<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Tempo.pt - Meteored</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Tue, 23 Jun 2026 19:00:40 +0000</lastBuildDate><pubDate>Tue, 23 Jun 2026 19:00:40 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Tempo.pt - Meteored</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[O mistério do Triângulo das Bermudas poderá ter origem numa enorme incongruência histórica]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-misterio-do-triangulo-das-bermudas-podera-ter-origem-numa-enorme-incongruencia-historica.html</link><pubDate>Tue, 23 Jun 2026 16:27:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Será que os verdadeiros mistérios deste famoso local vão além das teorias da conspiração sobre os desaparecimentos que ocorreram no século passado? A geologia abre uma nova perspetiva a este respeito.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-misterio-del-triangulo-de-las-bermudas-podria-basarse-en-una-enorme-incongruencia-historica-1780174097387.png" data-image="0mdijoecp6v0"><figcaption>O Triângulo das Bermudas é uma região que tem sido alvo de inúmeros estudos e investigações na sequência de acontecimentos registados. Muitos acreditam que esconde mistérios sobrenaturais.</figcaption></figure><p>Ao longo dos séculos, o historicamente conhecido <strong>"</strong><strong>Triângulo das Bermudas"</strong> tem sido protagonista de inúmeros relatos, teorias e, acima de tudo, de mistérios que, até ao momento, não conseguiram ser totalmente explicados.</p><p>Isto, naturalmente, não só alimentou a curiosidade dos entusiastas do "paranormal", como também a dos cientistas de diferentes áreas de estudo. Qual é a maior motivação para continuar a investigar após tanto tempo? <strong>Explicar finalmente o porquê</strong>.</p><div class="texto-destacado">O Triângulo das Bermudas é uma região na parte ocidental do Oceano Atlântico que tem sido protagonista de lendas e mitos que surgiram a partir de relatos de historiadores marítimos da Antiguidade e das histórias de sobreviventes de naufrágios e acidentes aéreos ocorridos nos últimos séculos.</div><p>E não me refiro apenas à longa lista de mistérios inexplicáveis que ali ocorreram; antes, <strong>trata-se agora de compreender a ciência que poderá ser a razão exata que torna este espaço uma singularidade do nosso planeta</strong>, para além de ser o local onde "algo" acontece.</p><p>Desde o século passado que foram realizados diversos estudos na região com <strong>base na procura de possíveis anomalias gravitacionais </strong>(que tiveram início, por sua vez, devido a uma ampla cobertura mediática dos acidentes registados e dos desaparecimentos de aviões). No entanto, foi nos últimos anos que várias investigações comprovaram que este local esconde, de facto, algo de especial, mas por razões diferentes.</p><h2>O Triângulo das Bermudas: um mistério que surge de uma incongruência histórica?</h2><p>Se alguma vez já deu uma vista de olhos aos mapas da Antiguidade, uma das coisas que mais chama a atenção são os desenhos que estes continham e que, em muitas ocasiões, <strong>funcionavam como sinais de aviso perante fenómenos desconhecidos</strong>, interpretados como grandes monstros marinhos ou zonas pelas quais os marinheiros deviam simplesmente evitar navegar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-misterio-del-triangulo-de-las-bermudas-podria-basarse-en-una-enorme-incongruencia-historica-1780174058871.png" data-image="6s62i8ywl9wp" alt="Los mitos y leyendas contemporáneos relacionados con el Triángulo de las Bermudas, surgieron de desapariciones inexplicables de buques y aviones, de las que no se encontraron vestigios." title="Los mitos y leyendas contemporáneos relacionados con el Triángulo de las Bermudas, surgieron de desapariciones inexplicables de buques y aviones, de las que no se encontraron vestigios."><figcaption>Os mitos e lendas contemporâneos relacionados com o Triângulo das Bermudas surgiram a partir de desaparecimentos inexplicáveis de navios e aviões, dos quais não foram encontrados vestígios.</figcaption></figure><p>Algo semelhante surgiu numa época mais recente, depois de, <strong>em 1918, um navio da Marinha dos Estados Unidos com mais de 300 tripulantes ter desaparecido nesta zona, sem deixar vestígios suficientes que explicassem o acontecimento</strong>. O mistério deste acontecimento começou com as teorias de que esta era uma zona que escondia algo.</p><p>Mas foi mais tarde, em 1945, que o "Triângulo das Bermudas" ficou para sempre marcado nos mapas como uma região que ninguém deveria atravessar, ou então era muito provável que quem se atrevesse a fazê-lo nunca mais voltasse. A razão?<strong> O Voo 19</strong><strong>. O momento em que cinco bombardeiros da Marinha dos Estados Unidos sofreram um acidente, desaparecendo no meio do famoso triângulo</strong>.</p><p>O acontecimento ficou marcado pelos mistérios em torno do acidente. Muitas das teorias com base científica apontavam para anomalias magnéticas intensas, fenómenos meteorológicos ou a formação de ondulação extrema a nível local.</p><p>Enquanto<strong> outras teorias mais extremas sugeriam a presença de seres extraterrestres</strong>, portais interdimensionais ou o lar de uma civilização perdida com tecnologia avançada.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É de referir que, oficialmente, nenhum governo nem entidade de investigação reconhece este local como uma área perigosa, apesar de a cultura popular ter este local bem delimitado como um triângulo com vértices entre as Bermudas, Miami e San Juan.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para aqueles que se empenhavam em procurar respostas através da ciência, a maior incongruência residia em… Como é que um local com possíveis anomalias gravitacionais e magnéticas poderia existir no meio de ambientes habitáveis sem qualquer efeito detetável?</p><p>Embora esta fosse a síntese mais sugerida,<strong> os estudos científicos realizados nas últimas duas décadas negaram que tal existisse da forma como muitos pensavam</strong>, o que marcou o início de novas investigações que vão além da natureza dos acidentes ocorridos.</p><h2>O verdadeiro mistério para além da ficção: a geologia das Bermudas</h2><p>Um estudo recentemente publicado pela revista científica<em> Geophysical Research Letters</em> da União Americana de Geofísica centrou-se em compreender <strong>um mistério ainda maior do que as teorias que tornaram a região famosa: a geologia profunda da ilha das Bermudas</strong>.</p><p>Por que razão considerá-lo um mistério ainda maior? Bem, porque até agora, <strong>não havia uma razão concreta que explicasse por que razão esta ilha ainda existe, apesar de não dispor de uma fonte de calor proveniente do manto terrestre</strong>, que é normalmente a razão geológica para o surgimento e a permanência deste tipo de estruturas geológicas.</p><div class="texto-destacado">A investigação realizada pelos sismólogos William D. Frazer e Jeffrey Park, publicada no final de 2025, tem sido uma das mais notáveis pelas descobertas geológicas na região. Outros estudos foram realizados nas últimas décadas pela NOAA e por outras entidades relativamente aos famosos mitos, comprovando que não existe qualquer tipo de anomalia magnética ou gravitacional extraordinária.</div><p>O mais interessante desta investigação foi <strong>a descoberta de uma camada rochosa gigante responsável por manter esta ilha à tona</strong>, localizada entre a crosta oceânica profunda e o manto (algo muito invulgar, tendo em conta que não regista atividade vulcânica há mais de 30 milhões de anos).</p><p>Além disso, <strong>os resultados desta investigação deram origem a novas hipóteses sobre os processos convectivos que ocorrem no manto terrestre</strong>, que, embora não estejam relacionados com as famosas catástrofes e mistérios em torno do "Triângulo das Bermudas", mantêm aberto o debate e abrem caminho a novas investigações para a compreensão deste e de outros locais enigmáticos do nosso planeta.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>William D. Frazer, Jeffrey Park (November, 2025), <a href="https://agupubs.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1029/2025GL118279" target="_blank">Thick Underplating and Buoyancy of the Bermuda Swell</a>, Geophysical Research Letters.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-misterio-do-triangulo-das-bermudas-podera-ter-origem-numa-enorme-incongruencia-historica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Guia para cuidar do alecrim: 10 regras para o fazer crescer exuberante neste verão]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/guia-para-cuidar-do-alecrim-10-regras-para-o-fazer-crescer-exuberante-neste-verao.html</link><pubDate>Tue, 23 Jun 2026 15:11:37 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>O alecrim, uma planta perene, perfumada e resistente, é uma das ervas aromáticas mais populares para cultivar no verão; aqui estão as dicas essenciais para o manter saudável e vigoroso.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-rosmarino-10-regole-per-farlo-crescere-rigoglioso-questa-estate-1781646349412.jpeg" data-image="dlesj3h2zp28"><figcaption>Guia de cuidados com o alecrim: 10 regras para que cresça viçoso neste verão.</figcaption></figure><p><strong>O alecrim é uma das plantas aromáticas mais apreciadas na época de verão, uma vez que combina atratividade estética, resistência e utilidade</strong>. Por ser uma planta de folha perene com uma fragrância intensa, permite a colheita de ramos aromáticos durante todo o ano.</p><p>As suas folhas são utilizadas para temperar assados, batatas, focaccias, peixe e legumes, enquanto o seu aroma inconfundível a torna <strong>uma planta ideal para cultivar junto a terraços, caminhos e hortas</strong>; adapta-se bem tanto ao cultivo em vaso como diretamente no solo.</p><h2>Características botânicas e variedades </h2><p>O alecrim, atualmente classificado como <em>Salvia rosmarinus</em>, é um arbusto aromático perene, originário da região mediterrânica. <strong>Cresce formando arbustos lenhosos, de longa duração e resistentes à seca</strong>.</p><p>Produz <strong>pequenas flores, geralmente azuis ou lilás, muito apreciadas pelas abelhas e outros polinizadores</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-rosmarino-10-regole-per-farlo-crescere-rigoglioso-questa-estate-1781646417298.jpeg" data-image="6augsusfros2"><figcaption>Flor de alecrim.</figcaption></figure><p><strong>As variedades de porte ereto são ideais para formar arbustos compactos e sebes aromáticas</strong>, enquanto o alecrim rasteiro apresenta ramos pendentes, perfeitos para muros baixos, canteiros e vasos elevados ou suspensos.</p><p>Embora seja uma planta resistente e adaptável, <strong>o alecrim prospera quando recebe alguns cuidados adicionais</strong>, especialmente durante o verão.</p><h2>1. Escolha o local adequado </h2><p>O alecrim adora ambientes ensolarados, secos e bem ventilados. As plantas adultas toleram bem a exposição direta ao sol, <strong>enquanto que as plantas jovens ou recém-transplantadas podem sofrer durante os períodos de calor intenso</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774134" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-resistentes-ao-sol-6-opcoes-faceis-de-cuidar-e-que-sao-perfeitas-para-plantar-em-vaso.html" title="Plantas resistentes ao sol: 6 opções fáceis de cuidar e que são perfeitas para plantar em vaso ">Plantas resistentes ao sol: 6 opções fáceis de cuidar e que são perfeitas para plantar em vaso </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-resistentes-ao-sol-6-opcoes-faceis-de-cuidar-e-que-sao-perfeitas-para-plantar-em-vaso.html" title="Plantas resistentes ao sol: 6 opções fáceis de cuidar e que são perfeitas para plantar em vaso "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-resistentes-ao-sol-6-opcoes-faceis-de-cuidar-e-que-sao-perfeitas-para-plantar-em-vaso-1781286257387_320.jpg" alt="Plantas resistentes ao sol: 6 opções fáceis de cuidar e que são perfeitas para plantar em vaso "></a></article></aside><p>Nestes casos, <strong>é aconselhável proporcionar-lhes algumas horas de sombra durante as horas de maior calor ou utilizar uma rede de sombreamento leve</strong>.</p><h2>2. Utilize um substrato com boa drenagem</h2><p>O encharcamento é o pior inimigo do alecrim. Para plantas cultivadas em vasos,<strong> o ideal é utilizar um substrato enriquecido com areia, pedra-pomes ou perlita.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-rosmarino-10-regole-per-farlo-crescere-rigoglioso-questa-estate-1781646506382.jpeg" data-image="gdepmbdvaqwv"><figcaption>Utilize um substrato com boa drenagem.</figcaption></figure><p>Mesmo em campo aberto, é útil <strong>melhorar a drenagem do solo no momento do transplante</strong>.</p><h2>3. Regar sem excessos </h2><p>As plantas adultas bem enraizadas requerem pouca rega, especialmente se forem cultivadas ao ar livre. As plantas jovens, no entanto, <strong>necessitam de uma rega mais regular durante os primeiros meses após o transplante</strong>. Em vasos, é necessário regar apenas quando a terra parecer seca, evitando a acumulação de água no prato.</p><h2>4. Podar com moderação </h2><p>A poda ajuda a manter a planta compacta e bem cuidada, especialmente na fase adulta. Após a floração ou no final do verão, <strong>podem-se encurtar ligeiramente os ramos mais longos, evitando cortes drásticos na madeira velha</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-rosmarino-10-regole-per-farlo-crescere-rigoglioso-questa-estate-1781646720197.jpeg" data-image="t8pfqcwpl8c5"><figcaption>Poda com moderação.</figcaption></figure><p><strong>É também fundamental limitar a poda e a recolha de folhas nas plantas jovens em desenvolvimento</strong>, para não abrandar excessivamente o crescimento da parte aérea durante os seus primeiros anos.</p><h2>5. Proteção da planta contra pragas e doenças</h2><p>O alecrim pode ser afetado pelo escaravelho do alecrim (<em>Chrysolina americana</em>), <strong>bem como por pulgões, cochonilhas e podridão radicular</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-rosmarino-10-regole-per-farlo-crescere-rigoglioso-questa-estate-1781646846294.jpeg" data-image="4nm0tywzxmsu"><figcaption>Proteja a planta de pragas e doenças.</figcaption></figure><p>Para prevenir problemas, é importante garantir uma boa circulação de ar, luz suficiente e um solo com boa drenagem. Se for necessário, <strong>podem ser utilizados produtos orgânicos, como sabão potássico ou óleo de nim</strong>.</p><h2>6. Promova o cultivo em associação na horta </h2><p>O alecrim cresce bem ao lado de couves, cenouras, sálvia e tomilho. Além disso,<strong> as suas flores atraem abelhas e insetos benéficos.</strong></p><h2>7. Adubar com moderação, mas de forma adequada </h2><p>O alecrim não requer uma adubação intensa. No caso de plantas em vasos, <strong>pode ser benéfico aplicar uma pequena quantidade de adubo orgânico ou um fertilizante específico para ervas aromáticas durante a primavera</strong>, evitando o excesso de azoto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-rosmarino-10-regole-per-farlo-crescere-rigoglioso-questa-estate-1781647044315.jpeg" data-image="lp3ozpi73q8z"><figcaption>Para obter uma boa colheita, não é necessário fertilizar em excesso.</figcaption></figure><p>Na verdade, um crescimento excessivamente rápido e uma vegetação demasiado tenra podem tornar a planta menos compacta e mais suscetível ao stress ambiental.</p><h2>8. É melhor começar com uma planta já estabelecida</h2><p>Cultivar a partir de sementes é um processo lento e pouco prático. Para obter resultados mais rápidos, <strong>o ideal é comprar uma plântula já estabelecida ou começar com uma estaca</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-rosmarino-10-regole-per-farlo-crescere-rigoglioso-questa-estate-1781646900347.jpeg" data-image="jhx6o49x7u9y"><figcaption>Aplique cobertura morta.</figcaption></figure><h2>9. Aplique cobertura morta</h2><p><strong>A cobertura morta ajuda a reduzir a evaporação e a manter o solo mais fresco</strong> e estável durante o verão. Pode utilizar casca de árvore, <strong>cascalho ou outros materiais naturais, tendo, no entanto, o cuidado de não cobrir a copa da planta</strong>.</p><h2>10. Lembre-se de a proteger do calor extremo e das geadas</h2><p>Durante as <strong>ondas de calor intenso</strong>, é importante <strong>evitar que os vasos fiquem demasiado quentes e regar durante as horas mais frescas do dia</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-rosmarino-10-regole-per-farlo-crescere-rigoglioso-questa-estate-1781646964638.jpeg" data-image="gbweb8tfzj9m"><figcaption>Proteja-o do calor extremo e das geadas.</figcaption></figure><p>Em geral, <strong>o alecrim tolera geadas breves até cerca de -5 °C ou -10 °C</strong>; no entanto, em zonas mais frias, <strong>é aconselhável proteger as plantas com uma manta térmica agrícola </strong>ou transferir os exemplares em vasos para um local abrigado.</p><h2>Uma planta aromática e fácil de cultivar </h2><p>Graças à sua resistência e longevidade, <strong>aliadas a algumas práticas de cultivo simples, mas importantes</strong>, o alecrim pode prosperar durante anos, proporcionando grande satisfação e colheitas aromáticas em todas as estações.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774216" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-suas-plantas-de-interior-sofrem-mais-com-o-ar-seco-do-que-com-a-falta-de-rega-este-metodo-pode-ajudar.html" title="As suas plantas de interior sofrem mais com o ar seco do que com a falta de rega: este método pode ajudar">As suas plantas de interior sofrem mais com o ar seco do que com a falta de rega: este método pode ajudar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-suas-plantas-de-interior-sofrem-mais-com-o-ar-seco-do-que-com-a-falta-de-rega-este-metodo-pode-ajudar.html" title="As suas plantas de interior sofrem mais com o ar seco do que com a falta de rega: este método pode ajudar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tus-plantas-de-interior-sufren-mas-por-el-aire-seco-que-por-falta-de-riego-este-metodo-puede-ayudar-1781527281831_320.jpeg" alt="As suas plantas de interior sofrem mais com o ar seco do que com a falta de rega: este método pode ajudar"></a></article></aside><p>A sua presença constante e perfumada no terraço ou no jardim faz com que o tempo e os cuidados dedicados às plantas de interior sejam ainda mais gratificantes: <strong>uma combinação de flores, legumes e ervas aromáticas capaz de enriquecer até mesmo o prato de verão mais simples com o seu aroma e sabor</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/guia-para-cuidar-do-alecrim-10-regras-para-o-fazer-crescer-exuberante-neste-verao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estão a aproximar-se mudanças nos padrões atmosféricos que poderão afetar Portugal entre 28 de junho e 8 de julho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/estao-a-aproximar-se-mudancas-nos-padroes-atmosfericos-que-poderao-afetar-portugal-entre-28-de-junho-e-8-de-julho.html</link><pubDate>Tue, 23 Jun 2026 14:43:35 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os modelos europeus de 28 de junho a 8 de julho apontam para tempo maioritariamente seco em Portugal. Entre a NAO+, um possível bloqueio escandinavo e a influência do Atlantic Ridge, o calor deverá manter-se sem sinais de extremos significativos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/estao-a-aproximar-se-mudancas-nos-padroes-atmosfericos-que-poderao-afetar-portugal-entre-28-de-junho-e-8-de-julho-1782225395228.jpg" data-image="prs0nhtusdbn" alt="Verão" title="Verão"><figcaption>Modelo Europeu aponta para um início de julho seco e soalheiro. O Anticiclone reforça-se e prepara vários dias de tempo estável em Portugal continental.</figcaption></figure><p>Após um período marcado por calor intenso, e instabilidade em várias regiões do país, os modelos meteorológicos começam a indicar uma reorganização gradual da circulação atmosférica sobre o Atlântico Norte e a Europa.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Entre <strong>28 de junho e 8 de julho, Portugal deverá continuar sob influência de tempo maioritariamente seco</strong>, mas com alterações subtis nos padrões atmosféricos que poderão influenciar as temperaturas e o comportamento do vento.</p><h2>Dia 28 com calor no interior e nortada no litoral</h2><p>O dia <strong>28 de junho poderá representar uma fase de transição</strong>. O Anticiclone dos Açores surge robusto e relativamente próximo da Península Ibérica, favorecendo maioritáriamente tempo estável e seco. Neste dia, o regime mais provável será a <strong>NAO+ (Oscilação positiva do Atlântico Norte)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estao-a-aproximar-se-mudancas-nos-padroes-atmosfericos-que-poderao-afetar-portugal-entre-28-de-junho-e-8-de-julho-1782215812624.png" data-image="2tbd6tznj3a6" alt="Pressão, chuva, nuvens" title="Pressão, chuva, nuvens"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-760794">Dia 28, o Anticiclone dos Açores deverá permanecer robusto e relativamente próximo da Península Ibérica, favorecendo tempo estável, enquanto a circulação de noroeste poderá reforçar a nortada no litoral português.</figcaption></figure><p>Contudo, a sua posição deverá permitir a entrada de vento de noroeste ao longo da faixa costeira, sobretudo no litoral Norte e Centro. Este mecanismo, conhecido popularmente como nortada, tende a moderar as temperaturas junto ao mar, enquanto o Sul e o interior permanecem sob influência de uma massa de ar mais quente.</p><h2>Entre 30 de junho e 2 de julho haverá um possível bloqueio escandinavo</h2><p><strong>Os ensembles do ECMWF</strong> sugerem que entre o final de junho e o início de julho poderá ocorrer, durante 3 dias, um <strong>episódio de bloqueio escandinavo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estao-a-aproximar-se-mudancas-nos-padroes-atmosfericos-que-poderao-afetar-portugal-entre-28-de-junho-e-8-de-julho-1782216000798.jpg" data-image="dlk5ry2jkvaa" alt="Regimes atmosféricos Europa" title="Regimes atmosféricos Europa"><figcaption>A previsão sub-sazonal do ECMWF sugere uma reorganização gradual dos padrões atmosféricos sobre a Europa entre o final de junho e o início de julho, com possível transição entre NAO+, bloqueio escandinavo e Atlantic Ridge.</figcaption></figure><p>Este padrão caracteriza-se pelo desenvolvimento de uma <strong>extensa área anticiclónica sobre o norte e nordeste da Europa</strong>, alterando a circulação atmosférica habitual. Durante o inverno, este tipo de configuração pode favorecer descidas de ar frio para latitudes mais baixas. No entanto, durante o verão, os seus efeitos tendem a ser diferentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estao-a-aproximar-se-mudancas-nos-padroes-atmosfericos-que-poderao-afetar-portugal-entre-28-de-junho-e-8-de-julho-1782216090406.jpg" data-image="ao262ri51636" alt="Geopotencial e temperatura a 700 hPa" title="Geopotencial e temperatura a 700 hPa"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-878960">A configuração atmosférica em altitude prevista para o último dia de junho evidencia um possível bloqueio escandinavo, acompanhado por extensas áreas de altas pressões sobre a Europa e o Atlântico Norte.</figcaption></figure><p>Apesar de o jato polar apresentar alguma ondulação, <strong>não existem atualmente sinais de frentes ativas ou de eventos significativos de precipitação a atingir Portugal</strong>. Além disso, o Anticiclone dos Açores deverá manter-se relativamente forte, contribuindo para um<strong> cenário dominado pela estabilidade atmosférica</strong>.</p><h2>Início de julho com calor normal para a época</h2><p>Entre os dias <strong>30 de junho e 2 ou 3 de julho,</strong> a tendência aponta para tempo seco na maior parte do território continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estao-a-aproximar-se-mudancas-nos-padroes-atmosfericos-que-poderao-afetar-portugal-entre-28-de-junho-e-8-de-julho-1782216145357.jpg" data-image="ygnt1z239kjb" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O início de julho poderá ser marcado por tempo seco e quente em grande parte do território continental, com as temperaturas mais elevadas previstas para o interior do Centro e Sul.</figcaption></figure><p>As <strong>temperaturas deverão manter-se elevadas no Centro e Sul,</strong> especialmente no interior alentejano e vale do Tejo, onde poderão ser registadas máximas próximas dos 34 - 36 ºC. Ainda assim, estes valores enquadram-se dentro do que é considerado normal para o início de julho e não configuram, uma situação de calor excecional.</p><h2>Entre 4 e 8 de julho: atenção ao possível Atlantic Ridge</h2><p><strong>Para o período entre 4 e 8 de julho,</strong> os modelos aumentam gradualmente a probabilidade de instalação de um regime atmosférico conhecido como<strong> Atlantic Ridge (ATR)</strong>.