<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Sun, 19 Jul 2026 19:10:23 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sun, 19 Jul 2026 19:10:23 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Os destinos naturais nos Estados Unidos que merecem um lugar na sua lista de viagens]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/os-destinos-naturais-nos-estados-unidos-que-merecem-um-lugar-na-sua-lista-de-viagens.html</link><pubDate>Sun, 19 Jul 2026 14:35:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Há viagens que se desfrutam simplesmente, enquanto outras ficam na memória para toda a vida. Estes destinos naturais espalhados pelos Estados Unidos têm tudo o que é preciso para fazer parte do segundo grupo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/the-natural-destinations-in-the-united-states-that-deserve-a-spot-on-your-travel-list-1784337287207.jpg" data-image="ai95hzgnz1r6" alt="Niagara Falls on America side in the morning with clear sky , Buffalo , United States of America By fukez84" title="Niagara Falls on America side in the morning with clear sky , Buffalo , United States of America By fukez84"><figcaption>As férias são a oportunidade perfeita para sair da rotina e descobrir locais que muitas vezes passam despercebidos.</figcaption></figure><p>As férias são a oportunidade perfeita para se afastar da rotina e explorar locais que muitas vezes são ignorados. Se procura inspiração para a sua próxima aventura, <strong>estes seis estados </strong>albergam algumas das paisagens naturais mais espetaculares do país.</p><p>Cada um deles oferece uma forma diferente de vivenciar a natureza, provando que aventurar-se para além dos percursos habituais pode levar a locais verdadeiramente extraordinários.</p><h2>Nova Iorque: mais do que arranha-céus</h2><p>Quando a maioria das pessoas pensa em Nova Iorque, vêm-lhe normalmente à cabeça os arranha-céus de Manhattan, a Times Square ou o Central Park. Mas o estado estende-se muito para além da cidade que partilha o seu nome. A várias horas de distância encontra-se <strong>um dos marcos naturais mais deslumbrantes da América do Norte</strong>.</p><div class="texto-destacado">O rugido da água é a primeira coisa que se nota ao chegar ao Parque Estadual das Cataratas do Niágara. Localizado no oeste de Nova Iorque, junto à fronteira com o Canadá, este parque estadual dá acesso às icónicas <strong>Cataratas do Niágara</strong>.</div><p>A partir dos miradouros, <strong>é possível apreciar toda a grandiosidade das cataratas</strong>. Na água, o rugido estrondoso e a névoa constante criam uma experiência totalmente diferente. Para além dos miradouros, os trilhos, os espaços verdes e os passeios de madeira convidam os visitantes a explorar todos os recantos do parque.</p><h2>Havai: uma terra de vulcões e penhascos</h2><p>Cada ilha do Havai tem o seu próprio carácter. No entanto, há dois locais que captam a diversidade do arquipélago melhor do que quaisquer outros: os <strong>penhascos imponentes da Costa de Nāpali</strong> e as <strong>paisagens vulcânicas do Parque Nacional dos Vulcões do Havai</strong>.</p><p>Em Kauaʻi, a Costa de Nāpali caracteriza-se por penhascos imponentes, cobertos de vegetação, que mergulham diretamente no Oceano Pacífico. Muitas das suas praias não têm acesso rodoviário e <strong>só podem ser alcançadas de barco, caiaque ou por trilhos pedestres </strong>que serpenteiam por vales tropicais.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A centenas de quilómetros de distância, na Ilha Grande, a paisagem muda mais uma vez.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O Parque Nacional dos Vulcões do Havai preserva <strong>antigos campos de lava, crateras gigantescas e dois dos vulcões mais ativos do mundo</strong>. Aqui, a atividade vulcânica continua a remodelar a paisagem, demonstrando que as ilhas ainda estão em evolução.</p><h2>Colorado: o lar das dunas de areia mais altas da América do Norte</h2><p>O Colorado é conhecido por muito mais do que montanhas cobertas de neve. <strong>O Parque Nacional e Reserva Great Sand Dunes</strong> protege uma paisagem moldada pelo vento ao longo de milhares de anos, onde se erguem as dunas de areia mais altas da América do Norte. Logo atrás delas, erguem-se as <strong>Montanhas Sangre de Cristo</strong>, criando um contraste invulgar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="743667" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/porque-e-que-o-lago-michigan-e-o-destino-mais-popular-dos-estados-unidos-e-o-lago-mais-perigoso-do-pais.html" title="Porque é que o Lago Michigan é o destino mais popular dos Estados Unidos e o lago mais perigoso do país?">Porque é que o Lago Michigan é o destino mais popular dos Estados Unidos e o lago mais perigoso do país?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/porque-e-que-o-lago-michigan-e-o-destino-mais-popular-dos-estados-unidos-e-o-lago-mais-perigoso-do-pais.html" title="Porque é que o Lago Michigan é o destino mais popular dos Estados Unidos e o lago mais perigoso do país?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/lake-michigan-one-of-the-most-popular-destinations-in-the-u-s-is-also-the-deadliest-great-lake-in-the-country-here-is-why-1764354285534_320.jpeg" alt="Porque é que o Lago Michigan é o destino mais popular dos Estados Unidos e o lago mais perigoso do país?"></a></article></aside><p>Os visitantes podem explorar as dunas a pé ou praticar sandboard na areia, embora algumas atinjam mais de 750 pés de altura. Ao anoitecer, a poluição luminosa excepcionalmente baixa do parque torna-o um dos melhores locais para observar o céu noturno.</p><h2>Alasca e Arizona: dois mundos completamente diferentes </h2><p>Poucos locais ilustram melhor a diversidade dos Estados Unidos do que a <strong>Cordilheira Brooks</strong>, no Alasca, e o <strong>Antelope Canyon</strong>, no Arizona.</p><p>A Cordilheira Brooks estende-se pelo norte do Alasca, uma região onde as distâncias são medidas em centenas de quilómetros e os povoados são poucos e distantes entre si.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/the-natural-destinations-in-the-united-states-that-deserve-a-spot-on-your-travel-list-1784336576803.jpg" data-image="jom2wlicluv1" alt="Beautiful rugged and snow-covered Mountain peaks of the Brooks Range in Alaska between the Coldfoot Camp and Prudhoe Bay with the Alaska Oil Pipeline traversing the treeless Tundra See Less By Jorge Moro" title="Beautiful rugged and snow-covered Mountain peaks of the Brooks Range in Alaska between the Coldfoot Camp and Prudhoe Bay with the Alaska Oil Pipeline traversing the treeless Tundra See Less By Jorge Moro"><figcaption>Mountains dominate the horizon for miles. Caribou and bears still roam this remote region, and during part of the year, the northern lights illuminate the Arctic sky.</figcaption></figure><p>O Arizona oferece exatamente o oposto. O Antelope Canyon é um desfiladeiro estreito de arenito, onde a luz do sol penetra pelas paredes, mudando de cor à medida que o dia avança.</p><p>Comparar estes dois locais é <strong>uma das melhores formas de apreciar o quão diversas podem ser as paisagens</strong> de um único país.</p><h2>Kentucky e a magia do arco-íris lunar</h2><p>O Cumberland Falls State Resort Park alberga uma das cascatas mais conhecidas do leste dos Estados Unidos, onde o rio Cumberland desce quase 21 metros.</p><div class="texto-destacado">A verdadeira surpresa surge ao anoitecer. Quando o céu está limpo e a lua cheia surge por cima das cascatas, <strong>a névoa pode produzir um arco-íris lunar</strong>, também conhecido como arco-íris da lua.</div><p>Trata-se de um fenómeno excecionalmente raro que só pode ser observado regularmente num punhado de locais em todo o mundo, e as <strong>Cascatas de Cumberland</strong> são um deles. Cada lua cheia atrai visitantes e fotógrafos na esperança de o testemunhar.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"> <h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3> <p class="article-reference__body"><cite data-author="Vermillion%2C%20S." data-year="2026" data-title="12%20Breathtaking%20Natural%20Wonders%20in%20the%20U.S.%20You%20Need%20to%20See%20in%20Your%20Lifetime" data-url="https%3A%2F%2Fapple.news%2FAEhntxFC_SsKyHhKfVzIzKA">Vermillion, S. (2026). <a href="https://apple.news/AEhntxFC_SsKyHhKfVzIzKA" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">12 Breathtaking Natural Wonders in the U.S. You Need to See in Your Lifetime</a>.</cite></p> </section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/os-destinos-naturais-nos-estados-unidos-que-merecem-um-lugar-na-sua-lista-de-viagens.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Previsão do tempo para os Açores e Madeira até sexta-feira, 24 de julho: saiba o que esperar em cada arquipélago]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-do-tempo-para-os-acores-e-madeira-ate-sexta-feira-24-de-julho-saiba-o-que-esperar-em-cada-arquipelago.html</link><pubDate>Sun, 19 Jul 2026 13:45:19 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Enquanto os Açores deverão continuar sob influência de uma massa de ar mais húmida, favorecendo períodos de chuva, na Madeira o tempo deverá permanecer maioritariamente estável, com precipitação limitada à vertente norte e às terras altas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-do-tempo-para-os-acores-e-madeira-ate-sexta-feira-saiba-o-que-esperar-em-cada-arquipelago-1784467028215.jpg" data-image="0zz5n8o05cfg" alt="Previsão semanal: persistência de chuva fraca nos Açores e tempo estável na Madeira" title="Previsão semanal: persistência de chuva fraca nos Açores e tempo estável na Madeira"><figcaption>A próxima semana será marcada por poucas alterações no estado do tempo nos arquipélagos portugueses. Nos Açores, a chuva fraca deverá persistir, sobretudo nos grupos Oriental e Central, enquanto na Madeira o tempo continuará maioritariamente estável, com precipitação limitada à vertente norte e às terras altas.</figcaption></figure><p>A próxima semana deverá trazer tempo pouco variável aos arquipélagos dos Açores e da Madeira, mas não totalmente seco. <strong>Nos Açores, a chuva fraca deverá persistir ao longo de vários dias</strong>, sobretudo nos grupos Oriental e Central, enquanto na Madeira a precipitação deverá ficar maioritariamente confinada à vertente norte e às terras altas.</p><h2>Açores: atmosfera húmida mantém chuva dispersa até sexta-feira</h2><p>Entre segunda e terça-feira, a circulação de uma massa de ar mais húmida deverá favorecer <strong>céu frequentemente muito nublado e períodos de chuva fraca ou aguaceiros dispersos</strong>, sobretudo nos grupos Oriental e Central. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações</div><p>Nestas ilhas, os acumulados poderão variar entre<strong> 5 e 10 mm</strong>, enquanto no Grupo Ocidental a precipitação será menos frequente, com abertas mais duradouras e valores inferiores a 5 mm. As temperaturas máximas deverão oscilar entre <strong>20 e 26 ºC</strong>, atingindo os valores mais elevados no Grupo Ocidental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-do-tempo-para-os-acores-e-madeira-ate-sexta-feira-saiba-o-que-esperar-em-cada-arquipelago-1784464874632.png" data-image="hj702s53fqo5"><figcaption>Os acumulados de precipitação até ao final de sexta-feira deverão refletir uma distribuição irregular da chuva no arquipélago. Os valores mais elevados são esperados sobretudo nos grupos Oriental e Ocidental.</figcaption></figure><p>A partir de quarta-feira, <strong>a precipitação deverá manter-se sobretudo nos grupos Oriental e Central</strong>, embora de forma mais intermitente, permitindo que os acumulados até sexta-feira atinjam entre 10 e 12 mm no Grupo Oriental e entre 5 e 8 mm no Grupo Central. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-do-tempo-para-os-acores-e-madeira-ate-sexta-feira-saiba-o-que-esperar-em-cada-arquipelago-1784465354203.png" data-image="nr4len79a6rk"><figcaption>A tarde de sexta-feira deverá apresentar temperaturas entre 20 e 24 ºC na generalidade dos Açores. Face ao início da semana, observa-se uma ligeira descida das máximas em várias ilhas, sobretudo nos grupos Ocidental e Central.</figcaption></figure><p><strong>As temperaturas máximas deverão descer ligeiramente </strong>na generalidade do arquipélago, enquanto no Grupo Ocidental o tempo continuará relativamente mais estável, com precipitação pouco significativa. O vento soprará geralmente fraco a moderado e a ondulação deverá manter-se entre 1 e 2 metros.</p><h2>Madeira: estabilidade deverá prevalecer até sexta-feira</h2><p>Entre segunda e terça-feira, o reforço do anticiclone a norte do arquipélago deverá favorecer <strong>tempo estável na maior parte da região</strong>. Ainda assim, a circulação de nordeste continuará a transportar alguma humidade para a vertente norte e terras altas da ilha da Madeira, onde <strong>poderão ocorrer períodos de chuva fraca ou chuvisco</strong>. Na costa sul e em Porto Santo, o céu deverá apresentar boas abertas e a precipitação será pouco provável. As temperaturas máximas deverão variar entre <strong>21 e 25 ºC</strong> na Madeira e entre 22 e 23 ºC em Porto Santo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-do-tempo-para-os-acores-e-madeira-ate-sexta-feira-saiba-o-que-esperar-em-cada-arquipelago-1784465642279.png" data-image="qestkddra7hp"><figcaption>A estabilidade atmosférica deverá refletir-se em temperaturas pouco variáveis na Madeira, com máximas entre 20 e 24 ºC. A costa sul deverá registar os valores mais elevados, contrastando com as terras altas e a vertente norte, onde o ambiente será mais fresco.</figcaption></figure><p>Na segunda metade da semana, o estado do tempo deverá sofrer poucas alterações, mantendo-se a <strong>precipitação limitada sobretudo à vertente norte</strong> <strong>e às terras altas</strong>, onde os acumulados deverão permanecer geralmente inferiores a 5 mm. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779363" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/bolsa-fria-marca-o-tempo-em-portugal-ate-26-de-julho-subida-temporaria-das-temperaturas-e-possivel-regresso-da-chuva.html" title="Bolsa fria marca o tempo em Portugal até 26 de julho: subida temporária das temperaturas e possível regresso da chuva">Bolsa fria marca o tempo em Portugal até 26 de julho: subida temporária das temperaturas e possível regresso da chuva</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/bolsa-fria-marca-o-tempo-em-portugal-ate-26-de-julho-subida-temporaria-das-temperaturas-e-possivel-regresso-da-chuva.html" title="Bolsa fria marca o tempo em Portugal até 26 de julho: subida temporária das temperaturas e possível regresso da chuva"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/bolsa-fria-marca-o-tempo-em-portugal-ate-26-de-julho-subida-temporaria-das-temperaturas-e-possivel-regresso-da-chuva-1784463386315_320.png" alt="Bolsa fria marca o tempo em Portugal até 26 de julho: subida temporária das temperaturas e possível regresso da chuva"></a></article></aside><p>Nas restantes áreas, prevê-se tempo seco e céu pouco nublado ou limpo durante grande parte do dia. <strong>As temperaturas deverão manter-se sem alterações significativas</strong>, enquanto o vento continuará a soprar de norte ou nordeste, em geral fraco a moderado. A ondulação deverá situar-se entre 1 e 2 metros na costa norte e abaixo de 1 metro na costa sul.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-do-tempo-para-os-acores-e-madeira-ate-sexta-feira-24-de-julho-saiba-o-que-esperar-em-cada-arquipelago.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Esta é a cidade mais habitável do mundo em 2026: eis as dez primeiras do ranking]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/esta-e-a-cidade-mais-habitavel-do-mundo-em-2026-eis-as-dez-primeiras-do-ranking.html</link><pubDate>Sun, 19 Jul 2026 13:45:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Foi publicado o ranking do Global Liveability Index 2026, a publicação britânica que identifica as cidades mais habitáveis do mundo com base em trinta parâmetros. A vencedora é uma capital europeia e na lista figuram também duas cidades italianas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/questa-e-la-citta-piu-vivibile-al-mondo-nel-2026-ecco-quali-sono-le-migliori-dieci-in-classifica-1783593600041.jpg" data-image="3aw25hg0jyvh" alt="città più vivibile del 2026" title="città più vivibile del 2026"><figcaption>A capital dinamarquesa, entre cultura e serviços, é a cidade mais habitável de 2026.</figcaption></figure><p>A cidade mais habitável do mundo para 2026 foi selecionada entre outras 173 pelo Global Liveability Index. Os <strong>parâmetros</strong> com base nos quais é elaborada a classificação são trinta, agrupados em <strong>cinco grandes áreas</strong> que abrangem a estabilidade, o sistema de saúde, a cultura e o ambiente, as infraestruturas e a educação.</p><p>A pontuação atribuída a cada macroárea varia entre 1 e 100, e as cidades analisadas são as mais representativas da área geográfica em que se situam.</p><p>Entre as dez primeiras da lista, há algumas confirmações e algumas surpresas. As cidades <strong>italianas</strong> incluídas no ranking não figuram no top 10, mas ocupam, ainda assim, posições <strong>médio-altas</strong>.</p><h2>A cidade mais habitável de 2026</h2><p>Capital da Dinamarca, Copenhaga é a cidade mais habitável de 2026, reeleita pelo segundo ano consecutivo.</p><p>Com <strong>uma dimensão humana</strong>, repleta de locais de lazer, espaços verdes e ciclovias, esta bela cidade dinamarquesa dispõe também de um mar apto para banhos, o que permite uma pausa na praia entre a saída do trabalho e a hora do jantar.</p><div class="texto-destacado">Copenhaga é uma cidade animada e sustentável, onde a qualidade de vida é ainda melhorada pelo sistema de segurança social, que inclui educação gratuita, apoio às famílias com crianças e cuidados de saúde, para uma vida o mais livre de stress possível.</div><p>As<strong> infraestruturas</strong> também são de alto nível, numa cidade que obteve a classificação mais elevada praticamente em todos os parâmetros avaliados.</p><h2>As cinco primeiras cidades classificadas</h2><p>No top 10 das cidades mais habitáveis de 2026, há uma forte presença da <strong>Europa</strong> para além da primeira classificada.</p><p><strong>Viena</strong> ocupava o degrau mais alto do pódio até há dois anos, mas mantém, ainda assim, uma invejável segunda posição, em particular graças aos serviços de saúde e ao sistema escolar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/questa-e-la-citta-piu-vivibile-al-mondo-nel-2026-ecco-quali-sono-le-migliori-dieci-in-classifica-1783593656105.jpg" data-image="pptw4b7wwnfw" alt="Vienna città più vivibile del 2026" title="Vienna città più vivibile del 2026"><figcaption>Uma das ruas elegantes de Viena, a segunda cidade mais habitável de 2026.</figcaption></figure><p><strong>Melbourne e Sydney </strong>ocupam, respetivamente, o terceiro e o quarto lugar. A primeira destas duas cidades australianas possui uma cena cultural muito animada, que abrange desde a música à arte e à gastronomia, enquanto Sydney se destacou, em particular, pelos seus sistemas de saúde e de ensino, ambos impecáveis.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769475" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/e-possivel-ter-cidades-verdes-e-crescimento-economico-ao-mesmo-tempo-como-funciona-o-desacoplamento.html" title="É possível ter cidades verdes e crescimento económico ao mesmo tempo? Como funciona o 'desacoplamento'">É possível ter cidades verdes e crescimento económico ao mesmo tempo? Como funciona o "desacoplamento"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/e-possivel-ter-cidades-verdes-e-crescimento-economico-ao-mesmo-tempo-como-funciona-o-desacoplamento.html" title="É possível ter cidades verdes e crescimento económico ao mesmo tempo? Como funciona o 'desacoplamento'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/citta-green-e-crescita-economica-sono-possibili-al-tempo-stesso-cos-e-il-decoupling-e-perche-funziona-1778580804737_320.jpg" alt="É possível ter cidades verdes e crescimento económico ao mesmo tempo? Como funciona o 'desacoplamento'"></a></article></aside><p>Com <strong>Zurique </strong>na quinta posição, voltamos à Europa, nomeadamente graças à <strong>eficiência </strong>e ao ambiente que fazem desta uma cidade moderna e, ao mesmo tempo, muito verde.</p><h2>As outras cidades no top 10</h2><p>As restantes cinco cidades do ranking do Global Liveability Index são todas de fora da Europa.</p><p><strong>Osaka</strong>, cidade de arte e grande centro portuário do Japão, ocupa o sexto lugar no ranking. <strong>Estabilidade, cuidados de saúde e educação</strong> são os três setores em que obteve a pontuação máxima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/questa-e-la-citta-piu-vivibile-al-mondo-nel-2026-ecco-quali-sono-le-migliori-dieci-in-classifica-1783593700878.jpg" data-image="gdei1ilxoqsr" alt="Osaka" title="Osaka"><figcaption>Osaka, no Japão, é uma mistura surpreendente de modernidade e cultura antiga.</figcaption></figure><p><strong>Adelaide</strong> ocupa o oitavo lugar, ficando ligeiramente atrás das outras cidades australianas apenas nas áreas da cultura e do ambiente.</p><p><strong>Vancouver</strong>, na nona posição, é a primeira e única cidade da América do Norte a figurar na parte superior do ranking. A grande cidade canadiana tem excelentes avaliações em todos os domínios, com uma pontuação ligeiramente mais baixa apenas no setor das infraestruturas.</p><p>No décimo lugar está <strong>Tóquio</strong>, que ganha algumas posições em relação ao ano passado e entra no top 10. O resultado é surpreendente, sobretudo tendo em conta que se trata de uma cidade enorme.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="664318" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-incrivel-design-do-super-arranha-ceus-de-1700-metros-de-altura-que-se-erguera-em-toquio-engenharia.html" title="O incrível design do super arranha-céus de 1700 metros de altura que se erguerá em Tóquio em 2045">O incrível design do super arranha-céus de 1700 metros de altura que se erguerá em Tóquio em 2045</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-incrivel-design-do-super-arranha-ceus-de-1700-metros-de-altura-que-se-erguera-em-toquio-engenharia.html" title="O incrível design do super arranha-céus de 1700 metros de altura que se erguerá em Tóquio em 2045"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/l-incredibile-progetto-del-super-grattacielo-alto-1700-metri-che-sorgera-a-tokyo-entro-il-1718662368368_320.jpg" alt="O incrível design do super arranha-céus de 1700 metros de altura que se erguerá em Tóquio em 2045"></a></article></aside><p>A capital do Japão conta com <strong>catorze milhões de habitantes</strong>, enquanto a área metropolitana, no total, conta com <strong>33,4 milhões</strong>. Tóquio é, de facto, uma das áreas urbanas mais populosas do planeta, mas, apesar disso, consegue ser perfeitamente organizada e habitável.</p><h2>Quais são as cidades italianas no ranking </h2><p>Entre as cidades italianas no ranking encontram-se <strong>Roma e Milão</strong>, mas posicionadas bastante longe do top 10.</p><p>Ambas as cidades situam-se abaixo da 50.ª posição, nomeadamente devido às <strong>infraestruturas</strong>, que não estão ao mesmo nível das outras cidades, ou à <strong>burocracia</strong>.</p><p>Infelizmente, também o<strong> sistema de saúde</strong> faz baixar a pontuação, pois, apesar de ainda se situar num bom nível, é penalizado pelas intermináveis <strong>listas de espera</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767351" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/as-cidades-mais-antigas-da-europa-uma-viagem-as-raizes-da-civilizacao.html" title="As cidades mais antigas da Europa: uma viagem às raízes da civilização">As cidades mais antigas da Europa: uma viagem às raízes da civilização</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/as-cidades-mais-antigas-da-europa-uma-viagem-as-raizes-da-civilizacao.html" title="As cidades mais antigas da Europa: uma viagem às raízes da civilização"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-cidades-mais-antigas-da-europa-uma-viagem-as-raizes-da-civilizacao-1777995677217_320.png" alt="As cidades mais antigas da Europa: uma viagem às raízes da civilização"></a></article></aside><p>A pontuação relativa ao <strong>ambiente</strong> também não é muito boa, devido, por exemplo, à poluição atmosférica, ao tráfego e à escassez de espaços verdes públicos.</p><p>Como é fácil prever, a pontuação mais elevada das cidades italianas é obtida na área da <strong>cultura</strong>.</p><p>É de salientar, no entanto, que Roma e Milão são as únicas duas cidades italianas analisadas. Faltam, por exemplo, Turim ou Florença, o que se deve ao facto de apenas ser avaliada uma amostra restrita de cidades "chave" para cada país.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Lindsey%20Galloway" data-year="2026" data-title="What%20it's%20like%20to%20live%20in%20the%20world's%20most%20liveable%20cities%20in%202026" data-url="https%3A%2F%2Fwww.bbc.com%2Ftravel%2Farticle%2F20260706-the-worlds-most-liveable-cities-in-2026">Lindsey Galloway. (2026). <a href="https://www.bbc.com/travel/article/20260706-the-worlds-most-liveable-cities-in-2026" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">What it's like to live in the world's most liveable cities in 2026</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/esta-e-a-cidade-mais-habitavel-do-mundo-em-2026-eis-as-dez-primeiras-do-ranking.