<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Tempo.pt - Meteored</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Mon, 08 Jun 2026 18:00:17 +0000</lastBuildDate><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 18:00:17 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Tempo.pt - Meteored</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Terá Júpiter contribuído para uma Terra habitável? O gigante gasoso pode ter preservado ingredientes essenciais à vida]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/tera-jupiter-contribuido-para-uma-terra-habitavel-o-gigante-gasoso-pode-ter-preservado-ingredientes-essenciais-a-vida.html</link><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo sugere que Júpiter não trouxe diretamente os ingredientes da vida para a Terra, mas pode ter evitado que estes se perdessem no espaço. A sua formação precoce terá sido fundamental para que o nosso planeta conservasse água e compostos essenciais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/jupiter-ayudo-a-que-la-tierra-fuera-habitable-el-gigante-gaseoso-pudo-guardar-ingredientes-clave-para-la-vida-1780711955325.jpg" data-image="qd003zw3oxyn" alt="Júpiter." title="Júpiter."><figcaption>Júpiter, o gigante gasoso do Sistema Solar, pode ter desempenhado um papel fundamental na história primitiva da Terra: a sua enorme gravidade terá ajudado a reter, nas proximidades do planeta, os ingredientes essenciais à vida.</figcaption></figure><p>A Terra não se tornou habitável por acaso. Para que o nosso planeta pudesse tornar-se um mundo com oceanos, atmosfera e vida, foi necessário reunir <strong>uma</strong> <strong>combinação muito precisa de ingredientes químicos</strong>. Entre eles estão <strong>o azoto e o fósforo</strong>, dois elementos essenciais para a formação de moléculas biológicas.</p><p>Durante anos, uma das principais teorias científicas defendia que grande parte desses materiais chegou de zonas externas do Sistema Solar, transportados por asteróides e meteoritos que colidiram com a Terra primitiva. No entanto, um novo estudo apoiado pela NASA propõe uma história diferente, na qual <strong>Júpiter desempenha um papel inesperado</strong>. </p><h2>Os ingredientes da vida podem estar mais perto do que se pensava</h2><p>A investigação, publicada na Science Advances e liderada por cientistas da Universidade Rice, analisou a relação <strong>entre o fósforo e o azoto em meteoritos de ferro e condritos</strong>. Estes objetos funcionam como cápsulas do tempo, pois conservam informação química das primeiras fases do Sistema Solar.</p><div class="texto-destacado">O <b>azoto</b> é fundamental para o ADN, as proteínas e a atmosfera terrestre. O <strong>fósforo</strong>, por sua vez, faz parte do ADN, do ARN e das moléculas que armazenam energia nas células. Sem eles, a vida tal como a conhecemos teria muita dificuldade em compor a sua receita.</div><p>O interessante é que os investigadores descobriram que a Terra <strong>pôde obter grande parte destes elementos do interior do Sistema Solar</strong>, ou seja, da mesma região onde se formaram os planetas rochosos como Mercúrio, Vénus, a Terra e Marte. Isto desafia a ideia de que os ingredientes essenciais <strong>chegaram principalmente de regiões mais distantes e frias</strong>. </p><h2>Júpiter, o guardião gravitacional do Sistema Solar</h2><p>É aqui que entra <strong>Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar</strong>. À medida que se formava, a sua enorme massa começou a exercer uma influência gravitacional <strong>capaz de alterar o movimento dos materiais em torno do So</strong>l.</p><p>De acordo com o estudo, o crescimento de Júpiter pode ter limitado a transferência de fósforo e azoto <strong>do interior do Sistema Solar para regiões externas</strong>. Ao atuar como uma espécie de barreira gravitacional, o gigante gasoso teria ajudado a que estes elementos <strong>permanecessem disponíveis perto de onde a Terra se estava a formar</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/jupiter-ayudo-a-que-la-tierra-fuera-habitable-el-gigante-gaseoso-pudo-guardar-ingredientes-clave-para-la-vida-1780710225832.png" data-image="0xh6ktww3t1l" alt="La enorme gravedad de Júpiter habría actuado como una barrera en el joven Sistema Solar, ayudando a retener cerca de la Tierra primitiva elementos esenciales como fósforo y nitrógeno." title="La enorme gravedad de Júpiter habría actuado como una barrera en el joven Sistema Solar, ayudando a retener cerca de la Tierra primitiva elementos esenciales como fósforo y nitrógeno."> <figcaption>A enorme gravidade de Júpiter terá funcionado como uma barreira no jovem Sistema Solar, ajudando a reter perto da Terra primitiva elementos essenciais como o fósforo e o azoto. Imagem ilustrativa.</figcaption></figure><p>Isto não significa que Júpiter tenha "oferecido" diretamente os ingredientes da vida. Pelo contrário, <strong>teria impedido que uma parte deles se dispersasse para outras zonas do Sistema Solar</strong>. Foi menos um distribuidor e mais um porteiro cósmico: não organizou a festa, mas ajudou a garantir que os convidados importantes não fossem embora. </p><h2>Uma pista para a procura de mundos habitáveis fora do Sistema Solar</h2><p>Esta descoberta também pode alterar a forma como se estudam outros sistemas planetários. Se a presença e o crescimento de um planeta gigante como Júpiter <strong>influenciam a distribuição de elementos essenciais</strong>, então os astrónomos poderão analisar com maior atenção a estrutura completa dos sistemas onde procuram planetas habitáveis.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769701" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/estrelas-gigantes-que-engolem-planetas-a-descoberta-de-como-estes-sao-erodidos-camada-a-camada-pouco-a-pouco.html" title="Estrelas gigantes que engolem planetas: a descoberta de como estes são erodidos, camada a camada, pouco a pouco">Estrelas gigantes que engolem planetas: a descoberta de como estes são erodidos, camada a camada, pouco a pouco</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/estrelas-gigantes-que-engolem-planetas-a-descoberta-de-como-estes-sao-erodidos-camada-a-camada-pouco-a-pouco.html" title="Estrelas gigantes que engolem planetas: a descoberta de como estes são erodidos, camada a camada, pouco a pouco"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/e-cosi-che-le-stelle-divorano-i-pianeti-gioviani-a-piccoli-morsi-1779090796067_320.png" alt="Estrelas gigantes que engolem planetas: a descoberta de como estes são erodidos, camada a camada, pouco a pouco"></a></article></aside><p>Não basta encontrar um mundo rochoso à distância adequada da sua estrela. <strong>Também importa como se formou, que materiais tinha à disposição e que planetas gigantes o acompanharam</strong> durante os seus primeiros milhões de anos. </p><p>A investigação não resolve completamente o mistério de como a Terra se tornou habitável, mas<strong> acrescenta uma peça fascinante ao quebra-cabeças</strong>. O nosso planeta não dependia apenas de estar à distância certa do Sol. Também pode ter sido necessário que <strong>Júpiter crescesse no momento certo e no lugar certo</strong>. Na história da vida, até os gigantes distantes podem ter algo a dizer.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>NASA. <a href="https://science.nasa.gov/science-research/planetary-science/astrobiology/nasa-finds-new-way-earth-may-have-received-elements-needed-for-life/" target="_blank">La NASA descubre una nueva forma en que la Tierra pudo haber recibido los elementos necesarios para la vida.</a></em></p><p><em>Science. <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.aed8749" target="_blank">La sistemática de fósforo y nitrógeno de los planetesimales de primera generación limita el suministro de elementos esenciales para la vida a la Tierra.</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/tera-jupiter-contribuido-para-uma-terra-habitavel-o-gigante-gasoso-pode-ter-preservado-ingredientes-essenciais-a-vida.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo em Portugal esta semana: temperaturas aproximam-se dos 40 °C nestas zonas; saiba em que datas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-temperaturas-aproximam-se-dos-40-c-nestas-zonas-saiba-em-que-datas.html</link><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 14:24:10 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma massa de ar quente subtropical irá influenciar as temperaturas em Portugal Continental a partir de quarta-feira. Vários locais de Norte a Sul poderão registar valores próximos dos 40 ºC. Saiba quais!</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/_838isdQj5s/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=_838isdQj5s" id="_838isdQj5s"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Esta semana arranca seca e soalheira, contando com temperaturas máximas entre os 19 ºC em Viana do Castelo e os 29 ºC em Beja e Castelo Branco, reforçando o <strong>contraste térmico entre litoral e interior</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No entanto, <strong>espera-se que este cenário mude nos próximos dias</strong>, com a subida generalizada e acentuada dos termómetros.</p><h2>Massa de ar quente irá contribuir para a subida acentuada dos termómetros</h2><p>A partir de quarta-feira, dia 10, esta subida será mais expressiva, devido à aproximação de uma massa de ar quente, ainda que seja mais evidente no interior Centro e Sul, com valores máximos até 34 ºC. Neste dia, <strong>o contraste entre o Norte e o resto do país ainda será notório, esperando-se máximas de até 28 ºC nesta região</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-temperaturas-podem-aproximar-se-dos-40-c-saiba-onde-1780925254268.png" data-image="zmea2d2de3wt" alt="anomalia térmica positiva" title="anomalia térmica positiva"><figcaption>A partir de quarta-feira, dia 10, as anomalias térmicas positivas vão cobrir praticamente todo o território continental, à exceção do Algarve. Alguns locais poderão registar valores até 12 ºC acima da normal climatológica.</figcaption></figure><p>Todavia, será na quinta-feira, dia 11, que a região Norte também irá sentir esta subida acentuada, <strong>podendo registar-se até 35 ºC </strong>no Vale do Douro, 32 ºC em Braga e 30 ºC em Vila Real.</p><h2>Na sexta-feira, os termómetros podem chegar aos 39 ºC em diversas localidades de Norte a Sul</h2><p>Esta tendência de subida mantém-se na sexta-feira, podendo levar os <strong>termómetros a aproximarem-se dos 40 ºC nos Vales do Douro e Tejo, e em localidades mais a Sul como Alcácer do Sal e Grândola</strong>. </p><p>Neste dia, as <strong>capitais de distrito mais frescas</strong> deverão ser Aveiro e Viana do Castelo, contando com 27 ºC de máxima; seguidas do Porto e Guarda com 31 ºC. Já as <strong>capitais de distrito mais quentes </strong>deverão ser Braga, Beja e Évora com máximas esperadas de 36 ºC; seguidas de Santarém, Portalegre, Castelo Branco e Viseu, com previsão de 35 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772826" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/regresso-abrupto-do-calor-a-portugal-modelos-meteorologicos-definem-data-para-a-chegada-do-ar-subtropical.html" title="Regresso abrupto do calor a Portugal: modelos meteorológicos definem data para a chegada do ar subtropical">Regresso abrupto do calor a Portugal: modelos meteorológicos definem data para a chegada do ar subtropical</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/regresso-abrupto-do-calor-a-portugal-modelos-meteorologicos-definem-data-para-a-chegada-do-ar-subtropical.html" title="Regresso abrupto do calor a Portugal: modelos meteorológicos definem data para a chegada do ar subtropical"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/regresso-abrupto-do-calor-a-portugal-modelos-meteorologicos-apontam-para-a-chegada-de-ar-subtropical-ja-esta-semana-1780920643765_320.png" alt="Regresso abrupto do calor a Portugal: modelos meteorológicos definem data para a chegada do ar subtropical"></a></article></aside><p>Segundo a atual previsão, os mapas indicam um <strong>ligeiro alívio no calor no noroeste do país no sábado</strong>, dia 13, e ainda o regresso da chuva ao interior Norte ao final da tarde desse dia, assim como a possibilidade de trovoada no Norte e Centro. Ainda assim, as temperaturas máximas nesse dia deverão manter-se entre os 24 ºC em Viana do Castelo e os 36 ºC em Santarém e Beja.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-temperaturas-aproximam-se-dos-40-c-nestas-zonas-saiba-em-que-datas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Terramoto violento de magnitude 7,8 nas Filipinas: 14 mortos e um pequeno tsunami, o vídeo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/terramoto-violento-de-magnitude-7-8-nas-filipinas-14-mortos-e-um-pequeno-tsunami-o-video.html</link><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 13:13:04 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um forte terramoto de magnitude 7,8 atingiu a ilha filipina, causando danos materiais consideráveis e desencadeando uma vasta operação de emergência. Foi também registado um pequeno tsunami.</p><figure id="first-video" class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/h5FlVxPNm5Y/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=h5FlVxPNm5Y" id="h5FlVxPNm5Y"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A<strong> ilha de Mindanao, no sul das Filipinas</strong>, foi atingida há poucas horas por um <strong>forte terramoto de magnitude 7,8</strong>, o que levou à mobilização da Proteção Civil do país, que já <strong>elevou para 14 o número de vítimas confirmadas do sismo</strong>. O balanço oficial inclui ainda sete pessoas desaparecidas e mais de uma centena de feridos.</p><div class="texto-destacado">O forte abalo provocou o colapso de várias estruturas e <strong>causou enormes danos materiais numa área onde vivem cerca de 10 000 famílias</strong>. Equipas especializadas, bombeiros, pessoal de saúde e voluntários estão a trabalhar sem descanso para<strong> localizar eventuais sobreviventes sob os escombros</strong>.</div><p>Entretanto, as autoridades <strong>iniciaram inspeções técnicas para avaliar a real extensão dos danos causados pelo terramoto</strong>. Engenheiros e especialistas estão a inspecionar habitações, infraestruturas públicas, estradas e pontes para determinar quais podem continuar a ser utilizadas e quais representam, pelo contrário, um risco para a população.</p><h2>Confirmado um pequeno tsunami</h2><p>O terramoto, registado a <strong>cerca de 24 quilómetros da ilha de Burias, a uma profundidade de cerca de 55,2 quilómetros</strong>, provocou também um <strong>alerta de tsunami</strong> no arquipélago filipino, segundo informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) e do Governo das Filipinas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="in" dir="ltr">Terkonfirmasi : Tsunami Tertinggi dampak Gempa M7.8 Davao terjadi di Kiamba, Sarangani, Filipina dengan ketinggian 1,48 Meter. Berikut video yang diabadikan oleh Maria Jay. <br><br>Mohon maaf sebelumnya mimin menarasikan video ini sebagai tsunami di Tarakan, Kalimantan Utara. <br><br>[Gempa <a href="https://t.co/Z1Gvmote9y">pic.twitter.com/Z1Gvmote9y</a></p>— Info Gempa Dunia (@infogempadunia) <a href="https://x.com/infogempadunia/status/2063896279764393984?ref_src=twsrc%5Etfw">June 8, 2026</a></blockquote></figure><p>O alerta diz respeito <strong>a várias províncias do sul do país</strong>, onde se preveem ondas com mais de um metro. Por enquanto, foi lançado um <strong>apelo aos habitantes das zonas costeiras</strong> das províncias filipinas de Davao Ocidental, Tawi-Tawi, Sarangani, Sulu, Basilan, Zamboanga do Sul, Zamboanga Sibugay, Sultan Kudarat e Cotabato do Sul, <strong>para que procedam à evacuação imediata</strong>.</p><p>Neste momento, <strong>foi confirmado que ocorreu um pequeno tsunami, filmado em várias ilhas das Filipinas e da Indonésia</strong>, aparentemente sem causar danos significativos.</p><h2>Os especialistas alertam para o risco de réplicas</h2><p>Outra das principais preocupações após o terramoto diz respeito às réplicas. Até ao momento, na zona afetada<strong> já foram registadas mais de 130 réplicas, uma das quais com magnitude 6,7</strong> e pelo menos outras quatro com magnitudes entre<strong> 5,8 e 6,4</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr"><a href="https://x.com/hashtag/%C3%9ALTIMAHORA?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#ÚLTIMAHORA</a> Así se sintió el <a href="https://x.com/hashtag/temblor?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#temblor</a> en Mindanao Terremoto de magnitud 7.8 Polomolok, Cotabato Sur, Filipinas · <a href="https://x.com/hashtag/temblor?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#temblor</a> <a href="https://x.com/hashtag/Tu?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Tu</a> <a href="https://x.com/hashtag/earthquake?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#earthquake</a>,<a href="https://x.com/hashtag/joshtve?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#joshtve</a> <a href="https://x.com/hashtag/Earthquakephilipines?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Earthquakephilipines</a> <a href="https://x.com/hashtag/joshtve?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#joshtve</a> <a href="https://x.com/hashtag/temblor?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#temblor</a> video 1 <a href="https://t.co/WRrWPNRcDq">pic.twitter.com/WRrWPNRcDq</a></p>— Joshtve_ (@Joshtve_) <a href="https://x.com/Joshtve_/status/2063789368616108207?ref_src=twsrc%5Etfw">June 8, 2026</a></blockquote></figure><p>Os especialistas mantêm uma monitorização constante da atividade sísmica e lembram que <strong>estas réplicas podem prolongar-se por horas, dias ou mesmo semanas</strong> após o sismo principal.</p><p>Por este motivo, as autoridades recomendam à população que se <strong>mantenha informada através dos canais oficiais</strong> e siga as orientações dos serviços de emergência, especialmente nas áreas onde existem edifícios danificados.</p><h3>As Filipinas, um dos países com maior atividade sísmica do mundo</h3><p><strong>As Filipinas situam-se numa zona caracterizada por intensa atividade tectónica, no interior do chamado Anel de Fogo do Pacífico</strong>, uma região onde convergem várias placas geológicas responsáveis pela elevada frequência de terramotos e fenómenos vulcânicos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770883" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/video-um-meteoro-verde-iluminou-a-erupcao-do-vulcao-mayon-nas-filipinas.html" title="Vídeo: um meteoro verde iluminou a erupção do vulcão Mayón nas Filipinas">Vídeo: um meteoro verde iluminou a erupção do vulcão Mayón nas Filipinas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/video-um-meteoro-verde-iluminou-a-erupcao-do-vulcao-mayon-nas-filipinas.html" title="Vídeo: um meteoro verde iluminou a erupção do vulcão Mayón nas Filipinas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mayon-y-meteorito-1779755535829_320.png" alt="Vídeo: um meteoro verde iluminou a erupção do vulcão Mayón nas Filipinas"></a></article></aside><p>Esta condição geográfica faz com que o país seja regularmente atingido por sismos de diversa intensidade. No entanto, quando ocorrem eventos de grande magnitude, como o registado em Mindanao, <strong>as consequências podem ser particularmente graves devido à vulnerabilidade de certas infraestruturas</strong> e à elevada densidade populacional de determinadas áreas.</p><p>Enquanto prosseguem as operações de socorro e as avaliações no terreno, a atenção mantém-se centrada na evolução da emergência e na <strong>possível ocorrência de novos réplicas que possam agravar ainda mais a situação</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/terramoto-violento-de-magnitude-7-8-nas-filipinas-14-mortos-e-um-pequeno-tsunami-o-video.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A Serra da Estrela é agora a 14ª Reserva da Biosfera portuguesa reconhecida pela UNESCO]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-serra-da-estrela-e-agora-a-14-reserva-da-biosfera-portuguesa-reconhecida-pela-unesco.html</link><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 12:35:19 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O selo mundial da Organização das Nações Unidas coloca o ponto mais alto de Portugal continental numa rede global que concilia a proteção ecológica com as atividades humanas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-serra-da-estrela-e-agora-a-14-reserva-da-biosfera-portuguesa-reconhecida-pela-unesco-1780919490593.jpg" data-image="jelvb6iy1qzg" alt="Serra da Estrela" title="Serra da Estrela"><figcaption>Rochas com 600 milhões de anos e vestígios de glaciações antigas moldam a geodiversidade única da Serra da Estrela. Foto: Alves Gaspar, obra do próprio, CC BY-SA 3.0, Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>As nuvens que galgam os cumes graníticos da cordilheira mais alta de Portugal Continental guardam agora um novo título internacional. A <strong>Serra da Estrela</strong> passou a integrar oficialmente a <strong>Rede Mundial de Reservas da Biosfera</strong> da UNESCO. </p><p>A distinção premeia uma geografia mítica que soube harmonizar a conservação da <strong>biodiversidade</strong> com a sobrevivência económica das <strong>populações</strong> de montanha. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É o 14º território português a alcançar este patamar de proteção, depois de a classificação ter sido atribuída à Serra da Arrábida, em 2025. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O reconhecimento representa uma alavanca estratégica para <strong>projetar além-fronteiras</strong> a riqueza ecológica, cultural e gastronómica de uma região que respira história e isolamento.</p><h2>O traçado de uma geografia tripartida</h2><p>O novo mapa da reserva, desenhado sob a aprovação da agência das Nações Unidas, cobre uma superfície superior a 2370 quilómetros quadrados. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A área geográfica estende-se pelos <strong>seis municípios</strong> que partilham a gestão do Parque Natural da Serra da Estrela, designadamente Seia, Gouveia, Celorico da Beira, Guarda, Manteigas e Covilhã. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para assegurar o equilíbrio do projeto, o espaço divide-se em <strong>três zonas</strong> que se complementam mutuamente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-serra-da-estrela-e-agora-a-14-reserva-da-biosfera-portuguesa-reconhecida-pela-unesco-1780919619784.jpg" data-image="v1nup7rin7ve" alt="Planalto da Torre, Serra da Estrela" title="Planalto da Torre, Serra da Estrela"><figcaption>O planalto superior da Torre, coberto de neve, destaca-se como o ponto mais alto e emblemático da cordilheira. Foto: Roylindman, CC BY-SA 3.0, Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>A <strong>Zona Núcleo</strong> foca-se na proteção total dos valores naturais de altitude mais frágeis, ocupando uma parcela restrita do planalto superior. Em redor desta área surge a <strong>Zona Tampão</strong>, que assegura uma transição ecológica suave através de uma vigilância atenta. </p><h3>Reservas da Biosfera UNESCO em Portugal</h3><table><thead><tr><th>Ano</th><th>Reserva</th></tr></thead><tbody><tr><td>1981</td><td>Boquilobo, Ribatejo</td></tr><tr><td>2007</td><td>Corvo, Açores</td></tr><tr><td>2007</td><td>Graciosa, Açores</td></tr><tr><td>2009</td><td>Flores, Açores</td></tr><tr><td>2009</td><td>Reserva da Biosfera Transfronteiriça do Gerês –Xurés (Portugal/Espanha)</td></tr><tr><td>2011</td><td>Berlengas, Peniche</td></tr><tr><td>2011</td><td>Santana, Madeira</td></tr><tr><td>2015</td><td>Reserva da Biosfera Transfronteiriça Meseta Ibérica, Trás-Os-Montes (Portugal/Espanha)</td></tr><tr><td>2016</td><td>Fajãs de S. Jorge, Açores</td></tr><tr><td>2016</td><td>Reserva da Biosfera Transfronteiriça Tejo/Tajo Internacional (Portugal/Espanha)</td></tr><tr><td>2017</td><td>Castro Verde, Alentejo</td></tr><tr><td>2020</td><td>Porto Santo, Madeira</td></tr><tr><td>2025</td><td>Arrábida, Setúbal</td></tr><tr><td>2026</td><td>Serra da Estrela</td></tr></tbody></table><p> </p><p>Por fim, a <strong>Zona de Transição</strong> representa 62% da reserva total. Este último perímetro destina-se ao desenvolvimento das atividades socioeconómicas das <strong>comunidades locais</strong>, onde as comunidades locais assumem o papel de guardiãs do meio ambiente.</p><h2>A herança marcada pelo gelo e pelo isolamento</h2><p>A candidatura vitoriosa, submetida em 2024 pela Associação Geopark Estrela, resultou de um processo participativo que uniu autarquias, associações locais e cidadãos na defesa deste ecossistema que está entre as maiores áreas protegidas do país. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A história geológica da serra exibe rochas que alcançam os 600 milhões de anos de idade. As marcas da última glaciação criaram vales profundos, lagoas cristalinas e encostas acidentadas que começam nos 350 metros de altitude e culminam nos 1993 metros da Torre.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Este desnível acentuado retém os ventos húmidos do Atlântico e favorece habitats <em>únicos</em>. O relevo agreste e de difícil acesso serviu de refúgio natural para a fauna e a flora ao longo de várias gerações. </p><p>A montanha acolhe atualmente 70% das espécies de <strong>anfíbios</strong> e 75% dos <strong>morcegos</strong> registados no país. O planalto central destaca-se ainda por abrigar 110 espécies de briófitos e vários <strong>endemismos vegetais</strong> que não se encontram em mais nenhum ponto do planeta.