<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Mon, 31 Aug 2026 16:10:28 +0000</lastBuildDate><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 16:10:28 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Do "feed" ao destino: os riscos de planear as tuas férias com base na foto perfeita das redes sociais]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/do-feed-ao-destino-os-riscos-de-planear-as-tuas-ferias-com-base-na-foto-perfeita-das-redes-sociais.html</link><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 15:15:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Encontrar uma praia deserta, uma vila de contos de fadas ou uma enseada de águas turquesas para as férias enquanto se percorre o ecrã pode esconder aglomerações, preços exorbitantes, dificuldades de acesso e uma realidade muito diferente daquela que se imagina ao olhar para o ecrã.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/del-feed-al-destino-los-riesgos-de-planificar-tus-vacaciones-basandote-en-la-foto-perfecta-de-redes-sociales-1787993698412.jpg" data-image="9kyl942i37ew"><figcaption>Uma mulher tira uma selfie numa praça deserta de São Marcos, em Veneza, que, na verdade, é um dos destinos turísticos mais concorridos do mundo.</figcaption></figure><p>Por vezes, <strong>uma fotografia pode ser suficiente para decidir um destino de férias</strong>. Basta que apareça no momento certo no "feed": uma praia de areia dourada aparentemente deserta, um restaurante charmoso escondido numa aldeia remota, uma piscina natural com cascatas e águas cristalinas... Alguns segundos depois, o viajante já está a imaginar as suas próximas férias.</p><p>As<strong> redes sociais tornaram-se uma fonte de inspiração turística</strong> de primeira ordem. O Instagram, o TikTok, o YouTube e outras plataformas permitem descobrir locais que, há apenas alguns anos, eram praticamente desconhecidos do grande público. Mas também mudaram a forma de decidir para onde viajar, mesmo que não revelem o que se pode encontrar quando lá chegamos. Porque o problema surge quando<strong> a simples fotografia substitui a informação</strong>.</p><p>Uma revisão sistemática publicada na <em>PASOS</em>. <em>Revista de Turismo e Património Cultural</em>, que <strong>analisou 41 estudos sobre redes sociais e escolha de destinos</strong>, confirma que estas plataformas influenciam as decisões dos viajantes através de fatores como a imagem do destino, a qualidade do conteúdo, as recomendações e o chamado boca a boca eletrónico.</p><h2>A foto não é o destino</h2><p>O primeiro risco de organizar uma viagem com base numa imagem viral é bastante simples: <strong>uma fotografia mostra apenas uma fração da realidade</strong>.</p><p>A imagem <strong>pode ter sido tirada ao amanhecer, na época baixa ou depois de esperar vários minutos para que ninguém aparecesse no enquadramento</strong>. Pode ter sido editada, ter utilizado filtros ou ter sido selecionada entre dezenas de fotografias tiradas de diferentes ângulos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/del-feed-al-destino-los-riesgos-de-planificar-tus-vacaciones-basandote-en-la-foto-perfecta-de-redes-sociales-1787994229688.jpg" data-image="gcbcbl84r0hs"><figcaption>Filtros, enquadramentos elaborados, edição... Uma fotografia pode esconder uma realidade muito diferente da imagem captada.</figcaption></figure><p><strong>Mesmo quando não há manipulação digital, a perspetiva pode enganar</strong>. Uma enseada que parece isolada pode estar junto a um parque de estacionamento; uma rua medieval aparentemente tranquila pode transformar-se num local repleto de turistas durante o dia; e uma piscina natural que ocupa todo o ecrã pode ser, na realidade, um pequeno espaço onde chegam centenas de pessoas todos os dias. O viajante compra, então, uma expectativa e depara-se com uma experiência diferente.</p><h2>O algoritmo também decide por nós</h2><p>Há outro elemento menos visível: <strong>o algoritmo</strong>. As redes sociais não mostram necessariamente os destinos que melhor se adequam às nossas necessidades, mas sim os conteúdos com maior capacidade para captar a nossa atenção. <strong>Uma fotografia espetacular gera interação, e essa interação aumenta as hipóteses de ela voltar a aparecer</strong> a outros utilizadores.</p><p>Um <strong>estudo publicado em 2024 analisou mais de 27 000 publicações do Instagram relacionadas com destinos turísticos</strong> e constatou que as fotografias centradas em locais de interesse obtinham aproximadamente o dobro da interação em comparação com as dedicadas a serviços de alojamento ou de restauração. As imagens que incluíam pessoas também geravam maior participação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784580" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-turismo-comunitario-conheca-o-novo-paradigma-global-em-que-a-populacao-local-define-as-regras-da-viagem.html" title="O turismo comunitário: conheça o novo paradigma global em que a população local define as regras da viagem">O turismo comunitário: conheça o novo paradigma global em que a população local define as regras da viagem</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-turismo-comunitario-conheca-o-novo-paradigma-global-em-que-a-populacao-local-define-as-regras-da-viagem.html" title="O turismo comunitário: conheça o novo paradigma global em que a população local define as regras da viagem"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-turismo-comunitario-as-origens-de-regresso-1787309133056_320.png" alt="O turismo comunitário: conheça o novo paradigma global em que a população local define as regras da viagem"></a></article></aside><p>O resultado é uma espécie de círculo vicioso: <strong>vemos o que suscita mais reações, reagimos a isso e o algoritmo mostra-nos ainda mais conteúdos semelhantes</strong>. Assim, depois de passarmos alguns minutos a "fazer scroll", um destino pode parecer muito mais atraente, exclusivo ou imprescindível do que realmente é.</p><h2>Quando o "lugar secreto" deixa de ser secreto</h2><p>As redes sociais podem transformar rapidamente <strong>um local desconhecido num destino turístico superlotado</strong>. Uma cascata, uma praia, um miradouro ou uma pequena localidade podem passar de receber poucos visitantes a tornar-se um ponto habitual nos percursos turísticos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/del-feed-al-destino-los-riesgos-de-planificar-tus-vacaciones-basandote-en-la-foto-perfecta-de-redes-sociales-1787994584453.jpg" data-image="senjpf4v7mjv"><figcaption>Procurar tirar fotografias em vez de desfrutar do local pode acabar por prejudicar a experiência da viagem.</figcaption></figure><p>O paradoxo é evidente: <strong>quanto mais procuramos locais "secretos" ou "pouco conhecidos", mais contribuímos para os tornar conhecidos</strong>.</p><p>A UNESCO alertou para os efeitos do <strong>excesso de turismo</strong> em destinos como Veneza ou Barcelona, onde a concentração excessiva de visitantes pode provocar congestionamento, deterioração dos ecossistemas, aumento dos preços da habitação e deslocamento dos residentes. A organização salienta também que alguns locais acabam por ser visitados principalmente <strong>pelo que é apelativo para publicar no Instagram</strong>.</p><h2>Como evitar que o Instagram organize as tuas férias</h2><p>As redes sociais podem ser uma excelente ferramenta para <strong>descobrir destinos</strong>, desde que não sejam a única fonte de informação. Uma boa estratégia consiste em <strong>utilizar o "feed" como ponto de partida e, depois, contrastar</strong> o que vimos. Consultar o site oficial do destino, mapas, informações sobre transportes, meteorologia, horários, preços, restrições e opiniões de outros viajantes permite transformar uma inspiração visual num verdadeiro plano de viagem.</p><p>Também ajuda <strong>procurar deliberadamente fotografias recentes e de diferentes épocas do ano</strong>. Se todas as imagens mostrarem exatamente a mesma perspetiva, convém perguntar-se o que fica fora do enquadramento.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783372" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-paradoxo-das-ferias-e-a-ilusao-da-recuperacao-anual.html" title="O paradoxo das férias e a ilusão da recuperação anual">O paradoxo das férias e a ilusão da recuperação anual</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-paradoxo-das-ferias-e-a-ilusao-da-recuperacao-anual.html" title="O paradoxo das férias e a ilusão da recuperação anual"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-paradoxo-das-ferias-e-a-ilusao-da-recuperacao-anual-1786547628675_320.png" alt="O paradoxo das férias e a ilusão da recuperação anual"></a></article></aside><p>E há uma última verificação especialmente importante: <strong>procurar o local, não apenas a fotografia</strong>. Pode ser que a imagem perfeita seja realmente espetacular. Mas <strong>as férias não se vivem dentro de um retângulo de 9:16</strong>. Vivem-se caminhando, esperando, comendo, deslocando-se, partilhando espaço com outros visitantes e descobrindo coisas que não estavam previstas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Azevedo-Ferreira%2C%20M.%20%26%20Moraes%20Zouain%2C%20D" data-year="2024" data-title="Factores%20de%20influencia%20de%20las%20redes%20sociales%20en%20la%20elecci%C3%B3n%20de%20destinos%20tur%C3%ADsticos%3A%20revisi%C3%B3n%20sistem%C3%A1tica" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.25145%2Fj.pasos.2024.22.053">Azevedo-Ferreira, M. & Moraes Zouain, D. (2024). <a href="https://doi.org/10.25145/j.pasos.2024.22.053" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Factores de influencia de las redes sociales en la elección de destinos turísticos: revisión sistemática</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/do-feed-ao-destino-os-riscos-de-planear-as-tuas-ferias-com-base-na-foto-perfeita-das-redes-sociais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Modelo ECMWF sobre a chuva em Portugal: eis a sua possível distribuição até quinta, 10 de setembro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/modelo-ecmwf-sobre-a-chuva-em-portugal-eis-a-sua-possivel-distribuicao-ate-quinta-10-de-setembro.html</link><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 14:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A circulação atmosférica deverá sofrer algumas mudanças ao longo dos próximos dez dias, embora o tempo seco continue a predominar em Portugal. O ECMWF sinaliza períodos de precipitação, com distribuição e intensidade distintas pelo território. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/modelo-ecmwf-sobre-a-chuva-em-portugal-eis-a-sua-possivel-distribuicao-ate-quinta-10-de-setembro-1788177648332.jpg" data-image="ih7enhah7s56" alt="Chuva poderá surgir em períodos distintos nos próximos dias" title="Chuva poderá surgir em períodos distintos nos próximos dias"><figcaption>O tempo seco deverá predominar durante grande parte dos próximos dez dias, mas o ECMWF prevê algumas mudanças na circulação atmosférica que poderão favorecer a ocorrência de precipitação em Portugal.</figcaption></figure><p>O início de setembro deverá ser <strong>marcado pela alternância entre períodos de tempo seco e duas fases de maior instabilidade</strong>. A primeira deverá ocorrer entre sexta-feira, 4, e sábado, 5, com aguaceiros no Norte e Centro. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Após uma melhoria entre domingo e terça-feira, <strong>o ECMWF sinaliza uma nova alteração entre quarta e quinta-feira, dias 9 e 10</strong>, desta vez associada à aproximação de uma frente atlântica pelo Noroeste.</p><h2>NAO positiva favorece um início de setembro mais seco</h2><p>Nos primeiros dias do mês, Portugal permanecerá sob geopotenciais elevados, num contexto de NAO positiva. <strong>Este padrão tende a manter as depressões e frentes atlânticas mais afastadas de Portugal</strong>, seguindo trajetórias mais a norte, em direção às Ilhas Britânicas e ao norte da Europa. Esta configuração resulta do reforço da diferença de pressão entre a região dos Açores e o Atlântico Norte e favorece, geralmente, períodos mais secos no território português.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/modelo-ecmwf-sobre-a-chuva-em-portugal-eis-a-sua-possivel-distribuicao-ate-quinta-10-de-setembro-1788174968677.png" data-image="meacehz4fjfa"><figcaption>O regime NAO+ deverá predominar nos primeiros dias de setembro, favorecendo a passagem das principais depressões por latitudes mais a norte. A partir de 4 e 5 de setembro, aumenta a dispersão entre os diferentes regimes atmosféricos previstos pelo ensemble do ECMWF.</figcaption></figure><p>Entre 4 e 5, uma perturbação em altitude deverá aproximar-se da Península, com descida dos geopotenciais e entrada de ar mais frio nos níveis médios.<strong> Esta alteração favorece movimentos ascendentes e o desenvolvimento de aguaceiros</strong>. À superfície, porém, a pressão permanece relativamente elevada, pelo que não se prevê uma frente organizada neste primeiro episódio.</p><h2>Norte e Centro concentram os aguaceiros entre sexta-feira e sábado</h2><p>Na sexta-feira poderão surgir aguaceiros dispersos, tornando-se mais frequentes no sábado, sobretudo no Norte e Centro. <strong>A distribuição será irregular e os acumulados geralmente reduzidos.</strong> Até ao final de sábado, entre os valores apresentados pelo ECMWF destacam-se cerca de 1,9 mm em Aveiro e 1,8 mm na Guarda, seguindo-se Bragança, com 1,5 mm. No Sul, a precipitação deverá ser escassa ou inexistente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/modelo-ecmwf-sobre-a-chuva-em-portugal-eis-a-sua-possivel-distribuicao-ate-quinta-10-de-setembro-1788175202361.jpg" data-image="j4qjwqmm5man"><figcaption>Até ao final de sábado, a precipitação deverá concentrar-se sobretudo nas regiões Norte e Centro, embora de forma irregular e pouco abundante. Entre os valores previstos pelo ECMWF destacam-se cerca de 1,9 mm em Aveiro, 1,8 mm na Guarda e 1,5 mm em Bragança.</figcaption></figure><p>Entre domingo, 6, e terça-feira, 8, a dorsal volta a reforçar-se sobre a Península, afastando a instabilidade e <strong>favorecendo tempo predominantemente seco</strong>.</p><h2>Nova frente atlântica poderá aproximar-se no dia 10</h2><p>A partir de quarta-feira, 9, o cenário poderá voltar a mudar. <strong>O ECMWF prevê a aproximação de uma perturbação atlântica</strong>, acompanhada pela descida da pressão e dos geopotenciais e pelo reforço da circulação em altitude. A precipitação poderá alcançar o território entre o final de quarta-feira e o início de quinta-feira, 10, abrangendo o Minho e Douro Litoral e algumas áreas do litoral Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/modelo-ecmwf-sobre-a-chuva-em-portugal-eis-a-sua-possivel-distribuicao-ate-quinta-10-de-setembro-1788175772416.png" data-image="5sumdoo2j5dh"><figcaption>No início de quinta-feira, 10, a precipitação poderá alcançar o Noroeste de Portugal, associada à aproximação de uma frente atlântica. O Minho e o Douro Litoral surgem como as regiões mais expostas, embora a evolução permaneça incerta devido à distância temporal da previsão.</figcaption></figure><p><strong>Os acumulados deverão aumentar sobretudo no Noroeste</strong>, mas a trajetória da frente e a intensidade da precipitação permanecem incertas devido à distância temporal. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786390" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/invasao-de-ar-subtropical-em-portugal-o-pico-do-calor-chegara-na-quinta-feira-3-de-setembro-ate-42-c.html" title="Invasão de ar subtropical em Portugal: o pico do calor chegará na quinta-feira, 3 de setembro - até 42 ºC">Invasão de ar subtropical em Portugal: o pico do calor chegará na quinta-feira, 3 de setembro - até 42 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/invasao-de-ar-subtropical-em-portugal-o-pico-do-calor-chegara-na-quinta-feira-3-de-setembro-ate-42-c.html" title="Invasão de ar subtropical em Portugal: o pico do calor chegará na quinta-feira, 3 de setembro - até 42 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/invasao-de-ar-subtropical-em-portugal-o-pico-do-calor-chegara-na-quinta-feira-3-de-setembro-ate-42-c-1788177943617_320.png" alt="Invasão de ar subtropical em Portugal: o pico do calor chegará na quinta-feira, 3 de setembro - até 42 ºC"></a></article></aside><p>Para a semana de 7 a 14 de setembro, o ECMWF mantém anomalias negativas de precipitação sobretudo no Norte, onde se prevê menos chuva do que o normal. No Centro e Sul, o sinal deverá ser menos acentuado.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/modelo-ecmwf-sobre-a-chuva-em-portugal-eis-a-sua-possivel-distribuicao-ate-quinta-10-de-setembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor regressa: "há duas capitais de distrito que podem registar 40 ºC" - previsão para os próximos 4 dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-regressa-ha-duas-capitais-de-distrito-que-podem-registar-40-c-previsao-para-os-proximos-4-dias.html</link><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 13:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas vão voltar a subir e a mais recente aposta do ECMWF é de 40 ºC para as capitais de distrito de Évora e Beja. Saiba quando e que outras regiões podem atingir ou ultrapassar este valor.</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/OVdhjincom8/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=OVdhjincom8" id="OVdhjincom8"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Como temos vindo a referir noutras previsões na Meteored Portugal, o nosso modelo de confiança aponta para uma <strong>subida acentuada das temperaturas</strong> nos próximos dias.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Esta subida deverá ser sentida de forma evidente entre terça e quarta-feira, <strong>onde para este dia se esperam máximas até 35 ºC para Beja</strong>. O litoral Norte e Centro deverá contar com valores mais contidos face ao interior do país, onde as cidades costeiras não deverão ultrapassar os 25 ºC.</p><h2>Quinta-feira, dia 3, poderá ser o dia mais quente da semana</h2><p>No entanto, é esperado que na quinta-feira, dia 3 de setembro, se dê uma<strong> nova subida significativa dos valores</strong>, levando os termómetros aos 40 ºC nas cidades de Évora e Beja, como podemos observar no mapa abaixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-regressa-ha-duas-capitais-de-distrito-que-podem-registar-40-c-previsao-para-os-proximos-4-dias-1788176556739.jpg" data-image="e7yy0juhgt7a" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>As anomalias térmicas positivas, ou seja, valores acima da média, vão cobrir o país de forma bastante expressiva. Várias localidades registarão temperaturas até 11 ºC acima do expectável para a época.</figcaption></figure><p>Para além destas cidades, <strong>vários pontos das regiões do Ribatejo e Alentejo poderão registar temperaturas máximas de até 42 ºC</strong>, fazendo destas as zonas mais quentes desse dia. Na Beira Baixa, os termómetros poderão alcançar os 41 ºC em alguns locais e no Vale do Douro esperam-se máximas de 39 ºC.</p><p>Além disto, <strong>apenas as capitais distritais de Viana do Castelo, Porto e Aveiro deverão manter valores abaixo dos 30 ºC</strong>, com 25 ºC, 29 ºC e 28 ºC, respetivamente, podendo este ser o dia mais quente da semana.</p><h2>Valores voltam a descer nos dias seguintes</h2><p>Em menos de 24h, ou seja, na sexta-feira dar-se-á um alívio acentuado do calor tanto no sul como ao longo da faixa litoral, sendo que o Vale do Douro poderá ser o ponto mais quente do país, com previsão de 40 ºC. <strong>As capitais de distrito mais quentes deverão ser Bragança, Castelo Branco e Évora com 34 ºC</strong>. Lisboa e Porto poderão contar com 23 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786390" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/invasao-de-ar-subtropical-em-portugal-o-pico-do-calor-chegara-na-quinta-feira-3-de-setembro-ate-42-c.html" title="Invasão de ar subtropical em Portugal: o pico do calor chegará na quinta-feira, 3 de setembro - até 42 ºC">Invasão de ar subtropical em Portugal: o pico do calor chegará na quinta-feira, 3 de setembro - até 42 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/invasao-de-ar-subtropical-em-portugal-o-pico-do-calor-chegara-na-quinta-feira-3-de-setembro-ate-42-c.html" title="Invasão de ar subtropical em Portugal: o pico do calor chegará na quinta-feira, 3 de setembro - até 42 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/invasao-de-ar-subtropical-em-portugal-o-pico-do-calor-chegara-na-quinta-feira-3-de-setembro-ate-42-c-1788177943617_320.png" alt="Invasão de ar subtropical em Portugal: o pico do calor chegará na quinta-feira, 3 de setembro - até 42 ºC"></a></article></aside><p>No sábado dar-se-á uma ligeira subida no Sul e uma descida no interior Norte, trazendo novamente valores acima de 35 ºC a uma boa parte do Alentejo. Já no Norte, a capital de distrito mais quente poderá ser Vila Real, com 32 ºC. <strong>Esta tendência de valores mais contidos deverá manter-se nos dias seguintes</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-regressa-ha-duas-capitais-de-distrito-que-podem-registar-40-c-previsao-para-os-proximos-4-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Invasão de ar subtropical em Portugal: o pico do calor chegará na quinta-feira, 3 de setembro - até 42 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/invasao-de-ar-subtropical-em-portugal-o-pico-do-calor-chegara-na-quinta-feira-3-de-setembro-ate-42-c.html</link><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 12:07:15 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Vem aí um curto episódio de tempo quente que deixará temperaturas máximas iguais ou superiores a 40 ºC nalgumas regiões de Portugal continental, bem como noites tropicais. Confira a previsão para os primeiros dias de setembro na sua região!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb2peiq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb2peiq.jpg" id="xb2peiq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Após o tempo fresco com características claramente outonais vivido na semana passada devido à chegada de uma massa de ar polar marítimo, prevê-se o estabelecimento de uma nova cúpula de calor nos primeiros dias de setembro, especialmente entre quarta (2) e sexta-feira (4), <strong>estando à vista um episódio de temperaturas elevadas em algumas regiões portuguesas</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>Uma massa de ar muito quente para a época do ano irá favorecer um episódio de temperaturas elevadas nos próximos dias, com uma <strong>nova cúpula de calor</strong> que trará valores pontualmente superiores a 40 ºC. Estes registos só se verificarão nalgumas regiões e o fenómeno terá uma curta duração em Portugal continental.</div><p>O panorama meteorológico será muito semelhante ao que afetou a Europa Ocidental e Meridional nos últimos meses, mas ao qual o nosso país escapou na grande maioria das ocasiões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/invasao-de-ar-subtropical-em-portugal-o-pico-do-calor-chegara-na-quinta-feira-3-de-setembro-ate-42-c-1788175368348.jpg" data-image="nkrrfc3pg99f"><figcaption>Neste mapa de anomalia de temperatura a 850 hPa observa-se a extensão de uma massa de ar invulgarmente quente, desde Marrocos até ao oeste de França, compatível com a presença de uma dorsal subtropical persistente. O efeito de subsidência, aliado à persistência do anticiclone, funciona como uma espécie de "tampa" atmosférica, dificultando a renovação do ar e favorecendo a acumulação do calor junto à superfície.</figcaption></figure><p>Desta feita, <strong>Portugal continental também será abrangido por uma poderosa crista</strong> (ou dorsal) que se estabelecerá desde Marrocos e Península Ibérica até ao oeste de França, e que será favorável ao <strong>aquecimento de uma massa de ar por subsidência</strong>. Adicionalmente, uma pequena bolsa de ar frio que surgirá a oeste da Península Ibérica irá reforçar a advecção de <strong>ar quente</strong> proveniente do Norte de África.</p><h2>Até 40 ºC nestas capitais distritais nos primeiros dias de setembro e até 42 ºC à escala local</h2><p>Apesar de ser expectável que as temperaturas subam gradualmente na primeira metade da semana, tudo indica que as mesmas <strong>atingirão o seu “pico” no nosso país entre quarta e quinta-feira, dias 2 e 3 de setembro</strong>.</p><p>Nesses dois dias a cúpula de calor atingirá em cheio Portugal continental, especialmente na quinta-feira, 3 de setembro, dia no qual se preveem temperaturas máximas de <strong>40 ºC em capitais distritais como Évora e Beja</strong> e entre os 38 e 39 ºC em capitais distritais como Castelo Branco, Portalegre e Santarém.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/invasao-de-ar-subtropical-em-portugal-o-pico-do-calor-chegara-na-quinta-feira-3-de-setembro-ate-42-c-1788176368128.jpg" data-image="3uplp9tmznfe"><figcaption>Prevê-se que os termómetros possam alcançar os 42 ºC nalguns locais do país (Ribatejo e interior alentejano) na próxima quinta-feira, 3 de setembro. Tudo indica que este será o dia mais quente da presente semana em termos de intensidade e área geográfica abrangida em Portugal continental.</figcaption></figure><p> Outras cidades, vilas e povoações do interior ribatejano e alentejano, tais como <strong>Abrantes, Tomar, Ponte de Sor, Avis, Mora, Cuba, Moura e Serpa registarão todas valores entre os 40 e os 42 ºC</strong>. </p><p>Nas regiões do interior e no Algarve as temperaturas desta semana poderão registar entre 1 e até 3 ºC acima da média para o início de setembro, pelo que estão à vista anomalias significativas. A sul do Tejo, e especialmente no Baixo Alentejo e Algarve, <strong>o céu estará turvo devido à intrusão de poeiras do Saara</strong>, algo que poderá travar ligeiramente a subida das temperaturas nas horas diurnas mais quentes nestas regiões.