<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Tempo.pt - Meteored</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Mon, 15 Jun 2026 21:00:20 +0000</lastBuildDate><pubDate>Mon, 15 Jun 2026 21:00:20 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Tempo.pt - Meteored</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Portugal e Espanha detêm o mais completo registo geológico mundial de um período crítico do Jurássico]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/portugal-e-espanha-detem-o-mais-completo-registo-geologico-mundial-de-um-periodo-critico-do-jurassico.html</link><pubDate>Mon, 15 Jun 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A investigação, liderada pela Universidade Complutense de Madrid, em colaboração com o Centro de Ciências do Mar e do Ambiente da Universidade de Coimbra (MARE-UCoimbra), demonstra que estas regiões ibéricas são autênticos "laboratórios naturais".</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-e-espanha-detem-o-mais-completo-registo-geologico-mundial-de-um-periodo-critico-do-jurassico-1781522716186.jpg" data-image="bkrs8mk7wxed"><figcaption>Imagem de uma das sucessões estratigráficas estudadas (Sinemuriano de São Pedro de Moel). Imagem: © Direitos Reservados</figcaption></figure><p>Um novo estudo internacional, publicado na revista Earth-Science Reviews, revela que <strong>as arribas costeiras de São Pedro de Moel (Portugal) e das Astúrias (Espanha) conservam o registo mais completo conhecido a nível mundial</strong> de um período crítico da história da Terra: a transição entre os andares Sinemuriano e o Pliensbaquiano, ocorrida há cerca de 193 milhões de anos, no Jurássico Inferior.</p><p>O estudo realça também que as secções de <strong>Água de Madeiros</strong>, no concelho da Marinha Grande, e<strong> Pedra do Ouro</strong>, no concelho de Alcobaça, são referências globais pela sua <strong>continuidade estratigráfica e riqueza fóssil</strong>, superando em detalhe muitas outras regiões europeias.</p><div class="texto-destacado">“Este trabalho mostra a importância destas secções geológicas como referências internacionais para melhorar a forma como medimos o tempo no Jurássico Inferior. Como os <strong>fósseis estão muito bem preservados e aparecem de forma contínua, é possível comparar com grande precisão estas camadas em Portugal e noutros países da Europa</strong>, ajudando a construir uma escala do tempo geológico mais exata a nível global.”<br><br>Luís Vítor Duarte, coautor do estudo e investigador do MARE-UCoimbra e do Departamento de Ciências da Terra da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.</div><p>Recorrendo à análise detalhada de <strong>fósseis de amonites</strong>, que são antigos moluscos cefalópodes marinhos, os investigadores foram capazes de refinar a escala do tempo geológico com uma <strong>precisão sem precedentes</strong>.</p><h2>Dinâmica ambiental e evolução marinha no Jurássico Inferior</h2><p>Este estudo ibérico demonstra que<strong> variações significativas do nível do mar e perturbações no ciclo global de carbono</strong>, identificadas através de análises geoquímicas, estiveram intimamente associadas a episódios de<strong> extinção e renovação faunística de amonites</strong> há cerca de<strong> 190 milhões de anos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-e-espanha-detem-o-mais-completo-registo-geologico-mundial-de-um-periodo-critico-do-jurassico-1781522946358.jpg" data-image="g9xpjkh67rpp"><figcaption>Analisando pormenorizadamente fósseis de amonites, antigos moluscos cefalópodes marinhos, os cientistas conseguiram refinar a escala do tempo geológico com um nível de precisão sem precedentes. A variação do nível do mar e as alterações no ciclo global de carbono associaram-se umbilicalmente a episódios de extinção de grupos de amonites e ao aparecimento de outras espécies mais adaptadas às mudanças ambientais.</figcaption></figure><p>As alterações ambientais foram favoráveis ao desaparecimento de alguns grupos e ao aparecimento de novas espécies mais adaptadas às condições em mudança, evidenciando<strong> o papel das crises ambientais como motores da evolução dos ecossistemas marinhos</strong> do Jurássico Inferior.</p><h2>Registos ibéricos como referência para a escala do tempo geológico </h2><p>Os investigadores estimam que <strong>cada horizonte de amonites</strong>, considerada uma unidade fundamental para a datação destes registos geológicos, corresponde, em média, <strong>a cerca de 100 mil anos</strong>, permitindo uma construção temporal de elevada resolução do passado terrestre.</p><p>Esta precisão reforça <strong>a relevância das secções ibéricas como uma das mais importantes referências mundiais</strong> para o estudo do Jurássico Inferior. Os resultados obtidos pelos cientistas fornecem ainda <strong>novos dados sobre as ligações paleobiogeográficas entre bacias marinhas</strong>, incluindo o papel do chamado Corredor Hispânico, uma antiga conexão entre o Tétis e o Pacífico que poderá ter sido favorável à dispersão de organismos marinhos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762862" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/origens-dos-animais-antigos-os-fosseis-recuam-a-cronologia-evolutiva-em-4-milhoes-de-anos.html" title="Origens dos animais antigos: os fósseis recuam a cronologia evolutiva em 4 milhões de anos">Origens dos animais antigos: os fósseis recuam a cronologia evolutiva em 4 milhões de anos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/origens-dos-animais-antigos-os-fosseis-recuam-a-cronologia-evolutiva-em-4-milhoes-de-anos.html" title="Origens dos animais antigos: os fósseis recuam a cronologia evolutiva em 4 milhões de anos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ancient-animal-origins-fossils-push-the-evolutionary-timeline-back-by-4-million-years-1775390180198_320.jpg" alt="Origens dos animais antigos: os fósseis recuam a cronologia evolutiva em 4 milhões de anos"></a></article></aside><p>Em suma, o trabalho levado a cabo pelos cientistas ibéricos salienta <strong>a importância destes registos para a calibração da escala do tempo geológico</strong> e para a compreensão da resposta dos <strong>ecossistemas marinhos a mudanças climáticas e oscilações do nível do mar</strong>, contribuindo para aprimorar a interpretação da resposta da biodiversidade face aos desafios ambientais da atualidade.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://noticias.uc.pt/artigos/arribas-de-sao-pedro-de-moel-guardam-o-registo-geologico-mais-completo-do-mundo-de-um-periodo-critico-do-jurassico/" target="_blank">Arribas de São Pedro de Moel guardam o registo geológico mais completo do mundo de um período crítico do Jurássico</a>. FCTUC. Notícias UC. 1 de junho de 2026.</em></p><p><em>Íñigo Vitón, María José Comas-Rengifo, Luís V. Duarte, Ricardo L. Silva, Antonio Goy, <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0012825226001182" target="_blank">The uppermost Sinemurian and Sinemurian–Pliensbachian transition in Western and Northern Iberia: A chronostratigraphic review and correlation framework</a></em><em>, Earth-Science Reviews, Volume 279, 2026, 105507, ISSN 0012-8252, https://doi.org/10.1016/j.earscirev.2026.105507.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/portugal-e-espanha-detem-o-mais-completo-registo-geologico-mundial-de-um-periodo-critico-do-jurassico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma cúpula de calor sobre Portugal dentro de 7 dias: os modelos europeu e GFS apontam para temperaturas muito elevadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-cupula-de-calor-sobre-portugal-dentro-de-7-dias-os-modelos-europeu-e-gfs-apontam-para-temperaturas-muito-elevadas.html</link><pubDate>Mon, 15 Jun 2026 15:15:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As previsões do ECMWF e do GFS apontam para a possível chegada de uma massa de ar quente africana a Portugal entre 21 e 23 de junho. Caso o cenário se confirme, várias regiões poderão registar temperaturas excecionalmente elevadas.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-onda-de-calor-sobre-portugal-dentro-de-7-dias-os-modelos-europeu-e-gfs-apontam-para-temperaturas-extremas-1781527559059.jpg" data-image="t7zhruraqa9m" alt="Onda de calor" title="Onda de calor"><figcaption>Possível onda de calor chega a Portugal dentro de 7 dias, segundo os modelos europeu e GFS. O episódio poderá prolongar-se por mais de quatro dias e trazer temperaturas muito elevadas, com máximas que poderão superar os 42 °C em várias regiões do país.</figcaption></figure><p>A partir de 21 de junho, Portugal Continental poderá entrar num <strong>episódio de calor muito intenso</strong>, segundo as mais recentes previsões dos <strong>modelos meteorológicos ECMWF (europeu) e GFS (americano)</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a>.</strong> Siga-nos e ative as notificações. <br></div><p>Apesar de ainda faltar cerca de uma semana e de poderem ocorrer ajustes na previsão<strong>, ambos os modelos convergem na possibilidade de uma massa de ar muito quente proveniente do Norte de África</strong> atingir o território nacional, podendo dar origem a temperaturas excecionais.</p><h2>Uma massa de ar africana deverá instalar-se sobre Portugal</h2><p>O modelo europeu mostra que esta massa de ar quente começa a impor-se durante o dia 21, <strong>cobrindo praticamente todo o território continental no dia 22</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-onda-de-calor-sobre-portugal-dentro-de-7-dias-os-modelos-europeu-e-gfs-apontam-para-temperaturas-extremas-1781525555081.jpg" data-image="6op77b5he8v9" alt="Geopotencial e temperatura a 850 hPa" title="Geopotencial e temperatura a 850 hPa"><figcaption>Mapa de geopotencial e temperatura a 850 hPa do ECMWF para 22 de junho mostra a expansão de uma massa de ar muito quente proveniente do Norte de África sobre Portugal Continental.</figcaption></figure><p>Esta evolução é bem visível nos <strong>mapas de geopotencial e temperatura a 850 hPa,</strong> um nível atmosférico situado aproximadamente entre os 1400 e os 1500 metros de altitude, utilizado pelos meteorologistas para acompanhar o transporte de massas de ar sem a influência direta do relevo e do aquecimento local da superfície.</p><p>Já o modelo <strong>GFS</strong>, desenvolvido pelos Estados Unidos, apresenta um <strong>cenário muito semelhante</strong>, embora antecipe a chegada desta massa de ar cerca de um dia mais cedo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-onda-de-calor-sobre-portugal-dentro-de-7-dias-os-modelos-europeu-e-gfs-apontam-para-temperaturas-extremas-1781525614757.jpg" data-image="cshkls8wzbdv" alt="Geopotencial e temperatura 850 hPa" title="Geopotencial e temperatura 850 hPa"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-720725">O modelo GFS antecipa a chegada da massa de ar quente um dia mais cedo, prevendo a sua persistência até 25 ou 26 de junho, o que reforça um cenário de calor intenso.</figcaption></figure><p>Ambos os modelos sugerem ainda que <strong>o calor poderá prolongar-se até 25 ou 26 de junho,</strong> aumentando a confiança na possibilidade de um episódio de temperaturas excecionalmente elevadas.</p><h2>Temperaturas poderão ultrapassar os 42 °C em vários locais</h2><p>À superfície, o modelo europeu prevê para o dia 22 um país praticamente coberto por temperaturas muito elevadas, com várias regiões do <strong>interior centro e sul a poderem atingir ou ultrapassar os 42 °C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-onda-de-calor-sobre-portugal-dentro-de-7-dias-os-modelos-europeu-e-gfs-apontam-para-temperaturas-extremas-1781525727258.jpg" data-image="6qibhhpm2enc" alt="Temperatura 2m" title="Temperatura 2m"><figcaption>À superfície, o ECMWF prevê temperaturas muito elevadas para 22 de junho, com várias regiões do interior centro e sul a poderem ultrapassar os 42 °C durante a tarde.</figcaption></figure><p>Importa ainda salientar que <strong>estes mapas representam a temperatura prevista ao meio-dia</strong>, quando normalmente ainda não ocorre o pico diário de calor. Em Portugal, durante o verão, <strong>as temperaturas máximas costumam verificar-se entre as 15 e as 17 horas,</strong> pelo que os valores efetivos poderão ser ainda superiores.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773955" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-cinco-tardes-de-trovoadas-que-deixarao-aguaceiros-fortes-granizo-e-rajadas-intensas-em-portugal.html" title="Vêm aí cinco tardes de trovoadas que deixarão aguaceiros fortes, granizo e rajadas intensas em Portugal">Vêm aí cinco tardes de trovoadas que deixarão aguaceiros fortes, granizo e rajadas intensas em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-cinco-tardes-de-trovoadas-que-deixarao-aguaceiros-fortes-granizo-e-rajadas-intensas-em-portugal.html" title="Vêm aí cinco tardes de trovoadas que deixarão aguaceiros fortes, granizo e rajadas intensas em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vem-ai-cinco-tardes-de-trovoadas-que-deixarao-aguaceiros-fortes-granizo-e-rajadas-intensas-em-portugal-1781517612583_320.jpg" alt="Vêm aí cinco tardes de trovoadas que deixarão aguaceiros fortes, granizo e rajadas intensas em Portugal"></a></article></aside><p><strong>O modelo GFS</strong> apresenta um cenário igualmente extremo, chegando mesmo a calcular <strong>temperaturas próximas dos 44 °C</strong> em alguns pontos do Vale do Tejo e do interior leste, enquanto o modelo europeu concentra os valores mais elevados sobretudo no interior centro e sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-onda-de-calor-sobre-portugal-dentro-de-7-dias-os-modelos-europeu-e-gfs-apontam-para-temperaturas-extremas-1781525809887.jpg" data-image="gpm6ztq6rpga" alt="Temperatura 2m" title="Temperatura 2m"><figcaption>O modelo GFS apresenta um cenário semelhante, mas concentra as temperaturas mais extremas no Vale do Tejo e interior leste, chegando a calcular valores próximos dos 44 °C.</figcaption></figure><p>Apesar das diferenças regionais, <strong>ambos concordam na possibilidade de um evento de calor</strong> muito significativo.</p><h2>Tempo seco poderá favorecer o aquecimento</h2><p><strong>Entre 21 e 23 de junho, o modelo europeu prevê tempo maioritariamente seco em praticamente todo o território continental</strong>, apenas com possibilidade de aguaceiros muito localizados e isolados. </p><div class="texto-destacado"><strong>Segundo o IPMA, a temperatura máxima absoluta alguma vez registada em Portugal Continental foi de 47,3 °C, na Amareleja, em Beja, a 1 de agosto de 2003</strong>. Embora ainda seja cedo para antecipar valores dessa magnitude, caso este cenário se confirme, não é totalmente de excluir que algumas localidades possam aproximar-se de temperaturas historicamente muito elevadas.</div><p><strong>As temperaturas efetivamente observadas podem ser superiores ou inferiores devido a fatores locais</strong>, como a topografia, o tipo de solo, a humidade, o vento e a intensidade da radiação solar. Em situações extremas, alguns locais podem exceder os valores previstos pelos modelos. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-cupula-de-calor-sobre-portugal-dentro-de-7-dias-os-modelos-europeu-e-gfs-apontam-para-temperaturas-muito-elevadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo em Portugal esta semana: trovoada, chuva e subida das temperaturas; eis as zonas mais afetadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-trovoada-chuva-e-subida-das-temperaturas-eis-as-zonas-mais-afetadas.html</link><pubDate>Mon, 15 Jun 2026 13:35:23 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal Continental inicia mais uma semana que poderá mostrar-se bastante díspar entre a faixa interior e a faixa litoral. Entre chuva, trovoada e subida das temperaturas, saiba quais as zonas mais afetadas!</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/_so_8l4FXTc/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=_so_8l4FXTc" id="_so_8l4FXTc"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Portugal Continental inicia esta semana com alguma nebulosidade, especialmente no litoral, ainda que <strong>não haja previsão de chuva</strong> para esta zona do país.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No entanto, espera-se que <strong>a partir das primeiras horas da tarde, a chuva e a trovoada regressem ao interior Norte e Centro</strong>, estando os distritos de Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda e Castelo Branco sob <strong>aviso amarelo de chuva e trovoada</strong> até às 21h de hoje. Ainda assim, é expectável que esta instabilidade continue, pelo menos, até quarta-feira, na mesma região.</p><h2>Para além da chuva e trovoada espera-se uma subida das temperaturas</h2><p> Para além destes fenómenos, é também esperada uma <strong>s</strong><strong>ubida gradual das temperaturas máximas</strong>, que se deverá manter até ao fim de semana, podendo trazer valores próximos dos 40 ºC na reta final da mesma, a regiões como a Beira Baixa e o Alentejo, contribuindo para uma disparidade entre interior e litoral. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-esta-semana-trovoada-chuva-e-subida-das-temperaturas-eis-as-zonas-mais-afetadas-1781527168328.png" data-image="ynvmcm6k3wj0" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>São esperados valores próximos dos 40 ºC no fim de semana. As temperaturas vão subir de forma gradual, especialmente no interior e sul do país entre hoje, segunda-feira, e sábado, dia 20.</figcaption></figure><p>Esta subida deverá<strong> s</strong><strong>entir-se no Norte do país com maior evidência na quarta-feira</strong>, onde o noroeste, nas cidades mais afastadas do mar, poderá registar valores na ordem dos 30 ºC. Nos dias seguintes é esperada uma descida das temperaturas nesta região, especialmente junto ao litoral, enquanto as mesmas poderão continuar a subir ao longo da faixa interior.</p><h2>Semana ficará marcada por contrastes térmicos e de instabilidade atmosférica</h2><p>Desta forma, esta<strong> semana contará com vários contrastes entre o litoral e interior</strong>, especialmente em relação à instabilidade atmosférica prevista e às temperaturas. Onde no interior se esperam vários períodos de chuva e trovoada enquanto no litoral não, ainda que a nebulosidade possa marcar presença em boa parte da semana nesta região, especialmente no litoral Norte e Centro.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773955" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-cinco-tardes-de-trovoadas-que-deixarao-aguaceiros-fortes-granizo-e-rajadas-intensas-em-portugal.html" title="Vêm aí cinco tardes de trovoadas que deixarão aguaceiros fortes, granizo e rajadas intensas em Portugal">Vêm aí cinco tardes de trovoadas que deixarão aguaceiros fortes, granizo e rajadas intensas em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-cinco-tardes-de-trovoadas-que-deixarao-aguaceiros-fortes-granizo-e-rajadas-intensas-em-portugal.html" title="Vêm aí cinco tardes de trovoadas que deixarão aguaceiros fortes, granizo e rajadas intensas em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vem-ai-cinco-tardes-de-trovoadas-que-deixarao-aguaceiros-fortes-granizo-e-rajadas-intensas-em-portugal-1781517612583_320.jpg" alt="Vêm aí cinco tardes de trovoadas que deixarão aguaceiros fortes, granizo e rajadas intensas em Portugal"></a></article></aside><p>Em relação ao contraste térmico, este será evidente durante boa parte da semana. Contudo, <strong>espera-se que a médio prazo, as temperaturas possam recuperar também no litoral Norte e Centro </strong>do país entre o fim da semana e o início da próxima. No entanto, e tendo em conta a distância temporal, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações em <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/" target="_blank" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">tempo.pt</a>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-trovoada-chuva-e-subida-das-temperaturas-eis-as-zonas-mais-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A trajetória dos ciclones tropicais: onde causam maiores estragos e como se mede a sua intensidade]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-trajetoria-dos-ciclones-tropicais-onde-causam-maiores-estragos-e-como-se-mede-a-sua-intensidade.html</link><pubDate>Mon, 15 Jun 2026 11:45:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Os ciclones tropicais têm nomes diferentes consoante a bacia oceânica onde se formam. Diferem substancialmente dos ciclones extratropicais (tempestades): explicamos-lhes aqui.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nociones-basicas-sobre-los-ciclones-tropicales-1781360074663.jpg" data-image="aovy80gejiuh" alt="Huracán en el Golfo de México" title="Huracán en el Golfo de México"><figcaption>Imagem de satélite do furacão Laura no Golfo do México, antes de atingir a costa da Louisiana (EUA) – como furacão de categoria 4 – em 27 de agosto de 2020. © CSU/CIRA e NOAA/NESDIS</figcaption></figure><p><strong>Os ciclones e os anticiclones formam-se naturalmente na atmosfera terrestre</strong>. O tipo de tempo associado a um ciclone ("mau tempo") é radicalmente diferente do associado a um anticiclone (céu limpo ou parcialmente nublado e ventos calmos). Os sistemas de baixa pressão e os furacões são tipos específicos de ciclones. Cada um forma-se em regiões diferentes da Terra. <strong>Um sistema de baixa pressão é um ciclone extratropical, enquanto um furacão é um ciclone tropical</strong>.</p><p>Os ciclones tropicais são morfologicamente distintos dos ciclones subtropicais. O seu núcleo é quente, ao contrário do dos sistemas de baixa pressão, que é composto por ar frio de origem polar. Além disso, <strong>na parte central de um furacão, as correntes de ar descendentes dissipam a cobertura de nuvens nessa área, formando o característico "olho"</strong> visível nas imagens de satélite. Em torno deste olho rodopiam gigantescas nuvens cumulonimbus, que se espalham em espiral para o exterior e são responsáveis pelos ventos com força de furacão e pelas chuvas torrenciais que os furacões geram no seu caminho.