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bolsa fria marca o tempo em Portugal até 26 de julho: subida temporária das temperaturas e possível regresso da chuva]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/bolsa-fria-marca-o-tempo-em-portugal-ate-26-de-julho-subida-temporaria-das-temperaturas-e-possivel-regresso-da-chuva.html</link><pubDate>Sun, 19 Jul 2026 12:23:12 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma bolsa de ar frio isolada em altitude vai condicionar o estado do tempo em Portugal continental até ao próximo fim de semana. Há um breve período de tempo quente à vista, não se excluindo um possível regresso da chuva.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaqetii"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaqetii.jpg" id="xaqetii"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Ocorreu há algumas horas a formação de uma depressão isolada em altitude, também conhecida, simplesmente, como gota fria. Situada a noroeste da Península Ibérica, <strong>este sistema deverá condicionar o estado do tempo em Portugal ao longo de praticamente toda a semana de 20 a 26 de julho</strong>. Este tipo de baixa pressão forma-se no momento em que uma bolsa de ar frio se separa da circulação principal do jato polar, ficando isolada e deslocando-se de forma relativamente lenta.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Embora não afete diretamente o país, importa compreender como é que este sistema de baixas pressões irá influenciar a evolução das temperaturas, <strong>repetindo um padrão atmosférico que tem sido constante este verão, quase como se a atmosfera estivesse “viciada”</strong>: uma depressão isolada em altitude localizada a noroeste da Península Ibérica a interagir com uma crista subtropical (zona de altas pressões) favorece o impulsionamento de ar quente do Norte de África para o Mediterrâneo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-gota-fria-marcara-o-tempo-em-portugal-ate-26-de-julho-subida-temporaria-da-temperatura-e-possivel-regresso-da-chuva-1784460912472.jpg" data-image="w6mjlf4z31mv"><figcaption>Neste mapa observa-se a bolsa de ar frio já perfeitamente desenvolvida num sistema de baixas pressões isolado da circulação principal. A sua gradual deslocação para noroeste, num movimento retrógrado, fará com que surja um campo de pressão e vento favorável ao transporte de ar quente do Norte de África e do interior da Península Ibérica para as regiões do interior de Portugal continental.</figcaption></figure><p>Deste modo, <strong>Portugal continental tem escapado </strong>quase sempre ao calor intenso deste verão, sobretudo o litoral, não sendo fortemente condicionado pelas temperaturas extremamente elevadas que tem surgido na Europa Ocidental, em países como Espanha e França, entre outros.</p><h2>Evolução das temperaturas entre hoje e terça-feira, dia 21</h2><p>Entre domingo (19) e segunda-feira (20) <strong>as regiões do interior vão continuar a registar temperaturas enquadradas dentro da normal climatológica de referência para a época estival, a oscilar entre 28 e 35 ºC</strong>, ao passo que o efeito moderador da proximidade ao oceano Atlântico será bastante mais evidente nas regiões do litoral, com valores significativamente mais amenos, entre 21 e 27 ºC.</p><p>Para terça-feira (21) já é expectável uma recuperação térmica mais evidente em termos de área geográfica abrangida, inclusive nas regiões do litoral. Cidades como <strong>Porto, Aveiro e Leiria deverão atingir um valor de temperatura máxima igual ou superior a 25 ºC</strong>, superando de forma clara o registo dos dias anteriores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolsa-fria-marca-o-tempo-em-portugal-ate-26-de-julho-subida-temporaria-das-temperaturas-e-possivel-regresso-da-chuva-1784462514376.png" data-image="lziy8znkryc5"><figcaption>Amanhã, 20 de julho, as temperaturas mantêm-se geralmente próximas da média climatológica de referência, com anomalias ligeiramente positivas ou ligeiramente negativas em grande parte do país.</figcaption></figure><p>É precisamente na <strong>terça-feira (21) que a bolsa de ar frio iniciará a primeira fase de um ligeiro desvio para noroeste</strong>. A trajetória retrógrada que o modelo de previsão atualmente sugere (de leste para oeste), será favorável, de forma gradual ao longo da semana, a uma deslocação ligeiramente mais para oeste da massa de ar quente e seco proveniente do Norte de África e do interior da Península Ibérica.</p><p>Em resultado disto, <strong>prevê-se uma subida temporária das temperaturas máximas para valores mais elevados, mais expressiva no interior de Portugal continental</strong> e pouco significativa no litoral.</p><h2>Poderá desenrolar-se um breve período de tempo quente entre 22 e 23 de julho, mas restrito a estas zonas do país</h2><p>De acordo com a mais recente atualização dos mapas de referência da Meteored, baseados no modelo ECMWF, constata-se que entre quarta e quinta-feira, dias 22 e 23 de julho, o núcleo da gota fria continuará presente a oes-noroeste da Península Ibérica, <strong>embora ligeiramente mais deslocado para noroeste relativamente aos dias anteriores, evidenciando-se uma trajetória retrógrada</strong>.</p><p>Esta configuração atmosférica fará com que a massa de ar quente e seco associada à crista subtropical sofra um pequeno desvio para oeste no interior da Península Ibérica, passando também a afetar de forma mais direta a metade oriental de Portugal continental (ou seja, as <strong>regiões do interior</strong>), que registarão uma subida mais pronunciada das temperaturas máximas neste <strong>breve período de 2 dias, com máximas entre 31 e 39 ºC, de acordo com a última atualização dos modelos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-gota-fria-marcara-o-tempo-em-portugal-ate-26-de-julho-subida-temporaria-da-temperatura-e-possivel-regresso-da-chuva-1784461677365.png" data-image="0p7udkv9p4bn"><figcaption>A temperatura máxima poderá atingir até 39 ºC nalguns locais do interior Norte na quarta-feira, 22 de julho.</figcaption></figure><p>O calor mais intenso, com <strong>máximas entre 35 e 39 ºC,</strong> ficará contido somente as locais que se preveem mais quentes nos dias <strong>22 e 23 de julho</strong>, tais como: <strong>vales do Douro, Tua e Sabor e grande parte do Nordeste Transmontano</strong>; algumas áreas da <strong>Beira Baixa e do Alentejo e ainda o Sotavento Algarvio</strong>.</p><p>Embora ainda faltem alguns dias, <strong>é bem possível que o IPMA venha a emitir avisos meteorológicos de nível amarelo ou laranja para alguns distritos do interior de Portugal continental</strong>, devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima, mesmo que apenas durante 2 dias.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779237" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/gota-fria-a-noroeste-de-portugal-devera-persistir-ate-25-de-julho-saiba-como-podera-afetar-o-tempo-no-nosso-pais.html" title="Gota fria a noroeste de Portugal deverá persistir até 25 de julho: saiba como poderá afetar o tempo no nosso país">Gota fria a noroeste de Portugal deverá persistir até 25 de julho: saiba como poderá afetar o tempo no nosso país</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/gota-fria-a-noroeste-de-portugal-devera-persistir-ate-25-de-julho-saiba-como-podera-afetar-o-tempo-no-nosso-pais.html" title="Gota fria a noroeste de Portugal deverá persistir até 25 de julho: saiba como poderá afetar o tempo no nosso país"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/gota-fria-a-noroeste-de-portugal-devera-persistir-ate-25-de-julho-saiba-como-podera-afetar-o-tempo-no-nosso-pais-1784380325687_320.png" alt="Gota fria a noroeste de Portugal deverá persistir até 25 de julho: saiba como poderá afetar o tempo no nosso país"></a></article></aside><p>Não obstante, mesmo que tal venha a acontecer, os valores previstos para este curto episódio de tempo quente, a duração, a intensidade e a extensão espacial não encaixam nos critérios habitualmente utilizados para classificar este tipo de situação como uma onda de calor.</p><h2>A partir de 24 de julho as temperaturas descem e existe possibilidade para o regresso da chuva</h2><p>Apesar da incerteza elevada inerente a previsões com prazo superior a 3 ou 4 dias, neste momento o modelo de confiança da Meteored prevê que, na reta final da próxima semana, <strong>entre sexta (24) e sábado (25), a depressão isolada em altitude abandone gradualmente o seu movimento retrógrado, retomando uma trajetória normal</strong> (ou seja, de oeste para leste), devendo atravessar o noroeste da Península Ibérica e permitindo a entrada de uma massa de ar mais fresca em Portugal continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolsa-fria-marca-o-tempo-em-portugal-ate-26-de-julho-subida-temporaria-das-temperaturas-e-possivel-regresso-da-chuva-1784463386315.png" data-image="t85g81cehmd8"><figcaption>Bolsa de ar frio isolada em altitude, centrada a noroeste da Península Ibérica e delimitada num tom de azul-escuro. Este mapa representa a temperatura do ar a aproximadamente 5500 metros de altitude.</figcaption></figure><p>Este ar com origem tropical marítima, mais fresco e procedente do Atlântico, interagirá novamente com a região de altas pressões (crista subtropical), com o ar quente a deslocar-se para leste para outras zonas do Mediterrâneo ainda mais distantes de nós. <strong>Isto fará com que o ar mais fresco entre de forma mais direta no nosso país, produzindo uma descida das temperaturas </strong>para valores dentro ou abaixo da média climatológica de referência<strong> </strong>no último fim de semana de julho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bolsa-fria-marca-o-tempo-em-portugal-ate-26-de-julho-subida-temporaria-das-temperaturas-e-possivel-regresso-da-chuva-1784462667368.jpg" data-image="36t1df5opwlm"><figcaption>A 162 horas de distância, o grau de fiabilidade desta saída do modelo ECMWF é consideravelmente baixo. Deste modo, continuaremos a acompanhar a evolução do panorama meteorológico nas próximas atualizações, para poder confirmar ou descartar este cenário de precipitação no sábado, 25 de julho.</figcaption></figure><p>Além disto, caso as atuais previsões se concretizem, poderá chover neste período sob a forma de aguaceiros ou períodos de<strong> chuva fraca, grosso modo, nas regiões situadas a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela</strong> (Norte e Centro), podendo eventualmente chegar até mais a sul à Área Metropolitana de Lisboa, especialmente no <strong>sábado, 25 de julho</strong>.</p><p>Importa, contudo, esclarecer que a posição exata da gota fria continua a apresentar alguma incerteza. Pequenas alterações na sua trajetória poderão modificar a distribuição da instabilidade e a variação das temperaturas, pelo que aqui na Meteored Portugal continuaremos a <strong>monitorizar atentamente a evolução desta situação atmosférica e a informá-lo detalhadamente de todas as atualizações dos modelos meteorológicos</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/bolsa-fria-marca-o-tempo-em-portugal-ate-26-de-julho-subida-temporaria-das-temperaturas-e-possivel-regresso-da-chuva.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Matilde Bensaúde: a pioneira da biologia em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/matilde-bensaude-a-pioneira-da-biologia-em-portugal.html</link><pubDate>Sun, 19 Jul 2026 08:43:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A primeira bióloga investigadora portuguesa, Matilde Bensaúde destacou-se através da investigação em micologia e fitopatologia, abrindo assim o caminho às mulheres na ciência e modernizando a investigação biológica em Portugal. Venha saber mais sobre esta cientista aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/matilde-bensaude-a-pioneira-da-biologia-em-portugal-1784157473125.jpg" data-image="dpmiv5v0gbxh" alt="Matilde Bensaúde" title="Matilde Bensaúde"><figcaption>Matilde Bensaúde foi uma fitopatologista, a única mulher entre os fundadores da Sociedade Portuguesa de Biologia e defensora das culturas nacionais no Ministério da Agricultura. Fonte: amensagem.pt</figcaption></figure><p>Quando se fala na história da ciência em Portugal, o nome de Matilde Bensaúde <strong>merece um lugar de destaque</strong>.</p><p>Numa época em que o acesso das mulheres ao ensino superior e à investigação científica era extremamente limitado, tornou-se a <strong>primeira bióloga investigadora portuguesa</strong>, deixando uma marca profunda na biologia, na fitopatologia e na modernização da agricultura nacional.</p><p>O seu percurso foi pioneiro, tanto pela excelência científica como pela determinação com que <strong>ultrapassou as barreiras impostas pelo seu tempo</strong>.</p><p>Matilde Simonne Rachel Pauline Bensaúde nasceu em Lisboa, a 23 de janeiro de 1890, numa <strong>família que valorizava profundamente a educação</strong>. Filha de Alfredo Bensaúde, fundador e primeiro diretor do Instituto Superior Técnico, e de Jane Oulman Bensaúde, escritora e pedagoga.</p><h2>Uma vida dedicada à ciência e ao estudo das plantas</h2><p>Depois de concluir os estudos secundários na Suíça, prosseguiu a sua formação universitária em Paris, na prestigiada Universidade da Sorbonne, onde se <strong>licenciou em Ciências Naturais</strong> em 1916. Dois anos mais tarde, <strong>doutorou-se na École Normale Supérieure com uma tese inovadora sobre a sexualidade dos basidiomicetos</strong>, um grupo de fungos que inclui cogumelos e outras espécies de grande importância ecológica e agrícola.</p><div class="texto-destacado"><em><strong>“Diante das minhas lágrimas incessantes, em fins de 1915, o meu pai deixou-me voltar a Paris. Mas que diferença eu lá achei! Os rapazes já lá não estavam, a Universidade encontrava-se cheia de rapariguinhas de condições modestas, assustadas, demasiado dóceis. Os professores não tardaram a tomar tons de escola primária… e tive a impressão de que estava de novo nessa terra de disciplina, mas sem espírito: Lausanne”. De acordo com </strong></em><p><em>"Meninas Prendadas" e "Fêmeas Ambiciosas": Portugal, Cajal e o papel da mulher na investigação biológica na primeira metade do século XX</em></p></div><p>Este trabalho permitiu <strong>esclarecer mecanismos fundamentais da reprodução destes organismos</strong>, estabelecendo o conceito de heterotalismo nos autobasidiomicetos.</p><p>Esta descoberta foi realizada de forma independente e <strong>antecedeu a publicação de resultados semelhantes por outros investigadores europeus</strong>, demonstrando o elevado nível científico do seu trabalho. Após o doutoramento, Matilde Bensaúde <strong>especializou-se em fitopatologia nos Estados Unidos</strong>.</p><p>A fitopatologia é a <strong>ciência que estuda as doenças das plantas, uma área essencial para proteger as culturas agrícolas e garantir a produção de alimentos</strong>. Esta experiência internacional permitiu-lhe contactar com métodos científicos avançados, que mais tarde introduziu em Portugal.</p><h2>Investigação biológica em Portugal</h2><p>De regresso ao seu país, <strong>dedicou-se ao estudo das doenças que afetavam diversas culturas agrícolas, como a batata, a vinha e outras espécies de importância económica</strong>. Em 1931 ingressou no Ministério da Agricultura, onde organizou e dirigiu os serviços de inspeção fitopatológica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/matilde-bensaude-a-pioneira-da-biologia-em-portugal-1784157527576.jpg" data-image="bwlitggywklo" alt="Ministros do Comércio" title="Ministros do Comércio"><figcaption>Os ministros do Comércio e da Agricultura com Matilde Bensaúde durante a visita inaugural da Exposição Demonstrativa da Cultura da Batata, na Associação Central de Agricultura. Fonte: amensagem.pt</figcaption></figure><p>O seu trabalho contribuiu para a criação de estruturas de vigilância sanitária vegetal e para o desenvolvimento das primeiras políticas de proteção das culturas agrícolas em Portugal. Graças ao seu conhecimento científico, <strong>tornou-se uma referência na prevenção e combate às pragas e doenças das plantas</strong>, ajudando a aumentar a produtividade agrícola numa época em que estas questões assumiam grande importância económica.</p><p>Para além da investigação aplicada, Matilde Bensaúde desempenhou um papel relevante na organização da ciência portuguesa. <strong>Em 1920 foi a única mulher entre os membros fundadores da Sociedade Portuguesa de Biologia</strong>, um feito notável num meio científico dominado por homens.</p><p>A sua presença nesta instituição simbolizou o <strong>início da participação feminina na investigação biológica em Portugal</strong> e abriu caminho para que outras mulheres seguissem carreiras científicas.</p><h2>Igualdade na ciência </h2><p>Apesar do reconhecimento internacional das suas investigações, a cientista <strong>nunca ocupou um lugar de destaque numa universidade portuguesa</strong>, reflexo das limitações impostas às mulheres cientistas durante grande parte do século XX.</p><p>Ainda assim, continuou a desenvolver investigação no Instituto Rocha Cabral, onde <strong>prosseguiu estudos em biologia e microbiologia</strong>, mantendo uma produção científica respeitada pela comunidade internacional.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="758865" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-contributo-de-adelaide-cabete-para-os-direitos-das-mulheres.html" title="O contributo de Adelaide Cabete para os direitos das mulheres">O contributo de Adelaide Cabete para os direitos das mulheres</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-contributo-de-adelaide-cabete-para-os-direitos-das-mulheres.html" title="O contributo de Adelaide Cabete para os direitos das mulheres"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-contributo-de-adelaide-cabete-para-os-direitos-das-mulheres-1773505478195_320.png" alt="O contributo de Adelaide Cabete para os direitos das mulheres"></a></article></aside><p>Veio a falecer em Lisboa, a 22 de novembro de 1969, deixando um <strong>legado que ultrapassa largamente as suas descobertas científicas</strong>.</p><p>Foi uma <strong>investigadora de excelência, mas também um símbolo de perseverança, competência e inovação</strong>. Hoje é reconhecida como uma das figuras mais importantes da ciência portuguesa.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/matilde-bensaude-a-pioneira-da-biologia-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Esta nova rota percorre 35,5 km e passa pelo ponto mais alto do distrito do Porto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-nova-rota-percorre-35-5-km-e-passa-pelo-ponto-mais-alto-do-distrito-do-porto.html</link><pubDate>Sun, 19 Jul 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Inaugurada recentemente, a Grande Rota 56 convida a descobrir alguns dos cenários mais emblemáticos da Serra do Marão, entre montanhas, miradouros e trilhos naturais. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-nova-rota-percorre-35-5-km-e-passa-pelo-ponto-mais-alto-do-distrito-do-porto-1784059301375.jpg" data-image="a51ue600br09" alt="Caminhada" title="Caminhada"><figcaption>Há um novo trilho na Serra do Marão ideal para explorar logo pela manhã. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Está à procura de planos para o fim de semana? Atenção, porque entre domingo e sexta-feira, dias 19 a 24 de julho, as previsões do modelo ECMWF apontam para a<strong> forte probabilidade de se instalar o regime Crista Atlântica </strong>(Atlantic Ridge, em inglês), associado ao reforço de uma crista anticiclónica sobre o Atlântico Norte.</p><p>O que é que isto significa? “Embora este padrão atmosférico esteja normalmente ligado a condições de tempo seco e estável, não implica, por si só, temperaturas amenas em todo a geografia de Portugal continental”, <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/crista-anticiclonica-forma-se-em-breve-no-atlantico-norte-mais-de-35-c-nestas-localidades-portuguesas-no-domingo.html" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">explica</a> Alfredo Graça. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.<br> </div><p>Ainda assim, são esperadas<strong> temperaturas acima dos 35 °C </strong>em várias localidades portuguesas já este domingo (19). Por isso mesmo, sugerimos que opte por fazer planos que não impliquem sair nas horas de maior calor. Que tal aproveitar a manhã, quando as temperaturas ainda são mais amenas, para fazer uma <strong>caminhada</strong>?</p><p>A <strong>Serra do Marão</strong> passou a contar com uma nova grande rota pedestre homologada. Feitas as contas, trata-se de um percurso de 35,5 quilómetros que atravessa alguns dos locais mais emblemáticos da montanha e inclui a passagem pelo <strong>ponto mais alto do distrito do Porto</strong>. Curioso? </p><h2>Conheça a nova rota para descobrir os picos da Serra do Marão</h2><p> A<strong> Grande Rota 56 — Picos do Marão</strong>, inaugurada em junho, desenvolve-se maioritariamente pelos Baldios de Ansiães, no concelho de Amarante, passando também por pequenos troços das freguesias de Candemil e da União de Freguesias de Aboadela, Sanche e Várzea.</p><p>Pelo caminho, vai cruzar alguns dos principais picos da serra, paisagens de montanha e vários trilhos já existentes, agora integrados num único percurso de longa distância. E, claro, alcançar o<strong> Alto de Espinho</strong>, situado a 1.141 metros de altitude e considerado o ponto mais elevado do distrito do Porto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-nova-rota-percorre-35-5-km-e-passa-pelo-ponto-mais-alto-do-distrito-do-porto-1784059487410.jpg" data-image="5vf16yzncnva" alt="Serra do Marão" title="Serra do Marão"><figcaption>O percurso atravessa alguns dos miradouros impressionantes da montanha. Foto: Wikimedia // Sanjorgepinho</figcaption></figure><p>Ao contrário de muitos percursos recentes, aqui a aposta passou por <strong>preservar ao máximo a paisagem natural</strong>. or isso, não, não pense que encontrará passadiços nem outras estruturas que alterem o aspeto da montanha. </p><div class="texto-destacado">Em vez disso, a sinalização foi integrada de forma discreta, recorrendo a pedras da própria região e a elementos metálicos, permitindo que os trilhos mantenham a sua identidade e o seu carácter selvagem.</div><p>“Pelo caminho, há ainda informação sobre lendas, memórias populares e outros elementos ligados à história local”, acrescenta a revista ‘NiT’.</p><h2>Um investimento para reforçar o turismo</h2><p>Como já explicámos, o GR56 resulta da ligação de vários caminhos já existentes e encontra-se homologada pela Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal. Isto significa que, apesar dos seus 35,5 quilómetros, <strong>o percurso pode ser realizado em diferentes etapas</strong>. </p><div class="texto-destacado">Esta será, certamente, uma solução interessante para quem prefere explorar a montanha sem pressas ou aproveitar vários fins de semana.</div><p>A criação desta grande rota faz parte da estratégia do município de Amarante para reforçar a oferta de turismo de natureza. Além deste novo percurso, estão também previstos<strong> investimentos em infraestruturas de apoio</strong> aos visitantes, incluindo novos espaços para caminhantes e praticantes de BTT, assim como, a recuperação de antigos edifícios para alojamento.</p><p>“Esta rota constitui mais um motivo para visitar o Marão e para o Marão continuar a desempenhar o papel que queremos: ser um motor de desenvolvimento aqui da região, na valorização do turismo, do turismo de natureza mais concretamente”, afirmou o presidente da Câmara de Amarante, Jorge Ricardo, citado pela ‘Rádio Jornal FM’.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="758095" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/prepare-as-botas-vem-ai-um-percurso-de-1-300-km-ao-longo-de-toda-a-costa-da-galiza.html" title="Prepare as botas: vem aí um percurso de 1.300 km ao longo de toda a costa da Galiza">Prepare as botas: vem aí um percurso de 1.300 km ao longo de toda a costa da Galiza</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/prepare-as-botas-vem-ai-um-percurso-de-1-300-km-ao-longo-de-toda-a-costa-da-galiza.html" title="Prepare as botas: vem aí um percurso de 1.300 km ao longo de toda a costa da Galiza"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/prepare-as-botas-vem-ai-um-percurso-de-1-300-km-ao-longo-de-toda-a-costa-da-galiza-1773074342305_320.jpg" alt="Prepare as botas: vem aí um percurso de 1.300 km ao longo de toda a costa da Galiza"></a></article></aside><p>“Os Baldios de Ansiães são considerados um dos exemplos mais relevantes de gestão comunitária da floresta na região, desempenhando um papel ativo na prevenção de incêndios, na preservação ambiental e na promoção de projetos ligados ao desenvolvimento sustentável da Serra do Marão”, nota o ‘Tâmega TV’.</p><p>“Com a entrada em funcionamento da GR56, os promotores esperam aumentar a procura pelo território, potenciando simultaneamente a fruição da paisagem e a valorização de um dos principais patrimónios naturais do concelho de Amarante.”</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="NiT%2C%20Castro%2C%20P" data-year="2026" data-title="H%C3%A1%20uma%20nova%20rota%20de%2035%20quil%C3%B3metros%20para%20descobrir%20os%20picos%20da%20Serra%20do%20Mar%C3%A3o" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fviagens%2Fha-uma-nova-rota-de-35-quilometros-para-descobrir-os-picos-da-serra-do-marao">NiT, Castro, P. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/viagens/ha-uma-nova-rota-de-35-quilometros-para-descobrir-os-picos-da-serra-do-marao" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Há uma nova rota de 35 quilómetros para descobrir os picos da Serra do Marão</a>.