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786222" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alteracao-da-circulacao-atmosferica-eis-os-efeitos-em-portugal-na-semana-entre-31-de-agosto-e-4-de-setembro.html" title="Alteração da circulação atmosférica: eis os efeitos em Portugal na semana entre 31 de agosto e 4 de setembro">Alteração da circulação atmosférica: eis os efeitos em Portugal na semana entre 31 de agosto e 4 de setembro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alteracao-da-circulacao-atmosferica-eis-os-efeitos-em-portugal-na-semana-entre-31-de-agosto-e-4-de-setembro.html" title="Alteração da circulação atmosférica: eis os efeitos em Portugal na semana entre 31 de agosto e 4 de setembro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/do-vento-ao-calor-assim-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-continental-ate-sexta-feira-1788085317185_320.jpeg" alt="Alteração da circulação atmosférica: eis os efeitos em Portugal na semana entre 31 de agosto e 4 de setembro"></a></article></aside><p><strong>Quinta (3), sexta (4) e sábado (5) também deverão registar temperaturas noturnas elevadas, estando em perspetiva a ocorrência de noites tropicais</strong> em vastas zonas do país, - inicialmente mais a sul do Tejo, mas posteriormente a espalhar-se por quase todo o Centro e boa parte da região Norte. Há locais do Sotavento Algarvio, do Alentejo e até mesmo da Beira Alta onde, segundo os mapas de referência da Meteored,<strong> as temperaturas poderão nem baixar dos 24/25 ºC durante a noite</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/invasao-de-ar-subtropical-em-portugal-o-pico-do-calor-chegara-na-quinta-feira-3-de-setembro-ate-42-c-1788176802635.jpg" data-image="ea1umlpdiewk"><figcaption>Noites tropicais à vista para a segunda metade da semana numa extensão progressivamente maior de Portugal continental.</figcaption></figure><p>No arquipélago da Madeira o calor também tenderá a intensificar-se gradualmente ao longo da semana, estando previstas temperaturas máximas iguais ou superiores a 27 ºC nalguns pontos. <strong>Após uma sexta-feira (4) ainda quente, mas marcada por uma descida substancial das temperaturas</strong>, espera-se que ao longo do fim de semana as temperaturas continuem numa tendência de descida em Portugal continental.</p><h2>E quanto à precipitação, o que podemos esperar para os primeiros dias de setembro?</h2><p>Embora a crista anticiclónica proporcione um tempo estável em grande parte do país, vislumbram-se algumas exceções. No arquipélago dos <strong>Açores</strong> poderá chover um pouco praticamente todos os dias, incluindo hoje (31). Ainda assim, a precipitação poderá intensificar-se na reta final da semana neste território insular, destacando-se particularmente os dias de <strong>sexta-feira (4) e sábado (5), devido à passagem de sistemas frontais associados a uma depressão atlântica</strong>.</p><p>No arquipélago madeirense, entre hoje (31) e sábado (5), preveem-se aguaceiros intermitentes, geralmente fracos e dispersos, com tendência a surgir com mais frequência pela <strong>vertente norte e pelas regiões montanhosas da ilha da Madeira</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/invasao-de-ar-subtropical-em-portugal-o-pico-do-calor-chegara-na-quinta-feira-3-de-setembro-ate-42-c-1788176932152.jpg" data-image="frm6dh9vgd53"><figcaption>Para já, há sinais de que a precipitação, do tipo convectivo, possa surgir na sexta e no sábado, dias 4 e 5 de setembro. Porém, a incerteza quanto à sua intensidade e distribuição geográfica, mantém-se, de momento, muito elevada e bastante sujeita a ajustes.</figcaption></figure><p>Para a reta final da semana - sexta (4) e sábado (5) - <strong>a incerteza é elevada na unidade territorial de Portugal continental</strong>, porém, de acordo com o modelo de maior confiança da Meteored (ECMWF) um vale depressionário poderá atravessar o noroeste da Península Ibérica.</p><p>Caso este cenário se concretize, as condições de instabilidade atmosférica aumentariam, sendo favoráveis à formação de <strong>aguaceiros e trovoadas (precipitação do tipo convectivo) no interior das Regiões Norte e Centro</strong>. Como a previsão ainda está sujeita a ajustes espaciais e temporais, este último cenário será confirmado ou descartado, conforme as próximas atualizações dos nossos mapas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/invasao-de-ar-subtropical-em-portugal-o-pico-do-calor-chegara-na-quinta-feira-3-de-setembro-ate-42-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Evapotranspiração: quanta água a sua horta perde num dia de vento e calor]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/evapotranspiracao-quanta-agua-a-sua-horta-perde-num-dia-de-vento-e-calor.html</link><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 08:47:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Regar de dois em dois dias funciona até deixar de funcionar. A quantidade de água que a horta gasta muda todos os dias, e a temperatura sozinha não chega para explicar essa diferença.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/evapotranspiracao-quanta-agua-a-sua-horta-perde-num-dia-de-vento-e-calor-1787843433756.png" data-image="353bsc9o1m0b"><figcaption>Cobertura de palha num canteiro, a forma mais simples de travar a evaporação direta do solo.</figcaption></figure><p>Toda a gente tem uma<strong> rotina de rega</strong>. De dois em dois dias, ou todos os dias ao fim da tarde, sempre a mesma quantidade. Funciona durante semanas e, de repente, num dia aparentemente igual aos outros, as plantas aparecem murchas ao meio da tarde.</p><p>O que mudou não foi a temperatura. Foi o conjunto de fatores que determina quanta água a horta perde por dia, e <strong>o vento é a parte mais subestimada dessa conta</strong>.</p><h2>Duas perdas ao mesmo tempo</h2><p><strong>A água sai da horta por dois caminhos em simultâneo</strong>. Evapora diretamente da superfície da terra e sai pelas folhas das plantas, num processo que faz parte do funcionamento normal da planta.</p><div class="texto-destacado"><strong> Evapotranspiração- É a soma de duas perdas de água: a que evapora do solo e a que sai pelas folhas das plantas. Mede-se em milímetros por dia, tal como a chuva. Um milímetro corresponde a um litro de água por cada metro quadrado de terreno.</strong></div><p>Aquele valor em milímetros é a chave que torna tudo prático. Se num determinado dia a horta perder cinco milímetros, isso significa <strong>cinco litros por metro quadrado</strong>. Num canteiro de dez metros quadrados são cinquenta litros num único dia.</p><h2>O vento é o fator que ninguém conta</h2><p>Quando uma folha transpira, forma-se junto à sua superfície uma fina camada de ar húmido que funciona como travão e abranda a saída de mais água. <strong>É uma proteção natural</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/evapotranspiracao-quanta-agua-a-sua-horta-perde-num-dia-de-vento-e-calor-1787843764059.png" data-image="35qsiaar7htz"><figcaption>A temperatura é apenas um dos quatro fatores que decidem quanta água a horta perde por dia</figcaption></figure><p><strong>O vento varre essa camada</strong>. Ar seco a passar constantemente sobre a folha significa que a planta perde água sem qualquer travão, e é por isso que um dia de nortada com 26 ºC pode secar mais a horta do que um dia sem vento com 32 ºC.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Um dia de vento com 26 ºC pode secar mais a horta do que um dia calmo com 32 ºC. O termómetro sozinho não conta a história toda.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Quem tem horta em zonas ventosas como <strong>Sines ou Peniche</strong> conhece bem esta realidade, muitas vezes sem saber explicar porque é que ali as plantas pedem tanta água apesar de as temperaturas serem moderadas.</p><h2>Os quatro fatores que decidem tudo</h2><p>Existem fatores que interferem na evapotranspiração das plantas. Na tabela abaixo, pode saber mais sobre os fatores que interferem na evapotranspiração, efeito e onde ver na precisão. </p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Fator</p></th><th scope="col"><p>O que faz</p></th><th scope="col"><p>Onde ver na previsão</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Sol e nebulosidade</p></td><td><p>Fornece a energia para evaporar a água</p></td><td><p>Nebulosidade e índice UV</p></td></tr><tr><td><p>Temperatura</p></td><td><p>Quanto mais quente, mais rápida a evaporação</p></td><td><p>Máxima do dia</p></td></tr><tr><td><p>Vento</p></td><td><p>Retira o ar húmido junto à folha</p></td><td><p>Vento médio e rajada</p></td></tr><tr><td><p>Humidade do ar</p></td><td><p>Ar seco puxa mais água da planta</p></td><td><p>Humidade relativa</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Fatores que interferem na evapotranspiração nas plantas. Fonte: elaboração própria.</td></tr></tbody></table><p>Repare que só um destes quatro é a<strong> temperatura</strong>. É a razão pela qual duas hortas com a mesma máxima podem precisar de quantidades de água muito diferentes.</p><p>Em agosto, num dia de céu limpo, calor e algum vento, a perda em Portugal continental anda tipicamente entre os quatro e os seis milímetros diários. Num dia encoberto, húmido e sem vento, pode ficar-se por metade disso.</p><h2>Como usar isto na prática, sem contas complicadas</h2><p>Não precisa de calcular nada com rigor. Precisa apenas de deixar de olhar só para o termómetro.</p><p>Antes de regar, veja três coisas na previsão da sua zona: <strong>a temperatura máxima, o vento e a humidade relativa</strong>. Se as três estiverem altas, no caso das duas primeiras, e baixa, no caso da humidade, aumente a rega desse dia. Se estiver encoberto, húmido e sem vento, reduza ou salte um dia.</p><p>Há também um teste que vale mais do que qualquer previsão:<strong> meta o dedo na terra até ao segundo nó</strong>. Se estiver húmido a essa profundidade, não regue. É o método mais fiável que existe e não custa nada.</p><p>E lembre-se de que a planta não perde sempre o mesmo. Uma alface pequena acabada de transplantar cobre pouca terra e gasta pouco. Um tomateiro adulto, com um metro e meio de folhagem, pode gastar várias vezes mais no mesmo dia e no mesmo canteiro.</p><h2>Reduzir a perda vale mais do que aumentar a rega</h2><p>Antes de dar mais água, vale a pena reduzir aquilo que se perde sem proveito nenhum.</p><p><strong>Cubra o solo</strong>. Uma camada de palha ou de aparas de relva seca corta grande parte da evaporação direta da terra, que é a metade da conta que não serve de nada à planta.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786149" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/flores-nectar-e-vida-as-plantas-que-transformam-a-sua-varanda-num-refugio-para-abelhas-e-outros-polinizadores.html" title="Flores, néctar e vida: as plantas que transformam a sua varanda num refúgio para abelhas e outros polinizadores">Flores, néctar e vida: as plantas que transformam a sua varanda num refúgio para abelhas e outros polinizadores</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/flores-nectar-e-vida-as-plantas-que-transformam-a-sua-varanda-num-refugio-para-abelhas-e-outros-polinizadores.html" title="Flores, néctar e vida: as plantas que transformam a sua varanda num refúgio para abelhas e outros polinizadores"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/flores-nectar-y-vida-las-plantas-que-convierten-tu-balcon-en-un-refugio-para-abejas-y-otros-polinizadores-1787587281922_320.jpeg" alt="Flores, néctar e vida: as plantas que transformam a sua varanda num refúgio para abelhas e outros polinizadores"></a></article></aside><p>Se o vento for o problema principal, <strong>uma sebe ou uma rede quebra-vento</strong> em zona exposta reduz muito a perda das folhas, e o efeito nota-se logo nas primeiras semanas.</p><p><strong>E regue de manhã cedo</strong>, quando o ar ainda está húmido, o sol é fraco e o vento costuma estar mais calmo. A mesma quantidade de água aproveitada a essa hora rende bastante mais do que ao meio da tarde.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/evapotranspiracao-quanta-agua-a-sua-horta-perde-num-dia-de-vento-e-calor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A caminhada mais invulgar da Noruega passa junto à fronteira russa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-caminhada-mais-invulgar-da-noruega-passa-junto-a-fronteira-russa.html</link><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 07:35:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>No extremo norte da Noruega, caminhar junto à fronteira russa significa atravessar uma paisagem ártica onde a natureza selvagem, história e tensão geopolítica convivem lado a lado.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-caminhada-mais-invulgar-da-noruega-passa-junto-a-fronteira-russa-1788081507644.jpg" data-image="o4smz38d3sho" alt="Trilhos na Noruega" title="Trilhos na Noruega"><figcaption>Entre florestas, tundra e paisagens árticas, os trilhos do norte da Noruega conduzem os caminhantes até uma das fronteiras mais vigiadas da Europa. Fonte: Kirkenes Tours</figcaption></figure><p>No extremo norte da Europa, a paisagem parece inicialmente pertencer apenas à <strong>natureza</strong>.</p><p>Florestas de bétulas, tundra, rios e vastos horizontes dominam o território, no entanto basta aproximar-se da fronteira para perceber que este é <strong>um dos lugares mais sensíveis do continente</strong>.</p><div class="texto-destacado">A <strong>fronteira entre a Noruega e a Rússia estende-se por cerca de 198 Km</strong> e é vigiada pelas autoridades dos dois países. Ao contrário de muitas fronteiras europeias, aqui a linha internacional não está necessariamente protegida por uma enorme barreira física.</div><p>Em vários pontos, são os <strong>marcos, a vigilância e a presença militar que tornam a separação evidente</strong>. É precisamente esta combinação entre <strong>natureza remota e tensão geopolítica</strong> que está a despertar o interesse dos visitantes.</p><h2>Uma fronteira diferente de todas as outras</h2><p>Os <strong>trilhos próximos de Kirkenes</strong> atravessam florestas de bétulas e zonas de tundra antes de acompanharem o rio Pasvik, que funciona como <strong>fronteira natural </strong>em vários setores.</p><p>Durante a caminhada, <strong>os visitantes podem encontrar câmaras instaladas entre as árvores, antigas torres de vigilância e patrulhas militares</strong>. Os marcadores fronteiriços, amarelos do lado norueguês e vermelhos do lado russo, deixam claro que a margem entre os dois países deve ser respeitada.</p><p>Um dos percursos descritos pela <em>BBC</em> prolonga-se <strong>durante cerca de três horas e conduz os caminhantes até Russehøgda, uma elevação com vista para a região fronteiriça e para Storskog</strong>, o único ponto onde é permitida a passagem terrestre legal entre a Noruega e a Rússia.</p><p>A experiência é, por isso, muito diferente de uma caminhada convencional. O visitante pode estar rodeado de silêncio, árvores e paisagens abertas, mas <strong>nunca deixa de sentir que se encontra num espaço cuidadosamente observado</strong>.</p><h2>O rio que separa dois mundos</h2><p>O rio Pasvik desempenha um papel central nesta paisagem. <strong>Com 112 Km a funcionar como fronteira entre a Noruega e a Rússia, atravessa uma região que também envolve a Finlândia</strong> e que possui uma longa história de circulação de pessoas, comércio e culturas.</p><div class="texto-destacado"><strong>“Uma série de trilhos pitorescos acompanha a fronteira entre a Noruega e a Rússia. Mas, enquanto atravessa a tundra e as florestas, poderá reparar em torres de vigilância e câmaras penduradas nas árvores.” </strong>De acordo com a BBC</div><p>Do lado norueguês, é possível observar a <strong>igreja de Boris Gleb, na margem russa</strong>. O templo ortodoxo, associado a uma presença religiosa muito antiga na região, tornou-se também um dos elementos mais simbólicos destas caminhadas.</p><p>A própria localidade de <strong>Kirkenes</strong> conserva sinais dessa proximidade histórica. É o <strong>único lugar da Noruega onde as placas de algumas ruas aparecem em norueguês e russo</strong>, testemunhando uma ligação que vai muito além da atual conjuntura política.</p><h2>Da Guerra Fria à nova realidade europeia</h2><p>Durante a Guerra Fria, esta zona <strong>representava uma das fronteiras terrestres entre a NATO e a União Soviética</strong>. Hoje, depois da invasão russa da Ucrânia, a importância estratégica da região voltou a ganhar uma dimensão particular.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-caminhada-mais-invulgar-da-noruega-passa-junto-a-fronteira-russa-1788081675124.jpg" data-image="l4owra3dc2vp" alt="Fronteira Noruega-Russia" title="Fronteira Noruega-Russia"><figcaption>Os marcos fronteiriços ao longo dos trilhos de Kirkenes assinalam, com precisão, a divisão entre a Noruega e a Rússia, numa paisagem onde a natureza e a geopolítica se encontram. Fonte: Kirkenes Tours</figcaption></figure><p>A segurança foi reforçada dos dois lados e algumas regras tornaram-se especialmente importantes para quem visita a zona. <strong>A polícia norueguesa recomenda que todos os visitantes se mantenham afastados da linha fronteiriça e conheçam previamente as normas aplicáveis</strong>. A passagem da fronteira só é legalmente permitida em Storskog.</p><p><strong>Atirar objetos para o outro lado, tocar nos marcos fronteiriços, ultrapassar a linha ou fotografar militares </strong>são comportamentos que podem provocar consequências legais. Os visitantes devem ainda transportar identificação, uma vez que podem ser abordados pelas patrulhas norueguesas.</p><p>Assim, embora existam trilhos públicos, fazer <strong>esta caminhada exige muito mais atenção do que uma simples aventura pela </strong><strong>natureza</strong>.</p><h2>Quando a paisagem fala de história</h2><p>A poucos quilómetros de distância, tudo parece contraditório, há <strong>renas, aves, frutos silvestres e extensões de floresta praticamente intocadas</strong>. Ao mesmo tempo, existem postos de controlo, equipamentos de vigilância e uma fronteira internacional que ganhou renovada importância estratégica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="731381" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/que-comece-o-espetaculo-no-ceu-da-noruega-o-que-precisa-de-saber-antes-de-ver-as-auroras-boreais.html" title="Que comece o espetáculo no céu da Noruega: o que precisa de saber antes de ver as auroras boreais">Que comece o espetáculo no céu da Noruega: o que precisa de saber antes de ver as auroras boreais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/que-comece-o-espetaculo-no-ceu-da-noruega-o-que-precisa-de-saber-antes-de-ver-as-auroras-boreais.html" title="Que comece o espetáculo no céu da Noruega: o que precisa de saber antes de ver as auroras boreais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/que-comece-o-espetaculo-no-ceu-da-noruega-o-que-precisa-saber-antes-de-ver-as-auroras-boreais-1758834708883_320.jpg" alt="Que comece o espetáculo no céu da Noruega: o que precisa de saber antes de ver as auroras boreais"></a></article></aside><p><strong>Esta combinação tornou os percursos fronteiriços numa atração crescente para quem chega a Kirkenes, incluindo passageiros dos cruzeiros </strong>que percorrem a costa norueguesa. Para muitos viajantes, caminhar nesta região é uma forma de observar diretamente uma realidade geopolítica que normalmente conhecem apenas através das notícias.</p><p>E talvez seja precisamente essa a particularidade destes trilhos, <strong>não oferecem apenas uma caminhada pelo Ártico, oferecem a possibilidade de percorrer uma paisagem onde cada rio, cada marco e cada torre contam uma história</strong> sobre fronteiras, conflitos e coexistência.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-caminhada-mais-invulgar-da-noruega-passa-junto-a-fronteira-russa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Caso insólito: nesta praia da Europa, um muro continua a dividir homens e mulheres]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/caso-insolito-nesta-praia-da-europa-um-muro-continua-a-dividir-homens-e-mulheres.html</link><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 06:21:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Esta praia italiana mantém uma tradição que já gerou críticas em todo o mundo: homens e mulheres não podem ficar juntos no areal. Conheça o "Caso da Idade Média".</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-insolito-nesta-praia-da-europa-um-muro-continua-a-dividir-homens-e-mulheres-1784921016736.jpg" data-image="ng8w3ytqxbx3" alt="Pedocin" title="Pedocin"><figcaption>Será esta a praia mais polémica da Europa? Foto: Comune di Trieste // Discover Trieste</figcaption></figure><p>Parece coisa do século passado, mas ainda acontece. Em Itália, ainda há uma praia que <strong>separa homens de mulheres através de um muro</strong>.</p><p>Sim, é isso mesmo. A <strong>praia de Bagno Marino La Lanterna</strong>, popularmente conhecida como praia de Pedocin, em Trieste, no nordeste de Itália, tem dado que falar exatamente por isso: é considerada a última praia da Europa que mantém uma divisão entre homens e mulheres. </p><div class="texto-destacado">Localizada junto ao Mar Adriático, distingue-se por uma característica pouco comum: um muro com cerca de 2,7 metros de altura prolonga-se desde terra até ao mar, criando duas áreas distintas. De um lado ficam os homens; do outro, as mulheres e as crianças até aos 12 anos.</div><p>O mais inusitado é que nem esta limitação diminui a procura por parte dos turistas e residentes. Inaugurada no final do século XIX, tornou-se<strong> num dos pontos mais frequentados da cidade</strong>. E, sim, tal como acontece em muitas zonas balneares italianas, entrar nesta praia implica o pagamento de uma taxa.</p><h2>Uma tradição com mais de um século</h2><p>Mas, o que é que levou a esta separação? “A separação teve origem na mesma altura, quando os costumes da época valorizavam a privacidade e a modéstia durante os banhos de mar”, explica a revista ‘NiT’. “Nesse período, era comum existirem espaços distintos para homens e mulheres nas praias e estâncias balneares. Ao longo das décadas, <strong>a tradição manteve-se na região</strong>.”</p><div class="texto-destacado">Enquanto essa prática desapareceu na maioria dos locais, em Pedocin manteve-se ao longo das décadas e acabou por se transformar numa tradição profundamente enraizada na comunidade.</div><p>Mais recentemente, porém, a continuidade desta medida começou a gerar uma polémica a nível internacional. </p><h2>O episódio que gerou polémica</h2><p>É que, em junho, um casal de turistas visitou a praia em conjunto e, apesar de ter decidido manter-se no mesmo lado do muro (o masculino), foi logo informado pelos banhistas sobre a “regra”. A situação rapidamente originou um desentendimento.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="752916" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mais-um-caso-para-acalmar-o-turismo-de-massas-o-exemplo-da-igreja-nas-dolomitas-italia.html" title="Mais um caso para acalmar o turismo de massas: o exemplo da igreja nas Dolomitas (Itália)">Mais um caso para acalmar o turismo de massas: o exemplo da igreja nas Dolomitas (Itália)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mais-um-caso-para-acalmar-o-turismo-de-massas-o-exemplo-da-igreja-nas-dolomitas-italia.html" title="Mais um caso para acalmar o turismo de massas: o exemplo da igreja nas Dolomitas (Itália)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mais-um-caso-para-acalmar-o-turismo-de-massas-o-exemplo-da-igreja-nas-dolomitas-italia-1770380567104_320.png" alt="Mais um caso para acalmar o turismo de massas: o exemplo da igreja nas Dolomitas (Itália)"></a></article></aside><p>Segundo o jornal ‘Il Piccolo’, o episódio rapidamente ganhou destaque e <strong>desencadeou uma acesa discussão em Trieste</strong>. A situação começou quando uma residente obteve autorização para entrar temporariamente na zona destinada aos homens, de forma a ajudar o marido a acompanhar o filho com deficiência até às instalações sanitárias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-insolito-nesta-praia-da-europa-um-muro-continua-a-dividir-homens-e-mulheres-1784921369469.jpg" data-image="obdcpfzuc2ug" alt="Pedocin" title="Pedocin"><figcaption>Concorda com esta medida? Foto: Comune di Trieste // Discover Trieste</figcaption></figure><p>Ao reparar na presença de um casal de turistas, a mulher pediu à visitante que passasse para a área reservada às mulheres. O pedido não foi bem recebido e deu origem a uma troca de palavras. A residente afirma ter sido apelidada de "sexista" e "retrógrada".</p><p>De acordo com o relato, a turista, oriunda de Milão, terá respondido que quem segue este tipo de tradições "não é italiana". Durante a discussão, uma funcionária da praia tentou intervir para apaziguar a situação, mas acabou também por ser empurrada pela visitante.</p><div class="texto-destacado">O caso espalhou-se rapidamente pelas redes sociais, onde muitos utilizadores lhe passaram a chamar o "Caso da Idade Média".