<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Tempo.pt - Meteored</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Mon, 22 Jun 2026 23:00:21 +0000</lastBuildDate><pubDate>Mon, 22 Jun 2026 23:00:21 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Tempo.pt - Meteored</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Nova estratégia nacional de biodiversidade trava a expansão desenfreada de energias renováveis]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nova-estrategia-nacional-de-biodiversidade-trava-a-expansao-desenfreada-de-energias-renovaveis.html</link><pubDate>Mon, 22 Jun 2026 16:09:18 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O Governo aprovou um plano focado no ordenamento ecológico que impede a instalação de parques eólicos e solares em ecossistemas sensíveis com o intuito de proteger habitats selvagens.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-estrategia-nacional-de-biodiversidade-trava-a-expansao-desenfreada-de-energias-renovaveis-1782134039746.jpg" data-image="wt2vhcacydsl" alt="Paisagem ocupada com parques eólico e solar" title="Paisagem ocupada com parques eólico e solar"><figcaption>Para proteger a vida selvagem, os parques eólicos e solares vão ter zonas de interdição total e áreas onde o licenciamento será mais célere. Foto: Erich Westendarp/Pixabay</figcaption></figure><p>As serras e planícies portuguesas, que nos últimos anos viram a paisagem transformar-se com o avanço de gigantescas <strong>torres eólicas</strong> e extensos <strong>espelhos fotovoltaicos</strong>, preparam-se para conhecer <strong>regras inéditas</strong> de convivência com a tecnologia verde. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A aprovação da nova Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e Biodiversidade 2030 introduz um travão histórico na política ambiental do país. Pela primeira vez, o Estado português estabelece limites territoriais à instalação de novos projetos de energias limpas, criando zonas de exclusão total onde a prioridade passa a ser a sobrevivência da vida selvagem.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Esta mudança de rumo surge em resposta direta aos sinais de saturação ecológica visíveis em vários pontos do território nacional. A proliferação acelerada destas grandes centrais vinha gerando forte contestação devido à <strong>fragmentação de habitats</strong> e à mortalidade de fauna silvestre. </p><p>O novo diploma tem como intuito criar um <strong>escudo protetor</strong> para espécies que viram o seu espaço vital encolher significativamente, traçando uma <strong>linha vermelha</strong> que os promotores energéticos deixam de poder atravessar.</p><h2>O mapa dos territórios protegidos pelo Estado</h2><p>Até agora, a ausência de uma proibição explícita permitia que novos empreendimentos avançassem sobre áreas de elevada sensibilidade ecológica. Casos emblemáticos como o <strong>Parque Eólico de Silves</strong>, localizado no nordeste algarvio, ou as torres geradoras em<strong> Arcos</strong><strong> de Valdevez</strong>, que tocam a área do Parque Nacional da Peneda-Gerês, ilustram bem este conflito de interesses entre a transição energética e o património natural. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Da mesma forma, os aerogeradores instalados em Torre de Moncorvo vinham levantando fortes preocupações devido ao impacto na Zona Especial de Proteção do Alto Douro Vinhateiro.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O panorama das <strong>centrais solares de grande dimensão</strong> também motivou alertas urgentes da comunidade científica e de associações ambientalistas. A <strong>Central Solar da Beira</strong>, planeada para a zona envolvente do Parque Natural do Tejo Internacional, em Castelo Branco, enfrentou forte oposição por ameaçar ecossistemas vulneráveis. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-estrategia-nacional-de-biodiversidade-trava-a-expansao-desenfreada-de-energias-renovaveis-1782134209248.jpg" data-image="q6mt9sanzwrg" alt="Fungos" title="Fungos"><figcaption>Os fungos vão pela primeira vez em Portugal ter uma lista vermelha de espécies ameaçadas. Foto: Andrii K/Pixabay</figcaption></figure><p>Noutro ponto, a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves contestou severamente a <strong>central fotovoltaica Sophia</strong>, localizada na região Centro, demonstrando que a barreira física dos painéis fragmenta corredores ecológicos vitais para mamíferos e avifauna. </p><p>Já na central de <strong>Ferreira do Alentejo</strong>, a associação Zero identificou riscos sérios para a sobrevivência de aves estepárias raras, como a <strong>abetarda</strong> e o <strong>sisão</strong>, que dependem das planícies abertas de cereais para nidificar.</p><h2>Regras claras para acelerar no local certo</h2><p>Com o novo enquadramento normativo, os projetos que incidam nestas áreas geográficas proibidas serão liminarmente recusados ou forçados a mudar de localização. </p><p>O texto legal estabelece que a energia fotovoltaica deve expandir-se preferencialmente através de <strong>estruturas já artificializadas</strong>, incentivando o aproveitamento de <strong>telhados industriais</strong>, recintos residenciais, parques de estacionamento e antigas minas desativadas. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Como contrapartida para o setor empresarial, a estratégia nacional identifica zonas de desenvolvimento preferencial, onde os processos de licenciamento ambiental serão consideravelmente mais céleres e previsíveis.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Esta clarificação territorial surge quando se discutem os mapas de aceleração energética do país. Embora esses planos setoriais excluíssem os parques das áreas protegidas pela Rede Natura 2000, subsistia uma lacuna que <strong>permitia submeter propostas para zonas adjacentes através de avaliações de impacto ambiental</strong>. A estratégia agora publicada fecha essa porta, definindo claramente onde a instalação é estritamente proibida.</p><h2>Dos fungos esquecidos à proteção do lobo</h2><p>A nova estratégia ambiental vai muito além da regulação do setor das energias limpas. O documento acolheu mais de metade das propostas apresentadas na consulta pública, integrando novidades estruturais profundas. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Uma das medidas mais relevantes concede um estatuto de proteção inédito aos fungos, grupo biológico essencial para o equilíbrio florestal, até agora esquecido pela legislação. O plano prevê a realização de um inventário nacional e o lançamento da primeira lista vermelha de espécies de fungos ameaçadas em Portugal.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A nível de fauna e flora, o diploma reativa a obrigatoriedade de implementar planos de ação urgentes destinados à preservação do <strong>lobo-ibérico</strong>, do <strong>lince-ibérico</strong> e de <strong>aves</strong> <strong>necrófagas</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="680361" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cientistas-alertam-o-mundo-nao-esta-pronto-para-cumprir-as-metas-para-as-energias-renovaveis.html" title="Cientistas alertam: o mundo não está pronto para cumprir as metas para as energias renováveis">Cientistas alertam: o mundo não está pronto para cumprir as metas para as energias renováveis</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cientistas-alertam-o-mundo-nao-esta-pronto-para-cumprir-as-metas-para-as-energias-renovaveis.html" title="Cientistas alertam: o mundo não está pronto para cumprir as metas para as energias renováveis"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-alertam-o-mundo-nao-esta-pronto-para-cumprir-as-metas-para-as-energias-renovaveis-1730072285386_320.jpg" alt="Cientistas alertam: o mundo não está pronto para cumprir as metas para as energias renováveis"></a></article></aside><p>A floresta também passa a contar com uma nova exigência legal com a obrigação de <strong>diversificar a </strong><strong>paisagem </strong>através da plantação de espécies autóctones muito mais resistentes à passagem dos incêndios, privilegiando o crescimento de<strong> carvalhos </strong>e<strong> castanheiros </strong>em detrimento de monoculturas inflamáveis.</p><h2>Cidadãos e proprietários como guardiões da natureza</h2><p>A governação ambiental do país ganha novas ferramentas práticas com a introdução do <strong>princípio do protetor-recebedor</strong>. O mecanismo visa remunerar financeiramente os proprietários privados e os gestores rurais que promovam boas práticas de conservação, reconhecendo o seu papel como guardiões do território. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Para viabilizar estes pagamentos, o Estado vai promover um mercado voluntário de carbono azul, focado nos ecossistemas marinhos, e um quadro nacional de créditos de natureza.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O envolvimento da sociedade civil na recolha de dados científicos passa também a estar formalmente oficializado. A <strong>ciência </strong><strong>cidadã</strong> será utilizada como um instrumento estratégico da administração pública, através da criação de plataformas digitais para validar as observações biológicas registadas pela população e por programas escolares. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-estrategia-nacional-de-biodiversidade-trava-a-expansao-desenfreada-de-energias-renovaveis-1782134587045.jpg" data-image="d7e0bps530ir" alt="Serra d’Opa, Penamacor" title="Serra d’Opa, Penamacor"><figcaption>A obrigatoriedade de proteger os geossítios nos planos diretores municipais é mais uma regra que a nova estratégia de biodiversidade impõe às autarquias. Foto da Serra d’Opa: Município de Penamacor</figcaption></figure><p>Por fim, a<strong> geodiversidade </strong>é elevada ao mesmo patamar de relevância jurídica da biodiversidade animal e vegetal, obrigando os municípios a delimitar e proteger os<strong> geossítios </strong>diretamente nos seus planos diretores municipais.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Di%C3%A1rio%20da%20Rep%C3%BAblica" data-year="" data-title="Estrat%C3%A9gia%20Nacional%20para%20a%20Conserva%C3%A7%C3%A3o%20da%20Natureza%20e%20Biodiversidade%20(ENCNB%202030)" data-url="https%3A%2F%2Fdiariodarepublica.pt%2Fdr%2Fdetalhe%2Fresolucao-conselho-ministros%2F125-2026-1133485782">Diário da República. <a href="https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/resolucao-conselho-ministros/125-2026-1133485782" target="_blank">Estratégia Nacional para a Conservação da Natureza e Biodiversidade (ENCNB 2030)</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nova-estrategia-nacional-de-biodiversidade-trava-a-expansao-desenfreada-de-energias-renovaveis.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como podes melhorar o solo para obter plantações bonitas?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-podes-melhorar-o-solo-para-obter-plantacoes-bonitas.html</link><pubDate>Mon, 22 Jun 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Cultivar uma horta é uma excelente ideia, desde que o solo não seja excessivamente argiloso, por exemplo! Aqui ficam algumas dicas para o enriquecer de forma natural e eficaz durante os próximos meses.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/comment-ameliorer-votre-sol-pour-avoir-de-belles-plantations-fumier-trucs-et-astuces-1781361193713.jpeg" data-image="lb0ypxrb5w1h" alt="¡Un buen suelo garantiza buenas hortalizas durante toda la temporada!" title="¡Un buen suelo garantiza buenas hortalizas durante toda la temporada!"><figcaption>Um bom solo garante bons legumes durante toda a época!</figcaption></figure><p>A qualidade do solo desempenha um papel fundamental no crescimento das plantas, seja numa horta de legumes ou num pomar. No entanto, os solos pesados podem impedir o desenvolvimento ideal das culturas, especialmente nas hortas de legumes. A seguir,<strong> apresentam-se algumas dicas para melhorar a estrutura do solo e favorecer o crescimento das plantas</strong>.</p><h2>Contribuição de nutrientes</h2><p>Para tornar os solos argilosos mais soltos, <strong>é essencial incorporar matéria orgânica que altere a sua estrutura</strong>. Por exemplo, recomenda-se aplicar uma camada generosa de folhas caídas no outono para enriquecer e arejar o solo.</p><p>No final de março, <strong>quando as folhas caídas escasseiam, pode utilizar-se estrume de cavalo bem decomposto</strong>. Graças à sua composição, este estrume é ideal para tornar o solo mais solto e decompõe-se mais rapidamente do que o estrume de vaca; além disso, ajuda a aquecer o solo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/comment-ameliorer-votre-sol-pour-avoir-de-belles-plantations-1781360706945.jpeg" data-image="nzivanu70rar" alt="La arcilla es práctica para la alfarería, pero mucho menos para la jardinería." title="La arcilla es práctica para la alfarería, pero mucho menos para la jardinería."><figcaption>A argila é útil para a olaria, mas muito menos para a jardinagem.</figcaption></figure><p>Para facilitar a incorporação do estrume (já decomposta), recomenda-se revolver a terra com uma pá ou uma ferramenta adequada. Em seguida, aplique o estrume seguindo as doses indicadas na embalagem (evite o excesso). Aguarde um ou dois dias antes de misturar o estrume com o solo argiloso, a menos que ambos estejam relativamente secos; nesse caso, não é necessário esperar.</p><h2>Plantação de vegetais de raiz</h2><p>Depois de enriquecer o solo com estrume, pode plantar vegetais de raiz, como cenouras, pastinacas ou rabanetes. <strong>Os seus sistemas radiculares irão trabalhar o solo em profundidade e ajudarão a arejá-lo ainda mais</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774134" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-resistentes-ao-sol-6-opcoes-faceis-de-cuidar-e-que-sao-perfeitas-para-plantar-em-vaso.html" title="Plantas resistentes ao sol: 6 opções fáceis de cuidar e que são perfeitas para plantar em vaso ">Plantas resistentes ao sol: 6 opções fáceis de cuidar e que são perfeitas para plantar em vaso </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-resistentes-ao-sol-6-opcoes-faceis-de-cuidar-e-que-sao-perfeitas-para-plantar-em-vaso.html" title="Plantas resistentes ao sol: 6 opções fáceis de cuidar e que são perfeitas para plantar em vaso "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-resistentes-ao-sol-6-opcoes-faceis-de-cuidar-e-que-sao-perfeitas-para-plantar-em-vaso-1781286257387_320.jpg" alt="Plantas resistentes ao sol: 6 opções fáceis de cuidar e que são perfeitas para plantar em vaso "></a></article></aside><p>Tenha em conta que certas variedades de cenoura são mais adequadas para solos pesados. Não hesite em pedir conselhos no seu centro de jardinagem para escolher a variedade que melhor se adapta ao seu terreno. Esta informação costuma constar na embalagem.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/comment-ameliorer-votre-sol-pour-avoir-de-belles-plantations-1781360791506.jpeg" data-image="oa2o83gxqs2d" alt="Un sencillo abono verde para triunfar: ¡phacelia! Es posible sembrar hasta principios de otoño." title="Un sencillo abono verde para triunfar: ¡phacelia! Es posible sembrar hasta principios de otoño."><figcaption>Um adubo verde simples para obter bons resultados: a facélia! É possível semeá-la até ao início do outono.</figcaption></figure><p><strong>Em solos argilosos, as cenouras podem ter dificuldade em crescer direitas</strong>. Existem variedades selecionadas especificamente para estas condições que, além disso, ajudam a melhorar a estrutura do solo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774216" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-suas-plantas-de-interior-sofrem-mais-com-o-ar-seco-do-que-com-a-falta-de-rega-este-metodo-pode-ajudar.html" title="As suas plantas de interior sofrem mais com o ar seco do que com a falta de rega: este método pode ajudar">As suas plantas de interior sofrem mais com o ar seco do que com a falta de rega: este método pode ajudar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-suas-plantas-de-interior-sofrem-mais-com-o-ar-seco-do-que-com-a-falta-de-rega-este-metodo-pode-ajudar.html" title="As suas plantas de interior sofrem mais com o ar seco do que com a falta de rega: este método pode ajudar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tus-plantas-de-interior-sufren-mas-por-el-aire-seco-que-por-falta-de-riego-este-metodo-puede-ayudar-1781527281831_320.jpeg" alt="As suas plantas de interior sofrem mais com o ar seco do que com a falta de rega: este método pode ajudar"></a></article></aside><p>Também pode semear facélia. Esta planta melhora a estrutura do solo graças ao seu sistema radicular e enriquece-o quando utilizada como adubo verde. Para tal, <strong>basta cortá-la e incorporá-la no solo, se assim o desejarem, antes de produzir sementes</strong>.</p><h2>Manutenção contínua</h2><p>Embora esta tarefa possa parecer trabalhosa, é fundamental para manter um solo arejado e fértil. Por isso, <strong>recomenda-se adicionar matéria orgânica regularmente, como folhas caídas ou, em certos anos, estrume</strong>, respeitando sempre as doses de aplicação recomendadas por metro quadrado.</p><p><strong>O seu solo irá recompensá-lo com plantas vigorosas </strong>e, com o tempo, tornar-se-á mais propício para uma grande variedade de hortaliças.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-podes-melhorar-o-solo-para-obter-plantacoes-bonitas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo em Portugal esta semana: arranca quente, mas com mudanças à vista; a chuva e trovoada devem manter-se]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-arranca-quente-mas-com-mudancas-a-vista-a-chuva-e-trovoada-devem-manter-se.html</link><pubDate>Mon, 22 Jun 2026 13:21:21 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Para além da chuva prevista até sexta-feira, podendo ainda ser acompanhada por trovoada até meio da semana, também se prevê uma descida generalizada das temperaturas a partir de quarta-feira. Confira aqui a previsão!</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/pAWfNrkaQg4/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=pAWfNrkaQg4" id="pAWfNrkaQg4"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A semana arranca quente e com<strong> probabilidade de chuva e trovoada no interior Norte e Centro</strong>. Esta segunda-feira arrancou cinzenta em boa parte do país e esperam-se aguaceiros fracos em alguns locais do Norte e Centro, podendo ser acompanhados de trovoada. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ainda assim, as temperaturas elevadas continuam, especialmente no interior. Para hoje, esperam-se valores máximos compreendidos entre os 23 ºC em Viana do Castelo e os 35 ºC em Bragança e Castelo Branco. Localmente, o <strong>Vale do Douro poderá registar máximas de 39 ºC, podendo ser um dos sítios mais quentes do país</strong>.</p><h2>IPMA cobre país com avisos amarelo e laranja, devido às temperaturas previstas</h2><p>Até às 18h de amanhã, terça-feira, os distritos de Vila Real, Bragança e Guarda estarão sob <strong>aviso laranja de tempo quente</strong>, segundo o IPMA, prevendo-se para o distrito de Bragança, especialmente na área onde se insere o Vale do Douro, <strong>valores de até 42 ºC</strong>, podendo, mais uma vez, esta ser uma das regiões mais quentes do país.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-arranca-quente-mas-ha-mudanca-a-vista-a-chuva-e-trovoada-devem-manter-se-1782130419634.png" data-image="xxfpujtsll12" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Ainda que para amanhã, véspera de São João, ainda se esperem valores bastante elevados, especialmente no interior do país, a partir de quarta-feira as temperaturas diminuem de forma significativa e generalizada.</figcaption></figure><p>À exceção dos distritos acima descritos e de Aveiro, Leiria, Lisboa e Faro, os <strong>restantes distritos estão sob aviso amarelo devido ao mesmo fator</strong>, na sua maioria também até às 18h de amanhã, esperando-se valores acima dos 30 ºC na maior parte do território, à exceção das cidades costeiras.</p><h2>Espera-se ocorrência de chuva e trovoada nos próximos dias, assim como uma descida das temperaturas</h2><p>Contudo, além das temperaturas elevadas, espera-se a <strong>ocorrência de chuva fraca e dispersa</strong> para amanhã, terça-feira, nas regiões Centro e Sul, também podendo ser acompanhada de trovoada. É esperado que esta instabilidade possa chegar ao Norte a partir das últimas horas da tarde. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-arranca-quente-mas-ha-mudanca-a-vista-a-chuva-e-trovoada-devem-manter-se-1782130782593.png" data-image="bdb6nm7f2fwe" alt="chuva prevista; quinta-feira" title="chuva prevista; quinta-feira"><figcaption>Na quinta-feira, a chuva poderá incidir sobre boa parte do continente português, ainda que com intensidade fraca, segundo a mais recente atualização dos nossos mapas.</figcaption></figure><p><strong>Esta tendência de chuva e trovoada deverá manter-se até à madrugada de quinta-feira</strong>, ainda que a chuva possa permanecer no país até sexta-feira, mas sem trovoada à vista. A atual previsão mostra-nos que na quinta-feira a chuva poderá cobrir uma área mais extensa face aos restantes dias da semana, como podemos observar no mapa acima.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775006" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/pico-do-episodio-de-tempo-quente-em-portugal-sera-hoje-e-amanha-maximas-ate-42-c-e-tres-distritos-sob-aviso-laranja.html" title="Pico do episódio de tempo quente em Portugal será hoje e amanhã: máximas até 42 ºC e três distritos sob aviso laranja">Pico do episódio de tempo quente em Portugal será hoje e amanhã: máximas até 42 ºC e três distritos sob aviso laranja</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/pico-do-episodio-de-tempo-quente-em-portugal-sera-hoje-e-amanha-maximas-ate-42-c-e-tres-distritos-sob-aviso-laranja.html" title="Pico do episódio de tempo quente em Portugal será hoje e amanhã: máximas até 42 ºC e três distritos sob aviso laranja"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pico-do-episodio-de-tempo-quente-em-portugal-sera-hoje-e-amanha-maximas-ate-42-c-e-tres-distritos-sob-aviso-laranja-1782133245055_320.jpg" alt="Pico do episódio de tempo quente em Portugal será hoje e amanhã: máximas até 42 ºC e três distritos sob aviso laranja"></a></article></aside><p>Para além disto, espera-se um <strong>arrefecimento generalizado a partir de quarta-feira</strong>, onde as temperaturas máximas vão diminuir de forma significativa, como se pode verificar no primeiro mapa deste artigo, onde apenas para <strong>sábado, dia 27, se preveem valores iguais ou superiores a 30 ºC </strong>nas capitais de distrito do interior Centro e Sul.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-arranca-quente-mas-com-mudancas-a-vista-a-chuva-e-trovoada-devem-manter-se.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pico do episódio de tempo quente em Portugal será hoje e amanhã: máximas até 42 ºC e três distritos sob aviso laranja]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/pico-do-episodio-de-tempo-quente-em-portugal-sera-hoje-e-amanha-maximas-ate-42-c-e-tres-distritos-sob-aviso-laranja.html</link><pubDate>Mon, 22 Jun 2026 13:07:30 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal atravessa agora o pico do episódio de tempo quente, com vários distritos sob aviso do IPMA e temperaturas até 42 ºC nalguns locais do interior. A partir de quarta-feira, prevê-se uma descida gradual das temperaturas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xahvhei"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xahvhei.jpg" id="xahvhei"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal continental prepara-se para enfrentar esta segunda e terça-feira o pico do episódio de tempo quente, com <strong>temperaturas que poderão atingir ou ultrapassar os 40 ºC em algumas regiões do interior</strong>. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>A persistência de uma massa de ar muito quente sobre a Península Ibérica levou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) a colocar <strong>três distritos sob aviso laranja e outros onze sob aviso amarelo</strong> devido à persistência de valores elevados ou muito elevados da temperatura máxima. A partir de quarta-feira, os modelos meteorológicos apontam para uma alteração do padrão atmosférico, que deverá favorecer uma <strong>descida das temperaturas</strong>.</p><h2>Interior Norte, Centro e Alentejo entre as regiões mais quentes</h2><p>A atual situação meteorológica resulta da interação entre uma dorsal anticiclónica e uma depressão isolada em altitude (gota fria) a oeste da Península Ibérica. <strong>Esta configuração impulsiona uma massa de ar muito quente sobretudo para Espanha, França e outros países da Europa</strong>. Em Portugal continental, a influência do Atlântico atenua os extremos de calor no litoral, enquanto a aproximação da gota fria poderá favorecer alguma instabilidade no interior. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/onda-de-calor-intensifica-se-em-portugal-continental-temperaturas-ate-41-c-e-tres-distritos-sob-aviso-laranja-1782129919592.png" data-image="97xsnukxsn68"><figcaption>As rajadas de vento mantêm-se geralmente fracas a moderadas em grande parte de Portugal continental durante a tarde de segunda-feira, favorecendo a permanência da massa de ar quente. Apenas as terras altas e algumas zonas do interior Norte registam rajadas localmente mais intensas.</figcaption></figure><p>O céu pouco nublado e o vento fraco favorecerão um aquecimento acentuado, com temperaturas entre 38 e 41 ºC no interior Norte e Centro, Vale do Tejo e Alentejo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/onda-de-calor-intensifica-se-em-portugal-continental-temperaturas-ate-41-c-e-tres-distritos-sob-aviso-laranja-1782129801379.png" data-image="at6qmd0ey30b"><figcaption>Na tarde de segunda-feira, as temperaturas aproximam-se ou ultrapassam os 35 ºC em grande parte do interior Norte e Centro, Vale do Tejo e Alentejo, com os valores mais elevados a registarem-se no interior da Península Ibérica. O litoral ocidental mantém-se significativamente mais fresco devido à influência do Atlântico.