<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Wed, 15 Apr 2026 20:00:16 +0000</lastBuildDate><pubDate>Wed, 15 Apr 2026 20:00:16 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Uma pluma de poeira saariana aproxima-se da Madeira: este sábado o céu mudará de cor]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-pluma-de-poeira-saariana-aproxima-se-da-madeira-este-sabado-o-ceu-mudara-de-cor.html</link><pubDate>Wed, 15 Apr 2026 17:27:07 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O estado do tempo no arquipélago da Madeira deverá sofrer uma alteração gradual ao longo deste sábado, com sinais que se tornarão mais evidentes a partir do final da manhã. Ao longo do dia, o céu poderá apresentar um aspeto menos habitual, sobretudo durante a tarde.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5lnso"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5lnso.jpg" id="xa5lnso"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A circulação atmosférica no Atlântico oriental deverá favorecer, ao longo de sábado, o <strong>transporte de uma massa de ar de origem africana</strong> em direção ao arquipélago da Madeira. Este fluxo, com componente de sul a sudeste nos <strong>níveis médios da atmosfera</strong>, estabelece uma ligação direta com o Norte de África, criando condições propícias à advecção de partículas minerais em suspensão. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.<br></div><p>Este padrão atmosférico favorece o seu deslocamento em direção ao arquipélago, permitindo que as poeiras em suspensão cheguem de forma progressiva ao longo do dia.</p><h2>Intrusão de poeiras começa a fazer-se notar a partir do final da manhã</h2><p>Os primeiros sinais desta intrusão <strong>deverão surgir a partir do final da manhã</strong>, altura em que a concentração de poeiras começa a aumentar de forma gradual. Durante a madrugada e primeiras horas do dia, a atmosfera deverá manter-se relativamente limpa, mas com uma transição progressiva à medida que a pluma se aproxima. Esta evolução <strong>traduz-se numa ligeira perda de transparência do ar</strong>, ainda pouco percetível numa fase inicial.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-pluma-de-poeira-saariana-aproxima-se-da-madeira-este-sabado-o-ceu-mudara-de-cor-1776273864514.png" data-image="7nuu75ff0pa4"><figcaption>Aumento da carga de aerossóis na atmosfera nas proximidades da Madeira, indicando a chegada de poeiras em suspensão capazes de reduzir a visibilidade e tornar a luz mais difusa ao longo de sábado.</figcaption></figure><p>Durante a tarde, o arquipélago deverá ficar sob influência mais direta desta massa de ar, com níveis moderados de poeiras em suspensão. Os valores previstos apontam para uma <strong>concentração moderada de partículas na atmosfera</strong>, suficiente para interferir com a radiação solar e promover uma maior difusão da luz. Como resultado, <strong>o céu poderá apresentar um aspeto mais turvo, com tonalidades esbranquiçadas ou amareladas</strong>, sobretudo nas horas de maior luminosidade.</p><h2>Qualidade do ar mantém-se sem agravamento significativo</h2><p>Em termos de qualidade do ar, não se espera um agravamento significativo. <strong>As concentrações de partículas deverão manter-se dentro de intervalos baixos a moderados</strong>, com valores de PM10 geralmente abaixo dos 20 µg/m³ e PM2.5 inferiores a 10 µg/m³. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-pluma-de-poeira-saariana-aproxima-se-da-madeira-este-sabado-o-ceu-mudara-de-cor-1776272891931.png" data-image="c3t4mpgqsqgm"><figcaption>Apesar de à superfície o vento soprar de nordeste, o transporte destas poeiras ocorre sobretudo em altitude, onde o fluxo de sul a sudeste permite a sua deslocação desde o Norte de África até à Madeira.</figcaption></figure><p>O índice de qualidade do ar deverá manter-se entre <strong>“bom” e “aceitável</strong>”, sem impacto relevante para a maioria da população, embora se trate de uma alteração face aos dias anteriores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-pluma-de-poeira-saariana-aproxima-se-da-madeira-este-sabado-o-ceu-mudara-de-cor-1776272507462.png" data-image="v4x8rox21cgu"><figcaption>Qualidade do ar prevista entre boa e moderada na Madeira, sem impacto significativo esperado, apesar da presença de poeiras em suspensão na atmosfera.</figcaption></figure><p><strong>A intensidade do fenómeno poderá variar ao longo da ilha, sendo mais notória nas vertentes voltadas a sul e em zonas de maior altitude</strong>, onde o contacto com a massa de ar africana é mais direto. Nestas áreas, deverá predominar vento de sul ou sudeste de intensidade moderada, contribuindo para manter as poeiras em suspensão durante mais tempo e prolongando a sua presença na atmosfera ao longo da tarde.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764045" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-em-lisboa-as-horas-mais-quentes-da-semana-serao-registadas-entre-sabado-e-domingo.html" title="O tempo em Lisboa: as horas mais quentes da semana serão registadas entre sábado e domingo">O tempo em Lisboa: as horas mais quentes da semana serão registadas entre sábado e domingo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-em-lisboa-as-horas-mais-quentes-da-semana-serao-registadas-entre-sabado-e-domingo.html" title="O tempo em Lisboa: as horas mais quentes da semana serão registadas entre sábado e domingo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-tempo-em-lisboa-as-horas-mais-quentes-da-semana-serao-registadas-entre-sabado-e-domingo-1776258149162_320.jpg" alt="O tempo em Lisboa: as horas mais quentes da semana serão registadas entre sábado e domingo"></a></article></aside><p><strong>A permanência das poeiras dependerá da evolução do padrão de circulação</strong> nos dias seguintes, sendo expectável que uma eventual alteração do <strong>vento em altitude</strong> contribua para a sua dispersão gradual e para o regresso a condições de maior transparência atmosférica.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-pluma-de-poeira-saariana-aproxima-se-da-madeira-este-sabado-o-ceu-mudara-de-cor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O emotivo resgate de Sona, o último tigre de circo de Portugal: inicia agora a sua recuperação em Espanha]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-emotivo-resgate-de-sona-o-ultimo-tigre-de-circo-de-portugal-inicia-agora-a-sua-recuperacao-em-espanha.html</link><pubDate>Wed, 15 Apr 2026 16:47:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Após 16 anos em cativeiro num circo itinerante, Sona, considerado o último tigre de circo de Portugal, acaba de ser transferido para um santuário espanhol em Villena (Alicante).</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-emotivo-resgate-de-sona-o-ultimo-tigre-de-circo-de-portugal-inicia-agora-a-sua-recuperacao-em-espanha-1776266701600.jpg" data-image="4blyxvudtlh7"><figcaption> Ao longo da sua vida, Sona só se deslocou entre o chão da caravana e a pista do circo. Este enorme felino branco era o último tigre que se encontrava num circo português. Imagem: Fundação AAP e Pangea Trust.</figcaption></figure><p><strong>Durante 16 anos um enorme felino branco de três metros chamado Sona viveu numa caravana de nove metros quadrados de um circo itinerante em Portugal</strong>. Há quinze dias, a Fundação AAP e a organização Pangea Trust resgataram este espécime gigantesco, que se encontra agora no centro da AAP em Alicante, “Primadomus”. De momento, o tigre encontra-se em isolamento até ao final do período de quarentena, altura em que pisará terra pela primeira vez.</p><p><strong>Os donos do circo devolveram o tigre branco quase sete anos depois</strong> de a Assembleia da República ter proibido, em 2019, a utilização de animais selvagens nestes espetáculos. O período de transição aprovado para que os proprietários entregassem voluntariamente os seus animais era de <strong>seis anos, tempo que se esgotou neste caso</strong> ao ponto de quase ser apreendido pelas autoridades. Assim, no final de 2025, o circo em questão (cujo nome não foi tornado público) <strong>contactou a Pangea Trust para coordenar a entrega do macho</strong>.</p><h2>Sona viveu toda a vida no circo e as sequelas são palpáveis</h2><p>De acordo com a Fundação AAP, <strong>S</strong><strong>ona foi utilizado desde os três meses de idade para fazer truques de magia e ser exibido no espetáculo</strong>. Embora o tigre esteja “desempregado” há dois anos, as sequelas de uma vida no circo são palpáveis. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-emotivo-resgate-de-sona-o-ultimo-tigre-de-circo-de-portugal-inicia-agora-a-sua-recuperacao-em-espanha-1776266983166.jpg" data-image="tsahmlijxxwy"><figcaption>Em 2021, com ajuda da AAP, dois tigres e uma leoa foram transferidos para Alicante, sobrevivendo apenas a leoa lá. E em 2025 restavam apenas um elefante e um tigre em circos de Portugal, de acordo com informação do ICNF, sendo Sona o último felino.</figcaption></figure><div class="texto-destacado">Sona não tem garras nas patas dianteiras devido à amputação da primeira falange dos dedos dos pés. <strong>A onicectomia é uma cirurgia, considerada abuso animal, que impede que as unhas voltem a crescer para tornar os animais “mais seguros”</strong>.</div><p>Além disto, <strong>falta-lhe uma presa, </strong>removida devido a uma infeção das gengivas há dois anos,<strong> </strong>tem<strong> cataratas graves </strong>e têm os<strong> músculos das ancas e das pernas enfraquecidos</strong> devido à falta de movimento durante tantos anos, segundo a AAP. Também tem <strong>lesões nas almofadas das patas</strong> devido ao facto de viver numa superfície dura sem cobertura natural.</p><h2>Os primeiros passos de adaptação ao seu novo habitat</h2><p>Na sua quarentena sanitária, Sona já está a dar os primeiros sinais de adaptação ao seu novo habitat. Segundo Berta Alzaga, porta-voz da AAP Espanha, o tigre <strong>“já se deita em palha para dormir e está a adaptar-se à sua nova dieta, que inclui carne de vaca e coelho, quando antes só comia frango”</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="646350" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-tecnologia-espacial-e-a-capacidade-de-computacao-estao-a-ajudar-os-tigres-ciencia.html" title="A tecnologia espacial e a capacidade de computação estão a ajudar os tigres">A tecnologia espacial e a capacidade de computação estão a ajudar os tigres</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-tecnologia-espacial-e-a-capacidade-de-computacao-estao-a-ajudar-os-tigres-ciencia.html" title="A tecnologia espacial e a capacidade de computação estão a ajudar os tigres"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/how-space-tech-and-computing-power-are-helping-tigers-1709228475665_320.jpg" alt="A tecnologia espacial e a capacidade de computação estão a ajudar os tigres"></a></article></aside><p>Terminando a quarentena, Sona será transferido para o espaço onde vivem os 35 felinos resgatados no santuário da AAP em Alicante. Por ter passado toda a sua vida em cativeiro, <strong>Sona não conseguiria sobreviver na natureza, pelo que passará os seus últimos anos no santuário espanhol</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://archive.ph/9alPX#selection-267.0-267.95" target="_blank">‘Sona’, el último tigre de circo de Portugal, inicia una nueva vida en un santuario de Alicante</a>. El País. Paola Mendoza. 13 de abril de 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-emotivo-resgate-de-sona-o-ultimo-tigre-de-circo-de-portugal-inicia-agora-a-sua-recuperacao-em-espanha.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Investigador português usa a neurociência para descodificar as emoções ocultas da “Última Ceia”]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/investigador-portugues-usa-a-neurociencia-para-descodificar-as-emocoes-ocultas-da-ultima-ceia.html</link><pubDate>Wed, 15 Apr 2026 14:59:32 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Estudo conduzido pelo professor Freitas-Magalhães propõe uma releitura da obra-prima de Leonardo da Vinci como um laboratório de expressões faciais e emoções humanas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigador-portugues-usa-a-neurociencia-para-descodificar-as-emocoes-ocultas-da-ultima-ceia-1776263660857.jpg" data-image="khfvfkf2fyj1" alt="Ultima Ceia de Leonardo da Vinci" title="Ultima Ceia de Leonardo da Vinci"><figcaption>O investigador Freitas-Magalhães usou um instrumento neurocientífico inovador para estudar as emoções humanas na obra-prima de Leonardo da Vinci. Imagem: reprodução do original, domínio público via Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>O que mais se pode dizer sobre a “<strong>Última Ceia</strong>”, a obra-prima <strong>de Leonardo da Vinci</strong>? Estando entre os quadros do Renascimento mais estudados no mundo, será difícil encontrar novas dimensões para a tela que o artista, nascido em Itália, pintou entre 1495 e 1498.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O quadro rompe com todas as convenções da época, trazendo novos significados para as artes, a religião ou as ciências exatas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Representando o momento dramático em que Jesus anuncia que um dos discípulos irá traí-lo, a obra é, desde logo, um <strong>estudo de perspetiva</strong> com todas as linhas arquitetónicas a convergirem para a figura central, o ponto focal técnico e emocional da cena representada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigador-portugues-usa-a-neurociencia-para-descodificar-as-emocoes-ocultas-da-ultima-ceia-1776263736805.jpg" data-image="26cxhocdl4uq" alt="Composição dos rostos dos discípulos na Última Ceia, de Da Vinci" title="Composição dos rostos dos discípulos na Última Ceia, de Da Vinci"><figcaption>Surpresa, medo, indignação e ansiedade são algumas das emoções presentes na obra de Leonardo da Vinci, que revelam padrões neuroemocionais distintos, segundo a investigação de Armindo Freitas-Magalhães. Imagem de domínio público trabalhada no Canva.</figcaption></figure><p>Os <strong>jogos de luzes</strong>, as <strong>técnicas</strong> e os <strong>materiais</strong> <strong>inovadores</strong>, a <strong>organização geométrica</strong> ou o <strong>simbolismo dos números</strong> fazem desta composição um retrato intenso, mas, ao mesmo tempo, harmonioso e vibrante nas suas cores.</p><p>Não por acaso, o mural pintado no teto do refeitório da Igreja de Santa Maria delle Grazie, em Milão, é um dos <strong>casos de estudo mais complexos</strong>, com historiadores, matemáticos, teólogos, entre outros tantos especialistas, a procurar descobrir <strong>dimensões ocultas</strong> da “Última Ceia”.</p><h2>A neurociência aplicada a uma obra-prima</h2><p>Já muito se escreveu e se estudou sobre esta obra, mas ainda há muito por dizer, como ficou demonstrado agora pela investigação apresentada por <strong>Armindo Freitas-Magalhães</strong>, professor, psicólogo e diretor do Laboratório de Expressão Facial da Emoção, da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Fernando Pessoa, no Porto.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Acrescentando uma dimensão original à pintura de Da Vinci, o trabalho do investigador português culminou, ao fim de 16 anos, com o livro "A Face da Traição: A Neurociência da Emoção na Última Ceia de Leonardo da Vinci".<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Surpresa, medo, indignação ou ansiedade são algumas emoções presentes na obra, que revelam <strong>padrões neuroemocionais distintos</strong>, defende a investigação de Armindo Freitas-Magalhães. </p><h2>A traição estampada no rosto de Judas</h2><p>Mas entre as emoções expressas pelos 12 apóstolos, <strong>Judas</strong> é o que se sobressai. O estudo está, por isso, focado no seu rosto, concluindo-se que <strong>reúne todos os elementos que o identificam como traidor</strong> – os olhos bem abertos, a testa contraída, as sobrancelhas levantadas, os lábios comprimidos e a própria postura corporal que, quando Cristo anuncia “um de vós irá me trair”, se move para trás, denunciando a sua culpa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="697935" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-encontram-matematica-oculta-em-obras-de-leonardo-da-vinci-e-de-outros-artistas.html" title="Cientistas encontram matemática oculta em obras de Leonardo Da Vinci e de outros artistas">Cientistas encontram matemática oculta em obras de Leonardo Da Vinci e de outros artistas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-encontram-matematica-oculta-em-obras-de-leonardo-da-vinci-e-de-outros-artistas.html" title="Cientistas encontram matemática oculta em obras de Leonardo Da Vinci e de outros artistas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-encontram-matematica-oculta-em-obras-de-leonardo-da-vinci-e-de-outros-artistas-1739986285403_320.jpg" alt="Cientistas encontram matemática oculta em obras de Leonardo Da Vinci e de outros artistas"></a></article></aside><p>Segundo a investigação do diretor do Laboratório de Expressão Facial da Emoção da Universidade Fernando Pessoa, a pintura de Leonardo da Vinci demonstra a reação coletiva à revelação da traição e serve como um <strong>modelo naturalista</strong> para <strong>estudar emoções</strong>.</p><p>A análise facial indica que a culpa, o medo e a dissimulação formam o <strong>triângulo neuroemocional da traição</strong>, especialmente evidente na figura de Judas Iscariotes.</p><h2>A fusão entre a emoção e o cérebro</h2><p>A composição da pintura, segundo o comunicado da universidade, organiza os apóstolos em <strong>quatro grupos emocionais</strong>, permitindo comparar diferentes respostas afetivas perante o mesmo estímulo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigador-portugues-usa-a-neurociencia-para-descodificar-as-emocoes-ocultas-da-ultima-ceia-1776263920880.jpg" data-image="6nzz93dx65wt" alt="Os 12 apóstolos na Ultima Ceia de Leonardo da Vinci" title="Os 12 apóstolos na Ultima Ceia de Leonardo da Vinci"><figcaption>A investigação debruçou-se sobre as expressões faciais dos 12 apóstolos, mas está essencialmente focada no rosto de Judas Iscariotes. Imagem: Imagem de domínio público trabalhada no Canva.</figcaption></figure><p>A codificação facial revela, por seu turno, que Leonardo da Vinci conseguiu captar <strong>microdinâmicas expressivas</strong> <strong>de extraordinária precisão</strong>, antecipando, séculos antes, princípios que hoje são estudados pela neurociência da emoção. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigador-portugues-usa-a-neurociencia-para-descodificar-as-emocoes-ocultas-da-ultima-ceia-1776263988663.jpg" data-image="909vjykkzgaz" alt="A Face da Traição, capa do livro do investigador Freitas-Magalhães" title="A Face da Traição, capa do livro do investigador Freitas-Magalhães"><figcaption>O livro “A Face da Traição” reúne 16 anos de investigação, incluindo as deslocações do autor até Milão para estudar a obra </figcaption></figure><p>A obra evidencia, assim, que o rosto humano funciona como uma <strong>interligação biológica entre o cérebro, a emoção e a comunicação social</strong>, tornando visíveis processos neuropsicológicos profundos.</p><div class="texto-destacado"><strong>“A 'Última Ceia' não é apenas uma obra de arte, é um teatro neuroemocional, onde a biologia da confiança quebrada se torna visível na face humana”.</strong> <br>Freitas-Magalhães, autor do estudo</div><p>Integrando neurociência, psicologia da emoção, história da arte e análise facial científica, o especialista em neurolinguística demonstra que, para lá da dimensão artística, espiritual e filosófica, a pintura pode ser compreendida como um verdadeiro <strong>laboratório visual da emoção humana</strong>.</p><h2>A ciência e o divino na obra de da Vinci</h2><p>O livro propõe, por isso, uma nova leitura da obra de Leonardo da Vinci não apenas como narrativa religiosa ou realização artística, mas como “<strong>documento extraordinário da psicologia humana</strong>”, destaca a universidade em comunicado.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A análise demonstra que a arte pode preservar, com notável fidelidade, os padrões universais da expressão emocional. De acordo com esta investigação, Cristo já compreendia, à época, o poder das expressões faciais. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>É a partir desta premissa que surge o presente estudo, articulando a precisão científica com a esfera do divino. Esta perspetiva neurocientífica é, por sua vez, sustentada por um <strong>instrumento científico</strong>, utilizado pela primeira vez no âmbito desta investigação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigador-portugues-usa-a-neurociencia-para-descodificar-as-emocoes-ocultas-da-ultima-ceia-1776264113223.jpg" data-image="9gecmhk6l5ig" alt="Retrato (desenho) de Leonardo da Vinci" title="Retrato (desenho) de Leonardo da Vinci"><figcaption>A “Última Ceia” de Leonardo da Vinci é uma das obras do Renascimento mais estudadas pela sua composição, simbolismo e inovação técnica. Imagem: Adobe Stock</figcaption></figure><p>Trata-se de um <strong>código de análise da expressão facial da emoção</strong>, único no mundo e usado para identificar os diferentes movimentos expressivos da “Última Ceia”. </p><p>Com os resultados reunidos em livro, Armindo Freitas-Magalhães pretende agora <strong>ajudar o cidadão comum a reconhecer as emoções</strong>. Ao fazê-lo, o investigador espera abrir caminho para uma compreensão mais profunda dos outros e evitar os muitos equívocos que tantas vezes nascem daquilo que não se vê, mas se sente.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em><a href="https://www.facebook.com/photo/?fbid=1707120167365792&set=pb.100042034763176.-2207520000&locale=pt_PT" target="_blank">Laboratório do Porto faz estudo pioneiro de 16 anos sobre A Última Ceia de Leonardo da Vinci</a>. Laboratório da Expressão Facial da Emoção. Faculdade de Medicina da Universidade Fernando Pessoa</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/investigador-portugues-usa-a-neurociencia-para-descodificar-as-emocoes-ocultas-da-ultima-ceia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os meteorologistas alertam: o corredor de tornados dos EUA está a mudar e existe agora uma nova zona de risco]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-meteorologistas-alertam-o-corredor-de-tornados-dos-eua-esta-a-mudar-e-existe-agora-uma-nova-zona-de-risco.html</link><pubDate>Wed, 15 Apr 2026 14:38:06 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O clássico “corredor de tornados” dos EUA já não está onde sempre esteve: meteorologistas e caçadores de tempestades estão a detetar uma deslocação para leste que altera completamente o mapa de risco.