<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Sat, 22 Aug 2026 19:40:29 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 19:40:29 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Deixemos a natureza fazer o trabalho: a regeneração natural da floresta poderia reduzir os custos de recuperação em 96%]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/deixemos-a-natureza-fazer-o-trabalho-a-regeneracao-natural-da-floresta-poderia-reduzir-os-custos-de-recuperacao-em.html</link><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 17:01:07 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>E se a recuperação das florestas mundiais não implicasse a plantação de milhões de árvores? Uma nova investigação sugere que o simples facto de dar espaço à natureza para se recuperar poderia trazer benefícios significativos para o clima e a biodiversidade — por uma fração do custo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/let-nature-do-the-work-natural-forest-regeneration-could-cut-restoration-costs-by-1787381445228.jpg" data-image="9skwfzgife0z" alt="rainforest" title="rainforest"><figcaption>Imagem de uma floresta tropical. Crédito: Pixabay.</figcaption></figure><p>Um novo estudo publicado na revista <em>Nature Ecology & Evolution</em> por investigadores da Universidade de Queensland e da Universidade de Newcastle demonstrou que deixar a natureza fazer o seu trabalho é uma <strong>solução económica e viável para restaurar ecossistemas e ajudar a travar as alterações climáticas</strong>.</p><p>A equipa descobriu que a regeneração natural das florestas tem gerado benefícios consideráveis em termos de biodiversidade e de carbono e pode ser cerca de<strong> 96% mais barata do que os programas de plantação de árvores</strong>.</p><h2>Será que a regeneração natural da floresta pode permitir poupar dinheiro?</h2><p><strong>Jiaqi Li</strong>, doutoranda da Escola do Ambiente, afirmou que a equipa investigou como os custos e benefícios da regeneração natural variavam nas regiões tropicais e criou um <strong>mapa interativo para explorar diferentes oportunidades nas várias regiões florestais</strong>.</p><p>"A natureza é uma excelente jardineira; <strong>por vezes, basta-nos apenas não interferir, ao mesmo tempo que lhe damos um pouco de apoio"</strong>, afirmou Li. "Para o plantio de árvores, é necessário comprar sementes e contratar trabalhadores ou recrutar voluntários para as plantar e cuidar delas, o que é dispendioso.</p><p>"No caso da regeneração natural, basta verificar se existem <strong>espécies invasoras </strong>no terreno e<strong> removê-las</strong>, garantir que há <strong>fontes de sementes adequadas</strong>, implementar <strong>medidas de proteção contra incêndios, animais em pastagem e seres humanos</strong>, e depois o processo é, na sua maioria, <strong>autossuficiente</strong>.</p><p>"Em muitos casos de regeneração natural, os estudos mostram que se pode obter uma <strong>floresta capaz de armazenar mais carbono e com maior biodiversidade do que uma floresta plantada.</strong>"</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784119" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-dos-eua-demonstram-que-as-florestas-demoraram-100-000-anos-a-recuperar-apos-aquecimento-semelhante-ao-atual.html" title="Cientistas dos EUA demonstram que as florestas demoraram 100 000 anos a recuperar após aquecimento semelhante ao atual">Cientistas dos EUA demonstram que as florestas demoraram 100 000 anos a recuperar após aquecimento semelhante ao atual</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-dos-eua-demonstram-que-as-florestas-demoraram-100-000-anos-a-recuperar-apos-aquecimento-semelhante-ao-atual.html" title="Cientistas dos EUA demonstram que as florestas demoraram 100 000 anos a recuperar após aquecimento semelhante ao atual"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientifico-muestran-que-los-bosques-tardaron-100-000-anos-en-recuperarse-tras-un-calentamiento-similar-al-actual-1786800610006_320.jpg" alt="Cientistas dos EUA demonstram que as florestas demoraram 100 000 anos a recuperar após aquecimento semelhante ao atual"></a></article></aside><p>Entre 2000 e 2012, as florestas tropicais sofreram uma <strong>redução global de 2,3 milhões de km²</strong>, o que resultou na libertação de aproximadamente 0,86 gigatoneladas de carbono por ano.