitual</strong>. As máximas deverão situar-se entre 22 e 28 °C no interior e entre 18 e 24 °C no litoral, podendo atingir valores próximos dos 30 °C no vale do Tejo e Alentejo. O vento deverá manter-se fraco a moderado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-previsao-do-modelo-europeu-ate-maio-os-bloqueios-em-latitudes-altas-continuarao-a-afetar-portugal-1776693704213.png" data-image="hzff2bxhtibx"><figcaption>Anomalia da temperatura prevista para 23 de abril, mostrando valores significativamente acima da média. Este desvio positivo está associado à advecção de ar mais quente e à estabilidade atmosférica induzida pelo padrão de bloqueio em latitudes mais elevadas.</figcaption></figure><p>A partir de 26 de abril, a situação começa a mudar. O bloqueio perde força, permitindo que algumas depressões atlânticas se aproximem mais da Península Ibérica. Isto deverá traduzir-se em <strong>mais nebulosidade e no regresso da precipitação</strong>, sobretudo no Norte e Centro. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-previsao-do-modelo-europeu-ate-maio-os-bloqueios-em-latitudes-altas-continuarao-a-afetar-portugal-1776694413248.jpg" data-image="edbmiopo2e3g"><figcaption>Mapa de superfície com vento e pressão previsto para 26 de abril, evidenciando uma depressão a oeste da Península Ibérica e um fluxo de norte sobre Portugal. Esta configuração reflete a influência de um bloqueio em latitudes altas, que altera a circulação habitual e condiciona a evolução do estado do tempo no território.</figcaption></figure><p>A chuva deverá surgir de forma irregular, muitas vezes em regime de aguaceiros, mais prováveis durante a tarde e início da noite.</p><h2>Depressões atlânticas trazem mais instabilidade nos últimos dias do mês</h2><p>Entre 27 e 30 de abril, a circulação torna-se mais ativa. A influência atlântica ganha força e os <strong>períodos de chuva tendem a ser mais frequentes, podendo em alguns momentos apresentar maior organização</strong>. Os acumulados deverão variar entre 5 e 15 mm, com valores localmente superiores, sobretudo em zonas de relevo mais acentuado. O vento também deverá intensificar-se, com <strong>rajadas entre 50 e 70 km/h</strong>, particularmente no litoral e nas terras altas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-previsao-do-modelo-europeu-ate-maio-os-bloqueios-em-latitudes-altas-continuarao-a-afetar-portugal-1776694152770.jpg" data-image="2kado3boekbw"><figcaption>Precipitação acumulada prevista até 29 de abril pelo modelo europeu, com valores geralmente moderados e distribuição irregular no território. Destacam-se acumulados mais significativos em zonas do interior e áreas de relevo, associados a períodos de instabilidade e ocorrência de aguaceiros ao longo dos últimos dias do mês.</figcaption></figure><p>No início de maio, o modelo europeu continua a apontar para este padrão, embora com maior incerteza. Sendo esta uma <strong>previsão de médio prazo, a posição das depressões e a forma como interagem com a circulação dominante ainda podem mudar nos próximos dias</strong>, influenciando a distribuição da precipitação, a intensidade do vento e a evolução das temperaturas. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764640" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos.html" title="Mudanças em Portugal na próxima semana: emergem nos mapas uma tempestade e um anticiclone anómalos">Mudanças em Portugal na próxima semana: emergem nos mapas uma tempestade e um anticiclone anómalos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos.html" title="Mudanças em Portugal na próxima semana: emergem nos mapas uma tempestade e um anticiclone anómalos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-em-portugal-na-proxima-semana-emergem-nos-mapas-uma-tempestade-e-um-anticiclone-anomalos-1776602106323_320.png" alt="Mudanças em Portugal na próxima semana: emergem nos mapas uma tempestade e um anticiclone anómalos"></a></article></aside><p>Por isso, será importante acompanhar as atualizações dos modelos meteorológicos para uma leitura mais precisa do que poderá acontecer em Portugal.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nova-previsao-do-modelo-europeu-ate-maio-os-bloqueios-em-latitudes-altas-continuarao-a-afetar-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Entre hoje e sábado 25 prevê-se que dispare o risco de trovoadas: saiba os dias mais críticos e as zonas mais afetadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-hoje-e-sabado-25-preve-se-que-dispare-o-risco-de-trovoadas-saiba-os-dias-mais-criticos-e-as-zonas-mais-afetadas.html</link><pubDate>Mon, 20 Apr 2026 13:53:03 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Além das temperaturas invulgarmente elevadas para a época do ano, prevê-se que o risco de trovoadas dispare esta semana. Saiba os dias e as zonas de Portugal continental onde serão mais prováveis e frequentes.