</cite><br><cite data-author="R%C3%A1dio%20Jornal%20FM" data-year="2026" data-title="Picos%20do%20Mar%C3%A3o%3A%20J%C3%A1%20se%20pode%20percorrer%20a%20nova%20rota%20ecol%C3%B3gica%20de%20Amarante" data-url="https%3A%2F%2Fradiojornalfm.pt%2Fpicos-do-marao-ja-se-pode-percorrer-a-nova-rota-ecologica-de-amarante%2F">Rádio Jornal FM. (2026). <a href="https://radiojornalfm.pt/picos-do-marao-ja-se-pode-percorrer-a-nova-rota-ecologica-de-amarante/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Picos do Marão: Já se pode percorrer a nova rota ecológica de Amarante</a>.</cite><br><cite data-author="T%C3%A2mega%20TV%2C%20Orlando%2C%20A" data-year="2026" data-title="Nova%20rota%20pedestre%20de%2035%20quil%C3%B3metros%20leva%20caminhantes%20ao%20ponto%20mais%20alto%20do%20distrito%20do%20Porto" data-url="https%3A%2F%2Ftamega.tv%2F2026%2F06%2F15%2Fnova-rota-pedestre-de-35-quilometros-leva-caminhantes-ao-ponto-mais-alto-do-distrito-do-porto%2F">Tâmega TV, Orlando, A. (2026). <a href="https://tamega.tv/2026/06/15/nova-rota-pedestre-de-35-quilometros-leva-caminhantes-ao-ponto-mais-alto-do-distrito-do-porto/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Nova rota pedestre de 35 quilómetros leva caminhantes ao ponto mais alto do distrito do Porto</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-nova-rota-percorre-35-5-km-e-passa-pelo-ponto-mais-alto-do-distrito-do-porto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Clima em Portugal continental em junho 2026: as conclusões da meteorologista Teresa Abrantes, com base em dados do IPMA]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/clima-em-portugal-continental-em-junho-2026-as-conclusoes-da-meteorologista-teresa-abrantes-com-base-em-dados-do-ipma.html</link><pubDate>Sun, 19 Jul 2026 06:17:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O mês de junho de 2026, em Portugal continental, classificou-se, do ponto de vista climatológico, como um mês muito quente em relação à temperatura do ar e muito seco em relação à precipitação.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/clima-no-continente-em-junho-apresentado-pela-meteorologista-teresa-abrantes-com-base-em-dados-do-ipma-1784332704189.jpg" data-image="y0vx6zybien1" alt="Calor" title="Calor"><figcaption>O mês em que o verão começou foi muito quente e muito seco.</figcaption></figure><p>Em junho, o estado do tempo em Portugal continental <strong>foi condicionado predominantemente pela ação de um Anticiclone</strong> estendendo-se em crista pelo Golfo da Biscaia. No entanto, em dois curtos períodos do mês houve a influência de um sistema frontal atingindo o continente, originando precipitação em geral fraca e de uma depressão a provocar aguaceiros por vezes fortes e acompanhados de trovoada.</p><h2>Temperatura média muito acima dos valores normais para esta altura do ano</h2><p>De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, IPMA, em Portugal continental, no mês de junho, o <strong>valor médio da temperatura média do ar, 22,40 °C, foi 2,05 °C superior ao valor da normal 1991-2020</strong>.</p><div class="texto-destacado">Junho de 2026 foi o 4º junho mais quente desde 2000, tendo o mais quente ocorrido em 2004, com 23.25 °C.</div><p>O <strong>valor médio da temperatura máxima do ar, 29,35 °C</strong>, foi 2,65 °C acima do valor médio no período 1991-2020 e foi o 5ª valor mais alta para o mês de junho, desde 1931. No ano 2004 registou-se o junho mais quente no Continente, com 30,14 °C.</p><p>O <strong>valor médio da temperatura mínima do ar, 15,46 °C, </strong>registou uma anomalia de 1,45°C superior ao valor normal, sendo o 4º valor mais alto desde 1931. O valor mais alto, 16.36 °C, registou.se em 2004.</p><p>O maior valor da temperatura máxima do ar em junho foi <strong>42.7 °C</strong>, que se registou em Pinhão, no dia 21 e o menor valor da temperatura mínima do ar, 2.2 °C, ocorreu em Lamas de Mouro, no dia 5 e o valor mais elevado da temperatura mínima, 25.8 °C, ocorreu no dia 23 na estação de Vinhais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/clima-no-continente-em-junho-apresentado-pela-meteorologista-teresa-abrantes-com-base-em-dados-do-ipma-1784332866659.jpg" data-image="b00aeatu2fs6" alt="Anomalias da temperatura" title="Anomalias da temperatura"><figcaption>Anomalias da temperatura média do ar no mês de junho, em Portugal continental, em relação aos valores médios no período 1991-2020. Fonte: IPMA</figcaption></figure><p>Ao longo do mês os valores diários da temperatura média do ar foram superiores ao valor normal 1991-2020, em grande parte dos concelhos, com destaque para a região interior Norte e Centro.</p><p>Em relação aos valores médios de temperatura máxima do ar, superiores ao normal em grande parte concelhos, <strong>as anomalias atingiram valores superiores a 4.0 °C (+6.3 °C no concelho da Covilhã) no interior Norte e Centro</strong>, onde também os valores médios da temperatura mínima atingiram anomalias positivas e valores próximos da normal nas restantes regiões.</p><p>No início do mês, entre os dias 2 e 9 tivemos um período frio, seguido de um período quente nos restantes dias do mês, com duas ondas de calor.</p><div class="texto-destacado">A primeira onda de calor, entre os dias 09 e 24, que se fez sentir em quase todo o território, foi relevante pela sua duração, que atingiu os 13 dias (de 12 a 24 junho) no distrito de Bragança, nomeadamente nas estações de Bragança, Miranda do Douro e Mogadouro. </div><p>A segunda onda de calor, a ser registada em 32 estações meteorológicas, abrangendo quase todo o continente, estendeu-se até ao início do mês de julho.</p><div class="texto-destacado">Verificaram-se novos extremos dos anteriores maiores valores da temperatura mínima do ar em 3 estações, Vinhais, Bragança e Montalegre, onde se registaram temperaturas mínimas de 25,8 °C, 23,7 °C e 20,8 °C respetivamente.</div><p>Nos dias 22 e 23 registaram-se noites tropicais (temperatura mínima ≥ 20 °C) em 40% das estações meteorológicas do IPMA, enquanto que, nos dias 12 e 21 ocorreram em 20% das estações.</p><p><strong>Dias extremamente quentes (temperatura máxima ≥ 40 °C)</strong> registaram-se no dia 21 de junho em 5 estações e no dia 30 em 4 estações.</p><h2>A precipitação em junho foi muito inferior ao valor normal </h2><p>Ainda de acordo com o IPMA, o mês de junho de 2026 registou um total de precipitação mensal de <strong>6,9 mm, com uma anomalia de -14.4 mm</strong>, muito inferior ao valor médio 1991-2020, sendo o 14º mais seco deste 1931 e o 7º mais seco desde 2000.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/clima-no-continente-em-junho-apresentado-pela-meteorologista-teresa-abrantes-com-base-em-dados-do-ipma-1784333475061.jpg" data-image="t9z4wupc6x2n" alt="Anomalias da precipitação" title="Anomalias da precipitação"><figcaption>Anomalias da quantidade de precipitação, no mês de junho, em Portugal continental, em relação aos valores médios no período 1991-2020. Fonte: IPMA</figcaption></figure><p>Ao longo do mês não se verificou precipitação significativa, exceto nalguns locais da região nordeste, nos dias 13 e 14 de junho, e na região oeste, no dia 25.</p><div class="texto-destacado">Só em 4 estações meteorológicas foi ultrapassado o valor normal de precipitação para junho, nas restantes estações foi inferior ao normal, sendo mesmo inferior a metade do valor médio em 86% das estações.</div><p>O maior valor da quantidade de precipitação em 24 h foi de 33,0 mm e registou-se em Mirandela, no dia 14. No concelho de Trancoso verificou-se o valor mais elevado de percentagem de precipitação em relação ao valor médio, 143%. </p><h2>Monitorização da Seca – Índice PDSI</h2><p>O valor da quantidade de precipitação até 30 de setembro acumulada no ano hidrológico 2025/2026 (1 de outubro de 2025 a 30 setembro de 2026), foi de 1047.1 mm, corresponde a 139% do valor normal 1991-2020.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Este ano hidrológico (o período de 1 outubro a 30 junho) é o 17º mais chuvoso desde 1931 e o 2º mais chuvoso desde 2000, depois de 2001, com 1281.8 mm.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Em junho, a região Norte registou um total mensal de cerca de 40% em relação ao valor médio, enquanto a região Sul registou apenas 22%. O mês de junho é o 4º mês consecutivo com totais mensais acumulados inferiores ao normal.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774576" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/meteorologista-teresa-abrantes-apresenta-o-clima-de-maio-de-2026-no-continente-com-base-nos-dados-do-ipma.html" title="Meteorologista Teresa Abrantes apresenta o clima de maio de 2026 no continente, com base nos dados do IPMA">Meteorologista Teresa Abrantes apresenta o clima de maio de 2026 no continente, com base nos dados do IPMA</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/meteorologista-teresa-abrantes-apresenta-o-clima-de-maio-de-2026-no-continente-com-base-nos-dados-do-ipma.html" title="Meteorologista Teresa Abrantes apresenta o clima de maio de 2026 no continente, com base nos dados do IPMA"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologista-teresa-abrantes-apresenta-o-clima-de-maio-de-2026-no-continente-com-base-nos-dados-do-ipma-1781790409619_320.jpg" alt="Meteorologista Teresa Abrantes apresenta o clima de maio de 2026 no continente, com base nos dados do IPMA"></a></article></aside><p>A 30 de junho verificou-se <strong>uma nova diminuição dos valores de água no solo, </strong>como consequência de um mês de junho muito seco e muito quente. </p><div class="texto-destacado">De acordo com o Índice Meteorológico de Seca, PDSI, índice meteorológico de seca calculado pelo IPMA para monitorização da situação de seca, a 30 de junho constata-se uma alteração muito significativa das condições de seca em Portugal continental. Deixam-se de ter condições húmidas, que ainda existiam no final de maio, para condições de seca meteorológica em mais de metade do território em junho.</div><p>A distribuição percentual por classes do índice PDSI no território continental, no final de junho é a seguinte: 36.2% na classe normal; 61.1% na classe de seca fraca e 2.7% na classe de seca moderada.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/clima-em-portugal-continental-em-junho-2026-as-conclusoes-da-meteorologista-teresa-abrantes-com-base-em-dados-do-ipma.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Satélites da NASA detetam erupção vulcânica submarina que poderia criar uma nova ilha no planeta]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/satelites-da-nasa-detectam-erupcao-vulcanica-submarina-que-poderia-criar-uma-nova-ilha-no-planeta.html</link><pubDate>Sun, 19 Jul 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma erupção submarina detetada pela NASA oferece uma oportunidade única de estudar um dos processos geológicos mais fascinantes do mundo e a possibilidade de formação de uma nova ilha.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/satelites-de-la-nasa-detectan-erupcion-volcanica-submarina-que-podria-generar-una-nueva-isla-en-el-planeta-1783998035906.png" data-image="zjgq46wr0hpo"><figcaption>A maior quantidade de vulcões da Terra está oculta no fundo do oceano.</figcaption></figure><p>Embora tenhamos a tendência de associar vulcões a montanhas fumegantes e rios de lava, <strong>a maior parte da atividade vulcânica da Terra ocorre no fundo do oceano</strong>. Trata-se de um processo contínuo nas profundezas marinhas que, incessantemente, constrói e transforma a superfície, dando origem a nova crosta e — por vezes — até mesmo a novas ilhas.</p><div class="texto-destacado">Aproximadamente 75% de toda a atividade vulcânica na Terra ocorre sob o oceano, principalmente ao longo das dorsais meso-oceânicas, onde se forma nova crosta terrestre.</div><p>E é precisamente isto que pode estar a acontecer no <strong>Mar de Bismarck, a norte da Papua-Nova Guiné</strong>. Uma erupção submarina detetada por vários satélites da NASA chamou a atenção da comunidade científica devido à sua intensidade e à probabilidade de que, caso a atividade continue, o <strong>vulcão possa acabar por emergir acima da superfície</strong>.</p><h2>Da superfície do mar ao espaço</h2><p>A atividade vulcânica teve início a 8 de maio, quando uma série de pequenos terramotos precedeu a erupção. Pouco depois, vários satélites da NASA começaram a detetar enormes <strong>plumas de vapor, cinzas e água elevando-se sobre o Mar de Bismarck</strong>. Além disso, alterações térmicas indicavam a <strong>presença de magma muito próximo à superfície do oceano</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/satelites-de-la-nasa-detectan-erupcion-volcanica-submarina-que-podria-generar-una-nueva-isla-en-el-planeta-1783998098395.png" data-image="nupoj8aejfsz"><figcaption>Imagem de satélite da NASA de 15 de maio a mostrar material vulcânico flutuante (pedra-pomes), águas esverdeadas causadas por ele e uma pluma de vapor acima da erupção submarina.</figcaption></figure><p>O curioso? <strong>Ainda não é possível afirmar com absoluta certeza que vulcão está em erupção</strong>. Esta região específica carece de mapas detalhados do fundo do mar, de modo que a sua topografia permanece, em grande parte, um mistério.</p><p>A hipótese mais provável é que a<strong> erupção se origine de uma estrutura vulcânica situada na chamada Dorsal Titan</strong>, uma área conhecida por intensa atividade tectónica.</p><h2>O nascimento de uma nova ilha?</h2><p>Quando ocorre uma erupção submarina em águas relativamente rasas e ela persiste por tempo suficiente, o material vulcânico pode acumular-se até emergir acima do nível do mar. <strong>Embora seja um fenómeno raro, ele já ocorreu em várias partes do mundo</strong>.</p><p>Nas primeiras semanas imagens de satélite mostraram que a erupção estava a lançar <strong>grandes quantidades de material vulcânico e calor em direção à superfície</strong>. Isto deu origem à teoria de que uma nova ilha poderia formar-se; no entanto, essa possibilidade permaneceu apenas como uma hipótese.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/satelites-de-la-nasa-detectan-erupcion-volcanica-submarina-que-podria-generar-una-nueva-isla-en-el-planeta-1783998184543.png" data-image="gn0hv901si59"><figcaption>A ilha de Hunga Tonga-Hunga Ha'apai surgiu após uma erupção no Pacífico Sul entre 2014 e 2015, mas uma erupção mais poderosa em 2022 transformou quase completamente a paisagem. Imagem: NOAA.</figcaption></figure><p>Os relatórios mais recentes do Observatório Vulcanológico de Rabaul indicam que a atividade diminuiu significativamente. Desde meados de junho, praticamente não foram registados terramotos relacionados com o vulcão, sendo observadas apenas emissões de vapor muito fracas e descoloração da água. O processo não terminou, mas, por enquanto, <strong>a probabilidade de formação de uma nova ilha é menor</strong>.</p><h2>O que os nossos oceanos escondem</h2><p>O facto é que sabemos muito pouco sobre o lugar onde tudo isto acontece. Apesar dos avanços tecnológicos, <strong>vastas áreas do relevo oceânico permanecem sem mapeamento com detalhes suficientes</strong>. Hoje, conhecemos as superfícies da Lua, de Marte e até mesmo de Vénus com mais detalhes do que grande parte do nosso próprio relevo oceânico.</p><p>A <strong>água bloqueia a maioria das técnicas de observação realizadas a partir do espaço</strong>. O mapeamento do fundo do mar em alta resolução exige percorrê-lo com navios equipados com sonar, que enviam pulsos sonoros em direção ao leito marinho e medem o tempo que levam para regressar, reconstruindo assim o relevo submarino. No entanto, trata-se de um processo lento, complexo e dispendioso.</p><div class="texto-destacado">Fontes hidrotermais formam-se em redor de muitos vulcões submarinos; delas jorra água muito quente e rica em minerais, e são habitadas por organismos capazes de obter energia a partir de compostos químicos — em vez da luz solar — através de um processo chamado quimiossíntese.</div><p>No entanto, graças às observações por satélite, os cientistas conseguem acompanhar a evolução de erupções como esta em tempo quase real, detetar a dispersão de material vulcânico e observar como a superfície do oceano é temporariamente transformada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777194" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/video-viral-e-filmada-uma-erupcao-freatomagmatica-no-vulcao-taal-nas-filipinas.html" title="Vídeo viral: é filmada uma erupção freatomagmática no vulcão Taal, nas Filipinas">Vídeo viral: é filmada uma erupção freatomagmática no vulcão Taal, nas Filipinas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/video-viral-e-filmada-uma-erupcao-freatomagmatica-no-vulcao-taal-nas-filipinas.html" title="Vídeo viral: é filmada uma erupção freatomagmática no vulcão Taal, nas Filipinas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/video-viral-registran-una-erupcion-freatomagmatica-en-el-volcan-taal-filipinas-1783166471109_320.jpg" alt="Vídeo viral: é filmada uma erupção freatomagmática no vulcão Taal, nas Filipinas"></a></article></aside><p>E sim, <strong>embora esta erupção possa não criar uma nova ilha, ela revela um mundo fascinante que permanece oculto à vista de todos</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Global%20Volcanism%20Program" data-year="2026" data-title="Report%20on%20Titan%20Ridge%20(Papua%20New%20Guinea)%20(Sennert%2C%20S%2C%20ed.).%20Weekly%20Volcanic%20Activity%20Report%2C%202%20July-8%20July%202026." data-url="https%3A%2F%2Fvolcano.si.edu%2Fvolcano.cfm%3Fvn%3D250030">Global Volcanism Program. (2026). <a href="https://volcano.si.edu/volcano.cfm?vn=250030" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Report on Titan Ridge (Papua New Guinea) (Sennert, S, ed.). Weekly Volcanic Activity Report, 2 July-8 July 2026.</a>.</cite><br><cite data-author="NASA%20Earth%20Observatory" data-year="2026" data-title="New%20Eruption%20in%20the%20Bismarck%20Sea" data-url="https%3A%2F%2Fscience.nasa.gov%2Fearth%2Fearth-observatory%2Fnew-eruption-in-the-bismarck-sea%2F">NASA Earth Observatory. (2026). <a href="https://science.nasa.gov/earth/earth-observatory/new-eruption-in-the-bismarck-sea/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">New Eruption in the Bismarck Sea</a>.</cite><br><cite data-author="NOAA%20Ocean%20Exploration" data-year="2026" data-title="Do%20volcanic%20eruptions%20happen%20underwater%3F" data-url="https%3A%2F%2Foceanexplorer.noaa.gov%2Focean-fact%2Fvolcanoes%2F">NOAA Ocean Exploration. (2026). <a href="https://oceanexplorer.noaa.gov/ocean-fact/volcanoes/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Do volcanic eruptions happen underwater?</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/satelites-da-nasa-detectam-erupcao-vulcanica-submarina-que-poderia-criar-uma-nova-ilha-no-planeta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O Sol é o verdadeiro motor por trás dos furacões: eis como a radiação solar desperta os monstros do oceano]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-sol-e-o-verdadeiro-motor-por-tras-dos-furacoes-eis-como-a-radiacao-solar-desperta-os-monstros-do-oceano.html</link><pubDate>Sat, 18 Jul 2026 14:45:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O vento e a chuva são apenas a parte visível de um furacão. Por trás do seu imenso poder, esconde-se um processo que tem início muito antes da sua formação, à medida que o sol aquece os oceanos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-sol-es-el-verdadero-motor-de-los-huracanes-asi-es-como-la-radiacion-solar-despierta-a-los-monstruos-del-oceano-1783042062678.png" data-image="7zo773fu6ghd" alt="radiation; warming; sun; climate" title="radiation; warming; sun; climate"><figcaption>O oceano é o maior reservatório de calor do planeta, armazenando energia solar durante semanas, meses e até anos.</figcaption></figure><p> O que lhe vem à cabeça quando pensa num <strong>furacão</strong>? A maioria das pessoas imagina ventos destrutivos, chuva torrencial e ondas poderosas. Mas por trás dessa força, muitas vezes devastadora, esconde-se um fator determinante muito menos óbvio.</p><div class="texto-destacado">Graças à sua enorme capacidade de armazenar calor — cerca de quatro vezes superior à do ar —, <strong>os oceanos funcionam como o maior reservatório de energia do sistema climático.</strong></div><p>Tudo começa com o <strong>sol</strong>. Cerca de <strong>50–51% da radiação solar</strong> que atinge o nosso planeta é absorvida pela superfície da Terra, sendo que<strong> os oceanos absorvem a maior parte dessa energia</strong>, uma vez que cobrem uma porção tão grande do globo. Sem esta energia, os ciclones tropicais simplesmente não se poderiam formar.</p><h2>O oceano: uma bateria carregada pelo sol</h2><p>Durante meses, especialmente nos trópicos, <strong>o oceano absorve enormes quantidades de energia solar e armazena-a sob a forma de calor</strong>. Não é apenas a superfície que se aquece. As camadas superiores do oceano acumulam uma grande reserva de energia conhecida como conteúdo de calor oceânico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-sol-es-el-verdadero-motor-de-los-huracanes-asi-es-como-la-radiacion-solar-despierta-a-los-monstruos-del-oceano-1783041646034.png" data-image="jkqx6or9idt2" alt="tropical cyclone; sun; ocean heat content" title="tropical cyclone; sun; ocean heat content"><figcaption>No Atlântico Norte e na parte oriental do Pacífico Norte, setembro regista o maior número de furacões, uma vez que o oceano passou o verão a acumular enormes quantidades de energia solar.</figcaption></figure><p>A fase seguinte tem início <strong>quando a água do mar começa a evaporar</strong>. Esse vapor de água sobe para a atmosfera e, à medida que arrefece, condensa-se, formando nuvens e chuva. Durante este processo, liberta uma quantidade enorme de calor latente, o que aquece o ar circundante e faz com que este suba ainda mais.</p><div class="texto-destacado">Quando<strong> as temperaturas da superfície do mar excedem os 26,5 °C</strong> e essa água quente se estende por várias dezenas de metros abaixo da superfície, o oceano <strong>contém o combustível necessário para que um ciclone tropical se desenvolva</strong>.</div><p>Esse movimento ascendente reduz a pressão à superfície, permitindo que mais ar quente e rico em humidade flua do ambiente circundante. À medida que este ciclo se repete, o sistema torna-se mais forte, <strong>tal como um motor continuamente alimentado pelo oceano quente</strong>.</p><p>É por isso que um ciclone tropical enfraquece quando se desloca sobre águas mais frias ou agita o oceano o suficiente para trazer água mais fria das profundezas para a superfície.<strong> À medida que a energia armazenada pelo oceano se esgota, o motor da tempestade começa a ficar sem combustível</strong>.</p><h2>A água quente, por si só, não é suficiente</h2><p>O calor do oceano, por si só, não consegue gerar um furacão. São também essenciais condições atmosféricas favoráveis. Os ventos devem variar muito pouco com a altitude — uma condição conhecida como <strong>baixo cisalhamento do vento</strong>.</p><p>A atmosfera precisa também de <strong>humidade adequada nos níveis médios</strong>, juntamente com a <strong>força de Coriolis</strong>, que confere à tempestade o seu movimento rotativo característico.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771154" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-oficial-da-meteored-para-a-temporada-de-furacoes-de-2026-teremos-mais-ciclones-este-ano.html" title="Previsão oficial da Meteored para a temporada de furacões de 2026: teremos mais ciclones este ano?">Previsão oficial da Meteored para a temporada de furacões de 2026: teremos mais ciclones este ano?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-oficial-da-meteored-para-a-temporada-de-furacoes-de-2026-teremos-mais-ciclones-este-ano.html" title="Previsão oficial da Meteored para a temporada de furacões de 2026: teremos mais ciclones este ano?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pronostico-oficial-de-meteored-para-la-temporada-de-huracanes-2026-tendremos-mas-ciclones-este-ano-1779838196467_320.png" alt="Previsão oficial da Meteored para a temporada de furacões de 2026: teremos mais ciclones este ano?"></a></article></aside><p>Por isso, da próxima vez que vir imagens de satélite de um furacão, lembre-se de que a sua força não se formou da noite para o dia. <strong>É o resultado de semanas — ou mesmo meses — de energia solar armazenada no oceano</strong>, à espera do momento em que se transforma num dos fenómenos mais poderosos da Terra.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-sol-e-o-verdadeiro-motor-por-tras-dos-furacoes-eis-como-a-radiacao-solar-desperta-os-monstros-do-oceano.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Criam um "escudo de plasma" para proteger a Terra e evitar o fim da Internet em caso de tempestades solares]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/criam-um-escudo-de-plasma-para-proteger-a-terra-e-evitar-o-fim-da-internet-em-caso-de-tempestades-solares.html</link><pubDate>Sat, 18 Jul 2026 13:31:42 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Os cientistas propõem um novo sistema para proteger a Terra através de um escudo de plasma artificial. Este método reduziria para metade o impacto tecnológico das tempestades solares mais extremas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-proponen-un-metodo-para-proteger-artifivalmente-a-la-tierra-de-las-tormentas-solares-intensas-1784232354186.png" data-image="ynbkd70gp2iu"><figcaption>As ejeções de massa coronal e as tempestades solares são provocadas pela ruptura dos campos magnéticos no Sol.</figcaption></figure><p>Quando ocorre uma libertação repentina de energia acumulada na nossa estrela, surgem tempestades solares, explosões gigantescas de energia e partículas carregadas que são lançadas para o espaço. Se se dirigirem para o nosso planeta, podem afetar os sistemas de comunicação, navegação e eletricidade.