</div><p>Após o incidente, o casal optou por abandonar a praia e exigiu a devolução dos 2,40€ pagos pela entrada. </p><h2>Os habitantes defendem a tradição</h2><p>Apesar da repercussão internacional, muitos dos frequentadores habituais continuam a considerar que <strong>a separação faz parte da identidade da praia</strong>. Em declarações ao ‘InTrieste’, um banhista explicou que esta é uma tradição preservada desde o período austro-húngaro e que faz parte da identidade local, acrescentando que tanto homens como mulheres mantêm espaços próprios.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="682719" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nada-de-ouvir-radio-no-carro-ou-de-assistir-a-opera-conheca-o-pais-com-as-regras-mais-estranhas-do-mundo.html" title="Nada de ouvir rádio no carro ou de assistir à ópera: conheça o país com as regras mais estranhas do mundo">Nada de ouvir rádio no carro ou de assistir à ópera: conheça o país com as regras mais estranhas do mundo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nada-de-ouvir-radio-no-carro-ou-de-assistir-a-opera-conheca-o-pais-com-as-regras-mais-estranhas-do-mundo.html" title="Nada de ouvir rádio no carro ou de assistir à ópera: conheça o país com as regras mais estranhas do mundo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nada-de-ouvir-radio-no-carro-ou-de-assistir-a-opera-conheca-o-pais-com-as-regras-mais-estranhas-do-mundo-1731353793016_320.jpg" alt="Nada de ouvir rádio no carro ou de assistir à ópera: conheça o país com as regras mais estranhas do mundo"></a></article></aside><p>Também várias mulheres ouvidas pelo jornal manifestaram apoio à tradição, referindo que apreciam a tranquilidade de poderem apanhar sol sem a presença masculina. Algumas aproveitam inclusivamente esse ambiente para fazer <em>topless</em> com maior à-vontade.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="P%C3%BAblico" data-year="2026" data-title="Pedocin%2C%20a%20praia%20italiana%20que%20divide%20homens%20e%20mulheres%2C%20continua%20a%20gerar%20pol%C3%A9mica.%20Agora%2C%20foi%20um%20casal%20milan%C3%AAs" data-url="https%3A%2F%2Fwww.publico.pt%2F2026%2F06%2F24%2Ffugas%2Fnoticia%2Fpedocin-praia-italiana-divide-homens-mulheres-continua-gerar-polemica-casal-milanes-2179307">Público. (2026). <a href="https://www.publico.pt/2026/06/24/fugas/noticia/pedocin-praia-italiana-divide-homens-mulheres-continua-gerar-polemica-casal-milanes-2179307" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Pedocin, a praia italiana que divide homens e mulheres, continua a gerar polémica. Agora, foi um casal milanês</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Pincelli%2C%20I" data-year="2026" data-title="Nesta%20praia%2C%20os%20homens%20e%20as%20mulheres%20s%C3%A3o%20separados%20por%20um%20muro%20e%20n%C3%A3o%20podem%20estar%20juntos" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fviagens%2Fnesta-praia-os-homens-e-as-mulheres-sao-separados-por-um-muro-e-nao-podem-estar-juntos">NiT, Pincelli, I. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/viagens/nesta-praia-os-homens-e-as-mulheres-sao-separados-por-um-muro-e-nao-podem-estar-juntos" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Nesta praia, os homens e as mulheres são separados por um muro e não podem estar juntos</a>.</cite><br><cite data-author="Extra%2C%20Moreira%2C%20F" data-year="2026" data-title="Mulher%20'invade'%20%C3%A1rea%20reservada%20a%20homens%20em%20praia%20separada%20por%20muro%20e%20provoca%20confus%C3%A3o" data-url="https%3A%2F%2Fextra.globo.com%2Fblogs%2Fpage-not-found%2Fpost%2F2026%2F06%2Fmulher-invade-area-reservada-a-homens-em-praia-separada-por-muro-e-provoca-confusao.ghtml">Extra, Moreira, F. (2026). <a href="https://extra.globo.com/blogs/page-not-found/post/2026/06/mulher-invade-area-reservada-a-homens-em-praia-separada-por-muro-e-provoca-confusao.ghtml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Mulher 'invade' área reservada a homens em praia separada por muro e provoca confusão</a>.</cite><br><cite data-author="Postal%2C%20Mendon%C3%A7a%2C%20C" data-year="2023" data-title="Conhe%C3%A7a%20a%20praia%20que%20tem%20um%20muro%20a%20separar%20homens%20e%20mulheres%20%5Bfotos%5D" data-url="https%3A%2F%2Fpostal.pt%2Fnacional%2Fconheca-a-praia-que-tem-um-muro-a-separar-homens-e-mulheres-fotos%2F">Postal, Mendonça, C. (2023). <a href="https://postal.pt/nacional/conheca-a-praia-que-tem-um-muro-a-separar-homens-e-mulheres-fotos/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Conheça a praia que tem um muro a separar homens e mulheres [fotos]</a>.</cite><br><cite data-author="Not%C3%ADcias%20ao%20Minuto" data-year="2026" data-title="Famosa%20praia%20continua%20a%20separar%20(com%20muro)%20homens%20e%20mulheres.%20Sabe%20onde%3F" data-url="https%3A%2F%2Fwww.noticiasaominuto.com%2Fmundo%2F3009844%2Ffamosa-praia-continua-a-separar-com-muro-homens-e-mulheres-sabe-onde">Notícias ao Minuto. (2026). <a href="https://www.noticiasaominuto.com/mundo/3009844/famosa-praia-continua-a-separar-com-muro-homens-e-mulheres-sabe-onde" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Famosa praia continua a separar (com muro) homens e mulheres. Sabe onde?</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/caso-insolito-nesta-praia-da-europa-um-muro-continua-a-dividir-homens-e-mulheres.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O desastre no Nepal faz lembrar o caso Vajont: há 63 anos um arbusto gigante causou uma catástrofe nos Alpes italianos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-desastre-no-nepal-lembra-o-caso-vajont-ha-63-anos-um-arbusto-gigante-causou-uma-catastrofe-nos-alpes-italianos.html</link><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A catástrofe no Nepal lembrou a muitos os acontecimentos de há 63 anos nos Alpes italianos, decorrentes de um enorme deslizamento de terra que desabou diretamente sobre um reservatório artificial. A onda de água e detritos devastou povoações inteiras, e quase duas mil pessoas perderam a vida.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-tragedia-in-nepal-ricorda-il-vajont-63-anni-fa-in-italia-una-frana-genero-un-onda-e-uccise-1-917-persone-1787827281610.jpeg" data-image="8mt3hjwess68"><figcaption>Ainda hoje, 63 anos depois, a cicatriz do enorme deslizamento de terra que provocou a onda de choque é claramente visível no Monte Toc (Alpes Italianos).</figcaption></figure><p>No passado <strong>26 de agosto</strong>, o <strong>Nepal </strong>foi atingido por uma catástrofe que deixou centenas de vítimas (um número que permanece provisório) e causou graves danos. O<strong> colapso de um glaciar </strong>de grande altitude desencadeou um deslizamento de terra que, por sua vez, <strong>provocou uma avalanche devastadora</strong>; uma onda de água e detritos arrastou tudo rio abaixo, percorrendo muitos quilómetros.</p><p>Vídeos e imagens da<strong> enorme onda de água, lama e detritos</strong> a avançar pelo vale evocaram<strong> lembranças de um evento ocorrido nos Alpes italianos há 63 anos</strong>: o desastre conhecido como a<strong> tragédia de Vajont</strong>.</p><p>Embora as causas dos desastres sejam diferentes, aquele evento anterior também envolveu um enorme deslizamento de terra numa região montanhosa, seguido — por razões que explicaremos neste artigo — por uma onda aterrorizante de água que caiu pelo vale abaixo, arrasando tudo pelo seu caminho. <strong>Quase 2 mil pessoas perderam a vida</strong>.</p><h2>O que aconteceu a 9 de outubro de 1963 nos Alpes italianos?</h2><p>Foi<strong> um dos piores desastres a atingir a Europa nos últimos tempos</strong> — um evento que pode ser classificado não apenas como um desastre natural, mas também como uma catástrofe industrial, visto que foi causado pela construção de um reservatório artificial para a geração de energia hidroelétrica.</p><p>Foi um<strong> desastre que poderia ter sido evitado</strong> se tivessem sido levados em conta os alertas de pessoas que previram os graves riscos — como o geólogo Edoardo Semenza e a jornalista Tina Merlin. Vamos analisar, passo a passo, o que aconteceu naquele dia.</p><h2>O terrível desastre de Vajont</h2><p>Era<strong> tarde na noite </strong>de<strong> 9 de outubro </strong>de<strong> 1963</strong> quando um <strong>enorme deslizamento de terra se desprendeu do Monte Toc, nos Alpes italianos</strong> orientais, na fronteira entre Friuli-Venezia Giulia e Veneto.</p><p>O deslizamento foi colossal — com um volume impressionante de aproximadamente<strong> 270 milhões de metros cúbicos</strong> — e precipitou-se no reservatório artificial recém-construído, situado bem ao pé da montanha,<strong> ao longo do curso do riacho Vajont</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-tragedia-in-nepal-ricorda-il-vajont-63-anni-fa-in-italia-una-frana-genero-un-onda-e-uccise-1-917-persone-1787827388417.jpg" data-image="kif6s2b2cq49"><figcaption>Uma fotografia de 10 de outubro de 1963 mostra o desastre na base da Barragem de Vajont. A cidade de Longarone foi arrasada.</figcaption></figure><p>A onda de água gerada por esse enorme deslizamento foi monstruosa — um verdadeiro tsunami com dezenas de metros de altura. Essa <strong>imensa massa de água passou por cima da barragem recém-construída</strong> — na época, a mais alta do mundo — sem destruí-la, e então despejou-se no Vale do Piave, levando morte e destruição e varrendo do mapa, para sempre, inúmeras localidades.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><strong>Na noite de 9 de outubro de 1963, o Vale do Piave foi atingido por uma das piores catástrofes da história recente da Itália. Um enorme deslizamento de terra desprendeu-se do Monte Toc e precipitou-se no reservatório artificial recém-criado — uma bacia viabilizada pela construção de uma barragem colossal que, até hoje, permanece entre as mais altas do mundo.</strong><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O enorme tsunami de água e destroços<strong> acabou com várias povoações que tinham ao longo do vale do rio Piave</strong>, tirando quase duas mil vidas.</p><p>A <strong>cidade de Longarone</strong> — situada na entrada do vale do Vajont, abaixo da imensa barragem construída nos anos anteriores — foi completamente arrasada pelas águas furiosas. Não restou nada além de lama e destroços.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="it" dir="ltr"><a href="https://twitter.com/hashtag/9ottobre?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#9ottobre</a> Sono passati 60 anni dal 9 ottobre del 1963, quando una enorme frana sull'invaso artificiale del <a href="https://twitter.com/hashtag/Vajont?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Vajont</a> causò un disastro senza precedenti. Un disastro che si poteva evitare. Morirono quasi duemila persone. Su <a href="https://twitter.com/meteoredit?ref_src=twsrc%5Etfw">@meteoredit</a>, il ricordo di quella strage. <a href="https://t.co/nKmNZyF8kf">pic.twitter.com/nKmNZyF8kf</a></p>— Lorenzo Pasqualini (@lorepas85) <a href="https://twitter.com/lorepas85/status/1711291967777202419?ref_src=twsrc%5Etfw">October 9, 2023</a></blockquote></figure><p> O escritor e jornalista Dino Buzzati descreveu a catástrofe no <em>Corriere della Sera</em>, um histórico jornal italiano, da seguinte forma: "Uma pedra caiu num copo, e a água transbordou sobre a toalha de mesa. É só isso. Exceto que a pedra tinha o tamanho de uma montanha, o copo tinha centenas de metros de altura e, lá embaixo, sobre a toalha, estavam milhares de seres humanos que não podiam defender-se". </p><h2>Quando a geologia e a engenharia falham em comunicar: alertas ignorados</h2><p>A <strong>Barragem de Vajont tinha sido construída há pouco tempo</strong>. Tratava-se de uma estrutura que estabelecia recordes — com 260 metros de altura e um projeto de arco de dupla curvatura — e que, durante a sua construção, entre 1957 e 1960, foi a barragem mais alta do mundo na sua categoria.</p><p>A Itália tinha saído recentemente do período do pós-guerra e estava a transformar-se rapidamente de uma nação pobre e devastada pelo conflito numa potência económica. Reservatórios para a geração de energia hidroelétrica surgiam por toda parte, e a Barragem de Vajont <strong>destacava-se como uma grande conquista da engenharia</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-tragedia-in-nepal-ricorda-il-vajont-63-anni-fa-in-italia-una-frana-genero-un-onda-e-uccise-1-917-persone-1787827437522.jpeg" data-image="fnx1t29jxg1m"><figcaption>A Barragem de Vajont, uma das mais altas do mundo, permanece de pé; não foi destruída pelo deslizamento de terra nem pela onda de choque resultante. Atrás dela, no entanto, o enorme deslizamento de terra preencheu quase completamente o reservatório artificial.</figcaption></figure><p>O problema é que a engenharia e a geologia deveriam sempre caminhar juntas; no entanto, neste caso, os <strong>alertas decorrentes dos estudos geológicos foram ignorados</strong>.</p><h3>O enorme paleodeslizamento de terra do Monte Toc</h3><p>Nos <strong>anos anteriores</strong>, o geólogo Edoardo Semenza, infelizmente ignorado, tinha detetado um <strong>enorme paleodeslizamento de terra</strong> bem <strong>acima </strong>do que viria a ser o <strong>novo reservatório de Vajont</strong>.</p><p>Tratava-se de um enorme deslizamento pré-histórico, ou seja, esteve ativo por milhares de anos, estabilizou-se e, finalmente, foi reativado em tempos recentes. <strong>A vegetação e a erosão tinham-no "camuflado"</strong>, fazendo-o parecer parte da encosta da montanha, mas os geólogos possuem as ferramentas e o conhecimento para "detetá-lo".</p><p>A <strong>erosão causada pelo riacho Vajont tornou-o instável novamente</strong>, e a <strong>construção do reservatório acelerou esse processo</strong>, criando as condições para um novo deslizamento de terra, que então ocorreu naquele terrível dia 9 de outubro de 1963.</p><p>Tudo isto tinha sido descoberto pelo geólogo Edoardo Semenza, mas as suas <strong>observações foram ignoradas pelos geólogos envolvidos na construção da barragem</strong>. Os interesses económicos foram priorizados em detrimento da segurança da população, com a necessidade de concluir a central hidroelétrica o mais rápido possível.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-tragedia-in-nepal-ricorda-il-vajont-63-anni-fa-in-italia-una-frana-genero-un-onda-e-uccise-1-917-persone-1787827491232.jpeg" data-image="oj2h8p4n1yuk"><figcaption>Outra imagem, desta vez tirada de cima, da barragem de Vajont como ela se apresenta hoje.</figcaption></figure><p>Outra pessoa que se esforçou para expor os riscos da construção daquela barragem foi a jornalista Tina Merlin, que permaneceu completamente ignorada e foi até acusada de causar alarme com os seus artigos, publicados no jornal "<em>L'Unità</em>", nos quais ela expressava os <strong>inúmeros alertas de agricultores locais, que viam rachas cada vez maiores a aparecer no Monte Toc</strong>.</p><h2>Um ponto de viragem: mais atenção à geologia<br></h2><p>O desastre de Vajont, contudo, representou um ponto de viragem. Após esse evento catastrófico, percebeu-se que, para prevenir desastres naturais, <strong>estudos geológicos aprofundados</strong> devem sempre ser realizados antes do início de qualquer projeto de engenharia.</p><p>Para construir bem, em essência, não basta construir estruturas de alta qualidade (a barragem, afinal, era: 63 anos depois, ainda está lá), mas também <strong>é necessário estudar detalhadamente o contexto geológico, a natureza geológica do território</strong>. Isto aplica-se a deslizamentos de terra, terramotos e inundações.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="741556" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-piores-desastres-naturais-podem-vir-de-vulcoes-que-nem-sequer-estao-nos-mapas-alertam-os-cientistas.html" title="Os piores desastres naturais podem vir de vulcões que nem sequer estão nos mapas, alertam os cientistas">Os piores desastres naturais podem vir de vulcões que nem sequer estão nos mapas, alertam os cientistas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-piores-desastres-naturais-podem-vir-de-vulcoes-que-nem-sequer-estao-nos-mapas-alertam-os-cientistas.html" title="Os piores desastres naturais podem vir de vulcões que nem sequer estão nos mapas, alertam os cientistas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-piores-desastres-naturais-podem-vir-de-vulcoes-que-nem-sequer-estao-nos-mapas-alertam-os-cientistas-1764327000757_320.jpg" alt="Os piores desastres naturais podem vir de vulcões que nem sequer estão nos mapas, alertam os cientistas"></a></article></aside><p>Hoje, qualquer novo projeto, por lei, deve ser acompanhado de um relatório geológico e geotécnico, mesmo antes do projeto de engenharia. Afinal, foi justamente na década de 1960, após o desastre de Vajont, que nasceu a <strong>geologia aplicada à engenharia</strong>.</p><h2>Livros, filmes e peças teatrais sobre o desastre de Vajont</h2><p>Livros, filmes e apresentações teatrais foram escritos sobre Vajont. Entre eles estão "<em>Sulla pelle viva</em>" de Tina Merlin, "<em>La storia del Vajont</em>" contada pelo geólogo Edoardo Semenza, "<em>Il racconto del Vajont, anche noto Vajont 9 ottobre '63 - Orazione civile</em>", um monólogo teatral escrito em 1993, de Marco Paolini, e o filme "<em>Vajont - La diga del disonore</em>" de 2001 dirigido por Renzo Martinelli.</p><p>Para aprofundar o aspeto geológico deste enorme desastre, uma primeira análise do deslizamento de Vajont pode ser feita consultando a exposição online "<em>La storia del Vajont</em>", organizada pela Associação Italiana de Geologia Aplicada e Ambiental e pelo Conselho Nacional de Geólogos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="AIGA%20-%20CNG%20-%20Consiglio%20Nazionale%20dei%20Geologi%20italiani" data-year="" data-title="La%20storia%20del%20Vajont" data-url="http%3A%2F%2Fwww.k-flash.it%2Fmostra_vajont%2Findex.html">AIGA - CNG - Consiglio Nazionale dei Geologi italiani. <a href="http://www.k-flash.it/mostra_vajont/index.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">La storia del Vajont</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-desastre-no-nepal-lembra-o-caso-vajont-ha-63-anos-um-arbusto-gigante-causou-uma-catastrofe-nos-alpes-italianos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alteração da circulação atmosférica: eis os efeitos em Portugal na semana entre 31 de agosto e 4 de setembro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alteracao-da-circulacao-atmosferica-eis-os-efeitos-em-portugal-na-semana-entre-31-de-agosto-e-4-de-setembro.html</link><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 16:17:48 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nos primeiros dias de setembro, Portugal continental terá vento e temperaturas mais moderadas junto ao litoral. A partir de quarta-feira, o cenário muda, com uma subida acentuada das temperaturas e máximas que poderão atingir 40 ºC.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-vento-ao-calor-assim-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-continental-ate-sexta-feira-1788085317185.jpeg" data-image="ilp7i8ifmx4d" alt="Temperaturas voltam a subir no início de setembro" title="Temperaturas voltam a subir no início de setembro"><figcaption>As temperaturas voltam a subir no início de setembro, com um aquecimento mais acentuado no interior, mas também percetível junto ao litoral.</figcaption></figure><p>O início de setembro será marcado por uma mudança gradual das condições meteorológicas em Portugal continental. A circulação de norte e noroeste ainda favorecerá vento e temperaturas mais moderadas junto ao litoral nos primeiros dias, mas <strong>o reforço de uma dorsal anticiclónica permitirá a entrada de ar mais quente</strong>, levando a uma subida acentuada das temperaturas a partir de quarta-feira.</p><h2>Influência marítima mantém litoral mais fresco e ventoso até terça-feira</h2><p>Na segunda e terça-feira, a influência marítima continuará a fazer-se sentir nas regiões costeiras do Norte e Centro, onde <strong>a nebulosidade será mais frequente nas primeiras horas do dia</strong>. No interior e no Sul deverá predominar o céu pouco nublado ou limpo. O vento soprará de norte e noroeste, intensificando-se durante a tarde na faixa ocidental, com <strong>rajadas próximas dos 40 km/h</strong> no litoral Centro e na região de Lisboa. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-vento-ao-calor-assim-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-continental-ate-sexta-feira-1788084268825.jpg" data-image="2f1shuviczqm"><figcaption>O vento de norte e noroeste deverá intensificar-se durante a tarde de segunda-feira na faixa ocidental, com rajadas próximas dos 40 km/h entre o litoral Centro e a região de Lisboa.</figcaption></figure><p>As temperaturas manterão um contraste significativo entre o litoral e o interior, com <strong>máximas entre 21 e 25 ºC em parte do litoral Norte e Centro e 30 a 31 ºC no interior do Alentejo</strong>, sobretudo em Évora e Beja.</p><h2>Dorsal anticiclónica muda o padrão a partir de quarta-feira</h2><p>A partir de quarta-feira, o cenário muda de forma mais evidente. O reforço da dorsal em altitude e a alteração da circulação junto à superfície favorecerão a <strong>entrada de uma massa de ar mais quente sobre Portugal continental.</strong> As máximas poderão atingir <strong>34 ºC em Évora e Beja e 33 ºC em Castelo Branco e Portalegre</strong>, enquanto Lisboa poderá chegar aos 30 ºC. O vento deverá enfraquecer face aos dias anteriores, com rajadas geralmente até 30 km/h.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-vento-ao-calor-assim-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-continental-ate-sexta-feira-1788083895979.jpg" data-image="e0q6x3o69hqj"><figcaption>O aquecimento deverá acentuar-se na quinta-feira, com máximas próximas dos 40 ºC no interior do Alentejo. A subida das temperaturas será também evidente junto ao litoral, embora com valores mais moderados</figcaption></figure><p>Na quinta-feira, o aquecimento deverá intensificar-se de forma mais significativa. No interior, <strong>Beja e Évora estarão entre as zonas mais quentes</strong>, com máximas próximas dos 39 a 40 ºC, enquanto Santarém e Portalegre poderão atingir cerca de 37 ºC. <strong>A subida será também percetível junto ao litoral</strong>, com cerca de 25 ºC no Porto, 24 ºC em Aveiro, 30 ºC em Leiria e 35 ºC em Lisboa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786172" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-poderao-alcancar-os-38-c-em-breve-eis-as-zonas-mais-quentes-do-pais-entre-os-dias-2-e-4-de-setembro.html" title="Temperaturas poderão alcançar os 38 ºC em breve: eis as zonas mais quentes do país entre os dias 2 e 4 de setembro">Temperaturas poderão alcançar os 38 ºC em breve: eis as zonas mais quentes do país entre os dias 2 e 4 de setembro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-poderao-alcancar-os-38-c-em-breve-eis-as-zonas-mais-quentes-do-pais-entre-os-dias-2-e-4-de-setembro.html" title="Temperaturas poderão alcançar os 38 ºC em breve: eis as zonas mais quentes do país entre os dias 2 e 4 de setembro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-poderao-alcancar-os-38-c-em-breve-eis-as-zonas-mais-quentes-do-pais-entre-os-dias-2-e-4-de-setembro-1788026327067_320.png" alt="Temperaturas poderão alcançar os 38 ºC em breve: eis as zonas mais quentes do país entre os dias 2 e 4 de setembro"></a></article></aside><strong>Na sexta-feira, o calor deverá manter-se ou subir ligeiramente</strong>, com Beja a aproximar-se dos 40 ºC, Évora dos 39 ºC, Portalegre dos 38 ºC e Castelo Branco dos 37 ºC. O aquecimento será também evidente junto ao litoral, com máximas próximas dos 29 ºC no Porto, 28 ºC em Aveiro, 35 ºC em Leiria e 33 ºC em Lisboa.<figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-vento-ao-calor-assim-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-continental-ate-sexta-feira-1788084136406.jpg" data-image="691jwq1rhdb1"><figcaption>O tempo seco deverá predominar na sexta-feira, embora ao final da tarde possam ocorrer aguaceiros fracos e muito localizados na serra de Monchique e na zona de Santana da Serra.</figcaption></figure><p>Deverá predominar o tempo seco, embora ao<strong> final da tarde possam ocorrer aguaceiros fracos</strong> e muito localizados na serra de Monchique e na zona de Santana da Serra.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alteracao-da-circulacao-atmosferica-eis-os-efeitos-em-portugal-na-semana-entre-31-de-agosto-e-4-de-setembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Europa em família: as melhores cidades para viajar com os miúdos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/europa-em-familia-as-melhores-cidades-para-viajar-com-os-miudos.html</link><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 12:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Pequenos exploradores: as cidades europeias que as crianças vão adorar sem fazer (muitas) birras. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/europa-em-familia-as-melhores-cidades-para-viajar-com-os-miudos-1787747852006.jpeg" data-image="lemtvsfkrlzg"><figcaption>A nostalgia de adulto são as viagens de criança com os pais.</figcaption></figure><p>Quem tem crianças sabe a exigência da logística...da paciência e das birras. Para tal existem cidades mais amigáveis para as famílias por combinarem áreas verdes, infraestruturas acessíveis e uma oferta cultural adaptada aos mais novos.</p><h2>Mas quais são as cidades que preenchem estes requisitos?