<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Fri, 01 May 2026 13:00:19 +0000</lastBuildDate><pubDate>Fri, 01 May 2026 13:00:19 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Um estudo científico demonstra que o Etna é um vulcão com características únicas no mundo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-estudo-cientifico-demonstra-que-o-etna-e-um-vulcao-com-caracteristicas-unicas-no-mundo.html</link><pubDate>Fri, 01 May 2026 12:43:04 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O Etna é o vulcão mais ativo da Europa e um dos mais monitorizados do mundo, mas até à data nenhum modelo geológico explica como se formou. Apresentamos-vos aqui os detalhes desta nova descoberta.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/uno-studio-scientifico-dimostra-come-l-etna-sia-un-vulcano-con-caratteristiche-uniche-al-mondo-1776182242504.jpg" data-image="t4gkx5bzo3px" alt="Etna." title="Etna."><figcaption>O Etna é o vulcão mais ativo da Europa e um dos mais vigiados do mundo, mas, até à data, nenhum modelo geológico existente explica completamente como se formou.</figcaption></figure><p>Agora é oficial: a origem do Etna poderá ser única. De acordo com um novo e detalhado estudo científico publicado na <strong>revista Journal of Geophysical Research</strong> pela Universidade de Lausana, <strong>o mecanismo é semelhante ao que gera pequenos vulcões submarinos</strong>, mas envolve um sistema de grandes dimensões cuja atividade teve início há aproximadamente 500 000 anos. De facto, este vulcão, que entra em erupção várias vezes por ano, eleva-se atualmente a mais de 3.000 metros acima do nível do mar.</p><p>Esta descoberta lança mais luz sobre a dinâmica das erupções invulgarmente frequentes do Etna e abre caminho para que os investigadores do INGV avaliem melhor o risco vulcânico.</p><h2>Um dos vulcões mais ativos do mundo</h2><p>O Etna é o vulcão mais ativo da Europa e um dos mais monitorizados do mundo, mas até à data nenhum modelo geológico existente explica completamente a sua formação. <strong>Não se enquadra em nenhum dos três principais mecanismos que regem a formação dos vulcões terrestres</strong>. Também não se encontra na fronteira entre duas placas tectónicas.</p><p>Também não se trata de <strong>um vulcão explosivo formado ao longo de uma zona de subducção</strong> (onde uma placa mergulha sob outra), como o monte Fuji no Japão. Nem se situa num ponto quente (ascensão de material do manto muito quente), como acontece no centro das placas tectónicas (ilhas oceânicas como o Havai ou a Reunião).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uno-studio-scientifico-dimostra-come-l-etna-sia-un-vulcano-con-caratteristiche-uniche-al-mondo-1776182279061.jpg" data-image="tb1l0n17cgwq" alt="Etna." title="Etna."><figcaption>De acordo com os dados disponíveis, descobriu-se que o Etna se alimenta de pequenas quantidades de magma já presentes no manto superior, a cerca de 80 quilómetros abaixo da superfície.</figcaption></figure><p>Na verdade, encontra-se perto de uma zona de subducção, mas a sua composição química é semelhante à dos vulcões de ponto quente, embora<strong> não existam estruturas deste tipo nas suas proximidades</strong>.</p><h2>O ponto de viragem no estudo das amostras de lava</h2><p> Posteriormente, os investigadores analisaram as amostras de lava para avaliar a evolução química desde a formação do vulcão, <strong>há aproximadamente 500 000 anos, até aos dias de hoje</strong>. Descobriram que o material expelido se manteve praticamente inalterado ao longo do tempo, apesar da evolução do regime tectónico. </p><div class="texto-destacado">Segundo<strong> </strong>os dados disponíveis, descobriu-se que o Etna se alimenta de pequenas quantidades de magma já presentes no manto superior, a cerca de 80 quilómetros abaixo da superfície. </div><p>Estes magmas são transportados esporadicamente para a superfície por movimentos tectónicos complexos, devidos fundamentalmente<strong> à colisão entre as placas africana e euro-asiática</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763562" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-gigantesco-vulcao-da-caldeira-do-japao-esta-a-encher-se-de-novo-7-300-anos-depois-como-esta-a-faze-lo.html" title="O gigantesco vulcão da caldeira do Japão está a encher-se de novo 7.300 anos depois: como está a fazê-lo?">O gigantesco vulcão da caldeira do Japão está a encher-se de novo 7.300 anos depois: como está a fazê-lo?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-gigantesco-vulcao-da-caldeira-do-japao-esta-a-encher-se-de-novo-7-300-anos-depois-como-esta-a-faze-lo.html" title="O gigantesco vulcão da caldeira do Japão está a encher-se de novo 7.300 anos depois: como está a fazê-lo?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/caldera-de-japon-se-esta-volviendo-a-llenar-1774764763285_320.jpg" alt="O gigantesco vulcão da caldeira do Japão está a encher-se de novo 7.300 anos depois: como está a fazê-lo?"></a></article></aside><p>"O vulcão siciliano poderá, portanto, pertencer a uma quarta categoria de vulcões pouco conhecida: os chamados<strong> vulcões</strong><strong> “petit-spot”</strong>, descritos pela primeira vez em 2006 por geólogos japoneses", observa <strong>Sébastien Pilet</strong>, professor da Faculdade de Geociências e Ambiente da Universidade de Lausana.</p><p>Esta descoberta abre novas perspetivas para compreender como outros sistemas vulcânicos, com características comuns às do Etna, <strong>podem formar-se em todo o mundo</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-estudo-cientifico-demonstra-que-o-etna-e-um-vulcao-com-caracteristicas-unicas-no-mundo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um estudo invulgar: como reage o arroz à chuva]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/um-estudo-invulgar-como-reage-o-arroz-a-chuva.html</link><pubDate>Fri, 01 May 2026 12:31:03 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>O que para nós soa a relaxamento é um sinal de crescimento para as plantas: os sons da chuva podem fazer com que as sementes de arroz germinem mais rapidamente. É o que demonstra um novo estudo realizado nos Estados Unidos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/verruckte-studie-wie-reis-auf-regen-reagiert-1777276715100.jpeg" alt="Para el arroz, el sonido de las gotas de lluvia es particularmente significativo." title="Para el arroz, el sonido de las gotas de lluvia es particularmente significativo."><figcaption>Para o arroz, o som das gotas de chuva é particularmente significativo. Foto: Adobe Stock.</figcaption></figure><p>Para muitas pessoas, o som da chuva tem um efeito tranquilizador. Para as sementes de arroz, no entanto, parece funcionar como um sinal de partida. Investigadores norte-americanos descobriram que <strong>as vibrações acústicas produzidas apenas pelas gotas de chuva podem ser suficientes para acelerar significativamente o processo de germinação</strong>.</p><p>É claro que as plantas não ouvem no sentido clássico, <strong>mas as suas células são altamente sensíveis às ondas sonoras</strong>. Esta descoberta oferece uma visão fascinante de quão intimamente as plantas estão ligadas ao seu ambiente.</p><h2>Uma experiência com milhares de sementes de arroz </h2><p>Para o estudo, publicado na revista<em> Scientific Reports</em>, engenheiros do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) <strong>analisaram cerca de 8 000 sementes de arroz</strong>. Estas foram colocadas em recipientes com pouca água para simular as condições naturais da forma mais realista possível.</p><p>Utilizando um microfone subaquático, <strong>os investigadores registaram as vibrações acústicas geradas quando as gotas de chuva atingem a água</strong>. Compararam estas medições com gravações reais feitas em poças, lagoas e solo durante episódios de chuva.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764688" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-fim-do-arroz-apos-9-000-anos-de-cultivo-nos-ultimos-200-anos-o-alimento-basico-do-mundo-atingiu-seu-limite-termico.html" title="O fim do arroz? Após 9.000 anos de cultivo, nos últimos 200 anos o alimento básico do mundo atingiu o seu limite térmico">O fim do arroz? Após 9.000 anos de cultivo, nos últimos 200 anos o alimento básico do mundo atingiu o seu limite térmico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-fim-do-arroz-apos-9-000-anos-de-cultivo-nos-ultimos-200-anos-o-alimento-basico-do-mundo-atingiu-seu-limite-termico.html" title="O fim do arroz? Após 9.000 anos de cultivo, nos últimos 200 anos o alimento básico do mundo atingiu o seu limite térmico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fin-del-arroz-tras-9000-anos-de-cultivo-en-los-ultimos-200-anos-el-alimento-del-mundo-alcanzo-su-limite-termico-1776374449283_320.jpg" alt="O fim do arroz? Após 9.000 anos de cultivo, nos últimos 200 anos o alimento básico do mundo atingiu o seu limite térmico"></a></article></aside><p>Posteriormente, expuseram deliberadamente um subconjunto das sementes ao gotejar da água, embora sem qualquer contacto físico direto. A abordagem, portanto,<strong> centrou-se exclusivamente nos sons e nas vibrações resultantes</strong>.</p><p>Os resultados foram inequívocos: <strong>as sementes expostas ao som da chuva germinaram entre 30 e 40 por cento mais rapidamente do que o grupo de controlo</strong>. Este efeito foi particularmente pronunciado nas sementes situadas perto da superfície da água, uma vez que estas conseguiram perceber as vibrações com maior intensidade.</p><h3>Como as ondas sonoras influenciam o crescimento</h3><p>A explicação dos cientistas é tão simples quanto surpreendente. <strong>Quando uma gota de chuva atinge a água ou o solo, gera ondas sonoras que se propagam pelo ambiente circundante</strong>. Estas ondas põem as sementes de arroz em movimento.</p><p>Dentro das células das sementes existem partículas minúsculas conhecidas como <strong>estatolitos</strong>, que são sensíveis à gravidade. <strong>As vibrações provocam o deslocamento dessas partículas, o que desencadeia um sinal que ativa o processo de germinação</strong>.</p><p>O efeito é mais intenso do que se poderia imaginar. Segundo o autor do estudo, <strong>Nicholas Makris</strong>, professor de engenharia mecânica no MIT, <strong>as gotas de chuva geram ondas sonoras particularmente intensas debaixo de água</strong>. Para uma semente, este som pode chegar a ser comparável até ao rugido de um motor a reação. Este "ruído" atua como um sinal de alerta, dando início ao processo de germinação.</p><h2>Um mecanismo natural de sobrevivência</h2><p>Os investigadores consideram que isto constitui uma vantagem evolutiva. A chuva é um indício de condições favoráveis ao crescimento; mais concretamente, da presença de água suficiente e de um ambiente propício. As sementes que respondem a esses sinais têm maiores probabilidades de germinar e sobreviver.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="756991" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/investigadores-portugueses-criam-metodo-para-detetar-fraudes-na-comercializacao-do-arroz.html" title="Investigadores portugueses criam método para detetar fraudes na comercialização do arroz">Investigadores portugueses criam método para detetar fraudes na comercialização do arroz</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/investigadores-portugueses-criam-metodo-para-detetar-fraudes-na-comercializacao-do-arroz.html" title="Investigadores portugueses criam método para detetar fraudes na comercialização do arroz"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-portugueses-criam-metodo-para-detetar-fraudes-na-comercializacao-do-arroz-1772543448013_320.jpg" alt="Investigadores portugueses criam método para detetar fraudes na comercialização do arroz"></a></article></aside><p>A capacidade de perceber ondas sonoras não é, portanto, uma mera coincidência, mas sim um mecanismo natural complexo. <strong>As plantas utilizam estímulos acústicos para adaptar de forma ideal o seu desenvolvimento ao ambiente</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/um-estudo-invulgar-como-reage-o-arroz-a-chuva.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Amanhã as trovoadas mais fortes crescerão a partir das 11:00 entre os distritos de Vila Real e Bragança]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-as-trovoadas-mais-fortes-crescerao-a-partir-das-11-00-entre-os-distritos-de-vila-real-e-braganca.html</link><pubDate>Fri, 01 May 2026 11:43:19 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Amanhã, 2 de maio, a chegada de uma região depressionária vinda do Atlântico traduzir-se-á num agravamento significativo do estado do tempo. Grande parte de Portugal continental estará à mercê da chuva e nalguns distritos prevê-se trovoada.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-as-trovoadas-mais-fortes-crescerao-a-partir-das-11-00-entre-os-distritos-de-vila-real-e-braganca-1777635599117.jpg" data-image="71cqnmnpeykf"><figcaption>Este sábado (2) esperam-se condições favoráveis à ocorrência de trovoadas em algumas regiões do Continente. Contamos-lhe onde e quando na análise que segue abaixo.</figcaption></figure><p>Neste momento a leitura das cartas sinópticas revela a presença de um <strong>centro de baixas pressões posicionado sobre o Atlântico, a oeste de Portugal continental</strong>, e a menos de 24 horas de distância da nossa geografia.</p><p>Entre hoje e sábado (2) esta depressão irá interagir com o jato polar ondulante, e ao ser reabsorvido pelo mesmo, passará a integrar a circulação principal, <strong>evoluindo para uma região mais alongada de baixas pressões, que se estenderá desde a Irlanda até à Península Ibérica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-as-trovoadas-mais-fortes-crescerao-a-partir-das-11-00-entre-os-distritos-de-vila-real-e-braganca-1777634110212.png" data-image="kkaoaof71h5t"><figcaption>A meio da tarde de sábado, 2 de maio, a depressão atlântica já terá sido reabsorvida pela corrente de jato polar, estando plenamente inserida numa região mais alongada de baixas pressões (vale depressionário) estabelecida entre a Irlanda e a Península Ibérica.</figcaption></figure><p>Hoje - <strong>sexta-feira 1 de maio e feriado do Dia do Trabalhador</strong> - o céu apresentar-se-á geralmente muito nublado em Portugal continental, com possibilidade de <strong>aguaceiros fracos e dispersos nas próximas horas </strong>em pontos do Norte e Centro, sendo mais prováveis nas áreas montanhosas dos distritos de Viana do Castelo, Aveiro, Vila Real e Viseu.</p><p>Hoje as temperaturas máximas irão oscilar desde 13 ºC nas montanhas do Alto Minho até 27 ºC no Baixo Alentejo. O vento soprará geralmente fraco do quadrante Oeste, aumentando temporariamente de intensidade durante a tarde.</p><h2>No sábado, 2 de maio, dar-se-á o pico de instabilidade do episódio de tempo adverso</h2><p>Na madrugada de sábado (2) o céu ficará muito nublado com a aproximação desta área de instabilidade meteorológica, surgindo os primeiros aguaceiros, fracos e dispersos no interior Norte e Centro, em particular nas áreas montanhosas. <strong>A depressão começará a perder organização a partir do início da manhã de sábado (2), mas manter-se-á muito ativa</strong> ao ser reabsorvida para uma região mais alongada de baixas pressões, entrando na fase de gerar precipitação na nossa geografia.</p><p><strong>Durante a manhã</strong> preveem-se períodos de chuva ou aguaceiros no litoral entre Caminha e Sesimbra, com destaque para o<strong> Noroeste Minhoto</strong> e para a<strong> Área Metropolitana de Lisboa</strong>, onde poderá chover com mais intensidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-as-trovoadas-mais-fortes-crescerao-a-partir-das-11-00-entre-os-distritos-de-vila-real-e-braganca-1777634457244.png" data-image="bpxlf7wozpmm"><figcaption>À tarde espera-se um alastramento e intensificação da precipitação.</figcaption></figure><p><strong>Entre o final da manhã (11:00) e o final da tarde (19:00)</strong>, devido à lenta deslocação da região depressionária para nordeste, espera-se um agravamento da instabilidade meteorológica, não só em termos de intensidade como em termos de área geográfica abrangida (será maior). <strong>A precipitação intensificará, espalhando-se para o interior Norte e Centro </strong>e repetindo-se numa área mais abrangente do litoral. Não se exclui o risco de <strong>queda de granizo</strong>.</p><p>Grande parte das regiões a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela será afetada pela precipitação. Cerca das <strong>21:00/22:00 a precipitação tenderá a cessar</strong>,<strong> </strong>dissipando-se do nosso território através das localidades raianas do extremo Norte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-as-trovoadas-mais-fortes-crescerao-a-partir-das-11-00-entre-os-distritos-de-vila-real-e-braganca-1777634471467.png" data-image="lrmfn3tntxl5"><figcaption>Os aguaceiros terão uma intensidade variável e uma distribuição muito irregular pelo território de Portugal continental. Nem sempre estará a chover, havendo previsão de abertas ocasionais.</figcaption></figure><p><strong>Os registos mais elevados de precipitação acumulada</strong> estão previstos para os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Bragança, Aveiro, Viseu, Coimbra e Guarda <strong>(5 a 15 mm)</strong>. Mesmo assim, há zonas do interior onde a precipitação se situará entre 2 e 5 mm. Nos restantes distritos onde choverá, a precipitação acumulada variará entre 1 e 5 mm.</p><p>Para algumas zonas da Beira Baixa e em grande parte do Alentejo e do Algarve não se prevê chuva, porém, <strong>a última atualização do modelo Europeu antecipa uma probabilidade de ocorrência de precipitação (30-50%) nalgumas localidades alentejanas e algarvias</strong>, numa faixa do território sentido nordeste-sudoeste entre Arronches (Portalegre) e Vila do Bispo (Faro).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766559" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/adeus-ao-tempo-ameno-uma-massa-de-ar-polar-vai-invadir-a-europa-entre-2-e-5-de-maio.html" title="Adeus ao tempo ameno: uma massa de ar polar vai invadir a Europa entre 2 e 5 de maio">Adeus ao tempo ameno: uma massa de ar polar vai invadir a Europa entre 2 e 5 de maio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/adeus-ao-tempo-ameno-uma-massa-de-ar-polar-vai-invadir-a-europa-entre-2-e-5-de-maio.html" title="Adeus ao tempo ameno: uma massa de ar polar vai invadir a Europa entre 2 e 5 de maio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/adeus-ao-clima-morno-uma-massa-de-ar-polar-vai-invadir-a-europa-entre-4-e-7-de-maio-1777550290308_320.jpg" alt="Adeus ao tempo ameno: uma massa de ar polar vai invadir a Europa entre 2 e 5 de maio"></a></article></aside><p>Mesmo dentro de um determinado distrito haverá uma distribuição muito desigual da precipitação entre locais próximos. Na primavera é muito comum que a precipitação convectiva resulte nesta grande disparidade: <strong>pode “chover a cântaros” num lugar e noutro muito próximo “nem gota cair”</strong>.</p><h2>Onde e em que intervalo horário serão mais prováveis as trovoadas de sábado, 2 de maio?</h2><p>O contraste (gradiente térmico vertical) entre o calor diurno e o ar mais frio em altitude <strong>fomentará o risco de trovoadas</strong>. Este fenómeno poderá acompanhar a precipitação ocasionalmente e de forma localizada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-as-trovoadas-mais-fortes-crescerao-a-partir-das-11-00-entre-os-distritos-de-vila-real-e-braganca-1777634562651.png" data-image="by4yb6zvm1i7"><figcaption>A mais recente atualização do mapa de densidade de raios da Meteored baseado no modelo ECMWF prevê uma maior probabilidade, intensidade e frequência de descargas elétricas em zonas entre os distritos de Vila Real e Bragança, sendo que amanhã, além destes dois, observa-se risco de trovoadas ocasionais também nos distritos de Aveiro e Guarda. A atividade elétrica poderá começar pelas 11:00 terminando por volta das 17:00.</figcaption></figure><p>O mapa baseado no modelo Europeu sugere que <strong>as descargas elétricas terão tendência a concentrar-se em zonas pertencentes aos distritos de Vila Real e Bragança entre as 11:00 e as 17:00</strong>. Não obstante, neste mesmo período, as trovoadas poderão ser dispersas e surgir de forma pontual em locais dos distritos de Aveiro e Guarda.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-as-trovoadas-mais-fortes-crescerao-a-partir-das-11-00-entre-os-distritos-de-vila-real-e-braganca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[21,3% dos peixes na Amazónia estão contaminados por mercúrio, aponta MPF]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/21-3-dos-peixes-na-amazonia-estao-contaminados-por-mercurio-aponta-mpf.html</link><pubDate>Fri, 01 May 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Relatório enviado à CIDH aponta contaminação alarmante por mercúrio em peixes amazónicos, afetando populações vulneráveis, ampliando riscos sanitários e expondo falhas estruturais no controlo da mineração ilegal no Brasil.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/21-3-dos-peixes-na-amazonia-estao-contaminados-por-mercurio-aponta-mpf-1777385275189.jpg" data-image="gun42em6xe4c" alt="A exposição afeta de forma desproporcional mulheres e crianças (© Marizilda Cruppe / Greenpeace)" title="A exposição afeta de forma desproporcional mulheres e crianças (© Marizilda Cruppe / Greenpeace)"><figcaption>A exposição afeta de forma desproporcional mulheres e crianças. Crédito: Marizilda Cruppe/Greenpeace</figcaption></figure><p>Um diagnóstico enviado pelo <strong>Ministério Público Federal </strong>à Comissão Interamericana de Direitos Humanos revela<strong> níveis alarmantes de contaminação por mercúrio na Amazónia brasileira</strong>. O documento indica que<strong> 21,3% dos peixes</strong> comercializados em seis estados apresentam índices acima do limite estabelecido pela Organização Mundial da Saúde.</p><p>Os dados fazem parte de um relatório submetido à Relatoria Especial sobre Direitos Económicos, Sociais, Culturais e Ambientais e<strong> apontam situações ainda mais graves em estados como Amazonas e Roraima</strong>, onde a contaminação pode atingir até 50% e 40% dos peixes analisados, respetivamente.</p><p>A análise técnica classifica o cenário como uma <strong>emergência sanitária sistémica, diretamente associada ao avanço da mineração ilegal</strong>. O documento reúne evidências científicas e jurídicas que indicam falhas estruturais do Estado brasileiro no controlo da atividade.</p><h2>Contaminação desigual e efeitos nas populações</h2><p>A distribuição da contaminação não é homogénea, atingindo com maior intensidade determinadas regiões e populações. Municípios do Amazonas, como <strong>Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira</strong>, registaram <strong>índices de até 50% de peixes contaminados</strong>, enquanto no Acre o percentual chegou a 35,9%.