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa636gs"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa636gs.jpg" id="xa636gs"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Além do <strong>calor invulgar</strong> para esta época do ano na nossa geografia, especialmente entre hoje e amanhã, um dos aspetos meteorológicos mais marcantes desta semana será o <strong>aumento da probabilidade de ocorrência de trovoadas</strong>. </p><p>A deslocação de uma depressão no Atlântico, ao largo da costa ocidental de Portugal continental e Galiza, impulsionará uma massa de ar muito mais quente do que o habitual, deixando valores máximos que <strong>ainda nesta segunda-feira (20) poderá gerar 30/31 ºC nos vales do Douro, Tejo, Sado e Guadiana</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>A crista subtropical influenciará o estado do tempo durante grande parte da semana, embora seja expectável <strong>o crescimento de núcleos convectivos isolados</strong>. A configuração sinóptica prevista, com um <strong>forte fluxo de Sul</strong>, será favorável ao transporte de <strong>poeiras saarianas em suspensão</strong>, pelo que onde chover, poderá cair <strong>lama</strong>.</p><h2>Aguaceiros convectivos serão mais prováveis nestas regiões e nestas datas</h2><p>Na <strong>terça-feira (21)</strong> prevê-se que a já referida depressão atlântica descreva uma deslocação vertiginosa para norte em paralelo à faixa costeira ocidental de Portugal continental. Ao posicionar-se a oeste do nosso país, os mapas revelam que esta baixa pressão descreverá uma <strong>circulação retrógrada (de oeste para leste)</strong>, fazendo com que parte das linhas de instabilidade associadas alcancem a nossa geografia <strong>e gerem aguaceiros e trovoadas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-hoje-e-sabado-25-preve-se-que-dispare-o-risco-de-trovoadas-saiba-os-dias-mais-criticos-e-as-zonas-mais-afetadas-1776692427755.png" data-image="rc2desd2vnv9"><figcaption>De acordo com o modelo europeu, esta terça-feira, 21 de abril, será um dos dias da presente semana em que as trovoadas serão mais fortes e abrangentes em Portugal continental.</figcaption></figure><p><strong>São mais prováveis durante a tarde tanto no interior como no litoral das Regiões Norte e Centro. Também se prevê que surjam no Alentejo e no Ribatejo</strong>. A precipitação convectiva poderá, por vezes, ser localmente forte e surgir sob a forma de granizo. A instabilidade será ainda acompanhada por um aumento da intensidade do vento de Sul e Leste que poderá provocar rajadas até 90 km/h nas zonas mais expostas do interior Norte e Centro.</p><p><strong>Na quarta-feira (22) espera-se que as condições meteorológicas estabilizem temporariamente</strong>. A precipitação fraca poderá persistir até meio da manhã, com o céu a alternar períodos pouco nublados com outros de maior nebulosidade, estes últimos especialmente durante a tarde. Além disto, prevê-se uma descida das temperaturas máximas, mais notória no litoral das Regiões Norte e Centro.</p><p><strong>Na quinta-feira (23)</strong> esperam-se algumas ligeiras alterações: a nebulosidade espalhar-se-á no interior Centro e na Região Sul a partir da tarde e <strong>o risco de aguaceiros e trovoadas aumentará, especialmente no Baixo Alentejo</strong>. Na sexta (24) preveem-se aguaceiros fracos e dispersos, mais prováveis no interior Centro, onde poderão ser acompanhados de trovoadas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-hoje-e-sabado-25-preve-se-que-dispare-o-risco-de-trovoadas-saiba-os-dias-mais-criticos-e-as-zonas-mais-afetadas-1776692298689.png" data-image="fd3iv62dwi5o"><figcaption>Mapa de previsão de trovoada para sábado. Interior Centro e Alentejo serão duas das regiões mais expostas à atividade elétrica.</figcaption></figure><p>Porém, de acordo com os mapas de referência da Meteored, <strong>no sábado (25) a atividade elétrica voltará a aumentar em probabilidade, frequência, intensidade e área geográfica abrangida</strong>, fazendo deste dia um dos potencialmente mais fortes em termos de trovoadas, a par do de terça-feira, 21 de abril.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764657" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atinge-os-acores-com-pico-entre-terca-e-quarta-vento-forte-e-ondas-ate-10-metros.html" title="Depressão atinge os Açores com pico entre terça e quarta: vento forte e ondas até 10 metros">Depressão atinge os Açores com pico entre terça e quarta: vento forte e ondas até 10 metros</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atinge-os-acores-com-pico-entre-terca-e-quarta-vento-forte-e-ondas-ate-10-metros.html" title="Depressão atinge os Açores com pico entre terça e quarta: vento forte e ondas até 10 metros"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atinge-os-acores-com-pico-entre-terca-e-quarta-vento-forte-e-ondas-ate-10-metros-1776608616512_320.png" alt="Depressão atinge os Açores com pico entre terça e quarta: vento forte e ondas até 10 metros"></a></article></aside><p>Com a configuração sinóptica prevista, <strong>é de esperar um aumento da atividade de trovoadas na reta final da semana</strong>, devido à combinação da instabilidade em altitude, do calor dos próximos dias (fornecerão energia para as trovoadas) e da convergência do vento de superfície que irá desencadear o crescimento de nuvens de desenvolvimento vertical. No entanto, é de salientar que se mantém alguma incerteza, como é habitual nestas previsões a curto e médio prazo.