<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Mon, 10 Aug 2026 20:30:24 +0000</lastBuildDate><pubDate>Mon, 10 Aug 2026 20:30:24 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[O efeito invisível do calor extremo: como as altas temperaturas estão a isolar a população, explicam os especialistas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-efeito-invisivel-do-calor-extremo-como-as-altas-temperaturas-estao-a-isolar-a-populacao-explicam-os-especialistas.html</link><pubDate>Mon, 10 Aug 2026 17:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Tempestades severas, ondas de calor e incêndios florestais podem paralisar a vida social de uma comunidade. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-efeito-invisivel-do-calor-extremo-como-as-altas-temperaturas-estao-a-isolar-a-populacao-explicam-os-especialistas-1786369472783.jpg" data-image="cg60m8oo8dbn" alt="impactos das alterações climáticas na Terra." title="impactos das alterações climáticas na Terra."><figcaption>Estudos mostram que o tempo que os americanos passam a interagir pessoalmente com amigos e familiares já estava a diminuir mesmo antes da pandemia de COVID-19 ter interrompido grande parte da interação social a partir de 2020.</figcaption></figure><p>Quando as temperaturas sobem, os amigos e vizinhos partilham alertas de calor, verificam se os idosos ou outros membros da comunidade que possam precisar de ajuda estão bem e coordenam abrigos comunitários com sistema de arrefecimento quando os sistemas formais estão sobrecarregados. No entanto, <strong>os efeitos das alterações climáticas podem estar a enfraquecer o próprio tecido social </strong>que ajuda as comunidades a prosperar.</p><p>À medida que<strong> os eventos climáticos extremos se tornam mais comuns e disruptivos, os seus efeitos podem prejudicar as relações</strong>, perturbar as rotinas e a comunicação, e danificar os locais de encontro e os alicerces das tradições comunitárias.</p><p>Uma professora assistente de serviço social na Universidade do Tennessee, Fiona Doherty, que estuda crises sociais e ambientais convergentes, incluindo o isolamento social e eventos climáticos extremos, descobriu que <strong>um dos impactos mais negligenciados das alterações climáticas pode ser a sua capacidade de agravar a epidemia de solidão</strong> que persiste.</p><p>Uma pesquisa recente da equipa de Doherty na zona rural dos Apalaches revelou diversas formas pelas quais os <strong>eventos climáticos extremos estão a dificultar ainda mais as atividades sociais</strong>.</p><h2>O clima extremo mantém as pessoas separadas</h2><p>Quando as temperaturas exteriores se tornam perigosas, <strong>as pessoas refugiam-se em ambientes interiores</strong>, em locais com ar condicionado ou perto de ventoinhas. Isto pode ter um custo social.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-efeito-invisivel-do-calor-extremo-como-as-altas-temperaturas-estao-a-isolar-a-populacao-explicam-os-especialistas-1786370091604.jpg" data-image="s0jpau4sjdwe" alt="tempestade" title="tempestade"><figcaption>Alguns eventos meteorológicos podem impedir as pessoas de sair de casa.</figcaption></figure><p><strong>Tempestades severas e inundações podem tornar as viagens inseguras ou impossíveis</strong>, impedindo as pessoas de sair de casa, visitar familiares ou participar em encontros sociais. Estas interrupções podem <strong>prejudicar as interações quotidianas </strong>que ajudam as pessoas a sentirem-se conectadas.</p><h2>As falhas de energia interrompem a comunicação</h2><p>As condições meteorológicas extremas também podem<strong> cortar os canais de comunicação que ajudam as pessoas a manterem-se conectadas</strong>. Tempestades severas, inundações, clima de inverno e calor extremo estão todos associados a falhas de energia, que podem deixar os residentes sem eletricidade, por vezes durante semanas.</p><p>As falhas de energia elétrica são frequentemente acompanhadas por <strong>interrupções nos serviços de internet e telemóvel, dificultando a comunicação</strong> por mensagens de texto, chamadas telefónicas, redes sociais e e-mail precisamente quando mais necessária.</p><h2>Manter a conexão social no meio de desastres</h2><p>Com a subida das temperaturas globais, <strong>as alterações climáticas afetam cada vez mais o quotidiano</strong>. A ligação social é crucial, tanto para responder a eventos climáticos extremos como para trabalhar em conjunto e ajudar toda a comunidade a adaptar-se a estas alterações.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782372" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/saiba-como-as-alteracoes-climaticas-irao-agravar-a-desigualdade-global.html" title="Saiba como as alterações climáticas irão agravar a desigualdade global">Saiba como as alterações climáticas irão agravar a desigualdade global</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/saiba-como-as-alteracoes-climaticas-irao-agravar-a-desigualdade-global.html" title="Saiba como as alterações climáticas irão agravar a desigualdade global"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-como-as-alteracoes-climaticas-irao-agravar-a-desigualdade-global-1786042116893_320.jpg" alt="Saiba como as alterações climáticas irão agravar a desigualdade global"></a></article></aside><p>Uma forma promissora de melhorar este aspeto é que as cidades invistam em centros comunitários, como bibliotecas públicas, ou criem <strong>novos espaços de convívio em toda a comunidade</strong>. </p><p>Estes espaços podem fortalecer a ligação social durante todo o ano, oferecendo atividades inclusivas de aprendizagem ao longo da vida, além de servirem como <strong>abrigos refrigerados e centros de resiliência climática</strong>, fornecendo recursos para ajudar os residentes a preparar-se para desastres, postos de carregamento de telemóveis quando há falhas de energia noutros locais e ligação à internet.</p><p>Numa era de aceleração das alterações climáticas, <strong>a ligação social pode ser o maior património de uma comunidade</strong> e, ao mesmo tempo, um dos seus recursos mais frágeis a proteger.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Doherty%2C%20F." data-year="" data-title="Climate%20change%20may%20be%20making%20us%20lonelier%3A%20How%20heat%20waves%20and%20extreme%20weather%20disrupt%20social%20connections%20everyone%20relies%20on" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.64628%2FAAI.gynpnk4c7">Doherty, F.. <a href="https://doi.org/10.64628/AAI.gynpnk4c7" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Climate change may be making us lonelier: How heat waves and extreme weather disrupt social connections everyone relies on</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-efeito-invisivel-do-calor-extremo-como-as-altas-temperaturas-estao-a-isolar-a-populacao-explicam-os-especialistas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Porque é que não existiram dinossauros minúsculos? Os mamíferos podem ter a resposta]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/porque-e-que-nao-existiram-dinossauros-minusculos-os-mamiferos-podem-ter-a-resposta.html</link><pubDate>Mon, 10 Aug 2026 16:35:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Os dinossauros são conhecidos pelo seu tamanho enorme, mas os cientistas descobriram um mistério surpreendente sobre a razão pela qual alguns dinossauros nunca se tornaram verdadeiramente pequenos, revelando pistas sobre a sua evolução.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/why-were-there-no-tiny-dinosaurs-mammals-may-hold-the-answer-1786286194815.jpg" data-image="fozt71skvq9b" alt="fossil" title="fossil"><figcaption>Fóssil de Microraptor. Crédito: Mick Ellison / ©AMNH.</figcaption></figure><p>Num novo estudo publicado na revista <em>Evolution</em>, cientistas do Museu Americano de História Natural e da Universidade de Princeton descrevem como o mistério da evolução dos dinossauros não reside em como é que eles ficaram tão grandes, mas sim na <strong>razão pela qual os dinossauros pequenos nunca foram verdadeiramente minúsculos</strong>.</p><p>A equipa utilizou modelos matemáticos para analisar a evolução do tamanho corporal nos vertebrados, descobrindo que, embora a fisiologia e a energética possam explicar o tamanho de um mamífero, de uma ave ou de uma tartaruga, <strong>não conseguem explicar por que razão os dinossauros não-aviários mais pequenos continuaram a ser grandes ao longo da história evolutiva</strong>.</p><h2>Porque é que os dinossauros eram tão grandes e nunca pequenos?</h2><p>Em vez disso, as descobertas sugerem que <strong>a competição com os primeiros mamíferos de pequeno porte</strong> <strong>teria impedido</strong> os dinossauros de se tornarem tão pequenos como um rato ou um pardal, que são muito comuns entre os vertebrados atuais.</p><div class="texto-destacado">"Toda a gente adora um dinossauro gigante", afirmou Roger Benson, curador Macaulay de Paleobiologia dos Dinossauros do Museu. "Mas decidimos analisar o outro extremo da escala.<strong> A ausência de dinossauros minúsculos pode ser tão interessante quanto a existência dos gigantes</strong>. Já sabíamos que os dinossauros impediram os mamíferos de evoluírem para tamanhos grandes antes da extinção em massa do final do Cretáceo. Aqui, sugerimos que os mamíferos, por sua vez, impediram os dinossauros de evoluírem para tamanhos pequenos."</div><p>Enquanto os maiores dinossauros podiam pesar até 80 toneladas, <strong>o menor dinossauro pesava apenas 450 gramas – aproximadamente do tamanho de um coelho</strong>. Isto é 200 vezes maior do que a ave mais pequena do mundo, que pesa apenas 1,75 gramas</p><p> Cerca de 75% dos mamíferos vivos e 90% das aves vivas são menores do que os dinossauros não-aviários mais pequenos.</p><p>"Os animais pequenos dominam os ecossistemas modernos", afirmou Stephanie Lechki, autora principal do estudo e bolseira de pós-doutoramento na Universidade de Princeton. "Se quisermos compreender como a biodiversidade atual evoluiu, <strong>precisamos de compreender por que razão os dinossauros minúsculos parecem ter estado ausentes.</strong>"</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766069" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mais-que-um-mito-ciencia-confirma-polvo-gigante-de-19-metros-que-dominava-os-oceanos-na-era-dos-dinossauros.html" title="Mais que um mito: ciência confirma polvo gigante de 19 metros que dominava os oceanos na era dos dinossauros">Mais que um mito: ciência confirma polvo gigante de 19 metros que dominava os oceanos na era dos dinossauros</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mais-que-um-mito-ciencia-confirma-polvo-gigante-de-19-metros-que-dominava-os-oceanos-na-era-dos-dinossauros.html" title="Mais que um mito: ciência confirma polvo gigante de 19 metros que dominava os oceanos na era dos dinossauros"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mas-que-un-mito-la-ciencia-confirma-un-pulpo-gigante-de-19-metros-que-dominaba-los-oceanos-en-la-era-de-los-dinosaurios-1777038975522_320.jpg" alt="Mais que um mito: ciência confirma polvo gigante de 19 metros que dominava os oceanos na era dos dinossauros"></a></article></aside><p>Uma teoria é que os paleontólogos ainda não encontraram o dinossauro mais pequeno, uma vez que os animais de menor porte continuam a ser difíceis de encontrar devido à sua natureza delicada. Mas Benson e Lechki consideram essa explicação improvável, uma vez que os depósitos fósseis que preservam dinossauros também preservam animais de menor porte, tais como mamíferos, lagartos e anfíbios. Se existissem dinossauros do tamanho de um rato, os cientistas esperariam encontrá-los juntamente com estes outros pequenos animais.</p><p>O registo fóssil sugere que os pequenos dinossauros não-aviários teriam sido extremamente raros, ou talvez nem tivessem existido.</p><p>Para investigar por que razão não se tornaram minúsculos, utilizaram <strong>modelos matemáticos que preveem como a seleção natural determina o tamanho corporal, com base no consumo de energia e na reprodução</strong>. Os modelos assentam na ideia de que os animais evoluem para tamanhos que os ajudam a transformar eficientemente a energia em descendência.</p><p>Isto previu com sucesso as distribuições observadas do tamanho corporal de aves, tartarugas e mamíferos, mas não funcionou para lagartos, cobras e crocodilianos. Mesmo depois de terem em conta uma série de possibilidades fisiológicas, <strong>os modelos não conseguiram explicar por que razão a maioria dos dinossauros não-aviários era tão grande</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/why-were-there-no-tiny-dinosaurs-mammals-may-hold-the-answer-1786286042204.jpg" data-image="msyrxwbpr495" alt="microraptor" title="microraptor"><figcaption>Um modelo de Microraptor a ser exposto no Museu Americano de História Natural. O Microraptor foi um dos menores dinossauros conhecidos, pesando cerca de meio quilo — aproximadamente do tamanho de um coelho grande. Crédito: Alvaro Keding / ©AMNH.</figcaption></figure><p>Os resultados sugerem que a fisiologia, por si só, não consegue explicar os tamanhos corporais dos dinossauros. Em vez disso, fatores ecológicos, como <strong>a predação e a competição, terão desempenhado um papel importante no tamanho</strong> que os dinossauros não-aviários podiam atingir.</p><p>O estudo também lança luz sobre uma das transições mais dramáticas da história da evolução – o surgimento das aves. As aves evoluíram a partir dos dinossauros, mas as aves atuais são muito mais pequenas do que até mesmo o menor dinossauro não-aviário conhecido. <strong>As aves desenvolveram tamanhos corporais muito menores do que qualquer grupo de dinossauros no curto período após o seu primeiro aparecimento no Cretáceo Inferior</strong>.</p><p>A equipa descobriu que esta mudança para um tamanho corporal reduzido também <strong>não pode ser explicada apenas pela fisiologia</strong>. Em vez disso, consideram que a evolução do voo motorizado terá alterado as oportunidades ecológicas disponíveis para as primeiras aves.</p><p>"A capacidade de voar pode ter aberto formas de vida inteiramente novas", afirmou Lechki. "Assim que as aves entraram nesses novos nichos ecológicos, ficaram <strong>livres para desenvolver tamanhos corporais que simplesmente não tinham sido possíveis para outros dinossauros</strong>."</p><h2>Estudos futuros</h2><p>Estudos futuros poderão revelar mais sobre as pressões ecológicas que determinaram quais os tamanhos corporais que prosperaram e quais nunca tiveram a oportunidade de evoluir.</p><p>"Temos esta situação invulgar em que os antepassados dos dinossauros podiam ser minúsculos. Os descendentes vivos dos dinossauros — as aves — podem ser minúsculos. <strong>Mas os próprios dinossauros pareciam estar impedidos de serem minúsculos"</strong>, afirmou Benson. <strong>"E ainda não compreendemos bem isso</strong>, mas é uma questão que devemos continuar a explorar se quisermos realmente compreender os dinossauros e a sua fascinante biologia."</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Lechki%2C%20S.%20C.%2C%20%26%20Benson%2C%20R.%20B.%20J." data-year="2026" data-title="The%20explanatory%20power%20of%20energetic%20fitness%20models%20across%20living%20amniotes%20and%20extinct%20non-avian%20dinosaurs." data-url="https%3A%2F%2Facademic.oup.com%2Fevolut%2Fadvance-article%2Fdoi%2F10.1093%2Fevolut%2Fqpag117%2F8738986">Lechki, S. C., & Benson, R. B. J.. (2026). <a href="https://academic.oup.com/evolut/advance-article/doi/10.1093/evolut/qpag117/8738986" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The explanatory power of energetic fitness models across living amniotes and extinct non-avian dinosaurs.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/porque-e-que-nao-existiram-dinossauros-minusculos-os-mamiferos-podem-ter-a-resposta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os burros voltaram às aldeias para fazer um trabalho que as máquinas não conseguem]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-burros-voltaram-as-aldeias-para-fazer-um-trabalho-que-as-maquinas-nao-conseguem.html</link><pubDate>Mon, 10 Aug 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Três burros pastam lentamente ao redor de uma aldeia de Anadia. O intuito não é apenas recuperar tradições, mas reduzir o risco de incêndios junto das habitações.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/os-burros-voltaram-as-aldeias-para-fazer-um-trabalho-que-as-maquinas-nao-conseguem-1786367540873.jpg" data-image="3xly34d24mz9" alt="Burros sapadores em Anadia" title="Burros sapadores em Anadia"><figcaption>Madeixas, Azinhaga e Neemias ajudam a limpar a vegetação em redor da aldeia de Amieiro, em Anadia. Foto: Clube das Antas</figcaption></figure><p>Desde meados de abril, Madeixas, Azinhaga e o filhote Neemias estão a percorrer as encostas do <strong>Amieiro</strong>, uma <strong>aldeia serrana</strong> do concelho de Anadia. Não transportam lenha, alfaias agrícolas ou sacas de cereal, como fizeram milhares de burros ao longo de séculos. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em vez de se ocuparem de trabalhos pesados, a sua missão é comer as silvas, as giestas e outra vegetação espontânea que cresce ao redor das habitações, reduzindo o combustível disponível para incêndios florestais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A imagem conduz-nos a um passado que muitos julgavam esquecido e enterrado. Mas esta não é uma história sobre nostalgia. É antes uma tentativa de responder a um dos <strong>maiores desafios das paisagens portuguesas</strong> - proteger as aldeias rodeadas por terrenos abandonados e mato acumulado.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/os-burros-voltaram-as-aldeias-para-fazer-um-trabalho-que-as-maquinas-nao-conseguem-1786367915887.jpg" data-image="s6so0o8qtisn" alt="Burros sapadores em Anadia" title="Burros sapadores em Anadia"><figcaption>O regresso dos burros às aldeias serranas recupera uma presença que marcou gerações. Foto: Clube das Antas</figcaption></figure><p>No Amieiro, o projeto-piloto "<strong>burros sapadores</strong>" começou há cerca de três meses e já apresenta resultados animadores. Promovida pelo Club de Ancas, em parceria com a Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino (AEPGA), a iniciativa pretende criar faixas de vegetação menos densa nas áreas mais próximas das povoações, reduzindo o risco de propagação das chamas.</p><h2>Um trabalho paciente que começa muito antes do verão</h2><p>Nas encostas mais inclinadas, onde a <strong>passagem de tratores é difícil</strong> e a <strong>limpeza manual exige um esforço constante</strong>, os burros fazem aquilo que lhes é mais natural. Procuram alimento durante grande parte do dia, consumindo uma enorme quantidade de vegetação.</p><div class="texto-destacado">Cada animal ingere o equivalente ao que comeriam dez ovelhas, mantendo os terrenos limpos de forma contínua. Como o pastoreio decorre lentamente e ao longo de vários meses, o efeito acumula-se antes da época de maior perigo de incêndio.</div><p>O benefício vai além da redução do combustível vegetal. Ao contrário da maquinaria pesada, os burros exercem uma pressão muito menor sobre o solo, ajudando a <strong>limitar a erosão</strong> e favorecendo a <strong>infiltração da água da chuva</strong>. Ao mesmo tempo, <strong>fertilizam naturalmente os terrenos</strong>, contribuindo para manter os ecossistemas mais equilibrados.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="709183" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/grandes-herbivoros-das-gravuras-rupestres-voltam-ao-vale-do-coa-para-restaurar-a-natureza-e-prevenir-incendios.html" title="Grandes herbívoros das gravuras rupestres voltam ao Vale do Côa para restaurar a natureza e prevenir incêndios">Grandes herbívoros das gravuras rupestres voltam ao Vale do Côa para restaurar a natureza e prevenir incêndios</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/grandes-herbivoros-das-gravuras-rupestres-voltam-ao-vale-do-coa-para-restaurar-a-natureza-e-prevenir-incendios.html" title="Grandes herbívoros das gravuras rupestres voltam ao Vale do Côa para restaurar a natureza e prevenir incêndios"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/grandes-herbivoros-das-gravuras-rupestres-voltam-ao-vale-do-coa-para-restaurar-a-natureza-e-prevenir-incendios-1746477763372_320.jpg" alt="Grandes herbívoros das gravuras rupestres voltam ao Vale do Côa para restaurar a natureza e prevenir incêndios"></a></article></aside><p>Todo o processo decorre com<strong> acompanhamento</strong><strong> permanente</strong>. Os animais estão em áreas vedadas, têm acesso à água, recebem alimentação complementar e dispõem de abrigos naturais ou construídos para garantir o seu bem-estar.</p><h2>Uma resposta para paisagens que mudaram</h2><p>A experiência ganha especial importância num território onde muitos <strong>terrenos</strong> <strong>agrícolas</strong> <strong>deixaram de ser cultivados</strong>. À medida que a população envelheceu e o abandono rural aumentou, multiplicaram-se as parcelas em pousio. </p><div class="texto-destacado">Nessas áreas, arbustos e plantas lenhosas cresceram sem gestão, criando uma continuidade de vegetação que facilita a propagação do fogo. É precisamente junto das aldeias que esta acumulação representa um risco acrescido para pessoas, habitações e infraestruturas. </div><p>Os burros não substituem outras formas de gestão da paisagem, mas oferecem uma resposta eficaz em locais onde o <strong>acesso é difícil</strong> e a <strong>manutenção</strong> exige <strong>intervenções regulares</strong>. </p><p>Enquanto o verão ainda decorre sem incêndios de grandes dimensões no município de Anadia, Madeixas, Azinhaga e Neemias continuam a fazer aquilo que os burros sempre fizeram melhor. <strong>Procurar aliment</strong><strong>o</strong>. Cada ramo que desaparece é menos combustível disponível quando a próxima vaga de calor chegar.</p><h2>Da experiência local a uma estratégia para toda a paisagem</h2><p>A ideia que está hoje a ser testada em Anadia nasceu centenas de quilómetros mais a norte, onde os burros nunca deixaram de fazer parte da <strong>identidade</strong> das <strong>comunidades rurais</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Desde o final do inverno de 2025, o projeto ASINIFIRE reúne investigadores portugueses e espanhóis na<strong> Reserva</strong><strong> da Biosfera Transfronteiriça da Meseta </strong><strong>Ibérica </strong>para responder à mesma pergunta que inspira a experiência do Amieiro: poderão os asininos ajudar a reduzir o risco de incêndios enquanto recuperam o seu papel nas paisagens rurais?<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Coordenado pelo Centro de Investigação de Montanha do<strong> Instituto</strong><strong> Politécnico de Bragança</strong>, o projeto junta universidades, associações de criadores, autarquias e entidades de conservação de ambos os lados da fronteira. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775443" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/vacas-maronesas-combatem-fogos-ao-limpar-vegetacao-sob-linhas-de-alta-tensao-do-alvao.html" title="Vacas maronesas combatem fogos ao limpar vegetação sob linhas de alta tensão do Alvão ">Vacas maronesas combatem fogos ao limpar vegetação sob linhas de alta tensão do Alvão </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/vacas-maronesas-combatem-fogos-ao-limpar-vegetacao-sob-linhas-de-alta-tensao-do-alvao.html" title="Vacas maronesas combatem fogos ao limpar vegetação sob linhas de alta tensão do Alvão "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vacas-maronesas-combatem-fogos-ao-limpar-vegetacao-sob-linhas-de-alta-tensao-do-alvao-1782305879022_320.jpg" alt="Vacas maronesas combatem fogos ao limpar vegetação sob linhas de alta tensão do Alvão "></a></article></aside><p>O objetivo não passa apenas por proteger as <strong>raças autóctones</strong>, como o burro de Miranda e o Zamorano-Leonês. Pretende também demonstrar que estes animais podem integrar uma <strong>estratégia moderna</strong> de gestão da vegetação e de <strong>adaptação</strong> às <strong>alterações</strong> <strong>climáticas</strong>.</p><h2>A ciência por detrás do apetite asinino</h2><p>Ao contrário de outros herbívoros, os burros alimentam-se lentamente, mas quase de forma contínua. O seu <strong>sistema digestivo</strong> permite aproveitar vegetação mais pobre e <strong>repetir a mesma dieta durante longos períodos</strong>. Consomem grandes quantidades de arbustos e plantas lenhosas.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/os-burros-voltaram-as-aldeias-para-fazer-um-trabalho-que-as-maquinas-nao-conseguem-1786368334634.jpg" data-image="trgiob4ffn6n" alt="Burros sapadores de Anadia" title="Burros sapadores de Anadia"><figcaption>A cria Neemias simboliza uma nova geração de burros que volta a percorrer as paisagens rurais, agora como aliada na prevenção de incêndios. Foto: Clube das Antas</figcaption></figure><p>O efeito torna-se ainda mais evidente porque o seu <strong>peso</strong> e a forma como percorrem o terreno aumentam a eficácia da gestão da vegetação, sobretudo em <strong>áreas difíceis</strong> de alcançar por máquinas agrícolas.</p><h2>Recuperar um aliado que nunca deixou de conhecer a paisagem</h2><p>Durante muito tempo, o desaparecimento dos burros foi encarado como um sinal inevitável de progresso. Hoje, a prevenção passa por recuperar algumas das funções ecológicas que estes animais desempenharam durante séculos, ainda que com um propósito diferente daquele que tiveram no passado.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os burros não regressam para aliviar o trabalho humano, mas para ajudar a reconstruir paisagens mais resistentes ao fogo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>É uma abordagem que combina ciência, conservação da natureza e saber acumulado pelas comunidades rurais, mostrando que <strong>soluções simples</strong> podem ter um impacto significativo quando integradas na <strong>gestão dos territórios</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Clube%20das%20Ancas" data-year="" data-title="A%C3%A7%C3%A3o%20%E2%80%9CBurros%20Sapadores%E2%80%9D%20no%20Amieiro%2C%20Freguesia%20da%20Moita%20-%20Anadia" data-url="https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fstory.php%3Fstory_fbid%3D1476998474457279%26id%3D100064414221075%26rdid%3DL5AkS9MA1SKmEKi2%23">Clube das Ancas. <a href="https://www.facebook.com/story.php?story_fbid=1476998474457279&id=100064414221075&rdid=L5AkS9MA1SKmEKi2#" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Ação “Burros Sapadores” no Amieiro, Freguesia da Moita - Anadia</a>.</cite><br><cite data-author="Asinfire" data-year="" data-title="Projeto%20ASINIFIRE%20-%20Asininos%20na%20Preven%C3%A7%C3%A3o%20de%20Inc%C3%AAndios%20para%20a%20Resili%C3%AAncia%20Ecol%C3%B3gica" data-url="https%3A%2F%2Fasinifire.com%2F">Asinfire. <a href="https://asinifire.com/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Projeto ASINIFIRE - Asininos na Prevenção de Incêndios para a Resiliência Ecológica</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-burros-voltaram-as-aldeias-para-fazer-um-trabalho-que-as-maquinas-nao-conseguem.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A meteorologista Ana Palma avisa: “Há boas notícias para quem pretende observar o eclipse solar esta quarta-feira"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-meteorologista-ana-palma-avisa-ha-boas-noticias-para-quem-pretende-observar-o-eclipse-solar-esta-quarta-feira.html</link><pubDate>Mon, 10 Aug 2026 15:45:45 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O eclipse solar de 12 de agosto aproxima-se e as atenções viram-se para a evolução do tempo. Nebulosidade, vento e calor serão alguns dos elementos a acompanhar durante um dos fenómenos astronómicos mais aguardados.