<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Mon, 27 Apr 2026 15:00:23 +0000</lastBuildDate><pubDate>Mon, 27 Apr 2026 15:00:23 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Chuva e trovoadas localmente intensas entre terça e quarta darão lugar a uma subida térmica na segunda metade da semana]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-e-trovoadas-localmente-intensas-entre-terca-e-quarta-darao-lugar-a-uma-subida-termica-na-segunda-metade-da-semana.html</link><pubDate>Mon, 27 Apr 2026 14:01:05 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A aproximação de uma depressão em altitude vai trazer instabilidade a Portugal, com aguaceiros e trovoadas mais prováveis no início da semana, seguidos de uma gradual estabilização das condições meteorológicas nos dias seguintes.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa761s8"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa761s8.jpg" id="xa761s8"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>As condições meteorológicas em Portugal continental vão sofrer uma mudança ao longo desta semana, com o regresso da instabilidade após um período mais estável. Entre terça e quarta-feira, <strong>são esperados aguaceiros e trovoadas, que poderão ser localmente intensos, sobretudo nas regiões Norte e Centro,</strong> antes de uma melhoria gradual a partir de quinta-feira.</p><h2>Instabilidade atmosférica marca o início da semana</h2><p>Esta alteração está relacionada com a <strong>aproximação de um cavado em altitude</strong> sobre a Península Ibérica. Trata-se de uma estrutura que favorece a subida do ar e, quando <strong>combinada com uma corrente de jato ativa</strong>, cria um ambiente propício ao desenvolvimento de <strong>nuvens de grande desenvolvimento vertical</strong>. Ao mesmo tempo, os valores de energia convectiva aumentam a probabilidade de formação de aguaceiros e trovoadas, sobretudo durante a tarde.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-chuva-e-trovoadas-localmente-intensas-entre-terca-e-quarta-feira-1777297630430.png" data-image="5mg4vh626agd"><figcaption>Durante a tarde de terça-feira, começam a surgir aguaceiros dispersos em várias regiões do território, sobretudo no interior Norte e Centro. Este primeiro sinal de instabilidade está associado à aproximação de um cavado em altitude, favorecendo o desenvolvimento de núcleos convectivos irregulares, ainda com distribuição muito localizada.</figcaption></figure><p>Na terça-feira, a instabilidade começa a ganhar expressão. <strong>Ao longo da tarde, deverão formar-se aguaceiros</strong>, por vezes intensos e acompanhados de trovoada, sobretudo no interior Norte e Centro. A precipitação poderá atingir 10 a 20 mm em poucas horas, com valores pontualmente superiores. As temperaturas máximas deverão variar entre <strong>20 e 25 °C no litoral e entre 26 e 29 °C no interior</strong>. O vento será, em geral, fraco a moderado, com rajadas até 50–60 km/h, mais prováveis nas zonas expostas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-chuva-e-trovoadas-localmente-intensas-entre-terca-e-quarta-feira-1777297717719.png" data-image="m5881wfol8lz"><figcaption>Na quarta-feira, a instabilidade torna-se mais organizada e abrangente, com aguaceiros mais frequentes e localmente intensos, especialmente no interior Norte e Centro. A presença de ar frio em altitude e maior energia disponível contribui para o desenvolvimento de trovoadas, podendo originar acumulados significativos em curtos períodos.</figcaption></figure><p>Na quarta-feira, a instabilidade deverá ser mais generalizada. A combinação entre o cavado, o suporte dinâmico em altitude e a energia ainda disponível favorece <strong>aguaceiros e trovoadas, por vezes localmente intensos</strong>. A precipitação acumulada poderá atingir valores localmente elevados, sendo superior no interior Norte e Centro. <strong>As temperaturas descem de forma acentuada</strong>, com máximas entre 16 e 22 °C. O vento poderá apresentar rajadas até 60–70 km/h, sobretudo no litoral e nas terras altas.</p><h2>Diminuição da instabilidade e subida térmica na segunda metade da semana</h2><p>A partir de quinta-feira, a <strong>instabilidade perde força</strong>. Ainda poderão ocorrer aguaceiros dispersos, mais prováveis no Norte e em zonas montanhosas, com acumulados geralmente inferiores a 5–10 mm. <strong>As temperaturas mantêm-se contidas e o vento moderado</strong>, com rajadas até 40–50 km/h.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-esta-semana-chuva-e-trovoadas-localmente-intensas-entre-terca-e-quarta-feira-1777297614981.png" data-image="zlz0u26tohnm"><figcaption>No sábado, observa-se uma clara estabilização da atmosfera, com predomínio de tempo seco e subida das temperaturas, mais evidente no interior. A diminuição da nebulosidade e o enfraquecimento da circulação perturbada permitem uma recuperação térmica gradual, aproximando os valores de um padrão mais típico para a época.</figcaption></figure><p>Na sexta-feira, o padrão torna-se mais estável, com precipitação residual. No sábado, o tempo será seco, com céu pouco nublado e <strong>subida das temperaturas, com máximas entre 23 e 26 °C</strong>. O vento deverá soprar, em geral, fraco a moderado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765970" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/trovoadas-em-portugal-os-11-distritos-sob-vigilancia-esta-terca-feira-28-de-abril.html" title="Trovoadas em Portugal: os 11 distritos sob vigilância esta terça-feira, 28 de abril">Trovoadas em Portugal: os 11 distritos sob vigilância esta terça-feira, 28 de abril</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/trovoadas-em-portugal-os-11-distritos-sob-vigilancia-esta-terca-feira-28-de-abril.html" title="Trovoadas em Portugal: os 11 distritos sob vigilância esta terça-feira, 28 de abril"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/trovoadas-em-portugal-os-11-distritos-sob-vigilancia-esta-terca-feira-28-de-abril-1777297337086_320.jpg" alt="Trovoadas em Portugal: os 11 distritos sob vigilância esta terça-feira, 28 de abril"></a></article></aside><p>Por se tratar de uma previsão de médio prazo, aconselha-se o acompanhamento das atualizações meteorológicas, devido à possível variabilidade na distribuição e intensidade dos fenómenos convectivos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-e-trovoadas-localmente-intensas-entre-terca-e-quarta-darao-lugar-a-uma-subida-termica-na-segunda-metade-da-semana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Trovoadas em Portugal: os 11 distritos sob vigilância esta terça-feira, 28 de abril]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/trovoadas-em-portugal-os-11-distritos-sob-vigilancia-esta-terca-feira-28-de-abril.html</link><pubDate>Mon, 27 Apr 2026 13:51:59 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O estado de tempo em Portugal irá sofrer uma mudança nas próximas horas, onde vários distritos já se encontram sob aviso amarelo, segundo o IPMA. Confira aqui a previsão.</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/418EFhXSVFE/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=418EFhXSVFE" id="418EFhXSVFE"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A semana que hoje se inicia, trará algumas <strong>mudanças no padrão atmosférico</strong>, desde chuva quase generalizada, podendo ser acompanhada de trovoada, a uma descida das temperaturas, causada pela aproximação de uma massa de ar frio.</p><h2>IPMA já emitiu novos avisos meteorológicos</h2><p>Esta semana arrancou com aviso amarelo de chuva, que poderá ser acompanhada de trovoada, <strong>em vigor a partir das 12h e até às 18h de hoje</strong>, nos distritos de Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Bragança, Porto, Aveiro e Viseu, segundo a mais recente atualização do IPMA. Destes sete distritos, os primeiros três contam também com <strong>aviso amarelo de trovoada</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No entanto, para amanhã, dia 28 de abril, espera-se um <strong>agravamento do estado de tempo</strong>, tendo o IPMA emitido outros avisos que se deverão estender, no total, a 11 distritos, cobrindo o Norte, Centro e Sul do país, especialmente ao longo da faixa interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/trovoadas-em-portugal-os-11-distritos-sob-vigilancia-esta-terca-feira-28-de-abril-1777297192877.png" data-image="pgghs6dy68m3" alt="densidade de raios" title="densidade de raios"><figcaption>O momento mais crítico da trovoada poderá ser a tarde de terça-feira, dia 28 de abril, onde várias regiões poderão ficar expostas a este fenómeno, assim como à chuva.</figcaption></figure><p>Os distritos em questão são Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Coimbra, Santarém, Portalegre e Évora, cujos avisos de chuva e trovoada deverão <strong>permanecer em vigor entre as 12h e as 21h</strong>.</p><p>É expectável que a partir das primeiras horas da tarde de terça-feira a precipitação, que também poderá ser acompanhada de trovoada, <strong>possa começar a estender-se a praticamente todo o continente</strong>, contando com períodos de chuva por vezes forte.</p><h2>Apesar de uma pequena melhoria, quarta-feira contará com chuva e temperaturas mais baixas</h2><p>Ainda assim, espera-se uma melhoria gradual ao final do dia, devendo<strong> alguns núcleos instáveis manterem-se durante a madrugada e dia de quarta-feira, dia 29</strong>. No entanto, ao longo deste dia, espera-se que as regiões Norte e Centro contem com chuva persistente, e com alguns episódios de chuva forte, devendo ao final do dia esta instabilidade perder força e concentrar-se no Norte do país.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765873" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/de-junho-a-agosto-revelamos-as-primeiras-tendencias-para-o-verao-em-portugal.html" title="De junho a agosto: revelamos as primeiras tendências para o verão em Portugal">De junho a agosto: revelamos as primeiras tendências para o verão em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/de-junho-a-agosto-revelamos-as-primeiras-tendencias-para-o-verao-em-portugal.html" title="De junho a agosto: revelamos as primeiras tendências para o verão em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/de-junho-a-agosto-revelamos-as-primeiras-tendencias-para-o-verao-em-portugal-1777247465687_320.jpg" alt="De junho a agosto: revelamos as primeiras tendências para o verão em Portugal"></a></article></aside><p>Para além disto, espera-se uma <strong>diminuição das temperaturas máximas a partir de amanhã</strong>, terça-feira, que deverá ser sentida com maior expressão também na quarta-feira, tal como referimos em previsões anteriores, devido à aproximação de uma massa de ar frio. Para esse dia, esperam-se valores entre os 13 ºC na Guarda e os 21 ºC em Lisboa e Santarém.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/trovoadas-em-portugal-os-11-distritos-sob-vigilancia-esta-terca-feira-28-de-abril.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O MIT confirma: as plantas ouvem as gotas a cair e germinam até 40% mais depressa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-mit-confirma-as-plantas-ouvem-as-gotas-a-cair-e-germinam-ate-40-mais-depressa.html</link><pubDate>Mon, 27 Apr 2026 11:45:17 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Engenheiros do MIT demonstraram que as sementes de arroz aceleram a sua germinação ao ouvir o som das gotas de chuva a cair. Esta descoberta abre uma nova perspetiva sensorial sobre o mundo vegetal.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-mit-lo-confirma-las-plantas-oyen-caer-las-gotas-y-germinan-hasta-40-mas-rapido-1777036934448.jpg" data-image="8h7z0lqcadyt" alt="Se trata de la primera evidencia directa de que el reino vegetal tiene una especie de oído." title="Se trata de la primera evidencia directa de que el reino vegetal tiene una especie de oído."><figcaption>Trata-se da primeira prova direta de que o reino vegetal possui uma espécie de audição.</figcaption></figure><p>Será que um grão de arroz enterrado na lama consegue perceber que começou a chover? A pergunta parece tola, mas acaba de receber uma resposta num dos laboratórios mais conhecidos do mundo.<strong> Uma equipa do MIT expôs cerca de 8 000 sementes de arroz a um gotejar contínuo de chuva simulada</strong> e observou algo difícil de acreditar: germinaram até 40% mais rápido do que as do grupo de controlo.</p><p><strong>Este dado não é uma curiosidade de laboratório. Trata-se da primeira evidência direta de que o reino vegetal possui uma espécie de ouvido</strong>, um canal sensorial até agora subestimado que permite a uma planta perceber o tempo sem olhos nem tímpanos.</p><p>Se o efeito se confirmar noutras culturas, a botânica perderá para sempre essa imagem de <strong>plantas surdas a tudo o que se passa à sua volta</strong>.</p><h2>Como é que uma semente consegue «ouvir» uma tempestade?</h2><p><strong>A chave está em uns grânulos microscópicos de amido chamados estatolitos</strong>. São densos, pesados e encontram-se no interior de certas células da semente. A sua função original é agir como uma bússola vertical: caem por gravidade para o fundo da célula e indicam ao rebento na direção em que a raiz deve crescer.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-mit-lo-confirma-las-plantas-oyen-caer-las-gotas-y-germinan-hasta-40-mas-rapido-1777037276663.jpg" data-image="91r7xtnhwd8a" alt="Campos de arroz" title="Campos de arroz"><figcaption>As culturas de arroz utilizam um sistema de rega por inundação, criando barreiras ou diques para manter o nível da água. É precisamente essa água que permite que o arroz "ouça" a chuva a cair.</figcaption></figure><p>O que os investigadores descobriram foi que, quando uma gota atinge uma poça ou o solo molhado, <strong>a onda de pressão que se propaga debaixo de água chega a agitar esses estatólitos</strong>. E esse movimento funciona como um sinal de ativação.</p><p>Para dar uma ideia da magnitude do fenómeno, convém olhar para os números. Uma semente submersa a poucos centímetros de profundidade, com uma gota a cair nas proximidades, fica exposta a uma pressão sonora da ordem daquela que nós receberíamos se estivéssemos ao lado da turbina de um avião. A água, por ser muito mais densa do que o ar, amplifica o ruído de forma tremenda. <strong>Para a planta, não é música relaxante: é um alarme a todo o volume</strong>.</p><h2>O que muda se as plantas ouvirem</h2><p>As consequências são enormes. Se a sensibilidade acústica for uma estratégia evolutiva partilhada por várias espécies, <strong>abre-se uma nova perspetiva na agricultura</strong>.</p><p><strong>Estimular a germinação com sons controlados</strong> poderia melhorar os rendimentos em zonas com chuvas cada vez mais irregulares, algo crucial para a Argentina, onde a variabilidade pluviométrica define campanhas inteiras e determina o destino de colheitas completas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764688" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-fim-do-arroz-apos-9-000-anos-de-cultivo-nos-ultimos-200-anos-o-alimento-basico-do-mundo-atingiu-seu-limite-termico.html" title="O fim do arroz? Após 9.000 anos de cultivo, nos últimos 200 anos o alimento básico do mundo atingiu o seu limite térmico">O fim do arroz? Após 9.000 anos de cultivo, nos últimos 200 anos o alimento básico do mundo atingiu o seu limite térmico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-fim-do-arroz-apos-9-000-anos-de-cultivo-nos-ultimos-200-anos-o-alimento-basico-do-mundo-atingiu-seu-limite-termico.html" title="O fim do arroz? Após 9.000 anos de cultivo, nos últimos 200 anos o alimento básico do mundo atingiu o seu limite térmico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fin-del-arroz-tras-9000-anos-de-cultivo-en-los-ultimos-200-anos-el-alimento-del-mundo-alcanzo-su-limite-termico-1776374449283_320.jpg" alt="O fim do arroz? Após 9.000 anos de cultivo, nos últimos 200 anos o alimento básico do mundo atingiu o seu limite térmico"></a></article></aside><p>Há, além disso, uma camada poética que se insinua. Os japoneses intuíram isso há séculos: uma das suas microestações tradicionais chama-se, numa tradução livre,<strong> "a chuva que cai desperta o solo".</strong> O que a ciência só agora confirma, a poesia já o tinha escrito. Talvez as plantas nunca tenham sido esses seres passivos que pensávamos. Talvez estivéssemos apenas demasiado distraídos para as ouvir ouvir.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Makris, N.C. & Navarro, C. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41598-026-44444-1" target="_blank">Seeds accelerate germination at beneficial planting depths by sensing the sound of rain</a>. Scientific Reports. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-mit-confirma-as-plantas-ouvem-as-gotas-a-cair-e-germinam-ate-40-mais-depressa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[NASA confirma a passagem do meteorito Apophis: "uma das aproximações à Terra mais próximas de sempre registadas"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nasa-confirma-a-passagem-do-meteorito-apophis-uma-das-aproximacoes-a-terra-mais-proximas-de-sempre-registadas.html</link><pubDate>Mon, 27 Apr 2026 11:37:15 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A 13 de abril de 2029, um colossal visitante rochoso atravessará o céu noturno a uma distância inferior à dos nossos próprios satélites artificiais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-confirma-la-fecha-el-asteroide-apophis-pasara-mas-cerca-que-nuestros-satelites-1776843667249.jpeg" data-image="ykry9l8zykj3" alt="Meteorito Apophis" title="Meteorito Apophis"><figcaption>A NASA esclarece como será a próxima visita do asteroide Apophis, uma massa rochosa que atravessará o nosso céu e que pode ser vista sem telescópio.</figcaption></figure><p>A vigilância espacial tem em vista uma data muito específica no calendário. <strong>O trânsito de Apophis, uma massa pétrea cuja dimensão e proximidade captaram a atenção dos centros de vigilância de todo o mundo</strong>, está cada vez mais próximo. Embora o seu nome nos remeta para divindades antigas associadas à destruição, os dados atuais oferecem uma perspetiva muito mais calma e excitante para os amantes do cosmos.</p><p><strong>Trata-se, segundo a NASA, de “uma das maiores aproximações à Terra jamais registadas”</strong>. A magnitude deste corpo, que ultrapassa largamente as medidas de monumentos como a Torre Eiffel, permitirá a sua deteção sem necessidade de binóculos ou telescópios a partir de várias zonas do planeta. A comunidade científica aguarda com grande expetativa a chegada desta data para pôr à prova todos os seus instrumentos de medição noturna.</p><h2>Trajetória do meteorito Apophis e aproximação à Terra</h2><p>O calendário astronómico tem assinalada a vermelho a data de <strong>sexta-feira, 13 de abril de 2029</strong>. Nesse momento, <strong>o objeto 99942, ou Apophis, estará a apenas 32 000 quilómetros da superfície terrestre</strong>. Trata-se de uma distância realmente reduzida, se considerarmos as escalas do universo. É uma distância menor do que a que se encontra entre alguns dos satélites que gerem os nossos sinais digitais. Nunca antes a humanidade teve a oportunidade de documentar um acontecimento como este com a tecnologia moderna.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">NASA confirms: The "God of Chaos" asteroid will streak visibly across the night sky in 2029 no threat to Earth, but an unforgettable show!In just three years, on April 13, 2029, the asteroid 99942 Apophis named after the ancient Egyptian god of chaos, darkness, and <a href="https://t.co/KbCzMMUQ6P">pic.twitter.com/KbCzMMUQ6P</a></p>— Black Hole (@konstructivizm) <a href="https://twitter.com/konstructivizm/status/2044684033972453659?ref_src=twsrc%5Etfw">April 16, 2026</a></blockquote></figure><p>Os especialistas confirmam que <strong>esta rocha com 375 metros de diâmetro realizará uma passagem que não colocará a Terra em perigo</strong>. Apesar de a sua descoberta inicial em 2004 ter suscitado algum alarme devido a possíveis colisões futuras, as novas análises dissiparam todas as dúvidas. <strong>Não haverá impacto nem nesta década nem no próximo século</strong>. A tranquilidade é absoluta entre os especialistas que monitorizam cada movimento desta estrutura fóssil que viaja pelo sistema solar.</p><p>O mais fascinante desta visita é a visibilidade que proporcionará aos habitantes do hemisfério oriental nessa noite. Se as nuvens não o impedirem, os residentes da Europa, África e algumas zonas da Ásia poderão observar um ponto luminoso a atravessar o céu. Será um evento único para toda uma geração que poderá ver, a olho nu, um vestígio primordial da criação planetária. <strong>Nunca um objeto tão volumoso tinha passado tão perto sem representar um risco direto para as nossas cidades</strong>.</p><h2>Objetivos da NASA para o encontro com o asteroide Apophis</h2><p>Para a comunidade científica, esta aproximação representa uma oportunidade de ouro que classificam como totalmente sem precedentes. A atração do nosso mundo exercerá uma pressão física sobre a rocha enquanto esta atravessa as nossas imediações. <strong>Esperam-se alterações no seu ritmo de rotação e talvez pequenos tremores na sua crosta</strong>. Este laboratório natural permitirá compreender melhor a formação dos planetas. Cada dado recolhido será vital para decifrar a história do sistema onde residimos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-confirma-la-fecha-el-asteroide-apophis-pasara-mas-cerca-que-nuestros-satelites-1776843890811.jpeg" data-image="3xg3mnjub207" alt="Meterorito y planeta Tierra" title="Meterorito y planeta Tierra"><figcaption>O asteroide Apophis passará a apenas 32 000 quilómetros do nosso planeta no próximo dia 13 de abril de 2029. A NASA confirma que este espetáculo astronómico será totalmente seguro e visível a olho nu no céu noturno.</figcaption></figure><p>Este objeto, que alguns comparam à forma de um amendoim gigante, é um verdadeiro arquivo histórico de material antigo. Ao estudar a sua composição, <strong>os especialistas podem obter pistas sobre elementos que existem há milhões de anos</strong>. A colaboração entre diferentes agências garante que não se perca informação durante as horas que dura a passagem. É a ocasião ideal para analisar a resistência dos materiais que compõem estes antigos vestígios do sistema solar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="756852" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/recursos-minerais-de-asteroides-rumo-a-uma-guerra-espacial-como-regulamentar-a-extracao-mineral.html" title="Recursos minerais de asteroides: rumo a uma guerra espacial? Como regulamentar a extração mineral?">Recursos minerais de asteroides: rumo a uma guerra espacial? Como regulamentar a extração mineral?