</p><p>Este padrão caracteriza-se pelo fortalecimento de um anticiclone sobre o Atlântico Norte, deslocado para latitudes mais elevadas do que a posição típica do Anticiclone dos Açores. Em Portugal, <strong>este regime costuma favorecer tempo seco e relativamente estável</strong>, mas nem sempre significa calor extremo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775236" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/gota-fria-ipma-ativa-aviso-amarelo-de-trovoada-aguaceiros-fortes-e-rajadas-convectivas-em-4-distritos-da-regiao-norte.html" title="Gota fria: IPMA ativa aviso amarelo de trovoada, aguaceiros fortes e rajadas convectivas em 4 distritos da Região Norte">Gota fria: IPMA ativa aviso amarelo de trovoada, aguaceiros fortes e rajadas convectivas em 4 distritos da Região Norte</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/gota-fria-ipma-ativa-aviso-amarelo-de-trovoada-aguaceiros-fortes-e-rajadas-convectivas-em-4-distritos-da-regiao-norte.html" title="Gota fria: IPMA ativa aviso amarelo de trovoada, aguaceiros fortes e rajadas convectivas em 4 distritos da Região Norte"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/gota-fria-ipma-ativa-aviso-amarelo-de-trovoada-aguaceiros-fortes-e-rajadas-convectivas-em-4-distritos-da-regiao-norte-1782224507938_320.png" alt="Gota fria: IPMA ativa aviso amarelo de trovoada, aguaceiros fortes e rajadas convectivas em 4 distritos da Região Norte"></a></article></aside><p>Dependendo da localização exata do eixo anticiclónico, poderá inclusivamente facilitar a entrada de massas de ar mais frescas de noroeste, sobretudo no litoral Norte e Centro. Assim, embora <strong>a tendência atual não indique chuva significativa, também não existem sinais claros de calor intenso</strong>.</p><p>A previsão continua a apontar para um início de julho dominado pela estabilidade atmosférica, mas com uma circulação gradualmente diferente daquela que marcou o final de junho.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/estao-a-aproximar-se-mudancas-nos-padroes-atmosfericos-que-poderao-afetar-portugal-entre-28-de-junho-e-8-de-julho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Gota fria: IPMA ativa aviso amarelo de trovoada, aguaceiros fortes e rajadas convectivas em 4 distritos da Região Norte]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/gota-fria-ipma-ativa-aviso-amarelo-de-trovoada-aguaceiros-fortes-e-rajadas-convectivas-em-4-distritos-da-regiao-norte.html</link><pubDate>Tue, 23 Jun 2026 14:22:09 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A depressão isolada em altitude vinda do Atlântico afetará diretamente o Norte de Portugal amanhã. Os aguaceiros e trovoadas previstos para a tarde-noite de quarta e madrugada de quinta-feira poderão ser acompanhadas de granizo e rajadas convectivas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xai4x0q"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xai4x0q.jpg" id="xai4x0q"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Na tarde e noite de quarta-feira (24), bem como na madrugada de quinta-feira (25), prevê-se a ocorrência de precipitação convectiva localmente forte</strong> em várias zonas da Região Norte, estando à vista um claro aumento da instabilidade meteorológica. </p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>Neste momento há uma depressão isolada em altitude (ou gota fria) posicionada sobre o Atlântico, ao largo da costa portuguesa. Durante o dia de quarta-feira (24), a bolsa de ar frio irá deslocar-se para leste, abrangendo uma parte significativa da Península Ibérica. </div><p>Espera-se que os efeitos desta pequena baixa pressão se traduzam, à superfície, em <strong>aguaceiros, por vezes fortes e potencialmente acompanhados de trovoada</strong>. Não se descarta o risco de queda de <strong>granizo</strong>, bem como o de fortes <strong>rajadas convectivas</strong>.</p><h2>Aguaceiros e trovoadas no Norte de Portugal começam na quarta-feira, dia 24, a partir desta hora</h2><p><strong>Quarta-feira, 24 de junho, amanhecerá com períodos de céu muito nublado, apresentando-se geralmente muito nublado na faixa costeira ocidental</strong>. As temperaturas mais elevadas estão previstas para as cidades de Vila Real, Bragança e Castelo Branco (33 a 34 ºC), enquanto que as zonas mais próximas ao Atlântico registarão valores bem mais amenos, com máximas entre os 19 e os 23 ºC.</p><p>A partir das primeiras horas da tarde, prevê-se a ocorrência dos <strong>primeiros aguaceiros</strong>, que poderão ser de granizo e acompanhados de trovoada, sendo prováveis tanto no <strong>Norte como no Centro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gota-fria-ipma-ativa-aviso-amarelo-de-trovoada-aguaceiros-fortes-e-rajadas-convectivas-em-4-distritos-da-regiao-norte-1782222192182.png" data-image="iwi7dfqzmbwl"><figcaption>A atividade elétrica da madrugada de quinta-feira (25) poderá ser especialmente forte, estando em perspetiva uma elevada concentração de descargas elétricas no Noroeste de Portugal continental, com destaque para o Minho.</figcaption></figure><p>Os fenómenos meteorológicos severos deverão manifestar-se com mais frequência e intensidade no Noroeste de Portugal continental - distritos de<strong> Viana do Castelo, Braga, Porto e Vila Real</strong> -, durante a fase mais crítica, que está prevista <strong>entre as 21:00 de quarta-feira (24) e as 03:00 da manhã de quinta-feira (25)</strong>, embora possam surgir de forma isolada em qualquer zona das Regiões Norte e Centro a qualquer momento entre as 13:00 de quarta-feira (24) e as 06:00 da manhã de quinta-feira (25).</p><p>De acordo com os mapas de referência da Meteored, baseados no modelo ECMWF, <strong>no período de 6 horas</strong> entre o final de quarta (24) e o início de quinta-feira (25), condizente com o aviso amarelo de trovoada emitido pelo IPMA, <strong>aumentará a possibilidade de aguaceiros intensos acompanhados de forte atividade elétrica</strong>, especialmente nos distritos nortenhos acima referidos.</p><p>Os nossos mapas de concentração de descargas elétricas e de precipitação acumulada <strong>convergem com o cenário antecipado pelo IPMA</strong>, corroborando a elevada probabilidade de precipitação convectiva nesse período de 6 horas, <strong>sobretudo nos 4 distritos nortenhos mencionados, e de forma mais frequente e intensa nos distritos de Viana do Castelo e Braga</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gota-fria-ipma-ativa-aviso-amarelo-de-trovoada-aguaceiros-fortes-e-rajadas-convectivas-em-4-distritos-da-regiao-norte-1782222021412.png" data-image="jjhge6pw68nz"><figcaption>Tudo indica que a precipitação convectiva será particularmente forte no Noroeste de Portugal continental, especialmente no Minho, podendo produzir acumulados de até 30 mm em poucas horas.</figcaption></figure><p>No entanto, tudo indica que tanto antes, como após a fase mais crítica do episódio de precipitação, também haverá possibilidade de <strong>aguaceiros dispersos e trovoadas isoladas nas restantes regiões do país</strong>, incluindo o resto da Região Norte, a Região Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve.</p><p><strong>O aviso amarelo de trovoada poderá quiçá ser oficialmente alargado a mais regiões</strong> dependendo da evolução da trajetória da gota fria, que como se sabe é errática, e torna bastante mais complexa a tarefa de identificar as zonas onde é mais provável chover.</p><h2>Risco de queda de granizo e de rajadas convectivas<br></h2><p>Adicionalmente, <strong>a previsão automática do European Severe Storms Laboratory (ESSL)</strong> aponta ainda para a probabilidade entre <strong>40 e 60% do granizo com diâmetro igual ou superior a 2 cm atingir os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto e Vila Real</strong>. Noutras zonas do Norte e Centro a probabilidade de queda de granizo também existe, mas é inferior, podendo estar à vista mais danos em culturas agrícolas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775215" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-uma-mudanca-de-massas-de-ar-toda-a-gente-em-portugal-vai-sentir.html" title="Vem aí uma mudança de massas de ar: “toda a gente em Portugal vai sentir'">Vem aí uma mudança de massas de ar: “toda a gente em Portugal vai sentir"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-uma-mudanca-de-massas-de-ar-toda-a-gente-em-portugal-vai-sentir.html" title="Vem aí uma mudança de massas de ar: “toda a gente em Portugal vai sentir'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vem-ai-uma-mudanca-de-massas-de-ar-toda-a-gente-em-portugal-vai-sentir-1782215693842_320.png" alt="Vem aí uma mudança de massas de ar: “toda a gente em Portugal vai sentir'"></a></article></aside><p>Por fim, não se descarta o risco de ocorrência de <strong>fortes rajadas convectivas</strong>, especialmente no período entre o <strong>início da noite de quarta-feira (24) e o meio da madrugada de quinta-feira (25)</strong>.</p><p>Este fenómeno consiste numa corrente de vento descendente, brusca e muito intensa, geradas no seio de uma nuvem com grande desenvolvimento vertical, como os Cumulonimbus. Desencadeiam-se quando o ar frio e pesado desce rapidamente em direção à superfície,<strong> podendo causar danos graves e repentinos de forma muito localizada</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/gota-fria-ipma-ativa-aviso-amarelo-de-trovoada-aguaceiros-fortes-e-rajadas-convectivas-em-4-distritos-da-regiao-norte.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tecnologia de satélite e inteligência artificial antecipam maré de algas invasoras em Cascais]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tecnologia-de-satelite-e-inteligencia-artificial-antecipam-mare-de-algas-invasoras-em-cascais.html</link><pubDate>Tue, 23 Jun 2026 13:15:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Ferramenta digital cruza dados meteorológicos e oceanográficos para emitir alertas automáticos, possibilitando a limpeza das praias antes que a biomassa prejudique o turismo, a biodiversidade marinha e a pesca local.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/tecnologia-de-satelite-e-inteligencia-artificial-antecipam-mare-de-algas-invasoras-em-cascais-1782214010153.jpg" data-image="tlx647um3dab" alt="Praia da Rainha, Cascais" title="Praia da Rainha, Cascais"><figcaption>As praias de Cascais estão a recorrer a satélites e algoritmos para antecipar a invasão da macroalga vinda do Pacífico. Foto: Município de Cascais</figcaption></figure><p>O areal de <strong>Cascais</strong> transformou-se no laboratório de ensaio para uma tecnologia que promete revolucionar a gestão ambiental costeira. Através do projeto-piloto EO4RO, uma rede de satélites e algoritmos de inteligência artificial vigia o oceano com um objetivo bem definido. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A missão é antecipar a rota e prever a acumulação da macroalga invasora <em>Rugulopteryx okamurae</em>, espécie exótica que ameaça cobrir a costa portuguesa com espessos tapetes de algas em decomposição. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Em vez de acionar limpezas apenas quando o problema se instala nas praias, a ciência permite agora prever o movimento biológico com precisão.</p><h2>Uma invasão em tempo recorde</h2><p>Esta resposta tecnológica responde a uma crise ecológica que começou longe de território nacional. Originária do <strong>Pacífico Noroeste</strong>, a alga foi avistada na Europa pela primeira vez em 2015, na região do Estreito de Gibraltar, protagonizando uma das invasões marinhas mais rápidas de que há registo.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/tecnologia-de-satelite-e-inteligencia-artificial-antecipam-mare-de-algas-invasoras-em-cascais-1782214200108.jpg" data-image="gnecqknd5wm4" alt="Alga invasora Rugulopteryx okamurae" title="Alga invasora Rugulopteryx okamurae"><figcaption>A alga invasora Rugulopteryx okamurae chegou aos Açores em 2019, alastrando-se nos verões seguintes à costa do Algarve e de Cascais. Foto: Universidade dos Açores</figcaption></figure><p>Em 2019 atingiu os <strong>Açores</strong>, conquistando rapidamente o<strong> Algarve</strong> e a linha de <strong>Cascais</strong>. A sua proliferação agressiva sufoca a biodiversidade nativa, destrói os habitats subaquáticos, prende-se nas redes de pesca e afasta os veraneantes devido aos maus odores da decomposição.</p><h2>Proteger o mar a partir do espaço</h2><p>A plataforma desenvolvida pela GMV Portugal e pelo Plymouth Marine Laboratory cruza imagens espaciais de alta resolução com dados sobre correntes marítimas e vento. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Este autêntico cérebro digital consegue simular o transporte da espécie em tempo quase real, mapeando a extensão da mancha e cartografando as zonas vulneráveis. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O sistema emite <strong>avisos automáticos</strong> para as autoridades municipais, transformando a informação em capacidade de planeamento logístico.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766420" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/produzem-energia-e-ao-mesmo-tempo-removem-o-co-da-atmosfera-e-assim-que-se-cria-combustivel-a-partir-de-algas.html" title="Produzem energia e, ao mesmo tempo, removem o CO₂ da atmosfera: é assim que se cria combustível a partir de algas">Produzem energia e, ao mesmo tempo, removem o CO₂ da atmosfera: é assim que se cria combustível a partir de algas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/produzem-energia-e-ao-mesmo-tempo-removem-o-co-da-atmosfera-e-assim-que-se-cria-combustivel-a-partir-de-algas.html" title="Produzem energia e, ao mesmo tempo, removem o CO₂ da atmosfera: é assim que se cria combustível a partir de algas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/producono-energia-e-allo-stesso-tempo-eliminano-la-co-dall-atmosfera-ecco-come-nasce-il-carburante-dalle-alghe-1776705479051_320.jpeg" alt="Produzem energia e, ao mesmo tempo, removem o CO₂ da atmosfera: é assim que se cria combustível a partir de algas"></a></article></aside><p>Se os resultados obtidos neste teste forem positivos, o modelo será <strong>replicado</strong> noutras latitudes afetadas, desde a <strong>costa algarvia</strong> até ao arquipélago das <strong>Canárias</strong>. A iniciativa local ganha, assim, uma dimensão de referência internacional na gestão de crises ambientais. </p><h2>Estratégia nacional procura resposta abrangente</h2><p>O esforço surge alinhado com a estratégia nacional que o Governo lançou no verão de 2025 sob a coordenação da Agência Portuguesa do Ambiente, desenvolvida para unir <strong>universidades</strong>, <strong>autarquias</strong> e entidades ligadas ao <strong>setor do mar</strong> na contenção desta espécie que se fixa no casco das embarcações e nas redes de pesca, viajando longas distâncias através do tráfego marítimo.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/tecnologia-de-satelite-e-inteligencia-artificial-antecipam-mare-de-algas-invasoras-em-cascais-1782214342466.jpg" data-image="bzu3xbnah590" alt="Limpeza da alga invasora na costa de Cascais" title="Limpeza da alga invasora na costa de Cascais"><figcaption>A acumulação da alga invasora obriga as autarquias a realizar constantes operações de limpeza. Foto: Município de Cascais</figcaption></figure><p>Segundo os investigadores da Universidade dos Açores, terão sido as <strong>embarcações</strong> <strong>piscatórias</strong> o veículo mais provável que levou a alga invasora até à costa algarvia, no início de 2022. Nesse mesmo ano, a planta foi incluída na lista de espécies exóticas invasoras da União Europeia.</p><h2>Barreiras mecânicas e valorização agrícola</h2><p>A costa de <strong>Cascais</strong> é o destino mais recente destas algas, tendo chegado em <strong>2024</strong> à zona balnear entre a <strong>Praia das Moitas e a Praia da Rainha</strong>, obrigando a retirar centenas de toneladas com a ajuda de máquinas e trabalho voluntário. </p><p>Além do piloto que recorre a satélites e inteligência artificial, o município apoia outras frentes de combate físico e biológico. Desde a primavera que se testam <strong>Barreiras Flutuantes</strong>, estruturas de contenção desenvolvidas pela startup EasyHarvest para travar os arrojamentos de vegetação diretamente na água. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="759890" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/esta-e-a-supervitamina-que-chegou-a-costa-portuguesa-com-a-alga-invasora.html" title="Esta é a supervitamina que chegou à costa portuguesa com a alga invasora">Esta é a supervitamina que chegou à costa portuguesa com a alga invasora</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/esta-e-a-supervitamina-que-chegou-a-costa-portuguesa-com-a-alga-invasora.html" title="Esta é a supervitamina que chegou à costa portuguesa com a alga invasora"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esta-e-a-supervitamina-que-chegou-a-costa-portuguesa-com-a-alga-invasora-1774013833061_320.jpg" alt="Esta é a supervitamina que chegou à costa portuguesa com a alga invasora"></a></article></aside><p>Noutro quadrante, investigadores do Centro de Ciências do Mar e Ambiente monitorizam a remoção cirúrgica desta flora, realizando <strong>campanhas de sensibilização</strong> junto da comunidade sobre um fenómeno ainda pouco estudado pela ciência europeia.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O destino das toneladas recolhidas também encontrou uma resposta inovadora através do projeto ReAlga. Só no último ano, as equipas recolheram 1300 toneladas de biomassa nas praias de Cascais, conseguindo recuperar e devolver mais de 700 toneladas de areia fina ao areal após um pré-tratamento inicial. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O restante material vegetal foi encaminhado para o <strong>Instituto Superior de Agronomia</strong> da Universidade de Lisboa, servindo de matéria-base para testes avançados de aproveitamento energético e fertilização agrícola. O desperdício ecológico converte-se, assim, num recurso que poderá vir a ser valioso para a economia circular.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="C%C3%A2mara%20Municipal%20de%20Cascais" data-year="" data-title="Cascais%20recorre%20a%20ci%C3%AAncia%20e%20IA%20para%20combater%20alga%20invasora" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cascais.pt%2Fnoticia%2Fcascais-recorre-ciencia-e-ia-para-combater-alga-invasora">Câmara Municipal de Cascais. <a href="https://www.cascais.pt/noticia/cascais-recorre-ciencia-e-ia-para-combater-alga-invasora" target="_blank">Cascais recorre a ciência e IA para combater alga invasora</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tecnologia-de-satelite-e-inteligencia-artificial-antecipam-mare-de-algas-invasoras-em-cascais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vem aí uma mudança de massas de ar: “toda a gente em Portugal vai sentir"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-uma-mudanca-de-massas-de-ar-toda-a-gente-em-portugal-vai-sentir.html</link><pubDate>Tue, 23 Jun 2026 11:55:47 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Dentro de aproximadamente 24 horas ocorrerá uma troca de massas de ar que se fará sentir de norte a sul de Portugal continental. O episódio de tempo quente chegará ao fim e ocorrerá uma nova vaga de aguaceiros, trovoada e granizo.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xai3vua"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xai3vua.jpg" id="xai3vua"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Após a breve subida das temperaturas máximas prevista para esta terça-feira, 23 de junho, especialmente no interior Norte e Centro, Coimbra, vale do Tejo e Península de Setúbal, as temperaturas irão <strong>descer a partir de amanhã</strong> - quarta-feira, 24 de junho -<strong> com o arrefecimento do tempo ainda mais acentuado no dia seguinte - quinta-feira, 25 de junho</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>Observa-se a anomalia de temperatura a cerca de 1500 metros de altitude. Ao longo dos próximos dias a massa de ar quente irá deslocar-se para norte e para leste, rumo aos países da Europa Central e de Leste, sendo substituída por outra mais amena, e até fresca, que chegará pelo sudoeste de Portugal continental.</div><p><strong>Nesta terça-feira (23)</strong> em que se celebrará a noite de São João em diversas localidades e regiões do país, espera-se que durante o dia <strong>as temperaturas alcancem um valor máximo entre 25 ºC em Viana do Castelo e os 36 ºC em Bragança, com as cidades de Porto e Lisboa a registar, respetivamente, 27 e 29 ºC</strong>. A presença da gota fria fará com que a nebulosidade, as poeiras saarianas e a possibilidade de precipitação convectiva se mantenham no dia de hoje (23), embora os aguaceiros e trovoadas sejam geralmente pontuais.</p><h2>A mesma gota fria que provocou a entrada da massa de ar quente será responsável pelo seu afastamento</h2><p>Este curto episódio de tempo quente foi gerado pela interação entre dois centros de ação:<strong> uma crista anticiclónica e uma depressão isolada em altitude (gota fria) que se formou a oeste de Portugal continental</strong>, ficando ‘estacionada’ entre Lisboa e o arquipélago dos Açores. Tal como referido, ainda hoje a gota fria se manterá por cá, gerando nuvens de trovoada sobre o Atlântico e espalhando outras, de menor dimensão, pela Península Ibérica.</p><p>As depressões formam à sua volta uma circulação de ventos que giram no sentido anti-horário: no seu flanco traseiro, sopram de norte para sul<strong> e, no flanco dianteiro, de sul para norte. Espanha, França e outros países da Europa Ocidental estão há vários dias consecutivos sob a influência desse segundo setor</strong>, o da crista anticiclónica, onde há muitas horas de sol e uma massa de ar tropical continental, muito quente e seca, proveniente do Norte de África.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vem-ai-uma-mudanca-de-massas-de-ar-toda-a-gente-em-portugal-vai-sentir-1782215094489.png" data-image="nfxibu72qhzn"><figcaption>Entre quarta e quinta-feira, dias 24 e 25 de junho, a depressão isolada em altitude (área circular assinalada a tons brancos, rosa e avermelhados no oeste da Península Ibérica) procurará voltar ao seu local de origem, sendo provável que posteriormente seja novamente reabsorvida na circulação do jato polar.</figcaption></figure><p><strong>Entre quinta (25) e sexta-feira (26) a gota fria irá deslocar-se lentamente para latitudes mais a norte</strong>, estando à vista o regresso ao seu local de origem: a corrente de jato polar. Esta movimentação irá provocar uma <strong>alteração na direção predominante do vento</strong>, que passará a soprar de oes-sudoeste quando a depressão se integrar no jato polar, e depois de oes-noroeste.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775173" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/36-c-no-vale-do-douro-joana-campos-indica-a-temperatura-mais-elevada-ao-meio-dia-ate-domingo-dia.html" title="36 ºC no Vale do Douro: Joana Campos indica a temperatura mais elevada ao meio-dia até domingo, dia 28">36 ºC no Vale do Douro: Joana Campos indica a temperatura mais elevada ao meio-dia até domingo, dia 28</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/36-c-no-vale-do-douro-joana-campos-indica-a-temperatura-mais-elevada-ao-meio-dia-ate-domingo-dia.html" title="36 ºC no Vale do Douro: Joana Campos indica a temperatura mais elevada ao meio-dia até domingo, dia 28"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/36-c-no-vale-do-douro-joana-campos-indica-a-temperatura-mais-elevada-ao-meio-dia-ate-domingo-dia-1782211875672_320.png" alt="36 ºC no Vale do Douro: Joana Campos indica a temperatura mais elevada ao meio-dia até domingo, dia 28"></a></article></aside><p><strong>A primeira fase da mudança no estado do tempo ocorrerá já amanhã - quarta-</strong><strong>feira, 24 -</strong> com uma descida das temperaturas generalizada, mas <strong>mais pronunciada nas regiões do litoral</strong>. Na faixa costeira ocidental espera-se uma queda nas temperaturas entre 1 e 6 ºC, enquanto na maioria das restantes regiões do país ocorrerá um arrefecimento entre 1 e 4 ºC. No entanto, em zonas como o vale do Douro e a Beira Alta, a descida térmica será quase impercetível.</p><h2>Na quinta-feira, 25 de junho, prevê-se uma descida de até 9 ºC</h2><p><strong>Para quinta-feira (25) espera-se que a descida das temperaturas seja acentuada e abranja áreas muito mais vastas do país</strong> (grosso modo todo o interior), com um arrefecimento de <strong>até 9 ºC em Vila Real, e entre os 4 e 7 ºC nas restantes capitais distritais do interior</strong>. Também ocorrerá uma pequena descida das temperaturas na faixa costeira ocidental e nas zonas mais próximas ao litoral, embora menos significativa do que no dia anterior.</p><p>A maioria das <strong>capitais distritais do interior</strong> passará do patamar de temperaturas compreendidas entre os 30 e 35 ºC para máximas <strong>a rondar os 25/27 ºC</strong>, podendo inclusivamente ser mais baixas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vem-ai-uma-mudanca-de-massas-de-ar-toda-a-gente-em-portugal-vai-sentir-1782214592157.png" data-image="im11v0p7g01c"><figcaption>Na quinta-feira, 25 de junho, prevê-se que as temperaturas máximas sofram uma descida ainda mais acentuada em grande parte do país.