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-meteorologista-ana-palma-avisa-ha-boas-noticias-para-quem-pretende-observar-o-eclipse-solar-esta-quarta-feira-1786369739981.jpg" data-image="x5i8gck9i1qi"><figcaption>As condições meteorológicas serão decisivas para observar o eclipse solar de 12 de agosto. As previsões apontam para céu pouco nublado ou limpo em grande parte de Portugal continental, embora algumas zonas possam ter maior nebulosidade.</figcaption></figure><p>Na próxima quarta-feira, 12 de agosto, o céu será o grande protagonista em Portugal continental. A ocorrência de um eclipse solar colocará as condições meteorológicas no centro das atenções e, segundo as previsões mais recentes, <strong>grande parte do território apresentará condições favoráveis à observação do fenómeno</strong>. Ainda assim, a nebulosidade poderá fazer a diferença em algumas regiões. </p><h2>Temperaturas sobem antes do eclipse, com calor mais intenso no interior</h2><p>Até lá, o tempo manter-se-á seco, com subida gradual das temperaturas. Na tarde desta segunda-feira, o céu estará pouco nublado ou limpo. <strong>O calor será mais expressivo no interior</strong>, com 32 ºC em Bragança e Vila Real e 33 ºC em Castelo Branco e Beja, <strong>podendo alcançar localmente 35 ºC no nordeste transmontano e no interior alentejano</strong>. Junto ao litoral, esperam-se valores mais moderados: 29 ºC em Coimbra, 28 ºC em Lisboa e 25 ºC no Porto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-meteorologista-ana-palma-avisa-ha-boas-noticias-para-quem-pretende-observar-o-eclipse-solar-esta-quarta-feira-1786370708326.png" data-image="nct7g0bsxqi1"><figcaption>Na terça-feira, o contraste térmico será evidente entre o litoral e o interior: os termómetros poderão alcançar 36 a 37 ºC nas zonas interiores mais quentes, enquanto entre Aveiro e Porto ficarão próximos dos 24-25 ºC.</figcaption></figure><p>Na terça-feira, o contraste acentuar-se-á, com máximas locais de 36 a 37 ºC no interior. Nuvens baixas marcarão o início do dia no litoral Norte e Centro, dissipando-se durante a manhã. À tarde, <strong>o vento de norte reforçar-se-á na costa ocidental, com rajadas próximas dos 40 km/h</strong>.</p><h2>Quarta-feira: onde estarão as melhores condições para observar o eclipse?</h2><p>Na quarta-feira, uma dorsal anticiclónica, área de altas pressões em altitude que favorece estabilidade, dominará Portugal. À superfície, o forte aquecimento formará uma depressão térmica no interior peninsular que, em conjunto com o anticiclone atlântico, <strong>manterá vento de norte/noroeste junto à costa</strong>. Durante a manhã, nuvens baixas deverão marcar presença no litoral Norte e Centro, sobretudo entre Porto, Aveiro, Coimbra e Leiria, diminuindo ao longo do dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-meteorologista-ana-palma-avisa-ha-boas-noticias-para-quem-pretende-observar-o-eclipse-solar-esta-quarta-feira-1786371105815.png" data-image="md6lqtj7s3ln"><figcaption>À hora do eclipse, as previsões apontam para céu pouco nublado ou limpo em grande parte de Portugal continental, com condições especialmente favoráveis no interior. A maior incerteza concentra-se no litoral Norte e Centro, sobretudo entre Porto e Aveiro, onde poderão persistir algumas nuvens baixas.</figcaption></figure><p>O eclipse começará pouco depois das 18h30, atingirá o máximo entre as 19h30 e as 19h36, consoante a região, e terminará pouco antes das 20h30. Nessa altura, <strong>o interior Norte e Centro, vale do Tejo, Alentejo e região de Lisboa apresentam as melhores perspetivas de céu pouco nublado ou limpo</strong>. A maior incerteza concentra-se entre Porto e Aveiro, onde poderão persistir nuvens.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-meteorologista-ana-palma-avisa-ha-boas-noticias-para-quem-pretende-observar-o-eclipse-solar-esta-quarta-feira-1786370755732.png" data-image="lipufuhfb54s"><figcaption>O calor intensificar-se-á na quarta-feira, com temperaturas geralmente entre 35 e 37 ºC no interior, podendo aproximar-se dos 40 ºC sobretudo no nordeste transmontano e no Alentejo. Junto à costa ocidental, a influência marítima manterá os termómetros mais moderados.</figcaption></figure><p>Não se prevê precipitação significativa. Bragança poderá atingir 36 ºC; Castelo Branco, Évora e Beja, 37 ºC, com <strong>picos de 40 ºC no nordeste transmontano e 39 ºC no interior Centro e Alentejo</strong>. O Porto ficará nos 25 ºC, Coimbra 31 ºC e Lisboa 32 ºC. A nortada intensificar-se-á na faixa ocidental, com <strong>rajadas de 35 a 40 km/h</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782923" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-40-c-entre-terca-e-quarta-feira-havera-4-distritos-sob-aviso-amarelo-no-interior-de-portugal.html" title="Até 40 ºC: entre terça e quarta-feira haverá 4 distritos sob aviso amarelo no interior de Portugal">Até 40 ºC: entre terça e quarta-feira haverá 4 distritos sob aviso amarelo no interior de Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-40-c-entre-terca-e-quarta-feira-havera-4-distritos-sob-aviso-amarelo-no-interior-de-portugal.html" title="Até 40 ºC: entre terça e quarta-feira haverá 4 distritos sob aviso amarelo no interior de Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-40-c-entre-terca-e-quarta-feira-havera-4-distritos-sob-aviso-amarelo-no-interior-de-portugal-1786366475212_320.png" alt="Até 40 ºC: entre terça e quarta-feira haverá 4 distritos sob aviso amarelo no interior de Portugal"></a></article></aside><p><strong>No extremo nordeste de Trás-os-Montes</strong>, junto à fronteira com Espanha, <strong>uma pequena área ficará dentro da faixa de totalidade</strong>. As previsões apontam para céu praticamente limpo nesta zona, favorecendo especialmente a observação do eclipse.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-meteorologista-ana-palma-avisa-ha-boas-noticias-para-quem-pretende-observar-o-eclipse-solar-esta-quarta-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A sonda Cassini revela um oceano efervescente escondido sob o gelo de Saturno]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-sonda-cassini-revela-um-oceano-efervescente-escondido-sob-o-gelo-de-saturno.html</link><pubDate>Mon, 10 Aug 2026 15:41:47 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um oceano salgado esconde-se sob a crosta gelada de Encélado. Os géiseres analisados pela sonda Cassini contêm moléculas orgânicas, fósforo e hidrogénio, enquanto o núcleo rochoso poderá fornecer a energia necessária ao surgimento da vida.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/c-e-un-oceano-ribollente-sotto-il-ghiaccio-la-sonda-cassini-e-i-segreti-della-luna-di-saturno-1784712022983.jpeg" data-image="n13p4mkhx0sf" alt="Représentation artistique d’un geyser à la surface glacée d’Encelade, avec Saturne en arrière-plan." title="Représentation artistique d’un geyser à la surface glacée d’Encelade, avec Saturne en arrière-plan."><figcaption>Representação artística de um géiser na superfície gelada de Encélado, com Saturno ao fundo.</figcaption></figure><p>Quase uma década após o fim da missão Cassini, <strong>os dados recolhidos continuam a revelar surpresas inesperadas sobre Encélado, a lua de Saturno. Em particular, o oceano quente e salgado escondido sob a sua crosta gelada parece constituir um laboratório químico ativo, rico em moléculas complexas</strong>.</p><p>Todos os ingredientes necessários ao surgimento da vida estão presentes, embora ainda não tenha sido descoberto qualquer vestígio de microrganismos.</p><h2>Cassini: a missão que revelou os segredos de Encélado<br></h2><p>A missão Cassini-Huygens, fruto de uma colaboração entre a NASA, a ESA e a ASI, foi <strong>lançada em 1997 com o objetivo de estudar Saturno, os seus anéis e as suas luas</strong>. Depois de atingir o seu destino em 2004, a Cassini recolheu dados durante 13 anos antes de concluir a sua missão em 2017 com uma descida controlada, mas irreversível, para as camadas mais profundas da atmosfera de Saturno.</p><div class="texto-destacado">Ainda antes da sua descida final em direção a Saturno, a Cassini tinha lançado a sonda Huygens em direção a Titã, com um objetivo semelhante: recolher e transmitir informações sobre as camadas profundas da sua atmosfera durante a descida.</div><p>A descoberta mais importante feita pela Cassini foi <strong>a existência de um vasto oceano de água líquida e salgada escondido sob a superfície gelada e inóspita de Encélado</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/c-e-un-oceano-ribollente-sotto-il-ghiaccio-la-sonda-cassini-e-i-segreti-della-luna-di-saturno-1784712157708.jpeg" data-image="luoi1e607r68" alt="Représentation artistique de la sonde Cassini explorant Saturne, ses anneaux et ses lunes." title="Représentation artistique de la sonde Cassini explorant Saturne, ses anneaux et ses lunes."><figcaption>Representação artística da sonda Cassini a explorar Saturno, os seus anéis e as suas luas.</figcaption></figure><p>A sua existência foi revelada graças aos géiseres observados pela sonda Cassini na região do Polo Sul.</p><div class="texto-destacado"><p><strong>O nome de Encélado foi-lhe atribuído pelo astrónomo Herschel, de acordo com a convenção já utilizada para as luas descobertas anteriormente: nomeá-las em homenagem aos Titãs e aos Gigantes da mitologia grega. Encélado era um desses Gigantes, filho de Gaia e de Urano. Segundo a lenda, foi derrotado pela deusa Atena durante a Gigantomaquia e enterrado vivo na Sicília, sob o Etna. Pensava-se que esse local constituía a sua prisão e que ele estava na origem das erupções do vulcão.</strong></p></div><p><strong>Entre as 274 luas descobertas até à data em torno de Saturno, Encélado é a sexta maior, com um diâmetro de cerca de 500 km.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776983" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-presente-doce-para-os-astronomos-descobrem-planetas-superesponjosos-mais-leves-do-que-o-algodao-doce.html" title="Um presente doce para os astrónomos: descobrem planetas superesponjosos, mais leves do que o algodão doce">Um presente doce para os astrónomos: descobrem planetas superesponjosos, mais leves do que o algodão doce</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-presente-doce-para-os-astronomos-descobrem-planetas-superesponjosos-mais-leves-do-que-o-algodao-doce.html" title="Um presente doce para os astrónomos: descobrem planetas superesponjosos, mais leves do que o algodão doce"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sweet-treat-for-astronomers-as-they-discover-planets-lighter-than-candy-floss-1782901457857_320.jpeg" alt="Um presente doce para os astrónomos: descobrem planetas superesponjosos, mais leves do que o algodão doce"></a></article></aside><p>Encélado possui uma estrutura interna estratificada, composta por um núcleo rochoso coberto por um oceano líquido <strong>com cerca de 30 a 40 km de profundidade</strong>, por sua vez coberto por uma crosta de gelo muito espessa.</p><h2>No interior dos géiseres: uma janela para o oceano oculto</h2><p>Após a sua descoberta, a sonda Cassini atravessou várias vezes estas colunas de vapor que jorram de fissuras na superfície gelada, recolhendo dados com a ajuda de um espectrómetro de massa e do Analisador de Pó Cósmico.</p><div class="texto-destacado">A água do oceano subterrâneo escapa sob pressão através das fraturas da crosta gelada; quando atinge o vácuo à superfície, transforma-se em vapor de água e em fragmentos de gelo com a mesma composição química do oceano subjacente.</div><p>A matéria expelida pelos géiseres é composta principalmente por água, mas <strong>contém também dióxido de carbono, metano, amoníaco, hidrogénio molecular e diversos sais</strong>.</p><p>Foram identificados cloreto de sódio, carbonatos, bicarbonatos e compostos de potássio nos grãos de gelo; estas substâncias resultam provavelmente de um contacto prolongado com o núcleo rochoso. O oceano de Encélado não é, portanto, constituído por água pura, <strong>mas forma um ambiente salino e quimicamente ativo</strong>.</p><h2>Novas moléculas surgem dos dados da Cassini</h2><p>É notável que, quase dez anos após o fim da missão Cassini, a imensa quantidade de dados recolhidos continue a ser analisada por inúmeras equipas de investigação. <strong>Estas análises continuam a revelar novos resultados, mostrando que a química do subsolo de Encélado é mais complexa do que se pensava inicialmente</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/c-e-un-oceano-ribollente-sotto-il-ghiaccio-la-sonda-cassini-e-i-segreti-della-luna-di-saturno-1784712288013.jpg" data-image="ej8j1kqzf2fv" alt="Geysers en éruption au pôle Sud d’Encelade, observés par la sonde spatiale Cassini. Crédit : NASA/JPL/Space Science Institute." title="Geysers en éruption au pôle Sud d’Encelade, observés par la sonde spatiale Cassini. Crédit : NASA/JPL/Space Science Institute."><figcaption>Géiseres em erupção no polo sul de Encélado, observados pela sonda espacial Cassini. Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute.</figcaption></figure><p>Um estudo publicado na <em>Nature Astronomy</em> em 2025 <strong>reanalisou partículas recolhidas diretamente durante uma passagem próxima efetuada pela sonda Cassini</strong>. Os resultados confirmaram a presença de uma grande variedade de compostos orgânicos, alguns dos quais poderão desempenhar um papel em reações químicas pré-biológicas essenciais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778016" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astrofisico-zeus-valtierra-explica-o-que-sao-os-asteroides-troianos-e-porque-orbitam-ao-lado-dos-planetas.html" title="Astrofísico Zeus Valtierra explica o que são os asteroides troianos e porque orbitam ao lado dos planetas">Astrofísico Zeus Valtierra explica o que são os asteroides troianos e porque orbitam ao lado dos planetas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astrofisico-zeus-valtierra-explica-o-que-sao-os-asteroides-troianos-e-porque-orbitam-ao-lado-dos-planetas.html" title="Astrofísico Zeus Valtierra explica o que são os asteroides troianos e porque orbitam ao lado dos planetas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/que-son-los-asteroides-troyanos-y-por-que-viajan-con-los-planetas-1782796744243_320.jpg" alt="Astrofísico Zeus Valtierra explica o que são os asteroides troianos e porque orbitam ao lado dos planetas"></a></article></aside><p>Foi confirmada a presença de moléculas orgânicas essenciais à vida tal como a conhecemos, mas não foram detetados quaisquer indícios de microrganismos.</p><h2> O calor oculto que mantém o oceano líquido </h2><p>Mas o que é que mantém este oceano subterrâneo no estado líquido? A fonte de energia e de calor provém das forças das marés e, mais precisamente, <strong>das deformações contínuas a que a lua está sujeita sob o efeito da atração gravitacional exercida por Saturno e pelas outras luas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/c-e-un-oceano-ribollente-sotto-il-ghiaccio-la-sonda-cassini-e-i-segreti-della-luna-di-saturno-1784712506789.png" data-image="rb4waoqf0n5z" alt="Cette illustration montre le processus par lequel des composés organiques légers, solubles et réactifs se déposent sur des grains de glace émis par les jets d’eau d’Encelade, une lune de Saturne. Crédit : NASA/JPL-Caltech" title="Cette illustration montre le processus par lequel des composés organiques légers, solubles et réactifs se déposent sur des grains de glace émis par les jets d’eau d’Encelade, une lune de Saturne. Crédit : NASA/JPL-Caltech"><figcaption>Esta ilustração mostra o processo através do qual compostos orgânicos leves, solúveis e reativos se depositam nos grãos de gelo ejetados pelos jatos de água de Encélado, uma lua de Saturno. Crédito: NASA/JPL-Caltech</figcaption></figure><p><strong>O atrito interno gera calor suficiente para manter a água no estado líquido</strong>. No entanto, tendo em conta os compostos detetados, os cientistas também consideram a hipótese de uma forma de atividade geotérmica que afeta o núcleo rochoso.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>No interior deste núcleo poroso, poderá existir algo comparável às fontes hidrotermais observadas no fundo dos nossos oceanos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os fluxos de calor poderiam transportar esses compostos para o Polo Sul e, posteriormente, até à superfície, onde alimentariam os géiseres. Além disso, <strong>os minerais presentes nos sistemas hidrotermais podem comportar-se como pequenas células eletroquímicas naturais</strong>, gerando potenciais elétricos e favorecendo a transformação do dióxido de carbono em moléculas orgânicas.</p><div class="texto-destacado">Depois da sonda Cassini, os géiseres também foram observados à distância pelo telescópio espacial James Webb, que mediu plumas que se estendem por vários milhares de quilómetros.</div><p><strong>Água líquida, elementos químicos essenciais, moléculas orgânicas </strong>e<strong> fontes de energia</strong>: estas quatro condições fazem hoje de Encélado um dos melhores candidatos na busca por vida extraterrestre.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Nozair%20Khawaja%2C%20Frank%20Postberg%2C%20et%20al." data-year="2025" data-title="Detection%20of%20organic%20compounds%20in%20freshly%20ejected%20ice%20grains%20from%20Enceladus%E2%80%99s%20ocean" data-url="https%3A%2F%2Fidp.nature.com%2Fauthorize%3Fresponse_type%3Dcookie%26client_id%3Dgrover%26redirect_uri%3Dhttps%253A%252F%252Fwww.nature.com%252Farticles%252Fs41550-025-02655-y%253Futm_source%253Dchatgpt.com">Nozair Khawaja, Frank Postberg, et al.. (2025). <a href="https://idp.nature.com/authorize?response_type=cookie&client_id=grover&redirect_uri=https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41550-025-02655-y%3Futm_source%3Dchatgpt.com" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Detection of organic compounds in freshly ejected ice grains from Enceladus’s ocean</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-sonda-cassini-revela-um-oceano-efervescente-escondido-sob-o-gelo-de-saturno.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor intenso aproxima-se: "interior de Portugal registará até 40 ºC" - previsão para os próximos 6 dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intenso-aproxima-se-interior-de-portugal-registara-ate-40-c-previsao-para-os-proximos-6-dias.html</link><pubDate>Mon, 10 Aug 2026 13:07:21 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal Continental inicia a semana com domínio anticiclónico e com temperaturas amenas, ainda que alguns locais registem valores abaixo da média e outros acima.</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/SptSdbiYnxE/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=SptSdbiYnxE" id="SptSdbiYnxE"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A semana arranca estável em Portugal Continental e assim deverá permanecer, devido à<strong> influência anticiclónica</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>As temperaturas encontram-se <strong>acima da média em alguns pontos do interior</strong>, essencialmente no Nordeste Transmontano, e <strong>abaixo da média em diversos distritos do litoral</strong>. No entanto, este cenário deve mudar em breve.</p><h2>Temperaturas sobem a partir de quarta-feira, dia 12</h2><p>A partir de quarta-feira, dia 12, espera-se uma subida generalizada das máximas, trazendo valores acima da média a praticamente todo o país, como podemos observar no mapa abaixo.</p><p>Para esse dia, <strong>esperam-se temperaturas entre os 22 ºC em Viana do Castelo e os 37 ºC em Castelo Branco, Évora e Beja</strong>. A nível local, os termómetros poderão registar máximas de até 40 ºC no Vale do Douro e de até 39 ºC na Beira Baixa e no Baixo Alentejo. Também os <strong>valores noturnos deverão aumentar</strong>, resultando em noites com temperaturas agradáveis em boa parte do território, especialmente no interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-aproxima-se-interior-de-portugal-registara-ate-40-c-previsao-para-os-proximos-6-dias-1786365389745.png" data-image="avcpho8l1z98" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>Com a subida prevista das temperaturas máximas, as anomalias térmicas positivas (valores acima da média) vão ganhar terreno em praticamente todo o país.</figcaption></figure><p>Com esta subida, <strong>espera-se que a faixa interior aqueça de forma mais evidente, face ao litoral</strong>, levando os termómetros, novamente, aos 40 ºC em locais como os vales do Douro e Guadiana e Beira Baixa na quinta-feira, dia 13. Para esse dia, as máximas, nas capitais de distrito, deverão variar entre os 23 ºC em Viana do Castelo e Aveiro e os 37 ºC em Castelo Branco, Évora e Beja. </p><h2>Valores descem a partir de sexta-feira, mas não em todo o lado</h2><p>Nos dias seguintes, especificamente a partir de sexta-feira, denotar-se-á uma <strong>nova descida ligeira dos valores</strong>, especialmente no interior do país. Nesse dia, esperam-se temperaturas máximas entre os 24 ºC em Viana do Castelo e os 36 ºC em Bragança, Castelo Branco, Évora e Beja.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782923" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-40-c-entre-terca-e-quarta-feira-havera-4-distritos-sob-aviso-amarelo-no-interior-de-portugal.html" title="Até 40 ºC: entre terça e quarta-feira haverá 4 distritos sob aviso amarelo no interior de Portugal">Até 40 ºC: entre terça e quarta-feira haverá 4 distritos sob aviso amarelo no interior de Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-40-c-entre-terca-e-quarta-feira-havera-4-distritos-sob-aviso-amarelo-no-interior-de-portugal.html" title="Até 40 ºC: entre terça e quarta-feira haverá 4 distritos sob aviso amarelo no interior de Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-40-c-entre-terca-e-quarta-feira-havera-4-distritos-sob-aviso-amarelo-no-interior-de-portugal-1786366475212_320.png" alt="Até 40 ºC: entre terça e quarta-feira haverá 4 distritos sob aviso amarelo no interior de Portugal"></a></article></aside><p>Já no sábado, dia 15, <strong>esperam-se valores mais elevados no litoral Norte</strong>, com Braga a poder registar até 34 ºC, o Porto até 29 ºC e Viana do Castelo até 25 ºC, enquanto o interior deverá manter as máximas entre os 30 ºC na Guarda e os 34 ºC em Castelo Branco, Évora e Beja. Esta <strong>tendência de descida deverá manter-se nos dias seguintes</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intenso-aproxima-se-interior-de-portugal-registara-ate-40-c-previsao-para-os-proximos-6-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 40 ºC: entre terça e quarta-feira haverá 4 distritos sob aviso amarelo no interior de Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-40-c-entre-terca-e-quarta-feira-havera-4-distritos-sob-aviso-amarelo-no-interior-de-portugal.html</link><pubDate>Mon, 10 Aug 2026 12:55:34 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Aviso amarelo de tempo quente emitido pelo IPMA para quatro distritos do interior Norte e Centro de Portugal continental devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima. Este aviso poderá durar, pelo menos, até quarta-feira, 12 de agosto.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xawgatq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xawgatq.jpg" id="xawgatq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Entre terça e quarta-feira, dias 11 e 12 de agosto, <strong>4 distritos de Portugal continental estarão sob aviso amarelo de tempo quente</strong> devido à previsão da persistência de valores elevados da temperatura máxima. <strong>Vila Real, Viseu, Bragança e Guarda</strong>, 4 distritos situados no interior Norte e Centro do nosso país, irão registar uma subida das temperaturas máximas para valores suficientemente elevados que justificam a emissão deste aviso.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Embora, de momento, o aviso só se prolongue até quarta-feira (12), as atuais previsões dos mapas de referência da Meteored apontam para a possibilidade do calor se manter nestes distritos do interior e noutras zonas do interior para além de quarta-feira (12). Caso esta tendência se confirme nas próximas atualizações, <strong>é possível que novos avisos venham a ser emitidos nos dias seguintes</strong>, não só para os quatro distritos do interior Norte e Centro já referidos, mas também para outras zonas do país, sobretudo do interior Centro e região Sul.</p><h2>O que provocará esta intensificação do calor diurno?</h2><p>Nestes próximos dias, o estado do tempo em Portugal continental será condicionado pela presença de uma<strong> região anticiclónica</strong> que se estende entre o Norte da Europa e o arquipélago da Madeira, aliada à existência de uma <strong>depressão térmica</strong> centrada sobre o interior da Península Ibérica. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-40-c-entre-terca-e-quarta-feira-havera-4-distritos-sob-aviso-amarelo-no-interior-de-portugal-1786365295001.png" data-image="upy9508rky7z"><figcaption>O fortalecimento da região anticiclónica ao longo dos próximos dias contribuirá para favorecer o transporte e a manutenção de uma massa de ar quente e relativamente seca sobre Portugal continental e Espanha peninsular, associada a uma circulação de sul e a uma origem em latitudes mais meridionais. No interior Norte e Centro preveem-se anomalias térmicas positivas de +5 a +9 ºC.</figcaption></figure><p>Adicionalmente, a <strong>subsidência</strong> associada à circulação anticiclónica, a elevada disponibilidade de<strong> radiação solar</strong>, a previsão de <strong>pouca nebulosidade</strong> - exceto de forma temporária em algumas zonas do litoral Norte e Centro - e o efeito de <strong>continentalidade</strong> (reduzida influência de massas de ar marítimas nas regiões do interior) constituirão fatores favoráveis à subida das temperaturas. </p><p>Refira-se ainda que a circulação de sul nos baixos níveis da troposfera, nomeadamente próximo dos 850 hPa, contribuirá para a entrada de ar mais quente na Península Ibérica. A combinação de todos os mecanismos acima mencionados irá desencadear uma <strong>intensificação do calor ao longo da semana, sobretudo nas regiões do interior</strong>.</p><p>Neste artigo <strong>a nossa análise</strong> irá focar-se somente nos distritos do interior Norte e Centro que estão sob aviso amarelo de tempo quente: Vila Real, Viseu, Bragança e Guarda.</p><h2>Temperaturas máximas elevadas vão persistir pelo menos até quarta-feira, 12 de agosto</h2><p>Durante o período diurno de terça e quarta-feira, prevê-se o registo de temperaturas máximas elevadas e, em muitas zonas, superiores aos valores climatologicamente habituais para esta época do ano, estando à vista <strong>pelo menos dois dias de aviso amarelo de tempo quente nos distritos de Vila Real, Viseu, Bragança e Guarda</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-40-c-entre-terca-e-quarta-feira-havera-4-distritos-sob-aviso-amarelo-no-interior-de-portugal-1786365445087.png" data-image="vetn6gkof254"><figcaption>Para quarta-feira, 12 de agosto, prevê-se que algumas localidades situadas no Nordeste Transmontano, como Horta da Vilariça e Lodões, atinjam os 40 ºC de temperatura máxima.</figcaption></figure><p>A tabela abaixo apresenta <strong>a evolução das temperaturas máximas previstas para as capitais distritais dos quatro distritos acima referidos, bem como para algumas das principais localidades</strong> desses distritos, de acordo com os valores projetados pelos nossos mapas, baseados no modelo ECMWF, aquele que merece a nossa maior confiança.