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologos-advierten-que-el-corredor-de-tornados-de-ee-uu-se-esta-desplazando-ahora-hay-una-nueva-zona-de-riesgo-1776153942794.jpeg" data-image="khgs89ghvdtf"><figcaption>A alteração do padrão da trajetória habitual dos tornados nos EUA é motivo de preocupação nas zonas afetadas.</figcaption></figure><p>Durante décadas, o coração dos tornados nos Estados Unidos esteve claramente definido: <strong>uma vasta faixa das Grandes Planícies conhecida como Tornado Alley</strong>, onde a interação das massas de ar favorecia a formação de tempestades severas.</p><p>No entanto, esse mapa clássico está a tornar-se obsoleto, segundo os meteorologistas. De acordo com os dados mais recentes, <strong>o maior risco está a deslocar-se para leste</strong>, numa mudança que tem implicações tanto meteorológicas como sociais.</p><h2>O Tornado Alley clássico: um equilíbrio atmosférico perfeito</h2><p>O Tornado Alley caracteriza-se historicamente por uma configuração atmosférica muito específica.</p><ul> <li><strong>Ar quente e húmido procedente do Golfo do México.</strong></li><li><strong>Ar frio e seco do Canadá.</strong></li><li><strong>Ar quente e seco vindo do sudoeste.</strong></li> </ul><p>Este choque de massas gera uma atmosfera altamente instável, ideal para o desenvolvimento de <strong>supercélulas capazes de deixar fenómenos extremos como granizo gigante ou tornados catastróficos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologos-advierten-que-el-corredor-de-tornados-de-ee-uu-se-esta-desplazando-ahora-hay-una-nueva-zona-de-riesgo-1776153027052.jpeg" data-image="0f6li4qe8xsr"><figcaption>Esta faixa é tradicionalmente considerada como a cintura de tornados dos EUA: NOAA.</figcaption></figure><p>Estados como o <strong>Texas, Oklahoma e Kansas </strong>têm sido o epicentro destes fenómenos desde há anos.</p><h2>Uma mudança silenciosa: menos tornados nas planícies</h2><p>Estudos recentes apontam para <strong>uma tendência clara</strong>.</p><ul><li>Menos dias com tornados em zonas tradicionais como o Texas ou Oklahoma.</li><li>Diminuição progressiva da atividade no núcleo clássico.</li></ul><p>Em cidades como <strong>Dallas ou Austin</strong>, por exemplo, foram registados <strong>menos dias de tornados por década</strong>, o que reforça a teoria de uma mudança geográfica.</p><h2>O novo foco: o sudeste dos Estados Unidos</h2><p>Entretanto, a atividade está a aumentar em zonas mais a leste, naquilo a que alguns especialistas já chamam uma nova área de risco:</p><ul> <li><strong> Tennessee.</strong></li> <li><strong> Kentucky.</strong></li> <li><strong> Alabama.</strong></li> <li><strong> Mississippi.</strong></li> <li><strong> Arkansas.</strong></li> </ul><p>Esta mudança não é subjetiva, uma vez que os registos mostram que <strong>o centro da atividade tornádica </strong>se deslocou de oeste do rio Mississippi para mais a leste.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">I dont think enough people appreciate the fact thst Tornado alley is slowly moving east. If, say, the Wizard of Oz were to happen today, Dorothy probably wouldn't be from Kanasas anymore. It's more likely she'd be from Ole Miss. <a href="https://t.co/ng0k5AjTSJ">pic.twitter.com/ng0k5AjTSJ</a></p>— Michael (@_JeanLannes) <a href="https://twitter.com/_JeanLannes/status/2032172096856506843?ref_src=twsrc%5Etfw">March 12, 2026</a></blockquote></figure><h2>Porque é que os tornados estão a deslocar-se?</h2><p>Do ponto de vista meteorológico, a explicação aponta para<strong> alterações na distribuição das massas de ar</strong>.</p><ul><li><strong>Mais humidade no sudeste</strong>: o Golfo do México traz ar cada vez mais quente e húmido para leste, aumentando a energia disponível para as tempestades (CAPE).</li><li><strong>Condições mais secas nas planícies</strong>: as Grandes Planícies registam episódios mais secos, reduzindo a frequência de condições favoráveis à ocorrência de tornados.</li><li><strong>Alterações na circulação atmosférica</strong>: a deslocação da corrente de jato e dos sistemas de baixa pressão também influencia a localização das tempestades severas.</li></ul><p>A mudança não é apenas relevante do ponto de vista meteorológico, mas tem também<strong> consequências diretas no impacto dos tornados</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/meteorologos-advierten-que-el-corredor-de-tornados-de-ee-uu-se-esta-desplazando-ahora-hay-una-nueva-zona-de-riesgo-1776153633378.jpeg" data-image="nrg4uz1tueq3"><figcaption>A população precisa de estar preparada para os tornados.</figcaption></figure><p>As novas zonas afetadas: </p><ul> <li><strong>São mais densamente povoadas.</strong></li><li><strong>Têm um maior número de habitações vulneráveis.</strong></li><li><strong>Não têm a mesma cultura de prevenção.</strong></li> </ul><p>Isto significa que, embora o número total de tornados não aumente significativamente, <strong>o seu impacto potencial é maior</strong>.</p><h3>Um mapa do risco em transformação</h3><p><strong>A deslocação do corredor de tornados é um exemplo claro de como o clima não é estático</strong>. O que durante décadas foi uma zona bem definida está agora a transformar-se, transferindo o risco para regiões onde o grau de preparação é menor.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="701911" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/tornados-na-arte-fenomenos-extremos-retratados-ha-seculos.html" title="Tornados na arte: fenómenos extremos retratados há séculos">Tornados na arte: fenómenos extremos retratados há séculos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/tornados-na-arte-fenomenos-extremos-retratados-ha-seculos.html" title="Tornados na arte: fenómenos extremos retratados há séculos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-tornados-en-el-arte-1742106186498_320.jpg" alt="Tornados na arte: fenómenos extremos retratados há séculos"></a></article></aside><p><strong>Na meteorologia, tal como na geografia</strong>, as mudanças mais importantes nem sempre são as mais visíveis, mas são as que têm as maiores consequências.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><a href="https://www.spc.noaa.gov/climo/dataviewer/?hzrd=tor&sect=conus&intv=year&pd=30&thrs=0" target="_blank" rel="nofollow"><em>https://www.spc.noaa.gov/climo/dataviewer/?hzrd=tor§=conus&intv=year&pd=30&thrs=0</em></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-meteorologistas-alertam-o-corredor-de-tornados-dos-eua-esta-a-mudar-e-existe-agora-uma-nova-zona-de-risco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os pinguins precisam urgentemente de ajuda ou enfrentam a extinção, alerta uma organização de caridade]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-pinguins-precisam-urgentemente-de-ajuda-ou-enfrentam-a-extincao-alerta-uma-organizacao-de-caridade.html</link><pubDate>Wed, 15 Apr 2026 14:24:16 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>As alterações climáticas estão a provocar um declínio drástico da população de pinguins-imperador à medida que o seu habitat na Antártida derrete com o calor, alerta a WWF. A organização de conservação da natureza apela a medidas especiais de proteção das aves antes que seja demasiado tarde.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/penguins-need-urgent-help-or-face-extinction-charity-warns-1775812694301.jpeg" data-image="prcqhh808lq9" alt="Kaiserpinguine könnten bis zum Jahr 2100 ausgestorben sein, wenn nicht dringend Maßnahmen ergriffen werden" title="Kaiserpinguine könnten bis zum Jahr 2100 ausgestorben sein, wenn nicht dringend Maßnahmen ergriffen werden"><figcaption>Os pinguins-imperador poderão estar extintos até 2100 se não forem tomadas medidas urgentes</figcaption></figure><p>De acordo com a organização de conservação da natureza WWF, a população de pinguins-imperador poderá diminuir para <strong>cerca de metade do seu tamanho atual</strong> nos próximos 50 anos.</p><p>O aviso foi feito depois de os especialistas em vida selvagem da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) terem baixado a classificação da espécie de “potencialmente em perigo” para “criticamente em perigo” na sua <strong>Lista Vermelha</strong>.</p><p>A população diminuiu <strong>quase 10%</strong> entre 2009 e 2018. Recentemente, porém, a situação agravou-se ainda mais, uma vez que o gelo marinho diminuiu para um nível recorde.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Estes ícones do gelo podem muito bem estar a <strong>descer a ladeira escorregadia em direção à extinção</strong> até ao final deste século.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Entre 2018 e 2023, a população diminuiu <strong>cerca de 22%</strong>; o número atual é estimado em cerca de 595 000 adultos.</p><p>Modelos anteriores sugerem um novo declínio ou mesmo <strong>a extinção funcional até ao final deste século</strong>.</p><p>A WWF apela agora a<strong> uma ação urgente </strong>para travar as alterações climáticas e proteger os pinguins-imperador e o seu habitat.</p><h2>Porque é que os pinguins-imperador são tão necessitados?</h2><p>Esta espécie <strong>encontra-se apenas na Antártida</strong> e está singularmente adaptada para sobreviver neste ambiente.</p><p>Durante nove meses do ano, os pinguins-imperador dependem de <strong>“gelo sólido”</strong> - gelo marinho que está ligado a terra, ao fundo do mar ou a plataformas de gelo.</p><p>Durante este período, reúnem-se<strong> em grandes colónias</strong> para acasalar, pôr ovos, criar crias e fazer a muda para renovar a sua plumagem que repele a água e é isolante.</p><p>Desde 2013, a WWF e cientistas britânicos têm vindo a monitorizar as colónias de pinguins-imperador na Antártida, utilizando <strong>imagens de satélite de alta resolução</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="744541" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/pumas-na-patagonia-a-caca-entre-felinos-e-pinguins.html" title="Pumas na Patagónia: a caça entre felinos e pinguins">Pumas na Patagónia: a caça entre felinos e pinguins</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/pumas-na-patagonia-a-caca-entre-felinos-e-pinguins.html" title="Pumas na Patagónia: a caça entre felinos e pinguins"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pumas-na-patagonia-a-caca-entre-felinos-e-pinguins-1766007964367_320.png" alt="Pumas na Patagónia: a caça entre felinos e pinguins"></a></article></aside><p>Este estudo revelou <strong>um quadro cada vez mais negro</strong>. Desde 2016, o gelo marinho na Antártida diminuiu drasticamente, tanto em termos de extensão como de duração.</p><p>A quebra precoce do gelo rápido nos locais de muitas colónias de reprodução na Antártida levou a <strong>falhas catastróficas na reprodução</strong>.</p><p>Em 2022, quatro dos cinco locais de reprodução conhecidos na Antártida ocidental colapsaram, <strong>com milhares de crias</strong>, que só desenvolvem penas repelentes de água pouco antes de atingirem a idade adulta, provavelmente a morrerem congeladas ou afogadas.</p><p>Mesmo os pinguins adultos correm o risco de morrer nos oceanos gelados se <strong>não encontrarem locais seguros para a muda de penas</strong> entre janeiro e março de cada ano.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/penguins-need-urgent-help-or-face-extinction-charity-warns-1775812630548.jpeg" data-image="pcwy0y82mpgl" alt="Die Federn von Kaiserpinguinen sind während der Mauser nicht wasserabweisend, wodurch sie Gefahr laufen, zu ertrinken" title="Die Federn von Kaiserpinguinen sind während der Mauser nicht wasserabweisend, wodurch sie Gefahr laufen, zu ertrinken"><figcaption>As penas dos pinguins-imperador não são repelentes à água durante a muda, o que os coloca em risco de se afogarem</figcaption></figure><p> A quebra precoce do gelo marinho em partes da Antártida Ocidental fez com que os pinguins se concentrassem numa área mais pequena de gelo durante a época da muda, <strong>aumentando o risco de caírem nas águas geladas</strong>. </p><h2>O que pode ser feito para salvar os pinguins-imperador?</h2><p>A WWF está a pedir que os pinguins-imperador sejam listados como uma espécie especialmente protegida <strong>na próxima reunião do Tratado da Antártida</strong>, em maio.</p><p>Esta medida proporcionaria uma proteção adicional contra as pressões humanas sobre o seu habitat, incluindo <strong>o turismo e a navegação</strong>.</p><p>Rod Downie, conselheiro principal para as questões polares e marinhas da WWF, declarou: "Dado o declínio chocante do gelo marinho antártico a que estamos a assistir atualmente, estes ícones do mundo gelado <strong>podem muito bem estar em vias de extinção até ao final deste século</strong>, a menos que atuemos agora.</p><p>“É necessária uma ação urgente para limitar o aumento da temperatura média global o mais possível a 1,5 °C, para proteger as águas em torno da Antártida, que estão repletas de vida, e para designar os pinguins-imperador como uma espécie especialmente protegida”, afirmou.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-pinguins-precisam-urgentemente-de-ajuda-ou-enfrentam-a-extincao-alerta-uma-organizacao-de-caridade.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O tempo em Lisboa: as horas mais quentes da semana serão registadas entre sábado e domingo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-em-lisboa-as-horas-mais-quentes-da-semana-serao-registadas-entre-sabado-e-domingo.html</link><pubDate>Wed, 15 Apr 2026 13:59:09 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma crista anticiclónica trará estabilidade e uma massa de ar quente a Portugal continental, elevando as temperaturas para valores acima da média. Saiba o que se prevê para Lisboa este fim de semana.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5l7t6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5l7t6.jpg" id="xa5l7t6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O estado do tempo em Portugal continental nos próximos dias será influenciado pelo <strong>reforço de uma crista anticiclónica</strong> que se estabelecerá sobre grande parte da Península Ibérica. Esta configuração sinóptica irá proporcionar uma situação meteorológica estável e uma <strong>subida gradual das temperaturas</strong>, impulsionada pela entrada de uma <strong>massa de ar quente a níveis médios</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Em consequência disto, os termómetros irão registar valores mais típicos do final da primavera ou até mesmo do início do verão, <strong>com várias cidades e localidades a aproximarem-se dos 30 ºC, especialmente nos vales do Douro, Tejo e Guadiana</strong>.</p><p>No Centro e Sul de Portugal continental a subida térmica será particularmente expressiva, regiões onde o ambiente quente se consolidará com o passar dos dias. De acordo com os modelos, <strong>Lisboa viverá um fim de semana completamente estável, com céu pouco nublado ou limpo e temperaturas claramente acima da média </strong>para esta época do ano.</p><h2>Céu limpo e temperatura em escalada rápida no arranque do fim de semana</h2><p><strong>Sábado, 18 de abril</strong>, iniciará com um ambiente relativamente fresco em Lisboa, com temperaturas a rondar os 13/14 ºC nas primeiras horas do dia. No entanto, a temperatura escalará rapidamente ao longo da manhã sob<strong> céu limpo</strong>, dando lugar a uma <strong>tarde claramente quente em Lisboa</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-tempo-em-lisboa-as-horas-mais-quentes-da-semana-serao-registadas-entre-sabado-e-domingo-1776256442925.png" data-image="t6puav0kh087"><figcaption>Fim de semana marcado pelo calor invulgar para a época do ano, estando prevista uma anomalia térmica positiva de até +7 ºC em Lisboa, capital de Portugal.</figcaption></figure><p>Segundo os mapas da Meteored, prevê-se que o termómetro registe uma<strong> temperatura máxima de 27 ºC na capital portuguesa entre as 15:00 e 17:00 de sábado, dia 18</strong>, sendo este um<strong> </strong>dos<strong> períodos mais quentes do fim de semana</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Este sábado, dia 18, prevê-se uma anomalia térmica positiva de +7 ºC em Lisboa.</strong> Uma anomalia térmica corresponde à diferença entre o valor da média climatológica de referência e o valor previsto, sendo positiva quando o valor previsto é mais quente que o habitual (superior à média), e negativa quando o valor previsto é mais frio que o habitual (inferior à média).</div><p>Entre as 19:00 e as 20:00 o sol começará a baixar e, com a fonte de calor a desaparecer, a temperatura cairá, assinalando-se 22 ºC. Por volta das 22:00, já em período noturno, preveem-se <strong>19 ºC, um valor bem elevado para uma noite primaveril e que, segundo os mapas, denotará uma anomalia térmica positiva de até 4 ºC</strong>.</p><h2>Domingo, outro dia com temperaturas superiores à média, mas ligeiramente menos quente</h2><p><strong>Domingo, 19 de abril</strong>, iniciará novamente com um ambiente relativamente fresco em Lisboa, com temperaturas a rondar os 13/14 ºC nas primeiras horas do dia. A temperatura vai voltar a escalar ao longo da manhã, embora para valores não tão elevados, uma vez que os <strong>mapas antecipam céu parcialmente nublado</strong>, num cenário que se deverá prolongar por todo o dia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764040" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-sera-afetado-modelos-de-ia-preveem-uma-mudanca-na-circulacao-atmosferica-a-partir-de-segunda-feira-dia.html" title="Portugal será afetado: modelos de IA preveem uma mudança na circulação atmosférica a partir de segunda-feira, dia 20">Portugal será afetado: modelos de IA preveem uma mudança na circulação atmosférica a partir de segunda-feira, dia 20</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-sera-afetado-modelos-de-ia-preveem-uma-mudanca-na-circulacao-atmosferica-a-partir-de-segunda-feira-dia.html" title="Portugal será afetado: modelos de IA preveem uma mudança na circulação atmosférica a partir de segunda-feira, dia 20"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-sera-afetado-modelos-de-ia-preveem-uma-mudanca-na-circulacao-atmosferica-a-partir-de-segunda-feira-dia-1776254447837_320.jpg" alt="Portugal será afetado: modelos de IA preveem uma mudança na circulação atmosférica a partir de segunda-feira, dia 20"></a></article></aside><p><strong>A presença de nuvens sobre Lisboa fará com que o aquecimento da superfície durante o dia devido à radiação solar seja menos eficaz</strong>, o que se refletirá numa tarde mais amena e durante a qual se prevê uma <strong>temperatura máxima de 25 ºC</strong>. Não obstante, os mapas continuam a vislumbrar uma anomalia térmica positiva de 6 ºC.</p><p>Por volta das 22:00, à semelhança do dia anterior, o termómetro voltará a marcar os 19 ºC, pondo em evidência um <strong>fim de semana marcado por temperaturas claramente acima da média e com valores mais típicos de final de primavera na capital portuguesa</strong>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-tempo-em-lisboa-as-horas-mais-quentes-da-semana-serao-registadas-entre-sabado-e-domingo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal será afetado: modelos de IA preveem uma mudança na circulação atmosférica a partir de segunda-feira, dia 20]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-sera-afetado-modelos-de-ia-preveem-uma-mudanca-na-circulacao-atmosferica-a-partir-de-segunda-feira-dia.html</link><pubDate>Wed, 15 Apr 2026 12:31:38 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal terá dias estáveis e quentes até ao fim de semana, mas a partir de segunda-feira (20) os modelos indicam uma mudança na circulação atmosférica, com descida de temperaturas e regresso da chuva.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-sera-afetado-modelos-de-ia-preveem-uma-mudanca-na-circulacao-atmosferica-a-partir-de-segunda-feira-dia-1776254447837.jpg" data-image="vlvvrl9p5oct" alt="A chuva regressa" title="A chuva regressa"> <figcaption>Depois de dias estáveis e quentes este fim de semana (dias 18 e 19), a semana de 20 de abril poderá trazer de volta a chuva, e o guarda-chuva.</figcaption></figure><p>O dia de hoje começou com alguma instabilidade, sobretudo no litoral centro, estando prevista precipitação fraca e residual nos distritos de Aveiro, Coimbra e Leiria no início da tarde.<br><br> Com o avançar das horas, a nebulosidade tende a dissipar-se, especialmente no Sul e no interior Norte, permitindo o regresso do sol.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p><strong>Este cenário favorece uma ligeira subida das temperaturas máximas</strong> face ao dia anterior, com vários distritos a ultrapassar os 20 °C, como Beja e Faro.</p><h2>Quinta-feira (16) a domingo (19): domínio anticiclónico e subida das temperaturas</h2><p>A partir de quinta-feira, uma vasta área de alta pressão instala-se sobre a Península Ibérica, promovendo tempo estável e seco até ao fim de semana, ainda que com alguma nebulosidade ocasional.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-sera-afetado-modelos-de-ia-preveem-uma-mudanca-na-circulacao-atmosferica-a-partir-de-segunda-feira-dia-1776252706626.png" data-image="56k3u932kjfh" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>Instalação de uma vasta área anticiclónica sobre a Península Ibérica, promovendo tempo estável e seco, ainda com alguma nebulosidade, até ao fim de semana.</figcaption></figure><p>Este padr��o traduz-se numa subida progressiva das temperaturas. Entre sexta-feira e domingo, <strong>os valores tornam-se claramente primaveris, e até com características de início de verão no interior</strong>.