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/recursos-minerais-de-asteroides-rumo-a-uma-guerra-espacial-como-regulamentar-a-extracao-mineral.html" title="Recursos minerais de asteroides: rumo a uma guerra espacial? Como regulamentar a extração mineral?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ressources-minieres-des-asteroides-nouvelle-guerre-spatiale-encadrer-l-extraction-des-minerais-astronomie-droit-lithium-cuivre-1772106340707_320.jpeg" alt="Recursos minerais de asteroides: rumo a uma guerra espacial? Como regulamentar a extração mineral?"></a></article></aside><p>Para além da observação passiva, existem algumas propostas a nível mundial para acompanhar o viajante na sua trajetória pelo espaço. A ideia é observar de perto como se deforma ou se sofre desagregações devido à atração gravitacional da Terra. Estas manobras são fundamentais para a defesa planetária no futuro. <strong>Conhecer a densidade e a estrutura interna destes visitantes permitirá conceber as melhores estratégias de segurança</strong>.</p><h2>Grande expectativa em torno deste evento astronómico</h2><p>O interesse que este acontecimento suscita ultrapassa as paredes dos laboratórios e chega a toda a sociedade. <strong>Milhares de pessoas já se preparam para acompanhar as transmissões em direto que serão oferecidas pelos centros de investigação</strong>. Embora o risco de colisão seja inexistente, a mística que rodeia este meteorito, apelidado de divindade, continua a alimentar a imaginação. É um lembrete da nossa posição num universo dinâmico e repleto de objetos em movimento.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/t_unhCzbolY/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=t_unhCzbolY" id="t_unhCzbolY"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p><strong>Após a sua passagem em 2029, a enorme massa rochosa iniciará a sua órbita solar para voltar a visitar-nos em 2036</strong>. No entanto, esse encontro ocorrerá a uma distância muito maior e não terá o mesmo impacto visual. Por isso, todos os esforços estão centrados em aproveitar ao máximo este encontro desta década. Os melhores telescópios já estão reservados para captar cada detalhe da sua silhueta contra as estrelas, e cada fotografia aproximar-nos-á um pouco mais da compreensão do cosmos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nasa-confirma-a-passagem-do-meteorito-apophis-uma-das-aproximacoes-a-terra-mais-proximas-de-sempre-registadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A força invisível que move o mar: como a Lua e o Sol criam marés extremas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-forca-invisivel-que-move-o-mar-como-a-lua-e-o-sol-criam-mares-extremas.html</link><pubDate>Mon, 27 Apr 2026 08:43:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O que faz o nível do mar subir e descer diariamente? A resposta está na Lua e no Sol. Por trás de cada maré, há uma delicada dança gravitacional que molda o nível do mar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-fuerza-invisible-que-mueve-el-mar-como-la-luna-y-el-sol-crean-mareas-extremas-1776747223504.png" data-image="paaokqr0ngs4" alt="maré; nível do mar; Terra; gravidade; costa" title="maré; nível do mar; Terra; gravidade; costa"><figcaption>Durante a maré baixa, rochas e áreas ficam expostas, com o oceano a cobri-las novamente horas depois.</figcaption></figure><p>O mar não se move aleatoriamente. Nem as <strong>marés </strong>são simplesmente uma questão de "subir e descer". A chave? A gravidade. Este fluxo e refluxo é o <strong>resultado de um delicado equilíbrio entre a Terra, o Sol e a Lua</strong>. Uma dança cuja sincronia determina como os oceanos do nosso planeta se movem. Bem... os oceanos e também as suas partes sólidas e gasosas, mas essa é outra história.</p><p>Primeiro, vamos falar sobre a <strong>gravidade</strong>. Esta força com que dois corpos se atraem depende das suas massas e da distância entre eles. Quanto maior a massa, mais forte a atração. Mas quanto mais distantes estiverem, mais fraca ela se torna. E é precisamente isto que <strong>define o quanto o Sol e a Lua podem influenciar os nossos mares</strong>.</p><p><strong> </strong></p><div class="texto-destacado">As marés são um fenómeno periódico que, na maioria das costas, segue um ciclo semi-diurno: ocorrem duas marés altas e duas marés baixas ao longo de um dia lunar, com duração aproximada de 24 horas e 50 minutos.</div><p><br>A <strong>Lua é a principal responsável pelas marés</strong>. A sua <strong>proximidade </strong>confere-lhe uma vantagem, tornando a sua <strong>força gravitacional mais forte</strong>. Mas o fator importante não é a intensidade desta força, e sim o facto de ela ser<strong> exercida de forma desigual em todo o planeta</strong>. Esta diferença gera um campo de força (força de maré) que estica o oceano, criando duas protuberâncias: uma no lado voltado para a Lua e outra no lado oposto.</p><p>À medida que a Terra gira, todos os pontos do planeta passam por estas áreas onde o nível do oceano está ligeiramente mais alto. E neste movimento, percebemos a alternância entre a maré alta e a maré baixa. Na maioria das costas, este ciclo ocorre duas vezes por dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-fuerza-invisible-que-mueve-el-mar-como-la-luna-y-el-sol-crean-mareas-extremas-1776745778955.png" data-image="vyagzsip4so8"><figcaption>Na Baía de Fundy (Canadá), as marés podem ultrapassar os 15 metros. A faixa escura indica a altura que a água atinge regularmente.</figcaption></figure><p><strong>O Sol, apesar da sua enorme massa, tem menos influência devido à sua distância</strong>. Mas o seu efeito não é desprezível. Pode ser responsável por aproximadamente 40% a 50% do efeito lunar. No entanto, a questão relevante aqui é o que acontece quando as suas forças se combinam.</p><h2>A união faz a força</h2><p>Primeiramente, vamos esclarecer algo. <strong>As marés não implicam que a água se mova como uma onda a atravessar o oceano</strong>. Como vimos, elas resultam de um equilíbrio entre as forças gravitacionais, a rotação da Terra e a capacidade do oceano de redistribuir a sua massa. Este é um exemplo de como a Terra interage com o seu ambiente astronómico.</p><p>Agora, <strong>quando os três corpos celestes (Sol, Terra e Lua) se alinham, as suas forças gravitacionais reforçam-se mutuamente</strong>. É exatamente isto que acontece durante a Lua Nova e a Lua Cheia, quando os três corpos formam uma linha quase reta. Este alinhamento dá origem às marés vivas.</p><p>A <strong>atração combinada da Lua e do Sol intensifica o "estiramento" do oceano</strong>. Mesmo que puxem em direções opostas durante a Lua Cheia, os seus efeitos não se anulam. Ambos puxam a Terra em duas direções, criando as duas áreas onde o nível do oceano está mais alto. E é nesta dupla deformação que as marés se sobrepõem.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/como-a-lua-afeta-as-mares-a-explicacao-cientifica.html" title="Como a Lua afeta as marés: a explicação científica">Como a Lua afeta as marés: a explicação científica</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/como-a-lua-afeta-as-mares-a-explicacao-cientifica.html" title="Como a Lua afeta as marés: a explicação científica"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-influye-la-luna-en-las-mareas-la-explicacion-cientifica-1760989610478_320.jpeg" alt="Como a Lua afeta as marés: a explicação científica"></a></article></aside><p>Esta é a chave. <strong>Não se trata de a atração ser mais forte, mas sim de como essa gravidade é distribuída de forma desigual pelo planeta</strong>. Isto reforça as deformações do oceano. As marés altas ficam mais altas e as marés baixas ficam mais baixas. Por outras palavras, a amplitude das marés aumenta.</p><p>Por outro lado, durante as <strong>fases </strong>de <strong>q</strong><strong>uarto crescente</strong> e<strong> quarto minguante </strong>da Lua, a Lua e o Sol formam um ângulo próximo a 90° em relação à Terra. Nestas condições, ocorrem marés de quadratura, nas quais <strong>a diferença entre a maré alta e a maré baixa (a sua amplitude) é menor</strong>.</p><h2>Da região<br></h2><p>Ao contrário da maioria dos lugares, <strong>alguns apresentam um padrão diurno, com uma única maré alta e baixa por dia</strong>, enquanto <strong>outros exibem um padrão misto</strong>. Estas variações resultam da interação entre o forçamento astronómico e as condições locais.</p><p>Sim, o <strong>alinhamento astronómico </strong>determina o ritmo, mas a intensidade real das marés varia de lugar para lugar em redor do mundo. Depende de fatores locais como:</p><ul></ul><ul><li>Forma da costa </li><li>Profundidade do fundo marinho </li><li>Geometria das bacias (baías, golfos, estuários)</li></ul><p>Existem regiões onde a configuração geográfica favorece a ressonância, quando o tempo que a água leva para oscilar dentro de uma baía ou golfo coincide com o ritmo da maré. Nestes locais, a água acumula-se de forma mais eficiente, resultando em marés excecionalmente altas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-fuerza-invisible-que-mueve-el-mar-como-la-luna-y-el-sol-crean-mareas-extremas-1776745798716.png" data-image="uc0h83cjxkqg"><figcaption>As ondas de tempestade ou marés altas estão associadas a sistemas meteorológicos intensos, como ciclones tropicais.</figcaption></figure><p>Por outro lado, <strong>em costas abertas ou extensas plataformas continentais, a energia das marés é distribuída de forma mais uniforme</strong> e as variações do nível do mar tendem a ser mais subtis. É por isso que, em alguns lugares, as marés atingem vários metros (como na Baía de Fundy, no Canadá, ou no Estuário dos Sete Rios, no Reino Unido), enquanto noutros são quase impercetíveis.</p><h2>Nem tudo o que sobe é maré</h2><p>Outros fenómenos, como <strong>ventos, chuvas, cheias de rios, ciclones e tsunamis, frequentemente causam alterações no nível do mar</strong>. Mas essas variações, assim como os fenómenos que as causam, são ocasionais. E <strong>não podem ser classificadas como marés</strong>. Porquê? Porque não são causadas pela gravidade, nem possuem periodicidade.</p><p>As <strong>marés são processos astronómicos regulares e previsíveis</strong>. Não, elas não dependem das condições climáticas. Mas interagem com elas e podem amplificar os seus efeitos na costa. Compreender isto é fundamental. Quando coincidem com tempestades ou eventos extremos, podem aumentar o risco de inundações. Porque o nível do mar não parte do zero.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-forca-invisivel-que-move-o-mar-como-a-lua-e-o-sol-criam-mares-extremas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A “melhor maneira de conhecer Dubrovnik”? Numa bicicleta suspensa a 300 metros de altura]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-melhor-maneira-de-conhecer-dubrovnik-numa-bicicleta-suspensa-a-300-metros-de-altura.html</link><pubDate>Mon, 27 Apr 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Na Croácia, há uma nova experiência radical que desafia os mais corajosos: pedalar numa bicicleta suspensa a 300 metros de altura, com vistas únicas sobre a cidade e o Adriático.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-melhor-maneira-de-conhecer-dubrovnik-numa-bicicleta-suspensa-a-300-metros-de-altura-1777105359834.jpg" data-image="tcpq7963gldw" alt="Sky Bike" title="Sky Bike"><figcaption>Pode parecer improvável, mas a experiência existe e já conquistou Dubrovnik. Foto: Sky Bike Dubrovnik</figcaption></figure><p>Não se deixe enganar. Não precisa de passar horas no ginásio para obter benefícios para a saúde. Aliás, bastam 10 minutos numa bicicleta estática para conseguir melhorias relevantes para o organismo. </p><p>Segundo uma investigação citada pelo <em>site </em>‘El Cronista’, sessões compostas por <em>sprints</em> de 4 segundos, intercalados com breves períodos de descanso entre 15 e 30 segundos, podem ser suficientes para <strong>gerar adaptações positivas</strong> quando realizadas de forma consistente. </p><p>Depois deste método ser aplicado ao longo de oito semanas, com sessões realizadas três vezes por semana, os resultados mostraram <strong>melhorias na capacidade pulmona</strong><strong>r</strong>, assim como <strong>aumentos na resistência aeróbica e anaeróbica</strong>.</p><p>Agora, imagine os benefícios que terá ao pedalar a<strong> 300 metros de altura</strong>. Sim, a experiência é real e já é viral na Croácia. </p><p>A 16 de março, a Sky Bike regressou a <strong>Dubrovnik </strong>para desafiar os mais corajosos. </p><h2>300 metros acima de Dubrovnik</h2><p>Seria capaz de andar de bicicleta num<strong> cabo suspenso a 300 metros de altura</strong>? Quem aceita o desafio é recompensado com toda a beleza da localidade. Isto porque, ao longo dos cerca de 150 metros de percurso, é possível ver a cidade, considerada um dos núcleos medievais mais bem conservados da Europa, com muralhas erguidas sobretudo entre os séculos XIII e XVI. Ao mesmo tempo, sobressaem as paisagens sobre a Ilha de Lokrum, uma área protegida localizada a aproximadamente 600 metros da linha costeira.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-melhor-maneira-de-conhecer-dubrovnik-numa-bicicleta-suspensa-a-300-metros-de-altura-1777105469482.jpg" data-image="fdehbfrtetgx" alt="Sky Bike" title="Sky Bike"><figcaption>Pedalar a 300 metros de altura? Esta experiência radical já chegou a Dubrovnik. Foto:Sky Bike Dubrovnik </figcaption></figure><p>Esta é, assumidamente, “<strong>a melhor maneira de descobrir a beleza da região de Dubrovnik</strong>.” </p><p>“Proporciona vistas panorâmicas da paisagem circundante e uma incrível descarga de adrenalina”, lê-se no<em> site</em>.</p><div class="texto-destacado">A sensação “é semelhante a flutuar, enquanto se pedala suavemente através do ar, muitas vezes acompanhado pela brisa natural proveniente do Adriático”, acrescentam os responsáveis.</div><p>E, claro, que <strong>a segurança é sempre garantida</strong>. As bicicletas incluem assentos ergonómicos, sistemas de arnês robustos e mecanismos de propulsão (para quando as pernas deixarem de funcionar devido ao medo). </p><h2>Combinar um desporto radical com a beleza da natureza</h2><p>Como é que terá aparecido esta ideia? Segundo os responsáveis, a experiência surgiu como uma ideia para combinar a emoção dos desportos radicais “com a beleza da natureza, proporcionando uma aventura única e inesquecível para todas as idades”. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="673864" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/prepare-se-para-o-desafio-ja-pode-pedalar-na-ciclovia-que-liga-8-paises-dos-balcas.html" title="Prepare-se para o desafio: já pode pedalar na ciclovia que liga 8 países dos Balcãs">Prepare-se para o desafio: já pode pedalar na ciclovia que liga 8 países dos Balcãs</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/prepare-se-para-o-desafio-ja-pode-pedalar-na-ciclovia-que-liga-8-paises-dos-balcas.html" title="Prepare-se para o desafio: já pode pedalar na ciclovia que liga 8 países dos Balcãs"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/prepare-se-para-o-desafio-ja-pode-pedalar-na-ciclovia-que-liga-8-paises-dos-balcas-1726084232087_320.jpg" alt="Prepare-se para o desafio: já pode pedalar na ciclovia que liga 8 países dos Balcãs"></a></article></aside><p>“A nossa missão é permitir que as pessoas <strong>explorem a natureza</strong> a partir de uma <strong>perspetiva totalmente nova</strong>, criando memórias que perdurarão para toda a vida”, garantem.</p><p>Quanto às reservas, estas podem ser feitas<em> online </em>e custam<strong> 35€</strong>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-melhor-maneira-de-conhecer-dubrovnik-numa-bicicleta-suspensa-a-300-metros-de-altura.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O papel dos satélites na meteorologia: como observamos o tempo a partir do espaço]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-papel-dos-satelites-na-meteorologia-como-observamos-o-tempo-a-partir-do-espaco.html</link><pubDate>Mon, 27 Apr 2026 06:21:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Os satélites meteorológicos são fundamentais para prever o estado do tempo. A partir do espaço, observam nuvens, temperatura e humidade, permitindo acompanhar tempestades em tempo real e melhorar a precisão das previsões.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-papel-dos-satelites-na-meteorologia-como-observamos-o-tempo-a-partir-do-espaco-1777043131263.jpg" data-image="rdeblmgcx8y0" alt="Satélites" title="Satélites"><figcaption>Geoestacionários ou polares, com sensores visíveis, infravermelhos e micro-ondas: descubra como os satélites observam a atmosfera e porque são essenciais para a previsão do tempo moderna.</figcaption></figure><p>Quando consultamos imagens de nuvens ou acompanhamos a evolução de uma tempestade, raramente pensamos na tecnologia por trás dessas observações. No entanto,<strong> a meteorologia depende fortemente de satélites que orbitam a Terra e monitorizam continuamente a atmosfera.</strong> Sem estes sistemas, seria impossível acompanhar fenómenos à escala global ou alimentar os modelos numéricos que utilizamos diariamente nas previsões do tempo.</p><h2> Porque são os satélites essenciais na meteorologia?</h2><p>A atmosfera não tem fronteiras e grande parte do planeta, como os oceanos ou regiões remotas, não dispõe de estações meteorológicas. Os satélites permitem ultrapassar essa limitação, oferecendo uma visão global e contínua da Terra. <strong>Atualmente existem 322 satélites de observação da Terra em órbita, operados por 93 agências espaciais e organizações em todo o mundo,</strong> que fornecem dados essenciais para monitorizar o estado da atmosfera em tempo real.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/o-papel-dos-satelites-na-meteorologia-como-observamos-o-tempo-a-partir-do-espaco-1777043357847.jpg" data-image="2iiciktgi9l5" alt="Satélite" title="Satélite"><figcaption>O primeiro satélite meteorológico, TIROS-1.</figcaption></figure><p>O primeiro satélite meteorológico, o TIROS-1, foi lançado em 1960, marcando o início de uma nova era na observação do tempo.</p><h2> Satélites geoestacionários e Satélites de órbita polar </h2><p> Existem dois tipos principais de satélites meteorológicos, que se distinguem pela forma como orbitam a Terra. Os<strong> satélites geoestacionários</strong> permanecem aparentemente fixos sobre a mesma região, orbitando à mesma velocidade de rotação do planeta. Esta característica permite uma monitorização contínua, sendo particularmente útil para acompanhar a evolução de tempestades em tempo quase real. No entanto, essa posição mais distante implica uma menor resolução espacial.</p><p>Por outro lado, os <strong>satélites de órbita polar </strong>percorrem o planeta de polo a polo, cobrindo toda a superfície terrestre ao longo do tempo. Embora não observem continuamente o mesmo ponto, oferecem imagens com maior detalhe, sendo fundamentais para análises mais precisas da atmosfera e da superfície terrestre. </p><p>De forma simples, pode dizer-se que os<strong> satélites geoestacionários privilegiam a continuidade, enquanto os polares oferecem maior detalhe. </strong></p><h2> Mas afinal, como é que os satélites “veem” a atmosfera?</h2><p>Ao contrário do olho humano, estes sistemas não captam apenas imagens visíveis. Em vez disso, <strong>medem radiação eletromagnética emitida ou refletida pela Terra e pela atmosfera, em diferentes comprimentos de onda.</strong></p><div class="texto-destacado">De forma geral, existem sensores passivos, que recebem a radiação natural emitida ou refletida pelo sistema Terra-atmosfera, e sensores ativos, que emitem a sua própria radiação eletromagnética e analisam o sinal de retorno. </div><p>Cada um destes métodos, bem como os <strong>diferentes comprimentos de onda utilizados, fornecem informação distinta e complementar sobre o estado do sistema atmosférico. </strong></p><p> A <strong>luz visível</strong> permite observar as nuvens de forma semelhante a uma fotografia, sendo especialmente útil para identificar estruturas atmosféricas e sistemas meteorológicos à superfície. No entanto, esta observação depende da luz solar e, por isso,<strong> só está disponível durante o dia. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-papel-dos-satelites-na-meteorologia-como-observamos-o-tempo-a-partir-do-espaco-1777042587125.png" data-image="27cotn8103k0" alt="Luz visível" title="Luz visível"><figcaption>Nas imagens visíveis, quanto mais branca for a nuvem, maior é a sua refletividade e, geralmente, a sua espessura. Nuvens muito brilhantes estão frequentemente associadas a sistemas mais ativos, como frentes ou áreas de convecção. Já as zonas mais acinzentadas ou difusas correspondem a nuvens mais finas. O contraste entre terra, oceano e nuvens permite também perceber a organização dos sistemas atmosféricos com bastante detalhe.</figcaption></figure><p>Já o<strong> infravermelho</strong> mede a energia térmica emitida pelos objetos, permitindo estimar a temperatura das nuvens e observar a atmosfera tanto de dia como de noite. Esta capacidade é essencial para<strong> identificar nuvens altas e tempestades intensas, associadas a sistemas convectivos.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-papel-dos-satelites-na-meteorologia-como-observamos-o-tempo-a-partir-do-espaco-1777042468079.png" data-image="yziq9gsz8rwh" alt="Infravermelho" title="Infravermelho"><figcaption>Ao contrário do visível, o infravermelho funciona de dia e de noite. Nuvens muito frias (cores mais intensas) são geralmente mais altas e estão frequentemente associadas a tempestades ou convecção ativa. Por outro lado, áreas mais escuras indicam temperaturas mais elevadas, correspondendo à superfície terrestre ou oceânica ou a nuvens baixas. Este tipo de imagem é essencial para identificar sistemas convectivos e avaliar a intensidade potencial de uma tempestade.