<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Tempo.pt - Meteored</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Wed, 20 May 2026 23:10:15 +0000</lastBuildDate><pubDate>Wed, 20 May 2026 23:10:15 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Tempo.pt - Meteored</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[ICNF vai formar 500 profissionais para travar pragas que ameaçam a floresta portuguesa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/icnf-vai-formar-500-profissionais-para-travar-pragas-que-ameacam-a-floresta-portuguesa.html</link><pubDate>Wed, 20 May 2026 14:24:13 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Técnicos, sapadores e proprietários vão aprender a detetar doenças e insetos invasores que estão a fragilizar pinhais, montados e soutos em várias regiões do país.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/icnf-vai-formar-500-profissionais-para-travar-pragas-que-ameacam-a-floresta-portuguesa-1779282930192.jpg" data-image="7nti9fautq6m" alt="Pinhal denso banhado por raios de sol" title="Pinhal denso banhado por raios de sol"><figcaption>O nemátodo-da-madeira-do-pinheiro está entre as maiores ameaças ao pinhal europeu, podendo dizimar centenas de árvores em poucas semanas. Foto: Pixabay</figcaption></figure><p>O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) vai formar <strong>500 profissionais</strong> para reforçar a capacidade de resposta às pragas e doenças que estão a fragilizar a floresta portuguesa. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O programa arrancou no Algarve e decorre até junho de 2026, envolvendo técnicos municipais, proprietários, sapadores florestais, vigilantes da natureza e operadores do setor em todo o território continental.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A iniciativa surge num momento em que os organismos invasores representam uma ameaça crescente para espécies como o <strong>pinheiro</strong>, o <strong>sobreiro</strong>, a <strong>azinheira</strong>, o <strong>eucalipto</strong> e o <strong>castanheiro</strong>. O impacto vai muito além da degradação ambiental, com vários estudos científicos a apontar para prejuízos económicos elevados, perda de produtividade e maior vulnerabilidade dos ecossistemas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/icnf-vai-formar-500-profissionais-para-travar-pragas-que-ameacam-a-floresta-portuguesa-1779282989431.jpg" data-image="nujptswau2tx" alt="Castanheiro" title="Castanheiro"><figcaption>O cancro do castanheiro e a doença da tinta afetam os soutos de várias regiões do interior, comprometendo a produção de castanha e atividades como turismo de natureza, caça e recolha de cogumelos. Foto: Kerstin Riemer/Pixabay</figcaption></figure><p>Um dos exemplos mais expressivos está relacionado ao <strong>gorgulho-do-eucalipto</strong>. Uma investigação publicada na revista <em>Forest Ecology and Management</em> estimou, por exemplo, que esta praga provocou perdas acumuladas de <strong>648 milhões de euros</strong> em madeira ao longo de duas décadas em Portugal. Sem medidas de controlo biológico, alertam os autores, os danos poderiam ter sido até 11 vezes superiores.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="748883" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/aliados-de-peso-5-especies-cruciais-no-controlo-de-pragas-em-portugal.html" title="Aliados de peso: 5 espécies cruciais no controlo de pragas em Portugal">Aliados de peso: 5 espécies cruciais no controlo de pragas em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/aliados-de-peso-5-especies-cruciais-no-controlo-de-pragas-em-portugal.html" title="Aliados de peso: 5 espécies cruciais no controlo de pragas em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aliados-de-peso-5-especies-cruciais-no-controlo-de-pragas-em-portugal-1768408876000_320.png" alt="Aliados de peso: 5 espécies cruciais no controlo de pragas em Portugal"></a></article></aside><p>Também o <strong>castanheiro</strong> enfrenta uma pressão crescente. O cancro do castanheiro e a doença da tinta têm afetado soutos em várias regiões do interior, comprometendo uma atividade com forte peso económico local. Além da produção de fruto e madeira, estas áreas sustentam <strong>atividades complementares</strong> como a caça, o turismo de natureza e a recolha de cogumelos.</p><h2>Vigilância no terreno para travar novas infestações</h2><p>Ao longo de 30 horas de formação, os participantes nas formações dinamizadas pelo ICNF vão aprender a reconhecer sintomas precoces, instalar <strong>armadilhas biológicas</strong>, recolher amostras e aplicar medidas de prevenção e contenção. O plano combina <strong>sessões teóricas online</strong> com exercícios práticos realizados nas áreas florestais.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Uma parte significativa da formação centra-se no nemátodo-da-madeira-do-pinheiro, considerado uma das maiores ameaças fitossanitárias ao pinhal europeu. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os participantes vão treinar técnicas de <strong>monitorização</strong> e de <strong>identificação de sinais</strong> associados à presença deste organismo e dos insetos vetores responsáveis pela sua disseminação.</p><p>Nos <strong>montados</strong>, a formação aborda o <strong>declínio do sobreiro e da azinheira</strong>, incluindo a <strong>deteção da bactéria Xylella fastidiosa</strong> e de insetos perfuradores que enfraquecem as árvores. Já nos <strong>eucaliptais</strong>, os módulos dedicam-se aos principais desfolhadores e perfuradores que têm provocado perdas significativas na produção.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/icnf-vai-formar-500-profissionais-para-travar-pragas-que-ameacam-a-floresta-portuguesa-1779283120230.jpg" data-image="zojmtdcppnma" alt="Sobreiro" title="Sobreiro"><figcaption>A bactéria Xylella fastidiosa está entre as principais causas do declínio dos montados de sobreiro e azinheira. Foto: Enrique/Pixabay</figcaption></figure><p>As ações práticas incluem ainda <strong>simulações de comunicação de focos suspeitos</strong> e demonstrações de eliminação de material contaminado, numa tentativa de acelerar a resposta local perante novos surtos.</p><h2>Alterações climáticas agravam pressão sobre a floresta</h2><p>O ICNF enquadra o programa no reforço da vigilância fitossanitária nacional, numa altura em que as <strong>alterações climáticas</strong>, o <strong>comércio marítimo</strong> e a <strong>circulação</strong> <strong>internacional de plantas</strong> aumentam o risco de propagação de organismos nocivos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763563" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/incendios-florestais-provocados-pelo-clima-estao-a-tornar-se-uma-ameaca-imediata-para-as-especies-e-a-biodiversidade.html" title="Incêndios florestais provocados pelo clima estão a tornar-se uma ameaça imediata para as espécies e a biodiversidade">Incêndios florestais provocados pelo clima estão a tornar-se uma ameaça imediata para as espécies e a biodiversidade</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/incendios-florestais-provocados-pelo-clima-estao-a-tornar-se-uma-ameaca-imediata-para-as-especies-e-a-biodiversidade.html" title="Incêndios florestais provocados pelo clima estão a tornar-se uma ameaça imediata para as espécies e a biodiversidade"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/climate-driven-wildfires-are-becoming-a-major-and-immediate-threat-to-species-and-biodiversity-1775503680720_320.jpeg" alt="Incêndios florestais provocados pelo clima estão a tornar-se uma ameaça imediata para as espécies e a biodiversidade"></a></article></aside><p>Vários estudos apontam para uma intensificação destes fenómenos nas últimas décadas. Investigadores portugueses têm alertado para <strong>o impacto crescente das pragas</strong> na sustentabilidade da floresta nacional, associando a expansão de doenças e insetos invasores ao aumento das temperaturas e aos períodos prolongados de seca.</p><p>Além dos prejuízos económicos diretos, as <strong>árvores debilitadas</strong> tornam-se mais <strong>suscetíveis a incêndios, </strong>perdendo a capacidade de regeneração e de captura de carbono. Os danos provocados por pragas afetam não apenas a produção florestal, mas também a saúde pública e o valor recreativo das áreas naturais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/icnf-vai-formar-500-profissionais-para-travar-pragas-que-ameacam-a-floresta-portuguesa-1779283242662.jpg" data-image="xsrb76x6ykn9" alt="Eucaliptal" title="Eucaliptal"><figcaption>O gorgulho-do-eucalipto, oriundo da Austrália, é a praga mais grave dos eucaliptais em Portugal, provocando perdas de produtividade superiores a 50%. Foto: Vijaya Narasimha/Pixabay</figcaption></figure><p>O plano nacional coordenado pelo ICNF envolve ainda o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), o RAIZ – Instituto de Investigação da Floresta e Papel – e o Instituto Politécnico de Bragança.</p><p>A meta passa por criar uma <strong>rede técnica</strong> mais preparada para identificar rapidamente sinais de infestação e reduzir a propagação de doenças antes que os impactos se tornem irreversíveis.</p><h3><em>Referências do artigo</em></h3><p><em><a href="https://www.icnf.pt/atualidade/eventosemjunho" target="_blank">Identificação Precoce, Prevenção e Reação Adequada a Riscos Bióticos na Floresta</a> (programa e plano de formação). Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas</em></p><p><em>Maria Rosa Santos de Paiva. <a href="https://novaresearch.unl.pt/en/publications/economic-assessment-of-managing-processionary-moth-in-pine-forest/?utm_source=chatgpt.com" target="_blank">Economic assessment of managing processionary moth in pine forests: A case-study in Portugal</a>. Journal of Environmental Management</em></p><p><em>Carlos Valente, Catarina I. Gonçalves, Fernanda Monteiro, João Gaspar, Margarida Silva, Miguel Sottomayor, Maria Rosa Paiva & Manuela Branco. <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0921800917312983?utm_source=chatgpt.com" target="_blank">Economic Outcome of Classical Biological Control: A Case Study on the Eucalyptus Snout Beetle, Gonipterus platensis, and Parasitoid Anaphes nitens</a>. Ecological Economics</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/icnf-vai-formar-500-profissionais-para-travar-pragas-que-ameacam-a-floresta-portuguesa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor intenso e poeiras africanas marcam a semana, mas sábado traz trovoadas e chuva ao Norte e Centro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intenso-e-poeiras-africanas-marcam-a-semana-mas-sabado-traz-trovoadas-e-chuva-ao-norte-e-centro.html</link><pubDate>Wed, 20 May 2026 13:02:45 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal entra esta quarta-feira num episódio de calor invulgar para maio, com temperaturas acima dos 30 °C e chegada de poeiras africanas. No sábado, dia 23, existe a possibilidade de trovoadas devido à aproximação de uma gota fria.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaaee36"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaaee36.jpg" id="xaaee36"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A tarde desta quarta-feira, 20 de maio, <strong>marca o início de um episódio de tempo quente em Portugal continental,</strong> impulsionado pela aproximação de uma massa de ar quente proveniente do Norte de África.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-e-poeiras-africanas-marcam-a-semana-mas-sabado-traz-trovoadas-e-chuva-ao-norte-e-centro-1779276107378.png" data-image="ntepdpjc72zn" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Durante a tarde desta quarta-feira, o calor intensifica-se em Portugal continental, com o Alentejo e alguns pontos do interior Centro já perto ou acima dos 30 ºC.</figcaption></figure><p>As temperaturas já apresentam uma subida significativa face aos dias anteriores, com <strong>destaque para o Alentejo</strong>, onde os termómetros atingem entre 28 e 33 °C, com valores mais elevados no interior.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No Centro, algumas localidades como <strong>Tomar ou Sertã</strong> aproximam-se também dos 30 °C.</p><h2>Quinta-feira o calor continua a subir e chegam as poeiras</h2><p>Durante a madrugada de quinta-feira, dia 21, começa a entrar em território nacional uma <strong>nuvem de poeiras do Norte de África, transportada pelo fluxo de sul. </strong>Esta situação poderá degradar temporariamente a qualidade do ar, passando de “boa” a “moderada”, sobretudo nas regiões do Sul e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-e-poeiras-africanas-marcam-a-semana-mas-sabado-traz-trovoadas-e-chuva-ao-norte-e-centro-1779276188457.png" data-image="sfvf1fz8d8il" alt="Poeiras" title="Poeiras"><figcaption>A massa de ar quente vinda do Norte de África transporta também poeiras em suspensão, que poderão degradar temporariamente a qualidade do ar.</figcaption></figure><p>Em simultâneo, <strong>o calor intensifica-se</strong>. As temperaturas máximas sobem entre 2 a 3 °C na maioria das regiões, sendo o aumento mais expressivo no Nordeste Transmontano e Douro, onde a subida pode atingir os 4 a 5 °C. Ainda assim, o litoral oeste continuará a registar valores mais amenos devido à influência atlântica.</p><h2>Calor generalizado, com valores acima de 30 °C na sexta-feira</h2><p><strong>Na sexta-feira, dia 22, o episódio de calor atinge maior expressão.</strong> Grande parte do território continental regista temperaturas acima dos 30 °C, com valores particularmente elevados no interior Norte e Centro e também no Alentejo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-e-poeiras-africanas-marcam-a-semana-mas-sabado-traz-trovoadas-e-chuva-ao-norte-e-centro-1779276232921.png" data-image="2jf16pdav9y8" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Na sexta-feira, o calor atinge maior expressão, com grande parte do interior a superar os 30 ºC e valores mais contidos no litoral oeste.</figcaption></figure><p>As condições atmosféricas mantêm-se estáveis, embora com presença de poeiras em suspensão.</p><h2>Sábado: instabilidade regressa com trovoadas</h2><p>Apesar do calor persistente, o padrão atmosférico sofre uma alteração no sábado, dia 23. Uma bolsa de ar frio em altitude, <strong>u</strong><strong>ma gota fria aproxima-se da costa oeste de Portugal,</strong> criando condições favoráveis à instabilidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-e-poeiras-africanas-marcam-a-semana-mas-sabado-traz-trovoadas-e-chuva-ao-norte-e-centro-1779276360851.jpg" data-image="wj0gg3r8wujc" alt="Geopotencial 700 hPa" title="Geopotencial 700 hPa"><figcaption>Uma bolsa de ar frio em altitude isola-se junto à costa ocidental da Península Ibérica, favorecendo maior instabilidade atmosférica no sábado.</figcaption></figure><p>O contraste entre o ar quente à superfície e o ar mais frio em altitude poderá originar trovoadas durante a tarde, sobretudo nas regiões Norte e Centro. </p><p>Os distritos de<strong> Viana do Castelo e Braga apresentam maior probabilidade de ocorrência de trovoadas potencialmente fortes,</strong> podendo também ocorrer aguaceiros localmente moderados e rajadas de vento associadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-e-poeiras-africanas-marcam-a-semana-mas-sabado-traz-trovoadas-e-chuva-ao-norte-e-centro-1779276427024.png" data-image="v9rz9s4vfjyj" alt="Densidade de raios" title="Densidade de raios"><figcaption>No sábado à tarde, o Norte e parte do Centro poderão registar trovoadas, localmente fortes, sobretudo entre Viana do Castelo e Braga.</figcaption></figure><p>No domingo, dia 24, <strong>o tempo volta a estabilizar gradualmente, mas o calor mantém-se bem presente.</strong> As temperaturas continuam acima da média para a época, com uma anomalia térmica significativa, entre 9 a 12 °C acima dos valores climatológicos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769628" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/extensa-lingua-de-poeiras-do-saara-invade-portugal-a-partir-de-quinta-21-de-maio-eis-ate-quando-e-zonas-mais-afetadas.html" title="Extensa língua de poeiras do Saara invade Portugal a partir de quinta, 21 de maio: eis até quando e zonas mais afetadas">Extensa língua de poeiras do Saara invade Portugal a partir de quinta, 21 de maio: eis até quando e zonas mais afetadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/extensa-lingua-de-poeiras-do-saara-invade-portugal-a-partir-de-quinta-21-de-maio-eis-ate-quando-e-zonas-mais-afetadas.html" title="Extensa língua de poeiras do Saara invade Portugal a partir de quinta, 21 de maio: eis até quando e zonas mais afetadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/extensa-lingua-de-poeiras-do-saara-invade-portugal-a-partir-de-quinta-21-de-maio-eis-ate-quando-e-zonas-mais-afetadas-1779209531004_320.png" alt="Extensa língua de poeiras do Saara invade Portugal a partir de quinta, 21 de maio: eis até quando e zonas mais afetadas"></a></article></aside><p>Em suma, os próximos dias ficam marcados por um <strong>episódio de calor invulgarmente intenso</strong> para maio com a presença permanente de uma extensa língua de poeiras, pontualmente interrompido por instabilidade no sábado.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intenso-e-poeiras-africanas-marcam-a-semana-mas-sabado-traz-trovoadas-e-chuva-ao-norte-e-centro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O ar africano chegou a Beja: Ana Palma aponta quais serão os dias mais quentes]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-ar-africano-chegou-a-beja-ana-palma-aponta-quais-serao-os-dias-mais-quentes.html</link><pubDate>Wed, 20 May 2026 12:17:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A massa de ar quente subtropical já começou a elevar as temperaturas em Portugal continental. Beja poderá estar entre as capitais de distrito mais quentes do país nos próximos dias, numa tendência de calor que poderá prolongar-se até ao final do mês de maio.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaae23w"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaae23w.jpg" id="xaae23w"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A entrada de uma massa de ar quente subtropical em Portugal continental começou esta quarta-feira, 20 de maio, a provocar uma subida gradual das temperaturas, com Beja entre as capitais de distrito onde o calor deverá ser mais intenso nos próximos dias. A tendência apontada pelos modelos meteorológicos indica que <strong>os valores poderão continuar acima da média até ao final do mês</strong>.</p><h2>Beja poderá atingir 37 ºC entre sábado e segunda-feira</h2><p>Esta mudança do estado do tempo está associada ao reforço de uma dorsal anticiclónica sobre a Península Ibérica, favorecendo a <strong>entrada de ar mais quente vindo do Norte de África e do interior peninsular</strong>. Ao mesmo tempo, as depressões atlânticas tendem a circular mais a norte da Europa, deixando Portugal continental sob influência de céu pouco nublado, vento geralmente fraco e temperaturas em subida gradual ao longo dos próximos dias.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Em Beja, as temperaturas máximas deverão ultrapassar os 30 ºC de forma persistente já a partir desta quinta-feira, 21 de maio, tornando a cidade uma das capitais de distrito mais quentes do país nos próximos dias. Os dias potencialmente mais quentes deverão ocorrer <strong>entre sábado, 23 de maio, e segunda-feira, 25 de maio</strong>, altura em que os modelos apontam para <strong>máximas entre 34 e 37 ºC</strong> durante a tarde, especialmente nas zonas mais interiores do distrito. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-ar-africano-chegou-a-beja-ana-palma-aponta-quais-serao-os-dias-mais-quentes-1779276260854.png" data-image="gxy9of5x8c88"><figcaption>O mapa de temperatura previsto pelo ECMWF para a tarde de sábado, 23 de maio, destaca Beja entre as zonas mais quentes de Portugal continental. A cidade poderá atingir cerca de 35 ºC durante a tarde, num cenário marcado pela persistência de uma massa de ar quente subtropical sobre o interior Sul do país.</figcaption></figure><p>A persistência de temperaturas elevadas durante várias tardes consecutivas poderá aumentar o desconforto térmico, sobretudo nas áreas urbanas mais expostas ao calor e com menor circulação de ar.</p><h2>Massa de ar quente subtropical deverá persistir até ao final de maio</h2><p>Os mapas de anomalia térmica continuam a reforçar a tendência para <strong>valores muito acima do normal na Península Ibérica até ao final de maio</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-ar-africano-chegou-a-beja-ana-palma-aponta-quais-serao-os-dias-mais-quentes-1779276051617.png" data-image="gmjpsisavi4q"><figcaption>O mapa de anomalia térmica previsto pelo ECMWF para a tarde de sexta-feira, 22 de maio, mostra temperaturas até 11 ºC acima da média no interior Sul de Portugal. Beja surge entre as regiões com anomalias mais expressivas.</figcaption></figure><p>As projeções mais recentes mostram<strong> anomalias positivas persistentes e uma circulação favorável ao transporte de ar quente </strong>desde o Norte de África, especialmente para o interior Sul de Portugal, onde o aquecimento deverá ser mais expressivo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-ar-africano-chegou-a-beja-ana-palma-aponta-quais-serao-os-dias-mais-quentes-1779276519358.png" data-image="my51mpsgvye7"><figcaption>O mapa do índice UV previsto pelo ECMWF para domingo, 24 de maio, mostra valores muito elevados em grande parte do Sul de Portugal. Em Beja, o índice UV poderá atingir 8 durante as horas centrais do dia, um nível considerado muito alto e associado a maior risco de exposição solar prolongada.</figcaption></figure><p>Embora o aumento das temperaturas se faça sentir em grande parte do território continental, o <strong>contraste entre litoral e interior deverá continuar bastante evidente</strong>. Enquanto cidades costeiras como Lisboa ou Setúbal poderão manter máximas mais moderadas devido à influência marítima, Beja deverá permanecer entre as capitais de distrito mais quentes do país durante vários dias consecutivos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769729" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/como-terminara-o-mes-de-maio-em-portugal-o-modelo-europeu-consolida-a-sua-previsao-nesta-quarta-feira.html" title="Como terminará o mês de maio em Portugal: o modelo europeu consolida a sua previsão nesta quarta-feira 20">Como terminará o mês de maio em Portugal: o modelo europeu consolida a sua previsão nesta quarta-feira 20</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/como-terminara-o-mes-de-maio-em-portugal-o-modelo-europeu-consolida-a-sua-previsao-nesta-quarta-feira.html" title="Como terminará o mês de maio em Portugal: o modelo europeu consolida a sua previsão nesta quarta-feira 20"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-terminara-o-mes-de-maio-em-portugal-o-modelo-europeu-consolida-a-sua-previsao-nesta-quarta-feira-1779271880478_320.png" alt="Como terminará o mês de maio em Portugal: o modelo europeu consolida a sua previsão nesta quarta-feira 20"></a></article></aside><p>Apesar da tendência mais recente apontar para a persistência do calor até ao final de maio, <strong>poderão ainda ocorrer ajustes na intensidade das temperaturas</strong> previstas e na duração deste episódio nos próximos dias. Por esse motivo, recomenda-se o acompanhamento regular das atualizações meteorológicas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-ar-africano-chegou-a-beja-ana-palma-aponta-quais-serao-os-dias-mais-quentes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Lisboa vai ter uma semana de experiências grátis nos locais mais luxuosos da cidade]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/lisboa-vai-ter-uma-semana-de-experiencias-gratis-nos-locais-mais-luxuosos-da-cidade.html</link><pubDate>Wed, 20 May 2026 11:01:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>De 23 a 29 de maio, a Avenida da Liberdade recebe o Open Week, com visitas, workshops e experiências gratuitas em hotéis, lojas, espaços culturais e bastidores exclusivos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-vai-ter-uma-semana-de-experiencias-gratis-nos-locais-mais-luxuosos-da-cidade-1779187925759.jpg" data-image="6g8qk66olvm6" alt="Lisboa" title="Lisboa"><figcaption>A avenida mais luxuosa de Lisboa vai receber dezenas de experiências gratuitas. Imagem ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Haverá algo de que os portugueses mais gostam do que coisas gratuitas? Só se forem coisas gratuitas, num dos locais mais luxuosos de Lisboa. E é mesmo isso que vai acontecer já a partir deste fim de semana.