<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Tue, 06 Oct 2026 08:00:29 +0000</lastBuildDate><pubDate>Tue, 06 Oct 2026 08:00:29 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[A instabilidade persiste em Portugal até quarta-feira, mas o anticiclone vai impor-se: máximas voltam a subir]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-instabilidade-persiste-em-portugal-ate-quarta-feira-mas-o-anticiclone-vai-impor-se-maximas-voltam-a-subir.html</link><pubDate>Tue, 06 Oct 2026 07:39:35 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A instabilidade ainda marcará o tempo em Portugal esta terça-feira, com chuva, trovoadas e risco de granizo, sobretudo no Centro. A partir de quarta-feira, o cenário muda gradualmente, com um anticiclone a trazer tempo estável.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbinnny"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbinnny.jpg" id="xbinnny"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal continental continuará sob a <strong>influência de um padrão instável durante esta terça-feira</strong> (6), com chuva, trovoadas e possibilidade de fenómenos localmente intensos.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>A partir de quarta-feira, porém, o cenário começa a mudar, a <strong>precipitação perde expressão e um anticiclone robusto deverá favorecer tempo estável </strong>e uma recuperação das temperaturas máximas.</p><h2>Terça-feira será o último dia de instabilidade mais significativa</h2><p>Esta terça-feira deverá continuar bastante instável de Norte a Sul, sendo <strong>a tarde o período mais favorável à ocorrência de aguaceiros e trovoadas</strong>. O ECMWF mostra precipitação bastante generalizada pelas 16h, embora a sua intensidade e distribuição possam variar significativamente entre regiões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-instabilidade-persiste-em-portugal-ate-quarta-feira-mas-o-anticiclone-vai-impor-se-maximas-voltam-a-subir-1791239679907.jpg" data-image="tjymnpydff9l" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>A tarde de terça-feira será marcada por instabilidade de Norte a Sul, com chuva e trovoadas. Coimbra, Guarda e Castelo Branco estarão sob aviso laranja devido ao risco meteorológico significativo.</figcaption></figure><p>A Meteored prevê aguaceiros por vezes fortes e acompanhados de trovoada, sobretudo durante a tarde. O <strong>IPMA emitiu novos avisos amarelos de trovoada, para 13 distritos</strong>, em vigor, no máximo até às 21h de hoje. Apenas Leiria, Santarém, Lisboa, Setúbal e Faro se encontram fora desta lista.</p><div class="texto-destacado">A natureza convectiva destes episódios torna particularmente difícil determinar com antecedência onde uma célula mais intensa se irá desenvolver. Assim, a hora exata de ocorrência de granizo, o seu tamanho ou a intensidade das rajadas apresentam uma elevada variabilidade espacial.</div><p>Por este motivo, será útil acompanhar a evolução através do <strong>radar de precipitação da Meteored</strong>, que permite observar praticamente em tempo real a localização, intensidade e deslocação dos núcleos de chuva.</p><h2>Quarta-feira a instabilidade começa finalmente a ceder</h2><p>Na quarta-feira (7) deverá tornar-se evidente uma <strong>acalmia do estado do tempo</strong>. Os mapas mostram apenas pequenos núcleos de precipitação, dispersos e pouco organizados, sobretudo no interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-instabilidade-persiste-em-portugal-ate-quarta-feira-mas-o-anticiclone-vai-impor-se-maximas-voltam-a-subir-1791239876949.jpg" data-image="zwb1dzc2xut0" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>Na quarta-feira, a instabilidade começa a perder força, com a precipitação a tornar-se bastante residual, dispersa e pouco organizada.</figcaption></figure><p>A chuva prevista será, assim,<strong> bastante residual quando comparada com os dias anteriores</strong>. Este será um dia de transição, à medida que o padrão depressionário perde influência e a configuração sinóptica começa a reorganizar-se.</p><h2>Anticiclone robusto ganha terreno na quinta-feira, dia 8</h2><p>A mudança deverá consolidar-se na quinta-feira (8). Um <strong>centro de altas pressões robusto, próximo dos 1034 hPa no Atlântico</strong>, começará a exercer maior influência sobre Portugal, favorecendo subsidência atmosférica, menor nebulosidade e ausência generalizada de precipitação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-instabilidade-persiste-em-portugal-ate-quarta-feira-mas-o-anticiclone-vai-impor-se-maximas-voltam-a-subir-1791239911493.jpg" data-image="7uazzf8l78m8" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>A influência anticiclónica favorecerá tempo mais estável e uma subida das temperaturas máximas na quinta-feira, com valores elevados sobretudo no Centro e Sul.</figcaption></figure><p>Com menos nuvens, as temperaturas máximas também deverão recuperar. Pelas 15h, o modelo ECMWF aponta para valores que poderão aproximar-se dos <strong>27 ºC na região de Lisboa e Vale do Tejo e oeste alentejano</strong>, enquanto grande parte do litoral Norte e Centro continuará com temperaturas amenas. Apesar da subida das máximas, esta estabilização do tempo não significa necessariamente noites mais quentes.</p><h2>Sexta-feira começa fresca no interior, Manteigas poderá registar apenas 4 ºC</h2><p>Na madrugada e início da manhã de sexta-feira (9), a <strong>ausência de muita nebulosidade favorecerá uma maior perda de calor </strong>junto à superfície. O contraste será particularmente evidente no interior Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-instabilidade-persiste-em-portugal-ate-quarta-feira-mas-o-anticiclone-vai-impor-se-maximas-voltam-a-subir-1791240064224.jpg" data-image="9cnmyywvoqgq" alt="Temperaturas" title="Temperaturas"><figcaption>O interior Norte e Centro poderá registar temperaturas entre 6 e 8 ºC no início da manhã de sexta-feira, com Manteigas a poder descer até cerca de 4 ºC.</figcaption></figure><p>Grande parte destas regiões poderão acordar com <strong>6 a 8 ºC</strong>, enquanto nas áreas de maior altitude os termómetros poderão descer ainda mais. Segundo a previsão das temperaturas mínimas, <strong>Manteigas poderá registar cerca de 4 ºC pelas 07h</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792002" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aguaceiros-e-trovoadas-persistirao-nestas-zonas-mas-anticiclone-e-madrugadas-frias-ganham-terreno-a-partir-desta-data.html" title="Aguaceiros e trovoadas persistirão nestas zonas, mas anticiclone e madrugadas frias ganham terreno a partir desta data">Aguaceiros e trovoadas persistirão nestas zonas, mas anticiclone e madrugadas frias ganham terreno a partir desta data</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aguaceiros-e-trovoadas-persistirao-nestas-zonas-mas-anticiclone-e-madrugadas-frias-ganham-terreno-a-partir-desta-data.html" title="Aguaceiros e trovoadas persistirão nestas zonas, mas anticiclone e madrugadas frias ganham terreno a partir desta data"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aguaceiros-e-trovoadas-persistirao-nestas-zonas-mas-anticiclone-e-madrugadas-frias-ganham-terreno-a-partir-desta-data-1791225250947_320.jpg" alt="Aguaceiros e trovoadas persistirão nestas zonas, mas anticiclone e madrugadas frias ganham terreno a partir desta data"></a></article></aside><p>As anomalias térmicas ajudam a evidenciar esta diferença: no interior Norte e Centro, as temperaturas poderão situar-se localmente <strong>4 a 5 ºC abaixo da média</strong> para esta altura do ano e hora do dia. Em contrapartida, zonas como Aveiro, Leiria, Santarém, Lisboa, Évora e Beja deverão permanecer mais próximas dos valores climatologicamente habituais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-instabilidade-persiste-em-portugal-ate-quarta-feira-mas-o-anticiclone-vai-impor-se-maximas-voltam-a-subir-1791240116952.jpg" data-image="n9twuyn4ratr" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"><figcaption>Apesar da recuperação das máximas, a manhã de sexta-feira será mais fresca do que o habitual no interior Norte e Centro, com anomalias negativas que poderão atingir cerca de 4 a 5 ºC.</figcaption></figure><p>O final da semana ficará, assim, marcado por uma mudança clara: <strong>menos chuva e trovoadas, tardes novamente mais quentes, mas noites e manhãs progressivamente frescas</strong>, sobretudo no interior.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-instabilidade-persiste-em-portugal-ate-quarta-feira-mas-o-anticiclone-vai-impor-se-maximas-voltam-a-subir.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até -10 ºC no Norte do país: temperaturas descem de forma acentuada esta terça-feira (6)]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-10-c-no-norte-do-pais-temperaturas-descem-de-forma-acentuada-esta-terca-feira.html</link><pubDate>Tue, 06 Oct 2026 07:04:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>De acordo com a mais recente atualização do ECMWF, é esperado que a Região Norte registe uma descida bastante expressiva dos termómetros já hoje, terça-feira.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbilnme"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbilnme.jpg" id="xbilnme"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O outono começa a instalar-se, discretamente, em Portugal Continental. Entre ontem e hoje, terça-feira, <strong>as temperaturas poderão sofrer uma descida acentuada</strong>, especialmente na Região Norte do país, segundo a mais recente atualização dos nossos mapas, baseados no modelo europeu ECMWF.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Tal como podemos observar no mapa abaixo, <strong>a Região Norte será tomada por temperaturas abaixo dos 20 ºC, salvo algumas exceções</strong>. Abaixo, contamos-lhe quais as cidades onde esta descida será mais evidente.</p><h2>Descida térmica até 10 ºC no Norte: Braga lidera a lista de capitais distritais com descida mais acentuada</h2><p>O dia de hoje, terça-feira, poderá contar com temperaturas máximas entre os 16 ºC na Guarda e os 25 ºC em Lisboa e Beja, denotando-se uma <strong>descida generalizada destes valores</strong>. No entanto, esta será sentida com maior expressão no Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-10-c-no-norte-do-pais-temperaturas-maximas-descem-de-forma-acentuada-esta-terca-feira-1791233372724.jpg" data-image="cw514a36txmo" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Ao longo do dia de hoje a região Norte registará valores máximos de temperatura muito inferiores ao de ontem. Na cidade de Braga a diferença poderá ser de até 10 ºC, comparando o mesmo período do dia.</figcaption></figure><p><strong>Várias cidades registarão uma descida entre os 4 ºC e os 10 ºC</strong>. A maior descida, como já referimos, será registada no Norte, mais precisamente em Braga, onde ontem, segunda-feira, registou um valor de 27 ºC, pelas 16h, e hoje, no mesmo horário, esperam-se apenas 17 ºC. Consulte abaixo as temperaturas esperadas para as cidades com a maior descida:</p><table><thead><tr><th>Capitais de distrito</th><th>Segunda-feira<br>5 de outubro<br>16h</th><th>Terça-feira<br>6 de outubro<br>16h</th></tr></thead><tbody><tr><td>Viana do Castelo</td><td>23 ºC</td><td>18 ºC</td></tr><tr><td>Braga</td><td><strong>27 ºC</strong></td><td><strong>17 ºC</strong></td></tr><tr><td>Porto</td><td><strong>25 ºC</strong></td><td><strong>18 ºC</strong></td></tr><tr><td>Vila Real</td><td>24 ºC</td><td>19 ºC</td></tr><tr><td>Bragança</td><td>23 ºC</td><td>19 ºC</td></tr><tr><td>Viseu</td><td><strong>25 ºC</strong></td><td><strong>18 ºC</strong></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">A negrito estão as cidades com a diferença mais acentuada, <strong>no mesmo período do dia</strong>. Fonte: ECMWF.</td></tr></tbody></table><p>Ainda que se espere que nas primeiras horas da tarde algumas das cidades acima, como Braga e Porto, possam chegar aos 20 ºC de máxima, é <strong>expectável que os valores desçam logo de seguida </strong>para os que podemos observar na tabela acima. </p><h2>Na quarta-feira denotar-se-á uma recuperação dos valores</h2><p>Fazendo a mesma comparação, com o mesmo horário, entre hoje e amanhã espera-se uma<strong> ligeira recuperação dos valores</strong> onde, pelas 16h, apenas Viana do Castelo deverá manter-se abaixo dos 20 ºC (com 19 ºC). O Porto e Bragança podem registar 20 ºC, enquanto Braga e Vila Real podem chegar aos 22 ºC. Viseu deverá alcançar os 21 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791997" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ha-3-distritos-sob-aviso-laranja-de-trovoada-nas-proximas-horas-ipma-avisa-sobre-potenciais-fenomenos.html" title="Há 3 distritos sob aviso laranja de trovoada nas próximas horas: IPMA avisa sobre potenciais fenómenos">Há 3 distritos sob aviso laranja de trovoada nas próximas horas: IPMA avisa sobre potenciais fenómenos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ha-3-distritos-sob-aviso-laranja-de-trovoada-nas-proximas-horas-ipma-avisa-sobre-potenciais-fenomenos.html" title="Há 3 distritos sob aviso laranja de trovoada nas próximas horas: IPMA avisa sobre potenciais fenómenos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ha-3-distritos-sob-aviso-laranja-de-trovoada-nas-proximas-horas-ipma-avisa-sobre-potenciais-fenomenos-1791211249261_320.png" alt="Há 3 distritos sob aviso laranja de trovoada nas próximas horas: IPMA avisa sobre potenciais fenómenos"></a></article></aside><p>Na <strong>quinta-feira a faixa litoral Norte poderá registar nova subida</strong>, enquanto o Nordeste Transmontano poderá manter ou descer ligeiramente. Braga poderá ser a capital distrital do Norte mais quente, pelas 16h desse dia, com temperatura esperada de 24 ºC. Esta tendência deverá manter-se até ao fim de semana, no entanto, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-10-c-no-norte-do-pais-temperaturas-descem-de-forma-acentuada-esta-terca-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um planeta situado a 49 anos-luz pode ter atmosfera: porque é que o LHS 1140 b entusiasma os astrónomos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-planeta-situado-a-49-anos-luz-pode-ter-atmosfera-porque-e-que-o-lhs-1140-b-entusiasma-os-astronomos.html</link><pubDate>Tue, 06 Oct 2026 06:39:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A LHS 1140 b, uma super-Terra situada na zona habitável, está a perder o seu hélio. Esta descoberta permite estudar melhor a sua atmosfera, mas deixa ainda muitas questões em aberto sobre a sua composição, a presença de água e as condições à sua superfície.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/lhs-1140b-elio-in-fuga-dalla-super-terra-in-zona-abitabile-1790934462730.png" data-image="ewfoj5x587iu" alt="Representação artística de LHS 1140 b e da sua estrela. Crédito: ESO/spaceengine.org" title="Representação artística de LHS 1140 b e da sua estrela. Crédito: ESO/spaceengine.org"><figcaption>Representação artística de LHS 1140 b e da sua estrela. Crédito: ESO/spaceengine.org</figcaption></figure><p>Uma vez descoberto um planeta extrassolar, as investigações concentram-se na <strong>caracterização da sua atmosfera, da sua composição química e das suas propriedades físicas</strong>, especialmente quando se trata de um planeta rochoso situado na zona habitável.</p><p>Foi isso mesmo que se fez com a super-Terra LHS 1140 b, situada na zona habitável. Os investigadores descobriram, com surpresa, que a r<strong>adiação intensa da sua estrela hospedeira tinha provocado a evaporação das camadas superiores da sua atmosfera</strong>, agora desprovidas de hidrogénio e, mais recentemente, também de hélio.</p><p>O estudo deste exoplaneta constitui, assim, um caso importante para melhor <strong>compreender a evolução das atmosferas </strong>dos exoplanetas ao longo do tempo.</p><h2>Uma super-Terra na zona habitável</h2><p>A estrela LHS 1140 é classificada como uma <strong>anã vermelha</strong>, um tipo de estrela mais pequena e mais fria que o Sol.</p><p>Esta estrela está<strong> localizada a cerca de 49 anos-luz da Terra</strong> e possui um sistema planetário composto por dois planetas: LHS 1140 b, o primeiro a ser descoberto, e LHS 1140 c, descoberto posteriormente.</p><div class="texto-destacado"><p><strong>O nome desta estrela é composto pelo prefixo LHS e pelo número 1140. LHS significa "Luyten Half-Second" e refere-se a um catálogo elaborado pelo astrónomo Willem Jacob Luyten, que lista estrelas que apresentam um movimento aparente no céu — em relação às estrelas de fundo — superior a meio segundo de arco por ano. O número 1140 corresponde à posição desta estrela no catálogo.</strong></p></div><p>O planeta LHS 1140 b <strong>orbita a sua estrela hospedeira</strong> e completa uma volta em 24,7 dias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lhs-1140b-elio-in-fuga-dalla-super-terra-in-zona-abitabile-1790934262896.jpg" data-image="yd1urzd75ggn" alt="Embora a estrela LHS 1140 seja mais fria que o Sol, a sua radiação é suficientemente intensa para provocar a evaporação da atmosfera dos seus planetas. Crédito: ESO/spaceengine.org" title="Embora a estrela LHS 1140 seja mais fria que o Sol, a sua radiação é suficientemente intensa para provocar a evaporação da atmosfera dos seus planetas. Crédito: ESO/spaceengine.org"><figcaption>Embora a estrela LHS 1140 seja mais fria que o Sol, a sua radiação é suficientemente intensa para provocar a evaporação da atmosfera dos seus planetas. Crédito: ESO/spaceengine.org</figcaption></figure><p>Com uma massa estimada em cerca de 5,6 vezes a da Terra e um raio aproximadamente 1,73 vezes maior, <strong>este exoplaneta é classificado como uma super-Terra</strong>.</p><div class="texto-destacado"><p><strong>Por analogia com a Terra, as super-Terras são planetas rochosos que podem apresentar oceanos de água líquida, bem como uma atmosfera. No entanto, as suas características precisas podem variar consideravelmente de um planeta para outro.</strong></p> </div><p>O que torna o LHS 1140 b particularmente interessante é o facto de ser uma super-Terra que orbita na zona habitável da sua estrela, <strong>onde as condições poderiam permitir a presença de água líquida à sua superfície</strong>.</p><h2>O LHS 1140 b está a perder a sua atmosfera de hélio</h2><p>Quando um exoplaneta é descoberto — especialmente se for rochoso e estiver situado na zona habitável —, um dos principais objetivos dos astrónomos é <strong>determinar se possui uma atmosfera</strong> e, caso a possua, estudar a sua <strong>composição química e as suas propriedades físicas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791316" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/draconidas-2026-o-pico-da-chuva-de-estrelas-cadentes-aproxima-se-quando-e-que-se-podem-observar-a-partir-de-portugal.html" title="Dracónidas 2026: o pico da chuva de estrelas cadentes aproxima-se. Quando é que se podem observar a partir de Portugal?">Dracónidas 2026: o pico da chuva de estrelas cadentes aproxima-se. Quando é que se podem observar a partir de Portugal?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/draconidas-2026-o-pico-da-chuva-de-estrelas-cadentes-aproxima-se-quando-e-que-se-podem-observar-a-partir-de-portugal.html" title="Dracónidas 2026: o pico da chuva de estrelas cadentes aproxima-se. Quando é que se podem observar a partir de Portugal?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/draconidi-2026-si-avvicina-il-picco-della-pioggia-di-stelle-cadenti-quando-vederle-dall-italia-1790667524205_320.jpg" alt="Dracónidas 2026: o pico da chuva de estrelas cadentes aproxima-se. Quando é que se podem observar a partir de Portugal?"></a></article></aside><p>No caso de LHS 1140 b, os astrónomos tiveram sorte. De facto, este planeta — tal como LHS 1140 c — foi descoberto graças ao método de trânsito. Ao longo da sua órbita,<strong> o planeta passa diante do disco da sua estrela</strong>, provocando um pequeno eclipse observável que permitiu revelar a sua existência.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><p><strong><em>O LHS 1140 b foi descoberto graças ao método de trânsito.</em></strong></p><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Nos últimos anos, os astrónomos desenvolveram uma técnica chamada espectroscopia de transmissão, que permite <strong>analisar a composição química da atmosfera de um exoplaneta</strong>.</p><div class="texto-destacado"><p><strong>A espectroscopia de transmissão consiste em comparar o espectro eletromagnético da estrela — que transporta a assinatura da composição química da sua superfície — com aquele que se observa no momento em que o planeta começa a transitar diante dela. Neste segundo caso, a luz da estrela atravessa também a atmosfera do planeta e, por isso, transporta tanto a assinatura química da estrela como a da atmosfera planetária.</strong></p></div><p>Graças a esta técnica, <strong>os astrónomos detetaram a presença de hélio</strong>. Mas não só: descobriram também que o planeta perde hélio a um ritmo estimado entre <strong>200 e 400 toneladas por segundo</strong>. Por outro lado, não foi detetado qualquer vestígio de hidrogénio.</p><p>Estas observações foram realizadas pela equipa liderada por Collin Cherubim, que estudou o sistema com o WINERED, um espectrógrafo de infravermelho próximo instalado no telescópio Magellan Clay, de 6,5 metros, no Observatório de Las Campanas, no Chile.</p><p>Cerca de um ano depois, o mesmo planeta foi novamente observado, mas, desta vez, <strong>não foi detetado qualquer vestígio de hélio</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><strong><p><strong><em>A alta atmosfera de LHS 1140 b está a perder o seu hélio por evaporação, ou pode mesmo já o ter perdido completamente.</em></strong></p></strong><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Trata-se de um resultado particularmente importante, pois oferece um caso quase único que permite estudar não só a atmosfera de uma super-Terra, mas também a sua evolução ao longo do tempo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lhs-1140b-elio-in-fuga-dalla-super-terra-in-zona-abitabile-1790934099026.jpg" data-image="0qsfbw7mnjfl" alt="Neptuno fotografado pela Voyager 2 em 1989, com cores de contraste realçado. A comparação com os planetas do Sistema Solar ajuda a interpretar melhor mundos de tamanho intermédio, como as super-Terras. Crédito: NASA/JPL." title="Neptuno fotografado pela Voyager 2 em 1989, com cores de contraste realçado. A comparação com os planetas do Sistema Solar ajuda a interpretar melhor mundos de tamanho intermédio, como as super-Terras. Crédito: NASA/JPL."><figcaption>Neptuno fotografado pela Voyager 2 em 1989, com cores de contraste realçado. A comparação com os planetas do Sistema Solar ajuda a interpretar melhor mundos de tamanho intermédio, como as super-Terras. Crédito: NASA/JPL.</figcaption></figure><p>A hipótese levantada pelos astrónomos é a de que a <strong>intensa radiação recebida por este planeta a partir da sua estrela hospedeira teria provocado a evaporação completa do hidrogénio</strong>, pelo menos nas camadas superiores da sua atmosfera. Sendo o hidrogénio o elemento químico mais leve, é também aquele que consegue escapar mais facilmente à atração gravitacional do planeta.</p><p>Posteriormente, <strong>o planeta terá também perdido o seu hélio, o segundo elemento mais leve depois do hidrogénio</strong>. Ainda presente em 2024, o hélio da alta atmosfera já tinha desaparecido quase por completo por evaporação em 2025.</p><p>A <strong>ausência de deteção de hélio em 2025, no entanto, não "prova" com certeza que a atmosfera desapareceu</strong>, mas torna necessárias novas observações.</p><h3>O que se pode dizer sobre a água e a habitabilidade?</h3><p>Este estudo fornece muita informação, mas apenas sobre as camadas superiores da atmosfera de LHS 1140 b. Não descreve diretamente a atmosfera próxima da superfície, onde se poderiam concentrar elementos e moléculas mais pesados, como o oxigénio, o carbono e o azoto. <strong>A eventual presença de água poderia manter-se nas camadas inferiores graças à sua condensação em regiões mais frias</strong>: trata-se de uma possibilidade física, e não de uma detecção de água.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790840" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nasa-investiga-como-o-espaco-transforma-o-corpo-humano.html" title="NASA investiga como o espaço transforma o corpo humano">NASA investiga como o espaço transforma o corpo humano</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nasa-investiga-como-o-espaco-transforma-o-corpo-humano.html" title="NASA investiga como o espaço transforma o corpo humano"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nasa-investiga-como-o-espaco-transforma-o-corpo-humano-1790666504358_320.jpg" alt="NASA investiga como o espaço transforma o corpo humano"></a></article></aside><p>De acordo com este cenário, <strong>o outro planeta, LHS 1140 c </strong>— que se encontra mais próximo da sua estrela e recebe uma radiação cerca de dez vezes mais intensa —, não apresenta qualquer vestígio de hélio. <strong>Esta ausência pode indicar que a sua atmosfera é agora muito ténue ou, até mesmo, que desapareceu por completo</strong>.</p><p>Embora o hélio não seja uma bioassinatura, <strong>esta descoberta permite estudar a presença e a evolução de gases em torno de um pequeno planeta situado na zona habitável</strong>. Para melhor compreender o seu clima, serão necessárias novas medições de forma a melhorar o nosso conhecimento sobre a estrela e obter mais informações relativas à composição das camadas atmosféricas mais profundas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Cherubim%20and%20collaborators" data-year="2026" data-title="Helium%20escaping%20from%20the%20atmosphere%20of%20a%20nearby%20rocky%20exoplanet%20orbiting%20in%20a%20habitable%20zone" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fscience.aea9708">Cherubim and collaborators. (2026). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/science.aea9708" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Helium escaping from the atmosphere of a nearby rocky exoplanet orbiting in a habitable zone</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-planeta-situado-a-49-anos-luz-pode-ter-atmosfera-porque-e-que-o-lhs-1140-b-entusiasma-os-astronomos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Hoje e amanhã o risco localizado de aguaceiros e trovoadas mantém-se: eis os 8 distritos potencialmente mais afetados]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/hoje-e-amanha-o-risco-localizado-de-aguaceiros-e-trovoadas-mantem-se-eis-os-8-distritos-potencialmente-mais-afetados.html</link><pubDate>Tue, 06 Oct 2026 06:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A instabilidade mantém-se esta terça e quarta-feira em Portugal continental, com aguaceiros localmente acompanhados de trovoada. O Norte e Centro serão as regiões mais expostas, embora o risco diminua amanhã.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbikzny"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbikzny.jpg" id="xbikzny"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A primeira semana de outubro continua marcada por alguma <strong>instabilidade atmosférica</strong> em Portugal continental. Depois da precipitação registada em várias regiões, o cenário previsto pelo modelo europeu (ECMWF) mantém a possibilidade de novos <strong>aguaceiros</strong>, pontualmente acompanhados de <strong>trovoada</strong>, ao longo desta terça-feira.</p><p>A distribuição da precipitação será, contudo, bastante irregular. Isto significa que poderão ocorrer aguaceiros numa determinada zona enquanto localidades relativamente próximas permanecem praticamente sem precipitação. <strong>Braga, Vila Real, Porto, Aveiro, Viseu, Guarda, Coimbra e Leiria</strong> surgem como os distritos potencialmente mais expostos à instabilidade entre esta terça e quarta-feira.</p><h2>Aguaceiros intensificam-se durante a tarde desta terça-feira</h2><p>Durante as primeiras horas da tarde, os aguaceiros deverão concentrar-se sobretudo nas regiões Norte e Centro. A previsão do ECMWF mostra precipitação dispersa ao meio-dia, mas a instabilidade deverá tornar-se mais evidente durante a tarde. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Por volta das 15 horas, os núcleos de precipitação ganham expressão sobretudo entre o litoral e o interior Centro, abrangendo áreas dos distritos de <strong>Aveiro, Viseu, Coimbra e Guarda</strong>, enquanto no Norte também surgem aguaceiros em zonas de <strong>Braga, Porto e Vila Real</strong>.</p><p>A natureza convectiva da precipitação ajuda também a explicar a sua distribuição bastante irregular. Não se espera, portanto, chuva contínua e generalizada durante toda a tarde, mas antes <strong>aguaceiros localizados</strong>, que poderão apresentar intensidade bastante diferente em distâncias relativamente curtas.</p><p>Ao final da tarde, alguns dos núcleos mais ativos deverão deslocar-se ou perder intensidade. Ainda assim, o Norte e parte do Centro continuarão a apresentar condições favoráveis à ocorrência de precipitação.</p><h2>Probabilidade de chuva ultrapassa os 60% em várias regiões</h2><p>O mapa de probabilidade de precipitação reforça esta distribuição. Às 15 horas desta terça-feira, o ECMWF projeta valores de cerca de <strong>71% na Guarda, 67% em Vila Real, 66% em Viseu, 65% em Leiria, 64% em Braga e 61% em Coimbra</strong>.</p><p>Durante as horas seguintes, a localização dos valores mais elevados altera-se. Às 18 horas, por exemplo, a probabilidade prevista chega a cerca de <strong>79% em Braga e 70% em Coimbra</strong>, mantendo-se próxima dos <strong>63% em Viseu</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hoje-e-amanha-o-risco-localizado-de-aguaceiros-e-trovoadas-mantem-se-eis-os-8-distritos-potencialmente-mais-afetados-1791227530026.jpg" data-image="n0f3wqk8s4w4" alt="Probabilidade de precipitação supera os 60% em vários pontos do Norte e Centro" title="Probabilidade de precipitação supera os 60% em vários pontos do Norte e Centro"><figcaption>Guarda, Vila Real, Viseu, Leiria, Braga e Coimbra apresentam probabilidades superiores a 60% durante a tarde, segundo o ECMWF.</figcaption></figure><p>Estes valores não significam que irá chover durante toda a tarde nestas regiões, nem que todos os pontos dos respetivos distritos receberão precipitação. Indicam, sim, uma <strong>maior possibilidade de ocorrência de aguaceiros</strong>, coerente com a distribuição irregular observada nos restantes mapas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792002" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aguaceiros-e-trovoadas-persistirao-nestas-zonas-mas-anticiclone-e-madrugadas-frias-ganham-terreno-a-partir-desta-data.html" title="Aguaceiros e trovoadas persistirão nestas zonas, mas anticiclone e madrugadas frias ganham terreno a partir desta data">Aguaceiros e trovoadas persistirão nestas zonas, mas anticiclone e madrugadas frias ganham terreno a partir desta data</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aguaceiros-e-trovoadas-persistirao-nestas-zonas-mas-anticiclone-e-madrugadas-frias-ganham-terreno-a-partir-desta-data.html" title="Aguaceiros e trovoadas persistirão nestas zonas, mas anticiclone e madrugadas frias ganham terreno a partir desta data"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aguaceiros-e-trovoadas-persistirao-nestas-zonas-mas-anticiclone-e-madrugadas-frias-ganham-terreno-a-partir-desta-data-1791225250947_320.jpg" alt="Aguaceiros e trovoadas persistirão nestas zonas, mas anticiclone e madrugadas frias ganham terreno a partir desta data"></a></article></aside><p>Mais a sul, o cenário é bastante diferente. Durante a tarde, <strong>Lisboa, Santarém, Portalegre, Évora e Beja</strong> apresentam, em geral, probabilidades inferiores às observadas no Norte e Centro, embora não seja possível excluir completamente algum episódio muito localizado.</p><h2>Trovoadas poderão acompanhar alguns dos aguaceiros</h2><p>Além da chuva, o ECMWF sinaliza <strong>atividade elétrica localizada</strong> durante a tarde desta terça-feira. O sinal não é generalizado, mas coincide em parte com os núcleos de precipitação previstos para o Norte e Centro.</p><p>Às 15 horas, os valores de densidade de raios são mais expressivos na região Centro, mais especificamente<strong> em Coimbra e em Viseu</strong>, enquanto surgem igualmente sinais em Leiria e Vila Real.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hoje-e-amanha-o-risco-localizado-de-aguaceiros-e-trovoadas-mantem-se-eis-os-8-distritos-potencialmente-mais-afetados-1791227599041.jpg" data-image="4xvcoq29hwj2" alt="Alguns aguaceiros poderão ser acompanhados de trovoada" title="Alguns aguaceiros poderão ser acompanhados de trovoada"><figcaption>O ECMWF sinaliza atividade elétrica localizada esta terça-feira, particularmente em áreas do Centro, reforçando a possibilidade de aguaceiros pontualmente acompanhados de trovoada.</figcaption></figure><p>A atividade elétrica prevista é muito localizada, pelo que <strong>não se trata de um cenário de trovoadas generalizadas</strong> sobre Portugal continental. Ainda assim, a coincidência entre precipitação convectiva e densidade de raios justifica a <strong>possibilidade de ocorrência de trovoada a acompanhar os aguaceiros</strong>.</p><p>Este caráter localizado é particularmente importante: numa situação deste género, a localização exata dos núcleos convectivos apresenta <strong>maior incerteza</strong> do que numa situação de precipitação frontal extensa.</p><h2>Acumulados poderão rondar os 10 a 15 mm em alguns pontos</h2><p>Apesar do caráter irregular dos aguaceiros, os acumulados previstos até ao final desta terça-feira poderão ser mais expressivos em algumas áreas. O ECMWF projeta entre 10 a 15 mm <strong>em Castelo Branco, Aveiro, Porto, Viseu</strong>,<strong> Coimbra e Vila Real</strong>.</p><p>São quantidades acumuladas e, devido à natureza dos aguaceiros, <strong>a distribuição real poderá apresentar diferenças </strong>significativas mesmo dentro do mesmo distrito.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hoje-e-amanha-o-risco-localizado-de-aguaceiros-e-trovoadas-mantem-se-eis-os-8-distritos-potencialmente-mais-afetados-1791229771414.jpg" data-image="1g4xp1p09afo" alt="Acumulados poderão aproximar-se dos 15 mm até ao final do dia" title="Acumulados poderão aproximar-se dos 15 mm até ao final do dia"><figcaption>O ECMWF projeta acumulados localmente próximos dos 10 a 15 mm em algumas regiões do Norte e Centro até ao final desta terça-feira.</figcaption></figure><p>O mapa mostra também por que razão não devemos associar diretamente os maiores acumulados às capitais de distrito ou considerar que toda a área administrativa receberá quantidades semelhantes. <strong>A precipitação terá uma distribuição espacial bastante heterogénea</strong>, própria de um regime de aguaceiros.</p><p>Até quarta-feira à noite, os acumulados aumentam ligeiramente em algumas áreas, mas <strong>grande parte dessa precipitação terá ocorrido já durante esta terça-feira</strong>.</p><h2>Quarta-feira ainda terá aguaceiros, mas o risco diminui</h2><p>Na quarta-feira, a instabilidade deverá persistir sobretudo durante parte do dia, embora de forma <strong>menos abrangente e mais localizada</strong>. Às 15 horas, o ECMWF ainda projeta cerca de <strong>43% de probabilidade de precipitação em Viseu, 41% na Guarda e aproximadamente 30% em Coimbra, Leiria e Santarém</strong>.</p><p>O próprio mapa de chuva mostra pequenos núcleos no Norte e Centro durante a tarde, mas bastante menos extensos do que os previstos para esta terça-feira.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hoje-e-amanha-o-risco-localizado-de-aguaceiros-e-trovoadas-mantem-se-eis-os-8-distritos-potencialmente-mais-afetados-1791229849073.jpg" data-image="8o15h1mcb4hr" alt="A instabilidade persiste na quarta-feira, mas de forma mais localizada" title="A instabilidade persiste na quarta-feira, mas de forma mais localizada"><figcaption>Viseu e Guarda mantêm alguma possibilidade de aguaceiros durante a tarde de quarta-feira, enquanto o risco diminui progressivamente noutras regiões.</figcaption></figure><p>Também a <strong>atividade elétrica deverá diminuir substancialmente</strong>. Os mapas de densidade de raios mostram um sinal praticamente residual sobre Portugal continental durante a tarde de quarta-feira, contrastando com os núcleos previstos para esta terça-feira.</p><p> <strong>A tendência será para uma diminuição gradual da instabilidade ao longo de quarta-feira</strong>, embora ainda possam ocorrer aguaceiros dispersos, sobretudo no Norte e Centro. Depois disso, o cenário deverá tornar-se progressivamente mais estável em grande parte de Portugal continental. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/hoje-e-amanha-o-risco-localizado-de-aguaceiros-e-trovoadas-mantem-se-eis-os-8-distritos-potencialmente-mais-afetados.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Plante esta flor em outubro e encha a sua varanda de cor no verão: a calêndula também cresce em vasos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plante-esta-flor-em-outubro-e-encha-a-sua-varanda-de-cor-no-verao-a-calendula-tambem-cresce-em-vasos.html</link><pubDate>Tue, 06 Oct 2026 06:02:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Um vaso, algumas sementes e um cantinho soalheiro podem ser suficientes para encher uma varanda de flores durante os meses mais quentes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/siembra-esta-flor-en-octubre-y-llena-de-color-tu-balcon-en-verano-la-calendula-tambien-crece-en-maceta-1790956234443.jpeg" data-image="31kx8zqwelqa" alt="flor de calêndula" title="flor de calêndula"><figcaption>Uma flor simples e generosa que pode encher uma varanda de cor e tornar-se uma boa companheira para quem está a começar a cultivar em casa.</figcaption></figure><p>Há plantas que parecem agradecer qualquer oportunidade que lhes damos para crescer, e a calêndula (<em>Calendula officinalis</em>) é uma delas. É uma planta rústica, <strong>adapta-se muito bem a diferentes condições</strong> e é especialmente gratificante para quem está a começar a cultivar flores ou simplesmente quer adicionar cor sem muitas complicações com os cuidados.</p><p>Além disso, é uma <strong>boa opção para compor uma pequena horta na varanda</strong>, junto a legumes, ervas aromáticas ou outras plantas. Outubro é uma boa altura para iniciar o cultivo em grande parte do Chile, e não é preciso ter um jardim para desfrutar dela: uma varanda ou um terraço com várias horas de sol pode ser suficiente para a ver crescer e florescer.</p><h2>Uma flor que pode começar diretamente a partir da semente</h2><p>Uma das maiores vantagens da calêndula surge logo no início: as suas sementes costumam germinar com bastante facilidade e as <strong>plântulas estabelecem-se rapidamente quando encontram condições adequadas</strong>. Em comparação com outras flores que podem ser mais delicadas quando se inicia o cultivo, a calêndula costuma apresentar bons resultados mesmo quando não temos muita experiência com a produção de plântulas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/siembra-esta-flor-en-octubre-y-llena-de-color-tu-balcon-en-verano-la-calendula-tambien-crece-en-maceta-1790956129799.jpeg" data-image="dgq5difm8aj8" alt="calêndula" title="calêndula"><figcaption>Uma sementeira densa no canteiro de plântulas permite aproveitar melhor as sementes e, posteriormente, separar as pequenas plantas no momento da transplantação.</figcaption></figure><p>Pode ser semeada diretamente no recipiente definitivo e, assim que as plantas se começam a desenvolver, rapidamente adquirem um aspeto mais denso. De facto, a sua facilidade em reproduzir-se e em voltar a surgir nos locais onde deixou sementes faz com que, em alguns jardins,<strong> se comporte quase como uma planta espontânea</strong>. </p><h2> Escolha um vaso com espaço e boa drenagem</h2><p>Embora possa ser cultivada perfeitamente num vaso individual, a<strong> calêndula costuma desenvolver-se melhor numa floreira ou num recipiente relativamente largo</strong>, pois muitas variedades formam tufos que se expandem para os lados, além de crescerem em altura. Isto também facilita a manutenção quando temos vários exemplares juntos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/siembra-esta-flor-en-octubre-y-llena-de-color-tu-balcon-en-verano-la-calendula-tambien-crece-en-maceta-1790955984132.jpeg" data-image="d4797f7xh2fb" alt="calendulas" title="calendulas"><figcaption>Embora possa crescer em vasos individuais, uma floreira oferece à calêndula espaço suficiente para se expandir e formar uma composição mais densa e colorida.</figcaption></figure><p>Escolha um recipiente com <strong>bons orifícios de drenagem e um substrato solto</strong>, que permita o escoamento do excesso de água. Um local com várias horas de sol irá favorecer o crescimento e a floração. Durante o cultivo, basta manter uma humidade moderada e evitar que as raízes permaneçam constantemente encharcadas.</p><h2> Muito sol e alguns cuidados para ter mais flores </h2><p> Para obter uma floração abundante, escolha um<strong> local com boa exposição solar</strong>. À medida que a planta cresce, pode remover as flores que começam a murchar para estimular o aparecimento de novas e manter a planta em flor durante mais tempo. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/siembra-esta-flor-en-octubre-y-llena-de-color-tu-balcon-en-verano-la-calendula-tambien-crece-en-maceta-1790955565311.jpeg" data-image="a8a40fow7q1u" alt="calendula" title="calendula"><figcaption>A calêndula pode ser generosa durante vários meses: em boas condições, a floração pode prolongar-se desde a primavera até ao outono.</figcaption></figure><p>Se também quiser obter sementes para a próxima estação, <strong>basta deixar algumas flores na planta e esperar que sequem completamente</strong>. Quando a inflorescência estiver seca, pode colhê-la e guardar as sementes para as voltar a plantar.</p><h2>Uma explosão de cor que também atrai vida</h2><p>Se há algo que torna a calêndula especial é o facto de não existir apenas uma forma de a aproveitar. <strong>Existem variedades com flores simples, semi-dobras e dobradas, em tons que vão do amarelo-claro ao laranja intenso</strong>, o que permite conferir um aspeto muito alegre mesmo a uma varanda pequena. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791266" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-novo-ano-hidrologico-comeca-a-1-de-outubro-prepare-a-sua-casa-para-as-primeiras-chuvas.html" title="O novo ano hidrológico começa a 1 de outubro. Prepare a sua casa para as primeiras chuvas">O novo ano hidrológico começa a 1 de outubro. Prepare a sua casa para as primeiras chuvas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-novo-ano-hidrologico-comeca-a-1-de-outubro-prepare-a-sua-casa-para-as-primeiras-chuvas.html" title="O novo ano hidrológico começa a 1 de outubro. Prepare a sua casa para as primeiras chuvas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-novo-ano-hidrologico-comeca-a-1-de-outubro-prepare-a-sua-casa-para-as-primeiras-chuvas-1790770203135_320.jpg" alt="O novo ano hidrológico começa a 1 de outubro. Prepare a sua casa para as primeiras chuvas"></a></article></aside><p>E, enquanto nós apreciamos as cores, <strong>as suas flores podem servir de recurso para abelhas, sírfideos e outros insetos visitantes</strong>. Por isso, se já tem uma pequena horta na varanda, incluir algumas malmequeres não só permite separar visualmente a zona das flores da das hortícolas, como também acrescenta diversidade e alimento para os polinizadores que passam pelo local.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plante-esta-flor-em-outubro-e-encha-a-sua-varanda-de-cor-no-verao-a-calendula-tambem-cresce-em-vasos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As previsões do tempo feitas por umas aranhas ajudaram na invasão francesa da Holanda no final do século XVIII]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-previsoes-do-tempo-feitas-por-umas-aranhas-ajudaram-na-invasao-francesa-da-holanda-no-final-do-seculo-xviii.html</link><pubDate>Mon, 05 Oct 2026 19:32:34 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Algumas previsões do tempo baseadas no comportamento das aranhas foram decisivas na conquista francesa da Holanda durante um inverno gélido no final do século XVIII.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-pronosticos-aracnidos-y-la-invasion-francesa-de-holanda-a-finales-del-siglo-xviii-1791056562084.jpg" data-image="qo59bstuafzb" alt="La batalla de Texel" title="La batalla de Texel"><figcaption><em>Captura da frota holandesa pelos hussardos da República Francesa, janeiro de 1795</em>. Gravura de E. G. H. Del'Orme (1896).</figcaption></figure><p>Na longa história militar, praticamente <strong>a única referência que existe a um ataque da cavalaria contra uma frota de navios presos no gelo é a que teve lugar a 21 de janeiro de 1795 </strong>no porto holandês de Den Helder, a sul da ilha de Texel, com a qual a França culminou a conquista da Holanda, após uma das guerras que ocorreram na Europa na sequência da Revolução Francesa (1789).</p><p><strong>O inverno de 1794-1795 foi particularmente gélido</strong> em toda essa região dos Países Baixos, numa época em que a <strong>Pequena Idade do Gelo</strong> se manifestou com toda a sua severidade na Europa em alguns invernos.</p><p><strong>Durante o outono de 1794, ocorreram na Holanda e arredores correntes de ar muito frio que chegaram a congelar rios, lagos e águas costeiras</strong>. Essa circunstância foi aproveitada pelo exército francês para avançar pelo território holandês, conseguindo contornar a cavalo muitas zonas pantanosas e rios que, noutras circunstâncias, teriam dificultado a marcha.</p><h2>O frio aliou-se à França na conquista da Holanda</h2><p><strong>O general de cavalaria Jean-Charles Pichegru (1761-1804) foi o militar encarregado de comandar as tropas francesas </strong>durante a guerra iniciada contra o exército holandês em 1794, que, em janeiro de 1795, culminou com a conquista daquele território europeu. Ao longo da incursão francesa na Holanda, Pichegru contou com o frio intenso como aliado, algo que conseguiu antecipar em várias ocasiões graças a previsões meteorológicas precisas que lhe chegaram por carta ao campo de batalha, a partir da prisão de Utrecht.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-pronosticos-aracnidos-y-la-invasion-francesa-de-holanda-a-finales-del-siglo-xviii-1791056633359.jpg" data-image="5btqyci4kgoi" alt="General Pichegru" title="General Pichegru"><figcaption>À esquerda: O general francês Jean-Charles Pichegru. Retrato de Alexandre-François Caminade. À direita: <em>A cavalaria francesa captura a frota holandesa presa no gelo nas águas de Texel, a 21 de janeiro de 1795.</em> Quadro de Charles Louis Mozin (1836).</figcaption></figure><p>Para essa prisão foi enviado o físico e químico francês<strong> Quatremère Disjonval (1754-1830)</strong>, membro da Academia de Ciências de Paris, devido ao seu ativismo político, tendo passado vários anos lá detido. Durante esse período, dedicou-se a observar o comportamento das aranhas que havia na sua cela e <strong>as características das teias que estas iam tecendo, o que relacionou com as mudanças meteorológicas que se avizinhavam</strong>. Graças a esse conhecimento empírico, começou a fazer previsões meteorológicas que, por intermédio dos seus carcereiros, conseguiu que fossem levadas para fora da prisão e chegassem a Pichegru.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="434291" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mar-do-norte-e-a-grote-mandrenke-uma-das-maiores-tempestades-da-historia-1362-mortes.html" title="Mar do Norte e a 'Grote Mandrenke': uma das maiores tempestades da História">Mar do Norte e a "Grote Mandrenke": uma das maiores tempestades da História</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mar-do-norte-e-a-grote-mandrenke-uma-das-maiores-tempestades-da-historia-1362-mortes.html" title="Mar do Norte e a 'Grote Mandrenke': uma das maiores tempestades da História"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mar-do-norte-e-a-grote-mandrenke-uma-das-maiores-tempestades-da-historia-1362-mortes-1661206784435_320.jpg" alt="Mar do Norte e a 'Grote Mandrenke': uma das maiores tempestades da História"></a></article></aside><p>A previsão de grandes vagas de frio que chegou a Pichegru em dezembro de 1794 revelou-se especialmente útil. Nela, Disjonval afirmava que a temperatura baixaria tanto que<em> "transformaria todos os rios e canais em pontes de gelo"</em>. <strong>A chegada do frio intenso permitiu às tropas francesas atravessar as águas congeladas do rio Waal e avançar com passo firme pelo território holandês</strong>. A 15 de janeiro, ocorreu a entrada em Utrecht e a libertação de Disjonval. Cinco dias depois, Amesterdão também caiu nas mãos dos franceses.</p><p>A Holanda tinha sido conquistada, mas restava uma última missão: assumir o controlo da frota naval, que se concentrava no norte, no porto de Den Helder, junto à ilha de Texel. Pichegru solicitou então uma nova previsão a Disjonval, e este antecipou uma grande descida das temperaturas. <strong>As águas voltariam a congelar</strong>. O general francês voltou a confiar no cientista e enviou um dos seus tenentes com um regimento de cavalaria para Den Helder. Chegaram lá a 21 de janeiro de 1795 e <strong>encontraram os navios presos no gelo e os holandeses a pedir a rendição</strong>.</p><h2>Previsões empíricas baseadas nas aranhas</h2><p>Foi a curiosidade de Disjonval, durante todo o tempo que passou na prisão, que o levou a elaborar aquelas previsões meteorológicas que foram determinantes na vitória militar dos franceses sobre os holandeses. Olhando com perspetiva, surge-nos a dúvida de saber se, naquele exercício, a sorte desempenhou um papel decisivo ou se a relação entre o comportamento das aranhas e a previsão a longo prazo tem realmente um fundamento científico, uma vez que <strong>as previsões de Disjonval antecipavam o tempo com mais de uma semana de antecedência</strong>.</p><p>Tal como relatava há alguns anos a historiadora Carmen Gozalo de Andrés num artigo que dedicou a estas previsões aracnídeas de Disjonval, as suas observações<em> "permitiam prever, com uma antecedência de 9 a 14 dias, dois parâmetros meteorológicos fundamentais: humidade e temperatura (…)<strong> se os fios tecidos pelas aranhas fossem longos e resistentes, podia-se contar com bom tempo durante 12 ou 14 dias</strong>. Qualquer outro tipo de atividade prenunciava mudanças atmosféricas a partir do nono dia, contando sempre a partir do início do trabalho”</em>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-pronosticos-aracnidos-y-la-invasion-francesa-de-holanda-a-finales-del-siglo-xviii-1791056703200.jpg" data-image="5jc8a31obel5" alt="Tratado sobre las arañas" title="Tratado sobre las arañas"><figcaption>A observação das teias de aranha na prisão de Utrecht permitiu a Quatremère Disjonval antecipar as mudanças meteorológicas. Os resultados das suas investigações foram publicados no seu tratado De L'aranéologie, publicado em Paris em 1797 (à direita).</figcaption></figure><p>A curto prazo, sabe-se que o comportamento das aranhas e de outros insetos dá pistas sobre o tempo que se avizinha. É conhecido o ditado que afirma: <strong>"Aranha de manhã, mau presságio; mas se a encontrares à tarde, é bom presságio."