</p><div class="texto-destacado">"As florestas são os sistemas de suporte à vida da Terra e as florestas tropicais são as que apresentam maior biodiversidade entre todos os tipos de floresta, cobrindo 18% da superfície terrestre e abrigando mais de metade de todas as espécies de vertebrados terrestres", afirmou Li. "São também um gigantesco sumidouro de carbono; assim, quando ocorre a desflorestação, não só impedimos que a floresta continue a absorver carbono, como também invertemos o processo, transformando-a numa fonte de carbono." </div><p>Li referiu que o estudo identificou áreas onde a regeneração natural proporcionou elevados benefícios em termos de carbono e biodiversidade, a par de baixos custos de restauração, às quais atribuiu o nome de «pontos-chave holísticos». Estas áreas encontram-se na <strong>Malásia, no México, em Madagáscar, nas Filipinas e na Indonésia</strong>.</p><p><strong>"Os benefícios em termos de carbono</strong> destacam-se sobretudo em áreas neotropicais, como a <strong>bacia amazónica</strong>, e nos trópicos indomalaios, como <strong>Bornéu, Sumatra e a Papua-Nova Guiné"</strong>, afirmou Li. "Existem mais benefícios em termos de biodiversidade na região afrotropical, incluindo Madagáscar."</p><p>A Dra. Brooke Williams, da Universidade de Newcastle, afirmou que, com o compromisso assumido pelo mundo no Quadro Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal de 2022 de restaurar 30% das terras degradadas da Terra, <strong>a restauração natural é agora mais importante do que nunca</strong>.</p><p>"O mundo inteiro está a lutar para combater as alterações climáticas e, além disso, as nações têm objetivos para reverter a crise da biodiversidade", afirmou a Dra. Williams. "A restauração das florestas é dispendiosa e o custo pode significar que algumas nações não consigam cumprir as suas ambiciosas metas de restauração.<strong> O nosso estudo dá uma ideia geral dos benefícios e custos que podem advir da regeneração natural."</strong></p><h2>Colocar as teorias em prática</h2><p>O professor associado Matthew Luskin afirmou que a investigação representa um <strong>grande avanço para levar as teorias sobre a restauração florestal à prática</strong>.</p><p>"Passei anos nas florestas das regiões tropicais e testemunhei em primeira mão a desflorestação desenfreada, <strong>mas também vi enormes oportunidades de regeneração"</strong>, afirmou o Dr. Luskin. "Este trabalho ajudará os países e as comunidades a definir<strong> prioridades quanto ao local e à forma de investir na restauração</strong>, em função dos seus objetivos e recursos específicos, para alcançarem os <strong>melhores resultados</strong>."</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Li%2C%20J.%2C%20Luskin%2C%20M.%20S.%2C%20Chazdon%2C%20R.%20L.%2C%20%26%20Williams%2C%20B.%20A.%20(" data-year="2026" data-title="Variation%20in%20the%20costs%20and%20ecological%20benefits%20of%20tropical%20natural%20forest%20regeneration." data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41559-026-03154-7">Li, J., Luskin, M. S., Chazdon, R. L., & Williams, B. A. (. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41559-026-03154-7" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Variation in the costs and ecological benefits of tropical natural forest regeneration.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/deixemos-a-natureza-fazer-o-trabalho-a-regeneracao-natural-da-floresta-poderia-reduzir-os-custos-de-recuperacao-em.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um enfraquecimento do sistema de correntes do Oceano Atlântico, a AMOC, poderá acelerar o aquecimento global]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-enfraquecimento-do-sistema-de-correntes-do-oceano-atlantico-a-amoc-podera-acelerar-o-aquecimento-global.html</link><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 16:51:37 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um sistema de correntes no Oceano Atlântico que molda os climas regionais e distribui nutrientes oceânicos funciona também como um mecanismo de controlo que ajuda a regular as temperaturas em todo o planeta, de acordo com uma nova investigação.