<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Tempo.pt - Meteored</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Sat, 06 Jun 2026 22:00:18 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sat, 06 Jun 2026 22:00:18 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Tempo.pt - Meteored</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Tempo em Portugal até quinta-feira, 11 de junho: temperaturas voltam a subir, mas vento continuará a marcar presença]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-ate-quinta-feira-11-de-junho-temperaturas-voltam-a-subir-mas-vento-continuara-a-marcar-presenca.html</link><pubDate>Sat, 06 Jun 2026 12:27:07 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A previsão é de um fim de semana mais fresco e ventoso, mas no arranque da próxima semana as temperaturas poderão subir gradualmente em Portugal continental, enquanto o vento irá persistir no litoral.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xadmgo2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xadmgo2.jpg" id="xadmgo2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O fim de semana arrancou com um estado do tempo relativamente instável em grande parte de Portugal continental.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p><strong>Durante a manhã deste sábado registou-se muita nebulosidade e ocorrência de chuva fraca em algumas localidades</strong>, sobretudo nas regiões Norte e Centro. Para o restante dia prevê-se céu muito nublado, embora sem precipitação significativa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-ate-quinta-feira-temperaturas-voltam-a-subir-mas-o-vento-vai-continuar-a-marcar-presenca-1780746176648.png" data-image="ec5xcqhnkt22" alt="Rajadas de vento" title="Rajadas de vento"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-591058">O sábado será marcado por muita nebulosidade no Norte e Centro e vento moderado na faixa costeira ocidental. As rajadas poderão atingir os 50 km/h, tornando desconfortáveis as atividades junto ao mar.</figcaption></figure><p>O vento vai continuar a ser um dos principais protagonistas, <strong>com rajadas moderadas até 50 km/h</strong>, especialmente na faixa costeira ocidental e na região da Grande Lisboa. Embora não sejam valores preocupantes, poderão tornar desconfortáveis as atividades junto ao mar e zonas mais expostas.</p><h2>Domingo traz regresso do calor ao interior</h2><p>No domingo, <strong>a temperatura máxima voltará a subir em grande parte do território nacional</strong>, embora esta recuperação seja bastante desigual. A faixa litoral entre Lisboa e Viana do Castelo deverá manter valores semelhantes aos atuais, podendo mesmo Lisboa registar uma ligeira descida de cerca de 2 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-ate-quinta-feira-temperaturas-voltam-a-subir-mas-o-vento-vai-continuar-a-marcar-presenca-1780746293228.png" data-image="3jqyfcbgu3ox" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>No domingo regressam temperaturas mais elevadas ao interior do país. O Alentejo e o interior Centro poderão voltar a superar os 30 ºC, enquanto o litoral manterá um ambiente mais ameno devido à influência atlântica.</figcaption></figure><p>Em contrapartida, o interior Norte, Centro e Sul deverá aquecer entre 3 e 5 ºC, permitindo que várias localidades do <strong>Alentejo e do interior Centro voltem a ultrapassar os 30 ºC durante a tarde</strong>.</p><h2>Segunda-feira com nova intrusão de ar mais fresco</h2><p>Apesar do aumento das temperaturas no domingo, a circulação atmosférica voltará a favorecer a entrada de uma <strong>massa de ar mais fresco durante a madrugada e manhã de segunda-feira</strong>. Os mapas de geopotencial a 925 hPa evidenciam esta intrusão sobre o Norte e Centro do país, sobretudo nas regiões costeiras.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-ate-quinta-feira-temperaturas-voltam-a-subir-mas-o-vento-vai-continuar-a-marcar-presenca-1780746380102.jpg" data-image="f90g69lpvpwb" alt="Geopotencial 925 hPa" title="Geopotencial 925 hPa"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-902142">A circulação atmosférica poderá favorecer uma nova entrada de ar mais fresco na segunda-feira, especialmente no Norte e Centro. A descida térmica será mais evidente junto ao litoral.</figcaption></figure><p>Como consequência, prevê-se uma<strong> nova descida das temperaturas máximas na segunda-feira (8)</strong>, embora menos expressiva do que a registada no início de junho. O litoral Norte e Centro será novamente a região mais afetada por esta alteração.</p><h2>Estabilidade regressa entre terça (9) e quinta-feira (11)</h2><p>A partir de terça-feira,<strong> a situação atmosférica deverá estabilizar gradualmente</strong>. O reforço das altas pressões sobre a Península Ibérica poderá favorecer dias secos, com menor nebulosidade e ausência de precipitação significativa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-ate-quinta-feira-temperaturas-voltam-a-subir-mas-o-vento-vai-continuar-a-marcar-presenca-1780746503852.jpg" data-image="xuu1p4k74eeh" alt="Mapa de nuvens pressão e chuva" title="Mapa de nuvens pressão e chuva"><figcaption>Entre terça e quinta-feira instala-se um padrão mais estável, com céu pouco nublado e subida gradual das temperaturas. O calor regressará também a parte do litoral, embora o vento de noroeste continue a soprar moderado na costa.</figcaption></figure><p>Na quinta-feira, dia 11, <strong>espera-se uma subida generalizada das temperaturas máximas em praticamente todo o território</strong>, incluindo regiões costeiras que permaneceram relativamente frescas durante os últimos dias. Em alguns locais do distrito de Braga, os termómetros poderão aproximar-se dos 30 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772562" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-para-junho-a-ultima-previsao-do-modelo-europeu-na-meteored.html" title="Mudanças no tempo para junho: a última previsão do modelo europeu na Meteored">Mudanças no tempo para junho: a última previsão do modelo europeu na Meteored</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-para-junho-a-ultima-previsao-do-modelo-europeu-na-meteored.html" title="Mudanças no tempo para junho: a última previsão do modelo europeu na Meteored"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-para-junho-a-ultima-previsao-do-modelo-europeu-na-meteored-1780741904727_320.jpg" alt="Mudanças no tempo para junho: a última previsão do modelo europeu na Meteored"></a></article></aside><p>Apesar da melhoria do estado do tempo e do aumento das temperaturas, <strong>o vento de noroeste continuará presente ao longo destes dias</strong>, soprando com maior intensidade na faixa costeira ocidental e estendendo-se pontualmente a algumas regiões do interior, mantendo uma sensação térmica mais amena junto ao litoral.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-ate-quinta-feira-11-de-junho-temperaturas-voltam-a-subir-mas-vento-continuara-a-marcar-presenca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Após os vídeos do Pentágono sobre OVNIs: especialista analisa o que é necessário para uma nave alienígena chegar à Terra]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/apos-os-videos-do-pentagono-sobre-ovnis-especialista-analisa-o-que-e-necessario-para-uma-nave-alienigena-chegar-a-terra.html</link><pubDate>Sat, 06 Jun 2026 11:37:18 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A recente divulgação de informações militares sobre fenómenos aéreos desperta a nossa imaginação; no entanto, o próprio Universo impõe limites físicos que desafiam qualquer tentativa de atravessar as estrelas até ao nosso planeta.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tras-los-videos-sobre-ovnis-del-pentagono-experto-analiza-que-necesitaria-una-nave-alienigena-para-llegar-a-la-tierra-1780055180068.jpeg" data-image="iaydvk924d1s"><figcaption>A viagem interplanetária tem as suas limitações físicas, sobretudo devido às grandes distâncias que é necessário percorrer.</figcaption></figure><p>Recentemente, o Pentágono divulgou novos documentos militares e gravações que mostram fenómenos inexplicáveis, reacendendo o profundo interesse da humanidade por qualquer OVNI avistado, <strong>o que nada tem a ver com o facto de o presidente dos EUA querer desviar a atenção de assuntos mais importantes...</strong></p><p>Este esforço do governo norte-americano começou a ganhar força quando testemunhas militares confirmaram encontros invulgares com depoimentos que motivaram audiências no Congresso, exigindo uma transparência institucional sem precedentes, e que documentamos aqui na Meteored.</p><div class="texto-destacado">Investigadores de todo o mundo estudam este fenómeno de uma perspetiva puramente académica, avaliando estes incidentes com dados concretos, procurando compreendê-los através da observação rigorosa e de instrumentos de alta precisão, afastando-se de especulações ou teorias sem qualquer fundamento.</div><p>No entanto, compreender esta realidade implica <strong>analisar se existem civilizações capazes de nos visitar</strong>. Para tal, um especialista aeroespacial examinou detalhadamente as dificuldades que os supostos extraterrestres teriam de superar para alcançar o nosso sistema solar a partir de algum lugar recôndito e distante da galáxia.</p><p>O principal obstáculo inicial reside na vasta escala cósmica, uma vez que as distâncias entre as estrelas são intransponíveis para qualquer objeto material. A título de exemplo, Proxima Centauri, a estrela mais próxima, encontra-se a biliões de quilómetros, tornando esta viagem longa e praticamente impossível com a nossa tecnologia atual.</p><h2>O enorme desafio do espaço profundo</h2><p>Para compreender devidamente a dimensão deste desafio espacial, devemos olhar para<strong> Proxima Centauri, a estrela vizinha mais próxima</strong>, situada a pouco mais de quatro anos-luz de distância. Em termos mais simples, esta distância equivale a dezenas de biliões de quilómetros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tras-los-videos-sobre-ovnis-del-pentagono-experto-analiza-que-necesitaria-una-nave-alienigena-para-llegar-a-la-tierra-1780055395387.jpeg" data-image="uawajb1chqbo"><figcaption>Imagem ilustrativa de como seria o planeta Proxima Centauri b, o planeta principal do sistema binário Alfa Centauri.</figcaption></figure><p>Devido a esta distância interestelar, é inevitável que qualquer viagem prolongada demore várias décadas ou mesmo vários séculos. À medida que a duração da viagem aumenta, o risco de falhas mecânicas fatais aumenta drasticamente, pelo que a nave teria de viajar a uma velocidade verdadeiramente elevada para chegar rapidamente.</p><p>Nenhum objeto material pode atingir <strong>a velocidade da luz de 300 mil quilómetros por segundo</strong>; o limite prático seguro para estas viagens seria aproximadamente 10 % dessa velocidade limite. Atingir esta marca requer superar restrições físicas e de engenharia relacionadas com a energia de propulsão.</p><p>Mesmo conseguindo viajar tão rápido, a viagem continuaria a prolongar-se por quase 100 anos, apenas para percorrer 10 anos-luz. Durante esse período, a tripulação enfrentaria um ambiente repleto de perigos que desgastariam a superfície exposta, ameaçando a integridade do veículo interestelar.</p><h3>Tecnologias de propulsão</h3><p>O desafio tecnológico reside em <strong>acelerar eficazmente o veículo até à sua velocidade de cruzeiro ideal</strong>. Embora o vácuo intergaláctico não apresente resistência atmosférica, isso também impede a utilização do ar para travar ao aproximar-se finalmente do destino planetário escolhido pelos viajantes.</p><p>A opção de propulsão tradicional utiliza foguetes que expelem matéria rapidamente para trás para gerar impulso contínuo. A sua maior desvantagem estrutural é que exigem o transporte do próprio combustível necessário, acrescentando peso adicional excessivo, carga que gera um efeito contrário para atingir maior velocidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tras-los-videos-sobre-ovnis-del-pentagono-experto-analiza-que-necesitaria-una-nave-alienigena-para-llegar-a-la-tierra-1780055475405.png" data-image="rko57jk5e0li"><figcaption>Ilustração que mostra como poderia ser um foguetão de propulsão nuclear que a NASA poderia vir a desenvolver. Crédito: Wikimedia Commons.</figcaption></figure><p>A utilização de métodos químicos convencionais exigiria o consumo de quantidades de matéria que ultrapassariam facilmente toda a massa disponível no universo observável. Embora a antimatéria ofereça uma grande eficiência energética, é extremamente volátil, difícil de fabricar e requer orçamentos colossais para gerar quantidades minúsculas e efémeras.</p><p><strong>Uma alternativa mais realista reside na utilização de reatores de fusão nuclear, imitando o eficiente processo interno do Sol</strong>. No entanto, mesmo esta tecnologia implicaria que a nave transportasse uma quantidade de combustível equivalente a centenas de vezes o seu próprio peso.</p><h3>Construir um OVNI: o confronto implacável com a física</h3><p>O projeto integral das blindagens constitui outro quebra-cabeças, pois, ao mover-se rapidamente pelo vácuo interestelar, <strong>qualquer partícula minúscula de poeira cósmica colidiria com a fuselagem exterior com a imensa força destrutiva de uma bala</strong>. Impedir este bombardeamento é indispensável para a sobrevivência da tripulação.</p><p>Além disso, a nave suportaria uma chuva incessante de átomos de hidrogénio espalhados livremente por todo o firmamento, uma exposição à radiação que corroeria os componentes metálicos. Mitigar a radiação obrigaria à instalação de escudos magnéticos, o que aumentaria o peso total do veículo e complicaria o seu funcionamento.</p><p>Conseguir um transporte sólido mas leve, rápido mas seguro, diminui inexoravelmente as combinações viáveis. Frequentemente,<strong> estas contradições físicas anulam qualquer solução prática conhecida pelos engenheiros que analisam estes singulares teóricos</strong>.</p><p>Nenhuma lei física proíbe explicitamente realizar esta façanha interestelar em direção ao nosso lar. No entanto, como vemos, as barreiras físicas tornam a sua execução extremamente improvável. Se alguma civilização descobriu tecnologias para nos visitar, teve de superar obstáculos que mal começamos a vislumbrar aqui, no nosso pálido e distante planeta azul.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/apos-os-videos-do-pentagono-sobre-ovnis-especialista-analisa-o-que-e-necessario-para-uma-nave-alienigena-chegar-a-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que se viu no céu da Índia? Um estranho vórtice foi filmado a partir de vários pontos de uma cidade]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-se-viu-no-ceu-da-india-um-estranho-vortice-foi-filmado-a-partir-de-varios-pontos-de-uma-cidade.html</link><pubDate>Sat, 06 Jun 2026 11:29:15 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Vídeos gravados no oeste da Índia mostram um espetacular vórtice associado a uma tempestade que terá atingido terra em Surendranagar. As imagens sugerem a presença de um fenómeno de tornado de curta duração.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xad697g"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xad697g.jpg" id="xad697g"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As imagens do vídeo mostram <strong>um tornado que terá atingido a cidade de Surendranagar</strong>, no distrito de Gujart, situado no oeste da Índia, na fronteira com o Paquistão.</p><p>O fenómeno foi filmado a partir de vários pontos da cidade na passada quarta-feira, 3 de junho. As imagens partilhadas nas redes sociais mostram <strong>uma nuvem em forma de funil, que se separou de uma nuvem, a tocar terra</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Incredible footage of a snake-like landspout tornado near Sayla, Surendranagar District, Gujarat, India, this evening. <a href="https://t.co/SXmMcMWmBX">pic.twitter.com/SXmMcMWmBX</a></p>— Weather Monitor (@WeatherMonitors) <a href="https://x.com/WeatherMonitors/status/2062215853740073111?ref_src=twsrc%5Etfw">June 3, 2026</a></blockquote></figure><p>A instabilidade na zona, resultante das <strong>altas temperaturas e da elevada humidade — provocadas pela monção sazonal —</strong>, desencadeia tempestades intensas, que muitas vezes provocam granizo, chuvas abundantes, ventos fortes e, nesta ocasião, também se associou ao desenvolvimento de um 'tornado'.</p><p>A classificação de um tornado é feita não só pela presença de um redemoinho de vento que liga a nuvem à superfície, mas<strong> pela intensidade dos ventos que produz e pela destruição que causa no seu rasto</strong>.</p><h2>Nuvem-funil, tornado, tromba e redemoinho</h2><p>Para muitos, estes nomes podem causar confusão e, por engano, podem ser usados como sinónimos, mesmo não o sendo.</p><p>Os tornados, como o que se vê nas imagens captadas recentemente na Índia, <strong>são um fenómeno em que o vento adquire rotação</strong>. Esta rotação estende-se numa coluna muitas vezes vertical, que liga a base de uma nuvem de tempestade à superfície.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="701911" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/tornados-na-arte-fenomenos-extremos-retratados-ha-seculos.html" title="Tornados na arte: fenómenos extremos retratados há séculos">Tornados na arte: fenómenos extremos retratados há séculos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/tornados-na-arte-fenomenos-extremos-retratados-ha-seculos.html" title="Tornados na arte: fenómenos extremos retratados há séculos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-tornados-en-el-arte-1742106186498_320.jpg" alt="Tornados na arte: fenómenos extremos retratados há séculos"></a></article></aside><p>A definição oficial da Organização Meteorológica Mundial (OMM) caracteriza um tornado como uma <strong>"coluna de ar rotativa, frequentemente com a aparência de um funil de condensação </strong>em contacto com o solo, que se estende desde a base de uma nuvem cumuliforme e que, por vezes, é acompanhada por uma nuvem de poeira ou detritos em circulação ao nível do solo".</p><div class="texto-destacado">Durante a fase de dissipação do tornado, <strong>"o funil de condensação encolhe e torna-se mais estreito, assumindo a forma de uma corda</strong> (funil em corda), podendo também torcer-se".</div><p>Uma tromba marinha seria o mais próximo de um "sinónimo" de tornado. Tecnicamente, <strong>quando um tornado une a base da nuvem a uma superfície líquida (mar, rio, lago)</strong>, adquire o nome de tromba marinha.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-tornado-sorprende-a-los-vecinos-de-surendranagar-india-1780653195616.png" data-image="nc4xvqgo36ff" alt="torbellinos" title="torbellinos"><figcaption>Os redemoinhos, também conhecidos como "dust devil", ocorrem em dias de temperaturas elevadas e não estão associados a nuvens de tempestade.</figcaption></figure><p>No caso de um redemoinho ou turbilhão de poeira, a escala espacial do fenómeno é muito menor e <strong>não está associada a precipitação</strong>. Neste caso, o redemoinho torna-se visível devido às<strong> partículas de poeira ou areia que são levantadas do solo por uma coluna giratória de vento</strong>. O seu diâmetro é muito inferior ao de um tornado e ocorre em condições de céu limpo, em dias em que as temperaturas são elevadas e o calor produz movimentos turbulentos.</p><p>Para além deste tipo de fenómenos, a OMM refere-se às<strong> trombas terrestres</strong>, que corresponderiam a um "tornado que não surge de uma rotação organizada à escala de uma tempestade e que, por conseguinte, não está associado a nuvens de parede (murus) ou a um mesociclone".</p><h3>Os 'quase' tornados</h3><p>A nuvem em forma de funil é uma projeção de ar frio que desce a partir da base da nuvem. Tem uma forma rotativa, mas não chega ao solo.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Nube embudo en Trinidad, FLores, <a href="https://x.com/hashtag/Uruguay?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Uruguay</a> Fotos Natalie Peralta Aguilar <a href="https://t.co/ZhQ4zmTOrs">pic.twitter.com/ZhQ4zmTOrs</a></p>— Meteorología Estación bcp (@Estacion_bcp) <a href="https://x.com/Estacion_bcp/status/1861162698639086063?ref_src=twsrc%5Etfw">November 25, 2024</a></blockquote></figure><p>Em muitos casos, <strong>os tornados começam como uma nuvem em forma de funil</strong>.</p><h2>Foi um tornado ou uma tromba?</h2><p>Embora ainda não haja uma confirmação oficial sobre se se tratou de um tornado ou de uma tromba de grandes dimensões, as imagens dos vídeos mostram indícios de uma<strong> nuvem em forma de funil </strong>a projetar-se da base de uma nuvem.</p><p>Também é possível identificar uma ligação ao solo, mas, na ausência de relatórios oficiais de danos, <strong>não é possível determinar a intensidade dos ventos que ocorreram</strong> durante o fenómeno. Pelas características observadas nos vídeos, poderia estar associado a um tornado em fase de dissipação ou mesmo a uma tromba terrestre.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Organización Meteorológica Mundial. <a href="https://cloudatlas.wmo.int/es/home.html" target="_blank">Atlas Internacional de Nubes</a>.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-se-viu-no-ceu-da-india-um-estranho-vortice-foi-filmado-a-partir-de-varios-pontos-de-uma-cidade.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mudanças no tempo para junho: a última previsão do modelo europeu na Meteored]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-para-junho-a-ultima-previsao-do-modelo-europeu-na-meteored.html</link><pubDate>Sat, 06 Jun 2026 10:49:06 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O modelo europeu acaba de atualizar as suas tendências para o resto de junho: analisa-se que hipóteses existem para um novo episódio de temperaturas muito elevadas, bem como a possibilidade de chuva e/ou trovoadas fortes em Portugal.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-para-junho-a-ultima-previsao-do-modelo-europeu-na-meteored-1780741904727.jpg" data-image="k1tnpqasdk18"><figcaption>Na transição para o verão (mês de junho) costuma-se gerar um fortalecimento do anticiclone dos Açores, que interage com o oceano e a orografia portuguesa, tornando mais frequente o aparecimento de fenómenos como os nevoeiros de advecção, as brisas marítimas e a nortada.</figcaption></figure><p>Maio de 2026 finalizou com um episódio de temperaturas muito elevadas no Sudoeste Europeu, com centenas de recordes espalhados por Reino Unido, França, Espanha e Portugal. <strong>Junho arrancou com calor, mas sem valores tão elevados e, além disso, depressa se produziu o regresso da precipitação atlântica de carácter frontal ao nosso país</strong>, sobretudo nas regiões do litoral Norte e Centro, devido à passagem de algumas frentes e depressões.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Na manhã deste primeiro sábado de junho, dia 6, manteve-se a situação de céu muito nublado e voltou a chover no litoral Norte e Centro. Não obstante, <strong>para este fim de semana, os mapas antecipam uma situação em que o tempo ficará gradualmente mais estável em toda a geografia de Portugal continental</strong>, com tendência para uma certa variabilidade das temperaturas (podem subir ou descer conforme a região).</p><p>Estarão previstos <strong>novos episódios de calor e precipitação </strong>(seja ela frontal - chuva ou chuviscos; ou convectiva - trovoadas fortes)<strong> no que resta de junho?</strong></p><h2>O modelo europeu é explícito quanto às temperaturas</h2><p>O modelo europeu acaba de atualizar a sua previsão para o resto do mês de junho no nosso território. Tudo indica que, este mês, seja bastante provável as <strong>temperaturas registarem valores acima da média em grande parte de Portugal, com anomalias positivas </strong>que serão mais significativas nas zonas de fronteira com Espanha destes três distritos: <strong>Bragança, Guarda e Castelo Branco</strong>.</p><p>Se o cenário previsto atualmente se concretizar, nas extremidades orientais dos três referidos distritos as temperaturas poderão registar <strong>mais de 3 ºC acima da média de junho</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-para-junho-a-ultima-previsao-do-modelo-europeu-na-meteored-1780741977298.jpg" data-image="whwdrlie2b67"><figcaption>O modelo europeu sugere um mês de junho mais quente do que o habitual em Portugal continental, sobretudo no interior Norte, Centro e em várias zonas do Alentejo.