</p><h2>Fenómenos adversos potencialmente gerados pelos núcleos convectivos</h2><p>Em algumas regiões, as trovoadas poderão começar cedo, mas <strong>a</strong><strong> atividade mais intensa é esperada a partir do meio-dia, como é habitual neste tipo de episódios</strong>. As acumulações pluviométricas deixadas pelas trovoadas terão uma distribuição muito irregular, embora localmente fortes num curto espaço de tempo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-hoje-e-sabado-25-preve-se-que-dispare-o-risco-de-trovoadas-saiba-os-dias-mais-criticos-e-as-zonas-mais-afetadas-1776691960768.png" data-image="1sd13nra08ym"><figcaption>Como já é habitual, a precipitação do tipo convectivo (aguaceiros e trovoadas) assume uma distribuição geográfica muito irregular e intensidades muito variáveis à escala local. Até às 01:00 de domingo, 26 de abril, prevê-se que o interior de Portugal continental registe uma precipitação acumulada superior à do litoral, sobretudo nos distritos da Guarda, Castelo Branco e Portalegre.</figcaption></figure><p>Há que continuar a acompanhar as próximas atualizações do modelo. Além disto, os núcleos convectivos terão o potencial de <strong>gerar outros fenómenos adversos, tais como queda de granizo e rajadas de vento intensas</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/entre-hoje-e-sabado-25-preve-se-que-dispare-o-risco-de-trovoadas-saiba-os-dias-mais-criticos-e-as-zonas-mais-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 5 asteroides poderão embater na Terra durante este século: astrónomos revelam quando poderá acontecer]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/ate-5-asteroides-poderao-embater-na-terra-durante-este-seculo-astronomos-revelam-quando-podera-acontecer.html</link><pubDate>Mon, 20 Apr 2026 11:25:20 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Os especialistas alertam para a possibilidade de impactos de asteroides até 2100. Não serão gigantes, mas serão suficientemente grandes para causar danos locais e interferir com satélites essenciais para a vida quotidiana.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cinco-asteroides-amenazan-la-tierra-este-siglo-que-que-podria-pasar-segun-los-cientificos-1775634968945.jpeg" data-image="tfr7nvt2o1uo" alt="asteroide" title="asteroide"><figcaption>Os cientistas alertam para o facto de até cinco asteroides, do tamanho de um edifício de 15 andares, poderem embater na Terra até ao final do século XXI.</figcaption></figure><p>A ideia de um asteroide em direção à Terra tende a lembrar-nos alguns filmes cinematográficos espetaculares. No entanto, a realidade científica traça um cenário muito diferente, mais discreto mas igualmente relevante. <strong>Não estamos a falar de rochas gigantescas capazes de obliterar continentes, mas sim de corpos mais modestos, embora muito mais frequentes do que se poderia pensar</strong>.</p><p>Nos últimos estudos astronómicos, os especialistas em defesa planetária fizeram uma previsão bastante inquietante: <strong>até cinco objetos de dimensões consideráveis poderiam atravessar o nosso planeta durante este século</strong>. Embora não causassem um colapso global, poderiam gerar problemas graves em zonas específicas e no ambiente espacial.</p><h2>Asteroides do século XXI: tamanho e porque preocupam</h2><p>Estes corpos, conhecidos como <strong>asteroides de escala decamétrica</strong>, medem geralmente várias dezenas de metros. É o caso do asteroide 2024 YR4, descoberto há pouco mais de um ano, com um tamanho estimado entre 53 e 67 metros. Para se ter uma ideia, teria a altura de um edifício de quinze andares. Estas rochas espaciais não são comparáveis aos asteróides gigantes de vários quilómetros, mas a sua frequência é muito maior.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"> <p lang="es" dir="ltr">Has oído hablar del asteroide 2024 YR4 y nosotros hemos escuchado tus preguntas ¿Cuáles son las probabilidades de que impacte la Tierra? ¿Por qué estas cambian? ¿Deberías preocuparte? (Spoiler: No)<br>Conoce más de la mano de un experto de <a href="https://twitter.com/NASAJPL?ref_src=twsrc%5Etfw">@NASAJPL</a>.