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-debilitamiento-amoc-acelerar-el-calentamiento-global-1787033783062.jpg" data-image="uc875vozymqi"><figcaption>Imagem de arquivo, apenas para fins ilustrativos. Fonte: PXHERE.com</figcaption></figure><p>Uma análise das flutuações naturais passadas na intensidade da Circulação de Revolvimento Meridional do Atlântico (AMOC) revela que, durante os períodos em que a <strong>AMOC</strong> se apresentava <strong>forte</strong>, o oceano e o planeta no seu conjunto<strong> perdiam calor</strong>. Quando a AMOC se apresentava <strong>fraca</strong>, o oceano e o planeta no seu conjunto ganhavam <strong>calor adicional</strong>.</p><h2>O que é a AMOC? </h2><p>A AMOC (Circulação de Revolvimento Meridional do Atlântico) é um vasto <strong>sistema de correntes oceânicas </strong>que funciona como uma gigantesca correia transportadora.</p><p><strong>"A AMOC atua como uma válvula térmica que controla o equilíbrio energético do planeta"</strong>, afirmou Christo Buizert, paleoclimatologista da Universidade Estadual do Oregon e autor principal do estudo, que acaba de ser publicado na <em>Nature Geoscience</em>.</p><h2>O papel da AMOC e as suas variações</h2><p>Os investigadores sabem há muito que a AMOC desempenha um papel importante na circulação de calor através das correntes oceânicas globais. Embora a AMOC se tenha mantido forte nos últimos 11.700 anos, desde o fim da última Idade do Gelo, <strong>muitos modelos climáticos preveem um futuro enfraquecimento da AMOC devido às alterações climáticas provocadas pelo homem</strong>.</p><p>Segundo <strong>Buizert</strong>, professor associado da Faculdade de Ciências da Terra, do Oceano e da Atmosfera da Universidade Estadual do Oregon (OSU), <strong>este enfraquecimento da AMOC agravaria o aquecimento global</strong>. O impacto mais direto deste enfraquecimento é o arrefecimento em todo o Atlântico Norte e nas regiões circundantes, incluindo a Gronelândia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-debilitamiento-amoc-acelerar-el-calentamiento-global-1787034024065.jpg" data-image="lwufvy23epd7"><figcaption>A AMOC impulsiona as águas superficiais quentes da costa para as regiões de alta latitude. Aí, a água depara-se com ventos fortes e baixas temperaturas do ar, o que faz com que arrefeça e se torne mais densa. Esta água fria e densa afunda-se nas profundezas do oceano e é depois transportada de volta para sul, criando uma circulação semelhante a uma correia transportadora. Ilustração de Eric S. Taylor, © Woods Hole Oceanographic Institution</figcaption></figure><p>"No entanto, quando alargamos a perspetiva e <strong>olhamos para o planeta como um todo, a quantidade total de calor aumenta, na verdade"</strong>, afirmou <strong>Buizert</strong>.</p><p>Estudos anteriores demonstraram que, durante cada uma das eras glaciares da Terra — que ocorreram repetidamente entre 11 700 anos e 2,7 milhões de anos atrás —, a AMOC sofreu uma série de mudanças abruptas conhecidas como <strong>eventos de Dansgaard-Oeschger</strong>.</p><p>Estas <strong>mudanças abruptas </strong>são provavelmente o melhor exemplo dos "pontos de inflexão" climáticos: <strong>limiares críticos que, uma vez ultrapassados, desencadeiam alterações climáticas repentinas e potencialmente irreversíveis</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Durante os períodos em que a AMOC se encontrava enfraquecida, um arrefecimento abrupto no Atlântico Norte fez com que regiões como a atual Europa, a Gronelândia e Nova Iorque registassem temperaturas muito mais baixas. A teoria científica predominante sugeria que o calor era transferido para o Hemisfério Sul, num fenómeno conhecido como "balanço térmico bipolar".<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A nova investigação demonstra que, em vez de se tratar simplesmente de uma redistribuição do calor, existe, na verdade, um <strong>aumento líquido na quantidade de calor armazenada pelos oceanos a nível global</strong>.</p><p>"Para contextualizar, os períodos de enfraquecimento da AMOC durante a última Idade do Gelo causaram o mesmo aquecimento que seria produzido hoje por 25 ppm de dióxido de carbono. Isso equivale a cerca de 10 anos de emissões antropogénicas."</p><p>Para chegar a estas conclusões, os investigadores criaram um <strong>novo quadro</strong>, utilizando simulações de alterações abruptas na AMOC com base em três modelos climáticos diferentes. Nos três modelos, acompanharam a forma como <strong>o calor se desloca pelos oceanos e a quantidade de calor que o planeta, no seu conjunto, perde ou ganha</strong>.