<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Thu, 06 Aug 2026 23:10:19 +0000</lastBuildDate><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 23:10:19 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Novo mapa digital prevê risco de incêndio florestal na Península Ibérica durante ondas de calor]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/novo-mapa-digital-preve-risco-de-incendio-florestal-na-peninsula-iberica-durante-ondas-de-calor.html</link><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Solução digital monitoriza o stress hídrico das matas em tempo real, fornecendo alertas cruciais para antecipar a propagação do fogo nos dias com temperaturas elevadas.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/novo-mapa-digital-preve-risco-de-incendio-florestal-na-peninsula-iberica-durante-ondas-de-calor-1786023325422.jpg" data-image="pe9t7p97cysj" alt="Incêndio florestal (coluna de fumo)" title="Incêndio florestal (coluna de fumo)"><figcaption>Ao contrário dos modelos tradicionais, que apenas avaliavam o risco de incêndio florestal com base na matéria orgânica morta, a nova abordagem analisa também o grau de humidade das plantas vivas. Foto: Seaq68/Pixabay</figcaption></figure><p>Os parques florestais são os melhores refúgios climáticos que a natureza oferece em dias de <strong>calor extremo</strong>. À superfície, as <strong>árvores</strong> parecem resistir bem, mas, na realidade, sob a sua sombra decorre uma autêntica batalha pela <strong>sobrevivência hídrica</strong>. Embora impercetível aos nossos olhos, esse é o combate que determinará a fronteira entre a segurança e a catástrofe.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Até agora, prever exatamente quais zonas florestais são mais vulneráveis às chamas era uma tarefa complexa. Uma nova tecnologia promete transformar a gestão do risco no território ibérico. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A plataforma <strong>ForestDrought</strong> atualiza diariamente o estado hídrico das florestas e a quantidade de água no solo através de mapas digitais de acesso livre.</p><h2>O segredo está na vegetação viva</h2><p>O sistema foi desenvolvido na <strong>Catalunha</strong> pelo Centro de Investigação Ecológica e Aplicações Florestais. A grande inovação científica assenta num estudo publicado na revista New Phytologist. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Pela primeira vez, os modelos de risco incluem a humidade das plantas vivas e não apenas da matéria orgânica morta.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os dados recolhidos revelam dinâmicas fundamentais para a proteção das matas. As <strong>árvores de grande porte utilizam raízes profundas e fecham os poros para conservar a água disponível</strong>. Os arbustos do sub-bosque, em contrapartida, secam com enorme rapidez. Esta diferença explica por que duas áreas florestais vizinhas, submetidas ao mesmo clima, têm comportamentos de fogo totalmente distintos.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/novo-mapa-digital-preve-risco-de-incendio-florestal-na-peninsula-iberica-durante-ondas-de-calor-1786023574339.jpg" data-image="ifysmu2gi2o7" alt="Bombeiro atua no rescaldo de incêndio florestal" title="Bombeiro atua no rescaldo de incêndio florestal"><figcaption>Com humidade inferior a 80%, o stress hídrico crítico acelera o fogo nas copas. O sistema também avalia o mato para alertar as equipas de bombeiros. Foto: Beeki/Pixabay</figcaption></figure><p>Quando a <strong>humidade vegetal desce abaixo dos 80%, a vegetação entra em stress hídrico crítico</strong>. Esse estado facilita a inflamação e acelera a propagação das chamas pelas copas das árvores. Além deste indicador, o sistema avalia a probabilidade de ignição do mato, gerando alertas para as equipas de sapadores.</p><h2>Resposta à severidade meteorológica</h2><p>A inovação chega num momento vital para Portugal. Basta lembrar, aliás, que <strong>2025 ficou marcado como o quinto período com pior severidade meteorológica do século</strong>. O país enfrentou nesse ano 29 dias consecutivos sob perigo máximo ou extremo de incêndio, uma realidade que fustigou com particular violência as regiões Norte e Centro.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766572" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/radici-e-a-nova-plataforma-que-ajuda-a-escolher-arvores-certas-para-cada-territorio-do-pais.html" title="Radici é a nova plataforma que ajuda a escolher árvores certas para cada freguesia do país">Radici é a nova plataforma que ajuda a escolher árvores certas para cada freguesia do país</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/radici-e-a-nova-plataforma-que-ajuda-a-escolher-arvores-certas-para-cada-territorio-do-pais.html" title="Radici é a nova plataforma que ajuda a escolher árvores certas para cada freguesia do país"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/radici-e-a-nova-plataforma-que-ajuda-a-escolher-arvores-certas-para-cada-territorio-do-pais-1777553660341_320.jpg" alt="Radici é a nova plataforma que ajuda a escolher árvores certas para cada freguesia do país"></a></article></aside><p>O balanço resultou em cerca de <strong>271 mil hectares de área ardida</strong>, o dobro da extensão registada no ano anterior e quase a totalidade da meta de proteção planeada pelas autoridades nacionais até ao final da década. Monitorizar o território com ferramentas dinâmicas tornou-se, por isso, uma prioridade estratégica para <strong>reverter o ciclo de destruição</strong>.</p><h2>Uma solução partilhada no território nacional</h2><p>Embora o modelo matemático tenha sido desenhado em Espanha, a sua <strong>base científica ajusta-se perfeitamente à realidade portuguesa</strong>. Os dois países partilham ecossistemas semelhantes, caracterizados pela forte presença de pinheiros e sobreiros.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ao introduzir dados geográficos e climáticos específicos de Portugal, a plataforma simula a secura das florestas automaticamente. O algoritmo cruza informações detalhadas sobre a estrutura das matas, o relevo e o tipo de solo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Sendo mapas digitais de acesso livre e gratuito, qualquer <strong>proprietário florestal</strong>, <strong>associação local, investigador universitário ou cidadão</strong> em Portugal pode consultar os dados diariamente para avaliar o risco no seu território.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/novo-mapa-digital-preve-risco-de-incendio-florestal-na-peninsula-iberica-durante-ondas-de-calor-1786023844078.jpg" data-image="8k9c2yjgk2ts" alt="Copa de sobreiro" title="Copa de sobreiro"><figcaption>Árvores de raízes profundas conservam água, mas arbustos secam rapidamente. A dinâmica explica por que florestas vizinhas sob o mesmo clima ardem de formas distintas. Foto: Derguen/Pixabay</figcaption></figure><p>A integração de dados contínuos permite antecipar com elevada fiabilidade onde a vegetação se encontra em <strong>rutura</strong>. Esta precisão em tempo real reforça a capacidade de resposta operacional, garantindo uma <strong>vigilância</strong> mais assertiva precisamente nas fases em que as <strong>ondas de calor</strong> ameaçam o país.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="CREAF%20-%20Centro%20de%20Investiga%C3%A7%C3%A3o%20Ecol%C3%B3gica%20e%20Aplica%C3%A7%C3%B5es%20Florestais%20da%20Catalunha" data-year="" data-title="A%20new%20CREAF%20tool%20provides%20real-time%20vegetation%20moisture%20data%20across%20Spain%20and%20Portugal%20to%20improve%20wildfire%20prevention" data-url="https%3A%2F%2Fwww.creaf.cat%2Fen%2Farticles%2Fnew-creaf-tool-provides-real-time-vegetation-moisture-data-across-spain-improve-wildfire-prevention">CREAF - Centro de Investigação Ecológica e Aplicações Florestais da Catalunha. <a href="https://www.creaf.cat/en/articles/new-creaf-tool-provides-real-time-vegetation-moisture-data-across-spain-improve-wildfire-prevention" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A new CREAF tool provides real-time vegetation moisture data across Spain and Portugal to improve wildfire prevention</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/novo-mapa-digital-preve-risco-de-incendio-florestal-na-peninsula-iberica-durante-ondas-de-calor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Será que a Terra sobreviverá ao Sol moribundo? A ciência reescreve o último dia do nosso planeta]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/sera-que-a-terra-sobrevivera-ao-sol-moribundo-a-ciencia-reescreve-o-ultimo-dia-do-nosso-planeta.html</link><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 15:40:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Novos modelos sugerem que a Terra poderá evitar ser engolida pelo Sol quando este se expandir e se tornar uma gigante vermelha. A vida, no entanto, desaparecerá muito antes disso, deixando o planeta como um mundo estéril a orbitar uma anã branca.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-terra-sopravvivera-al-sole-morente-la-scienza-riscrive-l-ultimo-giorno-del-nostro-pianeta-1785253730206.png" data-image="kvgiejpz7s0e" alt="The end of Earth" title="The end of Earth"><figcaption>Representação artística de uma Terra queimada e sem oceanos, que sobreviveu à fase de gigante vermelha do Sol.</figcaption></figure><p>A ciência é clara quanto a uma coisa: <strong>o fim da Terra </strong>não ocorrerá num único momento dramático. Em vez disso, desenrolar-se-á como parte de uma <strong>transformação extraordinariamente lenta </strong>que se estenderá por milhões — ou mesmo dezenas de milhões — de anos.</p><p>Ao longo desse tempo, o Sol tornar-se-á gradualmente mais brilhante, expandindo-se depois para se tornar uma gigantesca gigante vermelha, antes de, por fim, encolher <strong>até se tornar uma pequena anã branca</strong>.</p><div class="texto-destacado">Contrariamente ao que os cientistas acreditavam anteriormente, um estudo publicado em junho de 2026 sugere que a Terra poderá evitar ser engolida durante as fases finais do Sol como gigante vermelha.</div><p>Isso não significa que irá conservar os seus oceanos, a sua atmosfera ou a vida. A biosfera da Terra desaparecerá muito antes de o Sol chegar ao fim da sua vida.</p><h2>A vida terminará muito antes de o Sol se tornar uma gigante vermelha</h2><p>Hoje, o Sol encontra-se na fase mais estável da sua evolução. Com cerca de 4,5 mil milhões de anos, está a fundir hidrogénio em hélio de forma constante no seu núcleo, produzindo a energia constante que permitiu que a vida florescesse na Terra.<strong> Mas esse equilíbrio não durará para sempre</strong>.</p><p>À medida que o Sol esgota gradualmente o hidrogénio no seu núcleo, as temperaturas no interior da estrela irão aumentar, empurrando a fusão nuclear para as camadas exteriores. <strong>O resultado será um aumento constante do brilho do Sol</strong>. Ao longo de centenas de milhões de anos, a crescente produção de energia alterará drasticamente o clima da Terra.</p><p>De acordo com um estudo publicado na <em>Nature</em>, prevê-se que a atmosfera da Terra permaneça rica em oxigénio durante cerca de 1,08 ± 0,14 mil milhões de anos. Depois disso, o aumento da radiação solar irá fixar cada vez mais dióxido de carbono nas rochas, removendo-o gradualmente da atmosfera. Embora isso possa inicialmente parecer benéfico, dadas as preocupações atuais com os gases de efeito estufa, <strong>traz consigo uma consequência grave</strong>.</p><p>As plantas acabarão por ser privadas do dióxido de carbono de que necessitam para a fotossíntese. <strong>A produtividade biológica entrará em colapso</strong> e os níveis de oxigénio acabarão por cair para menos de 1% da concentração atual.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O aumento do brilho do Sol reduzirá o oxigénio atmosférico, evaporará os oceanos da Terra e porá fim à biosfera.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O aumento das temperaturas fará com que os oceanos se evaporem gradualmente, libertando enormes quantidades de vapor de água para a atmosfera. À medida que esse vapor atingir altitudes mais elevadas, intensificará o <strong>efeito de estufa</strong> — uma vez que o vapor de água é, por si só, um poderoso gás com efeito de estufa — e permitirá que o hidrogénio escape para o espaço.</p><p>Os oceanos não desaparecerão da noite para o dia. Em vez disso, irão desaparecer lentamente ao longo do tempo. Quando o Sol começar a transformar-se numa gigante vermelha, <strong>a Terra já será um mundo árido</strong>.</p><h2>Será que o Sol, quando se tornar uma gigante vermelha, irá realmente engolir a Terra?</h2><p>Daqui a cerca de cinco mil milhões de anos, à medida que o núcleo do Sol se contrair e as suas camadas exteriores se expandirem drasticamente, o Sol tornar-se-á uma <strong>gigante vermelha, muito maior e mais brilhante do que é hoje</strong>. Mercúrio e Vénus estão quase certamente condenados — serão engolidos.</p><p>Estudos anteriores sugeriam que o destino da Terra dependeria de uma competição entre dois efeitos opostos. Por um lado, as forças de maré iriam drenar a energia orbital, puxando a Terra para dentro. Por outro lado, o Sol perderia massa através de poderosos ventos estelares, enfraquecendo a sua atração gravitacional e fazendo com que a órbita da Terra se expandisse.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-terra-sopravvivera-al-sole-morente-la-scienza-riscrive-l-ultimo-giorno-del-nostro-pianeta-1785345788835.png" data-image="0u3f68nb3grw" alt="An example of the planetary nebula the Sun will eventually become, with a white dwarf at its center." title="An example of the planetary nebula the Sun will eventually become, with a white dwarf at its center."><figcaption>Um exemplo da nebulosa planetária que se prevê que o Sol venha a formar após a sua fase de gigante vermelha, com uma anã branca no seu centro.</figcaption></figure><p>Um modelo de 2008 concluiu que o movimento para fora não seria suficiente. As interações das marés acabariam por puxar a Terra para o envelope exterior em expansão do Sol.</p><p>Um novo estudo de Mats Esseldeurs, Stéphane Mathis e Leen Decin, publicado em 2026 na revista <em>Astronomy & Astrophysics</em>, utiliza modelos atualizados de dissipação das forças de maré e conclui que<strong> existe uma maior probabilidade de a Terra sobreviver à fase de gigante vermelha do Sol, permanecendo em órbita em vez de ser engolida</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Investigação recente sugere que é mais provável que a Terra sobreviva à fase de gigante vermelha do Sol. Pode não ser engolida — mas continuará a tornar-se um mundo sem vida.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os investigadores observam que, se o Sol perder massa com rapidez suficiente, <strong>a órbita da Terra expandir-se-ia o suficiente para garantir a sua provável sobrevivência</strong> — embora não com certeza absoluta.</p><h2>Uma Terra morta em órbita de uma anã branca</h2><p>No final da sua fase de gigante vermelha, o Sol irá libertar as suas camadas exteriores para formar uma nebulosa planetária, <strong>deixando para trás uma anã branca rodeada de gás e poeira</strong>.</p><div class="texto-destacado">Uma anã branca é um remanescente estelar extremamente denso, com aproximadamente o tamanho da Terra, onde a fusão nuclear cessou e que passará milhares de milhões de anos a arrefecer lentamente.</div><p>Se a Terra sobreviver à fase de gigante vermelha do Sol, continuará a orbitar essa anã branca — <strong>mas sem oceanos e, provavelmente, sem qualquer atmosfera significativa</strong>.</p><p>Observações de outros sistemas planetários sugerem que ambos os resultados são possíveis.</p><p>Os astrónomos já observaram casos de <strong>"canibalismo" estelar</strong>, em que estrelas envelhecidas consomem os seus próprios planetas. Um desses eventos, detetado em 2023, revelou que as forças de maré e a expansão estelar estavam a destruir um planeta próximo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-terra-sopravvivera-al-sole-morente-la-scienza-riscrive-l-ultimo-giorno-del-nostro-pianeta-1785345844934.png" data-image="rgivzwwxx2k9" alt="The Sun's evolution" title="The Sun's evolution"><figcaption>Ilustração que mostra a evolução do Sol, desde a sua formação até à sua fase final como anã branca.</figcaption></figure><p>Por outro lado, em 2024, os astrónomos descobriram um planeta com cerca de 1,9 vezes a massa da Terra a orbitar uma anã branca a uma distância de pouco mais de duas unidades astronómicas. Ao reconstruir a história do sistema, os investigadores sugeriram que o planeta poderá ter orbitado, em tempos, a cerca de uma unidade astronómica — semelhante à distância atual da Terra em relação ao Sol.<strong> Isto sugere que o planeta sobreviveu à fase de gigante vermelha da sua estrela</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781127" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-sucessor-do-james-webb-ja-esta-em-desenvolvimento-este-e-o-megatelescopio-da-nasa-concebido-para-procurar-outra-terra.html" title="O sucessor do James Webb já está em desenvolvimento: este é o megatelescópio da NASA concebido para procurar outra Terra">O sucessor do James Webb já está em desenvolvimento: este é o megatelescópio da NASA concebido para procurar outra Terra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-sucessor-do-james-webb-ja-esta-em-desenvolvimento-este-e-o-megatelescopio-da-nasa-concebido-para-procurar-outra-terra.html" title="O sucessor do James Webb já está em desenvolvimento: este é o megatelescópio da NASA concebido para procurar outra Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-sucesor-de-james-webb-ya-esta-en-marcha-este-es-el-megatelescopio-de-la-nasa-disenado-para-buscar-otra-tierra-1785270499023_320.jpg" alt="O sucessor do James Webb já está em desenvolvimento: este é o megatelescópio da NASA concebido para procurar outra Terra"></a></article></aside><p>Não há dúvida de que a Terra se tornará um planeta estéril e inabitável dentro de cerca de mil milhões de anos. Mesmo assim, poderá acabar por sobreviver à morte do Sol,<strong> continuando a orbitar a anã branca como uma relíquia árida durante períodos de tempo inimagináveis</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"> <h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3> <p class="article-reference__body"> <cite data-author="Esseldeurs, M., Mathis, S., and Decin, L." data-year="2026" data-title="The fate of Earth during the Sun's giant phases: New constraints from ab initio tidal modelling and AGB mass loss" data-url="https://arxiv.org/abs/2606.19575">Esseldeurs, M., Mathis, S., & Decin, L. (2026). <a href="https://arxiv.org/abs/2606.19575" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The fate of Earth during the Sun's giant phases: New constraints from ab initio tidal modelling and AGB mass loss</a>.</cite><br> <cite data-author="De, K. et al." data-year="2023" data-title="An infrared transient from a star engulfing a planet" data-url="https://www.nature.com/articles/s41586-023-05842-x.pdf">De, K. et al. (2023). <a href="https://www.nature.com/articles/s41586-023-05842-x.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">An infrared transient from a star engulfing a planet</a>.</cite><br> <cite data-author="Zhang, K. et al." data-year="2024" data-title="An Earth-mass planet and a brown dwarf in orbit around a white dwarf" data-url="https://www.nature.com/articles/s41550-024-02375-9">Zhang, K. et al. (2024). <a href="https://www.nature.com/articles/s41550-024-02375-9" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">An Earth-mass planet and a brown dwarf in orbit around a white dwarf</a>.</cite> </p> </section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/sera-que-a-terra-sobrevivera-ao-sol-moribundo-a-ciencia-reescreve-o-ultimo-dia-do-nosso-planeta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As cascas de ovo podem ter uma segunda vida no seu jardim: eis como as utilizar corretamente com as suas plantas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-cascas-de-ovo-podem-ter-uma-segunda-vida-no-seu-jardim-eis-como-as-utilizar-corretamente-com-as-suas-plantas.html</link><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 14:57:59 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Com um pouco de conhecimento sobre como limpá-los, triturá-los e aplicá-los de acordo com as necessidades específicas das suas plantas, as sobras do pequeno-almoço podem tornar-se um aliado valioso no seu jardim.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-cascaras-de-huevo-pueden-tener-una-segunda-vida-en-el-jardin-asi-puedes-utilizarlas-correctamente-con-tus-plantas-1785289357185.png" data-image="37ve8ja8yrrp"><figcaption>As cascas de ovo não substituem um bom fertilizante, nem conseguem, por si só, resolver todos os problemas relacionados com o cálcio.</figcaption></figure><p>Os ovos são um alimento básico em muitas cozinhas e, assim que são partidos, as cascas vão normalmente direitas para o lixo. Mas <strong>o que parece ser desperdício ainda pode ser bem aproveitado nos seus vasos, horta ou canteiros</strong> de flores.</p><p>Com um pouco de preparação, <strong>as cascas de ovo</strong> podem ganhar uma segunda vida e tornar-se<strong> um aliado valioso para as suas plantas</strong>.<strong> </strong>Reutilizá-las é também uma forma fácil de reduzir o lixo doméstico.</p><p>As cascas de ovo são bem conhecidas na jardinagem por fornecerem <strong>cálcio de libertação lenta e por funcionarem como uma barreira natural contra lesmas e caracóis</strong>. No entanto, não basta simplesmente esmagá-las e espalhá-las pelo solo. O tamanho dos pedaços faz toda a diferença.</p><div class="texto-destacado"><strong>Se o seu objetivo for adicionar cálcio ao solo, as cascas devem ser moídas até se tornarem um pó muito fino. Se quiser criar uma barreira protetora, pedaços maiores, secos e irregulares funcionam muito melhor.</strong></div><p>Para compreender por que razão são úteis, é importante saber de que são feitas. Cerca de 95% de uma casca de ovo é constituída por <strong>carbonato de cálcio</strong>, juntamente com pequenas quantidades de <strong>magnésio e outros minerais</strong>.</p><h2>As cascas de ovo, por si só, não são suficientes</h2><p>É importante lembrar que <strong>as cascas de ovo não são um fertilizante completo</strong>. Contêm apenas quantidades mínimas de azoto, fósforo e potássio, pelo que não podem substituir o composto, os dejetos de minhocas ou um fertilizante equilibrado.</p><p>Funcionam melhor como um aditivo mineral suplementar que se decompõe gradualmente no solo. Por outras palavras, podem dar um impulso útil, <strong>mas as suas plantas continuam a precisar de uma fonte de nutrição mais completa</strong>.</p><h2>Como preparar cascas de ovo para as suas plantas</h2><p>Antes de as levar para o jardim, <strong>lave bem as cascas para remover quaisquer resíduos de clara ou gema</strong>. Embora este passo possa parecer insignificante, ajuda a evitar odores desagradáveis, bolor e insetos indesejados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-cascaras-de-huevo-pueden-tener-una-segunda-vida-en-el-jardin-asi-puedes-utilizarlas-correctamente-con-tus-plantas-1785289566244.png" data-image="egbplqwzh7i0"><figcaption>Triture as cascas até obterem um pó fino e misture-as no solo para que as suas plantas possam absorver gradualmente o cálcio.</figcaption></figure><p><strong>Deixe-as secar durante um dia inteiro num local bem ventilado</strong>. Se quiser acelerar o processo, leve-as ao forno durante 10 a 15 minutos a baixa temperatura, até ficarem completamente secas e quebradiças.</p><p>Quando estiverem prontas, guarde-as num frasco seco até ter recolhido uma boa quantidade. Para tornar o cálcio disponível para as plantas, <strong>triture as cascas até obter um pó tão fino como farinha</strong>.</p><p>Pode usar um almofariz e um pilão, colocá-las num saco resistente e esmagá-las com um rolo de massa, ou triturá-las num liquidificador. <strong>Quanto mais fino for o pó, mais facilmente se misturará com o solo</strong>.</p><div class="texto-destacado">O facto de a casca ser branca ou castanha depende da genética da galinha. Não existe uma diferença significativa no teor de cálcio entre as duas.