<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Tue, 30 Jun 2026 17:00:25 +0000</lastBuildDate><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 17:00:25 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Quatro dias de chuva podem ter causado a morte de 7% dos orangotangos mais raros do mundo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/quatro-dias-de-chuva-podem-ter-causado-a-morte-de-7-dos-orangotangos-mais-raros-do-mundo.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 16:39:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Quatro dias de chuvas torrenciais e deslizamentos de terra na ilha indonésia de Sumatra, em novembro passado, causaram a morte de cerca de 58 orangotangos de Tapanuli — aproximadamente 7% da espécie de grande primata mais ameaçada de extinção do mundo —, segundo revelaram os investigadores.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/four-days-of-rain-may-have-killed-7-of-the-world-s-rarest-orangutans-1782652710053.png" data-image="yc49tqh6u30m" alt="Researchers estimate Cyclone Senyar killed around 58 Tapanuli orangutans in just four days, dealing a devastating blow to one of the world's rarest great ape species" title="Researchers estimate Cyclone Senyar killed around 58 Tapanuli orangutans in just four days, dealing a devastating blow to one of the world's rarest great ape species"><figcaption>Os investigadores estimam que o ciclone Senyar tenha matado cerca de 58 orangotangos de Tapanuli em apenas quatro dias, infligindo um golpe devastador a uma das espécies de grandes primatas mais raras do mundo</figcaption></figure><p><strong>O orangotango de Tapanuli tem sido um dos grandes primatas mais ameaçados de extinção do mundo</strong>, e isso já acontecia muito antes de o ciclone Senyar ter atingido a região no final de novembro do ano passado, matando mais de 1 000 pessoas em todo o Sudeste Asiático, no desastre natural mais mortífero de 2025.</p><p>A espécie só foi identificada como uma espécie distinta em 2017, com <strong>menos de 800 exemplares restantes</strong>, todos a viver numa pequena área de floresta na ilha indonésia de Sumatra.</p><p>Um estudo recente estimou agora que o número de orangotangos é pior do que se temia inicialmente, com cerca de <strong>58 mortos pelas chuvas extremas e pelos deslizamentos de terra que devastaram o seu habitat ao longo de quatro dias</strong>. Isso representa cerca de 7% do total da espécie.</p><p>E, segundo os investigadores, trata-se de um <strong>número conservador</strong>, uma vez que não tem em conta os danos na copa das árvores nem a perda de fontes de alimento que teriam afetado os animais sobreviventes posteriormente.</p><h2>Uma espécie que não consegue suportar este tipo de perda</h2><p>A investigação sobre o orangotango de Tapanuli sugere que a espécie entrará em extinção se perder mais de 1% da sua população num determinado ano. Perder cerca de <strong>7% em quatro dias</strong> é uma situação de uma dimensão completamente diferente.</p><p>"Ter um acontecimento em que cerca de 58 indivíduos são mortos de um total de 580, isso <strong>representa cerca de 10 a 11% da população local e 7% da população total da espécie"</strong>, afirmou o professor Sergei Vich, primatólogo da Universidade John Moores de Liverpool e um dos autores do estudo. "Isso está muito além do que estes animais conseguem suportar. Por isso, trata-se de um acontecimento de enorme gravidade."</p><p>Os especialistas em vida selvagem suspeitavam, desde dezembro, que um número significativo de orangotangos tivesse perecido, depois de os avistamentos na área terem diminuído drasticamente na sequência do ciclone. O professor Erik Meijaard, diretor-geral da Borneo Futures e outro dos autores do estudo, tinha estimado na altura que cerca de 35 tivessem morrido, <strong>mas o estudo aponta agora para um número quase o dobro disso</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/four-days-of-rain-may-have-killed-7-of-the-world-s-rarest-orangutans-1782652773260.png" data-image="2bmygcncj8xz" alt="With fewer than 800 Tapanuli orangutans thought to remain, scientists warn the losses caused by extreme weather could push the critically endangered species closer to extinction." title="With fewer than 800 Tapanuli orangutans thought to remain, scientists warn the losses caused by extreme weather could push the critically endangered species closer to extinction."> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-713873">Com uma população estimada em menos de 800 orangotangos de Tapanuli, os cientistas alertam que as perdas causadas por fenómenos meteorológicos extremos poderão aproximar ainda mais esta espécie, em perigo crítico de extinção, da extinção.</figcaption></figure><p>Além disso, os trabalhadores humanitários na zona encontraram posteriormente <strong>a carcaça do que acreditavam ser um orangotango de Tapanuli</strong>, semi-enterrada na lama e entre troncos na aldeia de Pulo Pakkat. </p><p>"Vi vários cadáveres humanos nos últimos dias, mas <strong>este foi o primeiro animal selvagem morto"</strong>, afirmou Deckey Chandra, que trabalhava com uma equipa humanitária. "Eles costumavam vir a este local para comer frutos. Mas agora parece ter-se tornado o seu cemitério".</p><h2>As alterações climáticas e o que se segue</h2><p>Os investigadores observaram que, embora o ciclone Senyar tenha sido um acontecimento "único", as alterações climáticas provocadas pelo homem têm desempenhado um <strong>papel significativo na ameaça à sobrevivência da espécie</strong>. Além disso, prevê-se que a frequência e a intensidade das chuvas extremas na região continuem a aumentar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="639422" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/novo-estudo-resolve-o-misterio-da-extincao-dos-macacos-gigantes-fauna.html" title="Novo estudo resolve o mistério da extinção dos macacos gigantes">Novo estudo resolve o mistério da extinção dos macacos gigantes</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/novo-estudo-resolve-o-misterio-da-extincao-dos-macacos-gigantes-fauna.html" title="Novo estudo resolve o mistério da extinção dos macacos gigantes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mystery-extinction-giant-apes-solved-new-study-1705075950565_320.png" alt="Novo estudo resolve o mistério da extinção dos macacos gigantes"></a></article></aside><p>No entanto, um possível lado positivo de tudo isto é que o governo indonésio suspendeu temporariamente os principais projetos de desenvolvimento na área florestal protegida de Batang Toru, incluindo a mineração, a expansão das plantações de óleo de palma e a construção de centrais hidroelétricas, o que deu aos investigadores <strong>tempo para avaliar os danos ecológicos de forma mais aprofundada</strong>.</p><p>Os investigadores afirmaram que impedir a primeira extinção moderna de uma espécie de grande primata exigirá <strong>"apoio internacional sustentado"</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="BBC" data-year="2026" data-title="Four%20days%20of%20extreme%20rain%20killed%207%25%20of%20world's%20rarest%20orangutans" data-url="https%3A%2F%2Fwww.bbc.co.uk%2Fnews%2Farticles%2Fce8jde20v83o">BBC. (2026). <a href="https://www.bbc.co.uk/news/articles/ce8jde20v83o" target="_blank">Four days of extreme rain killed 7% of world's rarest orangutans</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/quatro-dias-de-chuva-podem-ter-causado-a-morte-de-7-dos-orangotangos-mais-raros-do-mundo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma grande gaiola de Faraday: a física que protege os visitantes da Torre Eiffel quando um raio a atinge]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/uma-grande-gaiola-de-faraday-a-fisica-que-protege-os-visitantes-da-torre-eiffel-quando-um-raio-a-atinge.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 15:21:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Estar perto de objetos metálicos durante uma tempestade elétrica não é a melhor das ideias. Mas algumas estruturas metálicas podem proteger-nos. Descobre em que consiste o efeito de gaiola de Faraday que se verifica na Torre Eiffel.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xajgp0u"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xajgp0u.jpg" id="xajgp0u"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>27 de junho de 2026. U<strong>ma tempestade intensa com grande atividade elétrica</strong> formou-se sobre Paris, cidade que, tal como tantas outras na Europa, tem vivido uma onda de calor sufocante com temperaturas recorde.</p><p>As imagens são impressionantes:<strong> raios a atingir o topo da Torre Eiffel</strong>, um dos pontos mais altos da capital francesa, com 330 metros de altura desde o solo até ao topo dos seus pára-raios.</p><p>E embora a ideia de estar perto de algo metálico durante uma tempestade elétrica possa parecer perigosa, encontrar-se dentro da Torre Eiffel pode mantê-lo a salvo: sem que muitos saibam, <strong>esta gigantesca estrutura metálica é um dos locais mais seguros para se estar no meio de uma tempestade elétrica</strong> como a que se viveu recentemente em Paris. E isso deve-se a uma razão física.</p><h2>A gaiola de Faraday</h2><p>Todos os metais são condutores de eletricidade — uns mais eficientes do que outros, claro. A Torre Eiffel, aquela enorme estrutura construída com ferro pudelado, não é exceção. Mas isto também lhe confere uma vantagem certa na hora de atrair os raios atmosféricos que se produzem durante as tempestades: as pessoas no seu "interior" ficam protegidas da poderosa descarga elétrica dos raios, pois <strong>toda a estrutura funciona como uma gigantesca gaiola de Faraday</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>O que é o ferro pudlado?</strong><br>O ferro pudlado, também conhecido como ferro forjado, é um tipo de ferro com baixo teor de carbono, obtido através de um processo de fundição, no qual o carbono e as impurezas do metal eram reduzidos pelo oxigénio durante a fundição. É muito resistente à corrosão, fácil de rebitagem e forjamento. Foi um dos materiais estruturais mais utilizados antes de o aço se ter popularizado.</div><p>Uma gaiola de Faraday é uma estrutura metálica que, em vez de permitir que a corrente a atravesse, facilita o movimento da corrente pela parte externa, <strong>mantendo o campo elétrico afastado — e, com isso, mantendo as pessoas e os objetos em segurança</strong><strong> — na parte interna</strong>. Este efeito ocorre na Torre Eiffel, mas também noutras estruturas e objetos de menor dimensão.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/QU0fLnucE6A/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=QU0fLnucE6A" id="QU0fLnucE6A"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>É precisamente por este motivo que <strong>os automóveis são conhecidos como um dos locais mais seguros onde se pode estar durante uma tempestade elétric</strong>a, porque, se o veículo for atingido por um raio, a corrente circulará pela parte exterior, dissipando-se no solo e não afetando as pessoas no interior (desde que não estejam em contacto direto com peças metálicas).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="732394" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-gelo-da-origem-a-trovoadas-esta-descoberta-pode-explicar-a-origem-dos-relampagos-segundo-uns-cientistas-na-nature.html" title="O gelo dá origem a trovoadas: esta descoberta pode explicar a origem dos relâmpagos, segundo uns cientistas na Nature">O gelo dá origem a trovoadas: esta descoberta pode explicar a origem dos relâmpagos, segundo uns cientistas na Nature</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-gelo-da-origem-a-trovoadas-esta-descoberta-pode-explicar-a-origem-dos-relampagos-segundo-uns-cientistas-na-nature.html" title="O gelo dá origem a trovoadas: esta descoberta pode explicar a origem dos relâmpagos, segundo uns cientistas na Nature"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-hielo-enciende-las-tormentas-este-hallazgo-explica-el-origen-de-los-rayos-1759323678513_320.jpeg" alt="O gelo dá origem a trovoadas: esta descoberta pode explicar a origem dos relâmpagos, segundo uns cientistas na Nature"></a></article></aside><p><strong>Os aviões também funcionam como uma gaiola de Faraday</strong> quando são atingidos por um raio, e as pessoas não sentem o efeito da corrente que passa pela superfície exterior.</p><h2>Os raios caem, de facto, mais do que uma vez no mesmo local</h2><p>Segundo dados do portal oficial da Torre Eiffel, <strong>a estrutura é atingida por raios, em média, cerca de 5 vezes por ano</strong>. Apesar disso — e seguindo as medidas de segurança impostas às visitas a este ponto turístico —, esta grande estrutura de ferro é muito segura.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/una-gran-jaula-de-faraday-el-mecanismo-que-proteje-a-los-visitantes-de-la-torre-eiffel-cuando-un-rayo-la-impacta-1782781959967.png" data-image="rdx9xx8iew7n" alt="torre Eiffel" title="torre Eiffel"><figcaption>A Torre Eiffel destaca-se como um dos pontos mais altos de Paris.</figcaption></figure><p>A estrutura metálica da torre é submetida a manutenção de rotina para evitar a oxidação e <strong>dispõe de 4 pára-raios na sua parte superior, ligados a um sistema de condutores</strong> (cabos) que conduzem a descarga elétrica dos raios das tempestades diretamente para o solo, de forma segura.</p><p>A construção deste ícone parisiense teve início em 1887 e demorou mais de dois anos a ser concluída. Foi oficialmente aberta ao público em 1889, como atração da Exposição Universal de Paris, no âmbito do centenário da Revolução Francesa.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Soci%C3%A9t%C3%A9%20d'Exploitation%20de%20la%20Tour%20Eiffel" data-year="" data-title="La%20Torre%20Eiffel%20(sitio%20web%20oficial)" data-url="https%3A%2F%2Fwww.toureiffel.paris%2Fes">Société d'Exploitation de la Tour Eiffel. <a href="https://www.toureiffel.paris/es" target="_blank">La Torre Eiffel (sitio web oficial)</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/uma-grande-gaiola-de-faraday-a-fisica-que-protege-os-visitantes-da-torre-eiffel-quando-um-raio-a-atinge.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cúpula de calor instala-se em Portugal a partir de 1 de julho: vários dias consecutivos com temperaturas acima dos 40 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-de-calor-instala-se-em-portugal-a-partir-de-1-de-julho-varios-dias-consecutivos-com-temperaturas-acima-dos-40-c.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 14:07:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal prepara-se para enfrentar vários dias consecutivos de calor extremo devido à instalação de uma cúpula de calor. A partir de 1 de julho, várias regiões poderão ultrapassar os 40 ºC, com noites secas e temperaturas muito acima da média.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xajyby2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xajyby2.jpg" id="xajyby2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal continental prepara-se para entrar num dos períodos mais quentes deste verão (até à data). A partir desta terça-feira, 30 de junho, a atmosfera começa a <strong>reunir as condições para a formação de uma cúpula de calor,</strong> um fenómeno que deverá intensificar-se nos dias seguintes e manter temperaturas excecionalmente elevadas até, pelo menos, domingo, 5 de julho.</p><h2>O que é uma cúpula de calor e porque se forma?</h2><p>Embora esta terça-feira já seja quente em praticamente todo o país, será sobretudo entre quarta (1) e quinta-feira (2) que<strong> a cúpula de calor ficará plenamente estabelecida sobre a Península Ibérica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-de-calor-instala-se-em-portugal-a-partir-de-1-de-julho-varios-dias-consecutivos-com-temperaturas-acima-dos-40-c-1782820093134.jpg" data-image="umzhrf4g6ocq" alt="Geopotencial e temperatura 850 hPa" title="Geopotencial e temperatura 850 hPa"><figcaption>A atmosfera começa a reunir as condições para a formação de uma cúpula de calor sobre a Península Ibérica, impulsionada pelo domínio das altas pressões e pela entrada de ar muito quente do Norte de África.</figcaption></figure><p>Este fenómeno ocorre quando um robusto anticiclone (altas pressões) provoca <strong>subsidência,</strong> ou seja, <strong>o ar desce lentamente na atmosfera, comprimindo-se e aquecendo ainda mais</strong>. Ao mesmo tempo, o domínio persistente das altas pressões impede a formação de nebulosidade significativa e <strong>favorece uma forte insolação</strong>. A circulação predominante de leste (vinda do interior de Espanha) transporta ainda ar muito quente e seco proveniente do Norte de África.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p><strong>A própria Península Ibérica potencia este processo</strong>, durante vários dias consecutivos o solo acumula enormes quantidades de energia solar, libertando calor durante a noite e dificultando a renovação da massa de ar. Este conhecido "efeito forno ibérico" contribui para manter temperaturas elevadas, tanto de dia como durante a noite.</p><h2>Quarta e quinta-feira marcam o início do calor extremo</h2><p>Na quarta-feira, <strong>1 de julho, o calor intensifica-se em praticamente todo o território.</strong> O interior do país deverá ultrapassar facilmente os 35 ºC, sendo provável que algumas localidades do Alentejo atinjam os 40 ºC.</p><p>Na quinta-feira, <strong>2 de julho, o episódio entra numa fase mais intensa.</strong> Distritos como Santarém, Évora e Beja poderão registar máximas entre 40 e 41 ºC, enquanto grande parte do restante interior oscilará entre os 36 e os 39 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-de-calor-instala-se-em-portugal-a-partir-de-1-de-julho-varios-dias-consecutivos-com-temperaturas-acima-dos-40-c-1782820376641.png" data-image="wtxl3vx8l9xj" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption>Quinta-feira (2) já será um dia muito quente, com temperaturas entre 40 e 41 ºC em vários locais do Alentejo e Vale do Tejo.</figcaption></figure><p>A influência marítima continuará a limitar parcialmente as temperaturas junto à costa, mas ainda assim os valores previstos serão elevados para estas regiões.</p><h2>Noites quentes e calor invulgar no litoral Norte e Centro</h2><p>Outro aspeto preocupante será a <strong>persistência do calor durante a noite</strong>. Entre quinta e sexta-feira, várias cidades poderão permanecer próximas dos 30 ºC por volta da 01h00, dificultando significativamente o arrefecimento noturno.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-de-calor-instala-se-em-portugal-a-partir-de-1-de-julho-varios-dias-consecutivos-com-temperaturas-acima-dos-40-c-1782820314515.png" data-image="28ibrml4emod" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>A madrugada de sexta-feira será excecionalmente quente, com cidades como Lisboa e Porto ainda próximas dos 30 ºC por volta da 01h00.</figcaption></figure><p>Na sexta-feira, o calor mantém-se extremamente intenso, com máximas superiores a 40 ºC em diversos locais. <strong>Mesmo o litoral poderá registar temperaturas excecionalmente elevadas,</strong> com zonas do distrito do Porto próximas dos 39 ºC, um cenário pouco habitual devido à habitual influência refrescante da nortada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-de-calor-instala-se-em-portugal-a-partir-de-1-de-julho-varios-dias-consecutivos-com-temperaturas-acima-dos-40-c-1782820350505.png" data-image="qwe87oq083rk" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"><figcaption>O calor será particularmente anómalo junto ao litoral, onde as temperaturas poderão situar-se entre 12 e 15 ºC acima da média climatológica para o início de julho.</figcaption></figure><p>As <strong>anomalias térmicas poderão atingir 12 a 15 ºC acima da média climatológica</strong> em vários pontos da faixa litoral, evidenciando a natureza excecional deste episódio.</p><h2>O calor poderá prolongar-se durante vários dias</h2><p>Os modelos meteorológicos indicam que tanto sábado como domingo deverão manter um padrão muito semelhante, com temperaturas extremamente elevadas em grande parte do território. <strong>O contraste entre o centro e sul de Portugal e o Norte de África torna-se reduzido</strong>, sendo visível nos mapas a presença de massas de ar com características muito semelhantes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-de-calor-instala-se-em-portugal-a-partir-de-1-de-julho-varios-dias-consecutivos-com-temperaturas-acima-dos-40-c-1782820535362.png" data-image="qa5twm3qajcn" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption>O centro e sul de Portugal apresentam uma assinatura de temperaturas à superficie com características muito semelhantes às do Norte de África, evidenciando a intensidade e persistência deste episódio de calor extremo.</figcaption></figure><p>Embora os modelos apontem atualmente para a possibilidade de esta situação persistir durante boa parte da <strong>primeira quinzena de julho</strong>, essa previsão ainda apresenta elevada incerteza.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776456" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-de-calor-portugal-sera-como-um-forno-que-criara-a-sua-propria-massa-de-ar-anomala.html" title="Cúpula de calor: Portugal será como um “forno” que criará a sua própria massa de ar anómala">Cúpula de calor: Portugal será como um “forno” que criará a sua própria massa de ar anómala</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-de-calor-portugal-sera-como-um-forno-que-criara-a-sua-propria-massa-de-ar-anomala.html" title="Cúpula de calor: Portugal será como um “forno” que criará a sua própria massa de ar anómala"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-de-calor-portugal-sera-como-um-forno-que-criara-a-sua-propria-massa-de-ar-anomala-1782824268779_320.png" alt="Cúpula de calor: Portugal será como um “forno” que criará a sua própria massa de ar anómala"></a></article></aside><p>Assim, <strong>será fundamental acompanhar a evolução dos modelos nos próximos dias</strong>,<strong> </strong>uma vez que poderão ocorrer ajustes na intensidade e duração desta cúpula de calor.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-de-calor-instala-se-em-portugal-a-partir-de-1-de-julho-varios-dias-consecutivos-com-temperaturas-acima-dos-40-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Limão como ator principal para uma vida doméstica mais limpa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/limao-como-ator-principal-para-uma-vida-domestica-mais-limpa.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 14:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A casca de limão esconde vários benefícios, pode ser reaproveitada na limpeza, na cozinha e no jardim, ajudando a economizar e tornar a casa mais sustentável. Venha aqui descobrir como!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/limao-como-ator-principal-para-uma-vida-domestica-mais-limpa-1782661999565.jpg" data-image="x370j6v06v1y" alt="Limão na rotina do dia a dia" title="Limão na rotina do dia a dia"><figcaption>A casca do limão é um tesouro escondido na cozinha que pode ajudar a limpar, perfumar e tornar a nossa casa mais sustentável.</figcaption></figure><p>Depois de utilizar-mos um limão, seja na <strong>preparação de uma bebida, no tempero de uma refeição ou até para dar uma paladar especial numa sobremesa</strong>, é comum que a casca seja descartada imediatamente.</p><p>No entanto, este pequeno pedaço de fruta, que muitas vezes vai parar no lixo, pode ter <strong>diversas utilidades dentro de casa</strong>.</p><p>A casca de limão, para além do <strong>odor intenso, concentra óleos naturais</strong> responsáveis pelo aroma fresco e característico da fruta. Assim, pode ser <strong>reaproveitada em tarefas simples do dia a dia</strong>, ajudando a reduzir desperdícios e a tornar a rotina doméstica mais sustentável.</p><p>Através da criatividade de cada um, a casca pode ser <strong>transformada num recurso natural para perfumar o ambiente de casa, auxiliar na limpeza, eliminar odores</strong> e até contribuir para o cuidado com as plantas.