</p><div class="texto-destacado">Entre populações indígenas, a situação é ainda mais crítica. Na Terra Indígena Yanomami, estudos mostram que todos os participantes analisados apresentaram contaminação por mercúrio. Parte significativa das amostras apresentou níveis considerados elevados, com impactos diretos na saúde coletiva.</div><p><strong>Mulheres e crianças</strong> estão entre os grupos mais afetados. O relatório indica que mulheres em idade fértil consomem até nove vezes mais mercúrio do que o recomendado, enquanto <strong>crianças pequenas chegam a ingerir até 31 vezes acima do limite seguro</strong>, ampliando riscos de danos neurológicos e desenvolvimento comprometido.</p><h2>Bioacumulação e risco alimentar crescente</h2><p>Outro fator preocupante é o <strong>fenómeno da bioacumulação</strong>, que aumenta a concentração de mercúrio ao longo da cadeia alimentar. Peixes carnívoros, amplamente consumidos na região, apresentam níveis até 14 vezes superiores aos de espécies herbívoras.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/21-3-dos-peixes-na-amazonia-estao-contaminados-por-mercurio-aponta-mpf-1777385689269.jpg" data-image="2pp8l9ox6ro5" alt="A mortandade de peixes em áreas de rios poluídos pelos elementos químicos oriundos de minas;" title="A mortandade de peixes em áreas de rios poluídos pelos elementos químicos oriundos de minas;"><figcaption>A mortandade de peixes em áreas de rios poluídos pelo mercúrio de mineração é um risco à segurança alimentar dos povos da região. Crédito: Divulgação Igui Ecologia</figcaption></figure><p>Em comunidades ribeirinhas do <strong>Rio Madeira</strong>, análises apontaram <strong>contaminação em 85% das amostras de cabelo humano</strong>, além da presença do metal em água e alimentos cultivados localmente. Modelagens indicam que a poluição intensifica ao longo dos rios, especialmente em áreas próximas ao garimpo.</p><p>O relatório também destaca o uso crescente de outras substâncias tóxicas, como o cianeto, que<strong> potencializa os impactos ambientais e sanitários</strong> da atividade mineradora ilegal.</p><h2>Fluxo ilegal e falhas no controlo estatal</h2><p>Segundo o documento, o Brasil não produz mercúrio, e todo o material utilizado no <strong>garimpo ilegal entra no país por contrabando</strong>, principalmente via Bolívia e Guiana. Entre 2018 e 2022, cerca de 185 toneladas de origem desconhecida foram consumidas.</p><div class="texto-destacado">A investigação também aponta<strong> esquemas de lavagem de minérios extraídos ilegalmente</strong>, inseridos no mercado formal com documentação fraudulenta. O Ministério Público Federal destaca falhas na atuação de órgãos como a Agência Nacional de Mineração e o Banco Central, especialmente na rastreabilidade da origem dos recursos.</div><p>No campo jurídico, há conflito entre a Convenção de Minamata, ratificada pelo Brasil, e normas antigas que ainda permitem o uso de mercúrio, dificultando ações de fiscalização por órgãos como o Ibama.</p><h2>Avanço do garimpo e desafios institucionais</h2><p>Apesar de operações recentes terem reduzido significativamente o <strong>garimpo em áreas como a Terra Indígena Yanomami</strong>, a atividade tem migrado para outras regiões, mantendo a pressão sobre territórios protegidos.</p><p>Casos como o do Rio Madeira evidenciam <strong>a rápida recomposição das estruturas ilegais</strong>, com novas embarcações a surgirem pouco tempo após operações de repressão. Isto demonstra a capacidade de adaptação das redes criminosas envolvidas.</p><p>O cenário ocorre em paralelo a discussões no Supremo Tribunal Federal sobre a regulamentação da mineração em terras indígenas. Para o MPF, o avanço destas pautas num contexto de fragilidade institucional <strong>agrava ainda mais os riscos ambientais e sanitários na Amazónia</strong>.</p><h3><em>Referências da notícia</em><strong><em><br></em></strong></h3><p><em>Revista Cenarium. <a href="https://revistacenarium.com.br/213-dos-peixes-na-amazonia-estao-contaminados-por-mercurio-aponta-mpf/" target="_blank">21,3% dos peixes na Amazônia estão contaminados por mercúrio, aponta MPF</a>. 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/21-3-dos-peixes-na-amazonia-estao-contaminados-por-mercurio-aponta-mpf.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O eco do passado: porque o canto dos chapins de Paris continua agudo em ruas mais calmas?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-eco-do-passado-porque-o-canto-dos-chapins-de-paris-continua-agudo-em-ruas-mais-calmas.html</link><pubDate>Fri, 01 May 2026 06:15:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A persistência das frequências elevadas no canto das aves urbanas de Paris após vinte anos de declínio da poluição sonora. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-eco-do-passado-por-que-o-canto-dos-chapins-de-paris-continua-agudo-em-ruas-mais-calmas-1777472514148.png" data-image="mbbqv3ffwywn"><figcaption>O chapim-real vive em média 1,9 anos, o que significa que muitas gerações passaram entre os anos de 2003 e 2023</figcaption></figure><p>O estudo analisa a resposta vocal do chapim-real à poluição sonora urbana em Paris, França. É amplamente conhecido que as aves urbanas cantam em frequências mais altas para evitar que os seus sinais sejam mascarados pelo ruído de baixa frequência do tráfego. </p><div class="texto-destacado">Paris, uma das cidades mais densas do mundo, implementou nas últimas décadas uma "guerra contra o ruído", através de medidas como a criação de ciclovias, pavimentos redutores de som, limites de velocidade reduzidos e a introdução de veículos elétricos. </div><p>O objetivo principal desta investigação foi <strong>verificar se estes esforços de redução de ruído seriam suficientes para que as aves voltassem a cantar em frequências mais baixas, semelhantes às das populações florestais. </strong></p><h2>Cantos de chapins-reais de 2003 e de 2023 foram comparados</h2><p>Os investigadores compararam gravações de cantos de chapins-reais recolhidas em dois períodos distintos, com 20 anos de intervalo: 2003 e 2023. </p><div class="texto-destacado">As gravações foram feitas em locais urbanos ruidosos em Paris e em locais florestais silenciosos em Fontainebleau. </div><p>Para avaliar a evolução do ruído, a equipa utilizou medições de campo com sonómetros calibrados e analisou dados históricos de monitorização de longo prazo da agência francesa Bruitparif.</p><h2>Paris tornou-se significativamente mais silenciosa</h2><p><strong>Os dados revelaram que Paris se tornou significativamente mais silenciosa.</strong> Entre 2008 e 2023, houve uma diminuição média de 3,1 decibéis no ruído antropogénico, o que significa que a intensidade do som foi reduzida para cerca de metade do que era anteriormente. Contrariamente às previsões, apesar da redução do ruído, <strong>as aves urbanas não baixaram a frequência mínima</strong> dos seus cantos entre 2003 e 2023. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-eco-do-passado-por-que-o-canto-dos-chapins-de-paris-continua-agudo-em-ruas-mais-calmas-1777472575821.png" data-image="jyqzu76uqpzr"><figcaption>Devido à escala logarítmica, uma redução de 3,1 decibéis significa que o ruído em Paris caiu para metade em 2023.</figcaption></figure><p>Os chapins de Paris continuam a cantar em <strong>frequências mínimas significativamente mais altas do que os seus congéneres na floresta de Fontainebleau. </strong>Em 2023, as aves urbanas registaram uma frequência mínima média de aproximadamente 3535 Hz, enquanto as aves florestais registaram cerca de 3256 Hz. O estudo confirmou que as <strong>aves cantam em frequências mais altas em locais onde o ruído ambiente instantâneo é superior,</strong> validando a hipótese do ruído urbano. </p><h2>Recuperação do comportamento animal após redução da poluição sonora é um processo muito lento</h2><p>Os autores concluem que, embora os <strong>esforços de redução de ruído em Paris tenham tido sucesso técnico, os níveis atuais ainda são cerca de 15 dB superiores aos das áreas florestais</strong>, o que pode manter a pressão seletiva sobre as aves. </p><div class="texto-destacado">Além disso, a persistência do canto em frequências altas pode dever-se à transmissão cultural. </div><p>Como as aves aprendem os seus cantos através de tutores adultos, se os tutores que cantam em frequências baixas desapareceram da cidade devido ao ruído histórico, as gerações atuais podem não ter modelos para reaprender as frequências naturais da espécie. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="653918" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ruido-humano-tem-implicacoes-nos-passaros-recem-nascidos-poluicao-sonora.html" title="Ruído humano tem implicações nos pássaros recém-nascidos">Ruído humano tem implicações nos pássaros recém-nascidos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ruido-humano-tem-implicacoes-nos-passaros-recem-nascidos-poluicao-sonora.html" title="Ruído humano tem implicações nos pássaros recém-nascidos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ruido-humano-tem-implicacoes-nos-passaros-recem-nascidos-poluicao-sonora-australia-1714127510057_320.jpg" alt="Ruído humano tem implicações nos pássaros recém-nascidos"></a></article></aside><p>Em suma, o estudo demonstra que a recuperação do comportamento animal natural após a redução da poluição sonora <strong>pode ser um processo muito mais lento do que a própria mitigação do ruído,</strong> exigindo possivelmente reduções ainda mais drásticas para que ocorra uma mudança evolutiva ou cultural visível.</p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><em> Daniel J Mennill, Hans Slabbekoorn, Acoustic differences persist in urban Parus major (Great Tit) over two decades of declining anthropogenic noise in Paris, France, Ornithological Applications, 2026; DOI: <a href="https://doi.org/10.1093/ornithapp/duag020" data-google-interstitial="false" target="_blank">https://doi.org/10.1093/ornithapp/duag020</a> </em></p><p><em><a href="https://theconversation.com/paris-has-successfully-cut-noise-pollution-but-urban-birds-still-cant-sing-at-their-natural-pitch-280229" target="_blank">https://theconversation.com/paris-has-successfully-cut-noise-pollution-but-urban-birds-still-cant-sing-at-their-natural-pitch-280229</a></em></p><p><em><a href="https://phys.org/news/2026-04-paris-successfully-noise-pollution-urban.html" target="_blank">https://phys.org/news/2026-04-paris-successfully-noise-pollution-urban.html</a></em><em></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-eco-do-passado-porque-o-canto-dos-chapins-de-paris-continua-agudo-em-ruas-mais-calmas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Governo adapta o PRTT à estratégia «Água que Une» e chama Macário Correia para liderar a nova empresa AQUA, S.A.]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/governo-adapta-o-prtt-a-estrategia-agua-que-une-e-chama-macario-correia-para-liderar-a-nova-empresa-aqua-s-a.html</link><pubDate>Fri, 01 May 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira, 30 de abril, em Beja, à margem da feira Ovibeja, uma resolução que desenvolve e adapta ao PTRR - Plano de Transformação, Recuperação e Resiliência a estratégia «Água que Une». Macário Correia vai liderar a nova empresa AQUA, S.A.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/governo-adapta-o-prtt-a-estrategia-agua-que-une-e-chama-macario-correia-para-liderar-a-nova-empresa-aqua-s-a-1777588792144.jpg" data-image="z5gek7e8c7u5" alt="Sistema de rega" title="Sistema de rega"><figcaption>O ex-secretário de Estado do Ambiente e ex-autarca de Tavira e de Faro, Macário Correia, foi nomeado pelo Governo como presidente da AQUA, S.A.</figcaption></figure><p>O <strong>ex-secretário de Estado do Ambiente (entre 1987 e 1991) e ex-autarca de Tavira e de Faro, Macário Correia</strong>, foi nomeado pelo Governo esta quinta-feira, em Beja, no fim da reunião do Conselho de Ministros que ali decorreu dedicada à agricultura, como <strong>presidente da AQUA</strong>, S.A.</p><p>Macário Correia vai liderar esta <strong>nova empresa, criada no âmbito do grupo Águas de Portugal</strong> para gerir todos os investimentos públicos no domínio da água ao longo dos próximos anos, nomeadamente os investimentos que estão previstos no âmbito da estratégia ‘Agua que Une’ – apresentada pelo Governo a 10 de março de 2025.</p><p>De acordo com o Governo, o decreto-lei aprovado esta quinta-feira em Conselho de Ministros definiu <strong>poderes para que a AdP AQUA - Gestão Ambiental de Recursos Hídricos, S. A. possa executar e coordenar a política hídrica </strong>e de resiliência climática prevista na estratégia «Água que Une». </p><div class="texto-destacado">Esta nova empresa AQUA, S.A. visa <strong>garantir “uma atuação integrada do Estado na segurança hídrica, resiliência climática e uso eficiente da água </strong>para consumo humano, agricultura e indústria”. Uma solução que também “permite <strong>acelerar investimentos em infraestruturas de fins múltiplos, reutilização de água</strong> e soluções de digitalização”, refere o Governo no comunicado do Conselho de Ministros divulgado no final da reunião.</div><p>A reunião de Conselho de Ministros aconteceu um dia depois da apresentação pública, em Lisboa, pelo Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, da <strong>PTRR - Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="700786" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/estrategia-agua-que-une-vai-precisar-de-5000-milhoes-ate-2030-e-quer-destinar-mais-30-de-agua-para-a-agricultura.html" title="Estratégia “Água que Une” vai precisar de 5000 milhões até 2030 e quer destinar mais 30% de água para a agricultura">Estratégia “Água que Une” vai precisar de 5000 milhões até 2030 e quer destinar mais 30% de água para a agricultura</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/estrategia-agua-que-une-vai-precisar-de-5000-milhoes-ate-2030-e-quer-destinar-mais-30-de-agua-para-a-agricultura.html" title="Estratégia “Água que Une” vai precisar de 5000 milhões até 2030 e quer destinar mais 30% de água para a agricultura"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estrategia-agua-que-une-vai-precisar-de-5000-milhoes-ate-2030-e-quer-destinar-mais-30-de-agua-para-a-agricultura-1741636410724_320.jpg" alt="Estratégia “Água que Une” vai precisar de 5000 milhões até 2030 e quer destinar mais 30% de água para a agricultura"></a></article></aside><p>Uma <strong>estratégia com um horizonte temporal de oito anos - até 2034 - que “surge de uma tragédia coletiva</strong> que marcou profundamente o país” entre finais de janeiro e início de fevereiro de 2026, lembrou Luís Montenegro. Uma sucessão de fenómenos meteorológicos extremos atingiu Portugal continental com intensidade e duração excecionais. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/governo-adapta-o-prtt-a-estrategia-agua-que-une-e-chama-macario-correia-para-liderar-a-nova-empresa-aqua-s-a-1777588888516.jpg" data-image="9z0ge15cwcnf" alt="Sistema de rega" title="Sistema de rega"><figcaption>A nova empresa AQUA - Gestão Ambiental de Recursos Hídricos, S. A. vai poder executar e coordenar a política hídrica e de resiliência climática prevista na estratégia «Água que Une».</figcaption></figure><p>As intempéries provocaram a <strong>perda de vidas humanas, danos extensos em infraestruturas vitais e ecossistemas naturais</strong>, bem como a destruição de milhares de habitações e a perturbação de múltiplos setores da atividade económica.</p><h2> 500 milhões de prejuízos na agricultura</h2><p>Entre esses setores, está a <strong>agricultura, as florestas e as pescas e aquacultura. Só o setor agrícola declarou cerca de 500 milhões de euros de prejuízos </strong>provocados pelas depressões <em>Kristin</em>, Leonardo e Marta. </p><p>Três meses depois, o <strong>Governo apresentou o PTRR como sendo um conjunto de medidas </strong>para promover a transição para sistemas de produção sustentáveis e resilientes, integrando práticas agronómicas adaptadas às alterações climáticas com tecnologias avançadas. </p><p>O <strong>PTRR prevê ações dos setores público - Estado, regiões e municípios - privado e social</strong>, a concretizar num horizonte de nove anos, dividido entre o curto, médio e longo prazo. </p><h2>PTRR: 22,6 mil milhões de euros até 2024</h2><p>Este Plano mobiliza um <strong>montante global de 22,6 mil milhões de euros, entre fundos públicos nacionais (37%), financiamento privado (34%</strong>) e fundos europeus (19%). Tem como objetivo ser executado nos próximos oito anos - até 2034.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="758496" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ministro-da-agricultura-visita-pombal-apos-a-tempestade-kristin-ha-40-milhoes-do-prr-para-recuperar-a-floresta.html" title="Ministro da Agricultura visita Pombal após a tempestade Kristin. Há 40 milhões do PRR para recuperar a floresta">Ministro da Agricultura visita Pombal após a tempestade Kristin. Há 40 milhões do PRR para recuperar a floresta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ministro-da-agricultura-visita-pombal-apos-a-tempestade-kristin-ha-40-milhoes-do-prr-para-recuperar-a-floresta.html" title="Ministro da Agricultura visita Pombal após a tempestade Kristin. Há 40 milhões do PRR para recuperar a floresta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ministro-da-agricultura-visita-pombal-apos-a-tempestade-kristin-ha-40-milhoes-do-prr-para-recuperar-a-floresta-1773261031940_320.jpg" alt="Ministro da Agricultura visita Pombal após a tempestade Kristin. Há 40 milhões do PRR para recuperar a floresta"></a></article></aside><p>As medidas e <strong>ações do PTRR estão organizadas em três pilares e 15 domínios</strong>:</p><p><strong>I.</strong> Recuperar - <strong>dezenas ações de reconstrução e de apoios às pessoas, empresas e instituições sociais</strong> face aos prejuízos de 5,3 mil milhões euros causados pelas tempestades de janeiro-fevereiro de 2026, em infraestruturas, equipamentos públicos, capacidade produtiva, habitações e ativos naturais. Incluem-se medidas já em execução desde fevereiro, e outras a concretizar no curto prazo; </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/governo-adapta-o-prtt-a-estrategia-agua-que-une-e-chama-macario-correia-para-liderar-a-nova-empresa-aqua-s-a-1777588980932.jpg" data-image="n7v6d9jcv8ud" alt="Barragem" title="Barragem"><figcaption>O PTRR tem um horizonte temporal de oito anos - até 2034 - e “surge de uma tragédia coletiva que marcou profundamente o país” entre finais de janeiro e início de fevereiro de 2026.</figcaption></figure><p><strong>II.</strong> Proteger - <strong>61 reformas e investimentos que robustecem e tornam mais resilientes perante eventos extremos, as comunidades, os territórios, as empresas</strong>, as infraestruturas, os equipamentos e as redes de serviços essenciais (energia, comunicações, água) e a floresta, num montante global de cerca de 15 mil milhões de euros, distribuído entre curto, médio e longo prazo; </p><p><strong>III. </strong>Responder - <strong>24 de reformas e investimentos para melhorar a resposta de emergência e apoios perante catástrofes</strong> e alterar o modelo de cobertura de riscos, atuando ao nível das pessoas, das comunicações e das infraestruturas, com <strong>investimentos previstos de 2,3 mil milhões de euros</strong>, a desenvolver sobretudo no médio prazo. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>No domínio da agricultura, foi anunciada a construção de barragens consideradas “estruturantes”, assim como “centenas de charcas e pequenos aproveitamentos hidroagrícolas” no âmbito da estratégia “Água que Une”, que já tinha sido apresentado pelo Governo em 10 de março de 2025. Outra das medidas passa pela criação de “reservas estratégicas, silos alimentares e rede de frio”. Está igualmente prevista a “defesa costeira contra a erosão e criação de um sistema de radares oceânicos”, assim como, da área florestal, a “redução estrutural da carga combustível nas florestas e proteção das aldeias”.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A <strong>Confederação Nacional da Agricultura (CNA) já veio alertar</strong> que os números revelados pelo ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, na Assembleia da República, a 15 de abril, sobre <strong>valores já recebidos ou em candidatura, “estão muito aquém da real dimensão dos prejuízos</strong> e da resposta necessária”. </p><h2>Baixo número de candidaturas aos apoios</h2><p>E a CNA avisa que o motivo que justifica esse baixo número de candidaturas “não é o desinteresse dos agricultores”, mas sim “o <strong>desajustamento das medidas e as exclusões que determinam</strong>”.</p><p>“Muitos agricultores com <strong>culturas destruídas, de milho ou hortícolas</strong>, por exemplo, são obrigados a candidatar-se ao ‘Restabelecimento do Potencial Produtivo’, a medida C.4.1.3. do PEPAC - Plano Estratégico da Política Agrícola Comum 2023-2027”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763728" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-do-politecnico-de-leiria-estudam-as-sequelas-da-tempestade-kristin-na-populacao.html" title="Investigadores do Politécnico de Leiria estudam as sequelas da tempestade Kristin na população">Investigadores do Politécnico de Leiria estudam as sequelas da tempestade Kristin na população</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-do-politecnico-de-leiria-estudam-as-sequelas-da-tempestade-kristin-na-populacao.html" title="Investigadores do Politécnico de Leiria estudam as sequelas da tempestade Kristin na população"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-do-politecnico-de-leiria-estudam-as-sequelas-da-tempestade-kristin-na-populacao-1776084926914_320.jpg" alt="Investigadores do Politécnico de Leiria estudam as sequelas da tempestade Kristin na população"></a></article></aside><p>O problema, diz a CNA, é que <strong>muitos agricultores “não se enquadram nos critérios de elegibilidade”, como, por exemplo, o terem prejuízos superiores a 30% da sua capacidade produtiva</strong> e acima dos 5.000 euros. </p><p>E, por essa razão, “<strong>ficam sem qualquer apoio”, o que é uma “situação injusta</strong>”, que deve ser “rapidamente corrigida, com a inclusão destas culturas na ajuda simplificada”.</p><p>Também o <strong>presidente da CAP - Confederação dos Agricultores de Portugal mostrou insatisfação</strong>, numa entrevista à rádio Observador na última segunda-feira, 27 de abril.</p><p>Álvaro Mendonça e Moura foi taxativo, dizendo que "nós [CAP] <strong>passámos de uma situação no mundo agrícola e florestal de alguma perplexidade em relação à não atuação do Governo</strong>, para uma situação de profundo descontentamento que começa a chegar ao nível da revolta".</p><p>O presidente da CAP explicou que <strong>em Portugal "tivemos um fenómeno climático extremo, que o próprio Governo reconhece como sendo extremo</strong> e, até hoje, no terreno, segundo declarações do Ministro da Agricultura há dias no Parlamento, o que <strong>chegaram foi 3,3 milhões de euros para pessoas que perderam tudo</strong>" e quando os prejuízos foram contabilizados em centenas de milhões de euros. (...) Não se percebe".