</strong>, mas extrapolar uma observação desta natureza para o longo prazo parece uma quimera; apesar disso, Quatremère Disjonval deixou para a posteridade a sua metodologia explicada num tratado intitulado <em>De Laranéologie</em>, que publicou em Paris em 1797. O livro não teve grande repercussão; caso contrário, não há dúvida de que a ciência meteorológica teria tirado partido deste trabalho experimental do cientista francês.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-previsoes-do-tempo-feitas-por-umas-aranhas-ajudaram-na-invasao-francesa-da-holanda-no-final-do-seculo-xviii.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Menos corte de relva, mais ajuda: graças a alterações nas bermas das estradas, o número de polinizadores aumenta 45%]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/menos-corte-de-relva-mais-ajuda-gracas-a-alteracoes-nas-bermas-das-estradas-o-numero-de-polinizadores-aumenta.html</link><pubDate>Mon, 05 Oct 2026 19:19:11 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>As bermas das estradas podem contribuir mais para a vida selvagem do que imaginamos. Novos resultados de investigação sugerem que mesmo pequenas alterações na gestão destas áreas podem ter um impacto surpreendentemente grande.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mow-less-help-more-roadside-changes-increase-pollinators-by-1791102237959.jpg" data-image="5tm4ax3o4ryz" alt="Biene" title="Biene"><figcaption>Imagem de uma abelha.</figcaption></figure><p><strong>Um novo estudo liderado pela Universidade de Ottawa revelou que</strong>, com a redução da roçada e da utilização de herbicidas nas bermas das estradas rurais, <strong>o número de polinizadores aumentou 45%</strong> e a diversidade de espécies presentes nessas áreas aumentou 23%.</p><p>"Para a maioria das pessoas, as bermas das estradas não são um local que se associe a um habitat para a vida selvagem, mas, a nível nacional, representam uma área enorme", afirmou <strong>Jessica Forrest</strong>, professora catedrática do Instituto de Biologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Ottawa. "O que nos surpreendeu não foi o facto de o modo de gestão ter um papel importante, mas sim <strong>a magnitude da diferença resultante de duas alterações modestas.</strong>"</p><h2> Comparação de bermas de estradas </h2><p><strong>A equipa comparou bermas de estradas rurais em distritos administrativos vizinhos à volta de Ottawa</strong>, onde são utilizados diferentes métodos de manutenção.</p><p>O distrito de Lanark faz a ceifa duas vezes por ano e combate as plantas invasoras apenas de forma pontual, enquanto Ottawa e o distrito de Leeds & Grenville fazem a ceifa quatro vezes por ano e pulverizam herbicidas. Uma vez que estas áreas se situam lado a lado, foi possível comparar bermas semelhantes e, assim, analisar isoladamente os efeitos das medidas de gestão. </p><p>"Constatámos que, nos locais geridos de acordo com esta<strong> abordagem de baixa intensidade, se encontravam muito mais abelhas e moscas-das-flores, bem como uma maior diversidade de espécies em ambos os grupos</strong>, do que nos locais geridos de forma convencional", afirmou o professor Forrest. "E não se tratou de uma mudança drástica na gestão das bermas das estradas, mas apenas de cortar um pouco menos a relva e utilizar herbicidas de forma mais seletiva."</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790610" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/em-1984-a-nasa-enviou-3301-abelhas-para-o-espaco-para-realizar-uma-experiencia-invulgar.html" title="Em 1984, a NASA enviou 3301 abelhas para o espaço para realizar uma experiência invulgar">Em 1984, a NASA enviou 3301 abelhas para o espaço para realizar uma experiência invulgar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/em-1984-a-nasa-enviou-3301-abelhas-para-o-espaco-para-realizar-uma-experiencia-invulgar.html" title="Em 1984, a NASA enviou 3301 abelhas para o espaço para realizar uma experiência invulgar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/en-1984-la-nasa-mando-3-301-abejas-al-espacio-para-realizar-un-insolito-experimento-1789813339648_320.jpg" alt="Em 1984, a NASA enviou 3301 abelhas para o espaço para realizar uma experiência invulgar"></a></article></aside><p>Ao longo de dois verões, <strong>Gil Miranda</strong>, um antigo investigador de pós-doutoramento no laboratório de Forrest, capturou e identificou 3 773 exemplares em 31 locais, que abrangiam um total de 153 espécies. <strong>Nas bermas de estradas com pouco tráfego, foram contabilizadas, em média, 27 espécies por local</strong>; nas bermas de estradas com gestão convencional, 22.</p><p>"As estradas têm de continuar a ser seguras para a circulação e as espécies invasoras têm de continuar a ser combatidas", acrescentou o professor Forrest. "No entanto, os nossos resultados sugerem que os gestores de terras não têm de escolher entre estas medidas e a proteção dos polinizadores. <strong>Se se reduzir a frequência do corte da relva e se utilizarem herbicidas apenas onde são realmente necessários</strong>, em vez de tratar toda a berma da estrada, o objetivo já está, em grande parte, alcançado."</p><h2>Alterações económicas</h2><p>O estudo surge numa altura em que as populações de abelhas e moscas polinizadoras estão sujeitas a uma pressão crescente em toda a América do Norte. Um inventário recente à escala continental revelou que <strong>mais de um quinto das espécies nativas de polinizadores está agora exposto a um risco acrescido de extinção</strong>. Forrest vê nos resultados uma boa notícia: uma medida económica para a manutenção das bermas das estradas.</p><p>"Não é preciso plantar nada de novo nem gastar mais dinheiro para obter benefícios", concluiu o professor Forrest. <strong>"Basta deixar a berma da estrada um pouco menos arrumada."</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Miranda%2C%20G.%20F.%20G.%2C%20Etwell%2C%20T.%2C%20Fyson%2C%20V.%20K.%2C%20Cardinal%2C%20S.%2C%20Callaghan%2C%20C.%2C%20%26%20Forrest%2C%20J.%20R.%20K." data-year="2026" data-title="Roadside%20pollinator%20populations%20and%20the%20negative%20impact%20of%20intensive%20roadside%20vegetation%20maintenance." data-url="https%3A%2F%2Fresjournals.onlinelibrary.wiley.com%2Fdoi%2F10.1111%2Ficad.70144">Miranda, G. F. G., Etwell, T., Fyson, V. K., Cardinal, S., Callaghan, C., & Forrest, J. R. K.. (2026). <a href="https://resjournals.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/icad.70144" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Roadside pollinator populations and the negative impact of intensive roadside vegetation maintenance.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/menos-corte-de-relva-mais-ajuda-gracas-a-alteracoes-nas-bermas-das-estradas-o-numero-de-polinizadores-aumenta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aguaceiros e trovoadas persistirão nestas zonas, mas anticiclone e madrugadas frias ganham terreno a partir desta data]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aguaceiros-e-trovoadas-persistirao-nestas-zonas-mas-anticiclone-e-madrugadas-frias-ganham-terreno-a-partir-desta-data.html</link><pubDate>Mon, 05 Oct 2026 18:37:44 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O risco de aguaceiros, trovoadas e granizo localizado manter-se-á por mais alguns dias em Portugal continental. Porém, a partir desta data, prevê-se o regresso do anticiclone e de madrugadas mais outonais nalgumas zonas do país.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbijosq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbijosq.jpg" id="xbijosq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O estado do tempo nalguns distritos de Portugal continental continuará a ser condicionado nas restantes horas desta segunda-feira (5) pela presença de uma gota fria a oes-noroeste do nosso país. <strong>No entanto, de um modo geral, vai imperando a estabilidade atmosférica gerada pelas altas pressões</strong>.</p><div class="texto-destacado">É importante relembrar que os fenómenos meteorológicos adversos gerados por este tipo de perturbações atmosféricas possui um carácter muito localizado (ou seja<strong>, a distribuição geográfica dos aguaceiros, trovoada e granizo está longe de ser uniforme, sendo geralmente muito irregular e altamente incerta quanto à localização exata)</strong> e intermitente (os aguaceiros e trovoadas variam em intensidade e frequência e alternam com períodos de céu nublado e boas abertas). Noutras regiões nem sequer chega a chover, imperando o sol e/ou a nebulosidade.</div><p>Embora entre terça (6) e quarta-feira (7) a precipitação convectiva já não seja causada diretamente apenas pela influência da gota fria, mas também por outras estruturas atmosféricas, <strong>a evolução expectável quanto ao comportamento da distribuição e intensidade pluviométricas será igualmente irregular</strong>.</p><h2>Possível evolução da precipitação convectiva nos próximos dias </h2><p>Amanhã, a gota fria, ao deslocar-se para nordeste, será reabsorvida por um vale depressionário. Ao mesmo tempo, um <strong>rio atmosférico </strong>de origem subtropical irá influenciar as condições meteorológicas, <strong>reforçando parcialmente</strong> a ocorrência de instabilidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aguaceiros-e-trovoadas-persistirao-nestas-zonas-mas-anticiclone-e-madrugadas-frias-ganham-terreno-a-partir-desta-data-1791224374182.jpg" data-image="ng2gh4yleqg4"><figcaption>Um rio de humidade é visível neste mapa de terça-feira, 6 de outubro e poderá contribuir, de forma parcial, para um reforço da precipitação em certos pontos do país.</figcaption></figure><p>Com esta situação sinóptica, o tempo instável poderá estender-se por praticamente todo a nossa geografia, dado que a possibilidade de aguaceiros e trovoadas localmente fortes para todo o país é real,<strong> apesar da probabilidade mais elevada nas regiões situadas a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela</strong>.</p><p>O destaque na terça-feira (6) irá sobretudo para <strong>a probabilidade mais elevada de precipitação convectiva, sobretudo durante a tarde, nas áreas de montanha da Barreira de Condensação</strong> (corresponde a zonas dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Vila Real e Viseu).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aguaceiros-e-trovoadas-persistirao-nestas-zonas-mas-anticiclone-e-madrugadas-frias-ganham-terreno-a-partir-desta-data-1791224085848.jpg" data-image="uvlzh09p5nyn"><figcaption>O mapa é claro quanto às zonas onde a probabilidade de precipitação é superior a 50% na tarde de terça-feira, 6 de outubro, assinalando as regiões situadas a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela, e em particular as áreas de montanha, como as mais prováveis.</figcaption></figure><p>Isto não quer dizer que não chova noutros momentos do dia e noutras zonas do Norte e Centro, mas sim que, simplesmente, a probabilidade é menos significativa nessas áreas e nesses períodos. Aliás, <strong>embora menos provável, também é real a possibilidade de aguaceiros, trovoadas e queda de granizo para as zonas situadas a sul</strong> do sistema montanhoso Montejunto-Estrela.</p><p><strong>As trovoadas na terça-feira (6)</strong> poderão ser algo menos intensas e generalizadas, com os mapas a sugerirem uma concentração das descargas elétricas atmosféricas sobretudo no <strong>interior Norte e Centro, em certas zonas do vale do Tejo e Ribatejo e também no Alto Alentejo</strong>. Tampouco se descartam trovoadas isoladas em pontos do litoral Norte e Centro como Porto e Aveiro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aguaceiros-e-trovoadas-persistirao-nestas-zonas-mas-anticiclone-e-madrugadas-frias-ganham-terreno-a-partir-desta-data-1791224227708.jpg" data-image="9z1gkm3p47qz"><figcaption>A distribuição da precipitação de carácter convectivo é altamente irregular. Esta é a evolução prevista pelo modelo europeu (ECMWF) da chuva acumulada em Portugal continental até às 21:00 de quarta-feira, 7 de outubro.</figcaption></figure><p>Na quarta-feira (7) prevê-se um abrandamento das condições meteorológicas instáveis, embora ainda perdure a possibilidade de períodos de chuva ou <strong>aguaceiros de fraca a moderada intensidade, sobretudo nas Regiões Norte, Centro, Área Metropolitana de Lisboa e Alto Alentejo</strong>. Nas zonas mais a sul a probabilidade de precipitação é significativamente menor, mas o cenário de chuva não está totalmente excluído.</p><h2>Quinta-feira, 8 de outubro, marcará a mudança de tempo em Portugal continental</h2><p>Espera-se que na quinta-feira (8)<strong> a aproximação do anticiclone dos Açores e a sua extensão alongada influenciem decisivamente o estado do tempo no nosso país -</strong> com as baixas pressões a afastarem-se para leste - e a proporcionar-se uma nova fase de estabilidade atmosférica que deverá durar pelo menos até domingo, 11 de outubro.</p><p>Deste modo, na <strong>quinta-feira (8) e ao longo dos dias seguintes predominará um céu limpo ou pouco nublado</strong>, por vezes com nuvens dispersas e/ou períodos temporários de céu muito nublado - mais prováveis nas <strong>Regiões Norte e Centro</strong>, sendo menos frequentes no Sul do país.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aguaceiros-e-trovoadas-persistirao-nestas-zonas-mas-anticiclone-e-madrugadas-frias-ganham-terreno-a-partir-desta-data-1791223764783.jpg" data-image="2wrd28le36e2"><figcaption>O ar polar praticamente só passará de raspão em Portugal continental. Porém, a sua aproximação, em conjugação com as altas pressões, será o suficiente para causar uma descida das temperaturas no nosso país, especialmente no interior Norte e Centro.</figcaption></figure><p>Em simultâneo, a descida em latitude de um <strong>vale depressionário vindo de norte que transportará uma massa de ar frio de origem polar até à Península Ibérica</strong>, aliada à estabilidade provocada pelo <strong>anticiclone</strong> e pelo facto do período de incidência de radiação solar estar a diminuir, gerará uma queda nas temperaturas - especialmente durante a noite e ao início da manhã.</p><h2>Está à vista uma grande amplitude térmica diária e madrugadas mais frias</h2><p>Assim, é expectável que ocorra uma amplitude térmica diária significativa nesta segunda metade da semana, com temperaturas máximas ainda relativamente amenas para o mês de outubro a contrastar fortemente com <strong>temperaturas mínimas já significativamente mais baixas face aos últimos dias, e próximas ou inferiores a 10 ºC em alguns locais</strong>.</p><p>Então, é expectável que o arrefecimento noturno seja particularmente marcante no interior Norte e Centro, onde, o efeito de continentalidade e, em situações anticiclónicas (de céu pouco nublado ou limpo e vento fraco), <strong>as características do relevo local e a altitude são mais propícios à perda de radiação e temperaturas mais baixas</strong><strong>, sobretudo em zonas de montanha e em vales</strong>. Nestes últimos pode ocorrer acumulação de ar frio.</p><table><thead><tr><th>Capital de Distrito</th><th>Temperatura Mínima Terça-feira, 6 de outubro</th><th>Temperatura Mínima Quarta-feira, 7 de outubro</th><th>Temperatura Mínima Quinta-feira, 8 de outubro</th><th>Temperatura Mínima Sexta-feira, 9 de outubro</th></tr></thead><tbody><tr><td>Bragança</td><td>12 ºC</td><td>10 ºC</td><td>8 ºC</td><td>6 ºC</td></tr><tr><td>Vila Real</td><td>13 ºC</td><td>13 ºC</td><td>12 ºC</td><td>9 ºC</td></tr><tr><td>Guarda</td><td>10 ºC</td><td>10 ºC</td><td>8 ºC</td><td>6 ºC</td></tr><tr><td>Viseu</td><td>13 ºC</td><td>12 ºC</td><td>11 ºC</td><td>10 ºC</td></tr><tr><td>Castelo Branco</td><td>14 ºC</td><td>12 ºC</td><td>14 ºC</td><td>11 ºC</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="5">Fonte: Meteored - ECMWF</td></tr></tbody></table><p>No litoral a ocorrência de uma amplitude térmica diária significativa na segunda metade da presente semana - <strong>a partir do dia 8 de outubro</strong> - também será percetível.</p><p>Porém, os fatores geográficos e meteorológicos acima referidos contribuirão de forma particularmente significativa para que <strong>as temperaturas mínimas desçam de forma considerável em cidades como Bragança, Vila Real, Viseu, Guarda e Castelo Branco</strong>. Para a cidade da Guarda, um dos elementos que mais jogará para a queda acentuada da temperatura é a altitude a que se situa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791966" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-risco-de-trovoada-leva-ipma-a-emitir-avisos-meteorologicos-em-10-distritos.html" title="Tempo em Portugal esta semana: risco de trovoada leva IPMA a emitir avisos meteorológicos em 10 distritos">Tempo em Portugal esta semana: risco de trovoada leva IPMA a emitir avisos meteorológicos em 10 distritos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-risco-de-trovoada-leva-ipma-a-emitir-avisos-meteorologicos-em-10-distritos.html" title="Tempo em Portugal esta semana: risco de trovoada leva IPMA a emitir avisos meteorológicos em 10 distritos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-esta-semana-risco-de-trovoada-leva-ipma-a-emitir-avisos-meteorologicos-em-10-distritos-1791202315962_320.jpeg" alt="Tempo em Portugal esta semana: risco de trovoada leva IPMA a emitir avisos meteorológicos em 10 distritos"></a></article></aside><p>Como se pode ver, os valores previstos das temperaturas mínimas nas áreas de Portugal continental onde se prevê uma frescura mais acentuada ao longo dos próximos dias, revelam uma<strong> tendência de gradual descida térmica, sendo mais evidente a partir de quinta-feira (8)</strong>.</p><p><strong>Guarda e Bragança </strong>poderão sobressair-se como as cidades mais frias entre as principais capitais distritais do país<strong> devido à previsão de mínimas mais próximas do patamar dos 5 ºC</strong>, do que do patamar dos 10 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aguaceiros-e-trovoadas-persistirao-nestas-zonas-mas-anticiclone-e-madrugadas-frias-ganham-terreno-a-partir-desta-data.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Há 3 distritos sob aviso laranja de trovoada nas próximas horas: IPMA avisa sobre potenciais fenómenos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ha-3-distritos-sob-aviso-laranja-de-trovoada-nas-proximas-horas-ipma-avisa-sobre-potenciais-fenomenos.html</link><pubDate>Mon, 05 Oct 2026 15:13:06 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>De acordo com a mais recente atualização do IPMA, estão três distritos sob aviso laranja devido ao risco de trovoada, chuva forte, queda de granizo e vento. Consulte aqui a previsão!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbiftlq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbiftlq.jpg" id="xbiftlq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como referimos em previsões anteriores, o IPMA lançou uma série de avisos meteorológicos devido à previsão de <strong>tempo adverso, esperado para as próximas horas</strong>. Neste momento, de 10 distritos sob aviso de trovoada, três deles encontram-se sob aviso laranja, dos quais: Guarda, Castelo Branco e Santarém.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Este aviso entrou em vigor às 12h e deverá manter-se até às 21h em Castelo Branco e Santarém e até à meia-noite na Guarda. De acordo com a informação disponibilizada no site do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, este aviso alerta para: "<em>Condições favoráveis para ocorrência de fenómenos meteorológicos localizados, como: <strong>trovoada; precipitação localmente forte</strong>, com acumulação entre 10 a 20 mm em 1 h; <strong>granizo</strong> com diâmetro inferior a 2 cm; <strong>rajadas</strong> entre 70 e 90 km/h.</em>"</p><h2>O que mostram os mapas da Meteored?</h2><p>Segundo a mais recente saída dos nossos mapas, é possível verificar uma <strong>probabilidade crescente de ocorrência de precipitação</strong> nas próximas horas, especialmente entre os distritos da Guarda e de Castelo Branco, como podemos observar no mapa abaixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ha-3-distritos-sob-aviso-laranja-de-trovoada-nas-proximas-horas-ipma-avisa-sobre-potenciais-fenomenos-1791211126048.jpg" data-image="6xn9khl0znvc" alt="probabilidade de chuva" title="probabilidade de chuva"><figcaption>A probabilidade de chuva nas próximas horas vai aumentar no interior do país. Esta poderá ser acompanhada de trovoada e vento.</figcaption></figure><p>Além da probabilidade de precipitação<strong> localmente intensa</strong> num curto espaço de tempo ser elevada, <strong>acrescem outros fatores</strong> como a possibilidade de trovoada, granizo e aumento da velocidade de rajada. Este conjunto de fenómenos poderá assumir maior relevância nos distritos supracitados. Caso a atual previsão se verifique, estes fenómenos poderão manter-se até ao final do dia de hoje, com provável <strong>perda de intensidade até às últimas horas do dia</strong>.</p><p>Esta instabilidade deve-se à <strong>influência de uma gota fria </strong>que poderá começar a perder força também nas últimas horas do dia, com a consequente diminuição da precipitação e da atividade convectiva, o que deverá traduzir-se num impacto menos expressivo em Portugal Continental, embora ainda seja esperada a ocorrência de chuva fraca a moderada nas horas seguintes, já na madrugada de terça-feira.</p><h2>Nos próximos dias dar-se-á uma melhoria generalizada do estado de tempo</h2><p>"Depois da tempestade, vem a bonança". Ainda que a semana tenha arrancado com vários avisos de Norte a Sul, estes deverão ser levantados, no máximo, até à próxima meia-noite. Tal como referimos acima, <strong>o dia de amanhã e uma parte do dia de quarta-feira ainda poderão trazer alguma chuva</strong>, no entanto, o período mais crítico deverá verificar-se ainda hoje.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791966" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-risco-de-trovoada-leva-ipma-a-emitir-avisos-meteorologicos-em-10-distritos.html" title="Tempo em Portugal esta semana: risco de trovoada leva IPMA a emitir avisos meteorológicos em 10 distritos">Tempo em Portugal esta semana: risco de trovoada leva IPMA a emitir avisos meteorológicos em 10 distritos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-risco-de-trovoada-leva-ipma-a-emitir-avisos-meteorologicos-em-10-distritos.html" title="Tempo em Portugal esta semana: risco de trovoada leva IPMA a emitir avisos meteorológicos em 10 distritos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-esta-semana-risco-de-trovoada-leva-ipma-a-emitir-avisos-meteorologicos-em-10-distritos-1791202315962_320.jpeg" alt="Tempo em Portugal esta semana: risco de trovoada leva IPMA a emitir avisos meteorológicos em 10 distritos"></a></article></aside><p>Desta forma, e tendo em conta a <strong>previsão de dissipação da maior parte da precipitação ao final da tarde de quarta-feira</strong>, espera-se que a segunda metade desta semana seja progressivamente mais estável, à medida que a influência do anticiclone dos Açores se faça sentir. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ha-3-distritos-sob-aviso-laranja-de-trovoada-nas-proximas-horas-ipma-avisa-sobre-potenciais-fenomenos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal pode guardar energia nas rochas profundas com armazenamento de ar comprimido]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/portugal-pode-guardar-energia-nas-rochas-profundas-com-armazenamento-de-ar-comprimido.html</link><pubDate>Mon, 05 Oct 2026 14:15:39 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Investigadores identificam formações geológicas capazes de reter excedentes renováveis e devolvê-los à rede durante períodos de menor produção.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-pode-guardar-energia-nas-rochas-profundas-com-armazenamento-de-ar-comprimido-1791199882056.jpg" data-image="ilc2xctcpeyo" alt="parque eólico" title="parque eólico"><figcaption>A expansão das energias renováveis também aumenta a necessidade de armazenar eletricidade nos períodos de menor produção. Foto: Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Sob os nossos pés, há uma espécie de <strong>armazém </strong>que pode vir a guardar uma das matérias-primas mais importantes da <strong>transição energética</strong>. Não é uma gruta nem uma caverna subterrânea.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><p><strong><em>São rochas porosas profundas cujos espaços entre os grãos armazenam ar comprimido até ser necessário produzir eletricidade.</em></strong></p><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>É esta possibilidade que surge no estudo de investigadores da NOVA FCT e do Instituto Dom Luiz, da Universidade de Lisboa. Os autores avaliaram o potencial do <strong>armazenamento subterrâneo de ar comprimido em meios porosos</strong> e, num cenário teórico otimizado, chegaram a uma capacidade de 1 terawatt-hora (1 TWh) num único reservatório.</p><p>Um terawatt-hora corresponde a mil milhões de quilowatt-hora. O valor calculado aproxima-se do <strong>consumo de algumas cidades médias portuguesas</strong>, embora se trate de um máximo teórico obtido numa simulação e não de uma capacidade já disponível no terreno.</p><h2>Uma bateria feita de ar e rocha</h2><p>Nos períodos em que <strong>vento</strong>, <strong>sol</strong> ou <strong>água</strong> produzem mais eletricidade do que a rede precisa, essa energia pode ser usada para comprimir ar atmosférico. O ar é depois injetado num reservatório geológico profundo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-pode-guardar-energia-nas-rochas-profundas-com-armazenamento-de-ar-comprimido-1791200404190.jpg" data-image="0eu005tfeoib" alt="Esquema" title="Esquema"><figcaption>Esquema de uma formação geológica para armazenamento de energia com ar comprimido. A imagem destaca os principais desafios técnicos e geológicos do processo. Imagem: Ricardo Pereira, Geoenergy, 2026</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Os <strong>espaços entre os grãos da rocha</strong>, geralmente preenchidos por água salgada imprópria para consumo, <strong>passam a conter ar</strong>. Quando é preciso produzir eletricidade, o ar é libertado para acionar turbinas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Esta solução armazena energia durante dias ou mais tempo e, ao contrário das que usam hidrogénio ou dióxido de carbono, recorre apenas ao ar.