</figcaption></figure><p>Existe ainda um canal específico dedicado ao <strong>vapor de água</strong>, que permite acompanhar a<strong> humidade na atmosfera média e alta</strong> e identificar padrões de circulação, como os rios atmosféricos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-papel-dos-satelites-na-meteorologia-como-observamos-o-tempo-a-partir-do-espaco-1777044234356.png" data-image="pfox37e6mmja" alt="Vapor de água" title="Vapor de água"><figcaption>As imagens de vapor de água permitem observar o movimento do ar em altitude, destacando estruturas como cavados, cristas e correntes de jato. Regiões mais claras indicam ar húmido e frequentemente ascendente, enquanto zonas escuras correspondem a ar seco e descendente. Este canal é particularmente útil para identificar a dinâmica atmosférica que está “por trás” da formação de nuvens e sistemas meteorológicos.</figcaption></figure><p>Por sua vez, os<strong> sensores de micro-ondas</strong> conseguem penetrar através das nuvens, fornecendo informação sobre precipitação e estrutura interna dos sistemas meteorológicos, algo que outros comprimentos de onda não conseguem captar. </p><div class="texto-destacado"> Cada um destes “olhares” sobre a atmosfera funciona como um conjunto de lentes diferentes para construir uma visão mais completa e tridimensional da atmosfera. </div><p> Os dados recolhidos por estes sensores são fundamentais para a previsão do tempo, sendo integrados no processo de assimilação de dados que alimenta os modelos meteorológicos. Estes dados permitem <strong>definir o estado inicial da atmosfera com elevada precisão,</strong> o que é essencial para a qualidade das previsões.</p><p>É a partir desta base que modelos como o europeu conseguem simular a evolução do tempo, prever tempestades, acompanhar ciclones ou identificar rios atmosféricos.<strong> O satélite, por si só, não faz a previsão, mas sem ele o modelo não consegue funcionar de forma eficaz. </strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-papel-dos-satelites-na-meteorologia-como-observamos-o-tempo-a-partir-do-espaco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[De junho a agosto: revelamos as primeiras tendências para o verão em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/de-junho-a-agosto-revelamos-as-primeiras-tendencias-para-o-verao-em-portugal.html</link><pubDate>Mon, 27 Apr 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O modelo europeu atualizou a sua previsão para o verão em Portugal. Além do calor, estão em perspetiva possíveis surpresas, com trovoadas no interior e mais chuva do que o normal nos Arquipélagos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/de-junho-a-agosto-revelamos-as-primeiras-tendencias-para-o-verao-em-portugal-1777247465687.jpg" data-image="g3pjn71gbiif"><figcaption>Análise às primeiras tendências para o verão 2026 em Portugal. Das temperaturas à precipitação, saiba o que revela o modelo de referência da Meteored.</figcaption></figure><p>A primavera climatológica ainda tem pouco mais de 1 mês diante de si. Recordemos que, do ponto de vista climatológico, a estação primaveril termina a 31 de maio. No entanto, para os portugueses e estrangeiros que já estão a planear as viagens que farão nas férias de verão pelo nosso país, <strong>importa saber as primeiras tendências do tempo que os poderá esperar na estação estival</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Para a Climatologia, o verão arranca a 1 de junho e termina a 31 de agosto</strong>. Neste período de três meses são registadas as temperaturas mais elevadas do ano e a precipitação tende a ser bastante escassa em praticamente todo o país. Ainda assim, há anos em que ocorrem surpresas...</div><p><strong>O modelo sazonal do ECMWF, no seu sistema SEAS5, atualizou as suas primeiras tendências para o verão climatológico de 2026 na Europa</strong>. A previsão é concebida a partir de um conjunto de 51 ensembles relativos ao período climatológico de referência entre 1993 e 2016 e fornece uma primeira aproximação no que concerne ao possível comportamento da atmosfera ao longo deste próximo trimestre estival.</p><h2>Camadas médias da troposfera: qual a dinâmica expectável?</h2><p>Uma das variáveis meteorológicas que melhores pistas oferece neste tipo de análises é o <strong>geopotencial a 500 hPa, ou seja, a altitude a que se teria de subir na atmosfera </strong>para atingir este valor de pressão.<strong> Valores elevados </strong>deste parâmetro demonstram que a troposfera, nas camadas médias (em média a 5500 m) <strong>expande-se</strong>, o que está diretamente relacionado com<strong> sistemas de altas pressões à superfície</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/de-junho-a-agosto-revelamos-as-primeiras-tendencias-para-o-verao-em-portugal-1777246454975.jpg" data-image="eg5qoyfxpu2l"><figcaption>Mapa sazonal do modelo Europeu em relação às anomalias do geopotencial a 500 hPa à escala global para o próximo trimestre estival.</figcaption></figure><p>Na imagem acima constata-se que existe uma <strong>probabilidade de cerca de 60 a 70% de que, em Portugal continental, o valor médio do geopotencial 500 hPa para o próximo trimestre de verão (JJA) seja superior ao tercil superior</strong> do registo estabelecido no período 1993-2016, o que sugere a ideia de que na nossa geografia haveria uma probabilidade elevada de uma maior prevalência de tempo anticiclónico.</p><p>Todavia, <strong>observa-se uma certa redução desta probabilidade nos Arquipélagos dos Açores e da Madeira, com valores que, por vezes, rondam os 50-60%</strong>, o que poderá indicar um domínio um pouco menos evidente do tempo estável nestas regiões insulares portuguesas durante o próximo verão, embora isso ainda tenha de ser confirmado mais adiante.</p><h2>Um verão abrasador e com risco de trovoadas?</h2><p>Em relação à <strong>temperatura à superfície</strong>, vislumbra-se uma<strong> probabilidade média-alta de os valores serem mais elevados </strong>do que o período climatológico de referência em<strong> grande parte de Portugal continental </strong>e Arquipélago dos <strong>Açores</strong>, destacando-se no Continente as Regiões <strong>Norte, Centro e Alto Alentejo</strong>.</p><p>No arquipélago da <strong>Madeira observa-se uma probabilidade ligeiramente mais reduzida</strong> do que nas outras duas unidades territoriais portuguesas, mas mesmo assim considerável. Por último, verifica-se uma <strong>maior incerteza</strong> no extremo sul de Portugal continental (região do <strong>Algarve</strong>),<strong> onde não existe uma tendência definida</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/de-junho-a-agosto-revelamos-as-primeiras-tendencias-para-o-verao-em-portugal-1777246720470.jpg" data-image="zuuq7ccmzww8"><figcaption>Observando somente o mapa de anomalia térmica de junho 2026, o Norte, o Centro e várias zonas do Alentejo poderão registar temperaturas acima do habitual nesse mês, o que converge, em grande medida, com a tendência para o período estival (trimestre junho-julho-agosto) salientada pelo modelo ECMWF, e analisada nos parágrafos acima.</figcaption></figure><p>Centrando agora a atenção na <strong>chuva</strong>, o modelo europeu revela uma probabilidade de cerca de<strong> 50 a 60% de que, nalgumas ilhas dos Açores (Grupo Oriental) e no Arquipélago da Madeira</strong>, os valores de precipitação se situem <strong>acima do tercil superior</strong> do período climático de referência. Nos Grupos Central e Ocidental a probabilidade observada ronda os 40-50%.</p><p><strong>A possibilidade de que o estado do tempo nestes territórios insulares possa ser ligeiramente mais húmido do que o habitual</strong> poderá estar relacionado com a probabilidade mais reduzida de nestas área se registar valores elevados do geopotencial 500 hPa, tal como descrito alguns parágrafos acima. <strong>De norte a sul de Portugal continental predomina a incerteza</strong>, mas recordemo-nos que, de acordo com os dados climatológicos,<strong> as trovoadas de verão surgem com alguma frequência na faixa do interior</strong>, por exemplo em distritos como os de Vila Real, Bragança, Guarda e/ou Beja (entre outros).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765797" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-em-portugal-vai-mudar-a-corrente-de-jato-polar-vai-estar-muito-ondulada-na-proxima-semana-alerta-ana-palma.html" title="O tempo em Portugal vai mudar: 'a corrente de jato polar vai estar muito ondulada na próxima semana', alerta Ana Palma">O tempo em Portugal vai mudar: "a corrente de jato polar vai estar muito ondulada na próxima semana", alerta Ana Palma</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-em-portugal-vai-mudar-a-corrente-de-jato-polar-vai-estar-muito-ondulada-na-proxima-semana-alerta-ana-palma.html" title="O tempo em Portugal vai mudar: 'a corrente de jato polar vai estar muito ondulada na próxima semana', alerta Ana Palma"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-tempo-em-portugal-vai-mudar-a-corrente-de-jato-polar-vai-estar-muito-ondulada-na-proxima-semana-alerta-ana-palma-1777204173347_320.png" alt="O tempo em Portugal vai mudar: 'a corrente de jato polar vai estar muito ondulada na próxima semana', alerta Ana Palma"></a></article></aside><p>Em suma, as primeiras projeções sugerem um<strong> verão de 2026 com um sinal quente bastante consistente em vastas áreas de Portugal, especialmente no Norte, Centro e Alto Alentejo</strong>. A possibilidade de uma maior prevalência de situações anticiclónicas nas imediações da Península Ibérica reforça esta tendência, embora com nuances em algumas zonas do Continente e nos Arquipélagos dos Açores e da Madeira.</p><p>Contudo, a incerteza continua a ser muito significativa, pelo que há que <strong>acompanhar a próxima atualização desta previsão a fim de se poder confirmar, ou descartar, a sua consolidação</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/de-junho-a-agosto-revelamos-as-primeiras-tendencias-para-o-verao-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A linguagem humana é bem mais antiga do que pensávamos ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-linguagem-humana-e-bem-mais-antiga-do-que-pensavamos.html</link><pubDate>Sun, 26 Apr 2026 13:34:29 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Novas evidências científicas indicam que os neandertais partilhavam connosco bases genéticas da linguagem, sugerindo que a comunicação complexa pode ter surgido muito antes do Homo sapiens.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-linguagem-humana-e-bem-mais-antiga-do-que-pensavamos-1777209596756.jpg" data-image="myuqi06weoyx" alt="Neandertais" title="Neandertais"><figcaption>Estudo genético sugere que a base da linguagem já existia antes da separação entre humanos modernos e neandertais.</figcaption></figure><p>A capacidade de linguagem é uma das características mais <strong>distintivas do ser humano moderno</strong>.</p><p>Durante décadas, cientistas debateram quando e como essa habilidade surgiu e, sobretudo, se os <em>neandertais</em>, <strong>os nossos parentes evolutivos mais próximos, eram capazes de falar</strong>.</p><p>Um novo estudo publicado na revista <em>Science Advances</em>, juntamente com análises recentes divulgadas na imprensa científica, está a reformular profundamente essa questão.</p><h2>O papel inesperado da genética</h2><p>O estudo centra-se em regiões específicas do genoma chamadas <strong>HAQERs</strong> (<em>Human Ancestor Quickly Evolved Regions</em>).</p><p>Estas regiões não são genes no sentido tradicional, mas sim <strong>sequências reguladoras que funcionam como “interruptores” ou “botões de volume”</strong> que controlam a atividade de outros genes ligados à linguagem. </p><p>Apesar de representarem menos de 0,1% do genoma humano, estas regiões têm um <strong>impacto desproporcional na capacidade linguística</strong>, até centenas de vezes superior ao de outras partes do ADN. </p><p>O dado mais surpreendente é que estas estruturas genéticas <strong>não são exclusivas do <em>Homo sapiens</em></strong>.</p><p>Pelo contrário, <strong>já existiam antes da separação evolutiva</strong> entre humanos modernos e <em>neandertais</em>, há centenas de milhares de anos. </p><h2>Um estudo baseado em crianças modernas</h2><p>Para chegar a estas conclusões, os investigadores <strong>analisaram dados genéticos e linguísticos</strong> de centenas de crianças.</p><p>Ao correlacionar diferenças no ADN com capacidades linguísticas individuais, <strong>conseguiram identificar quais as regiões genéticas mais relevantes para o desenvolvimento da linguagem. </strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="370711" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/clima-subartico-para-o-primeiro-homo-sapiens-na-europa-adaptacao.html" title="Clima subártico para o primeiro Homo sapiens na Europa">Clima subártico para o primeiro Homo sapiens na Europa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/clima-subartico-para-o-primeiro-homo-sapiens-na-europa-adaptacao.html" title="Clima subártico para o primeiro Homo sapiens na Europa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/clima-subartico-para-o-primeiro-homo-sapiens-na-europa-370711-3_320.png" alt="Clima subártico para o primeiro Homo sapiens na Europa"></a></article></aside><p>Este método é particularmente importante porque <strong>permite ligar diretamente genética e comportamento, algo raro em estudos evolutivos</strong>. A partir daí, os cientistas rastrearam a origem dessas regiões no tempo evolutivo, descobrindo que são muito mais antigas do que se pensava.</p><p>A conclusão mais impactante é que <strong>os <em>neandertais</em> possuíam, provavelmente, a base biológica necessária para a linguagem</strong>. Ou seja, tinham a genética essencial, ainda que a complexidade cultural e cognitiva pudesse ser diferente. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Alguns destes elementos genéticos podem ter sido até mais frequentes nos <em>neandertais</em> do que nos humanos atuais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Isso sugere que <strong>a capacidade para linguagem não surgiu de forma abrupta nos humanos modernos</strong>, mas sim como resultado de um processo evolutivo gradual e partilhado.</p><h2>Para além do gene FOXP2</h2><p>Durante anos, o <strong>gene FOXP2</strong> foi considerado a chave da linguagem humana.</p><p>No entanto, este novo estudo mostra que ele <strong>é apenas uma peça de um sistema muito mais complexo</strong>. Em vez de um único “gene da linguagem”, existe uma rede de elementos reguladores que trabalham em conjunto para moldar essa capacidade. </p><p>Este avanço <strong>ajuda a explicar por que a linguagem é tão sofisticada</strong> e difícil de reduzir a um único fator biológico.</p><h2>Evidências complementares: cultura e comportamento</h2><p>Há muito que arqueólogos apontam que os <em>neandertais</em> exibiam comportamentos complexos, como <strong>produção de ferramentas, arte simbólica e organização social</strong>, que provavelmente exigiriam algum tipo de comunicação avançada. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-linguagem-humana-e-bem-mais-antiga-do-que-pensavamos-1777209616717.jpg" data-image="ez11m5l3oii0" alt="Comunicação" title="Comunicação"><figcaption>Representação de neandertais destaca a possibilidade de utilizarem formas complexas de comunicação semelhantes às dos humanos modernos.</figcaption></figure><p>Além disso, estudos anteriores sugerem que eles <strong>possuíam características anatómicas e neurológicas compatíveis com a fala</strong>, embora talvez com limitações em relação aos humanos modernos. </p><p>No seu conjunto, <strong>estas descobertas desafiam a ideia tradicional de que a linguagem é uma inovação exclusiva e recente </strong>do <em>Homo sapiens</em>. Em vez disso, apontam para uma origem muito mais antiga, enraizada em ancestrais comuns aos humanos e neandertais.</p><p>Isto não significa necessariamente que os neandertais falassem como nós, com gramática complexa e vocabulário rico, mas sugere que tinham <strong>capacidades comunicativas muito mais avançadas do que se pensava</strong>.</p><h3><em>Referência do artigo:</em></h3><p><em>Lucas G. Casten, Tanner Koomar, Taylor R. Thomas, Jin-Young Koh, "<a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.aed5260#tab-contributors">Ancient regulatory evolution shapes individual language abilities in present-day humans</a>". Science Advances, 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-linguagem-humana-e-bem-mais-antiga-do-que-pensavamos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O tempo em Portugal vai mudar: "a corrente de jato polar vai estar muito ondulada na próxima semana", alerta Ana Palma]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-em-portugal-vai-mudar-a-corrente-de-jato-polar-vai-estar-muito-ondulada-na-proxima-semana-alerta-ana-palma.html</link><pubDate>Sun, 26 Apr 2026 12:00:34 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A corrente de jato polar mais ondulada deverá condicionar o tempo em Portugal continental, trazendo um início de semana com temperaturas elevadas e uma mudança progressiva a partir de quarta-feira, com entrada de ar mais fresco e maior influência atlântica.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-tempo-em-portugal-vai-mudar-a-corrente-de-jato-polar-vai-estar-muito-ondulada-na-proxima-semana-alerta-ana-palma-1777204278902.png" data-image="shmz50p51460" alt="Corrente de jato polar ondulada sobre o Atlântico e Europa Ocidental" title="Corrente de jato polar ondulada sobre o Atlântico e Europa Ocidental"><figcaption>Mapa de vento a cerca de 300 hPa (nível da atmosfera em altitude, onde circula a corrente de jato) para quarta-feira à tarde evidencia uma corrente de jato polar fortemente ondulada sobre o Atlântico e a Europa Ocidental, com um cavado a oeste da Península Ibérica, associado à mudança do tempo em Portugal.</figcaption></figure><p>O padrão atmosférico sobre o Atlântico Norte e a Europa Ocidental deverá apresentar maior ondulação da corrente de jato polar, influenciando o tempo em Portugal continental na próxima semana. Esta configuração em altitude traduz-se numa <strong>circulação mais irregular, com cavados e cristas bem definidos,</strong> responsável por uma mudança do estado do tempo ao longo dos próximos dias.</p><h2>Início da semana marcado por circulação de sul e subida da temperatura</h2><p>Entre segunda e terça-feira, o território estará sob influência de uma circulação de sul a sudoeste em altitude, associada a uma depressão posicionada a oeste dos Açores. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Este padrão favorece o transporte de ar mais quente para a Península Ibérica, conduzindo a uma subida acentuada da temperatura, sobretudo no interior. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-tempo-em-portugal-vai-mudar-a-corrente-de-jato-polar-vai-estar-muito-ondulada-na-proxima-semana-alerta-ana-palma-1777202576656.png" data-image="d5nzze7k3wl8"><figcaption>Mapa de temperatura à superfície para segunda-feira à tarde evidencia valores elevados em grande parte do território, com maior intensidade no interior, refletindo o transporte de ar mais quente associado ao fluxo de sul.</figcaption></figure><p>As máximas deverão atingir 26 a 30 °C no Alentejo, vale do Tejo e interior Centro, enquanto no litoral variam entre 20 e 24 °C, com vento fraco a moderado e ambiente seco.</p><h2>Ondulação da corrente de jato traz mudança e maior influência atlântica</h2><p>A partir de quarta-feira, <strong>a ondulação da corrente de jato torna-se mais evidente, permitindo a aproximação de um cavado atlântico e o reforço da influência marítima</strong>. A temperatura desce de forma clara, com valores entre 17 e 22 °C no interior e ligeiramente superiores no Sul. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-tempo-em-portugal-vai-mudar-a-corrente-de-jato-polar-vai-estar-muito-ondulada-na-proxima-semana-alerta-ana-palma-1777202640911.png" data-image="on4ay98lsovz"><figcaption>Ao longo da tarde de quarta-feira, a nebulosidade aumenta e surgem aguaceiros dispersos, sobretudo no Norte e Centro, num contexto de maior instabilidade associado à aproximação de um cavado atlântico.</figcaption></figure><p>O<strong> vento passa a predominar do quadrante oeste</strong> e ganha intensidade durante a tarde, aumentando a nebulosidade e a humidade do ar. Poderão ocorrer aguaceiros fracos a moderados e dispersos, mais prováveis nas regiões a norte do Tejo.</p><p>Entre quinta e sexta-feira, o fluxo de oeste instala-se de forma mais persistente, consolidando um regime mais fresco e variável. As temperaturas mantêm-se moderadas, com máximas entre 18 e 22 °C e <strong>menor amplitude térmica diária</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-tempo-em-portugal-vai-mudar-a-corrente-de-jato-polar-vai-estar-muito-ondulada-na-proxima-semana-alerta-ana-palma-1777202514614.png" data-image="6fwcimab97cf"><figcaption>Ao longo da tarde de sexta-feira, persiste a influência atlântica, com céu variável e ocorrência de aguaceiros fracos e dispersos, sobretudo no Norte e Centro.</figcaption></figure><p><strong>O céu apresenta períodos de maior nebulosidade, alternando com abertas, e persistem condições para aguaceiros ocasionais</strong>, sobretudo durante a tarde nas regiões do Norte e Centro. O vento sopra moderado, por vezes com rajadas no litoral e terras altas, contribuindo para uma sensação térmica mais fresca, sobretudo junto ao litoral e durante a tarde.</p><h2>Fluxo de noroeste mantém ambiente mais fresco e estável</h2><p>Durante o fim de semana, o padrão mantém-se condicionado por esta circulação ondulada, com domínio de fluxo de noroeste e valores térmicos estáveis. As temperaturas não deverão sofrer alterações significativas, enquanto a <strong>nebulosidade será variável e a probabilidade de precipitação tende a diminuir</strong>, embora não se excluam aguaceiros pontuais no Norte.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765695" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-grande-massa-de-ar-frio-vai-espalhar-se-pela-europa-na-quarta-feira-dia-29-o-que-vai-acontecer-em-portugal.html" title="Uma grande massa de ar frio vai espalhar-se pela Europa na quarta-feira, dia 29: o que vai acontecer em Portugal?">Uma grande massa de ar frio vai espalhar-se pela Europa na quarta-feira, dia 29: o que vai acontecer em Portugal?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-grande-massa-de-ar-frio-vai-espalhar-se-pela-europa-na-quarta-feira-dia-29-o-que-vai-acontecer-em-portugal.html" title="Uma grande massa de ar frio vai espalhar-se pela Europa na quarta-feira, dia 29: o que vai acontecer em Portugal?