</p><p>No Sul e interior Centro, localidades como Castelo Branco, Portalegre e Elvas deverão registar máximas entre 26 °C e 29 °C, <strong>podendo pontualmente atingir os 30 °C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-sera-afetado-modelos-de-ia-preveem-uma-mudanca-na-circulacao-atmosferica-a-partir-de-segunda-feira-dia-1776252736068.png" data-image="qjx9qsxnr2zs" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Subida significativa das temperaturas no fim de semana, com valores até 30 °C no interior sul, enquanto o litoral mantém temperaturas mais moderadas devido à influência marítima.</figcaption></figure><p>Já no litoral, a influência marítima continuará a moderar os valores, com temperaturas entre 18 °C e 22 °C.</p><h2>Segunda-feira (20): mudança de padrão e regresso da instabilidade</h2><p><strong>A partir de segunda-feira, dia 20, os modelos indicam uma alteração na circulação atmosférica</strong>. A estabilidade anticiclónica enfraquece, dando lugar a um fluxo mais instável e favorável à formação de nebulosidade e precipitação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763898" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-para-os-proximos-15-dias-em-portugal-os-mapas-do-modelo-europeu-fazem-pensar-em-chuva-acompanhada-de-trovoada.html" title="Previsão para os próximos 15 dias em Portugal: os mapas do modelo europeu fazem pensar em chuva acompanhada de trovoada">Previsão para os próximos 15 dias em Portugal: os mapas do modelo europeu fazem pensar em chuva acompanhada de trovoada</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-para-os-proximos-15-dias-em-portugal-os-mapas-do-modelo-europeu-fazem-pensar-em-chuva-acompanhada-de-trovoada.html" title="Previsão para os próximos 15 dias em Portugal: os mapas do modelo europeu fazem pensar em chuva acompanhada de trovoada"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-para-os-proximos-15-dias-em-portugal-os-mapas-do-modelo-europeu-fazem-pensar-em-chuva-acompanhada-de-trovoada-1776169751318_320.jpg" alt="Previsão para os próximos 15 dias em Portugal: os mapas do modelo europeu fazem pensar em chuva acompanhada de trovoada"></a></article></aside><p>O dia deverá ser mais fresco que os anteriores, com aumento gradual da cobertura de nuvens. A precipitação regressa sobretudo ao Norte, com maior probabilidade durante a noite.</p><h2>Influência dos modelos de IA: sinal de um período mais húmido</h2><p>Os mais recentes produtos do modelo de inteligência artificial do ECMWF, nomeadamente o <strong>AIFS Single v1,</strong> reforçam esta tendência.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-sera-afetado-modelos-de-ia-preveem-uma-mudanca-na-circulacao-atmosferica-a-partir-de-segunda-feira-dia-1776253263284.jpg" data-image="fv5bsl9tmhmp" alt="Rain and mean sea level- ECMWF" title="Rain and mean sea level- ECMWF"><figcaption>Modelo de inteligência artificial do ECMWF indica uma circulação mais favorável à precipitação, com uma massa de ar húmida a afetar Portugal e áreas do Atlântico.</figcaption></figure><p>Os mapas indicam a <strong>presença de uma massa de ar mais húmida e instável a afetar Portugal continental e também áreas do Atlântico, incluindo os Açores</strong>. Este cenário sugere uma circulação mais propícia à ocorrência de precipitação nos dias seguintes.</p><div class="texto-destacado"><strong>O AIFS Single v1</strong> representa um avanço relevante no modelo determinístico, face às versões experimentais anteriores, com melhorias na previsão de variáveis atmosféricas em altitude e maior precisão na estimativa de precipitação, além de novos parâmetros como vento a 100 metros, neve e radiação solar.</div><p> Além disso, nos mapas de "geopotencial e temperatura a 850 hPa” da Meteored, é possível identificar um <strong>amplo centro de baixas pressões</strong> (associado às áreas em tons de verde a noroeste de Portugal continental)<strong> que deverá descer gradualmente em direção às latitudes dos Açores e persistir durante vários dias</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-sera-afetado-modelos-de-ia-preveem-uma-mudanca-na-circulacao-atmosferica-a-partir-de-segunda-feira-dia-1776255377649.jpg" data-image="9v25jaoxqcrq" alt="850 hPa Geopotencial e temperatura" title="850 hPa Geopotencial e temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-106406">Este mapa combina a altura geopotencial aos 850 hPa (linhas) com a temperatura aos 850 hPa (cores), permitindo analisar simultaneamente a dinâmica da atmosfera em altitude e a massa de ar presente. As ondulações nas linhas indicam cavados (associados a instabilidade e ar frio em altitude) e cristas (associadas a tempo mais estável), enquanto as cores revelam a advecção de ar quente ou frio a níveis baixos.</figcaption></figure><p>Embora a previsibilidade diminua a médio prazo, os sinais apontam para a manutenção de um padrão mais instável após o dia 20.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-sera-afetado-modelos-de-ia-preveem-uma-mudanca-na-circulacao-atmosferica-a-partir-de-segunda-feira-dia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estas são as 5 flores que melhor crescem em vasos para se desenvolverem de forma saudável]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/estas-sao-as-5-flores-que-melhor-crescem-em-vasos-para-se-desenvolverem-de-forma-saudavel.html</link><pubDate>Wed, 15 Apr 2026 06:23:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Para os entusiastas da jardinagem, cultivar flores em vasos é uma opção prática e decorativa. Descubra cinco variedades que crescem fortes e saudáveis, preenchendo qualquer espaço com cor e exigindo cuidados muito simples.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/estas-son-las-5-flores-que-crecen-mejor-en-maceta-para-desarrollarse-sanas-1776061277015.jpg" data-image="jyhsjoh6w6il" alt="flores, vasos" title="flores, vasos"><figcaption>Vasos de flores simples podem encher um pátio de vida e cor.</figcaption></figure><p><strong>Cultivar flores em vasos </strong>é uma forma maravilhosa de aproveitar a jardinagem mesmo sem um jardim. Terraços, varandas ou até mesmo espaços internos bem iluminados podem ser transformados em pequenos jardins repletos de cor, se escolher as espécies certas.</p><p>Nem todas as flores se adaptam igualmente bem a este tipo de cultivo em vasos, mas<strong> algumas destacam-se pela resistência, facilidade de cuidado e capacidade de prosperar em espaços pequenos</strong>. Abaixo, apresentamos cinco flores que crescem especialmente bem em vasos.</p><h2>As melhores flores para cultivar em vasos</h2><p><strong>Escolher a espécie certa é fundamental para garantir um crescimento saudável</strong> e uma floração adequada, o que determinará a beleza visual da planta. Estas variedades destacam-se pela sua adaptabilidade, resistência e baixa necessidade de manutenção, tornando-as opções ideais tanto para jardineiros iniciantes como experientes.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">A mí no me hables de días grises... ️<a href="https://twitter.com/hashtag/tormenta?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#tormenta</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/Alcal%C3%A1LaReal?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#AlcaláLaReal</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/Ja%C3%A9n?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Jaén</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/BarrioDeSanJuan?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#BarrioDeSanJuan</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/balc%C3%B3n?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#balcón</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/geranio?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#geranio</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/gitanilla?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#gitanilla</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/maceta?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#maceta</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/flores?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#flores</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/lluvia?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#lluvia</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/color?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#color</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/fotograf%C3%ADa?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#fotografía</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/Mi%C3%A9rcoles?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Miércoles</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/Abril?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Abril</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/primavera?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#primavera</a> <a href="https://t.co/mh3215mcrl">pic.twitter.com/mh3215mcrl</a></p>— Eva Mª López (@EvaM_Lopez) <a href="https://twitter.com/EvaM_Lopez/status/1519320903850602498?ref_src=twsrc%5Etfw">April 27, 2022</a></blockquote></figure><p>Antes de tomar a sua decisão, é aconselhável considerar alguns fatores fundamentais, como a orientação do seu espaço, as horas de luz solar e a frequência de rega que consegue manter.</p><h3>Gerânio<br></h3><p>O gerânio é, sem dúvida, uma das plantas de vaso mais populares. A sua<strong> tolerância ao calor </strong>e floração abundante durante grande parte do ano tornam-no uma escolha perfeita. <strong>Precisa de bastante luz solar e rega moderada</strong>, evitando o excesso de água.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="qme" dir="ltr"><a href="https://twitter.com/hashtag/Alcal%C3%A1LaReal?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#AlcaláLaReal</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/Ja%C3%A9n?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Jaén</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/BarrioDeSanJuan?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#BarrioDeSanJuan</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/Ja%C3%A9nPara%C3%ADsoInterior?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#JaénParaísoInterior</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/Andaluc%C3%ADa?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Andalucía</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/maceta?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#maceta</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/geranio?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#geranio</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/gitanilla?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#gitanilla</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/planta?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#planta</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/flor?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#flor</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/flores?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#flores</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/lluvia?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#lluvia</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/Mayo?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Mayo</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/primavera?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#primavera</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/fotograf%C3%ADa?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#fotografía</a> <a href="https://t.co/d0rXTFIt7l">pic.twitter.com/d0rXTFIt7l</a></p>— Eva Mª López (@EvaM_Lopez) <a href="https://twitter.com/EvaM_Lopez/status/1522140551096803329?ref_src=twsrc%5Etfw">May 5, 2022</a></blockquote></figure><p>Além disso, é bastante tolerante a erros, tornando-o perfeito para iniciantes.</p><h3>Petúnia</h3><p>As petúnias são famosas pelas suas belas flores e ampla variedade de cores. Prosperam em vasos, desde que recebam bastante luz solar, mas <strong>precisam de rega frequente, principalmente no verão, e preferem solo bem drenado</strong>.</p><p>São ideais para pendurar ou colocar em varandas, criando um efeito visual muito marcante.</p><h3>Begónia</h3><p>Se procura uma planta para áreas com <strong>menos luz solar direta</strong>, a begónia é a escolha perfeita. As suas flores delicadas e folhagem resistente e rústica adicionam elegância a qualquer espaço.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estas-son-las-5-flores-que-crecen-mejor-en-maceta-para-desarrollarse-sanas-1776061451357.jpg" data-image="1ku7a02l0jdc" alt="begônias" title="begônias"><figcaption>As begónias trazem um toque superior de cor e vida ao jardim.</figcaption></figure><p><strong>Prefere ambientes húmidos</strong>, mas não encharcados, e<strong> temperaturas amenas</strong>. É perfeita para interiores bem iluminados ou terraços sombreados.</p><h3>Lavanda</h3><p>A lavanda é mundialmente conhecida pela sua beleza impressionante, mas também se caracteriza pelo seu aroma agradável. É uma planta muito resistente que se adapta perfeitamente a vasos, desde que receba <strong>bastante luz solar</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Lavanda trasplantada a una maceta grandecita, para que crezca mucho, mucho <a href="https://twitter.com/hashtag/huertourbano?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#huertourbano</a> <a href="https://t.co/Q2U20Mi4ky">pic.twitter.com/Q2U20Mi4ky</a></p>— EL BALCON VERDE (@ElBalconVerde) <a href="https://twitter.com/ElBalconVerde/status/721267958773858304?ref_src=twsrc%5Etfw">April 16, 2016</a></blockquote></figure><p><strong>Precisa de pouca água e de solo bem drenado</strong>, pois não tolera excesso de humidade. Além disso, atrai polinizadores e sempre adiciona um toque mediterrâneo a qualquer ambiente.</p><h3>Calêndula</h3><p>A calêndula é uma<strong> flor resistente e muito fácil de cultivar</strong>, ideal para iniciantes. Cresce bem em vasos e floresce por longos períodos.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Caléndula <a href="https://t.co/v8yz2qJwn6">pic.twitter.com/v8yz2qJwn6</a></p>— 彡 Ale 彡 (@Alevepe1) <a href="https://twitter.com/Alevepe1/status/2040821967620640936?ref_src=twsrc%5Etfw">April 5, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>Prefere sol ou sombra parcial e rega regular, mas não excessiva</strong>. Também possui propriedades medicinais e é útil para atrair insetos benéficos para a área circundante.</p><h2>Dicas para cultivar flores saudáveis</h2><p>Além da escolha das plantas, existem <strong>práticas básicas de cuidado </strong>que fazem toda a diferença entre uma colheita medíocre e uma repleta de vida.</p><p>Prestar atenção a aspetos como drenagem, substrato e localização ajuda sempre as flores a desenvolverem-se vigorosamente e a manterem uma<strong> floração consistente e uniforme</strong>.</p><ul><li>Escolha um<strong> vaso com boa drenagem</strong>: o excesso de água é uma das principais causas de problemas.</li><li>Utilize um <strong>substrato de qualidade</strong>: rico em nutrientes e adequado ao tipo de planta.</li><li><strong>Ajuste a rega </strong><strong>de acordo com cada espécie</strong>: como regra geral, é melhor regar menos e com maior controlo do que exagerar.</li><li>Colocar os vasos no lugar certo, de acordo com as suas necessidades de luz, fará uma grande diferença no seu desenvolvimento.</li><li><strong>Fertilize regularmente </strong>durante o período de crescimento e floração.</li></ul><h2>Um toque de cor para qualquer espaço</h2><p>Adicionar flores em vasos para criar um pequeno jardim melhora sempre a estética da sua casa, além de proporcionar uma sensação de bem-estar e conexão com a natureza.</p><p>Com uma boa seleção de espécies e cuidados simples, <strong>qualquer canto pode ser transformado num espaço vibrante</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-suspensas-ideais-para-espacos-pequenos-que-transformam-completamente-o-ambiente.html" title="Plantas suspensas ideais para espaços pequenos que transformam completamente o ambiente">Plantas suspensas ideais para espaços pequenos que transformam completamente o ambiente</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-suspensas-ideais-para-espacos-pequenos-que-transformam-completamente-o-ambiente.html" title="Plantas suspensas ideais para espaços pequenos que transformam completamente o ambiente"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-colgantes-ideales-para-espacios-reducidos-que-cambian-por-completo-tu-salon-1772773331881_320.png" alt="Plantas suspensas ideais para espaços pequenos que transformam completamente o ambiente"></a></article></aside><p>Resumindo, <strong>cultivar flores em vasos é uma atividade simples e muito gratificante</strong>. Com estas cinco opções e alguns cuidados básicos, poderá desfrutar de um ambiente mais agradável, colorido e saudável durante todo o ano.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/estas-sao-as-5-flores-que-melhor-crescem-em-vasos-para-se-desenvolverem-de-forma-saudavel.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[De abril até novembro tem oito sábados para conhecer as árvores mais emblemáticas do Porto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/de-abril-ate-novembro-tem-oito-sabados-para-conhecer-as-arvores-mais-emblematicas-do-porto.html</link><pubDate>Wed, 15 Apr 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>É já neste sábado, 18 de abril, que arranca a Rota das Árvores, uma oportunidade única para explorar jardins e quintas do município e descobrir algumas das 228 árvores classificadas na cidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/de-abril-ate-novembro-tem-oito-sabados-para-conhecer-as-arvores-mais-emblematicas-do-porto-1776165724634.jpg" data-image="hprv5g7okz98" alt="Jardins do Palácio de Cristal, Porto" title="Jardins do Palácio de Cristal, Porto"><figcaption>A edição de 2026 da Rota das árvores do Porto arranca com uma visita aos jardins do Palácio de Cristal. Foto: manueladlramos, CC BY-NC-SA 2, via Flickr</figcaption></figure><p>Até novembro, este é o programa para os sábados dos próximos oito meses: <strong>oito rotas</strong> para conhecer sobreiros, araucárias, tulipeiros, teixos, metrosíderos, plátanos, entre muitas outras espécies, que fazem parte do <strong>património arbóreo</strong> da cidade do Porto.</p><p>A Rota das Árvores do Porto está prestes a começar e, entre as 228 árvores classificadas na cidade, há muito a descobrir. As visitas são <strong>conduzidas por especialistas</strong> que, ao longo dos passeios, irão partilhar a história e as curiosidades botânicas dos diferentes jardins e espaços verdes visitados.</p><div class="texto-destacado">"<strong>Uma oportunidade única para conhecer de perto núcleos arbóreos de elevado valor e compreender o passado, presente e futuro destes lugares que moldam a identidade do Porto</strong>” <br>Câmara Municipal do Porto</div><p>Dinamizada pelo município, no âmbito dos projetos FUN Porto, Florestas Urbanas Nativas no Porto e Futuro - 100 Mil Árvores na Área Metropolitana do Porto, esta é uma iniciativa que tem como missão divulgar e <strong>promover os recursos naturais e culturais</strong> existentes no território do município, sejam eles de gestão pública ou privada.</p><h2>Entre carvalhos, plátanos e camélias</h2><p>A primeira visita temática, no dia 18, arranca com uma caminhada pelos espaços exteriores do <strong>Palácio de Cristal</strong> para conhecer os jardins da primeira “Expo” do país que, em 1865, deslumbrou a cidade com mais de três mil expositores. </p><p>Segue-se a <strong>Quinta da Macieirinha</strong>, onde predominam fontes em granito e as altas copas <strong>de carvalhos e plátanos</strong>, entre as quais um magnífico <strong>plátano híbrido</strong> (<em>Platanus x acerifólia</em>) com mais de 100 anos. Esta quinta do século XVII possui ainda dois terraços em varanda – o poente, composto por um jardim de <strong>buxo e rosas</strong>, e um nascente, onde se destacam os arruamentos bordejados por <strong>camélias</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/de-abril-ate-novembro-tem-oito-sabados-para-conhecer-as-arvores-mais-emblematicas-do-porto-1776165837931.jpg" data-image="501thni7w0az" alt="Jardins da Casa Marta Ortigão Sampaio, Museu do Porto" title="Jardins da Casa Marta Ortigão Sampaio, Museu do Porto"><figcaption>Ladeando a Casa de Marta Ortigão Sampaio, estão espécies de magnólias e um cedro do Atlas, entre variada flora de grande interesse para o município do Porto. Foto: António Alves/Museu do Porto</figcaption></figure><p>Entre histórias de árvores centenárias e reis exilados, haverá ainda tempo para conhecer a <strong>Casa Tait</strong> que, ao estilo “very British”, alberga camélias, tulipeiros-da-Virgínia e uma magnólia de flores grandes.</p><p>Um mês depois, a <strong>16 de maio</strong>, as visitas são retomadas com um percurso que começa na <strong>casa da sobrinha de Aurélia de Sousa</strong>. Uma habitação nunca estreada, onde se escondem um lago e um jardim de árvores de papel. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="749244" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/centenas-de-voluntarios-vao-mapear-as-arvores-gigantes-dos-municipios-portugueses.html" title="Centenas de voluntários vão mapear as árvores gigantes dos municípios portugueses">Centenas de voluntários vão mapear as árvores gigantes dos municípios portugueses</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/centenas-de-voluntarios-vao-mapear-as-arvores-gigantes-dos-municipios-portugueses.html" title="Centenas de voluntários vão mapear as árvores gigantes dos municípios portugueses"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/centenas-de-voluntarios-vao-mapear-as-arvores-gigantes-dos-municipios-portugueses-1768490091328_320.jpg" alt="Centenas de voluntários vão mapear as árvores gigantes dos municípios portugueses"></a></article></aside><p>O passeio segue para o jardim da residência de <strong>Marta Ortigão Sampaio</strong>, onde se encontram pedras trabalhadas do convento de S. Bento de Avé-Maria, um pequeno lago e flora abundante, como espécies de magnólias e um cedro do Atlas.</p><p>A visita continua até <strong>à Praça de Mouzinho de Albuquerque</strong>, mais conhecida por Rotunda da Boavista, que já acolheu a <strong>Feira de São Miguel</strong>, em 1876, as <strong>Feiras do Livro</strong> até 2010, tendo ainda sido um polo importante das Festas Sanjoaninas. A caminhada termina, por fim, onde tudo acaba, debaixo de sete palmos de terra, em Agramonte, num cemitério romântico que nasceu da cólera.