</h2><p><strong>Helsínquia (Finlândia)</strong>: sobressai pelas opções de lazer pensadas para todas as estações, incluindo a histórica piscina coberta Yrjönkatu e o parque de trampolins Rush. A biblioteca futurista Oodi, o Museu de História Natural e o Centro de Artes Annantalo garantem alternativas culturais e interativas durante todo o ano</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/europa-em-familia-as-melhores-cidades-para-viajar-com-os-miudos-1787745365125.png" data-image="odpa48h9oe41"><figcaption>A biblioteca Oodi disponibiliza gratuitamente impressoras 3D, máquinas de costura e estúdios de música a todos os visitantes e residentes.</figcaption></figure><p><strong>Amesterdão (Países Baixos)</strong>: perfeita para percorrer de bicicleta ou em passeios de barco pelos canais. Destaca-se pela componente científica do Museu NEMO e pela vertente histórica da Casa de Anne Frank e do Museu Van Gogh. Para desanuviar ao ar livre, o parque de arborismo Fun Forest, as quintas pedagógicas do Westerpark e os jardins de Amstelpark são paragens obrigatórias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/europa-em-familia-as-melhores-cidades-para-viajar-com-os-miudos-1787745509613.png" data-image="pn7gp81nmkky"><figcaption>A cidade tem mais bicicletas do que habitantes, resultando no resgate anual de milhares delas do fundo dos canais.</figcaption></figure><p><strong>Copenhaga (Dinamarca)</strong>: uma das capitais mais orientadas para famílias no continente. Conta com o histórico parque de atrações Tivoli, o centro de ciências Experimentarium, o Aquário Nacional e o parque de diversões Bakken. Nas imediações, a caça às esculturas de madeira "<em>The Forgotten Giants</em>" integra a natureza no itinerário.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/europa-em-familia-as-melhores-cidades-para-viajar-com-os-miudos-1787745672967.png" data-image="uxab9xy9dyis"><figcaption>Walt Disney visitou os Jardins do Tivoli na década de 50 para se inspirar antes de construir a primeira Disneyland.</figcaption></figure><p><strong>Londres (Reino Unido)</strong>: reúne clássicos como a vista do London Eye, o Hyde Park e os jardins de Kew Gardens. A oferta cultural inclui a Torre de Londres, o labirinto do Palácio de Hampton Court, lojas emblemáticas como a Hamleys e as atrações temáticas do Harry Potter e do Urso Paddington. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/europa-em-familia-as-melhores-cidades-para-viajar-com-os-miudos-1787745785604.png" data-image="7afyi9trnqvp"><figcaption>Os corvos da Torre de Londres têm estatuto protegido, pois a lenda diz que o Reino Ruirá se eles saírem.</figcaption></figure><p><strong>Glasgow (Escócia)</strong>: apresenta opções dinâmicas como o Glasgow Science Centre, o Museu Riverside (dedicado aos transportes) e o teatro mecânico Sharmanka. A cidade complementa a visita com desportos aquáticos no canal Forth and Clyde, parques de skate e vastas áreas verdes como o Pollok Country Park. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/europa-em-familia-as-melhores-cidades-para-viajar-com-os-miudos-1787747116361.png" data-image="6riz8repvq6m"><figcaption>O Pollok Park alberga um museu de arte premiado rodeado por uma famosa colónia de vacas felpudas das Terras Altas.</figcaption></figure><p><strong>Madrid (Espanha)</strong>: alia os espetáculos e musicais da Gran Vía a passeios de barco no Parque do Retiro e ao Parque de Atrações da Casa de Campo. No plano cultural, destaca-se o Museu de Ciências Naturais, a Casita-Museo del Ratón Pérez e visitas aos estádios Santiago Bernabéu e Cívitas Metropolitano. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/europa-em-familia-as-melhores-cidades-para-viajar-com-os-miudos-1787747266618.png" data-image="o26xvpleecn3"><figcaption>A estação de comboios de Atocha acolhe um jardim botânico tropical coberto com milhares de plantas de todo o mundo.</figcaption></figure><p><strong>Bruxelas (Bélgica)</strong>: alberga o pioneiro Museu das Crianças e o Instituto de Ciências Naturais, que tem a maior galeria de dinossauros da Europa. O itinerário inclui ainda o Atomium, lojas e museus dedicados à banda desenhada e o parque temático Mini-Europe. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/europa-em-familia-as-melhores-cidades-para-viajar-com-os-miudos-1787747381376.png" data-image="3dlsb7ifuw91"><figcaption>Além da estátua do menino (Manneken Pis), a cidade tem versões da mesma escultura com uma menina (Jeanneke) e um cão (Zinneke).</figcaption></figure><p><strong>Budapeste (Hungria)</strong>: surpreende com o Comboio das Crianças nas colinas de Buda operado pelos próprios estudantes, os tradicionais mercados de Natal e voos de balão de ar quente. Dispõe também de complexos aquáticos e praias urbanas, como o Palatinus Bath e a Lupa Beach.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/europa-em-familia-as-melhores-cidades-para-viajar-com-os-miudos-1787747469865.png" data-image="qkgkyp3ecm9h"><figcaption>O histórico Comboio das Crianças é operado quase na totalidade por alunos da primária, que gerem os bilhetes e a sinalização.</figcaption></figure><p> O verdadeiro valor destas escapadinhas vai muito além do itinerário ou da facilidade dos transportes. <strong>Proporcionar aos miúdos o contacto com diferentes culturas, idiomas e paisagens transforma qualquer viagem num investimento direto no seu crescimento e na sua abertura de espírito</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="734904" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-arte-de-viajar-com-criancas-licoes-de-nora-kurtin.html" title="A Arte de Viajar com Crianças: Lições de Nora Kurtin">A Arte de Viajar com Crianças: Lições de Nora Kurtin</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-arte-de-viajar-com-criancas-licoes-de-nora-kurtin.html" title="A Arte de Viajar com Crianças: Lições de Nora Kurtin"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-arte-de-viajar-com-criancas-licoes-de-nora-kurtin-1760801774824_320.jpg" alt="A Arte de Viajar com Crianças: Lições de Nora Kurtin"></a></article></aside><p>Cada museu interativo, parque natural ou experiência diferente cultiva a curiosidade e constrói uma cumplicidade única em família provando que as memórias de infância mais marcantes criam-se precisamente a explorar o mundo. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Andrade%2C%20Sara" data-year="2026" data-title="Las%2035%20mejores%20ciudades%20de%20Europa%20para%20viajar%20con%20ni%C3%B1os" data-url="https%3A%2F%2Fwww.traveler.es%2Fgalerias%2Fmejores-ciudades-de-europa-para-viajar-con-ninos">Andrade, Sara. (2026). <a href="https://www.traveler.es/galerias/mejores-ciudades-de-europa-para-viajar-con-ninos" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Las 35 mejores ciudades de Europa para viajar con niños</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/europa-em-familia-as-melhores-cidades-para-viajar-com-os-miudos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sim, pode ter uma palmeira no quintal: cuidados básicos e as melhores variedades para solo e vasos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/sim-voce-pode-ter-uma-palmeira-no-quintal-cuidados-basicos-e-as-melhores-variedades-para-solo-e-vasos.html</link><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 11:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Embora associadas a praias e ao calor constante, várias espécies resistem ao frio e prosperam em diferentes regiões. Confira dicas essenciais sobre solo, rega e variedades para transformar o seu jardim.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/si-podes-tener-una-palmera-en-tu-patio-los-cuidados-basicos-y-las-mejores-variedades-para-tierra-o-maceta-1787532224520.jpg" data-image="bufmka7azzf8" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>A palmeira acrescenta estrutura, elegância e um toque tropical único a qualquer espaço ao ar livre.</figcaption></figure><p>É inegável que uma <strong>palmeira </strong>confere um <strong>toque único a qualquer jardim</strong>. Altas e esbeltas, com uma copa densa e equilibrada, estas plantas — símbolos de climas tropicais e de relaxamento — também podem prosperar em quintais urbanos, longe da praia, conferindo um caráter distinto à sua casa.</p><p>As palmeiras pertencem à família <em>Arecaceae </em>e apresentam um hábito de crescimento muito característico. Os seus troncos não se ramificam, e as folhas emergem de uma única copa no topo, o que lhes confere uma <strong>silhueta elegante e icónica</strong>.</p><p>Além de serem<strong> altamente ornamentais</strong>, as palmeiras possuem uma longevidade extraordinária. Algumas podem sobreviver por várias décadas, ou até mesmo por mais de um século, desde que encontrem condições de cultivo favoráveis.</p><h2>Três espécies resistentes para o jardim</h2><p>Várias espécies adaptam-se muito bem a diferentes regiões do país, incluindo áreas onde as geadas são comuns. É importante<strong> escolher a variedade adequada</strong> e compreender alguns requisitos básicos de cultivo.</p><p>A<strong> palmeira-jerivá</strong> (<em><strong>Syagrus romanzoffiana</strong></em>), ou popularmente coqueiro, lidera a lista das variedades mais populares. Nativa da região litoral do Brasil, é a que apresenta o crescimento mais rápido do grupo: ganha entre 30 e 60 centímetros de altura por ano e atinge dois metros em quatro ou cinco estações.</p><p>Em espaços amplos, a sua copa expande-se por até 15 metros, e a planta<strong> tolera geadas moderadas</strong> depois de estabelecida.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/si-podes-tener-una-palmera-en-tu-patio-los-cuidados-basicos-y-las-mejores-variedades-para-tierra-o-maceta-1787532644004.jpg" data-image="3lf4vbljdm5e" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Com a sua silhueta esbelta e folhagem distinta, este ícone verde transforma o visual do pátio.</figcaption></figure><p>Para quem busca uma estrutura mais compacta, o<strong> butiá (<em>Butia odorata</em>)</strong> é a opção ideal. Nos seus estágios iniciais, cresce de 10 a 20 centímetros por ano e demora quase uma década para atingir dois metros de altura. Em contrapartida, oferece um tronco robusto, folhagem elegante de tom verde-acinzentado e uma excelente resistência ao frio.</p><p>Em regiões com invernos mais rigorosos, a <strong>palmeira-da-fortuna (<em>Trachycarpus fortunei</em>)</strong>, conhecida também como palmeira-moinho-de-vento, é a melhor alternativa. Esta suporta frio intenso e ventos gelados, mantém uma taxa de crescimento de cerca de 30 centímetros por ano e leva de seis a oito anos para se estabelecer na paisagem.</p><h2>Luz, terreno e drenagem</h2><p>As palmeiras<strong> precisam de bastante luz solar</strong> para produzir folhas saudáveis. Exigem um mínimo de seis horas de luz solar direta por dia. Apenas quando a planta é muito jovem e acaba de ser transplantada é aconselhável oferecer alguma sombra durante as horas mais quentes do verão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/si-podes-tener-una-palmera-en-tu-patio-los-cuidados-basicos-y-las-mejores-variedades-para-tierra-o-maceta-1787534012845.jpg" data-image="p9ip7h74digw" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Um espécime plantado no solo transforma instantaneamente a escala e a aparência de qualquer espaço ao ar livre.</figcaption></figure><p>O maior perigo geralmente não é o frio, mas o <strong>excesso de água</strong>. As raízes sufocam se a água ficar estagnada. Antes de plantar, é essencial abrir uma cova espaçosa, enriquecer o solo com composto bem decomposto e adicionar areia grossa caso o solo seja pesado ou argiloso.</p><h2>Dicas de irrigação, fertilização e poda</h2><p>Durante o primeiro ano após o plantio, é necessária uma rega profunda duas ou três vezes por semana para estimular o crescimento das raízes em profundidade. Uma vez estabelecida a planta, a tarefa torna-se mais simples: basta<strong> uma rega abundante sempre que a camada superficial do solo secar</strong>. No inverno, a rega deve ser menos frequente.</p><p>Se as folhas perderem o brilho ou amarelarem, o problema geralmente é nutricional. As palmeiras necessitam de potássio, magnésio e manganês. A <strong>aplicação de um fertilizante de libertação lenta no início da primavera</strong> é suficiente para manter aquela coloração verde radiante.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/si-podes-tener-una-palmera-en-tu-patio-los-cuidados-basicos-y-las-mejores-variedades-para-tierra-o-maceta-1787533190072.jpg" data-image="667cvcvmm21r" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>O contraponto visual perfeito para trazer escala, luz e frescor à casa.</figcaption></figure><p><strong>Basta eliminar as folhas completamente secas ou danificadas pelo vento</strong>. Além disso, aplica-se uma regra absoluta: o botão ou rebento central nunca deve ser cortado, pois constitui o único ponto de crescimento.</p><p>Para proteger os exemplares jovens do jardim, é aconselhável cobrir o centro com tecido anti-geada durante os dois primeiros invernos.</p><h2>Cultivo em vasos: sol, ritmo e desenvolvimento</h2><p><strong>Cultivar uma palmeira num vaso limita o espaço para as raízes</strong>, reduzindo assim a sua taxa de crescimento natural. Enquanto um exemplar jovem plantado no solo pode crescer de 30 a 60 centímetros por ano, esta taxa cai para cerca de 10 a 20 centímetros anuais quando é cultivado num vaso de bom tamanho.</p><p>Uma<strong> palmeira Kentia ou Areca</strong> pode demorar de cinco a sete anos para atingir dois metros de altura quando cultivada em vaso. Isto permite um crescimento muito mais controlado e manejável, tornando-as <strong>adequadas para espaços pequenos</strong>.</p><p>Quanto à luminosidade, as espécies mais populares para cultivo em vasos em pátios, varandas ou terraços cobertos — como a Kentia, a Areca ou a <em>Chamaedorea elegans </em>— não toleram a luz solar direta intensa tão bem quanto as variedades plantadas no solo. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-plantas-que-te-podem-ajudar-a-transformar-uma-pequena-varanda-num-mini-jardim.html" title="As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda num mini-jardim">As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda num mini-jardim</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-plantas-que-te-podem-ajudar-a-transformar-uma-pequena-varanda-num-mini-jardim.html" title="As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda num mini-jardim"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/las-plantas-que-pueden-ayudarte-a-transformar-un-balcon-pequeno-en-un-mini-jardin-1784951323175_320.png" alt="As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda num mini-jardim"></a></article></aside><p>Estas preferem<strong> luz abundante, porém indireta</strong>, ou o sol suave do início da manhã. O sol direto do meio-dia no verão tende a queimar as suas frondes e fazer com que as folhas fiquem amareladas.</p><p>Além do seu ar tropical, estas plantas adaptam-se muito bem às nossas estações e representam um investimento de longo prazo que transforma completamente um espaço ao ar livre.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/sim-voce-pode-ter-uma-palmeira-no-quintal-cuidados-basicos-e-as-melhores-variedades-para-solo-e-vasos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Porque estão a desaparecer os grandes herbívoros africanos? A resposta está na evolução]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/porque-estao-a-desaparecer-os-grandes-herbivoros-africanos-a-resposta-esta-na-evolucao.html</link><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 10:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>África já foi povoada por uma diversidade extraordinária de gigantes ao longo de milhões de anos, porém, a evolução deixou de conseguir repor as espécies perdidas. Descubra mais sobre este tema!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/porque-estao-a-desaparecer-os-grandes-herbivoros-africanos-a-resposta-esta-na-evolucao-1787864478006.jpg" data-image="8hocqge21idj" alt="Elefante" title="Elefante"><figcaption>Os grandes herbívoros africanos, como os elefantes e os hipopótamos, são sobreviventes de uma linhagem evolutiva que perdeu diversidade ao longo de milhões de anos.</figcaption></figure><p><br>Durante milhões de anos, África foi <strong>palco de uma extraordinária diversidade de grandes herbívoros. Elefantes, hipopótamos, rinocerontes</strong> e numerosos parentes hoje desaparecidos moldaram as paisagens do continente.</p><p>No entanto, a diversidade destes gigantes foi diminuindo progressivamente. Todavia, uma nova investigação sugere agora que a explicação não está, como se pensava, numa maior vulnerabilidade à extinção, mas numa <strong>dificuldade muito mais silenciosa como a incapacidade de gerar novas espécies</strong> ao mesmo ritmo que os animais mais pequenos.</p><h2>Uma história evolutiva de 23 milhões de anos</h2><p>Segundo a investigação, publicada na revista <em>Nature Communications</em>, que reconstrói a <strong>evolução dos grandes herbívoros africanos ao longo de 23 milhões de anos</strong>, os investigadores analisaram 3,327 registos fósseis correspondentes a 396 espécies, incluindo hipopótamos, antílopes, girafas e outros ungulados.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774538" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-maior-migracao-biologica-de-mamiferos-do-mundo-no-serengeti.html" title="A maior migração biológica de mamíferos do mundo no Serengeti (África)">A maior migração biológica de mamíferos do mundo no Serengeti (África)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-maior-migracao-biologica-de-mamiferos-do-mundo-no-serengeti.html" title="A maior migração biológica de mamíferos do mundo no Serengeti (África)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-maior-migracao-biologica-de-mamiferos-do-mundo-1781782955657_320.png" alt="A maior migração biológica de mamíferos do mundo no Serengeti (África)"></a></article></aside><p>O modelo utilizado cruzou diferentes características, como a massa corporal, a anatomia dos dentes, as relações evolutivas entre as espécies e as alterações ambientais que ocorreram no continente, com o <strong>objetivo de perceber não apenas quantas espécies desapareceram, mas também com que frequência surgiram novas espécies</strong>.</p><p>Esta distinção é fundamental, pois <strong>uma linhagem pode manter a sua diversidade ao longo do tempo</strong> se as extinções forem compensadas pelo aparecimento de novas espécies. Quando essa renovação deixa de acontecer, mesmo uma taxa de extinção relativamente baixa pode conduzir, a longo prazo, ao declínio da diversidade.</p><h2>Os gigantes não estão a morrer mais depressa</h2><p>A ideia tradicional de que os grandes mamíferos seriam particularmente vulneráveis à extinção não encontra, neste estudo, o apoio esperado. Pelo contrário, os investigadores verificaram que <strong>as espécies de maior porte apresentam taxas de extinção intrinsecamente mais baixas </strong>do que muitas espécies menores.</p><p>O problema está no outro lado da equação, os <strong>megaherbívoros</strong>, definidos no estudo como animais com mais de uma tonelada, originavam novas espécies muito mais lentamente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/porque-estao-a-desaparecer-os-grandes-herbivoros-africanos-a-resposta-esta-na-evolucao-1787864537544.jpg" data-image="6eegqi9wk203" alt="Hipopótamo" title="Hipopótamo"><figcaption>A crescente aridificação de África terá dificultado o aparecimento de novas espécies de grandes herbívoros, contribuindo para o seu declínio progressivo.</figcaption></figure><p>Em períodos de elevada aridez, os <strong>herbívoros com menos de 45 kg extinguiam-se apenas cerca de 15% mais depressa </strong>do que os animais com mais de uma tonelada, mas conseguiam gerar novas espécies a um ritmo 2,2 vezes superior.</p><p>Esta diferença aparentemente pequena tornou-se decisiva ao longo de milhões de anos. Enquanto os <strong>herbívoros pequenos e médios conseguiam compensar as perdas através da especiação</strong>, os grandes linhagens não produziam espécies suficientes para substituir as que desapareciam.</p><h2>Quando África começou a ficar mais seca</h2><p>A <strong>transformação climática do continente parece ter agravado este desequilíbrio</strong>. Há cerca de 7,2 milhões de anos, África entrou numa fase de crescente aridificação, acompanhada por profundas alterações na vegetação e pela expansão de ambientes mais abertos.</p><p>Inicialmente, este processo estimulou tanto o aparecimento como o desaparecimento de espécies. Mas, <strong>há aproximadamente 3,6 milhões de anos, a taxa de especiação começou a estabilizar</strong>, enquanto as extinções continuaram a aumentar.</p><div class="texto-destacado">"<strong>As taxas de especiação nos maiores herbívoros são intrinsecamente baixas e, em algumas linhagens, foram reduzidas em resposta ao aumento da aridificação durante os últimos 5 milhões de anos.</strong>" De acordo com o artigo da <em>Nature.</em></div><p>A situação agravou-se com o início do <strong>Pleistoceno</strong>, há cerca de 2,58 milhões de anos, quando as <strong>taxas de extinção aceleraram e provocaram perdas generalizadas de diversidade entre os herbívoros</strong>. A aridificação parece ter tido um impacto particularmente forte nos gigantes.</p><p>Segundo os investigadores, <strong>o aumento da aridez reduziu em cerca de 20% a taxa de aparecimento de novas espécies</strong> entre os megaherbívoros, ao mesmo tempo que favoreceu a diversificação dos ungulados mais pequenos.</p><h2>Uma paisagem que perdeu os seus gigantes</h2><p>Entre as vítimas desta longa transformação encontram-se <strong>grupos completamente desaparecidos, como os <em>Deinotherium</em>, parentes dos elefantes </strong>com enormes presas orientadas para baixo, e os antracoterídeos, familiares distantes dos hipopótamos.</p><p>O declínio, portanto, não aconteceu de repente. A investigação mostra que <strong>a perda de diversidade dos grandes herbívoros começou muito antes das grandes extinções do final do Pleistoceno</strong> e, sobretudo, antes de os seres humanos possuírem capacidade tecnológica para caçar animais deste tamanho.</p><p>Isto não significa que a ação humana seja irrelevante. <strong>A caça, a transformação dos habitats</strong> e outras pressões podem ter contribuído para algumas das desaparecimentos mais recentes.</p><p>Contudo, os resultados indicam que <strong>não foram a principal explicação para o declínio </strong>generalizado observado ao longo de milhões de anos.</p><h2>O papel dos engenheiros dos ecossistemas</h2><p>A perda destes animais tem consequências que vão muito além da simples redução do número de espécies. Os <strong>megaherbívoros são verdadeiros engenheiros dos ecossistemas</strong>, ao alimentarem-se, pisarem a vegetação, abrirem caminhos, derrubarem árvores ou movimentarem nutrientes, alteram fisicamente os ambientes onde vivem.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="727949" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-elefantes-e-o-ebano-estudo-revela-colapso-de-mutualismo-vital-nas-florestas-africanas.html" title="Os elefantes e o ébano: estudo revela colapso de mutualismo vital nas florestas africanas">Os elefantes e o ébano: estudo revela colapso de mutualismo vital nas florestas africanas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-elefantes-e-o-ebano-estudo-revela-colapso-de-mutualismo-vital-nas-florestas-africanas.html" title="Os elefantes e o ébano: estudo revela colapso de mutualismo vital nas florestas africanas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sem-elefantes-nao-ha-ebano-estudo-revela-colapso-de-mutualismo-vital-nas-florestas-africanas-1757063143469_320.png" alt="Os elefantes e o ébano: estudo revela colapso de mutualismo vital nas florestas africanas"></a></article></aside><p>Por isso, a redução da sua diversidade significa também a <strong>perda de determinadas funções ecológicas</strong>. A África atual conserva ainda alguns dos seus grandes herbívoros mais emblemáticos, mas o estudo revela ainda que os ecossistemas africanos do passado eram sustentados por uma variedade muito maior de gigantes.</p><p>No caso dos grandes herbívoros africanos, a resposta parece estar precisamente aí. Durante milhões de anos, <strong>a evolução deixou de produzir novos gigantes</strong> à velocidade necessária para compensar as perdas.</p><p>E, à medida que África se tornou mais seca e menos produtiva, essa capacidade de renovação diminuiu ainda mais. O resultado foi uma <strong>lenta erosão da diversidade, não causada apenas por demasiadas extinções, mas também pela falta de novas espécies</strong> capazes de ocupar o lugar das que desapareciam.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Juan%20L.%20Cantalapiedra%2C%20Ignacio%20A.%20Lazagabaster%2C%20Fernando%20Blanco%2C%20Torsten%20Hauffe%2C%20Faysal%20Bibi%2C%20Mar%C3%ADa%20R%C3%ADos%2C%20Bastien%20Mennecart%2C%20Juha%20Saarinen%2C%20Daniele%20Silvestro%2C%20Manuel%20Hern%C3%A1ndez%20Fern%C3%A1ndez%20%26%20Oscar%20Sanisidro" data-year="2026" data-title="Lower%20speciation%2C%20not%20higher%20extinction%2C%20drove%20African%20megaherbivore%20diversity%20collapse" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41467-026-76105-2">Juan L. Cantalapiedra, Ignacio A. Lazagabaster, Fernando Blanco, Torsten Hauffe, Faysal Bibi, María Ríos, Bastien Mennecart, Juha Saarinen, Daniele Silvestro, Manuel Hernández Fernández & Oscar Sanisidro. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41467-026-76105-2" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Lower speciation, not higher extinction, drove African megaherbivore diversity collapse</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/porque-estao-a-desaparecer-os-grandes-herbivoros-africanos-a-resposta-esta-na-evolucao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Flores, néctar e vida: as plantas que transformam a sua varanda num refúgio para abelhas e outros polinizadores]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/flores-nectar-e-vida-as-plantas-que-transformam-a-sua-varanda-num-refugio-para-abelhas-e-outros-polinizadores.html</link><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Transformar a sua varanda num refúgio para abelhas e outros polinizadores é simples: basta escolher plantas floridas e ricas em néctar que forneçam alimento, cor e biodiversidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/flores-nectar-y-vida-las-plantas-que-convierten-tu-balcon-en-un-refugio-para-abejas-y-otros-polinizadores-1787587281922.jpeg" data-image="9ncxtllzicfo" alt="Imagem 1" title="Imagem 1"><figcaption>A sua varanda pode tornar-se um oásis para insetos.</figcaption></figure><p>Ao contrário do que se possa pensar, <strong>as cidades podem ser também espaços importantes para a biodiversidade</strong>. Embora o pavimento, os edifícios e a falta de espaços verdes dificultem a vida a muitos insetos, as varandas, os terraços e os pátios podem servir como pequenas ilhas de vegetação.</p><p>Com apenas algumas plantas cuidadosamente selecionadas, <strong>é possível criar "pontos de paragem" para abelhas, borboletas e outros polinizadores </strong>que desempenham um papel importante no ambiente e no ecossistema.</p><p>Além de conferirem cor e fragrância à casa, estas plantas fornecem recursos essenciais como o néctar e o pólen. <strong>O segredo está em selecionar espécies que produzam muitas flores</strong> e, sempre que possível, escalonar os seus períodos de floração para manter o alimento disponível durante mais tempo.</p><h2>Calêndulas: cor e alimento para os polinizadores</h2><p>As <strong>malmequeres estão entre as plantas mais interessantes para ter numa varanda</strong>. As suas flores vêm geralmente em tons de amarelo e laranja, proporcionando um apelo visual evidente, além de servirem como fonte de alimento para diversos insetos.</p><p>É <strong>relativamente fácil de cultivar e adapta-se bem a vasos</strong>. Necessita de um local luminoso e de um solo com boa drenagem. Embora tolere alguma seca depois de estabelecida, a rega regular estimulará um período de floração mais longo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780447" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-5-plantas-mais-inusitadas-para-cultivar-em-casa-parecem-ser-de-outro-planeta.html" title="As 5 plantas mais inusitadas para cultivar em casa: parecem ser de outro planeta!">As 5 plantas mais inusitadas para cultivar em casa: parecem ser de outro planeta!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-5-plantas-mais-inusitadas-para-cultivar-em-casa-parecem-ser-de-outro-planeta.html" title="As 5 plantas mais inusitadas para cultivar em casa: parecem ser de outro planeta!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/le-5-piante-piu-insolite-da-coltivare-in-casa-sembrano-arrivate-da-un-altro-pianeta-1784222155463_320.jpeg" alt="As 5 plantas mais inusitadas para cultivar em casa: parecem ser de outro planeta!"></a></article></aside><p>Para beneficiar os polinizadores, é <strong>melhor evitar o uso de inseticidas</strong>, especialmente durante a época de floração. Remover as flores murchas pode estimular o aparecimento de novas flores e manter a varanda florida durante mais tempo.</p><h2>Alfazema: fragrância, flores e biodiversidade</h2><p>A lavanda é outra <strong>excelente opção para transformar um terraço ou varanda num espaço favorável aos polinizadores</strong>. As suas espigas de flores produzem néctar e são especialmente atraentes para as abelhas.</p><p>Além disso, apresenta uma importante vantagem para os espaços urbanos: é uma planta mediterrânica que tolera muito bem o calor e, uma vez devidamente estabelecida, pode <strong>suportar períodos de disponibilidade limitada de água</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/flores-nectar-y-vida-las-plantas-que-convierten-tu-balcon-en-un-refugio-para-abejas-y-otros-polinizadores-1787587437519.jpeg" data-image="bxjid7oa0wx2" alt="Imagem 2" title="Imagem 2"><figcaption>Além de embelezar a sua varanda ou terraço, a lavanda pode proporcionar um refúgio ideal para muitos polinizadores.</figcaption></figure><p> Para cultivar lavanda com sucesso num vaso, é essencial <strong>fornecer luz solar suficiente e utilizar um vaso com boa drenagem</strong>, pois o excesso de humidade pode danificar seriamente as raízes. Por isso, é melhor ser moderado na rega. </p><h2>Criação de “pontos de paragem” para polinizadores</h2><p>Uma única varanda não resolverá a perda de habitats naturais, mas <strong>várias varandas juntas podem ter um impacto significativo</strong>. Quando diferentes casas incorporam plantas com flores, criam rapidamente uma rede de pequenos pontos de alimentação que podem ajudar os polinizadores a deslocarem-se em ambientes urbanos.</p><p><strong>Estes "pontos de paragem" funcionam como pequenas estações espalhadas pela cidade</strong>. Uma abelha pode encontrar alimento num terraço, deslocando-se depois para um jardim próximo e continuando até outra varanda florida. Quanto mais destes pontos existirem, maior será a oportunidade de ligar espaços verdes que, de outra forma, permaneceriam isolados.</p><div class="texto-destacado">As varandas não podem substituir parques, jardins, campos ou áreas selvagens, mas podem complementar estes espaços e aumentar a disponibilidade de recursos.</div><p>Este conceito é particularmente importante em cidades onde as áreas naturais estão fragmentadas.</p><h2>Mais diversidade, mais oportunidades</h2><p>Juntamente com as malmequeres e a lavanda, <strong>a incorporação de diferentes espécies pode proporcionar flores com uma variedade de formas</strong>, cores e períodos de floração.</p><div class="texto-destacado">A diversidade vegetal é, sem dúvida, uma das melhores ferramentas para incentivar a presença de insetos em ambientes urbanos.<br></div><p> Plantas aromáticas como o <strong>alecrim, o tomilho e o manjericão também podem ser valiosas</strong> quando estão em flor. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/flores-nectar-y-vida-las-plantas-que-convierten-tu-balcon-en-un-refugio-para-abejas-y-otros-polinizadores-1787587713541.jpeg" data-image="9v3q858gpbwr" alt="Imagem 3" title="Imagem 3"><figcaption>Uma varanda repleta de biodiversidade, com plantas visualmente impressionantes que são ideais para os polinizadores.</figcaption></figure><p>Em vez de encher um terraço com uma única espécie ornamental, a combinação de várias plantas diferentes pode proporcionar recursos para mais meses do ano.</p><p>Também é uma boa ideia <strong>tornar algumas áreas um pouco menos "perfeitas"</strong>. Nem todas as folhas precisam de estar impecáveis, nem todas as flores murchas precisam de ser removidas imediatamente. Uma varanda concebida a pensar na biodiversidade pode ter um aspeto um pouco mais natural.</p><h2>Um pequeno gesto com um impacto coletivo</h2><p>Transformar um vaso de flores num local de alimentação para abelhas pode parecer um pequeno gesto, mas <strong>o efeito combinado de muitos espaços pequenos pode fazer a diferença</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769748" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-luta-pela-sobrevivencia-da-borboleta-que-depende-dos-incendios-para-sobreviver.html" title="A luta pela sobrevivência da borboleta que depende dos incêndios para sobreviver">A luta pela sobrevivência da borboleta que depende dos incêndios para sobreviver</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-luta-pela-sobrevivencia-da-borboleta-que-depende-dos-incendios-para-sobreviver.html" title="A luta pela sobrevivência da borboleta que depende dos incêndios para sobreviver"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-luta-pela-sobrevivencia-da-borboleta-bartram-s-scrub-hairstreak-que-dependem-dos-incendios-para-sobreviver-1779277023688_320.png" alt="A luta pela sobrevivência da borboleta que depende dos incêndios para sobreviver"></a></article></aside><p>Escolher malmequeres, lavanda e outras plantas com flor, reduzir o uso de pesticidas e manter as flores em diferentes alturas do ano pode<strong> transformar um espaço quotidiano num pequeno refúgio para a biodiversidade</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/flores-nectar-e-vida-as-plantas-que-transformam-a-sua-varanda-num-refugio-para-abelhas-e-outros-polinizadores.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vasos ao sol: porque é que a raiz coze antes de a planta secar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/vasos-ao-sol-porque-e-que-a-raiz-coze-antes-de-a-planta-secar.html</link><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 08:06:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Rega todos os dias, a terra até está húmida, e a planta continua a murchar. O que está a falhar não é a água, é a temperatura a que as raízes estão a viver dentro daquele vaso.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/vasos-ao-sol-porque-e-que-a-raiz-coze-antes-de-a-planta-secar-1787845646626.png" data-image="8mrx0u7cmbbw"><figcaption>Numa varanda, os vasos apanham sol de vários lados e aquecem muito mais do que a terra do chão.</figcaption></figure><p>Há uma frustração muito comum nas varandas em agosto. <strong>A planta murcha ao meio da tarde, rega-se logo a seguir, e no dia seguinte está pior</strong>. Rega-se outra vez, com mais água, e ao fim de uma semana está perdida.</p><p>A conclusão habitual é que faltou água. Na maioria dos casos sobrou, e o que faltou foi perceber que aquela raiz esteve a viver a temperaturas que nenhuma planta aguenta.</p><h2>No chão, a terra protege. No vaso, não</h2><p>Numa horta, a terra funciona como um amortecedor enorme. A superfície aquece com o sol, mas a poucos centímetros de profundidade a temperatura mantém-se muito mais estável, e é aí que estão as raízes.</p><p><strong>Um vaso não tem essa massa de terra a proteger</strong>. É um volume pequeno, com paredes finas expostas ao sol de todos os lados, e aquece por fora para dentro em vez de aquecer só de cima.</p><div class="texto-destacado"><strong>Stress radicular por calor</strong> <br><br>Acontece quando a temperatura dentro do vaso sobe acima do que as raízes toleram, tipicamente a partir dos 35 ºC. As raízes finas, que são as que absorvem água, param de funcionar e começam a morrer. A planta fica com água ao lado e sem capacidade de a ir buscar.</div><p>É este o motivo do paradoxo. A terra está molhada, o dedo confirma que está molhada, e a planta murcha na mesma. Não é falta de água, é <strong>falta de raízes capazes de a absorver</strong>.</p><h2>O material do vaso decide muito</h2><p>Nem todos os vasos aquecem da mesma maneira, e a diferença entre um e outro é maior do que se imagina. <strong>Na tabela abaixo,</strong> pode analisar as características dos diferentes tipos de vaso, como se comporta ao sol e se é ou não é adequado para o verão.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Tipo de vaso</p></th><th scope="col"><p>Como se comporta ao sol</p></th><th scope="col"><p>Adequado para o verão</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Plástico preto</p></td><td><p>Absorve muito calor e aquece depressa</p></td><td><p>O pior de todos</p></td></tr><tr><td><p>Plástico claro</p></td><td><p>Reflete parte da radiação</p></td><td><p>Aceitável</p></td></tr><tr><td><p>Barro sem esmalte</p></td><td><p>Perde calor por evaporação nas paredes</p></td><td><p>O melhor</p></td></tr><tr><td><p>Metal</p></td><td><p>Aquece muito e transmite calor de imediato</p></td><td><p>A evitar</p></td></tr><tr><td><p>Vaso grande</p></td><td><p>Muito volume de terra, aquece devagar</p></td><td><p>Bom</p></td></tr><tr><td><p>Vaso pequeno</p></td><td><p>Pouca terra, aquece e seca depressa</p></td><td><p>Arriscado</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Características principais dos principais tipos de vasos.Fonte: elaboração própria.</td></tr></tbody></table><p>O barro por cozer tem uma vantagem que raramente se explica. A água atravessa lentamente as paredes porosas e, ao evaporar à superfície, arrefece o vaso, tal como acontece num púcaro. Custa mais rega, mas <strong>mantém a raiz vários graus mais fresca</strong>.</p><p>Um vaso de plástico preto ao sol da tarde pode<strong> ultrapassar os 45 ºC </strong>lá dentro. Nenhuma raiz trabalha a essa temperatura.</p><h2>O que fazer, e é mais simples do que parece</h2><p>A solução não passa por regar mais. Passa por <strong>baixar a temperatura do vaso</strong>.</p><p>Encoste os vasos uns aos outros. Um conjunto junto faz sombra a si próprio e as laterais expostas passam de quatro para uma ou duas. É a <strong>medida mais barata de todas e nota-se logo</strong>.</p><p>Levante os vasos do chão, sobretudo se estiverem sobre pedra, cimento ou azulejo, que devolvem calor por baixo durante toda a tarde. Uns <strong>calços ou um estrado resolvem</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vasos-ao-sol-porque-e-que-a-raiz-coze-antes-de-a-planta-secar-1787845851281.png" data-image="6erlm65id3vd"><figcaption>Floreiras escuras assentes no chão, a combinação que mais aquece as raízes numa varanda de verão.</figcaption></figure><p><strong>Cubra a superfície da terra com uma camada fina de casca, palha ou argila expandida</strong>. Reduz a evaporação e evita que o sol bata diretamente no substrato.</p><p>E, se puder, use o truque do vaso duplo. Um vaso dentro de outro maior, com o espaço entre os dois preenchido com casca ou argila, cria uma<strong> camada isolante que faz uma diferença enorme nas horas de maior calor</strong>.</p><h2>O erro que agrava tudo</h2><p>Muita gente, ao ver a planta murcha ao meio da tarde, rega imediatamente com água abundante. É a <strong>pior altura possível</strong>.</p><p>Nessa hora o substrato está quente e o pouco de raiz que ainda funciona está sob pressão. <strong>Encharcar um vaso quente enche os espaços de ar com água</strong>, e uma raiz debilitada sem oxigénio apodrece em poucos dias. É assim que muita planta que ainda tinha salvação acaba por morrer.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776291" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/6-regras-para-proteger-as-plantas-em-vasos-do-calor-abrasador.html" title="6 regras para proteger as plantas em vasos do calor abrasador">6 regras para proteger as plantas em vasos do calor abrasador</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/6-regras-para-proteger-as-plantas-em-vasos-do-calor-abrasador.html" title="6 regras para proteger as plantas em vasos do calor abrasador"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/6-regole-per-proteggere-le-piante-in-vaso-dal-caldo-torrido-1781977642001_320.jpeg" alt="6 regras para proteger as plantas em vasos do calor abrasador"></a></article></aside><p><strong>Se a vir murcha à tarde, mova-a para a sombra e espere</strong>. Muitas recuperam sozinhas ao fim do dia, porque a murchidão das horas quentes é por vezes apenas um mecanismo de defesa temporário. Regue de manhã cedo, que é quando o substrato está mais fresco e a água aproveita.</p><p>Nas próximas semanas, olhe para dois valores na previsão da sua zona:<strong> a máxima e o índice UV</strong>. Se anunciarem máximas acima dos 32 ºC com índice UV elevado, como acontece com frequência em Évora ou em Faro, mude os vasos para um sítio com sol só de manhã. <strong>Vale mais uma planta com meio dia de sol do que uma planta com raiz cozida</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/vasos-ao-sol-porque-e-que-a-raiz-coze-antes-de-a-planta-secar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aït Ben Haddou: o tesouro de adobe no deserto que dá vida aos grandes mundos da Antiguidade]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ait-ben-haddou-o-tesouro-de-adobe-no-deserto-que-da-vida-aos-grandes-mundos-da-antiguidade.html</link><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 07:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Um impressionante complexo de edifícios protegido por altas muralhas, este povoado tradicional pré-saariano situa-se no coração do deserto marroquino e merece uma visita.</p><figure id="first-image"><a href="https://whc.unesco.org/en/list/444/gallery/" target="_blank"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ait-ben-haddou-el-tesoro-de-adobe-en-el-desierto-que-revive-los-grandes-mundos-de-la-antiguedad-1787187495249.jpg" data-image="tgg7jpg27w1b" alt="É uma das regiões mais extraordinárias de África, com paisagens incríveis. Imagem: UNESCO - Jean-Jacques Gelbart." title="É uma das regiões mais extraordinárias de África, com paisagens incríveis. Imagem: UNESCO - Jean-Jacques Gelbart."></a><figcaption>É uma das regiões mais extraordinárias de África, com paisagens incríveis. Imagem: UNESCO - Jean-Jacques Gelbart.</figcaption></figure><p>Este complexo único e belíssimo representa <strong>um dos mais impressionantes tesouros arquitetónicos do Norte de África</strong>. A sua arquitetura cativa os visitantes que viajam de todo o mundo para o ver.</p><p>Designada Património Mundial da UNESCO em 1987, esta notável aldeia fortificada está protegida por muros altos e perdura há séculos. Este é o <strong>Aït Ben Haddou, em Marrocos</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Esta antiga fortaleza representa um dos mais valiosos tesouros arquitectónicos do Norte de África.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Esta antiga fortaleza representa um dos mais belos tesouros arquitetónicos do Norte de África. Estrategicamente localizado no sopé da Cordilheira do Alto Atlas, o <strong>impressionante sítio resistiu à passagem dos séculos</strong>, com a sua arquitetura de terra a permanecer em grande parte intacta.</p><p>Situada a cerca de 190 quilómetros de Marraquexe, a vila é um destino popular para os turistas que exploram a região em redor da chamada "Cidade Vermelha". É também considerado<strong> um dos locais mais bonitos de Marrocos</strong> e um destino imperdível para os viajantes que exploram o deserto africano.</p><h2>Um destino popular para o turismo regional</h2><p>A arquitetura das estruturas conhecidas como "kasbahs", ou simplesmente "kasbah", apresenta<strong> complexos coroados por torres defensivas semelhantes às dos castelos medievais</strong>. Historicamente, eram grandes povoados berberes rodeados por muralhas concebidas para proteger as suas casas, palmeirais e plantações.</p><figure><a href="https://whc.unesco.org/en/list/444/" target="_blank"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ait-ben-haddou-el-tesoro-de-adobe-en-el-desierto-que-revive-los-grandes-mundos-de-la-antiguedad-1787187265041.jpg" data-image="ubt2y78he3to" alt="A cor singular das suas fachadas chama imediatamente a atenção. Imagem: UNESCO - Jean-Jacques Gelbart." title="A cor singular das suas fachadas chama imediatamente a atenção. Imagem: UNESCO - Jean-Jacques Gelbart."></a><figcaption>A cor singular das suas fachadas chama imediatamente a atenção. Imagem: UNESCO - Jean-Jacques Gelbart.</figcaption></figure><p>Formaram grandes comunidades comerciais e agrícolas com uma interpretação peculiar do Islão.<strong> Estas estruturas estão entre as mais bem preservadas de Marrocos</strong> e são das mais impressionantes do país.</p><p>Embora a data exata da sua construção seja desconhecida, trata-se claramente de um povoado muito antigo, <strong>protegido pelas autoridades desde 1953</strong>. Os visitantes podem admirar as suas construções enquanto aprendem mais sobre a sua história através das várias lendas associadas ao local.</p><h3>Cenário de inúmeras séries de TV e filmes</h3><p>Este impressionante Património Mundial serviu de cenário para inúmeras séries de televisão e filmes, incluindo grandes produções como <strong>Gladiador, Alexandre, Príncipe da Pérsia, A Última Tentação de Cristo, Jesus de Nazaré e A Guerra dos Tronos</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Este impressionante Património Mundial serviu de cenário a inúmeras séries televisivas e filmes, incluindo diversas produções importantes e de grande sucesso comercial.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Além de estar rodeada por muralhas, <strong>a casbá possui duas portas que controlam o acesso à aldeia</strong>. A sua planta divide-se em duas áreas: uma secção pública que alberga a mesquita, a escola corânica e a praça pública, e uma secção privada onde se encontram as residências das famílias nobres, com os seus detalhes decorativos.</p><h2>Visitar o Aït Ben Haddou é uma experiência única</h2><p>Este destino marroquino é também <strong>conhecido pelo seu artesanato, lojas e oficinas</strong>. Os visitantes podem comprar produtos regionais tradicionais, como joias, cerâmica, têxteis e tapetes. Percorrer as suas ruas revela inúmeros detalhes esculpidos e arquitetónicos, varandas com treliças de madeira e portas ricamente ornamentadas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="754634" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-cidade-mais-bonita-do-norte-de-marrocos-tem-paredes-e-portas-azuis-onde-fica-o-que-ver-e-como-la-chegar.html" title="A cidade mais bonita do norte de Marrocos tem paredes e portas azuis: onde fica, o que ver e como lá chegar">A cidade mais bonita do norte de Marrocos tem paredes e portas azuis: onde fica, o que ver e como lá chegar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-cidade-mais-bonita-do-norte-de-marrocos-tem-paredes-e-portas-azuis-onde-fica-o-que-ver-e-como-la-chegar.html" title="A cidade mais bonita do norte de Marrocos tem paredes e portas azuis: onde fica, o que ver e como lá chegar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-cidade-mais-bonita-do-norte-de-marrocos-tem-paredes-e-portas-azuis-onde-fica-o-que-ver-e-como-la-chegar-1771345856306_320.jpg" alt="A cidade mais bonita do norte de Marrocos tem paredes e portas azuis: onde fica, o que ver e como lá chegar"></a></article></aside><p>Os <strong>viajantes podem explorar a região por conta própria ou contratar uma agência de turismo</strong> com guias especializados. Caso optem por contratar um guia, é importante combinar o preço antes do início do passeio. A gastronomia local é variada, existindo também opções de comida internacional.</p><p>Os visitantes<strong> podem também comprar especiarias e produtos alimentares locais</strong>, como figos secos, tâmaras, óleo de argão e tajine, o popular prato marroquino. A negociação é uma prática comum na cultura marroquina quando se faz compras em lojas e mercados.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ait-ben-haddou-o-tesouro-de-adobe-no-deserto-que-da-vida-aos-grandes-mundos-da-antiguidade.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temperaturas poderão alcançar os 38 ºC em breve: eis as zonas mais quentes do país entre os dias 2 e 4 de setembro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-poderao-alcancar-os-38-c-em-breve-eis-as-zonas-mais-quentes-do-pais-entre-os-dias-2-e-4-de-setembro.html</link><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 06:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os termómetros voltarão a subir a partir do dia 2 de setembro e podem alcançar os 38 ºC em alguns pontos do interior.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb26fcq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb26fcq.jpg" id="xb26fcq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As temperaturas máximas em Portugal Continental subiram, mas ainda assim <strong>mantêm-se abaixo da média</strong>, de acordo com os nossos mapas de anomalia térmica. Para hoje, domingo, esperam-se valores compreendidos entre os 21 ºC em Viana do Castelo e os 31 ºC em Beja.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Desta forma, o Baixo Alentejo, o Algarve e alguns locais dos distritos de Lisboa e Setúbal deverão ser as únicas zonas do país a <strong>registar anomalias térmicas nulas ou ligeiramente positivas</strong>, o restante território deverá manter valores abaixo da normal climatológica de referência.</p><h2>Entre quarta e sexta-feira o calor poderá instalar-se em boa parte do país</h2><p>Ainda que entre segunda e terça-feira se denote uma ligeira subida das temperaturas ao longo da faixa interior, deverá ser a partir de quarta-feira que se sentirá uma subida mais acentuada, especialmente no Norte do país. Para esse dia, esperam-se entre os 21 ºC em Aveiro e os 33 ºC em Évora e Beja. Com esta subida,<strong> as anomalias térmicas positivas, ou valores acima da média, voltam a cobrir uma boa parte do território</strong>, com exceção de algumas localidades do litoral entre o Porto e Leiria e alguns pontos do Algarve, especialmente no Barlavento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-poderao-alcancar-os-38-c-em-breve-eis-as-zonas-mais-quentes-do-pais-entre-os-dias-2-e-4-de-setembro-1788026217694.jpg" data-image="jdlj6po11nk7" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Os termómetros poderão voltar a aproximar-se dos 40 ºC já na próxima quinta-feira, dia 3 de setembro.</figcaption></figure><p><strong>Quinta-feira poderá ser um dos dias mais quentes da semana</strong>, com valores máximos esperados entre os 22 ºC em Viana do Castelo e Aveiro e os 36 ºC em Beja. <strong>Destaque para o Vale do Douro</strong> que, como podemos observar no mapa acima, <strong>poderá registar até 38 ºC</strong>, assim como alguns pontos da Beira Baixa, fazendo destas regiões as mais quentes do país nesse dia, caso esta previsão se mantenha.