<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Tempo.pt - Meteored</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Thu, 28 May 2026 13:10:15 +0000</lastBuildDate><pubDate>Thu, 28 May 2026 13:10:15 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Tempo.pt - Meteored</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[O modelo europeu divide junho em duas partes: NAO+ e depois um bloqueio escandinavo com possíveis efeitos em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-modelo-europeu-divide-junho-em-duas-partes-nao-e-depois-um-bloqueio-escandinavo-com-possiveis-efeitos-em-portugal.html</link><pubDate>Thu, 28 May 2026 12:07:39 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O ECMWF prevê um junho dividido em duas fases distintas: um início mais atlântico mais fresco, seguido de um possível bloqueio escandinavo que poderá alterar a circulação atmosférica europeia e trazer novas situações de instabilidade a Portugal.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/o-modelo-europeu-divide-junho-em-duas-partes-nao-e-depois-um-bloqueio-escandinavo-com-possiveis-efeitos-em-portugal-1779969016485.jpeg" data-image="w7jsg6krqk2n" alt="Chuva em Junho" title="Chuva em Junho"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-277457">Entre o sol e a chuva: o início de junho poderá trazer um regresso temporário da instabilidade atmosférica ao país.</figcaption></figure><p><strong>Junho</strong> poderá começar com uma <strong>circulação atlântica relativamente ativa</strong> e <strong>temperaturas mais próximas da média</strong>, mas a segunda metade do mês poderá ser marcada por bloqueios atmosféricos persistentes.</p><h2>ECMWF identifica dois grandes regimes atmosféricos para junho</h2><p>O mais recente gráfico <strong>“Weather Regimes Probabilities – Sub-seasonal range forecast” do ECMWF</strong> permite analisar quais os padrões atmosféricos mais prováveis para a Europa e Atlântico Norte nas próximas semanas. Este tipo de gráfico não prevê diretamente chuva ou temperatura, mas sim os regimes atmosféricos dominantes que controlam a circulação do jato polar, das depressões e dos anticiclones.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-modelo-europeu-divide-junho-em-duas-partes-nao-e-depois-um-bloqueio-escandinavo-com-possiveis-efeitos-em-portugal-1779967225711.jpg" data-image="m7qaqc7rqpc6" alt="Regimes climáticos" title="Regimes climáticos"><figcaption>O gráfico sub-sazonal do ECMWF destaca dois regimes atmosféricos dominantes para junho: NAO+ no início do mês e bloqueio escandinavo na segunda metade.</figcaption></figure><p>No caso de junho de 2026, dois regimes destacam-se claramente: <strong>o NAO+ no início do mês e o regime “Block” (bloqueio atmosférico escandinavo)</strong> durante grande parte da segunda metade de junho.</p><p>Ao contrário do que aconteceu durante a primavera, quando a atmosfera alternava frequentemente entre vários padrões atmosféricos diferentes num espaço de poucos dias, <strong>junho começa já a apresentar sinais de maior persistência atmosférica</strong>,<strong> </strong>algo típico do desenvolvimento do verão climatológico.</p><h2>Primeira semana de junho mais atlântica e menos quente</h2><p>O <strong>regime NAO+</strong> deverá dominar os primeiros dias de junho. Este padrão atmosférico está geralmente associado a uma circulação atlântica mais organizada, com o anticiclone dos Açores relativamente ativo e as depressões a circularem mais a norte da Europa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-modelo-europeu-divide-junho-em-duas-partes-nao-e-depois-um-bloqueio-escandinavo-com-possiveis-efeitos-em-portugal-1779967340839.png" data-image="89ogmxri63pl" alt="Chuva e Pressão" title="Chuva e Pressão"><figcaption>O anticiclone dos Açores começa junho fortalecido, favorecendo estabilidade atmosférica em Portugal, embora ainda permita alguma humidade atlântica.</figcaption></figure><p>O mapa previsto para 2 de junho confirma precisamente esse cenário. O anticiclone dos Açores aparece robusto, próximo dos 1029 hPa, favorecendo estabilidade atmosférica sobre Portugal. Ainda assim, <strong>o seu posicionamento não impede totalmente a passagem de alguma humidade atlântica</strong>,<strong> </strong>podendo ocorrer precipitação fraca e dispersa no litoral norte e regiões montanhosas.</p><div class="texto-destacado">Outro aspeto importante será a <strong>descida das temperaturas durante a primeira semana de junho. </strong>Depois do episódio extremo de calor que tem estado a marcar os últimos dias de maio, os mapas atmosféricos mostram uma <strong>substituição gradual da massa de ar africana por ar marítimo atlântico mais fresco.</strong></div><p>Nos mapas de temperatura a 925 hPa, Portugal deixa de surgir coberto pelos tons vermelhos intensos observados nos últimos dias e passa a apresentar tons verdes e amarelos, <strong>sinal de uma massa de ar significativamente menos quente</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-modelo-europeu-divide-junho-em-duas-partes-nao-e-depois-um-bloqueio-escandinavo-com-possiveis-efeitos-em-portugal-1779967534869.jpg" data-image="h9sueki9itlu" alt="Geopotencial 925 hPa" title="Geopotencial 925 hPa"> <figcaption>A massa de ar extremamente quente africana deverá enfraquecer durante a primeira semana de junho, permitindo a entrada de ar marítimo mais fresco.</figcaption></figure><p><strong>O vento de oeste e noroeste deverá ajudar a regular as temperaturas,</strong> sobretudo no litoral e nas regiões Norte e Centro. Apesar disso, a circulação atlântica continuará suficientemente ativa para permitir alguns períodos de instabilidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-modelo-europeu-divide-junho-em-duas-partes-nao-e-depois-um-bloqueio-escandinavo-com-possiveis-efeitos-em-portugal-1779967610068.jpg" data-image="tvp40v8viodd" alt="Chuva" title="Chuva"> <figcaption>Apesar do regime NAO+, a circulação atlântica continuará ativa, podendo trazer chuva e maior nebulosidade ao Norte e Centro e Sul no primeiro fim de semana de junho.</figcaption></figure><p>Os dias <strong>6 e 7 de junho poderão trazer chuva moderada a forte</strong> e maior nebulosidade ao Norte e Centro, tornando o primeiro fim de semana completo do mês bastante mais instável.</p><h2>Segunda metade de junho poderá mudar radicalmente</h2><p>A partir da segunda semana de junho, o ECMWF começa a reforçar a <strong>probabilidade de um regime de bloqueio escandinavo (Scandinavian Blocking – BL).</strong> Este padrão caracteriza-se pelo desenvolvimento de um anticiclone persistente sobre o norte da Europa e Escandinávia, alterando significativamente a circulação atmosférica habitual no continente europeu.</p><p>Quando o anticiclone se instala no norte da Europa, a corrente de jato polar é frequentemente obrigada a descer de latitude e a circular mais para sul. Isso pode<strong> favorecer a aproximação de depressões atlânticas, bolsas de ar frio em altitude e períodos mais instáveis sobre a Península Ibérica</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771116" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-se-preve-que-as-temperaturas-em-lisboa-descam-abaixo-dos-25-c.html" title="Quando se prevê que as temperaturas em Lisboa desçam abaixo dos 25 °C?">Quando se prevê que as temperaturas em Lisboa desçam abaixo dos 25 °C?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-se-preve-que-as-temperaturas-em-lisboa-descam-abaixo-dos-25-c.html" title="Quando se prevê que as temperaturas em Lisboa desçam abaixo dos 25 °C?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quando-se-preve-que-as-temperaturas-em-lisboa-descam-abaixo-dos-25-c-1779963923890_320.png" alt="Quando se prevê que as temperaturas em Lisboa desçam abaixo dos 25 °C?"></a></article></aside><p>Ainda assim, pequenas oscilações na posição do bloqueio poderão alterar bastante os efeitos sentidos em Portugal, algo muito comum em previsões sub-sazonais.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-modelo-europeu-divide-junho-em-duas-partes-nao-e-depois-um-bloqueio-escandinavo-com-possiveis-efeitos-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O verão vai dar um passo atrás na terça-feira, dia 2: os modelos europeus e GFS indicam uma descida das temperaturas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-verao-vai-dar-um-passo-atras-na-terca-feira-dia-2-os-modelos-europeus-e-gfs-indicam-uma-descida-das-temperaturas.html</link><pubDate>Thu, 28 May 2026 11:51:21 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Adeus ao calor! A próxima semana irá trazer uma descida significativa das temperaturas, especialmente ao Norte e Centro do país. Confira aqui a previsão!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xabhquw"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xabhquw.jpg" id="xabhquw"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Para quem gosta de dias quentes e vive no litoral Norte e Centro, com certeza que hoje, quinta-feira, já deverá ter denotado um ar mais fresco, face aos últimos dias. Com isto, queremos dizer que temos más notícias: <strong>o calor tem os dias contados em Portugal Continental</strong>... a menos que viva no Algarve ou no Baixo Alentejo.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p><strong>Com a aproximação do verão climatológico, também se aproxima uma descida generalizada dos termómetros</strong>, segundo os modelos europeu e americano (ECMWF e GFS). Nos últimos dias têm-se registado temperaturas acima da média em praticamente toda a geografia continental, devido à permanência de uma massa de ar quente proveniente do Norte de África, juntamente com a influência do anticiclone. Contudo, o cenário está prestes a mudar.</p><h2>Fluxo predominante de noroeste vai "empurrar" a massa de ar quente para leste</h2><p>Até ontem, o fluxo que predominava sobre Portugal Continental era de sudoeste ou de Este, correspondendo ao ar quente e abafado típico de verão, no entanto, a partir de hoje e segundo os nossos mapas de referência, <strong>tudo indica que o fluxo predominante passará a ser de noroeste, resultando em ar mais fresco, de influência marítima que, consequentemente, levará a massa de ar quente a deslocar-se para leste</strong>, contribuindo para a descida dos termómetros em boa parte do país, mas principalmente no litoral Norte e Centro, como podemos observar abaixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-verao-vai-dar-um-passo-atras-na-terca-feira-dia-2-os-modelos-europeus-e-gfs-indicam-uma-descida-das-temperaturas-1779967688025.png" data-image="4rv6sk6i75x1" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>A partir de hoje, quinta-feira, o litoral Norte e Centro registará valores mais contidos, em relação aos últimos dias, devido à predominância do fluxo de noroeste.</figcaption></figure><p>Desta forma, <strong>hoje já se denota um alívio no calor no litoral Norte e Centro</strong>, principalmente devido a este ar mais fresco vindo do Atlântico. Ainda assim, espera-se um dia quente, com temperaturas máximas até aos 36 ºC no Norte, especificamente no Vale do Douro, mas com diversas cidades a registarem valores na ordem dos 30 ºC; na região Centro, as máximas mais elevadas poderão registar-se na Beira Interior, com valores até 35 ºC; e na região Sul, especialmente no Alentejo, os termómetros podem registar até 35 ºC. As cidades costeiras do Norte e Centro não deverão ultrapassar os 24 ºC.</p><h2>A partir de terça-feira as temperaturas mais baixas instalam-se</h2><p>Ainda que até segunda-feira se dê uma descida ligeira dos termómetros, não deverá ser o suficiente para ser sentida a nível de sensação térmica, pois até esse dia, inclusive, <strong>os 30 ºC ou mais continuarão a registar-se em boa parte do território</strong>, à exceção das mais próximas ao mar, à semelhança do que mostra o mapa acima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-verao-vai-dar-um-passo-atras-na-terca-feira-dia-2-os-modelos-europeus-e-gfs-indicam-uma-descida-das-temperaturas-1779965370515.png" data-image="z1sfu9xhh69j" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Na terça-feira, dia 2 de junho, à exceção do Baixo Alentejo e Algarve, todo o país registará temperaturas contidas, especialmente o Norte e Centro.</figcaption></figure><p>Porém, <strong>na terça-feira, segundo dia do do verão climatológico, este cenário poderá mudar com mais clareza</strong>. Para esse dia, esperam-se máximas entre os 17 ºC na Póvoa do Varzim e os 29 ºC no Vale do Douro, na Região Norte, não devendo as cidades ultrapassar os 25 ºC; no Centro, esperam-se valores entre os 19 ºC em Aveiro, Figueira da Foz e Caldas da Rainha e os 25 ºC em Castelo Branco, podendo o interior do distrito registar até 29 ºC; e na região Sul, especialmente o Sotavento Algarvio registará cerca de 32 ºC, podendo ser a mais quente do país.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771116" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-se-preve-que-as-temperaturas-em-lisboa-descam-abaixo-dos-25-c.html" title="Quando se prevê que as temperaturas em Lisboa desçam abaixo dos 25 °C?">Quando se prevê que as temperaturas em Lisboa desçam abaixo dos 25 °C?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-se-preve-que-as-temperaturas-em-lisboa-descam-abaixo-dos-25-c.html" title="Quando se prevê que as temperaturas em Lisboa desçam abaixo dos 25 °C?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quando-se-preve-que-as-temperaturas-em-lisboa-descam-abaixo-dos-25-c-1779963923890_320.png" alt="Quando se prevê que as temperaturas em Lisboa desçam abaixo dos 25 °C?"></a></article></aside><p>Tal como podemos observar no mapa acima, da distribuição prevista das temperaturas máximas na terça-feira, denota-se um<strong> contraste entre o Norte e o Sul do país</strong>, onde o mesmo poderá permanecer nos dias seguintes. </p><p>Até dia 6 de junho espera-se uma <strong>descida gradual dos termómetros em todo o país</strong>, devendo esta ser mais evidente no Norte e Centro, mas não se descartando a possibilidade de se registarem valores máximos na entre os 22 ºC e 24 ºC no Sul do país nesse mesmo dia. Já nas restantes regiões, os termómetros poderão não ultrapassar os 18 ºC em algumas cidades a partir de quinta-feira, dia 4.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-verao-vai-dar-um-passo-atras-na-terca-feira-dia-2-os-modelos-europeus-e-gfs-indicam-uma-descida-das-temperaturas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quando se prevê que as temperaturas em Lisboa desçam abaixo dos 25 °C?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-se-preve-que-as-temperaturas-em-lisboa-descam-abaixo-dos-25-c.html</link><pubDate>Thu, 28 May 2026 11:03:35 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O calor poderá ter os dias contados em Portugal Continental. A chegada do verão climatológico, curiosamente, irá trazer uma descida dos termómetros. Lisboa registará valores abaixo dos 25 ºC já na próxima semana.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xabhm16"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xabhm16.jpg" id="xabhm16"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A partir de hoje, quinta-feira, <strong>as temperaturas poderão começar a descer, de forma pouco significativa e gradual</strong>, na cidade de Lisboa, até ao início da próxima semana, onde também se espera uma descida generalizada.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Curiosamente, poderemos registar uma <strong>descida dos valores máximos no arranque do verão climatológico, que acontece a 1 de junho</strong>. No entanto, será no dia 2 de junho que a maior parte das cidades portuguesas deverá registar valores mais baixos, na ordem dos 20 ºC, à exceção do Baixo Alentejo e Algarve, que deverão manter temperaturas máximas na ordem dos 30 ºC.</p><h2>Lisboa registará menos de 25 ºC no dia 2 de junho</h2><p>Enquanto a temperatura máxima esperada para hoje na capital é de 31 ºC, é esperado que <strong>nos próximos dias se dê uma descida ligeira</strong>. Desta forma, para amanhã, sexta-feira, espera-se máxima de 29 ºC; no sábado este valor não deverá ultrapassar os 27 ºC; no domingo deverá dar-se uma ligeira subida, devendo Lisboa registar 28 ºC de máxima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quando-se-preve-que-as-temperaturas-em-lisboa-descam-abaixo-dos-25-c-1779963923890.png" data-image="1lxis71b3la0" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>A cidade de Lisboa registará uma descida gradual dos valores entre hoje, quinta-feira, e terça-feira, dia 2 de junho. Nesse dia, esperam-se máximas de 22 ºC.</figcaption></figure><p>No entanto, na segunda-feira, primeiro dia do verão climatológico, a máxima esperada para esta cidade é de 25 ºC e <strong>na terça-feira, esperam-se valores até 22 ºC, como podemos observar no mapa acima</strong>. Assim, este será o primeiro dia em vários dias consecutivos, a registar temperaturas mais amenas, dentro da média, segundo os nossos mapas de anomalia.</p><h2>Verão climatológico traz descida das temperaturas</h2><p>Segundo a atual previsão dos nossos mapas, baseados no modelo europeu ECMWF, na quarta-feira, dia 3, a cidade de Lisboa poderá registar temperaturas entre os 22 ºC e os 24 ºC, mas <strong>nos dias seguintes a temperatura poderá voltar a diminuir</strong> para valores entre os 20 ºC e os 22 ºC, não se descartando a possibilidade de no sábado, dia 6, se registarem valores entre os 18 ºC e os 20 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771087" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-para-o-verao-em-portugal-as-anomalias-que-deve-esperar-em-junho-julho-e-agosto.html" title="Previsão para o verão em Portugal: as anomalias que deve esperar em junho, julho e agosto">Previsão para o verão em Portugal: as anomalias que deve esperar em junho, julho e agosto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-para-o-verao-em-portugal-as-anomalias-que-deve-esperar-em-junho-julho-e-agosto.html" title="Previsão para o verão em Portugal: as anomalias que deve esperar em junho, julho e agosto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-para-o-verao-em-portugal-as-anomalias-que-deve-esperar-em-junho-julho-e-agosto-1779927224019_320.jpg" alt="Previsão para o verão em Portugal: as anomalias que deve esperar em junho, julho e agosto"></a></article></aside><p>Esta descida será fomentada pela <strong>predominância do fluxo de noroeste, que transporta ar marítimo mais frio</strong>, contribuindo para o alívio do calor de forma generalizada. Ainda assim, e tendo em conta a distância temporal desta previsão, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações, em <a href="https://www.tempo.pt/" target="_blank" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">tempo.pt</a>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quando-se-preve-que-as-temperaturas-em-lisboa-descam-abaixo-dos-25-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[China quer enviar astronauta ao espaço durante 365 dias para preparar a sua chegada à Lua em 2030]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/china-quer-enviar-astronauta-ao-espaco-por-365-dias-para-preparar-sua-chegada-a-lua-em.html</link><pubDate>Thu, 28 May 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A missão chinesa Shenzhou-23 foi lançada em direção à estação Tiangong para iniciar um ano de investigação científica em órbita, essencial para o pouso na Lua antes de 2030.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mision-china-shenzhou-23-el-reto-de-aislar-a-un-astronauta-un-ano-en-el-espacio-para-pisar-la-luna-antes-de-1779788952783.jpg" data-image="037sqjr7t3kr" alt="Missão Chinesa Shenzhou-23" title="Missão Chinesa Shenzhou-23"><figcaption>A missão chinesa Shenzhou-23 foi lançada com sucesso rumo à Estação Espacial Internacional (Tiangong), dando início a um ano de importantes experiências científicas em órbita para preparar o terreno para uma missão tripulada à Lua em 2030. Imagem: Agência Espacial Tripulada da China.</figcaption></figure><p>A <strong>missão chinesa <em>Shenzhou-23</em></strong><em> </em>foi <strong>lançada no último domingo, 24 de maio</strong>, <strong>rumo à estação espacial Tiangong</strong>, para iniciar um ano de investigações científicas em órbita. O seu objetivo final é pousar na Lua antes de 2030. A Agência Espacial Tripulada da China confirmou que a nave espacial acoplou com sucesso no setor central de Tianhe exatamente três horas e meia após o lançamento do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, no Deserto de Gobi.</p><p>A manobra foi concluída de forma autónoma graças ao impulso do foguete Longa Marcha-2F Y23. A tripulação que viajou ao espaço é composta pelo comandante Zhu Yangzhu, pelo piloto militar Zhang Zhiyuan e pelo especialista de carga útil Lai Ka-ying, ex-superintendente da polícia de Hong Kong.<strong> Esta missão marca a 40ª operação do programa espacial tripulado da China </strong>e a sétima missão na atual fase operacional da estação espacial.</p><h2>Preparativos para a missão chinesa Shenzhou-23</h2><p>Durante a sua estadia na estação espacial Tiangong, <strong>a equipa realizará mais de cem análises sobre biologia, dinâmica de fluidos em microgravidade, medicina e novos componentes tecnológicos</strong>. Também irão trabalhar com estruturas desenvolvidas a partir de células-tronco. Os especialistas monitorizarão constantemente a<strong> evolução de amostras biológicas, incluindo embriões de murganhos e culturas de peixes-zebra</strong>, sob condições extremas de ausência de gravidade.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">China Successfully Launched Shenzhou-23 on May 24, 2026! Your summary is spot on. On Sunday (May 24), China launched the Shenzhou-23 crewed spacecraft atop a Long March-2F rocket from the Jiuquan Satellite Launch Center in northwest China. The mission is now underway, with the <a href="https://t.co/30qsgvw1FI">pic.twitter.com/30qsgvw1FI</a></p>— Black Hole (@konstructivizm) <a href="https://twitter.com/konstructivizm/status/2058893344445497558?ref_src=twsrc%5Etfw">May 25, 2026</a></blockquote></figure><p>Um membro deste grupo permanecerá no complexo durante <strong>doze meses consecutivos para recolher dados estatísticos sobre voos espaciais tripulados prolongados</strong>. Este recorde nacional ficará logo atrás do recorde absoluto de catorze meses e meio estabelecido pelo cosmonauta russo Valery Polyakov em 1995. A identidade do astronauta selecionado para completar este ano no espaço será determinada nos próximos meses, dependendo estritamente do progresso das missões em órbita.</p><p>Com esta experiência, a China pretende testar a resistência física e óssea antes de empreender viagens de longa distância à superfície lunar. O<strong> estudo detalhado das alterações fisiológicas causadas pela ausência prolongada de gravidade</strong> fornecerá a base médica essencial para o planeamento seguro de futuros assentamentos humanos e missões de exploração interplanetária de longa duração.</p><h2>Competição entre a NASA e a agência espacial chinesa</h2><p>A corrida à Lua dá a Washington uma vantagem teórica de dois anos, já que o <strong>programa <em>Artemis </em>enviará pessoal para lá em 2028</strong>. A NASA pretende estabelecer uma infraestrutura permanente na superfície lunar como um passo essencial antes de iniciar a subsequente exploração humana de Marte, intensificando a rivalidade tecnológica entre os Estados Unidos e a China.