</p><h2>O testemunho vivo de espécimes centenárias</h2><p>Há ainda mais seis rotas a explorar, cujos percursos serão divulgados pela autarquia em datas mais próximas da sua realização. A iniciativa tem como objetivo, no final de cada edição, promover o <strong>reconhecimento das árvores</strong> como “testemunhas vivas, património e protagonistas discretas do espaço urbano”, sublinha o município em comunicado.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>No território portuense, estão classificados 228 exemplares ou conjuntos arbóreos de Interesse Público, incluindo árvores isoladas, maciços e alamedas, abrangendo espécies como palmeiras, araucárias, tulipeiros, metrosíderos, teixos e plátanos, entre outras. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Entre <strong>espécimes centenários</strong>, de grande porte, raros em ambientes urbanos ou com relevância histórica, estas árvores distinguem-se pelo seu valor singular, sendo por isso reconhecidas com um <strong>estatuto equiparável ao do património edificado.</strong></p><p>É o caso das <strong>palmeiras-de-leque da Califórnia</strong>, plantadas na Praça Mouzinho de Albuquerque, e também das <strong>palmeiras-de-leque do México</strong>, nos Jardins do Palácio de Cristal — conjuntos com mais de um século de existência —, bem como do <strong>metrosídero junto à Biblioteca Municipal Almeida Garrett</strong>, que evoca os tempos áureos dos jardins do palácio e é considerado pela autarquia “o exemplar da espécie com maior expressão individual na cidade”.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/de-abril-ate-novembro-tem-oito-sabados-para-conhecer-as-arvores-mais-emblematicas-do-porto-1776165976493.jpg" data-image="opuod91y6uut" alt="Tulipeiros da Virgínia da Praça Pedro Nunes, Porto" title="Tulipeiros da Virgínia da Praça Pedro Nunes, Porto"><figcaption>O município do Porto conta com 228 exemplares ou conjuntos arbóreos de Interesse Público, incluindo os Tulipeiros da Virgínia, da Praça de Pedro Nunes. Foto: Reis Quarteu - Own work, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>Tudo esse rico património poderá ser conhecido ao longo de oito roteiros em 2026, mas a Câmara Municipal do Porto já anunciou, entretanto, que já está a programar a continuação desta edição, em 2027, entre janeiro e abril.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em><a href="https://www.100milarvores.pt/participar/porto-rota-das-arvores-2026" target="_blank">Rota das Árvores do Porto</a> – Edição 2026</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/de-abril-ate-novembro-tem-oito-sabados-para-conhecer-as-arvores-mais-emblematicas-do-porto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Na quinta-feira, 16 de abril, os níveis mais elevados de pólen de oliveira serão registados em 5 distritos de Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-quinta-feira-16-de-abril-os-niveis-mais-elevados-de-polen-de-oliveira-serao-registados-em-5-distritos-de-portugal.html</link><pubDate>Tue, 14 Apr 2026 15:17:14 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Com tempo tendencialmente mais seco, quente e estável, o vento de oes-noroeste favorecerá um aumento da dispersão do pólen de oliveira nestes 5 distritos de Portugal continental, onde se preveem concentrações elevadas na próxima quinta-feira, dia 16.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/na-quinta-feira-16-de-abril-os-niveis-mais-elevados-de-polen-de-oliveira-serao-registados-em-5-distritos-de-portugal-1776179014154.jpg" data-image="wbn5grbixyby"><figcaption>Segundo a Zyrtec, a alergia ao pólen da oliveira deve-se a uma reação exagerada do sistema imunitário ao contacto com uma ou mais das 12 proteínas da oliveira. Os sintomas mais comuns são comichão nos olhos e no nariz, espirros e mucosidade nasal, dermatite atópica e irritação na pele, problemas relacionados com a asma brônquica e, em alguns casos, pode gerar incómodos intestinais.</figcaption></figure><p>De acordo com os mapas da Meteored, estão previstos <strong>níveis elevados de pólen de oliveira </strong>no <strong>Centro e Sul de Portugal continental </strong>nos próximos dias, <strong>com destaque para a quinta-feira, 16 de abril</strong>. Este panorama resultará de uma combinação de fatores meteorológicos e biológicos.</p><h2>Oliveiras a florescer, vento favorável à dispersão do pólen e outras condições meteorológicas propícias</h2><p>A gradual subida em latitude da <strong>crista subtropical</strong>, que combina a influência de um amplo e alongado centro de altas pressões (anticiclone dos Açores) com uma massa de ar quente, em conjugação com o facto de estarmos a entrar na <strong>época de floração da oliveira (abril-junho)</strong>, faz com que as oliveiras <strong>libertem grandes quantidades de pólen</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong> Apesar do vento vir “limpo” desde o oceano, ao entrar em terra atravessará regiões com uma elevada densidade de oliveiras, acumulando pólen ao longo do percurso. </strong></div><p>Este pólen é anemófilo (ou seja, é transportado pelo vento), algo para o qual contribuirá o vento de Oes-Noroeste procedente do Atlântico que facilitará a sua dispersão a longas distâncias. <strong>Ao soprar do Atlântico para o interior, o vento de oes-noroeste atravessará zonas com grandes olivais</strong> (por exemplo Alentejo e Ribatejo), <strong>captando pólen já libertado</strong> <strong>e espalhando-o</strong> por outras zonas do Centro e Sul de Portugal continental.</p><h2>Mapas revelam os distritos com concentrações mais elevadas de pólen de oliveira na quinta-feira, dia 16</h2><p>À medida que a semana for decorrendo, e em particular no dia em análise <strong>(quinta-feira, 16), o tempo </strong>apresentar-se-á predominantemente<strong> estável e seco</strong> em Portugal continental, com<strong> céu limpo ou pouco nublado</strong> e caracterizado por <strong>temperaturas amenas a elevadas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/na-quinta-feira-16-de-abril-os-niveis-mais-elevados-de-polen-de-oliveira-serao-registados-em-5-distritos-de-portugal-1776178892015.png" data-image="n6bijph5cp91"><figcaption>Segundo os mapas da Meteored, baseados no modelo CAMS (Copernicus Atmosphere Monitoring Service), isto fará com que, de entre todo o Centro e Sul de Portugal continental, os 5 distritos onde se prevê concentrações mais elevadas sejam: Coimbra, Leiria, Santarém, Beja e Faro.</figcaption></figure><p>Estas condições meteorológicas serão favoráveis à <strong>libertação dos pólenes por parte das árvores, como as oliveiras no Centro e Sul</strong>, mas também das bétulas no Norte e Centro-norte, onde se preveem níveis elevados de pólen de bétula nos próximos dias.</p><p>Por último, e voltando à análise ao pólen de oliveira, a<strong> concentração regional destas árvores é bastante densa no Centro e Sul de Portugal continental</strong>, sobretudo no Alentejo onde existem olivais intensivos. Deste modo, podem formar-se nuvens de pólen facilmente transportadas pelo vento.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763883" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-30-c-sao-esperados-5-dias-de-subida-gradual-da-temperatura.html" title="Até 30 °C: são esperados 5 dias de subida gradual da temperatura">Até 30 °C: são esperados 5 dias de subida gradual da temperatura</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-30-c-sao-esperados-5-dias-de-subida-gradual-da-temperatura.html" title="Até 30 °C: são esperados 5 dias de subida gradual da temperatura"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-30-c-sao-esperados-5-dias-de-aumento-gradual-da-temperatura-1776165252959_320.png" alt="Até 30 °C: são esperados 5 dias de subida gradual da temperatura"></a></article></aside><p>Em suma, é óbvio que o vento de oes-noroeste não traz o pólen do Atlântico, mas <strong>age como um catalisador do mesmo</strong>. Ao chegar a terra, o vento recolhe o pólen das regiões que contêm oliveiras e espalha-o. <strong>O tempo seco e quente promove a sua acumulação, ajudando a manter as concentrações elevadas em várias zonas</strong>, dais quais se destacam os distritos de <strong>Coimbra, Santarém, Leiria, Beja e Faro</strong>, tal como ilustrado acima pelo mapa de previsão da Meteored.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/na-quinta-feira-16-de-abril-os-niveis-mais-elevados-de-polen-de-oliveira-serao-registados-em-5-distritos-de-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Bloqueio anticiclónico na Escandinávia continua a condicionar o tempo em Portugal até 22 de abril]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/bloqueio-anticiclonico-na-escandinavia-continua-a-condicionar-o-tempo-em-portugal-ate-22-de-abril.html</link><pubDate>Tue, 14 Apr 2026 13:51:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O bloqueio anticiclónico na Escandinávia continuará a condicionar o tempo em Portugal até 22 de abril, com dias amenos, subida térmica no fim de semana e possibilidade de chuva no início da próxima semana.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5icdq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5icdq.jpg" id="xa5icdq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O regime atmosférico dominante na Europa continua a ser marcado por um <strong>bloqueio anticiclónico persistente sobre a Escandinávia,</strong> um padrão que tende a desviar a circulação atlântica para latitudes mais baixas e a alterar a distribuição habitual das massas de ar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bloqueio-anticiclonico-na-escandinavia-continua-a-condicionar-o-tempo-em-portugal-ate-22-de-abril-1776166943028.jpg" data-image="jsfoazdwxnun" alt="Regimes na europa" title="Regimes na europa"><figcaption>O ECMWF prevê elevada probabilidade de bloqueio anticiclónico na Escandinávia até 22 de abril, um regime que tende a desviar frentes atlânticas e a alterar o tempo em Portugal.</figcaption></figure><p>Em Portugal continental, isso nem sempre significa chuva direta, mas sim mudanças na trajetória das frentes e maior variabilidade térmica.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Durante a tarde desta terça-feira, 14 de abril, prevê-se chuva fraca no Alto Minho e na Área Metropolitana do Porto, prolongando-se depois para o interior. No Centro, o distrito de Aveiro poderá também registar precipitação fraca, tal como alguns locais pontuais. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bloqueio-anticiclonico-na-escandinavia-continua-a-condicionar-o-tempo-em-portugal-ate-22-de-abril-1776166969943.png" data-image="xq419qaju14g" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>Esta terça-feira, a chuva fraca deverá atingir o Alto Minho, Porto, Aveiro e alguns pontos do Algarve, enquanto uma frente atlântica se aproxima mas acaba desviada.</figcaption></figure><p>No Sul, Faro, Loulé e Tavira surgem com possibilidade de chuva fraca. Ainda assim, a frente atlântica que se aproxima deverá ser desviada e não chegará de forma eficaz ao continente.</p><h2>Quarta-feira mais soalheira e com subida das temperaturas</h2><p>Na quarta-feira, 15 de abril, a precipitação deverá perder expressão. <strong>A faixa costeira ainda poderá registar alguma chuva fraca e dispersa durante a manhã,</strong> mas a tendência será de melhoria ao longo do dia.</p><p>Durante a tarde, a nebulosidade diminuirá e a radiação solar conseguirá aquecer melhor a superfície. <strong>As temperaturas máximas deverão subir em boa parte do território</strong>, com o Centro e o Sul a registarem valores em geral entre 19 e 21 ºC, enquanto o Norte continuará um pouco mais fresco.</p><h2>Quinta e sexta: muito nublado, mas com ambiente ameno</h2><p>Na quinta e sexta-feira, a Península Ibérica deverá permanecer sob influência de um centro de altas pressões amplo e alongado. <strong>Esse anticiclone continuará a bloquear a entrada das frentes atlânticas, apesar de o bloqueio escandinavo se manter ativo no contexto europeu</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bloqueio-anticiclonico-na-escandinavia-continua-a-condicionar-o-tempo-em-portugal-ate-22-de-abril-1776167033075.png" data-image="w302bm9outww" alt="Chuva" title="Chuva"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-446246">Na quinta e sexta-feira, um anticiclone alongado sobre a Península Ibérica deverá travar a entrada de frentes atlânticas, mantendo tempo ameno e com alguma nebulosidade.</figcaption></figure><p>Assim, Portugal continental deverá continuar relativamente protegido, com bastante nebulosidade, mas sem agravamento significativo do estado do tempo. O ambiente será ameno, sem frio relevante nem precipitação expressiva.</p><h2>Fim de semana mais quente, sobretudo no Centro e Sul</h2><p>No sábado, <strong>18 de abril, a subida térmica deverá acentuar-se</strong>. O Centro e o Sul poderão ultrapassar os 28 ºC, e em alguns locais os termómetros poderão mesmo aproximar-se dos 31 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bloqueio-anticiclonico-na-escandinavia-continua-a-condicionar-o-tempo-em-portugal-ate-22-de-abril-1776167059495.png" data-image="niuopitxrpm8" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>No sábado, as temperaturas voltam a subir, podendo superar os 28 ºC em várias zonas do Centro e Sul, com picos próximos dos 31 ºC em alguns locais.</figcaption></figure><p>Apesar disso, o céu não deverá apresentar-se totalmente limpo. O índice UV deverá situar-se entre moderado e alto.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763898" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-para-os-proximos-15-dias-em-portugal-os-mapas-do-modelo-europeu-fazem-pensar-em-chuva-acompanhada-de-trovoada.html" title="Previsão para os próximos 15 dias em Portugal: os mapas do modelo europeu fazem pensar em chuva acompanhada de trovoada">Previsão para os próximos 15 dias em Portugal: os mapas do modelo europeu fazem pensar em chuva acompanhada de trovoada</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-para-os-proximos-15-dias-em-portugal-os-mapas-do-modelo-europeu-fazem-pensar-em-chuva-acompanhada-de-trovoada.html" title="Previsão para os próximos 15 dias em Portugal: os mapas do modelo europeu fazem pensar em chuva acompanhada de trovoada"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-para-os-proximos-15-dias-em-portugal-os-mapas-do-modelo-europeu-fazem-pensar-em-chuva-acompanhada-de-trovoada-1776169751318_320.jpg" alt="Previsão para os próximos 15 dias em Portugal: os mapas do modelo europeu fazem pensar em chuva acompanhada de trovoada"></a></article></aside><p> No domingo, o cenário deverá ser semelhante, <strong>embora com uma ligeira descida das temperaturas máximas em várias regiões</strong>. Em Lisboa, por exemplo, a máxima poderá baixar cerca de 4 ºC face a sábado. </p><h2>Início da próxima semana pode trazer nova mudança</h2><p>O bloqueio escandinavo deverá continuar a dominar o padrão atmosférico no arranque da próxima semana. Para <strong>segunda-feira, 20 de abril, já é visível a aproximação de precipitação a oeste da Península Ibérica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bloqueio-anticiclonico-na-escandinavia-continua-a-condicionar-o-tempo-em-portugal-ate-22-de-abril-1776167167092.jpg" data-image="0j8gftq5e7ue" alt="Chuva" title="Chuva"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-856547">No arranque da próxima semana, um corpo de água precipitável aproxima-se de Portugal, aumentando a probabilidade de chuva entre segunda e terça-feira.</figcaption></figure><p>Por isso, aumenta a probabilidade de chuva entre segunda e terça-feira, dias 20 e 21, ainda que a previsão possa ser ajustada nos próximos dias.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/bloqueio-anticiclonico-na-escandinavia-continua-a-condicionar-o-tempo-em-portugal-ate-22-de-abril.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Previsão para os próximos 15 dias em Portugal: os mapas do modelo europeu fazem pensar em chuva acompanhada de trovoada]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-para-os-proximos-15-dias-em-portugal-os-mapas-do-modelo-europeu-fazem-pensar-em-chuva-acompanhada-de-trovoada.html</link><pubDate>Tue, 14 Apr 2026 12:35:49 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A crista subtropical vai condicionar o tempo em Portugal nos restantes dias da presente semana, embora ainda possam surgir períodos de chuva fraca no litoral Norte e Centro. Mas, segundo o modelo europeu, abril poderá terminar com alterações significativas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-para-os-proximos-15-dias-em-portugal-os-mapas-do-modelo-europeu-fazem-pensar-em-chuva-acompanhada-de-trovoada-1776169751318.jpg" data-image="vb8n199l9u68"><figcaption>Apesar da influência crescente da crista subtropical, a precipitação convectiva (chuva ou aguaceiros acompanhados de trovoada) poderá aparecer com maior frequência nalgumas zonas de Portugal continental na segunda quinzena de abril.</figcaption></figure><p>Nos últimos dias um fluxo de noroeste foi responsável por provocar uma descida acentuada das temperaturas, vento intenso e forte agitação marítima, bem como alguns períodos de chuva fraca e irregular, que ainda se vão mantendo esta terça-feira (14) de forma relativamente persistente no litoral das Regiões Norte e Centro. Porém, <strong>o tempo em Portugal continental vai mudar radicalmente</strong>. Ao longo da presente semana, uma <strong>crista subtropical </strong>aproximar-se-á e permanecerá nas imediações da Península Ibérica, promovendo o estabelecimento de uma <strong>massa de ar quente que aquecerá gradualmente</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Deste modo, é expectável que o estado do <strong>tempo a curto e médio prazo seja predominantemente estável na maioria das regiões</strong>, ainda que a passagem das extremidades de algumas frentes chegue se traduza sob a forma de chuva dispersa em alguns pontos do litoral Norte e Centro, com destaque para a região do Minho. Para além do <strong>calor diurno</strong>, especialmente a partir de sexta-feira (17), outro aspeto meteorológico marcante será a <strong>grande amplitude térmica</strong> que ocorrerá nos próximos dias, em particular nas regiões do interior de Portugal continental.</p><h2>Prevê-se tempo estável em Portugal, mas não se descarta o risco de trovoadas localizadas</h2><p>Apesar de neste momento ser evidente a ausência de sinais de instabilidade generalizada, os mapas continuam a <strong>apostar na possibilidade de ocorrência de trovoadas localizadas na tarde do próximo sábado (18), algures no interior do nosso país</strong>. A mais recente atualização mudou a possível localização deste fenómeno, deslocando-o mais para norte, também no interior, mas desta feita para o <strong>Nordeste Transmontano e Beira Alta</strong>. Como já tinha sido referido anteriormente pela Meteored Portugal, a trovoada é um fenómeno extremamente complexo e difícil de prever, sobretudo quanto à localização.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-para-os-proximos-15-dias-em-portugal-os-mapas-do-modelo-europeu-fazem-pensar-em-chuva-acompanhada-de-trovoada-1776169382344.png" data-image="sefsenlkqcs1"><figcaption>É possível que no sábado, dia 18, se reúnam as condições favoráveis à ocorrência de trovoada em zonas do interior de Portugal continental. Graças à combinação do calor diurno e algum ar frio em altitude, poderão formar-se algumas nuvens de desenvolvimento vertical que originem trovoadas e quiçá granizo.</figcaption></figure><p>O modelo europeu denota que o padrão de bloqueio anticiclónico poderá continuar durante a maior parte do resto do mês de abril, com um jato polar muito ondulante, o que favorece a formação destas estruturas nas latitudes altas. Além disto, de acordo com os mapas, como as altas pressões deverão continuar a subir em latitude até Portugal, influenciando o tempo de forma decisiva, isto significa que, <strong>a priori, o nosso país ficará fora das situações mais generalizadas de chuva e trovoada que afetarão outros países e regiões da Europa</strong>, especialmente na metade oriental do continente.</p><p>Mesmo assim, <strong>a possibilidade de aguaceiros fracos e dispersos, bem como o risco de trovoadas localizadas - sobretudo no interior</strong>, não devem ser totalmente descartados, embora com uma ocorrência pouco frequente.</p><h2>Reta final de abril em Portugal poderá ser marcada por uma maior frequência da instabilidade</h2><p>Na sua mais recente atualização o modelo Europeu vislumbra uma possível alteração da situação na reta final de abril <strong>(a partir do dia 24)</strong>, provavelmente convergente com a mudança da teleconexão climática dominante na zona Euro-Atlântica (poderá passar de bloqueio para NAO-). Além do eventual enfraquecimento das altas pressões na nossa latitude, a passagem para um <strong>padrão NAO- (NAO negativa) significaria que as depressões atlânticas voltariam a circular em latitudes mais a sul do que o habitual</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-para-os-proximos-15-dias-em-portugal-os-mapas-do-modelo-europeu-fazem-pensar-em-chuva-acompanhada-de-trovoada-1776169602812.jpg" data-image="ujw1ax2jcvpx"><figcaption>A possível transição para um padrão dominado pela NAO- na zona Euro-Atlântica sugere que em alguns dos dias da reta final de abril a precipitação, potencialmente acompanhada de trovoada, possa voltar a atingir com mais frequência o nosso país.</figcaption></figure><p>Caso este cenário se concretize, <strong>as baixas pressões e as suas frentes associadas, bem como as bolsas de ar frio, teriam uma maior propensão a aproximar-se de Portugal continental</strong>, tendo o potencial de gerar um estado do tempo mais instável, com chuva mais abrangente em termos geográficos e algo mais moderada ou forte em termos de intensidade.