</figcaption></figure><p>Face às temperaturas previstas, o <strong>IPMA emitiu aviso laranja para os distritos de Bragança, Guarda e Vila Real</strong>, enquanto <strong>Beja, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal, Viana do Castelo e Viseu</strong> <strong>permanecem sob aviso amarelo</strong>. O instituto recomenda reforçar a hidratação, evitar a exposição solar durante as horas de maior calor e reduzir atividades físicas intensas no exterior, sobretudo entre crianças, idosos e pessoas com doenças crónicas.</p><h2>Descida das temperaturas começa na quarta-feira</h2><p>Terça-feira deverá marcar o <strong>pico do episódio de tempo quente</strong>, mantendo-se praticamente inalteradas as condições atmosféricas que têm favorecido as temperaturas elevadas.</p><p>A partir de quarta-feira, a circulação atmosférica deverá começar a alterar-se. O <strong>enfraquecimento da dorsal anticiclónica</strong> permitirá uma maior influência do Atlântico sobre Portugal continental, <strong>favorecendo a entrada de ar menos quente</strong> e um ligeiro reforço do vento de oeste a noroeste. Como consequência, prevê-se uma descida das temperaturas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/onda-de-calor-intensifica-se-em-portugal-continental-temperaturas-ate-41-c-e-tres-distritos-sob-aviso-laranja-1782129626974.png" data-image="kjc885z0n4l8"><figcaption>Na tarde de quinta-feira, a descida das temperaturas torna-se evidente no litoral e nas regiões Norte e Centro, enquanto o interior sul continua a registar valores elevados, embora inferiores aos observados durante o pico da onda de calor.</figcaption></figure><p>Esta diminuição deverá sentir-se primeiro no litoral e nas regiões Norte e Centro, onde a influência marítima será mais evidente. <strong>No interior sul</strong>, apesar da descida prevista, o <strong>tempo continuará quente</strong>, embora as temperaturas se afastem dos valores elevados registados no início da semana.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774985" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/atividade-eletrica-no-interior-de-portugal-nuvens-de-trovoada-intensificam-se-a-partir-das-13h-desta-segunda-feira.html" title="Atividade elétrica no interior de Portugal: nuvens de trovoada intensificam-se a partir das 13h desta segunda-feira 22">Atividade elétrica no interior de Portugal: nuvens de trovoada intensificam-se a partir das 13h desta segunda-feira 22</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/atividade-eletrica-no-interior-de-portugal-nuvens-de-trovoada-intensificam-se-a-partir-das-13h-desta-segunda-feira.html" title="Atividade elétrica no interior de Portugal: nuvens de trovoada intensificam-se a partir das 13h desta segunda-feira 22"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/atividade-eletrica-no-interior-de-portugal-nuvens-de-trovoada-intensificam-se-a-partir-das-13h-desta-segunda-feira-1782127281051_320.png" alt="Atividade elétrica no interior de Portugal: nuvens de trovoada intensificam-se a partir das 13h desta segunda-feira 22"></a></article></aside><p>Ainda que a descida das temperaturas seja consensual entre os modelos meteorológicos, será importante acompanhar as previsões, uma vez que poderão ocorrer pequenos ajustes.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/pico-do-episodio-de-tempo-quente-em-portugal-sera-hoje-e-amanha-maximas-ate-42-c-e-tres-distritos-sob-aviso-laranja.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A matéria que forma estrelas, planetas e corpos humanos representa apenas uma pequena fração do Universo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-materia-que-forma-estrelas-planetas-e-corpos-humanos-representa-apenas-uma-pequena-fracao-do-universo.html</link><pubDate>Mon, 22 Jun 2026 13:03:06 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Tudo o que existiu, o que existe e o que existirá é constituído por quarks ou matéria bariónica, mas estas partículas subatómicas representam apenas uma pequena fração do Universo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-materia-que-forma-estrellas-planetas-y-cuerpos-humanos-representa-solo-una-pequena-fraccion-del-universo-1781818836748.png" data-image="kp7f8hvyuhnp"><figcaption>Dependendo da combinação, os quarks formam, entre outras partículas, os neutrões e os protões, que constituem a base do núcleo atómico.</figcaption></figure><p>Recentemente, ficámos a saber que os quarks representam o nível mais fundamental da matéria conhecida (bariónica). Estas partículas não têm estrutura interna e, de acordo com o Modelo Padrão, existem <strong>6 sabores distintos, organizados em 3 gerações</strong>, que determinam as propriedades subatómicas de tudo.</p><p>Uma das suas características mais notáveis é que a sua carga elétrica é fracionária e que possuem uma propriedade adicional chamada "carga de cor", que, por incrível que pareça, não está relacionada com a cor visual, mas sim com a interação que rege a força nuclear forte, a mais intensa das forças fundamentais conhecidas.</p><div class="texto-destacado">Esta força é mediada por partículas chamadas gluões, que são responsáveis pela troca de carga de cor entre os quarks. Basicamente, atua como uma cola e garante que os quarks permaneçam ligados mesmo em condições de energia extrema.</div><p>Este comportamento conduz ao fenómeno conhecido como confinamento, que pode ser observado quando se tenta separar dois quarks. <strong>A energia do campo aumenta tanto que se criam novos pares de quark-antiquark</strong>, impedindo que existam de forma isolada.</p><p>Graças a este mecanismo, os quarks não aparecem livremente, mas sim formando estruturas estáveis; estas combinações dão origem a partículas compostas, como protões e neutrões, que constituem a base física dos núcleos atómicos e, em última instância, de toda a matéria visível no Universo.</p><h2>A arquitetura nuclear</h2><p>Basicamente, a matéria bariónica é constituída por partículas formadas pela combinação de 3 quarks, pelo que constituem o núcleo da matéria estável. Por exemplo, <strong>o protão é composto por dois quarks up e um down, enquanto o neutrão contém dois quarks down e um up</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-materia-que-forma-estrellas-planetas-y-cuerpos-humanos-representa-solo-una-pequena-fraccion-del-universo-1781816263105.png" data-image="yt2u6h0l5p1n"><figcaption>No Modelo Padrão das partículas elementares, os quarks constituem um subgrupo da matéria bariónica.</figcaption></figure><p>Embora pareça uma descrição simples, a massa dos bariões encerra uma das ideias mais profundas da física moderna. <strong>Os quarks up e down contribuem com apenas uma fração mínima da massa total </strong>medida experimentalmente em protões e neutrões.</p><p>A maior parte da massa bariónica provém da energia associada ao movimento relativista dos quarks e também ao intenso campo de gluões que os mantém confinados. Ou seja, trata-se de uma manifestação direta da equivalência entre massa e energia descrita pela famosa equação de Einstein.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765324" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cientistas-apontam-para-um-universo-oculto-anterior-ao-big-bang-que-ainda-deixa-vestigios-no-espaco.html" title="Cientistas apontam para um universo oculto anterior ao Big Bang que ainda deixa vestígios no espaço">Cientistas apontam para um universo oculto anterior ao Big Bang que ainda deixa vestígios no espaço</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cientistas-apontam-para-um-universo-oculto-anterior-ao-big-bang-que-ainda-deixa-vestigios-no-espaco.html" title="Cientistas apontam para um universo oculto anterior ao Big Bang que ainda deixa vestígios no espaço"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-apuntan-a-un-universo-oculto-previo-al-big-bang-que-aun-deja-huella-en-el-espacio-1776857354736_320.jpg" alt="Cientistas apontam para um universo oculto anterior ao Big Bang que ainda deixa vestígios no espaço"></a></article></aside><p>Esta dinâmica interna explica por que razão a matéria comum é como é em grande escala; a verdade é que <strong>a estabilidade do protão e o equilíbrio energético alcançado no interior do núcleo permitem a existência prolongada de átomos</strong>, moléculas, estrelas e estruturas complexas em grandes escalas de tempo.</p><h3>Uma fração verdadeiramente pequena</h3><p>Se pudéssemos observar o Universo na sua totalidade, o papel dos bariões pareceria surpreendentemente insignificante. Além disso, se tivermos em conta que toda a matéria composta por protões e neutrões, incluindo galáxias, planetas e seres vivos, <strong>representa cerca de 5% do conteúdo total do cosmos</strong>.</p><p>Como já referimos anteriormente, a maior parte do Universo é constituída por componentes invisíveis. A (mal denominada) matéria escura, que constitui cerca de um quarto do total, não interage com a luz, mas revela a sua presença através da sua influência gravitacional sobre as galáxias e os aglomerados galácticos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-materia-que-forma-estrellas-planetas-y-cuerpos-humanos-representa-solo-una-pequena-fraccion-del-universo-1781819787098.png" data-image="w947lfjvgr3u"><figcaption>A força desconhecida que provoca a aceleração do Universo é designada por "Energia Negra". Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>E a energia escura, ainda mais desconcertante, responsável por aproximadamente dois terços do conteúdo total do Universo, com um efeito que se manifesta como uma expansão acelerada de todo o espaço-tempo, contrariando a atração gravitacional de toda a matéria conhecida.</p><p>Este panorama redefine a nossa perspetiva cósmica e, embora a física dos quarks e dos bariões explique tudo o que podemos tocar e observar diretamente, <strong>o destino e a estrutura em grande escala do Universo são dominados por componentes cuja natureza continua a ser desconhecida</strong>.</p><h3>Evidência experimental e fronteiras</h3><p>O mais incrível é que nós próprios podemos aceder a conhecimentos detalhados sobre quarks, gluões e bariões através de compilações experimentais rigorosas, como as do Particle Data Group, que reúne resultados de experiências realizadas nos principais aceleradores de partículas do mundo.</p><p>No âmbito cosmológico, <strong>missões espaciais como a Planck e a WMAP permitiram medir, com grande precisão</strong> as frações tanto da matéria bariónica, como da matéria escura e da energia escura do Universo e, de facto, continuam a fazê-lo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="679254" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/interior-do-atomo-e-mostrado-pela-primeira-vez-em-imagem-de-quarks-e-gluons.html" title="Interior do átomo é mostrado pela primeira vez em imagem de quarks e gluões">Interior do átomo é mostrado pela primeira vez em imagem de quarks e gluões</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/interior-do-atomo-e-mostrado-pela-primeira-vez-em-imagem-de-quarks-e-gluons.html" title="Interior do átomo é mostrado pela primeira vez em imagem de quarks e gluões"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/interior-do-atomo-e-mostrado-pela-primeira-vez-em-imagem-de-quarks-e-gluons-1729369476842_320.png" alt="Interior do átomo é mostrado pela primeira vez em imagem de quarks e gluões"></a></article></aside><p>Ao combinar os dados experimentais com modelos teóricos cosmológicos, é possível estabelecer uma ligação entre a física das partículas e a evolução do cosmos, desde os primeiros instantes após o Big Bang até à formação das galáxias, das estruturas em grande escala e, porque não, dos olhos da pessoa amada.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-materia-que-forma-estrelas-planetas-e-corpos-humanos-representa-apenas-uma-pequena-fracao-do-universo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Atividade elétrica no interior de Portugal: nuvens de trovoada intensificam-se a partir das 13h desta segunda-feira 22]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/atividade-eletrica-no-interior-de-portugal-nuvens-de-trovoada-intensificam-se-a-partir-das-13h-desta-segunda-feira.html</link><pubDate>Mon, 22 Jun 2026 11:22:05 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma gota fria no Atlântico será responsável por fazer com que grande parte de Portugal escape ao calor extremo, impulsionando-o principalmente para Espanha, França e outros países europeus. No entanto, haverá aguaceiros, trovoadas e risco de granizo.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xahv0su"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xahv0su.jpg" id="xahv0su"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Neste momento há uma <strong>depressão isolada em altitude situada a oeste de Portugal continental</strong>, cujo núcleo de ar frio, em contraste com o ar quente à superfície, contribuirá para o aumento da instabilidade meteorológica <strong>nesta tarde de segunda-feira (22)</strong> em algumas regiões do país, sob a forma de <strong>aguaceiros dispersos, trovoadas e até mesmo possibilidade de queda de granizo</strong>. </p><p>Para esta instabilidade atmosférica também contribuirá o <strong>forçamento orográfico</strong> associado ao relevo montanhoso de algumas das regiões mais afetadas. Os aguaceiros e trovoadas vão refrescar o estado do tempo, de forma muito pontual e localizada.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Em simultâneo, existe sobre uma grande parte da Península Ibérica<strong> uma crista anticiclónica</strong>, precisamente devido à presença dessa depressão cujo flanco dianteiro vai impulsionando<strong> o ar quente e seco do Norte de África</strong> (ventos de Sul) sobretudo para Espanha, França e outros países europeus, <strong>fazendo com que Portugal continental não seja tão atingido pelo calor extremo</strong>.</p><h2>Nesta tarde de segunda-feira haverá risco de trovoada nestes distritos</h2><p>A partir do início da tarde de hoje, 22 de junho, está previsto que se comecem a formar <strong>nuvens de desenvolvimento vertical sobre o interior Norte e Centro, podendo estender-se pontualmente ao Alto Alentejo</strong>. As condições atmosféricas serão particularmente favoráveis à ocorrência de aguaceiros e trovoadas em zonas montanhosas, onde a atividade elétrica será inicialmente muito dispersa e localizada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/atividade-eletrica-no-interior-de-portugal-nuvens-de-trovoada-intensificam-se-a-partir-das-13h-desta-segunda-feira-1782126716133.png" data-image="hteguiqkzluv"><figcaption>A previsão da concentração de descargas elétricas para esta segunda-feira, 22 de junho, indica que a sua distribuição tenderá a ocorrer no interior Norte, Centro e Alto Alentejo.</figcaption></figure><p>De acordo com os mapas de referência da Meteored, à medida que as células convectivas evoluírem e se deslocarem para leste e sul, <strong>os fenómenos decorrentes da precipitação convectiva e da atividade elétrica abrangerão áreas mais vastas, sobretudo entre as 15:00 e as 19:00</strong>.</p><p>Os distritos de <strong>Vila Real, Viseu, Bragança, Guarda, Castelo Branco e Portalegre</strong> apresentam maior probabilidade de registar <strong>aguaceiros e trovoadas</strong>, embora algumas áreas de outros distritos do Norte e Centro também possam ser pontualmente afetadas. <strong>Não se descarta, igualmente, o risco de queda ocasional de granizo</strong>. Os valores de <strong>precipitação acumulada serão residuais</strong> a praticamente nulos, devido à baixa humidade ambiental (geralmente inferior a 50%), podendo localmente somar apenas 1 ou 2 mm.</p><h2>Avisos amarelo e laranja de tempo quente e perigo muito elevado a máximo de incêndio</h2><p>Devido à previsão de persistência de valores elevados da temperatura máxima, o IPMA emitiu <strong>aviso amarelo de tempo quente </strong>para os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Viseu, Coimbra, Castelo Branco, Santarém, Portalegre, Évora, Setúbal e Beja.</p><p>Somente em 3 distritos de Portugal continental,- todos situados no interior Norte e Centro <strong>(Vila Real, Bragança e Guarda</strong>) e onde os mapas preveem valores próximos aos máximos anteriormente registados -, foi emitido o<strong> aviso laranja de tempo quente </strong>devido à persistência de <strong>valores muito elevados da temperatura máxima</strong>. Em várias localidades destes distritos as temperaturas máximas ultrapassarão facilmente a barreira dos <strong>36 ºC, podendo alcançar os 42 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/atividade-eletrica-no-interior-de-portugal-nuvens-de-trovoada-intensificam-se-a-partir-das-13h-desta-segunda-feira-1782126871659.png" data-image="w2ryw35zqcws"><figcaption>O episódio de calor intenso mantém-se nesta segunda-feira, 22 de junho, com os distritos de Vila Real, Bragança e Guarda sob aviso laranja devido à persistência de valores muito elevados da temperatura máxima.</figcaption></figure><p>Um fenómeno adverso que merece especial atenção nesta tarde de segunda-feira (22) é o <strong>risco</strong><strong> de incêndios rurais ou florestais desencadeados por raios</strong>. Isto porque uma parte significativa da atividade elétrica prevista poderá estar associada a episódios de<strong> “trovoada seca”</strong>, caracterizados pela ocorrência de descargas elétricas com precipitação escassa ou até mesmo inexistente à superfície.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774884" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-calor-intenso-em-portugal-marcada-por-aguaceiros-e-trovoadas-eis-as-regioes-mais-afetadas-e-ate-quando.html" title="Semana de calor intenso em Portugal marcada por aguaceiros e trovoadas: eis as regiões mais afetadas e até quando">Semana de calor intenso em Portugal marcada por aguaceiros e trovoadas: eis as regiões mais afetadas e até quando</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-calor-intenso-em-portugal-marcada-por-aguaceiros-e-trovoadas-eis-as-regioes-mais-afetadas-e-ate-quando.html" title="Semana de calor intenso em Portugal marcada por aguaceiros e trovoadas: eis as regiões mais afetadas e até quando"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-calor-intenso-em-portugal-continental-marcada-por-aguaceiros-e-trovoadas-1782052143985_320.png" alt="Semana de calor intenso em Portugal marcada por aguaceiros e trovoadas: eis as regiões mais afetadas e até quando"></a></article></aside><p>A nível geográfico, os distritos onde se prevê uma maior incidência de trovoadas - Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Castelo Branco e Portalegre - <strong>coincidem</strong>, em grande medida, com as áreas identificadas pelo mapa de <strong>perigo de incêndio rural do IPMA</strong> para esta segunda-feira (22), <strong>onde a maioria dos concelhos apresenta um nível muito elevado ou máximo de suscetibilidade à ignição</strong>. Deste modo, esta sobreposição, está associada ao aumento da probabilidade de deflagração de focos de incêndio provocados por descargas elétricas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/atividade-eletrica-no-interior-de-portugal-nuvens-de-trovoada-intensificam-se-a-partir-das-13h-desta-segunda-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A ciência faz alertas sobre o clima, mas não costuma dar soluções: o alerta de um estudo de Cambridge]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-ciencia-faz-alertas-sobre-o-clima-mas-nao-costuma-dar-solucoes-o-alerta-de-um-estudo-de-cambridge.html</link><pubDate>Mon, 22 Jun 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A comunicação sobre as alterações climáticas é uma das questões mais complexas e debatidas: os cientistas devem limitar-se a apresentar os dados ou devem também propor soluções? Um estudo da Universidade de Cambridge examina este problema.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-scienza-lancia-allerte-sul-clima-ma-spesso-non-indica-le-soluzioni-l-avviso-di-un-macro-studio-di-cambridge-1781630361404.jpeg" data-image="gly2xgggp6sf"><figcaption>A ciência delineia os cenários, enquanto os formuladores de políticas devem decidir sobre as estratégias, onde concentrar esforços e que soluções adotar. Trata-se de uma linha ténue: ao analisar os cenários do IPCC, quem deve indicar o caminho a seguir e as soluções a serem empregadas — e de que maneira devem proceder?</figcaption></figure><p>A ciência do clima está a tornar-se cada vez mais clara: as <strong>alterações climáticas</strong> são uma realidade, e a atividade humana é a causa. Os primeiros alertas remontam ao final das décadas de 1980 e 1990 — <strong>alertas </strong>que, na época, eram cautelosos, marcados pela dúvida e pela incerteza, e acompanhados por um estilo de comunicação científica e ambiental muito diferente do atual.</p><p>Naquela época, os cientistas do clima sustentavam que não lhes cabia <strong>propor soluções ou enfatizar a urgência de ações</strong>. De lá para cá, a situação mudou; artigos científicos trazem, cada vez mais, indicações que avançam para o campo das decisões políticas. No entanto, o tema continua a ser objeto de debate, uma vez que questões complexas surgem durante a transição da investigação para a formulação de políticas.</p><p>A distinção entre <strong>fazer ciência e traduzi-la em recomendações de políticas</strong> <strong>públicas </strong>é real, mas frequentemente é subestimada ou mal articulada. Um estudo da Universidade de Cambridge lança luz sobre esta questão.</p><h2>Como a comunicação climática mudou</h2><p>Nas décadas de <strong>1980 e 1990</strong>, os <strong>climatologistas geralmente limitavam-se a contextualizar a questão e a apresentar dados e factos</strong> — apontando as causas sem se aventurar muito no terreno das soluções ou da urgência de agir. Foi justamente esta cautela — esta tendência de se abster estritamente ao seu papel profissional como climatologistas — que foi apontada como uma falha na comunicação sobre as alterações climáticas e um fator que contribuiu para a ação limitada tomada até então.</p><p>Consequentemente, a partir, sobretudo, do Quarto Relatório de Avaliação do IPCC em <strong>2007</strong>, os <strong>cientistas começaram a aventurar-se cada vez mais num território que era político</strong>, e não científico. De facto, muitas partes interessadas tinham solicitado explicitamente que o fizessem, argumentando: "Vocês não devem apenas falar-nos sobre os problemas; precisam falar-nos também sobre as soluções".</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772260" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/poem-fim-a-previsao-mais-assustadora-porque-e-que-os-cientistas-acabam-de-excluir-o-pior-futuro-climatico-possivel.html" title="Põem fim à previsão mais assustadora: porque é que os cientistas acabam de excluir o pior futuro climático possível">Põem fim à previsão mais assustadora: porque é que os cientistas acabam de excluir o pior futuro climático possível</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/poem-fim-a-previsao-mais-assustadora-porque-e-que-os-cientistas-acabam-de-excluir-o-pior-futuro-climatico-possivel.html" title="Põem fim à previsão mais assustadora: porque é que os cientistas acabam de excluir o pior futuro climático possível"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ponen-fin-del-pronostico-mas-aterrador-por-que-los-cientificos-acaban-de-borrar-el-peor-futuro-climatico-posible-1780579947938_320.png" alt="Põem fim à previsão mais assustadora: porque é que os cientistas acabam de excluir o pior futuro climático possível"></a></article></aside><p>Em artigos científicos, em conferências voltadas tanto para a comunidade científica quanto para o público em geral, e durante eventos paralelos às Conferências das Partes, investigadores têm apresentado, com frequência crescente, afirmações como "para permanecer dentro do limite de 1,5 °C, os governos devem fazer X..." ou "para evitar ultrapassar pontos de não retorno, é necessário implementar políticas rigorosas em relação a...".</p><p>No entanto, um estudo da Universidade de Cambridge sugere agora que está a surgir o problema oposto. Uma análise de mais de 3.000 artigos científicos sobre a mitigação das alterações climáticas revela uma questão: as <strong>recomendações sobre como traduzir estudos em políticas públicas</strong> são, com demasiada frequência, <strong>vagas, inviáveis ou desconectadas </strong>das conclusões reais dos estudos.</p><h2>O estudo de Cambridge</h2><p>Num artigo publicado na revista<em> Nature Environmental Social Sciences</em> intitulado "<em>Confusing evidence with arguments: a systematic review of policy recommendations for net-zero emissions</em>", um grupo de investigadores <strong>analisou mais de 3.000 artigos científicos sobre mitigação das alterações climáticas, transição energética para fontes renováveis</strong>, transporte e mobilidade sustentável.</p><p>Três questões recorrentes surgiram: <strong>incertezas ocultas, linguagem emotiva e "listas de desejos" que, muitas vezes, eram politicamente irrealistas</strong>. Em suma, os estudos propunham soluções e políticas — incluindo medidas rigorosas, proibições ou restrições severas — de natureza política, e não científica, mas não detalhavam como implementá-las de forma prática, social ou económica no mundo real.</p><h2>As limitações dos cientistas de "linha dura"</h2><p>A equipa que publicou este estudo afirma que muitos <strong>cientistas </strong>não estão familiarizados com os detalhes do processo de formulação de políticas, o que pode levá-los a fazer <strong>recomendações irrealistas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-scienza-lancia-allerte-sul-clima-ma-spesso-non-indica-le-soluzioni-l-avviso-di-un-macro-studio-di-cambridge-1781630465357.jpeg" data-image="ax7dnsynvgbv"><figcaption>Solar, eólica ou nuclear? Imposto sobre carbono ou cotas de CO2? A ciência do clima frequentemente discute soluções, mas permanece distante do mundo político real, que precisa de tomar decisões e agir diariamente.