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uma-grande-massa-de-ar-frio-vai-espalhar-se-pela-europa-na-quarta-feira-dia-29-o-que-vai-acontecer-em-portugal-1777158309347_320.jpg" alt="Uma grande massa de ar frio vai espalhar-se pela Europa na quarta-feira, dia 29: o que vai acontecer em Portugal?"></a></article></aside><p>Esta evolução reflete o impacto de uma corrente de jato polar mais ondulada, que <strong>impede a persistência de condições estáveis</strong> e favorece a alternância entre períodos mais quentes e fases de maior influência atlântica.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-em-portugal-vai-mudar-a-corrente-de-jato-polar-vai-estar-muito-ondulada-na-proxima-semana-alerta-ana-palma.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Astrónomos detetam contaminantes terrestres em meteoritos analisados ​​na Terra e propõem novos protocolos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/astronomos-detectam-contaminantes-terrestres-em-meteoritos-analisados-na-terra-e-propoem-novos-protocolos.html</link><pubDate>Sun, 26 Apr 2026 10:02:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma equipa da Universidade do País Basco detetou contaminantes, incluindo tinta, em meteoritos marcianos. A descoberta coloca em xeque algumas análises anteriores e exige protocolos mais rigorosos para futuras missões de recolha de amostras.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-astronomos-detectan-contaminantes-terrestres-en-meteoritos-analizados-en-la-tierra-proponen-nuevos-protocolos-1776959149287.jpg" data-image="5p6c7pixyfbw" alt="Marte, amostras" title="Marte, amostras"><figcaption>Os compostos detetados pertencem realmente ao meteorito ou são produto do procedimento laboratorial?</figcaption></figure><p>A análise de meteoritos marcianos acaba de revelar um alerta crucial para a ciência planetária. Um grupo de investigação da Universidade do País Basco (EHU) identificou a <strong>presença de contaminantes — incluindo vestígios de tinta — em amostras provenientes de Marte</strong>. Longe de ser um detalhe insignificante, a descoberta levanta questões sobre a precisão de alguns estudos e ressalta a <strong>necessidade de fortalecer os protocolos de laboratório</strong>.</p><p>Estes fragmentos extraterrestres são peças fundamentais para a compreensão da história geológica de outros corpos do sistema solar. A sua composição química e mineralógica permite reconstruir processos que ocorreram há milhões de anos, mesmo em planetas onde estudos diretos aprofundados ainda não foram possíveis. Mas, se essas amostras forem alteradas,<strong> o risco de interpretação errónea dos dados aumenta consideravelmente</strong>.</p><h2>O desafio de estudar materiais alterados</h2><p>Desde 2014, o grupo IBeA da EHU trabalha em colaboração com a NASA através de um acordo com o Centro Espacial Johnson, que lhes fornece meteoritos para análise. Sob a direção do Professor Juan Manuel Madariaga, a equipa especializa-se em<strong> química analítica aplicada em materiais extraterrestres</strong> e também mantém a sua própria coleção de amostras.</p><p>O processo de estudo não é simples. Quando os meteoritos entram na atmosfera da Terra, sofrem transformações intensas devido às altas temperaturas e pressões. Como resultado, desenvolvem uma crosta externa alterada que não reflete com precisão a sua composição original. Para evitar esse problema, os <strong>cientistas trabalham com o interior das rochas, o que envolve cortar, polir e preparar sub-amostras</strong>.</p><p>E é aí que está o desafio.</p><h2>Contaminação invisível, mas decisiva</h2><p>Durante a preparação dessas sub-amostras, são utilizadas <strong>ferramentas, solventes e materiais que, em alguns casos, podem deixar resíduos difíceis de remover</strong>. Como explicou a investigadora Leire Coloma, estes contaminantes podem interferir nas análises a ponto de gerar interpretações erróneas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-astronomos-detectan-contaminantes-terrestres-en-meteoritos-analizados-en-la-tierra-proponen-nuevos-protocolos-1776959220209.jpg" data-image="kjo0swhgxzdg"><figcaption>Leire Coloma, investigadora de pré-doutoramento na Universidade do País Basco (EHU), a mostrar uma amostra de meteorito. Crédito: Egoi Markaida - EHU</figcaption></figure><p>No estudo, a equipa utilizou espectroscopia Raman, uma técnica comum para analisar materiais extraterrestres. Os resultados revelaram dois tipos principais de contaminação: de um lado,<strong> resíduos gerados durante o próprio processo de preparação</strong> — como partículas de diamante utilizadas no corte e polimento — e, de outro, contaminantes resultantes do manuseio, incluindo<strong> tinta azul de diversas origens</strong>.</p><p>A presença destes elementos levanta uma questão fundamental: <strong>os compostos detetados pertencem, de facto, ao meteorito ou são produto do procedimento laboratorial?</strong></p><h2>Ajustar protocolos, uma urgência científica</h2><p>Com base nestas descobertas, o grupo IBeA propôs uma série de<strong> medidas corretivas </strong>com o objetivo de minimizar a contaminação em investigações futuras. Estas medidas incluíram a <strong>substituição de certos materiais e solventes usados na preparação das amostras</strong>.</p><p>O <strong>objetivo</strong> é claro: <strong>garantir que as análises reflitam a composição original dos meteoritos com a maior precisão possível</strong>. Numa área onde cada detalhe importa, até mesmo a menor alteração pode mudar completamente as conclusões.</p><h2>Olhos voltados para Marte</h2><p>A importância deste trabalho vai muito além do laboratório. Atualmente, o<strong> rover Perseverance — parte da missão<em> Mars 2020</em> — está a recolher amostras da superfície marciana </strong>com a expectativa de que, no futuro, estas possam ser trazidas de volta à Terra.</p><p>Neste cenário, <strong>protocolos robustos de manuseio e análise serão cruciais</strong>. A capacidade de prevenir a contaminação desde o primeiro contacto com as amostras pode significar a diferença entre descobertas inovadoras e conclusões erróneas.</p><p>O grupo IBeA está entre os candidatos a receber parte deste material. Portanto, enquanto continuam a analisar os meteoritos disponíveis, também estão a aprimorar metodologias para um desafio maior: <strong>estudar Marte sem margem para erros</strong>.</p><p>Como conclui Coloma, o trabalho atual não só permite identificar contaminantes, como também<strong> melhorar cada etapa do processo</strong>. Uma tarefa silenciosa, porém essencial, para garantir que, quando as amostras marcianas chegarem à Terra, a ciência esteja à altura do desafio.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/astronomos-detectam-contaminantes-terrestres-em-meteoritos-analisados-na-terra-e-propoem-novos-protocolos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cidade a 45 minutos de Lisboa atrai estrangeiros, mas não convence portugueses]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/cidade-a-45-minutos-de-lisboa-atrai-estrangeiros-mas-nao-convence-portugueses.html</link><pubDate>Sun, 26 Apr 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Praias, natureza e boa gastronomia fazem deste destino um dos mais procurados pelos estrangeiros. Já os portugueses parecem continuar a olhar para o lado.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cidade-a-45-minutos-de-lisboa-atrai-estrangeiros-mas-nao-convence-portugueses-1776980082665.jpg" data-image="gfjtpxg5wcou" alt="Setúbal" title="Setúbal"><figcaption>A 45 minutos de Lisboa há um paraíso — e não são os portugueses que o estão a aproveitar Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>“O problema de <strong>Setúbal </strong>não é o que oferece, mas sim o que os portugueses insistem em não ver quando está mesmo ao lado.”</p><p>Os estrangeiros já o descobriram, mas parece que, para os portugueses, a história é outra. </p><p>A apenas <strong>45 minutos de Lisboa</strong>, com o Estuário do Sado, a Serra da Arrábida e alguns dos melhores peixes do país, Setúbal continua sem receber o reconhecimento que merece.</p><div class="texto-destacado">Já há quem o faça, é verdade. Só não é quem mais deveria fazê-lo.</div><p>“Há uma cidade na costa portuguesa que os portugueses ignoram e os estrangeiros já descobriram”, escrevem os autores do<em> blog</em> de viagens ‘Volto Já’.</p><p>E percebe-se porquê. Cada vez mais, <strong>Setúbal afirma-se como destino alternativo</strong> em Portugal para quem chega de fora. Porquê? Porque combina preços mais acessíveis a um património natural e gastronómico que não passa despercebido. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="754032" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/qual-e-o-segredo-da-cidade-de-setubal-para-ter-sido-poupada-destas-inundacoes.html" title="Qual é o segredo da cidade de Setúbal para ter sido poupada destas inundações?">Qual é o segredo da cidade de Setúbal para ter sido poupada destas inundações?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/qual-e-o-segredo-da-cidade-de-setubal-para-ter-sido-poupada-destas-inundacoes.html" title="Qual é o segredo da cidade de Setúbal para ter sido poupada destas inundações?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/qual-e-o-segredo-da-cidade-de-setubal-para-ter-sido-poupada-destas-inundacoes-1770997402028_320.jpg" alt="Qual é o segredo da cidade de Setúbal para ter sido poupada destas inundações?"></a></article></aside><p>Segundo o mesmo<em> site</em>, esta mistura traduz-se num conjunto de experiências pouco comum: tanto dá para explorar trilhos em plena natureza como, pouco depois, mergulhar em praias de águas surpreendentemente cristalinas, graças às suas características geológicas.</p><h2>Procura controlada e natureza protegida</h2><p>Nos meses mais quentes, a procura dispara e a natureza pede equilíbrio. Por isso, <strong>o Parque Natural da Arrábida limita o acesso durante o verão</strong>, controlando o número de visitantes para proteger este cenário único. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cidade-a-45-minutos-de-lisboa-atrai-estrangeiros-mas-nao-convence-portugueses-1776980515589.jpg" data-image="gzo2gd7xv83w" alt="Arrábida" title="Arrábida"><figcaption>Há muito para descobrir. Foto: CM Setúbal</figcaption></figure><p>“É simultaneamente uma proteção ambiental e uma razão para visitar em setembro ou outubro, quando a água ainda está quente e as praias estão acessíveis sem reserva”, lê-se.</p><div class="texto-destacado">Praias como Praia dos Galapinhos, Praia de Galapos e Portinho da Arrábida continuam a brilhar em <em>rankings</em> internacionais. Mas, atenção, porque a melhor altura para as aproveitar pode ser fora da época alta.</div><p>Ali ao lado, o Estuário do Sado acrescenta outro encanto: golfinhos residentes e salinas que atraem quem gosta de observar aves.</p><h2>Do mar para a mesa</h2><p>E há outro argumento difícil de ignorar: o <strong>peixe</strong>. “O peixe é o segundo argumento, e é um que os habitantes de Setúbal levam com um orgulho que a cidade de Lisboa deveria ter de encomenda.”</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764531" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ate-30-c-este-fim-de-semana-ha-uma-piscina-gratuita-perto-de-lisboa-a-sua-espera.html" title="Até 30 °C este fim de semana? Há uma piscina gratuita perto de Lisboa à sua espera">Até 30 °C este fim de semana? Há uma piscina gratuita perto de Lisboa à sua espera</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ate-30-c-este-fim-de-semana-ha-uma-piscina-gratuita-perto-de-lisboa-a-sua-espera.html" title="Até 30 °C este fim de semana? Há uma piscina gratuita perto de Lisboa à sua espera"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-32-c-este-fim-de-semana-ha-uma-piscina-gratuita-perto-de-lisboa-a-sua-espera-1776499065095_320.jpg" alt="Até 30 °C este fim de semana? Há uma piscina gratuita perto de Lisboa à sua espera"></a></article></aside><p>Aqui, o mar não é só paisagem. É parte da vida (e dita as regras). A pesca continua a marcar o ritmo da cidade e chega diretamente à mesa. O clássico <strong>choco frito</strong> é presença obrigatória: fresco, saboroso e difícil de encontrar com a mesma qualidade fora da região, especialmente em Lisboa.</p><p>No <strong>Mercado do Livramento</strong>, a lógica é a mesma: vende-se o que chega naquele dia. “A espécies disponíveis variam com a maré e com a temporada, o que é a definição de gastronomia antes de se chamar gastronomia.”</p><h2>Cultura tranquila e preços simpáticos</h2><p>Setúbal não vive de multidões, e isso também se nota na <strong>cultura</strong>. Há espaço para eventos como o Festival Internacional de Cinema de Setúbal, galerias e museus que se exploram sem pressa. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/cidade-a-45-minutos-de-lisboa-atrai-estrangeiros-mas-nao-convence-portugueses-1776980588211.jpg" data-image="otxvuucjyyc2" alt="Setúbal" title="Setúbal"><figcaption>Perto, autêntica e (ainda) fora do radar de muitos portugueses. Foto: Wikimedia // Filipe Rocha</figcaption></figure><p>E depois há um detalhe que ajuda: os <strong>preços</strong>. Entre refeições acessíveis e alojamento mais em conta do que em Lisboa, fica fácil aproveitar tudo isto sem grandes complicações.</p><p>“No <strong>mês de agosto</strong>, a estadia de uma noite para duas pessoas no Hotel Ibis de Setúbal custa <strong>89€</strong>”, acrescenta o<em> site</em> ‘Postal’.</p><p>“No que toca a restaurantes, os preços podem variar consoante aquilo que procurar, mas o comum é encontrar refeições por 15€. No restaurante Tasca da Esquina, por exemplo, pode comer choco frito, o prato típico desta cidade, por 14,50€. Este preço pode sempre baixar, caso reserve a sua mesa através da aplicação do The Fork.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/cidade-a-45-minutos-de-lisboa-atrai-estrangeiros-mas-nao-convence-portugueses.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A nova Atlântida? Uma cidade submersa com 2.400 anos descoberta na Turquia]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-nova-atlantida-uma-cidade-submersa-com-2-400-anos-descoberta-na-turquia.html</link><pubDate>Sun, 26 Apr 2026 08:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A descida do nível da água numa barragem na Turquia revelou uma cidade antiga quase intacta, com casas, túmulos e edifícios religiosos que surpreenderam os arqueólogos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nueva-atlantida-descuben-una-antigua-ciudad-sumergida-hace-2-400-anos-1776384270417.png" data-image="c86crr926sle" alt="Cidade submersa Turquia" title="Cidade submersa Turquia"><figcaption>Em Dicle, na Turquia, a descida do nível da água numa barragem revelou estruturas com mais de 2000 anos. Foto: anatolianarchaeology.net</figcaption></figure><p>Uma descida inesperada do nível da água revelou uma descoberta que parece saída de uma lenda. Sob a superfície de um lago na Turquia, <strong>emergiu uma cidade antiga com mais de 2.400 anos</strong>, uma descoberta que surpreendeu até os especialistas mais experientes.</p><p><strong> A descoberta foi feita no reservatório da barragem de Dicle, no sudeste do país</strong>, onde os vestígios de um povoado inteiro permaneceram escondidos durante décadas. No entanto, o que emergiu não foi uma estrutura isolada, mas sim <strong>bairros inteiros, casas, edifícios religiosos e sagrados, e até mesmo áreas agrícolas</strong>! </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nueva-atlantida-descuben-una-antigua-ciudad-sumergida-hace-2-400-anos-1776384515913.png" data-image="x9aecolz1f7p" alt="Cidade submersa, Turquia" title="Cidade submersa, Turquia"><figcaption>Bairros inteiros, locais religiosos e até áreas agrícolas foram descobertos. Foto: anatolianarchaeology.net</figcaption></figure><p>Esta descoberta chamou imediatamente a atenção da comunidade científica e reacendeu o <strong>interesse pelo potencial dos sítios arqueológicos submersos</strong>, muitos dos quais permanecem inexplorados em diferentes partes do mundo.</p><h2>Uma cidade parada no tempo (e submersa)</h2><p>O que mais impressionou os investigadores não foi apenas a idade do sítio arqueológico, mas também o seu<strong> impressionante estado de conservação</strong>. Apesar de terem permanecido submersas durante décadas, as estruturas mantêm uma notável integridade estrutural.</p><p>Segundo a Universidade de Dicle, <strong>as condições ambientais desempenharam um papel fundamental nesta notável preservação</strong>. A tranquilidade da água, a mínima intervenção humana e a camada de sedimentos funcionaram como uma cápsula do tempo, preservando estruturas que nos permitem reconstruir como era a vida neste local há quase dois mil e quinhentos anos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nueva-atlantida-descuben-una-antigua-ciudad-sumergida-hace-2-400-anos-1776384334584.png" data-image="o30q8dkeglwr" alt="Cidade submersa, Turquia" title="Cidade submersa, Turquia"><figcaption>Apesar de estarem submersas há décadas, as estruturas mantêm uma integridade estrutural notável. Foto: anatolianarchaeology.net</figcaption></figure><p>“As imagens mostram que muitas destas estruturas históricas ainda estão de pé e em bom estado de conservação”, explicou a equipa de investigação, que já está a trabalhar na documentação do local.</p><h2>A água recuou, revelando a cidade submersa</h2><p>A <strong>construção da barragem no local, em 1990, deixou a cidade completamente submersa (e escondida)</strong>. No entanto, uma série de falhas técnicas nas comportas e fortes chuvas fizeram com que o nível da água baixasse, revelando as ruínas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="724248" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cidade-submersa-em-cuba-intriga-ha-25-anos-e-segue-sem-explicacoes-oficiais.html" title="Cidade submersa em Cuba intriga há 25 anos e segue sem explicações oficiais">Cidade submersa em Cuba intriga há 25 anos e segue sem explicações oficiais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cidade-submersa-em-cuba-intriga-ha-25-anos-e-segue-sem-explicacoes-oficiais.html" title="Cidade submersa em Cuba intriga há 25 anos e segue sem explicações oficiais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cidade-submersa-em-cuba-intriga-ha-25-anos-e-segue-sem-explicacoes-oficiais-1754751379446_320.jpg" alt="Cidade submersa em Cuba intriga há 25 anos e segue sem explicações oficiais"></a></article></aside><p>Este tipo de<strong> fenómeno tem vindo a ser cada vez mais frequente em diferentes partes do mundo</strong>, permitindo o acesso a paisagens arqueológicas escondidas. No entanto, também apresenta o risco iminente de deterioração resultante da exposição repentina.</p><h2>78 habitações, civilizações diferentes</h2><p>Os trabalhos arqueológicos preliminares identificaram pelo menos 78 habitações, <strong>sugerindo uma comunidade bastante desenvolvida</strong>. Além disso, foram encontrados vestígios de cemitérios, uma mesquita, uma escola religiosa e áreas relacionadas com a produção agrícola.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nueva-atlantida-descuben-una-antigua-ciudad-sumergida-hace-2-400-anos-1776384392353.png" data-image="h36q4ydha2xp" alt="Cidade submersa, Turquia" title="Cidade submersa, Turquia"><figcaption>A tranquilidade da água, a mínima intervenção humana e a camada de sedimentos funcionaram como uma cápsula do tempo, preservando a cidade. Foto: anatolianarchaeology.net</figcaption></figure><p>Situada perto do rio Tigre, <strong>esta cidade fazia parte de um território historicamente estratégico </strong>que testemunhou uma verdadeira encruzilhada de culturas e impérios ao longo dos séculos. De facto, algumas estruturas da zona datam do século V a.C., reforçando a sua importância histórica.</p><p>Este sítio arqueológico em particular pode ser uma <strong>peça fundamental para compreendermos como as sociedades evoluíram</strong> numa região crucial para a história da humanidade.</p><h2>O próximo desafio para a arqueologia</h2><p>A impressionante descoberta também levanta questões e desafios para o futuro. <strong>A nova e iminente exposição das ruínas</strong> a fatores como a erosão, a movimentação de sedimentos e as flutuações do nível da água — agora que foram descobertas — <strong>pode comprometer a sua preservação</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="449122" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/uma-atlantida-vulcanica-esconde-se-no-fundo-do-oceano-das-ilhas-canarias-geologia.html" title="Uma 'Atlântida' vulcânica esconde-se no fundo do oceano das Ilhas Canárias">Uma "Atlântida" vulcânica esconde-se no fundo do oceano das Ilhas Canárias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/uma-atlantida-vulcanica-esconde-se-no-fundo-do-oceano-das-ilhas-canarias-geologia.html" title="Uma 'Atlântida' vulcânica esconde-se no fundo do oceano das Ilhas Canárias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-lecho-oceanico-de-canarias-esconde-grandiosos-templos-1666355173250_320.jpg" alt="Uma 'Atlântida' vulcânica esconde-se no fundo do oceano das Ilhas Canárias"></a></article></aside><p>Por isso, os especialistas insistem na<strong> necessidade de avançar rapidamente nos estudos de arqueologia subaquática</strong>, cruciais para documentar, mapear e proteger o sítio antes que este seja novamente submerso ou sofra danos irreversíveis.</p><h2>Entre a história e o mito</h2><p>O paralelo com a Atlântida surgiu rapidamente, até mesmo entre os investigadores. Embora longe de ser uma civilização mítica, <strong>a recente descoberta partilha com a lenda aquele ar de mistério que envolve as cidades subaquáticas perdidas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nueva-atlantida-descuben-una-antigua-ciudad-sumergida-hace-2-400-anos-1776384460306.png" data-image="vc5a036n3j2i" alt="Cidade submersa, Turquia" title="Cidade submersa, Turquia"><figcaption>A cidade descoberta possui 78 habitações, um cemitério e áreas que eram utilizadas para a produção agrícola. Foto: anatolianarchaeology.net</figcaption></figure><p>Para além do alvoroço mediático, <strong>esta descoberta abre verdadeiramente uma janela fascinante para o passado</strong>. Oferece a oportunidade de observar, quase sem filtros, como era a vida numa cidade parada no tempo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-nova-atlantida-uma-cidade-submersa-com-2-400-anos-descoberta-na-turquia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma grande massa de ar frio vai espalhar-se pela Europa na quarta-feira, dia 29: o que vai acontecer em Portugal?