</p><h2>O saber ancestral que definiu a paisagem</h2><p>A UNESCO também valoriza o trabalho humano que se ajustou à paisagem natural. O coração económico da serra bate ao ritmo da <strong>pastorícia tradicional e da transumância</strong>, a deslocação sazonal de rebanhos para os pastos de altitude durante o verão. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Este ciclo passado entre gerações assegura a matéria-prima para a produção artesanal do Queijo Serra da Estrela, uma joia gastronómica protegida que sustenta dezenas de famílias.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A <strong>lã das</strong> <strong>ovelhas nativas</strong> impulsionou ainda uma indústria têxtil histórica na Covilhã e em Manteigas. O artesanato local reinventou-se com o <strong>burel</strong>, um tecido de lã tradicional de alta resistência que ganhou nova vida no design contemporâneo e na arquitetura de interiores. </p><p>Nas zonas mais baixas dos vales fluviais, a <strong>agricultura de subsistência</strong> mantém a sua importância através do cultivo de centeio e da apanha da castanha.</p><h2>O novo fôlego na economia de montanha</h2><p>Os presidentes dos municípios abrangidos encaram o título mundial como um elemento central para <strong>fixar populações e atrair investimento ecológico</strong>. A chancela da UNESCO eleva o <strong>potencial turístico</strong> da região fora da época clássica de inverno. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="737968" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/arrabida-ja-era-um-tesouro-nacional-mas-agora-tambem-e-reserva-da-biosfera-da-unesco.html" title="Arrábida já era um tesouro nacional, mas agora também é Reserva da Biosfera da UNESCO">Arrábida já era um tesouro nacional, mas agora também é Reserva da Biosfera da UNESCO</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/arrabida-ja-era-um-tesouro-nacional-mas-agora-tambem-e-reserva-da-biosfera-da-unesco.html" title="Arrábida já era um tesouro nacional, mas agora também é Reserva da Biosfera da UNESCO"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/arrabida-ja-era-um-tesouro-nacional-mas-agora-tambem-e-reserva-da-biosfera-da-unesco-1762361549516_320.jpg" alt="Arrábida já era um tesouro nacional, mas agora também é Reserva da Biosfera da UNESCO"></a></article></aside><p>O território quer afirmar-se como um destino de excelência para o turismo de natureza <strong>durante todo o ano</strong>, potenciando atividades como o pedestrianismo, o ciclismo de montanha e a observação de fauna.</p><div class="texto-destacado">“<strong>Esta distinção vai colocar-nos numa rede restrita a nível mundial e vai trazer ainda mais curiosos, mais turistas, mais desenvolvimento sustentável, provavelmente investidores da economia verde também</strong>”. <br>Flávio Massano<strong>, </strong>presidente da Comissão de Cogestão do Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE) e presidente do Estrela Geopark Mundial da UNESCO</div><p>O grande desafio passa agora por traduzir o selo internacional em benefícios diretos para os residentes. A <strong>gestão integrada dos recursos</strong> humanos e financeiros pretende <strong>aproximar as comunidades rurais à área protegida</strong>.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/a-serra-da-estrela-e-agora-a-14-reserva-da-biosfera-portuguesa-reconhecida-pela-unesco-1780920456773.jpg" data-image="s414bc3iipor" alt="Covão dos Conchos, Serra da Estrela" title="Covão dos Conchos, Serra da Estrela"><figcaption>O Covão dos Conchos é uma lagoa artificial do Parque Natural da Serra da Estrela, construída em 1955, que se tornou num extraordinário reduto de biodiversidade. Foto: larahcv via Pixabay</figcaption></figure><p>Ao cruzar a<strong> investigação científica </strong>com a educação ambiental, a Reserva da Biosfera da Estrela ganha potencial para se transformar num<strong> laboratório</strong><strong> vivo</strong>. O sucesso deste estatuto poderá demonstrar que a proteção do património natural mais valioso de Portugal é capaz de caminhar lado a lado com a prosperidade das populações que habitam a montanha.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.facebook.com/icnf.oficial/posts/serra-da-estrela-aprovada-como-reserva-da-biosfera-da-unescoreconhecida-pelo-mun/1019077784396459/" target="_blank">Serra da Estrela aprovada como Reserva da Biosfera da UNESCO</a>. Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF)</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-serra-da-estrela-e-agora-a-14-reserva-da-biosfera-portuguesa-reconhecida-pela-unesco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Regresso abrupto do calor a Portugal: modelos meteorológicos definem data para a chegada do ar subtropical]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/regresso-abrupto-do-calor-a-portugal-modelos-meteorologicos-definem-data-para-a-chegada-do-ar-subtropical.html</link><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 12:13:40 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma massa de ar subtropical deverá provocar uma subida acentuada das temperaturas em Portugal continental a partir de quarta-feira, 10 de junho, estando previstos valores muito acima da média da época durante alguns dias.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xadym2a"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xadym2a.jpg" id="xadym2a"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois de um início de junho relativamente ameno, os modelos meteorológicos apontam para uma <strong>subida gradual das temperaturas em Portugal continental </strong>ao longo desta semana. A entrada de uma <strong>massa de ar subtropical</strong> deverá favorecer <strong>valores significativamente acima da média</strong> em várias regiões durante o próximo fim de semana. </p><h2>Ar subtropical deverá instalar-se sobre a Península Ibérica</h2><p>As mais recentes projeções meteorológicas indicam que uma massa de ar quente de origem subtropical começará a afetar Portugal continental durante a segunda metade desta semana.</p><p>A subida das temperaturas deverá tornar-se mais evidente <strong>a partir de quarta-feira</strong>, <strong>intensificando-se entre quinta e sexta-feira</strong>, quando o ar quente se espalhará por grande parte da Península Ibérica.</p><p>A situação deverá atingir o seu <strong>pico durante o próximo fim de semana</strong>, sobretudo no interior do território continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/regresso-abrupto-do-calor-a-portugal-modelos-meteorologicos-apontam-para-a-chegada-de-ar-subtropical-ja-esta-semana-1780918686455.png" data-image="400hlvxk0yza"><figcaption>O modelo europeu prevê temperaturas muito acima da média a cerca de 1500 metros de altitude durante o próximo fim de semana.</figcaption></figure><p>Os mapas de anomalia térmica a 850 hPa evidenciam uma <strong>extensa área de temperaturas acima da média</strong> sobre Portugal continental e Espanha, um sinal clássico da presença de uma massa de ar subtropical.</p><p>Em várias regiões, as anomalias poderão <strong>ultrapassar os 6 a 8 ºC</strong> relativamente aos valores climatologicamente normais para esta época do ano.</p><h2>Temperaturas poderão aproximar-se dos 40 ºC em algumas regiões</h2><p>A entrada de ar mais quente deverá refletir-se diretamente nas temperaturas máximas à superfície. Os modelos sugerem uma subida progressiva dos valores térmicos ao longo da semana, com o calor a tornar-se <strong>particularmente expressivo no interior Centro e Sul</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/regresso-abrupto-do-calor-a-portugal-modelos-meteorologicos-apontam-para-a-chegada-de-ar-subtropical-ja-esta-semana-1780912510419.png" data-image="stl58o5l673l" alt="Temperaturas máximas previstas para sexta-feira, 12 de junho" title="Temperaturas máximas previstas para sexta-feira, 12 de junho"><figcaption>Os valores poderão ultrapassar os 35 ºC em várias regiões do interior de Portugal continental.</figcaption></figure><p> Em algumas localidades do Alentejo e do vale do Tejo, as máximas poderão aproximar-se dos <strong>38 a 40 ºC</strong> durante o período mais quente do episódio. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772835" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-mudancas-bruscas-de-tempo-em-portugal-quase-40-c-e-trovoadas-fortes-alfredo-graca-assinala-as-zonas-afetadas.html" title="Vêm aí mudanças bruscas de tempo em Portugal: 'quase 40 ºC e trovoadas fortes', Alfredo Graça assinala as zonas afetadas">Vêm aí mudanças bruscas de tempo em Portugal: "quase 40 ºC e trovoadas fortes", Alfredo Graça assinala as zonas afetadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-mudancas-bruscas-de-tempo-em-portugal-quase-40-c-e-trovoadas-fortes-alfredo-graca-assinala-as-zonas-afetadas.html" title="Vêm aí mudanças bruscas de tempo em Portugal: 'quase 40 ºC e trovoadas fortes', Alfredo Graça assinala as zonas afetadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vem-ai-mudancas-bruscas-de-tempo-em-portugal-quase-40-c-e-trovoadas-fortes-alfredo-graca-assinala-as-zonas-afetadas-1780918180193_320.png" alt="Vêm aí mudanças bruscas de tempo em Portugal: 'quase 40 ºC e trovoadas fortes', Alfredo Graça assinala as zonas afetadas"></a></article></aside><p>Apesar de o calor ser mais intenso no interior, também o litoral deverá registar uma subida gradual das temperaturas, embora atenuada pela influência marítima.</p><h2>Calor deverá ficar muito acima da média para a época</h2><p>Além das temperaturas elevadas, os modelos destacam também a intensidade das anomalias térmicas previstas para este episódio.</p><p>Os valores projetados encontram-se <strong>significativamente acima da média climatológica</strong> para meados de junho, sobretudo no interior Centro e Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/regresso-abrupto-do-calor-a-portugal-modelos-meteorologicos-apontam-para-a-chegada-de-ar-subtropical-ja-esta-semana-1780913080563.png" data-image="kbcu208k297q" alt="Temperaturas poderão ficar até 10 ºC acima da média em algumas regiões" title="Temperaturas poderão ficar até 10 ºC acima da média em algumas regiões"><figcaption>Os modelos meteorológicos apontam para um episódio de calor significativamente acima dos valores habituais para a época.</figcaption></figure><p>Em diversas áreas do território continental, as temperaturas poderão situar-se <strong>entre 7 e 10 ºC acima da média</strong>, refletindo a intensidade da massa de ar quente prevista para estes dias.</p><p>Esta situação não configura, para já, uma onda de calor oficialmente estabelecida, mas evidencia um<strong> cenário claramente mais quente do que o habitual para a época do ano</strong>.</p><h2>Temperaturas a 850 hPa confirmam a intensidade da massa de ar quente</h2><p>Outro indicador relevante para avaliar a intensidade deste episódio é a temperatura prevista a cerca de 1500 metros de altitude.</p><p>Os modelos sugerem <strong>valores superiores a 22 ºC a 850 hPa</strong> em grande parte da Península Ibérica, um sinal frequentemente associado à ocorrência de temperaturas muito elevadas à superfície.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/regresso-abrupto-do-calor-a-portugal-modelos-meteorologicos-apontam-para-a-chegada-de-ar-subtropical-ja-esta-semana-1780913186387.png" data-image="i2f45zix8ypu" alt="Temperatura prevista a 850 hPa para sábado, 13 de junho" title="Temperatura prevista a 850 hPa para sábado, 13 de junho"><figcaption>A massa de ar subtropical poderá elevar os valores para 22 a 24 ºC a cerca de 1500 metros de altitude.</figcaption></figure><p>Estas temperaturas em altitude favorecerão uma maior acumulação de calor durante o dia, sobretudo nas regiões do interior, onde os efeitos moderadores do oceano serão menos evidentes.</p><h2> Tempo quente deverá persistir, mas a instabilidade poderá aumentar no fim de semana </h2><p> A influência anticiclónica continuará a favorecer <strong>tempo geralmente seco e quente</strong> em grande parte do território continental durante a segunda metade da semana. </p><p> Os modelos meteorológicos não preveem precipitação significativa para a maioria das regiões. Ainda assim, o forte aquecimento diurno poderá favorecer o desenvolvimento de <strong>instabilidade convectiva durante as tardes de sexta-feira e sábado</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/regresso-abrupto-do-calor-a-portugal-modelos-meteorologicos-apontam-para-a-chegada-de-ar-subtropical-ja-esta-semana-1780913496616.png" data-image="f20rfet567a7" alt="Tempo seco e estável previsto para sábado, 13 de junho" title="Tempo seco e estável previsto para sábado, 13 de junho"><figcaption>O tempo deverá manter-se maioritariamente seco, embora exista potencial para aguaceiros e trovoadas localizadas no interior entre sexta-feira e sábado.</figcaption></figure><p> A combinação entre forte <strong>aquecimento diurno</strong> e a presença de ar muito quente poderá favorecer o desenvolvimento de nuvens de evolução vertical durante as tardes de sexta-feira e sábado. </p><p> Embora a precipitação prevista seja escassa e muito localizada, não se exclui a ocorrência de <strong>aguaceiros e trovoadas pontualmente fortes</strong> em áreas do interior Norte e Centro. </p><p>Ainda assim, será importante acompanhar as próximas atualizações dos modelos meteorológicos para perceber a duração deste episódio e avaliar se o calor persistirá durante a segunda quinzena de junho.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/regresso-abrupto-do-calor-a-portugal-modelos-meteorologicos-definem-data-para-a-chegada-do-ar-subtropical.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vêm aí mudanças bruscas de tempo em Portugal: "quase 40 ºC e trovoadas fortes", Alfredo Graça assinala as zonas afetadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-mudancas-bruscas-de-tempo-em-portugal-quase-40-c-e-trovoadas-fortes-alfredo-graca-assinala-as-zonas-afetadas.html</link><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 11:35:10 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Aproximam-se alterações abruptas no estado do tempo em Portugal continental. Além do calor intenso, responsável por temperaturas máximas próximas aos 40 ºC, prevê-se o risco de trovoadas fortes. Saiba quando e as zonas mais afetadas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xadyy7y"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xadyy7y.jpg" id="xadyy7y"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Após a pequena descida das temperaturas máximas que se registará nesta segunda-feira (8), são esperadas algumas variações na evolução térmica ao longo desta segunda semana de junho, com <strong>um período progressivamente mais quente e marcado pelo calor intenso entre quarta (10) e sexta-feira (12)</strong>, seguido de um período novamente mais fresco e coincidente com o fim de semana de 13 e 14 de junho.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>Uma crista subtropical - vasta região anticiclónica em crista que promoverá o transporte de ar quente e seco - provocará o regresso abrupto do calor a Portugal continental na segunda metade da semana, fazendo com que as temperaturas máximas disparem para valores acima dos 35 ºC em várias regiões, podendo atingir localmente os 40 ºC, principalmente na quinta e sexta-feira, dias 11 e 12 de junho.</div><p>De um modo geral, <strong>não se prevê a ocorrência de precipitação significativa durante esta segunda semana de junho</strong>. O estado do tempo em Portugal continental apresentar-se-á predominantemente estável, seco e soalheiro, apesar das novidades em perspetiva para a reta final da semana (<strong>risco de trovoada na sexta e sábado, 12 e 13 de junho</strong>).</p><h2>Anticiclone, massa de ar quente e seco e vento Leste intensificarão o calor, especialmente nestas datas </h2><p>À medida que a segunda semana de junho for avançando, entre terça (9) e sexta-feira (12) o estado do tempo manter-se-á estável e seco, mas cada vez mais quente em termos de intensidade e área geográfica abrangida. <strong>Na quarta-feira, 10 de junho e feriado do Dia de Portugal</strong>, já haverá um aquecimento generalizado, mas mais notório em vastas regiões do interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vem-ai-mudancas-bruscas-de-tempo-em-portugal-quase-40-c-e-trovoadas-fortes-alfredo-graca-assinala-as-zonas-afetadas-1780917571310.png" data-image="f0t5vy7aohci"><figcaption>A nortada vai intensificar na tarde desta terça-feira, 9 de junho, registando-se rajadas até 80 km/h no litoral Centro e Oeste. Distritos de Leiria e Lisboa sob aviso amarelo de vento forte.</figcaption></figure><p>Na faixa interior que faz fronteira a leste com Espanha, o vento Leste começará a exercer lentamente a sua influência neste <strong>10 de junho</strong>, prevendo-se uma subida das temperaturas máximas até aos<strong> 35 ºC em diversas localidades do interior Centro e Sul, destacando-se a Beira Baixa, o Alentejo e o Sotavento Algarvio (entre 30 e 35 ºC)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-disparam-para-valores-proximos-a-40-c-nos-proximos-dias-risco-de-trovoada-na-sexta-e-sabado-nestas-zonas-1780915767729.png" data-image="gnawk47yvqf2"><figcaption>O anticiclone dos Açores, centrado atualmente sobre o arquipélago que lhe dá o nome, manter-se-á robusto e, em simultâneo, estender-se-á em crista à medida que se movimenta para leste, centrando-se posteriormente nas imediações da Península Ibérica e, na reta final da semana, já sobre o Noroeste de França e outros países da Europa Central.</figcaption></figure><p>No entanto, o vento de Noroeste manter-se-á dominante no resto de Portugal continental, especialmente na faixa do litoral. No Norte e Centro litoral as temperaturas não deverão registar grandes oscilações térmicas, <strong>registando-se máximas entre os 19 e 25 ºC e a continuidade de um ambiente ameno</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Entre quarta (10) e sexta-feira (12), a gradual influência da referida região anticiclónica será favorável a uma maior acumulação do calor diurno e isto, combinado com o transporte de uma massa de ar muito quente e seca, impulsionada pelo vento Leste, fará com que as temperaturas disparem em todo o território de Portugal continental, com destaque para as máximas, que serão muito elevadas.</strong></div><p>Para quinta-feira (11), como já foi anteriormente mencionado, é expectável uma subida generalizada e acentuada das temperaturas máximas, que serão elevadas ou muito elevadas em todo o país. O mapa de previsão de anomalia de temperatura para <strong>11 de junho já indica anomalias positivas muito significativas (entre 6 e 11 ºC acima da média em quase todo o país</strong>, exceto no Algarve onde as temperaturas estarão mais próximas do normal).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-disparam-para-valores-proximos-a-40-c-nos-proximos-dias-risco-de-trovoada-na-sexta-e-sabado-nestas-zonas-1780915866029.png" data-image="1cw6gr0md0jx"><figcaption>O calor intenso confirma-se para quinta-feira, 11 de junho. Preveem-se temperaturas entre 6 e 11 ºC acima da média em quase toda a geografia de Portugal continental, exceto no Algarve e em algumas zonas do litoral alentejano onde as anomalias de calor serão mais suaves ou inexistentes.</figcaption></figure><p>Grande parte das capitais distritais irá registar temperaturas máximas superiores a 30 ºC na <strong>q</strong><strong>uinta-feira (11), destacando-se os valores previstos mais elevados em Santarém, Évora e Beja (35 ºC) e em Castelo Branco, Portalegre e Lisboa (34 ºC)</strong>. As exceções deverão ser constituídas pelas cidades de Viana do Castelo, Porto, Aveiro, Bragança, Guarda, Setúbal e Faro, onde os termómetros marcarão valores iguais ou inferiores a 29 ºC.</p><p>De acordo com a mais recente atualização do modelo ECMWF, a tendência de subida continuará na <strong>sexta-feira (12), que será provavelmente o dia mais quente da semana</strong>, marcado por uma nova subida generalizada das temperaturas, estando em perspetiva um cenário de <strong>calor intenso de norte a sul de Portugal continental</strong>. Tanto o litoral, como o interior irão, por mais uma jornada, registar temperaturas máximas bem acima da média climatológica de referência.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772694" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nao-condicionara-o-tempo-em-portugal-na-segunda-semana-de-junho-eis-como-irao-evoluir-as-temperaturas-e-a-precipitacao.html" title="NAO+ condicionará o tempo em Portugal na segunda semana de junho: eis como irão evoluir as temperaturas e a precipitação">NAO+ condicionará o tempo em Portugal na segunda semana de junho: eis como irão evoluir as temperaturas e a precipitação</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nao-condicionara-o-tempo-em-portugal-na-segunda-semana-de-junho-eis-como-irao-evoluir-as-temperaturas-e-a-precipitacao.html" title="NAO+ condicionará o tempo em Portugal na segunda semana de junho: eis como irão evoluir as temperaturas e a precipitação"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nao-condicionara-o-tempo-em-portugal-na-segunda-semana-de-junho-eis-como-irao-evoluir-as-temperaturas-e-a-precipitacao-1780830014626_320.jpg" alt="NAO+ condicionará o tempo em Portugal na segunda semana de junho: eis como irão evoluir as temperaturas e a precipitação"></a></article></aside><p>Os mapas de referência da Meteored sugerem <strong>anomalias térmicas positivas em quase toda a geografia continental</strong>, estando previstas <strong>temperaturas entre 6 e 14 ºC acima da média</strong><strong>; exceto no Algarve</strong>, onde se prevê um mosaico térmico tripartido: zonas mais quentes do que o normal, zonas com temperaturas dentro do normal e zonas mais frescas do que o normal (anomalias térmicas a variar entre valores positivos +4 ºC e negativos -2 ºC).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-disparam-para-valores-proximos-a-40-c-nos-proximos-dias-risco-de-trovoada-na-sexta-e-sabado-nestas-zonas-1780916073409.png" data-image="qhfiz1c5e097"><figcaption>Na sexta-feira, 12 de junho, prevê-se que uma grande parte do país registe temperaturas máximas iguais ou superiores a 35 ºC.</figcaption></figure><p>Os mapas sugerem que quase todas as capitais distritais do país deverão registar máximas superiores a 30 ºC na <strong>sexta-feira (12)</strong>, exceto Viana do Castelo, Aveiro e Faro (26 ou 27 ºC). As cidades onde se prevê uma <strong>temperatura máxima igual ou superior a 35 ºC são: Braga, Viseu, Santarém, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja</strong>.</p><p>No Porto, Vila Real, Bragança, Guarda, Coimbra, Leiria e Setúbal são expectáveis máximas entre os 30 e os 35 ºC. Os termómetros chegarão mesmo <strong>a aproximar-se ou a tocar os 40 ºC nos vales do Douro e Tejo e em localidades mais a sul, como Alcácer do Sal e Grândola</strong>.</p><h2>Calor intenso potenciará o risco de trovoadas fortes nestas zonas na sexta e no sábado</h2><p>Quanto à precipitação para esta segunda semana de junho, o modelo europeu é muito explícito: <strong>a tendência aponta para um domínio claro do tempo seco</strong>, com uma anomalia negativa a cobrir todo o território de Portugal continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-disparam-para-valores-proximos-a-40-c-nos-proximos-dias-risco-de-trovoada-na-sexta-e-sabado-nestas-zonas-1780916222131.png" data-image="dmm5t36j3m9c"><figcaption>A precipitação acumulada prevista é escassa e muito localizada. Porém, nas zonas manchadas a azul, poderão surgir aguaceiros pontualmente fortes durante curtos períodos de tempo na tarde e noite de sábado, 13 de junho.</figcaption></figure><p> Porém, a mais recente atualização do modelo europeu revela <strong>novidades para as tardes e noites de sexta e sábado, dias 12 e 13 de junho: o forte aquecimento diurno poderá favorecer a formação de nuvens de trovoada</strong>, fomentando a ocorrência de trovoada vespertina e alguns aguaceiros.</p><p>Para<strong> sexta (12) </strong>a atividade elétrica ainda seria algo fraca e dispersa, com os mapas a sugerirem <strong>o interior Centro e Sul como as zonas onde se registariam trovoadas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-disparam-para-valores-proximos-a-40-c-nos-proximos-dias-risco-de-trovoada-na-sexta-e-sabado-nestas-zonas-1780916233813.png" data-image="j49hqtgxkwre"><figcaption>Risco de trovoada previsto para uma porção significativa da geografia continental no final da tarde de sábado, 13 de junho.</figcaption></figure><p>Já para sábado (13), tudo indica que as<strong> nuvens de evolução diurna irão crescer, favorecendo uma intensificação e expansão da atividade convectiva em termos de área geográfica abrangida</strong>. Durante a tarde de 13 de junho, é possível que as regiões <strong>Norte, Centro e Alto Alentejo</strong> registem um aumento da instabilidade meteorológica, que se traduzirá na ocorrência de relâmpagos e trovoadas. Estas poderão surgir de forma mais dispersa noutras zonas do país.