</figcaption></figure><p><strong>No resto do interior Norte e Centro, e numa parte do Alentejo mais próxima à fronteira com Espanha, as temperaturas poderão ser entre 2 a 3 ºC mais elevadas do que as médias registadas para esta época do ano</strong>. Tendo isto em conta, não se pode descartar a possibilidade de ocorrência de um novo episódio de temperaturas muito elevadas nas próximas semanas, cuja probabilidade seria maior nas regiões do interior, sobretudo nas zonas mais próximas à fronteira com Espanha.</p><p> Embora o calor possa vir a ser intenso, é provável que haja alguns períodos temporários de maior frescura. Quanto mais para oeste e, por conseguinte, mais próximos do litoral e da influência marítima, observam-se valores de anomalia térmica positiva gradualmente mais moderados ou suaves. <strong>Numa extensa parte de Portugal continental - correspondente à zona intermédia</strong> entre as regiões mais próximas ao litoral e as mais próximas à fronteira com Espanha - as temperaturas poderão registar <strong>entre 1 e 2 ºC acima do normal</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772415" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-no-atlantico-devera-manter-os-acores-sob-ceu-muito-nublado-e-com-periodos-de-chuva-fraca-na-proxima-semana.html" title="Depressão no Atlântico deverá manter os Açores sob céu muito nublado e com períodos de chuva fraca na próxima semana">Depressão no Atlântico deverá manter os Açores sob céu muito nublado e com períodos de chuva fraca na próxima semana</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-no-atlantico-devera-manter-os-acores-sob-ceu-muito-nublado-e-com-periodos-de-chuva-fraca-na-proxima-semana.html" title="Depressão no Atlântico deverá manter os Açores sob céu muito nublado e com períodos de chuva fraca na próxima semana"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-no-atlantico-devera-manter-os-acores-sob-ceu-muito-nublado-e-com-periodos-de-chuva-fraca-na-proxima-semana-1780659765066_320.png" alt="Depressão no Atlântico deverá manter os Açores sob céu muito nublado e com períodos de chuva fraca na próxima semana"></a></article></aside><p>Quanto às anomalias térmicas positivas mais suaves, <strong>estas poderão surgir no litoral Centro, litoral Oeste, litoral Alentejano, Barlavento Algarvio e arquipélago dos Açores (entre 0,5 e 1 ºC) graças ao efeito termorregulador do mar</strong>. Por enquanto, no arquipélago da Madeira e em algumas áreas da faixa costeira ocidental do Continente, não se preveem anomalias de qualquer tipo no que diz respeito às temperaturas.</p><h2>Para as próximas semanas estarão à vista mais episódios de precipitação frontal atlântica ou trovoadas fortes?</h2><p>No que diz respeito à chuva a análise adquire um grau de complexidade superior. A<strong> precipitação do início do verão costuma ser convectiva </strong>(aguaceiros, trovoada e granizo), com distribuição e intensidade irregulares. Não obstante, <strong>tampouco é incomum o aparecimento de sistemas frontais atlânticos</strong>, como os que trouxeram precipitação fraca e chuvisco nestes primeiros dias de junho ao litoral Norte e Centro. Irá, a médio e longo prazo, surgir mais precipitação, seja ela de carácter frontal, ou convectivo?</p><p><strong>No que resta da primeira quinzena de junho, espera-se que a precipitação registe níveis inferiores à média climatológica de referência</strong> para a época do ano devido à influência das altas pressões. A mesma tendência - anomalia negativa de precipitação - é observada nos arquipélagos dos Açores e da Madeira. No entanto, tanto no Continente, como nas Ilhas, não se exclui a passagem pontual de alguma frente enfraquecida que possa gerar precipitação fraca e dispersa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-para-junho-a-ultima-previsao-do-modelo-europeu-na-meteored-1780742221892.jpg" data-image="ytvea48ilj7m"><figcaption>O modelo europeu aponta para uma segunda metade de junho ligeiramente mais instável nalgumas zonas de Portugal continental, com precipitação superior à média também na Madeira.</figcaption></figure><p>Para a segunda quinzena de junho, o modelo Europeu começa a desenhar possíveis alterações, com um jato polar mais ondulante, abrindo caminho à possibilidade de formação de bloqueios nas latitudes altas e <strong>à chegada de massas ou bolsas de ar frio à nossa geografia</strong>.</p><p>Por enquanto, os mapas mostram uma possibilidade de<strong> precipitação acima da média para esta época do ano em zonas do interior Centro e Sul e arquipélago da Madeira</strong>, e uma possibilidade de precipitação <strong>inferior à média em toda a faixa costeira ocidental</strong>. Quanto ao resto do território continental e nos Açores, ainda está tudo muito indefinido.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-para-junho-a-ultima-previsao-do-modelo-europeu-na-meteored.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A melhor praia da Europa fica mesmo em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-melhor-praia-da-europa-fica-mesmo-em-portugal.html</link><pubDate>Sat, 06 Jun 2026 08:53:05 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Longe das multidões e rodeada por paisagens selvagens, esta praia portuguesa foi considerada a melhor escolha para umas férias à beira-mar, segundo o novo ranking da Europe’s Best Destinations.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-melhor-praia-da-europa-fica-mesmo-em-portugal-1780733980402.jpg" data-image="bfua13pp4lcu" alt="Praia do Monte Clérigo" title="Praia do Monte Clérigo"><figcaption>Portugal destronou a Grécia. Foto: Wikimedia // Filipe Rocha</figcaption></figure><p>Quando se fala nas <strong>melhores praias da Europa</strong>, a imaginação costuma viajar imediatamente para as águas azul-turquesa da Grécia, para as enseadas escondidas de Espanha ou para as paisagens idílicas da costa italiana. No entanto, o mais recente <em>ranking </em>da organização European Best Destinations trouxe uma surpresa agradável: <strong>em 2026, o título de melhor praia da Europa foi atribuído a Portugal</strong>. Sim, leu bem. </p><p>“As costas da Europa estão pontilhadas por opções versáteis que agradam às massas, e a European Best Destinations levou a cabo uma análise exaustiva para nos fornecer uma lista das melhores em termos absolutos”, explica a ‘Time Out.</p><p>“Tudo, desde a qualidade da água, acessibilidade e atividades disponíveis até à beleza natural, ao ambiente familiar e à preservação ambiental, foi escrutinado com base na experiência tanto de viajantes como de editores, e o <strong>top 10 oficial acaba de dar à costa</strong>.”</p><h2>A melhor praia da Europa é portuguesa</h2><p>Para surpresa de muitos (ou não), a vencedora é a <strong>Praia de Monte Clérigo</strong>, situada junto a Aljezur, na Costa Vicentina. Longe da imagem mais conhecida do Algarve, marcada por grandes zonas turísticas e praias muito concorridas, Monte Clérigo destaca-se precisamente pelo contrário: natureza preservada, falésias impressionantes, mar aberto e uma atmosfera tranquila que continua a atrair quem procura autenticidade.</p><div class="texto-destacado">Inserida no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, esta praia conquistou especialistas e viajantes graças à combinação entre beleza natural, qualidade ambiental, boas condições para a prática de <em>surf</em> e caminhadas. </div><p>“Conhecida pelas suas falésias douradas, paisagens atlânticas selvagens e pores do sol inesquecíveis, Monte Clérigo está rapidamente a ganhar reputação como <strong>uma das principais ‘praias para apreciar o pôr do sol’ em Portugal”</strong>, escreveram os responsáveis pela seleção. Segundo os mesmos, a zona balnear portuguesa tornou-se “discretamente um dos refúgios atlânticos mais desejados da Europa.”</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771622" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/verdade-ou-mentira-praia-da-rocha-estara-interdita-este-verao.html" title="Verdade ou mentira? Praia da Rocha estará interdita este verão?">Verdade ou mentira? Praia da Rocha estará interdita este verão?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/verdade-ou-mentira-praia-da-rocha-estara-interdita-este-verao.html" title="Verdade ou mentira? Praia da Rocha estará interdita este verão?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/verdade-ou-mentira-praia-da-rocha-estara-interdita-este-verao-1780255321444_320.jpg" alt="Verdade ou mentira? Praia da Rocha estará interdita este verão?"></a></article></aside><p>A organização referiu ainda a tradição dos residentes e visitantes da região, que todas as sextas-feiras se reúnem descalços junto ao oceano no restaurante O Sargo, para aproveitar música ao vivo, do marisco fresco e do pôr do sol.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-melhor-praia-da-europa-fica-mesmo-em-portugal-1780734270916.jpg" data-image="20kp1qdkxddb" alt="Praia do Monte Clérigo" title="Praia do Monte Clérigo"><figcaption>A praia que conquistou a Europa fica em Portugal. Foto: Wikimedia // Filipe Rocha</figcaption></figure><p>Não nos espanta saber, portanto, que este local<strong> tem atraído figuras públicas</strong> como Alexandre Grimaldi, filho do Príncipe Alberto II do Mónaco, e o estilista Christian Louboutin.</p><p>“Nos últimos anos, tem sido também o cenário de várias <em>villas</em> privadas que estão a nascer na região, como a Sounds of the Sea ou a Villa Nana”, acrescenta a revista ‘NiT’.</p><h2>O ranking das melhores praias europeias para 2026 foi revelado</h2><p>Mas, o que é que faz de uma a<strong> melhor praia da Europa</strong>? A eleição não será tarefa fácil. Afinal, aquilo que faz um viajante apaixonar-se por um destino pode ser completamente diferente para outro. Há quem procure extensos areais para longos passeios à beira-mar, quem valorize águas cristalinas para mergulho e <em>snorkelling</em>, e quem não dispense cenários dramáticos dignos de uma fotografia de capa de revista.</p><div class="texto-destacado">É precisamente essa diversidade que torna o litoral europeu tão fascinante.</div><p>No<em> ranking </em>da organização European Best Destinations, <strong>a Grécia</strong><strong> continua a ser uma das grandes referências</strong> do turismo balnear europeu. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="737219" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/onde-ver-ondas-que-brilham-as-7-praias-mais-deslumbrantes-do-mundo-para-ver-a-bioluminescencia.html" title="Onde ver ondas que brilham? As 7 praias mais deslumbrantes do mundo para ver a bioluminescência">Onde ver ondas que brilham? As 7 praias mais deslumbrantes do mundo para ver a bioluminescência</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/onde-ver-ondas-que-brilham-as-7-praias-mais-deslumbrantes-do-mundo-para-ver-a-bioluminescencia.html" title="Onde ver ondas que brilham? As 7 praias mais deslumbrantes do mundo para ver a bioluminescência"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/donde-ver-olas-brillantes-las-7-playas-mas-impresionantes-del-mundo-para-observar-la-bioluminiscencia-1761671419841_320.jpg" alt="Onde ver ondas que brilham? As 7 praias mais deslumbrantes do mundo para ver a bioluminescência"></a></article></aside><p>Aliás, na lista de 2026, há cinco praias gregas entre as dez melhores do continente. Entre elas destaca-se <strong>Voutoumi Beach</strong>, na pequena ilha de Antipaxos, conhecida pelas águas transparentes e pelo ambiente quase paradisíaco. Logo atrás surge <strong>Fteri Beach</strong>, na ilha de Cefalónia, acessível sobretudo por barco ou por trilhos pedestres, o que ajuda a preservar o seu carácter mais selvagem. Já <strong>Elafonisi</strong>, em Creta, continua a encantar visitantes com os seus tons rosados e lagoas de águas pouco profundas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-melhor-praia-da-europa-fica-mesmo-em-portugal-1780734707728.jpg" data-image="u8cbgodf21vc" alt="Elafonisi" title="Elafonisi"><figcaption>A Grécia destacou-se no ranking. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p><strong>Espanha</strong> também marca presença entre os destinos de excelência com <strong>Cala Mesquida</strong>, em Maiorca.</p><p>Mais a norte, a <strong>Noruega</strong>, mais precisamente<strong> Kvalvika Beach,</strong> prova que as melhores praias não precisam necessariamente de temperaturas tropicais. </p><p>A lista inclui ainda <strong>Bogliasco</strong>, na costa italiana da Ligúria, bem como <strong>Kaputaş</strong>, na Turquia.</p><h2>As 10 melhores praias da Europa, segundo a European Best Destinations</h2><ol><li>Praia de Monte Clérigo, Algarve, Portugal</li><li>Voutoumi Beach, Antipaxos, Grécia</li><li>Fteri Beach, Cefalónia, Grécia</li><li>Elafonisi Beach, Creta, Grécia</li><li>Bogliasco Beach, Itália</li><li>Cala Mesquida, Maiorca, Espanha</li><li>Kvalvika Beach, Moskenesøya, Noruega</li><li>Rovinia Beach, Corfu, Grécia</li><li>Kaputas Beach, Turquia</li><li>Paleokastritsa Beach, Corfu, Grécia</li></ol><h2>Uma nova tendência</h2><p>O sucesso de praias como Monte Clérigo revela também uma<strong> tendência</strong> cada vez mais evidente entre os viajantes: <strong>a procura por destinos menos massificados</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768412" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-sao-conhecidas-as-praias-com-bandeira-azul-em.html" title="Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026">Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-sao-conhecidas-as-praias-com-bandeira-azul-em.html" title="Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ja-sao-conhecidas-as-praias-com-bandeira-azul-em-1778573948671_320.jpg" alt="Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026"></a></article></aside><p>Hoje, muitos turistas valorizam não apenas a beleza do local, mas também a sustentabilidade, a preservação ambiental e a possibilidade de viver experiências mais genuínas. </p><div class="texto-destacado">É por isso que praias integradas em áreas protegidas ou situadas longe dos grandes centros turísticos estão a ganhar destaque nos principais <em>rankings </em>internacionais.</div><p>No caso português, a distinção de Monte Clérigo reforça aquilo que muitos já suspeitavam há muito tempo: algumas das mais belas praias da Europa encontram-se precisamente onde a natureza ainda dita as regras. </p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><strong><a href="https://www.europeanbestdestinations.com/best-beaches-in-europe/" target="_blank">Most beautiful beaches in Europe</a></strong>. European Best Destinations. Maio de 2026</em></p><p><em>Liv Kelly. <strong><a href="https://www.timeout.pt/lisboa/pt/noticias/portugal-tem-a-melhor-praia-da-europa-segundo-a-european-best-destinations-053026" target="_blank">Portugal tem a melhor praia da Europa, segundo a European Best Destinations</a></strong>. Time Out. 30 de maio de 2026.</em></p><p><em>Izabelli Pincelli. <strong><a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/portugal-destrona-grecia-e-conquista-premio-de-melhor-praia-da-europa" target="_blank">Portugal destrona Grécia e conquista prémio de melhor praia da Europa</a></strong>. NiT. 27 de maio de 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-melhor-praia-da-europa-fica-mesmo-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Além da névoa: como a poeira do deserto está a alterar o clima do planeta]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/alem-da-nevoa-como-a-poeira-do-deserto-esta-alterando-o-clima-do-planeta.html</link><pubDate>Sat, 06 Jun 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um instrumento da NASA instalado na Estação Espacial Internacional possibilitou conhecer com precisão sem precedentes a composição mineral dos desertos e melhorar significativamente as estimativas do impacto da poeira atmosférica no clima global.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mas-alla-de-la-calima-como-el-polvo-del-desierto-esta-alterando-el-clima-del-planeta-1780444800929.jpg" data-image="ofy79v3lq5jc" alt="Névoa, poeira, deserto, Estação Espacial Internacional, NASA" title="Névoa, poeira, deserto, Estação Espacial Internacional, NASA"><figcaption>Além da sua influência na radiação solar, a poeira mineral também desempenha um papel em processos tão diversos quanto a fertilização dos oceanos, o escurecimento da neve e a formação de nuvens.</figcaption></figure><p>Embora muitas vezes passe despercebida, a poeira mineral proveniente de regiões áridas como o Saara, o Médio Oriente e partes da Ásia é um dos componentes mais abundantes da atmosfera terrestre.</p><div class="texto-destacado"><strong>Estas minúsculas partículas viajam milhares de quilómetros impulsionadas pelos ventos e desempenham um papel fundamental no sistema climático do planeta.</strong></div><p>No entanto, <strong>entender exatamente como elas influenciam o balanço energético da Terra tem sido um desafio</strong> para a comunidade científica há décadas. Agora, um projeto de investigação internacional liderado pela Universidade Cornell reduziu drasticamente uma das principais fontes de incerteza nos modelos climáticos: a composição mineral da poeira que circula na atmosfera.</p><p>Os resultados foram publicados a 1 de junho na revista <em>Nature Geoscience</em> e representam <strong>um avanço significativo na melhoria das projeções sobre as alterações climáticas</strong>.</p><h2>Um observatório espacial para estudar desertos</h2><p>O trabalho utilizou dados obtidos pela missão EMIT (<em>Earth Surface Mineral Dust Source Investigation</em>) da NASA, um instrumento instalado na Estação Espacial Internacional. Graças à tecnologia de espectroscopia de imagem de alta resolução, <strong>a EMIT consegue identificar a composição mineral de vastas regiões desérticas</strong> com um nível de detalhe sem precedentes.</p><p>As informações obtidas permitem saber que minerais predominam nos solos de zonas áridas e, a partir disso, estimar com maior precisão a composição da poeira que é posteriormente transportada pela atmosfera.</p><p>Segundo Longlei Li, investigador do Departamento de Ciências da Terra e da Atmosfera de Cornell e principal autor do estudo,<strong> o interesse concentrou-se especialmente em minerais ricos em ferro, particularmente óxidos de ferro</strong>, devido à sua capacidade de absorver a radiação solar.</p><p>“<strong>A poeira atmosférica pode arrefecer ou aquecer o planeta dependendo de vários fatores, incluindo a sua composição mineral</strong>”, observou o cientista. “Os óxidos de ferro têm uma influência particularmente significativa porque absorvem fortemente a luz solar.”</p><h2>Ferro, o grande desconhecido</h2><p>Até agora, a quantidade exata de óxidos de ferro presentes na poeira atmosférica era um dos maiores desafios no cálculo do seu efeito climático. <strong>Pequenas variações na concentração</strong> destes minerais podiam <strong>alterar significativamente as estimativas</strong> de quanto calor a poeira absorvia ou refletia.</p><p>Para solucionar este problema, os investigadores incorporaram dados globais do EMIT em quatro modelos independentes do sistema terrestre utilizados para simular o clima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mas-alla-de-la-calima-como-el-polvo-del-desierto-esta-alterando-el-clima-del-planeta-1780445331839.jpg" data-image="5cq7yhhv18tj" alt="Névoa, poeira, deserto, Estação Espacial Internacional, NASA" title="Névoa, poeira, deserto, Estação Espacial Internacional, NASA"><figcaption>Pôr do sol através da poeira do Saara sobre o Golfo do México, visto de Venice, Flórida, EUA.</figcaption></figure><p>Os resultados foram conclusivos. A incerteza associada aos óxidos de ferro foi reduzida de 0,62 watts por metro quadrado para apenas 0,1 watts por metro quadrado, <strong>uma melhoria de mais de seis vezes em comparação com as estimativas anteriores</strong>.</p><p>Natalie Mahowald, professora de engenharia em Cornell e vice-investigadora principal da missão EMIT, destacou <strong>a importância de se ter observações tão detalhadas de regiões remotas</strong>, onde as campanhas de campo são frequentemente extremamente difíceis.</p><p>O investigador observou que a capacidade do <strong>instrumento de mapear a composição da superfície de vastas áreas desérticas </strong>com uma resolução de apenas 60 metros transformou o conhecimento disponível sobre estes ambientes.</p><h2>Melhorias notáveis no Saara e noutras regiões áridas</h2><p>Os benefícios do novo conjunto de dados foram especialmente <strong>evidentes no Deserto do Saara</strong>, a maior fonte de poeira atmosférica do planeta.</p><p>Nesse contexto, os modelos climáticos alimentados com informações do EMIT <strong>r</strong><strong>eduziram os erros na simulação dos efeitos radiativos em até 80%</strong>, alcançando níveis de concordância muito maiores com as observações de satélite.</p><div class="texto-destacado"><strong>A investigação também conseguiu reduzir em mais da metade as incertezas associadas à poeira noutras regiões importantes, incluindo o Norte da África e o Médio Oriente.</strong></div><p>Além disso, os resultados revelam diferenças regionais mais claras. Algumas áreas do Norte da África geram poeira mais rica em ferro, o que promove maior absorção de energia solar e pode contribuir para o aquecimento em determinadas condições. Em contrapartida, <strong>p</strong><strong>arte da poeira originária da Ásia apresenta características mais refletoras </strong>e tendência a produzir efeitos de arrefecimento.</p><h2>Uma nova direção para a investigação climática</h2><p>Embora as estimativas globais do efeito total da poeira na radiação solar <strong>permaneçam dentro das faixas calculadas anteriormente</strong>, o novo estudo proporciona muito mais confiança nesses valores.</p><p>Como resultado, os investigadores estão a começar a direcionar o seu foco para outras questões fundamentais. Agora que a composição mineral está melhor caracterizada,<strong> os esforços podem concentrar-se em compreender como a poeira é emitida, transportada e transformada durante a sua jornada atmosférica</strong>, bem como avaliar como as alterações climáticas alterarão as suas fontes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="702906" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/poeiras-ameaca-invisivel-e-fenomeno-ecologico-do-deserto.html" title="Poeiras: ameaça invisível e fenómeno ecológico do deserto">Poeiras: ameaça invisível e fenómeno ecológico do deserto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/poeiras-ameaca-invisivel-e-fenomeno-ecologico-do-deserto.html" title="Poeiras: ameaça invisível e fenómeno ecológico do deserto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/staub-unsichtbare-bedrohung-und-oekologisches-phaenomen-aus-der-wueste-1742558779470_320.png" alt="Poeiras: ameaça invisível e fenómeno ecológico do deserto"></a></article></aside><p>Os cientistas acreditam que melhorar as medições do tamanho das partículas, refinar <strong>os modelos de transporte e expandir as observações em regiões pouco estudadas</strong> serão os próximos passos para refinar ainda mais as projeções climáticas.</p><p>Além da sua influência na radiação solar, a poeira mineral também desempenha um papel em processos tão diversos quanto <strong>a fertilização dos oceanos, o escurecimento da neve e a formação de nuvens</strong>. Portanto, uma melhor compreensão do seu comportamento tornou-se crucial para antecipar como o balanço energético da Terra evoluirá num mundo cada vez mais quente.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Li, L., Mahowald, N.M., Miller, R.L. et al. <a href="https://www.nature.com/articles/s41561-026-01996-1" target="_blank">Global mineral constraints on dust shortwave radiative effects</a>. Nat. Geosci. (2026). https://doi.org/10.1038/s41561-026-01996-1</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/alem-da-nevoa-como-a-poeira-do-deserto-esta-alterando-o-clima-do-planeta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alteração na variabilidade sazonal do nível do mar poderá ter impactos significativos nos ecossistemas costeiros]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/alteracao-na-variabilidade-sazonal-do-nivel-do-mar-podera-ter-impactos-significativos-nos-ecossistemas-costeiros.html</link><pubDate>Sat, 06 Jun 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A subida do nível da água do mar tem sido um tema abordado por muitos cientistas, mas, no entanto, as variações sazonais do nível do mar, que não têm sido tão bem estudadas, também têm um impacto importante em muitos ecossistemas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/alteracao-na-variabilidade-sazonal-do-nivel-do-mar-podera-ter-impactos-significativos-nos-ecossistemas-costeiros-1780434333461.jpg" data-image="kpt6i4v3lmjs" alt="Regiões costeiras" title="Regiões costeiras"><figcaption>As regiões costeiras são afetadas não só pela subida média do nível do mar, mas também pelas oscilações sazonais do nível do mar.