<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Sun, 10 May 2026 23:00:34 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sun, 10 May 2026 23:00:34 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Os sinais secretos que as rochas enviam antes de um colapso catastrófico]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-sinais-secretos-que-as-rochas-enviam-antes-de-um-colapso-catastrofico.html</link><pubDate>Sun, 10 May 2026 15:27:09 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Os cientistas descobriram que as rochas submetidas a tensão emitem sinais químicos subtis antes de se fraturarem e desenvolveram um modelo para monitorizar essas alterações — oferecendo uma nova forma potencial de alertar para a ocorrência de terramotos, deslizamentos de terra e outros riscos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/the-secret-signals-rocks-send-before-catastrophic-collapse-1778406846467.png" data-image="hupnv9cet2k2" alt="Landslide" title="Landslide"><figcaption>Um deslizamento de rochas no Condado de Douglas, Oregon, em 12 de novembro de 2021. Os deslizamentos de terra são riscos geológicos que podem ser previstos através da análise de sinais de nuclídeos. Crédito: Departamento de Transportes do Oregon.</figcaption></figure><p>O excesso de tensão pode provocar fissuras nas rochas, mas antes de atingirem esse ponto, estas<strong> "soltam um suspiro" </strong>de aviso químico através da libertação de nuclídeos. Este tipo de átomo é definido pelo número de neutrões e protões no núcleo, e os cientistas estudam estas emissões geoquímicas há mais de 50 anos, mas têm tido dificuldade em estabelecer uma ligação entre a libertação de nuclídeos e a fratura das rochas.</p><p>Num novo estudo publicado na revista <em>Proceedings of the National Academy of Sciences</em>, uma equipa internacional de cientistas de universidades da China e dos Estados Unidos <strong>resolveu o mistério</strong> utilizando modelos para relacionar as flutuações do sinal dos nuclídeos com alterações nas estruturas rochosas, que conduzem à falha crítica.</p><p>Quando as rochas se partem ou deformam, provocam avalanches e deslizamentos de terra e agravam os danos causados pela atividade vulcânica e pelos terramotos. As conclusões do estudo poderão ajudar os cientistas a <strong>prepararem-se para os riscos geológicos causados por rochas sob tensão</strong>. </p><p>"Relacionamos explicitamente estas alterações estruturais com características mensuráveis dos sinais de nuclídeos", afirmou Rong Mao, autor do estudo e investigador associado de pós-doutoramento no Centro de Recursos Naturais do Instituto de Tecnologia de Nova Jérsia. "Tanto quanto sabemos, este é o primeiro estudo a estabelecer uma<strong> teoria quantitativa para diagnosticar a ruptura de rochas utilizando sinais de nuclídeos que ocorrem naturalmente"</strong>, afirma.</p><h2>O que acontece quando as rochas se enfraquecem?</h2><p><strong>Quando as rochas se enfraquecem, libertam nuclídeos como o hélio, o radão e o torão para os poros e fissuras da rocha</strong>. As fissuras alargam-se, espalham-se e interligam-se entre si e, à medida que isso acontece, os nuclídeos são libertados e transmitidos. Os cientistas podem então medir estes sinais geoquímicos.</p><p>Estudos anteriores sugeriam que havia uma ligação entre a rutura das rochas e as alterações nos sinais de nuclídeos e, em experiências laboratoriais, outros investigadores "demonstraram consistentemente que <strong>a fissuração e a deformação das rochas podem desencadear alterações mensuráveis nas emissões de nuclídeos"</strong>, afirmou Mao.</p><p>Observações na natureza também associaram as alterações ambientais à libertação de nuclídeos, que enfraquecem as rochas. Em 1995, cientistas em Kobe, no Japão, observaram um <strong>aumento nas emissões de radão das rochas 9 dias antes de um terramoto de magnitude 7,2</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="683242" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/rochas-antigas-podem-conter-informacao-sobre-a-materia-negra.html" title="Rochas antigas podem conter informação sobre a matéria negra">Rochas antigas podem conter informação sobre a matéria negra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/rochas-antigas-podem-conter-informacao-sobre-a-materia-negra.html" title="Rochas antigas podem conter informação sobre a matéria negra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ancient-rocks-may-hold-information-surrounding-dark-matter-1731444475978_320.jpg" alt="Rochas antigas podem conter informação sobre a matéria negra"></a></article></aside><p><strong>Os sinais de nuclídeos geralmente têm origem em rochas enterradas, mas podem ser detetados à superfície</strong>. Podem fornecer um alerta precoce de riscos geológicos, mas, apesar de décadas de observações, os cientistas não associaram as anomalias de nuclídeos a alterações nas propriedades das rochas, limitando a capacidade de monitorizar as emissões de nuclídeos.</p><p>"O nosso trabalho aborda esta lacuna, fornecendo uma base teórica para a interpretação destes sinais, <strong>abrindo caminho para a previsão baseada em nuclídeos e para um melhor alerta precoce de riscos geológicos</strong> e gestão da engenharia de rochas", afirmou Mao.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/the-secret-signals-rocks-send-before-catastrophic-collapse-1778407211287.jpg" data-image="xdbmdmwhzx36" alt="experiment" title="experiment"><figcaption>Um local de monitorização das emissões de radão e da deformação das encostas no interior de um túnel na região do reservatório das Três Gargantas. Crédito: Jia-Qing Zhou.</figcaption></figure><p>A equipa analisou duas observações anteriores de longo prazo sobre a libertação de nuclídeos a partir de rochas submetidas a tensão. Uma delas era um relatório de uma experiência que monitorizou as emissões de radão num cilindro de granito ao longo de um mês, à medida que este se enfraquecia e acabava por se partir. O outro relatório referia-se a uma experiência com a duração de três anos que acompanhou as emissões de radão numa encosta de rocha-mãe perto de um reservatório nos Alpes franceses.</p><p>Para o novo estudo, a equipa analisou os dados de observação, <strong>construiu um modelo para analisar as alterações nos sinais ao longo do tempo</strong> e relacionou-os com as alterações estruturais progressivas nas rochas.</p><p>"O nosso modelo mostra como <strong>os sinais de nuclídeos evoluem à medida que a ruptura da rocha avança através de quatro fases:</strong> início da fissura, abertura da fissura, dilatação da fissura e propagação da fissura", afirmou Mao. "Estas fases correspondem a características distintas dos sinais que podem ser interpretadas quantitativamente."</p><h2>O modelo pode ser utilizado tanto em laboratório como na natureza</h2><p>O modelo reproduziu os sinais de radão em todos os estágios rochosos, enfraquecendo-se e interrompendo-se em experiências laboratoriais. Em aplicações no terreno, que envolvem sistemas naturais mais complexos do que as experiências laboratoriais controladas,<strong> o modelo explicou os sinais captados pela monitorização do leito rochoso</strong>.</p><p>O trabalho oferece aplicações para a previsão de riscos geológicos, como sismos, e poderá ajudar os cientistas<strong> a monitorizar paisagens próximas de reservatórios, onde os níveis de água podem afetar a estabilidade das rochas</strong>.</p><p>"Nestes contextos, <strong>os sinais de nuclídeos fornecem um indicador sensível</strong><strong> e potencialmente em tempo real</strong> das alterações estruturais do subsolo, oferecendo informações valiosas para o alerta precoce e a gestão de riscos", afirmou Mao.</p><p>No entanto, os resultados de campo também revelaram <strong>o impacto de fatores externos</strong> que podem afetar os sinais de nuclídeos em ambientes naturais.</p><p>"Por exemplo, fluidos profundos, como <strong>águas termais ou salmouras</strong>, têm frequentemente maior salinidade ou temperatura, o que pode aumentar a libertação e transmissão de nuclídeos, levando a sinais amplificados", explicou Mao. "Quando a ruptura da rocha se liga a estas vias de fluidos profundos, os sinais observados podem refletir tanto alterações estruturais como processos de mistura de fluidos. Incorporar estes efeitos no modelo será uma direção importante para trabalhos futuros."</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="663973" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/misteriosos-redemoinhos-lunares-como-as-rochas-magnetizadas-e-os-ventos-solares-moldam-a-superficie-da-lua-astronomia.html" title="Misteriosos redemoinhos lunares: como as rochas magnetizadas e os ventos solares moldam a superfície da Lua">Misteriosos redemoinhos lunares: como as rochas magnetizadas e os ventos solares moldam a superfície da Lua</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/misteriosos-redemoinhos-lunares-como-as-rochas-magnetizadas-e-os-ventos-solares-moldam-a-superficie-da-lua-astronomia.html" title="Misteriosos redemoinhos lunares: como as rochas magnetizadas e os ventos solares moldam a superfície da Lua"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/unraveling-the-mysteries-of-lunar-swirls-how-magnetized-rocks-and-solar-winds-shape-the-moon-s-surface-1720028053111_320.jpeg" alt="Misteriosos redemoinhos lunares: como as rochas magnetizadas e os ventos solares moldam a superfície da Lua"></a></article></aside><p>Após o aperfeiçoamento do modelo, este poderá melhorar a rapidez com que interpreta as variações nos sinais de nuclídeos para prever quando as rochas estão prestes a ceder.</p><p>"Embora o nosso modelo comece a quantificar as escalas temporais da génese e transmissão dos sinais, este aspeto ainda não foi totalmente validado em condições de campo", afirmou Mao.<strong> "Colmatar esta lacuna será fundamental</strong> para transformar a nossa estrutura em sistemas práticos de alerta precoce de riscos geológicos."</p><p>A equipa já instalou <strong>estações de observação de radão em três locais na China</strong>: o deslizamento de Huangtupo na área do Reservatório das Três Gargantas, o deslizamento na margem do reservatório perto da Central Hidroelétrica de Xiluodu e a encosta da Estrada Po Shan em Hong Kong, afirmou Jia-Qing Zhou, professor associado da Universidade de Wuhan, na China.</p><p>"Estas instalações foram implementadas para <strong>captar precursores hidrogeoquímicos de potenciais riscos geológicos</strong>, a fim de validar e aperfeiçoar ainda mais a nossa teoria", afirmou Zhou. "A nossa jornada de investigação está longe de terminar."</p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><em><a href="https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.2602434123" target="_blank">Probing rock rupture with naturally occurring nuclide signals | PNAS</a>. Zhou, J.-Q., Mao, R., Luo, X., Cardenas, M.B., Chen, Y.-F., Gan, F.-S., Zhou, C.-B., Li, C., Tang, H., Hu, R., Yang, Z. and Manga, M. 9<sup>th</sup> April 2026. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-sinais-secretos-que-as-rochas-enviam-antes-de-um-colapso-catastrofico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Esqueça a regra das três refeições por dia e coma quando o seu corpo lhe pedir, aconselham alguns investigadores]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/esqueca-a-regra-das-tres-refeicoes-por-dia-e-coma-quando-o-seu-corpo-lhe-pedir-aconselham-alguns-investigadores.html</link><pubDate>Sun, 10 May 2026 15:11:49 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Adeus às três refeições? Os especialistas sugerem ignorar o relógio e comer apenas quando o corpo pedir. Atreves-te a quebrar a regra?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/repas-alimentation-intuitive-consciente-sante-1777440153065.jpg" data-image="v1qw7mftkrbs" alt="Sin distracciones durante las comidas." title="Sin distracciones durante las comidas."><figcaption>Sem distrações durante as refeições.</figcaption></figure><p>Hábitos alimentares. Durante muitas décadas, aconselharam-nos a fazer três refeições por dia e, além disso, a horas fixas: pequeno-almoço, almoço e jantar. Da mesma forma, <strong>recomendaram-nos que ajustássemos o tamanho das porções de acordo com a refeição em questão</strong>.</p><p>O pequeno-almoço devia ser suficientemente substancial para proporcionar um início de dia enérgico; o almoço, com a quantidade certa para nos dar forças durante a tarde; e o jantar, leve, para não perturbar o sono. Mas e se todas estas regras não fossem necessariamente as ideais?</p><h2>Comer quando o corpo pede: de forma consciente </h2><p>E se, na verdade, fosse mais saudável comer exclusivamente quando sentimos necessidade de o fazer? E se fosse mais saudável parar de comer quando nos sentimos saciados apenas a 80 %? E se, para estarmos em ótima forma física, precisássemos de prestar uma atenção especialmente minuciosa ao que comemos?</p><p>Tudo isto parece representar as novas orientações de nutricionistas e investigadores, que agora nos aconselham a centrar a nossa atenção nos sinais que o nosso corpo nos envia. Afinal,<strong> é o nosso corpo que está mais bem equipado para saber se precisamos de comer ou não</strong>.</p><h3>Esta nova abordagem é conhecida como Alimentação Intuitiva<br></h3><p><strong>Rachel Marshall</strong>, psicóloga clínica, defende os seus benefícios: "A alimentação intuitiva oferece a liberdade de escapar aos efeitos “io-io” das dietas e às regras alimentares rígidas. Sintonizamo-nos melhor com os sinais e as necessidades do nosso corpo, fomentando assim a autoconfiança e promovendo uma maior aceitação corporal. Esta prática permite-nos obter um maior prazer da comida e sentir-nos menos stressados e ansiosos em relação ao ato de comer".</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764469" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/industria-da-alimentacao-animal-debate-desafios-e-vulnerabilidades-do-setor-em-contexto-de-incerteza-global.html" title="Indústria da alimentação animal debate desafios e vulnerabilidades do setor em contexto de incerteza global">Indústria da alimentação animal debate desafios e vulnerabilidades do setor em contexto de incerteza global</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/industria-da-alimentacao-animal-debate-desafios-e-vulnerabilidades-do-setor-em-contexto-de-incerteza-global.html" title="Indústria da alimentação animal debate desafios e vulnerabilidades do setor em contexto de incerteza global"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/industria-da-alimentacao-animal-debate-desafios-e-vulnerabilidades-do-setor-em-contexto-de-incerteza-global-1776446566306_320.jpg" alt="Indústria da alimentação animal debate desafios e vulnerabilidades do setor em contexto de incerteza global"></a></article></aside><p>Esta abordagem anda de mãos dadas com outra prática conhecida como Alimentação Consciente (Mindful Eating). <strong>Consiste em estar plenamente presente durante a refeição</strong>: sem televisão a tocar de fundo, sem telemóveis, sem livros. Só estás tu e o teu prato. O objetivo:<strong> intensificar a experiência sensorial do ato de comer</strong>.</p><p>"Presta atenção ao sabor, à textura, aos aromas e aos sons da tua comida; fazê-lo ajuda a realçar o prazer", aconselha Susan Albers, psicóloga clínica. "Aprende a reconhecer quando te sentes física e/ou emocionalmente satisfeito."</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/repas-alimentation-intuitive-consciente-sante-1777440249003.jpg" data-image="o5l8unv72553" alt="Las frutas se consumen cada vez más" title="Las frutas se consumen cada vez más"><figcaption>O consumo de fruta tem vindo a aumentar cada vez mais.</figcaption></figure><p>Quando combinadas, estas duas abordagens alimentares parecem produzir excelentes resultados, de acordo com um estudo publicado em agosto na revista <em>Appetite</em>,<strong> incluindo uma menor massa corporal, uma baixa incidência de distúrbios alimentares e uma redução dos sintomas depressivos</strong>.</p><p>No entanto, é importante salientar que estes dois métodos não são adequados para toda a gente, tal como salienta Rachel Goldman, psicóloga especializada em comportamentos alimentares: "Uma pessoa que sofre de um distúrbio alimentar não sabe o que se sente ao experimentar a sensação de saciedade".</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="733782" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/dietas-a-base-de-plantas-podem-prevenir-15-milhoes-de-mortes-por-ano.html" title="Dietas à base de plantas podem prevenir 15 milhões de mortes por ano">Dietas à base de plantas podem prevenir 15 milhões de mortes por ano</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/dietas-a-base-de-plantas-podem-prevenir-15-milhoes-de-mortes-por-ano.html" title="Dietas à base de plantas podem prevenir 15 milhões de mortes por ano"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/plant-based-diets-could-avoid-15-million-deaths-per-year-1759425163898_320.jpg" alt="Dietas à base de plantas podem prevenir 15 milhões de mortes por ano"></a></article></aside><p>E os resultados biológicos seguem a mesma linha, tal como salienta <strong>Danielle Keenan-Miller</strong>, psicóloga clínica: "Além disso, há um conjunto limitado de estudos que sugerem que estas práticas podem estar associadas a melhorias em determinados indicadores-chave de saúde, tais como o perfil lipídico, a regulação da glicose e a inflamação sistémica. Estas abordagens alimentares não acarretam desvantagens biológicas".</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><a href="https://www.nationalgeographic.fr/sante/alimentation-consciente-ou-intuitive-laquelle-privilegier-sante-nutrition-bien-etre" target="_blank"><em>Alimentation consciente ou intuitive : laquelle privilégier ? </em></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/esqueca-a-regra-das-tres-refeicoes-por-dia-e-coma-quando-o-seu-corpo-lhe-pedir-aconselham-alguns-investigadores.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um rio seco continua a ser um rio: ciência explica que a sua proteção é urgente na luta contra as alterações climáticas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-rio-seco-continua-a-ser-um-rio-ciencia-explica-que-a-sua-protecao-e-urgente-na-luta-contra-as-alteracoes-climaticas.html</link><pubDate>Sun, 10 May 2026 13:39:50 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Atendendo ao facto dos rios secos serem em grande parte esquecidos pelas Autoridades Hidrográficas e pela população em geral, cientistas da Universidade de Múrcia resolveram investigar a importância dos rios secos para a sociedade. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/um-rio-seco-continua-a-ser-um-rio-a-ciencia-explica-que-a-sua-protecao-e-urgente-na-luta-contra-as-alteracoes-climatica-1778076033492.jpg" data-image="0tqyxgt78bge" alt="Rio seco" title="Rio seco"><figcaption>Rios secos incluem muitos tipos de leito, desde os estreitos, com declive acentuado e substrato composto por grandes pedras e rochas, até aos mais largos, com declives suaves e substrato de sedimentos finos, como areia ou cascalho.</figcaption></figure><p>Desta investigação resultou um artigo científico que veio alertar para a importância dos rios secos para a biodiversidade dessas regiões e não só.</p><h2>Rios Secos - ecossistemas valiosos </h2><p>Existem rios que transportam água durante todo o ano, designados por rios permanentes e existem também outros que secam total ou parcialmente durante o verão, conhecidos como rios intermitentes.</p><p>No entanto, ainda temos outros tipos de rios que não se enquadram em nenhuma destas definições, <strong>os chamados rios secos</strong>.</p><div class="texto-destacado">Os rios secos são canais que nunca transportam água, exceto quando as chuvas torrenciais esporádicas geram cheias repentinas, que recuam muito rapidamente, e que, além disso, não estão conectados a águas subterrâneas, o que significa que organismos aquáticos não podem viver neles.</div><p>Estes rios são especialmente abundantes nas regiões mais áridas da Terra, mas não são exclusivos destas áreas. Na verdade, os rios secos encontram-se em todas as zonas climáticas da Terra, <strong>desde os desertos às regiões polares e das zonas montanhosas até ao litoral</strong>.</p><p>Um dos objetivos do referido estudo é mostrar que os rios secos são ecossistemas por si só, dadas as suas características estruturais e funcionais distintas em comparação com outros rios não perenes, devido à prevalência de condições terrestres.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766728" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/maquinas-no-terreno-aceleram-limpeza-de-rios-para-evitar-novas-cheias-no-inverno.html" title="Máquinas no terreno aceleram limpeza de rios para evitar novas cheias no inverno">Máquinas no terreno aceleram limpeza de rios para evitar novas cheias no inverno</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/maquinas-no-terreno-aceleram-limpeza-de-rios-para-evitar-novas-cheias-no-inverno.html" title="Máquinas no terreno aceleram limpeza de rios para evitar novas cheias no inverno"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/maquinas-no-terreno-aceleram-limpeza-de-rios-para-evitar-novas-cheias-no-inverno-1777640586760_320.jpg" alt="Máquinas no terreno aceleram limpeza de rios para evitar novas cheias no inverno"></a></article></aside><p>O habitat natural nestes rios é predominantemente terrestre e não aquático, pelo que a sua biodiversidade e funcionamento serão mais semelhantes aos de um ecossistema terrestre. No entanto, enquadram-se na categoria de rios porque, paradoxalmente, são formados e energizados pela força das cheias repentinas. Resumindo, <strong>os rios secos também fazem parte da rede fluvial de uma bacia hidrográfica e devem ser considerados como tal pelos gestores dos rios</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/um-rio-seco-continua-a-ser-um-rio-a-ciencia-explica-que-a-sua-protecao-e-urgente-na-luta-contra-as-alteracoes-climatica-1778076224387.jpg" data-image="o53aen5gizgh" alt="Bacia hidrográfica" title="Bacia hidrográfica"><figcaption>Este estudo pretende sensibilizar os gestores das bacias hidrográficas para a importância dos rios secos</figcaption></figure><p>Os rios secos apresentam tanto os principais impactes que ameaçam os ecossistemas aquáticos (despejo de esgotos, lixo, canalizações etc.) como os típicos dos sistemas terrestres (mineração, aterros sanitários, poluição, impermeabilização dos solos, etc.). <strong>Esta situação coloca os rios secos entre os ecossistemas mais maltratados do mundo</strong>.</p><p>Os autores do estudo chamaram a atenção para o facto dos rios secos fornecerem inúmeros serviços reguladores que são difíceis de serem percebidos pelo público em geral.</p><div class="texto-destacado">Na maior parte das vezes, todos têm uma alta capacidade de acumular sedimentos provenientes da erosão das margens, que geralmente apresentam vegetação muito escassa.</div><p>As chuvas torrenciais agitam os sedimentos e os depositam novamente na bacia hidrográfica. Portanto, em muitos destes rios, surgem ilhas ou bancos de areia, <strong>criando novos habitats para diversos organismos vegetais e animais</strong>.<strong> </strong>Além disso, a areia também pode ser utilizada como material utilizado na construção.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/um-rio-seco-continua-a-ser-um-rio-a-ciencia-explica-que-a-sua-protecao-e-urgente-na-luta-contra-as-alteracoes-climatica-1778076469661.jpg" data-image="seqjv7te0ijw" alt="Construção civil" title="Construção civil"><figcaption>A areia, que resulta da desagregação de rochas, é um material indispensável na construção civil, fundamental para a produção de betão</figcaption></figure><p>O acumulado de matéria orgânica, originária do ambiente terrestre e transportada pela chuva, é uma característica interessante desses rios. <strong>Esse material pode permanecer nos leitos dos rios por um longo período, atuando como reservatório de carbono e nutrientes</strong>.</p><p>Como os níveis de humidade nos leitos secos dos rios podem ser mais altos do que nas áreas circundantes, é possível encontrar em alguns uma comunidade vegetal abundante e rica de arbustos e até árvores.</p><div class="texto-destacado">Os rios secos têm a capacidade de regular o microclima de pequenas áreas e a vegetação que cresce nos seus leitos e margens, ajuda a controlar a qualidade do ar através da absorção de CO<sub>2</sub>, reduz a erosão e facilita a formação e fertilização do solo.</div><p>A vegetação desempenha um papel fundamental na retenção de sedimentos, na estabilização do substrato e na criação de micro habitats que facilitam a fixação de outras espécies.</p><p>Além disso, esta vegetação e as ilhas que se formam nos seus leitos podem atrasar o rápido fluxo das cheias, reduzindo o perigo para os seres humanos, e também <strong>auxiliar na infiltração e acumulação de água nos aquíferos</strong>.