</p><p>Algumas zonas do Ribatejo poderão contar com temperaturas máximas até 37 ºC e o Baixo Alentejo deverá registar até 36 ºC. De acordo com a mais recente atualização do nosso modelo de referência, ECMWF, o mapa de anomalia térmica indica <strong>valores de até 8 ºC acima da média, para o Nordeste Transmontano</strong>.</p><h2>No sábado, as temperaturas podem voltar a descer</h2><p>Ainda que na sexta-feira as temperaturas se devam manter idênticas ou até mesmo ligeiramente superiores às de quinta-feira, principalmente no interior do país, <strong>é expectável que no sábado os termómetros voltem a baixar</strong>. Segundo o mapa de temperatura para o dia 5 de setembro, é esperada uma descida significativa e generalizada dos valores, devendo o Vale do Douro manter valores acima de 30 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786070" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-8-c-acima-da-media-as-temperaturas-poderao-subir-de-forma-acentuada-a-partir-do-dia-2-de-setembro.html" title="Até 8 ºC acima da média: as temperaturas poderão subir de forma acentuada a partir do dia 2 de setembro">Até 8 ºC acima da média: as temperaturas poderão subir de forma acentuada a partir do dia 2 de setembro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-8-c-acima-da-media-as-temperaturas-poderao-subir-de-forma-acentuada-a-partir-do-dia-2-de-setembro.html" title="Até 8 ºC acima da média: as temperaturas poderão subir de forma acentuada a partir do dia 2 de setembro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/subida-dos-termometros-ate-5-c-entre-terca-e-quarta-feira-2-de-setembro-eis-as-cidades-potencialmente-mais-quentes-1787957566957_320.jpg" alt="Até 8 ºC acima da média: as temperaturas poderão subir de forma acentuada a partir do dia 2 de setembro"></a></article></aside><p>No domingo esta tendência de valores mais contidos poderá manter-se, no entanto, <strong>na segunda-feira, dia 7 de setembro, poderá haver uma nova subida térmica</strong>, especialmente no Sul e faixa interior do país.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-poderao-alcancar-os-38-c-em-breve-eis-as-zonas-mais-quentes-do-pais-entre-os-dias-2-e-4-de-setembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Há uma nova praia fluvial a nascer em Braga e já tem data prevista para receber banhistas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ha-uma-nova-praia-fluvial-a-nascer-em-braga-e-ja-tem-data-prevista-para-receber-banhistas.html</link><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 05:05:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A futura praia fluvial de Navarra deverá abrir em 2027 e será a quinta zona balnear do concelho, junto ao rio Cávado.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-ha-uma-nova-praia-fluvial-a-nascer-em-braga-e-ja-tem-data-prevista-para-receber-banhistas-1784835145307.jpg" data-image="ns1x7jawqjr3" alt="Navarra" title="Navarra"><figcaption>Braga vai ganhar mais um lugar para mergulhar no próximo verão. Foto: CM Braga</figcaption></figure><p>Portugal vai investir 1 milhão de euros numa nova praia fluvial. É verdade, em breve os bracarenses vão ter mais um local onde estender a toalha. </p><div class="texto-destacado">Do que é que estamos a falar? Da futura Praia Fluvial de Navarra, que deverá ficar concluída a tempo da próxima época balnear. </div><p>O investimento foi anunciado pela Câmara Municipal de Braga durante a cerimónia de abertura da época balnear deste ano nas praias fluviais do município. Durante o evento, o presidente da Câmara, João Rodrigues, afirmou que o <strong>empreendimento de Navarra</strong> faz parte de um programa contínuo destinado a melhorar as zonas ribeirinhas de Braga, aumentando simultaneamente o número de locais de banho reconhecidos de quatro para cinco.</p><p>Desta forma, a zona de Navarra juntar-se-á a Adaúfe, Cavadinho, Merelim São Paio e Ponte do Bico.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771785" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-app-gratuita-revela-mais-de-150-praias-fluviais-secretas-em-portugal.html" title="Esta app gratuita revela mais de 150 praias fluviais secretas em Portugal">Esta app gratuita revela mais de 150 praias fluviais secretas em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-app-gratuita-revela-mais-de-150-praias-fluviais-secretas-em-portugal.html" title="Esta app gratuita revela mais de 150 praias fluviais secretas em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esta-app-gratuita-revela-mais-de-150-praias-fluviais-secretas-em-portugal-1780327455686_320.jpg" alt="Esta app gratuita revela mais de 150 praias fluviais secretas em Portugal"></a></article></aside><p>“<strong>Temos quatro praias e queremos chegar à quinta</strong>. Está em curso um investimento de cerca de um milhão de euros na Praia Fluvial de Navarra e continuamos a apostar na valorização da frente ribeirinha”, afirmou João Rodrigues.</p><p>“Entre estas, Adaúfe e Ponte do Bico receberam a prestigiada certificação Bandeira Azul, que reconhece elevados padrões de qualidade da água, segurança e gestão ambiental, enquanto Merelim São Paio detém também a designação de Praia Acessível de Portugal, refletindo a existência de instalações concebidas para visitantes com mobilidade reduzida”, lê-se no <em>site</em> ‘The Portugal News’.</p><h2>As praias fluviais continuam a conquistar portugueses</h2><p>Esta aposta justifica-se pelo <strong>aumento da procura por zonas balneares no interior</strong>. Afinal, há cada vez mais pessoas à procura de alternativas às praias lotadas na costa atlântica do país. </p><p>“As praias fluviais tornaram-se particularmente populares em todo o norte de Portugal, onde os locais de banho em água doce se situam frequentemente em paisagens naturais protegidas e perto de centros urbanos”, escreve o mesmo <em>site</em>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-ha-uma-nova-praia-fluvial-a-nascer-em-braga-e-ja-tem-data-prevista-para-receber-banhistas-1784835452143.jpg" data-image="0d0b5mixmm6c" alt="Praia Fluvial de Navarra" title="Praia Fluvial de Navarra"><figcaption>Uma nova aposta na região. Foto: CM Braga</figcaption></figure><p>Segundo o vice-presidente da Câmara, Altino Bessa, a autarquia espera que as praias fluviais existentes no município <strong>atraiam mais de 200 000 visitantes</strong> durante a atual época balnear. De forma a dar resposta a essa procura, as autoridades locais aumentaram o investimento na manutenção, nos serviços de nadadores-salvadores, nas melhorias de acessibilidade e nas infraestruturas públicas.</p><p>“Temos investido na manutenção, na segurança e nas infraestruturas porque queremos que as pessoas encontrem aqui as melhores condições e possam usufruir destes espaços em segurança”, destacou o responsável.</p><p>Este investimento já não é novidade. Nos últimos anos, Braga tem vindo a <strong>investir fortemente na regeneração dos seus corredores ribeirinhos</strong>. O objetivo? Melhorar a qualidade de vida e promover o turismo sustentável.</p><h2>O que vai mudar na nova zona balnear?</h2><p>Embora os detalhes finais ainda não tenham sido totalmente apresentados, a intervenção prevê a <strong>requalificação da área envolvente</strong>, com novos acessos pedonais, espaços verdes, zonas de estadia e melhorias ambientais que permitam conciliar o uso recreativo com a preservação do ecossistema ribeirinho. </p><div class="texto-destacado">A ideia é criar uma praia fluvial devidamente infraestruturada e apta para banhos durante a época balnear.</div><p>“Em Navarra, prevê-se que a iniciativa inclua áreas de lazer ajardinadas, melhorias no acesso pedonal, modernização das instalações ribeirinhas e melhorias ambientais destinadas a preservar o ecossistema circundante, tornando simultaneamente o local adequado para banhos supervisionados”, avança o ‘The Portugal News’.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="724551" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-melhor-praia-fluvial-da-europa-e-portuguesa-ja-a-conhece.html" title="A melhor praia fluvial da Europa é portuguesa. Já a conhece?">A melhor praia fluvial da Europa é portuguesa. Já a conhece?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-melhor-praia-fluvial-da-europa-e-portuguesa-ja-a-conhece.html" title="A melhor praia fluvial da Europa é portuguesa. Já a conhece?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-melhor-praia-fluvial-da-europa-e-portuguesa-ja-a-conhece-1755154867057_320.jpg" alt="A melhor praia fluvial da Europa é portuguesa. Já a conhece?"></a></article></aside><p> Se o calendário previsto for cumprido, a Praia Fluvial de Navarra receberá os primeiros banhistas no<strong> verão de 2027</strong>. Desta forma, reforçar-se-á a posição de Braga como “um dos principais destinos do norte de Portugal para atividades de lazer ao ar livre no interior”.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="The%20Portugal%20News" data-year="2026" data-title="Portugal%20vai%20investir%201%20milh%C3%A3o%20de%20euros%20numa%20nova%20praia%20fluvial%20para%20atividades%20de%20lazer%20de%20ver%C3%A3o%20em%20Braga" data-url="https%3A%2F%2Fwww.theportugalnews.com%2Fpt%2Fnoticias%2F2026-07-14%2Fportugal-vai-investir-1-milhao-numa-nova-praia-fluvial-para-atividades-de-lazer-de-verao-em-braga%2F1055373">The Portugal News. (2026). <a href="https://www.theportugalnews.com/pt/noticias/2026-07-14/portugal-vai-investir-1-milhao-numa-nova-praia-fluvial-para-atividades-de-lazer-de-verao-em-braga/1055373" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Portugal vai investir 1 milhão de euros numa nova praia fluvial para atividades de lazer de verão em Braga</a>.</cite><br><cite data-author="Jornal%20de%20Not%C3%ADcias%2C%20Reis%20Costa%2C%20R" data-year="2026" data-title="Braga%20vai%20ter%20uma%20nova%20praia%20fluvial%20em%20Navarra" data-url="https%3A%2F%2Fwww.jn.pt%2Fpais%2Fartigo%2Fbraga-vai-ter-uma-nova-praia-fluvial-em-navarra%2F18101091">Jornal de Notícias, Reis Costa, R. (2026). <a href="https://www.jn.pt/pais/artigo/braga-vai-ter-uma-nova-praia-fluvial-em-navarra/18101091" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Braga vai ter uma nova praia fluvial em Navarra</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Santos%20D" data-year="2026" data-title="Braga%20vai%20ganhar%20uma%20nova%20praia%20fluvial.%20Dever%C3%A1%20ser%20inaugurada%20na%20pr%C3%B3xima%20%C3%A9poca%20balnear" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fna-cidade%2Fbraga-vai-ganhar-uma-nova-praia-fluvial-deve-ser-inaugurada-ja-na-proxima-epoca-balnear">NiT, Santos D. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/braga-vai-ganhar-uma-nova-praia-fluvial-deve-ser-inaugurada-ja-na-proxima-epoca-balnear" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Braga vai ganhar uma nova praia fluvial. Deverá ser inaugurada na próxima época balnear</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ha-uma-nova-praia-fluvial-a-nascer-em-braga-e-ja-tem-data-prevista-para-receber-banhistas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 8 ºC acima da média: as temperaturas poderão subir de forma acentuada a partir do dia 2 de setembro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-8-c-acima-da-media-as-temperaturas-poderao-subir-de-forma-acentuada-a-partir-do-dia-2-de-setembro.html</link><pubDate>Sat, 29 Aug 2026 12:02:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois do afastamento da massa de ar polar que contribuiu para a descida das temperaturas, estas encontram-se amenas e assim devem permanecer nos próximos dias. No entanto, pode haver uma mudança no arranque do mês de setembro.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb1uv22"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb1uv22.jpg" id="xb1uv22"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As temperaturas subiram ligeiramente, ainda que esta subida esteja a ser sentida com maior expressão ao longo da faixa interior e no Sul do país. Ainda assim, as <strong>anomalias térmicas indicam valores abaixo da média </strong>em praticamente toda a geografia continental.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Estas anomalias negativas deverão manter-se nos próximos dias, no entanto, há <strong>mudança à vista para o arranque do mês de setembro</strong>.</p><h2>Temperaturas máximas sobem em todo o país a partir do dia 2 de setembro</h2><p>O <strong>mês de setembro arrancará com temperaturas abaixo da média em todo o país</strong>, com exceção de alguns pontos nos distritos de Faro, Lisboa, Setúbal e Bragança, onde os valores poderão ser até 5 ºC acima da média (no Algarve) e até 2 ºC nos restantes locais referidos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/subida-dos-termometros-ate-5-c-entre-terca-e-quarta-feira-2-de-setembro-eis-as-cidades-potencialmente-mais-quentes-1787957566957.jpg" data-image="zm252tae4ifr" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>As anomalias térmicas positivas deverão regressar a praticamente toda a geografia, a partir do dia 2 de setembro, de acordo com a mais recente atualização do nosso modelo de confiança, ECMWF.</figcaption></figure><p>Todavia, <strong>este cenário muda logo no segundo dia do mês</strong>, quarta-feira, onde algumas capitais de distrito poderão registar uma subida das temperaturas máximas de até 5 ºC, face ao dia anterior, terça-feira.</p><p>Para esse dia esperam-se valores <strong>máximos compreendidos entre os 22 ºC em Viana do Castelo e Aveiro e os 34 ºC em Évora e Beja</strong>. A nível local, vários pontos da faixa interior poderão registar máximas até 35 ºC. Com isto, as <strong>anomalias térmicas positivas voltam a surgir </strong>em boa parte do continente português, com valores até 5 ºC acima da média na área entre Lisboa e Setúbal.</p><h2>Anomalias térmicas intensificam-se no dia 3 de setembro</h2><p>O mapa acima mostra-nos a atual previsão do ECMWF acerca das anomalias térmicas previstas. Neste caso, <strong>todo o país, à exceção de alguns pontos do Algarve (a azul), contará com anomalias positivas</strong>, indicando valores acima da média, de acordo com a normal climatológica de referência.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785973" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c.html" title="Tempo nos primeiros dias de setembro: anticiclone “reaparece”, calor ganha força e máximas podem superar os 35 ºC">Tempo nos primeiros dias de setembro: anticiclone “reaparece”, calor ganha força e máximas podem superar os 35 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c.html" title="Tempo nos primeiros dias de setembro: anticiclone “reaparece”, calor ganha força e máximas podem superar os 35 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c-1787919923846_320.jpg" alt="Tempo nos primeiros dias de setembro: anticiclone “reaparece”, calor ganha força e máximas podem superar os 35 ºC"></a></article></aside><p>Para esse dia, 3 de setembro, esperam-se<strong> temperaturas máximas entre os 25 ºC em Viana do Castelo e os 38 ºC em Évora e Beja</strong>. No Alentejo, alguns locais podem alcançar os 40 ºC. Para além de Viana do Castelo, <strong>apenas as cidades do Porto e Aveiro</strong> deverão registar valores inferiores a 30 ºC.</p><p>Com base nestes valores, <strong>o nosso mapa de anomalia indica valores de até 8 ºC acima da média</strong> em vários pontos do país. Esta tendência de temperaturas mais elevadas deverá manter-se na sexta-feira, ainda que a partir de sábado, dia 5, se espere uma descida generalizada das mesmas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-8-c-acima-da-media-as-temperaturas-poderao-subir-de-forma-acentuada-a-partir-do-dia-2-de-setembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A natureza contra a tecnologia: os fenómenos que estão a travar as centrais europeias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-natureza-contra-a-tecnologia-os-fenomenos-que-estao-a-travar-as-centrais-europeias.html</link><pubDate>Sat, 29 Aug 2026 11:06:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O calor extremo, a seca e a proliferação de medusas estão a obrigar as centrais nucleares europeias a reduzir ou a interromper a sua produção, revelando vulnerabilidades inesperadas. Fique a saber mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-natureza-contra-a-tecnologia-os-fenomenos-que-estao-a-travar-as-centrais-europeias-1787476896604.jpg" data-image="jzh5bef87w60" alt="Medusas" title="Medusas"><figcaption>Milhões de medusas podem bloquear os sistemas de captação de água e obrigar uma central nuclear a reduzir ou interromper temporariamente a produção.</figcaption></figure><p>O verão de 2026 está a revelar uma <strong>vulnerabilidade inesperada do sistema energético europeu</strong>.</p><p>As <strong>temperaturas extremas, a escassez de água e fenómenos biológicos invulgares</strong> estão a obrigar algumas das maiores infraestruturas de produção elétrica do continente europeu a reduzir potência ou a interromper temporariamente a atividade.</p><p>De acordo com o jornal online <em>El Mundo</em>, <strong>o caso mais emblemático aconteceu em França, na central nuclear de Gravelines</strong>, situada junto ao Canal da Mancha, entre Calais e Dunquerque.</p><p>A maior central nuclear da Europa Ocidental voltou a enfrentar dificuldades pelo segundo ano consecutivo, mostrando assim como as <strong>alterações das condições ambientais podem interferir diretamente no funcionamento de instalações concebidas para operar durante décadas</strong>.</p><h2>Quando o calor impede uma central de arrefecer</h2><p>Uma central nuclear <strong>necessita de retirar continuamente grandes quantidades de calor</strong>. Nas instalações costeiras, como Gravelines, a água do mar desempenha um papel essencial neste processo.</p><p>Durante uma vaga de calor, porém, a temperatura da água aumenta. <strong>Quando a água captada já chega mais quente à central, a eficiência da transferência de calor diminui </strong>e o rendimento termodinâmico da instalação pode cair.</p><div class="texto-destacado"><strong style="letter-spacing: 0.03em;">“A natureza também interfere, de forma involuntária, nas grandes infraestruturas energéticas e de comunicações.”</strong> De acordo com o El Mundo<strong style="letter-spacing: 0.03em;"></strong></div><p>Existe ainda uma limitação ambiental. <strong>Depois de utilizada, a água regressa ao meio natural mais quente</strong>. Se a temperatura ultrapassar determinados limites, a descarga pode prejudicar os peixes e outros organismos marinhos.</p><p>Para cumprir as regras ambientais, os operadores podem ser obrigados a reduzir a potência ou desligar reatores.<br>É uma situação paradoxal pois <strong>quanto maior é a necessidade de eletricidade para alimentar sistemas de ar condicionado, mais difícil se pode tornar produzir eletricidade em determinadas centrais.</strong></p><p>Uma das soluções possíveis passa por <strong>sistemas de refrigeração em circuito fechado</strong>, associados a torres de arrefecimento mais eficientes. No entanto, adaptar instalações existentes é uma operação complexa e dispendiosa.</p><h2>Milhões de medusas contra uma central nuclear</h2><p>A temperatura não é o único problema que chega através da água.<br><strong>As medusas transformaram-se num dos obstáculos mais insólitos enfrentados por Gravelines</strong>. Grandes concentrações destes animais podem ser arrastadas pelas correntes, marés e vento até às estruturas que captam água do mar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="724668" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/central-nuclear-francesa-foi-encerrada-esta-semana-devido-a-uma-invasao-de-alforrecas-poderao-provocar-um-acidente.html" title="Central nuclear francesa foi encerrada esta semana devido a uma invasão de alforrecas: poderão provocar um acidente?">Central nuclear francesa foi encerrada esta semana devido a uma invasão de alforrecas: poderão provocar um acidente?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/central-nuclear-francesa-foi-encerrada-esta-semana-devido-a-uma-invasao-de-alforrecas-poderao-provocar-um-acidente.html" title="Central nuclear francesa foi encerrada esta semana devido a uma invasão de alforrecas: poderão provocar um acidente?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/centrale-de-gravelines-a-l-arret-dans-le-nord-des-meduses-peuvent-elles-provoquer-un-accident-nucleaire-plage-temperature-eau-climat-risque-1754998092953_320.jpeg" alt="Central nuclear francesa foi encerrada esta semana devido a uma invasão de alforrecas: poderão provocar um acidente?"></a></article></aside><p>As centrais costeiras necessitam de captar enormes volumes de água. Para impedir a entrada de organismos, existem grades, filtros e tambores rotativos. Mas <strong>uma verdadeira “maré” de medusas pode ultrapassar a capacidade destes sistemas</strong>.</p><p>Os animais <strong>acumulam-se nas superfícies filtrantes e dificultam a passagem da água</strong>. Quando o caudal diminui, os sistemas de proteção podem desencadear a redução da potência ou a paragem dos reatores. O fenómeno voltou a ocorrer em 2026, depois de um episódio semelhante no ano anterior.</p><p>A situação obrigou a <strong>reforçar a vigilância junto às tomadas de água</strong>. Entre as estratégias utilizadas estão sistemas de monitorização, câmaras submersíveis e o acompanhamento das concentrações de medusas para permitir aos operadores antecipar a chegada dos organismos e adaptar o funcionamento da central.</p><h2>O outro problema: os rios que estão a desaparecer</h2><p>Enquanto na costa o <strong>excesso de calor e as medusas dificultam o funcionamento das centrais, no interior da Europa o problema pode ser exatamente o contrário, a </strong><strong>falta de água</strong>.</p><p>O <strong>baixo caudal do Danúbio tornou-se uma preocupação </strong>para instalações nucleares que dependem do rio para a refrigeração. <strong>Na Roménia, a central de Cernavodă enfrenta limitações </strong>quando o nível do Danúbio desce demasiado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783031" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/rio-danubio-atinge-minimos-historicos-uma-usina-nuclear-entra-em-crise-e-um-jovem-mamute-emerge-das-aguas.html" title="Rio Danúbio atinge mínimos históricos: uma central nuclear entra em crise e um jovem mamute emerge das águas">Rio Danúbio atinge mínimos históricos: uma central nuclear entra em crise e um jovem mamute emerge das águas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/rio-danubio-atinge-minimos-historicos-uma-usina-nuclear-entra-em-crise-e-um-jovem-mamute-emerge-das-aguas.html" title="Rio Danúbio atinge mínimos históricos: uma central nuclear entra em crise e um jovem mamute emerge das águas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/danubio-ai-minimi-storici-la-centrale-nucleare-ungherese-va-in-crisi-e-dalle-secche-riemerge-un-giovane-mammut-1785952374984_320.jpg" alt="Rio Danúbio atinge mínimos históricos: uma central nuclear entra em crise e um jovem mamute emerge das águas"></a></article></aside><p>Na Hungria, <strong>a central de Paks também depende das condições do rio para dissipar o calor produzido pelos seus reatores</strong>. Quando a água disponível diminui ou a sua temperatura aumenta demasiado, os operadores têm menos margem para garantir uma refrigeração adequada.</p><p>As alterações climáticas colocam assim um desafio duplo à energia nuclear, <strong>rios mais quentes e com menor caudal e mares cada vez mais quentes podem reduzir a disponibilidade de centrais que dependem diretamente destes recursos.</strong></p><h2>Quando os animais interferem na tecnologia</h2><p>As medusas estão longe de ser os únicos animais capazes de perturbar infraestruturas humanas. Nos Estados Unidos, <strong>os esquilos são conhecidos por provocar avarias em redes elétricas</strong> ao entrarem em equipamentos ou roerem cabos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-natureza-contra-a-tecnologia-os-fenomenos-que-estao-a-travar-as-centrais-europeias-1787476923050.jpg" data-image="i49pjfqqux5j" alt="Cental de Gravelines" title="Cental de Gravelines"><figcaption>A central nuclear de Gravelines, em França, enfrenta os efeitos combinados do calor extremo e das enormes concentrações de medusas nas águas do Canal da Mancha. Fonte: Wikimedia Commons</figcaption></figure><p><strong>Guaxinins também já provocaram interrupções de energia </strong>ao conseguirem aceder a subestações. Até os <strong>corvos podem causar problemas altamente sofisticados</strong>. No observatório LIGO, dedicado à deteção de ondas gravitacionais, <strong>aves chegaram a interferir com equipamentos extremamente sensíveis</strong>, demonstrando como pequenas vibrações podem ser relevantes quando se trabalha com medições de enorme precisão.</p><p>Nas infraestruturas subterrâneas, <strong>ratos e outros roedores podem danificar cabos e canalizações</strong>. E, no fundo dos oceanos, os cabos submarinos enfrentam outro tipo de desafio, <strong>organismos marinhos podem interagir com estruturas elétricas</strong>, obrigando os operadores a desenvolver sistemas de proteção cada vez mais resistentes.</p><h2>Uma nova realidade para a infraestrutura energética</h2><p>O que acontece em Gravelines e noutras instalações europeias mostra que <strong>a segurança energética não depende apenas da capacidade instalada ou da quantidade de combustível disponível</strong>.</p><p>Depende também de algo muito mais difícil de controlar, <strong>o ambiente onde as infraestruturas estão inseridas</strong>. Ondas de calor, secas, rios com caudais reduzidos, oceanos mais quentes e alterações nos ecossistemas podem transformar fenómenos naturais em problemas industriais.