</p><table><thead><tr><th>Cidade, vila ou povoação</th><th>Temperatura Máxima Terça-feira, 11 de agosto</th><th>Temperatura Máxima Quarta-feira, 12 de agosto</th></tr></thead><tbody><tr><td>Vila Real</td><td>34 ºC</td><td>35 ºC</td></tr><tr><td>Chaves</td><td>36 ºC</td><td>38 ºC</td></tr><tr><td>Peso da Régua</td><td>36 ºC</td><td>38 ºC</td></tr><tr><td>Valpaços</td><td>36 ºC</td><td>37 ºC</td></tr><tr><td>Viseu</td><td>32 ºC</td><td>34 ºC</td></tr><tr><td>Tondela</td><td>32 ºC</td><td>34 ºC</td></tr><tr><td>Lamego</td><td>32 ºC</td><td>34 ºC</td></tr><tr><td>Mangualde</td><td>32 ºC</td><td>33 ºC</td></tr><tr><td>Bragança</td><td>34 ºC</td><td>35 ºC</td></tr><tr><td>Mirandela</td><td>38 ºC</td><td>39 ºC</td></tr><tr><td>Macedo de Cavaleiros</td><td>35 ºC</td><td>36 ºC</td></tr><tr><td>Mogadouro</td><td>35 ºC</td><td>36 ºC</td></tr><tr><td>Freixo de Espada à Cinta</td><td>36 ºC</td><td>39 ºC</td></tr><tr><td>Guarda</td><td>32 ºC</td><td>34 ºC</td></tr><tr><td>Trancoso</td><td>32 ºC</td><td>34 ºC</td></tr><tr><td>Pinhel</td><td>35 ºC</td><td>38 ºC</td></tr><tr><td>Figueira de Castelo Rodrigo</td><td>35 ºC</td><td>38 ºC</td></tr><tr><td>Vila Nova de Foz Côa</td><td>36 ºC</td><td>38 ºC</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Fonte: Mapas da Meteored</td></tr></tbody></table><p>Verifica-se uma <strong>subida ligeira e progressiva das temperaturas máximas entre terça (11) e quarta-feira (12)</strong>, com praticamente todas as localidades analisadas a registarem uma intensificação do calor diurno durante este período.</p><p>Prevê-se ainda que as localidades de <strong>Tabuaço</strong> e <strong>Armamar</strong>, ambas localizadas no <strong>distrito de Viseu</strong>, se destaquem como algumas das mais quentes do distrito nos dias 11 e 12 de agosto devido à previsão de temperaturas máximas que poderão oscilar entre <strong>33 e 36 ºC</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Salta à vista, em particular, o contraste entre as temperaturas previstas para as capitais distritais, algumas delas situadas a maior altitude, e as temperaturas previstas para localidades situadas em zonas mais baixas e abrigadas. A topografia é o fator geográfico que explica porque é que algumas áreas do Nordeste Transmontano, do Douro Superior e dos vales interiores podem vir a registar temperaturas significativamente mais elevadas. </strong></div><p>Acrescente-se ainda que, a nível local, alguns dos locais mais quentes do país poderão atingir <strong>40 ºC</strong>, <strong>estando concentrados sobretudo no Nordeste Transmontano (distrito de Bragança)</strong>. Entre os locais que poderão registar temperaturas máximas particularmente elevadas estão<strong> Lodões</strong> (concelho de Vila Flor) e<strong> Horta da Vilariça</strong> (concelho de Torre de Moncorvo).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782767" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-prepara-se-para-uma-nova-subida-das-temperaturas-assim-sera-o-tempo-de-10-a-16-de-agosto.html" title="Portugal prepara-se para uma nova subida das temperaturas: assim será o tempo de 10 a 16 de agosto">Portugal prepara-se para uma nova subida das temperaturas: assim será o tempo de 10 a 16 de agosto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-prepara-se-para-uma-nova-subida-das-temperaturas-assim-sera-o-tempo-de-10-a-16-de-agosto.html" title="Portugal prepara-se para uma nova subida das temperaturas: assim será o tempo de 10 a 16 de agosto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-prepara-se-para-uma-nova-subida-das-temperaturas-assim-sera-o-tempo-de-10-a-16-de-agosto-1786275388785_320.png" alt="Portugal prepara-se para uma nova subida das temperaturas: assim será o tempo de 10 a 16 de agosto"></a></article></aside><p>Deste modo, caso a atual previsão se confirme, <strong>o vale da Vilariça será uma das zonas mais quentes de Portugal continental</strong> durante os dias em análise, especialmente na quarta-feira, 12 de agosto. A combinação entre a baixa altitude, as especificidades do relevo e a exposição à massa de ar quente irá certamente contribuir, nesta região, para o registo de temperaturas máximas elevadas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-40-c-entre-terca-e-quarta-feira-havera-4-distritos-sob-aviso-amarelo-no-interior-de-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quer fotografar o eclipse com o telemóvel? Estes cuidados podem salvar a sua câmara]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quer-fotografar-o-eclipse-com-o-telemovel-estes-cuidados-podem-salvar-a-sua-camara.html</link><pubDate>Mon, 10 Aug 2026 06:15:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Fotografar o eclipse com o smartphone é possível, mas apontar a lente diretamente para o Sol sem proteção pode causar danos permanentes no sensor.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/quer-fotografar-o-eclipse-com-o-telemovel-estes-cuidados-podem-salvar-a-camara-1786310278202.jpg" data-image="k6btb7xar40a" alt="Eclipse" title="Eclipse"><figcaption>Saiba que proteção usar e quais os erros que podem comprometer a câmara. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Fotografar o <strong>eclipse solar de 12 de agosto</strong> vai ser uma tentação para quase todas as pessoas. Afinal, não é todos os dias que a Lua passa em frente ao Sol e transforma uma tarde de verão num acontecimento astronómico. Há, porém, um pequeno detalhe a que precisa de ter atenção: <strong>apontar o telemóvel diretamente para o Sol não é uma boa ideia</strong>.</p><p>A fotografia pode ficar espetacular, é verdade. Mas também pode ficar com uma <strong>mancha permanente no sensor da câmara</strong>. E, neste caso, não há botão de “desfazer”.</p><p>A boa notícia é que não precisa de equipamento profissional para guardar uma recordação do eclipse. Um <em>smartphone</em>, alguma preparação e, sobretudo, um filtro solar adequado para a câmara podem ser suficientes.</p><h2>A regra mais importante: não fotografe o Sol sem filtro</h2><p>Durante praticamente todo o eclipse, o Sol continuará parcialmente visível. E isso significa que a regra é simples: se estiver a apontar a câmara diretamente para o Sol, <strong>deve existir um filtro solar próprio à frente da objetiva</strong>.</p><div class="texto-destacado">Não importa se o céu parece menos luminoso ou se a Lua já cobriu grande parte do disco solar. Mesmo quando sobra apenas uma pequena parcela do Sol, essa zona continua a ser extremamente brilhante.</div><p>Durante as fases parciais, a NASA e a American Astronomical Society recomendam <strong>filtros solares próprios para equipamentos óticos</strong>. Este filtro deve ser colocado na parte da frente da câmara, cobrindo completamente a objetiva que está a utilizar e ficando bem preso para não se deslocar durante a fotografia.</p><p>Isto é particularmente importante porque um<em> smartphone</em> não é apenas um ecrã. Dentro daquele pequeno módulo da câmara existe um sensor que recebe a luz concentrada pela objetiva. Uma fonte luminosa tão intensa como o Sol pode provocar<strong> danos permanentes </strong>quando a câmara permanece apontada para ele durante tempo suficiente.</p><p>Isto não significa que uma fotografia ocasional do Sol vá inevitavelmente destruir o telemóvel. O risco depende, entre outros fatores, do equipamento, da objetiva utilizada, da ampliação e do tempo de exposição. Mas, como não há nenhuma vantagem em fazer uma aposta destas com um aparelho que provavelmente custou algumas centenas de euros, mais vale jogar pelo seguro.</p><h2>Óculos de eclipse não são exatamente a mesma coisa</h2><p>E, não<strong>, óculos de eclipse não funcionam da mesma forma</strong>. Não vale a pena pensar que pode simplesmente colocá-los à frente da câmara por uns segundos. Aqui existe uma confusão bastante fácil de fazer.</p><p>Os óculos de eclipse destinam-se a proteger os seus olhos. Os filtros solares fotográficos destinam-se a proteger o equipamento e a permitir a captação segura da imagem do Sol.</p><div class="texto-destacado">Se tem uns óculos certificados para observar o eclipse, não deve simplesmente colocá-los à frente da câmara e assumir que resolveu o problema. </div><p>Da mesma forma, óculos de sol comuns também não servem. CDs, negativos fotográficos, vidro fumado e outros materiais improvisados <strong>também não são substitutos seguros para filtros solares apropriados</strong>. A NASA salienta, aliás, que os óculos de sol normais, mesmo os muito escuros, não proporcionam proteção suficiente para observar diretamente o Sol.</p><p>Também não deve utilizar um filtro fotográfico comum apenas porque a descrição diz que é “escuro”. <strong>Para fotografar o Sol é necessário um filtro concebido especificamente </strong>para observação ou fotografia solar e utilizado de acordo com as instruções do fabricante. A American Astronomical Society disponibiliza, aliás, uma lista de filtros próprios para câmaras de telemóveis.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quer-fotografar-o-eclipse-com-o-telemovel-estes-cuidados-podem-salvar-a-camara-1786309513491.jpg" data-image="2q71potzqcaq" alt="Eclipse" title="Eclipse"><figcaption>Se uma coisa parece escura, isso não significa que seja adequada para observar ou fotografar o Sol. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>“Em Portugal, existe à venda, por exemplo, o Omegon Solar Safe Easy Cam na Astroshop Portugal”, nota o jornal ‘Observador’. “É especificamente destinado a <em>smartphones</em>, fixa-se com velcro e o fabricante indica conformidade com a norma DIN ISO 12312-2 e custa 6,90€. Este filtro de luz branca compacto fixa-se facilmente à câmara do Smartphone e reduz a luz solar intensa para um nível seguro.”</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781833" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nao-precisa-de-um-evento-organizado-para-viver-o-eclipse-do-seculo.html" title="Não precisa de um evento organizado para viver o eclipse do século">Não precisa de um evento organizado para viver o eclipse do século</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nao-precisa-de-um-evento-organizado-para-viver-o-eclipse-do-seculo.html" title="Não precisa de um evento organizado para viver o eclipse do século"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nao-precisa-de-um-evento-organizado-para-viver-o-eclipse-do-seculo-1785763580217_320.jpg" alt="Não precisa de um evento organizado para viver o eclipse do século"></a></article></aside><p>Se recorrer a uma solução improvisada com material filtrante de óculos de eclipse, este <strong>terá de cobrir completamente a objetiva e ficar preso de forma segura</strong>. Se houver uma abertura ou se o filtro cair a meio da sessão, deixe de fotografar.</p><p>E há outra regra que não deve esquecer: nunca olhe para o Sol através da câmara, binóculos ou telescópio enquanto usa apenas óculos de eclipse. Os óculos protegem os olhos numa observação direta, mas <strong>não substituem um filtro instalado</strong> na parte frontal de um equipamento ótico. A luz concentrada pode atravessar ou danificar um filtro inadequado e provocar lesões graves na visão.</p><h2>E se quiser fotografar a totalidade?</h2><p>É aqui que o eclipse de 12 de agosto fica particularmente interessante para quem estiver no lugar certo.</p><p>Sim, a maior parte de Portugal verá um eclipse parcial. Mas uma<strong> estreita faixa do nordeste transmontano</strong> ficará dentro da trajetória da sombra da Lua e poderá assistir a um eclipse solar total.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quer-fotografar-o-eclipse-com-o-telemovel-estes-cuidados-podem-salvar-a-camara-1786310724463.jpg" data-image="t1n4d07anwn8" alt="Eclipse" title="Eclipse"><figcaption>Não cometa erros. Foto: Pixabay</figcaption></figure><p>Em<strong> Rio de Onor</strong>, por exemplo, a totalidade está prevista para acontecer por volta das 19:30 e durar apenas alguns segundos. Noutras localidades da faixa de totalidade, a duração será diferente.</p><p>Durante esses breves segundos, a Lua cobre completamente a fotosfera — a superfície brilhante do Sol. Só nesse momento, e apenas para quem estiver realmente dentro da faixa de totalidade, <strong>é seguro retirar o filtro da câmara </strong>para fotografar a totalidade.</p><div class="texto-destacado">É uma janela muito curta. Assim que a superfície brilhante do Sol começar a reaparecer, o filtro deve voltar imediatamente à objetiva.</div><p><strong>Fora da faixa de totalidade, esta exceção não existe</strong>. Se estiver em Lisboa, Porto, Santarém ou noutra zona onde o eclipse seja parcial, o filtro deve permanecer colocado sempre que estiver a fotografar diretamente o Sol.</p><h2>O <em>zoom </em>pode ajudar (mas não faça dele o seu inimigo)</h2><p>Se o seu<em> smartphone </em>tiver várias câmaras, experimente a teleobjetiva ou o<strong> <em>zoom</em> ótico disponível</strong>. Esta é normalmente uma opção melhor do que aumentar exageradamente a imagem através de <em>zoom</em> digital.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="746393" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/saiba-onde-ver-e-como-fotografar-o-eclipse-solar-total-que-vai-acontecer-em.html" title="Saiba onde ver e como fotografar o eclipse solar total que vai acontecer em 2026">Saiba onde ver e como fotografar o eclipse solar total que vai acontecer em 2026</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/saiba-onde-ver-e-como-fotografar-o-eclipse-solar-total-que-vai-acontecer-em.html" title="Saiba onde ver e como fotografar o eclipse solar total que vai acontecer em 2026"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-onde-ver-e-como-fotografar-o-eclipse-solar-total-que-vai-acontecer-em-1767018553721_320.jpg" alt="Saiba onde ver e como fotografar o eclipse solar total que vai acontecer em 2026"></a></article></aside><p>Mas atenção: mais <em>zoom</em> não significa automaticamente uma fotografia melhor. O Sol continua a ser um alvo pequeno e extremamente brilhante, e os sistemas automáticos dos telemóveis podem ter dificuldade em encontrar a exposição adequada.</p><p>Antes do dia do eclipse, <strong>faça alguns testes com o Sol</strong>, sempre utilizando o filtro adequado. Assim poderá descobrir qual das câmaras do seu telemóvel produz a melhor imagem e perceber até onde pode ampliar sem transformar o eclipse numa pequena bola desfocada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quer-fotografar-o-eclipse-com-o-telemovel-estes-cuidados-podem-salvar-a-camara-1786310989380.jpg" data-image="k77wxxn9t1rz" alt="Eclipse" title="Eclipse"><figcaption>Faça alguns testes antes. Foto: Pixabay</figcaption></figure><p>Se o seu telefone permitir controlar manualmente a exposição, ISO e velocidade do obturador, vale a pena experimentar. Com o filtro colocado, comece com uma sensibilidade baixa e uma velocidade relativamente rápida e ajuste a partir daí. Atenção, porque não existe uma combinação universal que funcione para todos os<em> smartphones</em>.</p><p>Se não tiver controlos manuais, não há problema. Se o seu modelo permitir, experimente tocar no Sol no ecrã para ajudar a câmara a definir a exposição e reduza-a manualmente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="511211" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/fotografo-brasileiro-captura-fenomeno-rarissimo-conhecido-como-sprite-veja-as-imagens-meteorologia.html" title="Fotógrafo brasileiro captura fenómeno raríssimo conhecido como Sprite. Veja as imagens!">Fotógrafo brasileiro captura fenómeno raríssimo conhecido como Sprite. Veja as imagens!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/fotografo-brasileiro-captura-fenomeno-rarissimo-conhecido-como-sprite-veja-as-imagens-meteorologia.html" title="Fotógrafo brasileiro captura fenómeno raríssimo conhecido como Sprite. Veja as imagens!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fotografo-gaucho-captura-fenomeno-rarissimo-conhecido-como-sprite-confira-as-imagens-1688048584916_320.jpg" alt="Fotógrafo brasileiro captura fenómeno raríssimo conhecido como Sprite. Veja as imagens!"></a></article></aside><p>Ainda assim, avisamos que, quando aumentar muito a imagem, <strong>qualquer pequeno movimento da mão pode tornar-se mais evidente</strong>. Nestes casos, um tripé pequeno ou um suporte para o telemóvel pode fazer uma diferença considerável. </p><div class="texto-destacado">Também pode utilizar o temporizador de dois ou três segundos para evitar que o toque no ecrã faça o aparelho tremer no momento da fotografia.</div><p>E não tire apenas uma fotografia. Faça várias exposições e experimente ligeiramente diferentes níveis de <em>zoom</em> e exposição. Os<em> smartphones</em> têm de lidar com um contraste enorme entre o Sol e o céu, por isso a primeira fotografia nem sempre será a melhor.</p><p>A própria American Astronomical Society recomenda testar o equipamento antes do eclipse, em vez de tentar descobrir definições e enquadramentos quando a Lua já estiver a passar pelo Sol.</p><h2>Há uma fotografia ainda melhor escondida fora do Sol</h2><p>Se quer uma recordação realmente interessante, não passe todo o eclipse a tentar obter um círculo minúsculo e perfeitamente focado no céu. Fotografe as sombras no chão, as pessoas à sua volta, as árvores, os edifícios, ou o horizonte.</p><div class="texto-destacado">Durante um eclipse total, o ambiente pode transformar-se de forma muito rápida e dramática.</div><p>Pode também preparar um pequeno vídeo ou um <em>timelapse</em>. A American Astronomical Society sugere, por exemplo,<strong> pequenos registos de vídeo ao longo das fases parciais </strong>para mostrar a progressão do fenómeno.</p><p>E existe uma vantagem adicional: estas imagens contam a história do eclipse muito melhor do que uma fotografia isolada do Sol.</p><h2>Não se esqueça do calor</h2><p>Há ainda um problema menos falado: agosto em Portugal não é propriamente conhecido pela sua frescura. <strong>O próprio telemóvel aquece durante uma utilização prolongada</strong>, sobretudo quando está a gravar vídeo, a utilizar o GPS, o brilho máximo ou várias funções da câmara. Deixá-lo ao Sol durante longos períodos também não ajuda.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782619" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-para-o-eclipse-solar-de-12-de-agosto-havera-ceu-limpo-o-que-esperar-e-para-onde-olhar.html" title="Tempo em Portugal para o eclipse solar de 12 de agosto: haverá céu limpo? O que esperar e para onde olhar">Tempo em Portugal para o eclipse solar de 12 de agosto: haverá céu limpo? O que esperar e para onde olhar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-para-o-eclipse-solar-de-12-de-agosto-havera-ceu-limpo-o-que-esperar-e-para-onde-olhar.html" title="Tempo em Portugal para o eclipse solar de 12 de agosto: haverá céu limpo? O que esperar e para onde olhar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-para-o-eclipse-solar-de-12-de-agosto-havera-ceu-limpo-o-que-esperar-e-para-onde-olhar-1786188547628_320.jpg" alt="Tempo em Portugal para o eclipse solar de 12 de agosto: haverá céu limpo? O que esperar e para onde olhar"></a></article></aside><p>Por isso,<strong> mantenha o aparelho protegido do calor</strong> quando não estiver a fotografar. Se o telemóvel começar a aquecer demasiado, faça uma pausa.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="American%20Astronomical%20Society" data-year="2026" data-title="How%20to%20Shoot%20Solar-Eclipse%20Images%20%26%20Videos" data-url="https%3A%2F%2Feclipse.aas.org%2Fimaging-video%2Fimages-videos%3Futm_source%3Dchatgpt.com">American Astronomical Society. (2026). <a href="https://eclipse.aas.org/imaging-video/images-videos?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">How to Shoot Solar-Eclipse Images & Videos</a>.</cite><br><cite data-author="NASA" data-year="2026" data-title="Total%20Solar%20Eclipse" data-url="https%3A%2F%2Fscience.nasa.gov%2Feclipses%2Ffuture-eclipses%2Ftotal-solar-eclipse-on-august-12-2026%2F%3Futm_source%3Dchatgpt.com">NASA. (2026). <a href="https://science.nasa.gov/eclipses/future-eclipses/total-solar-eclipse-on-august-12-2026/?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Total Solar Eclipse</a>.</cite><br><cite data-author="Observador" data-year="2026" data-title="Como%20fotografar%20o%20eclipse%20sem%20estragar%20a%20c%C3%A2mara%20do%20telem%C3%B3vel.%20Dicas%20para%20evitar%20os%20principais%20erros%20ao%20tentar%20registar%20um%20momento%20hist%C3%B3rico" data-url="https%3A%2F%2Fobservador.pt%2Fespeciais%2Fcomo-fotografar-o-eclipse-sem-estragar-a-camara-do-telemovel-dicas-para-evitar-os-principais-erros-ao-tentar-registar-um-momento-historico%2F">Observador. (2026). <a href="https://observador.pt/especiais/como-fotografar-o-eclipse-sem-estragar-a-camara-do-telemovel-dicas-para-evitar-os-principais-erros-ao-tentar-registar-um-momento-historico/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Como fotografar o eclipse sem estragar a câmara do telemóvel. Dicas para evitar os principais erros ao tentar registar um momento histórico</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quer-fotografar-o-eclipse-com-o-telemovel-estes-cuidados-podem-salvar-a-sua-camara.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um ciclo misterioso de 27,5 milhões de anos poderia explicar as maiores catástrofes da Terra]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-ciclo-misterioso-de-27-5-milhoes-de-anos-poderia-explicar-as-maiores-catastrofes-da-terra.html</link><pubDate>Mon, 10 Aug 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo traz de volta à discussão uma hipótese controversa: as grandes crises geológicas da Terra poderiam ser resultado de um ciclo natural que tem vindo a repetir-se há centenas de milhões de anos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-misterioso-ciclo-de-27-5-millones-de-anos-podria-explicar-las-mayores-catastrofes-de-la-tierra-1785459147254.jpg" data-image="fkmg65t02w3b" alt="Catastrofe planeta Terra" title="Catastrofe planeta Terra"><figcaption>Foram revistos bancos de dados geológicos publicados anteriormente que compilam 89 eventos importantes ocorridos nos últimos 260 milhões de anos.</figcaption></figure><p>Extinções em massa, erupções vulcânicas gigantescas e períodos em que os oceanos perderam grande parte do seu oxigénio parecem, à primeira vista, ser fenómenos independentes. No entanto, <strong>um novo estudo sugere que estes grandes episódios da história do planeta podem estar ligados por um padrão</strong> surpreendente que se repete aproximadamente a cada 27,5 milhões de anos.</p><p>O estudo, publicado na revista <em>Evolving Earth</em>, revisita uma hipótese que tem gerado debates entre geólogos há décadas. <strong>A ideia surgiu na década de 1980</strong>, quando diversos estudos propuseram que alguns dos <strong>eventos mais significativos da história da Terra não ocorreram de forma totalmente aleatória</strong>, mas sim seguiram uma periodicidade que abrange dezenas de milhões de anos. Desde então, a hipótese tem sido tanto contestada quanto defendida, em igual medida.</p><p>Agora, o geólogo Michael Rampino, da Universidade de Nova York, <strong>reanalisou as evidências utilizando escalas de tempo geológico</strong> atualizadas e métodos estatísticos mais precisos. Segundo as suas conclusões, a existência desse ciclo não apenas permanece consistente com os registos disponíveis, como também as evidências que o sustentam se fortaleceram ao longo do tempo.</p><h2>Uma análise de 260 milhões de anos de história geológica</h2><p>Para realizar o trabalho, Rampino analisou bancos de dados geológicos publicados anteriormente, <strong>compilando 89 eventos de grande porte ocorridos nos últimos 260 milhões de anos</strong>.</p><p><strong>O conjunto inclui extinções em massa</strong> <strong>marinhas</strong>, episódios em que os oceanos ficaram praticamente desprovidos de oxigénio, erupções maciças de basaltos de inundação continentais, <strong>flutuações globais do nível do mar</strong>, o desaparecimento de vertebrados terrestres, mudanças nas taxas de expansão do assoalho oceânico e pulsos de atividade vulcânica intraplaca.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-misterioso-ciclo-de-27-5-millones-de-anos-podria-explicar-las-mayores-catastrofes-de-la-tierra-1785459187982.jpg" data-image="ngda5ayvh0i5" alt="Catastrofe planeta Teerra" title="Catastrofe planeta Teerra"><figcaption>A idade de várias das maiores crateras conhecidas na Terra parece ser consistente com o ciclo de 27,5 milhões de anos.</figcaption></figure><p>Ao analisar todas estas informações em conjunto, surgiu mais uma vez um padrão dominante próximo a 27,5 milhões de anos. Os resultados também mostram um sinal secundário — muito menos pronunciado — <strong>com uma periodicidade de aproximadamente 8,9 milhões de anos</strong>.</p><p>O estudo não afirma que um tipo de desastre geológico desencadeia diretamente outro. Em vez disso,<strong> propõe que vários sistemas terrestres poderiam responder periodicamente a um mesmo mecanismo profundo</strong>, atuante em escalas de tempo extremamente longas.</p><h2>O que poderia estar a impulsionar esse ritmo?</h2><p>A explicação permanece um mistério, embora investigadores estejam a analisar várias possibilidades.</p><p>Uma hipótese aponta para o interior do planeta. <strong>O manto terrestre está em constante movimento</strong>, impulsionado por correntes de convecção extremamente lentas. Mudanças periódicas nessa circulação — ou a ascensão de enormes plumas de material quente provenientes das profundezas — <strong>poderiam alterar a atividade vulcânica</strong>, a dinâmica das placas tectónicas e a formação de cadeias de montanhas.</p><div class="texto-destacado"><strong>Como todos estes processos estão estreitamente interligados, uma perturbação originada nas camadas profundas da Terra poderia, em última análise, afetar a superfície, os oceanos, o clima e até mesmo a biodiversidade milhões de anos mais tarde.</strong></div><p>Outra possibilidade envolve mudanças orbitais de muito longo prazo. <strong>Estas variações podem alterar o clima e o nível do mar</strong>, redistribuindo vastas quantidades de água, gelo e sedimentos pela superfície da Terra. Segundo Rampino, tais variações de carga poderiam alterar subtilmente as tensões que atuam sobre a crosta e o manto superior, favorecendo, assim, processos tectónicos e vulcânicos específicos.</p><h2>Explicações sobre a origem cósmica também são exploradas</h2><p>O estudo também analisa cenários ainda mais especulativos sobre a posição do Sistema Solar na Via Láctea.</p><p>Ao orbitar o centro galáctico, o Sistema Solar atravessa periodicamente o plano médio da galáxia. Alguns investigadores sugeriram que essas passagens poderiam perturbar gravitacionalmente a distante Nuvem de Oort, <strong>aumentando a probabilidade de grandes cometas serem desviados para a região interna do Sistema Solar </strong>e elevando as chances de impactos com a Terra.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-misterioso-ciclo-de-27-5-millones-de-anos-podria-explicar-las-mayores-catastrofes-de-la-tierra-1785459222409.jpg" data-image="jhum0e5lqqm9" alt="Catastrofe planeta Terra" title="Catastrofe planeta Terra"><figcaption>Vários sistemas terrestres poderiam responder periodicamente ao mesmo mecanismo de origem profunda, atuando ao longo de escalas de tempo extremamente longas.</figcaption></figure><p>Rampino também menciona uma hipótese ligada à matéria escura. Se ela estivesse mais concentrada perto do plano galáctico, <strong>pequenas quantidades poderiam ser capturadas pela Terra durante essas travessias</strong> e gerar um leve aquecimento interno ao longo de milhões de anos. No entanto, ele reconhece que, atualmente, não há evidências diretas que sustentem qualquer um desses mecanismos; portanto, continuam a ser propostas altamente controversas.</p><p>Grandes impactos de asteroides também foram excluídos da análise estatística principal, embora o investigador observe que a idade de várias das maiores crateras conhecidas parece ser consistente com o ciclo de 27,5 milhões de anos. Ainda assim, ele evita estabelecer uma relação de causa e efeito.