</div><p>Isto é importante porque os fragmentos grandes de casca demoram muito tempo a decompor-se. Na verdade, podem ainda estar visíveis após vários meses — ou mesmo anos. <strong>Moê-los até se tornarem pó aumenta o seu contacto com a humidade, os microrganismos e os ácidos naturais do solo, acelerando o processo</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781494" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/ar-condicionado-natural-plantas-que-ajudam-a-deixar-o-ambiente-mais-fresco-e-melhoram-o-isolamento-termico.html" title="Ar-condicionado natural: plantas que ajudam a deixar o ambiente mais fresco e melhoram o isolamento térmico">Ar-condicionado natural: plantas que ajudam a deixar o ambiente mais fresco e melhoram o isolamento térmico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/ar-condicionado-natural-plantas-que-ajudam-a-deixar-o-ambiente-mais-fresco-e-melhoram-o-isolamento-termico.html" title="Ar-condicionado natural: plantas que ajudam a deixar o ambiente mais fresco e melhoram o isolamento térmico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aire-acondicionado-natural-las-plantas-que-pueden-ayudar-a-crear-un-hogar-mas-fresco-y-mejorar-el-aislamiento-termico-1785413309225_320.jpeg" alt="Ar-condicionado natural: plantas que ajudam a deixar o ambiente mais fresco e melhoram o isolamento térmico"></a></article></aside><p>Não é necessário cobrir o vaso com pó de casca de ovo. Comece por<strong> espalhar uma ou duas colheres de chá à volta da base da planta e misture-o suavemente na camada superior do solo</strong>. Também pode adicionar um pouco ao buraco de plantação ao transplantar ou misturá-lo diretamente no seu composto.</p><h3>Como utilizar cascas de ovo contra lesmas e caracóis</h3><p>Se o seu objetivo for proteger as suas plantas de lesmas e caracóis, prepare as cascas de forma diferente. Em vez de pó, <strong>utilize pedaços grandes, secos e irregulares, aproximadamente do tamanho de um grão de café</strong>. Disponha-os num anel com cerca de duas a três polegadas (5–8 cm) de largura à volta da planta.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-cascaras-de-huevo-pueden-tener-una-segunda-vida-en-el-jardin-asi-puedes-utilizarlas-correctamente-con-tus-plantas-1785289670978.png" data-image="qguufrb0enra" alt="Break the shells into small pieces and spread them around your plants to create a barrier that helps keep slugs and snails away." title="Break the shells into small pieces and spread them around your plants to create a barrier that helps keep slugs and snails away."><figcaption>Partam as conchas em pedaços pequenos e espalhem-nas à volta das vossas plantas para criar uma barreira que ajude a afastar as lesmas e os caracóis.</figcaption></figure><p><strong>A ideia é que a superfície rugosa e as arestas afiadas tornem desconfortável a passagem de lesmas e caracóis</strong>. Mesmo assim, esta barreira pode ajudar, mas nem sempre os impedirá completamente. Certifique-se de que o anel é contínuo e evite que as folhas toquem no chão fora da barreira, pois as pragas podem usá-las como ponte.</p><p>Após chuva forte ou rega, terá de deixar as conchas secarem, reposicioná-las ou substituí-las. Também é uma boa ideia <strong>remover folhas caídas, tábuas, pedras e outros esconderijos húmidos</strong> onde estas pragas costumam refugiar-se durante o dia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780709" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-plantas-que-te-podem-ajudar-a-transformar-uma-pequena-varanda-num-mini-jardim.html" title="As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda num mini-jardim">As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda num mini-jardim</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-plantas-que-te-podem-ajudar-a-transformar-uma-pequena-varanda-num-mini-jardim.html" title="As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda num mini-jardim"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/las-plantas-que-pueden-ayudarte-a-transformar-un-balcon-pequeno-en-un-mini-jardin-1784951323175_320.png" alt="As plantas que te podem ajudar a transformar uma pequena varanda num mini-jardim"></a></article></aside><p>Se tiver cascas de ovo a mais, esmague-as bem e adicione-as à sua pilha de composto. A regra de ouro é simples: <strong>triture as cascas de ovo até ficarem em pó fino se as for utilizar como fonte de cálcio</strong>, ou deixe-as em pedaços maiores se quiser criar uma barreira contra lesmas e caracóis.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-cascas-de-ovo-podem-ter-uma-segunda-vida-no-seu-jardim-eis-como-as-utilizar-corretamente-com-as-suas-plantas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temperaturas em Portugal de 10 a 16 de agosto: ECMWF prevê calor, mas o Atlântico poderá travar os extremos de 40°C]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-em-portugal-de-10-a-16-de-agosto-ecmwf-preve-calor-mas-o-atlantico-podera-travar-os-extremos-de-40-c.html</link><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 14:35:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal deverá registar temperaturas acima da média entre 10 e 17 de agosto, mas sem os extremos previstos para grande parte da Europa. O calor poderá intensificar-se nos dias 14 e 15, sobretudo no interior.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-em-portugal-de-10-a-16-de-agosto-ecmwf-preve-de-calor-mas-o-atlantico-podera-travar-os-extremos-de-40-c-1786020143803.jpg" data-image="h1q5ethfrs5c" alt="Oceano Atlântico" title="Oceano Atlântico"><figcaption>O Atlântico continua a desempenhar um papel decisivo no estado do tempo em Portugal, suavizando o calor que domina grande parte da Europa. A influência marítima deverá impedir, pelo menos numa primeira fase, que o país registe temperaturas tão extremas como as previstas em Espanha.</figcaption></figure><p>Enquanto uma nova cúpula de calor se instala sobre grande parte da Europa, Portugal deverá permanecer numa posição privilegiada. O modelo europeu ECMWF prevê temperaturas acima da média, mas <strong>a influência do Atlântico continuará a limitar os valores mais extremos durante boa parte da semana</strong>.</p><h2>Portugal aquece, mas menos do que o resto da Europa</h2><p>Antes de analisar a evolução diária, importa olhar para a <strong>anomalia média semanal da temperatura</strong>, um produto do ECMWF que representa a média das temperaturas previstas ao longo de toda a semana, considerando <strong>todas as horas do dia e da noite</strong>. Por isso, este mapa não mostra os picos de calor, mas sim a tendência térmica global.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Mesmo que ocorram dias muito quentes, a existência de madrugadas mais frescas ou de dias ligeiramente abaixo da média reduz o valor final desta anomalia semanal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-em-portugal-de-10-a-16-de-agosto-ecmwf-preve-de-calor-mas-o-atlantico-podera-travar-os-extremos-de-40-c-1786018529199.jpg" data-image="uhyj36gsb3o0" alt="Anomalia da temperatura semanal" title="Anomalia da temperatura semanal"><figcaption>Anomalia média semanal da temperatura prevista entre 10 e 17 de agosto. Portugal deverá registar temperaturas ligeiramente acima da média climatológica, mas com desvios menos significativos do que em grande parte da Europa Central.</figcaption></figure><p>Para a semana de <strong>10 a 17 de agosto</strong>, Portugal surge com temperaturas <strong>entre 1 e 3 °C acima da média climatológica</strong>, mas com uma anomalia relativamente modesta quando comparada com grande parte da Europa Central, onde os desvios positivos poderão ultrapassar os <strong>6 °C</strong>.</p><h2>Segunda-feira, dia 10 marca o início da cúpula de calor na Europa</h2><p>A partir de <strong>segunda-feira, 10 de agosto</strong>, uma extensa região de altas pressões irá dominar grande parte do continente europeu, favorecendo a instalação da cúpula de calor. Ao mesmo tempo, o Atlântico Norte permanecerá bastante ativo, com depressões profundas a circularem a oeste das Ilhas Britânicas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-em-portugal-de-10-a-16-de-agosto-ecmwf-preve-de-calor-mas-o-atlantico-podera-travar-os-extremos-de-40-c-1786018639641.png" data-image="qevbh5yy0d7j" alt="Pressão e chuva" title="Pressão e chuva"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-793723">Uma depressão ativa permanece no Atlântico Norte, enquanto uma extensa área de altas pressões domina a Europa. Em Portugal, o Atlântico continua a limitar o aquecimento.</figcaption></figure><p>Apesar da presença de uma depressão bem organizada no Atlântico, esta deverá ser desviada para norte, afetando sobretudo o Reino Unido. Assim, Portugal permanecerá protegido da sua influência direta, embora continue a beneficiar da circulação marítima atlântica.</p><p>Embora a <strong>cúpula de calor</strong> tenha tendência para se instalar sobre grande parte da Europa a partir de 10 de agosto e Espanha já apresente previsões de temperaturas superiores a <strong>40 °C</strong> em algumas regiões, Portugal deverá registar um aquecimento mais moderado. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-em-portugal-de-10-a-16-de-agosto-ecmwf-preve-de-calor-mas-o-atlantico-podera-travar-os-extremos-de-40-c-1786018689931.png" data-image="a41tsz6duri1" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Em Portugal, o Atlântico continua a limitar o aquecimento, contrastando com o calor intenso previsto para o interior da Península Ibérica.</figcaption></figure><p>As temperaturas máximas poderão atingir <strong>35 a 36 °C</strong> no interior Norte e Centro, enquanto o litoral oeste, entre Viana do Castelo e Lisboa, deverá manter um ambiente bastante mais ameno, com máximas geralmente entre <strong>21 e 26 °C</strong>.</p><h2>Terça-feira evidenciará o contraste entre litoral e interior</h2><p>Na <strong>terça-feira, 11 de agosto</strong>, o mapa de anomalias de temperatura da tarde mostra que grande parte do país apresentará valores próximos da normalidade. O maior desvio positivo deverá ocorrer no interior Norte, onde as temperaturas poderão situar-se cerca de <strong>5 °C acima da média</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-em-portugal-de-10-a-16-de-agosto-ecmwf-preve-de-calor-mas-o-atlantico-podera-travar-os-extremos-de-40-c-1786018816909.png" data-image="f1z9wipidmk0" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"><figcaption>Na tarde de terça-feira, 11 de agosto, as anomalias positivas concentram-se sobretudo no interior Norte, enquanto grande parte do litoral apresenta temperaturas próximas dos valores normais para a época.</figcaption></figure><p>Já durante a madrugada, verifica-se outro cenário. Grande parte do território poderá registar <strong>anomalias negativas entre 1 e 3 °C</strong>, sinal de noites relativamente frescas para a época, sobretudo no Centro e Sul. Este comportamento demonstra a forte influência do Atlântico, permitindo um arrefecimento noturno muito mais eficiente do que no interior da Península Ibérica.</p><h2>O calor poderá intensificar-se no final da semana</h2><p>Os modelos continuam a indicar que <strong>sexta-feira, 14 de agosto, e sábado, 15 de agosto</strong>, poderão ser os dias mais quentes deste episódio.</p><p>O mapa de <strong>geopotencial e temperatura a 850 hPa</strong> (cerca de <strong>1500 metros de altitude</strong>) mostra que a massa de ar muito quente proveniente do Norte de África se expandirá progressivamente até abranger praticamente todo o território continental. Este aquecimento em altitude cria condições favoráveis para um aumento das temperaturas à superfície.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-em-portugal-de-10-a-16-de-agosto-ecmwf-preve-de-calor-mas-o-atlantico-podera-travar-os-extremos-de-40-c-1786019025445.jpg" data-image="5sxq4gjk1pzs" alt="Geopotencial e temperatura a 850 hPa" title="Geopotencial e temperatura a 850 hPa"><figcaption>Na sexta-feira, 14 de agosto, a massa de ar quente proveniente do Norte de África deverá expandir-se sobre a Península Ibérica. O aumento da temperatura em altitude favorece um agravamento do calor à superfície nos dias seguintes.</figcaption></figure><p>Caso esta tendência se confirme, <strong>o interior poderá aproximar-se dos 40 °C</strong>.<strong> </strong>Importa, contudo, recordar que estas datas pertencem ainda ao <strong>médio prazo da previsão meteorológica</strong>. Embora a tendência para calor mais intenso seja consistente nas últimas atualizações do modelo europeu, os valores exatos das temperaturas e a distribuição das regiões mais afetadas poderão ainda sofrer ajustes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782299" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-39-c-e-noites-tropicais-entre-hoje-e-sabado-so-havera-1-distrito-de-portugal-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente.html" title="Até 39 ºC e noites tropicais: entre hoje e sábado só haverá 1 distrito de Portugal sob aviso amarelo de tempo quente">Até 39 ºC e noites tropicais: entre hoje e sábado só haverá 1 distrito de Portugal sob aviso amarelo de tempo quente</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-39-c-e-noites-tropicais-entre-hoje-e-sabado-so-havera-1-distrito-de-portugal-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente.html" title="Até 39 ºC e noites tropicais: entre hoje e sábado só haverá 1 distrito de Portugal sob aviso amarelo de tempo quente"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-39-c-e-noites-tropicais-entre-hoje-e-sabado-so-havera-1-distrito-de-portugal-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-1786020315245_320.png" alt="Até 39 ºC e noites tropicais: entre hoje e sábado só haverá 1 distrito de Portugal sob aviso amarelo de tempo quente"></a></article></aside><p>Para já, o cenário mais provável aponta para uma semana claramente quente em Portugal, <strong>mas ainda bastante menos extrema do que aquela que poderá verificar-se em vários países da Europa Central</strong>, onde a cúpula de calor deverá atingir a sua maior intensidade.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-em-portugal-de-10-a-16-de-agosto-ecmwf-preve-calor-mas-o-atlantico-podera-travar-os-extremos-de-40-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até sábado, 8, estas são as três capitais distritais do interior onde se preveem máximas iguais ou superiores a 35 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-sabado-8-estas-sao-as-tres-capitais-distritais-do-interior-onde-se-preveem-maximas-iguais-ou-superiores-a-35-c.html</link><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 13:17:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas continuam contidas, de forma geral, em Portugal Continental. No entanto, há três capitais de distrito que se deverão destacar nos próximos dias. Saiba quais!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xave8zi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xave8zi.jpg" id="xave8zi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal Continental continua a registar temperaturas típicas de verão na maior parte do território, no entanto, há<strong> locais cujos valores estão abaixo do expectável, enquanto outros locais registam valores um pouco acima da média</strong>, entre sexta-feira e sábado.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Os <strong>locais que estão mais frios que o habitual para a época</strong> do ano são o litoral Norte e Centro e a região da Serra da Estrela, com anomalias térmicas negativas de até 2 ºC. Uma boa parte do continente regista valores dentro da média ou pouco acima da mesma, com anomalias positivas de até 2 ºC. Já o <strong>Nordeste Transmontano e o Algarve (Sotavento) dominam as anomalias positivas</strong>, com valores até 5 ºC e 8 ºC acima da média, respetivamente.</p><h2>Sexta-feira poderá ser um dos dias mais quentes da semana, no interior do país</h2><p>Hoje, quinta-feira, os valores de temperatura máxima mais elevados deverão ser de <strong>36 ºC para Castelo Branco e Beja e de 35 ºC para Évora</strong>. A nível local, poderão registar-se até 38 ºC tanto no Alentejo como na Beira Baixa e o Vale do Douro, assim como o Algarve, poderão contar com 37 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-sabado-8-estas-sao-as-tres-capitais-distritais-do-interior-onde-se-preveem-maximas-iguais-ou-superiores-a-35-c-1786016900326.png" data-image="qdu6tkhwu37k" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Entre sexta e sábado, algumas zonas do país deverão registar 35 ºC ou mais. Todas elas serão ao longo da faixa interior, que continua a destacar-se, como é habitual, em relação às temperaturas mais elevadas.</figcaption></figure><p>Para amanhã, sexta-feira, espera-se uma <strong>manutenção destes valores</strong>, onde as mesmas capitais de distrito supracitadas deverão voltar a atingir 35 ºC ou mais, com Castelo Branco a sobressair (36 ºC), seguido de Beja e Évora com 35 ºC. Mais uma vez o <strong>Vale do Douro e o Algarve poderão contar com valores na ordem dos 37 ºC</strong> a nível local, enquanto as regiões onde se inserem as três capitais citadas também poderão manter os 38 ºC localmente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782299" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-39-c-e-noites-tropicais-entre-hoje-e-sabado-so-havera-1-distrito-de-portugal-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente.html" title="Até 39 ºC e noites tropicais: entre hoje e sábado só haverá 1 distrito de Portugal sob aviso amarelo de tempo quente">Até 39 ºC e noites tropicais: entre hoje e sábado só haverá 1 distrito de Portugal sob aviso amarelo de tempo quente</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-39-c-e-noites-tropicais-entre-hoje-e-sabado-so-havera-1-distrito-de-portugal-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente.html" title="Até 39 ºC e noites tropicais: entre hoje e sábado só haverá 1 distrito de Portugal sob aviso amarelo de tempo quente"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-39-c-e-noites-tropicais-entre-hoje-e-sabado-so-havera-1-distrito-de-portugal-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-1786020315245_320.png" alt="Até 39 ºC e noites tropicais: entre hoje e sábado só haverá 1 distrito de Portugal sob aviso amarelo de tempo quente"></a></article></aside><p>No sábado, dia 8 de agosto, espera-se uma descida dos valores, ainda que<strong> a capital distrital Beja continue a registar temperaturas máximas de 35 ºC</strong>. Ao que tudo indica, esta será a única a atingir este valor nesse dia. Contudo, localmente, esperam-se 35 ºC no Vale do Douro e na Beira Baixa, enquanto no Baixo Alentejo e Algarve, os termómetros podem alcançar os 37 ºC.</p><h2>A partir de domingo dar-se-á uma ligeira descida dos valores</h2><p>Esta <strong>tendência de descida na faixa interior deverá manter-se nos dias seguintes ainda que com pouca expressão</strong>, visto que se esperam valores na ordem dos 33 ºC, pelo menos até terça-feira. Já no litoral, as temperaturas também deverão manter-se sem grandes oscilações térmicas, podendo variar entre 1 a 2 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-sabado-8-estas-sao-as-tres-capitais-distritais-do-interior-onde-se-preveem-maximas-iguais-ou-superiores-a-35-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 39 ºC e noites tropicais: entre hoje e sábado só haverá 1 distrito de Portugal sob aviso amarelo de tempo quente]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-39-c-e-noites-tropicais-entre-hoje-e-sabado-so-havera-1-distrito-de-portugal-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente.html</link><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 12:50:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Neste momento apenas 1 distrito de Portugal continental está sob aviso amarelo. Esta região do país enfrentará a persistência de valores elevados da temperatura máxima, com algumas localidades a poderem registar até 39 ºC, e também a ocorrência de noites tropicais.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xavev22"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xavev22.jpg" id="xavev22"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma robusta crista subtropical continua a estimular o transporte de uma massa de ar tropical continental, muito quente e seca, desde o Norte de África para a Península Ibérica, afetando sobretudo Espanha.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Em Portugal continental esta massa de ar exercerá apenas uma influência marginal, restringindo-se essencialmente ao interior e ao Sul do país, destacando-se sobretudo a Beira Baixa, o Baixo Alentejo e o Sotavento Algarvio, onde se esperam os valores mais elevados da temperatura. Neste artigo será analisada ao detalhe <strong>a evolução prevista para o distrito de Faro, a única região da geografia continental atualmente sob aviso amarelo de tempo quente</strong>.</p><h2>Distrito de Faro enfrenta aviso amarelo de tempo quente pelo menos até sábado, 8 de agosto</h2><p><strong>A influência periférica da massa de ar quente será mais evidente no Algarve, sobretudo no Sotavento Algarvio e nas zonas interiores do distrito de Faro</strong>, onde se incluem o barrocal e a serra algarvia. Também algumas áreas do litoral, em especial no Sotavento, deverão registar temperaturas significativamente acima da média climatológica para a época do ano.</p><div class="texto-destacado"> Perante este cenário meteorológico o IPMA emitiu aviso amarelo para todo o distrito de Faro devido à previsão da persistência de valores elevados da temperatura máxima. <strong>O aviso estará em vigor entre as 09:00 desta quinta-feira, 6 de agosto e as 18:00 de sábado, 8 de agosto</strong>. </div><p>A combinação da <strong>massa de ar quente e seco</strong>, da <strong>subsidência</strong> associada ao anticiclone, da <strong>reduzida nebulosidade e </strong>da forte<strong> radiação solar</strong> típica do verão criará condições favoráveis a um aquecimento muito eficiente da superfície.</p><p>A estas condições juntam-se características específicas do relevo algarvio. <strong>A serra do Caldeirão</strong>, que opera frequentemente como barreira orográfica, <strong>limitando a influência moderadora do oceano</strong> nas zonas interiores e favorecendo um <strong>aquecimento adicional do ar por subsidência</strong> e compressão adiabática na vertente de sotavento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-39-c-e-noites-tropicais-entre-hoje-e-sabado-so-havera-1-distrito-de-portugal-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-1786020187848.png" data-image="0bycvzlxpbp4"><figcaption>Para amanhã, sexta-feira 7 de agosto, evidenciam-se anomalias térmicas positivas bastante significativas no Sotavento Algarvio, variando entre 4 e 5 ºC na maior parte do território em análise, e podendo ser registadas temperaturas entre 6 e 8 ºC acima da média nalguns locais.</figcaption></figure><p>Por sua vez, <strong>o vale do Guadiana</strong>, sobretudo no que diz respeito à vila de Alcoutim (localizada na margem esquerda do rio Guadiana), apresenta uma<strong> maior continentalidade</strong> relativamente ao litoral, o que em conjunto com o seu <strong>relevo de encaixe, acaba por permitir uma rápida intensificação do calor diurno</strong>, potenciando o registo de algumas das temperaturas mais elevadas do Algarve durante este episódio de tempo quente.</p><h2>Vêm aí noites tropicais. Eis como as temperaturas evoluirão nas principais localidades algarvias</h2><p>Além das temperaturas máximas elevadas, prevê-se a persistência de noites quentes em várias localidades do Algarve, com <strong>temperaturas mínimas iguais ou superiores a 20 ºC, valor que corresponde à definição climatológica de noite tropical</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-39-c-e-noites-tropicais-entre-hoje-e-sabado-so-havera-1-distrito-de-portugal-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-1786019633124.png" data-image="j2dey5g96i8r"><figcaption>A metade oriental do distrito de Faro (Sotavento) e as áreas interiores da região algarvia destacar-se-ão entre hoje e sábado, 8 de agosto, pela previsão de persistência de valores elevados da temperatura máxima. Em várias localidades é expectável ainda a ocorrência de noites tropicais.</figcaption></figure><p>Segundo as mais recentes projeções do modelo de maior confiança da Meteored, o ECMWF, várias localidades algarvias irão registar temperaturas mínimas iguais ou superiores a 20 ºC ao longo das próximas noites. <strong>A persistência do calor noturno constitui um dos parâmetros considerados pelo IPMA na avaliação do episódio de tempo quente</strong>, contribuindo para a manutenção do aviso amarelo no distrito de Faro.</p><p><strong>Na tabela seguinte </strong>pode-se verificar ao pormenor a evolução prevista das temperaturas máximas e mínimas em<strong> 13 localidades do Algarve</strong> entre hoje - quinta-feira, 6 de agosto - e o próximo sábado, 8 de agosto. A temperatura máxima mais elevada<strong> (39 ºC) está prevista para a vila de Alcoutim</strong>.