</p><h2>Regiões tropicais de ciclogénese e nomenclatura</h2><p>Embora os ciclones tropicais sejam genericamente conhecidos como furacões, <strong>dependendo das bacias e sub-bacias oceânicas onde se formam, são designados por furacões, ciclones ou tufões</strong>. Os furacões referem-se aos ciclones tropicais que se formam na bacia do Oceano Atlântico (na sua faixa tropical do Hemisfério Norte), bem como na parte oriental do Pacífico Norte (na costa mexicana que banha esse oceano). Os ciclones são aqueles que se formam na bacia do Oceano Índico, e os tufões são aqueles que se originam e se desenvolvem na parte ocidental da bacia do Pacífico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nociones-basicas-sobre-los-ciclones-tropicales-1781360121100.jpg" data-image="ocwdc8fefmsi" alt="Regiones oceánicas con ciclones tropicales" title="Regiones oceánicas con ciclones tropicales"><figcaption>Os Centros Regionais de Alerta de Ciclones Tropicais (RCWC) da OMM são áreas oceânicas para as quais são emitidos alertas e são elaboradas listas de nomes e frequência dos ciclones tropicais. Fonte: Organização Meteorológica Mundial.</figcaption></figure><p>O mapa em anexo mostra a divisão do oceano em regiões para as quais a Organização Meteorológica Mundial (OMM) compila listas de nomes. Estes nomes são atribuídos às tempestades tropicais e aos furacões (ciclones, tufões) que se formam em cada época, a qual abrange diferentes períodos do ano, dependendo da bacia ou sub-bacia.<strong> No Atlântico, a época dos furacões começa oficialmente a 1 de junho e termina a 30 de novembro</strong>.</p><h2>Como é medida a intensidade dos ciclones tropicais?</h2><p>Com base na intensidade do vento que um ciclone tropical é capaz de gerar, desde a sua fase embrionária até à maturidade, <strong>a OMM estabeleceu uma classificação que considera quatro designações distintas</strong>. Uma <strong>perturbação tropical é definida como </strong>um aglomerado de tempestades com algum grau de organização que se forma numa região marítima tropical com um diâmetro entre 200 e 600 km, gerando ventos na área.</p><p><strong>A fase seguinte de desenvolvimento é uma depressão tropical</strong>. Trata-se de um ciclone tropical fraco com uma circulação superficial definida e fechada e velocidades máximas sustentadas do vento (em média ao longo de um período de um minuto ou mais) de até 63 km/h.</p><p>Se o sistema continuar a intensificar-se, <strong>forma-se uma tempestade tropical</strong>; trata-se de um ciclone tropical com isóbaras fechadas e velocidades máximas sustentadas do vento entre 63 e 118 km/h.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nociones-basicas-sobre-los-ciclones-tropicales-1781360177900.jpg" data-image="sijxs5en7zwk" alt="Trayectorias de ciclones tropicales" title="Trayectorias de ciclones tropicales"><figcaption>Trajetórias globais de tempestades tropicais entre 1848 e 2013. As tempestades de categoria 4 e 5 na escala de Saffir-Simpson são apresentadas a vermelho e laranja; as de categoria 1 a 3, a amarelo e verde; e as tempestades tropicais e depressões, a azul. Fonte: NOAA Digital GeoZone.</figcaption></figure><p><strong>O ponto culminante da ciclogénese nos trópicos ocorre quando se forma um ciclone tropical (furacão, ciclone, tufão), com ventos máximos sustentados superiores a 119 km/h</strong>.</p><p>Se o furacão continuar a intensificar-se à medida que avança, devido a condições favoráveis, atinge a categoria 2, 3, 4 ou 5, a categoria mais elevada na escala de Saffir-Simpson. Os furacões de categoria 3 e superiores são conhecidos como grandes furacões e são devastadores.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-trajetoria-dos-ciclones-tropicais-onde-causam-maiores-estragos-e-como-se-mede-a-sua-intensidade.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Porque é que não haverá mulheres na missão Artemis III, que regressará à Lua: a NASA tenta esclarecer a polémica]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/porque-e-que-nao-havera-mulheres-na-missao-artemis-iii-que-regressara-a-lua-a-nasa-tenta-esclarecer-a-polemica.html</link><pubDate>Mon, 15 Jun 2026 10:49:14 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A ausência de mulheres na missão Artemis III suscitou um intenso debate internacional. A NASA pronunciou-se sobre a controvérsia para explicar como foi selecionada a tripulação e defender que os critérios foram exclusivamente profissionais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-no-habra-mujeres-en-la-mision-artemis-iii-que-regresara-a-la-luna-la-nasa-intenta-aclarar-la-polemica-1781286379489.jpg" data-image="zl72nt97hrss"><figcaption>A tripulação da Artemis III (da esquerda para a direita): Andre Douglas, Luca Parmitano, Randy Bresnik e Frank Rubio. NASA/Bill Stafford</figcaption></figure><p>Quando <strong>a NASA apresentou oficialmente a tripulação da Artemis III</strong>, a missão que pretende levar novamente seres humanos à superfície da Lua pela primeira vez desde 1972, a surpresa foi enorme:<strong> todos os astronautas encarregados de alunizar são homens</strong>.</p><p>Uma circunstância que suscitou críticas porque, durante anos, o programa Artemis foi apresentado, precisamente, como <strong>o projeto que tornaria possível que uma mulher caminhasse na Lua</strong>.</p><p>Perante esta controvérsia, <strong>a agência espacial norte-americana quis esclarecer publicamente os motivos desta decisão</strong> e pediu respeito para com uma tripulação que, segundo insiste, foi escolhida pelas suas capacidades técnicas e experiência, sem ter em conta critérios de género.</p><h2>Uma promessa que alimentou as expectativas de justiça</h2><p>Desde o lançamento do programa Artemis, <strong>a NASA tornou a diversidade uma das suas mensagens mais reconhecíveis</strong>.</p><p>Durante a apresentação dos seus objetivos, a agência falou em levar «a primeira mulher e a primeira pessoa de cor» à superfície lunar, uma declaração que <strong>simbolizava uma nova etapa na exploração espacial</strong>, muito diferente daquela protagonizada pelas históricas missões Apollo.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Introducing Artemis III.<br><br>Four astronauts. Three launches. Two dockings. One splashdown.<br><br>In 2027, the Artemis III mission will practice docking the Orion spacecraft with two lunar landers in low Earth orbit the capability we need to return humanity to the Moons surface. <a href="https://t.co/8uhMUxuuWX">pic.twitter.com/8uhMUxuuWX</a></p>— NASA (@NASA) <a href="https://x.com/NASA/status/2064422103416238295?ref_src=twsrc%5Etfw">June 9, 2026</a></blockquote></figure><p>Essa promessa gerou enormes expectativas, tanto dentro como fora do setor aeroespacial. Por isso, a composição final da Artemis III revelou-se decepcionante para aqueles que acreditavam que <strong>os anúncios da NASA representavam uma forma de corrigir uma dívida histórica</strong>: as doze pessoas que pisaram na Lua entre 1969 e 1972 eram homens norte-americanos.</p><h2>A explicação da NASA</h2><p>A agência espacial respondeu às críticas, garantindo que a seleção da tripulação foi feita <strong>com base em critérios exclusivamente profissionais</strong>. Segundo explicou, os astronautas selecionados possuem as competências necessárias para enfrentar uma missão considerada uma das mais complexas da história recente da exploração espacial.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Ambitious is what we do at NASA.<br><br>Artemis III will be unlike anything weve ever undertaken. A multi-launch campaign bringing together the most powerful rockets in the world to test rendezvous, docking, and interoperability across multiple systems close to Earth before we return <a href="https://t.co/wzYoDpiXyv">pic.twitter.com/wzYoDpiXyv</a></p>— NASA Administrator Jared Isaacman (@NASAAdmin) <a href="https://x.com/NASAAdmin/status/2064714662227124617?ref_src=twsrc%5Etfw">June 10, 2026</a></blockquote></figure><p>A NASA também<strong> solicitou que o debate não ponha em causa a preparação dos membros da equipa</strong>, sublinhando que todos eles possuem uma longa experiência em operações espaciais, formação técnica e gestão de situações de grande exigência.</p><p>A instituição insiste que a ausência de mulheres nesta missão específica<strong> não implica qualquer alteração no seu compromisso com a igualdade de oportunidades</strong> nem com a integração de perfis diversificados nas suas futuras expedições.</p><h3>O debate sobre a representatividade</h3><p>Apesar das explicações oficiais, a controvérsia continua em aberto. Vários especialistas recordam que <strong>a representatividade também deve desempenhar um papel relevante em programas científicos financiados com recursos públicos </strong>e com enorme projeção internacional.</p><p>O facto é que, <strong>dos 37 astronautas ativos da NASA, 15 são mulheres</strong>, o que representa 40 por cento. Então, como é possível que na seleção da tripulação da Artemis III, um programa de grande impacto público, não se verifique um mínimo de equilíbrio de género?</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-no-habra-mujeres-en-la-mision-artemis-iii-que-regresara-a-la-luna-la-nasa-intenta-aclarar-la-polemica-1781337926953.jpg" data-image="wekeke7mg5ok"><figcaption>A engenheira Belinda Esparza Estrada posa ao lado da astronauta Jessica Watkins. NASA.</figcaption></figure><p>Por isso, não é de admirar que, para algumas vozes, como as das cientistas divulgadoras <strong>Emily Calandrelli e Camille Bergin</strong>, ou a da astronauta comercial <strong>Sian Proctor</strong>, o facto de, afinal, não haver nenhuma mulher na missão à Lua represente um retrocesso em relação à mensagem de inclusão que acompanhou o nascimento do programa Artemis.</p><h2>A importância de deixar de trabalhar nas sombras</h2><p>Na NASA, <strong>a mulher já não desempenha um papel excecional ou simbólico, mas sim estrutural</strong>. Participa em todas as fases da exploração espacial, desde a conceção de uma missão até à sua execução no espaço, e é uma peça fundamental nos projetos que marcarão o futuro da exploração humana do Sistema Solar.</p><p>Por isso, incorporá-las na parte mais visível das missões é importante pelo que isso representa em termos de igualdade, justiça, representação e também progresso científico.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="742146" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/as-mulheres-que-foram-pagas-para-contar-estrelas-e-acabaram-por-descobrir-como-funciona-o-universo.html" title="As mulheres que foram pagas para contar estrelas e acabaram por descobrir como funciona o universo">As mulheres que foram pagas para contar estrelas e acabaram por descobrir como funciona o universo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/as-mulheres-que-foram-pagas-para-contar-estrelas-e-acabaram-por-descobrir-como-funciona-o-universo.html" title="As mulheres que foram pagas para contar estrelas e acabaram por descobrir como funciona o universo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/las-mujeres-a-las-que-pagaban-por-contar-estrellas-y-que-terminaron-descubriendo-como-funciona-el-universo-1764180238727_320.jpg" alt="As mulheres que foram pagas para contar estrelas e acabaram por descobrir como funciona o universo"></a></article></aside><p>E, além disso, porque a sua presença é uma fonte de inspiração. Ver mulheres a participar em algumas das missões científicas mais complexas do mundo <strong>contribui para que mais raparigas e jovens se interessem por carreiras STEM</strong> (ciência, tecnologia, engenharia e matemática) quando, em muitos países, ainda existe uma <strong>disparidade de género</strong> nas universidades que está a fazer com que se perca o seu talento.</p><p>O facto de uma mulher participar numa missão lunar não irá alterar a ciência que será realizada no satélite, mas corrigiria a sua ausência histórica, que <strong>nunca foi uma questão de capacidade, mas sim de oportunidades</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/porque-e-que-nao-havera-mulheres-na-missao-artemis-iii-que-regressara-a-lua-a-nasa-tenta-esclarecer-a-polemica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vêm aí cinco tardes de trovoadas que deixarão aguaceiros fortes, granizo e rajadas intensas em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-cinco-tardes-de-trovoadas-que-deixarao-aguaceiros-fortes-granizo-e-rajadas-intensas-em-portugal.html</link><pubDate>Mon, 15 Jun 2026 10:01:17 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Aguardam-nos várias tardes tempestuosas em vastas zonas do interior de Portugal continental. Está prevista a possibilidade de ocorrência de aguaceiros localmente fortes, queda de granizo e rajadas intensas de vento.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaft2jm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaft2jm.jpg" id="xaft2jm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A gota fria que afetou o nosso país durante o fim de semana está a ser reabsorvida pela circulação principal, mas o ar frio em altitude irá manter-se, contribuindo para que, nos próximos dias, <strong>continuem a ocorrer trovoadas localmente fortes em várias regiões portuguesas</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br><strong>Para os próximos dias preveem-se trovoadas fortes em vastas zonas do interior. Haverá aguaceiros, por vezes fortes, possibilidade de queda de granizo e de rajadas intensas, com algumas células convectivas a poderem evidenciar um certo grau de organização.</strong></div><p>Além disto, caso as previsões se concretizem, <strong>a partir do fim de semana chegará um período de calor muito intenso a Portugal</strong>, com os aguaceiros remanescentes a tornarem-se mais localizados.</p><h2>Aguaceiros e trovoadas pontualmente fortes e granizo marcam o arranque da semana</h2><p>Esta segunda-feira (15) espera-se, uma vez mais, o crescimento de nuvens de desenvolvimento vertical a partir do meio-dia numa parte significativa do interior. <strong>Preveem-se aguaceiros, por vezes localmente fortes e acompanhados de trovoada, nos distritos de Vila Real, Viseu, Bragança, Guarda e Castelo Branco</strong>.</p><p>Noutras zonas - como a <strong>Peneda-Gerês e o Alto Alentejo</strong> - também se perspetiva a possibilidade de ocorrência de aguaceiros, mas mais fracos e dispersos. Atenção ao risco de queda de <strong>granizo</strong> e à possibilidade de <strong>inundações repentinas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vem-ai-cinco-tardes-de-trovoadas-que-deixarao-aguaceiros-fortes-granizo-e-rajadas-intensas-em-portugal-1781516170425.png" data-image="7q810rurprx3"><figcaption>Os aguaceiros acompanhados de trovoadas afetarão o interior Norte e Centro e o Alto Alentejo ao longo desta semana com muita frequência.</figcaption></figure><p><strong>Já na tarde de terça-feira (16) - amanhã - os aguaceiros e trovoadas deverão atingir as mesmas regiões</strong>, mas serão geralmente mais dispersos e menos intensos, exceto na Beira Alta (distrito da Guarda), onde poderão ser pontualmente mais fortes. Além disto, também não se exclui a possibilidade de surgirem de forma fraca e dispersa por grande parte do interior alentejano (distritos de Portalegre, Évora e Beja).</p><p>Mantém-se <strong>o risco de ocorrência de fenómenos localmente severos, tais como a queda de granizo e/ou rajadas intensas de vento</strong>. Saliente-se que, neste início de semana, algumas células convectivas poderão apresentar um certo grau de organização.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vem-ai-cinco-tardes-de-trovoadas-que-deixarao-aguaceiros-fortes-granizo-e-rajadas-intensas-em-portugal-1781516157903.png" data-image="87rpx4cdstvl"><figcaption>Tarde de quarta-feira (17) poderá registar atividade elétrica em grande parte das Regiões Norte e Centro, podendo surgir de forma isolada em pontos a sul do Tejo.</figcaption></figure><p>Os mapas insistem que, durante a <strong>tarde de quarta-feira (17), os aguaceiros e trovoadas serão novamente mais prováveis nos distritos de Vila Real, Viseu, Bragança, Guarda e Castelo Branco</strong>, podendo ser localmente fortes e acompanhadas de fenómenos severos (granizo e rajadas intensas).</p><p>A atividade elétrica tenderá a espalhar-se neste dia, podendo surgir - embora de forma mais fraca e dispersa - <strong>no interior dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Viseu e Coimbra</strong>, sobretudo em áreas montanhosas (serras, planaltos e vales).</p><h2>A partir de sexta-feira, 19 prevê-se uma diminuição significativa dos aguaceiros e trovoadas</h2><p>Para a segunda metade do dia de quinta-feira (18) os primeiros sinais plasmados nos mapas indicam que os aguaceiros e trovoadas, menos frequentes, mas potencialmente fortes, terão tendência a ser mais localizados, <strong>concentrando-se nas zonas limítrofes orientais (de fronteira com Espanha) dos distritos de Bragança, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja</strong>, podendo também estender-se a zonas de maior altitude, como a Serra da Estrela. Noutros pontos do interior não se exclui a possibilidade de surgirem aguaceiros e trovoadas fracos e dispersos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773819" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-15-a-20-de-junho-sera-atipica-em-portugal-chuva-trovoadas-e-calor-vao-continuar-a-coexistir.html" title="Semana de 15 a 20 de junho será atípica em Portugal: chuva, trovoadas e calor vão continuar a coexistir">Semana de 15 a 20 de junho será atípica em Portugal: chuva, trovoadas e calor vão continuar a coexistir</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-15-a-20-de-junho-sera-atipica-em-portugal-chuva-trovoadas-e-calor-vao-continuar-a-coexistir.html" title="Semana de 15 a 20 de junho será atípica em Portugal: chuva, trovoadas e calor vão continuar a coexistir"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-15-a-20-de-junho-sera-atipica-em-portugal-chuva-trovoadas-e-calor-vao-continuar-a-coexistir-1781438863562_320.png" alt="Semana de 15 a 20 de junho será atípica em Portugal: chuva, trovoadas e calor vão continuar a coexistir"></a></article></aside><p><strong>Os acumulados de precipitação serão muito irregulares, como é típico de episódios de trovoada</strong>, estando previstos entre 5 e 20 mm nas zonas onde chover, não se descartando que nalguns locais o valor possa ser superior. Nos arquipélagos, choverá com alguma frequência ao longo da semana nos Açores devido à passagem de sistemas frontais enfraquecidos, enquanto na Madeira raramente choverá, podendo surgir precipitação isolada nalgumas zonas da ilha na terça e na sexta-feira, dias 16 e 19.</p><p>Com o aumento do horizonte temporal da previsão, a incerteza torna-se mais elevada, mas o cenário mais provável indica que, <strong>a partir de sexta-feira (19), as células convectivas irão diminuir de frequência em Portugal continental, abrindo caminho à chegada de calor intenso</strong>.</p><h2>O calor intenso poderá ganhar terreno a partir do próximo fim de semana</h2><p><strong>O modelo europeu sugere que as temperaturas manter-se-ão superiores à média climatológica de referência em grande parte de Portugal no curto e médio prazo</strong>, com as anomalias mais expressivas previstas para o interior Norte e Centro da geografia continental. Os mapas mostram que, para a presente semana e em grande parte do território de Portugal continental, as temperaturas poderão ficar entre<strong> 3 e 6 ºC acima da média para a época</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vem-ai-cinco-tardes-de-trovoadas-que-deixarao-aguaceiros-fortes-granizo-e-rajadas-intensas-em-portugal-1781516716365.jpg" data-image="j38ns9ax1fm2"><figcaption>Os modelos indicam uma gradual intensificação do calor a partir do próximo fim de semana e durante boa parte da próxima semana (mapa de temperatura prevista para terça-feira, 23 de junho). Caso as previsões se mantenham, poderão registar-se 40 ºC (ou valores superiores) em várias localidades do interior Centro e Sul durante vários dias consecutivos. </figcaption></figure><p>Resta saber o que acontecerá a partir do fim de semana e nos primeiros dias da próxima semana. De momento, o modelo de referência da Meteored sugere uma subida das temperaturas em grande parte do país, com os valores mais expressivos previstos para <strong>a Beira Baixa e o Alentejo, onde durante vários dias consecutivos, não se exclui a possibilidade de serem registados 40 ºC ou até mesmo valores superiores</strong> em diversas localidades.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-cinco-tardes-de-trovoadas-que-deixarao-aguaceiros-fortes-granizo-e-rajadas-intensas-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A guerra dos robôs começou, e não é com um T-1000: este é o soldado humanoide de aço testado em combate na Ucrânia]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-guerra-dos-robos-comecou-e-nao-e-com-um-t-1000-este-e-o-soldado-humanoide-de-aco-testado-em-combate-na-ucrania.html</link><pubDate>Mon, 15 Jun 2026 07:33:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Pela primeira vez na história militar, um robô humanoide projetado para combate entrou em campo de batalha. O que antes era ficção científica com os Exterminadores do Futuro tornou-se tecnologia de guerra real.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-guerra-de-los-robots-empezo-y-no-es-con-un-t-1000-asi-es-el-soldado-humanoide-de-acero-que-ya-opera-en-ucrania-1781292984633.jpg" data-image="yp88pjmu3kb0" alt="PH MK1" title="PH MK1"><figcaption>O Phantom MK1 é o primeiro robô humanoide autónomo testado em combate (Ucrânia, fevereiro de 2026). Ele pode ser treinado para desarmar bombas.</figcaption></figure><p>É totalmente preto, tem <strong>1,8 metros de altura e pode empunhar desde uma pistola até um fuzil M-16</strong>.</p><p>Não se trata de um personagem de filme: é o Phantom MK-1, e em fevereiro de 2026 duas unidades deste robô humanoide <strong>chegaram à linha da frente na Ucrânia</strong>, no que é considerado o primeiro emprego de um androide num conflito armado ativo na história.</p><p>Por trás do projeto está Sankaet Pathak, CEO da Foundation Robotics, uma startup de São Francisco com apenas dois anos de existência e US$ 24 milhões em contratos com o Exército, a Marinha e a Força Aérea dos Estados Unidos.</p><p>O argumento de Pathak é desconcertante na sua simplicidade:<strong> o mundo foi construído para os seres humanos</strong>, então um robô humanoide pode utilizar as mesmas armas e cruzar os mesmos limites sem redesenhar a infraestrutura. É mais fácil moldar a máquina do que mudar a guerra.</p><h2>Poderoso no papel, frágil na prática</h2><p>Testes realizados na Ucrânia revelaram um robô que, em teoria, era poderoso, mas apresentava limitações claras na prática.