</figcaption></figure><p>Afinal, reconhece-se que o delineamento de recomendações de políticas é parte fundamental do processo de investigação — justamente para<strong> evitar a apresentação de problemas sem a proposição de soluções</strong>.</p><div class="texto-destacado">"O nosso primeiro passo para tornar a investigação mais acessível aos formuladores de políticas foi entender como investigadores das áreas de engenharia e ciência do clima formulam atualmente recomendações de políticas", disse o autor principal, Dr. Vangelis Danopoulos, do Laboratório de Estatística de Cambridge. "E constatamos que, embora a ciência seja sólida, as recomendações de políticas — isto é, a forma como a ciência é implementada — são frequentemente tratadas como algo secundário".</div><p>No entanto, <strong>a forma como as recomendações são apresentadas precisa de ser aprimorada</strong>; nesse sentido, o grupo de investigação defende a oferta de cursos de capacitação para investigadores e cientistas e sustenta que as agências de fomento devem incluir a comunicação sobre políticas no processo de financiamento.</p><h2>O risco de exploração</h2><p>Um estudo como este — que faz uma crítica fundamentada à forma como a ciência do clima é comunicada — pode ser explorado por negacionistas das alterações climáticas. Na realidade, o artigo não nega, de forma alguma, a questão climática; pelo contrário, procura abordar um dos aspetos mais desafiadores e debatidos do tema: a<strong> comunicação sobre o clima</strong>. Esta distinção é fundamental: criticar a forma como a ciência é comunicada não é o mesmo que questionar a ciência em si.</p><p>Em última análise, a solução não é que os cientistas falem menos sobre <strong>política</strong>, mas que<strong> falem sobre ela de forma mais eficaz</strong> — com maior rigor, humildade e consciência dos processos políticos, que diferem significativamente da forma como o trabalho é realizado em laboratórios científicos.</p><p><strong>A comunicação eficaz da ciência do clima é a base essencial para a tomada de decisões políticas sólidas</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Danopoulos%2C%20E.%20et%20al" data-year="2026" data-title="Blurring%20evidence%20with%20advocacy%3A%20a%20systematic%20review%20of%20policy%20recommendations%20for%20net%20zero" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs44432-026-00012-6">Danopoulos, E. et al. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s44432-026-00012-6" target="_blank">Blurring evidence with advocacy: a systematic review of policy recommendations for net zero</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-ciencia-faz-alertas-sobre-o-clima-mas-nao-costuma-dar-solucoes-o-alerta-de-um-estudo-de-cambridge.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Florestas e rios ameaçados: a crise climática está a destruir a flora e a fauna mais rapidamente em climas temperados]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/florestas-e-rios-ameacados-a-crise-climatica-esta-a-destruir-a-flora-e-a-fauna-mais-rapidamente-em-climas-temperados.html</link><pubDate>Mon, 22 Jun 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Durante décadas, as espécies tropicais foram amplamente consideradas mais vulneráveis do que as espécies temperadas. No entanto, alguns estudos sugerem o contrário. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/florestas-e-rios-ameacados-a-crise-climatica-esta-a-destruir-a-flora-e-a-fauna-mais-rapidamente-em-climas-temperados-1781992072166.jpg" data-image="cn9z0fm54p8e" alt="rios e florestas; biodiversidade" title="rios e florestas; biodiversidade"><figcaption>As alterações climáticas poderão em breve provocar uma perda catastrófica da biodiversidade global.</figcaption></figure><p>Imagine regressar ao seu trilho de caminhada favorito 15 anos após a sua primeira visita e descobrir que muitas das plantas e animais que antes ali viviam desapareceram. Embora estas espécies possam ainda existir noutros locais, estes desaparecimentos (ou extinções locais) estão entre os <strong>sinais mais claros de que as alterações climáticas já estão a transformar ecossistemas e a ameaçar espécies em todo o mundo</strong>.</p><p> Investigadores da Universidade do Arizona compararam as extinções locais causadas pelas recentes alterações climáticas em <strong>mais de 5.100 espécies de plantas e animais de todo o mundo</strong>, incluindo centenas de espécies de traças e escaravelhos, centenas de peixes e aves, muitos mamíferos, rãs, salamandras e lagartos, e quase 3.000 espécies de plantas. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p> No estudo publicado na <em>Nature Climate Change</em>, os investigadores descobriram que <strong>49% das espécies temperadas sofreram extinção local nas partes mais quentes das suas áreas de distribuição</strong>, em comparação com apenas 33% das espécies tropicais. </p><p> A investigação baseou-se em levantamentos de biodiversidade em quase 40.000 locais em todo o mundo, permitindo aos investigadores <strong>comparar registos históricos com levantamentos realizados anos ou décadas mais tarde</strong>, tornando-se a maior análise de extinções locais impulsionadas pelo clima realizada até à data. </p><h2>Vários fatores foram tidos em consideração para este estudo</h2><p>Estes resultados foram<strong> consistentes em muitos grupos diferentes de organismos</strong>, incluindo insetos, vertebrados, plantas e espécies marinhas e de água doce.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/florestas-e-rios-ameacados-a-crise-climatica-esta-a-destruir-a-flora-e-a-fauna-mais-rapidamente-em-climas-temperados-1781992617088.jpg" data-image="gleh4nktfnz1" alt="abelhas; insetos;" title="abelhas; insetos;"><figcaption>Utilizando um conjunto de dados à escala global de estudos de reavaliação que abrangem 5.151 espécies de plantas e animais em 39.157 locais, os investigadores mostraram que as extinções locais relacionadas com o clima foram significativamente mais frequentes entre as espécies temperadas (49% das espécies inquiridas) do que entre as espécies tropicais (33%).</figcaption></figure><p>Para compreender este padrão inesperado, os <strong>investigadores analisaram múltiplos fatores relacionados com o clima</strong>, incluindo tendências de aquecimento a longo prazo, alterações nas chuvas, condições de seca e ondas de calor em locais globais. Também excluíram locais que podem ter sido afetados por fatores de stress não climáticos, como a desflorestação. </p><p> Os investigadores encontraram uma explicação principal para o padrão: <strong>as regiões temperadas estão a aquecer mais rapidamente</strong> do que as regiões tropicais.</p><h2>Regiões temperadas aqueceram mais que as regiões tropicais</h2><p> Os investigadores descobriram que o aumento máximo de temperatura num período de 25 anos foi de aproximadamente cerca de 2 ºC nas regiões tropicais. <strong>Nas regiões temperadas, o aumento máximo foi de cerca de 3,3 °C</strong>. </p><p> A equipa também examinou <strong>de que forma as espécies responderam ao aquecimento em cada região</strong>. Durante décadas, os cientistas acreditaram que as espécies tropicais seriam especialmente vulneráveis às alterações climáticas devido à sua fisiologia. Como as espécies tropicais evoluíram sob temperaturas relativamente estáveis durante todo o ano, acreditava-se que tinham <strong>menos tolerância às mudanças de temperatura</strong> do que as espécies temperadas, que experimentam uma maior variação sazonal de temperatura. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/florestas-e-rios-ameacados-a-crise-climatica-esta-a-destruir-a-flora-e-a-fauna-mais-rapidamente-em-climas-temperados-1781993295419.jpg" data-image="ozjkhiupcolu" alt="flora" title="flora"><figcaption>Em alguns locais, determinadas plantas deixaram de existir ou deslocaram-se para sítios com temperaturas mais adequadas ao seu crescimento.</figcaption></figure><p> As <strong>extinções locais observadas não significam necessariamente que toda a espécie foi extinta</strong>, mas mostram que as populações não conseguem sobreviver às alterações das condições ambientais. Perdas semelhantes em toda a área de distribuição de uma espécie podem levar à extinção de toda a espécie. </p><p><strong> Para algumas espécies, migrar para habitats mais frios pode nem ser possível</strong>. Os animais podem não conseguir atravessar autoestradas, cidades ou outras paisagens urbanizadas, enquanto os peixes e outras espécies aquáticas estão frequentemente confinados a lagos e rios específicos. Nas montanhas, as espécies podem continuar a deslocar-se para altitudes mais elevadas à medida que as temperaturas aumentam, mas muitas podem simplesmente ficar sem espaço nas montanhas. </p><h2>Padrões de extinção entre espécies tropicais e temperadas são distintos</h2><p>Este estudo revelou ainda diferenças importantes nos padrões de extinção entre espécies tropicais e temperadas. Nas regiões tropicais, as extinções locais relacionadas com o clima concentraram-se nas partes mais quentes da área de distribuição de cada espécie. Nas <strong>regiões temperadas</strong>, no entanto, <strong>as populações desapareceram frequentemente em muitos locais</strong> ao longo da área de distribuição das espécies.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763563" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/incendios-florestais-provocados-pelo-clima-estao-a-tornar-se-uma-ameaca-imediata-para-as-especies-e-a-biodiversidade.html" title="Incêndios florestais provocados pelo clima estão a tornar-se uma ameaça imediata para as espécies e a biodiversidade">Incêndios florestais provocados pelo clima estão a tornar-se uma ameaça imediata para as espécies e a biodiversidade</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/incendios-florestais-provocados-pelo-clima-estao-a-tornar-se-uma-ameaca-imediata-para-as-especies-e-a-biodiversidade.html" title="Incêndios florestais provocados pelo clima estão a tornar-se uma ameaça imediata para as espécies e a biodiversidade"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/climate-driven-wildfires-are-becoming-a-major-and-immediate-threat-to-species-and-biodiversity-1775503680720_320.jpeg" alt="Incêndios florestais provocados pelo clima estão a tornar-se uma ameaça imediata para as espécies e a biodiversidade"></a></article></aside><p> Em todas as espécies incluídas no estudo, os investigadores descobriram que <strong>45% tinham sido extintas localmente na parte mais quente da região </strong>onde eram encontradas anteriormente. Para muitos grupos, este número ultrapassou os 50%, incluindo insetos, vertebrados terrestres e espécies marinhas. </p><p>Estas descobertas podem ter <strong>implicações importantes para o planeamento da conservação</strong>. Embora este novo estudo não sugira que as espécies tropicais estejam seguras, indica que as <strong>espécies temperadas podem estar em maior perigo do que se pensava anteriormente</strong>. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Murali%2C%20G.%2C%20Karger%2C%20D.N.%20%26%20Wiens%2C%20J.J." data-year="" data-title="Temperate%20local%20extinctions%20from%20climate%20change%20are%20outpacing%20tropical%20extinctions." data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1038%2Fs41558-026-02669-y">Murali, G., Karger, D.N. & Wiens, J.J.. <a href="https://doi.org/10.1038/s41558-026-02669-y" target="_blank">Temperate local extinctions from climate change are outpacing tropical extinctions.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/florestas-e-rios-ameacados-a-crise-climatica-esta-a-destruir-a-flora-e-a-fauna-mais-rapidamente-em-climas-temperados.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A maior migração biológica de mamíferos do mundo no Serengeti (África)]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-maior-migracao-biologica-de-mamiferos-do-mundo-no-serengeti.html</link><pubDate>Mon, 22 Jun 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Os jardineiros de África: a jornada épica que escurece os céus da Zâmbia. Saiba mais aqui! </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-maior-migracao-biologica-de-mamiferos-do-mundo-1781782624161.png" data-image="4vjrcf5g9f31"><figcaption>A palavra "Serengeti" deriva do termo Maasai Siringet, que significa literalmente "planícies infinitas".</figcaption></figure><p>Um espetáculo natural extraordinário que passa frequentemente despercebido à grande maioria dos viajantes...<strong>quando se pensa em grandes migrações africanas, a imagem mental imediata é a dos dois milhões de gnus e zebras a cruzar as planícies do Serengeti. </strong></p><div class="texto-destacado">No entanto, a maior migração de mamíferos da Terra, em termos de número absoluto de indivíduos, não ocorre em terra, mas sim nos céus da Zâmbia, no remoto Parque Nacional de Kasanka. </div><p>Todos os anos, entre o final de outubro e o início de dezembro, cerca de <strong>10 a 8 milhões de morcegos-frugívoros-palha (<em>Eidolon helvum</em>) convergem para este pequeno parque. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-maior-migracao-biologica-de-mamiferos-do-mundo-1781782712509.png" data-image="6h1s3cxa9uq9"><figcaption>Surpreendentemente, estes milhões de morcegos amontoam-se todos numa área de floresta minúscula, ocupando apenas cerca de dois hectares.</figcaption></figure><p>Viajando milhares de quilómetros desde as vastas florestas da Bacia do Congo e outras partes da África Central, <strong>r</strong><strong>ealizam a migração mais longa alguma vez registada de um mamífero africano</strong>. O aspeto mais surpreendente desta concentração maciça é o facto de todos estes milhões de morcegos se acomodarem numa área minúscula de floresta pantanosa, ocupando apenas cerca de dois hectares.</p><h2> O motivo: o maior banquete da natureza </h2><p>O grande motivo desta gigantesca reunião em Kasanka é a promessa de um banquete inigualável. </p><div class="texto-destacado">O final de outubro marca o início da estação das chuvas na Zâmbia, um fenómeno que desencadeia a maturação de toneladas de frutos silvestres nas florestas da região, como nêsperas selvagens e bagas-de-água. </div><p>Durante esta fase, <strong>cada morcego chega a consumir até o dobro do seu próprio peso corporal em fruta numa única noite</strong>. Esta imensa ingestão de calorias é absolutamente vital para sustentar a sua longa jornada migratória pelo continente e é particularmente crítica para a sobrevivência das fêmeas grávidas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-maior-migracao-biologica-de-mamiferos-do-mundo-1781782955657.png" data-image="m1wv35arunrt"><figcaption>É a maior migração de mamíferos do planeta: cerca de 10 milhões de morcegos viajam para a Zâmbia anualmente.</figcaption></figure><p>A experiência visual relatada é arrebatadora. Ao amanhecer e ao anoitecer, os céus de Kasanka escurecem quando os morcegos levantam voo em uníssono. </p><div class="texto-destacado">Com uma envergadura de asas impressionante, que pode chegar a quase um metro (trata-se da segunda maior espécie de morcegos frugívoros do continente africano), os animais formam autênticos "tornados" caóticos e rodopiantes no horizonte. <br></div><p>Este espetáculo é frequentemente emoldurado pelo cenário dramático das tempestades elétricas típicas do início da época das chuvas, conferindo-lhe uma atmosfera quase gótica e inesquecível para os poucos viajantes presentes. Para além da vertente visual deslumbrante, é de enfatizar o enorme valor ecológico do fenómeno. </p><h2> Os "jardineiros" de África e o seu papel</h2><p>Estes milhões de morcegos funcionam como os grandes "jardineiros" de África. <strong>Ao voarem até 50 quilómetros por noite em redor do seu poleiro, alimentam-se e posteriormente espalham sementes através das fezes por vastas distâncias.</strong> </p><p>Este papel ativo na polinização e dispersão de sementes é um dos motores mais importantes para a reflorestação e manutenção da biodiversidade dos ecossistemas africanos. </p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/XYEtAkSiU1g/sddefault.jpg" alt="youtube video id=XYEtAkSiU1g" id="XYEtAkSiU1g"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Contudo, apesar desta grandiosidade, há também um forte alerta ecológico: o fenómeno enfrenta graves ameaças. </p><div class="texto-destacado">Classificada atualmente como "Quase Ameaçada", a população desta espécie sofreu um declínio na ordem dos 30% durante a última década. </div><p>As principais pressões advêm da atividade humana, nomeadamente a desflorestação para desenvolvimento agrícola nos corredores envolventes ao parque e a caça desenfreada para consumo humano (carne de caça). </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="548891" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/desvendando-os-segredos-do-comportamento-espacial-coletivo-dos-morcegos-animais.html" title="Desvendando os segredos do comportamento espacial coletivo dos morcegos">Desvendando os segredos do comportamento espacial coletivo dos morcegos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/desvendando-os-segredos-do-comportamento-espacial-coletivo-dos-morcegos-animais.html" title="Desvendando os segredos do comportamento espacial coletivo dos morcegos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/unveiling-the-secrets-of-collective-spatial-behavior-in-bats-1695056309513_320.jpg" alt="Desvendando os segredos do comportamento espacial coletivo dos morcegos"></a></article></aside><p>Perante esta fragilidade, a proteção oferecida pelo Parque Nacional de Kasanka (em conjunto com o <em>Kasanka Trust</em>) assume um papel cada vez mais crítico na sobrevivência global da espécie.</p><p>Em conclusão, convida-se os viajantes e os amantes da natureza a olharem além dos clássicos safaris turísticos africanos,<strong> valorizando a beleza crua, o impacto ambiental e a urgência de conservação de um dos espetáculos mais vitais do nosso planeta</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Kingdom%2C%20Sarah" data-year="" data-title="The%20world's%20largest%20mammal%20migration%20that%20few%20travellers%20ever%20see" data-url="https%3A%2F%2Fwww.bbc.com%2Ftravel%2Farticle%2F20260603-the-worlds-largest-mammal-migration-that-few-travellers-ever-see">Kingdom, Sarah. <a href="https://www.bbc.com/travel/article/20260603-the-worlds-largest-mammal-migration-that-few-travellers-ever-see" target="_blank" rel="">The world's largest mammal migration that few travellers ever see</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-maior-migracao-biologica-de-mamiferos-do-mundo-no-serengeti.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Semana de calor intenso em Portugal marcada por aguaceiros e trovoadas: eis as regiões mais afetadas e até quando]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-calor-intenso-em-portugal-marcada-por-aguaceiros-e-trovoadas-eis-as-regioes-mais-afetadas-e-ate-quando.html</link><pubDate>Sun, 21 Jun 2026 16:29:23 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal continental deverá registar uma semana marcada por calor intenso, embora com aguaceiros e trovoadas em várias regiões do interior, devido à instabilidade atmosférica que condiciona o estado do tempo ao longo dos próximos dias.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xahlx7q"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xahlx7q.jpg" id="xahlx7q"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os próximos dias deverão ser marcados por aguaceiros e trovoadas durante a tarde, sobretudo nas regiões do interior de Portugal continental, enquanto <strong>o calor continuará a fazer-se sentir em grande parte do território</strong>. A presença de ar mais instável sobre a Península Ibérica, em conjugação com o forte aquecimento diurno, deverá favorecer a formação de nuvens de grande desenvolvimento vertical, responsáveis pelos episódios de precipitação mais intensa.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Durante a tarde deste domingo, preveem-se aguaceiros no interior Norte e Centro e nas zonas montanhosas, localmente fortes e <strong>acompanhados por trovoada</strong>. No litoral ocidental, estes fenómenos deverão ser menos frequentes devido à influência do Atlântico, embora não se exclua a ocorrência de aguaceiros isolados. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-calor-intenso-em-portugal-continental-marcada-por-aguaceiros-e-trovoadas-1782052121247.png" data-image="7j4dxx1gnz7w"><figcaption>A aproximação de instabilidade a partir do Atlântico deverá marcar o início de uma alteração do padrão atmosférico em Portugal continental, com o aparecimento de aguaceiros no litoral e condições progressivamente mais favoráveis ao desenvolvimento de trovoadas no interior ao longo da tarde.</figcaption></figure><p>O vento deverá soprar fraco a moderado, tornando-se por vezes forte, no litoral oeste e nas terras altas durante a tarde. As temperaturas máximas deverão atingir os <strong>40 ºC</strong> <strong>no interior do Alentejo e no vale do Guadiana</strong>, enquanto grande parte do restante interior deverá registar valores entre <strong>32 e 38 ºC</strong>.</p><h2>Segunda-feira deverá concentrar o maior risco de aguaceiros e trovoadas</h2><p><strong>A segunda-feira deverá concentrar a maior probabilidade de ocorrência de aguaceiros e trovoadas</strong>, sobretudo no interior Norte e Centro e nas zonas montanhosas. Os aguaceiros poderão ser localmente fortes, acompanhados por trovoada, não se excluindo a sua ocorrência pontual noutras áreas do interior. O vento manter-se-á fraco a moderado, intensificando-se temporariamente até <strong>40 km/h</strong> no litoral oeste e nas terras altas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-calor-intenso-em-portugal-continental-marcada-por-aguaceiros-e-trovoadas-1782052143985.png" data-image="k3t78z7b06u2"><figcaption>O forte aquecimento da superfície, associado à presença de instabilidade em altitude, favorece nesta segunda-feira o desenvolvimento de convecção mais intensa em Portugal continental. Este cenário potencia a formação de aguaceiros e trovoadas mais organizadas, especialmente no interior Norte e Centro.</figcaption></figure><p>As temperaturas máximas poderão atingir ou <strong>ultrapassar localmente os </strong><strong>40 ºC</strong> no Baixo Alentejo e nos vales do Tejo e do Guadiana.</p><h2>Instabilidade deverá manter-se até ao final da semana</h2><p>A partir de terça-feira, <strong>a instabilidade deverá persistir durante as tardes</strong>, sobretudo no interior Norte e Centro e nas zonas montanhosas, <strong>com desenvolvimento de aguaceiros e trovoadas </strong>que poderão ser localmente intensos e pontualmente acompanhados por precipitação forte. O vento deverá manter-se, em geral, fraco a moderado. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-calor-intenso-em-portugal-continental-marcada-por-aguaceiros-e-trovoadas-1782052196784.png" data-image="hz6k5819f6wb"><figcaption>A massa de ar quente deverá manter-se sobre a Península Ibérica, ainda que com tendência para uma ligeira descida face aos dias anteriores. As temperaturas deverão permanecer elevadas, sobretudo no interior, onde o aquecimento será mais expressivo devido ao menor efeito de moderação marítima.</figcaption></figure><p>A <strong>partir de quarta-feira, deverá registar-se uma ligeira descida das temperaturas</strong> máximas. Na sexta-feira, os valores deverão variar entre 28 e 33 ºC no litoral, enquanto no interior mais quente, em particular no Baixo Alentejo e nos vales do Tejo e do Guadiana as máximas deverão situar-se entre 32 e 35 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774864" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-42-c-episodio-de-tempo-quente-atingira-o-seu-pico-entre-hoje-e-terca-feira-23-nestas-zonas-de-portugal-continental.html" title="Até 42 ºC: episódio de tempo quente atingirá o seu pico entre hoje e terça-feira 23 nestas zonas de Portugal continental">Até 42 ºC: episódio de tempo quente atingirá o seu pico entre hoje e terça-feira 23 nestas zonas de Portugal continental</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-42-c-episodio-de-tempo-quente-atingira-o-seu-pico-entre-hoje-e-terca-feira-23-nestas-zonas-de-portugal-continental.html" title="Até 42 ºC: episódio de tempo quente atingirá o seu pico entre hoje e terça-feira 23 nestas zonas de Portugal continental"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-42-c-episodio-de-tempo-quente-atingira-o-seu-pico-entre-hoje-e-terca-feira-23-nestas-zonas-de-portugal-continental-1782041609585_320.png" alt="Até 42 ºC: episódio de tempo quente atingirá o seu pico entre hoje e terça-feira 23 nestas zonas de Portugal continental"></a></article></aside><p>Por se tratar de uma previsão a médio prazo, aconselha-se o acompanhamento da atualização das previsões, uma vez que a localização e a intensidade dos aguaceiros e trovoadas poderão sofrer ajustes ao longo da semana.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-calor-intenso-em-portugal-marcada-por-aguaceiros-e-trovoadas-eis-as-regioes-mais-afetadas-e-ate-quando.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Foram descobertas dezenas de novas espécies animais em Angola: um tesouro de biodiversidade ainda por explorar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/foram-descobertas-dezenas-de-novas-especies-animais-em-angola-um-tesouro-de-biodiversidade-ainda-por-explorar.html</link><pubDate>Sun, 21 Jun 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Apesar de a ação humana pôr diariamente em risco a biodiversidade, ainda existem regiões do mundo praticamente inexploradas onde vivem espécies nunca antes observadas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuove-specie-animali-scoperte-in-angola-un-tesoro-di-biodiversita-ancora-inesplorato-1780583702214.jpg" data-image="cltqz3q33oav"><figcaption>A víbora arborícola é uma espécie que vive na África Central, mas é rara em Angola.</figcaption></figure><p><strong>Grilos blindados, aranhas fluorescentes e uma "lagarta acobreada" com uma coloração peculiar que ainda não foi oficialmente descrita</strong> são apenas alguns dos animais extraordinários que uma expedição do Wilderness Project acaba de descobrir.