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mision-china-shenzhou-23-el-reto-de-aislar-a-un-astronauta-un-ano-en-el-espacio-para-pisar-la-luna-antes-de-1779790065995.jpg" data-image="vaji0utyaht8"><figcaption>Os seis tripulantes reunidos no módulo central da Tiangong comemoram o acoplamento orbital bem-sucedido, marcando o início da transferência técnica para a missão chinesa Shenzhou-23. Imagem: Agência Chinesa de Missões Espaciais Tripuladas.</figcaption></figure><p>Pequim rejeitou formalmente as reivindicações dos EUA de colonização territorial e exploração exclusiva dos recursos lunares para o seu próprio benefício. Enquanto isso, as <strong>autoridades chinesas estão a treinar dois pilotos paquistaneses, sendo que um deles deverá integrar a estação espacial chinesa até ao final de 2026</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771036" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-heliopausa-e-a-barreira-invisivel-do-sistema-solar-a-fronteira-que-protege-a-terra-do-espaco-interestelar.html" title="A heliopausa é a 'barreira' invisível do Sistema Solar: a fronteira que protege a Terra do espaço interestelar">A heliopausa é a "barreira" invisível do Sistema Solar: a fronteira que protege a Terra do espaço interestelar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-heliopausa-e-a-barreira-invisivel-do-sistema-solar-a-fronteira-que-protege-a-terra-do-espaco-interestelar.html" title="A heliopausa é a 'barreira' invisível do Sistema Solar: a fronteira que protege a Terra do espaço interestelar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-heliopausa-es-el-muro-invisible-del-sistema-solar-la-frontera-que-protege-a-la-tierra-del-espacio-interestelar-1779029796945_320.jpg" alt="A heliopausa é a 'barreira' invisível do Sistema Solar: a fronteira que protege a Terra do espaço interestelar"></a></article></aside><p>Esta iniciativa de abertura internacional procura forjar parcerias espaciais colaborativas com outras nações, oferecendo uma alternativa direta ao bloco ocidental, que historicamente dominou os consórcios de investigação espacial.</p><h2>Contexto e desafios da missão chinesa Shenzhou-23</h2><p>A<strong> atual missão </strong><em><strong>Shenzhou-23</strong> </em>foi precedida pela falha da <em>Shenzhou-20</em>, cuja estrutura foi danificada por impactos de detritos espaciais em órbita. Este evento imprevisto forçou o lançamento antecipado da <em>Shenzhou-22</em> para evacuar a tripulação em segurança. Esta contingência testou os protocolos de emergência do centro de controlo em solo, exigindo modificações nos cronogramas de produção e inspeção dos veículos de reserva para garantir a segurança da equipa.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/5bZMXFAwUD8/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=5bZMXFAwUD8" id="5bZMXFAwUD8"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A rapidez da resposta demonstrou que <strong>o programa espacial chinês possui uma infraestrutura logística madura, capaz de lidar com emergências graves sem colocar vidas humanas em risco</strong>. Analistas internacionais interpretam esta capacidade de resgate como uma confirmação de que a China já atua como uma potência aeroespacial consolidada e plenamente estabelecida.</p><p>Embora o <strong>programa chinês mantenha a sua meta de chegar à Lua em 2030</strong>, o cientista-chefe Wu Weiren sugere que os cronogramas internos reais são mais cautelosos. O sucesso final deste cronograma depende do fabrico de foguetes superpesados para cargas úteis, do projeto de módulos de descida adequados e do estabelecimento de redes de comunicação de longo alcance. A permanência de doze meses da missão Shenzhou-23 no espaço servirá como um guia crucial para medir o desgaste real dos materiais e os efeitos na psicologia humana — elementos essenciais para garantir o regresso seguro dos pioneiros lunares.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/china-quer-enviar-astronauta-ao-espaco-por-365-dias-para-preparar-sua-chegada-a-lua-em.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como atrair as novas gerações para a agricultura e a floresta? B-Rural Summit debate renovação geracional no setor]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-atrair-as-novas-geracoes-para-a-agricultura-e-a-floresta-b-rural-summit-debate-renovacao-geracional-no-setor.html</link><pubDate>Thu, 28 May 2026 06:17:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O B-Rural Summit, organizado pela CONSULAI, vai ter lugar no dia 23 de junho, em Lisboa. O objetivo é debater o futuro da agricultura e da floresta em Portugal, colocando no centro da discussão a renovação geracional do setor.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-atrair-as-novas-geracoes-para-a-agricultura-e-a-floresta-b-rural-summit-debate-renovacao-geracional-no-setor-1779894678705.jpg" data-image="7pceqnpxjvgo" alt="Jovem agricultor" title="Jovem agricultor"><figcaption>Segundo o estudo "Evolução do Trabalho na Agricultura em Portugal", elaborado pela CONSULAI, tem havido “um envelhecimento contínuo da mão-de-obra familiar”.</figcaption></figure><p>O setor <strong>agroflorestal </strong>português assume nos dias de hoje “um <strong>contributo estrutural para a economia nacional</strong>”, tanto na criação de riqueza como na geração de emprego e no equilíbrio da balança comercial.</p><p>De acordo com os dados do Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral (GPP) do Ministério da Agricultura, <strong>em 2023 o complexo agroflorestal gerou 9,4 mil milhões de euros de Valor Acrescentado Bruto</strong> (VAB), representando 5,1% do PIB nacional.</p><p>Para lá deste impacto económico direto, o <strong>setor assegura 456 mil postos de trabalho, o que mostra bem a sua importância social e territorial </strong>em todo o país.</p><p>Já no plano externo, <strong>as cadeias agroalimentares e florestais registaram exportações de 15,2 mil milhões de euros</strong>, o equivalente a 12% das exportações portuguesas, com uma taxa de cobertura das importações de 81,5%.</p><h2> <em>B-Rural Summit: </em>23 de junho em Lisboa</h2><p>Para a CONSULAI, empresa de consultoria líder em <em>agribusiness</em> em Portugal que está a organizar o <em><strong>B-Rural Summit</strong></em>, vai ter lugar em Lisboa no <strong>dia 23 de junho</strong>, este indicador “evidencia a crescente competitividade internacional do setor” agrícola e florestal.</p><p>Apesar disso, a grande questão que se coloca nesta altura é <strong>como atrair uma nova geração para a agricultura e a floresta</strong>. E como tornar o setor mais inovador, próximo e relevante para os jovens. Esse é, para a CONSULAI, “<strong>um dos maiores desafios do país</strong>”.</p><p>É que, apesar de a utilização de <strong>mão-de-obra no setor agrícola </strong>ter caído drasticamente nos últimos 30 anos - passou-se de 430 mil trabalhadores a tempo inteiro para 220 mil -, a <strong>idade média dos agricultores subiu de 46 anos, em 1989, para 59 anos</strong>, em 2023.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-atrair-as-novas-geracoes-para-a-agricultura-e-a-floresta-b-rural-summit-debate-renovacao-geracional-no-setor-1779894790684.jpg" data-image="fbcyrv0l8n9d" alt="Rui Almeida, CONSULAI." title="Rui Almeida, CONSULAI."><figcaption>O projeto B-Rural nasce para “mostrar que o mundo rural pode ser um espaço de inovação, impacto e oportunidade para as novas gerações”, afirma Rui Almeida, diretor operacional da CONSULAI. Crédito da fotografia: CONSULAI.</figcaption></figure><p>Daí a importância do debate em torno da atratividade destes setores para as faixas etárias mais jovens. Uma <strong>matéria que vai estar no centro do debate durante o <em>B-Rural Summit</em>, que terá lugar no Hotel Hyatt Regency Lisboa</strong> e deverá reunir líderes do setor agroflorestal, jovens empreendedores, especialistas em inovação e outros agentes.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>“O futuro da agricultura e da floresta depende vastamente da nossa capacidade de atrairmos talento para ele, ambição e espírito empreendedor”, sublinha Rui Almeida, diretor operacional da consultora CONSULAI. Para este responsável, “Portugal tem um setor agroflorestal dinâmico, moderno e de ponta, mesmo, em alguns segmentos, mas precisa de resolver o problema geracional e de aproximação entre o mundo rural e urbano para dar o próximo passo e assegurar que o setor primário tem o protagonismo que merece”.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O <strong>projeto B-Rural</strong> nasce, aliás, para “mostrar que o mundo rural pode ser um espaço de <strong>inovação, impacto e oportunidade para as novas gerações</strong>”, afirma ainda Rui Almeida.</p><h2>Idade média dos agricultores: 59 anos</h2><p>Financiado pela CONSULAI e cofinanciado pela Comissão Europeia, o projeto B-Rural tem também como objetivo <strong>criar “pontes entre o setor agroflorestal e os jovens que procuram projetos com propósito</strong>, impacto e futuro”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="717226" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/agrijovem-acolhe-40-estudantes-do-ensino-superior-em-evora-para-explicar-a-ue-e-a-politica-agricola-comum.html" title="AgriJovem acolhe 40 estudantes do ensino superior em Évora para explicar a UE e a Política Agrícola Comum">AgriJovem acolhe 40 estudantes do ensino superior em Évora para explicar a UE e a Política Agrícola Comum</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/agrijovem-acolhe-40-estudantes-do-ensino-superior-em-evora-para-explicar-a-ue-e-a-politica-agricola-comum.html" title="AgriJovem acolhe 40 estudantes do ensino superior em Évora para explicar a UE e a Política Agrícola Comum"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/agrijovem-acolhe-40-estudantes-do-ensino-superior-em-evora-para-explicar-a-ue-e-a-politica-agricola-comum-1751043364280_320.jpg" alt="AgriJovem acolhe 40 estudantes do ensino superior em Évora para explicar a UE e a Política Agrícola Comum"></a></article></aside><p>E Rui Almeida acredita que, num contexto marcado pelo envelhecimento da população agrícola e pela <strong>necessidade crescente de inovação e adaptação tecnológica</strong>, o <em><strong>B-Rural Summit</strong></em> “será um momento decisivo” para que “novas gerações, novas ideias e novas pontes” se construam para transformar a agricultura e a floresta em Portugal.</p><div class="texto-destacado">Recorde-se que, aquando da apresentação, em março último, do <strong>estudo <em>Evolução do Trabalho na Agricultura em Portugal</em>, elaborado pela CONSULAI</strong>, foi revelado que, entre 2015 e 2024, o emprego agrícola masculino manteve-se relativamente estável, enquanto o emprego feminino registou um crescimento gradual, em linha com a evolução do mercado de trabalho nacional. Uma <strong>tendência que, segundo a consultora, “traduz uma participação crescente das mulheres na agricultura</strong> e uma ligeira diversificação do perfil laboral”, muito embora o setor se mantenha maioritariamente masculino.</div><p>No mesmo estudo foi revelado que, no <strong>setor agrícola em Portugal se verifica “um envelhecimento contínuo da mão-de-obra familiar</strong>”, cuja <strong>idade média passou de 46 anos em 1989 para 59 anos </strong>em 2023.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-atrair-as-novas-geracoes-para-a-agricultura-e-a-floresta-b-rural-summit-debate-renovacao-geracional-no-setor-1779895014118.jpg" data-image="kf9hj1paiasr" alt="Jovem agricultor" title="Jovem agricultor"><figcaption>O B-Rural Summit vai vai acontecer no dia 23 de junho, em Lisboa, e quer debater o futuro da agricultura e da floresta em Portugal.</figcaption></figure><p>Esta <strong>tendência, diz a CONSULAI, é transversal a todas as regiões, mas “mais acentuada no Alentejo e no Centro</strong>, onde predominam explorações de maior dimensão e gestão tradicional”.</p><p>Apesar da modernização gradual que o setor tem demonstrado, o <strong>aumento da idade média dos agricultores “evidencia falta de renovação geracional </strong>e declínio do trabalho familiar jovem”. </p><p>E isso, sublinha a CONSULAI, tem “<strong>impactos diretos na capacidade de inovação, sucessão e adaptação </strong>às exigências tecnológicas e ambientais”. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-atrair-as-novas-geracoes-para-a-agricultura-e-a-floresta-b-rural-summit-debate-renovacao-geracional-no-setor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Previsão para o verão em Portugal: as anomalias que deve esperar em junho, julho e agosto]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-para-o-verao-em-portugal-as-anomalias-que-deve-esperar-em-junho-julho-e-agosto.html</link><pubDate>Thu, 28 May 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após um evento de calor histórico no sudoeste da Europa, o verão climatológico irá arrancar no próximo 1 de junho. Consulte a nossa análise às possibilidades reais de fenómenos extremos em Portugal nos próximos meses.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-para-o-verao-em-portugal-as-anomalias-que-deve-esperar-em-junho-julho-e-agosto-1779927224019.jpg" data-image="wltofjzcflum"><figcaption>Abaixo segue-se a análise às primeiras tendências de temperatura e precipitação para o verão 2026 em Portugal, de acordo o modelo de referência para a Meteored.</figcaption></figure><p><strong>Maio termina com um evento extraordinário de calor em grande parte da Europa Central e Ocidental</strong>, com temperaturas praticamente inéditas para esta época do ano em países como Portugal, Espanha, França ou Reino Unido, onde, em vários observatórios, foram batidos os recordes vigentes, muitos dos quais registados nos últimos anos.</p><p>Tratam-se de valores mais típicos da canícula (a época estatisticamente mais quente do ano), numa altura em que o verão ainda nem sequer começou. <strong>Não obstante, o verão climatológico arrancará já na próxima segunda-feira, 1 de junho</strong>, logo<strong> </strong>após este evento de cúpula de calor. Muitas pessoas estão atentas ao tempo devido à proximidade das férias de verão, e o modelo europeu atualizou as suas tendências para o próximo trimestre.</p><h2>Um verão recorde em Portugal devido ao super El Niño?</h2><p><strong>Nas últimas semanas, tem-se falado que o provável e iminente super El Niño poderá influenciar as temperaturas deste verão em Portugal</strong>. No entanto, é importante esclarecer que os meses de verão costumam ser, por si só, quentes em grande parte da nossa geografia, e a cada ano que passa ficam mais quentes: foram batidos recordes tanto com o El Niño como com o La Niña.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">El Niño Update - Wednesday May 20, 2026<br>Sea surface temperatures continue to warm across Niño 3.4 and are running around 29°C which is incredibly warm relative to average. In fact, sea surface temperatures here are around 1.2 Celsius above the long-term average, which suggest <a href="https://t.co/Vq7Sl6cOGG">pic.twitter.com/Vq7Sl6cOGG</a></p>— David Schlotthauer (@Weatherunited1) <a href="https://x.com/Weatherunited1/status/2057200896061420017?ref_src=twsrc%5Etfw">May 20, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>O sinal deste fenómeno chega muito enfraquecido ao sudoeste do continente europeu, e em especial à Península Ibérica</strong>. Além disso, os principais modelos climáticos sugerem que o pico deste episódio de El Niño ocorrerá entre o outono e inverno, pelo que, <em>a priori</em>, não haverá uma relação direta entre possíveis temperaturas extremas ou inéditas e este fenómeno. É essencial relembrar que as condições meteorológicas em Portugal são mais influenciadas por outros fatores, como o jato polar.</p><h2>Eis como as temperaturas poderão evoluir em Portugal entre junho e agosto</h2><p>As últimas previsões do Centro Europeu de Previsão a Médio Prazo (ECMWF), organismo de referência da Meteored, indicam que, no<strong> próximo trimestre, as temperaturas irão situar-se, provavelmente, acima da média para a época</strong> em grande parte da nossa geografia.</p><p><strong>No interior Norte, Centro e em algumas zonas do interior Alentejano, as temperaturas poderão situar-se entre 1 e 2 ºC acima dos valores médios do verão</strong>. Ao longo do trimestre estival (junho, julho e agosto), sobressaem visualmente as anomalias térmicas positivas previstas para os distritos de Vila Real, Bragança e Guarda.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-para-o-verao-em-portugal-as-anomalias-que-deve-esperar-em-junho-julho-e-agosto-1779926615654.jpg" data-image="o1n07kvdpprg"><figcaption>As primeiras tendências sugerem que o verão poderá ser mais quente do que o normal, especialmente nas regiões do interior.</figcaption></figure><p>Porém, por enquanto, <strong>não se observa uma tendência particularmente definida para o litoral Centro e Oeste, Área Metropolitana de Lisboa e Algarve</strong>. Em todas estas regiões, especialmente nas que estão orientadas para oeste, a nortada tipicamente estival costuma influenciar decisivamente as temperaturas diurnas registadas entre junho e agosto, produzindo valores de máximas mais moderados em relação às regiões normalmente mais quentes.</p><p>O <strong>nevoeiro de advecção</strong> que surge muitas vezes nas manhãs de julho e agosto, bem como as <strong>brisas marítimas</strong> que sopram do Atlântico acabam por suavizar o calor nas regiões mais próximas ao mar.</p><p><strong>Tampouco se deteta uma tendência especialmente definida da temperatura no que diz respeito aos arquipélagos dos Açores e da Madeira</strong>. Ainda é muito precoce afirmar se irá ocorrer alguma onda de calor em Portugal continental, mas, tendo em conta as tendências recentes, é bastante provável que haja, pelo menos, um evento.</p><h2>Saiba a possível evolução da precipitação no trimestre estival</h2><p>Quanto à precipitação,<strong> </strong>quando ocorre é geralmente do<strong> carácter convectivo (aguaceiros, por vezes de granizo, e trovoadas) associadas à passagem de pequenas bolsas de ar frio</strong> (gotas frias). Embora as chuvas sejam normalmente muito escassas no verão em Portugal, é preciso salientar que, uma única tempestade intensa pode “virar do avesso” o balanço pluviométrico de toda a estação estival.</p><div class="texto-destacado">Os fenómenos de <strong>precipitação convectiva são geralmente mais prováveis no interior Norte e Centro</strong>, em distritos de Vila Real, Bragança, Viseu e Guarda, embora não se descarte a sua ocorrência em qualquer outra zona do país. <br><br>Se nos referirmos estritamente à precipitação acumulada durante os meses de verão (junho, julho e agosto),<strong> o arquipélago dos Açores e a região do Minho</strong> são as zonas onde mais chove em Portugal continental.</div><p>Acrescente-se ainda que, no mês de <strong>agosto, sobretudo a partir da segunda quinzena do mês, a precipitação pode, por vezes, registar um ligeiro aumento da sua frequência</strong> na nossa geografia devido ao enfraquecimento e à deslocação para sul do anticiclone dos Açores, à passagem dos primeiros sistemas frontais atlânticos e a atividade de vestígios de antigos ciclones tropicais ou ex-furacões.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771012" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-quente-em-portugal-com-maximas-ate-38-c-eis-os-7-distritos-que-em-breve-comecarao-a-respirar.html" title="Tempo quente em Portugal, com máximas até 38 ºC: eis os 7 distritos que em breve começarão a 'respirar'">Tempo quente em Portugal, com máximas até 38 ºC: eis os 7 distritos que em breve começarão a "respirar"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-quente-em-portugal-com-maximas-ate-38-c-eis-os-7-distritos-que-em-breve-comecarao-a-respirar.html" title="Tempo quente em Portugal, com máximas até 38 ºC: eis os 7 distritos que em breve começarão a 'respirar'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-quente-em-portugal-com-maximas-ate-38-c-eis-os-7-distritos-que-em-breve-comecarao-a-respirar-1779888087676_320.jpg" alt="Tempo quente em Portugal, com máximas até 38 ºC: eis os 7 distritos que em breve começarão a 'respirar'"></a></article></aside><p><strong>Os mapas sugerem que o próximo trimestre poderá ser ligeiramente mais seco do que o habitual, especialmente na Região Norte e no Centro-norte</strong>, enquanto que para o resto do território não se observa uma tendência particularmente definida. É fundamental ter em conta que a variável da precipitação é a mais complexa de analisar, sobretudo quando se trata de trovoadas, e que esta primeira tendência deverá sofrer alterações nas próximas atualizações.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-para-o-verao-em-portugal-as-anomalias-que-deve-esperar-em-junho-julho-e-agosto-1779926331901.jpg" data-image="p5kifm7ylnil"><figcaption>Não se verifica uma tendência muito definida para a precipitação no trimestre estival em Portugal continental.</figcaption></figure><p>A distribuição das anomalias pluviométricas aponta para a <strong>possível formação de bloqueios na região das Ilhas Britânicas</strong>, o que, por vezes, poderá contribuir para a aproximação de bolsas de ar frio à geografia do Continente.</p><p>Quanto aos arquipélagos, no da Madeira observa-se uma tendência semelhante à do Continente (pouco definida), e no dos <strong>Açores vislumbra-se possibilidade de precipitação ligeiramente acima da média nalgumas ilhas somente no mês de agosto</strong>, o que bate certo com a possibilidade de chegada dos primeiros sistemas frontais atlânticos ou restos de ex-ciclones tropicais.</p><p>Importa ainda perceber que papel desempenhará <strong>o anticiclone dos Açores</strong>, na medida em que quanto mais próximo e robusto estiver da nossa geografia, <strong>maior é a probabilidade de registarmos estados de tempo predominantemente secos, estáveis e soalheiros</strong>, com vários dias consecutivos de céu pouco nublado ou limpo e ainda a presença de nevoeiros matinais, por vezes persistentes, na costa ocidental.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-para-o-verao-em-portugal-as-anomalias-que-deve-esperar-em-junho-julho-e-agosto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O ingrediente doméstico barato que impede os gatos da vizinhança de usarem o seu jardim como caixa de areia]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-ingrediente-domestico-barato-que-impede-os-gatos-da-vizinhanca-de-usarem-o-seu-jardim-como-caixa-de-areia.html</link><pubDate>Wed, 27 May 2026 17:08:45 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Nunca adivinharias que objeto doméstico simples pode ajudar a impedir que os gatos estraguem os teus canteiros de flores.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-ingrediente-domestico-barato-que-impede-os-gatos-da-vizinhanca-de-usarem-o-seu-jardim-como-caixa-de-areia-1779901172351.jpg" data-image="s5iiuufuzhp1"><figcaption>Que métodos naturais podem ajudar a impedir que estes pequenos felinos estraguem os seus lindos canteiros de flores?