</p><p>A <strong>Avenida da Liberdade</strong>, sim, aquela que é uma da principais avenidas da cidade, com lojas de charme, salas de espetáculo emblemáticas e hotéis de sonho, volta a abrir-se ao público de forma pouco habitual. </p><div class="texto-destacado">O Avenida Open Week está de volta. De 23 a 29 de maio, a iniciativa transformará uma das zonas mais emblemáticas da capital num circuito de experiências gratuitas, convidando a entrar em espaços normalmente inacessíveis.</div><p>Ao longo de uma semana,<strong> 21 locais</strong>, entre lojas, hotéis, <em>ateliers</em> e espaços culturais, participam num programa que inclui visitas guiadas, exposições, <em>workshops</em>, aulas abertas e experiências de <em>styling</em> e beleza. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763625" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nem-rio-de-janeiro-nem-havana-lisboa-e-a-cidade-mais-colorida-do-mundo.html" title="Nem Rio de Janeiro, nem Havana: Lisboa é a cidade mais colorida do mundo">Nem Rio de Janeiro, nem Havana: Lisboa é a cidade mais colorida do mundo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nem-rio-de-janeiro-nem-havana-lisboa-e-a-cidade-mais-colorida-do-mundo.html" title="Nem Rio de Janeiro, nem Havana: Lisboa é a cidade mais colorida do mundo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nem-rio-de-janeiro-nem-havana-lisboa-e-a-cidade-mais-colorida-do-mundo-1776026332625_320.jpg" alt="Nem Rio de Janeiro, nem Havana: Lisboa é a cidade mais colorida do mundo"></a></article></aside><p>O objetivo? “<strong>Mostrar o outro lado da avenida</strong>, revelando bastidores, histórias e processos que escapam ao olhar de quem por ali passa diariamente”, escreve o ‘Sapo’.</p><p>“A Avenida da Liberdade desperta o lado mais hedonista de cada um, pelo que o bem-estar e a imagem completam esta experiência, com iniciativas que vão do relaxamento, a abordagens inovadoras no universo capilar até à consultoria personalizada de <em>styling </em>ou aulas abertas de Pilates”, referiu a organização. </p><h2>Uma experiência única</h2><p>Promovido pela Associação Avenida,<strong> o evento junta diferentes universos </strong>como a moda, o<em> design</em>, a arte, a gastronomia e o bem-estar. A ideia é criar uma experiência envolvente e sofisticada, inspirada no ambiente exclusivo pelo qual a Avenida é reconhecida como o “Luxury District” de Lisboa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-vai-ter-uma-semana-de-experiencias-gratis-nos-locais-mais-luxuosos-da-cidade-1779209901228.jpg" data-image="5759ks36pgfk" alt="Lisboa" title="Lisboa"><figcaption>Pode entrar gratuitamente em alguns dos espaços mais exclusivos de Lisboa nesta iniciativa. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>O programa inclui <strong>visitas a áreas normalmente inacessíveis </strong>de edifícios históricos, entradas nos bastidores de salas de espetáculo, exposições em espaços privados e experiências em casas-museu.</p><div class="texto-destacado">Os destaques do programa incluem visitas guiadas às zonas nobres do Palácio da Anunciada, aos bastidores do Teatro Politeama, ao Tivoli Avenida Liberdade e ao Cinema São Jorge.</div><p>A gastronomia assume também um papel de destaque, com<em> workshops</em> de cozinha, provas de degustação, uma <em>masterclass </em>de <em>cocktails </em>e experiências ligadas ao universo do Vinho do Porto.</p><p>Na área do bem-estar e da imagem pessoal, há propostas que passam por aulas abertas de pilates, experiências dedicadas aos cuidados capilares e sessões de consultoria de <em>styling</em>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="757083" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-igreja-portuguesa-nasceu-de-uma-promessa-e-hoje-guarda-uma-das-melhores-vistas-de-lisboa.html" title="Esta igreja portuguesa nasceu de uma promessa (e hoje guarda uma das melhores vistas de Lisboa)">Esta igreja portuguesa nasceu de uma promessa (e hoje guarda uma das melhores vistas de Lisboa)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-igreja-portuguesa-nasceu-de-uma-promessa-e-hoje-guarda-uma-das-melhores-vistas-de-lisboa.html" title="Esta igreja portuguesa nasceu de uma promessa (e hoje guarda uma das melhores vistas de Lisboa)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esta-igreja-portuguesa-nasceu-de-uma-promessa-e-hoje-guarda-uma-das-melhores-vistas-de-lisboa-1772573326210_320.jpg" alt="Esta igreja portuguesa nasceu de uma promessa (e hoje guarda uma das melhores vistas de Lisboa)"></a></article></aside><p>Pode contar, aliás, com uma experiência de<em> personal styling</em> na Michael Kors, um diagnóstico de cabelo e uma sessão de <em>flash hair styling </em>na Maison Sisley. Está ainda previsto um <em>workshop</em> de café na Delta Coffee House Experience, uma prova de vinhos do Porto na 1933 Wine & Spirits Collection by Cellar 47, entre outras atividades. </p><p>“Na Praça da Alegria, a estilista Roselyn Silva também vai partilhar com o público diferentes formas de combinar as suas peças, para <em>looks</em> formais ou informais. As conversas acontecem todos os dias, em diferentes horários”, acrescenta a revista ‘NiT’.</p><p>“A variedade procura responder a um público alargado, mantendo, ao mesmo tempo, o foco numa <strong>experiência personalizada e de proximidade</strong>”, nota, por sua vez, o ‘Sapo’.</p><h2>Mais informações e detalhes</h2><p>E, sim, <strong>a participação nas atividades é gratuita</strong>. Mas, atenção, porque é sujeita a inscrição prévia. Esta poderá ser feita mediante indicação do espaço, data e horário pretendidos, através do <em>email</em> da organização. </p><p>O <strong>programa completo está disponível</strong><em><strong> online</strong></em> e permite desenhar um percurso à medida ao longo da semana. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/lisboa-vai-ter-uma-semana-de-experiencias-gratis-nos-locais-mais-luxuosos-da-cidade.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como terminará o mês de maio em Portugal: o modelo europeu consolida a sua previsão nesta quarta-feira 20]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/como-terminara-o-mes-de-maio-em-portugal-o-modelo-europeu-consolida-a-sua-previsao-nesta-quarta-feira.html</link><pubDate>Wed, 20 May 2026 10:11:57 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O calor em Portugal vai intensificar e tornar-se generalizado nos próximos dias e na próxima semana, com temperaturas mais típicas de pleno verão. Além disso, estão previstas algumas trovoadas, por vezes fortes.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaad6d4"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaad6d4.jpg" id="xaad6d4"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Esta quarta-feira (20) o calor gerado pela chegada da crista africana começa a espalhar-se pela Península Ibérica, <strong>estando previsto que se intensifique ainda mais nos próximos dias e tenha uma longa duração</strong>, uma vez que se intensificará na última semana do presente mês de maio.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo<br></strong>Nos próximos dias, o calor intenso será notícia em praticamente Portugal inteiro, e maio terminará com temperaturas que atingirão os 35 ºC em vários distritos, podendo até mesmo ultrapassar este patamar nalguns locais. Uma gota fria provocará trovoadas entre sexta (22) e domingo (24), com a fase mais intensa prevista para sábado (23).</div><p>O estabelecimento das altas pressões e de uma crista de ar quente de origem africana sobre Portugal continental <strong>dará início, a partir de hoje, a um período de temperaturas elevadas</strong>, que ontem começou a fazer-se sentir nas zonas no interior Centro e Sul do país.</p><h2>Fim de semana quente, com trovoadas fortes geradas por uma gota fria</h2><p>A subida das temperaturas será quase generalizada, com exceção do litoral Norte, onde se continuarão a registar valores semelhantes aos atingidos ontem. <strong>Hoje a subida será muito acentuada no interior Centro, Ribatejo, Lisboa e Vale do Tejo, Vale do Sado, Alentejo e algumas zonas do Algarve</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-terminara-o-mes-de-maio-em-portugal-o-modelo-europeu-consolida-a-sua-previsao-nesta-quarta-feira-1779270092176.png" data-image="mve2xb70mv6w"><figcaption>A última atualização do modelo europeu insiste na ocorrência de aguaceiros e trovoadas fortes na reta final da semana nas Regiões Norte e Centro, especialmente no sábado (23), devido à aproximação de uma gota fria.</figcaption></figure><p>Amanhã - quinta-feira, 21 de maio - espera-se uma intensificação do calor, <strong>estando previstas temperaturas máximas entre 30 e 35 ºC no Ribatejo e Alentejo</strong> (onde, em alguns locais, poderão ultrapassar os 35 ºC), nos <strong>vales do Guadiana, Tejo, Sado e Douro e em alguns locais do Sotavento Algarvio</strong>.</p><p>O estado do tempo ainda se tornará mais quente na <strong>sexta-feira, 22 de maio</strong>, quando ocorrer uma nova subida generalizada das temperaturas, com as máximas a atingirem os 30 ºC praticamente de norte a sul de Portugal continental (embora com algumas poucas exceções). As máximas rondarão os <strong>36-37 ºC</strong> <strong>nos vales do Tejo, Sado e Guadiana, bem como em alguns locais do vale do Douro</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769594" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-maior-parte-das-cidades-alentejanas-tera-temperaturas-ao-meio-dia-acima-de-30-c-entre-quinta-feira-e-sabado.html" title="A maior parte das cidades Alentejanas terá temperaturas ao meio-dia acima de 30 °C entre quinta-feira e sábado">A maior parte das cidades Alentejanas terá temperaturas ao meio-dia acima de 30 °C entre quinta-feira e sábado</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-maior-parte-das-cidades-alentejanas-tera-temperaturas-ao-meio-dia-acima-de-30-c-entre-quinta-feira-e-sabado.html" title="A maior parte das cidades Alentejanas terá temperaturas ao meio-dia acima de 30 °C entre quinta-feira e sábado"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-maior-parte-das-cidades-alentejanas-tera-temperaturas-ao-meio-dia-acima-de-30-c-entre-quinta-feira-e-sabado-1779210942208_320.jpg" alt="A maior parte das cidades Alentejanas terá temperaturas ao meio-dia acima de 30 °C entre quinta-feira e sábado"></a></article></aside><p>No fim de semana a atmosfera ficará instável nas <strong>Regiões Norte e Centro</strong> de Portugal continental - sobretudo nos <strong>distritos a oeste da Barreira de Condensação</strong> (Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro e setores ocidentais de Vila Real e Viseu) -, onde se registará <strong>atividade elétrica muito forte</strong> (trovoadas e granizo).</p><p>A formação de uma pequena gota fria nas imediações da Galiza favorecerá a formação das nuvens de trovoada, que deixarão <strong>aguaceiros, por vezes de granizo e acompanhados de trovoada</strong>, provocando ainda uma pequena descida das temperaturas, especialmente no litoral Norte, embora o calor se mantenha de uma forma geral.</p><h2>Maio poderá despedir-se com temperaturas típicas de verão</h2><p>O episódio de trovoadas será breve e localizado, pelo que, <strong>na segunda-feira, 25 de maio, a crista de ar quente voltará a dominar Portugal continental</strong>, dando início a uma nova subida das temperaturas. À medida que os dias forem decorrendo na próxima semana - a última do mês de maio e da primavera climatológica - será bastante percetível a forma como o calor se voltará a acentuar em grande parte da nossa geografia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-terminara-o-mes-de-maio-em-portugal-o-modelo-europeu-consolida-a-sua-previsao-nesta-quarta-feira-1779269878606.png" data-image="fjsu3spvv3yf"><figcaption>Na próxima segunda-feira (25), a última do mês de maio, prevê-se uma nova intensificação do calor. As anomalias térmicas positivas serão mais expressivas (até +12 ºC), o que revela temperaturas máximas ainda mais elevadas face à reta final da presente semana.</figcaption></figure><p>A previsão a médio prazo do modelo do ECMWF <strong>não deixa margem para dúvidas</strong> no contraste que se verificará entre o Continente português e as Ilhas. <strong>Na próxima semana (25 a 31 de maio) </strong>são expectáveis em Portugal continental<strong> anomalias térmicas positivas generalizadas entre +3 e +6 ºC</strong>. No litoral Centro e Sul e no Algarve as anomalias previstas são mais moderadas (+1 ºC a +3 ºC). </p><div class="texto-destacado">O mês de maio terminará assim com um tempo muito quente e seco em Portugal continental, mais característico de meados do verão.</div><p>Quanto aos <strong>Açores (sobretudo Grupos Ocidental e Central) espera-se um cenário completamente oposto</strong>, com temperaturas ligeiramente inferiores à média (anomalia térmica negativa - 1 ºC), sendo que para o arquipélago da Madeira não se detetam anomalias estatisticamente significativas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/como-terminara-o-mes-de-maio-em-portugal-o-modelo-europeu-consolida-a-sua-previsao-nesta-quarta-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estrelas gigantes que engolem planetas: a descoberta de como estes são erodidos, camada a camada, pouco a pouco]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/estrelas-gigantes-que-engolem-planetas-a-descoberta-de-como-estes-sao-erodidos-camada-a-camada-pouco-a-pouco.html</link><pubDate>Wed, 20 May 2026 08:15:19 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Quando um planeta gigante gasoso é engolido por uma estrela, não morre num instante: é consumido lentamente, enriquecendo a estrela com elementos valiosos e deixando vestígios químicos que podem ser observados durante milhões de anos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/e-cosi-che-le-stelle-divorano-i-pianeti-gioviani-a-piccoli-morsi-1779090796067.png" data-image="8rxid84fc4c3"><figcaption>O planeta que é engolido pela sua estrela não é necessariamente destruído de uma só vez, mas vai sendo erodido camada a camada.</figcaption></figure><p><strong>As estrelas semelhantes ao Sol, ou seja, as anãs, à medida que envelhecem, incham até se tornarem gigantes vermelhas</strong>. Ao expandirem-se, as suas camadas mais externas podem chegar a atingir os planetas mais próximos. Por exemplo, um planeta gigante como Júpiter poderia ser engolido pela envelope estelar.</p><p>Se até agora se pensava que um planeta deste tipo caminhava para um fim rápido e "catastrófico", um novo estudo teórico, no qual se simula a absorção de um planeta gasoso pela sua estrela, mostra surpreendentemente que <strong>o planeta não é necessariamente destruído de uma só vez. Este perde massa de forma contínua, como se a estrela o "raspasse"</strong> camada a camada: um fim mais lento do que o previsto, mas, em qualquer caso, inevitável.</p><h2> O atrito que desgasta um gigante gasoso </h2><p>Assim que o planeta gasoso se encontra dentro da camada exterior da estrela transformada em gigante vermelha, <strong>o atrito com o gás da atmosfera do planeta, devido ao seu movimento orbital, gera uma espécie de onda de choque</strong> frontal que deixa um rasto de turbulência no seu caminho.</p><p>É precisamente na zona de contacto entre a atmosfera planetária e o gás estelar que<strong> surge o mecanismo-chave deste desprendimento progressivo, camada a camada: a instabilidade de Kelvin-Helmholtz</strong>.</p><div class="texto-destacado">As instabilidades de Kelvin-Helmholtz são as mesmas que, na atmosfera terrestre, na troposfera, produzem aquelas ondas onduladas características nas nuvens, quando duas camadas adjacentes da atmosfera se deslocam uma sobre a outra a velocidades diferentes.<br> </div><p><strong>O efeito dessas instabilidades no planeta é arrancar as suas camadas mais externas</strong>. As simulações mostram que a taxa de eliminação de gás depende da intensidade com que o gás estelar colide contra o planeta.</p><p><strong>Os autores deste estudo recente estimam taxas de perda da ordem de 10⁻⁵ massas solares (um centésimo de milésimo) por hora</strong>. Embora pareça insignificante, este número representa um valor enorme, capaz de consumir um gigante gasoso em questão de dias.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em questão de dias, a estrela consegue arrancar todas as camadas de gás do planeta que engoliu.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O facto de o planeta gasoso ser absorvido pelas camadas externas da sua estrela tem<strong> consequências importantes que permitem explicar aspetos interessantes da composição química das estrelas gigantes</strong>.</p><h2> A assinatura química de uma refeição estelar </h2><p><strong>Um dos aspetos curiosos das estrelas gigantes tem a ver com a quantidade de lítio presente nas suas atmosferas</strong>. A estrutura destas estrelas é tal que favorece a sua rápida combustão, pelo que as suas atmosferas deveriam ser pobres em lítio ou carecer completamente dele.</p><div class="texto-destacado">O lítio é o terceiro elemento (depois do hidrogénio e do hélio) da tabela periódica dos elementos químicos. É um indicador da idade estelar: abundante nas estrelas mais jovens, desaparece nas mais velhas.</div><p>Pelo contrário, é bastante frequente observar estrelas gigantes ricas em lítio, denominadas "lithium rich". Uma das hipóteses formuladas para explicar a abundância de lítio está precisamente relacionada com o <strong>processo pelo qual estas estrelas aumentam o seu teor de lítio, uma vez que o obtêm dos planetas gasosos que engolem</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/e-cosi-che-le-stelle-divorano-i-pianeti-gioviani-a-piccoli-morsi-1779091493434.png" data-image="7i7tfkiczfks" alt="litio" title="litio"><figcaption>O lítio, tal como os outros elementos químicos presentes nas atmosferas estelares, deixa a sua própria marca (as linhas brilhantes na figura) no espectro estelar.</figcaption></figure><p>O estudo sugere que <strong>a absorção gradual de um planeta poderia aumentar a abundância superficial de lítio em cerca de 25-30%</strong> e deixar uma marca observável durante períodos de cerca de 100 milhões de anos.</p><div class="texto-destacado">A presença e a abundância de lítio nas atmosferas estelares são medidas através da espectroscopia.</div><p><strong>A consequência mais ampla é que muito mais estrelas do que se pensava poderão apresentar vestígios de antigos planetas devorados</strong>. Se a ablação — ou seja, o processo de remoção camada por camada — for contínua, o planeta pode enriquecer a atmosfera da estrela com os seus elementos constituintes durante a sua absorção.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="760001" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-unico-grao-pesaria-tanto-quanto-uma-montanha-as-estrelas-de-neutroes-os-objetos-mais-extremos-do-universo.html" title="Um único grão pesaria tanto quanto uma montanha: as estrelas de neutrões, os objetos mais extremos do universo">Um único grão pesaria tanto quanto uma montanha: as estrelas de neutrões, os objetos mais extremos do universo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-unico-grao-pesaria-tanto-quanto-uma-montanha-as-estrelas-de-neutroes-os-objetos-mais-extremos-do-universo.html" title="Um único grão pesaria tanto quanto uma montanha: as estrelas de neutrões, os objetos mais extremos do universo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-granello-peserebbe-come-una-montagna-le-stelle-di-neutroni-gli-oggetti-piu-estremi-dell-universo-1773594091831_320.png" alt="Um único grão pesaria tanto quanto uma montanha: as estrelas de neutrões, os objetos mais extremos do universo"></a></article></aside><p>Os planetas jupiterianos que são engolidos pelas suas estrelas gigantes não desaparecem simplesmente, mas <strong>deixam na atmosfera da sua estrela uma mensagem "química" que os astrónomos conseguem decifrar no espectro</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia<br></em></h3><p><em><a href="https://arxiv.org/pdf/2605.11343" target="_blank" rel="nofollow">"Continuous mass ablation of planets engulfed in stellar envelopes" </a> Mike Y. M. Lau et al. 2026, A&A in press</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/estrelas-gigantes-que-engolem-planetas-a-descoberta-de-como-estes-sao-erodidos-camada-a-camada-pouco-a-pouco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Plantas grátis para sempre: 7 espécies fáceis de propagar para um jardim exuberante que dura toda a vida]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-gratis-para-sempre-7-especies-faceis-de-propagar-para-um-jardim-exuberante-que-dura-toda-a-vida.html</link><pubDate>Wed, 20 May 2026 08:05:30 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>O jardim tem os seus próprios truques para criar abundância. Estas sete plantas podem ser facilmente divididas e transformar um canto vazio num pequeno paraíso verde.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-gratis-para-siempre-7-especies-faciles-de-multiplicar-para-tener-el-jardin-frondoso-toda-la-vida-1778734605436.jpg" data-image="chslwro3wa4e" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Uma planta pode dar origem a muitas outras se for dividida no momento certo.</figcaption></figure><p>Algumas plantas parecem ter um<strong> pacto secreto com a abundância</strong>. Crescem e espalham-se até chegarem a um ponto em que praticamente imploram por uma intervenção. Este é um dos momentos mais gratificantes da jardinagem: dividi-las para criar novas plantas, de forma totalmente gratuita.</p><p>Não é necessário dominar técnicas sofisticadas. Algumas espécies formam aglomerados, rizomas ou rebentos que podem ser facilmente separados para preencher outro recanto do jardim, ocupar um canteiro vazio ou até mesmo ser oferecidos a outra pessoa. <strong>Na maioria dos casos, basta uma pá, um pouco de paciência e a época certa do ano</strong>.</p><p>Estas são algumas das espécies ornamentais mais fáceis de dividir e multiplicar em casa.