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O estudo, publicado na revista científica Geoenergy, destaca a<strong> profundidade </strong>como uma variável decisiva. Quanto mais fundo está o reservatório, maiores são as alterações de <strong>pressão</strong> e <strong>temperatura</strong>, que determinam a quantidade de energia armazenável.</p><h2>Três quilómetros abaixo da superfície</h2><p>Foi a uma profundidade máxima de <strong>três mil metros</strong> que os investigadores encontraram, na simulação, o <strong>cenário mais favorável</strong>. Num sistema adiabático e isobárico, calcularam uma densidade energética de até 156 kWh por metro cúbico e uma capacidade total de 1 TWh.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784339" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-gigantes-de-betao-voltam-a-guardar-o-futuro-dos-cereais-a-energia-renovavel.html" title="Os gigantes de betão voltam a guardar o futuro: dos cereais à energia renovável">Os gigantes de betão voltam a guardar o futuro: dos cereais à energia renovável</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-gigantes-de-betao-voltam-a-guardar-o-futuro-dos-cereais-a-energia-renovavel.html" title="Os gigantes de betão voltam a guardar o futuro: dos cereais à energia renovável"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-gigantes-de-betao-voltam-a-guardar-o-futuro-dos-cereais-a-energia-renovavel-1787059442779_320.jpg" alt="Os gigantes de betão voltam a guardar o futuro: dos cereais à energia renovável"></a></article></aside><p>O estudo representa, segundo os autores, a primeira avaliação que cruza de forma sistemática os <strong>controlos geológicos e termodinâmicos</strong> associados à profundidade para estimar esta capacidade. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A conclusão ajuda a perceber por que nem toda a rocha porosa serve. É necessário encontrar a formação certa, com volume suficiente e condições adequadas para reter o ar e permitir a sua recuperação com segurança.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Em Portugal, os primeiros estudos apontam a <strong>Bacia Lusitânica</strong>, entre<strong> Lisboa </strong>e <strong>Aveiro</strong>, como uma zona a explorar. É uma área com formações geológicas relevantes e próxima de centros de consumo e de produção eólica, solar e hídrica. Mas identificar locais promissores é apenas o princípio.</p><h2>A bateria ainda está no papel</h2><p>Entre a simulação e uma instalação real, há uma longa sequência de etapas. São necessários <strong>estudos geológicos</strong>, <strong>sondagens</strong>, um projeto-piloto e vários <strong>testes</strong> antes de uma operação comercial. Os investigadores estimam que esse caminho possa implicar cinco a dez anos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-pode-guardar-energia-nas-rochas-profundas-com-armazenamento-de-ar-comprimido-1791201119185.jpg" data-image="mo0ipyal1s1u" alt="Investigador Ricardo Pereira" title="Investigador Ricardo Pereira"><figcaption>Ricardo Pereira, investigador da GeoBioTec, da NOVA FCT, é o autor principal do estudo. Foto: João Lima/NOVA FCT</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>E falta, ainda, um <strong>enquadramento regulamentar específico</strong> para implementar este tipo de armazenamento subterrâneo. São alguns obstáculos que podem travar o avanço dos projetos, principalmente nas fases de investigação e de caracterização das formações geológicas. Segundo os autores, estas questões precisam de ser resolvidas para que empresas e investidores possam avançar.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O interesse, porém, ultrapassa as fronteiras de Portugal. China e Alemanha estão entre os países que estudam e desenvolvem soluções de armazenamento de ar comprimido.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A ideia deixa, assim, de parecer apenas uma curiosidade geológica. Num sistema elétrico cada vez mais dependente de fontes renováveis, ter energia guardada durante longos períodos pode ser tão importante quanto produzir mais. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="NOVA%20FCT" data-year="" data-title="Portuguese%20research%20shows%20deep%20geological%20formations%20can%20store%20renewable%20energy%20capable%20of%20powering%20a%20city" data-url="https%3A%2F%2Fwww.fct.unl.pt%2Fen%2Fnews%2F2026%2F08%2Fportuguese-research-shows-deep-geological-formations-can-store-renewable-energy-capable-powering-cit">NOVA FCT. <a href="https://www.fct.unl.pt/en/news/2026/08/portuguese-research-shows-deep-geological-formations-can-store-renewable-energy-capable-powering-cit" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Portuguese research shows deep geological formations can store renewable energy capable of powering a city</a>.</cite><br><cite data-author="Ricardo%20Pereira%2C%20Jo%C3%A3o%20Silva%20%26%20Jorge%20Maia%20Alves" data-year="" data-title="Impact%20of%20depth-dependent%20geological%20controls%20for%20assessing%20energy%20capacity%20of%20subsurface%20compressed%20air%20energy%20storage%20in%20porous%20media.%20Geoenergy%20Science%20and%20Engineering" data-url="https%3A%2F%2Fwww.lyellcollection.org%2Fdoi%2Fabs%2F10.1144%2Fgeoenergy2025-058">Ricardo Pereira, João Silva & Jorge Maia Alves. <a href="https://www.lyellcollection.org/doi/abs/10.1144/geoenergy2025-058" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Impact of depth-dependent geological controls for assessing energy capacity of subsurface compressed air energy storage in porous media. Geoenergy Science and Engineering</a>.</cite><br><cite data-author="Ricardo%20Pereira" data-year="" data-title="Geological%20controls%20for%20compressed%20air%20energy%20storage%20in%20porous%20media.%20Geoenergy%20Science%20and%20Engineering" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedirect.com%2Fscience%2Farticle%2Fpii%2FS2949891026001855">Ricardo Pereira. <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2949891026001855" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Geological controls for compressed air energy storage in porous media. Geoenergy Science and Engineering</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/portugal-pode-guardar-energia-nas-rochas-profundas-com-armazenamento-de-ar-comprimido.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo em Portugal esta semana: risco de trovoada leva IPMA a emitir avisos meteorológicos em 10 distritos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-risco-de-trovoada-leva-ipma-a-emitir-avisos-meteorologicos-em-10-distritos.html</link><pubDate>Mon, 05 Oct 2026 12:25:21 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Chuva e trovoada deverão afetar vários distritos de Norte a Sul do país, entre hoje e amanhã, sendo que hoje o risco poderá ser mais elevado, de acordo com o IPMA.</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/4eQ-8FiKs5s/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=4eQ-8FiKs5s" id="4eQ-8FiKs5s"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Esta semana arranca com possibilidade de chuva e trovoada, devido a uma gota fria, tendo levado o IPMA a atualizar os seus avisos, elevando<strong> sete distritos a aviso amarelo</strong> de trovoada (Vila Real, Bragança, Aveiro, Viseu, Coimbra, Portalegre e Évora) <strong>e três a aviso laranja</strong> (Guarda, Castelo Branco e Santarém) para o mesmo fator. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p><strong>Estes avisos</strong>, que estão em vigor desde as 12h de hoje, <strong>deverão manter-se, no máximo, até à meia-noite de amanhã</strong>, dia 6, nos distritos de Vila Real, Bragança, Guarda, Aveiro e Viseu. Nos restantes, é esperado que o aviso perdure até às 21h de hoje.</p><h2>Chuva poderá ser mais expressiva no interior do país</h2><p>Ainda que a chuva possa chegar a vários pontos do litoral Norte e Centro, é <strong>expectável que os episódios de chuva mais forte aconteçam no interior do país</strong>, especialmente na região Centro, tal como tem acontecido nos últimos dias. Os nossos mapas indicam <strong>focos de precipitação intensa nos distritos de Évora e Castelo Branco nas próximas horas</strong>, onde esta poderá ocorrer entre 10 a 15 mm por hora.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-esta-semana-risco-de-trovoada-leva-ipma-a-emitir-avisos-meteorologicos-em-10-distritos-1791201977159.jpg" data-image="h5ekmnm6p2vv" alt="densidade de raios" title="densidade de raios"><figcaption>Entre hoje e amanhã poderão aparecer núcleos convectivos que deverão dar origem a trovoadas. No entanto, espera-se que o dia mais crítico seja hoje, dia 5 de outubro.</figcaption></figure><p>Quanto à<strong> trovoada</strong>, tal como podemos observar no mapa acima, <strong>e</strong><strong>sta deverá ser mais abrangente na Região Centro</strong>, podendo ainda contar com períodos mais expressivos nos distritos de Évora, Coimbra e Castelo Branco, segundo a mais recente atualização do ECMWF. Para amanhã espera-se que esta possa ocorrer, ainda que com uma probabilidade menor e com menos intensidade, em vários pontos do Norte e Centro.</p><h2>Melhoria esperada a partir do final do dia de quarta-feira</h2><p>Como referimos acima, esta instabilidade poderá manter-se até amanhã, devendo denotar-se uma <strong>melhoria gradual do estado de tempo a partir de quarta-feira</strong>. Ainda assim, para esse dia, espera-se a ocorrência de chuva fraca a moderada nas regiões Norte e Centro, devendo <strong>dissipar-se até ao final do dia</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791806" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-sobre-o-feriado-5-de-outubro-ha-6-distritos-onde-a-probabilidade-de-chuva-trovoadas-e-granizo-e-maior.html" title="Alfredo Graça sobre o feriado 5 de outubro: 'há 6 distritos onde a probabilidade de chuva, trovoadas e granizo é maior'">Alfredo Graça sobre o feriado 5 de outubro: "há 6 distritos onde a probabilidade de chuva, trovoadas e granizo é maior"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-sobre-o-feriado-5-de-outubro-ha-6-distritos-onde-a-probabilidade-de-chuva-trovoadas-e-granizo-e-maior.html" title="Alfredo Graça sobre o feriado 5 de outubro: 'há 6 distritos onde a probabilidade de chuva, trovoadas e granizo é maior'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-sobre-o-feriado-5-de-outubro-ha-6-distritos-onde-a-probabilidade-de-chuva-trovoada-e-granizo-e-maior-1791119506481_320.png" alt="Alfredo Graça sobre o feriado 5 de outubro: 'há 6 distritos onde a probabilidade de chuva, trovoadas e granizo é maior'"></a></article></aside><p>Desta forma, até ao fim de semana, esperam-se apenas alguns aguaceiros fracos no Sul do país, nos distritos de Beja e Faro, enquanto o restante território deverá manter-se seco e soalheiro. Com isto, já <strong>no sábado, a chuva deverá manter-se afastada do território continental</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-risco-de-trovoada-leva-ipma-a-emitir-avisos-meteorologicos-em-10-distritos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como a erupção de Pompeia e o relato de Plínio refiniram a precisão do tempo geológico]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-a-erupcao-de-pompeia-e-o-relato-de-plinio-refiniram-a-precisao-do-tempo-geologico.html</link><pubDate>Mon, 05 Oct 2026 07:35:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O legado do Vesúvio, a erupção histórica que calibrou o relógio da Terra. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-a-erupcao-de-pompeia-e-o-relato-de-plinio-refiniram-a-precisao-do-tempo-geologico-1790777306978.png" data-image="kb8t77ypesyz"></figure><p>A precisão na datação de erupções vulcânicas pré-históricas é crucial para compreender a evolução da Terra, calibrar a escala de tempo geológico e correlacionar ciclos climáticos e extinções em massa. </p><div class="texto-destacado">Hoje, dezenas de milhões de pessoas habitam junto a vulcões ativos como os da região de Nápoles. </div><p><strong>Para avaliar riscos vulcânicos e prever futuras erupções, é fundamental estabelecer intervalos de recorrência fiáveis</strong> através da datação precisa de eventos recentes.</p><h2>Desafios do método em eventos recentes </h2><p> O método do árgon40/árgon39 é essencial em geocronologia, mas perde precisão relativa em amostras geológicas jovens. Análises prévias em lavas recentes apresentavam margens de erro superiores a 22%. </p><p>No caso do Vesúvio de 79 d.C., medições anteriores por árgon40/árgon39, radiocarbono e urânio-tório/hélio confirmavam a data histórica, <strong>mas com incertezas de cerca de 100 anos (~5%). </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-a-erupcao-de-pompeia-e-o-relato-de-plinio-refiniram-a-precisao-do-tempo-geologico-1790777515356.png" data-image="mad26843ihe5"></figure><p>Além disso, vestígios em testemunhos de gelo da Gronelândia <strong>mantinham a dúvida sobre se pertenciam ao Vesúvio ou a erupções contemporâneas nos Açores</strong>.</p><h2>Inovação tecnológica e confirmação histórica </h2><p>Para ultrapassar este obstáculo, os investigadores <strong>extraíram cristais puros de sanidina de pedra-pomes colhida em Oplontis</strong>, perto de Pompeia. Combinando aquecimento incremental por laser, espectrometria de massa de múltiplos detetores com amplificadores ATONA e irradiação otimizada por neutrões, obtiveram uma idade de 1938 ± 13 anos (relativa a 2025), correspondente ao ano de 87 ± 13 d.C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-a-erupcao-de-pompeia-e-o-relato-de-plinio-refiniram-a-precisao-do-tempo-geologico-1790777794306.png" data-image="7ihkvhc52m6o"></figure><p>Este valor é estatisticamente indistinguível de 79 d.C., <strong>atingindo uma precisão inédita de 0,7% e uma exatidão de 0,4%</strong>. O estudo reavaliou também as fontes romanas de Plínio e Cássio Dio, <strong>confirmando a data de 24 de agosto de 79 d.C. e desmontando hipóteses de uma erupção no outono baseadas em moedas e artefactos mal interpretados</strong>.</p><h2> Um "relógio" afinado para o futuro </h2><p>Como os historiadores já sabiam exatamente o ano em que o Vesúvio entrou em erupção, os cientistas <strong>puderam usar as cinzas deste vulcão como um teste perfeito para afinar os seus próprios instrumentos de medição.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-a-erupcao-de-pompeia-e-o-relato-de-plinio-refiniram-a-precisao-do-tempo-geologico-1790777863060.png" data-image="zsww0aci6mqz"></figure><p>Na prática, eles observaram o processo natural em que um elemento da rocha se vai transformando noutro ao longo dos séculos, como a areia a cair lentamente numa ampulheta e conseguiram calcular a velocidade exata a que isso acontece. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="683075" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/uma-analise-de-adn-reescreve-as-historias-das-pessoas-enterradas-em-pompeia.html" title="Uma análise de ADN reescreve as histórias das pessoas enterradas em Pompeia">Uma análise de ADN reescreve as histórias das pessoas enterradas em Pompeia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/uma-analise-de-adn-reescreve-as-historias-das-pessoas-enterradas-em-pompeia.html" title="Uma análise de ADN reescreve as histórias das pessoas enterradas em Pompeia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uma-analise-de-adn-reescreve-as-historias-das-pessoas-enterradas-em-pompeia-1731522866613_320.jpg" alt="Uma análise de ADN reescreve as histórias das pessoas enterradas em Pompeia"></a></article></aside><p>Este novo cálculo da "velocidade da areia" tem o dobro da precisão de tudo o que já se tinha conseguido fazer em laboratório. Graças a esta descoberta, a partir de agora,<strong> os cientistas passam a ter uma "ampulheta" muito mais rigorosa para descobrir a idade de qualquer rocha do nosso planeta</strong>, o que vai ajudar também a acertar e melhorar outros métodos de datação famosos, como o do radiocarbono.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Clark%2C%20Gaby" data-year="2026" data-title="Pompeii's%20destruction%20helps%20calibrate%20volcanic%20dating%20to%20within%20decades" data-url="https%3A%2F%2Fphys.org%2Fnews%2F2026-09-pompeii-destruction-calibrate-volcanic-dating.html">Clark, Gaby. (2026). <a href="https://phys.org/news/2026-09-pompeii-destruction-calibrate-volcanic-dating.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Pompeii's destruction helps calibrate volcanic dating to within decades</a>.</cite><br><cite data-author="Paul%20R.%20Renne%2C%20William%20S.%20Cassata%2C%20Caroline%20E.%20J.%20Hasler%2C%20Jack%20N.%20Carter%2C%20Anthony%20J.%20Fuentes%2C%20Andrew%20J.%20Tholt%2C%20Andrea%20Marzoli" data-year="2026" data-title="Pliny%20the%20Younger%20advances%20geochronology" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fsciadv.aeg2624">Paul R. Renne, William S. Cassata, Caroline E. J. Hasler, Jack N. Carter, Anthony J. Fuentes, Andrew J. Tholt, Andrea Marzoli. (2026). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.aeg2624" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Pliny the Younger advances geochronology</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-a-erupcao-de-pompeia-e-o-relato-de-plinio-refiniram-a-precisao-do-tempo-geologico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Qual é a melhor época para andar neste comboio? Sempre que quiser]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/qual-e-a-melhor-altura-para-andar-neste-comboio-sempre-que-quiser.html</link><pubDate>Mon, 05 Oct 2026 06:17:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>55 túneis e 196 pontes. O Bernina Express percorre uma das linhas ferroviárias mais impressionantes da Europa. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/qual-e-a-melhor-altura-para-andar-neste-comboio-sempre-que-quiser-1791055964235.jpg" data-image="el88u5j1wrtu" alt="Comboio Bernina Express" title="Comboio Bernina Express"><figcaption>Este comboio atravessa os Alpes, passa por 196 pontes e chega a Itália entre glaciares e palmeiras. Foto: My Switzerland // André Meler</figcaption></figure><p>Quem é que já sonhou fazer uma<strong> viagem de comboio pela Suíça</strong>? Apostamos que a lista de candidatos é grande. Há, contudo, uma dúvida que chega a quase todos: qual fazer? Sim, porque, num país com montanhas, lagos e paisagens tão incríveis, o que não faltam são percursos ferroviários capazes de transformar uma simples deslocação numa viagem memorável.</p><div class="texto-destacado">Uma das nossas sugestões pode agradar àqueles que procuram opções mais acessíveis, mas tão deslumbrantes quanto as mais luxuosas. </div><p>Estamos a falar do <strong>Bernina Express</strong>. Curioso? Durante cerca de quatro horas, o comboio atravessa os Alpes suíços, sobe até aos 2.253 metros de altitude e depois desce em direção a Itália, onde a paisagem começa a trocar a neve pelas palmeiras.</p><p>O percurso liga Chur, na Suíça, a Tirano, em Itália, passando por St. Moritz e pela região do Passo de Bernina. Pelo caminho, contam-se<strong> 55 túneis e 196 pontes</strong>, numa sucessão de curvas, vales, lagos e montanhas.</p><h2>Uma viagem que começou muito antes do Bernina Express</h2><p>Apesar de hoje ser conhecido sobretudo como uma<strong> viagem panorâmica pelos Alpes</strong>, o Bernina Express aproveita uma infraestrutura ferroviária que tem mais de um século. A Linha do Albula chegou a St. Moritz em 1904, enquanto a ligação entre St. Moritz e Tirano, através da Linha do Bernina, foi concluída em 1910. O próprio Bernina Express só apareceu mais tarde, em 1973, quando a Ferrovia Rética criou este serviço turístico utilizando as duas linhas.</p><p>E há uma razão para esta ferrovia continuar a chamar a atenção mesmo quando não está a transportar turistas de máquina fotográfica em punho. A construção obrigou a encontrar <strong>soluções engenhosas</strong> <strong>para vencer grandes diferenças de altitude </strong>num território particularmente complicado. </p><div class="texto-destacado">A Linha do Bernina chega aos 2.253 metros no Ospizio Bernina e é uma das linhas ferroviárias transalpinas mais altas do mundo, funcionando sem cremalheira.</div><p>O trabalho feito há mais de 100 anos foi tão relevante que a UNESCO incluiu, em 2008, as linhas do Albula e do Bernina na<strong> lista do Património Mundial</strong>. Aliás, a organização destaca precisamente a combinação entre engenharia ferroviária, arquitetura e integração da linha no ambiente alpino.</p><p>É por isso que, neste caso, a própria ferrovia faz parte da atração. É que o comboio não está simplesmente a passar por uma paisagem bonita; está a percorrer uma<strong> obra de engenharia histórica </strong>que ajudou a ligar comunidades isoladas das montanhas.</p><h2>Glaciares, lagos e uma ponte que parece desafiar a montanha</h2><p>Ao longo do percurso há vários momentos em que é difícil não interromper a conversa para olhar pela janela. Um dos mais conhecidos surge ainda na parte norte da viagem: o <strong>Viaduto de Landwasser</strong>, uma estrutura de pedra com cerca de 65 metros de altura e 142 metros de comprimento que atravessa o vale antes de entrar diretamente num túnel. Este é um dos<strong> grandes símbolos da Ferrovia Rética</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/qual-e-a-melhor-altura-para-andar-neste-comboio-sempre-que-quiser-1791056071836.jpg" data-image="njjb8eoguxvh" alt="Bernina Express" title="Bernina Express"><figcaption>Foto: My Switzerland // André Meler</figcaption></figure><p>Mais acima, a paisagem torna-se progressivamente alpina. O comboio passa pela zona de Montebello, com vistas para o maciço do Bernina, e aproxima-se do glaciar Morteratsch. Depois surgem os lagos Lej Pitschen, Lej Nair e Lago Bianco, antes de o percurso atingir o ponto mais elevado, junto ao Ospizio Bernina.</p><p>A partir daí começa a descida. E é precisamente nesta mudança que a viagem ganha outro ritmo. Neste momento, as montanhas continuam presentes, mas a <strong>paisagem vai ficando cada vez mais verde e mediterrânica até chegar a Tirano</strong>, em Itália. A própria Ferrovia Rética resume o percurso com uma expressão bastante apropriada: “from glaciers to palms”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773463" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/este-e-o-impressionante-trem-bala-submarino-que-a-china-construira-sob-a-agua-ele-viajara-a-250-km-h.html" title="Este é o impressionante comboio-bala submarino que a China construirá sob a água: viajará a 250 km/h">Este é o impressionante comboio-bala submarino que a China construirá sob a água: viajará a 250 km/h</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/este-e-o-impressionante-trem-bala-submarino-que-a-china-construira-sob-a-agua-ele-viajara-a-250-km-h.html" title="Este é o impressionante comboio-bala submarino que a China construirá sob a água: viajará a 250 km/h"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/asi-es-el-impresionante-tren-bala-submarino-que-china-construira-bajo-el-mar-viajara-a-250-km-h-1781102273292_320.png" alt="Este é o impressionante comboio-bala submarino que a China construirá sob a água: viajará a 250 km/h"></a></article></aside><p>Antes de chegar ao destino, há ainda outro momento particularmente curioso: o <strong>Viaduto Circular de Brusio</strong>. Em vez de construir uma descida demasiado inclinada, os engenheiros fizeram a linha descrever uma curva em espiral. É como se o comboio desse uma volta sobre si próprio para perder altitude de forma gradual.</p><h2>O melhor? Pode fazer esta viagem em qualquer época do ano</h2><p>“O Bernina Express é operado por diferentes comboios, cujos tamanhos podem variar. Todos, no entanto, têm a mesma composição e contam com carruagens panorâmicas divididas em primeira e segunda classe”, lê-se na revista ‘NiT’. “Enquanto a primeira tem mais espaço e grandes janelas, a segunda é ligeiramente mais pequena. Um dos destaques do serviço é que<strong> está disponível ao longo de todo o ano</strong>.”</p><div class="texto-destacado">É verdade. O Bernina Express circula durante todo o ano, embora os horários e a frequência variem consoante a época. </div><p>Isto significa que não existe propriamente uma altura certa para fazer o percurso. No verão, os vales estão verdes e as montanhas surgem com menos neve; no outono, aparecem os tons dourados das florestas; no inverno, a linha transforma-se num cenário completamente diferente, com neve a acompanhar boa parte do trajeto.</p><p><strong>Também é possível fazer a viagem no sentido contrário, de Tirano para a Suíça</strong>. E, durante a época em que funciona, há ainda a possibilidade de continuar de Tirano até Lugano no Bernina Express Bus, acrescentando cerca de três horas de viagem panorâmica por estrada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/qual-e-a-melhor-altura-para-andar-neste-comboio-sempre-que-quiser-1791056132665.jpg" data-image="lplsw58plthl" alt="Bernina Express" title="Bernina Express"><figcaption>Foto: My Switzerland // André Meler</figcaption></figure><p>Quanto aos preços, em 2026, o bilhete normal de segunda classe entre Chur e Tirano custa 66 francos suíços, enquanto a primeira classe fica nos 113 francos. A estes valores <strong>é necessário acrescentar a reserva obrigatória de lugar</strong>: em 2026, a reserva para o percurso completo custa 44 francos na época principal e 40 francos na época baixa. </p><div class="texto-destacado">O Swiss Travel Pass é aceite como título de transporte, mas a reserva continua a ser necessária.