</p><table><thead><tr><th>Cidade, vila ou povoação</th><th>Temperatura Máxima Quinta-feira, 6 de agosto</th><th>Temperatura Mínima Quinta-feira, 6 de agosto</th><th>Temperatura Máxima Sexta-feira, 7 de agosto</th><th>Temperatura Mínima Sexta-feira, 7 de agosto</th><th>Temperatura Máxima Sábado, 8 de agosto</th><th>Temperatura Mínima Sábado, 8 de agosto</th></tr></thead><tbody><tr><td>Faro</td><td>35 ºC</td><td>20 ºC</td><td>35 ºC</td><td>21 ºC</td><td>35 ºC</td><td>22 ºC</td></tr><tr><td>Olhão</td><td>35 ºC</td><td>21 ºC</td><td>34 ºC</td><td>23 ºC</td><td>34 ºC</td><td>24 ºC</td></tr><tr><td>Tavira</td><td>36 ºC</td><td>21 ºC</td><td>36 ºC</td><td>22 ºC</td><td>36 ºC</td><td>23 ºC</td></tr><tr><td>São Brás de Alportel</td><td>36 ºC</td><td>18 ºC</td><td>36 ºC</td><td>19 ºC</td><td>36 ºC</td><td>21 ºC</td></tr><tr><td>Vila Real de Santo António</td><td>35 ºC</td><td>20 ºC</td><td>35 ºC</td><td>21 ºC</td><td>35 ºC</td><td>22 ºC</td></tr><tr><td>Alcoutim</td><td>39 ºC</td><td>18 ºC</td><td>39 ºC</td><td>19 ºC</td><td>39 ºC</td><td>20 ºC</td></tr><tr><td>Odeleite</td><td>38 ºC</td><td>19 ºC</td><td>38 ºC</td><td>20 ºC</td><td>38 ºC</td><td>21 ºC</td></tr><tr><td>Albufeira</td><td>36 ºC</td><td>18 ºC</td><td>36 ºC</td><td>20 ºC</td><td>35 ºC</td><td>22 ºC</td></tr><tr><td>Castro Marim</td><td>36 ºC</td><td>20 ºC</td><td>36 ºC</td><td>20 ºC</td><td>36 ºC</td><td>21 ºC</td></tr><tr><td>Lagoa</td><td>36 ºC</td><td>18 ºC</td><td>36 ºC</td><td>18 ºC</td><td>36 ºC</td><td>19 ºC</td></tr><tr><td>Loulé</td><td>37 ºC</td><td>18 ºC</td><td>37 ºC</td><td>19 ºC</td><td>36 ºC</td><td>21 ºC</td></tr><tr><td>Portimão</td><td>36 ºC</td><td>18 ºC</td><td>36 ºC</td><td>19 ºC</td><td>36 ºC</td><td>20 ºC</td></tr><tr><td>Silves</td><td>38 ºC</td><td>15 ºC</td><td>37 ºC</td><td>16 ºC</td><td>37 ºC</td><td>17 ºC</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="7">Fonte: Mapas da Meteored e IPMA</td></tr></tbody></table><p>Adicionalmente, os dados evidenciam, para a totalidade das localidades algarvias analisadas, uma intensificação gradual do calor noturno durante as próximas jornadas. Espera-se que <strong>Faro, Olhão, Tavira, Vila Real de Santo António e Castro Marim</strong>, todas situadas no Sotavento Algarvio,<strong> registem temperaturas mínimas sempre iguais ou superiores a 20 ºC</strong><strong>, podendo alcançar até 24 ºC</strong>, e mantendo condições de noite tropical durante todo o período analisado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782298" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/poeiras-aguaceiros-e-trovoadas-afetarao-portugal-entre-sexta-e-domingo-horas-mais-criticas-e-zonas-mais-expostas.html" title="Poeiras, aguaceiros e trovoadas afetarão Portugal entre sexta e domingo: horas mais críticas e zonas mais expostas">Poeiras, aguaceiros e trovoadas afetarão Portugal entre sexta e domingo: horas mais críticas e zonas mais expostas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/poeiras-aguaceiros-e-trovoadas-afetarao-portugal-entre-sexta-e-domingo-horas-mais-criticas-e-zonas-mais-expostas.html" title="Poeiras, aguaceiros e trovoadas afetarão Portugal entre sexta e domingo: horas mais críticas e zonas mais expostas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/poeiras-aguaceiros-e-trovoadas-afetarao-portugal-entre-sexta-e-domingo-horas-mais-criticas-e-zonas-mais-expostas-1786015298207_320.png" alt="Poeiras, aguaceiros e trovoadas afetarão Portugal entre sexta e domingo: horas mais críticas e zonas mais expostas"></a></article></aside><p>O aviso amarelo manter-se-á ativo até sábado, 8 de agosto. <strong>A partir de domingo (9), os mapas de referência da Meteored apontam para uma descida generalizada das temperaturas máximas no Algarve</strong> e no restante território continental, pelo que à partida não se antevê a necessidade de prolongar o aviso de tempo quente para o distrito de Faro.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-39-c-e-noites-tropicais-entre-hoje-e-sabado-so-havera-1-distrito-de-portugal-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Poeiras, aguaceiros e trovoadas afetarão Portugal entre sexta e domingo: horas mais críticas e zonas mais expostas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/poeiras-aguaceiros-e-trovoadas-afetarao-portugal-entre-sexta-e-domingo-horas-mais-criticas-e-zonas-mais-expostas.html</link><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 11:27:36 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A partir das últimas horas de sexta-feira o cenário atmosférico em Portugal Continental poderá mudar. Primeiro chegam as poeiras do Saara, depois espera-se ocorrência de chuva e trovoada.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xavdpoi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xavdpoi.jpg" id="xavdpoi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Esta semana tem sido bastante tranquila em relação à estabilidade atmosférica, apesar de uma segunda e terça-feira um pouco mais instáveis, especialmente no litoral Norte e Centro.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br><br>Uma "língua" de poeiras saarianas deverá invadir o território português a partir das últimas horas de sexta-feira. Segundo a mais recente atualização dos nossos mapas, a maior concentração será no sábado.</div><p>No entanto, é esperado que nos próximos dias este cenário volte a mudar, com o regresso das <strong>poeiras do saara, da chuva e, ainda, a possibilidade de trovoada</strong>.</p><h2>Últimas horas de sexta-feira trazem as poeiras do Saara de volta a Portugal</h2><p>Como avançamos em previsões anteriores, uma "língua" de poeira irá atravessar Portugal Continental. Ainda que esta possa chegar ao nosso território a partir das últimas horas da manhã de sexta-feira, <strong>é expectável que a sua concentração se torne mais evidente a partir das últimas horas do dia</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/poeiras-aguaceiros-e-trovoadas-afetarao-portugal-entre-sexta-e-domingo-horas-mais-criticas-e-zonas-mais-expostas-1786012907736.png" data-image="ml7ke7dvtdra" alt="névoa seca; poeiras" title="névoa seca; poeiras"><figcaption>A concentração de poeiras será mais elevada ao longo do dia de sábado, especialmente durante a madrugada.</figcaption></figure><p>Durante a madrugada de sábado, e tal como podemos observar no mapa acima, a<strong> concentração destas poeiras será mais expressiva</strong>, em praticamente todo o continente, ainda que permaneça elevada nas horas seguintes. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>De acordo com a mais recente atualização, esta língua de poeiras poderá começar a mover-se de noroeste para nordeste, à medida que as horas passam, sendo expectável que ao final do dia de sábado a Região Norte possa contar com um horizonte mais limpo, livre de poeiras. <strong>Até ao meio-dia de domingo, mais ou menos, as poeiras saarianas deverão afastar-se de toda a nossa geografia</strong>.</p><h2>Chuva e trovoada poderão fazer parte desta mudança de tempo</h2><p>A passagem de uma depressão a noroeste de Portugal Continental poderá resultar em<strong> ocorrência de chuva fraca e ainda na possibilidade de trovoada</strong>, essencialmente nas regiões Norte e Centro, também no sábado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/poeiras-aguaceiros-e-trovoadas-afetarao-portugal-entre-sexta-e-domingo-horas-mais-criticas-e-zonas-mais-expostas-1786015247018.png" data-image="mjbrixwi5vdq" alt="densidade de raios; trovoada" title="densidade de raios; trovoada"><figcaption>Além da chuva prevista, também se espera a ocorrência de trovoada em vários pontos do Norte e Centro do país.</figcaption></figure><p>É esperado que <strong>a partir das 12h de sábado a chuva comece a ocorrer no noroeste do país</strong>, de forma fraca, devendo estender-se a outras zonas do litoral Norte e Centro nas horas seguintes.Também o Nordeste Transmontano e a Beira Alta poderão registar ocorrência de chuva e trovoada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782216" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/7-ilhas-acorianas-sob-aviso-amarelo-e-laranja-de-chuva-e-vento-saiba-as-horas-mais-criticas-desta-quinta-6-de-agosto.html" title="7 ilhas açorianas sob aviso amarelo e laranja de chuva e vento: saiba as horas mais críticas desta quinta, 6 de agosto">7 ilhas açorianas sob aviso amarelo e laranja de chuva e vento: saiba as horas mais críticas desta quinta, 6 de agosto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/7-ilhas-acorianas-sob-aviso-amarelo-e-laranja-de-chuva-e-vento-saiba-as-horas-mais-criticas-desta-quinta-6-de-agosto.html" title="7 ilhas açorianas sob aviso amarelo e laranja de chuva e vento: saiba as horas mais críticas desta quinta, 6 de agosto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/7-ilhas-acorianas-sob-aviso-amarelo-e-laranja-de-chuva-e-vento-saiba-as-horas-mais-criticas-desta-quinta-feira-1785950076100_320.png" alt="7 ilhas açorianas sob aviso amarelo e laranja de chuva e vento: saiba as horas mais críticas desta quinta, 6 de agosto"></a></article></aside><p>Ao que tudo indica,<strong> entre as 14h e as 18h, dar-se-á o período mais "crítico" da ocorrência de chuva</strong>, ainda que não devam haver situações de risco. Em relação à trovoada, esta poderá ocorrer com maior frequência e intensidade entre as 13h e as 17h, devendo incidir, principalmente, em zonas do interior do país. No domingo, não se descarta a possibilidade de aguaceiros fracos e dispersos no noroeste do país, até ao início da tarde.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/poeiras-aguaceiros-e-trovoadas-afetarao-portugal-entre-sexta-e-domingo-horas-mais-criticas-e-zonas-mais-expostas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[7 ilhas açorianas sob aviso amarelo e laranja de chuva e vento: saiba as horas mais críticas desta quinta, 6 de agosto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/7-ilhas-acorianas-sob-aviso-amarelo-e-laranja-de-chuva-e-vento-saiba-as-horas-mais-criticas-desta-quinta-6-de-agosto.html</link><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 06:09:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Sete ilhas dos Açores estarão sob avisos amarelo e laranja esta quinta-feira devido à chuva por vezes forte e ao vento, com os períodos mais críticos concentrados entre a madrugada e o início da tarde.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xav4ug2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xav4ug2.jpg" id="xav4ug2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os Açores deverão enfrentar esta <strong>quinta-feira, 6 de agosto</strong>, um agravamento do estado do tempo devido à passagem de uma <strong>área de instabilidade</strong> associada a uma <strong>depressão atlântica</strong>. O <strong>IPMA </strong>colocou <strong>sete ilhas</strong> sob <strong>avisos meteorológicos amarelo e laranja</strong> por <strong>chuva </strong>e <strong>vento</strong>, prevendo períodos de precipitação por vezes forte, que poderá ser acompanhada de trovoada, e rajadas moderadas a fortes em alguns locais.</p><p> Ao todo, os avisos abrangem sete ilhas do arquipélago açoriano: Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico e Faial, no Grupo Central, e São Miguel e Santa Maria, no Grupo Oriental. As ilhas das Flores e do Corvo, pertencentes ao Grupo Ocidental, permanecem sem avisos meteorológicos em vigor. </p><h2>Grupo Central estará sob aviso laranja durante a manhã</h2><p>Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), as ilhas do <strong>Grupo Central</strong> (Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico e Faial) estarão sob <strong>aviso laranja para precipitação</strong> entre as <strong>21h00 desta quarta-feira e as 12h00 de quinta-feira</strong>. Durante o mesmo período vigorará igualmente <strong>aviso amarelo para vento</strong>.</p><p>Nas ilhas do <strong>Grupo Oriental</strong> (São Miguel e Santa Maria), o <strong>aviso laranja</strong> para precipitação estará em vigor entre a <strong>meia-noite e as 21h00 de quinta-feira</strong>, sendo igualmente acompanhado por <strong>aviso amarelo para vento</strong> durante esse intervalo.</p><p> Esta diferença nos horários dos avisos reflete a deslocação gradual da área de instabilidade de oeste para leste ao longo do dia. Assim, enquanto as ilhas do Grupo Central deverão sentir primeiro os efeitos mais intensos da precipitação, o Grupo Oriental continuará exposto durante um período mais prolongado. </p><p>No <strong>Grupo Ocidental</strong> (Flores e Corvo) <strong>não existem, para já, avisos meteorológicos</strong> em vigor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-ilhas-acorianas-sob-aviso-amarelo-e-laranja-de-chuva-e-vento-saiba-as-horas-mais-criticas-desta-quinta-feira-1785950076100.png" data-image="376f5r16kwzx" alt="Chuva (quinta-feira, 6 de agosto, 12h)" title="Chuva (quinta-feira, 6 de agosto, 12h)"><figcaption>Chuva prevista para as 12h de quinta-feira. Os períodos de precipitação mais persistentes deverão concentrar-se sobretudo nas ilhas dos grupos Central e Oriental, coincidindo com o período de vigência dos avisos do IPMA.</figcaption></figure><p> Em vários momentos, os <strong>aguaceiros </strong>poderão assumir <strong>intensidade moderada a forte</strong>, sobretudo quando as células de precipitação atravessarem as <strong>ilhas mais expostas</strong> ao fluxo dominante de oeste. Ainda assim, a intensidade da chuva poderá variar bastante entre localidades próximas, característica habitual deste tipo de situação meteorológica. </p><p> Ao longo da madrugada, a chuva deverá afetar sobretudo o <strong>Grupo Central</strong>. Durante a manhã, a área de precipitação tenderá a deslocar-se gradualmente para leste, atingindo também o <strong>Grupo Oriental</strong>, onde poderão ocorrer os <strong>períodos mais persistentes de chuva</strong>. </p><h2>Acumulados poderão ultrapassar os 70 mm em São Miguel</h2><p>Os mapas de precipitação acumulada evidenciam diferenças significativas entre os vários grupos de ilhas. Enquanto no Grupo Central os valores previstos rondam geralmente os <strong>20 a 40 mm</strong>, em <strong>São Miguel</strong> os acumulados poderão aproximar-se dos <strong>75 mm</strong>, sobretudo em zonas mais expostas ao relevo.</p><p>No Faial, os valores previstos aproximam-se dos <strong>40 mm</strong>, enquanto na Terceira deverão situar-se perto dos <strong>20 mm</strong>, refletindo a deslocação progressiva da área de precipitação ao longo do dia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782151" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-ate-39-c-poeiras-do-saara-e-possivel-chuva-de-lama-estas-sao-as-datas-a-reter-em-portugal.html" title="Calor até 39 ºC, poeiras do Saara e possível chuva de lama: estas são as datas a reter em Portugal">Calor até 39 ºC, poeiras do Saara e possível chuva de lama: estas são as datas a reter em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-ate-39-c-poeiras-do-saara-e-possivel-chuva-de-lama-estas-sao-as-datas-a-reter-em-portugal.html" title="Calor até 39 ºC, poeiras do Saara e possível chuva de lama: estas são as datas a reter em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-ate-39-c-poeiras-do-saara-e-possivel-chuva-de-lama-estas-sao-as-datas-a-reter-em-portugal-1785933550745_320.jpg" alt="Calor até 39 ºC, poeiras do Saara e possível chuva de lama: estas são as datas a reter em Portugal"></a></article></aside><p> Embora os maiores acumulados estejam previstos para <strong>São Miguel</strong>, a precipitação deverá distribuir-se de forma relativamente <strong>generalizada </strong>pelas ilhas abrangidas pelos avisos. Em <strong>locais de maior altitude</strong> ou mais expostos ao relevo, os valores poderão ser localmente superiores aos previstos à escala regional. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-ilhas-acorianas-sob-aviso-amarelo-e-laranja-de-chuva-e-vento-saiba-as-horas-mais-criticas-desta-quinta-feira-1785950179810.png" data-image="msc5teqp98uh" alt="Precipitação acumulada (quinta-feira, 6 de agosto, 23h)" title="Precipitação acumulada (quinta-feira, 6 de agosto, 23h)"><figcaption>Precipitação acumulada prevista até às 23h de quinta-feira. Os maiores acumulados deverão ocorrer em São Miguel, enquanto o Grupo Central também poderá registar valores significativos.</figcaption></figure><p> Este cenário explica a manutenção dos avisos emitidos pelo <strong>IPMA</strong>, uma vez que a <strong>precipitação persistente</strong> ao longo de várias horas aumenta o potencial para <strong>acumulações significativas</strong>, especialmente nas ilhas onde os aguaceiros forem mais frequentes. </p><p>Esta distribuição acompanha a evolução da <strong>depressão atlântica</strong>, que continuará a transportar <strong>ar muito húmido</strong> sobre o arquipélago, favorecendo <strong>precipitação persistente</strong> e localmente intensa nas ilhas sob aviso.</p><h2>Rajadas de vento e céu muito nublado irão acompanhar a instabilidade</h2><p>Além da chuva, o <strong>vento </strong>deverá soprar moderado, por vezes forte nas zonas mais expostas. os mapas apontam para <strong>rajadas próximas dos 40 km/h</strong> em parte do <strong>Grupo Central</strong>, justificando os <strong>avisos amarelos</strong> emitidos pelo IPMA.</p><p>Ao mesmo tempo, a <strong>nebulosidade </strong>deverá manter-se <strong>muito elevada</strong> ao longo de praticamente todo o dia, reduzindo significativamente os <strong>períodos de abertas</strong>.</p><p> A circulação atmosférica associada à depressão continuará a favorecer a entrada de <strong>ar muito húmido</strong> sobre o arquipélago, mantendo o <strong>céu geralmente muito nublado</strong> e limitando a ocorrência de períodos prolongados de sol durante esta quinta-feira. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-ilhas-acorianas-sob-aviso-amarelo-e-laranja-de-chuva-e-vento-saiba-as-horas-mais-criticas-desta-quinta-feira-1785950252946.png" data-image="hble1qns2vv0" alt="Rajadas de vento (quinta-feira, 6 de agosto, 12h)" title="Rajadas de vento (quinta-feira, 6 de agosto, 12h)"><figcaption>Rajadas previstas para as 12h de quinta-feira. O vento deverá intensificar-se sobretudo nas ilhas dos grupos Central e Oriental, acompanhando a passagem da área de instabilidade.</figcaption></figure><p>À medida que a depressão se afaste para leste, espera-se uma diminuição gradual da atividade convectiva nas ilhas do <strong>Grupo Central</strong>. No entanto, o <strong>Grupo Oriental</strong> continuará mais exposto à passagem das últimas bandas de precipitação durante <strong>parte da tarde</strong> e <strong>início da noite</strong>. </p><p> Apesar da instabilidade prevista, a situação deverá evoluir gradualmente para melhoria durante a segunda metade do dia nas ilhas do Grupo Central. No Grupo Oriental, contudo, a precipitação poderá persistir durante mais horas, prolongando o período de maior risco até ao início da noite, em linha com os <strong>avisos </strong>atualmente <strong>emitidos pelo IPMA</strong>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/7-ilhas-acorianas-sob-aviso-amarelo-e-laranja-de-chuva-e-vento-saiba-as-horas-mais-criticas-desta-quinta-6-de-agosto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nuvens de fogo, rajadas de calor e raios: o perigoso fenómeno meteorológico gerado por mega-incêndios]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nuvens-de-fogo-rajadas-de-calor-e-raios-o-perigoso-fenomeno-meteorologico-gerado-por-mega-incendios.html</link><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Grandes incêndios florestais não só se propagam rapidamente. Quando atingem intensidade extrema, podem alterar a própria atmosfera, tornando ainda mais difíceis os esforços de combate ao fogo — como ocorreu em Espanha nos últimos dias.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nubes-de-fuego-reventones-termicos-y-rayos-el-peligroso-fenomeno-meteorologico-que-generen-los-megaincendios-1785311920477.png" data-image="p1w8xq7rqtxw"><figcaption>Tempestades de fogo formam-se quando um grande incêndio florestal altera a atmosfera e produz nuvens pirocúmulos. Este fenómeno pode modificar o comportamento das chamas e torná-las muito mais difíceis de controlar.</figcaption></figure><p>Os<strong> incêndios florestais </strong>que assolaram a <strong>Espanha </strong>nas últimas semanas voltaram a chamar a atenção para um fenómeno que preocupa especialmente os especialistas: as chamadas<strong> tempestades de fogo</strong>.</p><p>Segundo o <em>Copernicus</em>, o programa europeu de observação e monitorização da Terra, os maiores incêndios consumiram mais de 127.000 hectares e afetaram cerca de 92.000 pessoas, sendo as províncias de Ávila, Madrid e Castellón as mais atingidas. Alguns destes <strong>incêndios </strong>foram classificados como de<strong> "sexta geração"</strong>, <strong>caracterizados por um comportamento muito mais difícil de prever e controlar</strong>.</p><p>Quando um<strong> incêndio florestal atinge intensidade extrema</strong>, ele deixa de ser impulsionado apenas pela temperatura, pelo vento ou pela humidade. O<strong> calor intenso libertado altera o ar em redor e pode modificar as condições meteorológicas sobre o próprio incêndio</strong>, criando, essencialmente, o seu próprio clima. Isto explica porque é que alguns incêndios aceleram repentinamente, mudam de direção em questão de minutos ou apresentam comportamentos que tornam as operações de combate muito mais desafiantes.</p><h2>Nuvens pirocúmulos e como as tempestades de fogo alteram o clima local</h2><p>O<strong> enorme calor libertado pelas chamas</strong> faz com que o ar suba rapidamente, transportando fumo, cinzas e vapor de água a vários quilómetros de altitude na atmosfera. Este forte movimento ascendente favorece a formação de <strong>nuvens </strong>imponentes conhecidas como <strong>pirocúmulos</strong>, cuja presença geralmente indica que um incêndio florestal atingiu um estágio de extrema intensidade.</p><p>O meteorologista da <em>Meteored Espanha</em>, Samuel Biener, explica que estas nuvens se formam quando as correntes de ar quente geradas pelo incêndio encontram ar mais frio nas camadas superiores da atmosfera. O resultado é uma estrutura de nuvem <strong>capaz de crescer rapidamente e alterar o comportamento do próprio incêndio</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-terra-arde-em-chamas-dias-com-incendios-simultaneos-triplicaram-devido-ao-aquecimento-global.html" title="A Terra arde em chamas: dias com incêndios simultâneos triplicaram devido ao aquecimento global">A Terra arde em chamas: dias com incêndios simultâneos triplicaram devido ao aquecimento global</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-terra-arde-em-chamas-dias-com-incendios-simultaneos-triplicaram-devido-ao-aquecimento-global.html" title="A Terra arde em chamas: dias com incêndios simultâneos triplicaram devido ao aquecimento global"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-planeta-arde-al-mismo-tiempo-los-dias-extremos-de-incendios-se-han-triplicado-por-el-calentamiento-global-1771976728588_320.jpg" alt="A Terra arde em chamas: dias com incêndios simultâneos triplicaram devido ao aquecimento global"></a></article></aside><p>Durante os eventos mais intensos,<strong> nuvens pirocúmulos podem produzir raios capazes de iniciar novos incêndios florestais </strong>longe da frente principal do fogo. Além disso, quando essas nuvens colapsam, podem gerar rajadas de vento potentes que alimentam ainda mais as chamas e favorecem uma propagação rápida e imprevisível do fogo.</p><p>Segundo Biener, alguns especialistas também apontam que, se um grande incêndio florestal coincidir com uma faixa de chuva fraca, podem ocorrer <strong>"rajadas de calor"</strong> (<em>heat bursts</em>). À medida que a chuva evapora no <strong>calor intenso</strong> do incêndio, as <strong>correntes descendentes</strong> resultantes espalham-se em todas as direções ao atingir o solo, produzindo, por vezes, ventos de<strong> 80 a 100 km/h</strong>, o que <strong>aumenta consideravelmente a dificuldade de conter o fogo</strong>.</p><h2>Incêndios florestais de sexta geração: porque é que são tão difíceis de controlar</h2><p>A situação torna-se ainda mais perigosa quando vários fatores meteorológicos ocorrem simultaneamente.<strong> Temperaturas elevadas, vegetação extremamente seca e ventos persistentes</strong> criam condições ideais para a rápida propagação do fogo. No caso de incêndios florestais de sexta geração, estas condições podem superar a capacidade de resposta das equipas de combate a incêndios.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tormentas-de-fuego-por-que-los-megaincendios-crean-su-propio-tiempo-y-multiplican-el-riesgo-con-vientos-y-rayos-1785232264947.jpeg" data-image="fsgglxuzxjcu" alt="Incêndio florestal" title="Incêndio florestal"><figcaption>Megaincêndios podem gerar rajadas de vento intensas e raios ao produzir nuvens pirocúmulos. Estas condições podem desencadear novos incêndios e aumentar significativamente o perigo durante as operações de combate ao fogo.</figcaption></figure><p>Biener também observou que<strong> inversões térmicas ocorreram durante os incêndios florestais em Madrid, Toledo, Ávila e Castellón</strong> nas noites recentes. Nessas situações, o ar mais frio e o fumo ficam retidos no fundo dos vales, enquanto uma camada de ar mais quente acima atua como uma tampa. Se essa camada estável se rompe repentinamente, o comportamento do fogo pode mudar em questão de minutos e intensificar-se rapidamente.</p><p>Por este motivo, <strong>grandes incêndios florestais não são mais avaliados apenas pela área que consomem</strong>. Cientistas também estudam os processos atmosféricos gerados por eles, uma vez que essas alterações podem provocar novos focos de incêndio, mudar a direção do fogo e aumentar os riscos para as equipas de emergência que atuam em solo.