<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Tue, 27 Oct 2026 15:20:15 +0000</lastBuildDate><pubDate>Tue, 27 Oct 2026 15:20:15 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Previsão mensal para novembro em Portugal: Marta Godinho antecipa que a chuva poderá voltar a ganhar terreno]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-mensal-para-novembro-em-portugal-marta-godinho-antecipa-que-a-chuva-podera-voltar-a-ganhar-terreno.html</link><pubDate>Tue, 27 Oct 2026 15:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Novembro poderá arrancar com temperaturas amenas e pouca chuva em Portugal continental. As tendências do ECMWF apontam para um mês globalmente mais quente do que o normal, enquanto a precipitação poderá ganhar terreno durante a segunda semana e novamente na reta final.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-mensal-para-novembro-em-portugal-marta-godinho-antecipa-que-a-chuva-podera-voltar-a-ganhar-terreno-1793106602990.jpg" data-image="40wcrnz0e9jf" alt="Novembro" title="Novembro"><figcaption>Novembro poderá ser marcado por oscilações na precipitação, alternando períodos mais secos com semanas potencialmente mais chuvosas. Já nas temperaturas, o sinal é mais consistente: o mês poderá ser globalmente mais quente do que o habitual em Portugal.</figcaption></figure><p><strong>Novembro poderá começar com temperaturas bastante amenas e pouca chuva</strong> em Portugal continental, mas a tendência poderá mudar à medida que avançamos no mês. As previsões sub-sazonais do ECMWF apontam para <strong>temperaturas persistentemente acima da média, enquanto a precipitação deverá apresentar uma evolução mais irregular</strong>, com períodos potencialmente mais chuvosos.</p><h2>Novembro arranca seco e com temperaturas acima do normal</h2><p>O primeiro dia de novembro deverá apresentar condições predominantemente estáveis e secas em Portugal continental. As temperaturas máximas serão bastante amenas para a época, ultrapassando os <strong>20 ºC na maioria das capitais de distrito</strong>, com a Guarda entre as poucas exceções.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-mensal-para-novembro-em-portugal-marta-godinho-antecipa-que-a-chuva-podera-voltar-a-ganhar-terreno-1793105138703.jpg" data-image="zghn01v4ul27" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Novembro poderá arrancar com ambiente bastante ameno: a maioria das capitais de distrito deverá superar os 20 ºC, com alguns locais do Centro a aproximarem-se dos 27 ºC.</figcaption></figure><p>Coimbra poderá chegar aos 25 ºC, Santarém aos 26 ºC, enquanto no interior Centro algumas localidades poderão aproximar-se dos <strong>27 ºC</strong>. Mesmo no litoral Norte, cidades como Porto e Braga poderão alcançar cerca de 23 ºC.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>A <strong>circulação de leste terá um papel importante neste cenário</strong>. Ao contrário do habitual fluxo marítimo, os ventos provenientes do interior da Península Ibérica deverão limitar a influência moderadora do Atlântico, permitindo temperaturas elevadas também ao longo do litoral ocidental.</p><h2>De 2 a 9 de novembro: ainda pouca chuva e temperaturas amenas</h2><p>A partir do dia 2, a distância temporal já não permite analisar o estado do tempo com o mesmo detalhe através dos mapas sinópticos. É, por isso, necessário recorrer às previsões sub-sazonais e às anomalias semanais.</p><p>Entre <strong>2 e 9 de novembro</strong>, grande parte de Portugal surge sem um sinal estatisticamente significativo na precipitação. Contudo, no Norte e em algumas zonas do Centro mantém-se uma anomalia negativa, sugerindo que poderá chover <strong>menos do que seria habitual nesta altura do ano</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-mensal-para-novembro-em-portugal-marta-godinho-antecipa-que-a-chuva-podera-voltar-a-ganhar-terreno-1793105296948.jpg" data-image="nvyjjpmz8i53" alt="Anomalia da Precipitação" title="Anomalia da Precipitação"><figcaption>A primeira semana completa de novembro poderá continuar mais seca do que o habitual no Norte e em parte do Centro, enquanto noutras regiões não existe um sinal estatisticamente significativo.</figcaption></figure><p>Nas temperaturas, o sinal é mais claro. A média semanal poderá situar-se aproximadamente <strong>1 a 3 ºC acima dos valores climatológicos</strong> em algumas regiões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-mensal-para-novembro-em-portugal-marta-godinho-antecipa-que-a-chuva-podera-voltar-a-ganhar-terreno-1793105336853.jpg" data-image="fsjuman1hmvp" alt="Anomalia da Temperatura" title="Anomalia da Temperatura"><figcaption>As temperaturas médias deverão permanecer acima do normal entre 2 e 9 de novembro, com anomalias positivas que poderão rondar 1 a 3 ºC em algumas regiões.</figcaption></figure><p>Isto não significa, contudo, que todos os dias ou todas as horas serão mais quentes. Uma anomalia semanal representa a média de todo o período e não exclui dias mais frescos ou noites com temperaturas próximas ou mesmo abaixo do normal.</p><h2>Entre 9 e 16: a chuva poderá finalmente ganhar terreno</h2><p>A segunda semana completa de novembro apresenta uma mudança interessante. O ECMWF começa a mostrar uma <strong>anomalia positiva de precipitação</strong> em Portugal, sobretudo nas regiões do Norte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-mensal-para-novembro-em-portugal-marta-godinho-antecipa-que-a-chuva-podera-voltar-a-ganhar-terreno-1793105399211.jpg" data-image="iii5dv8bsrbb" alt="Anomalia da Precipitação" title="Anomalia da Precipitação"><figcaption>A chuva poderá ganhar terreno na segunda semana do mês, com o Norte a apresentar um sinal de precipitação acima do normal e desvios localmente próximos dos +30 mm.</figcaption></figure><p>Localmente, os acumulados semanais poderão ficar até cerca de <strong>30 mm acima da média climatológica</strong>, sugerindo uma semana potencialmente mais chuvosa.Apesar desta possível alteração do padrão atmosférico, as temperaturas deverão continuar, em média, acima do normal.</p><h2>Segunda quinzena: mais incerteza, mas o sinal quente persiste</h2><p>Entre <strong>16 e 23 de novembro</strong>, grande parte de Portugal continental aparece praticamente sem uma anomalia de precipitação. Isto não significa ausência de chuva, indica simplesmente que o ensemble do ECMWF não apresenta, neste momento, um desvio suficientemente robusto relativamente à climatologia sub-sazonal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-mensal-para-novembro-em-portugal-marta-godinho-antecipa-que-a-chuva-podera-voltar-a-ganhar-terreno-1793105741235.jpg" data-image="n2ifedt0vayb" alt="Anomalia da precipitação" title="Anomalia da precipitação"><figcaption>Entre 16 e 23 de novembro, grande parte de Portugal surge sem uma anomalia de precipitação estatisticamente significativa, indicando que, por enquanto, não existe um sinal robusto de um período mais seco ou mais chuvoso do que o habitual.</figcaption></figure><p>Já na última semana de novembro, o sinal poderá voltar a mudar. As projeções apontam novamente para <strong>anomalias positivas de precipitação</strong>, abrindo a possibilidade de um final de mês mais chuvoso do que o habitual.</p><p>Na temperatura, a evolução prevista é bastante mais consistente. As anomalias positivas poderão manter-se praticamente <strong>até ao final de novembro</strong>, sugerindo um mês globalmente mais quente do que a média.</p><p>Naturalmente, a incerteza aumenta significativamente à medida que avançamos no calendário. Estas previsões permitem identificar tendências, mas não determinar, com várias semanas de antecedência, os dias exatos em que choverá ou as temperaturas que serão registadas.</p><h2>Novembro em resumo: mais quente e com a chuva a oscilar</h2><p>Se as atuais tendências do ECMWF se confirmarem, <strong>novembro poderá ser globalmente mais quente do que o normal em Portugal continental</strong>, com um sinal térmico positivo relativamente persistente ao longo das quatro semanas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795377" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-previsao-do-tempo-para-o-halloween-e-o-dia-de-todos-os-santos-o-que-esperar-no-feriado-em-portugal.html" title="A previsão do tempo para o Halloween e o Dia de Todos os Santos: o que esperar no feriado em Portugal">A previsão do tempo para o Halloween e o Dia de Todos os Santos: o que esperar no feriado em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-previsao-do-tempo-para-o-halloween-e-o-dia-de-todos-os-santos-o-que-esperar-no-feriado-em-portugal.html" title="A previsão do tempo para o Halloween e o Dia de Todos os Santos: o que esperar no feriado em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-previsao-do-tempo-para-o-halloween-e-o-dia-de-todos-os-santos-o-que-esperar-no-feriado-em-portugal-1793103061606_320.jpg" alt="A previsão do tempo para o Halloween e o Dia de Todos os Santos: o que esperar no feriado em Portugal"></a></article></aside><p>A precipitação apresenta uma evolução bem menos linear. <strong>Um</strong> <strong>início do mês potencialmente mais seco, aumento da chuva entre 9 e 16</strong>, ausência de um sinal claro na semana seguinte e nova possibilidade de precipitação acima da média na reta final de novembro.</p><p>Será, por isso, um mês em que as temperaturas parecem apresentar o sinal mais consistente, enquanto a distribuição da chuva continuará a exigir atenção às <strong>próximas atualizações dos modelos</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-mensal-para-novembro-em-portugal-marta-godinho-antecipa-que-a-chuva-podera-voltar-a-ganhar-terreno.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Oeiras Experimenta abre a investigação agrícola à comunidade para enfrentar a seca e o calor]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/oeiras-experimenta-abre-a-investigacao-agricola-a-comunidade-para-enfrentar-a-seca-e-o-calor.html</link><pubDate>Tue, 27 Oct 2026 14:16:40 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Na Quinta de Cima do Marquês de Pombal, voluntários semeiam, acompanham o crescimento das plantas e recolhem amostras usadas em estudos sobre a resistência das culturas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/oeiras-experimenta-abre-a-investigacao-agricola-a-comunidade-para-enfrentar-a-seca-e-o-calor-1793106941263.jpg" data-image="snvadb65skk0" alt="Voluntários e investigadores testam culturas resistentes à seca" title="Voluntários e investigadores testam culturas resistentes à seca"><figcaption>O Oeiras Experimenta mobiliza voluntários no campo para investigar a resistência da produção agrícola às alterações climáticas. Foto: Município de Oeiras</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A manhã começa entre parcelas experimentais na <strong>Quinta de Cima do Marquês de Pombal</strong>, em Oeiras. Há sementeiras para acompanhar, equipamentos para verificar e amostras para recolher. </p><p>Enquanto alguns participantes observam o desenvolvimento das <strong>plantas</strong>, outros ajudam na manutenção dos ensaios ou no registo de dados. Parte do trabalho prossegue, mais tarde, em <strong>laboratório</strong>, onde grãos e outras <strong>amostras</strong> são separados, analisados e catalogados.</p><p>A atividade faz parte do <strong>Oeiras Experimenta</strong>, um laboratório vivo criado em 2024 pelo Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier da Universidade NOVA de Lisboa (ITQB NOVA) e pelo Município de Oeiras, no âmbito do programa <strong>Ciência + Cidadã</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/oeiras-experimenta-abre-a-investigacao-agricola-a-comunidade-para-enfrentar-a-seca-e-o-calor-1793107086678.jpg" data-image="ec3cp0uv9c5n" alt="vista aérea de campo agrícola" title="vista aérea de campo agrícola"><figcaption>A Quinta de Cima do Marquês de Pombal, em Oeiras, acolhe cinco laboratórios vivos de investigação do ITQB NOVA. Foto: Município de Oeiras</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>O intuito é responder a alguns dos <strong>desafios mais relevantes para a agricultura</strong> portuguesa. Quais culturas resistem melhor à escassez de água? Como reduzir o impacto das doenças nas plantas? Será possível produzir alimentos utilizando menos recursos? Para <strong>encontrar respostas</strong>, <strong>investigadores e cidadãos</strong> trabalham lado a lado nos campos experimentais da quinta.</p><h2>Cinco laboratórios, um objetivo comum</h2><p>Instalado na Quinta de Cima, o projeto reúne cinco laboratórios do ITQB NOVA e <strong>15 investigadores</strong>. Embora estudem culturas e problemas distintos, todas as equipas desenvolvem conhecimento que ajuda a agricultura a adaptar-se às <strong>alterações climáticas</strong> e a tornar-se mais sustentável.</p><p>Uma das linhas de investigação centra-se na identificação de culturas mais resilientes à seca e ao calor. O Laboratório de Ecofisiologia e Metabolismo de Plantas (PEML) estuda cereais e espécies alternativas, como o <strong>sorgo</strong>, o <strong>milheto</strong>, a <strong>quinoa</strong> e <strong>variedades antigas de trigo</strong>, visando compreender quais apresentam melhor desempenho sob estresse hídrico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/oeiras-experimenta-abre-a-investigacao-agricola-a-comunidade-para-enfrentar-a-seca-e-o-calor-1793108425837.jpg" data-image="3mf5n74250h7" alt="Oeiras Experimenta" title="Oeiras Experimenta"><figcaption>Oeiras Experimenta promove diferentes iniciativas, desde workshops até visitas abertas a escolas e comunidades. Fotos: ITQB Nova</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A mesma preocupação orienta o trabalho do Laboratório de Genética e Genómica das Características Complexas de Plantas (PlantX), que investiga leguminosas como o <strong>chícharo</strong>, o <strong>tremoço</strong> e o <strong>feijão</strong>. Os investigadores procuram identificar as características que permitem a estas plantas desenvolver-se com menor disponibilidade de água.</p><p>Outra equipa acompanha diferentes <strong>variedades de arroz</strong> cultivadas em condições distintas. O Laboratório de Regulação do Proteoma em Plantas (PRP) pretende investigar se é possível <strong>reduzir o consumo de água</strong> associado a esta cultura sem comprometer a produtividade, uma questão particularmente relevante num país sujeito a períodos recorrentes de seca.</p><h2>Novas equipas ampliam o campo de investigação</h2><p>O projeto alargou este ano a sua atividade com a integração de <strong>duas novas equipas</strong>, reforçando a diversidade de temas estudados. O Laboratório de Genómica Funcional de Plantas (GPlants) dedica-se à <strong>resistência da pereira-rocha ao fogo bacteriano</strong>, uma doença que representa uma ameaça para uma das variedades de fruta mais emblemáticas do país. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O objetivo é contribuir para soluções que reduzam a dependência de tratamentos químicos e aumentem a resiliência das culturas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Já o Laboratório de Micologia Ambiental e Aplicada (AEM) explora estratégias sustentáveis para prevenir <strong>doenças agrícolas</strong> e investiga formas de <strong>valorizar resíduos</strong> da produção de tomate.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761449" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/portugueses-lideram-projeto-para-recuperar-a-tradicao-e-fortalecer-a-agricultura-mediterranica.html" title="Portugueses lideram projeto para recuperar a tradição e fortalecer a agricultura mediterrânica">Portugueses lideram projeto para recuperar a tradição e fortalecer a agricultura mediterrânica</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/portugueses-lideram-projeto-para-recuperar-a-tradicao-e-fortalecer-a-agricultura-mediterranica.html" title="Portugueses lideram projeto para recuperar a tradição e fortalecer a agricultura mediterrânica"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugueses-lideram-projeto-para-recuperar-a-tradicao-e-fortalecer-a-agricultura-mediterranica-1774882019413_320.jpg" alt="Portugueses lideram projeto para recuperar a tradição e fortalecer a agricultura mediterrânica"></a></article></aside><p>Em conjunto, estas linhas de investigação abordam desafios que vão da <strong>gestão da água </strong>à <strong>proteção fitossanitária</strong>, passando pela valorização de subprodutos agrícolas. Os resultados poderão contribuir para identificar as variedades mais resistentes e as práticas de baixo impacto ambiental.</p><h2>Os cidadãos entram no processo científico</h2><p>A <strong>participação da comunidade</strong> é um dos elementos distintivos do Oeiras Experimenta. Os voluntários não assumem apenas um papel de observadores. Colaboram diretamente em várias fases dos trabalhos de investigação, sempre com o acompanhamento das equipas científicas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>As tarefas incluem sementeiras, acompanhamento das culturas, registo de observações, comparação de condições ambientais e apoio nas colheitas. Os participantes podem ainda colaborar no processamento de amostras e na utilização de equipamentos instalados para monitorizar o desenvolvimento das plantas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Esta colaboração reforça a capacidade de recolha de dados no terreno e permite acompanhar os ensaios de forma mais próxima e contínua. Ao mesmo tempo, oferece aos participantes uma <strong>experiência direta com os métodos</strong>, as questões e os desafios que fazem parte da <strong>investigação científica</strong>. </p><p>O envolvimento dos voluntários estende-se também à preparação de <strong>materiais pedagógicos</strong>, receitas sustentáveis e iniciativas dirigidas à comunidade.</p><h2>Como participar no Oeiras Experimenta</h2><p>A participação está aberta a qualquer pessoa interessada, sem necessidade de formação científica prévia. Os interessados podem preencher o formulário disponibilizado pelo ITQB NOVA para integrar a <strong>bolsa de voluntários</strong> e serem contactados para futuras atividades.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Além de um espaço de investigação, a Quinta de Cima tornou-se um local de encontro entre ciência e sociedade. É ali que se testam novas culturas, se recolhem dados e se procuram soluções para uma agricultura mais resiliente.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>À medida que as secas e as temperaturas extremas se tornam mais frequentes, a adaptação da produção alimentar depende tanto do conhecimento científico como da capacidade de o partilhar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/oeiras-experimenta-abre-a-investigacao-agricola-a-comunidade-para-enfrentar-a-seca-e-o-calor-1793108508604.jpg" data-image="dpe7ab49g8ft" alt="Oeiras Experimenta" title="Oeiras Experimenta"><figcaption>O Oeiras Experimenta convida escolas e associações a colaborar em projetos de investigação no terreno. Foto: Município de Oeiras</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>No Oeiras Experimenta, investigadores e cidadãos contribuem para esse objetivo comum, transformando os campos experimentais num <strong>laboratório aberto</strong> onde se procuram <strong>respostas aos desafios agrícolas</strong> das próximas décadas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Munic%C3%ADpio%20de%20Oeiras" data-year="" data-title="Experimenta%20Oeiras%20continua%20a%20crescer" data-url="https%3A%2F%2Fwww.oeiras.pt%2F-%2Foeiras-experimenta-continua-a-crescer">Município de Oeiras. <a href="https://www.oeiras.pt/-/oeiras-experimenta-continua-a-crescer" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Experimenta Oeiras continua a crescer</a>.</cite><br><cite data-author="Fa%C3%A7a%20a%20sua%20inscri%C3%A7%C3%A3o%20para%20participar%20no%20projeto%20Oeiras%20Experimenta%20como%20cientista%20cidad%C3%A3o" data-year="" data-title="Carregue%20no%20link%20para%20aceder%20ao%20formul%C3%A1rio%20disponibilizado%20pelo%20ITQB%20NOVA" data-url="https%3A%2F%2Fforms.cloud.microsoft%2Fpages%2Fresponsepage.aspx%3Fid%3DxxrWPlh2IEKKanW_Wn_iVYMzqCZKospGj34o3mLXATBUQU5GTTFJQ1VJMlRPQ1RBTjI5RThNRDJSRy4u%26route%3Dshorturl">Faça a sua inscrição para participar no projeto Oeiras Experimenta como cientista cidadão. <a href="https://forms.cloud.microsoft/pages/responsepage.aspx?id=xxrWPlh2IEKKanW_Wn_iVYMzqCZKospGj34o3mLXATBUQU5GTTFJQ1VJMlRPQ1RBTjI5RThNRDJSRy4u&route=shorturl" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Carregue no link para aceder ao formulário disponibilizado pelo ITQB NOVA</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/oeiras-experimenta-abre-a-investigacao-agricola-a-comunidade-para-enfrentar-a-seca-e-o-calor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A previsão do tempo para o Halloween e o Dia de Todos os Santos: o que esperar no feriado em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-previsao-do-tempo-para-o-halloween-e-o-dia-de-todos-os-santos-o-que-esperar-no-feriado-em-portugal.html</link><pubDate>Tue, 27 Oct 2026 13:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>De acordo com a mais recente atualização do ECMWF, o próximo fim de semana, marcado pelo Halloween e pelo feriado de Todos os Santos, poderá manter a mesma tendência dos próximos dias.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbrj07y"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbrj07y.jpg" id="xbrj07y"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A última semana deste mês de outubro contará com dias de <strong>maior estabilidade atmosférica</strong>, devido à presença de um anticiclone sobre o continente europeu, assim como também contará com <strong>temperaturas agradáveis durante as tardes</strong>, especialmente a partir de amanhã, quarta-feira, onde as anomalias térmicas positivas voltarão a intensificar-se.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Os <strong>valores acima da média deverão dominar os próximos dias</strong>, especialmente durante as horas mais quentes, no entanto, atenção às noites e manhãs que deverão manter-se frias e com temperaturas que poderão ser dentro do normal ou um pouco abaixo da média, salvo algumas exceções em que mesmo nestes períodos, os valores podem ser um pouco acima do esperado para a altura do ano.</p><h2>Dia 31 de outubro poderá ser um bom dia para "doces ou travessuras"</h2><p>Principalmente para os mais novos, a noite de Halloween, celebrada a 31 de outubro, poderá ser bastante "rentável", uma vez que <strong>a ausência de chuva irá permitir que os mesmos possam andar de porta em porta</strong> em busca de "doces ou travessuras".</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-previsao-do-tempo-para-o-halloween-e-o-dia-de-todos-os-santos-o-que-esperar-no-feriado-em-portugal-1793104071793.jpg" data-image="zrz0b02lilpy" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>Na noite de Halloween, boa parte do continente registará valores um pouco acima da média. Há algumas exceções em que os valores poderão ser abaixo da média (a azul); e outras (branco) em que as temperaturas deverão ser de acordo com a normal climatológica de referência.</figcaption></figure><p>Os nossos mapas de chuva indicam que a mesma se deverá manter afastada de Portugal Continental ao longo de todo o dia e que a nebulosidade presente durante o dia deverá dissipar-se, dando lugar a <strong>uma noite de céu limpo</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795286" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-a-medio-prazo-para-portugal-os-ultimos-dias-de-outubro-trarao-temperaturas-maximas-muito-acima-da-media.html" title="Previsão a médio prazo para Portugal: os últimos dias de outubro trarão temperaturas máximas muito acima da média">Previsão a médio prazo para Portugal: os últimos dias de outubro trarão temperaturas máximas muito acima da média</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-a-medio-prazo-para-portugal-os-ultimos-dias-de-outubro-trarao-temperaturas-maximas-muito-acima-da-media.html" title="Previsão a médio prazo para Portugal: os últimos dias de outubro trarão temperaturas máximas muito acima da média"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-medio-prazo-para-portugal-os-ultimos-dias-de-outubro-trarao-temperaturas-maximas-muito-acima-da-media-1793054428341_320.jpg" alt="Previsão a médio prazo para Portugal: os últimos dias de outubro trarão temperaturas máximas muito acima da média"></a></article></aside><p>Além disto, os nossos mapas de anomalia térmica indicam que, pelas 21h, a <strong>maior parte do continente deve registar valores um pouco acima da média</strong> (até 2 ºC). Assim, esperam-se temperaturas entre os 12 ºC em Bragança e Guarda e os 21 ºC em Lisboa. É expectável que estes valores possam descer nas horas seguintes.</p><h2>Feriado de Todos os Santos contará com temperaturas até 7 ºC acima da média</h2><p>No dia seguinte, Dia de Todos os Santos e dia que marca o início do mês de novembro, esta tendência de tempo seco e soalheiro deverá manter-se, assim como as<strong> temperaturas elevadas para a época</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-previsao-do-tempo-para-o-halloween-e-o-dia-de-todos-os-santos-o-que-esperar-no-feriado-em-portugal-1793103061606.jpg" data-image="hge6h0vhmmig" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>O tempo no fim de semana em que ocorrem o Halloween e o feriado de Todos os Santos deverá manter-se estável e com temperaturas acima da média.</figcaption></figure><p>Segundo a atual previsão, os termómetros poderão registar máximas entre os 18 ºC na Guarda e os 26 ºC em Leiria e Santarém. O Porto poderá contar com 23 ºC e Lisboa com 24 ºC. Desta forma, esperam-se <strong>desvios positivos face à normal climatológica de referência</strong>, onde se esperam temperaturas entre 2 ºC a 6 ºC acima da média nas capitais de distrito e, localmente, estes valores podem ser de até 7 ºC acima do esperado, especialmente ao longo da faixa litoral Centro e Sul.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-previsao-do-tempo-para-o-halloween-e-o-dia-de-todos-os-santos-o-que-esperar-no-feriado-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Guia de alívio da dor no inverno: 5 hábitos fundamentais para proteger as articulações e os músculos do frio intenso]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/guia-de-alivio-da-dor-no-inverno-5-habitos-fundamentais-para-proteger-as-articulacoes-e-os-musculos-do-frio-intenso.html</link><pubDate>Tue, 27 Oct 2026 12:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Alguns estudos associam dores articulares a variações de temperatura. Estas variações podem fazer com que os tendões, músculos e tecidos adjacentes se expandam, resultando numa redução da mobilidade, rigidez e dor.