</p><p>O Phantom MK-1 pode transportar até 40 quilos, não é à prova de água, não consegue endireitar-se em caso de queda e a sua bateria não dura para operações prolongadas. Mesmo assim, missões de reconhecimento e reabastecimento demonstraram algo que Pathak considera crucial:<strong> o sistema pode executar as tarefas mais letais de um soldado</strong>, aquelas em que recuperar suprimentos numa zona de combate equivale a arriscar a própria vida.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">We took Phantom MK1 to Vegas and then this happened... <a href="https://x.com/hashtag/lasvegas?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#lasvegas</a> <a href="https://x.com/hashtag/humanoidrobot?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#humanoidrobot</a> <a href="https://t.co/3EamvfZCv3">pic.twitter.com/3EamvfZCv3</a></p>— Foundation Robotics (@foundation_robo) <a href="https://x.com/foundation_robo/status/2062953945383972963?ref_src=twsrc%5Etfw">June 5, 2026</a></blockquote></figure><p>A Fundação já está a trabalhar no Phantom 2, com o dobro da capacidade de carga e recursos que Pathak chama de "sobre-humanos", e<strong> planeia enviá-los para a Ucrânia até ao final de 2026</strong>. A meta de produção é de 50.000 unidades até 2027, a menos de US$ 20.000 cada.</p><div class="texto-destacado">Até 2027, está previsto produzir 50.000 unidades do Phantom 2, um soldado humanoide com capacidades "sobre-humanas", a um custo inferior a 20.000 dólares cada.</div><p>O Goldman Sachs — um dos maiores grupos de banco de investimento e valores mobiliários do mundo — <strong>prevê que entre 50.000 e 100.000 robôs humanoides</strong> serão comercializados globalmente somente até 2026, sendo as aplicações militares um dos segmentos de crescimento mais rápido.</p><h2>A questão que a tecnologia não consegue responder sozinha</h2><p>A expansão da robótica militar não está a acontecer sem resistência. Em 2023, a Boston Dynamics, a Agility Robotics e outras empresas líderes assinaram um pacto comprometendo-se a não militarizar as suas plataformas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-guerra-de-los-robots-empezo-y-no-es-con-un-t-1000-asi-es-el-soldado-humanoide-de-acero-que-ya-opera-en-ucrania-1781293041562.jpg" data-image="2rgxb3ow3n33" alt="Robot soldado" title="Robot soldado"><figcaption>O MK1 tem 1,8 m de altura, pesa 80 kg, pode transportar uma carga de 40 kg e funciona a uma velocidade máxima de 100 km/h.</figcaption></figure><p>A fundação escolheu o caminho oposto. <strong>O cofundador Mike LeBlanc fala de um "imperativo moral" para enviar robôs para a linha de frente em vez de soldados</strong>. É um argumento sedutor, mas que ignora a questão mais difícil: quem é responsabilizado quando um algoritmo mata um civil?</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769406" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-portugueses-lancam-iris-ao-mar-o-robo-que-recupera-redes-de-pesca-fantasma.html" title="Investigadores portugueses lançam Íris ao mar: o robô que recupera redes de pesca fantasma">Investigadores portugueses lançam Íris ao mar: o robô que recupera redes de pesca fantasma</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-portugueses-lancam-iris-ao-mar-o-robo-que-recupera-redes-de-pesca-fantasma.html" title="Investigadores portugueses lançam Íris ao mar: o robô que recupera redes de pesca fantasma"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-portugueses-lancam-iris-ao-mar-o-robo-que-recupera-redes-de-pesca-fantasma-1779108672893_320.jpg" alt="Investigadores portugueses lançam Íris ao mar: o robô que recupera redes de pesca fantasma"></a></article></aside><p>A ONU também está ciente disso. Em maio de 2025, representantes de 96 países reuniram-se na Assembleia Geral para discutir sistemas de armas autónomas letais.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/la-guerra-de-los-robots-empezo-y-no-es-con-un-t-1000-asi-es-el-soldado-humanoide-de-acero-que-ya-opera-en-ucrania-1781293087396.jpg" data-image="0x9g04mxkfq6" alt="Phantom Robot" title="Phantom Robot"><figcaption>Num futuro não muito distante, cenas com tropas mistas de humanos e robôs provavelmente deixarão de ser uma fantasia reservada apenas à ficção científica.</figcaption></figure><p>O Secretário-Geral António Guterres classificou-os como "politicamente e moralmente inaceitáveis" e estabeleceu 2026 como prazo limite para a obtenção de um tratado vinculativo. <strong>Este é precisamente o ano em que estes robôs já estão a operar numa frente de combate real</strong>.</p><p>O paradoxo não tem solução fácil: enquanto a diplomacia corre contra o tempo, a tecnologia leva vantagem. O<strong> Phantom MK-1 ainda não é um soldado autó</strong><strong>nomo</strong>. Mas é o primeiro passo nessa direção. E esse passo já foi dado, numa trincheira ucraniana, em fevereiro de 2026.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-guerra-dos-robos-comecou-e-nao-e-com-um-t-1000-este-e-o-soldado-humanoide-de-aco-testado-em-combate-na-ucrania.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estudo recente mostra como pode um vulcão dar vida ao oceano ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-recente-mostra-como-pode-um-vulcao-dar-vida-ao-oceano.html</link><pubDate>Mon, 15 Jun 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo revela uma forte conexão entre o gelo, os vulcões submarinos e o clima no fundo do oceano. Fique aqui a saber mais sobre este tema!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-recente-mostra-como-pode-um-vulcao-dar-vida-ao-oceano-1781437206441.jpg" data-image="5a6keb5qn83a" alt="Vulcões submarinos" title="Vulcões submarinos"><figcaption>Entre vulcões submarinos e sedimentos milenares, o Pacífico revela uma história profunda sobre a ligação entre a geologia, a vida e o clima.</figcaption></figure><p>Durante as <strong>eras glaciais da Terra,</strong> o planeta não mudou apenas à superfície.</p><p>Enquanto enormes mantos de gelo cobriam continentes inteiros e o nível do mar descia dezenas a centenas de metros, uma <strong>transformação silenciosa ocorria milhares de metros abaixo das ondas, o fundo oceânico tornava-se mais ativo</strong>, os vulcões submarinos libertavam mais ferro e esse elemento pode ter alimentado pequenas formas de vida que ajudaram a regular o clima global.</p><p>Uma investigação publicada na revista <em>Nature Geoscience</em> fundamenta uma <strong>ligação inesperada entre o gelo das eras glaciais, o vulcanismo submarino, o ferro no oceano e o clima global</strong>.</p><p>Os investigadores propõem que, durante períodos em que o nível do mar baixou devido à formação de grandes mantos de gelo, a <strong>atividade vulcânica nas dorsais oceânicas aumentou</strong>, libertando aissim mais ferro para o oceano profundo.</p><h2>O ferro que alimentava o fundo oceânico </h2><p>Esse ferro pode ter estimulado o <strong>crescimento do fitoplâncton e contribuído para a remoção de dióxido de carbono (CO₂) da atmosfera</strong>.</p><p>O ferro é um elemento pequeno, mas com um <strong>impacto climático muito grande</strong>. Em várias regiões do oceano, especialmente nas chamadas zonas de “<em>alto teor de nutrientes mas baixa clorofila</em>”, existem <strong>grandes quantidades de nutrientes como azoto e fósforo, mas o crescimento do fitoplâncton é limitado pela falta de ferro</strong>. Para estes organismos microscópicos, o ferro funciona quase como uma vitamina essencial.</p><div class="texto-destacado">"<strong>As alterações no nível do mar durante os ciclos glaciais podem ter moldado a atividade hidrotermal do fundo oceânico, influenciando a disponibilidade de ferro e a produtividade biológica do oceano.</strong>" Nature Geoscience </div><p>O fitoplâncton é uma das peças fundamentais do sistema climático terrestre. Através da fotossíntese, estes <strong>organismos absorvem dióxido de carbono da atmosfera e transformam-no em matéria orgânica</strong>.<br>Quando parte desse material afunda para o oceano profundo, <strong>o carbono pode ficar armazenado durante longos períodos</strong>, um processo conhecido como bomba biológica de carbono.</p><p>Durante muito tempo, os cientistas pensaram sobretudo que o ferro que fertilizava estas regiões vinha da poeira transportada pelo vento dos continentes.</p><h2>Um ciclo natural entre o gelo, o fogo e o carbono</h2><p>No entanto este novo estudo científico apresenta uma possibilidade diferente, <strong>o próprio fundo do oceano poderia ter sido uma fonte importante desse elemento em determinados momentos da história climática da Terra</strong>.</p><p>A chave está na relação entre o gelo e a pressão. Durante uma era glacial, <strong>enormes volumes de água ficam presos nas calotas de gelo</strong>, fazendo com que o nível médio do mar baixasse. Essa alteração reduz a pressão sobre certas zonas da crosta oceânica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-recente-mostra-como-pode-um-vulcao-dar-vida-ao-oceano-1781436188331.jpg" data-image="bkhh69htq0z5" alt="Vulcão" title="Vulcão"><figcaption> Localização dos estudos sobrepostas às concentrações médias anuais de nitrato à superfície do oceano (Atlas Mundial dos Oceanos 2018) e Topografia do fundo oceânico indicando a Dorsal Meso-Oceânica do Pacífico Oriental. Fonte: <em>Kong, T., Ruan, X., Farmer, J.R. at al.</em></figcaption></figure><p>Segundo os investigadores, essa mudança pode <strong>favorecer alterações na circulação de fluidos subterrâneos e aumentar a atividade hidrotermal nas dorsais oceânicas</strong>. Os sistemas libertam fluidos quentes ricos em minerais, incluindo ferro.</p><p>Os investigadores estudaram ainda um arquivo natural escondido nos sedimentos do Pacífico equatorial oriental, analisando cerca de 200 mil anos de história ambiental.</p><h2>No fundo do Pacífico </h2><p>Pequenos fósseis marinhos preservaram sinais químicos que permitem reconstruir como o fitoplâncton utilizava nutrientes no passado. Quando esses registos foram comparados com evidências de emissão hidrotermal de ferro, os investigadores encontraram uma <strong>coincidência temporal entre períodos de maior libertação de ferro e fases de transição entre eras glaciais e períodos mais quentes</strong>.</p><p>Esta descoberta revela um possível <strong>ciclo de feedback planetário</strong>, ou seja, o gelo baixa o nível do mar; a mudança no oceano aumenta a atividade vulcânica submarina; os vulcões libertam ferro; o fitoplâncton cresce mais; o oceano captura mais carbono; e a atmosfera pode sofrer alterações de dióxido de carbono.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="657672" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/preocupacao-crescente-na-zona-do-maior-supervulcao-da-europa-os-terramotos-estao-a-aumentar-o-que-dizem-os-geologos-geologia.html" title="Preocupação crescente na zona do maior “supervulcão” da Europa: os terramotos estão a aumentar, o que dizem os geólogos?">Preocupação crescente na zona do maior “supervulcão” da Europa: os terramotos estão a aumentar, o que dizem os geólogos?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/preocupacao-crescente-na-zona-do-maior-supervulcao-da-europa-os-terramotos-estao-a-aumentar-o-que-dizem-os-geologos-geologia.html" title="Preocupação crescente na zona do maior “supervulcão” da Europa: os terramotos estão a aumentar, o que dizem os geólogos?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/terremoti-suolo-che-si-deforma-cresce-la-preoccupazione-nell-area-del-superivulcano-1716375889533_320.jpg" alt="Preocupação crescente na zona do maior “supervulcão” da Europa: os terramotos estão a aumentar, o que dizem os geólogos?"></a></article></aside><p>O mais fascinante é que esta ligação une processos que normalmente estudamos separadamente. <strong>A tectónica das placas parece distante da vida microscópica à superfície do mar, mas o planeta funciona como um sistema integrado</strong>. Um evento geológico profundo pode influenciar organismos invisíveis a olho nu, que por sua vez podem alterar a composição da atmosfera.</p><p>Contudo, os investigadores alertam que <strong>este mecanismo não deve ser interpretado como uma solução simples para a crise climática atual</strong>. O estudo analisa processos naturais que ocorreram ao longo de milhares de anos e não uma forma imediata de remover carbono da atmosfera.</p><p>A importância da descoberta está em <strong>compreender melhor os mecanismos que controlaram o clima da Terra no passado</strong>.</p><h3><em>Referência do artigo:</em></h3><p><em>Kong, T., Ruan, X., Farmer, J.R. et al. "<a href="https://doi.org/10.1038/s41561-026-01982-7" target="_blank">Ocean iron fertilization from enhanced mid-ocean-ridge volcanism due to ice-age sea-level falls.</a>" Nat. Geosci. 19, 706–714 (2026). </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-recente-mostra-como-pode-um-vulcao-dar-vida-ao-oceano.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Porque é que os neandertais da Península Ibérica foram os últimos a desaparecer da Europa?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/porque-e-que-os-neandertais-da-peninsula-iberica-foram-os-ultimos-a-desaparecer-da-europa.html</link><pubDate>Mon, 15 Jun 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Nem só o clima e a competição com o <em>Homo sapiens</em> contribuíram para a extinção das populações europeias. Novo estudo sugere que houve um fator humano determinante na resistência ibérica.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/porque-e-que-os-neandertais-da-peninsula-iberica-foram-os-ultimos-a-desaparecer-da-europa-1781184563439.jpg" data-image="gdrnwbfkibkv" alt="Neandertais" title="Neandertais"><figcaption>Os neandertais ibéricos parecem ter resistido cerca de três mil e sete mil anos mais do que os restantes grupos europeus. Imagem gerada por IA: Adobe Stock</figcaption></figure><p>O desaparecimento dos <strong>neandertais</strong> não foi simultâneo em toda a Europa, mas antes um <strong>processo regional e desigual</strong>, que culminou na sua extinção há cerca de 40 mil anos. Os primeiros grupos a desaparecer parecem ter sido os do Sudeste Europeu (Balcãs), da Europa Oriental e de parte da Europa Central.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As evidências científicas mostram que o sul da Península Ibérica foi um dos últimos enclaves dos neandertais durante o Pleistoceno, período marcado por sucessivas oscilações climáticas entre fases glaciais e interglaciares.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>As populações ibéricas parecem ter resistido cerca de <strong>três mil e sete mil anos mais do que os restantes grupos do centro e do leste da Europa</strong>. A persistência tardia levou os paleontólogos das universidades de Montreal e de Cambridge a questionar por que estas populações se diferenciaram e demonstraram maior resiliência demográfica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/porque-e-que-os-neandertais-da-peninsula-iberica-foram-os-ultimos-a-desaparecer-da-europa-1781184717401.jpg" data-image="4a5ag1mt2zz1" alt="neandertais na Idade do Gelo" title="neandertais na Idade do Gelo"><figcaption>A Península Ibérica é apontada como o último refúgio dos neandertais da Europa. Ilustração: Adobe Stock</figcaption></figure><p>Essa resistência prolongada torna-se ainda mais intrigante uma vez que o seu modo de vida não diferia substancialmente do de outros grupos neandertais europeus. Eram <strong>caçadores-recoletores</strong> altamente adaptados às condições ambientais. Viviam em pequenos grupos, deslocavam-se sazonalmente para tirar melhor partido dos recursos, <strong>ocupavam grutas</strong> ou estabeleciam acampamentos ao ar livre.</p><h2>O peso do fator humano</h2><p>Não há uma única causa que justifique, por si só, por que a Península Ibérica foi um dos últimos redutos dos neandertais da Europa, mas, segundo um novo estudo internacional, o<strong> fator </strong><strong>humano </strong>pode ter sido decisivo.</p><p>As<strong> populações </strong><strong>ibéricas </strong>parecem ter mantido<strong> redes</strong><strong> de </strong><strong>contacto </strong>mais estáveis do que na Europa Oriental e no Sudeste Europeu. Nem o stress climático nem a concorrência direta com o <em>Homo sapiens</em> explicam inteiramente o desaparecimento dos neandertais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="722378" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ha-80-mil-anos-uma-crianca-neandertal-percorreu-as-dunas-do-algarve-as-suas-pegadas-foram-agora-encontradas.html" title="Há 80 mil anos, uma criança neandertal percorreu as dunas do Algarve. As suas pegadas foram agora encontradas">Há 80 mil anos, uma criança neandertal percorreu as dunas do Algarve. As suas pegadas foram agora encontradas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ha-80-mil-anos-uma-crianca-neandertal-percorreu-as-dunas-do-algarve-as-suas-pegadas-foram-agora-encontradas.html" title="Há 80 mil anos, uma criança neandertal percorreu as dunas do Algarve. As suas pegadas foram agora encontradas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ha-80-mil-anos-uma-crianca-neandertal-percorreu-as-dunas-do-algarve-as-suas-pegadas-foram-agora-encontradas-1753895865917_320.jpg" alt="Há 80 mil anos, uma criança neandertal percorreu as dunas do Algarve. As suas pegadas foram agora encontradas"></a></article></aside><p>A diferença crucial pode estar na forma como as populações se ligavam entre si. A investigação publicada na revista científica Quaternary Science Reviews sugere que, sob pressão, as <strong>populações neandertais europeias se ramificaram em dois grupos</strong>, um no ocidente e outro no oriente.</p><p>As comunidades do <strong>Leste</strong>, menos conectadas, terão sido as primeiras a desaparecer. Essas populações tornaram-se mais vulneráveis a <strong>declínios demográficos</strong>, ao isolamento e à <strong>assimilação genética</strong> por parte dos <em>Homo</em> <em>sapiens</em>.</p><h2>O trunfo das comunidades ibéricas</h2><p>As comunidades da Península Ibérica, no extremo ocidental da Europa, desenvolveram, em contrapartida, <strong>redes sociais mais sólidas</strong>. Essa foi a estratégia que lhes permitiu sobreviver mais tempo, tornando-se uma das últimas populações de neandertais da Europa.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A Ibéria, sobretudo o sudoeste e o sul da península, constituiu uma zona de sobrevivência durante o MIS 3, um período de fortes oscilações climáticas entre 57 mil e 29 mil anos atrás.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os <strong><em>Homo sapiens </em></strong>também tendiam a ocupar territórios mais interligados, muitas vezes em torno de corredores costeiros do sul da Europa, o que facilitava o contacto entre grupos vizinhos. </p><p>Estas ligações foram vitais para construir uma <strong>rede de segurança</strong>, possibilitando a troca de informações sobre recursos disponíveis ou rotas de migrações de animais. Os vínculos entre diferentes populações, num ambiente inóspito, foram decisivos para <strong>firmar alianças</strong> e ter acesso a territórios menos hostis durante períodos de escassez ou de crises.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/porque-e-que-os-neandertais-da-peninsula-iberica-foram-os-ultimos-a-desaparecer-da-europa-1781184905520.jpg" data-image="ni31kq3epwj7" alt="neandertais" title="neandertais"><figcaption>A rede de entreajuda foi determinante para a população de neandertais resistir mais tempo na Península Ibérica. Imagem: Adobe Stock</figcaption></figure><p>O estudo intitulado “Spatial resilience and population replacement in Europe during MIS 3: a comparative study of Neanderthals and <em>H. sapiens</em>” ressalva que <strong>os neandertais não eram uma espécie menos avançada que os Homo sapiens</strong>. Mas, apesar da sua grande capacidade de adaptação, tinham um ponto fraco, que ditou o seu fim: estavam fragmentados no território e menos conectados entre si.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="650552" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/alguma-vez-se-perguntou-porque-e-que-os-humanos-modernos-substituiram-os-neandertais-evolucao.html" title="Alguma vez se perguntou porque é que os humanos modernos substituíram os Neandertais?">Alguma vez se perguntou porque é que os humanos modernos substituíram os Neandertais?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/alguma-vez-se-perguntou-porque-e-que-os-humanos-modernos-substituiram-os-neandertais-evolucao.html" title="Alguma vez se perguntou porque é que os humanos modernos substituíram os Neandertais?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alguma-vez-se-perguntou-porque-e-que-os-humanos-modernos-substituiram-os-neandertais-evolucao-1712006888228_320.jpg" alt="Alguma vez se perguntou porque é que os humanos modernos substituíram os Neandertais?"></a></article></aside><p>A chave da resiliência, para os autores desta investigação, está, por isso, nas <strong>redes sociais mais alargadas e fortalecidas</strong>. Uma característica, aliás, que continua a ser determinante também na modernidade.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em>Ariane Burke, Emma Pomeroy, Timothée Poisot, Benjamin Albouy & Simon Paquin. <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0277379126000594?via%3Dihub" target="_blank">Spatial resilience and population replacement in Europe during MIS 3: a comparative study of Neanderthals and H. sapiens</a>. Quaternary Science Reviews</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/porque-e-que-os-neandertais-da-peninsula-iberica-foram-os-ultimos-a-desaparecer-da-europa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Semana de 15 a 20 de junho será atípica em Portugal: chuva, trovoadas e calor vão continuar a coexistir]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-15-a-20-de-junho-sera-atipica-em-portugal-chuva-trovoadas-e-calor-vao-continuar-a-coexistir.html</link><pubDate>Sun, 14 Jun 2026 16:26:21 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A semana arranca com aguaceiros e trovoadas no Norte e Centro, mas o calor mantém-se no interior e Sul. Entre terça (16) e sexta (19), Portugal deverá viver uma combinação invulgar de instabilidade e máximas até 36 ºC.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xafkuem"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xafkuem.jpg" id="xafkuem"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A semana arranca com um <strong>padrão meteorológico pouco habitual para a segunda quinzena de junho.