</figcaption></figure><p>Num estudo recente, publicado na revista *Nature Climate Change*, os autores, investigadores de instituições científicas de Utrecht, Países Baixos, e da Antuérpia, Bélgica, avaliaram os impactos das flutuações sazonais do nível do mar.</p><h2>Variação sazonal do nível do mar a intensificar-se</h2><p>Em grande parte das linhas de costa, a água fica ligeiramente mais alta em certos meses e mais baixa noutros. O nível do mar não é fixo, sofre flutuações ao longo de um único ano. Esta variação sazonal resulta de mudanças de temperatura, padrões de vento e correntes oceânicas. </p><p>Um artigo científico sobre o aquecimento da água do mar concluiu que <strong>por cada 2 °C de aquecimento na camada superior do oceano, as oscilações sazonais do nível do mar aumentam 4% a 10% a nível global.</strong></p><div class="texto-destacado">O nível do mar está a subir não só em termos médios, mas também nas suas flutuações sazonais. Este estudo mostra que a oscilação sazonal do oceano está a ampliar-se em muitos regiões do globo e alerta para a rapidez com que a amplitude dessa oscilação está a crescer.</div><p>Estas variações sazonais ocorrem em escalas temporais muito mais curtas do que a subida média do nível do mar, o que significa que podem ter impactos surpreendentemente grandes nos ecossistemas costeiros.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="746779" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/calor-escondido-sob-a-gronelandia-pode-alterar-previsoes-do-nivel-do-mar.html" title="Calor escondido sob a Gronelândia pode alterar previsões do nível do mar">Calor escondido sob a Gronelândia pode alterar previsões do nível do mar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/calor-escondido-sob-a-gronelandia-pode-alterar-previsoes-do-nivel-do-mar.html" title="Calor escondido sob a Gronelândia pode alterar previsões do nível do mar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-escondido-sob-a-gronelandia-pode-alterar-previsoes-do-nivel-do-mar-1767187893257_320.jpg" alt="Calor escondido sob a Gronelândia pode alterar previsões do nível do mar"></a></article></aside><p>Os autores do estudo <strong>alertam para o facto de se prever uma intensificação da variabilidade sazonal do nível do mar,</strong> o que pode remodelar significativamente as zonas intertidais, ou seja, as que correspondem à estreita faixa de costa que está diretamente sob a influência das marés (zonas entre marés), que são as faixas do litoral que ficam submersas durante a maré alta e expostas ao ar na maré baixa.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>De acordo com as projeções atuais, a variação anual do nível do mar poderá intensificar-se entre 2,5% e 8% até ao final do século.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>As zonas entre marés pode ser uma faixa estreita, como nas ilhas do Pacífico que têm apenas uma estreita faixa de maré ou pode incluir muitos metros de costa. Estas zonas também incluem falésias rochosas íngremes, praias arenosas, pântanos salgados ou vastos lamaçais.</p><h2>Impactos da variação sazonal do nível do mar no ecossistema das zonas entre marés</h2><p>Os impactos da oscilação sazonal do nível do mar não são iguais em todas as regiões. De acordo com o estudo, as áreas mais vulneráveis são as costas onde a amplitude das marés é mais reduzida.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alteracao-na-variabilidade-sazonal-do-nivel-do-mar-podera-ter-impactos-significativos-nos-ecossistemas-costeiros-1780434854330.jpg" data-image="zm11xe9msatg" alt="Marés" title="Marés"><figcaption>Os impactos das flutuações sazonais do nível do mar podem remodelar significativamente as zonas entre marés</figcaption></figure><p>Os cientistas envolvidos neste estudo alertam que em relação à variação sazonal do nível do mar <strong>é fundamental compreender e prever a sua dinâmica intra-anual, pois é determinante para a sobrevivência de habitats e cidades costeiros a nível global.</strong></p><div class="texto-destacado">Neste estudo foi utilizado um modelo matemático de inundação costeira e concluiu-se que, mesmo aumentos modestos na amplitude do ciclo anual do nível do mar, como por exemplo em zonas do Mar Mediterrâneo e do Mar do Japão, podem alterar as frequências de inundação e emergência nas zonas intertidais.</div><p>Além disso, também haverá uma alteração da duração da exposição de horas para dias, ou de dias para meses. Uma área que atualmente fica submersa por apenas algumas horas poderá, no futuro, permanecer submersa por dias ou mesmo semanas.</p><p>É de referir que, ficando as áreas submersas por muito mais tempo, as espécies residentes também serão afetadas, pois não estão adaptadas para essa situação, nem para tolerar um aumento de exposição, no caso de marés baixas mais prolongadas.</p><p>Para as plantas e os animais que vivem na fronteira entre a terra e o mar, tais como, algas, ervas marinhas e vegetação de pântanos salgados, <strong>o momento e a duração das inundações são críticos.</strong></p><div class="texto-destacado">Segundo um dos autores, os ecossistemas de maré funcionam dentro de limites muito estreitos entre o molhado e o seco. Quando esses limites se alteram, isso afeta não só os locais onde as espécies podem sobreviver, mas também o funcionamento de ecossistemas inteiros.</div><p>A intensificação da variação sazonal do nível do mar <strong>terá impacto ainda no stress fisiológico adicional sobre os organismos costeiros</strong>, por exemplo, através de submersão prolongada, esgotamento de oxigénio nos sedimentos do leito marinho ou, inversamente, exposição prolongada ao calor e à dessecação.</p><p>Se a água se mantiver demasiado alta por muito tempo, os sedimentos do fundo podem ficar pobres em oxigénio. Isso coloca em risco, por exemplo, vermes, amêijoas e os microrganismos responsáveis pela reciclagem de nutrientes.</p><p>Uma exposição prolongada ao ar provoca o efeito inverso. Plantas e bivalves podem sobreaquecer e desidratar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alteracao-na-variabilidade-sazonal-do-nivel-do-mar-podera-ter-impactos-significativos-nos-ecossistemas-costeiros-1780435013133.jpg" data-image="ddpxrkq3gxhc" alt="Bivalves" title="Bivalves"><figcaption>Os bivalves podem encontrar-se no mar nas zonas costeiras, em áreas entre marés e estuários</figcaption></figure><p>Até à publicação desta investigação, <strong>nenhum modelo tinha quantificado de forma explícita o que um ciclo sazonal em crescimento faz às espécies e habitats costeiros</strong>.</p><p>Atualmente, em muitas regiões do mundo, a diferença entre os máximos e mínimos sazonais está a aumentar e quase nenhum planeamento costeiro considera este facto. </p><div class="texto-destacado">Os autores do estudo alertam que, com a intensificação das variações sazonais do nível do mar as consequências podem ser a longo prazo, influenciando a produtividade, a biodiversidade e a resiliência do sistema.</div><p>Os autores salientam ainda que este estudo representa um primeiro passo importante para chamar a atenção para um risco climático amplamente ignorado para os ecossistemas costeiros e defendem que as <strong>alterações na variabilidade sazonal do nível do mar devem ser incorporadas em futuras avaliações de impacto, planos de conservação e estratégias de adaptação costeira</strong>.<strong><em><br></em></strong></p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><a href="https://doi.org/10.1038/s41558-026-02631-y" target="_blank"><em>Tim H. J. Hermans, Gregory S. Fivash & Jim van Belzen, “Future changes in seasonal sea-level variability could reshape coastal ecosystems“, Nature Climate Change. Published: 13 May 2026</em> </a> </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/alteracao-na-variabilidade-sazonal-do-nivel-do-mar-podera-ter-impactos-significativos-nos-ecossistemas-costeiros.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Entre energia e biodiversidade: o dilema das barragens europeias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/entre-energia-e-biodiversidade-o-dilema-das-barragens-europeias.html</link><pubDate>Sat, 06 Jun 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A Europa está a remover centenas de barragens obsoletas para restaurar rios, recuperar a biodiversidade e enfrentar os desafios ambientais provocados pelas alterações climáticas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-energia-e-biodiversidade-o-dilema-das-barragens-europeias-1779954029926.jpg" data-image="1b0i0b64e4x2" alt="Remoção de barragens" title="Remoção de barragens"><figcaption>A remoção de barragens obsoletas está a transformar rios europeus, permitindo o regresso da biodiversidade e a recuperação natural dos ecossistemas fluviais. Fonte: Geota</figcaption></figure><p>Durante décadas, as barragens foram vistas como <strong>símbolos de progresso</strong>, garantindo eletricidade, controlando as cheias e abastecendo as comunidades.</p><p>Hoje, porém, a Europa enfrenta um paradoxo ambiental, <strong>muitas dessas estruturas deixaram de cumprir funções relevantes e passaram a representar obstáculos ecológicos</strong>. Em resposta a esta barreira, cresce um movimento continental para devolver aos rios o seu curso natural. </p><p>A mudança ganhou força com a entrada em vigor da <strong>Lei Europeia do Restauro da Natureza</strong>, em 2024.</p><p>A legislação estabelece metas vinculativas para <strong>recuperar ecossistemas degradados e prevê a restauração de 25 mil quilómetros de rios livres</strong> até 2030.</p><p>O objetivo é <strong>recuperar a biodiversidade</strong>, melhorar a qualidade da água e aumentar a resiliência climática da Europa. </p><h2>A estratégia da União Europeia</h2><p>De acordo com a National Geographic este é um vasto problema. Estima-se que existam <strong>mais de 1,2 milhões de barreiras fluviais na Europa, incluindo barragens, açudes e canais artificiais</strong>.</p><p>Pelo menos <strong>150 mil estão obsoletas</strong>, estruturas antigas, abandonadas ou com utilidade mínima.</p><div class="texto-destacado"><strong>Especialistas apontam a fragmentação dos rios como uma das principais causas da perda de biodiversidade aquática na Europa.</strong> De acordo com a National Geographic </div><p>Muitas foram <strong>construídas durante a Revolução Industrial</strong> ou no auge da expansão hidroelétrica do século XX. Hoje, fragmentam ecossistemas e impedem a circulação natural de peixes, sedimentos e nutrientes. </p><p>As consequências ambientais são profundas. As barragens <strong>alteram o fluxo dos rios, aumentam a estagnação da água e dificultam a migração de espécies aquáticas</strong>, sobretudo peixes migratórios como salmões e trutas.</p><p>Além disso, <strong>a retenção de sedimentos acelera a erosão a jusante e compromete a renovação natural dos habitats fluviais</strong>.</p><h2>O regresso dos rios livres </h2><p>Nos últimos anos, o número de remoções disparou. <strong>Em 2024, mais de 500 barreiras foram eliminadas</strong> em vários países europeus.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="755142" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nunca-houve-tanta-energia-produzida-nas-barragens-portuguesas-como-em.html" title="Nunca houve tanta energia produzida nas barragens portuguesas como em 2025">Nunca houve tanta energia produzida nas barragens portuguesas como em 2025</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nunca-houve-tanta-energia-produzida-nas-barragens-portuguesas-como-em.html" title="Nunca houve tanta energia produzida nas barragens portuguesas como em 2025"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nunca-houve-tanta-energia-produzida-nas-barragens-portuguesas-como-em-1771585941284_320.jpg" alt="Nunca houve tanta energia produzida nas barragens portuguesas como em 2025"></a></article></aside><p>Em 2025, o número ultrapassou 600, estabelecendo um recorde histórico. <strong>Suécia, Finlândia e Espanha lideram o processo, mas até países sem tradição nesta área, como Islândia e Macedónia do Norte</strong>, começaram a desmontar infraestruturas antigas. </p><p>Um dos casos mais simbólicos ocorreu na Noruega, onde uma <strong>pequena barragem no rio Vinstra foi destruída com explosivos após décadas de abandono</strong>.</p><p>O reservatório foi drenado e o rio voltou a correr livremente. <strong>Segundo os envolvidos, o impacto ecológico foi quase imediato</strong>.</p><p>Histórias semelhantes repetem-se na Finlândia, Estónia e Dinamarca, onde <strong>rios antes bloqueados voltaram a permitir a migração de peixes após mais de um século de interrupção</strong>. </p><h2>O debate sobre a energia hidroelétrica </h2><p>No entanto, a transição não é consensual. <strong>Muitos habitantes locais receiam perder reservas de água, paisagens familiares ou proteção contra cheias</strong>.</p><p>Em França, alguns projetos geraram <strong>protestos por falta de consulta pública</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/entre-energia-e-biodiversidade-o-dilema-das-barragens-europeias-1779953661725.jpg" data-image="22w1yidk4boe" alt="Rio Alviela" title="Rio Alviela"><figcaption>Remoção de um antigo açude, que impedia o curso livre do rio Alviela, em Vaqueiros, no concelho e distrito de Santarém, em 2023, no âmbito de um projeto da ONG Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA), financiado pela fundação suíça MAVA.</figcaption></figure><p>Também existem preocupações energéticas, <strong>a energia hidroelétrica continua a ser uma fonte importante de eletricidade renovável</strong> em vários países europeus. </p><p>Esse debate revela uma tensão central da política ambiental contemporânea: <strong><em>como equilibrar restauração ecológica e segurança energética</em></strong>.</p><p>A própria União Europeia procura <strong>expandir a produção hidroelétrica em algumas regiões, sobretudo nos Balcãs</strong>. Ambientalistas defendem que novas barragens só sejam construídas em áreas já fortemente modificadas, evitando os últimos rios intactos do continente. </p><h2>Uma transformação silenciosa</h2><p>Apesar das divergências, os especialistas afirmam que <strong>a remoção de barragens não significa rejeitar toda a energia hidroelétrica</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O foco está principalmente nas estruturas pequenas, antigas e sem utilidade económica significativa.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Em muitos casos, <strong>uma única central moderna pode substituir várias barragens obsoletas</strong>, produzindo mais energia com menos impacto ambiental. </p><p>Além da biodiversidade, os rios restaurados <strong>ajudam no combate às alterações climáticas</strong>. Os ecossistemas fluviais saudáveis <strong>absorvem melhor os impactos de secas e cheias</strong>, <strong>melhoram a qualidade da água e reduzem a vulnerabilidade das populações</strong>.</p><p>Estudos recentes mostram ainda que <strong>rios mais naturais conseguem dissipar melhor o excesso de água </strong>durante tempestades extremas, diminuindo o risco de inundações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/entre-energia-e-biodiversidade-o-dilema-das-barragens-europeias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Astrónomos holandeses revelam como a gravidade da Lua manteve a Terra a ferver para criar vida]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-holandeses-revelam-como-a-gravidade-da-lua-manteve-a-terra-a-ferver-para-criar-vida.html</link><pubDate>Fri, 05 Jun 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A Terra primitiva, coberta por magma e sujeita à atração de uma Lua muito mais próxima, terá mantido a sua superfície fundida durante centenas de milhões de anos, de acordo com um novo estudo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-la-gravedad-de-la-luna-mantuvo-a-la-tierra-hirviendo-para-crear-vida-1780610354883.png" data-image="l2d47pzoo0op"><figcaption>A Terra conseguiu permanecer coberta por oceanos de magma durante mais de 500 milhões de anos devido à influência de uma Lua jovem, muito mais próxima do que atualmente.</figcaption></figure><p>Há cerca de 4,5 mil milhões de anos, a aparência da Terra não tinha qualquer semelhança com o planeta em que vivemos atualmente. A superfície terrestre era dominada por <strong>extensos mares de rocha derretida</strong>, enquanto uma atmosfera densa e carregada de gases envolvia o mundo recém-formado. No céu, <strong>uma Lua nascida pouco antes ocupava uma distância muito menor</strong> do que a que mantém hoje em dia.</p><div class="texto-destacado">O equilíbrio radiativo é o equilíbrio entre a energia que um corpo (ou planeta) recebe de uma fonte externa e a quantidade de energia que emite para o espaço. Quando ambos os fluxos coincidem, a temperatura do corpo permanece constante.</div><p>Durante décadas, grande parte da comunidade científica considerou que aquele episódio de magma generalizado teve uma duração relativamente limitada. No entanto, uma investigação divulgada no arXiv e realizada por especialistas do Instituto Astronómico Kapteyn (Países Baixos) apresenta um cenário muito diferente: <strong>a fase fundida da Terra pode ter-se mantido durante mais de 500 milhões de anos sob determinadas condições físicas e químicas</strong>.</p><h2>A Terra derretida e a influência de uma Lua muito próxima</h2><p>A principal explicação proposta pelos investigadores reside na interação gravitacional entre a Terra e a Lua nos seus primórdios. Ao encontrar-se a uma distância muito menor do que a atual, <strong>o satélite exercia uma atração extremamente intensa sobre o interior do planeta</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Onset Of Habitable Conditions On The Hadean Earth Set By Feedback Between Tides And Greenhouse Forcing<a href="https://t.co/tqfixIWpNB">https://t.co/tqfixIWpNB</a> <a href="https://x.com/hashtag/astrobiology?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#astrobiology</a> <a href="https://x.com/hashtag/astrogeology?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#astrogeology</a> <a href="https://t.co/FzLTjN5wJS">pic.twitter.com/FzLTjN5wJS</a></p>— Astrobiology (@astrobiology) <a href="https://x.com/astrobiology/status/1985833842100343220?ref_src=twsrc%5Etfw">November 4, 2025</a></blockquote></figure><p>Esse efeito provocava deformações contínuas nas camadas internas da Terra. <strong>O resultado era uma produção constante de calor</strong>, um mecanismo conhecido como aquecimento por marés. A energia gerada ajudava a impedir que os oceanos de magma perdessem temperatura rapidamente.</p><p>Embora a solidificação fosse inevitável a longo prazo, este aporte energético atuava como um travão persistente ao arrefecimento. De acordo com o estudo, a contribuição lunar foi um dos elementos que <strong>permitiu prolongar por milhões de anos um estado que, de outra forma, teria terminado muito antes</strong>.</p><h2>A atmosfera que retinha o calor da Terra </h2><p>À ação gravitacional juntava-se outro fator decisivo. <strong>O magma libertava enormes quantidades de gases e vapor</strong>, criando uma camada atmosférica muito densa à volta do planeta. Essa camada impedia que o calor escapasse facilmente para o espaço.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-la-gravedad-de-la-luna-mantuvo-a-la-tierra-hirviendo-para-crear-vida-1780480465431.jpg" data-image="74ica0vqc6fa" alt="La Tierra primitiva, cubierta por magma y sometida a una Luna mucho más cercana" title="La Tierra primitiva, cubierta por magma y sometida a una Luna mucho más cercana"><figcaption>Um imenso oceano de magma cobria a Terra primitiva, sob uma Lua muito mais próxima e massiva. A intensa gravidade lunar e uma densa atmosfera de gases retardaram o arrefecimento do planeta durante milhões de anos.</figcaption></figure><p>Os autores da investigação analisaram esta evolução através do <strong>PROTEUS, um modelo concebido para estudar a transformação de planetas jovens</strong>. As simulações demonstram que a Terra passou por fases em que a energia emitida para o espaço era praticamente equivalente à gerada no seu interior.</p><p><strong>Quando esse equilíbrio radiativo era alcançado, o processo de arrefecimento ficava praticamente parado</strong>. Os cálculos indicam que estes períodos podem ter-se estendido desde apenas 2 milhões de anos até cerca de 320 milhões de anos, dependendo das condições presentes em cada fase.</p><h2>Terra fundida, química do manto e origem da vida</h2><p>A duração destes episódios dependia em grande medida da chamada <strong>fugacidade do oxigénio, um parâmetro que reflete determinadas características químicas do manto terrestre</strong>. Um interior mais oxidante favorecia a retenção de água durante mais tempo antes de a libertar sob a forma de vapor.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/EORfsGanF9g/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=EORfsGanF9g" id="EORfsGanF9g"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Quando essa libertação ocorria nas fases finais da cristalização, a atmosfera tornava-se ainda mais densa. O efeito de estufa intensificava-se e a superfície <strong>mantinha temperaturas elevadas durante um período consideravelmente mais longo</strong>.</p><p>Os investigadores sustentam ainda que <strong>este cenário pode ter favorecido a acumulação de compostos pré-bióticos</strong>. Entre eles destaca-se o cianeto de hidrogénio (HCN), uma molécula considerada por numerosos astrobiologistas como uma peça relevante na formação inicial do ARN e das proteínas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="681759" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/conhece-o-observatorio-rubin-a-nova-revolucao-na-astronomia-o-telescopio-de-3200-pixeis-que-estudara-o-universo.html" title="Conhece o Observatório Rubin? A nova revolução na astronomia - o telescópio de 3200 pixéis que estudará o Universo">Conhece o Observatório Rubin? A nova revolução na astronomia - o telescópio de 3200 pixéis que estudará o Universo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/conhece-o-observatorio-rubin-a-nova-revolucao-na-astronomia-o-telescopio-de-3200-pixeis-que-estudara-o-universo.html" title="Conhece o Observatório Rubin? A nova revolução na astronomia - o telescópio de 3200 pixéis que estudará o Universo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/conhece-o-observatorio-rubin-a-nova-revolucao-na-astronomia-o-telescopio-de-3200-pixeis-que-estudara-o-universo-1730824715452_320.jpg" alt="Conhece o Observatório Rubin? A nova revolução na astronomia - o telescópio de 3200 pixéis que estudará o Universo"></a></article></aside><p>Se esta hipótese se confirmar, os extensos oceanos de magma, além de revelarem a juventude do planeta, também<strong> podem ter criado as condições químicas que antecederam o surgimento da vida na Terra</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://arxiv.org/abs/2511.00952" target="_blank">Onset of habitable conditions on the Hadean Earth set by feedback between tides and greenhouse forcing</a><br>Marijn R. van Dijk, Harrison Nicholls, Tim Lichtenberg</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-holandeses-revelam-como-a-gravidade-da-lua-manteve-a-terra-a-ferver-para-criar-vida.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como aproveitar garrafas usadas para cuidar das suas plantas: 5 ideias simples para regar, proteger e decorar o jardim]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-aproveitar-garrafas-usadas-para-cuidar-das-suas-plantas-5-ideias-simples-para-regar-proteger-e-decorar-o-jardim.html</link><pubDate>Fri, 05 Jun 2026 14:03:05 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Ideias práticas e económicas para poupar água, criar microclimas e acompanhar o crescimento das suas plantas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-aprovechar-las-botellas-usadas-para-cuidar-tus-plantas-5-ideas-simples-para-regar-proteger-y-decorar-el-jardin-1780517991242.jpg" data-image="pcu9w1aizaoz" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>As garrafas podem tornar-se aliadas para resolver questões relacionadas com a rega, a proteção e o design do jardim.</figcaption></figure><p><strong>Manter um jardim saudável requer, acima de tudo, observação e criatividade</strong>. Muitas vezes, a solução para alguns problemas comuns — como manter o solo húmido ou proteger um rebento — está nos objetos mais simples.