</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/governo-adapta-o-prtt-a-estrategia-agua-que-une-e-chama-macario-correia-para-liderar-a-nova-empresa-aqua-s-a.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quer tomates com sabor a tomate? Siga estes conselhos antes de colocar as mãos na terra]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/quer-tomates-com-sabor-a-tomate-siga-estes-conselhos-antes-de-colocar-as-maos-na-terra.html</link><pubDate>Thu, 30 Apr 2026 17:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Deseja cultivar tomates com sabor autêntico na sua horta ou jardim? Siga os conselhos dos peritos para desfrutar de uma colheita abundante e suculenta para adicionar às suas saladas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/quer-tomates-com-sabor-a-tomate-siga-estes-conselhos-antes-de-colocar-as-maos-na-terra-1777564010823.jpg" data-image="c8fo2l2ll437"><figcaption> Observe atentamente a cor das folhas da planta do tomateiro. Se estiverem amareladas ou murchas, não é bom sinal...</figcaption></figure><p>Os tomates são ricos em vitaminas C, A e K, antioxidantes como o licopeno e fibras. <strong>Ajudam a proteger o coração, reduzem inflamações, melhoram a saúde da pele e fortalecem o sistema imunitário</strong>. Contribuem para a prevenção de alguns cancros e promovem uma digestão mais saudável.</p><p>Possuem um <strong>reduzido teor calórico, hidratam e constituem um alimento versátil para a alimentação do dia-a-dia</strong>. Além disto, são um fruto famoso por ajudar no controlo do peso, muito utilizado por quem quer manter ou perder peso. Entre as variedades mais conhecidas deste fruto estão o <strong>tomate chucha, tomate cereja, tomate maçã ou coração de boi</strong>.</p><h2>Regar em excesso no final da estação leva a frutos sem sabor</h2><p>A frequência da rega da planta do tomate depende das condições locais e da fase da estação. Se o tomateiro estiver a ser plantado a partir das sementes, a fase inicial precisa de regas frequentes e superficiais, para manter a superfície ligeiramente húmida. <strong>Se não fizer uma rega frequente no início, “(...) forma-se uma crosta e as pequenas plântulas não conseguem atravessá-la”</strong>, refere <strong>Brenna Aegerter</strong>, consultora agrícola da Cooperative Extension Farm da Universidade da Califórnia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quer-tomates-com-sabor-a-tomate-siga-estes-conselhos-antes-de-colocar-as-maos-na-terra-1777564084683.jpg" data-image="kzcn1x23m7c5"><figcaption>Promova uma rega adequada do tomateiro.</figcaption></figure><p>Assim que as plantas estiverem bem enraizadas, <strong>o ideal é regar com menos frequência, mas em profundidade</strong>, para manter o solo uniformemente húmido, sem ficar encharcado.</p><p><strong>Joe Masabni</strong>, professor e especialista em horticultura no Texas A&M AgriLife Research and Extension Center, salienta o cuidado a ter no final da estação com a eventualidade de uma rega excessiva: <strong>os frutos podem ganhar um sabor insípido e uma textura mole</strong>. Para aprimorar o sabor, Masabni recomenda regar em profundidade uma vez por semana, mesmo que a planta pareça stressada ou o solo esteja seco.</p><h2>Folhas amareladas ou murchas na parte inferior do tomateiro são sintoma de doença</h2><p>Quando as folhas não se mantêm verdes ao longo da estação, são sinal de que uma <strong>doença estará a instalar-se no tomateiro (míldio e murcha de verticílio entre as mais comuns)</strong>. As plantas dos tomateiros devem estar <strong>verdes desde o solo até ao topo</strong> durante toda a estação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quer-tomates-com-sabor-a-tomate-siga-estes-conselhos-antes-de-colocar-as-maos-na-terra-1777563937156.jpg" data-image="y3efhfvohnk0"><figcaption> Não tem de esperar que o tomate fique completamente vermelho para o colher. O fruto atinge a maturidade fisiológica assim que está verde com um ligeiro tom rosado.</figcaption></figure><p>Para evitar o aparecimento e espalhamento das doenças que danificam a planta do tomateiro, Masabni recomenda uma <strong>pulverização regular com produtos orgânicos</strong>.</p><p>O perito em horticultura enfatiza que <strong>essa pulverização depende das condições climáticas do local em que reside</strong>. Se residir numa zona mais seca basta aplicar a cada duas semanas ou dez dias. Mas se vive numa zona chuvosa e húmida, a pulverização deve ser mais frequente, de cinco em cinco ou de sete em sete dias.</p><h2>Não tem de esperar até que o tomate esteja completamente vermelho</h2><p>Segundo Masabni, a investigação científica já foi capaz de comprovar que <strong>“assim que o fruto atinge a maturidade fisiológica, ou seja, quando está verde com um ligeiro tom rosado, já pode ser colhido”</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="642679" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/incrivel-na-islandia-estao-a-cultivar-tomates-e-bananas-agricultura.html" title="Incrível! Na Islândia estão a cultivar tomates e... bananas!">Incrível! Na Islândia estão a cultivar tomates e... bananas!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/incrivel-na-islandia-estao-a-cultivar-tomates-e-bananas-agricultura.html" title="Incrível! Na Islândia estão a cultivar tomates e... bananas!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/incroyable-en-islande-ils-font-pousser-des-tomates-et-des-bananes-agriculture-geothermie-environnement-1707045728517_320.jpeg" alt="Incrível! Na Islândia estão a cultivar tomates e... bananas!"></a></article></aside><p>“O sabor e o perfil nutricional são os mesmos que se o deixasse amadurecer até ficar vermelho na planta”. Porém, preste atenção: <strong>espere sempre que o tom rosado apareça nos tomates antes de os colher</strong>, pois os tomates totalmente verdes não amadurecem adequadamente depois de serem colhidos.</p><h2>A poda, a sucção e o espaçamento corretos aumentam o rendimento das plantas</h2><p>Masabni realça o cuidado a ter com demasiado espaço entre os tomateiros, recomendando que as plante a 60 cm de distância umas das outras. <strong>Uma poda regular das folhas inferiores faz com que obtenha mais plantas por espaço e promove uma boa circulação do ar</strong>. Para tal comece por:</p><ul><li><strong>Remover</strong> <strong>os primeiros quatro a sete ramos laterais </strong>abaixo do primeiro cacho de flores.</li><li>Surgem frequentemente num ângulo de 45 graus, absorvendo água e nutrientes e <strong>demoram muito tempo a produzir frutos, retirando energia </strong>aos ramos produtivos que dão frutos.</li><li><strong>Remova os ramos sem flores na parte inferior da planta e as folhas doentes</strong>.</li><li>Os níveis de humidade noturnos começam a aumentar no fim da época da colheita. Quando faltarem três semana a um mês para essa altura, considere <strong>cortar a parte superior das plantas</strong>.</li></ul><p>Quando ocorre um aumento da humidade noturna, esta tende a provocar um aborto das flores. Masabni explica que “ao remover os ramos e folhas mais altos, <strong>a energia alimentar que a planta produz vai ajudar os frutos existentes a ficarem maiores e mais saborosos</strong>, em vez de ir para as flores mais jovens que podem nunca se desenvolver”.</p><h2>Cascas de ovo podem prevenir a deficiência de cálcio</h2><p><strong>Os tomates podem sofrer de podridão apical, causada por uma deficiência de cálcio no solo</strong>. Para evitar que os tomates fiquem impróprios para consumo, Masabni recomenda guardar as cascas de ovo. “Seque-as, triture-as e coloque o equivalente em pó de uma casca de ovo por planta no fundo do buraco que cavar para a planta”, afirma o perito.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quer-tomates-com-sabor-a-tomate-siga-estes-conselhos-antes-de-colocar-as-maos-na-terra-1777563706327.jpg" data-image="lqdv38hg9p6u"><figcaption>Cascas de ovo reforçam eventuais deficiências de cálcio no solo, que são absorvidas pelas raízes da planta do tomateiro. </figcaption></figure><p><strong>As raízes da planta absorvem o cálcio dissolvido</strong>. Como alternativa, dissolva as cascas de ovo em vinagre e verta a mistura no solo uma ou duas semanas após o transplante, para um <strong>reforço instantâneo de cálcio</strong>.</p><h2>Não faça rotação de tomates com outras solanáceas</h2><p>Seja prudente quanto à rotação de culturas e ao <strong>plantio de tomates ao lado ou após outras plantas</strong> da família das solanáceas, como <strong>beringelas, pimentos ou batatas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="733605" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-americanos-criam-tomate-inteligente-que-muda-de-cor-para-alertar-da-falta-de-nutrientes-no-solo.html" title="Investigadores americanos criam tomate “inteligente” que muda de cor para alertar da falta de nutrientes no solo">Investigadores americanos criam tomate “inteligente” que muda de cor para alertar da falta de nutrientes no solo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-americanos-criam-tomate-inteligente-que-muda-de-cor-para-alertar-da-falta-de-nutrientes-no-solo.html" title="Investigadores americanos criam tomate “inteligente” que muda de cor para alertar da falta de nutrientes no solo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-americanos-criam-tomate-inteligente-que-muda-de-cor-para-alertar-da-falta-de-nutrientes-no-solo-1760099339354_320.jpg" alt="Investigadores americanos criam tomate “inteligente” que muda de cor para alertar da falta de nutrientes no solo"></a></article></aside><p>Brenna Aegerter refere que estas plantas são frequentemente suscetíveis às mesmas doenças e que por isso <strong>é melhor escolher plantar os tomateiros ao lado de plantas da família da mostarda ou da alface</strong>. Ainda assim, explica a especialista, “isso não significa que não existam algumas doenças que se transmitam entre famílias, mas é menos provável”.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.medis.pt/mais-medis/dieta-e-nutricao/beneficios-do-tomate-porque-o-deve-mesmo-consumir/" target="_blank">Benefícios do tomate: porque o deve mesmo consumir?</a> Médis.pt. 11 de junho de 2019.</em></p><p><em><a href="https://www.thespruce.com/things-to-know-before-growing-tomatoes-11951270" target="_blank">Pro Gardeners Share 6 Lessons They Learned the Hard Way When Growing Tomatoes for the First Time</a>. Gemma Johnstone. 24 de abril de 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/quer-tomates-com-sabor-a-tomate-siga-estes-conselhos-antes-de-colocar-as-maos-na-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A vida invisível que habita na fossa de Atacama]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-vida-invisivel-que-habita-na-fossa-de-atacama.html</link><pubDate>Thu, 30 Apr 2026 16:57:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um grupo de cientista descobriu, nas profundezas da fossa de Atacama, microrganismos que sobrevivem sem luz solar, sustentados por reações químicas baseadas em compostos de enxofre, desafiando os limites da vida.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-vida-invisivel-que-habita-na-fossa-de-atacama-1777506343120.jpg" data-image="1k1vpcocvsp8" alt="Pepino do mar" title="Pepino do mar"><figcaption>Oceanógrafos descem até 8 quilómetros de profundidade na Fossa de Atacama, onde encontram Holotúrias, uma espécie de pepino do mar. Fonte: BBC</figcaption></figure><p>Nas regiões mais profundas do oceano, onde a <strong>luz solar não penetra e a pressão é esmagadora</strong>, a vida parece improvável.</p><p>No entanto, <strong>a fossa de Atacama, localizada no oceano Pacífico</strong> ao largo do Chile, revela precisamente o contrário.</p><p>Este ambiente extremo, que <strong>ultrapassa vários milhares de metros de profundidade</strong>, continua a surpreender a ciência ao demonstrar que a vida consegue adaptar-se a condições aparentemente inóspitas.</p><h2>Uma descoberta científica inesperada</h2><p>Uma recente investigação, publicada na revista <em>Nature</em>, trouxe à luz um ecossistema microbiano singular que vive nos <strong>sedimentos marinhos</strong> desta região.</p><p>Os cientistas identificaram <strong>comunidades de microrganismos que prosperam sem depender da luz sola</strong>r, baseando o seu metabolismo em reações químicas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="734048" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-1-600-metros-de-profundidade-os-cientistas-tentam-abrir-a-porta-para-o-lado-oculto-do-universo.html" title="A 1600 metros de profundidade, os cientistas tentam abrir a porta para o lado oculto do universo">A 1600 metros de profundidade, os cientistas tentam abrir a porta para o lado oculto do universo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-1-600-metros-de-profundidade-os-cientistas-tentam-abrir-a-porta-para-o-lado-oculto-do-universo.html" title="A 1600 metros de profundidade, os cientistas tentam abrir a porta para o lado oculto do universo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-1-600-metros-bajo-tierra-cientificos-intentan-abrir-la-puerta-al-lado-oculto-del-universo-1760286530691_320.jpg" alt="A 1600 metros de profundidade, os cientistas tentam abrir a porta para o lado oculto do universo"></a></article></aside><p>A descoberta ocorreu numa área conhecida como “<em>cold seep</em>”, onde <strong>gases e fluidos emergem lentamente do subsolo oceânico</strong>, criando condições únicas para o desenvolvimento de vida.</p><h2>O papel central do enxofre</h2><p>Ao contrário da maioria dos ecossistemas da Terra, que dependem da fotossíntese, estas <strong>comunidades vivem graças ao ciclo do enxofre</strong>.</p><p>Na superfície dos sedimentos, os <strong>microrganismos oxidam os compostos de enxofre para obter energia</strong>.</p><p>Já nas camadas mais profundas, outros organismos reduzem sulfatos, completando um ciclo químico essencial para a sobrevivência do ecossistema. Este <strong>processo substitui o papel da luz solar como fonte primária de energia</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Um dos aspetos mais intrigantes desta descoberta é a ausência quase total de metano. Em muitos ambientes semelhantes, este gás desempenha um papel fundamental como fonte de energia para microrganismos especializados. </strong>Segundo os cientistas chilenos Ulloa e Escribano</div><h2>Diversidade escondida no fundo do mar</h2><p>A análise genética das amostras recolhidas revelou uma <strong>diversidade surpreendente de vida microbiana</strong>.</p><p>Estes organismos participam em ciclos biogeoquímicos essenciais, envolvendo <strong>não apenas o enxofre, mas também o carbono e o azoto</strong>.</p><p>Além disso, <strong>foram identificadas relações simbióticas com organismos mais complexos</strong>, como alguns moluscos, que dependem destas bactérias para sobreviver em condições tão extremas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-vida-invisivel-que-habita-na-fossa-de-atacama-1777505980505.jpg" data-image="0f98mx4sm66w" alt="Mapa batimetrico" title="Mapa batimetrico"><figcaption>Mapa batimétrico com a localização dos pontos de amostragem ao longo do eixo da Fossa de Atacama. Fonte: SINC</figcaption></figure><p>Esta descoberta não é relevante apenas para a biologia marinha. Ambientes como o da fossa de Atacama são <strong>considerados análogos de possíveis habitats fora da Terra</strong>.</p><p>Os oceanos subterrâneos em luas geladas do Sistema Solar podem apresentar condições semelhantes, sem luz mas com fontes de energia química. Assim, <strong>compreender estes ecossistemas pode ajudar a orientar a procura de vida extraterrestre</strong>.</p><h2>A surpreendente resiliência da vida</h2><p>No fundo, este estudo reforça uma ideia fundamental, <strong>a vida é extraordinariamente adaptável</strong>.</p><p>Mesmo nos ambientes mais extremos do planeta, onde a energia solar está ausente, <strong>os organismos conseguem encontrar alternativas para sobreviver</strong>.</p><p>A fossa de Atacama torna-se, assim, mais do que um local remoto, é um <strong>laboratório natural que desafia os limites</strong> do que consideramos possível para a vida.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em>Arribas Tiemblo, M., Azua-Bustos, A., Sánchez-España, J. et al. "<a href="https://doi.org/10.1038/s41467-026-70869-3" target="_blank">Carbon, nitrogen, and sulfur cycling unveil deep-sea microbial niches in the Atacama Trench.</a>" Nat Commun (2026). </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-vida-invisivel-que-habita-na-fossa-de-atacama.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Adeus ao tempo ameno: uma massa de ar polar vai invadir a Europa entre 2 e 5 de maio]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/adeus-ao-tempo-ameno-uma-massa-de-ar-polar-vai-invadir-a-europa-entre-2-e-5-de-maio.html</link><pubDate>Thu, 30 Apr 2026 14:29:54 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A aproximação de uma massa de ar polar a Portugal Continental irá contribuir para uma descida dos termómetros, especialmente no Norte e Centro do país.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa7ldly"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa7ldly.jpg" id="xa7ldly"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Não só de chuva será constituído o padrão atmosférico em Portugal nos próximos dias. Também<strong> as temperaturas vão diminuir</strong>, ainda mais, visto que já denotamos uma descida das mesmas nos últimos dias, principalmente no Norte e Centro do país.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Esta descida dos termómetros deve-se à aproximação de uma massa de ar polar, que contribuirá também para uma <strong>inversão das anomalias térmicas</strong> em boa parte do território continental.</p><h2>Até sábado, as temperaturas podem registar altos e baixos</h2><p>O dia de hoje, quinta-feira, 30 de abril, amanheceu cinzento em boa parte do país, e com temperaturas mais frescas no Norte e Centro, sendo esperadas <strong>máximas entre os 16 ºC em Leiria e os 22 ºC em Lisboa e Beja</strong>. Ainda assim, os mapas de anomalia, mostram anomalias positivas no Norte do país, indicando valores acima da média, negativas no Centro, indicando valores abaixo da média e mostra-nos uma região Sul dividida entre valores abaixo da média no Barlavento Algarvio e valores acima da média no Baixo Alentejo (junto à faixa interior). A restante região regista valores dentro do esperado para a época do ano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/adeus-ao-clima-morno-uma-massa-de-ar-polar-vai-invadir-a-europa-entre-4-e-7-de-maio-1777551081540.png" data-image="jb1nqu7ssn6d" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Sexta-feira, dia 1 de maio, as temperaturas máximas poderão ser bastante agradáveis em boa parte do país.</figcaption></figure><p>Para amanhã,<strong> sexta-feira</strong>, espera-se uma <strong>subida dos valores</strong>, esperando-se uma variação entre os 16 ºC em Viana do Castelo e os 25 ºC em Évora. Assim, as anomalias térmicas para o momento em que se registam as temperaturas mais elevadas do dia, mostram-se positivas em praticamente todo o território, com exceção da faixa litoral Norte e Centro que apresenta valores dentro do expectável, e com exceção do Barlavento Algarvio e uma parte da Costa Vicentina que mostram valores abaixo da normal climatológica.</p><h2>A descida das temperaturas começa a denotar-se no sábado, dia 2</h2><p>Para o próximo sábado, esperam-se temperaturas máximas entre os 15 ºC na Guarda e os 22 ºC em Beja e Lisboa, resultando num <strong>mapa de anomalias térmicas negativas em vários locais das regiões Norte e Centro</strong>. No domingo, dia 3, esta tendência intensifica-se, sendo esperadas <strong>anomalias térmicas negativas em todo o país</strong>, com valores de temperatura máxima esperados entre os 14 ºC na Guarda e os 22 ºC em Lisboa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/adeus-ao-clima-morno-uma-massa-de-ar-polar-vai-invadir-a-europa-entre-4-e-7-de-maio-1777550301500.png" data-image="lkdp84xaag6d" alt="anomalia térmica negativa a azul; nula a branco; positiva a vermelho" title="anomalia térmica negativa a azul; nula a branco; positiva a vermelho"><figcaption>Na segunda-feira, dia 4 de maio, esperam-se valores de anomalia térmica negativos em boa parte do continente português.</figcaption></figure><p>No arranque da próxima semana, <strong>dia 4, as temperaturas deverão continuar a descer de forma gradual</strong>, esperando-se valores máximos entre os 13 ºC na Guarda e os 22 ºC em Lisboa. Como podemos observar no mapa acima, as anomalias térmicas negativas deverão cobrir toda a geografia continental, com valores até 6 ºC abaixo da média. Apenas uma parte do Sotavento Algarvio poderá registar valores acima da média.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766554" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-veja-como-vai-chover-em-portugal-entre-4-e-10-de-maio.html" title="Previsão de precipitação a médio prazo: veja como vai chover em Portugal entre 4 e 10 de maio">Previsão de precipitação a médio prazo: veja como vai chover em Portugal entre 4 e 10 de maio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-veja-como-vai-chover-em-portugal-entre-4-e-10-de-maio.html" title="Previsão de precipitação a médio prazo: veja como vai chover em Portugal entre 4 e 10 de maio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-veja-como-vai-chover-em-portugal-entre-4-e-10-de-maio-1777549066833_320.jpg" alt="Previsão de precipitação a médio prazo: veja como vai chover em Portugal entre 4 e 10 de maio"></a></article></aside><p>Os nossos mapas indicam que <strong>na terça-feira, dia 5, já se poderá dar uma ligeira recuperação das temperaturas máximas</strong>, sendo esperados valores entre os 14 ºC na Guarda e os 24ºC em Faro, resultando num mapa de anomalias térmicas mais suavizado quanto aos valores abaixo da média. Ou seja, <strong>esperam-se valores abaixo da média, até 3 ºC, essencialmente no Norte e Centro do país</strong>.</p><p>Ao que tudo indica, <strong>nos dias seguintes, a tendência será de subida</strong>, denotando-se com maior expressão na quinta-feira, dia 7, onde vários locais do Centro e Sul do país podem registar até 26 ºC. Ainda assim, espera-se uma nova descida dos valores no dia 8.