</p><p>No entanto, em termos de <strong>precipitação</strong>, só estão previstos aguaceiros, por vezes fortes, no interior Norte e Centro, salientando-se os distritos de<strong> Bragança, Guarda e Vila Real</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vem-ai-mudancas-bruscas-de-tempo-em-portugal-quase-40-c-e-trovoadas-fortes-alfredo-graca-assinala-as-zonas-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quanto polui uma pergunta ao ChatGPT? Estudo da ONU revela a enorme pegada ecológica da IA]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quanto-polui-uma-pergunta-ao-chatgpt-estudo-da-onu-revela-a-enorme-pegada-ecologica-da-ia.html</link><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Em menos de cinco anos, os centros de dados que sustentam o funcionamento da inteligência artificial consumirão mais energia do que a maioria dos países do mundo, milhares de quilómetros quadrados de terra e biliões de litros de água.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cuanto-contamina-una-pregunta-a-chatgpt-estudio-de-la-onu-destapa-la-millonaria-huella-ecologica-de-la-ia-1780477020302.jpg" data-image="xh14lkp7gbna" alt="chat gpt" title="chat gpt"><figcaption>O ChatGPT, o modelo de inteligência artificial mais utilizado, tem um alto impacto ambiental.</figcaption></figure><p><strong>Cada consulta feita a um chatbot de Inteligência Artificial (IA) ativa uma máquina invisível, porém voraz</strong>. Por trás dessa resposta quase instantânea, existem milhares de servidores e infraestruturas físicas massivas que processam milhões de pontos de dados em tempo real.</p><p>Os <strong>modelos de IA tão populares hoje em dia exigem um suprimento constante de recursos naturais</strong>. O seu<strong> impacto ambiental é enorme</strong> e vai muito além da sua pegada de carbono. A água e a terra que consomem também os colocam em evidência.</p><h2>Um "país virtual" pouco sustentável</h2><p>Um novo relatório da Universidade das Nações Unidas (UNU-INWEH) alerta que, <strong>em menos de cinco anos, os centros de dados que alimentam a IA consumirão mais energia do que a grande maioria das nações do planeta</strong>. Até 2030, essa pegada de carbono representará quase 3% da eletricidade mundial.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cuanto-contamina-una-pregunta-a-chatgpt-estudio-de-la-onu-destapa-la-millonaria-huella-ecologica-de-la-ia-1780477391226.png" data-image="qzeats2vg9y4" alt="centros de dados" title="centros de dados"><figcaption>Distribuição de centros de dados em todo o mundo. Crédito: UNU-INWEH com dados da Statista.</figcaption></figure><p>Se esse conjunto de servidores fosse um país, já seria o 11º maior consumidor de eletricidade do mundo, ultrapassando a Arábia Saudita e ficando atrás apenas da França. Em 2030, seria o sexto.</p><p><strong>Não se trata apenas de emissões de carbono</strong>: a <strong>quantidade de água doce</strong> necessária para arrefecer esses computadores gigantes e os vastos hectares de terra que ocupam estão a deixar uma<strong> pegada ecológica sem precedentes</strong>.</p><h2>A pegada da IA: carbono, água e terra</h2><p>A <strong>popularidade dos modelos de IA generativa</strong> — capazes de criar conteúdo novo do zero — é tão grande que se estima que o ChatGPT tenha recebido 2,5 mil milhões de consultas diárias somente no ano passado. Manter este ritmo representou um gasto anual equivalente ao fornecimento de eletricidade para 3 milhões de pessoas na África Subsaariana (aproximadamente 383 GWh).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cuanto-contamina-una-pregunta-a-chatgpt-estudio-de-la-onu-destapa-la-millonaria-huella-ecologica-de-la-ia-1780477199194.png" data-image="yu7xjcvqkos6" alt="IA" title="IA"><figcaption>A procura energética da IA aumenta em vários estágios. Inicialmente intensa por um curto período, ela é posteriormente distribuída por milhões de solicitações em tempo real. Crédito: UNU-INWEH</figcaption></figure><p>Mas isto não é tudo. O <strong>volume de buscas equivale a um consumo anual de água de 3,8 mil milhões de litros</strong> (mais de 1.500 piscinas olímpicas) e 5,9 km² de terra. <strong>Isto considerando apenas um dos modelos de IA</strong>.</p><p>A <strong>operação total dos data centers projetada para 2030</strong>, segundo o relatório, deixará uma <strong>pegada hídrica associada de 9,3 biliões de litros </strong>(mais de 3,7 milhões de piscinas). A infraestrutura necessária para gerar energia para esses data centers em todo o mundo ocupará mais de 14.500 km² de terra.</p><h2>O mito de que o gasto energético é maior durante o treino</h2><p><strong>A fase de treino de uma IA exige quantidades enormes de recursos</strong>. O GPT-4, por exemplo, necessitou de 50 a 70 GWh por dia durante 100 dias, o equivalente a cerca de 25.000 toneladas de gases com efeito de estufa (CO₂). Compensar apenas a pegada de carbono exigiria o plantio de 420.000 árvores ao longo de 10 anos, além de cerca de 600 milhões de litros de água.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cuanto-contamina-una-pregunta-a-chatgpt-estudio-de-la-onu-destapa-la-millonaria-huella-ecologica-de-la-ia-1780478609368.png" data-image="yvw2991uz38g" alt="gasto IA" title="gasto IA"><figcaption>Dados comparativos sobre o consumo médio de eletricidade por consulta em aplicações comuns de IA. Crédito: UNU-INWEH</figcaption></figure><p>No entanto, este não é o estágio com o maior impacto. Embora uma única consulta possa parecer insignificante (detalhes na imagem), a soma de mil milhões de interações diárias significa que<strong> o uso quotidiano de IA é responsável por 80% a 90% do consumo total de energia a longo prazo</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="708853" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-chatgpt-pode-passar-em-cursos-universitarios-um-novo-estudo-diz-que-sim-mas-ha-um-senao.html" title="O ChatGPT pode passar em cursos universitários? Um novo estudo diz que sim, mas há um senão">O ChatGPT pode passar em cursos universitários? Um novo estudo diz que sim, mas há um senão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-chatgpt-pode-passar-em-cursos-universitarios-um-novo-estudo-diz-que-sim-mas-ha-um-senao.html" title="O ChatGPT pode passar em cursos universitários? Um novo estudo diz que sim, mas há um senão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/can-chatgpt-pass-college-courses-a-new-study-says-yes-but-there-s-a-catch-1745844620925_320.jpeg" alt="O ChatGPT pode passar em cursos universitários? Um novo estudo diz que sim, mas há um senão"></a></article></aside><p><strong>O custo energético varia drasticamente dependendo da solicitação</strong>. Uma consulta de texto típica consome cerca de 200 vezes mais energia do que um filtro de spam automatizado. Mas gerar uma imagem requer quase 1.450 vezes mais eletricidade, enquanto criar um vídeo curto pode consumir tanta energia quanto processar 200.000 e-mails de spam simultaneamente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cuanto-contamina-una-pregunta-a-chatgpt-estudio-de-la-onu-destapa-la-millonaria-huella-ecologica-de-la-ia-1780477154977.jpg" data-image="55skx8cgoc6m"><figcaption>Os centros de dados que suportam a IA requerem grandes quantidades de energia, água e terra para operar.</figcaption></figure><p>A escolha do modelo, o tamanho da solicitação, o formato de saída e a resolução influenciam significativamente o consumo de energia. No entanto, a maioria destas decisões é tomada de forma invisível, através de configurações padrão do modelo que o utilizador nunca vê.</p><h2>Apelo ao uso responsável</h2><p>Os investigadores enfatizam que o relatório não é uma crítica à IA, que eles reconhecem como uma melhoria na vida de milhões de pessoas. O seu objetivo é defender o <strong>uso responsável da IA</strong> e abordar proativamente os seus impactos ambientais<strong> para garantir a sua sustentabilidade e equidade</strong>.</p><div class="texto-destacado">“Temos um prazo limitado para garantir que a base da revolução tecnológica da nossa era se desenvolva dentro dos limites planetários”, afirma Kaveh Madani, diretor da UNU-INWEH e líder da investigação.</div><p>O especialista destaca que é vital que as comunidades que fornecem os minerais essenciais para o avanço da IA, aquelas que abrigam a sua infraestrutura e gerem o lixo eletrónico, também beneficiem dela.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>United Nations University. Informe: <a href="http://dx.doi.org/10.53328/INR26RMA002" target="_blank">Carbon, Water and Land Footprints</a>.</em></p><p><em>United Nations University. Comunicado de prensa. <a href="https://www.eurekalert.org/news-releases/1130097" target="_blank">Rising emissions, depleting water and vanishing land—UN scientists: AI is threatening natural resources for billions.</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quanto-polui-uma-pergunta-ao-chatgpt-estudo-da-onu-revela-a-enorme-pegada-ecologica-da-ia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Conheça os melhores parques nacionais e os refúgios selvagens menos conhecidos da Europa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/conheca-os-melhores-parques-nacionais-e-os-refugios-selvagens-menos-conhecidos-da-europa.html</link><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Para lá dos roteiros turísticos: um guia pelos parques naturais mais secretos da Europa, com paragem obrigatória no Gerês. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-melhores-parques-nacionais-menos-conhecidos-da-europa-1780759883886.png" data-image="oraxai79dz2m"><figcaption>A Europa alberga mais de 400 parques nacionais, protegendo ecossistemas desde a tundra ártica até às ilhas vulcânicas do Mediterrâneo.</figcaption></figure><p>A Europa oferece paisagens intocadas e experiências únicas, perfeitos para quem procura explorar a natureza longe das grandes multidões turísticas de verão. </p><div class="texto-destacado">Embora a Europa conte com mais de 400 parques nacionais, desde os pântanos do sul até às montanhas florestais do norte, muitos destes impressionantes refúgios naturais continuam a passar despercebidos, revelando-se verdadeiros tesouros escondidos.</div><p>Um dos parques, é o <strong>Parque Nacional de Exmoor</strong>, em Inglaterra, famoso pela sua vida selvagem britânica e herança histórica como antiga floresta de caça real. </p><div class="texto-destacado">Exmoor é uma mistura de vales profundos, charnecas selvagens e possui a falésia costeira mais alta de Inglaterra. </div><p>Os visitantes podem observar veados-vermelhos, corujas e os raros póneis de Exmoor enquanto percorrem trilhos junto à costa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-melhores-parques-nacionais-menos-conhecidos-da-europa-1780759997221.png" data-image="v4qvicrhaw8t"><figcaption>É uma reserva internacional de céu escuro, onde a falta de poluição luminosa revela milhares de estrelas a olho nu.</figcaption></figure><p>Na Finlândia, o destaque vai para o <strong>Parque Nacional Linnansaari</strong>, ideal para atividades aquáticas. Localizado no vasto Lago Saimaa, este arquipélago de mais de 130 ilhas é um paraíso pitoresco para canoagem, <em>paddle</em> e natação, sendo também o refúgio de uma das espécies de focas mais raras do mundo: a foca-anelada-de-saimaa.</p><p>Para aventuras de alta montanha, o <strong>Parque Nacional de Mercantour</strong>, em França, oferece um charme alpino com lagos azuis cristalinos e picos imponentes. Fica perto de Nice, mas permanece calmo e subestimado, sendo excelente para caminhadas (onde se podem descobrir gravuras rupestres da Idade do Bronze), <em>canyoning</em> e escalada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-melhores-parques-nacionais-menos-conhecidos-da-europa-1780760136880.png" data-image="hgqulty0yetr"><figcaption>O seu "vale das maravilhas" esconde mais de 40 mil gravuras rupestres pré-históricas esculpidas diretamente nas rochas alpinas.</figcaption></figure><p>A Estónia apresenta o <strong>Parque Nacional de Matsalu</strong>, descrito como um dos melhores locais da Europa para a observação de aves. Com prados costeiros e sapais, o parque é um ponto crucial na rota de migração do Atlântico Este, recebendo milhões de aves migratórias na primavera e no outono.</p><p>Na Polónia, o <strong>Parque Nacional Słowiński</strong> surpreende com a sua inusitada paisagem "desértica". O parque caracteriza-se por dunas de areia móveis que chegam a atingir 40 metros de altura. Empurradas pelos ventos do Báltico, as dunas movem-se até 10 metros por ano, engolindo florestas antigas e criando um ecossistema costeiro fascinante para caminhadas e passeios de bicicleta.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-melhores-parques-nacionais-menos-conhecidos-da-europa-1780760304681.png" data-image="148qkjsmdtn8"><figcaption>As dunas polacas movem-se até 10 metros por ano, engolindo florestas inteiras e revelando troncos fossilizados antigos.</figcaption></figure><p>Em Espanha, a Ilha de La Gomera (Canárias) abriga o <strong>Parque Nacional de Garajonay</strong>. Classificado como Património Mundial da UNESCO, este local transporta os visitantes numa viagem de milhões de anos no tempo, graças à sua ancestral floresta de laurissilva. Com os seus vales envoltos em nevoeiro e uma imensa biodiversidade, oferece trilhos com uma atmosfera quase pré-histórica.</p><h2>E em Portugal?</h2><p><strong>Destaque para Portugal: o parque nacional da Peneda-Gerês</strong> A representação nacional é o Parque Nacional da Peneda-Gerês, destacado especificamente como o melhor destino para a "exploração cultural". </p><div class="texto-destacado">Sendo o único parque nacional de Portugal, situado no extremo norte do país, o Gerês protege não só maciços de granito, vales profundos e florestas verdejantes, mas também uma riquíssima herança histórica e humana.<br></div><p>É um território fascinante, atravessado por estradas romanas bem preservadas, rotas de peregrinos e túmulos megalíticos. Em termos de fauna, é um reduto vivo onde os visitantes têm a oportunidade de avistar cavalos selvagens (garranos), gado barrosão, íbex e o protegido lobo ibérico, fundindo natureza selvagem com a alma profunda do Portugal ancestral.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771901" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/vai-acampar-pela-primeira-vez-saiba-o-que-levar-e-como-se-preparar.html" title="Vai acampar pela primeira vez? Saiba o que levar e como se preparar">Vai acampar pela primeira vez? Saiba o que levar e como se preparar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/vai-acampar-pela-primeira-vez-saiba-o-que-levar-e-como-se-preparar.html" title="Vai acampar pela primeira vez? Saiba o que levar e como se preparar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/acampar-pela-primeira-vez-o-que-levar-e-como-se-preparar-1780416062539_320.png" alt="Vai acampar pela primeira vez? Saiba o que levar e como se preparar"></a></article></aside><p> Em suma, explorar estes refúgios <strong>permite aos viajantes</strong> afastar-se dos circuitos turísticos tradicionais e desfrutar da riqueza biológica, histórica e da tranquilidade que este lado oculto da Europa esconde. </p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><em><a href="https://www.nationalgeographic.com/travel/article/europes-best-lesser-known-national-parks-to-explore-this-summer" target="_blank">https://www.nationalgeographic.com/travel/article/europes-best-lesser-known-national-parks-to-explore-this-summer</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/conheca-os-melhores-parques-nacionais-e-os-refugios-selvagens-menos-conhecidos-da-europa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uns engenheiros revelam na Nature quantos quilómetros percorrem as partículas tóxicas dos incêndios florestais]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/uns-engenheiros-revelam-na-nature-quantos-quilometros-percorrem-as-particulas-toxicas-dos-incendios-florestais.html</link><pubDate>Sun, 07 Jun 2026 15:13:07 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Os incêndios florestais não terminam quando as chamas são extintas, uma vez que as partículas tóxicas ultrafinas podem permanecer no ar durante bastante tempo e deslocar-se vários quilómetros: aqui estão os detalhes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/hasta-donde-viajan-las-particulas-toxicas-de-los-incendios-forestales-las-nanoparticulas-permanencen-hasta-meses-depue-1780649645472.jpeg" data-image="ich0vp2szgt7"><figcaption>O fumo dos incêndios florestais contém partículas que são muito prejudiciais para a saúde e que permanecem no ar durante muito tempo. Além disso, estas partículas são transportadas com relativa facilidade.</figcaption></figure><p>Todos sabemos que, quando um grande incêndio florestal assola uma região, toda a atenção costuma centrar-se no avanço do fogo, nas evacuações e nos danos materiais, mas <strong>os impactos permanecem por muito mais tempo e, em muitos casos, não são visíveis</strong>, tal como comprovado por vários estudos recentes.</p><p>Um deles foi realizado por um grupo de engenheiros civis da Universidade da Califórnia, que conseguiram demonstrar como certas partículas tóxicas geradas após os incêndios <strong>podem permanecer suspensas no ar durante meses e deslocar-se muito mais longe do que se pensava inicialmente</strong>.</p><p>Neste caso, os cientistas <strong>analisaram a qualidade do ar após os incêndios devastadores que afetaram várias zonas da área de Los Angeles em 2025 </strong>e detetaram a presença prolongada de nanopartículas de cromo hexavalente, uma substância conhecida pelos seus efeitos nocivos para a saúde humana.</p><h2>O que são nanopartículas e por que preocupam os cientistas?</h2><p><strong>As nanopartículas são partículas extremamente pequenas, milhares de vezes mais finas do que um fio de cabelo humano </strong>e esse é o principal problema. Graças ao seu tamanho minúsculo, podem<strong> penetrar profundamente nos pulmões</strong> e até chegar à corrente sanguínea, distribuindo-se por diferentes órgãos do corpo.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">: 2025 wildfires were the costliest on record despite burning 16% less land.<br><br> 335 million hectares burned (16% below average)<br> Insured losses: 38% of ALL natural hazard losses globally<br> 300,000+ evacuations | 90+ deaths<br> Worst-hit: North America, Europe, South <a href="https://t.co/pIyGFtqFwN">pic.twitter.com/pIyGFtqFwN</a></p>— Insights | Integration️ (@con_nectinder) <a href="https://x.com/con_nectinder/status/2062561262672941304?ref_src=twsrc%5Etfw">June 4, 2026</a></blockquote></figure><p>Os investigadores encontraram partículas de crómio numa forma química particularmente preocupante, como é <strong>o crómio hexavalente, também conhecido como crómio-6</strong>, uma substância classificada como cancerígena e associada a doenças respiratórias.</p><h2>Estas partículas podem viajar até 15 quilómetros</h2><p>Os modelos atmosféricos utilizados pelos investigadores indicam que <strong>as</strong> <strong>nanopartículas puderam deslocar-se entre 10 e 15 quilómetros</strong> a partir das áreas afetadas pelos incêndios, pelo que locais situados relativamente longe do foco do incêndio poderão ter estado expostos a concentrações elevadas de poluentes sem que as pessoas tivessem consciência disso.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769748" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-luta-pela-sobrevivencia-da-borboleta-que-depende-dos-incendios-para-sobreviver.html" title="A luta pela sobrevivência da borboleta que depende dos incêndios para sobreviver">A luta pela sobrevivência da borboleta que depende dos incêndios para sobreviver</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-luta-pela-sobrevivencia-da-borboleta-que-depende-dos-incendios-para-sobreviver.html" title="A luta pela sobrevivência da borboleta que depende dos incêndios para sobreviver"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-luta-pela-sobrevivencia-da-borboleta-bartram-s-scrub-hairstreak-que-dependem-dos-incendios-para-sobreviver-1779277023688_320.png" alt="A luta pela sobrevivência da borboleta que depende dos incêndios para sobreviver"></a></article></aside><p>A capacidade destas partículas de permanecerem em suspensão durante longos períodos facilita <strong>o seu transporte pelo vento, alargando consideravelmente a área de influência de um incêndio</strong>.</p><h3>Permanecem no ar muito mais tempo do que o esperado</h3><p>Os cientistas detetaram níveis elevados destas partículas mesmo dois meses após os incêndios terem sido completamente extintos. Embora as concentrações tenham diminuído progressivamente com o passar do tempo, a investigação conclui que <strong>não regressaram aos níveis habituais até aproximadamente oito meses após o incêndio</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">¿Por qué la gestión forestal? Las emisiones extraordinarias de CO2 en España, consecuencia de los incendios forestales de este verano, han disparado los niveles de carbono de 2025 en nuestro país por encima de los 5,5 millones de toneladas, superando los de los últimos 20 años. <a href="https://t.co/hx3MbnfStN">pic.twitter.com/hx3MbnfStN</a></p>— Gabriel A. Gutiérrez Tejada (@Abies_gabriel) <a href="https://x.com/Abies_gabriel/status/1970697007871205510?ref_src=twsrc%5Etfw">September 24, 2025</a></blockquote></figure><p>Isto põe em evidência que os riscos ambientais associados a um incêndio florestal <strong>podem prolongar-se durante grande parte do ano seguinte ao evento</strong>.</p><h2>Os incêndios urbanos geram poluentes mais nocivos</h2><p>Vários estudos demonstram como os incêndios que afetam zonas onde coexistem áreas naturais e urbanas <strong>apresentam riscos adicionais e muito graves</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hasta-donde-viajan-las-particulas-toxicas-de-los-incendios-forestales-las-nanoparticulas-permanencen-hasta-meses-depue-1780649051547.jpeg" data-image="f9dnj93s6m4c"><figcaption>Os incêndios florestais transformam-se em incêndios de outra natureza quando afetam as infraestruturas.</figcaption></figure><p>Quando o fogo atinge habitações, instalações industriais ou diversas infraestruturas, <strong>a combustão gera uma libertação muito mais completa de substâncias químicas</strong> do que a gerada pela vegetação.</p><p>Tais como, <strong>metais pesados, compostos orgânicos tóxicos, hidrocarbonetos aromáticos ou outras substâncias perigosas</strong> que podem incorporar-se com extrema facilidade no fumo e, posteriormente, depositar-se sobre qualquer tipo de superfície.</p><h3>Os riscos para a saúde vão além do fumo</h3><p>A exposição prolongada a partículas tóxicas provenientes de incêndios florestais preocupa muito os especialistas em saúde pública, uma vez que o cromo hexavalente tem sido associado inúmeras vezes a problemas respiratórios como <strong>a asma, bronquites prolongadas ou repetidas e o potencial de desenvolvimento de cancro do pulmão</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771787" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cabras-algarvias-ajudam-a-proteger-o-parque-da-pena-contra-incendios.html" title="Cabras algarvias ajudam a proteger o Parque da Pena contra incêndios">Cabras algarvias ajudam a proteger o Parque da Pena contra incêndios</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cabras-algarvias-ajudam-a-proteger-o-parque-da-pena-contra-incendios.html" title="Cabras algarvias ajudam a proteger o Parque da Pena contra incêndios"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cabras-algarvias-ajudam-a-proteger-o-parque-da-pena-contra-incendios-1780328517837_320.jpg" alt="Cabras algarvias ajudam a proteger o Parque da Pena contra incêndios"></a></article></aside><p>As pessoas mais vulneráveis são as mesmas que, em caso de alerta: as crianças, <strong>os idosos, as mulheres grávidas e as pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares pré-existentes</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em> Kleeman, M.J., Cappa, C.D., Green, P.G. et al. Airborne hexavalent chromium nanoparticles detected around cleanup zones for the 2025 Los Angeles wildfires. Commun Earth Environ (2026). </em><a href="https://www.nature.com/articles/s43247-026-03591-z#citeas" target="_blank"><em>https://doi.org/10.1038/s43247-026-03591-z</em></a> </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/uns-engenheiros-revelam-na-nature-quantos-quilometros-percorrem-as-particulas-toxicas-dos-incendios-florestais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A paisagem mais famosa de Itália é uma gigantesca máquina natural que regula a humidade e a temperatura]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-paisagem-mais-famosa-de-italia-e-uma-gigantesca-maquina-natural-que-regula-a-humidade-e-a-temperatura.html</link><pubDate>Sun, 07 Jun 2026 14:59:13 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A natureza e a criatividade humana criaram um sistema capaz de influenciar positivamente a temperatura e a humidade. Numa das paisagens mais belas de Itália, o verão é muito menos opressivo.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/il-paesaggio-piu-famoso-d-italia-funge-da-gigantesca-macchina-naturale-per-regolare-l-umidita-e-la-temperatura-1780049309826.jpg" data-image="3z5wcm8n430o" alt="Cinque Terre" title="Cinque Terre"> <figcaption>Os Apeninos atrás de Vernazza.</figcaption> </figure><p>Onde se pode ir no verão para desfrutar do sol e do mar, fugindo ao calor mais intenso? A resposta está <strong>num dos destinos mais bonitos do Mediterrâneo</strong>, onde aldeias pitorescas e coloridas se situam entre o mar azul e as montanhas.</p><p>O trecho da costa da Ligúria conhecido como <strong>Cinque Terre</strong> oferece paisagens encantadoras que se tornam ainda mais agradáveis graças às temperaturas mais amenas, tanto no verão como no inverno. Aqui, desenvolveu-se uma sinergia única,<strong> criando um microclima sem igual</strong>.