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763883" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-30-c-sao-esperados-5-dias-de-subida-gradual-da-temperatura.html" title="Até 30 °C: são esperados 5 dias de subida gradual da temperatura">Até 30 °C: são esperados 5 dias de subida gradual da temperatura</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-30-c-sao-esperados-5-dias-de-subida-gradual-da-temperatura.html" title="Até 30 °C: são esperados 5 dias de subida gradual da temperatura"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-30-c-sao-esperados-5-dias-de-aumento-gradual-da-temperatura-1776165252959_320.png" alt="Até 30 °C: são esperados 5 dias de subida gradual da temperatura"></a></article></aside><p>No entanto, como sempre lembramos na Meteored Portugal, é importante salientar que <strong>a primavera é uma das estações mais caóticas do ano </strong>no que toca à análise das tendências a longo prazo, devido ao <strong>grande dinamismo da atmosfera</strong>, e ao facto de<strong> a chuva ser a variável mais complexa de analisar</strong>. Embora por enquanto tudo indique a estabilidade irá prevalecer, os aguaceiros acompanhados de trovoada e típicos da estação começam agora a aparecer com mais frequência.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-para-os-proximos-15-dias-em-portugal-os-mapas-do-modelo-europeu-fazem-pensar-em-chuva-acompanhada-de-trovoada.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 30 °C: são esperados 5 dias de subida gradual da temperatura]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-30-c-sao-esperados-5-dias-de-subida-gradual-da-temperatura.html</link><pubDate>Tue, 14 Apr 2026 12:13:07 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Esta semana arrancou fria, mas dentro de poucos dias o cenário será outro, com temperaturas máximas a rondar os 30 ºC. Confira aqui a previsão!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5i7as"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5i7as.jpg" id="xa5i7as"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Esta semana arrancou cinzenta e com temperaturas abaixo da normal climatológica, no entanto, é<strong> esperado que já a partir de hoje, terça-feira, uma parte deste cenário comece a mudar</strong>: o das temperaturas.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Segundo o nosso modelo de confiança, ECMWF, <strong>as regiões Centro e Sul de Portugal Continental são as primeiras a registar uma ligeira subida</strong> dos valores de temperatura máxima, onde para hoje se esperam valores entre os 17 ºC em Portalegre e os 21 ºC em Lisboa. No Norte, o valor mais elevado deverá ser de 17 ºC nas cidades de Braga e Vila Real; Bragança e Porto deverão contar com 16 ºC e Viana do Castelo com 15 ºC.</p><h2>Subida gradual de 5 dias poderá levar termómetros aos 30 ºC</h2><p><strong>Entre hoje e amanhã voltamos a registar uma subida dos valores</strong>, onde todas as cidades do Sul já registarão temperaturas máximas de 20 ºC ou mais e algumas do Centro, como Lisboa, Santarém, Coimbra e Castelo Branco também poderão ultrapassar esse marco. No Norte, Vila Real e Bragança registam também uma ligeira subida, podendo registar até 19 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-30-c-sao-esperados-5-dias-de-aumento-gradual-da-temperatura-1776165252959.png" data-image="zxxy65k1354o" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>No sábado, dia 18 de abril, esperam-se temperaturas veranis em vários locais do país, com os termómetros a registarem até 30 ºC, especialmente nos vales do Douro e Tejo.</figcaption></figure><p><strong>Esta tendência de subida manter-se-á até sábado</strong>, onde várias cidades de Norte a Sul poderão registar <strong>subidas até 9 ºC</strong> face ao dia de hoje, terça-feira. Assim, em destaque, temos as cidades de Vila Real, Viseu e Évora que hoje registam 17 ºC e 18 ºC, respetivamente, e no sábado poderão registar 26 ºC e 27 ºC, respetivamente. </p><div class="texto-destacado">Este aumento das temperaturas levará a uma inversão das anomalias térmicas, sendo expectável que no sábado, dia 18, grande parte do território continental conte com valores entre 7 ºC a 10 ºC acima da média. A Costa Algarvia poderá contar com anomalias mais suaves (entre 1 ºC a 3 ºC), assim como a Ria de Aveiro, cujo valor será dentro da média ou 1 ºC acima. </div><p>Cidades como Bragança, Guarda, Portalegre, Santarém e Beja deverão registar uma subida de até 8 ºC também até sábado. Localmente, tanto o distrito de <strong>Santarém como o de Vila Real, poderão contar com valores até 30 ºC</strong>.</p><h2>Este aumento não será igual em todo o lado</h2><p>As <strong>cidades do litoral Norte e Centro deverão registar aumentos mais contidos</strong>. Viana do Castelo poderá contar com um aumento de 4 ºC (de 15 ºC para 19 ºC); no Porto espera-se uma subida idêntica, de 16 ºC para 20 ºC; e Aveiro poderá ser a cidade onde menos se denotará esta subida, pois de 17 ºC deverá passar para 19 ºC, no sábado. Faro também será mais contido, podendo contar com uma diferença de apenas 3 ºC entre hoje e sábado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763730" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nas-proximas-horas-espera-se-chuva-mas-temperaturas-comecam-a-aumentar-em-breve-eis-as-zonas-afetadas.html" title="Nas próximas horas espera-se chuva, mas temperaturas começam a aumentar em breve: eis as zonas afetadas">Nas próximas horas espera-se chuva, mas temperaturas começam a aumentar em breve: eis as zonas afetadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nas-proximas-horas-espera-se-chuva-mas-temperaturas-comecam-a-aumentar-em-breve-eis-as-zonas-afetadas.html" title="Nas próximas horas espera-se chuva, mas temperaturas começam a aumentar em breve: eis as zonas afetadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nas-proximas-horas-espera-se-chuva-mas-temperaturas-comecam-a-aumentar-em-breve-eis-as-zonas-afetadas-1776086626372_320.jpg" alt="Nas próximas horas espera-se chuva, mas temperaturas começam a aumentar em breve: eis as zonas afetadas"></a></article></aside><p>No entanto, importa referir que a nível distrital, onde se inserem as cidades acima mencionadas, os<strong> valores térmicos poderão ser superiores no interior dos mesmos</strong>, isto é, nas zonas mais afastadas do mar, esperando-se temperaturas até 25 ºC, desde Viana do Castelo e Aveiro, não excetuando algumas variações positivas ou negativas.</p><p>Ainda assim, e tendo em conta esta subida gradual, <strong>entre sábado e domingo, dia 19, espera-se um alívio dos termómetros</strong>, especialmente nas regiões Centro e Sul, onde o Ribatejo e Alentejo deverão sentir com maior impacto, passando de valores próximos dos 30 ºC para valores entre 24 ºC a 27 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-30-c-sao-esperados-5-dias-de-subida-gradual-da-temperatura.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas suecos: “as árvores plantadas pelo homem armazenam muito menos CO2 do que as florestas primárias”]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/cientistas-suecos-as-arvores-plantadas-pelo-homem-armazenam-muito-menos-co2-do-que-as-florestas-primarias.html</link><pubDate>Tue, 14 Apr 2026 10:55:06 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Tal como os oceanos, as florestas armazenam carbono. Numa tentativa de compensar os milhões de árvores abatidas em todo o mundo, os seres humanos têm vindo a reflorestar há décadas. De acordo com um estudo, estas árvores jovens não parecem absorver o carbono de forma tão eficaz.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/carbone-les-arbres-replantes-par-l-homme-stockent-beaucoup-moins-de-co2-que-les-forets-primaires-1774858502437.jpeg" data-image="lc2mwnvc29ec" alt="Como sumideros de carbono, los bosques almacenan, no obstante, menos CO2 si han sido replantados por los seres humanos." title="Como sumideros de carbono, los bosques almacenan, no obstante, menos CO2 si han sido replantados por los seres humanos."><figcaption>No entanto, enquanto sumidouros de carbono, as florestas armazenam menos CO2 se tiverem sido replantadas pelo homem.</figcaption></figure><p>As florestas, incluindo as árvores e os solos florestais, <strong>são o segundo maior sumidouro de carbono do planeta</strong>, a seguir aos oceanos, explica o Instituto Nacional de Florestas (ONF). “Até atingir a maturidade, uma massa florestal sequestra CO2, contribuindo assim para a redução dos gases com efeito de estufa na atmosfera”.</p><p>Para atingir a neutralidade carbónica, é portanto essencial assegurar a sua preservação e regeneração. No entanto, segundo um estudo efetuado na Suécia e publicado na<em> revista Science</em>, <strong>as florestas plantadas pelo homem não têm de todo as mesmas propriedades de carbono</strong>.</p><h2>Mais de 70% menos carbono por hectare</h2><p>Tendo em conta a vegetação, a madeira morta, os detritos lenhosos e os solos, <strong>as florestas primárias armazenam mais de 70% de carbono do que as florestas secundárias</strong>- uma disparidade muito maior do que a encontrada em estudos anteriores.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Read about the value in protecting primary boreal <a href="https://twitter.com/hashtag/forests?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#forests</a>.<br><br>In a new study, researchers "showed the potential impacts of clearing primary boreal forests by comparing the carbon storage of primary and secondary (previously logged) forests in Sweden".<a href="https://twitter.com/hashtag/Science?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Science</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/Biology?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Biology</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/Ecology?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Ecology</a> <a href="https://t.co/t9WUdPHKkF">pic.twitter.com/t9WUdPHKkF</a></p>— Manuela Casasoli (@manuelacasasoli) <a href="https://twitter.com/manuelacasasoli/status/2035240789979152642?ref_src=twsrc%5Etfw">March 21, 2026</a></blockquote></figure><p>De acordo com os cientistas, <strong>seria necessário extrair 8 mil milhões de toneladas de CO2 da atmosfera </strong>para repor o equivalente ao armazenamento de carbono fornecido pelas florestas naturais.</p><p>O mesmo se aplica às<strong> florestas boreais</strong>. Durante a sua investigação, os cientistas descobriram que <strong>a maior parte do carbono armazenado nas florestas boreais não está nas próprias árvores, mas no solo</strong>. “Nas florestas primárias, os solos retêm 64% do carbono total, em comparação com 30% nas árvores e 6% na madeira morta”, refere o estudo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762167" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-a-ia-esta-ajudando-cientistas-a-entender-como-o-carbono-organico-dissolvido-se-move-no-oceano.html" title="Como a IA está a ajudar os cientistas a entender de que forma o carbono orgânico dissolvido se move no oceano">Como a IA está a ajudar os cientistas a entender de que forma o carbono orgânico dissolvido se move no oceano</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-a-ia-esta-ajudando-cientistas-a-entender-como-o-carbono-organico-dissolvido-se-move-no-oceano.html" title="Como a IA está a ajudar os cientistas a entender de que forma o carbono orgânico dissolvido se move no oceano"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/how-ai-is-helping-scientists-see-how-dissolved-organic-carbon-moves-in-the-ocean-1774964351777_320.jpeg" alt="Como a IA está a ajudar os cientistas a entender de que forma o carbono orgânico dissolvido se move no oceano"></a></article></aside><p><em></em><strong>"A capacidade de armazenamento que uma floresta antiga </strong>ou de crescimento primário perde depois de ter sido cortada e extraída extensivamente <strong>não pode ser facilmente recuperada"</strong>, explica <strong>Rob Jackson</strong>, um dos autores do estudo.</p><h3>Como é que podemos garantir que a reflorestação faz o seu trabalho? </h3><p><strong>Apesar de as florestas secundárias absorverem menos carbono, continuam a ser essenciais</strong>. "Os nossos resultados mostram que a proteção das poucas florestas primárias que restam tem um potencial muito maior do que se pensava anteriormente".</p><p><strong>"A restauração de lugares degradados pela silvicultura industrial também pode aumentar a biodiversidade</strong> e permitir o armazenamento de ainda mais carbono", afirma<strong> Anders Ahlström</strong>, outro dos autores do estudo.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">From boreal forests near the Arctic Circle to dense tropical jungles south of the Equator, Earths last primary forests are vanishing. <br><br>Despite being unmatched in their carbon storage capacity, they continue to fall.<br><br>Our special <a href="https://twitter.com/hashtag/COP30?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#COP30</a> Crossroads blog explains how we can save <a href="https://t.co/usxCuuBLxw">pic.twitter.com/usxCuuBLxw</a></p>— IUCN (@IUCN) <a href="https://twitter.com/IUCN/status/1991885631136416164?ref_src=twsrc%5Etfw">November 21, 2025</a></blockquote></figure><p>Por último, o estudo revela que as estimativas anteriores subestimaram consideravelmente o custo em carbono da transformação de uma floresta primária numa floresta secundária e que <strong>a reflorestação implementada pela indústria durante décadas não será suficiente para preservar o planeta</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Didac Pascual et al. ,Higher carbon storage in primary than secondary boreal forests in Sweden. Science391,1256-1261(2026).DOI:</em><a href="https://www.science.org/doi/10.1126/science.adz8554" target="_blank" rel="nofollow"><em>10.1126/science.adz8554</em></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/cientistas-suecos-as-arvores-plantadas-pelo-homem-armazenam-muito-menos-co2-do-que-as-florestas-primarias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Depois de uma aterragem bem sucedida, o que é que o futuro reserva à Artemis?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/depois-de-uma-aterragem-bem-sucedida-o-que-e-que-o-futuro-reserva-a-artemis.html</link><pubDate>Tue, 14 Apr 2026 10:47:36 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Depois de uma viagem histórica para além da Lua, a missão Artemis II da NASA foi concluída com êxito com uma aterragem segura no Oceano Pacífico, fornecendo dados essenciais para apoiar uma futura aterragem lunar tripulada.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/after-a-successful-splashdown-what-s-next-for-artemis-1776027299722.jpg" data-image="k0355b5jsoj3" alt="Artemis II NASA" title="Artemis II NASA"><figcaption> A tripulação da missão Artemis II da NASA partilhou algumas breves palavras com amigos, familiares e colegas de trabalho depois de aterrar no Aeroporto Ellington, perto do Centro Espacial Johnson da NASA, em Houston, no sábado, 11 de abril de 2026.</figcaption></figure><p>A 10 de abril, a missão <strong>Artemis II</strong> foi concluída com êxito quando a nave espacial Orion caiu no <strong>Oceano Pacífico</strong>, um acontecimento testemunhado em todo o mundo. Com a missão agora concluída, as expectativas são mais elevadas do que nunca, aproximando uma <strong>aterragem lunar tripulada da Lua</strong>, décadas depois de a humanidade ter pisado a Lua pela última vez, e dando início a uma <strong>nova era na exploração espacial</strong>.</p><h2> Uma aterragem histórica no Pacífico <br></h2><p>A <strong>nave espacial Orion</strong> reentrou na atmosfera terrestre a alta velocidade antes de lançar os para-quedas e aterrar em segurança nas águas de recuperação, um feito importante para <strong>a NASA</strong> e para o seu<strong> programa de exploração do espaço profundo</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><em>As equipas de recuperação intervieram rapidamente para proteger a cápsula, demonstrando procedimentos cruciais que serão utilizados em futuras missões tripuladas.</em><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A aterragem não só validou o <strong>escudo térmico e os sistemas de reentrada</strong> da nave espacial, como também confirmou que a Orion pode trazer astronautas em segurança de missões no espaço profundo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/after-a-successful-splashdown-what-s-next-for-artemis-1776026940104.jpg" data-image="ifmo35v9wpip" alt="Artemis II NASA" title="Artemis II NASA"><figcaption>A nave espacial Orion da NASA, com a tripulação da missão Artemis II a bordo, é vista a aterrar no Oceano Pacífico ao largo da costa da Califórnia, sexta-feira, 10 de abril de 2026. Créditos: NASA</figcaption></figure><p>Esta missão Artemis representa um <strong>passo fundamental para o regresso dos humanos à Lua </strong>pela primeira vez desde a Apollo 17. Engenheiros e cientistas recolheram dados valiosos durante todo o voo, incluindo <strong>o desempenho no espaço profundo, a exposição à radiação e a navegação</strong> muito para além da órbita terrestre.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/after-a-successful-splashdown-what-s-next-for-artemis-1776027114850.jpg" data-image="2xp7rjpylcho" alt="Artemis II NASA" title="Artemis II NASA"><figcaption>Equipamento de controlo de voo do Artemis II. Créditos: NASA.</figcaption></figure><p>A missão também testou sistemas que permitirão <strong>voos espaciais tripulados de longa duração</strong>, um marco necessário antes de os astronautas poderem viajar em segurança de volta à superfície lunar e, eventualmente, para além dela.</p><h4>O que vem a seguir: Artemis III</h4><p>Depois de uma aterragem bem sucedida, as atenções voltam-se agora para a <strong>Artemis III</strong>. Esta missão irá testar <strong>os sistemas de suporte de vida, as operações da tripulação e as capacidades de controlo manual</strong>. O seu objetivo é garantir que os astronautas possam percorrer em segurança a distância lunar e regressar, preparando o caminho para missões mais ambiciosas.</p><p>A próxima etapa importante será a <strong>Artemis IV</strong>, que tem como objetivo levar os astronautas à superfície lunar. Espera-se que esta missão inclua a primeira mulher e o próximo homem a caminhar na Lua.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762709" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conheca-o-menu-dos-astronautas-na-missao-artemis-ii.html" title="Conheça o menú dos astronautas na Missão Artemis II">Conheça o menú dos astronautas na Missão Artemis II</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conheca-o-menu-dos-astronautas-na-missao-artemis-ii.html" title="Conheça o menú dos astronautas na Missão Artemis II"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-menu-dos-astronautas-na-missao-artemis-ii-1775567246470_320.png" alt="Conheça o menú dos astronautas na Missão Artemis II"></a></article></aside><p>A Artemis IV basear-se-á em <strong>novas tecnologias</strong>, incluindo um <strong>sistema de aterragem tripulado</strong> e parcerias internacionais alargadas. A missão terá como objetivo a <strong>região polar sul da Lua</strong>, onde poderá existir gelo de água, um recurso essencial para a exploração futura.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/after-a-successful-splashdown-what-s-next-for-artemis-1776027957705.jpeg" data-image="xt0xbfy0rly7" alt="Artemis II NASA" title="Artemis II NASA"><figcaption>Aterragem na Lua. Animação gerada por computador. Elementos desta imagem fornecidos pela NASA.</figcaption></figure><p>Para além das missões individuais, a Artemis faz parte de uma <strong>estratégia mais vasta para estabelecer uma presença humana sustentada na Lua e à sua volta</strong>. Isto inclui planos para a Lunar Gateway Station, uma estação espacial que orbitará a Lua e servirá de ponto de lançamento para missões.</p><div class="texto-destacado">A NASA está também a trabalhar com parceiros comerciais e agências espaciais internacionais para desenvolver infraestruturas que possam acomodar estadias mais longas, investigação científica e, no futuro, missões a Marte.<br> </div><p>O sucesso da aterragem no Pacífico não marca apenas o fim de uma missão, mas também <strong>o início de uma nova era na exploração espacial humana</strong>. Tendo demonstrado a capacidade da Orion para viajar no espaço profundo e regressar em segurança, a NASA está agora mais perto do que nunca de <strong>enviar astronautas de volta à superfície lunar</strong>.</p><p>Cada missão Artemis baseia-se na anterior, avançando continuamente em direção a um futuro em que os humanos não só revisitam a Lua, como também ficam e se preparam para a <strong>viagem a Marte</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/depois-de-uma-aterragem-bem-sucedida-o-que-e-que-o-futuro-reserva-a-artemis.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Não deite fora: 3 formas de usar espigas de milho para cuidar das suas plantas e melhorar o jardim]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nao-jogue-fora-3-formas-de-usar-espigas-de-milho-para-cuidar-de-suas-plantas-e-melhorar-o-jardim.html</link><pubDate>Tue, 14 Apr 2026 07:33:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>O que normalmente acaba no lixo pode se tornar um recurso para melhorar o solo, cuidar das raízes e reduzir o desperdício em casa. Veja como reutilizar espigas de milho usadas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/no-lo-tires-3-formas-de-usar-el-marlo-del-choclo-para-cuidar-tus-plantas-y-mejorar-el-jardin-1775687830802.jpg" data-image="w9o36euk0aja" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Nem todas as partes da planta do milho são comestíveis, mas quase todas podem ser aproveitadas.</figcaption></figure><p>Depois de saborear um delicioso milho — cozido, grelhado ou assado — sempre sobra a mesma coisa: a sua <strong>espiga</strong>. Dura, fibrosa e sem graça… vai direto para o lixo.</p><p>Mas o que parece um desperdício sem valor pode, na verdade, ser um recurso valioso para a horta. Com um pouco de criatividade (e sem gastar nada), <strong>a espiga do milho pode ajudar a melhorar o solo, proteger as raízes e até mesmo tornar a compostagem mais eficiente</strong>.</p><p>A espiga é basicamente uma estrutura rica em celulose, um material vegetal resistente que se decompõe lentamente. Essa lentidão não é um problema; pelo contrário, é o que a torna útil. Age como uma espécie de esqueleto natural, <strong>fornecendo aeração e estrutura ao solo enquanto se decompõe</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/no-lo-tires-3-formas-de-usar-el-marlo-del-choclo-para-cuidar-tus-plantas-y-mejorar-el-jardin-1775687935325.jpg" data-image="a9fkp9n9hblg" alt="milho" title="milho"><figcaption>Um alimento clássico da cozinha que também pode contribuir para além do prato.