</p><p>O oceano absorve continuamente calor da luz solar, particularmente nos trópicos. <strong>Quando a AMOC está forte, esse calor é transportado pelas correntes oceânicas em direção ao Atlântico Norte</strong>, onde é libertado para a atmosfera através de um processo conhecido como convecção nas profundezas do oceano.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="726917" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-holandeses-alertam-o-colapso-da-amoc-pode-ser-mais-cedo-do-que-o-previsto.html" title="Cientistas holandeses alertam: o colapso da AMOC pode ser mais cedo do que o previsto">Cientistas holandeses alertam: o colapso da AMOC pode ser mais cedo do que o previsto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-holandeses-alertam-o-colapso-da-amoc-pode-ser-mais-cedo-do-que-o-previsto.html" title="Cientistas holandeses alertam: o colapso da AMOC pode ser mais cedo do que o previsto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-holandeses-alertam-o-colapso-da-corrente-do-golfo-pode-ser-mais-cedo-do-que-o-previsto-1756428376314_320.jpg" alt="Cientistas holandeses alertam: o colapso da AMOC pode ser mais cedo do que o previsto"></a></article></aside><p>O novo estudo revelou que, quando a AMOC enfraquece, esse calor acumula-se no interior do oceano, incluindo o Atlântico Norte. <strong>Apenas uma fina camada superficial do Atlântico Norte arrefece, enquanto o resto do oceano aquece</strong>.</p><p><strong>"É como se todo o oceano estivesse a funcionar como um enorme reservatório de calor"</strong>, afirmou Buizert. A AMOC funciona como uma válvula que controla a quantidade de calor que pode escapar.</p><h2>Lado positivo</h2><p>"A nossa investigação também mostra que, <strong>num mundo mais quente, a AMOC tende a ser mais estável, sugerindo que estes pontos de viragem podem não ocorrer no futuro"</strong>, afirmou Buizert. "As alterações climáticas provocariam um enfraquecimento futuro da AMOC, mas esta poderia recuperar. Pode não ocorrer um colapso irreversível da AMOC. No entanto, é necessária mais investigação para compreender melhor a estabilidade futura da AMOC."</p><p>Segundo Buizert, os estudos sobre as alterações naturais que ocorreram na AMOC no passado não constituem uma comparação perfeita com as alterações climáticas atuais, mas <strong>quanto mais os investigadores puderem aprender sobre o passado, melhor isso os ajudará a compreender como poderá ser o futuro</strong>.</p><p>São necessárias mais investigações para compreender melhor <strong>o papel que a AMOC em mudança desempenha nos padrões</strong> meteorológicos e climáticos em todo o mundo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Christo%20Buizert%20et%20al" data-year="" data-title="Planetary%20energy%20budget%20during%20abrupt%20glacial%20climate%20events%20set%20by%20Atlantic%20Ocean%20heat%20valve%2C%20Nature%20Geoscience" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41561-026-02070-6">Christo Buizert et al. <a href="https://www.nature.com/articles/s41561-026-02070-6" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Planetary energy budget during abrupt glacial climate events set by Atlantic Ocean heat valve, Nature Geoscience</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-enfraquecimento-do-sistema-de-correntes-do-oceano-atlantico-a-amoc-podera-acelerar-o-aquecimento-global.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quarta e quinta-feira novas superfícies frontais trarão mais uma “dose” de chuva, vento e agitação marítima a Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quarta-e-quinta-feira-novas-superficies-frontais-trarao-mais-uma-dose-de-chuva-vento-e-agitacao-maritima-a-portugal.html</link><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 14:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após a passagem da depressão "atípica" para agosto entre domingo (23) e segunda-feira (24),<strong> </strong>prevê-se um novo agravamento do estado do tempo em Portugal continental em meados da última semana do mês. Saiba os efeitos previstos!