</p><h2>1. Agapanthus</h2><p>É um daqueles clássicos infalíveis: <strong>resistente, elegante e quase indestrutível</strong>. As suas folhas longas e em forma de fita formam aglomerados densos ao longo do ano e, na primavera e no verão, desenvolve hastes florais coroadas por flores esféricas em tons de azul, lilás ou branco.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-gratis-para-siempre-7-especies-faciles-de-multiplicar-para-tener-el-jardin-frondoso-toda-la-vida-1778734762236.jpg" data-image="4qudzaqem4c7" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Elegante e resistente, o agapanthus multiplica-se facilmente quando a planta-mãe fica demasiado compacta.</figcaption></figure><p>Quando o aglomerado ficar demasiado compacto e começar a dar menos flores, é <strong>altura de o dividir</strong>. A época ideal é o outono ou o início da primavera.</p><p>A planta é retirada do solo e dividida em secções com raízes e várias folhas. Estas secções devem ser replantadas imediatamente, deixando espaço suficiente para o crescimento futuro. Requer <strong>boa drenagem, rega moderada e bastante sol para florescer abundantemente</strong>. Também sobrevive em sombra parcial, embora normalmente produza menos flores. </p><h2>2. Hemerocallis</h2><p>Cada flor dura apenas um dia, mas a planta produz tantas flores que o espetáculo se prolonga por semanas. As suas flores grandes e coloridas emergem por cima das folhas arqueadas e criam um aspeto maravilhosamente natural. <strong>É também uma planta excecionalmente resistente</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-gratis-para-siempre-7-especies-faciles-de-multiplicar-para-tener-el-jardin-frondoso-toda-la-vida-1778734939510.jpg" data-image="70omdu8bojwh" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Cada flor dura apenas um dia, mas a planta continua a crescer durante anos se for dividida na altura certa.</figcaption></figure><p>Com o tempo, forma enormes aglomerados, o que a torna ideal para a divisão. <strong>A melhor altura é geralmente no outono ou no início da primavera</strong>. Retire a planta do solo e separe os grupos de raízes com rebentos, garantindo que cada secção mantenha uma boa parte da coroa.</p><p>Replante imediatamente e <strong>regue abundantemente durante as primeiras semanas. Cresce bem em pleno sol e em solo fértil e bem drenado</strong>, embora seja muito mais resistente do que a sua aparência possa sugerir.</p><h2>3. Clivia</h2><p>Ideal para pátios tranquilos e recantos sombreados e luminosos, a clivia tem folhas longas, escuras e brilhantes e recompensa os jardineiros no outono ou na primavera com cachos de flores de um laranja intenso que parecem iluminar o jardim.</p><p>É uma planta de crescimento lento, mas com uma longevidade excecional; alguns exemplares permanecem no mesmo vaso durante décadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-gratis-para-siempre-7-especies-faciles-de-multiplicar-para-tener-el-jardin-frondoso-toda-la-vida-1778735102800.jpg" data-image="nffvx1uvwcba" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>A clivia cresce de forma lenta e tranquila, mas os seus rebentos permitem que se multiplique sem perder a sua elegância em zonas sombreadas.</figcaption></figure><p><strong>A propagação é feita a partir dos rebentos que surgem à volta da planta-mãe.</strong> Assim que estes rebentos tiverem desenvolvido várias folhas e as suas próprias raízes, podem ser cuidadosamente separados e plantados noutro local.</p><p>Isto não deve ser feito com demasiada frequência, uma vez que as clívias florescem melhor quando as raízes estão ligeiramente apertadas.<strong> Preferem sombra parcial, rega moderada e substratos arejados</strong>. A rega excessiva é, normalmente, o seu maior inimigo.</p><h2>4. Liriope</h2><p>À primeira vista, assemelha-se a uma erva ornamental, mas a liriope é, na verdade, uma planta herbácea perene aparentada com outras espécies que formam bolbos. <strong>As suas folhas finas e arqueadas criam bordaduras elegantes e resistentes, enquanto pequenas espigas de flores violetas ou lilás surgem no final do verão</strong>. É ideal como planta de cobertura do solo em áreas parcialmente sombreadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-gratis-para-siempre-7-especies-faciles-de-multiplicar-para-tener-el-jardin-frondoso-toda-la-vida-1778735220612.jpg" data-image="lyzzwd8gsfn2" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Uma planta resistente que cobre o solo e se multiplica com muito pouco esforço.</figcaption></figure><p>É uma das plantas mais fáceis de dividir. Basta levantar o torrão e separar pequenos grupos de folhas com raízes. Cada parte enraíza-se facilmente se for mantida húmida durante as primeiras semanas. <strong>Adapta-se a vários tipos de solo, mas cresce melhor em solo fresco e bem drenado</strong>. Em regiões muito quentes, aprecia alguma proteção contra o sol forte da tarde.</p><h2>5. Dietes ou íris africana</h2><p>A Dietes tem um aspeto algo futurista: folhas longas e rígidas, flores delicadas e uma notável capacidade de sobreviver à falta de cuidados. <strong>É amplamente utilizada em canteiros urbanos e jardins de baixa manutenção, pois tolera o calor, o vento e a seca moderada</strong>. As flores, que se assemelham a pequenas íris, surgem gradualmente ao longo de vários meses.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-gratis-para-siempre-7-especies-faciles-de-multiplicar-para-tener-el-jardin-frondoso-toda-la-vida-1778735310602.jpg" data-image="zuz5cvd8mtqd" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Uma espécie resistente que dá um novo ar aos canteiros e se adapta a praticamente qualquer jardim.</figcaption></figure><p>Forma aglomerados densos que se multiplicam facilmente por divisão. O processo é simples: <strong>basta separar uma parte com raízes e replantá-la noutro local</strong>. Normalmente recupera rapidamente, mesmo após um transplante um pouco brusco. Prefere sol pleno ou sombra parcial e rega moderada.</p><h2>6. Hosta</h2><p>As hostas são as rainhas da sombra. <strong>A</strong><strong>s suas enormes folhas, sejam elas verdes, azuladas ou variegadas, transformam qualquer recanto fresco num jardim exuberante</strong>. Na Argentina, dão-se melhor em regiões temperadas ou em pátios protegidos do calor extremo. Também produzem flores delicadas em hastes altas durante a primavera e o verão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-gratis-para-siempre-7-especies-faciles-de-multiplicar-para-tener-el-jardin-frondoso-toda-la-vida-1778735426207.jpg" data-image="gtmtr992hh2a" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>A sua folhagem exuberante renasce com vigor após cada divisão.</figcaption></figure><p>A divisão é normalmente realizada no final do inverno ou início da primavera, antes do início de um novo crescimento vigoroso. O torrão é retirado do solo e cortado em secções que contenham raízes e botões.<strong> Embora pareçam delicadas, estas plantas recuperam normalmente rapidamente se lhes for proporcionada uma humidade constante</strong>. Necessitam de sombra parcial e solo fresco: uma hosta exposta ao sol de janeiro em Córdoba provavelmente estaria a escrever uma carta de advogado.</p><h2>7. Íris Alemã</h2><p><strong>Produz algumas das flores mais sofisticadas do jardim</strong>. Existem variedades em violeta, amarelo, branco, azul e até combinações de cores, muitas com pétalas onduladas que parecem feitas de seda. Cresce a partir de rizomas carnudos que se espalham horizontalmente sob a superfície.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-gratis-para-siempre-7-especies-faciles-de-multiplicar-para-tener-el-jardin-frondoso-toda-la-vida-1778735586390.jpg" data-image="dkizc72eu2jw" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Os seus rizomas espalham-se pelo subsolo e permitem a sua multiplicação através de uma simples divisão.</figcaption></figure><p>Estes rizomas facilitam bastante a divisão. Após a floração, são retirados do solo e cortados em secções que contenham raízes e, pelo menos, um leque de folhas. Devem ser replantados quase à superfície do solo, uma vez que as íris não toleram ser enterradas a grande profundidade.<strong> Necessitam de muita luz solar e de uma excelente drenagem; o excesso de humidade pode apodrecer os rizomas com uma rapidez surpreendente</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768903" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-gotas-misteriosas-nas-suas-plantas-ao-amanhecer-nao-sao-orvalho-assim-funciona-esse-fenomeno-natural.html" title="As gotas misteriosas nas suas plantas ao amanhecer não são orvalho: assim funciona este fenómeno natural">As gotas misteriosas nas suas plantas ao amanhecer não são orvalho: assim funciona este fenómeno natural</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-gotas-misteriosas-nas-suas-plantas-ao-amanhecer-nao-sao-orvalho-assim-funciona-esse-fenomeno-natural.html" title="As gotas misteriosas nas suas plantas ao amanhecer não são orvalho: assim funciona este fenómeno natural"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/las-misteriosas-gotas-de-tus-plantas-al-amanecer-no-son-rocio-asi-funciona-este-fenomeno-natural-1778763380997_320.jpg" alt="As gotas misteriosas nas suas plantas ao amanhecer não são orvalho: assim funciona este fenómeno natural"></a></article></aside><p>Estas plantas crescem com tanta vigor que, de vez em quando, é necessário dividi-las. Longe de ser um problema, este processo torna-se uma oportunidade para renovar o jardim, preencher espaços vazios e adicionar novos exemplares sem gastar dinheiro. <strong>Com um pouco de cuidado e no momento certo, uma planta pode transformar-se em várias</strong>, e o jardim ganha volume, estrutura e continuidade sem necessidade de compras constantes.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-gratis-para-sempre-7-especies-faceis-de-propagar-para-um-jardim-exuberante-que-dura-toda-a-vida.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[IPMA revela que abril foi um mês muito quente e muito seco: meteorologista Teresa Abrantes analisa o mais relevante]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ipma-revela-que-abril-foi-um-mes-muito-quente-e-muito-seco-meteorologista-teresa-abrantes-analisa-o-mais-relevante.html</link><pubDate>Wed, 20 May 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O mês de abril de 2026, em Portugal continental, classificou-se, do ponto de vista climatológico, como um mês muito quente em relação à temperatura do ar e muito seco em relação à precipitação.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-revela-que-abril-foi-um-mes-muito-quente-e-muito-seco-meteorologista-teresa-abrantes-analisa-o-mais-relevante-1779206571330.jpg" data-image="s34ukptbzn03" alt="Flores secas" title="Flores secas"><figcaption>Depois de um inverno chuvoso, o primeiro mês da primavera foi muito seco.</figcaption></figure><p>Em abril, o estado do tempo em Portugal continental <strong>foi condicionado predominantemente por Anticiclones</strong>, quer localizado sobre as ilhas Britânicas, promovendo fluxos de ar de origem continental, mais quentes e secos, quer na região do arquipélago dos Açores e estendendo-se em crista até à Península Ibérica. No entanto, a passagem de superfícies frontais e linhas de instabilidade associadas a depressões deram origem a alguma precipitação por vezes forte, em regime de aguaceiros e acompanhados de trovoada. </p><h2>Temperatura média muito acima dos valores normais para esta altura do ano</h2><p>De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, IPMA, em Portugal continental, no mês de abril, o valor médio da temperatura média do ar, 16,10 °C, foi 2,12 °C superior ao valor da normal 1991-2020.</p><p>Abril de 2026 foi o <strong>6º abril mais quente desde 1931</strong>, tendo o mais quente ocorrido em 1945, com 17.19 °C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-revela-que-abril-foi-um-mes-muito-quente-e-muito-seco-meteorologista-teresa-abrantes-analisa-o-mais-relevante-1779206764324.jpg" data-image="7vctdfig4iu7" alt="Anomalias da temperatura" title="Anomalias da temperatura"><figcaption>Anomalias da temperatura média do ar no mês de abril, em Portugal continental, em relação aos valores médios no período 1991-2020. Fonte: IPMA</figcaption></figure><p>O <strong>valor médio da temperatura máxima do ar, 22,59 °C</strong>, foi 3,29 °C acima do valor médio no período 1991-2020 e foi a 6ª mais alta para o mês de abril. </p><p>No ano 2023 registou-se o abril mais quente no Continente, com 23,77 °C.</p><p>O <strong>valor médio da temperatura mínima do ar, 9,60 °C, </strong>registou uma anomalia de 0,95°C superior ao valor normal, sendo o 13º valor mais alto desde 1931 e o 5º desde 2000. O valor mais alto, 11.18 °C, registou.se em 1945.</p><p>O maior valor da temperatura máxima do ar foi <strong>32,9 °C</strong>, que se registou em Mora, no dia 27 e o menor valor da temperatura mínima do ar, <strong>- 1,4 °C</strong>, ocorreu em Lamas de Mouro, no dia 12 e em Carrazeda de Ansiães, no dia 13.</p><div class="texto-destacado">No dia 27 de abril, o mais quente do mês, a anomalia atingiu os 7.8 °C na temperatura máxima e os 6.0 °C na temperatura média, com cerca de 25% das estações meteorológicas do IPMA a registarem uma temperatura máxima superior a 30.0 °C.</div><p>Entretanto, o dia mais frio do mês foi o dia 13 de abril com anomalias negativas, de -4.0 °C na temperatura máxima, de -3.3 °C na temperatura média e de -2.5 °C na temperatura mínima do ar.</p><p><strong>Registaram-se duas ondas de calor no mês de abril</strong>. A primeira ocorreu no período de 15 a 28, em 40% das estações, abrangendo o interior Norte e Centro e a sul do Tejo e a segunda, de 23 a 28, foi mais localizada, ocorrendo apenas em Montalegre, Cabril e Nelas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É de destacar a duração da onda de calor em Miranda do Douro e Pinhão que teve uma duração respetivamente de 13 e 12 dias. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Durante o mês de abril verificaram-se novos extremos ou foram igualados maiores valores da temperatura mínima do ar em 9 estações meteorológicas do continente. As maiores diferenças registaram-se nas estações de Neves Corvo, 2,0 °C, e de Viana do Alentejo, 1,2 °C. </p><h2>A precipitação em abril foi muito inferior ao valor normal</h2><p>Ainda de acordo com o IPMA, o mês de abril de 2026 registou um total de <strong>precipitação mensal de 28,8 mm, com uma anomalia de -46,7 mm</strong>, muito inferior ao valor médio 1991-2020, sendo o 4º mais seco deste século e o 10º mais seco desde 1931.</p><p>Foi no ano de 2017 que se registou o abril mais seco, com 11.5 mm de precipitação mensal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-revela-que-abril-foi-um-mes-muito-quente-e-muito-seco-meteorologista-teresa-abrantes-analisa-o-mais-relevante-1779207096508.jpg" data-image="y7au6zk97k4m" alt="Anomalias da precipitação" title="Anomalias da precipitação"><figcaption>Anomalias da quantidade de precipitação, no mês de abril, em Portugal continental, em relação aos valores médios no período 1991-2020. Fonte: PMA</figcaption></figure><p>Ao longo do mês verificou-se a ocorrência de precipitação, não muito significativa, em três períodos do mês. De 6 a 8 registou-se em todo o território, de 13 a 15, no litoral Norte e Centro e de 26 a 29 no interior Norte e Centro com ocorrência de aguaceiros e trovoadas.</p><p>Neste mês de abril a região Norte registou um total mensal de cerca de metade do valor médio de abril, enquanto <strong>a região Sul registou apenas 1/3 do que é normal chover neste mês</strong>.</p><p>Registaram-se valores de precipitação mensal inferiores ao normal nas estações meteorológicas do IPMA, exceto em duas estações, Mirandela e Pinhão, onde foi ligeiramente superior ao valor médio climatológico para o período 1991–2020.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Cerca de 74% das estações meteorológicas registaram totais mensais inferiores a 50% da precipitação média habitual para o mês de abril.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Em abril, no dia 29, verificou-se um novo extremo de precipitação diária, 57,3 mm, na estação de Figueira de Castelo Rodrigo, onde o anterior extremo, 35.1 mm, se tinha registado no ano de 2016, no dia 15. </p><div class="texto-destacado">Em grande parte do território choveu menos de metade do que é normal para abril e em muitos concelhos dos distritos de Aveiro, Lisboa, Évora, Setúbal, Beja e Faro choveu apenas 1/4 do que é normal para o mês. </div><p>O maior valor mensal da quantidade de precipitação em abril foi registado na estação de Cabril, com 78,4 mm.</p><h2>Monitorização da Seca – Índice PDSI</h2><p>O valor da quantidade de precipitação acumulada no ano hidrológico 2025/2026 (1 de outubro de 2025 a 30 setembro de 2026), até final de abril, foi de 994.7 mm, o que corresponde a 148% do valor normal 1991-2020.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Este ano hidrológico (o período de 1 outubro a 30 abril) é o 16º mais chuvoso desde 1931 e o 2º mais chuvoso desde 2000, depois de 2001, com 1202.5 mm.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Neste mês de abril a região Norte registou um total mensal de cerca de metade do valor médio de abril, enquanto a região Sul registou apenas 1/3 do que é normal chover neste mês.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769628" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/extensa-lingua-de-poeiras-do-saara-invade-portugal-a-partir-de-quinta-21-de-maio-eis-ate-quando-e-zonas-mais-afetadas.html" title="Extensa língua de poeiras do Saara invade Portugal a partir de quinta, 21 de maio: eis até quando e zonas mais afetadas">Extensa língua de poeiras do Saara invade Portugal a partir de quinta, 21 de maio: eis até quando e zonas mais afetadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/extensa-lingua-de-poeiras-do-saara-invade-portugal-a-partir-de-quinta-21-de-maio-eis-ate-quando-e-zonas-mais-afetadas.html" title="Extensa língua de poeiras do Saara invade Portugal a partir de quinta, 21 de maio: eis até quando e zonas mais afetadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/extensa-lingua-de-poeiras-do-saara-invade-portugal-a-partir-de-quinta-21-de-maio-eis-ate-quando-e-zonas-mais-afetadas-1779209531004_320.png" alt="Extensa língua de poeiras do Saara invade Portugal a partir de quinta, 21 de maio: eis até quando e zonas mais afetadas"></a></article></aside><p>A 30 de abril constatou-se uma <strong>diminuição significativa dos valores de água no solo</strong> como consequência de um mês de abril muito seco e muito quente. No mês de abril verificou-se ainda uma diminuição gradual da disponibilidade de água no solo e uma redução do excesso de humidade acumulada durante o inverno.</p><div class="texto-destacado">De acordo com o Índice Meteorológico de Seca, PDSI, índice meteorológico de seca calculado pelo IPMA para monitorização da situação de seca, a 30 de abril verificou-se um enfraquecimento significativo das condições húmidas e a classe “chuva fraca” passou a predominar na maioria do território.</div><p>A distribuição percentual por classes do índice PDSI no território continental, no final de abril é a seguinte: <strong>4.5% na classe normal, 89.0% na classe de chuva fraca e 6.5% na classe de chuva moderada</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ipma-revela-que-abril-foi-um-mes-muito-quente-e-muito-seco-meteorologista-teresa-abrantes-analisa-o-mais-relevante.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[É possível ter cidades verdes e crescimento económico ao mesmo tempo? Como funciona o "desacoplamento"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/e-possivel-ter-cidades-verdes-e-crescimento-economico-ao-mesmo-tempo-como-funciona-o-desacoplamento.html</link><pubDate>Wed, 20 May 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Cidades em redor do mundo continuam a crescer, consumindo cada vez menos combustíveis fósseis. Um novo estudo publicado na revista Nature Cities mostra que a transição verde não prejudica a economia.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/citta-green-e-crescita-economica-sono-possibili-al-tempo-stesso-cos-e-il-decoupling-e-perche-funziona-1778580804737.jpg" data-image="z6585af300fn" alt="cidades verdes" title="cidades verdes"><figcaption>Kuala Lumpur, uma das principais cidades asiáticas onde os problemas ambientais são mais graves.</figcaption></figure><p>É possível<strong> reduzir a dependência de combustíveis fósseis</strong> e, ao mesmo tempo, <strong>impulsionar o crescimento económico </strong>nas cidades? Um estudo publicado em 11 de maio de 2026 na revista <em>Nature Cities </em>mostra que isso já está a acontecer.</p><div class="texto-destacado">Muitas cidades em redor do mundo, grandes e pequenas, prometeram reduzir o seu consumo de dióxido de nitrogénio, mas continuaram a crescer.</div><p>Isto não significa necessariamente que as grandes cidades se tornaram completamente verdes, mas demonstra que o <strong>desacoplamento</strong>, ou seja, o <strong>crescimento económico independente do uso de combustíveis fósseis</strong>, não é uma utopia e, na verdade, é uma realidade consolidada mesmo nas maiores metrópoles do mundo.</p><h2>O que é o desacoplamento?</h2><p>De acordo com o estudo, as <strong>cidades definidas como "verdes" </strong>são aquelas em que o <strong>desenvolvimento económico não sofreu quaisquer retrocessos</strong>, apesar de as indústrias, os transportes e o consumo já não dependerem de combustíveis que emitem dióxido de nitrogénio.</p><p>O <strong>desacoplamento </strong>implica <strong>separar o bem-estar e o progresso económico do uso de substâncias particularmente poluentes</strong>. O dióxido de nitrogénio foi escolhido como o principal indicador neste contexto por ser responsável por uma ampla gama de doenças respiratórias e cardiovasculares.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/citta-green-e-crescita-economica-sono-possibili-al-tempo-stesso-cos-e-il-decoupling-e-perche-funziona-1778580870816.jpg" data-image="54l9684h1s0c" alt="poluição, cidade" title="poluição, cidade"><figcaption>Uma grande planta industrial nos arredores de uma cidade norte-americana.</figcaption></figure><p>A redução do uso de carros particulares foi impulsionada por uma série de mudanças em larga escala, como o aumento do uso de <strong>transporte público elétrico</strong>, melhorias na eficiência energética,<strong> maior adoção de energias renováveis</strong>, a implementação de zonas de tráfego reduzido, a eliminação gradual de motores a diesel mais antigos, entre outras.</p><p>O <strong>aumento do trabalho remoto </strong>após a pandemia também contribuiu, limitando o uso de carros particulares.</p><h2>Um sistema de cores para classificar as cidades</h2><p>O estudo focou particularmente nas cidades, por serem consideradas as principais responsáveis pela poluição global.</p><p><strong>Entre 2019 e 2024, foram analisadas 5.400 cidades, utilizando o PIB <em>per capita</em></strong> como indicador de bem-estar da população e os níveis de dióxido de nitrogénio atmosférico observados pelo satélite europeu <em>Sentinel-5P</em> como indicador de qualidade do ar.</p><p>As <strong>cidades analisadas foram divididas em quatro grupos</strong>, identificados por cores diferentes.</p><p><strong>Cidades verdes </strong>são aquelas onde a <strong>poluição diminui e o PIB aumenta</strong>, enquanto <strong>cidades vermelhas</strong> são aquelas onde tanto a poluição quanto a pobreza aumentam.