<br>+ info: <a href="https://t.co/Vhfx2MUZFz">https://t.co/Vhfx2MUZFz</a></p> </blockquote></figure><p>Ao contrário dos grandes impactos, que ocorrem em intervalos de milhões de anos, <strong>estes objetos aparecem no ambiente terrestre com muito mais regularidade</strong>. De facto, os especialistas estimam que atinjam o sistema Terra-Lua a cada poucas dezenas de anos, embora muitas vezes passem despercebidos.</p><p>O seu pequeno tamanho não os torna inofensivos. Ao entrar na atmosfera sobre uma cidade, <strong>um asteroide deste tipo pode libertar uma energia equivalente a vários megatoneladas</strong>. Isto seria suficiente para causar grandes danos nas infraestruturas e gerar ondas de choque significativas.</p><h2>Impacto de asteroides: consequências reais para além do cinema</h2><p>Quando um evento deste tipo ocorre, o objeto nem sempre atinge o solo. <strong>Muitos desses corpos explodem no ar, gerando o que se chama de explosão atmosférica</strong>. No entanto, o efeito pode ser sentido a quilómetros de distância, provocando vibrações capazes de abalar edifícios.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/cinco-asteroides-amenazan-la-tierra-este-siglo-que-que-podria-pasar-segun-los-cientificos-1775635082841.jpeg" alt="asteroide" title="asteroide"> <figcaption>Detetar asteroides não é fácil. O seu pequeno tamanho significa que refletem pouca luz, tornando difícil a observação a partir da Terra.</figcaption> </figure><p>Para além do impacto direto, há outra preocupação crescente: o espaço próximo da Terra. <strong>Um evento de certa magnitude poderia comprometer os satélites</strong>, que são cruciais para as comunicações, a navegação e os serviços digitais. Isto teria repercussões imediatas na vida quotidiana.</p><p>Em cenários extremos, os cientistas consideram a possibilidade de formação de uma cascata de fragmentos em órbita. <strong>Este fenómeno poderia multiplicar os detritos espaciais e dificultar o acesso ao espaço durante anos</strong>. Não provocaria um apagão total, mas constituiria um grave problema tecnológico.</p><h2>Detetar asteroides: o grande desafio científico</h2><p>Detetar estes objetos não é fácil.<strong> O seu pequeno tamanho significa que refletem pouca luz, o que complica a sua observação a partir da Terra</strong>. Os telescópios convencionais têm dificuldade em detectá-los suficientemente cedo.</p><p>Alguns instrumentos espaciais oferecem melhores resultados, podendo funcionar em condições mais favoráveis. No entanto, a sua utilização é muito limitada devido ao elevado tempo de observação necessário, <strong>que impede uma monitorização constante</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"> <p lang="en" dir="ltr">That purple line is a big asteroid called 2024-YR4.<br>For a while we thought it might hit Earth (we're the dark blue orbit). Then we thought it might hit the Moon.<br>But @NASAWebb & @esa tracked it closely and confirmed it will miss in 2032.</p> </blockquote></figure><p>Para melhorar esta situação, estão a ser desenvolvidos novos sistemas combinados. O objetivo é combinar telescópios capazes de detetar estes objetos com outros concebidos para seguir com precisão a sua trajetória. Além disso, estão a ser introduzidos <strong>métodos de análise para filtrar os erros e confirmar as verdadeiras deteções</strong>.</p><h2>Cinco asteroides podem atingir a Terra: quando e o que se sabe</h2><p>Os cálculos atuais indicam uma possibilidade real: até cinco asteroides poderão vir a atingir a Terra no final do século. Não se trata de uma certeza absoluta, mas <strong>de uma previsão baseada em vários modelos de observação</strong>.</p><p>Entre os exemplos mais recentes está o asteroide <strong>2024 YR4, com dimensões comparáveis às de um grande edifício, embora o seu impacto na Terra em 2032 tenha sido excluído</strong>. Este tipo de objeto permite uma melhor compreensão de possíveis impactos futuros e dos seus efeitos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="751364" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-asteroide-2024-yr4-tem-4-de-hipoteses-de-atingir-a-lua-eis-porque-e-uma-mina-de-ouro-cientifica.html" title="O asteroide 2024 YR4 tem 4% de hipóteses de atingir a Lua. Eis porque é uma mina de ouro científica">O asteroide 2024 YR4 tem 4% de hipóteses de atingir a Lua. Eis porque é uma mina de ouro científica</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-asteroide-2024-yr4-tem-4-de-hipoteses-de-atingir-a-lua-eis-porque-e-uma-mina-de-ouro-cientifica.html" title="O asteroide 2024 YR4 tem 4% de hipóteses de atingir a Lua. Eis porque é uma mina de ouro científica"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-asteroide-2024-yr4-tiene-un-4-de-probabilidad-de-impactar-la-luna-he-aqui-por-que-es-una-mina-de-oro-cientifica-1769534711392_320.png" alt="O asteroide 2024 YR4 tem 4% de hipóteses de atingir a Lua. Eis porque é uma mina de ouro científica"></a></article></aside><p>Os investigadores acreditam que nos próximos anos serão identificados vários corpos com trajetórias potencialmente perigosas. <strong>Alguns poderão aproximar-se o suficiente para exigir uma monitorização constante</strong>. No entanto, ainda não existe um protocolo internacional claro para lidar com uma ameaça confirmada. A única certeza é que as soluções cinematográficas não fazem parte dos planos atuais.