</p><p>A causa é a reconexão magnética, <strong>um processo em que as linhas do campo magnético solar se rompem e se reorganizam violentamente</strong>, o que liberta radiação e plasma para o sistema solar. Costuma dar origem às manchas solares, regiões que parecem escuras devido à sua temperatura mais baixa.</p><p>Existem diferentes tipos de emissões, como as erupções solares, que são rajadas de energia que interferem quase imediatamente com os sinais de rádio. Por outro lado, as Ejeções de Massa Coronal (CME) são enormes bolhas de plasma e campo magnético que podem demorar vários dias a chegar à Terra.</p><div class="texto-destacado">O Evento de Carrington, de 1859, foi a tempestade solar mais intensa de que há registo. Provocou auroras visíveis até no Panamá e colapsou a rede telegráfica da época; as correntes induzidas foram tão fortes que os equipamentos de comunicação lançaram faíscas e os instrumentos de medição magnética ultrapassaram os limites da escala.</div><p>Para além do risco do tipo Carrington, existem os eventos Miyake, que são explosões solares muito mais intensas, descobertas através da análise do carbono-14 nos anéis das árvores. O que realça a urgência de desenvolver sistemas de proteção para evitar um colapso total da nossa civilização.</p><h2>Vulnerabilidade na infraestrutura global</h2><p>No nosso mundo hiperconectado, <strong>um evento desta magnitude provocaria cortes de energia a nível continental </strong>e danos nos transformadores que demorariam semanas ou meses a ser reparados. As correntes induzidas ultrapassariam as proteções atuais e deixariam milhões de pessoas numa escuridão sem precedentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-proponen-un-metodo-para-proteger-artifivalmente-a-la-tierra-de-las-tormentas-solares-intensas-1784232188758.png" data-image="r4qhe5solx97"><figcaption>Uma das consequências mais belas das tempestades solares são as auroras que se podem observar nos pólos terrestres.</figcaption></figure><p>Os satélites em órbita podem sofrer sobrecargas elétricas que inutilizem as suas operações ou alterem a precisão do GPS. De facto, <strong>ocorreram incidentes recentes, como a perda de satélites Starlink em 2022</strong>. A degradação destes sinais afetaria a navegação aérea e marítima a nível global.</p><p>Embora seja improvável que ocorra um apagão digital total, <strong>falhas regionais graves poderiam interromper a banca eletrónica, os voos e as operações logísticas</strong>. Por fim, representam um perigo direto para a segurança dos astronautas e a integridade das naves espaciais fora da atmosfera protetora.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="742895" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/iluminou-o-ceu-e-queimou-telegrafos-em-1859-o-que-e-o-evento-carrington-e-como-pode-fazer-colapsar-a-tecnologia-atual.html" title="Iluminou o céu e queimou telégrafos em 1859: o que é o Evento Carrington e como pode fazer colapsar a tecnologia atual?">Iluminou o céu e queimou telégrafos em 1859: o que é o Evento Carrington e como pode fazer colapsar a tecnologia atual?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/iluminou-o-ceu-e-queimou-telegrafos-em-1859-o-que-e-o-evento-carrington-e-como-pode-fazer-colapsar-a-tecnologia-atual.html" title="Iluminou o céu e queimou telégrafos em 1859: o que é o Evento Carrington e como pode fazer colapsar a tecnologia atual?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ilumino-el-cielo-y-quemo-telegrafos-en-1859-el-evento-carrington-y-como-podria-colapsar-la-tecnologia-actual-1764357549707_320.jpeg" alt="Iluminou o céu e queimou telégrafos em 1859: o que é o Evento Carrington e como pode fazer colapsar a tecnologia atual?"></a></article></aside><p>Um fenómeno que tem deixado os físicos perplexos nos últimos tempos é a "super-expansão" das tempestades solares durante o seu percurso até à Terra, uma vez que se observou que algumas nuvens de plasma aumentaram o seu volume e triplicaram a sua temperatura interna num curto espaço de tempo, o que reduz o tempo de reação para proteger as infraestruturas críticas.</p><h3>Chegaram os reforços!</h3><p>Perante estas ameaças, foi proposto<strong> um sistema defensivo baseado na introdução de massa artificial na magnetosfera da Terra</strong>, com o objetivo de reforçar as defesas naturais do planeta, criando um escudo para reduzir o impacto do vento solar antes que este interaja com a nossa atmosfera e tecnologia.</p><p>O método seria implementado através da mobilização de um conjunto de naves espaciais que, basicamente, transportariam um gás para o espaço, o qual seria libertado na magnetosfera, "semeando-a" com um plasma artificial para reforçar a região contra a radiação e as partículas cósmicas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-proponen-un-metodo-para-proteger-artifivalmente-a-la-tierra-de-las-tormentas-solares-intensas-1784232534224.jpg" data-image="rbu3uhto5yc9"><figcaption>O plasma e as partículas carregadas provenientes do Sol são desviados pela magnetosfera terrestre.</figcaption></figure><p>Os resultados previstos sugerem que esta técnica <strong>poderá alcançar uma redução de 50% ou mais nos efeitos negativos do vento solar</strong>, uma vez que, ao atenuar a força do impacto inicial, se reduziriam as correntes elétricas induzidas perigosas, permitindo assim que as infraestruturas críticas funcionassem em níveis mais controláveis.</p><p>Uma das vantagens logísticas do sistema é que, uma vez instalada a base no espaço, os materiais de carga poderiam permanecer armazenados durante anos em órbita e a carga só seria libertada quando fosse detetada uma ameaça iminente, garantindo que a defesa esteja disponível exatamente quando for necessária.</p><h3>Prevenção e monitorização</h3><p>A verdade é que a vigilância contínua constitui a primeira linha de defesa para mitigar riscos, ações levadas a cabo por<strong> agências como a NOAA e o SWPC, que monitorizam o Sol em tempo real</strong>. Emitindo alertas precoces e dando aos operadores de redes elétricas e de satélites horas ou mesmo dias para tomarem as devidas precauções.</p><p>Atualmente, para proteger as infraestruturas, os operadores adotam protocolos de mitigação que incluem <strong>isolar transformadores ou colocar os satélites em modo de segurança</strong>. A NASA, por exemplo, pode desligar instrumentos nas naves espaciais durante as fases mais críticas de uma tempestade para evitar curto-circuitos internos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="618291" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/eventos-miyake-um-risco-cataclismico-para-o-nosso-planeta-qual-e-a-gravidade-da-ameaca-civilizacao.html" title="Eventos Miyake: um risco cataclísmico para o nosso planeta? Qual é a gravidade da ameaça?">Eventos Miyake: um risco cataclísmico para o nosso planeta? Qual é a gravidade da ameaça?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/eventos-miyake-um-risco-cataclismico-para-o-nosso-planeta-qual-e-a-gravidade-da-ameaca-civilizacao.html" title="Eventos Miyake: um risco cataclísmico para o nosso planeta? Qual é a gravidade da ameaça?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/les-evenements-miyake-un-risque-cataclysmique-pour-notre-planete-quel-est-l-etat-de-la-menace-1703007197697_320.jpeg" alt="Eventos Miyake: um risco cataclísmico para o nosso planeta? Qual é a gravidade da ameaça?"></a></article></aside><p>Não obstante o exposto,<strong> estas medidas são limitadas perante eventos de magnitude extrema</strong>. Por isso, os modelos digitais, baseados em IA, ajudam a visualizar as velocidades de propagação e as trocas de calor que inflam as nuvens magnéticas no meio interplanetário.</p><p>A verdade é que, embora estas tempestades nos ofereçam auroras espetaculares (tanto boreais como austrais), à medida que a nossa dependência tecnológica aumenta, também deve aumentar a nossa capacidade de a proteger face a um Sol que, embora nos dê vida, também possui um poder destrutivo inimaginável.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="B.%20M.%20Walsh%2C%20D.%20T.%20Welling%2C%20Z.%20Huang" data-year="2026" data-title="Terrestrial%20Space%20Weather%20Protection%20Through%20Human-Produced%20Mass-Loading" data-url="https%3A%2F%2Fagupubs.onlinelibrary.wiley.com%2Fdoi%2Ffull%2F10.1029%2F2025SW004846">B. M. Walsh, D. T. Welling, Z. Huang. (2026). <a href="https://agupubs.onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1029/2025SW004846" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Terrestrial Space Weather Protection Through Human-Produced Mass-Loading</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/criam-um-escudo-de-plasma-para-proteger-a-terra-e-evitar-o-fim-da-internet-em-caso-de-tempestades-solares.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Gota fria a noroeste de Portugal deverá persistir até 25 de julho: saiba como poderá afetar o tempo no nosso país]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/gota-fria-a-noroeste-de-portugal-devera-persistir-ate-25-de-julho-saiba-como-podera-afetar-o-tempo-no-nosso-pais.html</link><pubDate>Sat, 18 Jul 2026 13:13:05 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma depressão isolada em altitude, conhecida por gota fria, formou-se a noroeste da Península Ibérica e poderá condicionar o estado do tempo em Portugal até, pelo menos, 25 de julho. </p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaq71i6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaq71i6.jpg" id="xaq71i6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma depressão isolada em altitude, vulgarmente conhecida por <strong>gota fria</strong>, formou-se este sábado (18) a noroeste da Península Ibérica e deverá condicionar o estado do tempo em Portugal durante praticamente toda a próxima semana.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p> Embora não se trate de uma situação de instabilidade severa, <strong>o sistema poderá influenciar as temperaturas, provocar alguma trovoada localizada</strong> e manter uma circulação atmosférica pouco habitual para esta época do ano.</p><h2>Uma gota fria instalou-se a noroeste da Península Ibérica</h2><p>Desde este sábado, 18 de julho, os modelos meteorológicos <strong>mostram a formação de uma depressão isolada em altitude sobre o Atlântico,</strong> a noroeste da Península Ibérica. Este tipo de sistema forma-se quando uma bolsa de ar frio, se separa da circulação principal do jato polar, ficando isolada e deslocando-se lentamente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gota-fria-a-noroeste-de-portugal-devera-persistir-ate-25-de-julho-como-podera-afetar-o-estado-do-tempo-1784377453961.jpg" data-image="kuo8lt85ao1o" alt="Geopotencial 500 hPa" title="Geopotencial 500 hPa"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-683178">Uma depressão isolada em altitude (gota fria) começou a formar-se este sábado a noroeste da Península Ibérica. O núcleo de ar frio, localizado em altitude, deverá influenciar o estado do tempo em Portugal durante vários dias.</figcaption></figure><p>Ao contrário das depressões atlânticas clássicas, <strong>uma gota fria pode permanecer praticamente estacionária durante vários dias,</strong> tornando a previsão da sua trajetória mais difícil. Pequenos desvios na posição do seu núcleo são suficientes para alterar significativamente os seus efeitos à superfície.</p><h2>Entre domingo e segunda-feira: litoral mais fresco, interior continua quente</h2><p>Apesar da proximidade desta circulação fria, o calor não desaparecerá de Portugal continental. Entre domingo (19) e segunda-feira (20), o interior continuará a registar temperaturas tipicamente estivais, frequentemente entre os <strong>30 e 35 ºC</strong>, enquanto a influência marítima será bastante mais evidente ao longo da fachada atlântica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gota-fria-a-noroeste-de-portugal-devera-persistir-ate-25-de-julho-como-podera-afetar-o-estado-do-tempo-1784377520075.png" data-image="jaj82rgss529" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption>A circulação associada à gota fria irá favorecer a entrada de ar marítimo mais fresco ao longo da costa portuguesa, mantendo máximas próximas dos 25 ºC no litoral, enquanto o interior continuará a registar temperaturas tipicamente estivais.</figcaption></figure><p>A circulação ciclónica associada à depressão<strong> favorecerá a entrada de ar mais fresco sobre o litoral Norte, Centro e região de Lisboa</strong>,<strong> </strong>onde as temperaturas máximas dificilmente deverão ultrapassar os <strong>25 ºC</strong>. Assim, manter-se-á um contraste marcado entre o litoral, mais fresco, e o interior, mais quente.</p><h2>Instabilidade localizada poderá originar algumas trovoadas</h2><p>Além da descida das temperaturas junto à costa, o ar frio em altitude poderá favorecer alguma<strong> instabilidade durante as tardes, sobretudo no interior Norte</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gota-fria-a-noroeste-de-portugal-devera-persistir-ate-25-de-julho-como-podera-afetar-o-estado-do-tempo-1784377640434.png" data-image="pa66qv24idc8" alt="Densidade de raios" title="Densidade de raios"><figcaption>Durante a tarde de domingo poderá desenvolver-se alguma instabilidade no interior Norte, com possibilidade de trovoadas muito localizadas e de fraca intensidade, sobretudo em zonas montanhosas de Trás-os-Montes.</figcaption></figure><p>Segundo a previsão atual da Meteored Portugal, durante a tarde de domingo poderão desenvolver-se <strong>células convectivas muito localizadas</strong> nas regiões de Mourão, Lousã, Chaves, e áreas envolventes. Ainda assim, trata-se de uma situação de <strong>fraca intensidade</strong>, com uma densidade muito reduzida de descargas elétricas, em muitos casos, poderá ocorrer apenas um raio por hora ou menos.</p><h2>A depressão poderá persistir até ao final da próxima semana</h2><p>Os modelos continuam a indicar que esta depressão isolada permanecerá ativa durante vários dias. O mapa de geopotencial aos <strong>700 hPa</strong> (cerca de 3000 metros de altitude) mostra que, a 22 de julho, o núcleo da gota fria continuará presente a oeste da Península Ibérica, embora ligeiramente mais deslocado para oeste relativamente aos dias anteriores.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779231" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/este-domingo-19-de-julho-as-temperaturas-sobem-ligeiramente-eis-as-cinco-localidades-onde-se-preveem-35-c-ou-mais.html" title="Este domingo, 19 de julho, as temperaturas sobem ligeiramente: eis as cinco localidades onde se preveem 35 ºC ou mais">Este domingo, 19 de julho, as temperaturas sobem ligeiramente: eis as cinco localidades onde se preveem 35 ºC ou mais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/este-domingo-19-de-julho-as-temperaturas-sobem-ligeiramente-eis-as-cinco-localidades-onde-se-preveem-35-c-ou-mais.html" title="Este domingo, 19 de julho, as temperaturas sobem ligeiramente: eis as cinco localidades onde se preveem 35 ºC ou mais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/este-domingo-19-de-julho-as-temperaturas-sobem-ligeiramente-eis-as-cinco-localidades-onde-se-preveem-35-c-ou-mais-1784378016427_320.png" alt="Este domingo, 19 de julho, as temperaturas sobem ligeiramente: eis as cinco localidades onde se preveem 35 ºC ou mais"></a></article></aside><p>As previsões mais recentes sugerem que o sistema apenas começará a atravessar o norte da Península Ibérica entre <strong>24 e 25 de julho</strong>, deslocando-se depois para leste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gota-fria-a-noroeste-de-portugal-devera-persistir-ate-25-de-julho-como-podera-afetar-o-estado-do-tempo-1784377951757.jpg" data-image="1qg6uzbiwj78" alt="Geopotencial e vento 300 hPa" title="Geopotencial e vento 300 hPa"><figcaption>Na reta final da previsão, a depressão isolada em altitude deverá atravessar o norte da Península Ibérica em direção ao interior da Europa, permitindo a entrada de uma massa de ar mais fresca sobre Portugal continental.</figcaption></figure><p>Esta evolução permitirá a contínua entrada de uma massa de ar relativamente mais fresca sobre Portugal continental, favorecendo uma descida mais evidente das temperaturas nas regiões Norte e Centro. <strong>Nas serras mais elevadas destas regiões, as temperaturas ao início da tarde poderão mesmo permanecer abaixo dos 20 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gota-fria-a-noroeste-de-portugal-devera-persistir-ate-25-de-julho-como-podera-afetar-o-estado-do-tempo-1784378044472.jpg" data-image="eafuayfuojgf" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-198435">A previsão indica que a gota fria permanecerá próxima da Península Ibérica até meados da próxima semana. A sua deslocação gradual para norte poderá favorecer uma descida mais significativa das temperaturas nas regiões Norte e Centro a partir dos dias 24 e 25 de julho.</figcaption></figure><p>Apesar desta tendência, importa recordar que a posição exata da gota fria continua a apresentar alguma incerteza. Pequenas alterações na sua trajetória poderão <strong>modificar a distribuição da instabilidade e da intensidade da descida das temperaturas</strong>, pelo que será importante acompanhar as próximas atualizações dos modelos meteorológicos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/gota-fria-a-noroeste-de-portugal-devera-persistir-ate-25-de-julho-saiba-como-podera-afetar-o-tempo-no-nosso-pais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este domingo, 19 de julho, as temperaturas sobem ligeiramente: eis as cinco localidades onde se preveem 35 ºC ou mais]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/este-domingo-19-de-julho-as-temperaturas-sobem-ligeiramente-eis-as-cinco-localidades-onde-se-preveem-35-c-ou-mais.html</link><pubDate>Sat, 18 Jul 2026 12:41:14 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Para domingo, 19 de julho, está prevista uma ligeira subida das temperaturas máximas em grande parte da geografia de Portugal continental. Consulte a previsão do tempo e descubra as 5 localidades mais quentes do país amanhã.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaq6vtm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaq6vtm.jpg" id="xaq6vtm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A partir deste fim de semana de 18 e 19 de julho, a previsão do modelo Europeu indica o estabelecimento de um padrão de circulação compatível com o regime atmosférico conhecido como <strong>crista atlântica</strong>.</p><p>Este padrão consiste no fortalecimento e extensão de um anticiclone sobre o Atlântico Norte sob a forma de uma crista anticiclónica que, quando se instala na região Euro-Atlântica, tende a favorecer <strong>tempo seco e estável em Portugal continental</strong>, bem como a presença da nortada, um fenómeno típico da estação estival no nosso país.</p><p>Os mapas de confiança da Meteored revelam uma região anticiclónica robusta, centrada a oeste da Irlanda, enquanto a disposição das isóbaras junto à costa portuguesa vai produzindo um <strong>gradiente de pressão favorável a um fluxo persistente dos quadrantes norte e oeste</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-domingo-19-de-julho-as-temperaturas-sobem-ligeiramente-eis-as-cinco-localidades-onde-se-preveem-35-c-ou-mais-1784377800601.png" data-image="30thxhyjn9l2"><figcaption>Padrão de crista atlântica bem evidenciado neste mapa, com o centro de altas pressões situado a oeste da Irlanda e a estender-se em crista de norte para sul.</figcaption></figure><p>O vento, inicialmente do quadrante norte (Nortada), mudará de rumo no domingo (19), passando a soprar predominantemente do quadrante oeste.<strong> Para domingo (19) não estão previstas alterações significativas no panorama meteorológico, exceto no que toca a uma pequena subida das temperaturas máximas</strong>.</p><p>Espera-se, de novo, a formação de nevoeiro matinal ou nebulosidade baixa em boa parte das Regiões Norte e Centro, podendo persistir durante grande parte do dia na metade norte do distrito de Viana do Castelo e nalguns setores do litoral Norte.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Ademais, para amanhã (19), mantém-se a <strong>possibilidade de chuviscos matinais no litoral Centro e de aguaceiros fracos e dispersos nas serras do Alto Minho</strong> e noutras áreas montanhosas do Norte e Centro-norte durante a tarde, <strong>embora a probabilidade seja reduzida</strong>.</p><p>No caso das zonas minhotas, esta situação resulta do transporte de ar marítimo procedente do Atlântico que, ao convergir com o relevo montanhoso, é forçado a ascender, favorecendo a condensação, gerando a formação de algumas nuvens e, eventualmente, a ocorrência pontual de precipitação fraca.</p><h2>Temperaturas máximas vão registar uma ligeira subida em mais de metade das capitais distritais este domingo, dia 19</h2><p>No que diz respeito às temperaturas, não se antecipam variações muito significativas, embora seja expectável uma <strong>ligeira subida dos valores das máximas no domingo (19)</strong> - de cerca de <strong>1 ºC</strong> - em várias capitais distritais, entre as quais: <strong>Évora (33 ºC), Beja (32 ºC), Portalegre (31 ºC), Santarém e Setúbal (30 ºC), Viseu (29 ºC), Coimbra, Leiria e Lisboa (28 ºC) e Aveiro (26 ºC)</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779103" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-enfrenta-um-novo-cenario-a-partir-de-terca-feira-21-o-calor-intenso-passara-do-mediterraneo-para-o-atlantico.html" title="Portugal enfrenta um novo cenário: a partir de terça-feira, 21 o calor intenso passará do Mediterrâneo para o Atlântico">Portugal enfrenta um novo cenário: a partir de terça-feira, 21 o calor intenso passará do Mediterrâneo para o Atlântico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-enfrenta-um-novo-cenario-a-partir-de-terca-feira-21-o-calor-intenso-passara-do-mediterraneo-para-o-atlantico.html" title="Portugal enfrenta um novo cenário: a partir de terça-feira, 21 o calor intenso passará do Mediterrâneo para o Atlântico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-enfrenta-um-novo-cenario-a-partir-de-terca-feira-21-o-calor-intenso-passara-do-mediterraneo-para-o-atlantico-1784294286955_320.png" alt="Portugal enfrenta um novo cenário: a partir de terça-feira, 21 o calor intenso passará do Mediterrâneo para o Atlântico"></a></article></aside><p>Em cidades como o Porto, Guarda e Bragança <strong>a temperatura máxima irá manter-se inalterada entre hoje (18) e amanhã (19)</strong>, estando previstos, respetivamente, 24, 28 e 33 ºC.</p><h2>Eis as localidades de Portugal continental onde se prevê mais calor neste domingo, 19 de julho</h2><p>Embora seja esperado um ligeiro aquecimento durante o dia de amanhã em várias regiões do país - mesmo assim -, as temperaturas máximas previstas para este domingo (19) <strong>não irão atingir valores tão elevados como se estimava anteriormente</strong>. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Mirandela, Vila Nova de Foz Côa, Reguengos de Monsaraz, Mértola e Alcoutim serão as cinco localidades mais quentes em Portugal continental este domingo, 19 de julho.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Esta revisão da previsão resulta de um reajuste da circulação atmosférica, marcada pelo predomínio do vento do quadrante oeste, que interveio substantivamente na distribuição das massas de ar e dos centros de ação, <strong>travando uma subida mais significativa das temperaturas e limitando o aquecimento diurno</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-domingo-19-de-julho-as-temperaturas-sobem-ligeiramente-eis-as-cinco-localidades-onde-se-preveem-35-c-ou-mais-1784377539144.png" data-image="9v55zwwg8vfn"><figcaption>Algumas localidades alentejanas, bem como as que se inserem nos principais vales fluviais, como o Douro e o Guadiana, serão as mais quentes do país neste domingo, 19 de julho.</figcaption></figure><p>Assim, <strong>a subida das temperaturas será mais contida, proporcionando um maior conforto térmico à população</strong>, mesmo estando agora na fase estatisticamente mais quente do ano (canícula).</p><p>Deste modo, as únicas localidades do nosso país onde se preveem máximas iguais ou superiores a 35 ºC no dia de amanhã, 19 de julho, serão <strong>Vila Nova de Foz Côa, Reguengos de Monsaraz, Mértola e Alcoutim (35 ºC), Mirandela (36 ºC)</strong>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/este-domingo-19-de-julho-as-temperaturas-sobem-ligeiramente-eis-as-cinco-localidades-onde-se-preveem-35-c-ou-mais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Viver no "forno": a injustiça social escondida no uso do ar condicionado e o agravamento nas ilhas de calor]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/viver-no-forno-a-injustica-social-escondida-no-uso-do-ar-condicionado-e-o-agravamento-nas-ilhas-de-calor.html</link><pubDate>Sat, 18 Jul 2026 08:47:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O paradoxo do frio: como a solução para o calor acelera o aquecimento global. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/viver-no-forno-a-injustica-social-escondida-no-uso-do-ar-condicionado-1783517091664.png" data-image="kff33hrfn2hq"><figcaption>Aparelhos de AC aumentam a temperatura das ruas em até 1°C, e apenas 10% das famílias em países quentes os possuem.</figcaption></figure><p>À medida que as ondas de calor extremo se tornam mais frequentes, intensas e prolongadas devido às alterações climáticas globais, <strong>o acesso ao ar condicionado (AC) passou rapidamente de um luxo moderno a uma necessidade premente de sobrevivência e saúde pública</strong>.