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/adeus-ao-tempo-ameno-uma-massa-de-ar-polar-vai-invadir-a-europa-entre-2-e-5-de-maio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Radici é a nova plataforma que ajuda a escolher árvores certas para cada freguesia do país]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/radici-e-a-nova-plataforma-que-ajuda-a-escolher-arvores-certas-para-cada-territorio-do-pais.html</link><pubDate>Thu, 30 Apr 2026 14:25:59 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Ferramenta digital de acesso livre orienta cidadãos, empresas e autarquias na seleção de espécies mais adequadas a cada região, contribuindo para paisagens mais sustentáveis e preparadas para eventos climáticos extremos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/radici-e-a-nova-plataforma-que-ajuda-a-escolher-arvores-certas-para-cada-territorio-do-pais-1777553660341.jpg" data-image="ejpb3saabn2b" alt="árvore vista de baixo para cima" title="árvore vista de baixo para cima"><figcaption>Radici é uma plataforma digital que orienta a escolha de espécies nativas, ajudando a criar áreas mais preparadas para eventos climáticos extremos. Foto: rk.kuva via Pixinio</figcaption></figure><p>Escolher uma árvore para plantar no jardim ou num terreno pode parecer uma decisão simples, mas tem implicações profundas na forma como as paisagens resistem às mudanças climáticas. </p><p>Foi a partir desta constatação que surgiu a <strong>Radici</strong>, uma nova plataforma digital criada pela consultora NBI, Natural Business Intelligence. De acesso livre, a ferramenta foi desenvolvida para apoiar <strong>empresas</strong>, <strong>autarquias</strong>, <strong>associações </strong>e <strong>cidadãos </strong>na seleção das espécies mais adequadas a cada região.</p><p>A ideia de construir uma aplicação com estas funcionalidades nasceu logo após as recentes depressões que atingiram o país. As sucessivas tempestades expuseram fragilidades difíceis de ignorar. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Cheias, deslizamentos e danos em infraestruturas revelaram um problema estrutural que vai além da intensidade dos fenómenos meteorológicos. Em muitos casos, a forma como o território foi ocupado e arborizado contribuiu para agravar os impactos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Plantar sem critério deixou, portanto, de ser apenas uma má prática. Pode representar um risco acrescido. A <strong>escolha inadequada de espécies</strong> compromete a estabilidade do solo, reduz a capacidade de resposta a eventos extremos e aumenta a vulnerabilidade das comunidades.</p><h2>Uma ferramenta pensada para prevenir riscos</h2><p>Três meses depois desse período marcado por tempestades, nasce a Radici. A plataforma parte do princípio de que <strong>escolher a espécie certa para o local certo é estratégico</strong>. Árvores e arbustos adaptados ao clima e ao tipo de solo desempenham um papel determinante na proteção do território.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Entre os principais benefícios está a capacidade de fixação do solo, que ajuda a prevenir deslizamentos. A presença de espécies adequadas contribui também para a regulação da água, reduzindo o risco de cheias. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Em cenários de seca ou incêndio, a resistência natural de determinadas plantas pode fazer a diferença na preservação dos ecossistemas. O nome escolhido reflete essa visão. </p><p>Radici, raiz em latim, é o primeiro elemento a estabelecer ligação com o solo e garantir a estabilidade de toda a estrutura. Recuperar territórios a partir deste princípio implica <strong>valorizar o que é local e autóctone</strong>, respeitando as características naturais de cada região.</p><h2>Informação acessível para decisões mais eficazes</h2><p>Um dos elementos centrais da plataforma é a <strong>avaliação da resistência das espécies</strong> face a fenómenos extremos. Utilizando um sistema intuitivo, os utilizadores podem perceber até que ponto uma determinada árvore está preparada para enfrentar condições adversas como <strong>ventos fortes</strong>, períodos prolongados de <strong>seca</strong> ou <strong>incêndios</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/radici-e-a-nova-plataforma-que-ajuda-a-escolher-arvores-certas-para-cada-territorio-do-pais-1777553769886.jpg" data-image="dno6kipyqpb9" alt="Plataforma Radici" title="Plataforma Radici"><figcaption>A plataforma fornece um quadro com mapas, dados e gráficos, complementando a informação com descrições sobre habitats ou espécies semelhantes. Imagem: Radici</figcaption></figure><p>O funcionamento é simples, bastando selecionar a <strong>localização</strong> pretendida – <strong>distrito</strong>, <strong>concelho</strong> e <strong>freguesia</strong> – para obter os resultados. A plataforma apresenta as espécies autóctones disponíveis e disponibiliza informação detalhada sobre as suas características ecológicas. Cada opção inclui uma indicação do grau de adequação ao território escolhido, permitindo aprofundar a análise.</p><div class="texto-destacado"><strong>“Temos o conhecimento e sentimos a responsabilidade de partilhar este conhecimento. A Radici é a nossa forma de contribuir para que todos tenham acesso – de um decisor público a um cidadão – à informação necessária para tomar decisões fundamentadas sobre o que plantar em determinada localização, cuidando melhor do território e reforçando a sua resiliência.”</strong> <br>Nuno Gaspar de Oliveira, CEO da NBI.</div><p>Esta abordagem, segundo os seus autores, contribui para <strong>reduzir erros comuns</strong> e evita o desperdício de recursos. Ao facilitar o acesso a dados técnicos, a Radici transforma informação complexa em conhecimento prático e aplicável. O resultado traduz-se em intervenções mais eficientes e com <strong>maior probabilidade de sucesso</strong> a longo prazo.</p><h2>Aplicações que vão do público ao privado</h2><p>A utilidade da plataforma estende-se a diferentes áreas. No contexto público, pode apoiar a definição de <strong>estratégias municipais</strong> de arborização e planeamento de infraestruturas verdes. Também surge como uma ferramenta relevante na recuperação de <strong>áreas afetadas por incêndios ou tempestades</strong>, onde a escolha das espécies é determinante para a regeneração.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>No setor privado, a aplicação pode ser usada por proprietários de terrenos agrícolas ou florestais, assim como por cidadãos interessados em melhorar a gestão dos seus espaços verdes, sejam jardins, terrenos agrícolas ou florestais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A Radici pode funcionar também como suporte na elaboração de <strong>candidaturas a programas europeus</strong> ligados ao restauro da natureza. Iniciativas como a Estratégia Europeia para a Biodiversidade 2030 ou o Regulamento de Restauro da Natureza exigem planeamento rigoroso e fundamentado, algo que a plataforma procura facilitar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/radici-e-a-nova-plataforma-que-ajuda-a-escolher-arvores-certas-para-cada-territorio-do-pais-1777553851649.jpg" data-image="4dr6gvd9yxzg" alt="Floresta" title="Floresta"><figcaption>A ferramenta avalia a resiliência a fenómenos extremos, disponibilizando informação para apoiar decisões estratégicas na arborização de florestas, terrenos agrícolas, parques florestais ou jardins. Foto: Pixabay</figcaption></figure><p>Ao simplificar processos complexos, a Radici vem demonstrar que as decisões informadas já não são metas inatingíveis, mas ao alcance de todos. O combate e a mitigação das alterações climáticas exigem r<strong>espostas sustentadas na ciência </strong>e soluções deste tipo podem contribuir para territórios mais resilientes.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em><a href="https://nbi-tools.pt/" target="_blank">Radici</a> - Árvores e arbustos autóctones de Portugal Continental</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/radici-e-a-nova-plataforma-que-ajuda-a-escolher-arvores-certas-para-cada-territorio-do-pais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alfredo Graça avisa para um sábado com risco de trovoadas e salienta as regiões onde choverá mais]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-avisa-para-um-sabado-com-risco-de-trovoadas-e-salienta-as-regioes-onde-chovera-mais.html</link><pubDate>Thu, 30 Apr 2026 13:01:32 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O tempo no fim de semana prolongado de maio será condicionado pela presença de uma baixa pressão que trará aguaceiros, trovoadas e vento pontualmente forte. Saiba o dia mais crítico e quais as regiões mais afetadas em Portugal continental.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa7ljp2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa7ljp2.jpg" id="xa7ljp2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A estação da primavera é sinónimo de uma grande variabilidade de estados do tempo. A atmosfera apresenta-se muito dinâmica nesta época do ano nas nossas latitudes, fruto de um <strong>jato polar muito ondulante </strong>- pode ser entendido como o “maestro” que conduz/modula a “orquestra” - que acarreta a já mencionada volatilidade.</p><p>De momento, a leitura das cartas sinópticas ‘denuncia’ <strong>a presença de uma depressão fria</strong> (isolamento de um núcleo de ar frio em altitude) sobre o Atlântico, nas imediações dos Açores. Porém, entre hoje e sábado (2), irá interagir com o jato polar ondulante, sendo eventualmente reabsorvido pelo mesmo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-avisa-para-um-sabado-com-risco-de-trovoadas-e-salienta-as-regioes-onde-chovera-mais-1777552544897.png" data-image="ajegcjnuuyqh"><figcaption>Neste mapa de previsão para sábado, 2 de maio, às 07:00 da manhã, observa-se o sistema depressionário a perder organização, mas ainda muito ativo e a ser reabsorvido na corrente de jato polar.</figcaption></figure><p>Durante o período referido - alusivo aos próximos 2 a 3 dias - esta baixa pressão traduzir-se-á em instabilidade meteorológica à superfície. Na geografia de Portugal continental, os efeitos expectáveis deste sistema depressionário ativo e com certo grau de organização resultarão em <strong>altos e baixos térmicos, períodos de chuva ou aguaceiros, por vezes fortes e sob a forma de granizo, podendo ser acompanhados de trovoada</strong>.</p><p>A intensidade da precipitação, de carácter convectivo e geralmente intermitente, será variável, sendo também expectável uma distribuição pelo território bastante irregular. <strong>O tempo nem sempre estará húmido e instável, estando previsto uma alternância com períodos em que o céu estará somente nublado ou até mesmo com boas abertas</strong>, com o sol a espreitar timidamente.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>O contraste (gradiente térmico vertical) entre o calor diurno e o ar mais frio em altitude <strong>fomentará o risco de trovoadas, que poderão em ocasiões e de forma mais localizada, acompanhar a precipitação, especialmente no sábado, 2 de maio</strong>, tal como indicam os mapas de referência da Meteored. </p><h2>Sexta-feira muito nublada e com possibilidade de chuviscos em zonas de montanha</h2><p>Na sexta-feira 1 de maio - feriado do Dia do Trabalhador - prevê-se céu muito nublado de norte a sul de Portugal continental, com <strong>possibilidade de aguaceiros fracos e dispersos a partir da tarde em pontos do Norte e Centro, sendo mais prováveis nas áreas montanhosas dos distritos de Vila Real e Viseu</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-avisa-para-um-sabado-com-risco-de-trovoadas-e-salienta-as-regioes-onde-chovera-mais-1777553738104.png" data-image="kj6cricw2rr8"><figcaption>27 ºC previstos para locais do Baixo Alentejo amanhã - sexta-feira, 1 de maio e feriado do Dia do Trabalhador.</figcaption></figure><p>Espera-se ainda uma ligeira subida das temperaturas máximas. Os valores de máxima oscilarão desde 13 ºC nas montanhas do Alto Minho até 27 ºC no Baixo Alentejo. O vento soprará geralmente fraco do quadrante Oeste, aumentando temporariamente de intensidade durante a tarde. </p><h2>Sábado, 2 de maio, com agravamento do estado do tempo, especialmente nestas regiões</h2><p>Na madrugada de sábado (2) surgirão os primeiros aguaceiros, fracos e dispersos, gerados pela aproximação do referido centro de baixas pressões, traduzindo-se à superfície no interior das Regiões Norte e Centro e em particular nas áreas montanhosas. Já no período com luz solar, espera-se <strong>nevoeiro matinal em vários pontos do território, com grande destaque para o litoral Centro e Oeste e alguns locais do interior Norte e Centro</strong>. </p><p>Entretanto, com o passar das horas, o céu ora se apresentará parcialmente nublado, ora muito nublado e com ocorrência de precipitação. A referida baixa pressão estará às portas de Portugal continental por volta das 07:00/08:00 da manhã, e <strong>entre o meio da manhã e o meio-dia resultará em aguaceiros fracos a pontualmente moderados no litoral entre Caminha e Sesimbra</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-avisa-para-um-sabado-com-risco-de-trovoadas-e-salienta-as-regioes-onde-chovera-mais-1777553308018.png" data-image="7mqcn9dbzkrh"><figcaption>No sábado (2) prevê-se que a depressão seja reabsorvida na circulação principal, evoluindo para uma região mais alongada de baixas pressões e traduzindo-se à superfície em aguaceiros em várias regiões, podendo ser acompanhados de trovoada.</figcaption></figure><p>A partir do início da tarde e até às 21:00 <strong>a baixa descreverá uma trajetória sudoeste-nordeste, entranhando-se pelo interior do país</strong>, com a precipitação a surgir fraca a moderada em várias regiões a norte do Tejo, sendo pouco provável ou até mesmo inexistente a sul deste rio. <strong>Em algumas zonas do Norte, situadas nos distritos de Viana do Castelo, Braga e Bragança a precipitação será pontualmente forte</strong>, não se excluindo o risco de inundações localizadas.</p><p><strong>O extremo Norte</strong>, correspondente às localidades raianas que se estendem ao longo da fronteira norte com Espanha e abrangendo os distritos de Viana do Castelo, Braga, Vila Real e Bragança, <strong>será a última área do território a registar precipitação, prevendo-se que se dissipe por volta das 21:00/22:00</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766554" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-veja-como-vai-chover-em-portugal-entre-4-e-10-de-maio.html" title="Previsão de precipitação a médio prazo: veja como vai chover em Portugal entre 4 e 10 de maio">Previsão de precipitação a médio prazo: veja como vai chover em Portugal entre 4 e 10 de maio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-veja-como-vai-chover-em-portugal-entre-4-e-10-de-maio.html" title="Previsão de precipitação a médio prazo: veja como vai chover em Portugal entre 4 e 10 de maio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-veja-como-vai-chover-em-portugal-entre-4-e-10-de-maio-1777549066833_320.jpg" alt="Previsão de precipitação a médio prazo: veja como vai chover em Portugal entre 4 e 10 de maio"></a></article></aside><p>Em localidades pertencentes aos distritos de Aveiro, Viseu, Guarda e Vila Real, sobretudo as mais expostas e com maior altitude, a precipitação poderá temporariamente apresentar um carácter moderado a forte. Além disso, poderão surgir <strong>rajadas de até 50 km/h, especialmente nas terras altas do Norte e Centro</strong>. </p><h3>Onde serão mais prováveis as trovoadas de sábado?</h3><p>Quanto às trovoadas, o mapa baseado no modelo Europeu sugere que serão mais <strong>prováveis, frequentes e por vezes de forte intensidade no Nordeste Transmontano (distrito de Bragança) no período entre as 11:00 e as 17:00</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-avisa-para-um-sabado-com-risco-de-trovoadas-e-salienta-as-regioes-onde-chovera-mais-1777553060773.png" data-image="4kg92hgy8nna"><figcaption>Bragança, Vila Real e Guarda são alguns dos distritos mais expostos ao risco de trovoadas no sábado, 2 de maio.</figcaption></figure><p>Poderão surgir de forma fraca, dispersa e mais pontual em locais dos distritos de Braga, Vila Real e Guarda neste mesmo período.</p><h2>Chuva acumulada no sábado 2 e projeção do panorama meteorológico no Dia da Mãe, 3 de maio</h2><p>Por fim, importa perceber a distribuição pluviométrica e a quantidade de precipitação acumulada no episódio instável de sábado (2). <strong>O mapa prevê que os registos mais elevados ocorram nos distritos de Viana do Castelo, Braga e em alguns locais de Bragança (10 a 15 mm)</strong>. Nos restantes distritos onde choverá, a precipitação acumulada variará entre 1 e 10 mm. Somente em grande parte do distrito de Castelo Branco, em algumas zonas de Portalegre e Évora e na totalidade do Baixo Alentejo e Algarve é que não se vislumbra ocorrência de chuva.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-avisa-para-um-sabado-com-risco-de-trovoadas-e-salienta-as-regioes-onde-chovera-mais-1777553243156.png" data-image="0svh91rgo51q"><figcaption>Previsão da distribuição de chuva acumulada em Portugal continental até às 23:00 de sábado, 2 de maio.</figcaption></figure><p><strong>Mesmo dentro de um determinado distrito haverá uma distribuição muito desigual da precipitação entre locais próximos</strong>, típicos da trajetória errática deste tipo de baixas, que não só acrescenta uma elevada incerteza à previsão (pode sofrer ajustes de última hora), como também é significado de algo muito característico desta época do ano: <strong>pode “chover a cântaros” num lugar e noutro muito próximo “nem gota cair”</strong>.</p><p>No domingo (3) - Dia da Mãe- o centro de baixas pressões afasta-se, mas deixa para trás um ambiente ainda instável. Espera-se precipitação residual, menos organizada e mais dispersa, sendo mais provável nas áreas montanhosas do Norte e do Centro, e ainda um panorama com abertas ocasionais. As temperaturas deverão manter-se sem grandes variações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-avisa-para-um-sabado-com-risco-de-trovoadas-e-salienta-as-regioes-onde-chovera-mais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mudanças drásticas no tempo em Portugal: uma sucessão de padrões climáticos que trarão chuva]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-drasticas-no-tempo-em-portugal-uma-sucessao-de-padroes-climaticos-que-trarao-chuva.html</link><pubDate>Thu, 30 Apr 2026 12:31:17 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O estado do tempo em Portugal continental deverá voltar a mudar no fim de semana, com a aproximação de uma depressão atlântica. A instabilidade poderá prolongar-se no início de maio, antes de uma nova pausa e possível agravamento a partir do dia 8.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa7lfue"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa7lfue.jpg" id="xa7lfue"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><br>Entre esta quinta-feira, 30 de abril, e sexta-feira, 1 de maio, o tempo em Portugal continental deverá manter-se, em geral, seco. <strong>Hoje ainda poderá haver alguma precipitação residual muito fraca entre os distritos de Leiria, Coimbra, Aveiro, Porto, Braga e Viana do Castelo,</strong> mas com tendência para desaparecer rapidamente durante a noite. Na sexta-feira, as exceções deverão limitar-se a episódios muito fracos e dispersos nos distritos da Guarda e Vila Real durante a tarde.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>A<strong> maior mudança nesta primeira fase da previsão chegará no sábado, 2 de maio.</strong> Um centro de baixas pressões em desenvolvimento no Atlântico Norte, após interagir com diferentes massas de ar ao longo do seu percurso, deverá alcançar a costa oeste de Portugal e<strong> trazer precipitação ao Norte e ao Centro e região de Lisboa e Vale do Tejo.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-drasticas-no-tempo-em-portugal-uma-sucessao-de-padroes-climaticos-que-trarao-chuva-1777549421479.png" data-image="i8lk32de0b6z" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>Até sexta-feira, 1 de maio, o tempo deverá manter-se geralmente seco, mas no sábado uma depressão atlântica fará regressar a chuva ao Norte e Centro de Portugal.</figcaption></figure><p>Em alguns locais, a<strong> chuva poderá ser moderada e pontualmente forte, com destaque para o nordeste transmontano.</strong> Ao mesmo tempo, as temperaturas deverão descer, sobretudo no Norte e no Centro.</p><p>No domingo, 3 de maio, o tempo deverá continuar instável, com precipitação ainda mais provável nas regiões Norte e Centro e ambiente mais fresco nessas áreas.</p><h2>Dia 4 trará nova instabilidade e entrada de ar mais frio</h2><p>A primeira semana completa de maio começará sob influência de um novo rearranjo atmosférico. Para dia 4, os mapas sugerem uma <strong>zona de baixas pressões alongada sobre a Europa Ocidental,</strong> enquanto o anticiclone se posiciona mais a norte no Atlântico. <strong>Esta configuração favorece a descida de ar mais frio para latitudes portuguesas e deverá trazer nova instabilidade.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-drasticas-no-tempo-em-portugal-uma-sucessao-de-padroes-climaticos-que-trarao-chuva-1777549697371.jpg" data-image="csle8y93mend" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>No dia 4 de maio, uma zona de baixas pressões alongada sobre a Europa Ocidental deverá trazer alguma chuva a Portugal e uma descida das temperaturas, sobretudo no Norte e Centro.</figcaption></figure><p>O <strong>diagrama de regimes euro-atlânticos do ECMWF já sugeria uma semana marcada por transições rápidas na circulação atmosférica.</strong> Para os dias 4 e 5 destaca-se um sinal de <strong>NAO+</strong>, seguindo-se um dia sem regime bem definido e, depois, uma tendência para <strong>Dorsal Atlântica (ATR)</strong> nos dias 7 e 8. Esta alternância ajuda a explicar a sucessão de mudanças no estado do tempo, entre fases mais instáveis, pausas mais estáveis e novo agravamento no final do período. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-drasticas-no-tempo-em-portugal-uma-sucessao-de-padroes-climaticos-que-trarao-chuva-1777549648390.jpg" data-image="69ffre75q2yk" alt="Regimes euro-Atlânticos" title="Regimes euro-Atlânticos"><figcaption>O diagrama do ECMWF mostra uma semana marcada por transições rápidas entre regimes euro-atlânticos, ajudando a explicar as oscilações entre estabilidade e nova instabilidade.</figcaption></figure><p>Assim, o dia 4 poderá ser marcado por alguma chuva em Portugal, sem indicação, para já, de fenómenos extremos, mas com nova descida térmica, sentida sobretudo no Norte e no Centro.</p><h2>Dias 5, 6 e 7 com maior estabilidade e possível pausa na chuva</h2><p>Depois desta fase mais instável, o cenário aponta para uma<strong> melhoria temporária entre os dias 5 e 7 de maio.