</strong> Durante a tarde de segunda-feira, dia 15, prevê-se a ocorrência de aguaceiros no Norte e Centro do país, sobretudo nas regiões do interior, onde poderão ser localmente moderados.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>O distrito de Bragança deverá concentrar os maiores acumulados horários, que poderão atingir cerca de<strong> 7 mm de chuva por hora durante a tarde.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-15-a-20-de-junho-sera-atipica-em-portugal-chuva-trovoadas-e-calor-vao-continuar-a-coexistir-1781438523812.png" data-image="b3qmt9r9wouk" alt="Chuva e núvens" title="Chuva e núvens"><figcaption>A segunda-feira será marcada por aguaceiros dispersos nas regiões Norte e Centro, especialmente no interior, onde localmente poderão ser moderados. O Sul do país deverá permanecer estável e com ambiente tipicamente seco.</figcaption></figure><p>Em contraste, a Grande Lisboa, Oeste, Alentejo e Algarve deverão permanecer estáveis, com tempo seco e temperaturas típicas de verão, embora mais amenas junto ao litoral.</p><h2>Entre terça e quinta-feira persistem aguaceiros e trovoadas</h2><p>Na terça, quarta, quinta e sexta-feira a <strong>instabilidade deverá manter-se, sobretudo no Norte e Centro.</strong> Além de haver probabilidade de chuva, continuam previstas trovoadas dispersas no interior Norte e Centro, podendo pontualmente estender-se ao Alentejo, incluindo zonas dos distritos de Beja e Évora, embora com baixa densidade de descargas elétricas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-15-a-20-de-junho-sera-atipica-em-portugal-chuva-trovoadas-e-calor-vao-continuar-a-coexistir-1781438622074.png" data-image="04lseo10b76h" alt="Probabilidade de chuva" title="Probabilidade de chuva"><figcaption>A instabilidade mantém-se na terça-feira, sobretudo no Norte e Centro, com possibilidade de aguaceiros e trovoadas localizadas. Apesar da chuva prevista, o fenómeno será irregular e típico da convecção de verão.</figcaption></figure><p>Importa salientar que a precipitação prevista não será contínua como acontece frequentemente no inverno. Nesta época do ano, a chuva surge maioritariamente sob a forma de aguaceiros irregulares e localizados, muitas vezes associados ao desenvolvimento de nuvens convectivas e trovoadas.</p><h2>Calor continua dominante apesar da instabilidade</h2><p>Apesar da chuva prevista, <strong>as temperaturas durante esta semana deverão manter-se elevadas na maior parte do território nacional.</strong> Apenas a faixa costeira entre Lisboa e Viana do Castelo continuará sob influência marítima, registando máximas mais moderadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-15-a-20-de-junho-sera-atipica-em-portugal-chuva-trovoadas-e-calor-vao-continuar-a-coexistir-1781438693480.png" data-image="aij9hcm7brxl" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>As temperaturas continuarão elevadas durante a semana, com máximas acima dos 30 °C em grande parte do território. Apenas a faixa costeira entre Lisboa e Viana do Castelo beneficiará da influência atlântica, registando valores mais amenos.</figcaption></figure><p>No restante território, especialmente no interior e Sul, <strong>as máximas deverão situar-se entre os 32 e os 36 °C,</strong> verificando-se um aumento gradual das temperaturas desde segunda-feira (15) até quinta-feira (19).</p><h2>Acumulados de precipitação elevados para junho</h2><p>Até ao final de sexta-feira, dia 19, os acumulados previstos poderão ser relativamente elevados para uma semana de junho, sobretudo no interior Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-15-a-20-de-junho-sera-atipica-em-portugal-chuva-trovoadas-e-calor-vao-continuar-a-coexistir-1781438863562.png" data-image="vzuv9hkfk9h1" alt="Precipitação acumulada" title="Precipitação acumulada"><figcaption>Os acumulados de precipitação previstos até ao final de sexta-feira serão relativamente elevados para junho, concentrando-se sobretudo no Norte e Centro do país. Em contraste, regiões como Lisboa, Santarém, a costa alentejana e grande parte do Algarve deverão terminar a semana praticamente sem chuva.</figcaption></figure><p>Ainda assim, a distribuição da precipitação será bastante irregular. Regiões como <strong>Lisboa, Santarém, Leiria, a costa alentejana, parte dos distritos de Beja e Évora e todo o Algarve poderão terminar a semana praticamente sem chuva,</strong> enquanto alguns distritos como,<strong> Vila real, Viseu e Guarda poderão acumular mais de 25-30</strong> mm devido à sucessão de aguaceiros e trovoadas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773739" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/gota-fria-devera-influenciar-o-tempo-ate-amanha-ipma-emite-aviso-amarelo-de-chuva-e-trovoada-para-5-distritos.html" title="Gota fria deverá influenciar o tempo até amanhã: IPMA emite aviso amarelo de chuva e trovoada para 5 distritos ">Gota fria deverá influenciar o tempo até amanhã: IPMA emite aviso amarelo de chuva e trovoada para 5 distritos </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/gota-fria-devera-influenciar-o-tempo-ate-amanha-ipma-emite-aviso-amarelo-de-chuva-e-trovoada-para-5-distritos.html" title="Gota fria deverá influenciar o tempo até amanhã: IPMA emite aviso amarelo de chuva e trovoada para 5 distritos "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/gota-fria-devera-influenciar-o-estado-de-tempo-em-portugal-ate-amanha-eis-as-horas-mais-criticas-e-regioes-afetadas-1781392159578_320.png" alt="Gota fria deverá influenciar o tempo até amanhã: IPMA emite aviso amarelo de chuva e trovoada para 5 distritos "></a></article></aside><p>Tudo indica, por isso, que esta será uma semana meteorologicamente invulgar para junho, marcada pela coexistência de temperaturas elevadas com episódios frequentes de instabilidade atmosférica.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-de-15-a-20-de-junho-sera-atipica-em-portugal-chuva-trovoadas-e-calor-vao-continuar-a-coexistir.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Qual o impacto na atmosfera das partículas de microplástico e nanoplástico que nela existem?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/qual-o-impacto-na-atmosfera-das-particulas-de-microplastico-e-nanoplastico-que-nela-existem.html</link><pubDate>Sun, 14 Jun 2026 11:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Os microplásticos e os nanoplásticos têm origem na fragmentação de resíduos plásticos de maiores dimensões que poluem os rios, os oceanos e a terra e estão amplamente presentes na atmosfera.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/qual-o-impacto-na-atmosfera-das-particulas-de-micro-plastico-e-nano-plastico-que-nela-existem-1780608530322.jpg" data-image="hok1v8re3jie" alt="Atmosfera" title="Atmosfera"><figcaption>A atmosfera terrestre contém microplásticos e nanoplásticos, que se deslocam com o vento.</figcaption></figure><p>Um novo estudo, publicado na <em>Nature Climate Change</em>, pretende analisar qual o efeito que todas estas micro partículas de plástico estão a ter na atmosfera.</p><h2>Os plásticos não são apenas um poluente ambiental</h2><p>Os nanoplásticos e os microplásticos são designados com base na sua dimensão e variam em tamanho, desde 1 nanómetro (10 <sup>-6</sup> mm) a um mícron (0,001 mm) respetivamente no seu diâmetro.</p><p><strong>Existem muitos locais no globo onde estas minúsculas partículas de plástico podem ser criadas e levadas para a atmosfera</strong>, desde os aterros sanitários, lixo à beira da estrada, tecidos sintéticos, sacos de plástico, garrafas até pneus de borracha.</p><p>Mas, particularmente no Oceano Pacífico, entre o Havai e a Califórnia, existe a Grande Mancha de Lixo do Pacífico, <strong>um redemoinho de lixo plástico com mais do dobro da área do Texas, responsável por grande parte das partículas na atmosfera.</strong> À medida que os pedaços de plástico se chocam uns contra os outros, fragmentam-se em partículas suficientemente pequenas e entram na atmosfera, levadas pelo vento. </p><p>Uma vez no ar, os microplásticos e os nanoplásticos têm um <strong>impacto climático que pode afetar-nos a todos </strong>e têm sido detetados em vários ambientes em todo o mundo, desde cidades a regiões remotas, transportados por processos atmosféricos.</p><p>Até agora, os investigadores não tinham a certeza do efeito que todas estas partículas de plástico estavam a ter num clima que já se encontra em aquecimento.</p><div class="texto-destacado">Com esta investigação, uma equipa de cientistas da China e dos EUA estudou a composição e o comportamento destas micro e nano partículas de diferentes cores e descobriu que estão a contribuir para o aquecimento global.</div><p>A maior parte dos estudos anteriores sobre microplásticos centraram-se nos riscos para a saúde e o ambiente, mas este revela uma <strong>ligação, há muito ignorada, entre a poluição por plástico e as alterações climáticas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764325" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-projeto-pioneiro-para-salvar-o-paraiso-tropical-do-havai-dos-microplasticos.html" title="O projeto pioneiro para salvar o paraíso tropical do Havai dos microplásticos">O projeto pioneiro para salvar o paraíso tropical do Havai dos microplásticos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-projeto-pioneiro-para-salvar-o-paraiso-tropical-do-havai-dos-microplasticos.html" title="O projeto pioneiro para salvar o paraíso tropical do Havai dos microplásticos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/il-progetto-pionieristico-per-salvare-il-paradiso-tropicale-della-hawaii-dalle-microplastiche-1775810229090_320.jpg" alt="O projeto pioneiro para salvar o paraíso tropical do Havai dos microplásticos"></a></article></aside><p>Neste estudo, os autores <strong>analisaram a cor, o tamanho e a composição química dos micro e nanoplásticos para compreenderem melhor como interagem com a luz solar</strong> e saberem se as partículas refletiam a luz solar de volta para o espaço, e neste caso teriam um efeito de arrefecimento no planeta ou se absorviam a luz solar, o que teria um impacto de aquecimento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/qual-o-impacto-na-atmosfera-das-particulas-de-micro-plastico-e-nano-plastico-que-nela-existem-1780608815865.jpg" data-image="xvpj8h3o2sjd" alt="Micro plásticos" title="Micro plásticos"><figcaption>Os microplásticos e os nanoplásticos são constituídos por partículas coloridas e outras sem pigmentação</figcaption></figure><p>Ao analisarem as propriedades óticas dos diferentes tipos de micro e nanoplásticos, desde os sem pigmentação, até aos coloridos, os autores revelaram que<strong> os plásticos coloridos, especialmente os vermelhos, amarelos, azuis e pretos, absorviam a luz solar</strong>, enquanto os sem pigmentação refletiam a luz solar.</p><h2>Impacto no aquecimento da atmosfera</h2><p>O impacto no aquecimento é pequeno, muito menor do que o impacto das emissões de dióxido de carbono e apenas uma fração do impacto da fuligem. <strong>As emissões de microplásticos produzidas globalmente a cada ano têm aproximadamente o mesmo efeito de aquecimento que a operação de 200 centrais a carvão durante esse ano.</strong></p><div class="texto-destacado">De acordo com o estudo, os micro e nanoplásticos coloridos libertam cerca de 0,04 W m⁻² em comparação com o carbono negro, que este estudo considerou libertar 0,27 W m⁻², o que equivale a cerca de 16% do efeito do carbono negro, ou fuligem no aquecimento da atmosfera.</div><p>O impacto das partículas no aquecimento global pode mudar com o tempo, atendendo que os micro e nanoplásticos também podem alterar a cor, como, por exemplo, <strong>as partículas brancas tendem a amarelar, o que significa que absorvem mais luz solar</strong>, com o consequente aquecimento e algumas coloridas, por outro lado, por vezes a descolorar, o que significa que refletem mais luz, com tendência para arrefecer.</p><div class="texto-destacado">Uma das conclusões do estudo é que quase todas estas partículas estão a contribuir mais para o aquecimento do que para o arrefecimento da atmosfera, atendendo que a maioria das partículas é mais escura, quer porque já o são de início, quer porque escurecem à medida que flutuam na atmosfera e envelhecem.</div><p>Este estudo é inovador, especialmente no que diz respeito aos possíveis impactos da cor dos micro e nanoplásticos no potencial de aquecimento. Os autores alertam a comunidade científica que <strong>este aquecimento da atmosfera provocado pelos microplásticos e nanoplásticos deveria ser incorporado em futuras avaliações climáticas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/qual-o-impacto-na-atmosfera-das-particulas-de-micro-plastico-e-nano-plastico-que-nela-existem-1780609115926.jpg" data-image="cii95qrz9d9p" alt="Poluição por plástico" title="Poluição por plástico"><figcaption>É urgente terminar com a acumulação de resíduos plásticos no meio ambiente</figcaption></figure><p>Os resultados do estudo apontam que se <strong>pode reduzir o aquecimento da atmosfera removendo o plástico das nossas vidas.</strong></p><p>Além de contribuir para o aquecimento da atmosfera, os cientistas já tinham demonstrado anteriormente que os microplásticos podem percorrer milhares de quilómetros pela atmosfera e atuar como <strong>núcleos de condensação para formação das nuvens</strong>, o que significa que têm o potencial de influenciar também a precipitação. </p><h3><em>Referência da notícia: </em></h3><p><em><a href="https://doi.org/10.1038/s41558-026-02620-1">Yu Liu, Hongbo Fu et al.. “Atmospheric warming contributions from airborne microplastics and nanoplastics”, Nature Climate Change. Published: 04 May 2026 </a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/qual-o-impacto-na-atmosfera-das-particulas-de-microplastico-e-nanoplastico-que-nela-existem.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O “culpado oculto” que contribui para a subida do nível do mar: nem tudo é degelo, o oceano também está a expandir-se]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-culpado-oculto-que-faz-subir-o-nivel-do-mar-nem-tudo-e-degelo-o-oceano-tambem-esta-se-expandindo.html</link><pubDate>Sun, 14 Jun 2026 10:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A elevação do nível do mar não se deve apenas ao degelo. A expansão térmica do oceano, impulsionada pelo calor acumulado, também eleva lentamente a superfície do mar e ameaça litorais, cidades portuárias, zonas húmidas e infraestrutura em todo o mundo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-culpable-oculto-que-hace-subir-el-nivel-del-mar-no-todo-es-deshielo-el-oceano-tambien-se-esta-expandiendo-1781195010745.png" data-image="j7yv37oha0pc"><figcaption>As áreas costeiras baixas são especialmente vulneráveis à elevação do nível do mar. Embora o degelo seja uma das principais causas, a expansão térmica do oceano também contribui para que a água ocupe mais espaço e avance lentamente ao longo da linha costeira.</figcaption></figure><p>Quando pensamos na <strong>elevação do nível do mar</strong>, a imagem que quase imediatamente nos vem à mente é a de um glaciar a derreter ou de enormes blocos de gelo a cair no oceano. E sim, <strong>o degelo é uma parte fundamental do problema</strong>. Mas <strong>existe outro fator, menos visível, oculto sob a superfície: o próprio oceano está a aquecer</strong> e, à medida que isso acontece, ocupa mais espaço.</p><div class="texto-destacado"><strong>O que é expansão térmica?</strong><br>É o aumento de volume que um corpo sofre quando aquecido. No caso do oceano, isto ocorre porque a água absorve calor, as suas moléculas movem-se mais e separam-se ligeiramente, fazendo com que a mesma quantidade de água ocupe mais espaço.<br></div><p>Este fenómeno chama-se<strong> expansão térmica</strong>. Parece um termo técnico, mas a ideia é simples: quando a água é aquecida, as suas moléculas movem-se mais, separam-se e o volume aumenta. Numa panela ou num copo, isto pode parecer insignificante;<strong> n</strong><strong>um vasto oceano, o efeito torna-se enorme</strong>.</p><h2>O nível do mar também sobe porque a água "cresce"</h2><p>A <strong>expansão térmica é um dos principais fatores que impulsionam a elevação do nível do mar</strong>. À medida que a Terra acumula calor, os oceanos atuam como uma esponja térmica gigante: absorvem grande parte desse excesso de energia e armazenam-na nas suas camadas superficiais e profundas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-culpable-oculto-que-hace-subir-el-nivel-del-mar-no-todo-es-deshielo-el-oceano-tambien-se-esta-expandiendo-1781193874709.png" data-image="wyrbt3ddvj2o"><figcaption>A expansão térmica ocorre quando o oceano absorve calor e as suas moléculas se espalham ligeiramente, fazendo com que a água ocupe um volume maior. Este processo contribui para a elevaç��o do nível do mar, mesmo sem a adição de nova água proveniente do degelo. Crédito: NASA Science.</figcaption></figure><p>O problema é que <strong>este calor não desaparece. Preso no oceano, aquece a água e faz com que a mesma se expanda</strong>. Não é que água nova apareça, mas sim que a água existente ocupe mais espaço. É por isso que o nível do mar pode subir mesmo sem imaginarmos um bloco de gelo a derreter diante dos nossos olhos.</p><p>A NASA explica que <strong>mais de 90% do calor retido pelos gases de efeito estufa foi absorvido pelos oceanos</strong>. Esta absorção eleva a temperatura da água e contribui diretamente para a elevação do nível global do mar.</p><h2>Então, o degelo não importa?</h2><p><strong>Sim, importa, e muito</strong>. A elevação do nível do mar explica-se principalmente por dois processos: o degelo terrestre — como glaciares e as calotas polares da Gronelândia e da Antártida — e a expansão térmica do oceano.</p><p>A principal <strong>diferença está na origem da água</strong>. Quando <strong>o gelo em terra derrete, essa água flui para o mar e aumenta o seu volume</strong>. Em contrapartida, quando o gelo marinho flutuante derrete, como parte do gelo do Ártico, o seu impacto direto no nível do mar é menor, porque esse gelo já estava a deslocar água.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-culpable-oculto-que-hace-subir-el-nivel-del-mar-no-todo-es-deshielo-el-oceano-tambien-se-esta-expandiendo-1781192548701.png" data-image="dqig13o329tu"> <figcaption>O gráfico mostra como a elevação do nível do mar observada por satélites desde 1993 é explicada principalmente por dois fatores: a água adicionada pelo degelo dos glaciares e calotas polares e a expansão térmica do oceano. Crédito: NOAA Climate.gov, adaptado de State of the Climate em 2018.</figcaption></figure><p>Mas <strong>a expansão térmica tem uma característica única: é silenciosa e global</strong>. Nem sempre produz imagens dramáticas, mas progride à escala planetária e pode amplificar os impactos em litorais, cidades portuárias, zonas húmidas e áreas baixas.</p><h2>Um problema com efeitos diferentes em cada costa</h2><p><strong>O nível do mar não sobe na mesma proporção em todos os lugares</strong>. Além do aquecimento dos oceanos e do degelo, fatores como correntes oceânicas, ventos, mudanças na gravidade da Terra, subsidência (quando o solo afunda) e movimentos tectónicos também desempenham um papel importante.</p><p>Isso significa que duas <strong>cidades costeiras</strong> podem viver realidades muito diferentes.<strong> Algumas podem apresentar uma elevação mais rápida</strong> devido à subsidência do solo; outras podem experimentar variações devido a mudanças nas correntes oceânicas ou no formato da linha costeira.</p><div class="texto-destacado">No Chile, com milhares de quilómetros de litoral, compreender estes processos é fundamental para pensar no planeamento costeiro, na infraestrutura portuária, nas tempestades, na erosão e no futuro das comunidades localizadas à beira-mar.</div><p>A expansão térmica demonstra que <strong>o oceano não apenas recebe calor, como também o armazena</strong>. À medida que aquece, a água ocupa mais espaço e eleva lentamente o nível do mar, deixando um sinal silencioso, persistente e difícil de ignorar.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>NOAA. <a href="https://www.climate.gov/news-features/understanding-climate/climate-change-global-sea-level" target="_blank">Climate Change: Global Sea Level</a></em></p><p><em>NASA. <a href="https://sealevel.nasa.gov/understanding-sea-level/global-sea-level/thermal-expansion/" target="_blank">Understanding Sea Level.</a></em></p><p><em>WHOI. <a href="https://www.whoi.edu/ocean-learning-hub/ocean-topics/climate-weather/sea-level-rise/" target="_blank">Sea Level Rise.</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-culpado-oculto-que-faz-subir-o-nivel-do-mar-nem-tudo-e-degelo-o-oceano-tambem-esta-se-expandindo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O Enigma de Anticítera: um mecanismo com 2000 anos que previa eclipses e ciclos celestes]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-enigma-de-anticitera-um-mecanismo-com-2000-anos-que-previa-eclipses-e-ciclos-celestes.html</link><pubDate>Sun, 14 Jun 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Descoberto num naufrágio perto de uma ilha grega, o Mecanismo de Anticítera desafiou os cientistas durante décadas com uma máquina capaz de prever eclipses há mais de 2000 anos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-enigma-de-anticitera-un-mecanismo-de-hace-2000-anos-que-ya-predecia-eclipses-y-ciclos-celestes-1781342096783.png" data-image="hw589l3r7n7z"><figcaption>O Mecanismo de Anticítera é considerado a primeira calculadora ou computador analógico de sempre. Encontra-se preservado no Museu Arqueológico Nacional de Atenas.</figcaption></figure><p><span style="letter-spacing: 0.03em;"></span>Tudo começou em 1901, quando mergulhadores de esponjas descobriram um <strong>antigo naufrágio perto da ilha grega de Anticítera</strong>, situada entre Creta e o Peloponeso, contendo cerâmicas e outros objetos de grande valor arqueológico.<span style="letter-spacing: 0.03em;"></span></p><p>O que chamou a atenção dos especialistas foi um <strong>bloco de bronze que tinha passado despercebido há muito tempo e que escondia engrenagens</strong> de precisão no seu interior. Até então, acreditava-se que tal tecnologia mecânica avançada não existia há mais de mil anos.</p><h2>O que era exatamente o Mecanismo de Anticítera?