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/guia-contra-el-dolor-invernal-5-habitos-clave-para-proteger-tus-articulaciones-y-musculos-del-frio-extremo-1792215170070.jpg" data-image="ykwb8dsshaus" alt="As pessoas que vivem com dores nas articulações, causadas por condições como a artrite reumatoide, apercebem-se frequentemente quando as temperaturas descem." title="As pessoas que vivem com dores nas articulações, causadas por condições como a artrite reumatoide, apercebem-se frequentemente quando as temperaturas descem."><figcaption>As pessoas que vivem com dores nas articulações, causadas por condições como a artrite reumatoide, apercebem-se frequentemente quando as temperaturas descem.</figcaption></figure><p>O <strong>frio extremo do inverno provoca a contração dos vasos sanguíneos, aumenta a rigidez muscular e piora as dores articulares</strong>. A descida das temperaturas pode reduzir a lubrificação das articulações, levando a uma maior rigidez. À medida que chega o tempo mais frio, os especialistas incentivam as pessoas a tomarem cuidados específicos, que abordaremos neste artigo.</p><p>A temperaturas mais baixas e sob menor pressão barométrica, <strong>o líquido sinovial pode expandir-se e tornar-se mais espesso</strong>, o que aumenta a inflamação e reduz a mobilidade das articulações. Além disso, durante o inverno, o corpo necessita de fazer um maior esforço para se manter quente, criando condições que podem contribuir para o aparecimento de rigidez e dores nas articulações.</p><div class="texto-destacado">Para proteger as suas articulações e músculos, os especialistas recomendam manter-se ativo com exercícios de aquecimento dinâmico, vestir-se em camadas para garantir o isolamento térmico, manter uma hidratação adequada e uma dieta anti-inflamatória, utilizar terapia de calor localizada e evitar a inatividade prolongada em ambientes fechados.</div><p>As pessoas que vivem com dores articulares associadas a condições como a artrite, a artrite reumatoide, o lúpus ou a fibromialgia <strong>notam frequentemente os efeitos assim que as temperaturas descem</strong>, altura em que a dor nas articulações se torna mais evidente.</p><p>É verdade que <strong>o tempo frio faz com que os músculos se contraiam</strong>, o que pode levar a uma redução da mobilidade e da flexibilidade das articulações. Alguns estudos associam também as<strong> dores articulares às variações de temperatura</strong>. Estas alterações podem fazer com que os tendões, músculos e tecidos adjacentes se expandam, resultando numa menor mobilidade, rigidez e dor.</p><h2>Como pode proteger as suas articulações do frio e prevenir lesões?</h2><p>Proteger as articulações do frio implica mais do que simplesmente usar roupa mais quente. <strong>A prática regular de movimentos para manter a mobilidade, a hidratação adequada e uma alimentação saudável são também importantes</strong>. Aqui estão algumas recomendações para ajudar a reduzir o risco de lesões.</p><ol> <li>Realize <strong>exercícios de mobilidade articular</strong> envolvendo o pescoço, ombros, ancas, joelhos e tornozelos.</li> <li>Use <strong>vestuário adequado e proteja as áreas vulneráveis</strong>. Vista-se com camadas térmicas e tenha especial atenção para cobrir os joelhos, cotovelos e mãos. Lã, tecidos térmicos e peças de compressão são opções recomendadas.</li> <li><strong>Mantenha os pés quentes</strong> com palmilhas térmicas e meias grossas.</li> <li><strong>Mantenha-se hidratado</strong> e siga uma dieta nutritiva durante o inverno. Inclua alimentos com propriedades anti-inflamatórias, como o açafrão-da-terra, o gengibre, o peixe rico em gorduras saudáveis e as castanhas.</li> <li><strong>Aplique calor suave e localizado nas articulações rígidas</strong>. Alongamentos estáticos ligeiros após a atividade física também podem ajudar.</li> </ol><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guia-contra-el-dolor-invernal-5-habitos-clave-para-proteger-tus-articulaciones-y-musculos-del-frio-extremo-1792215965413.jpg" data-image="cf0ae5vljcd5" alt="O tempo frio faz com que os músculos fiquem tensos, o que pode levar a uma redução da mobilidade e da flexibilidade das articulações." title="O tempo frio faz com que os músculos fiquem tensos, o que pode levar a uma redução da mobilidade e da flexibilidade das articulações."><figcaption>O tempo frio faz com que os músculos fiquem tensos, o que pode levar a uma redução da mobilidade e da flexibilidade das articulações.</figcaption></figure><p><strong>Adotar uma alimentação mais saudável</strong>, baseada em alimentos integrais e não processados — como a dieta mediterrânica —, <strong>pode ajudar a reduzir a inflamação</strong> ao proporcionar uma ingestão equilibrada de proteínas, ácidos gordos, vitaminas e outros nutrientes que auxiliam a resposta inflamatória do organismo.</p><p>Isto significa<strong> escolher frutas e legumes coloridos</strong>, cereais integrais, peixe, carnes magras e gorduras saudáveis, como castanhas e abacates.</p><h2>Tratamentos</h2><p>Certos procedimentos, como os <strong>bloqueios nervosos, podem proporcionar um alívio direcionado a pessoas que sofrem de dor crónica</strong>. Estes tratamentos minimamente invasivos envolvem injeções que bloqueiam os sinais de dor provenientes de nervos específicos, podendo oferecer um alívio rápido para diversas condições.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794183" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-torre-eiffel-cresce-no-verao-e-encolhe-no-inverno-as-curiosidades-do-monumento-que-reage-as-estacoes-do-ano.html" title="A Torre Eiffel cresce no verão e encolhe no inverno: as curiosidades do monumento que reage às estações do ano">A Torre Eiffel cresce no verão e encolhe no inverno: as curiosidades do monumento que reage às estações do ano</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-torre-eiffel-cresce-no-verao-e-encolhe-no-inverno-as-curiosidades-do-monumento-que-reage-as-estacoes-do-ano.html" title="A Torre Eiffel cresce no verão e encolhe no inverno: as curiosidades do monumento que reage às estações do ano"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-torre-eiffel-crece-en-verano-y-se-encoge-en-invierno-1792402798824_320.jpeg" alt="A Torre Eiffel cresce no verão e encolhe no inverno: as curiosidades do monumento que reage às estações do ano"></a></article></aside><p>Estes tratamentos são comummente utilizados para condições como <strong>dor lombar e desconforto articular</strong>. Um médico especializado em cuidados paliativos pode avaliar a condição e recomendar o tratamento adequado.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Joseph%20L%20Rabe%2C%20M.D." data-year="2023" data-title="5%20Ways%20to%20Reduce%20Joint%20Pain%20and%20Stiffness%20This%20Winter%20Season" data-url="https%3A%2F%2Fwww-summahealth-org.translate.goog%2Fblog%2Fentries%2F2023%2F01%2F5-ways-to-reduce-joint-pain-and-stiffness-this-winter-season%3F_x_tr_sl%3Den%26_x_tr_tl%3Des%26_x_tr_hl%3Des%26_x_tr_pto%3Dtc">Joseph L. Rabe, M.D. (2023). <a href="https://www-summahealth-org.translate.goog/blog/entries/2023/01/5-ways-to-reduce-joint-pain-and-stiffness-this-winter-season?_x_tr_sl=en&_x_tr_tl=es&_x_tr_hl=es&_x_tr_pto=tc" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">5 Ways to Reduce Joint Pain and Stiffness This Winter Season</a>.</cite><br><cite data-author="Kathleen%20Keely%20Boyle%2C%20M.D." data-year="2026" data-title="Why%20joint%20pain%20is%20worse%20in%20cold%20weather%2C%20and%204%20proven%20ways%20to%20manage%20it" data-url="https%3A%2F%2Futswmed-org.translate.goog%2Fmedblog%2Fwinter-weather-joint-pain%2F%3F_x_tr_sl%3Den%26_x_tr_tl%3Des%26_x_tr_hl%3Des%26_x_tr_pto%3Dtc">Kathleen Keely Boyle, M.D. (2026). <a href="https://utswmed-org.translate.goog/medblog/winter-weather-joint-pain/?_x_tr_sl=en&_x_tr_tl=es&_x_tr_hl=es&_x_tr_pto=tc" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Why joint pain is worse in cold weather, and 4 proven ways to manage it</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/guia-de-alivio-da-dor-no-inverno-5-habitos-fundamentais-para-proteger-as-articulacoes-e-os-musculos-do-frio-intenso.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Previsão a médio prazo para Portugal: os últimos dias de outubro trarão temperaturas máximas muito acima da média]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-a-medio-prazo-para-portugal-os-ultimos-dias-de-outubro-trarao-temperaturas-maximas-muito-acima-da-media.html</link><pubDate>Tue, 27 Oct 2026 10:35:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A reta final de outubro trará uma mudança significativa do tempo em Portugal. Depois de alguma chuva esta terça-feira, a estabilidade regressa e as temperaturas máximas poderão ficar até 8 ºC acima da média em alguns locais.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbrewnq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbrewnq.jpg" id="xbrewnq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A reta final de outubro deverá ficar marcada por pouca chuva e por uma subida significativa das temperaturas máximas em Portugal continental. Depois da passagem de uma frente fria pouco ativa esta terça-feira, a estabilidade deverá ganhar terreno e os <strong>termómetros poderão aproximar-se localmente dos 29 ºC antes da entrada em novembro.</strong></p><h2>Terça-feira começa com chuva no Norte e Centro</h2><p>Durante a manhã desta terça-feira, dia 27, uma <strong>frente fria já pouco ativa</strong> irá entrar pelo noroeste de Portugal continental. A precipitação será, em geral, fraca a moderada e afetará sobretudo os <strong>distritos mais próximos do litoral Norte</strong>, como Viana do Castelo, Braga e Porto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-medio-prazo-para-portugal-os-ultimos-dias-de-outubro-trarao-temperaturas-maximas-muito-acima-da-media-1793054140168.jpg" data-image="58neiu3jq2x3" alt="Chuva (mm)" title="Chuva (mm)"><figcaption>Uma frente fria pouco ativa traz chuva ao Norte e Centro esta terça-feira, sobretudo aos distritos do litoral, enquanto o Sul permanece mais seco e com maiores abertas.</figcaption></figure><p>Com o avanço da frente, alguns períodos de chuva <strong>poderão chegar a Aveiro e, posteriormente, a zonas do interior Centro, nomeadamente Viseu.</strong> Simultaneamente, a nebulosidade deverá aumentar nestas regiões, enquanto no Sul e em grande parte do interior serão possíveis períodos mais prolongados de céu pouco nublado ou mesmo limpo.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>As temperaturas manter-se-ão, de forma geral, próximas dos valores habituais para esta altura do ano, embora algumas regiões do interior possam registar valores ligeiramente superiores à média. Segundo as atuais previsões, esta poderá ser <strong>a última passagem de chuva até ao final de outubro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-medio-prazo-para-portugal-os-ultimos-dias-de-outubro-trarao-temperaturas-maximas-muito-acima-da-media-1793054210971.jpg" data-image="001whm5eb4mt" alt="Anomalia média semanal da precipitação" title="Anomalia média semanal da precipitação"><figcaption>A semana será bastante mais seca do que o habitual em Portugal continental, com anomalias negativas de precipitação que poderão atingir cerca de 60 mm no litoral Norte e Centro.</figcaption></figure><p><strong>Esta tendência mais seca é também evidente nas previsões semanais do ECMWF.</strong> Entre 26 de outubro e 2 de novembro,<strong> Portugal continental apresenta uma anomalia negativa de precipitação, </strong>particularmente expressiva no litoral Norte e Centro, onde poderão registar-se, no conjunto da semana, valores até cerca de 60 mm inferiores ao climatologicamente esperado.</p><h2>Quarta-feira (28) a estabilidade regressa e máximas começam a subir ligeiramente</h2><p>Na quarta-feira, dia 28, o panorama será já maioritariamente estável, embora com nebulosidade variável e períodos de céu limpo. As temperaturas máximas deverão começar a subir. Na região de Lisboa e em vários pontos do Alentejo poderão alcançar os <strong>24 a 25 ºC</strong>, enquanto no interior Centro algumas localidades poderão rondar os 23 a 24 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-medio-prazo-para-portugal-os-ultimos-dias-de-outubro-trarao-temperaturas-maximas-muito-acima-da-media-1793054311633.jpg" data-image="pmcof22dn0ea" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>A estabilidade regressa na quarta-feira e as temperaturas começam a subir: Lisboa e vários pontos do Alentejo poderão alcançar máximas de 24 a 25 ºC.</figcaption></figure><p>O contraste será evidente com o litoral Norte e parte do litoral Centro, onde a influência marítima deverá manter os termómetros mais contidos, com máximas localmente entre <strong>15 e 18 ºC</strong>. Ainda assim, esta será apenas a primeira fase de uma subida mais expressiva prevista para os dias seguintes.</p><h2>Sexta-feira (30) poderá trazer máximas 5 a 8 ºC acima da média</h2><p>Entre quinta e sexta-feira, um centro de baixas pressões deverá aproximar-se do Atlântico próximo da Península Ibérica, embora permaneça, de acordo com a previsão atual, suficientemente afastado para não provocar uma mudança significativa do tempo em Portugal.</p><p>Em contrapartida, as temperaturas máximas deverão aumentar de forma bastante expressiva. A <strong>sexta-feira, dia 30</strong>, destaca-se atualmente como um dos dias mais quentes deste período.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-medio-prazo-para-portugal-os-ultimos-dias-de-outubro-trarao-temperaturas-maximas-muito-acima-da-media-1793054416228.jpg" data-image="uc1guwfhb5o5" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Sexta-feira poderá ser um dos dias mais quentes desta reta final de outubro, com vários locais nos 25 a 27 ºC e valores próximos dos 29 ºC no vale do Tejo.</figcaption></figure><p>Todas as capitais de distrito poderão ultrapassar os 20 ºC, enquanto Lisboa, Santarém, Évora, Beja e várias outras regiões do Centro e Sul poderão atingir <strong>25 a 27 ºC</strong>.No vale do Tejo, algumas localidades, como Coruche, poderão mesmo aproximar-se dos <strong>29 ºC</strong>. Não se trata de calor comparável ao verão, mas os valores serão muito elevados para o final de outubro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-medio-prazo-para-portugal-os-ultimos-dias-de-outubro-trarao-temperaturas-maximas-muito-acima-da-media-1793054428341.jpg" data-image="m4iyuiv9y04e" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"><figcaption>As temperaturas máximas poderão ficar cerca de 5 a 8 ºC acima do normal em grande parte do país, um desvio bastante expressivo a apenas dois dias da entrada em novembro.</figcaption></figure><p>O mapa de anomalias térmicas mostra máximas cerca de <strong>5 a 8 ºC acima da média</strong> em grande parte do território, com desvios localmente ainda superiores no Centro.</p><h2>Novembro poderá começar com temperaturas ainda acima da média</h2><p>Este episódio não deverá ficar limitado a sexta-feira. Durante sábado (31) e domingo (1 de novembro), as temperaturas máximas poderão continuar acima dos valores climatologicamente esperados, pelo que<strong> novembro poderá começar ainda com ambiente bastante ameno durante as tardes</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-a-medio-prazo-para-portugal-os-ultimos-dias-de-outubro-trarao-temperaturas-maximas-muito-acima-da-media-1793054594190.jpg" data-image="zqsg4fxxbvdm" alt="Situação sinótica" title="Situação sinótica"><figcaption>Novembro poderá começar sob a influência de um robusto anticiclone centrado nas Ilhas Britânicas e estendido em direção à Península Ibérica, favorecendo a persistência de tempo estável em Portugal.</figcaption></figure><p>Para segunda-feira, dia 2, o ECMWF projeta uma configuração particularmente interessante, um <strong>robusto centro de altas pressões sobre as Ilhas Britânicas</strong>, estendendo a sua influência em direção à Península Ibérica.</p><div class="texto-destacado">Uma configuração deste género não é inédita nesta época. Os bloqueios anticiclónicos são padrões recorrentes no setor euro-atlântico e também podem ocorrer durante o outono, interrompendo ou desviando temporariamente a progressão habitual das depressões atlânticas.</div><p>Neste cenário, as depressões e respetivas frentes tendem a ser desviadas em torno da periferia das altas pressões, favorecendo períodos mais persistentes de estabilidade em algumas regiões.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795146" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-acores-devera-continuar-instavel-ha-mais-uma-frente-a-caminho-e-pode-chegar-ja-na-quarta-feira.html" title="Tempo nos Açores deverá continuar instável: há mais uma frente a caminho e pode chegar já na quarta-feira (28)">Tempo nos Açores deverá continuar instável: há mais uma frente a caminho e pode chegar já na quarta-feira (28)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-acores-devera-continuar-instavel-ha-mais-uma-frente-a-caminho-e-pode-chegar-ja-na-quarta-feira.html" title="Tempo nos Açores deverá continuar instável: há mais uma frente a caminho e pode chegar já na quarta-feira (28)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nos-acores-devera-continuar-instavel-ha-mais-uma-frente-a-caminho-e-pode-chegar-ja-na-quarta-feira-1792974019477_320.jpg" alt="Tempo nos Açores deverá continuar instável: há mais uma frente a caminho e pode chegar já na quarta-feira (28)"></a></article></aside><p>No entanto, estamos já a falar do limite desta previsão a sete dias. <strong>A posição, intensidade e extensão deste anticiclone ainda poderão sofrer alterações nas próximas atualizações</strong>, sendo particularmente importante acompanhar a evolução dos modelos nos próximos dias.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-a-medio-prazo-para-portugal-os-ultimos-dias-de-outubro-trarao-temperaturas-maximas-muito-acima-da-media.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Astrónomos identificam candidata a primeira estrela verde alguma vez observada no Universo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-identificam-candidata-a-primeira-estrela-verde-ja-observada-no-universo.html</link><pubDate>Tue, 27 Oct 2026 10:04:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Astrónomos identificaram, pela primeira vez, uma estrela que pode parecer verde ao olho humano. A descoberta chama a atenção por causa da cor incomum, já que as estrelas costumam ser percebidas em tons de azul, branco, amarelo ou vermelho.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-identificam-candidata-a-primeira-estrela-verde-ja-observada-no-universo-1792956236344.png" data-image="zlwbh047hqau" alt="Astrónomos identificaram uma anã branca que pode parecer verde ao olho humano, uma cor incomum entre as estrelas." title="Astrónomos identificaram uma anã branca que pode parecer verde ao olho humano, uma cor incomum entre as estrelas."><figcaption>Astrónomos identificaram uma anã branca que pode parecer verde ao olho humano, uma cor incomum entre as estrelas.</figcaption></figure><p><strong>Estrelas verdes eram consideradas improváveis de existir porque a luz que emitem não fica verde para o olho humano</strong>. Mesmo quando há uma emissão intensa em comprimentos de onda verdes, a estrela também emite luz noutras regiões do espectro visível e é interpretada como branca ou amarelada.</p><p>O Sol, por exemplo, apresenta um pico de emissão próximo à região verde do espectro, mas quando estas componentes chegam aos nossos olhos, são percebidas como brancas. <strong>Já da Terra, o Sol também pode parecer amarelado devido à dispersão atmosférica.</strong></p><p><strong>Um novo estudo sobre anãs brancas descreve a descoberta da primeira estrela que poderia parecer verde ao olho humano.</strong> Diferente do caso de estrelas cujo espectro apenas apresenta emissão intensa nessa faixa, o objeto foi apontado como um possível exemplo de aparência visual verde. </p><h2>Por que não existem estrelas verdes?</h2><p>As estrelas verdes não são observadas porque a sua emissão luminosa abrange uma faixa do espectro visível maior. <strong>Mesmo quando a intensidade da radiação atinge o seu máximo nessa região, outras cores também são emitidas. </strong>A combinação destes comprimentos de onda é interpretada como branco ou amarelado.</p><div class="texto-destacado">Este comportamento está relacionado à radiação térmica emitida pelas estrelas, cujo espectro depende principalmente da sua temperatura. </div><p><strong>Como a emissão se distribui por diferentes comprimentos de onda, não basta haver um pico na região verde para produzir esta perceção de cor.</strong> Assim, embora existam estrelas com emissão intensa nessa faixa, estas normalmente não apresentam uma aparência verde para observadores humanos.</p><h2>Estrela verde encontrada</h2><p>Num novo artigo, os astrónomos anunciaram que encontraram uma estrela que pode ser verde aos olhos humanos. <strong>A estrela verde, chamada de WD J13306435, está localizada na constelação de Draco. </strong>A presença de cálcio, sódio e lítio na estrela está associada à sua assinatura espectral incomum.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-identificam-candidata-a-primeira-estrela-verde-ja-observada-no-universo-1792956633415.png" data-image="os1u164xlyda" alt="A anã branca WD J13306435, na constelação de Draco, apresenta características espectrais que indicam uma possível aparência verde. Crédito: Hollands et al. 2026" title="A anã branca WD J13306435, na constelação de Draco, apresenta características espectrais que indicam uma possível aparência verde. Crédito: Hollands et al. 2026"><figcaption>A anã branca WD J13306435, na constelação de Draco, apresenta características espectrais que indicam uma possível aparência verde. Crédito: Hollands et al. 2026</figcaption></figure><p><strong>Estes elementos podem ter origem em material rochoso de corpos celestes que se aproximaram demais da anã branca e foram destruídos pela gravidade.</strong> Os detritos resultantes podem contaminar a atmosfera estelar, alterando a forma como esta absorve e emite luz.</p><h2>Uma paleta de cores</h2><p>Ao analisar dados espectrais de 151 anãs brancas localizadas a até 65 anos-luz da Terra, os investigadores identificaram várias cores possíveis para estes objetos.<strong> Além da tonalidade verde de uma das estrelas, outra apresentou uma aparência semelhante ao rosa-salmão.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794045" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/morte-do-sol-eis-o-que-podera-acontecer-a-terra-daqui-a-cinco-mil-milhoes-de-anos.html" title="Morte do Sol: eis o que poderá acontecer à Terra daqui a cinco mil milhões de anos">Morte do Sol: eis o que poderá acontecer à Terra daqui a cinco mil milhões de anos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/morte-do-sol-eis-o-que-podera-acontecer-a-terra-daqui-a-cinco-mil-milhoes-de-anos.html" title="Morte do Sol: eis o que poderá acontecer à Terra daqui a cinco mil milhões de anos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mort-du-soleil-voici-ce-qui-pourrait-arriver-a-la-terre-dans-cinq-milliards-d-annees-1792080159368_320.jpeg" alt="Morte do Sol: eis o que poderá acontecer à Terra daqui a cinco mil milhões de anos"></a></article></aside><p>Também foram identificadas tonalidades azuladas e rosa-arroxeadas, <strong>relacionadas às diferenças de temperatura e às propriedades químicas das atmosferas estelares. </strong>Com estes dados, os investigadores estimaram como a radiação seria percebida pelo olho humano.</p><h2>Sol é verde?</h2><p>Uma curiosidade é que o Sol é uma estrela que apresenta o seu pico de emissão na região verde do espectro visível. <strong>No entanto, diferente da WD J13306435, nós não observamos o Sol como verde porque ele emite em vários comprimentos de onda. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-identificam-candidata-a-primeira-estrela-verde-ja-observada-no-universo-1792956372157.png" data-image="sb5wgjgrh7ys" alt="O estudo também revelou anãs brancas com diferentes tonalidades, incluindo azuladas, esverdeadas e rosa-salmão, quase como um rosa intenso. Crédito: Hollands et al. 2026" title="O estudo também revelou anãs brancas com diferentes tonalidades, incluindo azuladas, esverdeadas e rosa-salmão, quase como um rosa intenso. Crédito: Hollands et al. 2026"><figcaption>O estudo também revelou anãs brancas com diferentes tonalidades, incluindo azuladas, esverdeadas e rosa-salmão, quase como um rosa intenso. Crédito: Hollands et al. 2026</figcaption></figure><p><strong>A cor percebida depende da distribuição espectral completa da luz, e não apenas do comprimento de onda em que a emissão é máxima. </strong>Na superfície da Terra, a atmosfera dispersa os comprimentos de onda mais curtos, o que pode fazer o Sol parecer amarelado quando está próximo do horizonte.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Hollands%20et%20al" data-year="2026" data-title="Any%20colour%20you%20like%3A%20the%20diverse%20chromaticities%20of%20white%20dwarfs" data-url="https%3A%2F%2Facademic.oup.com%2Frasti%2Farticle%2Fdoi%2F10.1093%2Frasti%2Frzag069%2F8914458%3Fsearchresult%3D1%26login%3Dfalse">Hollands et al. (2026). <a href="https://academic.oup.com/rasti/article/doi/10.1093/rasti/rzag069/8914458?searchresult=1&login=false" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Any colour you like: the diverse chromaticities of white dwarfs</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-identificam-candidata-a-primeira-estrela-verde-ja-observada-no-universo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Frente fria chega aos Açores amanhã (28) com chuva e rajadas até 100 km/h: ECMWF revela as ilhas mais afetadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frente-fria-chega-aos-acores-amanha-28-com-chuva-e-rajadas-ate-100-km-h-ecmwf-revela-as-ilhas-mais-afetadas.html</link><pubDate>Tue, 27 Oct 2026 09:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O vento deverá intensificar-se nos Açores entre quarta e quinta-feira, com rajadas na ordem dos 100 km/h na Ilha das Flores, devido à passagem de uma nova frente fria. O ECMWF prevê também acumulados de precipitação significativos em algumas ilhas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbrdwku"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbrdwku.jpg" id="xbrdwku"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma <strong>frente fria deverá atravessar os Açores entre quarta-feira, 28, e quinta-feira, 29 de outubro</strong>, contribuindo para um agravamento da instabilidade atmosférica, com precipitação e períodos de vento mais intenso em diferentes ilhas do arquipélago.</p><p>Segundo as projeções do modelo europeu <strong>ECMWF</strong>, a evolução deste sistema frontal poderá favorecer uma <strong>distribuição irregular da chuva e das rajadas de vento</strong>. Enquanto algumas localidades do grupo Central apresentam acumulados de precipitação mais elevados, o setor ocidental poderá registar rajadas próximas dos <strong>100</strong><strong> km/h</strong> durante a madrugada de quarta-feira.