</strong> Nessa altura, uma zona de altas pressões deverá posicionar-se em latitudes favoráveis para Portugal continental, favorecendo maior estabilidade atmosférica e ausência de precipitação significativa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766436" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/risco-de-trovoadas-em-portugal-o-modelo-europeu-preve-baixas-pressoes-entre-4-e-11-de-maio.html" title="Risco de trovoadas em Portugal: o modelo europeu prevê baixas pressões entre 4 e 11 de maio">Risco de trovoadas em Portugal: o modelo europeu prevê baixas pressões entre 4 e 11 de maio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/risco-de-trovoadas-em-portugal-o-modelo-europeu-preve-baixas-pressoes-entre-4-e-11-de-maio.html" title="Risco de trovoadas em Portugal: o modelo europeu prevê baixas pressões entre 4 e 11 de maio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/risco-de-trovoadas-em-portugal-o-modelo-europeu-preve-baixas-pressoes-entre-4-e-11-de-maio-1777478185645_320.jpg" alt="Risco de trovoadas em Portugal: o modelo europeu prevê baixas pressões entre 4 e 11 de maio"></a></article></aside><p>Serão, por isso, dias mais calmos, com tempo seco e menor influência direta de frentes atlânticas, numa pausa curta entre dois períodos mais perturbados.</p><h2>Dia 8 abre a porta a nova fase chuvosa</h2><p>A partir de 8 de maio, os modelos de médio prazo indicam nova mudança importante. Ar mais frio ligado ao jato polar deverá começar a separar-se da circulação principal e a descer para latitudes mais baixas, <strong>cavando uma vasta zona de baixas pressões no Atlântico Norte.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-drasticas-no-tempo-em-portugal-uma-sucessao-de-padroes-climaticos-que-trarao-chuva-1777549770607.jpg" data-image="fjizx0he7a1b" alt="Geopotencial 700 hPa" title="Geopotencial 700 hPa"><figcaption>A partir de 8 de maio, ar mais frio ligado ao jato polar poderá cavar uma nova zona depressionária no Atlântico Norte, favorecendo o regresso da chuva a Portugal.</figcaption></figure><p>Sem um bloqueio anticiclónico eficaz a proteger a Península Ibérica, este padrão poderá encaminhar depressões e frentes frias para Portugal. Por isso, tudo indica que a primeira semana completa de maio terminará com nova <strong>intensificação da chuva, com precipitação mais abundante entre os dias 8, 9 e 10.</strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-drasticas-no-tempo-em-portugal-uma-sucessao-de-padroes-climaticos-que-trarao-chuva.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Previsão de precipitação a médio prazo: veja como vai chover em Portugal entre 4 e 10 de maio]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-veja-como-vai-chover-em-portugal-entre-4-e-10-de-maio.html</link><pubDate>Thu, 30 Apr 2026 11:43:03 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Segundo a mais recente atualização dos nossos mapas, entre os dias 4 e 10 de maio, esperam-se alguns períodos de chuva, ainda que com alguns intervalos mais estáveis. Confira a previsão!</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/risco-de-trovoadas-em-portugal-o-modelo-europeu-preve-baixas-pressoes-entre-4-e-11-de-maio.html" target="_blank">Risco de trovoadas em Portugal: o modelo europeu prevê baixas pressões entre 4 e 11 de maio</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa7l6nc"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa7l6nc.jpg" id="xa7l6nc"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os últimos dias de abril trouxeram alguns <strong>períodos de instabilidade</strong>, tendo levado uma boa parte do país a ficar sob aviso amarelo de chuva e trovoada. Qual será a tendência para os próximos dias?</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Segundo o que conseguimos apurar neste momento, com base no modelo ECMWF, <strong>o mês de maio poderá arrancar seco, mas por pouco tempo</strong>, pois espera-se que o primeiro dia do mês, Dia do Trabalhador, seja seco, ainda que nublado, no entanto, já se prevê chuva para o fim de semana. <strong>Sábado e domingo poderão contar com chuva fraca a moderada em boa parte das regiões Norte e Centro</strong>, com maior expressão da chuva ao longo do dia de sábado.</p><h2>Próxima semana começa praticamente sem chuva</h2><p>Após um fim de semana mais chuvoso, os nossos mapas indicam uma<strong> melhoria gradual do estado de tempo</strong> a partir das últimas horas de domingo e primeiras de segunda-feira, dia 4. No entanto, <strong>não se descarta a possibilidade de ocorrência de chuva fraca no litoral Norte e Centro</strong>, entre as 13h e as 16h de segunda-feira. Ainda assim, é esperado que até às últimas horas desse dia, a chuva se dissipe, assim como a maior parte da nebulosidade. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-veja-como-vai-chover-em-portugal-entre-4-e-10-de-maio-1777547191141.png" data-image="8ssivjxdqbu5" alt="chuva prevista para domingo, dia 3" title="chuva prevista para domingo, dia 3"><figcaption>Vários centros de baixa pressão poderão contribuir para a chuva no fim de semana. A boa notícia é que nos dias seguintes, espera-se uma melhoria do estado de tempo.</figcaption></figure><p>Na terça-feira, dia 5, espera-se uma evolução crescente da nebulosidade, especialmente no Norte e Centro do país até ao início da tarde, podendo, após esse período, começar a dissipar-se, dando lugar a uma tarde mais soalheira e <strong>sem previsão de chuva</strong>, no momento da redação desta previsão. No entanto, as temperaturas esperam-se mais baixas, podendo os valores máximos variarem entre os 14 ºC na Guarda e os 24 ºC em Faro.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766415" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-para-este-fim-de-semana-prolongado-em-que-distritos-serao-mais-provaveis-as-trovoadas.html" title="Previsão de chuva para este fim de semana prolongado: em que distritos serão mais prováveis as trovoadas">Previsão de chuva para este fim de semana prolongado: em que distritos serão mais prováveis as trovoadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-para-este-fim-de-semana-prolongado-em-que-distritos-serao-mais-provaveis-as-trovoadas.html" title="Previsão de chuva para este fim de semana prolongado: em que distritos serão mais prováveis as trovoadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-para-este-fim-de-semana-prolongado-em-que-distritos-serao-mais-provaveis-as-trovoadas-1777468578981_320.jpg" alt="Previsão de chuva para este fim de semana prolongado: em que distritos serão mais prováveis as trovoadas"></a></article></aside><p>Esta tendência de tempo seco e pouco nublado poderá manter-se na quarta-feira, dia 6, onde, segundo o ECMWF, Portugal Continental estará sob <strong>influência anticiclónica, justificando a ausência de precipitação</strong>. Neste dia também poderemos denotar uma recuperação ligeira das temperaturas máximas.</p><h2>A partir de quinta-feira, dia 7, as baixas pressões podem regressar</h2><p><strong>Quinta-feira poderá marcar a viragem no estado de tempo em Portugal Continental nessa semana</strong>. Ainda que se espere um dia maioritariamente seco, não se descarta a <strong>possibilidade de ocorrência de alguns aguaceiros fracos e dispersos</strong> em alguns pontos do Norte e Centro do país, ao final da tarde. Neste dia, espera-se a influência de baixas pressões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-veja-como-vai-chover-em-portugal-entre-4-e-10-de-maio-1777547894724.jpg" data-image="124lpilz0lm3" alt="chuva prevista para sexta-feira, dia 8, às 18h" title="chuva prevista para sexta-feira, dia 8, às 18h"><figcaption>Os nossos mapas indicam o regresso da chuva mais expressiva na sexta-feira, dia 8 de maio.</figcaption></figure><p>No entanto, e como podemos observar no mapa acima, na sexta-feira, dia 8, poderemos assistir a uma<strong> maior instabilidade, com chuva prevista para praticamente todo o continente</strong>, podendo a mesma contar com episódios de chuva forte (zonas a azul mais escuro). Neste dia, é esperado o regresso da chuva ainda na parte da manhã, devendo a mesma começar pelo Sul do país, sendo que ao final da tarde, o cenário deverá ser o mostrado na imagem.</p><p>É provável que esta <strong>chuva se mantenha durante a madrugada e dia de sábado, dia 9</strong>, podendo este contar também com chuva fraca a moderada, não descartando períodos de chuva mais forte. Pelas 18h de sábado, os nossos mapas indicam chuva em todo o continente português. Até onde conseguimos apurar, <strong>a madrugada de domingo, dia 10, poderá contar com chuva fraca a moderada no litoral Norte e Centro</strong>, no entanto, é expectável que a mesma possa persistir durante algumas horas. Contudo, tendo em conta a distância temporal desta previsão e consequente maior margem de erro, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-precipitacao-a-medio-prazo-veja-como-vai-chover-em-portugal-entre-4-e-10-de-maio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como se desenvolve o fenómeno El Niño? Um meteorologista italiano analisa o papel fundamental das ondas equatoriais]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-se-desenvolve-o-fenomeno-el-nino-um-meteorologista-italiano-analisa-o-papel-fundamental-das-ondas-equatoriais.html</link><pubDate>Thu, 30 Apr 2026 11:15:04 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>As ondas equatoriais são um dos mecanismos mais fascinantes e determinantes da dinâmica climática tropical. Desempenham um papel fundamental na fase de desenvolvimento do fenómeno El Niño.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-se-produce-el-fenomeno-de-el-nino-un-meteorologo-italiano-revela-el-papel-fundamental-de-las-ondas-ecuatoriales-1776942010049.png" data-image="d0l8fanducx2"><figcaption>Previsão das temperaturas da superfície do mar no Oceano Pacífico para os próximos dias.</figcaption></figure><p>O El Niño é um fenómeno climático periódico (a cada 3-7 anos) caracterizado por um aquecimento acentuado das águas superficiais no Pacífico centro-oriental, em resultado do enfraquecimento dos ventos alísios.</p><p>O termo espanhol refere-se ao Menino Jesus, uma vez que este fenómeno costuma começar a manifestar-se ao largo da costa do Peru por volta do Natal.</p><h2>Tudo começa com as ondas equatoriais</h2><p>As ondas equatoriais são um dos mecanismos mais fascinantes e cruciais da dinâmica climática tropical. Formam-se precisamente perto do equador e, à medida que se deslocam para norte ou para sul, perdem intensidade e a sua propagação abranda, mantendo-se mais persistentes nas zonas tropicais.</p><p>Estas ondas não são apenas um fenómeno atmosférico. Na verdade, existem tanto ondas atmosféricas como oceânicas, e desempenham um papel decisivo na evolução do El Niño e da La Niña, os dois extremos do fenómeno ENSO (Oscilação Sul El Niño).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/come-nasce-il-fenomeno-di-el-nino-il-ruolo-fondamentale-delle-onde-equatoriali-1776855390188.jpg" data-image="2845wvzuxbxi" alt="El Niño." title="El Niño."><figcaption>As ondas de Kelvin oceânicas são frequentemente o sinal precursor do início de um fenómeno El Niño.</figcaption></figure><p>Estudos recentes demonstraram que, mesmo ao longo do cinturão equatorial entre a troposfera superior e a camada inferior da estratosfera, são geradas ondas planetárias semelhantes às clássicas ondas de Rossby das latitudes médias. Estas ondas equatoriais propagam-se principalmente de leste para oeste, criando áreas de perturbação que influenciam a circulação atmosférica e o clima à escala regional e global.</p><h2>As principais ondas equatoriais: Kelvin, Rossby e Yanai</h2><p>As ondas equatoriais dividem-se em vários tipos. Entre as mais importantes encontram-se as ondas de Kelvin, as ondas de Yanai e as mais conhecidas ondas de Rossby. As ondas equatoriais de Kelvin (oceânicas e atmosféricas) propagam-se rapidamente para leste ao longo do equador.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As ondas equatoriais de Rossby movem-se para oeste, a uma velocidade mais lenta. Além disso, existem também as ondas de Yanai, um tipo híbrido característico do cinturão equatorial.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Estas ondas enfraquecem rapidamente à medida que se afastam do equador, mas é precisamente esta característica que as torna fundamentais para confinar os efeitos dos fenómenos ENSO à zona tropical.</p><h2>O papel das ondas de Kelvin no desencadeamento do El Niño</h2><p>As ondas de Kelvin oceânicas são frequentemente o sinal precursor do início de um episódio de El Niño. Um estudo clássico de McPhaden (1999) sobre o poderoso episódio de 1997-98 mostrou como a ativação de rajadas intensas de vento de oeste, frequentemente relacionadas com a passagem da Oscilação Madden-Julian (MJO), gera ondas de Kelvin descendentes (que aprofundam a termoclina) que se propagam para leste através do Pacífico a cerca de 2,5 m/s.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/come-nasce-il-fenomeno-di-el-nino-il-ruolo-fondamentale-delle-onde-equatoriali-1776855440045.jpg" data-image="o3h69v4cg8h3" alt="El Niño pattern." title="El Niño pattern."><figcaption>Um aumento superior a +1,5 °C acima da média durante três meses consecutivos marca oficialmente o início de um fenómeno El Niño.</figcaption></figure><p>A MJO, uma oscilação intra-sazonal com um ciclo de 30 a 60 dias, atua como um gatilho quando está ativa no Oceano Índico ou no Pacífico ocidental, produzindo intensa atividade convectiva que libera calor latente e gera ventos anômalos de oeste. Esses ventos inibem os ventos alísios (ventos regulares de leste) e empurram uma grande faixa de água quente para leste, a profundidades de cerca de 150 metros.</p><div class="texto-destacado">Quando esta onda de Kelvin atinge as costas da América do Sul (Equador e Peru), a água quente sobrepõe-se à fria Corrente de Humboldt, reduzindo a afloramento de água fria e profunda.</div><p>O resultado é um rápido aumento das temperaturas da superfície do mar no Pacífico oriental. Um aumento superior a +1,5 °C acima da média durante três meses consecutivos marca oficialmente o início de um fenómeno El Niño, de acordo com dados recolhidos pelo sistema de bóias TAO/TRITON, gerido pela NOAA.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="751579" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-el-nino-influencia-o-clima-no-globo-e-alem-disso-pode-exercer-um-efeito-sobre-a-esperanca-de-vida-da-populacao.html" title="O El Niño influencia o clima no globo e, além disso, pode exercer um efeito sobre a esperança de vida da população">O El Niño influencia o clima no globo e, além disso, pode exercer um efeito sobre a esperança de vida da população</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-el-nino-influencia-o-clima-no-globo-e-alem-disso-pode-exercer-um-efeito-sobre-a-esperanca-de-vida-da-populacao.html" title="O El Niño influencia o clima no globo e, além disso, pode exercer um efeito sobre a esperança de vida da população"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-el-nino-influencia-o-clima-no-globo-e-alem-disso-pode-exercer-um-efeito-sobre-a-esperanca-de-vida-da-populacao-1769699558215_320.jpg" alt="O El Niño influencia o clima no globo e, além disso, pode exercer um efeito sobre a esperança de vida da população"></a></article></aside><p>A olho nu, a onda apresenta-se como uma ligeira subida do nível do mar (cerca de 8 a 10 cm) e uma expansão das águas quentes para norte, atingindo o Golfo do Panamá e as costas da Califórnia e do México, o que favorece um aumento da atividade convectiva e da precipitação.</p><h2>A contrapartida: as ondas de Rossby e a transição para o La Niña</h2><p>Enquanto as ondas de Kelvin desencadeiam o El Niño, as ondas de Rossby equatoriais desempenham um papel fundamental no seu fim e na transição para o La Niña.</p><p>Estas ondas atingem a fronteira ocidental do Pacífico (perto da Indonésia e da Nova Guiné), refletem-se e geram ondas de Kelvin que regressam para leste após alguns meses. Este "atraso" (normalmente de 6 a 9 meses para completar o ciclo) faz com que a termoclina suba no Pacífico oriental, favorecendo o regresso das águas frias e o estabelecimento de La Niña.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/come-nasce-il-fenomeno-di-el-nino-il-ruolo-fondamentale-delle-onde-equatoriali-1776855656390.jpg" data-image="uj9ovo825t66" alt="Kelvin waves." title="Kelvin waves."><figcaption>Enquanto as ondas de Kelvin desencadeiam o El Niño, as ondas de Rossby equatoriais desempenham um papel fundamental no seu fim e na transição para a La Niña.</figcaption></figure><p>Por seu lado, um modelo complementar, o oscilador de recarga-descarga de Jin (1997), destaca o papel da «recarga» de calor no Pacífico ocidental durante o fenómeno La Niña (através de ondas de Rossby descendentes) e a subsequente «descarga» equatorial durante o fenómeno El Niño. Ambas as teorias demonstram que as ondas equatoriais constituem o mecanismo que liga as anomalias eólicas à resposta oceânica numa escala interanual.</p><h3>Por que razão estas ondas são tão importantes para as previsões?</h3><p>As ondas equatoriais permitem que os modelos de previsão antecipem a evolução do ENOS com vários meses de antecedência. A monitorização através de bóias oceanográficas, satélites altimétricos e conjuntos de dados de reanálise (como os do Serviço Meteorológico Australiano ou da NOAA) deteta a propagação destas ondas em tempo real.</p><p>Além disso, as interações com outros fenómenos, como o Modo Meridional do Pacífico ou os ventos intra-sazonais modulados pelo MJO, podem amplificar ou modular estes processos, tornando alguns episódios costeiros do El Niño especialmente intensos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-se-desenvolve-o-fenomeno-el-nino-um-meteorologista-italiano-analisa-o-papel-fundamental-das-ondas-equatoriais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Foi observada a presença de água líquida em Marte. Será que esta é a primeira vez?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/foi-observada-a-presenca-de-agua-liquida-em-marte-sera-que-esta-e-a-primeira-vez.html</link><pubDate>Thu, 30 Apr 2026 11:07:06 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um estudo realizado pelo INGV, o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia, revelou o aparecimento sazonal de água em certas dunas marcianas. Esta poderá ser a primeira vez que se observa água no estado líquido.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/marte-e-stata-ssservata-la-presenza-di-acqua-liquida-sul-pianeta-rosso-1740663376494.jpg" data-image="ut6ji3mtg9za"><figcaption>Imagem recortada que mostra uma parte das ravinas ativas na Duna Russell (Processada a partir da imagem HiRISE/MRO: ESP_047078_1255 – NASA/JPL-Caltech/UArizona)</figcaption></figure><p>A presença de água líquida em Marte poderá estar na origem de um fenómeno invulgar observado nas dunas do Planeta Vermelho; esta é a conclusão a que se chegou no estudo "Observações geomorfológicas e hipóteses físicas sobre as ravinas nas dunas marcianas" (Geomorphological Observations and Physical Hypotheses About Martian Dune Gullies, em inglês).</p><p>Realizado por investigadores do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV) e publicado recentemente na revista <em>Geosciences</em>, da editora MDPI.</p><div class="texto-destacado">Há pelo menos 3,7 mil milhões de anos, Marte possuía uma atmosfera muito mais densa do que a atual e albergava lagos e oceanos; com o passar do tempo, grande parte da atmosfera do planeta perdeu-se, o que tornou a presença de água líquida estável na sua superfície — devido à pressão atmosférica extremamente baixa — quase impossível.</div><p>A investigação realizada pelo INGV <strong>analisou o lado a sotavento da Duna Russell, a maior das dunas formadas pelo vento situadas dentro do cráter marciano com o mesmo nome</strong>, centrando-se no <strong>comportamento da água sob as condições de temperatura e pressão atmosférica do Planeta Vermelho</strong>.</p><h2>O estudo revela: a possível presença de água no seu ponto triplo em Marte<br></h2><p>"A análise de 110 imagens de ultra-alta resolução (até 25 cm/pixel), recolhidas ao longo de 8 anos marcianos (aproximadamente 16 anos terrestres), pela sonda espacial norte-americana Mars Reconnaissance Orbiter", explica <strong>Adriano Nardi</strong>, investigador do INGV e autor principal do artigo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762652" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/podera-marte-gerar-relampagos-como-a-terra.html" title="Poderá Marte gerar relâmpagos como a Terra?">Poderá Marte gerar relâmpagos como a Terra?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/podera-marte-gerar-relampagos-como-a-terra.html" title="Poderá Marte gerar relâmpagos como a Terra?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/marte-podria-generar-rayos-como-en-la-tierra-1774855672914_320.jpg" alt="Poderá Marte gerar relâmpagos como a Terra?"></a></article></aside><p>"Permitiu-nos destacar, pela primeira vez, a possível presença de água em Marte no seu ponto triplo; ou seja, num estado de equilíbrio em que as fases sólida, líquida e gasosa podem coexistir, revelando assim um ciclo sazonal recorrente".</p><div class="texto-destacado">"Embora seja por breves períodos, especificamente durante os primeiros dias da primavera marciana e coincidindo com rajadas de vento, a água poderia aparecer nesta duna todos os anos sob condições de temperatura e pressão atmosférica que permitem a sua existência transitória no estado líquido".<br></div><p>Neste caso, acredita-se que a água seja gerada por um fenómeno meteorológico característico do ambiente marciano; este fenómeno manifesta-se perto da superfície das dunas, facilitado pela sua forma aerodinâmica, e é impossível de reproduzir na Terra, onde, além disso, nunca foram observadas as características de ravinas nas dunas que se encontram em Marte.</p><p>“A génese das ravinas marcianas ‘clássicas’ foi investigada num estudo anterior nosso”, acrescenta <strong>Antonio Piersanti</strong>, diretor de investigação do INGV e coautor do estudo.</p><p>"Essa investigação destacou como a água que jorra de nascentes poderia esculpir essas ravinas através do degelo sazonal do permafrost; ou seja, gelo preso no subsolo em épocas passadas. No entanto, esta nova investigação identificou fenómenos ainda mais raros que produzem canais distintos dos clássicos: concretamente, as "ravinas lineares", assim denominadas devido à sua morfologia mais retilínea".</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="757020" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/biomineralizacao-em-marte-uma-perspetiva-sobre-a-construcao-sustentavel-fora-da-terra.html" title="Biomineralização em Marte: uma perspetiva sobre a construção sustentável fora da Terra">Biomineralização em Marte: uma perspetiva sobre a construção sustentável fora da Terra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/biomineralizacao-em-marte-uma-perspetiva-sobre-a-construcao-sustentavel-fora-da-terra.html" title="Biomineralização em Marte: uma perspetiva sobre a construção sustentável fora da Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/biomineralizacao-em-marte-uma-perspectiva-sobre-a-construcao-sustentavel-fora-da-terra-1772558072997_320.png" alt="Biomineralização em Marte: uma perspetiva sobre a construção sustentável fora da Terra"></a></article></aside><p>"Estas ravinas lineares poderão ter-se formado devido à geada, cuja presença, graças às imagens captadas pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter, identificámos no topo da Duna Russell. A superfície da encosta apresenta ondulações laterais; quando os canais ficam na sombra, podem observar-se vestígios de humidade absorvida pela areia. Por outro lado, quando um canal se vira para a luz solar direta, observa-se que a água, que até então se mantinha no estado líquido, evapora instantaneamente", acrescentou.