</p><p>Categorias intermediárias são aquelas marcadas a <strong>castanho</strong>, onde a riqueza cresce, mas a poluição também aumenta, e a <strong>cinza</strong>, onde a qualidade do ar melhora, mas a economia não cresce.</p><p>É importante realçar que <strong>o estudo não tem em consideração as emissões de dióxido de carbono (CO2)</strong>, atualmente a principal causa do efeito de estufa e das alterações climáticas. Portanto, mesmo cidades com o selo verde não podem ser consideradas totalmente ecossustentáveis, mas são igualmente importantes porque demonstram que a transição verde não ocorre às custas do bem-estar económico.</p><h2>Cidades verdes em Itália e em todo o mundo</h2><p>Entre as centenas de cidades analisadas, encontram-se <strong>metrópoles de todo o mundo</strong>, bem como várias cidades italianas, grandes e pequenas, muitas das quais alcançam resultados surpreendentemente bons.</p><p><strong>Milão</strong>, Bolonha e <strong>Florença</strong>, por exemplo, apresentam tendências positivas de acordo com os critérios analisados até ao momento, assim como Roma, Turim e outras cidades menores como Cagliari, <strong>Verona</strong>, Bolzano, Livorno, Bari e Acireale. Muitas cidades italianas estão a implementar medidas eficazes para combater a poluição, ao mesmo tempo que continuam a crescer.</p><p><strong>No resto do mundo, a maioria das cidades verdes está localizada na Europa, América do Norte e China</strong>. As cidades com o selo castanho concentram-se principalmente na Ásia Central e na Índia.</p><p>No entanto, muitas cidades em todo o mundo ainda dependem fortemente de combustíveis fósseis. Estas concentram-se principalmente na África Central e Austral e, em menor escala, na América do Sul e no Médio Oriente, mas também existem cidades na Europa e na América do Norte.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em> Hassani, A., Moran, D.D., Kummu, M. et al. - <a href="https://doi.org/10.1038/s44284-026-00440-0" target="_blank">Global mapping of city-level economic growth decoupling from fossil fuels.</a> Nat Cities (2026) </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/e-possivel-ter-cidades-verdes-e-crescimento-economico-ao-mesmo-tempo-como-funciona-o-desacoplamento.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma viagem ao coração da fábrica de satélites: o novo Meteosat que vai revolucionar as previsões meteorológicas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/uma-viagem-ao-coracao-da-fabrica-de-satelites-o-novo-meteosat-que-vai-revolucionar-as-previsoes-meteorologicas.html</link><pubDate>Tue, 19 May 2026 18:23:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A Europa prepara-se para o lançamento do Meteosat mais avançado de sempre, um satélite capaz de detetar trovoadas extremas antes mesmo de estas começarem a formar-se.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-viaje-al-corazon-de-la-fabrica-de-satelites-el-nuevo-meteosat-que-revolucionara-las-predicciones-meteorologicas-1779184195976.jpeg" data-image="wegyp9qafl7n"><figcaption>Os avanços tecnológicos permitem-nos dispor de dados cada vez mais precisos e de um melhor acompanhamento de tudo o que acontece na atmosfera.</figcaption></figure><p><strong>À primeira vista, parece uma enorme estrutura revestida de lâminas douradas suspensa sobre uma plataforma metálica</strong>, mas dentro dessa complexa maquinaria espacial viaja grande parte do futuro da meteorologia europeia.</p><p><strong>O novo Meteosat MTG-I2</strong>, pronto para ser lançado este verão a partir da Guiana Francesa, não é apenas mais um satélite, pois trata-se do sistema de observação meteorológica <strong>mais avançado já desenvolvido na Europa e um dos mais sofisticados do planeta</strong>.</p><p><strong>A sua missão será monitorizar continuamente a atmosfera a partir de 36 000 quilómetros de altitude</strong> e enviar imagens da Terra com uma rapidez e precisão nunca antes vistas.</p><h2>Do Meteosat de 1977 à nova geração espacial</h2><p><strong>O programa Meteosat teve início em 1977</strong>, numa época em que observar nuvens a partir do espaço parecia quase ficção científica para grande parte da população europeia.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">MTG-I2, the second Meteosat Third Generation Imager, has successfully completed its thermal vacuum test at Thales Alenia Space in Cannes, showing its ready for the extreme temperatures of space.<br><br>Next steps: solar array integration, vibration testing, and final checks before <a href="https://t.co/m1My0JNWOD">pic.twitter.com/m1My0JNWOD</a></p> ESA Earth Observation (@ESA_EO) <a href="https://twitter.com/ESA_EO/status/1963876260888613106?ref_src=twsrc%5Etfw">September 5, 2025</a></blockquote></figure><p>Essas primeiras imagens meteorológicas<strong> revolucionaram as previsões meteorológicas</strong> e mudaram para sempre a forma como compreendemos a atmosfera.</p><p>Desde então, <strong>cada geração de satélites tem vindo a melhorar</strong>, com uma resolução de imagem muito superior, uma velocidade, atualização e precisão fabulosas, às quais se somam um acompanhamento e uma vigilância climática/atmosférica de excelente qualidade.</p><h2>Um satélite capaz de detetar trovoadas antes mesmo de estas se formarem</h2><p><strong>A grande inovação do MTG-I2 não reside apenas na qualidade das suas imagens, mas também na velocidade com que observará a atmosfera</strong>. Enquanto os Meteosat anteriores atualizavam as imagens a cada 10 ou 15 minutos, o novo sistema poderá gerar imagens da Europa a cada 2,5 minutos.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr">️ Le second satellite météo Meteosat Third Generation MTG-I2 d'Eumetsat est en intégration finale chez <a href="https://twitter.com/Thales_Alenia_S?ref_src=twsrc%5Etfw">@Thales_Alenia_S</a> () à Cannes.<br>Il vient de passer les tests de compatibilité électromagnétique dans cette salle de test compacte. <a href="https://t.co/2R1o1h9xrd">pic.twitter.com/2R1o1h9xrd</a></p>— Rêves d'Espace (@RevesdEspace) <a href="https://twitter.com/RevesdEspace/status/2036153525160349761?ref_src=twsrc%5Etfw">March 23, 2026</a></blockquote></figure><p><strong> Isto permitirá visualizar e analisar o rápido desenvolvimento de tempestades e a formação de supercélulas</strong>, as linhas de instabilidade, o crescimento explosivo dos cumulonimbos e todas as mudanças bruscas na atmosfera. </p><ul> </ul><h3>A chave estará na convecção atmosférica</h3><p>Um dos grandes desafios da previsão meteorológica moderna é antecipar fenómenos convectivos violentos, uma vez que as tempestades mais destrutivas tendem a desenvolver-se muito rapidamente e a análise contínua a cada dois minutos e meio é fundamental para <strong>analisar quedas de granizo severas, chuvas torrenciais, raios de grandes dimensões, ventos de furacão e sistemas convectivos explosivos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="631411" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-e-que-os-modelos-climaticos-funcionam-realmente-em-que-e-que-diferem-dos-modelos-meteorologicos-tempo-clima.html" title="Como é que os modelos climáticos funcionam realmente? Em que é que diferem dos modelos meteorológicos?">Como é que os modelos climáticos funcionam realmente? Em que é que diferem dos modelos meteorológicos?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-e-que-os-modelos-climaticos-funcionam-realmente-em-que-e-que-diferem-dos-modelos-meteorologicos-tempo-clima.html" title="Como é que os modelos climáticos funcionam realmente? Em que é que diferem dos modelos meteorológicos?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/klimawandel-wie-funktionieren-klimamodelle-1704196195596_320.jpeg" alt="Como é que os modelos climáticos funcionam realmente? Em que é que diferem dos modelos meteorológicos?"></a></article></aside><ul> </ul><p>Com os novos sensores, os meteorologistas poderão monitorizar os sinais de instabilidade atmosférica quase em tempo real. De acordo com os responsáveis pelo programa,<strong> o satélite permitirá observar a evolução das nuvens desde as suas fases iniciais</strong>, mesmo antes de gerarem precipitação intensa.</p><h2>O interior da fábrica espacial de Cannes</h2><p>Todos os satélites europeus Meteosat nasceram nas instalações aeroespaciais de Cannes, no sul de França, a poucos metros do Mediterrâneo, onde se encontra um complexo com <strong>enormes salas limpas onde o ar é totalmente controlado para evitar qualquer contaminação microscópica</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr"><a href="https://twitter.com/hashtag/SGDC?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#SGDC</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/Telespazio?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Telespazio</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/FucinoSpaceCentre?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#FucinoSpaceCentre</a> em cooperação <a href="https://twitter.com/Thales_Alenia_S?ref_src=twsrc%5Etfw">@Thales_Alenia_S</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/Cannes?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Cannes</a> gerenciam atividades para colocar satélites <a href="https://twitter.com/hashtag/SGDC?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#SGDC</a> em órbita <a href="https://t.co/uW3fNEDDZz">pic.twitter.com/uW3fNEDDZz</a></p>— Telespazio Brasil (@TelespazioBR) <a href="https://twitter.com/TelespazioBR/status/860139023670669312?ref_src=twsrc%5Etfw">May 4, 2017</a></blockquote></figure><p>As estruturas espaciais, os painéis solares, os sensores ópticos, os sistemas térmicos, as antenas e o equipamento eletrónico são aí montados. <strong>Mais de 2.000 pessoas e cerca de 70 empresas europeias estiveram envolvidas no desenvolvimento do MTG-I2</strong> nos últimos quinze anos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/uma-viagem-ao-coracao-da-fabrica-de-satelites-o-novo-meteosat-que-vai-revolucionar-as-previsoes-meteorologicas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A Idade da Corda: as invenções da Idade da Pedra criadas por mulheres que a arqueologia ignorou]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-idade-da-corda-as-invencoes-da-idade-da-pedra-criadas-por-mulheres-que-a-arqueologia-ignorou.html</link><pubDate>Tue, 19 May 2026 17:30:35 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Durante décadas, a pré-história foi explicada através da pedra, do sílex ou da caça. Agora, uma nova perspetiva arqueológica destaca outras grandes invenções invisíveis: a corda, os tecidos e as fibras criadas pelas mulheres que sustentavam a vida quotidiana.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/edad-de-cuerda-los-inventos-de-la-edad-de-piedra-hecho-por-las-mujeres-que-la-arqueologia-ignoro-1779139998411.jpg" data-image="zi1jflbknure"><figcaption>A arqueologia com uma perspetiva de género está a valorizar o papel da mulher como inventora na Idade da Pedra.</figcaption></figure><p>Tradicionalmente, a <strong>Idade da Pedra</strong>, o período da pré-história que vai desde o momento em que os seres humanos começaram a fabricar ferramentas de pedra (há aproximadamente 2,5 a 2,8 milhões de anos) até à descoberta dos metais (entre 4000 a.C. e 2000 a.C., dependendo da região), tem sido retratada através de <strong>machados, pontas de lança, facas de sílex e bifaces como grandes símbolos do progresso humano</strong>.</p><p>No entanto, cada vez mais arqueólogas e investigadoras defendem que<strong> essa narrativa está incompleta </strong>e que, talvez, não devêssemos falar apenas da Idade da Pedra, mas também de uma autêntica “Idade da Corda”.</p><p>Uma etapa em que cestos, redes, tecidos, sacos e peças de vestuário confeccionados com fibras vegetais ou animais foram tão revolucionários quanto a escultura em pedra. O problema é que, enquanto a pedra permaneceu, esses materiais <strong>se decompuseram e desapareceram com facilidade e raramente deixaram vestígios</strong> nos registos arqueológicos. E, com eles, <strong>também se apagou grande parte do trabalho feminino</strong>.</p><h2>O trabalho feminino, essencial para a sobrevivência</h2><p>A arqueóloga e linguista norte-americana<strong> Elizabeth Wayland Barber</strong> defende esta ideia há décadas. As suas teses questionam uma tradição arqueológica que, durante muito tempo, deu prioridade à caça e às armas — atividades historicamente associadas aos homens — enquanto <strong>relegava tarefas como fiar, tecer ou fabricar redes para um segundo plano quase doméstico</strong>. No entanto, essas tarefas exigiam uma enorme sofisticação técnica e eram essenciais para a sobrevivência.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Hace años leí "Women's Work: The First 20,000 Years Women, Cloth, and Society in Early Times" de Elisabeth W. Barber. Empezaba a trabajar en arqueología desde una perspectiva feminista y de género y me interesaba especialmente el tema del trabajo de las mujeres. <a href="https://t.co/fuswlkolXI">pic.twitter.com/fuswlkolXI</a></p>— marga sanchez romero (@ArqueoInquieta) <a href="https://twitter.com/ArqueoInquieta/status/2056083843656937605?ref_src=twsrc%5Etfw">May 17, 2026</a></blockquote></figure><p>Afinal,<strong> sem corda não haveria redes de pesca, armadilhas para animais, arcos funcionais, transporte eficiente de objetos nem abrigos</strong> bem construídos. Sem tecidos, a roupa teria sido muito mais rudimentar. Sem cestaria, armazenar alimentos ou transportar recursos teria sido muito mais difícil.</p><p>As evidências não são apenas teóricas. Na arte paleolítica, surgem figuras femininas conhecidas como "Vénus", que mostram detalhes interpretados como peças de vestuário trançadas ou saias de fibras. Uma das mais citadas é a <strong>Vénus de Lespugue, uma estatueta com mais de 20 000 anos cuja parte inferior parece representar uma saia de cordas torcidas</strong>. Não se trataria de um simples adorno, mas sim da prova visual de uma tradição têxtil complexa em pleno Paleolítico.</p><h2>Indícios de uma costura rudimentar nos dentes femininos </h2><p>Existem também sinais indiretos em restos mortais. Algumas investigações encontraram <strong>marcas de desgaste nos dentes femininos</strong> que sugerem o uso da boca para esticar fibras durante a fiação ou o trançado.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Venus de Lespugue. Gravetiense. Cueva de Rideaux en el Alto Garona francés. <a href="https://t.co/hgi4hH9KTY">https://t.co/hgi4hH9KTY</a> <a href="https://t.co/LojPDeH1H6">pic.twitter.com/LojPDeH1H6</a></p>— Berta Cuadrado (@JimenaAlmenara) <a href="https://twitter.com/JimenaAlmenara/status/1370827314234327040?ref_src=twsrc%5Etfw">March 13, 2021</a></blockquote></figure><p>A arqueologia moderna também encontrou representações do uso intensivo de cordas na <strong>arte rupestre levantina da Península Ibérica</strong>. Cenas de colheita de mel mostram pessoas suspensas em penhascos através de sistemas de cordas elaborados, prova de uma <strong>tecnologia avançada e perfeitamente dominada</strong>. Estas práticas não poderiam existir sem uma tradição prévia de fabrico especializado. </p><p>De facto, investigações sobre fibras torcidas encontradas em contextos paleolíticos mostram que<strong> o fabrico de cordas exigia planeamento, conhecimentos matemáticos básicos e domínio técnico</strong>, não sendo uma tarefa menor nem improvisada.</p><h2>Então, por que razão tudo isto foi ignorado durante tanto tempo?</h2><p>A resposta reside, em parte, nas próprias origens da arqueologia. Muitos dos primeiros investigadores do século XIX e do início do século XX interpretaram o passado a partir de uma perspetiva profundamente masculina e hierárquica. O importante era o visível, o monumental, o bélico: armas, caça, liderança, força. <strong>As atividades ligadas à manutenção da vida quotidiana foram rotuladas como secundárias</strong>, apesar de provavelmente serem mais constantes, mais complexas e mais determinantes para a sobrevivência do grupo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/edad-de-cuerda-los-inventos-de-la-edad-de-piedra-hecho-por-las-mujeres-que-la-arqueologia-ignoro-1779141113288.jpg" data-image="ayueur8fxayj"><figcaption>Algumas "vénus" paleolíticas, como esta de Willendorf, apresentam vestuário trançado.</figcaption></figure><p>Além disso, o viés material também teve influência. A pedra sobrevive milhares de anos; uma corda vegetal, não. Isso fez com que a história da tecnologia parecesse ter sido escrita exclusivamente na rocha, quando, na realidade, <strong>grande parte da inovação humana foi flexível, orgânica e perecível</strong>.</p><p>Hoje, essa visão começa a mudar. A <strong>arqueologia com perspetiva de género e novas linhas de investigação </strong>estão a rever a divisão tradicional do trabalho na pré-história. Não se trata de substituir uma história por outra, mas sim de a completar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="731613" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-que-nos-podem-dizer-os-plasticos-modernos-sobre-a-nossa-arqueologia.html" title="O que nos podem dizer os plásticos modernos sobre a nossa arqueologia?">O que nos podem dizer os plásticos modernos sobre a nossa arqueologia?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-que-nos-podem-dizer-os-plasticos-modernos-sobre-a-nossa-arqueologia.html" title="O que nos podem dizer os plásticos modernos sobre a nossa arqueologia?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/plastics-a-record-of-human-behaviour-in-the-modern-era-1758792907176_320.jpeg" alt="O que nos podem dizer os plásticos modernos sobre a nossa arqueologia?"></a></article></aside><p>Reconhecer que, ao longo de milénios, <strong>muitas mulheres inventaram tecnologias fundamentais que não foram incluídas nos relatos oficiais.</strong> Que a inovação não se limitou à lança, mas também à rede; não só à faca, mas também ao tear; não só à caça, mas também à infraestrutura silenciosa que permitia que a vida continuasse.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-idade-da-corda-as-invencoes-da-idade-da-pedra-criadas-por-mulheres-que-a-arqueologia-ignorou.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A maior parte das cidades Alentejanas terá temperaturas ao meio-dia acima de 30 °C entre quinta-feira e sábado]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-maior-parte-das-cidades-alentejanas-tera-temperaturas-ao-meio-dia-acima-de-30-c-entre-quinta-feira-e-sabado.html</link><pubDate>Tue, 19 May 2026 17:16:52 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal entra numa fase de calor anómalo. Entre quinta-feira e sábado, várias cidades alentejanas deverão superar os 30 ºC logo ao meio-dia, antes do calor avançar para norte no domingo.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaa9lx8"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaa9lx8.jpg" id="xaa9lx8"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A tarde desta terça-feira (19) ainda foi marcada por muita nebulosidade e sensação de humidade em grande parte do território. As regiões do litoral Norte e Centro terão períodos de chuva fraca, sobretudo no Minho e Douro Litoral.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-maior-parte-das-cidades-alentejanas-tera-temperaturas-ao-meio-dia-acima-de-30-c-entre-quinta-feira-e-sabado-1779185397114.png" data-image="ilkyq68i87g0" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>Tarde ainda húmida e nublada, com chuva fraca no litoral Norte e Centro, antes da subida mais marcada das temperaturas.</figcaption></figure><p>As temperaturas mantêm-se relativamente contidas no Norte (17–19 ºC), mas já se observa uma <strong>subida progressiva no Centro e Sul</strong>, antecipando a mudança de padrão atmosférico que se irá intensificar nos próximos dias.</p><h2>Quarta-feira começa a entrada de ar quente africano</h2><p>Na quarta-feira (20) a Península Ibérica começa a destacar-se como uma das regiões mais quentes da Europa. A <strong>advecção de ar quente proveniente do Norte de África</strong>, impulsionada por ventos de sul, inicia uma subida generalizada das temperaturas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-maior-parte-das-cidades-alentejanas-tera-temperaturas-ao-meio-dia-acima-de-30-c-entre-quinta-feira-e-sabado-1779185448256.png" data-image="vvzq2wzm79jv" alt="Temperatura 925 hPa" title="Temperatura 925 hPa"><figcaption>A temperatura a 925 hPa evidencia a entrada de ar quente do Norte de África em direção à Península Ibérica.</figcaption></figure><p>Durante a tarde, o calor torna-se mais evidente no interior, especialmente no Alentejo, onde várias localidades já atingem ou ultrapassam os <strong>30 ºC</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Outro fator relevante será o <strong>índice UV elevado (nível 8)</strong> entre as 12h e as 14h, exigindo cuidados acrescidos com a exposição solar.</p><h2>Quinta-feira haverá calor intenso logo ao meio-dia</h2><p>Quinta-feira (21) será um dia marcante pela forma como o calor se distribui ao longo do dia. O habitual é, o pico de calor ocorrer a meio da tarde, por��m <strong>as temperaturas já serão muito elevadas ao meio-dia</strong>.</p><p>Grande parte do Alentejo (exceto faixa litoral) registará <strong>valores acima dos 30 ºC logo pelas 12h</strong>, incluindo locais como Alcácer do Sal, Odemira, Serpa ou Mora.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/a-maior-parte-das-cidades-alentejanas-tera-temperaturas-ao-meio-dia-acima-de-30-c-entre-quinta-feira-e-sabado-1779185739333.png" data-image="ryaoj9xysem3" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Calor intenso logo ao meio-dia: grande parte do Alentejo já deverá superar os 30 ºC antes do pico diário.</figcaption></figure><p>Durante a tarde, o aquecimento intensifica-se ainda mais, com <strong>máximas que poderão atingir os 35–36 ºC</strong> em alguns pontos do interior sul. O vale do Douro e algumas zonas do interior Centro também apresentarão temperaturas elevadas.</p><h2>Pico do episódio de calor e temperaturas anómalas na sexta-feira</h2><p>Na sexta-feira (22), o calor atinge o seu auge. A <strong>anomalia térmica aumenta</strong>, o que significa que as temperaturas estarão significativamente acima dos valores médios climatológicos para esta época do ano.</p><p>Em termos práticos, várias regiões estarão <strong>8 a 12 ºC acima do normal</strong>, com destaque para o nordeste transmontano, especialmente Bragança.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/a-maior-parte-das-cidades-alentejanas-tera-temperaturas-ao-meio-dia-acima-de-30-c-entre-quinta-feira-e-sabado-1779185904456.png" data-image="aqf34ousuez0" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"><figcaption>Anomalias térmicas muito positivas, com várias regiões entre 8 e 12 ºC acima da média climatológica para a época.</figcaption></figure><p>Este cenário confirma a persistência e intensificação da massa de ar quente africano sobre o território.</p><h2>Fim de semana: calor mantém-se, mas com diferenças regionais</h2><p>No sábado (23), as temperaturas deverão manter-se <strong>acima da média</strong>, ainda com valores elevados no interior, sobretudo no Alentejo. Já no domingo (24), o padrão altera-se ligeiramente. O calor tende a <strong>deslocar-se para norte</strong>, tornando esta região potencialmente a mais quente do país.