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>A passagem da frente fria deverá provocar alterações nas condições meteorológicas ao longo destes dois dias, embora os <strong>efeitos possam variar consideravelmente entre ilhas, em função da evolução do sistema</strong> e das características geográficas de cada região.</p><h2>Quarta-feira: rajadas mais intensas aproximam-se dos grupos Ocidental e Central</h2><p>Durante a noite de <strong>quarta-feira, 28 de outubro</strong>, a aproximação e a passagem do sistema frontal deverão contribuir para períodos de vento mais intenso nos grupos Ocidental e Central.</p><p>Entre as 06h e as 07h, a Ilha das Flores poderá registar rajadas com velocidade próxima aos <strong>100 km/h</strong>. Pelas <strong>21h</strong>, o ECMWF projeta rajadas próximas dos <strong>55 a 60 km/h em Angra do Heroísmo</strong>, na ilha Terceira, enquanto em Velas, na ilha de São Jorge, os valores poderão aproximar-se dos <strong>40 km/h</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-aos-acores-amanha-28-com-chuva-e-rajadas-ate-90-km-h-ecmwf-revela-as-ilhas-mais-afetadas-1793054459531.jpg" data-image="o7k7282zy88n" alt="rajadas de vento" title="rajadas de vento"><figcaption>O Grupo Ocidental poderá registar rajadas máximas de até 100 km/h na madrugada de quarta-feira, 28.</figcaption></figure><p>Na Horta, no Faial, e nas Lajes do Pico, as rajadas previstas são inferiores, situando-se perto dos <strong>25 a 30 km/h</strong>. Estas diferenças evidenciam que os efeitos da situação meteorológica não deverão ser uniformes entre as ilhas.</p><p>A <strong>Terceira poderá apresentar algumas das rajadas mais fortes do grupo Central</strong> neste período. A intensidade do vento dependerá da evolução do sistema frontal e da exposição de cada localidade, podendo verificar-se valores superiores em zonas particularmente expostas.</p><h2>Madrugada de quinta-feira: vento mais intenso no setor oriental</h2><p>Durante a madrugada de <strong>quinta-feira, 29 de outubro</strong>, a evolução do sistema frontal deverá favorecer a deslocação para leste da área onde são previstas as rajadas mais intensas, com particular destaque para a ilha de São Miguel.</p><p>À <strong>meia-noite</strong>, os valores projetados para a ilha de São Miguel aproximam-se dos <strong>60 km/h em Ponta Delgada</strong> e dos <strong>65 a 70 km/h na região de Nordeste</strong>, constituindo alguns dos valores mais elevados identificados nos mapas analisados.</p><p>Entre as <strong>05h e as 07h de quinta-feira</strong>, as rajadas de vento deverão ganhar velocidade, como podemos observar no mapa abaixo, podendo alcançar os <strong>90 km/h</strong>, devendo este ser o período mais crítico em relação ao vento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-aos-acores-amanha-28-com-chuva-e-rajadas-ate-90-km-h-ecmwf-revela-as-ilhas-mais-afetadas-1793054250181.jpg" data-image="1zf9alr75462" alt="rajadas de vento" title="rajadas de vento"><figcaption>O Grupo Oriental poderá registar um aumento da velocidade de rajada, onde as mesmas poderão atingir ou mesmo ultrapassar os 90 km/h.</figcaption></figure><p>A previsão coloca <strong>São Miguel entre as ilhas mais expostas ao vento durante este período</strong>. A intensidade e a localização dos valores máximos poderão, contudo, sofrer alterações nas próximas atualizações.</p><h2>Ao longo da manhã, vento deverá perder intensidade em várias ilhas</h2><p>A evolução das projeções para as <strong>03h, 06h, 09h e 12h de quinta-feira</strong> aponta para uma tendência de diminuição das rajadas em diversas localidades do grupo Central.</p><p>Em Angra do Heroísmo, os valores descem para cerca de <strong>25 a 30 km/h</strong>, enquanto na Horta se mantêm geralmente entre <strong>25 e 35 km/h</strong>. Em Velas e no Topo, na ilha de São Jorge, poderão continuar a registar-se rajadas próximas dos <strong>35 a 40 km/h</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/rajadas-ate-65-km-h-nos-acores-ecmwf-revela-onde-o-vento-sera-mais-intenso-entre-quarta-e-quinta-feira-1793040713126.jpg" data-image="or5v6grcidm1" alt="Vento deverá perder intensidade em várias ilhas durante a manhã" title="Vento deverá perder intensidade em várias ilhas durante a manhã"><figcaption>Ao início da tarde de quinta-feira, as projeções do ECMWF apontam para rajadas próximas dos 25 a 35 km/h na Horta e em Angra do Heroísmo, enquanto em São Jorge poderão persistir valores próximos dos 40 km/h.</figcaption></figure><p>A diminuição das rajadas em várias localidades do grupo Central sugere uma <strong>alteração gradual das condições de vento ao longo da manhã</strong>. Ainda assim, a evolução poderá ser diferente entre ilhas, sobretudo nas zonas costeiras mais expostas e nas áreas de maior altitude, onde o relevo pode influenciar a intensidade das rajadas.</p><h2>Precipitação acumulada: diferenças significativas entre as ilhas</h2><p>No mapa de precipitação acumulada válido para as <strong>12h de quinta-feira, 29 de outubro</strong>, destacam-se valores próximos dos <strong>25 mm na região da Horta</strong>, na ilha do Faial. Na Praia, na Graciosa, os acumulados aproximam-se dos <strong>10 mm</strong>, enquanto em Velas, em São Jorge, e nas Lajes do Pico poderão situar-se entre os <strong>1</strong><strong>5 a 45 mm</strong>.</p><p>Na Terceira, Angra do Heroísmo apresenta valores próximos dos <strong>4</strong><strong>0 mm</strong>. Em São Miguel, os acumulados projetados aproximam-se dos<strong> 40 mm</strong>, consoante a localidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-aos-acores-amanha-28-com-chuva-e-rajadas-ate-100-km-h-ecmwf-revela-as-ilhas-mais-afetadas-1793054747133.jpg" data-image="oqhqekqewkcq" alt="precipitação acumulada" title="precipitação acumulada"><figcaption>O Grupo Central poderá registar os maiores acumulados de precipitação, entre quarta e quinta-feira.</figcaption></figure><p>A distribuição prevista da precipitação evidencia diferenças entre as ilhas, com o <strong>Pico a apresentar um dos acumulados mais elevados</strong> entre as localidades analisadas. A evolução da frente fria e a influência do relevo poderão contribuir para esta variabilidade espacial, pelo que os valores poderão ser diferentes mesmo entre localidades da mesma ilha.</p><h2>Como deverá evoluir a situação até ao final de quinta-feira?</h2><p>De acordo com os nossos mapas, as alterações nos valores de precipitação acumulada serão relativamente pequenas nas horas seguintes, sugerindo que uma <strong>parte importante da precipitação contabilizada poderá já ter ocorrido antes do início da tarde</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795146" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-acores-devera-continuar-instavel-ha-mais-uma-frente-a-caminho-e-pode-chegar-ja-na-quarta-feira.html" title="Tempo nos Açores deverá continuar instável: há mais uma frente a caminho e pode chegar já na quarta-feira (28)">Tempo nos Açores deverá continuar instável: há mais uma frente a caminho e pode chegar já na quarta-feira (28)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-acores-devera-continuar-instavel-ha-mais-uma-frente-a-caminho-e-pode-chegar-ja-na-quarta-feira.html" title="Tempo nos Açores deverá continuar instável: há mais uma frente a caminho e pode chegar já na quarta-feira (28)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nos-acores-devera-continuar-instavel-ha-mais-uma-frente-a-caminho-e-pode-chegar-ja-na-quarta-feira-1792974019477_320.jpg" alt="Tempo nos Açores deverá continuar instável: há mais uma frente a caminho e pode chegar já na quarta-feira (28)"></a></article></aside><p><strong>A distribuição da precipitação deverá continuar a apresentar diferenças entre as ilhas</strong>, mesmo após a passagem da frente fria. Os acumulados previstos evidenciam a influência das condições atmosféricas e das características geográficas do arquipélago, podendo ocorrer variações importantes entre localidades próximas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frente-fria-chega-aos-acores-amanha-28-com-chuva-e-rajadas-ate-100-km-h-ecmwf-revela-as-ilhas-mais-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O degelo provocado pelo calor invulgar na Noruega revela artefactos de há milhares de anos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-degelo-provocado-pelo-calor-invulgar-na-noruega-revela-artefactos-de-ha-milhares-de-anos.html</link><pubDate>Tue, 27 Oct 2026 08:05:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>À medida que o aquecimento global derrete o gelo nas montanhas da Noruega, reaparecem objetos de um passado remoto. A descoberta mais recente ocorreu no centro do país e inclui armas da Idade da Pedra.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-passato-riemerge-quando-il-caldo-anomalo-scioglie-i-ghiacci-perenni-trovati-in-norvegia-reperti-antichi-millenni-1792748279883.jpg" data-image="qb59cdn67wji" alt="glaciares da Noruega" title="glaciares da Noruega"><figcaption>Picos nevados na região de Jotunheimen, no centro da Noruega.</figcaption></figure><p>O gelo perene da Noruega está a <strong>recuar rapidamente</strong> devido ao aumento das temperaturas globais, deixando, por vezes, descobertas surpreendentes no seu rasto.</p><p>Em setembro de 2026, foram encontradas numerosas <strong>flechas pré-históricas</strong> nas montanhas de Jotunheimen, no centro do país. O mais fascinante desta descoberta é que até as <strong>partes orgânicas foram preservadas </strong>intactas em artefactos que, em alguns casos, datam de há muitos milénios. Agora, sem o seu “escudo” de gelo, os achados tornam-se mais vulneráveis e precisam de ser protegidos.</p><h2>Os segredos do gelo</h2><p>Nos últimos vinte anos, as pesquisas demonstraram que <strong>o gelo</strong> — que antes se acreditava ser eterno e que agora está a diminuir — foi, durante milénios, o <strong>guardião de uma grande quantidade de objetos de diferentes épocas</strong>.</p><div class="texto-destacado">Os primeiros achados, descobertos e recolhidos em 2006, datavam sobretudo da era viking, mas, mais tarde, foram encontrados outros muito mais antigos.</div><p>Recentemente, durante uma campanha arqueológica levada a cabo por investigadores do <em>Secrets of the Ice</em> — especializados em artefactos que emergem do gelo derretido —, foram encontradas <strong>quarenta e oito flechas que datam da Idade da Pedra</strong>. Muitas delas remontam a há dois mil anos, mas <strong>a mais antiga tem, provavelmente, seis mil anos</strong>.</p><h2>A fragilidade das descobertas norueguesas</h2><p>As pontas de flecha encontradas na Noruega são <strong>feitas de ardósia</strong>; por esta razão, não surpreende que estes objetos tenham sobrevivido durante tanto tempo. No entanto, o que fascina é como as<strong> peças de madeira, os tecidos e as amarras de couro se conservaram em tão bom estado</strong>, graças à proteção proporcionada pelo gelo.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Would you believe it! We have just found an incredibly well preserved arrow with a shell arrowhead. It looks like it was lost last year, but the arrow is around 3300 years old, from the Early Bronze Age! It doesn't get much better than this https://t.co/iDd6m6SjVu</p>— Secrets Of The Ice (@brearkeologi) <a href="https://x.com/brearkeologi/status/1701952475958309002?ref_src=twsrc%5Etfw">September 13, 2023</a></blockquote></figure><p>No entanto, <strong>o facto de estes achados estarem agora expostos ao ar torna-os frágeis</strong>, uma vez que as partes feitas de material orgânico são mais facilmente perecíveis.</p><p>O problema reside em qualquer outro artefacto que tenha surgido após o degelo e que ainda não tenha sido encontrado pelos arqueólogos. Ao estarem expostos ao vento, à chuva, ao sol, às variações de temperatura e aos microrganismos, <strong>estes objetos antigos podem deteriorar-se facilmente</strong>.</p><p>O degelo desencadeou também uma espécie de <strong>corrida contra o tempo para os arqueólogos</strong>, que tentam salvar estes valiosos artefactos que nos revelam muito sobre a vida humana há milhares de anos.</p><h2>Caça nas montanhas da Noruega</h2><p>A expedição arqueológica de setembro de 2026, por exemplo, confirmou que a região de Langfonne foi, em tempos, uma <strong>zona de caça de renas</strong>. Além de armas e ferramentas, com o passar do tempo, foram também encontrados restos de animais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/il-passato-riemerge-quando-il-caldo-anomalo-scioglie-i-ghiacci-perenni-trovati-in-norvegia-reperti-antichi-millenni-1792748398079.jpg" data-image="yfp8j7igzrqk" alt="Arqueologia da Noruega" title="Arqueologia da Noruega"><figcaption>As vastas extensões nevadas da Noruega, onde outrora se caçavam renas.</figcaption></figure><p>Num ambiente que hoje poderia parecer hostil à sobrevivência humana, <strong>as populações locais viviam, viajavam e até caçavam com bastante frequência</strong>. Isto ocorria especialmente no verão, quando as renas se deslocavam para altitudes mais elevadas para escapar aos insetos.</p><p>As antigas comunidades que habitavam esta bela, mas gélida, região da Noruega implementaram<strong> estratégias e técnicas de caça</strong> para transformar um ambiente aparentemente difícil numa vantagem para si próprias.</p><h2>Arqueologia glaciar: descobertas fascinantes e previsões alarmantes</h2><p>Em 2026, comemora-se o vigésimo aniversário do<strong> início da investigação em arqueologia glaciar</strong> no condado de Innlandet, dentro do Parque Nacional de Jotunheimen.</p><div class="texto-destacado">Em 2006, de facto, ocorreu uma fase particularmente intensa de degelo, a ponto de ter sido necessário iniciar um projeto de investigação sistemático que, em apenas vinte anos, resultou em cinco mil achados e na identificação de setenta e três sítios arqueológicos.</div><p>Entre os vários objetos encontram-se, por exemplo, <strong>um sapato de couro da Idade do Bronze, bem como ferramentas de caça</strong>, utensílios e restos de animais domésticos. Todos estes objetos serão levados para o <strong>Museu de História de Oslo</strong> para estudo e conservação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789376" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/baleias-gigantes-invadem-a-gronelandia-apos-o-degelo-a-mudanca-ecologica-historica-que-alarma-os-biologos.html" title="Baleias gigantes invadem a Gronelândia após o degelo: a mudança ecológica histórica que alarma os biólogos">Baleias gigantes invadem a Gronelândia após o degelo: a mudança ecológica histórica que alarma os biólogos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/baleias-gigantes-invadem-a-gronelandia-apos-o-degelo-a-mudanca-ecologica-historica-que-alarma-os-biologos.html" title="Baleias gigantes invadem a Gronelândia após o degelo: a mudança ecológica histórica que alarma os biólogos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/baleias-gigantes-invadem-a-gronelandia-apos-o-degelo-a-mudanca-ecologica-historica-que-alarma-os-biologos-1789741060057_320.jpg" alt="Baleias gigantes invadem a Gronelândia após o degelo: a mudança ecológica histórica que alarma os biólogos"></a></article></aside><p>Apesar do atrativo destas descobertas, <strong>o degelo na Noruega é alarmante</strong>. O fenómeno está a ocorrer mais rapidamente do que se imaginava, e os cientistas prevêem que, daqui a mais vinte anos, a maior parte do gelo de Innlandet poderá desaparecer.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="La%20Nuova%20Sardegna" data-year="2026" data-title="dal%20ghiaccio%20emergono%2048%20frecce%20preistoriche%20la%20pi%C3%B9%20antica%20ha%20quasi%206mila%20anni" data-url="https%3A%2F%2Fwww.lanuovasardegna.it%2Fregione%2F2026%2F10%2F03%2Fnews%2Fdal-ghiaccio-emergono-48-frecce-preistoriche-la-piu-antica-ha-quasi-6mila-anni-1.100925295%23goog_rewarded">Nueva Cerdeña. (2026). <a href="https://www.lanuovasardegna.it/regione/2026/10/03/news/dal-ghiaccio-emergono-48-frecce-preistoriche-la-piu-antica-ha-quasi-6mila-anni-1.100925295#goog_rewarded" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">48 flechas prehistóricas emergen del hielo, la más antigua tiene casi 6 mil años</a> .</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-degelo-provocado-pelo-calor-invulgar-na-noruega-revela-artefactos-de-ha-milhares-de-anos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 8 ºC na Guarda: Afonso Lopes revela quais poderão ser as noites mais frias da semana]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-8-c-na-guarda-afonso-lopes-revela-quais-poderao-ser-as-noites-mais-frias-da-semana.html</link><pubDate>Tue, 27 Oct 2026 07:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O modelo europeu (ECMWF) prevê madrugadas frias no interior de Portugal continental. Guarda e Bragança destacam-se, com temperaturas próximas de 8 ºC e diferenças significativas face às regiões costeiras.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbrdnke"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbrdnke.jpg" id="xbrdnke"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A previsão mais recente do modelo europeu (ECMWF) aponta para várias madrugadas frescas em Portugal continental ao longo dos próximos dias. <strong>As temperaturas mais baixas deverão concentrar-se sobretudo no interior Norte e Centro</strong>, com valores próximos de 8 ºC em algumas cidades.</p><p>A evolução prevista até domingo, 1 de novembro, revela diferenças entre as regiões, com temperaturas geralmente mais elevadas no litoral e oscilações ao longo da semana.</p><p>A análise das temperaturas previstas para o início da manhã permite identificar as madrugadas em que o arrefecimento poderá ser mais acentuado, destacando as localidades onde os termómetros deverão apresentar os valores mais baixos.</p><h2>Terça e quarta-feira poderão registar algumas das madrugadas mais frias</h2><p>Na terça-feira, 27 de outubro, pelas 06h, o ECMWF prevê aproximadamente <strong>8 ºC na Guarda e em Bragança</strong>, enquanto Vila Real e Viseu deverão registar cerca de 10 ºC. No Porto, os termómetros poderão rondar os 14 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-8-c-na-guarda-afonso-lopes-revela-quais-poderao-ser-as-noites-mais-frias-da-semana-1793038618374.jpg" data-image="lv0zutipxqcu" alt="Terça-feira poderá começar com apenas 8 ºC na Guarda e em Bragança" title="Terça-feira poderá começar com apenas 8 ºC na Guarda e em Bragança"><figcaption>O ECMWF prevê temperaturas próximas de 8 ºC na Guarda e em Bragança durante a madrugada de terça-feira, contrastando com valores superiores nas regiões costeiras.</figcaption></figure><p>O contraste entre o interior e o litoral deverá ser evidente, especialmente no Norte, onde algumas localidades costeiras poderão apresentar temperaturas superiores às previstas nas regiões de maior altitude.</p><p>Na quarta-feira, 28, o cenário deverá manter-se semelhante. Pelas 06h, o modelo aponta novamente para cerca de <strong>8 ºC na Guarda</strong>, enquanto Bragança poderá registar aproximadamente 9 ºC e Vila Real 10 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-8-c-na-guarda-afonso-lopes-revela-quais-poderao-ser-as-noites-mais-frias-da-semana-1793047791402.jpg" data-image="834rd9ad2jjf" alt="Guarda poderá registar cerca de 8 ºC na manhã de quarta-feira" title="Guarda poderá registar cerca de 8 ºC na manhã de quarta-feira"><figcaption>Segundo o modelo europeu ECMWF, a Guarda poderá apresentar cerca de 8 ºC pelas 06h de quarta-feira, 28 de outubro, destacando-se entre as cidades analisadas. Bragança e Vila Real deverão registar aproximadamente 9 ºC e 10 ºC, respetivamente.</figcaption></figure><p>A persistência de temperaturas próximas dos 8 ºC na Guarda reforça a possibilidade de <strong>terça e quarta-feira se destacarem entre as madrugadas mais frias da semana</strong>. A comparação das projeções mostra ainda que o arrefecimento deverá ser mais evidente em algumas localidades do interior Norte e Centro, particularmente nas zonas de maior altitude.</p><h2>Quinta-feira mantém o frio no interior, mas sexta e sábado trazem diferenças</h2><p>Na quinta-feira, 29, pelas 06h, Bragança poderá voltar a registar cerca de 8 ºC, enquanto a Guarda deverá apresentar aproximadamente 10 ºC.</p><p>Na sexta-feira, 30, os valores previstos rondam os 9 ºC em ambas as cidades. Já no sábado, 31, o ECMWF aponta para cerca de 10 ºC na Guarda e em Bragança, sugerindo uma <strong>madrugada ligeiramente mais amena nestas localidades</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-8-c-na-guarda-afonso-lopes-revela-quais-poderao-ser-as-noites-mais-frias-da-semana-1793038867423.jpg" data-image="hmta3or2hf3j" alt="Sábado apresenta temperaturas ligeiramente mais elevadas em algumas cidades" title="Sábado apresenta temperaturas ligeiramente mais elevadas em algumas cidades"><figcaption>O ECMWF prevê cerca de 10 ºC na Guarda e em Bragança, com temperaturas superiores em várias localidades do litoral.</figcaption></figure><p>A <strong>evolução não será uniforme em todo o território</strong>. As temperaturas poderão manter-se relativamente baixas em algumas regiões interiores, enquanto o litoral deverá continuar a apresentar valores superiores.</p><h2>Domingo poderá trazer novo arrefecimento</h2><p>No domingo, 1 de novembro, pelas 06h, a previsão indica aproximadamente <strong>8 ºC em Bragança e 10 ºC na Guarda</strong>. No Porto, os termómetros poderão rondar os 11 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-8-c-na-guarda-afonso-lopes-revela-quais-poderao-ser-as-noites-mais-frias-da-semana-1793039640041.jpg" data-image="2kso92imacb8" alt="Bragança poderá voltar a registar 8 ºC no domingo" title="Bragança poderá voltar a registar 8 ºC no domingo"><figcaption>A previsão do ECMWF indica novo arrefecimento em Bragança, com temperaturas próximas de 8 ºC às 06h de domingo, enquanto a Guarda poderá registar cerca de 10 ºC.</figcaption></figure><p>Esta evolução sugere que o arrefecimento noturno poderá voltar a ganhar expressão em algumas localidades do interior Norte durante o final da semana.</p><h2> Anomalias térmicas revelam contrastes entre regiões </h2><p>Os mapas de anomalia térmica do ECMWF indicam <strong>desvios negativos em diferentes regiões </strong>durante algumas madrugadas. Na quarta-feira, 28, pelas 06h, algumas zonas do interior e do litoral apresentam temperaturas cerca de 1 a 2 ºC abaixo dos valores de referência. No sábado, 31, o cenário deverá ser mais variável, com anomalias positivas em algumas áreas interiores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-8-c-na-guarda-afonso-lopes-revela-quais-poderao-ser-as-noites-mais-frias-da-semana-1793038949809.jpg" data-image="mgbu9oqtp42s" alt="Anomalias térmicas negativas em várias regiões na quarta-feira" title="Anomalias térmicas negativas em várias regiões na quarta-feira"><figcaption>O ECMWF prevê desvios negativos próximos de 1 a 2 ºC em diferentes zonas de Portugal continental, embora existam contrastes regionais.</figcaption></figure><p>Importa <strong>distinguir a temperatura prevista da anomalia térmica</strong>: uma localidade pode apresentar temperaturas baixas sem que estas sejam necessariamente inferiores ao habitual para a época.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795203" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-anticiclone-mantem-estabilidade-e-temperaturas-podem-chegar-aos-28-c-no-final-de-outubro.html" title="Tempo em Portugal esta semana: anticiclone mantém estabilidade e temperaturas podem chegar aos 28 ºC no final de outubro">Tempo em Portugal esta semana: anticiclone mantém estabilidade e temperaturas podem chegar aos 28 ºC no final de outubro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-anticiclone-mantem-estabilidade-e-temperaturas-podem-chegar-aos-28-c-no-final-de-outubro.html" title="Tempo em Portugal esta semana: anticiclone mantém estabilidade e temperaturas podem chegar aos 28 ºC no final de outubro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-esta-semana-anticiclone-mantem-estabilidade-e-temperaturas-podem-chegar-aos-28-c-no-final-de-outubro-1793013353778_320.png" alt="Tempo em Portugal esta semana: anticiclone mantém estabilidade e temperaturas podem chegar aos 28 ºC no final de outubro"></a></article></aside><p>De acordo com as projeções do ECMWF, <strong>terça e quarta-feira, 27 e 28 de outubro, poderão estar entre as madrugadas mais frias da semana</strong>, com temperaturas próximas dos <strong>8 ºC na Guarda e em Bragança</strong>. Contudo, o arrefecimento poderá voltar a fazer-se sentir em Bragança na quinta-feira, 29, e no domingo, 1 de novembro, quando são novamente previstos valores próximos dos 8 ºC. Estas previsões poderão <strong>sofrer alterações nas próximas atualizações </strong>do modelo europeu.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-8-c-na-guarda-afonso-lopes-revela-quais-poderao-ser-as-noites-mais-frias-da-semana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Esta cidade italiana esconde um mundo inteiro debaixo dos pés]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-cidade-italiana-esconde-um-mundo-inteiro-debaixo-dos-pes.html</link><pubDate>Tue, 27 Oct 2026 06:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>No alto de uma enorme plataforma de origem vulcânica, esta localidade da Úmbria guarda uma catedral impressionante, túneis subterrâneos e um poço com centenas de degraus. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-cidade-italiana-esconde-um-mundo-inteiro-debaixo-dos-pes-1793044143595.jpg" data-image="58sub2px7f5y" alt="Orvieto" title="Orvieto"><figcaption>Debaixo desta cidade italiana há túneis, poços e séculos de história. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Talvez nunca tenha ouvido falar deste nome. Afinal, cidades como Roma, Veneza ou mesmo Florença sobrepõem-se quando se trata de escolher um destino para conhecer. Mas há outras opções que merecem entrar no roteiro quando se fala em viajar por Itália. É o caso de <strong>Orvieto</strong>, uma localidade da região da Úmbria, descrita pelo blogue ‘Volto Já’ como “cidade suspensa no coração de Itália” e “esquecida no tempo e nos roteiros”.</p><p>“A poucos quilómetros das rotas mais frequentadas por viajantes apressados, esta cidade preserva uma atmosfera de contemplação, onde a história se funde com a paisagem e a arte se revela em cada detalhe.”</p><div class="texto-destacado">Tem uma catedral monumental, túneis escavados na rocha vulcânica e um poço com 248 degraus por escadaria. O melhor? Fica a cerca de uma hora de comboio de Roma e tem muito para contar.