</figcaption></figure><p>O sol brilha em toda a sua glória e a profusão de cores dos canteiros deste quase início de verão e dos vasos do pátio repletos de flores não poderia estar mais maravilhosa. Tudo pode parecer simplesmente perfeito <strong>até se ver o gato do vizinho a passear com ar despreocupado pelo relvado e a dirigir-se para o seu cantinho preferido</strong>.</p><h2>Maravilhoso, mas desarrumado </h2><p>Quem nunca se maravilhou com um gato a caçar no jardim ou a equilibrar-se como um artista de circo treinado na cerca do jardim? São criaturas adoráveis e animais de estimação queridos, e pode simplesmente observá-los de longe e imaginar que são grandes felinos selvagens, como um leopardo na selva ou um leão a rondar a savana. Mas, <strong>apesar da sua fofura e travessuras astutas, eles deixam uma desarrumação indesejável no jardim</strong>.</p><p>Pode encontrar buracos nos seus canteiros de flores ou na horta, onde os gatos fizeram as suas necessidades e as taparam. <strong>Também pode encontrar pequenas surpresas nos caminhos, nas pedras ou no relvado, e os gatos podem apanhar sol em áreas específicas, achatando flores e outras plantas</strong>. Apesar de estes adoráveis felinos serem excelentes caçadores de roedores, também apanham pássaros de jardim e pequenos mamíferos, como morcegos.</p><h2>Um repelente para gatos de baixo custo </h2><p>O segredo para manter estes gatinhos desarrumados afastados é <strong>o vinagre branco, barato e eficaz, que pode comprar no seu supermercado Continente local por apenas <a href="https://www.continente.pt/produto/vinagre-de-vinho-branco-continente-continente-4099241.html?srsltid=AfmBOoo5TINsQ89FKJ8cG5Jvzxj3gJKyR3qQQyf_bQiLDJb1vmKJsH9DkEw" target="_blank">0,75 cêntimos</a></strong>. O vinagre branco tem um cheiro forte, e os gatos, naturalmente, não gostam dele. Basta misturar vinagre branco com água num pulverizador e aplicá-lo de manhã e à noite durante alguns dias; depois, basta aplicá-lo uma vez por dia.</p><p>O cheiro forte e ácido é suficiente para os manter afastados dos seus cantinhos favoritos do jardim e para proteger os seus canteiros de flores.</p><h2>Outros métodos </h2><p>Outros <a href="https://www.rhs.org.uk/biodiversity/cats" target="_blank">métodos sugeridos pela RHS </a>(Royal Horticultural Society) incluem <strong>regar regularmente os canteiros, uma vez que os gatos não gostam de se deita</strong>r nem de fazer as suas necessidades na terra molhada. A utilização de redes também pode ajudar como barreira física.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769703" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-gratis-para-sempre-7-especies-faceis-de-propagar-para-um-jardim-exuberante-que-dura-toda-a-vida.html" title="Plantas grátis para sempre: 7 espécies fáceis de propagar para um jardim exuberante que dura toda a vida">Plantas grátis para sempre: 7 espécies fáceis de propagar para um jardim exuberante que dura toda a vida</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-gratis-para-sempre-7-especies-faceis-de-propagar-para-um-jardim-exuberante-que-dura-toda-a-vida.html" title="Plantas grátis para sempre: 7 espécies fáceis de propagar para um jardim exuberante que dura toda a vida"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-gratis-para-siempre-7-especies-faciles-de-multiplicar-para-tener-el-jardin-frondoso-toda-la-vida-1778734605436_320.jpg" alt="Plantas grátis para sempre: 7 espécies fáceis de propagar para um jardim exuberante que dura toda a vida"></a></article></aside><p>Outro repelente de gatos disponível online e em alguns centros de jardinagem é o Plectranthus ornatus, ou "Scaredy Cat" (também conhecido como <em><a href="https://www.gardenersworld.com/how-to/grow-plants/coleus-caninus/?srsltid=AfmBOop8XdMDt6YNLB-YL0enP-QsP1oM5DMwUoVYrJ2djPIfe_RA76MH" target="_blank">Coleus caninus</a></em>).<strong> A folhagem desta planta liberta um odor desagradável quando roçada, o que os gatos tendem a evitar</strong>. Embora um repelente como este funcione com alguns animais, pode não funcionar com outros. A planta Scaredy Cat cresce bem no verão, mas requer proteção contra a geada no inverno.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-ingrediente-domestico-barato-que-impede-os-gatos-da-vizinhanca-de-usarem-o-seu-jardim-como-caixa-de-areia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A heliopausa é a "barreira" invisível do Sistema Solar: a fronteira que protege a Terra do espaço interestelar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-heliopausa-e-a-barreira-invisivel-do-sistema-solar-a-fronteira-que-protege-a-terra-do-espaco-interestelar.html</link><pubDate>Wed, 27 May 2026 16:57:32 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Graças às missões Voyager, compreendemos agora como o vento solar abranda, se transforma e, por fim, dá lugar ao meio interestelar, marcando o limite do domínio do Sol.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-heliopausa-es-el-muro-invisible-del-sistema-solar-la-frontera-que-protege-a-la-tierra-del-espacio-interestelar-1779029796945.jpg" data-image="q2cyzrkglg17"><figcaption>A heliosfera funciona como um escudo que protege os planetas da radiação interestelar.</figcaption></figure><p>O Sol não só ilumina e aquece o Sistema Solar, proporcionando vida à Terra, como também nos envolve numa bolha invisível chamada <strong>heliosfera</strong>, uma região dominada pelo <strong>vento solar</strong> — um fluxo contínuo de partículas carregadas que se expande em todas as direções a partir da atmosfera solar.</p><p>À medida que este vento se afasta do Sol, transporta o campo magnético solar e interage com planetas, cometas e poeira. No entanto, esta influência não é infinita, pois existe <strong>um limite onde outras estrelas começam a exercer uma pressão comparável</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>A heliosfera atua como uma espécie de escudo contra as partículas energéticas provenientes da galáxia</strong>, reduzindo os raios cósmicos e, ao mesmo tempo, definindo a região controlada principalmente pelo Sol. É uma fronteira natural entre o nosso sistema planetário e o meio interestelar.</div><p>Esta transição não ocorre abruptamente, mas sim através de<strong> regiões bem definidas onde o vento solar perde progressivamente velocidade e energia</strong>, pelo que compreender onde esta bolha termina é fundamental para compreender a relação entre o Sol e a galáxia.</p><p>Duas destas regiões são fundamentais, conhecidas como <strong>choque de terminação e heliopausa</strong>. Permitem-nos reconstruir a forma como o plasma solar interage com o meio interestelar local e a dinâmica do Sistema Solar à medida que este se move através do ambiente galáctico.</p><h2>A zona onde o vento solar abranda</h2><p>O <strong>choque de terminação</strong> é a região onde o vento solar deixa de viajar a velocidades supersónicas. Ao deparar-se com a resistência do meio interestelar, o fluxo abranda abruptamente, transformando parte da sua energia cinética em calor e turbulência.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-heliopausa-es-el-muro-invisible-del-sistema-solar-la-frontera-que-protege-a-la-tierra-del-espacio-interestelar-1779029936188.jpg" data-image="llwm3e6yo71a"><figcaption>Regiões da heliosfera onde se podem observar a heliopausa e o choque terminal. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>Nesta região, <strong>o plasma solar torna-se mais denso e caótico, e o campo magnético altera a sua configuração</strong>. Não se trata de uma parede sólida, mas sim de uma zona extensa onde as propriedades físicas do vento solar começam a mudar significativamente.</p><p>Antes de se obterem medições diretas, esta região era apenas um conceito teórico apoiado por modelos. Só quando conseguimos detetá-la diretamente é que se <strong>confirmou o comportamento dos fluxos de plasma em grande escala e a forma como a energia é distribuída nos limites do sistema</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="688890" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/e-se-a-energia-escura-nao-existe-pesquisadores-argumentam-modelo-que-exclui-energia-escura.html" title="E se a energia escura não existe? Investigadores argumentam modelo que exclui a energia escura">E se a energia escura não existe? Investigadores argumentam modelo que exclui a energia escura</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/e-se-a-energia-escura-nao-existe-pesquisadores-argumentam-modelo-que-exclui-energia-escura.html" title="E se a energia escura não existe? Investigadores argumentam modelo que exclui a energia escura"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/e-se-a-energia-escura-nao-existe-pesquisadores-argumentam-modelo-que-exclui-energia-escura-1734809632347_320.png" alt="E se a energia escura não existe? Investigadores argumentam modelo que exclui a energia escura"></a></article></aside><p>O estudo desta região revelou também que o choque não é perfeitamente esférico, uma vez que a sua distância em relação ao Sol varia consoante a direção. Isto é influenciado pelo <strong>movimento do Sistema Solar através da galáxia</strong>, bem como pela <strong>pressão exercida pelo campo magnético interestelar circundante</strong>.</p><h3>A verdadeira fronteira do Sistema Solar</h3><p>Para além do choque terminal encontra-se a heliopausa, a região onde a pressão do vento solar se equilibra com a do meio interestelar. Neste ponto, o plasma solar deixa de dominar e dá-se início a um <strong>ambiente controlado pela galáxia</strong>.</p><p>Ao atravessar a heliopausa, observa-se uma queda abrupta nas partículas de origem solar e um aumento nas partículas interestelares, uma mudança que confirma que se trata de uma <strong>verdadeira fronteira física</strong> e não apenas de uma fronteira teórica definida por modelos computacionais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-heliopausa-es-el-muro-invisible-del-sistema-solar-la-frontera-que-protege-a-la-tierra-del-espacio-interestelar-1779029817791.jpg" data-image="4bhghr1kdfio"><figcaption>As missões Voyager 1 e 2 são os objetos criados pelo homem que chegaram mais longe no espaço.</figcaption></figure><p>As medições indicam que o campo magnético para além da heliopausa é mais estável e, surpreendentemente, não altera drasticamente a sua orientação, sugerindo uma <strong>interação complexa entre os campos magnéticos solar e interestelar</strong>, mais suave do que inicialmente se esperava.</p><p>Uma coisa que aprendemos é que esta "fronteira" é dinâmica e responde à atividade solar, uma vez que a sua posição pode deslocar-se com os ciclos do Sol, expandindo-se ou contraindo-se. Isto mostra que <strong>a borda do Sistema Solar não é fixa, mas varia com uma cadência</strong> que depende das mudanças de humor da nossa estrela.</p><h3>As missões Voyager: O legado de Sagan</h3><p><strong>As sondas Voyager 1 e Voyager 2 foram as primeiras a explorar diretamente estas regiões</strong>. Lançadas em 1977, atravessaram o choque terminal e a heliopausa em anos diferentes, fornecendo dados históricos sobre os limites do sistema solar.</p><p>Os seus instrumentos detetaram ondas de choque, alterações abruptas na densidade do plasma, tal como discutido anteriormente, bem como variações na intensidade dos campos magnéticos. Estes dados permitiram <strong>reconstruir a verdadeira estrutura da heliosfera</strong> e confirmar que a sua forma é assimétrica e distorcida.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767097" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/plutao-podera-recuperar-o-seu-estatuto-de-planeta-no-sistema-solar-o-diretor-da-nasa-reabre-o-debate.html" title="Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate">Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/plutao-podera-recuperar-o-seu-estatuto-de-planeta-no-sistema-solar-o-diretor-da-nasa-reabre-o-debate.html" title="Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pluton-podria-volver-a-ser-planeta-la-nasa-reabre-el-debate-1777885919279_320.jpeg" alt="Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate"></a></article></aside><p>Uma das descobertas mais importantes foi compreender que o espaço interestelar próximo não é uniforme, algo confirmado pela medição das diferenças nas partículas e nos campos ao longo das suas trajetórias, revelando um<strong> ambiente galáctico dinâmico que também interage continuamente com a bolha solar</strong>.</p><p>Graças a estas e outras missões, como a <em>New Horizons</em>, sabemos agora que<strong> o Sistema Solar não termina na órbita do último planeta</strong>. A sua fronteira é uma região ativa e complexa onde o Sol e a galáxia definem, em conjunto, a vizinhança cósmica em que vivemos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-heliopausa-e-a-barreira-invisivel-do-sistema-solar-a-fronteira-que-protege-a-terra-do-espaco-interestelar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Não foram uma, duas nem três: seis novas espécies de aranhas descobertas na Serra de Grândola]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/nao-foram-uma-duas-nem-tres-seis-novas-especies-de-aranhas-descobertas-na-serra-de-grandola.html</link><pubDate>Wed, 27 May 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Para alguém com aracnofobia, a revelação pode até ser aterradora, mas para a ciência, é um sinal claro de que a biodiversidade portuguesa ainda tem muito por desvendar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nao-foram-uma-duas-nem-tres-seis-novas-especies-de-aranhas-foram-descobertas-na-serra-de-grandola-1779887130125.jpg" data-image="yykqgdek6f89" alt="trabalhos de campo na Serra de Grândola" title="trabalhos de campo na Serra de Grândola"><figcaption>Trabalhos de campo da equipa do CE3C, na Herdade de Ribeira Abaixo, em Grândola. Foto: Fernando Ascensão/CE3C</figcaption></figure><p>Entre folhas, pedras e galhos caídos, na Herdade da Ribeira Abaixo, em Grândola, <strong>seis espécies de aranhas nunca antes descritas</strong> aguardavam o momento de serem descobertas. </p><p>A revelação só agora chegou ao público, mas o trabalho começou muito antes, com longas horas de recolha e observação no campo da equipa do <strong>Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais (CE3C)</strong>, da Universidade de Lisboa.</p><p>A <strong>Herdade da Ribeira Abaixo</strong> é uma estação de investigação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, com uma rara diversidade biológica. Naqueles terrenos, <strong>sensores</strong> registam variações de temperatura e humidade do solo e <strong>armadilhas</strong> discretas capturam pequenos organismos para estudo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nao-foram-uma-duas-nem-tres-seis-novas-especies-de-aranhas-foram-descobertas-na-serra-de-grandola-1779887194201.jpg" data-image="p9asveyqt7my" alt="Investigadores da Faculdade de Ciências da universidade de Lisboa" title="Investigadores da Faculdade de Ciências da universidade de Lisboa"><figcaption>Miguel Sousa, Rui Rebelo e Pedro Cardoso: três dos investigadores do CE3C que descobriram as novas espécies de aranhas em Grândola. Foto: CE3C/Universidade de Lisboa</figcaption></figure><p>Foi neste ambiente, entre <strong>tecnologia e natureza selvagem</strong>, que a equipa do projeto Avaliação de Biodiversidade em Pequenas Escalas (BASS), dedicada a compreender como os micro-habitats influenciam a biodiversidade, encontrou os espécimes que viriam a surpreender os especialistas. O objetivo do trabalho de campo era, essencialmente, entender como pequenas diferenças no ambiente moldam a vida de organismos quase invisíveis a olho nu.</p><h2>Da recolha no terreno ao trabalho minucioso no laboratório</h2><p>A fase inicial envolveu 12 especialistas, cada um responsável por recolher amostras em pontos específicos da herdade. A verdadeira revelação, porém, só começou quando o material chegou ao laboratório. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Entre frascos, lupas e microscópios, Pedro Cardoso e Miguel Sousa, ambos investigadores do CE3C, iniciaram um processo exigente que ainda está longe do fim. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Cada aranha precisa agora de ser <strong>medida</strong>, <strong>desenhada</strong> e <strong>comparada</strong> com espécies já descritas em artigos científicos. Só depois será possível confirmar oficialmente que se trata de organismos novos para a ciência.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="711295" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/universidade-do-minho-lidera-investigacao-que-da-a-conhecer-13-novas-especies-de-minhocas-marinhas.html" title="Universidade do Minho lidera investigação que dá a conhecer 13 novas espécies de minhocas marinhas">Universidade do Minho lidera investigação que dá a conhecer 13 novas espécies de minhocas marinhas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/universidade-do-minho-lidera-investigacao-que-da-a-conhecer-13-novas-especies-de-minhocas-marinhas.html" title="Universidade do Minho lidera investigação que dá a conhecer 13 novas espécies de minhocas marinhas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/universidade-do-minho-lidera-investigacao-que-da-a-conhecer-13-novas-especies-de-minhocas-marinhas-1747689422490_320.jpg" alt="Universidade do Minho lidera investigação que dá a conhecer 13 novas espécies de minhocas marinhas"></a></article></aside><p>O trabalho exige paciência e precisão. <strong>Muitas das diferenças que distinguem estas aranhas são quase impercetíveis.</strong> A disposição dos olhos, o formato das fieiras que produzem teia ou a estrutura das pernas podem ser suficientes para separar espécies aparentadas. </p><p>Algumas medem apenas <strong>dois ou três milímetros</strong>, outras chegam aos quinze, mas todas implicam uma concentração absoluta. Cada detalhe conta para que a descrição seja rigorosa e aceite pela comunidade científica.</p><h2>Seis espécies, quatro géneros e um traço surpreendente</h2><p>Embora ainda não tenham nome, os investigadores já sabem a que géneros pertencem. Duas das espécies integram o género Dysdera, conhecido pelas aranhas de tenaz que se alimentam de bichos-de-conta. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nao-foram-uma-duas-nem-tres-seis-novas-especies-de-aranhas-foram-descobertas-na-serra-de-grandola-1779887538895.jpg" data-image="counew5yh76f" alt="Aranhas no laboratório" title="Aranhas no laboratório"><figcaption>Durante os próximos meses, as aranhas vão ser detalhadamente estudadas em laboratório para se confirmar que pertencem a novas espécies. Foto: CE3C</figcaption></figure><p>Outras duas pertencem ao <strong>género Harpactea</strong>, mais pequenas e escuras, com movimentos elegantes e discretos. Há ainda uma espécie do <strong>género Pelecopsis</strong>, cujos membros são típicos caçadores furtivos que se movem sem serem notados.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A última pertence ao género Scytodes e destaca-se por um comportamento singular. Estas aranhas projetam teia misturada com veneno para imobilizar presas, um método que inspirou a criação do Homem-Aranha, o super-herói da banda desenhada.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A diversidade encontrada num único local suscita questões fascinantes sobre a evolução destas espécies. Os investigadores acreditam que a <strong>Serra de Grândola</strong> pode ter sido, ao longo de milhares de anos, uma espécie de <strong>ilha isolada</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nao-foram-uma-duas-nem-tres-seis-novas-especies-de-aranhas-foram-descobertas-na-serra-de-grandola-1779887591789.jpg" data-image="fjq0c06s8sqi" alt="Géneros de aranhas" title="Géneros de aranhas"><figcaption>O microclima e o isolamento geográfico da Serra de Grândola permitiram uma evolução distinta de certas espécies. Fotos: Miguel Sousa/CE3C</figcaption></figure><p>A <strong>separação de outras populações</strong> terá permitido que organismos com origem comum seguissem <strong>caminhos evolutivos distintos</strong>. Essa hipótese ajuda a explicar por que razão espécies tão próximas apresentam características únicas e reforça a importância científica da herdade.</p><h2>Um território isolado com tesouros por revelar</h2><p>A descoberta destas seis espécies mostra como <strong>áreas aparentemente comuns</strong> podem guardar <strong>tesouros biológicos</strong> ainda por revelar. E também evidencia a relevância de projetos que estudam organismos de pequenas dimensões, muitas vezes ignorados apesar do papel essencial que desempenham nos ecossistemas.</p><p>Para Pedro Cardoso e Miguel Sousa, cada nova espécie é uma peça adicional num puzzle muito maior, que ajuda a compreender como a <strong>vida se adapta a variações</strong> quase <strong>impercetíveis</strong> no ambiente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nao-foram-uma-duas-nem-tres-seis-novas-especies-de-aranhas-foram-descobertas-na-serra-de-grandola-1779887643550.jpg" data-image="uahd69lw10db" alt="trabalho de campo na Serra de Grândola" title="trabalho de campo na Serra de Grândola"><figcaption>: Embora os resultados tenham sido divulgados só agora, o trabalho de campo na Herdade da Ribeira Abaixo, em Grândola, começou muito antes, em 2024. Foto: CE3C</figcaption></figure><p>O <strong>trabalho continuará nos próximos meses</strong>, até que as descrições estejam completas e os nomes escolhidos. Quando isso acontecer, a Herdade da Ribeira Abaixo ganhará um novo destaque no mapa da investigação em biodiversidade. E seis pequenas aranhas, antes invisíveis para a ciência, passarão a ocupar o lugar que lhes pertence na história natural de Portugal.</p><h3><em>Referência do artigo:</em></h3><p><em>Hugo Séneca<a href="https://ciencias.ulisboa.pt/noticias/como-investigadores-do-ce3c-descobriram-seis-especies-de-aranhas-desconhecidas-na-herdade-de-ribeira-abaixo" target="_blank">. Como investigadores do CE3C descobriram seis espécies de aranhas desconhecidas na Herdade de Ribeira Abaixo</a>. Universidade de Lisboa</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/nao-foram-uma-duas-nem-tres-seis-novas-especies-de-aranhas-descobertas-na-serra-de-grandola.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Arquipélagos em contraste até domingo: Açores sob chuva, vento forte e mar agitado; Madeira com tempo mais estável]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/arquipelagos-em-contraste-ate-domingo-acores-sob-chuva-vento-forte-e-mar-agitado-madeira-com-tempo-mais-estavel.html</link><pubDate>Wed, 27 May 2026 14:53:18 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A passagem de uma depressão atlântica deverá deixar os Açores sob influência de vento forte e mar muito agitado nos próximos dias. Já a Madeira continuará mais protegida pela circulação anticiclónica, mantendo condições atmosféricas mais estáveis.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xabeg7k"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xabeg7k.jpg" id="xabeg7k"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Até domingo, os arquipélagos dos Açores e da Madeira deverão apresentar cenários bastante distintos, com o <strong>Atlântico Norte mais ativo na região açoriana</strong> e uma <strong>circulação anticiclónica mais dominante sobre a Madeira</strong>. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Chuva, vento forte e aumento da agitação marítima deverão marcar o estado do tempo nos Açores durante os próximos dias, enquanto a Madeira continuará sob influência de uma atmosfera mais estável e relativamente seca.