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769615" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-gota-fria-prevista-tem-potencial-para-provocar-trovoadas-fortes-entre-22-e-24-de-maio-avisa-joana-campos.html" title="A gota fria prevista tem potencial para provocar trovoadas fortes entre 22 e 24 de maio, avisa Joana Campos">A gota fria prevista tem potencial para provocar trovoadas fortes entre 22 e 24 de maio, avisa Joana Campos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-gota-fria-prevista-tem-potencial-para-provocar-trovoadas-fortes-entre-22-e-24-de-maio-avisa-joana-campos.html" title="A gota fria prevista tem potencial para provocar trovoadas fortes entre 22 e 24 de maio, avisa Joana Campos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-gota-fria-prevista-tem-potencial-para-provocar-trovoadas-fortes-entre-22-e-24-de-maio-avisa-joana-campos-1779206275620_320.png" alt="A gota fria prevista tem potencial para provocar trovoadas fortes entre 22 e 24 de maio, avisa Joana Campos"></a></article></aside><p>Assim, apesar da manutenção de temperaturas elevadas, o fim de semana será marcado por <strong>comportamentos térmicos distintos</strong>, refletindo ajustes na circulação atmosférica e na posição da massa de ar quente.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-maior-parte-das-cidades-alentejanas-tera-temperaturas-ao-meio-dia-acima-de-30-c-entre-quinta-feira-e-sabado.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Equipa liderada por investigador de Coimbra descobre a rota lunar mais económica de sempre]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/equipa-liderada-por-investigador-de-coimbra-descobre-a-rota-lunar-mais-economica-de-sempre.html</link><pubDate>Tue, 19 May 2026 17:05:46 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Allan Kardec de Almeida Júnior descobriu uma nova trajetória entre a Terra e a Lua que pode reduzir custos milionários em futuras missões espaciais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/equipa-liderada-por-investigador-de-coimbra-descobre-a-rota-lunar-mais-economica-de-sempre-1779205266645.jpg" data-image="zpu95n8dfyh3" alt="A Lua e a Terra captadas pela tripulação da missão Artemis 2" title="A Lua e a Terra captadas pela tripulação da missão Artemis 2"><figcaption>A Lua e a Terra captadas pela tripulação da missão Artemis 2. Imagem: NASA</figcaption></figure><p>O caminho até à Lua começa muito antes da contagem decrescente. Começa nos cálculos. Em milhões deles. Foi nesse campo altamente teórico e complexo, feito de equações e simulações, que <strong>Allan Kardec de Almeida Júnior</strong>, da Universidade de Coimbra, encontrou uma nova forma de viajar entre a Terra e a Lua.</p><p>A descoberta, desenvolvida em parceria com Vitor Martins de Oliveira, da Universidade de São Paulo, no Brasil, propõe uma rota espacial mais eficiente do que todas as descritas até agora na literatura científica.</p><p>A nova trajetória reduz em 58,80 metros por segundo o gasto de velocidade necessário numa missão lunar. À escala humana, a diferença é quase impercetível. No espaço, pesa toneladas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Cada metro poupado por segundo representa menos combustível, menos massa transportada e uma redução potencial de milhões de euros.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O estudo envolveu ainda investigadores das <strong>universidades do Porto e de Évora</strong>, do <strong>Observatório de Paris</strong> e de <strong>instituições académicas brasileiras</strong>. Encontrar uma rota até à Lua com menos gasto de energia era a missão extremamente ambiciosa desta equipa para ultrapassar custos que facilmente atingem três mil milhões de euros.</p><h2>O atalho oculto entre a Terra e a Lua</h2><p>No cosmos, quase nada se move em linha reta. Uma nave desloca-se num campo gravitacional instável, puxada simultaneamente pela Terra, pela Lua e por outros corpos celestes. Navegar nesse ambiente é como atravessar um oceano armadilhado de correntes traiçoeiras.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/equipa-liderada-por-investigador-de-coimbra-descobre-a-rota-lunar-mais-economica-de-sempre-1779205383605.jpg" data-image="zvlv26nszo1x" alt="Lançamento de nave espacial" title="Lançamento de nave espacial"><figcaption>Cada lançamento lunar exige enormes quantidades de combustível, tornando a eficiência das rotas num desafio central da exploração espacial. Ilustração digital: Pete Linforth via Pixabay</figcaption></figure><p>Os investigadores procuraram, justamente, navegar entre essas correntes. A equipa, coordenada por Almeida Júnior, concentrou-se num ponto especial chamado Lagrangiano 1 (<strong>L1</strong>), uma <strong>região entre a Terra e a Lua</strong> onde as forças gravitacionais dos dois corpos praticamente se equilibram. Esse local atua como um <strong>entreposto cósmico</strong>, capaz de servir futuras missões de observação, comunicação ou transporte de carga.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765459" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-forca-invisivel-que-move-o-mar-como-a-lua-e-o-sol-criam-mares-extremas.html" title="A força invisível que move o mar: como a Lua e o Sol criam marés extremas">A força invisível que move o mar: como a Lua e o Sol criam marés extremas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-forca-invisivel-que-move-o-mar-como-a-lua-e-o-sol-criam-mares-extremas.html" title="A força invisível que move o mar: como a Lua e o Sol criam marés extremas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-fuerza-invisible-que-mueve-el-mar-como-la-luna-y-el-sol-crean-mareas-extremas-1776747223504_320.png" alt="A força invisível que move o mar: como a Lua e o Sol criam marés extremas"></a></article></aside><p>Em vez de obrigar a nave a debater-se constantemente contra a gravidade, os cientistas desenharam uma trajetória que <strong>aproveita os movimentos naturais</strong> do sistema Terra-Lua. A estratégia foi deixar a nave deslizar por corredores gravitacionais até alcançar uma órbita próxima do ponto L1 e, mais tarde, seguir para a órbita lunar.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A surpresa surgiu quando os cálculos contrariaram uma teoria aceite há décadas. Os modelos tradicionais assumiam que a rota mais económica deveria aproximar-se do ramo gravitacional mais próximo da Terra. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>As simulações mostraram o contrário. O percurso mais eficiente faz um desvio maior, aproxima-se mais da Lua e entra pelo lado oposto. O <strong>caminho não é intuitivo</strong>, mas é muito menos dispendioso.</p><h2>Trinta milhões de viagens imaginárias</h2><p>Para encontrar essa solução, os investigadores recorreram à teoria das <strong>conexões funcionais</strong>, uma ferramenta matemática recente que permite resolver problemas complexos de forma mais rápida e sistemática.</p><p>O método permitiu testar um número gigantesco de possibilidades. O modelo simulou cerca de <strong>30 milhões de trajetórias</strong> entre a Terra e a Lua. Cada uma analisada ao pormenor — tempo de viagem, posição da nave ou consumo de combustível. Os algoritmos foram eliminando gradualmente as hipóteses menos eficientes até revelar uma combinação inédita.</p><p>A trajetória conduz, primeiro, a nave a uma órbita em torno do ponto L1. A partir daí, pode <strong>permanecer estacionada</strong> o tempo necessário antes de prosseguir até à Lua. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/equipa-liderada-por-investigador-de-coimbra-descobre-a-rota-lunar-mais-economica-de-sempre-1779205548755.jpg" data-image="7juldh7yf0lv" alt="Trajetória entre a Terra e a órbita ao redor do ponto lagrangiano L1" title="Trajetória entre a Terra e a órbita ao redor do ponto lagrangiano L1"><figcaption>Trajetória entre a Terra e a órbita ao redor do ponto lagrangiano L1. Imagem: Allan Kardec de Almeida Júnior et al./Astrodynamics</figcaption></figure><p>Essa <strong>etapa intermédia</strong> traz outra vantagem importante. Durante parte da missão, a nave consegue <strong>manter comunicação contínua</strong> tanto com a <strong>Terra</strong> quanto com a <strong>Lua</strong>. Pode parecer apenas uma especificidade técnica, mas faz diferença. Na missão Artemis 2, por exemplo, houve momentos de silêncio temporário quando a nave passou atrás da Lua. A órbita proposta neste estudo evita essa interrupção.</p><h2>Um mapa para as futuras missões lunares</h2><p>Os próprios autores admitem não terem encontrado a rota perfeita. As simulações consideraram unicamente a influência gravitacional da Terra e da Lua. Mas, se o <strong>Sol fosse incluído nos cálculos</strong>, poderiam surgir <strong>trajetórias ainda mais económicas</strong>, embora mais difíceis de planear dado que dependem da posição exata dos astros no dia do lançamento.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Mesmo assim, o método desenvolvido pela equipa internacional abre uma nova possibilidade para o planeamento de missões espaciais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Num momento em que várias potências planeiam regressar à Lua, cada quilograma poupado ganha importância estratégica. O <strong>programa Artemis</strong> da NASA, os projetos chineses e <strong>futuras missões comerciais</strong> dependem de soluções que reduzam custos e aumentem a capacidade de carga.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/equipa-liderada-por-investigador-de-coimbra-descobre-a-rota-lunar-mais-economica-de-sempre-1779205618531.jpg" data-image="hxlx1wswu3kf" alt="Póster científico" title="Póster científico"><figcaption>O estudo propõe uma nova rota entre Terra e Lua baseada em corredores gravitacionais e simulações matemáticas avançadas. Imagem: canva.com</figcaption></figure><p>À primeira vista, tudo isto parece apenas uma sucessão de conceitos matemáticos intangíveis. Mas foi precisamente nesse universo de pura abstração que os investigadores encontraram um <strong>novo caminho para a Lua</strong>. Não com propulsores mais potentes ou tecnologias ainda mais avançadas, mas apenas com uma ideia capaz de redesenhar o futuro das viagens espaciais. </p><h3><em>Referências do artigo</em></h3><p><em><a href="https://www.ime.usp.br/metodo-calcula-trajeto-entre-a-terra-e-a-lua-mais-eficiente-do-que-todos-os-ja-descritos/" target="_blank">Pesquisa com participação de pós-doutorando do IME-USP propõe rota espacial mais econômica entre Terra e Lua</a>. Universidade de São Paulo</em></p><p><em>Allan Kardec de Almeida Jr., Vitor Martins de Oliveira, Timothée Vaillant, Dalmiro Jorge Filipe Maia, Alexandre C. M. Correia, Domingos Barbosa & Leonardo Barbosa Torres dos Santos. <a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s42064-025-0297-x" target="_blank">Earth–Moon transfer via the L1 Lagrangian point using the theory of functional connections</a>. Astrodynamics</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/equipa-liderada-por-investigador-de-coimbra-descobre-a-rota-lunar-mais-economica-de-sempre.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A gota fria prevista tem potencial para provocar trovoadas fortes entre 22 e 24 de maio, avisa Joana Campos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-gota-fria-prevista-tem-potencial-para-provocar-trovoadas-fortes-entre-22-e-24-de-maio-avisa-joana-campos.html</link><pubDate>Tue, 19 May 2026 17:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Entre sexta-feira e domingo, 22 e 24 de maio, prevê-se a influência de uma gota fria, especialmente sobre o Norte de Portugal, que deverá resultar em chuva e trovoada.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaa9dzk"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaa9dzk.jpg" id="xaa9dzk"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p> Esta semana arrancou húmida e fresca, no entanto, a partir de amanhã, quarta-feira, espera-se uma <strong>subida acentuada das temperaturas</strong>, tanto máximas como mínimas, como já mencionamos em previsões anteriores, trazendo de volta os dias quentes e soalheiros. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No entanto, já <strong>há à vista uma pequena interferência nesta estabilidade</strong>, pois os nossos mapas mostram a possibilidade de formação de uma gota fria no fim de semana, sobre o Norte da Península Ibérica, resultando em períodos de chuva fraca a moderada e na possibilidade de trovoadas no Norte e Centro de Portugal Continental.</p><h2>Possibilidade de trovoada a partir de sexta-feira, dia 22 de maio</h2><p> Depois de uns dias mais quentes e soalheiros, é expectável o regresso de alguma instabilidade ao país, onde a partir das primeiras horas da tarde de sexta-feira, poderão <strong>começar a surgir os primeiros núcleos de trovoada </strong>no Norte e Centro do país, entre o distrito de Viana do Castelo e Coimbra, como podemos observar no mapa abaixo. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-gota-fria-prevista-tem-potencial-para-provocar-trovoadas-fortes-entre-22-e-24-de-maio-avisa-joana-campos-1779206275620.png" data-image="wyzl0j4ri1z7" alt="densidade de raios" title="densidade de raios"><figcaption>Entre sexta-feira e domingo verificam-se vários núcleos de trovoadas, onde nestes dois dias poderão ser mais evidentes, em relação ao dia de sábado.</figcaption></figure><p>A partir do final da tarde de sexta-feira, esta instabilidade desaparece, voltando, de forma menos expressiva, na manhã e tarde de sábado, e, segundo os nossos mapas, de forma mais concentrada no Nordeste Transmontano. Neste dia, entre as 13h e as 19h espera-se ainda a <strong>ocorrência de chuva fraca a moderada em boa parte da região Norte</strong>.</p><h2> Domingo poderá contar com mais chuva e trovoada </h2><p> No domingo espera-se um amanhecer soalheiro, no entanto, à medida que as horas passam, pode surgir alguma instabilidade no Norte e Centro do país, especialmente no litoral, ainda que esta deva dissipar-se até ao final do dia. <strong>Esta instabilidade deverá resultar em chuva fraca, acompanhada de trovoada</strong>, como podemos observar abaixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-gota-fria-prevista-tem-potencial-para-provocar-trovoadas-fortes-entre-22-e-24-de-maio-avisa-joana-campos-1779206312832.png" data-image="cc97gbrbrf1z" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>Na tarde de domingo, dia 24 de maio, poderão ocorrer aguaceiros fracos nos distritos do Porto, Aveiro, Viseu e Coimbra, devendo estes serem acompanhados de trovoada.</figcaption></figure><p>Ainda assim, espera-se que<strong> até à madrugada de segunda-feira o estado de tempo em Portugal Continental volte a estabilizar</strong>, com a dissipação total desta instabilidade atmosférica, resultando numa noite de céu limpo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769411" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/preve-se-um-bloqueio-escandinavo-ate-10-dias-que-podera-mudar-o-tempo-em-portugal.html" title="Prevê-se um bloqueio escandinavo até 10 dias que poderá mudar o tempo em Portugal">Prevê-se um bloqueio escandinavo até 10 dias que poderá mudar o tempo em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/preve-se-um-bloqueio-escandinavo-ate-10-dias-que-podera-mudar-o-tempo-em-portugal.html" title="Prevê-se um bloqueio escandinavo até 10 dias que poderá mudar o tempo em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/preve-se-um-bloqueio-escandinavo-ate-10-dias-que-podera-mudar-o-tempo-em-portugal-1779116750333_320.jpg" alt="Prevê-se um bloqueio escandinavo até 10 dias que poderá mudar o tempo em Portugal"></a></article></aside><p>Para além disto, é esperada uma<strong> descida das temperaturas entre sexta-feira e sábado</strong>, especialmente no Norte e Centro do país. Todavia, a região Norte poderá registar uma nova subida no domingo, podendo a cidade de Braga ser uma das mais quentes da região, com máximas de 29 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-gota-fria-prevista-tem-potencial-para-provocar-trovoadas-fortes-entre-22-e-24-de-maio-avisa-joana-campos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Extensa língua de poeiras do Saara invade Portugal a partir de quinta, 21 de maio: eis até quando e zonas mais afetadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/extensa-lingua-de-poeiras-do-saara-invade-portugal-a-partir-de-quinta-21-de-maio-eis-ate-quando-e-zonas-mais-afetadas.html</link><pubDate>Tue, 19 May 2026 16:59:34 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Vem aí uma intrusão massiva de poeiras do Saara que irá não só alterar o aspeto do céu, como também colocar a população mais vulnerável em risco. Saiba até quando e as zonas mais expostas ao fenómeno.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaa9j62"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaa9j62.jpg" id="xaa9j62"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os mapas de referência da Meteored detetam o início deste episódio de intrusão de poeiras saarianas <strong>a partir d</strong><strong>as últimas horas de quarta-feira, 20 de maio. Entre quinta (21) e sexta-feira (22) prevê-se o pico de concentração </strong>destas partículas em suspensão sobre o nosso território. As poeiras irão espalhar-se de sul para norte. Segundo a atual previsão, as concentrações mais elevadas surgirão nas<strong> regiões do litoral</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>A configuração que favorecerá esta invasão de poeiras à nossa geografia consiste num fluxo de Sul/Sudeste que não só impulsionará a massa de ar muito quente e seca, de origem tropical continental, desde o Norte de África até à Península Ibérica, como também promoverá o levantamento de poeiras do deserto do Saara.</div><p>Uma vasta "língua" destas partículas em suspensão acompanhará a trajetória do ar africano, transformando o<strong> céu</strong>, que passará a apresentar um aspeto que oscilará entre os<strong> tons esbranquiçados e amarelados até acastanhados/alaranjados (dependendo da concentração)</strong>.</p><h2>Qualidade do ar deteriorar-se-á. Eis os riscos para a saúde humana</h2><p>Este aerossol de origem natural constitui um risco para a saúde humana, clima e alguns ecossistemas. <strong>No caso dos seres humanos </strong>pode causar ou agravar problemas em pessoas com<strong> doenças respiratórias e/ou cardiovasculares</strong>, tendo o potencial de desencadear<strong> reações alérgicas e crises de asma</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/extensa-lingua-de-poeiras-do-saara-invade-portugal-a-partir-de-quinta-21-de-maio-eis-ate-quando-e-zonas-mais-afetadas-1779209421630.jpg" data-image="i3wggbaaogfp"><figcaption>A concentração de poeiras saarianas em suspensão constitui um risco para as pessoas com doenças respiratórias e/ou cardiovasculares.</figcaption></figure><p>Apesar de as poeiras serem constituídas por minerais, <strong>o perigo destas partículas reside na possibilidade de transportarem bactérias, vírus, pólens, fungos, ferro, mercúrio e pesticidas</strong>, que são recolhidas durante o seu trajeto.</p><h2>Até quando durará a intrusão e as zonas mais expostas à trajetória das poeiras do Saara</h2><p>Prevê-se que as poeiras do Saara comecem a entrar em território nacional pelo Sul a partir das últimas horas de quarta-feira (20) através do Algarve, e se mantenham em suspensão pelo menos até meio da tarde de sábado (23), tanto quanto os mapas da Meteored, baseados no CAMS (Copernicus Monitoring Atmosphere Service) permitem perceber. <strong>Toda a geografia de Portugal continental estará exposta a este episódio</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/extensa-lingua-de-poeiras-do-saara-invade-portugal-a-partir-de-quinta-21-de-maio-eis-ate-quando-e-zonas-mais-afetadas-1779209531004.png" data-image="b0nld40fw8l2"><figcaption>As regiões do litoral serão as mais expostas à intrusão de poeiras do Saara. De acordo com as previsões atuais, este fenómeno atingirá o seu auge de quinta (21) para sexta-feira (22) na nossa geografia continental.</figcaption></figure><p>De acordo com os nossos mapas, a enorme ‘língua’ de poeiras em suspensão percorrerá a nossa geografia gradualmente de sul para norte, <strong>abrangendo todo o território já na quinta-feira (21), e incidindo especialmente nas regiões do litoral</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769625" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/subida-de-ate-8-c-amanha-estas-5-regioes-de-portugal-darao-um-grande-salto-em-direcao-ao-verao.html" title="Subida de até 8 ºC: amanhã, estas 5 regiões de Portugal darão um grande salto em direção ao verão">Subida de até 8 ºC: amanhã, estas 5 regiões de Portugal darão um grande salto em direção ao verão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/subida-de-ate-8-c-amanha-estas-5-regioes-de-portugal-darao-um-grande-salto-em-direcao-ao-verao.html" title="Subida de até 8 ºC: amanhã, estas 5 regiões de Portugal darão um grande salto em direção ao verão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/subida-de-ate-8-c-amanha-estas-5-regioes-de-portugal-darao-um-grande-salto-em-direcao-ao-verao-1779207988678_320.png" alt="Subida de até 8 ºC: amanhã, estas 5 regiões de Portugal darão um grande salto em direção ao verão"></a></article></aside><p><strong>Na segunda metade de quinta-feira (21) prevê-se que a área entre Lisboa e o Barlavento Algarvio seja a mais exposta do país</strong>, mas posteriormente, já entre o início e final da manhã de sexta-feira (22), o litoral entre a Marinha Grande e Viana do Castelo será a zona mais exposta, <strong>algo que revela a trajetória das poeiras</strong> bem como o facto das regiões do litoral serem as mais afetadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/extensa-lingua-de-poeiras-do-saara-invade-portugal-a-partir-de-quinta-21-de-maio-eis-ate-quando-e-zonas-mais-afetadas-1779208910936.png" data-image="lveai123di31"><figcaption>Durante aproximadamente pelo menos três dias prevê-se o estabelecimento de um corredor contínuo que canalizará a língua de poeiras diretamente do deserto africano para a Península Ibérica.</figcaption></figure><p>Além de afetarem a qualidade do ar e de deixar o céu com tons amarelados/alaranjados/acastanhados, espera-se uma redução da visibilidade e que <strong>as superfícies e objetos no exterior fiquem manchadas pela queda destas partículas</strong>.</p><div class="texto-destacado">Tal como se pode observar no mapa acima, a dispersão de poeiras do Saara associada à expansão de uma região anticiclónica <strong>"unirá" o Norte de África e a Península Ibérica até a vários países do Norte da Europa tão distantes como por exemplo a Noruega</strong>, situada na Escandinávia.</div><p>A previsão atual mostra que a concentração de poeiras saarianas sobre Portugal continental começará <strong>a diminuir progressivamente em intensidade e área geográfica abrangida</strong> a partir da segunda metade do dia de sexta-feira (22).</p><p>Não obstante, este episódio durará pelo menos até ao meio da tarde de <strong>sábado, 23 de maio,</strong> altura em que<strong> as regiões situadas a sul do sistema montanhoso Montejunto-Estrela ainda estarão expostas às poeiras</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/extensa-lingua-de-poeiras-do-saara-invade-portugal-a-partir-de-quinta-21-de-maio-eis-ate-quando-e-zonas-mais-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Subida de até 8 ºC: amanhã, estas 5 regiões de Portugal darão um grande salto em direção ao verão]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/subida-de-ate-8-c-amanha-estas-5-regioes-de-portugal-darao-um-grande-salto-em-direcao-ao-verao.html</link><pubDate>Tue, 19 May 2026 16:26:37 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O calor vai intensificar-se rapidamente a partir de hoje em grande parte de Portugal, devido à presença de uma crista africana. Amanhã, registar-se-ão aumentos de até 8 ºC em todas estas regiões. Consulte a previsão!