</p><h2>Um perfume natural para a casa</h2><p>Uma das utilizações mais conhecidas da casca de limão é como <strong>aromatizador natural</strong>. O seu cheiro cítrico ajuda a <strong>deixar os ambientes com uma sensação de frescor, especialmente na cozinha</strong>, onde alguns odores podem permanecer por mais tempo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="715848" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-planta-que-cheira-a-limao-repele-os-insetos-e-cresce-facilmente-em-vasos.html" title="A planta que cheira a limão, repele os insetos e cresce facilmente em vasos">A planta que cheira a limão, repele os insetos e cresce facilmente em vasos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-planta-que-cheira-a-limao-repele-os-insetos-e-cresce-facilmente-em-vasos.html" title="A planta que cheira a limão, repele os insetos e cresce facilmente em vasos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-planta-que-huele-a-limon-espanta-insectos-y-crece-facil-en-maceta-1750167076859_320.jpeg" alt="A planta que cheira a limão, repele os insetos e cresce facilmente em vasos"></a></article></aside><p>Uma forma simples de aproveitar esse efeito é <strong>colocar algumas cascas num pequeno recipiente aberto ou próximo dos locais onde possam surgir cheiros fortes</strong>, como a área do lixo ou da pia.</p><p>Outra alternativa é <strong>ferver as cascas numa panela com água durante alguns minutos</strong>. O vapor espalha o aroma pelo ambiente e pode criar uma atmosfera mais agradável sem a necessidade de usar produtos perfumados.</p><p>Se preferir um aroma mais invernal, pode ainda <strong>juntar um pau de canela</strong>.</p><h2>Utilização na limpeza diária </h2><p>A casca de limão também pode ser ainda uma <strong>aliada em algumas tarefas domésticas</strong>. Uma dica prática é <strong>utilizá-la no micro-ondas, onde basta colocar algumas cascas em um recipiente com água e aquecer por alguns minutos</strong>. O vapor ajuda a amolecer resíduos presos nas paredes internas do aparelho, facilitando a limpeza.</p><p>Também é possível aproveitar o aroma da casca para <strong>preparar uma solução caseira com vinagre branco</strong>. Ao deixar pedaços de casca em contato com o vinagre durante alguns dias, o líquido ganha um cheiro mais agradável e pode ser <strong>usado em determinadas superfícies da casa</strong>.</p><p>Embora não substitua produtos específicos para todos os tipos de limpeza, esse tipo de reaproveitamento é uma <strong>forma inteligente de dar uma nova função a algo que seria descartado</strong>.</p><h2>Combate aos maus odores</h2><p>Alguns <strong>objetos da cozinha absorvem facilmente cheiros fortes</strong>. Tábuas de corte ou utensílios utilizados para preparar alimentos como alho e cebola podem ficar com odores difíceis de eliminar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="679356" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/limao-siciliano-por-que-este-citrico-e-o-aliado-que-voce-precisa-na-sua-dieta.html" title="Limão siciliano: porque este cítrico é o aliado que precisa na sua dieta">Limão siciliano: porque este cítrico é o aliado que precisa na sua dieta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/limao-siciliano-por-que-este-citrico-e-o-aliado-que-voce-precisa-na-sua-dieta.html" title="Limão siciliano: porque este cítrico é o aliado que precisa na sua dieta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/limao-siciliano-por-que-este-citrico-e-o-aliado-que-voce-precisa-na-sua-dieta-1729301718073_320.jpg" alt="Limão siciliano: porque este cítrico é o aliado que precisa na sua dieta"></a></article></aside><p>Nesses casos, <strong>esfregar a parte interna da casca de limão sobre a superfície pode ajudar a reduzir esses cheiros</strong> e deixar um aroma cítrico mais agradável.</p><p>No frigorífico, algumas pessoas também utilizam cascas de limão num recipiente aberto para ajudar a <strong>manter o ambiente com um cheiro mais fresco</strong>.</p><h2>Um toque especial na cozinha</h2><p>Além das utilidades domésticas, a casca de limão pode voltar para a cozinha. <strong>Depois de bem lavada, ela pode ser aproveitada para aromatizar chás, sobremesas, bolos, molhos e outras receitas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/limao-como-ator-principal-para-uma-vida-domestica-mais-limpa-1782662090508.jpg" data-image="28ei2pyykghg" alt="Bebida de limão" title="Bebida de limão"><figcaption>Do tempero às bebidas refrescantes, o limão é um ingrediente versátil que pode ser aproveitado por completo.</figcaption></figure><p>A parte externa da <strong>casca contém os óleos aromáticos que dão o sabor característico do limão</strong>. Já a parte branca costuma ter um gosto mais amargo, por isso deve ser usada com cuidado dependendo da preparação.</p><p>Outra ideia é <strong>guardar as cascas no congelador para utilizá-las futuramente</strong> quando surgir uma receita que precise de um toque cítrico.</p><h2>Aliada das plantas e da compostagem</h2><p>Para aqueles que têm jardim ou vasos em casa também pode reaproveitar as cascas de limão. <strong>Cortadas em pedaços menores, elas podem ser adicionadas à compostagem</strong>, ajudando a transformar resíduos orgânicos em matéria útil para o solo.</p><p>Este hábito <strong>contribui para diminuir a quantidade de lixo produzido</strong> e incentiva uma relação mais consciente com os alimentos consumidos diariamente.</p><p>Numa próxima vez que utilizar um limão, talvez valha a pena pensar duas vezes antes de colocar a casca no lixo. Este <strong>pequeno “resto” pode ser justamente o ingrediente que faltava para uma rotina doméstica</strong> mais prática e sustentável.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/limao-como-ator-principal-para-uma-vida-domestica-mais-limpa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cúpula de calor: Portugal será como um “forno” que criará a sua própria massa de ar anómala]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-de-calor-portugal-sera-como-um-forno-que-criara-a-sua-propria-massa-de-ar-anomala.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 13:01:08 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Durante pelo menos os primeiros cinco dias de julho, Portugal continental, como parte integrante da Península Ibérica, será como um “forno”. Dia após dia, o calor acumulado na superfície terrestre será potenciado pela presença de uma cúpula de calor.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xajykyi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xajykyi.jpg" id="xajykyi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Certamente já terá escutado muitas vezes o termo<strong> “cúpula de calor”</strong> que surge com alguma frequência nos meios de comunicação social e nos institutos nacionais de meteorologia especializados.</p><p>Ora, o fenómeno da<strong> </strong>cúpula de calor <strong>é precisamente o que se instalará sobre Portugal continental ao longo de, pelo menos, os primeiros 5 dias de julho</strong>, criando as condições ideais para um aquecimento intenso e bastante persistente da massa de ar à superfície. Será o resultado da conjugação de vários fatores meteorológicos e geográficos que se reforçam mutuamente.</p><h2>Eis os fatores que irão desencadear a intensificação do calor em Portugal continental</h2><p>O primeiro fator a ter em conta é <strong>a forte insolação</strong>, típica da época estival e do mês de julho, que permite à superfície terrestre absorver uma enorme quantidade de <strong>energia solar </strong>ao longo do dia.</p><p>Ao mesmo tempo, <strong>o domínio prolongado das altas pressões</strong> dispostas em crista a oes-noroeste da Península Ibérica será favorável a uma grande <strong>estabilidade atmosférica</strong>. A subsidência, que consiste no movimento descendente do ar no interior do anticiclone, comprime e aquece adicionalmente a atmosfera, reduz a formação de nuvens e potencia a incidência da radiação solar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-de-calor-portugal-sera-como-um-forno-que-criara-a-sua-propria-massa-de-ar-anomala-1782822943594.png" data-image="0vo37ka9oapg"><figcaption>O efeito de “forno ibérico” será potenciado pela presença de uma cúpula de calor. O calor acumulado de forma eficiente na superfície terrestre das geografias de Portugal e Espanha durante vários dias consecutivos será amplificado pela persistência de uma massa de ar muito quente, mantida sob uma crista anticiclónica em altitude que atua como uma “tampa atmosférica”.</figcaption></figure><p>A este panorama junta-se o transporte de uma <strong>massa de ar muito quente e seco procedente do Norte de África</strong> (origem tropical continental), impulsionada por <strong>ventos predominantes de Leste</strong>. Apesar de na maioria das regiões o vento soprar com intensidade fraca, poderão ocorrer rajadas localmente fortes em algumas zonas (risco de incêndio elevado, muito elevado ou máximo), sem que isso impeça a acumulação generalizada de calor. </p><h2>Efeito de "forno ibérico": de que forma Portugal criará a sua própria massa de ar anómala</h2><p>Todavia, um dos aspetos que mais salta à vista neste episódio de potencial onda de calor será <strong>a capacidade da própria Península Ibérica modificar a massa de ar que a envolve</strong>. Por causa da sua vasta extensão continental, suficientemente grande para se comportar como um <strong>“mini-continente”, a superfície terrestre acumulará calor de forma muito eficiente durante vários dias consecutivos</strong>. Durante a noite, o calor será libertado lentamente, o que impedirá um arrefecimento significativo da atmosfera.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776437" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-quinta-2-de-julho-tera-inicio-em-lisboa-uma-longa-serie-de-dias-em-que-a-temperatura-maxima-ultrapassara-os-35-c.html" title="Na quinta, 2 de julho, terá início em Lisboa uma longa série de dias em que a temperatura máxima ultrapassará os 35 ºC">Na quinta, 2 de julho, terá início em Lisboa uma longa série de dias em que a temperatura máxima ultrapassará os 35 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-quinta-2-de-julho-tera-inicio-em-lisboa-uma-longa-serie-de-dias-em-que-a-temperatura-maxima-ultrapassara-os-35-c.html" title="Na quinta, 2 de julho, terá início em Lisboa uma longa série de dias em que a temperatura máxima ultrapassará os 35 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/na-quinta-2-de-julho-tera-inicio-em-lisboa-uma-longa-serie-de-dias-em-que-a-temperatura-maxima-ultrapassara-os-35-c-1782818582205_320.png" alt="Na quinta, 2 de julho, terá início em Lisboa uma longa série de dias em que a temperatura máxima ultrapassará os 35 ºC"></a></article></aside><p>Simultaneamente, a circulação atmosférica fraca e a estabilidade imposta pela cúpula de calor dificultarão a renovação da massa de ar. Ao invés de ser substituído por ar mais fresco, <strong>o ar manter-se-á praticamente estagnado sobre Portugal continental e grande parte da Espanha peninsular, aquecendo gradualmente dia após dia</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cupula-de-calor-portugal-sera-como-um-forno-que-criara-a-sua-propria-massa-de-ar-anomala-1782822648403.png" data-image="z09gaqbrh9il"><figcaption>O efeito de “forno ibérico” será potenciado pela presença de uma cúpula de calor. Esta situação dará origem a temperaturas muito elevadas durante vários dias consecutivos em Portugal continental. À superfície, preveem-se temperaturas geralmente entre 8 e 12 ºC acima da média, com alguns locais a poderem atingir anomalias de +15 ou +16 ºC.</figcaption></figure><p>Este mecanismo fará com que a geografia de ambos os países funcione como um <strong>verdadeiro “forno ibérico”</strong>, no qual é gerada uma massa de ar extraordinariamente quente, aquecida não só pela advecção vinda do Norte de África, mas também pelo<strong> calor intenso produzido localmente</strong>.</p><p>É precisamente a presença da <strong>cúpula de calor que potencia este efeito, ao</strong> <strong>aprisionar o ar quente junto à superfície</strong>, impedindo a sua dispersão. Como consequência disto, a massa de ar tornar-se-á cada vez mais quente, com temperaturas diurnas muito elevadas e noites tropicais ou tórridas em muitas regiões, o que fará com que o episódio de calor intenso seja prolongado.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/cupula-de-calor-portugal-sera-como-um-forno-que-criara-a-sua-propria-massa-de-ar-anomala.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Na quinta, 2 de julho, terá início em Lisboa uma longa série de dias em que a temperatura máxima ultrapassará os 35 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-quinta-2-de-julho-tera-inicio-em-lisboa-uma-longa-serie-de-dias-em-que-a-temperatura-maxima-ultrapassara-os-35-c.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 11:25:21 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Lisboa vai enfrentar uma longa sequência de dias muito quentes e noites tropicais ou tórridas, com temperaturas máximas superiores a 35 ºC e um calor que mal dará tréguas durante a madrugada.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xajxuc2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xajxuc2.jpg" id="xajxuc2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma robusta crista anticiclónica situada a noroeste da Península Ibérica está a contribuir para a subida das temperaturas em Portugal continental. O calor intenso irá manter-se nos próximos dias devido à <strong>persistência das altas pressões, à forte insolação solar combinada com a longa duração dos dias e ao céu limpo ou pouco nublado</strong>, que manterão as temperaturas em valores muito elevados.</p><p><strong>Neste contexto, Lisboa enfrentará uma série de dias com temperaturas muito elevadas, rondando os 39 ou 40 ºC nas horas de maior calor</strong>. Este episódio de tempo quente (possivelmente será classificado de <strong>onda de calor</strong>) tampouco dará tréguas durante a noite, pelo que não é expectável que as temperaturas noturnas desçam de forma significativa.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>A combinação da <strong>crista anticiclónica com um fluxo de Leste</strong> permitirá o transporte de uma <strong>massa de ar tropical continental, muito quente e seco, do Norte de África até à Península Ibérica</strong>, o que fará com que as temperaturas disparem para valores muito elevados, sendo<strong> acima dos 40 ºC em várias regiões durante o dia</strong>, e originando <strong>n</strong><strong>oites tropicais</strong> (mínima igual ou superior a 20 ºC) em quase toda a geografia portuguesa ou até mesmo <strong>noites tórridas</strong> nalgumas zonas (mínima igual ou superior a 25 ºC).</div><p>Esta configuração sinóptica, dominada pelas altas pressões, fará com que os termómetros registem <strong>valores entre os 23 e os 27 ºC ao amanhecer</strong>, dando origem a noites tropicais ou tórridas.</p><h2>O calor intenso vai continuar a deixar máximas superiores a 35 ºC</h2><p>Como referido anteriormente, <strong>Lisboa vai enfrentar um período de calor muito intenso ao longo dos próximos dias</strong>, favorecido pela persistência das altas pressões, pela estabilidade atmosférica e pela insolação forte.</p><p><strong>O céu apresentar-se-á quase sempre limpo, permitindo que a superfície aqueça intensamente dia após dia</strong>. Hoje e amanhã, dias 30 de junho e 1 de julho, são esperados os valores mais baixos de temperatura máxima do que resta da presente semana em Lisboa: 31 e 34 ºC, respetivamente.<strong> Porém, entre quinta-feira (2) e domingo (5), espera-se que as temperaturas máximas oscilem entre os 39 e 40 ºC na capital de Portugal continental</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/na-quinta-2-de-julho-tera-inicio-em-lisboa-uma-longa-serie-de-dias-em-que-a-temperatura-maxima-ultrapassara-os-35-c-1782817809811.png" data-image="aiu9h08hwuz0"><figcaption>Uma cúpula de calor intensificará as temperaturas em todo o território de Portugal continental, tanto máximas como mínimas.</figcaption></figure><p>A persistência destas temperaturas tão elevadas provocará uma acumulação significativa de calor no ambiente urbano, <strong>dificultando a descida da temperatura durante a noite</strong>.</p><p>Além disso, <strong>a possível consolidação de uma cúpula de calor sobre uma grande parte da geografia ibérica</strong> <strong>poderá intensificar ainda mais este fenómeno</strong>, fazendo com que os dias e noites excecionalmente quentes se prolonguem por mais tempo.</p><h2>Lisboa enfrenta noites tropicais ou tórridas</h2><p><strong>As próximas noites também serão muito difíceis de suportar em Lisboa</strong>. De acordo com as últimas saídas do modelo europeu, Lisboa irá registar uma noite tropical na quinta-feira 2 de julho (madrugada com temperatura mínima de 23 ºC).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/na-quinta-2-de-julho-tera-inicio-em-lisboa-uma-longa-serie-de-dias-em-que-a-temperatura-maxima-ultrapassara-os-35-c-1782817895172.png" data-image="q3xa3iixl8tg"><figcaption>De momento, perspetiva-se que a madrugada de sexta-feira (3) seja a mais quente desta semana em Lisboa, de acordo com o modelo Europeu.</figcaption></figure><p>Porém, é possível que a situação se agrave e prolongue nas noites seguintes. Segundo a previsão para as 06:00 horas da madrugada, <strong>as temperaturas não descerão abaixo dos 25 ºC entre sexta-feira (3) e domingo (5)</strong>, com os valores a atingirem 27 ºC na madrugada de sexta (3), 25 ºC na de sábado (4) e 26 ºC na de domingo (5).</p><p>Estes valores correspondem aquilo que é designado como<strong> “noites tórridas”, </strong>caracterizadas por temperaturas mínimas que não descem abaixo dos 25 ºC.<strong> As condições meteorológicas, em conjunto com o efeito de ilha de calor urbano</strong>, impedirão a descida das temperaturas durante a noite.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776428" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-mapa-do-calor-entre-3-e-7-distritos-sob-aviso-laranja-de-tempo-quente-nos-dias-1-e-2-de-julho.html" title="O mapa do calor: entre 3 e 7 distritos sob aviso laranja de tempo quente nos dias 1 e 2 de julho">O mapa do calor: entre 3 e 7 distritos sob aviso laranja de tempo quente nos dias 1 e 2 de julho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-mapa-do-calor-entre-3-e-7-distritos-sob-aviso-laranja-de-tempo-quente-nos-dias-1-e-2-de-julho.html" title="O mapa do calor: entre 3 e 7 distritos sob aviso laranja de tempo quente nos dias 1 e 2 de julho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-mapa-do-calor-entre-3-e-7-distritos-sob-aviso-laranja-de-tempo-quente-nos-dias-1-e-2-de-julho-1782814093256_320.png" alt="O mapa do calor: entre 3 e 7 distritos sob aviso laranja de tempo quente nos dias 1 e 2 de julho"></a></article></aside><p><strong>É aconselhável redobrar as precauções durante este tipo de episódios</strong> (hidratação frequente e ventilação adequada, entre outras), uma vez que as noites tórridas impedem o corpo de recuperar do stress térmico acumulado durante o dia. O calor noturno intenso <strong>constitui um risco para a saúde</strong>, especialmente para os idosos, crianças e pessoas com doenças crónicas.</p><p>Embora ainda exista alguma incerteza nas previsões plasmadas pelos modelos, persistem os sinais que sugerem que as temperaturas máximas, <strong>superiores a 35 ºC, possam prolongar-se em Lisboa por segunda ( e terça-feira (7) da próxima semana</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-quinta-2-de-julho-tera-inicio-em-lisboa-uma-longa-serie-de-dias-em-que-a-temperatura-maxima-ultrapassara-os-35-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O mapa do calor: entre 3 e 7 distritos sob aviso laranja de tempo quente nos dias 1 e 2 de julho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-mapa-do-calor-entre-3-e-7-distritos-sob-aviso-laranja-de-tempo-quente-nos-dias-1-e-2-de-julho.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 10:58:42 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A partir de amanhã, quarta-feira (1 de julho), todos os distritos estarão sob aviso meteorológico de tempo quente. Alguns deles contarão com aviso laranja, enquanto os restantes deverão manter o aviso amarelo.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xajxil2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xajxil2.jpg" id="xajxil2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os <strong>termómetros continuam a subir de forma gradual em todo o país </strong>e esta tendência deverá manter-se nos próximos dias, segundo a mais recente atualização dos nossos mapas, baseados no modelo europeu ECMWF.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Esperam-se<strong> temperaturas máximas até 42 ºC</strong>, especialmente ao longo da faixa interior do país, assim como no Sul, pelo menos, até domingo, dia 5. Estes valores poderão sofrer algumas oscilações, mas mentendo-se sempre elevados, ao que tudo indica. Quanto às <strong>temperaturas noturnas, estas também se deverão manter elevadas</strong> em praticamente toda a geografia, especialmente entre hoje e domingo.</p><h2>IPMA eleva até 7 distritos a aviso laranja de tempo quente</h2><p>O IPMA, que havia emitido aviso amarelo para todos os distritos, devido ao calor previsto, atualizou as suas previsões e aposta agora em <strong>aviso laranja para os distritos de Portalegre, Évora e Beja</strong>, em vigor entre a meia-noite de amanhã e as 18h do dia 2, quinta-feira. Na meia noite seguinte, ou seja, do dia 2, também os distritos de <strong>Setúbal, Santarém, Lisboa e Leiria passarão a aviso laranja</strong>, também em vigor até às 18h do mesmo dia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-mapa-do-calor-entre-3-e-7-distritos-sob-aviso-laranja-de-tempo-quente-nos-dias-1-e-2-de-julho-1782814102798.png" data-image="cnute0zuiber" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>O IPMA elevou 7 distritos a aviso laranja. Em três destes, o aviso entra em vigor à meia-noite de amanhã, dia 1, e nos restantes entrará em vigor à meia-noite do dia 2.</figcaption></figure><p>Os <strong>restantes distritos do continente manter-se-ão sob aviso amarelo</strong> devido ao mesmo fator, também até às 18h de quinta-feira. Nesse dia, as capitais de distrito mais frescas serão Viana do Castelo e Aveiro, com 29 ºC de máxima. A mais quente será Beja com 41 ºC. Localmente os valores serão mais elevados, especialmente nas cidades mais afastadas do mar.</p><h2>Anomalias acentuadas ao longo da semana, em todo o país</h2><p><strong>A partir das 9h da manhã de quinta-feira, todo o país registará valores anómalos</strong>, acima da média. Algumas zonas do Algarve poderão contar com anomalias nulas, indicando valores dentro do expectável, mas o restante território contará com valores acima do esperado, tanto durante o dia, como durante a noite.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776312" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-vai-tornar-se-um-foco-de-calor-semelhante-ao-saara-a-partir-de-quinta-feira.html" title="Portugal continental vai tornar-se um 'foco de calor' semelhante ao Saara a partir de quinta-feira">Portugal continental vai tornar-se um "foco de calor" semelhante ao Saara a partir de quinta-feira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-vai-tornar-se-um-foco-de-calor-semelhante-ao-saara-a-partir-de-quinta-feira.html" title="Portugal continental vai tornar-se um 'foco de calor' semelhante ao Saara a partir de quinta-feira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-vai-tornar-se-um-foco-de-calor-semelhante-ao-saara-a-partir-de-quinta-feira-1782752173053_320.png" alt="Portugal continental vai tornar-se um 'foco de calor' semelhante ao Saara a partir de quinta-feira"></a></article></aside><p>Durante a <strong>noite as anomalias poderão chegar até aos 10 ºC</strong> acima da média, enquanto durante o <strong>dia estas poderão alcançar valores de até 16 ºC</strong> acima da normal climatológica de referência. Ainda assim, e apesar de os modelos continuarem a insistir nestes valores elevados, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações em <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/" target="_blank" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">tempo.pt</a>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-mapa-do-calor-entre-3-e-7-distritos-sob-aviso-laranja-de-tempo-quente-nos-dias-1-e-2-de-julho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O mapa das 12 praias com pior qualidade da água no país: saiba onde não deve mergulhar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-mapa-das-12-praias-com-pior-qualidade-da-agua-no-pais-saiba-onde-nao-deve-mergulhar.