</p><h2>Tempestades de fogo: o que acontece durante e após o incêndio florestal</h2><p>Os efeitos de um grande incêndio florestal não se limitam à área diretamente atingida pelas chamas. O<strong> fumo pode percorrer dezenas de quilómetros, degradando a qualidade do ar a grande distância</strong> do foco do incêndio. Nos últimos dias, isto foi observado em locais bastante afastados dos principais incêndios, incluindo partes de Alicante.</p><p><strong>Grandes plumas de fumo também alteram a quantidade de radiação solar</strong> que chega à superfície. Elas reduzem a luz solar direta e aumentam a luz difusa, à medida que as partículas espalham a radiação pela atmosfera, conferindo frequentemente ao céu uma aparência avermelhada. O fumo pode limitar o aquecimento diurno e, à noite, ajudar a reter o calor por mais tempo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tormentas-de-fuego-por-que-los-megaincendios-crean-su-propio-tiempo-y-multiplican-el-riesgo-con-vientos-y-rayos-1785232294420.jpeg" data-image="87h59omqh2f3" alt="Helicóptero combatendo um incêndio florestal" title="Helicóptero combatendo um incêndio florestal"><figcaption>Segundo o Copernicus, mais de 87.000 hectares foram afetados por grandes incêndios florestais em Espanha. Tempestades de fogo ajudam a explicar porque é que alguns incêndios são capazes de gerar o seu próprio clima.</figcaption></figure><p><strong>Uma vez extinto um incêndio florestal, estes efeitos atmosféricos desaparecem gradualmente</strong>. Samuel Biener observa que não há evidências de que os padrões climáticos mudem permanentemente após um grande incêndio, embora possam ocorrer alterações localizadas relacionadas com a perda de cobertura florestal.</p><p>As consequências mais significativas surgem depois de as chamas serem apagadas. Sem a proteção da vegetação, o solo torna-se muito mais vulnerável à erosão. Chuvas que anteriormente tinham pouco impacto podem arrastar cinzas e detritos para rios, reservatórios e aquíferos; ao mesmo tempo, a perda de cobertura florestal eleva as temperaturas do solo e pode levar a pequenas alterações na formação de neblina local, à medida que a humidade antes retida pela vegetação desaparece.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nuvens-de-fogo-rajadas-de-calor-e-raios-o-perigoso-fenomeno-meteorologico-gerado-por-mega-incendios.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[“Língua” de poeiras do Saara aproxima-se a toda a velocidade de Portugal: poderá trazer chuva de lama, explica Ana Palma]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/lingua-de-poeiras-do-saara-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-podera-trazer-chuva-de-lama-explica-ana-palma.html</link><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 18:13:18 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal continental ficará sob a influência de uma extensa pluma de poeiras do Saara, que poderá tornar o céu mais opaco, reduzir a visibilidade e deteriorar a qualidade do ar, sobretudo entre sexta-feira e sábado.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xav4qr6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xav4qr6.jpg" id="xav4qr6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma faixa de poeiras provenientes do Saara deverá alcançar Portugal continental na manhã da próxima sexta-feira, 7 de agosto. <strong>A intrusão atingirá o pico entre a madrugada e o meio-dia de sábado</strong>, embora as concentrações permaneçam elevadas no Algarve durante a tarde, tornando o céu mais turvo e reduzindo a transparência atmosférica.</p><h2>Circulação de sudoeste conduz as poeiras do Norte de África até Portugal</h2><p>O episódio resulta de uma circulação persistente de sul e sudoeste, estabelecida entre o Norte de África, o Atlântico oriental e a Península Ibérica. <strong>A configuração dos centros de pressão e o escoamento em altitude, onde o vento ultrapassará os 70 km/h, favorecem o transporte das partículas das regiões desérticas para noroeste e depois nordeste</strong>. A corrente contorna a costa marroquina e conduz a pluma em direção ao território português. A expressão “língua de poeiras” deve-se à forma estreita, alongada e curva que a nuvem apresenta ao aproximar-se da costa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lingua-de-poeiras-do-saara-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-podera-trazer-chuva-de-lama-explica-ana-palma-1785948695644.png" data-image="3z0rv9cyndo1"><figcaption>A pluma de poeiras do Saara deverá alcançar o litoral ocidental durante a manhã de sexta-feira, avançando gradualmente para o interior. Ao meio-dia, a presença de partículas já será mais evidente na região de Lisboa.</figcaption></figure><p>A chegada de poeiras começará a notar-se na manhã de sexta-feira, inicialmente junto ao litoral ocidental. Durante a tarde, a pluma tornar-se-á mais densa e avançará para o interior, afetando o Norte, o Centro e a região de Lisboa. Ao início da noite, os valores de profundidade ótica dos aerossóis aproximar-se-ão de 0,25, <strong>podendo atingir 0,29 na região de Viseu</strong>. No interior alentejano e no Algarve, a presença de poeiras será menos expressiva.</p><h2>Pico previsto para sábado poderá coincidir com aguaceiros e originar chuva de lama</h2><p>Entre o final de sexta-feira e a madrugada de sábado, a pluma alargar-se-á a todo o território continental. <strong>Os valores mais elevados, entre 0,28 e 0,29, deverão registar-se nas regiões de Coimbra, Santarém, Castelo Branco e Guarda</strong>. Lisboa e parte do Norte permanecerão sob uma carga significativa. Durante a tarde, as concentrações diminuirão no Norte e no Centro, enquanto no Algarve continuarão elevadas, próximas de 0,27 ao final do dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lingua-de-poeiras-do-saara-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-podera-trazer-chuva-de-lama-explica-ana-palma-1785949066615.png" data-image="9rc35mzxsg9s"><figcaption>Na madrugada de sábado, as poeiras deverão abranger praticamente todo o território continental, com valores mais elevados no Centro e no interior, onde a profundidade ótica dos aerossóis poderá aproximar-se de 0,29.</figcaption></figure><p>Os efeitos mais visíveis serão o tom esbranquiçado ou amarelado do céu, a menor nitidez da paisagem e a deposição de poeira em automóveis, janelas e outras superfícies. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lingua-de-poeiras-do-saara-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-podera-trazer-chuva-de-lama-explica-ana-palma-1785949141462.png" data-image="g2opk460ftgk"><figcaption>A probabilidade de aguaceiros será mais elevada em Vila Real, podendo atingir 40%, e rondará 20% em Braga, Viseu e Coimbra. A coincidência da precipitação com poeiras ainda presentes poderá originar chuva de lama de forma localizada.</figcaption></figure><p><strong>No sábado, estão previstos aguaceiros fracos e dispersos no Norte e no Centro</strong>. Ao atravessarem uma atmosfera com poeiras, as gotas poderão captar as partículas e transportá-las até à superfície, <strong>originando chuva de lama</strong>. O fenómeno deverá ser localizado, devido à fraca intensidade e à distribuição irregular dos aguaceiros.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782151" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-ate-39-c-poeiras-do-saara-e-possivel-chuva-de-lama-estas-sao-as-datas-a-reter-em-portugal.html" title="Calor até 39 ºC, poeiras do Saara e possível chuva de lama: estas são as datas a reter em Portugal">Calor até 39 ºC, poeiras do Saara e possível chuva de lama: estas são as datas a reter em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-ate-39-c-poeiras-do-saara-e-possivel-chuva-de-lama-estas-sao-as-datas-a-reter-em-portugal.html" title="Calor até 39 ºC, poeiras do Saara e possível chuva de lama: estas são as datas a reter em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-ate-39-c-poeiras-do-saara-e-possivel-chuva-de-lama-estas-sao-as-datas-a-reter-em-portugal-1785933550745_320.jpg" alt="Calor até 39 ºC, poeiras do Saara e possível chuva de lama: estas são as datas a reter em Portugal"></a></article></aside><strong>A intrusão perderá expressão no final de sábado</strong>, quando a pluma avançar para leste e se concentrar sobre Espanha. Simultaneamente, a entrada de ar atlântico favorecerá a renovação da massa de ar sobre Portugal.]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/lingua-de-poeiras-do-saara-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-podera-trazer-chuva-de-lama-explica-ana-palma.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Durante décadas ninguém percebeu que o coelho ibérico era uma espécie diferente e isso muda tudo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/durante-decadas-ninguem-percebeu-que-o-coelho-iberico-era-uma-especie-diferente-e-isso-muda-tudo.html</link><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Investigação internacional revela que Portugal alberga uma espécie distinta, cuja proteção poderá ser decisiva para preservar o equilíbrio dos ecossistemas mediterrânicos.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/durante-decadas-ninguem-percebeu-que-o-coelho-iberico-era-uma-especie-diferente-e-isso-muda-tudo-1785935264600.jpg" data-image="gezfhs1rett7" alt="Coelho Ibérico" title="Coelho Ibérico"><figcaption>O coelho ibérico foi, durante décadas, confundido com o coelho-comum. A ciência finalmente devolveu-lhe a sua identidade biológica. Foto: Universidade do Porto</figcaption></figure><p>O coelho ibérico sempre esteve à vista de todos, mas, durante décadas, foi tratado como uma variante do coelho europeu. O equívoco acabou por esconder o <strong>declínio de uma espécie única</strong> e atrasou uma resposta adaptada à realidade que, finalmente, a ciência acaba de revelar.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Um estudo internacional, publicado na revista <em>Biological Conservation</em>, concluiu que a Península Ibérica alberga duas espécies distintas de coelho e não apenas uma, como era aceite até agora. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A investigação contou com a participação de cientistas da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (BIOPOLIS-CIBIO), que defendem o <strong>reconhecimento formal do coelho ibérico </strong>(<em>Oryctolagus algirus</em>) como uma espécie distinta do coelho europeu (<em>Oryctolagus cuniculus</em>).</p><p>A conclusão vai muito além de uma mera revisão taxonómica. Ao identificar duas espécies com histórias evolutivas e estados de conservação distintos, o trabalho abre caminho para <strong>estratégias de proteção</strong> de um animal essencial no equilíbrio dos ecossistemas mediterrânicos.</p><h2>Um nome que escondia duas histórias</h2><p>Durante muito tempo, a gestão das populações de coelhos na Península Ibérica partiu do pressuposto de que existia apenas uma espécie, distribuída por diferentes regiões.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os investigadores demonstram agora que essa leitura não corresponde à realidade. As duas linhagens separaram-se há cerca de dois milhões de anos e permaneceram isoladas ao longo da sua evolução.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>No decurso desse processo de adaptação, acumularam <strong>diferenças genéticas</strong>, <strong>biológicas</strong>, <strong>ecológicas</strong> e <strong>reprodutivas</strong> suficientemente consistentes para justificar o reconhecimento de duas espécies distintas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="701953" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-portugueses-demonstram-o-grande-potencial-da-bolota-para-as-economias-mediterranicas.html" title="Investigadores portugueses demonstram o grande potencial da bolota para as economias mediterrânicas">Investigadores portugueses demonstram o grande potencial da bolota para as economias mediterrânicas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-portugueses-demonstram-o-grande-potencial-da-bolota-para-as-economias-mediterranicas.html" title="Investigadores portugueses demonstram o grande potencial da bolota para as economias mediterrânicas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-portugueses-demonstram-o-grande-potencial-da-bolota-para-as-economias-mediterranicas-1742304684860_320.jpg" alt="Investigadores portugueses demonstram o grande potencial da bolota para as economias mediterrânicas"></a></article></aside><p>A equipa chegou a esta conclusão após reunir evidências recolhidas ao longo de várias décadas. A análise integrou informação detalhada proveniente de populações distribuídas por toda a Península Ibérica, permitindo construir um <strong>retrato mais completo</strong> da evolução destes animais.</p><h2>Quando uma classificação influencia a conservação</h2><p>As consequências desta descoberta são vastas e ultrapassam a esfera da taxonomia. Enquanto o <strong>coelho europeu</strong> ocupa sobretudo o <strong>norte e o leste da Península Ibérica</strong> e apresenta populações estáveis ou em expansão, o <strong>coelho ibérico</strong> encontra-se limitado a <strong>Portugal</strong> e ao <strong>sudoeste de Espanha</strong>, onde o número de indivíduos tem diminuído acentuadamente. Ao serem avaliadas como uma única espécie, estas diferenças ficaram diluídas numa visão global mais favorável. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Se fosse analisado de forma independente, o coelho ibérico reuniria critérios para ser classificado como "Em Perigo", ao passo que o coelho europeu seria considerado uma espécie de "Pouco Preocupante".<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Durante décadas, o coelho ibérico viveu, assim, com uma identidade emprestada. E essa designação comum <strong>ocultou a situação particularmente delicada</strong> de uma espécie cuja distribuição é muito mais limitada e vulnerável.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/durante-decadas-ninguem-percebeu-que-o-coelho-iberico-era-uma-especie-diferente-e-isso-muda-tudo-1785935415963.jpg" data-image="lvjjwqfiijo4" alt="Coelho europeu" title="Coelho europeu"><figcaption>O coelho comum, ou europeu, tem um estatuto de conservação considerado pouco preocupante. Foto: Paulo Costa, trabalho do próprio, CC BY-SA 3.0, Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>Os investigadores identificaram discrepâncias coerentes entre as duas espécies. O coelho ibérico é, em geral, mais <strong>pequeno</strong> e mais <strong>escuro</strong>, apresenta um comportamento menos social, vive em densidades populacionais inferiores, <strong>atinge mais cedo a maturidade sexual</strong> e produz ninhadas menos numerosas. Estas características refletem uma trajetória evolutiva própria e reforçam a necessidade de avaliá-la de forma independente.</p><h2>Uma peça vital dos ecossistemas mediterrânicos</h2><p>A revisão científica justifica-se, sobretudo, pela sua importância para a sustentabilidade dos habitats selvagens. O coelho ibérico ocupa uma <strong>posição central na cadeia alimentar</strong> dos ecossistemas mediterrânicos, constituindo uma das principais presas de espécies emblemáticas, como o lince-ibérico e a águia-imperial-ibérica. O seu declínio pode, por isso, desencadear efeitos que se estendem a todo o equilíbrio ecológico da região.</p><div class="texto-destacado"><strong>"Já não é possível gerir as populações de coelhos na Península Ibérica como se constituíssem uma única entidade biológica. Reconhecer estas duas espécies é fundamental para desenvolver medidas de conservação adequadas e evitar que uma linhagem evolutiva única continue o seu declínio."</strong> <br>Nuno Ferrand, professor catedrático da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e diretor do BIOPOLIS-CIBIO.</div><p>A equipa defende ainda uma <strong>r</strong><strong>eavaliação</strong><strong> das políticas de gestão da fauna na Península Ibérica</strong>, incluindo o ajustamento dos períodos e das quotas de caça, a redefinição dos programas de translocação entre regiões e o desenvolvimento de métodos que permitam distinguir as duas espécies no terreno e delimitar com maior precisão a sua distribuição.</p><h2>Quatro décadas para chegar a uma resposta</h2><p>A conclusão agora publicada resulta de cerca de <strong>40 anos de investigação</strong>. Ao longo desse período, sucessivas evidências revelaram que a diversidade do coelho selvagem na Península Ibérica era maior do que se imaginava. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Só a combinação de dados genómicos, morfológicos, reprodutivos e ecológicos permitiu reunir a robustez científica necessária para propor o reconhecimento formal do coelho ibérico como uma espécie distinta.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para Nuno Ferrand, ver este conhecimento traduzir-se em <strong>consequências concretas para a conservação</strong> representa um marco particularmente significativo. Além de acrescentar uma nova espécie à classificação científica, o estudo altera a forma como este animal passa a ser compreendido e protegido.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="722399" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/por-que-a-biodiversidade-e-tao-importante-para-evitar-a-extincao-humana.html" title="Porque é que a biodiversidade é tão importante para evitar a extinção humana?">Porque é que a biodiversidade é tão importante para evitar a extinção humana?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/por-que-a-biodiversidade-e-tao-importante-para-evitar-a-extincao-humana.html" title="Porque é que a biodiversidade é tão importante para evitar a extinção humana?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/perche-l-importanza-della-biodiversita-e-fondamentale-per-evitare-l-estinzione-dell-uomo-1738427441497_320.jpg" alt="Porque é que a biodiversidade é tão importante para evitar a extinção humana?"></a></article></aside><p>A ciência validou agora formalmente a <strong>identidade biológica</strong> do coelho ibérico. O novo enquadramento poderá ser o <strong>primeiro passo para assegurar o futuro</strong> de uma espécie que sempre fez parte da nossa paisagem, mas cuja singularidade só agora foi plenamente reconhecida.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Universidade%20do%20Porto" data-year="" data-title="Docentes%20da%20FCUP%20publicam%20estudo%20que%20poder%C3%A1%20ajudar%20a%20proteger%20o%20coelho%20ib%C3%A9rico" data-url="https%3A%2F%2Fnoticias.up.pt%2Ffcup%2Fdocentes-da-fcup-publicam-estudo-que-podera-ajudar-a-proteger-o-coelho-iberico%2F">Universidade do Porto. <a href="https://noticias.up.pt/fcup/docentes-da-fcup-publicam-estudo-que-podera-ajudar-a-proteger-o-coelho-iberico/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Docentes da FCUP publicam estudo que poderá ajudar a proteger o coelho ibérico</a>.</cite><br><cite data-author="Rafael%20Villafuerte%2C%20Paulo%20C.%20Alves%2C%20Miguel%20Carneiro%2C%20Francisca%20Castro%2C%20Pedro%20J.%20Esteves%2C%20Julia%20E.%20Fa%2C%20Nuno%20Ferrand%2C%20Vicente%20Piorno%2C%20Jo%C3%A3o%20Queiros%2C%20Carlos%20Rouco%2C%20Patricia%20H.%20Vaquerizas%2C%20Miguel%20Delibes-Mateos" data-year="" data-title="When%20taxonomy%20lags%20behind%20evolution%3A%20Conservation%20implications%20of%20cryptic%20diversity%20in%20the%20Iberian%20rabbit.%20Biological%20Conservation" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedirect.com%2Fscience%2Farticle%2Fpii%2FS0006320726003137">Rafael Villafuerte, Paulo C. Alves, Miguel Carneiro, Francisca Castro, Pedro J. Esteves, Julia E. Fa, Nuno Ferrand, Vicente Piorno, João Queiros, Carlos Rouco, Patricia H. Vaquerizas, Miguel Delibes-Mateos. <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0006320726003137" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">When taxonomy lags behind evolution: Conservation implications of cryptic diversity in the Iberian rabbit. Biological Conservation</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/durante-decadas-ninguem-percebeu-que-o-coelho-iberico-era-uma-especie-diferente-e-isso-muda-tudo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A Organização Meteorológica Mundial confirma: "O El Niño atinge uma intensidade sem precedentes desde há vários anos"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-organizacao-meteorologica-mundial-confirma-o-el-nino-atinge-uma-intensidade-sem-precedentes-desde-ha-varios-anos.html</link><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 15:17:27 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A OMM confirmou que o fenómeno El Niño continuará a intensificar-se até se tornar um fenómeno forte entre agosto e outubro, com impactos nas temperaturas e nas precipitações em várias regiões do planeta.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-organizacion-meteorologica-mundial-confirma-el-nino-alcanza-una-fuerza-no-vista-en-anos-1785833605061.png" data-image="x1c5ns9vlq0r" alt="El Niño OMM ENSO NOAA" title="El Niño OMM ENSO NOAA"><figcaption>O oceano caminha para um aquecimento acentuado das águas superficiais no Pacífico central e oriental.</figcaption></figure><p>O fenómeno do El Niño continua a ganhar força no oceano Pacífico equatorial e tudo indica que <strong>será um dos principais fatores que irão moldar o comportamento do clima mundial nos próximos meses</strong>. Foi o que confirmou a Organização Meteorológica Mundial (OMM), que prevê que o fenómeno atinja uma intensidade forte durante o trimestre de agosto a outubro de 2026.</p><p>De acordo com a última Atualização Climática Sazonal Global da organização, os diversos modelos climáticos internacionais coincidem na previsão de um <strong>aquecimento acentuado</strong> das águas superficiais do Pacífico central e oriental.</p><div class="texto-destacado"><strong><strong>As anomalias da temperatura do mar poderão ultrapassar os 2,9 °C nas regiões de referência utilizadas para monitorizar o fenómeno, um sinal claro de que o El Niño continuará a intensificar-se.</strong></strong></div><p>Mas este não será o único fator em jogo. Os especialistas também antecipam o <strong>desenvolvimento de uma fase positiva do Dipolo do Oceano Índico</strong>, a par de temperaturas oceânicas acima do normal no Atlântico tropical. A combinação destes padrões climáticos tem o potencial de <strong>alterar a circulação atmosférica à escala planetária</strong> e intensificar eventos extremos em numerosas regiões.</p><h2>Um cenário propício a temperaturas recorde e alterações nos padrões de precipitação</h2><p>De acordo com a OMM, as probabilidades de se registarem <strong>temperaturas superiores aos valores normais</strong> são muito elevadas em grande parte das áreas continentais do planeta.</p><p>Os sinais mais evidentes surgem na África, <strong>no sul da Europa</strong>, na Península Arábica, no subcontinente indiano, no leste da Ásia, na América Central, nas Caraíbas, na África Austral, em grande parte da América do Sul e na Nova Zelândia. Paralelamente, o Oceano Pacífico equatorial continuará a refletir a influência marcante do reforço do fenómeno El Niño.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-organizacion-meteorologica-mundial-confirma-el-nino-alcanza-una-fuerza-no-vista-en-anos-1785833663168.jpg" data-image="709s12h7bb2q" alt="El Niño OMM ENSO NOAA" title="El Niño OMM ENSO NOAA"><figcaption>Probabilidades relativas à intensidade do fenómeno ENOS para os próximos trimestres consecutivos, de acordo com a atualização de julho de 2026. Fonte: CPC-NOAA.</figcaption></figure><p>No que diz respeito às precipitações, o padrão previsto corresponde ao comportamento clássico associado a um episódio intenso do fenómeno. <strong>Preveem-se chuvas acima das médias </strong>habituais no Grande Corno de África, em zonas da Ásia Central, no sul da Europa, no oeste da América do Norte — a sul dos 45° de latitude norte — e no <strong>sudeste da América do Sul</strong>.</p><p>Em contrapartida, aumentam as <strong>probabilidades de condições mais secas do que o normal</strong> no subcontinente indiano, no sul e leste da Austrália, em parte da América Central, nas Caraíbas, <strong>no noroeste da América do Sul</strong> e no norte da Europa.</p><p>No entanto, a OMM recorda que <strong>estas previsões representam probabilidades e não certezas absolutas</strong>. Além disso, os impactos podem variar significativamente entre diferentes regiões e até mesmo dentro de um mesmo país.</p><h2>A OMM apela à preparação antes que os impactos se façam sentir</h2><p>O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, alertou que o reforço do fenómeno El Niño ocorre num contexto particularmente preocupante, marcado por <strong>oceanos excecionalmente quentes e uma tendência sustentada para o aumento da temperatura global</strong>.