</p><h2>Um Património Mundial da UNESCO moldado pela natureza e pela criatividade humana</h2><p>Uma costa predominantemente rochosa, onde as montanhas mergulham diretamente no mar, pode parecer um ambiente inóspito. No entanto, ao longo dos séculos, <strong>as pessoas transformaram-na numa região de extraordinária beleza e encanto</strong>.</p><p>As pitorescas aldeias que compõem Cinque Terre — Monterosso al Mare, Vernazza, Corniglia, Manarola e Riomaggiore — <strong>alternam-se com encostas em socalcos que descem em cascata até ao mar</strong>, numa área que é hoje reconhecida como Património Mundial da UNESCO.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"> <p lang="it" dir="ltr">Cinque terre, Italy <a href="https://t.co/60V06eIZNX">pic.twitter.com/60V06eIZNX</a></p> — Ethereal Cities (@ForeverPhotos88) <a href="https://x.com/ForeverPhotos88/status/2062254176403681390?ref_src=twsrc%5Etfw">June 3, 2026</a> </blockquote></figure><p>O valor destes locais reside não só na sua beleza inegável, mas também na forma como os seres humanos e a natureza coexistem. Em Cinque Terre, quase parece que a própria paisagem retribuiu o favor, <strong>ajudando a criar um clima mais agradável, mesmo durante as ondas de calor do verão</strong>.</p><h2>Verões mais longos e um clima menos extremo</h2><p>Tal como o resto do mundo, a Ligúria é afetada pelas alterações climáticas e pelos fenómenos meteorológicos extremos que estas acarretam. No entanto, durante o verão, <strong>o sol em Cinque Terre parece um pouco menos intenso, o ar menos opressivo e a brisa marítima ajuda a tornar o calor mais suportável</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="752916" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mais-um-caso-para-acalmar-o-turismo-de-massas-o-exemplo-da-igreja-nas-dolomitas-italia.html" title="Mais um caso para acalmar o turismo de massas: o exemplo da igreja nas Dolomitas (Itália)">Mais um caso para acalmar o turismo de massas: o exemplo da igreja nas Dolomitas (Itália)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mais-um-caso-para-acalmar-o-turismo-de-massas-o-exemplo-da-igreja-nas-dolomitas-italia.html" title="Mais um caso para acalmar o turismo de massas: o exemplo da igreja nas Dolomitas (Itália)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mais-um-caso-para-acalmar-o-turismo-de-massas-o-exemplo-da-igreja-nas-dolomitas-italia-1770380567104_320.png" alt="Mais um caso para acalmar o turismo de massas: o exemplo da igreja nas Dolomitas (Itália)"></a></article></aside><p>O mar que banha as pequenas praias de seixos e as enseadas rochosas também mantém <strong>temperaturas amenas, que raramente descem abaixo dos 20 °C entre junho e outubro</strong>. Como retém o calor durante longos períodos, o mar em torno de Cinque Terre permite também nadar até bem avançado o outono.</p><h2>O mar: um regulador natural da temperatura</h2><p>Se o verão nas ruas estreitas de Vernazza ou ao longo dos famosos trilhos panorâmicos entre Monterosso e Manarola <strong>parece um pouco menos sufocante</strong>, o mérito deve-se ao maior regulador de temperatura de todos: o mar.</p><p><strong>Durante o verão, o mar absorve parte do calor do sol</strong>, evitando picos de temperatura repentinos e extremos ao longo da costa. Além disso, a sua <strong>lenta libertação de calor ajuda também a amenizar o frio do inverno</strong>.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/il-paesaggio-piu-famoso-d-italia-funge-da-gigantesca-macchina-naturale-per-regolare-l-umidita-e-la-temperatura-1780049550592.jpg" data-image="o8j0xgar7cq7" alt="Cinque Terre trekking" title="Cinque Terre trekking"> <figcaption>Um trilho acima da aldeia de Manarola, com vista para o mar</figcaption> </figure><p>Além disso, as brisas marítimas sopram regularmente pelas praias de Cinque Terre, tornando o ar mais fresco. <strong>As praias de Monterosso são particularmente populares entre quem procura ventos refrescantes</strong>. A poucos quilómetros além dos limites de Cinque Terre, as praias de Levanto e Bonassola também beneficiam de agradáveis brisas costeiras.</p><h2>Como as montanhas protegem Cinque Terre</h2><p>Tal como o mar, <strong>as montanhas desempenham um papel crucial na regulação do clima de Cinque Terre</strong>. Uma característica distintiva da região, os Apeninos da Ligúria descem abruptamente em direção à costa, criando paisagens espetaculares e forçando simultaneamente o ar húmido a subir rapidamente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="683308" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/italia-sobre-carris-descubra-o-glamour-e-a-cultura-do-pais-no-la-dolce-vita-orient-express.html" title="Itália sobre carris: descubra o glamour e a cultura do país no La Dolce Vita Orient Express">Itália sobre carris: descubra o glamour e a cultura do país no La Dolce Vita Orient Express</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/italia-sobre-carris-descubra-o-glamour-e-a-cultura-do-pais-no-la-dolce-vita-orient-express.html" title="Itália sobre carris: descubra o glamour e a cultura do país no La Dolce Vita Orient Express"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/italia-sobre-carris-descubra-o-glamour-e-a-cultura-do-pais-no-la-dolce-vita-orient-express-1731657522909_320.jpg" alt="Itália sobre carris: descubra o glamour e a cultura do país no La Dolce Vita Orient Express"></a></article></aside><p>Consequentemente, <strong>a brisa marítima arrefece e condensa-se, ajudando a preservar a humidade do solo mesmo durante o verão</strong>. Outra função essencial das montanhas que rodeiam Cinque Terre é a sua capacidade de proteger a costa dos ventos frios do norte.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"> <p lang="en" dir="ltr">Cinque Terre is what happens when villages cling to cliffs and somehow make it look effortless.<br><br>Colorful houses, steep vineyard terraces, fishing boats, salt air, and footpaths where every turn feels like it should be impossible. <a href="https://t.co/93YinoQWbK">pic.twitter.com/93YinoQWbK</a></p> — The Timeless Traveler (@TimelessTrvlr) <a href="https://x.com/TimelessTrvlr/status/2059978242769998252?ref_src=twsrc%5Etfw">May 28, 2026</a> </blockquote></figure><p>A prova mais evidente deste fenómeno pode ser encontrada nas paisagens de Cinque Terre. Ao longo de uma densa rede de 120 km de trilhos, os visitantes podem passear por uma <strong>vegetação exuberante composta por plantas aromáticas, urze, eufórbias e medronheiros</strong>, para não falar das culturas que deram origem a uma tradição culinária rica e aclamada.</p><h2>Socalcos e clima</h2><p>Se o património gastronómico das Cinque Terre é tão famoso, isso deve-se também às <strong>culturas tradicionais da região, em particular às vinhas e aos olivais</strong>. Isto leva-nos aos famosos socalcos (ou terraços agrícolas) que, há séculos, tornam possível o cultivo nestas encostas íngremes e que continuam a ser uma das características mais distintivas da região.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/il-paesaggio-piu-famoso-d-italia-funge-da-gigantesca-macchina-naturale-per-regolare-l-umidita-e-la-temperatura-1780049498051.jpg" data-image="dhulzf6dmvhz" alt="Cinque Terre" title="Cinque Terre"> <figcaption>As encostas montanhosas da Ligúria, cultivadas em socalcos.</figcaption> </figure><p>Para uma vista de perto das vinhas que se agarram às falésias, um dos percursos mais pitorescos é o que<strong> liga Riomaggiore a Corniglia, passando por Manarola</strong>.</p><p>As vistas ao longo deste percurso e de muitos outros são extraordinárias, embora nem todos se apercebam de que<strong> os socalcos agrícolas também ajudam a regular as temperaturas locais</strong>.</p><div class="texto-destacado">Concebidos para tornar a agricultura possível mesmo nas encostas mais íngremes, os característicos muros de pedra seca<strong> absorvem calor durante o dia e libertam-no lentamente à noite</strong>. Este processo reduz as flutuações bruscas de temperatura e também ajuda a limitar o escoamento da água da chuva.</div><p>Os muros de pedra seca <strong>promovem a drenagem natural, mantendo o solo húmido</strong> e <strong>evitando</strong>, ao mesmo tempo, <strong>a acumulação de água</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-paisagem-mais-famosa-de-italia-e-uma-gigantesca-maquina-natural-que-regula-a-humidade-e-a-temperatura.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo nos Açores e na Madeira até sexta, 12 de junho: anticiclone domina, mas haverá aguaceiros fracos nestas datas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-acores-e-na-madeira-ate-sexta-12-de-junho-anticiclone-domina-mas-havera-aguaceiros-fracos-nestas-datas.html</link><pubDate>Sun, 07 Jun 2026 13:01:14 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os Açores e a Madeira deverão ter uma semana maioritariamente estável até sexta-feira (12), sob influência do Anticiclone dos Açores. Ainda assim, poderá haver alguma nebulosidade, aguaceiros fracos e uma mudança atmosférica nos Açores no final da semana.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xadsayy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xadsayy.jpg" id="xadsayy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A próxima semana, deverá ser <strong>marcada pelo domínio do Anticiclone dos Açores,</strong> cujo núcleo permanecerá praticamente centrado sobre o arquipélago (Açores). Esta configuração atmosférica irá favorecer um período de estabilidade, com vento geralmente fraco, estado do mar relativamente calmo e ausência de episódios significativos de precipitação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/antevisao-ao-tempo-nos-arquipelagos-dos-acores-e-madeira-ate-sexta-feira-12-de-junho-1780830591269.png" data-image="ee5qp9q3t2i7" alt="Pressão, nuvens e chuva" title="Pressão, nuvens e chuva"><figcaption>O Anticiclone dos Açores encontra-se robusto e praticamente centrado sobre o arquipélago, estendendo também a sua influência à Madeira. Esta configuração favorece tempo estável, vento fraco a moderado e ausência de precipitação significativa.</figcaption></figure><p>Apesar do predomínio do tempo estável, <strong>não se exclui a ocorrência de alguma nebulosidade e de aguaceiros fracos e dispersos</strong>, típicos desta época do ano. Ainda assim, os acumulados previstos permanecem reduzidos, sem qualquer indicação de chuva moderada ou forte. <strong>O</strong> <strong>Pico será a ilha com o maior acumulado de chuva</strong>, porém, será apenas 10.8 mm desde este domingo (7) até sexta-feira (12), o que se considera um valor baixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/antevisao-ao-tempo-nos-arquipelagos-dos-acores-e-madeira-ate-sexta-feira-12-de-junho-1780830692298.png" data-image="u6flvq9u53u8" alt="Temperatura Açores" title="Temperatura Açores"><figcaption>Nos Açores, as temperaturas deverão manter-se bastante uniformes ao longo da semana, com máximas geralmente entre 20 e 23 ºC. Este padrão térmico está próximo da média climatológica para junho.</figcaption></figure><p>As <strong>temperaturas também deverão manter-se muito estáveis</strong> entre domingo e sexta-feira, oscilando pouco ao longo dos dias e permanecendo próximas da média climatológica para junho. O padrão esperado será, por isso, muito característico do início do verão açoriano.</p><h2>Sexta-feira poderá marcar uma ligeira mudança</h2><p>A estabilidade deverá prolongar-se até quinta-feira (11), mas na sexta-feira (12) os modelos sugerem a aproximação de um rio atmosférico proveniente de latitudes tropicais, <strong>capaz de enfraquecer parcialmente a influência anticiclónica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/antevisao-ao-tempo-nos-arquipelagos-dos-acores-e-madeira-ate-sexta-feira-12-de-junho-1780830738290.png" data-image="ysu9g6yrvqim" alt="Pressão e chuva" title="Pressão e chuva"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-888518">Na sexta-feira, a aproximação de um rio atmosférico tropical poderá aumentar o vento, a nebulosidade e a probabilidade de aguaceiros fracos, "quebrando" a estabilidade.</figcaption></figure><p>O primeiro sinal desta alteração <strong>deverá ser um aumento gradual do vento médio e da nebulosidade</strong>, embora, para já, não sejam esperados episódios de precipitação intensa ou condições meteorológicas adversas durante a sexta-feira (12).</p><h2>Madeira terá uma semana ainda mais estável</h2><p>Também o arquipélago da Madeira <strong>beneficiará da proteção exercida pelo Anticiclone dos Açores</strong>. Entre domingo e sexta-feira prevê-se uma sucessão de dias estáveis, <strong>c</strong><strong>om temperaturas bastante uniformes e variações diárias reduzidas</strong>, geralmente inferiores a 2 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/antevisao-ao-tempo-nos-arquipelagos-dos-acores-e-madeira-ate-sexta-feira-12-de-junho-1780830769758.png" data-image="w626bmk0nwim" alt="Temperatura Madeira" title="Temperatura Madeira"><figcaption>Na Madeira, as temperaturas deverão permanecer estáveis, com valores próximos dos 19 a 21 ºC nas zonas costeiras. A influência anticiclónica garante uma semana sem grandes alterações no estado do tempo.</figcaption></figure><p>Os valores deverão manter-se próximos dos <strong>20 ºC nas zonas costeiras</strong>, proporcionando condições muito agradáveis para atividades ao ar livre. </p><p>Os mapas da <strong>anomalia da temperatura</strong> indicam, contudo, que a ilha poderá apresentar temperaturas ligeiramente inferiores ao normal para esta época do ano, <strong>sobretudo durante as manhãs e nas vertentes norte e zonas montanhosas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/antevisao-ao-tempo-nos-arquipelagos-dos-acores-e-madeira-ate-sexta-feira-12-de-junho-1780830797304.png" data-image="vp2kxeb00bqd"></figure><p>Em algumas localidades do leste da ilha,<strong> as temperaturas deverão permanecer praticamente dentro da média climatológica</strong>.</p><h2>Chuva continuará pouco significativa</h2><p>Em termos de precipitação, <strong>a Madeira deverá apresentar uma semana ainda mais seca do que os Açores</strong>. Apenas na terça-feira existe possibilidade de ocorrência de chuva fraca em alguns pontos da ilha, com acumulados muito reduzidos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772694" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nao-condicionara-o-tempo-em-portugal-na-segunda-semana-de-junho-eis-como-irao-evoluir-as-temperaturas-e-a-precipitacao.html" title="NAO+ condicionará o tempo em Portugal na segunda semana de junho: eis como irão evoluir as temperaturas e a precipitação">NAO+ condicionará o tempo em Portugal na segunda semana de junho: eis como irão evoluir as temperaturas e a precipitação</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nao-condicionara-o-tempo-em-portugal-na-segunda-semana-de-junho-eis-como-irao-evoluir-as-temperaturas-e-a-precipitacao.html" title="NAO+ condicionará o tempo em Portugal na segunda semana de junho: eis como irão evoluir as temperaturas e a precipitação"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nao-condicionara-o-tempo-em-portugal-na-segunda-semana-de-junho-eis-como-irao-evoluir-as-temperaturas-e-a-precipitacao-1780830014626_320.jpg" alt="NAO+ condicionará o tempo em Portugal na segunda semana de junho: eis como irão evoluir as temperaturas e a precipitação"></a></article></aside><p>Na região de Santana, por exemplo, os valores previstos dificilmente ultrapassarão os 4 mm, <strong>não sendo esperados impactos relevantes</strong> associados à precipitação.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-acores-e-na-madeira-ate-sexta-12-de-junho-anticiclone-domina-mas-havera-aguaceiros-fracos-nestas-datas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[NAO+ condicionará o tempo em Portugal na segunda semana de junho: eis como irão evoluir as temperaturas e a precipitação]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nao-condicionara-o-tempo-em-portugal-na-segunda-semana-de-junho-eis-como-irao-evoluir-as-temperaturas-e-a-precipitacao.html</link><pubDate>Sun, 07 Jun 2026 11:01:57 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O estado do tempo em Portugal continental na segunda semana de junho continuará a ser influenciado pelo regime atmosférico NAO+. Analisamos a possibilidade de uma intensificação do calor e a evolução da precipitação.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xads182"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xads182.jpg" id="xads182"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Este domingo (7) ficará marcado por uma nova e pequena subida das temperaturas máximas nas regiões do interior de Portugal continental</strong>, com o interior Norte, Centro e Sul a registar um aumento nos termómetros entre 3 e 5 ºC. Várias localidades do interior Centro e do Alentejo voltarão a ultrapassar os 30 ºC durante a tarde.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Em contrapartida, espera-se que a faixa litoral entre Viana do Castelo e Lisboa mantenha valores semelhantes aos atuais, embora <strong>Lisboa possa baixar ligeiramente</strong>, rumo aos <strong>26 ºC</strong> (face aos 27 ºC registados ontem, dia 6).</p><h2>Ar temporariamente mais fresco chega esta segunda-feira, tempo seco e estável ganha terreno</h2><p>Com o jato polar algo mais ondulante, a circulação atmosférica voltará a favorecer a entrada de uma <strong>massa de ar mais fresco durante a madrugada e manhã de segunda-feira (8)</strong>, o que provocará uma maior variabilidade das temperaturas. </p><p>De acordo com os mapas de geopotencial, a chegada de ar mais fresco surgirá sobre o Norte e Centro de Portugal continental, sobretudo nas regiões costeiras. Por conseguinte, <strong>espera-se uma nova descida das temperaturas máximas na segunda-feira (8)</strong>, mas menos expressiva face à registada no início de junho. A região do<strong> litoral Norte e Centro</strong> será novamente a mais exposta a esta mudança.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nao-condicionara-o-tempo-em-portugal-na-segunda-semana-de-junho-eis-como-irao-evoluir-as-temperaturas-e-a-precipitacao-1780829041521.jpg" data-image="ebei2rjnl9b8"><figcaption>O gráfico sub-sazonal do ECMWF sugere que a NAO+ será o regime atmosférico dominante na Europa e Atlântico Norte, consolidando-se, deste modo, a tendência para um tempo predominantemente estável em Portugal continental.</figcaption></figure><p>A partir de terça-feira (9) e pelo menos até sexta-feira (12), com hipótese de se prolongar por mais alguns dias,<strong> a situação atmosférica continuará a ser dominada por um regime NAO+, pelo que o tempo apresentar-se-á predominantemente estável</strong>. O reforço e gradual influência para leste das altas pressões sobre a Península Ibérica será favorável a dias secos, com pouca nebulosidade e ausência de precipitação significativa.</p><h2>Calor poderá intensificar a partir de quinta-feira, 11 de junho</h2><p>A gradual robustez e influência da região anticiclónica será favorável a uma maior acumulação do calor diurno e isto, combinado com a possível chegada de uma massa de ar muito quente, <strong>fará com que na quinta-feira, dia 11, ocorra uma subida generalizada das temperaturas máximas em praticamente todo o território</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nao-condicionara-o-tempo-em-portugal-na-segunda-semana-de-junho-eis-como-irao-evoluir-as-temperaturas-e-a-precipitacao-1780828912830.png" data-image="etj73sury1yi"><figcaption>Segundo a mais recente atualização do modelo de referência para a Meteored, sexta-feira 12 de junho poderá ser o dia mais quente da segunda semana do presente mês, tanto em intensidade, como em área geográfica abrangida.</figcaption></figure><p>Até mesmo nas regiões do litoral, onde as temperaturas estiveram relativamente frescas ao longo dos últimos dias. Em alguns locais do distrito de Braga, os termómetros poderão aproximar-se dos 30 ºC. <strong>No Centro e Sul do país já haverá várias zonas a registar temperaturas máximas em torno dos 35 ºC</strong>.</p><p>No entanto, <strong>é na sexta-feira (12) que se prevê uma subida acentuada e generalizada das temperaturas, estando em perspetiva um cenário de calor intenso</strong> de norte a sul de Portugal continental. Tanto o litoral, como o interior podem vir a registar temperaturas máximas bem acima da média climatológica de referência.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nao-condicionara-o-tempo-em-portugal-na-segunda-semana-de-junho-eis-como-irao-evoluir-as-temperaturas-e-a-precipitacao-1780828712014.png" data-image="ssgh51h62lis"><figcaption>Para a sexta-feira, 12 de junho, a última saída do modelo Europeu revela um cenário de calor excessivo, com possibilidade de se registarem temperaturas entre 6 a 14 ºC acima da média em todo o território de Portugal continental. Mas atenção, estando a 5 dias de distância, esta previsão ainda pode vir a sofrer modificações.</figcaption></figure><p>De acordo com a saída atual do modelo ECMWF, quase todas as capitais distritais do país deverão registar máximas superiores a 30 ºC na <strong>sexta-feira (12)</strong>, com cidades como Porto, Braga e Leiria a poder alcançar 34/35 ºC, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja a rondar os 36/37 ºC, <strong>Santarém nos 38 ºC e algumas zonas do vale do Tejo e do Alto Alentejo a rondar os 39/40 ºC</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772562" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-para-junho-a-ultima-previsao-do-modelo-europeu-na-meteored.html" title="Mudanças no tempo para junho: a última previsão do modelo europeu na Meteored">Mudanças no tempo para junho: a última previsão do modelo europeu na Meteored</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-para-junho-a-ultima-previsao-do-modelo-europeu-na-meteored.html" title="Mudanças no tempo para junho: a última previsão do modelo europeu na Meteored"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-para-junho-a-ultima-previsao-do-modelo-europeu-na-meteored-1780741904727_320.jpg" alt="Mudanças no tempo para junho: a última previsão do modelo europeu na Meteored"></a></article></aside><p>Para sábado (13) e domingo (14) a incerteza na previsão é maior devido ao aumento do horizonte temporal, mas<strong> os primeiros sinais indicam que as temperaturas não se manterão tão elevadas como na sexta (12)</strong>, podendo ocorrer uma descida gradual das temperaturas rumo a valores mais amenos, sobretudo no dia 14.</p><h2>Anomalias de temperatura e precipitação para a segunda semana de junho</h2><p>Embora a primeira metade da segunda semana de junho seja marcada por um tempo mais ameno nas regiões do litoral e por uma lenta subida das temperaturas nas regiões do interior, tudo indica que o cenário meteorológico <strong>mudará drasticamente na segunda metade da semana (a partir de quinta-feira, 11), estando em perspetiva uma subida generalizada e acentuada das temperaturas</strong>.</p><p>Apesar dos possíveis altos e baixos das temperaturas em perspetiva para a próxima semana, os mapas sugerem um predomínio de anomalias térmicas positivas (isto é, temperaturas superiores à média para a época do ano), pelo que <strong>os períodos breves em que as massas de ar quente serão dominantes serão mais decisivos para a evolução das temperaturas</strong>,<strong> </strong>do que os períodos breves em que as massas de ar frescos serão dominantes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nao-condicionara-o-tempo-em-portugal-na-segunda-semana-de-junho-eis-como-irao-evoluir-as-temperaturas-e-a-precipitacao-1780829174836.jpg" data-image="68to4c3lgbz3"><figcaption>Para a segunda semana de junho o modelo europeu prevê temperaturas acima da média no Continente (anomalias positivas mais acentuadas nas regiões do interior) e no arquipélago dos Açores. O arquipélago da Madeira será a exceção, dado que se perspetiva uma anomalia térmica negativa neste território insular.</figcaption></figure><p>Quanto à precipitação, o modelo europeu é bastante explícito, observando-se <strong>uma tendência clara para o domínio do tempo seco, com uma anomalia negativa a cobrir todo o território português</strong>, abrangendo tanto Portugal continental, como os arquipélagos dos Açores e da Madeira. A anomalia negativa mais significativa é detetada para a Região Norte e para o Centro-norte (-30 mm).</p><p>Isto não exclui a possibilidade de em algum dos dias uma frente enfraquecida poder deixar chuviscos ou chuva fraca, quiçá nos arquipélagos ou em pontos isolados do Continente. Mesmo assim, <strong>tudo indica que na segunda semana de junho o tempo anticiclónico será “regra” em toda a geografia portuguesa</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nao-condicionara-o-tempo-em-portugal-na-segunda-semana-de-junho-eis-como-irao-evoluir-as-temperaturas-e-a-precipitacao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Telescópio James Webb deteta altas concentrações de metano no cometa interestelar 3I/ATLAS]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-detecta-altas-concentracoes-de-metano-no-cometa-interestelar-3i-atlas.html</link><pubDate>Sun, 07 Jun 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O Telescópio Espacial James Webb, da NASA, ESA e CSA, detetou pela primeira vez a assinatura química do metano (CH4) num objeto interestelar durante a recente passagem do cometa 3I/ATLAS.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/james-webb-metano-3i-atlas-1780372106136.png" data-image="tddehkfc92ry"><figcaption>Imagem dos componentes do cometa 3I/ATLAS. Créditos: NASA, ESA, CSA, STScI, M. Belyakov (Caltech), I. Wong (STScI). Processamento de imagem: A. Pagan (STScI). Licença CC BY 4.0 INT ou Licença Padrão da ESA (o conteúdo pode ser usado sob qualquer uma das licenças).