</p><div class="texto-destacado">Até à data, existem mais de setenta espécies novas, mas os investigadores recolheram dezenas de amostras biológicas que poderão levar à identificação de outras espécies nos próximos meses.</div><p>O projeto, cujo objetivo é salvaguardar o imenso património de biodiversidade de África, centrou-se, nesta ocasião, num <strong>planalto remoto de Angola, que se mantinha praticamente inacessível aos cientistas há décadas</strong>.</p><h2>Num recanto de África, um património de biodiversidade</h2><p>Sabe-se agora até que ponto a biodiversidade do planeta está em perigo devido às atividades humanas e que o risco é grave. <strong>Desde o século XVI até hoje, extinguiram-se oitocentas espécies e muitas outras irão extinguir-se nas próximas décadas</strong>, com perdas preocupantes em termos de recursos alimentares, recursos médicos, qualidade da água, etc.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuove-specie-animali-scoperte-in-angola-un-tesoro-di-biodiversita-ancora-inesplorato-1780584128880.jpg" data-image="epo8r3ragwuu"><figcaption>O grilo blindado, com o seu típico exoesqueleto dotado de espinhos.</figcaption></figure><p><strong>Neste cenário catastrófico, surge um pequeno raio de esperança das zonas mais remotas do planeta, neste caso o planalto de Lisima</strong>, banhado pelo rio Cassai, no leste de Angola. É daí que provém a água que sustenta ecossistemas e comunidades humanas a milhares de quilómetros de distância. Entre elas encontra-se, por exemplo, o delta do Okavango, Património Mundial da UNESCO.</p><p>Caberá, portanto, questionar por que razão uma zona tão importante permaneceu praticamente inexplorada.<strong> Décadas de guerra civil no país e as dificuldades de acesso ao planalto</strong> fizeram com que Lysima permanecesse, durante muito tempo, praticamente inacessível às expedições científicas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772149" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/okavango-o-rio-que-morre-no-deserto-para-dar-vida-a-africa.html" title="Okavango, o rio que morre no deserto para dar vida a África">Okavango, o rio que morre no deserto para dar vida a África</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/okavango-o-rio-que-morre-no-deserto-para-dar-vida-a-africa.html" title="Okavango, o rio que morre no deserto para dar vida a África"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/okavango-el-rio-que-muere-en-el-desierto-para-dar-vida-a-africa-1780399566520_320.jpeg" alt="Okavango, o rio que morre no deserto para dar vida a África"></a></article></aside><p>Como resultado, as espécies animais que habitam esta zona, apesar da desflorestação e da ameaça constante representada pela indústria do diamante, podem chegar às centenas. <strong>É provável que algumas delas sejam endémicas desta parte do mundo</strong>.</p><h2>Lisima: o paraíso oculto de espécies desconhecidas</h2><p>Graças à expedição de 2026 ao planalto de Lisima, foi possível identificar <strong>algumas dezenas de espécies potencialmente novas para a ciência</strong>.</p><p>Entre elas, contam-se cerca de <strong>sessenta novas espécies de borboletas e traças</strong>, oito novas espécies de libélulas e três espécies de gafanhotos que nunca antes tinham sido observadas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Cientistas descobriram dezenas de novas espécies na Serra do Lisima, incluindo uma aranha azul brilhante e novas espécies de insectos e borboletas. Mais uma prova da riqueza natural de Angola. <a href="https://x.com/hashtag/angola?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#angola</a> <a href="https://t.co/fZ5pUfPh4T">pic.twitter.com/fZ5pUfPh4T</a></p>— Daily Angola (@dailyangola) <a href="https://x.com/dailyangola/status/2065452268330029481?ref_src=twsrc%5Etfw">June 12, 2026</a></blockquote></figure><p><strong> A estas juntam-se um novo grilo predador</strong>, uma nova borboleta, também observada na fase de lagarta, e duas novas aranhas muito peculiares.</p><p><strong>O número definitivo será confirmado assim que as análises e a catalogação estiverem concluídas</strong>, mas a descoberta continua a ser, em qualquer caso, extraordinária pelo número e variedade de espécies. </p><h3>As espécies mais espetaculares de Angola</h3><p>O que torna a descoberta em Angola ainda mais fascinante são as características verdadeiramente únicas de alguns dos animais observados. <strong>Entre os que mais surpreendem e despertam a imaginação encontra-se a aranha tecelã de teias orbiculares, capaz de imitar a aparência das joaninhas</strong>. Esta é a estratégia da aranha para confundir os seus predadores e, assim, evitar ser devorada.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="en" dir="ltr">Scientists discover a glowing blue spider among dozens of potential new species<br><br>Researchers exploring Angola's remote Lisima Plateau uncovered dozens of potentially new species, including a crowned crab spider that glows blue under ultraviolet light. The expedition also revealed <a href="https://t.co/T2dV6cbj56">pic.twitter.com/T2dV6cbj56</a></p>— Nature is Amazing ️ (@AMAZlNGNATURE) <a href="https://x.com/AMAZlNGNATURE/status/2062454885099151408?ref_src=twsrc%5Etfw">June 4, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>Ainda mais misteriosa é a aranha-caranguejo, que emite uma fluorescência azul visível sob luz ultravioleta</strong>. Esta aranha ainda não tem um nome científico oficial e desconhece-se a função desta característica.</p><p><strong>O grilo predador com armadura observado em Angola é também uma espécie nova. É um caçador muito hábil</strong>, e igualmente eficiente na autodefesa. Não só está protegido por uma armadura de espinhos, como, se se sentir ameaçado, pode pulverizar a sua própria hemolinfa — ou seja, o equivalente ao sangue — contra outros insetos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="657451" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/truques-utilizados-por-serpente-para-fugir-aos-predadores-fauna.html" title="Truques utilizados por serpente para fugir aos predadores">Truques utilizados por serpente para fugir aos predadores</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/truques-utilizados-por-serpente-para-fugir-aos-predadores-fauna.html" title="Truques utilizados por serpente para fugir aos predadores"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/truques-utilizado-por-serpente-para-fugir-aos-predadores-1716359036382_320.jpg" alt="Truques utilizados por serpente para fugir aos predadores"></a></article></aside><p><strong>A víbora arborícola, embora não seja uma espécie nova, a sua descoberta revela-se surpreendente </strong>devido à raridade deste animal em Angola. A hipótese é que a víbora tenha chegado após percorrer quilómetros através das florestas congolesas.</p><p>Igualmente surpreendente foi<strong> a descoberta de oito espécies de libélulas</strong>, um número invulgarmente elevado para uma única expedição.</p><h3><em>Referência da notícia<br></em></h3><p><em>Tim Cocks - <a href="https://www.reuters.com/business/environment/scientists-find-new-species-dragonfly-grasshopper-fluorescent-spider-2026-06-03/" target="_blank">Scientists find new species of dragonfly, grasshopper and a fluorescent spider.</a> Reuters /Junio 2026)</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/foram-descobertas-dezenas-de-novas-especies-animais-em-angola-um-tesouro-de-biodiversidade-ainda-por-explorar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma corrente marinha mudou de local há 13 000 anos: porque os cientistas temem que isso esteja a acontecer novamente]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/uma-corrente-marinha-mudou-de-local-ha-13-000-anos-porque-os-cientistas-temem-que-isso-esteja-a-acontecer-novamente.html</link><pubDate>Sun, 21 Jun 2026 13:03:33 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo revelou que, durante uma crise climática repentina no passado, o Atlântico Norte não reagiu de forma uniforme. Algumas correntes enfraqueceram, outras intensificaram-se e a Corrente do Golfo mudou de posição. Por que é que isto nos interessa hoje?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/una-corriente-marina-cambio-de-lugar-hace-13-000-ano-por-que-los-cientificos-temen-que-este-pasando-otra-vez-1781267695567.jpg" data-image="grogshqh1v66" alt="AMOC" title="AMOC"><figcaption>Enquanto a Gronelândia congelava, com uma descida de 10 °C em poucas décadas, a Corrente do Golfo desviou-se centenas de quilómetros para norte.</figcaption></figure><p>Durante o Dryas Recente, um dos episódios de alterações climáticas mais abruptas da história recente da Terra, a Europa voltou a enfrentar condições quase glaciais. Os glaciares voltaram a avançar sobre a Escócia, o gelo marinho expandiu-se pelo Atlântico Norte e a Gronelândia <strong>registou um arrefecimento de até 10 °C em apenas algumas décadas</strong>. No entanto, a cerca de 800 quilómetros a <strong>leste de Nova Iorque</strong>, aconteceu algo completamente diferente.</p><p><strong>Enquanto grande parte do Atlântico Norte arrefecia, as águas ao largo da Nova Escócia, no Canadá, aumentaram a sua temperatura entre 4 e 5 °C</strong>. Essa aparente contradição intrigou os cientistas durante anos. Agora, uma investigação publicada na <em>Nature Communications </em>apresenta uma explicação que poderá ter implicações muito para além da reconstrução do clima do passado.</p><p>Os resultados indicam que <strong>a Corrente do Golfo se deslocou centenas de quilómetros para norte</strong>, em resposta a uma reorganização da circulação oceânica atlântica. O mais relevante é que essa resposta coincide com o que numerosos modelos climáticos projetam para um cenário futuro de enfraquecimento da Circulação Meridional de Capotamento do Atlântico (AMOC).</p><h2>O sistema não falha de forma uniforme</h2><p><strong>A AMOC é frequentemente descrita como uma gigantesca correia transportadora oceânica que redistribui o calor dos trópicos para as latitudes mais altas do Atlântico</strong>. O seu funcionamento depende de uma interação complexa entre correntes superficiais e profundas.</p><div class="texto-destacado"><strong>Fala-se frequentemente de um eventual enfraquecimento da AMOC como se se tratasse de um mecanismo único. O novo estudo mostra que a realidade pode ser bastante mais complexa</strong>.</div><p>A partir da análise de sedimentos extraídos do leito marinho ao largo da costa canadiana, <strong>os investigadores reconstruíram com grande detalhe as mudanças ocorridas durante o Dryas Recente</strong>. Para tal, combinaram indicadores de temperatura obtidos a partir de microfósseis marinhos com medições do tamanho das partículas sedimentares, que permitem estimar a intensidade das correntes profundas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="en" dir="ltr">The Gulf is open for business! <br><br>Copious amounts of moisture will stream northward into the United States over the next few weeks, benefiting drought-affected areas.<br><br>However, this will also increase the risk of flooding and severe weather in the Plains and Midwest. <a href="https://t.co/Zw95cq8sJZ">pic.twitter.com/Zw95cq8sJZ</a></p>— Ben Noll (@BenNollWeather) <a href="https://x.com/BenNollWeather/status/2038247301840589000?ref_src=twsrc%5Etfw">March 29, 2026</a></blockquote></figure><p>Os registos mostram que um dos ramos profundos da circulação atlântica, conhecido como Lower North Atlantic Deep Water, perdeu força. Paralelamente, outro ramo mais superficial, o Upper North Atlantic Deep Water, <strong>aumentou a sua intensidade em cerca de 32%</strong>.</p><p>Por outras palavras, <strong>o sistema reorganizou-se</strong>.</p><h2>Primeiro mudou o oceano, depois a atmosfera</h2><p>Uma das descobertas mais marcantes do estudo é a <strong>sequência temporal</strong> dos acontecimentos.</p><p>Os investigadores constataram que o enfraquecimento das correntes profundas ocorreu primeiro. Em consequência, <strong>a Corrente do Golfo começou a deslocar-se para norte</strong>, aproximando águas subtropicais mais quentes da costa atlântica canadiana.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="en" dir="ltr">A fascinating ocean current loop can be seen as warm waters from the Caribbean Sea flow into the Gulf Stream.<br><br>Over the last couple of months, the Gulf of Mexico has seen warming sea surface temperatures as summer draws near. <a href="https://t.co/8DuYP4QXwX">pic.twitter.com/8DuYP4QXwX</a></p>— CIRA (@CIRA_CSU) <a href="https://x.com/CIRA_CSU/status/1795968983205581234?ref_src=twsrc%5Etfw">May 30, 2024</a></blockquote></figure><p>Décadas mais tarde, surgiram <strong>outras respostas </strong>no seio do sistema. De acordo com as reconstruções do estudo, <strong>o reforço da circulação profunda superior ocorreu aproximadamente 58 anos depois </strong>da alteração inicial. A reorganização atmosférica surgiu ainda mais tarde, cerca de 84 anos após o início do processo.</p><p>O resultado é importante porque demonstra que <strong>os sinais precoces de transformação podem surgir primeiro no oceano</strong> e, várias décadas depois, manifestar-se claramente na atmosfera.</p><h2>Diferente, mas não tanto</h2><p>Os autores esclarecem que o Dryas Recente ocorreu em <strong>condições muito diferentes das atuais</strong>. Grandes camadas de gelo ainda cobriam vastas regiões da América do Norte e da Europa, e o nível do mar era consideravelmente mais baixo. Ainda assim, os <strong>mecanismos físicos</strong> que ligam as diferentes partes do sistema atlântico continuam a ser os mesmos.</p><p>É por isso que os investigadores consideram que este episódio <strong>constitui um laboratório natural</strong> excecional para compreender como a circulação oceânica responde a perturbações significativas.</p><div class="texto-destacado"><strong>A principal lição é que a mudança não se apresenta necessariamente como um arrefecimento ou aquecimento uniforme. Pode manifestar-se como um conjunto de respostas regionais aparentemente contraditórias.</strong></div><p>De facto, <strong>alguns padrões observados atualmente assemelham-se aos identificados no estudo</strong>. Enquanto uma região a sul da Gronelândia apresenta uma tendência relativamente fria em relação ao aquecimento global médio, as áreas associadas à influência da Corrente do Golfo apresentam um aquecimento mais acelerado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767915" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ha-2-mil-anos-ja-ocorreu-uma-anomalia-geomagnetica-semelhante-a-atual-anomalia-do-atlantico-sul.html" title="Há 2 mil anos, já ocorreu uma anomalia geomagnética semelhante à atual Anomalia do Atlântico Sul">Há 2 mil anos, já ocorreu uma anomalia geomagnética semelhante à atual Anomalia do Atlântico Sul</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ha-2-mil-anos-ja-ocorreu-uma-anomalia-geomagnetica-semelhante-a-atual-anomalia-do-atlantico-sul.html" title="Há 2 mil anos, já ocorreu uma anomalia geomagnética semelhante à atual Anomalia do Atlântico Sul"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/hace-dos-mil-anos-anomalia-geomagnetica-1778042212418_320.png" alt="Há 2 mil anos, já ocorreu uma anomalia geomagnética semelhante à atual Anomalia do Atlântico Sul"></a></article></aside><p><strong>O estudo não indica que a AMOC esteja prestes a entrar em colapso</strong>, mas apresenta evidências de que as reorganizações da circulação atlântica podem ocorrer em escalas temporais surpreendentemente curtas, da ordem das décadas. Além disso, destaca a importância de <strong>identificar quais sinais convém observar hoje </strong>para detetar, com antecedência suficiente, transformações que possam influenciar o clima global durante a vida das gerações atuais.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Zhu%2C%20F.%2C%20Carter-Champion%2C%20A.%2C%20Wharton%2C%20J.H.%20et%20al." data-year="" data-title="Co-ordinated%20shifts%20in%20deep-water%20formation%20and%20Gulf%20Stream%20migration%20during%20abrupt%20climate%20changes" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41467-026-73832-4">Zhu, F., Carter-Champion, A., Wharton, J.H. et al.. <a href="https://www.nature.com/articles/s41467-026-73832-4" target="_blank" rel="">Co-ordinated shifts in deep-water formation and Gulf Stream migration during abrupt climate changes</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/uma-corrente-marinha-mudou-de-local-ha-13-000-anos-porque-os-cientistas-temem-que-isso-esteja-a-acontecer-novamente.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 42 ºC: episódio de tempo quente atingirá o seu pico entre hoje e terça-feira 23 nestas zonas de Portugal continental]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-42-c-episodio-de-tempo-quente-atingira-o-seu-pico-entre-hoje-e-terca-feira-23-nestas-zonas-de-portugal-continental.html</link><pubDate>Sun, 21 Jun 2026 11:49:02 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Até terça-feira, 23 de junho, Portugal continental enfrentará temperaturas elevadas, acima dos 40 ºC nalgumas zonas, noites tropicais e poeiras do Saara. A presença de uma gota fria poderá ainda provocar aguaceiros e trovoadas. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xahkxn6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xahkxn6.jpg" id="xahkxn6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Entre <strong>hoje - domingo, 21 de junho - e terça-feira, 23 de junho</strong>, Portugal continental estará exposto à ocorrência de um episódio de tempo quente, resultante da interação entre uma <strong>crista anticiclónica</strong> instalada sobre a Península Ibérica e uma <strong>depressão isolada em altitude (ou gota fria)</strong> posicionada a oeste da nossa geografia.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>A configuração sinóptica acima descrita será favorável ao transporte de uma massa de ar tropical continental, quente e seco, procedente do Norte de África, que provocará uma subida generalizada das temperaturas.</div><p>De acordo com as mais recentes atualizações dos modelos de referência da Meteored, os dias mais quentes deste período de calor intenso serão hoje (21 de junho) e a próxima terça-feira (23 de junho).<strong> Prevê-se que as temperaturas máximas variem entre os 30 e os 42 ºC, estando os valores mais elevados previstos para as regiões do interior</strong>. Quanto à faixa costeira ocidental, espera-se que a influência marítima limite as máximas a valores geralmente entre os 22 e os 30 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-42-c-episodio-de-tempo-quente-atingira-o-seu-pico-entre-hoje-e-terca-feira-23-nestas-zonas-de-portugal-continental-1782041315519.png" data-image="ajttogkgsbgw"><figcaption>Haverá noites tropicais numa grande extensão da geografia luso-continental, estando previstas temperaturas mínimas iguais ou superiores a 20 ºC.</figcaption></figure><p>O período noturno também será fortemente marcado pela subida das temperaturas. <strong>Numa parte significativa do território de Portugal continental, as temperaturas mínimas irão manter-se acima dos 20 ºC</strong>, especialmente na primeira metade da semana vindoura. Isto traduzir-se-á na ocorrência das chamadas <strong>noites tropicais </strong>(quando a temperatura mínima é igual ou superior a 20 ºC durante toda a noite), que poderão reduzir substancialmente o conforto térmico.</p><h2>Estas serão as zonas mais quentes do país nos próximos dias</h2><p>Neste momento está ativo <strong>o aviso laranja de tempo quente</strong> <strong>nos distritos de Vila Real, Bragança e Guarda</strong>, todos situados no interior Norte e Centro, uma vez que as atuais previsões apontam para valores próximos de recordes históricos nalgumas estações meteorológicas do interior Norte (especialmente nas localidades inseridas nos vales dos rios Tua, Sabor e Douro).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-42-c-episodio-de-tempo-quente-atingira-o-seu-pico-entre-hoje-e-terca-feira-23-nestas-zonas-de-portugal-continental-1782041609585.png" data-image="csm6z3rz3b3a"><figcaption>O Nordeste Transmontano é uma das regiões do país onde se preveem os valores mais elevados da temperatura máxima nas próximas horas e dias.</figcaption></figure><p>Em todas estas áreas do interior Norte e Centro, e ainda na Beira Baixa (distrito de Castelo Branco), bem como em vastas zonas dos distritos de Portalegre, Évora e Beja preveem-se os valores de temperatura diurna mais elevados dos próximos dias, <strong>com os nossos mapas a insistirem em máximas compreendidas entre os 36 e os 42 ºC </strong>(Ponte de Sor, Mora, Idanha-a-Nova, Vila Velha de Ródão, Figueira de Castelo Rodrigo, Vila Nova de Foz Côa, Torre de Moncorvo, Alfandega da Fé, Mogadouro, Mirandela, Miranda do Douro e Chaves, entre muitas outras).</p><h2>Poeiras do Saara mantêm-se e haverá risco para uma nova vaga de aguaceiros e trovoadas</h2><p>Além do calor intenso, o estado do tempo em Portugal continental terá outros protagonistas, tais como a presença de <strong>poeiras em suspensão levantadas desde o deserto do Saara</strong> e transportadas pelo fluxo de sul e sudeste associados à entrada da massa de ar africana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-42-c-episodio-de-tempo-quente-atingira-o-seu-pico-entre-hoje-e-terca-feira-23-nestas-zonas-de-portugal-continental-1782041742376.png" data-image="6h7qro5fop8l"><figcaption>Em simultâneo com o calor intenso, prevê-se uma intrusão de poeiras do Saara em Portugal continental. Estas partículas em suspensão na atmosfera estarão contidas no transporte de ar quente e seco procedente do Norte de África.</figcaption></figure><p><strong>As partículas terão a particularidade de conferirem ao céu um aspeto mais esbranquiçado ou amarelado</strong>, podendo degradar temporariamente a qualidade do ar ao espalharem-se por todo o país. Os seus níveis serão, em certos momentos, temporariamente mais elevados no interior Centro e Sul e mais tarde na Região Norte.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774800" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-aquece-ate-terca-feira-dia-23-mas-a-noite-de-sao-joao-devera-ser-agradavel-no-porto.html" title="Portugal aquece até terça-feira, dia 23, mas a noite de São João deverá ser agradável no Porto">Portugal aquece até terça-feira, dia 23, mas a noite de São João deverá ser agradável no Porto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-aquece-ate-terca-feira-dia-23-mas-a-noite-de-sao-joao-devera-ser-agradavel-no-porto.html" title="Portugal aquece até terça-feira, dia 23, mas a noite de São João deverá ser agradável no Porto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-aquece-ate-terca-feira-dia-23-mas-a-noite-de-sao-joao-devera-ser-agradavel-no-porto-1781958709239_320.jpg" alt="Portugal aquece até terça-feira, dia 23, mas a noite de São João deverá ser agradável no Porto"></a></article></aside><p>Ao mesmo tempo, a aproximação da <strong>gota fria</strong> deverá desencadear um aumento da instabilidade meteorológica entre hoje e amanhã, dias 21 e 22 de junho, promovendo <strong>a formação de nuvens convectivas de evolução diurna</strong>. Assim, a partir do meio-dia e durante toda a tarde, não se descarta a potencial ocorrência de <strong>aguaceiros e trovoadas localizadas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-42-c-episodio-de-tempo-quente-atingira-o-seu-pico-entre-hoje-e-terca-feira-23-nestas-zonas-de-portugal-continental-1782041561934.png" data-image="td23xxc9cbrs"><figcaption>O contraste entre o ar quente à superfície e o ar frio em altitude criará condições favoráveis à formação de células convectivas, não se excluindo a ocorrência de aguaceiros localmente intensos, atividade elétrica frequente e até mesmo queda de granizo. Por outro lado, a presença de poeiras em suspensão poderá inibir ou atenuar parcialmente a atividade das nuvens de trovoada.</figcaption></figure><p>Devido à trajetória errática da gota fria, <strong>a intensidade e distribuição da precipitação convectiva mantém-se muito incerta</strong>, apesar dos mapas de descargas elétricas da Meteored atribuírem uma <strong>maior probabilidade de distribuição geográfica nos distritos de Vila Real, Bragança, Viseu e Guarda</strong>. Ainda assim, não se descarta que surjam pontualmente em áreas do interior dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra e por vezes também em zonas a sul do rio Tejo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-42-c-episodio-de-tempo-quente-atingira-o-seu-pico-entre-hoje-e-terca-feira-23-nestas-zonas-de-portugal-continental.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Moragueiros com flor mas sem fruto? Um mistério simples de resolver]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/moragueiros-com-flor-mas-sem-fruto-um-misterio-simples-de-resolver.html</link><pubDate>Sun, 21 Jun 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Quando um morangueiro floresce e não dá frutos, o erro pode estar onde menos se espera, junto às raízes da planta. Descubra aqui mais sobre este mistério!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/moragueiros-com-flor-mas-sem-fruto-um-misterio-simples-de-resolver-1781595036943.jpg" data-image="7durznze2hos" alt="Morangueiro" title="Morangueiro"><figcaption>Por vezes o morangueiro cresce, floresce mas não dá fruto, mas o problema pode estar na base da planta.</figcaption></figure><p>Para quem cultiva morangos certamente já passou por uma das maiores frustrações do jardim, <strong>o morangueiro cresce forte, enche-se de flores, parece prometer uma colheita abundante mas no final os frutos nunca aparecem</strong>.</p><p>Muitas vezes, a tendência é culpar a variedade da planta, o clima ou a falta de fertilizante. No entanto, <strong>um simples detalhe, muitas vezes ignorado</strong>, pode estar na origem do problema, área junto ao pé do morangueiro.</p><p>Já diziam os antigos que <strong>uma planta saudável começava pela observação da base</strong>, pois é ali que se encontram as condições que determinam o desenvolvimento das raízes, a circulação de água e o equilíbrio da planta.