</h2><p><strong>O dispositivo consistia em dezenas de engrenagens de bronze cuidadosamente montadas e alojadas dentro de uma caixa de madeira</strong>. Utilizando uma manivela, o utilizador podia rodar os mecanismos internos e obter informações astronómicas extremamente complexas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">️ ¿Sabías que hace más de 2 000 años los griegos construyeron algo parecido a una computadora mecánica?<br> Su nombre es el mecanismo de Anticitera, descubierto en un naufragio en 1901 <br>️ Estaba compuesto por engranes de bronce de gran precisión<br> Servía para calcular <a href="https://t.co/Adik9bRx2V">pic.twitter.com/Adik9bRx2V</a></p>— Jugando con Ciencia | Ciencia & Gaming (@JugandoCiencia) <a href="https://x.com/JugandoCiencia/status/2018564266560016552?ref_src=twsrc%5Etfw">February 3, 2026</a></blockquote></figure><p>Entre as suas capacidades mais surpreendentes estavam o <strong>cálculo das posições do Sol e da Lua, a previsão de eclipses solares e lunares, o rastreio de ciclos astronómicos de vários anos</strong>, a exibição das fases da Lua e a relação dos fenómenos celestes com calendários utilizados no mundo grego.</p><ul> </ul><p>As <strong>funcionalidades são surpreendentes</strong>, pois é preciso ter em conta que a sua construção ocorreu entre os séculos II e I a.C., algo de extraordinário.</p><h2>Uma precisão que parecia impossível para a época</h2><p>O aspeto que mais impactou os investigadores nos últimos anos foi a <strong>sofisticação matemática incorporada no mecanismo</strong>, uma vez que existem estudos com recurso a tomografia computorizada de alta resolução que revelaram que o aparelho utilizava sistemas de engrenagens capazes de reproduzir irregularidades no movimento da Lua e do Sol.</p><div class="texto-destacado"><strong>O que é a tomografia computorizada? </strong><br><br>É uma técnica de imagem que utiliza raios X e processamento computacional para criar imagens detalhadas do interior de um objeto ou do corpo humano sem a necessidade de o abrir. <br><br></div><p>Além disso, o mecanismo incorporava<strong> ciclos conhecidos pelos astrónomos antigos</strong>, como o ciclo metónico, que relaciona os movimentos da Lua e do Sol ao longo de 19 anos, e o ciclo de Saros, utilizado para prever eclipses.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773559" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/porque-e-que-os-eclipses-nos-fascinam-um-neurobiologista-explica-como-o-cerebro-reage-a-este-fenomeno-astronomico.html" title="Porque é que os eclipses nos fascinam: um neurobiologista explica como o cérebro reage a este fenómeno astronómico">Porque é que os eclipses nos fascinam: um neurobiologista explica como o cérebro reage a este fenómeno astronómico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/porque-e-que-os-eclipses-nos-fascinam-um-neurobiologista-explica-como-o-cerebro-reage-a-este-fenomeno-astronomico.html" title="Porque é que os eclipses nos fascinam: um neurobiologista explica como o cérebro reage a este fenómeno astronómico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-los-eclipses-nos-fascinan-asi-reacciona-el-cerebro-ante-este-fenomeno-astronomico-1780999669045_320.jpeg" alt="Porque é que os eclipses nos fascinam: um neurobiologista explica como o cérebro reage a este fenómeno astronómico"></a></article></aside><p>A precisão destes cálculos demonstra que os construtores possuíam um <strong>conhecimento muito mais avançado da ciência helenística</strong> do que se pensava anteriormente.</p><h3>Quem construiu esta maravilha tecnológica?</h3><p>A identidade exata dos criadores é obviamente desconhecida e continuará a ser um dos grandes mistérios a resolver. No entanto, sabe-se que foi <strong>construído numa oficina especializada no mundo grego oriental</strong>, possivelmente ligada a centros de aprendizagem como Rodes ou Siracusa.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Long before silicon chips, ancient Greeks built a complex device now known as the Antikythera mechanism. This corroded bronze relic, discovered in a shipwreck in 1901, is considered the world's oldest analog computer. <br><br>Dating back to between 205 and 87 BC, it used a <a href="https://t.co/fZ3OTFB1zk">pic.twitter.com/fZ3OTFB1zk</a></p>— Physics In History (@PhysInHistory) <a href="https://x.com/PhysInHistory/status/2039749778876010976?ref_src=twsrc%5Etfw">April 2, 2026</a></blockquote></figure><p>Mas alguns investigadores sugeriram <strong>ligações indiretas com as tradições científicas desenvolvidas por figuras como Hiparco de Niceia ou Arquimedes</strong>, embora não existam provas conclusivas para lhes atribuir o projeto.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-enigma-de-anticitera-um-mecanismo-com-2000-anos-que-previa-eclipses-e-ciclos-celestes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O roteiro alfabético da beleza natural: os destinos mais deslumbrantes de A a J]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-roteiro-alfabetico-da-beleza-natural-os-destinos-mais-deslumbrantes-de-a-a-j.html</link><pubDate>Sun, 14 Jun 2026 08:08:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Os cenários extraordinários que provam a riqueza e a incrível biodiversidade do planeta e as suas curiosidades. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-roteiro-alfabetico-da-beleza-natural-os-destinos-mais-deslumbrantes-de-a-a-j-1781193373605.png" data-image="jckeg1n4aykg"><figcaption>O glaciar Perito Moreno na Patagónia é dos poucos no mundo que está em equilíbrio estável, não recuando devido às alterações climáticas.</figcaption></figure><p>Existem 28 letras no alfabeto mas neste caso <strong>este roteiro foca-se exclusivamente na primeira metade do alfabeto</strong>, dos destinos começados por "A" até ao "J". Mesmo limitando a nossa viagem, o que encontramos é uma montra impressionante dos maiores espetáculos naturais e heranças culturais da Terra.</p><h2> Gigantes da natureza: dos glaciares à vastidão tropical </h2><p>A aventura começa com a letra A, onde a grandiosidade dita as regras. A Argentina deslumbra com os <strong>picos gelados da Patagónia</strong> e a força incontrolável das Cataratas do Iguaçu.</p><div class="texto-destacado">Do outro lado do mundo, a Austrália transporta-nos dos desertos poeirentos do Outback para a explosão colorida da Grande Barreira de Coral. </div><p>Avançando para o B, a América do Sul volta a impor-se: a Bolívia parece tocar o céu com a magia espelhada do Salar de Uyuni, enquanto o Brasil exibe uma <strong>imensidão verde incomparável na Amazónia</strong>, em contraste com as surreais lagoas cristalinas dos Lençóis Maranhenses.</p><h2> A biodiversidade e os mares transparentes</h2><p>Na letra C, o roteiro divide-se por vários continentes. O Canadá oferece a tranquilidade dos seus lagos glaciares e vastas montanhas. A China impressiona com as suas formações calcárias e vales que parecem saídos de aguarelas antigas. </p><div class="texto-destacado">A Colômbia e a Costa Rica afirmam-se como os derradeiros santuários da biodiversidade mundial, autênticos paraísos para o ecoturismo.</div><p>Na Europa, a Croácia junta-se ao grupo, exibindo com orgulho as águas translúcidas do mar Adriático.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-roteiro-alfabetico-da-beleza-natural-os-destinos-mais-deslumbrantes-de-a-a-j-1781193441799.png" data-image="ofmc8jmnb3rq"><figcaption>Os Lagos de Plitvice, na Croácia mudam constantemente de cor, variando entre azul e verde devido aos minerais e microrganismos na água.</figcaption></figure><p>As letras E e F unem cenários épicos ao romance clássico. Os Estados Unidos conquistam o seu lugar devido à <strong>escala monumental dos seus parques nacionais (do Grand Canyon às florestas de sequoias). </strong></p><div class="texto-destacado">A Espanha e a França representam o charme europeu no seu expoente máximo, com paisagens que vão desde as praias mediterrânicas banhadas de sol até à imponência dos Pirenéus e dos Alpes. </div><p>A letra G prolonga esta magia europeia através da Grécia, onde a arquitetura imaculada se funde com o azul profundo do mar Egeu.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-roteiro-alfabetico-da-beleza-natural-os-destinos-mais-deslumbrantes-de-a-a-j-1781193546759.png" data-image="jyiaemvkf99r"><figcaption>A Índia é o único país do mundo onde coexistem, no mesmo território selvagem, tigres de Bengala e leões asiáticos.</figcaption></figure><p>Chegando à letra I, o mundo expande-se em contrastes absolutos. A Índia surge como uma <strong>explosão sensorial</strong>, repleta de ecossistemas vibrantes. A Indonésia, espalhada por milhares de ilhas, é o éden tropical, dos arrozais verdejantes de Bali aos corais intocados de Raja Ampat. </p><div class="texto-destacado">A Islândia traz o dramatismo selvagem, num espetáculo bruto de fogo e gelo. </div><p>Por fim, a Itália prova ser imbatível, combinando a maior concentração de <strong>Património da UNESCO com as escarpas vertiginosas da Costa Amalfitana e das Dolomitas.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-roteiro-alfabetico-da-beleza-natural-os-destinos-mais-deslumbrantes-de-a-a-j-1781193636419.png" data-image="bmjoa7r189nw"><figcaption>No inverno, os macacos-da-neve japoneses usam as fontes termais vulcânicas naturais de Nagano para relaxar e combater o frio gelado.</figcaption></figure><p>Esta viagem encerra na letra J com a harmonia sublime do Japão. O arquipélago fascina pelo equilíbrio imaculado entre a tradição de templos ancestrais rodeados por <strong>florestas de bambu</strong> e a força adormecida do imponente Monte Fuji.</p><p>Em suma, a análise dos países selecionados nesta primeira metade do abecedário, entre as letras "A" e "J", evidencia a enorme diversidade geográfica, climática e ecológica que caracteriza o planeta. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772557" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-melhor-praia-da-europa-fica-mesmo-em-portugal.html" title="A melhor praia da Europa fica mesmo em Portugal">A melhor praia da Europa fica mesmo em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-melhor-praia-da-europa-fica-mesmo-em-portugal.html" title="A melhor praia da Europa fica mesmo em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-melhor-praia-da-europa-fica-mesmo-em-portugal-1780733980402_320.jpg" alt="A melhor praia da Europa fica mesmo em Portugal"></a></article></aside><p>Ao agrupar <strong>nações com perfis territoriais tão distintos, que incluem desde os vastos recursos naturais e florestas tropicais</strong> da América do Sul até aos complexos ecossistemas da Oceânia e da Ásia, esta amostra inicial cumpre o propósito de ilustrar a riqueza do património mundial. Dessa forma, o recorte demonstra de maneira clara e fundamentada que mesmo uma seleção parcial é suficiente para mapear a grande variedade de paisagens, relevos e culturas.</p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><em><a href="https://www.traveler.es/galerias/paises-mas-bonitos-del-mundo">https://www.traveler.es/galerias/paises-mas-bonitos-del-mundo</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-roteiro-alfabetico-da-beleza-natural-os-destinos-mais-deslumbrantes-de-a-a-j.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Gota fria deverá influenciar o tempo até amanhã: IPMA emite aviso amarelo de chuva e trovoada para 5 distritos ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/gota-fria-devera-influenciar-o-tempo-ate-amanha-ipma-emite-aviso-amarelo-de-chuva-e-trovoada-para-5-distritos.html</link><pubDate>Sun, 14 Jun 2026 06:55:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de um sábado com alguns períodos de chuva e trovoada em alguns locais do país, espera-se um domingo com uma instabilidade idêntica, onde se prevêem trovoadas, por vezes, fortes e chuva, especialmente ao longo da faixa interior.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xafddia"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xafddia.jpg" id="xafddia"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A <strong>gota fria </strong>que estava prevista e que mencionamos nos últimos dias nas nossas previsões, <strong>deverá continuar a influenciar o tempo em Portugal Continental ao longo das próximas horas</strong> e, provavelmente, no dia de amanhã, segunda-feira.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br><br>Os valores de precipitação acumulada prevista mostram uma maior incidência da mesma ao longo da faixa interior nas próximas horas. Esta chuva deverá ser acompanhada de trovoada, por vezes, forte, especialmente na Beira Interior, segundo a atual previsão.</div><p>Para além da chuva e da trovoada prevista, <strong>espera-se ainda uma descida generalizada das temperaturas</strong>, onde as mesmas se deverão manter entre os 22 ºC em Viana do Castelo e os 31 ºC em Castelo Branco, Santarém, Évora e Beja, trazendo algum alívio térmico face aos últimos dias.</p><h2>IPMA emite aviso amarelo de chuva e trovoada para 5 distritos</h2><p>No momento da redação desta previsão, o <strong>IPMA tem ativos avisos amarelos de chuva e trovoada para 5 distritos</strong>, dos quais: Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda e Castelo Branco. Estes estarão <strong>em vigor entre as 12h e as 21h de hoje</strong>, dia 14 de junho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gota-fria-devera-influenciar-o-tempo-ate-amanha-ipma-emite-aviso-amarelo-de-chuva-e-trovoada-para-5-distritos-1781393026950.png" data-image="scykelpta0ed" alt="densidade de raios" title="densidade de raios"><figcaption>A trovoada poderá ganhar expressão e terreno nas próximas horas, mantendo-se até ao dia de amanhã, segunda-feira, ainda que com menor expressão.</figcaption></figure><p>No entanto, e de acordo com os nossos mapas baseados no modelo europeu, ECMWF,<strong> espera-se que estes efeitos possam estender-se a outros distritos do país</strong>, tal como podemos observar no mapa acima, e que o horário mais crítico deva ocorrer entre as 13h e as 17h.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ainda assim, e como também é percetível, a Beira Interior, especialmente onde Castelo Branco de insere, poderá ser das <strong>regiões mais críticas, tanto em relação à chuva, como em relação à trovoada</strong>. Além da elevada densidade de raios prevista, também se prevê a acumulação de até <strong>20 mm de chuva</strong> até ao final do dia de hoje.</p><h2>Semana arranca instável, mas não tanto</h2><p>Na segunda-feira espera-se o<strong> regresso da trovoada e da chuva</strong>. As horas com maior probabilidade são entre as 13h e as 18h, ainda que o período mais crítico possa ser entre as 15h e as 16h. Ainda assim, <strong>estas deverão incidir com maior expressão ao longo da faixa interior</strong>, de Norte a Sul, <strong>com mais evidência no Norte e Centro</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773612" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alivio-no-calor-a-partir-de-domingo-em-portugal-continental-saiba-em-que-regioes-e-ate-quando.html" title="Alívio no calor a partir de domingo em Portugal Continental: saiba em que regiões e até quando">Alívio no calor a partir de domingo em Portugal Continental: saiba em que regiões e até quando</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alivio-no-calor-a-partir-de-domingo-em-portugal-continental-saiba-em-que-regioes-e-ate-quando.html" title="Alívio no calor a partir de domingo em Portugal Continental: saiba em que regiões e até quando"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alivio-no-calor-a-partir-de-domingo-em-portugal-continental-saiba-em-que-regioes-e-ate-quando-1781296910582_320.png" alt="Alívio no calor a partir de domingo em Portugal Continental: saiba em que regiões e até quando"></a></article></aside><p>Neste dia espera-se uma<strong> ligeira subida das temperaturas também ao longo da faixa interior</strong>, devendo os valores no litoral Norte e Centro registar uma nova descida. Desta forma, poderemos contar com valores máximos entre os 20 ºC em Viana do Castelo e os 33 ºC em Beja. No entanto, e tendo em conta a variabilidade destes fatores, aconselhamos que se mantenha atento às nossas previsões.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/gota-fria-devera-influenciar-o-tempo-ate-amanha-ipma-emite-aviso-amarelo-de-chuva-e-trovoada-para-5-distritos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[7 plantas trepadeiras ideais para dar altura, cor e um toque de elegância ao seu jardim]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/7-plantas-trepadeiras-ideais-para-dar-altura-cor-e-um-toque-de-elegancia-ao-seu-jardim.html</link><pubDate>Sun, 14 Jun 2026 06:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Além de embelezarem o ambiente, estas espécies ajudam a regular a temperatura e a criar espaços mais frescos, tanto ao ar livre como dentro de casa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-trepadoras-ideales-para-sumar-altura-color-y-un-toque-de-elegancia-sin-danar-paredes-ni-estructuras-1777848355944.jpg" data-image="7z09jmzskp5t" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Paredes que respiram: as plantas trepadeiras transformam superfícies duras em paisagens vivas.</figcaption></figure><p><strong>Há algo de encantador nas plantas trepadeiras</strong>: numa questão de meses, uma parede nua pode tornar-se um pano de fundo verde, uma pérgula pode transformar-se num refúgio colorido e um canto esquecido pode começar a atrair abelhas, borboletas e atenções.</p><p>Crescem em busca de luz e, ao longo do caminho, trazem frescura e um toque mais vibrante ao jardim. Além disso, <strong>funcionam como isolante natural e ajudam a moderar as temperaturas</strong> tanto no exterior como no interior da casa.</p><p>As<strong> espécies que se seguem destacam-se pela sua floração e folhagem abundante</strong>, tornando-as ideais para revitalizar o jardim, acrescentar altura e criar recantos mais frescos e protegidos.</p><h2>1- Madressilva (<em>Lonicera spp</em>., escolha variedades não invasoras)</h2><p>A madressilva combina fragrância, flores delicadas e grande adaptabilidade, crescendo bem em zonas temperadas e húmidas. As suas flores, geralmente brancas ou amareladas, <strong>atraem abelhas e outros polinizadores</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-trepadoras-ideales-para-sumar-altura-color-y-un-toque-de-elegancia-sin-danar-paredes-ni-estructuras-1777848571660.jpg" data-image="7pcqgx0qy9dz" alt="Plantas" title="Plantas"><figcaption>Flores perfumadas e delicadas que atraem os polinizadores e dão vida às vedações e pérgulas.</figcaption></figure><p><strong>Cresce muito rapidamente, por isso é melhor orientá-la desde o início</strong>. Necessita de sol ou sombra parcial e regas regulares. A poda deve ser feita após a floração para evitar que fique fora de controlo.</p><p>Algumas variedades podem tornar-se invasoras, por isso é importante escolher cultivares adequadas ou mantê-las sob controlo.</p><h2>2- Cipó-de-trombeta (<em>Campsis radicans</em> ou espécies semelhantes)</h2><p><strong>Se a ideia é atrair colibris, esta é uma ótima opção</strong>. A trombeta-trepadora possui flores em forma de trombeta em cores vibrantes como o laranja ou o vermelho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-trepadoras-ideales-para-sumar-altura-color-y-un-toque-de-elegancia-sin-danar-paredes-ni-estructuras-1777849360280.jpg" data-image="yb8k2l5rpwip" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>As suas vistosas flores em forma de trombeta são um íman para os colibris.</figcaption></figure><p><strong>Cresce rápida e vigorosamente</strong>, por isso precisa de estruturas robustas. Adapta-se bem a<strong> diferentes tipos de solo e tolera o calor</strong>. Prefere sol pleno. A poda de inverno ajuda a controlar o seu vigor.</p><p>Sem controlo, pode espalhar-se mais do que o desejado, por isso é melhor plantá-la num local onde tenha espaço suficiente para se desenvolver.</p><h2>3- Hortênsia trepadora (<em>Hydrangea petiolaris</em>)</h2><p>Não é a opção mais comum, mas <strong>em zonas frias e húmidas pode desenvolver-se muito bem</strong>. Ao contrário de outras trepadeiras, tolera muito bem a sombra e cresce lentamente, sendo ideal para quem procura algo mais controlado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-trepadoras-ideales-para-sumar-altura-color-y-un-toque-de-elegancia-sin-danar-paredes-ni-estructuras-1777848800789.jpg" data-image="he0uza9y5txx" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Ideal para paredes sombreadas: cresce lentamente, mas cobre as superfícies com elegância e flores delicadas.</figcaption></figure><p><strong>Fixa-se em paredes ou troncos</strong> sem os danificar. As suas flores brancas aparecem no verão.</p><p><strong>Requer solo rico em matéria orgânica e rega regular</strong>. A poda é mínima e apenas necessária para manutenção. É um investimento a longo prazo: leva tempo a ser estabelecido, mas depois recompensa com elegância.</p><h2>4- Clematite (<em>Clematis spp</em>.)</h2><p><strong>Se procura flores vistosas, a clematite é imbatível</strong>. Existem variedades adaptáveis a climas temperados, com flores grandes em tons de roxo, branco ou rosa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-trepadoras-ideales-para-sumar-altura-color-y-un-toque-de-elegancia-sin-danar-paredes-ni-estructuras-1777848874461.jpg" data-image="d99nvmjx5913" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Flores deslumbrantes e cores variadas para embelezar as estruturas com um toque ornamental.</figcaption></figure><p><strong>Prefere a base à sombra e as flores ao sol</strong>. O seu crescimento é moderado. Necessita de suporte e de solo bem drenado. A poda varia consoante a variedade, mas é geralmente feita para estimular novas florações e evitar que os ramos se enrolem.</p><h2>5- Trepadeira-da-Virgínia (<em>Parthenocissus quinquefolia</em>)</h2><p><strong>Não possui flores espetaculares, mas a sua folhagem compensa</strong>. No outono, as suas folhas ficam vermelho-escuras e transformam qualquer parede.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-trepadoras-ideales-para-sumar-altura-color-y-un-toque-de-elegancia-sin-danar-paredes-ni-estructuras-1777848945035.jpg" data-image="8xrc2rcy95oa" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>No outono, as suas folhas vermelhas transformam qualquer parede num espetáculo natural. Crédito da imagem: Joseeljardinero</figcaption></figure><p>Cresce rapidamente e fixa-se sozinha graças a pequenas gavinhas. <strong>É resistente e tolera diferentes tipos de solo e condições</strong>. É ideal para cobrir grandes superfícies.