</figcaption></figure><p>Então, pode usar a espiga logo após comer o milho, ou é melhor deixá-la secar? Ambas as opções funcionam, mas não são iguais. Se usada fresca, ela ainda contém humidade e traços de açúcares, o que pode acelerar a decomposição… além de atrair insetos ou gerar odores em ambientes fechados.</p><p>Portanto, para a maioria dos usos, <strong>o ideal é deixá-la secar ao ar livre por alguns dias até que fique bem firme e leve</strong>. Essa pequena etapa melhora muito o seu desempenho em vasos ou na compostagem.</p><h2>1. Base de drenagem em vasos: menos encharcamento, raízes mais saudáveis</h2><p>Uma das formas mais simples e eficazes de usar a espiga de milho é <strong>colocá-la no fundo dos vasos de flores</strong>. Cortada em pedaços, a espiga cria uma camada que <strong>impede a compactação do solo e melhora a drenagem</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/no-lo-tires-3-formas-de-usar-el-marlo-del-choclo-para-cuidar-tus-plantas-y-mejorar-el-jardin-1775688023496.jpg" data-image="2ejeip4x7pfq" alt="espiga de milho" title="espiga de milho"><figcaption>Cortada em pedaços, ajuda a arejar o solo e a evitar o excesso de humidade.</figcaption></figure><p>Isto tem um impacto direto: <strong>menor acumulação de água e menor risco de apodrecimento das raízes</strong>. Em plantas sensíveis ao excesso de humidade — como muitas suculentas ou ervas — isto pode fazer toda a diferença entre o sucesso e o fracasso no cultivo.</p><p>Nesse caso, <strong>o ideal é usar a espiga de milho seca</strong>. Por estar desidratada, ela não adiciona humidade extra nem promove o crescimento de fungos. Além disso, dura mais tempo sem se decompor, mantendo a sua integridade estrutural.</p><h2>2. Um grande aliado da compostagem: equilíbrio e aeração</h2><p>A compostagem caseira precisa de uma mistura equilibrada de materiais húmidos (restos de frutas e vegetais) e materiais secos (folhas, papelão, galhos). As espigas de milho encaixam nessa segunda categoria: são <strong>uma fonte ideal de carbono</strong>.</p><p><strong>Cortadas em pedaços pequenos</strong>, elas não só ajudam a equilibrar a humidade, como também melhoram a circulação de ar dentro da composteira. Isto é fundamental para um<strong> processo de compostagem mais rápido e sem odor</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/no-lo-tires-3-formas-de-usar-el-marlo-del-choclo-para-cuidar-tus-plantas-y-mejorar-el-jardin-1775688196626.jpg" data-image="685xun6g6xe9" alt="compostagem, espiga de milho, resíduos" title="compostagem, espiga de milho, resíduos"><figcaption>Reutilizar resíduos orgânicos também melhoram o jardim.</figcaption></figure><p>Pode ser usado fresca? Sim, mas, nesse caso, é melhor deixá-la secar ao ar livre ou secá-la previamente. Um lodo excessivamente húmido pode desequilibrar a mistura. Se não houver tempo, é aconselhável misturá-la com outros materiais secos para compensar.</p><p><strong>Uma dica prática: quanto menor o pedaço, mais rápido se decompõe</strong>. Inteiro, pode levar meses; em pedaços, o processo é significativamente acelerado.</p><h2>3. Cobertura do solo (<em>mulching</em>): menos rega e menos ervas daninhas</h2><p>Desfiada ou cortada em lâminas finas, a espiga de milho pode ser usada como <strong>cobertura morta em redor das plantas</strong>. Esta técnica, conhecida como cobertura morta, é uma das mais eficazes — e subestimadas — na jardinagem.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/no-lo-tires-3-formas-de-usar-el-marlo-del-choclo-para-cuidar-tus-plantas-y-mejorar-el-jardin-1775688400318.jpg" data-image="esth3s6vbquf" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Rico, versátil e com um "algo a mais" que nem sempre é aproveitado.</figcaption></figure><p>Esta camada desempenha várias funções simultaneamente:<strong> retém a humidade do solo, protege as raízes do calor ou frio excessivos e impede o crescimento de ervas daninhas</strong>. Além disso, à medida que a espiga se decompõe, contribui com matéria orgânica.</p><p>Nesse caso, <strong>a espiga seca é novamente a melhor opção</strong>. É mais leve, mais fácil de manusear e menos propensa ao desenvolvimento de mofo na superfície.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="756816" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-futuro-energetico-pode-estar-no-milho-e-na-cana-de-acucar-os-biocombustiveis-que-pretendem-substituir-o-petroleo.html" title="O futuro energético pode estar no milho e na cana de açúcar: os biocombustíveis que pretendem substituir o petróleo">O futuro energético pode estar no milho e na cana de açúcar: os biocombustíveis que pretendem substituir o petróleo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-futuro-energetico-pode-estar-no-milho-e-na-cana-de-acucar-os-biocombustiveis-que-pretendem-substituir-o-petroleo.html" title="O futuro energético pode estar no milho e na cana de açúcar: os biocombustíveis que pretendem substituir o petróleo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-futuro-energetico-podria-estar-en-el-maiz-y-la-cana-los-biocombustibles-que-quieren-jubilar-al-petroleo-1772229251352_320.jpg" alt="O futuro energético pode estar no milho e na cana de açúcar: os biocombustíveis que pretendem substituir o petróleo"></a></article></aside><p>Reutilizar espigas de milho reduz a quantidade de resíduos orgânicos que acabam no lixo, melhora a qualidade do solo sem o uso de compostos químicos e promove uma abordagem mais circular em casa: o que sobra volta para a terra.</p><p>E este não é o único benefício "extra" do milho. <strong>As palhas (as folhas que envolvem a espiga) também podem ser compostadas, usadas como cobertura morta</strong> ou até mesmo como uma forma natural de amarrar plantas, substituindo barbantes de plástico ou sintéticos.</p><p>No fim de contas, trata-se de pensar duas vezes antes de jogar algo fora. Porque o que parece inútil pode ser exatamente o que o seu jardim precisa.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nao-jogue-fora-3-formas-de-usar-espigas-de-milho-para-cuidar-de-suas-plantas-e-melhorar-o-jardim.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nem Rio de Janeiro, nem Havana: Lisboa é a cidade mais colorida do mundo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nem-rio-de-janeiro-nem-havana-lisboa-e-a-cidade-mais-colorida-do-mundo.html</link><pubDate>Tue, 14 Apr 2026 06:15:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Num ranking internacional que analisou milhões de imagens, Lisboa destacou-se pela diversidade cromática, superando Rio de Janeiro e Havana.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nem-rio-de-janeiro-nem-havana-lisboa-e-a-cidade-mais-colorida-do-mundo-1776026332625.jpg" data-image="s441aqfjrm20" alt="Lisboa" title="Lisboa"><figcaption>Mais um reconhecimento internacional. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p><strong>Lisboa</strong> acaba de receber mais um reconhecimento internacional. Desta vez, foram as <strong>cores da cidade</strong> a merecer destaque.</p><p>É verdade. Entre destinos como Rio de Janeiro e Havana, mundialmente conhecidos pela sua vivacidade, <strong>Lisboa foi considerado o mais colorido do mundo</strong>. </p><p>O <em>ranking </em>internacional avaliou as diferentes tonalidades presentes em 78 destinos.</p><h2>E como é que se chegou a esta conclusão?</h2><p>A distinção surge de um estudo da empresa irlandesa de seguros de viagem Just Cover, que analisou milhões de imagens urbanas em busca da diversidade cromática.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763527" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/lisboa-tem-um-mural-dedicado-ao-amor-mas-so-o-pode-visitar-ate-ao-fim-de-abril.html" title="Lisboa tem um mural dedicado ao amor (mas só o pode visitar até ao fim de abril)">Lisboa tem um mural dedicado ao amor (mas só o pode visitar até ao fim de abril)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/lisboa-tem-um-mural-dedicado-ao-amor-mas-so-o-pode-visitar-ate-ao-fim-de-abril.html" title="Lisboa tem um mural dedicado ao amor (mas só o pode visitar até ao fim de abril)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-tem-um-mural-dedicado-ao-amor-mas-so-o-pode-visitar-ate-ao-fim-de-abril-1775981033799_320.jpg" alt="Lisboa tem um mural dedicado ao amor (mas só o pode visitar até ao fim de abril)"></a></article></aside><p>No final, a capital portuguesa destacou-se com <strong>mais de 2,6 milhões de cores identificadas</strong>, alcançando a pontuação máxima no índice de vivacidade (100 pontos num total de 100, segundo o <em>ranking</em>).</p><div class="texto-destacado">Os edifícios em tons pastel, os azulejos decorativos e os icónicos elétricos que percorrem as ruas da cidade, estão entre os elementos que contribuem para este resultado. </div><p>Além disso, os telhados em tons de terracota e a combinação de diferentes estilos arquitetónicos ajudam a criar uma paisagem única, que continua a atrair visitantes de todo o mundo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nem-rio-de-janeiro-nem-havana-lisboa-e-a-cidade-mais-colorida-do-mundo-1776026432232.jpg" data-image="lkltuwt1srbw" alt="Lisboa" title="Lisboa"><figcaption>Lisboa é a cidade mais colorida do mundo. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>“A capital portuguesa é conhecida pelos seus edifícios em tons pastel, pelos azulejos decorados que revestem os seus bairros históricos e pelos icónicos elétricos amarelos que percorrem as ruas estreitas”, explicam. “Os telhados em terracota são uma parte essencial da estética local, atraindo milhões de visitantes a esta cidade vibrante todos os anos.”</p><h2>Mai uma cidade portuguesa a brilhar</h2><p>E não foi só Lisboa a brilhar. Apesar de <strong>Kuala Lumpur</strong>, na Malásia, ter ficado com o<strong> segundo lugar</strong>, com 2,5 milhões e 94,5 de pontuação, a terceira posição foi entregue também a Portugal. </p><div class="texto-destacado">Sim, o Porto encerra o pódio, com uma pontuação de 91,6, graças aos 2,4 milhões de tonalidades identificados.</div><p>À semelhança da capital, “os telhados vermelho-terracota e as icónicas casas coloridas ao longo do rio Douro contribuem para garantir o seu lugar nos rankings”, enquanto “as ruas de calçada e as históricas caves de vinho proporcionam aos visitantes um vislumbre autêntico da vida portuguesa.”</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nem-rio-de-janeiro-nem-havana-lisboa-e-a-cidade-mais-colorida-do-mundo-1776026552944.jpg" data-image="vefl5y9k0u72" alt="Porto" title="Porto"><figcaption>Um pódio português. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p><strong>Cartagena</strong> e <strong>Rio de Janeiro </strong>completam o <em>top</em> 5, com 91,4 e 89,1 de avaliação, respetivamente, seguidos. Seguem-se<strong> Guanajuato </strong>(México), <strong>Havana</strong> (Cuba), <strong>Hanoi</strong> (Vietname),<strong> Nova Orleães</strong> (EUA) e<strong> Medellín</strong> (Colómbia). </p><p>Já o continente americano domina o <em>top </em>15, com <strong>Antígua</strong> e<strong> Nova Iorque</strong> (EUA) também a figurar na lista. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="749188" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-conhece-a-casa-mais-estreita-do-porto-e-talvez-de-portugal.html" title="Já conhece a casa mais estreita do Porto (e, talvez, de Portugal)?">Já conhece a casa mais estreita do Porto (e, talvez, de Portugal)?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-conhece-a-casa-mais-estreita-do-porto-e-talvez-de-portugal.html" title="Já conhece a casa mais estreita do Porto (e, talvez, de Portugal)?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ja-conhece-a-casa-mais-estreita-do-porto-e-talvez-de-portugal-1768551586382_320.jpg" alt="Já conhece a casa mais estreita do Porto (e, talvez, de Portugal)?"></a></article></aside><p>“Hoje em dia, ao planear uma viagem, o encanto visual de uma cidade pode ser tão determinante quanto a sua cultura e gastronomia. Locais como Santorini são frequentemente associados a paisagens coloridas, mas no que diz respeito à variedade de cores, o estudo destaca quais os destinos que realmente se destacam como um verdadeiro deleite para os olhos”, afirma o diretor da JustCover, Aaron Brennan.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nem-rio-de-janeiro-nem-havana-lisboa-e-a-cidade-mais-colorida-do-mundo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Fungos únicos no planeta estão “esquecidos” e em vias de desaparecer, alerta um estudo da Universidade de Coimbra ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/fungos-unicos-no-planeta-estao-esquecidos-e-em-vias-de-desaparecer-alerta-um-estudo-da-universidade-de-coimbra.html</link><pubDate>Tue, 14 Apr 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um estudo em parceria com o Comité para a Conservação dos Fungos da União Internacional para a Conservação da Natureza alerta que há espécies de fungos únicas no planeta, sem parentes próximos na árvore da vida, que podem desaparecer para sempre.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/fungos-unicos-no-planeta-estao-esquecidos-e-em-vias-de-desaparecer-alerta-um-estudo-da-universidade-de-coimbra-1776099359838.jpg" data-image="tqtbqxh8m7ez" alt="Fungos" title="Fungos"><figcaption>A Micologia é a área da biologia que estuda os fungos. E os fungos estão presentes em todo o planeta, sendo importantes fontes de recursos, desempenhando funções vitais no meio ambiente.</figcaption></figure><p>A <strong>Micologia</strong> é a área da biologia que estuda os fungos. </p><p>E os <strong>fungos estão presentes em todo o planeta, sendo importantes fontes de recursos</strong>, desempenhando funções vitais no meio ambiente, nomeadamente como elementos essenciais para a reciclagem de nutrientes em todos os <em>habitats</em> terrestres.</p><p>Uma recente <strong>investigação</strong> liderada pelo Departamento de Ciências da Vida da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, em colaboração com o Comité para a Conservação dos Fungos da União Internacional para a Conservação da Natureza,<strong> identificou espécies de fungos evolutivamente distintas e globalmente ameaçadas</strong>.</p><div class="texto-destacado">Estas espécies representam linhagens isoladas, com histórias evolutivas únicas acumuladas ao longo de milhões de anos, revela o <strong>estudo agora publicado na</strong> <strong>revista científica </strong><em><strong>Conservation Letters</strong></em>. De acordo com os seus autores, isso significa que <strong>a sua extinção não seria apenas mais uma perda de biodiversidade, mas, antes, “o desaparecimento de ramos inteiros da história</strong> da vida na Terra”.</div><p><br>O <strong>estudo analisou 94 espécies de fungos pertencentes a géneros monotípicos</strong>, grupos que incluem apenas uma única espécie conhecida. </p><p>Os resultados revelam um “<strong>cenário p</strong><strong>reocupante</strong>” que dá conta que “<strong>nove espécies já se encontram ameaçadas</strong> ou próximas disso”.</p><h2>"Podemos perder espécies únicas"</h2><p>Em paralelo, a <strong>maioria das espécies, 56, não dispõe de informação suficiente para avaliar o seu estado de conservaçã</strong>o. Apenas 28 espécies de fungos foram classificadas como de baixo risco.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fungos-unicos-no-planeta-estao-esquecidos-e-em-vias-de-desaparecer-alerta-um-estudo-da-universidade-de-coimbra-1776099497146.jpg" data-image="iolf7axta9i6" alt="Fungos" title="Fungos"><figcaption>Ao contrário do que acontece com animais e plantas, “ainda não existe uma lista que identifique as espécies de fungos mais distintas evolutivamente e ameaçadas”.</figcaption></figure><p>Para os investigadores deste estudo, este <strong>desconhecimento é, por si só, “um dos maiores sinais </strong>de alerta”.</p><div class="texto-destacado">“A deficiência de dados reflete graves lacunas no conhecimento sobre estes organismos. Em muitos casos, as espécies são conhecidas apenas pela sua descrição original, feita há mais de uma década, sem qualquer registo desde então”, explica Susana Cunha, líder do estudo e aluna do Doutoramento em Biociências da FCTUC e do Jardim Botânico Real de Kew no Reino Unido. Para esta especialista, “isto significa que podemos estar a perder espécies únicas sem sequer termos consciência disso”.</div><p>Apesar do seu papel fundamental para a vida na Terra, nomeadamente na decomposição de matéria orgânica e na regulação dos ciclos de nutrientes, os <strong>fungos continuam largamente ausentes das prioridades globais de conservação</strong>.</p><h2>Há uma "lacuna urgente a colmatar"</h2><p>Ao contrário do que acontece com animais e plantas, os autores deste estudo explicam que “<strong>ainda não existe uma lista que identifique as espécies de fungos mais distintas</strong> <strong>evolutivamente e ameaçadas</strong>”, o que é considerada “uma lacuna” que é “urgente colmatar”.</p><p>O estudo sublinha ainda que “<strong>a falta de dados resulta de anos de subinvestimento na investigação micológica</strong>” e que, “sem informação básica sobre distribuição, ecologia e diversidade, torna-se difícil integrar os fungos nas políticas de conservação” e garantir a sua proteção efetiva.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fungos-unicos-no-planeta-estao-esquecidos-e-em-vias-de-desaparecer-alerta-um-estudo-da-universidade-de-coimbra-1776099656022.jpg" data-image="yrdyxp24w5rq" alt="Fungos" title="Fungos"><figcaption>Os investigadores destacam o “potencial da ciência cidadã” como forma de acelerar o conhecimento, “envolvendo comunidades locais” na recolha de dados sobre a diversidade fúngica.</figcaption></figure><p>Para inverter esta tendência, os autores deste estudo defendem um<strong> “reforço do investimento em investigação de base</strong>”.</p><p>Isto inclui as<strong> inventariações de campo e no uso de ferramentas inovadoras como o DNA ambiental</strong>, que pode ajudar a revelar a presença de espécies difíceis de detetar.</p><h2> “Potencial da ciência cidadã” </h2><p>Ao mesmo tempo, os investigadores destacam o <strong>“potencial da ciência cidadã” como forma de acelerar o conhecimento</strong>, “envolvendo comunidades locais” na recolha de dados sobre a diversidade fúngica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="728254" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/fungos-na-terra-do-seu-vaso-descubra-se-suas-plantas-de-interior-ainda-tem-solucao.html" title="Fungos na terra do seu vaso? Descubra se as suas plantas de interior ainda têm solução">Fungos na terra do seu vaso? Descubra se as suas plantas de interior ainda têm solução</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/fungos-na-terra-do-seu-vaso-descubra-se-suas-plantas-de-interior-ainda-tem-solucao.html" title="Fungos na terra do seu vaso? Descubra se as suas plantas de interior ainda têm solução"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/hongos-en-la-tierra-de-tus-macetas-descubre-si-tus-plantas-de-interior-aun-tienen-solucion-1756918366862_320.jpeg" alt="Fungos na terra do seu vaso? Descubra se as suas plantas de interior ainda têm solução"></a></article></aside><p>Susana Gonçalves, coautora do estudo, sublinha isso mesmo. “<strong>Espécies com poucos registos ou registos antigos são candidatas ideais para projetos participativos</strong>”. </p><p>“O envolvimento dos cidadãos pode ser decisivo para colmatar lacunas de informação e apoiar a conservação,”, refere ainda a investigadora.</p><p>Os autores do estudo recomendam, também, que estas espécies únicas sejam alvo de “<strong>análises moleculares para confirmar a sua posição isolada na árvore da vid</strong>a”.</p><p>E, sempre que se confirme o seu carácter singular, recomenda-se que passem a ser “prioridade na conservação”, pois, sem uma ação concertada, “<strong>o mundo arrisca-se a perder uma parte insubstituível do seu património natural</strong>, muitas vezes antes mesmo de a conhecer”.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/fungos-unicos-no-planeta-estao-esquecidos-e-em-vias-de-desaparecer-alerta-um-estudo-da-universidade-de-coimbra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nas próximas horas espera-se chuva, mas temperaturas começam a aumentar em breve: eis as zonas afetadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nas-proximas-horas-espera-se-chuva-mas-temperaturas-comecam-a-aumentar-em-breve-eis-as-zonas-afetadas.html</link><pubDate>Mon, 13 Apr 2026 14:27:43 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Ao longo dos próximos dias poderemos assistir a uma mudança gradual no estado de tempo em Portugal Continental.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-crista-subtropical-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-eis-os-fenomenos-mais-marcantes-desta-semana.html" target="_blank">Uma crista subtropical aproxima-se a toda a velocidade de Portugal: eis os fenómenos mais marcantes desta semana</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5f326"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5f326.jpg" id="xa5f326"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O dia de hoje amanheceu cinzento, com alguns períodos de <strong>chuva fraca a moderada</strong> no litoral Norte e Centro e com <strong>temperaturas abaixo da média</strong>, onde os nossos mapas de anomalia térmica mostram valores entre 3 a 8 ºC abaixo da normal climatológica, em praticamente todo o continente. Faro poderá ser a única cidade a registar valores dentro da média ou apenas 1 ºC acima do expectável.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>É esperado que <strong>nas próximas horas a ocorrência de chuva se mantenha</strong> nestas mesmas zonas, podendo concentrar-se ao final do dia no noroeste do país, também de forma fraca a moderada.