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782321" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/sera-que-a-terra-sobrevivera-ao-sol-moribundo-a-ciencia-reescreve-o-ultimo-dia-do-nosso-planeta.html" title="Será que a Terra sobreviverá ao Sol moribundo? A ciência reescreve o último dia do nosso planeta">Será que a Terra sobreviverá ao Sol moribundo? A ciência reescreve o último dia do nosso planeta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/sera-que-a-terra-sobrevivera-ao-sol-moribundo-a-ciencia-reescreve-o-ultimo-dia-do-nosso-planeta.html" title="Será que a Terra sobreviverá ao Sol moribundo? A ciência reescreve o último dia do nosso planeta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-terra-sopravvivera-al-sole-morente-la-scienza-riscrive-l-ultimo-giorno-del-nostro-pianeta-1785253730206_320.png" alt="Será que a Terra sobreviverá ao Sol moribundo? A ciência reescreve o último dia do nosso planeta"></a></article></aside><p>Por enquanto, a existência deste suposto ritmo geológico permanece uma questão em aberto.<strong> O registo geológico é incompleto, e a datação de eventos muito antigos está sujeita a incertezas crescentes</strong>. Além disso, análises estatísticas podem detetar padrões que desaparecem quando novos dados são incorporados.</p><p>No entanto, Rampino sustenta que <strong>a persistência deste sinal ao longo de décadas de investigação</strong> — e em conjuntos de dados cada vez mais abrangentes — <strong>justifica uma investigação mais aprofundada da hipótese</strong>. Caso estudos futuros a confirmem, as maiores catástrofes da história da Terra poderão deixar de ser vistas como eventos isolados e passar a ser consideradas manifestações periódicas de processos profundos que moldaram o planeta ao longo de centenas de milhões de anos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-ciclo-misterioso-de-27-5-milhoes-de-anos-poderia-explicar-as-maiores-catastrofes-da-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal prepara-se para uma nova subida das temperaturas: assim será o tempo de 10 a 16 de agosto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-prepara-se-para-uma-nova-subida-das-temperaturas-assim-sera-o-tempo-de-10-a-16-de-agosto.html</link><pubDate>Sun, 09 Aug 2026 18:43:22 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal continental prepara-se para uma semana marcada pela subida das temperaturas, sobretudo nas regiões interiores. Entre 10 e 16 de agosto, o calor dominará a previsão, num período que poderá trazer mudanças no estado do tempo.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaw6s6y"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaw6s6y.jpg" id="xaw6s6y"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A semana de 10 a 16 de agosto deverá trazer tempo seco e uma <strong>nova subida das temperaturas em Portugal continental</strong>. O calor será o grande destaque, com os termómetros a aproximarem-se dos 40 ºC no interior. No litoral, o aquecimento será mais moderado, enquanto o fim de semana poderá trazer maior instabilidade e uma mudança gradual do tempo.</p><h2>Dorsal anticiclónica favorece uma nova subida das temperaturas</h2><p>Na origem desta evolução estará uma dorsal anticiclónica em altitude, que manterá ar quente sobre a Península Ibérica. <strong>O aquecimento da superfície favorecerá uma depressão térmica no interior peninsular</strong>. Esta configuração favorecerá a subida das temperaturas, mais acentuada longe da costa, onde a influência atlântica e o vento de norte moderarão o aquecimento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-prepara-se-para-uma-nova-subida-das-temperaturas-assim-sera-o-tempo-de-10-a-16-de-agosto-1786274939713.png" data-image="xxs4dv01x01j"><figcaption>Na segunda-feira, as temperaturas começarão a subir em Portugal continental, com valores mais elevados no interior, onde localmente poderão atingir 35-36 ºC. Junto ao litoral, a influência atlântica manterá as máximas mais moderadas.</figcaption></figure><p>Na segunda-feira, o calor intensificar-se-á, sobretudo no interior. Bragança e Vila Real poderão atingir 32 ºC, Castelo Branco, Évora e Beja 33 ºC, com <strong>máximas locais de 35 ºC no interior Norte e Centro e 36 ºC no Baixo Alentejo</strong>. Junto ao litoral, a influência marítima limitará a subida, com 29 ºC em Lisboa, 28 ºC em Coimbra e 25 ºC no Porto. O dia será seco e soalheiro, com nebulosidade baixa junto à costa e vento de norte mais intenso à tarde no litoral oeste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-prepara-se-para-uma-nova-subida-das-temperaturas-assim-sera-o-tempo-de-10-a-16-de-agosto-1786275388785.png" data-image="yrn0kl4tlpmo"><figcaption>Na terça-feira, o calor deverá intensificar-se no interior, com 35 ºC em Castelo Branco e Beja e valores localmente próximos dos 38 ºC no Baixo Alentejo. No litoral, as temperaturas serão mais moderadas.</figcaption></figure><p>Na terça-feira, o calor intensificar-se-á, com 35 ºC em Castelo Branco, Évora e Beja e 34 ºC em Bragança, podendo as <strong>máximas aproximar-se dos 38 ºC no interior alentejano</strong>. Lisboa atingirá 30 ºC e o Porto 25 ºC. Na quarta-feira, várias regiões interiores alcançarão 37 ºC, com máximas próximas dos 39 ºC nas zonas mais quentes. Lisboa chegará aos 32 ºC. O tempo continuará seco e soalheiro, <strong>embora possam desenvolver-se nuvens de maior dimensão vertical no Norte</strong>.</p><h2>Calor intensifica-se na quinta-feira, com máximas perto dos 40 ºC</h2><p>Na quinta-feira, Bragança, Castelo Branco e Évora poderão atingir os 37 ºC, e o <strong>interior alentejano máximas próximas dos 40 ºC</strong>. Lisboa rondará 31 ºC e o Porto 26 ºC. A nebulosidade poderá ser mais extensa de manhã, <strong>aumentando a instabilidade no Norte e Centro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-prepara-se-para-uma-nova-subida-das-temperaturas-assim-sera-o-tempo-de-10-a-16-de-agosto-1786275211536.png" data-image="jew4kqbz12np"><figcaption>Na sexta-feira, o vento poderá ganhar intensidade durante a tarde, sobretudo no litoral Norte e Centro, com rajadas próximas dos 40-45 km/h entre Aveiro, Leiria e Lisboa.</figcaption></figure><p>Na sexta-feira, persistirá o calor no interior, com 37 a 38 ºC em várias localidades e <strong>máximas de 40 ºC no Alentejo</strong>. Lisboa e Coimbra deverão descer para 29 ºC e o Porto manter-se-á nos 26 ºC. <strong>A instabilidade aumentará no Norte e Centro e o vento poderá ganhar intensidade.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782763" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nas-ilhas-ate-sabado-15-de-agosto-acores-enfrentam-dias-de-chuva-e-aguaceiros-madeira-escapa-a-instabilidade.html" title="Tempo nas Ilhas até sábado, 15 de agosto: Açores enfrentam dias de chuva e aguaceiros; Madeira escapa à instabilidade">Tempo nas Ilhas até sábado, 15 de agosto: Açores enfrentam dias de chuva e aguaceiros; Madeira escapa à instabilidade</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nas-ilhas-ate-sabado-15-de-agosto-acores-enfrentam-dias-de-chuva-e-aguaceiros-madeira-escapa-a-instabilidade.html" title="Tempo nas Ilhas até sábado, 15 de agosto: Açores enfrentam dias de chuva e aguaceiros; Madeira escapa à instabilidade"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nas-ilhas-ate-sabado-15-de-agosto-acores-enfrentam-dias-de-chuva-e-aguaceiros-madeira-escapa-a-instabilidade-1786272347451_320.png" alt="Tempo nas Ilhas até sábado, 15 de agosto: Açores enfrentam dias de chuva e aguaceiros; Madeira escapa à instabilidade"></a></article></aside><p>No fim de semana surgirão sinais de mudança. No sábado, a dorsal deverá enfraquecer, <strong>aumentando a instabilidade no Norte</strong>. No domingo, esta poderá estender-se ao Centro e Sul, <strong>com possibilidade de aguaceiros ou trovoadas localizadas e descida das temperaturas</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-prepara-se-para-uma-nova-subida-das-temperaturas-assim-sera-o-tempo-de-10-a-16-de-agosto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Incrível: descoberto um planeta potencialmente habitável a apenas 25 anos-luz da Terra]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/incrivel-descoberto-um-planeta-potencialmente-habitavel-a-apenas-25-anos-luz-da-terra.html</link><pubDate>Sun, 09 Aug 2026 12:01:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Após realizarem cálculos e observações adicionais, os cientistas determinaram que o planeta GJ 3378 b poderia ser potencialmente habitável, contrariamente ao que se pensava na altura da sua descoberta.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/incroyable-une-planete-potentiellement-habitable-decouverte-a-seulement-25-annees-lumiere-de-la-terre-1783582629998.jpeg" data-image="0a79lrg6ayyl" alt="Planeta" title="Planeta"><figcaption>O GJ 3378 b orbita uma anã vermelha na constelação de Camelopardalis, a cerca de 25 anos-luz da Terra.</figcaption></figure><p>Foi descoberto um planeta potencialmente semelhante à Terra na constelação de Camelopardalis, a apenas 25 anos-luz do Sistema Solar!</p><h2>Um planeta menos massivo do que inicialmente calculado</h2><p>Este planeta, denominado GJ 3378b, foi descoberto em 2024 por astrónomos franceses que utilizaram o Telescópio Canadá-França-Havaí, situado no cume do Mauna Kea. No entanto, ao contrário de muitos exoplanetas, este não foi detetado através do método de trânsito, mas sim através da atração gravitacional que exerce sobre a sua estrela.</p><p><strong>O GJ 3378b orbita uma anã vermelha pouco luminosa na constelação de Camelopardalis, a cerca de 25 anos-luz da Terra</strong>. Ao orbitar, a atração gravitacional do planeta faz com que a estrela oscile em torno do baricentro do sistema estrela-planeta; este movimento gera um desvio Doppler na luz da estrela, que pode ser medido através da análise do seu espectro, nomeadamente das comprimentos de onda que emite.</p><div class="texto-destacado">Pouco depois da sua descoberta, os cientistas tentaram determinar a sua massa e estimaram que era cerca de 5,26 vezes superior à da Terra. Consequentemente, o planeta foi classificado como um "mini-Neptuno", uma categoria de planetas gasosos que não são considerados propícios ao surgimento de vida.</div><p>No entanto, após uma observação mais recente realizada com dois telescópios diferentes, os <strong>investigadores norte-americanos conseguiram recalcular a massa do GJ 3378b</strong>. Por fim, determinaram que a sua massa real é 2,3 vezes a da Terra, o que o situa mais claramente na categoria das super-Terras rochosas.</p><h2>Um planeta habitável? </h2><p><strong>Novas observações revelaram também que o período orbital do GJ 3378b é de 21 dias, em vez dos 25 dias inicialmente estimados</strong>. Isto significa que o planeta se encontra mais próximo da sua estrela do que se pensava e está situado dentro da zona habitável da mesma: uma região onde as temperaturas permitiriam a existência de água líquida na superfície de um planeta com atmosfera.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr"> Astronomers have discovered GJ 3378b, a potentially habitable planet just 25 light-years away.<br>About 2.3 times Earth's mass, it orbits within its star's habitable zone and receives nearly the same amount of energy as Earth gets from the Sun.<br>Whether it's an ocean world or a <a href="https://t.co/yq2Yh27YTF">pic.twitter.com/yq2Yh27YTF</a></p>— Physics & Astronomy Zone (@zone_astronomy) <a href="https://x.com/zone_astronomy/status/2073258944701534503?ref_src=twsrc%5Etfw">July 4, 2026</a></blockquote></figure><p>Além disso, <strong>este planeta recebe cerca de 90% da radiação da sua estrela anfitriã, em comparação com a que a Terra recebe do Sol</strong>. Por conseguinte, é razoável especular que o GJ 3378b possa ser habitável, uma vez que cumpre vários critérios de habitabilidade, de acordo com as análises mais recentes.</p><p>No entanto, a sua habitabilidade continua a ser objeto de especulação, por enquanto. <strong>Não sabemos se o planeta possui atmosfera e, atualmente, é impossível determiná-lo</strong>. O GJ 3378b não transita perante a sua estrela, o que significa que o telescópio espacial James Webb não consegue detetar a presença ou ausência de atmosfera através da espectroscopia de trânsito.</p><div class="texto-destacado">Para determinar definitivamente se este planeta promissor possui atmosfera, será necessário esperar até à década de 2040, quando for lançado o Observatório de Mundos Habitáveis da NASA: um telescópio espacial que disporá da tecnologia necessária para detetar uma atmosfera sem depender da espectroscopia de trânsito.</div><p>Por último, convém referir que o planeta orbita uma anã vermelha, um tipo de estrela conhecida por emitir quantidades significativas de radiação nociva e ventos estelares capazes de despojar um planeta da sua atmosfera.<strong> No entanto, os astrónomos mantêm-se otimistas, uma vez que o GJ 3378b se encontra no limite da zona onde os planetas estão mais expostos a essa radiação</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782321" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/sera-que-a-terra-sobrevivera-ao-sol-moribundo-a-ciencia-reescreve-o-ultimo-dia-do-nosso-planeta.html" title="Será que a Terra sobreviverá ao Sol moribundo? A ciência reescreve o último dia do nosso planeta">Será que a Terra sobreviverá ao Sol moribundo? A ciência reescreve o último dia do nosso planeta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/sera-que-a-terra-sobrevivera-ao-sol-moribundo-a-ciencia-reescreve-o-ultimo-dia-do-nosso-planeta.html" title="Será que a Terra sobreviverá ao Sol moribundo? A ciência reescreve o último dia do nosso planeta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-terra-sopravvivera-al-sole-morente-la-scienza-riscrive-l-ultimo-giorno-del-nostro-pianeta-1785253730206_320.png" alt="Será que a Terra sobreviverá ao Sol moribundo? A ciência reescreve o último dia do nosso planeta"></a></article></aside><p>Seja como for, convém acompanhar de perto as notícias sobre este planeta. É um candidato intrigante em termos de habitabilidade e, além disso, um dos nossos vizinhos cósmicos mais próximos; <strong>na verdade, 25 anos-luz é uma distância relativamente curta à escala galáctica</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Keith%20Cooper" data-year="2026" data-title="Astronomers%20discover%20a%20potentially%20habitable%20planet%20just%2025%20light-years%20away.%20'This%20one%20is%20exciting'" data-url="https%3A%2F%2Fwww.space.com%2Fastronomy%2Fexoplanets%2Fastronomers-discover-a-potentially-habitable-planet-just-25-light-years-away-this-one-is-exciting">Keith Cooper. (2026). <a href="https://www.space.com/astronomy/exoplanets/astronomers-discover-a-potentially-habitable-planet-just-25-light-years-away-this-one-is-exciting" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Astronomers discover a potentially habitable planet just 25 light-years away. 'This one is exciting'</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/incrivel-descoberto-um-planeta-potencialmente-habitavel-a-apenas-25-anos-luz-da-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Incêndios florestais no sul de França provocaram explosão de mais de 400 bombas não detonadas da Segunda Guerra Mundial]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/incendios-florestais-no-sul-de-franca-provocaram-explosao-de-mais-de-400-bombas-nao-detonadas-da-segunda-guerra-mundial.html</link><pubDate>Sun, 09 Aug 2026 11:13:18 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Uma crise sem precedentes de incêndios florestais assolou a França, dando origem a um fenómeno inesperado: a explosão de munições históricas. Os incêndios florestais provocaram a detonação de armamento letal da Segunda Guerra Mundial que se encontrava enterrado há décadas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-megaincendio-en-el-sur-de-francia-hace-estallar-mas-de-400-proyectiles-olvidados-de-la-segunda-guerra-mundial-1785835049012.jpeg" data-image="3i54xzm5e27f" alt="Los megaincendio en el sur de Francia hace estallar más de 400 proyectiles olvidados de la Segunda Guerra Mundial" title="Los megaincendio en el sur de Francia hace estallar más de 400 proyectiles olvidados de la Segunda Guerra Mundial"><figcaption>Grandes incêndios florestais no sul de França provocaram a explosão de mais de 400 munições não detonadas que tinham ficado para trás desde a Segunda Guerra Mundial.</figcaption></figure><p>As paisagens dignas de um cartão postal que tradicionalmente caracterizam o sudoeste de França<strong> transformaram-se em cenários de devastação</strong>. As condições de seca prolongada e as temperaturas persistentemente acima da média alimentaram a rápida propagação dos incêndios por vastas áreas de vegetação, alterando drasticamente o equilíbrio ecológico da região.</p><div class="texto-destacado"><strong>O calor intenso gerado pelos incêndios atuou como catalisador, detonando cargas explosivas que datavam da Segunda Guerra Mundial e expondo os bombeiros e o pessoal de emergência a um risco significativo devido a detritos voadores e munições não detonadas.</strong></div><p>Este fenómeno de combustão extrema fez com que o incêndio se propagasse sob a superfície, onde entrou em contacto com munições não detonadas da Segunda Guerra Mundial que permaneciam enterradas sob camadas de húmus florestal. O incidente destaca <strong>a perigosa interseção entre a crise climática moderna e o legado ambiental persistente da guerra</strong>.</p><h2>Departamento de Gironde</h2><p><strong>A região de Gironde tornou-se o epicentro deste desastre ambiental</strong>. Mais de 40 000 hectares de floresta foram destruídos, gerando <strong>nuvens de pirocúmulos e causando graves danos aos ecossistemas locais</strong>, o que resultou no nível mais elevado de desflorestação registado desde 1949.</p><p>As observações meteorológicas indicam que os <strong>baixos níveis de humidade e os ventos fortes atuaram como catalisadores</strong> da propagação incontrolável das chamas. Estas condições impediram os bombeiros de conter rapidamente o incêndio e exigiram uma operação de resposta de emergência sem precedentes em toda a região.</p><p>Apesar da gravidade dos incêndios, <strong>as medidas de contenção conseguiram proteger áreas vitícolas economicamente importantes</strong>. No entanto, o impacto ecológico na fauna local e a perturbação dos ciclos do solo continuam a ser extremamente graves.</p><h2>A cidade de Le Porge</h2><p><strong>O município de Le Porge foi afetado tanto por incêndios em edifícios como pela explosão de munições</strong>. Nesta zona, o calor intenso no solo desencadeou uma reação em cadeia que provocou a detonação de quase 100 granadas de morteiro e de armas antitanque franco-alemãs.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>De acordo com declarações do presidente da Câmara, Martial Zaninetti, à emissora francesa France Info, ouviram-se mais de 100 explosões durante a segunda noite do incêndio florestal, que ele comparou ao<strong> "som da guerra"</strong>.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A força das explosões, que foram inicialmente confundidas com a explosão de botijas de gás domésticas, levou as autoridades a estabelecer uma <strong>zona de exclusão rigorosa</strong>. Foram chamadas equipas especializadas em desativação de explosivos para neutralizar cerca de 400 engenhos explosivos enferrujados que tinham emergido do subsolo.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><strong>"Algumas áreas continuam inacessíveis. Mais de 180 habitações na zona foram destruídas pelo incêndio florestal"</strong>, afirmou o presidente da Câmara Zaninetti.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>As operações de contenção e eliminação atrasaram o regresso dos residentes às comunidades afetadas. De acordo com relatos da imprensa local, as autoridades implementaram <strong>procedimentos de gestão de risco para garantir que a munição pudesse ser recolhida em segurança</strong> e posteriormente destruída em terrenos militares.</p><h2>A floresta das Landes de Gascogne</h2><p><strong>O ecossistema florestal das Landes de Gascogne sofreu danos extensos</strong>. A resina de pinheiro em chamas e as densas camadas de matéria orgânica facilitaram a propagação dos incêndios subterrâneos, transferindo calor diretamente para as munições da guerra enterradas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781883" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nuvens-de-fogo-rajadas-de-calor-e-raios-o-perigoso-fenomeno-meteorologico-gerado-por-mega-incendios.html" title="Nuvens de fogo, rajadas de calor e raios: o perigoso fenómeno meteorológico gerado por mega-incêndios">Nuvens de fogo, rajadas de calor e raios: o perigoso fenómeno meteorológico gerado por mega-incêndios</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nuvens-de-fogo-rajadas-de-calor-e-raios-o-perigoso-fenomeno-meteorologico-gerado-por-mega-incendios.html" title="Nuvens de fogo, rajadas de calor e raios: o perigoso fenómeno meteorológico gerado por mega-incêndios"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nubes-de-fuego-reventones-termicos-y-rayos-el-peligroso-fenomeno-meteorologico-que-generen-los-megaincendios-1785311920477_320.png" alt="Nuvens de fogo, rajadas de calor e raios: o perigoso fenómeno meteorológico gerado por mega-incêndios"></a></article></aside><p>Esta transferência de calor por condução<strong> elevou a temperatura dos invólucros metálicos da Segunda Guerra Mundial para além do ponto em que se mantinham quimicamente estáveis</strong>. O resultado foi uma série de explosões espontâneas que complicaram significativamente os esforços para controlar os incêndios.</p><p><strong>A análise pós-incêndio revelou que a destruição do dossel florestal</strong> — a camada mais alta de uma floresta, formada pelas copas das árvores, que filtra a luz solar, reduz o impacto da precipitação e ajuda a reter a humidade no ar — <strong>expôs uma quantidade considerável de estilhaços e numerosas crateras secundárias</strong>. Serão agora necessárias investigações arqueológicas e um extenso trabalho de descontaminação antes de a floresta poder ser considerada novamente segura.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="BBC" data-year="" data-title="France%20wildfires%20reveal%20hundreds%20of%20WW2%20shells%20in%20village" data-url="https%3A%2F%2Fwww.bbc.com%2Fnews%2Farticles%2Fcgmkxjrrwdvo">BBC. <a href="https://www.bbc.com/news/articles/cgmkxjrrwdvo" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">France wildfires reveal hundreds of WW2 shells in village</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/incendios-florestais-no-sul-de-franca-provocaram-explosao-de-mais-de-400-bombas-nao-detonadas-da-segunda-guerra-mundial.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo nas Ilhas até sábado, 15 de agosto: Açores enfrentam dias de chuva e aguaceiros; Madeira escapa à instabilidade]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nas-ilhas-ate-sabado-15-de-agosto-acores-enfrentam-dias-de-chuva-e-aguaceiros-madeira-escapa-a-instabilidade.html</link><pubDate>Sun, 09 Aug 2026 10:57:13 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Para a segunda semana de agosto prevê-se uma semana de contrastes meteorológicos nos Arquipélagos. Os Açores enfrentarão uma maior frequência de chuva ou aguaceiros, enquanto na Madeira raramente choverá. Saiba o que esperar do tempo dia-a-dia!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaw6muu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaw6muu.jpg" id="xaw6muu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Espera-se que os Açores atravessem dois períodos de instabilidade ao longo dos próximos dias</strong>. Entre domingo (9) e segunda-feira (10) uma superfície frontal associada a uma depressão influenciará o arquipélago. Entre terça (11) e quarta-feira (12) a circulação da referida depressão irá favorecer um vale depressionário secundário e linhas de instabilidade associadas.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>A partir de quinta-feira (13) prevê-se a persistência de aguaceiros dispersos, embora com tendência para a estabilização da atmosfera. <strong>De sexta-feira (14) em diante, os mapas de referência da Meteored sugerem uma melhoria mais evidente do estado do tempo</strong>, apesar do aumento da incerteza com o horizonte temporal. Em Ponta Delgada, as máximas irão rondar os 25/26 ºC. </p><h2>Saiba o que esperar no dia-a-dia em cada grupo insular açoriano</h2><p><strong>Hoje, domingo 9 de agosto, no Grupo Ocidental, são expectáveis períodos de céu muito nublado com boas abertas e aguaceiros em geral fracos</strong>. O vento soprará de sudoeste, com rajadas até 55 km/h, rodando para oeste ao final do dia.</p><p>No Grupo Central prevê-se céu muito nublado com abertas sobretudo à tarde e períodos de chuva a passarem a aguaceiros, num panorama ainda marcado por vento Sul. <strong>No Grupo Oriental dominarão períodos de céu muito nublado com boas abertas</strong>, tornando-se encoberto ao final do dia, com chuva fraca a partir do fim da tarde, também marcado pela presença de vento Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nas-ilhas-ate-sabado-15-de-agosto-acores-enfrentam-dias-de-chuva-e-aguaceiros-madeira-escapa-a-instabilidade-1786272347451.png" data-image="1vsv0nacgcex"><figcaption>Eis a depressão responsável por gerar linhas de instabilidade que produzirão períodos de chuva fraca ou aguaceiros relativamente frequentes nos Açores entre hoje e amanhã, dias 9 e 10 de agosto.</figcaption></figure><p>Amanhã, <strong>segunda-feira 10 de agosto, para o Grupo Ocidental estão previstos períodos de céu muito nublado com boas abertas e aguaceiros fracos, vento de oeste e rajadas até 50 km/h</strong>. No Grupo Central estimam-se períodos de céu muito nublado com boas abertas e aguaceiros, mais frequentes na madrugada e manhã, acompanhados de vento de sudoeste.</p><p>Por fim, <strong>no Grupo Oriental prevê-se um panorama de céu muito nublado com boas abertas a partir da manhã e períodos de chuva na madrugada</strong>, transitando para um regime de aguaceiros nas horas seguintes, também com vento de sudoeste.</p><h3>Vale depressionário secundário traz novo período de instabilidade aos Açores a partir de terça-feira</h3><p><strong>Na terça-feira (11) o Grupo Ocidental poderá registar chuva pela manhã, passando a aguaceiros à tarde, com vento de oes-noroeste e rajadas até 50 km/h</strong>. Quanto ao Grupo Central esperam-se períodos de chuva a partir do final da tarde e aguaceiros de noite. No Grupo Oriental são expectáveis períodos de céu muito nublado com boas abertas e vento de oeste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nas-ilhas-ate-sabado-15-de-agosto-acores-enfrentam-dias-de-chuva-e-aguaceiros-madeira-escapa-a-instabilidade-1786272399375.png" data-image="c2o486fnyi52"><figcaption>Previsão da distribuição de precipitação acumulada até ao final do dia de quinta-feira, 13 de agosto, no arquipélago dos Açores.</figcaption></figure><p><strong>Para quarta-feira (12) poderão ocorrer aguaceiros sobretudo durante a madrugada nos Grupos Ocidental e Central</strong>. No Grupo Oriental prevê-se um aumento da nebulosidade ao longo da tarde, com possibilidade de chuva fraca, passando a aguaceiros ao final do dia. A partir de quinta-feira (13) a tendência aponta para uma gradual estabilização, mais evidente a partir de sexta-feira (14). </p><h2>Altas pressões mantêm Madeira praticamente “livre” de precipitação </h2><p>De acordo com o modelo de maior confiança da Meteored - o ECMWF - durante grande parte da semana vindoura espera-se que o arquipélago da <strong>Madeira</strong> <strong>permaneça sob</strong> <strong>influência de uma crista anticiclónica que se estende também à Península Ibérica, estimulando condições globalmente estáveis e secas</strong>. No <strong>Funchal</strong> espera-se que as temperaturas máximas oscilem entre 25 e 28 ºC, com valores próximos de <strong>25/26 ºC</strong> durante grande parte do período, podendo ocorrer uma subida para 28 ºC na sexta-feira (14).