</figcaption></figure><p><strong>Para esta descida das temperaturas contribuirá uma nova massa de ar, mas também a nebulosidade e a precipitação</strong>. A passagem da bolsa de ar frio isolada em altitude irá gerar a formação de muitas nuvens que darão origem a aguaceiros ou períodos de chuva, espalhados por todo o território de Portugal continental, especialmente nas regiões situadas a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela e em particular no Noroeste Minhoto (distritos de Viana do Castelo e Braga).</p><table><thead><tr><th>Cidade</th><th>Temperatura Máxima prevista para quarta-feira, 24 de Junho</th><th>Temperatura Máxima prevista para Quinta-feira, 25 de junho</th></tr></thead><tbody><tr><td>Vila Real</td><td>34 ºC</td><td>25 ºC</td></tr><tr><td>Viseu</td><td>30 ºC</td><td>25 ºC</td></tr><tr><td>Bragança</td><td>34 ºC</td><td>27 ºC</td></tr><tr><td>Guarda</td><td>30 ºC</td><td>23 ºC</td></tr><tr><td>Castelo Branco</td><td>33 ºC</td><td>27 ºC</td></tr><tr><td>Portalegre</td><td>31 ºC</td><td>26 ºC</td></tr><tr><td>Évora </td><td>31 ºC</td><td>28 ºC</td></tr><tr><td>Beja</td><td>32 ºC</td><td>28 ºC</td></tr><tr><td>Porto</td><td>24 ºC</td><td>23 ºC</td></tr><tr><td>Aveiro</td><td>24 ºC</td><td>24 ºC</td></tr><tr><td>Lisboa</td><td>25 ºC</td><td>25 ºC</td></tr><tr><td>Faro</td><td>24 ºC</td><td>23 ºC</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Fonte: Mapas da Meteored - ECMWF</td></tr></tbody></table><p>Nos dias seguintes - entre sexta (26) e domingo (28) - <strong>Portugal continental ficará situado numa zona de interseção de massas de ar, com tardes quentes que se alternarão com outras mais frescas ou amenas</strong>, dentro do normal para esta época do ano. Esta oscilação poderá, por vezes, resultar na ocorrência de aguaceiros a meio da tarde, sobretudo nas regiões Norte e Centro.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-uma-mudanca-de-massas-de-ar-toda-a-gente-em-portugal-vai-sentir.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[36 ºC no Vale do Douro: Joana Campos indica a temperatura mais elevada ao meio-dia até domingo, dia 28]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/36-c-no-vale-do-douro-joana-campos-indica-a-temperatura-mais-elevada-ao-meio-dia-ate-domingo-dia.html</link><pubDate>Tue, 23 Jun 2026 11:41:35 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal Continental irá registar uma descida generalizada das temperaturas a partir de amanhã, mas o Vale do Douro deverá permanecer mais quente face ao resto do país.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xai3j7q"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xai3j7q.jpg" id="xai3j7q"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As temperaturas vão descer em Portugal Continental de forma generalizada, devido à influência de uma gota fria que noticiamos em previsões anteriores. No entanto, a região do<strong> Vale do Douro deverá manter-se mais quente face ao resto do país</strong>, ainda que também sinta esta descida térmica.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Hoje, terça-feira, a <strong>temperatura máxima esperada para esta região é de 40 ºC</strong>, devendo esta ser registada entre as 15h e as 18h. A noite também será tropical, com valores na ordem dos 28 ºC, pelas 23h. O distrito de Bragança, onde parte deste vale se insere, encontra-se sob <strong>aviso laranja de tempo quente</strong> até às 18h de hoje e estará sob aviso amarelo também devido ao calor até às 18h de amanhã, dia 24.</p><h2>Quarta-feira, pelas 12h, podem registar-se 36 ºC no Vale do Douro</h2><p>Ao longo dos próximos dias, dar-se-á uma descida gradual das temperaturas em todo o território continental, mas a região do Vale do Douro manter-se-á com temperaturas dignas de verão, onde<strong> os termómetros não deverão baixar dos 30 ºC de máxima</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/36-c-no-vale-do-douro-joana-campos-indica-a-temperatura-mais-elevada-ao-meio-dia-ate-domingo-dia-1782211875672.png" data-image="jmf62mh3seyb" alt="temperatura à superfície do ar" title="temperatura à superfície do ar"><figcaption>O Vale do Douro deverá ser a região mais quente do país durante esta semana, com os termómetros a manter-se iguais ou superiores a 30 ºC, nas horas de maior calor.</figcaption></figure><p>Estima-se que o próximo dia mais quente nesta zona, depois de hoje, seja amanhã, quarta-feira, onde pelas 12h, e tal como podemos observar no mapa acima, <strong>os termómetros registem até 36 ºC</strong>. Nas horas seguintes, podem registar-se até 39 ºC, pelas 16h. Pelas 23h esperam-se cerca de 24 ºC.</p><h2>No dias seguintes há descida térmica, mas valores máximos mantêm-se acima dos 30 ºC</h2><p>A mais recente atualização dos nossos mapas, baseados no modelo europeu, ECMWF, indica uma <strong>descida das temperaturas também nesta região, mas mostra valores máximos sempre iguais ou acima de 30 ºC até domingo</strong>, dia 28. Inclusive, a máxima mais baixa da semana poderá ser registada na quinta-feira, onde os termómetros poderão registar 30 ºC. Nos dias seguintes este valores sobem de forma gradual, podendo no domingo a máxima ser de 33 ºC. Esta <strong>subida será sentida ao longo de toda a faixa interior</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775083" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/episodio-de-tempo-quente-ipma-ativa-aviso-laranja-nestes-3-distritos-ate-as-18-00-desta-terca-feira-23-de-junho.html" title="Episódio de tempo quente: IPMA ativa aviso laranja nestes 3 distritos até às 18:00 desta terça-feira, 23 de junho">Episódio de tempo quente: IPMA ativa aviso laranja nestes 3 distritos até às 18:00 desta terça-feira, 23 de junho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/episodio-de-tempo-quente-ipma-ativa-aviso-laranja-nestes-3-distritos-ate-as-18-00-desta-terca-feira-23-de-junho.html" title="Episódio de tempo quente: IPMA ativa aviso laranja nestes 3 distritos até às 18:00 desta terça-feira, 23 de junho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/episodio-de-tempo-quente-ipma-ativa-aviso-laranja-entre-as-13h44-de-segunda-feira-e-as-19h00-de-terca-feira-1782149795015_320.png" alt="Episódio de tempo quente: IPMA ativa aviso laranja nestes 3 distritos até às 18:00 desta terça-feira, 23 de junho"></a></article></aside><p>Para além desta descida das temperaturas máximas, também se espera uma descida generalizada das temperaturas mínimas, <strong>esperando-se</strong>, à exceção da madrugada de quinta-feira, que ainda poderá ser tropical, com valores a rondar os 20 ºC, <strong>valores na ordem dos 17 ºC nas madrugadas seguintes</strong>, pelo menos, até domingo. Com isto, e tendo em conta a variabilidade dos valores, aconselhamos que se mantenha atento às próximas previsões em <a href="https://www.tempo.pt/" target="_blank" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">tempo.pt</a>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/36-c-no-vale-do-douro-joana-campos-indica-a-temperatura-mais-elevada-ao-meio-dia-ate-domingo-dia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Episódio de tempo quente: IPMA ativa aviso laranja nestes 3 distritos até às 18:00 desta terça-feira, 23 de junho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/episodio-de-tempo-quente-ipma-ativa-aviso-laranja-nestes-3-distritos-ate-as-18-00-desta-terca-feira-23-de-junho.html</link><pubDate>Tue, 23 Jun 2026 06:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os distritos da Guarda, Bragança e Vila Real permanecem sob aviso laranja devido à persistência de temperaturas muito elevadas. Na terça-feira, os termómetros poderão atingir os 37 ºC em várias localidades do interior Norte.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xahxzkq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xahxzkq.jpg" id="xahxzkq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A persistência de uma massa de ar muito quente sobre a Península Ibérica continua a provocar temperaturas elevadas em Portugal continental. Face a este cenário, o <strong>IPMA mantém aviso laranja para os distritos de Guarda, Bragança e Vila Real até às 18h00 desta terça-feira</strong>, 23 de junho, devido à persistência de valores muito elevados da temperatura máxima.</p><h2>O calor fará sentir-se desde as primeiras horas da manhã</h2><p>Mesmo antes do pico de calor previsto para a tarde, <strong>a madrugada de terça-feira deverá já apresentar temperaturas elevadas</strong> para a época do ano, especialmente nas regiões do interior Norte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/episodio-de-tempo-quente-ipma-ativa-aviso-laranja-entre-as-13h44-de-segunda-feira-e-as-19h00-de-terca-feira-1782149553552.png" data-image="rbkqwstm8j7x" alt="Temperatura mínima prevista para terça-feira, 23 de junho, às 07h" title="Temperatura mínima prevista para terça-feira, 23 de junho, às 07h"><figcaption>As temperaturas mínimas deverão manter-se elevadas durante a madrugada, sobretudo no interior Norte.</figcaption></figure><p>Os modelos meteorológicos apontam para valores próximos dos <strong>24 ºC em Vila Real</strong>, <strong>23 ºC em Bragança</strong> e <strong>22 ºC na Guarda</strong>, traduzindo uma noite relativamente quente para regiões habitualmente mais frescas.</p><p>A ausência de um arrefecimento noturno significativo poderá aumentar o desconforto térmico e <strong>dificultar a recuperação do organismo </strong>após vários dias consecutivos de calor intenso.</p><h2>Aviso laranja coincide com as horas mais quentes do dia</h2><p><strong>O período de maior preocupação deverá ocorrer durante a tarde de terça-feira</strong>, precisamente quando os valores máximos deverão atingir o seu pico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/episodio-de-tempo-quente-ipma-ativa-aviso-laranja-entre-as-13h44-de-segunda-feira-e-as-19h00-de-terca-feira-1782149795015.png" data-image="nu8xusudi4uf" alt="Temperatura máxima prevista para terça-feira, 23 de junho, às 16h" title="Temperatura máxima prevista para terça-feira, 23 de junho, às 16h"><figcaption>Os valores mais elevados deverão ocorrer durante a tarde nos distritos sob aviso laranja.</figcaption></figure><p>Os modelos colocam <strong>Bragança e Vila Real nos 37 ºC</strong>, enquanto a cidade da <strong>Guarda poderá atingir cerca de 33 ºC</strong>.</p><p>Apesar de não apresentarem os valores extremos observados em algumas regiões do Alentejo, estas temperaturas <strong>são muito elevadas para áreas do interior Norte</strong>, justificando a emissão do aviso laranja por parte do IPMA.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775013" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-arranca-quente-mas-com-mudancas-a-vista-a-chuva-e-trovoada-devem-manter-se.html" title="Tempo em Portugal esta semana: arranca quente, mas com mudanças à vista; a chuva e trovoada devem manter-se">Tempo em Portugal esta semana: arranca quente, mas com mudanças à vista; a chuva e trovoada devem manter-se</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-arranca-quente-mas-com-mudancas-a-vista-a-chuva-e-trovoada-devem-manter-se.html" title="Tempo em Portugal esta semana: arranca quente, mas com mudanças à vista; a chuva e trovoada devem manter-se"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-arranca-quente-mas-ha-mudanca-a-vista-a-chuva-e-trovoada-devem-manter-se-1782129969958_320.png" alt="Tempo em Portugal esta semana: arranca quente, mas com mudanças à vista; a chuva e trovoada devem manter-se"></a></article></aside><p>A exposição prolongada ao calor poderá representar <strong>riscos acrescidos para grupos vulneráveis</strong>, especialmente durante as horas centrais do dia.</p><h2>Uma massa de ar muito quente continuará instalada sobre a Península Ibérica</h2><p>A origem deste episódio encontra-se numa <strong>massa de ar tropical muito quente</strong> que permanece instalada sobre grande parte da Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/episodio-de-tempo-quente-ipma-ativa-aviso-laranja-entre-as-13h44-de-segunda-feira-e-as-19h00-de-terca-feira-1782149936390.png" data-image="85tpsmmojee1" alt="Temperatura a 850 hPa prevista para terça-feira, 23 de junho, às 16h" title="Temperatura a 850 hPa prevista para terça-feira, 23 de junho, às 16h"><figcaption>Uma massa de ar muito quente continuará a dominar o estado do tempo em Portugal continental.</figcaption></figure><p>Os mapas de temperatura a cerca de <strong>1500 metros de altitude (850 hPa)</strong> mostram valores entre <strong>25 ºC e 29 ºC</strong> sobre o interior da Península Ibérica.</p><p>Esta configuração atmosférica favorece a ocorrência de temperaturas muito elevadas à superfície, <strong>sobretudo nas regiões mais afastadas da influência marítima</strong>.</p><h2>Temperaturas poderão manter-se até 10 ºC acima do normal</h2><p>A intensidade deste episódio é igualmente visível quando se analisam as <strong>anomalias térmicas previstas pelos modelos meteorológicos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/episodio-de-tempo-quente-ipma-ativa-aviso-laranja-entre-as-13h44-de-segunda-feira-e-as-19h00-de-terca-feira-1782150027353.png" data-image="ve8owkz77kun" alt="Anomalia da temperatura a 850 hPa prevista para terça-feira, 23 de junho, às 16h" title="Anomalia da temperatura a 850 hPa prevista para terça-feira, 23 de junho, às 16h"><figcaption>As temperaturas deverão permanecer muito acima da média climatológica para esta época do ano.</figcaption></figure><p>Os modelos indicam anomalias positivas entre <strong>8 ºC e 10 ºC acima do normal</strong> em várias regiões da Península Ibérica, incluindo o Norte e Centro de Portugal.</p><p>Trata-se de um <strong>episódio de calor significativo para o mês de junho</strong>, com alguns dias com temperaturas elevadas.</p><h2>Autoridades recomendam precaução</h2><p>Perante a manutenção do <strong>aviso laranja, as autoridades recomendam especial atenção aos grupos mais vulneráveis</strong>, nomeadamente idosos, crianças, pessoas com doenças crónicas e trabalhadores expostos ao sol.</p><p><strong>A hidratação frequente, a permanência em locais frescos durante as horas de maior calor e a redução da exposição solar </strong>entre o final da manhã e o final da tarde serão medidas fundamentais para minimizar os efeitos deste episódio de tempo quente.</p><p>Se as previsões se confirmarem, a próxima terça-feira poderá voltar a ser <strong>um dos dias mais quentes deste episódio de calor no interior Norte de Portugal</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/episodio-de-tempo-quente-ipma-ativa-aviso-laranja-nestes-3-distritos-ate-as-18-00-desta-terca-feira-23-de-junho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Peixinho-da-horta: como plantar e preparar a folha famosa pelo sabor de peixe]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/peixinho-da-horta-como-plantar-e-preparar-a-folha-famosa-pelo-sabor-de-peixe.html</link><pubDate>Tue, 23 Jun 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A planta conhecida como peixinho-da-horta tem um sabor diferenciado, que lembra peixe frito quando é empanada e frita. Veja os cuidados de cultivos e como preparar esta famosa folha.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/peixinho-da-horta-como-plantar-e-preparar-a-folha-famosa-pelo-sabor-de-peixe-1781889911228.jpg" data-image="5cw31qojj30o"><figcaption>A planta peixinho-da-horta (<em>Stachys byzantina</em>) é famosa pela textura aveludada das suas folhas e pelo seu sabor peculiar, que lembra peixe frito quando empanada e frita. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Já ouviu falar desta planta? O <strong>peixinho-da-horta (<em>Stachys byzantina</em>)</strong> é considerado uma <strong>PANC (Planta Alimentícia Não Convencional)</strong>, famosa pela textura aveludada das suas folhas e pelo seu <strong>sabor peculiar, que lembra peixe frito</strong> quando empanada e frita.</p><p>Veja abaixo mais informações sobre esta planta, como cultivar e preparar para consumo. Acompanhe conosco.</p><h2>Sobre a planta e como cultivá-la</h2><p>O peixinho-da-horta (<em>Stachys byzantina</em>), <strong>também conhecida como Lambari</strong>, é uma planta herbácea e perene da família Lamiaceae, cultivada tanto como forração no jardim quanto como uma hortaliça não convencional (PANC). </p><p>As <strong>folhas </strong>são recobertas por uma densa camada de tricomas (pêlos), apresentam<strong> coloração cinza-prateada</strong> e tem um curioso <strong>aspeto aveludado</strong>, lanoso, o que traz beleza aos jardins, formando tapetes densos de coloração prateada que parecem recobertos por uma fina camada de geada. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/peixinho-da-horta-como-plantar-e-preparar-a-folha-famosa-pelo-sabor-de-peixe-1781889953056.jpg" data-image="d3vc9xoudbvn"><figcaption>Além da sua beleza ornamental, a peixinho-da-horta (<em>Stachys byzantina</em>) tem grande rusticidade e baixa manutenção. Crédito: Plenuska/Wikimedia sob CC BY-SA 4.0.</figcaption></figure><p>É conhecida pela sua <strong>textura e sabor que lembra peixe frito quando as suas folhas são empanadas e fritas</strong>.</p><p>Aliás, é muito utilizada como uma <strong>alternativa em dietas veganas e vegetarianas</strong>, substituindo pescados.</p><p>Mas além do sabor, o peixinho-da-horta também se destaca por <strong>benefícios para a saúde</strong>. É uma planta rica em nutrientes, antioxidantes e vitaminas K e C. Também possui uma boa quantidade de fibras e dos minerais ferro e potássio.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-resistentes-ao-sol-6-opcoes-faceis-de-cuidar-e-que-sao-perfeitas-para-plantar-em-vaso.html" title="Plantas resistentes ao sol: 6 opções fáceis de cuidar e que são perfeitas para plantar em vaso ">Plantas resistentes ao sol: 6 opções fáceis de cuidar e que são perfeitas para plantar em vaso </a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-resistentes-ao-sol-6-opcoes-faceis-de-cuidar-e-que-sao-perfeitas-para-plantar-em-vaso.html" title="Plantas resistentes ao sol: 6 opções fáceis de cuidar e que são perfeitas para plantar em vaso "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-resistentes-ao-sol-6-opcoes-faceis-de-cuidar-e-que-sao-perfeitas-para-plantar-em-vaso-1781286257387_320.jpg" alt="Plantas resistentes ao sol: 6 opções fáceis de cuidar e que são perfeitas para plantar em vaso "></a></article></aside><p>Ela é<strong> fácil de cultivar, adaptando-se muito bem em vasos ou canteiros em jardins</strong>. É capaz de fornecer folhas o ano inteiro, com baixa manutenção. Para um bom cultivo, esses são os pontos importantes:</p><ul><li><strong>Solo</strong>: vai precisar de usar um substrato <strong>rico em matéria orgânica e com boa drenagem</strong>. E ela prefere solos de fertilidade moderada a pobre. </li><li><strong>Luz</strong>: a planta prefere<strong> sol pleno</strong> (em regiões mais frias) para manter a densidade da folhagem e a intensidade da cor prateada, <strong>ou meia-sombra</strong> (em regiões muito quentes, recebendo o sol da manhã ou do final da tarde).</li></ul><p>Em condições ideais de <strong>luminosidade</strong>, ela apresenta uma velocidade de crescimento moderada a rápida, sendo capaz de fechar completamente o solo numa única estação de crescimento.</p><ul><li><strong>Rega</strong>: o <strong>solo deve ser mantido húmido, mas nunca encharcado</strong>. Evite molhar as folhas diretamente para não acumular humidade e causar fungos. Regue sempre diretamente na base da planta, apenas quando o solo estiver seco ao toque.</li><li><strong>Adubação</strong>: ela não requer adubações pesadas. <strong>Uma vez por ano</strong> (na primavera) usando um <strong>composto orgânico</strong>, como húmus de minhoca, já é suficiente.</li><li><strong>Poda</strong>: remova as hastes florais assim que começarem a secar para manter a energia da planta focada na produção das folhas.</li></ul><h2>Como preparar</h2><p>Primeiramente uma dica de como colher as folhas: deve <strong>retirar as folhas mais jovens, inteiras e saudáveis, e preferencialmente pela manhã</strong>, quando estão túrgidas.</p><p>Além disso, as<strong> folhas devem ser lavadas, higienizadas e bem secas</strong> antes do armazenamento (ou uso), pois a textura aveludada retém humidade e impurezas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/peixinho-da-horta-como-plantar-e-preparar-a-folha-famosa-pelo-sabor-de-peixe-1781889978357.jpg" data-image="rp59d2ajo6ea"><figcaption>A planta Lambari é consumida empanada e frita à milanesa, servida como petisco ou acompanhamento. Crédito: Divulgação.</figcaption></figure><p>Para fazer ela<strong> frita e empanada</strong>, pode passá-las numa mistura de ovo batido, sal a gosto e pimenta-do-reino a gosto. Após isso, passe-as em farinha de arroz e frite em óleo quente.</p><p>Está pronto o seu petisco empanado, com sabor de peixe frito! Experimente!</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Patro%2C%20R." data-year="2026" data-title="Peixinho-da-horta%3A%20Como%20plantar%20e%20colher%20esta%20PANC%20deliciosa" data-url="https%3A%2F%2Fwww.jardineiro.net%2Fplantas%2Fpeixinho-da-horta-stachys-byzantina.html">Patro, R.. (2026). <a href="https://www.jardineiro.net/plantas/peixinho-da-horta-stachys-byzantina.html" target="_blank">Peixinho-da-horta: Como plantar e colher esta PANC deliciosa</a>.</cite><br><cite data-author="Brum%2C%20M." data-year="2025" data-title="Planta%20com%20gosto%20de%20peixe%3F%20Conhe%C3%A7a%20o%20peixinho-da-horta%20e%20se%20surpreenda" data-url="https%3A%2F%2Fsaude.abril.com.br%2Falimentacao%2Fplanta-com-gosto-de-peixe-conheca-o-peixinho-da-horta-e-se-surpreenda%2F">Brum, M.. (2025). <a href="https://saude.abril.com.br/alimentacao/planta-com-gosto-de-peixe-conheca-o-peixinho-da-horta-e-se-surpreenda/" target="_blank">Planta com gosto de peixe? Conheça o peixinho-da-horta e se surpreenda</a>.</cite><br><cite data-author="Mesquita%2C%20P." data-year="2023" data-title="Planta%20%C3%A0%20milanesa%3F%20Conhe%C3%A7a%20o%20peixinho-da-horta" data-url="https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fsp%2Fcampinas-regiao%2Fterra-da-gente%2Fnoticia%2F2023%2F02%2F10%2Fplanta-a-milanesa-conheca-o-peixinho-da-horta.ghtml">Mesquita, P.. (2023). <a href="https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/terra-da-gente/noticia/2023/02/10/planta-a-milanesa-conheca-o-peixinho-da-horta.ghtml" target="_blank">Planta à milanesa? Conheça o peixinho-da-horta</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/peixinho-da-horta-como-plantar-e-preparar-a-folha-famosa-pelo-sabor-de-peixe.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nova estratégia nacional de biodiversidade trava a expansão desenfreada de energias renováveis]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nova-estrategia-nacional-de-biodiversidade-trava-a-expansao-desenfreada-de-energias-renovaveis.html</link><pubDate>Mon, 22 Jun 2026 16:09:18 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O Governo aprovou um plano focado no ordenamento ecológico que impede a instalação de parques eólicos e solares em ecossistemas sensíveis com o intuito de proteger habitats selvagens.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-estrategia-nacional-de-biodiversidade-trava-a-expansao-desenfreada-de-energias-renovaveis-1782134039746.jpg" data-image="wt2vhcacydsl" alt="Paisagem ocupada com parques eólico e solar" title="Paisagem ocupada com parques eólico e solar"><figcaption>Para proteger a vida selvagem, os parques eólicos e solares vão ter zonas de interdição total e áreas onde o licenciamento será mais célere. Foto: Erich Westendarp/Pixabay</figcaption></figure><p>As serras e planícies portuguesas, que nos últimos anos viram a paisagem transformar-se com o avanço de gigantescas <strong>torres eólicas</strong> e extensos <strong>espelhos fotovoltaicos</strong>, preparam-se para conhecer <strong>regras inéditas</strong> de convivência com a tecnologia verde. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A aprovação da nova Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e Biodiversidade 2030 introduz um travão histórico na política ambiental do país. Pela primeira vez, o Estado português estabelece limites territoriais à instalação de novos projetos de energias limpas, criando zonas de exclusão total onde a prioridade passa a ser a sobrevivência da vida selvagem.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Esta mudança de rumo surge em resposta direta aos sinais de saturação ecológica visíveis em vários pontos do território nacional. A proliferação acelerada destas grandes centrais vinha gerando forte contestação devido à <strong>fragmentação de habitats</strong> e à mortalidade de fauna silvestre. </p><p>O novo diploma tem como intuito criar um <strong>escudo protetor</strong> para espécies que viram o seu espaço vital encolher significativamente, traçando uma <strong>linha vermelha</strong> que os promotores energéticos deixam de poder atravessar.</p><h2>O mapa dos territórios protegidos pelo Estado</h2><p>Até agora, a ausência de uma proibição explícita permitia que novos empreendimentos avançassem sobre áreas de elevada sensibilidade ecológica. Casos emblemáticos como o <strong>Parque Eólico de Silves</strong>, localizado no nordeste algarvio, ou as torres geradoras em<strong> Arcos</strong><strong> de Valdevez</strong>, que tocam a área do Parque Nacional da Peneda-Gerês, ilustram bem este conflito de interesses entre a transição energética e o património natural. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Da mesma forma, os aerogeradores instalados em Torre de Moncorvo vinham levantando fortes preocupações devido ao impacto na Zona Especial de Proteção do Alto Douro Vinhateiro.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O panorama das <strong>centrais solares de grande dimensão</strong> também motivou alertas urgentes da comunidade científica e de associações ambientalistas. A <strong>Central Solar da Beira</strong>, planeada para a zona envolvente do Parque Natural do Tejo Internacional, em Castelo Branco, enfrentou forte oposição por ameaçar ecossistemas vulneráveis. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-estrategia-nacional-de-biodiversidade-trava-a-expansao-desenfreada-de-energias-renovaveis-1782134209248.jpg" data-image="q6mt9sanzwrg" alt="Fungos" title="Fungos"><figcaption>Os fungos vão pela primeira vez em Portugal ter uma lista vermelha de espécies ameaçadas. Foto: Andrii K/Pixabay</figcaption></figure><p>Noutro ponto, a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves contestou severamente a <strong>central fotovoltaica Sophia</strong>, localizada na região Centro, demonstrando que a barreira física dos painéis fragmenta corredores ecológicos vitais para mamíferos e avifauna. </p><p>Já na central de <strong>Ferreira do Alentejo</strong>, a associação Zero identificou riscos sérios para a sobrevivência de aves estepárias raras, como a <strong>abetarda</strong> e o <strong>sisão</strong>, que dependem das planícies abertas de cereais para nidificar.</p><h2>Regras claras para acelerar no local certo</h2><p>Com o novo enquadramento normativo, os projetos que incidam nestas áreas geográficas proibidas serão liminarmente recusados ou forçados a mudar de localização. </p><p>O texto legal estabelece que a energia fotovoltaica deve expandir-se preferencialmente através de <strong>estruturas já artificializadas</strong>, incentivando o aproveitamento de <strong>telhados industriais</strong>, recintos residenciais, parques de estacionamento e antigas minas desativadas. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Como contrapartida para o setor empresarial, a estratégia nacional identifica zonas de desenvolvimento preferencial, onde os processos de licenciamento ambiental serão consideravelmente mais céleres e previsíveis.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Esta clarificação territorial surge quando se discutem os mapas de aceleração energética do país. Embora esses planos setoriais excluíssem os parques das áreas protegidas pela Rede Natura 2000, subsistia uma lacuna que <strong>permitia submeter propostas para zonas adjacentes através de avaliações de impacto ambiental</strong>. A estratégia agora publicada fecha essa porta, definindo claramente onde a instalação é estritamente proibida.</p><h2>Dos fungos esquecidos à proteção do lobo</h2><p>A nova estratégia ambiental vai muito além da regulação do setor das energias limpas. O documento acolheu mais de metade das propostas apresentadas na consulta pública, integrando novidades estruturais profundas. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Uma das medidas mais relevantes concede um estatuto de proteção inédito aos fungos, grupo biológico essencial para o equilíbrio florestal, até agora esquecido pela legislação. O plano prevê a realização de um inventário nacional e o lançamento da primeira lista vermelha de espécies de fungos ameaçadas em Portugal.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A nível de fauna e flora, o diploma reativa a obrigatoriedade de implementar planos de ação urgentes destinados à preservação do <strong>lobo-ibérico</strong>, do <strong>lince-ibérico</strong> e de <strong>aves</strong> <strong>necrófagas</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="680361" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cientistas-alertam-o-mundo-nao-esta-pronto-para-cumprir-as-metas-para-as-energias-renovaveis.html" title="Cientistas alertam: o mundo não está pronto para cumprir as metas para as energias renováveis">Cientistas alertam: o mundo não está pronto para cumprir as metas para as energias renováveis</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cientistas-alertam-o-mundo-nao-esta-pronto-para-cumprir-as-metas-para-as-energias-renovaveis.html" title="Cientistas alertam: o mundo não está pronto para cumprir as metas para as energias renováveis"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-alertam-o-mundo-nao-esta-pronto-para-cumprir-as-metas-para-as-energias-renovaveis-1730072285386_320.jpg" alt="Cientistas alertam: o mundo não está pronto para cumprir as metas para as energias renováveis"></a></article></aside><p>A floresta também passa a contar com uma nova exigência legal com a obrigação de <strong>diversificar a </strong><strong>paisagem </strong>através da plantação de espécies autóctones muito mais resistentes à passagem dos incêndios, privilegiando o crescimento de<strong> carvalhos </strong>e<strong> castanheiros </strong>em detrimento de monoculturas inflamáveis.</p><h2>Cidadãos e proprietários como guardiões da natureza</h2><p>A governação ambiental do país ganha novas ferramentas práticas com a introdução do <strong>princípio do protetor-recebedor</strong>. O mecanismo visa remunerar financeiramente os proprietários privados e os gestores rurais que promovam boas práticas de conservação, reconhecendo o seu papel como guardiões do território. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Para viabilizar estes pagamentos, o Estado vai promover um mercado voluntário de carbono azul, focado nos ecossistemas marinhos, e um quadro nacional de créditos de natureza.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O envolvimento da sociedade civil na recolha de dados científicos passa também a estar formalmente oficializado. A <strong>ciência </strong><strong>cidadã</strong> será utilizada como um instrumento estratégico da administração pública, através da criação de plataformas digitais para validar as observações biológicas registadas pela população e por programas escolares. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-estrategia-nacional-de-biodiversidade-trava-a-expansao-desenfreada-de-energias-renovaveis-1782134587045.jpg" data-image="d7e0bps530ir" alt="Serra d’Opa, Penamacor" title="Serra d’Opa, Penamacor"><figcaption>A obrigatoriedade de proteger os geossítios nos planos diretores municipais é mais uma regra que a nova estratégia de biodiversidade impõe às autarquias. Foto da Serra d’Opa: Município de Penamacor</figcaption></figure><p>Por fim, a<strong> geodiversidade </strong>é elevada ao mesmo patamar de relevância jurídica da biodiversidade animal e vegetal, obrigando os municípios a delimitar e proteger os<strong> geossítios </strong>diretamente nos seus planos diretores municipais.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Di%C3%A1rio%20da%20Rep%C3%BAblica" data-year="" data-title="Estrat%C3%A9gia%20Nacional%20para%20a%20Conserva%C3%A7%C3%A3o%20da%20Natureza%20e%20Biodiversidade%20(ENCNB%202030)" data-url="https%3A%2F%2Fdiariodarepublica.pt%2Fdr%2Fdetalhe%2Fresolucao-conselho-ministros%2F125-2026-1133485782">Diário da República. <a href="https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/resolucao-conselho-ministros/125-2026-1133485782" target="_blank">Estratégia Nacional para a Conservação da Natureza e Biodiversidade (ENCNB 2030)</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nova-estrategia-nacional-de-biodiversidade-trava-a-expansao-desenfreada-de-energias-renovaveis.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como podes melhorar o solo para obter plantações bonitas?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-podes-melhorar-o-solo-para-obter-plantacoes-bonitas.html</link><pubDate>Mon, 22 Jun 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Cultivar uma horta é uma excelente ideia, desde que o solo não seja excessivamente argiloso, por exemplo! Aqui ficam algumas dicas para o enriquecer de forma natural e eficaz durante os próximos meses.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/comment-ameliorer-votre-sol-pour-avoir-de-belles-plantations-fumier-trucs-et-astuces-1781361193713.jpeg" data-image="lb0ypxrb5w1h" alt="¡Un buen suelo garantiza buenas hortalizas durante toda la temporada!" title="¡Un buen suelo garantiza buenas hortalizas durante toda la temporada!"><figcaption>Um bom solo garante bons legumes durante toda a época!</figcaption></figure><p>A qualidade do solo desempenha um papel fundamental no crescimento das plantas, seja numa horta de legumes ou num pomar. No entanto, os solos pesados podem impedir o desenvolvimento ideal das culturas, especialmente nas hortas de legumes. A seguir,<strong> apresentam-se algumas dicas para melhorar a estrutura do solo e favorecer o crescimento das plantas</strong>.</p><h2>Contribuição de nutrientes</h2><p>Para tornar os solos argilosos mais soltos, <strong>é essencial incorporar matéria orgânica que altere a sua estrutura</strong>. Por exemplo, recomenda-se aplicar uma camada generosa de folhas caídas no outono para enriquecer e arejar o solo.</p><p>No final de março, <strong>quando as folhas caídas escasseiam, pode utilizar-se estrume de cavalo bem decomposto</strong>. Graças à sua composição, este estrume é ideal para tornar o solo mais solto e decompõe-se mais rapidamente do que o estrume de vaca; além disso, ajuda a aquecer o solo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/comment-ameliorer-votre-sol-pour-avoir-de-belles-plantations-1781360706945.jpeg" data-image="nzivanu70rar" alt="La arcilla es práctica para la alfarería, pero mucho menos para la jardinería." title="La arcilla es práctica para la alfarería, pero mucho menos para la jardinería."><figcaption>A argila é útil para a olaria, mas muito menos para a jardinagem.</figcaption></figure><p>Para facilitar a incorporação do estrume (já decomposta), recomenda-se revolver a terra com uma pá ou uma ferramenta adequada. Em seguida, aplique o estrume seguindo as doses indicadas na embalagem (evite o excesso). Aguarde um ou dois dias antes de misturar o estrume com o solo argiloso, a menos que ambos estejam relativamente secos; nesse caso, não é necessário esperar.</p><h2>Plantação de vegetais de raiz</h2><p>Depois de enriquecer o solo com estrume, pode plantar vegetais de raiz, como cenouras, pastinacas ou rabanetes. <strong>Os seus sistemas radiculares irão trabalhar o solo em profundidade e ajudarão a arejá-lo ainda mais</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774134" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-resistentes-ao-sol-6-opcoes-faceis-de-cuidar-e-que-sao-perfeitas-para-plantar-em-vaso.html" title="Plantas resistentes ao sol: 6 opções fáceis de cuidar e que são perfeitas para plantar em vaso ">Plantas resistentes ao sol: 6 opções fáceis de cuidar e que são perfeitas para plantar em vaso </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-resistentes-ao-sol-6-opcoes-faceis-de-cuidar-e-que-sao-perfeitas-para-plantar-em-vaso.html" title="Plantas resistentes ao sol: 6 opções fáceis de cuidar e que são perfeitas para plantar em vaso "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-resistentes-ao-sol-6-opcoes-faceis-de-cuidar-e-que-sao-perfeitas-para-plantar-em-vaso-1781286257387_320.jpg" alt="Plantas resistentes ao sol: 6 opções fáceis de cuidar e que são perfeitas para plantar em vaso "></a></article></aside><p>Tenha em conta que certas variedades de cenoura são mais adequadas para solos pesados. Não hesite em pedir conselhos no seu centro de jardinagem para escolher a variedade que melhor se adapta ao seu terreno. Esta informação costuma constar na embalagem.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/comment-ameliorer-votre-sol-pour-avoir-de-belles-plantations-1781360791506.jpeg" data-image="oa2o83gxqs2d" alt="Un sencillo abono verde para triunfar: ¡phacelia! Es posible sembrar hasta principios de otoño." title="Un sencillo abono verde para triunfar: ¡phacelia! Es posible sembrar hasta principios de otoño."><figcaption>Um adubo verde simples para obter bons resultados: a facélia! É possível semeá-la até ao início do outono.</figcaption></figure><p><strong>Em solos argilosos, as cenouras podem ter dificuldade em crescer direitas</strong>. Existem variedades selecionadas especificamente para estas condições que, além disso, ajudam a melhorar a estrutura do solo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774216" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-suas-plantas-de-interior-sofrem-mais-com-o-ar-seco-do-que-com-a-falta-de-rega-este-metodo-pode-ajudar.html" title="As suas plantas de interior sofrem mais com o ar seco do que com a falta de rega: este método pode ajudar">As suas plantas de interior sofrem mais com o ar seco do que com a falta de rega: este método pode ajudar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-suas-plantas-de-interior-sofrem-mais-com-o-ar-seco-do-que-com-a-falta-de-rega-este-metodo-pode-ajudar.html" title="As suas plantas de interior sofrem mais com o ar seco do que com a falta de rega: este método pode ajudar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tus-plantas-de-interior-sufren-mas-por-el-aire-seco-que-por-falta-de-riego-este-metodo-puede-ayudar-1781527281831_320.jpeg" alt="As suas plantas de interior sofrem mais com o ar seco do que com a falta de rega: este método pode ajudar"></a></article></aside><p>Também pode semear facélia. Esta planta melhora a estrutura do solo graças ao seu sistema radicular e enriquece-o quando utilizada como adubo verde. Para tal, <strong>basta cortá-la e incorporá-la no solo, se assim o desejarem, antes de produzir sementes</strong>.</p><h2>Manutenção contínua</h2><p>Embora esta tarefa possa parecer trabalhosa, é fundamental para manter um solo arejado e fértil. Por isso, <strong>recomenda-se adicionar matéria orgânica regularmente, como folhas caídas ou, em certos anos, estrume</strong>, respeitando sempre as doses de aplicação recomendadas por metro quadrado.</p><p><strong>O seu solo irá recompensá-lo com plantas vigorosas </strong>e, com o tempo, tornar-se-á mais propício para uma grande variedade de hortaliças.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-podes-melhorar-o-solo-para-obter-plantacoes-bonitas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo em Portugal esta semana: arranca quente, mas com mudanças à vista; a chuva e trovoada devem manter-se]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-arranca-quente-mas-com-mudancas-a-vista-a-chuva-e-trovoada-devem-manter-se.html</link><pubDate>Mon, 22 Jun 2026 13:21:21 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Para além da chuva prevista até sexta-feira, podendo ainda ser acompanhada por trovoada até meio da semana, também se prevê uma descida generalizada das temperaturas a partir de quarta-feira. Confira aqui a previsão!</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/pAWfNrkaQg4/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=pAWfNrkaQg4" id="pAWfNrkaQg4"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A semana arranca quente e com<strong> probabilidade de chuva e trovoada no interior Norte e Centro</strong>. Esta segunda-feira arrancou cinzenta em boa parte do país e esperam-se aguaceiros fracos em alguns locais do Norte e Centro, podendo ser acompanhados de trovoada. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ainda assim, as temperaturas elevadas continuam, especialmente no interior. Para hoje, esperam-se valores máximos compreendidos entre os 23 ºC em Viana do Castelo e os 35 ºC em Bragança e Castelo Branco. Localmente, o <strong>Vale do Douro poderá registar máximas de 39 ºC, podendo ser um dos sítios mais quentes do país</strong>.</p><h2>IPMA cobre país com avisos amarelo e laranja, devido às temperaturas previstas</h2><p>Até às 18h de amanhã, terça-feira, os distritos de Vila Real, Bragança e Guarda estarão sob <strong>aviso laranja de tempo quente</strong>, segundo o IPMA, prevendo-se para o distrito de Bragança, especialmente na área onde se insere o Vale do Douro, <strong>valores de até 42 ºC</strong>, podendo, mais uma vez, esta ser uma das regiões mais quentes do país.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-arranca-quente-mas-ha-mudanca-a-vista-a-chuva-e-trovoada-devem-manter-se-1782130419634.png" data-image="xxfpujtsll12" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Ainda que para amanhã, véspera de São João, ainda se esperem valores bastante elevados, especialmente no interior do país, a partir de quarta-feira as temperaturas diminuem de forma significativa e generalizada.</figcaption></figure><p>À exceção dos distritos acima descritos e de Aveiro, Leiria, Lisboa e Faro, os <strong>restantes distritos estão sob aviso amarelo devido ao mesmo fator</strong>, na sua maioria também até às 18h de amanhã, esperando-se valores acima dos 30 ºC na maior parte do território, à exceção das cidades costeiras.</p><h2>Espera-se ocorrência de chuva e trovoada nos próximos dias, assim como uma descida das temperaturas</h2><p>Contudo, além das temperaturas elevadas, espera-se a <strong>ocorrência de chuva fraca e dispersa</strong> para amanhã, terça-feira, nas regiões Centro e Sul, também podendo ser acompanhada de trovoada. É esperado que esta instabilidade possa chegar ao Norte a partir das últimas horas da tarde. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-arranca-quente-mas-ha-mudanca-a-vista-a-chuva-e-trovoada-devem-manter-se-1782130782593.png" data-image="bdb6nm7f2fwe" alt="chuva prevista; quinta-feira" title="chuva prevista; quinta-feira"><figcaption>Na quinta-feira, a chuva poderá incidir sobre boa parte do continente português, ainda que com intensidade fraca, segundo a mais recente atualização dos nossos mapas.</figcaption></figure><p><strong>Esta tendência de chuva e trovoada deverá manter-se até à madrugada de quinta-feira</strong>, ainda que a chuva possa permanecer no país até sexta-feira, mas sem trovoada à vista. A atual previsão mostra-nos que na quinta-feira a chuva poderá cobrir uma área mais extensa face aos restantes dias da semana, como podemos observar no mapa acima.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775006" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/pico-do-episodio-de-tempo-quente-em-portugal-sera-hoje-e-amanha-maximas-ate-42-c-e-tres-distritos-sob-aviso-laranja.html" title="Pico do episódio de tempo quente em Portugal será hoje e amanhã: máximas até 42 ºC e três distritos sob aviso laranja">Pico do episódio de tempo quente em Portugal será hoje e amanhã: máximas até 42 ºC e três distritos sob aviso laranja</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/pico-do-episodio-de-tempo-quente-em-portugal-sera-hoje-e-amanha-maximas-ate-42-c-e-tres-distritos-sob-aviso-laranja.html" title="Pico do episódio de tempo quente em Portugal será hoje e amanhã: máximas até 42 ºC e três distritos sob aviso laranja"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pico-do-episodio-de-tempo-quente-em-portugal-sera-hoje-e-amanha-maximas-ate-42-c-e-tres-distritos-sob-aviso-laranja-1782133245055_320.jpg" alt="Pico do episódio de tempo quente em Portugal será hoje e amanhã: máximas até 42 ºC e três distritos sob aviso laranja"></a></article></aside><p>Para além disto, espera-se um <strong>arrefecimento generalizado a partir de quarta-feira</strong>, onde as temperaturas máximas vão diminuir de forma significativa, como se pode verificar no primeiro mapa deste artigo, onde apenas para <strong>sábado, dia 27, se preveem valores iguais ou superiores a 30 ºC </strong>nas capitais de distrito do interior Centro e Sul.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-arranca-quente-mas-com-mudancas-a-vista-a-chuva-e-trovoada-devem-manter-se.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pico do episódio de tempo quente em Portugal será hoje e amanhã: máximas até 42 ºC e três distritos sob aviso laranja]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/pico-do-episodio-de-tempo-quente-em-portugal-sera-hoje-e-amanha-maximas-ate-42-c-e-tres-distritos-sob-aviso-laranja.html</link><pubDate>Mon, 22 Jun 2026 13:07:30 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal atravessa agora o pico do episódio de tempo quente, com vários distritos sob aviso do IPMA e temperaturas até 42 ºC nalguns locais do interior. A partir de quarta-feira, prevê-se uma descida gradual das temperaturas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xahvhei"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xahvhei.jpg" id="xahvhei"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal continental prepara-se para enfrentar esta segunda e terça-feira o pico do episódio de tempo quente, com <strong>temperaturas que poderão atingir ou ultrapassar os 40 ºC em algumas regiões do interior</strong>. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>A persistência de uma massa de ar muito quente sobre a Península Ibérica levou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) a colocar <strong>três distritos sob aviso laranja e outros onze sob aviso amarelo</strong> devido à persistência de valores elevados ou muito elevados da temperatura máxima. A partir de quarta-feira, os modelos meteorológicos apontam para uma alteração do padrão atmosférico, que deverá favorecer uma <strong>descida das temperaturas</strong>.</p><h2>Interior Norte, Centro e Alentejo entre as regiões mais quentes</h2><p>A atual situação meteorológica resulta da interação entre uma dorsal anticiclónica e uma depressão isolada em altitude (gota fria) a oeste da Península Ibérica. <strong>Esta configuração impulsiona uma massa de ar muito quente sobretudo para Espanha, França e outros países da Europa</strong>. Em Portugal continental, a influência do Atlântico atenua os extremos de calor no litoral, enquanto a aproximação da gota fria poderá favorecer alguma instabilidade no interior. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/onda-de-calor-intensifica-se-em-portugal-continental-temperaturas-ate-41-c-e-tres-distritos-sob-aviso-laranja-1782129919592.png" data-image="97xsnukxsn68"><figcaption>As rajadas de vento mantêm-se geralmente fracas a moderadas em grande parte de Portugal continental durante a tarde de segunda-feira, favorecendo a permanência da massa de ar quente. Apenas as terras altas e algumas zonas do interior Norte registam rajadas localmente mais intensas.</figcaption></figure><p>O céu pouco nublado e o vento fraco favorecerão um aquecimento acentuado, com temperaturas entre 38 e 41 ºC no interior Norte e Centro, Vale do Tejo e Alentejo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/onda-de-calor-intensifica-se-em-portugal-continental-temperaturas-ate-41-c-e-tres-distritos-sob-aviso-laranja-1782129801379.png" data-image="at6qmd0ey30b"><figcaption>Na tarde de segunda-feira, as temperaturas aproximam-se ou ultrapassam os 35 ºC em grande parte do interior Norte e Centro, Vale do Tejo e Alentejo, com os valores mais elevados a registarem-se no interior da Península Ibérica. O litoral ocidental mantém-se significativamente mais fresco devido à influência do Atlântico.</figcaption></figure><p>Face às temperaturas previstas, o <strong>IPMA emitiu aviso laranja para os distritos de Bragança, Guarda e Vila Real</strong>, enquanto <strong>Beja, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal, Viana do Castelo e Viseu</strong> <strong>permanecem sob aviso amarelo</strong>. O instituto recomenda reforçar a hidratação, evitar a exposição solar durante as horas de maior calor e reduzir atividades físicas intensas no exterior, sobretudo entre crianças, idosos e pessoas com doenças crónicas.</p><h2>Descida das temperaturas começa na quarta-feira</h2><p>Terça-feira deverá marcar o <strong>pico do episódio de tempo quente</strong>, mantendo-se praticamente inalteradas as condições atmosféricas que têm favorecido as temperaturas elevadas.</p><p>A partir de quarta-feira, a circulação atmosférica deverá começar a alterar-se. O <strong>enfraquecimento da dorsal anticiclónica</strong> permitirá uma maior influência do Atlântico sobre Portugal continental, <strong>favorecendo a entrada de ar menos quente</strong> e um ligeiro reforço do vento de oeste a noroeste. Como consequência, prevê-se uma descida das temperaturas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/onda-de-calor-intensifica-se-em-portugal-continental-temperaturas-ate-41-c-e-tres-distritos-sob-aviso-laranja-1782129626974.png" data-image="kjc885z0n4l8"><figcaption>Na tarde de quinta-feira, a descida das temperaturas torna-se evidente no litoral e nas regiões Norte e Centro, enquanto o interior sul continua a registar valores elevados, embora inferiores aos observados durante o pico da onda de calor.</figcaption></figure><p>Esta diminuição deverá sentir-se primeiro no litoral e nas regiões Norte e Centro, onde a influência marítima será mais evidente. <strong>No interior sul</strong>, apesar da descida prevista, o <strong>tempo continuará quente</strong>, embora as temperaturas se afastem dos valores elevados registados no início da semana.