</p><h2>Açores com chuva, vento forte e mar agitado até sexta-feira</h2><p>Nos Açores, a partir da tarde desta quarta-feira deverão continuar a ocorrer aguaceiros nos grupos Ocidental e Central, embora de forma mais dispersa do que durante a manhã. O vento soprará de oeste moderado a fresco, com <strong>rajadas até 60 km/h nas zonas mais expostas</strong>, enquanto a <strong>ondulação poderá atingir 3 a 4 metros no grupo Ocidental</strong>. As temperaturas máximas deverão variar entre 19 e 23 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arquipelagos-em-contraste-ate-domingo-acores-sob-chuva-vento-forte-e-mar-agitado-madeira-com-tempo-mais-estavel-1779892431339.png" data-image="k6lyuxmrq0cm"><figcaption>A agitação marítima deverá agravar-se significativamente nos Açores durante quinta-feira, sobretudo no grupo Ocidental, onde a ondulação poderá ultrapassar os 7 metros devido à aproximação de uma depressão atlântica no Atlântico Norte.</figcaption></figure><p>Na <strong>quinta-feira espera-se o período mais instável</strong> desta previsão. O vento de sudoeste poderá intensificar-se no grupo Ocidental, com <strong>rajadas até 75 km/h</strong>, enquanto a ondulação deverá aumentar para <strong>5 a 7 metros</strong>. Também no grupo Central deverão ocorrer aguaceiros mais frequentes associados à aproximação de uma nova superfície frontal atlântica, com acumulados localmente entre <strong>20 e 40 mm até sexta-feira</strong>, sobretudo nas ilhas do Faial, Pico e São Jorge.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arquipelagos-em-contraste-ate-domingo-acores-sob-chuva-vento-forte-e-mar-agitado-madeira-com-tempo-mais-estavel-1779892624223.png" data-image="ieb6q76rmavz"><figcaption>A chuva deverá persistir nos Açores durante sexta-feira, sobretudo no grupo Central, com períodos localmente moderados nas ilhas do Faial, Pico e Terceira devido à passagem de uma superfície frontal atlântica.</figcaption></figure><p>Na <strong>sexta-feira, o mar deverá continuar relativamente agitado no grupo Ocidental</strong>, embora com tendência para diminuir gradualmente ao longo do dia. O vento continuará moderado a fresco, rodando progressivamente para oeste à medida que a depressão atlântica se afasta da região.</p><p><strong>Ainda deverão ocorrer períodos de chuva e aguaceiros nos grupos Ocidental e Central</strong>, localmente moderados durante a manhã, sobretudo nas ilhas do Faial, Pico e Terceira. No sábado e domingo, os modelos meteorológicos apontam para uma <strong>melhoria gradual das condições atmosféricas</strong>.</p><h2>Madeira deverá manter tempo estável, mas com mais nebulosidade e vento até domingo</h2><p>Na Madeira, o cenário <strong>deverá manter-se mais estável ao longo dos próximos dias</strong>, com temperaturas geralmente entre 21 e 25 ºC e períodos de céu muito nublado, sobretudo nas vertentes voltadas a norte. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arquipelagos-em-contraste-ate-domingo-acores-sob-chuva-vento-forte-e-mar-agitado-madeira-com-tempo-mais-estavel-1779893005908.png" data-image="sovv5rggncli"><figcaption>As rajadas de vento poderão intensificar-se na Madeira durante a tarde e noite de sábado, sobretudo nos extremos leste e oeste da ilha, onde os modelos meteorológicos apontam para valores próximos dos 40 a 45 km/h nas zonas mais expostas.</figcaption></figure><p>O vento deverá soprar moderado de norte/nordeste, podendo atingir <strong>rajadas até 45 km/h</strong> nos extremos leste e oeste da ilha, especialmente entre sexta-feira e domingo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771001" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nuvens-de-tempestade-regressam-a-partir-das-14-horas-marta-godinho-aponta-as-regioes-em-destaque.html" title="Nuvens de tempestade regressam a partir das 14 horas: Marta Godinho aponta as regiões em destaque">Nuvens de tempestade regressam a partir das 14 horas: Marta Godinho aponta as regiões em destaque</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nuvens-de-tempestade-regressam-a-partir-das-14-horas-marta-godinho-aponta-as-regioes-em-destaque.html" title="Nuvens de tempestade regressam a partir das 14 horas: Marta Godinho aponta as regiões em destaque"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nuvens-de-tempestade-regressam-a-partir-das-14-horas-marta-godinho-aponta-as-regioes-em-destaque-1779883009384_320.png" alt="Nuvens de tempestade regressam a partir das 14 horas: Marta Godinho aponta as regiões em destaque"></a></article></aside><p>Apesar da estabilidade dominante na Madeira, poderão ocorrer <strong>aguaceiros fracos e dispersos</strong> nas terras altas e vertentes norte durante o fim de semana, associados à humidade transportada pelos ventos de nordeste. Ainda assim, os <strong>acumulados previstos deverão permanecer geralmente abaixo dos 5 mm </strong>e não se esperam agravamentos marítimos significativos até domingo.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/arquipelagos-em-contraste-ate-domingo-acores-sob-chuva-vento-forte-e-mar-agitado-madeira-com-tempo-mais-estavel.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nuvens de tempestade regressam a partir das 14 horas: Marta Godinho aponta as regiões em destaque]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nuvens-de-tempestade-regressam-a-partir-das-14-horas-marta-godinho-aponta-as-regioes-em-destaque.html</link><pubDate>Wed, 27 May 2026 13:22:36 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As trovoadas regressam esta quarta-feira ao interior Norte e Centro de Portugal, com chuva moderada, enquanto o calor extremo continua a afetar grande parte do território, sobretudo o Sul e regiões próximas da fronteira com Espanha.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xabdxdo"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xabdxdo.jpg" id="xabdxdo"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A partir das 14h desta quarta-feira começam novamente a desenvolver-se nuvens convectivas no interior Norte e Centro, associadas ao aquecimento diurno e à presença de ar mais instável em altitude. Entre as <strong>15h e as 16h deverá ocorrer o período mais ativo, com trovoadas capazes de gerar densidades elétricas superiores a 9 raios por quilómetro quadrado.</strong></p><h2> Trovoadas regressam esta tarde ao Norte e Centro </h2><p>As regiões mais expostas incluem vários pontos do distrito de Vila Real, áreas do Parque Nacional da Peneda-Gerês, Castanheira do Vouga no distrito de Aveiro e localidades do distrito de Viseu, como Penalva do Castelo e Chãs de Tavares.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuvens-de-tempestade-regressam-a-partir-das-14-horas-marta-godinho-aponta-as-regioes-em-destaque-1779883009384.png" data-image="8asr93hk7te5" alt="Densidade de raios" title="Densidade de raios"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-223869">A partir das 14h, formam-se novas nuvens de trovoada no interior Norte e Centro, podento atingir densidade elétrica superior a 9 raios/km² localmente.</figcaption></figure><p>Simultaneamente, o mapa de nuvens e precipitação mostra uma<strong> faixa costeira relativamente limpa de nebulosidade</strong>, contrastando com uma extensa cobertura de nuvens no interior do país, desde o Norte até perto da região de Évora. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p><strong>A</strong> <strong>precipitação deverá concentrar-se sobretudo nas regiões mais a norte de Bragança e em Chaves, no distrito de Vila Real, </strong>onde os aguaceiros poderão atingir valores próximos dos 5 mm/h, considerados já chuva moderada. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuvens-de-tempestade-regressam-a-partir-das-14-horas-marta-godinho-aponta-as-regioes-em-destaque-1779883040726.png" data-image="2z65ca31yhs4" alt="Chuva e núvens" title="Chuva e núvens"><figcaption>O mapa de nebulosidade mostra céu mais limpo no litoral e forte desenvolvimento de nuvens convectivas no interior do país.</figcaption></figure><p>Esta instabilidade tende a dissipar-se entre as 19h e as 20h, seguindo-se uma noite mais estável.</p><h2>Apesar da instabilidade, o calor mantém-se extremo</h2><p>Mesmo nas regiões afetadas por nebulosidade e trovoadas, as temperaturas continuarão muito elevadas para a época do ano. Esta quarta-feira, <strong>vários locais do Douro poderão atingir os 38 ºC, valores semelhantes aos previstos para algumas áreas do Alentejo.</strong></p><p> A circulação atmosférica continua a favorecer a entrada de ar proveniente do interior de Espanha, enquanto a influência atlântica permanece limitada. Embora a faixa costeira apresente temperaturas menos elevadas,<strong> há exceções importantes, sobretudo na costa alentejana. </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuvens-de-tempestade-regressam-a-partir-das-14-horas-marta-godinho-aponta-as-regioes-em-destaque-1779883260359.png" data-image="ex3gic0mpkih" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption>Apesar da instabilidade, o calor mantém-se extremo, com temperaturas até 38 ºC em várias regiões do Alentejo. Em algumas praias da costa Alentejana não haverá influência marítima.</figcaption></figure><p>Em zonas próximas de Odemira e em várias praias do litoral sudoeste, <strong>o vento marítimo não será suficiente para refrescar o ambiente,</strong> mantendo-se temperaturas anormalmente altas.</p><h2>Norte e litoral começam finalmente a refrescar</h2><p>Entre quinta-feira e sábado, prevê-se uma <strong>mudança gradual no padrão térmico.</strong> O vento de norte irá transportar ar mais fresco do Atlântico, permitindo uma descida progressiva das temperaturas na faixa costeira entre Lisboa e Viana do Castelo, estendendo-se posteriormente ao interior Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuvens-de-tempestade-regressam-a-partir-das-14-horas-marta-godinho-aponta-as-regioes-em-destaque-1779883365424.png" data-image="bn9x42wo75ni" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Entre quinta-feira e sábado, o vento de norte transporta ar mais fresco para o litoral e Norte do país.</figcaption></figure><p>No entanto, este ar mais fresco terá <strong>dificuldade em chegar ao Alentejo, Algarve e regiões mais interiores junto à fronteira com Espanha,</strong> onde o calor continuará persistente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770812" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-modelos-europeu-e-gfs-coincidem-em-cinco-dias-havera-uma-reviravolta-nas-temperaturas-de-portugal.html" title="Os modelos europeu e GFS coincidem: em cinco dias haverá uma reviravolta nas temperaturas de Portugal">Os modelos europeu e GFS coincidem: em cinco dias haverá uma reviravolta nas temperaturas de Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-modelos-europeu-e-gfs-coincidem-em-cinco-dias-havera-uma-reviravolta-nas-temperaturas-de-portugal.html" title="Os modelos europeu e GFS coincidem: em cinco dias haverá uma reviravolta nas temperaturas de Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-modelos-europeu-e-gfs-coincidem-em-cinco-dias-havera-uma-reviravolta-nas-temperaturas-de-portugal-1779797948632_320.png" alt="Os modelos europeu e GFS coincidem: em cinco dias haverá uma reviravolta nas temperaturas de Portugal"></a></article></aside><p>O mapa de anomalia térmica confirma esta tendência. A anomalia da temperatura representa a diferença entre a temperatura prevista e a média climatológica normal para esta época do ano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nuvens-de-tempestade-regressam-a-partir-das-14-horas-marta-godinho-aponta-as-regioes-em-destaque-1779883392543.png" data-image="rdgxol3brtwt" alt="Anomalia da Temperatura" title="Anomalia da Temperatura"><figcaption>O mapa de anomalia térmica mostra temperaturas próximas do normal no litoral, mas calor muito acima da média no Sul e interior.</figcaption></figure><p>Em várias regiões do litoral Norte e Centro, <strong>a descida térmica permitirá um regresso a valores próximos da normalidade.</strong> Já no Sul e interior do país, persistem anomalias positivas muito elevadas, com temperaturas até 8 a 10 ºC acima do normal para finais de maio.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/nuvens-de-tempestade-regressam-a-partir-das-14-horas-marta-godinho-aponta-as-regioes-em-destaque.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo quente em Portugal, com máximas até 38 ºC: eis os 7 distritos que em breve começarão a "respirar"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-quente-em-portugal-com-maximas-ate-38-c-eis-os-7-distritos-que-em-breve-comecarao-a-respirar.html</link><pubDate>Wed, 27 May 2026 13:21:55 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal continental permanecerá sob calor intenso pelo menos até ao último fim de semana de maio, com máximas até 38 ºC no interior e noites tropicais nalgumas zonas. Porém, há distritos onde já se prevê um alívio térmico significativo.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xabdzrw"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xabdzrw.jpg" id="xabdzrw"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>À medida que esta última semana de maio avança, as temperaturas mantêm-se persistentemente elevadas em várias regiões, com valores a rondar os 39/40 ºC. O calor intenso instalou-se em Portugal continental, onde, <strong>desde a semana passada, se foram registando temperaturas máximas que já ultrapassaram largamente os 35 ºC</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>A massa de ar extremamente quente para a época manter-se-á sobre Portugal continental durante mais alguns dias, especialmente no interior, gerando temperaturas máximas de até 38 ºC e noites tropicais em algumas zonas.</div><p><strong>Ontem, terça-feira (26), foi registada uma temperatura máxima de 39,4 ºC em Mora (Évora) e 38,8 ºC em Alcochete / Campo Tiro</strong>. Ambos os valores ficaram muito próximos do patamar dos <strong>40 ºC</strong>; uma temperatura bastante elevada e relativamente rara para um mês de maio. Este calor, invulgar para esta época do ano, têm surgido com cada vez mais frequência nos meses de maio e já não se limita a um ou outro dia ocasional, mas a episódios prolongados como o atual.</p><h2>Máximas previstas para os próximos dias ainda poderão alcançar os 38 ºC nestas zonas</h2><p>Hoje - <strong>quarta-feira, 27 de maio</strong> - a massa de ar quente continuará a pairar sobre o nosso país, o que fará com que enfrentemos novamente um dia de muito calor. <strong>Hoje foi registada uma pequena subida das temperaturas mínimas</strong>. Quanto às máximas, preveem-se <strong>valores superiores a 35 ºC em Leiria, Santarém, Évora e Beja</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-quente-em-portugal-com-maximas-ate-38-c-eis-os-7-distritos-que-em-breve-comecarao-a-respirar-1779886825887.png" data-image="uqtf6b97r460"><figcaption>Na quinta-feira, 28 de maio, os termómetros ainda poderão escalar até aos 38 ºC no interior de Portugal continental, destacando-se o vale do Douro.</figcaption></figure><p><strong>Amanhã, quinta-feira (28), o tempo quente já aliviará consideravelmente no litoral Norte, com descidas entre 5 e 10 ºC das temperaturas máximas</strong>, mas o calor ainda será intenso nos vales do Douro, Tejo, Sado e Guadiana, Beira Baixa e Alentejo. As temperaturas máximas mais elevadas nestas zonas oscilarão entre os 35 e 38 ºC.</p><p> Para <strong>sexta-feira (29)</strong> prevê-se a continuidade de um panorama de calor intenso em grande parte da geografia continental, sobretudo nas regiões habitualmente mais quentes e anteriormente referidas, onde, por mais um dia, se preveem <strong>máximas entre 35 e 38 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-quente-em-portugal-com-maximas-ate-38-c-eis-os-7-distritos-que-em-breve-comecarao-a-respirar-1779887039495.png" data-image="l9zqbea3bj0o"><figcaption>Este sábado, 30 de maio, o alívio das temperaturas diurnas será bastante notório em vários distritos banhados pelo Atlântico, graças a uma descida térmica que começará a ocorrer de forma gradual já a partir de amanhã, dia 28.</figcaption></figure><p>Não obstante, <strong>o tempo quente voltará a aliviar na faixa costeira ocidental</strong>, desta vez abrangendo também partes da Região do Oeste e da Área Metropolitana de Lisboa.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>No sábado (30), 7 distritos do litoral (Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria e Lisboa) deverão registar um alívio térmico significativo devido à influência marítima e ao vento de Oeste, o que se traduzirá num ambiente muito menos quente face ao dia de hoje. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Quanto às temperaturas mínimas, ainda se preveem registos de <strong>noite tropical (20 ºC) em Castelo Branco na quinta-feira (28), em Portalegre na sexta-feira (29) e em Faro, a partir de sábado, dia 30</strong>. </p><h2>Fim de semana de contrastes térmicos muito acentuados entre litoral e interior</h2><p>Já <strong>no sábado (30)</strong>, com o vento Oeste a soprar com cada vez mais influência na nossa geografia, <strong>o alívio térmico continuará a espalhar-se em termos de área geográfica abrangida</strong>, pelo que as temperaturas também irão baixar nas zonas mais quentes do interior de Portugal continental, e não somente no litoral.</p><p>Ainda assim, no sábado (30), as temperaturas máximas ainda rondarão os 37/38 ºC no Baixo Alentejo e em zonas do Sotavento Algarvio.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770857" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/evora-entre-as-3-cidades-candidatas-a-ultrapassar-a-sua-maxima-absoluta-de-maio-esta-quarta-feira.html" title="Évora entre as 3 cidades candidatas a ultrapassar a sua máxima absoluta de maio esta quarta-feira 27">Évora entre as 3 cidades candidatas a ultrapassar a sua máxima absoluta de maio esta quarta-feira 27</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/evora-entre-as-3-cidades-candidatas-a-ultrapassar-a-sua-maxima-absoluta-de-maio-esta-quarta-feira.html" title="Évora entre as 3 cidades candidatas a ultrapassar a sua máxima absoluta de maio esta quarta-feira 27"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/evora-entre-as-3-cidades-candidatas-a-ultrapassar-a-sua-maxima-absoluta-de-maio-esta-quarta-feira-1779806894402_320.png" alt="Évora entre as 3 cidades candidatas a ultrapassar a sua máxima absoluta de maio esta quarta-feira 27"></a></article></aside><p><strong>No domingo (31) prevê-se uma pequena e generalizada subida das temperaturas máximas</strong>, esperando-se que o Baixo Alentejo e Sotavento Algarvio registem novamente valores em torno dos 37/38 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-quente-em-portugal-com-maximas-ate-38-c-eis-os-7-distritos-que-em-breve-comecarao-a-respirar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A gigantesca caldeira vulcânica escondida sob o oceano: tem 150 km de diâmetro e é a maior do planeta]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-gigantesca-caldeira-vulcanica-escondida-sob-o-oceano-tem-150-km-de-diametro-e-e-a-maior-do-planeta.html</link><pubDate>Wed, 27 May 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A maior caldeira vulcânica do mundo foi descoberta nas Filipinas: Apolaki mede 150 km de diâmetro e está localizada a 5.200 metros abaixo do nível do mar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-gigantesca-caldera-volcanica-escondida-bajo-el-oceano-mide-150-kilometros-y-es-la-mas-grande-del-planeta-1779483695659.png" data-image="jb3djrer7p83" alt="caldeira vulcânica de Apolaki" title="caldeira vulcânica de Apolaki"><figcaption>A caldeira vulcânica de Apolaki é a maior do mundo: mede 150 km² e situa-se a 5.200 metros abaixo do nível do mar. Foto: X @konstructivizm</figcaption></figure><p>Nas<strong> profundezas do Oceano Pacífico</strong>, escondida sob<strong> mais de 5.000 metros </strong>de água e muito além do alcance da visão humana, encontra-se uma das estruturas geológicas mais impressionantes já identificadas. O seu nome é <strong>Apolaki</strong>, possui aproximadamente<strong> 150 quilómetros de diâmetro </strong>e foi oficialmente reconhecida como <strong>a maior caldeira vulcânica do mundo</strong>.</p><p>A descoberta revolucionou a comunidade científica internacional, pois até há poucos anos ninguém imaginava que uma estrutura de tal tamanho pudesse permanecer oculta sob o mar. <strong>Localizada na costa das Filipinas — na região conhecida como Elevação de Benham </strong>— esta gigantesca formação subaquática supera em muito outras caldeiras vulcânicas famosas, como Yellowstone (Estados Unidos) ou Toba (Indonésia).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-gigantesca-caldera-volcanica-escondida-bajo-el-oceano-mide-150-kilometros-y-es-la-mas-grande-del-planeta-1779483844911.png" data-image="dvp1p7y7w4sj" alt="caldeira vulcânica Apolaki" title="caldeira vulcânica Apolaki"><figcaption>A caldeira vulcânica subaquática está localizada ao largo da costa das Filipinas, na região conhecida como Elevação de Benham (Imagem ilustrativa).</figcaption></figure><p>A palavra<strong> “<em>Apolaki</em>” significa “senhor gigante” em filipino </strong>e refere-se a uma antiga divindade associada ao sol e à guerra. Sem dúvida, o nome não poderia ser mais apropriado para uma estrutura que parece ser de outro planeta.</p><h2>Assim é o vulcão colossal escondido sob o oceano</h2><p>A enorme (e praticamente invisível) caldeira vulcânica subaquática foi identificada graças a estudos liderados pela geofísica marinha Jenny Anne Barretto, que, juntamente com uma equipa internacional, analisou o relevo do fundo do mar durante anos utilizando<strong> tecnologia de mapeamento de alta resolução</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-gigantesca-caldera-volcanica-escondida-bajo-el-oceano-mide-150-kilometros-y-es-la-mas-grande-del-planeta-1779483944278.png" data-image="kl5dow435uyg" alt="caldeira vulcânica Apolaki" title="caldeira vulcânica Apolaki"><figcaption>Com um diâmetro de 150 quilómetros, Apolaki supera outras grandes caldeiras como Yellowstone (60 quilómetros) e Toba (100 quilómetros). Foto: X @AlMaXx8017</figcaption></figure><p>Foi assim que os investigadores descobriram que <strong>a base de Apolaki fica a aproximadamente 5.200 metros abaixo do nível do mar </strong>e que toda a <strong>estrutura repousa sobre uma gigantesca elevação vulcânica conhecida como Benham Rise</strong>.</p><p>O que mais impressiona é a sua escala, já que, com 150 quilómetros de diâmetro, <strong>Apolaki tem mais que o dobro do tamanho de outras grandes caldeiras conhecidas</strong>. Para efeito de comparação, Yellowstone tem cerca de 60 quilómetros de diâmetro, enquanto a famosa caldeira de Toba tem aproximadamente 100 quilómetros de diâmetro.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr"> | La caldera volcánica más grande del mundo no es el <a href="https://twitter.com/hashtag/Yellowstone?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Yellowstone</a> o <a href="https://twitter.com/hashtag/Taal?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Taal</a>, si no uno de origen submarino llamado <a href="https://twitter.com/hashtag/Apolaki?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Apolaki</a>.