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nas-ilhas-ate-sabado-15-de-agosto-acores-enfrentam-dias-de-chuva-e-aguaceiros-madeira-escapa-a-instabilidade-1786272459629.png" data-image="eum7dx26gwgl"><figcaption>Na reta final da semana o calor poderá intensificar-se temporariamente no arquipélago da Madeira.</figcaption></figure><p>No dia de hoje - domingo, 9 de agosto - espera-se céu muito nublado, com possibilidade de chuva fraca e dispersa, especialmente na vertente sul, bem como vento fraco a moderado de norte, com ligeira descida da temperatura. Para <strong>amanhã, segunda-feira (10), preveem-se períodos de céu muito nublado e possibilidade de aguaceiros fracos na vertente sul e terras altas</strong>. O vento soprará geralmente fraco do quadrante norte e é expectável uma ligeira descida da temperatura máxima.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782619" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-para-o-eclipse-solar-de-12-de-agosto-havera-ceu-limpo-o-que-esperar-e-para-onde-olhar.html" title="Tempo em Portugal para o eclipse solar de 12 de agosto: haverá céu limpo? O que esperar e para onde olhar">Tempo em Portugal para o eclipse solar de 12 de agosto: haverá céu limpo? O que esperar e para onde olhar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-para-o-eclipse-solar-de-12-de-agosto-havera-ceu-limpo-o-que-esperar-e-para-onde-olhar.html" title="Tempo em Portugal para o eclipse solar de 12 de agosto: haverá céu limpo? O que esperar e para onde olhar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-para-o-eclipse-solar-de-12-de-agosto-havera-ceu-limpo-o-que-esperar-e-para-onde-olhar-1786188547628_320.jpg" alt="Tempo em Portugal para o eclipse solar de 12 de agosto: haverá céu limpo? O que esperar e para onde olhar"></a></article></aside><p><strong>Para terça (11) e quarta-feira (12) preveem-se períodos de céu muito nublado e vento geralmente fraco de nor-nordeste</strong>. A partir de quinta-feira (13) a incerteza na previsão aumenta significativamente na Madeira.</p><p>O modelo Europeu aponta para o predomínio de condições estáveis, embora alguns cenários sugiram <strong>um aumento da instabilidade entre o final de sexta-feira (14) e sábado (15)</strong>, com possibilidade de precipitação mais frequente na vertente norte e terras altas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nas-ilhas-ate-sabado-15-de-agosto-acores-enfrentam-dias-de-chuva-e-aguaceiros-madeira-escapa-a-instabilidade.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mobilidade em Gaia vai mudar: novo teleférico promete transportar 15 mil pessoas por dia]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mobilidade-em-gaia-vai-mudar-novo-teleferico-promete-transportar-15-mil-pessoas-por-hora.html</link><pubDate>Sun, 09 Aug 2026 08:41:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A futura infraestrutura ligará a praia das Pedras Amarelas à estação da Arrábida, num percurso com seis paragens, que reforçará a mobilidade em Vila Nova de Gaia.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-mobilidade-em-gaia-vai-mudar-novo-teleferico-promete-transportar-15-mil-pessoas-por-hora-1783882175622.jpg" data-image="d2e8vrbili95" alt="Vila Nova de Gaia" title="Vila Nova de Gaia"><figcaption>Gaia prepara um teleférico inovador com seis estações. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Boas notícias. Viajar entre a <strong>praia das Pedras Amarela</strong>, em Canidelo, e os <strong>Jardins da Arrábida</strong> vai passar a ser mais fácil. Porquê? Porque <strong>Vila Nova de Gaia</strong> prepara-se para ganhar um novo teleférico que ligará estes pontos. </p><div class="texto-destacado">O objetivo? Criar uma alternativa de mobilidade entre a zona ribeirinha e a Linha Rubi do Metro do Porto. O projeto tem a ambição de transportar até 15 mil pessoas por dia.</div><p>A notícia foi avançada pelo presidente da Câmara Municipal de Gaia, Luís Filipe Menezes, através de um vídeo publicado nas redes sociais em julho.</p><p>A nova infraestrutura ligará, então, a praia das Pedras Amarelas à estação de metro da Arrábida, atualmente em construção, através de um percurso com <strong>seis paragens</strong>. Quanto ao investimento, acredita-se que serão necessários entre 80 a 90 milhões de euros. A exploração anual, por sua vez, deverá custar entre dois e três milhões.</p><h2>Conheça todas as estações previstas</h2><p>Além da estação inicial, na praia das Pedras Amarelas, o trajeto inclui paragens na praia de Lavadores e Douro Marina. Segundo Cais da Afurada, Jardins da Arrábida e Arrábida, estão também contemplados como estações. </p><div class="texto-destacado">No fundo, este projeto permitirá servir várias das zonas mais procuradas da frente marítima e ribeirinha de Gaia.</div><p>“O projeto pretende ser semelhante ao novo teleférico de Paris”, explica a revista ‘NiT’. “Deverá ser gerido por Inteligência Artificial (IA) e contará com três paragens obrigatórias: os dois pontos terminais e uma teceria a meio, que funcionará como ‘uma espécie de garagens’ para armazenar cabines ou libertá-las, ao ritmo da procura registada.”</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775890" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/de-casa-ferroviaria-esquecida-a-habitacao-acessivel-conheca-o-edificio-que-renascera-no-norte-do-pais.html" title="De casa ferroviária esquecida a habitação acessível: conheça o edifício que renascerá no Norte do país">De casa ferroviária esquecida a habitação acessível: conheça o edifício que renascerá no Norte do país</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/de-casa-ferroviaria-esquecida-a-habitacao-acessivel-conheca-o-edificio-que-renascera-no-norte-do-pais.html" title="De casa ferroviária esquecida a habitação acessível: conheça o edifício que renascerá no Norte do país"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/de-casa-ferroviaria-esquecida-a-habitacao-acessivel-conheca-o-edificio-que-renascera-no-norte-do-pais-1782508572520_320.jpg" alt="De casa ferroviária esquecida a habitação acessível: conheça o edifício que renascerá no Norte do país"></a></article></aside><p>"Depois de Paris, vamos ser a segunda cidade da Europa a apostar nos teleféricos como verdadeiro transporte público", divulgou a autarquia nas redes sociais. " Uma solução inovadora, mais económica do que outras alternativas, ambientalmente mais sustentável e capaz de transformar a mobilidade em zonas onde os desafios topográficos exigem novas respostas."</p><p>Luís Filipe Menezes referiu que este teleférico terá <strong>capacidade para transportar até 15 mil pessoas por dia</strong>, em cabines com capacidade para 12 a 14 passageiros. Estas contarão ainda com lugares para pessoas com mobilidade reduzida e bicicletas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-mobilidade-em-gaia-vai-mudar-novo-teleferico-promete-transportar-15-mil-pessoas-por-hora-1783882694209.jpg" data-image="7p8pkc1pfulk" alt="Teleférico de Gaia" title="Teleférico de Gaia"><figcaption>O novo transporte fará parte da rede Andante, ao contrário do Teleférico de Gaia. Foto: Wikimedia // Nan Palmero</figcaption></figure><p>Quando questionado sobre a possível corrosão dos cabos devido aos ventos fortes da região, o autarca garantiu: “Não estamos nas Caraíbas nem no Índico. Não há tufões nem furacões”, acrescentando que o teleférico de Paris resiste a rajadas de até 190 quilómetros por hora.</p><h2>Mais novidades</h2><p>Além do novo teleférico, está ainda prevista a<strong> requalificação do atual nó rodoviário dos Jardins da Arrábida/Chãs</strong>, onde ficará instalada uma das estações do teleférico. “O percurso terminará na futura estação Arrábida da Linha Rubi do Metro do Porto, que fará a ligação entre Casa da Música e Santo Ovídio”, nota o<em> site </em>‘Vou Sair’.</p><p>De acordo com o autarca, o novo teleférico fará parte da rede Andante, permitindo aos passageiros utilizá-lo com o mesmo sistema de bilhética dos restantes transportes públicos. Esta será uma das principais diferenças em relação ao atual Teleférico de Gaia, que liga o Jardim do Morro ao Cais de Gaia e continua a funcionar com um tarifário próprio. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="745056" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/dos-mais-iconicos-aos-mais-surpreendentes-os-melhores-telefericos-para-conhecer-portugal.html" title="Dos mais icónicos aos mais surpreendentes: os melhores teleféricos para conhecer Portugal">Dos mais icónicos aos mais surpreendentes: os melhores teleféricos para conhecer Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/dos-mais-iconicos-aos-mais-surpreendentes-os-melhores-telefericos-para-conhecer-portugal.html" title="Dos mais icónicos aos mais surpreendentes: os melhores teleféricos para conhecer Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/dos-mais-iconicos-aos-mais-surpreendentes-os-melhores-telefericos-para-conhecer-portugal-1766305099000_320.jpg" alt="Dos mais icónicos aos mais surpreendentes: os melhores teleféricos para conhecer Portugal"></a></article></aside><p>No Porto, o Funicular dos Guindais e o Elevador da Lada já estão integrados no sistema Andante para quem possui assinatura mensal. No entanto, os bilhetes ocasionais para estes equipamentos continuam a ter um preço superior ao das viagens realizadas na restante rede Andante.</p><div class="texto-destacado">No mesmo vídeo, Luís Filipe Menezes revelou que este não será o único investimento deste género previsto para Vila Nova de Gaia. </div><p>O presidente da Câmara anunciou ainda que está em preparação um<strong> segundo teleférico público</strong>, desta vez “para o interior do concelho”. </p><p>Embora, nesta fase, ainda não tenham sido divulgados mais detalhes sobre o futuro percurso, sabe-se que este segundo projeto deverá ligar Avintes à estação de metro da linha amarela de D. João II. A ideia é, assim, <strong>facilitar o acesso dos habitantes</strong> de Crestuma, Lever, Olival, Sandim, Pedroso Norte e Oliveira do Douro Sul.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="P%C3%BAblico%2C%20Soldado%20C" data-year="2026" data-title="Gaia%3A%20telef%C3%A9rico%20entre%20Canidelo%20e%20Arr%C3%A1bida%20transportar%C3%A1%20at%C3%A9%2015%20mil%20pessoas%20por%20hora" data-url="https%3A%2F%2Fwww.publico.pt%2F2026%2F07%2F07%2Flocal%2Fnoticia%2Fgaia-teleferico-canidelo-arrabida-transportara-ate-15-mil-pessoas-hora-2180907">Público, Soldado C. (2026). <a href="https://www.publico.pt/2026/07/07/local/noticia/gaia-teleferico-canidelo-arrabida-transportara-ate-15-mil-pessoas-hora-2180907" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Gaia: teleférico entre Canidelo e Arrábida transportará até 15 mil pessoas por hora</a>.</cite><br><cite data-author="Vou%20Sair" data-year="2026" data-title="Gaia%20vai%20ter%20um%20novo%20telef%C3%A9rico%20entre%20a%20praia%20e%20o%20metro.%20Conhe%C3%A7a%20todas%20as%20esta%C3%A7%C3%B5es%20previstas" data-url="https%3A%2F%2Fvousair.pt%2Fgaia-vai-ter-um-novo-teleferico-entre-a-praia-e-o-metro-conheca-todas-as-estacoes-previstas%2F">Vou Sair. (2026). <a href="https://vousair.pt/gaia-vai-ter-um-novo-teleferico-entre-a-praia-e-o-metro-conheca-todas-as-estacoes-previstas/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Gaia vai ter um novo teleférico entre a praia e o metro. Conheça todas as estações previstas</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Pincelli%2C%20I" data-year="2026" data-title="Novo%20telef%C3%A9rico%20em%20Vila%20Nova%20de%20Gaia%20vai%20transportar%20at%C3%A9%2015%20mil%20pessoas%20por%20hora" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fna-cidade%2Fnovo-teleferico-em-vila-nova-de-gaia-vai-transportar-ate-15-mil-pessoas-por-hora">NiT, Pincelli, I. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/novo-teleferico-em-vila-nova-de-gaia-vai-transportar-ate-15-mil-pessoas-por-hora" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Novo teleférico em Vila Nova de Gaia vai transportar até 15 mil pessoas por hora</a>.</cite><br><cite data-author="Di%C3%A1rio%20de%20Not%C3%ADcias" data-year="2026" data-title="Gaia%20ter%C3%A1%20telef%C3%A9rico%20p%C3%BAblico%20entre%20Canidelo%20e%20a%20esta%C3%A7%C3%A3o%20de%20metro%20da%20Arr%C3%A1bida" data-url="https%3A%2F%2Fwww.dn.pt%2Fsociedade%2Fgaia-ter-telefrico-pblico-entre-canidelo-e-a-estao-de-metro-da-arrbida%23goog_rewarded">Diário de Notícias. (2026). <a href="https://www.dn.pt/sociedade/gaia-ter-telefrico-pblico-entre-canidelo-e-a-estao-de-metro-da-arrbida#goog_rewarded" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Gaia terá teleférico público entre Canidelo e a estação de metro da Arrábida</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mobilidade-em-gaia-vai-mudar-novo-teleferico-promete-transportar-15-mil-pessoas-por-hora.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Saiba como as alterações climáticas irão agravar a desigualdade global]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/saiba-como-as-alteracoes-climaticas-irao-agravar-a-desigualdade-global.html</link><pubDate>Sun, 09 Aug 2026 07:33:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo do Laboratório de Impacto Climático (Climate Impact Lab) avaliou o impacto das alterações climáticas, nomeadamente o efeito do calor extremo, na mortalidade em 2050.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-como-as-alteracoes-climaticas-irao-agravar-a-desigualdade-global-1786042116893.jpg" data-image="3vfp3tnn9e24" alt="Calor extremo" title="Calor extremo"><figcaption>O calor extremo está a ser cada vez mais frequente no globo.</figcaption></figure><p>Além disso, é analisado também o impacto do calor extremo nas pessoas com diferentes rendimentos.</p><h2>As alterações climáticas podem ampliar a desigualdade entre ricos e pobres</h2><p>Com o aquecimento global, a segurança em condições de calor extremo pode <strong>depender de algo que muitas pessoas consideram garantido: o ar condicionado. </strong></p><div class="texto-destacado">Mas, uma das conclusões do estudo do Laboratório de Impacto Climático é que, enquanto se espera que as pessoas dos países mais ricos comprem mais aparelhos de ar condicionado à medida que as temperaturas sobem, milhões dos países mais pobres podem não ter eletricidade suficiente para se refrescarem.</div><p>Ashwin Rode, um investigador do Laboratório afirmou que as descobertas identificaram os locais com maior risco de mortes por calor e com menor capacidade de utilizar o ar condicionado para proteger as pessoas.</p><p>Os cientistas identificaram 18 países onde as pessoas enfrentam tanto calor extremo como acesso muito limitado à eletricidade. <strong>Juntos, estes países albergam cerca de 676 milhões de pessoas.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="411241" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/onda-de-calor-torra-india-e-paquistao-temperaturas-problemas-populacao.html" title="Onda de calor “torra” Índia e Paquistão">Onda de calor “torra” Índia e Paquistão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/onda-de-calor-torra-india-e-paquistao-temperaturas-problemas-populacao.html" title="Onda de calor “torra” Índia e Paquistão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/onda-de-calor-torra-india-e-paquistao-1651002856068_320.jpg" alt="Onda de calor “torra” Índia e Paquistão"></a></article></aside><p>A maioria destes países encontra-se no Norte da África subsariana, incluindo o Níger, o Mali, o Burkina Faso e o Chade. Outros estão no sul da Ásia, como o Paquistão, Bangladesh, Nepal e Myanmar.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Até 2050, cerca de 377.000 pessoas nestes países poderão morrer todos os anos devido ao aumento das temperaturas e à falta de refrigeração.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os autores do estudo salientam que alguns países ricos sofrem com o calor tanto como os mais pobres, mas estão muito mais bem preparados.</p><p>Por exemplo, a Arábia Saudita, o Kuwait e o Bahrein têm temperaturas muito elevadas, mas também contam com um fornecimento fiável de energia elétrica e uma utilização generalizada do ar condicionado.</p><p>A diferença é clara quando se compara o Níger e a Arábia Saudita. Até 2050, prevê-se que a população do Níger utilize apenas <strong>cerca de um nono da quantidade extra de eletricidade consumida pela população da Arábia Saudita.</strong></p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Por causa disso, o Níger poderá registar mais 27.000 mortes por ano relacionadas com o calor do que o seu vizinho mais rico.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A nova investigação alerta que as alterações climáticas provavelmente ampliarão a desigualdade entre países ricos e pobres, com as pessoas mais ricas a utilizarem mais ar condicionado enquanto as comunidades mais pobres enfrentam um aumento das mortes relacionadas com o calor.</p><div class="texto-destacado">O estudo refere ainda que as alterações de temperatura ligadas às alterações climáticas poderão contribuir para cerca de 430.000 mortes adicionais por ano até 2050, em comparação com as condições históricas. O documento indica que é provável que estas mortes ocorram nos países mais pobres dez vezes mais do que nos países mais ricos. </div><p>Como consequência do aquecimento global, a eletricidade utilizada para a refrigeração deverá crescer sete vezes mais nos países de rendimento médio do que nos países de baixo rendimento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-como-as-alteracoes-climaticas-irao-agravar-a-desigualdade-global-1786042411988.jpg" data-image="5brye294dt8t" alt="Relação entre temperatura e consumo de energia" title="Relação entre temperatura e consumo de energia"><figcaption>Relação estilizada entre o consumo de energia e a temperatura para os 20% mais ricos e os 80% mais pobres da população mundial, considerando a eletricidade e os combustíveis para aquecimento (Fonte: Laboratório de Impacto Climático)</figcaption></figure><p>Os especialistas afirmam que <strong>melhorar o acesso à eletricidade acessível e fiável é uma das melhores formas de proteger as pessoas do calor extremo.</strong></p><p>As conclusões do estudo destacam a desigualdade que existe na capacidade dos países e das comunidades se adaptarem ao calor extremo.</p><p>Os impactos desiguais das alterações climáticas realçam a <strong>necessidade urgente de descobrir estratégias de adaptação inovadoras nos países pobres e quentes da atualidade.</strong></p><h2>Adaptação climática – o ar condicionado salva vidas</h2><p>O estudo refere que melhorar o acesso à eletricidade será essencial, mas não suficiente por si só. Defende sistemas de alerta precoce de calor, planos de ação contra o calor, expansão do sistema de saúde, arborização urbana e programas de proteção social direcionados.</p><p>Os autores do estudo defendem ainda que as reformas do mercado da eletricidade devem ser tratadas como parte da adaptação climática, porque <strong>o fornecimento de energia fiável e acessível determinará quantas vidas poderão ser salvas com o aumento das temperaturas.</strong></p><p>No entanto, o estudo do Laboratório de Impacto Climático revela que muitas das regiões mais afetadas pelo calor extremo não terão os recursos necessários para fornecer a refrigeração necessária para a adaptação.</p><div class="texto-destacado">Em muitos países do mundo as pessoas não conseguirão responder da mesma forma e destaca um problema crescente: os países que menos contribuíram para as alterações climáticas serão provavelmente os que mais sofrerão.</div><p>Os cientistas concluem que, atualmente, apenas os países mais ricos do mundo possuem os recursos necessários para garantir refrigeração.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/saiba-como-as-alteracoes-climaticas-irao-agravar-a-desigualdade-global-1786042603361.jpg" data-image="c701awqzvhfn" alt="Ar condicionado" title="Ar condicionado"><figcaption>O ar condicionado salva vidas</figcaption></figure><p>Muitos países não têm muito tempo para melhorar o funcionamento dos seus mercados de eletricidade, de modo a fornecer energia barata e fiável para funcionamento dos ares condicionados, e <strong>deverão identificar outras adaptações bem-sucedidas que possam salvar vidas.</strong></p><div class="texto-destacado">O Laboratório de Impacto Climático afirma que a adaptação climática deve tornar-se uma parte mais importante da resposta global às alterações climáticas, juntamente com os esforços para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa.</div><p>Os autores do estudo apresentaram algumas ações de adaptação, tais como, melhorar o acesso à energia, empregar sistemas de alerta precoce de calor e planos de ação, alargar o acesso à saúde e implementar programas sociais direcionados.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Emily%20Grover-Kopec%2C%20Ashwin%20Rode%2C%20Genevieve%20Maricle%2C%20Michael%20Greenstone%20and%20Tamma%20Carleton" data-year="2026" data-title="Adaptation%20Roadmap%3A%20Energy%20Measuring%20the%20impact%20of%20rising%20temperatures%20on%20energy%20consumption%20to%20target%20adaptation%20planning" data-url="https%3A%2F%2Fimpactlab.org%2Fresearch%2Fenergy-measuring-the-impact-of-rising-temperatures-on-energy-consumption-to-target-adaptation-planning%2F">Emily Grover-Kopec, Ashwin Rode, Genevieve Maricle, Michael Greenstone and Tamma Carleton. (2026). <a href="https://impactlab.org/research/energy-measuring-the-impact-of-rising-temperatures-on-energy-consumption-to-target-adaptation-planning/" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Adaptation Roadmap: Energy Measuring the impact of rising temperatures on energy consumption to target adaptation planning</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/saiba-como-as-alteracoes-climaticas-irao-agravar-a-desigualdade-global.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Morangueiro: porque é que agosto é o mês de preparar a plantação de outono]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/morangueiro-porque-e-que-agosto-e-o-mes-de-preparar-a-plantacao-de-outono.html</link><pubDate>Sun, 09 Aug 2026 06:15:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A plantação do morangueiro faz-se no outono, mas quem espera por outubro para começar já vai atrasado. Agosto é o mês em que se prepara o solo e se encomendam as plantas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/morangueiro-porque-e-que-agosto-e-o-mes-de-preparar-a-plantacao-de-outono-1786202414376.jpeg" data-image="93e0picqe61b"><figcaption>Plantas jovens de morangueiro em alvéolos, à espera de transplante, com o substrato a ser preparado ao lado.</figcaption></figure><p><strong>O morangueiro é uma cultura de calendário apertado.</strong> Planta-se no outono, quando o calor abranda, mas quase tudo o que decide a colheita da primavera acontece agora, com o sol a bater a pino.</p><p>Seja num morangal de Odemira ou de Silves, seja em quatro filas numa horta de Torres Vedras, a diferença entre uma cultura que dá gosto e outra que desilude <strong>está quase sempre no que se fez em agosto</strong>, e não no que se faz depois de a planta já estar na terra.</p><h2>O calendário começa muito antes da plantação</h2><p>As plantas vão para a terra entre meados de outubro e o fim de novembro. Se contarmos para trás a partir daí, percebe-se que há tarefas que precisam de seis a dez semanas para dar resultado. <strong>Fazê-las à pressa em outubro é quase o mesmo que não as fazer</strong>.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Tarefa</p></th><th scope="col"><p>Altura certa</p></th><th scope="col"><p>Porquê agora e não depois</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Análise de solo</p></td><td><p>Início de agosto</p></td><td><p>Os resultados demoram e ainda é preciso tempo para corrigir</p></td></tr><tr><td><p>Correção do solo</p></td><td><p>Agosto</p></td><td><p>Os corretivos levam dois a três meses a fazer efeito</p></td></tr><tr><td><p>Composto</p></td><td><p>Agosto</p></td><td><p>Tem de estar bem curtido antes de a planta entrar</p></td></tr><tr><td><p>Solarização</p></td><td><p>Agosto a meados de setembro</p></td><td><p>Precisa de quatro a seis semanas de sol forte</p></td></tr><tr><td><p>Encomenda das plantas</p></td><td><p>Agosto</p></td><td><p>Os viveiros esgotam primeiro as melhores</p></td></tr><tr><td><p>Camalhões e rega</p></td><td><p>Setembro</p></td><td><p>Tudo montado e testado antes de plantar</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Calendário indicativo para plantação de outono em Portugal continental. Fonte: elaboração própria.</td></tr></tbody></table><p><strong>Na tabela acima, </strong>pode encontrar as principais tarefas relacionadas com os morangueiros e informações relacionadas.</p><h2>Aproveitar o sol de agosto para limpar a terra</h2><p>Quem planta morangueiro sempre no mesmo canto da horta conhece a história. Ao segundo ou terceiro ano, as plantas começam a definhar a meio da primavera sem nada de estranho nas folhas. O problema está debaixo da terra, onde se vão acumulando os fungos que atacam as raízes.</p><div class="texto-destacado"> Solarização- É uma forma de desinfetar o solo usando apenas o sol. Rega-se bem a terra, cobre-se com um plástico transparente e deixa-se assim quatro a seis semanas no pico do calor. Por baixo, a temperatura passa dos 45 ºC e grande parte dos fungos, das larvas e das sementes de ervas daninhas não sobrevive.</div><p>Há três pormenores que fazem toda a diferença. O plástico tem de ser <strong>transparente </strong>e não preto, porque o que se quer é deixar entrar o sol e prender o calor lá dentro. A terra tem de estar <strong>bem regada</strong>, porque o calor húmido mata muito mais do que o calor seco. <strong>E as pontas do plástico ficam enterradas, senão o calor foge pelos lados</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Sem quatro a seis semanas de sol forte, isto não passa de um plástico em cima da terra. Agosto é a única altura do ano em que resulta mesmo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Convém dizer que a solarização não faz milagres</strong>. Trabalha bem nos primeiros 15 a 20 centímetros e perde força mais abaixo. Reduz o problema, não o elimina, e por isso não dispensa mudar a cultura de sítio de vez em quando.</p><h2>Preparar a terra antes de a planta chegar</h2><p><strong>O morangueiro gosta de solos um pouco ácidos, com pH entre 5,5 e 6,5</strong>. Se uma análise mostrar que o seu está longe disso, a correção tem de ser feita já, porque estes produtos levam dois a três meses a mudar alguma coisa no solo. Aplicados em outubro, é dinheiro deitado fora.</p><p>Com o composto passa-se o mesmo. <strong>Deve entrar em agosto e já bem curtido</strong>. Estrume fresco à última hora traz doenças e dá de comer à planta na altura errada, com folha a mais e fruta a menos.</p><p>E há uma regra simples que vale mais do que qualquer adubo: n<strong>ão plante morangueiro onde já esteve morangueiro, nem onde esteve tomate, batata ou pimento</strong>. Existe um fungo do solo, o verticílio, que ataca todas estas plantas e fica anos à espera na terra.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/morangueiro-porque-e-que-agosto-e-o-mes-de-preparar-a-plantacao-de-outono-1786204240177.png" data-image="pnrug5dzs6qp"><figcaption>Uma boa colheita de morangos na primavera começa a decidir-se no verão anterior, com a preparação do terreno.