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-grande-massa-de-ar-frio-vai-espalhar-se-pela-europa-na-quarta-feira-dia-29-o-que-vai-acontecer-em-portugal.html</link><pubDate>Sun, 26 Apr 2026 07:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal poderá ser afetado indiretamente pela aproximação de uma massa de ar mais frio, contribuindo para uma descida momentânea dos termómetros em alguns locais, na quarta-feira, dia 29.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa70w04"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa70w04.jpg" id="xa70w04"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O arranque da próxima semana espera-se bastante agradável, do ponto de vista térmico, onde, para amanhã, segunda-feira, se espera que as temperaturas máximas possam variar entre os 21 ºC em Viana do Castelo e Aveiro e os 29 ºC em Coimbra, Santarém e Lisboa, podendo, <strong>localmente, os valores alcançar os 30 ºC, especialmente no Ribatejo</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No entanto, no dia seguinte, terça-feira, já se denotará uma <strong>descida generalizada dos valores máximos de temperatura</strong>, esperando-se uma oscilação entre os 20 ºC em Vila Real e os 25 ºC em Santarém e Lisboa. A nível local, na região do Ribatejo, poderão registar-se até 27 ºC de máxima.</p><h2>Na quarta-feira, 29 de abril, a aproximação de uma massa de ar frio irá contribuir para nova descida dos termómetros</h2><p><strong>A descida sentida na terça-feira poderá prolongar-se e acentuar-se na quarta-feira</strong>, onde se esperam temperaturas máximas compreendidas entre os 15 ºC em Bragança e os 23 ºC em Santarém. <strong>A região mais afetada por esta massa de ar mais frio será o Norte</strong>, no entanto, espera-se uma descida generalizada em todo o país, com maior expressão no litoral, como podemos observar no mapa abaixo onde os valores não devem ultrapassar os 20 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-grande-massa-de-ar-frio-vai-espalhar-se-pela-europa-na-quarta-feira-dia-29-o-que-vai-acontecer-em-portugal-1777158338220.png" data-image="54l474re3pn0" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Uma massa de ar mais frio irá contribuir para uma descida dos termómetros mais significativa no Norte do país, onde algumas cidades poderão registar uma descida de até 7 ºC, como o caso de Braga.</figcaption></figure><p>Esta massa de ar frio também deverá contribuir para uma<strong> descida das temperaturas mínimas </strong>na madrugada seguinte, dia 30 de abril. Ainda assim, <strong>não se esperam valores negativos</strong>, sendo esperado que o valor mais baixo seja de 2 ºC nas cotas mais elevadas da Serra da Estrela. <strong>Guarda e Bragança poderão ser as cidades com as mínimas mais baixas, devendo registar 7 ºC</strong>; já Lisboa, com 14 ºC de mínima, poderá ser a cidade mais quente na madrugada de quinta-feira.</p><h2>A partir de quinta-feira as temperaturas começam a recuperar gradualmente</h2><p>Ainda que a madrugada deste dia possa ser mais fria, à medida que as horas passam,<strong> poderemos denotar um aumento das temperaturas</strong>, ainda que de forma gradual. Esta subida poderá sentir-se mais no Norte, região que também deverá ser mais afetada pela descida. Com isto, esperam-se <strong>temperaturas máximas entre os 17 ºC em Viana do Castelo e os 23 ºC em Coimbra e Beja</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765712" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/preve-se-outro-pico-de-calor-entre-segunda-e-terca-feira-em-portugal-continental.html" title="Prevê-se outro pico de calor entre segunda e terça-feira em Portugal Continental">Prevê-se outro pico de calor entre segunda e terça-feira em Portugal Continental</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/preve-se-outro-pico-de-calor-entre-segunda-e-terca-feira-em-portugal-continental.html" title="Prevê-se outro pico de calor entre segunda e terça-feira em Portugal Continental"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/preve-se-outro-pico-de-calor-entre-segunda-e-terca-feira-em-portugal-continental-1777123210141_320.png" alt="Prevê-se outro pico de calor entre segunda e terça-feira em Portugal Continental"></a></article></aside><p>Esta <strong>tendência de recuperação das temperaturas máximas poderá manter-se na sexta-feira</strong>, dia 1 de maio, onde o Ribatejo e o Sul do país poderão ser as zonas mais quentes do continente, podendo alcançar valores entre os 24 ºC e os 26 ºC. Para contrastar, o Noroeste do país poderá ser a zona mais fresca, com valores máximos prováveis entre os 18 ºC e os 20 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-grande-massa-de-ar-frio-vai-espalhar-se-pela-europa-na-quarta-feira-dia-29-o-que-vai-acontecer-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A água como arma de guerra: porque é que o recurso mais básico se tornou também o mais perigoso?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-agua-como-arma-de-guerra-porque-e-que-o-recurso-mais-basico-se-tornou-tambem-o-mais-perigoso.html</link><pubDate>Sun, 26 Apr 2026 06:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A água deixou de ser apenas um recurso vital: tornou-se um gatilho, uma vítima e uma arma de guerra. Os dados mais recentes confirmam que este tipo de conflito não é coisa do futuro; já está a acontecer.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-agua-como-arma-de-guerra-porque-e-que-o-recurso-mais-basico-se-tornou-tambem-o-mais-perigoso-1777113201863.jpg" data-image="ek3bxo9sdwk2"><figcaption>O leito seco do rio Khoshk, em Shiraz, no Irão, simboliza o resultado de cinco anos consecutivos de seca e de utilização insustentável da água. A sua escassez, e a consequente crise, foi um dos fatores subjacentes que precederam o conflito de 2026. O mesmo padrão tinha sido observado anos antes na Síria.</figcaption></figure><p><strong>Apenas 0,5% da água da Terra é doce, utilizável e está disponível</strong>. Este número, tão pequeno que é difícil de acreditar, é o que sustenta toda a civilização humana. E hoje está <strong>sob uma pressão sem precedentes</strong>. </p><p><strong>Mais de 2,2 mil milhões de pessoas não têm acesso a água potável</strong>. Metade do planeta enfrenta uma grave escassez de água durante pelo menos uma parte do ano. Esta não é uma projeção para o futuro. É o presente.</p><p>O que talvez seja menos discutido é que a escassez de água não é apenas um problema ambiental ou humanitário: é também um problema de segurança. <strong>Quando a água é escassa, os conflitos intensificam-se</strong>. Primeiro entre vizinhos, depois entre regiões e, por fim, entre estados. </p><p><strong>O caso mais recente e mais brutal ocorre no Médio Oriente</strong>, onde a guerra e a crise da água se alimentam mutuamente num ciclo que parece não ter uma saída fácil.</p><h2>Quando a água jorra, é ao mesmo tempo vítima e arma</h2><p>O <em>Pacific Institute</em>, um centro de investigação global sobre a água com sede nos EUA, monitoriza os conflitos relacionados com a água em todo o mundo há décadas. A sua mais recente atualização registou <strong>844 novos incidentes de violência associados a recursos ou sistemas hídricos só em 2024</strong>, um aumento de 20% em relação ao ano anterior. Para se ter uma ideia da dimensão do problema: entre 2000 e 2009, apenas foram documentados 213 conflitos ao longo de toda a década. O salto é impressionante.</p><div class="texto-destacado"> Em 2024, os conflitos intra-estatais — dentro do mesmo país — representaram 63% dos acontecimentos, ultrapassando largamente os conflitos entre nações diferentes. </div><p>Os investigadores classificam estes casos em três categorias: a água como gatilho para conflitos, como arma deliberada ou como dano colateral da violência. <strong>Ataques que destruíram poços, oleodutos e estações de tratamento foram documentados em Gaza, Cisjordânia, Síria, Líbano e Iémen</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-agua-como-arma-de-guerra-por-que-el-recurso-mas-basico-se-volvio-el-mas-peligroso-1776377222611.jpg" data-image="4pdpv4g05guy"><figcaption>O Complexo de Energia e Dessalinização de Jebel Ali, localizado no Dubai, Emirados Árabes Unidos, é um dos maiores projetos de infraestruturas de serviços públicos do mundo. Foi um dos alvos militares identificados pelo Irão em resposta ao ultimato do presidente Trump.</figcaption></figure><p><strong> </strong><strong>O caso do Irão talvez ilustre melhor o funcionamento deste ciclo</strong>. O país já estava à beira de uma crise hídrica após cinco anos consecutivos de seca e décadas de utilização insustentável da água, com reservas que cobriam apenas 12% da sua capacidade em momentos críticos. O conflito que começou em 2016 agravou ainda mais esta situação: os<strong> relatos indicam danos em centrais de dessalinização tanto no Irão como no Bahrein</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762653" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quando-o-gps-falha-em-alto-mar-a-guerra-invisivel-que-impede-os-navios-de-saberem-onde-estao.html" title="Quando o GPS falha em alto mar: a guerra invisível que impede os navios de saberem onde estão">Quando o GPS falha em alto mar: a guerra invisível que impede os navios de saberem onde estão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/quando-o-gps-falha-em-alto-mar-a-guerra-invisivel-que-impede-os-navios-de-saberem-onde-estao.html" title="Quando o GPS falha em alto mar: a guerra invisível que impede os navios de saberem onde estão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cuando-el-gps-falla-en-alta-mar-la-guerra-invisible-que-hace-que-los-barcos-no-sepan-donde-estan-1775154850466_320.jpeg" alt="Quando o GPS falha em alto mar: a guerra invisível que impede os navios de saberem onde estão"></a></article></aside><p>Numa região onde 83% da população já está exposta a um stress hídrico extremo, a <strong>destruição das infraestruturas hídricas não é um dano colateral</strong>. É uma devastação em cadeia.<strong> </strong></p><h2>A água não espera por um cessar-fogo</h2><p><strong>A escassez de água já desalojou milhões de pessoas no Irão</strong>, reduziu a produção de alimentos e provocou cortes de energia devido à perda de capacidade hidroelétrica. </p><p><strong>Os agricultores que saíram à rua para protestar pela água foram recebidos com violenta repressão</strong>. Este descontentamento acumulado, tal como documentado pelos analistas internacionais, foi um dos factores subjacentes que precederam o conflito armado. É precisamente o padrão observado na Síria anos antes, onde a seca prolongada e o colapso rural alimentaram a espiral que culminaria em guerra civil.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-agua-como-arma-de-guerra-por-que-el-recurso-mas-basico-se-volvio-el-mas-peligroso-1776377603361.jpg" data-image="0ll9tesf7qg1" alt="guerra na Síria" title="guerra na Síria"><figcaption>Uma seca prolongada provocou uma crise hídrica e o colapso das comunidades rurais, o que gerou descontentamento e foi o ponto de partida do que acabaria por se tornar uma guerra civil sem tréguas na Síria.</figcaption></figure><p>Quando uma região é assolada por uma guerra, qualquer intervenção na infraestrutura hídrica torna-se praticamente impossível. <strong>A crise da água agrava-se antes mesmo de começar a melhorar</strong>. E as soluções estruturais — dessalinização, reciclagem da água, gestão eficiente — exigem paz, investimento e tempo. Nenhum destes três elementos está prontamente disponível em áreas de conflito ativo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-agua-como-arma-de-guerra-porque-e-que-o-recurso-mais-basico-se-tornou-tambem-o-mais-perigoso-1777113580562.jpg" data-image="7lah4wdogy6o" alt="Número de conflitos hídricos anuais entre 2010 e 2024. O aumento dos conflitos na última década é claramente visível. Fonte: Pacific Institute (2025)" title="Número de conflitos hídricos anuais entre 2010 e 2024. O aumento dos conflitos na última década é claramente visível. Fonte: Pacific Institute (2025)"><figcaption>Número de conflitos hídricos anuais entre 2010 e 2024. O aumento dos conflitos na última década é claramente visível. Fonte: Pacific Institute (2025)</figcaption></figure><p>O ciclo é tão claro quanto perturbador: a <strong>escassez de água cria instabilidade</strong>, a instabilidade destrói os sistemas hídricos e a destruição desses sistemas agrava a escassez. </p><div class="texto-destacado">Na Ucrânia, a barragem do rio Dnieper foi atacada no Dia Mundial da Água, causando graves danos e poluição tóxica a jusante. </div><p>Enquanto as alterações climáticas continuarem a reduzir os recursos hídricos disponíveis e a procura global continuar a crescer, <strong>este ciclo não se interromperá por si só</strong>. A água não é o conflito do futuro. Ela tem sido o conflito do presente durante anos, e ninguém no mundo se pode dar ao luxo de a ignorar.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p>Brown, S. (2026, 20 de marzo). <a href="https://www.wri.org/insights/iran-war-water-crisis-middle-east" target="_blank">Iran War Could Worsen Middle East's Water Woes</a>. World Resources Institute (WRI). </p><p> Pacific Institute (2025). <em><a href="https://pacinst.org/wp-content/uploads/2025/11/Water-Conflict-Chronology_fact-sheet_2025_final.pdf" target="_blank">Water Conflict Chronology — 2024 Update</a></em>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-agua-como-arma-de-guerra-porque-e-que-o-recurso-mais-basico-se-tornou-tambem-o-mais-perigoso.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Algas marinhas têm potencial surpreendente para remover poluentes persistentes dos rios]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/algas-marinhas-tem-potencial-surpreendente-para-remover-poluentes-persistentes-dos-rios.html</link><pubDate>Sun, 26 Apr 2026 05:02:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Investigadores da Universidade de Aveiro identificaram uma solução natural e eficaz para combater a contaminação da água, recorrendo a organismos capazes de absorver compostos químicos industriais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/algas-marinhas-tem-potencial-surpreendente-para-remover-poluentes-persistentes-dos-rios-1777033977071.jpg" data-image="8tcs5g1w71x6" alt="algas marinhas" title="algas marinhas"><figcaption>Investigadores testaram diferentes espécies de algas, que demonstram elevada capacidade de remoção de contaminantes. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>As águas que correm sob as cidades carregam mais do que resíduos invisíveis. Transportam também a marca persistente de <strong>corantes sintéticos</strong> usados em larga escala pela indústria. Um estudo da <strong>Universidade de Aveiro </strong>aponta agora uma solução surpreendentemente eficaz. Macroalgas marinhas podem limpar essa <strong>contaminação</strong> com rapidez, baixo custo e impacto ambiental reduzido.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os corantes sintéticos, amplamente utilizados nos setores têxtil, médico e químico, estão entre os poluentes mais difíceis de remover. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Resistentes à luz solar e à degradação biológica, permanecem nas massas de água meses ou anos. A sua estrutura química complexa favorece a acumulação nos sedimentos, permitindo que se disperse por longas distâncias. O resultado é uma <strong>pressão crescente sobre os ecossistemas aquáticos</strong>, agravada pela incapacidade de muitos sistemas de tratamento de lidar com estes compostos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/algas-marinhas-tem-potencial-surpreendente-para-remover-poluentes-persistentes-dos-rios-1777034046756.jpg" data-image="dpjzwadlugdi" alt="Thiago Silva, Eduarda Pereira e Bruno Henriques, investigadores da Universidade de Aveiro" title="Thiago Silva, Eduarda Pereira e Bruno Henriques, investigadores da Universidade de Aveiro"><figcaption>Os investigadores Thiago Silva, Eduarda Pereira e Bruno Henriques são os autores do estudo. Foto: Universidade de Aveiro.</figcaption></figure><p>A dimensão do problema é expressiva, sobretudo na <strong>indústria têxtil, </strong><strong>responsável </strong>por cerca de<strong> um quinto da poluição industrial da água</strong> a nível global. Na Europa, os contaminantes geram milhões de toneladas de resíduos todos os anos. Dados recentes mostram, inclusive, que a maioria dos rios e lagos do continente apresenta contaminação por substâncias persistentes e apenas uma fração reduzida atinge níveis considerados seguros.</p><h2>Um filtro natural com resultados rápidos</h2><p>As macroalgas podem vir a ser uma alternativa promissora. A equipa de investigação do Departamento de Química e do LAQV-REQUIMTE – Laboratório Associado para a Química Verde, da Universidade de Aveiro, analisou três géneros distintos, <strong>Fucus</strong>, <strong>Gracilaria</strong> e <strong>Ulva</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="738750" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/especialista-da-universidade-de-coimbra-lanca-guia-ilustrado-das-principais-macroalgas-da-costa-portuguesa.html" title="Especialista da Universidade de Coimbra lança guia ilustrado das principais macroalgas da costa portuguesa">Especialista da Universidade de Coimbra lança guia ilustrado das principais macroalgas da costa portuguesa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/especialista-da-universidade-de-coimbra-lanca-guia-ilustrado-das-principais-macroalgas-da-costa-portuguesa.html" title="Especialista da Universidade de Coimbra lança guia ilustrado das principais macroalgas da costa portuguesa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/especialista-da-universidade-de-coimbra-lanca-guia-ilustrado-das-principais-macroalgas-da-costa-portuguesa-1762780254612_320.jpg" alt="Especialista da Universidade de Coimbra lança guia ilustrado das principais macroalgas da costa portuguesa"></a></article></aside><p>A investigação avaliou a capacidade de remover <strong>azul de metileno</strong>, um corante frequentemente utilizado como modelo científico. Os testes foram realizados em <strong>diferentes tipos de água e níveis de salinidade</strong>, simulando condições variadas. Os resultados revelam desempenhos surpreendentes. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A alga Ulva, em estado vivo, conseguiu remover até 92 por cento do corante em apenas seis horas. Em água doce, os valores foram ainda mais elevados. Já a biomassa seca de Fucus destacou-se pela rapidez, atingindo cerca de 96 por cento de remoção em meia hora, especialmente em ambientes mais salinos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A diferença entre algas vivas e secas não se limita à velocidade. A <strong>biomassa seca</strong> atua de forma quase imediata, enquanto as <strong>algas vivas</strong> são mais fáceis de separar após o tratamento e mantêm a capacidade de absorver dióxido de carbono, contribuindo para reduzir emissões. Esta dupla função reforça o potencial das macroalgas como uma ferramenta ambiental com grande potencial.</p><h2>Poluição invisível com impacto profundo</h2><p>Os <strong>impactos dos corantes</strong> não se limitam à simples alteração da cor da água. Ao diminuírem a entrada de luz solar, <strong>prejudicam a fotossíntese </strong>e desequilibram os ecossistemas aquáticos. Alguns desses compostos são, além disso, potencialmente tóxicos e podem acumular-se ao longo da cadeia alimentar, com efeitos indiretos na saúde humana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/algas-marinhas-tem-potencial-surpreendente-para-remover-poluentes-persistentes-dos-rios-1777034217828.jpg" data-image="s3r11wp9ccnx" alt="algas e corantes testados em laboratório" title="algas e corantes testados em laboratório"><figcaption>A alga Ulva remove mais de 90 por cento do corante da água em apenas seis horas. Foto: Universidade de Aveiro.</figcaption></figure><p>A persistência destes poluentes torna urgente encontrar soluções eficazes. As tecnologias convencionais continuam a enfrentar <strong>limitações técnicas</strong> e custos elevados. O recurso a <strong>organismos naturais</strong> surge, neste cenário, como uma alternativa mais sustentável e adaptável.</p><h2>Do laboratório à escala industrial</h2><p>A aplicação prática desta tecnologia exige, no entanto, um planeamento cuidadoso. Os investigadores defendem que o <strong>cultivo controlado de macroalgas</strong> deve ser privilegiado em relação à recolha direta no meio natural. Esta abordagem evita desequilíbrios ecológicos e permite garantir fornecimento contínuo.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A aquacultura de macroalgas, aliás, já é uma realidade consolidada em Portugal, o que facilita a integração desta solução em sistemas existentes. As algas podem ser cultivadas em ambientes controlados ou incorporadas em infraestruturas de tratamento de águas residuais. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A utilização de biomassa residual de outras atividades industriais abre ainda novas possibilidades de aproveitamento. O estudo da Universidade de Aveiro representa um primeiro passo. Os testes foram realizados com um corante modelo, mas o intuito é avançar para <strong>efluentes reais</strong>, em que a complexidade química é maior.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="676588" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/uma-floresta-invisivel-de-algas-prospera-a-medida-que-o-oceano-aquece.html" title="Uma floresta invisível de algas prospera à medida que o oceano aquece">Uma floresta invisível de algas prospera à medida que o oceano aquece</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/uma-floresta-invisivel-de-algas-prospera-a-medida-que-o-oceano-aquece.html" title="Uma floresta invisível de algas prospera à medida que o oceano aquece"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uma-floresta-invisivel-de-algas-prospera-a-medida-que-o-oceano-aquece-1727817135376_320.jpg" alt="Uma floresta invisível de algas prospera à medida que o oceano aquece"></a></article></aside><p>Ainda assim, esta é a direção, defendem os autores do estudo. As <strong>macroalgas </strong>afirmam-se como uma resposta viável, sustentável e economicamente competitiva. Num contexto de crescente preocupação com os recursos hídricos, as algas podem vir a desempenhar um papel decisivo na <strong>recuperação da qualidade da água </strong>e na proteção dos ecossistemas.