</div><p>“Os passageiros com Swiss Travel Pass beneficiam de viagem gratuita, pagando apenas a reserva de lugar”, acrescenta o<em> site </em>‘Ekonomista’.</p><p>“Para o percurso completo, os bilhetes começam nos 83€ na época baixa. Muitos viajantes, por sua vez, optam por comprar o Swiss Pass Travel, um bilhete de transporte que permite viagens ilimitadas em toda a rede de transportes do país”, nota também a ‘NiT’ “É uma boa opção caso tenha mais passeios de comboio em mente, com o preço a começar nos 268€, com três dias de transportes ilimitados.”</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773421" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/atravessar-meia-europa-sem-trocar-de-comboio-ja-e-possivel.html" title="Atravessar meia Europa sem trocar de comboio? Já é possível">Atravessar meia Europa sem trocar de comboio? Já é possível</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/atravessar-meia-europa-sem-trocar-de-comboio-ja-e-possivel.html" title="Atravessar meia Europa sem trocar de comboio? Já é possível"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/atravessar-meia-europa-sem-trocar-de-comboio-ja-e-possivel-1781192372396_320.jpg" alt="Atravessar meia Europa sem trocar de comboio? Já é possível"></a></article></aside><p>Há, por isso, um pequeno detalhe que convém não esquecer na hora de fazer as contas: no Bernina Express, comprar apenas o bilhete não chega.<strong> A reserva de lugar é obrigatória</strong>. </p><div class="texto-destacado">A Ferrovia Rética também disponibiliza lugares panorâmicos em primeira e segunda classe, sendo que ambas têm as grandes janelas que permitem acompanhar a paisagem praticamente sem obstáculos.</div><p>E há uma <strong>alternativa interessante para quem quer poupar</strong>. A mesma Linha do Bernina também é servida por comboios regionais. Não são o Bernina Express, não têm as carruagens panorâmicas nem os mesmos serviços, mas percorrem a mesma linha e permitem conhecer a paisagem. Neste caso, a reserva não é obrigatória e custa 5 francos suíços, caso queira garantir lugar.</p><p>No Bernina Express existe ainda serviço de<em> catering</em> no lugar, com <em>snacks</em> e bebidas, além de Wi-Fi gratuito e um guia digital com informações sobre o percurso. Não há, contudo, um restaurante tradicional com carruagem própria.</p><p>“A bordo do comboio, os passageiros têm ainda a oportunidade de pedir<em> snacks</em> e bebidas. As opções são todas locais e destacam-se o pão de pera com queijo de quinta de Chur (12,62€), batatas fritas Zweifel de paprika (4,23€), fatias de maçã desidratada de Chur (7,40€), entre outros. Na parte das bebidas, destacam-se os vinhos suíços e italianos, a partir de 9,50€.”</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="My%20Switzerland" data-year="" data-title="Do%20Norte%20ao%20Sul%20da%20Europa%20viajando%20em%20comboio%20panor%C3%A2mico%20pela%20Ferrovia%20R%C3%A9tica%2C%20Patrim%C3%B3nio%20Cultural%20da%20UNESCO.%20De%20glaciares%20a%20palmeiras." data-url="https%3A%2F%2Fwww.myswitzerland.com%2Fpt%2Finteresses%2Fbernina-express%2F">My Switzerland. <a href="https://www.myswitzerland.com/pt/interesses/bernina-express/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Do Norte ao Sul da Europa viajando em comboio panorâmico pela Ferrovia Rética, Património Cultural da UNESCO. De glaciares a palmeiras.</a>.</cite><br><cite data-author="Ekonomista%2C%20Pinto%2C%20M" data-year="2025" data-title="Bernina%20Express%3A%20a%20viagem%20mais%20espetacular%20pelos%20Alpes" data-url="https%3A%2F%2Fwww.e-konomista.pt%2Fbernina-express-viagem-pelos-alpes%2F">Ekonomista, Pinto, M. (2025). <a href="https://www.e-konomista.pt/bernina-express-viagem-pelos-alpes/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Bernina Express: a viagem mais espetacular pelos Alpes</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Pincelli%2C%20I" data-year="2026" data-title="Este%20comboio%20panor%C3%A2mico%20atravessa%2055%20t%C3%BAneis%20e%20196%20pontes.%20Funciona%20o%20ano%20inteiro" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fviagens%2Feste-comboio-panoramico-atravessa-55-tuneis-e-196-pontes-funciona-o-ano-inteiro">NiT, Pincelli, I. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/viagens/este-comboio-panoramico-atravessa-55-tuneis-e-196-pontes-funciona-o-ano-inteiro" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Este comboio panorâmico atravessa 55 túneis e 196 pontes. Funciona o ano inteiro</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/qual-e-a-melhor-altura-para-andar-neste-comboio-sempre-que-quiser.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os especialistas confirmam: “a IA ainda tropeça ao prever a intensidade real dos furacões”]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-especialistas-confirmam-a-ia-ainda-tropeca-ao-prever-a-intensidade-real-dos-furacoes.html</link><pubDate>Mon, 05 Oct 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A inteligência artificial revolucionou a previsão do tempo em poucos anos, e os modelos meteorológicos globais baseados em IA podem gerar previsões que rivalizam com alguns dos melhores sistemas de previsão do mundo baseados na física.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-expertos-lo-confirman-la-ia-todavia-tropieza-al-predecir-la-intensidad-real-de-los-huracanes-1791104920178.jpg" data-image="r5ln9fwpkx58" alt="Olho de um furacão" title="Olho de um furacão"><figcaption>Ocorreu uma rápida intensificação de um grande número de furacões nos últimos anos.</figcaption></figure><p>O progresso na previsão meteorológica com a aplicação de IA deve-se a três fatores: a disponibilidade de enormes quantidades de dados meteorológicos, avanços significativos nos modelos de IA e uma capacidade de processamento sem precedentes.<strong> O debate concentra-se em aprimorar a IA para a previsão meteorológica</strong> através de novos modelos ou hardware, mas, para esses modelos, os dados são cruciais.</p><p>A inteligência artificial tem-se beneficiado, em escala global, de décadas de registos meteorológicos que abrangem todo o planeta.<strong> Trata-se de conjuntos de dados que contêm milhões de exemplos</strong> de como as condições evoluem ao longo do tempo e em diferentes situações atmosféricas, o que permite aos modelos de IA aprender padrões de uma maneira que, há apenas uma década, teria sido impossível.</p><h2>A escala regional das previsões meteorológicas</h2><p>O mundo tem testemunhado uma rápida intensificação de um grande número de furacões, que passaram, em questão de horas, de tempestades relativamente fracas a furacões destrutivos. Um exemplo é o furacão Polo, que se intensificou rapidamente de<strong> tempestade tropical a furacão de categoria 5 em 24 horas</strong>, ao largo da costa do Pacífico mexicano, <strong>em 21 de setembro passado, com ventos de 290 km/h</strong>.</p><div class="texto-destacado">As previsões meteorológicas tornam-se muito mais complexas para a IA ao passar da escala global para a regional. Essa diferença desempenha um papel fundamental na previsão da intensidade de furacões.</div><p>As previsões meteorológicas em escala global não são uniformes; no entanto, as previsões de<strong> intensidade de furacões costumam ser consideradas um problema de previsão regional </strong>relacionado com eventos extremos: chuvas torrenciais, tempestades severas ou rajadas violentas de vento.</p><figure><a href="https://svs.gsfc.nasa.gov/12702" target="_blank"><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-expertos-lo-confirman-la-ia-todavia-tropieza-al-predecir-la-intensidad-real-de-los-huracanes-1791104595318.jpg" data-image="x849premzez9"></a><figcaption>Mapeamento da intensidade do furacão Matthew com dados de satélite na Flórida (2016). Fonte: NASA's Scientific Visualization Studio</figcaption></figure><p>Esses eventos extremos costumam desenvolver-se de forma muito rápida ou deslocar-se rapidamente em curtos períodos de tempo. <strong>O problema reside em capturar esse comportamento com modelos de IA</strong>, pois a deteção desses padrões exige dados com um nível de detalhe muito superior ao que os conjuntos de dados globais atuais costumam fornecer.</p><h2>Duas fontes de dados</h2><p>As previsões com IA baseiam-se fundamentalmente em duas fontes de informação:</p><ul><li><strong>Observações:</strong> diretas e detalhadas, mas que costumam limitar-se a regiões costeiras e apresentam distribuição irregular, ao passo que muitas das etapas mais importantes do desenvolvimento dos furacões ocorrem em mar aberto, onde tais observações são escassas. Satélites modernos podem ajudar a suprir algumas dessas medições, mas não conseguem fazer um scan simultaneamente de toda a estrutura tridimensional de todos os furacões do planeta.</li><li><strong>Simulações de modelos meteorológicos:</strong> combinam condições atmosféricas e conhecimentos de física para fornecer a imagem tridimensional mais completa da atmosfera em alta resolução. Esses dados simulados também não são perfeitos, pois todos os modelos computacionais contêm aproximações e incertezas decorrentes do conhecimento incompleto da atmosfera terrestre, e existem processos em pequena escala que as simulações dos modelos não captam.</li></ul><p>Consequentemente, <strong>não se dispõe atualmente de um conjunto de dados tridimensionais completo e de boa qualidade para treinar um modelo de IA</strong> para a previsão da intensidade de furacões.</p><h2>Um problema adicional: o caos</h2><p>Se, no futuro, os cientistas pudessem medir a totalidade de uma tempestade a cada segundo — abrangendo milhares de tempestades em todo o mundo —, <strong>é possível que a IA não conseguisse prever a intensidade de um furacão com total precisão</strong>. O motivo seria o caos, ou seja, pequenas diferenças no estado inicial de um furacão que podem crescer rapidamente com o passar do tempo.</p><div class="texto-destacado">Os furacões podem conter certo grau de caos que poderia impedir que os modelos de IA prevejam a intensidade de um furacão durante longos períodos de previsão.</div><p>A intensidade de um furacão pode aumentar devido às águas quentes do oceano, ou o seu desenvolvimento pode ser retardado pelo cisalhamento do vento. Se a temperatura do oceano aumenta, a intensidade potencial do furacão também aumenta, e<strong> qualquer pequena perturbação provocará flutuações na intensidade do furacão</strong>. Assim, quanto mais quente estiver a superfície do oceano, maiores serão as flutuações.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-expertos-lo-confirman-la-ia-todavia-tropieza-al-predecir-la-intensidad-real-de-los-huracanes-1791123983890.jpg" data-image="kofladx8rpfk" alt="Temperaturas Pacífico" title="Temperaturas Pacífico"><figcaption>A superfície dos mares, no seu conjunto, tem vindo a registar temperaturas sem precedentes no histórico de medições. Isso acrescenta um grau adicional de incerteza difícil de interpretar.</figcaption></figure><p>Essas flutuações não são apenas aleatórias; <strong>ocorrem dentro do que se conhece como um atrator caótico</strong> — um conjunto de possíveis estados de tempestade nos quais o furacão pode evoluir de forma imprevisível, <strong>apresentando um dilema fundamental para o treino de modelos de IA.</strong></p><h2>Objetivos dos modelos de IA</h2><p>Os cientistas procuram que os modelos de IA façam previsões o mais precisas possível; portanto, <strong>o objetivo durante o treino é minimizar a diferença entre a previsão e o que realmente acontece</strong>, até que o modelo de IA alcance o menor erro possível.</p><p>Procura-se também que o modelo de IA capture o caos intrínseco do furacão. No entanto, se um modelo de IA conseguir capturar esse caos, o seu erro não poderá ser reduzido indefinidamente.</p><div class="texto-destacado">Um modelo de IA pode aprender a evolução mais provável de um furacão, suavizando ao mesmo tempo as flutuações imprevisíveis, mas esses dois objetivos entram em conflito.</div><p>Além disso, visto que os dados sempre apresentam certa incerteza, as regras aprendidas por um modelo de IA são apenas aproximadas. Portanto,<strong> a precisão das previsões sobre a intensidade dos furacões piorará em apenas alguns dias</strong>.</p><h2>Como as previsões de furacões podem ser melhoradas?</h2><p>O desafio para os modelos de IA não se limita a obter mais dados, desenvolver melhores redes neurais ou implementar computadores mais rápidos, <strong>mas sim a compreender o comportamento dos furacões</strong> e como surge a variabilidade na sua intensidade.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/fatos-fakes-e-desinformacao-tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-super-el-nino-com-base-na-ciencia.html" title="Factos, notícias 'fake' e desinformação: tudo o que precisa de saber sobre o “Super El Niño”">Factos, notícias 'fake' e desinformação: tudo o que precisa de saber sobre o “Super El Niño”</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/fatos-fakes-e-desinformacao-tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-super-el-nino-com-base-na-ciencia.html" title="Factos, notícias 'fake' e desinformação: tudo o que precisa de saber sobre o “Super El Niño”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fatos-fakes-e-desinformacao-tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-super-el-nino-com-base-na-ciencia-1790867606561_320.png" alt="Factos, notícias 'fake' e desinformação: tudo o que precisa de saber sobre o “Super El Niño”"></a></article></aside><p>Ambos os fatores determinam se os modelos de IA conseguem aprender o que é previsível e o que é imprevisível.<strong> Essa distinção limita a precisão das nossas atuais previsões de intensidade de furacões e definirá a próxima geração de sistemas de previsão e avaliação meteorológica</strong>, que deveriam concentrar-se numa faixa de possíveis intensidades de furacões e probabilidades de ocorrência, em vez de um único valor numérico.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-especialistas-confirmam-a-ia-ainda-tropeca-ao-prever-a-intensidade-real-dos-furacoes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pinguins de Humboldt em perigo: super El Niño ameaça uma colónia no Peru que já perdeu 80% dos seus indivíduos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/pinguins-de-humboldt-em-perigo-super-el-nino-ameaca-uma-colonia-no-peru-que-ja-perdeu-80-dos-seus-individuos.html</link><pubDate>Sun, 04 Oct 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A única espécie de pinguins que habita as costas mais áridas do planeta enfrenta a extinção devido ao aquecimento do oceano e a outros fatores ambientais que já reduziram drasticamente uma das suas principais colónias.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/pinguinos-de-humboldt-en-peligro-super-el-nino-amenaza-a-una-colonia-de-peru-que-ha-perdido-el-80-de-sus-ejemplares-1791064975975.png" data-image="puk096q8h679"><figcaption>O pinguim de Humboldt deve o seu nome à corrente fria que percorre as costas do Chile e do Peru, que, por sua vez, foi batizada em homenagem ao naturalista alemão Alexander von Humboldt.</figcaption></figure><p>Garanto-te que, quando pensas em pinguins, o cenário que te vem à cabeça é um manto branco e gelado, num glaciar recôndito do planeta. Mas, quão louco seria transferir os nossos protagonistas para um deserto onde quase não chove, no meio de rochas, areia e falésias? Não faria sentido, certo?</p><p>Embora pareça uma cena completamente louca e impossível, é uma realidade que ocorre nas costas do Peru e do Chile. É aí que vive o pinguim de Humboldt (<em>Spheniscus humboldti</em>), <strong>uma espécie adaptada a um dos ambientes costeiros mais extremos da América do Sul</strong>. E o que faz um pinguim no deserto?</p><div class="texto-destacado">Ao contrário de outras espécies de pinguins que habitam paisagens nevadas, esta espécie vive nas costas áridas influenciadas pela corrente de Humboldt, um sistema oceânico extraordinariamente ativo que transporta águas frias e ricas em nutrientes para norte.</div><p>Mas não são apenas eles que são singulares por estarem ali; o seu habitat é também uma ligação ideal entre o deserto e o oceano, na qual, literalmente, <strong>qualquer desequilíbrio poderia simplesmente tornar o seu ambiente extremo e comprometer a adaptação da espécie</strong>; o que a torna tão vulnerável.</p><h2>Redução drástica do seu número</h2><p>Uma das colónias que, durante décadas, foi considerada fundamental para a espécie em Punta San Juan, no Peru, enfrenta uma redução drástica do seu número, com uma tendência que preocupa ainda mais do que a própria perda:<strong> a escassa probabilidade de recuperação total e de perpetuação da espécie no futuro.</strong></p><h2>Um impacto que vai além das manchetes: o El Niño põe à prova o futuro da espécie<br></h2><p><strong>Em 2012, foram contabilizados cerca de 3 000 pinguins de Humboldt </strong>na reserva situada no sul do Peru e <strong>13 anos depois, em 2025, restavam menos de 500</strong>, de acordo com o relatório recente publicado na revista científica Science News.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pinguinos-de-humboldt-en-peligro-super-el-nino-amenaza-a-una-colonia-de-peru-que-ha-perdido-el-80-de-sus-ejemplares-1791064989413.png" data-image="fbyt0s4cjdxq"><figcaption>A alteração do seu habitat, a poluição e o aumento da temperatura do oceano mantêm-na em risco crítico.</figcaption></figure><p>Por que é que se perderam tantos exemplares em pouco mais de uma década? Bem, o declínio foi consequência de vários episódios, nos últimos anos, <strong>de gripe aviária, condições oceânicas associadas ao El Niño e pressão sobre a espécie devido às atividades pesqueiras nas proximidades</strong>.</p><p>Na publicação de 28 de setembro de 2026, indica-se que a reserva peruana de cerca de 54 hectares albergou, durante décadas, a maior colónia de pinguins do país, onde os animais encontravam alimento e criavam a próxima geração da espécie.<strong> E é precisamente aí que reside um dos maiores problemas: o acesso à comida</strong>.</p><p>Mas o que tem a ver a sua alimentação com o aumento das temperaturas e o El Niño? Pois bem, <strong>quando a água aquece, a anchoveta </strong>(uma espécie de peixe, semelhante à anchova, que constitui o principal alimento de que o pinguim necessita) <strong>não chega</strong>; acrescentando mais um problema aos que a espécie já enfrenta para sobreviver.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ao contrário dos pinguins polares, que incubam os seus ovos sobre o gelo ou rochas expostas, os pinguins do deserto escavam os seus ninhos diretamente nas densas camadas de guano acumuladas, que funcionam como isolantes para os seus ovos contra as temperaturas extremas. Para chegar ao mar, têm de atravessar a pé mais de dois quilómetros de deserto.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>E é que a corrente de Humboldt funciona literalmente como uma despensa gigante, transportando água fria para as costas do Peru e do Chile, <strong>o que empurra nutrientes para a superfície, um fenómeno conhecido como afloramento ou <em>upwelling</em></strong>, favorecendo o crescimento do fitoplâncton e, a partir daí, sustentando a extensa rede alimentar da região.</p><h3>Por que razão um oceano mais quente deixa o pinguim de Humboldt sem jantar?</h3><p>A resposta é simples: o El Niño, sendo uma fase quente do Pacífico equatorial que tem um efeito direto neste equilíbrio, <strong>muda tudo, alterando a estrutura do oceano</strong>; uma vez que as suas águas, que são muito mais quentes do que o normal durante este episódio, <strong>empurram para mais fundo e para mais longe da costa a massa de água necessária para a alimentação da espécie</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pinguinos-de-humboldt-en-peligro-super-el-nino-amenaza-a-una-colonia-de-peru-que-ha-perdido-el-80-de-sus-ejemplares-1791065025799.png" data-image="ed9eu0t1j4ka"><figcaption>O pinguim de Humboldt encontra-se atualmente em risco de extinção devido à perda da maior parte da sua população na última década.</figcaption></figure><p>Embora os pinguins de Humboldt tenham convivido com episódios de El Niño ao longo dos anos e a espécie disponha de mecanismos comportamentais e de adaptação que lhe permitem sobreviver a estas alterações, <strong>as temperaturas atuais durante esta fase estão muito mais elevadas</strong>.</p><div class="texto-destacado">Neste outubro de 2026, enfrentamos um fenómeno extremo do El Niño. Os desequilíbrios climáticos e o aumento acelerado da temperatura do mar ameaçam a estabilidade da nossa espécie num futuro muito próximo.</div><p>Vários estudos documentaram que, durante episódios intensos do El Niño, <strong>algumas espécies podem reduzir ou mesmo suspender temporariamente a reprodução</strong>, deslocar-se para outras zonas e sofrer reduções significativas nas suas populações.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="223911" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conheca-alexander-von-humboldt-pai-das-ciencias-naturais.html" title="Conheça Alexander von Humboldt, pai das Ciências Naturais">Conheça Alexander von Humboldt, pai das Ciências Naturais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conheca-alexander-von-humboldt-pai-das-ciencias-naturais.html" title="Conheça Alexander von Humboldt, pai das Ciências Naturais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/conheca-alexander-von-humboldt-pai-das-ciencias-naturais-223911-1_320.jpg" alt="Conheça Alexander von Humboldt, pai das Ciências Naturais"></a></article></aside><p>O El Niño não vai causar a extinção das espécies, mas põe em evidência os graves desafios do <strong>aquecimento global</strong>. Um fenómeno natural alterado que obriga os ecossistemas a enfrentar impactos muito mais extremos e inéditos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Science%20News" data-year="2026" data-title="Peru%E2%80%99s%20penguins%20are%20on%20the%20brink.%20A%20super%20El%20Ni%C3%B1o%20could%20make%20it%20worse." data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencenews.org%2Farticle%2Fdesert-penguins-climate-el-nino">Science News. (2026). <a href="https://www.sciencenews.org/article/desert-penguins-climate-el-nino" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Peru’s penguins are on the brink. A super El Niño could make it worse.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/pinguins-de-humboldt-em-perigo-super-el-nino-ameaca-uma-colonia-no-peru-que-ja-perdeu-80-dos-seus-individuos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[5000 dias de exploração: Curiosity assinala um marco importante com um postal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/5000-dias-de-exploracao-curiosity-assinala-um-marco-importante-com-um-postal.html</link><pubDate>Sun, 04 Oct 2026 14:43:37 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Uma paisagem arenosa, um céu azul e uma luz dourada cintilante. Não se trata de uma manhã no deserto na Terra, mas sim de uma fotografia tirada na superfície de Marte, cuja realização demorou 14 anos terrestres.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/5000-days-of-exploration-curiosity-marks-major-milestone-with-a-postcard-1790967876555.jpg" data-image="uzurbjz9mkmh" alt="Martian view" title="Martian view"><figcaption>Cartão postal da NASA composto a partir de imagens da superfície marciana captadas pelo rover Curiosity. A missão do Curiosity centra-se na procura de condições propícias à vida microbiana. Fonte: science.nasa.gov</figcaption></figure><p>O rover Curiosity da NASA aterrou na Cratera Gale em agosto de 2012. Desde então, decorreram <strong>mais de 5 100 dias terrestres</strong>. O calendário marciano avança um pouco mais devagar, pelo que a comemoração marciana dos 5 000 dias — ou sols — <strong>ocorreu no final de agosto</strong>. A NASA divulgou um postal panorâmico da superfície marciana para assinalar a ocasião.</p><p>A crista arenosa <em>Chocolatal</em> foi o local onde foram captadas duas imagens panorâmicas distintas: <strong>a primeira a 30 de agosto, no momento exato em que se atingiram os 5 000 sols, e a outra alguns sols mais tarde, a 2 de setembro</strong>. As imagens, a primeira do nascer do sol e a segunda do pôr do sol, foram combinadas numa imagem composta pelos técnicos da NASA, fundindo tons azuis e dourados numa única captura.</p><h2>Catorze anos de exploração</h2><p><strong>É possível ver partes do próprio Curiosity em primeiro plano na imagem</strong>. Entre elas está a antena de frequência ultra-alta (UHF) utilizada para transmitir dados para a nave espacial que orbita acima. A fonte de energia nuclear do Curiosity, um gerador termoelétrico radioisótopo, também aparece na imagem. As marcas gravadas na superfície empoeirada estendem-se ao longe, em direção ao fundo da Cratera Gale, nas proximidades.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Gale Crater, Through Curiositys Eyes<br><br>Two years ago, NASAs Curiosity rover paused in Gale Crater and looked back across a landscape that feels almost impossible: a dry, sculpted world of layered hills, wind-carved ridges, and ancient lakebed stone all under a thin Martian <a href="https://t.co/w83LQighg8">pic.twitter.com/w83LQighg8</a></p>— Black Hole (@konstructivizm) <a href="https://x.com/konstructivizm/status/2105332594518708327?ref_src=twsrc%5Etfw">September 30, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>O ponto de observação da fotografia situa-se à sombra do Monte Sharp, com 5,4 km de altitude, que o Curiosity vem a escalar há mais de dez anos</strong>. O rover já percorreu pouco menos de 762 metros desde que partiu do fundo da cratera, subindo por um caminho íngreme, arenoso e rochoso.</p><p>O Monte Sharp é o ponto central da missão do Curiosity. <strong>A sua composição sedimentar revela a história climática em camadas do planeta</strong>. O aumento da altitude marca, efetivamente, uma viagem no tempo em Marte. A NASA espera obter informações sobre a transformação do planeta, de uma paisagem rica em água para o deserto que é hoje.