</figcaption></figure><p>Esta imagem do instrumento de infravermelho médio (MIRI) mostra o <strong>cometa interestelar 3I/ATLAS</strong> em três comprimentos de onda diferentes e destaca a distribuição dos<strong> diferentes gases </strong>no momento da observação.</p><h3>Observações sem precedentes com James Webb</h3><p>O <strong>vapor de água estende-se muito além do núcleo</strong>, pois grande parte dele é libertado pelos grãos de gelo na coma do cometa. Por outro lado, o <strong>dióxido de carbono e o metano estão mais concentrados perto do núcleo</strong>.</p><p>O <strong>Telescópio Espacial Webb </strong><strong>fez estas observações em duas datas diferentes</strong>, quando o cometa deixou o nosso sistema solar após a sua passagem em redor do Sol. A primeira observação ocorreu entre 15 e 16 de dezembro de 2025, quando o cometa estava a cerca de 330 milhões de quilómetros do Sol. Uma segunda observação foi feita a 27 de dezembro, quando ele estava a quase 380 milhões de quilómetros da nossa estrela.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="684129" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/revolucao-na-astronomia-imagens-3d-revelam-segredos-cosmicos.html" title="Revolução na astronomia: imagens 3D revelam segredos cósmicos">Revolução na astronomia: imagens 3D revelam segredos cósmicos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/revolucao-na-astronomia-imagens-3d-revelam-segredos-cosmicos.html" title="Revolução na astronomia: imagens 3D revelam segredos cósmicos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/revolution-in-der-astronomie-3d-bilder-enthullen-kosmische-geheimnisse-1731969752481_320.jpg" alt="Revolução na astronomia: imagens 3D revelam segredos cósmicos"></a></article></aside><p><strong>Pela primeira vez num visitante interestelar</strong>, <strong>o Telescópio Espacial Webb detetou diretamente gás metano</strong> (CH4).</p><p>Esta descoberta sugere que o <strong>metano estava enterrado sob a superfície do cometa</strong> 3I/ATLAS, onde permaneceu protegido da evaporação até que o calor gerado pela sua aproximação ao Sol atingisse as camadas mais profundas do seu envelope gelado.</p><p>A <strong>quantidade de metano</strong> detetada em relação à água é particularmente elevada e <strong>atinge um nível raramente observado no nosso sistema solar</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/james-webb-metano-3i-atlas-1780372581882.jpg" data-image="8rzsvinbovwd"><figcaption>O Telescópio Espacial Hubble da NASA observou novamente o cometa interestelar 3I/ATLAS a 30 de novembro, utilizando a sua Câmara de Campo Amplo 3. Créditos: NASA, ESA, STScI, D. Jewitt (UCLA), M.-T. Hui (Observatório Astronômico de Xangai). Processamento de imagem: J. DePasquale (STScI).</figcaption></figure><p>As observações de Webb também confirmaram que o <strong>cometa 3I/ATLAS permanece excecionalmente rico em dióxido de carbono</strong>, libertando uma quantidade muito maior em relação à água do que os cometas típicos do nosso Sistema Solar.</p><div class="texto-destacado">Estas duas descobertas sugerem um ambiente de formação e uma composição química muito diferentes da grande maioria dos cometas formados no nosso Sistema Solar.</div><p>O Telescópio Espacial Webb observou o cometa 3I/ATLAS utilizando o <strong>Espectrómetro de Média Resolução (MIRI) do MIRI</strong>, um instrumento poderoso projetado para decompor a luz infravermelha nos seus diferentes comprimentos de onda. Este espectrómetro fornece um espectro para cada ponto numa pequena porção do céu, permitindo que os investigadores meçam os gases presentes e visualizem a sua distribuição em redor do núcleo do cometa.</p><p>Os resultados foram publicados recentemente na revista científica <em>The Astrophysical Journal Letters</em>.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Matthew Belyakov et al 2026. The Volatile Inventory of 3I/ATLAS as Seen with JWST/MIRI. The Astrophysical Journal Letters, Volume 1001, Number 1<a href="https://iopscience.iop.org/article/10.3847/2041-8213/ae5700" target="_blank"><br>DOI 10.3847/2041-8213/ae5700</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-detecta-altas-concentracoes-de-metano-no-cometa-interestelar-3i-atlas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Suzanne Daveau: uma vida a estudar Portugal e o mundo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/suzanne-daveau-uma-vida-a-estudar-portugal-e-o-mundo.html</link><pubDate>Sun, 07 Jun 2026 07:33:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p> Suzanne Daveau é uma eminente geógrafa que dedicou mais de sete décadas ao estudo das paisagens, deixando um legado científico marcante em Portugal e no mundo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/suzanne-daveau-uma-vida-a-estudar-portugal-e-o-mundo-1780644361778.jpg" data-image="fzqs8jwlpbzy" alt="Suzanne Daveau" title="Suzanne Daveau"><figcaption>Geógrafa franco-portuguesa é uma referência nacional e internacional para todos aqueles que estudam o território. Fonte: Ciência viva</figcaption></figure><p>Suzanne Daveau traça o esboço de uma <strong>mulher aventureira que atravessa o século XX</strong>, até aos dias de hoje, guiada pela paixão da investigação geográfica.</p><p>Nascera em Paris, França, a 13 de julho de 1925, <strong>completando em 2025 o seu centenário</strong>.</p><h2>O estudo das paisagens</h2><p>Daveau é uma eminente geógrafa, <strong>conhecida internacionalmente através de quase todos os temas de geografia</strong>.</p><p>De personalidade rica, viva inteligência e curiosidade insaciável, <strong>possui outras qualidades artísticas</strong>, que a levaram desde muito cedo, a desenhar, pintar, fotografar e mais recentemente a realizar tapeçarias.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="750355" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/mulheres-humor-e-cinema-a-programacao-especial-que-chega-ao-porto.html" title="Mulheres, humor e cinema: a programação especial que chega ao Porto">Mulheres, humor e cinema: a programação especial que chega ao Porto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/mulheres-humor-e-cinema-a-programacao-especial-que-chega-ao-porto.html" title="Mulheres, humor e cinema: a programação especial que chega ao Porto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mulheres-humor-e-cinema-a-programacao-especial-que-chega-ao-porto-1769033918143_320.jpg" alt="Mulheres, humor e cinema: a programação especial que chega ao Porto"></a></article></aside><p>Segundo a revista F<em>inisterra</em>, <strong>estudou geografia na Universidade de Paris</strong>, foi professora dos ensinos primário, secundário e superior e realizou o seu doutoramento pela mesma Universidade.</p><p>Em <strong>1965</strong>, já depois de fazer carreira em França e na África Ocidental, <strong>estabeleceu-se em Portugal onde se dedicou a estudar, começando a percorrer o país com o seu marido Orlando Ribeiro</strong>, geógrafo português, uma das figuras mais influentes da geografia nacional. </p><h2>O seu olhar sobre o mundo</h2><p>Ao longo de décadas, Suzanne Daveau <strong>dedicou-se ao estudo da geomorfologia, do clima e da evolução das paisagens</strong>.</p><p>Os seus trabalhos ajudaram a compreender melhor a <strong>formação do relevo português e os processos naturais que moldam o território</strong>.</p><p>Porém, mais do que descrever montanhas ou rios, <strong>procurava perceber as histórias escondidas na superfície terrestre</strong>.</p><p>Cada vale, cada planalto e cada formação rochosa representavam <strong>capítulos de uma narrativa muito mais antiga do que a presença humana</strong>.</p><h2>O seu papel como professora</h2><p>Para além das inúmeras publicações em revistas e livros, <strong>Suzanne como cientista, inspirou muitas pessoas</strong>.</p><p>Muitos estudantes encontraram nas suas aulas <strong>uma forma diferente de olhar para o mundo</strong>, aprendendo que a geografia é muito mais do que localizar países num mapa.</p><p>É uma <strong>disciplina que ajuda a compreender a forma como vivemos</strong>, ocupamos o espaço e transformamos o ambiente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="758865" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-contributo-de-adelaide-cabete-para-os-direitos-das-mulheres.html" title="O contributo de Adelaide Cabete para os direitos das mulheres">O contributo de Adelaide Cabete para os direitos das mulheres</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-contributo-de-adelaide-cabete-para-os-direitos-das-mulheres.html" title="O contributo de Adelaide Cabete para os direitos das mulheres"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-contributo-de-adelaide-cabete-para-os-direitos-das-mulheres-1773505478195_320.png" alt="O contributo de Adelaide Cabete para os direitos das mulheres"></a></article></aside><p>Há ainda um aspeto particularmente admirável na sua vida: a capacidade de <strong>manter a curiosidade intelectual ao longo dos anos</strong>. </p><p>Num tempo em que a rapidez muitas vezes substitui a reflexão, <strong>o exemplo de Suzanne lembra-nos a importância da observação paciente</strong>.</p><p>Os seus trabalhos mostram que <strong>compreender verdadeiramente um lugar exige tempo, atenção e respeito</strong> pela complexidade dos fenómenos naturais.</p><h2>Uma vida dedicada à Geografia</h2><p>Hoje, <strong>o seu legado permanece vivo nos livros, nos artigos científicos, nos estudos sobre o território </strong>e na memória daqueles que tiveram a oportunidade de aprender com ela.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/suzanne-daveau-uma-vida-a-estudar-portugal-e-o-mundo-1780643804084.jpg" data-image="f7cdzpp5bwa3" alt="Atlas Suzanne Daveau" title="Atlas Suzanne Daveau"><figcaption>O Atlas Suzanne Daveau é o retrato, o mapa, a geografia de uma mulher incansável que procurou conhecer e transmitir a sabedoria humana que se revela da terra. Fonte: JP</figcaption></figure><p>Entre as obras mais conhecidas destacam-se <em><strong>O Ambiente Geográfico Natural: Aspectos Fundamentais</strong> (1976)</em>, uma das suas obras de referência sobre geografia física; <em><strong>Portugal Geográfico</strong> (1995)</em>, uma síntese acessível da geografia física e humana de Portugal; <em><strong>A Descoberta da África Ocidental: Ambiente Natural e Sociedades</strong> (1999)</em>, resultado do seu interesse pela geografia africana e os 4 volumes sobre a <strong><em>Geografia de Portugal</em></strong>, considerada uma obra fundamental para o estudo do território português.</p><p>Mais recentemente foi lançado o <em><strong>Atlas Suzanne Daveau</strong> (2022) </em>onde reúne fotografias captadas pela geógrafa ao longo de décadas de trabalho de campo e ainda um documentário/ longa letragem <strong><em>Suzanne Daveau</em></strong>, realizado por Luísa Homem, estreado internacionalmente em 2020 e exibido em Portugal a partir de 2022.</p><p>Com cerca de duas horas de duração, <strong>combina entrevistas, fotografias de arquivo e filmes familiares para retratar a vida da geógrafa</strong>, desde a juventude em França até ao trabalho científico em África e Portugal.</p><div class="texto-destacado"><strong>“Não há ciência, nem progresso no conhecimento, sem amor, sem paixão, sem identificação.” </strong>Segundo Suzanne Daveau no seu documentário<strong> </strong></div><p>Juntos, estes testemunhos revelam uma <strong>investigadora que fez da curiosidade, da observação e da paixão</strong> pelo conhecimento uma verdadeira forma de vida.</p><p>Suzanne Daveau ensinou-nos que <strong>a geografia não é apenas a ciência dos lugares; é também a ciência do olhar</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/suzanne-daveau-uma-vida-a-estudar-portugal-e-o-mundo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempestades em Portugal: mais de quatro meses depois, apenas 1% dos prejuízos já foi pago aos agricultores]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tempestades-em-portugal-mais-de-quatro-meses-depois-apenas-1-dos-prejuizos-ja-foi-pago-aos-agricultores.html</link><pubDate>Sun, 07 Jun 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Após a tempestade Kristin ter devastado a região Centro, "quando o ministro da Agricultura anunciou milhões de euros de apoios aos agricultores afetados, ninguém esperava que, passados mais de quatro meses, apenas 1% dos prejuízos tivesse sido pago", lamenta a CNA - Confederação Nacional da Agricultura.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempestades-em-portugal-mais-de-quatro-meses-depois-apenas-1-dos-prejuizos-ja-foi-pago-aos-agricultores-1780764306726.jpg" data-image="6ofdgux456q6" alt="Estufas destruídas" title="Estufas destruídas"><figcaption>Após a tempestade Kristin ter devastado a região Centro, apenas 1% dos prejuízos está pago, lamenta a CNA - Confederação Nacional da Agricultura.</figcaption></figure><p>Os dados divulgados esta semana pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e pelo Instituto de Financiamento de Agricultura e Pescas (IFAP) revelam “<strong>atrasos inaceitáveis” na análise, aprovação e pagamento das candidaturas</strong> submetidas pelos <strong>agricultores</strong> após as tempestades, afirma a CNA - Confederação Nacional da Agricultura.</p><p>A Confederação cita dados do INE e revela que <strong>foram apresentadas cerca de 7,7 mil candidaturas e declarações de prejuízo</strong>, correspondendo a <strong>danos declarados superiores a 550 milhões de euros </strong>(206 milhões de euros na região Centro, 167 milhões de euros em Lisboa e Vale do Tejo e 180 milhões de euros no Alentejo).</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Já quanto ao <strong>pagamento dos apoios</strong>, os últimos dados publicados pelo IFAP apontam para um total de 847 candidaturas que correspondem a <strong>5,6 milhões de euros de apoios, “valores muito aquém dos prejuízos reclamados</strong>”. A CNA fala, desde logo, de “<strong>falta de transparência”, que é “por demais evidente, tendo em conta que não há dados atualizados de forma regular</strong> do número de candidaturas submetidas, analisadas e pagas”. Para a Confederação, essa informação deve estar “acessível” e “com dados referentes a cada CCDR de forma aberta e de fácil consulta”.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A Confederação constata ainda que, “poucos dias depois de a tempestade <em>Kristin </em>ter devastado a região Centro”, quando o ministro da Agricultura anunciou milhões de euros de apoios para os agricultores afetados e que as candidaturas já estavam abertas, "<strong>ninguém esperaria que, passados mais de quatro meses, apenas 1% dos prejuízos tivesse sido alvo de apoio pago</strong>".</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769464" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tempestade-kristin-governo-firma-acordo-com-o-banco-de-fomento-para-financiar-a-remocao-de-material-lenhoso-da-floresta.html" title="Tempestade Kristin: Governo firma acordo com o Banco de Fomento para financiar a remoção de material lenhoso da floresta">Tempestade Kristin: Governo firma acordo com o Banco de Fomento para financiar a remoção de material lenhoso da floresta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tempestade-kristin-governo-firma-acordo-com-o-banco-de-fomento-para-financiar-a-remocao-de-material-lenhoso-da-floresta.html" title="Tempestade Kristin: Governo firma acordo com o Banco de Fomento para financiar a remoção de material lenhoso da floresta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempestade-kristin-governo-firma-acordo-com-o-banco-de-fomento-para-financiar-a-remocao-de-material-lenhoso-da-floresta-1779134495224_320.jpg" alt="Tempestade Kristin: Governo firma acordo com o Banco de Fomento para financiar a remoção de material lenhoso da floresta"></a></article></aside><p>Estes <strong>atrasos devem-se, desde logo, “à falta de meios, nomeadamente de recursos humanos </strong>das comissões de coordenação e desenvolvimento regional (CCDR), para avaliar as candidaturas apresentadas pelos agricultores”, aponta a CNA. </p><h2>"Prazos não estão a ser cumpridos"</h2><p>E recorda que a <strong>CCDR territorialmente competente “deve analisar e aprovar as candidaturas submetidas no prazo de 15 dias úteis após a respetiva submissão</strong>”. O problema, diz a CNA, é que “estes prazos não estão a ser cumpridos”.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempestades-em-portugal-mais-de-quatro-meses-depois-apenas-1-dos-prejuizos-ja-foi-pago-aos-agricultores-1780764384245.jpg" data-image="bhpgs9fbkmg1" alt="Cheias" title="Cheias"><figcaption>A sequência de tempestades que assolaram Portugal no final de janeiro e início de fevereiro de 2026 causaram prejuízos severos na suinicultura, avicultura, fruticultura e agropecuária.</figcaption></figure><p>Para a Confederação Nacional da Agricultura, estes dados agora vindos a público mostram que, <strong>em todo este processo, incluindo naquilo que não está a chegar aos agricultores,”há falta de vontade política </strong>para uma efetiva resposta à calamidade que atingiu milhares de agricultores”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772443" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/plano-nacional-conta-com-tres-milhoes-de-euros-para-recuperar-rios-mares-e-florestas-portuguesas.html" title="Plano nacional conta com três milhões de euros para recuperar rios, mares e florestas portuguesas">Plano nacional conta com três milhões de euros para recuperar rios, mares e florestas portuguesas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/plano-nacional-conta-com-tres-milhoes-de-euros-para-recuperar-rios-mares-e-florestas-portuguesas.html" title="Plano nacional conta com três milhões de euros para recuperar rios, mares e florestas portuguesas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/plano-nacional-conta-com-tres-milhoes-de-euros-para-recuperar-rios-mares-e-florestas-portuguesas-1780661474313_320.jpg" alt="Plano nacional conta com três milhões de euros para recuperar rios, mares e florestas portuguesas"></a></article></aside><p>Aliás, o que também se está a passar no setor da floresta comprova-o, com “<strong>indisfarçáveis atrasos na remoção da madeira e desobstrução de caminhos agrícolas e florestais</strong>”, que, quatro meses depois, “continuam em grande parte por concretizar”.</p><p>Recorde-se que a sequência de tempestades que assolaram Portugal no final de janeiro e início de fevereiro de 2026 causaram <strong>prejuízos severos na suinicultura, avicultura, fruticultura e agropecuária, que somaram perdas de largas centenas de milhões</strong> de euros. A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) chegou a falar de perdas “superiores a 775 milhões de euros na agricultura e na floresta”.</p><h2>Habitações: perto de 24 milhões de euros pagos</h2><p>As CCDR, sobretudo a da região Centro do país, tiveram as <strong>candidaturas abertas até 19 de maio, recebendo informação de reporte e inventariação de prejuízos</strong>, fundamentais para a avaliação dos impactos e eventual ativação de medidas de apoio, com vista à formalização da candidatura aos apoios simplificados até 10.000 euros.</p><div class="texto-destacado">Em paralelo, equipas técnicas das CCDR estiveram no terreno, em articulação com os municípios, a realizar uma primeira avaliação dos estragos e com a <strong>promessa de assegurar “um levantamento rigoroso das perdas registadas pelos agricultores</strong>”. Aliás, <strong>no dia 02 de fevereiro de 2026, ainda o país acordava aos poucos para o nível de devastação que tinha assolado o país, o Governo fez publicar um comunicado</strong> a garantir “o compromisso de atuar com rapidez, proximidade e eficácia no apoio aos agricultores afetados pela tempestade, assegurando uma resposta justa e adequada às perdas sofridas no terreno”. </div><p>Já no que respeita aos <strong>danos causados nas habitações pela tempestade <em>Kristin </em>e outras, perto de 24 milhões de euros de indemnizações já foram pagos </strong>na região Centro, anunciou na última sexta-feira, 06 de junho, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempestades-em-portugal-mais-de-quatro-meses-depois-apenas-1-dos-prejuizos-ja-foi-pago-aos-agricultores-1780764441113.jpg" data-image="9oouctomtuwv" alt="Árvores destruídas" title="Árvores destruídas"><figcaption>Os atrasos nos apoios devem-se, desde logo, “à falta de meios, nomeadamente de recursos humanos das comissões de coordenação e desenvolvimento regional (CCDR), para avaliar as candidaturas apresentadas pelos agricultores”, aponta a CNA. </figcaption></figure><p>Num ponto de situação feito no fim desta semana, o presidente da CCDR, José Ribau Esteves, referiu que <strong>há 6.237 candidaturas com indemnizações pagas, num valor total de 23.716.666,95 euros</strong>. </p><p>No total, <strong>foram apresentadas 25.728 candidaturas na região Centro, das quais 9.240 (35,9%) já estão decididas</strong>, referiu Ribau Esteves. Há ainda 14.168 em análise em 73 municípios e 2.320 na CCDR. </p><p>De acordo com o presidente da CCDR do Centro, <strong>dos 73 municípios com candidaturas apresentadas há oito em que todas já foram decididas</strong> e dez em que mais de 90% estão nessa situação. </p><p>Há 24 municípios que têm menos de 25% das candidaturas decididas. <strong>Leiria é aquele que apresentou mais candidaturas, um total de 10.808</strong>, estando decididas 3.721 (34,4%). </p><p>Seguem-se <strong>Marinha Grande (3.365 apresentadas e 243 decididas), Pombal (2.482 apresentadas e 1.318 decididas), Sertã (972 apresentadas</strong> e 373 decididas), Ansião (878 apresentadas e 475 decididas) e Coimbra (647 apresentadas e 110 decididas). </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tempestades-em-portugal-mais-de-quatro-meses-depois-apenas-1-dos-prejuizos-ja-foi-pago-aos-agricultores.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Concertos, caminhadas e até snorkeling: há mais de 60 atividades para descobrir na Serra da Estrela]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/concertos-caminhadas-e-ate-snorkeling-ha-mais-de-60-atividades-para-descobrir-na-serra-da-estrela.html</link><pubDate>Sun, 07 Jun 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Este fim de semana está cheio de aventuras entre as montanhas. Descubra tudo o que ainda pode fazer. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/concertos-caminhadas-e-ate-snorkeling-ha-mais-de-60-atividades-para-descobrir-na-serra-da-estrela-1780772316167.jpg" data-image="glx9smd8dog3" alt="Festival da Montanha" title="Festival da Montanha"><figcaption>Um fim de semana repleto na Serra da Estrela. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Já começou, mas ainda vai a tempo de aproveitar algumas das atividades. A <strong>Serra da Estrela</strong> foi invadida por concertos e caminhadas este fim de semana. </p><div class="texto-destacado">Entre 5 a 7 de junho, a nova edição do Festival da Montanha conta com caminhadas, experiências, sessões de cinema ao ar livre, entre outras experiências. </div><p>Feitas as contas, são mais de<strong> 60 atividades</strong> que prometem conquistar a Serra “por terra, água e ar”.</p><p>“O Festival da Montanha é o maior evento de montanha em Portugal”, explica a organização. “Uma celebração da natureza, da grandeza das montanhas e da cultura vibrante que lhes está associada. Três dias de experiências imersivas que cruzam desporto de natureza, bem-estar e cultura, sempre com a montanha como palco e inspiração.”</p><h2>Uma agenda para todos</h2><p>Curioso? Este domingo, o programa arranca logo às 8:30, com a caminhada com o Pastor. “Durante o dia inteiro, vai ser possível participar em caminhadas em diferentes pontos da serra, assistir a concertos e participar em experiências na natureza”, nota a revista ‘NiT’.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="660626" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/esta-praia-fluvial-fica-no-meio-da-serra-da-estrela-e-e-o-destino-perfeito-para-este-verao-turismo.html" title="Esta praia fluvial fica no meio da Serra da Estrela e é o destino perfeito para este verão">Esta praia fluvial fica no meio da Serra da Estrela e é o destino perfeito para este verão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/esta-praia-fluvial-fica-no-meio-da-serra-da-estrela-e-e-o-destino-perfeito-para-este-verao-turismo.html" title="Esta praia fluvial fica no meio da Serra da Estrela e é o destino perfeito para este verão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esta-praia-fluvial-fica-no-meio-da-serra-da-estrela-e-e-o-destino-perfeito-para-este-verao-1718132587233_320.jpg" alt="Esta praia fluvial fica no meio da Serra da Estrela e é o destino perfeito para este verão"></a></article></aside><p>Mas não fica por aqui. Nas atividades do festival encontra ainda passeios fotográficos, <em>trail running</em>, <em>kayaking </em>na montanha, <em>stand up paddle</em>, <em>trekking</em> aquático, piquenique e observação astronómica.</p><p>“Autêntica e inesquecível, a Serra da Estrela oferece possibilidades infinitas para viver a montanha: do desporto ao turismo, do lazer à contemplação”, lê-se no <em>site</em> do evento. Como tal, não surpreende que <strong>o programa seja tão completo</strong>. </p><div class="texto-destacado">“Uma região de identidade forte, hospitalidade calorosa e património natural e cultural sem igual.”