</p><p>Segundo ele, este fenómeno climático atua como um <strong>fator adicional</strong> que pode intensificar as ondas de calor, favorecer incêndios florestais de grande magnitude e aumentar a ocorrência de outros eventos extremos, num planeta que já enfrenta níveis recorde de aquecimento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-organizacion-meteorologica-mundial-confirma-el-nino-alcanza-una-fuerza-no-vista-en-anos-1785833645528.jpg" data-image="rji86u2279j5" alt="El Niño OMM ENSO NOAA" title="El Niño OMM ENSO NOAA"><figcaption>As inundações podem tornar-se mais frequentes em diferentes regiões do planeta durante um fenómeno El Niño.</figcaption></figure><p>Por seu lado, a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, salientou que a utilidade das previsões não reside apenas em antecipar o comportamento do clima, mas também em permitir que os governos, as organizações humanitárias e as comunidades vulneráveis <strong>adotem medidas preventivas antes que os impactos se concretizem</strong>.</p><p>A responsável salientou que este episódio do El Niño decorre num <strong>cenário sem precedentes de temperaturas oceânicas muito elevadas</strong>, o que torna a informação climática uma ferramenta fundamental para reduzir riscos e reforçar a capacidade de resposta.</p><h2>Um fenómeno natural, mas com consequências de âmbito global</h2><p>O El Niño constitui a fase quente do fenómeno conhecido como El Niño-Oscilação do Sul (ENOS), um dos principais motores da variabilidade climática interanual do planeta. <strong>Caracteriza-se por um aquecimento anómalo das águas superficiais do Pacífico equatorial central e oriental</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779581" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-historico-nova-previsao-reforca-previsao-de-aquecimento-acima-de-xx-c-no-pacifico.html" title="Urgente: nova previsão reforça Super El Niño histórico com aquecimento acima de 3 °C">Urgente: nova previsão reforça Super El Niño histórico com aquecimento acima de 3 °C</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-historico-nova-previsao-reforca-previsao-de-aquecimento-acima-de-xx-c-no-pacifico.html" title="Urgente: nova previsão reforça Super El Niño histórico com aquecimento acima de 3 °C"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-historico-nova-previsao-reforca-previsao-de-aquecimento-acima-de-xx-c-no-pacifico-1784567519056_320.png" alt="Urgente: nova previsão reforça Super El Niño histórico com aquecimento acima de 3 °C"></a></article></aside><p>Estes episódios ocorrem normalmente a cada dois a sete anos, têm uma duração aproximada de nove a doze meses e atingem a sua intensidade máxima entre novembro e fevereiro. No entanto, <strong>os seus efeitos sobre a temperatura média global costumam fazer-se sentir com maior intensidade durante o ano seguinte ao seu desenvolvimento</strong>.</p><p>A OMM recorda ainda que <strong>nem todos os fenómenos de El Niño produzem exatamente os mesmos efeitos, uma vez que o seu impacto depende tanto da sua intensidade como da interação com outros padrões climáticos</strong>. Por esse motivo, a organização continua a reforçar os seus sistemas de monitorização, os serviços de informação climática e a coordenação internacional, para que os países possam antecipar os riscos e minimizar as suas consequências.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-organizacao-meteorologica-mundial-confirma-o-el-nino-atinge-uma-intensidade-sem-precedentes-desde-ha-varios-anos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que provocou a praga de gafanhotos na Rússia? As causas do gigantesco enxame que invadiu o Daguestão]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-provocou-a-praga-de-gafanhotos-na-russia-as-causas-do-gigantesco-enxame-que-invadiu-o-daguestao.html</link><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 15:07:35 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um aumento exponencial da população de gafanhotos surpreendeu o sul da Rússia, onde um enorme enxame invadiu o Daguestão e causou danos às culturas. Que fatores climáticos e ambientais favoreceram o surgimento desta praga?</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xauw9y2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xauw9y2.jpg" id="xauw9y2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Um <strong>enxame maciço de gafanhotos</strong> foi filmado a sobrevoar estradas e campos no distrito rural de Kizlyar, a norte do Daguestão. A localidade situa-se muito perto da fronteira com a Chechénia, numa zona de <strong>zonas húmidas e estepes num delta do rio Terek</strong>.</p><p>As características do solo e do clima tornam a região <strong>um local propício à proliferação de espécies como o gafanhoto migratório </strong><em>(Locusta migratoria</em>), que, segundo os meios de comunicação locais, já tinha sido identificado na zona desde meados de julho e onde as autoridades teriam iniciado o controlo da infestação.</p><h2>Os fatores que contribuem para a explosão demográfica do gafanhoto</h2><p>As imagens do vídeo mostram a extensão e a densidade de um destes enxames. O aumento da população de gafanhotos <strong>tem vindo a ser acompanhado pelo Ministério da Agricultura e Alimentação do Daguestão</strong> há várias semanas.</p><p>Os gafanhotos reproduziram-se e desenvolveram-se principalmente em reservas naturais, onde o controlo biológico não é permitido pela legislação local. No entanto, ao abandonarem as zonas protegidas, <strong>as autoridades retomaram as medidas para conter o avanço dos enxames</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os enxames de gafanhotos não são classificados como um fenómeno invulgar e surgem quando as condições meteorológicas e ambientais são favoráveis ao seu desenvolvimento.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Em condições normais, os gafanhotos são insetos solitários. No entanto, quando um período de seca é seguido por chuvas abundantes, a disponibilidade de vegetação aumenta e a população atinge densidades elevadas; estes insetos alteram o seu comportamento, <strong>formam enxames gigantes e podem deslocar-se por longas distâncias</strong>, devastando a vegetação natural e as culturas pelo seu caminho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-provoco-la-plaga-de-langostas-en-rusia-las-causas-del-gigantesco-enjambre-que-invadio-daguestan-1785931729070.png" data-image="kgcftlvs95j8" alt="langosta" title="langosta"><figcaption>A <em>locusta migratória </em>é a espécie identificada em Kislyar.</figcaption></figure><p>O facto de Kizlyar se situar numa zona de estepes e zonas húmidas no norte do Daguestão é um dos principais fatores que favoreceu o desenvolvimento deste gafanhoto, dada<strong> a disponibilidade de alimento e as condições climáticas que favorecem o crescimento explosivo da população</strong>.</p><p>A monitorização local tinha identificado focos de elevada densidade da espécie, com <strong>mais de 100 insetos por metro quadrado</strong>, condição que leva estes insetos a sofrer alterações fisiológicas e comportamentais, desencadeando agrupamentos e a subsequente deslocação sob a forma de enxames.</p><h2>A vigilância mantém-se</h2><p>Embora as autoridades do Daguestão continuem a realizar ações de vigilância e controlo para conter a praga, <strong>a evolução do surto dependerá em grande medida das condições meteorológicas nas próximas semanas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="748296" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/essas-duas-plantas-repelem-insetos-e-ajudam-a-manter-o-solo-saudavel-e-livre-de-pragas.html" title="Estas duas plantas repelem insetos e ajudam a manter o solo saudável e livre de pragas">Estas duas plantas repelem insetos e ajudam a manter o solo saudável e livre de pragas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/essas-duas-plantas-repelem-insetos-e-ajudam-a-manter-o-solo-saudavel-e-livre-de-pragas.html" title="Estas duas plantas repelem insetos e ajudam a manter o solo saudável e livre de pragas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estas-dos-plantas-repelen-insectos-y-ayudan-a-mantener-el-suelo-del-jardin-saludable-y-libre-de-plagas-1767618959583_320.jpg" alt="Estas duas plantas repelem insetos e ajudam a manter o solo saudável e livre de pragas"></a></article></aside><p>A combinação de temperatura, humidade e disponibilidade de vegetação continuará a ser determinante para a sobrevivência e dispersão dos gafanhotos, pelo que <strong>a monitorização precoce continuará a ser a principal ferramenta</strong> para prevenir novos enxames capazes de afetar vastas áreas agrícolas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="RIA%20Dagestan" data-year="" data-title="Aerial%20Treatment%20Against%20Locusts%20Carried%20Out%20on%204%2C000%20Hectares%20of%20Farmland%20in%20Dagestan" data-url="https%3A%2F%2Friadagestan.com%2Fnews%2Fbusiness%2Faerial_treatment_against_locusts_carried_out_on_4_000_hectares_of_farmland_in_dagestan%3Futm_source%3Dchatgpt.com">RIA Dagestan. <a href="https://riadagestan.com/news/business/aerial_treatment_against_locusts_carried_out_on_4_000_hectares_of_farmland_in_dagestan?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Aerial Treatment Against Locusts Carried Out on 4,000 Hectares of Farmland in Dagestan</a>.</cite><br><cite data-author="Wikipedia" data-year="" data-title="Langosta" data-url="https%3A%2F%2Fes.wikipedia.org%2Fwiki%2FLangosta_%2528insecto%2529%3Futm_source%3Dchatgpt.com">Wikipedia. <a href="https://es.wikipedia.org/wiki/Langosta_%28insecto%29?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Langosta</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-provocou-a-praga-de-gafanhotos-na-russia-as-causas-do-gigantesco-enxame-que-invadiu-o-daguestao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor até 39 ºC, poeiras do Saara e possível chuva de lama: estas são as datas a reter em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-ate-39-c-poeiras-do-saara-e-possivel-chuva-de-lama-estas-sao-as-datas-a-reter-em-portugal.html</link><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 12:51:56 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O calor em Portugal continental intensificará até sexta-feira, sobretudo no interior onde se preveem máximas de até 39 ºC. Mas a novidade do tempo dos próximos dias prende-se com a intrusão de poeiras do Saara e a possível ocorrência de chuva nalgumas zonas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xav2twi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xav2twi.jpg" id="xav2twi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Hoje - quarta-feira (5) - a influência do anticiclone já será notável, não só por favorecer tempo seco, estável e maioritariamente soalheiro, como também por contribuir para a <strong>subida da temperatura máxima</strong>, sobretudo nas regiões do interior. Amanhã - quinta-feira (6) - prevê-se que a subida térmica seja mais acentuada no Sul de Portugal continental.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>É expectável que quinta e sexta-feira (6 e 7 de agosto) sejam os dias mais quentes da semana, estando previstas máximas entre 35 e 37 ºC no interior e Sul, <strong>podendo atingir os 38 ºC ou 39 ºC nalguns locais da Beira Baixa, Baixo Alentejo e Sotavento Algarvio</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-ate-39-c-poeiras-do-saara-e-possivel-chuva-de-lama-estas-sao-as-datas-a-reter-em-portugal-1785929387245.png" data-image="ikzfmliob9oo"><figcaption>Entre quinta e sexta-feira, dias 6 e 7 de agosto, prevê-se a possibilidade de algumas localidades beirãs, alentejanas ou algarvias registarem uma temperatura máxima de 38 ou 39 ºC.</figcaption></figure><p>Durante todo este período, as <strong>regiões do litoral</strong> manterão temperaturas mais amenas devido à influência da brisa marítima, embora também registem uma tendência de subida, com <strong>máximas entre 24 ºC e 31 ºC</strong>. Nestes dias, o vento soprará tendencialmente de oes-noroeste, exceto no Algarve, onde soprará de sudoeste.</p><h2>Sexta e sábado: dias 7 e 8 de agosto marcados por uma possível “invasão” de poeiras do Saara</h2><p>A lenta e gradual deslocação para es-nordeste de uma depressão atlântica, atualmente situada a norte do arquipélago dos Açores, irá fazer com que, nos próximos dias,<strong> ocorra o transporte de uma “língua” de poeiras do Saara para a Península Ibérica</strong>.</p><p>Estas partículas, integradas numa massa de ar quente associada à circulação entre uma região de altas pressões estendida entre a Madeira e o Norte de África e a referida depressão atlântica, provocarão uma <strong>alteração da tonalidade do céu, que deverá adquirir tons mais esbranquiçados ou acastanhados</strong> <strong>a partir de sexta-feira (7) de agosto</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-ate-39-c-poeiras-do-saara-e-possivel-chuva-de-lama-estas-sao-as-datas-a-reter-em-portugal-1785929118334.png" data-image="fiwnm4om1bs9"><figcaption>Uma pluma de poeiras do Saara irá "invadir" a Península Ibérica dentro de poucos dias. Portugal continental estará exposto a esta intrusão de partículas especialmente durante os dias de sexta e sábado, 7 e 8 de agosto.</figcaption></figure><p>Segundo os mapas de referência da Meteored, é expectável que durante o dia de <strong>sábado (8) as poeiras atinjam o pico da sua concentração</strong>, tanto em termos de concentração na atmosfera como de extensão geográfica, abrangendo praticamente todo o território de Portugal continental.</p><p>Este episódio de intrusão de poeiras saarianas, para além de provocar a <strong>deposição de poeiras em superfícies como ruas, veículos e infraestruturas</strong>, motivo pelo qual se desaconselha a lavagem de automóveis ou a secagem de roupa no exterior, poderá também produzir outro impacto no estado do tempo em Portugal continental: a chamada "chuva de lama".</p><h2>No sábado 8 não se exclui a possibilidade do fenómeno “chuva de lama”</h2><p>Analisando o modelo de maior confiança da Meteored - o ECMWF - constata-se a possibilidade de ocorrência, em algumas regiões e em determinados momentos do dia de <strong>sábado (8), de períodos de chuva fraca ou aguaceiros, mais prováveis no Norte e Centro</strong> (especialmente em zonas montanhosas), associados à passagem de uma frente de fraca atividade e em fase de dissipação e das linhas de instabilidade que a acompanham.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782063" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressoes-mantem-tempo-instavel-nos-acores-ate-domingo-dia-9-enquanto-a-madeira-continuara-sob-dominio-do-anticiclone.html" title="Depressões mantêm tempo instável nos Açores até domingo, dia 9, enquanto a Madeira continuará sob domínio do anticiclone">Depressões mantêm tempo instável nos Açores até domingo, dia 9, enquanto a Madeira continuará sob domínio do anticiclone</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressoes-mantem-tempo-instavel-nos-acores-ate-domingo-dia-9-enquanto-a-madeira-continuara-sob-dominio-do-anticiclone.html" title="Depressões mantêm tempo instável nos Açores até domingo, dia 9, enquanto a Madeira continuará sob domínio do anticiclone"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/depressoes-mantem-tempo-instavel-nos-acores-ate-domingo-dia-9-enquanto-a-madeira-continuara-sob-dominio-do-anticiclone-1785885020412_320.png" alt="Depressões mantêm tempo instável nos Açores até domingo, dia 9, enquanto a Madeira continuará sob domínio do anticiclone"></a></article></aside><p><strong>Caso em algum momento a precipitação coincida com as poeiras em suspensão</strong>, as gotículas poderão incorporar partículas minerais durante a sua queda, originando de forma ocasional o fenómeno conhecido como <strong>“chuva de lama”</strong>, sobretudo em algumas zonas do Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-ate-39-c-poeiras-do-saara-e-possivel-chuva-de-lama-estas-sao-as-datas-a-reter-em-portugal-1785929085156.png" data-image="4qr78rpc3hks"><figcaption>Embora a probabilidade de ocorrência de chuva seja relativamente baixa no sábado (8), a possibilidade existe. Caso a precipitação coincida com as poeiras saarianas em suspensão, há locais onde poderá gerar-se o fenómeno conhecido como "chuva de lama".</figcaption></figure><p>Por último, outro dos aspetos a realçar para sábado (8) é uma nova variação das temperaturas, sendo expectável uma <strong>pequena descida térmica</strong><strong>, especialmente nas regiões do interior Norte e Centro</strong>.</p><p>A tendência de descida das temperaturas poderá prolongar-se para domingo (9). Refira-se ainda que, para o dia <strong>9 de agosto, os mapas já não indicam a presença de poeiras em suspensão</strong> nos céus de Portugal continental.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-ate-39-c-poeiras-do-saara-e-possivel-chuva-de-lama-estas-sao-as-datas-a-reter-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma nova cúpula de calor na Europa a partir de 10 de agosto: Marta Godinho aponta os possíveis efeitos em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-nova-cupula-de-calor-na-europa-a-partir-de-10-de-agosto-marta-godinho-aponta-os-possiveis-efeitos-em-portugal.html</link><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 12:13:22 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma nova cúpula de calor poderá instalar-se sobre grande parte da Europa na próxima semana. Em Portugal, a influência do Atlântico poderá limitar o calor extremo, sobretudo no litoral, apesar das temperaturas continuarem acima da média.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-nova-cupula-de-calor-na-europa-a-partir-de-10-de-agosto-marta-godinho-aponta-os-possiveis-efeitos-em-portugal-1785930864486.jpg" data-image="xeuhnxektzqk" alt="Cúpula de calor" title="Cúpula de calor"><figcaption>ECMWF prevê possível instalação de uma cúpula de calor sobre a Europa na próxima semana: saiba porque Portugal poderá sentir menos os seus efeitos. Imagem gerada por IA.</figcaption></figure><p>Uma nova <strong>massa de ar muito quente poderá instalar-se sobre grande parte da Europa</strong> durante a próxima semana. Embora a Península Ibérica venha a integrar esta circulação, os modelos sugerem que Portugal poderá voltar a beneficiar da influência moderadora do Atlântico, reduzindo a probabilidade de calor extremo e persistente no litoral.</p><h2>Uma cúpula de calor poderá instalar-se sobre grande parte da Europa</h2><p>A partir de <strong>10 de agosto</strong><strong>, os modelos do ECMWF indicam a subida de uma massa de ar muito quente proveniente do Norte de África em direção à Península Ibérica</strong>, e chegando também a vários países da Europa Central, como França, República Checa, Eslováquia e Hungria e outros.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No mapa de <strong>geopotencial e temperatura a 850 hPa</strong> (cerca de <strong>1500 metros de altitude</strong>) observa-se uma vasta região de ar muito quente, representada pelos tons rosa e roxo, associada a uma extensa área de altas pressões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-nova-cupula-de-calor-na-europa-a-partir-de-10-de-agosto-marta-godinho-aponta-os-possiveis-efeitos-em-portugal-1785929332785.jpg" data-image="vu6ki1mvlhon" alt="Geopotencial e temperatura 850hPa" title="Geopotencial e temperatura 850hPa"><figcaption>A massa de ar quente proveniente do Norte de África poderá expandir-se para grande parte da Europa durante a próxima semana. O mapa evidencia uma extensa área de altas pressões associada à possível formação de uma cúpula de calor.</figcaption></figure><p>Esta configuração atmosférica favorece a formação de uma <strong>cúpula de calor</strong>, um fenómeno em que o anticiclone atua como uma "tampa", dificultando a renovação do ar e permitindo a acumulação de calor durante vários dias.</p><h2>Portugal poderá sentir o calor, mas com influência do Atlântico</h2><p>Apesar da possível instalação desta cúpula sobre a grande parte da Europa, <strong>Portugal poderá escapar aos seus efeitos mais severos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-nova-cupula-de-calor-na-europa-a-partir-de-10-de-agosto-marta-godinho-aponta-os-possiveis-efeitos-em-portugal-1785929462116.jpg" data-image="y7u9pzm4odkb" alt="Pressão e chuva" title="Pressão e chuva"><figcaption>Apesar do calor previsto, a atividade depressionária no Atlântico poderá continuar a influenciar Portugal, permitindo a aproximação de algumas frentes.</figcaption></figure><p>Os modelos continuam a indicar uma forte atividade depressionária no Atlântico Norte, com várias depressões a circularem nas proximidades. Embora nenhuma deva atingir diretamente Portugal Continental, algumas frentes associadas poderão aproximar-se do território, aumentando temporariamente a nebulosidade e contribuindo para manter o litoral relativamente mais fresco.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-nova-cupula-de-calor-na-europa-a-partir-de-10-de-agosto-marta-godinho-aponta-os-possiveis-efeitos-em-portugal-1785929573087.jpg" data-image="9sxves227ppm" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-222772">A influência marítima deverá manter as temperaturas do litoral inferiores.</figcaption></figure><p> Assim, o contraste entre litoral e interior deverá manter-se. Enquanto o interior poderá ultrapassar localmente os <strong>36 °C</strong>, sobretudo no Alentejo e no interior Centro, as regiões costeiras deverão continuar sob influência marítima, limitando a subida das temperaturas.</p><p>Outro indicador favorável é a previsão das temperaturas noturnas. Enquanto em várias zonas do interior de Espanha poderão verificar-se temperaturas superiores a <strong>30 °C durante a noite</strong>, grande parte de Portugal continuará a conseguir arrefecer durante a noite, especialmente no litoral e nas regiões Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-nova-cupula-de-calor-na-europa-a-partir-de-10-de-agosto-marta-godinho-aponta-os-possiveis-efeitos-em-portugal-1785929670352.jpg" data-image="p3dtrt58lrr0" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Durante a noite, Portugal deverá continuar a beneficiar da influência moderadora do Atlântico, com temperaturas significativamente mais baixas do que em Espanha.</figcaption></figure><p> Apenas algumas áreas do interior poderão registar noites mais quentes.</p><h2>Depois das frentes, o litoral também poderá aquecer</h2><p>Caso as frentes previstas para o início da semana se confirmem, a tendência aponta para uma <strong>recuperação gradual das temperaturas entre os dias 14 e 15 de agosto</strong>. Com uma menor influência direta do Atlântico, o litoral poderá aquecer de forma mais significativa, reduzindo temporariamente o contraste térmico face ao interior.</p><p>Ainda assim, esta evolução dependerá da posição das altas pressões e do trajeto das depressões atlânticas, fatores que continuam a apresentar alguma incerteza.</p><h2>Tendência semanal mantém temperaturas acima da média de 10 a 17 de agosto</h2><p>O mapa de <strong>anomalias médias semanais da temperatura a 2 metros</strong>, calculado pelo ECMWF para o período entre <strong>10 e 17 de agosto</strong>, reforça esta tendência. Grande parte da Europa surge com temperaturas médias <strong>acima da climatologia</strong>, incluindo Portugal, embora as anomalias mais expressivas se concentrem no centro do continente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-nova-cupula-de-calor-na-europa-a-partir-de-10-de-agosto-marta-godinho-aponta-os-possiveis-efeitos-em-portugal-1785929782474.jpg" data-image="ogfnw0gltckz" alt="Anomalias semanais da temperatura (10 a 17 de agosto)" title="Anomalias semanais da temperatura (10 a 17 de agosto)"><figcaption>A previsão sub-sazonal do ECMWF aponta para temperaturas acima da média climatológica em grande parte da Europa durante a semana de 10 a 17 de agosto. Em Portugal, a tendência é de calor acima do normal, embora com anomalias menos expressivas do que nas regiões mais continentais da Europa.</figcaption></figure><p>Para Portugal, este cenário sugere uma <strong>maior probabilidade de temperaturas acima da média para a época</strong>, mas sem indicar, para já, uma situação generalizada de calor extremo como a prevista para países mais continentais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782004" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intensificara-em-portugal-antes-de-mudanca-do-tempo-no-sabado-8-de-agosto-modelo-ecmwf-preve-regresso-da-chuva.html" title="Calor intensificará em Portugal antes de mudança do tempo no sábado, 8 de agosto (modelo ECMWF prevê regresso da chuva)">Calor intensificará em Portugal antes de mudança do tempo no sábado, 8 de agosto (modelo ECMWF prevê regresso da chuva)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intensificara-em-portugal-antes-de-mudanca-do-tempo-no-sabado-8-de-agosto-modelo-ecmwf-preve-regresso-da-chuva.html" title="Calor intensificará em Portugal antes de mudança do tempo no sábado, 8 de agosto (modelo ECMWF prevê regresso da chuva)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intensificara-em-portugal-antes-de-mudanca-do-tempo-no-sabado-8-de-agosto-modelo-ecmwf-preve-regresso-da-chuva-1785847643818_320.png" alt="Calor intensificará em Portugal antes de mudança do tempo no sábado, 8 de agosto (modelo ECMWF prevê regresso da chuva)"></a></article></aside><p>Importa recordar que se trata de uma previsão <strong>a longo prazo</strong>, baseada em ensembles, pelo que a posição das depressões atlânticas e a intensidade da influência marítima poderão ainda sofrer alterações nos próximos dias.