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 10:57:19 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Onde não deve mergulhar: Sobe para 12 o número de praias portuguesas que chumbaram nos testes de qualidade da água este ano. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-mapa-das-12-praias-com-pior-qualidade-da-agua-no-pais-saiba-onde-nao-deve-mergulhar-1782304953945.png" data-image="0q5yb8luzr6y"><figcaption>Temos a fama (e o orgulho) de ter o melhor litoral do mundo, mas a verdade nua e crua é que a taxa de excelência de Portugal (82%) está abaixo da média da União Europeia (85%).</figcaption></figure><p> Se a Bandeira Azul é o selo que todas as praias cobiçam para atestar a segurança da água, a realidade atual trouxe um sinal de alerta. Segundo o último relatório com dados consolidados da Agência Europeia do Ambiente (AEA), o <strong>número de zonas balneares nacionais com nota 'má' subiu de nove para 12. </strong> </p><div class="texto-destacado">Embora o país tenha registado mais praias com nota máxima em termos absolutos, a percentagem de águas de excelência encolheu para 82%, distanciando Portugal da média europeia e marcando o pior registo nacional desde 2021.</div><p>De acordo com o documento, foram <strong>monitorizadas 682 zonas balneares em território nacional, </strong>mais nove do que no ano anterior. </p><div class="texto-destacado">Destas, 559 conseguiram obter o selo de "excelente".</div><p>No entanto, devido ao aumento do número total de praias sob vigilância, a taxa de excelência sofreu uma quebra recuando para os 82%, o que coloca o país mais longe da média da União Europeia, que se fixa atualmente nos 85%. </p><h2>Seca severa penaliza o interior do país</h2><p>O principal foco de preocupação dos especialistas reside no agravamento da base da tabela. A associação ambientalista Zero alerta que a degradação da <strong>qualidade da água está diretamente ligada às secas severas</strong> que têm assolado o território. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-mapa-das-12-praias-com-pior-qualidade-da-agua-no-pais-saiba-onde-nao-deve-mergulhar-1782304669321.png" data-image="d2y18u2s52vd"><figcaption>Menos chuva devia significar menos lixo arrastado para a água, certo? Errado. Nos rios, menos água significa que a poluição existente não se dilui, tornando-se altamente concentrada.</figcaption></figure><p><strong>Com a redução drástica dos caudais das bacias hidrográficas, a poluição e a contaminação microbiológica tornam-se muito mais concentrada</strong><strong>s</strong>. Este fenómeno meteorológico explica por que razão a larga maioria das praias reprovadas (nove em cada dez) são interiores ou fluviais. </p><h2>O contraste entre o Algarve e o resto do litoral</h2><p>No plano regional, <strong>o Algarve continua a assumir-se como o "aluno exemplar"</strong>, mantendo a quase totalidade das suas águas com nota máxima, a única exceção digna de nota foi a Praia do Camilo, em Lagos, que desceu para "suficiente". As <strong>albufeiras do Alqueva e de Castelo de Bode</strong> também mereceram destaque pela positiva, exibindo 100% de praias excelentes. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-mapa-das-12-praias-com-pior-qualidade-da-agua-no-pais-saiba-onde-nao-deve-mergulhar-1782304783240.png" data-image="xfpshd59v1h7"><figcaption>Enquanto a maioria das águas do interior sofreu com a seca, as praias das albufeiras do Alqueva e de Castelo de Bode deram uma lição de resiliência e mantiveram 100% de excelência.</figcaption></figure><p>Em sentido inverso, várias praias costeiras de grande afluência que habitualmente ostentavam boas avaliações sofreram uma quebra de desempenho, fixando-se no patamar "suficiente". <strong>É o caso de Vila Praia de Âncora (Caminha), Caxias (Oeiras) e a Praia da Duquesa (Cascais). </strong></p><h2>A "lista negra": onde o mergulho deve ser evitado </h2><p>As autoridades e associações ambientais recomendam que se evite o banho nas <strong>12 zonas balneares</strong> que chumbaram nos testes de qualidade microbiológica: </p><p><strong>Praias marítimas (Costeiras):</strong></p><ul></ul><ul><li>Matosinhos (Porto): um dos casos mais críticos, registando um declínio contínuo desde que perdeu o estatuto de "excelente" em 2021.</li></ul><ul><li>Poças do Gomes / Doca do Cavacas (Funchal, Madeira): complexo de piscinas naturais que cumpre o terceiro ano consecutivo com nota "má".</li></ul><ul><li>Quinta do Lorde (Madeira): afetada por problemas graves de contaminação.</li></ul><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-mapa-das-12-praias-com-pior-qualidade-da-agua-no-pais-saiba-onde-nao-deve-mergulhar-1782229502321.png" data-image="d5607ohyis5u"><figcaption>InfoAgua - Águas Balneares. Fonte: APA</figcaption></figure><p>No que toca às águas interiores, a lista de praias fluviais sinalizadas com qualidade "má" estende-se por vários rios e concelhos do país. Entre os casos identificados estão a praia de <strong>Bitetos</strong> (no Rio Douro), <strong>Ponte da Barca</strong> (no Rio Lima), <strong>Almaceda</strong> (em Castelo Branco) e <strong>Benfeita</strong> (no Rio Alva). O cenário de alerta estende-se ainda às <strong>Fragas de São Simão</strong> (em Figueiró dos Vinhos), ao <strong>Poço do Lagar</strong> (em Seia), à <strong>Ponte do Sótão</strong> (em Góis), à <strong>Relva da Reboleira</strong> (em Manteigas) e, finalmente, à praia de <strong>Sandomil</strong>, também localizada no concelho de Seia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768412" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-sao-conhecidas-as-praias-com-bandeira-azul-em.html" title="Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026">Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-sao-conhecidas-as-praias-com-bandeira-azul-em.html" title="Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ja-sao-conhecidas-as-praias-com-bandeira-azul-em-1778573948671_320.jpg" alt="Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026"></a></article></aside><p>O relatório deixa um aviso claro para a época balnear: <strong>embora o litoral português continue a dar garantias de segurança na maioria da sua extensão, a gestão dos recursos hídricos no interior exige uma intervenção urgente</strong> para travar o impacto das alterações climáticas na qualidade da água.</p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><a href="https://infoagua.apambiente.pt/pt/praias"><em>https://infoagua.apambiente.pt/pt/praias</em></a></p><p><em><a href="https://infoagua.apambiente.pt/pt/praias"></a><a href="https://eco.sapo.pt/2026/06/21/praias-com-ma-qualidade-da-agua-em-portugal-aumentam-para-12-veja-onde-nao-deve-mergulhar/?utm_source=SAPO_HP&utm_medium=web&utm_campaign=destaques">https://eco.sapo.pt/2026/06/21/praias-com-ma-qualidade-da-agua-em-portugal-aumentam-para-12-veja-onde-nao-deve-mergulhar/?utm_source=SAPO_HP&utm_medium=web&utm_campaign=destaques</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-mapa-das-12-praias-com-pior-qualidade-da-agua-no-pais-saiba-onde-nao-deve-mergulhar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal continental vai tornar-se um "foco de calor" semelhante ao Saara a partir de quinta-feira]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-vai-tornar-se-um-foco-de-calor-semelhante-ao-saara-a-partir-de-quinta-feira.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 06:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma massa de ar muito quente proveniente do Norte de África deverá provocar uma nova subida das temperaturas em Portugal continental a partir de quinta-feira. Em várias regiões do interior, os termómetros poderão superar os 40 ºC, com valores muito acima da média para a época.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xajrxum"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xajrxum.jpg" id="xajrxum"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Após a passagem da depressão responsável pelos aguaceiros e trovoadas dos últimos dias, o estado do tempo deverá voltar a estabilizar rapidamente.</p><p>Segundo os mapas de referência da Meteored, baseados no modelo ECMWF, uma <strong>intensa advecção de ar quente</strong> fará de Portugal um dos territórios mais quentes da Europa Ocidental durante quinta e sexta-feira.</p><h2>Uma massa de ar africana fará disparar as temperaturas</h2><p>A partir de quarta-feira, e de forma mais expressiva nos dias seguintes, a circulação atmosférica favorecerá o transporte de uma massa de ar muito quente desde o Norte de África para a Península Ibérica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-vai-tornar-se-um-foco-de-calor-semelhante-ao-saara-a-partir-de-quinta-feira-1782751865031.png" data-image="vq4o2pze9b1q" alt="Temperatura prevista para quinta-feira, 2 de julho, às 18h" title="Temperatura prevista para quinta-feira, 2 de julho, às 18h"><figcaption>O transporte de ar muito quente fará subir significativamente as temperaturas em praticamente todo o território continental.</figcaption></figure><p> As temperaturas deverão subir de forma generalizada, sobretudo nas regiões do interior e do Sul. Em vários locais poderão registar-se valores entre <strong>37 e 40 ºC</strong>, enquanto no litoral a influência marítima continuará a limitar parcialmente o aquecimento. </p><h2>Temperaturas muito acima da média para o início de julho</h2><p>Além do calor intenso, os mapas de anomalia térmica evidenciam que este episódio será bastante invulgar para esta época do ano.</p><p>Em grande parte do território continental, as temperaturas deverão situar-se entre <strong>10 e 14 ºC acima da média climatológica</strong>, especialmente nas regiões do litoral e interior Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-vai-tornar-se-um-foco-de-calor-semelhante-ao-saara-a-partir-de-quinta-feira-1782752173053.png" data-image="2h8ph0rjh41q" alt="Anomalia de temperatura prevista para quinta-feira, 2 de julho, às 16h" title="Anomalia de temperatura prevista para quinta-feira, 2 de julho, às 16h"><figcaption>Grande parte de Portugal deverá apresentar temperaturas mais de 10 ºC acima da média para esta altura do ano.</figcaption></figure><p> Este tipo de anomalias revela uma situação meteorológica excecional, típica da influência direta de massas de ar subtropicais. </p><h2>A massa de ar quente será evidente também em altitude</h2><p>Os mapas da temperatura a cerca de <strong>1500 metros de altitude (850 hPa)</strong> confirmam a entrada de uma massa de ar muito quente sobre toda a Península Ibérica.</p><p>Nesta camada da atmosfera, os valores poderão atingir <strong>24 a 26 ºC</strong>, sinal claro da presença de uma massa de ar extremamente quente proveniente do Norte de África.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-vai-tornar-se-um-foco-de-calor-semelhante-ao-saara-a-partir-de-quinta-feira-1782752374541.png" data-image="dy1bs9sz70fa" alt="Temperatura prevista a 850 hPa para quinta-feira, 2 de julho, às 16h" title="Temperatura prevista a 850 hPa para quinta-feira, 2 de julho, às 16h"><figcaption>A massa de ar quente africana será claramente visível em altitude, abrangendo praticamente toda a Península Ibérica. </figcaption></figure><p> Este tipo de configuração favorece temperaturas muito elevadas à superfície, sobretudo nas regiões interiores. </p><h2>Portugal poderá tornar-se um dos locais mais quentes da Europa Ocidental</h2><p>Os mapas de anomalia da temperatura a 850 hPa mostram igualmente desvios muito expressivos relativamente ao normal climatológico.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776239" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/outra-cupula-de-calor-podera-afetar-portugal-semelhancas-e-diferencas-face-ao-ultimo-grande-episodio.html" title="Outra cúpula de calor poderá afetar Portugal: semelhanças e diferenças face ao último grande episódio">Outra cúpula de calor poderá afetar Portugal: semelhanças e diferenças face ao último grande episódio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/outra-cupula-de-calor-podera-afetar-portugal-semelhancas-e-diferencas-face-ao-ultimo-grande-episodio.html" title="Outra cúpula de calor poderá afetar Portugal: semelhanças e diferenças face ao último grande episódio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/outra-cupula-de-calor-podera-afetar-portugal-semelhancas-e-diferencas-face-ao-ultimo-grande-episodio-1782732629013_320.jpg" alt="Outra cúpula de calor poderá afetar Portugal: semelhanças e diferenças face ao último grande episódio"></a></article></aside><p>Em várias regiões de Portugal e Espanha, o ar em altitude poderá apresentar temperaturas <strong>8 a 10 ºC acima da média</strong>, reforçando o potencial para um episódio de calor intenso.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-vai-tornar-se-um-foco-de-calor-semelhante-ao-saara-a-partir-de-quinta-feira-1782752543793.png" data-image="slv6ek9bx9e6" alt="Anomalia da temperatura a 850 hPa prevista para quinta-feira, 2 de julho, às 16h" title="Anomalia da temperatura a 850 hPa prevista para quinta-feira, 2 de julho, às 16h"><figcaption>A massa de ar quente apresentará valores excecionalmente elevados também em altitude, reforçando o episódio de calor previsto.</figcaption></figure><p> Apesar de ainda existir alguma incerteza quanto à duração deste evento, tudo indica que quinta e sexta-feira serão marcadas por temperaturas muito elevadas, sendo aconselhável acompanhar as próximas previsões. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-continental-vai-tornar-se-um-foco-de-calor-semelhante-ao-saara-a-partir-de-quinta-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As 'fazendas' na Amazónia que desafiam a agricultura moderna e reforçam a conservação da floresta]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/as-fazendas-na-amazonia-que-desafiam-a-agricultura-moderna-e-reforcam-conservacao-da-floresta.html</link><pubDate>Tue, 30 Jun 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Praticadas há pelo menos 4.500 anos, as chagras combinam produção de alimentos, conservação ambiental e conhecimentos ancestrais, mas enfrentam ameaças crescentes como mineração, alterações climáticas e desflorestação.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-fazendas-na-amazonia-que-desafiam-a-agricultura-moderna-e-reforcam-conservacao-da-floresta-1782680845574.jpg" data-image="ny7rqce5waqy" alt="Na área da floresta tropical de Kelly Johanna Yucunatudo, tudo, desde a escolha do local até a localização de cada planta, tem uma ordem e um propósito" title="Na área da floresta tropical de Kelly Johanna Yucunatudo, tudo, desde a escolha do local até a localização de cada planta, tem uma ordem e um propósito"><figcaption>Na área da floresta tropical de Kelly Johanna Yucunatudo, tudo, desde a escolha do local até a localização de cada planta, tem uma ordem e um propósito. Crédito: Fundação Gaia Amazonas</figcaption></figure><p>As pequenas áreas agrícolas conhecidas como <strong>chagras</strong> têm vindo a chamar a atenção de investigadores por aliarem produção de alimentos, conservação da biodiversidade e preservação dos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas da Amazónia. Mantido há milhares de anos, este sistema de cultivo permanece essencial para a segurança alimentar de várias comunidades, ao mesmo tempo que desafia os princípios da agricultura intensiva moderna.</p><p>Na Amazónia colombiana, a indígena Kelly Johanna Yucuna cultiva a sua chagra seguindo um conjunto de práticas transmitidas entre gerações. Embora o terreno possa parecer desorganizado para quem não conhece o sistema, <strong>cada planta ocupa um lugar definido e desempenha uma função específica</strong> dentro de um complexo equilíbrio ecológico e cultural.</p><p>As chagras normalmente ocupam menos de dois hectares e permanecem em uso por cerca de cinco ou seis anos. Depois desse período, as famílias interrompem o cultivo e permitem que a área se regenere naturalmente, devolvendo-a à floresta. Este ciclo <strong>contribui para a manutenção da biodiversidade</strong>, do stock de carbono e da fertilidade do solo.</p><h2>Agricultura integrada na floresta</h2><p>Muito além de um modelo agrícola, <strong>as chagras fazem parte da cosmologia dos povos indígenas amazónicos</strong>. A abertura de uma nova área depende da autorização dos anciãos, que realizam rituais para pedir permissão aos espíritos da floresta antes do início do plantio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-fazendas-na-amazonia-que-desafiam-a-agricultura-moderna-e-reforcam-conservacao-da-floresta-1782680920449.jpg" data-image="norwa15kmsw6" alt="As &quot;chagras&quot; exigem a abertura de áreas na floresta, mas também fazem parte de um sistema mais amplo de gestão territorial indígena considerado fundamental para conter o desmatamento" title="As &quot;chagras&quot; exigem a abertura de áreas na floresta, mas também fazem parte de um sistema mais amplo de gestão territorial indígena considerado fundamental para conter o desmatamento"><figcaption>As "chagras" exigem a abertura de áreas na floresta, mas também fazem parte de um sistema mais amplo de gestão territorial indígena considerado fundamental para conter a desflorestação. Crédito: Fundação Gaia Amazonas</figcaption></figure><p>As comunidades escolhem cuidadosamente os locais onde serão abertas as áreas de cultivo, preservando boa parte das árvores nativas. Estudos mostram que<strong> estes sistemas conservam aproximadamente metade das espécies arbóreas originais</strong> e apresentam níveis de biodiversidade superiores aos encontrados em monoculturas agrícolas.</p><p>Outro diferencial é a <strong>grande diversidade de espécies cultivadas</strong>. Apenas no território de Jaguares de Yuruparí, na Colômbia, foram identificadas mais de cem espécies de plantas, incluindo mandioca, banana-da-terra, inhame, batata-doce, frutas, ervas medicinais, tabaco e pimentas.</p><h2>Conhecimento ancestral garante diversidade alimentar</h2><p>A<strong> mandioca</strong> ocupa posição central nas chagras e possui profundo significado cultural. Entre diversos povos indígenas, ela simboliza as mulheres, enquanto a coca representa os homens. Por isso, ambas costumam ser plantadas juntas, no centro das áreas de cultivo.</p><div class="texto-destacado">Cada povo preserva dezenas de variedades de mandioca, resultado de séculos de seleção e adaptação às condições ambientais locais. Além da produção de alimentos, as chagras funcionam como espaços de transmissão de conhecimentos, onde as crianças aprendem com os pais e avós sobre a origem, o manejo e a importância espiritual de cada planta.</div><p>Segundo os especialistas, este conhecimento tradicional permite que a agricultura acompanhe os ciclos naturais da floresta, <strong>reduzindo impactos ambientais</strong> e fortalecendo a resiliência dos ecossistemas.</p><h2>Modelo também gera renda e inspira novas estratégias</h2><p>Embora muitas chagras sejam destinadas principalmente ao consumo familiar, algumas regiões também utilizam o sistema para produção comercial. Na província de Napo, no Equador, <strong>cooperativas indígenas cultivam cacau, baunilha e guayusa em sistemas agroflorestais</strong> que geram renda para centenas de famílias.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-fazendas-na-amazonia-que-desafiam-a-agricultura-moderna-e-reforcam-conservacao-da-floresta-1782680969400.jpg" data-image="th626y59u7ps" alt="A mandioca é um dos alimentos básicos da Amazônia, especialmente nas chagras, onde são cultivadas dezenas de variedades da planta" title="A mandioca é um dos alimentos básicos da Amazônia, especialmente nas chagras, onde são cultivadas dezenas de variedades da planta"><figcaption>A mandioca é um dos alimentos básicos da Amazónia, especialmente nas chagras, onde são cultivadas dezenas de variedades da planta. Crédito: Fundação Gaia Amazonas</figcaption></figure><p>Reconhecidas pela Organização das Nações Unidas como <strong>Sistemas Importantes do Património Agrícola Global</strong>, as chamadas "chakras" equatorianas demonstram que é possível combinar geração de renda com conservação ambiental. Mesmo nos cultivos comerciais, dezenas de espécies vegetais permanecem a conviver com os cacaueiros, diferentemente das monoculturas convencionais.</p><p>Investigadores destacam que este modelo pode oferecer importantes lições para a <strong>construção de sistemas alimentares mais sustentáveis</strong>, sobretudo diante da crescente preocupação com a perda de biodiversidade e as alterações climáticas.</p><h2>Mineração e alterações climáticas ameaçam sistema tradicional</h2><p>Apesar dos seus benefícios, as chagras enfrentam desafios cada vez maiores. A expansão da<strong> mineração, da desflorestação, do narcotráfico e das alterações climáticas</strong> compromete tanto a produção agrícola quanto os modos de vida das comunidades indígenas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771581" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/vulcao-de-1-9-bilhao-de-anos-na-amazonia-coloca-brasil-no-centro-de-estudos-sobre-a-terra-primitiva.html" title="Vulcão de 1,9 mil milhão de anos na Amazónia coloca Brasil no centro de estudos sobre a Terra primitiva">Vulcão de 1,9 mil milhão de anos na Amazónia coloca Brasil no centro de estudos sobre a Terra primitiva</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/vulcao-de-1-9-bilhao-de-anos-na-amazonia-coloca-brasil-no-centro-de-estudos-sobre-a-terra-primitiva.html" title="Vulcão de 1,9 mil milhão de anos na Amazónia coloca Brasil no centro de estudos sobre a Terra primitiva"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vulcao-de-1-9-bilhao-de-anos-na-amazonia-coloca-brasil-no-centro-de-estudos-sobre-a-terra-primitiva-1780085286351_320.jpg" alt="Vulcão de 1,9 mil milhão de anos na Amazónia coloca Brasil no centro de estudos sobre a Terra primitiva"></a></article></aside><p>A contaminação por mercúrio, a alteração dos ciclos de chuva, a redução da oferta de peixes e caça e o aparecimento de novas pragas já <strong>afetam diversas regiões amazónicas</strong>. Ao mesmo tempo, muitos jovens deixam as comunidades em busca de alternativas económicas, dificultando a transmissão dos conhecimentos tradicionais.</p><p>Para os especialistas, <strong>proteger os territórios indígenas é a medida mais eficaz para garantir a continuidade das chagras</strong>.<strong> </strong>Mais do que um sistema agrícola, elas representam uma forma de gestão da floresta baseada na convivência com a natureza e podem inspirar soluções para uma produção de alimentos mais equilibrada, sustentável e adaptada aos desafios ambientais do século XXI.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="BBC%20Brasil" data-year="2026" data-title="As%20'fazendas'%20na%20Amaz%C3%B4nia%20que%20desafiam%20a%20agricultura%20moderna" data-url="https%3A%2F%2Fwww.bbc.com%2Fportuguese%2Farticles%2Fcm2ry174142o">BBC Brasil. (2026). <a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cm2ry174142o" target="_blank">As 'fazendas' na Amazônia que desafiam a agricultura moderna</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/as-fazendas-na-amazonia-que-desafiam-a-agricultura-moderna-e-reforcam-conservacao-da-floresta.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[6 regras para proteger as plantas em vasos do calor abrasador]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/6-regras-para-proteger-as-plantas-em-vasos-do-calor-abrasador.html</link><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 17:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Desde a escolha do vaso adequado até à aplicação de cobertura morta, apresentamos-te aqui seis conselhos simples para ajudar as tuas plantas a superar as intensas ondas de calor durante o verão.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/6-regole-per-proteggere-le-piante-in-vaso-dal-caldo-torrido-1781977642001.jpeg" data-image="xqknkcunpkjb"><figcaption>Aproxima-se um verão abrasador: 6 regras para proteger as plantas em vasos do calor sufocante.</figcaption></figure><p>Com a chegada do verão e as primeiras ondas de calor da época, as plantas em vasos tornam-se especialmente vulneráveis ao stress térmico. <strong>Ao contrário das plantas cultivadas em solo aberto, dispõem de quantidades limitadas de terra e água</strong>, o que as torna mais propensas à desidratação.</p><p>Exceto em varandas, terraços e parapeitos virados a norte, a maioria dos espaços urbanos destinados às plantas recebe várias horas de luz solar direta por dia. Mesmo as espécies resistentes ao calor podem sofrer quando o sol intenso se combina com altas temperaturas e falta de água.