</p><p>As garrafas de plástico e de vidro que acumulamos todos os dias <strong>podem contribuir muito para o nosso jardim</strong>. Algumas ajudam a conservar a humidade do solo, outras protegem as mudas jovens do frio e do vento, e todas permitem reutilizar materiais que, de outra forma, acabariam no lixo.</p><h2>1. Um sistema de rega lenta para vasos e hortas</h2><p>É uma das utilizações mais conhecidas e consiste em transformar a garrafa num <strong>reservatório de água de libertação gradual</strong>.</p><p>A técnica é simples: <strong>fazem-se pequenos orifícios na tampa ou perto da base, enche-se a garrafa com água</strong> e coloca-se invertida ou parcialmente enterrada junto à planta. A água irá filtrando-se de forma constante, regulada pela própria densidade e porosidade do solo em torno das raízes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-aprovechar-las-botellas-usadas-para-cuidar-tus-plantas-5-ideas-simples-para-regar-proteger-y-decorar-el-jardin-1780518302683.jpg" data-image="9jayf2glfb05" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Os sistemas domésticos de rega gota a gota reduzem a evaporação superficial da água e são ideais para vasos grandes ou hortas.</figcaption></figure><p>O sistema funciona especialmente bem em vasos grandes, hortas e <strong>culturas que necessitam de humidade relativamente constante</strong>, como tomates, pimentos, beringelas, abobrinhas ou plantas aromáticas.</p><p>A sua principal vantagem é que <strong>reduz a evaporação superficial e permite manter a humidade</strong> durante curtos períodos de ausência. No entanto, não substitui um sistema de gotejamento profissional nem garante um abastecimento uniforme durante muitos dias.</p><figure class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/K3OBYlfPpL4/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=K3OBYlfPpL4" id="K3OBYlfPpL4"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p><strong>É importante ter em conta o tipo de solo</strong>. Em terrenos muito arenosos, a água dispersa-se rapidamente, enquanto que em solos mais argilosos permanece concentrada junto à garrafa durante mais tempo.</p><h2>2. Garrafas de vidro para manter a humidade</h2><p><strong>As garrafas de vidro também podem ser utilizadas como reservatórios de água</strong>. Neste caso, são colocadas de boca para baixo no solo, utilizando acessórios de cerâmica ou dispositivos comerciais que regulam o fluxo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-aprovechar-las-botellas-usadas-para-cuidar-tus-plantas-5-ideas-simples-para-regar-proteger-y-decorar-el-jardin-1780518603631.jpg" data-image="w1ms1k00cmnc" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>A utilização de plástico e vidro reciclados na agricultura demonstra que as soluções mais úteis provêm, muitas vezes, dos materiais mais simples.</figcaption></figure><p><strong>A água desce lentamente à medida que o solo perde humidade</strong>. Esta técnica é útil em vasos ornamentais, varandas e plantas de interior de grandes dimensões, onde o aspeto visual também é importante.</p><p>Além disso, o vidro tem uma vantagem em relação ao plástico: <strong>resiste melhor ao passar do tempo</strong>, à radiação solar e às variações de temperatura.</p><h2>3. Mini-estufas para superar os dias frios</h2><p>Uma garrafa de plástico transparente pode transformar-se numa <strong>pequena câmara de proteção para mudas recém-transplantadas</strong>.</p><p>Basta retirar a base e <strong>colocar a parte superior sobre a planta, como se fosse uma campânula</strong>. O plástico retém parte do calor e da humidade, criando um microclima mais favorável durante os primeiros dias de crescimento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-aprovechar-las-botellas-usadas-para-cuidar-tus-plantas-5-ideas-simples-para-regar-proteger-y-decorar-el-jardin-1780518882477.jpg" data-image="w2t35gp12p6y" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Ao retirar o fundo de uma garrafa de plástico, cria-se uma câmara protetora que favorece o enraizamento durante os dias frios.</figcaption></figure><p>Esta técnica é frequentemente utilizada em hortas<strong> no final do outono, inverno e início da primavera</strong>, quando as temperaturas ainda são baixas ou existe risco de geadas.</p><p>Beneficiam-se as mudas de tomate, alface, acelga, couve e <strong>outras espécies sensíveis ao frio ou em plena fase de enraizamento</strong>. Mas atenção: quando o sol se torna intenso, é preciso retirar a proteção ou abrir a tampa para ventilar. Caso contrário, a temperatura interior pode subir demasiado.</p><h2>4. Barreira física contra algumas pragas</h2><p>Nem todas as estratégias de controlo de pragas requerem produtos químicos. As garrafas de plástico cortadas podem ser transformadas em <strong>cilindros protetores que envolvem a base das mudas jovens</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771904" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-plantas-espiam-e-cheiram-as-suas-vizinhas-para-competir-pela-luz-e-determinar-o-seu-crescimento.html" title="As plantas 'espiam' e cheiram as suas vizinhas para competir pela luz e determinar o seu crescimento">As plantas "espiam" e cheiram as suas vizinhas para competir pela luz e determinar o seu crescimento</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-plantas-espiam-e-cheiram-as-suas-vizinhas-para-competir-pela-luz-e-determinar-o-seu-crescimento.html" title="As plantas 'espiam' e cheiram as suas vizinhas para competir pela luz e determinar o seu crescimento"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/las-plantas-espian-y-huelen-a-sus-vecinas-para-competir-por-la-luz-y-determinar-su-crecimiento-1780090464786_320.jpg" alt="As plantas 'espiam' e cheiram as suas vizinhas para competir pela luz e determinar o seu crescimento"></a></article></aside><p>Esta barreira <strong>dificulta o acesso de insetos rastejantes, caracóis ou lesmas</strong>, e ajuda a reduzir os danos durante as primeiras fases de crescimento. Também pode proteger os rebentos contra pequenos animais que costumam roer as folhas novas.</p><p>Tal como acontece com qualquer método de controlo, estes funcionam melhor quando fazem parte de uma<strong> estratégia mais ampla que inclua diversidade de plantas</strong>, monitorização frequente e boas práticas de cultivo.</p><h2>5. Da reciclagem à decoração</h2><p>As garrafas também têm uma segunda vida estética. <strong>As de vidro servem para delimitar caminhos, canteiros e áreas da horta</strong>. Enterradas parcialmente e colocadas uma ao lado da outra, criam bordaduras duradouras que resistem à chuva e ao passar do tempo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-aprovechar-las-botellas-usadas-para-cuidar-tus-plantas-5-ideas-simples-para-regar-proteger-y-decorar-el-jardin-1780519387308.jpg" data-image="mpyiz2g5spsh" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>As garrafas de vidro em tons de verde ou âmbar podem ser reutilizadas para delimitar caminhos e dar um toque de cor ao jardim durante o inverno.</figcaption></figure><p>As garrafas de vidro coloridas refletem a luz e <strong>dão um toque de cor mesmo durante o inverno</strong>, quando muitas plantas perdem o protagonismo. As de plástico podem ser transformadas em vasos suspensos, jardins verticais ou recipientes para estacas e sementes.</p><p>Para além do resultado visual, estas alternativas <strong>implicam a redução de resíduos e o prolongamento da vida útil</strong> de materiais que demoram décadas ou mesmo séculos a degradar-se.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="760834" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-portugues-conclui-que-polpa-de-cafe-ajuda-no-controlo-do-peso-da-glicose-e-da-pressao-arterial.html" title="Estudo português conclui que polpa de café ajuda no controlo do peso, da glicose e da pressão arterial">Estudo português conclui que polpa de café ajuda no controlo do peso, da glicose e da pressão arterial</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-portugues-conclui-que-polpa-de-cafe-ajuda-no-controlo-do-peso-da-glicose-e-da-pressao-arterial.html" title="Estudo português conclui que polpa de café ajuda no controlo do peso, da glicose e da pressão arterial"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estudo-portugues-conclui-que-polpa-de-cafe-ajuda-no-controlo-do-peso-da-glicose-e-da-pressao-arterial-1774534210617_320.jpg" alt="Estudo português conclui que polpa de café ajuda no controlo do peso, da glicose e da pressão arterial"></a></article></aside><p>Na jardinagem, muitas vezes as soluções mais úteis provêm de <strong>objetos simples que temos à mão</strong>. Uma garrafa vazia pode ajudar a conservar água, proteger uma muda, criar uma barreira contra pragas ou simplesmente dar personalidade a um recanto verde.</p><p>Não resolverá todos os problemas do jardim. Mas demonstra que, com um pouco de criatividade e alguns princípios básicos, <strong>o que parecia ser lixo ainda pode continuar a fazer parte da vida</strong> das plantas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-aproveitar-garrafas-usadas-para-cuidar-das-suas-plantas-5-ideias-simples-para-regar-proteger-e-decorar-o-jardim.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Plano nacional conta com três milhões de euros para recuperar rios, mares e florestas portuguesas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/plano-nacional-conta-com-tres-milhoes-de-euros-para-recuperar-rios-mares-e-florestas-portuguesas.html</link><pubDate>Fri, 05 Jun 2026 13:37:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O programa estratégico do Ministério do Ambiente planta três milhões de árvores anualmente e cria uma rede de viveiros para travar a degradação dos solos e das zonas costeiras nacionais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/plano-nacional-conta-com-tres-milhoes-de-euros-para-recuperar-rios-mares-e-florestas-portuguesas-1780661393435.jpg" data-image="8mydxouuicu8" alt="Viveiros de árvores" title="Viveiros de árvores"><figcaption>A rede de viveiros de espécies autóctones é uma medida central para atingir a meta de plantar três milhões de árvores anualmente. Foto: IFCN Madeira</figcaption></figure><p>A biodiversidade em Portugal vai receber um <strong>impulso financeiro sem precedentes</strong> para travar a degradação dos ecossistemas e responder aos desafios climáticos. Através do Plano Nacional de Restauro da Natureza, o país irá mobilizar uma média anual de <strong>500 milhões de euros</strong> até ao final da década. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A estratégia, segundo o Ministério do Ambiente, coloca o território nacional na linha da frente da política ambiental europeia, integrando o restrito grupo de cinco Estados-Membros que se encontram na fase final de aprovação das suas metas ecológicas. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Com <strong>407 medidas</strong> preparadas por especialistas ao longo de dois anos, o documento segue agora para consulta pública, criando um roteiro que abrange desde o interior florestal até ao ambiente marinho.</p><h2>O desafio urgente de salvar a terra e a costa</h2><p>A urgência das intervenções reflete-se nos números avançados pelos cientistas. Atualmente, existem <strong>260 quilómetros quadrados </strong>de <strong>ecossistemas terrestres</strong>, <strong>costeiros</strong> e de <strong>água doce</strong> que necessitam de <strong>intervenção imediata</strong>, o equivalente a uma pequena fração do território (0,3%) que guarda habitats cruciais. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os grupos em estado mais crítico situam-se nas zonas húmidas, nos lagos, lagoas e albufeiras e ainda nas dunas costeiras, áreas fortemente pressionadas pela atividade humana e pela erosão.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Nas <strong>zonas florestais</strong>, o programa estabelece como meta a recuperação <strong>de 44 mil hectares</strong> através de intervenções profundas em matas nacionais. Inclui-se aqui um programa de apoio específico para o montado, considerada uma barreira ecológica vital contra o avanço da desertificação no sul do país.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/plano-nacional-conta-com-tres-milhoes-de-euros-para-recuperar-rios-mares-e-florestas-portuguesas-1780661474313.jpg" data-image="spdsvs1t9sh4" alt="Mata da Albergaria, Gerês" title="Mata da Albergaria, Gerês"><figcaption>Matas públicas, como a do Gerês, são prioritárias para restauro devido ao controlo de invasoras e à resiliência contra incêndios. Foto: Sara Jaques, trabalho da própria, CC BY-SA 4.0, Wikimédia Commons</figcaption></figure><p>O maior desconhecimento, todavia, reside no <strong>oceano</strong>, onde quase 31 mil quilómetros quadrados de ecossistemas marinhos estão em estado avaliado como incerto, exigindo um esforço concertado que combine as ações de <strong>recuperação</strong> com uma <strong>cartografia</strong> <strong>detalhada</strong> do fundo do mar.</p><h2>Cidades resilientes contra a subida das temperaturas</h2><p>O planeamento das <strong>cidades portuguesas</strong> também vai sofrer alterações estruturais para mitigar o <strong>efeito das ondas de calor</strong>, cada vez mais frequentes. O objetivo fixado impede qualquer perda líquida de espaços verdes até ao fim da década, iniciando-se a partir desse momento uma expansão contínua da cobertura vegetal urbana. </p><p>Numa fase inicial, e como já tinha sido anunciado, os municípios de Beja, Évora, Leiria, São João da Madeira e Vila Real vão avançar com <strong>projetos-piloto</strong> focados no bem-estar dos cidadãos. Estas localidades vão testar a eficácia de <strong>corredores ecológicos</strong>, coberturas e fachadas verdes em edifícios, além da arborização massiva de praças públicas. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770001" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/evora-e-beja-recebem-jardins-urbanos-para-aliviar-calor-extremo-no-verao.html" title="Évora e Beja recebem jardins urbanos para aliviar calor extremo no verão">Évora e Beja recebem jardins urbanos para aliviar calor extremo no verão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/evora-e-beja-recebem-jardins-urbanos-para-aliviar-calor-extremo-no-verao.html" title="Évora e Beja recebem jardins urbanos para aliviar calor extremo no verão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/evora-e-beja-recebem-jardins-urbanos-para-aliviar-calor-extremo-no-verao-1779368371739_320.jpg" alt="Évora e Beja recebem jardins urbanos para aliviar calor extremo no verão"></a></article></aside><p>O plano prevê o estabelecimento de <strong>redes de abrigos climáticos</strong> projetados para proteger os residentes vulneráveis nos dias de maior calor. Esta adaptação das infraestruturas humanas é complementada com o programa de <strong>recuperação de linhas de água</strong>, planeando libertar 1500 quilómetros de rios através da remoção de barreiras artificiais que impedem o fluxo natural das espécies.</p><h2>Financiamento europeu e o regresso dos polinizadores</h2><p>A execução destas 400 de diretrizes específicas pretende garantir a sobrevivência de insetos polinizadores e a sustentabilidade dos solos agrícolas. A tutela sublinha que este investimento não representa apenas um conjunto de obrigações comunitárias rígidas, constituindo uma <strong>oportunidade económica</strong> para reorganizar a gestão do território.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/plano-nacional-conta-com-tres-milhoes-de-euros-para-recuperar-rios-mares-e-florestas-portuguesas-1780661603072.jpg" data-image="zpc68fadbskd" alt="Ilha Terceira, Açores" title="Ilha Terceira, Açores"><figcaption>Para suprir a falta de dados, o PNRN prevê investigação e mapeamento do mar até 2030. Foto: Diego Delso, CC BY-SA 4.0, Wikimédia Commons</figcaption></figure><p>O plano apoia-se em <strong>quatro pilares</strong> que unem o financiamento público aos proprietários locais através de uma gestão adaptativa. A validação final deste documento ganha especial relevância estratégica tendo em conta que a legislação europeia para a sustentabilidade será um dos critérios centrais na distribuição das <strong>verbas</strong> do próximo <strong>quadro financeiro plurianual da União Europeia</strong>. </p><p>O investimento contínuo pretende demonstrar que o restauro ecológico ativo gera um <strong>retorno duradouro</strong>, minimizando os prejuízos causados pelas alterações climáticas na economia.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em><a href="https://portugal.gov.pt/gc25/comunicacao/noticias/plano-nacional-de-restauro-da-natureza-define-metas-para-recuperacao-de-ecossistemas-ate-2050" target="_blank">Plano Nacional de Restauro da Natureza define metas para recuperação de ecossistemas até 2050</a>. Portugal.gov.pt</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/plano-nacional-conta-com-tres-milhoes-de-euros-para-recuperar-rios-mares-e-florestas-portuguesas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Depressão no Atlântico deverá manter os Açores sob céu muito nublado e com períodos de chuva fraca na próxima semana]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-no-atlantico-devera-manter-os-acores-sob-ceu-muito-nublado-e-com-periodos-de-chuva-fraca-na-proxima-semana.html</link><pubDate>Fri, 05 Jun 2026 11:45:04 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A influência de uma depressão no Atlântico deverá favorecer céu muito nublado, períodos ocasionais de chuva fraca e vento moderado em grande parte do arquipélago dos Açores nos próximos dias. Saiba mais aqui.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xadef3a"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xadef3a.jpg" id="xadef3a"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois de vários dias marcados por condições relativamente estáveis, os Açores deverão voltar a registar <strong>um aumento da nebulosidade durante os próximos dias</strong>. As previsões apontam para a influência de <strong>uma depressão localizada no Atlântico Norte</strong>, responsável por transportar ar mais húmido para o arquipélago.</p><h2>Nebulosidade deverá ser o elemento mais marcante da previsão</h2><p>Os mapas meteorológicos indicam que grande parte do arquipélago poderá permanecer sob <strong>céu muito nublado entre sexta-feira e meados da próxima semana</strong>.</p><p>Nas ilhas do Grupo Central, os valores de cobertura de nuvens deverão atingir frequentemente <strong>os 80 a 100%</strong>, enquanto no Grupo Oriental a nebulosidade poderá oscilar entre períodos mais fechados e algumas abertas temporárias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-no-atlantico-devera-manter-os-acores-sob-ceu-muito-nublado-e-com-periodos-de-chuva-fraca-na-proxima-semana-1780656234049.png" data-image="x8yy9zmy98kr" alt="Nebulosidade prevista para sábado, 6 de junho, às 12h" title="Nebulosidade prevista para sábado, 6 de junho, às 12h"><figcaption>Os modelos meteorológicos apontam para níveis elevados de nebulosidade em grande parte do arquipélago durante o fim de semana.</figcaption></figure><p> Esta situação estará associada à circulação húmida da depressão posicionada a norte dos Açores, favorecendo a formação persistente de nuvens sobre a região. </p><h2>Chuva deverá surgir de forma dispersa e geralmente fraca</h2><p>Apesar da elevada cobertura de nuvens prevista, os modelos não sugerem, para já, <strong>a ocorrência de precipitação significativa</strong>.</p><p>Ainda assim, a passagem de áreas de instabilidade poderá provocar <strong>períodos ocasionais de chuva fraca ou aguaceiros dispersos</strong>, sobretudo nas ilhas dos grupos Central e Ocidental.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772416" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-temperatura-vai-subir-5-c-em-lisboa-este-sabado-alfredo-graca-adianta-o-que-ira-acontecer-a-seguir.html" title="A temperatura vai subir 5 ºC em Lisboa este sábado, Alfredo Graça adianta o que irá acontecer a seguir">A temperatura vai subir 5 ºC em Lisboa este sábado, Alfredo Graça adianta o que irá acontecer a seguir</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-temperatura-vai-subir-5-c-em-lisboa-este-sabado-alfredo-graca-adianta-o-que-ira-acontecer-a-seguir.html" title="A temperatura vai subir 5 ºC em Lisboa este sábado, Alfredo Graça adianta o que irá acontecer a seguir"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-temperatura-vai-subir-5-c-em-lisboa-este-sabado-alfredo-graca-antecipa-o-que-vai-acontecer-a-seguir-1780658298547_320.png" alt="A temperatura vai subir 5 ºC em Lisboa este sábado, Alfredo Graça adianta o que irá acontecer a seguir"></a></article></aside><p> Os acumulados previstos mantêm-se relativamente baixos, não sendo esperados <strong>episódios de precipitação intensa ou persistente</strong>. </p><h2>Vento moderado durante o fim de semana</h2><p>O vento deverá apresentar maior intensidade durante sexta-feira e sábado, especialmente <strong>nas ilhas mais expostas do Grupo Central e Oriental</strong>.</p><p>As previsões indicam <strong>velocidades médias entre 20 e 30 km/h</strong>, com alguns períodos localmente mais ventosos em zonas costeiras e de maior altitude.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-no-atlantico-devera-manter-os-acores-sob-ceu-muito-nublado-e-com-periodos-de-chuva-fraca-na-proxima-semana-1780656558757.png" data-image="1zg6nezio2xp" alt="Vento previsto para sexta-feira, 5 de junho, às 12h Subtítulo:" title="Vento previsto para sexta-feira, 5 de junho, às 12h Subtítulo:"><figcaption>O vento deverá soprar moderado a localmente forte em algumas ilhas dos grupos Central e Oriental, com velocidades próximas dos 20 a 30 km/h.</figcaption></figure><p> A partir de domingo, o vento deverá <strong>perder intensidade de forma gradual</strong>, acompanhando o enfraquecimento da influência da depressão sobre o arquipélago. </p><h2>Rajadas poderão ultrapassar os 40 km/h nas áreas mais expostas</h2><p>As rajadas mais fortes deverão ocorrer entre sexta-feira e sábado, podendo atingir valores próximos dos <strong>40 a 45 km/h</strong> em alguns locais mais expostos das ilhas Terceira, Faial e São Miguel.</p><p>Embora estes valores representem um aumento da intensidade do vento, encontram-se bastante abaixo dos <strong>limiares normalmente associados a situações meteorológicas adversas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-no-atlantico-devera-manter-os-acores-sob-ceu-muito-nublado-e-com-periodos-de-chuva-fraca-na-proxima-semana-1780656805706.png" data-image="hsmq3czpghni" alt="Rajadas de vento previstas para sexta-feira, 5 de junho, às 12h" title="Rajadas de vento previstas para sexta-feira, 5 de junho, às 12h"><figcaption>As rajadas mais fortes deverão ocorrer durante sexta-feira e sábado, especialmente nas ilhas do Grupo Central.</figcaption></figure><p> Ao longo da próxima semana, as rajadas deverão diminuir progressivamente, acompanhando a redução da circulação atmosférica associada à depressão. </p><h2>Tempo húmido deverá prolongar-se até meados da próxima semana</h2><p>As atuais projeções dos modelos meteorológicos sugerem que o arquipélago continuará sob influência de <strong>uma circulação húmida durante vários dias</strong>.</p><p>O cenário mais provável aponta para <strong>céu geralmente muito nublado, humidade elevada, períodos ocasionais de chuva fraca e vento moderado</strong>, sem sinais de fenómenos meteorológicos severos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772225" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/especialista-da-meteored-avisa-para-a-intensidade-do-jato-polar-vai-influenciar-o-tempo-durante-mais-sete-dias.html" title="Especialista da Meteored avisa para a intensidade do jato polar: 'vai influenciar o tempo durante mais sete dias'">Especialista da Meteored avisa para a intensidade do jato polar: "vai influenciar o tempo durante mais sete dias"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/especialista-da-meteored-avisa-para-a-intensidade-do-jato-polar-vai-influenciar-o-tempo-durante-mais-sete-dias.html" title="Especialista da Meteored avisa para a intensidade do jato polar: 'vai influenciar o tempo durante mais sete dias'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/especialista-da-meteored-alerta-para-a-intensidade-do-jato-polar-vai-influenciar-o-tempo-durante-mais-sete-dias-1780576123569_320.png" alt="Especialista da Meteored avisa para a intensidade do jato polar: 'vai influenciar o tempo durante mais sete dias'"></a></article></aside><p>Ainda assim, será importante acompanhar as <strong>próximas atualizações dos modelos</strong> para avaliar a evolução da depressão e os seus possíveis impactes nas diferentes ilhas do arquipélago.