</p><div class="texto-destacado">No entanto, este aumento drástico na procura por refrigeração está a expor e a criar uma nova e profunda fratura social, frequentemente denominada de "fosso do arrefecimento" (<em>cooling divide</em>). </div><p>Este fenómeno espelha uma cruel ironia: <strong>a tecnologia que nos protege do aquecimento global está, na verdade, a agravar o problema climático</strong> e a acentuar de forma severa as desigualdades socioeconómicas em todo o mundo.</p><h2>O privilégio do frio vs a vulnerabilidade térmica</h2><p>O paradoxo do ar condicionado assenta na criação de um ciclo vicioso evidente. Por um lado, as populações e os países mais ricos possuem os meios financeiros para instalar sistemas modernos de refrigeração e suportar os elevados custos da fatura elétrica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/viver-no-forno-a-injustica-social-escondida-no-uso-do-ar-condicionado-1783517169098.png" data-image="pc7losxdq3x5"><figcaption>Atualmente, os aparelhos de AC e as ventoinhas já consomem cerca de 10% de toda a eletricidade gerada no mundo.</figcaption></figure><p>Conseguem, assim, manter o seu conforto, a saúde e a produtividade laboral. Em contrapartida, as famílias com rendimentos mais baixos encontram-se cada vez mais impossibilitadas de aceder a esta forma de adaptação. Estas populações habitam, regra geral, em edifícios precários, com fraco isolamento térmico e situados em bairros de alta densidade sem árvores, onde predomina o asfalto.</p><h2>As consequências letais da desigualdade </h2><p>Esta desigualdade vai muito além do simples desconforto. <strong>A incapacidade de aceder a ambientes frescos resulta em consequências dramáticas e letai</strong><strong>s</strong>, gerando um aumento exponencial de golpes de calor, exaustão, agravamento de doenças crónicas (cardiovasculares e respiratórias) e picos de mortalidade prematura entre as camadas mais desprotegidas da sociedade. </p><h2>Aquecer a rua para arrefecer a casa </h2><p>A injustiça intensifica-se ainda mais no espaço físico da cidade devido à própria tecnologia do AC: para gerar ar frio no interior, os aparelhos expelem quantidades massivas de ar quente para as ruas. </p><div class="texto-destacado">Nas zonas urbanas, isto contribui diretamente para o efeito de "ilha de calor". O resultado é que os mais abastados estão literalmente a aquecer o ambiente de quem não tem qualquer alternativa. </div><p>Além disso, a nível global, o uso massificado do ar condicionado exige uma enorme queima de combustíveis fósseis e liberta gases refrigerantes nocivos, acelerando as alterações climáticas que justificaram o seu uso inicial. </p><h2>Uma mudança de paradigma: arrefecimento sustentável </h2><p>Para combater esta perigosa exclusão térmica, os especialistas concluem que a solução não passa por inundar o mundo com mais aparelhos de ar condicionado. É imperativa uma mudança de paradigma rumo ao "arrefecimento passivo": <strong>apostar num melhor isolamento de edifícios, numa arquitetura adaptada ao clima e na renaturalização das cidades com mais sombras e espaços verdes</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777246" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-ar-condicionado-tornou-se-uma-questao-politica-na-europa-a-onda-de-calor-que-mudou-o-debate.html" title="O ar condicionado tornou-se uma questão política na Europa: a onda de calor que mudou o debate">O ar condicionado tornou-se uma questão política na Europa: a onda de calor que mudou o debate</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-ar-condicionado-tornou-se-uma-questao-politica-na-europa-a-onda-de-calor-que-mudou-o-debate.html" title="O ar condicionado tornou-se uma questão política na Europa: a onda de calor que mudou o debate"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-aire-acondicionado-se-volvio-tema-politico-en-europa-la-ola-de-calor-que-cambio-el-debate-1783239402108_320.jpg" alt="O ar condicionado tornou-se uma questão política na Europa: a onda de calor que mudou o debate"></a></article></aside><p>Só com um forte investimento em políticas públicas de habitação e urbanismo se poderá garantir o direito fundamental a um ambiente seguro, quebrando um ciclo que hoje beneficia alguns à custa da maioria.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Hood%2C%20Laura" data-year="2026" data-title="The%20cooling%20divide%3A%20how%20air%20conditioning%20is%20creating%20a%20new%20climate%20inequality" data-url="https%3A%2F%2Ftheconversation.com%2Fthe-cooling-divide-how-air-conditioning-is-creating-a-new-climate-inequality-286592">Hood, Laura. (2026). <a href="https://theconversation.com/the-cooling-divide-how-air-conditioning-is-creating-a-new-climate-inequality-286592" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The cooling divide: how air conditioning is creating a new climate inequality</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/viver-no-forno-a-injustica-social-escondida-no-uso-do-ar-condicionado-e-o-agravamento-nas-ilhas-de-calor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este hospital português foi abandonado há mais de 30 anos, mas mantém tudo lá dentro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-hospital-portugues-foi-abandonado-ha-mais-de-30-anos-mas-mantem-tudo-la-dentro.html</link><pubDate>Sat, 18 Jul 2026 07:35:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Consultórios com todos os materiais, uma sala de raio-X ainda equipada e até uma despensa com medicamentos. Aqui tudo parece intocado, apenas desgastado pelo tempo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-hospital-portugues-foi-abandonado-ha-mais-de-30-anos-mas-mantem-tudo-la-dentro-1783966596159.jpg" data-image="maslw6q9umrl" alt="Hospital abandonado" title="Hospital abandonado"><figcaption>Há mais de 30 anos que este hospital está abandonado. Lá dentro, quase nada mudou. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Durante mais de 30 anos, ninguém desligou verdadeiramente este hospital. As camas continuaram nos quartos, a sala de operações permaneceu montada, os medicamentos ficaram nas prateleiras e os processos dos doentes nunca saíram dos armários. O tempo passou, mas, entre aquelas paredes, quase tudo ficou exatamente onde estava quando as portas fecharam, em 1992.</p><p>Há locais que parecem ter ficado suspensos entre o passado e o presente. Este antigo hospital, algures no norte de Portugal, é um deles. <strong>Encerrado desde 1992</strong>, continua a guardar no seu interior uma impressionante coleção de memórias: equipamentos médicos, medicamentos, salas de consulta, documentos e até um bloco operatório praticamente intacto. </p><div class="texto-destacado">Mais de três décadas depois de ter fechado portas, o edifício mantém muitos dos objetos exatamente onde foram deixados.</div><p>A descoberta foi partilhada recentemente por João Chalupa, criador de conteúdos dedicado à <strong>exploração urbana</strong>, numa visita que realizou ao local. Tal como acontece frequentemente entre os praticantes de <em>urbex</em> (exploração de espaços abandonados),<strong> a localização exata não é divulgada</strong>, precisamente para evitar atos de vandalismo ou furtos que possam acelerar a degradação do património.</p><p>Segundo explicou à revista NiT, a experiência começou de forma memorável. “As primeiras impressões são de loucos”, afirmou, numa declaração citada pela revista. Para quem está habituado a visitar edifícios abandonados, encontrar um hospital encerrado há mais de 30 anos e<strong> ainda com grande parte do seu conteúdo original</strong> continua a ser algo raro.</p><h2>Um hospital onde quase tudo ficou para trás</h2><p>Sim, porque, ao contrário do que acontece na maioria dos edifícios abandonados, onde os equipamentos acabam por ser retirados ou destruídos, neste hospital praticamente tudo permaneceu no mesmo lugar durante mais de três décadas.</p><p>A sensação, descreve, é semelhante a entrar numa<strong> cápsula do tempo</strong>. Corredores silenciosos, salas de espera vazias e equipamentos que parecem aguardar o regresso de médicos e pacientes criam uma atmosfera simultaneamente fascinante e inquietante. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="697878" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lugares-abandonados-em-portugal-que-deviam-tornar-se-atracoes-turisticas.html" title="Lugares abandonados em Portugal que deviam tornar-se atrações turísticas">Lugares abandonados em Portugal que deviam tornar-se atrações turísticas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lugares-abandonados-em-portugal-que-deviam-tornar-se-atracoes-turisticas.html" title="Lugares abandonados em Portugal que deviam tornar-se atrações turísticas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/lugares-abandonados-em-portugal-que-deviam-tornar-se-atracoes-turisticas-1740042365692_320.jpg" alt="Lugares abandonados em Portugal que deviam tornar-se atrações turísticas"></a></article></aside><p>Entre as áreas que mais o impressionaram encontra-se uma sala de cirurgia que permanece praticamente preservada. De acordo com João Chalupa, era fácil imaginar que o espaço ainda estava em funcionamento. “Sentimos que estávamos à espera para sermos atendidos numa consulta, ou até mesmo para uma cirurgia”, contou à publicação.</p><p>Mas a <strong>história do edifício</strong> é quase tão interessante quanto o seu estado de conservação. Antes de funcionar como unidade hospitalar, o imóvel terá sido um <strong>palacete construído no século XVII</strong>. Mais tarde, foi adquirido por um médico da região e transformado num hospital privado. Após a morte do proprietário, a gestão passou para vários profissionais de saúde ligados ao projeto. Contudo, divergências entre os responsáveis acabariam por comprometer o futuro da instituição, conduzindo ao<strong> encerramento definitivo em 1992</strong>.</p><h2>Porque é que tudo ficou no edifício?</h2><p>Foi precisamente essa situação que ajudou a explicar porque é que tantos objetos permaneceram no interior. Segundo João, como a propriedade estava dividida entre várias partes e nunca existiu um entendimento claro sobre o destino do espaço,<strong> muito do material acabou por ficar onde estava</strong>. “Há máquinas abandonadas, ficheiros e medicamentos da época, todos no sítio onde se encontravam”, relatou à revista. “Como pertencia a muita gente e ninguém se entendia, acabou por ficar tudo como estava”, explica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-hospital-portugues-foi-abandonado-ha-mais-de-30-anos-mas-mantem-tudo-la-dentro-1783966930649.jpg" data-image="mymc81pnf1nr" alt="Hospital abandonado" title="Hospital abandonado"><figcaption>Ao contrário do que seria de esperar, está quase tudo intacto. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Durante a exploração, o criador de conteúdos encontrou consultórios equipados, um escritório, uma antiga sala de raio-X, uma área de receção, uma divisão cheia de medicamentos e cerca de dez quartos de internamento. Em muitos destes espaços, o mobiliário e os equipamentos permanecem visíveis, apesar dos <strong>inevitáveis sinais de desgaste provocados pela passagem do tempo</strong>.</p><h2>Um dos locais de exploração urbana mais invulgares em Portugal</h2><p>É precisamente este <strong>nível de preservação </strong>que o entrevistado aponta como um dos aspetos mais surpreendentes. Em muitos edifícios abandonados, os objetos desaparecem rapidamente devido a furtos, sucata ou vandalismo. Neste caso, porém, grande parte do espólio continua presente. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="735495" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/estes-sao-os-lugares-mais-assombrados-de-portugal-principalmente-este-mes.html" title="Estes são os lugares mais assombrados de Portugal (principalmente este mês)">Estes são os lugares mais assombrados de Portugal (principalmente este mês)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/estes-sao-os-lugares-mais-assombrados-de-portugal-principalmente-este-mes.html" title="Estes são os lugares mais assombrados de Portugal (principalmente este mês)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estes-sao-os-lugares-mais-assombrados-de-portugal-principalmente-este-mes-1761119783228_320.jpg" alt="Estes são os lugares mais assombrados de Portugal (principalmente este mês)"></a></article></aside><p>“O que torna tudo sinistro é que ficou tudo lá dentro”, garante, citado pela mesmo revista. “Não há nada como aquilo em lado nenhum. Raramente os espaços são abandonados com tudo lá dentro. E é muito mais difícil ainda algo ser abandonado durante 34 anos e ninguém roubar nada”, aponta. </p><p>Naturalmente, <strong>nem tudo escapou à deterioração</strong>. O ambiente é descrito como sombrio, com sinais visíveis de decadência, infiltrações e algumas marcas de vandalismo. </p><div class="texto-destacado">Ainda assim, o estado geral do espaço continua a impressionar quem o visita. </div><p>Segundo explicou João Chalupa, o facto de poucas pessoas conhecerem a localização e de o acesso não ser simples ajudou a proteger o edifício ao longo dos anos.</p><p>Entre os exploradores urbanos existe, aliás, uma <strong>regra não escrita que ajuda a preservar estes locais</strong>: não partir, não levar e não alterar nada. Em vez disso, o objetivo é observar, fotografar e documentar.</p><p>*Toda a exploração foi documentada em vídeo por João Chalupa e está disponível no seu canal de YouTube, onde o criador de conteúdos mostra os diferentes espaços do hospital e partilha mais detalhes sobre a visita, sempre sem revelar a localização exata do edifício para ajudar a preservar o local.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="NiT%2C%20Pincelli%2C%20I" data-year="2026" data-title="O%20hospital%20abandonado%20h%C3%A1%20mais%20de%2030%20anos%20em%20Portugal%20com%20tudo%20dentro" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fna-cidade%2Fo-hospital-abandonado-ha-mais-de-30-anos-no-norte-de-portugal-com-tudo-dentro">NiT, Pincelli, I. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/o-hospital-abandonado-ha-mais-de-30-anos-no-norte-de-portugal-com-tudo-dentro" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">O hospital abandonado há mais de 30 anos em Portugal com tudo dentro</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-hospital-portugues-foi-abandonado-ha-mais-de-30-anos-mas-mantem-tudo-la-dentro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pescas, biodiversidade marinha e economia azul. Comissário Europeu das Pescas e Oceanos visita os Açores e a Madeira]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pescas-biodiversidade-marinha-e-economia-azul-comissario-europeu-das-pescas-e-oceanos-visita-os-acores-e-a-madeira.html</link><pubDate>Sat, 18 Jul 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O ministro da Agricultura e Mar acompanha, de 18 a 20 de julho, o comissário das Pescas e Oceanos, Costas Kadis, numa visita oficial aos Açores e à Madeira. O programa inclui a apresentação dos projetos BlueAzores e Tecnopolo MARTE.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/pescas-biodiversidade-marinha-e-economia-azul-comissario-europeu-das-pescas-e-oceanos-visita-os-acores-e-a-madeira-1784313652162.jpg" data-image="ozc1i0zgjauj" alt="Basco de pesca" title="Basco de pesca"><figcaption> O ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, acompanha, de 18 a 20 de julho, o comissário europeu das Pescas e Oceanos, Costas Kadis, numa visita oficial aos arquipélagos dos Açores e da Madeira.</figcaption></figure><p>A Comissão Europeia apresentou, no passado dia 10 de junho, em Bruxelas, duas estratégias para <strong>responder aos desafios provocados pelas alterações climáticas nas comunidades costeiras na União Europeia</strong> e em mais de quatro mil ilhas em 16 Estados-membros. Neles se incluem os Estados insulares de Chipre, Irlanda e Malta.</p><p>As <strong>regiões ultraperiféricas dos Açores e da Madeira ficaram de fora</strong> desta estratégia. Para estes arquipélagos, a Comissão Europeia garante que vai apresentar um plano específico no final deste ano.</p><p>Os números contabilizados pela Comissão revelam que <strong>há, neste momento, 95 milhões de pessoas a viver ao longo dos 70 mil quilómetros das zonas costeiras</strong> da UE de 22 Estados-membros, incluindo Portugal.</p><p>A estratégia apresentada tem como objetivo <strong>promover “uma economia azul dinâmica, competitiva e diversificada</strong>”, nomeadamente com o desenvolvimento de negócios como o turismo pesqueiro e a energia de fontes renováveis ao largo.</p><h2>Mais resiliência às alterações climáticas </h2><p>A Comissão Europeia também quer aumentar a adaptabilidade destas regiões costeiras às alterações climáticas e aos <strong>desafios ambientais, económicos, sociais e de segurança</strong>. E, em paralelo, melhorar a habitabilidade, salvaguardando a <strong>cultura marítima, o património e a identidade local</strong> destes locais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pescas-biodiversidade-marinha-e-economia-azul-comissario-europeu-das-pescas-e-oceanos-visita-os-acores-e-a-madeira-1784313700327.jpg" data-image="shlycoydup7a" alt="Pescador" title="Pescador"><figcaption>O ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, está nos Açores entre 18 e 20 de julho e reúne com as associações representativas do setor das pescas dos Açores.</figcaption></figure><p>Bruxelas quer um desenvolvimento económico assente em <strong>melhores ligações, um turismo sustentável, segurança energética, proteção ambiental </strong>e mais capacidade de resiliência às alterações climáticas, muito em particular nos momentos de crise.</p><p>Para tal, tem de haver <strong>reforço dos serviços públicos prestados às populações, nomeadamente ao nível dos cuidados de saúde, habitação</strong>, educação e inclusão social, como forma de inverter o despovoamento destas regiões e reter os jovens.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>No dia da apresentação desta estratégia (10 de junho de 2026),<strong> Rafaelle Fitto, comissário europeu para a Coesão e Reformas</strong>, revelou que a proposta para o próximo quadro financeiro plurianual da UE (2028-2032) vai reconhecer a “necessidade de responder às necessidades especiais das ilhas”. Costa Kadis, que é o comissário europeu das Pescas e Oceanos, não tem dúvidas – e afirmou-o em conferência de imprensa no mesmo dia -, que “as regiões costeiras estão na primeira linha das alterações climáticas”, realçando a necessidade da implementação desta estratégia.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Falta, agora, também, uma <strong>estratégia regiões ultraperiféricas dos Açores e da Madeira</strong>.</p><h2>Comissário das Pescas nos Açores e Madeira</h2><p>E essa é uma das motivações do <strong>comissário europeu das Pescas e Oceanos, que, entre os dias 18 e 21 de julho, se desloca aos arquipélagos dos Açores e da Madeira</strong> para uma visita oficial.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="720433" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/governo-reforca-fiscalizacao-do-defeso-do-polvo-na-regiao-norte-pesca-esta-suspensa-ate-15-de-agosto.html" title="Governo reforça fiscalização do defeso do polvo na região Norte. Pesca está suspensa até 15 de agosto">Governo reforça fiscalização do defeso do polvo na região Norte. Pesca está suspensa até 15 de agosto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/governo-reforca-fiscalizacao-do-defeso-do-polvo-na-regiao-norte-pesca-esta-suspensa-ate-15-de-agosto.html" title="Governo reforça fiscalização do defeso do polvo na região Norte. Pesca está suspensa até 15 de agosto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/governo-reforca-fiscalizacao-do-defeso-do-polvo-na-regiao-norte-pesca-esta-suspensa-ate-15-de-agosto-1752860259171_320.jpg" alt="Governo reforça fiscalização do defeso do polvo na região Norte. Pesca está suspensa até 15 de agosto"></a></article></aside><p>A missão é dedicada às <strong>políticas do mar, às pescas sustentáveis, à conservação da biodiversidade marinha</strong> e ao desenvolvimento das pescas e da economia azul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pescas-biodiversidade-marinha-e-economia-azul-comissario-europeu-das-pescas-e-oceanos-visita-os-acores-e-a-madeira-1784313795674.jpg" data-image="2so8mfukg5kg" alt="Tanques de aquacultura" title="Tanques de aquacultura"><figcaption>No dia 20 de julho, segunda-feira, o ministro José Manuel Fernandes assiste à apresentação do Tecnopolo MARTEC, na ilha do Faial, e do respetivo navio de investigação. O investimento é de 22 milhões de euros, financiados pelo PRR.</figcaption></figure><p>O <strong>ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, vai acompanhar a visita</strong> do comissário. E já divulgou alguns detalhes do programa que é público e que pode ser acompanhado pela comunicação social.</p><h2> Festival do Caldo de Peixe </h2><p>Neste sábado, 18 de julho, na ilha de São Miguel, dá-se a <strong>receção oficial ao comissário Costa Kadis, pelo Presidente do Governo Regional dos Açores</strong>, José Manuel Bolieiro. Segue-se uma visita ao porto de pesca do Rabo de Peixe, incluindo a participação no <strong>Festival do Caldo de Peixe</strong>.</p><div class="texto-destacado">No domingo, 19 de julho, ao início da manhã, vai ser feita a apresentação do <strong>Programa BlueAzores</strong>, que reúne cientistas e diversas partes interessadas num processo considerado “inédito” de cocriação, com o objetivo de equilibrar a conservação dos ecossistemas marinhos com a atividade económica local.</div><p>O <strong>programa Blue Azore</strong><strong>s</strong> conta com um financiamento de <strong>pelo menos 10,4 milhões de dólares</strong> para sua implementação nos próximos cinco anos. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="719337" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/parlamento-europeu-quer-combater-praticas-de-pesca-nao-sustentaveis-por-paises-terceiros-novas-regras-aprovadas.html" title="Parlamento Europeu quer combater práticas de pesca não sustentáveis por países terceiros. Novas regras aprovadas">Parlamento Europeu quer combater práticas de pesca não sustentáveis por países terceiros. Novas regras aprovadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/parlamento-europeu-quer-combater-praticas-de-pesca-nao-sustentaveis-por-paises-terceiros-novas-regras-aprovadas.html" title="Parlamento Europeu quer combater práticas de pesca não sustentáveis por países terceiros. Novas regras aprovadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/parlamento-europeu-quer-combater-praticas-de-pesca-nao-sustentaveis-por-paises-terceiros-novas-regras-aprovadas-1752244296418_320.jpg" alt="Parlamento Europeu quer combater práticas de pesca não sustentáveis por países terceiros. Novas regras aprovadas"></a></article></aside><p>Aí se incluem cinco milhões de dólares da Waitt Foundation, <strong>2,7 milhões de euros da Fundação Oceano Azul e mais 2,7 milhões de dólares da Blue Nature Alliance</strong>.</p><h2> Tecnopolo MARTEC: 22 milhões de investimento</h2><p>Ainda no âmbito da visita do comissário europeu das Pescas e Oceanos, Costas Kadis, aos Açores, o ministro da Agricultura, <strong>José Manuel Fernandes, reune com as associações representativas do setor das pescas</strong> do arquipélago.</p><p>No dia 20 de julho, segunda-feira, o ministro José Manuel Fernandes assiste à <strong>apresentação do Tecnopolo MARTEC e do respetivo navio</strong> de investigação.</p><p>O Tecnopolo MARTEC é um centro experimental de investigação e desenvolvimento ligado ao mar, na <strong>ilha do Faial</strong>, que representa um investimento de, aproximadamente,<strong> 22 milhões de euros</strong>, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (<strong>PRR</strong>).</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/pescas-biodiversidade-marinha-e-economia-azul-comissario-europeu-das-pescas-e-oceanos-visita-os-acores-e-a-madeira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O erro de plantar árvores sem pensar nas raízes: espécies que podem levantar calçadas e danificar tubagens]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-erro-de-plantar-arvores-sem-pensar-nas-raizes-especies-que-podem-levantar-calcadas-e-danificar-tubulacoes.html</link><pubDate>Sat, 18 Jul 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Durante anos parece que nada acontece. Mas enquanto a árvore cresce para cima, as suas raízes avançam silenciosamente sob a terra e podem encontrar obstáculos que ninguém imaginou quando foi plantada.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-error-de-plantar-un-arbol-sin-pensar-en-sus-raices-las-especies-que-pueden-levantar-veredas-y-danar-canerias-1783721796593.jpg" data-image="auw2d8b1qi9k" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Uma árvore jovem pode parecer inofensiva, mas ao longo dos anos o seu sistema radicular pode ocupar uma área muito maior do que se imagina no momento do plantio.</figcaption></figure><p>Quando plantamos uma <strong>árvore </strong>perto de casa, geralmente imaginamos o tamanho que ela atingirá, a sombra que proporcionará ou se florescerá. Raramente pensamos no que acontece sob a terra.</p><p>Existe um equívoco comum de que as raízes crescem principalmente para baixo, mas <strong>muitas espécies também se espalham lateralmente, perto da superfície</strong>, onde encontram oxigénio, humidade e nutrientes. É por isto que uma árvore que parece perfeita quando plantada pode tornar-se um <strong>problema para calçadas, muros ou canos anos depois</strong>.