</p><p><strong>A poda é feita para controlar a sua propagação, geralmente no inverno</strong>. É uma planta de baixa manutenção e muito eficaz para criar sombra e isolamento térmico.</p><h2>6- Jasmim-estrela (<em>Trachelospermum jasminoides</em>)</h2><p>É uma das preferidas, e com razão. <strong>O jasmim-estrela adapta-se muito bem a climas temperados</strong>. Possui folhas verde-brilhantes durante todo o ano e flores brancas muito perfumadas na primavera e no verão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-trepadoras-ideales-para-sumar-altura-color-y-un-toque-de-elegancia-sin-danar-paredes-ni-estructuras-1777849091417.jpg" data-image="43eucqnqn3d7" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Fragrância e folhagem perene: uma trepadeira clássica para adicionar verde durante todo o ano.</figcaption></figure><p>Não está entre as plantas de crescimento mais rápido, mas também não demora uma eternidade. <strong>Necessita de sol ou sombra parcial </strong>e de uma estrutura de suporte, como uma cerca, arame ou pérgula, pois <strong>não se agarra sozinha</strong>.</p><p>A<strong> poda é feita após a floração</strong> para manter a forma e controlar o tamanho da planta. Com o tempo, pode tornar-se densa e perfeita para criar privacidade.</p><h2>7- Buganvília</h2><p>Poucas plantas oferecem tanta cor com tão pouco. <strong>a buganvília é ideal para climas quentes e secos</strong>. As suas "flores" são, na realidade, brácteas de cores vibrantes: fúcsia, laranja, branco ou violeta.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-trepadoras-ideales-para-sumar-altura-color-y-un-toque-de-elegancia-sin-danar-paredes-ni-estructuras-1777849323540.jpg" data-image="q8hpttbw1ail" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Uma explosão de cores em climas quentes, com brácteas vibrantes que iluminam paredes e pérgolas.</figcaption></figure><p><strong>Cresce rapidamente se receber sol e boa drenagem</strong>. Tolera melhor a seca do que o excesso de água. Pode ser cultivada como trepadeira ou deixada como arbusto.</p><p><strong>A poda é fundamental para estimular a floração e controlar a forma da planta</strong>; é feita no final do inverno. Cuidado com os espinhos: não é uma planta muito agradável ao toque.</p><p>Dica prática: <strong>se a parede tiver fissuras, reboco solto ou humidade, é melhor repará-la antes de adicionar uma planta trepadora</strong>. As plantas não criam o problema, mas podem aproveitar estes pontos fracos e agravá-los com o tempo.</p><p><strong>As plantas trepadeiras são uma forma simples de transformar um jardim sem grandes obras</strong>. Quando bem escolhidas e podadas regularmente, podem cobrir paredes, proporcionar sombra e criar privacidade sem causar problemas. Crescem, adaptam-se e, com pouca manutenção, mudam completamente a forma como um espaço exterior é vivenciado.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/7-plantas-trepadeiras-ideais-para-dar-altura-cor-e-um-toque-de-elegancia-ao-seu-jardim.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este festival tailandês está a chegar a Lisboa (e é gratuito): saiba o que pode fazer durante três dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-festival-tailandes-esta-a-chegar-a-lisboa-e-e-gratuito-saiba-o-que-pode-fazer-durante-tres-dias.html</link><pubDate>Sun, 14 Jun 2026 05:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>O Jardim Vasco da Gama, em Belém, recebe três dias dedicados à cultura tailandesa, com gastronomia, música, massagens, muay thai e experiências para todas as idades.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-festival-tailandes-esta-a-chegar-a-lisboa-e-e-gratuito-saiba-o-que-pode-fazer-durante-tres-dias-1781280418781.jpg" data-image="j6kme5p9b5td" alt="Tailândia" title="Tailândia"><figcaption>Comida, massagens e espetáculos: o festival gratuito que traz a Tailândia a Lisboa. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Espetáculos, boa comida e massagens num só evento? Ainda por cima, entrada gratuita? A proposta é mesmo esta e vai encontrá-la no <strong>Jardim Vasco da Gama</strong>, em Belém (Lisboa), entre<strong> 19 e 21 de junho</strong>.</p><div class="texto-destacado">O Jardim Vasco da Gama vai voltar a receber o Thai Festival. E que festival é este? Um evento que celebra o melhor da cultura tailandesa. </div><p>“Durante três dias, Lisboa vai trocar os elétricos pelos tuk-tuks, os pastéis de nata pelo pad thai e os sons habituais da cidade por danças, música e tradições vindas do outro lado do mundo”, lê-se no <em>site </em>‘Vou Sair’.</p><p>A iniciativa irá decorrer entre 19 e 21 de junho, junto do<strong> Pavilhão Tailandês</strong>, e conta com um programa pensado para todas as idades. Sim, estamos a falar das típicas provas de comida, música ao vivo, aulas de muay thai e até de massagens.</p><h2>Muito para fazer</h2><p>Durante três dias, os visitantes terão a oportunidade de explorar dezenas de bancas com atividades e produtos culturais, participar em aulas de desporto, <em>talks</em> e assistir a espetáculos de dança e música tradicionais.</p><div class="texto-destacado">Os visitantes poderão descobrir algumas das tradições mais representativas da Tailândia através de um programa que combina gastronomia, música, dança, desporto, artesanato e experiências interativas.</div><p>Ainda assim, um dos momentos mais esperados será a<strong> Dhamma Talk</strong>, com monges tailandeses. A edição deste ano, contará com membros do Mosteiro de Sumedharama, que irão partilhar ensinamentos em português, com “informações valiosas sobre os princípios budistas e o caminho da prática”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772897" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-mes-pode-explorar-machu-picchu-sem-sair-de-lisboa.html" title="Este mês pode explorar Machu Picchu sem sair de Lisboa">Este mês pode explorar Machu Picchu sem sair de Lisboa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-mes-pode-explorar-machu-picchu-sem-sair-de-lisboa.html" title="Este mês pode explorar Machu Picchu sem sair de Lisboa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/este-mes-pode-explorar-machu-picchu-sem-sair-de-lisboa-1780941769153_320.jpg" alt="Este mês pode explorar Machu Picchu sem sair de Lisboa"></a></article></aside><p>Outro dos pontos altos desta festa será uma <strong>experiência fotográfica interativa com inteligência artificial</strong>. Os visitantes poderão descobrir como ficariam a usar um dos oito estilos oficiais do Chud Thai, o traje tradicional da realeza tailandesa. No final, a imagem criada poderá ser descarregada e guardada como uma recordação personalizada do festival.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/este-festival-tailandes-esta-a-chegar-a-lisboa-e-e-gratuito-saiba-o-que-pode-fazer-durante-tres-dias-1781280519028.jpg" data-image="tszejj3bqym2" alt="Tailândia" title="Tailândia"><figcaption>A entrada é gratuita. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>“Vai ser ainda possível participar no famoso sorteio organizado pela Autoridade de Turismo da Tailândia e em vários passatempos promovidos pela embaixada daquele país, onde serão sorteados diferentes prémios ligados à Tailândia”, acrescenta a revista ‘NiT’. Feitas as contas, serão sorteados <strong>13 prémios</strong>, incluindo uma viagem para duas pessoas à Tailândia com voos, alojamento e seguro incluídos.</p><p>E quanto à <strong>comida</strong>? Esta será, naturalmente, uma das protagonistas do festival. Além de se poderem provar diferentes pratos da cozinha tailandesa, considerada uma das mais apreciadas do mundo, será possível de beber cerveja tailandesa Singha. Também serão servidos, claro, refrigerantes e <em>cocktails </em>no local. </p><h2>Mais informações e detalhes</h2><p>Quanto aos <strong>horários</strong>, o festival vai estar aberto do meio-dia às 20:00 horas, no dia 19; e das 10:30 às 20:00 horas nos dias 20 e 21. <strong>A entrada é livre</strong>.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p>Izabelli Pincelli. <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/festival-da-tailandia-regressa-a-belem-com-espetaculos-comida-e-entrada-livre"><em>Festival da Tailândia regressa a Belém com espetáculos, comida e entrada livre</em></a>. NiT. 4 de junho de 2026.</p><p><a href="https://vousair.pt/thai-festival-regressa-a-belem-com-gastronomia-tailandesa-e-a-oportunidade-de-ganhar-uma-viagem/?doing_wp_cron=1781275910.4678120613098144531250"><em>Thai Festival regressa a Belém com gastronomia tailandesa e a oportunidade de ganhar uma viagem</em></a>. Vou Sair. 3 de junho de 2926.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-festival-tailandes-esta-a-chegar-a-lisboa-e-e-gratuito-saiba-o-que-pode-fazer-durante-tres-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Trovoadas fortes, calor intenso e agitação marítima: Portugal enfrenta um fim de semana de contrastes meteorológicos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/trovoadas-fortes-calor-intenso-e-agitacao-maritima-portugal-enfrenta-um-fim-de-semana-de-contrastes-meteorologicos.html</link><pubDate>Sat, 13 Jun 2026 11:44:58 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal prepara-se para um fim de semana marcado por temperaturas elevadas, trovoadas fortes e agitação marítima. A interação entre uma gota fria a sudoeste da Península Ibérica e uma massa de ar muito quente favorecerá aguaceiros.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaf8adm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaf8adm.jpg" id="xaf8adm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Este sábado, dia 13, fica marcado por uma combinação pouco habitual de temperaturas elevadas e instabilidade atmosférica. O<strong> IPMA mantém avisos amarelos</strong> por tempo quente para todos os distritos do continente, enquanto várias regiões do Norte e Centro estão também sob aviso devido ao risco de trovoadas e aguaceiros.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>O Algarve é o único local com aviso amarelo de agitação marítima, devido à proximidade de uma<strong> gota fria.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/trovoadas-fortes-calor-intenso-e-agitacao-maritima-portugal-enfrenta-um-fim-de-semana-de-contrastes-meteorologicos-1781348888007.png" data-image="bj1w3dupk526" alt="Avisos Meteorologicos" title="Avisos Meteorologicos"><figcaption>O IPMA colocou todo o território continental sob aviso amarelo devido ao tempo quente, enquanto vários distritos do Norte e Centro estão também sob aviso para trovoadas. O Algarve encontra-se ainda sob aviso de agitação marítima devido à influência de uma gota fria a sul da Península Ibérica.</figcaption></figure><p>Este fenómeno corresponde a uma<strong> bolsa de ar frio isolada em altitude que</strong>, ao interagir com uma massa de ar muito quente à superfície, favorece o desenvolvimento de nuvens de grande desenvolvimento vertical, capazes de originar aguaceiros intensos, trovoadas e rajadas fortes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/trovoadas-fortes-calor-intenso-e-agitacao-maritima-portugal-enfrenta-um-fim-de-semana-de-contrastes-meteorologicos-1781349027910.png" data-image="fu3tr4me7bxp" alt="Temperatura a 925 hPa" title="Temperatura a 925 hPa"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-59111">A Península Ibérica permanece sob influência de uma intensa massa de ar quente, enquanto uma gota fria (região isolada a verde) a sudoeste de Portugal favorece o desenvolvimento de instabilidade atmosférica.</figcaption></figure><p>Durante a tarde deste sábado, o período mais crítico deverá ocorrer entre as <strong>15h e as 18h</strong>, especialmente no distrito de Coimbra, onde a densidade de descargas elétricas poderá ultrapassar os <strong>20 raios por km²</strong>, classificando-se como<strong> trovoada forte. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/trovoadas-fortes-calor-intenso-e-agitacao-maritima-portugal-enfrenta-um-fim-de-semana-de-contrastes-meteorologicos-1781349052213.png" data-image="f57pdgb2xkbj" alt="Densidade de raios" title="Densidade de raios"><figcaption>Durante a tarde de sábado prevê-se forte atividade elétrica nas regiões Norte e Centro, com especial destaque para o distrito de Coimbra, onde a densidade de descargas poderá ultrapassar os 20 raios por quilómetro quadrado.</figcaption></figure><p>Apesar disso, a precipitação será muito irregular, não abrangendo todas as áreas onde ocorrer atividade elétrica.</p><h2>Domingo a instabilidade aumenta e as trovoadas tornam-se quase gerais</h2><p>No domingo (14), a instabilidade deverá intensificar-se significativamente. Entre o meio-dia e o final da tarde prevê-se um aumento da atividade convectiva, com <strong>trovoadas dispersas em grande parte do território continental</strong>, sobretudo nas regiões Norte, Centro e Interior.</p><p>Associados a estas células poderão ocorrer <strong>aguaceiros localmente fortes, granizo de pequena dimensão e rajadas intensas de vento</strong>. A distribuição da precipitação continuará muito irregular, típica deste tipo de situações convectivas.</p><p>Apesar da instabilidade, <strong>as temperaturas manter-se-ão elevadas</strong>, fazendo deste sábado e domingo dois dias invulgarmente quentes para a época em praticamente todo o território nacional.</p><h2>Segunda e terça-feira: diminui a instabilidade, mas o calor mantém-se no interior</h2><p>A partir de segunda-feira, a <strong>tendência será de diminuição gradual da instabilidade atmosférica,</strong> com redução significativa da ocorrência de trovoadas. As temperaturas continuarão relativamente elevadas, embora o calor deixe de ser generalizado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/trovoadas-fortes-calor-intenso-e-agitacao-maritima-portugal-enfrenta-um-fim-de-semana-de-contrastes-meteorologicos-1781349195664.png" data-image="gryfxhvzql28" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Terça-feira deverá marcar o regresso de temperaturas mais amenas ao litoral português, com a influência marítima a fazer descer os valores máximos ao longo da faixa costeira. Em contraste, o interior e sobretudo o Sul do país continuarão sob influência de uma massa de ar muito quente.</figcaption></figure><p>O litoral deverá beneficiar de uma maior influência marítima, enquanto as regiões do <strong>interior e do Sul continuarão a registar valores mais elevados</strong>, mantendo um ambiente tipicamente quente para meados de junho.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773612" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alivio-no-calor-a-partir-de-domingo-em-portugal-continental-saiba-em-que-regioes-e-ate-quando.html" title="Alívio no calor a partir de domingo em Portugal Continental: saiba em que regiões e até quando">Alívio no calor a partir de domingo em Portugal Continental: saiba em que regiões e até quando</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alivio-no-calor-a-partir-de-domingo-em-portugal-continental-saiba-em-que-regioes-e-ate-quando.html" title="Alívio no calor a partir de domingo em Portugal Continental: saiba em que regiões e até quando"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alivio-no-calor-a-partir-de-domingo-em-portugal-continental-saiba-em-que-regioes-e-ate-quando-1781296910582_320.png" alt="Alívio no calor a partir de domingo em Portugal Continental: saiba em que regiões e até quando"></a></article></aside><p>Assim, depois de um fim de semana marcado por calor intenso e fenómenos convectivos, <strong>o início da próxima semana deverá trazer um cenário meteorológico mais estável</strong>, embora ainda quente em várias regiões do país.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/trovoadas-fortes-calor-intenso-e-agitacao-maritima-portugal-enfrenta-um-fim-de-semana-de-contrastes-meteorologicos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Atravessar meia Europa sem trocar de comboio? Já é possível]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/atravessar-meia-europa-sem-trocar-de-comboio-ja-e-possivel.html</link><pubDate>Sat, 13 Jun 2026 11:05:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Com mais de 1300 quilómetros de extensão, esta nova rota liga importantes cidades europeias num único serviço ferroviário diário.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/atravessar-meia-europa-sem-trocar-de-comboio-ja-e-possivel-1781192372396.jpg" data-image="l3obf4t9i6bv" alt="Comboio" title="Comboio"><figcaption>Nova ligação ferroviária de 1300 km une o centro e o leste da Europa. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>A partir deste verão será possível viajar da <strong>Europa Central </strong>até à <strong>Europa de Leste</strong> usando apenas um único <strong>serviço ferroviário</strong>. Sim, leu bem. </p><p>A Leo Express, operadora privada de comboios e autocarros a nível internacional, está prestes a lançar uma ligação ferroviária inter europeia com mais de <strong>1300 quilómetros de extensão</strong>. </p><div class="texto-destacado">O objetivo? Tornar-se um dos serviços diretos de comboio mais longos da Europa.</div><p>E para quando é que está marcada esta novidade? <strong>Tudo acontecerá a partir de dia 25 de junho</strong>. Isto significa que já este verão poderá fazer uma escapadinha por várias cidades europeias. </p><p>A rota vai ligar grandes centros urbanos na <strong>Alemanha, Chéquia e Polónia</strong>, até à fronteira com a Ucrânia. O melhor é que terá um serviço diário em cada sentido. Além disso, os<strong> bilhetes custam a partir dos 10€</strong>. </p><h2>Uma ligação com 1300 quilómetros</h2><p>Como é que funciona a rota? A linha parte da cidade polaca de Przemyśl, junto à fronteira ucraniana, e segue por Cracóvia, Ostrava, Praga, Dresden, Leipzig e Erfurt, terminando em Frankfurt am Main e no Aeroporto de Frankfurt.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="732648" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/estes-comboios-fazem-qualquer-aviao-parecer-aborrecido.html" title="Estes comboios fazem qualquer avião parecer aborrecido">Estes comboios fazem qualquer avião parecer aborrecido</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/estes-comboios-fazem-qualquer-aviao-parecer-aborrecido.html" title="Estes comboios fazem qualquer avião parecer aborrecido"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estes-comboios-fazem-qualquer-aviao-parecer-aborrecido-1759562471667_320.jpg" alt="Estes comboios fazem qualquer avião parecer aborrecido"></a></article></aside><p>“Com esta nova rota, também derrubamos a Cortina de Ferro entre a Europa Ocidental e a Europa de Leste, ligando importantes centros europeus e facilitando o acesso à Ucrânia”, afirma Peter Köhler, diretor executivo da Leo Express, citado pela ‘Euronews’.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/atravessar-meia-europa-sem-trocar-de-comboio-ja-e-possivel-1781192584968.jpg" data-image="fji55gjirx3e" alt="Comboio" title="Comboio"><figcaption>Uma só viagem de comboio para atravessar meia Europa. Foto: Leo Express.</figcaption></figure><p>“A partida em direção ao oeste, desde Przemyśl, está marcada para as 13h31, com chegada final ao Aeroporto de Frankfurt às 7h53 do dia seguinte”, acrescenta o <em>site</em> de notícias. “No sentido inverso, o serviço parte do Aeroporto de Frankfurt às 8h27 e chega a Przemyśl às 2h23 da manhã seguinte.”</p><p>É caso para dizer que nada ficou por pensar. É que até<strong> os horários foram planeados de forma estratégica</strong>. “A Leo Express oferece uma ligação com uma excelente hora de chegada, às 7h53, ao Aeroporto de Frankfurt, permitindo ligações fáceis a voos europeus e intercontinentais”, garante Köhler.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="732373" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/serao-estas-as-duas-viagens-de-comboio-mais-bonitas-do-norte-de-portugal.html" title="Serão estas as duas viagens de comboio mais bonitas do Norte de Portugal?">Serão estas as duas viagens de comboio mais bonitas do Norte de Portugal?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/serao-estas-as-duas-viagens-de-comboio-mais-bonitas-do-norte-de-portugal.html" title="Serão estas as duas viagens de comboio mais bonitas do Norte de Portugal?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/serao-estas-as-duas-viagens-de-comboio-mais-bonitas-do-norte-de-portugal-1759472644331_320.jpg" alt="Serão estas as duas viagens de comboio mais bonitas do Norte de Portugal?"></a></article></aside><p>“A ligação de regresso, às 8h27, permite também uma ligação diária a Praga, com chegadas posteriores a Cracóvia e Przemyśl. Ao mesmo tempo, o comboio assegura uma ligação direta entre Praga, Dresden, Leipzig, Erfurt e Frankfurt.”</p><h2>Um futuro ainda melhor</h2><p>Apesar de, numa primeira fase, a rota atravessar três países, a ideia é que os serviços se expandam pelos territórios eslovaco e ucraniano.</p><div class="texto-destacado">Claro que o conforto será assegurado durante toda a viagem. </div><p>A bordo deste serviço de longo curso, <strong>os passageiros terão acesso a Wi-Fi, tomadas para carregar dispositivos, bebidas e <em>snacks</em></strong>. O ar condicionado também não será esquecido durante toda a viagem.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p>Fakhriya M. Suleiman. <em><a href="https://pt.euronews.com/viagens/2026/06/01/viagem-de-1-300-km-uma-das-maiores-rotas-ferroviarias-da-europa-arranca-este-mes">Viagem de 1.300 km: uma das maiores rotas ferroviárias da Europa arranca este mês</a></em>. Euronews. 1 de junho de 2026.</p><p>Izabelli Pincelli. <em><a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/viagens/uma-das-rotas-de-comboio-mais-longas-da-europa-arranca-este-mes-ha-bilhetes-desde-10e?fbclid=IwY2xjawSXraRleHRuA2FlbQIxMABicmlkETFMV0hJOXllYjFpVkZtNDhBc3J0YwZhcHBfaWQQMjIyMDM5MTc4ODIwMDg5MgABHhsBzXxNls9klKC9HAAVzf6bLhZI8YyS-t8TLkkcp2inP-MRgQLRT7L9EuNg_aem_lnA-gGzFXwOVCC6MPFLsMg">Uma das rotas de comboio mais longas da Europa arranca este mês. Há bilhetes a 10€</a></em>. NiT. 4 de junho de 2026.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/atravessar-meia-europa-sem-trocar-de-comboio-ja-e-possivel.