<br><br>Descubierto en 2019 por la geofísica marina Jenny A. Barretto en el mar de <a href="https://twitter.com/hashtag/Filipinas?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Filipinas</a> [Benham Rise].<br><br>Tiene un diametro de ~165km y es inactivo. <a href="https://t.co/fmuRzzuDlh">pic.twitter.com/fmuRzzuDlh</a></p>— ¹¹ (@AlMaXx8017) <a href="https://twitter.com/AlMaXx8017/status/1616148863793889285?ref_src=twsrc%5Etfw">January 19, 2023</a></blockquote></figure><p>Em relação ao "vulcão subaquático", os cientistas acreditam que esta gigantesca depressão<strong> formou-se milhões de anos atrás após uma erupção vulcânica massiva</strong>. Após o colapso da câmara magmática, o terreno afundou, dando origem à imensa cavidade subaquática que atualmente fascina a ciência.</p><h2>Uma estrutura saída de outro mundo</h2><p>Além do seu tamanho recorde, a caldeira de Apolaki exibe outras características geológicas extraordinárias. Por exemplo, a sua<strong> borda possui enormes escarpas de até 300 metros de altura, evidência de violentos episódios vulcânicos ocorridos num passado remoto</strong>.</p><p>A região onde se localiza é composta por uma camada de rochas vulcânicas com aproximadamente 14 quilómetros de espessura, que <strong>apresenta evidências de atividade magmática sustentada por milhões de anos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-gigantesca-caldera-volcanica-escondida-bajo-el-oceano-mide-150-kilometros-y-es-la-mas-grande-del-planeta-1779484034717.png" data-image="70qzjseinc2b" alt="caldeira vulcânica Apolinaki" title="caldeira vulcânica Apolinaki"><figcaption>A caldeira é composta por uma camada de rocha vulcânica com aproximadamente 14 quilómetros de espessura, evidência de atividade magmática contínua ao longo de milhões de anos. Foto: X @AlMaXx8017</figcaption></figure><p>Além disso, análises de amostras recolhidas no local estimaram que <strong>as rochas têm entre 47 e 26 milhões de anos</strong>. Esta informação ajuda a reconstruir a história geológica do Pacífico Ocidental e a compreender melhor como as placas tectónicas evoluíram nessa região do planeta.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768485" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/geologos-islandeses-explicam-por-que-razao-os-vulcoes-continuam-a-ser-o-fenomeno-mais-imprevisivel-da-terra.html" title="Geólogos islandeses explicam por que razão os vulcões continuam a ser o fenómeno mais imprevisível da Terra">Geólogos islandeses explicam por que razão os vulcões continuam a ser o fenómeno mais imprevisível da Terra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/geologos-islandeses-explicam-por-que-razao-os-vulcoes-continuam-a-ser-o-fenomeno-mais-imprevisivel-da-terra.html" title="Geólogos islandeses explicam por que razão os vulcões continuam a ser o fenómeno mais imprevisível da Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/por-que-los-volcanes-siguen-siendo-el-fenomeno-mas-impredecible-de-la-tierra-1778407583098_320.png" alt="Geólogos islandeses explicam por que razão os vulcões continuam a ser o fenómeno mais imprevisível da Terra"></a></article></aside><p>Segundo os especialistas, <strong>Apolaki pode fazer parte de uma grande província ígnea submarina, um raro fenómeno geológico associado a eventos vulcânicos massivos no passado</strong> da Terra.</p><h2>Revolução: a descoberta que mudou todos os mapas geológicos</h2><p>Embora a região de Benham Rise já fosse estudada há anos, foi somente em <strong>2019 </strong>que os investigadores conseguiram confirmar que a estrutura observada correspondia, de facto, a uma gigantesca caldeira vulcânica marinha.</p><p>A validação veio através de publicações científicas especializadas e do apoio de organizações como a Sociedade Geológica das Filipinas, que <strong>reconheceu oficialmente Apolaki como a maior caldeira conhecida do planeta</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-gigantesca-caldera-volcanica-escondida-bajo-el-oceano-mide-150-kilometros-y-es-la-mas-grande-del-planeta-1779484265068.png" data-image="n8e11pkzzz53" alt="caldeira vulcânica de Apolinaki" title="caldeira vulcânica de Apolinaki"><figcaption>A descoberta em Apolinaki permite que os investigadores estudem como as grandes caldeiras subaquáticas se formam e evoluem (Imagem ilustrativa).</figcaption></figure><p>Para a comunidade científica, a descoberta permite que os investigadores estudem<strong> como grandes caldeiras subaquáticas se formam e evoluem</strong>, um fenómeno ainda pouco compreendido devido à dificuldade de realizar investigações em ambientes oceânicos tão profundos.</p><p>Jenny Anne Barretto enfatizou que Apolaki serve como “uma janela excecional” para a história tectónica e vulcânica do Pacífico.</p><h2>A pergunta valiosa: pode voltar a entrar em atividade?</h2><p>Até ao momento, <strong>não há evidências de atividade eruptiva recente em Apolaki</strong>. No entanto, especialistas consideram essencial continuar a monitorizar a região devido ao tamanho e à complexidade da estrutura.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-gigantesca-caldera-volcanica-escondida-bajo-el-oceano-mide-150-kilometros-y-es-la-mas-grande-del-planeta-1779484454564.png" data-image="34dqwhpoq482" alt="caldeira vulcânica de Apolinaki" title="caldeira vulcânica de Apolinaki"><figcaption>Não há evidências de atividade eruptiva recente em Apolaki, embora a monitorização continue (Imagem ilustrativa).</figcaption></figure><p>A descoberta também despertou interesse nos potenciais riscos geológicos associados a grandes formações vulcânicas subaquáticas. Embora<strong> permaneça inativo hoje</strong>, a história geológica demonstra que o planeta ainda guarda segredos capazes de alterar a nossa compreensão atual da Terra.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-gigantesca-caldeira-vulcanica-escondida-sob-o-oceano-tem-150-km-de-diametro-e-e-a-maior-do-planeta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas descobrem sinais de autoconsciência em baleias-beluga]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-sinais-de-autoconsciencia-em-baleias-beluga.html</link><pubDate>Wed, 27 May 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um estudo científico revelou que as baleias-beluga conseguem reconhecer-se ao espelho, um comportamento raro associado à autoconsciência e à elevada inteligência animal.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-descobrem-sinais-de-autoconsciencia-em-baleias-beluga-1779780708249.png" data-image="qwft81b0ri56" alt="Baleia beluga" title="Baleia beluga"><figcaption>As baleias-beluga poderão integrar o restrito grupo de animais capazes de reconhecer o próprio reflexo no espelho.</figcaption></figure><p>Durante muito tempo, a capacidade de um animal se reconhecer ao espelho foi vista como <strong>um dos maiores indicadores de inteligência e autoconsciência no reino animal</strong>.</p><p>Até recentemente, <strong>apenas humanos, grandes primatas, elefantes, golfinhos-roazes e algumas aves</strong> tinham demonstrado esta competência de forma convincente.</p><p>Agora, um novo estudo veio acrescentar as <strong>baleias-beluga</strong> a este grupo restrito. A investigação, publicada na revista científica <em>PLOS One</em>, <strong>analisou o comportamento de quatro belugas perante um grande espelho subaquático</strong> instalado no Aquário de Nova Iorque.</p><h2>Como funciona o “teste do espelho”</h2><p>O chamado “teste do espelho” é utilizado há décadas para <strong>avaliar se um animal consegue perceber que o reflexo corresponde ao seu próprio corpo</strong>. Normalmente, os animais passam por diferentes fases até demonstrarem reconhecimento próprio.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="724429" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-amizade-entre-baleias-e-golfinhos-imagens-e-estudos-ineditos-sobre-a-sua-convivencia.html" title="A amizade entre baleias e golfinhos, imagens e estudos inéditos sobre a sua convivência">A amizade entre baleias e golfinhos, imagens e estudos inéditos sobre a sua convivência</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-amizade-entre-baleias-e-golfinhos-imagens-e-estudos-ineditos-sobre-a-sua-convivencia.html" title="A amizade entre baleias e golfinhos, imagens e estudos inéditos sobre a sua convivência"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-amizade-entre-baleias-e-golfinhos-imagens-e-estudos-ineditos-sobre-sua-convivencia-1755080575685_320.png" alt="A amizade entre baleias e golfinhos, imagens e estudos inéditos sobre a sua convivência"></a></article></aside><p>Numa primeira etapa, tendem a <strong>reagir ao reflexo como se estivessem perante outro indivíduo </strong>da mesma espécie. Mais tarde, começam a perceber que existe uma <strong>ligação direta entre os seus movimentos e a imagem refletida</strong>.</p><p>Foi precisamente isso que aconteceu com duas das belugas estudadas: Natasha e a sua cria, Maris.</p><h2>Comportamentos que surpreenderam os investigadores</h2><p>Inicialmente, as duas baleias mostraram <strong>comportamentos sociais e alguma agressividade perante o espelho</strong>, como se estivessem diante de outra beluga. Contudo, rapidamente começaram a realizar <strong>movimentos repetitivos e invulgares</strong>, aparentemente para testar o reflexo.</p><p>Os investigadores observaram as belugas a <strong>mover a cabeça de forma específica, a rodar o corpo e a repetir gestos perante o espelho</strong>. Com o tempo, os animais começaram também a <strong>usar o reflexo para observar partes do próprio corpo</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Maris destacou-se particularmente ao executar um comportamento descrito pelos cientistas como “pec shimmy”, abanando repetidamente as barbatanas peitorais enquanto permanecia orientada para o espelho. </strong>De acordo com os autores do estudo.<br></div><p>Uma das fases mais importantes da experiência foi o chamado “teste da marca”. Neste procedimento, os investigadores <strong>colocam discretamente uma marca numa zona do corpo que o animal apenas consegue observar através do espelho</strong>.</p><p>No caso de Natasha, a beluga <strong>demonstrou interesse específico pela zona marcada</strong>, aproximando-se do espelho e orientando repetidamente o corpo para observar essa área.</p><p>Para os autores do estudo, <strong>este comportamento representa uma forte evidência de reconhecimento próprio</strong> e sugere níveis de cognição muito mais complexos do que anteriormente se pensava.</p><h2>A inteligência das belugas</h2><p>As belugas já eram conhecidas pelas suas capacidades cognitivas avançadas. <strong>Vivem em grupos sociais complexos, comunicam através de uma enorme variedade de sons e demonstram grande capacidade de aprendizagem</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-descobrem-sinais-de-autoconsciencia-em-baleias-beluga-1779780754427.png" data-image="tzi9si8hmd86" alt="Marcas no corpo" title="Marcas no corpo"><figcaption>De acordo com os autores do estudo, Natasha passou no terceiro teste da marca ao orientar repetidamente para o espelho a área marcada do seu corpo.</figcaption></figure><p>Além disso, possuem comportamentos altamente cooperativos e curiosos. Um dos casos mais famosos envolveu <strong>uma beluga chamada NOC, que surpreendeu cientistas ao reproduzir sons semelhantes à fala humana, </strong>algo extremamente raro entre mamíferos marinhos.</p><p>Estas novas descobertas reforçam a ideia de que <strong>os cetáceos possuem formas sofisticadas de perceção e interação com o ambiente.</strong></p><h2>Será isto verdadeira autoconsciência?</h2><p>Apesar do entusiasmo em torno do estudo, alguns especialistas alertam que <strong>o teste do espelho continua a gerar debate na comunidade científica</strong>.</p><p>Para certos investigadores, reconhecer-se ao espelho não significa necessariamente possuir uma consciência semelhante à humana. <strong>O teste poderá apenas medir capacidades específicas de reconhecimento visual</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="487601" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/novo-grupo-de-baleias-azuis-e-descoberto-atraves-do-seu-canto-indico.html" title="Novo grupo de baleias azuis é descoberto através do seu canto">Novo grupo de baleias azuis é descoberto através do seu canto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/novo-grupo-de-baleias-azuis-e-descoberto-atraves-do-seu-canto-indico.html" title="Novo grupo de baleias azuis é descoberto através do seu canto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/novo-grupo-de-baleias-azuis-e-descoberto-atraves-de-seu-canto-biologia-marinha-meio-ambiente-1681429545537_320.jpg" alt="Novo grupo de baleias azuis é descoberto através do seu canto"></a></article></aside><p>Outros cientistas defendem que <strong>diferentes espécies expressam inteligência de formas distintas </strong>e que talvez seja errado utilizar um único critério para avaliar a consciência animal.</p><p>Ainda assim, o estudo das belugas junta-se a um <strong>conjunto crescente de investigações que têm vindo a desafiar ideias antigas sobre inteligência no reino animal</strong>.</p><h3><em>Referência do artigo:</em><br></h3><p><em>Mildener A, Buchman D, Ragir S, Reiss D (2026) "<a href="https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0348287" target="_blank">Evidence for mirror self-recognition in beluga whales (Delphinapterus leucas)</a>". PLoS One.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-sinais-de-autoconsciencia-em-baleias-beluga.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Fugir aos 38 ºC? Esta cascata a poucos minutos de Lisboa pode ser a solução]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/fugir-aos-38-c-esta-cascata-a-poucos-minutos-de-lisboa-pode-ser-a-solucao.html</link><pubDate>Wed, 27 May 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Enquanto Portugal continental se prepara para temperaturas que podem chegar aos 38 °C, há um recanto escondido a poucos minutos da capital que promete frescura, natureza e tranquilidade longe do calor.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/fugir-aos-38-c-esta-cascata-a-poucos-minutos-de-lisboa-pode-ser-a-solucao-1779794357891.jpg" data-image="q99la9hlj85p" alt="Cascata do Boição" title="Cascata do Boição"><figcaption>Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Prepare-se, porque o calor veio para ficar, e ainda se tornará mais intenso. “Até quinta-feira, 28 de maio, a <strong>‘cúpula de calor’</strong> deverá intensificar-se em Portugal continental”,<a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-cupula-de-calor-continuara-a-afetar-portugal-durante-mais-tres-dias-ana-palma-revela-as-zonas-mais-quentes.html" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext" target="_blank"> avisa</a> Ana Palma. </p><p>Aliás, algumas regiões do interior poderão atingir <strong>38 °C </strong>devido ao tempo seco, baixa humidade e persistência de céu pouco nublado.</p><div class="texto-destacado"> <strong>Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</strong><br> </div><p>“Os modelos meteorológicos indicam o reforço de uma crista anticiclónica sobre a Península Ibérica, configuração que deverá bloquear a aproximação de superfícies frontais atlânticas e <strong>favorecer tempo seco e céu pouco nublado</strong> em grande parte do território. Ao mesmo tempo, a corrente de jato polar deverá deslocar-se para latitudes mais elevadas da Europa, permitindo a expansão de ar mais quente e estável sobre a Península Ibérica.”</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770612" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-cupula-de-calor-continuara-a-afetar-portugal-durante-mais-tres-dias-ana-palma-revela-as-zonas-mais-quentes.html" title="A 'cúpula de calor' continuará a afetar Portugal durante mais três dias: Ana Palma revela as zonas mais quentes">A "cúpula de calor" continuará a afetar Portugal durante mais três dias: Ana Palma revela as zonas mais quentes</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-cupula-de-calor-continuara-a-afetar-portugal-durante-mais-tres-dias-ana-palma-revela-as-zonas-mais-quentes.html" title="A 'cúpula de calor' continuará a afetar Portugal durante mais três dias: Ana Palma revela as zonas mais quentes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-cupula-de-calor-continuara-a-afetar-portugal-durante-tres-dias-ana-palma-revela-as-zonas-mais-quentes-1779718370488_320.png" alt="A 'cúpula de calor' continuará a afetar Portugal durante mais três dias: Ana Palma revela as zonas mais quentes"></a></article></aside><p>Em<strong> Lisboa</strong>, não será diferente. “Lisboa enfrentará<strong> temperaturas claramente acima da média para a época do ano</strong>, registando anomalias térmicas positivas muito expressivas”, <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-abrasador-afeta-lisboa-esta-terca-feira-26-de-maio-a-capital-de-portugal-registara-ate-13-c-acima-da-media.html" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext" target="_blank">nota</a> Alfredo Graça.</p><p>Contudo, não tem de se preocupar. Quem disse que pela capital não há natureza, ou locais frescos para fugir do calor, não conhece claramente esta cascata. Mas é normal, afinal, ainda passa despercebida para muitos. </p><p>No município de Loures, mais precisamente em <strong>Bucelas</strong>, esconde-se uma cascata bastante desconhecida. Embora seja visitada regularmente por muitas famílias das redondezas, permanece <strong>quase secreta</strong> para os restantes portugueses. Será que já ouviu falar dela?</p><h2>Um segredo a 30 minutos de Lisboa</h2><p>A pouco quilómetros de Lisboa, a <strong>Cascata do Boição </strong>é um refúgio discreto e (ainda) pouco óbvio para quem procura fugir às subidas de temperatura.</p><div class="texto-destacado">Entre colinas e caminhos de terra, esta queda de água forma-se na Ribeira do Boição e integra um cenário natural onde se cruzam vinhas, bosques e trilhos rurais.</div><p>Há quem diga que o que torna esta cascata particularmente interessante não é a sua dimensão, “mas o contraste”. “A poucos minutos de uma área densamente povoada como é a Área Metropolitana de Lisboa, encontra-se um <strong>espaço onde predominam o verde, a água e o silêncio</strong>”, escreve a revista ‘Versa’.</p><p>“A Cascata não é gigante, mas prima pelo verde e localização. No verão é um local muito procurado pelos bucelenses para usufruto do espaço, realização de piqueniques. Isto é, aliás, uma tradição antiga”, lê-se também na revista ‘NiT’.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fugir-aos-38-c-esta-cascata-a-poucos-minutos-de-lisboa-pode-ser-a-solucao-1779793807057.png" data-image="af4qzzj85z8x" alt="Cascata do Boição" title="Cascata do Boição"><figcaption>O encanto está precisamente na simplicidade e na sensação de descoberta. Foto: Wikimedia // Portugal Travel Tour</figcaption></figure><p>O melhor é que é <strong>tende a ter água constantemente</strong>, o que significa que pode ser visitada em qualquer altura do ano. </p><p>Claro que se revela com mais intensidade nos meses de maior chuva, quando o caudal aumenta e a água cai com força sobre as rochas, formando uma pequena lagoa natural. Nos períodos mais secos, a queda de água torna-se mais suave e discreta, mantendo ainda assim a beleza tranquila do lugar.</p><h2>Como chegar lá?</h2><p>E quanto aos acessos? Tudo indica que <strong>são simples</strong>. O percurso começa pela Estrada Velha do Boição, seguindo depois por trilhos pedonais que passam por zonas verdes e antigas áreas agrícolas. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770642" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-abrasador-afeta-lisboa-esta-terca-feira-26-de-maio-a-capital-de-portugal-registara-ate-13-c-acima-da-media.html" title="Calor abrasador afeta Lisboa esta terça-feira, 26 de maio: a capital de Portugal registará até 13 ºC acima da média">Calor abrasador afeta Lisboa esta terça-feira, 26 de maio: a capital de Portugal registará até 13 ºC acima da média</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-abrasador-afeta-lisboa-esta-terca-feira-26-de-maio-a-capital-de-portugal-registara-ate-13-c-acima-da-media.html" title="Calor abrasador afeta Lisboa esta terça-feira, 26 de maio: a capital de Portugal registará até 13 ºC acima da média"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-abrasador-afeta-lisboa-esta-terca-feira-26-de-maio-a-capital-de-portugal-registara-ate-13-c-acima-da-media-1779715353506_320.png" alt="Calor abrasador afeta Lisboa esta terça-feira, 26 de maio: a capital de Portugal registará até 13 ºC acima da média"></a></article></aside><p>O caminho acompanha a ribeira e cria uma sensação de afastamento da agitação urbana normalmente associada ao concelho de Loures. À medida que se avança, o som da água torna-se mais presente até surgir a cascata, quase escondida na paisagem. Este é um sinal de que está no caminho certo. </p><div class="texto-destacado">O percurso é conhecido por ser fácil e agradável, ideal para uma caminhada curta e tranquila.</div><p>O<strong> trilho é curto, acessível</strong> e perfeito para quem procura um passeio leve, sem grandes dificuldades.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/fugir-aos-38-c-esta-cascata-a-poucos-minutos-de-lisboa-pode-ser-a-solucao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vídeo: um meteoro verde iluminou a erupção do vulcão Mayón nas Filipinas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/video-um-meteoro-verde-iluminou-a-erupcao-do-vulcao-mayon-nas-filipinas.html</link><pubDate>Tue, 26 May 2026 17:01:19 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A bola de fogo era tão brilhante que iluminou as cinzas e o fumo vulcânico. As autoridades confirmaram posteriormente que o meteorito se desintegrou na atmosfera antes do impacto.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xab5s66"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xab5s66.jpg" id="xab5s66"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Uma luz verde brilhante iluminou o céu </strong>durante a mais recente erupção do vulcão Mayón, nas Filipinas. O fenómeno foi captado por câmaras de monitorização na noite de 25 de maio e gerou uma confusão inicial quanto a um possível impacto nas suas encostas.</p><h2>Não foi um meteorito</h2><p>O próprio Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia, após a análise de imagens, dados de sismógrafos e infrasons, determinou que <strong>se trataria de um meteoro </strong>e não de um meteorito, uma vez que <strong>"não foi detetado o impacto do objeto nas encostas do Mayón"</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">LOOK!!! PHIVOLCS Ligñon Hill IP Camera records a meteor striking the northern slopes of Mayon Volcano at 10:33 PM this evening, 25 May 2026.<a href="https://twitter.com/hashtag/MayonVolcano?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#MayonVolcano</a> <a href="https://t.co/sZdTVIxssz">pic.twitter.com/sZdTVIxssz</a></p> PHIVOLCS-DOST (@phivolcs_dost) <a href="https://twitter.com/phivolcs_dost/status/2058926280855408732?ref_src=twsrc%5Etfw">May 25, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>O Mayón é um vulcão filipino extremamente perigoso</strong>. Entra frequentemente em atividade, provocando erupções explosivas e fluxos piroclásticos. As chuvas nas suas encostas provocam lahares, devido ao grande volume de material vulcânico que expele.