</p><h2> Gelo em Marte </h2><p>Em condições normais, o ambiente marciano pode albergar a presença de gelo. No entanto, <strong>este apresenta-se geralmente sob a forma de gelo seco, gelo de dióxido de carbono</strong>, que só pode sofrer transições de fase através da sublimação direta para vapor, e vice-versa.</p><div class="texto-destacado">Através deste estudo, os investigadores fizeram a observação excecional de água presente simultaneamente nos seus três estados físicos, apesar de o estado líquido continuar a ser o menos estável nestas condições.</div><p>"Esta poderá ser a primeira vez que se observa com sucesso água líquida em Marte; sem dúvida, é a primeira vez que a formação e a morfologia de um fenómeno marciano pouco comum, as ravinas lineares encontradas nas suas dunas, são associadas à ação da água líquida no ambiente atual", conclui Nardi.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="755163" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nova-esperanca-para-as-culturas-espaciais-quao-perto-estamos-de-produzir-alimentos-na-lua-ou-em-marte.html" title="Nova esperança para as culturas espaciais: quão perto estamos de produzir alimentos na Lua ou em Marte?">Nova esperança para as culturas espaciais: quão perto estamos de produzir alimentos na Lua ou em Marte?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nova-esperanca-para-as-culturas-espaciais-quao-perto-estamos-de-produzir-alimentos-na-lua-ou-em-marte.html" title="Nova esperança para as culturas espaciais: quão perto estamos de produzir alimentos na Lua ou em Marte?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fresh-hope-for-space-crops-how-close-are-we-to-growing-food-on-the-moon-or-mars-1771428570979_320.jpeg" alt="Nova esperança para as culturas espaciais: quão perto estamos de produzir alimentos na Lua ou em Marte?"></a></article></aside><p><em></em>Se for confirmada, a presença de água na forma líquida, <strong>mesmo que por períodos muito curtos, poderá ter implicações significativas para a nossa compreensão da geologia marciana e para a procura de formas de vida microbiana</strong>, bem como para a identificação de locais de aterragem para futuras missões espaciais a Marte.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Nardi, A.; Piersanti, A., <a href="https://doi.org/10.3390/geosciences15010029" target="_blank">Geomorphological Observations and Physical Hypotheses About Martian Dune Gullies</a>. Geosciences <strong>2025</strong>, 15</em>, 29. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/foi-observada-a-presenca-de-agua-liquida-em-marte-sera-que-esta-e-a-primeira-vez.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mais que um mito: ciência confirma polvo gigante de 19 metros que dominava os oceanos na era dos dinossauros]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mais-que-um-mito-ciencia-confirma-polvo-gigante-de-19-metros-que-dominava-os-oceanos-na-era-dos-dinossauros.html</link><pubDate>Thu, 30 Apr 2026 06:17:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Fósseis analisados com uma técnica pioneira revelam duas espécies de polvos gigantes que mediam até 19 metros e caçavam nos mesmos mares que os mosassauros.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mais-que-um-mito-ciencia-confirma-polvo-gigante-de-19-metros-que-dominava-os-oceanos-na-era-dos-dinossauros-1777321766668.jpg" data-image="1agj56u9kpjd"><figcaption>Aquilo que durante séculos se acreditou ser um ser mitológico na verdade habitou o nosso planeta... mas não coexistiu com nenhum ser humano.</figcaption></figure><p><strong>Lendas escandinavas</strong> falavam de um <strong>monstro tentacular capaz de afundar navios inteiros</strong>. Júlio Verne colocou-o contra o Capitão Nemo. Hollywood transformou-o num vilão recorrente. Durante séculos, o <strong>kraken </strong>foi aquela criatura impossível que os marinheiros juravam ter visto, e que os cientistas descartavam como produto do delírio dos piratas, alimentado por rum barato. Até agora.</p><p>Uma equipa de paleontólogos japoneses acaba de publicar<strong> evidências que derrubam séculos de ceticismo</strong>. <strong>Vestígios fósseis de duas espécies de polvo gigante </strong>mostram que, há cerca de 100 milhões de anos, o período Cretáceo fervilhava de cefalópodes com até 19 metros de comprimento. Eles não eram meras curiosidades marinhas: eram predadores de topo, provavelmente os maiores invertebrados que já caminharam (ou rastejaram) neste planeta.</p><h2>Reconstruindo um monstro a partir de uma mandíbula</h2><p>O estudo baseia-se em<strong> 27 mandíbulas fossilizadas recuperadas no Japão e na Ilha de Vancouver, no Canadá</strong>. Os polvos geralmente não deixam vestígios nas rochas: os seus corpos moles desintegram-se antes que o sedimento tenha a oportunidade de preservá-los. Tudo o que resta, se tivermos sorte, são esses fragmentos duros em formato de bico de papagaio.</p><p>Os investigadores compararam as mandíbulas com as de polvos modernos e calcularam que <strong>os maiores espécimes, denominados <em>Nanaimoteuthis haggarti</em>, mediam entre 7 e 19 metros</strong>. Para se ter uma ideia, um autocarro comum tem pouco mais de 12 metros de comprimento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mas-que-un-mito-la-ciencia-confirma-un-pulpo-gigante-de-19-metros-que-dominaba-los-oceanos-en-la-era-de-los-dinosaurios-1777039191802.jpg" data-image="6rbsrmpsw0v9"><figcaption>O maior polvo já registado é um exemplar de polvo-gigante-do-pacífico (<em>Enteroctopus dofleini</em>), que atingiu um peso de 272 quilos e uma envergadura de 9 metros.</figcaption></figure><p>A inovação técnica também é significativa. A equipa desenvolveu um método que chamaram de "mineração digital de fósseis": utilizando cortes com precisão milimétrica e scanning assistidos por Inteligência Artificial (IA), eles localizaram <strong>fragmentos escondidos na rocha</strong> sem quebrá-la. Isto levou à descoberta de 12 novas mandíbulas que estavam ocultas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="744887" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-mosassauros-podiam-viver-em-agua-doce-eis-o-que-revelaram-os-fosseis.html" title="Os mosassauros podiam viver em água doce? Eis o que revelaram os fósseis">Os mosassauros podiam viver em água doce? Eis o que revelaram os fósseis</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-mosassauros-podiam-viver-em-agua-doce-eis-o-que-revelaram-os-fosseis.html" title="Os mosassauros podiam viver em água doce? Eis o que revelaram os fósseis"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/could-mososaurs-live-in-freshwater-1766004200273_320.jpg" alt="Os mosassauros podiam viver em água doce? Eis o que revelaram os fósseis"></a></article></aside><p>O detalhe mais arrepiante é outro: as <strong>marcas de desgaste</strong> (rachaduras, bordas arredondadas, lascas) indicam que <strong>estas criaturas utilizavam os seus bicos rotineiramente para esmagar conchas e ossos</strong>. Elas <strong>não comiam plâncton. Elas comiam coisas grandes</strong>.</p><h2>O que mudaria se o kraken não fosse uma lenda?</h2><p>A descoberta força uma<strong> reformulação da cadeia alimentar oceânica do Cretáceo</strong>. Até então, mosassauros, plesiossauros e grandes tubarões ocupavam os primeiros lugares. Agora, um competidor formidável surgiu: um invertebrado que os desafia pela posição de<strong> predador alfa do fundo do mar</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mas-que-un-mito-la-ciencia-confirma-un-pulpo-gigante-de-19-metros-que-dominaba-los-oceanos-en-la-era-de-los-dinosaurios-1777039423835.jpg" data-image="c6hwla09pwgy"><figcaption>Os mosassauros eram répteis marinhos (não dinossauros) intimamente relacionados com os lagartos e serpentes modernos. Eles ocupavam o topo da cadeia alimentar.</figcaption></figure><p>Se <strong>o tamanho máximo estimado for confirmado, <em>N. haggarti </em>se tornará o maior invertebrado já registado</strong>, superando facilmente a lula-gigante moderna, que raramente atinge 12 metros.</p><p>A ciência, mais uma vez, está atrasada. O que durante séculos foi apenas uma história de taberna e a capa de um livro infantil para assustar crianças agora tem um bico, um nome científico e uma data no calendário geológico.</p><p><strong> </strong></p><div class="texto-destacado">Os marinheiros da antiguidade nunca viram um: ele foi extinto juntamente com os dinossauros.</div><p>Mas a lenda, suspeitosamente precisa em tamanho e forma, sugere que o subconsciente coletivo tem uma memória mais longa do que imaginamos. <strong>Talvez o kraken não tenha nascido da imaginação</strong>. Talvez alguém, em algum momento, o tenha visto a caminhar no fundo do mar.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Ikegami, S., Mutterlose, J., Sugiura, K., Takeda, Y., Oguz Derin, M., Kubota, A., Tainaka, K., Harada, T., Nishida, H., & Iba, Y. (2026). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/science.aea6285" target="_blank">Giant finned octopuses of the Late Cretaceous</a>. Science. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mais-que-um-mito-ciencia-confirma-polvo-gigante-de-19-metros-que-dominava-os-oceanos-na-era-dos-dinossauros.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Parado há meses, Funicular da Graça está prestes a voltar (mas há uma condição)]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/parado-ha-meses-funicular-da-graca-esta-prestes-a-voltar-mas-ha-uma-condicao.html</link><pubDate>Thu, 30 Apr 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Encerrado desde setembro de 2025, o Funicular da Graça deverá reabrir esta quinta-feira, mas continua dependente da autorização final do IMT para voltar a operar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/parado-ha-meses-funicular-da-graca-esta-prestes-a-voltar-mas-ha-uma-condicao-1777469086667.jpg" data-image="7j9le6t4qb4s" alt="Funicular da Graça" title="Funicular da Graça"><figcaption>Boas notícias. Foto: Carris</figcaption></figure><p>Depois da tempestade, chega a bonança. Já diziam os ditados antigos, e tudo indica que é o que está a acontecer em <strong>Lisboa</strong>.</p><p>Depois de estar parado desde 3 de setembro de 2025, o<strong> Funicular da Graça</strong> está prestes a voltar a funcionar. Segundo a Carris, numa informação enviada à agência 'Lusa' a 24 de abril, a reabertura está prevista para <strong>esta quinta-feira</strong>, 30 de abril.</p><p>“Informamos que estão a ser ultimadas todas as diligências, para que a Carris inicie a operação do Funicular da Graça no dia 30 de abril”, informou a empresa.</p><h2>Reabertura à vista, mas dependente de validação</h2><p>Inaugurado a 12 de março de 2024,<strong> o funicular liga a Mouraria ao bairro da Graça</strong> num percurso curto (cerca de um minuto e meio) e transporta até 14 passageiros por viagem.</p><div class="texto-destacado">A obra demorou 15 anos a concluir e representou um investimento na ordem dos sete milhões de euros. Inicialmente gerido pela EMEL, o equipamento passou para a gestão da Carris no início de 2025, por decisão da Câmara de Lisboa.</div><p>Recorde-se que <strong>o Funicular da Graça foi encerrado preventivamente em setembro</strong>, na sequência do descarrilamento do Elevador da Glória, que causou 16 mortos e mais de 20 feridos, entre portugueses e turistas de várias nacionalidades. O incidente levou à suspensão imediata de outros ascensores históricos da cidade.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="727831" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/elevador-da-gloria-descubra-a-historia-e-o-legado-deste-icone-de-lisboa.html" title="Elevador da Glória: descubra a história e o legado deste ícone de Lisboa">Elevador da Glória: descubra a história e o legado deste ícone de Lisboa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/elevador-da-gloria-descubra-a-historia-e-o-legado-deste-icone-de-lisboa.html" title="Elevador da Glória: descubra a história e o legado deste ícone de Lisboa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/elevador-de-gloria-descubre-la-historia-y-el-legado-de-este-icono-de-lisboa-1756985785764_320.jpeg" alt="Elevador da Glória: descubra a história e o legado deste ícone de Lisboa"></a></article></aside><p>Atualmente, o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), em conjunto com a Autoridade Nacional de Segurança Ferroviária (ANSF), está a colaborar com a Carris “para <strong>agilizar o processo de reabertura do Funicular da Graça</strong>”.</p><p>Ao anunciar a data de reabertura, contudo, a Carris admitiu que esta poderá ser alterada, já que o IMT “apenas emitirá a Autorização de Continuação em Serviço <strong>após demonstrado o cumprimento integral das condições de segurança da instalação</strong>”.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/parado-ha-meses-funicular-da-graca-esta-prestes-a-voltar-mas-ha-uma-condicao-1777469213222.jpg" data-image="9rny4y3hu8p9" alt="Lisboa" title="Lisboa"><figcaption>Estão a ser tomadas todas as medidas de precaução. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>A 24 de abril, o Instituto acrescentou que aguardava a entrega “por parte da Carris”, “da totalidade da documentação que garante a segurança do equipamento”. “Consequentemente, a previsão de data para a reabertura apenas poderá ser dada após a receção e análise da totalidade dos documentos necessários”, sublinhou.</p><h2>Outros ascensores continuam em avaliação</h2><p>Quanto aos<strong> ascensores da Bica e do Lavra</strong>, os trabalhos continuam. A comissão técnica independente responsável pela avaliação dos equipamentos “prossegue com o estudo, testes e avaliação” dos equipamentos, “com vista à sua oportuna reabertura”, informou ainda a Carris em março.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="729556" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/do-charme-centenario-aos-mini-autocarros-eletricos-lisboa-escreve-novo-capitulo-da-gloria.html" title="Do charme centenário aos mini autocarros elétricos: Lisboa escreve novo capítulo da Glória">Do charme centenário aos mini autocarros elétricos: Lisboa escreve novo capítulo da Glória</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/do-charme-centenario-aos-mini-autocarros-eletricos-lisboa-escreve-novo-capitulo-da-gloria.html" title="Do charme centenário aos mini autocarros elétricos: Lisboa escreve novo capítulo da Glória"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-mini-autocarros-que-substituem-por-agora-o-elevador-da-gloria-1757932083459_320.jpg" alt="Do charme centenário aos mini autocarros elétricos: Lisboa escreve novo capítulo da Glória"></a></article></aside><p>Criada pela Câmara de Lisboa após o acidente, esta comissão integra especialistas da Ordem dos Engenheiros, do Laboratório Nacional de Engenharia Civil e do Instituto Superior Técnico, além de representantes da Carris e da EMEL.</p><p>A autarquia definiu como prioridade absoluta garantir que todos os elevadores e ascensores históricos da cidade <strong>só retomam a operação com padrões de segurança reforçados</strong>, alinhados com as melhores práticas nacionais e europeias.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/parado-ha-meses-funicular-da-graca-esta-prestes-a-voltar-mas-ha-uma-condicao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal reforça presença no espaço com novo satélite da Força Aérea]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-reforca-presenca-no-espaco-com-novo-satelite-da-forca-aerea.html</link><pubDate>Wed, 29 Apr 2026 16:03:22 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A tecnologia irá apoiar missões de defesa e operações de proteção civil, ajudando a melhorar a gestão do território e a fortalecer as respostas às emergências.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-reforca-presenca-no-espaco-com-novo-satelite-da-forca-aerea-1777464994523.jpg" data-image="9zwvcgcojftb" alt="Satélite SAR da Constelação do Atlântico" title="Satélite SAR da Constelação do Atlântico"><figcaption>O CA-02 é o primeiro satélite 100% da Força Aérea e o segundo satélite SAR da Constelação do Atlântico. Foto: FAP</figcaption></figure><p>A Força Aérea Portuguesa está prestes a dar mais um passo no espaço. Nos primeiros dias de maio, deverá ser lançado o CA-02, o segundo satélite de Radar de Abertura Sintética (SAR) da chamada Constelação do Atlântico. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Desta vez, a operação assume um significado especial: é o primeiro satélite totalmente adquirido pela própria Força Aérea, sendo, por isso, encarado como um sinal de uma ambição crescente de autonomia nacional neste domínio.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Depois do arranque com o CA-01, lançado a 30 de março, o novo satélite vem reforçar a capacidade de Portugal observar a Terra a partir do espaço. A tecnologia SAR permite captar imagens independentemente das condições meteorológicas ou da hora do dia, o que, na prática, significa vigilância permanente e dados fiáveis em qualquer cenário.</p><h2>Um passo para reforçar a defesa e proteção do país</h2><p>O projeto nasce de um acordo assinado em dezembro de 2025 com a empresa ICEYE, referência global neste tipo de tecnologia. O pacote inclui não só um <strong>satélite SAR de última geração</strong>, como também um <strong>satélite ótico</strong> desenvolvido pelo CEiiA, numa colaboração que juntou indústria e capacidade nacional.</p><p>Mais do que um avanço tecnológico, o CA-02 encaixa numa estratégia mais ampla. A poucos dias do lançamento, é visto como um reforço importante das <strong>capacidades portuguesas</strong> de inteligência, vigilância e reconhecimento a partir do espaço. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Na prática, os dados recolhidos poderão apoiar desde operações de defesa e segurança até missões da proteção civil, gestão do território ou resposta a emergências.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Com a entrada em órbita deste novo equipamento, a Constelação do Atlântico ganha finalmente consistência. O plano prevê, no total, uma <strong>rede de 26 satélites</strong> — 12 de radar e 14 óticos — capazes de fornecer <strong>imagens de alta resolução</strong>, com atualizações ao longo do dia. Se o objetivo for cumprido, Portugal passará a integrar o grupo de países com acesso direto e soberano à informação espacial avançada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-reforca-presenca-no-espaco-com-novo-satelite-da-forca-aerea-1777465183332.jpg" data-image="nqtisrxvo4rs" alt="Satélite Prometheus-1" title="Satélite Prometheus-1"><figcaption>O satélite Prometheus-2 destina-se a apoiar a formação de alunos da Força Aérea e da Universidade do Minho. Foto: Universidade do Minho</figcaption></figure><p>Este caminho no espaço, todavia, não se faz sozinho. A estratégia da Força Aérea tem assentado em parcerias com a indústria e o sistema científico, tida como central para avançar na modernização e inovação das tecnologias espaciais.</p><p>O espaço surge, assim, como um novo domínio operacional — a par dos mais convencionais — em que se cruzam desafios tecnológicos e estratégicos.</p><h2>O Prometheus-2 vai chegar às salas de aula</h2><p>E essa aposta estende-se também à formação. Em paralelo com o lançamento do CA-02, está em preparação o Prometheus-2, um pequeno <strong>satélite académico</strong> desenvolvido pela Academia da Força Aérea e pela Universidade do Minho. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Com apenas 10 por 10 por 30 centímetros e cerca de 3 quilos, será colocado a cerca de 500 quilómetros de altitude para recolher dados com interesse científico.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Mais do que um projeto tecnológico, o <strong>Prometheus-2 </strong>irá funcionar como uma sala de aula em órbita. Envolve diretamente estudantes no desenho, na construção e na operação de um satélite real, dando continuidade ao trabalho iniciado com o Prometheus-1, lançado em 2025. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765578" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-papel-dos-satelites-na-meteorologia-como-observamos-o-tempo-a-partir-do-espaco.html" title="O papel dos satélites na meteorologia: como observamos o tempo a partir do espaço">O papel dos satélites na meteorologia: como observamos o tempo a partir do espaço</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-papel-dos-satelites-na-meteorologia-como-observamos-o-tempo-a-partir-do-espaco.html" title="O papel dos satélites na meteorologia: como observamos o tempo a partir do espaço"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-papel-dos-satelites-na-meteorologia-como-observamos-o-tempo-a-partir-do-espaco-1777043131263_320.jpg" alt="O papel dos satélites na meteorologia: como observamos o tempo a partir do espaço"></a></article></aside><p>Pelo caminho, há testes de software, experiências de geolocalização e estudos sobre radiação — tudo integrado num processo que cruza <strong>ensino</strong>, <strong>investigação </strong>e <strong>aplicação prátic</strong>a.</p><p>Entre satélites operacionais e projetos académicos, a Força Aérea salienta que se vai desenhando uma narrativa de fundo muito mais ampla: a de um país que se quer afirmar no espaço, não apenas como utilizador, mas como “participante ativo” na construção das <strong>tecnologias do futuro</strong>, remata no seu comunicado.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em><a href="https://www.emfa.pt/noticia-5634-lancamento-de-novo-satelite-da-constelacao-do-atlantico" target="_blank">Lançamento de novo satélite da Constelação do Atlântico</a>. Força Aérea Portuguesa</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-reforca-presenca-no-espaco-com-novo-satelite-da-forca-aerea.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Risco de trovoadas em Portugal: o modelo europeu prevê baixas pressões entre 4 e 11 de maio]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/risco-de-trovoadas-em-portugal-o-modelo-europeu-preve-baixas-pressoes-entre-4-e-11-de-maio.html</link><pubDate>Wed, 29 Apr 2026 15:59:25 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Segundo o modelo europeu (ECMWF), a presença de baixas pressões nas proximidades da Península Ibérica poderá favorecer um padrão mais instável em Portugal entre 4 e 11 de maio, com aumento da probabilidade de aguaceiros e trovoadas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/risco-de-trovoadas-em-portugal-o-modelo-europeu-preve-baixas-pressoes-entre-4-e-11-de-maio-1777478185645.jpg" data-image="z38rmmnr0x85"><figcaption>A presença de baixas pressões nas proximidades da Península Ibérica poderá favorecer um padrão mais instável em Portugal entre 4 e 11 de maio, com aumento da probabilidade de aguaceiros e trovoadas.