</p><p>De acordo com o artigo, os rios secos proporcionam habitats para muitas espécies da fauna diversificada, desde formigas, aranhas, besouros até répteis (como a tartaruga-de-esporas), aves e mamíferos, que utilizam esses cursos de água como corredores ecológicos, para se deslocarem de um lugar para outro, como áreas de descanso ou para construir seus ninhos, desempenhando funções ecológicas importantes, como <strong>a dispersão de sementes e a reciclagem de nutrientes</strong>.</p><p>Além disso, os leitos secos dos rios podem fornecer plantas e animais que servem de alimento ou possuem propriedades medicinais.</p><div class="texto-destacado">Os rios secos prestam múltiplos serviços eco sistémicos: melhoram a qualidade do ar ao absorver dióxido de carbono, reduzem a erosão, contribuem para a formação e fertilização do solo e regulam o microclima local.</div><p>Pode considerar-se que os rios secos são definidos como <strong>o tipo mais extremo de ecossistemas fluviais não perenes</strong>, têm uma biodiversidade única sustentando espécies especializadas, muitas vezes terrestres.</p><h2>Rios secos – serviços imateriais</h2><p>Os autores também fazem referência aos serviços imateriais fornecidos pelos rios secos ao homem, tanto a nível subjetivo como psicológico, capazes de sustentar a qualidade de vida das pessoas e o futuro das populações humanas.</p><p>Os leitos secos dos rios oferecem uma grande variedade de atividades de lazer e recreação devido à sua acessibilidade, sendo uma fonte de inspiração para escritores, poetas, pintores e outros artistas, <strong>transmitem sensações físicas e psicológicas benéficas através da serenidade e da paz que proporcionam</strong> e constituem locais particularmente adequados para aprender sobre o ambiente e desfrutar dele.</p><p>Desta forma, as populações humanas que vivem à sua volta têm tendência para desenvolverem, cada vez mais, o seu próprio conhecimento ecológico local para gerir de forma sustentável os recursos que estes fornecem. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>No entanto, por vezes, também ocorre o desenvolvimento urbano nos leitos desses cursos de água, o que leva à sua vulnerabilidade a eventos de chuvas torrenciais, representando riscos significativos para as populações.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Este estudo demonstra que <strong>os rios secos albergam e suportam fauna e vegetação diversas e abundantes</strong>, são muito ativos no processamento biogeoquímico de nutrientes e matéria orgânica e fornecem numerosos e importantes serviços de ecossistema.</p><p>Os autores esperam que este conhecimento seja considerado pela sociedade, gestores e cientistas para melhorar a condição dos leitos secos dos rios e garantir os inúmeros serviços de ecossistema que oferecem e alertam para a necessidade de conservação, <strong>pois à medida que as mudanças climáticas impactam os ciclos hidrológicos, compreender e proteger os leitos secos de rios é vital</strong>, especialmente porque representam uma entidade ecológica única, distinta de outros rios não perenes.</p><p><strong><em><br></em></strong></p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>María Rosario Vidal-Abarca, Rosa Gómez et al., <a href="https://www.mdpi.com/2071-1050/12/17/7202" target="_blank">“Defining Dry Rivers as the Most Extreme Type of Non-Perennial Fluvial Ecosystems”</a>, Sustainability Journal, Published: 3 September 2020 </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-rio-seco-continua-a-ser-um-rio-ciencia-explica-que-a-sua-protecao-e-urgente-na-luta-contra-as-alteracoes-climaticas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aguaceiros frequentes e trovoada mantêm-se em Portugal continental até quarta, 13 de maio. Eis o que chegará depois]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aguaceiros-frequentes-e-trovoada-mantem-se-em-portugal-continental-ate-quarta-13-de-maio-eis-o-que-chegara-depois.html</link><pubDate>Sun, 10 May 2026 13:27:16 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma depressão fria deverá continuar a condicionar o estado do tempo em Portugal continental até quarta-feira, favorecendo aguaceiros, trovoada e vento moderado. A partir de quinta-feira, o fluxo atlântico continuará a manter condições de instabilidade, com aumento do vento e da agitação marítima.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa91dqs"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa91dqs.jpg" id="xa91dqs"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O estado do tempo em Portugal continental deverá manter-se instável ao longo da próxima semana, com períodos de chuva ou aguaceiros, vento por vezes forte e agitação marítima significativa. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações</div><p>Até quarta-feira, o território continental deverá ser influenciado por uma <strong>depressão fria localizada nas proximidades da Península Ibérica</strong>, seguindo-se depois um fluxo atlântico mais húmido e relativamente instável.</p><h2>Aguaceiros frequentes e trovoada até quarta-feira</h2><p>Na segunda-feira, a <strong>depressão fria continuará a condicionar o estado do tempo</strong> em Portugal continental, favorecendo a ocorrência de aguaceiros frequentes nas regiões Norte e Centro, por vezes acompanhados de trovoada durante a tarde e início da noite. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/instabilidade-mantem-se-em-portugal-continental-o-que-esperar-ate-sexta-feira-15-de-maio-1778416355754.png" data-image="49ydno0jwqe6"><figcaption>A presença de uma depressão fria centrada a oeste da Península Ibérica continuará a condicionar o estado do tempo em Portugal continental durante segunda-feira, favorecendo a entrada de ar húmido e instável. Este padrão deverá traduzir-se em períodos de céu muito nublado e aguaceiros frequentes, sobretudo nas regiões Norte e Centro, localmente mais intensos e acompanhados por trovoada.</figcaption></figure><p>Os acumulados de precipitação poderão variar entre <strong>10 e 25 mm </strong>em vários locais do Norte e Centro, com valores localmente superiores em áreas montanhosas e zonas expostas ao relevo. O vento soprará de oeste e sudoeste, com rajadas até <strong>40 km/h</strong> no litoral e nas terras altas.</p><p>Entre terça e quarta-feira, a depressão fria deverá manter-se próxima da fachada atlântica da Península Ibérica, sustentando um <strong>ambiente húmido e instável</strong> sobre o território continental. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/instabilidade-mantem-se-em-portugal-continental-o-que-esperar-ate-sexta-feira-15-de-maio-1778417239350.png" data-image="a7jppriivyd5"><figcaption>A distribuição da precipitação acumulada prevista para terça-feira evidencia um cenário de instabilidade mais persistente nas regiões Norte e Centro, onde os acumulados poderão ultrapassar localmente 40 a 50 mm, sobretudo no litoral e em áreas montanhosas. Mais a sul, os valores deverão ser menos expressivos, refletindo menor frequência e intensidade da precipitação ao longo do dia.</figcaption></figure><p>Os aguaceiros poderão tornar-se mais frequentes e localmente fortes, sobretudo no <strong>Minho, Douro Litoral e Beira Litoral</strong>, onde os acumulados de precipitação poderão ultrapassar <strong>40 a 60 mm</strong> até ao final de quarta-feira. Nas regiões do interior Norte e Centro não se exclui a <strong>ocorrência de trovoada</strong> e episódios pontuais de granizo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/instabilidade-mantem-se-em-portugal-continental-o-que-esperar-ate-sexta-feira-15-de-maio-1778417144834.png" data-image="ldb7jbun1by1"><figcaption>A distribuição da temperatura prevista para terça-feira reflete um ambiente relativamente fresco para a época, com valores mais baixos nas regiões Norte e Centro e temperaturas mais elevadas no Sul, onde os valores poderão aproximar-se dos 20 a 22 °C. Este contraste resulta da influência da circulação atlântica e da nebulosidade associada à depressão fria, favorecendo uma sensação térmica mais amena em grande parte do território.</figcaption></figure><p>O vento deverá soprar geralmente fraco a moderado até quarta-feira, predominando do quadrante oeste. As temperaturas deverão manter-se abaixo da média climatológica para maio em várias regiões do país, com máximas entre <strong>17 e 23 °C </strong>na generalidade do território e mínimas entre 8 e 14 °C.</p><h2>Circulação atlântica mantém tempo instável até sexta-feira</h2><p>A partir de quinta-feira, a <strong>depressão fria deverá afastar-se gradualmente</strong> da Península Ibérica. Ainda assim, Portugal continental continuará sob influência de um fluxo atlântico húmido, favorecendo a ocorrência de aguaceiros dispersos, sobretudo nas regiões Norte e Centro. O <strong>vento deverá intensificar-se no litoral</strong> oeste e nas terras altas, soprando por vezes moderado a forte, com rajadas superiores a 50 km/h nos locais mais expostos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/instabilidade-mantem-se-em-portugal-continental-o-que-esperar-ate-sexta-feira-15-de-maio-1778416410625.png" data-image="7oaljcl116i5"><figcaption>A circulação atmosférica associada a um fluxo de oeste deverá favorecer um aumento da intensidade do vento durante a tarde de quinta-feira, sobretudo no litoral oeste e nas terras altas. As rajadas poderão atingir localmente 50 a 60 km/h nos locais mais expostos, reforçando a sensação de tempo instável em várias regiões do território.</figcaption></figure><p>A agitação marítima deverá voltar a aumentar entre quinta e sexta-feira, com <strong>ondas entre 4 e 6 metros</strong> na costa ocidental e valores pontualmente superiores a 7 metros ao largo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768075" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-11-a-15-de-maio-acores-despedem-se-da-instabilidade-madeira-mantem-chuva-numa-semana-mais-fresca.html" title="Previsão de 11 a 15 de maio: Açores despedem-se da instabilidade; Madeira mantém chuva numa semana mais fresca">Previsão de 11 a 15 de maio: Açores despedem-se da instabilidade; Madeira mantém chuva numa semana mais fresca</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-11-a-15-de-maio-acores-despedem-se-da-instabilidade-madeira-mantem-chuva-numa-semana-mais-fresca.html" title="Previsão de 11 a 15 de maio: Açores despedem-se da instabilidade; Madeira mantém chuva numa semana mais fresca"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-11-a-15-de-maio-acores-despedem-se-da-instabilidade-madeira-mantem-chuva-numa-semana-mais-fresca-1778417732398_320.jpg" alt="Previsão de 11 a 15 de maio: Açores despedem-se da instabilidade; Madeira mantém chuva numa semana mais fresca"></a></article></aside><p>Por se tratar de uma previsão de médio prazo, aconselha-se acompanhar as próximas atualizações meteorológicas, uma vez que pequenas alterações na posição da depressão fria poderão influenciar a distribuição e intensidade da precipitação, do vento e da agitação marítima em Portugal continental.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aguaceiros-frequentes-e-trovoada-mantem-se-em-portugal-continental-ate-quarta-13-de-maio-eis-o-que-chegara-depois.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Previsão de 11 a 15 de maio: Açores despedem-se da instabilidade; Madeira mantém chuva numa semana mais fresca]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-11-a-15-de-maio-acores-despedem-se-da-instabilidade-madeira-mantem-chuva-numa-semana-mais-fresca.html</link><pubDate>Sun, 10 May 2026 13:01:30 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os Açores iniciam a semana com precipitação forte e trovoada, mas o tempo melhorará gradualmente até sexta-feira. Na Madeira persistirão aguaceiros fracos ao longo de toda a semana. Saiba o que esperar do tempo, dia-a-dia, nos arquipélagos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-11-a-15-de-maio-acores-despedem-se-da-instabilidade-madeira-mantem-chuva-numa-semana-mais-fresca-1778417732398.jpg" data-image="m1c7vt07q3qw"><figcaption>O estado do tempo nos arquipélagos dos Açores e Madeira será marcado pela variabilidade ao longo da semana de 11 a 15 de maio.</figcaption></figure><p>A mesma <strong>depressão fria</strong> que se mantém ‘estacionada’ a oeste de Portugal continental gerará frentes e linhas de instabilidade em torno do seu centro que serão suficientemente amplas para alcançar o arquipélago dos Açores, mantendo um quadro de<strong> instabilidade neste território insular que se prolongará até amanhã, 11 de maio</strong>.</p><h2>Aviso amarelo de precipitação localmente forte nos Grupos Central e Oriental até amanhã, 11 de maio</h2><p>Assim, entre hoje (10) e amanhã - segunda-feira, 11 de maio - é expectável um período de instabilidade meteorológica nos Açores, suficientemente ativo para já ter desencadeado aviso amarelo de precipitação nos Grupos Central e Oriental. <strong>Até às 09:00 da manhã de segunda-feira, 11 de maio, preveem-se aguaceiros localmente fortes</strong> nas 7 ilhas centrais e orientais, podendo ser acompanhados de <strong>trovoada</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-11-a-15-de-maio-acores-despedem-se-da-instabilidade-madeira-mantem-chuva-numa-semana-mais-fresca-1778416791146.png" data-image="2gu7mcyy6czi"><figcaption>A madrugada e manhã de segunda-feira, 10 de maio, será bastante chuvosa nos Açores, em particular nos Grupos Central e Oriental.</figcaption></figure><p>Nas ilhas do Corvo e das Flores também se espera ocorrência de precipitação convectiva, mas a previsão sinóptica indica uma frequência e intensidade menores, sem critérios para emissão de aviso amarelo. A partir do início da tarde, os aguaceiros diminuirão gradualmente em frequência e intensidade e ao início da noite já praticamente ter-se-ão dissipado dos Açores. </p><h2>Eis como poderá evoluir o estado do tempo nos Açores entre terça e sexta-feira</h2><p>Na terça-feira (12) o anticiclone, atualmente mais deslocado para norte do que o habitual sobre o oceano Atlântico (inserido no padrão de Crista Atlântica), estenderá a sua influência ligeiramente para sul, alcançando os Açores e proporcionando condições meteorológicas estáveis no arquipélago.</p><p>Prevê-se então que <strong>12 de maio seja um dia marcado por períodos de céu muito nublado com abertas nas 9 ilhas açorianas</strong>. Embora a probabilidade de ocorrência de precipitação seja geralmente baixa, não se exclui o aparecimento pontual de <strong>chuviscos fracos e dispersos, sobretudo na ilha de São Miguel</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-11-a-15-de-maio-acores-despedem-se-da-instabilidade-madeira-mantem-chuva-numa-semana-mais-fresca-1778416927757.png" data-image="xg43g79nw2tw"><figcaption>Quarta-feira, 13 de maio, será uma jornada com maior variabilidade meteorológica nos Açores.</figcaption></figure><p>Quanto a <strong>quarta-feira, 13 de maio</strong>, espera-se um panorama relativamente semelhante ao do dia anterior, com propensão a períodos de céu muito nublado e abertas. <strong>Mas haverá nuances que emprestarão uma maior variabilidade meteorológica</strong>.</p><p>Isto porque, de acordo com os mapas de referência da Meteored, observa-se um ligeiro aumento da probabilidade de ocorrência de aguaceiros, geralmente fracos, em todas as ilhas do arquipélago. No Grupo Ocidental serão raros e pouco frequentes. <strong>Nas ilhas centrais e orientais serão mais frequentes, podendo persistir em zonas da ilha de São Miguel</strong> durante praticamente todo o dia.</p><p>Na <strong>quinta-feira (14) observa-se uma maior influência da região de altas pressões</strong>, com o seu centro a descer em latitude e mais próximo ao arquipélago dos Açores. Prevê-se que seja um <strong>dia estável e geralmente seco, com períodos de céu muito nublado e boas abertas em todas as ilhas</strong>. A probabilidade de ocorrência de precipitação reduzirá drasticamente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-11-a-15-de-maio-acores-despedem-se-da-instabilidade-madeira-mantem-chuva-numa-semana-mais-fresca-1778416974751.png" data-image="e1r42ydzz184"><figcaption>Acumulados de precipitação previstos para os Açores. A precipitação será intermitente e geralmente fraca ao longo da semana de 11 a 15 de maio, sendo que grande parte dos valores observados se devem à precipitação que cairá no arquipélago entre domingo (10) e segunda-feira (11).</figcaption></figure><p>Mesmo assim, apesar de uma maior proximidade do anticiclone, poderão verificar-se <strong>aguaceiros fracos e dispersos</strong> em alguns momentos do dia no arquipélago, tendencialmente mais prováveis e frequentes no <strong>Grupo Oriental</strong>.</p><p>Para <strong>sexta-feira, 15 de maio</strong>, preveem-se períodos de céu muito nublado com abertas em todas as ilhas açorianas. De momento, os mapas não vislumbram qualquer hipótese de precipitação para este dia. Pelo que, deste modo, espera-se que este seja <strong>um dos dias da semana mais estáveis, secos e soalheiros nos Açores</strong>. </p><h2>Condições meteorológicas também marcadas por vento Norte e um ambiente mais fresco que o habitual</h2><p>Prevê-se que o <strong>vento sopre predominantemente de nor-nordeste</strong>, com intensidade fraca a moderada (10 a 30 km/h) entre terça e sexta-feira, dias 12 e 15 de maio em todas as ilhas do arquipélago.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-11-a-15-de-maio-acores-despedem-se-da-instabilidade-madeira-mantem-chuva-numa-semana-mais-fresca-1778416540135.png" data-image="sxb8j6gzq8o9"><figcaption>Verificam-se anomalias térmicas negativas em todas as ilhas açorianas ao longo da semana vindoura.</figcaption></figure><p>Além disto, tudo indica que os Açores registarão uma semana mais fresca do que o normal, estando previstas <strong>anomalias térmicas negativas em todas as ilhas</strong>, isto é, as temperaturas registadas apresentarão valores entre 1 e 4 ºC inferiores à média climatológica de referência.</p><h2>E no arquipélago da Madeira, o que esperar do tempo?</h2><p>Nesta região insular portuguesa prevê-se um panorama de <strong>relativa variabilidade meteorológica</strong> ao longo da semana. Embora em muitas ocasiões o cenário seja dominado por períodos de céu parcialmente nublado ou com nebulosidade dispersa e boas abertas, <strong>a precipitaçã</strong><strong>o</strong> - sob a forma de aguaceiros geralmente fracos e por vezes moderados - <strong>teimará em persistir entre segunda-feira (11) e sexta-feira (15)</strong>, surgindo durante alguns momentos do dia, todos os dias.</p><p><strong>Ou seja, choverá um pouco todos os dias</strong>, mas não de forma persistente nem abundante. De acordo com os nossos mapas, a Costa Norte e as Regiões Montanhosas registarão os valores mais elevados de precipitação acumulada da semana (entre 20 e 30 mm) na Região Autónoma da Madeira. No resto do arquipélago madeirense esperam-se acumulados substancialmente menores (entre 5 e 15 mm).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-de-11-a-15-de-maio-acores-despedem-se-da-instabilidade-madeira-mantem-chuva-numa-semana-mais-fresca-1778416401980.png" data-image="tkitwctx5i1f"><figcaption>São Vicente, Curral de Freiras e Santana serão algumas das localidade da ilha da Madeira onde mais choverá na semana de 11 a 15 de maio.</figcaption></figure><p>O vento soprará de Oeste nos primeiros dias da semana mas tenderá a mudar de quadrante em meados da semana, surgindo de nor-nordeste entre quarta e sexta-feira, dias 13 a 15 de maio.<strong> Entre quinta (14) e sexta-feira (15) poderão registar-se rajadas até 40 ou 50 km/h, especialmente nas extremidades ocidental e oriental da ilha da Madeira</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767967" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-nas-celebracoes-da-nossa-senhora-de-fatima-saiba-o-que-esperar-da-chuva-em-fatima-nos-dias-12-e-13-de-maio.html" title="O tempo nas Celebrações da Nossa Senhora de Fátima: saiba o que esperar da chuva em Fátima nos dias 12 e 13 de maio">O tempo nas Celebrações da Nossa Senhora de Fátima: saiba o que esperar da chuva em Fátima nos dias 12 e 13 de maio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-nas-celebracoes-da-nossa-senhora-de-fatima-saiba-o-que-esperar-da-chuva-em-fatima-nos-dias-12-e-13-de-maio.html" title="O tempo nas Celebrações da Nossa Senhora de Fátima: saiba o que esperar da chuva em Fátima nos dias 12 e 13 de maio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-tempo-nas-celebracoes-da-nossa-senhora-de-fatima-saiba-o-que-esperar-da-chuva-em-fatima-nos-dias-12-e-13-de-maio-1778334107499_320.png" alt="O tempo nas Celebrações da Nossa Senhora de Fátima: saiba o que esperar da chuva em Fátima nos dias 12 e 13 de maio"></a></article></aside><p>Tal como nos Açores, também para a Madeira se antecipam anomalias térmicas negativas ao longo da semana. No entanto, no arquipélago madeirense ainda serão mais expressivas,<strong> sobretudo nas regiões montanhosas e na costa norte, onde se observam temperaturas entre 3 e 7 ºC inferiores à média</strong>, algo para o qual contribuirá uma maior exposição ao vento norte, a influência marítima e o efeito de altitude.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-de-11-a-15-de-maio-acores-despedem-se-da-instabilidade-madeira-mantem-chuva-numa-semana-mais-fresca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os Estados Unidos abrem os seus arquivos secretos sobre OVNIs: o que revelam os primeiros documentos desclassificados]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-estados-unidos-abrem-seus-arquivos-secretos-sobre-ovnis-o-que-revelam-os-primeiros-documentos-desclassificados.html</link><pubDate>Sun, 10 May 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Os Estados Unidos começaram a desclassificar arquivos oficiais sobre OVNIs, incluindo vídeos, fotos e relatórios militares inéditos, o que reacendeu o debate global sobre fenómenos aéreos não identificados e a possível existência de vida extraterrestre.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/estados-unidos-abre-sus-archivos-secretos-sobre-ovnis-que-revelan-los-primeros-documentos-desclasificados-1778263612423.jpg" data-image="7sn14775bz13" alt="Arquivos oficiais de Trump sobre OVNIs nos Estados Unidos são desclassificados" title="Arquivos oficiais de Trump sobre OVNIs nos Estados Unidos são desclassificados"><figcaption>As autoridades esclareceram que "nenhum material demonstra origem extraterrestre".</figcaption></figure><p>O governo Trump começou a divulgar <strong>arquivos oficiais sobre fenómenos aéreos não identificados</strong>. Vídeos, fotos e documentos inéditos reacenderam o debate global sobre OVNIs e a possibilidade de vida extraterrestre.</p><div class="texto-destacado">A decisão tem vindo a gerar expectativa há meses. Finalmente, nesta sexta-feira, o governo dos Estados Unidos começou a desclassificar centenas de documentos oficiais relacionados com fenómenos aéreos não identificados, historicamente conhecidos como OVNIs ou, na terminologia moderna, UAPs (Fenómenos Anómalos Não Identificados).</div><p>O primeiro lote inclui mais de 160 arquivos com fotografias, registos militares, vídeos e relatórios elaborados por várias agências federais. O material foi publicado num site oficial do Departamento de Defesa dos EUA e, <strong>embora não contenha provas conclusivas de vida extraterrestre, recolocou o tema no centro das atenções internacionais</strong>.</p><h2>O anúncio que reacendeu décadas de mistério</h2><p>A abertura dos arquivos <strong>responde a uma ordem emitida meses atrás pelo presidente Donald Trump</strong>, que tinha prometido uma política de "transparência total" em relação aos arquivos ligados a supostos encontros com objetos voadores não identificados.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr"> <a href="https://twitter.com/hashtag/ALERTA?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#ALERTA</a> | El Departamento de Guerra de Estados Unidos desclasificó los primeros registros de encuentros con Fenómenos Anómalos No Identificados UAP y OVNI. Las autoridades informaron que los archivos adicionales se liberarán de forma periódica bajo un sistema de publicación <a href="https://t.co/IEYyNlD7Us">pic.twitter.com/IEYyNlD7Us</a></p>— Mundo en Conflicto (@MundoEConflicto) <a href="https://twitter.com/MundoEConflicto/status/2052758069264646441?ref_src=twsrc%5Etfw">May 8, 2026</a></blockquote></figure><p>Segundo o Departamento de Guerra, a publicação inclui documentação compilada por agências como a NASA, o FBI, o Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional e o Gabinete de Resolução de Anomalias em Todos os Domínios, <strong>criado especificamente para investigar este tipo de fenómeno</strong>.