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/ate-5-asteroides-poderao-embater-na-terra-durante-este-seculo-astronomos-revelam-quando-podera-acontecer.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[É possível cultivar tepezcohuite em casa. A árvore da pele que está a conquistar os jardins e terraços urbanos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/e-possivel-cultivar-tepezcohuite-em-casa-a-arvore-da-pele-que-esta-a-conquistar-os-jardins-e-terracos-urbanos.html</link><pubDate>Mon, 20 Apr 2026 11:17:06 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Uma espécie que se tornou moda nas hortas urbanas, graças à sua reputação de cuidado da pele e à sua capacidade de se adaptar bem a varandas ou espaços pequenos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cultivar-tepezcohuite-en-casa-es-posible-el-arbol-de-la-piel-que-triunfa-en-jardines-y-terrazas-urbanas-1776216296170.png" data-image="7876lgj55rt5" alt="Le tepezcohuite est capable de repousser après des incendies, ce qui témoigne de sa grande capacité de régénération." title="Le tepezcohuite est capable de repousser après des incendies, ce qui témoigne de sa grande capacité de régénération."><figcaption>O tepezcohuite é capaz de se regenerar após incêndios, demonstrando a sua grande capacidade de regeneração.</figcaption></figure><p><strong>O tepezcohuite, cujo nome científico é Mimosa tenuiflora</strong>, deixou de ser um arbusto tradicional do campo para se tornar uma alternativa interessante para as hortas e terraços urbanos. A sua reputação não é por acaso: a sua casca é amplamente reconhecida pelas suas propriedades regeneradoras da pele.</p><p>Embora seja vulgarmente designado como uma árvore, <strong>é de facto um grande arbusto</strong>. Pode ser perfeitamente conduzida como arbusto por poda, o que facilita o seu cultivo em vasos e em terraços. É também uma espécie resistente, capaz de tolerar condições difíceis como o calor intenso e o solo pobre. </p><p>Está habituada a climas secos e quentes. <strong>Tolera as temperaturas elevadas, os solos pobres e a luz solar intensa</strong>. A sua casca escura, de textura rugosa e tons avermelhados, confere-lhe um aspeto muito característico, que pode tornar-se o elemento central de um projeto paisagístico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cultivar-tepezcohuite-en-casa-es-posible-el-arbol-de-la-piel-que-triunfa-en-jardines-y-terrazas-urbanas-1776216309997.png" data-image="bwa42re0qqg5" alt="Ses feuilles se referment légèrement pendant la nuit, comme un mécanisme naturel de protection." title="Ses feuilles se referment légèrement pendant la nuit, comme un mécanisme naturel de protection."><figcaption>As suas folhas fecham-se ligeiramente à noite, como mecanismo natural de proteção.</figcaption></figure><p>Cultivá-lo em casa não é complicado, mas é importante compreender como controlar o seu crescimento para tirar partido da sua resistência e combiná-lo com outras plantas compatíveis que partilham as mesmas condições.</p><h2>Como cultivar e cuidar do tepezcohuite em casa</h2><p>O primeiro ponto diz respeito ao espaço. Embora no seu ambiente natural possa atingir vários metros de altura, <strong>num vaso ou num ambiente urbano, o seu crescimento pode ser facilmente controlado pela poda</strong>, o que permite mantê-lo a uma altura manejável de 1,5 a 2 metros sem dificuldade.</p><p>Para o conseguir, é importante efetuar uma poda de formação desde o início. A poda deve ter por objetivo controlar a altura e estimular o desenvolvimento dos ramos laterais, o que permite dar ao arbusto um aspeto mais compacto e estético.</p><div class="texto-destacado">É aconselhável podar após os períodos de crescimento, evitando os períodos de frio ou de stress hídrico.</div><p>No que diz respeito ao substrato, não é exigente, mas é necessário ter cuidado com a drenagem. <strong>Prefere um solo leve, bem arejado e sem estagnação de água, pois o excesso de humidade pode provocar o apodrecimento das suas raízes</strong>. Uma mistura simples de terra para vasos, areia e composto funciona muito bem.</p><p>A rega deve ser moderada. <strong>É preferível regar pouco do que regar demasiado, pois o tepezcohuite adapta-se melhor a ambientes secos do que a ambientes constantemente húmidos</strong>. Finalmente, a luz: esta árvore não faz concessões neste ponto. Precisa de várias horas de sol direto por dia para crescer corretamente.