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-nova-cupula-de-calor-na-europa-a-partir-de-10-de-agosto-marta-godinho-aponta-os-possiveis-efeitos-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Reservas das barragens descem para 82%: três bacias terminam julho abaixo da média]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/reservas-das-barragens-descem-para-82-tres-bacias-terminam-julho-abaixo-da-media.html</link><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>As barragens portuguesas terminaram julho com 82% da capacidade total, apesar da descida sazonal das reservas. Doze bacias mantêm níveis acima da média, enquanto Lima, Vouga e Mondego apresentam valores inferiores ao habitual para julho.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/reservas-das-barragens-descem-para-82-tres-bacias-terminam-julho-abaixo-da-media-1785767269054.jpg" data-image="l3x0978m44mn" alt="Barragem de Castelo de Bode com reservas elevadas no final de julho" title="Barragem de Castelo de Bode com reservas elevadas no final de julho"><figcaption>A Barragem de Castelo de Bode integra a bacia hidrográfica do Tejo, que terminou julho com 81,3% de armazenamento, acima da média do mês. A nível nacional, as reservas desceram para 82% da capacidade monitorizada.</figcaption></figure><p>As reservas de água armazenadas nas barragens portuguesas continuaram a diminuir durante julho, acompanhando a evolução habitual desta fase do verão. Ainda assim, <strong>o país terminou o mês com níveis globalmente elevados</strong> e 12 das 15 bacias hidrográficas acima das respetivas médias, mantendo uma situação favorável durante o período de maior pressão sobre os recursos hídricos.</p><h2>Reservas diminuíram 710 hm³ durante o mês de julho</h2><p>Segundo o boletim semanal da Agência Portuguesa do Ambiente, a 27 de julho estavam armazenados 10 762 hm³ de água, correspondentes a 82% da capacidade total monitorizada. No final de junho, o volume ascendia a 11 472 hm³, equivalente a 87%. <strong>Em quatro semanas,</strong> <strong>as reservas diminuíram aproximadamente 710 hm³</strong>, traduzindo-se numa descida de cinco pontos percentuais. <strong>A redução coincide com o período de maior consumo anual </strong>em Portugal continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/reservas-das-barragens-descem-para-82-tres-bacias-terminam-julho-abaixo-da-media-1785766548516.jpg" data-image="qgpylng9b5gk"><figcaption>As barragens portuguesas terminaram julho com 10 762 hm³ de água armazenada, correspondentes a 82% da capacidade monitorizada. Apesar da descida de 129 hm³ na última semana, 12 das 15 bacias hidrográficas mantinham reservas acima da média do mês. Fonte: APA/SNIRH.</figcaption></figure><p>A perda foi particularmente expressiva na última semana analisada. Entre 20 e 27 de julho, as barragens perderam 129 hm³, com descidas em 14 bacias hidrográficas. <strong>A única exceção foram as Ribeiras do Oeste</strong>, onde o volume armazenado na albufeira de São Domingos aumentou de 7,4 para 8,1 hm³. Embora corresponda a apenas 0,7 hm³, esta subida permitiu que a bacia passasse de 94% para 100%, devido à sua reduzida capacidade total.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/reservas-das-barragens-descem-para-82-tres-bacias-terminam-julho-abaixo-da-media-1785766578765.jpg" data-image="q55cl5v4kmpc"><figcaption>Entre 20 e 27 de julho, as Ribeiras do Oeste foram a única bacia hidrográfica onde o armazenamento aumentou, passando de 94% para 100%. O acréscimo concentrou-se na albufeira de São Domingos, enquanto o Tejo desceu de 82% para 81%. Fonte: APA/SNIRH.</figcaption></figure><p>Apesar da descida, <strong>49% das albufeiras monitorizadas apresentavam disponibilidades superiores a 80%</strong> e nenhuma se encontrava abaixo dos 40%. Entre as restantes bacias, destacavam-se o Mira, com 94,6%, e as Ribeiras do Barlavento, com 87,4%.</p><h2>Lima, Vouga e Mondego terminaram julho abaixo da média</h2><p>As diferenças regionais tornam-se mais evidentes à medida que o verão avança. Lima, Vouga e Mondego terminaram julho abaixo das respetivas médias históricas. <strong>A situação mais desfavorável verificava-se no Lima</strong>, com 54,5%, perante uma média de 65,7%. No Mondego, o armazenamento situava-se em 76,1%, ligeiramente abaixo dos 78,2% habituais, enquanto o Vouga apresentava 82,8%, praticamente em linha com a média de 82,9%.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações<br></div><p>A descida ocorre depois de um junho muito quente e muito seco. Nesse mês, <strong>a precipitação média em Portugal continental ficou pelos 6,9 mm</strong>, enquanto as temperaturas elevadas favoreceram a evapotranspiração e reduziram a água disponível no solo, sobretudo no Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/reservas-das-barragens-descem-para-82-tres-bacias-terminam-julho-abaixo-da-media-1785766413160.jpg" data-image="621zz2d5a93p"><figcaption>Junho de 2026 registou apenas 6,9 mm de precipitação em Portugal continental, um défice de 14,4 mm face à normal 1991–2020. Foi o 14.º junho mais seco desde 1931 e o sétimo mais seco desde 2000. Fonte: IPMA</figcaption></figure><p>No entanto, <strong>as reservas continuam a refletir um ano hidrológico chuvoso</strong>. Entre outubro e junho, a precipitação acumulada atingiu 1047,1 mm, <strong>139% do valor normal e o segundo maior total desde 2000</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780871" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/agosto-em-portugal-anticiclone-reforca-se-no-inicio-do-mes-mas-tendencia-a-longo-prazo-do-ecmwf-vislumbra-mudancas.html" title="Agosto em Portugal: anticiclone reforça-se no início do mês, mas tendência a longo prazo do ECMWF vislumbra mudanças">Agosto em Portugal: anticiclone reforça-se no início do mês, mas tendência a longo prazo do ECMWF vislumbra mudanças</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/agosto-em-portugal-anticiclone-reforca-se-no-inicio-do-mes-mas-tendencia-a-longo-prazo-do-ecmwf-vislumbra-mudancas.html" title="Agosto em Portugal: anticiclone reforça-se no início do mês, mas tendência a longo prazo do ECMWF vislumbra mudanças"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/agosto-em-portugal-anticiclone-reforca-se-no-inicio-do-mes-mas-tendencia-a-longo-prazo-do-ecmwf-vislumbra-mudancas-1785233861437_320.png" alt="Agosto em Portugal: anticiclone reforça-se no início do mês, mas tendência a longo prazo do ECMWF vislumbra mudanças"></a></article></aside><p>Esta reposição explica a robustez atual das albufeiras, embora a ausência de precipitação significativa, a evaporação e o aumento dos consumos devam continuar a favorecer uma diminuição gradual durante agosto.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/reservas-das-barragens-descem-para-82-tres-bacias-terminam-julho-abaixo-da-media.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Depressões mantêm tempo instável nos Açores até domingo, dia 9, enquanto a Madeira continuará sob domínio do anticiclone]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressoes-mantem-tempo-instavel-nos-acores-ate-domingo-dia-9-enquanto-a-madeira-continuara-sob-dominio-do-anticiclone.html</link><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 06:11:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os Açores deverão continuar sob influência de duas depressões atlânticas até domingo, enquanto a Madeira permanecerá com tempo estável, temperaturas amenas e pouca precipitação graças ao domínio do anticiclone.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xauxq6m"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xauxq6m.jpg" id="xauxq6m"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os próximos dias deverão ser marcados por um <strong>contraste meteorológico</strong> significativo entre os dois arquipélagos portugueses. Enquanto os <strong>Açores</strong> permanecerão sob influência de duas <strong>depressões atlânticas</strong>, favorecendo períodos de <strong>chuva</strong> e maior <strong>nebulosidade</strong>, a <strong>Madeira</strong> continuará a beneficiar da ação do <strong>anticiclone</strong>, mantendo um estado do tempo mais estável, seco e com temperaturas próximas dos valores habituais para a época.</p><h2>Depressões vão continuar a influenciar o estado do tempo nos Açores</h2><p>Ao longo da semana, os <strong>Açores</strong> deverão permanecer sob influência da sucessiva passagem de duas <strong>depressões</strong> localizadas a oes-noroeste do arquipélago, favorecendo a passagem de áreas de instabilidade responsáveis por períodos de <strong>chuva fraca</strong> ou aguaceiros, bem como por céu frequentemente muito nublado.</p><p>Na <strong>Madeira</strong>, pelo contrário, o <strong>anticiclone</strong> deverá continuar a exercer influência sobre o estado do tempo, garantindo uma semana marcada por <strong>estabilidade atmosférica</strong>, pouca precipitação e vento geralmente fraco a moderado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-mantera-tempo-instavel-nos-acores-ate-domingo-enquanto-a-madeira-continuara-sob-dominio-do-anticiclone-1785871007882.png" data-image="d6onrvlaojnw" alt="Chuva (quarta-feira, 5 de agosto, 12h)" title="Chuva (quarta-feira, 5 de agosto, 12h)"><figcaption>Chuva prevista para quarta-feira, 5 de agosto, às 12h. Os períodos de precipitação deverão concentrar-se sobretudo nos Açores, enquanto a Madeira permanecerá praticamente sem chuva.</figcaption></figure><p>Apesar da instabilidade prevista, <strong>não se esperam episódios meteorológicos severos</strong>. A precipitação deverá ocorrer de forma irregular e, na maioria dos casos, com intensidade fraca a moderada, alternando com períodos de melhoria, sobretudo nas ilhas do <strong>Grupo Central</strong> e <strong>Grupo Oriental</strong>.</p><h2>Precipitação será significativamente superior nos Açores</h2><p>Os mapas de <strong>precipitação acumulada</strong> evidenciam um contraste muito marcado entre os dois arquipélagos. Enquanto nos <strong>Açores</strong> os acumulados poderão atingir valores entre os <strong>40 e 60</strong><strong> mm</strong> em alguns locais, sobretudo nos <strong>Grupos Ocidental e Central</strong>, na <strong>Madeira</strong> apenas se prevê precipitação residual.</p><p>Esta distribuição resulta da sucessiva passagem de <strong>linhas de instabilidade</strong> associadas às <strong>depressões atlânticas</strong>, que deverão atravessar o arquipélago açoriano ao longo da semana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-mantera-tempo-instavel-nos-acores-ate-domingo-enquanto-a-madeira-continuara-sob-dominio-do-anticiclone-1785871210315.png" data-image="ee1k3xcp4j9o" alt="Precipitação acumulada (domingo, 9 de agosto, 22h)" title="Precipitação acumulada (domingo, 9 de agosto, 22h)"><figcaption>Precipitação acumulada prevista até domingo, 9 de agosto, às 22h. Os maiores acumulados deverão concentrar-se nos Açores, sobretudo no Grupo Ocidental, enquanto na Madeira apenas são esperados valores residuais.</figcaption></figure><p>Ao longo da semana, a sucessiva passagem de áreas de instabilidade deverá favorecer uma acumulação gradual da precipitação nos <strong>Açores</strong>. Na <strong>Madeira</strong>, pelo contrário, a persistência da influência <strong>anticiclónica</strong> deverá impedir a ocorrência de chuva significativa, mantendo um cenário predominantemente seco.</p><h2>Madeira continuará com temperaturas estáveis e tempo seco</h2><p>No que diz respeito às <strong>temperaturas</strong>, não são esperadas alterações significativas em nenhum dos arquipélagos. Nos <strong>Açores</strong>, as máximas deverão oscilar geralmente entre <strong>24 ºC e 26 ºC</strong>, enquanto na <strong>Madeira</strong> poderão atingir cerca de <strong>28 ºC</strong>, mantendo-se acima dos valores habituais para esta época do ano.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781998" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-a-10-dias-em-portugal-depressoes-continuam-a-ameacar-o-pais-mas-o-calor-regressa-antes-de-novo-episodio.html" title="Tendência a 10 dias em Portugal: depressões continuam a ameaçar o país, mas o calor regressa antes de novo episódio">Tendência a 10 dias em Portugal: depressões continuam a ameaçar o país, mas o calor regressa antes de novo episódio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-a-10-dias-em-portugal-depressoes-continuam-a-ameacar-o-pais-mas-o-calor-regressa-antes-de-novo-episodio.html" title="Tendência a 10 dias em Portugal: depressões continuam a ameaçar o país, mas o calor regressa antes de novo episódio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-a-10-dias-em-portugal-depressoes-continuam-a-ameacar-o-pais-mas-o-calor-regressa-antes-de-novo-episodio-1785846385749_320.jpg" alt="Tendência a 10 dias em Portugal: depressões continuam a ameaçar o país, mas o calor regressa antes de novo episódio"></a></article></aside><p>Também a <strong>nebulosidade</strong> deverá apresentar diferenças importantes entre ambos os arquipélagos. Nos <strong>Açores</strong> serão frequentes os períodos de céu muito nublado devido à circulação da <strong>depressão</strong>, ao passo que na <strong>Madeira</strong> predominarão períodos de céu pouco nublado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-mantera-tempo-instavel-nos-acores-ate-domingo-enquanto-a-madeira-continuara-sob-dominio-do-anticiclone-1785871259775.png" data-image="iymrj65fzuqg" alt="Temperatura (domingo, 9 de agosto, 16h)" title="Temperatura (domingo, 9 de agosto, 16h)"><figcaption>Temperatura prevista para domingo, 9 de agosto, às 16h. Os valores deverão manter-se próximos da média climatológica, com ambiente mais ameno nos Açores e mais quente na Madeira.</figcaption></figure><p>As temperaturas não deverão sofrer alterações significativas durante este período. Nos <strong>Açores</strong>, o ambiente continuará relativamente ameno devido à influência marítima e à maior nebulosidade, enquanto na <strong>Madeira</strong> os valores deverão manter-se estáveis e superiores ao habitual para esta época do ano, com avisos amarelo de tempo quente a vigorar pelo menos até quinta-feira, 6 de agosto, em várias áreas do arquipélago madeirense.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-mantera-tempo-instavel-nos-acores-ate-domingo-enquanto-a-madeira-continuara-sob-dominio-do-anticiclone-1785871295951.png" data-image="11yxtc72vvsi" alt="Nebulosidade (sexta-feira, 7 de agosto, 12h)" title="Nebulosidade (sexta-feira, 7 de agosto, 12h)"><figcaption>Nebulosidade prevista para sexta-feira, 7 de agosto, às 12h. Os Açores deverão apresentar maior cobertura de nuvens, enquanto na Madeira predominarão períodos de céu pouco nublado.</figcaption></figure><p>Esta diferença na cobertura de nuvens reflete a distinta configuração atmosférica prevista para cada arquipélago. Enquanto as <strong>depressões</strong> favorecerão a formação de nebulosidade persistente nos <strong>Açores</strong>, a <strong>Madeira</strong> continuará sob influência de condições mais estáveis, proporcionando períodos de maior insolação ao longo da semana.</p><p>Até ao final da semana, o <strong>contraste meteorológico</strong> entre os dois arquipélagos deverá manter-se. Os <strong>Açores</strong> continuarão sujeitos a períodos de <strong>chuva</strong>, nebulosidade frequente e maior instabilidade atmosférica, enquanto a <strong>Madeira</strong> deverá permanecer sob influência do <strong>anticiclone</strong>, com <strong>tempo geralmente seco</strong>, e <strong>temperaturas relativamente elevadas para o que costuma ser habitual</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressoes-mantem-tempo-instavel-nos-acores-ate-domingo-dia-9-enquanto-a-madeira-continuara-sob-dominio-do-anticiclone.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alerta espacial: satélite privado enviado para resgatar o telescópio Swift da NASA está a girar sem controlo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/alerta-espacial-satelite-privado-enviado-para-resgatar-o-telescopio-swift-da-nasa-esta-girando-sem-controle.html</link><pubDate>Wed, 05 Aug 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A nave espacial encarregada de elevar a órbita do observatório Swift perdeu a estabilidade. Engenheiros tentam retomar o controlo enquanto o tempo se esgota para salvar esta histórica missão científica da NASA.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/alarma-espacial-el-satelite-privado-enviado-a-rescatar-el-telescopio-swift-de-la-nasa-gira-sin-control-1785720455757.jpg" data-image="kjoqeqv9h80h"><figcaption>O Observatório Neil Gehrels Swift, da NASA, estuda explosões de raios gama e outros objetos e eventos cósmicos. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>O <strong>Observatório Neil Gehrels Swift</strong> tem vindo a monitorizar os fenómenos mais extremos do Universo há mais de duas décadas. Lançado em novembro de 2004, ele<strong> combina telescópios de raios gama, raios X, ultravioleta e luz visível </strong>para detetar explosões cósmicas e observá-las antes que desapareçam.</p><p>Com este arsenal, o observatório espacial Swift tornou-se uma ferramenta essencial para o estudo de explosões de raios gama, fusões de estrelas de neutrões, buracos negros e outras fontes transitórias. No entanto, não faz muito tempo, a <strong>sua órbita sofreu uma queda alarmante</strong>.</p><p>O problema ocorreu durante o máximo solar de <strong>2024</strong>, quando a energia incidente aqueceu e expandiu as camadas superiores da atmosfera terrestre, aumentando o arrasto sobre o Swift a tal ponto que o seu <strong>sistema de propulsão não conseguiu manter a altitude</strong>.</p><div class="texto-destacado">Os cálculos previam a reentrada durante o verão. Consequentemente, a 11 de fevereiro, a NASA suspendeu a maior parte das suas observações científicas para que o satélite pudesse adotar uma orientação capaz de reduzir o arrasto atmosférico.</div><p>A manobra desacelerou a descida e ampliou a margem disponível até ao início do outono. Mesmo assim, o <strong>Swift precisava de permanecer acima de 300 quiló</strong><strong>metros</strong> para que uma <strong>n</strong><strong>ave espacial de serviço pudesse alcançá-la e impulsioná-la</strong>, dando início, assim, a uma corrida espacial contra a atmosfera e o tempo.</p><h2>Uma missão realizada contra o relógio</h2><p>A NASA contratou a <em>Katalyst Space </em>para construir a <strong>LINK, uma nave espacial robótica projetada para encontrar o Swift</strong>, inspecioná-lo, capturá-lo e <strong>empurrá-lo para uma órbita mais elevada</strong>. O projeto não envolvia acoplagem convencional; portanto, a LINK precisava de localizar pontos de fixação seguros utilizando as suas câmaras.</p><p>A <em>Katalyst </em>conquistou o contrato em setembro de <strong>2025 </strong>e teve menos de um ano para projetar, fabricar, testar e lançar o veículo. Durante os meses de abril e maio, o veículo foi submetido com sucesso a testes de vibração, vácuo térmico, propulsão elétrica e movimentação de mecanismos no Centro Goddard da NASA.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alarma-espacial-el-satelite-privado-enviado-a-rescatar-el-telescopio-swift-de-la-nasa-gira-sin-control-1785720678222.png" data-image="pxp9ug2r0z8e"><figcaption>A NASA concedeu à Katalyst Space um contrato para elevar a órbita do seu Observatório Neil Gehrels Swift. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>Após ser integrado num foguetão Pegasus XL e passar por duas tentativas de lançamento adiadas devido a condições meteorológicas e problemas de software de navegação, a <strong>LINK finalmente alcançou a órbita a 3 de julho de 2026</strong>, estabelecendo contacto com a Terra no mesmo dia.</p><p>Com os painéis solares implantados, a nave espacial começou a gerar energia, e os controladores iniciaram o processo de comissionamento. Com o plano de verificar sensores, navegação e propulsores antes de seguir em direção ao Swift, tudo parecia correr bem...</p><h3>Quando o veículo de resgate começou a girar</h3><p>Embora as verificações iniciais parecessem promissoras,<strong> surgiram dificuldades de comunicação e uma rotação excessiva</strong>. Embora a equipa tenha conseguido estabilizar a nave espacial e informar que um problema na roda de reação tinha sido corrigido através de atualizações de software, havia algo errado com o giroscópio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alarma-espacial-el-satelite-privado-enviado-a-rescatar-el-telescopio-swift-de-la-nasa-gira-sin-control-1785720848680.jpg" data-image="t6aksue6xw0k"><figcaption>Durante o fim de semana a nave espacial do serviço LINK, da Katalyst, apresentou problemas de controlo de altitude. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>No <strong>último fim de semana de julho</strong>, a <strong>LINK perdeu o controlo e começou a girar</strong>, o que prejudicou as comunicações. Uma investigação preliminar constatou que duas das suas três rodas de reação estavam inoperantes e que os propulsores a gás frio tinham perdido parte da sua funcionalidade.</p><div class="texto-destacado">As rodas de reação orientam uma nave espacial com precisão sem consumir combustível, enquanto os propulsores a gás frio auxiliam na realização de correções rápidas.</div><p>A perda de ambos os sistemas compromete a capacidade de apontar antenas, câmaras, propulsores e braços robóticos. Esta capacidade é fundamental quando dois satélites se aproximam em velocidades orbitais, uma vez que qualquer erro poderia resultar numa colisão.</p><p>Foram então utilizados propulsores elétricos a xenónio — originalmente destinados a manobras e à elevação da órbita. Vários acionamentos reduziram a rotação. <strong>Embora a nave espacial continue a gerar energia e a manter comunicações, ainda precisa de recuperar uma orientação estável</strong> antes de prosseguir com a sua missão.</p><h3>Um resgate que ainda é possível, mas não garantido</h3><p>A redução na velocidade de rotação demonstra que a <strong>LINK está a responder aos comandos e a manter sistemas fundamentais</strong>; portanto, a missão não pode ser considerada perdida. Paralelamente, estão a ser consideradas modificações no software de orientação, navegação e controlo para viabilizar a operação com uma configuração mais controlável.</p><p>A<strong> previsão oficial mais recente </strong>situava a aproximação para o <strong>final de agosto</strong>; no entanto, alcançar o observatório não garante a capacidade de capturá-lo. O simples facto de entrar em órbita pode não oferecer a precisão necessária para esta <strong>operação extremamente delicada</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-sucessor-do-james-webb-ja-esta-em-desenvolvimento-este-e-o-megatelescopio-da-nasa-concebido-para-procurar-outra-terra.html" title="O sucessor do James Webb já está em desenvolvimento: este é o megatelescópio da NASA concebido para procurar outra Terra">O sucessor do James Webb já está em desenvolvimento: este é o megatelescópio da NASA concebido para procurar outra Terra</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-sucessor-do-james-webb-ja-esta-em-desenvolvimento-este-e-o-megatelescopio-da-nasa-concebido-para-procurar-outra-terra.html" title="O sucessor do James Webb já está em desenvolvimento: este é o megatelescópio da NASA concebido para procurar outra Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-sucesor-de-james-webb-ya-esta-en-marcha-este-es-el-megatelescopio-de-la-nasa-disenado-para-buscar-otra-tierra-1785270499023_320.jpg" alt="O sucessor do James Webb já está em desenvolvimento: este é o megatelescópio da NASA concebido para procurar outra Terra"></a></article></aside>A LINK deve aproximar-se lentamente, fotografar a estrutura, selecionar pontos de agarre e coordenar os seus braços sem esbarrar no Swift nem fazê-lo girar. Se a captura for bem-sucedida, <strong>propulsores elétricos elevarão o conjunto combinado, ao longo de vários meses</strong>, a uma altitude próxima à órbita original do Swift.<br><br>A missão também demonstraria a viabilidade de resgatar satélites que nunca foram projetados para passar por manutenção. Mas, por enquanto, a nave espacial enviada para salvar o observatório precisa de superar a sua própria emergência.]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/alerta-espacial-satelite-privado-enviado-para-resgatar-o-telescopio-swift-da-nasa-esta-girando-sem-controle.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Especialistas inspecionam pela primeira vez o gelo glaciar do Monte Ararat, onde Noé atracou após o Dilúvio Universal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/especialistas-inspecionam-pela-primeira-vez-o-gelo-glaciar-do-monte-ararat-onde-noe-atracou-apos-o-diluvio-universal.html</link><pubDate>Tue, 04 Aug 2026 17:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p> Com base no Livro do Génesis, a tradição cristã interpreta que esta montanha é o local onde a Arca de Noé se fixou após o Dilúvio Universal descrito neste livro sagrado. É a primeira vez que os seus gelos são estudados em pormenor.