</p><p>A tecnologia consegue construir barreiras, filtros, sistemas de monitorização e mecanismos de segurança. Porém <strong>não consegue impedir que uma corrente marítima transporte milhões de medusas</strong>, que um rio diminua de caudal ou que um animal encontre um caminho inesperado até uma instalação elétrica.</p><p>O desafio para as próximas décadas será, por isso, <strong>adaptar as grandes infraestruturas a um planeta onde os extremos ambientais estão a tornar-se uma preocupação cada vez mais importante</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-natureza-contra-a-tecnologia-os-fenomenos-que-estao-a-travar-as-centrais-europeias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como utilizar a água da cozedura dos legumes para fazer florescer o seu limoeiro e acelerar o seu crescimento]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-utilizar-a-agua-da-cozedura-dos-legumes-para-fazer-florescer-o-seu-limoeiro-e-acelerar-o-seu-crescimento.html</link><pubDate>Sat, 29 Aug 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A água da fervura dos legumes pode ter uma segunda vida no jardim: descubra como pode utilizá-la para fornecer nutrientes ao limoeiro e estimular o seu crescimento.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-usar-el-agua-de-hervir-verduras-para-hacer-florecer-tu-limonero-y-acelerar-su-crecimiento-1787847081094.jpeg" data-image="gp1qmonmmaga" alt="Imagem 1" title="Imagem 1"><figcaption>A água que sobra da cozedura dos legumes pode ser reutilizada para melhorar a floração do seu limoeiro.</figcaption></figure><p>A água utilizada em muitas casas para cozinhar legumes pode ser um <strong>recurso valioso para o cuidado das plantas</strong>. Em vez de a descartar após a cozedura, pode reutilizá-la para regar certas plantas, incluindo limoeiros. </p><p>No entanto, <strong>deve ser feito de forma correta </strong>e, embora não seja um fertilizante milagroso, pode fornecer pequenas quantidades de minerais e matéria orgânica solúvel que complementam a fertilização habitual.</p><h2>O que contém a água utilizada para cozinhar os legumes?</h2><p>Ao cozermos vegetais em água, alguns dos compostos hidrossolúveis que contêm passam para o líquido. <strong>Estes podem incluir pequenas quantidades de minerais como o potássio, cálcio e magnésio</strong>, embora a concentração dependa da quantidade e do tipo de vegetais utilizados.</p><p>O <strong>potássio é especialmente importante </strong>durante as fases de floração e frutificação, enquanto outros nutrientes estão envolvidos no desenvolvimento geral da planta. </p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">mi rincón favorito del huerto, bajo el limonero, una mesa vieja y una mecedora más vieja todavía, pero donde soy más feliz que una perdiz <a href="https://t.co/xzB3BkGekN">pic.twitter.com/xzB3BkGekN</a></p>— 𑁍ࠬ enma k ༻️ (@decamaraypluma) <a href="https://x.com/decamaraypluma/status/1813293365041197492?ref_src=twsrc%5Etfw">July 16, 2024</a></blockquote></figure><p>No entanto, <strong>a água da cozedura não contém necessariamente todos os elementos que um citrino</strong>, como o limão neste caso, necessita, pelo que nunca deve substituir um fertilizante específico.</p><h2>Como preparar a água para o limoeiro?</h2><p>O primeiro requisito é que a<strong> água utilizada seja completamente limpa</strong>, pois não deve conter sal, óleo, vinagre, especiarias, molhos ou outros ingredientes de cozinha, uma vez que estes podem prejudicar as raízes e alterar as propriedades do solo.</p><div class="texto-destacado">O ideal é que os legumes sejam cozidos apenas em água e, após a cozedura, o líquido deve arrefecer completamente. </div><p>O ideal é <strong>utilizar a água em breve e evitar armazená-la durante vários dias</strong>, pois pode provocar a fermentação ou o desenvolvimento de microrganismos indesejáveis. Depois de arrefecida, pode ser utilizada diretamente para regar o solo em redor do limoeiro.</p><h2>Com que frequência pode ser utilizado?</h2><p><strong>Não é aconselhável que este seja o único método de fertilização da árvore</strong>. Pode ser utilizado ocasionalmente, por exemplo, a cada duas ou três semanas durante a estação de crescimento, observando sempre a resposta da planta.</p><p>Além disso, é preferível alternar esta rega com água normal. <strong>O limoeiro necessita de um equilíbrio adequado de humidade e nutrientes</strong>, e o excesso de certos minerais também pode ser prejudicial.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Mi limonero en maceta tiene un limón y yo estoy emocionada y muriendo de amor. <br>Y ya, ese es todo el tuit. <a href="https://t.co/18Keb2zPMo">pic.twitter.com/18Keb2zPMo</a></p>— Virus de la madrugada (@SinrazonOdiosa) <a href="https://x.com/SinrazonOdiosa/status/2092444861790097880?ref_src=twsrc%5Etfw">August 26, 2026</a></blockquote></figure><p><strong> </strong><strong>É necessário ainda mais cuidado ao cultivar árvores em vasos</strong>, pois o volume do substrato é reduzido e os sais podem acumular-se mais facilmente. </p><h2>Incentive a floração do limoeiro</h2><p>Se o objetivo é obter mais flores, <strong>a água da cozedura deve ser vista como um complemento, e não como a chave para a floração</strong>. Um limoeiro necessita de luz solar suficiente, rega equilibrada, temperaturas adequadas e nutrição completa.</p><p>Durante a primavera e o período de maior atividade vegetativa, <strong>um fertilizante específico para citrinos pode fornecer nutrientes essenciais</strong> como o azoto, o fósforo, o potássio e os micronutrientes. A rega com água para hortícolas pode ser ocasionalmente incorporada nesta rotina, mas não deve substituí-la.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-usar-el-agua-de-hervir-verduras-para-hacer-florecer-tu-limonero-y-acelerar-su-crecimiento-1787847343210.jpeg" data-image="ek5zfvpqearn" alt="Imagem 2" title="Imagem 2"><figcaption>A sua árvore de limão pode melhorar o seu crescimento e floração graças à água descartada após a cozedura dos vegetais.</figcaption></figure><p> Também é importante <strong>evitar o excesso de azoto</strong>. Embora promova o crescimento das folhas e dos rebentos, o excesso pode levar a uma vegetação demasiado vigorosa em detrimento da floração e frutificação. </p><h2>Um truque simples, sem qualquer milagre científico envolvido</h2><p>Utilizar a água da cozedura dos legumes para regar o limoeiro é, acima de tudo, uma forma de reutilizar um recurso doméstico e<strong> devolver alguns dos nutrientes que este contém ao solo</strong>. </p><p>Pode ser <strong>útil como complemento</strong>, mas é prudente desconfiar das alegações que prometem uma floração espetacular ou um crescimento acelerado exclusivamente através deste método; em resumo, ajuda, mas não faz milagres.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776804" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/com-limao-alecrim-e-louro-cinco-dicas-para-perfumar-a-tua-casa-com-ingredientes-que-quase-sempre-acabam-no-lixo.html" title="Com limão, alecrim e louro: cinco dicas para perfumar a tua casa com ingredientes que quase sempre acabam no lixo">Com limão, alecrim e louro: cinco dicas para perfumar a tua casa com ingredientes que quase sempre acabam no lixo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/com-limao-alecrim-e-louro-cinco-dicas-para-perfumar-a-tua-casa-com-ingredientes-que-quase-sempre-acabam-no-lixo.html" title="Com limão, alecrim e louro: cinco dicas para perfumar a tua casa com ingredientes que quase sempre acabam no lixo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/con-limon-romero-y-laurel-cinco-trucos-para-perfumar-tu-casa-con-ingredientes-que-casi-siempre-terminan-en-la-basura-1782772967087_320.jpg" alt="Com limão, alecrim e louro: cinco dicas para perfumar a tua casa com ingredientes que quase sempre acabam no lixo"></a></article></aside><p>Para que o limoeiro cresça forte e produza flores e frutos, <strong>a chave continuará a ser proporcionar-lhe um bom local, luz suficiente, rega adequada, um substrato com boa drenagem</strong> e um programa de fertilização adaptado às suas necessidades.</p><p>Em suma, <strong>guarde a água utilizada para cozinhar legumes, desde que esteja isenta de sal e outros temperos</strong>, deixe-a arrefecer e utilize-a ocasionalmente. É um pequeno gesto que pode complementar os cuidados a ter com o seu limoeiro e, ao mesmo tempo, reduzir o desperdício de água em casa.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-utilizar-a-agua-da-cozedura-dos-legumes-para-fazer-florescer-o-seu-limoeiro-e-acelerar-o-seu-crescimento.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Formigas e pulgões: a parceria que se instala nas hortas no fim do verão]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/formigas-e-pulgoes-a-parceria-que-se-instala-nas-hortas-no-fim-do-verao.html</link><pubDate>Sat, 29 Aug 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Vê formigas a subir e a descer pelos caules e assume que são elas que estão a estragar a planta. Na verdade, andam ali por causa de outra coisa, e é essa que está a fazer o estrago.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/formigas-e-pulgoes-a-parceria-que-se-instala-nas-hortas-no-fim-do-verao-1787763649616.png" data-image="nwwi7urb9srt"><figcaption>Formigas junto a uma colónia de pulgões, que protegem em troca do líquido açucarado que estes libertam.</figcaption></figure><p>Há uma<strong> cena que se repete em todas as hortas por esta altura</strong>. Uma fila de formigas sobe pelo caule de uma planta, com uma disciplina que impressiona, e no topo, nos rebentos mais novos, está um aglomerado de bichinhos verdes ou pretos.</p><p>A conclusão imediata costuma ser que as formigas estão a atacar a planta. Não estão. Estão a tratar de um rebanho.</p><h2>Uma parceria com séculos de rodagem</h2><p>Os pulgões alimentam-se da seiva, que é muito rica em açúcar e pobre em proteína. Para obterem a proteína de que precisam, têm de ingerir grandes quantidades de seiva, e <strong>todo o açúcar que sobra é expulso na forma de um líquido doce</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Melada</strong>- Substância açucarada e pegajosa que os pulgões libertam depois de se alimentarem da seiva. É o que deixa as folhas brilhantes e coladas, atrai formigas e vespas, e serve de alimento a um fungo preto que se instala à superfície.</div><p>As formigas adoram esse açúcar. Em troca, protegem os pulgões dos predadores naturais,<strong> afastando joaninhas e crisopídeos</strong>, transportam-nos para folhas mais tenras e chegam a guardar ovos no formigueiro durante o inverno. É uma criação de gado em toda a linha.</p><h2>Porque é que isto acontece agora e não em julho</h2><p><strong>O pulgão gosta de temperaturas amenas e sofre no pico do calor</strong>. Acima dos 30 ºC a reprodução abranda, e é por isso que em pleno julho o problema costuma acalmar.</p><p><strong>No fim de agosto, com as noites a arrefecer e as máximas a suavizar, entra a janela ideal</strong>. E há um pormenor que faz a diferença: quando as condições são boas, as fêmeas dispensam machos e dão à luz crias já formadas, capazes de se reproduzir poucos dias depois.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><br>Com temperaturas amenas, a população duplica em poucos dias. É por isso que uma colónia pequena se torna incontrolável numa semana.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Junte-se a isto o facto de a horta estar cheia de rebentos novos e tenros nas culturas de outono acabadas de plantar, e percebe-se por que é que o fim do verão é a estação da praga.</p><h2>Como saber se o problema já é sério</h2><p>São vários os sinais a que deve estar atento (a).<strong> Na tabela abaixo</strong> pode encontrar alguns dos principais, seu significado e o que fazer em cada caso.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>O que vê</p></th><th scope="col"><p>O que significa</p></th><th scope="col"><p>Urgência</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Formigas em fila no caule</p></td><td><p>Há colónia de pulgões acima</p></td><td><p>Verificar já os rebentos</p></td></tr><tr><td><p>Folhas brilhantes e pegajosas</p></td><td><p>Melada acumulada</p></td><td><p>Intervir esta semana</p></td></tr><tr><td><p>Camada preta sobre as folhas</p></td><td><p>Fungo instalado na melada</p></td><td><p>Lavar e tratar a origem</p></td></tr><tr><td><p>Rebentos enrolados e deformados</p></td><td><p>Colónia instalada há dias</p></td><td><p>Cortar e retirar</p></td></tr><tr><td><p>Peles brancas espalhadas</p></td><td><p>Mudas da população em crescimento</p></td><td><p>População a duplicar</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Principais sinais do ataque de pulgões e formigas nas plantas. Fonte: elaboração própria.</td></tr></tbody></table><p>A camada preta merece uma nota. <strong>Não é uma doença da planta e não penetra nos tecidos</strong>. Instala-se sobre a melada e o mal que faz é tapar a folha, impedindo-a de apanhar luz. Se resolver os pulgões, ela acaba por desaparecer.</p><h2>Quebrar a parceria vale mais do que matar os pulgões</h2><p>Aqui está o essencial. <strong>De nada serve eliminar os pulgões se as formigas continuarem a levar novos para a planta</strong> e a afastar quem os come.</p><p>Comece por impedir a subida. Uma<strong> faixa de cola entomológica à volta do tronco</strong>, ou fita adesiva de dupla face, resolve em fruteiras e em plantas de caule lenhoso. Retire também tudo o que sirva de ponte, como ramos encostados a muros, ervas altas junto ao caule ou tutores ligados a outras plantas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/formigas-e-pulgoes-a-parceria-que-se-instala-nas-hortas-no-fim-do-verao-1787763677943.png" data-image="pef1nej0bspd"><figcaption>Colónia de pulgões instalada num rebento novo, a parte mais tenra e mais procurada da planta.</figcaption></figure><p>Depois, um<strong> jato de água</strong>. Parece simples de mais, mas resulta. Uma pulverização forte de manhã desaloja boa parte da colónia, e os pulgões que caem raramente voltam a subir sozinhos. Repita de dois em dois dias.</p><p><strong>Corte e retire os rebentos </strong>com colónias densas. Não os deixe no chão nem no composto aberto.</p><p>E <strong>dê espaço aos predadores</strong>. Uma joaninha adulta come dezenas de pulgões por dia e as suas larvas comem ainda mais. Se vir larvas alongadas cinzentas com manchas alaranjadas nas folhas, não as tire, são as suas melhores aliadas.</p><h2>O azoto a mais é um convite</h2><p>Um pormenor que muita gente ignora: <strong>plantas com excesso de adubo azotado produzem rebentos tenros e seiva mais rica</strong> em aminoácidos, exatamente o que o pulgão procura. Uma horta empanturrada de azoto atrai mais praga do que uma equilibrada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="749700" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/pulgas-no-pelo-quimicos-no-rio-quando-proteger-os-nossos-animais-de-estimacao-ameaca-a-natureza.html" title="Pulgas no pêlo, químicos no rio: quando proteger os nossos animais de estimação ameaça a natureza">Pulgas no pêlo, químicos no rio: quando proteger os nossos animais de estimação ameaça a natureza</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/pulgas-no-pelo-quimicos-no-rio-quando-proteger-os-nossos-animais-de-estimacao-ameaca-a-natureza.html" title="Pulgas no pêlo, químicos no rio: quando proteger os nossos animais de estimação ameaça a natureza"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pulgas-no-pelo-quimicos-no-rio-quando-proteger-os-nossos-animais-de-estimacao-ameaca-a-natureza-1769294459184_320.jpg" alt="Pulgas no pêlo, químicos no rio: quando proteger os nossos animais de estimação ameaça a natureza"></a></article></aside><p>Nas próximas semanas, repare em duas coisas na previsão da sua zona. Se as máximas descerem para a casa dos 25 ºC e as noites ficarem amenas, como acontece no fim de agosto em Braga ou em Aveiro, é <strong>altura de olhar para os rebentos novos duas vezes por semana</strong>. E depois de uma chuvada forte, verifique também, porque a água limpa as colónias mas também lava a proteção que possa ter aplicado.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/formigas-e-pulgoes-a-parceria-que-se-instala-nas-hortas-no-fim-do-verao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Espelhos no espaço para gerar energia 24 horas por dia: o projeto que poderia cegar-nos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/espelhos-no-espaco-para-gerar-energia-24-horas-por-dia-o-projeto-que-poderia-cegar-voce.html</link><pubDate>Sat, 29 Aug 2026 08:04:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O futuro projeto da Reflect Orbital pode representar um risco para a nossa saúde, ao mesmo tempo que tem consequências potencialmente significativas para o nosso céu noturno.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/des-miroirs-dans-l-espace-pour-produire-de-l-energie-24h-24-ce-projet-pourrait-bruler-vos-yeux-1787150646604.png" data-image="0mo7itum0zof"><figcaption>A startup americana <em>Reflect Orbital</em> pretende enviar milhares de satélites-espelho para a órbita da Terra.</figcaption></figure><p>A <em>startup</em> dos Estados Unidos (EUA), <em><strong>Reflect Orbital</strong></em>, planeia <strong>lançar satélites "espelho"</strong> capazes de<strong> refletir a luz solar </strong>e concentrá-la num ponto específico da superfície terrestre — um projeto ambicioso que não está isento de riscos potenciais para a saúde humana.</p><h2>Dezenas de milhares de refletores!</h2><p>A energia solar está a expandir-se rapidamente em todo o mundo, e a sua eficiência continua a aumentar. No entanto, o <strong>sol </strong>não brilha 24 horas por dia na maior parte do planeta, embora os seus raios possam, potencialmente, ser aproveitados não apenas para<strong> gerar energia</strong>, mas também para outras finalidades.</p><p>A pensar nisso, esta <em>startup </em>teve uma ideia incomum, porém inovadora: <strong>lançar satélites que funcionam como espelhos para refletir a luz solar e direcioná-la para uma área específica da superfície terrestre</strong>. A <em>Reflect Orbital </em>recebeu recentemente a aprovação da FCC — a agência reguladora de telecomunicações dos EUA — para lançar o seu primeiro satélite de teste, equipado com um espelho de 18 metros quadrados.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr">[ UNITED STATES | SPACE ]<br><br>U.S. startup Reflect Orbital plans to launch Eärendil-1, an experimental satellite equipped with an 18-meter mirror capable of reflecting sunlight toward Earth at night. The stated goal is to provide illumination</p>— Little Think Tank (@L_ThinkTank) <a href="https://x.com/L_ThinkTank/status/2078000686344601875?ref_src=twsrc%5Etfw">July 17, 2026</a></blockquote></figure><p>O objetivo final da <em>startup </em>sediada na Califórnia é<strong> implantar uma constelação de 50.000 satélites</strong> para criar um feixe de luz de cinco quilómetros de diâmetro, capaz de <strong>abastecer centrais solares 24 horas por dia</strong>, sete dias por semana. Aplicações no setor privado também estão a ser consideradas.</p><p><strong>Embora esta tecnologia pareça promissora, não está isenta de riscos</strong>. Dentro da área iluminada, a luminosidade poderia chegar a até quatro vezes a da lua cheia, e estes satélites poderiam até mesmo aumentar o brilho geral do céu noturno à escala global. Outras consequências mais diretas tamb��m poderiam representar <strong>riscos à saúde humana</strong>.</p><h2>Um risco para a nossa visão?</h2><p>O assunto ganhou destaque recentemente na imprensa devido ao eclipse solar de 12 de agosto na Europa: olhar diretamente para o Sol pode causar danos oculares irreversíveis de gravidade variável. No entanto, até mesmo <strong>a luz solar refletida por um satélite espelhado poderia, potencialmente, ser perigosa</strong>.</p><div class="texto-destacado">Esta preocupação não é nova. Desde as primeiras experiências com espelhos espaciais, surgiram questionamentos sobre o ofuscamento e os efeitos da luz solar refletida na visão.<br></div><p>Em fevereiro de 1993, a experiência russa <em>Znamya 2</em> colocou em órbita um espelho de grandes dimensões, projetado para refletir a luz solar em direção à Terra. Naquela época, os efeitos potencialmente perigosos da exposição da retina a uma luz intensa já estavam amplamente documentados na literatura científica.</p><p>É fácil, portanto, traçar paralelos entre aquela experiência, realizada há mais de 30 anos, e o projeto <em>Reflect Orbital</em>. Com um número muito maior de espelhos, o <strong>risco de um ofuscamento repentino para pessoas no solo ou no ar</strong> poderia tornar-se significativo. O que aconteceria, por exemplo, se um piloto de avião ficasse temporariamente cego devido a este brilho intenso?</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/espelhos-espaciais-poderiam-brilhar-mais-do-que-a-lua-cheia-e-a-comunidade-cientifica-esta-alarmada.html" title="Espelhos espaciais poderiam brilhar mais do que a lua cheia, e a comunidade científica está alarmada">Espelhos espaciais poderiam brilhar mais do que a lua cheia, e a comunidade científica está alarmada</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/espelhos-espaciais-poderiam-brilhar-mais-do-que-a-lua-cheia-e-a-comunidade-cientifica-esta-alarmada.html" title="Espelhos espaciais poderiam brilhar mais do que a lua cheia, e a comunidade científica está alarmada"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/space-mirrors-could-outshine-the-full-moon-and-the-scientific-community-is-alarmed-1786802407859_320.jpeg" alt="Espelhos espaciais poderiam brilhar mais do que a lua cheia, e a comunidade científica está alarmada"></a></article></aside><p>A própria <em>startup </em>americana reconheceu que a simples observação através de um telescópio amador de 30 centímetros<strong> poderia causar danos irreversíveis à retina</strong> — uma admissão que, compreensivelmente, gerou preocupação tanto no público quanto na comunidade científica. Segundo alguns investigadores, o risco poderia existir mesmo com instrumentos menores.</p><p>Outra questão é que, atualmente, <strong>não existe um sistema de alerta público para avisar com antecedência quando o feixe passará sobre as nossas cabeças</strong>. Nesta fase, a FCC determinou que as questões relacionadas com a segurança ocular e com a proteção do céu noturno estavam fora da sua jurisdição ao conceder a autorização.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Alexandre%20Scotti" data-year="2026" data-title="Des%20miroirs%20sur%20des%20satellites%20pour%20alimenter%20H24%20des%20panneaux%20solaires%20%3A%20%C3%A7a%20pourrait%20d%C3%A9truire%20votre%20r%C3%A9tine%2C%20et%20pourtant%20c%E2%80%99est%20d%C3%A9j%C3%A0%20valid%C3%A9" data-url="https%3A%2F%2Fwww.lesnumeriques.com%2Fastronomie-conquete-spatiale%2Fdes-miroirs-sur-des-satellites-pour-alimenter-h24-des-panneaux-solaires-ca-pourrait-detruire-votre-retine-et-pourtant-c-est-deja-valide-n260494.html">Alexandre Scotti. (2026). <a href="https://www.lesnumeriques.com/astronomie-conquete-spatiale/des-miroirs-sur-des-satellites-pour-alimenter-h24-des-panneaux-solaires-ca-pourrait-detruire-votre-retine-et-pourtant-c-est-deja-valide-n260494.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Mirrors on satellites to power solar panels 24/7: they could damage your retina, yet the project has already been approved</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/espelhos-no-espaco-para-gerar-energia-24-horas-por-dia-o-projeto-que-poderia-cegar-voce.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[5 suculentas suspensas para transformar a sua varanda num oásis de baixa manutenção]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/5-suculentas-suspensas-para-transformar-a-sua-varanda-num-oasis-de-baixa-manutencao.html</link><pubDate>Sat, 29 Aug 2026 07:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Uma varanda bonita não tem de ser um problema. Com as plantas certas, pode enchê-la de vida mesmo que tenha pouco espaço, pouca experiência ou, por vezes, se esqueça de a regar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/quieres-un-balcon-espectacular-sin-demasiado-esfuerzo-estas-5-suculentas-colgantes-son-ideales-para-mexico-1787279034224.png" data-image="v81wo6len6ma" alt="Suculentas suspensas permitem criar arranjos texturados e volumosos sem ocupar muito espaço em varandas pequenas." title="Suculentas suspensas permitem criar arranjos texturados e volumosos sem ocupar muito espaço em varandas pequenas."><figcaption>Suculentas suspensas permitem criar arranjos texturados e volumosos sem ocupar muito espaço em varandas pequenas.</figcaption></figure><p>Quer dar vida à sua varanda, mas não tem tempo para cuidar e verificar as plantas todos os dias? As <strong>suculentas suspensas são uma ótima solução</strong>. Estas plantas ocupam pouco espaço, requerem apenas cuidados básicos e, como bónus adicional, criam cascatas verdes que podem transformar completamente o aspeto de qualquer canto.</p><p>A sua principal vantagem é <strong>armazenar água nas folhas e caules</strong>, o que lhes permite tolerar períodos de seca com maior facilidade. Isto não significa que possam ser completamente negligenciadas, mas <strong>são tolerantes se se esquecer delas ocasionalmente </strong>e requerem menos rega do que muitas plantas tradicionais.</p><div class="texto-destacado">Estas plantas adaptam-se bem a diferentes regiões, desde que a intensidade da luz solar seja controlada adequadamente. Nas cidades de clima temperado, podem receber algumas horas de luz solar direta, enquanto que, nas zonas muito quentes, é melhor protegê-las do sol forte do meio-dia.