</div><p>Segue-se um passeio fotográfico, às 9:00 horas, e logo a seguir uma experiência de parapente, às 9:30. Às 10:00 horas pode contar com uma volta de BTT de 35 quilómetros no Poço do Inferno. </p><p>Uma daquelas que é, talvez, das atividades mais inusitadas acontece precisamente este domingo: o <strong><em>snorkeling </em>em montanha</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/concertos-caminhadas-e-ate-snorkeling-ha-mais-de-60-atividades-para-descobrir-na-serra-da-estrela-1780772431571.jpg" data-image="83prfpxl8igb" alt="Festival da Montanha" title="Festival da Montanha"><figcaption>Ainda vai a tempo: explore concertos, trilhos e experiências únicas no Festival da Montanha. Foto: Festival da Montanha</figcaption></figure><p>“Não é engano, vamos ter mesmo uma experiência de mergulho em plena montanha, em águas rasas e ambiente fluvial, que será uma nova forma de conhecer também o ecossistema da Serra da Estrela”, realçou Hugo Gomes, da organização, à agência Lusa (citado pelo jornal ‘Conta Lá’).</p><p>Ao longo do dia, poderá fazer ainda<em> stand up paddle</em> e <em>kayaking</em>. O festival terminará às 17:30, com o concerto de Tiago Barbosa. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771785" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-app-gratuita-revela-mais-de-150-praias-fluviais-secretas-em-portugal.html" title="Esta app gratuita revela mais de 150 praias fluviais secretas em Portugal">Esta app gratuita revela mais de 150 praias fluviais secretas em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-app-gratuita-revela-mais-de-150-praias-fluviais-secretas-em-portugal.html" title="Esta app gratuita revela mais de 150 praias fluviais secretas em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esta-app-gratuita-revela-mais-de-150-praias-fluviais-secretas-em-portugal-1780327455686_320.jpg" alt="Esta app gratuita revela mais de 150 praias fluviais secretas em Portugal"></a></article></aside><p>“O Festival da Montanha<strong> não pretende ser, nem quer ser, um festival ou um evento de massas</strong>. A consciência ambiental e a sensibilização para a preservação dos ecossistemas estão no nosso ADN”, adiantou Hugo Gomes.</p><p>Segundo o promotor, o que se pretende com este evento organizado pela primeira vez em 2023 é que seja “uma montra de tudo aquilo que se pode fazer na Serra da Estrela”. Para isso, contam “com as associações e as empresas de animação turística que estão no território”.</p><h2>Mais informações e detalhes</h2><p>E onde é que pode encontrar as atividades? No <strong>Parque da Várzea</strong>, em Manteigas, encontrará o ponto de encontro de todas as experiências. Ali há desde música a mercados de produtores, passando pela feira <em>outdoor </em>com equipamentos e turismo de montanha. Há até uma zona infantil e outra de restauração. </p><p>O melhor é que aqui, no chamado <strong>Campo Base</strong>, as propostas culturais, como sessões de cinema e espetáculos musicais, são de <strong>acesso gratuito</strong> e abertas a todos. Já os percursos pedestres e as atividades de contacto com a natureza podem implicar um <strong>custo</strong>, com preços a partir de 10€. </p><div class="texto-destacado">Para participar nestas experiências, basta efetuar a inscrição através da plataforma<em> online</em>.</div><p>A organização revelou que o valor das inscrições vai reverter integralmente para os parceiros locais que estão a dinamizar as experiências.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://festivaldamontanha.pt/" target="_blank">Festival da Montanha</a>. Programa 2026</em></p><p><em>Izabelli Pincelli. <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/festival-da-montanha-regressa-a-serra-da-estrela-com-concertos-caminhadas-e-cinema" target="_blank">Festival da Montanha regressa à Serra da Estrela com concertos e caminhadas</a>. NiT. 5 de junho de 2026.</em></p><p><em><a href="https://sapo.pt/artigo/festival-da-montanha-em-manteigas-com-mais-de-60-experiencias-na-serra-da-estrela-6a148cabeabb4004a46e9371" target="_blank">Festival da Montanha em Manteigas com mais de 60 experiências na Serra da Estrela</a>. Conta Lá (Sapo). 25 de maio de 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/concertos-caminhadas-e-ate-snorkeling-ha-mais-de-60-atividades-para-descobrir-na-serra-da-estrela.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo em Portugal até quinta-feira, 11 de junho: temperaturas voltam a subir, mas vento continuará a marcar presença]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-ate-quinta-feira-11-de-junho-temperaturas-voltam-a-subir-mas-vento-continuara-a-marcar-presenca.html</link><pubDate>Sat, 06 Jun 2026 12:27:07 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A previsão é de um fim de semana mais fresco e ventoso, mas no arranque da próxima semana as temperaturas poderão subir gradualmente em Portugal continental, enquanto o vento irá persistir no litoral.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xadmgo2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xadmgo2.jpg" id="xadmgo2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O fim de semana arrancou com um estado do tempo relativamente instável em grande parte de Portugal continental.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p><strong>Durante a manhã deste sábado registou-se muita nebulosidade e ocorrência de chuva fraca em algumas localidades</strong>, sobretudo nas regiões Norte e Centro. Para o restante dia prevê-se céu muito nublado, embora sem precipitação significativa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-ate-quinta-feira-temperaturas-voltam-a-subir-mas-o-vento-vai-continuar-a-marcar-presenca-1780746176648.png" data-image="ec5xcqhnkt22" alt="Rajadas de vento" title="Rajadas de vento"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-591058">O sábado será marcado por muita nebulosidade no Norte e Centro e vento moderado na faixa costeira ocidental. As rajadas poderão atingir os 50 km/h, tornando desconfortáveis as atividades junto ao mar.</figcaption></figure><p>O vento vai continuar a ser um dos principais protagonistas, <strong>com rajadas moderadas até 50 km/h</strong>, especialmente na faixa costeira ocidental e na região da Grande Lisboa. Embora não sejam valores preocupantes, poderão tornar desconfortáveis as atividades junto ao mar e zonas mais expostas.</p><h2>Domingo traz regresso do calor ao interior</h2><p>No domingo, <strong>a temperatura máxima voltará a subir em grande parte do território nacional</strong>, embora esta recuperação seja bastante desigual. A faixa litoral entre Lisboa e Viana do Castelo deverá manter valores semelhantes aos atuais, podendo mesmo Lisboa registar uma ligeira descida de cerca de 2 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-ate-quinta-feira-temperaturas-voltam-a-subir-mas-o-vento-vai-continuar-a-marcar-presenca-1780746293228.png" data-image="3jqyfcbgu3ox" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>No domingo regressam temperaturas mais elevadas ao interior do país. O Alentejo e o interior Centro poderão voltar a superar os 30 ºC, enquanto o litoral manterá um ambiente mais ameno devido à influência atlântica.</figcaption></figure><p>Em contrapartida, o interior Norte, Centro e Sul deverá aquecer entre 3 e 5 ºC, permitindo que várias localidades do <strong>Alentejo e do interior Centro voltem a ultrapassar os 30 ºC durante a tarde</strong>.</p><h2>Segunda-feira com nova intrusão de ar mais fresco</h2><p>Apesar do aumento das temperaturas no domingo, a circulação atmosférica voltará a favorecer a entrada de uma <strong>massa de ar mais fresco durante a madrugada e manhã de segunda-feira</strong>. Os mapas de geopotencial a 925 hPa evidenciam esta intrusão sobre o Norte e Centro do país, sobretudo nas regiões costeiras.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-ate-quinta-feira-temperaturas-voltam-a-subir-mas-o-vento-vai-continuar-a-marcar-presenca-1780746380102.jpg" data-image="f90g69lpvpwb" alt="Geopotencial 925 hPa" title="Geopotencial 925 hPa"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-902142">A circulação atmosférica poderá favorecer uma nova entrada de ar mais fresco na segunda-feira, especialmente no Norte e Centro. A descida térmica será mais evidente junto ao litoral.</figcaption></figure><p>Como consequência, prevê-se uma<strong> nova descida das temperaturas máximas na segunda-feira (8)</strong>, embora menos expressiva do que a registada no início de junho. O litoral Norte e Centro será novamente a região mais afetada por esta alteração.</p><h2>Estabilidade regressa entre terça (9) e quinta-feira (11)</h2><p>A partir de terça-feira,<strong> a situação atmosférica deverá estabilizar gradualmente</strong>. O reforço das altas pressões sobre a Península Ibérica poderá favorecer dias secos, com menor nebulosidade e ausência de precipitação significativa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-ate-quinta-feira-temperaturas-voltam-a-subir-mas-o-vento-vai-continuar-a-marcar-presenca-1780746503852.jpg" data-image="xuu1p4k74eeh" alt="Mapa de nuvens pressão e chuva" title="Mapa de nuvens pressão e chuva"><figcaption>Entre terça e quinta-feira instala-se um padrão mais estável, com céu pouco nublado e subida gradual das temperaturas. O calor regressará também a parte do litoral, embora o vento de noroeste continue a soprar moderado na costa.</figcaption></figure><p>Na quinta-feira, dia 11, <strong>espera-se uma subida generalizada das temperaturas máximas em praticamente todo o território</strong>, incluindo regiões costeiras que permaneceram relativamente frescas durante os últimos dias. Em alguns locais do distrito de Braga, os termómetros poderão aproximar-se dos 30 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772562" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-para-junho-a-ultima-previsao-do-modelo-europeu-na-meteored.html" title="Mudanças no tempo para junho: a última previsão do modelo europeu na Meteored">Mudanças no tempo para junho: a última previsão do modelo europeu na Meteored</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-para-junho-a-ultima-previsao-do-modelo-europeu-na-meteored.html" title="Mudanças no tempo para junho: a última previsão do modelo europeu na Meteored"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-para-junho-a-ultima-previsao-do-modelo-europeu-na-meteored-1780741904727_320.jpg" alt="Mudanças no tempo para junho: a última previsão do modelo europeu na Meteored"></a></article></aside><p>Apesar da melhoria do estado do tempo e do aumento das temperaturas, <strong>o vento de noroeste continuará presente ao longo destes dias</strong>, soprando com maior intensidade na faixa costeira ocidental e estendendo-se pontualmente a algumas regiões do interior, mantendo uma sensação térmica mais amena junto ao litoral.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-ate-quinta-feira-11-de-junho-temperaturas-voltam-a-subir-mas-vento-continuara-a-marcar-presenca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Após os vídeos do Pentágono sobre OVNIs: especialista analisa o que é necessário para uma nave alienígena chegar à Terra]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/apos-os-videos-do-pentagono-sobre-ovnis-especialista-analisa-o-que-e-necessario-para-uma-nave-alienigena-chegar-a-terra.html</link><pubDate>Sat, 06 Jun 2026 11:37:18 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A recente divulgação de informações militares sobre fenómenos aéreos desperta a nossa imaginação; no entanto, o próprio Universo impõe limites físicos que desafiam qualquer tentativa de atravessar as estrelas até ao nosso planeta.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tras-los-videos-sobre-ovnis-del-pentagono-experto-analiza-que-necesitaria-una-nave-alienigena-para-llegar-a-la-tierra-1780055180068.jpeg" data-image="iaydvk924d1s"><figcaption>A viagem interplanetária tem as suas limitações físicas, sobretudo devido às grandes distâncias que é necessário percorrer.</figcaption></figure><p>Recentemente, o Pentágono divulgou novos documentos militares e gravações que mostram fenómenos inexplicáveis, reacendendo o profundo interesse da humanidade por qualquer OVNI avistado, <strong>o que nada tem a ver com o facto de o presidente dos EUA querer desviar a atenção de assuntos mais importantes...</strong></p><p>Este esforço do governo norte-americano começou a ganhar força quando testemunhas militares confirmaram encontros invulgares com depoimentos que motivaram audiências no Congresso, exigindo uma transparência institucional sem precedentes, e que documentamos aqui na Meteored.</p><div class="texto-destacado">Investigadores de todo o mundo estudam este fenómeno de uma perspetiva puramente académica, avaliando estes incidentes com dados concretos, procurando compreendê-los através da observação rigorosa e de instrumentos de alta precisão, afastando-se de especulações ou teorias sem qualquer fundamento.</div><p>No entanto, compreender esta realidade implica <strong>analisar se existem civilizações capazes de nos visitar</strong>. Para tal, um especialista aeroespacial examinou detalhadamente as dificuldades que os supostos extraterrestres teriam de superar para alcançar o nosso sistema solar a partir de algum lugar recôndito e distante da galáxia.</p><p>O principal obstáculo inicial reside na vasta escala cósmica, uma vez que as distâncias entre as estrelas são intransponíveis para qualquer objeto material. A título de exemplo, Proxima Centauri, a estrela mais próxima, encontra-se a biliões de quilómetros, tornando esta viagem longa e praticamente impossível com a nossa tecnologia atual.</p><h2>O enorme desafio do espaço profundo</h2><p>Para compreender devidamente a dimensão deste desafio espacial, devemos olhar para<strong> Proxima Centauri, a estrela vizinha mais próxima</strong>, situada a pouco mais de quatro anos-luz de distância. Em termos mais simples, esta distância equivale a dezenas de biliões de quilómetros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tras-los-videos-sobre-ovnis-del-pentagono-experto-analiza-que-necesitaria-una-nave-alienigena-para-llegar-a-la-tierra-1780055395387.jpeg" data-image="uawajb1chqbo"><figcaption>Imagem ilustrativa de como seria o planeta Proxima Centauri b, o planeta principal do sistema binário Alfa Centauri.</figcaption></figure><p>Devido a esta distância interestelar, é inevitável que qualquer viagem prolongada demore várias décadas ou mesmo vários séculos. À medida que a duração da viagem aumenta, o risco de falhas mecânicas fatais aumenta drasticamente, pelo que a nave teria de viajar a uma velocidade verdadeiramente elevada para chegar rapidamente.</p><p>Nenhum objeto material pode atingir <strong>a velocidade da luz de 300 mil quilómetros por segundo</strong>; o limite prático seguro para estas viagens seria aproximadamente 10 % dessa velocidade limite. Atingir esta marca requer superar restrições físicas e de engenharia relacionadas com a energia de propulsão.</p><p>Mesmo conseguindo viajar tão rápido, a viagem continuaria a prolongar-se por quase 100 anos, apenas para percorrer 10 anos-luz. Durante esse período, a tripulação enfrentaria um ambiente repleto de perigos que desgastariam a superfície exposta, ameaçando a integridade do veículo interestelar.</p><h3>Tecnologias de propulsão</h3><p>O desafio tecnológico reside em <strong>acelerar eficazmente o veículo até à sua velocidade de cruzeiro ideal</strong>. Embora o vácuo intergaláctico não apresente resistência atmosférica, isso também impede a utilização do ar para travar ao aproximar-se finalmente do destino planetário escolhido pelos viajantes.</p><p>A opção de propulsão tradicional utiliza foguetes que expelem matéria rapidamente para trás para gerar impulso contínuo. A sua maior desvantagem estrutural é que exigem o transporte do próprio combustível necessário, acrescentando peso adicional excessivo, carga que gera um efeito contrário para atingir maior velocidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tras-los-videos-sobre-ovnis-del-pentagono-experto-analiza-que-necesitaria-una-nave-alienigena-para-llegar-a-la-tierra-1780055475405.png" data-image="rko57jk5e0li"><figcaption>Ilustração que mostra como poderia ser um foguetão de propulsão nuclear que a NASA poderia vir a desenvolver. Crédito: Wikimedia Commons.</figcaption></figure><p>A utilização de métodos químicos convencionais exigiria o consumo de quantidades de matéria que ultrapassariam facilmente toda a massa disponível no universo observável. Embora a antimatéria ofereça uma grande eficiência energética, é extremamente volátil, difícil de fabricar e requer orçamentos colossais para gerar quantidades minúsculas e efémeras.</p><p><strong>Uma alternativa mais realista reside na utilização de reatores de fusão nuclear, imitando o eficiente processo interno do Sol</strong>. No entanto, mesmo esta tecnologia implicaria que a nave transportasse uma quantidade de combustível equivalente a centenas de vezes o seu próprio peso.</p><h3>Construir um OVNI: o confronto implacável com a física</h3><p>O projeto integral das blindagens constitui outro quebra-cabeças, pois, ao mover-se rapidamente pelo vácuo interestelar, <strong>qualquer partícula minúscula de poeira cósmica colidiria com a fuselagem exterior com a imensa força destrutiva de uma bala</strong>. Impedir este bombardeamento é indispensável para a sobrevivência da tripulação.</p><p>Além disso, a nave suportaria uma chuva incessante de átomos de hidrogénio espalhados livremente por todo o firmamento, uma exposição à radiação que corroeria os componentes metálicos. Mitigar a radiação obrigaria à instalação de escudos magnéticos, o que aumentaria o peso total do veículo e complicaria o seu funcionamento.</p><p>Conseguir um transporte sólido mas leve, rápido mas seguro, diminui inexoravelmente as combinações viáveis. Frequentemente,<strong> estas contradições físicas anulam qualquer solução prática conhecida pelos engenheiros que analisam estes singulares teóricos</strong>.</p><p>Nenhuma lei física proíbe explicitamente realizar esta façanha interestelar em direção ao nosso lar. No entanto, como vemos, as barreiras físicas tornam a sua execução extremamente improvável. Se alguma civilização descobriu tecnologias para nos visitar, teve de superar obstáculos que mal começamos a vislumbrar aqui, no nosso pálido e distante planeta azul.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/apos-os-videos-do-pentagono-sobre-ovnis-especialista-analisa-o-que-e-necessario-para-uma-nave-alienigena-chegar-a-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que se viu no céu da Índia? Um estranho vórtice foi filmado a partir de vários pontos de uma cidade]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-se-viu-no-ceu-da-india-um-estranho-vortice-foi-filmado-a-partir-de-varios-pontos-de-uma-cidade.html</link><pubDate>Sat, 06 Jun 2026 11:29:15 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Vídeos gravados no oeste da Índia mostram um espetacular vórtice associado a uma tempestade que terá atingido terra em Surendranagar. As imagens sugerem a presença de um fenómeno de tornado de curta duração.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xad697g"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xad697g.jpg" id="xad697g"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As imagens do vídeo mostram <strong>um tornado que terá atingido a cidade de Surendranagar</strong>, no distrito de Gujart, situado no oeste da Índia, na fronteira com o Paquistão.</p><p>O fenómeno foi filmado a partir de vários pontos da cidade na passada quarta-feira, 3 de junho. As imagens partilhadas nas redes sociais mostram <strong>uma nuvem em forma de funil, que se separou de uma nuvem, a tocar terra</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Incredible footage of a snake-like landspout tornado near Sayla, Surendranagar District, Gujarat, India, this evening. <a href="https://t.co/SXmMcMWmBX">pic.twitter.com/SXmMcMWmBX</a></p>— Weather Monitor (@WeatherMonitors) <a href="https://x.com/WeatherMonitors/status/2062215853740073111?ref_src=twsrc%5Etfw">June 3, 2026</a></blockquote></figure><p>A instabilidade na zona, resultante das <strong>altas temperaturas e da elevada humidade — provocadas pela monção sazonal —</strong>, desencadeia tempestades intensas, que muitas vezes provocam granizo, chuvas abundantes, ventos fortes e, nesta ocasião, também se associou ao desenvolvimento de um 'tornado'.</p><p>A classificação de um tornado é feita não só pela presença de um redemoinho de vento que liga a nuvem à superfície, mas<strong> pela intensidade dos ventos que produz e pela destruição que causa no seu rasto</strong>.</p><h2>Nuvem-funil, tornado, tromba e redemoinho</h2><p>Para muitos, estes nomes podem causar confusão e, por engano, podem ser usados como sinónimos, mesmo não o sendo.</p><p>Os tornados, como o que se vê nas imagens captadas recentemente na Índia, <strong>são um fenómeno em que o vento adquire rotação</strong>. Esta rotação estende-se numa coluna muitas vezes vertical, que liga a base de uma nuvem de tempestade à superfície.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="701911" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/tornados-na-arte-fenomenos-extremos-retratados-ha-seculos.html" title="Tornados na arte: fenómenos extremos retratados há séculos">Tornados na arte: fenómenos extremos retratados há séculos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/tornados-na-arte-fenomenos-extremos-retratados-ha-seculos.html" title="Tornados na arte: fenómenos extremos retratados há séculos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-tornados-en-el-arte-1742106186498_320.jpg" alt="Tornados na arte: fenómenos extremos retratados há séculos"></a></article></aside><p>A definição oficial da Organização Meteorológica Mundial (OMM) caracteriza um tornado como uma <strong>"coluna de ar rotativa, frequentemente com a aparência de um funil de condensação </strong>em contacto com o solo, que se estende desde a base de uma nuvem cumuliforme e que, por vezes, é acompanhada por uma nuvem de poeira ou detritos em circulação ao nível do solo".</p><div class="texto-destacado">Durante a fase de dissipação do tornado, <strong>"o funil de condensação encolhe e torna-se mais estreito, assumindo a forma de uma corda</strong> (funil em corda), podendo também torcer-se".</div><p>Uma tromba marinha seria o mais próximo de um "sinónimo" de tornado. Tecnicamente, <strong>quando um tornado une a base da nuvem a uma superfície líquida (mar, rio, lago)</strong>, adquire o nome de tromba marinha.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-tornado-sorprende-a-los-vecinos-de-surendranagar-india-1780653195616.png" data-image="nc4xvqgo36ff" alt="torbellinos" title="torbellinos"><figcaption>Os redemoinhos, também conhecidos como "dust devil", ocorrem em dias de temperaturas elevadas e não estão associados a nuvens de tempestade.</figcaption></figure><p>No caso de um redemoinho ou turbilhão de poeira, a escala espacial do fenómeno é muito menor e <strong>não está associada a precipitação</strong>. Neste caso, o redemoinho torna-se visível devido às<strong> partículas de poeira ou areia que são levantadas do solo por uma coluna giratória de vento</strong>. O seu diâmetro é muito inferior ao de um tornado e ocorre em condições de céu limpo, em dias em que as temperaturas são elevadas e o calor produz movimentos turbulentos.</p><p>Para além deste tipo de fenómenos, a OMM refere-se às<strong> trombas terrestres</strong>, que corresponderiam a um "tornado que não surge de uma rotação organizada à escala de uma tempestade e que, por conseguinte, não está associado a nuvens de parede (murus) ou a um mesociclone".</p><h3>Os 'quase' tornados</h3><p>A nuvem em forma de funil é uma projeção de ar frio que desce a partir da base da nuvem. Tem uma forma rotativa, mas não chega ao solo.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Nube embudo en Trinidad, FLores, <a href="https://x.com/hashtag/Uruguay?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Uruguay</a> Fotos Natalie Peralta Aguilar <a href="https://t.co/ZhQ4zmTOrs">pic.twitter.com/ZhQ4zmTOrs</a></p>— Meteorología Estación bcp (@Estacion_bcp) <a href="https://x.com/Estacion_bcp/status/1861162698639086063?ref_src=twsrc%5Etfw">November 25, 2024</a></blockquote></figure><p>Em muitos casos, <strong>os tornados começam como uma nuvem em forma de funil</strong>.</p><h2>Foi um tornado ou uma tromba?</h2><p>Embora ainda não haja uma confirmação oficial sobre se se tratou de um tornado ou de uma tromba de grandes dimensões, as imagens dos vídeos mostram indícios de uma<strong> nuvem em forma de funil </strong>a projetar-se da base de uma nuvem.</p><p>Também é possível identificar uma ligação ao solo, mas, na ausência de relatórios oficiais de danos, <strong>não é possível determinar a intensidade dos ventos que ocorreram</strong> durante o fenómeno. Pelas características observadas nos vídeos, poderia estar associado a um tornado em fase de dissipação ou mesmo a uma tromba terrestre.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Organización Meteorológica Mundial. <a href="https://cloudatlas.wmo.int/es/home.html" target="_blank">Atlas Internacional de Nubes</a>.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-se-viu-no-ceu-da-india-um-estranho-vortice-foi-filmado-a-partir-de-varios-pontos-de-uma-cidade.