</p><h3>Propriedades do tepezcohuite para a pele</h3><p>A sua casca contém compostos como os taninos, os flavonóides e as saponinas, <strong>que favorecem a regeneração da pele, reduzem a inflamação e combatem os microrganismos</strong>. É por isso que é utilizada desde há muito tempo para tratar feridas e queimaduras.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763608" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nao-jogue-fora-3-formas-de-usar-espigas-de-milho-para-cuidar-de-suas-plantas-e-melhorar-o-jardim.html" title="Não deite fora: 3 formas de usar espigas de milho para cuidar das suas plantas e melhorar o jardim">Não deite fora: 3 formas de usar espigas de milho para cuidar das suas plantas e melhorar o jardim</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nao-jogue-fora-3-formas-de-usar-espigas-de-milho-para-cuidar-de-suas-plantas-e-melhorar-o-jardim.html" title="Não deite fora: 3 formas de usar espigas de milho para cuidar das suas plantas e melhorar o jardim"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/no-lo-tires-3-formas-de-usar-el-marlo-del-choclo-para-cuidar-tus-plantas-y-mejorar-el-jardin-1775687830802_320.jpg" alt="Não deite fora: 3 formas de usar espigas de milho para cuidar das suas plantas e melhorar o jardim"></a></article></aside><p>Dito isto, não deve ser considerada uma cura milagrosa. A tepezcohuite pode ajudar a curar e tratar problemas simples de pele, <strong>mas não substitui o tratamento médico</strong>. Para além disso, nem todas as preparações caseiras são recomendadas, pois a forma como é utilizada e a concentração podem influenciar fortemente o resultado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cultivar-tepezcohuite-en-casa-es-posible-el-arbol-de-la-piel-que-triunfa-en-jardines-y-terrazas-urbanas-1776216330003.png" data-image="zaydqe57jmmm" alt="Dans certains systèmes traditionnels, son écorce est utilisée comme cicatrisant naturel depuis des générations" title="Dans certains systèmes traditionnels, son écorce est utilisée comme cicatrisant naturel depuis des générations"><figcaption>Nalguns sistemas tradicionais, a sua casca é utilizada como agente de cura natural há várias gerações.</figcaption></figure><p>É por isso que é geralmente mais fiável optar por produtos já formulados, onde os extractos estão sob controlo. Em vez de utilizar diretamente a casca, é melhor considerá-la pelo que ela é: uma espécie rica em história, resistente e altamente adaptável, que, para além de decorar, acrescenta valor e conhecimento ao espaço onde é instalada.</p><h3>Design, estética e plantas companheiras</h3><p>Um dos grandes trunfos deste arbusto é o seu valor ornamental. <strong>A sua casca escura e a sua textura fissurada criam um contraste muito estético para os paisagistas</strong>, sobretudo quando combinada com vasos de cores claras ou materiais como a pedra e o betão. É uma espécie que, apesar de não ter flores particularmente vistosas, consegue destacar-se pela sua estrutura.</p><div class="texto-destacado">Funciona bem como planta central ou ponto focal. O seu hábito ligeiro e ramificado cria sombra sem sobrecarregar o espaço.</div><p>Quando falamos de plantas “companheiras”, estamos a falar de espécies que suportam as mesmas condições. <strong>As plantas que toleram o sol e o calor intenso são as melhores aliadas</strong>. Opções interessantes incluem suculentas, agaves, lavanda, alecrim e buganvílias.</p><p>Estas plantas partilham necessidades semelhantes e também ajudam a criar um ecossistema mais equilibrado. Limitam a evaporação do substrato, favorecem a biodiversidade e tornam o espaço mais apelativo visualmente, dando origem a um jardim mais dinâmico e funcional. Recomendamos a combinação de diferentes alturas e texturas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762492" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/se-o-seu-terraco-estiver-orientado-para-norte-estas-sao-as-plantas-que-melhor-suportam-a-sombra.html" title="Se o seu terraço estiver orientado para norte, estas são as plantas que melhor suportam a sombra">Se o seu terraço estiver orientado para norte, estas são as plantas que melhor suportam a sombra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/se-o-seu-terraco-estiver-orientado-para-norte-estas-sao-as-plantas-que-melhor-suportam-a-sombra.html" title="Se o seu terraço estiver orientado para norte, estas são as plantas que melhor suportam a sombra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/si-tu-terraza-esta-orientada-al-norte-estas-son-las-plantas-que-mejor-soportan-la-sombra-1775041462250_320.jpeg" alt="Se o seu terraço estiver orientado para norte, estas são as plantas que melhor suportam a sombra"></a></article></aside><p>A tepezcohuite é uma daquelas plantas que tem tudo. <strong>Adapta-se bem, tolera condições extremas e dá um toque diferente ao jardim</strong>. Se for podada corretamente e se lhe for dado o espaço adequado, pode ser uma excelente opção para os terraços. Não é complicado, basta compreendê-la.