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-no-atlantico-devera-manter-os-acores-sob-ceu-muito-nublado-e-com-periodos-de-chuva-fraca-na-proxima-semana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A temperatura vai subir 5 ºC em Lisboa este sábado, Alfredo Graça adianta o que irá acontecer a seguir]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-temperatura-vai-subir-5-c-em-lisboa-este-sabado-alfredo-graca-adianta-o-que-ira-acontecer-a-seguir.html</link><pubDate>Fri, 05 Jun 2026 11:27:26 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após dias mais frescos, o calor voltará a ganhar terreno este fim de semana em Portugal continental. Em Lisboa prevê-se uma subida de 5 ºC este sábado. Saiba mais aqui sobre o que poderá ocorrer na segunda semana de junho.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xadeev6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xadeev6.jpg" id="xadeev6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Após uma quinta (4) e sexta-feira (5) marcadas por valores térmicos relativamente amenos ou frescos, gerados pela incursão breve de uma massa de ar polar marítimo, prevê-se que <strong>amanhã - sábado, 6 de junho - se registe um estado do tempo mais quente, especialmente no interior Centro, Alentejo e Sotavento Algarvio</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>A subida das temperaturas estará associada ao afastamento para leste do ar polar e ao reforço e influência das altas pressões sobre a nossa geografia. A robustez e expansão em crista do anticiclone dos Açores permitirá <strong>a manutenção de condições atmosféricas estáveis, favorecendo uma maior acumulação de calor durante as horas diurnas</strong>.</p><h2>Lisboa ultrapassará os 25 ºC neste primeiro fim de semana de junho</h2><p>Apesar da expectável intensificação do calor e de uma maior influência anticiclónica, os vestígios de uma frente fria em fase de dissipação ainda se irão manifestar, produzindo nebulosidade temporária e <strong>chuva fraca ou chuviscos no litoral Norte e Centro durante algumas horas da madrugada de sábado (6)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-temperatura-vai-subir-5-c-em-lisboa-este-sabado-alfredo-graca-antecipa-o-que-vai-acontecer-a-seguir-1780658580036.png" data-image="bofc0ufa0zik"><figcaption>Chuva fraca ou chuviscos previstos para o litoral Norte e Centro durante algumas horas da madrugada de sábado, 6 de junho.</figcaption></figure><p> Quanto às temperaturas máximas, embora o aquecimento seja mais evidente em grande parte do interior e no Sul do país, outras áreas do território continental, como por exemplo a cidade de <strong>Lisboa, também deverão registar uma subida térmica este sábado (6)</strong>.</p><p> Amanhã - 6 de junho - prevê-se que as temperaturas máximas registem valores próximos ou ligeiramente superiores aos 30 ºC nas zonas mais quentes do interior Centro e Sul, <strong>enquanto no litoral os valores serão geralmente mais moderados devido à exposição ao Atlântico e à presença da nortada </strong>(vento de Nor-Noroeste de fraca a moderada intensidade). </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-temperatura-vai-subir-5-c-em-lisboa-este-sabado-alfredo-graca-antecipa-o-que-vai-acontecer-a-seguir-1780656657252.png" data-image="kjgntddka9ji"><figcaption>Prevê-se um aumento de 5 ºC da temperatura máxima em Lisboa entre sexta-feira (5) e sábado (6), passando de 22 ºC para 27 ºC.</figcaption></figure><p>No domingo, 7 de junho, o céu apresentar-se-á pouco nublado ou limpo, esperando-se uma ligeira subida das temperaturas máximas em várias regiões. Não obstante, <strong>em Lisboa e em Faro prevê-se uma pequena descida, passando estas cidades a registar 26 e 28 ºC, respetivamente</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772227" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alteracoes-na-circulacao-atmosferica-que-afetam-portugal-a-nao-ira-permanecer-em-vigor-ate-11-de-junho.html" title="Alterações na circulação atmosférica que afetam Portugal: a NAO+ irá permanecer em vigor até 11 de junho">Alterações na circulação atmosférica que afetam Portugal: a NAO+ irá permanecer em vigor até 11 de junho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alteracoes-na-circulacao-atmosferica-que-afetam-portugal-a-nao-ira-permanecer-em-vigor-ate-11-de-junho.html" title="Alterações na circulação atmosférica que afetam Portugal: a NAO+ irá permanecer em vigor até 11 de junho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alteracoes-na-circulacao-atmosferica-que-afetam-portugal-a-nao-ira-permanecer-em-vigor-ate-11-de-junho-1780575835712_320.png" alt="Alterações na circulação atmosférica que afetam Portugal: a NAO+ irá permanecer em vigor até 11 de junho"></a></article></aside><p>Já na <strong>segunda-feira (8) está em vista um arrefecimento temporário</strong>, sendo expectável uma pequena descida das temperaturas máximas em todo o território continental, exceto no Algarve onde se produzirá uma subida.</p><h2>Subida gradual das temperaturas na próxima semana, especialmente no interior. E em Lisboa, o que é expectável?</h2><p>A nova atualização do gráfico sub-sazonal do ECMWF mostra que <strong>o NAO+, regime atmosférico normalmente associado a um tempo mais estável na Península Ibérica, irá manter-se até sábado, 13 de junho</strong>, prolongando o seu domínio por mais dois dias face à sua última saída. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-temperatura-vai-subir-5-c-em-lisboa-este-sabado-alfredo-graca-antecipa-o-que-vai-acontecer-a-seguir-1780656764046.jpg" data-image="znw0n1ujt1kk"><figcaption>O regime NAO+ poderá prolongar-se pelo menos até sábado, 13 de junho, o que resultaria num tempo predominantemente estável, seco e soalheiro em Portugal continental.</figcaption></figure><p> Após uma madrugada de sábado (6) que se vislumbra ligeiramente chuvosa no litoral norte e Centro, os modelos sugerem uma dissipação praticamente total da instabilidade, pelo que a chuva deverá estar ausente entre domingo (7) e sexta (12). </p><p>O anticiclone dos Açores deverá registar um reforço e expandir a sua influência para leste, favorecendo condições meteorológicas mais estáveis e secas em Portugal continental. Ao mesmo tempo, uma massa de ar ligeiramente mais quente que irá pairar verticalmente sobre a zona central da Península Ibérica, <strong>influenciará uma recuperação gradual das temperaturas máximas nas regiões do interior do nosso país</strong>.</p><table><thead><tr><th>Data</th><th>Temperatura Máxima prevista em Lisboa (º C)</th><th>Temperatura mínima prevista em Lisboa (º C)</th></tr></thead><tbody><tr><td>Sábado, 6 de junho</td><td>27</td><td>15</td></tr><tr><td>Domingo, 7 de junho</td><td>26</td><td>15</td></tr><tr><td>Segunda-feira, 8 de junho</td><td>26</td><td>15</td></tr><tr><td>Terça-feira, 9 de junho</td><td>26</td><td>15</td></tr><tr><td>Quarta-feira, 10 de junho</td><td>26</td><td>14</td></tr><tr><td>Quinta-feira, 11 de junho</td><td>28</td><td>15</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Fonte: Mapas e Modelos da Meteored (baseados no ECMWF)</td></tr></tbody></table><p>Embora continuem a existir várias depressões ativas no Atlântico Norte, estas deverão permanecer suficientemente afastadas para limitar os seus efeitos sobre a nossa geografia continental. As temperaturas terão tendência a recuperar gradualmente, <strong>regressando a valores mais elevados do que o habitual para a época do ano (anomalias térmicas na ordem dos 5 a 6 ºC no interior)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-temperatura-vai-subir-5-c-em-lisboa-este-sabado-alfredo-graca-antecipa-o-que-vai-acontecer-a-seguir-1780656536751.png" data-image="gxai2l8re2s2"><figcaption>Para quarta-feira, 10 de junho, observa-se um nítido aumento da expressão espacial do calor diurno em Portugal continental, estando previstas temperaturas máximas em torno dos 37 ºC no vale do Guadiana (Baixo Alentejo).</figcaption></figure><p>Tal como já foi anteriormente referido pela Meteored Portugal, <strong>o contraste entre Litoral e Interior e entre Norte e Centro, e Sul, deverá manter-se na segunda e terça-feira, dias 8 e 9 de junho</strong>, de acordo com a última atualização dos nossos mapas. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Lisboa manterá uma temperatura máxima de 26 ºC entre segunda e quarta-feira, dias 8 a 10 de junho, e uma mínima que passaria de 15 ºC nos primeiros dois dias para 14 ºC no dia 10. Caso as atuais previsões se mantenham, do dia 11 de junho em diante, as temperaturas poderão subir gradualmente em Lisboa e no resto de Portugal continental, sendo expectáveis valores algo mais elevados do que o normal. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>As temperaturas mais amenas previstas para o litoral dever-se-ão à maior influência atlântica, ao nevoeiro matinal que nalgumas ocasiões poderá persistir e à nortada, <strong>enquanto no interior registar-se-á um aquecimento tímido, mas gradual, gerado pela aproximação de ar mais quente e seco, pelo reforço das altas pressões e pelo efeito de continentalidade</strong>. Nestes dois dias as temperaturas previstas oscilarão, grosso modo, entre os 18 ºC e os 23 ºC no litoral e entre os 31 ºC e os 34 ºC no interior.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772225" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/especialista-da-meteored-avisa-para-a-intensidade-do-jato-polar-vai-influenciar-o-tempo-durante-mais-sete-dias.html" title="Especialista da Meteored avisa para a intensidade do jato polar: 'vai influenciar o tempo durante mais sete dias'">Especialista da Meteored avisa para a intensidade do jato polar: "vai influenciar o tempo durante mais sete dias"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/especialista-da-meteored-avisa-para-a-intensidade-do-jato-polar-vai-influenciar-o-tempo-durante-mais-sete-dias.html" title="Especialista da Meteored avisa para a intensidade do jato polar: 'vai influenciar o tempo durante mais sete dias'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/especialista-da-meteored-alerta-para-a-intensidade-do-jato-polar-vai-influenciar-o-tempo-durante-mais-sete-dias-1780576123569_320.png" alt="Especialista da Meteored avisa para a intensidade do jato polar: 'vai influenciar o tempo durante mais sete dias'"></a></article></aside><p><strong>Na quarta-feira, 10 de junho e feriado em que se celebra o Dia de Portugal, observa-se um aumento expressivo da dimensão espacial do calor diurno</strong>, isto é, ganhará intensidade e abrangerá uma área geográfica maior. As temperaturas máximas previstas para o litoral irão variar entre <strong>18 e 27 ºC e para o interior entre 29 e 37 ºC, evidenciando-se uma clara subida térmica neste dia</strong>.</p><p>Se o atual cenário traçado pelo modelo de referência para a Meteored se mantiver, o tempo quente terá tendência a intensificar e a alastrar-se por Portugal continental na segunda metade da segunda semana de junho.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-temperatura-vai-subir-5-c-em-lisboa-este-sabado-alfredo-graca-adianta-o-que-ira-acontecer-a-seguir.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Feira Nacional de Agricultura arranca em Santarém com destaque aos pequenos frutos. Exportações chegaram aos 398 milhões]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/feira-nacional-de-agricultura-arranca-em-santarem-com-destaque-aos-pequenos-frutos-exportacoes-chegaram-aos-398-milhoes.html</link><pubDate>Fri, 05 Jun 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Há 10 anos, as exportações do setor dos pequenos frutos representavam uns meros 85 milhões de euros. No final de 2025, as vendas para o exterior atingiram os 398 milhões de euros. São “um dos segmentos mais dinâmicos da agricultura portuguesa”, diz a Lusomorango.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/feira-nacional-de-agricultura-arranca-em-santarem-com-destaque-aos-pequenos-frutos-exportacoes-chegaram-aos-298-milhoes-1780588083462.jpg" data-image="tq0ome5dhrnp" alt="Medronhos" title="Medronhos"><figcaption>A Feira Nacional de Agricultura/Feira do Ribatejo (FNA26) arranca a 6 de junho e prolonga-se até dia 14 de Junho. A edição deste ano vai dar um especial destaque aos pequenos frutos: mirtilos, morangos, framboesas, amoras e outros.</figcaption></figure><p>A <strong>Feira Nacional de Agricultura</strong>/Feira do Ribatejo (FNA26), o maior evento do setor em Portugal, <strong>arranca no próximo dia 6 de junho e prolonga-se até dia 14 de Junho</strong>. A edição deste ano vai dar um destaque especial ao setor dos pequenos frutos: mirtilos, morangos, framboesas, amoras, groselhas, medronhos, entre outros.</p><p>Dentro das frutas portuguesas, <strong>os pequenos frutos têm “demonstrado um notável dinamismo e um crescente interesse por parte dos consumidores</strong>”, derivado ao seu elevado valor nutricional. Com isso, têm assumido “uma importância crescente na agricultura portuguesa”, refere a organização do certame.</p><p>A <strong>FNA26 é um espaço dedicado a mostrar o que de melhor se faz no setor agrícola</strong>, quer na produção de alimentos, quer ao nível da maquinaria, equipamentos, tecnologia agrícola, fatores de produção e serviços. É igualmente um <strong>ponto de encontro entre produtores e consumidores</strong>, que ali encontram uma vasta oferta de produtos de elevada qualidade.</p><h2>FNA2026 dá palco aos pequenos frutos</h2><p>E é ainda um palco privilegiado para o debate sobre os temas mais relevantes do setor agrícola, reunindo <strong>especialistas, investigadores e decisores políticos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/feira-nacional-de-agricultura-arranca-em-santarem-com-destaque-aos-pequenos-frutos-exportacoes-chegaram-aos-298-milhoes-1780588189015.jpg" data-image="h73hakmpj8e6" alt="Framboesas" title="Framboesas"><figcaption>Os pequenos frutos têm “demonstrado um notável dinamismo e um crescente interesse por parte dos consumidores”, derivado ao seu elevado valor nutricional. </figcaption></figure><p>Este ano, a organização vai dar <strong>palco aos pequenos frutos, cuja produção tem crescido de forma significativa nos últimos anos </strong>e cujas exportações se destacam no comércio internacional de bens nacionais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766036" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-fresh-investe-2-7-milhoes-de-euros-na-promocao-e-internacionalizacao-das-frutas-legumes-e-flores-ate.html" title="Portugal Fresh investe 2,7 milhões de euros na promoção e internacionalização das frutas, legumes e flores até 2027">Portugal Fresh investe 2,7 milhões de euros na promoção e internacionalização das frutas, legumes e flores até 2027</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-fresh-investe-2-7-milhoes-de-euros-na-promocao-e-internacionalizacao-das-frutas-legumes-e-flores-ate.html" title="Portugal Fresh investe 2,7 milhões de euros na promoção e internacionalização das frutas, legumes e flores até 2027"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-fresh-investe-2-7-milhoes-na-promocao-e-internacionalizacao-das-frutas-legumes-e-flores-ate-1777310798614_320.jpg" alt="Portugal Fresh investe 2,7 milhões de euros na promoção e internacionalização das frutas, legumes e flores até 2027"></a></article></aside><p>Se, há 10 anos, as exportações deste segmento valiam cerca de 85 milhões de euros, no ano passado (2025) foram contabilizadas em 285 milhões de euros. </p><h2>Médio Oriente entre os destinos de exportação</h2><p>E o caminho foi consistente ao longo dos anos. Em 2018, as exportações dos pequenos frutos já valiam 200 milhões de euros, em 2022 atingiram os 250 milhões e <strong>em 2023 quase chegaram aos 300 milhões de euros</strong>. Em 2025, as vendas para o exterior somaram 398 milhões.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os pequenos frutos são “um dos segmentos mais dinâmicos da agricultura portuguesa”, afirma a Lusomorango, organização de produtores (OP) de pequenos frutos, que estará em destaque na Feira Nacional de Agricultura (FNA 2026), de 6 a 14 de junho, com a organização de um ciclo de debates sobre o futuro da fileira, em conjunto com entidades do setor. <br><br>Segundo dados fornecidos à agência Lusa pela Portugal Fresh, no caso da framboesa, o valor das exportações atingiu cerca de 258 milhões de euros em 2025, com um preço médio de 8,65 euros por quilo. Nos mirtilos, o valor exportado atingiu 53 milhões de euros em 2025, com um preço médio de 6,59 euros por quilo. O morango, esse, teve uma expressão residual, entre 1% e 2%, com a produção a concentrar-se sobretudo no sudoeste alentejano.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os principais mercados de exportação são sobretudo os países da União Europeia. <strong>Espanha, França, Alemanha e Países Baixos estão entre os principais países compradores</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/feira-nacional-de-agricultura-arranca-em-santarem-com-destaque-aos-pequenos-frutos-exportacoes-chegaram-aos-298-milhoes-1780588236700.jpg" data-image="zpbj458hpxh2" alt="Mirtilos" title="Mirtilos"><figcaption>Se, há 10 anos, as exportações deste segmento valiam cerca de 85 milhões de euros, no ano passado foram contabilizadas em 285 milhões de euros. </figcaption></figure><p>O Reino Unido é outro dos grandes compradores dos pequenos frutos portugueses, mas os <strong>Emirados Árabes Unidos e outros países do Médio Oriente</strong> já estão a ganhar relevância nas nossas exportações deste segmento.</p><div class="texto-destacado">Durante a Feira Nacional da Agricultura, além do ciclo de debates sobre inovação, sustentabilidade e impacto económico dos pequenos frutos, vai ser <strong>apresentado o estudo “O Impacto Económico do Setor dos Pequenos Frutos em Portugal</strong>”, elaborado pela EY Parthenon a pedido da Lusomorango. O evento de apresentação do <strong>estudo “O Impacto Económico do Setor dos Pequenos Frutos em Portugal</strong>”, que vai ter lugar no <strong>dia 12 de junho, pelas 14h30, conta com a intervenção de José Manuel Fernandes, ministro da Agricultura</strong> e Mar. </div><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="725906" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/coloquio-em-oeiras-debate-a-producao-comercializacao-e-os-beneficios-para-a-saude-dos-pequenos-frutos.html" title="Colóquio em Oeiras debate a produção, comercialização e os benefícios para a saúde dos pequenos frutos ">Colóquio em Oeiras debate a produção, comercialização e os benefícios para a saúde dos pequenos frutos </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/coloquio-em-oeiras-debate-a-producao-comercializacao-e-os-beneficios-para-a-saude-dos-pequenos-frutos.html" title="Colóquio em Oeiras debate a produção, comercialização e os benefícios para a saúde dos pequenos frutos "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/coloquio-nacional-em-oeiras-debate-a-producao-comercializacao-e-beneficios-para-a-saude-dos-pequenos-frutos-1755870676440_320.jpg" alt="Colóquio em Oeiras debate a produção, comercialização e os benefícios para a saúde dos pequenos frutos "></a></article></aside><p>Desenvolvido a pedido da Lusomorango pela EY Parthenon, o “<strong>relatório analisa de forma aprofundada o contributo económico, social e territorial </strong>do setor e da fileira”.~</p><p>Durante a sessão, será também “evidenciado o seu <strong>papel na criação de riqueza, emprego, exportações e no desenvolvimento das regiões</strong> onde se afirma como uma das atividades agrícolas mais dinâmicas do país”, nomeadamente em Odemira.</p><p>Em comunicado divulgado esta semana, a Lusomorango explica ainda que, ao longo da FNA 2026, esta OP vai <strong>coorganizar, com outros operadores da fileira, um ciclo de debates</strong> que reúne representantes da produção, distribuição, investigação, administração pública e organizações setoriais.</p><p>O objetivo é <strong>analisar temas como “sustentabilidade, eficiência hídrica, organização da produção, mercado </strong>e impacto económico”, contribuindo também para uma “reflexão alargada sobre os desafios e oportunidades que marcarão o futuro da agricultura portuguesa” nos próximos anos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/feira-nacional-de-agricultura-arranca-em-santarem-com-destaque-aos-pequenos-frutos-exportacoes-chegaram-aos-398-milhoes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas criam partícula híbrida de luz e matéria que pode reduzir drasticamente o consumo de energia da IA]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-criam-particula-hibrida-de-luz-e-materia-que-pode-reduzir-drasticamente-o-consumo-de-energia-da-ia.html</link><pubDate>Fri, 05 Jun 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Investigadores criaram uma partícula que combina luz com matéria e pode realizar operações computacionais usando praticamente nenhuma energia, o que pode ser muito importante para o crescente problema de consumo de energia da inteligência artificial (IA).</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/scientists-created-a-light-matter-hybrid-particle-that-could-slash-ai-s-enormous-energy-use-1780060799165.png" data-image="ezhff42curod"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-192567">Investigadores demonstraram um mecanismo de comutação de ultrabaixa energia que permite que partículas baseadas em luz realizem uma das operações-chave necessárias para os futuros sistemas de computação.</figcaption></figure><p>Os <strong>computadores funcionam com eletrões</strong> desde a década de 1940, mas a <strong>Inteligência Artificial (IA) está a levar essa abordagem a limites extremos</strong> – os eletrões geram calor e desperdiçam energia ao moverem-se pelos chips, e o problema agrava-se quanto mais dados são enviados a eles.</p><p>A luz não apresenta estes problemas porque os fotões são eletricamente neutros e transportam informações rapidamente com perda mínima. O problema é que esta mesma neutralidade que os torna eficientes significa que eles quase não interagem com nada, o que os torna inúteis para a lógica de comutação da qual a computação depende.</p><p>Um grupo liderado pelo físico Bo Zhen, da Universidade da Pensilvânia, encontrou uma solução para isto criando algo chamado <strong><em>exciton-polariton</em>, uma partícula híbrida</strong> que se forma quando os fotões se ligam fortemente aos eletrões dentro de um semicondutor ultrafino.</p><h2>Como a equipa conseguiu que a luz mudasse</h2><p>O acoplamento de Zhen<strong> confere à luz a capacidade de interagir com o ambiente de uma forma que os fotões normais não conseguem</strong>, tornando-a capaz de realizar as operações de comutação necessárias aos computadores.</p><p>A <strong>energia envolvida é extremamente pequena</strong>. A equipa demonstrou a comutação totalmente luminosa usando cerca de 4 quatrilionésimos de joule, o que é muito menos do que seria necessário para alimentar brevemente um pequeno LED.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/scientists-created-a-light-matter-hybrid-particle-that-could-slash-ai-s-enormous-energy-use-1780060918388.png" data-image="zgc162peb83w"> <figcaption>Uma ilustração que mostra como a luz é acoplada a uma cavidade em nanoescala e interage com um material atomicamente fino, criando exciton-polaritons. CRÉDITO: Zhi Wang via Universidade da Pensilvânia</figcaption></figure><p>"Como são eletricamente neutros e têm massa de repouso zero,<strong> os fotões podem transportar informações rapidamente por longas distâncias com perda mínima</strong>", disse Li He, coautor do estudo publicado na revista <em>Physical Review Letters</em> e ex-investigador de pós-doutoramento no laboratório de Zhen.</p><p>"Mas esta neutralidade significa que eles quase não interagem com o ambiente, tornando-os inadequados para o tipo de lógica de comutação de sinais da qual os computadores dependem", disse.</p><p>A abordagem de exciton-polariton contorna esta limitação sem abrir mão das <strong>vantagens de velocidade e eficiência que tornam a luz atraente em primeiro lugar</strong>.