</div><p>À primeira vista, chamam a atenção os edifícios históricos, as ruas estreitas e a imponente catedral. Mas há um detalhe que torna esta localidade especialmente interessante:<strong> parte da sua história está escondida debaixo da terra</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781061" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mcdonald-s-preserva-estrada-romana-de-mais-de-2-mil-anos-e-transforma-restaurante-em-museu-na-italia.html" title="McDonald’s preserva estrada romana com mais de 2 mil anos e transforma restaurante em museu na Itália">McDonald’s preserva estrada romana com mais de 2 mil anos e transforma restaurante em museu na Itália</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mcdonald-s-preserva-estrada-romana-de-mais-de-2-mil-anos-e-transforma-restaurante-em-museu-na-italia.html" title="McDonald’s preserva estrada romana com mais de 2 mil anos e transforma restaurante em museu na Itália"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mcdonald-s-preserva-estrada-romana-de-mais-de-2-mil-anos-e-transforma-restaurante-em-museu-na-italia-1784665635789_320.jpg" alt="McDonald’s preserva estrada romana com mais de 2 mil anos e transforma restaurante em museu na Itália"></a></article></aside><p>Sim, é isso mesmo. Ao longo dos séculos, os habitantes escavaram a rocha para construir poços, adegas, cisternas e espaços de armazenamento. Hoje, alguns destes locais podem até ser visitados.</p><p>Orvieto tem ainda uma ligação inesperada à<strong> história da psicanálise</strong>. Aliás, foi aqui que Sigmund Freud encontrou inspiração para um dos casos mais conhecidos dos seus estudos sobre os lapsos de memória. Mas, antes de chegar a essa história, há uma paragem que merece toda a atenção.</p><h2>Uma catedral com séculos de história</h2><p>O <strong>Duomo di Orvieto</strong> é o monumento mais emblemático da cidade. A construção começou em 1290 e prolongou-se durante séculos, dando origem a uma das catedrais góticas mais impressionantes de Itália.</p><p>A fachada é um dos seus maiores destaques, com mosaicos dourados, esculturas, relevos e uma grande rosácea. Há até quem diga que a decoração é tão detalhada que vale a pena observar os diferentes elementos de perto, em vez de tirar apenas uma fotografia e seguir caminho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-cidade-italiana-esconde-um-mundo-inteiro-debaixo-dos-pes-1793044378310.jpg" data-image="0d39z9toyxiv" alt="Duomo di Orvieto" title="Duomo di Orvieto"><figcaption>É impressionante. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p><strong>O interior também merece atenção</strong>, sobretudo a Capela de San Brizio, onde se encontram os frescos de Luca Signorelli dedicados ao Juízo Final. Pintadas entre 1499 e 1504, as cenas representam a ressurreição dos mortos, o paraíso e o inferno, com figuras humanas de grande expressividade. </p><div class="texto-destacado">A forma como o artista trabalhou os corpos terá influenciado outros nomes importantes do Renascimento, entre os quais Michelangelo, conhecido pelos frescos da Capela Sistina, no Vaticano.</div><p>Foi precisamente esta obra que ficou ligada a <strong>uma das histórias mais curiosas de Orvieto</strong>. Em 1897, Sigmund Freud visitou a cidade e ficou impressionado com os frescos de Signorelli. Mais tarde, relatou que, ao falar das pinturas, não conseguia recordar o apelido do artista, apesar de conhecer bem o seu trabalho.</p><p>O episódio tornou-se conhecido como o ‘<strong>lapso de Signorelli</strong>’ e foi analisado no livro Psicopatologia da Vida Quotidiana, publicado em 1901. Freud usou o caso para estudar a forma como pensamentos e experiências podem interferir na memória. Por outras palavras, até uma visita a uma catedral italiana pode acabar por dar origem a uma teoria sobre os esquecimentos humanos.</p><p>Depois de conhecer o monumento que inspirou esta história, faz sentido continuar a visita para lá das fachadas. Afinal, <strong>em Orvieto, há muito mais para descobrir do que aquilo que está à vista</strong>.</p><h2>Túneis, poços e uma cidade debaixo da cidade</h2><p>A rocha vulcânica sobre a qual Orvieto foi construída não serviu apenas de base para os edifícios. Ao longo do tempo, os habitantes aproveitaram-na para<strong> escavar poços, cisternas, adegas e espaços de armazenamento</strong>. Algumas destas estruturas remontam à época etrusca, enquanto outras foram utilizadas em períodos posteriores.</p><div class="texto-destacado">Durante séculos, os habitantes escavaram a rocha vulcânica para criar espaços úteis à vida quotidiana. </div><p>“Uma muralha medieval como tantas na Itália, mas não se engane, sob os seus pés escondem-se doze séculos de história e outras interessantes surpresas”, nota a ‘Revista Continente’.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-cidade-italiana-esconde-um-mundo-inteiro-debaixo-dos-pes-1793044600178.jpg" data-image="59exr0yl2q61" alt="Pozzo di San Patrizio" title="Pozzo di San Patrizio"><figcaption>O Pozzo di San Patrizio merece uma visita. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Existem cavidades usadas como adegas e armazéns, bem como cisternas, poços e estruturas ligadas à produção de alimentos. E, sim, <strong>é possível conhecer parte deste património através das visitas guiadas</strong>, que dão acesso a cavidades e vestígios de antigas atividades quotidianas. O percurso ajuda a perceber como a população aproveitou o subsolo para guardar alimentos, gerir os recursos de água e adaptar-se às características do terreno. </p><p>Ainda assim, deixamos o aviso: não é propriamente uma segunda cidade intacta, mas um conjunto de espaços que revela uma parte menos conhecida da história local.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="751640" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/madrid-reabre-tunel-historico-fechado-ha-mais-de-quatro-decadas.html" title="Madrid reabre túnel histórico fechado há mais de quatro décadas">Madrid reabre túnel histórico fechado há mais de quatro décadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/madrid-reabre-tunel-historico-fechado-ha-mais-de-quatro-decadas.html" title="Madrid reabre túnel histórico fechado há mais de quatro décadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/madrid-reabre-tunel-historico-fechado-ha-mais-de-quatro-decadas-1769727175422_320.jpg" alt="Madrid reabre túnel histórico fechado há mais de quatro décadas"></a></article></aside><p>Entre os vestígios encontram-se <strong>antigos pombais</strong>, utilizados para criar aves destinadas à alimentação. Os pombos forneciam carne e ovos, recursos importantes numa época em que era necessário aproveitar tudo o que estivesse disponível. A tradição chegou à gastronomia regional, e ainda hoje alguns restaurantes incluem pratos de pombo nas ementas. </p><div class="texto-destacado">Em italiano, a palavra a procurar é piccione — uma informação útil tanto para os curiosos como para quem prefere escolher outra opção.</div><p>O subsolo de Orvieto guarda ainda outra construção impressionante: o <strong>Pozzo di San Patrizio</strong>. Mandado construir pelo papa Clemente VII no século XVI, o poço foi pensado para garantir o abastecimento de água à cidade em caso de cerco. A estrutura tem cerca de 54 metros de profundidade e duas escadarias em espiral independentes, que permitiam a circulação de pessoas e animais sem que se cruzassem.</p><p>Cada escadaria tem 248 degraus, “<strong>o equivalente a um prédio de 18 andares</strong>”. Por isso mesmo, convém reservar alguma energia para a subida. Se a ideia é conhecer Orvieto num só dia, este é um daqueles pontos em que vale a pena contar com algum tempo extra.</p><h2>Como chegar a Orvieto a partir de Portugal</h2><p>Para visitar Orvieto a partir de Portugal, uma das opções mais práticas é voar para Roma e seguir de comboio. A viagem desde a estação de Roma Termini demora geralmente entre uma hora a uma hora e meia, dependendo do serviço escolhido. </p><div class="texto-destacado">Os horários variam, pelo que convém confirmar as ligações antes de organizar o percurso.</div><p>A estação de Orvieto fica na parte baixa da cidade. Para chegar ao centro histórico, existe um funicular que faz a ligação à zona superior, evitando uma subida considerável a pé. A partir daí, <strong>é possível visitar grande parte dos principais monumentos caminhando pelas ruas do centr</strong>o. Como há calçada e algumas inclinações, o calçado confortável será um bom aliado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/esta-cidade-italiana-esconde-um-mundo-inteiro-debaixo-dos-pes-1793044968826.jpg" data-image="p3gt42q9gvbh" alt="Orvieto" title="Orvieto"><figcaption>Esqueça Roma por um dia: esta cidade italiana merece entrar no roteiro. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p><strong>Também é possível alugar um carro em Roma</strong>. A viagem demora habitualmente cerca de uma hora e meia, consoante o trânsito, e permite aproveitar a deslocação para conhecer outras localidades da Úmbria. No entanto, o estacionamento e as restrições de circulação no centro histórico exigem alguma atenção.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Volto%20J%C3%A1" data-year="2026" data-title="Esta%20cidade%20suspensa%20no%20cora%C3%A7%C3%A3o%20de%20It%C3%A1lia%20%C3%A9%20esquecida%20no%20tempo%20e%20nos%20roteiros%20%E2%80%93%20descubra%20como%20visit%C3%A1-la" data-url="https%3A%2F%2Fsapo.pt%2Fartigo%2Festa-cidade-suspensa-no-coracao-de-italia-e-esquecida-no-tempo-e-nos-roteiros-descubra-como-visita-la-6acf54f5ded6b2a5e387f6f7">Volto Já. (2026). <a href="https://sapo.pt/artigo/esta-cidade-suspensa-no-coracao-de-italia-e-esquecida-no-tempo-e-nos-roteiros-descubra-como-visita-la-6acf54f5ded6b2a5e387f6f7" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Esta cidade suspensa no coração de Itália é esquecida no tempo e nos roteiros – descubra como visitá-la</a>.</cite><br><cite data-author="Revista%20Continente%2C%20Filho%2C%20%C3%81" data-year="2026" data-title="Orvieto%3A%20a%20cidade%20que%20inspirou%20uma%20teoria%20freudiana" data-url="https%3A%2F%2Frevistacontinente.com.br%2Fsecoes%2Fturismo%2Forvieto-a-cidade-que-inspirou-uma-teoria-freudiana-com-direito-a-pombo-servido-a-mesa">Revista Continente, Filho, Á. (2026). <a href="https://revistacontinente.com.br/secoes/turismo/orvieto-a-cidade-que-inspirou-uma-teoria-freudiana-com-direito-a-pombo-servido-a-mesa" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Orvieto: a cidade que inspirou uma teoria freudiana</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esta-cidade-italiana-esconde-um-mundo-inteiro-debaixo-dos-pes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O paradoxo do Alqueva: mais riqueza não travou o despovoamento no Alentejo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-paradoxo-do-alqueva-mais-riqueza-nao-travou-o-despovoamento-no-alentejo.html</link><pubDate>Mon, 26 Oct 2026 14:05:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Estudo de investigadores de Évora e de Lisboa revela como a expansão agrícola e as exportações coexistem com desigualdades, perda de população e pressão ambiental.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-paradoxo-do-alqueva-mais-riqueza-nao-travou-o-despovoamento-no-alentejo-1793018760064.jpg" data-image="nfgwz87nke41" alt="Barragem do Alqueva" title="Barragem do Alqueva"><figcaption>O Alqueva transformou a economia regional, mas não travou o despovoamento nem reduziu as desigualdades. Foto: EDIA</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A água chegou, a agricultura transformou-se e o investimento multiplicou-se. Ao longo das últimas duas décadas, o empreendimento do <strong>Alqueva</strong> ajudou a converter vastas áreas do Alentejo num dos mais importantes <strong>polos agrícolas</strong> do país. </p><p>As exportações cresceram, as novas culturas ocuparam os campos e a região ganhou maior segurança no acesso à água. Ainda assim, o <strong>Alentejo continua a perder habitantes</strong>. É esta contradição que um estudo de investigadores das universidades de Lisboa e de Évora procura compreender. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A investigação conclui que o Alqueva cumpriu muitos dos objetivos para os quais foi concebido, mas não travou o despovoamento, o envelhecimento da população ou a persistência de desigualdades económicas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Publicado na revista científica <em>Sustainability</em>, o estudo analisa a evolução da região desde a construção do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva e questiona até que ponto o <strong>crescimento económico</strong> gerado pelo projeto se traduziu em <strong>benefícios</strong> para as <strong>comunidades locais</strong>.</p><h2>Prosperidade concentrada e mais desigualdades</h2><p>Poucas regiões portuguesas sofreram uma transformação tão profunda nas últimas décadas. O aumento da área irrigada impulsionou a <strong>produção agrícola</strong>, valorizou terras e atraiu investimento. O <strong>turismo</strong> e as <strong>energias renováveis</strong> também prosperaram com a construção do maior lago artificial da Europa.</p><p><strong>Alqueva em números: os ganhos e as contradições</strong></p><table><thead><tr><th><strong>Área</strong></th><th><strong>O que mudou</strong></th><th><strong>O paradoxo</strong></th></tr></thead><tbody><tr><td><strong>Água e regadio</strong></td><td>Até 130 mil hectares de regadio e abastecimento de água a cerca de 200 mil pessoas</td><td>A disponibilidade de água aumentou, mas também a pressão sobre os recursos naturais</td></tr><tr><td><strong>Agricultura</strong></td><td>A produção de azeite cresceu de 118 mil para 866 mil hectolitros entre 1998 e 2015</td><td>O aumento da produção não beneficiou todos de forma igual</td></tr><tr><td><strong>Terra</strong></td><td>Forte valorização dos terrenos agrícolas</td><td>A propriedade concentrou-se em grandes grupos de investimento</td></tr><tr><td><strong>População</strong></td><td>O projeto visava ajudar a fixar habitantes</td><td>O Alentejo perdeu 67 552 residentes entre 2001 e 2021</td></tr><tr><td><strong>Riqueza</strong></td><td>Mais de 2 mil milhões de euros investidos no projeto</td><td>Parte significativa do valor gerado não ficou no território</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3"><em>Fonte: Gonçalves e Gonçalves, "Promises and Deliveries in the Alqueva Paradox".</em></td></tr></tbody></table><p> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></p><p>Os indicadores demográficos, porém, revelam o lado B desta história de sucesso. Entre 2001 e 2021, o <strong>Alentejo perdeu 67 552 residentes</strong>. Nas freguesias situadas em torno da albufeira do Alqueva, a redução populacional atingiu 26,2%.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Este é um dos principais paradoxos do projeto. Apesar do crescimento económico, a região não conseguiu fixar população nem inverter tendências demográficas de longa duração.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Parte da explicação poderá estar na natureza do próprio modelo produtivo. Muitas explorações agrícolas dependem de <strong>trabalho sazonal e pouco qualificado</strong>. Uma proporção significativa dos trabalhadores é migrante e encontra frequentemente condições precárias de alojamento e emprego. Continuam a existir, simultaneamente, dificuldades no acesso à habitação, serviços públicos, transportes e oportunidades de qualificação profissional.</p><h2>Os grandes beneficiários da valorização das terras</h2><p>O estudo chama ainda a atenção para a <strong>concentração da propriedade agrícola</strong>. A chegada da água aumentou o valor dos terrenos e criou oportunidades económicas. Mas nem todos os agricultores estavam em posição de aproveitar essa transformação. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Cerca de 70% da terra agrícola da área abrangida pelo projeto mudou de mãos na década seguinte à conclusão da barragem. No mesmo período, seis grupos de investimento passaram a controlar mais de 65% dos olivais de regadio.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os investigadores defendem que uma parte importante dos <strong>ganhos gerados pela valorização da terra</strong> e pelo investimento público acabou por se concentrar num número <strong>reduzido de proprietários e investidores</strong>. A questão, sublinham, não é saber se a região produz mais riqueza. É perceber quem beneficia dessa riqueza e quanto dela permanece no território.</p><h2>Os recursos naturais são sempre limitados</h2><p>Para interpretar esta evolução, os autores recorrem ao conceito de "<strong>neoextrativismo</strong>". Trata-se de um modelo económico que utiliza intensivamente recursos naturais para abastecer mercados externos, mas gera benefícios mais limitados para as comunidades locais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-paradoxo-do-alqueva-mais-riqueza-nao-travou-o-despovoamento-no-alentejo-1793019290311.jpg" data-image="552i6kbnwhuv" alt="agricultura intensiva no Alqueva" title="agricultura intensiva no Alqueva"><figcaption>Parte significativa das terras beneficiadas pelo Alqueva passou para as mãos de grandes investidores, tornando mais difícil a permanência dos pequenos agricultores. Foto: EDIA</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>No caso do Alqueva, esta lógica não se restringe à agricultura. Os investigadores identificam tendências semelhantes em setores como a <strong>energia renovável</strong> e o <strong>turismo</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779714" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/alqueva-sustentavel-lanca-plataformas-digitais-para-guiar-agricultura-e-turismo-no-alentejo.html" title="Alqueva Sustentável lança plataformas digitais para guiar agricultura e turismo no Alentejo">Alqueva Sustentável lança plataformas digitais para guiar agricultura e turismo no Alentejo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/alqueva-sustentavel-lanca-plataformas-digitais-para-guiar-agricultura-e-turismo-no-alentejo.html" title="Alqueva Sustentável lança plataformas digitais para guiar agricultura e turismo no Alentejo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alqueva-sustentavel-lanca-plataformas-digitais-para-guiar-agricultura-e-turismo-no-alentejo-1784639154421_320.jpg" alt="Alqueva Sustentável lança plataformas digitais para guiar agricultura e turismo no Alentejo"></a></article></aside><p>O estudo alerta ainda para as <strong>pressões ambientais</strong> associadas à intensificação produtiva, incluindo riscos para os solos, para os recursos hídricos e para a biodiversidade. A disponibilidade de água permitiu expandir a produção agrícola, mas não eliminou os limites ecológicos da região.</p><h2>Crescimento económico nem sempre é desenvolvimento</h2><p>A principal conclusão dos investigadores é que o <strong>investimento em infraestruturas, por si só, não garante coesão territorial</strong>. Os autores defendem, por isso, uma maior articulação entre políticas agrícolas, habitação, transportes, serviços públicos, qualificação profissional e proteção ambiental. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Sem mecanismos capazes de redistribuir parte da riqueza gerada, argumentam, os benefícios do investimento público tendem a concentrar-se sem produzir melhorias equivalentes nas condições de vida locais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O caso do Alqueva deixa, assim, uma reflexão que vai muito além do Alentejo. Uma região pode aumentar a produção, exportar mais e atrair investimento sem conseguir inverter o declínio demográfico ou reduzir desigualdades.</p><p>O verdadeiro teste ao desenvolvimento não está apenas na riqueza que um território consegue gerar. Está sobretudo na <strong>capacidade de transformar essa riqueza em oportunidades</strong>, população residente e prosperidade partilhada.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Jorge%20Manuel%20Gon%C3%A7alves%20%26%20Carlos%20Gon%C3%A7alves" data-year="" data-title="Promises%20and%20Deliveries%20in%20the%20Alqueva%20Paradox%3A%20Neoextractivism%20and%20the%20Limits%20of%20Territorial%20Cohesion%20Policy%20in%20Southern%20Portugal.%20Sustainability" data-url="https%3A%2F%2Fwww.preprints.org%2Fmanuscript%2F202608.0707">Jorge Manuel Gonçalves & Carlos Gonçalves. <a href="https://www.preprints.org/manuscript/202608.0707" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Promises and Deliveries in the Alqueva Paradox: Neoextractivism and the Limits of Territorial Cohesion Policy in Southern Portugal. Sustainability</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-paradoxo-do-alqueva-mais-riqueza-nao-travou-o-despovoamento-no-alentejo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo em Portugal esta semana: anticiclone mantém estabilidade e temperaturas podem chegar aos 28 ºC no final de outubro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-anticiclone-mantem-estabilidade-e-temperaturas-podem-chegar-aos-28-c-no-final-de-outubro.html</link><pubDate>Mon, 26 Oct 2026 12:55:35 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A última semana de outubro arranca com tempo seco e com uma subida das temperaturas. Como será até ao fim de semana? Confira a previsão!</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/mZwEXbsVLQA/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=mZwEXbsVLQA" id="mZwEXbsVLQA"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Esta semana continuará a ser influenciada, maioritariamente, pelo <strong>anticiclone</strong>, contribuindo para uma maior estabilidade atmosférica em Portugal Continental. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ainda assim, com o <strong>Atlântico mais ativo, há algumas frentes a caminho que poderão afetar os Açores de forma mais direta</strong>. Segundo a mais recente previsão, apenas amanhã, terça-feira, o noroeste poderá registar ocorrência de chuva fraca e irregular, devido a uma frente que termina hoje a sua passagem pelos Açores e cujos remanescentes podem atingir uma pequena porção do continente.</p><h2>Temperaturas deverão subir de forma evidente a partir de quinta-feira, dia 29</h2><p>Além disto, de acordo com a mais recente atualização do nosso modelo de confiança, o ECMWF, as temperaturas poderão voltar a subir após uma descida esperada também para amanhã. Antes desta descida, é importante referir que hoje, segunda-feira, <strong>a semana arranca também com valores atípicos</strong>, onde se esperam máximas entre os 17 ºC em Viana do Castelo e os 27 ºC em Beja. <strong>Viana do Castelo deverá ser a única capital de distrito a registar um valor inferiora a 20 ºC esta tarde</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-esta-semana-anticiclone-mantem-estabilidade-e-temperaturas-podem-chegar-aos-28-c-no-final-de-outubro-1793013623346.jpg" data-image="cc76d1z7vqzu" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Até ao último dia deste mês de outubro é esperada uma subida gradual e generalizada dos termómetros. Entre sexta e sábado, várias cidades podem atingir os 28 ºC de máxima.</figcaption></figure><p>Tendo em consideração a descida esperada para amanhã, os valores máximos de temperatura deverão manter-se entre os 16 ºC em Viana do Castelo e os 23 ºC em Lisboa e Santarém. <strong>Várias cidades do Norte e Centro deverão registar valores abaixo dos 20 ºC</strong>.</p><p>Contudo, na <strong>quarta-feira dar-se-á uma recuperação dos termómetros, ainda que esta possa ser mais evidente a partir de quinta-feira</strong>, dia 29. Para este dia, esperam-se temperaturas máximas entre os 19 ºC em Viana do Castelo e os 27 ºC em Santarém.<strong> </strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="795108" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-com-temperaturas-ate-26-c-esta-semana-ecmwf-preve-valores-ate-7-c-acima-da-media.html" title="Portugal com temperaturas até 26 ºC esta semana: ECMWF prevê valores até 7 ºC acima da média">Portugal com temperaturas até 26 ºC esta semana: ECMWF prevê valores até 7 ºC acima da média</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-com-temperaturas-ate-26-c-esta-semana-ecmwf-preve-valores-ate-7-c-acima-da-media.html" title="Portugal com temperaturas até 26 ºC esta semana: ECMWF prevê valores até 7 ºC acima da média"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-com-temperaturas-ate-26-c-esta-semana-ecmwf-preve-valores-ate-7-c-acima-da-media-1792958308420_320.png" alt="Portugal com temperaturas até 26 ºC esta semana: ECMWF prevê valores até 7 ºC acima da média"></a></article></aside><p><strong>Na sexta, esta tendência de subida mantém-se, especialmente ao longo da faixa litoral</strong>, onde as temperaturas deverão oscilar entre os 21 ºC em Viana do Castelo e os 28 ºC em Leiria e Santarém. Localmente, no Ribatejo, os valores podem ser de até 29 ºC. Para o último dia do mês, sábado, as temperaturas esperadas deverão manter-se entre os 21 ºC na Guarda e os 28 ºC novamente para Leiria e Santarém. <strong>A faixa litoral deverá registar valores mais elevados que a faixa interior</strong>.</p><h2>Anomalias térmicas voltam a ganhar terreno e intensidade</h2><p>Desta forma, as anomalias térmicas positivas, ou valores acima da média, deverão<strong> intensificar-se por toda a geografia</strong>, uma vez que para os últimos dias de outubro se esperam até 28 ºC de temperatura máxima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-esta-semana-anticiclone-mantem-estabilidade-e-temperaturas-podem-chegar-aos-28-c-no-final-de-outubro-1793014744212.jpg" data-image="k8jqc7du5rqs" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>A partir de quinta-feira as anomalias térmicas positivas voltam a intensificar-se de forma evidente em todo o país. No sábado, estas podem ser de até 9 ºC acima da média.</figcaption></figure><p>Estes valores acima da média deverão <strong>registar-se a partir da tarde de quarta-feira</strong>, no entanto, o modelo aponta para anomalias <strong>mais expressivas a partir de quinta-feira</strong>, podendo estas atingirem o seu pico no sábado, dia 31. Como podemos ver no mapa acima, as temperaturas esperadas poderão atingir valores <strong>até 9 ºC acima da média</strong>, também na região do Ribatejo, onde se esperam as temperaturas mais elevadas do país nesse dia, como mencionamos acima. Ainda assim, como em todas as previsões, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações, pois <strong>estes valores são suscetíveis a mudanças</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-anticiclone-mantem-estabilidade-e-temperaturas-podem-chegar-aos-28-c-no-final-de-outubro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bem-vindo, Outono: 3 factos botânicos sobre a nova estação]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/bem-vindo-outono-3-factos-botanicos-sobre-a-nova-estacao.html</link><pubDate>Mon, 26 Oct 2026 12:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A chegada da estação fria marca uma transição importante na vida das árvores. Da queda das folhas ao crescimento das raízes, eis três curiosidades botânicas num clima em transformação.