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em><a href="https://www.ua.pt/pt/noticias/9/97349" target="_blank">Macroalgas marinhas mostram elevado potencial para remover corantes poluentes da água</a>. Universidade de Aveiro</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/algas-marinhas-tem-potencial-surpreendente-para-remover-poluentes-persistentes-dos-rios.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Prevê-se outro pico de calor entre segunda e terça-feira em Portugal Continental]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/preve-se-outro-pico-de-calor-entre-segunda-e-terca-feira-em-portugal-continental.html</link><pubDate>Sat, 25 Apr 2026 13:42:53 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O início da semana será marcado por uma subida gradual das temperaturas em Portugal continental, num cenário de tempo estável e céu pouco nublado, com maior impacto nas regiões do interior.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa6zo02"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa6zo02.jpg" id="xa6zo02"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A semana inicia com um novo episódio de calor em Portugal continental, com destaque para segunda e terça-feira, período em que se prevê uma <strong>subida significativa das temperaturas, sobretudo no interior.</strong> Esta evolução será gradual, tornando-se mais expressiva ao longo da tarde de segunda-feira.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Este aumento térmico resulta do reforço de uma crista subtropical sobre a Península Ibérica, associada a ar mais quente e estável em altitude, <strong>favorecendo céu pouco nublado e forte exposição solar</strong>. Ao mesmo tempo, a circulação atmosférica tenderá a estabelecer um fluxo de leste no interior, promovendo o aquecimento, enquanto no litoral a nortada continuará a fazer-se sentir, limitando a subida das temperaturas junto à costa. Este contraste entre massas de ar explica as diferenças térmicas entre o interior e a faixa costeira.</p><h2>Segunda-feira com subida acentuada das temperaturas </h2><p>Na segunda-feira, deverá registar-se o pico do episódio de calor, com temperaturas a atingir <strong>valores entre 27 e 30 ºC no interior Centro e Sul</strong>, podendo localmente ultrapassar este limiar, sobretudo no vale do Tejo. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/preve-se-outro-pico-de-calor-entre-segunda-e-terca-feira-em-portugal-continental-1777123210141.png" data-image="qxvovi6r88n4"><figcaption>Mapa de temperatura à superfície evidencia o momento de maior aquecimento do período, com valores próximos dos 30 ºC no interior Centro e Sul. A fraca intensidade do vento e a baixa humidade favorecem uma subida mais eficiente da temperatura durante a tarde, enquanto o litoral permanece condicionado pela influência marítima.</figcaption></figure><p>No<strong> interior Norte, os valores deverão oscilar entre 25 e 28 ºC</strong>. Já no litoral, a influência marítima será determinante, com máximas geralmente entre 22 e 26 ºC. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/preve-se-outro-pico-de-calor-entre-segunda-e-terca-feira-em-portugal-continental-1777123279670.png" data-image="auyf3ojsazhv"><figcaption>Valores de índice UV elevados em todo o território, entre 7 e 9 nas horas centrais do dia, refletindo níveis significativos de radiação solar e reforçando a necessidade de proteção durante períodos de maior exposição.</figcaption></figure><p>O vento deverá soprar moderado de norte ou noroeste na faixa costeira, por vezes com rajadas, contribuindo para uma sensação térmica mais fresca. Pelo contrário, no interior, <strong>o vento será em geral fraco e a humidade relativa mais baixa</strong>, o que favorece um aquecimento mais eficiente do ar e uma sensação de calor mais intensa durante a tarde. <strong>O índice UV deverá situar-se entre 7 e 9 </strong>nas horas centrais do dia, indicando níveis elevados de radiação.</p><h2>Terça-feira o calor mantém-se, mas com máximas mais baixas</h2><p>Na terça-feira, o calor mantém-se, mas com valores ligeiramente <strong>menos elevados ou menos generalizados</strong>. As temperaturas deverão variar entre 26 e 29 ºC no interior Centro e Sul, enquanto no interior Norte se situam entre 24 e 27 ºC. </p><p><strong>No litoral, não se esperam alterações significativas, mantendo-se o contraste térmico com o interior</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/preve-se-outro-pico-de-calor-entre-segunda-e-terca-feira-em-portugal-continental-1777123361392.png" data-image="di0exdt2hly7"><figcaption>Mapa de rajadas de vento indica intensidades geralmente fracas no interior e mais moderadas na faixa costeira. Esta diferença, combinada com níveis de humidade mais baixos no interior e mais elevados junto ao litoral, contribui para contrastes na sensação térmica, com calor mais intenso e seco no interior e ambiente mais ameno, mas húmido, na costa.</figcaption></figure><p>O<strong> vento de norte continuará a fazer-se sentir ao longo da costa</strong>, reforçando o arrefecimento relativo nessas regiões, enquanto no interior a humidade deverá manter-se reduzida, contribuindo para uma sensação térmica ainda elevada, apesar de uma ligeira descida dos valores máximos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765641" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-das-17h-formam-se-nuvens-de-tempestade-aguaceiros-poderao-atingir-11-mm-h-este-sabado-em-portugal.html" title="A partir das 17h formam-se nuvens de tempestade: aguaceiros poderão atingir 11 mm/h este sábado em Portugal">A partir das 17h formam-se nuvens de tempestade: aguaceiros poderão atingir 11 mm/h este sábado em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-das-17h-formam-se-nuvens-de-tempestade-aguaceiros-poderao-atingir-11-mm-h-este-sabado-em-portugal.html" title="A partir das 17h formam-se nuvens de tempestade: aguaceiros poderão atingir 11 mm/h este sábado em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-das-17h-formam-se-nuvens-de-tempestade-aguaceiros-poderao-atingir-11-l-m-este-sabado-em-portugal-1777075839987_320.jpg" alt="A partir das 17h formam-se nuvens de tempestade: aguaceiros poderão atingir 11 mm/h este sábado em Portugal"></a></article></aside><p>Este episódio de calor deverá ser relativamente curto, com tendência para uma ligeira <strong>descida das temperaturas a partir de quarta-feira</strong>, à medida que a influência atlântica se reforça e o padrão atmosférico evolui. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/preve-se-outro-pico-de-calor-entre-segunda-e-terca-feira-em-portugal-continental.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[MIT descobre substância química chave que pode atrasar a recuperação da camada de ozono em 7 anos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mit-descobre-substancia-quimica-chave-que-pode-atrasar-a-recuperacao-da-camada-de-ozonio-em-7-anos.html</link><pubDate>Sat, 25 Apr 2026 11:02:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Investigadores do MIT descobriram que vazamentos de produtos químicos industriais podem atrasar a recuperação da camada de ozono em até sete anos, possivelmente contribuindo para o aumento da exposição aos raios UV em todo o mundo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mit-descobre-substancia-quimica-chave-que-pode-atrasar-a-recuperacao-da-camada-de-ozonio-em-7-anos-1777112025636.jpg" data-image="63jietmrnkow" alt="camada de ozono" title="camada de ozono"><figcaption>Investigadores do MIT detetaram vazamentos químicos que podem atrasar a recuperação da camada de ozono em 7 anos e aumentar a exposição aos raios UV.</figcaption></figure><p>A <strong>camada de ozono desempenha um papel vital na proteção da Terra</strong>, e os esforços globais para a sua restauração têm vindo a decorrer há décadas.</p><p>A sua recuperação gradual tem sido saudada como prova da eficácia da proteção ambiental global. Um novo estudo revelou uma<strong> lacuna frequentemente ignorada</strong> que poderá estar a atrasar silenciosamente este processo.</p><h2>Pequenos vazamentos industriais acumulam-se</h2><p>Uma equipa de investigadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) examinou<strong> substâncias químicas que destroem a camada de ozono e que ainda são permitidas pelo Protocolo de Montreal para uso como "matérias-primas" industriais</strong> — componentes químicos básicos usados na fabricação de plásticos, revestimentos e refrigerantes substitutos.</p><p>Quando o Protocolo de Montreal foi assinado em 1987, os cientistas acreditavam que apenas cerca de 0,5% dessas substâncias químicas vazariam para a atmosfera. Novas medições mostram agora <strong>taxas de vazamento</strong> muito maiores, próximas de 3,6%, com algumas<strong> substâncias químicas</strong>, como o <strong>tetracloreto de carbono</strong>, apresentando perdas ainda maiores.</p><div class="texto-destacado">"Nos últimos anos, percebemos que estes produtos químicos usados como matéria-prima representam uma falha no sistema", disse Susan Solomon, professora de Estudos Ambientais e Química no MIT.</div><p>Segundo os investigadores, esta isenção tornou-se uma falha sistemática, permitindo que gases nocivos continuem a atingir a atmosfera mesmo após a remoção da maior parte dos poluentes. <strong>Embora pareçam pequenos, estes vazamentos podem atrasar significativamente o processo de recuperação da camada de ozono</strong>.</p><p>O estudo foi publicado na revista <em>Nature Communications </em>e liderado por uma equipa internacional de investigadores que inclui cientistas do MIT, da NASA, da NOAA e de outras instituições de investigação dos Estados Unidos, da Europa e da Ásia.</p><h2>Recuperação da camada de ozono pode atrasar</h2><p>Utilizando medições atmosféricas das redes de monitorização AGAGE e NOAA, os cientistas <strong>compararam diferentes cenários futuros até ao ano de 2100</strong>. Eles analisaram o que aconteceria caso as taxas de vazamento permanecessem altas, retornassem às estimativas anteriores ou fossem eliminadas completamente.</p><div class="texto-destacado">Os resultados mostraram que, se os vazamentos continuarem nos altos níveis atuais, a camada de ozono poderá não retornar ao seu estado de 1980 até 2073.</div><p><strong>Se as emissões fossem reduzidas para níveis próximos à estimativa original, a recuperação poderia ocorrer por volta de 2066</strong>. Isto significa que os vazamentos atuais poderiam atrasar a recuperação em aproximadamente sete anos.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Continuing industrial emissions are delaying the recovery of the stratospheric ozone layer <a href="https://t.co/4NglPhraXG">https://t.co/4NglPhraXG</a> (RSS) <a href="https://twitter.com/hashtag/nature?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#nature</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/MassSpecRSS?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#MassSpecRSS</a> <a href="https://t.co/tfTeGhJkCj">pic.twitter.com/tfTeGhJkCj</a></p>— Kermit Murray (@kermitmurray) <a href="https://twitter.com/kermitmurray/status/2044796864361595092?ref_src=twsrc%5Etfw">April 16, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>Entre os principais culpados estão o tetracloreto de carbono e o CFC-113</strong>, substâncias químicas encontradas em produtos como revestimentos antiaderentes, plásticos e na indústria de manufatura. Cientistas afirmam que reduzir os vazamentos destas fontes seria crucial.</p><h2>Um problema solucionável com benefícios globais</h2><p>Os investigadores apontam que <strong>muitos destes produtos químicos poderiam ser substituídos</strong> e que controlos industriais aprimorados poderiam reduzir as emissões sem grandes transtornos. Solomon afirma que a indústria química tem um longo histórico de adaptação às mudanças.</p><p><strong>A redução destas emissões poderia diminuir o impacto climático e a exposição aos raios ultravioleta nocivos</strong>, que estão associados ao cancro de pele e outros riscos à saúde. Mesmo uma redução de alguns anos no tempo de recuperação poderia fazer uma diferença significativa ao nível global.</p><p>À medida que os países continuam a rever o Protocolo de Montreal, abordar estas deficiências na recuperação da camada de ozono poderá ajudar a reduzir os riscos futuros da radiação ultravioleta.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.sciencedaily.com/releases/2026/04/260416071945.htm" target="_blank">MIT scientists just found a hidden problem slowing the ozone comeback</a>. 16 de abril, 2026. Massachusetts Institute of Technology/Science Daily.</em></p><p><em><a href="https://www.nature.com/articles/s41467-026-70533-w" target="_blank">Continuing industrial emissions are delaying the recovery of the stratospheric ozone layer</a>. </em><em>16 de abril, 2026. Reimann, et al.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mit-descobre-substancia-quimica-chave-que-pode-atrasar-a-recuperacao-da-camada-de-ozonio-em-7-anos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A IA acaba de revelar correntes oceânicas que nunca conseguimos detetar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-ia-acaba-de-revelar-correntes-oceanicas-que-nunca-conseguimos-detetar.html</link><pubDate>Sat, 25 Apr 2026 10:10:50 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma nova técnica de IA está a transformar os satélites meteorológicos em poderosos rastreadores de correntes oceânicas, revelando movimentos ocultos que moldam o clima da Terra.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-ia-acaba-de-revelar-correntes-oceanicas-que-nunca-conseguimos-detetar-1777072933581.jpg" data-image="soza08c44ywb" alt="correntes oceânicas" title="correntes oceânicas"><figcaption>As correntes oceânicas submesoescalares dominam as trocas verticais de calor, nutrientes biológicos e carbono entre as camadas superficiais e profundas do oceano, influenciando fortemente a dispersão lateral dos traçadores biogeoquímicos e poluentes.</figcaption></figure><p>Um novo método baseado em inteligência artificial, chamado GOFLOW, está a <strong>transformar imagens de satélites meteorológicos em mapas altamente detalhados de correntes oceânicas</strong>. Ao rastrear a forma como os padrões de temperatura mudam ao longo do tempo, consegue <strong>revelar correntes rápidas e de pequena escala que antes eram impossíveis de observar diretamente</strong>. Estas correntes são essenciais para a compreensão do clima, dos ecossistemas marinhos e do armazenamento de carbono. <strong>Esta inovação utiliza satélites já em órbita, o que a torna poderosa e economicamente viável</strong>. </p><h2>Porque é que as correntes oceânicas são importantes para o clima e para a vida</h2><p> As <strong>correntes oceânicas são essenciais para o funcionamento do planeta</strong>. Transportam calor à volta do globo, transferem carbono entre a atmosfera e as profundezas do oceano e fazem circular nutrientes que sustentam os ecossistemas marinhos. Também desempenham um papel crucial em situações reais, como operações de busca e salvamento e monitorização de derrames de petróleo. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-ia-acaba-de-revelar-correntes-oceanicas-que-nunca-conseguimos-detetar-1777111421322.jpg" data-image="6stwgx42nuyw" alt="correntes oceânicas" title="correntes oceânicas"><figcaption>Neste estudo, os investigadores apresentam o GOFLOW, uma estrutura de aprendizagem profunda que aproveita sequências contíguas de imagens térmicas de satélites geoestacionários para produzir campos de velocidade superficial de alta resolução, com resolução horária, que capturam circulações submesoescalares.</figcaption></figure><p> Apesar da sua importância, medir com precisão as correntes em grandes regiões tem sido difícil. <strong>Alguns satélites estimam as correntes indiretamente</strong>, observando as mudanças na altura da superfície do mar, mas geralmente revisitam a mesma área apenas uma vez a cada 10 dias, um período demasiado lento para captar as correntes que se podem formar e desaparecer numa questão de horas. <strong>Os navios e radares costeiros podem detetar mudanças rápidas, mas apenas em áreas limitadas</strong>. </p><h2>O elo perdido na mistura oceânica</h2><p> Esta limitação deixou os cientistas com uma<strong> grande lacuna nas escalas em que ocorre a mistura vertical</strong>. A mistura vertical acontece quando as águas superficiais se movem para baixo ou as águas mais profundas sobem, e é impulsionada por características que podem ser inferiores a 10 quilómetros e mudar rapidamente. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Transporta nutrientes das profundezas do oceano para a superfície, sustentando a vida marinha, e transporta dióxido de carbono para baixo, onde pode ser armazenado a longo prazo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p> Compreender este processo é crucial. Transporta nutrientes das profundezas do oceano para a superfície, sustentando a vida marinha, e transporta dióxido de carbono para baixo, onde pode ser armazenado a longo prazo. Sem observações detalhadas, <strong>grande parte desta atividade continua a ser difícil de medir diretamente</strong>. </p><h2> Como a IA acompanha as correntes oceânicas </h2><p> Para tornar isto possível, a equipa de investigação treinou uma rede neural para reconhecer<strong> como os padrões de temperatura na superfície do oceano mudam e se transformam sob a influência das correntes</strong>. O sistema aprendeu com simulações computacionais detalhadas da circulação oceânica, que ligaram padrões de temperatura específicos a velocidades da água conhecidas. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765230" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-aglomeracao-de-nuvens-pode-intensificar-chuvas-torrenciais-e-mortais-em-climas-mais-quentes.html" title="A aglomeração de nuvens pode intensificar chuvas torrenciais e mortais em climas mais quentes ">A aglomeração de nuvens pode intensificar chuvas torrenciais e mortais em climas mais quentes </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-aglomeracao-de-nuvens-pode-intensificar-chuvas-torrenciais-e-mortais-em-climas-mais-quentes.html" title="A aglomeração de nuvens pode intensificar chuvas torrenciais e mortais em climas mais quentes "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-aglomeracao-de-nuvens-pode-intensificar-chuvas-torrenciais-e-mortais-em-climas-mais-quentes-1776887147589_320.jpg" alt="A aglomeração de nuvens pode intensificar chuvas torrenciais e mortais em climas mais quentes "></a></article></aside><p> Uma vez treinado, <strong>o modelo analisou sequências de imagens de satélite e acompanhou como esses padrões se moviam ao longo do tempo</strong>. A partir deste movimento, foi possível determinar as correntes subjacentes responsáveis pelas alterações. </p><h2>Testando a precisão com dados do mundo real</h2><p>Os investigadores avaliaram o GOFLOW comparando os seus resultados com medições diretas recolhidas por navios na região da Corrente do Golfo durante 2023, bem como com métodos tradicionais de satélite baseados na topografia oceânica. Os resultados foram muito semelhantes aos de ambas as fontes.</p><p>No entanto, o <strong>GOFLOW forneceu detalhes muito mais nítidos, especialmente para características pequenas e de movimento rápido</strong>, como vórtices e camadas limite. Os métodos anteriores geralmente suavizavam estas características em médias amplas. Com a resolução melhorada, a equipa conseguiu detetar padrões estatísticos importantes de<strong> pequenas correntes intensas que impulsionam a mistura vertical</strong>. Até agora, estes padrões tinham sido observados principalmente em simulações, em vez de observações diretas.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Lenain, L., Srinivasan, K., Barkan, R. et al. <a href="https://doi.org/10.1038/s41561-026-01943-0" target="_blank">An unprecedented view of ocean currents from geostationary satellites</a>. Nature Geoscience (2026).</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-ia-acaba-de-revelar-correntes-oceanicas-que-nunca-conseguimos-detetar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A aglomeração de nuvens pode intensificar chuvas torrenciais e mortais em climas mais quentes ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-aglomeracao-de-nuvens-pode-intensificar-chuvas-torrenciais-e-mortais-em-climas-mais-quentes.html</link><pubDate>Sat, 25 Apr 2026 09:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A frequência da chuva extrema, que é um dos desastres naturais mais devastadores, causando mortes e prejuízos de mil milhões de dólares, tem aumentado nos últimos anos devido ao aquecimento global.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-aglomeracao-de-nuvens-pode-intensificar-chuvas-torrenciais-e-mortais-em-climas-mais-quentes-1776887147589.jpg" data-image="zrgwefawe9ms" alt="Cumulonimbos" title="Cumulonimbos"><figcaption>Nuvens convectivas, nuvens com fortes movimentos verticais ascendentes.</figcaption></figure><p>Os eventos de precipitação extrema ocorrem em várias regiões do globo, mas <strong>têm sido particularmente mais extremos nas zonas mais quentes</strong>, como é o caso das regiões tropicais, onde se formam frequentemente nuvens convectivas.</p><h2>Auto agregação das nuvens convectivas</h2><p>Nas regiões tropicais ocorrem frequentemente tempestades tropicais muito intensas e que não resultam unicamente de uma atmosfera húmida e instável ou de altas temperaturas à superfície. </p><p>Este tipo de atmosfera proporciona a ocorrência de fortes movimentos verticais ascendentes, <strong>dando origem à formação de nuvens, que se denominam de nuvens convectivas, associadas muitas vezes a fortes tempestades.</strong></p><p>Os cientistas têm utilizado simulações computacionais há muito tempo para estudar <strong>como a dinâmica do ar e da humidade pode produzir diferentes tipos de tempestades</strong>. No entanto, os modelos existentes não explicam completamente o aparecimento destas tempestades mais intensas.</p><div class="texto-destacado">Estudos recentes indicam que as nuvens convectivas, com fortes movimentos verticais ascendentes, tendem a agrupar-se espontaneamente, formando sistemas mais eficientes na produção de chuvas extremas.