</p><h2>A partir de amanhã, há uma recuperação gradual das temperaturas</h2><p>Para amanhã, terça-feira, espera-se uma repetição desta tendência, onde deverão ocorrer <strong>períodos de chuva fraca a moderada no litoral Norte e Centro</strong> desde a madrugada até às últimas horas da manhã, esperando-se uma dissipação desta a partir das primeiras horas da tarde. Além disto, as<strong> temperaturas começam a subir</strong>, sendo esperadas máximas entre os 15 ºC na Guarda e os 21 ºC em Lisboa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nas-proximas-horas-espera-se-chuva-mas-temperaturas-comecam-a-aumentar-em-breve-eis-as-zonas-afetadas-1776086470329.png" data-image="9szyvys1hr7h" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>Os dias de hoje e amanhã, terça-feira, poderão contar com chuva fraca a moderada no litoral Norte e Centro, podendo a mesma estenter-se a algumas zonas do interior Centro.</figcaption></figure><p>Na<strong> manhã de quarta-feira podem ocorrer aguaceiros fracos e dispersos a Oeste da Barreira de Condensação</strong>, devendo denotar-se uma dissipação total da chuva a partir do final da manhã e uma continuação da <strong>subida gradual das temperaturas</strong>, especialmente no Centro e Sul do país, esperando-se valores máximos entre os 20 ºC e os 22 ºC na maior parte dos distritos destas regiões.</p><h2>No Norte do país, as temperaturas podem subir entre quinta e sexta-feira</h2><p>Quinta e sexta-feira esperam-se <strong>dias geralmente secos</strong> que poderão contar com alguma nebulosidade, principalmente no Norte. Nestes dias, a<strong> recuperação das temperaturas já deverá sentir-se nesta região</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763711" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-crista-subtropical-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-eis-os-fenomenos-mais-marcantes-desta-semana.html" title="Uma crista subtropical aproxima-se a toda a velocidade de Portugal: eis os fenómenos mais marcantes desta semana">Uma crista subtropical aproxima-se a toda a velocidade de Portugal: eis os fenómenos mais marcantes desta semana</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-crista-subtropical-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-eis-os-fenomenos-mais-marcantes-desta-semana.html" title="Uma crista subtropical aproxima-se a toda a velocidade de Portugal: eis os fenómenos mais marcantes desta semana"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uma-crista-subtropical-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-eis-os-fenomenos-mais-marcantes-desta-semana-1776080121887_320.png" alt="Uma crista subtropical aproxima-se a toda a velocidade de Portugal: eis os fenómenos mais marcantes desta semana"></a></article></aside><p>Desta forma, esperam-se temperaturas máximas entre os 15 ºC em Viana do Castelo e os 23 ºC em Bragança e Vila Real, registando-se valores mais elevados no interior face ao litoral, onde a cidade do Porto deverá registar máxima de 17 ºC neste mesmo dia. No entanto, <strong>no interior destes distritos do litoral os valores poderão ser mais elevados</strong>, na ordem dos 21 ºC. Segundo a atual previsão do ECMWF, no sábado os valores voltam a subir e em alguns locais do Sul do país esperam-se até 30 ºC, assim como em alguns locais do Vale do Douro.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nas-proximas-horas-espera-se-chuva-mas-temperaturas-comecam-a-aumentar-em-breve-eis-as-zonas-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Algas marinhas ganham novo papel: investigação em Portugal pode revolucionar o tratamento de poluição na água]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/algas-marinhas-ganham-novo-papel-investigacao-em-portugal-pode-revolucionar-o-tratamento-de-poluicao-na-agua.html</link><pubDate>Mon, 13 Apr 2026 14:19:02 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>De acordo com um estudo da Universidade de Aveiro (UA), as macroalgas marinhas são uma potencial solução eficaz, sustentável e de baixo custo para a remoção de corantes sintéticos da água. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/algas-marinhas-ganham-novo-papel-investigacao-em-portugal-pode-revolucionar-o-tratamento-de-poluicao-na-agua-1776089548165.jpg" data-image="0bgvzq9idia5"><figcaption>As macroalgas marinhas podem ser uma solução eficaz, sustentável e de baixo custo para a remoção de corantes sintéticos da água, compostos orgânicos complexos e frequentemente persistentes cada vez mais presentes em ecossistemas aquáticos.</figcaption></figure><p><strong>Sofia Grangeia, Thiago Silva, Eduarda Pereira e Bruno Henriques</strong>, investigadores do Departamento de Química e do LAQV-REQUIMTE (Laboratório Associado para a Química Verde da UA), elaboraram um estudo no qual avaliaram a capacidade de três géneros de macroalgas:<strong> Fucus, Gracilaria e Ulva</strong>.</p><h2>Malefícios dos corantes sintéticos, cada vez mais presentes na água, e preocupações com a saúde humana</h2><p> O objetivo dos cientistas era <strong>a remoção do azul de metileno, um corante sintético muito utilizado como composto modelo, em diferentes tipos de água e níveis de salinidade</strong>. Algas vivas e algas secas foram alvos de teste, com ambas a apresentarem elevadas taxas de remoção, apesar dos desempenhos distintos conforme as condições experimentais. </p><ul><li>A presença de corantes sintéticos em ecossistemas aquáticos tem vindo a<strong> aumentar a poluição da água</strong> e as formas convencionais de tratamento nem sempre os elimina eficientemente; </li></ul><ul><li>Corantes sintéticos são compostos orgânicos complexos e muitas vezes persistentes. Perante a água, <strong>reduzem a entrada de luz solar, põem em risco a fotossíntese e arruínam o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos</strong>;</li></ul><ul><li>Há corantes que contêm <strong>toxicidade ou ecotoxicidade</strong> e que podem acumular-se ao longo da cadeia alimentar, levantando <strong>preocupações indiretas para a saúde humana</strong>.</li></ul><p>No estudo foram tidas em conta várias variáveis, como a <strong>quantidade de algas utilizada, a concentração do corante e a salinidade da água</strong>. A fim de perceberem o seu efeito, os cientistas aplicaram uma metodologia estatística que favoreceu a otimização do processo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/algas-marinhas-ganham-novo-papel-investigacao-em-portugal-pode-revolucionar-o-tratamento-de-poluicao-na-agua-1776089441202.jpg" data-image="x1wy1p6kvffu"><figcaption>Da esquerda para a direita, os investigadores investigadores do Departamento de Química e do LAQV-REQUIMTE, Bruno Henriques, Sofia Grangeia e Thiago Silva. Imagem: Universidade de Aveiro (UA).</figcaption></figure><p>Os resultados revelaram que <strong>a alga viva Ulva é capaz de remover até 92% do corante em 6 horas</strong>, atingindo valores ainda mais altos em água doce engarrafada. A <strong>alga seca de Fucus atingiu cerca de 96% de remoção em somente 30 minutos</strong>, evidenciando um desempenho especialmente eficaz em <strong>ambientes salinos</strong>.</p><div class="texto-destacado">A quantidade de biomassa e a salinidade foram identificadas como as principais variáveis para a eficiência do processo, o que permitiu adaptar a escolha da espécie e do tipo de biomassas às características específicas da água a tratar: doce ou salgada.</div><p>Como se verificou, a alga seca é mais rápida no processo, não obstante, <strong>as algas vivas dispõem de vantagens relevantes</strong>, tais como: facilidade de separação após o tratamento e a capacidade de absorção de dióxido de carbono, sendo um fator contributivo de diminuição das emissões.</p><h2>Um primeiro passo para o desenvolvimento de soluções aplicáveis a efluentes reais</h2><p><strong>A aplicação desta tecnologia à escala industrial deve preferencialmente passar pelo cultivo controlado de macroalgas</strong>, ao invés da recolha direta no meio natural, evitando desequilíbrios ecológicos. Em Portugal e noutros países a aquacultura de macroalgas já é uma prática comum, sendo favorável à produção sustentável e previsível de biomassa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="738750" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/especialista-da-universidade-de-coimbra-lanca-guia-ilustrado-das-principais-macroalgas-da-costa-portuguesa.html" title="Especialista da Universidade de Coimbra lança guia ilustrado das principais macroalgas da costa portuguesa">Especialista da Universidade de Coimbra lança guia ilustrado das principais macroalgas da costa portuguesa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/especialista-da-universidade-de-coimbra-lanca-guia-ilustrado-das-principais-macroalgas-da-costa-portuguesa.html" title="Especialista da Universidade de Coimbra lança guia ilustrado das principais macroalgas da costa portuguesa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/especialista-da-universidade-de-coimbra-lanca-guia-ilustrado-das-principais-macroalgas-da-costa-portuguesa-1762780254612_320.jpg" alt="Especialista da Universidade de Coimbra lança guia ilustrado das principais macroalgas da costa portuguesa"></a></article></aside><p>Quanto ao tratamento de águas residuais, estas algas poderão também ser cultivadas <strong>em sistemas controlados ou integradas em infraestruturas existentes,</strong> quer através de biomassa viva, quer através de biomassa residual de outras atividades industriais.</p><p>Segundo o investigador Bruno Henriques, após o tratamento, a biomassa tem por diante várias possibilidades de valorização: <strong>a dessorção dos corantes para reutilização das algas, a recuperação dos compostos retidos ou ainda a conversão da biomassa em biochar</strong>, assegurando desta forma um descarte seguro a nível ambiental.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em><a href="https://www.ua.pt/pt/noticias/9/97349" target="_blank">Macroalgas marinhas mostram elevado potencial para remover corantes poluentes da água</a>. Universidade de Aveiro. 10 de abril de 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/algas-marinhas-ganham-novo-papel-investigacao-em-portugal-pode-revolucionar-o-tratamento-de-poluicao-na-agua.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Subida das temperaturas em Beja: máximas próximas dos 30 °C este fim de semana]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/subida-das-temperaturas-em-beja-maximas-proximas-dos-30-c-este-fim-de-semana.html</link><pubDate>Mon, 13 Apr 2026 14:06:59 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A influência de uma crista subtropical começa a fazer-se sentir no distrito de Beja, trazendo dias mais estáveis, céu pouco nublado e uma subida gradual das temperaturas ao longo da semana.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/subida-das-temperaturas-em-beja-maximas-proximas-dos-30-c-este-fim-de-semana-1776087828964.jpg" data-image="j1ebpo6cy9j9" alt="Subida das temperaturas em destaque no sul do país" title="Subida das temperaturas em destaque no sul do país"><figcaption>Aumento progressivo das temperaturas no distrito de Beja ao longo da semana, com valores típicos de início de verão e céu pouco nublado a favorecer o aquecimento.</figcaption></figure><p>O estado do tempo no distrito de Beja começa a sofrer uma mudança gradual a partir de amanhã, terça-feira, caracterizada por uma <strong>subida progressiva das temperaturas</strong> e por maior estabilidade atmosférica. Este cenário resulta do reforço de uma crista subtropical sobre a Península Ibérica, uma área de altas pressões em altitude associada a ar mais quente e estável, que <strong>promove movimentos descendentes da massa de ar</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/subida-das-temperaturas-em-beja-maximas-proximas-dos-30-c-este-fim-de-semana-1776087147613.png" data-image="m473vtccdk0g"><figcaption>Desvio positivo significativo da temperatura face ao normal climatológico no sul do país, com valores até +7/8 °C, refletindo a influência de ar mais quente associado à crista subtropical.</figcaption></figure><p>Esta subsidência conduz à <strong>compressão e aquecimento do ar</strong>, dificultando a formação de nuvens e favorecendo céu pouco nublado ou limpo, enquanto permite maior incidência de radiação solar à superfície, potenciando o aquecimento diurno.</p><h2>Subida gradual da temperatura ao longo da semana</h2><p>Ao longo dos próximos dias, este padrão traduz-se num <strong>aquecimento gradual e consistente</strong>, mais evidente no interior do território, onde a influência marítima é reduzida. As temperaturas máximas deverão passar dos cerca de 19 °C na terça-feira para valores entre 24 e 26 °C na quinta e sexta-feira, podendo atingir <strong>28 a 29 °C no sábado</strong>, localmente próximos dos 30 °C em várias localidades do distrito, que se perfila como o dia mais quente da semana, num contexto de <strong>forte insolação e céu maioritariamente limpo</strong> ao longo do período.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"><strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Na quarta-feira, a subida térmica torna-se mais evidente, com temperaturas acima dos valores registados no início da semana e com céu geralmente pouco nublado. </p><figure style="letter-spacing: 0.03em;"><img src="https://services.meteored.com/img/article/subida-das-temperaturas-em-beja-maximas-proximas-dos-30-c-este-fim-de-semana-1776087066394.png" data-image="2r21138jfqzm"><figcaption>Índice UV elevado no distrito de Beja durante as horas centrais do dia, com valores próximos de 7, indicando forte radiação solar sob condições de céu pouco nublado.</figcaption></figure><p><strong>Na quinta-feira, o aquecimento intensifica-se</strong>, num dia marcado por tempo estável, forte insolação e aumento da radiação incidente, sendo nesta fase que o <strong>índice UV deverá atingir valores mais elevados</strong>, especialmente durante as horas centrais do dia.</p><h2>Interior do distrito em destaque e influência do vento</h2><p>As temperaturas mais elevadas deverão registar-se sobretudo nas zonas do interior do distrito, como <strong>Beja, Moura, Serpa e Mértola</strong>, onde os termómetros poderão atingir ou aproximar-se dos 29 °C no sábado, especialmente durante a tarde. Em contraste, áreas mais próximas do litoral, como Odemira, deverão apresentar valores ligeiramente mais moderados, ainda que também em subida ao longo da semana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/subida-das-temperaturas-em-beja-maximas-proximas-dos-30-c-este-fim-de-semana-1776087054830.png" data-image="0ddxqf1wf2rz"><figcaption>Temperaturas elevadas no distrito de Beja durante a tarde de sábado, com valores a atingir 28 a 29 °C nas regiões do interior, evidenciando o pico do aquecimento desta semana.</figcaption></figure><p>O vento será, em geral, um elemento moderador, soprando entre terça e sexta-feira do quadrante norte a noroeste, fraco a moderado, com velocidades entre 10 e 25 km/h e <strong>rajadas até cerca de 30 km/h durante a tarde</strong>, sobretudo nas zonas mais expostas. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763711" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-crista-subtropical-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-eis-os-fenomenos-mais-marcantes-desta-semana.html" title="Uma crista subtropical aproxima-se a toda a velocidade de Portugal: eis os fenómenos mais marcantes desta semana">Uma crista subtropical aproxima-se a toda a velocidade de Portugal: eis os fenómenos mais marcantes desta semana</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-crista-subtropical-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-eis-os-fenomenos-mais-marcantes-desta-semana.html" title="Uma crista subtropical aproxima-se a toda a velocidade de Portugal: eis os fenómenos mais marcantes desta semana"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uma-crista-subtropical-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-eis-os-fenomenos-mais-marcantes-desta-semana-1776080121887_320.png" alt="Uma crista subtropical aproxima-se a toda a velocidade de Portugal: eis os fenómenos mais marcantes desta semana"></a></article></aside><p>No sábado, prevê-se uma alteração na circulação, com o vento a rodar para nordeste durante a manhã, enfraquecendo para valores entre 5 e 15 km/h, e posteriormente para sudoeste durante a tarde, mantendo-se geralmente fraco, o que favorecerá um<strong> aquecimento mais eficaz nas horas de maior insolação</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/subida-das-temperaturas-em-beja-maximas-proximas-dos-30-c-este-fim-de-semana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Investigadores do Politécnico de Leiria estudam as sequelas da tempestade Kristin na população]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-do-politecnico-de-leiria-estudam-as-sequelas-da-tempestade-kristin-na-populacao.html</link><pubDate>Mon, 13 Apr 2026 13:24:04 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O estudo tem como objetivo contribuir para melhorar as campanhas de comunicação e os modelos de liderança que reforcem a confiança nas instituições públicas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-do-politecnico-de-leiria-estudam-as-sequelas-da-tempestade-kristin-na-populacao-1776084926914.jpg" data-image="neqbbvutsw4h" alt="A devastação provocada pela tempestade Kristin em Leiria" title="A devastação provocada pela tempestade Kristin em Leiria"><figcaption>A devastação da passagem da tempestade Kristin deixou marcas profundas que vão ser estudadas pelos investigadores do Politécnico de Leiria. Foto: Município de Leiria</figcaption></figure><p>A <strong>depressão Kristin</strong> atingiu o país a 28 de janeiro, com a violência de um ciclone-bomba. <strong>Rajadas de vento</strong> com velocidades próximas de 180 km/h e<strong> precipitação intensa e persistente </strong>arrancaram telhados, provocaram quedas de árvores, colapsos de estradas e de muros, cortes de energia, habitações inundadas e danificadas, empresas paralisadas e explorações agrícolas destruídas.</p><p>Quase três meses depois da tempestade, as marcas são profundas e estão bem presentes, sobretudo na região centro e, em particular, nos distritos de Leiria, Coimbra, Santarém e Lisboa.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Que sequelas deixou Kristin junto daqueles que mais foram atingidos pela devastação? De que forma podemos aprender a reagir a futuros eventos meteorológicos semelhantes?<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>As perguntas são o ponto de partida do trabalho desenvolvido no <strong>Instituto Politécnico de Leiria</strong>. Denominado “<strong>Sistemas de Respostas</strong><strong> a Crises, Impacto da Tempestade Kristin</strong>”, o estudo do Centro de Investigação Aplicada em Economia e Gestão, da Escola Superior de Tecnologia e Gestão, pretende dar voz à população numa abordagem de baixo para cima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-do-politecnico-de-leiria-estudam-as-sequelas-da-tempestade-kristin-na-populacao-1776085049991.jpg" data-image="atnjbuyob1ox" alt="Devastação provocada pela depressão Kristin em Ourém" title="Devastação provocada pela depressão Kristin em Ourém"><figcaption>O estudo do Politécnico de Leiria visa melhorar a capacidade de resposta das autoridades face a emergências causadas por eventos meteorológicos extremos. Foto: Município de Ourém.</figcaption></figure><p>O intuito passa essencialmente por avaliar como as populações afetadas viveram os momentos mais críticos, estudando igualmente como funcionaram as <strong>redes familiares e de solidariedade</strong>. A investigação inclui ainda os <strong>testemunhos dos empresários </strong>que viram os seus negócios suspensos após a devastação causada pela tempestade.</p><p>O que se pretende, no final, é gerar <strong>recomendações</strong> para o Governo, autarquias, organizações públicas e privadas, proteção civil, empresas de infraestruturas e entidades ligadas aos setores da energia e das telecomunicações. </p><h2>Reforçar as respostas das autoridades centrais e regionais</h2><p>Espera-se, acima de tudo, que as <strong>conclusões do estudo</strong> sejam <strong>úteis no planeamento de campanhas de comunicação e no desenho de modelos de liderança</strong> que visem reforçar a confiança da população nas instituições públicas.</p><p>O que está, portanto, em causa é a construção de uma <strong>resposta mais bem preparada e robusta para atender às necessidades das comunidades lesadas</strong>, assegurando o bem-estar social em futuros momentos de emergência.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A investigação nasceu da constatação de que, no turbilhão de notícias que se seguiu à tempestade, faltava ainda ouvir as dificuldades e as ansiedades vividas pelos residentes diretamente afetados pela depressão Kristin<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O estudo começou há pouco mais de duas semanas, prevendo-se que a recolha de testemunhos esteja concluída no final deste mês. O <strong>inquérito</strong> conta, por enquanto, com cerca de <strong>500 respostas</strong>, a grande maioria do distrito de Leiria. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="756255" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/janeiro-de-2026-foi-um-mes-muito-chuvoso-e-caracterizou-se-pela-passagem-da-depressao-kristin-com-impactos-devastadores.html" title="Janeiro de 2026 foi um mês muito chuvoso e caracterizou-se pela passagem da depressão Kristin com impactos devastadores">Janeiro de 2026 foi um mês muito chuvoso e caracterizou-se pela passagem da depressão Kristin com impactos devastadores</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/janeiro-de-2026-foi-um-mes-muito-chuvoso-e-caracterizou-se-pela-passagem-da-depressao-kristin-com-impactos-devastadores.html" title="Janeiro de 2026 foi um mês muito chuvoso e caracterizou-se pela passagem da depressão Kristin com impactos devastadores"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/janeiro-de-2026-foi-um-mes-muito-chuvoso-e-caracterizou-se-pela-passagem-da-depressao-kristin-com-impactos-devastadores-1772153922574_320.jpg" alt="Janeiro de 2026 foi um mês muito chuvoso e caracterizou-se pela passagem da depressão Kristin com impactos devastadores"></a></article></aside><p>O objetivo, no entanto, é duplicar e abranger os <strong>68 concelhos que estiveram sob o estado de calamidade</strong>. Para já, alguns resultados preliminares indicam que “as pessoas se sentiram muito abandonadas durante a crise de mau tempo”, antecipou à Lusa Ricardo Cavadas, investigador do Politécnico de Leiria na área do marketing social.