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/benvenuto-autunno-3-curiosita-botaniche-sulla-nuova-stagione-1790099119274.jpeg" data-image="0vfyxu4jlsya"><figcaption>Bem-vindo, outono: 3 curiosidades botânicas sobre a nova estação</figcaption></figure><p>O outono começou em setembro, como acontece todos os anos; durante o equinócio de outono, o Sol posiciona-se sobre o equador celeste e a duração do dia e da noite é, numa primeira aproximação,<strong> semelhante em ambos os hemisférios</strong>.</p><p>A partir deste momento, no hemisfério norte, <strong>as horas de luz continuarão a diminuir e os raios solares incidirão sobre o solo com um ângulo cada vez mais oblíquo</strong> até atingir o solstício de inverno; isto acarreta uma redução da energia solar recebida e, à medida que a estação avança, uma descida das temperaturas.</p><p> Mas <strong>o que acontece às árvores quando chega o outono?</strong> Aqui apresentamos três curiosidades botânicas, que vão desde as folhas até às raízes. </p><h2>1. Porque é que algumas árvores perdem as folhas, enquanto outras não?</h2><p> Com a chegada do outono, <strong>muitas árvores de folha caduca entram na fase de senescência foliar</strong>. </p><p>A clorofila presente nas folhas decompõe-se progressivamente, deixando expostos outros <strong>pigmentos responsáveis pelos tons amarelos, alaranjados e vermelhos</strong>. Além disso, a planta reabsorve parte dos nutrientes contidos nas folhas e, na base do pecíolo, forma-se uma zona de separação que permite que a folha se desprenda.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/benvenuto-autunno-3-curiosita-botaniche-sulla-nuova-stagione-1790099138253.jpeg" data-image="cv4n3egfz8vz" alt="Porque é que algumas árvores perdem as folhas, enquanto outras não?" title="Porque é que algumas árvores perdem as folhas, enquanto outras não?"><figcaption>Porque é que algumas árvores perdem as folhas, enquanto outras não?</figcaption></figure><p>Pelo contrário, <strong>as árvores de folhagem perene conservam as suas folhas mesmo durante a estação fria</strong>. Estas folhas costumam ser mais resistentes e duradouras; não são renovadas todas de uma só vez, mas sim de forma gradual ao longo do tempo. </p><div class="texto-destacado"> Ambas as estratégias surgiram através da evolução como adaptações a diferentes condições ambientais. </div><p><strong>Perder as folhas ou conservá-las são duas formas diferentes de enfrentar uma estação desfavorável</strong>: a primeira estratégia reduz os custos e os riscos associados à manutenção da folhagem, enquanto a segunda permite que a planta continue a aproveitar a luz para a fotossíntese, sempre que as condições o permitam.</p><h2> 2. As raízes também crescem no inverno? Perspetivas a partir de um estudo publicado na Nature em 2025</h2><p>A chegada do inverno não implica que toda a atividade de crescimento de uma árvore <strong>cesse completamente</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/benvenuto-autunno-3-curiosita-botaniche-sulla-nuova-stagione-1790099156680.jpeg" data-image="pid9ppw5efli" alt="As raízes crescem mesmo no inverno? O que revela um estudo publicado na Nature em 2025" title="As raízes crescem mesmo no inverno? O que revela um estudo publicado na Nature em 2025"><figcaption>As raízes crescem mesmo no inverno? O que revela um estudo publicado na Nature em 2025</figcaption></figure><p>Um estudo publicado em 2025 revelou que, em quatro espécies de árvores de folha caduca da Europa Ocidental, a <strong>formação de madeira nas raízes de maior porte continuava durante todo o inverno</strong>, enquanto no tronco já tinha cessado no outono.</p><p>Os investigadores observaram a<strong> formação de novas células de xilema nas raízes</strong> mesmo durante a estação fria, e mesmo quando a temperatura do solo descia abaixo dos 3 °C.</p><p>Esta descoberta sugere que <strong>as árvores não passam necessariamente por um período de dormência completa durante o inverno</strong>; as partes aéreas e as subterrâneas podem seguir ritmos de crescimento diferentes.<strong> </strong></p><h2>3. As alterações climáticas afetam a folhagem de outono? </h2><p>As alterações climáticas podem também <strong>alterar o momento habitual </strong>em que ocorre a coloração outonal. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/benvenuto-autunno-3-curiosita-botaniche-sulla-nuova-stagione-1790099177339.jpeg" data-image="vx8ri0xca8bg" alt="As alterações climáticas afetam a folhagem de outono?" title="As alterações climáticas afetam a folhagem de outono?"><figcaption>As alterações climáticas afetam a folhagem de outono?</figcaption></figure><p>Temperaturas mais elevadas no outono podem <strong>retardar a senescência e a queda das folhas</strong>, fazendo com que estas permaneçam na planta durante mais tempo. </p><p>No entanto, <strong>isto não implica necessariamente que o surgimento da folhagem de outono vá ocorrer mais tarde</strong>; períodos de seca podem fazer com que uma planta perca as folhas mais cedo do que o habitual, mesmo quando as temperaturas se mantêm elevadas. Além disso, a duração do dia continua a variar consoante o ciclo sazonal habitual, o que constitui um sinal fundamental para que muitas espécies iniciem o processo de senescência.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794850" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/depressoes-de-outono-o-que-o-vento-forte-faz-as-arvores-e-as-estufas.html" title="Depressões de outono: o que o vento forte faz às árvores e às estufas">Depressões de outono: o que o vento forte faz às árvores e às estufas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/depressoes-de-outono-o-que-o-vento-forte-faz-as-arvores-e-as-estufas.html" title="Depressões de outono: o que o vento forte faz às árvores e às estufas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/depressoes-de-outono-o-que-o-vento-forte-faz-as-arvores-e-as-estufas-1792775162068_320.png" alt="Depressões de outono: o que o vento forte faz às árvores e às estufas"></a></article></aside><p>Por esta razão,<strong> as diferentes espécies podem responder às alterações climáticas de diversas formas</strong>: algumas podem atrasar a queda das folhas, outras podem acelerá-la, enquanto algumas podem apresentar apenas pequenas alterações.</p><h2> Por detrás das cores do outono</h2><p>Por detrás das mudanças que observamos no outono, <strong>existe um mundo complexo de mecanismos e influências</strong> — alguns já conhecidos, outros ainda por descobrir. Cada árvore é uma testemunha viva destes processos, regidos pelo ritmo das estações. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Nature%2C%20Lor%C3%A8ne%20J.%20Marchand%2C%20Jo%C5%BEica%20Gri%C4%8Dar%2C%20Paolo%20Zuccarini%2C%20Inge%20Dox%2C%20Bertold%20Mari%C3%ABn%2C%20Melanie%20Verlinden%2C%20Thilo%20Heinecke%2C%20Peter%20Prislan%2C%20Guillaume%20Marie%2C%20Holger%20Lange%2C%20Jan%20Van%20den%20Bulcke%2C%20Josep%20Penuelas%2C%20Patrick%20Fonti%20y%20Matteo%20Campioli" data-year="2025" data-title="No%20winter%20halt%20in%20below-ground%20wood%20growth%20of%20four%20angiosperm%20deciduous%20tree%20species" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41559-024-02602-6">Nature, Lorène J. Marchand, Jožica Gričar, Paolo Zuccarini, Inge Dox, Bertold Mariën, Melanie Verlinden, Thilo Heinecke, Peter Prislan, Guillaume Marie, Holger Lange, Jan Van den Bulcke, Josep Penuelas, Patrick Fonti y Matteo Campioli. (2025). <a href="https://www.nature.com/articles/s41559-024-02602-6" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">No winter halt in below-ground wood growth of four angiosperm deciduous tree species</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/bem-vindo-outono-3-factos-botanicos-sobre-a-nova-estacao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O dia em que a NASA sacrificou instrumentos da Voyager 1 para manter viva a sonda histórica]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-dia-em-que-a-nasa-sacrificou-instrumentos-da-voyager-1-para-manter-viva-a-sonda-historica.html</link><pubDate>Mon, 26 Oct 2026 11:05:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Para garantir a sobrevivência da Voyager 1, os engenheiros foram obrigados a terminar as medições de partículas carregadas de baixa energia. Na verdade, a energia da sonda está a diminuir cada vez mais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/alerte-la-nasa-choisit-de-sacrifier-des-mesures-pour-maintenir-voyager-1-en-vie-1777476674968.jpeg" data-image="vwmfydh7mqdh" alt="Voyager 1" title="Voyager 1"><figcaption>A sonda Voyager 1 encontra-se, atualmente, a mais de 25 mil milhões de km da Terra. É, de longe, o objeto mais distante enviado pelo ser humano para o espaço.</figcaption></figure><p>Para preservar a Voyager 1 e evitar que se desligue completamente, os cientistas do Jet Propulsion Laboratory tiveram de <strong>desativar um dos seus últimos instrumentos de medição</strong> que ainda estava em funcionamento.</p><h2>Um sacrifício necessário</h2><p>A sonda Voyager 1 foi <strong>lançada em setembro de 1977 </strong>com o objetivo de estudar os planetas exteriores do sistema solar, que, até então, só tinham sido observados através de telescópios.</p><p>No entanto, após ter concluído a sua missão, a sonda continuou a sua viagem pelo meio interestelar, tendo abandonado a heliosfera em agosto de 2012. Atualmente, <strong>encontra-se a cerca de 25.394 milhões de quilómetros do nosso planeta</strong>.</p><p>A tal distância da Terra e também do Sol, a Voyager 1, logicamente, não pode depender da energia solar para continuar a emitir sinais, quase 50 anos após o seu lançamento. Por isso, é <strong>alimentada por geradores termoelétricos de radioisótopos</strong>: "pilhas nucleares" que convertem em eletricidade o calor gerado pela desagregação do plutónio-238.</p><div class="texto-destacado">No entanto, a potência gerada por estas baterias diminui aproximadamente 4 watts por ano; isto significa que a Voyager 1 dispõe de cada vez menos energia para funcionar corretamente e que a sua margem de manobra também se reduz gradualmente.</div><p>De facto, em fevereiro de 2026, <strong>uma simples manobra de rotina provocou uma súbita e inesperada queda de tensão</strong> que quase pôs fim à atividade da sonda mais distante enviada pelo ser humano para o espaço.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr">️ Le 17 avril 2026, la NASA a dû éteindre un instrument (le LECP) à bord de Voyager 1 pour préserver le peu dénergie restante. À plus de 25 milliards de km de la Terre, près de 49 ans après son lancement, la sonde poursuit sa mission avec deux instruments encore actifs ! <a href="https://t.co/GvVXbdqlJM">pic.twitter.com/GvVXbdqlJM</a></p>— Xplora (@XploraSpace) <a href="https://twitter.com/XploraSpace/status/2045771672280601076?ref_src=twsrc%5Etfw">April 19, 2026</a></blockquote></figure><p>Por este motivo, há já vários anos que tem sido<strong> necessário desativar os instrumentos de medição</strong>, um após outro, de forma a preservar a escassa energia disponível para manter um funcionamento mínimo desta sonda espacial. </p><p>De acordo com o plano de redução de carga estabelecido pelos cientistas, o LECP — um <strong>instrumento que mede partículas carregadas de baixa energia</strong> — era o próximo da lista e, por isso, foi recentemente desativado.</p><h2>Uma última oportunidade para atingir os 50 anos de serviço</h2><p>Assim, hoje em dia, <strong>restam à Voyager 1 apenas dois instrumentos de medição</strong>: o magnetómetro e o instrumento para medir as ondas de plasma. Se tudo correr bem, ambos poderão continuar a realizar medições durante mais um ano, graças ao sacrifício do LECP.</p><p>No entanto, para garantir que a Voyager 1 atinge os 50 anos de serviço, os cientistas prepararam uma operação de último recurso, denominada "The Big Bang". Consiste numa <strong>reconfiguração completa da gestão de energia da sonda</strong>, modificando o seu controlo térmico e procurando alternativas que consumam menos energia.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Voyager 1 is now nearly a full light-day away from Earth. <a href="https://t.co/2cN1vjcJhP">pic.twitter.com/2cN1vjcJhP</a></p>— CHItrader (@CHItrader) <a href="https://twitter.com/CHItrader/status/2048125467920674869?ref_src=twsrc%5Etfw">April 25, 2026</a></blockquote></figure><p>Se esta reconfiguração integral for bem-sucedida (após ter sido previamente testada na Voyager 2), <strong>os engenheiros esperam mesmo conseguir reativar temporariamente alguns instrumentos de medição</strong>. O objetivo é obter os dados mais distantes alguma vez recolhidos pelo ser humano, a mais de 25 mil milhões de quilómetros da Terra, o que constituiria uma verdadeira mina de ouro para a investigação científica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="490902" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/voyager-da-nasa-fara-mais-ciencia-com-a-nova-estrategia-energetica-astronomia.html" title="Voyager da NASA fará mais ciência com a nova estratégia energética">Voyager da NASA fará mais ciência com a nova estratégia energética</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/voyager-da-nasa-fara-mais-ciencia-com-a-nova-estrategia-energetica-astronomia.html" title="Voyager da NASA fará mais ciência com a nova estratégia energética"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/voyager-da-nasa-fara-mais-ciencia-com-a-nova-estrategia-energetica-astronomia-1682777203781_320.jpg" alt="Voyager da NASA fará mais ciência com a nova estratégia energética"></a></article></aside><p>De facto, a <strong>Voyager 1 está prestes a cruzar um limiar simbólico, algo impensável aquando do seu lançamento</strong>, há quase 50 anos. Com efeito, dentro de alguns meses, a sonda atingirá uma distância tal que as ondas de rádio demorarão um dia inteiro a transmitir-nos os seus dados; isto significa que a Voyager 1 estará a <strong>uma distância de um dia-luz do nosso planeta</strong>!</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Brice%20Hazizam%2C%20Les%20Numeriques" data-year="2026" data-title="Voyager%201%20en%20mode%20survie%20%3A%20la%20Nasa%20coupe%20un%20des%20derniers%20instruments%20de%20la%20sonde%20pour%20gagner%20quelques%20mois" data-url="https%3A%2F%2Fwww.lesnumeriques.com%2Fastronomie-conquete-spatiale%2Fvoyager-1-en-survie-la-nasa-coupe-un-des-derniers-instruments-de-la-sonde-pour-gagner-quelques-mois-n254641.html">Brice Hazizam, Les Numeriques. (2026). <a href="https://www.lesnumeriques.com/astronomie-conquete-spatiale/voyager-1-en-survie-la-nasa-coupe-un-des-derniers-instruments-de-la-sonde-pour-gagner-quelques-mois-n254641.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Voyager 1 en mode survie : la Nasa coupe un des derniers instruments de la sonde pour gagner quelques mois</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-dia-em-que-a-nasa-sacrificou-instrumentos-da-voyager-1-para-manter-viva-a-sonda-historica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A Terra arrasta o espaço-tempo? Sensor quântico pode ajudar a medir este efeito]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-terra-arrasta-o-espaco-tempo-sensor-quantico-pode-ajudar-a-medir-o-efeito.html</link><pubDate>Mon, 26 Oct 2026 10:04:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Investigadores propuseram um sensor quântico capaz de medir como a rotação da Terra arrasta o espaço-tempo, um efeito previsto pela teoria da relatividade de Einstein. A experiência usa hélio superfluido arrefecido dentro de um giroscópio.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-terra-arrasta-o-espaco-tempo-sensor-quantico-pode-ajudar-a-medir-o-efeito-1792338529177.png" data-image="i1u971045hrt" alt="Investigadores propõem um sensor quântico com hélio superfluido para medir rotações minúsculas e investigar o arrasto do espaço-tempo terrestre em laboratório." title="Investigadores propõem um sensor quântico com hélio superfluido para medir rotações minúsculas e investigar o arrasto do espaço-tempo terrestre em laboratório."><figcaption>Investigadores propõem um sensor quântico com hélio superfluido para medir rotações minúsculas e investigar o arrasto do espaço-tempo terrestre em laboratório.</figcaption></figure><p><strong>Segundo a teoria da relatividade geral, os corpos massivos em rotação deformam o espaço-tempo ao seu redor</strong>, produzindo um efeito conhecido como <em>frame-dragging</em>. Neste fenómeno, a rotação do objeto influencia a geometria do espaço-tempo e afeta o movimento de corpos e instrumentos próximos. </p><p>Embora a Terra seja massiva à escala humana, o seu <em>frame-dragging </em>é muito pequeno quando comparado ao produzido por objetos astrofísicos mais compactos e massivos. Por isso, <strong>o efeito terrestre é difícil de observar por causa de outras influências</strong>, como perturbações gravitacionais.</p><p><strong>Para investigar uma nova forma de medir este efeito, investigadores propuseram um sensor quântico baseado em hélio superfluido. </strong>Neste estado, o hélio apresenta propriedades quânticas coletivas e pode sustentar movimentos com dissipação baixa, características úteis para medições de rotação. </p><h2>Previsão de Einstein</h2><p>A teoria da relatividade geral descreve a gravidade como uma consequência da <strong>curvatura do espaço-tempo causada pela massa e pela energia.</strong> Quando um corpo massivo está em rotação, este movimento também modifica a geometria do espaço-tempo ao seu redor, produzindo o <em>frame-dragging.</em> </p><div class="texto-destacado">O <em>frame-dragging</em> influencia o movimento de partículas e instrumentos próximos ao corpo em rotação.</div><p><strong>O efeito depende das propriedades do objeto, incluindo o seu momento angular, e é mais intenso nas proximidades de corpos compactos</strong>, como buracos negros em rotação. Na Terra, embora previsto pela relatividade geral, o arrasto é extremamente fraco, o que dificulta a sua medição precisa. </p><h2>O que é um superfluido?</h2><p><strong>Um superfluido é um estado da matéria que apresenta viscosidade nula, permitindo que flua sem dissipar energia por atrito interno.</strong> Este comportamento surge em condições específicas, geralmente a temperaturas baixas, quando as partículas passam a apresentar um comportamento coletivo. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-terra-arrasta-o-espaco-tempo-sensor-quantico-pode-ajudar-a-medir-o-efeito-1792339429551.png" data-image="b2yatf2fm7iw" alt="Um superfluido é um estado da matéria com viscosidade nula, capaz de fluir sem dissipar energia por atrito interno. O hélio-4 apresenta esta propriedade quando arrefecido abaixo de 2,17 kelvin." title="Um superfluido é um estado da matéria com viscosidade nula, capaz de fluir sem dissipar energia por atrito interno. O hélio-4 apresenta esta propriedade quando arrefecido abaixo de 2,17 kelvin."><figcaption>Um superfluido é um estado da matéria com viscosidade nula, capaz de fluir sem dissipar energia por atrito interno. O hélio-4 apresenta esta propriedade quando arrefecido abaixo de 2,17 kelvin.</figcaption></figure><p><strong>U</strong><strong>m exemplo é o hélio-4, que se torna superfluido abaixo de aproximadamente 2,17 kelvin, perto de −271 °C, à pressão atmosférica.</strong> O material pode fluir por canais estreitos com dissipação muito baixa. Os superfluidos são promissores para sensores de alta precisão, incluindo giroscópios quânticos.</p><h2>Sensor Quântico</h2><p><strong>O sensor quântico proposto pelos investigadores usa hélio-4 arrefecido.</strong> O dispositivo consiste num tubo em formato de anel preenchido com este líquido, projetado para detetar variações no seu movimento. Quando o dispositivo gira, surge uma diferença de fase que pode ser sinal da rotação. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="707930" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-esa-poe-a-prova-a-famosa-teoria-de-einstein-os-relogios-atomicos-ja-chegaram-ao-espaco-para-a-missao-aces.html" title=" A ESA põe à prova a famosa teoria de Einstein: os relógios atómicos já chegaram ao espaço para a missão ACES"> A ESA põe à prova a famosa teoria de Einstein: os relógios atómicos já chegaram ao espaço para a missão ACES</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-esa-poe-a-prova-a-famosa-teoria-de-einstein-os-relogios-atomicos-ja-chegaram-ao-espaco-para-a-missao-aces.html" title=" A ESA põe à prova a famosa teoria de Einstein: os relógios atómicos já chegaram ao espaço para a missão ACES"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-esa-poe-a-prova-a-famosa-teoria-de-einstein-os-relogios-atomicos-ja-chegaram-ao-espaco-para-a-missao-aces-1745713134177_320.jpg" alt=" A ESA põe à prova a famosa teoria de Einstein: os relógios atómicos já chegaram ao espaço para a missão ACES"></a></article></aside><p><strong>Para medir esta variação, os investigadores propõem acompanhar o movimento de um diafragma mecânico conectado ao circuito de hélio superfluido. </strong>O principal desafio é distinguir o sinal relativístico do ruído térmico, que pode produzir flutuações aleatórias na fase quântica e encobrir o efeito procurado. </p><h2>Resultados</h2><p><strong>O estudo indica que arrefecer o sensor de hélio superfluido a temperaturas inferiores ao limite de 2,17 kelvin pode reduzir o ruído térmico </strong>e aumentar a sua sensibilidade à rotação. Um giroscópio operando a cerca de 10 milikelvin poderia alcançar precisão comparável ou superior à das melhores medições anteriores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-terra-arrasta-o-espaco-tempo-sensor-quantico-pode-ajudar-a-medir-o-efeito-1792339512643.png" data-image="tf24k9fxa96h" alt="Previsto pela relatividade geral de Einstein, o frame-dragging ocorre quando a rotação de um corpo massivo influencia a geometria do espaço-tempo ao seu redor. Crédito: ICRAR" title="Previsto pela relatividade geral de Einstein, o frame-dragging ocorre quando a rotação de um corpo massivo influencia a geometria do espaço-tempo ao seu redor. Crédito: ICRAR"><figcaption>Previsto pela relatividade geral de Einstein, o frame-dragging ocorre quando a rotação de um corpo massivo influencia a geometria do espaço-tempo ao seu redor. Crédito: ICRAR</figcaption></figure><p>Além de investigar o <em>frame-dragging</em>, o dispositivo poderia permitir estudos de diferenças extremamente pequenas na passagem do tempo.<strong> Os investigadores planeiam avançar na etapa experimental e investigar se o sensor poderá, futuramente, testar efeitos associados à gravidade quântica.</strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ellers%20et%20al" data-year="2026" data-title="Quantum%20Sensing%20of%20Gravitational%20Frame%20Dragging%20with%20a%20Superfluid" data-url="https%3A%2F%2Fjournals.aps.org%2Fprl%2Fabstract%2F10.1103%2Fq3v9-rjm9">Ellers et al. (2026). <a href="https://journals.aps.org/prl/abstract/10.1103/q3v9-rjm9" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Quantum Sensing of Gravitational Frame Dragging with a Superfluid</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-terra-arrasta-o-espaco-tempo-sensor-quantico-pode-ajudar-a-medir-o-efeito.html</guid><dc:creator><![CDATA[Roberta Duarte]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Qual é a cidade mais feliz do mundo para passar férias? A resposta fica em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/qual-e-a-cidade-mais-feliz-do-mundo-para-passar-ferias-a-resposta-fica-em-portugal.html</link><pubDate>Mon, 26 Oct 2026 09:05:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Sol, boa comida, passeios a pé e praias a curta distância ajudam a explicar a distinção. Conheça o destino que conquistou o primeiro lugar num ranking internacional.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/qual-e-a-cidade-mais-feliz-do-mundo-para-passar-ferias-a-resposta-fica-em-portugal-1792949294792.jpg" data-image="nzkg2jjhoct7" alt="Portugal" title="Portugal"><figcaption>Esta é a cidade mais feliz do mundo para passar férias. E há boas razões para isso. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Segurança? Muitas atrações? Vários museus? Qual é para si o critério mais importante ao escolher um destino de férias? Se a resposta é a<strong> felicidade</strong>, saiba que<strong> Lisboa é o local indicado</strong>. Porquê? Porque, de acordo com ranking Holiday Happiness Index, da BookRetreats, a capital portuguesa é o destino mais feliz do mundo.</p><p>Sim, é verdade. Lisboa não está apenas no <em>top</em> 3 dos destinos mais felizes do mundo. Foi mesmo considerado o <strong>líder do</strong><em><strong> ranking</strong></em>. Atrás ficaram cidades como Helsínquia, Orlando e Atenas. </p><p>“Lisboa lidera o nosso Índice de Felicidade nas Férias, reivindicando o título de destino de férias mais feliz do mundo.” </p><div class="texto-destacado">O ranking internacional desenvolvido pela plataforma BookRetreats procura perceber quais os destinos que reúnem melhores condições para uma estadia associada ao bem-estar.</div><p>Publicado em 2026, o estudo analisou 47 cidades de diferentes partes do mundo e teve em conta cinco fatores: exposição solar, qualidade do sono, alimentação saudável, contacto com a natureza e facilidade de fazer exercício físico através de caminhadas. Cada um destes elementos teve o mesmo peso na classificação final.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793116" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/sera-que-o-modo-de-vida-portugues-e-mesmo-dos-melhores-do-mundo.html" title="Será o modo de vida português “dos melhores do mundo”?">Será o modo de vida português “dos melhores do mundo”?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/sera-que-o-modo-de-vida-portugues-e-mesmo-dos-melhores-do-mundo.html" title="Será o modo de vida português “dos melhores do mundo”?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sera-que-o-modo-de-vida-portugues-e-mesmo-dos-melhores-do-mundo-1791835896065_320.jpg" alt="Será o modo de vida português “dos melhores do mundo”?"></a></article></aside><p>“Para calcular a classificação final, a publicação utilizou uma normalização dos diferentes indicadores e calculou uma média ponderada”, explica o <em>site</em> ‘Away’. “Quanto mais próximo de 100 o resultado, maior o potencial de ‘holiday happiness’, segundo a metodologia do estudo.”</p><p><strong>A ideia é simples:</strong> umas férias felizes não dependem apenas de um hotel confortável, de monumentos para visitar ou de restaurantes instagramáveis. Também contam as condições para descansar, comer bem, passar tempo ao ar livre e conhecer um destino sem estar constantemente a olhar para o relógio.</p><p>Foi nesta combinação que Lisboa se destacou. A capital portuguesa não ficou em primeiro lugar por ser a cidade mais soalheira, a mais verde ou aquela onde é mais fácil caminhar.