</figcaption></figure><p><strong>Aproveite também para levantar os camalhões</strong>. Plantar em cima de um lombo de terra com 20 a 30 centímetros escoa melhor a água da chuva, faz a terra aquecer mais depressa na primavera e mantém os morangos afastados do chão. A fita de rega vai por baixo do plástico, antes de este ser colocado.</p><h2>As plantas encomendam-se agora</h2><p>A planta que vai comprar chama-se <strong>planta frigo</strong>. É arrancada no inverno anterior, em viveiros de montanha, e fica guardada em câmara frigorífica até à data de plantação. Chega sem uma única folha, parecida com uma raiz seca, e é normal desconfiar que veio morta. Não veio.</p><p><strong>O que distingue as categorias é a grossura do colo, a zona de onde nascem as folhas</strong>. As mais grossas trazem mais reservas, arrancam melhor e dão fruta mais cedo. Custam mais caro e são as primeiras a esgotar nos viveiros, e é essa a razão da pressa em encomendar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="743268" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ciencia-descobriu-um-atalho-e-desafia-a-seca-mit-conseguiu-obter-agua-potavel-do-ar-45-vezes-mais-rapido.html" title="Ciência descobriu um atalho e desafia a seca: MIT conseguiu obter água potável do ar 45 vezes mais rápido">Ciência descobriu um atalho e desafia a seca: MIT conseguiu obter água potável do ar 45 vezes mais rápido</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ciencia-descobriu-um-atalho-e-desafia-a-seca-mit-conseguiu-obter-agua-potavel-do-ar-45-vezes-mais-rapido.html" title="Ciência descobriu um atalho e desafia a seca: MIT conseguiu obter água potável do ar 45 vezes mais rápido"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-ciencia-encontro-un-atajo-y-desafia-a-la-sequia-el-mit-logro-obtener-agua-potable-del-aire-45-veces-mas-rapido-1765205826365_320.jpg" alt="Ciência descobriu um atalho e desafia a seca: MIT conseguiu obter água potável do ar 45 vezes mais rápido"></a></article></aside><p>Escolher a variedade faz parte da mesma decisão. Umas, como a <strong>Camarosa ou a Sabrina, concentram a produção na primavera. Outras, como a Albion</strong>, vão dando aos poucos durante muito mais tempo, o que costuma dar mais jeito a quem tem a horta em casa.</p><p><strong>A partir de setembro, comece a espreitar a previsão para a sua zona</strong>. A melhor altura para plantar é com o solo já a arrefecer, mas ainda com calor suficiente para as raízes pegarem antes do inverno. E nunca com a terra encharcada logo a seguir a uma chuvada forte, porque raízes dentro de água apodrecem.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/morangueiro-porque-e-que-agosto-e-o-mes-de-preparar-a-plantacao-de-outono.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O chocolate resistente ao calor tornar-se-á realidade? Cientistas estão a trabalhar em chocolates que não derretem]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-chocolate-resistente-ao-calor-se-tornara-realidade-cientistas-estao-trabalhando-em-chocolates-que-nao-derretem.html</link><pubDate>Sun, 09 Aug 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas elevadas do verão são inimigas do chocolate, mas isso pode mudar em breve. Estudos científicos estão prestes a criar um chocolate resistente ao calor.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-cioccolato-termoresistente-sara-realta-scienziati-al-lavoro-su-ciccolatini-che-non-si-sciolgono-neanche-in-estate-1785438861505.jpg" data-image="xwbmedl13xxd" alt="Chocolate resistente al calor" title="Chocolate resistente al calor"><figcaption>A textura suave e aveludada do chocolate é uma das características que o tornam tão atraente.</figcaption></figure><p>No verão, <strong>o</strong><strong>s amantes de chocolate sofrem o calor em dobro</strong>: quando a temperatura ultrapassa certo limite, tanto o corpo humano quanto o próprio chocolate são afetados. Barras e bombons começam a derreter, <strong>perdendo a forma e a consistência</strong>, o que dificulta o armazenamento ou — pior ainda — o transporte.</p><p>Abrir mão deste prazer pequeno, porém grandioso, <strong>até ao outono costuma ser a única opção</strong>, mas talvez isso não dure muito.</p><div class="texto-destacado">A ciência trabalha para oferecer ao mundo um chocolate que resista ao calor sem perder as suas melhores qualidades, incluindo aquela textura aveludada que o torna especialmente atraente ao paladar.</div><h2>Chocolate: uma história que abrange milhares de anos</h2><p>A paixão pelo sabor rico do chocolate é antiga, remontando a cerca de três mil anos — originada da paixão pelas amêndoas de cacau das quais ele é derivado.</p><p><strong>As primeiras evidências do uso do cacau remontam a dois mil anos antes de Cristo</strong>. Naquela época, povos da América Central, como os maias, astecas e olmecas, cultivavam cacaueiros e consideravam as sementes tão valiosas que, por vezes, as utilizavam como moeda.</p><div class="texto-destacado">Durante muitos séculos, as sementes eram secas, torradas e moídas para se obter uma pasta gordurosa conhecida hoje como massa de cacau. O produto final era uma bebida amarga e aromática.</div><p>Muito mais tarde, no século XVI, o cacau chegou à Europa, embora sem sucesso imediato. Mais tarde ainda, em 1828, o inventor holandês Coenraad Johannes van Houten patenteou uma prensa hidráulica capaz de separar a massa de cacau do pó; já em 1847, a empresa inglesa J.S. Fry & Sons <strong>criou uma pasta fluida que podia ser despejada em moldes e deixada solidificar</strong>, criando assim a primeira barra de chocolate da história.</p><p>Atualmente, existem duas preparações básicas: o chocolate amargo é obtido pela <strong>combinação de massa de cacau, manteiga de cacau e açúcar</strong>. A adição de leite resulta no chocolate de leite.</p><h2>O ponto de fusão do chocolate</h2><p>Ambas as preparações básicas de chocolate, com todas as suas infinitas variações, começam a derreter quando a temperatura ultrapassa 34 °C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-cioccolato-termoresistente-sara-realta-scienziati-al-lavoro-su-ciccolatini-che-non-si-sciolgono-neanche-in-estate-1785438901373.jpg" data-image="n8bg0u41p7v9" alt="Chocolate" title="Chocolate"><figcaption>Existem muitas variedades de chocolate, mas todas têm o mesmo ponto de fusão: 34 °C.</figcaption></figure><p>Em temperaturas muito mais baixas, ou com oscilações contínuas entre calor e frio, a manteiga de cacau cristaliza-se, <strong>fazendo com que o chocolate perca o brilho, desenvolva uma camada esbranquiçada e mude de consistência</strong>.</p><p>Para superar este problema, cientistas da indústria alimentícia estão a trabalhar na criação de chocolates resistentes ao calor que <strong>mantêm as suas qualidades em temperaturas entre 38 e 45 °C</strong>, ou até mesmo superiores.</p><p>Para alcançar este resultado, três métodos estão a ser examinados: o tratamento de açúcares, o tratamento da massa gorda e o método de produção.</p><h2>Chocolate e açúcares resistentes ao calor</h2><p>Uma alternativa para aproveitar o açúcar presente no chocolate é <strong>adicionar pequenas quantidades de água ou de outras substâncias higroscópicas</strong>, como sorbitol ou glicerol, à mistura.</p><p>Isto permite que os cristais de açúcar se dissolvam parcialmente e, em seguida, formem <strong>estruturas tridimensionais semelhantes a uma rede quando a água</strong> é posteriormente reabsorvida.</p><p>As redes resultantes aprisionam a manteiga de cacau, <strong>permitindo que ela mantenha a sua forma mesmo ao começar a derreter</strong>. Isto evita que o produto final — seja uma tablete ou uma barra de chocolate — perca o formato.</p><h2>Uma massa gordurosa que derrete com menos facilidade</h2><p>O segundo método que os cientistas estão a avaliar é aquele que atua diretamente na manteiga de cacau — isto é,<strong> no teor de gordura presente no chocolate</strong>.</p><p>Este ingrediente pode ser parcialmente substituído por outros com características semelhantes, <strong>porém com ponto de fusão mais elevado</strong>. Algumas das gorduras vegetais mais compatíveis são a manteiga de karité, a gordura de manga e o óleo de palma.</p><p>Alternativamente, também é possível modificar diretamente as propriedades da manteiga de cacau — especificamente as dos triglicerídeos — para elevar o seu ponto de fusão, mantendo a receita original o mais inalterada possível.</p><h2>Métodos de produção inovadores</h2><p>A terceira forma de criar chocolate resistente ao calor envolve alterar o processo de produção, em vez de apenas um único ingrediente.</p><p>Uma opção é reduzir o tamanho das partículas de cacau, açúcar e leite para que fiquem uniformemente revestidas com manteiga de cacau. <strong>Isto torna a estrutura molecular do chocolate mais compacta e rígida</strong> — livre de vazios —, criando uma rede que impede a deformação durante o derretimento.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-descoberta-cientifica-no-peru-que-pode-ajudar-a-proteger-o-chocolate-diante-da-mudanca-climatica.html" title="A descoberta científica no Peru que pode ajudar a proteger o chocolate das alterações climáticas">A descoberta científica no Peru que pode ajudar a proteger o chocolate das alterações climáticas</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-descoberta-cientifica-no-peru-que-pode-ajudar-a-proteger-o-chocolate-diante-da-mudanca-climatica.html" title="A descoberta científica no Peru que pode ajudar a proteger o chocolate das alterações climáticas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-hallazgo-cientifico-en-peru-que-podria-ayudar-a-proteger-el-chocolate-frente-al-cambio-climatico-1783597952123_320.jpg" alt="A descoberta científica no Peru que pode ajudar a proteger o chocolate das alterações climáticas"></a></article></aside><p>A outra opção é utilizar um método de produção para um tipo específico de chocolate,<strong> obtido ao dobrar e esticar a massa para criar camadas finas separadas por bolsas de ar microscópicas</strong> — uma técnica que remete àquela usada na preparação da massa mil-folhas.</p><p>Desta forma, as cavidades formadas entre as camadas retardam a difusão de calor e limitam o movimento da manteiga de cacau, garantindo que o chocolate não perca a sua forma com tanta facilidade.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-chocolate-resistente-ao-calor-se-tornara-realidade-cientistas-estao-trabalhando-em-chocolates-que-nao-derretem.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A geoengenharia no Ártico funciona: a experiência histórica que aumentou a espessura do gelo em 32 cm]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-geoengenharia-no-artico-funciona-a-experiencia-historica-que-aumentou-a-espessura-do-gelo-em-32-cm.html</link><pubDate>Sat, 08 Aug 2026 14:28:25 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Pela primeira vez, uma experiência realizada ao longo de todo um inverno demonstrou que inundar o gelo marinho com água do oceano pode torná-lo mais espesso, mais brilhante e retardar o seu derretimento. Será possível aplicar isto em grande escala?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-geoingenieria-en-el-artico-funciona-el-historico-experimento-que-engroso-el-hielo-32-cm-1784645455704.jpg" data-image="oe7pgo35tdss" alt="geoingenieria" title="geoingenieria"><figcaption>A experiência procurava uma forma de mitigar os impactos das alterações climáticas.</figcaption></figure><p>O gelo marinho do Ártico tem vindo a diminuir há décadas e os modelos climáticos indicam que poderá desaparecer quase por completo durante os verões, ainda antes de meados do século. Enquanto o mundo tenta reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, alguns cientistas exploram e questionam-se: <strong>será possível proteger diretamente o gelo</strong> para ganhar tempo face ao aquecimento global?</p><p>Um estudo publicado na revista <em>Earth's Future </em>apresenta agora<strong> a primeira evidência </strong>obtida em condições reais de que uma técnica proposta há anos pode funcionar.</p><p>Durante o inverno de 2024-2025, uma equipa internacional realizou uma experiência em Cambridge Bay, no Ártico canadiano, onde <strong>inundou setores do gelo marinho com água</strong> bombeada do oceano. No final da época, as zonas tratadas apresentavam até 32 centímetros a mais de espessura do que aquelas onde não foi realizada qualquer intervenção, uma diferença equivalente ao afinamento registado nessa região nos últimos 50 anos.</p><h2>Por que é que deitar água sobre o gelo pode torná-lo mais resistente?</h2><p>A ideia parece contraditória, mas tem uma <strong>explicação física</strong>.</p><p>Quando o oceano começa a congelar durante o outono, o gelo aumenta gradualmente de espessura à medida que perde calor para a atmosfera. No entanto, <strong>a neve que cai sobre a sua superfície atua como um isolante</strong>, semelhante ao de uma casa, reduzindo a perda de calor e travando o crescimento do gelo.</p><p>Os investigadores aproveitaram esse mecanismo.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">A savage summer of heat in the Arctic has taken 2020 to the second lowest sea ice extent on record.<br><br>The summer 2020 melt season has been summarised in a few seconds. The orange line is the long term average.<br><br>In short, we have lost an enormous amount of ice.<br><br>[1/5] <a href="https://t.co/GT0O570IPt">pic.twitter.com/GT0O570IPt</a></p>— Scott Duncan (@ScottDuncanWX) <a href="https://x.com/ScottDuncanWX/status/1303007202702168068?ref_src=twsrc%5Etfw">September 7, 2020</a></blockquote></figure><p>Em vez de removerem a neve, bombearam água do mar sobre o gelo. A água encharcou a camada de neve e congelou rapidamente, <strong>formando uma nova camada sólida</strong>. Ao mesmo tempo, essa transformação permitiu que o frio penetrasse com maior facilidade e favorecesse um crescimento adicional a partir da parte inferior do gelo.</p><p>Para verificar se a técnica funcionava, a equipa transformou um quilómetro quadrado de gelo marinho num <strong>laboratório ao ar livre</strong>. Dividiram a área em onze setores: alguns permaneceram intactos e outros foram alvo de uma ou duas inundações em diferentes momentos do inverno. No total, bombearam cerca de 30 000 metros cúbicos de água do mar e, em seguida, realizaram mais de mil medições da espessura do gelo, além de observações com drones, sensores e satélites.</p><p>Os resultados confirmaram que as parcelas inundadas duas vezes alcançaram o maior crescimento, com <strong>aumentos entre 30 e 32 centímetros</strong> em relação às zonas de controlo.</p><h2>Um efeito inesperado: o gelo também ficou mais brilhante</h2><p>O aumento da espessura era o principal objetivo da experiência. No entanto, <strong>surgiu outro resultado</strong> que surpreendeu os investigadores.</p><p>Durante a primavera, o gelo tratado permaneceu muito mais branco do que o gelo natural.</p><div class="texto-destacado"><strong>Essa mudança implica um aumento do albedo, ou seja, da capacidade de refletir a radiação solar para o espaço. Quanto maior for essa refletividade, menor é a energia absorvida e mais lentamente começa o degelo.</strong></div><p>As imagens obtidas com drones e satélites mostraram que <strong>as zonas tratadas destacavam-se claramente pelo seu maior brilho</strong>, um efeito que os modelos utilizados até agora nem sequer contemplavam. Os autores acreditam que o novo gelo possa conter uma estrutura interna diferente, com pequenas bolhas de ar capazes de dispersar melhor a luz, embora ainda seja necessário investigar esse mecanismo.</p><p>A equipa também<strong> testou uma segunda estratégia</strong>. Quando o degelo primaveril começa, a água costuma acumular-se em poças na superfície do gelo. Como essas poças são muito mais escuras, absorvem mais radiação solar e aceleram a fusão. Os investigadores perfuraram pequenos orifícios para drenar parte dessa água e verificaram que, em poucos dias, a superfície recuperou grande parte do seu brilho.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782014" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/especialistas-inspecionam-pela-primeira-vez-o-gelo-glaciar-do-monte-ararat-onde-noe-atracou-apos-o-diluvio-universal.html" title="Especialistas inspecionam pela primeira vez o gelo glaciar do Monte Ararat, onde Noé atracou após o Dilúvio Universal">Especialistas inspecionam pela primeira vez o gelo glaciar do Monte Ararat, onde Noé atracou após o Dilúvio Universal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/especialistas-inspecionam-pela-primeira-vez-o-gelo-glaciar-do-monte-ararat-onde-noe-atracou-apos-o-diluvio-universal.html" title="Especialistas inspecionam pela primeira vez o gelo glaciar do Monte Ararat, onde Noé atracou após o Dilúvio Universal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/especialistas-inspecionam-pela-primeira-vez-o-gelo-glaciar-do-monte-ararat-onde-noe-atracou-apos-o-diluvio-universal-1785851852642_320.jpg" alt="Especialistas inspecionam pela primeira vez o gelo glaciar do Monte Ararat, onde Noé atracou após o Dilúvio Universal"></a></article></aside><p>Mesmo assim, os próprios autores mostram-se cautelosos. <strong>O estudo demonstra que a técnica funciona em pequena escala</strong>, mas ainda há questões importantes a esclarecer antes de se pensar numa aplicação mais ampla. Será necessário avaliar os seus custos, a enorme complexidade logística de intervir em grandes superfícies e, acima de tudo, os seus possíveis impactos nos ecossistemas árticos e nas comunidades que dependem do gelo marinho.</p><p>Longe de se apresentar como uma alternativa à redução das emissões, os investigadores defendem que este tipo de intervenções só poderá tornar-se, no futuro, <strong>uma ferramenta complementar para conservar zonas especialmente vulneráveis</strong>. O que esta experiência realmente muda é que, pela primeira vez, uma ideia que até agora só existia em simulações por computador demonstrou funcionar no mundo real.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Blanchard-Wrigglesworth%2C%20E.%2C%20Ceccolini%2C%20A.%2C%20Smith%2C%20A.%2C%20Woods%2C%20A.%2C%20Sherwin%2C%20C.%2C%20Borowski%2C%20K.%2C%20et%20al" data-year="2026" data-title="Artificial%20flooding%20leads%20to%20thicker%20and%20brighter%20Arctic%20sea%20ice" data-url="https%3A%2F%2Fagupubs.onlinelibrary.wiley.com%2Fdoi%2F10.1029%2F2025EF007894">Blanchard-Wrigglesworth, E., Ceccolini, A., Smith, A., Woods, A., Sherwin, C., Borowski, K., et al. (2026). <a href="https://agupubs.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1029/2025EF007894" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Artificial flooding leads to thicker and brighter Arctic sea ice</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-geoengenharia-no-artico-funciona-a-experiencia-historica-que-aumentou-a-espessura-do-gelo-em-32-cm.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um raio atinge o campo num jogo de futebol na Tailândia: porque é tão perigoso estar ao ar livre durante uma trovoada]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-raio-atinge-o-campo-num-jogo-de-futebol-na-tailandia-porque-e-tao-perigoso-estar-ao-ar-livre-durante-uma-trovoada.html</link><pubDate>Sat, 08 Aug 2026 14:18:22 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Uma forte tempestade terminou em tragédia em Narathiwat, na Tailândia, quando um raio atingiu um campo de futebol durante um jogo. O incidente causou a morte de um jovem de 24 anos e deixou doze feridos, alguns em estado grave.</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/PVsxYX4MoTU/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=PVsxYX4MoTU" id="PVsxYX4MoTU"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p> O que começou por ser um simples jogo de futebol acabou por se transformar numa <strong>tragédia na província de Narathiwat, no sul da Tailândia</strong>. Em plena tempestade de monção, <strong>um poderoso raio atingiu repentinamente o campo de jogo </strong>enquanto vários jogadores se encontravam em campo, causando a morte de um jovem futebolista de 24 anos e deixando pelo menos mais doze pessoas feridas.</p><p>O impacto ocorreu quando a chuva já tinha começado a intensificar-se, embora o jogo ainda não tivesse sido suspenso. As imagens gravadas por algumas testemunhas mostram o <strong>momento dramático em que a descarga elétrica atinge a zona onde se encontravam vários jogadores</strong>, que caem ao chão imediatamente após o clarão.</p><p>Os serviços de emergência acorreram rapidamente ao campo de futebol para prestar assistência às vítimas. Apesar das tentativas de reanimação,<strong> um dos jogadores faleceu em consequência do impacto</strong>. Os restantes feridos foram transportados para diferentes centros de saúde com lesões de gravidade variável. Entre elas destacam-se <strong>várias queimaduras provocadas pela descarga elétrica</strong>, embora também tenham sido registadas pessoas com sintomas decorrentes da onda de choque.</p><h2>As tempestades monçónicas aumentam o risco de quedas de raios</h2><p>A tragédia ocorreu durante a estação das monções, uma época do ano em que o <strong>sul da Tailândia regista chuvas muito intensas, frequentemente acompanhadas por uma elevada atividade elétrica</strong>. As tempestades podem formar-se com grande rapidez, gerando descargas capazes de percorrer vários quilómetros desde a nuvem até ao solo.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Tailandia | Momento exacto cuando un rayo inesperado mata a un jugador de fútbol e hiere a 12 más durante un partido en Tailandia. <a href="https://t.co/pKmQXesc1t">pic.twitter.com/pKmQXesc1t</a></p>— Periodistassinfronteras (@periodistassin2) <a href="https://x.com/periodistassin2/status/2085464266245861442?ref_src=twsrc%5Etfw">August 6, 2026</a></blockquote></figure><p>Durante uma tempestade elétrica, <strong>um campo de futebol representa um ambiente especialmente perigoso</strong>. Por se tratar de um espaço aberto, os jogadores ficam expostos à queda de raios, especialmente quando se encontram afastados de edifícios ou abrigos seguros.</p><p>Embora o impacto direto de um raio sobre uma pessoa seja relativamente raro, <strong>a corrente também pode propagar-se pelo solo após a descarga, atingindo quem se encontra a vários metros </strong>do ponto de impacto. Este fenómeno, conhecido como corrente de terra, explica que uma única descarga possa afetar simultaneamente várias pessoas, tal como aconteceu neste caso.</p><h2>O que fazer quando uma tempestade surge de surpresa durante uma atividade desportiva</h2><p>Os especialistas em meteorologia insistem que <strong>qualquer atividade desportiva ao ar livre deve ser suspensa imediatamente assim que se ouvirem os primeiros trovões</strong> ou se observar atividade elétrica nas proximidades.</p><p>Esperar que a chuva se intensifique pode revelar-se um erro fatal, uma vez que os relâmpagos podem cair mesmo antes de a tempestade se situar sobre o local. Ao ar livre ou em locais como prados ou campos de futebol, este risco aumenta consideravelmente, uma vez que<strong> o relâmpago tende a procurar os locais mais salientes, que, nestes casos, podem ser as pessoas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="274931" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conselhos-protecao-contra-impactos-relampago.html" title="Decálogo de proteção para evitar impactos de relâmpagos">Decálogo de proteção para evitar impactos de relâmpagos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conselhos-protecao-contra-impactos-relampago.html" title="Decálogo de proteção para evitar impactos de relâmpagos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/decalogo-de-proteccion-contra-el-rayo-273241-1_320.jpg" alt="Decálogo de proteção para evitar impactos de relâmpagos"></a></article></aside><p>A principal recomendação é <strong>abandonar o campo de jogo o mais rapidamente possível e refugiar-se num edifício fechado ou no interior de um veículo</strong> com teto metálico. Por outro lado, permanecer em espaços abertos, como aconteceu em Narathiwat, ou situar-se debaixo de árvores isoladas ou perto de estruturas metálicas aumenta consideravelmente o risco de sofrer uma descarga elétrica.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-raio-atinge-o-campo-num-jogo-de-futebol-na-tailandia-porque-e-tao-perigoso-estar-ao-ar-livre-durante-uma-trovoada.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo em Portugal para o eclipse solar de 12 de agosto: haverá céu limpo? O que esperar e para onde olhar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-para-o-eclipse-solar-de-12-de-agosto-havera-ceu-limpo-o-que-esperar-e-para-onde-olhar.html</link><pubDate>Sat, 08 Aug 2026 12:35:56 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal continental prepara-se para assistir a um eclipse solar histórico na próxima quarta-feira, 12 de agosto, um fenómeno que não voltará a ser visível no país durante mais de um século. As primeiras previsões meteorológicas são animadoras.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-para-o-eclipse-solar-de-12-de-agosto-havera-ceu-limpo-o-que-esperar-e-para-onde-olhar-1786188547628.jpg" data-image="qv1lq8ov1om8" alt="Eclipse solar" title="Eclipse solar"><figcaption>O eclipse solar de 12 de agosto será histórico em Portugal. Saiba onde o tempo deverá colaborar e quais as regiões onde as nuvens podem dificultar a observação.</figcaption></figure><p>Na próxima quarta-feira, 12 de agosto, <strong>Portugal será palco de um dos fenómenos astronómicos mais marcantes deste século</strong>. Um eclipse solar que será observado em todo o território.</p><p><strong>Mas será que o estado do tempo vai colaborar? </strong>As mais recentes projeções do modelo europeu ECMWF apontam para condições globalmente favoráveis à observação, embora existam algumas regiões onde a nebulosidade poderá dificultar o espetáculo.</p><h2>Antes do eclipse: fim de semana começa com alguma instabilidade, mas o tempo estabiliza</h2><p>Ainda durante a tarde deste sábado (8), uma depressão a noroeste de Portugal Continental favorecerá a ocorrência de aguaceiros fracos no Norte do país. Os distritos de Vila Real e Bragança serão os primeiros a ser afetados, seguindo-se, já ao final da tarde e início da noite, Viana do Castelo e Braga.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-para-o-eclipse-solar-de-12-de-agosto-havera-ceu-limpo-o-que-esperar-e-para-onde-olhar-1786187911982.png" data-image="rftc9v32seyp" alt="Pressão, chuva e núvens" title="Pressão, chuva e núvens"><figcaption>A passagem de uma depressão a noroeste de Portugal traz alguma chuva fraca ao Norte e trovoadas muito isoladas, antes do regresso do tempo estável nos dias seguintes.</figcaption></figure><p>Apesar da passagem próxima desta depressão, não se prevê uma descida acentuada das temperaturas. Pelo contrário, <strong>Bragança continuará a registar valores elevados, enquanto o arrefecimento será mais notório nas terras altas e montanhosas,</strong> bem como em parte do litoral Norte e Centro. No restante território, sobretudo no Interior Sul, o ambiente continuará quente.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p><strong>Durante a tarde poderão também formar-se trovoadas isoladas, </strong>sobretudo nas regiões Norte e Centro. Ainda assim, a densidade de descargas elétricas prevista é reduzida, pelo que não se espera um episódio significativo de instabilidade.</p><p>Entre domingo (9) e terça-feira (11), o tempo estabiliza. Serão dias secos, com temperaturas geralmente elevadas e formação de nebulosidade baixa durante a madrugada e manhã junto ao litoral, dissipando-se gradualmente ao longo do dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-para-o-eclipse-solar-de-12-de-agosto-havera-ceu-limpo-o-que-esperar-e-para-onde-olhar-1786188030817.png" data-image="ntp286ztom8u" alt="Anomalia da Temperatura" title="Anomalia da Temperatura"><figcaption>Na véspera do eclipse, o Interior Norte deverá registar as maiores anomalias térmicas, enquanto o litoral continuará mais próximo da média graças à influência do Oceano Atlântico.