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774985" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/atividade-eletrica-no-interior-de-portugal-nuvens-de-trovoada-intensificam-se-a-partir-das-13h-desta-segunda-feira.html" title="Atividade elétrica no interior de Portugal: nuvens de trovoada intensificam-se a partir das 13h desta segunda-feira 22">Atividade elétrica no interior de Portugal: nuvens de trovoada intensificam-se a partir das 13h desta segunda-feira 22</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/atividade-eletrica-no-interior-de-portugal-nuvens-de-trovoada-intensificam-se-a-partir-das-13h-desta-segunda-feira.html" title="Atividade elétrica no interior de Portugal: nuvens de trovoada intensificam-se a partir das 13h desta segunda-feira 22"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/atividade-eletrica-no-interior-de-portugal-nuvens-de-trovoada-intensificam-se-a-partir-das-13h-desta-segunda-feira-1782127281051_320.png" alt="Atividade elétrica no interior de Portugal: nuvens de trovoada intensificam-se a partir das 13h desta segunda-feira 22"></a></article></aside><p>Ainda que a descida das temperaturas seja consensual entre os modelos meteorológicos, será importante acompanhar as previsões, uma vez que poderão ocorrer pequenos ajustes.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/pico-do-episodio-de-tempo-quente-em-portugal-sera-hoje-e-amanha-maximas-ate-42-c-e-tres-distritos-sob-aviso-laranja.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A matéria que forma estrelas, planetas e corpos humanos representa apenas uma pequena fração do Universo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-materia-que-forma-estrelas-planetas-e-corpos-humanos-representa-apenas-uma-pequena-fracao-do-universo.html</link><pubDate>Mon, 22 Jun 2026 13:03:06 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Tudo o que existiu, o que existe e o que existirá é constituído por quarks ou matéria bariónica, mas estas partículas subatómicas representam apenas uma pequena fração do Universo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-materia-que-forma-estrellas-planetas-y-cuerpos-humanos-representa-solo-una-pequena-fraccion-del-universo-1781818836748.png" data-image="kp7f8hvyuhnp"><figcaption>Dependendo da combinação, os quarks formam, entre outras partículas, os neutrões e os protões, que constituem a base do núcleo atómico.</figcaption></figure><p>Recentemente, ficámos a saber que os quarks representam o nível mais fundamental da matéria conhecida (bariónica). Estas partículas não têm estrutura interna e, de acordo com o Modelo Padrão, existem <strong>6 sabores distintos, organizados em 3 gerações</strong>, que determinam as propriedades subatómicas de tudo.</p><p>Uma das suas características mais notáveis é que a sua carga elétrica é fracionária e que possuem uma propriedade adicional chamada "carga de cor", que, por incrível que pareça, não está relacionada com a cor visual, mas sim com a interação que rege a força nuclear forte, a mais intensa das forças fundamentais conhecidas.</p><div class="texto-destacado">Esta força é mediada por partículas chamadas gluões, que são responsáveis pela troca de carga de cor entre os quarks. Basicamente, atua como uma cola e garante que os quarks permaneçam ligados mesmo em condições de energia extrema.</div><p>Este comportamento conduz ao fenómeno conhecido como confinamento, que pode ser observado quando se tenta separar dois quarks. <strong>A energia do campo aumenta tanto que se criam novos pares de quark-antiquark</strong>, impedindo que existam de forma isolada.</p><p>Graças a este mecanismo, os quarks não aparecem livremente, mas sim formando estruturas estáveis; estas combinações dão origem a partículas compostas, como protões e neutrões, que constituem a base física dos núcleos atómicos e, em última instância, de toda a matéria visível no Universo.</p><h2>A arquitetura nuclear</h2><p>Basicamente, a matéria bariónica é constituída por partículas formadas pela combinação de 3 quarks, pelo que constituem o núcleo da matéria estável. Por exemplo, <strong>o protão é composto por dois quarks up e um down, enquanto o neutrão contém dois quarks down e um up</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-materia-que-forma-estrellas-planetas-y-cuerpos-humanos-representa-solo-una-pequena-fraccion-del-universo-1781816263105.png" data-image="yt2u6h0l5p1n"><figcaption>No Modelo Padrão das partículas elementares, os quarks constituem um subgrupo da matéria bariónica.</figcaption></figure><p>Embora pareça uma descrição simples, a massa dos bariões encerra uma das ideias mais profundas da física moderna. <strong>Os quarks up e down contribuem com apenas uma fração mínima da massa total </strong>medida experimentalmente em protões e neutrões.</p><p>A maior parte da massa bariónica provém da energia associada ao movimento relativista dos quarks e também ao intenso campo de gluões que os mantém confinados. Ou seja, trata-se de uma manifestação direta da equivalência entre massa e energia descrita pela famosa equação de Einstein.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765324" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cientistas-apontam-para-um-universo-oculto-anterior-ao-big-bang-que-ainda-deixa-vestigios-no-espaco.html" title="Cientistas apontam para um universo oculto anterior ao Big Bang que ainda deixa vestígios no espaço">Cientistas apontam para um universo oculto anterior ao Big Bang que ainda deixa vestígios no espaço</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cientistas-apontam-para-um-universo-oculto-anterior-ao-big-bang-que-ainda-deixa-vestigios-no-espaco.html" title="Cientistas apontam para um universo oculto anterior ao Big Bang que ainda deixa vestígios no espaço"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-apuntan-a-un-universo-oculto-previo-al-big-bang-que-aun-deja-huella-en-el-espacio-1776857354736_320.jpg" alt="Cientistas apontam para um universo oculto anterior ao Big Bang que ainda deixa vestígios no espaço"></a></article></aside><p>Esta dinâmica interna explica por que razão a matéria comum é como é em grande escala; a verdade é que <strong>a estabilidade do protão e o equilíbrio energético alcançado no interior do núcleo permitem a existência prolongada de átomos</strong>, moléculas, estrelas e estruturas complexas em grandes escalas de tempo.</p><h3>Uma fração verdadeiramente pequena</h3><p>Se pudéssemos observar o Universo na sua totalidade, o papel dos bariões pareceria surpreendentemente insignificante. Além disso, se tivermos em conta que toda a matéria composta por protões e neutrões, incluindo galáxias, planetas e seres vivos, <strong>representa cerca de 5% do conteúdo total do cosmos</strong>.</p><p>Como já referimos anteriormente, a maior parte do Universo é constituída por componentes invisíveis. A (mal denominada) matéria escura, que constitui cerca de um quarto do total, não interage com a luz, mas revela a sua presença através da sua influência gravitacional sobre as galáxias e os aglomerados galácticos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-materia-que-forma-estrellas-planetas-y-cuerpos-humanos-representa-solo-una-pequena-fraccion-del-universo-1781819787098.png" data-image="w947lfjvgr3u"><figcaption>A força desconhecida que provoca a aceleração do Universo é designada por "Energia Negra". Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>E a energia escura, ainda mais desconcertante, responsável por aproximadamente dois terços do conteúdo total do Universo, com um efeito que se manifesta como uma expansão acelerada de todo o espaço-tempo, contrariando a atração gravitacional de toda a matéria conhecida.</p><p>Este panorama redefine a nossa perspetiva cósmica e, embora a física dos quarks e dos bariões explique tudo o que podemos tocar e observar diretamente, <strong>o destino e a estrutura em grande escala do Universo são dominados por componentes cuja natureza continua a ser desconhecida</strong>.</p><h3>Evidência experimental e fronteiras</h3><p>O mais incrível é que nós próprios podemos aceder a conhecimentos detalhados sobre quarks, gluões e bariões através de compilações experimentais rigorosas, como as do Particle Data Group, que reúne resultados de experiências realizadas nos principais aceleradores de partículas do mundo.</p><p>No âmbito cosmológico, <strong>missões espaciais como a Planck e a WMAP permitiram medir, com grande precisão</strong> as frações tanto da matéria bariónica, como da matéria escura e da energia escura do Universo e, de facto, continuam a fazê-lo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="679254" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/interior-do-atomo-e-mostrado-pela-primeira-vez-em-imagem-de-quarks-e-gluons.html" title="Interior do átomo é mostrado pela primeira vez em imagem de quarks e gluões">Interior do átomo é mostrado pela primeira vez em imagem de quarks e gluões</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/interior-do-atomo-e-mostrado-pela-primeira-vez-em-imagem-de-quarks-e-gluons.html" title="Interior do átomo é mostrado pela primeira vez em imagem de quarks e gluões"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/interior-do-atomo-e-mostrado-pela-primeira-vez-em-imagem-de-quarks-e-gluons-1729369476842_320.png" alt="Interior do átomo é mostrado pela primeira vez em imagem de quarks e gluões"></a></article></aside><p>Ao combinar os dados experimentais com modelos teóricos cosmológicos, é possível estabelecer uma ligação entre a física das partículas e a evolução do cosmos, desde os primeiros instantes após o Big Bang até à formação das galáxias, das estruturas em grande escala e, porque não, dos olhos da pessoa amada.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-materia-que-forma-estrelas-planetas-e-corpos-humanos-representa-apenas-uma-pequena-fracao-do-universo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Atividade elétrica no interior de Portugal: nuvens de trovoada intensificam-se a partir das 13h desta segunda-feira 22]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/atividade-eletrica-no-interior-de-portugal-nuvens-de-trovoada-intensificam-se-a-partir-das-13h-desta-segunda-feira.html</link><pubDate>Mon, 22 Jun 2026 11:22:05 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma gota fria no Atlântico será responsável por fazer com que grande parte de Portugal escape ao calor extremo, impulsionando-o principalmente para Espanha, França e outros países europeus. No entanto, haverá aguaceiros, trovoadas e risco de granizo.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xahv0su"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xahv0su.jpg" id="xahv0su"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Neste momento há uma <strong>depressão isolada em altitude situada a oeste de Portugal continental</strong>, cujo núcleo de ar frio, em contraste com o ar quente à superfície, contribuirá para o aumento da instabilidade meteorológica <strong>nesta tarde de segunda-feira (22)</strong> em algumas regiões do país, sob a forma de <strong>aguaceiros dispersos, trovoadas e até mesmo possibilidade de queda de granizo</strong>. </p><p>Para esta instabilidade atmosférica também contribuirá o <strong>forçamento orográfico</strong> associado ao relevo montanhoso de algumas das regiões mais afetadas. Os aguaceiros e trovoadas vão refrescar o estado do tempo, de forma muito pontual e localizada.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Em simultâneo, existe sobre uma grande parte da Península Ibérica<strong> uma crista anticiclónica</strong>, precisamente devido à presença dessa depressão cujo flanco dianteiro vai impulsionando<strong> o ar quente e seco do Norte de África</strong> (ventos de Sul) sobretudo para Espanha, França e outros países europeus, <strong>fazendo com que Portugal continental não seja tão atingido pelo calor extremo</strong>.</p><h2>Nesta tarde de segunda-feira haverá risco de trovoada nestes distritos</h2><p>A partir do início da tarde de hoje, 22 de junho, está previsto que se comecem a formar <strong>nuvens de desenvolvimento vertical sobre o interior Norte e Centro, podendo estender-se pontualmente ao Alto Alentejo</strong>. As condições atmosféricas serão particularmente favoráveis à ocorrência de aguaceiros e trovoadas em zonas montanhosas, onde a atividade elétrica será inicialmente muito dispersa e localizada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/atividade-eletrica-no-interior-de-portugal-nuvens-de-trovoada-intensificam-se-a-partir-das-13h-desta-segunda-feira-1782126716133.png" data-image="hteguiqkzluv"><figcaption>A previsão da concentração de descargas elétricas para esta segunda-feira, 22 de junho, indica que a sua distribuição tenderá a ocorrer no interior Norte, Centro e Alto Alentejo.</figcaption></figure><p>De acordo com os mapas de referência da Meteored, à medida que as células convectivas evoluírem e se deslocarem para leste e sul, <strong>os fenómenos decorrentes da precipitação convectiva e da atividade elétrica abrangerão áreas mais vastas, sobretudo entre as 15:00 e as 19:00</strong>.</p><p>Os distritos de <strong>Vila Real, Viseu, Bragança, Guarda, Castelo Branco e Portalegre</strong> apresentam maior probabilidade de registar <strong>aguaceiros e trovoadas</strong>, embora algumas áreas de outros distritos do Norte e Centro também possam ser pontualmente afetadas. <strong>Não se descarta, igualmente, o risco de queda ocasional de granizo</strong>. Os valores de <strong>precipitação acumulada serão residuais</strong> a praticamente nulos, devido à baixa humidade ambiental (geralmente inferior a 50%), podendo localmente somar apenas 1 ou 2 mm.</p><h2>Avisos amarelo e laranja de tempo quente e perigo muito elevado a máximo de incêndio</h2><p>Devido à previsão de persistência de valores elevados da temperatura máxima, o IPMA emitiu <strong>aviso amarelo de tempo quente </strong>para os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Viseu, Coimbra, Castelo Branco, Santarém, Portalegre, Évora, Setúbal e Beja.</p><p>Somente em 3 distritos de Portugal continental,- todos situados no interior Norte e Centro <strong>(Vila Real, Bragança e Guarda</strong>) e onde os mapas preveem valores próximos aos máximos anteriormente registados -, foi emitido o<strong> aviso laranja de tempo quente </strong>devido à persistência de <strong>valores muito elevados da temperatura máxima</strong>. Em várias localidades destes distritos as temperaturas máximas ultrapassarão facilmente a barreira dos <strong>36 ºC, podendo alcançar os 42 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/atividade-eletrica-no-interior-de-portugal-nuvens-de-trovoada-intensificam-se-a-partir-das-13h-desta-segunda-feira-1782126871659.png" data-image="w2ryw35zqcws"><figcaption>O episódio de calor intenso mantém-se nesta segunda-feira, 22 de junho, com os distritos de Vila Real, Bragança e Guarda sob aviso laranja devido à persistência de valores muito elevados da temperatura máxima.</figcaption></figure><p>Um fenómeno adverso que merece especial atenção nesta tarde de segunda-feira (22) é o <strong>risco</strong><strong> de incêndios rurais ou florestais desencadeados por raios</strong>. Isto porque uma parte significativa da atividade elétrica prevista poderá estar associada a episódios de<strong> “trovoada seca”</strong>, caracterizados pela ocorrência de descargas elétricas com precipitação escassa ou até mesmo inexistente à superfície.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774884" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-calor-intenso-em-portugal-marcada-por-aguaceiros-e-trovoadas-eis-as-regioes-mais-afetadas-e-ate-quando.html" title="Semana de calor intenso em Portugal marcada por aguaceiros e trovoadas: eis as regiões mais afetadas e até quando">Semana de calor intenso em Portugal marcada por aguaceiros e trovoadas: eis as regiões mais afetadas e até quando</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-calor-intenso-em-portugal-marcada-por-aguaceiros-e-trovoadas-eis-as-regioes-mais-afetadas-e-ate-quando.html" title="Semana de calor intenso em Portugal marcada por aguaceiros e trovoadas: eis as regiões mais afetadas e até quando"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-calor-intenso-em-portugal-continental-marcada-por-aguaceiros-e-trovoadas-1782052143985_320.png" alt="Semana de calor intenso em Portugal marcada por aguaceiros e trovoadas: eis as regiões mais afetadas e até quando"></a></article></aside><p>A nível geográfico, os distritos onde se prevê uma maior incidência de trovoadas - Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Castelo Branco e Portalegre - <strong>coincidem</strong>, em grande medida, com as áreas identificadas pelo mapa de <strong>perigo de incêndio rural do IPMA</strong> para esta segunda-feira (22), <strong>onde a maioria dos concelhos apresenta um nível muito elevado ou máximo de suscetibilidade à ignição</strong>. Deste modo, esta sobreposição, está associada ao aumento da probabilidade de deflagração de focos de incêndio provocados por descargas elétricas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/atividade-eletrica-no-interior-de-portugal-nuvens-de-trovoada-intensificam-se-a-partir-das-13h-desta-segunda-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A ciência faz alertas sobre o clima, mas não costuma dar soluções: o alerta de um estudo de Cambridge]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-ciencia-faz-alertas-sobre-o-clima-mas-nao-costuma-dar-solucoes-o-alerta-de-um-estudo-de-cambridge.html</link><pubDate>Mon, 22 Jun 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A comunicação sobre as alterações climáticas é uma das questões mais complexas e debatidas: os cientistas devem limitar-se a apresentar os dados ou devem também propor soluções? Um estudo da Universidade de Cambridge examina este problema.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-scienza-lancia-allerte-sul-clima-ma-spesso-non-indica-le-soluzioni-l-avviso-di-un-macro-studio-di-cambridge-1781630361404.jpeg" data-image="gly2xgggp6sf"><figcaption>A ciência delineia os cenários, enquanto os formuladores de políticas devem decidir sobre as estratégias, onde concentrar esforços e que soluções adotar. Trata-se de uma linha ténue: ao analisar os cenários do IPCC, quem deve indicar o caminho a seguir e as soluções a serem empregadas — e de que maneira devem proceder?</figcaption></figure><p>A ciência do clima está a tornar-se cada vez mais clara: as <strong>alterações climáticas</strong> são uma realidade, e a atividade humana é a causa. Os primeiros alertas remontam ao final das décadas de 1980 e 1990 — <strong>alertas </strong>que, na época, eram cautelosos, marcados pela dúvida e pela incerteza, e acompanhados por um estilo de comunicação científica e ambiental muito diferente do atual.</p><p>Naquela época, os cientistas do clima sustentavam que não lhes cabia <strong>propor soluções ou enfatizar a urgência de ações</strong>. De lá para cá, a situação mudou; artigos científicos trazem, cada vez mais, indicações que avançam para o campo das decisões políticas. No entanto, o tema continua a ser objeto de debate, uma vez que questões complexas surgem durante a transição da investigação para a formulação de políticas.</p><p>A distinção entre <strong>fazer ciência e traduzi-la em recomendações de políticas</strong> <strong>públicas </strong>é real, mas frequentemente é subestimada ou mal articulada. Um estudo da Universidade de Cambridge lança luz sobre esta questão.</p><h2>Como a comunicação climática mudou</h2><p>Nas décadas de <strong>1980 e 1990</strong>, os <strong>climatologistas geralmente limitavam-se a contextualizar a questão e a apresentar dados e factos</strong> — apontando as causas sem se aventurar muito no terreno das soluções ou da urgência de agir. Foi justamente esta cautela — esta tendência de se abster estritamente ao seu papel profissional como climatologistas — que foi apontada como uma falha na comunicação sobre as alterações climáticas e um fator que contribuiu para a ação limitada tomada até então.</p><p>Consequentemente, a partir, sobretudo, do Quarto Relatório de Avaliação do IPCC em <strong>2007</strong>, os <strong>cientistas começaram a aventurar-se cada vez mais num território que era político</strong>, e não científico. De facto, muitas partes interessadas tinham solicitado explicitamente que o fizessem, argumentando: "Vocês não devem apenas falar-nos sobre os problemas; precisam falar-nos também sobre as soluções".</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772260" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/poem-fim-a-previsao-mais-assustadora-porque-e-que-os-cientistas-acabam-de-excluir-o-pior-futuro-climatico-possivel.html" title="Põem fim à previsão mais assustadora: porque é que os cientistas acabam de excluir o pior futuro climático possível">Põem fim à previsão mais assustadora: porque é que os cientistas acabam de excluir o pior futuro climático possível</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/poem-fim-a-previsao-mais-assustadora-porque-e-que-os-cientistas-acabam-de-excluir-o-pior-futuro-climatico-possivel.html" title="Põem fim à previsão mais assustadora: porque é que os cientistas acabam de excluir o pior futuro climático possível"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ponen-fin-del-pronostico-mas-aterrador-por-que-los-cientificos-acaban-de-borrar-el-peor-futuro-climatico-posible-1780579947938_320.png" alt="Põem fim à previsão mais assustadora: porque é que os cientistas acabam de excluir o pior futuro climático possível"></a></article></aside><p>Em artigos científicos, em conferências voltadas tanto para a comunidade científica quanto para o público em geral, e durante eventos paralelos às Conferências das Partes, investigadores têm apresentado, com frequência crescente, afirmações como "para permanecer dentro do limite de 1,5 °C, os governos devem fazer X..." ou "para evitar ultrapassar pontos de não retorno, é necessário implementar políticas rigorosas em relação a...".</p><p>No entanto, um estudo da Universidade de Cambridge sugere agora que está a surgir o problema oposto. Uma análise de mais de 3.000 artigos científicos sobre a mitigação das alterações climáticas revela uma questão: as <strong>recomendações sobre como traduzir estudos em políticas públicas</strong> são, com demasiada frequência, <strong>vagas, inviáveis ou desconectadas </strong>das conclusões reais dos estudos.</p><h2>O estudo de Cambridge</h2><p>Num artigo publicado na revista<em> Nature Environmental Social Sciences</em> intitulado "<em>Confusing evidence with arguments: a systematic review of policy recommendations for net-zero emissions</em>", um grupo de investigadores <strong>analisou mais de 3.000 artigos científicos sobre mitigação das alterações climáticas, transição energética para fontes renováveis</strong>, transporte e mobilidade sustentável.</p><p>Três questões recorrentes surgiram: <strong>incertezas ocultas, linguagem emotiva e "listas de desejos" que, muitas vezes, eram politicamente irrealistas</strong>. Em suma, os estudos propunham soluções e políticas — incluindo medidas rigorosas, proibições ou restrições severas — de natureza política, e não científica, mas não detalhavam como implementá-las de forma prática, social ou económica no mundo real.</p><h2>As limitações dos cientistas de "linha dura"</h2><p>A equipa que publicou este estudo afirma que muitos <strong>cientistas </strong>não estão familiarizados com os detalhes do processo de formulação de políticas, o que pode levá-los a fazer <strong>recomendações irrealistas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-scienza-lancia-allerte-sul-clima-ma-spesso-non-indica-le-soluzioni-l-avviso-di-un-macro-studio-di-cambridge-1781630465357.jpeg" data-image="ax7dnsynvgbv"><figcaption>Solar, eólica ou nuclear? Imposto sobre carbono ou cotas de CO2? A ciência do clima frequentemente discute soluções, mas permanece distante do mundo político real, que precisa de tomar decisões e agir diariamente.</figcaption></figure><p>Afinal, reconhece-se que o delineamento de recomendações de políticas é parte fundamental do processo de investigação — justamente para<strong> evitar a apresentação de problemas sem a proposição de soluções</strong>.</p><div class="texto-destacado">"O nosso primeiro passo para tornar a investigação mais acessível aos formuladores de políticas foi entender como investigadores das áreas de engenharia e ciência do clima formulam atualmente recomendações de políticas", disse o autor principal, Dr. Vangelis Danopoulos, do Laboratório de Estatística de Cambridge. "E constatamos que, embora a ciência seja sólida, as recomendações de políticas — isto é, a forma como a ciência é implementada — são frequentemente tratadas como algo secundário".</div><p>No entanto, <strong>a forma como as recomendações são apresentadas precisa de ser aprimorada</strong>; nesse sentido, o grupo de investigação defende a oferta de cursos de capacitação para investigadores e cientistas e sustenta que as agências de fomento devem incluir a comunicação sobre políticas no processo de financiamento.