</figcaption></figure><p>A mais recente atualização do modelo europeu (ECMWF) aponta para um padrão atmosférico instável em Portugal continental entre os dias 4 e 11 de maio, num contexto de campo de pressão pouco definido nas proximidades da Península Ibérica. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Este enquadramento favorece maior dinamismo atmosférico e cria <strong>condições propícias ao desenvolvimento de aguaceiros e trovoadas</strong>.</p><h2>Padrão instável e contraste térmico favorecem a convecção</h2><p>A configuração prevista resulta da presença de cavados em altitude e de uma circulação ondulada, que <strong>facilita a entrada de ar mais frio nos níveis médios da atmosfera</strong>. Em simultâneo, os mapas de anomalia de temperatura indicam valores entre 1 e 3 °C acima do normal na Península Ibérica, enquanto o norte da Europa apresenta anomalias negativas. Este <strong>contraste térmico reforça o gradiente entre massas de ar e contribui para a instabilidade.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/risco-de-trovoadas-em-portugal-o-modelo-europeu-preve-baixas-pressoes-entre-4-e-11-de-maio-1777472951655.png" data-image="0719bptiozjh"><figcaption>Distribuição da temperatura à superfície na tarde de segunda-feira, 4 de maio, com valores mais amenos no litoral, entre 17 e 21 °C, e ligeiramente mais elevados no interior, onde poderão atingir 22 a 24 °C. Este padrão reflete a influência do fluxo de oeste, que mantém o litoral mais fresco e condiciona a subida das temperaturas no território.</figcaption></figure><p>Entre os dias 4 e 6 de maio, o tempo deverá apresentar períodos de sol, com aumento de nebulosidade durante a tarde. As temperaturas máximas deverão situar-se, em geral, entre os <strong>20 e 23 °C</strong>, com valores superiores no interior. <strong>O vento será fraco a moderado e a precipitação, a ocorrer, será pouco frequente</strong>, com aguaceiros dispersos e acumulados geralmente inferiores a 5 mm.</p><h2>Instabilidade aumenta a partir de 7 de maio</h2><p>A partir de 7 de maio, a <strong>circulação atmosférica torna-se mais dinâmica</strong>, com maior influência das perturbações associadas ao padrão instável. <strong>Os aguaceiros tornam-se mais frequentes</strong>, sobretudo no interior Norte e Centro, podendo localmente acumular entre 5 e 15 mm em curtos períodos. O vento mantém-se fraco a moderado, podendo intensificar-se pontualmente com a passagem de aguaceiros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/risco-de-trovoadas-em-portugal-o-modelo-europeu-preve-baixas-pressoes-entre-4-e-11-de-maio-1777473166409.jpg" data-image="7cj1h2eo8l9t"><figcaption>Precipitação acumulada prevista até 7 de maio evidencia uma distribuição irregular da chuva, com valores mais elevados no Norte e Centro, onde os acumulados poderão ser mais significativos, e menores no Sul. Este padrão reflete o aumento gradual da instabilidade, associado à presença de baixas pressões, favorecendo a ocorrência de aguaceiros por vezes intensos e localizados.</figcaption></figure><p><strong>O dia 8 de maio destaca-se como o mais favorável à ocorrência de trovoadas</strong>. Os aguaceiros poderão ser mais intensos e localizados, com acumulados pontualmente mais significativos em períodos curtos. <strong>As trovoadas poderão ser acompanhadas por rajadas de vento localmente fortes</strong>, sobretudo durante a tarde e início da noite.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/risco-de-trovoadas-em-portugal-o-modelo-europeu-preve-baixas-pressoes-entre-4-e-11-de-maio-1777472152388.jpg" data-image="x0dz8cxdac9q"><figcaption>Os valores de energia disponível para convecção (CAPE) previstos para 8 de maio evidenciam condições favoráveis ao desenvolvimento de aguaceiros e trovoadas, sobretudo no interior e regiões do Centro e Sul. As áreas com valores mais elevados indicam maior instabilidade atmosférica, podendo dar origem a células convectivas mais intensas durante a tarde e início da noite.</figcaption></figure><p>No dia 9 de maio, a instabilidade mantém-se, mas com menor organização. Os <strong>aguaceiros e trovoadas continuam possíveis</strong>, embora mais dispersos e menos intensos.</p><p>Entre os dias 10 e 11 de maio, a <strong>tendência é para diminuição gradual da instabilidade</strong>. As temperaturas poderão descer ligeiramente, aproximando-se dos valores médios, e a precipitação tornar-se mais irregular, com aguaceiros pontuais no interior. O vento deverá manter-se fraco a moderado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766415" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-para-este-fim-de-semana-prolongado-em-que-distritos-serao-mais-provaveis-as-trovoadas.html" title="Previsão de chuva para este fim de semana prolongado: em que distritos serão mais prováveis as trovoadas">Previsão de chuva para este fim de semana prolongado: em que distritos serão mais prováveis as trovoadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-para-este-fim-de-semana-prolongado-em-que-distritos-serao-mais-provaveis-as-trovoadas.html" title="Previsão de chuva para este fim de semana prolongado: em que distritos serão mais prováveis as trovoadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-para-este-fim-de-semana-prolongado-em-que-distritos-serao-mais-provaveis-as-trovoadas-1777468578981_320.jpg" alt="Previsão de chuva para este fim de semana prolongado: em que distritos serão mais prováveis as trovoadas"></a></article></aside><p>Tratando-se de uma previsão de médio prazo, a evolução deverá ser acompanhada nos próximos dias, uma vez que pequenas alterações na posição das estruturas atmosféricas poderão influenciar a intensidade e distribuição da instabilidade sobre o território.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/risco-de-trovoadas-em-portugal-o-modelo-europeu-preve-baixas-pressoes-entre-4-e-11-de-maio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Especialistas atentos ao Atlântico: uma depressão “tempestuosa” pode afetar Portugal a partir de 4 de maio]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/especialistas-atentos-ao-atlantico-uma-depressao-tempestuosa-pode-afetar-portugal-a-partir-de-4-de-maio.html</link><pubDate>Wed, 29 Apr 2026 14:35:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal prepara-se para um final de abril e início de maio com forte variabilidade atmosférica. A aproximação de novas depressões atlânticas deverá manter o tempo típico de primavera, com precipitação irregular, vento e oscilações térmicas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/especialistas-atentos-ao-atlantico-uma-depressao-tempestuosa-pode-afetar-portugal-a-partir-de-4-de-maio-1777465397329.jpg" data-image="qqtf6y9ppuf3" alt="Chuva" title="Chuva"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-214111">Novas depressões atlânticas estão a caminho, confirmando um padrão atmosférico dinâmico e típico de primavera, caracterizado por precipitação irregular, ventos e oscilações térmicas.</figcaption></figure><p>Esta quarta-feira, 29 de abril, fica marcada por um dia tipicamente instável, com chuva persistente e por vezes intensa, sobretudo nas regiões Norte e Centro. <strong>Os acumulados de chuva poderão ser significativos em vários distritos (Aveiro e Viseu),</strong> acompanhados por vento moderado e alguma atividade elétrica residual até ao final da tarde. Ao longo da noite, a instabilidade tende a diminuir gradualmente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/especialistas-atentos-ao-atlantico-uma-depressao-tempestuosa-pode-afetar-portugal-a-partir-de-4-de-maio-1777463057820.png" data-image="aoant8fybxwe" alt="Precipitação acumulada" title="Precipitação acumulada"><figcaption>Acumulados de precipitação previstos até à madrugada de quinta-feira evidenciam valores mais elevados no Norte e Centro, com destaque para áreas do litoral e regiões montanhosas, onde a persistência da chuva poderá resultar em totais significativos.</figcaption></figure><p>Entre quinta-feira (30) e sexta-feira (1 de maio), o estado do tempo estabiliza consideravelmente. A precipitação será fraca e pouco frequente, limitada sobretudo ao noroeste e, pontualmente, ao distrito da Guarda.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>As temperaturas mantêm-se relativamente estáveis, com uma ligeira subida prevista para sexta-feira, proporcionando um início de maio mais tranquilo mas com bastante nebulosidade.</p><h2>Mudança do estado do tempo no sábado </h2><p>O cenário muda novamente no sábado, 2 de maio. Uma<strong> depressão atlântica aproxima-se do território, trazendo chuva logo nas primeiras horas</strong> ao litoral, especialmente na região de Lisboa e Oeste.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/especialistas-atentos-ao-atlantico-uma-depressao-tempestuosa-pode-afetar-portugal-a-partir-de-4-de-maio-1777463197796.png" data-image="h4f7hlx5u63f" alt="Chuva" title="Chuva"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-709045">Projeção da depressão atlântica prevista para sábado de manhã, já próxima da costa oeste de Portugal. O sistema deverá trazer chuva ao litoral nas primeiras horas, evoluindo gradualmente para o interior ao longo do dia, com intensificação do vento e precipitação por vezes moderada.</figcaption></figure><p>Ao longo do dia, a precipitação estende-se progressivamente ao interior, com períodos de intensidade moderada e distribuição irregular. <strong>Será um dia maioritariamente chuvoso, com céu muito nublado e vento em intensificação</strong>.</p><p>No domingo (3), a depressão afasta-se, mas deixa para trás um ambiente ainda instável. Espera-se precipitação residual, menos organizada e mais dispersa, com abertas ocasionais. As temperaturas deverão manter-se sem grandes variações.</p><h2>Nova configuração atmosférica a partir de dia 4 de maio</h2><p>A partir de segunda-feira, 4 de maio, os modelos apontam para uma reorganização da circulação atmosférica à escala europeia. Uma <strong>depressão alongada, associada a ar mais frio em altitude</strong>, estende-se desde o Atlântico até à Europa Ocidental, influenciando diretamente a Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/especialistas-atentos-ao-atlantico-uma-depressao-tempestuosa-pode-afetar-portugal-a-partir-de-4-de-maio-1777463422893.jpg" data-image="6k3a40bq6umt" alt="Geopotencial 700 hPa" title="Geopotencial 700 hPa"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-904323">Mapa de geopotencial aos 700 hPa para dia 4 de maio mostra uma circulação depressionária alongada sobre a Europa Ocidental, associada a ar mais frio em altitude. Esta configuração poderá favorecer a instabilidade atmosférica e ocorrência de aguaceiros, sobretudo no norte e centro.</figcaption></figure><p>Esta configuração<strong> poderá favorecer nova precipitação, sobretudo nas regiões norte e centro,</strong> onde os aguaceiros poderão ser mais frequentes. Em simultâneo, prevê-se uma descida das temperaturas nestas regiões, contrastando com o sul, onde o impacto será mais limitado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766228" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-em-maio-vai-ser-energico-em-portugal-sera-uma-mistura-de-trovoadas-fortes-e-calor-intenso.html" title="O tempo em maio vai ser enérgico em Portugal: será uma mistura de trovoadas fortes e calor intenso">O tempo em maio vai ser enérgico em Portugal: será uma mistura de trovoadas fortes e calor intenso</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-em-maio-vai-ser-energico-em-portugal-sera-uma-mistura-de-trovoadas-fortes-e-calor-intenso.html" title="O tempo em maio vai ser enérgico em Portugal: será uma mistura de trovoadas fortes e calor intenso"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-tempo-em-maio-vai-ser-energico-em-portugal-sera-uma-mistura-de-trovoadas-fortes-e-calor-intenso-1777377652503_320.jpg" alt="O tempo em maio vai ser enérgico em Portugal: será uma mistura de trovoadas fortes e calor intenso"></a></article></aside><p>Esta tendência de tempo mais fresco e instável poderá prolongar-se até ao final de dia 5 de maio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/especialistas-atentos-ao-atlantico-uma-depressao-tempestuosa-pode-afetar-portugal-a-partir-de-4-de-maio-1777463494054.jpg" data-image="9q94u04whs1c" alt="Mapa chuva" title="Mapa chuva"> <figcaption>Mapa sinótico do modelo ECMWF para o dia 4 de maio, evidenciando a formação de uma depressão alongada sobre a Europa Ocidental. Esta configuração será responsável pelo transporte de ar mais frio e pela manutenção da precipitação, especialmente no norte e centro de Portugal, até ao final de dia 5 de maio.</figcaption></figure><p>Em síntese,<strong> </strong>após uma breve pausa na instabilidade, o Atlântico volta a ganhar protagonismo com a possível chegada de sistemas depressionários ativos, mantendo Portugal sob influência de um padrão atmosférico dinâmico e típico de primavera.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/especialistas-atentos-ao-atlantico-uma-depressao-tempestuosa-pode-afetar-portugal-a-partir-de-4-de-maio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Previsão de chuva para este fim de semana prolongado: em que distritos serão mais prováveis as trovoadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-para-este-fim-de-semana-prolongado-em-que-distritos-serao-mais-provaveis-as-trovoadas.html</link><pubDate>Wed, 29 Apr 2026 13:17:10 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>No fim de semana prolongado de maio prevê-se um período novamente marcado pelo agravamento das condições meteorológicas em Portugal continental. Saiba quando e onde será mais provável a ocorrência de precipitação e o risco de trovoadas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa7gpm4"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa7gpm4.jpg" id="xa7gpm4"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nos próximos dias uma <strong>depressão fria</strong> (centro de baixas pressões muito semelhante a uma gota fria) entrará pelo oeste da Península Ibérica, dando origem a <strong>períodos chuvosos, por vezes acompanhados de trovoada</strong>, em vastas zonas de Portugal continental. O período de <strong>m</strong><strong>aior instabilidade do fim de semana prolongado terá lugar precisamente entre sábado (2) e domingo (3)</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Na <strong>sexta-feira 1 de maio </strong>é feriado do Dia do Trabalhador e prevê-se <strong>céu muito nublado </strong>de norte a sul de Portugal continental, com <strong>possibilidade de aguaceiros fracos e dispersos a partir da tarde em pontos do litoral Norte e Centro</strong>, sendo mais prováveis no distrito de <strong>Viana do Castelo</strong>. No entanto, como já foi referido, espera-se um agravamento da instabilidade meteorológica no sábado (2).</p><h2>Sábado, 2 de maio, o dia com previsão de precipitação mais generalizada e risco mais elevado de trovoada</h2><p>Durante a <strong>manhã de sábado (2)</strong> estão previstos <strong>aguaceiros fracos a moderados </strong>em grande parte da faixa costeira ocidental, com<strong> maior incidência no litoral entre Porto e Sines, sendo pontualmente fortes em algumas áreas do litoral Oeste</strong>. A partir do início da tarde, espera-se uma deslocação da instabilidade para leste, com os aguaceiros a surgir sobretudo no interior Norte e Centro, mas ocasionalmente também em pontos do Algarve e do Alto Alentejo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766228" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-em-maio-vai-ser-energico-em-portugal-sera-uma-mistura-de-trovoadas-fortes-e-calor-intenso.html" title="O tempo em maio vai ser enérgico em Portugal: será uma mistura de trovoadas fortes e calor intenso">O tempo em maio vai ser enérgico em Portugal: será uma mistura de trovoadas fortes e calor intenso</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-em-maio-vai-ser-energico-em-portugal-sera-uma-mistura-de-trovoadas-fortes-e-calor-intenso.html" title="O tempo em maio vai ser enérgico em Portugal: será uma mistura de trovoadas fortes e calor intenso"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-tempo-em-maio-vai-ser-energico-em-portugal-sera-uma-mistura-de-trovoadas-fortes-e-calor-intenso-1777377652503_320.jpg" alt="O tempo em maio vai ser enérgico em Portugal: será uma mistura de trovoadas fortes e calor intenso"></a></article></aside><p><strong>A partir das 18:00 espera-se um abrandamento significativo da precipitação</strong> em território nacional, com uma dissipação praticamente total já no período noturno.</p><div class="texto-destacado">Além da precipitação pontualmente acompanhada de trovoada, o fim de semana prolongado será marcado por uma <strong>montanha-russa das temperaturas máximas</strong>: prevê-se uma subida na sexta (1), uma descida no sábado (2) e uma nova subida (3) no domingo, especialmente nas Regiões Norte e Centro.</div><p>Além disto, o modelo Europeu antecipa <strong>a maior concentração e frequência de descargas elétricas (trovoadas fortes) durante a tarde de sábado (2) no distrito de Bragança</strong>. Também se prevê uma atividade elétrica relativamente frequente no distrito da Guarda, sendo que em distritos como os de Vila Real e Portalegre a trovoada poderá surgir de forma mais ocasional. Não se exclui que, por vezes, a precipitação surja sob a forma de <strong>granizo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-chuva-para-este-fim-de-semana-prolongado-em-que-distritos-serao-mais-provaveis-as-trovoadas-1777455715009.png" data-image="f0c3wfodtf4x"><figcaption>Na tarde de sábado (2) prevê-se que a concentração de descargas elétricas seja mais frequente e intensa no Nordeste Transmontano (distrito de Bragança).</figcaption></figure><p>Quanto a <strong>domingo (3) vislumbra-se um cenário menos instável</strong>. O céu apresentar-se-á parcialmente nublado, estando prevista a ocorrência de aguaceiros fracos e muito dispersos nas Regiões Norte, Centro e Área Metropolitana de Lisboa, novamente mais prováveis durante o início e meio da tarde.</p><p>Por enquanto, <strong>para dia 3 de maio</strong><strong>, o nosso modelo de referência ainda não prevê trovoadas</strong>, mas tendo em conta a típica volatilidade da atmosfera numa estação do ano tão dinâmica como é a primavera, o cenário poderá mudar até então.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-chuva-para-este-fim-de-semana-prolongado-em-que-distritos-serao-mais-provaveis-as-trovoadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva, trovoadas e depois um convite difícil de ignorar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/chuva-trovoadas-e-depois-um-convite-dificil-de-ignorar.html</link><pubDate>Wed, 29 Apr 2026 12:37:10 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Neste fim de semana prolongado prevê-se novo agravamento do tempo em Portugal continental. Ainda assim, nem tudo são más notícias. Conheça os parques ideais para aproveitar o feriado.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-trovoadas-e-depois-um-convite-dificil-de-ignorar-1777316228669.jpg" data-image="8rap6hhawkh4" alt="Parque natural" title="Parque natural"><figcaption>Comece já a planear o fim de semana. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p><strong>Períodos chuvosos</strong>, por vezes acompanhados de trovoada, em vastas zonas de Portugal continental? Não se preocupe, as previsões para os próximos dias não são as melhores, mas<strong> nem tudo são más notícias</strong>.</p><p>Sim, sabemos que o período de maior instabilidade do fim de semana prolongado terá lugar precisamente entre sábado (2) e domingo (3), o que pode estragar um pouco os planos para uma possível escapadinha. Contudo, há sempre novos sítios que pode conhecer. Nem que seja, quando houver uma 'aberta'.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. <br></div><p>Aliás, antes do agravamento da instabilidade meteorológica chegar no sábado, pode mesmo aproveitar o feriado, dia 1 de maio, para um pequeno passeio. E pode já começar a planeá-lo. Precisa de ideias?</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766228" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-em-maio-vai-ser-energico-em-portugal-sera-uma-mistura-de-trovoadas-fortes-e-calor-intenso.html" title="O tempo em maio vai ser enérgico em Portugal: será uma mistura de trovoadas fortes e calor intenso">O tempo em maio vai ser enérgico em Portugal: será uma mistura de trovoadas fortes e calor intenso</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-em-maio-vai-ser-energico-em-portugal-sera-uma-mistura-de-trovoadas-fortes-e-calor-intenso.html" title="O tempo em maio vai ser enérgico em Portugal: será uma mistura de trovoadas fortes e calor intenso"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-tempo-em-maio-vai-ser-energico-em-portugal-sera-uma-mistura-de-trovoadas-fortes-e-calor-intenso-1777377652503_320.jpg" alt="O tempo em maio vai ser enérgico em Portugal: será uma mistura de trovoadas fortes e calor intenso"></a></article></aside><p>A <strong>Holidu</strong>, portal de reserva para casas de férias, revelou recentemente os resultados de um estudo sobre<strong> os parques mais populares do país</strong>. Porque não aproveitar os próximos dias para conhecer um deles?</p><p>“Com o inverno a ficar para trás e os primeiros dias realmente soalheiros a aparecerem, regressa a vontade de sair, caminhar e passar tempo na natureza”, começam por escrever. </p><h2>Os parques mais procurados pelos portugueses</h2><p>Para esta análise, o portal teve em conta “indicadores como as <strong>pesquisas mensais e os dados do Google</strong>”. “Entre serra, costa atlântica e trilhos com vista para o mar, estes parques são uma forte aposta para escapadinhas de primavera — com mais luz, calor e paisagens no seu melhor.”