</p><h2>Água, matéria orgânica e moléculas de carbono em Marte</h2><p>O Curiosity foi lançado da Terra a 26 de novembro de 2011 e aterrou, mais de oito meses depois, na Cratera Gale, na superfície marciana. Uma missão que, inicialmente, se destinava a durar apenas dois anos terrestres, <strong>estendeu-se agora para mais de catorze (ou sete anos marcianos)</strong>. Poucos meses após a sua aterragem inicial, o Curiosity deparou-se com seixos lisos e arredondados.</p><p>A análise revelou que as suas características sugeriam que tinham sido arrastadas a jusante por um rio. <strong>Em 2015, a NASA confirmou que a Cratera Gale estava repleta de lagos e cursos de água há entre 3,3 e 3,8 mil milhões de anos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="708727" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/as-5-principais-descobertas-do-curiosity-rover-apos-uma-decada-explorando-marte.html" title="As 5 principais descobertas do Curiosity Rover após uma década a explorar Marte">As 5 principais descobertas do Curiosity Rover após uma década a explorar Marte</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/as-5-principais-descobertas-do-curiosity-rover-apos-uma-decada-explorando-marte.html" title="As 5 principais descobertas do Curiosity Rover após uma década a explorar Marte"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/hallazgos-impresionantes-rover-curiosity-marte-planeta-nasa-anos-recorriendo-suelo-extraterrestre-marciano-tierra-agua-vida-1745988967309_320.jpg" alt="As 5 principais descobertas do Curiosity Rover após uma década a explorar Marte"></a></article></aside><p>Em 2014, o Curiosity identificou <strong>as primeiras moléculas orgânicas em Marte</strong> e continuou a fazê-lo nos anos seguintes. Em 2025, foram descobertos <strong>hidrocarbonetos de cadeia longa</strong>. Em abril de 2026, foram reveladas, através de experiências químicas, <strong>moléculas que servem de precursoras do ADN/ARN</strong>. Embora nenhuma destas evidências constitua uma prova definitiva de que alguma vez existiu vida em Marte, sugere que <strong>as condições do passado poderiam ter permitido a existência de vida microbiana</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/5000-dias-de-exploracao-curiosity-assinala-um-marco-importante-com-um-postal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A gota fria ainda vai influenciar Portugal: chuva e trovoadas antes de uma mudança no tempo até sexta-feira]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-gota-fria-ainda-vai-influenciar-portugal-chuva-e-trovoadas-antes-de-uma-mudanca-no-tempo-ate-sexta-feira.html</link><pubDate>Sun, 04 Oct 2026 13:31:34 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A gota fria continuará a influenciar Portugal nos próximos dias, mantendo a chuva e as trovoadas em algumas regiões. A instabilidade perderá força a partir de terça-feira e um anticiclone poderá trazer uma mudança significativa até sexta-feira.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbhrrv6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbhrrv6.jpg" id="xbhrrv6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A instabilidade que marcou o início de outubro ainda não terminou. A gota fria continuará a condicionar o estado do tempo nos próximos dias, com <strong>novos períodos de chuva e trovoada</strong>. No entanto, a tendência aponta para uma mudança gradual durante a semana, culminando num cenário bastante mais estável na sexta-feira (9).</p><h2>Domingo ainda com trovoadas, mas menos intensas</h2><p>Durante a tarde deste domingo (4), Portugal continental continuará sob influência da instabilidade, embora <strong>com menor intensidade do que no sábado</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Entre Coimbra, Viseu, Guarda e Castelo Branco poderão desenvolver-se aguaceiros acompanhados de trovoada moderada. Neste ambiente convectivo continuam reunidas condições para fenómenos muito localizados, como <strong>rajadas fortes e queda de granizo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-gota-fria-ainda-vai-influenciar-portugal-chuva-e-trovoadas-antes-de-uma-mudanca-no-tempo-ate-sexta-feira-1791117133096.jpg" data-image="vkweronrgpmr" alt="Trovoadas" title="Trovoadas"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-933485">As trovoadas ainda poderão marcar a tarde deste domingo, sobretudo no Centro, embora a instabilidade seja menos intensa do que no sábado, e que durante esta manhã no Alentejo.</figcaption></figure><p><strong>Portalegre, Santarém e Évora também poderão registar alguma instabilidade ao longo da tarde</strong>, mas os sinais atuais sugerem trovoadas mais fracas e pouca precipitação ao contrário do que aconteceu durante a manhã.</p><p>Importa salientar que, neste tipo de situação, <strong>é particularmente difícil determinar com antecedência a localização e intensidade exatas dos aguaceiros, trovoadas ou granizo</strong>. Uma célula convectiva pode afetar uma localidade e deixar outra relativamente próxima praticamente sem precipitação.</p><h2>Segunda-feira: gota fria volta a reforçar a instabilidade</h2><p>Na segunda-feira (5), a gota fria continuará a influenciar diretamente o território continental, dando origem a <strong>um novo período de tempo bastante instável</strong>.</p><p>Durante a tarde, a precipitação deverá avançar inicialmente a partir da região de Lisboa e do litoral Centro, estendendo-se posteriormente para o interior e alcançando também outras regiões do Norte. O período compreendido aproximadamente entre as <strong>14h e as 20h</strong> deverá concentrar a maior atividade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-gota-fria-ainda-vai-influenciar-portugal-chuva-e-trovoadas-antes-de-uma-mudanca-no-tempo-ate-sexta-feira-1791117169649.jpg" data-image="s2trquc21hsh" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>A gota fria continuará ativa na segunda-feira, com a chuva a atravessar várias regiões de oeste para leste e possibilidade de períodos localmente mais intensos.</figcaption></figure><p>Alguns núcleos poderão produzir chuva temporariamente forte. Na região de Leiria, por exemplo, o modelo ECMWF sinaliza valores próximos dos <strong>10 mm num dos períodos representados durante a tarde</strong>. A passagem da precipitação deverá ser acompanhada por trovoadas, que poderão apresentar localmente maior intensidade.</p><p>Apesar deste cenário, as temperaturas continuarão relativamente amenas e, em alguns locais, até elevadas para esta fase do outono. <strong>Braga poderá atingir cerca de 27 ºC</strong>, enquanto Évora e Beja poderão rondar os 26 a 27 ºC. Já sob maior nebulosidade e precipitação, os termómetros deverão ficar mais contidos, Leiria poderá rondar apenas os 19 ºC durante a tarde.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-gota-fria-ainda-vai-influenciar-portugal-chuva-e-trovoadas-antes-de-uma-mudanca-no-tempo-ate-sexta-feira-1791117221047.jpg" data-image="8yezohcjpapg" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Apesar da instabilidade, as temperaturas continuarão amenas e localmente elevadas, com Braga a poder atingir cerca de 27 ºC, enquanto as zonas mais chuvosas ficarão mais frescas.</figcaption></figure><p>Esta distribuição evidencia como a própria instabilidade poderá gerar <strong>contrastes térmicos importantes entre diferentes regiões do país</strong>.</p><h2>Terça-feira ainda traz chuva, mas a gota fria começa a perder força</h2><p>Na terça-feira (6), a precipitação poderá continuar presente <strong>de Norte a Sul</strong>, embora de forma muito mais fraca e dispersa. Os acumulados horários previstos são reduzidos na generalidade do território e o sinal de trovoada deverá tornar-se residual.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-gota-fria-ainda-vai-influenciar-portugal-chuva-e-trovoadas-antes-de-uma-mudanca-no-tempo-ate-sexta-feira-1791117271161.jpg" data-image="z17m86lf1jk5" alt="Chuva" title="Chuva"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-9931">Na terça-feira ainda poderá chover de Norte a Sul, mas de forma mais fraca e dispersa sem a presença de núcleos convectivos, num primeiro sinal da perda de influência da gota fria.</figcaption></figure><p>Será, assim, uma fase de transição. A gota fria começará progressivamente a perder influência, ao mesmo tempo, as temperaturas máximas deverão tornar-se mais contidas.</p><p>Entre <strong>quarta e quinta-feira</strong>, os atuais cenários apontam para uma continuação desta tendência. A instabilidade deverá diminuir significativamente e a configuração atmosférica sobre o Atlântico Nordeste começará a reorganizar-se.</p><h2>Sexta-feira poderá trazer uma mudança completa no estado do tempo</h2><p>A alteração mais evidente poderá chegar na segunda metade da semana. A gota fria tenderá a desaparecer e, até sexta-feira (9), <strong>um centro de altas pressões deverá posicionar-se no Atlântico a uma latitude favorável à estabilização do tempo em Portugal</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-gota-fria-ainda-vai-influenciar-portugal-chuva-e-trovoadas-antes-de-uma-mudanca-no-tempo-ate-sexta-feira-1791117302339.jpg" data-image="gqbo6n6xf2kf" alt="Situação sinótica" title="Situação sinótica"><figcaption>Até sexta-feira, as altas pressões deverão ganhar protagonismo no Atlântico, favorecendo tempo mais estável, seco e soalheiro em Portugal continental.</figcaption></figure><p>Segundo a atual previsão do ECMWF, este anticiclone poderá funcionar como uma barreira à aproximação da precipitação atlântica. Desta forma, sexta-feira poderá ser <strong>um dia seco em praticamente todo o território continental</strong>, com períodos prolongados de céu pouco nublado ou limpo e temperaturas amenas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791806" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-sobre-o-feriado-5-de-outubro-ha-6-distritos-onde-a-probabilidade-de-chuva-trovoadas-e-granizo-e-maior.html" title="Alfredo Graça sobre o feriado 5 de outubro: 'há 6 distritos onde a probabilidade de chuva, trovoadas e granizo é maior'">Alfredo Graça sobre o feriado 5 de outubro: "há 6 distritos onde a probabilidade de chuva, trovoadas e granizo é maior"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-sobre-o-feriado-5-de-outubro-ha-6-distritos-onde-a-probabilidade-de-chuva-trovoadas-e-granizo-e-maior.html" title="Alfredo Graça sobre o feriado 5 de outubro: 'há 6 distritos onde a probabilidade de chuva, trovoadas e granizo é maior'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-sobre-o-feriado-5-de-outubro-ha-6-distritos-onde-a-probabilidade-de-chuva-trovoada-e-granizo-e-maior-1791119506481_320.png" alt="Alfredo Graça sobre o feriado 5 de outubro: 'há 6 distritos onde a probabilidade de chuva, trovoadas e granizo é maior'"></a></article></aside><p>Contudo, estamos já perante uma previsão de médio prazo. A posição e intensidade do anticiclone ainda poderão sofrer alterações nos próximos dias, pelo que esta tendência deverá continuar a ser acompanhada.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-gota-fria-ainda-vai-influenciar-portugal-chuva-e-trovoadas-antes-de-uma-mudanca-no-tempo-ate-sexta-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alfredo Graça sobre o feriado 5 de outubro: "há 6 distritos onde a probabilidade de chuva, trovoadas e granizo é maior"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-sobre-o-feriado-5-de-outubro-ha-6-distritos-onde-a-probabilidade-de-chuva-trovoadas-e-granizo-e-maior.html</link><pubDate>Sun, 04 Oct 2026 13:15:42 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Diversas zonas de Portugal continental manter-se-ão condicionadas na segunda-feira, dia 5 de outubro e feriado da Implantação da República pela presença de uma gota fria. Saiba os distritos potencialmente mais expostos à ocorrência de aguaceiros, trovoada e queda de granizo.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbhrzwy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbhrzwy.jpg" id="xbhrzwy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O estado do tempo mantém-se altamente incerto e com probabilidade significativa de períodos de instabilidade em Portugal continental devido à presença de uma depressão isolada em altitude - também conhecida como <strong>gota fria</strong> - posicionada a oeste do nosso país.</p><p><strong>Muita gente que reside no litoral e áreas da metade mais ocidental do nosso país poderá questionar veementemente esta afirmação</strong> uma vez que os primeiros dias de outubro têm sido predominantemente soalheiros e secos, sem qualquer pingo de chuva registado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-sobre-o-feriado-5-de-outubro-ha-6-distritos-onde-a-probabilidade-de-chuva-trovoada-e-granizo-e-maior-1791117917150.jpg" data-image="m6q9rou02tts"><figcaption>A bolsa de ar frio é bem visível a oeste de Portugal continental a aproximadamente 5500 metros de altitude.</figcaption></figure><p>No entanto, isso é facilmente explicável pelo carácter altamente irregular destes núcleos de ar frio em altitude, cuja trajetória e evolução são particularmente difíceis de prever com precisão, acabando por interferir decisivamente na distribuição e intensidade da precipitação convectiva (aguaceiros, trovoada e granizo) - <strong>geralmente muito difícil de modelar com precisão, o que requer um acompanhamento em tempo real pelo radar</strong>.</p><p>Ainda assim, os mapas de previsão da Meteored baseados no modelo europeu (ECMWF) têm sugerido - com bastante insistência - que <strong>o interior do país seria mais afetado, o que acaba por corresponder, em determinados contextos, ao que é relativamente habitual perante este tipo de depressões</strong>.</p><h2>Numa localidade pode chover bastante e a escassos quilómetros de distância o sol estar a brilhar</h2><p>Assim, tal como em <strong>Manteigas choveu com forte intensidade durante algumas horas na noite de sexta-feira (2) para sábado (3)</strong>, o que gerou inundações rápidas, também facilmente associáveis aos declives acentuados desta localidade montanhosa, <strong>em localidades muito próximas pode nem cair gota</strong>.</p><p>Isto é normal, e é o que geralmente ocorre quando estamos perante um bolsa de ar frio isolada em altitude (desprende-se do jato polar), que pode ou não ter um centro de baixas pressões associado à superfície e <strong>gerar precipitação, frequentemente de carácter convectivo, muito irregular no espaço e no tempo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-sobre-o-feriado-5-de-outubro-ha-6-distritos-onde-a-probabilidade-de-chuva-trovoada-e-granizo-e-maior-1791118200421.jpg" data-image="m459l9nqg7um"><figcaption>Possível distribuição horária da chuva às 18:00 de segunda-feira, 5 de outubro.</figcaption></figure><p>Tanto a influência das altas pressões que se vão atualmente estendendo sobre boa parte da Europa Ocidental, inclusive nas imediações da Península Ibérica, como as características inerentes à irregularidade típica das gotas frias,<strong> ajudam a explicar a ausência generalizada de instabilidade no litoral</strong>.</p><p>Isto não significa que não possam surgir células convectivas localizadas ou que o panorama mude: <strong>tudo depende da trajetória da gota fria e da existência de condições favoráveis </strong>à ocorrência de aguaceiros e trovoadas.</p><h2>O que é expectável para amanhã, segunda-feira, 5 de outubro?</h2><p>Para amanhã - segunda-feira, 5 de outubro, estão previstos períodos de céu muito nublado, especialmente a partir da tarde e um pouco por todo o país. De acordo com a mais recente simulação dos mapas da Meteored, os <strong>aguaceiros, potencialmente acompanhados de trovoada e que poderão ocasionalmente assumir a forma de granizo, deverão ser mais prováveis e frequentes durante a tarde</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791684" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-enfrentam-ultimos-remanescentes-da-depressao-pos-tropical-hanna-esta-ilha-ainda-podera-acumular-quase-70-mm.html" title="Açores enfrentam últimos remanescentes da depressão pós-tropical Hanna: esta ilha ainda poderá acumular quase 70 mm">Açores enfrentam últimos remanescentes da depressão pós-tropical Hanna: esta ilha ainda poderá acumular quase 70 mm</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-enfrentam-ultimos-remanescentes-da-depressao-pos-tropical-hanna-esta-ilha-ainda-podera-acumular-quase-70-mm.html" title="Açores enfrentam últimos remanescentes da depressão pós-tropical Hanna: esta ilha ainda poderá acumular quase 70 mm"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/acores-enfrentam-ultimos-remanescentes-da-depressao-pos-tropical-hanna-esta-ilha-ainda-podera-acumular-quase-70-mm-1791031448328_320.jpg" alt="Açores enfrentam últimos remanescentes da depressão pós-tropical Hanna: esta ilha ainda poderá acumular quase 70 mm"></a></article></aside><p>Deitando um olhar pelos nossos mapas de chuva e nebulosidade, probabilidade de precipitação e densidade de raios, consegue-se interpretar um <strong>padrão comum</strong> no que toca ao comportamento da instabilidade gerada pela influência da gota fria em termos espaciais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-sobre-o-feriado-5-de-outubro-ha-6-distritos-onde-a-probabilidade-de-chuva-trovoada-e-granizo-e-maior-1791118637520.jpg" data-image="1h5djj84lx85"><figcaption>Possível distribuição das descargas elétricas atmosféricas na segunda-feira, 5 de outubro, pelas 16:00.</figcaption></figure><p>Deste modo, em termos visuais, salta à vista geograficamente <strong>uma maior probabilidade </strong>de aguaceiros, trovoada e possível queda de granizo, de sul para norte durante a tarde, nestes<strong> 6 distritos de Portugal continental: Portalegre, Santarém, Leiria, Coimbra, Castelo Branco e Guarda</strong>.</p><div class="texto-destacado">Entre estes 6 distritos, há 1 distrito do interior Centro que se destaca pela probabilidade de aguaceiros e trovoadas bastante elevada ao final da tarde e início da noite de segunda-feira, 5 de outubro - superior a 75% - correspondentes à região da Beira Baixa, ou seja,<strong> Castelo Branco</strong>.</div><p>Apesar de se prever uma probabilidade de aguaceiros e trovoadas geralmente mais elevada na <strong>região Centro e no Alto Alentejo, logo a partir do meio-dia e com a fase mais adversa a ganhar terreno potencialmente entre as 15:00 e as 20:00</strong> nestas regiões, há diversas outras zonas do país - embora não de forma integral - potencialmente expostas às condições meteorológicas adversas amanhã.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-sobre-o-feriado-5-de-outubro-ha-6-distritos-onde-a-probabilidade-de-chuva-trovoada-e-granizo-e-maior-1791118649365.jpg" data-image="j3p6e3lghi56"><figcaption>A última simulação do modelo Europeu sugere Castelo Branco como um dos distritos mais expostos aos aguaceiros e trovoadas de amanhã, 5 de outubro.</figcaption></figure><p>Isto porque, de acordo com os mapas, a possibilidade de tempo instável existe entre as 12:00 e as 16:00 nos distritos mais a sul como Lisboa, Setúbal, Évora e Beja, e entre as 15:00/16:00 e as 23:00 nos distritos mais a norte, tais como Aveiro, Viseu, Vila Real, Porto, Braga, Bragança e Viana do Castelo, ainda que <strong>a probabilidade seja significativamente menor face aos 6 distritos do Centro-Sul do país inicialmente referidos</strong>.</p><div class="texto-destacado">Adicionalmente, refira-se que, <strong>não só não estará sempre a chover</strong> - pois este tipo de precipitação é geralmente intermitente, com distribuição e intensidade muito variáveis - como <strong>os períodos de instabilidade alternarão com períodos de céu nublado e boas abertas</strong>.</div><p>A única região da geografia de Portugal continental onde a probabilidade de precipitação convectiva é praticamente inexistente no feriado de 5 de outubro é o <strong>Algarve</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-sobre-o-feriado-5-de-outubro-ha-6-distritos-onde-a-probabilidade-de-chuva-trovoadas-e-granizo-e-maior.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Já conhece esta 'cidade morta'? Fica em Portugal e pode ser visitada gratuitamente]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-conhece-esta-cidade-morta-fica-em-portugal-e-pode-ser-visitada-gratuitamente.html</link><pubDate>Sun, 04 Oct 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>No Norte do País, há um antigo povoado onde ainda pode caminhar entre muralhas, casas e ruas com milhares de anos de história. O melhor? Não precisa de pagar entrada.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-conhece-esta-cidade-morta-fica-em-portugal-e-pode-ser-visitada-gratuitamente-1790762041527.jpg" data-image="0waw50cgjdmi" alt="Castro de Monte Mozinho" title="Castro de Monte Mozinho"><figcaption>A “cidade morta” de Portugal tem mais de dois mil anos e pode ser visitada de graça. Foto: CM Penafiel</figcaption></figure><p>O nome é dramático, mas a história é bem mais interessante. Em Penafiel, o <strong>Castro de Monte Mozinho</strong>, também conhecido como a<strong> Cidade Morta</strong>, guarda as ruínas de um povoado que começou a ser construído há mais de dois mil anos. E, sim, hoje ainda pode ser visitado. O melhor é que pode fazê-lo gratuitamente.</p><p>Sobre o nome, a explicação é bastante simples. É que o local foi habitado durante vários séculos, mas <strong>acabou por ser abandonado</strong>. Agora, em vez de moradores, há vestígios de casas, muralhas e outras estruturas que ajudam a perceber como era a vida naquele monte há cerca de dois mil anos.</p><p>“Num monte do concelho de Penafiel, a 408 metros de altitude, existe uma povoação escondida com mais de dois mil anos de história”, escreve a revista ‘NiT. “Já não vive lá ninguém e o que resta são muralhas de pedra e vestígios de antigas habitações que marcaram a região.”</p><p>A ocupar uma área de aproximadamente<strong> 22 hectares</strong> (o equivalente a 30 campos de futebol), Castro de Monte Mozinho fica distribuído pelas freguesias de Galegos, Oldrões e Valpedre. É, por isso, <strong>um dos maiores povoados fortificados de época romana no Norte de Portugal</strong>.</p><h2>Uma cidade com casas, muralhas e guerreiros de pedra</h2><p>Mas a narrativa do povoado começou muito antes. Mais precisamente entre o final do século I a.C. e o início do século I d.C., numa altura em que a presença romana começava a transformar o noroeste da Península Ibérica.</p><p>E não pense que Roma apagou tudo o que já existia. Pelo contrário. Os vestígios encontrados em Monte Mozinho mostram uma <strong>mistura entre tradições castrejas e novas influências romanas</strong>. </p><div class="texto-destacado">Entre as estruturas identificadas estão casas circulares, características de uma tradição mais antiga, mas também habitações de planta quadrada ou retangular.</div><p>Ao longo do tempo, o povoado foi crescendo e ganhou diferentes zonas, ruas e estruturas defensivas. Na parte superior, por exemplo, encontrava-se uma acrópole, delimitada por uma muralha, que terá servido para várias atividades comunitárias.</p><p>É também nesta parte mais elevada do castro que <strong>surgiram alguns dos vestígios mais conhecidos de Monte Mozinho</strong>. À entrada da muralha foram encontradas duas estátuas de guerreiros galaicos, esculpidas em granito. Hoje, quem quiser vê-las terá de passar pelo Museu Municipal de Penafiel, uma vez que as peças já não se encontram junto às ruínas.</p><h2>O que aconteceu à “Cidade Morta”?</h2><p>Apesar das mudanças que foi sofrendo, o povoado continuou ocupado durante vários séculos. Os vestígios arqueológicos apontam para uma <strong>ocupação que se prolongou até, pelo menos, ao século V</strong>.</p><p>Foi a partir dessa altura que o local começou a perder importância e a ser progressivamente abandonado. Não, este não terá sido um acontecimento repentino. Em vez disso, terá sido um processo gradual, com a população a procurar outros espaços para viver.</p><p>“Alguns habitantes terão procurado zonas mais baixas e abertas, enquanto outros terão deixado a região”, lê-se no site ‘Away’.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-conhece-esta-cidade-morta-fica-em-portugal-e-pode-ser-visitada-gratuitamente-1790762273714.jpg" data-image="7r0renyy3y52" alt="Castro de Monte Mozinho" title="Castro de Monte Mozinho"><figcaption>Existe também um Centro Interpretativo do Castro de Monte Mozinho, criado em 2004 para ajudar a explicar a história e a importância do sítio arqueológico. Foto: Museu de Penafiel</figcaption></figure><p>Durante muitos séculos, ficaram apenas as estruturas abandonadas no alto do monte. Só muito mais tarde é que o local voltaria a despertar o interesse de quem queria perceber o que ali tinha acontecido.</p><p>As primeiras investigações modernas remontam ao início do século XX, mas as escavações arqueológicas começaram oficialmente em 1943. Os trabalhos foram retomados décadas mais tarde e permitiram identificar <strong>casas, ruas, muralhas e outros vestígios</strong>, além de objetos como moedas e peças de cerâmica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781061" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mcdonald-s-preserva-estrada-romana-de-mais-de-2-mil-anos-e-transforma-restaurante-em-museu-na-italia.html" title="McDonald’s preserva estrada romana com mais de 2 mil anos e transforma restaurante em museu na Itália">McDonald’s preserva estrada romana com mais de 2 mil anos e transforma restaurante em museu na Itália</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mcdonald-s-preserva-estrada-romana-de-mais-de-2-mil-anos-e-transforma-restaurante-em-museu-na-italia.html" title="McDonald’s preserva estrada romana com mais de 2 mil anos e transforma restaurante em museu na Itália"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mcdonald-s-preserva-estrada-romana-de-mais-de-2-mil-anos-e-transforma-restaurante-em-museu-na-italia-1784665635789_320.jpg" alt="McDonald’s preserva estrada romana com mais de 2 mil anos e transforma restaurante em museu na Itália"></a></article></aside><p>É graças a essas descobertas que hoje é possível reconstruir, pelo menos em parte, a história das pessoas que viveram em Monte Mozinho. </p><h2>Uma visita gratuita em Penafiel</h2><p>A melhor parte é que <strong>não precisa de reservar uma visita guiada nem de comprar bilhete</strong> para conhecer o castro. O acesso ao sítio arqueológico é gratuito e a visita pode ser feita ao ar livre, seguindo a informação existente no local.