</p><p>Entre os documentos estão relatórios de pilotos militares, comunicações históricas de missões espaciais e gravações audiovisuais feitas por aeronaves e navios dos EUA. <strong>Alguns dos vídeos mostram objetos metálicos a mover-se a velocidades</strong> difíceis de explicar utilizando as tecnologias conhecidas, embora as autoridades tenham esclarecido que “nenhum material comprova a origem extraterrestre”.</p><h2>Vídeos inéditos e depoimentos históricos</h2><p>Um dos arquivos mais comentados é <strong>uma gravação feita sobre o Mar Mediterrâneo</strong>, onde um objeto elipsoidal parece estar a mover-se a alta velocidade perto de aeronaves militares. Transcrições da missão Gemini 7 e fotografias históricas relacionadas com os programas espaciais da NASA também foram divulgadas.</p><p>Além disso, <strong>o novo banco de dados de documentos inclui relatórios elaborados durante a Guerra Fria</strong> e manuais internos sobre possíveis protocolos de defesa contra fenómenos aéreos desconhecidos. Alguns documentos permaneceram classificados por décadas por razões de segurança nacional.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estados-unidos-abre-sus-archivos-secretos-sobre-ovnis-que-revelan-los-primeros-documentos-desclasificados-1778263663045.jpg" data-image="9it6j0c6iy3h" alt="Arquivos oficiais de Trump sobre OVNIs nos Estados Unidos são desclassificados" title="Arquivos oficiais de Trump sobre OVNIs nos Estados Unidos são desclassificados"><figcaption>A publicação representa um dos maiores exercícios de transparência governamental sobre o assunto na história recente dos EUA.</figcaption></figure><p>O governo dos EUA garantiu que o site oficial continuará a ser atualizado semanalmente com novos arquivos, imagens e vídeos anteriormente reservados.</p><h2>Entre a transparência e as suspeitas políticas</h2><p>O anúncio causou sensação imediata nos media e reacendeu tanto o <strong>interesse científico quanto as teorias da conspiração em torno do fenómeno OVNI</strong>. Nas redes sociais, milhões de utilizadores começaram a analisar os vídeos divulgados pelo Pentágono quadro a quadro.</p><p>No entanto, a medida também gerou críticas na esfera política americana. Alguns analistas acreditam que <strong>a desclassificação ocorre num momento complexo para a Casa Branca</strong>, marcado por tensões internacionais e dificuldades económicas internas.</p><p>Ainda assim, especialistas em segurança e astronomia afirmam que a publicação representa <strong>um dos maiores exercícios de transparência governamental sobre o assunto na história recente dos EUA</strong>.</p><p>Durante anos, vários setores exigiram o acesso público a este tipo de informação, especialmente após as audiências realizadas no Congresso dos EUA e as declarações de ex-militares que <strong>afirmaram ter testemunhado objetos com comportamentos "impossíveis" para a tecnologia atual</strong>.</p><h3>O fenómeno OVNI volta ao centro do debate global</h3><p>A desclassificação marca um novo capítulo numa discussão que combina ciência, defesa, política e cultura popular. <strong>Embora nenhuma evidência definitiva de vida extraterrestre tenha surgido até ao momento</strong>, a divulgação em massa de documentos oficiais reacendeu uma questão que tem ecoado por gerações: estamos realmente sozinhos no universo?</p><p>Entretanto, <strong>o governo dos EUA promete continuar a divulgar material nas próximas semanas</strong>. E cada novo arquivo pode reacender um mistério que, longe de desaparecer, parece mais vivo do que nunca.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-estados-unidos-abrem-seus-arquivos-secretos-sobre-ovnis-o-que-revelam-os-primeiros-documentos-desclassificados.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Especialistas criam um novo plástico capaz de se autodestruir por completo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/especialistas-criam-um-novo-plastico-capaz-de-se-autodestruir-por-completo.html</link><pubDate>Sun, 10 May 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Muitos produtos de plástico são concebidos para serem utilizados apenas uma vez, mas o próprio material dura anos. Uma nova estratégia está a abordar este problema criando produtos que se autodestroem sob comando, conhecidos como plásticos vivos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/especialistas-criam-um-novo-plastico-capaz-de-se-autodestruir-por-completo-1778245364619.jpg" data-image="bwz9a5odbnsq" alt="plástico; imagem ilustrativa" title="plástico; imagem ilustrativa"><figcaption>Uma equipa de investigadores criou um novo tipo de plástico, capaz de se autodestruir.</figcaption></figure><p>Os materiais que compõem os plásticos vivos, incorporam micróbios ativáveis que degradam o plástico juntamente com os polímeros. Esta equipa de especialistas utilizou duas estirpes bacterianas que trabalharam em conjunto e <strong>degradaram completamente o material em apenas seis dias</strong>, <strong>sem produzir microplásticos</strong>.</p><h2>Porque é que os cientistas estão a repensar os plásticos?</h2><p>Zhuojun Dai, um dos autores do artigo, explica que "a constatação de que os plásticos tradicionais persistem durante séculos, enquanto muitas aplicações, como as embalagens, têm uma vida útil curta, levou-nos a perguntar: <strong>poderíamos incorporar a degradação diretamente no ciclo de vida do material?</strong>"</p><div class="texto-destacado"><strong>"Ao incorporar estes micróbios, os plásticos poderiam efetivamente 'ganhar vida' e autodestruir-se sob comando, transformando a durabilidade de um problema numa característica programável".</strong><br>Zhuojun Dai.</div><p><strong> Muitos micróbios podem quebrar longas cadeias poliméricas em pedaços mais pequenos, utilizando enzimas</strong>. Como os plásticos são polímeros, estas enzimas ou os micróbios que as produzem poderiam ser incorporados nos plásticos vivos. </p><h2>Como funciona o sistema de plástico vivo</h2><p> Enquanto as tentativas anteriores dependiam principalmente de uma única enzima, Dai, Jin Geng, Dianpeng Qi e os seus colegas queriam melhorar a eficiência da destruição. Assim, <strong>modificaram geneticamente a bactéria <em>Bacillus subtilis</em> para produzir duas enzimas cooperativas degradadoras de polímeros</strong>. Uma enzima atua como um cortador aleatório, fragmentando as longas cadeias de polímero em pedaços mais pequenos, enquanto a outra mastiga lentamente esses pedaços nas suas unidades monoméricas a partir de cada extremidade. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/especialistas-criam-um-novo-plastico-capaz-de-se-autodestruir-por-completo-1778245425394.jpg" data-image="sn0ppuazjerw" alt="plástico autodestrutivo" title="plástico autodestrutivo"><figcaption>Os recentes avanços na biologia sintética possibilitaram o desenvolvimento de plásticos vivos com esporos incorporados. Estes plásticos vivos podem funcionar quando os esporos estão dormentes e degradam-se quando são ativados. Crédito: Adaptado de ACS Applied Polymer Materials 2026, DOI: 10.1021/acsapm.5c04611</figcaption></figure><p> A equipa misturou a forma dormente dos esporos de <em>B. subtilis</em> com policaprolactona (um polímero comum na impressão 3D e em algumas suturas cirúrgicas) para proteger os micróbios antes de serem necessários. O plástico vivo resultante tinha propriedades mecânicas semelhantes às dos filmes de policaprolactona simples. No entanto, <strong>após a adição de um caldo nutritivo a 50 ºC, os esporos foram ativados, decompondo o plástico até aos seus componentes básicos em apenas seis dias</strong>. A cooperação entre as enzimas foi tão eficiente que impediu até a criação de partículas de microplástico durante o processo de degradação. </p><h2>Testes no mundo real e o que se segue</h2><p> Como prova de conceito, os investigadores criaram um elétrodo de plástico <em>wearable</em> a partir do seu plástico vivo e descobriram que funcionava como esperado, <strong>degradando-se completamente em duas semanas</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767199" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-plastico-mais-ecologico-material-a-base-de-canhamo-traz-esperanca-diante-da-crise-da-poluicao.html" title="Um plástico mais ecológico? Material à base de cânhamo traz esperança diante da crise da poluição">Um plástico mais ecológico? Material à base de cânhamo traz esperança diante da crise da poluição</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/um-plastico-mais-ecologico-material-a-base-de-canhamo-traz-esperanca-diante-da-crise-da-poluicao.html" title="Um plástico mais ecológico? Material à base de cânhamo traz esperança diante da crise da poluição"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-greener-plastic-hemp-based-material-offers-hope-against-pollution-crisis-1777754373376_320.jpg" alt="Um plástico mais ecológico? Material à base de cânhamo traz esperança diante da crise da poluição"></a></article></aside><p>Em trabalhos futuros, os investigadores<strong> esperam desenvolver um gatilho para os esporos na água, onde grande parte da poluição plástica acaba</strong>. E embora este trabalho se tenha centrado apenas num polímero, uma estratégia semelhante poderia ser utilizada noutros tipos de plástico, incluindo aqueles normalmente encontrados em plásticos de utilização única. </p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Chenwang Tang, Jing Sun, Qing Wang, Runtao Zhu, Lin Wang, Guangfa Xiang, Jiaxin Tang, Jie Li, Hang Zhao, Shuhui Li, Junsong Sun, Zhiyuan Liu, Jin Geng, Dianpeng Qi, and Zhuojun Dai. <a href="https://pubs.acs.org/doi/10.1021/acsapm.5c04611" target="_blank">Degradable Living Plastics Programmed by Engineered Microbial Consortia</a>. ACS Applied Polymer Materials (2026).</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/especialistas-criam-um-novo-plastico-capaz-de-se-autodestruir-por-completo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva, vento e trovoada? Em Cascais a época balnear já começou]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/chuva-vento-e-trovoada-em-cascais-a-epoca-balnear-ja-comecou.html</link><pubDate>Sun, 10 May 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Apesar dos avisos de mau tempo em vários distritos de Portugal continental, Cascais voltou a antecipar o verão e tornou-se o primeiro concelho a abrir oficialmente a época balnear.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-vento-e-trovoada-em-cascais-a-epoca-balnear-ja-comecou-1778320620553.jpg" data-image="3izdv2sa08zn" alt="Cascais" title="Cascais"><figcaption>Mau tempo em vários distritos não trava abertura da época balnear em Cascais. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>O verão só chega daqui a mais de um mês. Além disso, há vários distritos em Portugal continental em<strong> risco por chuva, trovoada e vento</strong> durante este fim de semana. Ainda assim, há praias que não se deixam assustar. Aliás, no<strong> concelho de Cascais</strong>, <strong>a época balnear já está oficialmente aberta</strong>. </p><p>As condições meteorológicas podem não ser as melhores até às 21:00 horas de domingo, 10 de maio. “O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou 14 distritos de Portugal continental sob<strong> aviso amarelo </strong>devido à previsão de períodos de chuva por vezes forte, trovoada e rajadas de vento até 75 km/h, associados à aproximação e passagem de uma depressão atlântica a oeste da Península Ibérica”,<a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-multiplica-os-avisos-varios-distritos-em-risco-por-chuva-trovoada-e-vento-entre-hoje-e-as-21-00-de-domingo.html" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext"> avisou</a> Ana Palma. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767844" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-multiplica-os-avisos-varios-distritos-em-risco-por-chuva-trovoada-e-vento-entre-hoje-e-as-21-00-de-domingo.html" title="IPMA multiplica os avisos: vários distritos em risco por chuva, trovoada e vento entre hoje e as 21:00 de domingo">IPMA multiplica os avisos: vários distritos em risco por chuva, trovoada e vento entre hoje e as 21:00 de domingo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-multiplica-os-avisos-varios-distritos-em-risco-por-chuva-trovoada-e-vento-entre-hoje-e-as-21-00-de-domingo.html" title="IPMA multiplica os avisos: vários distritos em risco por chuva, trovoada e vento entre hoje e as 21:00 de domingo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-multiplica-os-avisos-9-distritos-em-risco-por-chuva-trovoada-e-vento-ate-as-15-horas-de-amanha-1778240521145_320.png" alt="IPMA multiplica os avisos: vários distritos em risco por chuva, trovoada e vento entre hoje e as 21:00 de domingo"></a></article></aside><p>No entanto, a autarquia de Cascais mantém-se positiva e já pensa nos fins de semana de calor que hão de vir.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.<br> </div><p>“<strong>Cascais abriu oficialmente a Época Balnear 2026</strong>. Como já é tradição, o concelho volta a ser o primeiro em Portugal continental a abrir esta temporada a 1 de maio, que se vai prolongar até 30 de setembro, sendo uma das mais longas do país”, lê-se no<em> site</em>. </p><h2>O primeiro município a abrir época balnear</h2><p>O concelho volta assim a ser o primeiro município do País a abrir a época balnear. Durante os próximos meses, estarão <strong>mais de 50 nadadores-salvadores</strong> a <strong>vigiar as 13 praias balneares do concelho</strong>. O melhor é que sete delas têm bandeira azul: Avencas, Carcavelos, Crismina, Guincho Norte, Guincho Sul, Parede, S. Pedro do Estoril. Destas, três são consideradas praias acessíveis: Carcavelos, Tamariz e Conceição.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-vento-e-trovoada-em-cascais-a-epoca-balnear-ja-comecou-1778320686092.jpg" data-image="rkca219q5455" alt="Cascais" title="Cascais"><figcaption>O arranque foi dado na cerimónia de abertura que aconteceu a 1 de maio, na Praia da Parede. Foto: CM Cascais</figcaption></figure><p>“Estão ainda disponíveis vários equipamentos a serem utilizados nas praias, como o trator de limpeza de areias da Cascais Ambiente e as Moto 4 da BraveHeart”, informam também. </p><p>Ao longo da época balnear será realizada ainda a <strong>monitorização da qualidade das águas e areias</strong> em todas as praias do concelho, com ensaios dos parâmetros microbiológicos, fungos e leveduras, que vão permitir averiguar possíveis contaminações e garantir maior segurança para a saúde dos banhistas.</p><h2>Cascais garante ser diferente</h2><p>“Cascais é diferente por aquilo que é o serviço que todos aqueles que cuidam das nossas praias e dos nossos mares prestam todos os dias no nosso concelho,” referiu Nuno Piteira Lopes, presidente da Câmara Municipal de Cascais. </p><div class="texto-destacado">A fiscalização e monitorização das praias está assegurada pelo Dispositivo Municipal de Sensibilização e Fiscalização da Época Balnear de Cascais, que reúne Empresas Municipais, Departamentos do Universo Municipal, Forças de Segurança, Polícia Municipal, Associação de Concessionários, Serviço Municipal de Proteção Civil e muitas outras entidades.</div><p>Os jovens Maré Viva também vão voltar às praias em breve, continuando a assegurar o apoio na manutenção dos acessos e outras iniciativas ligadas à época balnear. </p><h2>Tenha cuidado</h2><p>Apesar da abertura antecipada da época balnear em Cascais e do ambiente otimista vivido no concelho, <strong>as previsões meteorológicas para este fim de semana obrigam a alguns cuidados</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767967" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-nas-celebracoes-da-nossa-senhora-de-fatima-saiba-o-que-esperar-da-chuva-em-fatima-nos-dias-12-e-13-de-maio.html" title="O tempo nas Celebrações da Nossa Senhora de Fátima: saiba o que esperar da chuva em Fátima nos dias 12 e 13 de maio">O tempo nas Celebrações da Nossa Senhora de Fátima: saiba o que esperar da chuva em Fátima nos dias 12 e 13 de maio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-nas-celebracoes-da-nossa-senhora-de-fatima-saiba-o-que-esperar-da-chuva-em-fatima-nos-dias-12-e-13-de-maio.html" title="O tempo nas Celebrações da Nossa Senhora de Fátima: saiba o que esperar da chuva em Fátima nos dias 12 e 13 de maio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-tempo-nas-celebracoes-da-nossa-senhora-de-fatima-saiba-o-que-esperar-da-chuva-em-fatima-nos-dias-12-e-13-de-maio-1778334107499_320.png" alt="O tempo nas Celebrações da Nossa Senhora de Fátima: saiba o que esperar da chuva em Fátima nos dias 12 e 13 de maio"></a></article></aside><p> “Face a este cenário, as autoridades recomendam precaução nas deslocações, sobretudo durante a madrugada e manhã de sábado. É aconselhável conduzir com velocidade reduzida, evitar zonas inundáveis e acompanhar a evolução das previsões e dos avisos meteorológicos emitidos pelo IPMA e pela Proteção Civil.” </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/chuva-vento-e-trovoada-em-cascais-a-epoca-balnear-ja-comecou.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Da Terra para a Artemis: a NASA divulga milhares de imagens de alta resolução da missão Artemis II]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/da-terra-para-a-artemis-a-nasa-divulga-milhares-de-imagens-de-alta-resolucao-da-missao-artemis-ii.html</link><pubDate>Sat, 09 May 2026 15:16:12 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>As fotografias de alta resolução destacam uma missão histórica e levam as imagens da exploração espacial tripulada aos dispositivos pessoais em todo o mundo. As imagens da Terra, um eclipse lunar e a superfície lunar marcada por crateras fazem parte deste vasto acervo de imagens.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/earth-to-artemis-nasa-drops-thousands-of-high-resolution-images-from-artemis-ii-1778186269296.jpeg" data-image="rx4tf8pm6xwd" alt="Earth Beyond" title="Earth Beyond"><figcaption>Esta imagem foi captada quando a Artemis 2 contornava a face oculta da Lua, com a Terra em forma de crescente a mais de 402,34 quilómetros da nave espacial. Fonte: NASA</figcaption></figure><p><strong>As câmaras de alta resolução da Orion estiveram em plena atividade durante a recente missão de 10 dias da NASA</strong>. Os astronautas da NASA Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadiana, realizaram a primeira viagem de regresso à Lua desde a década de 1970, durante a histórica missão Artemis II, em abril de 2026.</p><p>A tecnologia avançou exponencialmente desde a última missão deste tipo, e a <strong>NASA assegurou que as imagens impressionantes da viagem espacial pudessem ser captadas para que os habitantes da Terra pudessem apreciá-las</strong>. A NASA divulgou algumas imagens de baixa resolução à medida que estas eram recebidas pela tripulação, mas as limitações na transferência de dados através do cosmos restringiram o fluxo de imagens em tempo real.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/earth-to-artemis-nasa-drops-thousands-of-high-resolution-images-from-artemis-ii-1778186498605.jpeg" data-image="fk4wkgvtv1oy" alt="Long Exposure Image" title="Long Exposure Image"><figcaption>Os astronautas da missão Artemis 2 utilizaram provavelmente uma exposição prolongada para captar estrelas distantes. Fonte: NASA</figcaption></figure><p>Agora que os cartões SD físicos regressaram à Terra, a NASA divulgou milhares de imagens impressionantes em alta resolução captadas pelos quatro astronautas. <strong>São mais de 12 000 imagens, todas disponíveis gratuitamente em várias resoluções no portal da NASA <a href="https://eol.jsc.nasa.gov/SearchPhotos/" target="_blank">Gateway to Astronaut Photography</a> of Earth</strong>.</p><h2>Vistas da Lua: luz e escuridão</h2><p>Uma aproximação à Lua permitiu aos astronautas captar as características geológicas da superfície lunar com um detalhe impressionante. Estas imagens serão fundamentais para identificar <strong>locais de aterragem ideais para futuras missões Artemis</strong>, bem como para uma <strong>futura base na superfície lunar</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/earth-to-artemis-nasa-drops-thousands-of-high-resolution-images-from-artemis-ii-1778186657183.jpeg" data-image="w74ozfgluhq1" alt="Orientale basin" title="Orientale basin"><figcaption>A bacia Orientale tem cerca de 965 km de largura e formou-se há aproximadamente 3,8 a 3,9 mil milhões de anos. O impacto de um grande asteroide ou cometa escavou uma cavidade na crosta lunar, derretendo a rocha e provocando inundações vulcânicas. Fonte: NASA</figcaption></figure><p>Na superfície marcada por crateras destacam-se características geológicas importantes, incluindo <strong>a proeminente bacia Orientale. A cratera de impacto tem 965 km de largura</strong> e situa-se numa zona de transição entre o lado iluminado e o lado escuro da Lua (visto da Terra). Uma imagem com um ângulo de visão mais amplo mostra a escala da cratera em relação à superfície lunar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/earth-to-artemis-nasa-drops-thousands-of-high-resolution-images-from-artemis-ii-1778186971414.jpeg" data-image="9bynptkpuxfq" alt="Orientale from Afar" title="Orientale from Afar"><figcaption>A bacia Orientale contrasta fortemente com o resto da superfície lunar. A rocha vulcânica rica em ferro cria um contraste mais escuro em relação às terras altas circundantes. Fonte: NASA</figcaption></figure><p>O relevo acidentado da superfície lunar é evidente numa imagem notável do lado oculto, à medida que o sol cintilante brilha ao longo do terminador lunar. <strong>As cadeias montanhosas lunares e as bordas das crateras realçam o relevo irregular da Lua</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/earth-to-artemis-nasa-drops-thousands-of-high-resolution-images-from-artemis-ii-1778187129995.jpeg" data-image="twh83pthle4c" alt="Solar Eclipse" title="Solar Eclipse"><figcaption>O Sol passa por trás da Lua num eclipse solar visível apenas a partir de um ponto específico. Fonte: NASA</figcaption></figure><p>À medida que a cápsula Orion contornava para o lado oposto, a<strong> tripulação teve o privilégio de assistir a um eclipse solar com a Lua no centro</strong>. Com o Sol obscurecido e iluminado por trás pela Lua, algumas estrelas começaram a surgir do vazio.</p><h2>Imagens de casa</h2><p>Antes de desaparecer por baixo do horizonte lunar, a tripulação testemunhou o pôr-do-sol espetacular do seu ponto de origem. Captadas a quase 400 000 km de casa, <strong>a tripulação testemunha a Terra em forma de crescente a pôr-se no meio do primeiro plano lunar</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/earth-to-artemis-nasa-drops-thousands-of-high-resolution-images-from-artemis-ii-1778187250084.jpeg" data-image="iq5gu894tub3" alt="&quot;Earthset&quot;" title="&quot;Earthset&quot;"><figcaption>A Terra põe-se por trás da superfície lunar enquanto a tripulação viaja para o lado oculto da Lua. A última missão a percorrer tal distância foi a Apollo 13, em 1970. Fonte: NASA</figcaption></figure><p>O catálogo de imagens está repleto de centenas de fotografias da Terra. Uma imagem única mostra <strong>a perspetiva da especialista de missão Christina Koch enquanto contempla o seu planeta natal</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/earth-to-artemis-nasa-drops-thousands-of-high-resolution-images-from-artemis-ii-1778187406391.jpg" data-image="1bj0n3q1pgo7" alt="Koch and Earth" title="Koch and Earth"><figcaption>A especialista de missão Christina Koch observa a Terra a partir da janela da cápsula espacial Orion. Fonte: NASA</figcaption></figure><p>Este momento, captado a meio do caminho da sua viagem à Lua, leva Koch e o resto da tripulação <strong>mais longe no espaço do que qualquer outro ser humano desde as missões Apollo</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/da-terra-para-a-artemis-a-nasa-divulga-milhares-de-imagens-de-alta-resolucao-da-missao-artemis-ii.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Descubra a ilha com o mar mais incrível do mundo para nadar em águas turquesa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/descubra-a-ilha-com-o-mar-mais-incrivel-do-mundo-para-nadar-em-aguas-turquesa.html</link><pubDate>Sat, 09 May 2026 15:05:17 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Uma nova tendência de viagens está a redefinir as férias: dar prioridade ao mar em detrimento de itinerários sobrecarregados. Um estudo global revela os destinos com as melhores condições para nadar durante todo o ano.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/descubre-la-isla-con-el-mar-mas-increible-del-mundo-para-nadar-en-aguas-turquesas-1778074327240.jpg" data-image="gxzzmkdxdtyp" alt="Gili Trawangan Indonesia" title="Gili Trawangan Indonesia"><figcaption>O estudo utilizou como referência o intervalo de temperatura ideal para a natação recreativa.</figcaption></figure><p>À medida que o turismo de bem-estar ganha terreno em todo o mundo, cada vez mais viajantes optam por experiências que proporcionam descanso e recuperação, em vez de agendas sobrecarregadas. Neste contexto, uma nova forma de viajar está a ganhar força: <strong>as "férias de natação", um conceito que coloca o mar no centro da experiência</strong>.