</p><h2>Meteoroide, meteoro, meteorito e bólide: eis as diferenças</h2><p>Muitas pessoas podem confundir estes termos que, à primeira vista, parecem ser iguais. A verdade é que cada um destes objetos possui características próprias que os diferenciam uns dos outros.</p><ul><li>Um <strong>meteoroide</strong> é um <strong>fragmento rochoso ou metálico</strong> que se encontra a viajar pelo espaço. Este objeto pode provir de um cometa, de asteróides ou mesmo de colisões entre corpos do Sistema Solar. O seu tamanho é variável, podendo ir desde pequenos grãos de poeira até atingir dimensões de vários metros de diâmetro. Em palavras muito simples, <strong>é uma rocha que está a viajar pelo espaço</strong>.</li></ul><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766543" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cometa-interestelar-3i-atlas-esta-cheio-de-agua-revelam-que-ele-veio-de-um-lugar-mais-frio-que-o-sistema-solar.html" title="Cometa interestelar 3I/ATLAS está cheio de água: revelam que veio de um lugar mais frio que o Sistema Solar">Cometa interestelar 3I/ATLAS está cheio de água: revelam que veio de um lugar mais frio que o Sistema Solar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/cometa-interestelar-3i-atlas-esta-cheio-de-agua-revelam-que-ele-veio-de-um-lugar-mais-frio-que-o-sistema-solar.html" title="Cometa interestelar 3I/ATLAS está cheio de água: revelam que veio de um lugar mais frio que o Sistema Solar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/agua-de-otro-mundo-el-cometa-interestelar-3i-atlas-revela-un-origen-gelido-y-extrano-fuera-de-nuestro-sistema-solar-1777281520902_320.jpeg" alt="Cometa interestelar 3I/ATLAS está cheio de água: revelam que veio de um lugar mais frio que o Sistema Solar"></a></article></aside><ul></ul><ul></ul><ul><li>O <strong>meteoro</strong> é um <strong>fenómeno luminoso</strong> que ocorre quando um meteoroide entra na atmosfera. Ao atravessá-la, o atrito e a compressão do ar elevam a sua temperatura à medida que desce. É o que todos conhecemos como "estrela cadente". Não é o objeto, mas sim <strong>a luz ou o brilho que produz</strong> enquanto desce. Quando <strong>um meteoro ultrapassa o brilho de Vénus</strong> no céu, recebe o nome de <strong>bólide ou bola de fogo</strong>.</li></ul><ul><li>O <strong>meteorito</strong> é a parte do meteoroide que atravessa completamente a atmosfera até chegar à superfície. Dependendo do seu tamanho, pode deixar crateras de impacto.</li></ul><p>Quando <strong>o meteoroide atinge o solo</strong>, o objeto passa a ser chamado de meteorito.</p><p>O brilho do meteoro foi tão intenso que <strong>iluminou de verde os arredores do vulcão Mayón</strong>. De acordo com a Organização Internacional de Meteoros (IMO), esta cor pode estar associada à composição química do meteoroide.</p><h3><em>Referências da notícia:</em></h3><p><em>- Rubin A. E. y Grossman J .N <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1945-5100.2009.01009.x" target="_blank">Meteorite and meteoroid: New comprehensive definitions</a>. Meteoritics & Planetary Science. p. 114-122, v. 45, 2010.</em></p><p><em>- NASA Science. <a href="https://science.nasa.gov/solar-system/meteors-meteorites/facts/" target="_blank">Meteors & Meteorites Facts</a>.<br></em></p><p><em>- International Astronomical Union. <a href="https://iauarchive.eso.org/public/themes/meteors_and_meteorites/" target="_blank">Meteors & Meteorites: The IAU Definitions of Meteor Terms</a>.<br></em></p><p><em>- IMO. <a href="https://www.imo.net/observations/fireballs/fireballs/" target="_blank">Fireballs</a>.<br></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/video-um-meteoro-verde-iluminou-a-erupcao-do-vulcao-mayon-nas-filipinas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Verão 2026, cuidado com o sol: cores e tecidos que protegem realmente a pele]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/verao-2026-cuidado-com-o-sol-cores-e-tecidos-que-protegem-realmente-a-pele.html</link><pubDate>Tue, 26 May 2026 16:54:31 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Os casos de melanoma estão a aumentar em Portugal, quase sempre devido a uma exposição solar inadequada. Eis o que se deve usar para evitar danos a longo prazo, segundo os especialistas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/estate-2026-attenzione-al-sole-colori-e-tessuti-che-proteggono-davvero-la-pelle-1779696095491.jpg" data-image="qw8sl50wzrgr" alt="estate 2026 sole" title="estate 2026 sole"><figcaption>Com o verão cada vez mais próximo, importa proteger a pele, não apenas quando for à praia, mas também quando estiver ao sol.</figcaption></figure><p>Com o verão de 2026 <strong>a aproximar-se</strong> cada vez mais, tanto no que diz respeito ao <strong>calendário</strong> como à <strong>meteorologia</strong>, é importante lembrar-se de <strong>proteger a pele</strong> do sol, e não apenas na praia.</p><p>Os danos a longo prazo, e os cancros de pele em primeiro lugar, são cada vez mais frequentes, mas existem formas de se proteger e, ao mesmo tempo, aproveitar a estação quente. Uma das mais importantes é escolher <strong>a roupa adequada </strong>para a praia, para a montanha e também para a cidade.</p><h2>Proteger-se do sol, não só na praia</h2><p>Como todos os anos, quando chega o verão, multiplicam-se os apelos para uma exposição adequada ao sol. A atenção dada a este tema é decididamente <strong>justificada</strong>, uma vez que, nas últimas duas décadas, os casos de melanoma em Portugal triplicaram ou quase quadruplicaram, passando dos <strong>400</strong> registados em 2004 para <strong>1500</strong> em 2024.</p><div class="texto-destacado"><strong>Nove em cada dez casos</strong> de melanoma, de facto, devem-se precisamente à falta de proteção da pele contra os raios UV, a partir da primavera.</div><blockquote>"Queimar-se, mesmo que seja apenas uma vez a cada dois anos, pode triplicar o risco de melanoma. Não se trata apenas de dias quentes e soalheiros: os raios UV podem ser suficientemente fortes para danificar a pele de meados de março a meados de outubro, mesmo quando o céu está nublado ou o tempo é fresco" Prof. Paolo Ascierto.</blockquote><p>Segundo o professor Ascierto, oncologista da Universidade Federico II de Nápoles e presidente da Fundação Melanoma Onlus, a <strong>prevençã</strong>o não deve, portanto, limitar-se apenas aos poucos dias de férias de verão, mas deve tornar-se um <strong>hábito de vida</strong>.</p><h2>O paradoxo dos protetores solares</h2><p>Quando se pensa na proteção contra os raios solares, pensa-se geralmente em <strong>cremes e óleos</strong> para usar na praia ou durante uma excursão. Embora este tipo de prevenção seja importante, sobretudo se os protetores tiverem filtros de proteção suficientemente elevados, cria, ao mesmo tempo, um paradoxo, induzindo uma <strong>falsa sensação de segurança</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estate-2026-attenzione-al-sole-colori-e-tessuti-che-proteggono-davvero-la-pelle-1779696156106.jpg" data-image="azjca0njwc6w" alt="estate 2026 proteggere la pelle" title="estate 2026 proteggere la pelle"><figcaption>Um chapéu e óculos de sol protegem o rosto e os olhos dos raios UV</figcaption></figure><p>A aplicação de protetor solar leva as pessoas a permanecerem mais tempo ao sol. Muitos esquecem-se de que seriam necessárias várias aplicações ao longo do dia, especialmente após o banho, e que até mesmo uma simples<strong> transpiração</strong> pode remover a proteção e deixar a pele exposta aos raios solares.</p><p>De acordo com estudos canadianos e britânicos, o uso de protetores solares acaba, portanto, por duplicar <strong>o risco</strong> de desenvolver cancros de pele.</p><h2>Vestuário e prevenção</h2><p><strong>O índice UV</strong> mede a intensidade da radiação solar numa escala que vai de 1 a 11+. Pode consultá-lo neste site, na secção <em>mapas</em>, para planear da melhor forma os seus dias ao ar livre.</p><p>Há ainda um <strong>detalhe importante</strong> que muitos subestimam: os protetores solares são uma defesa valiosa, se usados corretamente, mas o papel do vestuário não é secundário.</p><p>De acordo com um estudo da Cancer Research UK, uma organização sem fins lucrativos dedicada à investigação do cancro, nos <strong>homens</strong> os melanomas manifestam-se mais frequentemente nos ombros e no peito, com uma prevalência de 40%, enquanto nas <strong>mulheres</strong> 35% dos melanomas aparecem nas pernas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770001" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/evora-e-beja-recebem-jardins-urbanos-para-aliviar-calor-extremo-no-verao.html" title="Évora e Beja recebem jardins urbanos para aliviar calor extremo no verão">Évora e Beja recebem jardins urbanos para aliviar calor extremo no verão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/evora-e-beja-recebem-jardins-urbanos-para-aliviar-calor-extremo-no-verao.html" title="Évora e Beja recebem jardins urbanos para aliviar calor extremo no verão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/evora-e-beja-recebem-jardins-urbanos-para-aliviar-calor-extremo-no-verao-1779368371739_320.jpg" alt="Évora e Beja recebem jardins urbanos para aliviar calor extremo no verão"></a></article></aside><p>Isto acontece porque, nos meses mais quentes, os homens tendem a andar mais vezes com o tronco descoberto, enquanto as mulheres usam vestidos curtos e calções.</p><p>É evidente, portanto, que escolher uma peça em vez de outra pode fazer uma grande diferença.</p><h2>O que vestir para proteger a pele do sol</h2><p>O corte, os tecidos, as cores das roupas e também a qualidade dos materiais são parte integrante da prevenção do cancro da pele.</p><div class="texto-destacado">Nem todos sabem que também as roupas têm um <strong>fator de proteção</strong> que, no caso dos <strong>tecidos técnicos</strong>, é indicado nas etiquetas. A sigla <strong>UPF</strong>, <strong>Ultraviolet Protection Factor</strong>, revela o quão eficaz uma peça de roupa pode ser na proteção da pele. O valor mais alto, 50+, bloqueia 98% dos raios UV, proporcionando uma proteção praticamente total.</div><p>A escolha das <strong>cores</strong> também é importante. O <strong>preto</strong> bloqueia os raios UV, mas o mesmo se aplica a cores vivas como o <strong>vermelho</strong> e o <strong>azul</strong>. Por isso, são preferíveis as tonalidades mais vivas do que as cores pastel e o branco.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770159" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-cupula-de-calor-que-afeta-portugal-atingira-o-seu-pico-entre-os-dias-25-e.html" title="A 'cúpula de calor' que afeta Portugal atingirá o seu pico entre os dias 25 e 27">A "cúpula de calor" que afeta Portugal atingirá o seu pico entre os dias 25 e 27</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-cupula-de-calor-que-afeta-portugal-atingira-o-seu-pico-entre-os-dias-25-e.html" title="A 'cúpula de calor' que afeta Portugal atingirá o seu pico entre os dias 25 e 27"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-cupula-de-calor-que-afeta-portugal-atingira-o-seu-pico-entre-os-dias-25-e-1779457204916_320.jpg" alt="A 'cúpula de calor' que afeta Portugal atingirá o seu pico entre os dias 25 e 27"></a></article></aside><p>A pele deve poder sempre <strong>transpirar</strong>; tecidos como<strong> linho e algodão</strong> e cortes largos e soltos em calças e blusas (de manga comprida!) ajudam a pele a respirar sem queimar.</p><p>Um <strong>chapéu</strong> com aba de pelo menos 7 cm protege o rosto, a cabeça e o pescoço, enquanto que, para a proteção adequada dos <strong>olhos</strong>, são necessários óculos de sol com um bom <strong>filtro</strong>. As armações mais <strong>envolventes</strong> são as preferíveis, porque protegem os olhos e a sua área circundante da luz refletida do mar e da areia.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Valentina Arcovio - <a href="https://30science.com/2026/04/news/tumori-esperto-abito-scudo-contro-melanoma-piu-di-crema/" target="_blank">Melanoma: l’abito fa da scudo più della crema solare. </a>30Science.com</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/verao-2026-cuidado-com-o-sol-cores-e-tecidos-que-protegem-realmente-a-pele.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Formação de elite em maquinaria florestal arranca no primeiro campo de treino ibérico na Figueira da Foz]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/formacao-de-elite-em-maquinaria-florestal-arranca-no-primeiro-campo-de-treino-iberico-na-figueira-da-foz.html</link><pubDate>Tue, 26 May 2026 16:05:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Na clareira de Quiaios, formandos operam simuladores e maquinaria avançada, aliando precisão tecnológica e práticas sustentáveis para responder à escassez de especialistas capazes de acompanhar a digitalização do setor florestal.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/formacao-de-elite-em-maquinaria-florestal-arranca-no-primeiro-campo-de-treino-iberico-na-figueira-da-foz-1779797380119.jpg" data-image="77mgosktlhyh" alt="Grua de um forwarder" title="Grua de um forwarder"><figcaption>A grua do forwarder eleva troncos com precisão mecânica e baixo impacto ambiental. Foto: John Deere</figcaption></figure><p>O silêncio matinal da <strong>costa de Quiaios</strong> dura pouco na Quinta das Rolas. A formação no campo de treino da <strong>Figueira da Foz</strong> está prestes a começar. Sob o olhar atento dos formadores, a clareira transforma-se rapidamente num teatro de operações, onde máquinas pesadas levantam nuvens de poeira e caruma, intensificando o aroma de pinheiro e da resina fresca.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Garras de aço alinham centenas de troncos, enquanto, dentro das cabines, os operadores controlam a precisão dos movimentos com <em>joysticks</em> ultrassensíveis, ligados a sistemas de telemetria e guiados por computadores e mapas digitais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Nesta pequena área florestal, a tradição do corte da madeira funde-se com a <strong>engenharia de precisão</strong> na Escola Avançada Florestal (<em>Forestry Advanced School</em>), um projeto da associação Biond para formar a próxima geração de especialistas em <strong>maquinaria pesada</strong>. </p><h2>Um centro único na Península Ibérica para formação especializada</h2><p>O campo de treinos da Figueira da Foz é o <strong>único da Península Ibérica</strong> e <strong>um dos três existentes no mundo</strong>, havendo apenas um no Brasil e outro na Finlândia.</p><p>A formação em Quiaios arrancou com uma unidade móvel de treino (training box) equipada com quatro simuladores avançados de <em>Forwarde, </em>geralmente designados por <em>Forwardomo</em>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769789" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/icnf-vai-formar-500-profissionais-para-travar-pragas-que-ameacam-a-floresta-portuguesa.html" title="ICNF vai formar 500 profissionais para travar pragas que ameaçam a floresta portuguesa">ICNF vai formar 500 profissionais para travar pragas que ameaçam a floresta portuguesa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/icnf-vai-formar-500-profissionais-para-travar-pragas-que-ameacam-a-floresta-portuguesa.html" title="ICNF vai formar 500 profissionais para travar pragas que ameaçam a floresta portuguesa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/icnf-vai-formar-500-profissionais-para-travar-pragas-que-ameacam-a-floresta-portuguesa-1779282930192_320.jpg" alt="ICNF vai formar 500 profissionais para travar pragas que ameaçam a floresta portuguesa"></a></article></aside><p>Em 10 cenários pré-determinados, os formandos simulam diversas manobras reais no terreno, como a <strong>ultrapassagem de obstáculos</strong>, circulação em declives acentuados, <strong>operações de carga</strong>, descarga, avanços e recuos, executados em máquinas articuladas com grua. O intuito é atrair e capacitar mão de obra jovem e altamente especializada para a fileira florestal.</p><h2>Máquinas avançadas ao serviço da sustentabilidade florestal</h2><p>Estas máquinas de última geração são cruciais para a sustentabilidade ambiental e financeira do setor florestal. Ao contrário das técnicas antigas de arrasto, as rodas articuladas e os sistemas de gruas transportam a carga suspensa, <strong>evitando a erosão e a compactação excessiva do solo</strong>. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Além de diminuírem significativamente o tempo de operação e o consumo de combustível, a limpeza e o transporte eficientes da biomassa (como os resíduos de corte) reduzem a carga combustível no terreno, mitigando o risco de incêndios rurais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A transição digital e ecológica do setor, no entanto, enfrenta a escassez de operadores qualificados, um dos maiores entraves da atualidade, não só em Portugal como em toda a Europa. </p><p>A substituição das antigas técnicas de corte manual por equipamentos complexos exige uma formação robusta que combine ambiente de sala, simuladores e operações reais no terreno florestal.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/formacao-de-elite-em-maquinaria-florestal-arranca-no-primeiro-campo-de-treino-iberico-na-figueira-da-foz-1779797542539.jpg" data-image="v5rihy96ojay" alt="Floresta de pinheiros" title="Floresta de pinheiros"><figcaption>A engenharia e a tecnologia industrial evoluem para responder aos desafios da gestão sustentável das florestas. Foto: Alina Kuptsova/Pixabay</figcaption></figure><p>Para colmatar esta falha, o Governo tem lançado, nos últimos anos, vários <strong>apoios</strong> através do <strong>Plano de Recuperação e Resiliência</strong>, que estão a permitir implementar projetos como o <em>Advance Forest</em>.</p><h2>Tecnologia de simulação para capacitar novos operadores</h2><p>O campo de treinos da Figueira da Foz surge assim como uma oportunidade rara para <strong>acelerar a formação destes profissionais</strong>. A Biond — associação que representa os interesses coletivos da atividade industrial e florestal da pasta, papel e cartão, e que conta com a participação da Navigator, Altri, DS Smith e Renova — vai lançar uma nova formação já no próximo mês. </p><p>A Escola Avançada Florestal irá arrancar com um <strong>workshop em junho</strong>, destinada a operadoras e operadores de máquinas florestais (<em>Forwarder</em> e <em>Harvester</em>). As inscrições e o calendário completo já podem ser consultados através do link oficial disponível nas referências.</p><h3><em>Referência do artigo:</em></h3><p><em><a href="https://www.biond.pt/workshop-advance-forest-inscricoes_forwarderharvester/" target="_blank">Workshop Advance Forest | Abertas as inscrições para operadoras e operadores de máquinas florestais – Forwarder e Harvester</a>. Associação Biond</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/formacao-de-elite-em-maquinaria-florestal-arranca-no-primeiro-campo-de-treino-iberico-na-figueira-da-foz.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Évora entre as 3 cidades candidatas a ultrapassar a sua máxima absoluta de maio esta quarta-feira 27]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/evora-entre-as-3-cidades-candidatas-a-ultrapassar-a-sua-maxima-absoluta-de-maio-esta-quarta-feira.html</link><pubDate>Tue, 26 May 2026 14:55:12 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Não se exclui a possibilidade de que o episódio de calor intenso desta reta final de maio culmine no registo de valores que poderão bater recordes absolutos de temperatura máxima: a cidade de Évora surge entre as 3 principais candidatas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/evora-entre-as-3-cidades-candidatas-a-ultrapassar-a-sua-maxima-absoluta-de-maio-esta-quarta-feira-1779806703862.jpg" data-image="a4pdklngh5m0"><figcaption>Évora é uma das cidades do interior de Portugal continental que poderá bater o recorde de temperatura máxima nesta quarta-feira, 27 de maio. </figcaption></figure><p><strong>Portugal continental está a enfrentar um episódio de tempo quente</strong>, com as temperaturas a subirem de forma evidente, esperando-se que algumas zonas atinjam <strong>valores mais característicos da canícula</strong>, que é a época mais quente do ano de acordo com a climatologia, estendendo-se entre 15 de julho e 15 de agosto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/evora-e-outras-cidades-do-interior-entre-as-candidatas-a-ultrapassar-a-sua-maxima-absoluta-de-maio-esta-quarta-feira-1779805607915.png" data-image="qr637om6007v"><figcaption>Uma crista subtropical persistente está a ser favorável ao aquecimento de uma massa de ar muito quente através de subsidência (“cúpula de calor”), impulsionando um novo pico de calor em Portugal continental e em grande parte da geografia europeia.</figcaption></figure><p>Esta última semana de maio será um autêntico vislumbre do verão, estando previstos valores elevados e temperaturas que poderão vir a <strong>bater recordes para esta época do ano em algumas cidades, tais como Évora, Castelo Branco e Viseu</strong>.</p><h2>A possibilidade do recorde histórico de temperatura ser batido existe, mas ECMWF e GFS diferem</h2><p>Analisando os mapas de referência, <strong>quarta-feira, 27 de maio, surge, por enquanto, como o dia com maior potencial para se aproximar ou até mesmo ultrapassar o recorde histórico</strong>, uma vez que o cenário determinista traçado pelo modelo GFS (americano) prevê uma temperatura do ar medida à superfície (T2M) capaz de atingir os <strong>38 ºC na cidade de Évora entre as 15:00 e as 17:00</strong>. O modelo ECMWF (europeu) antecipa um valor mais moderado, mas igualmente elevado: 34 ºC entre as 15:00 e as 18:00.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/evora-e-outras-cidades-do-interior-entre-as-candidatas-a-ultrapassar-a-sua-maxima-absoluta-de-maio-esta-quarta-feira-1779805157610.png" data-image="kjvmdubvf2y8"><figcaption>Previsão de temperatura máxima na cidade de Évora (38 ºC) para quarta-feira, 27 de maio, segundo o modelo americano (GFS).</figcaption></figure><p><strong>Provavelmente, o valor realmente observado na quarta-feira (27) situar-se-á algures entre estes dois</strong>. Será isto suficiente para o recorde de temperatura máxima absoluta num mês de maio ser batido em Évora? Tendo em conta a normal climatológica 1991-2020 elaborada pelo IPMA, o valor mais elevado alguma vez registado da temperatura máxima em Évora num mês de maio foi 36,8 ºC a 31 de maio de 2001.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Como referido anteriormente pela Meteored Portugal, o domínio de uma crista subtropical extensa e robusta posicionada verticalmente sobre a Península Ibérica e outros países da Europa Ocidental e Central, vai favorecendo o aquecimento de uma massa de ar extremamente quente através do processo de subsidência. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Se tomarmos como referência o modelo europeu, o valor previsto para amanhã, dia 27, não será suficiente para bater o recorde existente. Não obstante, <strong>caso se confirme a previsão do modelo americano (38 ºC), o dia 27 de maio de 2026 poderá constituir um novo recorde</strong> da temperatura máxima registada na cidade de Évora.