</p><p>Será que consegue adivinhar qual o parque que ocupa a primeira posição? </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-trovoadas-e-depois-um-convite-dificil-de-ignorar-1777315952054.jpg" data-image="87qo53ljfaxj" alt="Parque Natural da Arrábida" title="Parque Natural da Arrábida"><figcaption>Um primeiro lugar que se explica à primeira vista. Foto: Wikimedia // Ricardo Moniz</figcaption></figure><p>Como muitos poderiam prever, o <strong>Parque Natural da Arrábida</strong>, que está dividido entre os municípios de Palmela, Setúbal e Sesimbra, foi eleito o mais popular do País. Surpreendido? </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765472" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/cidade-a-45-minutos-de-lisboa-atrai-estrangeiros-mas-nao-convence-portugueses.html" title="Cidade a 45 minutos de Lisboa atrai estrangeiros, mas não convence portugueses">Cidade a 45 minutos de Lisboa atrai estrangeiros, mas não convence portugueses</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/cidade-a-45-minutos-de-lisboa-atrai-estrangeiros-mas-nao-convence-portugueses.html" title="Cidade a 45 minutos de Lisboa atrai estrangeiros, mas não convence portugueses"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cidade-a-45-minutos-de-lisboa-atrai-estrangeiros-mas-nao-convence-portugueses-1776980082665_320.jpg" alt="Cidade a 45 minutos de Lisboa atrai estrangeiros, mas não convence portugueses"></a></article></aside><p>Na lista entram também o Parque Nacional da Peneda Gerês; o Parque Natural Sintra-Cascais; o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina; e o Parque Natural da Serra da Estrela. </p><h2>O que tem de especial o Parque Natural da Arrábida? </h2><p>Em primeiro lugar no estudo, está o Parque Natural da Arrábida. “Conta com o maior número de pesquisas, bem como de <em>reviews</em>: 28.979 <em>reviews</em>, <em>rating </em>de 4,8 e cerca de 18.100 pesquisas mensais”, concluem. </p><div class="texto-destacado">Mas, o que será que o torna especial?</div><p>A <strong>poucos quilómetros de Lisboa</strong>, este é um parque que combina trilhos, praias e miradouros “que abrem vistas diretas sobre o Atlântico”. Esta proximidade torna-o <strong>ideal para escapadinhas de fim de semana</strong>. Concorda?</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/chuva-trovoadas-e-depois-um-convite-dificil-de-ignorar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Gigantes isolados: como a atividade humana está a alterar o ADN dos elefantes africanos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/gigantes-isolados-como-a-atividade-humana-esta-a-alterar-o-adn-dos-elefantes-africanos.html</link><pubDate>Wed, 29 Apr 2026 10:45:04 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A história escrita no ADN: milhões de anos de hibridização e a recente perda de conectividade moldam o futuro dos elefantes. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/gigantes-isolados-como-a-atividade-humana-esta-a-alterar-o-dna-dos-elefantes-africanos-1777366355704.png" data-image="379o7n5yg3di"><figcaption>Populações isoladas na Eritreia e Etiópia sofrem de endogamia extrema por não encontrarem parceiros sem parentesco em habitats tão fragmentados.</figcaption></figure><p>Os elefantes africanos são considerados espécies fundamentais que desempenham um papel crucial na manutenção dos ecossistemas, mas enfrentam declínios severos<strong> devido ao comércio de marfim e à perda de habitat</strong>.</p><p>Atualmente reconhecidos como duas espécies distintas, o <strong>elefante da savana</strong> (<em>Loxodonta africana</em>) e o <strong>elefante da floresta</strong> (<em>L. cyclotis</em>), ambos são classificados como <strong>ameaçados</strong>, com o elefante da floresta listado como "Criticamente em perigo" pela UICN. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gigantes-isolados-como-a-atividade-humana-esta-a-alterar-o-dna-dos-elefantes-africanos-1777366502075.png" data-image="liehutokuxwv"><figcaption>Quase todos os elefantes da savana possuem DNA de floresta , apesar da espécie da floresta manter uma diversidade genética superior.</figcaption></figure><p>Para investigar as consequências genómicas desta crise, <strong>um estudo recente analisou 232 genomas de alta cobertura de 17 países</strong>, realizando a primeira análise genómica a nível continental que trata as duas espécies separadamente. </p><p>Esta investigação explora como a conectividade histórica, a hibridização e o isolamento induzido pelo homem moldaram <strong>a integridade genética destas populações</strong>, fornecendo dados vitais para a conservação destes "engenheiros de ecossistemas".</p><h2>Descobertas genómicas e carga genética </h2><p>O estudo revelou<strong> contrastes significativos</strong> entre as espécies. </p><p>Os elefantes da floresta apresentam maior heterozigotia (é uma medida fundamental da diversidade genética de um indivíduo ou população) e historicamente tiveram tamanhos populacionais efetivos maiores enquanto que os elefantes da savana exibem níveis mais elevados de endogamia e uma maior carga genética (mutações deletérias acumuladas) em comparação com os da floresta.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/gigantes-isolados-como-a-atividade-humana-esta-a-alterar-o-dna-dos-elefantes-africanos-1777366594524.png" data-image="o9e6tu3qez5v"><figcaption>Populações isoladas na Eritreia e Etiópia sofrem de endogamia extrema por não encontrarem parceiros sem parentesco em habitats tão fragmentados.</figcaption></figure><p>Quanto à hibridização detetou-se uma introgressão generalizada de ascendência da floresta em populações de savana, sugerindo uma história complexa de contacto e hibridização ao longo do tempo. Em locais como o Parque Nacional Queen Elizabeth (Uganda), <strong>a ascendência da floresta nos elefantes da savana chega a ultrapassar os 20%</strong>. </p><h2>O impacto da atividade humana </h2><p>Historicamente, a <strong>elevada mobilidade dos elefantes promovia a conectividade genética</strong>. Contudo, as atividades antropogénicas, especialmente a caça furtiva para o comércio de marfim e a perda de habitat, fragmentaram estas populações. <br>Em populações periféricas e isoladas, como as da Eritreia e Etiópia, foram <strong>identificados sinais claros de deriva genética e redução da diversidade</strong>. Estas populações apresentam níveis elevados de endogamia devido à dificuldade em encontrar parceiros não relacionados em habitats fragmentados. </p><div class="texto-destacado">Estima-se que, nos últimos 53 anos, as populações tenham diminuído 70% na savana e 90% na floresta. O estudo destaca que a manutenção de corredores de conectividade é vital para a saúde genética das espécies. </div><p>Os casos de sucesso temos por exemplo, as populações em áreas bem conectadas, como a Área de Conservação Transfronteiriça Kavango-Zambezi (KAZA), mantêm uma diversidade genética estável e baixos níveis de endogamia. </p><p>Como as amostras utilizadas datam maioritariamente da década de 1990, os dados servem como uma "linha de base" científica para comparar com o estado atual das populações, <strong>permitindo monitorizar os efeitos das crises de caça furtiva do século XXI</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="735327" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-cerebro-do-elefante-muito-mais-do-que-memoria.html" title="O cérebro do elefante: muito mais do que memória!">O cérebro do elefante: muito mais do que memória!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-cerebro-do-elefante-muito-mais-do-que-memoria.html" title="O cérebro do elefante: muito mais do que memória!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-cerebro-do-elefante-muito-mais-do-que-memoria-1761082037615_320.jpg" alt="O cérebro do elefante: muito mais do que memória!"></a></article></aside><p>Em suma, <strong>as atividades humanas estão a forçar um isolamento que contraria a natureza migratória dos elefantes</strong>. A compreensão da carga genética e da perda de conectividade é agora essencial para informar políticas de conservação que evitem o colapso das populações remanescentes destes engenheiros de ecossistemas.</p><p><em><br></em></p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><a href="https://www.20minutos.es/ciencia/elefantes-africanos-aislan-cada-vez-mas-actividades-humanas_6960098_0.html"><em>https://www.20minutos.es/ciencia/elefantes-africanos-aislan-cada-vez-mas-actividades-humanas_6960098_0.html</em></a></p><p><em><br> Pečnerová, P., Ishida, Y., Garcia-Erill, G. et al. The genomic impact of population connectivity and decline in Africa’s elephants. Nat Commun 17, 3223 (2026). https://doi.org/10.1038/s41467-026-71262-w </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/gigantes-isolados-como-a-atividade-humana-esta-a-alterar-o-adn-dos-elefantes-africanos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Produzem energia e, ao mesmo tempo, removem o CO₂ da atmosfera: é assim que se cria combustível a partir de algas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/produzem-energia-e-ao-mesmo-tempo-removem-o-co-da-atmosfera-e-assim-que-se-cria-combustivel-a-partir-de-algas.html</link><pubDate>Wed, 29 Apr 2026 10:39:11 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>As algas absorvem dióxido de carbono e transformam-no em biocombustíveis: uma tecnologia emergente que poderá desempenhar um papel fundamental na construção dos sistemas energéticos do futuro.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/producono-energia-e-allo-stesso-tempo-eliminano-la-co-dall-atmosfera-ecco-come-nasce-il-carburante-dalle-alghe-1776705479051.jpeg" data-image="vskmqx6r3qks"><figcaption>Fotobiorreator para o cultivo de microalgas: um sistema controlado no qual a luz, a água e os nutrientes promovem o crescimento de microrganismos semelhantes a plantas, utilizados na produção de biocombustíveis.</figcaption></figure><p><strong>A redução das emissões de dióxido de carbono e a sua remoção da atmosfera representam um dos maiores desafios ambientais do nosso tempo</strong>. As estratégias atualmente adotadas incluem a transição para as energias renováveis, a eficiência energética, a captura e armazenamento de CO₂ e a reflorestação.</p><p>Entre os sistemas naturais, <strong>o método mais eficiente para o sequestro de CO₂ continua a ser a fotossíntese das plantas</strong>, que converte o dióxido de carbono em biomassa utilizando a luz solar como fonte de energia.</p><h2>Algas como "fábricas" biológicas de energia</h2><p>É neste contexto que as algas entram em cena: <strong>organismos aquáticos fotossintéticos capazes de crescer rapidamente e de absorver grandes quantidades de CO₂</strong>. Não se trata de uma categoria única, mas sim de um grupo heterogéneo que inclui microalgas unicelulares como a <em>Chlorella, a Spirulina</em> e a<em> Nannochloropsis</em>, espécies frequentemente utilizadas em processos industriais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/producono-energia-e-allo-stesso-tempo-eliminano-la-co-dall-atmosfera-ecco-come-nasce-il-carburante-dalle-alghe-1776705718990.jpeg" data-image="wr7y6xfxxlwt"><figcaption>Microalgas ao microscópio: a sua elevada eficiência fotossintética e a capacidade de acumular lípidos tornam-nas particularmente interessantes na cadeia de abastecimento de biocombustíveis.</figcaption></figure><p>A sua elevada eficiência fotossintética e a sua capacidade de acumular lípidos (ou seja, gorduras) tornam estes microrganismos de natureza vegetal <strong>uma opção particularmente promissora na cadeia de produção de biocombustíveis</strong>.</p><h2>Como se produz combustível a partir de algas</h2><p>O processo industrial decorre em instalações controladas conhecidas como fotobiorreatores ou, em alternativa, em tanques abertos. <strong>As algas são cultivadas na água, expostas à luz solar ou à luz artificial, e recebem nutrientes e dióxido de carbono</strong>; este último é frequentemente obtido a partir de emissões industriais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765567" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/algas-marinhas-tem-potencial-surpreendente-para-remover-poluentes-persistentes-dos-rios.html" title="Algas marinhas têm potencial surpreendente para remover poluentes persistentes dos rios">Algas marinhas têm potencial surpreendente para remover poluentes persistentes dos rios</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/algas-marinhas-tem-potencial-surpreendente-para-remover-poluentes-persistentes-dos-rios.html" title="Algas marinhas têm potencial surpreendente para remover poluentes persistentes dos rios"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/algas-marinhas-tem-potencial-surpreendente-para-remover-poluentes-persistentes-dos-rios-1777033977071_320.jpg" alt="Algas marinhas têm potencial surpreendente para remover poluentes persistentes dos rios"></a></article></aside><p><strong>Durante a sua fase de crescimento, as algas absorvem CO₂ e produzem biomassa</strong>. Quando atingem a maturidade, são colhidas e submetidas a processos de extração para a obtenção de óleos vegetais. Posteriormente, estes óleos são transformados em biodiesel através de reações de refinação química.</p><p>Esta tecnologia ainda se encontra em fase de desenvolvimento: os Estados Unidos e a China, juntamente com vários centros de investigação europeus e internacionais, têm investido em projetos-piloto e instalações de demonstração; no entanto, <strong>a produção em grande escala ainda não é competitiva em comparação com os combustíveis fósseis</strong>.</p><h2>Vantagens, limitações e perspetivas futuras</h2><p><strong>Os biocombustíveis à base de algas oferecem vantagens significativas</strong>: não competem diretamente com as culturas alimentares, podem ser produzidos em ambientes não agrícolas e contribuem para a redução do CO₂ atmosférico durante o seu crescimento.</p><p>No entanto, subsistem limitações importantes: <strong>os custos de produção são elevados, os rendimentos energéticos nem sempre são estáveis</strong> e a gestão das instalações requer um investimento tecnológico considerável.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/producono-energia-e-allo-stesso-tempo-eliminano-la-co-dall-atmosfera-ecco-come-nasce-il-carburante-dalle-alghe-1776705896206.jpeg" data-image="p5121o9g42ir"><figcaption>Ao ponderar as suas vantagens e limitações, os biocombustíveis à base de microalgas representam uma tecnologia promissora ainda em fase de desenvolvimento: embora apresentem um elevado potencial ambiental, é necessário superar desafios técnicos e económicos para permitir a sua aplicação em grande escala.</figcaption></figure><p>Em comparação com os combustíveis fósseis,<strong> as algas oferecem um ciclo potencialmente mais sustentável, embora ainda insuficiente </strong>para substituir completamente as fontes de energia tradicionais.</p><h2>Uma tecnologia na encruzilhada entre a investigação e a transição energética</h2><p><strong>O futuro dos biocombustíveis à base de algas dependerá da capacidade de melhorar a eficiência dos processos e reduzir os custos industriais</strong>. Neste contexto, as algas representam uma das várias soluções integradas potenciais para fazer face à crise climática, a par de estratégias de mitigação, adaptação e desenvolvimento de tecnologias energéticas sustentáveis.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764656" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/descoberto-novo-material-de-carbono-que-oferece-um-modelo-promissor-para-a-proxima-geracao-de-tecnologia-climatica.html" title="Descoberto novo material de carbono que oferece um modelo promissor para a próxima geração de tecnologia climática">Descoberto novo material de carbono que oferece um modelo promissor para a próxima geração de tecnologia climática</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/descoberto-novo-material-de-carbono-que-oferece-um-modelo-promissor-para-a-proxima-geracao-de-tecnologia-climatica.html" title="Descoberto novo material de carbono que oferece um modelo promissor para a próxima geração de tecnologia climática"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/scientists-uncover-new-carbon-material-offering-potentially-powerful-blueprint-for-next-gen-climate-tech-1776270709323_320.jpg" alt="Descoberto novo material de carbono que oferece um modelo promissor para a próxima geração de tecnologia climática"></a></article></aside><p>Mais do que uma resposta definitiva, funcionam como um <strong>pilar fundamental no âmbito de uma transição mais ampla</strong>; uma transição em que a inovação científica e a gestão ambiental devem avançar em conjunto para construir sistemas energéticos que sejam simultaneamente mais resilientes e tenham um menor impacto ambiental.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/produzem-energia-e-ao-mesmo-tempo-removem-o-co-da-atmosfera-e-assim-que-se-cria-combustivel-a-partir-de-algas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como é que a Terra se formou realmente? Um novo estudo levanta dúvidas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/como-e-que-a-terra-se-formou-realmente-um-novo-estudo-levanta-duvidas.html</link><pubDate>Wed, 29 Apr 2026 10:27:57 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo científico estima que a Terra se formou principalmente a partir do reservatório interno de materiais do Sistema Solar primitivo.</p><ul></ul><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/comment-s-est-vraiment-formee-la-terre-une-nouvelle-etude-seme-le-doute-1776522573541.jpeg" data-image="43t8l4yo7c6n" alt="Formación planetaria" title="Formación planetaria"><figcaption>Será que os materiais que possibilitaram a formação do nosso planeta provêm realmente de dois reservatórios distintos, ou apenas do reservatório interno?</figcaption></figure><p>Um estudo recente afirma que o nosso planeta se formou principalmente a partir de materiais provenientes do reservatório interno do nosso Sistema Solar, em vez de através de um fluxo maciço proveniente do reservatório externo, como os cientistas acreditavam anteriormente.</p><h2>Dois grandes reservatórios de matéria</h2><p>De acordo com os estudos realizados sobre o tema, particularmente <strong>aqueles baseados na análise de meteoritos, o Sistema Solar primitivo não era homogéneo</strong>. Na verdade, consistia em dois reservatórios de matéria distintos e, em grande medida, não misturados: um <strong>reservatório interno</strong>, situado perto do Sol, e um <strong>reservatório externo</strong>, localizado mais longe e mais rico em elementos voláteis (hidrogénio, carbono, gases nobres, halogéneos e enxofre).</p><div class="texto-destacado">Embora a questão continue a ser objeto de investigação contínua, os cientistas levantam a hipótese de que estes dois grandes reservatórios de matéria ficaram separados pela formação precoce de Júpiter, que atuou como uma barreira gravitacional. Consequentemente, acredita-se que este gigante gasoso impediu a mistura de materiais entre os discos de matéria interno e externo.</div><p>No entanto, se estes dois reservatórios tiveram uma interação mínima entre si, será realmente correta a teoria que sugere que a Terra se formou a partir de uma mistura de ambos os reservatórios através da «acreção de seixos», tal como indicam, de facto, os modelos recentes? Será que o nosso planeta se formou exclusivamente a partir do reservatório interno?</p><h2>Um estudo minucioso</h2><p>Para responder a esta questão, os cientistas analisaram <strong>meteoritos primitivos</strong> (condritas), juntamente com amostras representativas da composição da Terra. Centraram-se especificamente nos <strong>isótopos de ferro</strong>, um dos principais componentes do núcleo terrestre, que <strong>servem como marcadores para distinguir entre os materiais provenientes dos reservatórios internos e externos do Sistema Solar</strong>.</p><p>Com efeito, os isótopos de um mesmo elemento químico diferem na sua massa (mais concretamente, no seu número de neutrões); <strong>diferenças que permitem rastrear a origem dos materiais</strong>. Assim, graças à espectrometria de massa de ultra alta precisão, os cientistas conseguiram medir variações isotópicas minúsculas e, desta forma, determinar com exatidão a origem dos materiais em estudo, ao contrário dos métodos analíticos anteriores, que podiam ignorar estes sinais subtis.</p><h2>Resultados surpreendentes!</h2><p>De acordo com os resultados do estudo, publicados recentemente na revista <em>Nature</em>, <strong>a assinatura isotópica da Terra corresponde quase exclusivamente à do reservatório interno do Sistema Solar primitivo</strong>. Os investigadores não detetaram qualquer vestígio significativo de contribuição de material proveniente do reservatório externo!</p><figure><blockquote class="twitter-tweet" data-conversation="none"><p lang="en" dir="ltr">Homogeneous accretion of the Earth in the inner Solar System | Nature Astronomy <a href="https://t.co/R00GoL7U3L">https://t.co/R00GoL7U3L</a> <a href="https://t.co/WnK8xrF0hF">pic.twitter.com/WnK8xrF0hF</a></p>— Nirmata (@En_formare) <a href="https://twitter.com/En_formare/status/2038673973911622067?ref_src=twsrc%5Etfw">March 30, 2026</a></blockquote></figure><p>Isto implica que a Terra se formou de forma mais local do que pensávamos anteriormente: <strong>num ambiente relativamente isolado do resto do cosmos devido à influência gravitacional de Júpiter</strong>.</p><p>Consequentemente, a imensa maioria dos elementos voláteis presentes na Terra (como a água) pode não ter tido origem na contaminação por um reservatório externo, mas, pelo contrário, pode ter estado presente desde a própria origem do nosso planeta.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765324" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cientistas-apontam-para-um-universo-oculto-anterior-ao-big-bang-que-ainda-deixa-vestigios-no-espaco.html" title="Cientistas apontam para um universo oculto anterior ao Big Bang que ainda deixa vestígios no espaço">Cientistas apontam para um universo oculto anterior ao Big Bang que ainda deixa vestígios no espaço</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cientistas-apontam-para-um-universo-oculto-anterior-ao-big-bang-que-ainda-deixa-vestigios-no-espaco.html" title="Cientistas apontam para um universo oculto anterior ao Big Bang que ainda deixa vestígios no espaço"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-apuntan-a-un-universo-oculto-previo-al-big-bang-que-aun-deja-huella-en-el-espacio-1776857354736_320.jpg" alt="Cientistas apontam para um universo oculto anterior ao Big Bang que ainda deixa vestígios no espaço"></a></article></aside><p>Estas descobertas, portanto, <strong>colocam em causa os mecanismos de formação de planetas terrestres atualmente aceites pela comunidade científica</strong>, bem como o papel do transporte de matéria no interior dos discos protoplanetários.</p><p>Num sentido mais amplo, também vale a pena questionar <strong>se a Terra é representativa dos planetas rochosos em geral, ou se constitui um caso único no Universo devido a esta falta de interação entre os dois reservatórios de matéria do nosso Sistema Solar primitivo</strong>.</p><p>Se conseguirmos responder a esta pergunta, sem dúvida obteremos uma compreensão mais profunda das condições necessárias para a formação de exoplanetas habitáveis!</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em> Gaspard Salomon (07/04/2026). <a href="https://www.futura-sciences.com/sciences/actualites/formation-systeme-solaire-vient-vraiment-terre-chercheurs-remontent-origines-reponse-tout-pres-soleil-133370/" target="_blank">D’où vient vraiment la Terre ? Des chercheurs remontent à ses origines – et la réponse est tout près du Soleil</a></em>, <em>Futura-Sciences</em>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/como-e-que-a-terra-se-formou-realmente-um-novo-estudo-levanta-duvidas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item></channel></rss>