</p><h2>O que isto pode significar para o hardware de IA no futuro</h2><p>Alguns chips experimentais de IA fotónica já utilizam luz para certos cálculos, mas sempre que precisam de realizar operações não lineares — as etapas de tomada de decisão no processamento de IA — eles têm que converter os sinais de luz de volta em sinais eletrónicos, o que torna tudo mais lento e consome energia. Se os exciton-polaritons puderem lidar com estas etapas sem a necessidade de conversão de volta para eletrões, isto eliminaria um dos maiores gargalos da <strong>computação fotónica</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771725" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-montado-ja-nao-e-o-que-era-inteligencia-artificial-ajuda-a-detetar-defeitos-e-a-reduzir-o-desperdicio-de-cortica.html" title="O montado já não é o que era. Inteligência artificial ajuda a detetar defeitos e a reduzir o desperdício de cortiça">O montado já não é o que era. Inteligência artificial ajuda a detetar defeitos e a reduzir o desperdício de cortiça</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-montado-ja-nao-e-o-que-era-inteligencia-artificial-ajuda-a-detetar-defeitos-e-a-reduzir-o-desperdicio-de-cortica.html" title="O montado já não é o que era. Inteligência artificial ajuda a detetar defeitos e a reduzir o desperdício de cortiça"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-montado-ja-nao-e-o-que-era-inteligencia-artificial-ajuda-a-detetar-defeitos-e-a-reduzir-o-desperdicio-de-cortica-1780311836966_320.jpg" alt="O montado já não é o que era. Inteligência artificial ajuda a detetar defeitos e a reduzir o desperdício de cortiça"></a></article></aside><p><strong>A escalabilidade da tecnologia é o maior desafio</strong>. Mas, se funcionar, poderá levar a chips que processam informações visuais diretamente de câmaras sem a necessidade de conversão entre luz e eletricidade, reduzindo as procuras energéticas de grandes sistemas de IA e, potencialmente, até mesmo suportando funções básicas de computação quântica no futuro.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://journals.aps.org/prl/abstract/10.1103/gc15-qsvf" target="_blank">Strongly Nonlinear Nanocavity Exciton Polaritons in Gate-Tunable Monolayer Semiconductors</a>. 08 de abril, 2026. Wang, et al.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-criam-particula-hibrida-de-luz-e-materia-que-pode-reduzir-drasticamente-o-consumo-de-energia-da-ia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Esta app gratuita revela mais de 150 praias fluviais secretas em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-app-gratuita-revela-mais-de-150-praias-fluviais-secretas-em-portugal.html</link><pubDate>Fri, 05 Jun 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Esqueça as praias cheias. Esta nova aplicação mostra-lhe alguns dos melhores refúgios de água doce do País. No total, reúne mais de 150 praias fluviais à distância de um clique. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-app-gratuita-revela-mais-de-150-praias-fluviais-secretas-em-portugal-1780327455686.jpg" data-image="7ue0ejmck8bu" alt="Aplicação" title="Aplicação"><figcaption>Portugal tem mais de 150 praias fluviais escondidas — e esta app gratuita mostra-lhe onde estão. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>O <strong>verão</strong> está a chegar e, apesar de estar prevista uma descida das temperaturas para esta semana (e até o regresso da chuva), há quem já só pense onde passar os dias de maior calor.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.<br> </div><p>“Segundo a mais recente atualização dos nossos mapas, é esperada uma <strong>subida gradual das temperaturas</strong>, (ainda que no domingo os valores se possam conter um pouco em relação a sábado), esperando-se que no arranque da próxima semana os termómetros voltem a registar <strong>valores típicos de verão</strong> em praticamente todo o continente, especialmente na segunda e terça-feira, dias 8 e 9”, <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-temperaturas-descem-e-a-chuva-pode-regressar.html" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">avisa</a> Joana Campos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772220" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/6-c-de-anomalia-de-calor-em-portugal-o-modelo-europeu-pinta-de-vermelho-a-segunda-semana-de-junho.html" title="6 °C de anomalia de calor em Portugal: o modelo europeu pinta de vermelho a segunda semana de junho">6 °C de anomalia de calor em Portugal: o modelo europeu pinta de vermelho a segunda semana de junho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/6-c-de-anomalia-de-calor-em-portugal-o-modelo-europeu-pinta-de-vermelho-a-segunda-semana-de-junho.html" title="6 °C de anomalia de calor em Portugal: o modelo europeu pinta de vermelho a segunda semana de junho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/6-c-de-anomalia-de-calor-em-portugal-o-modelo-europeu-pinta-de-vermelho-a-segunda-semana-de-junho-1780573156344_320.png" alt="6 °C de anomalia de calor em Portugal: o modelo europeu pinta de vermelho a segunda semana de junho"></a></article></aside><p>Isto significa que a <strong>nova aplicação</strong> que reúne mais de 100 praias fluviais portuguesas chegou mesmo a tempo.</p><p>“A aplicação gratuita River Beaches [lançada oficialmente a 5 de maio] assinala mais de 130 zonas balneares interiores em Portugal, numa altura em que muitos viajantes trocam a costa cheia por refúgios de água doce na serra e na floresta”, nota o<em> site</em> de notícias ‘Euronews’.</p><p>Por outras palavras, é agora<strong> muito mais fácil encontrar os recantos de água doce mais secretos de Portugal</strong>. Muitos deles localizadas em zonas de montanha, vales e áreas florestais afastadas dos destinos balneares mais turísticos.</p><div class="texto-destacado">Grande parte destas praias fluviais encontra-se em zonas do interior centro do país, junto a rios como o Mondego, Zêzere e Alva, regiões que têm vindo a ganhar popularidade entre quem procura férias mais ligadas à natureza.</div><p>“A ideia é simples: ajudar os utilizadores a encontrar<strong> alternativas mais tranquilas</strong> às praias costeiras sobrelotadas, especialmente durante os meses mais quentes do ano”, escreve o site ‘Vou Sair’.</p><h2>River Beaches</h2><p>A aplicação pensada por Peter Bustin está disponível em português, inglês e espanhol e, além de reunir mais de uma centena de destinos possíveis para fugir ao calor, concentra<strong> conselhos</strong> de quem já visitou estes locais. O objetivo? Melhorar a experiência dos utilizadores e indicar como tirar o melhor partido de cada zona.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-app-gratuita-revela-mais-de-150-praias-fluviais-secretas-em-portugal-1780327691462.jpg" data-image="ylfjhm15vjrz" alt="Praia Fluvial de Loriga" title="Praia Fluvial de Loriga"><figcaption>O site reúne mais de 100 praias fluviais. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>O melhor é que os <strong>filtros da aplicação</strong> permitem procurar praias de acordo com as preferências de cada um. Isto é, se preferir um local com acesso a restaurantes, a estacionamento ou a casas de banho, basta colocar essa informação nas definições. </p><div class="texto-destacado">Cada praia surge acompanhada por fotografias, descrições e informações úteis, permitindo perceber rapidamente se o local é mais indicado para famílias, mergulhos rápidos, piqueniques ou escapadinhas rodeadas de natureza.</div><p>“Para escolher as praias, Peter costuma pesquisar nos<em> sites</em> das Câmaras Municipais, em revistas e no próprio Google Maps. Depois, visita aquelas que consegue para tornar a informação mais verídica. Um dos destaques da aplicação é que esta também refere se a zona tende a encher de banhistas ou se é mais tranquila”, explica a revista ‘NiT.</p><h2>Mais informações e detalhes</h2><p>E onde é que a pode encontrar? A aplicação está disponível na Apple App Store e, em breve, também na Google Play. </p><p>Para a utilizar não precisa necessariamente de criar uma conta. A escolha é feita por cada utilizador e é possível conhecer todas as praias apenas como convidado. “No entanto, caso opte por criar o próprio perfil, pode aproveitar algumas <strong>regalias</strong>, como ter uma lista de favoritos, criar listas de desejo e guardar as zonas de que mais gosta”, acrescenta a ‘NiT’. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768851" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-aplicacao-weather-replay-do-copernicus-recria-as-condicoes-meteorologicas-do-passado-para-qualquer-local-e-hora.html" title="A aplicação 'Weather Replay' do Copernicus recria as condições meteorológicas do passado para qualquer local e hora">A aplicação "Weather Replay" do Copernicus recria as condições meteorológicas do passado para qualquer local e hora</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-aplicacao-weather-replay-do-copernicus-recria-as-condicoes-meteorologicas-do-passado-para-qualquer-local-e-hora.html" title="A aplicação 'Weather Replay' do Copernicus recria as condições meteorológicas do passado para qualquer local e hora"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/weather-replay-de-copernicus-1778647460807_320.png" alt="A aplicação 'Weather Replay' do Copernicus recria as condições meteorológicas do passado para qualquer local e hora"></a></article></aside><p>“Quero que a <em>app</em> esteja o mais disponível possível”, diz o criador, citado pela mesma revista. Apesar de ter atualmente 150 praias expostas na plataforma, Peter acredita que, nas primeiras semanas de junho, vai <strong>conseguir ultrapassar as 200</strong>.</p><p>O ponto extra vai para o <strong>acesso gratuito</strong>. É que a<em> app </em>não tem qualquer custo para os utilizadores. E 50% dos lucros, segundo a equipa responsável, serão destinados a projetos de recuperação de rios e de retenção de água em todo o país, “para que a sua beleza natural se mantenha para as próximas gerações”.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://pt.euronews.com/viagens/2026/05/17/portugal-nova-app-revela-praias-fluviais-escondidas" target="_blank">Portugal: nova app revela praias fluviais escondidas</a>. Euronews. 17 de maio de 2026.</em></p><p><em><a href="https://vousair.pt/ha-uma-nova-app-para-descobrir-praias-fluviais-escondidas-em-portugal-longe-das-multidoes/" target="_blank">Há uma nova app para descobrir praias fluviais escondidas em Portugal longe das multidões</a>. Vou Sair. 18 de maio de 2026</em></p><p><em>Izabelli Pincelli. <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/esta-nova-app-gratuita-reune-mais-de-140-praias-fluviais-para-conhecer-em-portugal" target="_blank">Esta nova app gratuita reúne mais de 140 praias fluviais para conhecer em Portugal</a>. NiT. 29 de maio de 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-app-gratuita-revela-mais-de-150-praias-fluviais-secretas-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vai acampar pela primeira vez? Saiba o que levar e como se preparar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/vai-acampar-pela-primeira-vez-saiba-o-que-levar-e-como-se-preparar.html</link><pubDate>Fri, 05 Jun 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>De Pata-Tenra a mestre da natureza: as dicas e os segredos para planear o seu primeiro acampamento de sucesso. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/acampar-pela-primeira-vez-o-que-levar-e-como-se-preparar-1780416062539.png" data-image="ci906pfkq5ad"><figcaption>Sabia que acampar uma semana sem tecnologia reinicia o nosso relógio biológico, sincronizando o sono com a luz do sol?</figcaption></figure><p>Acampar é uma bela maneira de nos ligarmos à natureza. Ainda me lembro, dos meus tempos de escuteiro, das primeiras vezes que fui acampar: eram fascinantes, mas duras inicialmente. </p><div class="texto-destacado">O frio, o calor, as manhas que os mais velhos já tinham...como dizia Baden-Powell, fundador do Escutismo: <em>"O Pata-Tenra (quem entra de início) queixa-se da dura vida do acampamento, mas o Escuteiro que conhece as regras do jogo sabe bem que a vida em campo está longe de ser dura."</em></div><p>Dormir sob as estrelas exige algum planeamento para que a aventura seja sinónimo de diversão e não de desconforto. Se se está a estrear nestas andanças, <strong>este guia prático vai ajudá-lo a preparar a mochila com tudo o que precisa de levar e saber</strong>.</p><h2>O equipamento básico: onde vai dormir</h2><p>O sucesso da primeira noite depende diretamente de três itens fundamentais:</p><ul><li><strong>A tenda:</strong> escolha uma tenda com capacidade superior ao número de pessoas (se vão duas pessoas, uma tenda para três oferece o espaço ideal para as malas). Opte por uma tenda de "três estações", que garante proteção ideal para a primavera, verão e outono.</li><li><strong>O saco de cama:</strong> verifique a classificação térmica do saco, este deve ser adequado às temperaturas mínimas que vai apanhar no local (geralmente -9°C a -1°C para segurança).</li></ul><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acampar-pela-primeira-vez-o-que-levar-e-como-se-preparar-1780416092036.png" data-image="dqhs546etfds"><figcaption>As primeiras tendas leves e portáteis foram desenvolvidas para o exército romano, muito antes de se tornarem material de lazer.</figcaption></figure><ul><li><strong>O colchão isolante (colchonete / esteira):</strong> este é o segredo dos campistas experientes. O colchão não serve apenas para o conforto das costas; a sua principal função é criar uma barreira térmica contra o frio e a humidade que sobem do solo, caso por ventura se tenha esquecido, jornais podem ajudar a minimizar o estrago do esquecimento.</li></ul><h2>Os pequenos essenciais: o que não pode faltar na mochila</h2><p>Há pequenos objetos que ocupam pouco espaço, mas que salvam qualquer viagem. Certifique-se de que leva:</p><ul><li>Lanterna de mão ou lanterna frontal (e pilhas de reserva).</li><li>Isqueiro ou fósforos (guardados num saco impermeável).</li><li>Estojo de primeiros socorros (com pensos, antisséticos e medicação básica).</li><li>Protetor solar e repelente de insetos.</li><li>Agasalhos extra (as noites na natureza são sempre mais frias do que prevemos).</li></ul><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acampar-pela-primeira-vez-o-que-levar-e-como-se-preparar-1780416177627.png" data-image="z8brvem674qs"><figcaption>As panelas de campismo ultra-leves e os cobertores de emergência usam tecnologia desenvolvida pela NASA para proteger os astronautas do frio.</figcaption></figure><ul><li>Bateria portátil (<em>powerbank</em>) para o telemóvel (este aqui, pessoalmente não levava, até era uma "benção ficar sem bateria).</li><li> Sacos de plástico: se a mochila não tiver resguardo para a chuva, embale a roupa e o saco de cama dentro de sacos de plástico. É a melhor forma de garantir que mantém tudo seco.</li></ul><h2>Cozinha de campanha: o que levar para comer</h2><p>Se planeia fazer refeições quentes, deve levar um <strong>fogareiro de campismo portátil </strong>(muitos parque de campismo dispõe de tal) e o respetivo combustível, além de panelas e pratos leves (de preferência reutilizáveis). No entanto, para a primeira vez, a regra de ouro é simplificar: pode levar sanduíches preparadas em casa ou apostar em <em>kits</em> de comida desidratada que apenas necessitam de água quente. Antes de acender qualquer chama, informe-se sobre as restrições de fogo do local para evitar riscos de incêndio.</p><h2>Logística e segurança: para onde ir?</h2><p>Para a primeira aventura, escolha parques de campismo estruturados ou parques nacionais com boas indicações. Evite zonas sobrelotadas pesquisando locais menos conhecidos nas redondezas.</p><p>Como o sinal de rede falha frequentemente no meio da natureza, leve <strong>mapas em papel (como por exemplo a carta militar ou descarregue os mapas digitais</strong> para usar <em>offline</em>. Adicionalmente, informe sempre um familiar ou amigo sobre o seu itinerário exato e partilhe a sua localização.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="722546" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/os-mais-belos-parques-de-campismo-do-mundo-durma-entre-arvores-glaciares-ou-junto-ao-mar.html" title="Os mais belos parques de campismo do mundo: durma entre árvores, glaciares ou junto ao mar">Os mais belos parques de campismo do mundo: durma entre árvores, glaciares ou junto ao mar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/os-mais-belos-parques-de-campismo-do-mundo-durma-entre-arvores-glaciares-ou-junto-ao-mar.html" title="Os mais belos parques de campismo do mundo: durma entre árvores, glaciares ou junto ao mar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-campings-mas-bonitos-del-mundo-1750910383303_320.jpg" alt="Os mais belos parques de campismo do mundo: durma entre árvores, glaciares ou junto ao mar"></a></article></aside><p>Leve sempre <strong>sacos de lixo</strong>. O princípio básico do campismo é "Não deixar rasto", o que significa trazer de volta absolutamente tudo o que consumiu. Se o local não tiver balneários ou casas de banho, leve uma pequena pá para enterrar os dejetos humanos numa vala (com 15 a 20 cm de profundidade), a pelo menos 60 metros de distância de rios, caminhos e tendas.</p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><a href="https://www.nationalgeographic.com/travel/article/how-to-go-camping" target="_blank"><em>https://www.nationalgeographic.com/travel/article/how-to-go-camping</em></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/vai-acampar-pela-primeira-vez-saiba-o-que-levar-e-como-se-preparar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Põem fim à previsão mais assustadora: porque é que os cientistas acabam de excluir o pior futuro climático possível]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/poem-fim-a-previsao-mais-assustadora-porque-e-que-os-cientistas-acabam-de-excluir-o-pior-futuro-climatico-possivel.html</link><pubDate>Thu, 04 Jun 2026 17:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A comunidade científica retirou o cenário climático mais extremo utilizado durante anos e, longe de pôr em causa o aquecimento global, esta decisão reflete o facto de que a transição energética já está a alterar o futuro.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ponen-fin-del-pronostico-mas-aterrador-por-que-los-cientificos-acaban-de-borrar-el-peor-futuro-climatico-posible-1780579947938.png" data-image="pqp5m4o2qxf7"><figcaption>Descartam o pior cenário possível na última atualização das projeções climáticas, mas afirmam também que é cada vez mais difícil cumprir o objetivo de não ultrapassar o limiar de 1,5 ºC.</figcaption></figure><p>Durante anos,<strong> foi o cenário que aparecia nos estudos mais alarmantes sobre as alterações climáticas</strong>, com o consumo de combustíveis fósseis e as respetivas emissões a dispararem.</p><p>No entanto, esse futuro acaba de desaparecer das novas projeções climáticas internacionais. <strong>Decidiram retirar o conhecido cenário RCP8.5, e a sua versão mais recente, o SSP5-8.5</strong>, da próxima geração de modelos climáticos.</p><p><strong>Isto gerou um debate intenso, especialmente nos círculos políticos, mas os especialistas insistem</strong> que isso não significa que os impactos das alterações climáticas sejam menos preocupantes, nem que as previsões anteriores estivessem erradas.</p><h2>O cenário que representava o pior dos futuros possíveis</h2><p>Durante décadas, os climatologistas têm trabalhado com diferentes cenários para analisar como <strong>o planeta poderia evoluir em função das decisões humanas</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">El peor escenario de emisiones de <a href="https://x.com/hashtag/CO2?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#CO2</a>, el RCP8.5, es poco probable, por ahora. La curva de emisiones se está aplanando, en negro, y los escenarios más realistas son RCP6 y RCP4.5, entre otros. Un logro importante para la humanidad. <br><br>Imagen de Zeke Hausfather. <a href="https://t.co/3xMgbn3Gdm">pic.twitter.com/3xMgbn3Gdm</a></p> RAM: Revista del Aficionado a la Meteorología (@RAM_meteo) <a href="https://x.com/RAM_meteo/status/2054839515550806248?ref_src=twsrc%5Etfw">May 14, 2026</a></blockquote></figure><p>Estes cenários não são exatos, mas contemplam possíveis trajetórias. Enquanto algumas delas preveem <strong>uma rápida redução das emissões e uma transição energética acelerada</strong>, outras apresentam um cenário mais negativo, com a manutenção do modelo baseado no carvão, no petróleo e no gás.</p><p><strong>O cenário RCP8.5 representava a opção mais pessimista e pressupunha um aumento massivo do consumo de combustíveis fósseis</strong> ao longo de todo o século XXI, sem medidas significativas para travar as emissões.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="738550" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/crise-climatica-e-fome-secas-e-inundacoes-extremas-comprometem-a-seguranca-alimentar-de-700-milhoes-de-pessoas.html" title="Crise climática e fome: secas e inundações extremas comprometem a segurança alimentar de 700 milhões de pessoas">Crise climática e fome: secas e inundações extremas comprometem a segurança alimentar de 700 milhões de pessoas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/crise-climatica-e-fome-secas-e-inundacoes-extremas-comprometem-a-seguranca-alimentar-de-700-milhoes-de-pessoas.html" title="Crise climática e fome: secas e inundações extremas comprometem a segurança alimentar de 700 milhões de pessoas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/crisis-climatica-y-hambre-sequias-e-inundaciones-extremas-danan-la-seguridad-alimentaria-de-700-millones-de-personas-1762189614792_320.png" alt="Crise climática e fome: secas e inundações extremas comprometem a segurança alimentar de 700 milhões de pessoas"></a></article></aside><p>Nesse cenário, <strong>a concentração atmosférica de CO₂ </strong>teria atingido níveis sem precedentes e a temperatura global poderia ter aumentado <strong>cerca de 4,5 ºC em relação à era pré-industrial antes do final do século</strong>.</p><h3>Por que razão foi eliminado o cenário negativo mais extremo?</h3><p>O facto de esta hipótese já não estar em cima da mesa corresponde a uma atualização baseada na realidade atual. Quando o cenário RCP8.5 foi concebido, os investigadores consideravam plausível que o crescimento económico mundial continuasse a depender principalmente dos combustíveis fósseis. No entanto, <strong>a evolução tecnológica e energética das últimas duas décadas alterou significativamente essa perspetiva</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">La ciencia quita de las proyecciones de calentamiento el escenario más catastrófico para 2100 (+4,5°C) y una enorme peña repitiendo que entonces el cambio climático no es para tanto.<br><br>El +2°C (en pocos años) ya es una catástrofe, un planeta totalmente distinto al que conocemos. <a href="https://t.co/KX2Tu2t4jh">pic.twitter.com/KX2Tu2t4jh</a></p> Andrés Actis (@ActisAndres) <a href="https://x.com/ActisAndres/status/2057149089444204921?ref_src=twsrc%5Etfw">May 20, 2026</a></blockquote></figure><p>E é aí que entra<strong> o crescimento e a expansão das energias renováveis</strong>, com a eletrificação dos transportes ou o desenvolvimento de baterias mais eficientes.</p><h2>O cenário RCP8.5 foi descartado, mas também é mais difícil cumprir a meta de 1,5 °C</h2><p>O desaparecimento do cenário mais catastrófico pode ser interpretado como um sinal de progresso, com um significado claro de que as ações empreendidas são o caminho a seguir. Mas o que nos deve preocupar é que <strong>o caminho mais favorável não se concretizou</strong>, uma vez que as novas projeções indicam que <strong>a meta de limitar o aquecimento global a 1,5 ºC está a tornar-se cada vez mais difícil de alcançar</strong>.</p><p>É importante recordar que os cenários combinam informações sobre <strong>demografia, economia, tecnologia, uso de energia e políticas públicas</strong> para construir diferentes futuros possíveis. Posteriormente, centros de investigação de todo o mundo introduzem esses cenários em modelos climáticos avançados que simulam a resposta da atmosfera, dos oceanos, dos gelos e dos ecossistemas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770001" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/evora-e-beja-recebem-jardins-urbanos-para-aliviar-calor-extremo-no-verao.html" title="Évora e Beja recebem jardins urbanos para aliviar calor extremo no verão">Évora e Beja recebem jardins urbanos para aliviar calor extremo no verão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/evora-e-beja-recebem-jardins-urbanos-para-aliviar-calor-extremo-no-verao.html" title="Évora e Beja recebem jardins urbanos para aliviar calor extremo no verão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/evora-e-beja-recebem-jardins-urbanos-para-aliviar-calor-extremo-no-verao-1779368371739_320.jpg" alt="Évora e Beja recebem jardins urbanos para aliviar calor extremo no verão"></a></article></aside><p>E o resultado é que não existe uma previsão única, mas sim <strong>vários desfechos que permitem avaliar riscos e conceber estratégias de adaptação</strong>. Por isso, os cenários evoluem ao longo do tempo, à medida que a economia, a tecnologia ou as políticas energéticas mudam, pelo que as projeções utilizadas pela comunidade científica também devem ser atualizadas.