</p><p>Para complementar o passeio, existe ainda o Centro Interpretativo do Castro de Monte Mozinho, criado em 2004 e ligado ao Museu Municipal de Penafiel. O espaço foi pensado para contextualizar os vestígios encontrados durante as escavações e ajudar a perceber a evolução do povoado.</p><div class="texto-destacado">“Embora possa visitar as ruínas a céu aberto, o museu encontra-se temporariamente encerrado”, avisa a ‘NiT’.</div><p>Nas proximidades existem também estacionamento e um parque de merendas, o que permite prolongar o passeio sem grande planeamento. Ainda assim, há uma regra simples que convém não esquecer: as ruínas são património arqueológico e não devem ser usadas como caminho, banco ou, muito menos, como parede de escalada improvisada.</p><p>“Para quem procura descobrir património português fora dos circuitos turísticos mais conhecidos, a ‘Cidade Morta’ é, assim, um daqueles lugares onde a história deixa de estar apenas nos livros e passa a estar literalmente debaixo dos nossos pés”, garante o site ‘Away’.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Museu%20de%20Penafiel" data-year="2026" data-title="O%20Castro%20de%20Monte%20Mozinho%20integra%20a%20Rede%20de%20Castros%20do%20Noroeste%20Peninsular" data-url="https%3A%2F%2Fwww.museudepenafiel.com%2Fos-nucleos%2Fgaleria">Museu de Penafiel. (2026). <a href="https://www.museudepenafiel.com/os-nucleos/galeria" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">O Castro de Monte Mozinho integra a Rede de Castros do Noroeste Peninsular</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Pincelli%2C%20I" data-year="2026" data-title="A%20%E2%80%9Ccidade%20morta%E2%80%9D%20com%20mais%20de%20dois%20mil%20anos%20em%20Portugal%20que%20pode%20visitar%20%C3%A0%20borla" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fna-cidade%2Fa-cidade-morta-com-mais-de-dois-mil-anos-em-portugal-que-pode-visitar-a-borla">NiT, Pincelli, I. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/a-cidade-morta-com-mais-de-dois-mil-anos-em-portugal-que-pode-visitar-a-borla" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A “cidade morta” com mais de dois mil anos em Portugal que pode visitar à borla</a>.</cite><br><cite data-author="Away" data-year="2026" data-title="Esta%20%E2%80%9Ccidade%20morta%E2%80%9D%20tem%20mais%20de%202%20mil%20anos%2C%20fica%20em%20Portugal%20e%20%C3%A9%20de%20entrada%20gratuita" data-url="https%3A%2F%2Faway.iol.pt%2Fcidade-morta%2Fcastro-de-monte-mozinho%2Festa-cidade-morta-tem-mais-de-2-mil-anos-fica-em-portugal-e-e-de-entrada-gratuita%2F20260921%2F6ab11a7a0cf23b0ed4fd9005">Away. (2026). <a href="https://away.iol.pt/cidade-morta/castro-de-monte-mozinho/esta-cidade-morta-tem-mais-de-2-mil-anos-fica-em-portugal-e-e-de-entrada-gratuita/20260921/6ab11a7a0cf23b0ed4fd9005" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Esta “cidade morta” tem mais de 2 mil anos, fica em Portugal e é de entrada gratuita</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-conhece-esta-cidade-morta-fica-em-portugal-e-pode-ser-visitada-gratuitamente.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Baleias gigantes invadem a Gronelândia após o degelo: a mudança ecológica histórica que alarma os biólogos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/baleias-gigantes-invadem-a-gronelandia-apos-o-degelo-a-mudanca-ecologica-historica-que-alarma-os-biologos.html</link><pubDate>Sun, 04 Oct 2026 07:33:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O recuo do gelo marinho na costa leste da Gronelândia está a abrir novas áreas às baleias gigantes, que avançam agora para águas antes inacessíveis.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/baleias-gigantes-invadem-a-gronelandia-apos-o-degelo-a-mudanca-ecologica-historica-que-alarma-os-biologos-1789741060057.jpg" data-image="i0tpfsj1j21b" alt="baleias" title="baleias"><figcaption>Até 2006 não havia registo de avistamento de baleia-jubarte nesta região e em 2024 foram registados 150.</figcaption></figure><p>O gelo marinho tem vindo a desaparecer da costa leste da Gronelândia, <strong>permitindo às baleias gigantes aproveitar a situação e deslocar-se para zonas anteriormente inacessíveis</strong>.</p><p>Esta é a conclusão de um estudo de décadas que <strong>registou e filmou centenas de algumas das maiores baleias do mundo</strong>, incluindo baleias-jubarte, baleias-anãs (minke) e baleias-comuns (fin), a alimentarem-se em águas livres de gelo ao longo da costa durante o verão. Historicamente, nenhum destes mamíferos marinhos se encontrava na região, pois o gelo impedia-os de aceder às águas costeiras. </p><p>Agora, <strong>com as alterações climáticas a aquecer o mar e a derreter esse gelo, adaptaram-se</strong>. Os cientistas descrevem o fenómeno como "festins alimentares" sazonais no Ártico, parte de uma grande mudança de regime no ambiente oceânico ao longo da costa leste da Gronelândia. </p><h2>Número de avistamentos aumentou drasticamente</h2><p>A mudança é drástica: os levantamentos realizados a partir de navios na região não registaram um único avistamento de baleia-jubarte até 2006. Em 2007, foram avistadas sete baleias-jubarte e,<strong> em 2024, foram contabilizados 150 avistamentos destas baleias gigantes a partir de embarcações</strong>. </p><p><strong>Os primeiros levantamentos aéreos sistemáticos de baleias de barbas</strong> (grupo que inclui as baleias-comuns, as baleias-anãs e as baleias-jubarte) na costa leste da Gronelândia <strong>foram realizados pelos investigadores durante os verões de 2015 e 2024</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/baleias-gigantes-invadem-a-gronelandia-apos-o-degelo-a-mudanca-ecologica-historica-que-alarma-os-biologos-1789741947259.jpg" data-image="5e2yr4flf3l5" alt="baleia" title="baleia"><figcaption>Quase 20 mil baleias poderão ter visitado o Mar da Gronelândia no verão de 2024.</figcaption></figure><p>Combinaram esta informação com os rastreios de 15 baleias monitorizadas por satélite e com relatos de caçadores inuit, construindo um panorama do que o investigador-chefe, Prof. Mads Peter Heide-Jørgensen, chamou-lhe uma "grande mudança de regime ecológico". <strong>Estima-se que 4.000 baleias-jubarte, 6.000 baleias-comuns e 6.000 baleias-anãs tenham visitado o Mar da Gronelândia no verão de 2024</strong>. </p><p>O Prof. Heide-Jørgensen, do Instituto de Recursos Naturais da Gronelândia, afirmou que as mudanças na região eram "<strong>provavelmente as mais radicais que podemos observar em qualquer lugar da zona subártica</strong>". Esta transformação é impulsionada pelo aumento das temperaturas do mar e pela disponibilidade de alimento.</p><p><strong>As baleias parecem estar a alimentar-se de peixes que migraram para as águas em aquecimento da costa leste da Gronelândia</strong>. Estimaram que as três espécies de baleias consumiriam pelo menos 800.000 toneladas de peixe e krill durante uma época de alimentação de verão. </p><h2>Adaptação ou benefício face às alterações climáticas</h2><p>Não é claro, a partir deste estudo, se a mudança reflete um aumento geral das populações destas espécies de baleias ou apenas uma redistribuição a partir de outras áreas. Outros especialistas manifestaram preocupação pelo facto de o estudo sugerir um fluxo de entrada destes animais vindos da Gronelândia Ocidental.</p><p>Esta é uma questão sensível na Gronelândia, um país onde se caçam algumas baleias. No entanto, os cientistas afirmaram que as suas descobertas sugerem que<strong> estas baleias de barbas "oportunistas" parecem estar a adaptar-se e podem até estar a beneficiar da mudança</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770731" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-sinais-de-autoconsciencia-em-baleias-beluga.html" title="Cientistas descobrem sinais de autoconsciência em baleias-beluga">Cientistas descobrem sinais de autoconsciência em baleias-beluga</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-sinais-de-autoconsciencia-em-baleias-beluga.html" title="Cientistas descobrem sinais de autoconsciência em baleias-beluga"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-descobrem-sinais-de-autoconsciencia-em-baleias-beluga-1779780708249_320.png" alt="Cientistas descobrem sinais de autoconsciência em baleias-beluga"></a></article></aside><p>Outras espécies do Ártico, contudo, estão "em apuros agora", explicou o Prof. Heide-Jørgensen. Animais como narvais e belugas estão a partilhar o habitat com, ou até mesmo a ser deslocados por, estas outras baleias. "<strong>Para algumas espécies, as alterações climáticas não são necessariamente um problema</strong>, pois abrem novas oportunidades", afirmou o Prof. Heide-Jørgensen, "mas outras espécies estão a perder o seu habitat". </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Heide-J%C3%B8rgensen%2C%20M.%2C%20Ditlevsen%2C%20S.%2C%20H%C3%BCllert%2C%20S.%2C%20et%20al" data-year="" data-title="Feeding%20frenzies%20of%20baleen%20whales%20along%20East%20Greenland" data-url="https%3A%2F%2Fwww.frontiersin.org%2Fjournals%2Fmarine-science%2Farticles%2F10.3389%2Ffmars.2026.1839547%2Ffull">Heide-Jørgensen, M., Ditlevsen, S., Hüllert, S., et al. <a href="https://www.frontiersin.org/journals/marine-science/articles/10.3389/fmars.2026.1839547/full" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Feeding frenzies of baleen whales along East Greenland</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/baleias-gigantes-invadem-a-gronelandia-apos-o-degelo-a-mudanca-ecologica-historica-que-alarma-os-biologos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Será que as alterações climáticas têm impacto no futuro do surf em muitas regiões da Terra?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/sera-que-as-alteracoes-climaticas-tem-impacto-no-futuro-do-surf-em-muitas-regioes-da-terra.html</link><pubDate>Sun, 04 Oct 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O surf ganhou importância cultural, social e económica ao longo do último século e hoje é globalmente relevante. Baseado no fenómeno natural da interação das ondas do oceano com a linha de costa, será que o futuro do surf está ameaçado pelas alterações climáticas?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sera-que-as-alteracoes-climaticas-tem-impacto-no-futuro-do-surf-em-muitas-regioes-da-terra-1790781320530.jpg" data-image="tvxzxrliauc1" alt="Surf" title="Surf"><figcaption>O surf é uma atividade desportiva muito dependente do estado do mar, mais especificamente das ondas que rebentam junto à costa.</figcaption></figure><p>A prática do surf, que ocorre em muitas zonas costeiras do globo, é importante para esses locais, pois, além de sustentar o lazer e o turismo, é muitas vezes um meio de subsistência para essas regiões.</p><h2>Os melhores picos de surf do mundo estão vulneráveis às alterações climáticas</h2><p>A comunidade ligada ao surf e ao oceano, é a primeira a perceber os impactos no ecossistema do surf, sejam eles causados pela deterioração da qualidade da água, pela perda de habitat, pela poluição por plástico e detritos marinhos e, cada vez mais, pelos impactos das alterações climáticas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sera-que-as-alteracoes-climaticas-tem-impacto-no-futuro-do-surf-em-muitas-regioes-da-terra-1791082048645.jpg" data-image="6biy9stfj0qv"><figcaption>Lixo provocado por turistas num conhecido 'spot' de surf nas Maldivas.</figcaption></figure><p>Embora os surfistas saibam intuitivamente que fatores como a subida do nível do mar e o aumento da atividade das tempestades afetarão as ondas, é também importante demonstrar cientificamente como as alterações climáticas irão moldar e alterar os ecossistemas do surf, de forma a que <strong>seja possível uma melhor preparação para as alterações que se avizinham e integrar a resiliência no planeamento costeiro</strong>.</p><p>Uma equipa de cientistas em parceria com a associação Save the Waves, organização internacional sem fins lucrativos que trabalha com diversas organizações dedicadas à proteção dos ecossistemas de surf e que tem como missão proteger os ecossistemas de surf em todo o mundo, desenvolveu um estudo para analisar a relação do surf e as alterações climáticas.</p><div class="texto-destacado">Este estudo mostra como as ondas dentro da rede de Reservas Mundiais de Surf serão afetadas pelas alterações climáticas de diferentes formas, dependendo de uma variedade de fatores, incluindo a sensibilidade da ondulação à altura do nível do mar, à composição do fundo do mar, à resiliência da linha costeira e muito mais.</div><p>Estando a resiliência da linha de costa relacionada com a degradação por construções, paredões e escassez de sedimentos, a sensibilidade ao nível do mar com o facto do aumento da profundidade da água alterar a quebra da onda e a composição do fundo do mar com o facto de serem os bancos de areia e recifes de corais que dão forma à onda.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sera-que-as-alteracoes-climaticas-tem-impacto-no-futuro-do-surf-em-muitas-regioes-da-terra-1790782059460.jpg" data-image="v2fohlkpmz29" alt="Recifes de corais" title="Recifes de corais"><figcaption>Os recifes de corais moldam o fundo do mar e criam algumas das ondas perfeitas para o surf</figcaption></figure><p>Neste estudo foram analisadas as vulnerabilidades de 57 picos de surf em 8 países, incluindo Portugal, Austrália, Peru, Brasil, EUA, Reino Unido, El Salvador e Costa Rica.</p><p>Estes locais foram selecionados por estarem incorporados na chamada Reserva Mundial de Surf, <strong>um estatuto solicitado pelos atores locais e designado pela associação Save the Waves, com base na importância cultural, histórica e ambiental de cada local para o surf</strong>.</p><p>O Dr. Dan Reineman, consultor e autor principal do estudo, utilizou uma ferramenta que desenvolveu, chamada SurfCAT, Ferramenta de Avaliação da Vulnerabilidade dos Picos de Surf às Alterações Climáticas, para analisar riscos diretos e indiretos.</p><p>Trata-se de uma série de questões, respondidas por 190 especialistas locais, das condições de surf, que gera uma avaliação dos fatores mais influenciados pelas alterações climáticas, <strong>criando-se assim uma base de dados única</strong>.</p><p>Esta ferramenta científica avalia múltiplas métricas de risco, incluindo a sensibilidade do pico de surf ao nível da maré e à subida do nível do mar, o transporte de sedimentos e composição do fundo do mar, a adaptabilidade da linha de costa e o corredor de ondulação, bem como a inclusão no planeamento da adaptação.</p><div class="texto-destacado">Uma das conclusões do estudo é que uma elevada proporção de picos de surf está em risco devido à resiliência da sua linha de costa (89% apresentam risco médio ou elevado), à sensibilidade à subida do nível do mar (79% apresentam risco médio ou elevado) e à composição do fundo marinho (75% apresentam risco médio ou elevado).</div><p>Assim, <strong>a maior parte dos picos de surf selecionados apresentam um risco médio ou elevado de perturbação devido às alterações climáticas.</strong></p><p>Enquanto a subida do nível do mar pode atuar em algumas regiões costeiras a longo prazo, as respostas humanas às alterações climáticas podem ter já um efeito a curto prazo.</p><h2>Além das alterações climáticas, há a intervenção humana a ter também impacto no surf </h2><p>As próprias respostas humanas às alterações climáticas, como, por exemplo, a construção de paredões que também representam ameaças existenciais e imediatas para a qualidade das ondas e a dinâmica de sedimentos.</p><div class="texto-destacado">Por exemplo, o que tem vindo a acontecer em Malibu ao longo dos anos é o resultado da intervenção humana, com a construção de barragens, diques e rios canalizados que privaram esta costa dos sedimentos que formam as suas praias. </div><p>Mas esta situação está a tornar-se rapidamente uma questão climática, porque uma costa desprovida das suas defesas naturais é uma costa sem nada que absorva o que está para vir, designadamente fortes tempestades. E nos próximos meses poderá ocorrer já um evento severo, atendendo ao grau de intensidade do atual El Niño.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790954" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-el-nino-ja-atingiu-uma-intensidade-recorde-e-nem-sequer-chegou-ao-seu-pico-por-que-2027-preocupa.html" title="O El Niño já atingiu uma intensidade recorde e nem sequer chegou ao seu pico: porque é que 2027 preocupa">O El Niño já atingiu uma intensidade recorde e nem sequer chegou ao seu pico: porque é que 2027 preocupa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-el-nino-ja-atingiu-uma-intensidade-recorde-e-nem-sequer-chegou-ao-seu-pico-por-que-2027-preocupa.html" title="O El Niño já atingiu uma intensidade recorde e nem sequer chegou ao seu pico: porque é que 2027 preocupa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-atteint-un-niveau-jamais-vu-si-tot-dans-l-annee-decouvrez-pourquoi-2027-est-deja-dans-le-viseur-changement-climatique-1790501080024_320.jpeg" alt="O El Niño já atingiu uma intensidade recorde e nem sequer chegou ao seu pico: porque é que 2027 preocupa"></a></article></aside><p>O Centro de Previsão Climática da NOAA emitiu um alerta El Niño e estima em <strong>mais de 90% a probabilidade de um evento muito forte na costa da Califórnia neste outono e inverno</strong>, pois a temperatura à superfície ultrapassou o recorde histórico para este fenómeno. </p><p>Malibu é apenas um exemplo visível de uma transformação que se desenrola ao longo de toda a costa da Califórnia, onde a areia que forma as praias foi cortada em quase todas as suas fontes: presa atrás de barragens nos rios que antes a forneciam e selada atrás de paredões nos penhascos que antes a depositavam.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sera-que-as-alteracoes-climaticas-tem-impacto-no-futuro-do-surf-em-muitas-regioes-da-terra-1790782634097.jpg" data-image="7w28oa6b2aut" alt="Praia em Malibu" title="Praia em Malibu"><figcaption>A faixa de areia de muitas praias da costa da Califórnia está a tornar-se mais estreita</figcaption></figure><p>Estima-se que em Malibu ao longo dos anos, desde que foi construída a barragem de Rindge e construídos paredões ao longo da costa <strong>a contribuição de areia do ribeiro para a costa, de aproximadamente 41.000 metros cúbicos por ano, foi reduzido para cerca de 14.000.</strong></p><div class="texto-destacado">Cerca de 596.300 metros cúbicos de sedimentos permanecem hoje atrás da barragem, aproximadamente metade será areia adequada para praias, de acordo com o Departamento de Parques Estaduais da Califórnia.</div><p>No entanto na Gold Coast, na Austrália, a resposta foi diferente. Não é renunciar à proteção rígida, mas enterrá-la sob uma praia que se compromete a manter, e <strong>incorporar os efeitos do surf no planeamento costeiro, chegando mesmo a projetar um recife artificial com o surf como "prioridade máxima".</strong></p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Conclui-se assim, que os melhores picos de surf do mundo estão vulneráveis às alterações climáticas e à intervenção humana na costa.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>No entanto, é de referir que, em algumas regiões, a intervenção humana na costa é desencadeada como medida de prevenção e proteção a futuros impactos de temporais junto à costa, que, como se sabe, devido às alterações climáticas estão a tornar-se mais intensos e frequentes.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Reineman%2C%20D.%2C%20Hodges%2C%20T.%2C%20Sancho-Gallegos%2C%20D." data-year="2026" data-title="Globally%20significant%20surf%20breaks%20are%20vulnerable%20to%20climate%20change" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1007%2Fs10584-026-04264-8">Reineman, D., Hodges, T., Sancho-Gallegos, D.. (2026). <a href="https://doi.org/10.1007/s10584-026-04264-8" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Globally significant surf breaks are vulnerable to climate change</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/sera-que-as-alteracoes-climaticas-tem-impacto-no-futuro-do-surf-em-muitas-regioes-da-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Energias renováveis ​​bateram recorde em 2025, mas o mundo ainda está longe da meta climática para 2030]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/energias-renovaveis-bateram-recorde-em-2025-mas-o-mundo-ainda-esta-longe-da-meta-climatica-para.html</link><pubDate>Sun, 04 Oct 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O mundo adicionou mais capacidade de energia renovável em 2025 do que nunca, mas, segundo um novo relatório da IRENA, o ritmo ainda está longe de ser suficiente para cumprir o compromisso assumido pelos países na COP28.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/draft-renewables-hit-a-record-in-2025-but-the-world-is-still-way-off-its-2030-climate-target-report-finds-1790677376803.png" data-image="6sn67idtz1cq"><figcaption>A capacidade global de energia renovável continuou a crescer a um ritmo recorde, mas os investigadores alertaram que a implementação ainda precisa quase dobrar para atingir a meta de triplicar a capacidade até 2030.</figcaption></figure><p>Na conferência do clima <strong>COP28</strong>, realizada em Dubai em 2023, mais de 100 países assinaram um compromisso de<strong> triplicar a capacidade global de energia renovável até 2030</strong>, ganhando destaque no noticiário mundial.</p><p>Esse foi um dos principais marcos das negociações e, a boa notícia é que a iniciativa parece ter funcionado até agora, já que as fontes renováveis continuaram a crescer desde então.</p><p>A informação consta num novo relatório elaborado pela Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), pela Presidência da COP31 e pela <em>Global Renewables Alliance</em>, indicando que<strong> o mundo adicionou um volume recorde de 690 gigawatts de capacidade de energia renovável em 2025</strong>. No entanto, o relatório também aponta que<strong> isso ainda não é suficiente</strong>.</p><h2>Ainda falta mais da metade do caminho</h2><p>O relatório constatou que, para realmente<strong> cumprir a meta</strong> de triplicar a capacidade de energia renovável, o <strong>mundo precisaria de instalar, em média, cerca de 1.200 GW de nova capacidade renovável a cada ano até 2030</strong>. Ou seja, basicamente, o ritmo atual precisa quase de dobrar.</p><p>A <strong>capacidade global total de energia renovável </strong>atingiu<strong> 5,15 terawatts no final de 2025</strong>, segundo o relatório. A meta necessária para cumprir o compromisso é de 11,2 TW, o que significa que o mundo ainda não chegou nem à metade do caminho, restando poucos anos para o prazo final.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/draft-renewables-hit-a-record-in-2025-but-the-world-is-still-way-off-its-2030-climate-target-report-finds-1790677417627.png" data-image="afyinf6p2a52"><figcaption>O relatório também destacou a necessidade de investimentos muito mais rápidos em redes elétricas, armazenamento e eficiência energética, para que a nova geração renovável possa ser utilizada de forma eficaz.</figcaption></figure><p>O relatório constatou que não são apenas as energias renováveis que estão a ficar para trás. A<strong> eficiência energética também está aquém do necessário</strong>: a intensidade energética deve melhorar cerca de 2% em 2025 — aproximadamente metade da taxa de 4% ao ano exigida para cumprir os compromissos de dobrar a eficiência.</p><p>"As energias renováveis ainda podem reduzir essa lacuna até 2030, mas a eficiência energética está atrasada, a <strong>procura</strong><strong> por eletricidade cresce mais rápido do que o previsto e a infraestrutura da rede não tem acompanhado esse ritmo</strong>", afirmou Francesco La Camera, diretor-geral da IRENA.</p><h2>O problema da rede</h2><p>A questão das redes elétricas é fundamental. Segundo o relatório, será <strong>necessário investir, em média, quase US$ 1 bilião por ano nas redes entre 2026 e 2030</strong> — valor quase duas vezes superior aos US$ 525 mil milhões gastos em 2025. Não faz muito sentido investir forte em energia solar e eólica se não houver como levar a eletricidade para onde ela é necessária.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/paineis-solares-que-nao-fazem-sombra-a-invencao-espanhola-que-revoluciona-a-convivencia-entre-agricultura-e-energia.html" title="'Painéis solares que não fazem sombra': a invenção espanhola que revoluciona a convivência entre agricultura e energia">"Painéis solares que não fazem sombra": a invenção espanhola que revoluciona a convivência entre agricultura e energia</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/paineis-solares-que-nao-fazem-sombra-a-invencao-espanhola-que-revoluciona-a-convivencia-entre-agricultura-e-energia.html" title="'Painéis solares que não fazem sombra': a invenção espanhola que revoluciona a convivência entre agricultura e energia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/paneles-solares-que-no-hacen-sombra-el-invento-espanol-que-revoluciona-la-convivencia-entre-agricultura-y-energia-1787827287539_320.jpeg" alt="'Painéis solares que não fazem sombra': a invenção espanhola que revoluciona a convivência entre agricultura e energia"></a></article></aside><p>Ben Backwell, presidente da <em>Global Renewables Alliance</em>, afirmou que os governos precisam de "tornar as energias renováveis uma prioridade económica nacional", o que inclui expandir as redes elétricas, ampliar a capacidade de armazenamento e eletrificar residências, transportes e a indústria.