</p><h2>Por que é que as plantas em vasos sofrem mais? </h2><p>No verão, a terra do vaso aquece rapidamente e perde humidade por evaporação. Sem regas regulares, <strong>as raízes passam rapidamente a encontrar-se num ambiente cada vez mais quente e seco, o que faz com que a folhagem da planta murche</strong>.</p><p>Este problema pode afetar praticamente qualquer espécie cultivada em vaso, incluindo aquelas conhecidas pela sua resistência à seca. Por isso, é importante <strong>tomar medidas para minimizar o sobreaquecimento do vaso e retardar a perda de água</strong>.</p><h2> 1. Escolha vasos grandes </h2><p><strong>Mais terra</strong> significa uma maior reserva de água para as raízes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/6-regole-per-proteggere-le-piante-in-vaso-dal-caldo-torrido-1781977753665.jpeg" data-image="vg7wc3estqtt"><figcaption>Escolha vasos grandes.</figcaption></figure><p>Os vasos grandes secam mais lentamente do que os pequenos e permitem que o sistema radicular se desenvolva mais amplamente. <strong>Uma planta com um sistema radicular bem desenvolvido costuma ser mais resistente ao stress causado pelo calor e pela seca</strong>.</p><h2>2. Dê preferência a vasos de barro e pedra</h2><p>Os materiais naturais, como o barro e a pedra, <strong>tendem a aquecer mais lentamente e proporcionam uma maior estabilidade térmica do que os vasos de plástico comuns</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/6-regole-per-proteggere-le-piante-in-vaso-dal-caldo-torrido-1781977779538.jpeg" data-image="prnjc1c3coxd"><figcaption>Opte pelo barro e pela pedra em vez do plástico.</figcaption></figure><p>Além disso, a argila facilita a troca de ar através das paredes do recipiente, o que ajuda a<strong> criar condições mais favoráveis para as raízes durante os períodos de maior calor</strong>.</p><h2>3. Reduzir a exposição ao sol durante as horas de maior calor </h2><p>Sempre que possível,<strong> é aconselhável colocar os vasos em locais que recebam luz solar apenas de manhã ou ao final da tarde</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/6-regole-per-proteggere-le-piante-in-vaso-dal-caldo-torrido-1781977819957.jpeg" data-image="jl3fspnbm2t2"><figcaption>Reduza a exposição ao sol durante as horas mais quentes do dia.</figcaption></figure><p>Em alternativa, <strong>os toldos, as redes de sombreamento e outros sistemas de proteção solar podem reduzir consideravelmente o sobreaquecimento</strong> das plantas e do solo.</p><h2>4. Utilize um prato como reservatório de água</h2><p>Nos dias mais quentes, pode ser útil regar abundantemente até encher o prato, criando assim um reservatório de água temporário.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/6-regole-per-proteggere-le-piante-in-vaso-dal-caldo-torrido-1781977845214.jpeg" data-image="hab3a41dnbcz"><figcaption>Utiliza um pires como recipiente para a água.</figcaption></figure><p>A planta poderá absorver a água gradualmente durante as horas seguintes, <strong>o que reduz o risco de murchar nos momentos de maior calor do dia</strong>. No entanto, é importante ter em conta as necessidades das diferentes espécies, uma vez que algumas toleram menos bem o encharcamento do solo.</p><h2>5. Cubra a superfície do vaso com cobertura morta </h2><p>Uma <strong>camada de casca de árvore, palha, folhas secas ou outros materiais naturais</strong> ajuda a limitar a evaporação e mantém o solo mais fresco.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/6-regole-per-proteggere-le-piante-in-vaso-dal-caldo-torrido-1781977889036.jpeg" data-image="3bnpq26kiqwt"><figcaption>Cubra a superfície do vaso com cobertura morta.</figcaption></figure><p>O <strong>acolchado</strong> funciona como uma barreira protetora contra a luz solar direta e é um dos métodos mais simples e eficazes para conservar a humidade durante o verão.</p><h2>6. Pulverize a copa da planta com água</h2><p><strong>Pulverizar a copa com água pode ajudar a aliviar o stress causado pelas altas temperaturas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/6-regole-per-proteggere-le-piante-in-vaso-dal-caldo-torrido-1781977916844.jpeg" data-image="q1l0et7ee87s"><figcaption>Regue a copa da planta.</figcaption></figure><p>Quando a água se evapora da superfície das folhas,<strong> elimina o calor e reduz temporariamente a sua temperatura, criando condições mais favoráveis para a planta</strong>. Esta medida pode ser útil tanto durante as horas mais quentes do dia como ao anoitecer.</p><h2>Novos desafios para a jardinagem urbana</h2><p>Nos últimos anos, os verões cada vez mais quentes e as ondas de calor, muitas vezes prolongadas, têm posto à prova até mesmo as plantas em vasos. Neste contexto, <strong>algumas práticas tradicionais de cultivo estão a enfrentar limitações que eram menos evidentes até há algumas décadas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775907" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/muito-mais-do-que-plantas-resistentes-5-suculentas-que-surpreendem-pela-beleza-das-suas-flores.html" title="Muito mais do que plantas resistentes: 5 suculentas que surpreendem pela beleza das suas flores">Muito mais do que plantas resistentes: 5 suculentas que surpreendem pela beleza das suas flores</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/muito-mais-do-que-plantas-resistentes-5-suculentas-que-surpreendem-pela-beleza-das-suas-flores.html" title="Muito mais do que plantas resistentes: 5 suculentas que surpreendem pela beleza das suas flores"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mucho-mas-que-plantas-resistentes-5-suculentas-que-sorprenden-por-la-belleza-de-sus-flores-1782420324041_320.jpg" alt="Muito mais do que plantas resistentes: 5 suculentas que surpreendem pela beleza das suas flores"></a></article></aside><p>Nos últimos anos, <strong>os verões cada vez mais quentes e as ondas de calor, muitas vezes prolongadas</strong>, têm posto à prova até mesmo as plantas em vasos. Neste contexto, algumas práticas tradicionais de cultivo estão a enfrentar limitações que eram menos evidentes até há algumas décadas.</p><p>Esta é uma evolução necessária para proteger as plantas ornamentais durante os períodos mais quentes e continuarmos a beneficiar da contribuição que a vegetação oferece para o bem-estar humano e para a qualidade do ambiente urbano.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/6-regras-para-proteger-as-plantas-em-vasos-do-calor-abrasador.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Iris Breda criou o programa GLANCE para ajudar a compreender a formação das galáxias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/iris-breda-criou-o-programa-glance-para-ajudar-a-compreender-a-formacao-das-galaxias.html</link><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A astrofísica da Universidade do Porto desenvolveu um algoritmo que unifica quatro métodos complexos de análise espacial, prometendo transformar o modo como a comunidade científica estuda os confins do Universo.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/iris-breda-criou-o-programa-glance-para-ajudar-a-compreender-a-formacao-das-galaxias-1782736871937.jpg" data-image="2bum6mm50f36" alt="Iris Breda, investigadora da Universidade do Porto" title="Iris Breda, investigadora da Universidade do Porto"><figcaption>A investigadora Iris Breda desenvolveu a ferramenta GLANCE, que unifica a análise da evolução das galáxias. Foto: SIC.FCUP</figcaption></figure><p>No ecrã do computador de Iris Breda, a <strong>galáxia espiral NGC 1566</strong> revela-se num turbilhão de luz e formas imponentes. Para a investigadora do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, as estruturas cósmicas a milhões de anos-luz da Terra representam o enigma que tenta decifrar há mais de uma década. </p><p>Desde os primeiros passos académicos na <strong>Faculdade de Ciências da Universidade do Porto</strong>, a cientista sentia-se intrigada sobre a forma como estes aglomerados estelares tão complexos se formam e ganham vida. Essa <strong>curiosidade científica</strong> impulsionou-a a cruzar as fronteiras e a fixar-se na <strong>Áustria</strong> para procurar respostas na vanguarda da tecnologia computacional.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A conquista da prestigiada bolsa europeia Marie Curie foi o ponto de viragem nesta caminhada.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O financiamento abriu-lhe as portas do Departamento de Astrofísica da<strong> Universidade</strong><strong> de Viena</strong>, onde teve acesso a<strong> supercomputadores </strong>capazes de processar volumes massivos de informação espacial. </p><p>Em apenas dois anos de trabalho intenso, a investigadora alcançou dados tão relevantes que mereceram <strong>três publicações</strong> em conceituadas revistas internacionais da especialidade.</p><h2>A intuição que desafiou a teoria</h2><p>Para ler o passado do cosmos, a astrofísica recorre a imagens e dados captados por instrumentos de grande alcance, como o <strong>telescópio espacial James Webb</strong>. A análise está centrada no espectro luminoso emitido pelas estrelas, onde as <strong>tonalidades azuis</strong> denunciam juventude e os <strong>tons vermelhos</strong> revelam uma idade avançada. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Cada ponto luminoso é como um arco-íris de dados, revelando a composição química, a velocidade e a longevidade etária das populações estelares.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Durante o doutoramento na instituição portuense, Iris Breda dedicou-se a <strong>separar os componentes centrais das galáxias</strong>. Foi nesse período que a sua <strong>intuição</strong> desafiou os modelos matemáticos preestabelecidos.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/iris-breda-criou-o-programa-glance-para-ajudar-a-compreender-a-formacao-das-galaxias-1782737154970.jpg" data-image="zgft6do9mvdy" alt="Galáxia espiral NGC 1566" title="Galáxia espiral NGC 1566"><figcaption>A galáxia espiral NGC 1566, uma das estruturas cósmicas que inspiram a investigação de Iris Breda. Foto: FCUP</figcaption></figure><p>A comunidade científica assumia que o pico de massa e luz se concentrava sempre no núcleo dos discos galácticos. Com poucas certezas sobre essa premissa, conduziu ela própria várias experiências computacionais, acabando por confirmar que a <strong>luminosidade real não justificava a teoria dominante</strong>. O seu palpite estava correto, mas para avançar precisava ter acesso a novas ferramentas de modelação dinâmica.</p><h2>O princípio de um olhar unificado</h2><p>Foi essa necessidade que a levou até Viena para estudar o movimento das estrelas. Um dos resultados mais surpreendentes dessa aprendizagem foi a descoberta de <strong>discos nucleares</strong> no centro de algumas galáxias e de <strong>estruturas em forma de donut</strong> noutras, cujo motivo de existência permanece um mistério. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/iris-breda-criou-o-programa-glance-para-ajudar-a-compreender-a-formacao-das-galaxias-1782737276110.jpg" data-image="p4knwlk27vfu" alt="Iris Breda, investigadora da Universidade do Porto" title="Iris Breda, investigadora da Universidade do Porto"><figcaption>Iris Breda processou dados astronómicos complexos e divulgou o seu trabalho em três publicações científicas internacionais. Foto: SIC.FCUP</figcaption></figure><p>A investigadora notou que as estrelas recém-nascidas apresentam uma deslocação muito mais coordenada e ordenada do que as componentes mais antigas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Para simplificar a rotina dos astrofísicos que enfrentam estes labirintos de informação, a cientista criou o GLANCE. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O programa destaca-se por reunir <strong>quatro técnicas analíticas distintas e altamente complexas</strong> num único ambiente de programação. Esta junção permite uma abordagem muito mais consistente, veloz e rigorosa do ciclo de vida galáctico. A <strong>plataforma</strong> foi disponibilizada em <strong>acesso aberto</strong> à comunidade científica mundial.</p><h2>A inteligência artificial no horizonte cósmico</h2><p>Atualmente, de regresso a Portugal, Iris Breda aplica o seu algoritmo para decifrar sistemas estelares de emissão extrema, caracterizados por uma <strong>maternidade </strong><strong>estelar </strong>invulgarmente ativa. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O trabalho cruza dados observacionais com simulações cosmológicas ultrarrealistas, analisando uma amostra refinada de 350 galáxias espirais para validar os modelos teóricos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os planos para o futuro mostram que a viagem da cientista pelo mundo das estrelas está longe de terminar. A sua próxima meta passa por integrar um <strong>módulo de aprendizagem automática</strong> nesta plataforma informática, de forma a detetar subtilezas que escapam ao olho humano.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="759605" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-detetam-um-fraco-brilho-cosmico-proveniente-de-galaxias-primitivas-ocultas.html" title="Astrónomos detetam um fraco brilho cósmico proveniente de galáxias primitivas ocultas">Astrónomos detetam um fraco brilho cósmico proveniente de galáxias primitivas ocultas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-detetam-um-fraco-brilho-cosmico-proveniente-de-galaxias-primitivas-ocultas.html" title="Astrónomos detetam um fraco brilho cósmico proveniente de galáxias primitivas ocultas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/astronomers-detect-faint-cosmic-glow-of-hidden-galaxies-1773602333877_320.jpg" alt="Astrónomos detetam um fraco brilho cósmico proveniente de galáxias primitivas ocultas"></a></article></aside><p>Para concretizar a ambição, planeia rumar ao <strong>Instituto de Astrofísica das Canárias</strong> para colaborar com especialistas em inteligência artificial. A investigadora descreve todo este percurso exigente como uma experiência recompensadora, uma rota que continua a lançar luz sobre as zonas mais escuras do nosso Universo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Faculdade%20de%20Ci%C3%AAncias%20da%20Universidade%20do%20Porto%20(FCUP)" data-year="" data-title="Alumna%20da%20FCUP%20cria%20ferramenta%20para%20ajudar%20a%20compreender%20a%20forma%C3%A7%C3%A3o%20das%20gal%C3%A1xias" data-url="https%3A%2F%2Fnoticias.up.pt%2F2026%2F05%2F11%2Falumna-da-fcup-cria-ferramenta-para-ajudar-a-compreender-a-formacao-das-galaxias%2F">Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP). <a href="https://noticias.up.pt/2026/05/11/alumna-da-fcup-cria-ferramenta-para-ajudar-a-compreender-a-formacao-das-galaxias/" target="_blank">Alumna da FCUP cria ferramenta para ajudar a compreender a formação das galáxias</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/iris-breda-criou-o-programa-glance-para-ajudar-a-compreender-a-formacao-das-galaxias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estudo publicado na Physical Review X afirma que conseguiram inverter o tempo graças à física quântica]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-publicado-na-physical-review-x-afirma-que-conseguiram-inverter-o-tempo-gracas-a-fisica-quantica.html</link><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 14:26:22 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Foram implementados protocolos de controlo, capazes de fazer com que certos processos pareçam mais consistentes com o fluxo do tempo a retroceder, oferecendo uma forma inovadora de explorar a física.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudio-publicado-en-physical-review-x-afirma-que-han-conseguido-invertir-el-tiempo-gracias-a-la-fisica-cuantica-1782620471822.jpg" data-image="tb92p701luz9" alt="El flujo cuántico del tiempo no es tan fijo como lo conocemos, dicen los investigadores." title="El flujo cuántico del tiempo no es tan fijo como lo conocemos, dicen los investigadores."><figcaption>O fluxo quântico do tempo não é tão imutável como o conhecemos, afirmam os investigadores.</figcaption></figure><p>As leis microscópicas da física são geralmente simétricas; os processos naturais seguem, em geral, uma direção definida, conhecida como seta do tempo. Num sistema quântico monitorizado, os efeitos da medição e a sua retroalimentação induzem o sentido da seta do tempo.</p><p><strong>Na maioria dos processos naturais, observamos que estes seguem uma seta do tempo</strong>: os cristais partem-se, os ovos eclodem, as estrelas explodem, etc., mas não se observa que esses processos tenham um comportamento na ordem inversa.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Um estudo recente demonstra que é possível suprimir a seta do tempo num sistema quântico: podendo alongar, difuminar ou reverter o fluxo temporal. Desta forma, explicam, oferece-se uma forma inovadora de explorar o que talvez seja um dos conceitos mais fundamentais da física.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A este tipo de comportamentos, chamamos de processos diretos: são aqueles que ocorrem causalmente na natureza. Por outro lado, aqueles que correspondem ao tempo invertido são conhecidos como processos inversos.</p><p>A forma como a direção da seta do tempo se manifesta, com base nas leis da simetria temporal, tem suscitado incerteza e perplexidade entre cientistas e filósofos há décadas. <strong>As setas do tempo têm sido atribuídas a muitas origens diferentes; algumas delas têm sido associadas à gravidade</strong>.</p><h2>Protocolos de controlo quântico que suprimem a seta do tempo</h2><p>O grupo de cientistas pôs em prática vários protocolos de controlo quântico, através dos quais consegue fazer com que alguns processos específicos pareçam mais consistentes com o fluxo do tempo invertido para trás, combinando medições, retroalimentação e campos de controlo personalizados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estudio-publicado-en-physical-review-x-afirma-que-han-conseguido-invertir-el-tiempo-gracias-a-la-fisica-cuantica-1782620659176.jpg" data-image="7ymesogu3qpj" alt="El trabajo de investigación analizó de una forma específica las leyes de la Física." title="El trabajo de investigación analizó de una forma específica las leyes de la Física."><figcaption>O trabalho de investigação analisou especificamente as leis da Física.</figcaption></figure><p><strong>O trabalho de investigação demonstrou que é possível suprimir a noção de tempo num sistema quântico</strong>, podendo alongar, esbater ou até reverter o fluxo temporal e oferecendo uma forma inovadora de explorar as leis da física. As regras da mecânica quântica implicam que as medições não só observam, como também alteram profundamente o sistema que está a ser medido.</p><h3>Ferramentas de controlo</h3><p>A seta do tempo mais reconhecível é talvez a termodinâmica: que surge da simetria temporal da dinâmica microscópica subjacente aos processos termodinâmicos. Na Segunda Lei da Termodinâmica, explica-se que, para os sistemas macroscópicos, os processos que aumentam a entropia são mais prováveis do que aqueles que a diminuem.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A seta do tempo mais reconhecível talvez seja a termodinâmica: que surge da simetria temporal da dinâmica microscópica subjacente aos processos termodinâmicos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Nos sistemas quânticos, as regras da mecânica quântica implicam que as medições não só observam, como também alteram ativamente o sistema que está a ser medido</strong>. Estas características permitem conceber dinâmicas quânticas diferenciadas, invulgares e inesperadas, incluindo trajetórias que parecem uma evolução invertida do tempo.</p><h2>Quanto maior for o sistema, mais difícil é identificar dinâmicas anómalas</h2><p>Em média, a entropia do Universo aumenta. Quanto maior for o sistema, mais complexo se torna observar dinâmicas anómalas que diminuam essa entropia. A manifestação da seta do tempo pode ser medida, se se comparar a probabilidade de ocorrência de um processo com o seu inverso temporal.</p><p><strong>Sabe-se que a aleatoriedade clássica é o resultado de uma falta de conhecimento completo da descrição microscópica de um sistema</strong>. Esta aleatoriedade quântica nos resultados das medições é fundamental. A descrição mais completa de um sistema quântico produz probabilidades de possíveis resultados de medição.</p><h3>Relações complexas na medição</h3><p>No trabalho de investigação, foram identificadas relações complexas entre os regimes de funcionamento dos motores de medição, o fluxo energético proveniente das medições, bem como a forma como o feedback afeta a perceção da seta do tempo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771445" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-resolvem-um-enigma-quantico-com-25-anos-que-pode-mudar-a-forma-como-enviamos-informacao.html" title="Cientistas resolvem um enigma quântico com 25 anos que pode mudar a forma como enviamos informação">Cientistas resolvem um enigma quântico com 25 anos que pode mudar a forma como enviamos informação</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-resolvem-um-enigma-quantico-com-25-anos-que-pode-mudar-a-forma-como-enviamos-informacao.html" title="Cientistas resolvem um enigma quântico com 25 anos que pode mudar a forma como enviamos informação"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/draft-scientists-crack-a-25-year-quantum-puzzle-that-could-change-how-we-send-information-1779464635845_320.png" alt="Cientistas resolvem um enigma quântico com 25 anos que pode mudar a forma como enviamos informação"></a></article></aside><p><strong>Se estas medições extraem energia do sistema, o mecanismo de retroalimentação que prolonga a seta do tempo também extrai trabalho</strong>. No trabalho de simulação, os investigadores utilizaram os avanços alcançados para conceber um motor capaz de extrair energia do próprio ato de monitorizar o sistema quântico.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Garc%C3%ADa%2C%20L.P.%2C%20Liu%2C%20Y.K.%2C%20Gorshkov%2C%20A.V." data-year="2026" data-title="Reshaping%20the%20Quantum%20Arrow%20of%20Time" data-url="https%3A%2F%2Fjournals.aps.org%2Fprx%2Fabstract%2F10.1103%2Fl18s-9vmh%23s6">García, L.P., Liu, Y.K., Gorshkov, A.V.. (2026). <a href="https://journals.aps.org/prx/abstract/10.1103/l18s-9vmh#s6" target="_blank">Reshaping the Quantum Arrow of Time</a>.</cite><br><cite data-author="Garc%C3%ADa%2C%20D" data-year="2026" data-title="El%20tiempo%20hacia%20atr%C3%A1s%20deja%20de%20ser%20ciencia%20ficci%C3%B3n%3A%20la%20f%C3%ADsica%20cu%C3%A1ntica%20ha%20logrado%20invertirlo" data-url="https%3A%2F%2Fwww.larazon.es%2Ftecnologia-consumo%2Fciencia%2Ftiempo-atras-deja-ser-ciencia-ficcion-fisica-cuantica-ha-logrado-invertirlo_202606236a3a92b0c7a2892f04a08f62.html">García, D. (2026). <a href="https://www.larazon.es/tecnologia-consumo/ciencia/tiempo-atras-deja-ser-ciencia-ficcion-fisica-cuantica-ha-logrado-invertirlo_202606236a3a92b0c7a2892f04a08f62.html" target="_blank">El tiempo hacia atrás deja de ser ciencia ficción: la física cuántica ha logrado invertirlo</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/estudo-publicado-na-physical-review-x-afirma-que-conseguiram-inverter-o-tempo-gracas-a-fisica-quantica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Outra cúpula de calor poderá afetar Portugal: semelhanças e diferenças face ao último grande episódio]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/outra-cupula-de-calor-podera-afetar-portugal-semelhancas-e-diferencas-face-ao-ultimo-grande-episodio.html</link><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 14:11:43 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os modelos meteorológicos apontam para o regresso de uma cúpula de calor a Portugal no início de julho. A configuração atmosférica apresenta semelhanças com o episódio de maio, mas o contexto sazonal poderá favorecer temperaturas ainda mais elevadas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/outra-cupula-de-calor-podera-afetar-portugal-semelhancas-e-diferencas-face-ao-ultimo-grande-episodio-1782732629013.jpg" data-image="h5r1j2f3nxfx" alt="Cúpula de calor poderá aumentar o desconforto térmico" title="Cúpula de calor poderá aumentar o desconforto térmico"><figcaption>A intensificação da cúpula de calor deverá fazer subir significativamente as temperaturas em grande parte de Portugal continental, com máximas superiores a 40 ºC no interior. Perante este cenário, recomenda-se reforçar a hidratação, evitar a exposição solar nas horas de maior calor e procurar locais frescos.