</p><p>O morangueiro não é apenas uma planta que precisa de sol e rega. Ele <strong>necessita de um ambiente específico para transformar flores em frutos. </strong>Quando esse processo falha, geralmente existe um desequilíbrio que começa no solo.</p><h2>Espaço para respirar </h2><p>De acordo com um artigo avançado pelo <em>Maison Minutes</em>, um dos erros mais comuns é deixar o “coração” do morangueiro, ou seja, a parte central onde nascem as folhas novas e as flores, <strong>demasiado enterrado ou coberto</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="503961" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-poder-dos-morangos-potencial-protecao-contra-o-alzheimer-saude-alimentacao.html" title="O poder dos morangos: potencial proteção contra o Alzheimer">O poder dos morangos: potencial proteção contra o Alzheimer</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-poder-dos-morangos-potencial-protecao-contra-o-alzheimer-saude-alimentacao.html" title="O poder dos morangos: potencial proteção contra o Alzheimer"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-poder-dos-morangos-potencial-protecao-contra-o-alzheimer-saude-alimentacao-1686395821118_320.jpg" alt="O poder dos morangos: potencial proteção contra o Alzheimer"></a></article></aside><p>Este detalhe é extremamente importante, <strong>se ficar abafada por terra, folhas mortas ou excesso de matéria orgânica húmida</strong>, a planta pode continuar viva e até florescer, mas terá dificuldade em frutificar.</p><p>O morangueiro precisa de respirar, dessa forma, <strong>a base da planta deve ficar protegida, mas não sufocada</strong>. O contacto constante com humidade excessiva pode enfraquecer os tecidos, favorecer fungos e impedir que a energia da planta seja direcionada para a formação dos frutos.</p><h2>A importância dos insetos na transformação do morangueiro </h2><p>Outro fator essencial é a <strong>polinização</strong>. Uma flor de morangueiro não se transforma automaticamente num morango perfeito, ela precisa que o pólen seja transferido corretamente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/moragueiros-com-flor-mas-sem-fruto-um-misterio-simples-de-resolver-1781595086938.png" data-image="yz0qjijkiqoe" alt="Plantação" title="Plantação"><figcaption>Desde a escolha do local até à preparação da terra, cada detalhe influencia o crescimento, a floração e a qualidade dos morangos.</figcaption></figure><p><strong>Em jardins com pouca presença de insetos polinizadores, muitas flores podem abrir e depois secar sem formar fruto</strong>. Abelhas, abelhões e outros pequenos visitantes têm um papel fundamental neste processo.</p><p>Contudo, <strong>a inexistência de frutos pode estar no excesso de vigor da planta</strong>. Quando o morangueiro recebe demasiado azoto, por exemplo, tende a produzir muitas folhas e rebentos, ficando exuberante por fora, mas com menos energia disponível para criar frutos.</p><h2>O excesso de estolhos e rebentos</h2><p>Também é importante <strong>prestar atenção aos estolhos</strong>, aqueles ramos compridos que o morangueiro lança para criar novas plantas. Embora sejam uma forma natural de multiplicação, em excesso podem roubar força à planta principal. Quando o objetivo é colher morangos grandes e doces, é importante controlar esses rebentos.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A renovação das plantas através dos estolhos é uma técnica tradicional usada há gerações precisamente para manter uma produção saudável.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A solução passa muitas vezes por <strong>limpar a base da planta, retirar as folhas velhas, afastar o excesso de terra acumulada junto ao centro e garantir que as raízes permanecem húmidas</strong>, mas nunca encharcadas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="727486" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-historia-do-morango-e-um-romance-policial-e-so-a-paciencia-de-um-chines-conseguiu-desvenda-la.html" title="A história do morango é um romance policial e só a paciência de um chinês conseguiu desvendá-la">A história do morango é um romance policial e só a paciência de um chinês conseguiu desvendá-la</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-historia-do-morango-e-um-romance-policial-e-so-a-paciencia-de-um-chines-conseguiu-desvenda-la.html" title="A história do morango é um romance policial e só a paciência de um chinês conseguiu desvendá-la"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-historia-do-morango-e-um-romance-policial-e-so-a-paciencia-de-um-chines-se-conseguiu-desvenda-la-1756812980238_320.jpg" alt="A história do morango é um romance policial e só a paciência de um chinês conseguiu desvendá-la"></a></article></aside><p>Uma <strong>camada leve de cobertura vegetal</strong> pode ajudar a conservar a humidade e proteger os frutos do contacto direto com o solo, mas deve ser aplicada sem esconder o coração do morangueiro.</p><p>Também é importante reforçar que <strong>os morangueiros têm ciclos naturais</strong>. Uma planta jovem pode precisar de tempo para se estabelecer, enquanto uma planta envelhecida pode perder produtividade.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/moragueiros-com-flor-mas-sem-fruto-um-misterio-simples-de-resolver.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sol, mar e preços baixos? Estes 4 destinos europeus provam que ainda é possível]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/sol-mar-e-precos-baixos-estes-4-destinos-europeus-provam-que-ainda-e-possivel.html</link><pubDate>Sun, 21 Jun 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Da Albânia à Grécia: conheça alguns dos destinos de praia mais económicos da Europa para visitar este verão.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sol-mar-e-precos-baixos-estes-4-destinos-europeus-provam-que-ainda-e-possivel-1781881832132.jpg" data-image="glgzz707z426" alt="Kalymnos, Grécia" title="Kalymnos, Grécia"><figcaption>Enquanto os preços das férias disparam, estes 4 destinos de praia na Europa continuam surpreendentemente baratos. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Combinar<strong> descanso, sol e mar</strong>, com <strong>segurança e orçamentos controlados</strong>. Parece que há cada vez mais viajantes com um sonho em comum… mas, será que é assim tão fácil encontrar sugestões que respondam a estas necessidades?</p><p>A verdade é que é cada vez mais difícil encontrar destinos de praia na Europa que não obriguem a gastar uma pequena fortuna. </p><div class="texto-destacado">A hotelaria e os voos a partir de Portugal permanecem elevados. O segredo? Escolher destinos mais acessíveis. </div><p>Se não sabe por onde começar, temos boas notícias para si. A 'Travel Off Path', <em>site</em> especializado em viagens e turismo, acaba de divulgar uma lista com <strong>quatro destinos europeus</strong> onde continua a ser possível aproveitar férias à beira-mar por valores mais acessíveis do que aqueles praticados nos tradicionais destinos turísticos da época alta. Esta seleção foi mencionada pelo jornal ‘Notícias ao Minuto’.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773421" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/atravessar-meia-europa-sem-trocar-de-comboio-ja-e-possivel.html" title="Atravessar meia Europa sem trocar de comboio? Já é possível">Atravessar meia Europa sem trocar de comboio? Já é possível</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/atravessar-meia-europa-sem-trocar-de-comboio-ja-e-possivel.html" title="Atravessar meia Europa sem trocar de comboio? Já é possível"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/atravessar-meia-europa-sem-trocar-de-comboio-ja-e-possivel-1781192372396_320.jpg" alt="Atravessar meia Europa sem trocar de comboio? Já é possível"></a></article></aside><p>Entre ilhas gregas menos conhecidas, cidades costeiras do Mar Negro e recantos surpreendentes dos Balcãs, estas sugestões podem ser uma<strong> excelente alternativa</strong> para quem procura sol e descanso sem gastar demasiado.</p><p>Sim, porque, apesar de o verão ser tradicionalmente a época mais cara para viajar, estes quatro destinos demonstram que ainda existem opções na Europa capazes de<strong> combinar praias deslumbrantes, boa gastronomia e alojamento acessível</strong>. O truque passa por olhar para além dos destinos mais populares e descobrir locais que continuam a oferecer experiências memoráveis sem exigir um orçamento de luxo.</p><h2>Sarandë, Albânia</h2><p>“Apesar de não ser o destino ideal para quem procura fugir às multidões de turistas (sobretudo alemães), oferece uma estadia com <strong>excelente relação qualidade/preço</strong>”, garante o <em>site</em>.</p><p>Nos últimos anos, a costa albanesa deixou de ser um segredo bem guardado. Sarandë, localizada no sul do país e virada para o Mar Jónico, tornou-se um dos destinos mais procurados da região graças às suas águas cristalinas e aos preços que continuam, em muitos casos, abaixo dos praticados em países vizinhos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sol-mar-e-precos-baixos-estes-4-destinos-europeus-provam-que-ainda-e-possivel-1781881139629.jpg" data-image="cj7crxhr5oda"><figcaption>Pode ser uma boa sugestão. Foto: Wikimedia // Anna</figcaption></figure><p>A poucos quilómetros encontra-se<strong> Ksamil</strong>, uma das praias mais famosas da Albânia, frequentemente comparada a destinos mediterrânicos bastante mais caros. O melhor é que, apesar da crescente popularidade, ainda é possível encontrar <strong>serviços de praia e refeições a preços relativamente moderados</strong>. </p><p>“Em Ksamil, uma das praias mais conhecidas da região, ainda é possível alugar um pacote de espreguiçadeiras — um chapéu de sol e 2 cadeiras de praia — por 10 euros/dia”, acrescentam. “No centro de Sarandë, zona à beira-mar, um kebab custa 5 euros. Já refeições completas variam entre os 40/50 euros para duas pessoas.”</p><div class="texto-destacado">Restaurantes locais servem peixe fresco, marisco e pratos tradicionais albaneses por valores bastante competitivos quando comparados com outras zonas costeiras da Europa.</div><p>O alojamento também continua a ser um dos grandes atrativos. Existem opções simples e económicas no centro da cidade, mas também hotéis modernos com vista para o mar para quem pretende um pouco mais de conforto sem ultrapassar demasiado o orçamento.</p><p>“Poderá ficar no centro por apenas 20 euros por noite (no caso de um hotel de 2 estrela ou pousada mais económica). Se preferir uma estadia mais luxuosa, os preços sobem para 120 euros por noite.”</p><h2>Chipre do Norte</h2><p>Poucos destinos são tão intrigantes quanto este. Situada na parte norte da ilha de Chipre, esta região é conhecida pelas suas <strong>praias praticamente intocadas</strong>, <strong>pequenas aldeias piscatórias</strong> e <strong>paisagens naturais preservadas</strong>.</p><p>“O Chipre do Norte tem uma administração à parte da República do Chipre, pelo que tudo difere, inclusive os preços.”</p><p>Ao contrário de outras zonas da ilha, aqui o ritmo é mais calmo e<strong> os preços tendem a ser mais acessíveis</strong>. Muitas unidades de alojamento familiares permitem desfrutar de estadias confortáveis sem custos excessivos, enquanto os restaurantes locais servem pratos inspirados na cozinha cipriota e turca a preços convidativos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769891" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ue-quer-expandir-agricultura-biologica-ate-25-das-terras-agricolas-chipre-aumentou-em-250-o-apoio-aos-agricultores.html" title="UE quer expandir agricultura biológica até 25% das terras agrícolas. Chipre quer atingir 11 mil hectares (9%) até 2027">UE quer expandir agricultura biológica até 25% das terras agrícolas. Chipre quer atingir 11 mil hectares (9%) até 2027</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ue-quer-expandir-agricultura-biologica-ate-25-das-terras-agricolas-chipre-aumentou-em-250-o-apoio-aos-agricultores.html" title="UE quer expandir agricultura biológica até 25% das terras agrícolas. Chipre quer atingir 11 mil hectares (9%) até 2027"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ue-quer-expandir-agricultura-biologica-ate-25-das-terras-agricolas-chipre-aumentou-em-250-o-apoio-aos-agricultores-1779313918078_320.jpg" alt="UE quer expandir agricultura biológica até 25% das terras agrícolas. Chipre quer atingir 11 mil hectares (9%) até 2027"></a></article></aside><p> “Uma das zonas mais indicadas para os turistas será a Península de Karpas, que encanta pelas pitorescas vilas à beira mar e estadias que variam entre os 40 e os 70 euros por dia (dependendo das áreas).” </p><p>Ainda assim, deixamos o aviso: quem visitar a região deve informar-se previamente sobre as<strong> condições de entrada e circulação </strong>entre as diferentes áreas da ilha. Isto porque existem controlos específicos para atravessar a linha que separa o norte e o sul de Chipre.</p><h2>Varna, Bulgária</h2><p>Quando se fala em férias de praia na Bulgária,<strong> Varna</strong> surge frequentemente entre as melhores opções. Conhecida como a <strong>"capital marítima" do país</strong>, esta cidade está localizada na costa do Mar Negro e combina praias extensas, uma animada vida urbana e preços bastante competitivos.</p><p>“Ao contrário de Sofia, destino de divide os visitantes, Varna situa-se na costa do Mar Negro da Bulgária, no qual os verões assemelham-se aos do Mediterrâneo, com praias a perder de vista.”</p><div class="texto-destacado">Durante o verão, as temperaturas são agradáveis e as praias enchem-se de visitantes que procuram uma alternativa mais económica aos destinos mediterrânicos tradicionais. </div><p>Nas proximidades encontram-se as<strong> famosas Golden Sands</strong>, uma das principais zonas balneares da Bulgária, onde abundam hotéis, resorts e atividades para toda a família.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sol-mar-e-precos-baixos-estes-4-destinos-europeus-provam-que-ainda-e-possivel-1781881549800.jpg" data-image="7xrdwpzxz3ku" alt="Varna, Bulgária" title="Varna, Bulgária"><figcaption>Os verões assemelham-se aos do Mediterrâneo. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Além das praias, Varna oferece<strong> parques, museus, passeios marítimos</strong> e uma interessante<strong> herança histórica</strong>. A gastronomia local é outro ponto forte, com especial destaque para pratos de peixe, sopas tradicionais e especialidades balcânicas que permitem refeições completas a preços geralmente inferiores aos praticados em muitos países da Europa Ocidental.</p><p>“Uma refeição, normalmente composta por sopa, prato principal e sobremesa, poderá variar entre os 40 e os 60 euros para duas pessoas.”</p><h2>Kalymnos, Grécia</h2><p>Quando se pensa em ilhas gregas, nomes como Santorini ou Mykonos costumam dominar as pesquisas. No entanto, <strong>Kalymnos</strong> prova que existem alternativas igualmente encantadoras e muito mais amigas da carteira.</p><p>Situada no arquipélago do Dodecaneso, entre Kos e Leros, esta ilha combina praias de águas transparentes, pequenas enseadas, aldeias tradicionais e uma atmosfera genuinamente grega. </p><div class="texto-destacado">Ao contrário dos destinos mais mediáticos, aqui é possível encontrar um ambiente mais tranquilo, longe das multidões que caracterizam algumas das ilhas mais famosas do país.</div><p>Aliás, esta sugestão é, segundo a publicação, “a <strong>personificação de Mamma Mia</strong>, com praias paradisíacas, vilas de pescadores e portos em tons de pastel, mas sem os preços exorbitantes de Santorini”. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="720105" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/esta-e-a-praia-mais-estranha-e-hipnotizante-da-grecia.html" title="Esta é a praia mais estranha (e hipnotizante) da Grécia">Esta é a praia mais estranha (e hipnotizante) da Grécia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/esta-e-a-praia-mais-estranha-e-hipnotizante-da-grecia.html" title="Esta é a praia mais estranha (e hipnotizante) da Grécia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esta-e-a-praia-mais-estranha-e-hipnotizante-da-grecia-1752687698690_320.jpg" alt="Esta é a praia mais estranha (e hipnotizante) da Grécia"></a></article></aside><p>Nas tabernas locais não faltam especialidades gregas, marisco fresco, queijos regionais e vinhos produzidos na região. Quanto ao alojamento, predominam pequenas pensões, apartamentos turísticos e hotéis familiares que oferecem uma <strong>boa relação entre qualidade e preço</strong>.</p><p>“A nível de gastronomia, um camarão saganaki, acompanhado de batatas fritas e tzatziki, e vinho local, custa em média 20 euros por pessoa”, acrescentam. </p><p>“Os resorts não são muito comuns em Kalymnos, mas existem muitas pousadas acessíveis, cujos preços variam entre os 60 e os 80 euros por noite.”</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Not%C3%ADcias%20ao%20Minutos%3A%20Direito%20Rodrigues%2C%20M" data-year="2026" data-title="4%20destinos%20de%20praia%20baratos%20na%20Europa%20para%20visitar%20este%20ver%C3%A3o" data-url="https%3A%2F%2Fwww.noticiasaominuto.com%2Flifestyle%2F3003762%2F4-destinos-de-praia-baratos-na-europa-para-visitar-este-verao">Notícias ao Minutos: Direito Rodrigues, M. (2026). <a href="https://www.noticiasaominuto.com/lifestyle/3003762/4-destinos-de-praia-baratos-na-europa-para-visitar-este-verao" target="_blank">4 destinos de praia baratos na Europa para visitar este verão</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/sol-mar-e-precos-baixos-estes-4-destinos-europeus-provam-que-ainda-e-possivel.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Arquitetura de vanguarda, calor a bombar: o fiasco térmico da estação de Nantes]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/arquitetura-de-vanguarda-calor-a-bombar-o-fiasco-termico-da-estacao-de-nantes.html</link><pubDate>Sun, 21 Jun 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Estação de Nantes: nova galeria suspensa de 37 milhões de euros transforma-se em "forno" e é encerrada devido ao calor extremo. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/arquitetura-de-vanguarda-calor-de-rachar-o-fiasco-termico-da-estacao-de-nantes-1781601541617.png" data-image="b0ajr3hdyiiz"><figcaption>O arquiteto do projeto, Rudy Ricciotti, é o mesmo que desenhou o famoso e aclamado Museu das Civilizações (Mucem) em Marselha.</figcaption></figure><p>Quem já foi, por exemplo, ao Centro Comercial Vasco da Gama, em Lisboa, certamente reparou na água que escorre pelo teto,<strong> uma solução para arrefecer a infraestrutura e evitar o efeito de estufa</strong>. Já em Nantes, França, um episódio insólito e problemático afetou a principal estação ferroviária. Apenas cinco anos após uma renovação profunda e dispendiosa, a grande <strong>galeria suspensa teve de ser temporariamente encerrada ao público </strong></p><div class="texto-destacado">O motivo? A infraestrutura transformou-se num autêntico "forno", atingindo temperaturas perigosamente altas durante um intenso período de onda de calor (canícula) que afetou a região.</div><p> O incidente ocorreu na segunda-feira, 30 de junho de 2025, dia em que a zona de Loire-Atlantique se encontrava sob alerta laranja devido ao calor extremo. </p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-align="center" data-lang="pt"> <a href="https://x.com/peakaustria/status/2065337281607532921"></a> </blockquote></figure><p>Com os termómetros no interior da passagem envidraçada a registarem valores sufocantes que, segundo os passageiros,<strong> chegaram a ultrapassar os 42 °C e 43 °C debaixo da enorme cobertura de vidro</strong>, a direção da SNCF (Sociedade Nacional dos Caminhos de Ferro Franceses) viu-se obrigada a agir. Para preservar a saúde e garantir a segurança dos clientes, funcionários e comerciantes locais, o acesso a esta área foi interditado durante o início da tarde.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arquitetura-de-vanguarda-calor-de-rachar-o-fiasco-termico-da-estacao-de-nantes-1781602870579.png" data-image="5ixq9jfg5683"><figcaption>O efeito de estufa da estrutura envidraçada fez a temperatura interna ultrapassar os 43 °C, sendo muito mais alta do que na rua.</figcaption></figure><p>Esta decisão repentina gerou um impacto imediato na logística do local: <strong>provocou uma enorme aglomeração e um congestionamento invulgar no átrio principal da estação histórica</strong> e nas passagens subterrâneas de acesso às plataformas de embarque. Ao final da tarde, precisamente por motivos de gestão de multidões e para evitar problemas de segurança no piso inferior, a empresa viu-se forçada a reabrir o espaço.</p><h2> O paradoxo de uma obra...de 37 milhões de euros </h2><p>O grande paradoxo que tem alimentado a polémica reside na juventude e no custo elevado desta infraestrutura, inaugurada no ano de 2020. Este novo átrio superior <strong>demorou três anos a ser construído e implicou um investimento de 37,5 milhões de euros.</strong> Trata-se de uma imponente "rua suspensa" de 160 metros de comprimento e 4.000 metros quadrados, que liga as secções norte e sul da estação. A obra foi concebida pelo prestigiado arquiteto Rudy Ricciotti, galardoado com o Grande Prémio Nacional de Arquitetura em França (2006).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arquitetura-de-vanguarda-calor-de-rachar-o-fiasco-termico-da-estacao-de-nantes-1781603417274.png" data-image="3sj2mv4h539b"><figcaption>Ironicamente, apenas as lojas da galeria têm ar condicionado, deixando os passageiros na zona de circulação expostos ao calor sufocante.</figcaption></figure><p>Na altura da inauguração, os responsáveis garantiram que o projeto estava preparado para o calor. <strong>Os amplos vidros teriam recebido um tratamento especial para assegurar uma "forte proteção contra o sol", e o teto é sustentado por 18 grandes pilares em forma de árvore</strong>, cujas copas (feitas de betão de ultra-alto desempenho) funcionariam como sombras artificiais. Contudo, perante as altas temperaturas, estes dispositivos de proteção térmica atingiram o seu limite e revelaram-se totalmente ineficazes, sendo que apenas as lojas no local dispõem de ar condicionado.</p><h2> Erro de conceção face ao aquecimento global </h2><p>A situação gerou fortes críticas locais, entre as quais, denunciou-se o que classifica como um "erro de conceção manifesto", criticando o facto de uma obra pública tão recente <strong>parecer ter ignorado completamente a realidade inegável do aquecimento global</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="451761" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/rumo-a-eficiencia-energetica-novo-material-ajuda-a-arrefecer-edificios-energia.html" title="Rumo à eficiência energética: novo material ajuda a arrefecer edifícios">Rumo à eficiência energética: novo material ajuda a arrefecer edifícios</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/rumo-a-eficiencia-energetica-novo-material-ajuda-a-arrefecer-edificios-energia.html" title="Rumo à eficiência energética: novo material ajuda a arrefecer edifícios"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/rumo-a-eficiencia-energetica-novo-material-que-ajuda-a-arrefecer-edificios-1668356669680_320.jpeg" alt="Rumo à eficiência energética: novo material ajuda a arrefecer edifícios"></a></article></aside><p>Entretanto, a SNCF já avisou os utentes de que o espaço poderá voltar a ser encerrado preventivamente sempre que as temperaturas disparem, não havendo, por enquanto, o anúncio de soluções ou alterações estruturais para contornar o problema crónico desta moderna cobertura.</p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><a href="https://www.batiactu.com/edito/cinq-apres-sa-renovation-partie-gare-nantes-fermee-71807.php" target="_blank"><em>https://www.batiactu.com/edito/cinq-apres-sa-renovation-partie-gare-nantes-fermee-71807.php</em></a></p><p><a href="https://www.lefigaro.fr/nantes/tout-juste-refaite-la-gare-de-nantes-s-avere-etre-une-fournaise-en-periode-de-canicule-20250701" target="_blank"><em>https://www.lefigaro.fr/nantes/tout-juste-refaite-la-gare-de-nantes-s-avere-etre-une-fournaise-en-periode-de-canicule-20250701</em></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/arquitetura-de-vanguarda-calor-a-bombar-o-fiasco-termico-da-estacao-de-nantes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas encontram um mineral fundamental da Terra numa rocha de Marte (algo nunca antes visto)]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cientistas-encontram-um-mineral-fundamental-da-terra-em-uma-rocha-de-marte-algo-nunca-antes-visto.html</link><pubDate>Sun, 21 Jun 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Cientistas encontraram granada (ou granate) numa rocha marciana pela primeira vez. A descoberta fornece novas pistas sobre a evolução geológica de Marte e os processos que moldaram a sua superfície há milhares de milhões de anos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-hallan-un-mineral-clave-de-la-tierra-en-una-roca-de-marte-algo-nunca-antes-visto-1781904236798.jpg" data-image="szjt243u8h0v" alt="Marte" title="Marte"><figcaption>O estudo detetou, pela primeira vez, a presença de granada numa amostra do Planeta Vermelho.</figcaption></figure><p>Uma equipa internacional de investigadores identificou<strong> </strong>um tipo de rocha totalmente novo em Marte e, pela primeira vez, detetou a <strong>presença de granada numa amostra do Planeta Vermelho</strong>. Esta descoberta representa um avanço significativo na compreensão da história geológica marciana e pode ajudar a reconstruir processos ocorridos há mais de 4,5 mil milhões de anos.</p><p>O estudo envolveu especialistas do Canadá, do Reino Unido e da Itália, incluindo James Darling, professor de Ciências da Terra e Planetárias na Universidade de Portsmouth. Segundo os cientistas, a identificação deste <strong>mineral </strong>abre uma nova frente de estudo sobre a evolução interna de Marte e os fenómenos que transformaram a sua crosta num passado remoto.