</p><h2>O risco de exploração</h2><p>Um estudo como este — que faz uma crítica fundamentada à forma como a ciência do clima é comunicada — pode ser explorado por negacionistas das alterações climáticas. Na realidade, o artigo não nega, de forma alguma, a questão climática; pelo contrário, procura abordar um dos aspetos mais desafiadores e debatidos do tema: a<strong> comunicação sobre o clima</strong>. Esta distinção é fundamental: criticar a forma como a ciência é comunicada não é o mesmo que questionar a ciência em si.</p><p>Em última análise, a solução não é que os cientistas falem menos sobre <strong>política</strong>, mas que<strong> falem sobre ela de forma mais eficaz</strong> — com maior rigor, humildade e consciência dos processos políticos, que diferem significativamente da forma como o trabalho é realizado em laboratórios científicos.</p><p><strong>A comunicação eficaz da ciência do clima é a base essencial para a tomada de decisões políticas sólidas</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Danopoulos%2C%20E.%20et%20al" data-year="2026" data-title="Blurring%20evidence%20with%20advocacy%3A%20a%20systematic%20review%20of%20policy%20recommendations%20for%20net%20zero" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs44432-026-00012-6">Danopoulos, E. et al. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s44432-026-00012-6" target="_blank">Blurring evidence with advocacy: a systematic review of policy recommendations for net zero</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-ciencia-faz-alertas-sobre-o-clima-mas-nao-costuma-dar-solucoes-o-alerta-de-um-estudo-de-cambridge.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Florestas e rios ameaçados: a crise climática está a destruir a flora e a fauna mais rapidamente em climas temperados]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/florestas-e-rios-ameacados-a-crise-climatica-esta-a-destruir-a-flora-e-a-fauna-mais-rapidamente-em-climas-temperados.html</link><pubDate>Mon, 22 Jun 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Durante décadas, as espécies tropicais foram amplamente consideradas mais vulneráveis do que as espécies temperadas. No entanto, alguns estudos sugerem o contrário. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/florestas-e-rios-ameacados-a-crise-climatica-esta-a-destruir-a-flora-e-a-fauna-mais-rapidamente-em-climas-temperados-1781992072166.jpg" data-image="cn9z0fm54p8e" alt="rios e florestas; biodiversidade" title="rios e florestas; biodiversidade"><figcaption>As alterações climáticas poderão em breve provocar uma perda catastrófica da biodiversidade global.</figcaption></figure><p>Imagine regressar ao seu trilho de caminhada favorito 15 anos após a sua primeira visita e descobrir que muitas das plantas e animais que antes ali viviam desapareceram. Embora estas espécies possam ainda existir noutros locais, estes desaparecimentos (ou extinções locais) estão entre os <strong>sinais mais claros de que as alterações climáticas já estão a transformar ecossistemas e a ameaçar espécies em todo o mundo</strong>.</p><p> Investigadores da Universidade do Arizona compararam as extinções locais causadas pelas recentes alterações climáticas em <strong>mais de 5.100 espécies de plantas e animais de todo o mundo</strong>, incluindo centenas de espécies de traças e escaravelhos, centenas de peixes e aves, muitos mamíferos, rãs, salamandras e lagartos, e quase 3.000 espécies de plantas. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p> No estudo publicado na <em>Nature Climate Change</em>, os investigadores descobriram que <strong>49% das espécies temperadas sofreram extinção local nas partes mais quentes das suas áreas de distribuição</strong>, em comparação com apenas 33% das espécies tropicais. </p><p> A investigação baseou-se em levantamentos de biodiversidade em quase 40.000 locais em todo o mundo, permitindo aos investigadores <strong>comparar registos históricos com levantamentos realizados anos ou décadas mais tarde</strong>, tornando-se a maior análise de extinções locais impulsionadas pelo clima realizada até à data. </p><h2>Vários fatores foram tidos em consideração para este estudo</h2><p>Estes resultados foram<strong> consistentes em muitos grupos diferentes de organismos</strong>, incluindo insetos, vertebrados, plantas e espécies marinhas e de água doce.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/florestas-e-rios-ameacados-a-crise-climatica-esta-a-destruir-a-flora-e-a-fauna-mais-rapidamente-em-climas-temperados-1781992617088.jpg" data-image="gleh4nktfnz1" alt="abelhas; insetos;" title="abelhas; insetos;"><figcaption>Utilizando um conjunto de dados à escala global de estudos de reavaliação que abrangem 5.151 espécies de plantas e animais em 39.157 locais, os investigadores mostraram que as extinções locais relacionadas com o clima foram significativamente mais frequentes entre as espécies temperadas (49% das espécies inquiridas) do que entre as espécies tropicais (33%).</figcaption></figure><p>Para compreender este padrão inesperado, os <strong>investigadores analisaram múltiplos fatores relacionados com o clima</strong>, incluindo tendências de aquecimento a longo prazo, alterações nas chuvas, condições de seca e ondas de calor em locais globais. Também excluíram locais que podem ter sido afetados por fatores de stress não climáticos, como a desflorestação. </p><p> Os investigadores encontraram uma explicação principal para o padrão: <strong>as regiões temperadas estão a aquecer mais rapidamente</strong> do que as regiões tropicais.</p><h2>Regiões temperadas aqueceram mais que as regiões tropicais</h2><p> Os investigadores descobriram que o aumento máximo de temperatura num período de 25 anos foi de aproximadamente cerca de 2 ºC nas regiões tropicais. <strong>Nas regiões temperadas, o aumento máximo foi de cerca de 3,3 °C</strong>. </p><p> A equipa também examinou <strong>de que forma as espécies responderam ao aquecimento em cada região</strong>. Durante décadas, os cientistas acreditaram que as espécies tropicais seriam especialmente vulneráveis às alterações climáticas devido à sua fisiologia. Como as espécies tropicais evoluíram sob temperaturas relativamente estáveis durante todo o ano, acreditava-se que tinham <strong>menos tolerância às mudanças de temperatura</strong> do que as espécies temperadas, que experimentam uma maior variação sazonal de temperatura. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/florestas-e-rios-ameacados-a-crise-climatica-esta-a-destruir-a-flora-e-a-fauna-mais-rapidamente-em-climas-temperados-1781993295419.jpg" data-image="ozjkhiupcolu" alt="flora" title="flora"><figcaption>Em alguns locais, determinadas plantas deixaram de existir ou deslocaram-se para sítios com temperaturas mais adequadas ao seu crescimento.</figcaption></figure><p> As <strong>extinções locais observadas não significam necessariamente que toda a espécie foi extinta</strong>, mas mostram que as populações não conseguem sobreviver às alterações das condições ambientais. Perdas semelhantes em toda a área de distribuição de uma espécie podem levar à extinção de toda a espécie. </p><p><strong> Para algumas espécies, migrar para habitats mais frios pode nem ser possível</strong>. Os animais podem não conseguir atravessar autoestradas, cidades ou outras paisagens urbanizadas, enquanto os peixes e outras espécies aquáticas estão frequentemente confinados a lagos e rios específicos. Nas montanhas, as espécies podem continuar a deslocar-se para altitudes mais elevadas à medida que as temperaturas aumentam, mas muitas podem simplesmente ficar sem espaço nas montanhas. </p><h2>Padrões de extinção entre espécies tropicais e temperadas são distintos</h2><p>Este estudo revelou ainda diferenças importantes nos padrões de extinção entre espécies tropicais e temperadas. Nas regiões tropicais, as extinções locais relacionadas com o clima concentraram-se nas partes mais quentes da área de distribuição de cada espécie. Nas <strong>regiões temperadas</strong>, no entanto, <strong>as populações desapareceram frequentemente em muitos locais</strong> ao longo da área de distribuição das espécies.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763563" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/incendios-florestais-provocados-pelo-clima-estao-a-tornar-se-uma-ameaca-imediata-para-as-especies-e-a-biodiversidade.html" title="Incêndios florestais provocados pelo clima estão a tornar-se uma ameaça imediata para as espécies e a biodiversidade">Incêndios florestais provocados pelo clima estão a tornar-se uma ameaça imediata para as espécies e a biodiversidade</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/incendios-florestais-provocados-pelo-clima-estao-a-tornar-se-uma-ameaca-imediata-para-as-especies-e-a-biodiversidade.html" title="Incêndios florestais provocados pelo clima estão a tornar-se uma ameaça imediata para as espécies e a biodiversidade"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/climate-driven-wildfires-are-becoming-a-major-and-immediate-threat-to-species-and-biodiversity-1775503680720_320.jpeg" alt="Incêndios florestais provocados pelo clima estão a tornar-se uma ameaça imediata para as espécies e a biodiversidade"></a></article></aside><p> Em todas as espécies incluídas no estudo, os investigadores descobriram que <strong>45% tinham sido extintas localmente na parte mais quente da região </strong>onde eram encontradas anteriormente. Para muitos grupos, este número ultrapassou os 50%, incluindo insetos, vertebrados terrestres e espécies marinhas. </p><p>Estas descobertas podem ter <strong>implicações importantes para o planeamento da conservação</strong>. Embora este novo estudo não sugira que as espécies tropicais estejam seguras, indica que as <strong>espécies temperadas podem estar em maior perigo do que se pensava anteriormente</strong>. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Murali%2C%20G.%2C%20Karger%2C%20D.N.%20%26%20Wiens%2C%20J.J." data-year="" data-title="Temperate%20local%20extinctions%20from%20climate%20change%20are%20outpacing%20tropical%20extinctions." data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1038%2Fs41558-026-02669-y">Murali, G., Karger, D.N. & Wiens, J.J.. <a href="https://doi.org/10.1038/s41558-026-02669-y" target="_blank">Temperate local extinctions from climate change are outpacing tropical extinctions.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/florestas-e-rios-ameacados-a-crise-climatica-esta-a-destruir-a-flora-e-a-fauna-mais-rapidamente-em-climas-temperados.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A maior migração biológica de mamíferos do mundo no Serengeti (África)]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-maior-migracao-biologica-de-mamiferos-do-mundo-no-serengeti.html</link><pubDate>Mon, 22 Jun 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Os jardineiros de África: a jornada épica que escurece os céus da Zâmbia. Saiba mais aqui! </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-maior-migracao-biologica-de-mamiferos-do-mundo-1781782624161.png" data-image="4vjrcf5g9f31"><figcaption>A palavra "Serengeti" deriva do termo Maasai Siringet, que significa literalmente "planícies infinitas".</figcaption></figure><p>Um espetáculo natural extraordinário que passa frequentemente despercebido à grande maioria dos viajantes...<strong>quando se pensa em grandes migrações africanas, a imagem mental imediata é a dos dois milhões de gnus e zebras a cruzar as planícies do Serengeti. </strong></p><div class="texto-destacado">No entanto, a maior migração de mamíferos da Terra, em termos de número absoluto de indivíduos, não ocorre em terra, mas sim nos céus da Zâmbia, no remoto Parque Nacional de Kasanka. </div><p>Todos os anos, entre o final de outubro e o início de dezembro, cerca de <strong>10 a 8 milhões de morcegos-frugívoros-palha (<em>Eidolon helvum</em>) convergem para este pequeno parque. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-maior-migracao-biologica-de-mamiferos-do-mundo-1781782712509.png" data-image="6h1s3cxa9uq9"><figcaption>Surpreendentemente, estes milhões de morcegos amontoam-se todos numa área de floresta minúscula, ocupando apenas cerca de dois hectares.</figcaption></figure><p>Viajando milhares de quilómetros desde as vastas florestas da Bacia do Congo e outras partes da África Central, <strong>r</strong><strong>ealizam a migração mais longa alguma vez registada de um mamífero africano</strong>. O aspeto mais surpreendente desta concentração maciça é o facto de todos estes milhões de morcegos se acomodarem numa área minúscula de floresta pantanosa, ocupando apenas cerca de dois hectares.</p><h2> O motivo: o maior banquete da natureza </h2><p>O grande motivo desta gigantesca reunião em Kasanka é a promessa de um banquete inigualável. </p><div class="texto-destacado">O final de outubro marca o início da estação das chuvas na Zâmbia, um fenómeno que desencadeia a maturação de toneladas de frutos silvestres nas florestas da região, como nêsperas selvagens e bagas-de-água. </div><p>Durante esta fase, <strong>cada morcego chega a consumir até o dobro do seu próprio peso corporal em fruta numa única noite</strong>. Esta imensa ingestão de calorias é absolutamente vital para sustentar a sua longa jornada migratória pelo continente e é particularmente crítica para a sobrevivência das fêmeas grávidas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-maior-migracao-biologica-de-mamiferos-do-mundo-1781782955657.png" data-image="m1wv35arunrt"><figcaption>É a maior migração de mamíferos do planeta: cerca de 10 milhões de morcegos viajam para a Zâmbia anualmente.</figcaption></figure><p>A experiência visual relatada é arrebatadora. Ao amanhecer e ao anoitecer, os céus de Kasanka escurecem quando os morcegos levantam voo em uníssono. </p><div class="texto-destacado">Com uma envergadura de asas impressionante, que pode chegar a quase um metro (trata-se da segunda maior espécie de morcegos frugívoros do continente africano), os animais formam autênticos "tornados" caóticos e rodopiantes no horizonte. <br></div><p>Este espetáculo é frequentemente emoldurado pelo cenário dramático das tempestades elétricas típicas do início da época das chuvas, conferindo-lhe uma atmosfera quase gótica e inesquecível para os poucos viajantes presentes. Para além da vertente visual deslumbrante, é de enfatizar o enorme valor ecológico do fenómeno. </p><h2> Os "jardineiros" de África e o seu papel</h2><p>Estes milhões de morcegos funcionam como os grandes "jardineiros" de África. <strong>Ao voarem até 50 quilómetros por noite em redor do seu poleiro, alimentam-se e posteriormente espalham sementes através das fezes por vastas distâncias.</strong> </p><p>Este papel ativo na polinização e dispersão de sementes é um dos motores mais importantes para a reflorestação e manutenção da biodiversidade dos ecossistemas africanos. </p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/XYEtAkSiU1g/sddefault.jpg" alt="youtube video id=XYEtAkSiU1g" id="XYEtAkSiU1g"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Contudo, apesar desta grandiosidade, há também um forte alerta ecológico: o fenómeno enfrenta graves ameaças. </p><div class="texto-destacado">Classificada atualmente como "Quase Ameaçada", a população desta espécie sofreu um declínio na ordem dos 30% durante a última década. </div><p>As principais pressões advêm da atividade humana, nomeadamente a desflorestação para desenvolvimento agrícola nos corredores envolventes ao parque e a caça desenfreada para consumo humano (carne de caça). </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="548891" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/desvendando-os-segredos-do-comportamento-espacial-coletivo-dos-morcegos-animais.html" title="Desvendando os segredos do comportamento espacial coletivo dos morcegos">Desvendando os segredos do comportamento espacial coletivo dos morcegos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/desvendando-os-segredos-do-comportamento-espacial-coletivo-dos-morcegos-animais.html" title="Desvendando os segredos do comportamento espacial coletivo dos morcegos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/unveiling-the-secrets-of-collective-spatial-behavior-in-bats-1695056309513_320.jpg" alt="Desvendando os segredos do comportamento espacial coletivo dos morcegos"></a></article></aside><p>Perante esta fragilidade, a proteção oferecida pelo Parque Nacional de Kasanka (em conjunto com o <em>Kasanka Trust</em>) assume um papel cada vez mais crítico na sobrevivência global da espécie.</p><p>Em conclusão, convida-se os viajantes e os amantes da natureza a olharem além dos clássicos safaris turísticos africanos,<strong> valorizando a beleza crua, o impacto ambiental e a urgência de conservação de um dos espetáculos mais vitais do nosso planeta</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Kingdom%2C%20Sarah" data-year="" data-title="The%20world's%20largest%20mammal%20migration%20that%20few%20travellers%20ever%20see" data-url="https%3A%2F%2Fwww.bbc.com%2Ftravel%2Farticle%2F20260603-the-worlds-largest-mammal-migration-that-few-travellers-ever-see">Kingdom, Sarah. <a href="https://www.bbc.com/travel/article/20260603-the-worlds-largest-mammal-migration-that-few-travellers-ever-see" target="_blank" rel="">The world's largest mammal migration that few travellers ever see</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-maior-migracao-biologica-de-mamiferos-do-mundo-no-serengeti.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Semana de calor intenso em Portugal marcada por aguaceiros e trovoadas: eis as regiões mais afetadas e até quando]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-calor-intenso-em-portugal-marcada-por-aguaceiros-e-trovoadas-eis-as-regioes-mais-afetadas-e-ate-quando.html</link><pubDate>Sun, 21 Jun 2026 16:29:23 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal continental deverá registar uma semana marcada por calor intenso, embora com aguaceiros e trovoadas em várias regiões do interior, devido à instabilidade atmosférica que condiciona o estado do tempo ao longo dos próximos dias.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xahlx7q"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xahlx7q.jpg" id="xahlx7q"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os próximos dias deverão ser marcados por aguaceiros e trovoadas durante a tarde, sobretudo nas regiões do interior de Portugal continental, enquanto <strong>o calor continuará a fazer-se sentir em grande parte do território</strong>. A presença de ar mais instável sobre a Península Ibérica, em conjugação com o forte aquecimento diurno, deverá favorecer a formação de nuvens de grande desenvolvimento vertical, responsáveis pelos episódios de precipitação mais intensa.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Durante a tarde deste domingo, preveem-se aguaceiros no interior Norte e Centro e nas zonas montanhosas, localmente fortes e <strong>acompanhados por trovoada</strong>. No litoral ocidental, estes fenómenos deverão ser menos frequentes devido à influência do Atlântico, embora não se exclua a ocorrência de aguaceiros isolados. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-calor-intenso-em-portugal-continental-marcada-por-aguaceiros-e-trovoadas-1782052121247.png" data-image="7j4dxx1gnz7w"><figcaption>A aproximação de instabilidade a partir do Atlântico deverá marcar o início de uma alteração do padrão atmosférico em Portugal continental, com o aparecimento de aguaceiros no litoral e condições progressivamente mais favoráveis ao desenvolvimento de trovoadas no interior ao longo da tarde.</figcaption></figure><p>O vento deverá soprar fraco a moderado, tornando-se por vezes forte, no litoral oeste e nas terras altas durante a tarde. As temperaturas máximas deverão atingir os <strong>40 ºC</strong> <strong>no interior do Alentejo e no vale do Guadiana</strong>, enquanto grande parte do restante interior deverá registar valores entre <strong>32 e 38 ºC</strong>.</p><h2>Segunda-feira deverá concentrar o maior risco de aguaceiros e trovoadas</h2><p><strong>A segunda-feira deverá concentrar a maior probabilidade de ocorrência de aguaceiros e trovoadas</strong>, sobretudo no interior Norte e Centro e nas zonas montanhosas. Os aguaceiros poderão ser localmente fortes, acompanhados por trovoada, não se excluindo a sua ocorrência pontual noutras áreas do interior. O vento manter-se-á fraco a moderado, intensificando-se temporariamente até <strong>40 km/h</strong> no litoral oeste e nas terras altas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-calor-intenso-em-portugal-continental-marcada-por-aguaceiros-e-trovoadas-1782052143985.png" data-image="k3t78z7b06u2"><figcaption>O forte aquecimento da superfície, associado à presença de instabilidade em altitude, favorece nesta segunda-feira o desenvolvimento de convecção mais intensa em Portugal continental. Este cenário potencia a formação de aguaceiros e trovoadas mais organizadas, especialmente no interior Norte e Centro.</figcaption></figure><p>As temperaturas máximas poderão atingir ou <strong>ultrapassar localmente os </strong><strong>40 ºC</strong> no Baixo Alentejo e nos vales do Tejo e do Guadiana.</p><h2>Instabilidade deverá manter-se até ao final da semana</h2><p>A partir de terça-feira, <strong>a instabilidade deverá persistir durante as tardes</strong>, sobretudo no interior Norte e Centro e nas zonas montanhosas, <strong>com desenvolvimento de aguaceiros e trovoadas </strong>que poderão ser localmente intensos e pontualmente acompanhados por precipitação forte. O vento deverá manter-se, em geral, fraco a moderado. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-calor-intenso-em-portugal-continental-marcada-por-aguaceiros-e-trovoadas-1782052196784.png" data-image="hz6k5819f6wb"><figcaption>A massa de ar quente deverá manter-se sobre a Península Ibérica, ainda que com tendência para uma ligeira descida face aos dias anteriores. As temperaturas deverão permanecer elevadas, sobretudo no interior, onde o aquecimento será mais expressivo devido ao menor efeito de moderação marítima.</figcaption></figure><p>A <strong>partir de quarta-feira, deverá registar-se uma ligeira descida das temperaturas</strong> máximas. Na sexta-feira, os valores deverão variar entre 28 e 33 ºC no litoral, enquanto no interior mais quente, em particular no Baixo Alentejo e nos vales do Tejo e do Guadiana as máximas deverão situar-se entre 32 e 35 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774864" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-42-c-episodio-de-tempo-quente-atingira-o-seu-pico-entre-hoje-e-terca-feira-23-nestas-zonas-de-portugal-continental.html" title="Até 42 ºC: episódio de tempo quente atingirá o seu pico entre hoje e terça-feira 23 nestas zonas de Portugal continental">Até 42 ºC: episódio de tempo quente atingirá o seu pico entre hoje e terça-feira 23 nestas zonas de Portugal continental</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-42-c-episodio-de-tempo-quente-atingira-o-seu-pico-entre-hoje-e-terca-feira-23-nestas-zonas-de-portugal-continental.html" title="Até 42 ºC: episódio de tempo quente atingirá o seu pico entre hoje e terça-feira 23 nestas zonas de Portugal continental"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-42-c-episodio-de-tempo-quente-atingira-o-seu-pico-entre-hoje-e-terca-feira-23-nestas-zonas-de-portugal-continental-1782041609585_320.png" alt="Até 42 ºC: episódio de tempo quente atingirá o seu pico entre hoje e terça-feira 23 nestas zonas de Portugal continental"></a></article></aside><p>Por se tratar de uma previsão a médio prazo, aconselha-se o acompanhamento da atualização das previsões, uma vez que a localização e a intensidade dos aguaceiros e trovoadas poderão sofrer ajustes ao longo da semana.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-calor-intenso-em-portugal-marcada-por-aguaceiros-e-trovoadas-eis-as-regioes-mais-afetadas-e-ate-quando.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Foram descobertas dezenas de novas espécies animais em Angola: um tesouro de biodiversidade ainda por explorar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/foram-descobertas-dezenas-de-novas-especies-animais-em-angola-um-tesouro-de-biodiversidade-ainda-por-explorar.html</link><pubDate>Sun, 21 Jun 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Apesar de a ação humana pôr diariamente em risco a biodiversidade, ainda existem regiões do mundo praticamente inexploradas onde vivem espécies nunca antes observadas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuove-specie-animali-scoperte-in-angola-un-tesoro-di-biodiversita-ancora-inesplorato-1780583702214.jpg" data-image="cltqz3q33oav"><figcaption>A víbora arborícola é uma espécie que vive na África Central, mas é rara em Angola.</figcaption></figure><p><strong>Grilos blindados, aranhas fluorescentes e uma "lagarta acobreada" com uma coloração peculiar que ainda não foi oficialmente descrita</strong> são apenas alguns dos animais extraordinários que uma expedição do Wilderness Project acaba de descobrir.