</figcaption></figure><p>Uma nova cúpula de calor poderá instalar-se sobre a Península Ibérica a partir de quarta-feira, 1 de julho, <strong>intensificando-se entre os dias 2 e 5</strong>, associada a um padrão de bloqueio atmosférico. Embora ainda exista alguma incerteza quanto à duração e intensidade do episódio, o modelo europeu ECMWF aponta para uma <strong>configuração muito semelhante</strong> à que deu origem ao calor excecional registado entre 20 e 31 de maio.</p><h2>Bloqueio atmosférico favorece a formação da cúpula de calor</h2><p>A evolução prevista resulta do <strong>reforço de uma dorsal anticiclónica sobre a Península Ibérica</strong>, enquanto a corrente de jato permanece posicionada em latitudes mais elevadas. Esta configuração <strong>favorece a subsidência</strong>, ou seja, o movimento descendente do ar na atmosfera. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>À medida que o ar desce, é comprimido e aquece naturalmente, dificultando a formação de nuvens e a passagem de sistemas frontais. Como consequência, o <strong>calor tende a intensificar-se e a persistir durante vários dias</strong>, configurando aquilo que é habitualmente designado por uma cúpula de calor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/outra-cupula-de-calor-podera-afetar-portugal-semelhancas-e-diferencas-face-ao-ultimo-grande-episodio-1782732797054.png" data-image="91engrphyd35"><figcaption>A quarta-feira deverá marcar o início da intensificação do calor, com temperaturas já muito elevadas no interior e uma expansão progressiva da massa de ar quente para grande parte da Península Ibérica.</figcaption></figure><p>Os primeiros sinais desta evolução deverão fazer-se sentir na quarta-feira, mas será entre quinta-feira e o fim de semana que o calor poderá atingir maior intensidade. As previsões apontam para <strong>temperaturas superiores a 40 ºC no interior</strong>, enquanto cidades como Porto, Leiria e Lisboa poderão aproximar-se dos 36, 38 e 37 ºC, respetivamente. <strong>As noites deverão tornar-se progressivamente mais quentes</strong>, sobretudo no interior e em alguns pontos do litoral, reduzindo o arrefecimento noturno e aumentando o desconforto térmico.</p><h2>Julho reúne condições mais favoráveis ao aquecimento</h2><p>O padrão previsto <strong>apresenta várias semelhanças</strong> com o registado entre 20 e 31 de maio. Em ambos os casos, o calor resulta do fortalecimento de uma dorsal anticiclónica e de um bloqueio atmosférico que dificulta a progressão das depressões atlânticas, <strong>permitindo que uma massa de ar muito quente permaneça sobre a Península Ibérica durante vários dias</strong>. A principal diferença reside na época do ano. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/outra-cupula-de-calor-podera-afetar-portugal-semelhancas-e-diferencas-face-ao-ultimo-grande-episodio-1782732827896.png" data-image="t2l3owr6v5g5"><figcaption>As temperaturas máximas poderão ultrapassar os 40 ºC em vários locais do interior durante o fim de semana, enquanto o litoral continuará relativamente mais fresco devido à influência do Atlântico.</figcaption></figure><p>Enquanto o episódio de maio ocorreu durante a transição para o verão climatológico, o cenário previsto para os primeiros dias de julho beneficia de um <strong>solo mais aquecido, maior insolação e uma atmosfera mais seca</strong>, fatores que poderão potenciar temperaturas ainda mais elevadas e prolongar os efeitos do calor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/outra-cupula-de-calor-podera-afetar-portugal-semelhancas-e-diferencas-face-ao-ultimo-grande-episodio-1782732814073.png" data-image="6u9f5qjtzje1"><figcaption>A partir de quinta-feira, as temperaturas deverão situar-se entre 8 e 14 ºC acima da média para a época em grande parte de Portugal continental, refletindo o reforço da cúpula de calor.</figcaption></figure><p>Os mapas do ECMWF mostram <strong>anomalias térmicas que poderão ultrapassar os 10 ºC em grande parte do território</strong>, sobretudo a partir de quinta-feira, reforçando o carácter excecional deste episódio para o início de julho.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776238" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-termometros-disparam-levando-ipma-a-emitir-aviso-amarelo-de-calor-para-todo-o-pais.html" title="Tempo em Portugal esta semana: termómetros disparam levando IPMA a emitir aviso amarelo de calor para todo o país">Tempo em Portugal esta semana: termómetros disparam levando IPMA a emitir aviso amarelo de calor para todo o país</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-termometros-disparam-levando-ipma-a-emitir-aviso-amarelo-de-calor-para-todo-o-pais.html" title="Tempo em Portugal esta semana: termómetros disparam levando IPMA a emitir aviso amarelo de calor para todo o país"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-esta-semana-termometros-disparam-levando-ipma-a-emitir-aviso-amarelo-de-calor-para-todo-o-pais-1782731278814_320.png" alt="Tempo em Portugal esta semana: termómetros disparam levando IPMA a emitir aviso amarelo de calor para todo o país"></a></article></aside><p>Aconselha-se o acompanhamento das previsões meteorológicas, pois pequenas alterações na circulação atmosférica poderão modificar a duração deste episódio e a intensidade do calor.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/outra-cupula-de-calor-podera-afetar-portugal-semelhancas-e-diferencas-face-ao-ultimo-grande-episodio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo em Portugal esta semana: termómetros disparam levando IPMA a emitir aviso amarelo de calor para todo o país]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-termometros-disparam-levando-ipma-a-emitir-aviso-amarelo-de-calor-para-todo-o-pais.html</link><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 14:07:29 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal Continental está a aquecer e nos próximos dias poderão registar-se valores próximos dos 40 ºC em vários locais, mesmo no Norte do país.</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/8WGLT-8x9CA/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=8WGLT-8x9CA" id="8WGLT-8x9CA"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A partir de hoje, segunda-feira, <strong>as temperaturas vão subir de forma progressiva em todo o país</strong>, devido à chegada de uma massa de ar quente proveniente de África, que juntamente com o reforço anticiclónico, poderão tornar-se elevadas e persistentes.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Desta forma, a partir de quarta-feira esperam-se valores acima dos 30 ºC em praticamente todas as capitais de distrito, sendo que estes valores poderão ser na <strong>ordem dos 40 ºC nos distritos de Évora e Beja</strong>. Localmente, em regiões como o Ribatejo e o Vale do Guadiana, os valores máximos poderão chegar aos 42 ºC, na quinta-feira.</p><h2>País sob aviso amarelo de tempo quente</h2><p>Tendo em conta esta previsão dos modelos meteorológicos,<strong> o IPMA emitiu aviso amarelo de tempo quente para todos os distritos</strong>, em vigor entre as 9h da manhã de quarta-feira e as 6h da manhã de quinta-feira, dia 2. Ainda assim, entre hoje e quarta-feira, encontram-se sob o mesmo aviso os distritos do interior, sendo que este continuará em vigor também até às 6h da manhã do dia 2 de julho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-esta-semana-termometros-disparam-levando-ipma-a-emitir-aviso-amarelo-de-calor-para-todo-o-pais-1782731317739.png" data-image="u74e2h5yxceu" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Na sexta-feira, vários locais do litoral Norte e Centro poderão registar valores de temperatura máxima iguais ou superiores a 40 ºC, contribuindo para anomalias térmicas bastante evidentes.</figcaption></figure><p>Esta tendência de aquecimento<strong> poderá levar cidades como Porto e Braga a registarem 37 ºC na próxima sexta-feira</strong>, caso a atual previsão se confirme, contribuindo para anomalias térmicas positivas de 16 ºC e 14 ºC, respetivamente, indicando valores acima da normal climatológica de referência. <strong>Ao longo da semana, estas anomalias deverão ser bastante evidentes em todo o continente, com exceção do Algarve</strong>, cuja anomalia poderá ser entre 3 a 4 ºC em alguns locais e nula noutros, representando valores dentro da média ou pouco acima do normal.</p><h2>Noites tropicais a caminho</h2><p>Com esta subida dos termómetros, esperam-se ainda noites tropicais ou até mesmo tórridas, em praticamente todo o território, especialmente a partir de quarta-feira, onde <strong>pelas 23h várias cidades deverão registar valores entre os 23 ºC e os 31 ºC</strong>. Entre quinta-feira e sábado, os nossos mapas mostram valores acima de 30 ºC, pelas 22h, em cidades como Porto, Coimbra, Castelo Branco, Portalegre, Santarém, Lisboa, Évora e Beja.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776240" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ar-quente-africano-instala-se-sobre-portugal-ate-pelo-menos-5-de-julho-mais-de-40-c-e-noites-torridas-a-vista.html" title="Ar quente africano instala-se sobre Portugal até, pelo menos, 5 de julho: mais de 40 ºC e noites tórridas à vista">Ar quente africano instala-se sobre Portugal até, pelo menos, 5 de julho: mais de 40 ºC e noites tórridas à vista</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ar-quente-africano-instala-se-sobre-portugal-ate-pelo-menos-5-de-julho-mais-de-40-c-e-noites-torridas-a-vista.html" title="Ar quente africano instala-se sobre Portugal até, pelo menos, 5 de julho: mais de 40 ºC e noites tórridas à vista"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-africano-instala-se-sobre-portugal-ate-pelo-menos-5-de-julho-mais-de-40-c-e-noites-torridas-a-vista-1782735855423_320.png" alt="Ar quente africano instala-se sobre Portugal até, pelo menos, 5 de julho: mais de 40 ºC e noites tórridas à vista"></a></article></aside><p>Até lá, <strong>a faixa interior do continente português ainda hoje, segunda-feira, já poderá contar com temperaturas entre os 21 ºC e os 27 ºC</strong>, pelas 23h, entre Bragança e Beja, respetivamente. Todavia, e tendo em conta a variabilidade destes valores, aconselhamos que se mantenha atento às próximas previsões, em <a href="https://www.tempo.pt/" target="_blank" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">tempo.pt</a>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-termometros-disparam-levando-ipma-a-emitir-aviso-amarelo-de-calor-para-todo-o-pais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar quente africano instala-se sobre Portugal até, pelo menos, 5 de julho: mais de 40 ºC e noites tórridas à vista]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ar-quente-africano-instala-se-sobre-portugal-ate-pelo-menos-5-de-julho-mais-de-40-c-e-noites-torridas-a-vista.html</link><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 12:25:17 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Esta semana prevê-se que o reforço de uma crista anticiclónica e a entrada de uma massa de ar muito quente e seca origine um episódio de calor intenso em Portugal continental, com noites tropicais ou até mesmo tórridas à vista.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xajpqp6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xajpqp6.jpg" id="xajpqp6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Na presente semana - correspondente à reta final de junho e aos primeiros 5 dias de julho - os mapas de referência da Meteored, baseados no modelo ECMWF, antecipam um episódio de tempo muito quente em Portugal continental, com <strong>potencial para evoluir para uma onda de calor</strong>. Esta situação meteorológica resulta de um anticiclone localizado a nor-nordeste do arquipélago dos Açores, que se estende em crista até ao Golfo da Biscaia.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>Ao longo desta semana, prevê-se que o anticiclone se desloque gradualmente para leste, reforçando a sua influência sobre a Península Ibérica. A combinação com uma circulação de leste permitirá o transporte de ar muito quente e seco do Norte de África que fará disparar as temperaturas para valores muito elevados, sendo <strong>acima dos 40 ºC</strong> em várias regiões e provavelmente durante vários dias consecutivos.</div><p>Em simultâneo, o estabelecimento de um fluxo contínuo de Leste permitirá a <strong>entrada de uma massa de ar tropical continental, muito quente e seca, procedente do Norte de África</strong>. A combinação destes fatores será favorável a uma subida das temperaturas durante vários dias consecutivos desta semana, com este episódio de calor a poder tornar-se no mais significativo do ano até ao momento, seguido pela onda de calor entre os dias 20 e 31 de maio.</p><h2>IPMA ativa aviso amarelo de tempo quente para 7 distritos na segunda e terça-feira</h2><p>A intensificação do calor será gradual. Nesta segunda-feira (29) as temperaturas <strong>máximas voltarão a ultrapassar os 30 ºC em grande parte do interior do país</strong>, enquanto o litoral dos distritos de Viana do Castelo, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria e Lisboa continuará relativamente mais ameno devido ao efeito moderador do Atlântico e à presença da nortada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-africano-instala-se-sobre-portugal-ate-pelo-menos-5-de-julho-mais-de-40-c-e-noites-torridas-a-vista-1782733342960.png" data-image="p5b30r2drsim"><figcaption>Na configuração sinóptica prevista, verifica-se uma crista anticiclónica muito robusta a oes-noroeste da Península Ibérica, que se traduzirá em tempo estável, com céu geralmente pouco nublado ou limpo, vento fraco e uma intensa insolação solar. Estes fatores irão potenciar o aquecimento da massa de ar sobre a nossa geografia.</figcaption></figure><p><strong>Os valores mais elevados estão previstos para a Beira Baixa, grande parte do Alentejo e Sotavento Algarvio, com máximas entre 34 e 37 ºC</strong>. Ainda para hoje, dia 29, o aviso amarelo de tempo quente do IPMA está em vigor para os distritos da Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja.</p><div class="texto-destacado"> Perante o agravamento do calor, o IPMA estendeu o aviso amarelo de tempo quente a<strong> mais 2 distritos do interior na terça-feira, dia 30: Vila Real e Bragança</strong>. É provável que ao longo da semana ocorra um alargamento deste aviso e que até mesmo o nível de severidade possa ser alterado para nível laranja. </div><p><strong>Na terça-feira (30)</strong> um novo reajuste na posição do anticiclone dos Açores favorecerá a estabilização atmosférica sobre Portugal continental, permitindo uma nova subida das temperaturas. Em várias localidades do interior os termómetros poderão alcançar <strong>38 ou até mesmo 39 ºC, sobretudo na Beira Baixa, Alentejo Central e Baixo Alentejo</strong>.</p><h2>Calor torna-se ainda mais evidente na quarta-feira, 1 de julho, espalhando-se por todo o país</h2><p>Será, contudo, a partir de quarta-feira, 1 de julho, que o calor se generalizará praticamente a todo o território continental. A massa de ar quente instalar-se-á em pleno sobre o nosso país, <strong>fazendo disparar as temperaturas também nas regiões do litoral</strong>, onde são esperados valores pouco habituais para a época: geralmente acima dos 30 ºC, exceto em alguns locais da faixa costeira ocidental tais como Aveiro, Peniche, Sines e Sagres, ainda fortemente influenciados pela proximidade ao Atlântico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-africano-instala-se-sobre-portugal-ate-pelo-menos-5-de-julho-mais-de-40-c-e-noites-torridas-a-vista-1782733634264.png" data-image="jfim03vd6e60"><figcaption>Na quinta-feira, 2 de julho, prevê-se que várias regiões do país registem temperaturas até 14 ºC acima dos valores médios de referência.</figcaption></figure><p>As capitais distritais mais quentes no primeiro dia de julho deverão ser <strong>Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja, todas com máximas a rondar os 38/39 ºC</strong>.</p><p>Para <strong>quinta-feira (2)</strong> é expectável que o calor se intensifique novamente e sejam atingidos os <strong>40 ºC nalgumas capitais de distrito, nomeadamente em Évora e Beja</strong>, com Santarém a ficar muito perto (39 ºC). O vento de Leste continuará a transportar ar muito quente para a nossa geografia, permitindo que a massa de ar se expanda para oeste e para norte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-africano-instala-se-sobre-portugal-ate-pelo-menos-5-de-julho-mais-de-40-c-e-noites-torridas-a-vista-1782733791414.png" data-image="6avhwx0l1fyd"><figcaption>As temperaturas máximas mais elevadas na reta final da semana poderão atingir valores na ordem dos 42 ºC ou até mesmo 43 ºC nalguns locais, destacando-se especialmente as regiões situadas entre os rios Mondego e Guadiana.</figcaption></figure><p>Como consequência disto, as temperaturas máximas irão disparar para valores compreendidos entre os <strong>35 e os 38 ºC em cidades como Braga, Porto, Coimbra, Leiria e Lisboa</strong>. Neste dia e nos que se seguirão, o habitual efeito moderador do Atlântico será significativamente reduzido pelo vento Leste predominante, o que será favorável a temperaturas muito elevadas, mesmo em grande parte do litoral.</p><h2>Nova subida das temperaturas a partir de sexta-feira 3 e noites tropicais ou tórridas à vista</h2><p>Ainda persiste alguma incerteza nos valores previstos devido a eventuais ajustes da trajetória dos ventos e dos centros de ação, porém, <strong>entre sexta-feira (3) e o fim de semana prevê-se a persistência da massa de ar extremamente quent</strong>e, podendo verificar-se uma subida adicional de 1 ou 2 ºC em algumas regiões.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776083" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-14-c-acima-da-media-portugal-enfrentara-nova-subida-das-temperaturas-ao-longo-da-semana.html" title="Até 14 ºC acima da média: Portugal enfrentará nova subida das temperaturas ao longo da semana">Até 14 ºC acima da média: Portugal enfrentará nova subida das temperaturas ao longo da semana</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-14-c-acima-da-media-portugal-enfrentara-nova-subida-das-temperaturas-ao-longo-da-semana.html" title="Até 14 ºC acima da média: Portugal enfrentará nova subida das temperaturas ao longo da semana"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-14-c-acima-da-media-portugal-enfrentara-nova-subida-das-temperaturas-ao-longo-da-semana-1782644068879_320.png" alt="Até 14 ºC acima da média: Portugal enfrentará nova subida das temperaturas ao longo da semana"></a></article></aside><p>De acordo com os mapas da Meteored, espera-se que as regiões mais afetadas sejam os vales do Guadiana, Tejo e Sado onde localmente poderão ser alcançados <strong>42/43 ºC</strong>, quase todo o <strong>Alentejo, a Beira Baixa, o Ribatejo e ainda o vale do Douro, no interior Norte (entre 38 e 42 ºC)</strong>. A região de<strong> Coimbra</strong> também será uma das mais quentes, com temperaturas máximas a rondar os<strong> 40 ºC/41 ºC</strong> em diversas localidades.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-quente-africano-instala-se-sobre-portugal-ate-pelo-menos-5-de-julho-mais-de-40-c-e-noites-torridas-a-vista-1782734039910.png" data-image="d9y4h2jooycl"><figcaption>Noites tórridas correspondem a períodos noturnos durante os quais a temperatura mínima não desce abaixo dos 25 ºC. Se a atual previsão se mantiver, no sábado (4) destacam-se as cidades do Porto e Évora, entre outras.</figcaption></figure><p><strong>Em grande parte do território as temperaturas máximas poderão manter-se frequentemente entre 35 e 41 ºC</strong>, sendo também expectável que as temperaturas mínimas registem uma subida expressiva, originando-se <strong>noites tropicais</strong> em praticamente todo o país (temperaturas noturnas iguais ou superiores a 20 ºC) ou até mesmo <strong>noites tórridas</strong> (todos aqueles locais que registarem <strong>temperaturas noturnas iguais ou superiores a 25 ºC</strong>).</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ar-quente-africano-instala-se-sobre-portugal-ate-pelo-menos-5-de-julho-mais-de-40-c-e-noites-torridas-a-vista.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nem ar condicionado nem eletricidade: o mecanismo de 2 mil anos que refresca casas no meio do deserto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nem-ar-condicionado-nem-eletricidade-o-mecanismo-de-2-mil-anos-que-resfria-casas-no-meio-do-deserto.html</link><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Muito antes de existir ar condicionado ou ventilador, uma solução arquitetónica engenhosa já permitia suportar temperaturas extremas no meio do deserto. Dois mil anos depois, esse sistema volta a despertar interesse devido à sua eficiência e sustentabilidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ni-aire-acondicionado-ni-electricidad-el-mecanismo-de-hace-2-000-anos-que-enfria-casas-en-pleno-desierto-1782540295443.jpg" data-image="162ksmb3092w"><figcaption>Vista panorâmica das torres eólicas na cidade de Yazd, Irão.</figcaption></figure><p>Durante séculos, <strong>civilizações </strong>que habitaram alguns dos ambientes mais extremos do planeta <strong>aprenderam a conviver com o calor utilizando apenas o seu conhecimento do clima</strong>, os materiais disponíveis e uma extraordinária engenhosidade arquitetónica.</p><p>Hoje, com o consumo de eletricidade associado ao ar condicionado a aumentar diante de ondas de calor cada vez mais intensas, longas e frequentes, arquitetos e engenheiros estão a voltar a sua atenção para <strong>uma </strong><strong>tecnologia ancestral que comprovou a sua eficácia ao longo dos séculos</strong>.</p><p>Estamos a falar do <em>badgir </em>(em persa), também conhecido como<strong> torre de vento ou captador de vento</strong>. Trata-se de um <strong>sistema de ventilação natural</strong> desenvolvido há mais de dois milénios, séculos antes do surgimento da eletricidade, que ainda funciona em algumas das regiões mais quentes do mundo, como o sul do <strong>Irão</strong>, onde as temperaturas de verão podem facilmente ultrapassar os 50 °C.</p><h2>A invenção genial que arrefece casas sem usar energia</h2><p>O badgir era amplamente utilizado na antiga Pérsia, atual República Islâmica do Irão. Hoje, alguns dos seus melhores exemplos podem ser vistos em cidades como Yazd, situada entre dois desertos. Lá, essas<strong> torres altas elevam-se acima dos telhados e funcionam como captadores de vento eficazes</strong>.</p><p>O seu funcionamento depende exclusivamente das leis da física e do uso inteligente do vento, das diferenças de temperatura e da arquitetura do edifício. Funciona assim: <strong>quando uma brisa entra pelas aberturas superiores, o ar é canalizado para dentro da casa através de dutos verticais</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr">Dans le sud de l'Iran, où les températures peuvent atteindre 50°C à l'ombre, les habitants utilisent depuis plus de 2 000 ans un système d'architecture bioclimatique: les badgirs, ou tours à vent. Très répandues dans les régions désertiques du pays, notamment autour de la ville <a href="https://t.co/DHj72Q5pWP">pic.twitter.com/DHj72Q5pWP</a></p>— Restitutor Orientis (@restitutorII) <a href="https://x.com/restitutorII/status/2070140768707035345?ref_src=twsrc%5Etfw">June 25, 2026</a></blockquote></figure><p>Ao mesmo tempo, <strong>o ar quente acumulado no interior sobe e escapa para o exterior</strong> graças ao chamado "efeito chaminé". O resultado é uma circulação constante que reduz a temperatura percebida sem a necessidade de motores, compressores ou eletricidade.</p><p>Em muitas construções tradicionais, este sistema também era combinado com lagos, reservatórios de água ou galerias subterrâneas. À medida que o ar passava sobre superfícies mais frias ou ligeiramente húmidas, perdia parte do seu calor através do arrefecimento evaporativo antes de ser distribuído pelas divisões. <strong>Em climas secos, esta estratégia pode reduzir significativamente a temperatura interna</strong>.