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/especialistas-inspecionam-pela-primeira-vez-o-gelo-glaciar-do-monte-ararat-onde-noe-atracou-apos-o-diluvio-universal-1785851852642.jpg" data-image="qmzpja64qnz5"><figcaption>Pequenos pontos numa paisagem vasta e árida: as tendas do acampamento base revelam a imensa dimensão do Monte Ararat. © Instituto Alfred Wegener / Coen Hofstede</figcaption></figure><p>Enfrentando o vento e o frio, e com apenas metade do oxigénio existente no vale, uma<strong> equipa de investigação alemã-turca</strong> explorou pela primeira vez, em julho, <strong>o glaciar do Monte Ararat</strong>, no leste da Turquia, a mais de 5 000 metros acima do nível do mar. Durante duas semanas, a equipa explorou o campo de gelo, que até então tinha sido um enigma para os investigadores. O seu objetivo era descobrir se<strong> o gelo da montanha mais alta da Turquia conserva um registo único da história climática e cultural</strong>.</p><p>O problema é que este registo se encontra agora ameaçado; devido ao aquecimento global, a calota polar do Ararat está a diminuir a um ritmo acelerado e, a cada verão, perde-se informação que muito poucas outras fontes poderiam fornecer. Para recolher esta informação, o projeto reuniu especialistas em arqueologia e glaciologia numa iniciativa conjunta.</p><h2>Estudo do gelo do Ararat</h2><p>A calota polar foi estudada através de uma combinação de sondagens radioelétricas terrestres e técnicas sísmicas ativas. Este método permite aos investigadores <strong>cartografar a espessura e o leito subglacial do gelo</strong>. </p><div class="texto-destacado"><strong>"Apesar do vento e do frio, obtivemos todos os dados necessários", afirma o Dr. Coen Hofstede, do Instituto Alfred Wegener, responsável pelas medições no local. "Agora podemos determinar onde perfurar o núcleo de gelo contínuo mais longo".</strong></div><p>Durante a próxima expedição, a equipa de investigação pretende recuperar os núcleos de gelo. Se for bem-sucedida,<strong> será obtido o primeiro núcleo de gelo do Monte Ararat</strong>.</p><p>"Isto representa uma <strong>fonte de dados completamente nova para a arqueologia"</strong>, afirma o professor Dr. Achim Lichtenberger, líder do projeto da Universidade de Münster. "Até agora, dependíamos do que se encontra debaixo da terra. <strong>O gelo, por outro lado, poderá conservar uma crónica contínua da atividade humana</strong>, camada a camada, ao longo de milénios".</p><p>O gelo também contém dados valiosos para a glaciologia. Nas suas camadas estão preservadas a composição de atmosferas passadas, o transporte de poeira e vestígios de erupções vulcânicas anteriores. Isto poderá permitir aos investigadores reconstruir, por exemplo, como se desenvolveram nesta região fases climáticas bem conhecidas, como o <strong>Óptimo Climático Romano ou a Pequena Idade do Gelo da Antiguidade Tardia (LALIA)</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="649731" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/na-terra-choveu-sem-parar-durante-2-milhoes-de-anos-quais-foram-as-causas-deste-grande-diluvio-universal-clima.html" title="Na Terra choveu sem parar durante 2 milhões de anos: Quais foram as causas deste grande dilúvio universal?">Na Terra choveu sem parar durante 2 milhões de anos: Quais foram as causas deste grande dilúvio universal?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/na-terra-choveu-sem-parar-durante-2-milhoes-de-anos-quais-foram-as-causas-deste-grande-diluvio-universal-clima.html" title="Na Terra choveu sem parar durante 2 milhões de anos: Quais foram as causas deste grande dilúvio universal?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/en-la-tierra-llovio-sin-parar-durante-2-millones-de-anos-asi-fue-el-diluvio-universal-que-dio-lugar-a-un-nuevo-mundo-1711112942187_320.jpeg" alt="Na Terra choveu sem parar durante 2 milhões de anos: Quais foram as causas deste grande dilúvio universal?"></a></article></aside><p>A localização geográfica da montanha é especialmente valiosa para a investigação. <strong>Situa-se no cruzamento de algumas das civilizações antigas mais importantes do mundo</strong>. Embora, até agora, apenas tenham sido realizados estudos comparáveis nos Alpes, o Médio Oriente permanece, em grande parte, inexplorado.</p><p>"Esta é a região onde a agricultura teve início, onde surgiram os primeiros centros de mineração e metalurgia", explica o professor Dr. Ünsal Yalçın, da Universidade de Isparta, na Turquia. "Se tivermos sorte, encontraremos no gelo não só dados climáticos, mas também finas partículas metálicas de antigas forjas ou resíduos da agricultura primitiva de corte e queima. <strong>O Monte Ararat serviria, então, como um arquivo para toda a região da Anatólia, da Mesopotâmia e do Cáucaso"</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Lichtenberger%2C%20Achim%20et%20al.%2C" data-year="2026" data-title="Experts%20survey%20the%20glacier%20ice%20on%20Mount%20Ararat%20for%20the%20first%20time" data-url="https%3A%2F%2Fwww.uni-muenster.de%2Fnews%2Fview.php%3Fcmdid%3D15580">Lichtenberger, Achim et al.,. (2026). <a href="https://www.uni-muenster.de/news/view.php?cmdid=15580" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Experts survey the glacier ice on Mount Ararat for the first time</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/especialistas-inspecionam-pela-primeira-vez-o-gelo-glaciar-do-monte-ararat-onde-noe-atracou-apos-o-diluvio-universal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Oxigénio está a desaparecer gradualmente das águas do mundo: efeitos podem prolongar-se por séculos, cientistas alertam]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/oxigenio-esta-a-desaparecer-gradualmente-das-aguas-do-mundo-efeitos-podem-prolongar-se-por-seculos-cientistas-alertam.html</link><pubDate>Tue, 04 Aug 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Os cientistas alertam que o oxigénio está a desaparecer dos oceanos, lagos e rios do mundo a um ritmo alarmante, com algumas das consequências a poderem prolongar-se por séculos e a empurrar o planeta para o que descrevem como um "espaço inseguro".</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/draft-oxygen-is-slowly-disappearing-from-the-world-s-waters-and-the-effects-could-last-centuries-scientists-warn-1785252393958.png" data-image="3jc5dx5ddods" alt="Researchers have warned that declining oxygen levels across oceans, rivers and lakes have become a global threat to aquatic ecosystems, biodiversity and climate stability." title="Researchers have warned that declining oxygen levels across oceans, rivers and lakes have become a global threat to aquatic ecosystems, biodiversity and climate stability."><figcaption>Os investigadores alertaram que a diminuição dos níveis de oxigénio nos oceanos, rios e lagos se tornou uma ameaça global para os ecossistemas aquáticos, a biodiversidade e a estabilidade climática.</figcaption></figure><p><strong>Todas as massas de água do planeta — oceanos, rios, lagos — precisam de oxigénio</strong> dissolvido para manter a vida que nelas existe. Sem ele, as cadeias alimentares entram em colapso a partir da base, afetando tudo, desde organismos microscópicos até peixes, tubarões e até mesmo os mamíferos marinhos que os caçam.</p><div class="texto-destacado"><strong>Uma análise recente liderada por cientistas do Instituto Scripps de Oceanografia da Universidade da Califórnia em San Diego revelou que os níveis de oxigénio nos sistemas hídricos de todo o mundo estão a diminuir a um ritmo que deve ser considerado uma grave ameaça global.</strong></div><p>A equipa destaca três fatores que estão na origem deste fenómeno: <strong>o aquecimento causado pelo homem</strong>, <strong>a poluição por nutrientes</strong> proveniente da agricultura e da indústria e as <strong>alterações na circulação das águas mais profundas</strong>. E todos estes três fatores estão a agravar-se. </p><h2>Por que é que isto precisa de uma categoria própria?</h2><p>Existe um quadro denominado "Sistema de Limites Planetários", criado em 2009, que acompanha nove processos ambientais considerados essenciais para manter a estabilidade do planeta — aspetos como as alterações climáticas, a perda de biodiversidade, a acidificação dos oceanos e a poluição química. O que a equipa do Scripps defende é que <strong>a perda de oxigénio na água deve ser acrescentada como um décimo elemento</strong>, porque não se limita a coexistir com esses outros problemas — <strong>agrava vários deles</strong>.</p><p><strong>"A saúde e a estabilidade do nosso planeta dependem da saúde e da estabilidade dos ecossistemas aquáticos, que precisam de oxigénio para funcionar normalmente"</strong>, afirmou a autora principal, Erica Ferrer, que realizou este trabalho durante o seu doutoramento no Scripps.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/draft-oxygen-is-slowly-disappearing-from-the-world-s-waters-and-the-effects-could-last-centuries-scientists-warn-1785252506224.png" data-image="imghm7btjwu0" alt="The review has linked aquatic deoxygenation to warming, nutrient pollution and disrupted water circulation, with some impacts potentially persisting for centuries." title="The review has linked aquatic deoxygenation to warming, nutrient pollution and disrupted water circulation, with some impacts potentially persisting for centuries."> <figcaption>A análise associou a desoxigenação aquática ao aquecimento, à poluição por nutrientes e à perturbação da circulação da água, podendo alguns desses impactos persistir durante séculos.</figcaption></figure><p>"Este estudo foi concebido para dar <strong>maior visibilidade à desoxigenação aquática enquanto ameaça global</strong> e para demonstrar que esta não ocorre de forma isolada."</p><p>De acordo com a análise, <strong>a queda dos níveis de oxigénio perturba os processos biológicos e químicos que ajudam a manter o clima sob controlo</strong>. Os habitats ficam danificados, as espécies-presa deslocam-se ou desaparecem e as redes tróficas começam a desmoronar-se — o que, por sua vez, se retroalimenta na <strong>crise da biodiversidade </strong>e na<strong> instabilidade climática</strong> sobre as quais os cientistas vêm alertando há anos.</p><h2>Um problema que não se resolverá rapidamente</h2><p>No entanto, <strong>é o prazo que realmente preocupa os investigadores</strong>. Ferrer e os seus colegas alertam, na revisão, que algumas das alterações desencadeadas pela perda sustentada de oxigénio poderão persistir durante séculos e podem não ser algo que se reverta num prazo que seja relevante para as pessoas que vivem hoje em dia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774217" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-primeira-forma-de-vida-complexa-na-terra-pode-ter-precisado-de-oxigenio-desde-o-inicio.html" title="A primeira forma de vida complexa na Terra pode ter precisado de oxigénio desde o início">A primeira forma de vida complexa na Terra pode ter precisado de oxigénio desde o início</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-primeira-forma-de-vida-complexa-na-terra-pode-ter-precisado-de-oxigenio-desde-o-inicio.html" title="A primeira forma de vida complexa na Terra pode ter precisado de oxigénio desde o início"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/the-first-complex-life-on-earth-may-have-needed-oxygen-all-along-1781333259697_320.jpg" alt="A primeira forma de vida complexa na Terra pode ter precisado de oxigénio desde o início"></a></article></aside><p>Ferrer e a autora principal, Lisa Levin, oceanógrafa biológica do Scripps, têm vindo a refletir sobre esta questão desde 2019, quando ambos estiveram na conferência das Nações Unidas sobre o clima, em Madrid. O que lhes chamou a atenção na altura, segundo afirmaram, foi o facto de <strong>a perda de oxigénio na água</strong> surgir constantemente como um tema secundário em conversas que, na verdade, versavam sobre o clima ou a poluição, quando, na sua opinião, <strong>merecia ser entendida como parte do mesmo problema interligado</strong>.</p><p><strong>"Mitigar os seus impactos representa uma componente crítica para a preservação da biodiversidade e do clima"</strong>, afirmou Ferrer.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="University%20of%20California%2C%20San%20Diego" data-year="2026" data-title="Abundant%20interactions%20and%20feedbacks%20between%20aquatic%20deoxygenation%20and%20the%20other%20planetary%20boundaries%20suggest%20%E2%80%9Cunsafe%E2%80%9D%20levels%20of%20oxygen%20loss%20with%20far%E2%80%90reaching%20impacts" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedaily.com%2Freleases%2F2026%2F07%2F260719035939.htm">University of California, San Diego. (2026). <a href="https://www.sciencedaily.com/releases/2026/07/260719035939.htm" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Abundant interactions and feedbacks between aquatic deoxygenation and the other planetary boundaries suggest “unsafe” levels of oxygen loss with far‐reaching impacts</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/oxigenio-esta-a-desaparecer-gradualmente-das-aguas-do-mundo-efeitos-podem-prolongar-se-por-seculos-cientistas-alertam.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tudo começou com um osso. Hoje poderá ser o dinossauro mais completo encontrado em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tudo-comecou-com-um-osso-hoje-podera-ser-o-dinossauro-mais-completo-encontrado-em-portugal.html</link><pubDate>Tue, 04 Aug 2026 15:11:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um fragmento exposto numa arriba de Torres Vedras revelou um dos mais importantes achados paleontológicos das últimas décadas e continua a surpreender os investigadores.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/tudo-comecou-com-um-osso-hoje-podera-ser-o-dinossauro-mais-completo-encontrado-em-portugal-1785852129349.jpg" data-image="wrf1jigxe4zr" alt="escavações paelotológicas em Torres Vedras" title="escavações paelotológicas em Torres Vedras"><figcaption>Os investigadores encontraram 45 placas ósseas da armadura natural do dinossauro, permitindo identificar o fóssil como pertencente aos Anquilossauria. Foto: Ci2Paleo/SHN</figcaption></figure><p>À primeira vista, era apenas um fragmento de osso a sobressair da arriba junto à Foz do Rio Sizandro, em <strong>Torres Vedras</strong>. Para quase toda a gente passaria despercebida. Para Luís Domingos, investigador do Centro de Investigação em Paleobiologia e Paleoecologia da Sociedade de História Natural, aquele vestígio mereceu atenção imediata. A descoberta ocorreu em <strong>junho de 2025</strong>, durante trabalhos de prospeção para o Sistema de Informação Geográfico Aplicado à Paleontologia. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O osso, parte de um fémur, encontrava-se exposto à erosão costeira. Foi necessário recuperá-lo antes que o mar apagasse para sempre uma parte desse passado.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Nessa altura, ninguém imaginou a verdadeira dimensão do achado. A primeira análise revelou apenas uma certeza. A morfologia do fémur indicou que o animal não pertencia a um grupo frequente no registo fóssil português. A <strong>raridade do exemplar </strong>levou a equipa a regressar ao local poucos meses depois. Foi então que a história começou verdadeiramente a revelar-se.</p><h2>Uma descoberta que cresceu a cada escavação</h2><p>Durante a campanha realizada no verão de 2025, os investigadores encontraram cerca de <strong>45 osteodermes</strong>, placas ósseas que revestiam o corpo do animal como uma <strong>armadura natural</strong>. A presença destas estruturas permitiu identificar o fóssil como pertencente aos <strong>Anquilossauria</strong>, um grupo de dinossauros herbívoros quadrúpedes protegidos por espigões e placas ósseas.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/tudo-comecou-com-um-osso-hoje-podera-ser-o-dinossauro-mais-completo-encontrado-em-portugal-1785852232090.jpg" data-image="eabrjqhellye" alt="InvestigadorLuís Domingos" title="InvestigadorLuís Domingos"><figcaption>O investigador Luís Domingos descobriu parte do fémur do anquilossauro a sobressair da arriba junto à foz do rio Sizandro. Foto: Ci2Paleo/SHN</figcaption></figure><p>O achado em Torres Vedras foi, por isso, uma enorme surpresa. Os <strong>anquilossauros</strong> são <strong>extremamente raros</strong> no registo fóssil do Jurássico e acredita-se que, nessa época, existissem populações reduzidas nos ecossistemas europeus. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em Portugal, apenas uma espécie tinha sido formalmente descrita até agora, o <em>Dracopelta zbyszewskii</em>, conhecido apenas por uma parte da caixa torácica e algumas dezenas de osteodermes encontrados na década de 1960.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O novo exemplar parecia contar uma história muito diferente. Os fósseis surgiram numa <strong>formação geológica do Kimmeridgiano</strong>, com uma idade compreendida entre cerca de <strong>157 e 152 milhões de anos</strong>. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/tudo-comecou-com-um-osso-hoje-podera-ser-o-dinossauro-mais-completo-encontrado-em-portugal-1785852303208.jpg" data-image="18a8iiqqhq6g" alt="anquilossauro adulto" title="anquilossauro adulto"><figcaption>Um anquilossauro adulto pode chegar a 6-8 metros de comprimento, ter peso acima de cinco mil quilos e altura de 1,7 metros. Ilustração: Mariana Ruiz Villarreal LadyofHats - Obra do próprio, domínio público, Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>Isso faz deste animal <strong>o anquilossauro mais antigo conhecido da Europa continental </strong>e anterior aos restantes exemplares identificados em território português. A importância científica da descoberta continuava, contudo, escondida debaixo da rocha.</p><h2>Um esqueleto preservado como raramente acontece</h2><p>Para proteger os fósseis das tempestades e da erosão, a equipa estabilizou o local durante o inverno. As <strong>escavações regressaram este ano</strong> e os resultados superaram as expectativas. À medida que os sedimentos foram cuidadosamente removidos, começaram a surgir novas partes do esqueleto. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Hoje, os paleontólogos estimam que cerca de 85% do animal já tenha sido identificado, uma percentagem excecional para um dinossauro desta idade. E esse valor poderá ainda aumentar.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O exemplar encontra-se <strong>preservado de barriga para baixo</strong>, uma posição extremamente invulgar. A maioria dos dinossauros é encontrada de lado, mas, neste caso, os investigadores acreditam que os <strong>membros anteriores poderão permanecer protegidos</strong> sob as placas ósseas e os espigões que ainda aguardam escavação. Cada novo bloco de rocha removido pode revelar mais uma peça deste enorme puzzle jurássico.</p><h2>Uma janela aberta para o Jurássico europeu</h2><p>O trabalho de campo está longe de terminar. O tamanho exato do animal, o seu peso e vários aspetos da sua anatomia continuam por esclarecer. Ainda assim, o estado de conservação do esqueleto oferece uma <strong>oportunidade rara para compreender melhor a evolução dos anquilossauros europeus</strong> e a diversidade dos ecossistemas que existiam na região há cerca de 155 milhões de anos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="759691" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/escavacoes-em-tomar-e-torres-novas-vao-contar-a-historia-de-500-mil-anos-de-evolucao-humana.html" title="Escavações em Tomar e Torres Novas vão contar a história de 500 mil anos de evolução humana">Escavações em Tomar e Torres Novas vão contar a história de 500 mil anos de evolução humana</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/escavacoes-em-tomar-e-torres-novas-vao-contar-a-historia-de-500-mil-anos-de-evolucao-humana.html" title="Escavações em Tomar e Torres Novas vão contar a história de 500 mil anos de evolução humana"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/escavacoes-em-tomar-e-torres-novas-vao-contar-a-historia-de-500-mil-anos-de-evolucao-humana-1773927722353_320.jpg" alt="Escavações em Tomar e Torres Novas vão contar a história de 500 mil anos de evolução humana"></a></article></aside><p>Se as expectativas da equipa forem confirmadas, o exemplar de Torres Vedras poderá tornar-se o <strong>dinossauro mais completo</strong> alguma vez encontrado em Portugal e um dos mais importantes achados paleontológicos europeus das últimas décadas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Munic%C3%ADpio%20de%20Torrs%20Vedras" data-year="" data-title="Descoberta%20paleontol%C3%B3gica%20in%C3%A9dita%20no%20concelho%20de%20Torres%20Vedras" data-url="https%3A%2F%2Fwww.cm-tvedras.pt%2Fartigos%2Fdetalhes%2Fdescoberta-paleontologica-inedita-no-concelho-de-torres-vedras">Município de Torrs Vedras. <a href="https://www.cm-tvedras.pt/artigos/detalhes/descoberta-paleontologica-inedita-no-concelho-de-torres-vedras" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Descoberta paleontológica inédita no concelho de Torres Vedras</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tudo-comecou-com-um-osso-hoje-podera-ser-o-dinossauro-mais-completo-encontrado-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tendência a 10 dias em Portugal: depressões continuam a ameaçar o país, mas o calor regressa antes de novo episódio]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-a-10-dias-em-portugal-depressoes-continuam-a-ameacar-o-pais-mas-o-calor-regressa-antes-de-novo-episodio.html</link><pubDate>Tue, 04 Aug 2026 14:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois da passagem de uma depressão, Portugal prepara-se para uma nova subida das temperaturas. Contudo, a estabilidade poderá durar pouco, já que uma nova depressão atlântica poderá trazer chuva ao Norte e Centro durante o próximo fim de semana.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xauqvym"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xauqvym.jpg" id="xauqvym"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A primeira quinzena de agosto deverá ficar marcada por um padrão atmosférico dinâmico em Portugal Continental. Depois da passagem de uma depressão que trouxe uma descida das temperaturas e alguma precipitação fraca, os modelos apontam agora para uma recuperação gradual do calor, interrompida por um novo <strong>episódio de instabilidade durante o próximo fim de semana (8 e 9)</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ainda assim, tratando-se de previsões de médio prazo, a evolução da circulação atmosférica poderá sofrer alterações.</p><h2>Regimes euro-atlânticos sugerem uma atmosfera pouco persistente</h2><p>Antes de analisar os mapas de pressão e temperatura, importa observar os <strong>Weather Regimes</strong> do ECMWF, que ajudam a <strong>compreender o comportamento da circulação atmosférica na região euro-atlântica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-a-10-dias-em-portugal-depressoes-continuam-a-ameacar-o-pais-mas-o-calor-regressa-antes-de-novo-episodio-1785843894862.jpg" data-image="3cmfcn769ep6" alt="Regimes Euro-Atlânticos" title="Regimes Euro-Atlânticos"><figcaption>Os regimes euro-atlânticos previstos pelo ECMWF apontam para uma primeira quinzena de agosto muito dinâmica, sem um padrão atmosférico dominante durante vários dias consecutivos.</figcaption></figure><p>Os regimes previstos para a primeira quinzena de agosto revelam uma atmosfera bastante dinâmica, com mudanças relativamente rápidas entre diferentes padrões e sem o domínio prolongado de um único regime. Apenas entre <strong>7 e 8 de agosto</strong> surge uma maior probabilidade de ocorrência do padrão <strong>Atlantic Ridge (ATR)</strong>, seguindo-se uma transição para <strong>NAO+</strong>, antes de novos períodos de reorganização da circulação. Já perto de <strong>13 de agosto</strong>, surge temporariamente um padrão de <strong>bloqueio</strong>, embora a sua persistência seja reduzida.</p><p>Sendo previsões sub-sazonais, estes cenários apresentam naturalmente um grau de incerteza elevado e poderão sofrer alterações nos próximos dias.</p><h2>Início da semana ainda com influência da depressão</h2><p>Esta <strong>terça-feira, 4 de agosto</strong><strong>, decorre ainda sob influência indireta da depressão atlântica que passou a norte de Portugal</strong>. O tempo continuará mais fresco no litoral e em parte do Norte e Centro, acompanhado por períodos de maior nebulosidade e ocorrência de chuva fraca e dispersa, sobretudo nas regiões do litoral norte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-a-10-dias-em-portugal-depressoes-continuam-a-ameacar-o-pais-mas-o-calor-regressa-antes-de-novo-episodio-1785844006352.png" data-image="clehzfjgecgm" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>A influência da depressão atlântica mantém temperaturas mais amenas no litoral e Norte, com maior nebulosidade e possibilidade de chuva fraca em alguns locais.