</p><p>A <strong>extensão do sistema radicular depende da espécie, do tipo de solo, da disponibilidade de água e de quaisquer obstáculos no terreno</strong>. Em algumas árvores adultas, as raízes podem estender-se por vários metros a partir do tronco e até mesmo ultrapassar o diâmetro da copa. Este processo leva anos, razão pela qual uma árvore jovem pode parecer inofensiva por muito tempo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-error-de-plantar-un-arbol-sin-pensar-en-sus-raices-las-especies-que-pueden-levantar-veredas-y-danar-canerias-1783721991416.jpg" data-image="utgkq717xdh8" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Não existem raízes "más": o conflito surge quando uma espécie com grande hábito de crescimento é plantada num espaço que não consegue acomodar o seu crescimento.</figcaption></figure><p>Na cidade as raízes também crescem num ambiente limitado por cimento, canos e solo compactado. <strong>Se encontrarem um obstáculo abaixo, podem mudar de direção e espalhar-se lateralmente</strong>. Quando encontram uma área húmida, como uma fenda num cano, podem aproveitar esse espaço e agravar um problema existente.</p><p>Estas são algumas das <strong>espécies que tendem a causar mais problemas </strong>quando plantadas em espaços confinados.</p><h2>Figueira: o exemplo clássico de uma árvore que precisa de espaço</h2><p>A <strong>Ficus</strong>, ou <strong>figueira</strong>, é uma árvore resistente, de fácil crescimento e que pode atingir grande porte. No entanto, é uma das árvores que mais causam problemas em jardins e ao longo de calçadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-error-de-plantar-un-arbol-sin-pensar-en-sus-raices-las-especies-que-pueden-levantar-veredas-y-danar-canerias-1783780511338.jpg" data-image="a0fkidmke8tg" alt="Plantas" title="Plantas"><figcaption>Em jardins pequenos ou perto de edifícios, o seu desenvolvimento deve ser cuidadosamente planeado.</figcaption></figure><p>O problema surge quando a planta é cultivada perto de edifícios. Algumas espécies, como a <strong>figueira-chorona (<em>Ficus benjamina</em>)</strong>, desenvolvem um sistema radicular muito extenso, capaz de levantar pedras do pavimento, danificar calçadas e pressionar estruturas próximas.</p><p>Num parque ou grande espaço aberto, ela pode crescer sem problemas. Numa calçada estreita, a situação muda.</p><h2>Salgueiro e álamo: excelentes no campo, difíceis em espaços pequenos</h2><p>Os <strong>salgueiros (<em>Salix sp.</em>)</strong> têm uma capacidade notável de explorar o solo em busca de humidade, o que lhes permite prosperar perto de rios e pântanos.</p><p>O problema surge quando são plantados perto de casas, piscinas ou instalações subterrâneas. Nesses locais, as suas raízes podem espalhar-se e causar problemas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-error-de-plantar-un-arbol-sin-pensar-en-sus-raices-las-especies-que-pueden-levantar-veredas-y-danar-canerias-1783722152676.jpg" data-image="fi68d7zu3tqm" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Os salgueiros são adaptados a ambientes húmidos e desenvolvem raízes capazes de explorar grandes áreas em busca de água.</figcaption></figure><p>O mesmo se aplica aos<strong> álamos (<em>Populus </em>(L).)</strong>. São muito utilizados como quebra-ventos e em grandes propriedades rurais. No entanto, as suas raízes precisam de espaço e podem causar problemas quando ficam presas entre o cimento e os edifícios.</p><h2>Eucaliptos e seringueiras: árvores imponentes que precisam de distância</h2><p>O rápido crescimento e o grande porte do <strong>eucalipto </strong>fazem dele uma espécie ideal para áreas espaçosas. Pode prosperar em campos, parques e grandes terrenos.</p><p>O problema surge quando é plantado perto de uma casa. Uma árvore adulta precisa de espaço para as suas raízes e copa, e a escolha de uma envolve considerar não apenas a sua aparência daqui a um ano, mas também como estará daqui a décadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-error-de-plantar-un-arbol-sin-pensar-en-sus-raices-las-especies-que-pueden-levantar-veredas-y-danar-canerias-1783722303140.jpg" data-image="1mzovspxngc3" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>O eucalipto é uma árvore de grande porte que precisa de espaço para desenvolver a sua copa e sistema radicular ao longo de décadas.</figcaption></figure><p>Algo semelhante acontece com as <strong>seringueiras</strong>, parentes do ficus. Quando jovens, parecem fáceis de manejar, mas com o tempo podem ficar grandes demais para certos espaços urbanos.</p><p>A <strong>figueira </strong>também pode surpreender. Muitas vezes é plantada por causa dos seus frutos, sem que se considere que, ao longo dos anos, ela pode transformar-se numa árvore enorme, com raízes capazes de se espalhar por grandes áreas.</p><h2>Que árvores escolher para a casa?</h2><p>Em jardins pequenos ou calçadas estreitas, árvores ornamentais menores costumam ser as mais indicadas, como a <strong>árvore-de-júpiter</strong>, a árvore-orquídea, a <strong>ameixeira-de-flores</strong>, a árvore-de-judas ou algumas variedades de <strong>magnólia</strong>.</p><p>Os<strong> bordos ornamentais (<em>Acer</em>)</strong> também podem ser uma opção, embora a sua adequação dependa muito da região: algumas espécies adaptam-se melhor a áreas mais frias ou montanhosas do que aos verões mais quentes de outras partes do país.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/7-plantas-trepadeiras-ideais-para-dar-altura-cor-e-um-toque-de-elegancia-ao-seu-jardim.html" title="7 plantas trepadeiras ideais para dar altura, cor e um toque de elegância ao seu jardim">7 plantas trepadeiras ideais para dar altura, cor e um toque de elegância ao seu jardim</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/7-plantas-trepadeiras-ideais-para-dar-altura-cor-e-um-toque-de-elegancia-ao-seu-jardim.html" title="7 plantas trepadeiras ideais para dar altura, cor e um toque de elegância ao seu jardim"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/7-trepadoras-ideales-para-sumar-altura-color-y-un-toque-de-elegancia-sin-danar-paredes-ni-estructuras-1777848355944_320.jpg" alt="7 plantas trepadeiras ideais para dar altura, cor e um toque de elegância ao seu jardim"></a></article></aside><p><strong>O jacarandá </strong>é um excelente exemplo dessa ideia. É uma das árvores mais apreciadas pelas pessoas e pode ser espetacular em ruas largas e áreas espaçosas, mas talvez não seja a melhor escolha para uma calçada estreita ao lado de uma casa.</p><p>Plantar uma árvore é um compromisso de longo prazo. A questão não deve ser apenas "Que árvore eu gosto?", mas também "Este local comporta a árvore que eu quero?".</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-erro-de-plantar-arvores-sem-pensar-nas-raizes-especies-que-podem-levantar-calcadas-e-danificar-tubulacoes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Espanha-Argentina sob ameaça: o fumo dos incêndios no Canadá coloca Nova Iorque em alerta a poucas horas da final]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/espanha-argentina-sob-ameaca-o-fumo-dos-incendios-no-canada-coloca-nova-iorque-em-alerta-a-poucas-horas-da-final.html</link><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 17:31:49 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O caminho para a glória no Mundial já não depende apenas de táticas, talento e sorte, mas também da direção do vento.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/argentina-espana-bajo-amenaza-el-humo-de-los-incendios-en-canada-pone-en-alerta-a-nueva-york-a-horas-de-la-final-1784253496208.jpg" data-image="q1jus7vndiv2" alt="Imagen de satélite registrada durante el jueves 16 de julio de 2026." title="Imagen de satélite registrada durante el jueves 16 de julio de 2026."><figcaption>Imagem de satélite captada na quinta-feira, 16 de julho de 2026.</figcaption></figure><p><strong>Será que o fumo dos incêndios no Canadá pode arruinar a final entre a Espanha e a Argentina? </strong>A poucas horas do início do jogo mais importante do ano, os olhares não estão apenas voltados para Lionel Messi ou Lamine Yamal, mas também para o céu de Nova Iorque e Nova Jérsia: ali começa a formar-se uma densa e inesperada nuvem de fumo, levada pelos ventos a partir dos enormes incêndios florestais em curso em Ontário, no Canadá.</p><p>O fenómeno fez disparar os alarmes sanitários e organizacionais na sede da grande final do Mundial de 2026, uma vez que o <strong>MetLife Stadium, em East Rutherford</strong>, palco do jogo que oporá a Argentina à Espanha e cujo recinto é totalmente aberto, <strong>se encontra no epicentro deste alerta ambiental</strong>.</p><p>Ao que parece, <strong>as condições atmosféricas tornar-se-ão um jogador extra</strong> que também marcará a sua presença durante a jornada. Embora, por enquanto, a FIFA não preveja o adiamento do jogo, a qualidade do ar é um fator crítico para o esforço físico extremo.</p><h2>Fumo e preocupação: a final do Mundial de 2026 sob alerta sanitário </h2><p>O fumo provém principalmente dos inúmeros incêndios florestais ativos no Canadá, especialmente em Ontário. As partículas foram transportadas para os Estados Unidos por uma corrente de ar proveniente do norte. A poluição avançou depois para sul, impulsionada pelos ventos, e provocou uma<strong> forte redução da visibilidade em vários pontos da região, afetando principalmente Nova Iorque e Nova Jérsia</strong>.</p><p>Trata-se de um fenómeno que se tornou cada vez mais comum durante os verões boreais: quando a direção do vento é desfavorável, <strong>o fumo canadiano pode percorrer milhares de quilómetros e cobrir importantes cidades norte-americanas</strong>.<br></p><div class="texto-destacado">As autoridades de Nova Iorque emitiram um alerta de saúde devido à presença de fumo visível e ao aumento das partículas poluentes no ar.</div><p>"O Índice de Qualidade do Ar (AQI) em toda ou parte da cidade de Nova Iorque atingiu o <strong>Nível Púrpura (AQI entre 201 e 300) — Muito insalubre</strong>, podendo causar problemas de saúde a todas as pessoas, especialmente aos grupos sensíveis", indicou a cidade de Nova Iorque através de um alerta emitido a 16 de julho de 2026, às 18h14.</p><p>A situação alastrou-se também a Nova Jérsia e a outros estados do nordeste dos Estados Unidos. O Departamento de Conservação Ambiental de Nova Iorque confirmou que os incêndios provocaram<strong> céus enevoados e picos de poluição associados ao fumo</strong>.</p><h3>O inimigo inesperado da Espanha e da Argentina</h3><p>No caso dos jogadores, num jogo de máxima intensidade, estes inspiram uma quantidade de ar muito superior à de uma pessoa em repouso, o que faz com que, em maior ou menor grau, a sua presença tenha repercussões no organismo, uma vez que <strong>as micropartículas do fumo da madeira podem provocar irritação nas vias respiratórias</strong>, tosse e uma diminuição do desempenho aeróbico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/argentina-espana-bajo-amenaza-el-humo-de-los-incendios-en-canada-pone-en-alerta-a-nueva-york-a-horas-de-la-final-1784254194686.jpg" data-image="y3wf7mri21za" alt="Humo en Nueva York" title="Humo en Nueva York"><figcaption>Foto aérea de Manhattan e Brooklyn, afetadas pela poluição causada pelo fumo em Nova Iorque, proveniente dos incêndios florestais no Canadá.</figcaption></figure><p>No que diz respeito à presença de público nas bancadas — espera-se que mais de 80 000 pessoas lotem o estádio —, <strong>as autoridades sanitárias alertam que os espectadores com asma, alergias ou problemas cardíacos pré-existentes devem tomar precauções extremas</strong> caso o índice de qualidade do ar ultrapasse os 100 pontos.</p><p>Por enquanto, felizmente para a organização e para as equipas de Lionel Scaloni e Luis de la Fuente, <strong>a natureza parece ter um plano de contingência</strong>:</p><ul><li>Durante o dia anterior à final, sábado, 18 de julho, preveem-se <strong>chuvas intensas ao longo do dia</strong>, algo que funcionaria como uma "limpeza" natural da atmosfera, arrastando as partículas de fumo para o solo.</li><li>Já no domingo, precisamente pela manhã, a região poderá receber uma <strong>importante corrente de ar frio vinda do norte</strong>. Esta mudança de vento afastaria a coluna de fumo canadiana da área metropolitana de Nova Iorque e Nova Jérsia.</li></ul><h3>Um cocktail meteorológico em destaque</h3><p>O fumo não é o único desafio que os preparadores físicos de ambas as seleções estão a acompanhar de perto. Para a tarde de domingo, a previsão aponta para uma combinação complexa que inclui <strong>calor sufocante, elevada humidade e probabilidade de tempestades elétricas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772712" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/uns-engenheiros-revelam-na-nature-quantos-quilometros-percorrem-as-particulas-toxicas-dos-incendios-florestais.html" title="Uns engenheiros revelam na Nature quantos quilómetros percorrem as partículas tóxicas dos incêndios florestais">Uns engenheiros revelam na Nature quantos quilómetros percorrem as partículas tóxicas dos incêndios florestais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/uns-engenheiros-revelam-na-nature-quantos-quilometros-percorrem-as-particulas-toxicas-dos-incendios-florestais.html" title="Uns engenheiros revelam na Nature quantos quilómetros percorrem as partículas tóxicas dos incêndios florestais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/hasta-donde-viajan-las-particulas-toxicas-de-los-incendios-forestales-las-nanoparticulas-permanencen-hasta-meses-depue-1780649645472_320.jpeg" alt="Uns engenheiros revelam na Nature quantos quilómetros percorrem as partículas tóxicas dos incêndios florestais"></a></article></aside><p>Em primeiro lugar, face ao registo de temperaturas extremas, a FIFA ativará as pausas obrigatórias para hidratação. No entanto, <strong>o maior risco de interrupção efetiva recai sobre as tempestades</strong>: os protocolos de segurança estipulam que, em caso de queda de raios nas imediações do MetLife Stadium, o jogo deve ser interrompido imediatamente para proteger os jogadores e o público.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/argentina-espana-bajo-amenaza-el-humo-de-los-incendios-en-canada-pone-en-alerta-a-nueva-york-a-horas-de-la-final-1784253594472.jpg" data-image="djf5uo2v9u1r" alt="MetLife Stadium" title="MetLife Stadium"><figcaption>MetLife Stadium.</figcaption></figure><p>A poucas horas do apito inicial que dará início a um jogo extremamente emocionante, <strong>o cenário mais provável é que a chuva de sábado dissipe o fumo a tempo</strong>. No entanto, na final mais esperada do planeta, o céu de Nova Jérsia já deixou claro que tenciona ser mais um protagonista.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/espanha-argentina-sob-ameaca-o-fumo-dos-incendios-no-canada-coloca-nova-iorque-em-alerta-a-poucas-horas-da-final.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Já existia antes dos dinossauros: o âmbar mais antigo conhecido (385 milhões de anos) foi descoberto na China]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ja-existia-antes-dos-dinossauros-o-ambar-mais-antigo-conhecido-385-milhoes-de-anos-foi-descoberto-na-china.html</link><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 16:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>De acordo com um estudo internacional a produção de resina poderá ter surgido muito antes do que se pensava, com esta descoberta a ser crucial para a compreensão da evolução das primeiras plantas na Terra.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-existia-antes-dos-dinossauros-o-ambar-mais-antigo-conhecido-385-milhoes-de-anos-foi-descoberto-na-china-1784296083893.jpg" data-image="f5fyvrtld170"><figcaption>Pedaços de âmbar (resina em estado fossilizado).</figcaption></figure><p>Durante várias décadas os cientistas acreditavam que o âmbar mais antigo conhecido tinha surgido muito depois das primeiras grandes florestas da Terra. Mas agora, <strong>uma descoberta extraordinária obriga a recuar esse marco em cerca de 65 milhões de anos</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>No estudo conduzido por cientistas da Alemanha, China, Estados Unidos e Reino Unido foi revelado que a capacidade de produzir resina (conhecida como âmbar no seu estado fossilizado) surgiu muito antes do que se pensava. Esta descoberta lança uma nova luz sobre a inovação evolutiva que poderá ter desempenhado um papel decisivo na conquista dos ambientes terrestres por parte das plantas.</strong></div><p>Uma equipa internacional de <strong>12 investigadores </strong>identificou, na Formação Hujiersite (China), <strong>o âmbar mais antigo alguma vez encontrado, datado de aproximadamente 385 milhões de anos no Devoniano Médio</strong>. Os resultados da investigação foram publicados na revista <em>Science Advances</em> e marcam um avanço significativo na compreensão da evolução das plantas terrestres.</p><h2>A produção de resina é um processo sofisticado a nível biológico</h2><p>Para que a resina seja gerada é necessário que ocorra a síntese de moléculas orgânicas complexas, conhecidas como <strong>terpenóides</strong>, bem como o desenvolvimento de sistemas especializados de secreção. Nas plantas da atualidade a resina age como uma verdadeira barreira de defesa: <strong>trata as feridas, combate os agentes patogénicos e protege de fatores ambientais adversos, tais como os incêndios ou ataques de insetos</strong>. </p><p>Não obstante, a origem da resina mantinha-se rodeada de mistério, e isto porque <strong>o âmbar é extremamente raro nos depósitos do Paleozoico</strong>, numa altura em que a Terra estava colonizada por plantas. Recordemos que o Paleozoico foi um período em que os ecossistemas da Terra ainda se estavam a formar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-existia-antes-dos-dinossauros-o-ambar-mais-antigo-conhecido-385-milhoes-de-anos-foi-descoberto-na-china-1784296177838.jpg" data-image="c7cyxw6rhg4s"><figcaption>Cientistas descobrem que afinal a resina terá surgido muito mais cedo do que se pensava no nosso planeta, tendo tido um papel fundamental para o aumento da probabilidade de sobrevivência e na capacidade de resiliência das florestas primitivas terrestres.</figcaption></figure><p>Os <strong>fragmentos </strong>analisados foram descobertos por <strong>Cihang Luo</strong>, investigador do <strong>Instituto de Geologia e Paleontologia de Nanjing</strong>, e pelos seus colegas cientistas. A maioria dos fragmentos possui um tamanho <strong>microscópico</strong> e encontra-se<strong> incrustada em pequenos aglomerados de carvão</strong> (o maior exemplar mede somente 1,5 milímetros). </p><p>Apesar das suas dimensões reduzidas, os fragmentos são detentores de informação química valiosíssima. Através da implementação de técnicas como a <strong>espectrografia de infravermelhos e a cromatografia gasosa</strong>, os autores do estudo concluíram que a sua <strong>composição molecular é incrivelmente semelhante à do âmbar presente nas coníferas da atualidade</strong>.</p><h2>Descoberta importante para a reconstrução evolutiva das primeiras plantas da Terra</h2><p>De acordo com os autores deste estudo, a produção de resina pode ter constituído uma <strong>adaptação fundamental </strong>ao longo da transição entre o Devoniano e o Carbonífero, fazendo com que as plantas fossem capazes de<strong> curar lesões provocadas por patógenos, insetos, incêndios e outros elementos do ambiente</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774925" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/reutilizar-a-agua-do-cozimento-de-legumes-em-suas-plantas-de-interior-passo-a-passo-e-beneficios.html" title="Reutilizar a água da cozedura de legumes nas suas plantas de interior: passo a passo e benefícios">Reutilizar a água da cozedura de legumes nas suas plantas de interior: passo a passo e benefícios</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/reutilizar-a-agua-do-cozimento-de-legumes-em-suas-plantas-de-interior-passo-a-passo-e-beneficios.html" title="Reutilizar a água da cozedura de legumes nas suas plantas de interior: passo a passo e benefícios"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/reutilizar-el-agua-de-las-legumbres-en-tus-plantas-del-hogar-paso-a-paso-y-beneficios-1781698125525_320.jpg" alt="Reutilizar a água da cozedura de legumes nas suas plantas de interior: passo a passo e benefícios"></a></article></aside><p>Deste modo, a <strong>resina</strong> poderá então ter sido crucial para o aumento da probabilidade de <strong>sobrevivência </strong>e para a <strong>capacidade de resiliência</strong> das <strong>florestas primitivas terrestres</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Cihang%20Luo%20et%20al" data-year="2026" data-title="The%20earliest%20amber%20from%20the%20Middle%20Devonian%20of%20China" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fsciadv.aeh1266">Cihang Luo et al. (2026). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.aeh1266" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The earliest amber from the Middle Devonian of China</a>.</cite><br><cite data-author="20minutos" data-year="2026" data-title="https%3A%2F%2Fwww.20minutos.es%2Fciencia%2Fhallan-china-ambar-mas-antiguo-jamas-conocido-tiene-385-millones-anos_7015195_0.html" data-url="https%3A%2F%2Fwww.20minutos.es%2Fciencia%2Fhallan-china-ambar-mas-antiguo-jamas-conocido-tiene-385-millones-anos_7015195_0.html">20minutos. (2026). <a href="https://www.20minutos.es/ciencia/hallan-china-ambar-mas-antiguo-jamas-conocido-tiene-385-millones-anos_7015195_0.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">https://www.20minutos.es/ciencia/hallan-china-ambar-mas-antiguo-jamas-conocido-tiene-385-millones-anos_7015195_0.html</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ja-existia-antes-dos-dinossauros-o-ambar-mais-antigo-conhecido-385-milhoes-de-anos-foi-descoberto-na-china.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal respira cada vez mais poeiras do Sara. A ciência explica agora porquê]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-respira-cada-vez-mais-poeiras-do-sara-a-ciencia-explica-agora-porque.html</link><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 15:37:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Estudo internacional revela que o transporte de poeiras do Norte de África está a intensificar-se e coloca a Península Ibérica entre as regiões europeias mais expostas.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-respira-cada-vez-mais-poeiras-do-sara-a-ciencia-explica-agora-porque-1784294994209.jpg" data-image="vl96h8hsb62a" alt="Poeiras do deserto Sara" title="Poeiras do deserto Sara"><figcaption>As intrusões de poeiras do Norte de África não são necessariamente mais frequentes, mas tendem a ser cada vez mais intensas e a transportar maiores quantidades de partículas. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>Há dias em que a luz parece diferente, o <strong>céu perde a transparência</strong>, o horizonte ganha um tom esbranquiçado e uma <strong>fina camada de pó</strong> cobre automóveis, janelas e varandas. Para muitos portugueses, estas imagens fazem parte da paisagem dos meses mais quentes do ano. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O que poucos imaginam é que essa realidade está a tornar-se cada vez mais intensa em Portugal e no Sul da Europa.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Um estudo publicado na revista <em>Nature</em>, liderado pelo <strong>Instituto Paul Scherrer</strong> (PSI), na Suíça, e com a participação de investigadores da <strong>Universidade de Aveiro</strong>, conclui que a <strong>concentração de poeiras do deserto do Sara</strong> na atmosfera europeia aumentou entre <strong>10% e 25%</strong> na última década e mais do que duplicou desde a era pré-industrial.</p><h2>O primeiro estudo abrangente</h2><p>Esta é a primeira avaliação pan-europeia baseada exclusivamente em <strong>medições</strong> <strong>observacionais</strong>, que permitiu traçar o retrato mais completo de sempre sobre a influência das poeiras minerais do Norte de África na qualidade do ar do continente.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-respira-cada-vez-mais-poeiras-do-sara-a-ciencia-explica-agora-porque-1784295069575.jpg" data-image="k649ia4ydo7x" alt="Imagem de satélite mostra uma invasão de poeiras do Norte de África a entrar na Península Ibérica" title="Imagem de satélite mostra uma invasão de poeiras do Norte de África a entrar na Península Ibérica"><figcaption>Portugal é uma das principais portas de entrada das poeiras do Sara na Europa e está entre os territórios mais expostos a este fenómeno. Foto: ©ESA (contém dados modificados do programa Copernicus Sentinel/2025, processados pela ESA)</figcaption></figure><p>Embora o fenómeno afete grande parte da Europa, é na <strong>Península Ibérica</strong> que os seus efeitos se fazem sentir com maior intensidade. Portugal surge entre os territórios mais expostos ao transporte de poeiras provenientes do Sara, sobretudo durante os meses de <strong>julho</strong> e <strong>agosto</strong>, quando as condições atmosféricas favorecem a chegada destas massas de ar carregadas de partículas.</p><h2>Portugal na linha da frente</h2><p>As poeiras do Sara sempre atravessaram o <strong>Mediterrâneo</strong> e o <strong>Atlântico</strong> até alcançarem a Europa. A novidade revelada pelo estudo não está na existência dessas intrusões, mas na sua <strong>intensidade crescente</strong>.</p><p>Os investigadores verificaram que o número de episódios registados entre 2012 e 2021 não aumentou de forma significativa. O que mudou foi a quantidade de poeira transportada em cada evento. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Hoje, cada intrusão transporta mais partículas do que há apenas algumas décadas, agravando o impacto na qualidade do ar.