</figcaption></figure><p>O<strong> distrito de Bragança </strong>deverá destacar-se, nestes dias como a região com <strong>temperaturas mais acima da média climatológica</strong>. </p><h2>O que é um eclipse solar e porque é tão especial o de 2026?</h2><p>Um eclipse solar ocorre quando a Lua passa exatamente entre a Terra e o Sol, ocultando parcial ou totalmente o disco solar durante alguns minutos.</p><p>No dia <strong>12 de agosto de 2026</strong>, Portugal viverá um acontecimento histórico. O <strong>último eclipse total do Sol observado em território nacional ocorreu em 1912</strong>, há mais de um século, e o <strong>próximo apenas acontecerá em 2144</strong>. Para muitas gerações, este será o único eclipse total visível em Portugal durante toda a sua vida.</p><p>A maior parte do território observará um <strong>eclipse parcial</strong>, enquanto apenas uma estreita faixa do Norte do país (Parque Natural de Montesinho) ficará inserida na trajetória da totalidade, onde o Sol será completamente ocultado durante alguns instantes.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-para-o-eclipse-solar-de-12-de-agosto-havera-ceu-limpo-o-que-esperar-e-para-onde-olhar-1786188812719.jpg" data-image="x3mfhpyyzbnh" alt="Eclipse solar" title="Eclipse solar"><figcaption>Na tarde de 12 de agosto, o céu português poderá proporcionar um cenário privilegiado para observar um dos fenómenos astronómicos mais raros do século. As condições meteorológicas atuais apontam para tempo geralmente estável em grande parte do território.</figcaption></figure><p>O fenómeno deverá decorrer aproximadamente entre as <strong>18h30 e as 20h30</strong>, atingindo o máximo por volta das <strong>19h30</strong>, quando o Sol já estará relativamente baixo no horizonte.</p><p>Nessa altura, os observadores deverão olhar para o <strong>horizonte oeste-noroeste</strong>, onde o Sol estará a aproximar-se do ocaso. <strong>Naturalmente, a observação deverá ser feita apenas com óculos certificados para eclipse solar</strong> ou outros equipamentos próprios, uma vez que olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada pode causar lesões oculares permanentes.</p><h2>E o estado do tempo? As previsões são animadoras</h2><p>Segundo a mais recente saída do ECMWF, Portugal continental deverá encontrar-se sob influência de uma <strong>crista anticiclónica</strong>, uma extensão de altas pressões normalmente associada a tempo estável, pouca precipitação e fraca convecção.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782629" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/40-c-a-vista-em-algumas-zonas-de-portugal-na-proxima-semana-calor-intensificara-a-partir-de-quarta-feira-12-de-agosto.html" title="40 ºC à vista em algumas zonas de Portugal na próxima semana: calor intensificará a partir de quarta-feira, 12 de agosto">40 ºC à vista em algumas zonas de Portugal na próxima semana: calor intensificará a partir de quarta-feira, 12 de agosto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/40-c-a-vista-em-algumas-zonas-de-portugal-na-proxima-semana-calor-intensificara-a-partir-de-quarta-feira-12-de-agosto.html" title="40 ºC à vista em algumas zonas de Portugal na próxima semana: calor intensificará a partir de quarta-feira, 12 de agosto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/40-c-a-vista-em-algumas-zonas-de-portugal-na-proxima-semana-calor-intensificara-a-partir-de-quarta-feira-12-de-agosto-1786191404838_320.png" alt="40 ºC à vista em algumas zonas de Portugal na próxima semana: calor intensificará a partir de quarta-feira, 12 de agosto"></a></article></aside><p>No entanto, a proximidade do Atlântico continuará a favorecer a formação de alguma nebulosidade baixa junto à faixa costeira, sobretudo entre Viana do Castelo e Peniche. Os mapas previstos para cerca das <strong>19h00</strong>, momento muito próximo do máximo do eclipse, mostram precisamente algumas nuvens junto ao litoral, enquanto grande parte do Interior Norte, Centro e Sul apresenta céu pouco nublado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-para-o-eclipse-solar-de-12-de-agosto-havera-ceu-limpo-o-que-esperar-e-para-onde-olhar-1786188332528.png" data-image="jx8nejwj1b0k" alt="Núvens" title="Núvens"><figcaption>Durante o eclipse solar, Portugal deverá estar sob influência de uma crista anticiclónica, favorecendo tempo estável. Apenas alguma nebulosidade baixa poderá persistir junto ao litoral Oeste.</figcaption></figure><p>Isto significa que, <strong>à data desta previsão</strong>, as melhores condições para observar o eclipse poderão verificar-se nas regiões do interior, onde a probabilidade de céu limpo é superior.</p><div class="texto-destacado">Importa, contudo, <strong>recordar que a previsão da nebulosidade é uma das componentes mais difíceis da meteorologia, sobretudo junto ao litoral durante o verão.</strong> Assim, embora o cenário atual seja favorável, será importante acompanhar as atualizações dos modelos nos dias imediatamente anteriores ao fenómeno.</div><p>Se a tendência atual se confirmar, <strong>Portugal poderá reunir condições muito interessantes para assistir a um dos acontecimentos astronómicos mais marcantes do século</strong>. Um momento raro, que dificilmente voltará a repetir-se para as gerações atuais.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-para-o-eclipse-solar-de-12-de-agosto-havera-ceu-limpo-o-que-esperar-e-para-onde-olhar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[40 ºC à vista em algumas zonas de Portugal na próxima semana: calor intensificará a partir de quarta-feira, 12 de agosto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/40-c-a-vista-em-algumas-zonas-de-portugal-na-proxima-semana-calor-intensificara-a-partir-de-quarta-feira-12-de-agosto.html</link><pubDate>Sat, 08 Aug 2026 12:17:18 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Vem aí uma semana geralmente estável e com uma subida gradual das temperaturas, mais pronunciada a partir de quarta-feira (12). Prevê-se calor intenso no interior, com máximas a rondar os 40 ºC, e ainda a possibilidade de noites tropicais.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xavz4sy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xavz4sy.jpg" id="xavz4sy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Após o fim de semana de 8 e 9 de agosto, caracterizado por uma ligeira descida das temperaturas, <strong>prevê-se uma recuperação térmica progressiva ao longo da semana de 10 a 16 de agosto</strong>, associada ao reforço das altas pressões e da crista anticiclónica sobre a Península Ibérica.</p><p><strong>Espera-se que o estado do tempo se mantenha estável, seco e predominantemente soalheiro em Portugal continental</strong>, com céu pouco nublado ou limpo e alguma nebulosidade matinal na metade ocidental. O vento deverá soprar geralmente fraco, surgindo pontualmente moderado na faixa costeira durante as tardes.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p><strong>A intensificação do calor tornar-se-á mais evidente a partir de quarta-feira (12)</strong>, sobretudo nas regiões do interior, onde os valores das máximas poderão aproximar-se dos 40 ºC e, a nível local, atingir ou ultrapassar esse valor. No litoral a evolução será mais contida, embora também seja expectável uma subida térmica gradual durante a segunda metade da próxima semana.</p><p>Adicionalmente, prevê-se que as temperaturas mínimas também subam, estando à vista a ocorrência de <strong>noites tropicais</strong> em algumas regiões da geografia continental, para além do Algarve.</p><h2>Temperaturas máximas poderão tocar e inclusive ultrapassar os 40 ºC em alguns locais do interior do país</h2><p>A partir de segunda-feira, 10 de agosto, os mapas de referência da Meteored preveem uma subida das temperaturas ao longo da faixa interior, onde os valores máximos deverão situar-se <strong>entre os 29 ºC na Guarda e os 33 ºC em Castelo Branco, Évora e Beja</strong>.</p><p>No Baixo Alentejo, na Beira Baixa e no vale do Douro os valores poderão atingir os <strong>35 ºC a 36 ºC, destacando-se localidades como Mértola, Moura, Vila Velha de Ródão e Mirandela</strong>. Também no Sotavento Algarvio, merece referência a vila de Alcoutim, para a qual estão previstos 36 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/40-c-a-vista-em-algumas-zonas-de-portugal-na-proxima-semana-calor-intensificara-a-partir-de-quarta-feira-12-de-agosto-1786190019260.png" data-image="y2oftazqc866"><figcaption>Uma extensa região de altas pressões (crista anticiclónica) reforçará a sua influência sobre a Península Ibérica na semana de 10 a 16 de agosto, proporcionando estabilidade atmosférica persistente, acompanhada de uma gradual intensificação do calor diurno e noturno.</figcaption></figure><p>Na terça-feira, 11 de agosto, são expectáveis máximas entre os 32 ºC na Guarda e os 35 ºC em Castelo Branco e Beja, com os termómetros a poderem atingir <strong>valores de 37 ou 38 ºC, novamente em localidades como Mirandela, Vila Velha de Ródão, Mértola e Alcoutim</strong>. Até esta data, dia 11, prevê-se que persistam valores de temperatura máxima relativamente contidos no litoral, entre 20 e 26 ºC.</p><h3>Subida generalizada das temperaturas a partir de quarta-feira, 12 de agosto</h3><p><strong>Será então a partir de quarta-feira (12) que se prevê uma nova subida das temperaturas máximas, desta vez mais generalizada</strong>. No interior estão previstos valores entre os 33 ºC na Guarda e os 37 ºC em Évora e Beja, devendo estas duas capitais distritais estar entre as mais quentes do país.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/40-c-a-vista-em-algumas-zonas-de-portugal-na-proxima-semana-calor-intensificara-a-partir-de-quarta-feira-12-de-agosto-1786189949511.png" data-image="2g6jiva1drt3"><figcaption>A partir de quarta-feira, 12 de agosto, prevê-se uma subida generalizada das temperaturas máximas em Portugal continental. Algumas localidades poderão voltar a registar máximas iguais ou inclusive ligeiramente superiores ao patamar dos 40 ºC.</figcaption></figure><p>A nível local, há pontos dos vales do Douro e Guadiana que poderão registar 39 ou 40 ºC, <strong>podendo esta data - a do eclipse solar - marcar também o regresso dos 40 ºC ao país</strong>. A Beira Baixa poderá registar até 38 ºC em localidades como Rosmaninhal e Vila Velha de Ródão.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782551" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-vento-e-mar-agitado-nos-acores-contrastam-com-tempo-estavel-na-madeira-ate-quarta-feira-12-de-agosto.html" title="Chuva, vento e mar agitado nos Açores contrastam com tempo estável na Madeira até quarta-feira, 12 de agosto">Chuva, vento e mar agitado nos Açores contrastam com tempo estável na Madeira até quarta-feira, 12 de agosto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-vento-e-mar-agitado-nos-acores-contrastam-com-tempo-estavel-na-madeira-ate-quarta-feira-12-de-agosto.html" title="Chuva, vento e mar agitado nos Açores contrastam com tempo estável na Madeira até quarta-feira, 12 de agosto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-vento-e-mar-agitado-nos-acores-contrastam-com-tempo-estavel-na-madeira-ate-quarta-feira-1786117500845_320.png" alt="Chuva, vento e mar agitado nos Açores contrastam com tempo estável na Madeira até quarta-feira, 12 de agosto"></a></article></aside><p>Adicionalmente, ainda durante esta jornada, são esperadas anomalias térmicas positivas pronunciadas, entre 7 e 8 ºC acima dos valores médios de referência no Nordeste Transmontano e no Baixo Alentejo.</p><h2>Noites tropicais à vista em múltiplas zonas do país</h2><p>Como referido anteriormente, ainda na quarta-feira (12) <strong>espera-se uma subida dos valores da temperatura, que também se deverá estender a alguns distritos do litoral</strong>. No entanto, prevê-se que a tendência de recuperação térmica se reflita sobretudo em concelhos do interior desses distritos litorâneos, onde os valores poderão superar os 30 ºC em múltiplas cidades.</p><div class="texto-destacado">O modelo de maior confiança da Meteored - o ECMWF - indica que <strong>esta tendência de subida deverá persistir até domingo, 16 de agosto</strong>, alcançando inclusive cidades mais costeiras.</div><p> No que diz respeito às noites quentes, a ocorrência de temperaturas <strong>mínimas diárias iguais ou superiores a 20 ºC</strong> enquadra-se na definição climatológica de <strong>noite tropical</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/40-c-a-vista-em-algumas-zonas-de-portugal-na-proxima-semana-calor-intensificara-a-partir-de-quarta-feira-12-de-agosto-1786189771059.png" data-image="sinl6v5nkutt"><figcaption>Temperatura mínima em quase todo o território algarvio deverá encaixar na definição de noite tropical durante praticamente toda a próxima semana.</figcaption></figure><p>Deste modo, é expectável que estas possam desencadear-se ao longo da faixa interior e em quase todo o Algarve a partir de segunda-feira (10), com <strong>valores acima dos 20 ºC nas capitais de distrito nessa mesma noite</strong>, devendo a sua abrangência em termos de extensão geográfica aumentar à medida que os dias forem passando.</p><p>A título de exemplo, para a <strong>madrugada de quinta-feira, 13 de agosto, destaca-se praticamente toda a região do Algarve</strong>, com temperaturas noturnas entre 21 e 25 ºC, valores que se encaixam perfeitamente naquilo que é uma noite tropical.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/40-c-a-vista-em-algumas-zonas-de-portugal-na-proxima-semana-calor-intensificara-a-partir-de-quarta-feira-12-de-agosto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As florestas secretas de Taiwan guardam alguns dos maiores gigantes da Ásia]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-florestas-secretas-de-taiwan-guardam-alguns-dos-maiores-gigantes-da-asia.html</link><pubDate>Sat, 08 Aug 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>De acordo com o resultado de uma série de expedições científicas foram encontradas, nas florestas ancestrais em Taiwan, árvores gigantes, de uma biodiversidade excecional e algumas das maiores reservas naturais de carbono da Ásia Oriental. Venha saber mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-florestas-secretas-de-taiwan-guardam-alguns-dos-maiores-gigantes-da-asia-1786142274067.jpg" data-image="4pfrbxk3vqy5" alt="Floresta em Taiwan" title="Floresta em Taiwan"><figcaption>As florestas ancestrais de Taiwan escondem árvores gigantes, algumas com mais de 80 metros de altura, que se destacam pela sua longevidade e importância ecológica.</figcaption></figure><p>Durante décadas, as <strong>montanhas de Taiwan</strong> guardaram um dos seus maiores <strong>segredos naturais</strong>. Escondidas em encostas íngremes e de difícil acesso, sobrevivem <strong>florestas ancestrais onde crescem algumas das árvores mais altas da Ásia Oriental</strong>.</p><p>Uma recente investigação revelou não apenas a existência destes gigantes, mas também confirmou que estes <strong>ecossistemas representam alguns dos maiores reservatórios naturais de carbono do mundo</strong>.</p><p>Esta descoberta é o resultado de mais de uma década de expedições realizadas por uma <strong>equipa multidisciplinar composta por ecólogos, especialistas em deteção remota, geólogos e escaladores de árvores</strong>, com o objetivo de localizar e medir as gigantescas árvores que permaneciam praticamente desconhecidas à ciência.</p><h2>Uma árvore que "toca a Lua"</h2><p>De acordo com o <em>Science Daily </em>e um artigo publicado na revista<em> Frontiers</em>, o principal foco da investigação foi a identificação de um exemplar de <em>Taiwania cryptomerioides</em>, conhecido como <strong>abeto-da-Taiwan, com impressionantes 84,1 metros de altura</strong>. Trata-se da árvore mais alta atualmente conhecida em toda a Ásia Oriental.</p><p>Entre o <strong>povo indígena Rukai</strong>, estas árvores possuem um nome poético: "<em>a árvore que toca a Lua</em>", uma designação que reflete a imponência destas gigantes da floresta.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="700835" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/as-cores-da-primavera-chegam-a-taiwan-veja-as-cerejeiras-em-flor-em-taichung.html" title="As cores da primavera chegam a Taiwan! Veja as cerejeiras em flor em Taichung">As cores da primavera chegam a Taiwan! Veja as cerejeiras em flor em Taichung</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/as-cores-da-primavera-chegam-a-taiwan-veja-as-cerejeiras-em-flor-em-taichung.html" title="As cores da primavera chegam a Taiwan! Veja as cerejeiras em flor em Taichung"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-colores-de-la-primavera-llegan-a-taiwan-asi-estan-los-cerezos-en-flor-en-taichung-1741474898844_320.png" alt="As cores da primavera chegam a Taiwan! Veja as cerejeiras em flor em Taichung"></a></article></aside><p>Para além desta árvore, a <strong>equipa de investigadores encontrou várias outras árvores com mais de 70 metros de altura, incluindo dois exemplares que ultrapassam os 80 metros</strong>, demonstrando que estas florestas preservam uma concentração excecional de árvores monumentais.</p><h2>Um património natural</h2><p>Taiwan reúne condições geográficas únicas para o crescimento de árvores desta dimensão. Apesar da sua área relativamente reduzida, <strong>a ilha possui centenas de montanhas acima dos 3.000 metros de altitude</strong>, criando uma enorme diversidade de climas e habitats.</p><div class="texto-destacado"><strong>"As comunidades locais conheciam estas três árvores há muitos anos, mas nunca tinham sido medidas com rigor nem documentadas cientificamente." </strong><br>Science Daily</div><p>Durante grande parte do século XX, muitas <strong>florestas primárias foram exploradas pela indústria madeireira</strong>. No entanto, as <strong>zonas mais escarpadas permaneceram praticamente inacessíveis, funcionando como um refúgio natural</strong> onde sobreviveram árvores centenárias e ecossistemas praticamente intactos.</p><p>Hoje, estima-se que <strong>cerca de 60% do território taiwanês continue coberto por florestas</strong>, oferecendo assim condições ideais para espécies de grande porte e elevada longevidade.</p><h2>Tecnologia aliada à ciência cidadã</h2><p>Os investigadores recorreram à <strong>tecnologia LiDAR</strong>, para a localização destas árvores gigantes que, através de feixes de laser transportados por aeronaves conseguem criar mapas tridimensionais extremamente detalhados da vegetação.</p><p>Depois de identificados os potenciais gigantes, as equipas deslocaram-se ao terreno para <strong>confirmar as medições, muitas vezes recorrendo à escalada para obter dados precisos sobre altura, estrutura e estado de conservação</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-florestas-secretas-de-taiwan-guardam-alguns-dos-maiores-gigantes-da-asia-1786142932893.jpg" data-image="742ysg69a82c" alt="Distribuição espacial" title="Distribuição espacial"><figcaption>Distribuição espacial das 941 árvores confirmadas em Taiwan, todas com mais de 65 metros de altura. O mapa mostra as árvores descobertas entre 2019 e 2022, destacando duas zonas com elevada concentração: a Área de Conservação de Chilan e Benyeshan. Fonte: Rebecca et al.</figcaption></figure><p>A investigação contou ainda com a <strong>colaboração de cidadãos, fotógrafos e amantes da natureza </strong>que partilharam informações sobre possíveis árvores de grandes dimensões, mostrando como a ciência cidadã pode contribuir para descobertas importantes.</p><h2>Verdadeiros templos de gigantes</h2><p>Um dos aspetos mais surpreendentes do estudo foi a descoberta de <strong>áreas onde dezenas de árvores gigantes crescem próximas umas das outras</strong>.</p><p>Os investigadores apelidaram estes locais de "templos de gigantes", uma vez que <strong>reunem concentrações excecionais de árvores monumentais num único espaço</strong>.</p><p>Estas florestas antigas apresentam características muito raras. <strong>Árvores enormes coexistem com vegetação densa, solos ricos em matéria orgânica e uma biodiversidade elevada</strong>, criando ecossistemas extremamente estáveis e resilientes.</p><h2>Uma grande influência no combate às alterações climáticas</h2><p>Além do seu enorme valor ecológico, estas árvores desempenham um <strong>papel fulcral no combate às alterações climáticas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="680027" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/podera-o-aumento-da-diversidade-vegetal-melhorar-a-captura-de-carbono-na-agricultura-e-o-que-dizem-os-especialistas.html" title="Poderá o aumento da diversidade vegetal melhorar a captura de carbono na agricultura? É o que dizem os especialistas">Poderá o aumento da diversidade vegetal melhorar a captura de carbono na agricultura? É o que dizem os especialistas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/podera-o-aumento-da-diversidade-vegetal-melhorar-a-captura-de-carbono-na-agricultura-e-o-que-dizem-os-especialistas.html" title="Poderá o aumento da diversidade vegetal melhorar a captura de carbono na agricultura? É o que dizem os especialistas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/podera-o-aumento-da-diversidade-vegetal-melhorar-a-captura-de-carbono-na-agricultura-e-o-que-dizem-os-especialistas-1729855745268_320.jpg" alt="Poderá o aumento da diversidade vegetal melhorar a captura de carbono na agricultura? É o que dizem os especialistas"></a></article></aside><p>Árvores de grande porte <strong>acumulam enormes quantidades de carbono </strong>ao longo de séculos de crescimento. Quando permanecem intactas, funcionam como <strong>importantes sumidouros naturais, retirando dióxido de carbono da atmosfera </strong>e armazenando-o na madeira e no solo.</p><p>Segundo os investigadores, <strong>estas florestas figuram entre os ecossistemas mais ricos em carbono alguma vez estudados</strong>, reforçando a importância da sua proteção para a mitigação das alterações climáticas.</p><h2>Um património a preservar</h2><p>A descoberta demonstra que ainda <strong>existem regiões do planeta capazes de surpreender a ciência</strong>. Mesmo num território relativamente pequeno e densamente povoado como Taiwan, permanecem <strong>ecossistemas praticamente intocados </strong>que escondem árvores monumentais e uma biodiversidade extraordinária.</p><p>Os investigadores defendem que <strong>proteger estas florestas antigas deverá ser uma prioridade</strong>, não apenas pelo seu valor científico e ecológico, mas também pelo papel que desempenham na conservação da natureza e na regulação do clima global.</p><p>À medida que as <strong>novas tecnologias permitem explorar áreas remotas com maior precisão</strong>, é possível que outras florestas desconhecidas venham ainda a revelar gigantes semelhantes, ajudando a compreender melhor a riqueza e a importância das últimas grandes florestas primárias do planeta.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Rebecca%20Chia-Chun%20Hsu%2C%20Chi-Kuei%20Wang%2C%20Chung-Cheng%20Lee" data-year="2026" data-title="The%20journey%20of%20finding%20the%20tallest%20tree%20in%20Formosa%20Taiwan" data-url="https%3A%2F%2Fwww.frontiersin.org%2Fjournals%2Fforests-and-global-change%2Farticles%2F10.3389%2Fffgc.2026.1746112%2Ffull">Rebecca Chia-Chun Hsu, Chi-Kuei Wang, Chung-Cheng Lee. (2026). <a href="https://www.frontiersin.org/journals/forests-and-global-change/articles/10.3389/ffgc.2026.1746112/full" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The journey of finding the tallest tree in Formosa Taiwan</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-florestas-secretas-de-taiwan-guardam-alguns-dos-maiores-gigantes-da-asia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sementeiras de agosto em Portugal: as hortícolas que deve semear já para colher no outono]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/sementeiras-de-agosto-em-portugal-as-horticolas-que-deve-semear-ja-para-colher-no-outono.html</link><pubDate>Sat, 08 Aug 2026 07:35:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Ainda estamos a apanhar tomate e já é altura de pensar no outono. Agosto é o mês de semear as hortícolas de inverno, mas há um pormenor que faz falhar muita gente: o calor do solo.</p><figure id="first-image"><a href="Rego aberto em terra bem revolvida, o passo anterior a uma sementeira feita ao fim da tarde."><img src="https://services.meteored.com/img/article/sementeiras-de-agosto-em-portugal-as-horticolas-que-deve-semear-ja-para-colher-no-outono-1786104938058.png" data-image="t0zg29w2yc2f" alt="abuleiro de sementeira de couves preparado em agosto para transplante no início do outono" title="abuleiro de sementeira de couves preparado em agosto para transplante no início do outono"></a><figcaption>Pequeno rego aberto em terra bem revolvida, o passo anterior a uma sementeira feita ao fim da tarde.</figcaption></figure><p>Há uma coisa curiosa nas hortas. Enquanto andamos entretidos com o tomate e o pimento, a horta do outono já se está a decidir. <strong>O que se semeia agora é o que vai dar à mesa entre novembro e fevereiro</strong>. Quem deixa para setembro colhe menos, e colhe mais tarde.</p><p>E é aqui que entra o calor. Em <a href="https://www.tempo.pt/evora.htm">Évora</a>, <a href="https://www.tempo.pt/beja.htm">Beja</a> ou <a href="https://www.tempo.pt/castelo-branco.htm">Castelo Branco</a>, a terra descoberta e seca passa facilmente dos 45 ºC à superfície a meio da tarde. A semente sente isso. <strong>E há sementes que, com este calor, se recusam mesmo a nascer</strong>.</p><h2>As hortícolas que ainda vão a tempo este mês</h2><p><strong>As couves são as rainhas desta altura</strong>. O repolho, o brócolo, a couve-flor e a couve-galega semeiam-se em viveiro ao longo de todo o mês e vão para a terra quatro a cinco semanas depois, quando já têm quatro a seis folhas. Com elas seguem as alfaces, os nabos, as cenouras, as acelgas e, já no fim de agosto, os espinafres.</p><p>No litoral norte, de <a href="https://www.tempo.pt/viana-do-castelo.htm">Viana do Castelo</a> ao <a href="https://www.tempo.pt/porto.htm">Porto</a>, o calor é mais brando e há margem para semear durante todo o mês. No interior sul compensa esperar pela última semana. Em terras altas, como <a href="https://www.tempo.pt/braganca.htm">Bragança</a> ou a <a href="https://www.tempo.pt/guarda.htm">Guarda</a>, o outono chega cedo, e semear tarde de mais deixa as plantas sem tempo para crescer antes do frio.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Espécie</p></th><th scope="col"><p>Temperatura ideal da terra</p></th><th scope="col"><p>Deixa de nascer acima de</p></th><th scope="col"><p>Como semear em agosto</p></th><th scope="col"><p>Colheita</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Couves (repolho, brócolo, couve-flor)</p></td><td><p>20 a 30 ºC</p></td><td><p>35 ºC</p></td><td><p>Viveiro, todo o mês</p></td><td><p>Nov. a fev.</p></td></tr><tr><td><p>Alface</p></td><td><p>15 a 20 ºC</p></td><td><p>25 a 28 ºC (varia com a variedade)</p></td><td><p>Viveiro ou local, ao fim da tarde</p></td><td><p>Out. a dez.</p></td></tr><tr><td><p>Nabo</p></td><td><p>15 a 30 ºC</p></td><td><p>35 ºC</p></td><td><p>Direto no local</p></td><td><p>Out. a nov.</p></td></tr><tr><td><p>Cenoura</p></td><td><p>20 a 25 ºC</p></td><td><p>35 ºC</p></td><td><p>Direto, com a terra sempre húmida</p></td><td><p>Nov. a jan.</p></td></tr><tr><td><p>Acelga</p></td><td><p>15 a 25 ºC</p></td><td><p>30 ºC</p></td><td><p>Viveiro ou local</p></td><td><p>Out. a jan.</p></td></tr><tr><td><p>Espinafre</p></td><td><p>10 a 20 ºC</p></td><td><p>25 a 30 ºC</p></td><td><p>Direto, na última semana</p></td><td><p>Nov. a fev.</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="5">Fonte: Elaboração própria a partir de valores de referência para Portugal continental.