</p><p><strong>Na Terra, a granada é valorizada tanto como pedra preciosa quanto pela sua importância científica</strong>. Conhecida pela sua distinta cor vermelho-escura, esta pedra era muito apreciada por civilizações antigas, como a egípcia e a romana; hoje, serve como uma ferramenta essencial para geólogos, pois<strong> preserva informações sobre as temperaturas, pressões e processos que moldaram as rochas</strong>.</p><h2>O meteorito que escondia o segredo</h2><p>A história começou quando a investigadora Tanya Kizovski, professora assistente de Ciências da Terra na Universidade Brock, no Canadá, analisou um<strong> pequeno fragmento do meteorito marciano NWA 8171</strong>, que faz parte do acervo do Museu Real de Ontário. </p><p>O objetivo inicial era identificar os minerais presentes e estudar a sua composição química. No entanto, algo rapidamente chamou a atenção dos investigadores. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/astronomos-detectam-contaminantes-terrestres-em-meteoritos-analisados-na-terra-e-propoem-novos-protocolos.html" title="Astrónomos detetam contaminantes terrestres em meteoritos analisados na Terra e propõem novos protocolos">Astrónomos detetam contaminantes terrestres em meteoritos analisados na Terra e propõem novos protocolos</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/astronomos-detectam-contaminantes-terrestres-em-meteoritos-analisados-na-terra-e-propoem-novos-protocolos.html" title="Astrónomos detetam contaminantes terrestres em meteoritos analisados na Terra e propõem novos protocolos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-astronomos-detectan-contaminantes-terrestres-en-meteoritos-analizados-en-la-tierra-proponen-nuevos-protocolos-1776959149287_320.jpg" alt="Astrónomos detetam contaminantes terrestres em meteoritos analisados na Terra e propõem novos protocolos"></a></article></aside><p>“Esta pequena parte do meteorito parecia muito interessante, e a <strong>sua composição química era um tanto incomum</strong>”, explicou Kizovski. Inicialmente, a equipe acreditava tratar-se de piroxénio, um mineral muito comum na Terra e em outros corpos do sistema solar. No entanto, decidiram realizar análises mais aprofundadas. </p><p> Os resultados surpreenderam todos. Utilizando equipamentos de microscopia eletrónica e tecnologia laser especializada, os cientistas confirmaram que o <strong>fragmento continha granada, um mineral que nunca tinha sido identificado em Marte</strong>.</p><h2>Como é que a granada marciana se formou?</h2><p>Após confirmarem a descoberta, os investigadores tentaram reconstruir a origem da rocha. <strong>Na Terra, o granada é tipicamente encontrado em rochas metamórficas</strong>, que se formam quando materiais preexistentes são submetidos a temperaturas extremamente elevadas, pressão imensa ou à ação de fluidos quentes.</p><p>Segundo Kizovski, <strong>Marte pode ter experienciado condições semelhantes em certos momentos da sua história</strong>. Uma hipótese sugere que o calor e a pressão necessários para gerar o granada podem ter sido causados pelo impacto de um grande meteorito na superfície marciana. Outra possibilidade é que estejam relacionados com a ascensão de magma do interior do planeta. Ambos os processos podem até ter atuado em conjunto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-hallan-un-mineral-clave-de-la-tierra-en-una-roca-de-marte-algo-nunca-antes-visto-1781904261952.jpg" data-image="xli9731pthq4" alt="Marte" title="Marte"><figcaption>Uma hipótese sugere que o calor e a pressão necessários para gerar granada podem ter sido causados pelo impacto de um grande meteorito na superfície de Marte.</figcaption></figure><p>Para os cientistas, qualquer um destes cenários forneceria <strong>informações valiosas</strong> sobre a atividade geológica que Marte experienciou no passado, quando era um mundo muito mais dinâmico do que o que observamos hoje.</p><h2>Um mistério que permanece sem solução</h2><p>Apesar da importância da descoberta, os investigadores alertam que<strong> ainda há perguntas sem respostas</strong>. A principal delas é determinar se a rocha realmente se formou em Marte ou se chegou ao planeta como parte de um meteorito proveniente de outro corpo celeste.</p><div class="texto-destacado">Desvendar este mistério exigirá a análise das assinaturas isotópicas da granada, especialmente aquelas relacionadas com o oxigénio. Estas medições permitiriam uma determinação mais precisa da origem do material.</div><p>No entanto, existe uma desvantagem significativa: realizar este tipo de análise exigiria a destruição de parte da amostra. Devido à extrema raridade da descoberta, os investigadores decidiram evitar este procedimento por enquanto.</p><p>“Não queremos correr riscos desnecessários, pois esta pode ser a única rocha marciana que contém granada disponível para estudo”, observou Kizovski.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773058" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-descobriram-que-marte-possui-uma-camada-protetora-que-bloqueia-as-particulas-e-a-radiacao-destrutivas-do-sol.html" title="Astrónomos descobriram que Marte possui uma camada protetora que bloqueia as partículas e a radiação destrutivas do Sol">Astrónomos descobriram que Marte possui uma camada protetora que bloqueia as partículas e a radiação destrutivas do Sol</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-descobriram-que-marte-possui-uma-camada-protetora-que-bloqueia-as-particulas-e-a-radiacao-destrutivas-do-sol.html" title="Astrónomos descobriram que Marte possui uma camada protetora que bloqueia as partículas e a radiação destrutivas do Sol"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-astronomos-descubren-que-marte-tiene-una-armadura-para-frenar-las-particulas-y-la-radiacion-destructivas-del-sol-1780700182135_320.jpg" alt="Astrónomos descobriram que Marte possui uma camada protetora que bloqueia as partículas e a radiação destrutivas do Sol"></a></article></aside><p>Enquanto isto, <strong>a equipa continua a investigar o fragmento e a comparar os resultados com dados obtidos por sondas orbitais e veículos exploradores </strong>que operam em Marte. Os especialistas estão confiantes de que estudos futuros permitirão uma melhor compreensão da origem deste mineral e do papel que ele desempenhou na complexa história geológica do Planeta Vermelho.</p><p>Os resultados do estudo foram publicados a 16 de junho na revista científica <em>Geochemical Perspectives Letters</em>, onde os autores enfatizam que esta descoberta expande significativamente a diversidade geológica conhecida de Marte e abre uma nova janela para explorar os segredos do seu passado.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Kizovski%2C%20et%20al" data-year="2026" data-title="Expanding%20Mars%E2%80%99%20lithologic%20diversity%3A%20discovery%20of%20a%20garnet-bearing%20clast%20in%20NWA%208171" data-url="https%3A%2F%2Fwww.geochemicalperspectivesletters.org%2Farticle2619%2F">Kizovski, et al. (2026). <a href="https://www.geochemicalperspectivesletters.org/article2619/" target="_blank">Expanding Mars’ lithologic diversity: discovery of a garnet-bearing clast in NWA 8171</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cientistas-encontram-um-mineral-fundamental-da-terra-em-uma-rocha-de-marte-algo-nunca-antes-visto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Porque é que os locais místicos estão a atrair cada vez mais turistas?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/porque-e-que-os-locais-misticos-estao-a-atrair-cada-vez-mais-turistas.html</link><pubDate>Sat, 20 Jun 2026 13:09:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Num mundo cada vez mais conectado, muitos de nós optamos por nos desligar por algum tempo para descobrir locais repletos de misticismo. Longe das redes sociais e da Internet, procuramos entrar em contacto com a nossa espiritualidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/lieux-mystiques-tourisme-stonehenge-nazca-voyage-1780984937800.jpg" data-image="0jobqrva43mj" alt="América Latina tiene muchos lugares considerados espirituales." title="América Latina tiene muchos lugares considerados espirituales."><figcaption>A América Latina tem muitos locais considerados espirituais.</figcaption></figure><p><strong>Espiritualidade e turismo</strong><strong>: este tipo de viagem está a tornar-se cada vez mais popular</strong>. É possível encontrá-los a percorrer o Caminho de Santiago, a contemplar as pedras de Stonehenge ou a seguir os trilhos até Machu Picchu.</p><p>Num mundo hiperconectado, onde nos custa afastarmo-nos dos smartphones e das redes sociais, há quem <strong>deseje desligar-se completamente e visitar locais famosos pela sua natureza misteriosa</strong> <strong>— ou mesmo mística</strong>. </p><h2>Jardins místicos: uma via de fuga do mundo hiperconectado J</h2><p><strong>Jeffrey Kripal</strong>, autor de <em>How to Think Impossibly</em>, explica que, apesar da sociedade em que vivemos, esta ligação com a espiritualidade é essencial para os seres humanos. O objetivo é viver uma experiência que transcenda o eu.</p><p><strong>Os seres humanos concebem o sagrado como uma energia que habita locais ou edifícios específicos</strong>. Além disso, salienta-se que "o regresso a estes locais sagrados é uma qualidade inata da natureza humana; enquanto seres humanos, sentimos uma necessidade inexplicável por eles".</p><h3>A necessidade de nos reconectarmos com nós próprios, longe do materialismo omnipresente</h3><p>Quer se trate de edifícios, estruturas construídas pelo homem ou maravilhas da Mãe Natureza, <strong>a beleza do mundo comove-nos profundamente</strong>. Na verdade, sentimos um desejo de nos aproximarmos dela, como explica a antropóloga Susannah Crockford.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766985" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-ceu-noturno-sob-duas-perspetivas-o-astroturismo-sob-ambos-os-olhos.html" title="O céu noturno sob duas perspetivas: o astroturismo sob 'ambos os olhos'">O céu noturno sob duas perspetivas: o astroturismo sob "ambos os olhos"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-ceu-noturno-sob-duas-perspetivas-o-astroturismo-sob-ambos-os-olhos.html" title="O céu noturno sob duas perspetivas: o astroturismo sob 'ambos os olhos'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-ceu-noturno-sob-duas-perspetivas-o-astroturismo-sob-ambos-os-olhos-1777839671074_320.png" alt="O céu noturno sob duas perspetivas: o astroturismo sob 'ambos os olhos'"></a></article></aside><p>"As montanhas, os grandes corpos de água e os desfiladeiros inspiram frequentemente este sentimento de reverência." Nas suas palavras: "As catedrais, os templos e as mesquitas são construídos para criar essa sensação de ligação com algo maior do que nós próprios." <strong>Então, o que procuram estes viajantes quando buscam esta experiência transcendente? </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lieux-mystiques-tourisme-stonehenge-nazca-voyage-1780984986991.jpg" data-image="lsh1seblsn3i" alt="Stonehenge es especialmente popular entre los turistas." title="Stonehenge es especialmente popular entre los turistas."><figcaption>Stonehenge é especialmente popular entre os turistas.</figcaption></figure><p>Segundo os especialistas, a resposta depende de quem se pergunta. "Não existe uma resposta única que defina a natureza sagrada destes espaços. Quando alguém responde a esta pergunta, a resposta revela mais sobre a pessoa do que sobre o próprio local", afirma <strong>Susannah Crockford</strong>.</p><p>Desde as Linhas de Nazca, no Peru, até à Ilha da Páscoa, no Chile, e ao Vale dos Reis, no Egito, as pessoas visitam estes locais por diversas razões. <strong>Algumas dirigem-se a locais de culto porque acreditam em Deus</strong>.</p><p><strong>Outras desejam absorver a energia do local, talvez na esperança de se ligarem ao divino</strong>. Para Jeffrey Kripal, o mais importante é a ligação poderosa entre o local e o visitante. "Suspeito que se trate de uma relação entre a pessoa e o local", observa ele.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lieux-mystiques-tourisme-stonehenge-nazca-voyage-1780985070526.jpg" data-image="rkwuddghvys2" alt="Las Líneas de Nazca representan el misticismo del Perú." title="Las Líneas de Nazca representan el misticismo del Perú."><figcaption>As Linhas de Nazca representam o misticismo do Peru.</figcaption></figure><p>Por isso, é difícil explicar o efeito que isto pode ter em alguém que não está a passar pela mesma experiência, simplesmente porque se trata de momentos profundamente pessoais.</p><p><strong>Susannah Crockford</strong> explica: "Estas experiências são pessoais e individuais. Não existe uma experiência única e concreta que possa ser reproduzida para provar que tal encontro ocorreu. Mas isso não significa que não tenham acontecido."</p><h3><i>Referência da notícia</i></h3><p><em><em>Tiffany Nieslanik, June 2, 2026. </em><a href="https://www.nationalgeographic.fr/voyage/culture-traditions-stonehenge-sedona-pourquoi-les-lieux-mystiques-sacres-nous-attirent-ils" target="_blank">Stonehenge, Sedona, why do we lieux mystiques nous attirent-ils autant ?</a> , National Geographic</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/porque-e-que-os-locais-misticos-estao-a-atrair-cada-vez-mais-turistas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal aquece até terça-feira, dia 23, mas a noite de São João deverá ser agradável no Porto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-aquece-ate-terca-feira-dia-23-mas-a-noite-de-sao-joao-devera-ser-agradavel-no-porto.html</link><pubDate>Sat, 20 Jun 2026 13:00:28 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal continuará sob influência de uma massa de ar muito quente até meados da próxima semana. Apesar do calor intenso no interior, a noite de São João no Porto deverá decorrer com temperaturas amenas, pouco vento e condições favoráveis aos festejos</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-aquece-ate-terca-feira-dia-23-mas-a-noite-de-sao-joao-devera-ser-agradavel-no-porto-1781958709239.jpg" data-image="8ygoav31r35l" alt="Noite de são João" title="Noite de são João"> <figcaption>Atenção ao calor até terça-feira! Mas a noite de São João no Porto traz boas notícias: temperaturas entre 20 e 21 ºC e vento fraco.</figcaption></figure><p>Entre este sábado (20) e domingo (21), Portugal Continental continuará sob influência de uma massa de ar muito quente, com temperaturas elevadas em grande parte do território.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No domingo, o calor deverá deslocar-se mais para o Interior Norte e Centro, deixando de estar tão concentrado no Alentejo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-aquece-ate-terca-feira-dia-23-mas-a-noite-de-sao-joao-devera-ser-agradavel-no-porto-1781956999343.png" data-image="iwhlq28kthrr" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-943396">Domingoirá continuar um dia quente quente, com máximas próximas dos 40 ºC no Interior Centro e Vale do Douro, enquanto o litoral continuará bastante mais fresco devido à influência marítima.</figcaption></figure><p>Nesse dia, poderão ser registados valores próximos dos <strong>40 ºC</strong> no interior do distrito de <strong>Castelo Branco</strong> e na região do <strong>Vale do Douro</strong>. No litoral, o ambiente será bastante mais moderado, devido à influência marítima. Apesar do calor, o domingo poderá voltar a trazer instabilidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-aquece-ate-terca-feira-dia-23-mas-a-noite-de-sao-joao-devera-ser-agradavel-no-porto-1781957065644.png" data-image="60snup672qda" alt="Densidade de raios" title="Densidade de raios"><figcaption>Apesar do calor intenso, a tarde de domingo poderá ser marcada pela formação de aguaceiros e trovoadas localizadas no Norte e Centro, com possibilidade de descargas elétricas moderadas a fortes.</figcaption></figure><p>A partir das <strong>13h</strong>, poderão formar-se aguaceiros e trovoadas, com intensidade variável, afetando sobretudo os distritos do Norte e parte do Centro. Ao longo da tarde, a instabilidade poderá estender-se também a <strong>Santarém</strong> e <strong>Portalegre</strong>.</p><h2>Segunda-feira: poeiras do Saara, calor e céu baço</h2><p>Na segunda-feira (22) de manhã, a concentração de poeiras em suspensão provenientes do Saara deverá intensificar-se, sobretudo no <strong>Algarve</strong> e no <strong>interior alentejano</strong>. Este fenómeno poderá deixar o céu mais baço, mesmo em zonas onde não se espera nebulosidade significativa.</p><p>O calor irá persistir, mas o foco das <strong>temperaturas mais elevadas</strong> deverá continuar a deslocar-se para norte, com destaque para o <strong>Vale do Douro</strong>, onde são esperados os valores mais altos do dia. Além das poeiras e do calor, a instabilidade deverá manter-se em grande parte do Norte e Centro, com possibilidade de trovoadas ao longo do dia.</p><h2>Terça-feira haverá um possível pico do calor no Interior Norte e Centro</h2><p>A terça-feira (23) poderá ser o dia mais quente deste episódio de calor. Durante a tarde, os modelos apontam para temperaturas muito elevadas no Interior Norte e Centro, com a continuação de valores próximos dos <strong>40 ºC</strong> na região do <strong>Douro</strong> e em zonas interiores adjacentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-aquece-ate-terca-feira-dia-23-mas-a-noite-de-sao-joao-devera-ser-agradavel-no-porto-1781957366533.png" data-image="08nw8yp8mv9q" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Terça-feira poderá ser o dia mais quente deste episódio, com várias localidades do Vale do Douro e Interior Norte a aproximarem-se dos 40 ºC, contrastando com um litoral muito mais ameno.</figcaption></figure><p>No Porto, porém, o cenário será bastante diferente. A <strong>máxima prevista ronda os</strong> <strong>26 ºC</strong>, muito abaixo dos valores esperados no interior, graças ao efeito moderador do Atlântico. Este contraste térmico será particularmente importante para as celebrações do São João.</p><h2>Noite de São João com ambiente agradável no Porto</h2><p>As Festas de São João do Porto decorrem na noite de <strong>23 para 24 de junho</strong>, e a previsão aponta para condições favoráveis aos festejos.</p><p>Entre as <strong>22h de terça-feira e a 1h da manhã de quarta-feira</strong>, as temperaturas deverão variar entre <strong>20 e 21 ºC</strong>, criando uma noite amena, sem frio significativo e sem calor excessivo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774796" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/avisos-amarelo-e-laranja-do-ipma-castelo-branco-e-outras-8-capitais-distritais-que-amanha-registarao-entre-35-e-40-c.html" title="Avisos amarelo e laranja do IPMA: Castelo Branco e outras 8 capitais distritais que amanhã registarão entre 35 e 40 ºC">Avisos amarelo e laranja do IPMA: Castelo Branco e outras 8 capitais distritais que amanhã registarão entre 35 e 40 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/avisos-amarelo-e-laranja-do-ipma-castelo-branco-e-outras-8-capitais-distritais-que-amanha-registarao-entre-35-e-40-c.html" title="Avisos amarelo e laranja do IPMA: Castelo Branco e outras 8 capitais distritais que amanhã registarão entre 35 e 40 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/avisos-amarelo-e-laranja-do-ipma-castelo-branco-e-outras-8-capitais-distritais-que-amanha-registarao-entre-35-e-40-c-1781954668915_320.jpg" alt="Avisos amarelo e laranja do IPMA: Castelo Branco e outras 8 capitais distritais que amanhã registarão entre 35 e 40 ºC"></a></article></aside><p> Embora as temperaturas possam levar algumas pessoas a optar por um agasalho leve durante a madrugada, o ambiente festivo e o calor humano típico das celebrações de São João serão, muito provavelmente, o melhor "casaco" para quem sair à rua e aproveitar uma das noites mais emblemáticas do ano. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-aquece-ate-terca-feira-dia-23-mas-a-noite-de-sao-joao-devera-ser-agradavel-no-porto-1781957438996.png" data-image="pws7nf6d6e3q" alt="Rajada de vento" title="Rajada de vento"><figcaption>Durante a noite de São João, no Porto, o vento deverá manter-se fraco, com rajadas inferiores a 20 km/h, favorecendo condições agradáveis para os festejos ao ar livre.</figcaption></figure><p>O vento também deverá ser fraco durante o período principal dos festejos, entre as <strong>20h e as 4h</strong>, com vento médio em torno de <strong>4 km/h</strong> e rajadas inferiores a <strong>20 km/h</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-aquece-ate-terca-feira-dia-23-mas-a-noite-de-sao-joao-devera-ser-agradavel-no-porto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas avisam: uma chuva invisível de substâncias químicas persistentes está a cair sobre o planeta]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-avisam-uma-chuva-invisivel-de-substancias-quimicas-persistentes-esta-a-cair-sobre-o-planeta.html</link><pubDate>Sat, 20 Jun 2026 11:50:24 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Os refrigerantes e gases introduzidos para proteger a camada de ozono têm vindo a gerar, de forma silenciosa, uma substância química persistente e "eterna" chamada TFA, que agora está a ser detetada em todo o lado.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/draft-an-invisible-rain-of-forever-chemical-is-falling-across-the-planet-uk-scientists-1781614446259.png" data-image="0zglu596dtox" alt="Los investigadores han descubierto que las sustancias químicas sustitutivas introducidas para proteger la capa de ozono han generado grandes cantidades de un compuesto PFAS persistente que ahora se está acumulando en todo el medio ambiente a escala mundial." title="Los investigadores han descubierto que las sustancias químicas sustitutivas introducidas para proteger la capa de ozono han generado grandes cantidades de un compuesto PFAS persistente que ahora se está acumulando en todo el medio ambiente a escala mundial."><figcaption>Os investigadores descobriram que as substâncias químicas alternativas introduzidas para proteger a camada de ozono geraram grandes quantidades de um composto PFAS persistente que se está agora a acumular em todo o ambiente à escala mundial. Imagem criada com IA</figcaption></figure><p>Quando os CFC foram gradualmente eliminados ao abrigo do Protocolo de Montreal, devido ao facto de destruírem a camada de ozono, os produtos químicos que os substituíram foram aclamados como um sucesso retumbante. Os HCFC e os HFC, como são conhecidos, passaram a ser utilizados em frigoríficos, sistemas de ar condicionado e processos industriais em todo o mundo, e <strong>a camada de ozono começou a recuperar</strong>. Parecia que tudo tinha corrido bem.</p><p>Um estudo recente, liderado pela Universidade de Lancaster, revelou que <strong>esses produtos químicos de substituição podem não ter sido assim tão benéficos para o ambiente</strong>. Os cientistas que conduziram a investigação descobriram que, na realidade, estavam a criar um problema próprio.</p><h2>Para onde vai a substância química</h2><p>Os investigadores descobriram que, ao decomporem-se na atmosfera, os HCFC e os HFC produzem ácido trifluoroacético (TFA), que pertence à família de substâncias químicas sintéticas PFAS. <strong>São frequentemente designadas por "substâncias químicas eternas" porque resistem à degradação e persistem no ambiente</strong> durante períodos extremamente longos.</p><p>Os investigadores estimam que os substitutos dos CFC e de certos gases anestésicos<strong> tenham depositado cerca de 335 500 toneladas de TFA na superfície terrestre entre 2000 e 2022</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/draft-an-invisible-rain-of-forever-chemical-is-falling-across-the-planet-uk-scientists-1781614484505.png" data-image="9h3jmctj8hwl" alt="Los científicos han determinado que los depósitos de ácido trifluoroacético presentes en el hielo del Ártico proceden de gases refrigerantes que pueden recorrer miles de kilómetros a través de la atmósfera antes de descomponerse y volver a la Tierra." title="Los científicos han determinado que los depósitos de ácido trifluoroacético presentes en el hielo del Ártico proceden de gases refrigerantes que pueden recorrer miles de kilómetros a través de la atmósfera antes de descomponerse y volver a la Tierra."><figcaption>Os cientistas determinaram que os depósitos de ácido trifluoroacético presentes no gelo do Ártico provêm de gases refrigerantes que podem percorrer milhares de quilómetros através da atmosfera antes de se decomporem e regressarem à Terra. Imagem criada com IA.</figcaption></figure><p>A equipa utilizou modelos de transporte químico para acompanhar a forma como estes gases se deslocam pela atmosfera, reagem com outros compostos e, por fim, <strong>regressam à Terra através da chuva ou da deposição direta</strong>. Em seguida, compararam os seus resultados com dados reais, incluindo medições da água da chuva e amostras de gelo do Ártico.</p><p>As descobertas no Ártico foram particularmente notáveis. Os modelos revelaram que praticamente <strong>todo o TFA detetado no gelo remoto do Ártico provinha de produtos químicos que substituem os CFC</strong>, apesar de a região se situar a milhares de quilómetros de qualquer local onde esses gases sejam utilizados.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764800" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-inimigo-domestico-a-inalacao-de-microplasticos.html" title="O inimigo doméstico: a inalação de microplásticos">O inimigo doméstico: a inalação de microplásticos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-inimigo-domestico-a-inalacao-de-microplasticos.html" title="O inimigo doméstico: a inalação de microplásticos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-inimigo-domestico-a-inalacao-de-microplasticos-1776676035683_320.png" alt="O inimigo doméstico: a inalação de microplásticos"></a></article></aside><p>"Os substitutos dos CFC <strong>têm uma longa vida útil e podem ser transportados na atmosfera desde o seu ponto de emissão até regiões remotas como o Ártico, onde podem decompor-se para formar TFA"</strong>, afirmou a autora principal do estudo, Lucy Hart, investigadora de doutoramento em Lancaster.