</p><p>Longe das rotas turísticas clássicas, esta tendência convida os viajantes a planear a sua viagem em torno do contacto com a água. O objetivo não é apenas relaxar, mas também<strong> incorporar uma atividade física acessível e benéfica em ambientes naturais</strong>.</p><h2>Benefícios do mar: saúde física e mental</h2><p>O encanto deste tipo de escapadela é evidente. <strong>Nadar no mar está amplamente associado a múltiplos benefícios para a saúde</strong>. Desde melhorar a circulação sanguínea até reduzir o stress, o contacto com a água salgada é considerado uma das formas mais simples e eficazes de se manter ativo durante uma viagem.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Here you go: Gili Trawangan Island in Indonesia (the one west) as seen by <a href="https://twitter.com/hashtag/Sentinel2?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Sentinel2</a> ️, and in situ <a href="https://t.co/BQ2dSlEnSj">pic.twitter.com/BQ2dSlEnSj</a></p>— Copernicus EU (@CopernicusEU) <a href="https://twitter.com/CopernicusEU/status/1036321799305396232?ref_src=twsrc%5Etfw">September 2, 2018</a></blockquote></figure><p>No entanto,<strong> nem todos os destinos de praia oferecem as mesmas condições</strong>. Fatores como o vento, a cobertura de nuvens ou a intensidade da radiação solar podem influenciar significativamente a experiência. Mesmo em locais conhecidos, o mar pode revelar-se menos agradável, dependendo da época do ano.</p><h2>Um ranking global para ajudar os viajantes a fazerem melhores escolhas</h2><p>Para ajudar os viajantes a encontrar destinos com condições ideais para nadar, a agência de viagens CV Villas, sediada em Londres, <strong>analisou mais de 100 destinos costeiros em todo o mundo</strong>.</p><p>O estudo utilizou como referência o intervalo de temperatura ideal para a natação recreativa recomendado pela Organização Mundial de Saúde, entre 26 e 30 °C. A partir daí, foram avaliadas variáveis como a <strong>temperatura anual do mar, a velocidade do vento, a cobertura de nuvens e o índice de radiação UV</strong>.</p><p>Todos estes fatores foram combinados num índice denominado "Swimmable Seas Score", com uma pontuação máxima de 100, que mede <strong>a adequação e a consistência das condições de natação ao longo do ano em cada destino</strong>.</p><h2>Ásia e África lideram o ranking</h2><p>Os resultados revelam uma tendência clara: <strong>os melhores destinos para este tipo de turismo concentram-se na Ásia e na África Oriental</strong>. Nestas regiões, as temperaturas do mar mantêm-se quentes ao longo do ano, com poucas variações sazonais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/descubre-la-isla-con-el-mar-mas-increible-del-mundo-para-nadar-en-aguas-turquesas-1778074435725.jpg" data-image="cvo7mn9kblnb" alt="Gili Trawangan Indonesia" title="Gili Trawangan Indonesia"><figcaption>As ilhas dominam o ranking: mais de metade dos 15 primeiros lugares são ocupados por destinos insulares.</figcaption></figure><p><strong>Gili Trawangan, na Indonésia, ocupa o primeiro lugar com uma pontuação de 78,6 em 100</strong>. Este pequeno paraíso tropical sem carros, situado ao largo da ilha de Lombok, destaca-se pelas suas águas cristalinas e protegidas, ideais para nadar em praticamente qualquer época do ano.</p><p>O Egito ocupa o segundo e o terceiro lugares no ranking com dois destinos emblemáticos do Mar Vermelho: <strong>Sharm El Sheikh e Hurghada</strong>. Ambos são conhecidos pelas suas águas quentes e condições estáveis, tornando-os opções fiáveis para quem procura uma experiência aquática tranquila.</p><h2>Ausências notáveis e o caso das Caraíbas</h2><p>Uma das conclusões mais marcantes do relatório é <strong>a ausência total de destinos dos Estados Unidos no ranking</strong>. Isto reflete como as variações sazonais e as condições variáveis podem limitar a possibilidade de nadar no mar ao longo do ano. </p><p>Entretanto, as Caraíbas — tradicionalmente associadas a praias paradisíacas — têm apenas uma presença limitada. Apenas dois destinos entraram na lista: <strong>Negril, na Jamaica, e Cockburn Town, nas Ilhas Turcas e Caicos</strong>. Isto mostra que, mesmo em regiões conhecidas pelo seu encanto costeiro, as condições ideais nem sempre são garantidas de forma consistente.</p><h2>Ilhas e costas abrigadas assumem o protagonismo</h2><p>De um modo geral, as ilhas dominam o ranking: <strong>mais de metade dos 15 primeiros lugares correspondem a destinos insulares</strong>. Isto não é por acaso. As costas abrigadas, os recifes de coral e as lagoas contribuem para criar águas mais calmas e temperaturas mais estáveis.</p><p>O Mediterrâneo também se destaca com resultados sólidos, <strong>especialmente em destinos na Turquia e no Chipre</strong>, onde as condições favorecem a natação durante grande parte do ano.</p><h3>Uma nova forma de viajar</h3><p>As "férias de natação" refletem uma mudança mais ampla na forma como o turismo é entendido. O foco já não está apenas na descoberta de novos locais, mas sim <strong>na forma como esses destinos contribuem para o bem-estar físico e mental.</strong></p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="ht" dir="ltr"> Nissi Beach, Ayia Napa, Cyprus <a href="https://t.co/9akHNsVO7r">pic.twitter.com/9akHNsVO7r</a></p>— Beauty of Nature (@NaturalEye78321) <a href="https://twitter.com/NaturalEye78321/status/2043212275843215855?ref_src=twsrc%5Etfw">April 12, 2026</a></blockquote></figure><p>Num mundo cada vez mais acelerado, <strong>mergulhar no mar</strong> —literalmente— torna-se uma forma de desligar, recarregar baterias e reconectar-se com o que mais importa.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/descubra-a-ilha-com-o-mar-mais-incrivel-do-mundo-para-nadar-em-aguas-turquesa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O tempo nas Celebrações da Nossa Senhora de Fátima: saiba o que esperar da chuva em Fátima nos dias 12 e 13 de maio]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-nas-celebracoes-da-nossa-senhora-de-fatima-saiba-o-que-esperar-da-chuva-em-fatima-nos-dias-12-e-13-de-maio.html</link><pubDate>Sat, 09 May 2026 13:55:52 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma depressão fria manterá o tempo instável em Portugal continental nos próximos dias. Saiba o que esperar da chuva, vento e temperaturas em Fátima durante as celebrações oficiais da Nossa Senhora de Fátima nos dias 12 e 13 de maio.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa8svnk"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa8svnk.jpg" id="xa8svnk"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Portugal continental continuará a ser condicionado por uma depressão fria centrada a oeste da Península Ibérica</strong>, trazendo ar polar marítimo frio e húmido, responsável pelo registo de temperaturas inferiores à média para a época do ano. </p><p>Após uma manhã mais chuvosa e tempestuosa no Sul e Centro do país, prevê-se para a tarde deste sábado (9), chuva frequente e por vezes moderada, <strong>sobretudo no Norte e Centro, não se excluindo a possibilidade de queda de granizo e trovoada</strong>. No Algarve e Alentejo, a precipitação será menos provável e intensa.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>O vento Sul poderá atingir rajadas de até 60 km/h durante a tarde, enfraquecendo à noite e madrugada de domingo (10). Espera-se que se intensifique novamente na <strong>tarde de amanhã, 10 de maio, especialmente a norte de Lisboa e em particular no litoral de Leiria, com rajadas próximas aos 70 km/h</strong>. </p><p><strong>Entre domingo (10) e quarta-feira (13), novos sistemas frontais afetarão Portugal continental de norte a sul</strong>, com maior probabilidade, frequência e intensidade de chuva nas regiões situadas a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela.</p><h2>Eis a atual previsão de precipitação para Fátima na terça, 12 de maio</h2><p>De acordo com o programa oficial do <strong>Santuário de Fátima</strong>, as celebrações oficiais do 13 de maio irão, como sempre, arrancar formalmente na tarde de terça-feira (12). </p><p><strong>As missas de maior relevância nesse dia terão lugar às 18:30</strong> (Missa de Abertura da Peregrinação na Basílica da Santíssima Trindade) e às <strong>21:30</strong> (Bênção das Velas e Rosário na Capelinha das Aparições, seguidos de procissão e Missa de Vigília no Recinto).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-tempo-nas-celebracoes-da-nossa-senhora-de-fatima-saiba-o-que-esperar-da-chuva-em-fatima-nos-dias-12-e-13-de-maio-1778334239803.png" data-image="swrt48mghl5a"><figcaption>Durante boa parte de de terça-feira, 12 de maio, prevê-se a possibilidade de períodos de chuva ou aguaceiros na região de Fátima.</figcaption></figure><p>Ora, segundo os mapas de referência da Meteored, baseados no melhor modelo de previsão - Europeu (ECMWF) - para a região de Fátima prevê-se a ocorrência de <strong>aguaceiros de moderada a forte intensidade logo nas primeiras horas da madrugada de terça (12)</strong>.</p><p>Este período de precipitação intermitente será seguido por várias horas seguidas com céu nublado ou abertas, até à chegada de uma <strong>nova vaga de precipitação</strong>, que segundo sugerem os mapas, poderá surgir por Fátima entre <strong>o meio da manhã e o meio-dia de terça-feira (12)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-tempo-nas-celebracoes-da-nossa-senhora-de-fatima-saiba-o-que-esperar-da-chuva-em-fatima-nos-dias-12-e-13-de-maio-1778333802382.png" data-image="huk8edqaaggv"><figcaption>Terça-feira, 12 de maio, com chuva provável durante parte significativa da tarde, podendo afetar as celebrações no exterior.</figcaption></figure><p>No entanto, a fase em que os períodos de <strong>chuva poderão ser mais prováveis, frequentes e intensos em Fátima, segundo os mapas da Meteored, será no intervalo entre as 14:00 e as 19:00 de terça-feira (12) </strong>(probabilidade elevada de precipitação), o que poderá coincidir, não só com a reunião dos fiéis no exterior, como também de forma parcial, com a Missa de Abertura.</p><p>Do fim da tarde para o início da noite do dia 12 de maio, a probabilidade de ocorrência de precipitação reduzirá substancialmente, embora não se descarte a possibilidade de chuviscos fracos na região de Fátima.</p><h2>Será que ainda irá chover na quarta-feira, 13 de maio, em Fátima?</h2><p>Quanto à quarta-feira, 13 de maio, os mapas indicam que a depressão fria, já praticamente reintegrada na circulação do jato polar, <strong>ainda gerará aguaceiros ou chuva pós-frontal, com tendência a diminuírem em intensidade e frequência</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-tempo-nas-celebracoes-da-nossa-senhora-de-fatima-saiba-o-que-esperar-da-chuva-em-fatima-nos-dias-12-e-13-de-maio-1778333993347.png" data-image="44h1r1nu24ed"><figcaption>Na quarta-feira, 13 de maio, prevê-se uma manhã geralmente mais estável e com baixa probabilidade de chuva. No entanto, há possibilidade de aguaceiros a partir da tarde.</figcaption></figure><p>Para a região de Fátima em concreto, a precipitação será muito improvável ou pouco provável durante toda a manhã, pelo que <strong>as missas principais</strong> (Rosário na Capelinha das Aparições e Missa Internacional Aniversária no Recinto de Oração no exterior)<strong> e suplementares deverão decorrer sem grandes problemas</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As cerimónias principais da manhã do dia 13 de maio deverão escapar à chuva, mas há risco de aguaceiros a partir da tarde.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>No entanto, a partir do meio-dia ou início da tarde, prevê-se um aumento da probabilidade de ocorrência de precipitação</strong> (probabilidade elevada a moderada), especialmente entre as 13:00 e as 16:00, com períodos de chuva fraca a moderada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767963" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-forte-vento-e-temperaturas-abaixo-da-media-depressao-fria-marca-o-tempo-em-portugal-continental-ate-quarta-feira.html" title="Chuva forte, vento e temperaturas abaixo da média: depressão fria marca o tempo em Portugal Continental até quarta-feira">Chuva forte, vento e temperaturas abaixo da média: depressão fria marca o tempo em Portugal Continental até quarta-feira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-forte-vento-e-temperaturas-abaixo-da-media-depressao-fria-marca-o-tempo-em-portugal-continental-ate-quarta-feira.html" title="Chuva forte, vento e temperaturas abaixo da média: depressão fria marca o tempo em Portugal Continental até quarta-feira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-forte-vento-e-temperaturas-abaixo-da-media-depressao-fria-marca-o-tempo-em-portugal-continental-ate-quarta-feira-1778327347956_320.png" alt="Chuva forte, vento e temperaturas abaixo da média: depressão fria marca o tempo em Portugal Continental até quarta-feira"></a></article></aside><p>Quanto ao vento, espera-se que sopre fraco a moderado de Sudoeste, rodando para noroeste a partir do final da tarde de quarta-feira (13). De acordo com os nossos mapas, as rajadas atingirão, no conjunto global dos dois dias, <strong>um valor máximo de 40 km/h, previsto para o meio da tarde de terça-feira, 12 de maio</strong>. A temperatura máxima prevista para terça (12) é de 17 ºC e a mínima de 10 ºC. Na quarta (13) prevê-se que a máxima suba 1 ºC e a mínima desça 1 ºC.</p><p>Mesmo que em certas ocasiões dos dias grandes das celebrações oficiais de Fátima possa não chover, <strong>r</strong><strong>ecomenda-se que, caso se dirija a Fátima, leve consigo casacos de chuva/impermeáveis e guarda-chuva</strong> para que esteja preparado (a) para a eventual ocorrência de chuva durante os momentos solenes.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-nas-celebracoes-da-nossa-senhora-de-fatima-saiba-o-que-esperar-da-chuva-em-fatima-nos-dias-12-e-13-de-maio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva forte, vento e temperaturas abaixo da média: depressão fria marca o tempo em Portugal Continental até quarta-feira]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-forte-vento-e-temperaturas-abaixo-da-media-depressao-fria-marca-o-tempo-em-portugal-continental-ate-quarta-feira.html</link><pubDate>Sat, 09 May 2026 12:23:27 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma depressão fria alimentada por ar polar manterá Portugal sob chuva, vento, mar agitado e temperaturas mais baixas que o normal até quarta-feira, com os maiores acumulados previstos no Norte e Centro.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa8s3r6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa8s3r6.jpg" id="xa8s3r6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal continental já está a ser afetado por uma depressão fria formada no Atlântico e alimentada por ar polar muito frio, um sistema que começou a interferir no estado do tempo ainda na noite de sexta-feira.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações </div><p>Durante a tarde deste sábado, 9 de maio, <strong>a precipitação será frequente e por vezes moderada,</strong> podendo persistir durante várias horas em alguns locais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-forte-vento-e-temperaturas-abaixo-da-media-depressao-fria-marca-o-tempo-em-portugal-continental-ate-quarta-feira-1778327347956.png" data-image="ngy8agv4c8qy" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>Na tarde de sábado, a depressão fria mantém chuva moderada e persistente em várias regiões, com maior incidência nos distritos da Guarda, Castelo Branco, Coimbra, Aveiro, Porto e Viana do Castelo.</figcaption></figure><p><strong>Os distritos mais expostos nesta fase serão Guarda, Castelo Branco, Coimbra, Aveiro, Porto e Viana do Castelo</strong>. No Algarve e no Alentejo, apesar de também se prever chuva fraca a moderada, o impacto será mais limitado. O <strong>radar de chuva da Meteored já evidencia núcleos localmente mais intensos,</strong> nomeadamente no distrito de Castelo Branco, compatíveis com chuva forte.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-forte-vento-e-temperaturas-abaixo-da-media-depressao-fria-marca-o-tempo-em-portugal-continental-ate-quarta-feira-1778327367549.png" data-image="flb60vod2u48" alt="Radar de chuva" title="Radar de chuva"><figcaption>O radar de chuva da Meteored mostra, em tempo quase real, a localização e a intensidade da precipitação. Para as 13h10 de sábado, já eram visíveis núcleos localmente fortes no distrito de Castelo Branco, compatíveis com chuva intensa.</figcaption></figure><p>O vento será outro elemento a acompanhar. As rajadas deverão intensificar-se entre as 13h e as 19h, enfraquecendo depois durante a noite e madrugada de domingo.</p><h2>Mar mais agitado e nova fase chuvosa no litoral Norte e Centro no domingo</h2><p>Durante as primeiras horas de domingo, 10 de maio, a agitação marítima deverá agravar-se em toda a costa ocidental portuguesa. Ao mesmo tempo, a precipitação continuará, com a fase mais ativa a concentrar-se durante a tarde.</p><p><strong>Os</strong><strong> distritos do Norte e Centro junto ao litoral deverão voltar a ser os mais afetados</strong>,<strong> </strong>com locais onde a precipitação horária poderá ultrapassar os 8 mm. Nesta fase, o núcleo da depressão fria deverá posicionar-se um pouco mais a norte, o que reduzirá o impacto direto sobre o Algarve e o Baixo Alentejo. O vento voltará a intensificar-se, sobretudo a norte de Lisboa, <strong>e no litoral do distrito de Leiria as rajadas poderão aproximar-se dos 70 km/h</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-forte-vento-e-temperaturas-abaixo-da-media-depressao-fria-marca-o-tempo-em-portugal-continental-ate-quarta-feira-1778327525517.png" data-image="0afo2gukm483" alt="Rajada de vento" title="Rajada de vento"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-49575">As rajadas de vento intensificam-se durante a tarde de domingo, com o período mais ventoso entre as 13h e as 19h, antes de uma acalmia temporária durante a noite.</figcaption></figure><p>Devido ao caráter frio e instável da massa de ar, não se exclui também a ocorrência de trovoada pontual, sobretudo nas áreas com aguaceiros mais intensos.</p><h2>Segunda e terça os acumulados de chuva sobem muito no Norte e Centro</h2><p>Na segunda e terça-feira, a precipitação continuará a somar acumulados expressivos, sobretudo no Norte e no Centro. Até ao final de terça, os distritos de Aveiro, Porto, Braga e Viana do Castelo poderão destacar-se com<strong> totais de chuva acumulada localmente superiores a 130 mm desde o início do episódio</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-forte-vento-e-temperaturas-abaixo-da-media-depressao-fria-marca-o-tempo-em-portugal-continental-ate-quarta-feira-1778327577238.png" data-image="9taefx3qrc03" alt="Precipitação Acumulada" title="Precipitação Acumulada"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-417978">Entre este sábado e terça-feira, os acumulados de precipitação tornam-se muito significativos, com alguns locais do Norte e Centro a poderem ultrapassar os 130 mm desde o início do episódio.</figcaption></figure><p>Na noite de domingo e madrugada de segunda, a formação de um pequeno centro depressionário sobre o sudeste da Península Ibérica poderá trazer alguma <strong>acalmia temporária ao Algarve e ao interior alentejano</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767840" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-em-lisboa-este-fim-de-semana-em-que-intervalo-horario-sera-mais-provavel-no-sabado-e-no-domingo.html" title="Chuva em Lisboa este fim de semana: em que intervalo horário será mais provável no sábado e no domingo?">Chuva em Lisboa este fim de semana: em que intervalo horário será mais provável no sábado e no domingo?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-em-lisboa-este-fim-de-semana-em-que-intervalo-horario-sera-mais-provavel-no-sabado-e-no-domingo.html" title="Chuva em Lisboa este fim de semana: em que intervalo horário será mais provável no sábado e no domingo?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-em-lisboa-este-fim-de-semana-em-que-intervalo-horario-sera-mais-provavel-no-sabado-e-no-domingo-1778239250904_320.png" alt="Chuva em Lisboa este fim de semana: em que intervalo horário será mais provável no sábado e no domingo?"></a></article></aside><p>Ainda assim, esse sistema não deverá manter-se estável por muito tempo.</p><h2>Quarta-feira a chuva enfraquece, mas o frio mantém-se</h2><p>Na quarta-feira, <strong>13 de maio, a chuva deverá perder intensidade,</strong> embora ainda sejam prováveis alguns períodos de precipitação, sobretudo no Norte e Centro. Apesar desta melhoria gradual, o ambiente continuará fresco para a época.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-forte-vento-e-temperaturas-abaixo-da-media-depressao-fria-marca-o-tempo-em-portugal-continental-ate-quarta-feira-1778327600364.png" data-image="r8swzw6mxf3c" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"><figcaption>Na quarta-feira, a chuva enfraquece, mas as temperaturas continuam abaixo da média para maio, com anomalias negativas entre 2 e 6 ºC em grande parte do território.</figcaption></figure><p>Ao longo de todo este episódio, <strong>as temperaturas deverão manter-se entre 2 e 6 ºC abaixo da média climatológica</strong>, consoante a região, prolongando uma situação marcada por chuva, vento, mar agitado e instabilidade atmosférica até meados da próxima semana.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-forte-vento-e-temperaturas-abaixo-da-media-depressao-fria-marca-o-tempo-em-portugal-continental-ate-quarta-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Porto aprova transportes públicos gratuitos para residentes]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/porto-aprova-transportes-publicos-gratuitos-para-residentes.html</link><pubDate>Sat, 09 May 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Mobilidade gratuita no Porto? Portuenses poderão viajar grátis na Área Metropolitana. Saiba quando e quanto custará a nova medida já aprovada. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/porto-aprova-transportes-publicos-gratuitos-para-residentes-1778184739197.jpg" data-image="ixnbmig6yw49" alt="Porto" title="Porto"><figcaption>Porto dá luz verde à gratuitidade dos transportes públicos. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Transportes gratuitos no <strong>Porto</strong>? Sim, tudo indica que vai mesmo acontecer. A Assembleia Municipal do Porto aprovou na segunda-feira passada, 4 de maio, a proposta de <strong>transportes públicos gratuitos </strong>para os residentes da cidade.</p><div class="texto-destacado">Esta medida permitirá aos portuenses viajar por toda a área metropolitana de forma gratuita e terá custos anuais estimados de 20,5 milhões de euros.</div><p>O contrato entre a Câmara do Porto com a Transportes Metropolitanos do Porto (TMP) refere que, para aproveitar a gratuitidade, será “adequado substituir o modelo atualmente em vigor por um título tarifário integrado, associado ao Cartão Porto, com âmbito territorial equivalente ao Passe Metropolitano Andante e acesso aos serviços de transporte público nele integrados”.</p><p>Atualmente, os munícipes portadores do cartão Porto dispõem de<strong> 22 viagens anuais gratuitas</strong>.</p><h2>E quando é que entrará em vigor? </h2><p>A nova medida está prevista para 1 de janeiro de 2027. Ainda assim, segundo avançou a ‘SIC Notícias’, o executivo demonstrou vontade de<strong> antecipar a entrada em funcionamento já para este verão</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766447" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/parado-ha-meses-funicular-da-graca-esta-prestes-a-voltar-mas-ha-uma-condicao.html" title="Parado há meses, Funicular da Graça está prestes a voltar (mas há uma condição)">Parado há meses, Funicular da Graça está prestes a voltar (mas há uma condição)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/parado-ha-meses-funicular-da-graca-esta-prestes-a-voltar-mas-ha-uma-condicao.html" title="Parado há meses, Funicular da Graça está prestes a voltar (mas há uma condição)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/parado-ha-meses-funicular-da-graca-esta-prestes-a-voltar-mas-ha-uma-condicao-1777469086667_320.jpg" alt="Parado há meses, Funicular da Graça está prestes a voltar (mas há uma condição)"></a></article></aside><p>A Câmara do Porto prevê que o número de utilizadores estimados de transporte público seja de 59.381, um valor que "resulta da aplicação da quota modal do transporte público" calculado pelo diagnóstico feito pelo Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS), ainda em elaboração. Este valor corresponde a 23,5% da população residente estimada em 2025 (252.687).