</p><p><em></em></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="IRENA%20via%20Reuters" data-year="September%202026" data-title="%E2%80%8BGlobal%20renewable%20deployment%20must%20double%20to%20hit%202030%20climate%20target%2C%20report%20says" data-url="https%3A%2F%2Fwww.reuters.com%2Fsustainability%2Fcop%2Fglobal-renewable-deployment-must-double-hit-2030-climate-target-report-says-2026-09-21%2F">IRENA via Reuters. (September 2026). <a href="https://www.reuters.com/sustainability/cop/global-renewable-deployment-must-double-hit-2030-climate-target-report-says-2026-09-21/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Global renewable deployment must double to hit 2030 climate target, report says</a>.</cite></p></section><p><em><br></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/energias-renovaveis-bateram-recorde-em-2025-mas-o-mundo-ainda-esta-longe-da-meta-climatica-para.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Se adoras a chuva, estes cinco países onde chove quase o ano inteiro vão cativar-te completamente]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/se-adoras-a-chuva-estes-cinco-paises-onde-chove-quase-o-ano-inteiro-vao-cativar-te-completamente.html</link><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 15:05:23 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Este recurso vital sustenta a vida e contribui para regular a temperatura do planeta. Se gostas de chuva, nestes países podes desfrutar dela praticamente durante todo o ano.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/si-eres-amante-de-las-lluvias-estos-5-paises-donde-llueve-casi-todo-el-ano-te-fascinaran-por-completo-1790624090585.jpg" data-image="4n381iqk670o" alt="Questo fenomeno meteorologico è ciò che guida in modo significativo la vita sul pianeta." title="Questo fenomeno meteorologico è ciò che guida in modo significativo la vita sul pianeta."><figcaption>Este fenómeno meteorológico é o que influencia de forma significativa a vida no planeta.</figcaption></figure><p><strong>Considerada o motor do ciclo hidrológico, a chuva é um recurso vital que sustenta a vida na Terra</strong>. Entre os seus importantes benefícios contam-se a regulação das temperaturas, a purificação do ambiente e um contributo significativo para o bem-estar humano e ambiental.</p><p><strong>Além de alimentar e repor as reservas de rios, lagos, lagoas e bacias, a água da chuva infiltra-se no solo, recarregando os aquíferos</strong>; além disso, atenua os efeitos das ilhas de calor nos espaços urbanos, refrescando o ambiente e reduzindo as temperaturas elevadas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Para quem gosta da chuva, o seu aroma é inconfundível e contribui para manter o bom humor.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Para quem gosta da chuva, o seu aroma é inconfundível e contribui para manter o bom humor</strong>. A chuva, de facto, liberta iões negativos no ar que, em concentrações elevadas, estimulam a produção de serotonina, promovendo um estado de relaxamento e bem-estar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/si-eres-amante-de-las-lluvias-estos-5-paises-donde-llueve-casi-todo-el-ano-te-fascinaran-por-completo-1790624388986.jpg" data-image="zolw3f3glxzg" alt="Per le sue condizioni orografiche, fisiche e climatiche, la Colombia è il Paese più piovoso." title="Per le sue condizioni orografiche, fisiche e climatiche, la Colombia è il Paese più piovoso."><figcaption>Devido às suas condições orográficas, físicas e climáticas, a Colômbia é o país mais chuvoso.</figcaption></figure><p>A chuva contribui, de certa forma, para purificar o ar; dependendo da quantidade e da intensidade, logo após a sua passagem pela região, chega ar de melhor qualidade, o que resulta numa melhoria das condições atmosféricas.<strong> Se gostas de ver a chuva e de te molhar, eis os cinco países onde chove praticamente durante todo o ano</strong>.</p><h2>1. Colômbia</h2><p>De acordo com os dados climatológicos, a Colômbia ocupa o primeiro lugar no ranking mundial dos países onde <strong>as precipitações ocorrem praticamente durante todo o ano, com uma média de 3240 milímetros por ano</strong>. A sua localização tropical e a convergência de ventos húmidos favorecem esta característica.</p><p>Embora existam dois períodos principais em que as precipitações são mais frequentes e intensas — de abril a junho e de setembro a novembro —, <strong>a região do Pacífico apresenta níveis extremos e constantes de chuva ao longo de todo o ano</strong>; na região das Caraíbas, por outro lado, as precipitações são mais curtas e variáveis. </p><h3>2. São Tomé e Príncipe</h3><p><strong>Situado muito perto do Equador e caracterizado por altas montanhas que intercetam os ventos húmidos provenientes do mar</strong>, São Tomé e Príncipe é uma pequena nação insular africana situada no Golfo da Guiné, numa zona muito quente onde a água evapora rapidamente, favorecendo a formação de nuvens praticamente todos os dias do ano.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>São Tomé e Príncipe é uma pequena nação insular africana situada no Golfo da Guiné, numa zona muito quente onde a água evapora rapidamente, favorecendo a formação de nuvens praticamente todos os dias do ano.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os ventos húmidos concentram-se nos altos picos montanhosos, como o Pico de São Tomé. Isto favorece a acumulação de humidade e precipitações intensas. <strong>Esta pequena nação insular africana regista cerca de 3 200 milímetros de chuva ao longo do ano</strong>. A temperatura média atinge os 27 °C nas zonas costeiras e a humidade do ar chega aos 80%. </p><h2>3. Papua-Nova Guiné</h2><p><strong>É um dos países menos explorados do ponto de vista cultural e geográfico pela comunidade científica</strong>; muitas das suas espécies de flora e fauna ainda estão por descobrir. Situa-se na Melanésia, no sudoeste do Pacífico, imediatamente a norte da Austrália.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/si-eres-amante-de-las-lluvias-estos-5-paises-donde-llueve-casi-todo-el-ano-te-fascinaran-por-completo-1790624601310.jpg" data-image="89i1kg8fuejk" alt="Con il suo impressionante Canale, anche a Panama piove per buona parte dell’anno." title="Con il suo impressionante Canale, anche a Panama piove per buona parte dell’anno."><figcaption>Com o seu impressionante Canal, também no Panamá chove durante grande parte do ano.</figcaption></figure><p><strong>Faz parte da Oceânia e regista uma média de mais de 3000 milímetros de precipitação por ano</strong>. As suas imponentes e altas cadeias montanhosas fazem com que os ventos carregados de humidade, ao depararem-se com elas, se condensem, formando nuvens orográficas e provocando chuvas torrenciais; além disso, o norte do país é influenciado pela Zona de Convergência Intertropical, que traz humidade durante grande parte do ano.</p><h3>4. Ilhas Salomão</h3><p>Neste arquipélago situado no sudoeste do Pacífico, próximo da zona equatorial e tropical, <strong>convergem correntes húmidas que transportam nebulosidade e precipitações abundantes</strong>. A região é também afetada pelos alísios de sudeste, que favorecem a formação de nuvens orográficas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788393" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-geografia-nao-estuda-somente-capitais-paises-e-mapas-descubra-o-fascinio-da-ciencia-da-encruzilhada.html" title="A geografia não estuda somente capitais, países e mapas. Descubra o fascínio da ciência da 'encruzilhada'!">A geografia não estuda somente capitais, países e mapas. Descubra o fascínio da ciência da "encruzilhada"!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-geografia-nao-estuda-somente-capitais-paises-e-mapas-descubra-o-fascinio-da-ciencia-da-encruzilhada.html" title="A geografia não estuda somente capitais, países e mapas. Descubra o fascínio da ciência da 'encruzilhada'!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-geografia-nao-estuda-somente-capitais-paises-e-mapas-descubra-o-fascinio-da-ciencia-da-encruzilhada-1789235926711_320.jpg" alt="A geografia não estuda somente capitais, países e mapas. Descubra o fascínio da ciência da 'encruzilhada'!"></a></article></aside><p>O ecossistema predominante é o da floresta tropical, com variações sazonais muito limitadas durante grande parte do ano. <strong>No que diz respeito às temperaturas, raramente se ultrapassam os 32 °C</strong>; o clima é tropical e as precipitações são frequentes.</p><h2>5. Panamá</h2><p> Este país da América Central regista uma média de cerca de 2 928 milímetros de precipitação por ano.<strong> Tem um clima tropical quente e húmido, com uma temperatura média superior a 26 °C</strong>; é um istmo estreito e montanhoso atravessado pelo Canal do Panamá, que liga os oceanos Pacífico e Atlântico.</p><p>A evaporação constante na região favorece uma elevada humidade relativa, o que contribui para a formação de nuvens imponentes com forte desenvolvimento vertical. <strong>A Cordilheira Central faz com que, durante a subida, os ventos húmidos arrefeçam, formando nebulosidade e precipitações intensas de tipo orográfico</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/se-adoras-a-chuva-estes-cinco-paises-onde-chove-quase-o-ano-inteiro-vao-cativar-te-completamente.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Descobrem um fóssil fundamental para a evolução dos anfíbios: dois estudantes batizam-no em homenagem às suas mães]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/descobrem-um-fossil-fundamental-para-a-evolucao-dos-anfibios-dois-estudantes-batizam-no-em-homenagem-as-suas-maes.html</link><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 14:53:14 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Atualmente, Mazon Creek alberga um dos melhores sítios fósseis do mundo, com fósseis que conservam vestígios de tecidos moles e detalhes minuciosos que normalmente se perdem.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/hallan-un-fosil-clave-en-la-evolucion-de-los-anfibios-dos-estudiantes-lo-nombran-en-honor-a-sus-madres-1790831037799.jpg" data-image="x6vt2ivkk9h2" alt="Lo fascinante de Mazon Creek es que conserva todos los detalles inusuales, como las almohadillas de los dedos y los contornos corporales." title="Lo fascinante de Mazon Creek es que conserva todos los detalles inusuales, como las almohadillas de los dedos y los contornos corporales."><figcaption>O que é fascinante em Mazon Creek é que conserva todos os detalhes invulgares, como as almofadas dos dedos e os contornos do corpo.</figcaption></figure><p>A zona em redor de Chicago <strong>há 309 milhões de anos era uma região pantanosa repleta dos primeiros habitantes terrestres</strong>, insetos gigantes e animais aquáticos estranhos. O que outrora foi um viveiro de novas formas de vida que floresceram e evoluíram, tornou-se um dos sítios fósseis do período Carbonífero mais ricos da atualidade.</p><p>Dois jovens estudantes de ciências do Museu Field <strong>acabaram de descrever o último animal descoberto neste local</strong>, e batizaram-no com o nome das suas mães, ambas chamadas Jean.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Trata-se do Jeanerpeton mazonensis, que significa "o réptil de Jean do ribeiro Mazon". A descoberta foi publicada na revista Journal of Vertebrate Paleontology; o J. mazonensis é um antepassado primitivo dos anfíbios atuais. É muito semelhante a uma salamandra, mas um pouco mais rechonchudo, como um sapo gordinho.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A receita perfeita para a fossilização foi a zona pantanosa, onde o sedimento se depositou rapidamente sobre animais e plantas mortos. Atualmente, o Mazon Creek alberga um dos melhores sítios fósseis do mundo, com fósseis que conservam registos de tecidos moles e detalhes finos que normalmente se perdem.</p><p><strong>O que é fascinante em Mazon Creek é que conserva todos os detalhes invulgares, como as almofadas dos dedos</strong> e os contornos corporais, explicou Allison Sefcovic, coautora principal do artigo e bolseira do programa "Mulheres na Ciência 2025" no Field.</p><h2>Descrição do fóssil</h2><p>Neste fóssil descrito por elas, o Jeanerpeton, é possível observar algumas escamas nas costas e pequenas costelas abdominais, denominadas gastralias.</p><p><strong>O reestudo deste fóssil, com especial atenção dedicada ao crânio dorsal e lateral e ao esqueleto axial, revelou diferenças distintivas</strong> em relação aos anfibamiformes contemporâneos e a outros do Permi-Carbonífero, o que permite a designação do novo táxon Jeanerpeton mazonensis, gen. et sp. nov.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hallan-un-fosil-clave-en-la-evolucion-de-los-anfibios-dos-estudiantes-lo-nombran-en-honor-a-sus-madres-1790830378337.jpg" data-image="hxvrtc6jbras" alt="Es similar a una salamandra, pero un poco más gordita, como una regordeta rana. Publicación tomada de la revista de Paleontología de Vertebrados." title="Es similar a una salamandra, pero un poco más gordita, como una regordeta rana. Publicación tomada de la revista de Paleontología de Vertebrados."><figcaption>É semelhante a uma salamandra, mas um pouco mais gordinha, como um sapo rechonchudo. Artigo retirado da revista "Paleontologia dos Vertebrados".</figcaption></figure><p>Estes fósseis são tão surpreendentes que é possível ver até as impressões dos olhos. <strong>Estas descobertas apontam para uma origem há 309 milhões de anos</strong> das características clássicas que observamos nas rãs e salamandras atuais.</p><p>O espécime holótipo do <em>Jeanerpeton mazonensis</em> <strong>consiste num esqueleto bem conservado, quase completo, e numa impressão parcial dos tecidos moles do corpo,</strong> bem como na sua contraparte conservada numa concreção de siderite.</p><p><strong>O fóssil foi descoberto há muitos anos por um colecionador amador e doado ao Museu Field</strong>. À primeira vista, o fóssil foi classificado como pertencente a outra espécie com presença bem estabelecida na região, a Amphibamus grandiceps.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777681" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/novas-descobertas-fosseis-aproximam-os-neandertais-dos-humanos-modernos.html" title="Novas descobertas fósseis aproximam os neandertais dos humanos modernos">Novas descobertas fósseis aproximam os neandertais dos humanos modernos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/novas-descobertas-fosseis-aproximam-os-neandertais-dos-humanos-modernos.html" title="Novas descobertas fósseis aproximam os neandertais dos humanos modernos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/new-fossil-evidence-brings-neanderthals-closer-to-modern-humans-1783444355580_320.jpg" alt="Novas descobertas fósseis aproximam os neandertais dos humanos modernos"></a></article></aside><p>As coautoras principais do estudo, Payton Kohlberg e Allison Sefcovic, fizeram <strong>parte da turma do ano passado do programa de bolsas de estudo para mulheres do Field Museum</strong>, um programa que incentiva as jovens a seguirem carreiras na ciência e nos museus.</p><p>Elas, juntamente com So, fazem parte do grupo de investigação de Arjan Mann, conservador adjunto de peixes fósseis e tetrápodes primitivos do Field Museum, no Centro de Investigação Integrativa Negaunee.</p><p><strong>Esta descoberta e a sua descrição abrem novas perspetivas para os investigadores que continuam a documentar a biodiversidade que outrora habitou o Mazon Creek</strong>. Estas descobertas demonstram a grande variedade de vida que existia em Illinois há mais de 300 milhões de anos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Allison%20J.%20Sefcovic%2C%20Payton%20J.%20Kohlberg%20%2CCalvino%2C%20Arjan%20Mann" data-year="2026" data-title="Jeanerpeton%20mazonensis%20%2C%20gen.%20et%20sp.%20nov.%3A%20un%20nuevo%20anfibamiforme%20del%20Carbon%C3%ADfero%20superior%2C%20excepcionalmente%20bien%20conservado%2C%20procedente%20del%20yacimiento%20arqueol%C3%B3gico%20de%20Mazon%20Creek%2C%20Illinois." data-url="https%3A%2F%2Fwww.tandfonline.com%2Fdoi%2Ffull%2F10.1080%2F02724634.2026.2698799%23abstract">Allison J. Sefcovic, Payton J. Kohlberg ,Calvino, Arjan Mann. (2026). <a href="https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/02724634.2026.2698799#abstract" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Jeanerpeton mazonensis , gen. et sp. nov.: un nuevo anfibamiforme del Carbonífero superior, excepcionalmente bien conservado, procedente del yacimiento arqueológico de Mazon Creek, Illinois.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/descobrem-um-fossil-fundamental-para-a-evolucao-dos-anfibios-dois-estudantes-batizam-no-em-homenagem-as-suas-maes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Avisos amarelos do IPMA em Portugal: trovoadas, chuva forte, granizo e rajadas marcam a tarde deste sábado, 3 de outubro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/avisos-amarelos-do-ipma-em-portugal-trovoadas-chuva-forte-granizo-e-rajadas-marcam-a-tarde-deste-sabado-3-de-outubro.html</link><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 13:07:06 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nove distritos estão sob aviso amarelo este sábado devido ao risco de trovoadas, aguaceiros localmente fortes, granizo e rajadas intensas. A instabilidade deverá atingir o pico durante a tarde, antes de perder força no domingo.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbh6p7q"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbh6p7q.jpg" id="xbh6p7q"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O primeiro fim de semana de outubro será marcado por <strong>forte instabilidade atmosférica em boa parte de Portugal continental</strong>, associada à presença de uma depressão isolada em altitude, frequentemente designada por gota fria. Este sábado (3) será o dia mais delicado, com possibilidade de aguaceiros localmente fortes, trovoadas, granizo e rajadas intensas.</p><h2>IPMA coloca nove distritos sob aviso amarelo</h2><p>O IPMA mantém este sábado <strong>avisos amarelos de trovoada em nove distritos: Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Guarda, Portalegre, Santarém, Vila Real e Viseu</strong>. Segundo o Instituto, estão reunidas condições para fenómenos meteorológicos localizados, incluindo precipitação de <strong>10 a 20 mm numa hora</strong>, granizo com diâmetro inferior a 2 cm e rajadas entre 70 e 90 km/h. Os avisos prolongam-se até às 22h em Portugal continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/avisos-amarelos-do-ipma-em-portugal-trovoadas-chuva-forte-granizo-e-rajadas-marcam-a-tarde-deste-sabado-1791029502476.jpg" data-image="06io5qzv585h" alt="Avisos Meteorológicos" title="Avisos Meteorológicos"><figcaption>Vários distritos de Portugal continental estão este sábado sob aviso amarelo devido à possibilidade de fenómenos convectivos localmente intensos.</figcaption></figure><p>A natureza convectiva desta situação significa, contudo, que <strong>nem todas as localidades abrangidas pelos avisos irão necessariamente registar estes fenómenos</strong>. Poderão existir diferenças significativas em poucos quilómetros.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Durante a tarde, a precipitação deverá ganhar expressão inicialmente no Nordeste Transmontano. De acordo com os mapas da Meteored, baseados no modelo ECMWF, por volta das 16h já poderão existir núcleos mais organizados entre Vila Real, Viseu e áreas próximas, com acumulados horários localmente próximos aos 10 mm.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/avisos-amarelos-do-ipma-em-portugal-trovoadas-chuva-forte-granizo-e-rajadas-marcam-a-tarde-deste-sabado-1791029534002.jpg" data-image="pagsoryfaorl" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>Durante a tarde, poderão formar-se núcleos de precipitação mais organizados, sobretudo no Norte e Centro, com chuva localmente forte num curto espaço de tempo.</figcaption></figure><p><strong>Na Guarda, o período entre aproximadamente as 17h e as 19h merece também atenção</strong>, uma vez que a persistência de alguns núcleos poderá resultar em acumulados expressivos num curto intervalo.<strong> Santarém poderá registar atividade convectiva mais intensa ao final da tarde</strong>.</p><h2>Porque podem ocorrer trovoadas, granizo e rajadas fortes?</h2><p>A presença de <strong>ar relativamente quente e húmido junto à superfície, combinada com ar mais frio em altitude</strong>, favorece a instabilidade. O ar mais quente ascende rapidamente, arrefece e condensa, dando origem a nuvens de grande desenvolvimento vertical.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/avisos-amarelos-do-ipma-em-portugal-trovoadas-chuva-forte-granizo-e-rajadas-marcam-a-tarde-deste-sabado-1791029579613.jpg" data-image="olii9yx30uiv" alt="Densidade de raios" title="Densidade de raios"><figcaption>As trovoadas deverão acompanhar alguns dos aguaceiros mais intensos, com maior atividade elétrica prevista em várias zonas do Norte e Centro.</figcaption></figure><p> Dentro destas nuvens formam-se fortes correntes ascendentes e descendentes. É este mecanismo que permite não apenas a ocorrência de chuva intensa e descargas elétricas, mas também a formação de <strong>granizo</strong>. Por sua vez, as correntes descendentes podem atingir rapidamente a superfície e espalhar-se horizontalmente, produzindo <strong>rajadas fortes e muito localizadas</strong>.</p><p> É precisamente o caráter localizado destes fenómenos que torna a previsão mais complexa, uma localidade pode receber um aguaceiro intenso acompanhado de trovoada, enquanto poucos quilómetros ao lado a precipitação poderá ser bastante mais fraca. </p><h2>Chuva e trovoadas perdem força durante a noite</h2><p>A partir do final da tarde e, sobretudo, depois das 21h, a atividade deverá começar gradualmente a diminuir. Os avisos atualmente emitidos pelo IPMA terminam às 22h locais, não existindo, à hora desta atualização, avisos de trovoada para domingo ou segunda-feira.</p><div class="texto-destacado">Apesar disso, <strong>domingo (4) ainda deverá ser um dia instável</strong>, embora bastante menos ativo. Continuam a ser possíveis períodos de chuva e alguma trovoada, mas de forma mais dispersa e, em geral, menos intensa.</div><p>No Sul, Évora e Beja poderão estar entre as áreas onde a precipitação terá maior expressão, sobretudo durante a tarde, aproximadamente entre as 13h e as 19h. Ainda assim, deverá tratar-se maioritariamente de chuva fraca e irregular.</p><h2>Pouca chuva acumulada não elimina episódios intensos</h2><p>O mapa de precipitação acumulada mostra que, no conjunto do episódio, <strong>os valores previstos não são particularmente elevados na generalidade do território</strong>. Contudo, este dado pode esconder a principal característica das situações convectivas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/avisos-amarelos-do-ipma-em-portugal-trovoadas-chuva-forte-granizo-e-rajadas-marcam-a-tarde-deste-sabado-1791029674115.jpg" data-image="krj5rtnmarb5" alt="Precipitação acumulada" title="Precipitação acumulada"><figcaption>Apesar dos episódios localmente intensos, os acumulados previstos para o conjunto do episódio não deverão ser muito expressivos na generalidade do território.</figcaption></figure><p>Uma célula de trovoada pode descarregar uma quantidade significativa de água <strong>numa área muito pequena e em poucos minutos</strong>. Quando a intensidade da chuva ultrapassa temporariamente a capacidade de drenagem, podem ocorrer acumulações rápidas de água e inundações localizadas, mesmo que o total de precipitação de todo o episódio não seja elevado.</p><p>Nestes casos, o <strong>radar de precipitação da Meteored</strong> torna-se particularmente útil, permite acompanhar praticamente em tempo real onde estão os núcleos de chuva, a sua intensidade e a direção em que se deslocam.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791684" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-enfrentam-ultimos-remanescentes-da-depressao-pos-tropical-hanna-esta-ilha-ainda-podera-acumular-quase-70-mm.html" title="Açores enfrentam últimos remanescentes da depressão pós-tropical Hanna: esta ilha ainda poderá acumular quase 70 mm">Açores enfrentam últimos remanescentes da depressão pós-tropical Hanna: esta ilha ainda poderá acumular quase 70 mm</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-enfrentam-ultimos-remanescentes-da-depressao-pos-tropical-hanna-esta-ilha-ainda-podera-acumular-quase-70-mm.html" title="Açores enfrentam últimos remanescentes da depressão pós-tropical Hanna: esta ilha ainda poderá acumular quase 70 mm"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/acores-enfrentam-ultimos-remanescentes-da-depressao-pos-tropical-hanna-esta-ilha-ainda-podera-acumular-quase-70-mm-1791031448328_320.jpg" alt="Açores enfrentam últimos remanescentes da depressão pós-tropical Hanna: esta ilha ainda poderá acumular quase 70 mm"></a></article></aside><p>Na <strong>segunda-feira (5)</strong>, a instabilidade poderá continuar presente, mas a distribuição exata da precipitação dependerá da evolução e posicionamento da depressão, pelo que será importante acompanhar as próximas atualizações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/avisos-amarelos-do-ipma-em-portugal-trovoadas-chuva-forte-granizo-e-rajadas-marcam-a-tarde-deste-sabado-3-de-outubro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item></channel></rss>