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaa9g2y"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaa9g2y.jpg" id="xaa9g2y"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Após uma primeira quinzena de maio dominada por temperaturas abaixo da média em todo o território português e durante a qual o tempo fresco imperou em inúmeras regiões, rapidamente chegará o cenário oposto, com o calor intenso a assumir o protagonismo meteorológico.</p><p>Esta <strong>terça-feira (19)</strong> já irão surgir os primeiros sinais tímidos deste episódio de tempo quente no interior Sul, com <strong>temperaturas máximas a atingir os 26/27 ºC em zonas da Beira Baixa, Baixo Alentejo e Sotavento Algarvio</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo<br></strong>Amanhã - quarta-feira, 20 de maio - as temperaturas darão um novo salto em quase todo o Portugal, registando valores acima da média climatológica de referência, expressos neste mapa animado por anomalias térmicas positivas (geografia continental manchada a vermelho).</div><p>Hoje - <strong>terça-feira, 19 de maio</strong> - o estado do tempo será predominantemente estável em grande parte de Portugal continental. Não obstante, uma frente de fraca atividade e pouco organizada gerará nebulosidade numa parte significativa do país, deixando períodos de <strong>chuva fraca ou aguaceiros à sua passagem no litoral Norte e Centro e em algumas zonas de Trás-os-Montes e Alto Douro</strong>.</p><p>As temperaturas continuarão a subir, sentindo-se mais calor entre o final da manhã e a metade da tarde, e menos frio à noite. <strong>Será um prenúncio do calor intenso que chegará nos próximos dias</strong>.</p><h2>Amanhã é expectável uma subida acentuada das temperaturas</h2><p>Amanhã - <strong>quarta-feira, 20 de maio</strong> - as temperaturas voltarão a registar uma subida, sendo particularmente elevadas no interior Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e algumas zonas do Algarve. <strong>Por todo o território continental preveem-se temperaturas máximas entre 6 e 8 ºC mais elevadas </strong>do que na terça-feira (19).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/subida-de-ate-8-c-amanha-estas-5-regioes-de-portugal-darao-um-grande-salto-em-direcao-ao-verao-1779207355008.png" data-image="odotefzzp4ys"><figcaption>As máximas chegarão aos 33 ºC no Baixo Alentejo já nesta quarta-feira, 20 de maio.</figcaption></figure><p>O reforço das altas pressões manterá o céu pouco nublado ou limpo praticamente de norte a sul de Portugal continental. <strong>Uma crista de ar quente e seco instalar-se-á sobre a nossa geografia, mantendo-se até sexta-feira (22) com poucas variações, sendo favorável a uma intensificação do calor</strong>. As anomalias de calor serão generalizadas, revelando-se particularmente expressivas no interior Norte e Centro, em Lisboa e Vale do Tejo e no Alentejo.</p><p>De um modo generalizado, a temperatura máxima subirá entre 6 a 8 ºC. De acordo com os mapas de referência da Meteored, as anomalias térmicas positivas mais acentuadas no que toca às capitais de distrito estão previstas para <strong>Viseu (+7 ºC), Coimbra (+6 ºC), Leiria (+6 ºC), Santarém (+7 ºC) Lisboa (+6 ºC) e Beja (+7 ºC)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/subida-de-ate-8-c-amanha-estas-5-regioes-de-portugal-darao-um-grande-salto-em-direcao-ao-verao-1779207422312.png" data-image="sjsbmv8mapnb"><figcaption>Como se pode observar pelo mapa de anomalias térmicas previstas para quarta-feira, 20 de maio, uma grande parte da Região Centro, o Ribatejo, Lisboa e Vale do Tejo, Vale do Sado e Alentejo (Baixo Alentejo, especialmente) fazendo com que estas 5 regiões sejam as que mais se irão evidenciar no que toca a um “salto para o verão”.</figcaption></figure><p>Em relação a hoje, é de destacar em especial o caso da cidade nortenha de Braga, que registará uma subida significativa (de até 7 ºC), bem como <strong>o Ribatejo, Vale do Tejo e Vale do Sado (nestas três últimas regiões registar-se-á uma subida de até 8 ºC)</strong>. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>No mapa de anomalias térmicas previstas para quarta-feira, 20 de maio, uma grande parte da Região Centro, o Ribatejo, Lisboa e Vale do Tejo, Vale do Sado e Alentejo (Baixo Alentejo, especialmente) são as regiões que mais se irão evidenciar em relação a um “salto para o verão”.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Também se registará uma subida significativa das temperaturas no Alentejo, especialmente no Baixo Alentejo, com as temperaturas máximas a atingir ou a ultrapassar, com alguma margem, os <strong>30 ºC</strong>. </p><h2>Calor intenso prolonga-se até sexta-feira, 22 de maio</h2><p><strong>O episódio de calor manter-se-á na quinta (21) e sexta-feira (22), sendo este último dia aquele em que se prevê o seu auge</strong>, isto é, durante o qual serão atingidos os valores de temperatura máxima mais elevados em termos de intensidade e área geográfica abrangida. Serão dias geralmente secos e quentes, como os que ocorrem normalmente em pleno verão, com a diferença de que surgem no início do terceiro decêndio de maio. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/subida-de-ate-8-c-amanha-estas-5-regioes-de-portugal-darao-um-grande-salto-em-direcao-ao-verao-1779207607788.png" data-image="r0ftqqevthgg"><figcaption>Na sexta-feira, 22 de maio, Portugal e Espanha serão os países do continente europeu mais quentes graças à chegada da crista africana.</figcaption></figure><p>A crista africana e o anticiclone dos Açores envolverão a Península Ibérica, fazendo de Portugal e Espanha os países europeus nos quais se registarão as temperaturas mais elevadas. <strong>As temperaturas máximas ganharão destaque no Centro e Sul do nosso país, atingindo 35 ºC nos vales do Tejo, Sado e Guadiana e em várias zonas do Alentejo</strong>. Nalguns locais não se exclui a possibilidade deste patamar ser ultrapassado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769411" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/preve-se-um-bloqueio-escandinavo-ate-10-dias-que-podera-mudar-o-tempo-em-portugal.html" title="Prevê-se um bloqueio escandinavo até 10 dias que poderá mudar o tempo em Portugal">Prevê-se um bloqueio escandinavo até 10 dias que poderá mudar o tempo em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/preve-se-um-bloqueio-escandinavo-ate-10-dias-que-podera-mudar-o-tempo-em-portugal.html" title="Prevê-se um bloqueio escandinavo até 10 dias que poderá mudar o tempo em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/preve-se-um-bloqueio-escandinavo-ate-10-dias-que-podera-mudar-o-tempo-em-portugal-1779116750333_320.jpg" alt="Prevê-se um bloqueio escandinavo até 10 dias que poderá mudar o tempo em Portugal"></a></article></aside><p>Para<strong> o fim de semana de 23 e 24 de maio</strong> a incerteza na previsão aumenta, mas a possível formação de uma <strong>pequena gota fria </strong>nas imediações da Península Ibérica irá tornar a atmosfera mais instável, favorecendo <strong>a formação de trovoadas nalgumas zonas e atenuando o calor</strong>, especialmente nas regiões do litoral.</p><p>Quanto à<strong> próxima semana</strong> os primeiros sinais indicados pelos mapas sugerem que a crista de ar quente voltará a emergir sobre o nosso país,<strong> provocando uma nova subida das temperaturas e a continuidade de dias com calor intenso</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/subida-de-ate-8-c-amanha-estas-5-regioes-de-portugal-darao-um-grande-salto-em-direcao-ao-verao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O futuro da proteção solar está nas bactérias: o ingrediente que pode revolucionar os cremes de verão]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-futuro-da-protecao-solar-esta-nas-bacterias-o-ingrediente-que-pode-revolucionar-os-cremes-de-verao.html</link><pubDate>Tue, 19 May 2026 06:17:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma equipa de cientistas chineses conseguiu produzir gradusol, um composto natural encontrado em peixes e organismos marinhos, utilizando bactérias geneticamente modificadas. Esta descoberta abre caminho para novos protetores solares mais sustentáveis e com propriedades antioxidantes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-futuro-de-la-proteccion-solar-esta-en-las-bacterias-el-ingrediente-que-podria-revolucionar-las-cremas-de-verano-1778805800236.jpg" data-image="06b0pcdxjfpx" alt="Protetor solar Gradusol contra raios UV para peixes" title="Protetor solar Gradusol contra raios UV para peixes"><figcaption>Cientistas descobriram um sinal promissor para o futuro desenvolvimento de protetores solares à base de ingredientes naturais.</figcaption></figure><p>Enquanto os humanos dependem de cremes e loções para se protegerem do sol, <strong>alguns peixes utilizam a sua própria defesa biológica há milhões de anos</strong>. Esta defesa é chamada de gradusol, uma molécula natural encontrada em ovos de peixe e vários organismos marinhos, capaz de absorver a radiação ultravioleta e reduzir os danos celulares causados pela exposição solar.</p><p>Agora, investigadores da Universidade de Jiangnan, na China, deram um passo significativo para tornar este composto disponível para uso humano. De acordo com um estudo publicado na revista <em>Trends in Biotechnology</em>, <strong>a equipa produziu com sucesso o gradusol de forma sustentável utilizando bactérias geneticamente modificadas</strong>, evitando assim os problemas ambientais e de escalabilidade associados à sua extração direta da natureza.</p><p>O estudo está a gerar entusiasmo porque o composto não só funcionaria como protetor solar, <strong>mas também como antioxidante</strong>, com propriedades comparáveis às da vitamina C.</p><h2>Como conseguiram fabricar Gradusol em laboratório?</h2><p>Até agora, um dos principais obstáculos era a baixa disponibilidade natural do gradusol. <strong>Extraí-lo de organismos marinhos era caro</strong>, ineficiente e difícil de ser ampliado para uso industrial.</p><p>Diante deste cenário, os cientistas optaram por uma abordagem diferente: <strong>transformar bactérias comuns em pequenas “fábricas biológicas”</strong>.</p><p>A equipa reconstruiu a via metabólica usada pelo peixe-zebra para produzir gradusol na bactéria Escherichia coli. De seguida,<strong> modificaram tanto a genética desses microrganismos como as condições de cultivo</strong> para aumentar o seu rendimento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-futuro-de-la-proteccion-solar-esta-en-las-bacterias-el-ingrediente-que-podria-revolucionar-las-cremas-de-verano-1778805843537.jpg" data-image="il6v7v3com8a" alt="Protetor solar Gradusol contra raios UV para peixes" title="Protetor solar Gradusol contra raios UV para peixes"><figcaption>Gradusol é uma molécula natural capaz de absorver a radiação ultravioleta e reduzir os danos celulares causados pela exposição solar.</figcaption></figure><p>Os resultados surpreenderam até mesmo os investigadores. <strong>A produção do composto aumentou 93 vezes</strong>: de apenas 45,2 miligramas por litro para 4,2 gramas por litro.</p><p>“O objetivo era encontrar uma forma escalável e sustentável de produzir esta substância”, explicou Ping Zhang, autor principal do estudo. Ele acrescentou que <strong>atingir estes níveis de produção em laboratório representa um sinal promissor para o futuro desenvolvimento de protetores solares</strong> à base de ingredientes naturais.</p><p>Além disso, os testes demonstraram que quantidades relativamente pequenas de gradusol podem bloquear eficazmente os raios ultravioleta, reforçando o seu potencial comercial.</p><h2>Mais do que proteção solar: um antioxidante natural</h2><p>O interesse da indústria cosmética neste composto não se limita apenas à proteção solar.</p><p>Os investigadores observaram que o gradusol também <strong>pode combater os radicais livres gerados pela radiação UV</strong>, moléculas instáveis que danificam as células e aceleram o envelhecimento da pele.</p><p>Para analisar esta capacidade antioxidante, a equipa desenvolveu um teste baseado em mudanças de cor. Na experiência, <strong>um sinal químico roxo torna-se amarelo quando o gradusol neutraliza os radicais livres</strong>. Este mecanismo permitiu identificar rapidamente que cepas bacterianas produziam as maiores quantidades do composto.</p><p>“O método é <strong>mais simples, mais eficiente e mais barato</strong> do que as análises químicas tradicionais”, disse Ruirui Xu, co-líder do estudo e investigador da mesma universidade.</p><h2>A procura por protetores solares mais seguros</h2><p>A investigação surge num contexto de crescente questionamento de certos ingredientes usados em protetores solares convencionais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-futuro-de-la-proteccion-solar-esta-en-las-bacterias-el-ingrediente-que-podria-revolucionar-las-cremas-de-verano-1778805859712.jpg" data-image="xj6lch39yfle" alt="Protetor solar Gradusol contra raios UV para peixes" title="Protetor solar Gradusol contra raios UV para peixes"><figcaption>A investigação surge num contexto de crescente questionamento de certos ingredientes usados em protetores solares convencionais.</figcaption></figure><p>Vários estudos têm alertado para os potenciais efeitos negativos de alguns filtros UV, tanto na saúde humana como nos ecossistemas marinhos. Em particular, <strong>existem preocupações relacionadas com a permeabilidade dérmica de certos compostos</strong>, bem como a sua potencial toxicidade celular e stress oxidativo.</p><p>Neste contexto,<strong> o gradusol surge como uma alternativa atraente</strong>. Segundo os autores do estudo, este <strong>filtro ultravioleta orgânico não apresentou efeitos nocivos</strong> conhecidos e está alinhado com a procura dos consumidores que procuram produtos mais naturais e sustentáveis.</p><div class="texto-destacado"><strong>No entanto, especialistas alertam que ainda há um longo caminho a percorrer até que o produto esteja disponível em supermercados e farmácias.</strong></div><p>O estudo não comparou o desempenho do gradusol com protetores solares comerciais, nem avaliou a sua segurança a longo prazo ou a sua viabilidade para produção industrial em larga escala. Além disso, <strong>qualquer aplicação comercial precisará de passar por processos regulatórios</strong> antes de chegar ao mercado.</p><p>Ainda assim, os investigadores estão otimistas. Xu acredita que, com a tecnologia atual, <strong>os primeiros produtos baseados neste composto poderão surgir nos próximos anos</strong>.</p><p>“Esperamos que as pessoas olhem além dos métodos tradicionais de extração”, concluiu Zhang. “As fábricas microbianas estão a surgir como uma forma mais sustentável de levar as descobertas científicas para o mundo real.”</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Wang J, Wang Y, Wu Q, Zhang Y. <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37187331/" target="_blank">Multidimensional engineering of Escherichia coli for efficient biosynthesis of cis-3-hydroxypipecolic acid</a>. Bioresour Technol. 2023 Aug; 382:129173. doi: 10.1016/j.biortech.2023.129173</em><em><br></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-futuro-da-protecao-solar-esta-nas-bacterias-o-ingrediente-que-pode-revolucionar-os-cremes-de-verao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempestade Kristin: Governo firma acordo com o Banco de Fomento para financiar a remoção de material lenhoso da floresta]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tempestade-kristin-governo-firma-acordo-com-o-banco-de-fomento-para-financiar-a-remocao-de-material-lenhoso-da-floresta.html</link><pubDate>Tue, 19 May 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O Governo diz que o apoio disponível para operadores económicos localizados em todo o território nacional “garante uma resposta abrangente e equitativa”. O financiamento pode ascender até 2,5 milhões de euros por empresa, permitindo resposta às necessidades de fundo de maneio.<br> </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempestade-kristin-governo-firma-acordo-com-o-banco-de-fomento-para-financiar-a-remocao-de-material-lenhoso-da-floresta-1779134304271.jpg" data-image="ghn2sz9lp2x6" alt="Tronco de madeira cortado" title="Tronco de madeira cortado"><figcaption>O Governo anunciou, em articulação com o Banco Português de Fomento (BPF), que as empresas florestais vão poder aceder a uma linha de crédito para resposta aos impactos da tempestade Kristin.</figcaption></figure><p>O comboio de tempestades que assolou Portugal entre o final de janeiro e a primeira semana de fevereiro deixou um <strong>rasto de devastação em várias áreas. Desde logo, nas habitações, fábricas, estufas e outras estruturas agrícolas</strong>, mas, também, no setor florestal. </p><p>Só no concelho de <strong>Leiria, um dos mais afetados, mais de 190 quilómetros de caminhos florestais ficaram obstruídos</strong>. </p><p>No concelho de Pombal, a <strong>depressão <em>Kristin</em> obstruiu 2 400 quilómetros de estradas </strong>e caminhos florestais. Isto, além dos <strong>milhões de árvores destruídas</strong>, umas arrancadas e outras partidas e que é agora necessário remover do terreno.</p><p>A meados de março o <strong>ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, anunciou, durante uma visita a Pombal, um apoio no valor total de 40 milhões</strong> de euros, financiado pelo Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), para financiar as operações que os proprietários florestais têm de executar para remover as árvores caídas e limparem os terrenos afetados pela depressão Kristin.</p><p>O incentivo anunciado era de <strong>cerca mil euros por hectare e visava apoiar os proprietários a retirarem a madeira com valor económico</strong> e depois a limpar os terrenos "para não deixarem material combustível", disse, à data, o ministro José Manuel Fernandes, em visita à freguesia da Guia, no concelho de Pombal. </p><h2>Limpar 30 mil hectares</h2><p>O governante traçou o objetivo: <strong>limpar, até ao final do ano, as zonas críticas, estimadas em 30 mil hectares</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Na última semana, o <strong>Ministério da Economia e da Coesão Territorial e o Ministério da Agricultura e Mar, em articulação com o Banco Português de Fomento</strong> (BPF), anunciaram que as empresas do setor florestal vão poder aceder a uma <strong>linha de crédito </strong>para resposta aos impactos da tempestade <em>Kristin</em>.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Esta medida visa “<strong>reforçar a liquidez das empresas, permitindo fazer face a necessidades imediatas de tesouraria</strong> e assegurar a continuidade da remoção de material lenhoso nas zonas impactadas pela tempestade <em>Kristin</em>”, revelou o Ministério da Agricultura em comunicado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempestade-kristin-governo-firma-acordo-com-o-banco-de-fomento-para-financiar-a-remocao-de-material-lenhoso-da-floresta-1779134495224.jpg" data-image="tu1xo6f8sh56" alt="Toro de madeira" title="Toro de madeira"><figcaption>O comboio de tempestades que assolou Portugal entre o final de janeiro e a primeira semana de fevereiro deixou um rasto de devastação na floresta.</figcaption></figure><p>O acesso a esta linha tem âmbito nacional e visa garantir que <strong>todas as empresas do setor florestal possam aceder a um instrumento financeiro considerado “ágil e eficaz</strong>”, independentemente da sua localização geográfica, para aquisição e remoção de material lenhoso nas áreas afetadas.</p><div class="texto-destacado">O financiamento pode atingir “até 2,5 milhões de euros por empresa, com condições competitivas”, enquadradas no modelo de garantias públicas do Banco Português de Fomento, contribuindo, assim, para uma “resposta célere e ajustada às necessidades do tecido empresarial”. De acordo com o Ministério da Agricultura, a iniciativa resulta de uma ação coordenada entre as áreas governativas da economia e da agricultura.</div><p>O Governo explica, em comunicado, que esta linha de crédito visa “<strong>reforçar o compromisso do Governo com a recuperação, a resiliência</strong> e a valorização do setor florestal”. </p><h2>Resposta à prevenção de incêndios</h2><p>E há, ainda, outra meta associada: “<strong>assegurar uma melhor capacidade de resposta na prevenção</strong> de incêndios”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="758496" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ministro-da-agricultura-visita-pombal-apos-a-tempestade-kristin-ha-40-milhoes-do-prr-para-recuperar-a-floresta.html" title="Ministro da Agricultura visita Pombal após a tempestade Kristin. Há 40 milhões do PRR para recuperar a floresta">Ministro da Agricultura visita Pombal após a tempestade Kristin. Há 40 milhões do PRR para recuperar a floresta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ministro-da-agricultura-visita-pombal-apos-a-tempestade-kristin-ha-40-milhoes-do-prr-para-recuperar-a-floresta.html" title="Ministro da Agricultura visita Pombal após a tempestade Kristin. Há 40 milhões do PRR para recuperar a floresta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ministro-da-agricultura-visita-pombal-apos-a-tempestade-kristin-ha-40-milhoes-do-prr-para-recuperar-a-floresta-1773261031940_320.jpg" alt="Ministro da Agricultura visita Pombal após a tempestade Kristin. Há 40 milhões do PRR para recuperar a floresta"></a></article></aside><p>Citado num comunicado conjunto, o ministro da Economia e da Coesão Territorial afirmou que, “<strong>com o aproximar da época de incêndios, há toda a urgência em remover as árvores caídas</strong> e limpar os terrenos”.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempestade-kristin-governo-firma-acordo-com-o-banco-de-fomento-para-financiar-a-remocao-de-material-lenhoso-da-floresta-1779134551205.jpg" data-image="f0gpfmp3krwg" alt="Árvores arrancadas" title="Árvores arrancadas"><figcaption>Só no concelho de Leiria, um dos mais afetados, mais de 190 quilómetros de caminhos florestais ficaram obstruídos. No concelho de Pombal, a depressão Kristin obstruiu 2 400 quilómetros de estradas e caminhos florestais.</figcaption></figure><p>O <strong>ministro da Economia, Manuel Castro Almeida</strong>, diz que “esta linha visa precisamente <strong>acelerar este processo</strong> de forma que estes territórios tão massacrados pelas tempestades não sejam ainda mais penalizados”.</p><p>Já o <strong>ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes</strong>, é de opinião que “esta é mais uma iniciativa para reforçar o <strong>compromisso do Governo com a recuperação, a resiliência e a valorização do setor florestal</strong>”. </p><p>O governante ainda sublinhou que esta ação vai <strong>ajudar a “assegurar uma melhor capacidade de resposta na prevenção de incêndios </strong>e de riscos de saúde vegetal" das florestas atingidas pelas intempéries.