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para Portugal, esta tendência assume uma relevância particular. Inserido no setor ocidental do Mediterrâneo, o <strong>país encontra-se numa das principais portas de entrada das poeiras africanas na Europa</strong>. Os dados mostram que o Sul do continente regista concentrações médias de poeira mineral cerca de duas vezes e meia superiores às observadas na Europa Central e Setentrional.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A investigação estima que esta região enfrente, em média, cerca de 46 dias por ano afetados por episódios de transporte de poeiras do deserto. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>No caso da Península Ibérica, o período mais crítico coincide com o <strong>pico do verão</strong>, precisamente quando o tempo seco e as temperaturas elevadas favorecem a persistência destas massas de ar sobre o território.</p><h2>Picos de concentrações no Sul da Europa</h2><p>Os investigadores identificaram ainda uma <strong>ligação</strong> entre determinadas <strong>configurações atmosféricas</strong> e a <strong>intensidade das intrusões</strong> na Europa Ocidental. Durante fases positivas da Oscilação do Atlântico Norte, um dos principais padrões que condicionam o estado do tempo no Atlântico, observaram-se <strong>concentrações mais elevadas</strong> sobre <strong>Portugal</strong>, <strong>Espanha</strong> e parte de <strong>França</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="702906" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/poeiras-ameaca-invisivel-e-fenomeno-ecologico-do-deserto.html" title="Poeiras: ameaça invisível e fenómeno ecológico do deserto">Poeiras: ameaça invisível e fenómeno ecológico do deserto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/poeiras-ameaca-invisivel-e-fenomeno-ecologico-do-deserto.html" title="Poeiras: ameaça invisível e fenómeno ecológico do deserto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/staub-unsichtbare-bedrohung-und-oekologisches-phaenomen-aus-der-wueste-1742558779470_320.png" alt="Poeiras: ameaça invisível e fenómeno ecológico do deserto"></a></article></aside><p>O resultado é visível muito para além dos automóveis cobertos por uma película alaranjada. A <strong>redução da qualidade do ar afeta milhões de pessoas</strong> e representa um desafio crescente para setores tão distintos como a saúde pública, a produção de energia solar e a monitorização ambiental.</p><h2>Uma viagem de milhares de quilómetros</h2><p>Cada episódio começa muito antes de chegar ao céu português. <strong>As poeiras têm origem nas extensas regiões áridas do Norte de África</strong>, onde os ventos levantam partículas minerais extremamente finas que permanecem em suspensão durante vários dias. Transportadas pelas correntes atmosféricas, percorrem milhares de quilómetros até atingirem a Península Ibérica e outras regiões europeias.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-respira-cada-vez-mais-poeiras-do-sara-a-ciencia-explica-agora-porque-1784295409771.jpg" data-image="degktcqm5xdi" alt="Skyline laranja" title="Skyline laranja"><figcaption>Além de partículas minerais, as poeiras que chegam à Europa podem conter bactérias, fungos, esporos e diversos contaminantes presentes na atmosfera. Foto: Josh_Rose/Freerange Stock</figcaption></figure><p>Para reconstruir esta viagem, a equipa internacional analisou mais de <strong>18.500 medições diárias</strong> recolhidas <span style="margin: 0px; padding: 0px;">em<strong> 103</strong></span><strong> estações de monitorização</strong> distribuídas por toda a Europa. Os dados foram cruzados com imagens de satélite, modelos atmosféricos e ferramentas de inteligência artificial, permitindo distinguir a poeira proveniente do deserto de outras fontes de poluição presentes na atmosfera.</p><h2>A evolução preservada nos Alpes </h2><p>O resultado é o retrato mais detalhado alguma vez produzido sobre este fenómeno e confirma que a presença de poeiras do Sara tem vindo a aumentar de forma consistente ao longo dos últimos 250 anos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="261761" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-impactos-poeiras-saara-sul-europa-godzilla-oceano-atlantico.html" title="Os impactos das poeiras do Saara no sul da Europa">Os impactos das poeiras do Saara no sul da Europa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-impactos-poeiras-saara-sul-europa-godzilla-oceano-atlantico.html" title="Os impactos das poeiras do Saara no sul da Europa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-impactos-das-poeiras-do-sahara-no-sul-da-europa-261761-1_320.jpg" alt="Os impactos das poeiras do Saara no sul da Europa"></a></article></aside><p>Os testemunhos preservados no <strong>gelo dos Alpes</strong> ajudam igualmente a contar essa história. A análise desses registos mostra que a deposição de poeiras mais do que duplicou desde a era pré-industrial, confirmando que não se trata de uma oscilação temporária, mas de uma <strong>tendência que se prolonga</strong> há várias gerações.</p><h2>Por que chegam mais poeiras à Europa?</h2><p>A resposta começa a milhares de quilómetros da Península Ibérica. O aumento da poeira transportada para a Europa resulta da combinação de dois fatores que se reforçam mutuamente. Por um lado, a <strong>desertificação e a aridez</strong> intensificaram-se em várias regiões do Norte de África. As alterações nos <strong>padrões de circulação atmosférica</strong>, por outro lado, favorecem o transporte dessas partículas até ao continente europeu.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O estudo identifica o Noroeste africano e algumas zonas de Marrocos como importantes áreas emissoras de poeiras que chegam à Europa Ocidental. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>À medida que os solos perdem humidade e a vegetação diminui, aumenta também a quantidade de sedimentos disponíveis para serem levantados pelo vento.</p><h2>O contributo das atividades humanas</h2><p>Os autores reconhecem as incertezas sobre o peso exato das <strong>alterações climáticas </strong>neste processo. Ainda assim, o conhecimento científico atual aponta para uma conclusão consistente. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O aquecimento global e as emissões humanas de gases com efeito de estufa estão a favorecer a expansão das áreas áridas e, consequentemente, a intensificação deste fenómeno.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Em poucas palavras, quanto mais seco se torna o Norte de África, maior tende a ser a quantidade de poeira disponível para atravessar o Mediterrâneo e alcançar países como Portugal.</p><h2>Muito mais do que areia em suspensão</h2><p>A camada avermelhada que se deposita sobre automóveis, telhados ou varandas é apenas a parte mais visível da viagem iniciada no deserto. As <strong>partículas mais finas permanecem em suspensão na atmosfera durante muito mais tempo</strong> e conseguem percorrer milhares de quilómetros antes de regressarem ao solo.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Durante esse percurso transportam também bactérias, fungos, esporos e diversos contaminantes presentes na atmosfera, incluindo alguns metais e outros poluentes de origem humana.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O estudo conclui que, durante os episódios de intrusão, a contribuição da <strong>poeira mineral</strong> representa cerca de <strong>um terço do valor médio anual</strong> recomendado pela <strong>Organização Mundial da Saúde</strong> para as partículas inaláveis <strong>PM10</strong>. Para as partículas mais finas, conhecidas como PM2.5, a contribuição corresponde a cerca de um quarto do valor de referência.</p><h2>Os grandes impactos na saúde</h2><p>Embora os efeitos a longo prazo continuem a ser investigados, já existem evidências consistentes sobre as consequências imediatas destes episódios. Os investigadores identificaram um <strong>aumento da mortalidade diária</strong>, bem como das <strong>hospitalizações</strong> <strong>por doenças respiratórias</strong>, sobretudo entre grupos mais vulneráveis, como crianças, adolescentes, idosos e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-respira-cada-vez-mais-poeiras-do-sara-a-ciencia-explica-agora-porque-1784295598158.jpg" data-image="v841fqhhs4sq" alt="Por do sol no mar" title="Por do sol no mar"><figcaption>Julho e agosto concentram alguns dos episódios mais intensos de transporte de poeiras do Sara para Portugal. Foto: Rawpixel</figcaption></figure><p>Segundo Petros Vasilakos, primeiro autor do estudo citado no comunicado do PSI, há mais mortes relacionadas com enfartes e problemas respiratórios nos dias de elevadas concentrações de poeiras do que nos restantes dias.</p><h2>Um desafio que também é económico</h2><p>As consequências não se sentem apenas na qualidade do ar. A acumulação de poeiras reduz ainda a <strong>eficiência dos painéis fotovoltaicos</strong>, comprometendo a produção de energia solar precisamente nas regiões do Sul da Europa onde esta fonte renovável assume um peso crescente. </p><p>Ao mesmo tempo, dificulta a <strong>monitorização da qualidade da atmosfera</strong> e aumenta os desafios para a previsão meteorológica e gestão de episódios de poluição.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Por essa razão, os investigadores defendem o reforço dos sistemas de monitorização e de alerta, para antecipar os dias de maior concentração de poeiras e proteger as populações mais vulneráveis.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Ao contrário da poluição emitida pelos automóveis, pela indústria ou pelo aquecimento doméstico, <strong>as poeiras do deserto não podem ser controladas com medidas locais</strong>. Uma vez levantadas pelos ventos no Norte de África, atravessam fronteiras sem encontrar barreiras.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-respira-cada-vez-mais-poeiras-do-sara-a-ciencia-explica-agora-porque-1784295681885.jpg" data-image="wjj70brn8dpv" alt="Chaminés industriais" title="Chaminés industriais"><figcaption>Reduzir as emissões de gases com efeito de estufa poderá ajudar, a longo prazo, a limitar o agravamento das poeiras transportadas do Sara para a Europa. Foto: Dietmar Rabich, CC-BY-SA 4.0, Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>Isso não significa que nada possa ser feito. Segundo os autores, políticas eficazes de mitigação das alterações climáticas poderão contribuir, a longo prazo, para limitar a expansão das áreas áridas e reduzir o agravamento deste fenómeno nas próximas décadas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Paul%20Scherrer%20Insitute%20(PSI)" data-year="" data-title="Desert%20dust%20in%20Europe%20is%20increasing" data-url="https%3A%2F%2Fwww.psi.ch%2Fen%2Fnews%2Fmedia-releases%2Fdesert-dust-in-europe-is-increasing">Paul Scherrer Insitute (PSI). <a href="https://www.psi.ch/en/news/media-releases/desert-dust-in-europe-is-increasing" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Desert dust in Europe is increasing</a>.</cite><br><cite data-author="Petros%20N.%20Vasilakos%2C%20Abhishek%20Upadhyay%2C%20Manousos%20I.%20Manousakas%2C%20Andr%C3%A9s%20Alastuey%2C%20James%20D.%20Allan%2C%20C%C3%A9lia%20A.%20Alves%2C%20Benjamin%20Bergmans%2C%20et%20al." data-year="" data-title="Rising%20dust%20pollution%20across%20Europe%20in%20a%20changing%20climate" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41586-026-10743-w">Petros N. Vasilakos, Abhishek Upadhyay, Manousos I. Manousakas, Andrés Alastuey, James D. Allan, Célia A. Alves, Benjamin Bergmans, et al.. <a href="https://www.nature.com/articles/s41586-026-10743-w" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Rising dust pollution across Europe in a changing climate</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-respira-cada-vez-mais-poeiras-do-sara-a-ciencia-explica-agora-porque.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um funil gigante a caminho do porto de Masbate: as imagens impressionantes da tromba marinha nas Filipinas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-funil-gigante-a-caminho-do-porto-de-masbate-as-imagens-impressionantes-da-tromba-marinha-nas-filipinas.html</link><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 14:51:04 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Uma enorme tromba marinha foi filmada ao largo da costa de Masbate, nas Filipinas, onde a instabilidade atmosférica sobre as águas tropicais quentes propiciou a formação de um impressionante funil que desceu das nuvens até ao mar.</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/xUk4qNgVnXs/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=xUk4qNgVnXs" id="xUk4qNgVnXs"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Uma impressionante tromba marinha proporcionou uma das imagens meteorológicas mais marcantes dos últimos dias nas <strong>Filipinas</strong>. O fenómeno foi captado ao largo da costa de <strong>Masbate</strong>, onde <strong>um enorme funil desceu de uma nuvem em desenvolvimento vertical </strong>até à superfície do mar, muito perto do porto local.</p><p><strong>As imagens mostram a coluna rotativa a elevar água pulverizada</strong>, mantendo-se perfeitamente definida durante vários minutos. Este episódio espetacular, gravado por várias testemunhas, reflete <strong>a enorme energia que se pode concentrar na atmosfera</strong> quando se combinam humidade abundante, temperaturas elevadas da água e condições de instabilidade.</p><p>Embora este tipo de fenómenos não seja invulgar em regiões tropicais, a nitidez com que a tromba marinha pôde ser observada <strong>tornou o vídeo num dos mais impressionantes divulgados recentemente</strong>.</p><h2>O que é uma tromba marinha?</h2><p>As trombas marinhas são <strong>colunas de ar em rotação que se formam sobre massas de água</strong>. Visualmente, assemelham-se a um tornado, embora nem sempre tenham a mesma origem nem a mesma intensidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/espectacular-manga-marina-frente-a-la-costa-de-filipinas-un-gigantesco-embudo-se-forma-junto-al-puerto-de-masbate-1784236037576.jpg" data-image="u97q40peey1t"><figcaption>As trombas marinhs são colunas de ar em rotação que se formam sobre massas de água.</figcaption></figure><p>Em muitas ocasiões, formam-se sob nuvens convectivas quando existe uma instabilidade atmosférica acentuada. O ar quente e muito húmido ascende rapidamente, enquanto<strong> as diferenças de vento nas diferentes camadas da atmosfera favorecem o surgimento de um movimento giratório</strong>. Quando esse movimento giratório se intensifica e liga a nuvem à superfície do mar, surge o característico funil visível.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="672048" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/trombas-de-agua-o-que-sao-como-se-formam-e-qual-o-risco-que-representam-para-quem-navega-no-mar.html" title="Trombas de Água: o que são, como se formam e qual o risco que representam para quem navega no mar?">Trombas de Água: o que são, como se formam e qual o risco que representam para quem navega no mar?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/trombas-de-agua-o-que-sao-como-se-formam-e-qual-o-risco-que-representam-para-quem-navega-no-mar.html" title="Trombas de Água: o que são, como se formam e qual o risco que representam para quem navega no mar?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/trombas-de-agua-o-que-sao-como-se-formam-e-qual-o-risco-que-representa-para-quem-navega-no-mar-1724972418886_320.jpg" alt="Trombas de Água: o que são, como se formam e qual o risco que representam para quem navega no mar?"></a></article></aside><p>A maioria das trombas marinhas é relativamente fraca em comparação com os tornados mais violentos que ocorrem em terra. No entanto, devido às fortes rajadas de vento, à ondulação repentina e à fraca visibilidade que costumam provocar, <strong>podem representar um perigo para pequenas embarcações, pescadores e para a prática de atividades náuticas</strong>.</p><h2>Águas quentes que favorecem estes fenómenos</h2><p>As Filipinas apresentam condições especialmente favoráveis à formação de trombas marinhas. Rodeado por águas tropicais com temperaturas muito elevadas durante grande parte do ano, este arquipélago regista <strong>frequentes episódios de tempestades convectivas, especialmente durante a estação chuvosa</strong>.</p><p>O intenso aquecimento do mar liberta enormes quantidades de vapor de água para a atmosfera. Quando esse ar quente sobe e entra em contacto com camadas superiores mais frias, <strong>podem formar-se nuvens de grande desenvolvimento vertical</strong>, capazes de provocar trovoadas intensas e, em determinadas circunstâncias, trombas marinhas como a registada em Masbate.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="tl" dir="ltr">ICYMI | Isang malaking ipo-ipo ang namataan sa Masbate City bandang 1:30 PM, Huwebes, July 16.<br><br>Ayon kay Melanie Montermoso, na siyang kumuha ng video, tumagal ng dalawa hanggang limang minuto ang ipo-ipo. Aniya, umikot pa ito sa karatig barangay bago tuluyang nalusaw. | via Paul <a href="https://t.co/NzgFQTS1Nh">pic.twitter.com/NzgFQTS1Nh</a></p>— Radyo Pilipinas (@radyopilipinas1) <a href="https://x.com/radyopilipinas1/status/2077881370723164260?ref_src=twsrc%5Etfw">July 16, 2026</a></blockquote></figure><p>Este tipo de fenómenos ocorre geralmente com maior frequência em regiões tropicais e subtropicais, embora<strong> também possam ser observados noutras zonas do mundo, incluindo o Mediterrâneo</strong>, quando se dão condições atmosféricas favoráveis.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-funil-gigante-a-caminho-do-porto-de-masbate-as-imagens-impressionantes-da-tromba-marinha-nas-filipinas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal enfrenta um novo cenário: a partir de terça-feira, 21 o calor intenso passará do Mediterrâneo para o Atlântico]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-enfrenta-um-novo-cenario-a-partir-de-terca-feira-21-o-calor-intenso-passara-do-mediterraneo-para-o-atlantico.html</link><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 14:15:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O avanço do ar mais quente do Mediterrâneo para o Atlântico deverá desencadear uma nova subida das temperaturas em Portugal continental, com o calor a intensificar-se gradualmente ao longo da semana, sobretudo nas regiões do interior.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xapyqu2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xapyqu2.jpg" id="xapyqu2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A partir de terça-feira, Portugal continental deverá entrar numa nova fase de aquecimento, marcada por uma subida gradual das temperaturas ao longo da semana. <strong>O calor ganhará intensidade de forma progressiva</strong>, abrangendo grande parte do território e fazendo-se sentir com maior expressão no interior, sem deixar de alcançar também várias zonas próximas do litoral.</p><h2>A circulação atmosférica favorecerá o avanço do ar quente para oeste</h2><p>Esta mudança resulta da <strong>expansão para oeste da massa de ar muito quente</strong>, até agora concentrada sobretudo sobre o Mediterrâneo, que passará também a abranger o Atlântico oriental. Em simultâneo, <strong>o reforço de uma crista subtropical </strong>sobre a Península Ibérica e a <strong>deslocação da corrente de jato</strong> para latitudes mais elevadas favorecerão uma atmosfera mais estável, reduzindo temporariamente a influência de massas de ar mais frescas provenientes do Atlântico. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-enfrenta-um-novo-cenario-a-partir-de-terca-feira-21-o-calor-intenso-passara-do-mediterraneo-para-o-atlantico-1784294049205.jpg" data-image="fafbpa44ocx1"><figcaption>A configuração atmosférica prevista para terça-feira mostra o reforço do anticiclone sobre o Atlântico e a presença de ar mais quente sobre a Península Ibérica, um padrão que favorecerá uma subida gradual das temperaturas em Portugal.</figcaption></figure><p>Como consequência, o habitual efeito moderador do oceano será menos eficaz, permitindo que o calor se faça sentir de forma mais expressiva também em muitas zonas costeiras.</p><p>Na terça-feira, as temperaturas mais elevadas deverão registar-se no <strong>interior do Alentejo, na Beira Baixa, no vale do Guadiana e em setores do Nordeste Transmontano</strong>, onde as máximas poderão atingir entre <strong>34 e 36 ºC</strong>. Bragança, Castelo Branco e Beja deverão rondar os 34 ºC, enquanto Portalegre e Vila Real poderão alcançar 33 ºC. Santarém deverá atingir cerca de 32 ºC e <strong>Lisboa aproximar-se dos 29 ºC</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-enfrenta-um-novo-cenario-a-partir-de-terca-feira-21-o-calor-intenso-passara-do-mediterraneo-para-o-atlantico-1784294273862.png" data-image="9ti28rh6o6bw"><figcaption>A terça-feira marcará o início de um novo episódio de calor em Portugal, com o interior a aquecer de forma mais expressiva do que o litoral, onde a nortada continuará a limitar a subida das temperaturas.</figcaption></figure><p>No litoral Centro e Sul, a subida das temperaturas será igualmente evidente, embora menos acentuada do que no interior. <strong>A influência marítima, associada ao reforço do vento de norte durante a tarde, deverá contribuir para manter valores mais moderados ao longo da faixa costeira</strong>.</p><h2>A subida das temperaturas será gradual e mais expressiva no interior</h2><p>Na quarta-feira, <strong>o aquecimento deverá tornar-se mais evidente</strong>, sobretudo no interior Centro e Sul, onde vários locais poderão atingir entre <strong>37 e 39 ºC</strong>. Beja e Castelo Branco deverão aproximar-se dos 37 ºC, enquanto Portalegre e Bragança poderão rondar os 35 ºC. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-enfrenta-um-novo-cenario-a-partir-de-terca-feira-21-o-calor-intenso-passara-do-mediterraneo-para-o-atlantico-1784294286955.png" data-image="5ul8rylpjk3d"><figcaption>Na quarta-feira o aquecimento deverá ganhar expressão em grande parte do território, com vários locais do interior a aproximarem-se dos 40 ºC, contrastando com valores significativamente mais baixos ao longo da faixa costeira.</figcaption></figure><p><strong>A partir de quinta-feira</strong>, os modelos apontam para uma nova intensificação do calor, aumentando a probabilidade de algumas áreas do <strong>interior alentejano, do vale do Guadiana e, pontualmente, da Beira Baixa atingirem ou ultrapassarem os 40 ºC</strong> até ao final da semana.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779074" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nortada-nevoeiro-chuviscos-e-maximas-ate-34-c-eis-a-previsao-para-o-fim-de-semana-em-portugal.html" title="Nortada, nevoeiro, chuviscos e máximas até 34 ºC: eis a previsão para o fim de semana em Portugal">Nortada, nevoeiro, chuviscos e máximas até 34 ºC: eis a previsão para o fim de semana em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nortada-nevoeiro-chuviscos-e-maximas-ate-34-c-eis-a-previsao-para-o-fim-de-semana-em-portugal.html" title="Nortada, nevoeiro, chuviscos e máximas até 34 ºC: eis a previsão para o fim de semana em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nortada-nevoeiro-chuviscos-e-maximas-ate-34-c-eis-a-previsao-para-o-fim-de-semana-em-portugal-1784293244532_320.jpg" alt="Nortada, nevoeiro, chuviscos e máximas até 34 ºC: eis a previsão para o fim de semana em Portugal"></a></article></aside><p>Os cenários mais recentes do ECMWF sugerem que este episódio de calor poderá persistir durante alguns dias. Mesmo assim, a intensidade e a distribuição das temperaturas mais elevadas podem ainda sofrer pequenos ajustes nas próximas atualizações, em função da evolução da circulação atmosférica sobre o Atlântico Nordeste e a Península Ibérica.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-enfrenta-um-novo-cenario-a-partir-de-terca-feira-21-o-calor-intenso-passara-do-mediterraneo-para-o-atlantico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nortada, nevoeiro, chuviscos e máximas até 34 ºC: eis a previsão para o fim de semana em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nortada-nevoeiro-chuviscos-e-maximas-ate-34-c-eis-a-previsao-para-o-fim-de-semana-em-portugal.html</link><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 13:03:14 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Este fim de semana de 18 e 19 de julho o estado do tempo em Portugal continental será marcado pela formação de nevoeiro matinal nalgumas zonas, por nortada e pela possibilidade de aguaceiros isolados. Consulte a previsão.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xapynde"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xapynde.jpg" id="xapynde"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>De acordo com a previsão subsazonal do modelo ECMWF, durante o fim de semana de 18 e 19 de julho, prevê-se o estabelecimento de um regime atmosférico conhecido como <strong>crista atlântica</strong>.</p><p>Este padrão consiste no fortalecimento e extensão de um anticiclone sobre o Atlântico Norte sob a forma de uma crista anticiclónica que, quando se instala na região Euro-Atlântica, tende a favorecer <strong>tempo seco e estável em Portugal continental, bem como o reforço da habitual nortada</strong>, um fenómeno típico da estação estival no nosso país.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Os mapas de referência da Meteored mostram uma <strong>região anticiclónica robusta e bem posicionada a oeste da Irlanda</strong>, enquanto as isóbaras, orientadas aproximadamente de norte para sul junto à costa portuguesa, vão estimulando um fluxo persistente do quadrante norte.