<strong> O resultado deve-se ao equilíbrio entre os vários critérios avaliados</strong>.</p><h2>Sol, boa comida e passeios com vista para o Tejo</h2><p>Comecemos por uma das vantagens mais evidentes de Lisboa: <strong>a luz</strong>. Segundo os dados utilizados pela BookRetreats, a cidade regista cerca de 2828 horas de sol por ano. É uma boa notícia para quem gosta de explorar destinos ao ar livre, embora não signifique que os dias de chuva tenham sido riscados do calendário.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>A <strong>alimentação</strong> é outro dos pontos fortes identificados pelo estudo. Quase 10% dos restaurantes de Lisboa estão classificados como estabelecimentos de alimentação saudável, a segunda maior proporção entre as cidades analisadas. Para chegar a este resultado, a plataforma recorreu à classificação dos restaurantes no Tripadvisor, comparando os estabelecimentos identificados como saudáveis com o total listado em cada destino.</p><p>Mas não se deixe enganar. Esta distinção não significa que a capital tenha apenas saladas, pratos vegetarianos ou menus pensados ao pormenor por nutricionistas. Pelo contrário: <strong>a oferta gastronómica é bastante variada</strong>, com peixe, marisco, legumes, pratos tradicionais e restaurantes para diferentes orçamentos. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/qual-e-a-cidade-mais-feliz-do-mundo-para-passar-ferias-a-resposta-fica-em-portugal-1792949694123.jpg" data-image="ik71xfng5l69" alt="Lisboa" title="Lisboa"><figcaption>A oferta gastronómica foi um dos fatores considerados. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Depois, há a <strong>possibilidade de explorar a cidade a pé</strong>. Entre praças, bairros históricos, jardins e miradouros, Lisboa oferece muitas oportunidades para descobrir novos recantos sem depender sempre dos transportes. A Praça do Comércio e a Torre de Belém, por exemplo, podem ser ligadas por um percurso pedonal de pouco menos de duas horas, de acordo com a análise da BookRetreats.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791860" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/neste-outono-os-portugueses-estao-a-descobrir-um-novo-lado-de-portugal.html" title="Neste outono, os portugueses estão a descobrir um novo lado de Portugal">Neste outono, os portugueses estão a descobrir um novo lado de Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/neste-outono-os-portugueses-estao-a-descobrir-um-novo-lado-de-portugal.html" title="Neste outono, os portugueses estão a descobrir um novo lado de Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/neste-outono-os-portugueses-estao-a-descobrir-um-novo-lado-de-portugal-1791140420660_320.jpg" alt="Neste outono, os portugueses estão a descobrir um novo lado de Portugal"></a></article></aside><p>Claro que existe um pequeno detalhe: <strong>Lisboa não é propriamente plana</strong>. As subidas de Alfama, do Bairro Alto e de outras zonas históricas podem transformar um passeio descontraído num treino inesperado para as pernas. </p><p>“Embora o seu terreno notoriamente acidentado implique algumas subidas íngremes, principalmente no Bairro Alto e em Alfama, basta um calçado adequado para desfrutar do passeio”, lê-se na publicação.</p><h2>Praias, jardins e natureza a pouca distância</h2><p>O <strong>contacto com a natureza </strong>também ajudou Lisboa a chegar ao topo. Segundo o índice, a cidade dispõe de cerca de 49 metros quadrados de espaços verdes por habitante, um valor que a BookRetreats apresenta como quase quatro vezes superior ao de Madrid.</p><p>Jardins e parques urbanos permitem fazer uma pausa entre visitas, ler um livro, caminhar ou simplesmente fugir durante algum tempo ao movimento das ruas. E, para quem prefere trocar os espaços urbanos pela areia, a localização da capital oferece outra vantagem: a <strong>proximidade do litoral</strong>.</p><div class="texto-destacado">A Costa da Caparica e as praias da linha de Cascais são opções para um passeio de um dia, com acesso a partir de Lisboa por diferentes meios de transporte. </div><p>A oferta de espaços verdes, a proximidade do mar e as possibilidades de atividade física ajudam a explicar a classificação obtida. Ainda assim, importa lembrar que estes indicadores não garantem, por si só, uma experiência perfeita. O trânsito, as multidões, o calor intenso no verão ou as subidas mais exigentes também fazem parte da realidade de Lisboa.</p><h2>Quais são as outras cidades mais felizes para passar férias?</h2><p>Já sabemos que Lisboa ocupa o primeiro lugar do Holiday Happiness Index, mas <strong>há outros destinos que também se destacam</strong>. Helsínquia, na Finlândia, surge em segundo, valorizada pela presença da natureza, pelos espaços verdes e pelas condições de descanso. Orlando, nos Estados Unidos, fica em terceiro, beneficiando da combinação entre espaços verdes, lagos e muitas horas de sol.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/qual-e-a-cidade-mais-feliz-do-mundo-para-passar-ferias-a-resposta-fica-em-portugal-1792949886671.jpg" data-image="oq0lgdgxs0rn" alt="Helsínquia" title="Helsínquia"><figcaption>Helsínquia ocupa o segundo lugar do ranking. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>O quarto lugar pertence a Atenas, na Grécia, que se destaca, entre outros aspetos, pela facilidade de explorar várias zonas a pé. Edimburgo, na Escócia, fecha o top cinco, oferecendo uma combinação de património histórico, cultura e percursos pedonais.</p><p>O <em>ranking</em> mostra também que<strong> não existe uma fórmula única para umas férias felizes</strong>. Uma cidade pode conquistar pontos pela abundância de espaços verdes, outra pela facilidade de caminhar e outra pelo clima. Lisboa acabou por vencer graças ao desempenho conjunto nos cinco critérios escolhidos.</p><p>Há, contudo, uma ressalva importante:<strong> este índice não mede diretamente a felicidade dos habitantes de cada cidade</strong>, nem demonstra que quem visita Lisboa será necessariamente mais feliz. Trata-se de uma classificação criada para comparar características dos destinos que podem contribuir para o bem-estar durante as férias. </p><div class="texto-destacado">Os resultados dependem dos indicadores selecionados e da metodologia utilizada, e a própria experiência varia de pessoa para pessoa.</div><p>Por isso, a distinção deve ser entendida como um argumento a favor de Lisboa enquanto destino de férias, e não como uma prova de que a capital portuguesa é, em todos os sentidos, o lugar mais feliz do planeta.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="BookRetreats%2C%20Westman%2C%20C" data-year="2026" data-title="Holiday%20Happiness%20Index%3A%20World%E2%80%99s%20Best%20Destinations%20to%20Boost%20Your%20%E2%80%98Feel-Good%E2%80%99%20Hormones" data-url="https%3A%2F%2Fbookretreats.com%2Fblog%2Fholiday-happiness-index%2F%23h-the-world-s-happiest-holiday-destinations">BookRetreats, Westman, C. (2026). <a href="https://bookretreats.com/blog/holiday-happiness-index/#h-the-world-s-happiest-holiday-destinations" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Holiday Happiness Index: World’s Best Destinations to Boost Your ‘Feel-Good’ Hormones</a>.</cite><br><cite data-author="Away" data-year="2026" data-title="Num%20ranking%20internacional%20com%20quase%2050%20cidades%2C%20%C3%A9%20em%20Portugal%20que%20est%C3%A1%20a%20localidade%20mais%20feliz%20do%20mundo" data-url="https%3A%2F%2Faway.iol.pt%2Fholiday-happiness-index%2Fbookretreats%2Fnum-ranking-internacional-com-quase-50-cidades-e-em-portugal-que-esta-a-localidade-mais-feliz-do-mundo%2F20260924%2F6ab5159c0cf22b9f8904c960">Away. (2026). <a href="https://away.iol.pt/holiday-happiness-index/bookretreats/num-ranking-internacional-com-quase-50-cidades-e-em-portugal-que-esta-a-localidade-mais-feliz-do-mundo/20260924/6ab5159c0cf22b9f8904c960" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Num ranking internacional com quase 50 cidades, é em Portugal que está a localidade mais feliz do mundo</a>.</cite><br><cite data-author="Euronews%2C%20Rosa%20Rodrigues%2C%20D" data-year="2026" data-title="Turismo%3A%20Lisboa%20eleita%20o%20destino%20mais%20feliz%20do%20mundo" data-url="https%3A%2F%2Fpt.euronews.com%2F2026%2F09%2F22%2Fturismo-lisboa-eleita-o-destino-mais-feliz-do-mundo">Euronews, Rosa Rodrigues, D. (2026). <a href="https://pt.euronews.com/2026/09/22/turismo-lisboa-eleita-o-destino-mais-feliz-do-mundo" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Turismo: Lisboa eleita o destino mais feliz do mundo</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/qual-e-a-cidade-mais-feliz-do-mundo-para-passar-ferias-a-resposta-fica-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo nos Açores deverá continuar instável: há mais uma frente a caminho e pode chegar já na quarta-feira (28)]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-acores-devera-continuar-instavel-ha-mais-uma-frente-a-caminho-e-pode-chegar-ja-na-quarta-feira.html</link><pubDate>Mon, 26 Oct 2026 08:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma nova frente fria deverá atingir os Açores na quarta-feira, provocando chuva forte e rajadas de vento até 90 km/h.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbr7clu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbr7clu.jpg" id="xbr7clu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A dinâmica atmosférica no Atlântico Norte continuará a ditar um padrão de <strong>elevada instabilidade sobre o arquipélago dos Açores nos próximos dias.</strong></p><div class="texto-destacado"><strong><p>Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong> nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</p></strong></div><p>A frente fria que afetou o território este domingo prosseguirá a sua progressão de Oeste para Este, continuando a <strong>condicionar o tempo em todo o arquipélago até por volta das 15:00 desta segunda-feira</strong>, dia 26 de outubro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nos-acores-devera-continuar-instavel-ha-mais-uma-frente-a-caminho-e-pode-chegar-ja-na-quarta-feira-1792973718492.jpg" data-image="os0q6t25siyh" alt="Previsão da nebulosidade e precipitação para segunda-feira, 26 de outubro, às 10:00" title="Previsão da nebulosidade e precipitação para segunda-feira, 26 de outubro, às 10:00"><figcaption>Previsão da nebulosidade e precipitação para segunda-feira, 26 de outubro, às 10:00. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Esta<strong> segunda-feira fica marcada por um arrefecimento sensível no Grupo Ocidental</strong>, onde a ilha das Flores registará uma descida das máximas para os 17 ºC e mínimas de 12 ºC. O Corvo manter-se-á com 22 ºC de máxima. Nos Grupos Central e Oriental, os valores diurnos oscilarão entre os 20 ºC em São Jorge e os 24 ºC no Faial e Graciosa, Santa Maria registará máximas de 23 ºC e mínimas de 20 ºC. </p><h2>Terça-feira: dia de transição, arrefecimento e trégua na precipitação</h2><p>Na terça-feira, dia 27, prevê-se um período de trégua e estabilização temporária da atmosfera na maioria das ilhas. <strong>A precipitação pode diminuir, registando-se apenas aguaceiros fracos. </strong>Contudo, será acompanhada por uma descida generalizada das temperaturas em todo o arquipélago.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794973" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frente-fria-chega-domingo-aos-acores-chuva-intensifica-se-no-grupo-ocidental-a-partir-das-20h.html" title="Frente fria chega este domingo aos Açores: chuva intensifica-se no Grupo Ocidental a partir das 20h">Frente fria chega este domingo aos Açores: chuva intensifica-se no Grupo Ocidental a partir das 20h</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frente-fria-chega-domingo-aos-acores-chuva-intensifica-se-no-grupo-ocidental-a-partir-das-20h.html" title="Frente fria chega este domingo aos Açores: chuva intensifica-se no Grupo Ocidental a partir das 20h"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-domingo-aos-acores-chuva-intensifica-se-no-grupo-ocidental-a-partir-das-20h-1792873663997_320.png" alt="Frente fria chega este domingo aos Açores: chuva intensifica-se no Grupo Ocidental a partir das 20h"></a></article></aside><p><strong>A ilha das Flores apresentará as temperaturas mais baixas de todo o território açoriano, com a máxima a não ultrapassar os 15 ºC e a mínima a descer aos 10 ºC.</strong> No Grupo Central, as máximas podem recuar para valores entre os 17 ºC em São Jorge e os 20 ºC no Faial, Pico, Graciosa e Terceira. Por sua vez, no Grupo Oriental, São Miguel e Santa Maria poderão registar máximas de 20 ºC e 21 ºC, respetivamente, antecipando a chegada de uma nova massa de ar. </p><h2>Quarta-feira: frente fria entra pelo Grupo Ocidental com vento forte e chuva</h2><p>As mais recentes projeções do modelo europeu de referência (ECMWF) indicam a <strong>aproximação e entrada de uma nova superfície frontal fria de forte atividade na quarta-feira, dia 28.</strong> A frente começará a afetar o Grupo Ocidental na madrugada, atingindo as ilhas das Flores e do Corvo por volta das 04:00. <strong>O período de maior intensidade de precipitação poderá ocorrer entre as 07:00 e as 09:00, acompanhado por vento forte do quadrante Sul, cujas rajadas poderão atingir os 90 km/h.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nos-acores-devera-continuar-instavel-ha-mais-uma-frente-a-caminho-e-pode-chegar-ja-na-quarta-feira-1792973932036.jpg" data-image="rb7cwahqnqst" alt="Mapa de rajadas de vento previstas para quarta-feira, 28 de outubro, às 09:00" title="Mapa de rajadas de vento previstas para quarta-feira, 28 de outubro, às 09:00"><figcaption>Mapa de rajadas de vento previstas para quarta-feira, 28 de outubro, às 09:00, evidenciando instabilidade no Grupo Ocidental. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>À medida que o sistema frontal avança para Este,<strong> o Grupo Central deverá começar a sentir os seus efeitos a partir das 08:00</strong>, prolongando-se a instabilidade até às 20:00, com rajadas de vento a poderem alcançar os 80 km/h.</p><p><strong>A ilha do Pico será a mais fustigada pela precipitação durante a semana</strong>, com o pico de intensidade previsto entre as 12:00 e as 14:00, altura em que se poderão registar 13,5 mm por hora.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nos-acores-devera-continuar-instavel-ha-mais-uma-frente-a-caminho-e-pode-chegar-ja-na-quarta-feira-1792974019477.jpg" data-image="z69q1lpq93y9" alt="Previsão de precipitação para quarta-feira, 28 de outubro, às 14:00" title="Previsão de precipitação para quarta-feira, 28 de outubro, às 14:00"><figcaption>Previsão de precipitação para quarta-feira, 28 de outubro, às 14:00, com destaque para a intensidade da chuva na ilha do Pico. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>No mesmo intervalo temporal, o Faial poderá atingir máximos de 7,9 mm, São Jorge 6,5 mm e a Graciosa 5,3 mm. Mais ao final da tarde, entre as 16:00 e as 17:00, o foco de chuva mais intensa deslocar-se-á para a Terceira, com valores a rondar os 6 mm. <strong>Estes valores podem sofrer alterações nas próximas atualizações</strong>.</p><h2>Progressão para o Grupo Oriental e arrefecimento pós-frontal de quinta-feira</h2><p>A superfície frontal deverá alcançar o Grupo Oriental por volta das 21:00 de quarta-feira, afetando São Miguel e Santa Maria até às 06:00 de quinta-feira, dia 29. <strong>Entre as 23:00 e a meia-noite, prevê-se chuva forte na vertente Norte de São Miguel</strong>, com acumulados horários entre 9,4 mm e 11,4 mm. A ilha de Santa Maria poderá ser fortemente afetada na madrugada de quinta-feira, registando-se até 12 mm entre as 03:00 e as 04:00.</p><p>Na quinta-feira, dia 29, a passagem da frente fria dará lugar a uma massa de ar <strong>pós-frontal significativamente mais fria</strong>, devendo a mesma promover uma nova queda acentuada das temperaturas em todas as ilhas. Nas Flores a temperatura máxima pode baixar para os 13 ºC e a mínima para os 9 ºC. No Grupo Central, o Pico e São Jorge as mínimas podem descer para os 14 ºC e 13 ºC, respetivamente. </p><h2>Sexta-feira com céus muito nublados</h2><p>Na sexta-feira, dia 30 de outubro, prevê-se a manutenção de <strong>céu muito nublado em todo o arquipélago</strong>, com maior expressão e densidade de nebulosidade nos Grupos Central e Oriental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-nos-acores-devera-continuar-instavel-ha-mais-uma-frente-a-caminho-e-pode-chegar-ja-na-quarta-feira-1792974131197.jpg" data-image="pca7lo9l8nag" alt="Previsão da cobertura de nuvens sobre o arquipélago dos Açores para sexta-feira, 30 de outubro, às 18:00" title="Previsão da cobertura de nuvens sobre o arquipélago dos Açores para sexta-feira, 30 de outubro, às 18:00"><figcaption>Previsão da cobertura de nuvens sobre o arquipélago dos Açores para sexta-feira, 30 de outubro, às 18:00. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>No balanço global da semana, a análise dos mapas de precipitação acumulada do ECMWF revela que<strong> a ilha do Pico será aquela que poderá registar os valores totais mais expressivos em todo o arquipélago</strong>, podendo alcançar marcas na ordem dos 77,2 mm até às 18:00 de sexta-feira, seguida do Faial com 47,8 mm, São Miguel com 39,9 mm e Terceira com 33 mm.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-nos-acores-devera-continuar-instavel-ha-mais-uma-frente-a-caminho-e-pode-chegar-ja-na-quarta-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Pedro Carneiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal com temperaturas até 26 ºC esta semana: ECMWF prevê valores até 7 ºC acima da média]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-com-temperaturas-ate-26-c-esta-semana-ecmwf-preve-valores-ate-7-c-acima-da-media.html</link><pubDate>Mon, 26 Oct 2026 07:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A semana começa com manhãs frescas e tardes relativamente quentes em Portugal continental. O ECMWF prevê temperaturas próximas dos 26 ºC e anomalias positivas até 7 ºC em algumas regiões do interior.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbr67pu"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbr67pu.jpg" id="xbr67pu"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A última atualização do modelo europeu (ECMWF) aponta para uma semana marcada por contrastes térmicos em Portugal continental. Entre segunda-feira, 26 de outubro, e quinta-feira, 29, <strong>as temperaturas deverão variar consideravelmente entre a madrugada e a tarde</strong>, mantendo-se valores relativamente elevados em algumas regiões interiores.</p><p>Os mapas de anomalia térmica indicam ainda temperaturas acima dos valores de referência em grande parte do interior, embora a situação apresente<strong> diferenças regionais</strong>.</p><h2>Segunda-feira começa fresca, mas termómetros poderão atingir os 26 ºC</h2><p>Hoje, segunda-feira, as <strong>temperaturas deverão apresentar diferenças significativas ao longo do dia</strong>. Pelas 06h, o ECMWF prevê valores próximos de 6 a 10 ºC em várias localidades do Norte e Centro interior, enquanto Lisboa e algumas regiões do Sul deverão apresentar cerca de 11 a 12 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-com-temperaturas-ate-26-c-esta-semana-ecmwf-preve-anomalias-positivas-de-5-c-em-varias-regioes-1792954106447.jpg" data-image="7a4y0t0zmg9w" alt="Manhã de segunda-feira com temperaturas baixas no interior" title="Manhã de segunda-feira com temperaturas baixas no interior"><figcaption>O ECMWF prevê valores próximos de 6 a 10 ºC em várias localidades do Norte e Centro interior, contrastando com temperaturas mais elevadas em algumas zonas do litoral e do Sul.</figcaption></figure><p><strong>Durante a tarde, a subida será expressiva</strong>. Pelas 15h, o modelo aponta para cerca de 23 ºC em Coimbra, Leiria e Portalegre, 25 ºC em Santarém e Évora e aproximadamente 26 ºC em Beja. No litoral Norte, os valores deverão ser mais moderados, próximos de 17 ºC no Porto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-com-temperaturas-ate-26-c-esta-semana-ecmwf-preve-anomalias-positivas-de-5-c-em-varias-regioes-1792954155445.jpg" data-image="od5l6vcmylmm" alt="Temperaturas aproximam-se dos 26 ºC no interior alentejano" title="Temperaturas aproximam-se dos 26 ºC no interior alentejano"><figcaption>A previsão do ECMWF aponta para uma tarde relativamente quente, com valores próximos de 25 a 26 ºC em algumas localidades do Alentejo e temperaturas mais moderadas no litoral Norte.</figcaption></figure><p><strong>Este contraste entre o litoral e o interior deverá ser uma das características mais evidentes do dia</strong>, com amplitudes térmicas diárias significativas em várias localidades. Ainda assim, os valores previstos poderão apresentar pequenas variações consoante as condições meteorológicas locais.</p><h2>Terça-feira traz descida das temperaturas durante a tarde</h2><p><strong>Na terça-feira, 27 de outubro, as temperaturas matinais deverão manter-se relativamente baixas </strong>em algumas regiões interiores, com valores próximos de 6 ºC na Guarda e entre 10 e 14 ºC em várias localidades do Norte e Centro.</p><p>À tarde, o ECMWF prevê uma<strong> diminuição relativamente a segunda-feira</strong>. Lisboa poderá registar cerca de 23 ºC, enquanto Coimbra e Leiria deverão aproximar-se dos 21 ºC. No interior alentejano, os valores poderão situar-se entre 22 e 23 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-com-temperaturas-ate-26-c-esta-semana-ecmwf-preve-anomalias-positivas-de-5-c-em-varias-regioes-1792954199833.jpg" data-image="2j21nnxkr44u" alt="Terça-feira apresenta descida das temperaturas em várias regiões" title="Terça-feira apresenta descida das temperaturas em várias regiões"><figcaption>O ECMWF prevê uma tarde menos quente do que a de segunda-feira, com valores próximos de 21 ºC em Coimbra e Leiria e cerca de 22 a 23 ºC em localidades do interior alentejano.</figcaption></figure><p><strong>Esta descida deverá ser mais evidente em algumas localidades do Centro e Sul</strong>, embora as temperaturas continuem relativamente amenas durante a tarde. No Norte, os valores deverão manter-se mais moderados, sobretudo nas áreas próximas do litoral.</p><h2>Quarta e quinta-feira mantêm tardes amenas a quentes</h2><p>Na <strong>quarta-feira, 28 de outubro, as temperaturas deverão voltar a subir ligeiramente em algumas regiões</strong>. Pelas 15h, o modelo prevê aproximadamente 24 ºC em Évora e 25 ºC em Beja, enquanto Lisboa poderá atingir 23 ºC.</p><p><strong>Na quinta-feira, 29, o cenário deverá manter-se semelhante no Sul</strong>, com cerca de 25 ºC em Beja e valores próximos de 21 a 23 ºC em várias localidades do Centro e Alentejo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-com-temperaturas-ate-26-c-esta-semana-ecmwf-preve-anomalias-positivas-de-5-c-em-varias-regioes-1792954251900.jpg" data-image="cdl5848f1qec" alt="Quinta-feira mantém temperaturas próximas dos 25 ºC no Sul" title="Quinta-feira mantém temperaturas próximas dos 25 ºC no Sul"><figcaption>A previsão do modelo europeu indica temperaturas próximas de 25 ºC em Beja e entre 21 e 23 ºC em diversas localidades do Centro e Sul, mantendo-se diferenças entre o litoral e o interior.</figcaption></figure><p>A evolução prevista entre quarta e quinta-feira sugere, assim, uma <strong>relativa estabilidade das temperaturas durante a tarde, especialmente no Alentejo</strong>. No entanto, as manhãs deverão continuar mais frescas, mantendo-se diferenças térmicas consideráveis entre o início e o período mais quente do dia.</p><h2>Anomalias térmicas positivas destacam-se no interior</h2><p>Apesar das oscilações diárias, <strong>o ECMWF prevê anomalias térmicas positivas em grande parte do interior de Portugal continental</strong>.</p><p>Na segunda-feira, pelas 15h, estas poderão aproximar-se dos 4 a 5 ºC em zonas do Centro interior e Alentejo, devendo alcnçar os 7 ºC em alguns locais da Beira Alta. Na terça-feira, os desvios deverão ser menos expressivos, enquanto quarta e quinta-feira poderão voltar a apresentar anomalias próximas de 3 a 4 ºC em várias regiões interiores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-com-temperaturas-ate-26-c-esta-semana-ecmwf-preve-valores-ate-7-c-acima-da-media-1792958092580.jpg" data-image="lqjg1pl9nhdy" alt="anomalias positivas" title="anomalias positivas"><figcaption>O ECMWF prevê desvios positivos próximos de 4 a 5 ºC em várias localidades do interior de Portugal continental, enquanto algumas zonas do litoral poderão apresentar temperaturas próximas ou abaixo dos valores de referência.</figcaption></figure><p>Em contrapartida, <strong>algumas áreas do litoral ocidental poderão apresentar anomalias ligeiramente negativas</strong>, especialmente no Norte e Centro. Estas diferenças mostram que o comportamento térmico não será uniforme em todo o território.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794988" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-sobem-e-voltam-a-descer-em-breve-o-que-esperar-dos-termometros-esta-semana-em-portugal-continental.html" title="Temperaturas sobem e voltam a descer em breve: o que esperar dos termómetros esta semana em Portugal Continental">Temperaturas sobem e voltam a descer em breve: o que esperar dos termómetros esta semana em Portugal Continental</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-sobem-e-voltam-a-descer-em-breve-o-que-esperar-dos-termometros-esta-semana-em-portugal-continental.html" title="Temperaturas sobem e voltam a descer em breve: o que esperar dos termómetros esta semana em Portugal Continental"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-sobem-e-voltam-a-descer-em-breve-o-que-esperar-dos-termometros-esta-semana-em-portugal-continental-1792921758700_320.jpg" alt="Temperaturas sobem e voltam a descer em breve: o que esperar dos termómetros esta semana em Portugal Continental"></a></article></aside><p>Os valores apresentados constituem projeções do ECMWF e poderão sofrer alterações nas próximas atualizações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-com-temperaturas-ate-26-c-esta-semana-ecmwf-preve-valores-ate-7-c-acima-da-media.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Primeiras geadas: como saber se a sua zona já está em risco]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/primeiras-geadas-como-saber-se-a-sua-zona-ja-esta-em-risco.html</link><pubDate>Mon, 26 Oct 2026 06:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A previsão dizia três graus e, de manhã, metade da horta amanheceu branca. Não foi engano da previsão. O termómetro está a dois metros do chão, e as plantas não.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/primeiras-geadas-como-saber-se-a-sua-zona-ja-esta-em-risco-1792771697984.png" data-image="99mg05rd1k3q"><figcaption>Geada branca sobre couves depois de uma noite de céu limpo e sem vento, a combinação que a provoca.