</p><h2>Outras cidades que poderão bater o seu recorde histórico de temperatura no mês de maio</h2><p>Além de Évora, cidade situada no Alentejo Central, <strong>outras duas cidades do interior Centro (Viseu e Castelo Branco) têm em vista a possibilidade de superar a sua máxima absoluta de maio</strong> nesta quarta-feira, 27 de maio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/evora-e-outras-cidades-do-interior-entre-as-candidatas-a-ultrapassar-a-sua-maxima-absoluta-de-maio-esta-quarta-feira-1779805343916.png" data-image="n1wtgeq87z03"><figcaption>Previsão de temperatura máxima na cidade de Évora (34 ºC) para quarta-feira, 27 de maio, segundo o modelo europeu (ECMWF).</figcaption></figure><p>Para as <strong>três cidades</strong> e capitais distritais referidas, pode-se verificar no quadro abaixo a comparação das previsões da <strong>temperatura máxima para amanhã (27)</strong> entre os modelos ECMWF e GFS, bem como o <strong>maior valor da máxima num mês de maio</strong>, de acordo com o IPMA.</p><table><thead><tr><th>Cidade</th><th>Quarta-feira, 27 de maio - Temperatura Máxima prevista (ECMWF)</th><th>Quarta-feira, 27 de maio - Temperatura Máxima prevista (GFS)</th><th>Maior Valor de Temperatura Máxima observada (IPMA)</th></tr></thead><tbody><tr><td>Viseu</td><td>33 ºC</td><td>35 ºC</td><td>33,2 ºC</td></tr><tr><td>Castelo Branco</td><td>34 ºC</td><td>36 ºC</td><td>35,5 ºC</td></tr><tr><td>Évora</td><td>34 ºC</td><td>38 ºC</td><td>36,8 ºC</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="4">Fonte: Mapas da Meteored e IPMA.</td></tr></tbody></table><p>Salta à vista o facto de, uma vez mais, à semelhança de Évora, também<strong> Viseu e Castelo Branco evidenciarem valores plasmados nos mapas de previsão de temperatura do GFS superiores</strong> ao maior valor da temperatura máxima registada num mês de maio.</p><p>Por outro lado, torna-se claro que a previsão dos mapas da Meteored baseados no <strong>ECMWF é mais conservadora</strong>, uma vez que deteta valores mais moderados nestas três cidades, que <strong>não seriam suficientes para bater o recorde existente</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770821" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-e-na-quinta-28-preveem-se-trovoadas-com-muitos-raios-mas-os-mapas-de-chuva-estao-quase-vazios-atencao-a-isto.html" title="Amanhã e na quinta 28 preveem-se trovoadas com muitos raios, mas os mapas de chuva estão quase vazios: “atenção a isto'">Amanhã e na quinta 28 preveem-se trovoadas com muitos raios, mas os mapas de chuva estão quase vazios: “atenção a isto"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-e-na-quinta-28-preveem-se-trovoadas-com-muitos-raios-mas-os-mapas-de-chuva-estao-quase-vazios-atencao-a-isto.html" title="Amanhã e na quinta 28 preveem-se trovoadas com muitos raios, mas os mapas de chuva estão quase vazios: “atenção a isto'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-e-na-quinta-28-preveem-se-trovoadas-com-muitos-raios-mas-os-mapas-de-chuva-estao-quase-vazios-atencao-a-isto-1779800485745_320.jpg" alt="Amanhã e na quinta 28 preveem-se trovoadas com muitos raios, mas os mapas de chuva estão quase vazios: “atenção a isto'"></a></article></aside><p>Resta agora esperar pelos valores oficialmente registados pelas estações meteorológicas do IPMA na quarta-feira, 27 de maio e aguardar pela <strong>validação dos dados</strong> <strong>que poderá confirmar, ou descartar, o recorde absoluto de temperatura máxima para um mês de maio</strong> nalguma destas cidades.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/evora-entre-as-3-cidades-candidatas-a-ultrapassar-a-sua-maxima-absoluta-de-maio-esta-quarta-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Amanhã e na quinta 28 preveem-se trovoadas com muitos raios, mas os mapas de chuva estão quase vazios: “atenção a isto"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-e-na-quinta-28-preveem-se-trovoadas-com-muitos-raios-mas-os-mapas-de-chuva-estao-quase-vazios-atencao-a-isto.html</link><pubDate>Tue, 26 May 2026 13:11:03 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Para quarta e quinta-feira, dias 27 e 28 de maio, prevê-se uma forte concentração de descargas elétricas em Portugal continental, mas pouca precipitação acumulada. Atenção aos riscos e perigos gerados pelo fenómeno conhecido como trovoada seca.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-e-na-quinta-28-preveem-se-trovoadas-com-muitos-raios-mas-os-mapas-de-chuva-estao-quase-vazios-atencao-a-isto-1779800139852.jpg" data-image="2bqr6p1xm4g6"><figcaption>Trovoadas previstas para o Norte e Centro de Portugal continental nos próximos dois dias. Conheça os riscos da trovoada seca.</figcaption></figure><p>Uma trovoada sem chuva, também conhecida como<strong> trovoada seca</strong>, é um fenómeno em que se gera <strong>atividade elétrica</strong> (relâmpagos e trovões), mas no qual a <strong>precipitação evapora antes de atingir o solo</strong>. Embora não chova, os relâmpagos podem atingir a superfície, acarretando um perigo enorme para a deflagração de <strong>incêndios rurais</strong>.</p><h2>Como se desencadeia este fenómeno e porque é que praticamente não chove?</h2><p>Nesta época do ano <strong>o sol já aquece intensamente o solo durante o dia</strong>. Deste modo, o ar junto à superfície fica muito quente e pode subir rapidamente, originando as chamadas <strong>correntes de convecção</strong>. Se existir alguma humidade em alta altitude, o ar que ascendeu condensa-se e forma <strong>nuvens de trovoada</strong>. A colisão entre os cristais de gelo presentes nestas nuvens provoca a<strong> atividade elétrica</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O forte aquecimento diurno promove as correntes de ar necessárias para gerar eletricidade (correntes de convecção), mas a falta de humidade nas camadas inferiores da atmosfera impede a chegada da precipitação ao solo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A nuvem começa a produzir precipitação sob a forma de chuva ou aguaceiros, mas, <strong>à medida que a precipitação vai caindo, atravessa camadas de ar extremamente quentes e secas </strong>entre a base da nuvem e o solo, pelo que acaba por <strong>evaporar completamente</strong> a meio do caminho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-e-na-quinta-28-preveem-se-trovoadas-com-muitos-raios-mas-os-mapas-de-chuva-estao-quase-vazios-atencao-a-isto-1779799661544.png" data-image="gnd7brgj5wvq"><figcaption>Como se pode observar, a precipitação acumulada até ao final de quinta-feira, 28 de maio, em Portugal continental será escassa e a distribuição será bastante diferente da densidade de raios, apenas coincidindo parcialmente, o que sugere a existência do fenómeno conhecido como trovoada seca.</figcaption></figure><p>Visualmente, este fenómeno de chuva que não chega a atingir o solo tem a designação de <strong>virga</strong>.</p><h2>Atenção à possibilidade de trovoada seca nestas zonas de Portugal continental</h2><p>De acordo com os mapas da <strong>Meteored</strong>, as zonas onde se prevê maior concentração de descargas elétricas na <strong>quarta e quinta-feira, dias 27 e 28 de maio</strong>, logo a partir do meio-dia e durante o período da tarde - precisamente a altura do dia em que a radiação solar é mais intensa e por isso aquece mais o solo, gerando condições favoráveis à atividade convectiva - são as<strong> Regiões Norte e Centro, especialmente no interior </strong>das mesmas.</p><div class="texto-destacado">Prevê-se que entre estes dois dias, <strong>a tarde de quarta-feira (27) seja o período mais agitado em termos de atividade elétrica</strong>, estando prevista uma densidade de raios que abrangerá uma parte bastante significativa do Norte e do Centro, com destaque para o interior destas regiões e em particular as áreas montanhosas.</div><p>Como se pode verificar, a atividade elétrica espalhar-se-á praticamente por todo o Norte e Centro de Portugal continental, distribuindo-se pelos distritos de <strong>Viana do Castelo, Braga, Vila Real e Bragança</strong> (onde possivelmente será mais forte), <strong>Guarda, Viseu, Coimbra</strong> e ainda pelo interior dos distritos do <strong>Porto e Aveiro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/amanha-e-na-quinta-28-preveem-se-trovoadas-com-muitos-raios-mas-os-mapas-de-chuva-estao-quase-vazios-atencao-a-isto-1779798628439.png" data-image="1sw9felzw11z"><figcaption>Esta é a previsão da densidade e distribuição de descargas elétricas para as 16:00 de quarta-feira, 27 de maio.</figcaption></figure><p>Ainda de acordo com a atual previsão, a trovoada poderá surgir de forma pontual e dispersa outras zonas situadas mais a sul.</p><h2>Os principais riscos da trovoada seca</h2><p>Nestes meses de trovoada, como assim é conhecido o mês de maio, quando a precipitação está ausente e não arrefece a superfície, acaba por criar uma falsa sensação de segurança. Isto porque, existe a possibilidade de que <strong>os raios</strong>, ao atingirem solo seco ou árvores, sejam <strong>u</strong><strong>ma das principais causas da ignição de fogos florestais</strong>.</p><p>Além disto, por mais dispersas ou isoladas que sejas, os raios nunca deixam de ser descargas elétricas poderosas, constituindo, por isso, <strong>um perigo para as pessoas, especialmente quando estas estão em espaços abertos ou por debaixo de árvores isoladas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="274931" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conselhos-protecao-contra-impactos-relampago.html" title="Decálogo de proteção para evitar impactos de relâmpagos">Decálogo de proteção para evitar impactos de relâmpagos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conselhos-protecao-contra-impactos-relampago.html" title="Decálogo de proteção para evitar impactos de relâmpagos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/decalogo-de-proteccion-contra-el-rayo-273241-1_320.jpg" alt="Decálogo de proteção para evitar impactos de relâmpagos"></a></article></aside><p>Quando há árvores isoladas e as pessoas procuram abrigo junto destas, trata-se de um <strong>perigo </strong>que deve mesmo ser evitado. Os raios procuram o caminho mais curto para descarregar a eletricidade no solo, e <strong>uma árvore isolada destaca-se facilmente no solo, funcionando como um pára-raios natural</strong>.</p><p>Caso esteja ao pé da árvore, pode não só sujeitar-se à eletricidade gerada pelos raios, como também à <strong>projeção de lascas perigosas geradas pela explosão que ocorre no tronco da árvore</strong>. Não existindo árvores ou outras infraestruturas elevadas, o corpo humano torna-se um alvo fácil, pois <strong>passa a ser o ponto mais alto da área</strong>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/amanha-e-na-quinta-28-preveem-se-trovoadas-com-muitos-raios-mas-os-mapas-de-chuva-estao-quase-vazios-atencao-a-isto.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os modelos europeu e GFS coincidem: em cinco dias haverá uma reviravolta nas temperaturas de Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-modelos-europeu-e-gfs-coincidem-em-cinco-dias-havera-uma-reviravolta-nas-temperaturas-de-portugal.html</link><pubDate>Tue, 26 May 2026 12:58:01 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os modelos ECMWF e GFS apontam para calor intenso até ao início de junho, mas sugerem mudança gradual do padrão atmosférico. As temperaturas poderão começar a descer em Portugal continental a partir de terça-feira (2), devido à influência atlântica.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xab9ha8"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xab9ha8.jpg" id="xab9ha8"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os modelos ECMWF e GFS começam a coincidir numa alteração gradual do padrão atmosférico sobre a Península Ibérica durante os primeiros dias de junho. Apesar do calor intenso previsto até ao início da próxima semana, <strong>os dois modelos indicam que a massa de ar quente deverá começar a perder força a partir de terça-feira</strong>, 2 de junho, permitindo uma descida progressiva das temperaturas em Portugal continental.</p><h2>Dorsal subtropical deverá provocar calor intenso até ao início de junho</h2><p>A evolução do estado do tempo estará associada ao reforço de uma crista subtropical sobre a Península Ibérica e parte da Europa ocidental durante os próximos dias. Esta configuração deverá favorecer a <strong>entrada de ar muito quente proveniente do Norte de África, ao mesmo tempo que limita a influência das superfícies frontais atlânticas </strong>sobre o território continental. Os mapas de temperatura mostram uma expansão muito evidente da massa de ar quente entre quarta-feira e segunda-feira, sobretudo nas regiões do interior.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>As temperaturas máximas deverão ultrapassar os 30 ºC em grande parte do país já a partir de quinta-feira. Nas regiões do Alentejo, vale do Tejo e interior Centro, os modelos apontam para <strong>valores entre 35 e 38 ºC</strong> durante o próximo fim de semana e início da próxima semana, com as tardes potencialmente mais quentes a ocorrer entre domingo e segunda-feira. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-modelos-europeu-e-gfs-coincidem-em-cinco-dias-havera-uma-reviravolta-nas-temperaturas-de-portugal-1779797948632.png" data-image="r1cghf57fcu3"><figcaption>A entrada de uma massa de ar muito quente proveniente do Norte de África deverá provocar temperaturas elevadas em grande parte da Península Ibérica já durante esta quarta-feira, com valores acima dos 35 ºC em setores do interior.</figcaption></figure><p>Em cidades como <strong>Beja, Évora, Castelo Branco ou Portalegre, o calor poderá tornar-se particularmente intenso </strong>devido ao tempo seco, vento fraco e baixa humidade relativa do ar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-modelos-europeu-e-gfs-coincidem-em-cinco-dias-havera-uma-reviravolta-nas-temperaturas-de-portugal-1779798635454.png" data-image="b3njf01n4ar8"><figcaption>A circulação marítima de norte e noroeste deverá limitar parcialmente a subida das temperaturas no litoral português durante o final do dia. No interior, o calor deverá continuar mais intenso devido à persistência da massa de ar quente sobre a Península Ibérica.</figcaption></figure><p>No litoral ocidental, a proximidade do oceano deverá continuar a limitar parcialmente a subida das temperaturas, embora cidades como Lisboa, Setúbal ou Santarém possam aproximar-se ou ultrapassar os 30 ºC em alguns períodos, sobretudo quando o vento soprar temporariamente do quadrante leste ou sudeste. Ainda assim, <strong>os contrastes térmicos entre o litoral e o interior deverão manter-se bastante evidentes ao longo dos próximos dias</strong>, especialmente durante as horas de maior aquecimento diurno.</p><h2>Modelos apontam para descida gradual das temperaturas a partir de terça-feira</h2><p>Os mapas mais recentes mostram, contudo, que a circulação atmosférica poderá sofrer uma alteração significativa a partir de 2 e 3 de junho. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-modelos-europeu-e-gfs-coincidem-em-cinco-dias-havera-uma-reviravolta-nas-temperaturas-de-portugal-1779798250326.jpg" data-image="g40y4fvi62vm"><figcaption>Os mapas mais recentes do ECMWF sugerem uma alteração gradual do padrão atmosférico no início de junho, permitindo uma descida das temperaturas em Portugal continental após vários dias de calor intenso.</figcaption></figure><p><strong>A dorsal subtropical que deverá dominar a Península Ibérica até ao início da próxima semana começará a enfraquecer</strong>, ao mesmo tempo que o Atlântico Norte recupera influência sobre a Europa ocidental. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770612" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-cupula-de-calor-continuara-a-afetar-portugal-durante-mais-tres-dias-ana-palma-revela-as-zonas-mais-quentes.html" title="A 'cúpula de calor' continuará a afetar Portugal durante mais três dias: Ana Palma revela as zonas mais quentes">A "cúpula de calor" continuará a afetar Portugal durante mais três dias: Ana Palma revela as zonas mais quentes</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-cupula-de-calor-continuara-a-afetar-portugal-durante-mais-tres-dias-ana-palma-revela-as-zonas-mais-quentes.html" title="A 'cúpula de calor' continuará a afetar Portugal durante mais três dias: Ana Palma revela as zonas mais quentes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-cupula-de-calor-continuara-a-afetar-portugal-durante-tres-dias-ana-palma-revela-as-zonas-mais-quentes-1779718370488_320.png" alt="A 'cúpula de calor' continuará a afetar Portugal durante mais três dias: Ana Palma revela as zonas mais quentes"></a></article></aside><p>Os modelos sugerem que a massa de ar quente começará a recuar para sul e leste da Europa, permitindo um <strong>regresso gradual a valores mais próximos da média climatológica</strong> em Portugal continental.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/os-modelos-europeu-e-gfs-coincidem-em-cinco-dias-havera-uma-reviravolta-nas-temperaturas-de-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Açores afetados por duas depressões até sexta: esperam-se até 54 mm de chuva; rajadas até 90 km/h e ondas até 8 metros]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-afetados-por-duas-depressoes-ate-sexta-esperam-se-ate-54-mm-de-chuva-rajadas-ate-90-km-h-e-ondas-ate-8-metros.html</link><pubDate>Tue, 26 May 2026 11:39:04 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os próximos dias nos Açores poderão contar com chuva, vento e agitação marítima, devido à passagem de uma sucessão de depressões. Saiba quais as ilhas mais afetadas!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xab96om"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xab96om.jpg" id="xab96om"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Já chove em algumas ilhas açorianas, devido à proximidade de uma depressão, situada a noroeste do arquipélago. Nas próximas horas é esperada uma <strong>intensificação desta chuva</strong>, principalmente no Grupo Central, onde a <strong>Ilha do Pico poderá contar com chuva forte</strong>, mais provavelmente entre as 15h e as 16h.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Pelas 17h também se espera um episódio de chuva mais intensa na Ilha Graciosa e, ao longo do dia, um período de chuva mais persistente na Ilha Terceira. Quanto ao vento, as rajadas podem alcançar os <strong>70 km/h nas próximas horas, também na Ilha do Pico e os 80 km/h na Ilha das Flores</strong>, no Grupo Ocidental.</p><h2>Depois de uma depressão, vem outra</h2><p>A atual previsão dos nossos mapas, com base no modelo europeu ECMWF, mostra a <strong>aproximação de mais que uma depressão aos Açores</strong>. A primeira, que está agora a influenciar o estado de tempo na região irá afastar-se ao longo da madrugada de amanhã, quarta-feira, deixando apenas <strong>aguaceiros fracos nos grupos Ocidental e Central</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-afetados-por-varias-depressoes-ate-sexta-esperam-se-ate-54-mm-de-chuva-rajadas-ate-90-km-h-e-ondas-ate-8-metros-1779791880214.png" data-image="3pvxrp8szmi1" alt="probabilidade de chuva" title="probabilidade de chuva"><figcaption>Entre hoje, terça-feira, e sexta, o arquipélago dos Açores poderá ser afetado pela passagem de vários centros depressionários.</figcaption></figure><p>No entanto, <strong>a madrugada de quinta-feira voltará a registar a chegada da chuva, devido à aproximação de outra depressão</strong>, que irá situar-se também a noroeste do arquipélago, mas um pouco mais afastada em relação à anterior.</p><p>Ainda que este centro depressionário possa afetar os três grupos, é esperado que <strong>o Grupo Ocidental seja o mais afetado</strong>, tanto pela chuva, como pelo vento e também pela agitação marítima.</p><h2>Rajadas superiores a 90 km/h e agitação marítima também farão parte dos efeitos esperados</h2><p>À medida que as horas passam na <strong>quinta-feira, dia 28 de maio, é esperado um agravamento do estado de tempo no arquipélago</strong>, mas com maior expressão nos grupos Ocidental e Central. O primeiro, poderá registar, como podemos observar no mapa abaixo, rajadas até 98 km/h, enquanto o segundo, na Ilha do Pico, pode registar rajadas até 80 km/h. O Grupo Ocidental também poderá contar com os maiores acumulados até sexta-feira, com cerca de 54 mm.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-afetados-por-varias-depressoes-ate-sexta-esperam-se-ate-54-mm-de-chuva-rajadas-ate-90-km-h-e-ondas-ate-8-metros-1779793533524.png" data-image="kdqg1091a6i4" alt="rajadas de vento" title="rajadas de vento"><figcaption>Ao início da tarde de quinta-feira, o vento irá ganhar força, sendo esperadas rajadas de vento superiores a 90 km/h no Grupo Ocidental, mais especificamente na Ilha das Flores.</figcaption></figure><p>Ainda ao longo do dia de quinta-feira, a <strong>agitação marítima poderá agravar-se</strong>, especialmente no Grupo Ocidental, onde se esperam ondas com altura máxima de até 8 metros. No Grupo Central estas podem chegar aos 5 metros, ao final do dia e na sexta-feira poderá sentir-se no Grupo Oriental com ondas até 4 metros.</p><p>No entanto, <strong>após estes episódios, espera-se uma melhoria gradual a partir de sexta-feira em todo o arquipélago</strong>, não se descartando alguns períodos de chuva fraca e pontual. O fortalecimento do anticiclone irá contribuir para uma maior estabilidade.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770633" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intenso-persiste-na-ultima-semana-de-maio-em-portugal-continental-esperam-se-valores-maximos-ate-38-c.html" title="Calor intenso persiste na última semana de maio em Portugal continental: esperam-se valores máximos até 38 ºC">Calor intenso persiste na última semana de maio em Portugal continental: esperam-se valores máximos até 38 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-intenso-persiste-na-ultima-semana-de-maio-em-portugal-continental-esperam-se-valores-maximos-ate-38-c.html" title="Calor intenso persiste na última semana de maio em Portugal continental: esperam-se valores máximos até 38 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/calor-intenso-persiste-na-ultima-semana-de-maio-em-portugal-esperam-se-valores-maximos-ate-38-c-1779714999041_320.jpg" alt="Calor intenso persiste na última semana de maio em Portugal continental: esperam-se valores máximos até 38 ºC"></a></article></aside><p>Importa ainda referir que<strong> estas depressões poderão influenciar as temperaturas em Portugal Continental</strong>. Entre quarta e quinta-feira dar-se-á uma mudança de fluxo que pode trazer algum alívio no calor ao litoral Norte e Centro.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-afetados-por-duas-depressoes-ate-sexta-esperam-se-ate-54-mm-de-chuva-rajadas-ate-90-km-h-e-ondas-ate-8-metros.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Porque é que a pirâmide egípcia de Quéops, tão longeva, resistiu ao teste do tempo, especialmente aos terramotos?