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tempestade-kristin-governo-firma-acordo-com-o-banco-de-fomento-para-financiar-a-remocao-de-material-lenhoso-da-floresta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como sobreviviam os humanos aos grandes terramotos no Paleolítico? Uma investigação feita em Portugal explica]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-sobreviviam-os-humanos-aos-grandes-terramotos-no-paleolitico-uma-investigacao-feita-em-portugal-explica.html</link><pubDate>Mon, 18 May 2026 16:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Estudo sobre o sítio arqueológico de Vale Boi, em Vila do Bispo, conclui que comunidades humanas do Paleolítico Superior desenvolveram estratégias para enfrentar sismos e instabilidade ambiental entre 30 mil e 24 mil anos atrás.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sobreviviam-os-humanos-aos-grandes-terramotos-no-paleolitico-uma-investigacao-feita-em-portugal-explica-1779110632965.jpg" data-image="6x37hxdqe3ti" alt="Estação arqueológica de Vale Boi, situada perto da aldeia de Vale de Boi, no concelho de Vila do Bispo, em Portugal." title="Estação arqueológica de Vale Boi, situada perto da aldeia de Vale de Boi, no concelho de Vila do Bispo, em Portugal."><figcaption>Estudo que analisou um sítio arqueológico em Vila do Bispo, no Algarve, refere que muito antes das primeiras sociedades agrícolas e/ou urbanas, os sismos já condicionam a vida humana. Imagem: © Bextrel - Wikimedia Commons</figcaption></figure><p> A investigação, publicada na revista <em>'Ciências Arqueológicas e Antropológicas'</em> e liderada por <strong>Alvise Barbieri</strong>, investigador do Centro Interdisciplinar de Arqueologia e Evolução do Comportamento Humano da Universidade do Algarve, e <strong>Javier Sánchez Martínez</strong>, investigador do Instituto Catalão de Paleoecologia Humana e Evolução Social (IPHES-CERCA), traz à tona algumas das primeiras provas conhecidas de resiliência nas sociedades paleolíticas perante os riscos geológicos. </p><h2>Caçadores-recoletores possuíam estratégias complexas para enfrentar sismos</h2><p>No estudo ficou demonstrado que os grupos de caçadores-recoletores que habitavam o sítio arqueológico de Vale Boi, em Vila do Bispo, distrito de Faro, entre 30.000 e 24.000 anos atrás, já tinham desenvolvido estratégias complexas para lidar com atividades sísmicas extremas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A investigação focou-se no sítio de Vale Boi, uma localização situada numa área tectonicamente ativa do sul da Península Ibérica.<br><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p> A combinação de <strong>dados arqueológicos, geológicos e cronológicos</strong> com técnicas de ponta, entre as quais a<strong> tomografia de resistividade elétrica</strong>, permitiu aos cientistas reconstruir o impacto dos sismos nesta povoação costeira. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sobreviviam-os-humanos-aos-grandes-terramotos-no-paleolitico-uma-investigacao-feita-em-portugal-explica-1779110450560.jpg" data-image="8jm9u29uzqp9"><figcaption>Foram identificadas falhas e eventos de queda de rochas causados por sismos de magnitude superior a 5,7. Isto provocou várias alterações constantes na paisagem, afetando as áreas ocupadas pelos humanos do Paleolítico Superior.</figcaption></figure><h2>Adaptação da mobilidade, modificação do uso do solo e fortalecimento das redes sociais</h2><p>Contrariando outros contextos pré-históricos em que desastres como os sismos conduziam a prolongados períodos de abandono, <strong>os caçadores-recoletores de Vale Boi mantiveram a sua ocupação nesta área, adaptando a sua mobilidade, uso do solo e redes sociais</strong> para reduzir os riscos associados à atividade sísmica.</p><div class="texto-destacado">"Nestes contextos de crise ambiental e geológica, <strong>os grupos humanos fortaleceram as suas redes sociais e as relações com comunidades mais distantes</strong>. A partilha de informação, contactos e recursos deve ter funcionado como uma proteção contra situações de incerteza e risco", esclarece Sánchez Martínez, citado pela agência de notícias Efe.</div><p>Por vezes, <strong>abandonaram temporariamente o sítio</strong> ou reduziram a duração das suas ocupações, enquanto noutras ocasiões <strong>reorganizaram o uso do espaço</strong> para minimizar a exposição a quedas de rochas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="756042" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-os-gatilhos-de-sismos-impossiveis-em-regioes-estaveis.html" title="Cientistas descobrem os gatilhos de sismos 'impossíveis' em regiões estáveis">Cientistas descobrem os gatilhos de sismos "impossíveis" em regiões estáveis</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-os-gatilhos-de-sismos-impossiveis-em-regioes-estaveis.html" title="Cientistas descobrem os gatilhos de sismos 'impossíveis' em regiões estáveis"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-descobrem-os-gatilhos-de-sismos-impossiveis-em-regioes-estaveis-1772050359885_320.png" alt="Cientistas descobrem os gatilhos de sismos 'impossíveis' em regiões estáveis"></a></article></aside><p>Além disto, a investigação científica revela uma <strong>alteração significativa na dieta das comunidades de Vale Boi </strong>durante períodos de maior instabilidade geológica. Ao aumentarem consideravelmente a exploração de recursos marinhos e costeiros, isto permitiu-lhes <strong>diversificar as fontes de alimento</strong>, reduzindo a dependência de recursos terrestres em alturas de incerteza ambiental.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Barbieri, A., Sánchez Martínez, J., Belmiro, J. et al. Early evidence of earthquake management through mobility and social network adjustments at Vale Boi (SW Iberia). Archaeol Anthropol Sci 18, 25 (2026). <a href="https://sapo.pt/artigo/estudo-realizado-em-portugal-indica-que-humanos-adaptaram-a-sua-mobilidade-no-paleolitico-para-sobreviver-a-sismos-6a0856ed4faa8527a1bb0a9b" target="_blank">https://doi.org/10.1007/s12520-025-02400-6</a></em></p><p><em><a href="https://sapo.pt/artigo/estudo-realizado-em-portugal-indica-que-humanos-adaptaram-a-sua-mobilidade-no-paleolitico-para-sobreviver-a-sismos-6a0856ed4faa8527a1bb0a9b" target="_blank">Estudo realizado em Portugal indica que humanos adaptaram a sua mobilidade no paleolítico para sobreviver a sismos</a>. Conta Lá - Sapo/Agência Lusa. 16 de maio de 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-sobreviviam-os-humanos-aos-grandes-terramotos-no-paleolitico-uma-investigacao-feita-em-portugal-explica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Prevê-se um bloqueio escandinavo até 10 dias que poderá mudar o tempo em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/preve-se-um-bloqueio-escandinavo-ate-10-dias-que-podera-mudar-o-tempo-em-portugal.html</link><pubDate>Mon, 18 May 2026 15:17:19 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Um bloqueio escandinavo poderá alterar o estado do tempo em Portugal continental nos próximos dias, favorecendo uma subida acentuada das temperaturas, ambiente mais seco e valores acima dos 30 ºC em várias regiões do interior.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaa5e4a"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaa5e4a.jpg" id="xaa5e4a"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os modelos meteorológicos apontam para um bloqueio escandinavo que poderá <strong>persistir até 10 dias</strong> e alterar o estado do tempo em Portugal continental. Este padrão atmosférico deverá <strong>favorecer o reforço das altas pressões</strong> <strong>e a expansão gradual de uma massa de ar mais quente,</strong> proveniente do Norte de África, sobre a Península Ibérica.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>A influência deste bloqueio deverá começar a sentir-se a partir de terça-feira, 19 de maio, tornando-se <strong>mais evidente entre quarta e sábado</strong>. Depois de vários dias marcados por instabilidade, aguaceiros e temperaturas relativamente contidas para a época, o tempo tenderá a tornar-se mais seco, quente e estável em grande parte do território continental.</p><h2>Interior Sul poderá registar as temperaturas mais elevadas da semana</h2><p>A mudança do padrão atmosférico deverá favorecer uma <strong>subida acentuada das temperaturas</strong> entre quarta e sexta-feira, sobretudo nas regiões do interior Centro e Sul. Os modelos meteorológicos apontam para máximas entre <strong>32 e 36 ºC no Alentejo</strong> e valores próximos ou superiores a 30 ºC em distritos como Santarém, Castelo Branco, Portalegre e Évora. Em alguns locais do vale do Guadiana e do interior alentejano, os termómetros poderão atingir valores mais elevados nas horas de maior aquecimento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/preve-se-um-bloqueio-escandinavo-ate-10-dias-que-podera-mudar-o-tempo-em-portugal-1779114018499.png" data-image="cpx87o7bt44j"><figcaption>A previsão do ECMWF para a tarde de sexta-feira destaca o reforço do calor em Portugal continental, sobretudo no interior Sul. Os termómetros poderão atingir 35 a 36 ºC no Alentejo, enquanto várias regiões do interior Centro e do vale do Tejo deverão ultrapassar os 30 ºC sob influência de uma massa de ar mais quente associada ao bloqueio escandinavo.</figcaption></figure><p>Os mapas de anomalia térmica indicam temperaturas entre <strong>6 e 10 ºC acima da média para esta altura do ano </strong>em várias regiões do território continental, especialmente no interior Norte, Centro e Sul ao longo da semana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/preve-se-um-bloqueio-escandinavo-ate-10-dias-que-podera-mudar-o-tempo-em-portugal-1779114218629.png" data-image="mvwxqfz7rrud"><figcaption>O mapa de anomalia térmica previsto para a tarde de sexta-feira evidencia um episódio de calor acima do normal para a época em Portugal continental. Em várias regiões do interior Norte, Centro e Sul, as temperaturas poderão situar-se entre 6 e 10 ºC acima da média climatológica, com os desvios mais expressivos a ocorrer junto à fronteira leste e no Alentejo.</figcaption></figure><p>Os modelos mantêm uma <strong>tendência de diminuição gradual da precipitação</strong> a partir da segunda metade da semana, sobretudo nas regiões do Sul e interior. No litoral Norte e Centro poderão persistir alguns períodos de nebulosidade matinal e vento moderado, mas sem sinais de instabilidade persistente ou chuva significativa.</p><h2>Influência atlântica deverá limitar o calor no litoral</h2><p>Apesar do aumento generalizado das temperaturas, o <strong>litoral oeste deverá manter valores mais moderados devido à </strong><strong>influência marítima</strong> e ao vento de norte e noroeste. As máximas deverão variar entre 22 e 28 ºC junto à faixa costeira, embora Lisboa possa aproximar-se dos 30 ºC em períodos mais quentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/preve-se-um-bloqueio-escandinavo-ate-10-dias-que-podera-mudar-o-tempo-em-portugal-1779114319294.png" data-image="7t8le02a4y2e"><figcaption>O mapa de rajadas previsto para a tarde de sábado mostra um aumento do vento no litoral oeste de Portugal continental devido ao reforço do gradiente de pressão. As rajadas poderão atingir 40 a 55 km/h entre o litoral Centro e a faixa costeira da região de Lisboa, enquanto no interior o vento deverá soprar geralmente moderado, em muitos casos associado ao aquecimento diurno.</figcaption></figure><p>O vento poderá soprar moderado a forte no litoral ocidental durante a tarde, com rajadas entre <strong>40 e 55 km/h</strong>, sobretudo a norte do Cabo Raso. No interior, o ambiente deverá tornar-se progressivamente mais seco e quente, com tardes de forte sensação de calor e noites mais amenas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769396" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/dorsal-africana-sobre-portugal-o-calor-anomalo-ate-10-c-ligara-marraquexe-a-lisboa.html" title="Dorsal africana sobre Portugal: o calor anómalo (até +10 ºC) ligará Marraquexe a Lisboa">Dorsal africana sobre Portugal: o calor anómalo (até +10 ºC) ligará Marraquexe a Lisboa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/dorsal-africana-sobre-portugal-o-calor-anomalo-ate-10-c-ligara-marraquexe-a-lisboa.html" title="Dorsal africana sobre Portugal: o calor anómalo (até +10 ºC) ligará Marraquexe a Lisboa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/dorsal-africana-sobre-portugal-o-calor-anomalo-ate-10-c-ligara-marraquexe-a-lisboa-1779106830366_320.jpg" alt="Dorsal africana sobre Portugal: o calor anómalo (até +10 ºC) ligará Marraquexe a Lisboa"></a></article></aside><p> Ainda assim, pequenas alterações na posição da dorsal subtropical ou da circulação atlântica poderão influenciar a intensidade do aquecimento previsto para o final de maio, sobretudo nas regiões costeiras, pelo que será importante <strong>acompanhar as próximas atualizações</strong> dos modelos meteorológicos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/preve-se-um-bloqueio-escandinavo-ate-10-dias-que-podera-mudar-o-tempo-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Investigadores portugueses lançam Íris ao mar: o robô que recupera redes de pesca fantasma]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-portugueses-lancam-iris-ao-mar-o-robo-que-recupera-redes-de-pesca-fantasma.html</link><pubDate>Mon, 18 May 2026 14:11:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>As artes de pesca perdidas são uma das principais ameaças à vida marinha, mas a tecnologia desenvolvida pela Universidade do Porto está a localizar e a recuperar estas armadilhas mortais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-portugueses-lancam-iris-ao-mar-o-robo-que-recupera-redes-de-pesca-fantasma-1779108672893.jpg" data-image="2w9tnznpp2o0" alt="robô Irís deteta e resgata redes de pesca perdidas no mar" title="robô Irís deteta e resgata redes de pesca perdidas no mar"><figcaption>Equipado com inteligência artificial e visão computacional, o robô ÍRIS mergulha até 500 metros para encontrar redes de pesca fantasma. Foto: INESC TEC</figcaption></figure><p>As redes fantasma estão entre as maiores ameaças à biodiversidade marinha. Abandonados ou perdidos no mar, somam mais de <strong>600 mil toneladas anuais</strong>, correspondendo a 10% de todo o lixo marinho. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Fabricadas em materiais duradouros como o nylon, permanecem no ambiente por mais de seis séculos enquanto continuam a pescar de forma indiscriminada.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Depositadas no fundo do mar, capturam tartarugas, mamíferos e aves marinhas, estimando-se, inclusive, que até <strong>30% da diminuição</strong> de certas populações de <strong>peixes</strong> resulte deste fenómeno. </p><p>O impacto também é dramático para os pescadores. Além da redução dos stocks disponíveis para a atividade comercial, as redes prendem-se a restos de equipamentos antigos, gerando p<strong>rejuízos financeiros avultados </strong>e riscos operacionais constantes.</p><h2>Testes reais em Vila do Conde e Póvoa de Varzim</h2><p>Para travar este ciclo destrutivo, surgiu o NetTag+. O projeto reúne um consórcio liderado pelo <strong>Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental</strong> (CIIMAR), da Universidade do Porto, envolvendo 15 parceiros de sete países.</p><p>A solução está suportada em marcadores acústicos inteligentes, que permitem a localização precisa das artes de pesca quando estas se perdem. A tecnologia está a ser testada em condições reais no <strong>Atlântico</strong> e no <strong>Mediterrâneo</strong>, com um foco particular nas comunidades de Vila do Conde e da Póvoa de Varzim.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-portugueses-lancam-iris-ao-mar-o-robo-que-recupera-redes-de-pesca-fantasma-1779108854591.jpg" data-image="uu4jyt1xh1yr" alt="Pescadores remendam as artes de pesca" title="Pescadores remendam as artes de pesca"><figcaption>As comunidades piscatórias de Vila do Conde e Póvoa de Varzim estão a ajudar os cientistas a combater o flagelo das redes de pesca abandonadas no mar. Foto: WWF Mediterranean</figcaption></figure><p>Quando uma rede desaparece no oceano, os investigadores ativam o <strong>robô ÍRIS</strong>. O aparelho autónomo, desenvolvido pelo INESC TEC, consegue mergulhar até 500 metros de profundidade para realizar missões de busca. </p><p>Comunicando-se através de um hidrofone instalado nas próprias redes, opera como um par de olhos subaquáticos. Com um <strong>computador de bordo</strong> avançado e sistemas de navegação por som, o robô <strong>calcula distâncias </strong>e orienta-se sozinho até ao alvo, mesmo quando a visibilidade na água é nula.</p><h2>Recuperação inteligente no fundo do mar</h2><p>Assim que a ÍRIS encontra o equipamento, inicia-se uma <strong>fase complexa de recolha</strong>. O robô utiliza um sistema mecânico para prender um cabo de recuperação à rede detetada. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-portugueses-lancam-iris-ao-mar-o-robo-que-recupera-redes-de-pesca-fantasma-1779108953966.jpg" data-image="ve5fryc3glcm" alt="embarcação do projeto NETTAG+" title="embarcação do projeto NETTAG+"><figcaption>O projeto NetTag+ está a ser testado nas águas atlânticas e mediterrânicas, contando com o envolvimento de sete países. Foto: WWF Mediterranean</figcaption></figure><p>Graças à <strong>inteligência artificial</strong> e à <strong>visão computacional</strong>, a máquina distingue a rede de outros objetos naturais no fundo do mar, identificando o ponto mais seguro para a fixação do cabo e garantindo um <strong>resgate bem-sucedido</strong>. A arte de pesca é, depois, puxada para a superfície por uma embarcação de apoio ou pela autoridade portuária competente. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Esta inovação permite operar em zonas profundas onde a intervenção de mergulhadores humanos seria demasiado perigosa. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O sistema foi projetado para ser versátil, podendo ser utilizado mesmo em embarcações de pequena dimensão, tornando a solução escalável para diferentes frotas pesqueiras nacionais e internacionais.</p><h2>O papel crucial das comunidades piscatórias</h2><p>Embora não operem o robô diretamente por questões de custos, os pescadores desempenham uma função fundamental na eficácia do sistema. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="688964" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/barcos-de-pesca-movidos-a-hidrogenio-vao-navegar-nas-aguas-portuguesas-a-partir-de.html" title="Barcos de pesca movidos a hidrogénio vão navegar nas águas portuguesas a partir de 2027">Barcos de pesca movidos a hidrogénio vão navegar nas águas portuguesas a partir de 2027</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/barcos-de-pesca-movidos-a-hidrogenio-vao-navegar-nas-aguas-portuguesas-a-partir-de.html" title="Barcos de pesca movidos a hidrogénio vão navegar nas águas portuguesas a partir de 2027"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/barcos-de-pesca-movidos-a-hidrogenio-vao-navegar-nas-aguas-portuguesas-a-partir-de-1734978588963_320.jpg" alt="Barcos de pesca movidos a hidrogénio vão navegar nas águas portuguesas a partir de 2027"></a></article></aside><p>No dia a dia, as embarcações precisam apenas de sistemas de localização simples e de <strong>redes </strong>equipadas com os <strong>marcadores acústicos</strong>. Através de uma aplicação móvel, os profissionais conseguem recuperar a maioria dos equipamentos perdidos. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O robô ÍRIS fica reservado apenas para intervenções críticas em zonas rochosas ou locais com correntes muito fortes.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Atualmente, cerca de <strong>duzentos pescadores do norte de Portugal </strong>validam a robustez destes protótipos em ambiente real. Além dos testes técnicos, participam em <strong>formações sobre boas práticas ambientais</strong> e campanhas de limpeza. O projeto NetTag+ vai mais longe na sensibilização, distribuindo guias de conduta no oceano e cinzeiros portáteis. </p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em><a href="https://nettag.ciimar.up.pt/" target="_blank">Projeto NetTag - Tagging fishing gears and enhancing on board best-practices to promote waste free fisheries</a>. Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR)</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-portugueses-lancam-iris-ao-mar-o-robo-que-recupera-redes-de-pesca-fantasma.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Dorsal africana sobre Portugal: o calor anómalo (até +10 ºC) ligará Marraquexe a Lisboa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/dorsal-africana-sobre-portugal-o-calor-anomalo-ate-10-c-ligara-marraquexe-a-lisboa.html</link><pubDate>Mon, 18 May 2026 12:57:02 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O calor está a aproximar-se de Portugal Continental, devendo levar os termómetros a ultrapassarem os 30 ºC em vários locais. Com isto, dar-se-á uma inversão das anomalias térmicas.</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/hYHxP-9qF9k/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=hYHxP-9qF9k" id="hYHxP-9qF9k"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A semana arranca com<strong> temperaturas abaixo da média</strong> em praticamente todo o país, no entanto, esta tendência começará a inverter-se em breve.</p><h2>Subida acentuada das temperaturas devido a massa de ar quente proveniente de África</h2><p>Como temos vindo a avançar na Meteored Portugal, uma massa de ar quente proveniente do Norte de África vai contribuir para uma <strong>subida acentuada das temperaturas nas próximas 48 horas</strong>. Esta subida será sentida de Sul para Norte, levando os termómetros a ultrapassar os 30 ºC em várias cidades do Centro e Sul na quarta-feira. Ainda assim, <strong>as cidades do Porto e Aveiro poderão ser das mais frescas</strong>, com valores máximos de 22 ºC e 20 ºC, respetivamente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dorsal-africana-sobre-portugal-o-calor-anomalo-ate-10-c-ligara-marraquexe-a-lisboa-1779106688253.png" data-image="324dvss4sh0t" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>Os tons vermelhos indicam temperaturas acima da média. Esta é a distribuição das anomalias positivas para a próxima quinta-feira, dia 21 de maio, às 14h.</figcaption></figure><p>No entanto, na quinta-feira, o calor poderá intensificar-se em todo o país, sendo que, mesmo assim, a faixa litoral Norte e Centro deverá registar uma subida mais contida. Ainda assim, para este dia esperam-se máximas até <strong>34 ºC em Beja, 32 ºC em Évora e 30 ºC em Lisboa</strong>, devendo estas serem das cidades mais quentes do continente nesse dia. Já no Norte, a região que sentirá com maior expressão esta subida, deverá ser a do <strong>Vale do Douro, com os termómetros a poderem chegar aos 34 ºC</strong>.</p><h2>Anomalias térmicas positivas poderão alcançar os 10 ºC na quinta-feira</h2><p>Com isto, as <strong>anomalias térmicas positivas irão também aumentar</strong>, sendo mais evidentes ao início da tarde de quinta-feira, onde o Alentejo poderá registar <strong>temperaturas até 10 ºC acima da normal climatológica</strong>, como podemos observar no mapa acima. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Além do Alentejo, muitas outras regiões poderão registar valores anómalos expressivos, na ordem dos 7 ºC a 9 ºC. Na verdade, segundo a atual previsão, <strong>apenas a faixa costeira oeste e sul poderá registar valores de anomalia mais baixos</strong>, mas ainda assim, positivos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769383" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-a-dorsal-africana-entre-quinta-e-sexta-feira-ate-6-capitais-de-distrito-atingirao-os-30-c.html" title="Aproxima-se a dorsal africana: entre quinta e sexta-feira até 6 capitais de distrito atingirão os 30 ºC">Aproxima-se a dorsal africana: entre quinta e sexta-feira até 6 capitais de distrito atingirão os 30 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-a-dorsal-africana-entre-quinta-e-sexta-feira-ate-6-capitais-de-distrito-atingirao-os-30-c.html" title="Aproxima-se a dorsal africana: entre quinta e sexta-feira até 6 capitais de distrito atingirão os 30 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-a-dorsal-africana-entre-quinta-e-sexta-feira-ate-6-capitais-de-distrito-atingirao-os-30-c-1779099816705_320.png" alt="Aproxima-se a dorsal africana: entre quinta e sexta-feira até 6 capitais de distrito atingirão os 30 ºC"></a></article></aside><p>Nos dias seguintes espera-se uma manutenção destes valores, especialmente no Sul do país e ao longo da faixa interior Norte e Centro, ainda que se possam registar algumas descidas localizadas, mas pouco significativas. <strong>Na sexta e no sábado, a região Norte e o litoral da região Centro deverão registar valores entre os 20 ºC e os 25 ºC</strong>, de grosso modo, não se descartando a possibilidade de, a nível local, se registarem valores mais elevados.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/dorsal-africana-sobre-portugal-o-calor-anomalo-ate-10-c-ligara-marraquexe-a-lisboa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Da mina às estrelas! Na Alemanha, a Lusácia transforma-se para acolher um centro de astrofísica de excelência]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/da-mina-as-estrelas-na-alemanha-a-lusacia-transforma-se-para-acolher-um-centro-de-astrofisica-de-excelencia.html</link><pubDate>Mon, 18 May 2026 11:15:13 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A Alemanha transforma Lausitz: de zona mineira a sede do Centro de Astrofísica de Görlitz. O novo observatório de ondas gravitacionais marca um marco científico, suscitando grande entusiasmo na região.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/lausitz-braunkohle-tagebau-bewirbt-sich-als-astronomie-standort-1778155701994.jpeg" data-image="zc5mn9wakink" alt="En la región de Lausitz, existen diversos proyectos destinados a la reconversión de la zona tras la minería a cielo abierto." title="En la región de Lausitz, existen diversos proyectos destinados a la reconversión de la zona tras la minería a cielo abierto."><figcaption>Na região de Lausitz, existem vários projetos destinados à reconversão da zona após a exploração mineira a céu aberto.</figcaption></figure><p>Atualmente, estão a ser realizados estudos de viabilidade promissores. A região da Lusácia oferece uma base ideal para a construção do chamado Telescópio Einstein.</p><h2>A Lusácia possui várias vantagens distintivas</h2><p>Este tipo de telescópios requer um espaço amplo, tranquilidade e, acima de tudo, um terreno estável. Idealmente, <strong>o telescópio deveria situar-se a uma profundidade entre 200 e 300 metros abaixo do solo</strong>. Só assim será possível detetar ondas gravitacionais de forma fiável.</p><p>Além disso, <em>Lusácia</em> possui uma vantagem significativa: o seu leito rochoso é composto por granodiorito, <strong>uma formação geológica que proporciona um nível de estabilidade estrutural que se encontra em muito poucos outros locais</strong>.</p><div class="texto-destacado">"Como toda a gente sabe, quando um camião passa em frente a uma casa, os vidros das janelas começam a vibrar. No entanto, mesmo este movimento é um milhão de vezes maior do que a minúscula variação de comprimento que pretendemos medir", explica o geofísico Andreas Rietbrock, co-líder do projeto do Telescópio Einstein.</div><p>Consequentemente, o telescópio não só é extremamente sensível ao ruído, como também extremamente suscetível a outras formas de movimento do solo e a perturbações subterrâneas. <strong>Christian Stegmann</strong> também aguarda com otimismo estes novos avanços.</p><h2>Um estudo de viabilidade traz esperança</h2><p>Juntamente com <strong>Andreas Rietbrock</strong>, ele lidera o estudo de viabilidade do Telescópio Einstein. Christian Stegmann é professor no Departamento de Física de Astropartículas da Universidade de Potsdam.</p><div class="texto-destacado">"É uma oportunidade única; uma que nos permite olhar para trás no tempo, para eventos que ocorreram há mais de 13 mil milhões de anos, permitindo-nos assim obter uma compreensão completamente nova de toda a evolução do nosso universo, desde as suas origens até aos dias de hoje", explica Stegmann.</div><p>É de salientar que o estudo de viabilidade nesta região é apoiado por uma grande quantidade de dados recolhidos anteriormente. Dispõe-se de uma quantidade incrível de conhecimentos que remontam à época do regime da RDA. No total, <strong>durante esse período foram perfurados cerca de 34 000 poços</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lausitz-braunkohle-tagebau-bewirbt-sich-als-astronomie-standort-1778155951181.jpeg" data-image="aq6vejdsca81" alt="En astronomía, existen muchos tipos diferentes de telescopios, todos los cuales sirven para ayudarnos a comprender mejor nuestro planeta y el universo." title="En astronomía, existen muchos tipos diferentes de telescopios, todos los cuales sirven para ayudarnos a comprender mejor nuestro planeta y el universo."><figcaption>Na astronomia, existem muitos tipos diferentes de telescópios, todos eles destinados a ajudar-nos a compreender melhor o nosso planeta e o universo.</figcaption></figure><p>Consequentemente, a equipa pode recorrer a um verdadeiro tesouro de dados recolhidos tanto por mineiros como por cientistas. <strong>Aproximadamente 2 000 desses 34 000 poços estão a revelar-se de grande utilidade para a equipa de investigação neste momento</strong>. Isto já lhes permitiu identificar outra vantagem importante em relação a outros locais possíveis.</p><h2>A rocha é ideal</h2><p>A rocha conhecida como <strong>granodiorito</strong>, não só é estável e sólida, como também excepcionalmente seca. Como resultado, é provável que os investigadores precisem de instalar menos bombas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768679" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-redemoinho-de-estrelas-mesmo-na-borda-da-via-lactea-a-nova-imagem-do-hubble-que-surpreende-os-astronomos.html" title="Um redemoinho de estrelas mesmo na borda da Via Láctea: a nova imagem do Hubble que surpreende os astrónomos">Um redemoinho de estrelas mesmo na borda da Via Láctea: a nova imagem do Hubble que surpreende os astrónomos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-redemoinho-de-estrelas-mesmo-na-borda-da-via-lactea-a-nova-imagem-do-hubble-que-surpreende-os-astronomos.html" title="Um redemoinho de estrelas mesmo na borda da Via Láctea: a nova imagem do Hubble que surpreende os astrónomos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-remolino-de-estrellas-justo-al-borde-de-la-via-lactea-la-nueva-imagen-del-hubble-que-fascina-a-los-astronomos-1778502626324_320.jpg" alt="Um redemoinho de estrelas mesmo na borda da Via Láctea: a nova imagem do Hubble que surpreende os astrónomos"></a></article></aside><p>Caso contrário, essas bombas interfeririam nos sensores sensíveis do telescópio. Em última análise, <strong>não se espera que a decisão final sobre se se deve ou não avançar com o projeto do Telescópio Einstein seja tomada antes de 2027 ou 2028</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>MDR.de (2026). <a href="https://www.mdr.de/wissen/naturwissenschaften-technik/zukunft-lausitz-weltall-einstein-teleskop-bis-zum-urknall-hoeren-100.html" target="_blank">Einstein-Teleskop in der Lausitz: Das Flüstern des Urknalls hören. Grossprojekt der Forschung. Naturwissenschaft.</a> Wissen. </em></p><p><em>TU Dresden. (2026). <a href="https://einsteintelescope-lausitz.de/" target="_blank">Das Einstein Telescope: Ein neues Fenster zum Universum. Einstein Telescope Lausitz.</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/da-mina-as-estrelas-na-alemanha-a-lusacia-transforma-se-para-acolher-um-centro-de-astrofisica-de-excelencia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Melhor do que relva: alternativas de baixa manutenção para um jardim sustentável]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/melhor-do-que-relva-alternativas-de-baixa-manutencao-para-um-jardim-sustentavel.html</link><pubDate>Mon, 18 May 2026 11:09:02 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Para muitos proprietários de jardins, o relvado sempre verde e bem aparado continua a ser o ideal por excelência. No entanto, este clássico relvado inglês não é, na verdade, assim tão benéfico para a natureza.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/besser-als-rasen-pflegeleichte-alternativen-fur-einen-nachhaltigen-garten-1778421135380.jpeg" data-image="4zgb8xq6kjnf" alt="Las alternativas sostenibles no solo ayudan a la naturaleza, sino que también alivian el bolsillo." title="Las alternativas sostenibles no solo ayudan a la naturaleza, sino que también alivian el bolsillo."><figcaption>As alternativas sustentáveis não só ajudam a natureza, como também aliviam o orçamento.</figcaption></figure><p>De uma perspetiva ecológica, um relvado tão curto não representa um verdadeiro valor. É claro que continua a ser preferível a um terreno árido de betão ou a um pátio da frente pavimentado.</p><h2> Um relvado pode ser muito mais</h2><p>Em épocas de<strong> ondas de calor</strong>, um relvado cortado muito curto beneficia, de facto, de alguns ajustes simples. É possível alcançar rapidamente uma solução a longo prazo que resulte num relvado mais resistente e crie um habitat mais vasto para insetos e outras variedades vegetais. Existem muitas alternativas facilmente acessíveis.</p><p><strong>A alternativa mais simples consiste em plantar um relvado de trevo</strong>. Isto não requer mais do que sementes de trevo e uma ou duas áreas de terreno com a relva removida. A terra solta permite que as sementes de trevo criem raízes com facilidade.</p><h2>O trevo adapta-se rapidamente</h2><p>O trevo começa a crescer ao fim de apenas algumas semanas, formando pequenas manchas junto à relva tradicional que <strong>ajudam a reter a humidade no relvado, atraem insetos e florescem lindamente na primavera</strong>. Outra opção é a criação deliberada de um prado de flores silvestres.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/besser-als-rasen-pflegeleichte-alternativen-fur-einen-nachhaltigen-garten-1778420926995.jpeg" data-image="kv73rvsb45r5" alt="Las mezclas de flores y flores silvestres simplemente necesitan recibir un poco de agua, especialmente en verano." title="Las mezclas de flores y flores silvestres simplemente necesitan recibir un poco de agua, especialmente en verano."><figcaption>Os arranjos de flores e flores silvestres precisam apenas de um pouco de água, especialmente no verão.</figcaption></figure><p>Por vezes, um prado de flores silvestres pode formar-se de forma bastante rápida e natural, bastando deixar a relva evoluir por si só durante algum tempo. Em alternativa, <strong>também é possível adquirir misturas de sementes especializadas num centro de jardinagem</strong>.</p><h2>As misturas florais ajudam os relvados a sobreviver às secas</h2><p>Uma combinação de diversas <strong>gramíneas e plantas herbáceas</strong>, tais como <strong>margaridas, trevo ou consuelda menor</strong>, confere um toque especial ao relvado. Um relvado florido constitui uma opção particularmente excelente para casas com crianças ou animais de estimação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768903" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-gotas-misteriosas-nas-suas-plantas-ao-amanhecer-nao-sao-orvalho-assim-funciona-esse-fenomeno-natural.html" title="As gotas misteriosas nas suas plantas ao amanhecer não são orvalho: assim funciona este fenómeno natural">As gotas misteriosas nas suas plantas ao amanhecer não são orvalho: assim funciona este fenómeno natural</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-gotas-misteriosas-nas-suas-plantas-ao-amanhecer-nao-sao-orvalho-assim-funciona-esse-fenomeno-natural.html" title="As gotas misteriosas nas suas plantas ao amanhecer não são orvalho: assim funciona este fenómeno natural"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/las-misteriosas-gotas-de-tus-plantas-al-amanecer-no-son-rocio-asi-funciona-este-fenomeno-natural-1778763380997_320.jpg" alt="As gotas misteriosas nas suas plantas ao amanhecer não são orvalho: assim funciona este fenómeno natural"></a></article></aside><p>Além disso, e isto não é um pormenor insignificante, um relvado com flores pode voltar a ser cortado rapidamente à altura padrão de um relvado convencional, sempre que se desejar.</p><div class="texto-destacado">"Para criar um, retira-se o relvado existente ou desbasta-se consideravelmente, areja-se o solo e criam-se condições de baixo teor de nutrientes. Posteriormente, semeiam-se flores silvestres autóctones e mantém-se a zona húmida. Importante: os solos excessivamente ricos em nutrientes tendem a favorecer que o relvado volte a crescer rapidamente; por isso, muitas vezes é benéfico incorporar um pouco de areia no solo", salienta Benita Wintermantel.</div><p>Assim, um verdadeiro prado de flores silvestres representa a forma mais bela desta transformação. Não só é excepcionalmente encantador, impressionando com a sua vibrante gama de cores, como também <strong>proporciona um habitat maravilhoso para os insetos</strong>.</p><h2>A opção mais sustentável: a mistura de sementes de flores silvestres</h2><p>Em primeiro lugar, as misturas de flores silvestres podem ser plantadas com sucesso nas margens do jardim, promovendo assim uma maior biodiversidade. No entanto, se houver espaço suficiente, a criação de uma grande área de relvado implica algum trabalho.</p><p>Uma vez estabelecido, no entanto,<strong> o prado de flores silvestres requer uma manutenção extremamente reduzida</strong>. Regra geral, não necessita de fertilizantes e, normalmente, basta cortá-lo uma ou duas vezes por ano.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Utopia.de (2026). <a href="https://utopia.de/ratgeber/rasen-abschaffen-diese-6-umweltfreundlichen-alternativen-sind-sinnvoller-und-schoener-als-gras-v2_911908/" target="_blank">Rasen abschaffen? Diese 6 umweltfreundlichen Alternativen sind sinnvoller und schöner als Gras. Ratgeber. </a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/melhor-do-que-relva-alternativas-de-baixa-manutencao-para-um-jardim-sustentavel.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aproxima-se a dorsal africana: entre quinta e sexta-feira até 6 capitais de distrito atingirão os 30 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-a-dorsal-africana-entre-quinta-e-sexta-feira-ate-6-capitais-de-distrito-atingirao-os-30-c.html</link><pubDate>Mon, 18 May 2026 10:53:03 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Dentro de 48 horas, a subida em latitude de uma poderosa crista africana mudará drasticamente o tempo em Portugal continental, provocando uma subida acentuada das temperaturas. Várias capitais de distrito registarão máximas iguais ou superiores a 30 ºC.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaa4brs"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaa4brs.jpg" id="xaa4brs"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Esta segunda-feira (18), as temperaturas ainda deverão ser muito semelhantes às do passado fim de semana. A diferença começará a notar-se paulatinamente <strong>amanhã - terça-feira, 19 de maio</strong> - quando o ar frio deixar de ser injetado sobre Portugal continental, <strong>fazendo com que o padrão térmico comece finalmente a alterar-se</strong>.</p><h2>Entre 19 e 20 de maio espera-se uma subida acentuada das temperaturas máximas</h2><p>De <strong>terça (19) para quarta-feira (20)</strong> prevê-se o avanço progressivo de uma poderosa <strong>crista (ou dorsal) africana</strong>, altura em que a configuração sinóptica mudará para um cenário de padrão com características de <strong>bloqueio</strong>. Nesta ocasião, tal dever-se-á à expansão desta área de altas pressões em direção à região escandinava, fazendo com que grande parte da <strong>Europa Ocidental fique sob o domínio deste anticiclone</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-a-dorsal-africana-entre-quinta-e-sexta-feira-ate-6-capitais-de-distrito-atingirao-os-30-c-1779099601491.png" data-image="voarbg28af1f"><figcaption>As anomalias térmicas positivas oscilarão normalmente entre 4 a 9 ºC acima da média climatológica de referência, porém, nalgumas zonas do interior Sul e em alguns momentos desta semana poderão registar-se valores localmente superiores (+10 ºC).</figcaption></figure><p>Os mapas de referência da Meteored, baseados no modelo Europeu, identificam uma <strong>massa de ar tropical continental, muito quente e seca, com origem no Norte de África a subir em latitude </strong>em direção a Portugal continental. Os seus efeitos começarão a ser mais notórios a partir de <strong>quarta-feira, 20 de maio</strong>.</p><div class="texto-destacado">A combinação entre uma vasta região anticiclónica, a massa de ar quente e seco e o vento fraco resultará num panorama meteorológico de grande estabilidade atmosférica, de muito calor e no qual a precipitação será escassa e muito localizada.</div><p>Adicionalmente, <strong>as anomalias térmicas positivas previstas entre quarta (20) e sexta (22) serão bastante expressivas (+4 ºC a +9 ºC, podendo localmente atingir +10 ºC)</strong>, o que significa que as temperaturas poderão atingir valores até 10 ºC acima da média climatológica de referência para esta época do ano. Assim, em pleno mês de maio estaremos à beira de testemunhar temperaturas de verão, mais típicas de meses como o de julho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-a-dorsal-africana-entre-quinta-e-sexta-feira-ate-6-capitais-de-distrito-atingirao-os-30-c-1779099132125.png" data-image="k0gn3sd9qp3g"><figcaption>Na próxima sexta-feira, 22 de maio, prevê-se que algumas partes do Baixo Alentejo cheguem mesmo a alcançar uma temperatura de 36 ºC.</figcaption></figure><p>Prevê-se assim que, pelo menos até sexta-feira (22), o estado do tempo em Portugal continental seja marcado por dias geralmente soalheiros, de céu pouco nublado ou limpo e com temperaturas bastante acima da média. Não obstante, observam-se exceções para a Região Norte: <strong>poderá chuviscar na terça-feira (19) no litoral Norte e na sexta-feira (22) no interior Norte</strong>. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Prevê-se que o Vale do Douro, Beira Baixa, Ribatejo, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e diversas zonas do Algarve ultrapassem o patamar dos 30 ºC na segunda metade da semana.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A precipitação expectável para sexta-feira (22) em zonas do interior Norte poderá estar relacionada com a passagem de uma gota fria entre o Norte da Península Ibérica e o Oeste de França.</p><h2>Pico do episódio de calor previsto entre quinta e sexta. Eis as capitais distritais mais quentes</h2><p>Como referido inúmeras vezes nas últimas previsões lançadas pelos especialistas da Meteored Portugal, confirma-se que <strong>quarta-feira (20) será o primeiro dia deste episódio de calor com sabor a verão</strong>, altura em que se prevê que pelo menos 4 capitais de distrito (incluindo a capital do país), atinjam 30 ºC ou mais (Lisboa, Évora, Beja, Santarém).</p><p>No entanto, tal como indicado pelos nossos mapas, <strong>o episódio de calor atingirá o seu auge</strong> em termos de intensidade e área geográfica abrangida <strong>entre quinta (21) e sexta (22)</strong>.</p><table><thead><tr><th>Cidade</th><th>Quinta-feira, 21 de maio - previsão de Temperatura Máxima (ºC)</th><th>Sexta-feira, 22 de maio - previsão de Temperatura Máxima (ºC)</th></tr></thead><tbody><tr><td>Castelo Branco</td><td>30</td><td>32</td></tr><tr><td>Portalegre</td><td>30</td><td>31</td></tr><tr><td>Lisboa</td><td>30</td><td>29</td></tr><tr><td>Santarém</td><td>31</td><td>30</td></tr><tr><td>Évora</td><td>32</td><td>33</td></tr><tr><td>Beja</td><td>34</td><td>35</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Fonte: Mapas da Meteored</td></tr></tbody></table><p><strong>Embora o calor anómalo para a época do ano deva prolongar-se pelo menos até sábado (23)</strong>, parece que a área geográfica da geografia continental portuguesa abrangida pelo calor intenso já será ligeiramente menor neste dia, o que poderá indicar alguma alteração na posição da crista africana.</p><p>Deste modo, tudo indica que os dias mais quentes da semana em Portugal continental serão mesmo <strong>quinta e sexta-feira, 21 e 22 de maio, período durante o qual até 6 capitais distritais irão atingir ou superar os 30 ºC</strong>, com destaque evidente para a cidade de Beja.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-a-dorsal-africana-entre-quinta-e-sexta-feira-ate-6-capitais-de-distrito-atingirao-os-30-c-1779100848399.png" data-image="9j8wlgk2wyuv"><figcaption>Vasta língua de poeiras do Saara acompanhará a deslocação do ar quente, espalhando-se de sul para norte em Portugal continental.</figcaption></figure><p>A incerteza na previsão reside na <strong>duração, intensidade e quão vasta será a área geográfica afetada pelo calor</strong> a partir desta data.</p><h2>Atenção à intrusão de poeiras do Saara. Mapas detetam a sua chegada a partir de quinta-feira, 21</h2><p>Os ventos que irão transportar a massa de ar muito quente e seca desde o Norte de África até à Península Ibérica também serão responsáveis por promover o <strong>levantamento de poeiras saarianas</strong>. Uma vasta "língua" destas partículas em suspensão acompanhará a trajetória do ar africano.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769208" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atlantica-aproxima-se-dos-acores-chuva-intensa-vento-forte-e-mar-agitado-entre-terca-e-quarta-feira.html" title="Depressão atlântica aproxima-se dos Açores: chuva intensa, vento forte e mar agitado entre terça e quarta-feira">Depressão atlântica aproxima-se dos Açores: chuva intensa, vento forte e mar agitado entre terça e quarta-feira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atlantica-aproxima-se-dos-acores-chuva-intensa-vento-forte-e-mar-agitado-entre-terca-e-quarta-feira.html" title="Depressão atlântica aproxima-se dos Açores: chuva intensa, vento forte e mar agitado entre terça e quarta-feira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atlantica-aproxima-se-dos-acores-chuva-intensa-vento-forte-e-mar-agitado-entre-terca-e-quarta-feira-1779022475071_320.png" alt="Depressão atlântica aproxima-se dos Açores: chuva intensa, vento forte e mar agitado entre terça e quarta-feira"></a></article></aside><p><strong>À medida que estas se forem espalhando de sul para norte de Portugal continental</strong>, modificarão a tonalidade azul do céu, tornando-o mais <strong>turvo/esbranquiçado ou acastanhado</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-a-dorsal-africana-entre-quinta-e-sexta-feira-ate-6-capitais-de-distrito-atingirao-os-30-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item></channel></rss>