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/porto-aprova-transportes-publicos-gratuitos-para-residentes-1778185102011.jpg" data-image="873h3x479zkb" alt="Porto" title="Porto"><figcaption>A proposta foi aprovada esta segunda-feira, 4 de maio, pela Assembleia do Porto. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Contudo, o presidente da autarquia, Pedro Duarte (PSD/CDS-PP/IL), reconheceu que a medida teria "uma eficácia superior" se fosse assumida pelos vários municípios da AMP. Apesar de considerar que é necessário "melhorar o serviço de transporte coletivo", espera que possa promover uma "<strong>mudança de paradigma</strong>".</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="749188" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-conhece-a-casa-mais-estreita-do-porto-e-talvez-de-portugal.html" title="Já conhece a casa mais estreita do Porto (e, talvez, de Portugal)?">Já conhece a casa mais estreita do Porto (e, talvez, de Portugal)?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-conhece-a-casa-mais-estreita-do-porto-e-talvez-de-portugal.html" title="Já conhece a casa mais estreita do Porto (e, talvez, de Portugal)?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ja-conhece-a-casa-mais-estreita-do-porto-e-talvez-de-portugal-1768551586382_320.jpg" alt="Já conhece a casa mais estreita do Porto (e, talvez, de Portugal)?"></a></article></aside><p>Pedro Duarte deseja ainda que esta decisão tenha um impacto económico, ambiental e social. “Acreditamos que esta medida pode ser um primeiro passo para alterarmos uma filosofia de mobilidade na cidade”, defendeu.</p><h2>Uma mudança (quase) consensual</h2><p>A AM do Porto deu luz verde à medida depois de esta já ter sido aprovada pelo Executivo municipal a 21 de abril deste ano. Nessa reunião foi aprovado, por unanimidade, o contrato para operacionalizar a gratuitidade dos transportes públicos na Invicta, com recurso ao cartão Porto, com<strong> exceção do voto de abstenção do Chega</strong>.</p><div class="texto-destacado">A proposta recebeu votos a favor de todos os partidos, com a exceção do Chega, que votou contra; e da abstenção da CDU e do grupo municipal “Filipe Araújo: Fazer à Porto”. </div><p>O deputado do Chega, Carlos Graça, justificou o voto contra do partido referindo que a autarquia falhou na apresentação de documentos que garantam “a sustentabilidade, equidade e legalidade” da medida.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/porto-aprova-transportes-publicos-gratuitos-para-residentes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A espuma do mar não é apenas um fenómeno natural, mas também um alerta ambiental da 'saúde' das praias e dos oceanos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-espuma-do-mar-nao-e-apenas-um-fenomeno-natural-mas-tambem-um-alerta-ambiental-da-saude-das-praias-e-dos-oceanos.html</link><pubDate>Sat, 09 May 2026 07:33:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A espuma do mar pode parecer inofensiva, mas a sua cor, densidade e persistência ajudam a perceber a qualidade da água e a saúde ambiental das praias. Descobra mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-a-espuma-do-mar-e-um-alerta-ambiental-1778257036802.jpg" data-image="trokrg68tfwg" alt="Espuma no mar" title="Espuma no mar"><figcaption>A espuma do mar pode parecer apenas um fenómeno natural, mas a sua presença, cor e consistência podem revelar muito sobre a saúde das praias e dos oceanos.</figcaption></figure><p>Num dia de vento forte junto ao mar, é impossível não reparar na <strong>espuma branca que se forma nas ondas e se espalha pela areia</strong>.</p><p>Para muitos, trata-se apenas de um fenómeno natural associado ao rebentar das ondas. No entanto, a ciência mostra que a espuma marinha pode funcionar como um <strong>verdadeiro indicador da saúde ambiental das praias e dos oceanos</strong>.</p><h3>Como se forma a espuma do mar?</h3><p>A espuma do mar forma-se através da <strong>combinação entre água, ar e matéria orgânica dissolvida</strong>.</p><p>Quando as ondas rebentam com intensidade, <strong>o movimento mistura o oxigénio com compostos orgânicos presentes na água</strong>, criando milhares de pequenas bolhas que se agrupam à superfície.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="750102" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobriram-que-as-bolhas-de-espuma-seguem-a-mesma-matematica-que-a-ia.html" title="Cientistas descobriram que as bolhas de espuma seguem a mesma matemática que a IA">Cientistas descobriram que as bolhas de espuma seguem a mesma matemática que a IA</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobriram-que-as-bolhas-de-espuma-seguem-a-mesma-matematica-que-a-ia.html" title="Cientistas descobriram que as bolhas de espuma seguem a mesma matemática que a IA"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/scientists-have-found-foam-bubbles-follow-the-same-maths-as-ai-1768582424689_320.jpg" alt="Cientistas descobriram que as bolhas de espuma seguem a mesma matemática que a IA"></a></article></aside><p>Grande parte desta <strong>matéria orgânica vem do plâncton, de algas microscópicas e de resíduos naturais</strong> produzidos pelos ecossistemas marinhos. </p><p>O processo é semelhante ao que acontece quando agitamos água com detergente. A diferença é que, no oceano, os chamados <strong>surfatantes, substâncias que facilitam a formação de bolhas, podem ter origem natural</strong>.</p><p>Algumas <strong>moléculas orgânicas possuem uma extremidade que interage com a água</strong> e outra que repele a água, permitindo estabilizar as bolhas de ar e formar espuma. </p><h2>Quando a espuma é natural</h2><p>Nem toda a espuma é motivo de preocupação. Na verdade, uma <strong>espuma branca, leve e que desaparece rapidamente costuma indicar um ambiente marinho equilibrado</strong>.</p><p>Este tipo de espuma surge frequentemente em dias de <strong>forte ondulação e resulta da atividade biológica natural do oceano</strong>. Em muitas praias atlânticas, especialmente <strong>durante o inverno</strong>, é comum observar pequenas acumulações de espuma sem qualquer risco para a saúde humana. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-a-espuma-do-mar-e-um-alerta-ambiental-1778257068104.jpg" data-image="8tafig03b52a" alt="Poluição ambiental" title="Poluição ambiental"><figcaption> Enquanto algumas formações de espuma são naturais e inofensivas, outras podem indicar poluição, excesso de matéria orgânica ou alterações no equilíbrio dos ecossistemas marinhos.</figcaption></figure><p>O problema surge quando a espuma apresenta características anormais. <strong>Espumas muito densas, persistentes, com tonalidades acastanhadas ou acompanhadas de odores desagradáveis</strong> podem revelar sinais de poluição.</p><p>Nestes casos, <strong>a água pode conter excesso de fertilizantes agrícolas, descargas urbanas, resíduos industriais ou proliferação excessiva de algas</strong>. Estes elementos alteram a composição química da água e aumentam significativamente a quantidade de matéria orgânica e de compostos tensioativos presentes no mar. </p><h2>A relação entre a espuma e a qualidade da água </h2><p>Nos últimos anos, <strong>vários episódios de espuma intensa em praias de diferentes partes do mundo</strong> levantaram preocupações ambientais.</p><p>Em zonas costeiras da Austrália e da América do Sul foram registados casos de <strong>espuma associada a florações de algas</strong>, fenómeno conhecido como “<em>bloom</em>” algal. Estas <strong>proliferações podem reduzir o oxigénio na água, afetar espécies marinhas</strong> e causar irritações em pessoas mais sensíveis. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><span style="letter-spacing: 0.48px;">Além da sua importância ecológica, a espuma do mar lembra-nos como os oceanos são sistemas extremamente sensíveis às atividades humanas.</span><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Curiosamente, a cor da espuma também ajuda a interpretar o estado do oceano. A <strong>espuma branca resulta da dispersão da luz nas bolhas de ar</strong>, que refletem praticamente todas as cores do espectro visível. Já <strong>tonalidades amareladas, castanhas ou esverdeadas podem indicar presença elevada de sedimentos</strong>, decomposição orgânica ou concentrações anormais de algas. </p><h2>O impacto dos humanos nos ambientes costeiros</h2><p>A <strong>poluição proveniente das cidades, da agricultura intensiva e do plástico acaba frequentemente transportada pelos rios até ao mar</strong>, alterando o equilíbrio natural das águas costeiras. Pequenas mudanças químicas podem refletir-se rapidamente em fenómenos visíveis nas praias.</p><p>Por isso, observar o estado da espuma pode ser mais útil do que parece. <strong>Cientistas e especialistas ambientais utilizam frequentemente indicadores visuais simples </strong>para monitorizar alterações nos ecossistemas marinhos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="300361" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/costa-leste-da-australia-e-coberta-por-espuma-do-mar.html" title="Costa leste da Austrália é coberta por espuma do mar">Costa leste da Austrália é coberta por espuma do mar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/costa-leste-da-australia-e-coberta-por-espuma-do-mar.html" title="Costa leste da Austrália é coberta por espuma do mar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/costa-leste-da-australia-e-tomada-por-espuma-do-mar-299351-1_320.jpg" alt="Costa leste da Austrália é coberta por espuma do mar"></a></article></aside><p>Embora a espuma, por si só, não seja suficiente para diagnosticar contaminação, pode <strong>servir como sinal de alerta</strong> para análises mais aprofundadas da qualidade da água.</p><p>As praias são muito mais do que espaços de lazer. Funcionam como <strong>zonas de contacto direto entre os seres humanos e os oceanos</strong>, refletindo o impacto das nossas escolhas ambientais.</p><p>Quando encontramos uma praia limpa, com água transparente e espuma natural passageira, estamos perante um <strong>ecossistema saudável e equilibrado</strong>. Pelo contrário, espumas persistentes e anormais podem indicar que algo está a perturbar esse equilíbrio.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-espuma-do-mar-nao-e-apenas-um-fenomeno-natural-mas-tambem-um-alerta-ambiental-da-saude-das-praias-e-dos-oceanos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[FAO alerta que a escassez de fertilizantes vai impactar nas próximas colheitas e no abastecimento de alimentos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/fao-alerta-que-a-escassez-de-fertilizantes-vai-impactar-nas-proximas-colheitas-e-no-abastecimento-de-alimentos.html</link><pubDate>Sat, 09 May 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>QU Dongyu, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), falou na reunião dos países MED9, em Roma, e deixou o repto para uma ação coordenada com vista a lidar com as interrupções que ameaçam a segurança alimentar no mundo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/fao-alerta-que-a-escassez-de-fertilizantes-vai-impactar-nas-proximas-colheitas-e-no-abastecimento-de-alimentos-1778265779193.jpg" data-image="1e7dno17rhzf" alt="Fertilizantes" title="Fertilizantes"><figcaption>QU Dongyu, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), alertou para a escassez de fertilizantes devido ao bloqueio do estreito de Ormuz.</figcaption></figure><p>A última <strong>cimeira dos países do sul da Europa, também chamado MED-9</strong>, que é um fórum informal que junta nove países do sul membros da União Europeia, contou nesta quinta-feira, 7 de maio, em Roma, com um <strong>convidado especial: o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura</strong> (FAO).</p><p>QU Dongyu enfatizou que a <strong>escassez global de fertilizantes causada pelas interrupções no Estreito de Ormuz vai gerar menores rendimentos </strong>e e uma escassez no abastecimento de alimentos já no segundo semestre de 2026 e em 2027.</p><p>No discurso que proferiu na reunião ministerial dos países MED9 sobre “<strong>Apoio à Segurança Alimentar e ao Acesso a Fertilizantes”, copresidida pela FAO, Itália e Croácia</strong>, o diretor-geral da FAO dirigiu-se aos ministros e outros altos representantes reunidos em Roma e deixou um forte alerta.</p><p>QU Dongyu salientou que a atual <strong>crise no Médio Oriente vai muito para lá da geopolítica, afetando cada vez mais a produção de alimentos</strong>, o comércio, os fatores de produção agrícolas e, por sua vez, o acesso, no futuro, aos alimentos em todo o mundo.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>“Estamos reunidos num momento de profunda tensão”, afirmou o diretor-geral da FAO, frisando que “esta não é apenas uma crise geopolítica, mas também uma perturbação no cerne do sistema agroalimentar global”. O diretor-geral da FAO destacou a importância estratégica do estreito de Ormuz, uma passagem marítima que, em condições normais, transporta uma quantidade substancial do petróleo, gás natural liquefeito, enxofre e fertilizantes comercializados a nível global.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>É por isso que as <strong>perturbações nos fluxos marítimos através daquele corredor marítimo estão a apertar os mercados</strong> de fertilizantes e, por sua vez, a fazer aumentar os custos da energia.</p><h2>Abastecimento alimentar em risco</h2><p>E isso, lembrou QU Dongyu, tem “<strong>consequências potencialmente graves para a produção agrícola e para os preços dos alimentos</strong>” nos próximos meses ou anos.</p><p>“A agricultura opera dentro de um calendário de culturas que não pode ser adiado”, afirmou QU Dongyu, explicando que “<strong>os fertilizantes devem ser aplicados em momentos específicos” do ciclo das culturas</strong>. Ora, “se não chegarem a tempo, as culturas são reduzidas, independentemente do que acontecer mais tarde”. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fao-alerta-que-a-escassez-de-fertilizantes-vai-impactar-nas-proximas-colheitas-e-no-abastecimento-de-alimentos-1778265878271.jpg" data-image="b3943cl19mal" alt="Cereais" title="Cereais"><figcaption>“Estamos reunidos num momento de profunda tensão”, afirmou o diretor-geral da FAO, frisando que “esta não é apenas uma crise geopolítica, mas também uma perturbação no cerne do sistema agroalimentar global”.</figcaption></figure><p> QU Dongyu acrescentou que um <strong>atraso de apenas algumas semanas obriga os agricultores a reduzir o uso de fertilizantes</strong> ou, no limite, a abandonar completamente a aplicação, reduzindo a produtividade das culturas.</p><p>O diretor-geral da FAO explicou ainda que os<strong> impactos hoje observados não se limitam aos preços atuais</strong>, mas propagam-se para as próximas colheitas, situação que deverá restringir o abastecimento alimentar já no segundo semestre de 2026 e no próximo ano.</p><h2>Manter cadeias de abastecimento</h2><p>Os impactos são particularmente preocupantes porque coincidem com <strong>períodos críticos de plantação e fertilização nas principais regiões produtoras</strong>, observou ainda QU Dongyu.</p><div class="texto-destacado">A situação torna-se mais crítica nos países dependentes de importações em África, Ásia e em várias regiões do Médio Oriente, que estão entre os mais expostos a esta crise e, especialmente, aqueles países que já enfrentam insegurança alimentar aguda ou fragilidade económica ou, ainda, choques relacionados com o clima. “Nenhum país está imune à crise”, afirmou QU Dongyu, que apontou três áreas prioritárias para uma ação coordenada.</div><p>A curto prazo, o <strong>responsável da FAO destacou a importância de manter as cadeias de abastecimento a funcionar</strong>, facilitando as rotas comerciais alternativas e evitando restrições à exportação. Isso ajuda a apoiar o acesso dos agricultores aos fatores de produção e protege as cadeias de abastecimento humanitárias.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764898" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-agricultura-deveria-repensar-sua-dependencia-de-fertilizantes-fosfatados-diante-da-mudanca-climatica.html" title="A agricultura deveria repensar a sua dependência de fertilizantes fosfatados diante das alterações climáticas?">A agricultura deveria repensar a sua dependência de fertilizantes fosfatados diante das alterações climáticas?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-agricultura-deveria-repensar-sua-dependencia-de-fertilizantes-fosfatados-diante-da-mudanca-climatica.html" title="A agricultura deveria repensar a sua dependência de fertilizantes fosfatados diante das alterações climáticas?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/l-agriculture-doit-elle-repenser-sa-dependance-aux-engrais-phosphates-face-au-changement-climatique-enjeux-environnementaux-1776440603062_320.jpeg" alt="A agricultura deveria repensar a sua dependência de fertilizantes fosfatados diante das alterações climáticas?"></a></article></aside><p>A médio prazo, <strong>QU Dongyu defendeu o reforço da coordenação regional, a diversificação das fontes de fertilizantes</strong> e de energia e, ainda, o apoio dirigido às economias mais vulneráveis.</p><p>A longo prazo, Qu sublinhou a <strong>necessidade de uma transformação estrutural do comércio internacional</strong>, com vista a reduzir a dependência de rotas de abastecimento concentradas e que impulsionam o consumo de combustíveis fósseis.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fao-alerta-que-a-escassez-de-fertilizantes-vai-impactar-nas-proximas-colheitas-e-no-abastecimento-de-alimentos-1778265927115.jpg" data-image="kj7vd6xeiexj" alt="Fertilizantes" title="Fertilizantes"><figcaption>O estreito de Ormuz é uma passagem marítima que, em condições normais, transporta uma quantidade substancial do petróleo, gás natural liquefeito, enxofre e fertilizantes comercializados a nível global.</figcaption></figure><p>A alternativa passa por <strong>investimentos em agricultura sustentável, energias renováveis, soluções inovadoras em fertilizantes</strong> e sistemas de armazenamento e logística mais robustos.</p><p>O secretário-geral da FAO <strong>elogiou a iniciativa dos MED9 com vista a reforçar a cooperação internacional no acesso aos fertilizantes </strong>e na segurança alimentar e disse que a plataforma está alinhada com o quadro estratégico da FAO e a sua visão dos quatro pilares: melhor produção, melhor nutrição, melhor ambiente e melhor vida. E tudo isto “sem deixar ninguém para trás”.</p><p>O <strong>compromisso da FAO passa por “continuar a fornecer análises técnicas, apoio político</strong> e capacidade de mobilização”, afirmou QU Dongyu. Tudo para ajudar os países a enfrentar os desafios em constante evolução que os sistemas agroalimentares globais enfrentam.</p><p>A reunião ministerial desta semana dos países <strong>MED9</strong> sobre “Apoio à Segurança Alimentar e ao Acesso aos Fertilizantes” reuniu <strong>ministros e representantes de alto nível de mais de 40 países e organizações mediterrânicas</strong> e parceiros.</p><p>O objetivo era <strong>discutir as implicações das perturbações nas cadeias globais de abastecimento de energia, fertilizantes e alimentos</strong>, com o objetivo de reforçar a cooperação regional em matéria de segurança alimentar e resiliência do sistema agroalimentar.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/fao-alerta-que-a-escassez-de-fertilizantes-vai-impactar-nas-proximas-colheitas-e-no-abastecimento-de-alimentos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A árvore mais perfumada do mundo: como cultivá-la em vaso e reinventar a sua varanda]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-arvore-mais-perfumada-do-mundo-como-cultiva-la-em-vaso-e-reinventar-sua-varanda.html</link><pubDate>Sat, 09 May 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Uma árvore compacta que se adapta muito bem a vasos e a espaços pequenos, e que possui uma fragrância intensa que transforma o ambiente. Conheça mais sobre ela aqui.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-arbol-con-mas-perfume-del-mundo-como-cultivarlo-en-maceta-y-reinventar-tu-balcon-1777668953826.jpg" data-image="urh8g9qzwxgb" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>As suas flores são pequenas e discretas, mas exalam um perfume intenso que pode ser percebido a vários metros de distância.</figcaption></figure><p>Um <strong>pátio ou varanda</strong> pode ser lindamente projetado, exuberante em vegetação e verdadeiramente deslumbrante. Mas o toque especial que o transforma numa experiência relaxante — e sofisticada — vem quando ele também está repleto de fragrância.</p><p>Muitas plantas conseguem este efeito. Mas a <strong>Jasmim do Imperador</strong> (<em><strong>Osmanthus fragrans</strong></em>) é uma especialista. Embora discreta aos olhos, o seu perfume é inegável e muda completamente a forma como desfrutamos do espaço.</p><p>Também conhecida como oliveira-doce, o<strong> Osmanthus é uma pequena árvore</strong>. As suas flores ficam discretamente escondidas entre a folhagem, mas uma única flor é suficiente para transformar toda a atmosfera. <strong>Geralmente floresce no outono</strong> — às vezes também na primavera. O seu<strong> aroma doce e persistente lembra pêssego ou jasmim</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-arbol-con-mas-perfume-del-mundo-como-cultivarlo-en-maceta-y-reinventar-tu-balcon-1777669150610.jpg" data-image="gwrblu0t5nfz" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>No outono, a sua floração exala um aroma doce que lembra pêssego ou jasmim.</figcaption></figure><p><strong>Originária do Leste Asiático, particularmente da China e do Japão</strong>, onde é cultivada há séculos e onde as suas flores são usadas para aromatizar chás, doces e licores, a planta encontrou o seu habitat ideal nessas paisagens temperadas, com estações bem definidas, mas não extremas.</p><p>Com o tempo, espalhou-se pelo mundo e<strong> ganhou popularidade em jardins e terraços</strong> pela simples razão de combinar beleza, baixa manutenção e uma experiência sensorial incomparável.</p><h2>Um tamanho que se adapta</h2><p><strong>No solo, pode crescer vários metros de altura</strong> e formar um grande arbusto ou uma pequena árvore. Mas <strong>em vaso, permanece compacta</strong> e fácil de manejar.</p><p>Isso torna-a<strong> ideal para varandas, pátios ou terraços</strong>. Além disso, é perene. Mantém as suas folhas verde-escuras durante todo o ano, portanto não desaparece no inverno nem deixa espaços vazios quando outras plantas entram em dormência.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-arbol-con-mas-perfume-del-mundo-como-cultivarlo-en-maceta-y-reinventar-tu-balcon-1777669213161.jpg" data-image="ui255vv2hfjg" alt="Plantas" title="Plantas"><figcaption>A sua folhagem perene permanece verde o ano todo, mesmo no inverno.</figcaption></figure><p><strong>Não é uma espécie muito exigente</strong>, mas existem alguns fatores importantes que fazem a diferença:</p><ul><li><strong>Vaso</strong>: <strong>largo </strong>e com<strong> boa drenagem</strong>. Água parada não é boa para ela.</li><li><strong>Rega</strong>: <strong>moderada</strong>. É melhor regar menos do que regar em excesso; deixe a camada superior do substrato secar.</li><li><strong>Luz</strong>: Gosta de<strong> boa luminosidade</strong>, inclusive com alguma luz solar direta. Também tolera sombra parcial.</li><li><strong>Substrato</strong>: <strong>solto e fértil</strong>. Uma mistura de terra preta, composto e areia funciona bem.</li><li><strong>Poda</strong>: <strong>mínima</strong>, apenas para manter a forma ou o tamanho.</li></ul><p>Uma vez estabelecida, ela <strong>tolera até mesmo curtos períodos de seca</strong>. E outro ponto a seu favor: ela<strong> adapta-se muito bem a ambientes urbanos</strong>.</p><p> O <em>osmanthus </em>prefere climas temperados a subtropicais. Não é uma planta verdadeiramente tropical, mas também<strong> não tolera frio extremo</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-arbol-con-mas-perfume-del-mundo-como-cultivarlo-en-maceta-y-reinventar-tu-balcon-1777669289244.jpg" data-image="boy4bl036ltx" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Uma boa drenagem é fundamental para evitar problemas causados pelo excesso de água no vaso.</figcaption></figure><p><strong>Prospera em verões quentes e moderados</strong>. Tolera geadas leves e ocasionais — especialmente depois de estabelecido —, mas <strong>invernos longos e muito frios são prejudiciais</strong>.</p><p>Em grande parte do país, particularmente em áreas urbanas com climas temperados, cresce muito bem. Em varandas, também tende a beneficiar-se de um microclima mais estável.