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O futuro da exploração espacial da NASA: cronograma e desafios das próximas missões Artemis]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-futuro-da-exploracao-espacial-da-nasa-cronograma-e-desafios-das-proximas-missoes-artemis.html</link><pubDate>Sat, 13 Jun 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O programa Artemis da NASA define o rumo. Com as missões Artemis III e IV agora planeadas para o período entre 2027 e 2028, a exploração lunar enfrenta novos prazos e desafios tecnológicos complexos, incluindo o desenvolvimento de módulos de aterragem comerciais pela SpaceX e pela Blue Origin, e a introdução de novos fatos espaciais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-futuro-dell-esplorazione-spaziale-della-nasa-calendario-e-sfide-delle-prossime-missioni-artemis-iii-e-iv-1780998553257.png" data-image="ymqmhka9hubm"><figcaption>A Axiom Space já iniciou a produção do fato espacial AxEMU, cujas camadas exteriores de proteção foram desenvolvidas em colaboração com a etiqueta italiana Prada. Trata-se de um fato de última geração concebido para astronautas que trabalham na superfície lunar. Fonte da imagem: Cortesia da Axiom Space e da Prada.</figcaption></figure><p>Após o sucesso da missão Artemis II em abril deste ano, que marcou o regresso da humanidade à órbita lunar pela primeira vez em mais de 50 anos, a NASA parecia ter estabelecido um <strong>roteiro claro para futuras missões rumo à próxima alunagem</strong>.</p><p>Mas apenas alguns meses depois, os <strong>planos mudaram rapidamente</strong> – e nem sempre para melhor. A NASA está mais uma vez a rever a sua estratégia para ultrapassar as dificuldades técnicas e os obstáculos de engenharia que ainda a separam da superfície lunar. As agências governamentais e os parceiros comerciais envolvidos no projeto continuam a enfrentar uma longa lista de desafios logísticos e técnicos.</p><p>Além disso, a NASA deverá <strong>anunciar em breve os nomes dos quatro astronautas selecionados para a missão Artemis III</strong>. O anúncio proporcionará também uma oportunidade para partilhar mais informações sobre o progresso do programa e a composição futura da tripulação.</p><h2>Uma nova direção para o programa Artemis III e o adiamento da alunissagem</h2><p>O desenvolvimento mais significativo, confirmado pelos representantes da agência, diz respeito à Artemis III, cujo<strong> lançamento está agora oficialmente agendado para o final de 2027</strong>. Devido a atrasos no desenvolvimento dos sistemas de aterragem lunar, que seriam fornecidos por parceiros do setor privado, a missão sofreu alterações substanciais. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-futuro-dell-esplorazione-spaziale-della-nasa-calendario-e-sfide-delle-prossime-missioni-artemis-iii-e-iv-1780998687886.jpg" data-image="bbhmrwoo6vhl"><figcaption>O sistema de aterragem humana (HLS) Starship da SpaceX continua a ser submetido a uma série de testes de voo na sua versão mais recente, a Starship V3. Fonte da imagem: SpaceX.</figcaption></figure><p>Está agora confirmado que <strong>não haverá mais tentativas de aterrar a Artemis III na Lua</strong>. Em vez disso, a tripulação permanecerá em órbita baixa da Terra, a uma altitude de aproximadamente 463 quilómetros, a bordo da nave Orion, que será lançada pelo poderoso foguetão SLS (Space Launch System) da NASA, semelhante ao da Estação Espacial Internacional.</p><p>A <strong>missão concentra-se exclusivamente em testes funcionais e acoplamento em órbita</strong> com protótipos comerciais de módulos de aterragem lunar desenvolvidos pela SpaceX e pela Blue Origin. Os astronautas irão <strong>avaliar os sistemas de propulsão, os sistemas de suporte de vida e as tecnologias de comunicação</strong>, otimizando tudo em preparação para a próxima missão lunar.</p><p>Caso esta fase de testes seja bem-sucedida, a NASA prosseguirá com o lançamento da Artemis IV no final de 2028. <strong>Esta será a primeira missão em mais de cinco décadas a enviar astronautas de volta à superfície lunar</strong>.</p><h2>Desafios para a SpaceX e a Blue Origin</h2><p>O <strong>adiamento da alunagem está intimamente ligado aos sistemas de aterragem tripulados contratados a empresas privadas</strong>. O Starship HLS (Human Landing System) da SpaceX continua a ser submetido a uma série de testes de voo na sua versão mais recente, a Starship V3.</p><p>Antes que o módulo de aterragem possa ser aprovado para uso tripulado e participar nos testes orbitais previstos para 2027, a empresa de Elon Musk <strong>precisa de provar que o veículo é absolutamente fiável e capaz de reabastecer com combustível criogénico em órbita</strong> – um requisito crucial para futuros voos à Lua.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-futuro-dell-esplorazione-spaziale-della-nasa-calendario-e-sfide-delle-prossime-missioni-artemis-iii-e-iv-1780999119570.png" data-image="v4czf5sb5gxj"><figcaption>Ilustração artística do módulo lunar da Blue Origin, concebido para transportar equipamento como veículos exploradores necessários para missões na superfície lunar. Fonte da imagem: Blue Origin.</figcaption></figure><p>A situação na Blue Origin deteriorou-se significativamente nas últimas semanas. Após a <strong>grave falha no teste estático do foguetão New Glenn</strong>, a 28 de maio, que resultou numa explosão e danos severos no Complexo de Lançamento 36 no Cabo Canaveral, <strong>a NASA enfrenta agora desafios logísticos adicionais</strong>. A empresa de Jeff Bezos não possui atualmente instalações de lançamento alternativas e, por isso, está impossibilitada de continuar os testes do foguetão New Glenn.</p><p>Nos últimos dias, a liderança da NASA indicou que é <strong>necessário encontrar veículos de lançamento alternativos</strong> para que o módulo de aterragem Blue Moon da Blue Origin, na sua configuração Mark 2, possa cumprir os prazos do programa e participar nos testes de acoplamento orbital previstos para 2027. Ironicamente, o foguetão que poderá ajudar a Blue Origin a cumprir o seu contrato com a NASA pode acabar por ser fornecido pela sua concorrente, a SpaceX.</p><h2>Fatos espaciais do século XXI: o programa AxEMU</h2><p>Embora os sistemas de lançamento e aterragem continuem a enfrentar desafios técnicos complexos, <strong>o desenvolvimento de fatos espaciais está a progredir rapidamente</strong>. A Axiom Space já iniciou a produção do fato AxEMU, um fato espacial de última geração concebido para astronautas que trabalham na superfície lunar. Desenvolvido em colaboração com a marca italiana Prada para as camadas exteriores de proteção e com a Oakley para o sistema de viseira de alta resolução, o fato passou com sucesso os testes técnicos da NASA.<strong> </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-futuro-dell-esplorazione-spaziale-della-nasa-calendario-e-sfide-delle-prossime-missioni-artemis-iii-e-iv-1780999199817.png" data-image="pi9vp3f60dtz"><figcaption>Foram apresentados os fatos espaciais desenvolvidos pela Axiom Space em colaboração com a Prada. Fonte da imagem: Cortesia da Axiom Space e da Prada.</figcaption></figure><p>O <strong>sistema já concluiu mais de 850 horas de testes</strong> de pressão tripulados em instalações de simulação no solo. Os detalhes operacionais ainda estão a ser refinados, e a empresa confirmou os planos para testar o hardware em 2027, como parte das atividades dentro dos módulos de aterragem lunar em órbita, antes da aterragem lunar planeada para o ano seguinte.</p><h2>A caminho de Ártemis IV: ciência e cooperação internacional</h2><p>Enquanto a Artemis III se concentrará em testar a infraestrutura de voo e os sistemas de acoplamento em órbita terrestre, a Artemis IV dará cada vez mais prioridade à investigação científica na Lua e à colaboração internacional. Para a missão de 2028, a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Airbus Defence and Space estão a trabalhar na <strong>conclusão dos módulos de serviço que irão fornecer suporte de vida aos astronautas</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773058" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-descobriram-que-marte-possui-uma-camada-protetora-que-bloqueia-as-particulas-e-a-radiacao-destrutivas-do-sol.html" title="Astrónomos descobriram que Marte possui uma camada protetora que bloqueia as partículas e a radiação destrutivas do Sol">Astrónomos descobriram que Marte possui uma camada protetora que bloqueia as partículas e a radiação destrutivas do Sol</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-descobriram-que-marte-possui-uma-camada-protetora-que-bloqueia-as-particulas-e-a-radiacao-destrutivas-do-sol.html" title="Astrónomos descobriram que Marte possui uma camada protetora que bloqueia as partículas e a radiação destrutivas do Sol"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-astronomos-descubren-que-marte-tiene-una-armadura-para-frenar-las-particulas-y-la-radiacion-destructivas-del-sol-1780700182135_320.jpg" alt="Astrónomos descobriram que Marte possui uma camada protetora que bloqueia as partículas e a radiação destrutivas do Sol"></a></article></aside><p>Além disso, a NASA já selecionou os <strong>primeiros instrumentos científicos a serem implantados na superfície lunar</strong>. Entre eles está o DUSTER, um sensor concebido para analisar as condições ambientais na Lua — incluindo poeira e plasma — junto ao polo sul lunar. Esta região apresenta flutuações extremas de temperatura, que variam entre os 120 °C sob luz solar direta e os -200 °C em áreas permanentemente sombreadas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-futuro-da-exploracao-espacial-da-nasa-cronograma-e-desafios-das-proximas-missoes-artemis.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Luís Rochartre lidera o CoLAB ForestWISE – Laboratório Colaborativo para Gestão Integrada da Floresta e do Fogo ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/luis-rochartre-lidera-o-colab-forestwise-laboratorio-colaborativo-para-gestao-integrada-da-floresta-e-do-fogo.html</link><pubDate>Sat, 13 Jun 2026 09:02:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A entrada em funções do novo responsável do ForestWISE ocorre num “momento de consolidação da atividade do laboratório”, que tem vindo a reforçar a sua afirmação nacional e internacional como entidade de interface entre a ciência, a indústria, a administração pública e a sociedade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/luis-rochartre-lidera-o-colab-forestwise-laboratorio-colaborativo-para-gestao-integrada-da-floresta-e-do-fogo-1781284433175.jpg" data-image="1gppdd14ad3k" alt="Flor de pinheiro" title="Flor de pinheiro"><figcaption>O ForestWISE é dedicado à gestão integrada da floresta e do fogo. É uma associação de direito privado, sem fins lucrativos, criada e apresentada publicamente em março de 2018. </figcaption></figure><p>O <strong>laboratório colaborativo dedicado à gestão integrada da floresta e do fogo - ForestWISE</strong> - é uma associação de direito privado, sem fins lucrativos, criada e apresentada publicamente em março de 2018.</p><p>Está sediado na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e tem como grande <strong>objetivo promover a gestão integrada da floresta e do fogo, através de atividades de (co)investigação</strong>, inovação e transferência de conhecimento e de tecnologia.</p><p>No início de junho, este laboratório colaborativo anunciou a <strong>nomeação de Luís Rochartre para o cargo de Chief Technology Officer</strong> (CTO).</p><p>Engenheiro florestal de formação pela UTAD e pós-graduado em Sustentabilidade pelas universidades de Stanford e Harvard, <strong>Luís Rochartre conta com cerca de 30 anos de experiência nas áreas da sustentabilidade, florestas</strong>, consultoria e gestão empresarial.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="700041" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/forest-wise-laboratorio-colaborativo-da-floresta-tem-um-novo-cto-e-diretor-executivo-jose-gaspar-ja-esta-em-funcoes.html" title="ForestWISE: Laboratório colaborativo da floresta tem um novo CTO e diretor executivo. José Gaspar já está em funções">ForestWISE: Laboratório colaborativo da floresta tem um novo CTO e diretor executivo. José Gaspar já está em funções</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/forest-wise-laboratorio-colaborativo-da-floresta-tem-um-novo-cto-e-diretor-executivo-jose-gaspar-ja-esta-em-funcoes.html" title="ForestWISE: Laboratório colaborativo da floresta tem um novo CTO e diretor executivo. José Gaspar já está em funções"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/laboratorio-colaborativo-colab-forestwise-tem-um-novo-cto-e-diretor-executivo-jose-gaspar-ja-esta-em-funcoes-1741193670506_320.jpg" alt="ForestWISE: Laboratório colaborativo da floresta tem um novo CTO e diretor executivo. José Gaspar já está em funções"></a></article></aside><p>O novo CTO do ForestWISE é, também, docente na Católica Porto Business School e professor convidado no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG).</p><p>Ao longo da sua carreira, Rochartre <strong>liderou processos de transformação organizacional em diferentes setores de atividade</strong>, desempenhou funções de governação e consultoria estratégica e integrou equipas multidisciplinares em contextos nacionais e internacionais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/luis-rochartre-lidera-o-colab-forestwise-laboratorio-colaborativo-para-gestao-integrada-da-floresta-e-do-fogo-1781284543561.jpg" data-image="ny9qa6djwkob" alt="Toros de madeira" title="Toros de madeira"><figcaption>O ForestWISE quer responder aos desafios emergentes da floresta e do fogo e promover a inovação, a transferência de conhecimento e o desenvolvimento de soluções com impacto no território. </figcaption></figure><p>O CoLAB ForestWISE assume que, <strong>com esta nomeação, pretende “reforçar a sua capacidade estratégica” para responder aos desafios emergentes da floresta </strong>e do fogo. E, ao mesmo tempo, promover a inovação, a transferência de conhecimento e o desenvolvimento de soluções com impacto no território.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>E Luís Rochartre está ciente da missão. Citado num comunicado divulgado pelo ForestWISE, o novo CTO faz notar que “a floresta portuguesa enfrenta desafios complexos que exigem uma forte articulação entre conhecimento, inovação, capacidade de execução e cooperação entre diferentes atores”. E diz que “é com grande sentido de responsabilidade” que assume este novo desafio, garantindo que vai procurar “reforçar o papel do CoLAB ForestWISE como parceiro de referência na criação de soluções inovadoras que contribuam para uma floresta mais resiliente, sustentável e geradora de valor para o território e para a sociedade”.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Sediado no campus da UTAD, que Luís Rochartre conhece bem, <strong>o CoLAB ForestWISE tem desenvolvido projetos de investigação aplicada</strong>, inovação tecnológica, transferência de conhecimento e capacitação, contribuindo para a criação de soluções para uma floresta mais resiliente, sustentável e geradora de valor.</p><div class="texto-destacado">Em finais de setembro de 2025, o ForestWISE 365 realizou o seu evento anual no auditório de Geociências da UTAD, em Vila Real. Uma iniciativa que reuniu mais de 80 participantes e contou com diversas intervenções. Entre elas, uma comunicação do então reitor da UTAD, Emídio Gomes - o novo reitor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro vai ser eleito a 29 de junho -, do presidente cessante do Conselho de Administração do CoLAB ForestWISE, Miguel Silveira, do novo presidente, Nuno Calado, assim como de entidades internacionais de Espanha, Canadá, Brasil, Finlândia e Suécia.</div><p>A iniciativa encerrou com a intervenção do secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira, e serviu para assinalar os sete anos de atividade deste laboratório colaborativo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771035" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-atrair-as-novas-geracoes-para-a-agricultura-e-a-floresta-b-rural-summit-debate-renovacao-geracional-no-setor.html" title="Como atrair as novas gerações para a agricultura e a floresta? B-Rural Summit debate renovação geracional no setor">Como atrair as novas gerações para a agricultura e a floresta? B-Rural Summit debate renovação geracional no setor</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-atrair-as-novas-geracoes-para-a-agricultura-e-a-floresta-b-rural-summit-debate-renovacao-geracional-no-setor.html" title="Como atrair as novas gerações para a agricultura e a floresta? B-Rural Summit debate renovação geracional no setor"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-atrair-as-novas-geracoes-para-a-agricultura-e-a-floresta-b-rural-summit-debate-renovacao-geracional-no-setor-1779894678705_320.jpg" alt="Como atrair as novas gerações para a agricultura e a floresta? B-Rural Summit debate renovação geracional no setor"></a></article></aside><p>Desde 2018, o ForestWISE já trabalhou com mais de 50 empresas, 30 universidades e centros de I&D e 15 associações e entidades da Administração Pública. O seu trabalho tem <strong>impacto na inovação, transferência de conhecimento e desenvolvimento sustentável </strong>no setor florestal em Portugal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/luis-rochartre-lidera-o-colab-forestwise-laboratorio-colaborativo-para-gestao-integrada-da-floresta-e-do-fogo-1781284612594.jpg" data-image="bco8bvonmym9" alt="Floresta" title="Floresta"><figcaption>Luís Rochartre é o novo CTO do CoLAB ForestWISE – Laboratório Colaborativo para Gestão Integrada da Floresta e do Fogo, que está sediado na UTAD, em Vila Real.</figcaption></figure><p>Entre as iniciativas que vieram reforçar o posicionamento nacional e internacional do ForestWISE destaque para o transForm OUT Event, que consistiu numa oportunidade para reconhecer o consórcio como um <strong>compromisso coletivo com o futuro</strong> e a sustentabilidade das florestas portuguesas. </p><p>Já em 2024, o ForestWise tinha participado no Congresso Mundial da IUFRO, um dos mais prestigiados eventos globais sobre florestas. E, no âmbito do seu processo de internacionalização, o CoLAB ForestWISE esteve em Itu, São Paulo (Brasil), para participar no “I Summit sobre Mudanças Climáticas e Incêndios Florestais”. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/luis-rochartre-lidera-o-colab-forestwise-laboratorio-colaborativo-para-gestao-integrada-da-floresta-e-do-fogo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Peixe que desafia a evolução sobrevive há 100 mil anos sem machos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/peixe-que-desafia-a-evolucao-sobrevive-ha-100-mil-anos-sem-machos.html</link><pubDate>Sat, 13 Jun 2026 08:07:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Espécie exclusivamente feminina intriga cientistas ao manter diversidade genética e escapar das previsões evolutivas tradicionais, revelando mecanismos alternativos de sobrevivência e adaptação ao longo de milhares de anos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/peixe-que-desafia-a-evolucao-sobrevive-ha-100-mil-anos-sem-machos-1781103140859.jpg" data-image="van5p2pxrhr0" alt="Molinésia-amazona. O seu nome não vem da floresta sul-americana, mas da tribo de mulheres guerreiras da mitologia grega. Crédito: Manfred Schartl" title="Molinésia-amazona. O seu nome não vem da floresta sul-americana, mas da tribo de mulheres guerreiras da mitologia grega. Crédito: Manfred Schartl"><figcaption>Molinésia-amazona. O seu nome não vem da floresta sul-americana, mas da tribo de mulheres guerreiras da mitologia grega. Crédito: Manfred Schartl</figcaption></figure><p>Nos rios do México e do sul do Texas, uma <strong>pequena espécie de peixe desafia conceitos fundamentais da biologia evolutiva</strong>. Trata-se da molinésia-amazona, um animal composto exclusivamente por fêmeas e que <strong>sobrevive há cerca de 100 mil anos sem a participação genética de machos.</strong></p><p>Habitando águas quentes e de fluxo lento, estes peixes vivem em cardumes formados apenas por indivíduos femininos. Apesar disso, ainda<strong> interagem com machos de espécies próximas durante o processo reprodutivo</strong>, mas de forma bastante peculiar.</p><p>Neste mecanismo, conhecido como<strong> ginogénese</strong>, o esperma do macho serve apenas para ativar o desenvolvimento dos ovos. O material genético masculino é descartado, e os filhos gerados são clones da mãe, perpetuando uma linhagem inteiramente feminina.</p><h2>Um desafio à teoria evolutiva</h2><p>Segundo a teoria clássica da evolução, <strong>espécies que se reproduzem de forma assexuada tendem a desaparecer rapidamente.</strong> Isso ocorre porque, sem a troca genética proporcionada pelo sexo, acumulam-se mutações prejudiciais ao longo do tempo.</p><p>Este processo, chamado de<strong> “catraca de Müller”</strong>, prevê uma degradação gradual do genoma, levando à extinção. Ainda assim, a molinésia-amazona parece contrariar esta lógica ao manter uma população estável por milénios.</p><p>A existência prolongada desta espécie levanta <strong>questionamentos importantes sobre os limites da evolução</strong> e sugere que há mecanismos alternativos capazes de preservar a saúde genética mesmo sem reprodução sexuada.</p><h2>Por que o sexo é predominante</h2><p>Na maioria das espécies, a reprodução sexuada predomina por oferecer <strong>vantagens significativas</strong>. A recombinação genética, mistura de ADN de dois indivíduos, aumenta a diversidade e melhora as chances de adaptação ao ambiente.</p><div class="texto-destacado">Além disso, este processo ajuda a eliminar mutações nocivas, funcionando como uma espécie de “filtro” genético. Sem ele, organismos clonais tenderiam a acumular erros irreversíveis ao longo das gerações.</div><p>Ainda assim, <strong>algumas espécies assexuadas desafiam esta regra</strong>. Cientistas acreditam que estas desenvolveram estratégias próprias para lidar com mutações, o que permite a sua sobrevivência por longos períodos.</p><h2>O segredo da sobrevivência</h2><p>Estudos recentes indicam que a <strong>molinésia-amazona utiliza um mecanismo chamado conversão genética para manter o seu genoma saudável</strong>. Este processo funciona como um sistema de “copiar e colar”, no qual fragmentos de ADN são corrigidos usando outras partes como modelo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/peixe-que-desafia-a-evolucao-sobrevive-ha-100-mil-anos-sem-machos-1781103594355.jpg" data-image="tito1emvdjut" alt="Já foram observados tubarões se reproduzindo por partenogênese em cativeiro, mas sua reprodução é sexual quando estão em liberdade" title="Já foram observados tubarões se reproduzindo por partenogênese em cativeiro, mas sua reprodução é sexual quando estão em liberdade"><figcaption>Já foram observados tubarões a reproduzirem-se por partenogénese em cativeiro, mas a sua reprodução é sexual quando estão em liberdade. Crédito: Getty Images</figcaption></figure><p>Diferente da recombinação sexual, esta técnica ocorre dentro do próprio organismo e pode <strong>reparar danos genéticos de forma eficiente</strong>. Estudos mostram que este mecanismo atua com maior intensidade nesta espécie do que em outros animais.