</p><h2>Nortada, nevoeiro matinal e possibilidade de precipitação fraca nalguns locais</h2><p><strong>Para este fim de semana prevê-se vento fraco a moderado do quadrante norte, intensificando-se temporariamente durante a tarde, especialmente no sábado (18)</strong>. Na faixa costeira ocidental, sobretudo a sul de Cascais, a nortada poderá soprar com mais intensidade, sendo expectáveis <strong>rajadas até 50 km/h no Barlavento Algarvio</strong>. No domingo (19) espera-se que o vento sopre predominantemente do quadrante oeste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nortada-nevoeiro-chuviscos-e-maximas-ate-34-c-eis-a-previsao-para-o-fim-de-semana-em-portugal-1784288190375.png" data-image="7kx5h0qptjmn"><figcaption>Nortada no sábado (18), sendo particularmente mais intensa durante a tarde na faixa costeira ocidental a sul de Cascais. Rajadas em torno de 50 km/h previstas para zonas do Barlavento Algarvio.</figcaption></figure><p>No sábado (18) espera-se ainda a formação de nevoeiro ou nebulosidade baixa durante a manhã nas regiões Norte, Centro e no litoral Oeste. <strong>Existe também a possibilidade de ocorrência de chuvisco fraco no litoral Centro durante a manhã</strong>. Pela tarde poderão cair aguaceiros fracos e dispersos nas serras do Minho e noutras áreas montanhosas do Norte ou Centro-norte. No entanto, no geral, a precipitação será pouco provável.</p><p>Para domingo (19) não estão previstas alterações significativas no panorama meteorológico. <strong>O nevoeiro matinal deverá voltar a formar-se</strong> em boa parte das Regiões Norte e Centro, podendo persistir durante grande parte do dia na metade norte do distrito de Viana do Castelo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nortada-nevoeiro-chuviscos-e-maximas-ate-34-c-eis-a-previsao-para-o-fim-de-semana-em-portugal-1784288204613.png" data-image="4bm399z6qh1v"><figcaption>Possibilidade de ocorrência de aguaceiros fracos, mas pouco prováveis, nas serras do Alto Minho no domingo, 19 de julho.</figcaption></figure><p>Além disto, mantém-se a possibilidade de chuviscos no litoral Centro durante a manhã e de<strong> aguaceiros fracos e dispersos nas serras do Alto Minho e noutras áreas montanhosas do Norte e Centro-norte durante a tarde</strong>, embora pouco prováveis.</p><h2>Temperaturas máximas mantêm-se relativamente estáveis, embora com uma pequena subida no domingo, dia 19</h2><p>No que diz respeito às temperaturas, não se antecipam variações muito significativas, embora seja expectável uma <strong>ligeira subida dos valores das máximas no domingo (19) em algumas capitais distritais</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779003" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/proxima-semana-traz-mudancas-nas-temperaturas-mas-a-chuva-continuara-ausente.html" title="Próxima semana traz mudanças nas temperaturas, mas a chuva continuará ausente">Próxima semana traz mudanças nas temperaturas, mas a chuva continuará ausente</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/proxima-semana-traz-mudancas-nas-temperaturas-mas-a-chuva-continuara-ausente.html" title="Próxima semana traz mudanças nas temperaturas, mas a chuva continuará ausente"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-na-proxima-semana-1784241783067_320.png" alt="Próxima semana traz mudanças nas temperaturas, mas a chuva continuará ausente"></a></article></aside><p>No sábado (18) espera-se que as temperaturas máximas variem entre os <strong>24 ºC no Porto e em Aveiro e os 33 ºC em Bragança, Castelo Branco, Évora e Faro</strong>. Para domingo (19) prevê-se que os valores das máximas oscilem entre os <strong>23 ºC em Viana do Castelo e os 34 ºC em Faro</strong>, com o ambiente a manter-se mais ameno no litoral e mais quente no interior e no Sul.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nortada-nevoeiro-chuviscos-e-maximas-ate-34-c-eis-a-previsao-para-o-fim-de-semana-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Próxima semana traz mudanças nas temperaturas, mas a chuva continuará ausente]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/proxima-semana-traz-mudancas-nas-temperaturas-mas-a-chuva-continuara-ausente.html</link><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 09:09:55 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal Continental poderá voltar a aquecer na próxima semana, mas não de forma generalizada. Saiba o que esperar do tempo na semana de 20 a 26 de julho.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xapsx3q"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xapsx3q.jpg" id="xapsx3q"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Apesar de a canícula (o período mais quente e seco do ano) já ter iniciado, no passado dia 15 de julho, <strong>as temperaturas continuam abaixo da média</strong>, para a época do ano.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No entanto, <strong>este cenário poderá mudar nos próximos dias</strong>, ainda que seja esperado que uma nova bolsa de ar frio possa voltar a interferir no estado da atmosfera em Portugal, já a partir de domingo, dia 19. Ainda assim, esta poderá não ter um efeito direto na nossa geografia, visto que no mesmo período se prevê um reforço da crista anticiclónica. Desta forma, os nossos mapas indicam apenas uma maior nebulosidade, especialmente no litoral, na segunda-feira, dia 20, <strong>não havendo possibilidade de chuva</strong> sobre o nosso território.</p><h2>Temperaturas sobem, mas não em todo o lado</h2><p>O mapa abaixo mostra-nos as anomalias térmicas esperadas para terça-feira, dia 21 de julho. Este poderá ser o primeiro dia, depois de vários dias consecutivos, em que <strong>uma boa parte do território continental deverá registar temperaturas máximas acima da média</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-na-proxima-semana-1784241783067.png" data-image="xmk5zj0yuozx" alt="anomalias térmicas;" title="anomalias térmicas;"><figcaption>Na próxima semana, poderemos registar uma inversão das anomalias térmicas em Portugal Continental, devido à subida das temperaturas.</figcaption></figure><p>Porém, e apesar destas anomalias indicarem valores acima do esperado para a época, as mais recentes previsões do ECMWF indicam que<strong> a subida prevista das temperaturas será mais expressiva ao longo da faixa interior do continente e na região Sul</strong>, deixando a faixa litoral com valores mais contidos, dentro ou ligeiramente acima da normal climatológica de referência.</p><p>À semelhança do último episódio de calor, <strong>o Vale do Douro poderá contar com as anomalias positivas mais pronunciadas</strong>, podendo registar temperaturas até 7 ºC acima da média.</p><h2> Interior do país e Sul com valores mais elevados</h2><p>Como é habitual, <strong>a faixa interior e o Sul do país</strong>, por estarem expostos a um fluxo de leste ou de sudeste, <strong>geralmente registam temperaturas mais elevadas</strong> no verão, enquanto a faixa litoral mantém valores mais amenos, devido à influência marítima, resultante de um fluxo predominantemente de oeste ou noroeste.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778913" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-do-tempo-para-10-dias-em-portugal-rajadas-de-vento-acima-dos-50-km-h-chuva-fraca-e-temperaturas-em-mudanca.html" title="Tendência do tempo para 10 dias em Portugal: rajadas de vento acima dos 50 km/h, chuva fraca e temperaturas em mudança ">Tendência do tempo para 10 dias em Portugal: rajadas de vento acima dos 50 km/h, chuva fraca e temperaturas em mudança </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-do-tempo-para-10-dias-em-portugal-rajadas-de-vento-acima-dos-50-km-h-chuva-fraca-e-temperaturas-em-mudanca.html" title="Tendência do tempo para 10 dias em Portugal: rajadas de vento acima dos 50 km/h, chuva fraca e temperaturas em mudança "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-do-tempo-para-10-dias-em-portugal-rajadas-de-vento-acima-dos-50-km-h-chuva-fraca-e-temperaturas-em-mudanca-1784204077149_320.png" alt="Tendência do tempo para 10 dias em Portugal: rajadas de vento acima dos 50 km/h, chuva fraca e temperaturas em mudança "></a></article></aside><p>Com isto, espera-se que ao longo da próxima semana haja um contraste mais evidente entre litoral e interior, na medida em que <strong>os valores no interior deverão manter-se acima dos 30 ºC, podendo mesmo aproximarem-se dos 40 ºC</strong>, e no litoral os valores não deverão ultrapassar os 28 ºC. Segundo a mais recente atualização do nosso modelo de confiança, os dias mais quentes da próxima semana, nestas regiões, poderão ser entre quinta-feira (23) e domingo (26).</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/proxima-semana-traz-mudancas-nas-temperaturas-mas-a-chuva-continuara-ausente.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aloe vera em vaso: 7 dicas para cultivá-la com sucesso]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/aloe-vera-em-vaso-7-dicas-para-cultiva-la-com-sucesso.html</link><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 06:17:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Resistente tanto ao calor quanto ao frio e de baixa manutenção, a aloe vera é uma das plantas mais adequadas para varandas e terraços. Aqui estão sete regras simples que podem fazer toda a diferença entre um crescimento vigoroso e uma planta que tem dificuldade para se desenvolver.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/aloe-vera-in-vaso-7-attenzioni-per-coltivarla-con-successo-1781978294283.jpeg" data-image="g0jl19t1meg5"><figcaption>Aloe vera: as 7 regras essenciais para o cultivo bem-sucedido em vasos.</figcaption></figure><p>Nativa das regiões áridas da Península Arábica, a <strong>Aloe vera</strong>, também<strong> conhecida como aloé em Portugal</strong>, é uma suculenta conhecida pela sua capacidade de armazenar água nas suas folhas grossas e carnudas. Embora seja geralmente vendida em vasos pequenos e permaneça relativamente compacta, sob as condições adequadas ela pode crescer significativamente, produzindo novas folhas e numerosas brotações laterais na base.</p><p>A sua resistência, excelente tolerância ao calor e baixa necessidade de água fazem dela<strong> uma das melhores plantas para varandas e terraços bem iluminados</strong>. No entanto, poucas pessoas conhecem as sete regras simples que podem melhorar muito o vigor, o crescimento e a aparência da planta.</p><h2>1. Evite a luz solar direta</h2><p>A aloe vera prospera em locais bem iluminados, mas <strong>a exposição à luz solar direta nem sempre é a melhor opção</strong>.</p><p> Plantas recém-adquiridas ou que passaram muito tempo num viveiro podem sofrer<strong> queimaduras solares </strong>se forem expostas repentinamente à luz solar intensa. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aloe-vera-in-vaso-7-attenzioni-per-coltivarla-con-successo-1781978785378.jpeg" data-image="919qw20xd3c2" alt="Aloe vera" title="Aloe vera"><figcaption>Evite a luz solar direta.</figcaption></figure><p>O ideal é colocá-las primeiro num local iluminado, porém protegido durante as horas mais quentes do dia, e aumentar gradualmente a exposição. Plantas adultas e bem aclimatadas geralmente toleram muito melhor a luz solar direta.</p><h2>2. Regue com moderação, mas corretamente</h2><p>Por ser uma suculenta, a aloe vera <strong>não requer regas frequentes</strong>.</p><p>Na primavera e no verão, basta regar o substrato com moderação e deixar que ela <strong>seque quase completamente antes de regar novamente</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aloe-vera-in-vaso-7-attenzioni-per-coltivarla-con-successo-1781978361186.jpeg" data-image="ziwxkh8n9k5w" alt="regando aloe vera" title="regando aloe vera"><figcaption>Regue com moderação, mas de forma adequada.</figcaption></figure><p>No inverno, o ideal é reduzir ainda mais a frequência das regas, pois o solo demora mais para secar. Mais do que a falta de água, <strong>o verdadeiro inimigo da aloe vera é o excesso de humidade</strong>, que pode causar o apodrecimento das raízes e enfraquecer rapidamente a planta.</p><h2>3. Escolha um substrato com boa drenagem</h2><p>O <strong>substrato ideal deve ser leve e permitir a drenagem rápida</strong> do excesso de água.</p><p>Substratos formulados especificamente para cactos e suculentas são ideais, especialmente se enriquecidos com areia grossa, pedra-pomes ou rocha vulcânica. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aloe-vera-in-vaso-7-attenzioni-per-coltivarla-con-successo-1781978417559.jpeg" data-image="bus5c5u8dz06"><figcaption>Escolha um substrato com excelente drenagem para minimizar o risco de apodrecimento das raízes.</figcaption></figure><p>Também é essencial que o <strong>vaso possua furos de drenagem no fundo</strong>. Para minimizar o risco de acumulação de água e apodrecimento das raízes, o ideal é cultivar a aloe vera num vaso sem prato.</p><h2>4. Opte por um vaso grande de barro</h2><p>O barro (argila) oferece boa <strong>estabilidade térmica e favorece a aeração</strong>, bem como a secagem do substrato.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aloe-vera-in-vaso-7-attenzioni-per-coltivarla-con-successo-1781978385268.jpeg" data-image="83yox9fbzbsl"><figcaption>Opte por um vaso grande de barro (argila).</figcaption></figure><p>Para uma <strong>planta jovem </strong>de aloe vera, recomenda-se escolher um <strong>vaso com diâmetro entre 25 e 35 centímetros</strong>. Este tamanho oferece espaço suficiente para o desenvolvimento gradual das raízes, ao mesmo tempo que reduz a necessidade de trocas de vaso.</p><p>Embora a aloe vera suporte muito bem períodos de seca, um vaso maior proporciona uma melhor reserva de humidade e oferece maior proteção às raízes durante épocas de calor intenso.</p><h2>5. Adube com moderação</h2><p>A aloe vera não é uma planta particularmente exigente em termos de nutrientes De modo geral, uma <strong>adubação leve na primavera e no início do verão</strong> é suficiente. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aloe-vera-in-vaso-7-attenzioni-per-coltivarla-con-successo-1781978826359.jpeg" data-image="hhqvu6ysc49e"><figcaption>Fertilize a Aloe Vera com moderação.</figcaption></figure><p>O ideal é utilizar um<strong> fertilizante formulado especificamente para suculentas ou um com baixo teor de nitrogénio</strong>. O excesso de adubação pode resultar num crescimento mais fraco e menos compacto, além de tornar a planta mais suscetível a fatores de stress ambiental.</p><h2>6. Proteção contra o frio do inverno</h2><p>A aloe vera tolera quedas ocasionais de temperatura, mas é muito <strong>sensível à geada</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aloe-vera-in-vaso-7-attenzioni-per-coltivarla-con-successo-1781978543725.jpeg" data-image="31xh90xmea4j"><figcaption>Adaptada a climas áridos e temperaturas elevadas, a aloe vera é altamente resistente à seca. No entanto, não tolera bem geadas ou períodos prolongados de baixas temperaturas.</figcaption></figure><p>Em regiões de clima ameno, a aloe vera pode passar o inverno ao ar livre, desde que seja colocada num local protegido e coberta durante as noites mais frias. No entanto, <strong>em áreas onde ocorrem geadas frequentes, o ideal é levar a planta para dentro de casa</strong>, acomodando-a num local bem iluminado e protegido das intempéries.</p><h2>7. Separe as brotações para estimular um crescimento harmonioso</h2><p>Com o tempo, a <strong>aloe vera produz inúmeros brotos</strong> que se desenvolvem na base da planta-mãe.</p><p>Se deixadas no local, esses brotos laterais<strong> podem formar uma touceira</strong> (tufo espesso) muito ornamental. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aloe-vera-in-vaso-7-attenzioni-per-coltivarla-con-successo-1781978487345.jpeg" data-image="bgx5f9cir89i"><figcaption>Separe as brotações laterais para promover o desenvolvimento harmonioso da planta-mãe e obter novas mudas.</figcaption></figure><p>No entanto, com o tempo, <strong>essas touceiras podem acabar por competir com a planta-mãe por recursos</strong>. Ao separar as mudas mais desenvolvidas e replantá-las em novos vasos, irá favorecer um crescimento mais equilibrado da planta principal e, ao mesmo tempo, obtém facilmente novos exemplares.</p><h2>Uma solução ideal para cidades cada vez mais quentes</h2><p>Verões cada vez mais quentes e secas mais frequentes estão a mudar a forma como os espaços verdes urbanos são projetados e mantidos. Nesse cenário, a aloe vera destaca-se como uma excelente opção para quem procura uma <strong>planta ornamental resistente, sustentável e de baixa manutenção</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777346" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-algas-nao-sao-plantas-factos-surpreendentes-sobre-a-vida-aquatica-que-precisa-de-saber.html" title="As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber">As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-algas-nao-sao-plantas-factos-surpreendentes-sobre-a-vida-aquatica-que-precisa-de-saber.html" title="As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/seaweeds-aren-t-plants-seven-surprising-facts-about-aquatic-life-1783270730480_320.jpg" alt="As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber"></a></article></aside><p>Com os cuidados adequados, ela pode prosperar durante anos, transformando uma simples varanda ou um pequeno terraço num refúgio verde e exuberante — mais preparado para enfrentar os desafios do aquecimento global e a "selva de pedra" típica dos ambientes urbanos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/aloe-vera-em-vaso-7-dicas-para-cultiva-la-com-sucesso.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Segundo uma investigação, o calor extremo poderá estar a afetar a comunicação sexual dos insetos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/segundo-uma-investigacao-o-calor-extremo-podera-estar-a-afetar-a-comunicacao-sexual-dos-insetos.html</link><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Segundo um grupo de investigação, o calor extremo poderá interferir na comunicação química dos insetos, aumentando assim os erros durante a procura de parceiros para a sua reprodução. Venha descubrir mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/segundo-uma-investigacao-o-calor-extremo-podera-estar-a-afetar-a-comunicacao-sexual-dos-insetos-1783854916435.jpg" data-image="iotv63g7ukbr" alt="Escaravelho vermelho" title="Escaravelho vermelho"><figcaption>Investigadores descobriram que o calor extremo pode alterar os sinais químicos usados pelos insetos para reconhecer potenciais parceiros de acasalamento.</figcaption></figure><p>As alterações climáticas <strong>poderão estar a provocar efeitos muito mais avassaladores na natureza</strong> do que aqueles que habitualmente associamos ao aumento das temperaturas.</p><p>Para além da deslocação de espécies, da alteração dos ciclos reprodutivos ou da perda de habitats, novas investigações sugerem que <strong>o calor extremo poderá interferir com a própria comunicação química entre os animais</strong>.</p><p>Foi precisamente esta hipótese que uma equipa da Universidade de St. Andrews apresentou na <em>Conferência Anual da Society for Experimental Biology (SEB)</em>, realizada em Florença, onde <strong>investigadores de várias áreas da biologia divulgaram os seus trabalhos mais recentes sobre adaptação e resiliência dos organismos perante as mudanças ambientais</strong>.</p><h2>O papel dos sinais químicos na reprodução </h2><p>O estudo centrou-se essencialmente escaravelho <em>Nicrophorus vespilloides</em>, conhecido como escaravelho-enteerrador, uma espécie que apresenta um comportamento reprodutivo invulgar. <strong>Estes insetos utilizam pequenos cadáveres de aves ou roedores como alimento para as suas larvas</strong>, sendo que macho e a fêmea cooperam na preparação do ninho e nos cuidados parentais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/segundo-uma-investigacao-o-calor-extremo-podera-estar-a-afetar-a-comunicacao-sexual-dos-insetos-1783854941416.jpg" data-image="4s72gmqdupoo" alt="Investigação de Solène" title="Investigação de Solène"><figcaption>O estudo analisou o impacto das ondas de calor na comunicação química e no comportamento reprodutivo dos escaravelhos. Fonte: Lazaron</figcaption></figure><p>Para coordenar estas tarefas, os <strong>escaravelhos dependem de sinais químicos presentes na superfície do corpo</strong>. Estes compostos, designados hidrocarbonetos cuticulares, desempenham uma dupla função, reduzem a perda de água através do exoesqueleto e funcionam como uma verdadeira "assinatura química", permitindo desta forma <strong>reconhecer os indivíduos da mesma espécie, distinguir os machos de fêmeas e identificar potenciais parceiros</strong> reprodutores.</p><p>No entanto, os investigadores tinham algumas suspeitas em relação às <strong>temperaturas mais elevadas que poderiam alterar esta composição química</strong>. Para testar esta hipótese, mantiveram um grupo de escaravelhos à temperatura considerada normal para a espécie (20 ºC) e outro grupo sujeito, durante três dias a uma onda de calor simulada de 26 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="700978" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-maior-escaravelho-do-mundo-esta-em-risco-de-extincao-a-ciencia-ja-identificou-os-culpados.html" title="O maior escaravelho do mundo está em risco de extinção: a ciência já identificou os culpados">O maior escaravelho do mundo está em risco de extinção: a ciência já identificou os culpados</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-maior-escaravelho-do-mundo-esta-em-risco-de-extincao-a-ciencia-ja-identificou-os-culpados.html" title="O maior escaravelho do mundo está em risco de extinção: a ciência já identificou os culpados"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-maior-escaravelho-do-mundo-esta-em-risco-de-extincao-a-ciencia-ja-identificou-os-culpados-1741728045134_320.jpg" alt="O maior escaravelho do mundo está em risco de extinção: a ciência já identificou os culpados"></a></article></aside><p>Após esse período, <strong>observaram um aumento significativo no número tentativas de acasalamento entre machos nos indivíduos expostos ao calor</strong>. Contudo, os cientistas sublinham que este comportamento não deve ser interpretado como uma alteração da orientação sexual dos insetos.</p><h2>A explicação dos investigadores</h2><p>A explicação mais provável reside numa perturbação do sistema de reconhecimento químico. <strong>À medida que as temperaturas aumentam, os hidrocarbonetos poderão sofrer alterações destinadas a melhorar a proteção contra a desidratação</strong>. Como consequência, os sinais utilizados para identificar corretamente o sexo de outro indivíduo tornam-se menos precisos, aumentando a probabilidade de erros durante a procura de parceiros.</p><p>A investigadora Solène Morelle, responsável pelo trabalho, admite que <strong>um dos aspetos mais surpreendentes foi verificar que este tipo de comportamento já ocorria, ainda que em menor escala</strong><strong>, mesmo em condições ambientais normais</strong>. Isso sugere que os erros de reconhecimento podem fazer parte da estratégia evolutiva da espécie.</p><div class="texto-destacado"><strong>"Fiquei surpreendida ao descobrir a quantidade de tentativas de acasalamento entre indivíduos do mesmo sexo, mas ainda não sabemos o que isso significa." </strong>De acordo com Solène Morelle na revista Lazaron</div><p>Do ponto de vista da seleção natural, pode ser mais vantajoso aceitar alguns "<em>falsos positivos</em>" do que <strong>correr o risco de deixar escapar uma oportunidade real de reprodução</strong>. Em termos evolutivos, o custo de uma tentativa de acasalamento mal direcionada poderá ser inferior ao prejuízo de não reconhecer uma fêmea disponível.</p><p>A investigação encontra-se ainda em desenvolvimento e pretende agora determinar exatamente quais os compostos químicos que sofrem alterações durante os episódios de calor extremo. Os cientistas acreditam que <strong>o aumento de determinadas moléculas de cadeia mais longa poderá reforçar a impermeabilidade do exoesqueleto</strong>, embora comprometa a eficácia da comunicação química entre os indivíduos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="576362" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/incrivel-mas-verdadeiro-o-escaravelho-comedor-de-mosquitos-reapareceu-ao-fim-de-anos-biodiversidade.html" title="Incrível mas verdadeiro: o escaravelho comedor de mosquitos reapareceu ao fim de anos!">Incrível mas verdadeiro: o escaravelho comedor de mosquitos reapareceu ao fim de anos!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/incrivel-mas-verdadeiro-o-escaravelho-comedor-de-mosquitos-reapareceu-ao-fim-de-anos-biodiversidade.html" title="Incrível mas verdadeiro: o escaravelho comedor de mosquitos reapareceu ao fim de anos!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/considerato-estinto-da-anni-ricompare-in-italia-il-coleottero-mangia-zanzare-1698070436526_320.jpg" alt="Incrível mas verdadeiro: o escaravelho comedor de mosquitos reapareceu ao fim de anos!"></a></article></aside><p>Este trabalho reforça a ideia de que <strong>os impactos das alterações climáticas vão muito além das mudanças visíveis na distribuição das espécies</strong>. Pequenas variações de temperatura poderão modificar mecanismos de comunicação que evoluíram ao longo de milhões de anos e dos quais dependem processos fundamentais como a reprodução, o cuidado parental e a sobrevivência das populações.</p><p>À medida que as ondas de calor se tornam mais frequentes e intensas, <strong>compreender estas alterações poderá revelar novos efeitos ecológicos das mudanças climáticas</strong>, alguns deles praticamente invisíveis à primeira vista, mas potencialmente determinantes para o equilíbrio dos ecossistemas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/segundo-uma-investigacao-o-calor-extremo-podera-estar-a-afetar-a-comunicacao-sexual-dos-insetos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item></channel></rss>