</figcaption></figure><p>Todos os anos acontece o mesmo. Olha-se para a previsão, vê-se uma mínima de três ou quatro graus, conclui-se que não há perigo, e no dia seguinte há folhas queimadas.</p><p>A previsão não estava errada. Estava apenas a medir noutro sítio.</p><h2>O termómetro está onde as plantas não estão</h2><p><strong>As temperaturas das previsões são medidas em abrigo meteorológico</strong>, a cerca de um metro e meio ou dois do solo, ao abrigo do vento e da radiação. É uma convenção que permite comparar valores entre estações.</p><p>Numa noite limpa e sem vento, o solo perde calor para o céu e arrefece mais depressa do que o ar acima dele. Junto ao chão, onde estão as folhas das alfaces, podem registar-se dois a quatro graus a menos do que o valor previsto.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Uma previsão de três graus pode significar zero no canteiro. O risco de geada começa muito antes de a previsão chegar a zero.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><h2>Nem todas as noites frias são noites de geada</h2><p>Há duas maneiras de o frio chegar a uma horta, e só uma delas é frequente em Portugal. Distingui-las é o que permite saber quais são as noites de risco a sério.</p><div class="texto-destacado">Geada de radiação-Forma-se em noites de céu limpo, sem vento e com ar seco, quando o solo liberta para o céu o calor que acumulou de dia. É a geada mais comum em Portugal, aparece em manchas e concentra-se nos pontos baixos do terreno. Distingue-se da geada de advecção, que chega com uma massa de ar frio e vento, afecta tudo por igual e é bem mais rara entre nós.</div><p><strong>As três condições têm de estar presentes ao mesmo tempo. </strong>Com nuvens, o calor fica retido e não há geada. Com vento, o ar mistura-se e não arrefece junto ao solo. Com ar húmido, a condensação liberta calor e trava a descida.</p><p><strong>É por isso que duas noites com a mesma mínima prevista podem acabar de maneiras completamente diferentes. </strong>A tabela seguinte cruza a mínima com o estado do céu e do vento, e traduz essa combinação no risco real junto ao solo, que é onde estão as plantas.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Mínima prevista</p></th><th scope="col"><p>Céu e vento</p></th><th scope="col"><p>Risco real junto ao solo</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>5 ºC ou mais</p></td><td><p>Limpo e sem vento</p></td><td><p>Baixo, mas possível em baixas</p></td></tr><tr><td><p>3 a 5 ºC</p></td><td><p>Limpo e sem vento</p></td><td><p>Alto, geada provável</p></td></tr><tr><td><p>3 a 5 ºC</p></td><td><p>Encoberto ou com vento</p></td><td><p>Baixo</p></td></tr><tr><td><p>0 a 3 ºC</p></td><td><p>Limpo e sem vento</p></td><td><p>Muito alto, geada certa</p></td></tr><tr><td><p>0 a 3 ºC</p></td><td><p>Encoberto ou com vento</p></td><td><p>Moderado</p></td></tr><tr><td><p>Abaixo de 0 ºC</p></td><td><p>Qualquer condição</p></td><td><p>Geada generalizada</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Risco de geada ao nível do solo em função da temperatura mínima prevista e das condições de céu e vento. Os valores são indicativos e o risco aumenta em zonas baixas, em terrenos descobertos e em noites de ar seco, com o ponto de orvalho muito abaixo da mínima. Fonte: elaboração própria.<br></td></tr></tbody></table><h2>O frio corre como a água</h2><p>Aqui está o que explica porque é que, no mesmo terreno, umas zonas gelam e outras não.</p><p><strong>O ar frio é mais pesado do que o ar quente</strong>. Em noites calmas, escorre pelas encostas abaixo e acumula-se nas partes baixas, em covas, junto a muros e em qualquer sítio onde não tenha saída.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="793448" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/menos-dias-de-geada-mas-mais-extremas-e-assim-que-o-aquecimento-global-influencia-as-ondas-de-frio.html" title="Menos dias de geada, mas mais extremas: é assim que o aquecimento global influencia as vagas de frio">Menos dias de geada, mas mais extremas: é assim que o aquecimento global influencia as vagas de frio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/menos-dias-de-geada-mas-mais-extremas-e-assim-que-o-aquecimento-global-influencia-as-ondas-de-frio.html" title="Menos dias de geada, mas mais extremas: é assim que o aquecimento global influencia as vagas de frio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/menos-dias-de-helada-pero-mas-extremos-el-impacto-del-calentamiento-global-en-las-olas-de-frio-actuales-1791619572829_320.jpeg" alt="Menos dias de geada, mas mais extremas: é assim que o aquecimento global influencia as vagas de frio"></a></article></aside><p>Uma horta encostada a um muro na base de uma encosta pode ser vários graus mais fria do que a mesma horta a vinte metros de distância, a meia encosta. É por isso que os olivais e os pomares antigos estão quase sempre nas encostas e raramente no fundo dos vales.</p><p>Em Bragança e na Guarda as primeiras geadas aparecem tipicamente ainda em outubro. Mas mesmo em zonas de inverno ameno, como Évora, há sempre pontos baixos que gelam enquanto o resto do terreno escapa.</p><h2>O que fazer na véspera, e o que fazer de manhã</h2><p>Cubra antes do pôr do sol, e não à noite. O que se quer é reter o calor que o solo acumulou durante o dia, e esse calor perde-se nas primeiras horas depois do anoitecer.</p><p>Use um tecido, uma manta térmica ou até um lençol velho, e evite plástico em contacto directo com as folhas, porque o gelo forma-se na própria superfície e queima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/primeiras-geadas-como-saber-se-a-sua-zona-ja-esta-em-risco-1792773615038.png" data-image="1jj8rdrt346o"><figcaption>De manhã, deixe as plantas descongelar devagar e à sombra, porque o degelo rápido faz mais estragos do que o gelo.</figcaption></figure><p><strong>Regue o solo ao fim da tarde. </strong>A terra húmida guarda e devolve mais calor do que a terra seca, e a água que evapora durante a noite sobe a humidade do ar junto às plantas, o que trava o arrefecimento.</p><p><strong>E, de manhã, resista a duas tentações.</strong> Não regue as plantas geladas com água para as descongelar, e não as arranque. Uma planta congelada parece morta às oito da manhã e recupera por completo às onze, desde que descongele devagar e à sombra. Se puder, mantenha a cobertura até o sol estar alto, porque o que mais danos faz não é o gelo em si, é o degelo rápido ao sol directo.</p><h2>Faça o mapa de geada do seu terreno</h2><p>Fica para o fim o conselho que vale por todos os outros e que não custa nada.</p><p><strong>Na manhã a seguir à primeira geada a sério, saia cedo e percorra o terreno antes de o sol bater.</strong> Repare onde está branco e onde não está. Marque no telemóvel ou num papel.</p><p>Esse desenho repete-se praticamente igual todos os anos, porque depende do relevo e não do tempo. Fica a saber exactamente onde não deve pôr as culturas sensíveis, onde vale a pena cobrir primeiro e onde pode plantar à vontade.</p><p>É o tipo de informação que nenhuma previsão lhe dá, porque funciona a uma escala de metros, e que só se obtém olhando para o próprio terreno numa manhã fria.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/primeiras-geadas-como-saber-se-a-sua-zona-ja-esta-em-risco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Temperaturas sobem e voltam a descer em breve: o que esperar dos termómetros esta semana em Portugal Continental]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-sobem-e-voltam-a-descer-em-breve-o-que-esperar-dos-termometros-esta-semana-em-portugal-continental.html</link><pubDate>Sun, 25 Oct 2026 13:05:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal Continental enfrentará uma subida temporária das temperaturas na segunda-feira, com valores até 7 ºC acima do normal, antes de um regresso à normalidade a partir de terça-feira.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbr3ude"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbr3ude.jpg" id="xbr3ude"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>A dinâmica atmosférica em Portugal Continental continuará a apresentar oscilações térmicas de relevo</strong> nos próximos dias. </p><div class="texto-destacado"><strong><p>Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong> nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</p></strong></div><p>De acordo com as mais recentes projeções do modelo europeu de referência (ECMWF), o país transitará de um domingo estável para um <strong>pico de calor anómalo no início da semana</strong>, seguido de um rápido arrefecimento que reporá as temperaturas dentro dos padrões normais para a época.</p><h2>Domingo estável com descida térmica ao final da tarde</h2><p><strong>Para este domingo, dia 25 de outubro, prevê-se a manutenção de temperaturas máximas relativamente estáveis em todo o território continental</strong>, variando em geral entre os 16 ºC nas regiões do Norte e os 24 ºC no Centro e Sul, nomeadamente nos distritos de Santarém, Castelo Branco, Évora e Beja.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-sobem-e-voltam-a-descer-em-breve-o-que-esperar-dos-termometros-esta-semana-em-portugal-continental-1792884332413.jpg" data-image="rsm6qakszh1r" alt="Previsão da temperatura do ar à superfície para domingo, 25 de outubro, às 16:00" title="Previsão da temperatura do ar à superfície para domingo, 25 de outubro, às 16:00"><figcaption>Previsão da temperatura do ar à superfície para domingo, 25 de outubro, às 16:00. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Ao final da tarde de domingo, contudo, a redução de radiação solar induzirá uma descida média da temperatura de cerca de 4 ºC, antecipando uma <strong>noite fresca</strong>, com valores próximos ou pouco abaixo do habitual para a época.</p><h2>Segunda-feira com subida e anomalia positiva acentuada em vários locais</h2><p>Na segunda-feira, dia 26, as cartas de previsão apontam para um <strong>aumento generalizado das temperaturas </strong>máximas durante a tarde.</p><p>Em comparação com o dia anterior, <strong>o aumento será mais evidente no Norte e Centro</strong>, ainda que o Alentejo, possa registar os valores mais elevados do dia, com previsão de 26 ºC em Beja e 25 ºC em Évora. Assim, nesta 2ª feira durante a tarde, prevê-se que as temperaturas atinjam cerca de 5 ºC acima da normal climatológica para a época do ano, nesta última região.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-sobem-e-voltam-a-descer-em-breve-o-que-esperar-dos-termometros-esta-semana-em-portugal-continental-1792920701677.jpg" data-image="s9xjutrwgfqu" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>A tarde de segunda-feira registará valores anómalos em boa parte do continente, onde as temperaturas podem ser de até 7 ºC acima da média.</figcaption></figure><p>No entanto, e tal como podemos observar no mapa acima, as <strong>anomalias mais expressivas deverão registar-se na Beira Alta</strong>, onde os termómetros poderão registar até 7 ºC acima da média.</p><h2>Terça e quarta-feira: regresso aos valores normais da época e noites frescas</h2><p><strong>Na terça-feira, dia 27, prevê-se uma diminuição das temperaturas máximas em Portugal Continental.</strong> A descida será percetível em boa parte do território, com Beja a recuar de 26 ºC para 22 ºC, Castelo Branco de 23 ºC para 21 ºC e Braga de 21 ºC para 16 ºC. Com esta descida, as anomalias negativas regressam a alguns locais, ainda que o interior Norte e Centro possa registar anomalias positivas de até 3 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/temperaturas-sobem-e-voltam-a-descer-em-breve-o-que-esperar-dos-termometros-esta-semana-em-portugal-continental-1792884487309.jpg" data-image="fqul6mluzr8d" alt="Previsão da temperatura do ar à superfície para terça-feira, 27 de outubro, às 16:00" title="Previsão da temperatura do ar à superfície para terça-feira, 27 de outubro, às 16:00"><figcaption>Previsão da temperatura do ar à superfície para terça-feira, 27 de outubro, às 16:00. Fonte: Modelo ECMWF / Meteored</figcaption></figure><p>Na<strong> quarta-feira, dia 28, prevê-se uma nova subida</strong>, especialmente no noroeste do país, onde Braga poderá registar até 20 ºC de máxima. No Sul este aumento também será percetível, especialmente em Beja, onde os termómetros poderão alcançar os 25 ºC. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="794973" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frente-fria-chega-domingo-aos-acores-chuva-intensifica-se-no-grupo-ocidental-a-partir-das-20h.html" title="Frente fria chega este domingo aos Açores: chuva intensifica-se no Grupo Ocidental a partir das 20h">Frente fria chega este domingo aos Açores: chuva intensifica-se no Grupo Ocidental a partir das 20h</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/frente-fria-chega-domingo-aos-acores-chuva-intensifica-se-no-grupo-ocidental-a-partir-das-20h.html" title="Frente fria chega este domingo aos Açores: chuva intensifica-se no Grupo Ocidental a partir das 20h"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/frente-fria-chega-domingo-aos-acores-chuva-intensifica-se-no-grupo-ocidental-a-partir-das-20h-1792873663997_320.png" alt="Frente fria chega este domingo aos Açores: chuva intensifica-se no Grupo Ocidental a partir das 20h"></a></article></aside><p>Assim, o nosso mapa de anomalias indica que a maior parte do território continental permanecerá sob <strong>valores acima da média entre 2 ºC a 5 ºC</strong>. Apenas a faixa litoral entre Viana do Castelo e Leiria poderá registar valores próximos ou abaixo da média, até 2 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/temperaturas-sobem-e-voltam-a-descer-em-breve-o-que-esperar-dos-termometros-esta-semana-em-portugal-continental.html</guid><dc:creator><![CDATA[Pedro Carneiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Do espaço, os satélites revelam as mudanças no ciclo da água]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/do-espaco-os-satelites-revelam-as-mudancas-no-ciclo-da-agua.html</link><pubDate>Sun, 25 Oct 2026 12:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma investigação baseada em dados de satélite revela como a agricultura, as barragens e a exploração das águas subterrâneas estão a alterar as reservas de água doce do nosso planeta. Venha descobrir mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-espaco-os-satelites-revelam-as-mudancas-no-ciclo-da-agua-1792791005579.jpg" data-image="i3zkwtr8msqt" alt="Imagem de satelite" title="Imagem de satelite"><figcaption>Satélites da NASA permitem observar como a atividade humana está a alterar a distribuição da água na Terra, revelando alterações nas reservas subterrâneas e superficiais do planeta.</figcaption></figure><p><br>O <strong>ciclo da água</strong> é um dos sistemas fundamentais para a <strong>vida no planeta</strong>, mas a <strong>agricultura, a construção de barragens e a exploração de águas subterrâneas</strong> estão a alterar a forma como este recurso se distribui pelos continentes.</p><p>De acordo com um estudo recente divulgado pela NASA mostra até que ponto <strong>a atividade humana está a deixar uma marca mensurável nas reservas de água da Terra</strong>.</p><p>Publicado a 20 de outubro de 2026, este estudo <strong>analisou dados recolhidos entre abril de 2002 e novembro de 2025 pelos satélites</strong> das missões <em>GRACE</em> e <em>GRACE-FO</em>, desenvolvidas pela NASA.</p><p>Através da medição de pequenas alterações na gravidade terrestre, estes equipamentos <strong>permitem estimar as variações na quantidade de água armazenada nos solos, nos lagos, nos rios e nos aquíferos</strong>.</p><h2>Satélites conseguem detetar alterações nas reservas de água</h2><p>A análise identificou <strong>40 regiões onde as tendências observadas nas reservas de água estavam fortemente associadas a atividades humanas</strong>, como a irrigação agrícola, a construção de reservatórios e as alterações na utilização dos solos. Estas relações foram <strong>identificadas em todos os continentes não polares</strong>, com exceção da Austrália.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="755236" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-os-satelites-e-os-oceanos-confirmam-a-origem-humana-do-aquecimento-global.html" title="Como é que os satélites e os oceanos confirmam a origem humana do aquecimento global?">Como é que os satélites e os oceanos confirmam a origem humana do aquecimento global?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-os-satelites-e-os-oceanos-confirmam-a-origem-humana-do-aquecimento-global.html" title="Como é que os satélites e os oceanos confirmam a origem humana do aquecimento global?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/comment-les-satellites-et-les-oceans-confirment-ils-l-origine-humaine-du-rechauffement-changement-climatique-1770297069400_320.jpeg" alt="Como é que os satélites e os oceanos confirmam a origem humana do aquecimento global?"></a></article></aside><p>A resolução espacial mais detalhada permitiu ainda <strong>identificar alterações que análises anteriores não tinham conseguido distinguir </strong>com tanta clareza.</p><p>Em quatro regiões continentais, um fator associado à atividade humana apresentou <strong>uma relação mais forte com as mudanças na água armazenada</strong> do que qualquer variável climática considerada no estudo.</p><h2>A agricultura está a transformar a distribuição da água</h2><p>Um dos exemplos mais evidentes encontra-se na <strong>Califórnia</strong>, nos Estados Unidos, <strong>onde a agricultura depende fortemente da extração de água subterrânea</strong>.</p><p>A mesma tendência foi identificada nas <strong>Grandes Planícies do Sul norte-americanas</strong>, em Chihuahua, no México, e no norte da Índia. Nestas regiões, <strong>a captação de água dos aquíferos para regar as culturas está associada a uma diminuição das reservas subterrâneas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-espaco-os-satelites-revelam-as-mudancas-no-ciclo-da-agua-1792791106886.jpg" data-image="8y7mp7y1roay" alt="Áreas associadas à forte atuvidade humana" title="Áreas associadas à forte atuvidade humana"><figcaption>As missões GRACE e GRACE-FO da NASA monitorizaram as alterações no armazenamento de água terrestre entre abril de 2002 e novembro de 2025. Fonte: NASA.GOV</figcaption></figure><p>Os <strong>períodos prolongados de seca agravam o problema, aumentando a dependência dos agricultores destas fontes de água</strong>. No norte da Índia, a análise mais recente revelou uma redução das reservas mais acentuada do que algumas estimativas anteriores indicavam.</p><p>Contudo, a influência da agricultura não se manifesta sempre da mesma forma. Em algumas partes da África subsaariana, <strong>a expansão de culturas de sequeiro, como o milheto</strong>, esteve associada a aumentos das reservas de água subterrânea.</p><p>Também no estado brasileiro do Maranhão foram <strong>observadas tendências semelhantes em áreas onde a vegetação natural foi substituída por campos agrícolas</strong>. Os investigadores sublinham que estes resultados podem ter várias explicações e exigem uma análise cuidadosa das condições locais.</p><h2>As barragens e os canais também deixam marcas</h2><p>A construção de <strong>infraestruturas para armazenar e transportar água </strong>constitui outro fator importante. <strong>As barragens alteram a distribuição da água à superfície</strong>, enquanto os canais de irrigação podem modificar a quantidade de água que chega ao subsolo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-espaco-os-satelites-revelam-as-mudancas-no-ciclo-da-agua-1792791300462.jpg" data-image="fn1a2kc8au45" alt="Imagem de satelite do canal de Karakum" title="Imagem de satelite do canal de Karakum"><figcaption>Um troço do canal de Karakum no Turquemenistão destaca-se na paisagem desértica pela faixa verde que acompanha o seu percurso. Fonte: NASA.GOV</figcaption></figure><p>No deserto de Karakum, no Turquemenistão, o canal com o mesmo nome transporta água dos rios para apoiar a agricultura em zonas áridas. Ao longo do percurso, <strong>parte dessa água infiltra-se no terreno, contribuindo para alterar as reservas subterrâneas</strong>. A nova análise conseguiu identificar esta influência com maior detalhe.</p><p>Estas alterações demonstram que a intervenção humana pode produzir efeitos muito para além do local onde a água é captada ou utilizada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761076" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-trigo-lanca-um-alerta-nao-estamos-freando-a-mudanca-climatica-e-a-agricultura-podera-pagar-o-preco.html" title="O trigo lança um alerta: não estamos a travar as alterações climáticas e a agricultura poderá pagar o preço">O trigo lança um alerta: não estamos a travar as alterações climáticas e a agricultura poderá pagar o preço</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-trigo-lanca-um-alerta-nao-estamos-freando-a-mudanca-climatica-e-a-agricultura-podera-pagar-o-preco.html" title="O trigo lança um alerta: não estamos a travar as alterações climáticas e a agricultura poderá pagar o preço"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-trigo-lanza-una-advertencia-no-estamos-frenando-el-cambio-climatico-y-la-agricultura-podria-pagar-el-precio-1774406914370_320.png" alt="O trigo lança um alerta: não estamos a travar as alterações climáticas e a agricultura poderá pagar o preço"></a></article></aside><p>A gestão de um rio, a expansão de uma cidade ou a transformação de uma floresta em terreno agrícola podem modificar a <strong>infiltração da água no solo, a evaporação e o escoamento superficial</strong>, influenciando também o risco de cheias e a disponibilidade de água a jusante.</p><p>Desta forma, num planeta onde a água circula continuamente entre a atmosfera, a superfície e o subsolo, <strong>alterar a quantidade disponível num determinado lugar pode ter consequências duradouras</strong>. Reconhecer a marca humana neste ciclo natural é, por isso, um passo essencial para proteger as reservas de água doce e garantir a sua disponibilidade no futuro.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="NASA%20Earth%20Observatory" data-year="2026" data-title="The%20Human%20Fingerprint%20on%20Earth%E2%80%99s%20Water%20Cycle" data-url="https%3A%2F%2Fscience.nasa.gov%2Fearth%2Fearth-observatory%2Fthe-human-fingerprint-on-earths-water-cycle%2F">NASA Earth Observatory. (2026). <a href="https://science.nasa.gov/earth/earth-observatory/the-human-fingerprint-on-earths-water-cycle/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The Human Fingerprint on Earth’s Water Cycle</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/do-espaco-os-satelites-revelam-as-mudancas-no-ciclo-da-agua.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Começa o mês de Escorpião: mitos e maravilhas da constelação do coração vermelho]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/comeca-o-mes-de-escorpiao-mitos-e-maravilhas-da-constelacao-do-coracao-vermelho.html</link><pubDate>Sun, 25 Oct 2026 11:04:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um coração avermelhado, uma cauda curvada e uma história ligada a Órion: Escorpião esconde estrelas e nebulosas espetaculares. Descobre os seus tesouros e como reconhecer esta constelação no céu de verão em Portugal, escolhendo o local e o momento certos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/lo-scorpione-miti-e-meraviglie-della-costellazione-dal-cuore-rosso-1792046397491.jpg" data-image="zi9vz5njl3n0" alt="Constelação de Escorpião" title="Constelação de Escorpião"><figcaption>Representação artística da constelação de Escorpião no céu de verão.</figcaption></figure><p>Das doze constelações do Zodíaco,<strong> Escorpião é aquela cuja forma melhor evoca aquilo que representa</strong>: uma longa sequência de estrelas desenha o corpo, a cauda curvada e as pinças, enquanto a estrela Antares assinala o seu coração avermelhado.</p><p>Tradicionalmente, o dia 23 de outubro marca o início do mês de Escorpião, quando o Sol entra nos limites desta constelação durante o seu movimento aparente ao longo da eclíptica. No entanto, <strong>o fenómeno da precessão dos equinócios atrasou esta entrada cerca de um mês</strong>, desfasando o calendário zodiacal da posição efetiva do Sol.</p><h2>A mitologia: o escorpião que desafiou Órion</h2><p>Na mitologia grega, <strong>a história de Escorpião está ligada à do formidável caçador Órion</strong>. Segundo uma das narrativas mitológicas, Órion era um gigante e um caçador extraordinário. Cego pela arrogância, gabou-se de conseguir matar qualquer animal existente na Terra.</p><p>Para o castigar pela sua presunção, Gaia, a deusa da Terra, enviou um escorpião pequeno, mas mortal. <strong>Este picou o gigante no calcanhar, provocando a sua morte</strong>. Um animal minúsculo conseguiu, assim, vencer um gigante poderoso.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="772817" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/fossil-de-415-milhoes-de-anos-revela-maior-escorpiao-ja-identificado-na-terra.html" title="Fóssil de 415 milhões de anos revela maior escorpião já identificado na Terra">Fóssil de 415 milhões de anos revela maior escorpião já identificado na Terra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/fossil-de-415-milhoes-de-anos-revela-maior-escorpiao-ja-identificado-na-terra.html" title="Fóssil de 415 milhões de anos revela maior escorpião já identificado na Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fossil-de-415-milhoes-de-anos-revela-maior-escorpiao-ja-identificado-na-terra-1780847184190_320.jpg" alt="Fóssil de 415 milhões de anos revela maior escorpião já identificado na Terra"></a></article></aside><p>Por vontade de Zeus, <strong>Órion e o escorpião foram transformados em constelações</strong>. No entanto, para evitar que continuassem a combater-se eternamente, foram colocados em pontos opostos da abóbada celeste. Assim, quando a constelação de Escorpião nasce a este, a constelação de Órion põe-se a oeste, e vice-versa. Na tradição grega, a constelação de Escorpião tinha uma extensão maior do que a atual, incluindo também estrelas que hoje pertencem à constelação da Balança.</p><h2>Os objetos mais interessantes: do coração vermelho aos berços estelares</h2><p>Na direção da constelação encontram-se objetos muito interessantes de diferentes tipos. O principal destaque é, sem dúvida, <strong>a estrela Antares, uma supergigante vermelha</strong>. </p><div class="texto-destacado">O nome Antares significa "rival de Ares", ou seja, de Marte, devido à semelhança da sua cor com a do planeta. </div><p>Estima-se que tenha um <strong>diâmetro cerca de 700 vezes superior ao do Sol</strong>, daí a sua classificação como supergigante. Se Antares ocupasse o lugar do Sol, a sua superfície estender-se-ia para além da órbita de Marte. </p><p>Outro objeto interessante é Messier 4, um dos enxames globulares mais próximos da Terra. Trata-se de um enorme conjunto de estrelas unidas pela atração gravitacional mútua. Tal como outros enxames globulares, apresenta uma forma esferoidal e<strong> contém mais de cem mil estrelas</strong>, bastante mais antigas do que o Sol. A sua proximidade aparente à brilhante Antares ajuda a localizá-lo.