</p><h2>Uma tecnologia adaptada ao clima desértico</h2><p>O sucesso do badgir não depende apenas da torre. A arquitetura tradicional dessas moradias foi cuidadosamente projetada para combater o calor, a começar pelos <strong>materiais de construção</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ni-aire-acondicionado-ni-electricidad-el-mecanismo-de-hace-2-000-anos-que-enfria-casas-en-pleno-desierto-1782540621148.jpg" data-image="i3kr4uajtg3j"><figcaption>Um badgir numa casa de arquitetura árabe tradicional.</figcaption></figure><p>As casas eram tipicamente construídas com<strong> paredes grossas de adobe ou tijolo</strong>, materiais com alta inércia térmica que absorviam calor durante o dia e libertavam-no lentamente à noite. Além disso, pátios internos, janelas pequenas e a orientação da construção ajudavam a minimizar a incidência direta da luz solar.</p><p>Toda a estrutura funcionava como um sistema passivo de climatização, aproveitando os recursos naturais disponíveis muito antes das revoluções tecnológicas posteriores.</p><h2>Pode substituir o ar condicionado moderno?</h2><p><strong>A resposta aqui depende do clima</strong>. Os modelos Badgir oferecem <strong>excelente desempenho em regiões quentes e secas</strong>, onde há grande diferença entre as temperaturas diurnas e noturnas e a humidade ambiente é baixa. Nessas condições, a ventilação natural e o arrefecimento evaporativo são particularmente eficazes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ni-aire-acondicionado-ni-electricidad-el-mecanismo-de-hace-2-000-anos-que-enfria-casas-en-pleno-desierto-1782539480398.jpg" data-image="005wso9ab23e"><figcaption>Este resort de luxo no Dubai incorporou torres de captação de energia eólica como solução climática.</figcaption></figure><p>No entanto, o <strong>seu desempenho diminui em climas tropicais ou muito húmidos</strong>, onde o ar já contém uma grande quantidade de vapor de água e a evaporação mal o arrefece.</p><p>Portanto, os <strong>especialistas não consideram estas torres um substituto universal para o ar-condicionado</strong>,<strong> mas sim uma solução complementar</strong> que pode reduzir significativamente a procura energética de edifícios existentes em determinadas circunstâncias.</p><h3>Uma ideia milenar revisitada</h3><p>O badgir não é apenas uma curiosidade histórica. Atualmente, inspira inúmeros projetos de arquitetura bioclimática, e universidades e especialistas investigam <strong>como adaptar este mecanismo ancestral a edifícios contemporâneos</strong> com o objetivo de reduzir o consumo de energia e as emissões de carbono.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774004" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/arquitetura-de-vanguarda-calor-a-bombar-o-fiasco-termico-da-estacao-de-nantes.html" title="Arquitetura de vanguarda, calor a bombar: o fiasco térmico da estação de Nantes">Arquitetura de vanguarda, calor a bombar: o fiasco térmico da estação de Nantes</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/arquitetura-de-vanguarda-calor-a-bombar-o-fiasco-termico-da-estacao-de-nantes.html" title="Arquitetura de vanguarda, calor a bombar: o fiasco térmico da estação de Nantes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/arquitetura-de-vanguarda-calor-de-rachar-o-fiasco-termico-da-estacao-de-nantes-1781601541617_320.png" alt="Arquitetura de vanguarda, calor a bombar: o fiasco térmico da estação de Nantes"></a></article></aside><p>Num contexto em que o arrefecimento representa uma parcela significativa do consumo global de eletricidade durante o verão, qualquer tecnologia capaz de reduzir essa dependência é valiosa.</p><p>De facto,<strong> os princípios do badgir já foram incorporados em edifícios públicos, centros educacionais</strong> e escritórios através de torres de ventilação modernas que aproveitam o vento e a ventilação cruzada para melhorar o conforto térmico sem recorrer constantemente a sistemas mecânicos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ortego%20Fern%C3%A1ndez%2C%20I" data-year="2020" data-title="Torres%20de%20viento%3A%20T%C3%A9cnicas%20pasivas%20de%20refrigeraci%C3%B3n" data-url="chrome-extension%3A%2F%2Fefaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj%2Fhttps%3A%2F%2Foa.upm.es%2F57995%2F1%2FTFG_20_Ortego_Fernandez_Irene.pdf">Ortego Fernández, I. (2020). <a href="chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://oa.upm.es/57995/1/TFG_20_Ortego_Fernandez_Irene.pdf" target="_blank">Torres de viento: Técnicas pasivas de refrigeración</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nem-ar-condicionado-nem-eletricidade-o-mecanismo-de-2-mil-anos-que-resfria-casas-no-meio-do-deserto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Verão: saiba porque é que perdemos o apetite em dias de calor intenso]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/verao-saiba-porque-e-que-perdemos-o-apetite-em-dias-de-calor-intenso.html</link><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 07:33:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Com o aumento das temperaturas, o corpo adapta-se ao calor e pode reduzir o apetite. Descubra aqui por que acontece e como manter uma alimentação equilibrada<strong>.</strong></p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-o-calor-do-verao-nos-tira-o-apetite-1782546327023.jpg" data-image="7pl7j3x89sbb" alt="Alimentação de verão" title="Alimentação de verão"><figcaption>Quando o calor aperta, o organismo altera o ritmo e pode diminuir a vontade de comer.</figcaption></figure><p><br>Quando o calor chega, muitas pessoas notam uma mudança curiosa, <strong>a vontade de comer parece desaparecer</strong>.</p><p>Os <strong>pratos mais pesados deixam de ser apetecidos</strong>, as refeições tornam-se mais pequenas e há uma preferência natural por alimentos frescos e leves.</p><p>Este fenómeno <strong>não é apenas uma questão de hábito ou de preferência</strong>, o calor de facto altera a forma como o nosso corpo gere a energia e regula a fome.</p><h2>Como desaparece a fome?</h2><p>Segundo um artigo publicado no <em>The Conversation</em>, esta diminuição do apetite durante períodos de calor está ligada ao <strong>esforço que o organismo faz para manter a temperatura interna estável</strong>.</p><p>Para que o metabolismo e muitas outras funções fisiológicas funcionem corretamente, o corpo precisa de manter uma <strong>temperatura interna média de cerca de 37 °C</strong>. A temperatura corporal é controlada de forma rigorosa pelo hipotálamo, a região do cérebro responsável pelo controlo térmico.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="713665" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/alimentacao-para-o-inicio-do-verao-que-frutas-e-legumes-deve-comer-no-mes-de-junho.html" title="Alimentação para o início do verão: que frutas e legumes deve comer no mês de junho">Alimentação para o início do verão: que frutas e legumes deve comer no mês de junho</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/alimentacao-para-o-inicio-do-verao-que-frutas-e-legumes-deve-comer-no-mes-de-junho.html" title="Alimentação para o início do verão: que frutas e legumes deve comer no mês de junho"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alimentacao-para-o-inicio-do-verao-que-frutas-e-legumes-deve-comer-no-mes-de-junho-1749022870552_320.jpg" alt="Alimentação para o início do verão: que frutas e legumes deve comer no mês de junho"></a></article></aside><p>Se a temperatura interna ficar demasiado baixa ou demasiado alta, a <strong>ação das enzimas e outras reações bioquímicas pode abrandar ou deixar de funcionar corretamente</strong>. Por isso, é essencial que a temperatura média do corpo seja cuidadosamente regulada.</p><p>E são vários os <strong>fatores que podem afetar a temperatura interna</strong>, incluindo infeções, exercício físico e esforço, hormonas, álcool e alguns medicamentos.</p><h2>Uma resposta do nosso corpo</h2><p>A <strong>circulação sanguínea</strong> também é fundamental. Quando o corpo tenta arrefecer-se, o <strong>sangue mais quente é direcionado para a pele</strong>, permitindo que o calor seja libertado para o ambiente.</p><p>Isto significa que há <strong>menos fluxo sanguíneo direcionado para outras zonas do corpo</strong>.<br>Depois de comermos, o sangue é normalmente encaminhado para o sistema digestivo, onde é utilizado para digerir, absorver e transportar nutrientes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-o-calor-do-verao-nos-tira-o-apetite-1782546357972.jpg" data-image="ny3uckl9xptj" alt="Hidratação" title="Hidratação"><figcaption>No verão, a hidratação é essencial para ajudar o corpo a controlar a temperatura, repor os líquidos perdidos e manter o bem-estar nos dias mais quentes.</figcaption></figure><p>Mas em situações de calor, o corpo está a tentar libertar calor, não conservá-lo. Além disso, <strong>a digestão aumenta o trabalho do organismo,</strong> absorver, transportar e armazenar nutrientes consome energia e produz calor.</p><p>Assim, <strong>o corpo reduz o fluxo sanguíneo e a atividade do intestino para diminuir esses processos</strong>. Esta é uma das razões pelas quais o apetite costuma diminuir no calor.</p><h2>Verão sem apetite </h2><p>O nosso apetite resulta de um <strong>equilíbrio entre a fome e a saciedade</strong>, dois fatores opostos. Parte desse equilíbrio é controlada por <strong>hormonas</strong>, nomeadamente a <strong>grelina</strong> (que aumenta a sensação de fome) e a <strong>leptina </strong>(que promove a sensação de saciedade).</p><p>Estudos sugerem que a exposição ao <strong>calor pode reduzir os níveis de grelina e aumentar as hormonas da saciedade</strong>, embora os resultados não sejam totalmente consistentes. Por isso, é improvável que as hormonas sejam a única explicação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="679766" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-adotar-uma-alimentacao-saudavel-a-ciencia-explica.html" title="Como adotar uma alimentação saudável? A ciência explica">Como adotar uma alimentação saudável? A ciência explica</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-adotar-uma-alimentacao-saudavel-a-ciencia-explica.html" title="Como adotar uma alimentação saudável? A ciência explica"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-adotar-uma-alimentacao-saudavel-a-ciencia-explica-1729713485032_320.jpeg" alt="Como adotar uma alimentação saudável? A ciência explica"></a></article></aside><p>Também existe uma <strong>ligação entre fome e sede</strong>. É fácil confundir uma com a outra, porque ambas são reguladas pelo hipotálamo.</p><p>Quando está calor e a temperatura corporal sobe, transpiramos mais para nos arrefecermos. Isso faz-nos <strong>perder líquidos e altera os níveis de minerais no sangue</strong>. Para compensar e evitar a desidratação, o cérebro desencadeia a sensação de sede, levando-nos a beber mais.</p><p>Essa resposta à sede também explica por que podemos não sentir tanta fome quando está calor: <strong>o corpo dá prioridade à hidratação em vez da alimentação</strong>. Embora isso ajude a arrefecer, beber demasiado de uma só vez pode causar sensação de inchaço, o que reduz ainda mais a vontade de comer.</p><h2>O que consumir quando está muito calor</h2><p>As <strong>alterações nos hábitos alimentares</strong> durante o calor também fazem sentido do ponto de vista evolutivo.</p><p>Em ambientes quentes, devemos consumir alimentos mais leves e ricos em água, uma vez que <strong>frutas, vegetais e refeições frescas ajudam a fornecer líquidos e nutrientes sem exigir um grande esforço digestivo</strong>. É por isso que saladas, sopas frias, frutas e alimentos menos gordurosos tendem a ganhar protagonismo nos meses de verão.</p><p>No entanto, a redução do apetite não significa que o corpo deixe de precisar de nutrientes. Mesmo quando a fome diminui, <strong>continuam a ser importantes proteínas, vitaminas, minerais </strong>e energia suficiente para manter as funções do organismo.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em situações de calor extremo, uma alimentação demasiado reduzida pode contribuir para cansaço, perda de massa muscular e menor capacidade de recuperação física.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A estratégia mais equilibrada passa por <strong>adaptar a alimentação às condições do clima</strong>. Em vez de forçar refeições muito grandes, pode ser mais confortável distribuir a ingestão ao longo do dia, escolhendo alimentos nutritivos e fáceis de consumir. <strong>Manter uma boa hidratação e incluir alimentos ricos em água </strong>pode ajudar o organismo a lidar melhor com as altas temperaturas.</p><h2>Alimentação no calor</h2><p>Alimentos como <strong>melancia, pepino, tomate e outros vegetais frescos</strong> podem ser mais apelativos quando o calor reduz a vontade de comer.</p><p>Também pode ser útil <strong>fazer refeições menores ao longo do dia</strong>, em vez de tentar comer grandes quantidades de uma só vez. Isto reduz o esforço digestivo e pode ser mais confortável para o organismo.</p><p>Em dias muito quentes, algumas pessoas preferem <strong>fontes de proteína mais leves, como iogurte, ovos, peixe ou leguminosas</strong>, para uma boa recuperação muscular.</p><p>As bebidas também têm um papel importante. A transpiração faz perder água e sais minerais, por isso é <strong>necessário repor os líquidos</strong>. No entanto, bebidas muito açucaradas ou com álcool podem não ser a melhor opção, porque podem afetar a hidratação.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/verao-saiba-porque-e-que-perdemos-o-apetite-em-dias-de-calor-intenso.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Qual o impacto nos gases de efeito de estufa dos campos de arrozais, que têm vindo a aumentar nas últimas décadas?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/qual-o-impacto-nos-gases-de-efeito-de-estufa-dos-campos-de-arrozais-que-tem-vindo-a-aumentar-nas-ultimas-decadas.html</link><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O arroz é um alimento básico diário para mais de metade da população mundial. Noventa por cento do abastecimento mundial de arroz provém da Ásia, onde existem os maiores arrozais do mundo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/qual-o-impacto-nos-gases-de-efeito-de-estufa-dos-campos-de-arrozais-que-tem-vindo-a-aumentar-nas-ultimas-decadas-1781301459944.jpg" data-image="2fhiruhn4lzl" alt="Arroz" title="Arroz"><figcaption>O arroz é a terceira maior cultura cerealífera do mundo, apenas ultrapassada pelas de milho e trigo.</figcaption></figure><p>Os arrozais são essenciais para a segurança alimentar global, mas são também uma das principais fontes de emissões de gases com efeito de estufa do sector agrícola.</p><h2>Implicação da expansão dos arrozais e método de cultivo</h2><p>A produção de arroz está em plena expansão devido à procura global. Embora a Ásia domine a produção, a África Austral, particularmente Angola e a Zâmbia, duplicou as suas áreas de cultivo de arroz desde 1960.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A área cultivada anualmente em todo o mundo variou entre 397,4 milhões de acres em 2015 e 426 milhões de acres em 2024.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os arrozais são continuamente inundados, criando condições de baixo oxigénio que sufocam as ervas daninhas e permitem que o arroz floresça. No entanto, o solo com baixo teor de oxigénio é também o <strong>ambiente perfeito para o desenvolvimento de bactérias que produzem metano, que é um dos gases mais relevante com efeito de estufa, que impulsiona o aquecimento climático a curto prazo. </strong></p><p>O método de cultivo utilizado, que é denominado por incorporação de resíduos da cultura, consiste na utilização de a mistura de restos de colheita, como talos e folhas, no solo alagado do arrozal para melhorar a estrutura do solo e a ciclagem de nutrientes. No entanto, isto também satura o solo com carbono e aumenta a produção de metano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/qual-o-impacto-nos-gases-de-efeito-de-estufa-dos-campos-de-arrozais-que-tem-vindo-a-aumentar-nas-ultimas-decadas-1781301772066.jpg" data-image="51ossx1m7jsk" alt="Arrozais" title="Arrozais"><figcaption>Os arrozais têm vindo a aumentar nos últimos anos, provocando um aumento de gases com efeito de estufa na atmosfera</figcaption></figure><p>Um novo estudo, publicado na Nature Food, fez a <strong>avaliação global mais abrangente das emissões de gases com efeito de estufa relacionadas com o arroz até à data,</strong> analisando as alterações do metano, óxido nitroso e carbono do solo desde 1961 a 2020.</p><p>O objetivo do estudo era compreender o impacto climático total dos sistemas de cultivo do arroz, não apenas do metano, mas de todos os principais gases com efeito de estufa em conjunto e identificar caminhos realistas para a mitigação.</p><p>Os investigadores combinaram a aprendizagem automática (ou machine learning) baseada em mais de 21.000 observações de campo e uma meta-análise global. Quantificaram as emissões totais, identificaram os principais fatores e avaliaram como as futuras estratégias de mitigação poderiam contribuir para as metas climáticas.</p><div class="texto-destacado">Este estudo descobriu que as emissões globais de gases com efeito de estufa provenientes da produção de arroz duplicaram nos últimos 60 anos, apesar das iniciativas mundiais para reduzir o impacto climático da cultura.</div><p>As emissões líquidas de gases com efeito de estufa dos arrozais globais duplicaram aproximadamente de 1961–1980 para 2001–2020, devido principalmente ao <strong>aumento de 52% nas emissões de dióxido de carbono (CO<sub>2</sub>) do solo e um aumento de 44% nas emissões de metano (CH<sub>4</sub>) do solo.</strong></p><p>Os autores concluíram ainda que a expansão da produção de arroz não foi o único fator responsável pelo aumento das emissões de metano, <strong>este aumento também se deve ao método de cultivo utilizado, com incorporação de resíduos da cultura.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766721" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/um-estudo-invulgar-como-reage-o-arroz-a-chuva.html" title="Um estudo invulgar: como reage o arroz à chuva">Um estudo invulgar: como reage o arroz à chuva</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/um-estudo-invulgar-como-reage-o-arroz-a-chuva.html" title="Um estudo invulgar: como reage o arroz à chuva"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/verruckte-studie-wie-reis-auf-regen-reagiert-1777276715100_320.jpeg" alt="Um estudo invulgar: como reage o arroz à chuva"></a></article></aside><p>Regionalmente, o Leste Asiático registou um aumento das emissões de metano associadas à incorporação excessiva de palha nos arrozais. Isto ocorre quando grandes quantidades da palha de arroz restante são devolvidas ao solo após a colheita, em vez de serem removidas. O processo melhora a fertilidade do solo e aumenta a matéria orgânica, que, na sua inevitável decomposição, produz emissões de metano.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O estudo avaliou que a prática de devolver a palha ao solo é responsável por 18% do aumento das emissões líquidas totais do arroz desde a década de 1960.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Além disso, África emergiu como um ponto crítico de emissões em rápido crescimento, dado que a área cultivada com arroz aumentou sete vezes em média entre 1961 e 2024, atingindo 40 milhões de acres.</p><h2>Como reduzir as emissões provenientes dos arrozais</h2><p>No estudo foram ainda apresentadas algumas medidas de mitigação das emissões provenientes dos arrozais.</p><div class="texto-destacado">Apesar do aumento das emissões, os autores indicam que uma melhor gestão agrícola poderia reduzir as emissões em cerca de 10% sem comprometer a produtividade.</div><p>As principais estratégias incluem a <strong>otimização da gestão da água para reduzir a formação de metano, minimizar o retorno excessivo de resíduos ao solo e melhorar a eficiência dos fertilizantes azotados.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/qual-o-impacto-nos-gases-de-efeito-de-estufa-dos-campos-de-arrozais-que-tem-vindo-a-aumentar-nas-ultimas-decadas-1781301979664.jpg" data-image="zflfg6vwwj83" alt="Fertilizantes nos arrozais" title="Fertilizantes nos arrozais"><figcaption>Os fertilizantes utilizados nos arrozais também contribuem para o aumento de gases com efeito de estufa na atmosfera, nomeadamente o óxido nitroso </figcaption></figure><p>Os fertilizantes também são um dos contribuintes para as emissões. A utilização de azoto sintético aumentou cerca de 76% após 2000, o que leva à emissão de maiores quantidades de óxido nitroso para a atmosfera.</p><p>Um dos autores do estudo destaca que as soluções de mitigação apresentadas no estudo são soluções práticas e escaláveis que os agricultores podem adotar de imediato e oferecem um caminho significativo <strong>para que a agricultura contribua para as metas climáticas de curto prazo, incluindo as metas de redução de metano.</strong></p><p>Os resultados sugerem ainda que a adoção de uma “agricultura climaticamente inteligente” adaptada a cada região se tornará cada vez mais importante para equilibrar a produção alimentar com as metas de mitigação das alterações climáticas.</p><p>No entanto, em cenários futuros de aquecimento global, a eliminação completa das emissões dos arrozais é improvável, e o estudo concluiu que serão essenciais estratégias de gestão integradas e específicas para cada região.<em></em></p><h3><em>Referência da notícia: </em></h3><p><a href="https://www.nature.com/articles/s43016-026-01355-8"><em></em></a><em><a href="https://www.nature.com/articles/s43016-026-01355-8">Jingting Zhang, Hanqin Ti et al., “Global rice paddy greenhouse gas emissions have doubled over the past six decades driven by area expansion and intensified residue incorporation”, Nature Food, vol 7., Published: 22 May 2026 </a></em> </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/qual-o-impacto-nos-gases-de-efeito-de-estufa-dos-campos-de-arrozais-que-tem-vindo-a-aumentar-nas-ultimas-decadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que podemos esperar, afinal, dos preços das casas em Portugal?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-podemos-esperar-afinal-dos-precos-das-casas-em-portugal.html</link><pubDate>Mon, 29 Jun 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Depois de anos de fortes aumentos, será que os preços vão finalmente estabilizar? Conheça as previsões para o mercado imobiliário português. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-podemos-esperar-afinal-dos-precos-das-casas-em-portugal-1782685213593.jpg" data-image="r24k26n3xk8a" alt="Casas Portugal" title="Casas Portugal"><figcaption>Afinal, o que dizem os especialistas e as previsões para os próximos anos? Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Se anda à procura de casa, ou sonha fazê-lo em breve, provavelmente já fez esta pergunta mais do que uma vez: <strong>será que os preços vão finalmente baixar</strong>?</p><p>A resposta curta é pouco animadora. Pelo menos, para quem espera uma queda acentuada. </p><div class="texto-destacado">Tudo indica que o mercado imobiliário português deverá continuar a valorizar, embora a um ritmo menos acelerado do que nos últimos anos.</div><p>A boa notícia? <strong>O crescimento dos preços poderá começar a perder velocidade</strong>. A menos boa é que isso não significa, necessariamente, que comprar casa vá ficar mais fácil.</p><p>“Depois de dois anos consecutivos com aumentos expressivos, Portugal mantém-se no top 3 dos países europeus com maior subida dos preços das casas até 2028”, lê-se no<em> site</em> ‘Viver nas Ondas’. </p><h2>Um mercado que continua a desafiar os compradores</h2><p>Nos últimos anos, o preço das casas em Portugal disparou. Em muitos concelhos, os valores mais do que duplicaram desde 2017, uma evolução que transformou o sonho da casa própria num objetivo cada vez mais difícil para muitas famílias.