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Van Vuuren, D. P., O'Neill, B. C., Tebaldi, C., Sanderson, B. M., Chini, L. P., Friedlingstein, P., Hasegawa, T., Riahi, K., Govindasamy, B., Bauer, N., Eyring, V., Fall, C. M. N., Frieler, K., Gidden, M. J., Gohar, L. K., Högner, A., Jones, A. D., Kikstra, J., King, A., ... Ziehn, T. (2026). The Scenario Model Intercomparison Project for CMIP7 (ScenarioMIP-CMIP7). <em>Geoscientific Model Development</em>, <em>19</em>(7), 2627-2656. <a href="https://gmd.copernicus.org/articles/19/2627/2026/gmd-19-2627-2026.html" target="_blank">https://doi.org/10.5194/gmd-19-2627-2026</a></em></p><ul></ul>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/poem-fim-a-previsao-mais-assustadora-porque-e-que-os-cientistas-acabam-de-excluir-o-pior-futuro-climatico-possivel.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas portugueses descobrem nova espécie de fungo em frutos de medronheiro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/cientistas-portugueses-descobrem-nova-especie-de-fungo-em-frutos-de-medronheiro.html</link><pubDate>Thu, 04 Jun 2026 16:21:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Uma equipa de investigadores da Universidade do Minho e do Instituto Politécnico de Castelo Branco identificou um microrganismo raro nas matas de Oleiros, batizado como Banningia arbuti.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-portugueses-descobrem-nova-especie-de-fungo-em-frutos-de-medronheiro-1780577825851.jpg" data-image="3b65ljpvr8ro" alt="Medronheiro" title="Medronheiro"><figcaption>Uma equipa de investigadores da Universidade do Minho e do Instituto Politécnico de Castelo Branco identificou um microrganismo raro nas matas de Oleiros, batizado como Banningia arbuti.</figcaption></figure><p>As florestas ibéricas ainda escondem segredos microscópicos que só agora começam a ser revelados. No interior das bagas vermelhas e agridoce do <strong>medronheiro</strong>, uma árvore emblemática da bacia mediterrânica, cientistas portugueses detetaram uma <strong>nova espécie fúngica.</strong></p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O microrganismo recebeu o nome científico de <em>Banningia arbuti</em>. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Esta descoberta resulta de uma colaboração entre a <strong>Micoteca da Universidade do Minho</strong>, sediada em Braga, e a Escola Superior Agrária do Instituto <strong>Politécnico</strong> de <strong>Castelo Branco</strong>. </p><p>Os investigadores isolaram o espécime em <strong>Oleiros</strong> e partilharam os resultados no artigo publicado na revista especializada <em>International Journal of Systematic and Evolutionary Microbiology</em>.</p><h2>O segredo guardado nas bagas</h2><p>Até este momento, o género <em>Banningia</em> continha apenas uma única espécie registada a nível global. O achado em território nacional duplica o conhecimento sobre este grupo e ajuda a mapear a árvore da vida microbiana.</p><p>Os cientistas João Trovão, Nelson Lima, Joana Domingues, Célia Soares, Carla Santos e Cristina Pintado recorreram a <strong>análises morfológicas</strong>, <strong>moleculares</strong> e <strong>bioquímicas</strong> detalhadas para decifrar as propriedades do organismo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-portugueses-descobrem-nova-especie-de-fungo-em-frutos-de-medronheiro-1780577889091.jpg" data-image="hwcjn2tphv3k" alt="fungo Banningia arbuti" title="fungo Banningia arbuti"><figcaption>O fungo Banningia arbuti foi identificado e isolado nas matas do município de Oleiros, no distrito de Castelo Branco. Imagem: UMinho</figcaption></figure><p>O esforço conjunto permitiu clarificar a classificação da família <strong><em>Saccotheciaceae</em></strong>, um conjunto de fungos que permanece muito pouco explorado pela comunidade científica internacional.</p><h2>Aliados escondidos na floresta</h2><p>Os <strong>fungos</strong> que habitam no medronheiro desempenham um papel vital na sobrevivência e na regeneração desta árvore nos <strong>ecossistemas mediterrânicos</strong>.</p><p>Muitas destas espécies estabelecem uma <strong>relação simbiótica</strong> com as raízes da planta. Em troca dos açúcares que a árvore produz, estes parceiros microscópicos expandem a rede subterrânea. Essa cooperação otimiza a captação de água e de minerais, garantindo que o vegetal <strong>resista às secas severas</strong> e consiga <strong>vingar em solos áridos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763757" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/fungos-unicos-no-planeta-estao-esquecidos-e-em-vias-de-desaparecer-alerta-um-estudo-da-universidade-de-coimbra.html" title="Fungos únicos no planeta estão “esquecidos” e em vias de desaparecer, alerta um estudo da Universidade de Coimbra ">Fungos únicos no planeta estão “esquecidos” e em vias de desaparecer, alerta um estudo da Universidade de Coimbra </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/fungos-unicos-no-planeta-estao-esquecidos-e-em-vias-de-desaparecer-alerta-um-estudo-da-universidade-de-coimbra.html" title="Fungos únicos no planeta estão “esquecidos” e em vias de desaparecer, alerta um estudo da Universidade de Coimbra "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fungos-unicos-no-planeta-estao-esquecidos-e-em-vias-de-desaparecer-alerta-um-estudo-da-universidade-de-coimbra-1776099359838_320.jpg" alt="Fungos únicos no planeta estão “esquecidos” e em vias de desaparecer, alerta um estudo da Universidade de Coimbra "></a></article></aside><p>Organismos dos géneros <em>Laccaria</em>, <em>Russula</em>, <em>Cortinarius</em> ou <em>Inocybe</em> são também essenciais para o equilíbrio dos ecossistemas mediterrânicos, transformando ramos mortos e folhas caídas em matéria orgânica. Este processo nutre a terra de forma contínua. </p><p>Compreender o <strong>microbioma do medronheiro</strong> surge, portanto, como um passo estratégico para valorizar a biodiversidade e proteger a economia local, muito assente na produção da tradicional <strong>aguardente de medronho</strong>.</p><h2>Um passaporte para a biotecnologia</h2><p>O trabalho de campo terminou, mas a utilidade desta descoberta científica está apenas a começar. A nova espécie encontra-se preservada na <strong>Micoteca da Universidade do Minho</strong>, ficando acessível a laboratórios de todos os cantos do mundo. </p><p>Os cientistas consideram o arquivo desta cultura viva uma <strong>oportunidade </strong>para <strong>promover a diversidade ecológica</strong> destes organismos e evidenciar as suas funções na natureza.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-portugueses-descobrem-nova-especie-de-fungo-em-frutos-de-medronheiro-1780577982333.jpg" data-image="e63cl4j5tych" alt="Fungos" title="Fungos"><figcaption>A Micoteca da Universidade do Minho conserva milhares de microrganismos envolvidos em patentes, estabelecendo colaborações com a indústria e instituições académicas. Foto: Tú Nguyễn Thanh via Pixabay</figcaption></figure><p>Este acervo académico recebe, conserva e fornece uma <strong>coleção de milhares de fungos</strong>. A instituição possui certificação máxima, equipamentos de última geração e colaborações intensas com os setores da saúde e do ambiente. </p><div class="texto-destacado"><strong>“Esta descoberta demonstra a importância das coleções microbiológicas na preservação da biodiversidade e o nosso papel como infraestrutura de referência internacional na identificação e no estudo de fungos.” </strong><br>Nelson Lima, diretor da Micoteca da Universidade do Minho e presidente da Federação Mundial de Coleções de Culturas Microbianas.</div><p>O prestígio deste centro minhoto além-fronteiras é sustentado pelo estatuto de <strong>fiel depositário de microrganismos </strong>envolvidos em <strong>processos patenteados</strong>, uma distinção conferida pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual. </p><p>O espaço acolhe ainda a sede nacional da <strong>Infraestrutura Europeia de Investigação de Recursos Microbianos</strong>, uma plataforma apoiada pela União Europeia que atua como um polo de formação altamente especializado para o desenvolvimento sustentável.</p><h2>As potencialidades da<em> Banningia arbuti</em></h2><p>A comunidade científica internacional assume agora a missão de testar o comportamento do microrganismo em diversas frentes. Os especialistas admitem que os futuros testes bioquímicos poderão revelar <strong>capacidades inesperadas</strong> ao longo dos próximos anos. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="716853" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/investigadores-portugueses-descobrem-fungo-fossilizado-com-300-milhoes-de-anos-na-serra-do-bucaco.html" title="Investigadores portugueses descobrem fungo fossilizado com 300 milhões de anos na Serra do Buçaco">Investigadores portugueses descobrem fungo fossilizado com 300 milhões de anos na Serra do Buçaco</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/investigadores-portugueses-descobrem-fungo-fossilizado-com-300-milhoes-de-anos-na-serra-do-bucaco.html" title="Investigadores portugueses descobrem fungo fossilizado com 300 milhões de anos na Serra do Buçaco"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-portugueses-descobrem-fungo-fossilizado-com-300-milhoes-de-anos-na-serra-do-bucaco-1750850072023_320.jpg" alt="Investigadores portugueses descobrem fungo fossilizado com 300 milhões de anos na Serra do Buçaco"></a></article></aside><p>A expectativa é que a <em>Banningia arbuti</em> possa originar <strong>enzimas </strong>de interesse industrial ou novos <strong>compostos antimicrobianos</strong> para a medicina. Na esfera da produção regional, os investigadores pretendem avaliar se este ser vivo intervém de modo direto na fermentação natural que transforma o fruto na famosa bebida espirituosa portuguesa.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em><a href="https://www.uminho.pt/PT/siga-a-uminho/Paginas/Detalhe-do-evento.aspx?Codigo=68649" target="_blank">Nova espécie de fungo descoberta em medronheiros portugueses</a>. Universidade do Minho</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/cientistas-portugueses-descobrem-nova-especie-de-fungo-em-frutos-de-medronheiro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Especialista da Meteored avisa para a intensidade do jato polar: "vai influenciar o tempo durante mais sete dias"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/especialista-da-meteored-avisa-para-a-intensidade-do-jato-polar-vai-influenciar-o-tempo-durante-mais-sete-dias.html</link><pubDate>Thu, 04 Jun 2026 15:29:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A corrente de jato polar deverá manter-se intensa e ondulante nos próximos dias, contribuindo para uma maior influência atlântica sobre Portugal Continental. O que é que isto significa? Confira aqui!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xad5xec"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xad5xec.jpg" id="xad5xec"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como referimos em previsões anteriores, <strong>a corrente de jato polar encontra-se intensa e ondulada, influenciando o estado de tempo em Portugal Continental</strong>. Mas quais são os principais fatores que se devem a esta influência? Descubra aqui!</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No atual cenário atmosférico, a influência da corrente de jato polar deverá <strong>continuar a sentir-se com maior expressão no litoral Norte e Centro do país</strong>, tal como tem acontecido nos últimos dias.</p><h2>Corrente de jato polar intensa nos próximos sete dias: quais os efeitos? </h2><p>O atual padrão atmosférico que se verifica no litoral Norte e Centro, com dias parcialmente cinzentos, <strong>chuva fraca e descida das temperaturas deve-se à forte ondulação do jato polar</strong>, que, regra geral, contribui para uma maior frequência e intensidade de depressões atlânticas quando estamos nas estações do ano mais propícias a.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/especialista-da-meteored-alerta-para-a-intensidade-do-jato-polar-vai-influenciar-o-tempo-durante-mais-sete-dias-1780576123569.png" data-image="t6u0pqk4eyy3" alt="vento a 300 hpa" title="vento a 300 hpa"><figcaption>Um jato polar ondulante e intenso resulta numa maior influência atlântica, contribuindo, acima de tudo, para temperaturas mais baixas no litoral, assim como mais nebulosidade e mais vento.</figcaption></figure><p>No entanto, <strong>os efeitos desta corrente podem variar conforme a posição da mesma</strong>. Caso esta se encontre em<strong> latitudes mais elevadas</strong>, poderá favorecer condições mais secas e quentes, devido à formação de cristas subtropicais, assim como também pode contribuir para uma intensificação do anticiclone dos Açores e ainda facilitar a advecção de massas de ar quente provenientes de África.</p><p>Contudo, caso esta se encontre a<strong> latitudes mais baixas</strong>, que deverá ser este o caso nos próximos dias, tal como conseguimos observar no mapa acima, os efeitos poderão ser opostos. Tais como, a possibilidade de uma maior instabilidade atmosférica, podendo traduzir-se em aguaceiros e trovoadas, temperaturas mais contidas e possível formação de gotas frias (tal como as que aconteceram por diversas vezes na primavera climatológica) ou depressões isoladas em altitude.</p><h2>O que poderemos verificar no tempo em Portugal nos próximos dias?</h2><p>Desta forma, e como também já fomos mencionando em previsões anteriores, <strong>os próximos dias contarão com fluxo predominante de norte ou noroeste</strong>, contribuindo para uma maior influência atlântica que resulta em dias com <strong>maior nebulosidade</strong>, especialmente junto ao litoral, em <strong>episódios de chuva fraca</strong>, também prevista essencialmente para o noroeste do país, e em <strong>temperaturas mais baixas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772219" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/grande-mudanca-nos-mapas-de-tempo-a-partir-de-quarta-feira-dia-10-a-crista-africana-vai-chegar-a-portugal.html" title="Grande mudança nos mapas de tempo: a partir de quarta-feira, dia 10, a crista africana vai chegar a Portugal">Grande mudança nos mapas de tempo: a partir de quarta-feira, dia 10, a crista africana vai chegar a Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/grande-mudanca-nos-mapas-de-tempo-a-partir-de-quarta-feira-dia-10-a-crista-africana-vai-chegar-a-portugal.html" title="Grande mudança nos mapas de tempo: a partir de quarta-feira, dia 10, a crista africana vai chegar a Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/grande-mudanca-nos-mapas-de-tempo-a-partir-de-quarta-feira-dia-10-a-crista-africana-vai-chegar-a-portugal-1780572492665_320.png" alt="Grande mudança nos mapas de tempo: a partir de quarta-feira, dia 10, a crista africana vai chegar a Portugal"></a></article></aside><p><strong>O contraste das temperaturas deverá ser o efeito mais visível nos próximos dias</strong>, principalmente a partir do início da próxima semana, que indica uma subida gradual das temperaturas no interior, onde as máximas esperadas podem alcançar os 34 ºC, enquanto no litoral os termómetros continuarão a registar valores entre os 17 ºC e os 23 ºC, de grosso modo. </p><p>Porém, <strong>as atuais previsões indicam que a meio de junho este cenário poderá mudar</strong>, resultando numa subida acentuada das temperaturas também no litoral Norte e Centro do país. Todavia, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/especialista-da-meteored-avisa-para-a-intensidade-do-jato-polar-vai-influenciar-o-tempo-durante-mais-sete-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Incrível: o primeiro voo tripulado para Marte está previsto para 2034?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/incrivel-o-primeiro-voo-tripulado-para-marte-esta-previsto-para.html</link><pubDate>Thu, 04 Jun 2026 15:05:48 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A SpaceX e Chun Wang, um investidor maltês, anunciaram planos para a primeira missão tripulada de sobrevoo de Marte, uma viagem extraordinária que poderá realizar-se já em 2034!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/incroyable-le-premier-vol-habite-vers-mars-prevu-pour-1779953329160.jpeg" data-image="dkdc3r8mqous" alt="Marte" title="Marte"><figcaption>Segundo a SpaceX, a nave espacial Starship que transporta Chun Wang poderá voar para Marte em agosto de 2034.</figcaption></figure><p>O investidor em criptomoedas Chun Wang quer ser o primeiro ser humano a entrar em órbita de Marte a bordo da nave Starship da SpaceX, uma viagem que poderá <strong>ser possível já em 2034</strong>, segundo a empresa norte-americana! </p><h2>Será que a viagem é viável?</h2><p>Embora Chun Wang, um empresário nascido em Malta e de origem chinesa, tenha acumulado a sua fortuna e construído uma reputação no mundo das criptomoedas, também se destacou no setor espacial. Mais concretamente, financiou e lançou a missão Fram2 em 2025, tornando-se <strong>o primeiro civil a realizar um voo tripulado a bordo de uma cápsula Crew Dragon sobre os pólos terrestres</strong>.</p><p>No entanto, Chun Wang não tencionava contentar-se com esta experiência, por si só já incrível. Agora, está a colaborar com a SpaceX para <strong>concretizar um sobrevoo tripulado de Marte</strong>, o que constituiria um marco na história da humanidade!</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr"> SpaceX annonce sa première mission interplanétaire habitée : un survol de Mars sans atterrissage à bord dun Starship. La mission, dune durée de 2 ans, embarquera Chun Wang, le commandant de la précédente mission Fram2. <a href="https://t.co/uPMfWt9LIy">pic.twitter.com/uPMfWt9LIy</a></p>— Xplora (@XploraSpace) <a href="https://x.com/XploraSpace/status/2057751331457163487?ref_src=twsrc%5Etfw">May 22, 2026</a></blockquote></figure><p>O investidor maltês é, de facto, a favor de uma abordagem gradual em relação ao Planeta Vermelho. Embora muitos esperem que os humanos pise diretamente em Marte, Chun Wang defende<strong> uma abordagem mais "razoável"</strong>, começando com um <strong>sobrevoo orbital</strong> antes de qualquer missão tripulada à superfície do planeta. Segundo ele, este primeiro sobrevoo <em>"acenderá a faísca, despertará a imaginação e criará o impulso necessário" </em>para futuras missões mais ambiciosas.</p><p>Esta visão pragmática foi<strong> aceite e promovida pela SpaceX</strong>, que está sempre disposta a considerar as ideias de investidores abastados para demonstrar a superioridade do seu sistema de transporte. No entanto, antes de embarcar numa missão a Marte, Chun Wang deseja realizar um voo de teste à volta da Lua, o que já constitui, por si só, uma aventura extraordinária.</p><h2>Uma missão que poderá ser concluída já em 2034?</h2><p>Segundo a SpaceX, este tipo de missão é viável num futuro relativamente próximo. Na verdade, o multimilionário e a SpaceX já acordaram uma data: <strong>21 de agosto de 2034</strong>. Este primeiro voo tripulado a Marte teria, portanto, lugar dentro de aproximadamente oito anos, um projeto que parece ambicioso se tivermos em conta o progresso da missão Artemis.</p><p>No entanto, o projeto parece estar bastante avançado entre os dois parceiros, uma vez que, segundo consta, já foi elaborado um <strong>plano de voo</strong>. Segundo a SpaceX, a nave Starship reabastecer-se-ia de combustível na órbita terrestre baixa antes de se dirigir para Vénus e, posteriormente, aproveitando a atração gravitacional do planeta, seria impulsionada em direção a Marte, onde chegaria <strong>em junho de 2035</strong>. Está mesmo a ser considerada uma passagem por Fobos, uma das duas luas de Marte.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Fram2s Mission Commander <a href="https://x.com/satofishi?ref_src=twsrc%5Etfw">@satofishi</a> is set to fly aboard Starships first interplanetary human spaceflight mission <a href="https://t.co/7ehxZJSGXd">https://t.co/7ehxZJSGXd</a> <a href="https://t.co/YkzvgDxMC9">pic.twitter.com/YkzvgDxMC9</a></p>— SpaceX (@SpaceX) <a href="https://x.com/SpaceX/status/2057602409937912158?ref_src=twsrc%5Etfw">May 21, 2026</a></blockquote></figure><p>Uma viagem de ida e volta a Marte deste tipo duraria <strong>aproximadamente dois anos</strong>, o que significa que Chun Wang se tornaria não só o primeiro ser humano a sobrevoar Marte, mas também o astronauta com <strong>o voo espacial mais longo até à data</strong>. O recorde atual é detido por Valeri Polyakov, que passou 437 dias, 17 horas e 58 minutos no espaço a bordo da estação espacial Mir entre 1994 e 1995.</p><p>No papel, esta futura missão espacial tem todo o potencial para se tornar <strong>um</strong> <strong>acontecimento histórico</strong>, especialmente dada a sua duração relativamente curta. No entanto, recomenda-se cautela. De facto, não é raro que este tipo de missões ambiciosas, financiadas com fundos privados, sejam <strong>canceladas no último momento</strong>, como aconteceu com o projeto dearMoon, que tinha como objetivo levar um multimilionário japonês a uma órbita lunar a bordo de uma nave Starship antes de a missão ser abruptamente cancelada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771370" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/missao-psyche-da-nasa-rumo-a-cintura-de-asteroides-ganha-impulso-com-a-aproximacao-a-marte.html" title="Missão Psyche da NASA rumo à Cintura de Asteroides ganha impulso com a aproximação a Marte">Missão Psyche da NASA rumo à Cintura de Asteroides ganha impulso com a aproximação a Marte</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/missao-psyche-da-nasa-rumo-a-cintura-de-asteroides-ganha-impulso-com-a-aproximacao-a-marte.html" title="Missão Psyche da NASA rumo à Cintura de Asteroides ganha impulso com a aproximação a Marte"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nasa-s-psyche-mission-toward-the-asteroid-belt-gains-speed-from-mars-flyby-1779921273156_320.jpg" alt="Missão Psyche da NASA rumo à Cintura de Asteroides ganha impulso com a aproximação a Marte"></a></article></aside><p>Até 2034, <strong>será necessário enfrentar inúmeros desafios técnicos</strong>; a Starship ainda não está totalmente operacional, para não falar dos <strong>riscos para a saúde </strong>que um voo espacial tão longo acarreta. No entanto, o financiamento privado poderá tornar este tipo de viagens espaciais de longa duração uma realidade mais cedo do que o previsto, o que é uma excelente notícia.</p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><em><a href="https://www.lesnumeriques.com/astronomie-conquete-spatiale/un-milliardaire-de-la-crypto-s-offre-un-voyage-fou-autour-de-mars-avec-spacex-n256287.html" target="_blank">SpaceX anuncia un vuelo tripulado a Marte para agosto de 2034 con un multimillonario de las criptomonedas</a></em><em> , Les Numériques (23 de mayo de 2026), Brice Haziza</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/incrivel-o-primeiro-voo-tripulado-para-marte-esta-previsto-para.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alterações na circulação atmosférica que afetam Portugal: a NAO+ irá permanecer em vigor até 11 de junho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alteracoes-na-circulacao-atmosferica-que-afetam-portugal-a-nao-ira-permanecer-em-vigor-ate-11-de-junho.html</link><pubDate>Thu, 04 Jun 2026 14:15:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A NAO+ deverá manter-se dominante até 11 de junho, mas não impedirá totalmente alguma instabilidade em Portugal. Depois, o bloqueio escandinavo poderá alterar a circulação atmosférica e aproximar depressões da Península Ibérica.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xad5yxq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xad5yxq.jpg" id="xad5yxq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A circulação atmosférica no Atlântico Norte deverá atravessar mudanças ao longo de junho. Apesar de os modelos apontarem para a manutenção de uma <strong>fase positiva da Oscilação do Atlântico Norte (NAO+)</strong> durante os próximos dias, a segunda metade do mês poderá ser influenciada por um regime de bloqueio escandinavo.