<a href="https://science.nasa.gov/mission/hubble/science/explore-the-night-sky/hubble-messier-catalog/messier-4/?utm_source=chatgpt.com"> </a></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lo-scorpione-miti-e-meraviglie-della-costellazione-dal-cuore-rosso-1792046488017.jpg" data-image="53y5owwunjaa" alt="Antares" title="Antares"><figcaption>Uma representação artística da supergigante vermelha Antares.</figcaption></figure><p>Perto do ferrão do escorpião, é possível observar dois jovens enxames abertos: Messier 6, conhecido como <strong>Enxame da Borboleta</strong>, porque a disposição das suas estrelas faz lembrar duas asas, e Messier 7, também designado Enxame de Ptolomeu, por já ser conhecido na Antiguidade.</p><p>Outro objeto é a<strong> curiosa Nebulosa da Pata de Gato</strong> (NGC 6334), onde está a ocorrer a formação de novas estrelas. Trata-se, por isso, de uma região de formação estelar. No entanto, esta nebulosa só é acessível através da astrofotografia.</p><p>Existem também <strong>numerosas estrelas com exoplanetas</strong>. Entre elas encontra-se Gliese 667 C, que possui um sistema planetário com três planetas na zona habitável. Já 1RXS 1609 b é um planeta gasoso conhecido por se encontrar a uma distância enorme da sua estrela, equivalente a cerca de 300 vezes a distância entre o Sol e a Terra.</p><h2>Quando observar Escorpião em Portugal e como reconhecê-lo</h2><p>Os <strong>meses de junho e julho são os mais favoráveis para observar a constelação de Escorpião</strong>. Esta situa-se entre a Balança, a oeste, e Sagitário, a este.<a href="https://www.uai.it/sito/news/uai-divulgazione/cielo-del-mese-di-giugno-2026/?utm_source=chatgpt.com"> </a></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lo-scorpione-miti-e-meraviglie-della-costellazione-dal-cuore-rosso-1792046626702.png" data-image="rr5l2w19ivqe" alt="Constelação de Escorpião" title="Constelação de Escorpião"><figcaption>Situada entre Balança e Sagitário, a constelação do Escorpião — quando observada a partir de Portugal — mantém-se sempre baixa acima do horizonte sul. Crédito: Stellarium Web</figcaption></figure><p>Depois de localizar Antares, graças à sua cor alaranjada-avermelhada, basta seguir uma cadeia de estrelas que desce em direção ao horizonte para chegar à cauda. As estrelas Shaula e Lesath, próximas uma da outra no céu, assinalam a <strong>extremidade do ferrão</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="731543" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/conheca-as-principais-diferencas-entre-astronomia-e-astrologia.html" title="Conheça as principais diferenças entre astronomia e astrologia">Conheça as principais diferenças entre astronomia e astrologia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/conheca-as-principais-diferencas-entre-astronomia-e-astrologia.html" title="Conheça as principais diferenças entre astronomia e astrologia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/diferencias-clave-entre-astronomia-y-astrologia-1758723189618_320.jpeg" alt="Conheça as principais diferenças entre astronomia e astrologia"></a></article></aside><p>A partir de Portugal, <strong>Escorpião mantém-se baixo acima do horizonte</strong>. No sul do país, é possível observar toda a constelação acima do horizonte, enquanto nas latitudes mais setentrionais algumas partes da figura ficam muito próximas da linha do horizonte. Por isso, é importante escolher um local sem edifícios, árvores ou relevos na direção sul. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/comeca-o-mes-de-escorpiao-mitos-e-maravilhas-da-constelacao-do-coracao-vermelho.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mais de 2.000 árvores de Natal enterradas na areia: o truque natural de Inglaterra para proteger a sua costa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mais-de-2-000-arvores-de-natal-enterradas-na-areia-o-truque-natural-da-inglaterra-para-proteger-sua-costa.html</link><pubDate>Sun, 25 Oct 2026 10:04:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A localidade de St. Annes, em Lancashire, reaproveita os pinheiros descartados após as festas natalinas para reter areia, reconstruir dunas e reduzir a exposição das residências a tempestades.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mas-de-2-000-arboles-de-navidad-enterrados-en-la-arena-el-truco-natural-de-inglaterra-para-proteger-su-costa-1792579612553.jpg" data-image="na6zppkq499d"><figcaption>Em Inglaterra enterram-se milhares de árvores de Natal nas praias de St. Annes para recuperar as dunas e travar a erosão costeira. (Imagem feita com IA)</figcaption></figure><p>As<strong> praias britânicas</strong> enfrentam, há muito tempo, um problema sério: uma <strong>perda progressiva de areia </strong>que <strong>enfraquece a barreira natural entre o mar e as áreas habitadas</strong>.</p><p>Por este motivo, em<strong> St. Annes</strong>, localidade do<strong> condado inglês de Lancashire</strong>, uma iniciativa ambiental aproveita um resíduo comum em janeiro para recuperar terreno na linha de costa. As <strong>árvores de natal (pinheiros)</strong> provenientes das residências <strong>ganham uma segunda utilidade após as festas de fim de ano: ajudar a reconstruir as dunas</strong>.</p><p>A intervenção faz parte de um <strong>programa de restauração </strong>que reúne entidades de conservação, administrações locais e voluntários. O objetivo é <strong>recuperar o terreno perdido, reter sedimentos e favorecer o retorno da vegetação nativa</strong>. As ações repetem-se a cada inverno e integram uma estratégia que já está em curso há mais de dez anos.</p><h2>Como as árvores de Natal ajudam a recuperar as dunas da Inglaterra</h2><p>O procedimento aproveita um fenómeno natural: o vento transporta pequenos <strong>grãos de areia</strong> que ficam retidos ao encontrar obstáculos. Para facilitar este acúmulo, os trabalhadores abrem valas na praia, colocam as árvores e cobrem parte dos seus troncos. Os <strong>galhos</strong> permanecem descobertos e travam<strong> o deslocamento do sedimento próximo ao solo</strong>.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/LiIrfFaV0IM/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=LiIrfFaV0IM" id="LiIrfFaV0IM"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p><strong>A areia retida em redor dos exemplares forma pequenos montes que, com o tempo, podem transformar-se em novas dunas</strong>. A instalação exige o estudo das condições da praia, uma vez que as marés poderiam levar as árvores caso fossem colocadas em locais inadequados. Por este motivo, a intervenção é realizada em pontos selecionados, e não diretamente sobre a linha de rebentação.</p><p>O sistema também inclui <strong>barreiras feitas de madeira de castanheiro e estruturas vegetais que ajudam a imobilizar a areia</strong>. Em seguida, são introduzidas plantas adaptadas a esses terrenos, entre elas a erva-das-dunas — conhecida em inglês como <em>marram grass</em>. As suas raízes fixam o substrato e favorecem a estabilidade das formações arenosas, de modo a que a vegetação acabe por desempenhar um papel fundamental na proteção do litoral.</p><h2>O projeto de St. Annes recupera terreno face à erosão costeira</h2><p>A iniciativa chama-se “<em><strong>Fylde Sand Dunes Project</strong></em>” e conta com a participação do Lancashire Wildlife Trust, do Fylde Council e do Blackpool Council.</p><p>A <em>Environment Agency</em> fornece financiamento ao programa, que visa <strong>restaurar um sistema de dunas que perdeu cerca de 80% da sua extensão nos últimos 150 anos</strong>. A urbanização e a erosão estão entre as principais causas deste recuo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mas-de-2-000-arboles-de-navidad-enterrados-en-la-arena-el-truco-natural-de-inglaterra-para-proteger-su-costa-1792579698459.jpg" data-image="us6xgqjrwcv4"><figcaption>O projeto inglês aproveita pinheiros descartados no Natal para reter areia e proteger centenas de residências contra tempestades. (Imagem feita por IA)</figcaption></figure><p>A <strong>recolha</strong><strong> de árvores</strong> permite aproveitar exemplares naturais que, após as festas natalícias, poderiam acabar transformados em lascas de madeira ou ser descartados. Os moradores entregam os pinheiros em diversos pontos designados, e entidades como a<em> Trinity Hospice </em>colaboram na organização das campanhas. Em seguida, os voluntários transportam as árvores até aos trechos de praia selecionados para a sua instalação.</p><p>A dimensão destas operações pôde ser observada em várias campanhas. Numa delas, mais de 250 participantes instalaram mais de 2.000 árvores em três dias em North Beach, St. Annes. Em <strong>2026</strong>, até ao momento, cerca de 650 voluntários <strong>enterraram aproximadamente 2.000 exemplares ao longo de cerca de três quilómetros de costa</strong>. Estas ações permitem dar continuidade aos trabalhos de recuperação durante cada temporada de inverno.</p><h2>Os resultados: dunas mais extensas e proteção para moradias</h2><p>Os dados disponíveis mostram mudanças na extensão de determinados trechos do litoral. <strong>Algumas áreas ganharam entre 60 e 90 metros desde 2013</strong>. Outras referências do projeto indicam um crescimento de até 80 metros em pontos específicos de North Beach. Os números referem-se a trechos determinados, e não a um aumento uniforme em toda a extensão da praia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mas-de-2-000-arboles-de-navidad-enterrados-en-la-arena-el-truco-natural-de-inglaterra-para-proteger-su-costa-1792579882723.jpeg" data-image="57i6ietdsax2"><figcaption>A erva-das-dunas ajuda a fixar a areia com as suas raízes e a estabilizar as dunas de Inglaterra, uma barreira natural contra a erosão costeira e as tempestades.</figcaption></figure><p>Além disso, <strong>a ampliação das dunas aumenta a separação entre o mar e as áreas residenciais.</strong> De acordo com os dados do programa, estas barreiras naturais protegem, atualmente, 493 propriedades contra a erosão costeira e outras oito contra inundações. Ademais, cerca de 400 residências poderiam beneficiar-se da proteção proporcionada por futuras intervenções. A capacidade de defesa depende da conservação das dunas e das condições que afetam a costa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="743668" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-custo-da-erosao-e-uma-grande-emergencia-pelo-que-so-pode-ser-combatido-com-solucoes-naturais.html" title="O custo da erosão é uma grande emergência, pelo que só pode ser combatido com soluções naturais">O custo da erosão é uma grande emergência, pelo que só pode ser combatido com soluções naturais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-custo-da-erosao-e-uma-grande-emergencia-pelo-que-so-pode-ser-combatido-com-solucoes-naturais.html" title="O custo da erosão é uma grande emergência, pelo que só pode ser combatido com soluções naturais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/l-erosione-costiera-e-diventata-una-grande-emergenza-ma-si-puo-combattere-solo-con-soluzioni-naturali-1737390776885_320.jpg" alt="O custo da erosão é uma grande emergência, pelo que só pode ser combatido com soluções naturais"></a></article></aside><p>A <strong>restauração </strong>também contribui para conservar a fauna e a flora da área circundante. Esta reúne mais de 300 espécies vegetais, além de invertebrados pouco comuns e aves consideradas prioritárias para a conservação. Os trabalhos incluem a remoção de plantas invasoras e a melhoria dos habitats.</p><p>A reciclagem das árvores de Natal faz, assim, parte de uma intervenção mais ampla, cujo objetivo é recuperar o ecossistema dunar e reduzir a vulnerabilidade da costa frente ao mar.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mais-de-2-000-arvores-de-natal-enterradas-na-areia-o-truque-natural-da-inglaterra-para-proteger-sua-costa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Depressões de outono: o que o vento forte faz às árvores e às estufas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/depressoes-de-outono-o-que-o-vento-forte-faz-as-arvores-e-as-estufas.html</link><pubDate>Sun, 25 Oct 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Chegam as primeiras depressões do Atlântico e, com elas, as árvores tombadas e os plásticos pelo ar. Quase sempre o estrago não vem da força do vento, vem de uma combinação que se podia ter evitado.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressoes-de-outono-o-que-o-vento-forte-faz-as-arvores-e-as-estufas-1792775162068.png" data-image="00rmp7t2hbdy"><figcaption>Ramo partido numa macieira ainda carregada de fruta, o peso que o vento de outono encontra.</figcaption></figure><p><strong>A partir de outubro,</strong> Portugal volta a ficar na rota das depressões que atravessam o Atlântico. Trazem chuva, trazem queda de temperatura e trazem sobretudo vento.</p><p>E há uma razão para o outono ser<strong> a estação em que mais árvores tombam,</strong> que não tem a ver com o vento ser mais forte do que no inverno.</p><h2>O número a vigiar é a rajada, não a média</h2><p><strong>Nas previsões de vento aparecem sempre dois valores</strong>, e é fácil olhar para aquele que não interessa. Convém saber qual é qual, porque só um deles explica os estragos.</p><div class="texto-destacado"><strong>Rajada de vento:</strong><br><br>Velocidade máxima atingida pelo vento num curto instante, por oposição ao vento médio, que é a média ao longo de um período. Nas previsões aparecem os dois valores. Os estragos em árvores, estufas e culturas são provocados quase sempre pela rajada, que pode ser o dobro da média.</div><p>Um dia com vento médio de 30 km/h e rajadas de 80 km/h não é um dia de vento moderado. É um dia em que, várias vezes, a estrutura apanha um empurrão três vezes mais forte do que aquilo que o número da média sugere.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O que derruba uma árvore não é o vento que soprou toda a tarde. É a rajada de poucos segundos que apanhou o solo já encharcado.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><h2>Porque é que o outono é pior do que o inverno</h2><p>Aqui está a combinação que explica tudo.</p><p>No outono, <strong>as árvores de folha caduca ainda têm a copa cheia</strong>, e cada folha é uma pequena vela que apanha vento. Ao mesmo tempo, as primeiras chuvas já encharcaram o solo, e uma raiz em terra saturada agarra muito menos do que em terra firme.</p><p>Copa cheia e solo mole é a receita do desenraizamento. Em janeiro, com a árvore já sem folhas, o mesmo vento passa por entre os ramos sem fazer força nenhuma.</p><p>Vale a pena perceber o que esperar a cada escalão de rajada, porque é esse número que aparece na previsão e é com ele que se decide o que fazer na véspera.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Rajada prevista</p></th><th scope="col"><p>O que costuma acontecer</p></th><th scope="col"><p>O que fazer antes</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>50 a 60 km/h</p></td><td><p>Queda de fruta, ramos finos partidos</p></td><td><p>Colher o que estiver maduro</p></td></tr><tr><td><p>60 a 80 km/h</p></td><td><p>Plásticos levantados, tutores vergados</p></td><td><p>Reforçar amarrações e fechar estufas</p></td></tr><tr><td><p>80 a 100 km/h</p></td><td><p>Estufas caseiras perdidas, ramos grandes partidos</p></td><td><p>Retirar coberturas soltas e vasos altos</p></td></tr><tr><td><p>Acima de 100 km/h</p></td><td><p>Árvores desenraizadas, estragos estruturais</p></td><td><p>Nada a fazer na hora, só prevenção prévia</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Efeitos mais frequentes em função da rajada máxima prevista, para condições de outono com o solo já húmido. Os limiares são indicativos e os estragos ocorrem com valores mais baixos em terrenos expostos, em solos encharcados e em árvores com copa densa ou mal enraizadas. Fonte: elaboração própria.</td></tr></tbody></table><h2>As estufas não se perdem por empurrão, perdem-se por sucção</h2><p>Este é o erro de raciocínio mais comum de quem monta uma estufa ou um túnel.</p><p><strong>O vento não derruba a estrutura empurrando-a de lado. </strong>O que acontece é que o ar entra por baixo ou por uma abertura e cria uma pressão de dentro para fora, que levanta a cobertura como se fosse a asa de um avião.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786621" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-avanca-a-previsao-para-o-outono-2026-as-depressoes-e-gotas-frias-poderao-chegar-a-portugal.html" title="Alfredo Graça avança a previsão para o outono 2026: “as depressões e gotas frias poderão chegar a Portugal”">Alfredo Graça avança a previsão para o outono 2026: “as depressões e gotas frias poderão chegar a Portugal”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-avanca-a-previsao-para-o-outono-2026-as-depressoes-e-gotas-frias-poderao-chegar-a-portugal.html" title="Alfredo Graça avança a previsão para o outono 2026: “as depressões e gotas frias poderão chegar a Portugal”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-avanca-a-previsao-para-o-outono-2026-as-depressoes-e-gotas-frias-poderao-chegar-a-portugal-1788265323105_320.png" alt="Alfredo Graça avança a previsão para o outono 2026: “as depressões e gotas frias poderão chegar a Portugal”"></a></article></aside><p><strong>Daí resultam três regras práticas.</strong> Enterre bem os bordos do filme em toda a volta, sem deixar nenhuma ponta solta. Mantenha as portas e as janelas fechadas quando se anuncia vento, sobretudo as do lado de onde ele vem. E prenda o filme com fio cruzado por cima, que é o que impede o levantamento.</p><p>Em zonas expostas como Viana do Castelo, Peniche ou Sines, a ancoragem importa bastante mais do que a qualidade do plástico.</p><h2>A véspera, em dez minutos</h2><p>Quando se anuncia uma depressão com rajadas fortes, há uma ronda rápida que evita a maior parte dos estragos.</p><p>Recolha ou deite vasos altos, que tombam e partem. Retire coberturas soltas, redes e lonas que possam voar. <strong>Verifique tutores e amarrações</strong>, porque um tutor partido é pior do que nenhum, pois fere o tronco durante toda a noite. Colha a fruta que estiver madura, porque no chão perde-se. E feche portões e estufas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressoes-de-outono-o-que-o-vento-forte-faz-as-arvores-e-as-estufas-1792775665071.png" data-image="eg759tfk15ui"><figcaption>Gramíneas espigadas deitadas todas na mesma direcção, o resultado do vento e da chuva sobre plantas altas.</figcaption></figure><p>Também vale a pena <strong>esvaziar depósitos que estejam quase cheios e mal apoiados</strong>, porque um reservatório de água em cima de uma estrutura instável é um perigo a sério.</p><h2>A tentação de podar, e porque é má ideia</h2><p>Fica para o fim o erro que se comete com a melhor das intenções.</p><p>Ao ver uma árvore a abanar, a reacção natural é querer aliviá-la, cortando ramos para reduzir a resistência ao vento. <strong>É das piores coisas que se pode fazer nesta altura do ano</strong>. As feridas de outubro não cicatrizam, porque a árvore está a entrar em repouso, e ficam abertas a fungos durante todo o inverno. Além disso, uma poda forte estimula rebentos novos e fracos na primavera seguinte, que são os primeiros a partir no ano seguinte.</p><p><strong>E há uma coisa ainda mais contraintuitiva sobre os tutores.</strong> Uma árvore amarrada com força a uma estaca, impedida de se mexer, não engrossa o tronco como devia, porque é justamente o balanço que a leva a reforçar a base. Fica dependente da estaca e, no dia em que esta cede, parte. O tutor deve ser baixo, amarrar só o terço inferior, permitir algum movimento, e sair ao fim de um ou dois anos.</p><p>Nas próximas semanas, <strong>habitue-se a olhar para a rajada de vento </strong>e não só para a média na previsão da sua zona, e a cruzá-la com a precipitação dos dias anteriores. É essa combinação, e não a velocidade sozinha, que diz se a noite é de risco.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/depressoes-de-outono-o-que-o-vento-forte-faz-as-arvores-e-as-estufas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Segundo a NASA, o gelo marinho do Ártico atingiu, este ano, o seu décimo nível mais baixo alguma vez registado no verão]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/segundo-a-nasa-o-gelo-marinho-do-artico-atingiu-este-ano-o-seu-decimo-nivel-mais-baixo-alguma-vez-registado-no-verao.html</link><pubDate>Sun, 25 Oct 2026 08:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Quase 50 anos de dados de satélite mostram que o gelo marinho do Ártico está a diminuir tanto no verão como no inverno e, segundo a NASA, o gelo que ainda existe é muito mais fino e frágil do que antes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/arctic-sea-ice-hit-its-10th-lowest-summer-level-on-record-in-1792766684884.png" data-image="ojmipsiq2iyl" alt="NASA" title="NASA"><figcaption>A NASA informou que a extensão do gelo marinho do Ártico atingiu, em 2026, o seu décimo nível mais baixo alguma vez registado durante o verão, dando continuidade a um declínio de longo prazo impulsionado, em grande medida, pelo aumento das temperaturas globais.</figcaption></figure><p>Todos os anos, o gelo que cobre o Oceano Ártico acumula-se durante um longo e escuro inverno, <strong>atinge a sua maior extensão por volta de março e, depois, reduz-se durante os meses mais quentes </strong>até atingir o seu ponto de menor extensão em setembro.</p><p>É um <strong>ciclo que se verifica há milhares de anos</strong>, mas os satélites monitorizam-no desde 1978 e, segundo a NASA, a quantidade de gelo em ambos os extremos deste ciclo diminuiu significativamente.</p><h2>Uma desaceleração, mas não uma recuperação</h2><p>Este ano, o gelo marinho do Ártico atingiu o seu mínimo anual a 12 de setembro, cobrindo cerca de 4,6 milhões de quilómetros quadrados. Os dados registados pela NASA e pelo Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo dos EUA mostram que<strong> este número iguala os níveis de 2008, 2010 e 2025</strong>, situando-se como o décimo nível mais baixo desde o início dos registos por satélite.</p><p>E não se trata apenas do verão. Em março, o pico de inverno igualou, estatisticamente, o <strong>máximo mais baixo alguma vez registado em março de 2025</strong>.</p><p>No entanto, segundo os investigadores da NASA, na última década, <strong>os níveis de gelo em setembro mantiveram-se bastante estáveis</strong>, em vez de continuarem com o acentuado declínio observado na década de 2000. Uma das razões, explicam, é a maior nebulosidade sobre o Ártico nos últimos anos, o que impediu que parte da luz solar chegasse ao gelo e contribuiu para limitar o degelo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arctic-sea-ice-hit-its-10th-lowest-summer-level-on-record-in-1792766704406.png" data-image="h2juj08lpwj3" alt="ártico" title="ártico"><figcaption>Os cientistas alertaram que o Ártico está cada vez mais dominado por gelo marinho mais jovem e fino, o que gera preocupação com a vida selvagem e o futuro da região, à medida que a camada de gelo de verão continua a diminuir.</figcaption></figure><p>Mas isso não significa que as coisas estejam a melhorar. De acordo com os dados, todos os verões, de 2007 a 2026, <strong>figuram entre os 20 com a menor extensão de gelo em setembro na história</strong> — sendo o de 2012 o mais baixo de todos —, pelo que a situação estabilizou num nível muito mais baixo do que anteriormente.</p><h2>O que resta é mais jovem e mais fino</h2><p>No entanto, a maior preocupação para os cientistas é agora o que está a acontecer com o gelo em si. O Ártico costumava estar coberto por uma <strong>grande quantidade de gelo plurianual</strong> — ou seja, gelo que sobrevive pelo menos a um verão e se acumula ao longo de vários anos, tornando-se mais espesso e resistente com o passar do tempo.</p><p>Segundo a NASA, <strong>este gelo antigo diminuiu significativamente</strong>, e a maior parte do Ártico está agora coberta por gelo de primeiro ano, que se forma durante o inverno, mas é muito mais fino e derrete muito mais facilmente quando chega o verão.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="792474" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-chegam-a-uma-conclusao-inesperada-em-relacao-ao-comportamento-do-oceano-antartico-no-futuro.html" title="Cientistas chegam a uma conclusão inesperada em relação ao comportamento do Oceano Antártico no futuro">Cientistas chegam a uma conclusão inesperada em relação ao comportamento do Oceano Antártico no futuro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-chegam-a-uma-conclusao-inesperada-em-relacao-ao-comportamento-do-oceano-antartico-no-futuro.html" title="Cientistas chegam a uma conclusão inesperada em relação ao comportamento do Oceano Antártico no futuro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-chegam-a-uma-conclusao-inesperada-em-relacao-ao-comportamento-do-oceano-antartico-no-futuro-1791470853030_320.jpg" alt="Cientistas chegam a uma conclusão inesperada em relação ao comportamento do Oceano Antártico no futuro"></a></article></aside><p>Os padrões naturais, como a Oscilação Ártica — que afeta os ventos e as temperaturas em toda a região —, influenciam a quantidade de gelo de um ano para o outro. No entanto,<strong> os cientistas afirmam que as flutuações naturais não conseguem explicar, por si só, o declínio a longo prazo</strong>, e que o aumento das temperaturas globais é um factor importante.</p><p>Olhando para o futuro, os <strong>investigadores prevêem que o Oceano Ártico poderá ficar praticamente livre de gelo marinho durante pelo menos um verão antes de 2050</strong>, o que representaria uma enorme mudança para uma região que manteve uma extensa camada de gelo durante milénios.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="NASA%20Earth%20Observatory" data-year="October%202026" data-title="Arctic%20Sea%20Ice%20Shrinks%20to%20Its%202026%20Minimum" data-url="https%3A%2F%2Fscience.nasa.gov%2Fearth%2Fearth-observatory%2Farctic-sea-ice-shrinks-to-its-2026-minimum%2F">NASA Earth Observatory. (October 2026). <a href="https://science.nasa.gov/earth/earth-observatory/arctic-sea-ice-shrinks-to-its-2026-minimum/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Arctic Sea Ice Shrinks to Its 2026 Minimum</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/segundo-a-nasa-o-gelo-marinho-do-artico-atingiu-este-ano-o-seu-decimo-nivel-mais-baixo-alguma-vez-registado-no-verao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item></channel></rss>