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-do-politecnico-de-leiria-estudam-as-sequelas-da-tempestade-kristin-na-populacao-1776085204212.jpg" data-image="jkbfkch6e0ju" alt="A devastação provocada pela tempestada Kristin em Montemor-o-Velho" title="A devastação provocada pela tempestada Kristin em Montemor-o-Velho"><figcaption>A tempestade Kristin provocou um rasto de destruição por todo o país, sobretudo nos distritos da Região Centro. Foto: Município de Montemor-o-Velho</figcaption></figure><p>Recorde-se que, no total, <strong>19 pessoas morreram</strong> em Portugal, seis no concelho de Leiria, desde 28 de janeiro na sequência <strong>da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta</strong>. Mais de metade das mortes, aliás, ocorreu durante os trabalhos de recuperação. As tempestades provocaram ainda várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. </p><h2>Impactos, rescaldos e ilações</h2><p>Entre os vários propósitos, o inquérito pretende avaliar o <strong>nível de gravidade dos danos</strong> e se residentes e empresários tinham ou não <strong>seguro e que tipo de coberturas estavam incluídas.</strong> O intuito do trabalho passa também por averiguar se as pessoas foram afetadas pela <strong>interrupção de serviços essenciais</strong>, como água, luz, telecomunicações, rodovias, educação, saúde e equipamentos desportivos e sociais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-do-politecnico-de-leiria-estudam-as-sequelas-da-tempestade-kristin-na-populacao-1776085283381.jpg" data-image="gnrhleaptvqi" alt="Redes de solidariedade após a tempestade Kristin" title="Redes de solidariedade após a tempestade Kristin"><figcaption>As redes de entreajuda e qualidade de vida das populações afetadas pelo mau tempo são dimensões que serão analisadas no estudo do Politécnico de Leiria. Foto: Município da Golegã</figcaption></figure><p>O trabalho irá igualmente aferir o impacto da onda de solidariedade das comunidades vizinhas e da população em geral, que rapidamente se mobilizaram para ajudar os mais afetados pelas intempéries. Trata-se, no fundo, de avaliar a compreensão das pessoas sobre as <strong>redes de entreajuda </strong>e de analisar como foi percecionada a capacidade de liderança das autarquias e do Governo.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Não menos importante é analisar a qualidade de vida das populações afetadas após a tempestade e como os pilares social, económico, ambiental e institucional saíram reforçados.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os resultados, após serem devidamente analisados com critérios científicos, serão remetidos às autoridades da administração local, regional e central, esperando-se que possam vir a dar fortes contributos para alterar os modelos de comunicação aos cidadãos em momentos de crise.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em>O estudo “Sistemas de Respostas a Crises, Impacto da Tempestade Kristin” tem como base um inquérito dirigido à população afetada pelas intempéries. O questionário é anónimo e leva cerca de sete minutos. Os interessados podem participar através do link: <a href="https://tinyurl.com/temp-kristin?fbclid=IwZXh0bgNhZW0CMTAAYnJpZBExZ0FyV2FSc0E5OVpNZHpPN3NydGMGYXBwX2lkEDIyMjAzOTE3ODgyMDA4OTIAAR5LkcSIBP6Qzg3v_Xn4oaFotS5XkIqTeiTSTpRdHoiG--SR1r83qpcVOdNqQw_aem_cltAF1jb_RFlcDjaWNvEQA" target="_blank"><strong>https://tinyurl.com/temp-kristin</strong></a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-do-politecnico-de-leiria-estudam-as-sequelas-da-tempestade-kristin-na-populacao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Descoberta surpreendente: 15 novas luas para o nosso Sistema Solar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/descoberta-surpreendente-15-novas-luas-para-o-nosso-sistema-solar.html</link><pubDate>Mon, 13 Apr 2026 12:17:03 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Foram descobertas quinze novas luas no Sistema Solar: quatro em órbita de Júpiter e onze em órbita de Saturno. E todas elas oferecem pistas fascinantes sobre o passado da Terra.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/uberraschende-entdeckung-15-neue-monde-fur-unser-sonnensystem-1774162278489.jpeg" alt="Nuestro sistema solar es 15 lunas más rico. Foto: Adobe Stock" title="Nuestro sistema solar es 15 lunas más rico. Foto: Adobe Stock"><figcaption>Descobriu-se que o nosso Sistema Solar tem atualmente mais 15 luas.</figcaption></figure><p>A nossa vizinhança cósmica alargou-se: <strong>um total de 15 novas luas foram oficialmente confirmadas</strong>. A sua descoberta foi anunciada pelo Minor Planet Center, o organismo central da União Astronómica Internacional responsável pela recolha de dados observacionais sobre pequenos corpos no Sistema Solar.</p><p>De acordo com o anúncio, <strong>quatro das luas recém-descobertas orbitam Júpiter, enquanto onze pertencem a Saturno</strong>. Assim, o número de<strong> luas de Júpiter conhecidas ascende a 101</strong>. Saturno alarga ainda mais a sua liderança, contando <strong>agora com um total de 285 satélites confirmados</strong>.</p><h2>Pequenos corpos celestes com órbitas invulgares</h2><p>As luas recém-descobertas consistem exclusivamente em objetos muito pequenos, <strong>medindo apenas alguns quilómetros de diâmetro</strong>, o que as torna difíceis de comparar com as luas maiores e mais conhecidas. As suas órbitas também são dignas de nota: estas luas percorrem trajetórias elípticas a uma distância considerável dos respectivos planetas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762986" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-estudo-associado-a-nasa-centra-se-em-objetos-estranhos-na-orbita-da-terra.html" title="Um estudo associado à NASA centra-se em objetos estranhos na órbita da Terra">Um estudo associado à NASA centra-se em objetos estranhos na órbita da Terra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-estudo-associado-a-nasa-centra-se-em-objetos-estranhos-na-orbita-da-terra.html" title="Um estudo associado à NASA centra-se em objetos estranhos na órbita da Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-estudio-ligado-a-la-nasa-pone-el-foco-en-objetos-extranos-en-la-orbita-terrestre-1774783680123_320.jpg" alt="Um estudo associado à NASA centra-se em objetos estranhos na órbita da Terra"></a></article></aside><p>Além disso, algumas delas exibem uma direção de movimento invulgar: orbitam de forma retrógrada, ou seja,<strong> na direção oposta à rotação do seu planeta.</strong></p><h3>As novas luas estão a ser observadas há anos</h3><p>A descoberta destas luas não foi um acontecimento súbito, mas sim o resultado de anos de observação. <strong>Os primeiros avistamentos de luas jovianas datam de 2011, 2018 e 2025</strong>. As <strong>luas saturnianas foram registadas pela primeira vez em 2020 e 2023</strong>.</p><p>No entanto, a confirmação oficial demorou bastante mais tempo. A razão: são necessárias observações repetidas para calcular as suas órbitas com precisão suficiente.</p><p>Só quando estes dados estiverem disponíveis é que os objetos podem ser identificados e registados de forma conclusiva. Por conseguinte,<strong> atualmente só têm designações provisórias, como S/2011 J 4 ou S/2020 S 45</strong>.</p><h2>Saturno: ainda na liderança</h2><p>O facto de se descobrirem continuamente novas luas não é um fenómeno isolado. O número de satélites conhecidos tem vindo a aumentar rapidamente desde há anos, em particular no caso de Saturno. <strong>Só em março de 2025, segundo a NASA, foram identificadas 128 novas luas saturninas num único lote</strong>.</p><p>Os especialistas acreditam que estas numerosas pequenas luas, conhecidas como luas “irregulares”, fornecem pistas importantes sobre a história do nosso Sistema Solar. Um estudo publicado na revista científica Nature associa-as a colisões passadas e, por extensão, a processos que podem ter contribuído para a atual estrutura dos planetas e dos seus satélites.</p><h3>Um vislumbre do passado do sistema solar</h3><p>Estas novas descobertas demonstram, mais uma vez, o quão dinâmico e complexo é o nosso Sistema Solar. Mesmo dentro da nossa vizinhança cósmica imediata, ainda há muito para explorar; e cada lua recém-descoberta acrescenta mais uma peça ao puzzle da compreensão da sua formação.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/descoberta-surpreendente-15-novas-luas-para-o-nosso-sistema-solar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Climatologia: porque é que a Europa já não quer confiar nos dados dos EUA?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/climatologia-porque-e-que-a-europa-ja-nao-quer-confiar-nos-dados-dos-eua.html</link><pubDate>Mon, 13 Apr 2026 12:11:23 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Os fenómenos meteorológicos extremos estão a intensificar-se. Certos dados estão a desaparecer. Apanhada entre estas duas situações, a Europa apercebe-se de que está a avançar para o futuro com uma visão parcial e uma dependência cada vez mais preocupante.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/climat-pourquoi-l-europe-ne-veut-plus-dependre-des-donnees-americaines-bases-de-donnees-climat-1775980347977.jpeg" data-image="2o2f2l05zr7l" alt="La Unión Europea planea ampliar su infraestructura de datos." title="La Unión Europea planea ampliar su infraestructura de datos."><figcaption>A União Europeia planeia expandir a sua infraestrutura de dados.</figcaption></figure><p>Nos Estados Unidos, a NOAA, um pilar mundial da observação do clima, enfrenta cortes orçamentais consideráveis: <strong>uma redução de 27%</strong> (no valor de 1,8 mil milhões de dólares) <strong>e a saída de quase 800 funcionários de um quadro de 12.000</strong>.</p><p>As consequências desta decisão já se fazem sentir: <strong>desapareceram pelo menos 20 conjuntos de dados científicos essenciais para a monitorização dos oceanos, da atividade sísmica e do gelo marinho</strong>. No entanto, sem estes conjuntos de dados contínuos, é difícil compreender as tendências climáticas a longo prazo.</p><h2>Uma dependência europeia que se tornou estratégica...</h2><p>Na prática, porém, a Europa continua a depender fortemente dos Estados Unidos para obter dados essenciais. Só os Estados Unidos <strong>financiam 57% do programa ARGO</strong>: uma rede mundial de sensores oceânicos essencial para a previsão climática, a gestão dos riscos de seguros e o planeamento das infraestruturas. </p><p>Alguns estão a tomar medidas de emergência: <strong>a Noruega está a investir 2 milhões de dólares para fazer cópias de segurança dos dados, enquanto a Dinamarca está a efetuar uma descarga maciça de arquivos climáticos</strong>. Os cientistas falam mesmo de “arquivistas de guerrilha”: indivíduos que tentam preservar dados que correm o risco de se perderem para sempre.</p><div class="texto-destacado">Qualquer interrupção no fluxo de dados compromete a nossa capacidade de avaliar as tendências a longo prazo.... A situação é muito pior do que se esperava, alertam os cientistas.</div><p>No total, <strong>mais de oito países europeus estão atualmente a reavaliar a sua dependência dos dados dos EUA</strong> e sete deles já estão a colaborar para garantir os seus próprios sistemas independentes.</p><h2>Precisamente quando o clima está a mudar mais depressa do que o previsto!</h2><p>Esta dependência dos dados assume uma nova dimensão numa altura em que o próprio clima está a tornar-se cada vez mais difícil de prever.</p><p>Mesmo que<strong> o aquecimento global seja limitado a +2 °C, uma análise de 50 modelos climáticos diferentes revela que os fenómenos meteorológicos extremos</strong>, comparáveis aos projetados em cenários muito mais quentes, continuam a ser uma possibilidade muito real.</p><p><strong>Prevê-se que a precipitação urbana aumente entre 4 e 15%</strong>; as secas poderão atingir níveis associados <strong>a um aumento de +4 °C num em cada quatro casos</strong>; e os<strong> incêndios florestais poderão tornar-se extremos num em cada cinco casos</strong>.</p><h2>Rumo à soberania climática?</h2><p>Confrontada com este duplo golpe de intensificação dos fenómenos extremos e de dados cada vez mais frágeis, <strong>a Europa está a acelerar a sua transformação. Ao fazê-lo, está firmemente empenhada em estabelecer a soberania climática</strong>: a capacidade de assegurar um acesso independente, fiável e contínuo a dados essenciais.</p><p>Para o conseguir, <strong>é necessário reforçar as redes de observação, mas também implica uma ambição ousada e explícita</strong>: replicar ou mesmo substituir certos serviços dos EUA.</p><p>Esta dinâmica está a desenrolar-se no contexto mais vasto de uma crise energética mundial descrita como “a mais extrema jamais testemunhada”,<strong> em que até 20% dos fluxos mundiais de gás foram interrompidos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763049" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/preparar-as-politicas-de-acao-climatica-no-pos-2030-comissao-europeia-lanca-consulta-publica-ate-4-de-maio.html" title="Preparar as políticas de ação climática no pós-2030: Comissão Europeia lança consulta pública até 4 de maio">Preparar as políticas de ação climática no pós-2030: Comissão Europeia lança consulta pública até 4 de maio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/preparar-as-politicas-de-acao-climatica-no-pos-2030-comissao-europeia-lanca-consulta-publica-ate-4-de-maio.html" title="Preparar as políticas de ação climática no pós-2030: Comissão Europeia lança consulta pública até 4 de maio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/preparar-as-politicas-de-acao-climatica-no-pos-2030-comissao-europeia-lanca-consulta-publica-ate-4-de-maio-1775744626517_320.jpg" alt="Preparar as políticas de ação climática no pós-2030: Comissão Europeia lança consulta pública até 4 de maio"></a></article></aside><p>Quer se trate de energia ou de dados, a dependência cria vulnerabilidade, pois depender de dados externos significa depender também de escolhas metodológicas, de instrumentos e mesmo de prioridades políticas externas.</p><p>Ao desenvolver as suas próprias capacidades, incluindo satélites, supercomputadores e modelos climáticos, <strong>a Europa procura aperfeiçoar as suas previsões e preparar melhor os seus territórios</strong>.</p><p>O que está em jogo é imenso: antecipar eventos raros mas devastadores, adaptar as infraestruturas e proteger as populações. De facto, mesmo que a probabilidade dos cenários mais extremos continue a ser baixa, as suas consequências potenciais seriam colossais.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Abnett, K., Volcovici, V., & Marsh, S. (2025, 1er août). <a href="https://www.reuters.com/sustainability/climate-energy/europe-is-breaking-its-reliance-american-science-2025-08-01/" target="_blank">Europe is breaking its reliance on American science.</a> Reuters</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/climatologia-porque-e-que-a-europa-ja-nao-quer-confiar-nos-dados-dos-eua.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma crista subtropical aproxima-se a toda a velocidade de Portugal: eis os fenómenos mais marcantes desta semana]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-crista-subtropical-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-eis-os-fenomenos-mais-marcantes-desta-semana.html</link><pubDate>Mon, 13 Apr 2026 11:41:02 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após o ar polar que provocou uma descida acentuada das temperaturas e nortada forte, haverá precipitação residual. Porém, em breve, uma poderosa crista subtropical irá instalar-se sobre a Península Ibérica, condicionando o tempo durante o resto da semana em Portugal continental.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa5elsm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa5elsm.jpg" id="xa5elsm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>No passado fim de semana a chegada de uma massa de ar polar marítimo a Portugal continental provocou uma <strong>descida generalizada e acentuada das temperaturas, vento intenso do quadrante Norte (nortada) e forte agitação marítima</strong>. Nesta <strong>segunda-feira (13)</strong> o tempo frio mantém-se, acompanhado pela ocorrência de períodos de <strong>chuva muito fraca e dispersa</strong>, associados a umas linhas de instabilidade pouco ativas e relativamente desorganizadas geradas por uma depressão situada a noroeste dos Açores.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>Uma massa de ar quente associada a uma crista subtropical irá instalar-se sobre Portugal continental nos próximos dias, provocando uma subida generalizada das temperaturas e condições meteorológicas mais estáveis.</div><p>Como já foi referido anteriormente noutras previsões da Meteored Portugal, <strong>o estado do tempo nos próximos dias vai mudar radicalmente em Portugal</strong> graças à rápida aproximação de uma <strong>poderosa crista anticiclónica subtropical </strong>que se instalará sobre toda a Península Ibérica.</p><h2>Esta semana uma crista subtropical irá instalar-se sobre Portugal</h2><p>Após uma manhã nublada e com chuviscos ocasionais mais concentrados no litoral Norte e Centro, <strong>prevê-se uma tarde de segunda-feira (13) de chuva fraca, com precipitação mais generalizada e a espalhar-se por quase toda a área geográfica das Regiões Norte e Centro</strong>. Será pontualmente moderada nos distritos de Viana do Castelo e Braga e, devido ao efeito orográfico da Barreira de Condensação, cairá com pouca frequência nos distritos de Bragança e Guarda.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-crista-subtropical-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-eis-os-fenomenos-mais-marcantes-desta-semana-1776079840956.png" data-image="6ferf30go3qb"><figcaption>A região de altas pressões no Atlântico forçará as depressões a circular em latitudes mais setentrionais. Deste modo, somente a extremidade de algumas frentes será capaz de alcançar o litoral Norte e Centro de Portugal continental, traduzindo-se em períodos de chuva geralmente fraca e dispersa entre hoje, dia 13, e quarta-feira, dia 15.</figcaption></figure><p>Ainda nesta segunda-feira (13), os mapas contemplam para as regiões a sul do rio Tejo a possibilidade de ocorrência de aguaceiros fracos e dispersos durante a tarde. Além disto, não se exclui a possibilidade de queda de neve nos pontos mais elevados da Serra da Estrela. O vento soprará fraco a moderado de Oeste, com <strong>rajadas até 45 km/h em pontos do litoral Oeste (Leiria e Lisboa), litoral alentejano (Setúbal e Beja) e Algarve (Faro)</strong>, especialmente no barlavento.</p><p>Amanhã - <strong>terça-feira, 14 de abril</strong> - espera-se novamente a ocorrência de precipitação. A chuva será geralmente fraca e dispersa em todo o litoral Norte e Centro, sendo <strong>mais provável e pontualmente moderada no Noroeste Minhoto</strong> devido à passagem da extremidade de uma frente em fase de dissipação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763567" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/sistema-frontal-aumenta-instabilidade-nos-acores-nos-proximos-dias-e-madeira-mantem-condicoes-anticiclonicas.html" title="Sistema frontal aumenta instabilidade nos Açores nos próximos dias e Madeira mantém condições anticiclónicas">Sistema frontal aumenta instabilidade nos Açores nos próximos dias e Madeira mantém condições anticiclónicas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/sistema-frontal-aumenta-instabilidade-nos-acores-nos-proximos-dias-e-madeira-mantem-condicoes-anticiclonicas.html" title="Sistema frontal aumenta instabilidade nos Açores nos próximos dias e Madeira mantém condições anticiclónicas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-no-tempo-nos-acores-nos-proximos-dias-e-estabilidade-na-madeira-saiba-o-que-esperar-1775997832214_320.png" alt="Sistema frontal aumenta instabilidade nos Açores nos próximos dias e Madeira mantém condições anticiclónicas"></a></article></aside><p>No entanto, <strong>o aspeto meteorológico mais marcante de terça-feira (14) será a subida térmica dos valores diurnos,</strong> especialmente nas Regiões Norte e Centro de Portugal continental. É expectável que<strong> a crista anticiclónica se mantenha ao longo do resto da semana</strong>, sendo responsável por gerar estabilidade atmosférica em todo o país e com temperaturas que vão subir um pouco mais a cada dia. O modelo europeu antecipa inclusive a possibilidade de serem atingidos <strong>30 ºC no próximo fim de semana</strong> em alguns locais da nossa geografia.</p><h2>Na sexta-feira os termómetros podem atingir 29 ºC e perspetiva-se um risco de trovoadas localizadas</h2><p>Caso as últimas previsões se concretizem, na <strong>sexta-feira (17), as temperaturas poderão atingir os 28/29 ºC no vale do Guadiana, 25/26 ºC no vale do Tejo e entre 22 e 27 ºC no vale do Douro</strong>, enquanto no litoral Norte, Centro e Oeste o ambiente térmico diurno se manterá bastante fresco em comparação, com máximas previstas entre 15 e 18 ºC. As amplitudes térmicas voltarão a ser muito significativas, sobretudo nas regiões do interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-crista-subtropical-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-eis-os-fenomenos-mais-marcantes-desta-semana-1776079710776.png" data-image="3hjk5gcjyhp1"><figcaption>A massa de ar quente que irá instalar-se sobre Portugal continental será invulgarmente quente para a época do ano. Estão previstos 30 ºC já no próximo sábado, 18 de abril, em vários locais do vale do Guadiana.</figcaption></figure><p>Para além do calor previsto, os mapas antecipam a possibilidade de ocorrência de <strong>trovoadas localizadas</strong>. A incerteza quanto à localização deste tipo de fenómenos é elevadíssima, mas de momento os mapas vislumbram essa possibilidade para <strong>o extremo oriental do distrito de Beja, em torno da zona de Barrancos, tanto na sexta-feira, como no sábado, dias 17 e 18 de abril</strong>, uma situação que é típica da primavera. Trata-se de uma situação que será monitorizada nos próximos dias.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-crista-subtropical-aproxima-se-a-toda-a-velocidade-de-portugal-eis-os-fenomenos-mais-marcantes-desta-semana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item></channel></rss>