</p><h2>Um luxo aromático e silencioso</h2><p>Como acontece com quase todas as árvores, o preço depende do tamanho. Um exemplar jovem num vaso de tamanho médio pode variar de US$ 30.000 a US$ 40.000 no exterior. <strong>Plantas maiores ou mais estabelecidas são consideravelmente mais caras</strong>, mas reduzem o tempo de espera até à primeira floração. É um investimento moderado em comparação com outras espécies ornamentais, especialmente considerando tudo o que ela traz para o ambiente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765953" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-mit-confirma-as-plantas-ouvem-as-gotas-a-cair-e-germinam-ate-40-mais-depressa.html" title="O MIT confirma: as plantas ouvem as gotas a cair e germinam até 40% mais depressa">O MIT confirma: as plantas ouvem as gotas a cair e germinam até 40% mais depressa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-mit-confirma-as-plantas-ouvem-as-gotas-a-cair-e-germinam-ate-40-mais-depressa.html" title="O MIT confirma: as plantas ouvem as gotas a cair e germinam até 40% mais depressa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-mit-lo-confirma-las-plantas-oyen-caer-las-gotas-y-germinan-hasta-40-mas-rapido-1777036934448_320.jpg" alt="O MIT confirma: as plantas ouvem as gotas a cair e germinam até 40% mais depressa"></a></article></aside><p>O <em>Osmanthus fragrans</em> ocupa pouco espaço, adapta-se bem, não é exigente e, quando floresce, transforma completamente a atmosfera. Em espaços pequenos, onde cada planta precisa justificar o seu lugar, é por isso que ela acaba por ser a estrela.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-arvore-mais-perfumada-do-mundo-como-cultiva-la-em-vaso-e-reinventar-sua-varanda.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Existe um "GPS" da Idade do Bronze: eis o disco de Nebra e o seu mapa celeste com 3600 anos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/existe-um-gps-da-idade-do-bronze-eis-o-disco-de-nebra-e-o-seu-mapa-celeste-com-3600-anos.html</link><pubDate>Fri, 08 May 2026 16:19:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O disco de Nebra, descoberto em 1999, é o mapa celeste mais antigo. Representa o Sol, a Lua e as Plêiades e foi utilizado para sincronizar os calendários lunar e solar na Idade do Bronze.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-gps-dell-eta-del-bronzo-esiste-il-disco-di-nebra-e-la-sua-mappa-del-cielo-risalente-a-3-600-anni-fa-1777016761194.png" data-image="lkzardghqg6l" alt="Disco de Nebra" title="Disco de Nebra"><figcaption>O disco de Nebra data da Idade do Bronze.</figcaption></figure><p>É considerado um dos mais importantes achados arqueológicos do século XX, e ainda bem que a sua existência é hoje do conhecimento público. Estamos a falar do <strong>disco de Nebra, um objeto não só de grande valor artístico, mas também de extrema utilidade prática na época</strong>.</p><p>De facto, <strong>remonta à Idade do Bronze e foi criado como uma espécie de GPS temporário para corrigir o calendário</strong> e planear todas as atividades relacionadas com a mudança das estações.</p><h2>Uma descoberta surpreendente e revolucionária</h2><p><strong>O disco de Nebra foi descoberto em 1999 na colina de Mittelberg, na Áustria, perto da fronteira alemã</strong>. No entanto, não foi encontrado por arqueólogos, mas sim pelos chamados “ladrões de túmulos”. Em 2002, após várias vendas no mercado negro, foi recuperado pela polícia e colocado à disposição do público para que a ciência pudesse ter acesso a ele. Hoje faz parte do Registo da "Memória do Mundo" da UNESCO.</p><p><strong>Este artefacto data de um período entre 1800 e 1600 a.C.</strong>, o que faz com que tenha aproximadamente 3600 anos, durante a chamada Idade do Bronze.</p><div class="texto-destacado">A Idade do Bronze (aproximadamente 2300-900 a.C. na Europa) é o período pré-histórico caracterizado pela descoberta e difusão da metalurgia do bronze, uma liga de cobre e estanho.</div><p><strong>Trata-se de um disco de 30 cm de diâmetro, feito de bronze com incrustações de ouro</strong>. Estudos publicados em 2024 na revista<em> Scientific Reports</em> revelaram que foram empregues <strong>técnicas de fabrico surpreendentemente sofisticadas na sua criação,</strong> o que evidencia uma cultura tecnologicamente avançada para a época.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-gps-dell-eta-del-bronzo-esiste-il-disco-di-nebra-e-la-sua-mappa-del-cielo-risalente-a-3-600-anni-fa-1777016921990.jpg" data-image="u38a58lc8vdb" alt="Mittelberg" title="Mittelberg"><figcaption>A região de Mittelberg, na Alta Áustria, onde foi encontrado o disco Nebra.</figcaption></figure><p>Mas não se trata apenas de um objeto de valor artístico, pois oferece <strong>uma representação fiel do céu com o Sol, a Lua cheia e a Lua crescente, o aglomerado estelar das Plêiades</strong> e uma indicação da posição do Sol nascente nos solstícios e equinócios.</p><h2>Sol, Lua e Plêiades: um calendário no céu</h2><p>De acordo com a teoria mais aceite,<strong> os corpos celestes representados no disco de Nebra não foram dispostos aleatoriamente apenas para fins artísticos</strong>, mas sim de forma a que o disco pudesse ser utilizado como sincronizador entre o ciclo lunar e o ciclo das estações.</p><p>Qual é o problema? <strong>O ciclo lunar</strong>, o tempo entre uma lua cheia e a seguinte, <strong>sempre foi o método mais simples e acessível para medir a passagem do tempo</strong>. No entanto, dado que o ciclo lunar dura aproximadamente 29,5 dias, após 12 luas cheias terão decorrido 354 dias, ou seja, 11 dias a menos do que o ano solar.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Nebra Sky Disk :<br><br>In 1999, on a hilltop in eastern Germany, two looters unearthed an object that would quietly rewrite what we thought we knew about Bronze Age Europe.<br><br>It wasnt gold in the traditional sense.<br>It was a bronze disk, about 30 centimetres across, its surface <a href="https://t.co/BUHHmKi9In">pic.twitter.com/BUHHmKi9In</a></p>— Dr. M.F. Khan (@Dr_TheHistories) <a href="https://twitter.com/Dr_TheHistories/status/2038326352143876150?ref_src=twsrc%5Etfw">March 29, 2026</a></blockquote></figure><p>Se se quisesse utilizar a Lua para calcular a data do equinócio da primavera (uma referência temporal fundamental para planear, por exemplo, as atividades agrícolas ao longo do ano), após 12 luas cheias, a data do equinócio estaria antecipada em 11 dias, e mais 11 dias no ano seguinte (11+11), e mais 11 dias no terceiro ano consecutivo (11+11+11). Para simplificar, <strong>a cada três anos seria necessário adicionar um ciclo lunar fictício (o chamado ciclo intercalar) para realinhar os calendários lunar e solar</strong>.</p><p>Parece que o disco de Nebra <strong>foi criado precisamente para saber quando realizar esta sincronização</strong>. A posição relativa do aglomerado estelar das Plêiades (na direção da constelação de Touro) é claramente visível e reconhecível a olho nu, enquanto a posição da lua crescente ou da lua cheia muda com o tempo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-gps-dell-eta-del-bronzo-esiste-il-disco-di-nebra-e-la-sua-mappa-del-cielo-risalente-a-3-600-anni-fa-1777017291792.png" data-image="bnburzd30ram" alt="Disco de Nebra" title="Disco de Nebra"><figcaption>Representação artística da utilização do disco de Nebra. Este era comparado periodicamente com o céu, aguardando o momento em que a disposição da Lua, das Plêiades e do Sol coincidisse com a gravada no disco, introduzindo assim o ciclo lunar intercalar.</figcaption></figure><p>Quando as suas posições relativas coincidiam exatamente com as representadas no disco, isso significava que <strong>era necessário inserir o ciclo lunar intercalar, ressincronizando assim os dois calendários</strong>. E não só isso.</p><p><strong>Acredita-se que os arcos dourados nas laterais do disco indiquem o horizonte e os pontos de nascer e pôr do sol</strong>, o que permite identificar também as datas dos solstícios e equinócios.</p><h3>O primeiro GPS da história? Significado e interpretações</h3><p>Para usar uma metáfora,<strong> o disco de Nebra poderia ser considerado um "GPS" da Idade do Bronze, não espacial, mas temporal</strong>. Uma ferramenta valiosa que permitia coordenar as atividades humanas com a mudança das estações.</p><p>O seu significado é provavelmente duplo. Embora fosse um instrumento científico, ligado à observação celeste e à gestão do calendário, <strong>era também provável que tivesse um significado simbólico e religioso</strong>. Os estudos realizados sobre este disco revelaram que foi modificado várias vezes ao longo do tempo, o que sugere uma utilização prolongada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767501" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/descoberta-astronomica-um-telescopio-da-nasa-descobre-mais-de-10-000-novos-exoplanetas.html" title="Descoberta astronómica: um telescópio da NASA descobre mais de 10.000 novos exoplanetas">Descoberta astronómica: um telescópio da NASA descobre mais de 10.000 novos exoplanetas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/descoberta-astronomica-um-telescopio-da-nasa-descobre-mais-de-10-000-novos-exoplanetas.html" title="Descoberta astronómica: um telescópio da NASA descobre mais de 10.000 novos exoplanetas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/incroyable-un-telescope-de-la-nasa-decouvre-plus-de-10-000-nouvelles-exoplanetes-1777580554188_320.jpeg" alt="Descoberta astronómica: um telescópio da NASA descobre mais de 10.000 novos exoplanetas"></a></article></aside><p>As investigações mais recentes confirmam que não se trata de um simples objeto artístico, mas sim de <strong>um testemunho concreto do conhecimento astronómico pré-histórico europeu</strong>.</p><p><strong>O disco de Nebra é um valioso testemunho de como, na Idade do Bronze, os seres humanos eram capazes de interpretar o céu</strong> e utilizar esse conhecimento em seu benefício, como uma ferramenta útil para as atividades quotidianas. Hoje, revela-nos a sofisticação da ciência primitiva.</p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><em> Dieck, S., Michael, O., Wilke, M. <em>et al.</em> (2024). Archaeometallurgical investigation of the Nebra Sky Disc. <em>Sci Rep</em>14, 28868. <a href="https://doi.org/10.1038/s41598-024-80545-5" target="_blank" rel="nofollow">doi:10.1038/s41598-024-80545-5</a></em> </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/existe-um-gps-da-idade-do-bronze-eis-o-disco-de-nebra-e-o-seu-mapa-celeste-com-3600-anos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A incrível jornada da rolha do vinho: como chega à garrafa e porque vale a pena reutilizá-la no jardim]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-incrivel-jornada-da-rolha-do-vinho-como-chega-a-garrafa-e-porque-vale-a-pena-reutiliza-la-no-jardim.html</link><pubDate>Fri, 08 May 2026 15:13:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Por trás de cada rolha de cortiça há anos de crescimento: porque reutilizá-la e como aproveitá-la no jardim.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-vale-la-pena-reutilizar-los-corchos-de-vino-5-formas-de-aprovecharlos-en-el-jardin-1777902753249.jpg" data-image="4vn6e5iil1x4" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Leve, resistente e composto em grande parte por ar, a rolha isola e conserva o vinho.</figcaption></figure><p>Sempre que abrimos uma garrafa, tornamo-nos parte de <strong>um processo que começou há mais de uma década</strong>.</p><p>A cortiça provém do sobreiro, <strong>uma árvore que demora entre 15 e 20 anos a formar a sua primeira casca</strong>; uma espécie de camada protetora e espessa, que é precisamente o que se retira para obter a cortiça.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-vale-la-pena-reutilizar-los-corchos-de-vino-5-formas-de-aprovecharlos-en-el-jardin-1777902825315.jpg" data-image="3zfmcxem2y56" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>O sobreiro regenera a sua casca com o tempo, num ciclo que pode repetir-se durante décadas sem prejudicar a árvore.</figcaption></figure><p> Quando essa casca é extraída, a árvore não é abatida: <strong>fica exposta, mas viva, e começa a regenerar a sua camada protetora</strong>. A partir daí, são necessários entre 9 e 12 anos até atingir a espessura adequada para uma nova colheita. É um ciclo lento, que se repete várias vezes ao longo da sua vida. </p><div class="texto-destacado">A primeira casca extraída do sobreiro é conhecida como «cortiça virgem» e, devido à sua textura mais irregular, não é utilizada para fabricar rolhas de vinho de melhor qualidade. </div><p>Por isso, cada rolha que retiramos de uma garrafa traz consigo essa história e levanta uma pergunta simples:<strong> vale a pena usá-la apenas uma vez?</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-vale-la-pena-reutilizar-los-corchos-de-vino-5-formas-de-aprovecharlos-en-el-jardin-1777902886277.jpg" data-image="xgd6ohhgvjcg" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Após a remoção, a árvore fica exposta e começa a regenerar a sua "cobertura" natural.</figcaption></figure><p>No jardim, esse pequeno <strong>cilindro leve e resistente pode ganhar uma segunda vida útil</strong>, prolongando — à sua escala — essa lógica de aproveitamento e continuidade.</p><p>Além disso, tem uma vantagem fundamental: <strong>resiste à humidade sem se degradar rapidamente</strong>, o que o torna um aliado na resolução de pequenos problemas do dia a dia.</p><h3>Base para vasos</h3><p>Muitos vasos que ficam diretamente apoiados no chão ou <strong>no pavimento acumulam humidade na base</strong>, o que pode afetar tanto a planta como a superfície onde estão apoiados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-vale-la-pena-reutilizar-los-corchos-de-vino-5-formas-de-aprovecharlos-en-el-jardin-1777903016775.jpg" data-image="9tlr43mv2n2p" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Um material que demora anos a formar-se e cuja vida útil pode ser muito superior a uma vida humana.</figcaption></figure><p>Colocar rolhas por baixo,<strong> como pequenas “patas”, ajuda a elevá-los alguns milímetros</strong>. Esse espaço melhora a drenagem e permite que a água circule melhor. Não é necessário fixá-las, embora possam ser coladas se se pretender uma solução mais estável.</p><h3>Enchimento para vasos grandes</h3><p>Em vasos profundos, nem sempre é necessário enchê-los totalmente com substrato. <strong>Usar rolhas na base</strong> permite reduzir a quantidade de terra, aliviar o peso e manter uma boa drenagem.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-vale-la-pena-reutilizar-los-corchos-de-vino-5-formas-de-aprovecharlos-en-el-jardin-1777903117640.jpg" data-image="5bt0ze8674pg" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Utilizados como base ou enchimento, as rolhas melhoram a drenagem e reduzem o peso dos vasos.</figcaption></figure><p>O ar que contêm — grande parte da sua estrutura é composta por ar — <strong>faz com que não retenham água em excesso</strong>. Por cima dessa camada, coloca-se o substrato habitual, e a planta cresce sem notar a diferença.</p><h3>Cobertura leve</h3><p>Trituradas ou cortadas, as cortiças <strong>podem funcionar como uma cobertura leve</strong>. Ajudam a cobrir o solo, a reduzir a evaporação e a limitar o crescimento de ervas daninhas.</p><p>Mas atenção: por serem leves,<strong> não é aconselhável usá-los em zonas expostas a chuvas intensas</strong> ou vento forte, pois podem ser deslocados. Funcionam melhor em canteiros delimitados ou vasos grandes.</p><h3>Elementos decorativos</h3><p>Para além da funcionalidade, as rolhas têm um valor estético que pode ser aproveitado. <strong>Podem ser usadas para revestir vasos, criar pequenos objetos decorativos</strong> ou adicionar textura a algum recanto do jardim.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-vale-la-pena-reutilizar-los-corchos-de-vino-5-formas-de-aprovecharlos-en-el-jardin-1777903398147.jpg" data-image="8bj9ifvu61tq" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Uma solução simples para reutilizar rolhas e resolver problemas do dia-a-dia no jardim.</figcaption></figure><p>Não alteram o crescimento das plantas, <strong>mas sim o aspeto geral do espaço</strong>. E, por vezes, isso também conta.</p><h3>Etiquetas para plantas</h3><p>Uma das formas mais práticas de os reutilizar. <strong>A cortiça funciona como uma etiqueta resistente</strong> que não se estraga com a rega nem com as intempéries.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-vale-la-pena-reutilizar-los-corchos-de-vino-5-formas-de-aprovecharlos-en-el-jardin-1777903525536.jpg" data-image="clxyeoobauow" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>O sobreiro regenera a sua casca com o tempo, num ciclo que pode repetir-se durante décadas sem prejudicar a árvore.</figcaption></figure><p>Basta colocá-la numa vareta — de madeira ou metal — e <strong>escrever o nome da planta com um marcador indelével</strong>. Ao contrário de outras etiquetas improvisadas, não se deforma nem se apaga facilmente, além de conferir um toque estético simples, mas eficaz.</p><h3>Podem ser compostadas?</h3><p>Sim, mas com algumas nuances. <strong>A cortiça natural é biodegradável, embora a sua decomposição seja lenta</strong>. Uma rolha inteira pode demorar anos a degradar-se. Além disso, apenas as rolhas naturais são compostáveis; as sintéticas não.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-vale-la-pena-reutilizar-los-corchos-de-vino-5-formas-de-aprovecharlos-en-el-jardin-1777903609231.jpg" data-image="6hl1ml2ghqqw" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>A cortiça natural é biodegradável, mas a sua decomposição é lenta e pode demorar anos.</figcaption></figure><p>Se pretender incorporá-lo no composto, <strong>o melhor é cortá-lo ou triturá-lo para acelerar o processo</strong>. Mesmo assim, não é o material mais eficiente para esse fim, pelo que, muitas vezes, convém dar prioridade à sua reutilização.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765629" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/jardins-secos-como-utilizar-rochas-e-plantas-de-baixa-manutencao-para-criar-um-jardim-original-e-elegante.html" title="Jardins secos: como utilizar rochas e plantas de baixa manutenção para criar um jardim original e elegante">Jardins secos: como utilizar rochas e plantas de baixa manutenção para criar um jardim original e elegante</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/jardins-secos-como-utilizar-rochas-e-plantas-de-baixa-manutencao-para-criar-um-jardim-original-e-elegante.html" title="Jardins secos: como utilizar rochas e plantas de baixa manutenção para criar um jardim original e elegante"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/jardines-secos-con-piedras-y-plantas-de-bajo-mantenimiento-como-crear-un-jardin-original-y-con-estilo-1776631525727_320.jpg" alt="Jardins secos: como utilizar rochas e plantas de baixa manutenção para criar um jardim original e elegante"></a></article></aside><p>Não é preciso acumular grandes quantidades <strong>nem embarcar em projetos complexos</strong>. Com apenas algumas rolhas, já é possível resolver detalhes específicos do jardim, como melhorar a drenagem, organizar as plantas ou acrescentar alguma textura. Este tipo de soluções não muda tudo, <strong>mas muda a forma como usamos o que já temos à mão</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-incrivel-jornada-da-rolha-do-vinho-como-chega-a-garrafa-e-porque-vale-a-pena-reutiliza-la-no-jardim.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A corrida contra o tempo para recuperar a costa portuguesa antes do início da época balnear]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-corrida-contra-o-tempo-para-recuperar-a-costa-portuguesa-antes-do-inicio-da-epoca-balnear.html</link><pubDate>Fri, 08 May 2026 14:53:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>De norte a sul do país, as intervenções nas praias visam reparar danos estruturais que se acentuaram com as tempestades de inverno.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-corrida-contra-o-tempo-para-recuperar-a-costa-portuguesa-antes-do-inicio-da-epoca-balnear-1778247095162.jpg" data-image="s19q689f2bw4" alt="enchimento artificial nas praias da Costa da Caparica, em Almada" title="enchimento artificial nas praias da Costa da Caparica, em Almada"><figcaption>O enchimento das praias da Caparica, em Almada, visa não só preparar a época balnear, como também proteger os esporões e as habitações da linha de costa. Foto: APA</figcaption></figure><p>Desde os primeiros dias de maio, a <strong>praia do Algodio</strong>, no município de Mafra, transformou-se num autêntico teatro de operações. O movimento é incessante, com equipas de técnicos e operários num vaivém coordenado sob a supervisão da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).</p><p>A empreitada, com um <strong>investimento de um milhão de euros</strong>, centra-se na aplicação de betão projetado reforçado com fibras metálicas e na instalação de pregagens profundas. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O objetivo é assegurar que as habitações situadas no cume e os acessos inferiores permaneçam seguros. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Em determinadas secções, a <strong>pedra argamassada</strong> é <strong>aplicada manualmente</strong> para garantir a integração visual na paisagem, enquanto os sistemas de drenagem são montados para prevenir futuras infiltrações. </p><p>Os trabalhos estão sob a <strong>pressão do calendário</strong>, pois a meta é devolver a normalidade ao local antes da época balneária. É uma corrida contra o tempo, não só aqui, em Algodio, mas também em mais de uma <strong>centena de zonas do litoral</strong>, afetadas pelas recentes tempestades. O inverno deixou arribas instáveis, destruiu passadiços, caminhos ou apoios de praia e encurtou o areal em várias dezenas de metros.</p><h2>A transformação física da orla marítima</h2><p>A norte, no litoral de <strong>Esposende</strong>, a autarquia assumiu a urgência de um plano de recuperação que inclui a <strong>substituição integral do passadiço de Apúlia</strong>. São 320 metros de estrutura que exigem uma renovação estrutural. Os técnicos instalaram ainda geocilindros e sistemas de estacaria para criar barreiras invisíveis e aumentar a resistência dunar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-corrida-contra-o-tempo-para-recuperar-a-costa-portuguesa-antes-do-inicio-da-epoca-balnear-1778247199015.jpg" data-image="41va0iynz2e8" alt="obras estabilização da Arriba da Bafureira, Cascais" title="obras estabilização da Arriba da Bafureira, Cascais"><figcaption>Estabilização da Arriba da Bafureira reforça a falésia com redes metálicas e betão, garantindo segurança antes da época balnear. Foto: União das Freguesias de Carcavelos e Parede</figcaption></figure><p>Descendo pela costa, a <strong>Arriba da Bafureira</strong>, em <strong>Cascais</strong>, apresenta um desafio de engenharia complexo devido ao risco de rutura iminente. Ali, o município substituiu a administração central para garantir celeridade na execução do programa Litoral XXI. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="754437" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/as-arribas-da-costa-da-caparica-estao-mais-instaveis-com-as-ultimas-chuvas-e-e-urgente-uma-intervencao-de-longo-prazo.html" title="As arribas da Costa da Caparica estão mais instáveis com as últimas chuvas e é urgente uma intervenção de longo prazo">As arribas da Costa da Caparica estão mais instáveis com as últimas chuvas e é urgente uma intervenção de longo prazo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/as-arribas-da-costa-da-caparica-estao-mais-instaveis-com-as-ultimas-chuvas-e-e-urgente-uma-intervencao-de-longo-prazo.html" title="As arribas da Costa da Caparica estão mais instáveis com as últimas chuvas e é urgente uma intervenção de longo prazo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-arribas-da-costa-da-caparica-estao-mais-instaveis-com-as-ultimas-chuvas-e-e-urgente-uma-intervencao-de-longo-prazo-1771253526815_320.jpg" alt="As arribas da Costa da Caparica estão mais instáveis com as últimas chuvas e é urgente uma intervenção de longo prazo"></a></article></aside><p>Os trabalhos incluem <strong>desmontar blocos instáveis</strong> e preencher cavidades profundas. A utilização de redes metálicas de alta resistência surge como a solução técnica para dissipar a energia de eventuais desprendimentos rochosos, acautelando a segurança de quem circula na marginal.</p><h2>A defesa das falésias do Alentejo ao Algarve </h2><p>Mais abaixo, no Alentejo, a <strong>praia de Morgavel</strong> reflete a gravidade dos galgamentos costeiros que destruíram parte da Estrada Municipal 1109. Em <strong>Porto Covo</strong>, Sines, a intervenção de emergência foca-se na reconstrução de paredões e passeios marginais. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As obras integram um pacote mais vasto de 28 locais identificados com danos severos na região alentejana, onde o reforço das bases das arribas é prioritário para manter a ligação rodoviária e pedonal.