</p><p>"Os nossos resultados fornecem a primeira evidência conclusiva de que praticamente <strong>todos estes depósitos podem ser explicados pela ação destes gases.</strong>"</p><h2> Um problema que continua a agravar-se</h2><p>Nos últimos anos, também foi detetado TFA no sangue e na urina humanos, e o Instituto Federal Alemão de Substâncias Químicas propôs recentemente classificá-lo como <strong>potencialmente tóxico para a reprodução humana</strong>. A Agência Europeia de Substâncias Químicas já o classifica como nocivo para a vida aquática, e algumas agências afirmam que os níveis atuais estão abaixo dos limiares de risco. No entanto, <strong>é preocupante que o TFA continue a acumular-se e que, uma vez presente no ambiente, a sua eliminação seja praticamente impossível</strong>.</p><p>Uma vez que alguns dos compostos químicos de substituição permanecem na atmosfera durante décadas, a produção de TFA proveniente destas fontes ainda não atingiu o seu pico; <strong>os investigadores estimam que tal possa ocorrer entre 2025 e 2100</strong>. Além disso, existe uma fonte mais recente que contribui para o total. O HFO-1234yf, um refrigerante comercializado como uma alternativa amiga do clima e agora amplamente utilizado nos sistemas de ar condicionado dos veículos, também produz TFA ao decompor-se.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">: Scientists Say a Forever Chemical Is Building Up Across the Entire Planet ️️<br><br>A study led by Lancaster University estimates that more than 335,000 metric tonnes of trifluoroacetic acid (TFA) have been deposited worldwide since 2000.<br><br>Researchers found that many chemicals <a href="https://t.co/g6yBK6QDgx">pic.twitter.com/g6yBK6QDgx</a></p>— CurioSphere (@CurioSphereX) <a href="https://x.com/CurioSphereX/status/2067630920635666765?ref_src=twsrc%5Etfw">June 18, 2026</a></blockquote></figure><p>"Os HFO são a última geração de refrigerantes sintéticos comercializados como <strong>alternativas respeitadoras do clima aos HFC</strong>", afirmou o professor Ryan Hossaini, coautor do estudo.</p><p>"Sabe-se que vários HFOs são formadores de TFA, e a utilização crescente destas substâncias químicas nos sistemas de ar condicionado dos automóveis na Europa e noutros locais <strong>acrescenta incerteza quanto aos níveis futuros de TFA no nosso ambiente."</strong></p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p> <em>An invisible forever chemical rain is falling across the planet, published by <a href="https://www.sciencedaily.com/releases/2026/06/260609025509.htm" target="_blank">Lancaster University</a>, June 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-avisam-uma-chuva-invisivel-de-substancias-quimicas-persistentes-esta-a-cair-sobre-o-planeta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Avisos amarelo e laranja do IPMA: Castelo Branco e outras 8 capitais distritais que amanhã registarão entre 35 e 40 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/avisos-amarelo-e-laranja-do-ipma-castelo-branco-e-outras-8-capitais-distritais-que-amanha-registarao-entre-35-e-40-c.html</link><pubDate>Sat, 20 Jun 2026 11:28:01 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Começa este fim de semana um novo episódio de tempo quente, estando à vista valores elevados de temperatura máxima, vários avisos e um início de verão astronómico particularmente abrasador, especialmente nalgumas zonas do interior de Portugal continental. </p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xahe8s6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xahe8s6.jpg" id="xahe8s6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A partir deste fim de semana, não só arrancará o verão astronómico (domingo, 21 de junho às 09:24), como também se assistirá a um <strong>novo episódio de tempo quente</strong> em Portugal continental, influenciado pela presença de uma <strong>crista anticiclónica</strong> sobre a Península Ibérica e por uma <strong>gota fria a oeste do nosso país</strong>.</p><p>Em conjunto, estes dois centros de ação promoverão o transporte de uma <strong>massa de ar tropical continental, quente e seca</strong>, com origem no norte de África, até à Península Ibérica, o que resultará numa <strong>subida gradual e generalizada das temperaturas</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>As temperaturas vão subir nos próximos dias, atingindo valores muito elevados em várias zonas do país, sobretudo no interior.</div><p><strong>Para amanhã, domingo 21 de junho</strong>, as mais recentes previsões do modelo de referência da Meteored insistem em valores elevados em quase todo o território de Portugal continental, <strong>com temperaturas que atingirão ou ultrapassarão facilmente os 35 ºC em várias zonas, podendo alcançar até um máximo de 41 ºC nalguns locais do interior</strong>.</p><p>Este cenário levou o IPMA a emitir<strong> aviso amarelo para 11 distritos e aviso laranja para 3 distritos</strong>, num dia marcado pelo calor intenso que dará início à nova estação.</p><h2>De Trás-os-Montes ao Baixo Alentejo: várias capitais distritais irão atingir ou ultrapassar os 35 ºC</h2><p>Como referido anteriormente,<strong> entre hoje e amanhã - domingo, 21 de junho</strong> - prevê-se que o aviso amarelo de tempo quente se alargue a mais regiões do país, passando a cobrir 11 distritos do Continente, e também <strong>uma intensificação do calor, com o</strong> <strong>aviso laranja de tempo quente já emitido para 3 distritos</strong>.</p><p>Espera-se então uma persistência de valores elevados da temperatura máxima nos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Viseu, Coimbra, Castelo Branco, Portalegre, Évora, Beja, Santarém e Setúbal e <strong>uma persistência de valores muito elevados da temperatura máxima nos distritos de Vila Real, Bragança e Guarda</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/avisos-amarelo-e-laranja-do-ipma-castelo-branco-e-outras-8-capitais-distritais-que-amanha-registarao-entre-35-e-40-c-1781954039137.png" data-image="kbslmt1kefcx"><figcaption>O patamar dos 40 ºC poderá ser atingido ou ultrapassado nalgumas zonas do país, destacando-se os vales dos rios Douro, Tejo, a Beira Baixa e algumas zonas do Alentejo.</figcaption></figure><p><strong>O novo episódio de tempo quente começa hoje - sábado, 20 - e deverá durar até quarta-feira (24)</strong>. Amanhã - domingo, 21 - a temperatura subirá em relação a hoje e além disso, o calor alastrar-se-á por mais regiões do país, fazendo com que os termómetros registem valores iguais ou superiores a 35 ºC em muitas zonas.</p><p><strong>Várias capitais distritais irão atingir e ultrapassar o patamar dos 35 ºC, podendo, algumas delas, inclusive tocar os 40 ºC</strong>. A capital de distrito de Castelo Branco espera uma temperatura máxima de 40 ºC durante a tarde de domingo (21), um valor bastante elevado. Cidades como Setúbal e Guarda ficarão muito perto dos 35 ºC, estando previstas temperaturas máximas de 34 ºC para ambas as capitais de distrito.</p><table><thead><tr><th>Capitais de distrito</th><th>Temperatura Máxima prevista para domingo, 21 de junho</th></tr></thead><tbody><tr><td>Castelo Branco</td><td>40 ºC</td></tr><tr><td>Évora </td><td>39 ºC</td></tr><tr><td>Bragança</td><td>38 ºC</td></tr><tr><td>Portalegre</td><td>38 ºC</td></tr><tr><td>Vila Real</td><td>37 ºC</td></tr><tr><td>Santarém</td><td>37 ºC</td></tr><tr><td>Viseu</td><td>36 ºC</td></tr><tr><td>Braga</td><td>35 ºC</td></tr><tr><td>Lisboa</td><td>35 ºC</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="2">Fonte: Meteored - ECMWF.</td></tr></tbody></table><p>Neste contexto de tempo quente, sobressaem algumas áreas da geografia de Portugal continental, tais como os <strong>vales dos rios Douro e Tejo e ainda algumas zonas das regiões do Alentejo e Beira Baixa</strong>, onde estão previstas <strong>máximas de até 40/41 ºC em várias localidades</strong>, tais como Mirandela, Idanha-a-Nova, Fundão, Abrantes, Constância, Coruche, Entroncamento, Sardoal, Tomar, Mora, Ponte de Sor, Alter do Chão e Nisa, entre outras.</p><h2>Amanhã 9 capitais distritais atingirão entre 35 e 40 ºC em Portugal continental</h2><p>As temperaturas mais elevadas concentrar-se-ão nos vales dos grandes rios, tanto no norte, como no centro-sul do país. <strong>Castelo Branco será a capital de distrito mais quente de Portugal continental </strong>ao longo de domingo, 21 de junho, com uma temperatura máxima prevista de até 40 ºC, enquanto <strong>Évora atingirá os 39 ºC e Bragança e Portalegre poderão alcançar os 38 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/avisos-amarelo-e-laranja-do-ipma-castelo-branco-e-outras-8-capitais-distritais-que-amanha-registarao-entre-35-e-40-c-1781954326205.png" data-image="swx5w3ckdavr"><figcaption>Amanhã preveem-se temperaturas entre 8 e 12 ºC acima do normal em grande parte do território de Portugal continental.</figcaption></figure><p><strong>A barreira dos 35 ºC será atingida ou ultrapassada noutras cinco capitais distritais</strong>, dando justificação à emissão de aviso amarelo e/ou laranja de tempo quente. Vila Real, Santarém, Viseu, Braga e Lisboa rondarão ou superarão este valor, o que refletirá a extensão da massa de ar muito quente que abrangerá grande parte da Península Ibérica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774688" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproximam-se-tardes-de-trovoadas-que-irao-atenuar-o-impacto-do-episodio-de-calor-intenso-em-portugal.html" title="Aproximam-se tardes de trovoadas que irão atenuar o impacto do episódio de calor intenso em Portugal">Aproximam-se tardes de trovoadas que irão atenuar o impacto do episódio de calor intenso em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproximam-se-tardes-de-trovoadas-que-irao-atenuar-o-impacto-do-episodio-de-calor-intenso-em-portugal.html" title="Aproximam-se tardes de trovoadas que irão atenuar o impacto do episódio de calor intenso em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aproximam-se-tardes-de-trovoadas-que-irao-atenuar-o-impacto-do-episodio-de-calor-intenso-em-portugal-1781878784108_320.jpg" alt="Aproximam-se tardes de trovoadas que irão atenuar o impacto do episódio de calor intenso em Portugal"></a></article></aside><p><strong>No total serão nove as capitais distritais que atingirão entre 35 e 40 ºC no segundo dia do episódio de tempo quente</strong>. No entanto, algumas outras cidades do país ficarão próximas dos 35 ºC, como mencionado anteriormente acerca de Guarda e Setúbal. A combinação de insolação forte, típica da época (afinal de contas, amanhã é o dia mais longo do ano), a estabilidade atmosférica e uma massa de ar bastante quente serão favoráveis às temperaturas elevadas a que assistiremos neste arranque da estação estival.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/avisos-amarelo-e-laranja-do-ipma-castelo-branco-e-outras-8-capitais-distritais-que-amanha-registarao-entre-35-e-40-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Telescópio James Webb captura exoplaneta que está a evaporar sob o calor do seu próprio sol]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-captura-exoplaneta-que-esta-evaporando-sob-o-calor-de-seu-proprio-sol.html</link><pubDate>Sat, 20 Jun 2026 08:43:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Observações do Telescópio James Webb mostram que HD 80606 b, um gigante gasoso com uma órbita extrema, passa por picos de temperatura e mudanças químicas surpreendentes que podem ajudar-nos a compreender melhor outros exoplanetas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-telescopio-james-webb-capta-un-exoplaneta-que-se-esta-evaporando-bajo-el-calor-de-su-propio-sol-1781789120425.jpg" data-image="sdddvkwcwkn0"><figcaption>Esta imagem concetual mostra o exoplaneta HD 80606 b a ser "assado" à medida que a sua órbita se aproxima do periastro, o ponto de maior proximidade com a sua estrela hospedeira. Crédito: NASA, ESA, CSA, Joseph Olmsted (STScI)</figcaption></figure><p>Entre os milhares de <strong>exoplanetas </strong>descobertos até ao momento, poucos são tão impressionantes quanto o <strong>HD 80606 b</strong>. Este mundo, situado fora do Sistema Solar e com quatro vezes a massa de Júpiter, voltou a atrair a atenção da comunidade científica graças a <strong>novas observações</strong> realizadas pelo <strong>Telescópio Espacial James Webb</strong>, da NASA.</p><div class="texto-destacado">Os resultados preliminares do estudo foram apresentados durante a 248ª reunião da Sociedade Astronómica Americana (AAS), realizada em Pasadena, Califórnia, e revelam que o planeta sofre variações de temperatura muito mais extremas do que o esperado ao aproximar-se da sua estrela.</div><p>Conforme explicado por Tiffany Kataria, autora principal do estudo do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA, o <strong>HD 80606 b destaca-se mesmo entre os exemplos mais incomuns dos chamados "Júpiteres quentes" </strong>— uma categoria de gigantes gasosos que orbitam muito perto das suas estrelas e atingem temperaturas abrasadoras.</p><p>No entanto, este planeta apresenta uma diferença fundamental:<strong> a sua órbita é extraordinariamente elíptica</strong>. Em vez de manter uma distância relativamente constante, ele passa longos períodos longe da sua estrela e, então, mergulha em direção a ela numa aproximação extrema que transforma radicalmente as suas condições atmosféricas.</p><h2>Um aumento inesperado da temperatura</h2><p>Observações do telescópio James Webb mostram que, durante esta <strong>aproximação máxima</strong> — conhecida como periastro —, a<strong> temperatura do planeta sofre um aumento abrupto</strong> de aproximadamente 1.100 graus Fahrenheit (o equivalente a mais de 600 graus Celsius).</p><p>Cientistas já suspeitavam que este fenómeno poderia causar <strong>mudanças significativas na atmosfera do exoplaneta</strong>. Estudos anteriores tinham demonstrado que flutuações bruscas de temperatura podem alterar a composição química destes mundos e até mesmo afetar a formação e a dissipação de nuvens em questão de horas.</p><p>Agora, <strong>novos dados obtidos pelo Webb permitem observar estes processos com um nível de detalhe sem precedentes</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-telescopio-james-webb-capta-un-exoplaneta-que-se-esta-evaporando-bajo-el-calor-de-su-propio-sol-1781789357952.jpg" data-image="fh40o3uh4imi"><figcaption>Estas imagens simuladas mostram a evolução de fenómenos meteorológicos extremos no exoplaneta HD 80606b — que possui uma órbita altamente excêntrica — durante os dias seguintes à sua máxima aproximação da estrela hospedeira. Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCSC.</figcaption></figure><p>Laura C. Mayorga, astrónoma especializada em exoplanetas e coautora do estudo, destacou que a<strong> órbita singular de HD 80606 b transforma o planeta num verdadeiro laboratório natural</strong>. Graças a estas mudanças extremas, os investigadores podem analisar como uma atmosfera reage a condições térmicas variáveis durante uma única campanha de observação.</p><p>Estas informações, observou ela, poderiam ajudar-nos a compreender melhor não apenas outros Júpiteres quentes, mas também uma grande variedade de exoplanetas descobertos nos últimos anos.</p><h2>O poder do Telescópio James Webb</h2><p>Para estudar o planeta, a equipa utilizou uma técnica conhecida como <strong>espectroscopia</strong>, que consiste em decompor a luz nas suas cores constituintes para identificar as características físicas e químicas dos objetos observados.</p><p>Neste caso, os investigadores utilizaram o <strong>MIRI </strong>(<em>Mid-Infrared Instrument</em>) do Telescópio James Webb. As observações foram realizadas antes, durante e depois do periastro, incluindo o momento em que o planeta passou atrás da sua estrela do ponto de vista do telescópio — um fenómeno conhecido como eclipse secundário.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772491" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-detecta-altas-concentracoes-de-metano-no-cometa-interestelar-3i-atlas.html" title="Telescópio James Webb deteta altas concentrações de metano no cometa interestelar 3I/ATLAS">Telescópio James Webb deteta altas concentrações de metano no cometa interestelar 3I/ATLAS</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-detecta-altas-concentracoes-de-metano-no-cometa-interestelar-3i-atlas.html" title="Telescópio James Webb deteta altas concentrações de metano no cometa interestelar 3I/ATLAS"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/james-webb-metano-3i-atlas-1780372106136_320.png" alt="Telescópio James Webb deteta altas concentrações de metano no cometa interestelar 3I/ATLAS"></a></article></aside><p>O planeamento desta campanha exigiu anos de preparação. O HD 80606 b tem um período orbital de 111 dias, e a sua <strong>alta excentricidade</strong> faz com que os momentos mais interessantes para observá-lo sejam relativamente breves. Somam-se a isso as limitações operacionais do próprio Webb, que só pode apontar para regiões específicas do céu dependendo da posição da Terra em relação ao Sol.</p><h2>Um tesouro de dados a ser decifrado</h2><p>Embora a análise tenha começado recentemente, os investigadores afirmam que os resultados já são extraordinários. Uma das descobertas mais marcantes é que <strong>o aquecimento registado foi ainda mais intenso do que o previsto </strong>com base em observações anteriores feitas com o Telescópio Espacial Spitzer, que foi aposentado em 2020.</p><div class="texto-destacado">Não é por acaso que HD 80606 b ganhou o apelido de "exoplaneta tostado". De facto, ele ficou tão famoso que foi destaque num dos posteres educativos criados pela NASA para apresentar mundos exóticos descobertos além do Sistema Solar.</div><p>Graças à sensibilidade do telescópio James Webb, os cientistas agora podem começar a <strong>distinguir sinais químicos específicos — incluindo metano e dióxido de carbono</strong> —, que são elementos fundamentais para compreender a dinâmica atmosférica do planeta.</p><p>Para os investigadores, a vasta quantidade de dados obtidos representa apenas o começo. Cada nova análise promete fornecer pistas sobre como as atmosferas de gigantes gasosos evoluem sob condições extremas, ao mesmo tempo que oferece uma melhor compreensão da diversidade de mundos na nossa <strong>galáxia</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-captura-exoplaneta-que-esta-evaporando-sob-o-calor-de-seu-proprio-sol.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Com temperaturas a subir, há algo que deve verificar na praia antes de entrar na água]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/com-temperaturas-a-subir-ha-algo-que-deve-verificar-na-praia-antes-de-entrar-na-agua.html</link><pubDate>Sat, 20 Jun 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Da verde à axadrezada: nem todas as bandeiras na praia indicam o estado do mar. Conheça os seus verdadeiros significados.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/com-temperaturas-a-subir-ha-algo-que-deve-verificar-na-praia-antes-de-entrar-na-agua-1781543794748.jpg" data-image="53ok97gmval3" alt="Bandeiras praia" title="Bandeiras praia"><figcaption>Vai à praia nos próximos dias? Conheça o significado de todas as bandeiras antes de entrar no mar. Foto: Pexels</figcaption></figure><p>O calor está aí, a época balnear está aberta, mas é precisamente nesta altura que se coloca uma grande questão: <strong>será que conhece todas as bandeiras que podem aparecer na praia</strong>?</p><p>Embora estejam presentes em praticamente todas as praias vigiadas, muitas pessoas continuam sem saber exatamente o que cada bandeira significa. E a verdade é que estas sinalizações funcionam como um sistema simples e eficaz para informar os banhistas sobre as <strong>condições de segurança do mar </strong>e da própria <strong>praia</strong>.</p><p>Conhecer o significado das bandeiras pode fazer toda a diferença entre um dia tranquilo e uma situação de risco.</p><h2>Conheça as bandeiras hasteadas no areal</h2><p>Quanto à <strong>bandeira verde</strong>, apostamos que não há dúvidas. Esta é aquela que todos esperam ver ao chegar à praia. Significa que as condições do mar são favoráveis e que<strong> é seguro tomar banho</strong>.</p><p>Naturalmente, isto não quer dizer que o mar esteja completamente isento de perigos. Correntes, mudanças repentinas do estado do tempo ou distrações continuam a exigir prudência. Ainda assim, quando a bandeira é verde, as condições são consideradas adequadas para nadar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772557" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-melhor-praia-da-europa-fica-mesmo-em-portugal.html" title="A melhor praia da Europa fica mesmo em Portugal">A melhor praia da Europa fica mesmo em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-melhor-praia-da-europa-fica-mesmo-em-portugal.html" title="A melhor praia da Europa fica mesmo em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-melhor-praia-da-europa-fica-mesmo-em-portugal-1780733980402_320.jpg" alt="A melhor praia da Europa fica mesmo em Portugal"></a></article></aside><p>Já a <strong>amarela </strong>significa que não é 100% seguro entrar no mar. Aliás, quando esta bandeira está hasteada, é sinal de que o mar exige <strong>atenção redobrada</strong>.</p><p>Os banhos são permitidos, sim, mas não é aconselhável nadar para longe da margem. Isto porque pode haver correntes mais fortes, agitação marítima ou outras condições que aumentem o risco para os banhistas.</p><div class="texto-destacado">Nestes casos, o melhor é permanecer em zonas pouco profundas e evitar aventuras mais ousadas, mesmo para quem sabe nadar bem.</div><p>Depois, há a tão temida cor<strong> vermelha</strong>. Ninguém gosta de chegar à praia e encontrá-la, mas a mensagem é clara: <strong>a entrada na água é proibida</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/com-temperaturas-a-subir-ha-algo-que-deve-verificar-na-praia-antes-de-entrar-na-agua-1781541285401.jpg" data-image="ei4e2xnrhptb" alt="Bandeira vermelha" title="Bandeira vermelha"><figcaption>A bandeira vermelha indica proibição total de entrar na água. Imagem: Unsplash</figcaption></figure><p>Esta sinalização surge quando as condições do mar representam um perigo significativo, seja devido a forte ondulação, correntes intensas ou outros fatores que possam colocar em risco a segurança dos banhistas.</p><div class="texto-destacado">Ignorar uma bandeira vermelha não é apenas imprudente. Pode obrigar à intervenção dos meios de socorro e colocar vidas em perigo.</div><p>Mas, e quando a bandeira que encontra não é verde, amarela nem vermelha? Sim, isso pode acontecer. Há mais cores além das três mais comuns. E conhecê-las é realmente fundamental.</p><h3>A bandeira aos quadrados pretos e brancos</h3><p>Esta é, provavelmente,<strong> uma das bandeiras que gera mais dúvidas</strong>. Se não a conhece, não se preocupe, nós ajudamos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768412" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-sao-conhecidas-as-praias-com-bandeira-azul-em.html" title="Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026">Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-sao-conhecidas-as-praias-com-bandeira-azul-em.html" title="Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ja-sao-conhecidas-as-praias-com-bandeira-azul-em-1778573948671_320.jpg" alt="Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026"></a></article></aside><p>A bandeira axadrezada, composta por quadrados pretos e brancos, indica que <strong>a praia está temporariamente sem vigilância</strong>. Ou seja, naquele momento não existe um nadador-salvador em funções.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/com-temperaturas-a-subir-ha-algo-que-deve-verificar-na-praia-antes-de-entrar-na-agua-1781541766813.jpg" data-image="5dfaq7iqntgf" alt="Bandeira" title="Bandeira"><figcaption>A bandeira que mais confunde os portugueses nas praias tem um significado importante. Foto: Pxhere</figcaption></figure><p>Muitas pessoas pensam que esta bandeira está relacionada com o estado do mar, mas não é esse o seu significado. O mar pode até parecer calmo; a questão é que, se ocorrer uma emergência, não existe vigilância permanente para prestar assistência imediata.</p><p>Por isso, sempre que vir esta bandeira, deve aumentar os cuidados, sobretudo se estiver acompanhado por crianças ou pessoas com menor experiência no mar.</p><h3>Vermelha e amarela</h3><p>Além das bandeiras principais, existem também duas bandeiras vermelha e amarela colocadas na areia, normalmente em pares.</p><div class="texto-destacado">Mesmo quando o mar parece tranquilo, é aconselhável permanecer dentro destes limites.</div><p>Estas sinalizam a <strong>zona recomendada para os banhistas entrarem e permanecerem na água</strong>. Trata-se da área vigiada pelos nadadores-salvadores e considerada mais segura naquele momento.</p><h3>Bandeira de medusas</h3><p>Em algumas praias poderá encontrar uma bandeira de alerta para a <strong>presença de medusas, alforrecas ou caravelas-portuguesas</strong>. Dependendo da praia, esta sinalização pode surgir numa bandeira roxa ou numa bandeira branca com o símbolo de uma medusa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="520272" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-prevenir-e-reagir-a-uma-picada-de-medusa-alforreca.html" title="Como prevenir e reagir a uma picada de medusa">Como prevenir e reagir a uma picada de medusa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-prevenir-e-reagir-a-uma-picada-de-medusa-alforreca.html" title="Como prevenir e reagir a uma picada de medusa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-prevenir-y-actuar-ante-la-picadura-de-una-medusa-1689194374546_320.jpeg" alt="Como prevenir e reagir a uma picada de medusa"></a></article></aside><p>A sua presença não implica necessariamente a proibição de banhos, mas serve de aviso para que os banhistas tenham especial cuidado. O contacto com estes organismos pode provocar queimaduras, irritações e reações alérgicas.