</div><p>Um estudo publicado na <em>Annual Review of Fluid Mechanics</em>, cuja autora principal é Caroline Muller, do Laboratório de Meteorologia Dinâmica da Universidade de Ciências e Letras de Paris, revela que <strong>a forma como as nuvens se organizam pode ser a chave para explicar porque é que alguns eventos de chuva extrema superam largamente as previsões dos modelos existentes.</strong></p><div class="texto-destacado">Os autores deste estudo concluíram que as nuvens podem aglomerar-se espontaneamente no espaço, apesar de configurações perfeitamente homogéneas. Este fenómeno foi denominado de auto agregação e resulta num estado em que uma região húmida e nublada, com tempestades convectivas profundas intensas, é rodeada por ar descendente extremamente seco sem nuvens.</div><p>Considera-se assim que a <strong>auto agregação convectiva é a organização espontânea de tempestades dispersas em grandes e intensos aglomerados</strong> sobre superfícies uniformes, como, por exemplo, os oceanos tropicais. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-aglomeracao-de-nuvens-pode-intensificar-chuvas-torrenciais-e-mortais-em-climas-mais-quentes-1776887374844.jpg" data-image="a97q1oo177t0" alt="Chuva extrema" title="Chuva extrema"><figcaption>A auto agregação das nuvens convectivas conduz à ocorrência de precipitação extrema.</figcaption></figure><p>As<strong> tempestades agrupadas permanecem ativas durante mais tempo</strong> do que as tempestades dispersas e, como resultado, produzem chuvas mais intensas e persistentes.</p><h2>Novos modelos de previsão com melhores respostas para nuvens convectivas</h2><p>Um crescente corpo de investigação, iniciado por Caroline Muller há mais de uma década, está a revelar diversos <strong>processos de pequena escala que os modelos numéricos tinham anteriormente negligenciado. </strong></p><div class="texto-destacado">Estes processos influenciam a forma como as nuvens se formam, se agrupam e persistem, pelo que podem amplificar chuvas intensas e alimentar tempestades maiores e mais duradouras.</div><p>No estudo foram analisadas as principais descobertas de trabalhos teóricos e modelos idealizados da auto agregação de nuvens, <strong>destacando os processos físicos que se acredita desempenharem um papel fundamental na autoagregação convectiva</strong>.</p><p>Foram analisados também modelos teóricos e conceptuais propostos para simular e compreender a autoagregação convectiva húmida profunda. </p><p>Os autores do estudo concluíram que as evidências atuais de estudos teóricos e de modelação indicam que as instabilidades radiativo-convectivas são prováveis na atmosfera tropical, mas as suas taxas de crescimento, escalas espaciais e relevância para a autoagregação ainda não são muito claras.</p><div class="texto-destacado">No entanto, uma compreensão mais profunda está à vista, pois os modelos numéricos globais de alta resolução conseguem finalmente simular as nuvens e as tempestades destrutivas que se formam à escala planetária, proporcionando aos cientistas uma visão mais realista.</div><p>Ao compreender melhor as nuvens, o<strong>s investigadores esperam melhorar as suas previsões de chuvas extremas</strong>, especialmente nos trópicos, onde ocorrem algumas das tempestades mais violentas e onde as projeções de precipitação futura são mais incertas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="715013" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-tempestades-estao-se-tornando-mais-perigosas-especialista-explica-por-que-ha-aumento-de-granizo-e-raios.html" title="As tempestades estão a tornar-se mais perigosas? Especialista explica a razão de um aumento de granizo e raios">As tempestades estão a tornar-se mais perigosas? Especialista explica a razão de um aumento de granizo e raios</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-tempestades-estao-se-tornando-mais-perigosas-especialista-explica-por-que-ha-aumento-de-granizo-e-raios.html" title="As tempestades estão a tornar-se mais perigosas? Especialista explica a razão de um aumento de granizo e raios"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/werden-unwetter-immer-gefahrlicher-experte-erklart-warum-gewitter-hagel-starkregen-zunehmen-1749540739537_320.jpg" alt="As tempestades estão a tornar-se mais perigosas? Especialista explica a razão de um aumento de granizo e raios"></a></article></aside><p>Alguns modelos sugerem que as nuvens convectivas se agruparão mais à medida que o aquecimento global avança, produzindo precipitação mais extrema, mas outras simulações sugerem que as nuvens se agruparão menos. Assim, parece que ainda <strong>existe um leque de respostas possíveis</strong>.</p><p>Espera-se que eventos de chuva extrema se tornem mais frequentes à medida que o planeta continua a aquecer, <strong>mas prever chuvas extremas nas regiões tropicais está ainda a revelar-se difícil.</strong></p><div class="texto-destacado">Os cientistas estão a começar a reconciliar algumas destas inconsistências utilizando simulações computacionais poderosas chamadas modelos globais de resolução de tempestades.</div><p>Estes modelos conseguem captar as estruturas finas das nuvens, tempestades e ciclones, simulando o clima global, <strong>mas exigem 30.000 vezes mais poder computacional que os modelos numéricos globais clássicos.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-aglomeracao-de-nuvens-pode-intensificar-chuvas-torrenciais-e-mortais-em-climas-mais-quentes-1776894521371.jpg" data-image="9f2cd62qwyr6" alt="Computadores" title="Computadores"><figcaption>Com o aumento computacional de cálculo é possível melhorar bastante a previsão de chuva extrema nas regiões tropicais </figcaption></figure><p><strong>A compreensão do processo de agregação de nuvens </strong>permitirá também uma melhor previsão de eventos de chuva extrema, o que ajudará também a avaliar os riscos de inundação num clima em constante mudança.</p><h3><em>Referência da notícia: </em></h3><p><em>Caroline Muller, Da Yang et al., “<a href="https://www.annualreviews.org/content/journals/10.1146/annurev-fluid-022421-011319" target="_blank">Spontaneous Aggregation of Convective Storms</a>”, Annual Review of Fluid Mechanics, Vol. 54, Published: January 2022. </em> </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-aglomeracao-de-nuvens-pode-intensificar-chuvas-torrenciais-e-mortais-em-climas-mais-quentes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Jardins secos: como utilizar rochas e plantas de baixa manutenção para criar um jardim original e elegante]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/jardins-secos-como-utilizar-rochas-e-plantas-de-baixa-manutencao-para-criar-um-jardim-original-e-elegante.html</link><pubDate>Sat, 25 Apr 2026 08:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Com as suas próprias texturas, formas e cores, as rochas são a base dos jardins rochosos e permitem criar jardins atraentes sem adicionar muitas plantas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/jardines-secos-con-piedras-y-plantas-de-bajo-mantenimiento-como-crear-un-jardin-original-y-con-estilo-1776631525727.jpg" data-image="55qiikeo2xd0" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Os jardins de pedra combinam pedras e plantas para criar espaços visuais de baixo custo e alto impacto.</figcaption></figure><p>Nem todo o jardim precisa de um relvado perfeito ou de canteiros repletos de flores. Em muitos casos, menos água, menos trabalho e uma <strong>boa combinação de pedras e plantas são suficientes</strong> para criar um espaço sofisticado e funcional.</p><p>É aqui que entram os jardins de pedra - também chamados de jardins secos - uma opção cada vez mais popular em pátios, fachadas e recantos onde a vegetação tradicional não funciona tão bem.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/jardines-secos-con-piedras-y-plantas-de-bajo-mantenimiento-como-crear-un-jardin-original-y-con-estilo-1776632100397.jpg" data-image="fupb3y1srn8x" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>O contraste entre a pedra e a folhagem acrescenta riqueza visual.</figcaption></figure><p>A ideia é simples: <strong>utilizar pedras como base do projeto e adicionar plantas que prosperem em solos bem drenados </strong>e que necessitem de rega moderada. Esta combinação é esteticamente agradável, mas também funcional, pois requer pouca manutenção, impede o crescimento de ervas daninhas e ajuda a reter a humidade do solo.</p><h2>O que considerar antes de começar</h2><p>Antes de mover uma única pedra, é necessário definir o local. <strong>Os jardins de pedra funcionam melhor em áreas onde a relva não prospera</strong>, como encostas, bermas de estradas, cantos pouco iluminados ou simplesmente áreas que se pretende destacar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/jardines-secos-con-piedras-y-plantas-de-bajo-mantenimiento-como-crear-un-jardin-original-y-con-estilo-1776631649804.jpg" data-image="ap7yk47ltfpk" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Com apenas alguns elementos, os jardins em pedra criam espaços organizados com personalidade.</figcaption></figure><p>Também é importante considerar o projeto global. <strong>Não é necessário desenhar uma planta, mas deve ter uma ideia da forma, tamanho e estilo</strong>. Pode ser algo mais natural, com pedras irregulares e plantas espalhadas, ou mais organizado, com linhas definidas e menos elementos.</p><p>Quanto aos materiais, existem <strong>opções muito acessíveis</strong>: seixos de rio, pedra britada, lajes de pedra ou paralelepípedos. O ideal é escolher um ou dois tipos e manter uma certa consistência para que o efeito global não pareça desorganizado.</p><h2>Como montar um jardim de rochas passo a passo</h2><p>A montagem não é complexa, mas tem <strong>alguns pontos-chave</strong> para garantir o seu bom funcionamento ao longo do tempo.</p><p>Primeiro, o terreno precisa de ser preparado. Isto envolve<strong> remover a relva ou ervas daninhas e nivelar a superfície</strong>. Se o solo estiver muito compactado, deve ser solto e misturado com areia ou composto para melhorar a drenagem. Isto é crucial: num jardim de rochas, a água precisa de escoar de forma eficiente.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/Qjg7ZtkIiK4/sddefault.jpg" alt="youtube video id=Qjg7ZtkIiK4" id="Qjg7ZtkIiK4"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Em seguida, são colocadas as pedras principais. <strong>As maiores são as primeiras</strong>, assentes diretamente no chão para garantir estabilidade e evitar que se movam. A partir daí, é construída a estrutura geral, deixando espaços onde as plantas serão colocadas posteriormente.</p><p>Com a base definida,<strong> adiciona-se terra às áreas de plantação e só depois se incorporam as espécies escolhidas</strong>. Uma vez no lugar, podem ser adicionadas pedras mais pequenas ou cascalho para cobrir a superfície e dar um acabamento mais uniforme.</p><p>A ideia não é "preencher" o espaço, mas sim criar equilíbrio. <strong>As pedras têm tanto peso visual como as plantas</strong>.</p><h2>Que plantas funcionam melhor?</h2><p>Ao contrário dos jardins rochosos europeus clássicos, no nosso país é aconselhável <strong>escolher espécies adaptadas a climas mais variáveis</strong> e, sobretudo, a períodos de seca.</p><p>As <strong>suculentas são uma opção natural</strong>: as echeverias, as crassulas ou os sedums adaptam-se bem e requerem pouca água. Os cactos também funcionam bem, especialmente em áreas ensolaradas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/jardines-secos-con-piedras-y-plantas-de-bajo-mantenimiento-como-crear-un-jardin-original-y-con-estilo-1776631916034.jpg" data-image="1ryygc1vemqt" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>As suculentas e as gramíneas integram-se bem em jardins de pedra de baixa manutenção.</figcaption></figure><p>Entre as opções mais tradicionais,<strong> a lavanda e o alecrim proporcionam estrutura, aroma e resistem bem ao calor</strong>. O agapanto acrescenta volume e flores, enquanto as gramíneas ornamentais, como a estipa ou a festuca, ajudam a criar movimento e textura.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/jardines-secos-con-piedras-y-plantas-de-bajo-mantenimiento-como-crear-un-jardin-original-y-con-estilo-1776631968492.jpg" data-image="o5jb0nxdfmcw" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>O verde surge como um elemento de destaque num jardim dominado pelas texturas minerais.</figcaption></figure><p>Em climas mais quentes, a lantana é outra alternativa interessante, devido à sua resistência e cor.</p><p>O <strong>segredo está em combinar alturas, formas e tonalidades</strong> sem perder uma certa harmonia. Não é necessária uma variedade extrema: basta uma pequena seleção de espécies bem escolhidas.</p><h2>Um jardim que se adapta (e simplifica)</h2><p>Os jardins de pedra não são apenas uma escolha estética. Representam uma <strong>forma diferente de pensar o jardim</strong>: menos exigente, mais adaptada ao meio ambiente e, em muitos casos, mais fácil de manter ao longo do tempo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/jardines-secos-con-piedras-y-plantas-de-bajo-mantenimiento-como-crear-un-jardin-original-y-con-estilo-1776632174098.jpg" data-image="flvwf1qjnda2" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>As formas irregulares das pedras conferem um toque natural ao conjunto.</figcaption></figure><p>Com um bom design inicial e plantas adequadas, a manutenção reduz-se ao básico: <strong>controlo de ervas daninhas</strong>, poda ocasional e rega apenas quando necessário.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764901" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-criar-uma-sala-de-estar-digna-de-revista-5-plantas-gigantes-e-dicas-de-design-que-fazem-a-diferenca.html" title="Como criar uma sala de estar digna de revista: 5 plantas gigantes e dicas de design que fazem a diferença">Como criar uma sala de estar digna de revista: 5 plantas gigantes e dicas de design que fazem a diferença</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-criar-uma-sala-de-estar-digna-de-revista-5-plantas-gigantes-e-dicas-de-design-que-fazem-a-diferenca.html" title="Como criar uma sala de estar digna de revista: 5 plantas gigantes e dicas de design que fazem a diferença"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-lograr-un-living-de-revista-5-plantas-gigantes-y-claves-de-diseno-que-hacen-la-diferencia-1776517288341_320.jpg" alt="Como criar uma sala de estar digna de revista: 5 plantas gigantes e dicas de design que fazem a diferença"></a></article></aside><p>Em espaços pequenos ou grandes, como elemento principal ou como detalhe, <strong>as pedras deixam de ser meros preenchimentos e passam a ser o ponto focal</strong>. E, quando bem executadas, podem transformar por completo a forma como o jardim é utilizado e percebido.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/jardins-secos-como-utilizar-rochas-e-plantas-de-baixa-manutencao-para-criar-um-jardim-original-e-elegante.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A partir das 17h formam-se nuvens de tempestade: aguaceiros poderão atingir 11 mm/h este sábado em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-das-17h-formam-se-nuvens-de-tempestade-aguaceiros-poderao-atingir-11-mm-h-este-sabado-em-portugal.html</link><pubDate>Sat, 25 Apr 2026 07:04:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A estabilidade da manhã dará lugar a forte instabilidade este sábado. A partir das 17h, formam-se nuvens de tempestade, com aguaceiros intensos e trovoadas, sobretudo no interior sul, onde a precipitação poderá ser localmente forte.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa6xsrg"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa6xsrg.jpg" id="xa6xsrg"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><br>A manhã deste sábado (25) arranca relativamente tranquila em Portugal continental, com céu pouco nublado ou apenas com alguma nebulosidade dispersa.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Entre as<strong> 10h e as 13h, o estado do tempo será maioritariamente estável,</strong> sem precipitação significativa e com condições primaveris agradáveis.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-das-17h-formam-se-nuvens-de-tempestade-aguaceiros-poderao-atingir-11-l-m-este-sabado-em-portugal-1777074347313.png" data-image="lkm4irks3ovp" alt="Nuvens" title="Nuvens"><figcaption>Manhã tranquila em Portugal continental, com pouca nebulosidade e ausência de precipitação antes da formação de uma depressão sobre a Península Ibérica.</figcaption></figure><p>No entanto, esta<strong> estabilidade será temporária</strong>. A partir do início da tarde, a atmosfera começa a tornar-se progressivamente mais instável, com a formação de um centro de baixas pressões sobre a Península Ibérica, resultado do isolamento de ar frio em altitude, um cenário típico de instabilidade convectiva.</p><h2>Tarde em transição: aumento de nuvens e instabilidade a partir das 17h</h2><p>Será a partir das <strong>17h que se começa a notar uma mudança mais evidente.</strong> A instabilidade intensifica-se primeiro em Espanha, com o desenvolvimento de aguaceiros e núcleos convectivos associados à depressão em formação.</p><p>Gradualmente, esta instabilidade desloca-se para oeste, aproximando-se de Portugal continental. O aumento da nebulosidade será notório, com o desenvolvimento de <strong>nuvens de grande dimensão vertical, associadas a aguaceiros e trovoadas</strong>.</p><p>Apesar desta evolução, o ambiente manter-se-á relativamente quente, com <strong>temperaturas elevadas para a época, atingindo os 25 a 26 °C em várias regiões,</strong> como Lisboa, Santarém, Castelo Branco, Viseu, Vila Real, Portalegre, Évora e Beja.</p><h2>Pico da instabilidade ao final do dia, chuva forte e trovoadas às 19h</h2><p><strong>O</strong><strong> período mais crítico está previsto para cerca das 19h,</strong> altura em que a instabilidade atinge o seu auge em território nacional. Espera-se a ocorrência de aguaceiros moderados a localmente fortes, que poderão <strong>assumir caráter torrencial em alguns pontos.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-das-17h-formam-se-nuvens-de-tempestade-aguaceiros-poderao-atingir-11-l-m-este-sabado-em-portugal-1777074448850.png" data-image="mxpwkz77y8p3" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>Momento mais crítico do dia: aguaceiros moderados a fortes atingem o interior, com destaque para o distrito de Beja, onde a precipitação poderá ser localmente intensa.</figcaption></figure><p>O distrito de<strong> Beja</strong> deverá ser o mais afetado, com valores de precipitação que poderão ultrapassar os <strong>10 mm/h.</strong> Também os distritos de Portalegre e Castelo Branco deverão registar precipitação, embora de forma menos intensa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-das-17h-formam-se-nuvens-de-tempestade-aguaceiros-poderao-atingir-11-l-m-este-sabado-em-portugal-1777074463482.png" data-image="1pouxrxzus2u" alt="Trovoadas" title="Trovoadas"><figcaption>Elevada atividade elétrica no interior sul, com maior concentração de trovoadas no distrito de Évora, especialmente na região de Moura.</figcaption></figure><p><strong>Em simultâneo, prevê-se a ocorrência de trovoadas, com maior concentração de atividade elétrica no distrito de Évora,</strong> especialmente na zona de Moura e áreas envolventes. Nos restantes distritos do interior sul e centro, a trovoada deverá ocorrer de forma mais dispersa e menos intensa.</p><h2>Noite de sábado com dissipação gradual da instabilidade</h2><p>Após este pico de instabilidade, a<strong> tendência será de melhoria gradual das condições meteorológicas</strong>. Entre as 22h e as 23h, tanto a precipitação como a atividade elétrica deverão diminuir significativamente, com dissipação das células convectivas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765518" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/especialistas-em-portugal-estao-a-monitorizar-as-frentes-de-chuva-com-previsao-de-trovoadas-entre-terca-e-quarta.html" title="Especialistas em Portugal estão a monitorizar as frentes de chuva, com previsão de trovoadas entre terça e quarta">Especialistas em Portugal estão a monitorizar as frentes de chuva, com previsão de trovoadas entre terça e quarta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/especialistas-em-portugal-estao-a-monitorizar-as-frentes-de-chuva-com-previsao-de-trovoadas-entre-terca-e-quarta.html" title="Especialistas em Portugal estão a monitorizar as frentes de chuva, com previsão de trovoadas entre terça e quarta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/especialistas-em-portugal-estao-a-monitorizar-as-frentes-de-chuva-com-previsao-de-tempestades-entre-terca-e-quinta-1777024665805_320.png" alt="Especialistas em Portugal estão a monitorizar as frentes de chuva, com previsão de trovoadas entre terça e quarta"></a></article></aside><p>Ainda assim, <strong>poderão persistir alguns aguaceiros residuais durante a noite,</strong> sobretudo em regiões do interior.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-das-17h-formam-se-nuvens-de-tempestade-aguaceiros-poderao-atingir-11-mm-h-este-sabado-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mar del Plata vai competir com Rio de Janeiro e Ilhas Galápagos para ser o melhor destino de praia da América do Sul]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/mar-del-plata-vai-competir-com-rio-de-janeiro-e-ilhas-galapagos-para-ser-o-melhor-destino-de-praia-da-america-do-sul.html</link><pubDate>Sat, 25 Apr 2026 06:03:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A joia do resort do nosso país está a competir com os grandes na busca de um ambicioso reconhecimento internacional como destino de praia: vai defrontar locais como o Rio de Janeiro, as Ilhas Galápagos e San Andrés, entre outros.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mar-del-plata-competira-con-rio-de-janeiro-y-galapagos-por-ser-el-mejor-destino-de-playa-de-sudamerica-1776373564511.jpg" data-image="5abz2le6213c" alt="Mar del Plata" title="Mar del Plata"><figcaption>Mar del Plata, Argentina.</figcaption></figure><p>Orgulho argentino na competição global: Mar del Plata posiciona-se no mapa do turismo internacional com a sua <strong>iminente nomeação como o melhor destino de praia da América do Sul </strong>nos <em>World Travel Awards</em> 2026. </p><p>Com a sua <strong>combinação de infraestruturas, tradição costeira e atrações durante todo o ano</strong>, a cidade procurará competir em pé de igualdade com alguns dos destinos mais icónicos do continente. Na sua categoria, Mar del Plata vai enfrentar locais turísticos de renome como o Rio de Janeiro, as Ilhas Galápagos e San Andrés, entre outros.