</p><div class="texto-destacado">Até à data, existem mais de setenta espécies novas, mas os investigadores recolheram dezenas de amostras biológicas que poderão levar à identificação de outras espécies nos próximos meses.</div><p>O projeto, cujo objetivo é salvaguardar o imenso património de biodiversidade de África, centrou-se, nesta ocasião, num <strong>planalto remoto de Angola, que se mantinha praticamente inacessível aos cientistas há décadas</strong>.</p><h2>Num recanto de África, um património de biodiversidade</h2><p>Sabe-se agora até que ponto a biodiversidade do planeta está em perigo devido às atividades humanas e que o risco é grave. <strong>Desde o século XVI até hoje, extinguiram-se oitocentas espécies e muitas outras irão extinguir-se nas próximas décadas</strong>, com perdas preocupantes em termos de recursos alimentares, recursos médicos, qualidade da água, etc.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuove-specie-animali-scoperte-in-angola-un-tesoro-di-biodiversita-ancora-inesplorato-1780584128880.jpg" data-image="epo8r3ragwuu"><figcaption>O grilo blindado, com o seu típico exoesqueleto dotado de espinhos.</figcaption></figure><p><strong>Neste cenário catastrófico, surge um pequeno raio de esperança das zonas mais remotas do planeta, neste caso o planalto de Lisima</strong>, banhado pelo rio Cassai, no leste de Angola. É daí que provém a água que sustenta ecossistemas e comunidades humanas a milhares de quilómetros de distância. Entre elas encontra-se, por exemplo, o delta do Okavango, Património Mundial da UNESCO.</p><p>Caberá, portanto, questionar por que razão uma zona tão importante permaneceu praticamente inexplorada.<strong> Décadas de guerra civil no país e as dificuldades de acesso ao planalto</strong> fizeram com que Lysima permanecesse, durante muito tempo, praticamente inacessível às expedições científicas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772149" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/okavango-o-rio-que-morre-no-deserto-para-dar-vida-a-africa.html" title="Okavango, o rio que morre no deserto para dar vida a África">Okavango, o rio que morre no deserto para dar vida a África</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/okavango-o-rio-que-morre-no-deserto-para-dar-vida-a-africa.html" title="Okavango, o rio que morre no deserto para dar vida a África"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/okavango-el-rio-que-muere-en-el-desierto-para-dar-vida-a-africa-1780399566520_320.jpeg" alt="Okavango, o rio que morre no deserto para dar vida a África"></a></article></aside><p>Como resultado, as espécies animais que habitam esta zona, apesar da desflorestação e da ameaça constante representada pela indústria do diamante, podem chegar às centenas. <strong>É provável que algumas delas sejam endémicas desta parte do mundo</strong>.</p><h2>Lisima: o paraíso oculto de espécies desconhecidas</h2><p>Graças à expedição de 2026 ao planalto de Lisima, foi possível identificar <strong>algumas dezenas de espécies potencialmente novas para a ciência</strong>.</p><p>Entre elas, contam-se cerca de <strong>sessenta novas espécies de borboletas e traças</strong>, oito novas espécies de libélulas e três espécies de gafanhotos que nunca antes tinham sido observadas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="pt" dir="ltr">Cientistas descobriram dezenas de novas espécies na Serra do Lisima, incluindo uma aranha azul brilhante e novas espécies de insectos e borboletas. Mais uma prova da riqueza natural de Angola. <a href="https://x.com/hashtag/angola?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#angola</a> <a href="https://t.co/fZ5pUfPh4T">pic.twitter.com/fZ5pUfPh4T</a></p>— Daily Angola (@dailyangola) <a href="https://x.com/dailyangola/status/2065452268330029481?ref_src=twsrc%5Etfw">June 12, 2026</a></blockquote></figure><p><strong> A estas juntam-se um novo grilo predador</strong>, uma nova borboleta, também observada na fase de lagarta, e duas novas aranhas muito peculiares.</p><p><strong>O número definitivo será confirmado assim que as análises e a catalogação estiverem concluídas</strong>, mas a descoberta continua a ser, em qualquer caso, extraordinária pelo número e variedade de espécies. </p><h3>As espécies mais espetaculares de Angola</h3><p>O que torna a descoberta em Angola ainda mais fascinante são as características verdadeiramente únicas de alguns dos animais observados. <strong>Entre os que mais surpreendem e despertam a imaginação encontra-se a aranha tecelã de teias orbiculares, capaz de imitar a aparência das joaninhas</strong>. Esta é a estratégia da aranha para confundir os seus predadores e, assim, evitar ser devorada.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="en" dir="ltr">Scientists discover a glowing blue spider among dozens of potential new species<br><br>Researchers exploring Angola's remote Lisima Plateau uncovered dozens of potentially new species, including a crowned crab spider that glows blue under ultraviolet light. The expedition also revealed <a href="https://t.co/T2dV6cbj56">pic.twitter.com/T2dV6cbj56</a></p>— Nature is Amazing ️ (@AMAZlNGNATURE) <a href="https://x.com/AMAZlNGNATURE/status/2062454885099151408?ref_src=twsrc%5Etfw">June 4, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>Ainda mais misteriosa é a aranha-caranguejo, que emite uma fluorescência azul visível sob luz ultravioleta</strong>. Esta aranha ainda não tem um nome científico oficial e desconhece-se a função desta característica.</p><p><strong>O grilo predador com armadura observado em Angola é também uma espécie nova. É um caçador muito hábil</strong>, e igualmente eficiente na autodefesa. Não só está protegido por uma armadura de espinhos, como, se se sentir ameaçado, pode pulverizar a sua própria hemolinfa — ou seja, o equivalente ao sangue — contra outros insetos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="657451" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/truques-utilizados-por-serpente-para-fugir-aos-predadores-fauna.html" title="Truques utilizados por serpente para fugir aos predadores">Truques utilizados por serpente para fugir aos predadores</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/truques-utilizados-por-serpente-para-fugir-aos-predadores-fauna.html" title="Truques utilizados por serpente para fugir aos predadores"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/truques-utilizado-por-serpente-para-fugir-aos-predadores-1716359036382_320.jpg" alt="Truques utilizados por serpente para fugir aos predadores"></a></article></aside><p><strong>A víbora arborícola, embora não seja uma espécie nova, a sua descoberta revela-se surpreendente </strong>devido à raridade deste animal em Angola. A hipótese é que a víbora tenha chegado após percorrer quilómetros através das florestas congolesas.</p><p>Igualmente surpreendente foi<strong> a descoberta de oito espécies de libélulas</strong>, um número invulgarmente elevado para uma única expedição.</p><h3><em>Referência da notícia<br></em></h3><p><em>Tim Cocks - <a href="https://www.reuters.com/business/environment/scientists-find-new-species-dragonfly-grasshopper-fluorescent-spider-2026-06-03/" target="_blank">Scientists find new species of dragonfly, grasshopper and a fluorescent spider.</a> Reuters /Junio 2026)</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/foram-descobertas-dezenas-de-novas-especies-animais-em-angola-um-tesouro-de-biodiversidade-ainda-por-explorar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma corrente marinha mudou de local há 13 000 anos: porque os cientistas temem que isso esteja a acontecer novamente]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/uma-corrente-marinha-mudou-de-local-ha-13-000-anos-porque-os-cientistas-temem-que-isso-esteja-a-acontecer-novamente.html</link><pubDate>Sun, 21 Jun 2026 13:03:33 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo revelou que, durante uma crise climática repentina no passado, o Atlântico Norte não reagiu de forma uniforme. Algumas correntes enfraqueceram, outras intensificaram-se e a Corrente do Golfo mudou de posição. Por que é que isto nos interessa hoje?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/una-corriente-marina-cambio-de-lugar-hace-13-000-ano-por-que-los-cientificos-temen-que-este-pasando-otra-vez-1781267695567.jpg" data-image="grogshqh1v66" alt="AMOC" title="AMOC"><figcaption>Enquanto a Gronelândia congelava, com uma descida de 10 °C em poucas décadas, a Corrente do Golfo desviou-se centenas de quilómetros para norte.</figcaption></figure><p>Durante o Dryas Recente, um dos episódios de alterações climáticas mais abruptas da história recente da Terra, a Europa voltou a enfrentar condições quase glaciais. Os glaciares voltaram a avançar sobre a Escócia, o gelo marinho expandiu-se pelo Atlântico Norte e a Gronelândia <strong>registou um arrefecimento de até 10 °C em apenas algumas décadas</strong>. No entanto, a cerca de 800 quilómetros a <strong>leste de Nova Iorque</strong>, aconteceu algo completamente diferente.</p><p><strong>Enquanto grande parte do Atlântico Norte arrefecia, as águas ao largo da Nova Escócia, no Canadá, aumentaram a sua temperatura entre 4 e 5 °C</strong>. Essa aparente contradição intrigou os cientistas durante anos. Agora, uma investigação publicada na <em>Nature Communications </em>apresenta uma explicação que poderá ter implicações muito para além da reconstrução do clima do passado.</p><p>Os resultados indicam que <strong>a Corrente do Golfo se deslocou centenas de quilómetros para norte</strong>, em resposta a uma reorganização da circulação oceânica atlântica. O mais relevante é que essa resposta coincide com o que numerosos modelos climáticos projetam para um cenário futuro de enfraquecimento da Circulação Meridional de Capotamento do Atlântico (AMOC).</p><h2>O sistema não falha de forma uniforme</h2><p><strong>A AMOC é frequentemente descrita como uma gigantesca correia transportadora oceânica que redistribui o calor dos trópicos para as latitudes mais altas do Atlântico</strong>. O seu funcionamento depende de uma interação complexa entre correntes superficiais e profundas.</p><div class="texto-destacado"><strong>Fala-se frequentemente de um eventual enfraquecimento da AMOC como se se tratasse de um mecanismo único. O novo estudo mostra que a realidade pode ser bastante mais complexa</strong>.</div><p>A partir da análise de sedimentos extraídos do leito marinho ao largo da costa canadiana, <strong>os investigadores reconstruíram com grande detalhe as mudanças ocorridas durante o Dryas Recente</strong>. Para tal, combinaram indicadores de temperatura obtidos a partir de microfósseis marinhos com medições do tamanho das partículas sedimentares, que permitem estimar a intensidade das correntes profundas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="en" dir="ltr">The Gulf is open for business! <br><br>Copious amounts of moisture will stream northward into the United States over the next few weeks, benefiting drought-affected areas.<br><br>However, this will also increase the risk of flooding and severe weather in the Plains and Midwest. <a href="https://t.co/Zw95cq8sJZ">pic.twitter.com/Zw95cq8sJZ</a></p>— Ben Noll (@BenNollWeather) <a href="https://x.com/BenNollWeather/status/2038247301840589000?ref_src=twsrc%5Etfw">March 29, 2026</a></blockquote></figure><p>Os registos mostram que um dos ramos profundos da circulação atlântica, conhecido como Lower North Atlantic Deep Water, perdeu força. Paralelamente, outro ramo mais superficial, o Upper North Atlantic Deep Water, <strong>aumentou a sua intensidade em cerca de 32%</strong>.</p><p>Por outras palavras, <strong>o sistema reorganizou-se</strong>.</p><h2>Primeiro mudou o oceano, depois a atmosfera</h2><p>Uma das descobertas mais marcantes do estudo é a <strong>sequência temporal</strong> dos acontecimentos.</p><p>Os investigadores constataram que o enfraquecimento das correntes profundas ocorreu primeiro. Em consequência, <strong>a Corrente do Golfo começou a deslocar-se para norte</strong>, aproximando águas subtropicais mais quentes da costa atlântica canadiana.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560"><p lang="en" dir="ltr">A fascinating ocean current loop can be seen as warm waters from the Caribbean Sea flow into the Gulf Stream.<br><br>Over the last couple of months, the Gulf of Mexico has seen warming sea surface temperatures as summer draws near. <a href="https://t.co/8DuYP4QXwX">pic.twitter.com/8DuYP4QXwX</a></p>— CIRA (@CIRA_CSU) <a href="https://x.com/CIRA_CSU/status/1795968983205581234?ref_src=twsrc%5Etfw">May 30, 2024</a></blockquote></figure><p>Décadas mais tarde, surgiram <strong>outras respostas </strong>no seio do sistema. De acordo com as reconstruções do estudo, <strong>o reforço da circulação profunda superior ocorreu aproximadamente 58 anos depois </strong>da alteração inicial. A reorganização atmosférica surgiu ainda mais tarde, cerca de 84 anos após o início do processo.</p><p>O resultado é importante porque demonstra que <strong>os sinais precoces de transformação podem surgir primeiro no oceano</strong> e, várias décadas depois, manifestar-se claramente na atmosfera.</p><h2>Diferente, mas não tanto</h2><p>Os autores esclarecem que o Dryas Recente ocorreu em <strong>condições muito diferentes das atuais</strong>. Grandes camadas de gelo ainda cobriam vastas regiões da América do Norte e da Europa, e o nível do mar era consideravelmente mais baixo. Ainda assim, os <strong>mecanismos físicos</strong> que ligam as diferentes partes do sistema atlântico continuam a ser os mesmos.</p><p>É por isso que os investigadores consideram que este episódio <strong>constitui um laboratório natural</strong> excecional para compreender como a circulação oceânica responde a perturbações significativas.</p><div class="texto-destacado"><strong>A principal lição é que a mudança não se apresenta necessariamente como um arrefecimento ou aquecimento uniforme. Pode manifestar-se como um conjunto de respostas regionais aparentemente contraditórias.</strong></div><p>De facto, <strong>alguns padrões observados atualmente assemelham-se aos identificados no estudo</strong>. Enquanto uma região a sul da Gronelândia apresenta uma tendência relativamente fria em relação ao aquecimento global médio, as áreas associadas à influência da Corrente do Golfo apresentam um aquecimento mais acelerado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767915" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ha-2-mil-anos-ja-ocorreu-uma-anomalia-geomagnetica-semelhante-a-atual-anomalia-do-atlantico-sul.html" title="Há 2 mil anos, já ocorreu uma anomalia geomagnética semelhante à atual Anomalia do Atlântico Sul">Há 2 mil anos, já ocorreu uma anomalia geomagnética semelhante à atual Anomalia do Atlântico Sul</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ha-2-mil-anos-ja-ocorreu-uma-anomalia-geomagnetica-semelhante-a-atual-anomalia-do-atlantico-sul.html" title="Há 2 mil anos, já ocorreu uma anomalia geomagnética semelhante à atual Anomalia do Atlântico Sul"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/hace-dos-mil-anos-anomalia-geomagnetica-1778042212418_320.png" alt="Há 2 mil anos, já ocorreu uma anomalia geomagnética semelhante à atual Anomalia do Atlântico Sul"></a></article></aside><p><strong>O estudo não indica que a AMOC esteja prestes a entrar em colapso</strong>, mas apresenta evidências de que as reorganizações da circulação atlântica podem ocorrer em escalas temporais surpreendentemente curtas, da ordem das décadas. Além disso, destaca a importância de <strong>identificar quais sinais convém observar hoje </strong>para detetar, com antecedência suficiente, transformações que possam influenciar o clima global durante a vida das gerações atuais.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Zhu%2C%20F.%2C%20Carter-Champion%2C%20A.%2C%20Wharton%2C%20J.H.%20et%20al." data-year="" data-title="Co-ordinated%20shifts%20in%20deep-water%20formation%20and%20Gulf%20Stream%20migration%20during%20abrupt%20climate%20changes" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41467-026-73832-4">Zhu, F., Carter-Champion, A., Wharton, J.H. et al.. <a href="https://www.nature.com/articles/s41467-026-73832-4" target="_blank" rel="">Co-ordinated shifts in deep-water formation and Gulf Stream migration during abrupt climate changes</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/uma-corrente-marinha-mudou-de-local-ha-13-000-anos-porque-os-cientistas-temem-que-isso-esteja-a-acontecer-novamente.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 42 ºC: episódio de tempo quente atingirá o seu pico entre hoje e terça-feira 23 nestas zonas de Portugal continental]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-42-c-episodio-de-tempo-quente-atingira-o-seu-pico-entre-hoje-e-terca-feira-23-nestas-zonas-de-portugal-continental.html</link><pubDate>Sun, 21 Jun 2026 11:49:02 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Até terça-feira, 23 de junho, Portugal continental enfrentará temperaturas elevadas, acima dos 40 ºC nalgumas zonas, noites tropicais e poeiras do Saara. A presença de uma gota fria poderá ainda provocar aguaceiros e trovoadas. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xahkxn6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xahkxn6.jpg" id="xahkxn6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Entre <strong>hoje - domingo, 21 de junho - e terça-feira, 23 de junho</strong>, Portugal continental estará exposto à ocorrência de um episódio de tempo quente, resultante da interação entre uma <strong>crista anticiclónica</strong> instalada sobre a Península Ibérica e uma <strong>depressão isolada em altitude (ou gota fria)</strong> posicionada a oeste da nossa geografia.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>A configuração sinóptica acima descrita será favorável ao transporte de uma massa de ar tropical continental, quente e seco, procedente do Norte de África, que provocará uma subida generalizada das temperaturas.</div><p>De acordo com as mais recentes atualizações dos modelos de referência da Meteored, os dias mais quentes deste período de calor intenso serão hoje (21 de junho) e a próxima terça-feira (23 de junho).<strong> Prevê-se que as temperaturas máximas variem entre os 30 e os 42 ºC, estando os valores mais elevados previstos para as regiões do interior</strong>. Quanto à faixa costeira ocidental, espera-se que a influência marítima limite as máximas a valores geralmente entre os 22 e os 30 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-42-c-episodio-de-tempo-quente-atingira-o-seu-pico-entre-hoje-e-terca-feira-23-nestas-zonas-de-portugal-continental-1782041315519.png" data-image="ajttogkgsbgw"><figcaption>Haverá noites tropicais numa grande extensão da geografia luso-continental, estando previstas temperaturas mínimas iguais ou superiores a 20 ºC.</figcaption></figure><p>O período noturno também será fortemente marcado pela subida das temperaturas. <strong>Numa parte significativa do território de Portugal continental, as temperaturas mínimas irão manter-se acima dos 20 ºC</strong>, especialmente na primeira metade da semana vindoura. Isto traduzir-se-á na ocorrência das chamadas <strong>noites tropicais </strong>(quando a temperatura mínima é igual ou superior a 20 ºC durante toda a noite), que poderão reduzir substancialmente o conforto térmico.</p><h2>Estas serão as zonas mais quentes do país nos próximos dias</h2><p>Neste momento está ativo <strong>o aviso laranja de tempo quente</strong> <strong>nos distritos de Vila Real, Bragança e Guarda</strong>, todos situados no interior Norte e Centro, uma vez que as atuais previsões apontam para valores próximos de recordes históricos nalgumas estações meteorológicas do interior Norte (especialmente nas localidades inseridas nos vales dos rios Tua, Sabor e Douro).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-42-c-episodio-de-tempo-quente-atingira-o-seu-pico-entre-hoje-e-terca-feira-23-nestas-zonas-de-portugal-continental-1782041609585.png" data-image="csm6z3rz3b3a"><figcaption>O Nordeste Transmontano é uma das regiões do país onde se preveem os valores mais elevados da temperatura máxima nas próximas horas e dias.</figcaption></figure><p>Em todas estas áreas do interior Norte e Centro, e ainda na Beira Baixa (distrito de Castelo Branco), bem como em vastas zonas dos distritos de Portalegre, Évora e Beja preveem-se os valores de temperatura diurna mais elevados dos próximos dias, <strong>com os nossos mapas a insistirem em máximas compreendidas entre os 36 e os 42 ºC </strong>(Ponte de Sor, Mora, Idanha-a-Nova, Vila Velha de Ródão, Figueira de Castelo Rodrigo, Vila Nova de Foz Côa, Torre de Moncorvo, Alfandega da Fé, Mogadouro, Mirandela, Miranda do Douro e Chaves, entre muitas outras).</p><h2>Poeiras do Saara mantêm-se e haverá risco para uma nova vaga de aguaceiros e trovoadas</h2><p>Além do calor intenso, o estado do tempo em Portugal continental terá outros protagonistas, tais como a presença de <strong>poeiras em suspensão levantadas desde o deserto do Saara</strong> e transportadas pelo fluxo de sul e sudeste associados à entrada da massa de ar africana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-42-c-episodio-de-tempo-quente-atingira-o-seu-pico-entre-hoje-e-terca-feira-23-nestas-zonas-de-portugal-continental-1782041742376.png" data-image="6h7qro5fop8l"><figcaption>Em simultâneo com o calor intenso, prevê-se uma intrusão de poeiras do Saara em Portugal continental. Estas partículas em suspensão na atmosfera estarão contidas no transporte de ar quente e seco procedente do Norte de África.</figcaption></figure><p><strong>As partículas terão a particularidade de conferirem ao céu um aspeto mais esbranquiçado ou amarelado</strong>, podendo degradar temporariamente a qualidade do ar ao espalharem-se por todo o país. Os seus níveis serão, em certos momentos, temporariamente mais elevados no interior Centro e Sul e mais tarde na Região Norte.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774800" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-aquece-ate-terca-feira-dia-23-mas-a-noite-de-sao-joao-devera-ser-agradavel-no-porto.html" title="Portugal aquece até terça-feira, dia 23, mas a noite de São João deverá ser agradável no Porto">Portugal aquece até terça-feira, dia 23, mas a noite de São João deverá ser agradável no Porto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-aquece-ate-terca-feira-dia-23-mas-a-noite-de-sao-joao-devera-ser-agradavel-no-porto.html" title="Portugal aquece até terça-feira, dia 23, mas a noite de São João deverá ser agradável no Porto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-aquece-ate-terca-feira-dia-23-mas-a-noite-de-sao-joao-devera-ser-agradavel-no-porto-1781958709239_320.jpg" alt="Portugal aquece até terça-feira, dia 23, mas a noite de São João deverá ser agradável no Porto"></a></article></aside><p>Ao mesmo tempo, a aproximação da <strong>gota fria</strong> deverá desencadear um aumento da instabilidade meteorológica entre hoje e amanhã, dias 21 e 22 de junho, promovendo <strong>a formação de nuvens convectivas de evolução diurna</strong>. Assim, a partir do meio-dia e durante toda a tarde, não se descarta a potencial ocorrência de <strong>aguaceiros e trovoadas localizadas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-42-c-episodio-de-tempo-quente-atingira-o-seu-pico-entre-hoje-e-terca-feira-23-nestas-zonas-de-portugal-continental-1782041561934.png" data-image="td23xxc9cbrs"><figcaption>O contraste entre o ar quente à superfície e o ar frio em altitude criará condições favoráveis à formação de células convectivas, não se excluindo a ocorrência de aguaceiros localmente intensos, atividade elétrica frequente e até mesmo queda de granizo. Por outro lado, a presença de poeiras em suspensão poderá inibir ou atenuar parcialmente a atividade das nuvens de trovoada.</figcaption></figure><p>Devido à trajetória errática da gota fria, <strong>a intensidade e distribuição da precipitação convectiva mantém-se muito incerta</strong>, apesar dos mapas de descargas elétricas da Meteored atribuírem uma <strong>maior probabilidade de distribuição geográfica nos distritos de Vila Real, Bragança, Viseu e Guarda</strong>. Ainda assim, não se descarta que surjam pontualmente em áreas do interior dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra e por vezes também em zonas a sul do rio Tejo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-42-c-episodio-de-tempo-quente-atingira-o-seu-pico-entre-hoje-e-terca-feira-23-nestas-zonas-de-portugal-continental.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Moragueiros com flor mas sem fruto? Um mistério simples de resolver]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/moragueiros-com-flor-mas-sem-fruto-um-misterio-simples-de-resolver.html</link><pubDate>Sun, 21 Jun 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Quando um morangueiro floresce e não dá frutos, o erro pode estar onde menos se espera, junto às raízes da planta. Descubra aqui mais sobre este mistério!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/moragueiros-com-flor-mas-sem-fruto-um-misterio-simples-de-resolver-1781595036943.jpg" data-image="7durznze2hos" alt="Morangueiro" title="Morangueiro"><figcaption>Por vezes o morangueiro cresce, floresce mas não dá fruto, mas o problema pode estar na base da planta.