</div><p>Outra vantagem é o<strong> aproveitamento do espaço vertical</strong>. É possível cultivar plantas mesmo em pequenas varandas, utilizando vasos suspensos, prateleiras altas ou floreiras de parede, sem ocupar o espaço destinado à circulação ou ao mobiliário.</p><p>As cinco espécies seguintes combinam folhas redondas, folhagem em forma de coração, pequenas folhas semelhantes às da bananeira e caules cilíndricos. Com elas, pode <strong>criar uma bela varanda sem transformar o cuidado com as plantas em mais uma tarefa árdua</strong>. No entanto, há um requisito essencial: todas elas necessitam de uma excelente drenagem.</p><h2>Cinco suculentas para criar uma cascata verde</h2><p>A cauda-de-burro (<em>Sedum morganianum</em>) é uma <strong>ótima opção para quem está a começar a cultivar suculentas</strong>. Nativa do México, foi registada em Veracruz, Puebla e Chiapas. A planta desenvolve caules cobertos por folhas verde-azuladas que podem formar densos ramos pendentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quieres-un-balcon-espectacular-sin-demasiado-esfuerzo-estas-5-suculentas-colgantes-son-ideales-para-mexico-1787279054462.png" data-image="a2rruk860ww1" alt="A planta Coração-em-aranha apresenta-se mais bonita com bastante luz filtrada, rega moderada e um substrato que permita a rápida drenagem da água." title="A planta Coração-em-aranha apresenta-se mais bonita com bastante luz filtrada, rega moderada e um substrato que permita a rápida drenagem da água."><figcaption>A planta <i>Coração-emaranhado</i> apresenta-se mais bonita com bastante luz filtrada, rega moderada e um substrato que permita a rápida drenagem da água.</figcaption></figure><p>Para que se desenvolva bem, coloque-a num <strong>local com bastante luz e sol suave de manhã ou à tarde</strong>. Em regiões quentes, evite o sol direto do meio-dia, pois pode queimar as folhas. <strong>Regue apenas quando o substrato estiver completamente seco</strong>. Regra geral, isto pode significar a cada 10 a 15 dias durante a estação quente e a cada três ou quatro semanas no inverno.</p><p><strong>As folhas da cauda-de-burro desprendem-se facilmente</strong>, por isso evite mover a planta constantemente. Felizmente, muitas destas folhas podem germinar e dar origem a novas plantas quando colocadas em substrato seco. Utilize um vaso resistente e bem fixado, pois os caules rastejantes podem ficar bastante pesados à medida que crescem.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781160" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/saiba-quais-os-segredos-para-ter-a-suculenta-jade-forte-e-exuberante.html" title="Saiba quais os segredos para ter a suculenta Jade forte e exuberante!">Saiba quais os segredos para ter a suculenta Jade forte e exuberante!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/saiba-quais-os-segredos-para-ter-a-suculenta-jade-forte-e-exuberante.html" title="Saiba quais os segredos para ter a suculenta Jade forte e exuberante!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-quais-os-segredos-para-ter-a-soculenta-jade-forte-e-exuberante-1785409561256_320.jpg" alt="Saiba quais os segredos para ter a suculenta Jade forte e exuberante!"></a></article></aside><p><strong>A planta conhecida como colar-de-pérolas</strong> (<em>Curio rowleyanus</em>, anteriormente <em>Senecio rowleyanus</em>) parece uma <strong>cortina feita de minúsculas contas verdes</strong>. Necessita de bastante luz e tolera o sol ameno nas primeiras horas do dia. As pérolas ligeiramente enrugadas indicam que a planta precisa de água, enquanto as pérolas macias e translúcidas podem sinalizar excesso de humidade.</p><div class="texto-destacado">As folhas molhadas não devem ser expostas imediatamente à luz solar intensa, pois podem queimar.</div><ul> </ul><p>A<strong> planta conhecida como "fio-de-banana"</strong> (<em>Curio radicans</em>, anteriormente <em>Senecio radicans</em>) possui <strong>folhas curvas que se assemelham a pequenas bananas</strong>. É mais vigorosa e geralmente mais fácil de cuidar, sendo uma boa opção para principiantes. Forneça-lhe luz suficiente, algumas horas de sol e regue-o quando o substrato estiver seco.</p><p>A <strong>planta coração-emaranhado</strong> (<em>Ceropegia woodii</em>) é uma <strong>trepadeira com caules delicados decorados com folhas em forma de coração</strong>. Prospera em locais bem iluminados, embora um pouco de sol matinal ajude a manter a sua cor vibrante. Esta planta tolera melhor a seca do que o excesso de água e pode ser podada para estimular o crescimento de novos ramos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quieres-un-balcon-espectacular-sin-demasiado-esfuerzo-estas-5-suculentas-colgantes-son-ideales-para-mexico-1787279079791.png" data-image="yp6d11xrfiaa" alt="Um local bem iluminado, protegido da luz solar intensa, ajuda as suculentas suspensas a manterem a sua cor e crescimento compacto." title="Um local bem iluminado, protegido da luz solar intensa, ajuda as suculentas suspensas a manterem a sua cor e crescimento compacto."><figcaption>Um local bem iluminado, protegido da luz solar intensa, ajuda as suculentas suspensas a manterem a sua cor e crescimento compacto.</figcaption></figure><p>Por fim, o <strong>cato rabo-de-rato</strong> (<em>Aporocactus flagelliformis</em>, também conhecido por <em>Disocactus flagelliformis</em>), nativo do centro e leste do México, produz <strong>caules cilíndricos que se espalham pelo vaso</strong>. Para que cresça bem, forneça luz suficiente, regue moderadamente durante a estação de crescimento e proteja-o de chuvas fortes, geadas e humidade excessiva.</p><h2>Como criá-las e mantê-las saudáveis</h2><p>Utilize uma mistura comercial para cactos/suculentas ou prepare um substrato arejado com terra, perlite e material mineral. Cada vaso deve ter <strong>orifícios de drenagem desobstruídos</strong>; colocar pedras no fundo não resolverá o problema de um substrato que retém muita água.</p><p>Proteja os vasos do vento e <strong>certifique-se de que os suportes aguentam o peso quando estão molhados</strong>. Durante a primavera e o verão, pode aplicar uma pequena dose de fertilizante para suculentas uma vez por mês. No inverno, reduza a rega e, se houver geada na sua região, mova as plantas temporariamente para um local mais iluminado e protegido.</p><p><strong>Comece com uma cauda-de-burro e uma colar-de-pérolas se quiser um resultado chamativo desde o início</strong>. Coloque-as a diferentes alturas e lembre-se da regra principal: com estas plantas, o excesso de água causa muitas vezes mais problemas do que um pouco de atraso na rega. Com uma boa iluminação e drenagem, a manutenção pode ser muito simples.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/5-suculentas-suspensas-para-transformar-a-sua-varanda-num-oasis-de-baixa-manutencao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo para o último fim de semana de agosto: temperaturas recuperam, mas o calor mais intenso ainda está para chegar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-o-ultimo-fim-de-semana-de-agosto-temperaturas-recuperam-mas-o-calor-mais-intenso-ainda-esta-para-chegar.html</link><pubDate>Sat, 29 Aug 2026 06:02:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O último fim de semana de agosto será de transição em Portugal continental. Depois de vários dias mais frescos e instáveis, as temperaturas começam a recuperar, sobretudo no Sul. Ainda assim, grande parte do país permanecerá ligeiramente abaixo da média.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xb1vvbm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xb1vvbm.jpg" id="xb1vvbm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><br>Depois de vários dias marcados pela passagem de frentes frias, chuva e temperaturas pouco habituais para o final de agosto, <strong>Portugal Continental prepara-se para uma mudança gradual do estado do tempo</strong>. O último fim de semana do mês será já mais seco e quente, sobretudo no Sul, embora grande parte do país continue com temperaturas ligeiramente abaixo da média.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>A tendência, segundo os mapas da Meteored, aponta para uma <strong>recuperação das temperaturas progressiva entre sábado e terça-feira</strong>, preparando o terreno para uma subida mais expressiva a partir de quarta-feira (2), quando os 30 ºC poderão voltar a abranger uma grande parte do território.</p><h2>Este sábado as temperaturas recuperam, mas grande parte do país continua abaixo da média</h2><p>Este sábado, dia 29, será já bastante diferente dos últimos dias. Depois da influência das frentes atlânticas, o <strong>anticiclone dos Açores começa a ganhar maior protagonismo</strong>, favorecendo uma estabilização gradual das condições meteorológicas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-o-ultimo-fim-de-semana-de-agosto-temperaturas-recuperam-mas-o-calor-mais-intenso-ainda-esta-para-chegar-1787960470680.jpg" data-image="jr5o0e2iy99g" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>As temperaturas começam a recuperar este sábado, sobretudo no interior Sul, onde alguns locais poderão aproximar-se dos 30 ºC. No litoral Norte e Centro, os valores permanecem mais contidos, geralmente entre os 20 e 24 ºC.</figcaption></figure><p>As temperaturas máximas deverão recuperar, embora permaneça um contraste bastante evidente entre o litoral e o interior.</p><p>Nas regiões costeiras, os termómetros deverão ficar, em muitos locais, entre <strong>20 e 24 ºC</strong>, enquanto Lisboa poderá aproximar-se dos 27 ºC. Mais para o interior, os valores aumentam, com <strong>28 ºC em Évora e máximas próximas dos 29 ºC em Beja</strong>.<strong> </strong>No interior alentejano e em alguns pontos próximos da fronteira espanhola será possível alcançar ou ultrapassar localmente os <strong>30 ºC</strong>.</p><h2>Entre sábado e domingo ainda poderá chover no Minho</h2><p>Embora o anticiclone favoreça um cenário bastante mais estável, a chuva poderá não desaparecer completamente do mapa. Durante a noite de sábado para domingo, <strong>poderá ocorrer precipitação muito fraca e residual no extremo noroeste de Portugal Continental</strong>, especialmente no distrito de Viana do Castelo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-o-ultimo-fim-de-semana-de-agosto-temperaturas-recuperam-mas-o-calor-mais-intenso-ainda-esta-para-chegar-1787961204924.jpg" data-image="spm1op3zqn2m" alt="Precipitação" title="Precipitação"><figcaption>Apesar da maior estabilidade, ainda poderá ocorrer precipitação muito fraca e residual no Minho durante a noite de sábado para domingo, sobretudo em Viana do Castelo e, pontualmente, em Braga.</figcaption></figure><p>Os mapas mostram acumulados horários bastante reduzidos, geralmente inferiores a <strong>1 mm</strong>, pelo que não se prevê um episódio de precipitação relevante. Durante a madrugada, esta chuva fraca poderá estender-se também a algumas áreas do distrito de Braga.</p><h2>Domingo o calor começa a subir de latitude</h2><p>No domingo, dia 30, a recuperação térmica torna-se mais evidente. O Sul continuará a apresentar as temperaturas mais elevadas, mas <strong>o aumento das máximas começará também a ser sentido mais para norte</strong>. Em relação a sábado, várias regiões poderão registar uma subida na ordem de <strong>1 a 2 ºC</strong>.</p><p>Apesar desta recuperação, há um pormenor importante, <strong>as temperaturas ainda estarão abaixo do normal para a época em grande parte de Portugal Continental</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-o-ultimo-fim-de-semana-de-agosto-temperaturas-recuperam-mas-o-calor-mais-intenso-ainda-esta-para-chegar-1787960713619.jpg" data-image="ayn2vinf3yei" alt="Anomalia da Temperatura" title="Anomalia da Temperatura"><figcaption>Grande parte do território continuará com temperaturas ligeiramente abaixo da média climatológica, geralmente entre 0 e -4 ºC. No Algarve, contudo, já surgem áreas com anomalias positivas.</figcaption></figure><p>As anomalias previstas rondam, geralmente, <strong>-1 a -4 ºC</strong>, sendo mais expressivas em alguns setores do Norte e Centro. O Porto poderá apresentar valores cerca de 4 ºC abaixo da referência climatológica, enquanto Coimbra, Leiria e Santarém poderão ficar aproximadamente 3 ºC abaixo.</p><p>Trata-se, contudo, de uma <strong>anomalia negativa relativamente ligeira e temporária</strong>, que deverá desaparecer progressivamente nos dias seguintes. A exceção poderá encontrar-se em algumas áreas do Algarve e Alentejo, onde as temperaturas já poderão ficar <strong>ligeiramente acima do normal para esta altura do ano</strong>.</p><h2>Segunda-feira as máximas sobem e algumas noites poderão ser amenas</h2><p>Na segunda-feira, dia 31, a tendência de subida mantém-se, com um novo aumento das temperaturas diurnas em torno de <strong>1 a 2 ºC em várias regiões</strong>. No interior alentejano, os termómetros poderão alcançar localmente os <strong>33 a 34 ºC</strong>, enquanto algumas zonas a norte do vale do Douro poderão aproximar-se dos <strong>30 ºC</strong>.</p><p>Um dos aspetos mais interessantes será, contudo, o comportamento das temperaturas ao final do dia e durante a noite.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-para-o-ultimo-fim-de-semana-de-agosto-temperaturas-recuperam-mas-o-calor-mais-intenso-ainda-esta-para-chegar-1787960822321.jpg" data-image="1f6m13gkrzhe" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-865193">A recuperação térmica torna-se mais evidente no início da semana. Ao final do dia, várias regiões do Centro e Sul irão manter temperaturas acima dos 20 ºC, com o Algarve a destacar-se por valores ainda bastante elevados durante a noite.</figcaption></figure><p>O contraste térmico entre diferentes regiões do país poderá ser bastante acentuado. Enquanto no litoral Norte e Centro as temperaturas descem de forma mais significativa, <strong>entre as regiões de Lisboa, Santarém e Castelo Branco e o Sul poderão persistir valores superiores a 20 ºC durante parte da noite</strong>.</p><p>No Algarve, o arrefecimento poderá ser ainda mais lento, com a região de Faro a apresentar temperaturas muito elevadas durante o serão, localmente próximas dos <strong>28 ºC</strong>.</p><h2>Terça-feira será o dia antes de uma subida mais significativa</h2><p>A terça-feira, <strong>1 de setembro</strong>, deverá manter a tendência de recuperação térmica, mas ainda não representará o ponto mais expressivo deste novo episódio de calor. Será, essencialmente, <strong>o dia de transição antes de uma subida bastante mais generalizada das temperaturas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="785973" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c.html" title="Tempo nos primeiros dias de setembro: anticiclone “reaparece”, calor ganha força e máximas podem superar os 35 ºC">Tempo nos primeiros dias de setembro: anticiclone “reaparece”, calor ganha força e máximas podem superar os 35 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c.html" title="Tempo nos primeiros dias de setembro: anticiclone “reaparece”, calor ganha força e máximas podem superar os 35 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nos-primeiros-dias-de-setembro-anticiclone-reaparece-calor-ganha-forca-e-maximas-podem-superar-os-35-c-1787919923846_320.jpg" alt="Tempo nos primeiros dias de setembro: anticiclone “reaparece”, calor ganha força e máximas podem superar os 35 ºC"></a></article></aside><p>Com a estabilidade atmosférica a consolidar-se e uma massa de ar mais quente a ganhar terreno sobre a Península Ibérica, o cenário meteorológico deverá tornar-se progressivamente mais seco e quente.</p><div class="texto-destacado">E será a partir de quarta-feira que esta evolução poderá tornar-se particularmente evidente: <strong>grande parte de Portugal Continental poderá voltar a registar máximas superiores a 30 ºC</strong>.</div><p>Assim, depois de um final de agosto surpreendentemente fresco e instável em várias regiões, <strong>o início de setembro poderá devolver a Portugal um cenário muito mais próximo do verão</strong>, com tempo seco, maior estabilidade e temperaturas em clara ascensão.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-para-o-ultimo-fim-de-semana-de-agosto-temperaturas-recuperam-mas-o-calor-mais-intenso-ainda-esta-para-chegar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pedalar até ao comboio vai ficar mais simples: Lisboa prepara 57 novos abrigos para bicicletas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pedalar-ate-ao-comboio-vai-ficar-mais-simples-lisboa-prepara-57-novos-abrigos-para-bicicletas.html</link><pubDate>Sat, 29 Aug 2026 05:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Em 2027, vão surgir dezenas de novos parques seguros para estacionar bicicletas junto a estações e interfaces da Área Metropolitana de Lisboa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/pedalar-ate-ao-comboio-vai-ficar-mais-simples-lisboa-prepara-57-novos-abrigos-para-bicicletas-1784826729659.jpg" data-image="uht12j65wnx1" alt="Bicicletas" title="Bicicletas"><figcaption>A Área Metropolitana de Lisboa quer facilitar a vida a quem combina a bicicleta com os transportes públicos. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Cada vez mais pessoas optam por deixar o carro em casa e fazer parte do percurso diário de e para o trabalho de bicicleta. O problema surge, muitas vezes, quando chega a altura de a deixar estacionada para apanhar o comboio, o metro ou o autocarro.<strong> Encontrar um local seguro nem sempre é fácil</strong>, mas essa realidade deverá começar a mudar.</p><div class="texto-destacado">Em breve, a Área Metropolitana de Lisboa (AML) terá mais abrigos de bicicletas. Onde? Junto às principais interfaces de transportes públicos. </div><p>A rede, chamada Navegante BICI,<strong> estará disponível a partir de 2027</strong>, e será acessível aos utilizadores do passe Navegante. A notícia foi avançada pelo jornal ‘Público’.</p><h2>Conheça o Navegante BICI</h2><p>O projeto inclui um total de <strong>57 bicicletários</strong>, que serão distribuídos pelos 18 municípios da região. Este estará sob a responsabilidade da Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML), a empresa que gere a Carris Metropolitana. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="666828" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ir-de-bicicleta-e-a-pe-para-o-trabalho-reduz-os-riscos-de-problemas-de-saude-fisica-e-mental-biologia.html" title="Ir de bicicleta e a pé para o trabalho reduz os riscos de problemas de saúde física e mental">Ir de bicicleta e a pé para o trabalho reduz os riscos de problemas de saúde física e mental</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ir-de-bicicleta-e-a-pe-para-o-trabalho-reduz-os-riscos-de-problemas-de-saude-fisica-e-mental-biologia.html" title="Ir de bicicleta e a pé para o trabalho reduz os riscos de problemas de saúde física e mental"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cycling-and-walking-work-reduces-risks-of-mental-and-physical-health-issues-1721393627518_320.jpg" alt="Ir de bicicleta e a pé para o trabalho reduz os riscos de problemas de saúde física e mental"></a></article></aside><p>“O nosso objetivo é que o sistema possa estar a funcionar, se não totalmente, pelo menos em parte, durante 2027”, explicou ao mesmo jornal o presidente da TML, Carlos Humberto Pedrosa. A ideia, acrescenta, é <strong>conectar o uso da bicicleta aos dos transportes públicos</strong>, “sem grandes complicações e em segurança”. </p><p>“Numa primeira fase, o sistema apenas permite a utilização através do cartão, mas o objetivo é que ele possa ser utilizado com o telemóvel, quando estiver disponível a aplicação”, detalhou ainda o responsável.</p><h2>Um lugar seguro para deixar a bicicleta</h2><p>A nova rede foi pensada, assim, para responder a uma das maiores preocupações de quem utiliza a bicicleta nas deslocações diárias: o receio de a deixar estacionada durante várias horas.</p><p>Os novos abrigos terão <strong>acesso eletrónico</strong> e permitirão prender o quadro da bicicleta com diferentes tipos de cadeados, como os populares cadeados em "U", correntes ou cabos de segurança. A maioria das estruturas será modular e terá capacidade para receber, pelo menos, <strong>uma dúzia de bicicletas</strong>, embora existam diferentes dimensões consoante o espaço disponível em cada local.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pedalar-ate-ao-comboio-vai-ficar-mais-simples-lisboa-prepara-57-novos-abrigos-para-bicicletas-1784826935961.jpg" data-image="c1i9jqqnyox2" alt="Bicicletas" title="Bicicletas"><figcaption>Rede metropolitana pretende fomentar uso combinado de bicicletas e transportes públicos. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>E como é que será feita a distribuição dos parques? Esta foi definida tendo em conta os <strong>principais pontos de ligação aos transportes públicos</strong> da Área Metropolitana de Lisboa.</p><p>O <strong>concelho de Lisboa</strong> será o mais beneficiado, compreensivelmente, com dez novos bicicletários previstos. Estarão localizados no Oriente, Sete Rios (duas unidades), Entrecampos (duas), Aeroporto (duas), Santa Apolónia (duas) e junto à sede da Área Metropolitana de Lisboa, na Rua da Cruz de Santa Apolónia.</p><p>Também <strong>Oeiras</strong> receberá cinco novos espaços, junto às estações ferroviárias de Algés, Caxias, Paço de Arcos, Oeiras e Santo Amaro.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="745886" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-bicicleta-mais-inteligente-do-mundo-e-portuguesa.html" title="A bicicleta mais inteligente do mundo é portuguesa">A bicicleta mais inteligente do mundo é portuguesa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-bicicleta-mais-inteligente-do-mundo-e-portuguesa.html" title="A bicicleta mais inteligente do mundo é portuguesa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-bicicleta-mais-inteligente-do-mundo-e-portuguesa-1766758538286_320.jpg" alt="A bicicleta mais inteligente do mundo é portuguesa"></a></article></aside><p>Em <strong>Cascais</strong>, os parques serão instalados nas estações de Cascais, Carcavelos, Estoril, São Pedro do Estoril e São João do Estoril. Já em<strong> Odivelas</strong>, os novos bicicletários ficarão junto à estação de metro de Odivelas, à estação de Senhor Roubado e ainda nas zonas da Póvoa de Santo Adrião e da Ramada.</p><p>Os restantes municípios da Área Metropolitana de Lisboa também terão estruturas semelhantes, escolhidas de acordo com os principais pontos de entrada na rede de transportes.</p><h2>Mais bicicletas, menos trânsito e cidades mais sustentáveis</h2><p>A criação da rede Navegante BICI faz parte de uma <strong>estratégia mais ampla</strong> para incentivar formas de mobilidade mais sustentáveis na região de Lisboa.</p><div class="texto-destacado">Ao facilitar a ligação entre a bicicleta e os transportes públicos, espera-se reduzir a dependência do automóvel nas deslocações diárias, diminuir o trânsito e contribuir para a redução das emissões de gases com efeito de estufa.</div><p>Além da componente ambiental, o projeto procura também tornar as viagens mais cómodas para quem vive nos arredores das estações e prefere percorrer os primeiros ou últimos quilómetros de bicicleta, evitando problemas de estacionamento e tempos de espera.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="P%C3%BAblico%2C%20Alem%C3%A3o%2C%20S" data-year="2026" data-title="A%20partir%20de%202027%2C%20regi%C3%A3o%20de%20Lisboa%20ter%C3%A1%20rede%20de%20abrigos%20de%20bicicletas%20junto%20%C3%A0s%20esta%C3%A7%C3%B5es" data-url="https%3A%2F%2Fwww.publico.pt%2F2026%2F07%2F02%2Flocal%2Fnoticia%2Fpartir-2027-regiao-lisboa-tera-rede-abrigos-bicicletas-junto-estacoes-2180329">Público, Alemão, S. (2026). <a href="https://www.publico.pt/2026/07/02/local/noticia/partir-2027-regiao-lisboa-tera-rede-abrigos-bicicletas-junto-estacoes-2180329" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A partir de 2027, região de Lisboa terá rede de abrigos de bicicletas junto às estações</a>.</cite><br><cite data-author="Time%20Out%2C%20Barbedo%2C%20R" data-year="2026" data-title="Regi%C3%A3o%20de%20Lisboa%20vai%20ter%20abrigos%20seguros%20para%20bicicletas%20junto%20a%20esta%C3%A7%C3%B5es%20de%20transporte" data-url="https%3A%2F%2Fwww.timeout.pt%2Flisboa%2Fpt%2Fnoticias%2Fregiao-de-lisboa-vai-ter-abrigos-seguros-para-bicicletas-junto-a-estacoes-de-transporte-070326">Time Out, Barbedo, R. (2026). <a href="https://www.timeout.pt/lisboa/pt/noticias/regiao-de-lisboa-vai-ter-abrigos-seguros-para-bicicletas-junto-a-estacoes-de-transporte-070326" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Região de Lisboa vai ter abrigos seguros para bicicletas junto a estações de transporte</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Castro%2C%20P" data-year="2026" data-title="Grande%20Lisboa%20vai%20ter%20parques%20para%20bicicletas%20junto%20das%20esta%C3%A7%C3%B5es%20de%20transportes" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fna-cidade%2Fgrande-lisboa-vai-ter-parques-para-bicicletas-junto-das-estacoes-de-transportes">NiT, Castro, P. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/grande-lisboa-vai-ter-parques-para-bicicletas-junto-das-estacoes-de-transportes" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Grande Lisboa vai ter parques para bicicletas junto das estações de transportes</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pedalar-ate-ao-comboio-vai-ficar-mais-simples-lisboa-prepara-57-novos-abrigos-para-bicicletas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item></channel></rss>