</p><h2>Melhor destino de praia na América do Sul em 2026, uma categoria chave na indústria do turismo.</h2><p>As categorias dos <em>World Travel Awards</em> abrangem<strong> múltiplos segmentos do turismo global</strong> e são replicadas de forma idêntica em cada região: existem nomeações para destinos urbanos, culturais, naturais e de lua-de-mel, bem como atrações, companhias aéreas, hotéis, cruzeiros e empresas de aluguer de automóveis, entre outros segmentos da indústria de viagens e turismo. </p><div class="texto-destacado">A categoria de melhor destino de praia (Principal Destino de Praia da América do Sul) é uma das mais concorridas do concurso.</div><p>O histórico recente de prémios já reconheceu o Rio de Janeiro, no Brasil (2025), San Andrés, na Colômbia (2024, 2023, 2022, 2021, 2020) e as Ilhas Galápagos, no Equador, em edições anteriores. </p><p>Abaixo estão listadas, por ordem alfabética, as praias nomeadas para esta categoria na edição de 2026.</p><h3>Fernando de Noronha, Brasil</h3><p>Um arquipélago protegido no Atlântico, considerado <strong>um dos destinos mais exclusivos do Brasil</strong>. As suas águas cristalinas e biodiversidade marinha fazem dele um paraíso para a prática de mergulho e snorkeling, com a presença privilegiada de golfinhos e tartarugas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mar-del-plata-competira-con-rio-de-janeiro-y-galapagos-por-ser-el-mejor-destino-de-playa-de-sudamerica-1776373683188.jpg" data-image="1ti0xa6115nj" alt="Fernando de Noronha, Brasil" title="Fernando de Noronha, Brasil"><figcaption>Fernando de Noronha, Brasil</figcaption></figure><p>O acesso à área é regulado para preservar o ecossistema, condição que reforça o seu perfil como destino turístico sustentável e de elevada qualidade.</p><h3>Ilhas Galápagos, Equador</h3><p>É o lar de um dos ecossistemas mais singulares do planeta e Património Mundial da UNESCO.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mar-del-plata-competira-con-rio-de-janeiro-y-galapagos-por-ser-el-mejor-destino-de-playa-de-sudamerica-1776373798274.jpg" data-image="q2vug8e15cmq" alt="Ilhas Galápagos, Equador." title="Ilhas Galápagos, Equador."><figcaption>Ilhas Galápagos, Equador.</figcaption></figure><p>Famosas pela sua biodiversidade e por terem inspirado Charles Darwin, as praias das Galápagos oferecem uma experiência de turismo científico e de natureza, com fauna endémica e políticas de conservação rigorosas.</p><h3>Máncora, Peru</h3><p>É um destino de <strong>praia com clima quente durante todo o ano</strong>, localizado no norte do Peru, a cerca de 1.200 km de Lima por estrada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mar-del-plata-competira-con-rio-de-janeiro-y-galapagos-por-ser-el-mejor-destino-de-playa-de-sudamerica-1776374066798.jpg" data-image="qput899t08fd" alt="Máncora, Peru" title="Máncora, Peru"><figcaption>Máncora, Peru.</figcaption></figure><p><strong>Combina águas quentes, ondas ideais para a prática de surf e uma atmosfera relaxante </strong>com uma vida noturna agitada. É um dos destinos mais populares entre os jovens e viajantes que procuram um clima tropical sem sair do Pacífico Sul.</p><h3>Mar del Plata, Argentina</h3><p>Mar del Plata é o principal destino de praia da Argentina, com uma grande variedade de opções, desde resorts urbanos a zonas mais tranquilas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="758268" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/e-urgente-intervir-nas-praias-de-sintra-para-garantir-a-temporada-balnear.html" title="É urgente intervir nas praias de Sintra para garantir a temporada balnear">É urgente intervir nas praias de Sintra para garantir a temporada balnear</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/e-urgente-intervir-nas-praias-de-sintra-para-garantir-a-temporada-balnear.html" title="É urgente intervir nas praias de Sintra para garantir a temporada balnear"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/e-urgente-intervir-nas-praias-de-sintra-para-garantir-a-temporada-balnear-1773151965409_320.jpg" alt="É urgente intervir nas praias de Sintra para garantir a temporada balnear"></a></article></aside><p>Este local destaca-se pelas suas <strong>infraestruturas, gastronomia e ofertas durante todo o ano</strong>, consolidando-se como uma cidade turística completa para além da época de verão.</p><h3>Ilha Margarita, Venezuela</h3><p>Este local tem sido um <strong>importante centro turístico histórico das Caraíbas venezuelanas</strong>, com praias adequadas para desportos aquáticos como windsurf, kitesurf e mergulho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mar-del-plata-competira-con-rio-de-janeiro-y-galapagos-por-ser-el-mejor-destino-de-playa-de-sudamerica-1776374180855.jpg" data-image="xt14k1zu0qkq" alt="Ilha Margarita, Venezuela" title="Ilha Margarita, Venezuela"><figcaption>Ilha Margarita, Venezuela.</figcaption></figure><p>A Ilha Margarita também combina atrações naturais com o património colonial, como as fortificações espanholas.</p><h3>Rio de Janeiro, Brasil</h3><p>É o <strong>destino de praia por excelência do Brasil</strong> e um dos destinos de praia urbanos mais icónicos do mundo, onde a praia se integra perfeitamente na cidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mar-del-plata-competira-con-rio-de-janeiro-y-galapagos-por-ser-el-mejor-destino-de-playa-de-sudamerica-1776374304513.jpg" data-image="gnwswfs0jvlr" alt="Río de Janeiro, Brasil" title="Río de Janeiro, Brasil"><figcaption>Rio de Janeiro, Brasil.</figcaption></figure><p>As suas praias urbanas, como Copacabana e Ipanema, coexistem com <strong>paisagens icónicas</strong>, cultura, vida noturna e grandes eventos, consolidando o seu apelo internacional.</p><h3>San Andrés, Colômbia</h3><p>Esta é a ilha das Caraíbas famosa pelo seu "<strong>mar de sete cores</strong>" e pela sua aliciante oferta de experiências náuticas, como mergulho, snorkeling e passeios costeiros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mar-del-plata-competira-con-rio-de-janeiro-y-galapagos-por-ser-el-mejor-destino-de-playa-de-sudamerica-1776374728214.jpg" data-image="0haqa4i1h5yk" alt="San Andrés, Colômbia" title="San Andrés, Colômbia"><figcaption>San Andrés, Colômbia.</figcaption></figure><p><strong>É um dos destinos mais premiados da região e combina a natureza com uma sólida infraestrutura turística</strong>, sendo a zona central da ilha e o passeio marítimo Spratt Way dois passeios urbanos imperdíveis. </p><h2>World Travel Awards, os Óscares do Turismo</h2><p>O <em>World Travel Awards</em> foi criado em 1993 para reconhecer, premiar e celebrar a excelência em todos os principais setores das indústrias de viagens, turismo e hotelaria. Hoje, <strong>a marca é reconhecida mundialmente como o selo máximo de excelência no setor</strong>.</p><p>Todos os anos, estes prémios percorrem o mundo com o seu Grand Tour, uma série de galas regionais que reconhecem os melhores representantes de cada continente, culminando numa grande final onde competem todos os vencedores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mar-del-plata-competira-con-rio-de-janeiro-y-galapagos-por-ser-el-mejor-destino-de-playa-de-sudamerica-1776375146569.jpg" data-image="h7cdi4s20k0u" alt="Gala de Entrega de Prémios dos World Travel Awards" title="Gala de Entrega de Prémios dos World Travel Awards"><figcaption>Gala de Entrega de Prémios dos World Travel Awards.</figcaption></figure><p>As galas dos World Travel Awards são consideradas eventos essenciais no calendário de viagens e<strong> r</strong><strong>eúnem os principais decisores do setor do turismo</strong>, figuras proeminentes, influencers e os media: não é à toa que são conhecidas como "os Óscares do turismo".</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/mar-del-plata-vai-competir-com-rio-de-janeiro-e-ilhas-galapagos-para-ser-o-melhor-destino-de-praia-da-america-do-sul.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Geologia em conflito: o caso contra a teoria da megainundação catastrófica]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/geologia-em-conflito-o-caso-contra-a-teoria-da-megainundacao-catastrofica.html</link><pubDate>Sat, 25 Apr 2026 05:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O mistério geológico sobre como o Atlântico voltou a encher o Mediterrâneo: uma inundação rápida ou um lento renascer das águas? Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/geologia-em-conflito-o-caso-contra-a-teoria-da-megainundacao-catastrofica-1776855005541.png" data-image="1i0u9pd4wmwi"><figcaption>Se o Estreito de Gibraltar fechasse hoje, o Mediterrâneo evaporaria completamente em apenas mil anos devido ao clima quente.</figcaption></figure><p>Um dos debates mais fascinantes da geologia moderna: <strong>a forma como o Mar Mediterrâneo se voltou a encher </strong>após a "Crise de Salinidade do Messiniano", há cerca de 5,3 milhões de anos. </p><div class="texto-destacado">Durante este período, o Mediterrâneo tornou-se um deserto de sal profundo, isolado do Oceano Atlântico devido a movimentos tectónicos e descidas do nível do mar. </div><p>A teoria predominante nas últimas décadas, <strong>a megainundação de Zanclean</strong>, defende que o mar se encheu de forma catastrófica e rápida através do Estreito de Gibraltar. No entanto, novas investigações estão a questionar esta narrativa "épica". </p><h2>O contexto da crise e a hipótese da megainundação </h2><p>A ideia tradicional, defendida por geólogos, sugere que, após centenas de milhares de anos de dessecação, <strong>uma pequena brecha no Estreito de Gibraltar permitiu a entrada da água do Atlântico</strong>. O que começou como um fluxo modesto terá evoluído para uma inundação colossal. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/geologia-em-conflito-o-caso-contra-a-teoria-da-megainundacao-catastrofica-1776855115351.png" data-image="y3xo1fb7poxk"><figcaption>Existem hoje depósitos de sal com até três quilómetros de espessura escondidos sob o fundo do mar Mediterrâneo atual.</figcaption></figure><p>Estima-se que, no seu auge, <strong>o caudal seria 1.000 vezes superior ao do rio Amazonas</strong>, elevando o nível do Mediterrâneo em vários metros por dia e preenchendo 90% da bacia em apenas dois anos. Esta teoria baseia-se em evidências como um canal erosivo de 200 quilómetros de comprimento no fundo do mar, que atravessa o estreito. </p><h2>O caso contra a catástrofe </h2><p>Apesar da popularidade desta teoria, destaca-se um coro crescente de céticos. Muitos geólogos argumentam que os dados sísmicos e os sedimentos não suportam uma inundação tão súbita e violenta. <strong>Um dos principais argumentos contra a megainundação foca-se na falta de evidências físicas</strong> proporcionais à escala do evento. </p><div class="texto-destacado">Críticos afirmam que, se tivesse ocorrido uma queda de água tão maciça, deveríamos encontrar marcas de erosão muito mais profundas e vastos depósitos de sedimentos (megaclastos) que, em muitas áreas, simplesmente não existem. </div><p>Além disso, o registo fóssil levanta dúvidas biológicas. Se o preenchimento tivesse sido instantâneo, <strong>a transição entre as espécies que viviam em águas hipersalinas (ou lagos de água doce/salobra residuais) e a fauna marinha atlântica deveria ser abrupta.</strong> </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/geologia-em-conflito-o-caso-contra-a-teoria-da-megainundacao-catastrofica-1776855240517.png" data-image="jttiinvbm5h0"><figcaption>A queda de água inicial teria uma altura colossal, superando em muito qualquer cascata que exista hoje na Terra.</figcaption></figure><p>Contudo, alguns estudos de microfósseis sugerem uma transição mais gradual e complexa, indicando que<strong> o Mediterrâneo pode ter passado por várias fases de enchimento e esvaziamento</strong>, ou que o nível do mar subiu de forma muito mais lenta ao longo de milhares de anos, e não de meses. </p><h2>Novas interpretações e a importância do debate </h2><p>O debate não é apenas académico; ele influencia a nossa compreensão sobre como eventos catastróficos moldam o planeta. Alguns investigadores propõem um modelo híbrido: <strong>talvez tenha havido, sim, uma inundação rápida, mas apenas para preencher as bacias mais profundas, enquanto o resto do processo foi gradual.</strong> Outros sugerem que o canal de Gibraltar não foi escavado por uma inundação única, mas sim por processos erosivos normais ao longo de um período muito mais vasto. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="742645" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/geologos-confirmam-que-o-estreito-de-gibraltar-vai-desaparecer-em-breve-a-europa-e-a-africa-vao-unir-se.html" title="Geólogos confirmam que o Estreito de Gibraltar vai desaparecer em breve: “A Europa e a África vão unir-se”">Geólogos confirmam que o Estreito de Gibraltar vai desaparecer em breve: “A Europa e a África vão unir-se”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/geologos-confirmam-que-o-estreito-de-gibraltar-vai-desaparecer-em-breve-a-europa-e-a-africa-vao-unir-se.html" title="Geólogos confirmam que o Estreito de Gibraltar vai desaparecer em breve: “A Europa e a África vão unir-se”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/unos-geologos-confirman-que-el-estrecho-de-gibraltar-desaparecera-queda-poco-tiempo-1764714723299_320.jpg" alt="Geólogos confirmam que o Estreito de Gibraltar vai desaparecer em breve: “A Europa e a África vão unir-se”"></a></article></aside><p>Em conclusão, o <strong>"caso contra a megainundação" não nega que o Mediterrâneo se encheu através de Gibraltar, mas desafia a escala e a velocidade do evento.</strong> A ciência está agora a tentar reconciliar os modelos matemáticos de erosão rápida com a realidade física dos sedimentos marinhos. Enquanto não surgirem provas definitivas de perfurações profundas no Estreito de Gibraltar, a Megainundação de Zanclean continuará a ser um dos cenários mais espetaculares e controversos da história da Terra.</p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><a href="https://es.knowablemagazine.org/content/articulo/mundo-fisico/2026/caso-contra-megainundacion-que-lleno-el-mediterraneo">https://es.knowablemagazine.org/content/articulo/mundo-fisico/2026/caso-contra-megainundacion-que-lleno-el-mediterraneo</a></p><p><a href="https://es.knowablemagazine.org/content/articulo/mundo-fisico/2026/caso-contra-megainundacion-que-lleno-el-mediterraneo"></a><a href="https://archive.ph/XkSg9">https://archive.ph/XkSg9</a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/geologia-em-conflito-o-caso-contra-a-teoria-da-megainundacao-catastrofica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ovibeja convida o Governo para debater as preocupações sobre a Política Agrícola Comum e o acordo UE-Mercosul ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ovibeja-convida-o-governo-para-debater-as-preocupacoes-sobre-a-politica-agricola-comum-e-o-acordo-ue-mercosul.html</link><pubDate>Fri, 24 Apr 2026 15:18:04 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A 42ª edição da Ovibeja, que este ano é dedicada ao vinho, vai ser inaugurada no dia 29 de abril, às 11h00, pelo ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes. No dia seguinte, 30 de abril, o certame acolhe a reunião semanal do Conselho de Ministros.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/ovibeja-convida-o-governo-para-debater-as-preocupacoes-sobre-a-politica-agricola-comum-e-o-acordo-ue-mercosul-1777042643313.jpg" data-image="1f013kg0pvui" alt="Vinho" title="Vinho"><figcaption>A Ovibeja é uma organização da ACOS – Associação de Agricultores do Sul. O certame deste ano é dedicado ao vinho, com provas, concursos e showcookings.</figcaption></figure><p>A feira <strong>Ovibeja</strong> de 2026, que já vai na sua <strong>42ª edição</strong>, vai acolher cerca de 1000 expositores e espera a presença de “mais de 100 mil visitantes” <strong>entre os dias 29 de abril a 3 de maio</strong>. Trás-os-Montes é a região convidada.</p><p>O primeiro dia do certame é especialmente aos residentes do concelho de Beja, com o apoio da Câmara Municipal. O <strong>Dia do Município de Beja, 29 de abril</strong>, é de entrada gratuita para todos os visitantes até às 20h00.</p><p>A Ovibeja é uma <strong>organização da ACOS – Associação de Agricultores do Sul. O certame deste ano é dedicado ao vinho</strong>, com “provas, concursos e <em>showcookings</em> a acontecer diariamente” no pavilhão Vinho e Azeite.</p><p>A organização também promete que a <strong>gastronomia vai estar presente em vários espaços da feira</strong>, desde a zona dos restaurantes de carnes certificadas a uma tenda gastronómica com várias opções de produtos regionais, bares de petiscos, <em>street food</em>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ovibeja-convida-o-governo-para-debater-as-preocupacoes-sobre-a-politica-agricola-comum-e-o-acordo-ue-mercosul-1777042867294.jpg" data-image="uxkhv3ppy2f9" alt="Queijos" title="Queijos"><figcaption>A grande atração da Ovibeja é a venda ao público de produtos regionais, como sejam os queijos, enchidos, pão, mel, doçaria conventual, azeite e, claro, os vinhos.</figcaption></figure><p>A grande atração da Ovibeja é, ainda assim, a venda ao público de produtos regionais, como sejam os <strong>queijos, enchidos, pão, mel, doçaria conventual, azeite</strong> e, claro, os vinhos.</p><h2> Trás-os-Montes é a região convidada </h2><p>A componente animal também está reforçada nesta edição da Ovibeja, com a <strong>presença de raças autóctones das terras de Trás-os-Montes</strong>. </p><p>A novidade passa pela apresentação de cada raça pelos seus secretários técnicos e que visa dar a conhecer melhor o <strong>trabalho de seleção e melhoramento das raças</strong>.</p><p>A par disto, a <strong>Ovibeja é também palco de múltiplos debates e encontros políticos</strong>. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O presidente da ACOS revela, aliás, que, este ano, <strong>convidaram o Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, assim como o ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes</strong>. “Vamos apresentar-lhes as nossas principais preocupações, afirma Rui Garrido, presidente da Associação e membro da comissão organizadora.<br>Entre as preocupações que vão ser colocadas aos membros do Governo está a nova Política Agrícola Comum (PAC 2028-2034) e o acordo entre a União Europeia e os países do Mercosul: Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Outra “grande preocupação” da ACOS é “o desenrolar da <strong>Estratégia Água que Une</strong>”. Em entrevista ao Agroportal, Rui Garrido, presidente da Associação, refere que “<strong>um ano após a sua apresentação, pouca coisa foi feita</strong>”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="747117" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/producao-de-vinho-em-portugal-continua-em-queda-campanha-2025-2026-trouxe-um-decrescimo-de-14-face-ao-ano-anterior.html" title="Produção de vinho em Portugal continua em queda. Campanha 2025/2026 trouxe um decréscimo de 14% face ao ano anterior">Produção de vinho em Portugal continua em queda. Campanha 2025/2026 trouxe um decréscimo de 14% face ao ano anterior</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/producao-de-vinho-em-portugal-continua-em-queda-campanha-2025-2026-trouxe-um-decrescimo-de-14-face-ao-ano-anterior.html" title="Produção de vinho em Portugal continua em queda. Campanha 2025/2026 trouxe um decréscimo de 14% face ao ano anterior"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/producao-de-vinho-em-portugal-continua-em-queda-campanha-2025-2026-trouxe-um-decrescimo-de-14-face-ao-ano-anterior-1767370981692_320.jpg" alt="Produção de vinho em Portugal continua em queda. Campanha 2025/2026 trouxe um decréscimo de 14% face ao ano anterior"></a></article></aside><p>Em relação à matéria da Estratégia Água que Une, há “duas questões que não nos cansamos de salientar”, diz o presidente da ACOS. Uma, que já está incluída na estratégia, é a <strong>construção de pequenas barragens a sul do Baixo Alentejo</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ovibeja-convida-o-governo-para-debater-as-preocupacoes-sobre-a-politica-agricola-comum-e-o-acordo-ue-mercosul-1777043161912.jpg" data-image="ls5n2dohhkib" alt="Mel" title="Mel"><figcaption>A organização da Ovibeja promete que a gastronomia vai estar presente em vários espaços, desde os restaurantes de carnes certificadas a uma tenda gastronómica com várias opções de produtos.</figcaption></figure><p>E a Associação quer que, “<strong>além dos acordos com Espanha, ou da regularização do caudal ecológico do Rio Guadiana</strong>, estas barragens, de dimensão mais pequena, também sirvam para pequenos regadios de apoio à pecuária”.</p><div class="texto-destacado">A outra questão que os preocupa na estratégia Água que Une tem a ver com a “<strong>interligação das bacias do Tejo e do Guadiana</strong>”. Rui Garrido destaca que o tema está “preconizado no estudo lá para as calendas gregas, começar em 2030 e a acabar, salvo erro, lá para 2043. Este é <strong>um assunto que com certeza vai ser polémico, vai ter muita oposição</strong> e vai precisar de estudos ambientais. Por isso, não pode esperar tanto tempo”.</div><p>A inauguração da Ovibeja vai contar com a <strong>presença, no dia 29 de abril, do ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes</strong>, para a inauguração. Aliás, o governante também encerrará o colóquio organizado pela ACOS sobre a PAC.</p><h2> PS, PCP e IL confirmaram presença</h2><p>Confirmada está igualmente a <strong>ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, e o ministro da Economia</strong>, Manuel Castro Almeida, assim como do secretário de Estado da Agricultura, João Moura, e do secretário de Estado do Tesouro e Finanças, João Silva Lopes.</p><p>Estarão ainda presentes <strong>responsáveis de partidos políticos. O PS, PCP e Iniciativa Liberal já confirmaram</strong> a sua presença.</p><p>No dia 30 de abril, a organização da <strong>Ovibeja recebe a reunião semanal do Conselho de Ministros</strong>, revelou a ACOS, através de comunicado. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ovibeja-convida-o-governo-para-debater-as-preocupacoes-sobre-a-politica-agricola-comum-e-o-acordo-ue-mercosul.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item></channel></rss>