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/e-possivel-cultivar-tepezcohuite-em-casa-a-arvore-da-pele-que-esta-a-conquistar-os-jardins-e-terracos-urbanos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Meteorologista Teresa Abrantes confirma os dados do IPMA: clima no Continente em março foi quente e seco]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/meteorologista-teresa-abrantes-confirma-os-dados-do-ipma-clima-no-continente-em-marco-foi-quente-e-seco.html</link><pubDate>Mon, 20 Apr 2026 07:33:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O mês de março de 2026, em Portugal continental, classificou-se, do ponto de vista climatológico, como um mês quente em relação à temperatura do ar e seco em relação à precipitação.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/clima-no-continente-em-marco-apresentado-pela-meteorologista-teresa-abrantes-com-base-em-dados-do-ipma-1776468753486.jpg" data-image="njcyk0oli1co" alt="Primavera" title="Primavera"><figcaption>O mês de março, em que se iniciou a primavera, foi um mês quente e seco.</figcaption></figure><p>Em março tivemos duas depressões designadas (a Regine e a Therese), bem como a passagem de superfícies frontais associadas a depressões situadas a nordeste do continente, que originaram alguma precipitação. No entanto, <strong>maior parte do mês, o estado do tempo foi condicionado por um Anticiclone</strong> posicionado sobre o arquipélago dos Açores e estendendo-se em crista até à Península Ibérica, provocando um tempo seco, e, a partir do dia 26, até ao Golfo da Biscaia e Europa Central, provocando uma subida da temperatura devido à ação de massas de ar vindo de sueste. </p><h2>Temperatura média acima dos valores normais para o mês de março</h2><p>De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, IPMA, em Portugal continental, no mês de março, o <strong>valor médio da temperatura média do ar, 12.99 °C, e registou uma anomalia 0.62 °C superior ao valor da normal 1991-2020</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Março de 2026 foi o 5º março mais quente desde 2000, sendo o mais quente o de 1997, com 15.97 °C.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Valores de temperatura média do ar superiores ao deste mês ocorreram em 17% dos anos desde 1931.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/clima-no-continente-em-marco-apresentado-pela-meteorologista-teresa-abrantes-com-base-em-dados-do-ipma-1776468953348.jpg" data-image="c4ihoxj1fs22" alt="Anomalias da temperatura" title="Anomalias da temperatura"><figcaption>Anomalias da temperatura média do ar no mês de março, em Portugal continental, em relação aos valores médios no período 1991-2020. Fonte: IPMA</figcaption></figure><p>O <strong>valor médio da temperatura máxima do ar, 18.42 °C</strong>, foi 0.85°C acima do valor médio no período 1991-2020 e foi o 7º valor mais alto de março, desde 2000, tendo sido o valor mais alto, 23.31 °C, registado no ano 1997.</p><p>O <strong>valor médio da temperatura mínima do ar, 7.57 °C, </strong>registou uma anomalia de 0.39 °C, sendo o 6º valor mais alto desde 2000. O valor mais alto registou-se em 1999, com 10.04 °C. Valores da temperatura mínima do ar em março superiores ao deste mês ocorreram em cerca de 25% dos anos desde 1931.</p><p>Os valores médios de temperatura máxima do ar estiveram acima do valor normal em todo o território, especialmente nos distritos da região Norte e Centro. Os valores da temperatura mínima foram em geral superiores ao valor médio, exceto nalguns concelhos dos distritos de Viana do Castelo, Porto, Aveiro, Viseu e Faro.</p><p>O maior valor da temperatura máxima do ar foi registado na estação meteorológica de Tomar, 28.4 °C, no dia 31 de março e a temperatura mínima mais baixa, -1.6 °C, ocorreu em Macedo de Cavaleiros no dia 29.</p><div class="texto-destacado">Ao longo do mês destacaram-se dois períodos em relação às temperaturas, com temperaturas médias em geral mais baixas que a normal na 1ª quinzena, período frio, e temperaturas médias acima da normal na 2ª quinzena, período quente.</div><p>No período frio, no dia 1 registaram-se valores de <strong>temperatura mínima inferiores a 0 °C em 10% das estações meteorológicas</strong>, no interior Norte e Centro, e no dia 9 registou-se uma anomalia em relação ao valor médio de -5.8 °C na temperatura máxima.</p><p>No período quente registaram-se anomalias positivas nos valores da temperatura máxima do ar superiores a 4.0 °C nos dias 16, 17, 24, 25 e 31 de março. </p><div class="texto-destacado">No último dia do mês, que foi o mais quente com uma anomalia de 6.6 °C na temperatura máxima, cerca de 50% das estações meteorológicas do IPMA registaram uma temperatura máxima acima dos 25 °C.