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>No <strong>Algarve</strong>, os trabalhos procuram um equilíbrio entre a segurança imediata e o planeamento a longo prazo. <strong>Albufeira</strong> concentra esforços nas praias da Maria Luísa e do Peneco, com o saneamento preventivo das falésias. </p><p>A natureza geológica de calcário e arenito torna estas arribas particularmente vulneráveis, obrigando a interdições temporárias em áreas onde o recuo da linha de costa foi mais pronunciado. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-corrida-contra-o-tempo-para-recuperar-a-costa-portuguesa-antes-do-inicio-da-epoca-balnear-1778247352554.jpg" data-image="rat4ap9v98f6" alt="Reparação de caminhos destruídos pelo galgamento do mar, em Sines" title="Reparação de caminhos destruídos pelo galgamento do mar, em Sines"><figcaption>Durante a tempestade Kristin, os galgamentos da praia de Morgavel, em Sines, destruíram o Caminho Municipal 1109, que está agora a ser reconstruído. Foto: Município de Sines</figcaption></figure><p>O Governo mobilizou verbas do Fundo Ambiental para acelerar as intervenções, reconhecendo que a erosão nesta região atingiu níveis preocupantes durante as tempestades de 2025 e 2026.</p><h2>Areais mais largos protegem as infraestruturas</h2><p>A <strong>alimentação artificial</strong> é outra estratégia que está a ser seguida em várias dezenas de praias do país. Em <strong>Portimão</strong>, entre a Rocha e o Vau, cerca de 220 mil metros cúbicos de sedimentos estão a ser depositados num troço de 1350 metros. </p><p>A barreira arenosa irá atuar como um <strong>amortecedor natural</strong>, reduzindo a força com que as ondas atingem o sopé das falésias. O investimento de dois milhões de euros nesta zona específica pretende travar o desgaste acelerado das bases rochosas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-corrida-contra-o-tempo-para-recuperar-a-costa-portuguesa-antes-do-inicio-da-epoca-balnear-1778247457996.jpg" data-image="wkq8q1h7wkdv" alt="Praia do Vau, Portimão" title="Praia do Vau, Portimão"><figcaption>A alimentação artificial das praias portimonenses é assumida como vital para impedir a erosão acelerada no sopé das falésias. Foto: Junta de Freguesia de Portimão</figcaption></figure><p>Na <strong>Costa da Caparica</strong>, em Almada, decorre uma das maiores operações deste género em território nacional. Com um orçamento de quase nove milhões de euros, a <strong>deposição de um milhão de metros cúbicos de areia</strong> visa mitigar a erosão severa. </p><p>Os trabalhos avançam de norte para sul do município, implicando o <strong>encerramento faseado de zonas balneares</strong> devido à necessidade de instalar tubagens de grande dimensão. Esta intervenção é essencial não apenas para o lazer, mas principalmente para proteger os esporões e as habitações situadas na primeira linha de costa.</p><h2>O planeamento de curto e médio prazo</h2><p>Os trabalhos em Mafra, Sines, Almada ou Esposende são apenas uma pequena parte de uma operação muito mais vasta. A Agência Portuguesa do Ambiente identificou <strong>147 áreas afetadas</strong> e <strong>570 pontos danificados</strong> ao longo da costa portuguesa. A fatura total para reparar os estragos provocados pela sucessão de tempestades ascende a 84 milhões de euros, segundo o balanço mais recente da APA.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Embora boa parte das obras esteja a avançar em bom ritmo, nada está garantido. O mar de inverno é um obstáculo para algumas operações, como a colocação de areia, que começou em maio, podendo se prolongar até meados de junho. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Não é, portanto, certo que todas as intervenções em praias, acessos, arribas e apoios de praia estejam concluídas a tempo do arranque da época balnear. Nem é, aliás, intenção da Agência Portuguesa do Ambiente fazer tudo de uma assentada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-corrida-contra-o-tempo-para-recuperar-a-costa-portuguesa-antes-do-inicio-da-epoca-balnear-1778247611850.jpg" data-image="uc3zrab7iuk1" alt="Praia do Peneco, Albufeira" title="Praia do Peneco, Albufeira"><figcaption>A intervenção na praia do Peneco, em Albufeira, inclui a estabilização de arribas e requalificação dos acessos. A prioridade é a consolidação do rochedo emblemático devido ao alto risco de derrocada. Foto: Município de Albufeira</figcaption></figure><p>A estratégia está dividida em três eixos de intervenção na orla costeira, com diferentes graus de celeridade. A <strong>segurança das arribas e a recuperação das praias com o enchimento de areia são a prioridade</strong>. Seguir-se-ão os projetos planeados para o médio prazo, com estudos de impacto ambiental, que só deverão estar prontos na época balnear do próximo ano.</p><h3><em>Referências do artigo</em></h3><p><em><a href="https://apambiente.pt/sites/default/files/_A_APA/Comunicacao/Media/NotasOCS2025/notaocs_146_2025_estabilizacaodaarribadapraiadoalgodio-mafra.pdf" target="_blank">Estabilização da arriba da praia do Algodio – Mafra</a> – Agência Portuguesa do Ambiente</em></p><p><em><a href="https://almadense.sapo.pt/cidade/alimentacao-artificial-das-praias-da-costa-da-caparica-suspensa-ate-abril-de-2026-devido-ao-inverno-maritimo/" target="_blank">Alimentação artificial das praias da Costa da Caparica suspensa até abril de 2026 devido ao inverno marítimo</a> – Jornal Almadense</em></p><p><em><a href="https://apambiente.pt/sites/default/files/_A_APA/Informacao_institucional/Editais/ARHAlentejo/notaocs_84_2025_alimentacaoartificialdaspraiasdacostadacaparicaesjoao.pdf" target="_blank">APA inicia empreitada de alimentação artificial das praias da Costa da Caparica e de S. João da Caparica</a> - Agência Portuguesa do Ambiente</em></p><p><em><a href="https://www.cascais.pt/estabilizacao-de-arriba-da-bafureira-a45" target="_blank">Estabilização de arriba da Bafureira (A45)</a> – Câmara Municipal de Cascais</em></p><p><em><a href="https://www.municipio.esposende.pt/viver/atualidade/noticias/noticia/municipio-de-esposende-avanca-com-renovacao-integral-do-passadico-de-apulia-para-reforcar-seguranca-e-acessibilidade" target="_blank">Município de Esposende avança com renovação integral do passadiço de Apúlia para reforçar segurança e acessibilidade</a> – Câmara Municipal de Esposende</em></p><p><em><a href="https://sapo.pt/artigo/municipio-de-sines-lanca-concurso-de-84m-para-requalificacao-dos-acessos-as-praias-de-porto-covo-69c1086734429fbf4e800a81" target="_blank">Município de Sines lança concurso de 84m€ para requalificação dos acessos às praias de Porto Covo</a> – O Digital</em></p><p><em><a href="https://www.cm-albufeira.pt/artigo/ministra-do-ambiente-e-energia-visitou-albufeira-e-avaliou-os-impactos-das-mais-recentes" target="_blank">Ministra do Ambiente e Energia visitou Albufeira e avaliou os impactos das mais recentes intempéries</a> – Câmara Municipal de Albufeira</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-corrida-contra-o-tempo-para-recuperar-a-costa-portuguesa-antes-do-inicio-da-epoca-balnear.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Zona sísmica no Alasca intriga geólogos: ​​insuficiência de fluidos para explicar o deslizamento da Falha de Shumagin]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/zona-sismica-no-alasca-intriga-geologos-insuficiencia-de-fluidos-para-explicar-o-deslizamento-da-falha-de-shumagin.html</link><pubDate>Fri, 08 May 2026 13:49:15 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma falha silenciosa no Alasca não apresenta os fluidos que os cientistas esperavam e isso está a mudar o que sabemos sobre as zonas sísmicas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/zona-sismica-no-alasca-intriga-geologos-nao-ha-vestigios-de-fluidos-que-devam-lubrificar-grandes-sismos-1778240173193.jpg" data-image="39lfo8k52lhz" alt="Alasca" title="Alasca"><figcaption>A Falha de Shumagin, um segmento em movimento lento da zona de subducção do Alasca caracterizado por estruturas tsunamigénicas, sofreu uma ruptura profunda durante o sismo de magnitude 7,8 em julho de 2020. No entanto, o comportamento de deslizamento superficial e o limite superior da rutura permanecem pouco compreendidos.</figcaption></figure><p> Durante anos, a principal explicação para as falhas de movimento lento tem sido a de que os fluidos de alta pressão ao longo da falha a lubrificam, <strong>permitindo que as placas deslizem de forma constante</strong>, em vez de acumularem tensão até que essa tensão seja eventualmente libertada num grande sismo destrutivo. </p><p>Mas num novo estudo da Falha de Shumagin, uma secção silenciosa da zona de subducção Alasca-Aleutas – a área onde uma placa tectónica mergulha sob outra – uma equipa de cientistas descobriu que a falha não contém fluido suficiente para explicar porque razão desliza lentamente. Desta forma,<strong> os cientistas podem precisar de repensar esta suposição sobre as zonas de subducção em todo o mundo</strong>.</p><p><strong> Compreender porque é que as falhas se movem lentamente é importante para a forma como os cientistas constroem modelos das zonas sísmicas</strong> mais poderosas do mundo para avaliar os riscos de sismos e tsunamis a longo prazo, do Alasca ao Japão e ao Noroeste do Pacífico. Saber como é provável que os sismos se comportem é essencial para ajudar as comunidades a decidir onde e como construir casas e outras infraestruturas para que possam resistir a um terramoto e a um tsunami. </p><h2>Como acontecem os sismos ao longo de falhas geológicas</h2><p>Uma falha geológica é uma rutura na camada rochosa exterior da Terra, onde dois blocos de rocha deslizam um sobre o outro.<strong> A forma como deslizam determina que tipo de tremor</strong>, se algum, chega à superfície.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/zona-sismica-no-alasca-intriga-geologos-nao-ha-vestigios-de-fluidos-que-devam-lubrificar-grandes-sismos-1778241218410.jpg" data-image="f136a6a67lqi" alt="imagem ilustrativa; tsunami" title="imagem ilustrativa; tsunami"><figcaption>Quando um troço bloqueado de uma falha de subducção desliza repentinamente, o fundo do mar pode ser sacudido para cima e pode ocorrer um tsunami.</figcaption></figure><p>Algumas falhas são "bloqueadas". Não se movem até que a tensão se acumule até um ponto de rutura, libertando-a subitamente. <strong>É isto que acontece durante a maioria dos sismos destrutivos</strong>. Outras falhas deslizam uma sobre a outra de forma constante, libertando a tensão de forma gradual.</p><p><strong> Os maiores e mais destrutivos sismos da Terra acontecem ao longo de zonas de subducção</strong>, onde uma placa tectónica mergulha sob outra. A margem Alasca-Aleutas, a Fossa do Japão, a zona de subducção ao largo do Chile e a zona de Cascadia, no noroeste do Pacífico, são exemplos. </p><h2> Uma falha silenciosa desafia uma suposição comum </h2><p> Em profundidades subterrâneas,<strong> o comportamento das falhas é difícil de observar diretamente</strong>, especialmente em alto-mar, onde se encontram frequentemente sob quilómetros de água do mar e sedimentos. </p><p> Os cientistas dependem de <strong>medições de estações GPS, sismógrafos e sensores no fundo do mar</strong> e depois constroem modelos computacionais do que deve estar a acontecer abaixo da superfície. Durante décadas, <strong>a principal explicação para o deslizamento lento em falhas tem sido a de que os fluidos de alta pressão ao longo da falha reduzem o atrito</strong>, da mesma forma que uma película de água faz com que os pneus aquaplanem. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/zona-sismica-no-alasca-intriga-geologos-nao-ha-vestigios-de-fluidos-que-devam-lubrificar-grandes-sismos-1778241953047.jpg" data-image="d15zz9ivrz7s" alt="alasca" title="alasca"><figcaption>Os cientistas dependem de vários métodos de investigação para conseguirem perceber o que acontece no fundo do mar, em relação às falhas sísmicas.</figcaption></figure><p>Testar esta ideia exige observar os fluidos, e foi aí que esta equipa entrou em ação. Utilizaram imagens eletromagnéticas marinhas, <strong>um método que mapeia a facilidade com que os materiais subterrâneos conduzem eletricidade</strong>. Um navio reboca um instrumento junto ao fundo do mar, enviando sinais eletromagnéticos para as rochas que se encontram por baixo, enquanto outros instrumentos no leito marinho registam a resposta. </p><p> Diferentes materiais abaixo do fundo do mar conduzem a eletricidade de forma diferente, e isso reflete-se nas medições. Como <strong>a água salgada conduz muito bem a eletricidade</strong>, o método é especialmente eficaz para mapear onde os fluidos estão presentes e onde não estão. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Para surpresa dos investigadores, a falha na Falha de Shumagin não era tão rica em fluidos como a principal explicação previa.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p> Exploraram um troço de 120 quilómetros do fundo do mar ao longo da Falha de Shumagin, que se tem vindo a mover lentamente há mais de um século. Esta falha era considerada há muito tempo uma parte tranquila da margem, <strong>embora os segmentos vizinhos produzissem sismos de magnitude 8 ou superior</strong>. </p><p> Para surpresa dos investigadores, <strong>a falha na Falha de Shumagin não era tão rica em fluidos como a principal explicação previa</strong>. As imagens mostram que a parte pouco profunda da falha, mais próxima do oceano, tem pouco espaço vazio na rocha para o fluido ocupar. E o fluido presente está sob uma pressão aproximadamente normal, e não sob a alta pressão prevista pelo modelo de "fluido escorregadio".</p><h2> O que significa isto para a avaliação dos riscos de sismos </h2><p>Estas descobertas têm <strong>consequências para a avaliação dos riscos de sismos e tsunamis de uma forma mais ampla</strong>. Muitos modelos baseiam-se na ideia de que a pressão dos fluidos ajuda a determinar se uma falha de subducção desliza repentinamente ou se se move lentamente. Se os fluidos não forem o principal fator que mantém a falha de Shumagin estável, outras falhas estáveis poderão apresentar a mesma falta de fluidos, <strong>levantando questões sobre a estabilidade real dessas falhas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="748759" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/tempestades-de-inverno-estao-se-deslocando-para-o-norte-e-alterando-as-geleiras-do-alasca-diz-novo-estudo.html" title="Tempestades de inverno estão a deslocar-se para norte e a alterar os glaciares do Alasca, diz novo estudo">Tempestades de inverno estão a deslocar-se para norte e a alterar os glaciares do Alasca, diz novo estudo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/tempestades-de-inverno-estao-se-deslocando-para-o-norte-e-alterando-as-geleiras-do-alasca-diz-novo-estudo.html" title="Tempestades de inverno estão a deslocar-se para norte e a alterar os glaciares do Alasca, diz novo estudo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/winter-storms-tracks-are-shifting-north-and-reshaping-alaska-s-glaciers-according-to-new-study-1767906363186_320.png" alt="Tempestades de inverno estão a deslocar-se para norte e a alterar os glaciares do Alasca, diz novo estudo"></a></article></aside><p>Tsunamis provenientes de sismos no Alasca-Aleutas já atingiram costas distantes anteriormente. <strong>Grandes sismos em 1946, 1957 e 1964 geraram tsunamis que danificaram as costas do Havai e da Califórnia</strong>.</p><p> Como mostram estes resultados, não existe uma única explicação simples para as falhas de deslizamento lento. <strong>Mais e melhores dados ajudarão os cientistas a avaliar com maior precisão os riscos de sismos e tsunamis em todo o mundo</strong> e a ajudar as comunidades muito para além do Alasca a prepararem-se. </p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Li, Y., Naif, S., Key, K. et al. <a href="https://doi.org/10.1038/s41467-026-71176-7" target="_blank">Electromagnetic imaging reveals insufficient fluids to explain shallow megathrust creep at the Shumagin Gap</a>. Nature Communications (2026).</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/zona-sismica-no-alasca-intriga-geologos-insuficiencia-de-fluidos-para-explicar-o-deslizamento-da-falha-de-shumagin.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[IPMA multiplica os avisos: vários distritos em risco por chuva, trovoada e vento entre hoje e as 21:00 de domingo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-multiplica-os-avisos-varios-distritos-em-risco-por-chuva-trovoada-e-vento-entre-hoje-e-as-21-00-de-domingo.html</link><pubDate>Fri, 08 May 2026 11:59:23 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O IPMA alargou os avisos amarelos a 14 distritos de Portugal continental devido à previsão de chuva forte, trovoada e rajadas até 75 km/h. O período mais crítico dos próximos dias deverá ocorrer entre a madrugada e a manhã de sábado.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa8m5lk"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa8m5lk.jpg" id="xa8m5lk"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou 14 distritos de Portugal continental sob <strong>aviso amarelo</strong> devido à previsão de períodos de chuva por vezes forte, trovoada e <strong>rajadas de vento até 75 km/h</strong>, associados à aproximação e passagem de uma depressão atlântica a oeste da Península Ibérica. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-multiplica-os-avisos-9-distritos-em-risco-por-chuva-trovoada-e-vento-ate-as-15-horas-de-amanha-1778240621205.png" data-image="6x9rxkb548k7"><figcaption>A imagem de satélite revela a vasta estrutura nebulosa associada à depressão atlântica responsável pelo agravamento do estado do tempo em Portugal continental. Os tons mais intensos indicam nuvens muito desenvolvidas, capazes de originar chuva forte, trovoada e instabilidade persistente.</figcaption></figure><p>Os distritos sob aviso amarelo são Aveiro, Beja, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Faro, Guarda, Leiria, Lisboa, Porto, Santarém, Setúbal e Viana do Castelo. Segundo o IPMA, <strong>os avisos de precipitação estarão ativos entre as 21h desta sexta-feira e as 12h de sábado</strong>, enquanto <strong>os avisos de vento prolongam-se até às 18h de sábado</strong> em vários distritos do litoral e do interior Centro e Sul.</p><h2>Chuva forte e trovoada deverão agravar-se entre a madrugada e a manhã de sábado</h2><p>Os modelos meteorológicos indicam que o <strong>período mais crítico deverá ocorrer entre as 03h00 e as 10h00 de sábado</strong>, altura em que as áreas de precipitação poderão tornar-se mais organizadas e persistentes. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações</div><p>Os maiores impactos são esperados no litoral Centro, região de Lisboa e Vale do Tejo, Baixo Alentejo e Algarve, onde poderão acumular-se entre 20 e 40 mm de precipitação em poucas horas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-multiplica-os-avisos-9-distritos-em-risco-por-chuva-trovoada-e-vento-ate-as-15-horas-de-amanha-1778240521145.png" data-image="2z8xyfl75ucy"><figcaption>Os modelos meteorológicos apontam para acumulados expressivos de precipitação até à tarde de sábado, com vários locais do Norte e Centro a poderem ultrapassar 20 a 30 mm. A persistência da chuva poderá aumentar temporariamente o risco de inundações urbanas e formação de lençóis de água.</figcaption></figure><p>Em alguns locais, a chuva poderá cair com forte intensidade durante curtos períodos de tempo, aumentando temporariamente o <strong>risco de inundações urbanas, formação de lençóis de água e dificuldades na circulação rodoviária</strong>. A ocorrência de trovoada não está excluída, sobretudo durante a passagem dos núcleos mais ativos associados à depressão.</p><h2>Rajadas até 75 km/h poderão acompanhar os aguaceiros mais intensos</h2><p>O vento também deverá ganhar intensidade durante a madrugada e manhã de amanhã. O <strong>IPMA prevê rajadas até 75 km/h</strong>, especialmente no litoral e nas zonas mais expostas. Apesar de não se esperar um episódio de vento extremo generalizado, as rajadas poderão ser localmente fortes durante os aguaceiros mais intensos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-multiplica-os-avisos-9-distritos-em-risco-por-chuva-trovoada-e-vento-ate-as-15-horas-de-amanha-1778240548540.png" data-image="0dy70vtfeimf"><figcaption>O vento irá intensificar-se significativamente durante o sábado, com rajadas até 75 km/h em várias regiões do continente, sobretudo no litoral oeste e terras altas. As condições mais adversas deverão coincidir com a passagem dos núcleos de precipitação mais ativos associados à depressão atlântica.</figcaption></figure><p>Os mapas meteorológicos mostram ainda um corredor de vento muito intenso nos níveis altos da atmosfera, associado ao jato polar, que ajudará a <strong>reforçar a organização das áreas de chuva e a manter a instabilidade ativa durante várias horas</strong>. Ao longo da tarde de sábado, a tendência será para uma diminuição gradual da intensidade da precipitação, embora continuem a ocorrer aguaceiros dispersos em diferentes regiões do continente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767840" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-em-lisboa-este-fim-de-semana-em-que-intervalo-horario-sera-mais-provavel-no-sabado-e-no-domingo.html" title="Chuva em Lisboa este fim de semana: em que intervalo horário será mais provável no sábado e no domingo?">Chuva em Lisboa este fim de semana: em que intervalo horário será mais provável no sábado e no domingo?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-em-lisboa-este-fim-de-semana-em-que-intervalo-horario-sera-mais-provavel-no-sabado-e-no-domingo.html" title="Chuva em Lisboa este fim de semana: em que intervalo horário será mais provável no sábado e no domingo?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-em-lisboa-este-fim-de-semana-em-que-intervalo-horario-sera-mais-provavel-no-sabado-e-no-domingo-1778239250904_320.png" alt="Chuva em Lisboa este fim de semana: em que intervalo horário será mais provável no sábado e no domingo?"></a></article></aside><p>Face a este cenário, <strong>as autoridades recomendam precaução nas deslocações</strong>, sobretudo durante a madrugada e manhã de sábado. É aconselhável conduzir com velocidade reduzida, evitar zonas inundáveis e <strong>acompanhar a evolução das previsões e dos avisos meteorológicos emitidos pelo IPMA e pela Proteção Civil</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-multiplica-os-avisos-varios-distritos-em-risco-por-chuva-trovoada-e-vento-entre-hoje-e-as-21-00-de-domingo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva em Lisboa este fim de semana: em que intervalo horário será mais provável no sábado e no domingo?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-em-lisboa-este-fim-de-semana-em-que-intervalo-horario-sera-mais-provavel-no-sabado-e-no-domingo.html</link><pubDate>Fri, 08 May 2026 11:25:41 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma depressão fria centrada a oeste de Portugal continental começa a influenciar o tempo no país a partir das últimas horas desta sexta-feira, 8 de maio. Saiba quando será mais provável a ocorrência de chuva este fim de semana em Lisboa.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa8m26w"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa8m26w.jpg" id="xa8m26w"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Entre as últimas horas de sexta (8) e as primeiras horas de sábado (9) prevê-se a chegada da primeira frente mais estruturada associada a uma depressão fria</strong>, bem organizada e centrada a oeste de Portugal continental, onde se manterá estacionada em altitude e a gerar frentes frias em torno do seu núcleo durante vários dias (possivelmente até quarta-feira, 13 de maio).</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>A depressão fria centrada a oeste de Portugal continental manterá um carácter estacionário nas imediações da nossa geografia, gerando sucessivos sistemas frontais em torno do seu núcleo nos próximos dias. Esta configuração sinóptica traduzir-se-á em vários períodos frequentes de chuva ou aguaceiros fracos a moderados, podendo ser ocasionalmente fortes e acompanhados de trovoada, granizo e rajadas fortes. Não obstante, também haverá várias abertas.</div><p>Quanto ao cenário mais a curto prazo em relação à <strong>primeira frente fria mais estruturada</strong>, os mapas apontam para a entrada no nosso território de uma extensa banda de precipitação com elevada probabilidade de ocorrência na metade centro e sul da faixa costeira ocidental, <strong>algures entre Coimbra e Sagres</strong>.</p><h2>Chuva intensifica nas últimas horas de sexta-feira em Lisboa. O que se espera para sábado na capital?