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="649420" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-casa-mais-isolada-do-mundo-situa-se-num-pequeno-ilhote-e-ficara-surpreendido-com-a-sua-utilizacao-geografia.html" title="A casa mais isolada do mundo situa-se num pequeno ilhote e ficará surpreendido com a sua utilização">A casa mais isolada do mundo situa-se num pequeno ilhote e ficará surpreendido com a sua utilização</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-casa-mais-isolada-do-mundo-situa-se-num-pequeno-ilhote-e-ficara-surpreendido-com-a-sua-utilizacao-geografia.html" title="A casa mais isolada do mundo situa-se num pequeno ilhote e ficará surpreendido com a sua utilização"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-cruel-uso-al-que-se-destina-ellidaey-la-casa-mas-solitaria-del-mundo-1711142088044_320.jpg" alt="A casa mais isolada do mundo situa-se num pequeno ilhote e ficará surpreendido com a sua utilização"></a></article></aside><p>Dados divulgados pelo Banco de Portugal no Boletim Económico, mostram que, entre 2017 e 2025, mais de uma centena de municípios registaram<strong> aumentos superiores a 100% no valor mediano das habitações</strong>. </p><p>Aliás, os novos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que, no primeiro trimestre de 2026, o preço médio de venda de uma habitação em Portugal foi de 262 839€. “Este valor representa um aumento de 13% em relação ao ano anterior e <strong>é o valor mais elevado de sempre registado</strong>”, escreve o ‘The Portugal News’.</p><p>E onde é que houve as maiores valorizações? Sem grandes surpresas, estas concentraram-se sobretudo na <strong>Área Metropolitana de Lisboa</strong>, na<strong> Área Metropolitana do Porto</strong> e em<strong> vários concelhos da Península de Setúbal</strong>, onde a procura cresceu de forma muito expressiva.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-podemos-esperar-afinal-dos-precos-das-casas-em-portugal-1782685383030.jpg" data-image="9at0oi1eaax0" alt="Portugal" title="Portugal"><figcaption>A procura continua elevada e a oferta escassa. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>“Entre os exemplos mais marcantes estão Sintra, Seixal, Barreiro, Moita e Setúbal, onde o valor mediano por metro quadrado das casas vendidas cresceu mais de 200% no período analisado”, nota a ‘Versa’.</p><p>“Parte desta valorização aconteceu em zonas que, até há poucos anos, eram vistas como alternativas mais acessíveis”, acrescentam.</p><p>Este fenómeno explica-se, em parte, por um efeito de "expansão". À medida que comprar casa nos centros urbanos se tornou incomportável para muitos compradores, a procura foi deslocando-se para municípios vizinhos, que até há poucos anos eram considerados alternativas mais económicas. O resultado foi uma subida dos preços também nessas zonas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775890" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/de-casa-ferroviaria-esquecida-a-habitacao-acessivel-conheca-o-edificio-que-renascera-no-norte-do-pais.html" title="De casa ferroviária esquecida a habitação acessível: conheça o edifício que renascerá no Norte do país">De casa ferroviária esquecida a habitação acessível: conheça o edifício que renascerá no Norte do país</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/de-casa-ferroviaria-esquecida-a-habitacao-acessivel-conheca-o-edificio-que-renascera-no-norte-do-pais.html" title="De casa ferroviária esquecida a habitação acessível: conheça o edifício que renascerá no Norte do país"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/de-casa-ferroviaria-esquecida-a-habitacao-acessivel-conheca-o-edificio-que-renascera-no-norte-do-pais-1782508572520_320.jpg" alt="De casa ferroviária esquecida a habitação acessível: conheça o edifício que renascerá no Norte do país"></a></article></aside><p>E os próximos anos? As previsões das principais entidades internacionais apontam para uma<strong> continuação da tendência de valorização</strong>, embora sem os aumentos excecionais registados recentemente.</p><p>A S&P Global, empresa americana especialista em informações e análises financeiras, estima que Portugal continuará entre os mercados imobiliários europeus com maior crescimento dos preços até 2028. Depois de aumentos muito expressivos em 2024 e 2025, a expectativa é de uma <strong>desaceleração gradual</strong>, mas não de uma inversão da tendência.</p><p>Isto significa que o mercado poderá entrar numa fase mais equilibrada, com subidas mais moderadas, mas sem sinais claros de uma descida generalizada dos preços.</p><h2>Porque é que as casas continuam tão caras?</h2><p>Há uma explicação relativamente simples: continua a haver mais procura do que oferta.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-podemos-esperar-afinal-dos-precos-das-casas-em-portugal-1782685510775.jpg" data-image="59n7yw3oo5ui" alt="Portugal" title="Portugal"><figcaption>Portugal entre os mercados imobiliários mais sobrevalorizados. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Por um lado, há cada vez mais famílias à procura de habitação. O crescimento do número de agregados familiares, as alterações demográficas e as mudanças nos estilos de vida aumentaram a necessidade de casas, mesmo sem um crescimento populacional proporcional.</p><p>Por outro lado,<strong> construir continua a ser um processo lento e caro</strong>. Os custos dos materiais, a falta de mão de obra especializada, a burocracia no licenciamento e o ritmo insuficiente da construção nova fazem com que a oferta não consiga acompanhar a procura.</p><div class="texto-destacado">Enquanto este desequilíbrio persistir, será difícil assistir a uma redução significativa dos preços.</div><p>Mas não pense que tudo sobe ao mesmo ritmo. Apesar da tendência nacional, o mercado não se comporta da mesma forma em todo o país.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772832" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/saidas-dos-contos-de-fadas-as-casas-suspensas-de-vancouver-surpreendem-o-mundo.html" title="Saídas dos contos de fadas, as casas suspensas de Vancouver surpreendem o mundo">Saídas dos contos de fadas, as casas suspensas de Vancouver surpreendem o mundo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/saidas-dos-contos-de-fadas-as-casas-suspensas-de-vancouver-surpreendem-o-mundo.html" title="Saídas dos contos de fadas, as casas suspensas de Vancouver surpreendem o mundo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/saidas-dos-contos-de-fadas-as-casas-suspensas-de-vancouver-surpreendem-o-mundo-1780929844580_320.jpg" alt="Saídas dos contos de fadas, as casas suspensas de Vancouver surpreendem o mundo"></a></article></aside><p>Lisboa, Porto e respetivas áreas metropolitanas continuam, sim, entre as zonas mais pressionadas. Ainda assim, muitos compradores estão agora a procurar alternativas em regiões como o Oeste, Vale do Tejo, parte do Alentejo ou alguns municípios do Norte, onde ainda é possível encontrar valores relativamente mais acessíveis.</p><p>No Algarve, “a história é um pouco diferente”, explica a ‘Versa’. Apesar de continuar entre as regiões mais caras do país, o ritmo de crescimento dos preços tem sido mais moderado do que noutras zonas. Isto porque se trata de um mercado muito influenciado pela procura internacional, que já partia de níveis elevados.</p><p>“Segundo o estudo, os municípios algarvios ‘que já se destacavam com rácios preço-renda superiores à média nacional ― muito influenciados pela procura por não residentes’, tiveram aumentos menos intensos do que outras zonas do território.”</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-podemos-esperar-afinal-dos-precos-das-casas-em-portugal-1782685676430.jpg" data-image="9uor6cth56mb" alt="Portugal" title="Portugal"><figcaption>Não é só na compra que se sente esta pressão. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>E o <strong>arrendamento</strong>? Quem procura casa para arrendar também não tem escapado à subida dos preços.</p><div class="texto-destacado">Para muitas famílias, arrendar continua a ser a única alternativa à compra, o que aumenta ainda mais a pressão sobre este mercado.</div><p>Em vários concelhos, as rendas mais do que duplicaram nos últimos anos, refletindo a escassez de oferta disponível e a crescente procura. </p><p>Segundo os dados do Banco de Portugal, o valor mediano das rendas por metro quadrado mais do que duplicou em 23 municípios. “Grândola, Sines e Moita destacam-se, com subidas superiores a 125% entre 2017 e 2024, o último ano com dados disponíveis”, avança ainda a ‘Versa’.</p><h2>Há sinais de mudança?</h2><p>Sim, pode haver. Isto é, existem alguns fatores que podem contribuir para uma <strong>maior estabilização</strong>.</p><p>A construção de novas habitações tem vindo a aumentar gradualmente e foram aprovadas medidas para acelerar licenciamentos e incentivar novos projetos habitacionais. No entanto, entre o momento em que um empreendimento é aprovado e a entrega das casas <strong>podem passar vários anos</strong>.</p><p>Ao mesmo tempo, a descida das taxas de juro observada desde 2024 deu algum novo impulso ao crédito à habitação, embora o financiamento continue mais caro do que durante o período de juros historicamente baixos.</p><div class="texto-destacado">Ou seja, mesmo que o mercado caminhe para um maior equilíbrio, dificilmente haverá mudanças rápidas.</div><p>“Valerá a pena esperar?”, perguntam-se muitos portugueses. A resposta depende sempre da situação de cada pessoa.</p><p>Se a expectativa é encontrar, dentro de poucos meses, uma queda generalizada dos preços, os indicadores disponíveis não apontam nesse sentido. O cenário mais provável é o de um <strong>mercado que continua a subir</strong>, mas de forma mais moderada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="697467" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-cidades-conseguirao-sobreviver-a-crise-climatica-cientista-do-mit-propoe-solucoes.html" title="Será que as cidades vão conseguir sobreviver à crise climática? Cientista do MIT propõe soluções">Será que as cidades vão conseguir sobreviver à crise climática? Cientista do MIT propõe soluções</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-cidades-conseguirao-sobreviver-a-crise-climatica-cientista-do-mit-propoe-solucoes.html" title="Será que as cidades vão conseguir sobreviver à crise climática? Cientista do MIT propõe soluções"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pueden-las-ciudades-sobrevivir-a-la-crisis-climatica-un-cientifico-del-mit-propone-soluciones-1739492755784_320.jpg" alt="Será que as cidades vão conseguir sobreviver à crise climática? Cientista do MIT propõe soluções"></a></article></aside><p>Mais importante do que tentar adivinhar o momento perfeito para comprar é perceber se a decisão faz sentido para a sua realidade financeira. Avaliar o orçamento, comparar opções de crédito, escolher uma localização compatível com o seu estilo de vida e evitar assumir uma prestação demasiado elevada continuam a ser os fatores mais importantes.</p><p>No fim de contas, o mercado imobiliário pode mudar de velocidade, mas continua longe de travar. Para quem procura casa, isso significa que informação, planeamento e alguma paciência continuam a ser os melhores aliados.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Versa%2C%20Salema%2C%20F" data-year="2026" data-title="Afinal%2C%20onde%20d%C3%A1%20para%20viver%20em%20Portugal%3F%20O%20que%20esperar%20dos%20pre%C3%A7os%20das%20casas%3F" data-url="https%3A%2F%2Fversa.iol.pt%2Fhabitacao%2Fportugal%2Fafinal-onde-da-para-viver-em-portugal-o-que-esperar-dos-precos-das-casas%2F20260615%2F6a300eecd34e28842c852d68">Versa, Salema, F. (2026). <a href="https://versa.iol.pt/habitacao/portugal/afinal-onde-da-para-viver-em-portugal-o-que-esperar-dos-precos-das-casas/20260615/6a300eecd34e28842c852d68" target="_blank">Afinal, onde dá para viver em Portugal? O que esperar dos preços das casas?</a>.</cite><br><cite data-author="Viver%20nas%20Ondas" data-year="2026" data-title="Comprar%20casa%20em%20Portugal%20vai%20continuar%20mais%20caro%3F%20Eis%20o%20que%20dizem%20as%20previs%C3%B5es" data-url="https%3A%2F%2Fwww.vivernasondas.com%2Fdetalhe-noticia%2Fcomprar-casa-em-portugal-vai-continuar-mais-caro-eis-o-que-dizem-as-previsoes%2F58840">Viver nas Ondas. (2026). <a href="https://www.vivernasondas.com/detalhe-noticia/comprar-casa-em-portugal-vai-continuar-mais-caro-eis-o-que-dizem-as-previsoes/58840" target="_blank">Comprar casa em Portugal vai continuar mais caro? Eis o que dizem as previsões</a>.</cite><br><cite data-author="The%20Portugal%20News" data-year="2026" data-title="Comprar%20uma%20casa%20em%20Portugal%20est%C3%A1%20a%20tornar-se%20cada%20vez%20mais%20dif%C3%ADcil" data-url="https%3A%2F%2Fwww.theportugalnews.com%2Fpt%2Fnoticias%2F2026-06-24%2Fcomprar-uma-casa-em-portugal-esta-a-tornar-se-cada-vez-mais-dificil%2F1045429">The Portugal News. (2026). <a href="https://www.theportugalnews.com/pt/noticias/2026-06-24/comprar-uma-casa-em-portugal-esta-a-tornar-se-cada-vez-mais-dificil/1045429" target="_blank">Comprar uma casa em Portugal está a tornar-se cada vez mais difícil</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-podemos-esperar-afinal-dos-precos-das-casas-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 14 ºC acima da média: Portugal enfrentará nova subida das temperaturas ao longo da semana]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-14-c-acima-da-media-portugal-enfrentara-nova-subida-das-temperaturas-ao-longo-da-semana.html</link><pubDate>Sun, 28 Jun 2026 16:35:48 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O calor deverá intensificar-se em Portugal continental durante a próxima semana, impulsionado por uma dorsal anticiclónica. Os modelos apontam para máximas de 42 ºC e anomalias térmicas até 14 ºC.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-14-c-acima-da-media-portugal-enfrentara-nova-subida-das-temperaturas-ao-longo-da-semana-1782643831273.jpg" data-image="plmoq2erv3e8" alt="Calor volta a ganhar força e deverá intensificar-se ao longo da semana." title="Calor volta a ganhar força e deverá intensificar-se ao longo da semana."><figcaption>O calor deverá intensificar-se em Portugal continental ao longo da semana, aumentando o desconforto térmico e reforçando a importância da hidratação e da proteção durante as horas de maior exposição solar.</figcaption></figure><p>Portugal continental prepara-se para enfrentar uma <strong>nova intensificação do calor ao longo da próxima semana</strong>, com subida gradual das temperaturas a partir de segunda-feira e pico previsto entre quarta e quinta-feira. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Os modelos meteorológicos apontam para <strong>máximas de 40 a 42 ºC em regiões do interior Sul e do Vale do Tejo</strong>, enquanto várias zonas deverão registar valores significativamente acima da média climatológica para o início de julho.</p><h2>Bloqueio atmosférico favorece a intensificação do calor</h2><p>A evolução prevista resulta do reforço de uma dorsal anticiclónica sobre a Península Ibérica, associada a um bloqueio atmosférico sobre a Europa Ocidental. Esta configuração dificultará a progressão das depressões atlânticas e <strong>favorecerá a persistência de céu pouco nublado, vento geralmente fraco e forte insolação</strong>, condições que contribuirão para o aquecimento progressivo da massa de ar sobre Portugal continental. Em simultâneo, ar quente de origem subtropical deverá manter-se sobre grande parte da Península Ibérica, sustentando vários dias consecutivos de temperaturas elevadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-14-c-acima-da-media-portugal-enfrentara-nova-subida-das-temperaturas-ao-longo-da-semana-1782644231041.png" data-image="9cp6lixfslcs"><figcaption>A semana deverá começar já com temperaturas muito elevadas em grande parte do país. Na tarde de segunda-feira, 29 de junho, os termómetros poderão ultrapassar os 35 ºC em várias regiões do interior, antecipando um agravamento do calor nos dias seguintes.</figcaption></figure><p>A subida deverá tornar-se evidente já na segunda-feira, sobretudo no interior, onde as máximas deverão variar entre 34 e 37 ºC. Na terça-feira, o calor deverá intensificar-se e abranger uma área mais ampla do território, com valores entre <strong>37 e 39 ºC em vários locais do Alentejo, do Vale do Tejo e do interior Centro</strong>. A influência moderadora do Atlântico ainda deverá atenuar o calor em parte do litoral, sobretudo no início da semana.</p><h2>Porto e Leiria destacam-se pelas maiores anomalias térmicas</h2><p>Entre quarta e quinta-feira, o episódio deverá atingir a sua maior intensidade. <strong>O interior Sul poderá alcançar 40 a 42 ºC</strong>, enquanto cidades como Castelo Branco, Évora ou Portalegre deverão aproximar-se dos 39 a 41 ºC. Embora o interior continue a concentrar as temperaturas mais elevadas, <strong>a subida térmica deverá sentir-se de forma particularmente expressiva também no litoral</strong>. O Porto poderá rondar os 36 ºC, Leiria os 38 ºC e Lisboa os 37 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-14-c-acima-da-media-portugal-enfrentara-nova-subida-das-temperaturas-ao-longo-da-semana-1782644173432.png" data-image="ht0wq36euumw"><figcaption>Na quinta-feira, 2 de julho, o calor deverá abranger praticamente todo o território, com temperaturas superiores a 40 ºC no interior e de cerca de 36 ºC no Porto, 38 ºC em Leiria e 37 ºC em Lisboa.</figcaption></figure><p>É precisamente em vários distritos do litoral que este episódio assume um caráter mais invulgar. Os mapas do ECMWF indicam que <strong>Porto e Leiria deverão destacar-se entre as capitais de distrito com as maiores anomalias térmicas do país,</strong> podendo apresentar temperaturas cerca de <strong>14 ºC acima da normal climatológica</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-14-c-acima-da-media-portugal-enfrentara-nova-subida-das-temperaturas-ao-longo-da-semana-1782644068879.png" data-image="lb94uo0ufpxt"><figcaption>Na quinta-feira, 2 de julho, as temperaturas poderão situar-se entre 10 e 14 ºC acima da normal climatológica em grande parte de Portugal continental, com destaque para o litoral Centro e Norte, incluindo Porto e Leiria.</figcaption></figure><p>Esta situação evidencia que as maiores anomalias nem sempre coincidem com as temperaturas mais elevadas, mas com <strong>desvios excecionais face ao habitual</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776007" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/atencao-a-radiacao-uv-em-portugal-continental-esperam-se-niveis-elevados-nos-proximos-dias.html" title="Atenção à radiação UV em Portugal Continental: esperam-se níveis elevados nos próximos dias">Atenção à radiação UV em Portugal Continental: esperam-se níveis elevados nos próximos dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/atencao-a-radiacao-uv-em-portugal-continental-esperam-se-niveis-elevados-nos-proximos-dias.html" title="Atenção à radiação UV em Portugal Continental: esperam-se níveis elevados nos próximos dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/atencao-a-radiacao-uv-em-portugal-continental-esperam-se-niveis-elevados-nos-proximos-dias-1782591421727_320.png" alt="Atenção à radiação UV em Portugal Continental: esperam-se níveis elevados nos próximos dias"></a></article></aside><p>Perante a subida das temperaturas, será importante <strong>reforçar a hidratação, evitar a exposição solar durante as horas de maior calor</strong> e proteger os grupos mais vulneráveis.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-14-c-acima-da-media-portugal-enfrentara-nova-subida-das-temperaturas-ao-longo-da-semana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Histórias que se moldam com a mão: as desconhecidas massas de Itália ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/historias-que-se-moldam-com-a-mao-as-desconhecidas-massas-de-italia.html</link><pubDate>Sun, 28 Jun 2026 11:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Escondidas entre aldeias e tradições antigas, as massas raras de Itália revelam histórias de família, tradição e uma cultura feita à mão.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/historias-que-se-moldam-com-a-mao-as-desconhecidas-massas-de-italia-1782138924185.jpg" data-image="qvyj6oafe4qb" alt="Gastronomia italiana" title="Gastronomia italiana"><figcaption>Longe dos clássicos conhecidos, as massas regionais italianas revelam uma cultura feita de gestos, memórias e sabores únicos.</figcaption></figure><p>Muitas vezes quando pensamos em massa, vem-nos quase automaticamente a imagem de um <strong>prato de esparguete com carne picada, uma lasanha dourada</strong> ou até um prato de ravioli recheado.</p><p>No entanto, a verdadeira alma da cozinha italiana <strong>vive muitas vezes longe dos clássicos conhecidos</strong>, está escondida em aldeias, cozinhas familiares e tradições que sobreviveram durante séculos através de gestos simples, como amassar, cortar, enrolar, dar forma à massa com as mãos.</p><p>A gastronomia italiana é, afinal, um <strong>mosaico de culturas regionais</strong>, onde cada território moldou os seus sabores a partir da paisagem, da história e dos ingredientes locais.</p><p>Assim, a massa em Itália <strong>nunca foi apenas comida, mas sim uma extraordinária forma de contar histórias</strong>.</p><h2>Uma tradição moldada com a mão </h2><p>Cada região <strong>desenvolveu as suas próprias variedades, não por capricho, mas por necessidade</strong>. O trigo disponível, o clima, a pobreza ou abundância de ingredientes e as tradições agrícolas determinaram formas diferentes de preparar o mesmo alimento básico.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="729579" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-foi-a-italia-ajudar-a-identificar-medidas-para-defender-o-arroz-europeu.html" title="Portugal foi a Itália ajudar a identificar medidas para defender o arroz europeu">Portugal foi a Itália ajudar a identificar medidas para defender o arroz europeu</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-foi-a-italia-ajudar-a-identificar-medidas-para-defender-o-arroz-europeu.html" title="Portugal foi a Itália ajudar a identificar medidas para defender o arroz europeu"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-foi-a-italia-ajudar-a-identificar-medidas-para-defender-o-arroz-europeu-1757939952062_320.jpg" alt="Portugal foi a Itália ajudar a identificar medidas para defender o arroz europeu"></a></article></aside><p>A diversidade é tão vasta que <strong>existem centenas de formatos de massa</strong>, muitos deles profundamente ligados a uma única vila ou comunidade.</p><p>Na Sardenha, <strong>existe uma massa que parece quase uma peça de joalharia</strong>, as <strong><em>lorighittas</em></strong>. Moldadas à mão em pequenos anéis entrelaçados, nasceram numa região onde o tempo parecia passar mais devagar, na aldeia de Morgongiori.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/historias-que-se-moldam-com-a-mao-as-desconhecidas-massas-de-italia-1782138967848.jpg" data-image="yp0kbi0pldsh" alt="Uma mão cheia de histórias" title="Uma mão cheia de histórias"><figcaption>Antes de chegar ao prato, cada massa nasce nas mãos de quem transforma farinha e tradição numa história rica em sabor.</figcaption></figure><p>A sua forma <strong>exige alguma paciência e técnica, e durante gerações foi preparada sobretudo para ocasiões especiais</strong>.</p><p>Também na Sardenha encontra-se uma das massas mais raras do mundo, o <strong><em>su filindeu</em></strong>, cujo nome significa “fios de Deus” é <strong>feito unicamente por 3 mulheres da família italiana Abraini, que preservam a receita em segredo há cerca de 300 anos</strong>.</p><p>Esta massa é a prova de como <strong>certas receitas não são apenas culinária, são património vivo</strong>.</p><h2>O património secreto de Itália </h2><p>Na Ligúria, junto ao mar, encontramos os <em><strong>trofie</strong></em>, pequenas massas torcidas tradicionalmente associadas ao pesto. A sua <strong>forma irregular</strong> foi criada para agarrar melhor o molho feito com manjericão, pinhões, alho e azeite.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/historias-que-se-moldam-com-a-mao-as-desconhecidas-massas-de-italia-1782139915847.jpg" data-image="b4m9rxwf4ocd" alt="Trofie" title="Trofie"><figcaption>Pequenas e torcidas à mão, as trofie nasceram na Ligúria para abraçar o pesto ou outros molhos e guardar o sabor da sua terra.</figcaption></figure><p>No sul de Itália, especialmente em regiões como a Puglia, surgem <strong>massas que refletem uma cozinha mais simples e camponesa</strong>.</p><p>As <em><strong>orecchiette</strong></em>, pequenas “orelhas” feitas com os dedos, foram pensadas para acompanhar ingredientes locais como grelos, legumes e molhos intensos, sendo que <strong>devido à sua rugosidade conseguem uma absorção perfeita dos temperos</strong>.