</td></tr></tbody></table><p>Acima consta uma tabela com <strong>temperaturas referentes à terra, à profundidade a que fica a semente</strong>.</p><h2>Viveiro ou sementeira direta? A resposta está na raiz</h2><p>Esta é uma dúvida clássica de quem começa, e a resposta está debaixo da terra. <strong>As couves, as alfaces e as acelgas criam raízes novas com facilidade, por isso não se importam nada de mudar de casa</strong>. Ganham em ser criadas em viveiro, onde é bem mais fácil dar-lhes sombra e água nos primeiros dias.</p><p><strong>A cenoura, o nabo e o espinafre são outra história</strong>. Fazem uma raiz principal a direito, e é justamente essa raiz que vamos comer. Se ela se magoar no transplante, sai torta ou aos ramos, como toda a gente já viu acontecer às cenouras. Estas semeiam-se sempre no sítio onde vão ficar.</p><p>Vale ainda a pena semear aos poucos, em lotes de quinze em quinze dias. Assim, se uma vaga de calor estragar uma sementeira, a seguinte compensa.</p><h2>O calor da terra é o verdadeiro inimigo</h2><p>Quando olhamos para a previsão, o que lá está é a temperatura do ar, medida a cerca de dois metros do chão. A semente não vive lá em cima. <strong>Vive no primeiro centímetro de terra, onde o sol bate direto e onde os valores são bastante mais altos</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong> Termoinibição-</strong> É o nome que se dá ao que acontece à semente quando está calor a mais. Ela está viva e tem água, tem tudo o que precisa, mas não nasce enquanto a temperatura não descer. E se o calor se arrastar muitos dias, pode ficar bloqueada mesmo depois de arrefecer.</div><p><strong>Na alface isto começa entre os 25 e os 28 ºC</strong>, conforme a variedade, e há alfaces próprias para semear no verão que aguentam melhor o calor. Há ainda um pormenor pouco conhecido: a semente de alface precisa de luz para nascer. Com tempo fresco quase não se nota, mas com calor essa exigência aperta bastante.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="738208" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-solo-tem-memoria-e-se-recorda-das-condicoes-de-seca-diz-novo-estudo.html" title="O solo tem memória e recorda-se das condições de seca, diz novo estudo">O solo tem memória e recorda-se das condições de seca, diz novo estudo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-solo-tem-memoria-e-se-recorda-das-condicoes-de-seca-diz-novo-estudo.html" title="O solo tem memória e recorda-se das condições de seca, diz novo estudo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/soil-has-a-memory-and-remembers-drought-conditions-1762350829636_320.jpeg" alt="O solo tem memória e recorda-se das condições de seca, diz novo estudo"></a></article></aside><p>Uma semente enterrada a três centímetros numa terra quente junta as duas coisas que a impedem de nascer, o calor a mais e a escuridão. E é sempre por esta altura que se ouve a mesma frase: "estas sementes já não prestam". <strong>Quase sempre as sementes estavam boas. Errada estava a altura em que foram semeadas</strong>.</p><h2>Como semear com trinta graus e não perder as sementes</h2><p><strong>Semeie ao fim da tarde e regue bem o rego antes de lá deitar a semente</strong>. Não é superstição. A água aquece devagar e, ao evaporar, rouba calor à terra, por isso um solo húmido aquece menos durante o dia e arrefece mais depressa durante a noite.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A água aquece devagar e, ao evaporar, rouba calor à terra. Regar antes de semear é a forma mais barata que existe de arrefecer o solo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Depois, tape. Uma rede de sombra, um pano fino ou uma camada leve de palha chegam para cortar o sol até as plantinhas romperem a terra.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sementeiras-de-agosto-em-portugal-as-horticolas-que-deve-semear-ja-para-colher-no-outono-1786105008840.png" alt="Rede de sombra sobre uma sementeira de verão, a proteger as sementes das horas de maior calor&quot;." title="Rede de sombra sobre uma sementeira de verão, a proteger as sementes das horas de maior calor&quot;."><figcaption>Criar as plantas em viveiro facilita o controlo da sombra e da rega nas primeiras semanas.</figcaption></figure><p> Há ainda o erro que mais se comete com as melhores intenções, que é enterrar a semente à procura de frescura. A regra é simples: a semente fica coberta com duas a três vezes a sua própria grossura, o que na alface e na cenoura dá meio centímetro. <strong>A frescura vem de tapar e de regar, nunca de enterrar</strong>. </p><h2>Quando o tempo não ajuda, dê a volta</h2><p>Se a semente não quer nascer com o calor que está lá fora, ponha-a a nascer dentro de casa. Sementes entre duas folhas de papel de cozinha húmido, tudo dentro de uma caixa fechada, num sítio fresco, com 15 a 18 ºC. <strong>Dois a três dias depois já se vê a primeira raiz a espreitar</strong>.</p><p>É nessa altura que vão para a terra, com jeito para n��o partir essa raiz, que ainda mal tem um ou dois milímetros. A parte difícil já aconteceu à temperatura certa.</p><p>Antes de marcar o dia, espreite a previsão para a sua zona e procure a janela com máximas mais baixas e algum céu encoberto. Três ou quatro graus a menos parecem pouco, mas <strong>na alface são a diferença entre um tabuleiro cheio e um tabuleiro às manchas</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/sementeiras-de-agosto-em-portugal-as-horticolas-que-deve-semear-ja-para-colher-no-outono.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Curaçau: a ilha das Caraíbas que o Mundial pôs no radar (e onde o bom tempo parece não falhar)]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/curacau-a-ilha-das-caraibas-que-o-mundial-pos-no-radar-e-onde-o-bom-tempo-parece-nao-falhar.html</link><pubDate>Sat, 08 Aug 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A estreia no Mundial de 2026 levou muitos a descobrir Curaçau, uma ilha colorida, quente quase todo o ano e com praias de água transparente longe das multidões.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-curacau-a-ilha-das-caraibas-que-o-mundial-pos-no-radar-e-onde-o-bom-tempo-parece-nao-falhar-1783590833634.jpg" data-image="g5purjsjm2bo" alt="Curaçau" title="Curaçau"><figcaption>Descubra porque Curaçau está a despertar tanta curiosidade. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Cabo Verde, Uzbequistão, entre outras. Se o Mundial de 2026 serviu para algo mais do que trazer ansiedade aos portugueses, foi para<strong> despertar a curiosidade por seleções improváveis</strong>. E é aí mesmo que entra <strong>Curaçau</strong>. Não por ter entrado no torneio como favorita, mas porque há equipas que, mesmo quando perdem, conseguem ganhar outra coisa: atenção, simpatia e um lugar no mapa mental de quem está a ver. </p><p>Foi isso que aconteceu com esta pequena ilha das Caraíbas, que se estreou num Campeonato do Mundo. Este é um daqueles casos em que, de repente, passou de “quem?” a destino que apetece pesquisar mal acaba o jogo. E percebe-se porquê. </p><h2>O pacote completo</h2><p>Curaçau tem aquele tipo de currículo turístico que parece inventado por um departamento de<em> marketing</em> particularmente inspirado. Estamos a falar de <strong>praias de água transparente</strong>, <strong>casas pintadas em tons pastel</strong>, mar quente quase todo o ano, recifes cheios de vida marinha e uma capital bastante fotogénica. </p><div class="texto-destacado">A diferença é que, ao contrário de outros destinos caribenhos já gastos de tanto aparecerem em <em>feeds</em> e catálogos, Curaçau continua a dar a sensação de descoberta. </div><p>Situada no sul das Caraíbas, a curta distância da costa da Venezuela, Curaçau integra o chamado grupo das ilhas ABC — Aruba, Bonaire e Curaçau — e é um país autónomo dentro do Reino dos Países Baixos desde 2010. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777171" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/uzbequistao-o-destino-da-asia-central-que-esta-a-surpreender-os-portugueses.html" title="Uzbequistão: o destino da Ásia Central que está a surpreender os portugueses">Uzbequistão: o destino da Ásia Central que está a surpreender os portugueses</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/uzbequistao-o-destino-da-asia-central-que-esta-a-surpreender-os-portugueses.html" title="Uzbequistão: o destino da Ásia Central que está a surpreender os portugueses"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uzbequistao-o-destino-da-asia-central-que-esta-a-surpreender-os-portugueses-1783247906572_320.jpg" alt="Uzbequistão: o destino da Ásia Central que está a surpreender os portugueses"></a></article></aside><p>Isto significa o quê? Na prática, significa que tem governo e parlamento próprios para tratar dos assuntos internos, enquanto matérias como a defesa e parte da política externa permanecem ligadas ao reino neerlandês. E é precisamente esta mistura que é apontada como uma das características mais interessantes da ilha.</p><div class="texto-destacado">Em Curaçau, o legado neerlandês cruza-se com influências africanas, latino-americanas, sefarditas e caribenhas. O resultado vê-se em tudo, na língua, na comida, na arquitetura e até no ritmo do dia a dia.</div><p>Mas, afinal, que país é este? </p><h2>Uma história antiga</h2><p>A história da ilha começou muito antes dos hotéis e das excursões de catamarã. Antes da chegada dos europeus, Curaçau era habitada por povos arawak. Os espanhóis chegaram no final do século XV, mas foi sob domínio neerlandês, a partir de 1634, que a ilha ganhou<strong> peso estratégico no comércio atlântico</strong>. Durante séculos, funcionou como entreposto marítimo e comercial, o que deixou marcas profundas na sua composição social e cultural. </p><p>Essa herança está bem viva, por exemplo, no<strong> papiamentu</strong>, a língua mais identitária de Curaçau. </p><div class="texto-destacado">Embora o neerlandês continue a ser oficial e muito presente na administração e na educação, o papiamentu é o idioma do quotidiano e um dos grandes símbolos da ilha. </div><p>Esta é uma língua crioula com influências ibéricas muito visíveis (sim, incluindo portuguesas), além de contributos do espanhol, do neerlandês, do inglês e de línguas africanas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-curacau-a-ilha-das-caraibas-que-o-mundial-pos-no-radar-e-onde-o-bom-tempo-parece-nao-falhar-1783590957941.jpg" data-image="7y78brgrhd41" alt="Curaçau" title="Curaçau"><figcaption>É paradisíaco, sim, mas sem o ar de parque temático tropical onde toda a gente vai parar ao mesmo tempo. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Aliás, para ouvidos portugueses, há palavras e sonoridades que parecem familiares. Não o suficiente para uma conversa sem esforço, mas o bastante para criar aquela estranha sensação de “acho que percebi qualquer coisa”.</p><p>Quanto ao carácter ou identidade, dá para perceber porque tantos garantem que Curaçau, apesar de ser pequena em dimensão, não o é em personalidade. Com cerca de <strong>155 a 160 mil habitantes</strong>, dependendo da estimativa consultada, tornou-se um dos países mais pequenos a aparecer num Mundial. Ainda assim, não temos dúvidas de que é um dos mais curiosos para visitar. Mas, por onde começar? </p><h2>O que fazer em Curaçau?</h2><p>A capital, <strong>Willemstad</strong>, é o melhor sítio para começar a viagem. O centro histórico, classificado como Património Mundial da UNESCO, junta fachadas coloniais coloridas, ruas viradas para o mar e bairros com identidades muito próprias. De um lado está <strong>Punda</strong>, a zona mais antiga, com lojas, esplanadas e edifícios que parecem ter sido pintados a pensar em cartões-postais. Do outro está<strong> Otrobanda</strong>, que durante muito tempo foi vista como a irmã menos vistosa. Hoje, porém, tornou-se uma das áreas mais interessantes da cidade, com arte urbana, cafés e uma energia mais local. </p><div class="texto-destacado">A ligá-las está a famosa ponte flutuante Queen Emma, uma passadeira sobre a água que abre para deixar passar navios.</div><p>Mas sejamos honestos, por muito charmosa que seja Willemstad, a maior parte das pessoas chega a Curaçau com uma missão clara: encontrar mar azul. E a ilha não desilude. Há<strong> mais de três dezenas de praias</strong> e enseadas espalhadas pela costa, cada uma com a sua personalidade. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777070" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/onde-fica-e-o-que-fazer-em-cabo-verde-o-arquipelago-que-fez-furor-na-primeira-qualificacao-para-um-mundial-de-futebol.html" title="Onde fica e o que fazer em Cabo Verde: o arquipélago que fez furor na primeira qualificação para um Mundial de Futebol">Onde fica e o que fazer em Cabo Verde: o arquipélago que fez furor na primeira qualificação para um Mundial de Futebol</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/onde-fica-e-o-que-fazer-em-cabo-verde-o-arquipelago-que-fez-furor-na-primeira-qualificacao-para-um-mundial-de-futebol.html" title="Onde fica e o que fazer em Cabo Verde: o arquipélago que fez furor na primeira qualificação para um Mundial de Futebol"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/donde-queda-y-que-hacer-en-cabo-verde-archipielago-furor-primera-clasificacion-mundial-de-futbol-1782148318524_320.jpg" alt="Onde fica e o que fazer em Cabo Verde: o arquipélago que fez furor na primeira qualificação para um Mundial de Futebol"></a></article></aside><p><strong>Kenepa Grandi </strong>é talvez a imagem mais clássica de Curaçau. Aqui encontrará um areal bonito, encaixado entre falésias, com água tão transparente que quase parece editada. </p><p><strong>Cas Abao</strong> também costuma aparecer nas listas das praias mais bonitas da ilha e tem a vantagem de juntar beleza com boas infraestruturas. Já<strong> Playa Lagun</strong> é mais pequena, resguardada e ótima para quem gosta de nadar ou fazer <em>snorkel</em> sem grandes ondas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-curacau-a-ilha-das-caraibas-que-o-mundial-pos-no-radar-e-onde-o-bom-tempo-parece-nao-falhar-1783591350478.jpg" data-image="aj963xixymg0" alt="Willemstad" title="Willemstad"><figcaption>Sugerimos que comece a viagem pela capital. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p><strong>Playa Porto Mari</strong>, <strong>Mambo Beach</strong> e <strong>Klein Curaçau</strong>, também são boas sugestões. E, se gosta de <em>snorkel </em>ou mergulho, saiba que Curaçau também tem argumentos fortes. A ilha é conhecida pelos recifes de coral acessíveis a partir da costa, o que significa que não é preciso embarcar numa operação complexa para ver peixes tropicais, formações coralinas e águas incrivelmente límpidas. </p><div class="texto-destacado">Há dezenas de <em>spots </em>de mergulho e muitos deles ficam a poucos metros da praia. </div><p>Em zonas como<strong> Playa Piskadó</strong>, também conhecida por Playa Grandi, é comum ver tartarugas marinhas, embora a popularidade do local tenha levantado debates sobre a necessidade de proteger melhor os animais e o ecossistema. </p><h2>Bom tempo e boa comida</h2><p>Outro trunfo de Curaçau é o <strong>clima</strong>. A ilha fica fora do principal corredor de furacões das Caraíbas, o que a torna um <strong>destino relativamente estável ao longo do ano</strong>. </p><div class="texto-destacado">As temperaturas mantêm-se altas quase sempre, o mar é convidativo em qualquer mês e mesmo a época mais húmida tende a ser feita de aguaceiros curtos. </div><p>Na prática, isto significa que é um daqueles lugares para onde se pode fugir em várias alturas do ano.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767973" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/descubra-a-ilha-com-o-mar-mais-incrivel-do-mundo-para-nadar-em-aguas-turquesa.html" title="Descubra a ilha com o mar mais incrível do mundo para nadar em águas turquesa">Descubra a ilha com o mar mais incrível do mundo para nadar em águas turquesa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/descubra-a-ilha-com-o-mar-mais-incrivel-do-mundo-para-nadar-em-aguas-turquesa.html" title="Descubra a ilha com o mar mais incrível do mundo para nadar em águas turquesa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/descubre-la-isla-con-el-mar-mas-increible-del-mundo-para-nadar-en-aguas-turquesas-1778074327240_320.jpg" alt="Descubra a ilha com o mar mais incrível do mundo para nadar em águas turquesa"></a></article></aside><p>No entanto, o encanto de Curaçau não vive só da paisagem. Vive também da forma como a ilha consegue ser caribenha sem ser igual ao imaginário mais óbvio das Caraíbas. Aqui há uma<strong> identidade muito própria</strong>, feita de cruzamentos improváveis, e isso sente-se na gastronomia, por exemplo. </p><p>A cozinha local mistura referências africanas, latino-americanas, neerlandesas e crioulas. Vale a pena provar pratos como karni stobá, um estufado de carne reconfortante; kabritu stobá, feito com cabra; ou funchi, uma preparação à base de milho que lembra, em certa medida, a polenta. </p><div class="texto-destacado">O peixe e o marisco aparecem com frequência, tal como os sabores fortes, os guisados demorados e os acompanhamentos simples. </div><p>E depois há o inevitável <strong>Blue Curaçao</strong>, o licor azul-cobalto conhecido em bares do mundo inteiro, produzido a partir da casca de uma laranja amarga cultivada na ilha. </p><h2>Uma ilha autêntica</h2><p>Nos últimos anos, Curaçau tem crescido no turismo, mas ainda sem o peso esmagador de outros gigantes da região. Em 2024, a ilha recebeu 700.249 turistas em estadias, além de excursionistas e passageiros de cruzeiro, ultrapassando no total 1,57 milhões de chegadas turísticas. </p><div class="texto-destacado">É verdade que são números expressivos para uma ilha deste tamanho, mas continuam a colocá-la num patamar mais contido do que destinos caribenhos de turismo massificado. </div><p>Isso nota-se na experiência. É que há zonas mais animadas, claro, sobretudo junto aos <em>resorts</em> e ao porto, mas ainda é possível sentir que <strong>Curaçau se mantém autêntico</strong>. Há espaço para praias tranquilas, bairros com vida local e uma sensação de autenticidade que, noutras ilhas, por vezes se perde.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="NiT%2C%20Pincelli%2C%20I" data-year="2026" data-title="Cura%C3%A7au%3A%20o%20pa%C3%ADs%20das%20Cara%C3%ADbas%20com%20praias%20paradis%C3%ADacas%20(e%20sem%20multid%C3%B5es)%20que%20poucos%20conhecem" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fviagens%2Fcuracau-o-pais-das-caraibas-com-praias-paradisiacas-e-sem-multidoes-que-poucos-conhecem">NiT, Pincelli, I. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/viagens/curacau-o-pais-das-caraibas-com-praias-paradisiacas-e-sem-multidoes-que-poucos-conhecem" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Curaçau: o país das Caraíbas com praias paradisíacas (e sem multidões) que poucos conhecem</a>.</cite><br><cite data-author="Civitatis" data-year="2026" data-title="O%20que%20fazer%20em%20Cura%C3%A7ao%3A%20os%2015%20melhores%20planos%20na%20ilha" data-url="https%3A%2F%2Fwww.civitatis.com%2Fblog%2Fpt-br%2Fo-que-fazer-curacao%2F%3Fsrsltid%3DAfmBOoqnT4F9iv5qQxv9cZoaEN8JuBR94wgAuxCW66jCS9fwc0aNk17r">Civitatis. (2026). <a href="https://www.civitatis.com/blog/pt-br/o-que-fazer-curacao/?srsltid=AfmBOoqnT4F9iv5qQxv9cZoaEN8JuBR94wgAuxCW66jCS9fwc0aNk17r" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">O que fazer em Curaçao: os 15 melhores planos na ilha</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/curacau-a-ilha-das-caraibas-que-o-mundial-pos-no-radar-e-onde-o-bom-tempo-parece-nao-falhar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Seca histórica no Reino Unido transforma paisagens e afeta milhões de pessoas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/seca-historica-no-reino-unido-transforma-paisagens-e-afeta-milhoes-de-pessoas.html</link><pubDate>Sat, 08 Aug 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Serviços de emergência da Inglaterra e do País de Gales responderam a quase quatrocentas ocorrências de incêndio em julho, enquanto chamas históricas atingiam o Parque Nacional de Cairngorms na Escócia. </p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/seca-historica-no-reino-unido-transforma-paisagens-e-afeta-milhoes-de-pessoas-1785955403011.jpg" data-image="9wmlbxyueg2i" alt="Stonehenge, em Wiltshire, é uma das muitas paisagens verdes e gramadas ressecadas pelo calor extremo deste verão. Foto: Toby Melville/Reuters" title="Stonehenge, em Wiltshire, é uma das muitas paisagens verdes e gramadas ressecadas pelo calor extremo deste verão. Foto: Toby Melville/Reuters"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-348418">Stonehenge, em Wiltshire, é uma das muitas paisagens verdes e relvadas ressecadas pelo calor extremo deste verão. Foto: Toby Melville/Reuters </figcaption></figure><p>Metrópoles e áreas rurais da Inglaterra e do País de Gales enfrentam uma das piores secas da história recente. O mês de<strong> julho de 2026 caminha para ser o mais seco já registado nos dados oficiais</strong>, impulsionado por sucessivas ondas de calor que transformaram áreas tradicionalmente verdes em solos castanhos e ressecados.</p><p>A declaração oficial emitida pela Agência do Ambiente da Inglaterra e pela Natural Resources Wales atinge metade do território inglês e a totalidade do País de Gales. Trata-se do <strong>terceiro evento do tipo nos últimos cinco anos</strong>, provocado por quatro ondas de calor recordes desde o mês de maio.</p><h2>Impactos nos recursos hídricos e na agricultura</h2><p>Durante julho a Inglaterra registou apenas <strong>7% da média histórica de chuva</strong>, enquanto o sul obteve <strong>somente 1%</strong>. Com a estiagem, o rio Tamisa na altura de Reading atingiu o menor nível já registado. Embora o abastecimento de água potável não corra risco imediato, cerca de <strong>23 milhões de pessoas enfrentam restrições no uso das torneiras</strong>.</p><div class="texto-destacado">A agricultura sofre severamente com a falta de chuva e a subida das temperaturas. Produtores rurais aceleram colheitas para evitar a perda total das lavouras. Na propriedade Riverford Organic Farmers, localizada em Buckfastleigh, Devon, três dos quatro reservatórios secaram no início da colheita, evento inédito nos últimos 40 anos de operação.</div><p>Sobre as dificuldades no campo, <strong>Luke King</strong>, diretor técnico da quinta, declarou: "A escassez de água tornou-se um grande desafio para nós, mas o que complicou ainda mais foi o stress térmico nas plantas. O que temos atualmente já não é suficiente". O gestor realçou ainda <strong>a necessidade de priorizar cultivos diante da rápida evaporação</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/seca-historica-no-reino-unido-transforma-paisagens-e-afeta-milhoes-de-pessoas-1785955661607.jpg" data-image="jcj39aynopcb" alt="Uma ponte de pedra com dois arcos, que se acredita ser do ano 1800, no reservatório de Llwyn-onn, no vale de Taf Fawr, em Merthyr Tydfil, País de Gales, ficou exposta devido aos baixos níveis de água na semana passada. Foto: Matthew Horwood/Getty Images" title="Uma ponte de pedra com dois arcos, que se acredita ser do ano 1800, no reservatório de Llwyn-onn, no vale de Taf Fawr, em Merthyr Tydfil, País de Gales, ficou exposta devido aos baixos níveis de água na semana passada. Foto: Matthew Horwood/Getty Images"><figcaption>Uma ponte de pedra com dois arcos, que se acredita ser do ano 1800, no reservatório de Llwyn-onn, no vale de Taf Fawr, em Merthyr Tydfil, País de Gales, ficou exposta devido aos baixos níveis de água na semana passada. Foto: Matthew Horwood/Getty Images </figcaption></figure><p>Nos parques urbanos de Londres, <strong>como Greenwich Park e os campos de Blackheath, a seca castigou a vegetação</strong>. Autoridades municipais contam com a ajuda de voluntários para regar árvores e manter os espaços. O vereador Adel Khaireh destacou a gratidão aos habitantes que atuam na preservação das áreas verdes durante a estiagem extrema.</p><h2>Aumento dos incêndios e projeções climáticas</h2><p>O tempo seco contínuo facilitou a propagação de incêndios vegetais em várias regiões. Em julho, os <strong>bombeiros atenderam a 393 ocorrências de incêndios em Inglaterra e no País de Gales</strong>, tornando este o mês mais movimentado da história dos serviços de emergência. O avanço do fogo provocou a evacuação de centenas de pessoas das suas residências.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/seca-historica-no-reino-unido-transforma-paisagens-e-afeta-milhoes-de-pessoas-1785956027262.jpg" data-image="popntl5hhcmx" alt="Incêndios florestais eclodiram no parque nacional Cairngorms, na Escócia, no mês passado. Foto: RSPB Scotland/PA" title="Incêndios florestais eclodiram no parque nacional Cairngorms, na Escócia, no mês passado. Foto: RSPB Scotland/PA"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-960965">Incêndios florestais eclodiram no parque nacional Cairngorms, na Escócia, no mês passado. Foto: RSPB Scotland/PA </figcaption></figure><p>Áreas de conservação sofreram danos expressivos. O<strong> Parque Nacional de Cairngorms, na Escócia, registou os piores incêndios da sua história recente</strong>, enquanto o fumo na cordilheira de Rhinogydd foi vista do espaço. No Norte de Gales,<strong> </strong>o serviço de bombeiros contabilizou <strong>48 focos em junho</strong>, um aumento de <strong>47%</strong> em relação ao mesmo período de 2025.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779734" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/paises-baixos-declaram-oficialmente-situacao-de-escassez-de-agua-devido-a-seca-persistente.html" title="Países Baixos declaram oficialmente situação de escassez de água devido à seca persistente">Países Baixos declaram oficialmente situação de escassez de água devido à seca persistente</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/paises-baixos-declaram-oficialmente-situacao-de-escassez-de-agua-devido-a-seca-persistente.html" title="Países Baixos declaram oficialmente situação de escassez de água devido à seca persistente"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/netherlands-officially-declares-water-shortage-amid-persistent-drought-1784385991114_320.jpg" alt="Países Baixos declaram oficialmente situação de escassez de água devido à seca persistente"></a></article></aside><p>Estimativas do Met Office indicam que os verões britânicos podem ficar <strong>até 6 °C mais quentes e 60% mais secos até 2070</strong>. Curiosamente, o ressecamento do solo revelou sítios arqueológicos sob os campos, como construções da era romana em Conwy, trincheiras da Primeira Guerra Mundial e contornos de jardins do século XVII na Chatsworth House.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Bethan%20McKernan" data-year="2026" data-title="Julho%20caminha%20para%20ser%20o%20m%C3%AAs%20mais%20seco%20da%20hist%C3%B3ria%20na%20Inglaterra%20e%20no%20Pa%C3%ADs%20de%20Gales%20ap%C3%B3s%20ondas%20de%20calor%20devastadoras" data-url="https%3A%2F%2Fwww.theguardian.com%2Fenvironment%2F2026%2Faug%2F02%2Fjuly-set-to-be-driest-on-record-for-england-and-wales-after-relentless-heatwaves">Bethan McKernan. (2026). <a href="https://www.theguardian.com/environment/2026/aug/02/july-set-to-be-driest-on-record-for-england-and-wales-after-relentless-heatwaves" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Julho caminha para ser o mês mais seco da história na Inglaterra e no País de Gales após ondas de calor devastadoras</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/seca-historica-no-reino-unido-transforma-paisagens-e-afeta-milhoes-de-pessoas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Talita Cristina]]></dc:creator></item></channel></rss>