</h2><p>Para amanhã - <strong>sábado, 9 de maio, - entre a meia-noite e as 16:00 observa-se uma probabilidade elevada a muito elevada</strong> de ocorrência de precipitação em Lisboa (entre 50 e 70% e entre 70 e 90%, respetivamente).</p><p>De acordo com a atual previsão do modelo de referência da Meteored, os intervalos horários em que a probabilidade de ocorrência de chuva será mais elevada na cidade de Lisboa são: <strong>entre as 21:00 da noite de sexta-feira (8) e as 02:00 da manhã de sábado (9)</strong> e <strong>entre as 06:00 e as 08:00 da manhã de sábado (9)</strong>.</p><p>Em ambos estes intervalos a probabilidade de ocorrência de precipitação será muito elevada, oscilando entre 70 e 90%, o que significa períodos de <strong>chuva ou aguaceiros muito frequentes</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-em-lisboa-este-fim-de-semana-em-que-intervalo-horario-sera-mais-provavel-no-sabado-e-no-domingo-1778238721724.png" data-image="4bfi1s7mzvjo"><figcaption>A madrugada e manhã de sábado, 9 de maio, são os períodos em que a precipitação terá uma probabilidade mais elevada de ocorrência na cidade de Lisboa.</figcaption></figure><p>No que diz respeito à <strong>intensidade da precipitação, prevê-se chuva geralmente fraca (menos de 0,5 mm/h)</strong>, podendo ser pontualmente moderada entre as 21:00 e 22:00 de sexta-feira (8), entre as 06:00 e as 09:00 da manhã (entre 0,5 e 2 mm/h) de sábado (9) e novamente ao início da tarde, entre as 12:00 e as 13:00, e ainda a meio da tarde, por volta das 16:00 (entre 0,5 e 1,2 mm/h).</p><p>A partir das 17:00, e até à meia-noite de sábado (9) para domingo (10), a probabilidade de precipitação torna-se moderada, reduzindo gradualmente até aos 40%. <strong>Isto significa que na tarde e noite de sábado (9) ainda ocorrerão períodos de aguaceiros fracos e intermitentes em Lisboa</strong>, com o céu frequentemente muito nublado.</p><h2>No domingo, 10 de maio, a instabilidade terá tendência a desagravar progressivamente</h2><p><strong>Entre a meia-noite e o meio-dia de domingo espera-se uma diminuição substantiva da probabilidade de ocorrência de precipitação em Lisboa</strong>, que será geralmente moderada e por vezes baixa (entre 25 e 40%). Neste intervalo de 12 horas, a instabilidade será mais residual, havendo vários períodos de precipitação fraca e irregular na cidade, sendo rara a ocorrência de precipitação moderada.</p><p>Inclusive, dentro da <strong>primeira metade do dia de domingo (10)</strong>, os mapas sugerem várias horas em que não deverá chover em Lisboa, mantendo-se o <strong>céu parcialmente nublado e com boa possibilidade de abertas ocasionais</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-em-lisboa-este-fim-de-semana-em-que-intervalo-horario-sera-mais-provavel-no-sabado-e-no-domingo-1778238874919.png" data-image="akzj5c4acm1v"><figcaption>No domingo (10) a precipitação persistirá em Lisboa, embora tenda a ser menos provável, frequente e intensa.</figcaption></figure><p><strong>Entre o início da tarde e as 18:00</strong>, a probabilidade de precipitação manter-se-á moderada (entre 30 e 50%). Porém, segundo os mapas de intensidade de precipitação horária, <strong>a chuva tenderá a escassear na cidade de Lisboa, sendo geralmente fraca (inferior a 0,5 mm/h) e em muitas ocasiões até mesmo inexistente</strong>, com o céu a apresentar-se parcialmente nublado e com boa possibilidade de novas abertas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767656" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-fria-entre-sexta-8-e-domingo-10-as-zonas-mais-afetadas-por-chuva-vento-e-trovoada.html" title="Depressão fria entre sexta 8 e domingo 10: as zonas mais afetadas por chuva, vento e trovoada">Depressão fria entre sexta 8 e domingo 10: as zonas mais afetadas por chuva, vento e trovoada</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-fria-entre-sexta-8-e-domingo-10-as-zonas-mais-afetadas-por-chuva-vento-e-trovoada.html" title="Depressão fria entre sexta 8 e domingo 10: as zonas mais afetadas por chuva, vento e trovoada"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-fria-entre-sexta-8-e-domingo-10-as-zonas-mais-afetadas-por-chuva-vento-e-trovoada-1778150489250_320.png" alt="Depressão fria entre sexta 8 e domingo 10: as zonas mais afetadas por chuva, vento e trovoada"></a></article></aside><p><strong>Das 19:00 até às 23:00 de domingo (10) a probabilidade de ocorrência de precipitação em Lisboa reduz drasticamente</strong>, apresentando-se baixa (igual ou inferior a 20%) ou praticamente nula (entre 0 e 10%).</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-em-lisboa-este-fim-de-semana-em-que-intervalo-horario-sera-mais-provavel-no-sabado-e-no-domingo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Que tipo de modelo meteorológico é mais eficaz para prever eventos meteorológicos extremos?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/que-tipo-de-modelo-meteorologico-e-mais-eficaz-para-prever-eventos-meteorologicos-extremos.html</link><pubDate>Fri, 08 May 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A inteligência artificial (IA) está a ganhar espaço na previsão do tempo. Modelos como GraphCast, Pangu-Weather e Fuxi já superam os modelos climáticos tradicionais baseados em princípios físicos nas previsões meteorológicas diárias, embora ainda não sejam perfeitos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/what-type-of-weather-model-is-better-at-predicting-extreme-weather-events-a-new-study-has-the-answer-1778027509424.jpg" data-image="xbg7olofoz1a"><figcaption>Um novo estudo destaca a diferença entre os modelos tradicionais baseados na física e os modelos de inteligência artificial quando se trata de prever eventos meteorológicos extremos.</figcaption></figure><p>Um novo estudo publicado na revista científica <em>Science Advances</em> afirma que a <strong>Inteligência Artificial (IA) frequentemente falha em prever eventos meteorológicos extremos</strong> sem precedentes. Estes eventos, como ondas de calor e tempestades de vento recordes, estão a tornar-se mais frequentes devido às alterações climáticas.</p><p>Avisos precisos são cruciais para proteger vidas, propriedades e infraestrutura. A <strong>natureza sem precedentes destes eventos representa um desafio para a IA</strong>.</p><p><strong> </strong></p><h2> O novo estudo</h2><p>Cientistas <strong>compararam os principais modelos de IA com o HRES </strong><em>(High Resolution Forecast</em>), um dos sistemas de previsão meteorológica baseados em física mais avançados do mundo.</p><p>Eles criaram um extenso banco de dados de eventos extremos de calor, frio e vento ocorridos em 2018 e 2020. Em seguida, os investigadores compararam as previsões do HRES e dos modelos de IA para esses anos, a fim de determinar <strong>qual deles se aproximava mais do resultado real</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Os modelos de IA são geralmente mais precisos para previsões meteorológicas do dia a dia e muito mais rápidos do que o HRES. No entanto, o HRES teve um desempenho significativamente superior ao da IA em eventos que quebraram recordes.</strong></div><p>Em ondas de calor sem precedentes, os<strong> modelos de IA previram consistentemente temperaturas muito mais baixas do que as realmente observadas</strong>. Quanto mais recordes eram quebrados, menos precisa a IA se tornava.</p><p>O <strong>HRES teve um desempenho melhor nessas situações </strong>graças à sua base nas leis da física. As <strong>leis da física são imutáveis</strong>. Modelos baseados em física são mais capazes de simular cenários que o mundo ainda não vivenciou. Os modelos de IA que se depararam com eventos não incluídos nos seus dados de treino tentaram compensar utilizando médias históricas.</p><h2>O que dizem os cientistas</h2><p>“Os nossos resultados destacam as<strong> limitações atuais dos modelos de IA </strong>para previsão do tempo em extrapolar além do seu domínio de treino e prever eventos meteorológicos sem precedentes com impacto potencialmente maior”, explica a equipa de investigadores.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/monitoramento-agricola-inteligencia-artificial-avanca-na-leitura-de-doencas-foliares.html" title="Monitorização agrícola: inteligência artificial avança na leitura de doenças foliares">Monitorização agrícola: inteligência artificial avança na leitura de doenças foliares</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/monitoramento-agricola-inteligencia-artificial-avanca-na-leitura-de-doencas-foliares.html" title="Monitorização agrícola: inteligência artificial avança na leitura de doenças foliares"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/monitoramento-agricola-inteligencia-artificial-avanca-na-leitura-de-doencas-foliares-1776460030865_320.jpg" alt="Monitorização agrícola: inteligência artificial avança na leitura de doenças foliares"></a></article></aside><p>Os investigadores alertam para os riscos de se depender exclusivamente de IA para tarefas tão críticas, visto que eventos extremos irão tornar-se cada vez mais frequentes. Eles sugerem uma abordagem híbrida que combine a velocidade da IA com a base sólida das leis da física.</p><p>“Uma verificação mais rigorosa e o desenvolvimento adicional dos modelos são necessários antes de poderem ser usados exclusivamente para aplicações críticas, como sistemas de alerta precoce e gestão de desastres”, afirmam eles.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.aec1433" target="_blank">Physics-based models outperform AI weather forecasts of record-breaking extremes</a>. 29 de abril, 2026. Zhang, et al.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/que-tipo-de-modelo-meteorologico-e-mais-eficaz-para-prever-eventos-meteorologicos-extremos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este país inventou o vinho há milhares de anos, mas continua fora do radar turístico]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-pais-inventou-o-vinho-ha-milhares-de-anos-mas-continua-fora-do-radar-turistico.html</link><pubDate>Fri, 08 May 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Entre a Europa e a Ásia, a Geórgia combina história milenar, paisagens de cortar a respiração e uma cultura vínica única que poucos viajantes conhecem.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-pais-inventou-o-vinho-ha-milhares-de-anos-mas-continua-fora-do-radar-turistico-1778004765236.jpg" data-image="8w5cnq92hqgx" alt="Geórgia" title="Geórgia"><figcaption>Continua a ser um dos destinos mais ignorados da Europa. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Nos roteiros, nos<em> feeds</em> ou até nos grupos de amigos do WhatsApp. Há países que aparecem em todo o lado. Depois, há outros que raramente são mencionados.</p><p><strong>Geórgia</strong> é um deles, mas parece viver confortavelmente fora desse radar. O curioso é que não lhe falta currículo: estamos a falar de um dos lugares mais antigos do mundo na arte de fazer vinho, com provas arqueológicas que recuam a cerca de 6000 a.C. Ainda assim, continua a ser aquele destino que quase ninguém menciona. Isto é, até lá ir.</p><div class="texto-destacado">“O país que inventou o vinho há oito mil anos ainda não aparece nos roteiros de ninguém”, escreveram os autores do<em> blogue </em>‘Volto Já’.</div><p>Geograficamente, a Geórgia também gosta de baralhar expectativas. Fica ali <strong>entre a Europa e a Ásia</strong>, encaixada entre o Mar Negro e a cordilheira do Cáucaso, a fazer fronteira com países como Turquia, Arménia, Azerbaijão e Rússia. Este posicionamento fez dela, durante séculos, uma espécie de encruzilhada cultural onde tudo passava. O resultado? Um<strong> mosaico improvável de influências</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="757248" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/estes-sao-os-10-paises-mais-seguros-do-mundo-em-caso-de-um-conflito-global.html" title="Estes são os 10 países mais seguros do mundo em caso de um conflito global">Estes são os 10 países mais seguros do mundo em caso de um conflito global</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/estes-sao-os-10-paises-mais-seguros-do-mundo-em-caso-de-um-conflito-global.html" title="Estes são os 10 países mais seguros do mundo em caso de um conflito global"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/questi-sono-i-10-paesi-piu-sicuri-al-mondo-in-caso-di-conflitto-globale-1772453163685_320.jpg" alt="Estes são os 10 países mais seguros do mundo em caso de um conflito global"></a></article></aside><p>“Tbilisi, a capital, é o resultado visível dessa acumulação: igrejas ortodoxas do século V partilham a silhueta da cidade com mesquitas otomanas, sinagogas, uma catedral católica e um museu de arte moderna que ficaria bem em Berlim.<strong> A contradição não incomoda</strong>. Faz parte do caráter de um lugar que aprendeu a conter multidões”, lê-se no mesmo artigo, publicado no ‘Sapo’.</p><h2>O vinho como identidade</h2><p>No meio deste contraste, há algo que a Geórgia leva particularmente a sério: o <strong>vinho</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-pais-inventou-o-vinho-ha-milhares-de-anos-mas-continua-fora-do-radar-turistico-1778004874634.jpg" data-image="tgds0beq4fk8" alt="Geórgia" title="Geórgia"><figcaption>O vinho é o argumento mais antigo do país. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>O país é amplamente reconhecido como <strong>o berço da viticultura</strong>. Escavações arqueológicas em locais como Gadachrili Gora revelaram vestígios químicos de vinho em recipientes de barro com mais de oito mil anos. </p><p>Tudo indica que, muito antes de a escrita existir, já ali se fermentava uva. E não de forma improvisada, mas sim com técnica.</p><p>O mais interessante é que este método ancestral continua vivo. Sim, é verdade, a técnica ainda hoje existe e tem nome: <strong>qvevri</strong>. No fundo, trata-se de grandes ânforas de barro enterradas no solo, onde o vinho fermenta e envelhece. </p><div class="texto-destacado">O método é tão relevante que foi classificado como património cultural imaterial pela UNESCO. </div><p>“Um copo de Rkatsiteli laranja, produzido numa adega familiar na região de Kakheti, a leste de Tbilisi, não tem paralelo em qualquer vocabulário convencional de prova.”</p><p>E, se o vinho é uma porta de entrada, a<strong> comida</strong> trata de o convencer a ficar. Pratos como o khinkali, uma espécie de <em>dumpling</em> recheado com carne e caldo, exigem técnica e alguma coragem. Sim, há uma forma certa de os comer. “É o teste de integração informal que todos os visitantes passam mal na primeira tentativa.”</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="719780" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-peloponeso-o-novo-refugio-dos-amantes-de-vinho-na-europa-com-sol-e-praias-paradisiacas.html" title="O Peloponeso: o novo refúgio dos amantes de vinho na Europa com sol e praias paradisíacas">O Peloponeso: o novo refúgio dos amantes de vinho na Europa com sol e praias paradisíacas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-peloponeso-o-novo-refugio-dos-amantes-de-vinho-na-europa-com-sol-e-praias-paradisiacas.html" title="O Peloponeso: o novo refúgio dos amantes de vinho na Europa com sol e praias paradisíacas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-peloponeso-o-novo-refugio-dos-amantes-de-vinho-na-europa-com-sol-e-praias-paradisiacas-1752499636447_320.jpeg" alt="O Peloponeso: o novo refúgio dos amantes de vinho na Europa com sol e praias paradisíacas"></a></article></aside><p>Já o khachapuri, especialmente na versão adjaruli, chega à mesa com queijo derretido, ovo e manteiga num pão em forma de barco. </p><p>E depois há a <strong>hospitalidade</strong>. Não pense que esta é encenada, nem adaptada ao turismo. Faz parte da estrutura social. Numa refeição tradicional, há sempre um tamada, o “mestre dos brindes”, que conduz a conversa, os discursos e, claro, os copos. </p><h2>Paisagens que ainda surpreendem</h2><p>Fora da cidade, o país revela-se ainda mais imprevisível. Em poucas horas, passa de vales suaves a montanhas dramáticas. Na região de<strong> Kazbegi</strong>, por exemplo, a paisagem parece saída de um postal: picos cobertos de neve, ar puro e a silhueta de uma igreja isolada no topo de uma colina.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-pais-inventou-o-vinho-ha-milhares-de-anos-mas-continua-fora-do-radar-turistico-1778004634141.jpg" data-image="udnk5x0zlw16" alt="Trinity Gergeti Church, Kazbegi, Georgia" title="Trinity Gergeti Church, Kazbegi, Georgia"><figcaption>Um país de contrastes. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Mais a oeste, regiões como <strong>Svaneti </strong>guardam torres medievais únicas, construídas para defesa e sobrevivência em tempos difíceis. Hoje, são testemunhos de uma cultura resiliente, e ainda relativamente intacta, longe das multidões.</p><p>E depois há o vinho outra vez. Porque lá está, ele está sempre presente. Regiões como<strong> Kakheti </strong>concentram grande parte da produção, mas o país inteiro é um mosaico de microclimas e castas raras. Feitas as contas, são<strong> mais de 500 variedades de uva</strong>, muitas exclusivas deste território.</p><div class="texto-destacado">Talvez seja isso que torna a Geórgia tão difícil de encaixar em descrições rápidas. Não é um destino óbvio, nem imediato.</div><p>Apesar de tudo o que tem (história, paisagens, gastronomia, vinho), a <strong>Geórgia continua fora do circuito turístico de massas</strong>. E isso, longe de ser um problema, é precisamente o que a torna especial. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="588152" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/turismo-de-massas-ameaca-lugares-unicos-do-planeta-economia-sustentabilidade.html" title="Turismo de massas ameaça lugares únicos do planeta">Turismo de massas ameaça lugares únicos do planeta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/turismo-de-massas-ameaca-lugares-unicos-do-planeta-economia-sustentabilidade.html" title="Turismo de massas ameaça lugares únicos do planeta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/turismo-de-massas-ameaca-lugares-unicos-economia-sustentabilidade-1700007242805_320.jpg" alt="Turismo de massas ameaça lugares únicos do planeta"></a></article></aside><p>“A Geórgia tem um problema que os seus melhores destinos partilham: é difícil de explicar a quem não foi. A descrição convence menos do que a experiência, o que é a definição de um lugar que vale a pena.”</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-pais-inventou-o-vinho-ha-milhares-de-anos-mas-continua-fora-do-radar-turistico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As cidades mais antigas da Europa: uma viagem às raízes da civilização]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/as-cidades-mais-antigas-da-europa-uma-viagem-as-raizes-da-civilizacao.html</link><pubDate>Fri, 08 May 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>As raízes profundas do velho continente através de um roteiro pelas cidades habitadas continuamente desde os tempos da pré-história. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-cidades-mais-antigas-da-europa-uma-viagem-as-raizes-da-civilizacao-1777995571974.png" data-image="x72xwj53uc2s"><figcaption>O nome do continente homenageia a princesa fenícia Europa, que, segundo a mitologia grega, foi levada por Zeus para Creta.</figcaption></figure><p>A Europa é frequentemente descrita como um "velho continente", mas a profundidade da sua história é verdadeiramente compreendida quando olhamos para as suas cidades mais resilientes. </p><div class="texto-destacado">Os centros urbanos que, apesar de guerras, desastres naturais e a queda de impérios, mantiveram uma ocupação humana contínua ao longo de milénios.</div><p>Determinar qual é a <strong>cidade mais antiga é um desafio arqueológico e histórico</strong>, pois a linha entre um assentamento temporário e uma cidade organizada é, muitas vezes, ténue. </p><h2>O domínio dos Balcãs e da Grécia </h2><p>No topo da lista surge, invariavelmente, Plovdiv, na Bulgária. Com mais de 6.000 a 8.000 anos de história, Plovdiv é considerada por muitos historiadores como a cidade mais antiga da Europa continuamente habitada. </p><div class="texto-destacado">Originalmente um assentamento trácio conhecido como Eumolpias, a cidade viu passar macedónios, romanos, bizantinos e otomanos. </div><p>Hoje, o seu teatro romano e as ruas de calçada do centro histórico são testemunhos vivos dessa sobreposição de épocas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-cidades-mais-antigas-da-europa-uma-viagem-as-raizes-da-civilizacao-1777995677217.png" data-image="77hcrf444f8g"><figcaption>Plovdiv: Plovdiv, na Bulgária, é mais antiga que Roma e Atenas, tendo sido construída sobre sete colinas há seis mil anos.</figcaption></figure><p>A Grécia, como berço da civilização ocidental, domina grande parte deste roteiro. Atenas é o exemplo mais icónico, com uma presença humana documentada há pelo menos 5.000 a 7.000 anos. </p><div class="texto-destacado">Mais do que a sua longevidade, Atenas destaca-se por ter sido o centro intelectual do mundo antigo. </div><p>No entanto, cidades como Argos disputam o título de cidade mais antiga da Grécia, com evidências de habitação contínua que remontam a tempos neolíticos, mantendo-se como um centro de poder importante durante a era micénica. </p><h2>O Mediterrâneo e a herança fenícia </h2><p>A importância dos fenícios na fundação de cidades estratégicas, como por exemplo Lárnaca, em Chipre (antiga Kition), foi estabelecida no século XIII a.C. e serviu como um porto vital no Mediterrâneo Oriental. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-cidades-mais-antigas-da-europa-uma-viagem-as-raizes-da-civilizacao-1777995762504.png" data-image="1cp6qhzumqzm"><figcaption>Fundada no século treze antes de Cristo, a antiga Kition foi um dos portos mais estratégicos para o comércio fenício</figcaption></figure><p>Na Península Ibérica, a influência fenícia é fundamental para entender a antiguidade de Cádis, em Espanha. Fundada por volta de 1100 a.C. como Gadir, é frequentemente citada como a cidade mais antiga da Europa Ocidental. <strong>A sua localização estratégica entre o Atlântico e o Mediterrâneo conferiu-lhe uma importância comercial</strong> que perdurou através dos séculos, desde os cartagineses até à exploração das Américas. </p><h2>Portugal e o enigma de Ulisses </h2><p>Lisboa ocupa um lugar de destaque nesta cronologia. Segundo a lenda, a cidade teria sido fundada por Ulisses, mas a arqueologia aponta para raízes fenícias sólidas (Olissipo). </p><div class="texto-destacado">Lisboa é mais antiga do que Roma (fundada em 753 a.C.), tendo sido um entreposto comercial crucial muito antes da chegada das legiões romanas. </div><p>A sua capacidade de se reinventar após o terramoto de 1755 é apenas o capítulo mais recente de uma história que já conta com três milénios. </p><h2>A singularidade de Matera </h2><p>Em Itália, o destaque vai para Matera. Famosa pelos seus Sassi (casas escavadas na rocha), <strong>Matera é um dos assentamentos mais antigos do mundo, com evidências de habitação que recuam ao Paleolítico</strong>. Embora tenha passado por períodos de declínio acentuado no século XX, a sua continuidade habitacional e a adaptação única ao terreno geológico tornam-na um caso extraordinário de sobrevivência humana. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="755954" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/braga-e-a-cidade-mais-antiga-de-portugal-eis-o-que-diz-a-historia.html" title="Braga é a cidade mais antiga de Portugal? Eis o que diz a história">Braga é a cidade mais antiga de Portugal? Eis o que diz a história</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/braga-e-a-cidade-mais-antiga-de-portugal-eis-o-que-diz-a-historia.html" title="Braga é a cidade mais antiga de Portugal? Eis o que diz a história"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/braga-e-a-cidade-mais-antiga-de-portugal-eis-o-que-diz-a-historia-1772008052274_320.jpg" alt="Braga é a cidade mais antiga de Portugal? Eis o que diz a história"></a></article></aside><p>Em suma, visitar estas cidades não é apenas um exercício de turismo, mas uma imersão na memória coletiva da humanidade. Da Bulgária a Portugal, estas metrópoles provam que, e<strong>mbora as fronteiras mudem e as línguas evoluam, a necessidade humana de comunidade e comércio em locais privilegiados permanece inalterada há milhares de anos</strong>. Estas cidades são os alicerces sobre os quais a identidade europeia foi construída.</p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><a href="https://www.traveler.es/articulos/las-ciudades-mas-antiguas-de-europa" target="_blank"><em>https://www.traveler.es/articulos/las-ciudades-mas-antiguas-de-europa</em></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/as-cidades-mais-antigas-da-europa-uma-viagem-as-raizes-da-civilizacao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item></channel></rss>