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Estas alterações poderão condicionar a temperatura, a precipitação e a estabilidade atmosférica em Portugal.</p><h2>Primeira semana de junho: NAO+ mas com alguma instabilidade</h2><p>Os mais recentes dados do<strong> ECMWF indicam que a NAO+ continuará dominante até cerca de 11 de junho</strong>.<strong> </strong>Este regime está habitualmente associado a tempo mais estável na Península Ibérica, uma vez que favorece a presença do Anticiclone dos Açores e desvia as principais depressões para latitudes mais elevadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alteracoes-na-circulacao-atmosferica-que-afetam-portugal-a-nao-ira-permanecer-em-vigor-ate-11-de-junho-1780575733465.jpg" data-image="egesfoqebn9d" alt="Regimes atmosféricos previstos pelo ECMWF" title="Regimes atmosféricos previstos pelo ECMWF"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-920031">O gráfico sub-sazonal mostra a NAO+ dominante até cerca de 11 de junho, seguida por uma provável transição para bloqueio escandinavo durante a segunda metade do mês e até meados de julho.</figcaption></figure><p>Contudo, a situação atual apresenta algumas particularidades. O Anticiclone dos Açores encontra-se posicionado relativamente a sul, em latitudes próximas das subtropicais africanas, o que <strong>reduz parcialmente a sua capacidade de bloquear a circulação atlântica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alteracoes-na-circulacao-atmosferica-que-afetam-portugal-a-nao-ira-permanecer-em-vigor-ate-11-de-junho-1780575792063.png" data-image="rklg1fdqijsu" alt="Pressão, chuva, nuvens" title="Pressão, chuva, nuvens"><figcaption>Apesar do domínio da NAO+, o Anticiclone dos Açores encontra-se deslocado para latitudes mais baixas, permitindo a aproximação de instabilidade atlântica a Portugal.</figcaption></figure><p>Como consequência, algumas depressões do Atlântico Norte conseguem aproximar-se da Península Ib��rica, provocando uma descida das temperaturas, aumento da nebulosidade e possibilidade de precipitação fraca, sobretudo nas regiões Norte e Centro. Apesar disso, <strong>não são esperados fenómenos meteorológicos significativos</strong>.</p><h2>Tempo mais estável e temperaturas em recuperação</h2><p>Entre os dias 8 e 11 de junho, os modelos sugerem uma diminuição gradual da instabilidade. O Anticiclone dos Açores deverá reforçar-se e expandir a sua influência para leste, favorecendo um <strong>período mais seco e relativamente estável</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alteracoes-na-circulacao-atmosferica-que-afetam-portugal-a-nao-ira-permanecer-em-vigor-ate-11-de-junho-1780575835712.png" data-image="xbcuebqx2g11" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O Anticiclone dos Açores deverá ganhar influência no início da segunda semana de junho, favorecendo tempo mais seco, menos nebulosidade e temperaturas em recuperação.</figcaption></figure><p>Embora continuem a existir várias depressões ativas no Atlântico Norte, estas deverão permanecer suficientemente afastadas para limitar os seus efeitos sobre Portugal. As <strong>temperaturas poderão recuperar gradualmente</strong>, regressando a valores mais elevados do que o habitual para a época do ano.</p><h2>A partir de 11 de junho chega o bloqueio escandinavo</h2><p>Os cenários de médio e longo prazo indicam uma transição para um regime de bloqueio escandinavo (Scandinavian Blocking). Este padrão caracteriza-se pela <strong>instalação de altas pressões persistentes sobre o norte da Europa, particularmente sobre a Escandinávia</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alteracoes-na-circulacao-atmosferica-que-afetam-portugal-a-nao-ira-permanecer-em-vigor-ate-11-de-junho-1780576733527.jpg" data-image="cna6zkytq4sr" alt="Chuva, pressão" title="Chuva, pressão"><figcaption>Com altas pressões sobre o norte da Europa, as depressões atlânticas poderão ser desviadas para latitudes mais baixas, aproximando-se da Península Ibérica.</figcaption></figure><p>Quando este bloqueio se estabelece, as depressões atlânticas deixam de seguir a sua trajetória habitual pelo norte do continente e<strong> tendem a ser desviadas para latitudes mais baixas, aproximando-se da Península Ibérica</strong>, França ou Mediterrâneo ocidental.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772223" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/este-sabado-preve-se-que-as-temperaturas-subam-ate-7-c-em-varias-regioes-do-sul-de-portugal-continental.html" title="Este sábado prevê-se que as temperaturas subam até 7 ºC em várias regiões do sul de Portugal continental">Este sábado prevê-se que as temperaturas subam até 7 ºC em várias regiões do sul de Portugal continental</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/este-sabado-preve-se-que-as-temperaturas-subam-ate-7-c-em-varias-regioes-do-sul-de-portugal-continental.html" title="Este sábado prevê-se que as temperaturas subam até 7 ºC em várias regiões do sul de Portugal continental"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/este-sabado-preve-se-que-as-temperaturas-subam-ate-7-c-em-varias-regioes-do-sul-de-portugal-continental-1780577820135_320.png" alt="Este sábado prevê-se que as temperaturas subam até 7 ºC em várias regiões do sul de Portugal continental"></a></article></aside><p>Apesar da entrada em regime de bloqueio escandinavo, ainda não é possível concluir que Portugal enfrentará necessariamente um período instável. Durante o verão, a presença simultânea de um<strong> Anticiclone dos Açores forte pode limitar a progressão das depressões e favorecer tempo seco e quente</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alteracoes-na-circulacao-atmosferica-que-afetam-portugal-a-nao-ira-permanecer-em-vigor-ate-11-de-junho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este sábado prevê-se que as temperaturas subam até 7 ºC em várias regiões do sul de Portugal continental]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/este-sabado-preve-se-que-as-temperaturas-subam-ate-7-c-em-varias-regioes-do-sul-de-portugal-continental.html</link><pubDate>Thu, 04 Jun 2026 13:01:27 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após vários dias com temperaturas relativamente amenas, o próximo sábado deverá trazer um aquecimento mais expressivo ao sul de Portugal continental, com subidas que poderão atingir os 7 ºC em algumas regiões.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xad5z2g"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xad5z2g.jpg" id="xad5z2g"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois de vários dias com temperaturas relativamente amenas para a época do ano, o próximo sábado deverá trazer um aquecimento mais significativo a várias regiões de Portugal continental. <strong>As previsões apontam para uma subida das temperaturas máximas, especialmente no sul do país</strong>, onde os valores poderão situar-se acima da média climatológica para o início de junho.</p><h2>Temperaturas sobem gradualmente ao longo dos próximos dias</h2><p><strong>As previsões meteorológicas apontam para uma subida gradual das temperaturas entre quinta-feira e sábado em Portugal continental</strong>. Depois de uma quinta e sexta-feira marcadas por valores relativamente moderados, o primeiro sábado de junho deverá apresentar um cenário mais quente, sobretudo nas regiões do sul do país.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-sabado-preve-se-que-as-temperaturas-subam-ate-7-c-em-varias-regioes-do-sul-de-portugal-continental-1780577763123.png" data-image="jh8ufaix8r91"><figcaption>O sábado deverá ser o dia mais quente do período, com temperaturas mais elevadas em várias regiões do sul de Portugal continental.</figcaption></figure><p> Esta evolução estará associada à influência de uma massa de ar mais quente sobre a Península Ibérica e à manutenção de condições atmosféricas estáveis, favorecendo uma maior acumulação de calor durante as horas diurnas. </p><h2>Alentejo, Algarve e Beira Baixa destacam-se pela subida térmica</h2><p><strong>As regiões que deverão registar o aumento mais significativo das temperaturas máximas serão o Alentejo, o Algarve e a Beira Baixa</strong>. Em algumas localidades, <strong>os valores previstos para sábado poderão ser até 7 ºC superiores aos observados na sexta-feira.</strong></p><p>As temperaturas máximas deverão <strong>aproximar-se ou ultrapassar localmente os 30 ºC</strong> nas zonas mais quentes do interior sul, enquanto no litoral os valores serão geralmente mais moderados devido à influência marítima.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772220" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/6-c-de-anomalia-de-calor-em-portugal-o-modelo-europeu-pinta-de-vermelho-a-segunda-semana-de-junho.html" title="6 °C de anomalia de calor em Portugal: o modelo europeu pinta de vermelho a segunda semana de junho">6 °C de anomalia de calor em Portugal: o modelo europeu pinta de vermelho a segunda semana de junho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/6-c-de-anomalia-de-calor-em-portugal-o-modelo-europeu-pinta-de-vermelho-a-segunda-semana-de-junho.html" title="6 °C de anomalia de calor em Portugal: o modelo europeu pinta de vermelho a segunda semana de junho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/6-c-de-anomalia-de-calor-em-portugal-o-modelo-europeu-pinta-de-vermelho-a-segunda-semana-de-junho-1780573156344_320.png" alt="6 °C de anomalia de calor em Portugal: o modelo europeu pinta de vermelho a segunda semana de junho"></a></article></aside><p>Embora o aquecimento seja mais evidente no sul, outras regiões do território continental também deverão registar uma subida gradual das temperaturas durante o fim de semana.</p><h2>Temperaturas acima da média para o início de junho</h2><p>Os mapas de anomalia térmica sugerem que várias regiões do sul do país poderão apresentar <strong>temperaturas entre 3 e 5 ºC </strong>acima da média climatológica para esta época do ano.</p><p><strong>Esta situação não configura, para já, um episódio de calor extremo</strong>, mas evidencia uma mudança relativamente aos dias anteriores, quando várias áreas do território registavam valores mais próximos ou ligeiramente abaixo da média.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-sabado-preve-se-que-as-temperaturas-subam-ate-7-c-em-varias-regioes-do-sul-de-portugal-continental-1780577732264.png" data-image="i9tlv1svtygd"><figcaption>As temperaturas poderão situar-se vários graus acima da média para o início de junho em grande parte do sul do país.</figcaption></figure><p> A tendência aponta para um sábado mais quente e estável, sendo aconselhável acompanhar as próximas atualizações dos modelos meteorológicos para perceber se este padrão de aquecimento se prolongará nos dias seguintes. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/este-sabado-preve-se-que-as-temperaturas-subam-ate-7-c-em-varias-regioes-do-sul-de-portugal-continental.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Grande mudança nos mapas de tempo: a partir de quarta-feira, dia 10, a crista africana vai chegar a Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/grande-mudanca-nos-mapas-de-tempo-a-partir-de-quarta-feira-dia-10-a-crista-africana-vai-chegar-a-portugal.html</link><pubDate>Thu, 04 Jun 2026 11:53:38 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após dias mais cinzentos e frescos, especialmente no litoral Norte e Centro, há mudança à vista para a próxima semana, com a chegada de mais calor.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xad5ork"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xad5ork.jpg" id="xad5ork"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Entre hoje e amanhã, sexta-feira, o Norte e Centro de Portugal, especialmente nas cidades do litoral, deverão<strong> registar temperaturas máximas mais contidas, face ao resto do país</strong>. Viana do Castelo, Porto e Aveiro deverão ser as cidades mais frescas destas regiões, com valores entre os 17 ºC e os 19 ºC.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No entanto, esta <strong>tendência poderá começar a mudar a partir de sábado</strong>, dia 6 de junho, onde os termómetros poderão registar uma subida destes valores, devendo a cidade de Viana do Castelo ser a única capital de distrito com temperatura máxima abaixo de 20 ºC. O Porto deverá registar 21 ºC, Braga 23 ºC e Vila Real e Bragança 24 ºC. No Sul, a região mais quente do país nesse dia, a cidade de Beja poderá registar 30 ºC.</p><h2>Domingo, dia 7, registará uma subida das temperaturas mais acentuada na faixa interior</h2><p><strong>Entre sábado e domingo espera-se uma subida térmica ao longo de toda a faixa interior, desde Bragança até ao interior de Beja</strong>. Desta forma, são esperados valores máximos entre os 28 ºC e os 32 ºC, respetivamente. A nível local, esperam-se máximas até aos 33 ºC no Vale do Douro e Beira Interior, e até aos 34 ºC no Baixo Alentejo. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/grande-mudanca-nos-mapas-de-tempo-a-partir-de-quarta-feira-dia-10-a-crista-africana-vai-chegar-a-portugal-1780572492665.png" data-image="za4e4h6vfjoj" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>A partir do início da próxima semana, os termómetros já poderão registar valores na ordem dos 34 ºC em alguns locais, especialmente do Sul do país.</figcaption></figure><p>Junto à <strong>faixa litoral a tendência de valores mais contidos deverá permanecer</strong>, com as cidades costeiras a registarem valores entre os entre os 17 ºC e os 19 ºC, no litoral entre Viana do Castelo e Caldas da Rainha. Mais a sul, já se esperam valores entre os 20 ºC e os 23 ºC.</p><p>Nos dias seguintes,<strong> segunda e terça-feira, este contraste entre Litoral e Interior e entre Norte e Centro, e Sul, deverá manter-se</strong>, segundo a mais recente atualização dos nossos mapas. Nestes dias esperam-se, de grosso modo, valores entre os 18 ºC e os 23 ºC no litoral e valores entre os 31 ºC e os 34 ºC no interior, como podemos observar no mapa acima.</p><h2>A partir de quarta-feira os valores poderão subir, essencialmente no interior Centro e Sul</h2><p>A atual previsão mostra-nos uma <strong>nova subida das temperaturas, devido à crista (ou dorsal) africana</strong>, que se traduz por uma extensão de altas pressões e contribui para bloquear a chegada frentes frias a Portugal, atraindo, consequentemente, uma massa de ar quente e seco. No entanto, <strong>esta subida não deverá ser sentida em todo o país, pelo menos nos primeiros dias</strong>. É expectável que esta influencie os termómetros a partir de quarta-feira, dia 10 de junho, mas com maior expressão no interior Centro e Sul.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772220" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/6-c-de-anomalia-de-calor-em-portugal-o-modelo-europeu-pinta-de-vermelho-a-segunda-semana-de-junho.html" title="6 °C de anomalia de calor em Portugal: o modelo europeu pinta de vermelho a segunda semana de junho">6 °C de anomalia de calor em Portugal: o modelo europeu pinta de vermelho a segunda semana de junho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/6-c-de-anomalia-de-calor-em-portugal-o-modelo-europeu-pinta-de-vermelho-a-segunda-semana-de-junho.html" title="6 °C de anomalia de calor em Portugal: o modelo europeu pinta de vermelho a segunda semana de junho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/6-c-de-anomalia-de-calor-em-portugal-o-modelo-europeu-pinta-de-vermelho-a-segunda-semana-de-junho-1780573156344_320.png" alt="6 °C de anomalia de calor em Portugal: o modelo europeu pinta de vermelho a segunda semana de junho"></a></article></aside><p>Nesse dia, espera-se uma<strong> subida dos valores face ao dia anterior, na Beira Interior e no Alentejo</strong>, junto à fronteira com Espanha. No dia seguinte, quinta-feira, espera-se nova subida numa área mais alargada, mas abrangendo essencialmente regiões mais afastadas do litoral, do Centro e Sul.</p><p>Ao que tudo indica, na sexta-feira, dia 12, poderá haver uma interrupção desta subida, no entanto, ao que conseguimos apurar no momento da redação desta previsão é que a partir de sábado, dia 13, poderá dar-se uma nova subida, que <strong>deverá manter-se até à semana seguinte e abranger praticamente todo o país</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/grande-mudanca-nos-mapas-de-tempo-a-partir-de-quarta-feira-dia-10-a-crista-africana-vai-chegar-a-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[6 °C de anomalia de calor em Portugal: o modelo europeu pinta de vermelho a segunda semana de junho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/6-c-de-anomalia-de-calor-em-portugal-o-modelo-europeu-pinta-de-vermelho-a-segunda-semana-de-junho.html</link><pubDate>Thu, 04 Jun 2026 11:39:57 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Ao longo da segunda semana de junho uma massa de ar quente irá pairar sobre Portugal continental, deixando temperaturas potencialmente até 6 ºC acima da média da época.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xad5spu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xad5spu.jpg" id="xad5spu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Após uma reta final de maio invulgarmente quente, os valores desta primeira semana de junho estão significativamente mais baixos - sobretudo no litoral Norte e Centro -, embora <strong>as temperaturas se mantenham elevadas no interior alentejano e Sotavento Algarvio</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>Uma crista subtropical será favorável à instalação de uma massa de ar mais quente sobre o interior Norte e Centro, bem como grande parte do Sul de Portugal continental, onde poderão ser atingidos 35 ºC ou, localmente, até mesmo valores superiores.</div><p>Para a próxima semana vislumbra-se o predomínio de um tempo estável devido ao estabelecimento de uma crista que permitirá a chegada de uma massa de ar quente. Deste modo, é esperada uma <strong>nova subida das temperaturas</strong>, sendo expectável que <strong>em grande parte do país se registem até 6 ºC acima da média para a época</strong>, de acordo com o modelo europeu (ECMWF).</p><h2>Massa de ar quente sobre a Península Ibérica deixará anomalias positivas de até 6 ºC em Portugal</h2><p>O mapa de anomalias do modelo europeu para a <strong>semana de 8 a 15 de junho aponta para um cenário caracterizado por temperaturas claramente superiores ao habitual</strong> em grande parte da geografia de Portugal, incluindo parte do território insular (Açores).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/6-c-de-anomalia-de-calor-em-portugal-o-modelo-europeu-pinta-de-vermelho-a-segunda-semana-de-junho-1780572171564.png" data-image="52czelps3exm"><figcaption>Prevê-se o estabelecimento de uma massa de ar quente sobre grande parte do território português na próxima semana.</figcaption></figure><p><strong>Portugal continental aparece quase totalmente coberto por tons avermelhados, sinal evidente de um tempo mais quente do que o normal para esta época do ano</strong>, embora com diferenças significativas entre regiões. Neste contexto de anomalias térmicas positivas surge também o <strong>arquipélago dos Açores</strong>, onde se observam temperaturas ligeiramente acima do normal (<strong>até 1 ºC acima da média</strong>, especialmente nos Grupos Central e Oriental).</p><p>As anomalias mais significativas deverão concentrar-se em vastas zonas do interior da unidade territorial do Continente, abrangendo a quase totalidade da <strong>Região Norte, Viseu Dão-Lafões, Beiras e Serra da Estrela e Beira Baixa, e ainda o Alto e Baixo Alentejo</strong>, onde o modelo chega a indicar anomalias positivas próximas ou mesmo localmente superiores a <strong>6 ºC em relação à média climatológica de referência</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/6-c-de-anomalia-de-calor-em-portugal-o-modelo-europeu-pinta-de-vermelho-a-segunda-semana-de-junho-1780572080995.jpg" data-image="14z9dc3v8mc6"><figcaption>O modelo europeu indica anomalias térmicas positivas para quase todo o território português na segunda semana de junho, exceto no arquipélago da Madeira. </figcaption></figure><p>Isto sugere que se registarão dias com um calor muito mais típico de uma fase mais avançada do verão do que de um início de junho. No resto do território de Portugal continental, mais influenciado pelo efeito de proximidade ao oceano Atlântico, também se observa um <strong>predomínio de anomalias térmicas positivas, embora um pouco mais moderadas, geralmente entre 1 e 3 ºC acima do normal</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772104" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-tera-mais-quatro-dias-de-influencia-polar-antes-de-mudanca-no-estado-do-tempo.html" title="Portugal continental terá mais quatro dias de influência polar antes de mudança no estado do tempo">Portugal continental terá mais quatro dias de influência polar antes de mudança no estado do tempo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-tera-mais-quatro-dias-de-influencia-polar-antes-de-mudanca-no-estado-do-tempo.html" title="Portugal continental terá mais quatro dias de influência polar antes de mudança no estado do tempo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-continental-tera-mais-quatro-dias-de-influencia-polar-antes-de-mudanca-no-estado-do-tempo-1780496184583_320.png" alt="Portugal continental terá mais quatro dias de influência polar antes de mudança no estado do tempo"></a></article></aside><p>Por outro lado, o litoral Oeste e alguns outros pontos da faixa costeira ocidental poderão ficar um pouco mais à margem do excesso de calor graças não só ao efeito termorregulador do mar, como também à nortada. A exceção poderá ser assumida pelo <strong>arquipélago da Madeira</strong>, região autónoma insular na qual se observam anomalias térmicas negativas generalizadas, o que se traduziria em <strong>temperaturas ligeiramente mais baixas do que o habitual (até 1 ºC abaixo da média)</strong>.</p><h2>A segunda semana de junho pode registar uma intensificação temporária do calor nestas datas</h2><p>A segunda semana de junho será caracterizada por uma <strong>subida gradual das temperaturas em grande parte de Portugal</strong>, estimulada pelo reforço das altas pressões e pela chegada de uma massa de ar mais quente.</p><p>Apesar de o tempo estar quente desde o início da semana, é esperado que o calor se intensifique com o passar dos dias. <strong>Para segunda (8) e terça-feira (9)</strong> já se preveem valores claramente acima da média registada num início de junho, especialmente no <strong>vale do Douro, Beira Baixa, Alentejo e Sotavento Algarvio</strong>, Algarve, onde as temperaturas máximas variarão entre os <strong>30 e os 35 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/6-c-de-anomalia-de-calor-em-portugal-o-modelo-europeu-pinta-de-vermelho-a-segunda-semana-de-junho-1780571760263.jpg" data-image="subbqo0vzjbv"><figcaption>De momento, o pico do episódio de calor está previsto para os dias 10 e 11 de junho.</figcaption></figure><p>Entretanto, o litoral Norte e Centro e algumas outras zonas da faixa costeira ocidental (costas de Lisboa, Caparica e Arrábida e ainda a costa Alentejana e Vicentina) registarão temperaturas bem mais contidas ou amenas.<strong> A partir de quarta-feira, 10 de junho</strong>, prevê-se que o calor se torne mais intenso e se expanda em termos de área geográfica abrangida, com as temperaturas máximas em <strong>torno dos 35/36 ºC no vale do Guadiana e noutros locais do interior Centro e Sul</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>É na quarta e na quinta-feira, dias 10 e 11 de junho, que poderá ser atingido o pico do episódio de calor, com vastas áreas do interior Norte e Centro, Alentejo e Sotavento Algarvio a registarem valores entre 32 e 36 ºC</strong><strong>, podendo mesmo vir a ser registados valores localmente superiores nos pontos mais quentes do interior Sul</strong>.</div><p>Para a <strong>reta final da próxima semana</strong> a incerteza na previsão aumenta significativamente, mas os primeiros sinais indicam que se seguirá um <strong>período de altos e baixos na temperatura</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/6-c-de-anomalia-de-calor-em-portugal-o-modelo-europeu-pinta-de-vermelho-a-segunda-semana-de-junho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item></channel></rss>