</figcaption></figure><p>Este cenário é compatível com a ausência de um regime euro-atlântico dominante, refletindo uma atmosfera em fase de transição.</p><h2>Calor regressa entre quinta e sexta-feira</h2><p>Entre <strong>quarta e sexta-feira (5 a 7 de agosto)</strong>, o estado do tempo tenderá a estabilizar gradualmente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-a-10-dias-em-portugal-depressoes-continuam-a-ameacar-o-pais-mas-o-calor-regressa-antes-de-novo-episodio-1785844073488.png" data-image="ig4dxbn6wn8u"><figcaption>Temperaturas mais elevadas ocorrerão na quinta e sexta-feira, dias 6 e 7 de agosto.</figcaption></figure><p>As temperaturas voltarão a subir tanto no litoral como no interior, sendo o aumento mais evidente na quinta-feira (dia 6). Esta melhoria será favorecida pela formação de uma <strong>crista anticiclónica</strong>, uma região alongada de altas pressões que impedirá temporariamente a aproximação das depressões atlânticas à Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-a-10-dias-em-portugal-depressoes-continuam-a-ameacar-o-pais-mas-o-calor-regressa-antes-de-novo-episodio-1785844190421.png" data-image="gc4l7tnebw0g" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>A formação de uma crista anticiclónica favorece a estabilização do tempo e uma recuperação gradual das temperaturas entre quinta e sexta-feira.</figcaption></figure><p>Assim, são esperados dias com céu pouco nublado, precipitação ausente e um ambiente novamente mais quente, embora sem valores extremos.</p><h2>Nova depressão poderá trazer chuva ao Norte e Centro nos dias 8 e 9 de agosto</h2><p>A partir de <strong>sábado, 8 de agosto</strong>, os modelos sugerem uma nova alteração do estado do tempo.</p><p>Com o enfraquecimento da influência anticiclónica, uma depressão atlântica poderá aproximar-se da fachada ocidental da Península Ibérica, aumentando novamente a nebulosidade e a instabilidade.</p><p>Se esta tendência se confirmar, <strong>o Norte e o Centro serão as regiões com maior probabilidade de registar períodos de chuva</strong>, enquanto o Sul deverá permanecer relativamente protegido, mantendo tempo predominantemente seco.</p><h2>Depois do fim de semana mantém-se a vigilância no Atlântico</h2><p>Após este episódio de instabilidade, a tendência aponta novamente para uma estabilização temporária. No entanto, os modelos continuam a identificar outra depressão atlântica bastante cavada a noroeste da Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencia-a-10-dias-em-portugal-depressoes-continuam-a-ameacar-o-pais-mas-o-calor-regressa-antes-de-novo-episodio-1785844414487.jpg" data-image="jgy8mnyo155q" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>Apesar da aproximação de uma nova depressão ao Atlântico oriental, os cenários atuais sugerem que a frente deverá perder intensidade antes de atingir Portugal Continental, mantendo-se o tempo maioritariamente seco até meados do mês.</figcaption></figure><p>A principal dúvida prende-se com a evolução da frente associada a este sistema. Para já, os mapas de confiança da Meteored indicam que <strong>a precipitação deverá perder intensidade sobre o Atlântico</strong>, não sendo expectável que consiga atingir Portugal Continental até, pelo menos, <strong>14 ou 15 de agosto</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782004" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intensificara-em-portugal-antes-de-mudanca-do-tempo-no-sabado-8-de-agosto-modelo-ecmwf-preve-regresso-da-chuva.html" title="Calor intensificará em Portugal antes de mudança do tempo no sábado, 8 de agosto (modelo ECMWF prevê regresso da chuva)">Calor intensificará em Portugal antes de mudança do tempo no sábado, 8 de agosto (modelo ECMWF prevê regresso da chuva)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intensificara-em-portugal-antes-de-mudanca-do-tempo-no-sabado-8-de-agosto-modelo-ecmwf-preve-regresso-da-chuva.html" title="Calor intensificará em Portugal antes de mudança do tempo no sábado, 8 de agosto (modelo ECMWF prevê regresso da chuva)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intensificara-em-portugal-antes-de-mudanca-do-tempo-no-sabado-8-de-agosto-modelo-ecmwf-preve-regresso-da-chuva-1785847643818_320.png" alt="Calor intensificará em Portugal antes de mudança do tempo no sábado, 8 de agosto (modelo ECMWF prevê regresso da chuva)"></a></article></aside><p>Ainda assim, tratando-se de previsões de médio prazo, <strong>pequenas alterações na posição do anticiclone ou na trajetória da depressão poderão modificar significativamente este cenário,</strong> pelo que será importante acompanhar as próximas atualizações dos modelos meteorológicos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencia-a-10-dias-em-portugal-depressoes-continuam-a-ameacar-o-pais-mas-o-calor-regressa-antes-de-novo-episodio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor intensificará em Portugal antes de mudança do tempo no sábado, 8 de agosto (modelo ECMWF prevê regresso da chuva)]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intensificara-em-portugal-antes-de-mudanca-do-tempo-no-sabado-8-de-agosto-modelo-ecmwf-preve-regresso-da-chuva.html</link><pubDate>Tue, 04 Aug 2026 12:49:12 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O estado do tempo vai aquecer gradualmente em Portugal continental ao longo dos próximos dias, mas a atmosfera prepara uma mudança significativa para este fim de semana, com novidades em relação à precipitação.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaur4k6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaur4k6.jpg" id="xaur4k6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Hoje, terça-feira, 4 de agosto, ainda será um dia de transição entre estados do tempo. Prevê-se céu geralmente muito nublado nas Regiões Norte e Centro, <strong>tendo ocorrido aguaceiros fracos ou chuviscos matinais no litoral destas regiões</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>No que falta do dia ainda poderá chuviscar ocasionalmente, mas a probabilidade é menor. <strong>No resto da nossa geografia continental, espera-se um tempo mais estável</strong>, com boas abertas e temperaturas amenas ou frescas, próximas ou ligeiramente inferiores aos valores médios de referência para a época estival.</p><h2>Tempo estável e gradualmente mais quente no interior e no Sul impõe-se até sexta-feira, 7 de agosto</h2><p><strong>A partir de amanhã - quarta-feira, 5 de agosto - o anticiclone consolidará a sua influência sobre Portugal continental</strong>, trazendo tempo seco, uma maior duração da radiação solar (reduzida nebulosidade), o que favorecerá um aquecimento da superfície mais eficiente e uma subida gradual das temperaturas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intensificara-em-portugal-antes-de-mudanca-do-tempo-no-sabado-8-de-agosto-modelo-ecmwf-preve-regresso-da-chuva-1785846980686.png" data-image="a4f9s28e4t3k"><figcaption>Nalguns locais do interior a temperatura máxima poderá atingir 38 ºC na sexta-feira, 7 de agosto.</figcaption></figure><p>De acordo com o modelo de confiança da Meteored - o ECMWF -, <strong>quinta e sexta-feira, 6 e 7 de agosto serão os dias mais quentes da semana, com máximas entre 35 e 37 °C em vários locais das regiões do interior e Sul</strong>, destacando-se sobretudo a Beira Baixa, o Baixo Alentejo e o Sotavento Algarvio, onde algumas localidades poderão atingir localmente valores superiores (38 ºC).</p><p>Nas regiões do <strong>litoral</strong>, sobretudo na faixa costeira ocidental a norte do Cabo Raso, as temperaturas máximas manterão valores substancialmente mais amenos por causa da<strong> influência da brisa marítima</strong>.</p><h2>Mudança nas condições meteorológicas no sábado, 8 de agosto, com tempo mais fresco e precipitação</h2><p>Para o arranque do <strong>fim de semana prevê-se uma mudança considerável no estado do tempo em Portugal continental</strong>, não só do ponto de vista térmico, como também do ponto de vista pluviométrico.</p><p>Além da mudança notável na evolução das <strong>temperaturas, que ficarão notoriamente mais frescas devido à influência de uma massa de ar polar marítimo</strong> que descerá em latitude até latitudes mais temperadas e meridionais como a nossa (nalgumas capitais distritais, como são exemplo Castelo Branco e Portalegre, as máximas descerão 3 ou 4 ºC de sexta-feira 7 para sábado 8 de agosto), espera-se ainda o regresso da <strong>precipitação</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781991" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quinta-e-sexta-serao-os-dias-mais-quentes-da-semana-estas-sao-as-capitais-distritais-onde-se-preveem-35-c-ou-mais.html" title="Quinta e sexta serão os dias mais quentes da semana: estas são as capitais distritais onde se preveem 35 ºC ou mais">Quinta e sexta serão os dias mais quentes da semana: estas são as capitais distritais onde se preveem 35 ºC ou mais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quinta-e-sexta-serao-os-dias-mais-quentes-da-semana-estas-sao-as-capitais-distritais-onde-se-preveem-35-c-ou-mais.html" title="Quinta e sexta serão os dias mais quentes da semana: estas são as capitais distritais onde se preveem 35 ºC ou mais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quinta-e-sexta-serao-os-dias-mais-quentes-da-semana-estas-sao-as-capitais-distritais-onde-se-preveem-35-c-ou-mais-1785841254227_320.png" alt="Quinta e sexta serão os dias mais quentes da semana: estas são as capitais distritais onde se preveem 35 ºC ou mais"></a></article></aside><p>A mesma depressão que está neste momento situada a norte do arquipélago dos Açores, na sua lenta deslocação para es-nordeste ao longo da semana e cuja evolução vai sendo condicionada por uma região de altas pressões na metade oriental da Península Ibérica, irá entretanto <strong>favorecer o transporte de ar polar marítimo proveniente de latitudes mais setentrionais</strong>.</p><p>À medida que for progressivamente incorporada na circulação da depressão principal, localizada entre a Islândia e as Ilhas Britânicas, formar-se-á temporariamente um <strong>vale depressionário orientado para a Península Ibérica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intensificara-em-portugal-antes-de-mudanca-do-tempo-no-sabado-8-de-agosto-modelo-ecmwf-preve-regresso-da-chuva-1785846387502.jpg" data-image="xfw1di1ig0h2"><figcaption>A formação do vale depressionário (situado a noroeste da Península Ibérica e neste mapa representado pela letra "L") resultará da interação entre a depressão principal situada entre a Islândia e as Ilhas Britânicas e a circulação anticiclónica instalada a oeste a leste da Península Ibérica (letras "H"), constituindo-se um panorama que impulsionará temporariamente ar mais fresco e húmido para o nosso país. Será precisamente neste vale que se desenvolverá a frente que provocará um aumento da nebulosidade e o regresso da precipitação, geralmente fraca, a algumas regiões de Portugal continental.</figcaption></figure><p> Prevê-se a possibilidade da configuração sinóptica descrita gerar uma <strong>frente de fraca atividade e em fase de dissipação no sábado, 8 de agosto</strong>, prolongando-se por breves momentos no domingo, dia 9. </p><p>As suas linhas de instabilidade poderão traduzir-se em períodos de chuva fraca ou chuvisco, mais prováveis e frequentes nas Regiões Norte e Centro, <strong>podendo repetir-se no Noroeste de Portugal continental durante a manhã e o início da tarde de domingo, 9 de agosto</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intensificara-em-portugal-antes-de-mudanca-do-tempo-no-sabado-8-de-agosto-modelo-ecmwf-preve-regresso-da-chuva-1785846730459.png" data-image="tjvg1p8tjddk"><figcaption>Previsão da distribuição da chuva acumulada até domingo, 9 de agosto, salientando-se o Minho como a região mais exposta à superfície frontal, onde se poderão registar valores próximos aos 10 mm nalguns locais.</figcaption></figure><p><strong>Os acumulados previstos são residuais, geralmente na ordem dos 1 a 5 mm</strong>, mas ainda assim relativamente significativos tendo em conta que ainda estamos em plena canícula. Os mapas de referência da Meteored indicam ainda que as <strong>zonas montanhosas</strong> serão as mais expostas à precipitação fraca. Nalguns locais do <strong>Minho</strong> a precipitação acumulada poderá aproximar-se dos <strong>10 mm</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intensificara-em-portugal-antes-de-mudanca-do-tempo-no-sabado-8-de-agosto-modelo-ecmwf-preve-regresso-da-chuva.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quinta e sexta serão os dias mais quentes da semana: estas são as capitais distritais onde se preveem 35 ºC ou mais]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quinta-e-sexta-serao-os-dias-mais-quentes-da-semana-estas-sao-as-capitais-distritais-onde-se-preveem-35-c-ou-mais.html</link><pubDate>Tue, 04 Aug 2026 11:55:07 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas voltarão a subir e entre sexta-feira e sábado, há três capitais de distrito que vão atingir os 35 ºC ou mais. Saiba quais!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xauqesq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xauqesq.jpg" id="xauqesq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>A partir de amanhã as temperaturas máximas podem começar a subir</strong>, especialmente ao longo da faixa interior, onde para hoje se esperam máximas entre os 26 ºC na Guarda e os 30 ºC em Castelo Branco, Évora e Beja.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>O <strong>contraste entre litoral Norte e Centro e o interior do país será evidente</strong>, mas ainda assim, esperam-se temperaturas agradáveis mesmo para as cidades costeiras. </p><h2>Temperaturas podem ultrapassar os 35 ºC nestas três capitais de distrito</h2><p>Com a subida gradual dos termómetros, os nossos mapas apontam para uma sexta-feira e um sábado quentes, devendo estes serem os dias mais quentes da semana. Há três capitais de distrito que podem alcançar os 35 ºC ou mais, mas além destas, <strong>há vários locais que podem aproximar-se dos 40 ºC</strong>, como podemos observar no mapa abaixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quinta-e-sexta-serao-os-dias-mais-quentes-da-semana-estas-sao-as-capitais-distritais-onde-se-preveem-35-c-ou-mais-1785841254227.png" data-image="xslm5n6acygl" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Entre sexta-feira e sábado as temperaturas sobem em todo o país, levando os termómetros a aproximarem-se dos 40 ºC em alguns locais do interior.</figcaption></figure><p>As capitais distritais que devem alcançar estes valores na sexta-feira são <strong>Évora, cuja máxima poderá ser de 35 ºC, seguida de Beja, com 36 ºC, e de Castelo Branco com 37 ºC</strong>. No entanto, em zonas como o Vale do Douro, Beira Baixa, Alentejo e Algarve, alguns pontos poderão registar entre 37 ºC a 38 ºC.</p><p>Contudo, no <strong>sábado espera-se uma ligeira descida no interior</strong>, sendo esperado que nenhuma capital de distrito alcance os 35 ºC. Ainda assim, Évora e Beja poderão contar com 34 ºC. <strong>Porém, o litoral Centro poderá registar uma leve subida </strong>dos valores, esperando-se máximas entre os 26 ºC em Aveiro e os 28 ºC em Lisboa.</p><h2>Anomalias térmicas positivas regressam a Portugal Continental</h2><p>Com esta subida em vista, as anomalias térmicas positivas, ou seja, os<strong> valores acima da normal climatológica de referência, regressam à nossa geografia</strong> a partir de amanhã. Estas deverão registar-se, inicialmente, no Nordeste Transmontano e poderão ganhar terreno nos dias seguintes, até sexta-feira, dia onde deverão ser mais evidentes e cobrir a maior parte do território.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781992" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-31-c-temperaturas-elevadas-mantem-madeira-sob-avisos-amarelo-e-laranja-ate-quinta-feira-6-de-agosto.html" title="Até 31 ºC: temperaturas elevadas mantêm Madeira sob avisos amarelo e laranja até quinta-feira, 6 de agosto">Até 31 ºC: temperaturas elevadas mantêm Madeira sob avisos amarelo e laranja até quinta-feira, 6 de agosto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-31-c-temperaturas-elevadas-mantem-madeira-sob-avisos-amarelo-e-laranja-ate-quinta-feira-6-de-agosto.html" title="Até 31 ºC: temperaturas elevadas mantêm Madeira sob avisos amarelo e laranja até quinta-feira, 6 de agosto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-31-c-temperaturas-elevadas-mantem-madeira-sob-avisos-amarelo-e-laranja-ate-quinta-feira-6-de-agosto-1785842390331_320.png" alt="Até 31 ºC: temperaturas elevadas mantêm Madeira sob avisos amarelo e laranja até quinta-feira, 6 de agosto"></a></article></aside><p><strong>Os valores de anomalia positiva mais expressivos poderão ser de até 7 ºC</strong> e registarem-se no distrito da Guarda, Bragança e Faro. Já a faixa litoral entre Viana do Castelo e Aveiro poderá contar com<strong> pequenas anomalias negativas</strong>, ou seja valores abaixo da média, até 2 ºC, no caso da Póvoa de Varzim.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quinta-e-sexta-serao-os-dias-mais-quentes-da-semana-estas-sao-as-capitais-distritais-onde-se-preveem-35-c-ou-mais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 31 ºC: temperaturas elevadas mantêm Madeira sob avisos amarelo e laranja até quinta-feira, 6 de agosto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-31-c-temperaturas-elevadas-mantem-madeira-sob-avisos-amarelo-e-laranja-ate-quinta-feira-6-de-agosto.html</link><pubDate>Tue, 04 Aug 2026 11:21:16 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Grande parte do arquipélago da Madeira está sob aviso amarelo de tempo quente até quinta-feira, 6 de agosto, embora tenha sido temporariamente elevado para laranja nas Regiões Montanhosas. A previsão aponta para máximas até 31 ºC.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xauqhhe"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xauqhhe.jpg" id="xauqhhe"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Grande parte do arquipélago da Madeira está, neste momento, sob aviso amarelo de <strong>tempo quente entre esta terça-feira, 4 de agosto, e, pelo menos, até quinta-feira, dia 6</strong>. De acordo com o IPMA, é expectável a persistência de valores elevados da temperatura máxima na Costa Sul, nas Regiões Montanhosas e em Porto Santo durante este período.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>A Costa Norte mantém-se sem qualquer aviso. Destaque-se ainda <strong>a temporária ativação do aviso laranja, hoje 4 de agosto, para as Regiões Montanhosas</strong>.</p><h2>Anticiclone e massa de ar tropical marítimo explicam a origem e a persistência de temperaturas elevadas</h2><p>O aviso amarelo de tempo quente nestas três áreas do arquipélago madeirense irá prolongar-se até às 18:00 de quinta-feira, 6 de agosto. Exceção feita até às 18:00 do dia de hoje - terça-feira, 4 de agosto - <strong>período durante o qual estará em vigor temporariamente o aviso laranja de tempo quente nas Regiões Montanhosas</strong>, devido à previsão de persistência de valores muito elevados da temperatura máxima, superiores aos 30 ºC e geralmente em torno dos <strong>31 ºC em localidades como Areeiro e Bica da Cana</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-31-c-temperaturas-elevadas-mantem-madeira-sob-avisos-amarelo-e-laranja-ate-quinta-feira-6-de-agosto-1785840881862.png" data-image="u24knhltqtcc"><figcaption>A interação entre os centros de ação - depressão a norte dos Açores (L) e o anticiclone (H) - estabelecerá uma circulação que promoverá o transporte de uma massa de ar tropical marítimo em direção ao arquipélago da Madeira por estes dias, sendo responsável pela intensificação do calor neste território insular. </figcaption></figure><p>Analisando o modelo de confiança da Meteored - o ECMWF - percebe-se que, na origem desta configuração sinóptica, está a entrada de uma <strong>massa de ar tropical marítimo impulsionada até ao arquipélago madeirense</strong>. O transporte da referida massa de ar é favorecido pela circulação atmosférica estabelecida entre uma depressão localizada a norte dos Açores, que desloca-se lentamente para leste, e o anticiclone. O posicionamento relativo dos centros de ação faz com que seja canalizada uma corrente de ar quente e relativamente húmido para o arquipélago da Madeira.</p><p>Adicionalmente, <strong>a influência das altas pressões estimula movimentos descendentes da massa de ar (subsidência)</strong>. À medida que o ar desce, sofre compressão e aquece adiabaticamente, reduzindo a humidade relativa e dificultando a formação de nuvens. Isto contribui para um estado do tempo geralmente estável e seco, com céu pouco nublado, potenciando a ação da radiação solar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-31-c-temperaturas-elevadas-mantem-madeira-sob-avisos-amarelo-e-laranja-ate-quinta-feira-6-de-agosto-1785841196764.png" data-image="m5qhwsg034m1"><figcaption>No arquipélago da Madeira as anomalias térmicas positivas poderão ser de até +4 ºC.</figcaption></figure><p>Ao mesmo tempo, o vento predominante de nordeste interage com o relevo acidentado da ilha da Madeira, <strong>gerando uma distribuição relativamente generalizada do ar quente por grande parte deste território insular</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781848" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/esta-terca-feira-4-de-agosto-chovera-nestes-6-distritos-do-norte-e-centro-de-portugal-entre-as-7h-e-as-23h.html" title="Esta terça-feira, 4 de agosto, choverá nestes 6 distritos do Norte e Centro de Portugal entre as 7h e as 23h">Esta terça-feira, 4 de agosto, choverá nestes 6 distritos do Norte e Centro de Portugal entre as 7h e as 23h</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/esta-terca-feira-4-de-agosto-chovera-nestes-6-distritos-do-norte-e-centro-de-portugal-entre-as-7h-e-as-23h.html" title="Esta terça-feira, 4 de agosto, choverá nestes 6 distritos do Norte e Centro de Portugal entre as 7h e as 23h"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esta-terca-feira-4-de-agosto-chovera-nestes-6-distritos-do-norte-e-centro-de-portugal-entre-as-7h-e-as-23h-1785770420730_320.png" alt="Esta terça-feira, 4 de agosto, choverá nestes 6 distritos do Norte e Centro de Portugal entre as 7h e as 23h"></a></article></aside><p>Não obstante, a <strong>Costa Norte</strong> continuará exposta a uma maior influência marítima e aos ventos dominantes, fatores que limitam a subida das temperaturas, mantendo-as dentro dos valores habituais para a época do ano, e, para já, <strong>sem qualquer aviso ativo</strong>.</p><h2>Localidades sob aviso amarelo e laranja na Madeira e a evolução térmica prevista nos próximos dias</h2><p>Em boa parte das localidades madeirenses abrangidas pelos avisos de tempo quente entre hoje e quinta-feira (6) verifica-se que<strong> o valor mais elevado da temperatura máxima irá ocorrer já nesta terça-feira, 4 de agosto</strong>. No entanto, noutras localidades, esse pico térmico só será atingido ao longo dos próximos dias.</p><table><thead><tr><th>Localidade (cidade, vila ou povoação)</th><th>Temperatura Máxima Terça-feira, 4 de agosto</th><th>Temperatura Máxima Quarta-feira, 5 de agosto</th><th>Temperatura Máxima Quinta-feira, 6 de agosto</th></tr></thead><tbody><tr><td>Areeiro</td><td>31 ºC</td><td>28 ºC</td><td>27 ºC</td></tr><tr><td>Bica da Cana</td><td>31 ºC</td><td>29 ºC</td><td>28 ºC</td></tr><tr><td>Câmara de Lobos</td><td>28 ºC</td><td>29 ºC</td><td>29 ºC</td></tr><tr><td>Caniçal</td><td>27 ºC</td><td>28 ºC</td><td>28 ºC</td></tr><tr><td>Funchal</td><td>29 ºC</td><td>30 ºC</td><td>30 ºC</td></tr><tr><td>Lugar de Baixo</td><td>27 ºC</td><td>27 ºC</td><td>27 ºC</td></tr><tr><td>Machico</td><td>27 ºC</td><td>27 ºC</td><td>27 ºC</td></tr><tr><td>Santa Cruz</td><td>27 ºC</td><td>27 ºC</td><td>27 ºC</td></tr><tr><td>Santo da Serra</td><td>27 ºC</td><td>26 ºC</td><td>25 ºC</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="4">Fonte: Mapas da Meteored e IPMA.</td></tr></tbody></table><p>De acordo com os mapas de referência da Meteored, <strong>esta terça-feira (4) será o dia mais quente deste episódio em localidades como Areeiro, Bica da Cana e Santo da Serra</strong>. Por outro lado, em localidades como Câmara de Lobos, Caniçal e Funchal é expectável que o calor se intensifique ligeiramente nos próximos dias.</p><p>Já em localidades como Lugar de Baixo, Machico e Santa Cruz, para o período em análise, não são esperadas oscilações significativas da temperatura máxima, que deverá manter-se em torno dos<strong> 27 ºC nas três localidades referidas</strong>, algo que traduz uma tendência de estabilidade térmica ao longo deste episódio.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-31-c-temperaturas-elevadas-mantem-madeira-sob-avisos-amarelo-e-laranja-ate-quinta-feira-6-de-agosto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item></channel></rss>