</p><h3>Bandeira Azul</h3><p>Ao contrário das restantes, a <strong>Bandeira Azul </strong>não indica o estado do mar. Em vez disso, trata-se de uma <strong>distinção internacional </strong>atribuída a praias que cumprem critérios exigentes de qualidade da água, gestão ambiental, segurança, acessibilidade e serviços de apoio aos visitantes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/com-temperaturas-a-subir-ha-algo-que-deve-verificar-na-praia-antes-de-entrar-na-agua-1781544137456.jpg" data-image="4rqw50uwgaxa" alt="Bandeira Azul" title="Bandeira Azul"><figcaption>A bandeira azul da praia é um selo de qualidade ambiental atribuído a praias que cumprem critérios rigorosos de segurança, limpeza e sustentabilidade. Foto: CM Almada</figcaption></figure><p>Quando encontrar esta bandeira, saiba que está numa praia reconhecida pelas suas boas práticas ambientais.</p><h3>Bandeira Preta</h3><p>A<strong> bandeira preta </strong>sinaliza que <strong>a praia está interditada</strong>, seja por condições meteorológicas extremas, poluição da água ou falta de segurança. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771622" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/verdade-ou-mentira-praia-da-rocha-estara-interdita-este-verao.html" title="Verdade ou mentira? Praia da Rocha estará interdita este verão?">Verdade ou mentira? Praia da Rocha estará interdita este verão?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/verdade-ou-mentira-praia-da-rocha-estara-interdita-este-verao.html" title="Verdade ou mentira? Praia da Rocha estará interdita este verão?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/verdade-ou-mentira-praia-da-rocha-estara-interdita-este-verao-1780255321444_320.jpg" alt="Verdade ou mentira? Praia da Rocha estará interdita este verão?"></a></article></aside><p>“Quando esta bandeira é hasteada, a permanência na água e, em alguns casos, até na areia, pode estar proibida”, explica o <em>site</em> ‘Imazu’. </p><h3>Outras bandeiras que pode encontrar</h3><p>Existem ainda algumas distinções e sinalizações menos conhecidas. A bandeira de <strong>Praia Acessível</strong>, por exemplo, identifica praias preparadas para receber pessoas com mobilidade reduzida, disponibilizando acessos e equipamentos adaptados.</p><p>Já a distinção <strong>Qualidade de Ouro</strong>, atribuída pela associação ambiental Quercus, destaca praias que apresentam um histórico de excelência na qualidade da água balnear.</p><h2>Pequenas regras que fazem uma grande diferença</h2><p>Não se esqueça, contudo, que, apesar de as bandeiras serem uma ajuda valiosa, não substituem o bom senso.</p><p>O Governo recomenda que, sempre que possível, escolha praias vigiadas e siga as indicações dos nadadores-salvadores. Evite entrar na água sozinho, vigie permanentemente as crianças e entre no mar de forma gradual, sobretudo em dias muito quentes, para reduzir o risco de choque térmico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/com-temperaturas-a-subir-ha-algo-que-deve-verificar-na-praia-antes-de-entrar-na-agua-1781544368986.jpg" data-image="mrzotb8q67yz" alt="Praia de São Rafael, Albufeira" title="Praia de São Rafael, Albufeira"><figcaption>Com o arranque da época balnear, o Governo voltou a divulgar recomendações de segurança, saúde e proteção ambiental. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Tenha especial atenção aos próximos dias. Porquê? Porque, a partir de<strong> 21 de junho</strong>, Portugal Continental poderá entrar num episódio de <strong>calor muito intenso</strong>, segundo as mais recentes previsões dos modelos meteorológicos ECMWF (europeu) e GFS (americano).</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a>.</strong> Siga-nos e ative as notificações.<br></div><p>Apesar de ainda faltar cerca de uma semana e de poderem ocorrer ajustes na previsão<strong>, ambos os modelos convergem na possibilidade de uma massa de ar muito quente proveniente do Norte de África</strong> atingir o território nacional, podendo dar origem a temperaturas excecionais”,<a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-cupula-de-calor-sobre-portugal-dentro-de-7-dias-os-modelos-europeu-e-gfs-apontam-para-temperaturas-muito-elevadas.html" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext"> avisa</a> Marta Godinho.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773989" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-cupula-de-calor-sobre-portugal-dentro-de-7-dias-os-modelos-europeu-e-gfs-apontam-para-temperaturas-muito-elevadas.html" title="Uma cúpula de calor sobre Portugal dentro de 7 dias: os modelos europeu e GFS apontam para temperaturas muito elevadas">Uma cúpula de calor sobre Portugal dentro de 7 dias: os modelos europeu e GFS apontam para temperaturas muito elevadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-cupula-de-calor-sobre-portugal-dentro-de-7-dias-os-modelos-europeu-e-gfs-apontam-para-temperaturas-muito-elevadas.html" title="Uma cúpula de calor sobre Portugal dentro de 7 dias: os modelos europeu e GFS apontam para temperaturas muito elevadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uma-onda-de-calor-sobre-portugal-dentro-de-7-dias-os-modelos-europeu-e-gfs-apontam-para-temperaturas-extremas-1781527559059_320.jpg" alt="Uma cúpula de calor sobre Portugal dentro de 7 dias: os modelos europeu e GFS apontam para temperaturas muito elevadas"></a></article></aside><p>Tendo em conta estas condições, é também importante manter-se hidratado, utilizar protetor solar adequado e evitar as horas de maior intensidade solar, normalmente entre as 11:00 h e as 16:00 horas.</p><p>Outro cuidado frequentemente esquecido diz respeito às arribas. Em muitas praias portuguesas existem zonas sujeitas a derrocadas, pelo que não deve instalar-se junto à base das falésias nem permanecer em áreas assinaladas como perigosas.</p><p>“Em caso de emergência, <strong>a recomendação é clara</strong>: não entrar na água para tentar efetuar um salvamento”, acrescenta o <em>site</em> ‘Away’. “Em vez disso, deve chamar imediatamente o nadador-salvador e alertar as autoridades competentes.”</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Away" data-year="2026" data-title="O%20que%20significa%20uma%20bandeira%20aos%20quadrados%20na%20praia%3F" data-url="https%3A%2F%2Faway.iol.pt%2Fbandeira-preta-e-branca%2Fpraia%2Fo-que-significa-uma-bandeira-aos-quadrados-na-praia%2F20260608%2F6a268830d34e28842c84ec6f">Away. (2026). <a href="https://away.iol.pt/bandeira-preta-e-branca/praia/o-que-significa-uma-bandeira-aos-quadrados-na-praia/20260608/6a268830d34e28842c84ec6f" target="_blank">O que significa uma bandeira aos quadrados na praia?</a>.</cite><br><cite data-author="Imazu%2C%20Nu%C3%B1ez%20Rolo%2C%20R" data-year="2025" data-title="Bandeiras%20da%20praia%3A%20conhe%C3%A7a%20os%20significados%20e%20cores%20no%20litoral" data-url="https%3A%2F%2Fwww.imazu.pt%2Fbandeiras-da-praia%2F">Imazu, Nuñez Rolo, R. (2025). <a href="https://www.imazu.pt/bandeiras-da-praia/" target="_blank">Bandeiras da praia: conheça os significados e cores no litoral</a>.</cite></p></section><h3><br></h3>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/com-temperaturas-a-subir-ha-algo-que-deve-verificar-na-praia-antes-de-entrar-na-agua.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Algoritmos e drones vão defender a floresta contra vagas de insetos destrutivos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/algoritmos-e-drones-vao-defender-a-floresta-contra-vagas-de-insetos-destrutivos.html</link><pubDate>Sat, 20 Jun 2026 06:17:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Cientistas portugueses recorrem a voos de vigilância tecnológica e sensores avançados para identificar ameaças biológicas nos pinhais antes que os primeiros sintomas visíveis apareçam nas árvores.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/algoritmos-e-drones-vao-defender-a-floresta-contra-vagas-de-insetos-destrutivos-1781871737899.jpg" data-image="37t65gfk56aa" alt="Drone sobrevoa a floresta" title="Drone sobrevoa a floresta"><figcaption>Drones equipados com sensores avançados vão captar dados vitais para detetar precocemente pragas e proteger a floresta. Imagem: Valentin J-W/Pixabay</figcaption></figure><p>Os ecossistemas florestais europeus contam agora com uma nova <strong>linha de defesa tecnológica operada a partir de Portugal</strong>. Uma equipa de cientistas do Centro de Estudos Florestais do Instituto Superior de Agronomia está a desenvolver metodologias pioneiras que combinam <strong>aviação não tripulada e sistemas de inteligência artificial</strong> para monitorizar e antecipar o avanço de organismos nocivos que ameaçam a biodiversidade e a economia. </p><p>A nova abordagem tem como intuito transformar a gestão ambiental através de dados obtidos em tempo real, fornecendo <strong>ferramentas digitais</strong> acessíveis a <strong>municípios</strong>, <strong>engenheiros</strong> e <strong>proprietários rurais</strong> que cuidam do património florestal.</p><h2>O combate ao inimigo microscópico da madeira</h2><p>Uma das maiores preocupações dos silvicultores nacionais prende-se com o <strong>nemátodo da madeira do pinheiro</strong>, um espécime microscópico que entrou no território nacional em finais do século passado e dizimou extensas áreas de pinheiro-bravo.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/algoritmos-e-drones-vao-defender-a-floresta-contra-vagas-de-insetos-destrutivos-1781871815017.jpg" data-image="ym7txh434xsq" alt="Floresta de pinheiros" title="Floresta de pinheiros"><figcaption>Os povoamentos de pinheiro-bravo são um dos ecossistemas florestais vitais que os cientistas procuram proteger com tecnologia. Foto: Helga Kattinger/Pixabay</figcaption></figure><p>O impacto desta patologia ultrapassou a perda ecológica, provocando a <strong>falência de várias empresas de serração</strong> que não conseguiram investir na modernização necessária ao tratamento térmico das matérias-primas, resultando no desemprego de centenas de operários no setor, como relembra o comunicado do Instituto Superior de Agronomia.</p><h2>Uma abordagem aérea e remota mais eficaz</h2><p>Para travar o avanço desta praga, os investigadores integraram o consórcio europeu Forsaied, que reúne 10 países e 17 parceiros institucionais focados na proteção vegetal.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os especialistas concluíram que o mapeamento aéreo remoto garante uma eficácia muito superior e custos consideravelmente mais baixos do que as vistorias tradicionais realizadas a pé. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Sobrevoando os pinhais com aeronaves autónomas dotadas de <strong>sensores óticos</strong>, torna-se possível detetar os <strong>primeiros sinais de declínio na folhagem</strong>, permitindo intervenções cirúrgicas e localizadas que evitam o contágio de povoamentos vizinhos.</p><p>Paralelamente à vigilância aérea, são utilizadas <strong>técnicas moleculares avançadas</strong> através da recolha de amostras de ADN ambiental obtidas nos fluidos das armadilhas de campo. Esta análise laboratorial permite certificar a presença biológica do verme e do inseto que atua como vetor de transmissão, garantindo diagnósticos de elevada fiabilidade técnica.</p><h2>Aparelhos inteligentes na vigilância urbana e rural</h2><p>Outro organismo com repercussões graves na saúde pública e na rentabilidade dos pinhais é a <strong>lagarta do pinheiro</strong>, cujos pelos urticantes invadem frequentemente os parques urbanos e as áreas de lazer na primavera. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769789" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/icnf-vai-formar-500-profissionais-para-travar-pragas-que-ameacam-a-floresta-portuguesa.html" title="ICNF vai formar 500 profissionais para travar pragas que ameaçam a floresta portuguesa">ICNF vai formar 500 profissionais para travar pragas que ameaçam a floresta portuguesa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/icnf-vai-formar-500-profissionais-para-travar-pragas-que-ameacam-a-floresta-portuguesa.html" title="ICNF vai formar 500 profissionais para travar pragas que ameaçam a floresta portuguesa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/icnf-vai-formar-500-profissionais-para-travar-pragas-que-ameacam-a-floresta-portuguesa-1779282930192_320.jpg" alt="ICNF vai formar 500 profissionais para travar pragas que ameaçam a floresta portuguesa"></a></article></aside><p>O instituto universitário testou dispositivos equipados com câmaras <strong>fotográficas digitais</strong> e <strong>algoritmos analíticos</strong> que registam imagens automáticas das capturas. O sistema processa a contagem dos exemplares de forma autónoma e transmite os dados recolhidos diretamente para uma aplicação acessível através de smartphones.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Esta monitorização contínua elimina a necessidade de deslocações constantes dos técnicos aos locais de amostragem, otimizando o tempo de trabalho das equipas camarárias. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os ensaios experimentais desta metodologia decorrem atualmente numa zona habitacional da cidade de<strong> Lisboa </strong>e nos terrenos florestais da <strong>Companhia das Lezírias</strong>, na <strong>bacia hidrográfica do Ribatejo</strong>. O fluxo contínuo de informação ajuda a correlacionar o comportamento das colónias com as <strong>variações meteorológicas diárias</strong>, indicando o momento exato para aplicar os tratamentos biológicos.</p><h2>A antecipação de ameaças nas fronteiras nacionais</h2><p>O plano estratégico europeu dá especial atenção à contenção de dez espécies biológicas reguladas pela União Europeia, incluindo <strong>fungos e insetos perfuradores</strong>. Entre os perigos iminentes surge a <strong>broca do freixo</strong>, um escaravelho invasor que tem devastado as árvores nas zonas urbanas da Rússia e da Ucrânia. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As projeções oficiais das autoridades fitossanitárias apontam para a entrada deste organismo no espaço comunitário ainda este ano, o que motivou a criação antecipada de mecanismos matemáticos para a sua identificação automática.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os mentores do projeto pretendem que estes dispositivos equipados com sensores óticos auxiliem as <strong>equipas de inspeção aduaneira</strong> localizadas em <strong>portos</strong> e <strong>aeroportos comerciais</strong>, travando a introdução involuntária de cargas infetadas oriundas de outros continentes. </p><h2>Modelos matemáticos combatem o cancro resinoso</h2><p>Em cooperação com laboratórios estatais, a academia desenvolve também modelos matemáticos que analisam a interação da luz infravermelha com as moléculas das plantas para diagnosticar o<strong> cancro</strong><strong> resinoso do </strong><strong>pinheiro </strong>antes que surjam alterações visíveis no tronco.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/algoritmos-e-drones-vao-defender-a-floresta-contra-vagas-de-insetos-destrutivos-1781872052255.jpg" data-image="c1s6tmub86o2" alt="escaravelho boca de freixo" title="escaravelho boca de freixo"><figcaption>O escaravelho broca-do-freixo é uma séria ameaça para as árvores urbanas. Imagem: Pennsylvania Department of Conservation and Natural Resources - Forestry Archive - Forestry Images, CC BY 3.0 us, Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>A <strong>relevância </strong><strong>global </strong>destas iniciativas reflete-se nos prejuízos avultados provocados pelas espécies invasoras, gerando quebras financeiras superiores a <strong>600 mil milhões de </strong><strong>euros </strong>no último meio século, afetando severamente a produção agroalimentar, a silvicultura e as atividades piscatórias.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Instituto%20Superior%20de%20Agronomia" data-year="" data-title="Investigadores%20do%20ISA%20usam%20IA%20e%20drones%20para%20dete%C3%A7%C3%A3o%20precoce%20e%20vigil%C3%A2ncia%20de%20pragas%20florestais" data-url="https%3A%2F%2Fwww.isa.ulisboa.pt%2Fnoticia%2Finvestigadores-do-isa-usam-ia-e-drones-para-detecao-precoce-e-vigilancia-de-pragas">Instituto Superior de Agronomia. <a href="https://www.isa.ulisboa.pt/noticia/investigadores-do-isa-usam-ia-e-drones-para-detecao-precoce-e-vigilancia-de-pragas" target="_blank">Investigadores do ISA usam IA e drones para deteção precoce e vigilância de pragas florestais</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/algoritmos-e-drones-vao-defender-a-floresta-contra-vagas-de-insetos-destrutivos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Conferência “O Nosso Oceano” 2026 junta governos de todo o mundo no Quénia. Há 338,35 milhões da UE para os oceanos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/conferencia-o-nosso-oceano-2026-junta-governos-de-todo-o-mundo-no-quenia-ha-338-35-milhoes-da-ue-para-os-oceanos.html</link><pubDate>Sat, 20 Jun 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A União Europeia vai dedicar 338,35 milhões de euros para apoiar a conservação dos oceanos, a pesca sustentável e a segurança marítima, revelou Costas Kadis, comissário europeu responsável pela pasta das Pescas e Oceanos, em Mombaça (Quénia).</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/conferencia-o-nosso-oceano-2026-junta-governos-de-todo-o-mundo-no-quenia-ha-338-35-milhoes-da-ue-para-os-oceanos-1781907009996.jpg" data-image="r5h6e1oqp7cy" alt="Peixe" title="Peixe"><figcaption>A União Europeia vai dedicar 338,35 milhões de euros para apoiar a conservação dos oceanos, a pesca sustentável e a segurança marítima, foi anunciado na conferência “O Nosso Oceano”, no Quénia.</figcaption></figure><p>Em <strong>2025, a conferência do Oceano das Nações Unidas teve lugar na cidade de Nice (França</strong>), de 9 a 13 de junho. Foi co-organizada pelos Governos da França e da Costa Rica.</p><p>No seguimento desse encontro, foram lançadas as bases para o<strong> Tratado do Alto-Mar, que acabou por ficar pronto em finais de setembro</strong> de 2025 para começar a vigorar em janeiro de 2026. Os Estados Unidos e a Rússia ficaram de fora.</p><p>Ainda assim, foram conseguidos alguns avanços, entre eles o <strong>acordo “Peixe1”, que visa erradicar a pesca ilegal e não declarada</strong> e acabar com a sobrepesca, assim como acabar com os subsídios a estas atividades. Na votação, 103 países ratificaram este acordo.</p><p>Também foi anunciado um <strong>montante de 8,7 mil milhões de euros, proveniente de investidores privados e de bancos públicos</strong>, com vista a financiar a regeneração sustentável do oceano durante os próximos cinco anos. Outra das boas notícias da conferência de 2025 foi a fixação de uma moratória à mineração no mar profundo.</p><h2>«Os nossos oceanos, (...) nosso futuro» </h2><p>Este ano (2026), a conferência “O Nosso Oceano” teve lugar entre os <strong>dias 18 e 19 de junho em Mombaça, no Quénia</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/conferencia-o-nosso-oceano-2026-junta-governos-de-todo-o-mundo-no-quenia-ha-338-35-milhoes-da-ue-para-os-oceanos-1781907077122.jpg" data-image="pl52abvh6o1c" alt="Pescador" title="Pescador"><figcaption>A conferência das Nações Unidas de 2026 teve como lema «Os nossos oceanos, nosso património, nosso futuro» e juntou governos, sociedade civil e representantes do setor de todo o mundo.</figcaption></figure><p>É a primeira vez que um país africano acolhe este importante evento anual das Nações Unidas, que este ano esteve centrado na abordagem de <strong>questões críticas relacionadas com os oceanos, incluindo as alterações climáticas</strong>, a biodiversidade e a poluição.</p><p>O <strong>ex-secretário de Estado norte-americano John Kerry</strong>, que interveio na sessão de abertura da mesa-redonda dos ministros dos Oceanos da <strong><em>Commonwealth</em></strong>, afirmou que o <strong>Tratado do Alto-Mar</strong>, que entrou em vigor em janeiro deste ano após a ratificação por 60 países, <strong>marcou "um ponto de viragem histórico</strong>", ao criar, pela primeira vez, um mecanismo jurídico para estabelecer áreas protegidas em águas internacionais. </p><div class="texto-destacado">A outra boa notícia surgiu no final do evento pela voz de <strong>Costas Kadis, comissário europeu responsável pela pasta das Pescas e Oceanos</strong>, quando anunciou um financiamento da União Europeia (UE), no valor de <strong>338,35 milhões de euros, com vista a apoiar a conservação dos oceanos</strong>, a pesca sustentável e a segurança marítima. E que contribuirá para que os oceanos sejam seguros, limpos, saudáveis e geridos de forma sustentável a nível mundial.</div><p>A conferência das Nações Unidas deste ano, no Quénia, teve como lema «<strong>Os nossos oceanos, nosso património, nosso futuro</strong>». </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770440" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/incrivel-foram-descobertas-mais-de-1000-novas-especies-no-fundo-dos-nossos-oceanos.html" title="Incrível: foram descobertas mais de 1000 novas espécies no fundo dos nossos oceanos!">Incrível: foram descobertas mais de 1000 novas espécies no fundo dos nossos oceanos!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/incrivel-foram-descobertas-mais-de-1000-novas-especies-no-fundo-dos-nossos-oceanos.html" title="Incrível: foram descobertas mais de 1000 novas espécies no fundo dos nossos oceanos!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/incroyable-plus-de-1-000-nouvelles-especes-ont-ete-decouvertes-au-fond-de-nos-oceans-1779458452083_320.jpeg" alt="Incrível: foram descobertas mais de 1000 novas espécies no fundo dos nossos oceanos!"></a></article></aside><p>O evento juntou governos, sociedade civil e representantes do setor de todo o mundo, com o objetivo de apoiar as comunidades, a cultura e o património costeiros formatados pelos mares.</p><h2>Centenas de delegados de África, EUA e UE</h2><p> Centenas de delegados de <strong>África, dos Estados Unidos, da União Europeia e de países insulares das Caraíbas e do Pacífico vulneráveis às alterações climáticas </strong>participaram no evento. O objetivo destes líderes mundiais é também posicionar África como uma força motriz na governação global dos oceanos. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Estes responsáveis <strong>apelaram a um compromisso comum que assegure a resiliência, a utilização justa e a prosperidade dos oceanos</strong> para as gerações futuras. Um desígnio que está em consonância com a Estratégia da UE para as Comunidades Costeiras, que foi recentemente adotada pela Comissão Europeia. Visa equilibrar a proteção do ambiente com a sustentabilidade económica e social nas regiões costeiras. O financiamento da UE foi preparado para reforçar a sustentabilidade dos oceanos e a segurança marítima a nível mundial através de uma série de iniciativas com finalidades específicas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Entre essas iniciativas específicas está o o <strong>reforço do Sistema Global de Observação dos Oceanos</strong> e a melhoria da tomada de decisões baseadas em dados concretos no domínio das políticas do mar, através da Iniciativa de Observação dos Oceanos (<strong><em>OceanEye</em></strong>) da Comissão Europeia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="719337" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/parlamento-europeu-quer-combater-praticas-de-pesca-nao-sustentaveis-por-paises-terceiros-novas-regras-aprovadas.html" title="Parlamento Europeu quer combater práticas de pesca não sustentáveis por países terceiros. Novas regras aprovadas">Parlamento Europeu quer combater práticas de pesca não sustentáveis por países terceiros. Novas regras aprovadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/parlamento-europeu-quer-combater-praticas-de-pesca-nao-sustentaveis-por-paises-terceiros-novas-regras-aprovadas.html" title="Parlamento Europeu quer combater práticas de pesca não sustentáveis por países terceiros. Novas regras aprovadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/parlamento-europeu-quer-combater-praticas-de-pesca-nao-sustentaveis-por-paises-terceiros-novas-regras-aprovadas-1752244296418_320.jpg" alt="Parlamento Europeu quer combater práticas de pesca não sustentáveis por países terceiros. Novas regras aprovadas"></a></article></aside><p>A par disso, haverá um <strong>reforço da segurança marítima mediante o combate à pirataria e à insegurança da navegação </strong>no mar Vermelho Meridional, no Corno de África e no Golfo de Áden, revela a Comissão Europeia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/conferencia-o-nosso-oceano-2026-junta-governos-de-todo-o-mundo-no-quenia-ha-338-35-milhoes-da-ue-para-os-oceanos-1781907174849.jpg" data-image="7fe5a71q69nw" alt="Sardinhas" title="Sardinhas"><figcaption>Os fundos da UE anunciados na Conferência visam apoiar o combate à poluição marinha através da redução dos plásticos, dos produtos químicos e do escoamento de nutrientes.</figcaption></figure><p>A <strong>promoção da economia sustentável dos oceanos e das zonas costeiras de África </strong>é outra das iniciativas com finalidades específicas. Haverá parcerias entre investidores e empresários para a expansão de projetos de grande impacto no âmbito do<strong> fundo <em>BlueInvest Africa</em></strong>.</p><p>E o <strong>combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada mantém-se </strong>no quadro de medidas suplementares financiadas pela UE, assim como a promoção da gestão sustentável dos recursos costeiros e marinhos.</p><p>Os fundos da UE anunciados na conferência visam igualmente <strong>apoiar o combate à poluição marinha através da redução dos plásticos</strong>, dos produtos químicos e do escoamento de nutrientes, restaurando também os ecossistemas vulneráveis.</p><p>O grande objetivo é a e<strong>xpansão das zonas marinhas protegidas, o aprofundamento da compreensão científica da biodiversidade</strong> dos fundos marinhos e o reforço das metas mundiais de conservação dos oceanos.<br> </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/conferencia-o-nosso-oceano-2026-junta-governos-de-todo-o-mundo-no-quenia-ha-338-35-milhoes-da-ue-para-os-oceanos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item></channel></rss>