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/por-que-a-piramide-egipcia-de-queops-tao-longeva-resistiu-ao-teste-do-tempo-especialmente-aos-terremotos.html</link><pubDate>Tue, 26 May 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A Grande Pirâmide de Gizé, concluída durante o Antigo Império do Egito (2600-2450 a.C.), demonstra a maestria arquitetónica do antigo Egito faraónico.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/piramide-keops-terremotos-1779600023920.jpg" data-image="ejsxg97yr8c4" alt="piramides" title="piramides"><figcaption>Perfil das três famosas pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos. Imagem de PXHERE.com</figcaption></figure><p>Para compreender a longevidade estrutural e a resistência sísmica deste monumento icónico, foi realizado um estudo exaustivo do ruído ambiente, analisando a relação espectral horizontal-vertical (HVSR)<strong> em 37 pontos de medição distribuídos pelas câmaras internas da pirâmide, blocos de construção e terreno adjacente</strong>.</p><h3>Descobertas cruciais na pirâmide</h3><p><strong>Em primeiro lugar</strong>, a pirâmide exibe frequências fundamentais uniformes (2,0-2,6 Hz) com uma média de ~2,3 Hz em todos os elementos estruturais, indicando uma <strong>homogeneidade excecional nas suas características dinâmicas</strong>.</p><p><strong>Em segundo lugar</strong>, esta faixa de frequência difere significativamente da do solo circundante (~0,6 Hz), <strong>o que impede a amplificação da ressonância através da interação solo-estrutura</strong>, um mecanismo fundamental que protege o monumento durante a atividade sísmica.</p><p><strong>Em terceiro lugar</strong>, a amplificação sísmica relativa aumenta sistematicamente com a elevação até 48,68 m, mas diminui substancialmente dentro das câmaras de alívio de pressão (48,86–61,07 m), <strong>demonstrando como a sua geometria reduz ativamente a resposta sísmica</strong>. Por fim, a avaliação da vulnerabilidade sísmica da fundação subterrânea apresenta um valor baixo (kg = 8,2), confirmando excelente capacidade de carga e risco mínimo induzido por terramotos.</p><h3>Outros aspetos notáveis</h3><p>O baixo índice estimado de vulnerabilidade sísmica para os solos de fundação sugere que <strong>quaisquer terramotos futuros provavelmente causarão apenas danos limitados à estrutura principal da pirâmide</strong>. Estas descobertas apresentam evidências quantitativas convincentes de que os arquitetos do antigo Egito possuíam um profundo conhecimento geotécnico, otimizando o projeto da estrutura e a caracterização do local para <strong>garantir a estabilidade ao longo de milénios diante dos riscos sísmicos</strong>.</p><p>A pirâmide pode não ter sido projetada intencionalmente para resistir a um terramoto. Mas a sua sobrevivência também não é por acaso.</p><p><strong>Do ponto de vista da engenharia, oferece muitas vantagens</strong>: uma base larga, um centro de gravidade baixo, um formato cónico, uma planta simétrica, uma fundação sólida de calcário e uma estrutura de alvenaria robusta que permite a transferência de carga. É uma estrutura compacta, rígida e bem fundamentada, em vez de uma estrutura alta, esbelta e flexível.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/muito-mais-que-piramides-o-que-a-selva-de-tikal-na-guatemala-ainda-esconde-apos-1000-anos-de-silencio.html" title="Muito mais que pirâmides: o que a selva de Tikal, no Guatemala, ainda esconde após 1000 anos de silêncio">Muito mais que pirâmides: o que a selva de Tikal, no Guatemala, ainda esconde após 1000 anos de silêncio</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/muito-mais-que-piramides-o-que-a-selva-de-tikal-na-guatemala-ainda-esconde-apos-1000-anos-de-silencio.html" title="Muito mais que pirâmides: o que a selva de Tikal, no Guatemala, ainda esconde após 1000 anos de silêncio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/die-antwort-schlummert-im-regenwald-die-maya-metropole-tikal-behalt-noch-immer-viele-geheimnisse-fur-sich-1778278175469_320.jpeg" alt="Muito mais que pirâmides: o que a selva de Tikal, no Guatemala, ainda esconde após 1000 anos de silêncio"></a></article></aside><p>A conclusão mais segura é que os construtores tomaram excelentes decisões de engenharia baseadas em evidências empíricas. Estas decisões podem ter sido motivadas por<strong> experiência em construção, observação, necessidade estrutural ou intenção cultural</strong>. Os seus benefícios sísmicos podem ser reais, mesmo que não fossem o propósito original.</p><p>A sobrevivência da Grande Pirâmide não é milagrosa nem prova de um antigo projeto sísmico. Como evidência, este estudo é importante e impressionante, mas incompleto.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>ELGabry, M., Hamed, A., Yoshimura, S. et al. Aspectos arquitectónicos y geotécnicos que afectan la resiliencia sísmica de la antigua pirámide egipcia de Keops. Sci Rep 16 , 14032 (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41598-026-49962-6" target="_blank">https://doi.org/10.1038/s41598-026-49962-6</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/por-que-a-piramide-egipcia-de-queops-tao-longeva-resistiu-ao-teste-do-tempo-especialmente-aos-terremotos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[CAP reelege Álvaro Mendonça e Moura como presidente e manifesta-se em Estrasburgo contra o aumento dos fertilizantes]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cap-reelege-alvaro-mendonca-e-moura-como-presidente-e-manifesta-se-em-estrasburgo-contra-o-aumento-dos-fertilizantes.html</link><pubDate>Tue, 26 May 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) participou na última semana em Estrasburgo (França) numa ação de protesto, junto ao Parlamento Europeu, com vista a alertar para o impacto do aumento dos custos dos fertilizantes, combustíveis e energia na agricultura.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cap-reelege-alvaro-mendonca-e-moura-como-presidente-e-manifesta-se-em-estrasburgo-contra-o-custo-dos-fertilizantes-1779739175225.jpg" data-image="kwfwvgpkw6ht" alt="Presidente da CAP - Confederação dos Agricultores de Portugal" title="Presidente da CAP - Confederação dos Agricultores de Portugal"><figcaption>Álvaro Mendonça e Moura foi reeleito este mês como presidente da Direção da CAP para o triénio 2026-2029. A única lita concorrente aos corpos gerentes da Confederação obteve 96% dos votos das organizações de agricultores (153 votos a favor e 7 em branco). Crédito da fotografia: CAP</figcaption></figure><p><strong>Álvaro Mendonça e Moura</strong> foi reeleito este mês como presidente da Direção da CAP para o <strong>triénio 2026-2029</strong>. A única lista concorrente aos corpos gerentes da Confederação obteve 96% dos votos das organizações de agricultores (153 votos a favor e 7 em branco).</p><p>A nova Direção da CAP fica igualmente marcada por uma <strong>profunda renovação, com cerca de 60% dos seus membros a integrarem pela primeira vez</strong> este órgão social, o que é interpretado como “um sinal de rejuvenescimento e reforço da representatividade setorial e territorial da Confederação”.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>“Recebo este resultado com profundo sentido de responsabilidade e gratidão pela confiança renovada das organizações de agricultores”, disse Álvaro Mendonça e Moura, o presidente reeleito da CAP, citado em comunicado. O ex-embaixador que lidera a CAP garante que “tem sido uma honra exercer a presidência da CAP durante um período particularmente simbólico da vida da Confederação, marcado pela celebração dos seus 50 anos de história ao serviço da agricultura portuguesa”. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Aliás, “ser reeleito neste ano comemorativo <strong>reforça ainda mais essa responsabilidade e o compromisso</strong> de continuar a defender o setor agrícola nacional num contexto particularmente exigente”, prossegue Álvaro Mendonça e Moura.</p><h2>Valorização da produção nacional</h2><p>E o presidente da CAP explica quais são os <strong>desafios que a agricultura tem tido pela frente</strong>. Eles estão relacionados com a “<strong>competitividade, sustentabilidade, a gestão da água, a atração de mão-de-obra, a valorização da produção nacional</strong> e a necessidade de assegurar condições para o futuro das novas gerações de agricultores”. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cap-reelege-alvaro-mendonca-e-moura-como-presidente-e-manifesta-se-em-estrasburgo-contra-o-custo-dos-fertilizantes-1779739674981.jpg" data-image="e9dnzcsq2fvn" alt="Parlamento Europeu" title="Parlamento Europeu"><figcaption>A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) fez-se fez ouvir na última semana, em Estrasburgo (França), numa ação de protesto junto ao Parlamento Europeu sob o lema “Crise nos fertilizantes e nos combustíveis hoje, crise alimentar amanhã”.</figcaption></figure><p>Por todas estas razões, a CAP garante que “continuará a afirmar-se como <strong>uma voz representativa, construtiva e firme na defesa da Agricultura e do mundo rural</strong>, em Portugal e na Europa”.</p><h2>Protesto junto ao Parlamento Europeu </h2><p>E foi justamente na Europa que a Confederação se fez ouvir na última semana, em <strong>Estrasburgo (França), numa ação de protesto junto ao Parlamento Europeu </strong>sob o lema “<strong>Crise nos fertilizantes e nos combustíveis hoje, crise alimentar amanhã</strong>”.</p><p>O objetivo desta concentração de protesto, promovida pelo Copa-Cogeca e pelas principais organizações agrícolas europeias, teve como <strong>objetivo “alertar para o impacto insustentável do aumento dos custos dos fertilizantes</strong>, combustíveis e energia”.</p><div class="texto-destacado">O protesto teve lugar num momento em que os <strong>agricultores europeus enfrentam uma escalada nos custos de produção, com destaque para a subida dos preços dos fertilizantes e dos combustíveis</strong>, o que também levou as organizações de agricultores a defenderem medidas de apoio aos agricultores, incluindo a suspensão do Mecanismo de Ajustamento Carbónico Fronteiriço – <em>Carbon Border Adjustment Mechanism</em> (CBAM), em inglês -, que é uma política europeia que taxa produtos importados com base nas emissões de carbono, nomeadamente fertilizantes.</div><p><strong>Luís Mira, secretário-geral da CAP</strong>, representou os agricultores portugueses nesta ação de protesto em Estrasburgo, que serviu para <strong>exigir “medidas concretas, urgentes e eficazes </strong>de apoio à agricultura”. </p><h2>Crise alimentar à vista</h2><p>É que, segundo a CAP, “o <strong>atual nível dos custos ameaça seriamente a viabilidade económica das explorações agrícolas</strong>, compromete a competitividade da agricultura europeia e coloca em risco a segurança alimentar dos cidadãos”.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cap-reelege-alvaro-mendonca-e-moura-como-presidente-e-manifesta-se-em-estrasburgo-contra-o-custo-dos-fertilizantes-1779740258046.jpg" data-image="l70sns0ve3mi" alt="Agricultura" title="Agricultura"><figcaption>A CAP diz que “o atual nível dos custos ameaça seriamente a viabilidade económica das explorações agrícolas, compromete a competitividade da agricultura europeia e coloca em risco a segurança alimentar dos cidadãos”.</figcaption></figure><p>De acordo com a CAP, a <strong>manifestação que teve lugar em Estrasburgo foi também “um sinal claro dirigido ao Governo português</strong>”, visto que “Portugal continua a ser um dos países da União Europeia com menos medidas concretas de apoio aos agricultores a serem efetivamente aplicadas”.</p><p>Uma <strong>diferença de tratamento dos agricultores face a países que concorrem diretamente com a agricultura portuguesa – como Espanha, França e Itália</strong>, onde estão já em execução pacotes de apoio ao setor agrícola – e que é “claramente penalizadora para a produção nacional”. </p><p>“<strong>Em Portugal, os agricultores continuam confrontados com anúncios sucessivos, promessas repetidas</strong> e ausência de respostas concretas por parte do Governo capazes de mitigar os impactos desta crise no rendimento das explorações”, afirma Luís Mira, citado em comunicado.</p><p>“<strong>É inaceitável que os agricultores portugueses sejam obrigados a competir em clara desigualdade </strong>dentro do mercado europeu por falta de vontade política do Governo português em apoiar a Agricultura”, disse ainda o responsável da CAP, acrescentando que “os agricultores portugueses não podem continuar a ser tratados como agricultores de segunda dentro da União Europeia”. </p><p>Para a CAP, sem medidas urgentes e eficazes, “a <strong>a</strong><strong>tual crise dos fertilizantes, dos combustíveis e da energia transformar-se-á inevitavelmente numa crise alimentar</strong>”.</p><p>E essa <strong>crise terá “consequências graves para a produção agrícola</strong>, para os consumidores e para a soberania alimentar europeia”. <br> </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cap-reelege-alvaro-mendonca-e-moura-como-presidente-e-manifesta-se-em-estrasburgo-contra-o-aumento-dos-fertilizantes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Lobos alimentam-se de garranos e expõem um conflito crescente nas serras ibéricas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lobos-alimentam-se-de-garranos-e-expoem-um-conflito-crescente-nas-serras-ibericas.html</link><pubDate>Mon, 25 May 2026 16:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Investigação da Universidade do Porto revela que cavalos criados em liberdade desempenham um papel decisivo no equilíbrio ecológico das montanhas, mas são uma das principais presas do lobo ibérico.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/lobos-alimentam-se-de-garranos-e-expoem-um-conflito-crescente-nas-serras-ibericas-1779714066064.jpg" data-image="f1u8vhsqtgez" alt="Garranos" title="Garranos"><figcaption>A relação entre o garrano e o lobo ibérico está assente num equilíbrio instável entre preservar a dieta do maior predador ibérico e proteger habitats vulneráveis. Foto: Joana Freitas/Universidade do Porto</figcaption></figure><p>Nas <strong>montanhas do norte de Portugal</strong>, os <strong>garranos</strong> percorrem livremente serras cobertas de mato, carvalhais e pastagens. Pequenos, resistentes e adaptados a terrenos difíceis, estes cavalos autóctones fazem parte da paisagem há séculos. Hoje, porém, enfrentam uma ameaça muito específica deste território. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em várias regiões da Península Ibérica esta raça de equídeos é uma das principais presas do lobo ibérico.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A conclusão surge num estudo luso-espanhol coordenado pela investigadora <strong>Joana Freitas</strong>, da <strong>Universidade do Porto,</strong> e recentemente publicado na revista Mammal Review. Ao analisar os padrões de consumo de cavalos por lobos em Portugal e Espanha, o trabalho expôs uma relação complexa entre duas espécies emblemáticas da fauna ibérica, marcada por equilíbrio ecológico, perdas económicas e tensão social.</p><h2>Duas espécies ibéricas que precisam de proteção</h2><p>A equipa de biólogos procurou perceber por que motivo os <strong>lobos recorrem com tanta frequência aos cavalos</strong> criados em regime semisselevagem e quais as consequências para a conservação da natureza e para as comunidades locais.</p><p>A resposta não é linear, o que dificulta ainda mais a busca por uma gestão equilibrada do conflito. Os garranos são uma <strong>peça importante dos ecossistemas</strong> <strong>serranos</strong>. Por outro lado, constituem uma fonte alimentar relevante para o principal predador ibérico, fortemente ameaçado de extinção.</p><h2>Cavalos ajudam a moldar a paisagem serrana</h2><p>O estudo destaca o papel ecológico desempenhado pelos cavalos em liberdade, frequentemente subestimado fora da comunidade científica. O garrano alimenta-se de plantas altamente inflamáveis, como o tojo, a urze ou a giesta, contribuindo para reduzir o risco de incêndios. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lobos-alimentam-se-de-garranos-e-expoem-um-conflito-crescente-nas-serras-ibericas-1779714150973.jpg" data-image="6pb4evbp5pu1" alt="Garranos pastam em liberdade" title="Garranos pastam em liberdade"><figcaption>Os cavalos criados em liberdade desempenham uma função determinante na limpeza das serras, na dispersão de semente e na fertilização dos solos. Foto: Heigeheige, trabalho do próprio, Creative Commons</figcaption></figure><p>Ao contrário das cabras, por exemplo, o cavalo está permanentemente na serra, não precisando de acompanhamento. A sua presença poderia <strong>poupar entre 8 mil e 10 mil euros anualmente, por animal</strong>, na limpeza de terrenos, como já concluíram estudos recentes de investigadores da Galiza. A pressão que exercem sobre o pastoreio contribui para travar o avanço de matos densos, favorece habitats abertos e ajuda a reduzir o risco de incêndio. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os cavalos semisselevagens são autênticos engenheiros ecológicos, capazes de alterar a estrutura da paisagem e promover maior diversidade biológica.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Além disso, <strong>dispersam sementes</strong>, <strong>fertilizam os solos</strong> e criam condições favoráveis para outras espécies animais e vegetais. Nas últimas décadas, porém, muitas populações de garranos diminuíram devido ao abandono rural, à redução da pastorícia tradicional e à menor rentabilidade económica da criação extensiva. O seu desaparecimento progressivo pode, por isso, provocar alterações profundas nos ecossistemas de montanha.</p><h2>Uma presa preferencial para o lobo ibérico</h2><p>A investigação mostra que os <strong>lobos consomem cavalos com uma frequência invulgar quando comparada com outras regiões do mundo</strong>. Em certas áreas da Península Ibérica, os garranos representam uma parte significativa da dieta do predador.</p><p>Em territórios onde os cavalos pastam em liberdade, o perigo de se tornarem presas dominantes das alcateias é maior. <strong>Os ataques concentram-se sobretudo em poldros durante os primeiros meses de vida</strong>, embora os adultos também fiquem vulneráveis no inverno, quando apresentam pior condição física.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="709183" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/grandes-herbivoros-das-gravuras-rupestres-voltam-ao-vale-do-coa-para-restaurar-a-natureza-e-prevenir-incendios.html" title="Grandes herbívoros das gravuras rupestres voltam ao Vale do Côa para restaurar a natureza e prevenir incêndios">Grandes herbívoros das gravuras rupestres voltam ao Vale do Côa para restaurar a natureza e prevenir incêndios</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/grandes-herbivoros-das-gravuras-rupestres-voltam-ao-vale-do-coa-para-restaurar-a-natureza-e-prevenir-incendios.html" title="Grandes herbívoros das gravuras rupestres voltam ao Vale do Côa para restaurar a natureza e prevenir incêndios"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/grandes-herbivoros-das-gravuras-rupestres-voltam-ao-vale-do-coa-para-restaurar-a-natureza-e-prevenir-incendios-1746477763372_320.jpg" alt="Grandes herbívoros das gravuras rupestres voltam ao Vale do Côa para restaurar a natureza e prevenir incêndios"></a></article></aside><p>A escolha parece estar relacionada com vários fatores. O estudo identificou maior consumo de cavalos em zonas de baixa altitude, com elevada presença humana e <strong>menor abundância de presas selvagens alternativas</strong>. As alcateias maiores também tendem a caçar mais cavalos.</p><h2>Conflitos entre humanos e vida selvagem</h2><p>Esta realidade alimenta <strong>conflitos</strong> antigos entre <strong>criadores de gado</strong> e a <strong>conservação do lobo</strong>. Os ataques representam perdas económicas difíceis de suportar, sobretudo em explorações extensivas de pequena dimensão. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lobos-alimentam-se-de-garranos-e-expoem-um-conflito-crescente-nas-serras-ibericas-1779714273500.jpg" data-image="91mdh1rhq02x" alt="Lobo ibérico" title="Lobo ibérico"><figcaption>Os cavalos semisselvagens podem representar até 80% da dieta do lobo ibérico. Foto: Adobe Stock</figcaption></figure><p>Os investigadores constataram, no entanto, que os cavalos também estão a ajudar a <strong>reduzir ataques a outros animais domésticos</strong> de maior valor económico, como bovinos. Quando há garranos disponíveis, os lobos parecem recorrer menos a outras espécies pecuárias.</p><h2>Conservar duas espécies sem agravar o conflito</h2><p>A relação entre lobo ibérico e garrano não pode, por isso, ser analisada apenas como um problema de predação. Os investigadores propõem uma abordagem mais ampla, capaz de integrar conservação da <strong>biodiversidade</strong>, <strong>gestão da paisagem</strong> e apoio às <strong>comunidades rurais</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Entre as medidas sugeridas estão o reforço dos sistemas de compensação financeira para os criadores afetados pelos ataques, maior investimento em vigilância, cães de proteção e práticas tradicionais de maneio adaptadas às serras ibéricas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Outra das propostas passa pela recuperação de populações de ungulados selvagens, como <strong>veados</strong>, <strong>javalis</strong> e <strong>corsos</strong>, aumentando a disponibilidade de presas naturais para o lobo.</p><p>Os investigadores destacam ainda a necessidade de reconhecer o valor ecológico dos cavalos semisselvagens nas políticas de prevenção de incêndios e gestão do território.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lobos-alimentam-se-de-garranos-e-expoem-um-conflito-crescente-nas-serras-ibericas-1779714335756.jpg" data-image="pp3gxynkf9k8" alt="Joana Freitas, bióloga e investigadora da Universidade do Porto" title="Joana Freitas, bióloga e investigadora da Universidade do Porto"><figcaption>Joana Freitas, da Universidade do Porto, tem dedicado a sua investigação à conservação do garrano nas serras ibéricas. Foto: Joana Freitas/@garranos_in_the_wild/Universidade do Porto</figcaption></figure><p>A principal conclusão do trabalho aponta para uma relação marcada por um <strong>equilíbrio instável</strong>. O mesmo animal que sustenta parte da dieta do lobo ajuda também a preservar ecossistemas mais diversos e menos vulneráveis ao fogo.</p><p>Num território cada vez mais afetado pelo abandono rural e pelas alterações climáticas, essa <strong>ligação entre predador e presa</strong> pode tornar-se decisiva para o futuro das serras ibéricas.</p><h3><em>Referências do artigo</em></h3><p><em>Renata Silva. <a href="https://noticias.up.pt/2026/05/19/garranos-podem-reduzir-conflitos-com-o-lobo-iberico-mas-enfrentam-ameaca/" target="_blank">Garranos podem reduzir conflitos com o lobo-ibérico, mas enfrentam ameaça</a>. Universidade do Porto</em></p><em>Joana Freitas, Laura Lagos, Ana Sofia Vaz, Luis Llaneza & Francisco Álvares. <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/mam.70035" rel="nofollow">Horses on the Menu: Patterns and Drivers of Free-Ranging Horse Consumption by Iberian Wolves</a>. Mammal Review (Wiley)</em>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lobos-alimentam-se-de-garranos-e-expoem-um-conflito-crescente-nas-serras-ibericas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item></channel></rss>