</p><p>Além disso, a origem híbrida da molinésia-amazona, resultado do cruzamento entre duas espécies diferentes, forneceu uma base genética diversa desde o início, o que pode ter sido crucial para a sua longevidade.</p><h2>Implicações para a ciência</h2><p>A descoberta destes mecanismos <strong>amplia o entendimento sobre como a vida pode persistir em condições consideradas desfavoráveis.</strong> Esta também sugere que a reprodução sexuada não é a única estratégia viável para manter a estabilidade genética.</p><p>Os resultados têm<strong> implicações que vão além da biologia evolutiva.</strong> Compreender como organismos lidam com mutações pode contribuir para investigações sobre doenças humanas, como o cancro, que está diretamente ligado a alterações genéticas.</p><p>Embora ainda existam muitas perguntas sem resposta, <strong>a molinésia-amazona demonstra que a evolução pode seguir caminhos inesperados. </strong>E, ao que tudo indica, a vida encontra maneiras surpreendentes de continuar, mesmo quando desafia as regras estabelecidas.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>BBC Brasil. <a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c8e80k7xxr3o" target="_blank">A espécie de peixe que vive sem machos há 100 mil anos</a>. 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/peixe-que-desafia-a-evolucao-sobrevive-ha-100-mil-anos-sem-machos.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alívio no calor a partir de domingo em Portugal Continental: saiba em que regiões e até quando]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alivio-no-calor-a-partir-de-domingo-em-portugal-continental-saiba-em-que-regioes-e-ate-quando.html</link><pubDate>Sat, 13 Jun 2026 07:02:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O dia de hoje registará valores de temperatura máxima elevados, mesmo ao longo da faixa litoral, mas a partir de amanhã, domingo, espera-se um alívio do calor, especialmente no litoral Norte e Centro.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaf0p2a"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaf0p2a.jpg" id="xaf0p2a"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O dia de hoje, sábado, contará com<strong> temperaturas máximas elevadas</strong> e, consequentemente, com anomalias térmicas positivas em praticamente todo o país, à exceção do Algarve.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>O IPMA tem <strong>avisos amarelos de calor ativos para todos os distritos, menos Faro</strong>. Estes estarão em vigor até às 21h de hoje, esperando-se máximas entre os 26 ºC em Viana do Castelo e os 36 ºC em Santarém, esperando-se valores até 37 ºC em alguns locais do Ribatejo.</p><h2>A partir de domingo denotar-se-á um alívio no calor</h2><p>No domingo, poderemos registar uma<strong> descida generalizada das temperaturas máximas</strong>, onde se esperam valores entre os 24 ºC em Viana do Castelo e os 31 ºC em Évora e Beja, podendo, nos vales do Douro e Tejo, os termómetros registarem até 33 ºC. Esta descida dos termómetros dever-se-á a uma mudança de fluxo, onde o mesmo passará a ser predominantemente de oés-noroeste, especialmente a partir das primeiras horas da tarde.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alivio-no-calor-a-partir-de-domingo-em-portugal-continental-saiba-em-que-regioes-e-ate-quando-1781296910582.png" data-image="9jmfllts1h4m" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>A próxima semana arranca com temperaturas máximas mais amenas face às que se registam nestes últimos dias, esperando-se valores máximos até 34 ºC, na segunda-feira, dia 15.</figcaption></figure><p>Na segunda-feira, dia 15 de junho, e tal como podemos observar no mapa acima, esta tendência deverá manter-se, <strong>impondo-se o fluxo de noroeste, contribuindo para uma maior influência marítima nas temperaturas</strong>, especialmente no litoral Norte e Centro, onde se denotará uma descida mais acentuada. Para esse dia, esperam-se valores máximos entre os 20 ºC em Viana do Castelo e os 32 ºC em Castelo Branco, Évora e Beja. Localmente, principalmente no Baixo Alentejo, poderão registar-se máximas até 34 ºC.</p><h2>A partir de terça-feira poderá dar-se uma nova subida</h2><p><strong>Apesar deste alívio temporário no calor, a partir de terça-feira espera-se uma nova subida das temperaturas máximas</strong>, segundo a mais recente atualização dos nossos mapas. Nesse dia, esta subida poderá ser mais evidente ao longo da faixa interior. Assim, esperam-se valores entre os 19 ºC em Viana do Castelo e os 35 ºC em Beja, podendo, em vários pontos do Vale do Guadiana, os termómetros registarem até 37 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773535" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/de-15-a-22-de-junho-o-mapa-da-nova-anomalia-termica-em-portugal-que-esta-a-ser-monitorizado-pelos-especialistas.html" title="De 15 a 22 de junho: o mapa da nova anomalia térmica em Portugal que está a ser monitorizado pelos especialistas">De 15 a 22 de junho: o mapa da nova anomalia térmica em Portugal que está a ser monitorizado pelos especialistas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/de-15-a-22-de-junho-o-mapa-da-nova-anomalia-termica-em-portugal-que-esta-a-ser-monitorizado-pelos-especialistas.html" title="De 15 a 22 de junho: o mapa da nova anomalia térmica em Portugal que está a ser monitorizado pelos especialistas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/de-15-a-22-de-junho-o-mapa-da-nova-anomalia-termica-em-portugal-que-esta-a-ser-monitorizado-pelos-especialistas-1781260935619_320.png" alt="De 15 a 22 de junho: o mapa da nova anomalia térmica em Portugal que está a ser monitorizado pelos especialistas"></a></article></aside><p>Segundo a atual previsão, <strong>esta tendência deverá manter-se na quarta-feira</strong>, dia 17, onde esta subida poderá sentir-se também no litoral Norte e Centro, ainda que mais contida. Desta forma, são esperadas máximas entre os 21 ºC em Viana do Castelo e os 37 ºC em Beja, <strong>onde alguns pontos do Baixo Alentejo poderão chegar aos 39 ºC</strong>. Já o Vale do Douro, Beira Baixa e Ribatejo poderão chegar aos 38 ºC. </p><p>É importante referir ainda que<strong> as noites de terça e quarta-feira poderão ser quentes ao longo da faixa interior</strong>, com valores próximos dos 30 ºC em diversos locais desde a Beira Baixa até ao Baixo Alentejo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alivio-no-calor-a-partir-de-domingo-em-portugal-continental-saiba-em-que-regioes-e-ate-quando.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como manter as carraças longe do seu jardim: 5 dicas simples para proteger a sua família e os seus animais de estimação]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-manter-as-carracas-longe-do-seu-jardim-5-dicas-simples-para-proteger-a-sua-familia-e-os-seus-animais-de-estimacao.html</link><pubDate>Sat, 13 Jun 2026 06:02:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>As carraças podem tornar-se um problema em jardins e quintais. Descubra cinco formas simples e eficazes de reduzir a sua presença e proteger a sua família e os seus animais de estimação durante todo o ano.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-mantener-a-las-garrapatas-fuera-de-tu-jardin-5-trucos-sencillos-para-proteger-a-tu-familia-y-mascotas-1781169452024.jpeg" data-image="c21qwroca2lw" alt="Imagem 1" title="Imagem 1"><figcaption>As temidas carraças podem representar um risco e uma ameaça durante o verão.</figcaption></figure><p>As temidas carraças são pequenos parasitas que <strong>se podem tornar um grande problema </strong>quando encontram as condições certas para viver e se reproduzir. </p><p>Após uma primavera chuvosa, a relva no solo fica alta e a presença de carraças é muito provável. Neste cenário, para além de serem incómodas para os animais de estimação e para as pessoas, <strong>algumas espécies podem transmitir doenças</strong>, pelo que prevenir a sua presença no jardim é uma medida fundamental para proteger a saúde de toda a família.</p><h2>5 dicas para proteger a sua família e os seus animais de estimação</h2><p>Felizmente, não são necessárias soluções complicadas para as manter afastadas. Com algumas mudanças simples nos cuidados a ter com o seu jardim, pode <strong>reduzir significativamente o risco de infestações</strong>.</p><h3>Mantenha a relva curta e bem cuidada</h3><ol></ol><p>As <strong>carraças preferem locais húmidos e frescos </strong>com vegetação densa. A erva alta oferece sombra e proteção, sendo o refúgio perfeito.</p><div class="texto-destacado">Cortar a relva regularmente ajuda a reduzir a humidade e aumenta a exposição solar, condições que dificultam a sobrevivência destes parasitas. </div><p>É também aconselhável <strong>remover as ervas daninhas</strong> e impedir que a vegetação cresça descontroladamente nas zonas mais frequentadas do jardim.</p><h3>Remova as folhas secas e os detritos vegetais</h3><p>A <strong>acumulação de folhas, ramos e outros detritos orgânicos cria ambientes ideais</strong> para carraças.<strong> </strong></p><p>Estas áreas retêm humidade e oferecem <strong>esconderijos seguros</strong> tanto para os insetos como para os pequenos animais que os podem transportar. A limpeza regular do jardim é uma das medidas preventivas mais eficazes. </p><ul><li><strong>Recolha as folhas caídas</strong>.</li></ul><ul><li><strong>Remova as pilhas desnecessárias de madeira</strong>.</li></ul><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-mantener-a-las-garrapatas-fuera-de-tu-jardin-5-trucos-sencillos-para-proteger-a-tu-familia-y-mascotas-1781174480592.jpeg" data-image="4plv60egbxyc" alt="Imagem 2" title="Imagem 2"><figcaption>Os restos de poda e a madeira acumulada podem ser um refúgio perfeito para este tipo de animais.</figcaption></figure><ul><li>Mantenha as áreas próximas de casa limpas para <strong>reduzir as hipóteses de se instalarem carraças</strong>.</li></ul><h3>Crie barreiras naturais em redor do jardim</h3><p>Uma estratégia muito útil é <strong>estabelecer zonas de separação entre áreas arborizadas ou com vegetação abundante</strong> e áreas onde as crianças brincam ou os animais de estimação descansam.</p><div class="texto-destacado">O cascalho, a casca de árvore ou as pedras decorativas podem ser utilizados para criar uma faixa com cerca de um metro de largura em redor do perímetro do jardim. </div><p>Estas superfícies secas e expostas ao sol <strong>dificultam a movimentação das carraças </strong>e ajudam a limitar a sua disseminação a áreas frequentemente utilizadas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">La comadreja come hasta 2000 garrapatas en una noche, controla la población de insectos y serpientes. Con un nivel de inmunidad extrema, es capaz de soportar hasta 80 picadas de cascabel o coral. No las mates! Pueden parecer feos pero vos también y nadie te mata por eso. <a href="https://t.co/DyYgzR8cYa">pic.twitter.com/DyYgzR8cYa</a></p>— Sandra Marcuzzo (@7sombreros) <a href="https://x.com/7sombreros/status/1315273601071878145?ref_src=twsrc%5Etfw">October 11, 2020</a></blockquote></figure><h3>Evite a presença de animais selvagens</h3><p>Muitos animais selvagens, como roedores, ouriços, coelhos ou veados, podem transportar carraças para o jardim.<strong> </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-mantener-a-las-garrapatas-fuera-de-tu-jardin-5-trucos-sencillos-para-proteger-a-tu-familia-y-mascotas-1781174302187.jpeg" data-image="8lygya3ig2hj" alt="Imagem 3" title="Imagem 3"><figcaption>Os ouriços-cacheiros são frequentemente portadores de carraças.</figcaption></figure><p>Se encontrarem alimento ou abrigo perto da sua casa, o risco de infestação por estes parasitas aumenta. Para evitar isto, recomenda-se <strong>armazenar adequadamente a ração dos animais de estimação</strong>, utilizar contentores de lixo com tampa e selar quaisquer possíveis esconderijos para pequenos mamíferos. </p><p>É também aconselhável manter as áreas de armazenamento organizadas e evitar a acumulação de materiais que possam servir de toca.</p><h3>Proteja os seus animais de estimação regularmente</h3><p>Os <strong>cães e os gatos são geralmente a principal forma de entrada de carraças nas casas</strong>. Mesmo que mantenha o seu jardim em perfeitas condições, é importante complementar as medidas preventivas com tratamentos adequados para os seus animais de estimação.</p><p>Consulte o seu médico veterinário sobre<strong> coleiras antiparasitárias, tratamentos tópicos ou medicamentos específicos para prevenir infestações</strong>. Além disso, verifique o pelo dos seus animais de estimação após os passeios, especialmente na primavera e no verão, quando a atividade das carraças costuma ser maior.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Un antílope del Cabo comparte una curiosa alianza con un ave oxpecker. <br><br>Estas aves se posan sobre grandes mamíferos para alimentarse de garrapatas y otros parásitos, ayudando a mantenerlos limpios mientras obtienen su alimento <a href="https://t.co/VjEhj3rpay">pic.twitter.com/VjEhj3rpay</a></p>— Biosfera (@Biosferaviva_) <a href="https://x.com/Biosferaviva_/status/2063237122371293589?ref_src=twsrc%5Etfw">June 6, 2026</a></blockquote></figure><h2>Prevenir é o melhor remédio</h2><p>Como diz o ditado, "<strong>mais vale prevenir do que remediar</strong>", pelo que manter as carraças longe do jardim não exige grandes investimentos ou tratamentos agressivos. </p><p>Um relvado bem cuidado, a remoção de detritos vegetais, a criação de barreiras naturais, o controlo de animais selvagens e a proteção adequada dos animais de estimação podem ser <strong>fundamentais contra as temidas carraças</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773560" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-seu-gato-costuma-passar-tempo-no-jardim-estas-plantas-podem-representar-um-risco-para-a-saude-dele.html" title="O seu gato costuma passar tempo no jardim? Estas plantas podem representar um risco para a saúde dele">O seu gato costuma passar tempo no jardim? Estas plantas podem representar um risco para a saúde dele</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-seu-gato-costuma-passar-tempo-no-jardim-estas-plantas-podem-representar-um-risco-para-a-saude-dele.html" title="O seu gato costuma passar tempo no jardim? Estas plantas podem representar um risco para a saúde dele"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/does-your-cat-spend-time-in-the-garden-these-plants-could-pose-a-risk-to-its-health-1780804093600_320.jpg" alt="O seu gato costuma passar tempo no jardim? Estas plantas podem representar um risco para a saúde dele"></a></article></aside><p>A chave é a consistência. <strong>A aplicação destas medidas regularmente cria um ambiente menos favorável para estes parasitas</strong> e um ambiente mais seguro para toda a família. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-manter-as-carracas-longe-do-seu-jardim-5-dicas-simples-para-proteger-a-sua-familia-e-os-seus-animais-de-estimacao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A primeira Feira da Cereja no Porto: um evento com tradição e cultura]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-primeira-feira-da-cereja-no-porto-um-evento-com-tradicao-e-cultura.html</link><pubDate>Sat, 13 Jun 2026 05:03:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A primeira Feira da Cereja na cidade do Porto promete celebrar a qualidade de um dos frutos mais apreciados de Porrugal. Venha saber mais!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-primeira-feira-da-cereja-no-porto-um-evento-com-tradicao-e-cultura-1781221730127.jpg" data-image="giu0xwj5xf5o" alt="Feira da Cereja" title="Feira da Cereja"><figcaption>Produtores participam na Primeira Feira da Cereja no Porto, um evento que promove os sabores tradicionais, a gastronomia e a valorização da agricultura nacional.</figcaption></figure><p>A Freguesia de Lamas, conhecida como a <strong>capital da cereja transmontana</strong>, vem promover, em parceria com a Câmara Municial do Porto, <strong>a primeira Feira da Cereja nesta cidade</strong>.</p><p>O evento tem como principal objetivo <strong>divulgar e valorizar a reconhecida cereja transmontana</strong>, um dos produtos mais emblemáticos da região, apreciado pela sua qualidade, sabor e produção tradicional.</p><p>Esta feira, Organizada pela Junta de Freguesia de Lamas, em Macedo de Cavaleiros, terá lugar na <strong>Praça Marquês de Pombal, no Porto, nos dias 13 e 14 de julho entre as 09 e as 19h</strong>.</p><p>Ao longo destes dois dias, o público poderá <strong>comprar cerejas frescas diretamente aos produtores locais, conhecer mais sobre os métodos de produção</strong> e contactar de perto com a cultura associada a este fruto típico transmontano.</p><h2>A cereja de Lamas</h2><p>A cereja de Lamas é uma das <strong>variedades mais emblemáticas de Portugal, produzida na aldeia de Lamas</strong>, no concelho de Macedo de Cavaleiros (Trás-os-Montes).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="658381" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-cereja-o-sabor-do-mes-de-junho-fruta.html" title="A cereja: o sabor do mês de junho">A cereja: o sabor do mês de junho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-cereja-o-sabor-do-mes-de-junho-fruta.html" title="A cereja: o sabor do mês de junho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-cereja-o-sabor-do-mes-de-junho-1717067351499_320.jpg" alt="A cereja: o sabor do mês de junho"></a></article></aside><p>Conhecida como a "capital da cereja transmontana", destaca-se pela sua <strong>excelente qualidade, calibre, textura firme e sabor muito doce</strong>.</p><p>Foi através da sua cereja que esta freguesia se transformou num <strong>fenómeno agrícola onde hoje é considerada um dos maiores produtores de </strong><strong>cereja da região</strong>. A sua produção tradicional tem tanto sucesso que a fruta chega a ser exportada para vários mercados internacionais.</p><h2>Entre o frio do inverno e o calor do verão</h2><p>De acordo com a Casa da Cereja, a cerejeira <strong>cresce em zonas de clima temperado</strong>, de todos os continentes. Devido à necessidade de centenas de horas de frio, as cerejeiras não crescem em climas tropicais. </p><div class="texto-destacado">"<strong>É a estrela maior de um espectáculo primaveril que todos querem ver, é importante para a agricultura da região e é um alimento de topo. </strong>Segundo a INATURE."</div><p>Uma vez que é uma <strong>á</strong><strong>rvore que gosta de invernos rigorosos e chuvosos</strong>, e para ter uma produção normal precisa de cerca de <strong>800 a 1000 horas de temperatura inferior a 10ºC</strong>, as zonas de altitude de Trás-os-Montes satisfazem essa necessidade biológica da árvore.</p><p>Após o período de frio, a cerejeira beneficia de <strong>primaveras relativamente suaves e de verões secos e soalheiros</strong>. Estas condições favorecem o desenvolvimento de frutos doces, firmes e com boa coloração. É por isso que é mais facilmente encontrada no interior das <strong>regiões Norte e Centro de Portugal</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="652306" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/dormir-numa-cereja-e-nadar-numa-piscina-de-carocos-conheca-o-novo-hotel-da-covilha-turismo.html" title="Dormir numa cereja e nadar numa piscina de caroços: conheça o novo hotel da Covilhã">Dormir numa cereja e nadar numa piscina de caroços: conheça o novo hotel da Covilhã</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/dormir-numa-cereja-e-nadar-numa-piscina-de-carocos-conheca-o-novo-hotel-da-covilha-turismo.html" title="Dormir numa cereja e nadar numa piscina de caroços: conheça o novo hotel da Covilhã"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/dormir-numa-cereja-e-nadar-numa-piscina-de-carocos-conheca-o-novo-hotel-da-covilha-1713178517570_320.jpg" alt="Dormir numa cereja e nadar numa piscina de caroços: conheça o novo hotel da Covilhã"></a></article></aside><p>Cinco destas regiões têm cultivares certificados quer a nível nacional quer internacional, como a cereja de <strong>São Julião - Portalegre DOP, a cereja de Alfandega da Fé, a cereja de Penajóia, a cereja do Fundão DOP e a cereja da Cova da Beira IGP</strong>.</p><p>São também estas as regiões com maior área cultivada, sendo que a região do <strong>Fundão é responsável por mais de metade da produção nacional</strong>. Só neste concelho estima-se que a produção de cereja contribua anualmente com <strong>mais de 20 milhões de euros para a economia local, segundo a INATURE</strong>.</p><h2>A cereja no topo do bolo</h2><p>A cereja é sobretudo <strong>consumida fresca em fruto</strong>, no entanto atualmente, há dezenas de produtos que fazem da cereja a sua principal matéria-prima.<br>Entre eles estão doces, compotas, bebidas, licores, gin e até produtos de beleza.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-primeira-feira-da-cereja-no-porto-um-evento-com-tradicao-e-cultura-1781221865392.jpg" data-image="myr4f2a5eoc9" alt="Nata de cereja" title="Nata de cereja"><figcaption>A nata de cereja é uma recriação do tradicional pastel de nata português da Escola de Hotelaria do Fundão, que combina a cremosidade do recheio com o sabor doce e fresco da cereja. Fonte: Travellingworld</figcaption></figure><p>Mas continua a ser na <strong>gastronomia e em particular na pastelaria que a valorização deste produto endógeno se tem afirmado</strong>. Todos os anos surgem novos sabores e texturas com a cereja como protagonista.</p><p>O <strong>pastel de nata de cereja</strong> é um destes produtos. Idealizado pela Escola de Hotelaria do Fundão, este pastel é hoje uma marca da cereja do Fundão que pode ser encontrado nas pastelarias da cidade. E já não está sozinho.<br>A pouco e pouco <strong>os mestres pasteleiros locais vão inventando novas receitas</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-primeira-feira-da-cereja-no-porto-um-evento-com-tradicao-e-cultura.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item></channel></rss>