</p><p>A sua beleza está precisamente na imperfeição, pois <strong>cada peça é ligeiramente diferente porque foi criada por uma mão humana</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>"Estas massas raras mostram algo essencial sobre a cultura italiana, a comida não foi criada para impressionar, mas para pertencer." </strong><br>De acordo com a National Geographic.</div><p>Uma receita podia nascer numa pequena aldeia porque determinada família tinha acesso a certo tipo de trigo, porque <strong>uma avó descobriu uma forma mais prática de moldar a massa</strong> ou porque uma região precisava de um alimento que resistisse ao tempo.</p><h2>Tradições que resistem à industrialização </h2><p>A industrialização tornou algumas variedades famosas em todo o mundo, mas também tornou muitas outras quase invisíveis. <strong>As massas mais conhecidas são frequentemente as que se adaptam melhor à produção em grande escala, </strong>com formas uniformes, fáceis de transportar e armazenar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="661866" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/estara-este-famoso-vinho-espumante-italiano-realmente-em-risco-de-desaparecer-vitivinicultura.html" title="Estará este famoso vinho espumante italiano realmente em risco de desaparecer?">Estará este famoso vinho espumante italiano realmente em risco de desaparecer?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/estara-este-famoso-vinho-espumante-italiano-realmente-em-risco-de-desaparecer-vitivinicultura.html" title="Estará este famoso vinho espumante italiano realmente em risco de desaparecer?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estara-este-famoso-vinho-espumante-italiano-realmente-em-risco-de-desaparecer-vitivinicultura-1718883720872_320.jpg" alt="Estará este famoso vinho espumante italiano realmente em risco de desaparecer?"></a></article></aside><p>Já as massas regionais carregam <strong>marcas humanas, pequenas diferenças de textura, tamanho e formato que revelam a mão de quem as fez</strong>.<br>Talvez seja por isso que descobrir estas massas seja uma forma diferente de viajar por Itália.</p><p>Não é apenas visitar cidades famosas ou provar pratos reconhecidos internacionalmente. É <strong>entrar numa cozinha pequena, ouvir o som da massa a ser trabalhada </strong>e perceber que cada prato contém uma geografia inteira.</p><p>A massa italiana é muitas vezes apresentada como <strong>símbolo de simplicidade, uma vez que é feita apenas com </strong><strong>farinha, água, talvez ovos.</strong> Mas dentro dessa simplicidade existe uma complexidade extraordinária.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/historias-que-se-moldam-com-a-mao-as-desconhecidas-massas-de-italia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bactérias de uma laguna no Rio de Janeiro ajudam os cientistas a descobrir se há vida em Marte; saiba como]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/bacterias-de-laguna-no-rio-de-janeiro-ajudam-cientistas-a-descobrir-se-ha-vida-em-marte-entenda.html</link><pubDate>Sun, 28 Jun 2026 10:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma laguna de água hipersalgada no litoral fluminense pode ter semelhanças com o ambiente encontrado em lagunas localizadas sob a superfície de Marte.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/bacterias-de-laguna-no-rio-de-janeiro-ajudam-cientistas-a-descobrir-se-ha-vida-em-marte-entenda-1782509790636.jpg" data-image="gkaif5v7u2yy"><figcaption>A Lagoa de Araruama, no Rio Janeiro, está separada do mar por um grande cordão arenoso, onde estão instaladas pequenas lagunas, como a Brejo do Espinho. Divulgação.</figcaption></figure><p>Investigadores do Laboratório de Astrobiologia (AstroLab) da Universidade de São Paulo (USP) utilizaram <strong>bactérias encontradas na Laguna Brejo do Espinho</strong>, na Restinga de Massambaba, Rio de Janeiro, para <strong>estudar se o planeta Marte poderia abrigar alguma forma de vida</strong>.</p><p>Isto porque as <strong>águas da laguna </strong>no litoral fluminense possuem uma<strong> salinidade extrema</strong>, e <strong>podem assemelhar-se com as chamadas "salmouras"</strong> intermitentes do planeta vermelho.</p><p>Entenda mais sobre este estudo abaixo.</p><h2>Que bactéria é esta e como é que pode ajudar nas investigações sobre Marte?</h2><p>A principal <strong>bactéria </strong>estudada é a <strong><em>Staphylococcus nepalensis</em> </strong>(S. <em>nepalensis</em>), que tem chamado a atenção dos investigadores da USP por ter características muito específicas. Esta bactéria<strong> tem a capacidade de sobreviver a mudanças bruscas e concentrações extremas de salinidade</strong>, então serve como modelo para entender como os microrganismos toleram ambientes severos.</p><p>E este tipo de bactéria foi encontrado na<strong> Laguna Brejo do Espinho</strong>, em Araruama, <strong>um ambiente hostil que possui salinidade extrema</strong>. Esta tem baixa profundidade média, que varia entre 2 centímetros e 2 metros, o que faz aumentar a variação da salinidade ao longo do ano nas suas águas.</p><p>Desta forma, os investigadores estão a usar esta bactéria da laguna em <strong>experiências de laboratório </strong>que simulam algumas condições extremas de Marte, como as que são encontradas nas <strong>salmouras intermitentes — pequenos fluxos de água extremamente salgada que se formam brevemente na superfície marciana</strong>. </p><div class="texto-destacado"> A laguna em Araruama é uma das maiores massas de água hipersalina permanente do mundo, superando a concentração de sal da água do mar. </div><p>Estas experiências reproduzem o ciclo de água extremamente salgada de Marte para<strong> testar como a bactéria reage, dando pistas sobre a habitabilidade passada (ou presente) no planeta vermelho</strong>.</p><p>Ou seja, o objetivo principal desta investigação é <strong>entender se estas salmouras marcianas poderiam reunir as condições mínimas para a sobrevivência de microrganismos </strong>extremófilos (seres vivos que conseguem desenvolver-se em condições extremas).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cientistas-encontram-um-mineral-fundamental-da-terra-em-uma-rocha-de-marte-algo-nunca-antes-visto.html" title="Cientistas encontram um mineral fundamental da Terra numa rocha de Marte (algo nunca antes visto)">Cientistas encontram um mineral fundamental da Terra numa rocha de Marte (algo nunca antes visto)</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cientistas-encontram-um-mineral-fundamental-da-terra-em-uma-rocha-de-marte-algo-nunca-antes-visto.html" title="Cientistas encontram um mineral fundamental da Terra numa rocha de Marte (algo nunca antes visto)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientificos-hallan-un-mineral-clave-de-la-tierra-en-una-roca-de-marte-algo-nunca-antes-visto-1781904236798_320.jpg" alt="Cientistas encontram um mineral fundamental da Terra numa rocha de Marte (algo nunca antes visto)"></a></article></aside><p> Estas <strong>salmouras hipersalinas de Marte poderiam ocorrer durante o</strong><strong> verão do planeta</strong>, mesmo que em quantidades muito pequenas, o que é uma informação animadora para a possibilidade de algum tipo de vida se sustentar lá.</p><p>Então, os investigadores querem entender <strong>como é que esta bactéria deve responder aos ciclos das salmouras intermitentes do verão marciano</strong>, que congelam à noite e voltam ao estado líquido durante o dia. </p><p>Durante o dia, à medida que a temperatura aumenta, a água descongela e contribui para a diluição do sal acumulado na salmoura. À noite ocorre o oposto: as soluções voltam a congelar, o que diminui a quantidade de água líquida disponível, leva a uma dessecação e ao aumento da concentração de sal da salmoura.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bacterias-de-laguna-no-rio-de-janeiro-ajudam-cientistas-a-descobrir-se-ha-vida-em-marte-entenda-1782510325624.jpg" data-image="epwr73lm4hw9"><figcaption>As salmouras em Marte são misturas de água líquida com altas concentrações de sais (como percloratos). Estas são o mecanismo mais provável para a existência de água líquida no planeta hoje. Crédito: NASA, JPL, Malin Space Science Systems.</figcaption></figure><p>Esta <strong>variação brusca</strong> na disponibilidade de água e <strong>concentração de sal </strong>nas salmouras marcianas <strong>submete a vida tal como a conhecemos a importantes desafios biológicos</strong>.</p><p>Os <strong>resultados futuros</strong> das investigações vão ajudar a <strong>entender </strong>se a <strong>capacidade adaptativa da bactéria </strong>pode ser uma <strong>via de adaptação diante de stressores ambientais em Marte</strong>. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Albergaria%2C%20D" data-year="2026" data-title="Bact%C3%A9rias%20que%20vivem%20em%20laguna%20no%20Rio%20de%20Janeiro%20ajudam%20a%20investigar%20se%20Marte%20pode%20ser%20habit%C3%A1vel" data-url="https%3A%2F%2Ftheconversation.com%2Fbacterias-que-vivem-em-laguna-no-rio-de-janeiro-ajudam-a-investigar-se-marte-pode-ser-habitavel-285594">Albergaria, D. (2026). <a href="https://theconversation.com/bacterias-que-vivem-em-laguna-no-rio-de-janeiro-ajudam-a-investigar-se-marte-pode-ser-habitavel-285594" target="_blank">Bactérias que vivem em laguna no Rio de Janeiro ajudam a investigar se Marte pode ser habitável</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/bacterias-de-laguna-no-rio-de-janeiro-ajudam-cientistas-a-descobrir-se-ha-vida-em-marte-entenda.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A escala de Bortle e como saber se o céu da sua cidade é adequado para observar a Via Láctea]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-escala-de-bortle-e-como-saber-se-o-ceu-da-sua-cidade-e-adequado-para-observar-a-via-lactea.html</link><pubDate>Sun, 28 Jun 2026 09:06:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Nem todos os céus permitem ver a Via Láctea. A escala de Bortle classifica a escuridão noturna de 1 a 9 e ajuda a determinar se a sua cidade tem condições adequadas para observar estrelas, galáxias e outros fenómenos astronómicos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-escala-de-bortle-y-como-saber-si-el-cielo-de-tu-ciudad-es-apto-para-ver-la-via-lactea-1782506575014.png" data-image="fsnt5zurlgvw" alt="A escala de Bortle" title="A escala de Bortle"><figcaption>A escala de Bortle mostra como a poluição luminosa transforma o céu noturno: desde paisagens escuras onde a Via Láctea domina a noite, até cidades onde quase não se vêem estrelas.</figcaption></figure><p>Porque é que a Via Láctea aparece como uma nuvem brilhante no céu em alguns locais, enquanto noutros apenas algumas estrelas são visíveis? <strong>A resposta está na poluição luminosa e numa ferramenta fundamental para a medir</strong>: a escala de Bortle.</p><p><strong>Observar o céu noturno nem sempre significa ver o mesmo universo</strong>. Numa grande cidade, postes de iluminação, edifícios, carros e outdoors iluminam a atmosfera, criando uma espécie de "névoa artificial" que obscurece as estrelas mais ténues. Longe dos centros urbanos, porém, o céu recupera profundidade e contraste, e até revela a faixa leitosa da nossa galáxia.</p><p>Para determinar a escuridão do céu, <strong>o</strong><strong>s astrónomos amadores e os observadores utilizam a escala de Bortle</strong>, um sistema que classifica a qualidade do céu noturno de 1 a 9, em que 1 representa um céu excecionalmente escuro e 9 um céu urbano fortemente poluído por luz artificial.</p><h2>O que mede a escala de Bortle?<br></h2><p>A escala de Bortle não mede o clima ou a cobertura de nuvens, mas sim <strong>o brilho do céu noturno causado principalmente pela poluição luminosa</strong>. Foi proposta pelo astrónomo amador John E. Bortle e é utilizada como um guia prático para estimar a nitidez da observação de estrelas, galáxias, nebulosas e, claro, da Via Láctea.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A escala de Bortle revela quanta luz ofusca as estrelas e quão visível pode ser a Via Láctea.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Isto significa que <strong>quanto mais baixo for o número, melhor será o céu para observar as estrelas</strong>. Quanto maior o número, mais luzes competirão com as estrelas. E sim, infelizmente, as luzes geralmente ganham de lavada.</p><h3>De 1 a 9: assim muda o céu noturno<br></h3><p><strong>Um céu Bortle 1 corresponde a condições quase perfeitas</strong>: escuridão profunda, horizonte limpo e uma Via Láctea muito proeminente, com detalhes visíveis a olho nu. É o <strong>tipo de céu que se encontra em zonas remotas</strong>, longe de cidades, estradas e centros industriais.</p><p><strong>Nos índices Bortle 2 e 3, o céu continua excelente para a astronomia.</strong> A Via Láctea é claramente visível e algumas estruturas internas podem ser distinguidas sem telescópio, especialmente em noites sem lua.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-escala-de-bortle-y-como-saber-si-el-cielo-de-tu-ciudad-es-apto-para-ver-la-via-lactea-1782498491797.jpg" data-image="tpan22yzen4y" alt="Escala de Bortle." title="Escala de Bortle."><figcaption>A escala de Bortle classifica a qualidade do céu noturno de 1 a 9: quanto mais baixo for o índice, melhores serão as condições para observar a Via Láctea.</figcaption></figure><p>O <strong>nível 4 de Bortle já apresenta alguma poluição luminosa, mas ainda permite ver a Via Láctea</strong>, embora com menos contraste. Para muitas pessoas, este pode ser o primeiro grande passo de "eu vejo estrelas" para "eu vejo uma galáxia acima da minha cabeça".</p><p><strong>Em condições de Bortle 5 e 6</strong>, típicas de zonas suburbanas ou cidades de média dimensão, a Via Láctea torna-se difícil ou quase impossível de detetar a olho nu. <strong>Estrelas brilhantes, planetas e a Lua são visíveis, mas os objetos ténues desaparecem</strong>.</p><p>Os <strong>níveis 7, 8 e 9 da escala de Bortle correspondem a céus urbanos com forte iluminação</strong>. Nestes casos, o céu pode parecer acinzentado ou alaranjado, e apenas as estrelas mais brilhantes são visíveis. A Via Láctea, na prática, desaparece da vista.</p><h2>Que classificação de Bortle preciso de ter para ver a Via Láctea?<br></h2><p>Para observar a Via Láctea a olho nu, o ideal <strong>é procurar céus com um índice de Bortle de 4 ou inferior</strong>. Para uma experiência verdadeiramente deslumbrante, procure locais com um índice de Bortle de 1, 2 ou 3, longe da luz solar direta e com um horizonte limpo.</p><p> Mas<strong> o índice não é tudo</strong>. A fase da lua, a transparência atmosférica, a cobertura de nuvens, a humidade e a época do ano também importam. <strong>Uma noite sem lua é muito melhor do que uma noite de lua cheia</strong>, porque até a luz natural pode obscurecer estrelas ténues e detalhes da galáxia. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg> Para ver a Via Láctea, procure céus com classificação Bortle 4 ou inferior: sem lua, sem nuvens e longe das luzes da cidade. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Além disso, <strong>pode consultar mapas de poluição luminosa, como o <em>Light Pollution Map</em></strong> ou plataformas similares, onde é possível pesquisar uma cidade ou coordenadas e estimar o nível de Bortle desse local. Existem também aplicações de astronomia que ajudam a planear passeios noturnos com base na localização, fase da lua e visibilidade.</p><p>Se a sua cidade apresentar um índice de Bortle elevado, isso não significa que deva desistir. <strong>Por vezes, basta afastar-se 30, 60 ou 90 minutos do centro da cidade para notar uma grande diferença</strong>. O céu escuro nem sempre está assim tão longe: só tem de escapar do "modo estádio" da cidade.</p><p><strong>A poluição luminosa não afeta apenas quem quer fotografar a Via Láctea. Também impacta a investigação astronómica</strong>, perturba os ecossistemas noturnos e diminui a nossa ligação com o céu. Em países como o Chile, que possui alguns dos mais belos céus do planeta, <strong>proteger o céu noturno significa também salvaguardar uma janela privilegiada para o universo</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referencia de la noticia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Sky%20and%20Telescope" data-year="2026" data-title="Medici%C3%B3n%20de%20la%20contaminaci%C3%B3n%20lum%C3%ADnica%3A%20La%20escala%20de%20cielo%20oscuro%20de%20Bortle." data-url="https%3A%2F%2Fskyandtelescope.org%2Fastronomy-resources%2Flight-pollution-and-astronomy-the-bortle-dark-sky-scale%2F">Sky and Telescope. (2026). <a href="https://skyandtelescope.org/astronomy-resources/light-pollution-and-astronomy-the-bortle-dark-sky-scale/" target="_blank">Medición de la contaminación lumínica: La escala de cielo oscuro de Bortle.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-escala-de-bortle-e-como-saber-se-o-ceu-da-sua-cidade-e-adequado-para-observar-a-via-lactea.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O mistério das pinturas rupestres e a busca por ADN da idade do gelo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-misterio-das-pinturas-rupestres-e-a-busca-por-adn-da-idade-do-gelo.html</link><pubDate>Sun, 28 Jun 2026 08:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O segredo das grutas calcárias: como a saliva de artistas da idade do gelo preservou o seu ADN. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-misterio-das-pinturas-rupestres-e-a-busca-por-adn-na-idade-do-gelo-1782210989465.png" data-image="7np2qyxa4ojh"><figcaption>Pinturas rupestres em Taureaux / Grotte de Lascaux, France.</figcaption></figure><p>Uma expedição científica pioneira em grutas calcárias espanholas propõe-se a extrair material genético humano diretamente de pinturas rupestres com mais de <strong>40.000 anos</strong>. </p><div class="texto-destacado">Paramentados com fatos de proteção biológica para blindar as amostras contra contaminações modernas, os investigadores assemelham-se a peritos forenses numa antiga cena de crime. </div><p>O intuito deste projeto inovador é decifrar um autêntico "caso de pessoas desaparecidas" que se estende por milénios, revelando finalmente a verdadeira <strong>identidade dos artistas da Idade do Gelo que imortalizaram veados, cavalos e os emblemáticos estênceis de mãos no interior das rochas</strong>. </p><h2>Uma cápsula do tempo biológica nas paredes de calcário</h2><p>Apesar de a comunidade científica <strong>já ter obtido sucesso na extração de ADN humano a partir de sedimentos de grutas </strong>e de pequenos artefactos escavados no solo, nunca ninguém tinha conseguido recuperar material genético diretamente da própria superfície onde a arte foi criada.</p><div class="texto-destacado">A viabilidade desta empreitada revolucionária depende fundamentalmente de um alinhamento perfeito de condições naturais e de uma boa dose de sorte. </div><p>O primeiro requisito essencial é que os artistas<strong> tenham deixado os seus vestígios biológicos na rocha calcária</strong>, o que pode ter ocorrido através da descamação natural de células da pele ao tocarem na parede. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-misterio-das-pinturas-rupestres-e-a-busca-por-adn-na-idade-do-gelo-1782211098895.png" data-image="lpzf4c28ot8u"><figcaption>Pinturas rupestres em la Cueva de las manos.</figcaption></figure><p>Contudo, uma hipótese ainda mais promissora reside no método de <strong>"pintura em spray" tipicamente utilizado no Paleolítico para criar os estênceis.</strong> Ao desenhar as silhuetas das suas mãos, os artistas <strong>sopravam o pigmento com a boca</strong> ou canalizavam-no através de um osso oco, um processo que inevitavelmente banharia a superfície da rocha com finas gotículas de saliva repletas de ADN. </p><h2>O papel da gruta na preservação do material genético</h2><p>O segundo requisito essencial para o sucesso da investigação prende-se com o papel da <strong>própria gruta como um eficiente agente de conservação natura</strong><strong>l</strong>. Ao longo dos milénios, a lenta infiltração de águas ácidas pelas fendas dissolve o calcário da estrutura, depositando gradualmente uma fina camada de calcite translúcida sobre as pinturas rupestres. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-misterio-das-pinturas-rupestres-e-a-busca-por-adn-na-idade-do-gelo-1782211200306.png" data-image="duqxb70az7a7"><figcaption>Pintura rupestre em Cerro Azul, Guaviare</figcaption></figure><p>Esta película mineral funciona como uma <strong>autêntica cápsula do tempo</strong>, selando a arte de forma hermética e protegendo o frágil material genético subjacente da severa degradação ambiental e de contaminações externas. <strong>As grutas europeias, conhecidas pelos seus ambientes frescos e de temperatura bastante estável</strong>, oferecem condições muito mais propícias à preservação do ADN do que os climas quentes do Sudeste Asiático, onde as tentativas anteriores de outros cientistas falharam. </p><h2>O desafio analítico e as implicações para o futuro da arqueologia</h2><p>O rigoroso processo de amostragem no terreno constitui um enorme desafio técnico para os cientistas. Utilizando bisturis esterilizados, <strong>a equipa raspa a camada protetora de calcite com precisão cirúrgica para extrair minúsculas aparas</strong> do nível inferior onde repousa o pigmento original. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-misterio-das-pinturas-rupestres-e-a-busca-por-adn-na-idade-do-gelo-1782211437797.png" data-image="49qh7tmacdcl"><figcaption>Gravuras de arte rupestre pré-histórica em Twyfelfontein, Kunene, Namíbia, incluindo o famoso Homem-Leão com dedos humanos nos pés e uma pegada na ponta da sua longa.</figcaption></figure><p>Estas valiosas amostras são de seguida enviadas para o Instituto Max Planck, na Alemanha, onde os investigadores procurarão<strong> isolar o ADN antigo </strong>através de técnicas de sequenciação de ponta, distinguindo-o de qualquer contaminação contemporânea. </p><div class="texto-destacado">Se esta expedição alcançar o sucesso desejado, a extração direta de ADN transformará profundamente a nossa compreensão da pré-história. </div><p>A técnica poderá proporcionar<strong> respostas irrefutáveis a questões de longa data, revelando finalmente o sexo dos artistas</strong>, se pertenciam à mesma linhagem familiar e, a <strong>questão mais revolucionária de todas, se eram Homo sapiens ou Neandertais</strong>. Confirmar que os Neandertais criaram estas obras de arte obrigaria a uma reavaliação profunda da sua capacidade criativa e sofisticação cognitiva. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="751648" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/arte-rupestre-mais-antiga-do-mundo-datada-de-67-mil-anos-e-identificada-em-caverna-na-indonesia.html" title="Arte rupestre mais antiga do mundo, datada de 67 mil anos, é identificada em caverna na Indonésia">Arte rupestre mais antiga do mundo, datada de 67 mil anos, é identificada em caverna na Indonésia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/arte-rupestre-mais-antiga-do-mundo-datada-de-67-mil-anos-e-identificada-em-caverna-na-indonesia.html" title="Arte rupestre mais antiga do mundo, datada de 67 mil anos, é identificada em caverna na Indonésia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/arte-rupestre-mais-antiga-do-mundo-datada-de-67-mil-anos-e-identificada-em-caverna-na-indonesia-1769537998455_320.jpg" alt="Arte rupestre mais antiga do mundo, datada de 67 mil anos, é identificada em caverna na Indonésia"></a></article></aside><p>Neste sentido, os investigadores alertam ainda para a urgência destes trabalhos, pois as grutas <strong>são ambientes instáveis e vulneráveis a colapsos ou inundações</strong>, o que ameaça apagar para sempre este inestimável registo da humanidade.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="St.%20Fleur%2C%20Nicholas" data-year="" data-title="Solving%20one%20of%20humanity%E2%80%99s%20oldest%20%E2%80%98missing%20person%E2%80%99%20cases" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nationalgeographic.com%2Fnewsletters%2Farticle%2Fcave-painting-spain-stones-and-bones">St. Fleur, Nicholas. <a href="https://www.nationalgeographic.com/newsletters/article/cave-painting-spain-stones-and-bones" target="_blank" rel="">Solving one of humanity’s oldest ‘missing person’ cases</a>.</cite></p></section><h3><br></h3>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-misterio-das-pinturas-rupestres-e-a-busca-por-adn-da-idade-do-gelo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item></channel></rss>