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mudanças no tempo para junho: a última previsão do modelo europeu na Meteored]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-para-junho-a-ultima-previsao-do-modelo-europeu-na-meteored.html</link><pubDate>Sat, 06 Jun 2026 10:49:06 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O modelo europeu acaba de atualizar as suas tendências para o resto de junho: analisa-se que hipóteses existem para um novo episódio de temperaturas muito elevadas, bem como a possibilidade de chuva e/ou trovoadas fortes em Portugal.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-para-junho-a-ultima-previsao-do-modelo-europeu-na-meteored-1780741904727.jpg" data-image="k1tnpqasdk18"><figcaption>Na transição para o verão (mês de junho) costuma-se gerar um fortalecimento do anticiclone dos Açores, que interage com o oceano e a orografia portuguesa, tornando mais frequente o aparecimento de fenómenos como os nevoeiros de advecção, as brisas marítimas e a nortada.</figcaption></figure><p>Maio de 2026 finalizou com um episódio de temperaturas muito elevadas no Sudoeste Europeu, com centenas de recordes espalhados por Reino Unido, França, Espanha e Portugal. <strong>Junho arrancou com calor, mas sem valores tão elevados e, além disso, depressa se produziu o regresso da precipitação atlântica de carácter frontal ao nosso país</strong>, sobretudo nas regiões do litoral Norte e Centro, devido à passagem de algumas frentes e depressões.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Na manhã deste primeiro sábado de junho, dia 6, manteve-se a situação de céu muito nublado e voltou a chover no litoral Norte e Centro. Não obstante, <strong>para este fim de semana, os mapas antecipam uma situação em que o tempo ficará gradualmente mais estável em toda a geografia de Portugal continental</strong>, com tendência para uma certa variabilidade das temperaturas (podem subir ou descer conforme a região).</p><p>Estarão previstos <strong>novos episódios de calor e precipitação </strong>(seja ela frontal - chuva ou chuviscos; ou convectiva - trovoadas fortes)<strong> no que resta de junho?</strong></p><h2>O modelo europeu é explícito quanto às temperaturas</h2><p>O modelo europeu acaba de atualizar a sua previsão para o resto do mês de junho no nosso território. Tudo indica que, este mês, seja bastante provável as <strong>temperaturas registarem valores acima da média em grande parte de Portugal, com anomalias positivas </strong>que serão mais significativas nas zonas de fronteira com Espanha destes três distritos: <strong>Bragança, Guarda e Castelo Branco</strong>.</p><p>Se o cenário previsto atualmente se concretizar, nas extremidades orientais dos três referidos distritos as temperaturas poderão registar <strong>mais de 3 ºC acima da média de junho</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-para-junho-a-ultima-previsao-do-modelo-europeu-na-meteored-1780741977298.jpg" data-image="whwdrlie2b67"><figcaption>O modelo europeu sugere um mês de junho mais quente do que o habitual em Portugal continental, sobretudo no interior Norte, Centro e em várias zonas do Alentejo.</figcaption></figure><p><strong>No resto do interior Norte e Centro, e numa parte do Alentejo mais próxima à fronteira com Espanha, as temperaturas poderão ser entre 2 a 3 ºC mais elevadas do que as médias registadas para esta época do ano</strong>. Tendo isto em conta, não se pode descartar a possibilidade de ocorrência de um novo episódio de temperaturas muito elevadas nas próximas semanas, cuja probabilidade seria maior nas regiões do interior, sobretudo nas zonas mais próximas à fronteira com Espanha.</p><p> Embora o calor possa vir a ser intenso, é provável que haja alguns períodos temporários de maior frescura. Quanto mais para oeste e, por conseguinte, mais próximos do litoral e da influência marítima, observam-se valores de anomalia térmica positiva gradualmente mais moderados ou suaves. <strong>Numa extensa parte de Portugal continental - correspondente à zona intermédia</strong> entre as regiões mais próximas ao litoral e as mais próximas à fronteira com Espanha - as temperaturas poderão registar <strong>entre 1 e 2 ºC acima do normal</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772415" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-no-atlantico-devera-manter-os-acores-sob-ceu-muito-nublado-e-com-periodos-de-chuva-fraca-na-proxima-semana.html" title="Depressão no Atlântico deverá manter os Açores sob céu muito nublado e com períodos de chuva fraca na próxima semana">Depressão no Atlântico deverá manter os Açores sob céu muito nublado e com períodos de chuva fraca na próxima semana</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-no-atlantico-devera-manter-os-acores-sob-ceu-muito-nublado-e-com-periodos-de-chuva-fraca-na-proxima-semana.html" title="Depressão no Atlântico deverá manter os Açores sob céu muito nublado e com períodos de chuva fraca na próxima semana"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-no-atlantico-devera-manter-os-acores-sob-ceu-muito-nublado-e-com-periodos-de-chuva-fraca-na-proxima-semana-1780659765066_320.png" alt="Depressão no Atlântico deverá manter os Açores sob céu muito nublado e com períodos de chuva fraca na próxima semana"></a></article></aside><p>Quanto às anomalias térmicas positivas mais suaves, <strong>estas poderão surgir no litoral Centro, litoral Oeste, litoral Alentejano, Barlavento Algarvio e arquipélago dos Açores (entre 0,5 e 1 ºC) graças ao efeito termorregulador do mar</strong>. Por enquanto, no arquipélago da Madeira e em algumas áreas da faixa costeira ocidental do Continente, não se preveem anomalias de qualquer tipo no que diz respeito às temperaturas.</p><h2>Para as próximas semanas estarão à vista mais episódios de precipitação frontal atlântica ou trovoadas fortes?</h2><p>No que diz respeito à chuva a análise adquire um grau de complexidade superior. A<strong> precipitação do início do verão costuma ser convectiva </strong>(aguaceiros, trovoada e granizo), com distribuição e intensidade irregulares. Não obstante, <strong>tampouco é incomum o aparecimento de sistemas frontais atlânticos</strong>, como os que trouxeram precipitação fraca e chuvisco nestes primeiros dias de junho ao litoral Norte e Centro. Irá, a médio e longo prazo, surgir mais precipitação, seja ela de carácter frontal, ou convectivo?</p><p><strong>No que resta da primeira quinzena de junho, espera-se que a precipitação registe níveis inferiores à média climatológica de referência</strong> para a época do ano devido à influência das altas pressões. A mesma tendência - anomalia negativa de precipitação - é observada nos arquipélagos dos Açores e da Madeira. No entanto, tanto no Continente, como nas Ilhas, não se exclui a passagem pontual de alguma frente enfraquecida que possa gerar precipitação fraca e dispersa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-para-junho-a-ultima-previsao-do-modelo-europeu-na-meteored-1780742221892.jpg" data-image="ytvea48ilj7m"><figcaption>O modelo europeu aponta para uma segunda metade de junho ligeiramente mais instável nalgumas zonas de Portugal continental, com precipitação superior à média também na Madeira.</figcaption></figure><p>Para a segunda quinzena de junho, o modelo Europeu começa a desenhar possíveis alterações, com um jato polar mais ondulante, abrindo caminho à possibilidade de formação de bloqueios nas latitudes altas e <strong>à chegada de massas ou bolsas de ar frio à nossa geografia</strong>.</p><p>Por enquanto, os mapas mostram uma possibilidade de<strong> precipitação acima da média para esta época do ano em zonas do interior Centro e Sul e arquipélago da Madeira</strong>, e uma possibilidade de precipitação <strong>inferior à média em toda a faixa costeira ocidental</strong>. Quanto ao resto do território continental e nos Açores, ainda está tudo muito indefinido.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-para-junho-a-ultima-previsao-do-modelo-europeu-na-meteored.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A melhor praia da Europa fica mesmo em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-melhor-praia-da-europa-fica-mesmo-em-portugal.html</link><pubDate>Sat, 06 Jun 2026 08:53:05 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Longe das multidões e rodeada por paisagens selvagens, esta praia portuguesa foi considerada a melhor escolha para umas férias à beira-mar, segundo o novo ranking da Europe’s Best Destinations.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-melhor-praia-da-europa-fica-mesmo-em-portugal-1780733980402.jpg" data-image="bfua13pp4lcu" alt="Praia do Monte Clérigo" title="Praia do Monte Clérigo"><figcaption>Portugal destronou a Grécia. Foto: Wikimedia // Filipe Rocha</figcaption></figure><p>Quando se fala nas <strong>melhores praias da Europa</strong>, a imaginação costuma viajar imediatamente para as águas azul-turquesa da Grécia, para as enseadas escondidas de Espanha ou para as paisagens idílicas da costa italiana. No entanto, o mais recente <em>ranking </em>da organização European Best Destinations trouxe uma surpresa agradável: <strong>em 2026, o título de melhor praia da Europa foi atribuído a Portugal</strong>. Sim, leu bem. </p><p>“As costas da Europa estão pontilhadas por opções versáteis que agradam às massas, e a European Best Destinations levou a cabo uma análise exaustiva para nos fornecer uma lista das melhores em termos absolutos”, explica a ‘Time Out.</p><p>“Tudo, desde a qualidade da água, acessibilidade e atividades disponíveis até à beleza natural, ao ambiente familiar e à preservação ambiental, foi escrutinado com base na experiência tanto de viajantes como de editores, e o <strong>top 10 oficial acaba de dar à costa</strong>.”</p><h2>A melhor praia da Europa é portuguesa</h2><p>Para surpresa de muitos (ou não), a vencedora é a <strong>Praia de Monte Clérigo</strong>, situada junto a Aljezur, na Costa Vicentina. Longe da imagem mais conhecida do Algarve, marcada por grandes zonas turísticas e praias muito concorridas, Monte Clérigo destaca-se precisamente pelo contrário: natureza preservada, falésias impressionantes, mar aberto e uma atmosfera tranquila que continua a atrair quem procura autenticidade.</p><div class="texto-destacado">Inserida no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, esta praia conquistou especialistas e viajantes graças à combinação entre beleza natural, qualidade ambiental, boas condições para a prática de <em>surf</em> e caminhadas. </div><p>“Conhecida pelas suas falésias douradas, paisagens atlânticas selvagens e pores do sol inesquecíveis, Monte Clérigo está rapidamente a ganhar reputação como <strong>uma das principais ‘praias para apreciar o pôr do sol’ em Portugal”</strong>, escreveram os responsáveis pela seleção. Segundo os mesmos, a zona balnear portuguesa tornou-se “discretamente um dos refúgios atlânticos mais desejados da Europa.”</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771622" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/verdade-ou-mentira-praia-da-rocha-estara-interdita-este-verao.html" title="Verdade ou mentira? Praia da Rocha estará interdita este verão?">Verdade ou mentira? Praia da Rocha estará interdita este verão?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/verdade-ou-mentira-praia-da-rocha-estara-interdita-este-verao.html" title="Verdade ou mentira? Praia da Rocha estará interdita este verão?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/verdade-ou-mentira-praia-da-rocha-estara-interdita-este-verao-1780255321444_320.jpg" alt="Verdade ou mentira? Praia da Rocha estará interdita este verão?"></a></article></aside><p>A organização referiu ainda a tradição dos residentes e visitantes da região, que todas as sextas-feiras se reúnem descalços junto ao oceano no restaurante O Sargo, para aproveitar música ao vivo, do marisco fresco e do pôr do sol.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-melhor-praia-da-europa-fica-mesmo-em-portugal-1780734270916.jpg" data-image="20kp1qdkxddb" alt="Praia do Monte Clérigo" title="Praia do Monte Clérigo"><figcaption>A praia que conquistou a Europa fica em Portugal. Foto: Wikimedia // Filipe Rocha</figcaption></figure><p>Não nos espanta saber, portanto, que este local<strong> tem atraído figuras públicas</strong> como Alexandre Grimaldi, filho do Príncipe Alberto II do Mónaco, e o estilista Christian Louboutin.</p><p>“Nos últimos anos, tem sido também o cenário de várias <em>villas</em> privadas que estão a nascer na região, como a Sounds of the Sea ou a Villa Nana”, acrescenta a revista ‘NiT’.</p><h2>O ranking das melhores praias europeias para 2026 foi revelado</h2><p>Mas, o que é que faz de uma a<strong> melhor praia da Europa</strong>? A eleição não será tarefa fácil. Afinal, aquilo que faz um viajante apaixonar-se por um destino pode ser completamente diferente para outro. Há quem procure extensos areais para longos passeios à beira-mar, quem valorize águas cristalinas para mergulho e <em>snorkelling</em>, e quem não dispense cenários dramáticos dignos de uma fotografia de capa de revista.</p><div class="texto-destacado">É precisamente essa diversidade que torna o litoral europeu tão fascinante.</div><p>No<em> ranking </em>da organização European Best Destinations, <strong>a Grécia</strong><strong> continua a ser uma das grandes referências</strong> do turismo balnear europeu. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="737219" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/onde-ver-ondas-que-brilham-as-7-praias-mais-deslumbrantes-do-mundo-para-ver-a-bioluminescencia.html" title="Onde ver ondas que brilham? As 7 praias mais deslumbrantes do mundo para ver a bioluminescência">Onde ver ondas que brilham? As 7 praias mais deslumbrantes do mundo para ver a bioluminescência</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/onde-ver-ondas-que-brilham-as-7-praias-mais-deslumbrantes-do-mundo-para-ver-a-bioluminescencia.html" title="Onde ver ondas que brilham? As 7 praias mais deslumbrantes do mundo para ver a bioluminescência"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/donde-ver-olas-brillantes-las-7-playas-mas-impresionantes-del-mundo-para-observar-la-bioluminiscencia-1761671419841_320.jpg" alt="Onde ver ondas que brilham? As 7 praias mais deslumbrantes do mundo para ver a bioluminescência"></a></article></aside><p>Aliás, na lista de 2026, há cinco praias gregas entre as dez melhores do continente. Entre elas destaca-se <strong>Voutoumi Beach</strong>, na pequena ilha de Antipaxos, conhecida pelas águas transparentes e pelo ambiente quase paradisíaco. Logo atrás surge <strong>Fteri Beach</strong>, na ilha de Cefalónia, acessível sobretudo por barco ou por trilhos pedestres, o que ajuda a preservar o seu carácter mais selvagem. Já <strong>Elafonisi</strong>, em Creta, continua a encantar visitantes com os seus tons rosados e lagoas de águas pouco profundas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-melhor-praia-da-europa-fica-mesmo-em-portugal-1780734707728.jpg" data-image="u8cbgodf21vc" alt="Elafonisi" title="Elafonisi"><figcaption>A Grécia destacou-se no ranking. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p><strong>Espanha</strong> também marca presença entre os destinos de excelência com <strong>Cala Mesquida</strong>, em Maiorca.</p><p>Mais a norte, a <strong>Noruega</strong>, mais precisamente<strong> Kvalvika Beach,</strong> prova que as melhores praias não precisam necessariamente de temperaturas tropicais. </p><p>A lista inclui ainda <strong>Bogliasco</strong>, na costa italiana da Ligúria, bem como <strong>Kaputaş</strong>, na Turquia.</p><h2>As 10 melhores praias da Europa, segundo a European Best Destinations</h2><ol><li>Praia de Monte Clérigo, Algarve, Portugal</li><li>Voutoumi Beach, Antipaxos, Grécia</li><li>Fteri Beach, Cefalónia, Grécia</li><li>Elafonisi Beach, Creta, Grécia</li><li>Bogliasco Beach, Itália</li><li>Cala Mesquida, Maiorca, Espanha</li><li>Kvalvika Beach, Moskenesøya, Noruega</li><li>Rovinia Beach, Corfu, Grécia</li><li>Kaputas Beach, Turquia</li><li>Paleokastritsa Beach, Corfu, Grécia</li></ol><h2>Uma nova tendência</h2><p>O sucesso de praias como Monte Clérigo revela também uma<strong> tendência</strong> cada vez mais evidente entre os viajantes: <strong>a procura por destinos menos massificados</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768412" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-sao-conhecidas-as-praias-com-bandeira-azul-em.html" title="Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026">Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-sao-conhecidas-as-praias-com-bandeira-azul-em.html" title="Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ja-sao-conhecidas-as-praias-com-bandeira-azul-em-1778573948671_320.jpg" alt="Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026"></a></article></aside><p>Hoje, muitos turistas valorizam não apenas a beleza do local, mas também a sustentabilidade, a preservação ambiental e a possibilidade de viver experiências mais genuínas. </p><div class="texto-destacado">É por isso que praias integradas em áreas protegidas ou situadas longe dos grandes centros turísticos estão a ganhar destaque nos principais <em>rankings </em>internacionais.</div><p>No caso português, a distinção de Monte Clérigo reforça aquilo que muitos já suspeitavam há muito tempo: algumas das mais belas praias da Europa encontram-se precisamente onde a natureza ainda dita as regras. </p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><strong><a href="https://www.europeanbestdestinations.com/best-beaches-in-europe/" target="_blank">Most beautiful beaches in Europe</a></strong>. European Best Destinations. Maio de 2026</em></p><p><em>Liv Kelly. <strong><a href="https://www.timeout.pt/lisboa/pt/noticias/portugal-tem-a-melhor-praia-da-europa-segundo-a-european-best-destinations-053026" target="_blank">Portugal tem a melhor praia da Europa, segundo a European Best Destinations</a></strong>. Time Out. 30 de maio de 2026.</em></p><p><em>Izabelli Pincelli. <strong><a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/portugal-destrona-grecia-e-conquista-premio-de-melhor-praia-da-europa" target="_blank">Portugal destrona Grécia e conquista prémio de melhor praia da Europa</a></strong>. NiT. 27 de maio de 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-melhor-praia-da-europa-fica-mesmo-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Além da névoa: como a poeira do deserto está a alterar o clima do planeta]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/alem-da-nevoa-como-a-poeira-do-deserto-esta-alterando-o-clima-do-planeta.html</link><pubDate>Sat, 06 Jun 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um instrumento da NASA instalado na Estação Espacial Internacional possibilitou conhecer com precisão sem precedentes a composição mineral dos desertos e melhorar significativamente as estimativas do impacto da poeira atmosférica no clima global.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mas-alla-de-la-calima-como-el-polvo-del-desierto-esta-alterando-el-clima-del-planeta-1780444800929.jpg" data-image="ofy79v3lq5jc" alt="Névoa, poeira, deserto, Estação Espacial Internacional, NASA" title="Névoa, poeira, deserto, Estação Espacial Internacional, NASA"><figcaption>Além da sua influência na radiação solar, a poeira mineral também desempenha um papel em processos tão diversos quanto a fertilização dos oceanos, o escurecimento da neve e a formação de nuvens.</figcaption></figure><p>Embora muitas vezes passe despercebida, a poeira mineral proveniente de regiões áridas como o Saara, o Médio Oriente e partes da Ásia é um dos componentes mais abundantes da atmosfera terrestre.</p><div class="texto-destacado"><strong>Estas minúsculas partículas viajam milhares de quilómetros impulsionadas pelos ventos e desempenham um papel fundamental no sistema climático do planeta.</strong></div><p>No entanto, <strong>entender exatamente como elas influenciam o balanço energético da Terra tem sido um desafio</strong> para a comunidade científica há décadas. Agora, um projeto de investigação internacional liderado pela Universidade Cornell reduziu drasticamente uma das principais fontes de incerteza nos modelos climáticos: a composição mineral da poeira que circula na atmosfera.</p><p>Os resultados foram publicados a 1 de junho na revista <em>Nature Geoscience</em> e representam <strong>um avanço significativo na melhoria das projeções sobre as alterações climáticas</strong>.</p><h2>Um observatório espacial para estudar desertos</h2><p>O trabalho utilizou dados obtidos pela missão EMIT (<em>Earth Surface Mineral Dust Source Investigation</em>) da NASA, um instrumento instalado na Estação Espacial Internacional. Graças à tecnologia de espectroscopia de imagem de alta resolução, <strong>a EMIT consegue identificar a composição mineral de vastas regiões desérticas</strong> com um nível de detalhe sem precedentes.</p><p>As informações obtidas permitem saber que minerais predominam nos solos de zonas áridas e, a partir disso, estimar com maior precisão a composição da poeira que é posteriormente transportada pela atmosfera.</p><p>Segundo Longlei Li, investigador do Departamento de Ciências da Terra e da Atmosfera de Cornell e principal autor do estudo,<strong> o interesse concentrou-se especialmente em minerais ricos em ferro, particularmente óxidos de ferro</strong>, devido à sua capacidade de absorver a radiação solar.</p><p>“<strong>A poeira atmosférica pode arrefecer ou aquecer o planeta dependendo de vários fatores, incluindo a sua composição mineral</strong>”, observou o cientista. “Os óxidos de ferro têm uma influência particularmente significativa porque absorvem fortemente a luz solar.”</p><h2>Ferro, o grande desconhecido</h2><p>Até agora, a quantidade exata de óxidos de ferro presentes na poeira atmosférica era um dos maiores desafios no cálculo do seu efeito climático. <strong>Pequenas variações na concentração</strong> destes minerais podiam <strong>alterar significativamente as estimativas</strong> de quanto calor a poeira absorvia ou refletia.</p><p>Para solucionar este problema, os investigadores incorporaram dados globais do EMIT em quatro modelos independentes do sistema terrestre utilizados para simular o clima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mas-alla-de-la-calima-como-el-polvo-del-desierto-esta-alterando-el-clima-del-planeta-1780445331839.jpg" data-image="5cq7yhhv18tj" alt="Névoa, poeira, deserto, Estação Espacial Internacional, NASA" title="Névoa, poeira, deserto, Estação Espacial Internacional, NASA"><figcaption>Pôr do sol através da poeira do Saara sobre o Golfo do México, visto de Venice, Flórida, EUA.</figcaption></figure><p>Os resultados foram conclusivos. A incerteza associada aos óxidos de ferro foi reduzida de 0,62 watts por metro quadrado para apenas 0,1 watts por metro quadrado, <strong>uma melhoria de mais de seis vezes em comparação com as estimativas anteriores</strong>.</p><p>Natalie Mahowald, professora de engenharia em Cornell e vice-investigadora principal da missão EMIT, destacou <strong>a importância de se ter observações tão detalhadas de regiões remotas</strong>, onde as campanhas de campo são frequentemente extremamente difíceis.</p><p>O investigador observou que a capacidade do <strong>instrumento de mapear a composição da superfície de vastas áreas desérticas </strong>com uma resolução de apenas 60 metros transformou o conhecimento disponível sobre estes ambientes.</p><h2>Melhorias notáveis no Saara e noutras regiões áridas</h2><p>Os benefícios do novo conjunto de dados foram especialmente <strong>evidentes no Deserto do Saara</strong>, a maior fonte de poeira atmosférica do planeta.</p><p>Nesse contexto, os modelos climáticos alimentados com informações do EMIT <strong>r</strong><strong>eduziram os erros na simulação dos efeitos radiativos em até 80%</strong>, alcançando níveis de concordância muito maiores com as observações de satélite.</p><div class="texto-destacado"><strong>A investigação também conseguiu reduzir em mais da metade as incertezas associadas à poeira noutras regiões importantes, incluindo o Norte da África e o Médio Oriente.</strong></div><p>Além disso, os resultados revelam diferenças regionais mais claras. Algumas áreas do Norte da África geram poeira mais rica em ferro, o que promove maior absorção de energia solar e pode contribuir para o aquecimento em determinadas condições. Em contrapartida, <strong>p</strong><strong>arte da poeira originária da Ásia apresenta características mais refletoras </strong>e tendência a produzir efeitos de arrefecimento.</p><h2>Uma nova direção para a investigação climática</h2><p>Embora as estimativas globais do efeito total da poeira na radiação solar <strong>permaneçam dentro das faixas calculadas anteriormente</strong>, o novo estudo proporciona muito mais confiança nesses valores.</p><p>Como resultado, os investigadores estão a começar a direcionar o seu foco para outras questões fundamentais. Agora que a composição mineral está melhor caracterizada,<strong> os esforços podem concentrar-se em compreender como a poeira é emitida, transportada e transformada durante a sua jornada atmosférica</strong>, bem como avaliar como as alterações climáticas alterarão as suas fontes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="702906" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/poeiras-ameaca-invisivel-e-fenomeno-ecologico-do-deserto.html" title="Poeiras: ameaça invisível e fenómeno ecológico do deserto">Poeiras: ameaça invisível e fenómeno ecológico do deserto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/poeiras-ameaca-invisivel-e-fenomeno-ecologico-do-deserto.html" title="Poeiras: ameaça invisível e fenómeno ecológico do deserto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/staub-unsichtbare-bedrohung-und-oekologisches-phaenomen-aus-der-wueste-1742558779470_320.png" alt="Poeiras: ameaça invisível e fenómeno ecológico do deserto"></a></article></aside><p>Os cientistas acreditam que melhorar as medições do tamanho das partículas, refinar <strong>os modelos de transporte e expandir as observações em regiões pouco estudadas</strong> serão os próximos passos para refinar ainda mais as projeções climáticas.