</div><p><strong>No período quente é de referir a ocorrência de duas ondas de calor,</strong> a primeira com a duração de 7 dias, 22 a 28 março, verificou-se apenas nas estações meteorológicas de Braga e Porto/S. Gens e a segunda, com início entre 30 e 31 de março, estendeu-se até abril e observou-se em 20% das estações com uma duração entre 6 e 8 dias.</p><h2>A precipitação em março foi inferior ao valor médio </h2><p>Ainda de acordo com o IPMA, depois de 2 anos muito chuvosos, o mês de março registou um total de precipitação mensal de <strong>42.1 mm</strong>, <strong>com uma anomalia de -35.3 mm, o que corresponde a 54% do valor normal no período 1991-2020</strong>.</p><p>Este mês de março foi o 8º mês de março mais seco desde 2000.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/clima-no-continente-em-marco-apresentado-pela-meteorologista-teresa-abrantes-com-base-em-dados-do-ipma-1776469120671.jpg" data-image="qmnf5k9fhngj" alt="Anomalias da precipitação" title="Anomalias da precipitação"><figcaption>Anomalias da quantidade de precipitação, no mês de março, em Portugal continental, em relação aos valores médios no período 1991-2020. Fonte: IPMA.</figcaption></figure><p>Durante o mês de março verificou-se a ocorrência de precipitação, não muito significativa, nos primeiros 15 dias na região Norte e Centro do território e entre os dias 17 e 20 de março ocorreu precipitação na região Sul, em especial na zona do Barlavento Algarvio.</p><div class="texto-destacado">Na região Norte, interior Centro e interior do alto Alentejo choveu menos de metade do que é normal para março, mas, no Algarve, em especial nos concelhos do Barlavento, a precipitação ocorrida foi cerca de 1.5 a 2 vezes o valor normal de março.</div><p>Foi ultrapassado o valor normal para março apenas em 15% das estações. Nas restantes estações registaram-se valores inferiores à média, verificando-se mesmo que <strong>57% das estações registou um total mensal inferior a 50% do valor normal</strong>.</p><p>O valor total mensal mais elevado da precipitação, 73.1 mm, ocorreu na estação de Dois Portos, enquanto que o maior valor diário, 58.2 mm, registou-se em Loulé/Caldeirão, no dia 19.</p><p>No mês de março registaram-se <strong>3 novos extremos de precipitação em 24h</strong>, nas estações de Cabo Raso, Carrazeda de Ansiães e Portel, onde se registaram respetivamente 46.2 mm, 44.4 mm e 37.4 mm. </p><h2>Ano hidrológico 2025/2026 e Índice PDSI</h2><p>O valor da quantidade de precipitação acumulada até final de março, no ano hidrológico 2025/2026 (1 de outubro de 2025 a 30 setembro de 2026), 965.9 mm, <strong>corresponde a 162% do valor normal 1991-2020</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O ano hidrológico até final de março corresponde ao 11º mais chuvoso desde 1931 e o 2º mais chuvoso desde 2000, depois de 2001, com 1177.0 mm.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>A 31 de março verificou-se uma diminuição significativa dos valores de água no solo</strong>, em relação ao final de fevereiro, atendendo a que o mês de março foi seco e quente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763898" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-para-os-proximos-15-dias-em-portugal-os-mapas-do-modelo-europeu-fazem-pensar-em-chuva-acompanhada-de-trovoada.html" title="Previsão para os próximos 15 dias em Portugal: os mapas do modelo europeu fazem pensar em chuva acompanhada de trovoada">Previsão para os próximos 15 dias em Portugal: os mapas do modelo europeu fazem pensar em chuva acompanhada de trovoada</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-para-os-proximos-15-dias-em-portugal-os-mapas-do-modelo-europeu-fazem-pensar-em-chuva-acompanhada-de-trovoada.html" title="Previsão para os próximos 15 dias em Portugal: os mapas do modelo europeu fazem pensar em chuva acompanhada de trovoada"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-para-os-proximos-15-dias-em-portugal-os-mapas-do-modelo-europeu-fazem-pensar-em-chuva-acompanhada-de-trovoada-1776169751318_320.jpg" alt="Previsão para os próximos 15 dias em Portugal: os mapas do modelo europeu fazem pensar em chuva acompanhada de trovoada"></a></article></aside><p>De acordo com o Índice Meteorológico de Seca, PDSI, índice meteorológico de seca calculado pelo IPMA para monitorização da situação de seca, no final de março continua a não existir seca meteorológica em Portugal Continental, no entanto verifica-se um desagravamento nas classes de chuva, em especial nos concelhos do Norte, interior Centro e interior Sul que estão agora na classe moderada de chuva.</p><p>Em termos de distribuição percentual por classes do índice PDSI no território continental, no final de março era a seguinte: <strong>1.6% na classe de chuva fraca; 50.8% na classe de chuva moderada; 47.6% na classe de chuva severa</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/meteorologista-teresa-abrantes-confirma-os-dados-do-ipma-clima-no-continente-em-marco-foi-quente-e-seco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item></channel></rss>