</figcaption></figure><p>Para quem cultiva morangos certamente já passou por uma das maiores frustrações do jardim, <strong>o morangueiro cresce forte, enche-se de flores, parece prometer uma colheita abundante mas no final os frutos nunca aparecem</strong>.</p><p>Muitas vezes, a tendência é culpar a variedade da planta, o clima ou a falta de fertilizante. No entanto, <strong>um simples detalhe, muitas vezes ignorado</strong>, pode estar na origem do problema, área junto ao pé do morangueiro.</p><p>Já diziam os antigos que <strong>uma planta saudável começava pela observação da base</strong>, pois é ali que se encontram as condições que determinam o desenvolvimento das raízes, a circulação de água e o equilíbrio da planta.</p><p>O morangueiro não é apenas uma planta que precisa de sol e rega. Ele <strong>necessita de um ambiente específico para transformar flores em frutos. </strong>Quando esse processo falha, geralmente existe um desequilíbrio que começa no solo.</p><h2>Espaço para respirar </h2><p>De acordo com um artigo avançado pelo <em>Maison Minutes</em>, um dos erros mais comuns é deixar o “coração” do morangueiro, ou seja, a parte central onde nascem as folhas novas e as flores, <strong>demasiado enterrado ou coberto</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="503961" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-poder-dos-morangos-potencial-protecao-contra-o-alzheimer-saude-alimentacao.html" title="O poder dos morangos: potencial proteção contra o Alzheimer">O poder dos morangos: potencial proteção contra o Alzheimer</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-poder-dos-morangos-potencial-protecao-contra-o-alzheimer-saude-alimentacao.html" title="O poder dos morangos: potencial proteção contra o Alzheimer"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-poder-dos-morangos-potencial-protecao-contra-o-alzheimer-saude-alimentacao-1686395821118_320.jpg" alt="O poder dos morangos: potencial proteção contra o Alzheimer"></a></article></aside><p>Este detalhe é extremamente importante, <strong>se ficar abafada por terra, folhas mortas ou excesso de matéria orgânica húmida</strong>, a planta pode continuar viva e até florescer, mas terá dificuldade em frutificar.</p><p>O morangueiro precisa de respirar, dessa forma, <strong>a base da planta deve ficar protegida, mas não sufocada</strong>. O contacto constante com humidade excessiva pode enfraquecer os tecidos, favorecer fungos e impedir que a energia da planta seja direcionada para a formação dos frutos.</p><h2>A importância dos insetos na transformação do morangueiro </h2><p>Outro fator essencial é a <strong>polinização</strong>. Uma flor de morangueiro não se transforma automaticamente num morango perfeito, ela precisa que o pólen seja transferido corretamente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/moragueiros-com-flor-mas-sem-fruto-um-misterio-simples-de-resolver-1781595086938.png" data-image="yz0qjijkiqoe" alt="Plantação" title="Plantação"><figcaption>Desde a escolha do local até à preparação da terra, cada detalhe influencia o crescimento, a floração e a qualidade dos morangos.</figcaption></figure><p><strong>Em jardins com pouca presença de insetos polinizadores, muitas flores podem abrir e depois secar sem formar fruto</strong>. Abelhas, abelhões e outros pequenos visitantes têm um papel fundamental neste processo.</p><p>Contudo, <strong>a inexistência de frutos pode estar no excesso de vigor da planta</strong>. Quando o morangueiro recebe demasiado azoto, por exemplo, tende a produzir muitas folhas e rebentos, ficando exuberante por fora, mas com menos energia disponível para criar frutos.</p><h2>O excesso de estolhos e rebentos</h2><p>Também é importante <strong>prestar atenção aos estolhos</strong>, aqueles ramos compridos que o morangueiro lança para criar novas plantas. Embora sejam uma forma natural de multiplicação, em excesso podem roubar força à planta principal. Quando o objetivo é colher morangos grandes e doces, é importante controlar esses rebentos.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A renovação das plantas através dos estolhos é uma técnica tradicional usada há gerações precisamente para manter uma produção saudável.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A solução passa muitas vezes por <strong>limpar a base da planta, retirar as folhas velhas, afastar o excesso de terra acumulada junto ao centro e garantir que as raízes permanecem húmidas</strong>, mas nunca encharcadas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="727486" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-historia-do-morango-e-um-romance-policial-e-so-a-paciencia-de-um-chines-conseguiu-desvenda-la.html" title="A história do morango é um romance policial e só a paciência de um chinês conseguiu desvendá-la">A história do morango é um romance policial e só a paciência de um chinês conseguiu desvendá-la</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-historia-do-morango-e-um-romance-policial-e-so-a-paciencia-de-um-chines-conseguiu-desvenda-la.html" title="A história do morango é um romance policial e só a paciência de um chinês conseguiu desvendá-la"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-historia-do-morango-e-um-romance-policial-e-so-a-paciencia-de-um-chines-se-conseguiu-desvenda-la-1756812980238_320.jpg" alt="A história do morango é um romance policial e só a paciência de um chinês conseguiu desvendá-la"></a></article></aside><p>Uma <strong>camada leve de cobertura vegetal</strong> pode ajudar a conservar a humidade e proteger os frutos do contacto direto com o solo, mas deve ser aplicada sem esconder o coração do morangueiro.</p><p>Também é importante reforçar que <strong>os morangueiros têm ciclos naturais</strong>. Uma planta jovem pode precisar de tempo para se estabelecer, enquanto uma planta envelhecida pode perder produtividade.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/moragueiros-com-flor-mas-sem-fruto-um-misterio-simples-de-resolver.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sol, mar e preços baixos? Estes 4 destinos europeus provam que ainda é possível]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/sol-mar-e-precos-baixos-estes-4-destinos-europeus-provam-que-ainda-e-possivel.html</link><pubDate>Sun, 21 Jun 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Da Albânia à Grécia: conheça alguns dos destinos de praia mais económicos da Europa para visitar este verão.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sol-mar-e-precos-baixos-estes-4-destinos-europeus-provam-que-ainda-e-possivel-1781881832132.jpg" data-image="glgzz707z426" alt="Kalymnos, Grécia" title="Kalymnos, Grécia"><figcaption>Enquanto os preços das férias disparam, estes 4 destinos de praia na Europa continuam surpreendentemente baratos. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Combinar<strong> descanso, sol e mar</strong>, com <strong>segurança e orçamentos controlados</strong>. Parece que há cada vez mais viajantes com um sonho em comum… mas, será que é assim tão fácil encontrar sugestões que respondam a estas necessidades?</p><p>A verdade é que é cada vez mais difícil encontrar destinos de praia na Europa que não obriguem a gastar uma pequena fortuna. </p><div class="texto-destacado">A hotelaria e os voos a partir de Portugal permanecem elevados. O segredo? Escolher destinos mais acessíveis. </div><p>Se não sabe por onde começar, temos boas notícias para si. A 'Travel Off Path', <em>site</em> especializado em viagens e turismo, acaba de divulgar uma lista com <strong>quatro destinos europeus</strong> onde continua a ser possível aproveitar férias à beira-mar por valores mais acessíveis do que aqueles praticados nos tradicionais destinos turísticos da época alta. Esta seleção foi mencionada pelo jornal ‘Notícias ao Minuto’.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773421" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/atravessar-meia-europa-sem-trocar-de-comboio-ja-e-possivel.html" title="Atravessar meia Europa sem trocar de comboio? Já é possível">Atravessar meia Europa sem trocar de comboio? Já é possível</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/atravessar-meia-europa-sem-trocar-de-comboio-ja-e-possivel.html" title="Atravessar meia Europa sem trocar de comboio? Já é possível"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/atravessar-meia-europa-sem-trocar-de-comboio-ja-e-possivel-1781192372396_320.jpg" alt="Atravessar meia Europa sem trocar de comboio? Já é possível"></a></article></aside><p>Entre ilhas gregas menos conhecidas, cidades costeiras do Mar Negro e recantos surpreendentes dos Balcãs, estas sugestões podem ser uma<strong> excelente alternativa</strong> para quem procura sol e descanso sem gastar demasiado.</p><p>Sim, porque, apesar de o verão ser tradicionalmente a época mais cara para viajar, estes quatro destinos demonstram que ainda existem opções na Europa capazes de<strong> combinar praias deslumbrantes, boa gastronomia e alojamento acessível</strong>. O truque passa por olhar para além dos destinos mais populares e descobrir locais que continuam a oferecer experiências memoráveis sem exigir um orçamento de luxo.</p><h2>Sarandë, Albânia</h2><p>“Apesar de não ser o destino ideal para quem procura fugir às multidões de turistas (sobretudo alemães), oferece uma estadia com <strong>excelente relação qualidade/preço</strong>”, garante o <em>site</em>.</p><p>Nos últimos anos, a costa albanesa deixou de ser um segredo bem guardado. Sarandë, localizada no sul do país e virada para o Mar Jónico, tornou-se um dos destinos mais procurados da região graças às suas águas cristalinas e aos preços que continuam, em muitos casos, abaixo dos praticados em países vizinhos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sol-mar-e-precos-baixos-estes-4-destinos-europeus-provam-que-ainda-e-possivel-1781881139629.jpg" data-image="cj7crxhr5oda"><figcaption>Pode ser uma boa sugestão. Foto: Wikimedia // Anna</figcaption></figure><p>A poucos quilómetros encontra-se<strong> Ksamil</strong>, uma das praias mais famosas da Albânia, frequentemente comparada a destinos mediterrânicos bastante mais caros. O melhor é que, apesar da crescente popularidade, ainda é possível encontrar <strong>serviços de praia e refeições a preços relativamente moderados</strong>. </p><p>“Em Ksamil, uma das praias mais conhecidas da região, ainda é possível alugar um pacote de espreguiçadeiras — um chapéu de sol e 2 cadeiras de praia — por 10 euros/dia”, acrescentam. “No centro de Sarandë, zona à beira-mar, um kebab custa 5 euros. Já refeições completas variam entre os 40/50 euros para duas pessoas.”</p><div class="texto-destacado">Restaurantes locais servem peixe fresco, marisco e pratos tradicionais albaneses por valores bastante competitivos quando comparados com outras zonas costeiras da Europa.</div><p>O alojamento também continua a ser um dos grandes atrativos. Existem opções simples e económicas no centro da cidade, mas também hotéis modernos com vista para o mar para quem pretende um pouco mais de conforto sem ultrapassar demasiado o orçamento.</p><p>“Poderá ficar no centro por apenas 20 euros por noite (no caso de um hotel de 2 estrela ou pousada mais económica). Se preferir uma estadia mais luxuosa, os preços sobem para 120 euros por noite.”</p><h2>Chipre do Norte</h2><p>Poucos destinos são tão intrigantes quanto este. Situada na parte norte da ilha de Chipre, esta região é conhecida pelas suas <strong>praias praticamente intocadas</strong>, <strong>pequenas aldeias piscatórias</strong> e <strong>paisagens naturais preservadas</strong>.</p><p>“O Chipre do Norte tem uma administração à parte da República do Chipre, pelo que tudo difere, inclusive os preços.”</p><p>Ao contrário de outras zonas da ilha, aqui o ritmo é mais calmo e<strong> os preços tendem a ser mais acessíveis</strong>. Muitas unidades de alojamento familiares permitem desfrutar de estadias confortáveis sem custos excessivos, enquanto os restaurantes locais servem pratos inspirados na cozinha cipriota e turca a preços convidativos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769891" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ue-quer-expandir-agricultura-biologica-ate-25-das-terras-agricolas-chipre-aumentou-em-250-o-apoio-aos-agricultores.html" title="UE quer expandir agricultura biológica até 25% das terras agrícolas. Chipre quer atingir 11 mil hectares (9%) até 2027">UE quer expandir agricultura biológica até 25% das terras agrícolas. Chipre quer atingir 11 mil hectares (9%) até 2027</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ue-quer-expandir-agricultura-biologica-ate-25-das-terras-agricolas-chipre-aumentou-em-250-o-apoio-aos-agricultores.html" title="UE quer expandir agricultura biológica até 25% das terras agrícolas. Chipre quer atingir 11 mil hectares (9%) até 2027"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ue-quer-expandir-agricultura-biologica-ate-25-das-terras-agricolas-chipre-aumentou-em-250-o-apoio-aos-agricultores-1779313918078_320.jpg" alt="UE quer expandir agricultura biológica até 25% das terras agrícolas. Chipre quer atingir 11 mil hectares (9%) até 2027"></a></article></aside><p> “Uma das zonas mais indicadas para os turistas será a Península de Karpas, que encanta pelas pitorescas vilas à beira mar e estadias que variam entre os 40 e os 70 euros por dia (dependendo das áreas).” </p><p>Ainda assim, deixamos o aviso: quem visitar a região deve informar-se previamente sobre as<strong> condições de entrada e circulação </strong>entre as diferentes áreas da ilha. Isto porque existem controlos específicos para atravessar a linha que separa o norte e o sul de Chipre.</p><h2>Varna, Bulgária</h2><p>Quando se fala em férias de praia na Bulgária,<strong> Varna</strong> surge frequentemente entre as melhores opções. Conhecida como a <strong>"capital marítima" do país</strong>, esta cidade está localizada na costa do Mar Negro e combina praias extensas, uma animada vida urbana e preços bastante competitivos.</p><p>“Ao contrário de Sofia, destino de divide os visitantes, Varna situa-se na costa do Mar Negro da Bulgária, no qual os verões assemelham-se aos do Mediterrâneo, com praias a perder de vista.”</p><div class="texto-destacado">Durante o verão, as temperaturas são agradáveis e as praias enchem-se de visitantes que procuram uma alternativa mais económica aos destinos mediterrânicos tradicionais. </div><p>Nas proximidades encontram-se as<strong> famosas Golden Sands</strong>, uma das principais zonas balneares da Bulgária, onde abundam hotéis, resorts e atividades para toda a família.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sol-mar-e-precos-baixos-estes-4-destinos-europeus-provam-que-ainda-e-possivel-1781881549800.jpg" data-image="7xrdwpzxz3ku" alt="Varna, Bulgária" title="Varna, Bulgária"><figcaption>Os verões assemelham-se aos do Mediterrâneo. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Além das praias, Varna oferece<strong> parques, museus, passeios marítimos</strong> e uma interessante<strong> herança histórica</strong>. A gastronomia local é outro ponto forte, com especial destaque para pratos de peixe, sopas tradicionais e especialidades balcânicas que permitem refeições completas a preços geralmente inferiores aos praticados em muitos países da Europa Ocidental.</p><p>“Uma refeição, normalmente composta por sopa, prato principal e sobremesa, poderá variar entre os 40 e os 60 euros para duas pessoas.”</p><h2>Kalymnos, Grécia</h2><p>Quando se pensa em ilhas gregas, nomes como Santorini ou Mykonos costumam dominar as pesquisas. No entanto, <strong>Kalymnos</strong> prova que existem alternativas igualmente encantadoras e muito mais amigas da carteira.</p><p>Situada no arquipélago do Dodecaneso, entre Kos e Leros, esta ilha combina praias de águas transparentes, pequenas enseadas, aldeias tradicionais e uma atmosfera genuinamente grega. </p><div class="texto-destacado">Ao contrário dos destinos mais mediáticos, aqui é possível encontrar um ambiente mais tranquilo, longe das multidões que caracterizam algumas das ilhas mais famosas do país.</div><p>Aliás, esta sugestão é, segundo a publicação, “a <strong>personificação de Mamma Mia</strong>, com praias paradisíacas, vilas de pescadores e portos em tons de pastel, mas sem os preços exorbitantes de Santorini”. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="720105" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/esta-e-a-praia-mais-estranha-e-hipnotizante-da-grecia.html" title="Esta é a praia mais estranha (e hipnotizante) da Grécia">Esta é a praia mais estranha (e hipnotizante) da Grécia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/esta-e-a-praia-mais-estranha-e-hipnotizante-da-grecia.html" title="Esta é a praia mais estranha (e hipnotizante) da Grécia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esta-e-a-praia-mais-estranha-e-hipnotizante-da-grecia-1752687698690_320.jpg" alt="Esta é a praia mais estranha (e hipnotizante) da Grécia"></a></article></aside><p>Nas tabernas locais não faltam especialidades gregas, marisco fresco, queijos regionais e vinhos produzidos na região. Quanto ao alojamento, predominam pequenas pensões, apartamentos turísticos e hotéis familiares que oferecem uma <strong>boa relação entre qualidade e preço</strong>.</p><p>“A nível de gastronomia, um camarão saganaki, acompanhado de batatas fritas e tzatziki, e vinho local, custa em média 20 euros por pessoa”, acrescentam. </p><p>“Os resorts não são muito comuns em Kalymnos, mas existem muitas pousadas acessíveis, cujos preços variam entre os 60 e os 80 euros por noite.”</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Not%C3%ADcias%20ao%20Minutos%3A%20Direito%20Rodrigues%2C%20M" data-year="2026" data-title="4%20destinos%20de%20praia%20baratos%20na%20Europa%20para%20visitar%20este%20ver%C3%A3o" data-url="https%3A%2F%2Fwww.noticiasaominuto.com%2Flifestyle%2F3003762%2F4-destinos-de-praia-baratos-na-europa-para-visitar-este-verao">Notícias ao Minutos: Direito Rodrigues, M. (2026). <a href="https://www.noticiasaominuto.com/lifestyle/3003762/4-destinos-de-praia-baratos-na-europa-para-visitar-este-verao" target="_blank">4 destinos de praia baratos na Europa para visitar este verão</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/sol-mar-e-precos-baixos-estes-4-destinos-europeus-provam-que-ainda-e-possivel.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Arquitetura de vanguarda, calor a bombar: o fiasco térmico da estação de Nantes]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/arquitetura-de-vanguarda-calor-a-bombar-o-fiasco-termico-da-estacao-de-nantes.html</link><pubDate>Sun, 21 Jun 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Estação de Nantes: nova galeria suspensa de 37 milhões de euros transforma-se em "forno" e é encerrada devido ao calor extremo. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/arquitetura-de-vanguarda-calor-de-rachar-o-fiasco-termico-da-estacao-de-nantes-1781601541617.png" data-image="b0ajr3hdyiiz"><figcaption>O arquiteto do projeto, Rudy Ricciotti, é o mesmo que desenhou o famoso e aclamado Museu das Civilizações (Mucem) em Marselha.</figcaption></figure><p>Quem já foi, por exemplo, ao Centro Comercial Vasco da Gama, em Lisboa, certamente reparou na água que escorre pelo teto,<strong> uma solução para arrefecer a infraestrutura e evitar o efeito de estufa</strong>. Já em Nantes, França, um episódio insólito e problemático afetou a principal estação ferroviária. Apenas cinco anos após uma renovação profunda e dispendiosa, a grande <strong>galeria suspensa teve de ser temporariamente encerrada ao público </strong></p><div class="texto-destacado">O motivo? A infraestrutura transformou-se num autêntico "forno", atingindo temperaturas perigosamente altas durante um intenso período de onda de calor (canícula) que afetou a região.</div><p> O incidente ocorreu na segunda-feira, 30 de junho de 2025, dia em que a zona de Loire-Atlantique se encontrava sob alerta laranja devido ao calor extremo. </p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-align="center" data-lang="pt"> <a href="https://x.com/peakaustria/status/2065337281607532921"></a> </blockquote></figure><p>Com os termómetros no interior da passagem envidraçada a registarem valores sufocantes que, segundo os passageiros,<strong> chegaram a ultrapassar os 42 °C e 43 °C debaixo da enorme cobertura de vidro</strong>, a direção da SNCF (Sociedade Nacional dos Caminhos de Ferro Franceses) viu-se obrigada a agir. Para preservar a saúde e garantir a segurança dos clientes, funcionários e comerciantes locais, o acesso a esta área foi interditado durante o início da tarde.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arquitetura-de-vanguarda-calor-de-rachar-o-fiasco-termico-da-estacao-de-nantes-1781602870579.png" data-image="5ixq9jfg5683"><figcaption>O efeito de estufa da estrutura envidraçada fez a temperatura interna ultrapassar os 43 °C, sendo muito mais alta do que na rua.</figcaption></figure><p>Esta decisão repentina gerou um impacto imediato na logística do local: <strong>provocou uma enorme aglomeração e um congestionamento invulgar no átrio principal da estação histórica</strong> e nas passagens subterrâneas de acesso às plataformas de embarque. Ao final da tarde, precisamente por motivos de gestão de multidões e para evitar problemas de segurança no piso inferior, a empresa viu-se forçada a reabrir o espaço.</p><h2> O paradoxo de uma obra...de 37 milhões de euros </h2><p>O grande paradoxo que tem alimentado a polémica reside na juventude e no custo elevado desta infraestrutura, inaugurada no ano de 2020. Este novo átrio superior <strong>demorou três anos a ser construído e implicou um investimento de 37,5 milhões de euros.</strong> Trata-se de uma imponente "rua suspensa" de 160 metros de comprimento e 4.000 metros quadrados, que liga as secções norte e sul da estação. A obra foi concebida pelo prestigiado arquiteto Rudy Ricciotti, galardoado com o Grande Prémio Nacional de Arquitetura em França (2006).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arquitetura-de-vanguarda-calor-de-rachar-o-fiasco-termico-da-estacao-de-nantes-1781603417274.png" data-image="3sj2mv4h539b"><figcaption>Ironicamente, apenas as lojas da galeria têm ar condicionado, deixando os passageiros na zona de circulação expostos ao calor sufocante.</figcaption></figure><p>Na altura da inauguração, os responsáveis garantiram que o projeto estava preparado para o calor. <strong>Os amplos vidros teriam recebido um tratamento especial para assegurar uma "forte proteção contra o sol", e o teto é sustentado por 18 grandes pilares em forma de árvore</strong>, cujas copas (feitas de betão de ultra-alto desempenho) funcionariam como sombras artificiais. Contudo, perante as altas temperaturas, estes dispositivos de proteção térmica atingiram o seu limite e revelaram-se totalmente ineficazes, sendo que apenas as lojas no local dispõem de ar condicionado.</p><h2> Erro de conceção face ao aquecimento global </h2><p>A situação gerou fortes críticas locais, entre as quais, denunciou-se o que classifica como um "erro de conceção manifesto", criticando o facto de uma obra pública tão recente <strong>parecer ter ignorado completamente a realidade inegável do aquecimento global</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="451761" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/rumo-a-eficiencia-energetica-novo-material-ajuda-a-arrefecer-edificios-energia.html" title="Rumo à eficiência energética: novo material ajuda a arrefecer edifícios">Rumo à eficiência energética: novo material ajuda a arrefecer edifícios</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/rumo-a-eficiencia-energetica-novo-material-ajuda-a-arrefecer-edificios-energia.html" title="Rumo à eficiência energética: novo material ajuda a arrefecer edifícios"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/rumo-a-eficiencia-energetica-novo-material-que-ajuda-a-arrefecer-edificios-1668356669680_320.jpeg" alt="Rumo à eficiência energética: novo material ajuda a arrefecer edifícios"></a></article></aside><p>Entretanto, a SNCF já avisou os utentes de que o espaço poderá voltar a ser encerrado preventivamente sempre que as temperaturas disparem, não havendo, por enquanto, o anúncio de soluções ou alterações estruturais para contornar o problema crónico desta moderna cobertura.</p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><a href="https://www.batiactu.com/edito/cinq-apres-sa-renovation-partie-gare-nantes-fermee-71807.php" target="_blank"><em>https://www.batiactu.com/edito/cinq-apres-sa-renovation-partie-gare-nantes-fermee-71807.php</em></a></p><p><a href="https://www.lefigaro.fr/nantes/tout-juste-refaite-la-gare-de-nantes-s-avere-etre-une-fournaise-en-periode-de-canicule-20250701" target="_blank"><em>https://www.lefigaro.fr/nantes/tout-juste-refaite-la-gare-de-nantes-s-avere-etre-une-fournaise-en-periode-de-canicule-20250701</em></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/arquitetura-de-vanguarda-calor-a-bombar-o-fiasco-termico-da-estacao-de-nantes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item></channel></rss>