</p><p>Além da sua influência na radiação solar, a poeira mineral também desempenha um papel em processos tão diversos quanto <strong>a fertilização dos oceanos, o escurecimento da neve e a formação de nuvens</strong>. Portanto, uma melhor compreensão do seu comportamento tornou-se crucial para antecipar como o balanço energético da Terra evoluirá num mundo cada vez mais quente.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Li, L., Mahowald, N.M., Miller, R.L. et al. <a href="https://www.nature.com/articles/s41561-026-01996-1" target="_blank">Global mineral constraints on dust shortwave radiative effects</a>. Nat. Geosci. (2026). https://doi.org/10.1038/s41561-026-01996-1</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/alem-da-nevoa-como-a-poeira-do-deserto-esta-alterando-o-clima-do-planeta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alteração na variabilidade sazonal do nível do mar poderá ter impactos significativos nos ecossistemas costeiros]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/alteracao-na-variabilidade-sazonal-do-nivel-do-mar-podera-ter-impactos-significativos-nos-ecossistemas-costeiros.html</link><pubDate>Sat, 06 Jun 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A subida do nível da água do mar tem sido um tema abordado por muitos cientistas, mas, no entanto, as variações sazonais do nível do mar, que não têm sido tão bem estudadas, também têm um impacto importante em muitos ecossistemas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/alteracao-na-variabilidade-sazonal-do-nivel-do-mar-podera-ter-impactos-significativos-nos-ecossistemas-costeiros-1780434333461.jpg" data-image="kpt6i4v3lmjs" alt="Regiões costeiras" title="Regiões costeiras"><figcaption>As regiões costeiras são afetadas não só pela subida média do nível do mar, mas também pelas oscilações sazonais do nível do mar.</figcaption></figure><p>Num estudo recente, publicado na revista *Nature Climate Change*, os autores, investigadores de instituições científicas de Utrecht, Países Baixos, e da Antuérpia, Bélgica, avaliaram os impactos das flutuações sazonais do nível do mar.</p><h2>Variação sazonal do nível do mar a intensificar-se</h2><p>Em grande parte das linhas de costa, a água fica ligeiramente mais alta em certos meses e mais baixa noutros. O nível do mar não é fixo, sofre flutuações ao longo de um único ano. Esta variação sazonal resulta de mudanças de temperatura, padrões de vento e correntes oceânicas. </p><p>Um artigo científico sobre o aquecimento da água do mar concluiu que <strong>por cada 2 °C de aquecimento na camada superior do oceano, as oscilações sazonais do nível do mar aumentam 4% a 10% a nível global.</strong></p><div class="texto-destacado">O nível do mar está a subir não só em termos médios, mas também nas suas flutuações sazonais. Este estudo mostra que a oscilação sazonal do oceano está a ampliar-se em muitos regiões do globo e alerta para a rapidez com que a amplitude dessa oscilação está a crescer.</div><p>Estas variações sazonais ocorrem em escalas temporais muito mais curtas do que a subida média do nível do mar, o que significa que podem ter impactos surpreendentemente grandes nos ecossistemas costeiros.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="746779" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/calor-escondido-sob-a-gronelandia-pode-alterar-previsoes-do-nivel-do-mar.html" title="Calor escondido sob a Gronelândia pode alterar previsões do nível do mar">Calor escondido sob a Gronelândia pode alterar previsões do nível do mar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/calor-escondido-sob-a-gronelandia-pode-alterar-previsoes-do-nivel-do-mar.html" title="Calor escondido sob a Gronelândia pode alterar previsões do nível do mar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-escondido-sob-a-gronelandia-pode-alterar-previsoes-do-nivel-do-mar-1767187893257_320.jpg" alt="Calor escondido sob a Gronelândia pode alterar previsões do nível do mar"></a></article></aside><p>Os autores do estudo <strong>alertam para o facto de se prever uma intensificação da variabilidade sazonal do nível do mar,</strong> o que pode remodelar significativamente as zonas intertidais, ou seja, as que correspondem à estreita faixa de costa que está diretamente sob a influência das marés (zonas entre marés), que são as faixas do litoral que ficam submersas durante a maré alta e expostas ao ar na maré baixa.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>De acordo com as projeções atuais, a variação anual do nível do mar poderá intensificar-se entre 2,5% e 8% até ao final do século.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>As zonas entre marés pode ser uma faixa estreita, como nas ilhas do Pacífico que têm apenas uma estreita faixa de maré ou pode incluir muitos metros de costa. Estas zonas também incluem falésias rochosas íngremes, praias arenosas, pântanos salgados ou vastos lamaçais.</p><h2>Impactos da variação sazonal do nível do mar no ecossistema das zonas entre marés</h2><p>Os impactos da oscilação sazonal do nível do mar não são iguais em todas as regiões. De acordo com o estudo, as áreas mais vulneráveis são as costas onde a amplitude das marés é mais reduzida.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alteracao-na-variabilidade-sazonal-do-nivel-do-mar-podera-ter-impactos-significativos-nos-ecossistemas-costeiros-1780434854330.jpg" data-image="zm11xe9msatg" alt="Marés" title="Marés"><figcaption>Os impactos das flutuações sazonais do nível do mar podem remodelar significativamente as zonas entre marés</figcaption></figure><p>Os cientistas envolvidos neste estudo alertam que em relação à variação sazonal do nível do mar <strong>é fundamental compreender e prever a sua dinâmica intra-anual, pois é determinante para a sobrevivência de habitats e cidades costeiros a nível global.</strong></p><div class="texto-destacado">Neste estudo foi utilizado um modelo matemático de inundação costeira e concluiu-se que, mesmo aumentos modestos na amplitude do ciclo anual do nível do mar, como por exemplo em zonas do Mar Mediterrâneo e do Mar do Japão, podem alterar as frequências de inundação e emergência nas zonas intertidais.</div><p>Além disso, também haverá uma alteração da duração da exposição de horas para dias, ou de dias para meses. Uma área que atualmente fica submersa por apenas algumas horas poderá, no futuro, permanecer submersa por dias ou mesmo semanas.</p><p>É de referir que, ficando as áreas submersas por muito mais tempo, as espécies residentes também serão afetadas, pois não estão adaptadas para essa situação, nem para tolerar um aumento de exposição, no caso de marés baixas mais prolongadas.</p><p>Para as plantas e os animais que vivem na fronteira entre a terra e o mar, tais como, algas, ervas marinhas e vegetação de pântanos salgados, <strong>o momento e a duração das inundações são críticos.</strong></p><div class="texto-destacado">Segundo um dos autores, os ecossistemas de maré funcionam dentro de limites muito estreitos entre o molhado e o seco. Quando esses limites se alteram, isso afeta não só os locais onde as espécies podem sobreviver, mas também o funcionamento de ecossistemas inteiros.</div><p>A intensificação da variação sazonal do nível do mar <strong>terá impacto ainda no stress fisiológico adicional sobre os organismos costeiros</strong>, por exemplo, através de submersão prolongada, esgotamento de oxigénio nos sedimentos do leito marinho ou, inversamente, exposição prolongada ao calor e à dessecação.</p><p>Se a água se mantiver demasiado alta por muito tempo, os sedimentos do fundo podem ficar pobres em oxigénio. Isso coloca em risco, por exemplo, vermes, amêijoas e os microrganismos responsáveis pela reciclagem de nutrientes.</p><p>Uma exposição prolongada ao ar provoca o efeito inverso. Plantas e bivalves podem sobreaquecer e desidratar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alteracao-na-variabilidade-sazonal-do-nivel-do-mar-podera-ter-impactos-significativos-nos-ecossistemas-costeiros-1780435013133.jpg" data-image="ddpxrkq3gxhc" alt="Bivalves" title="Bivalves"><figcaption>Os bivalves podem encontrar-se no mar nas zonas costeiras, em áreas entre marés e estuários</figcaption></figure><p>Até à publicação desta investigação, <strong>nenhum modelo tinha quantificado de forma explícita o que um ciclo sazonal em crescimento faz às espécies e habitats costeiros</strong>.</p><p>Atualmente, em muitas regiões do mundo, a diferença entre os máximos e mínimos sazonais está a aumentar e quase nenhum planeamento costeiro considera este facto. </p><div class="texto-destacado">Os autores do estudo alertam que, com a intensificação das variações sazonais do nível do mar as consequências podem ser a longo prazo, influenciando a produtividade, a biodiversidade e a resiliência do sistema.</div><p>Os autores salientam ainda que este estudo representa um primeiro passo importante para chamar a atenção para um risco climático amplamente ignorado para os ecossistemas costeiros e defendem que as <strong>alterações na variabilidade sazonal do nível do mar devem ser incorporadas em futuras avaliações de impacto, planos de conservação e estratégias de adaptação costeira</strong>.<strong><em><br></em></strong></p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><a href="https://doi.org/10.1038/s41558-026-02631-y" target="_blank"><em>Tim H. J. Hermans, Gregory S. Fivash & Jim van Belzen, “Future changes in seasonal sea-level variability could reshape coastal ecosystems“, Nature Climate Change. Published: 13 May 2026</em> </a> </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/alteracao-na-variabilidade-sazonal-do-nivel-do-mar-podera-ter-impactos-significativos-nos-ecossistemas-costeiros.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Entre energia e biodiversidade: o dilema das barragens europeias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/entre-energia-e-biodiversidade-o-dilema-das-barragens-europeias.html</link><pubDate>Sat, 06 Jun 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A Europa está a remover centenas de barragens obsoletas para restaurar rios, recuperar a biodiversidade e enfrentar os desafios ambientais provocados pelas alterações climáticas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-energia-e-biodiversidade-o-dilema-das-barragens-europeias-1779954029926.jpg" data-image="1b0i0b64e4x2" alt="Remoção de barragens" title="Remoção de barragens"><figcaption>A remoção de barragens obsoletas está a transformar rios europeus, permitindo o regresso da biodiversidade e a recuperação natural dos ecossistemas fluviais. Fonte: Geota</figcaption></figure><p>Durante décadas, as barragens foram vistas como <strong>símbolos de progresso</strong>, garantindo eletricidade, controlando as cheias e abastecendo as comunidades.</p><p>Hoje, porém, a Europa enfrenta um paradoxo ambiental, <strong>muitas dessas estruturas deixaram de cumprir funções relevantes e passaram a representar obstáculos ecológicos</strong>. Em resposta a esta barreira, cresce um movimento continental para devolver aos rios o seu curso natural. </p><p>A mudança ganhou força com a entrada em vigor da <strong>Lei Europeia do Restauro da Natureza</strong>, em 2024.</p><p>A legislação estabelece metas vinculativas para <strong>recuperar ecossistemas degradados e prevê a restauração de 25 mil quilómetros de rios livres</strong> até 2030.</p><p>O objetivo é <strong>recuperar a biodiversidade</strong>, melhorar a qualidade da água e aumentar a resiliência climática da Europa. </p><h2>A estratégia da União Europeia</h2><p>De acordo com a National Geographic este é um vasto problema. Estima-se que existam <strong>mais de 1,2 milhões de barreiras fluviais na Europa, incluindo barragens, açudes e canais artificiais</strong>.</p><p>Pelo menos <strong>150 mil estão obsoletas</strong>, estruturas antigas, abandonadas ou com utilidade mínima.</p><div class="texto-destacado"><strong>Especialistas apontam a fragmentação dos rios como uma das principais causas da perda de biodiversidade aquática na Europa.</strong> De acordo com a National Geographic </div><p>Muitas foram <strong>construídas durante a Revolução Industrial</strong> ou no auge da expansão hidroelétrica do século XX. Hoje, fragmentam ecossistemas e impedem a circulação natural de peixes, sedimentos e nutrientes. </p><p>As consequências ambientais são profundas. As barragens <strong>alteram o fluxo dos rios, aumentam a estagnação da água e dificultam a migração de espécies aquáticas</strong>, sobretudo peixes migratórios como salmões e trutas.</p><p>Além disso, <strong>a retenção de sedimentos acelera a erosão a jusante e compromete a renovação natural dos habitats fluviais</strong>.</p><h2>O regresso dos rios livres </h2><p>Nos últimos anos, o número de remoções disparou. <strong>Em 2024, mais de 500 barreiras foram eliminadas</strong> em vários países europeus.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="755142" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nunca-houve-tanta-energia-produzida-nas-barragens-portuguesas-como-em.html" title="Nunca houve tanta energia produzida nas barragens portuguesas como em 2025">Nunca houve tanta energia produzida nas barragens portuguesas como em 2025</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nunca-houve-tanta-energia-produzida-nas-barragens-portuguesas-como-em.html" title="Nunca houve tanta energia produzida nas barragens portuguesas como em 2025"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nunca-houve-tanta-energia-produzida-nas-barragens-portuguesas-como-em-1771585941284_320.jpg" alt="Nunca houve tanta energia produzida nas barragens portuguesas como em 2025"></a></article></aside><p>Em 2025, o número ultrapassou 600, estabelecendo um recorde histórico. <strong>Suécia, Finlândia e Espanha lideram o processo, mas até países sem tradição nesta área, como Islândia e Macedónia do Norte</strong>, começaram a desmontar infraestruturas antigas. </p><p>Um dos casos mais simbólicos ocorreu na Noruega, onde uma <strong>pequena barragem no rio Vinstra foi destruída com explosivos após décadas de abandono</strong>.</p><p>O reservatório foi drenado e o rio voltou a correr livremente. <strong>Segundo os envolvidos, o impacto ecológico foi quase imediato</strong>.</p><p>Histórias semelhantes repetem-se na Finlândia, Estónia e Dinamarca, onde <strong>rios antes bloqueados voltaram a permitir a migração de peixes após mais de um século de interrupção</strong>. </p><h2>O debate sobre a energia hidroelétrica </h2><p>No entanto, a transição não é consensual. <strong>Muitos habitantes locais receiam perder reservas de água, paisagens familiares ou proteção contra cheias</strong>.</p><p>Em França, alguns projetos geraram <strong>protestos por falta de consulta pública</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-energia-e-biodiversidade-o-dilema-das-barragens-europeias-1779953661725.jpg" data-image="22w1yidk4boe" alt="Rio Alviela" title="Rio Alviela"><figcaption>Remoção de um antigo açude, que impedia o curso livre do rio Alviela, em Vaqueiros, no concelho e distrito de Santarém, em 2023, no âmbito de um projeto da ONG Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA), financiado pela fundação suíça MAVA.</figcaption></figure><p>Também existem preocupações energéticas, <strong>a energia hidroelétrica continua a ser uma fonte importante de eletricidade renovável</strong> em vários países europeus. </p><p>Esse debate revela uma tensão central da política ambiental contemporânea: <strong><em>como equilibrar restauração ecológica e segurança energética</em></strong>.</p><p>A própria União Europeia procura <strong>expandir a produção hidroelétrica em algumas regiões, sobretudo nos Balcãs</strong>. Ambientalistas defendem que novas barragens só sejam construídas em áreas já fortemente modificadas, evitando os últimos rios intactos do continente. </p><h2>Uma transformação silenciosa</h2><p>Apesar das divergências, os especialistas afirmam que <strong>a remoção de barragens não significa rejeitar toda a energia hidroelétrica</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O foco está principalmente nas estruturas pequenas, antigas e sem utilidade económica significativa.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Em muitos casos, <strong>uma única central moderna pode substituir várias barragens obsoletas</strong>, produzindo mais energia com menos impacto ambiental. </p><p>Além da biodiversidade, os rios restaurados <strong>ajudam no combate às alterações climáticas</strong>. Os ecossistemas fluviais saudáveis <strong>absorvem melhor os impactos de secas e cheias</strong>, <strong>melhoram a qualidade da água e reduzem a vulnerabilidade das populações</strong>.</p><p>Estudos recentes mostram ainda que <strong>rios mais naturais conseguem dissipar melhor o excesso de água </strong>durante tempestades extremas, diminuindo o risco de inundações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/entre-energia-e-biodiversidade-o-dilema-das-barragens-europeias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Astrónomos holandeses revelam como a gravidade da Lua manteve a Terra a ferver para criar vida]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-holandeses-revelam-como-a-gravidade-da-lua-manteve-a-terra-a-ferver-para-criar-vida.html</link><pubDate>Fri, 05 Jun 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A Terra primitiva, coberta por magma e sujeita à atração de uma Lua muito mais próxima, terá mantido a sua superfície fundida durante centenas de milhões de anos, de acordo com um novo estudo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-la-gravedad-de-la-luna-mantuvo-a-la-tierra-hirviendo-para-crear-vida-1780610354883.png" data-image="l2d47pzoo0op"><figcaption>A Terra conseguiu permanecer coberta por oceanos de magma durante mais de 500 milhões de anos devido à influência de uma Lua jovem, muito mais próxima do que atualmente.</figcaption></figure><p>Há cerca de 4,5 mil milhões de anos, a aparência da Terra não tinha qualquer semelhança com o planeta em que vivemos atualmente. A superfície terrestre era dominada por <strong>extensos mares de rocha derretida</strong>, enquanto uma atmosfera densa e carregada de gases envolvia o mundo recém-formado. No céu, <strong>uma Lua nascida pouco antes ocupava uma distância muito menor</strong> do que a que mantém hoje em dia.</p><div class="texto-destacado">O equilíbrio radiativo é o equilíbrio entre a energia que um corpo (ou planeta) recebe de uma fonte externa e a quantidade de energia que emite para o espaço. Quando ambos os fluxos coincidem, a temperatura do corpo permanece constante.</div><p>Durante décadas, grande parte da comunidade científica considerou que aquele episódio de magma generalizado teve uma duração relativamente limitada. No entanto, uma investigação divulgada no arXiv e realizada por especialistas do Instituto Astronómico Kapteyn (Países Baixos) apresenta um cenário muito diferente: <strong>a fase fundida da Terra pode ter-se mantido durante mais de 500 milhões de anos sob determinadas condições físicas e químicas</strong>.</p><h2>A Terra derretida e a influência de uma Lua muito próxima</h2><p>A principal explicação proposta pelos investigadores reside na interação gravitacional entre a Terra e a Lua nos seus primórdios. Ao encontrar-se a uma distância muito menor do que a atual, <strong>o satélite exercia uma atração extremamente intensa sobre o interior do planeta</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Onset Of Habitable Conditions On The Hadean Earth Set By Feedback Between Tides And Greenhouse Forcing<a href="https://t.co/tqfixIWpNB">https://t.co/tqfixIWpNB</a> <a href="https://x.com/hashtag/astrobiology?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#astrobiology</a> <a href="https://x.com/hashtag/astrogeology?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#astrogeology</a> <a href="https://t.co/FzLTjN5wJS">pic.twitter.com/FzLTjN5wJS</a></p>— Astrobiology (@astrobiology) <a href="https://x.com/astrobiology/status/1985833842100343220?ref_src=twsrc%5Etfw">November 4, 2025</a></blockquote></figure><p>Esse efeito provocava deformações contínuas nas camadas internas da Terra. <strong>O resultado era uma produção constante de calor</strong>, um mecanismo conhecido como aquecimento por marés. A energia gerada ajudava a impedir que os oceanos de magma perdessem temperatura rapidamente.</p><p>Embora a solidificação fosse inevitável a longo prazo, este aporte energético atuava como um travão persistente ao arrefecimento. De acordo com o estudo, a contribuição lunar foi um dos elementos que <strong>permitiu prolongar por milhões de anos um estado que, de outra forma, teria terminado muito antes</strong>.</p><h2>A atmosfera que retinha o calor da Terra </h2><p>À ação gravitacional juntava-se outro fator decisivo. <strong>O magma libertava enormes quantidades de gases e vapor</strong>, criando uma camada atmosférica muito densa à volta do planeta. Essa camada impedia que o calor escapasse facilmente para o espaço.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-la-gravedad-de-la-luna-mantuvo-a-la-tierra-hirviendo-para-crear-vida-1780480465431.jpg" data-image="74ica0vqc6fa" alt="La Tierra primitiva, cubierta por magma y sometida a una Luna mucho más cercana" title="La Tierra primitiva, cubierta por magma y sometida a una Luna mucho más cercana"><figcaption>Um imenso oceano de magma cobria a Terra primitiva, sob uma Lua muito mais próxima e massiva. A intensa gravidade lunar e uma densa atmosfera de gases retardaram o arrefecimento do planeta durante milhões de anos.</figcaption></figure><p>Os autores da investigação analisaram esta evolução através do <strong>PROTEUS, um modelo concebido para estudar a transformação de planetas jovens</strong>. As simulações demonstram que a Terra passou por fases em que a energia emitida para o espaço era praticamente equivalente à gerada no seu interior.</p><p><strong>Quando esse equilíbrio radiativo era alcançado, o processo de arrefecimento ficava praticamente parado</strong>. Os cálculos indicam que estes períodos podem ter-se estendido desde apenas 2 milhões de anos até cerca de 320 milhões de anos, dependendo das condições presentes em cada fase.</p><h2>Terra fundida, química do manto e origem da vida</h2><p>A duração destes episódios dependia em grande medida da chamada <strong>fugacidade do oxigénio, um parâmetro que reflete determinadas características químicas do manto terrestre</strong>. Um interior mais oxidante favorecia a retenção de água durante mais tempo antes de a libertar sob a forma de vapor.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/EORfsGanF9g/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=EORfsGanF9g" id="EORfsGanF9g"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Quando essa libertação ocorria nas fases finais da cristalização, a atmosfera tornava-se ainda mais densa. O efeito de estufa intensificava-se e a superfície <strong>mantinha temperaturas elevadas durante um período consideravelmente mais longo</strong>.</p><p>Os investigadores sustentam ainda que <strong>este cenário pode ter favorecido a acumulação de compostos pré-bióticos</strong>. Entre eles destaca-se o cianeto de hidrogénio (HCN), uma molécula considerada por numerosos astrobiologistas como uma peça relevante na formação inicial do ARN e das proteínas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="681759" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/conhece-o-observatorio-rubin-a-nova-revolucao-na-astronomia-o-telescopio-de-3200-pixeis-que-estudara-o-universo.html" title="Conhece o Observatório Rubin? A nova revolução na astronomia - o telescópio de 3200 pixéis que estudará o Universo">Conhece o Observatório Rubin? A nova revolução na astronomia - o telescópio de 3200 pixéis que estudará o Universo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/conhece-o-observatorio-rubin-a-nova-revolucao-na-astronomia-o-telescopio-de-3200-pixeis-que-estudara-o-universo.html" title="Conhece o Observatório Rubin? A nova revolução na astronomia - o telescópio de 3200 pixéis que estudará o Universo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/conhece-o-observatorio-rubin-a-nova-revolucao-na-astronomia-o-telescopio-de-3200-pixeis-que-estudara-o-universo-1730824715452_320.jpg" alt="Conhece o Observatório Rubin? A nova revolução na astronomia - o telescópio de 3200 pixéis que estudará o Universo"></a></article></aside><p>Se esta hipótese se confirmar, os extensos oceanos de magma, além de revelarem a juventude do planeta, também<strong> podem ter criado as condições químicas que antecederam o surgimento da vida na Terra</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://arxiv.org/abs/2511.00952" target="_blank">Onset of habitable conditions on the Hadean Earth set by feedback between tides and greenhouse forcing</a><br>Marijn R. van Dijk, Harrison Nicholls, Tim Lichtenberg</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-holandeses-revelam-como-a-gravidade-da-lua-manteve-a-terra-a-ferver-para-criar-vida.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item></channel></rss>