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xazs8o2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xazs8o2.jpg" id="xazs8o2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Após a passagem da iminente depressão atlântica, atualmente também monitorizada pelo NHC (Centro Nacional de Furacões dos EUA) e cujos efeitos se traduzirão em <strong>chuva, vento forte e agitação marítima entre domingo (23) e segunda-feira (24)</strong>, sobretudo no Norte e Centro de Portugal continental, espera-se que na terça-feira (25) o tempo no nosso país registe uma melhoria gradual, apesar da persistência de aguaceiros pós-frontais. Não obstante, o modelo Europeu sugere que <strong>as “tréguas” do tempo instável serão de curta duração</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> </a><strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p><strong>Corroborando as previsões anteriormente avançadas pela Meteored Portugal</strong>, nas quais mencionávamos a possibilidade do litoral e regiões ocidentais do país serem as primeiras a serem afetadas no domingo (23) e também as mais abrangidas pela instabilidade nesse dia, o <strong>IPMA colocou os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa e Setúbal sob aviso amarelo de trovoada </strong>entre as 09:00 e as 18:00 de 23 de agosto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quarta-e-quinta-feira-novas-superficies-frontais-trarao-mais-uma-dose-de-chuva-vento-e-agitacao-maritima-a-portugal-1787402722866.jpg" data-image="wrd31mnlnx7h"><figcaption>Previsão de chuva às 14:00 de domingo, 23 de agosto.</figcaption></figure><p>Esta informação converge precisamente com a tal faixa do nosso território continental mais exposta à precipitação neste dia e que em previsões anteriores referíamos como <strong>“Para domingo (23) preveem-se períodos de chuva (...) com maior probabilidade na faixa entre Viana do Castelo e Sesimbra”</strong>.</p><h2>Novo episódio de chuva, vento e agitação marítima à vista para quarta 26 e quinta 27</h2><p><strong>A partir de quarta-feira (26) prevê-se um novo agravamento do estado do tempo em Portugal continental</strong>, prolongando-se o período de tempo perturbado, em que a chuva, o vento e a agitação marítima assumirão o protagonismo no estabelecimento das condições meteorológico-oceânicas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quarta-e-quinta-feira-novas-superficies-frontais-trarao-mais-uma-dose-de-chuva-vento-e-agitacao-maritima-a-portugal-1787403096442.jpg" data-image="wl57b9zxcxsb"><figcaption>Ainda estamos num mês de verão. Então, este tipo de condições claramente com características mais outonais, embora não sendo inéditas, são consideravelmente mais raras, pelo que toda a sequência de situações - a depressão dos dias 23 e 24, mais as frentes dos dias 26 e 27 - acaba por tornar a reta final do mês de agosto numa fase meteorológica "atípica". Além disso, há possibilidade de existirem mais alguns dias de chuva para além destas datas. </figcaption></figure><p>Na origem desta configuração sinóptica estará, de acordo com os mapas de referência da Meteored, um vale depressionário a "esticar-se" entre as Ilhas Britânicas e o Golfo da Biscaia, cujas várias superfícies frontais associadas irão atravessar a nossa geografia <strong>entre quarta e quinta-feira, 26 e 27 de agosto, dois dias que se “adivinham” particularmente instáveis</strong>.</p><h2>Quarta 26 e quinta 27 e os possíveis efeitos das superfícies frontais </h2><p>Tendo em conta que estamos a 4 e 5 dias da ocorrência deste segundo episódio de tempo perturbado protagonizado pela passagem de superfícies frontais pela nossa geografia,<strong> a previsão ainda apresenta uma incerteza muito elevada</strong>, não no que toca aos fenómenos de chuva, vento e agitação marítima, cuja ocorrência é cada vez mais provável tendo em conta a consistência das últimas saídas do modelo de maior confiança da Meteored, mas sim por causa da <strong>distribuição e intensidade dos fenómenos previstos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quarta-e-quinta-feira-novas-superficies-frontais-trarao-mais-uma-dose-de-chuva-vento-e-agitacao-maritima-a-portugal-1787403422631.jpg" data-image="szycj3eki0k9"><figcaption>O Minho sobressai-se claramente como uma das áreas potencialmente mais expostas à passagem das frentes em meados da próxima semana, a última de agosto de 2026.</figcaption></figure><p>Deste modo, não adianta referir com grande precisão as zonas mais afetadas pela chuva, mas é possível avançarmos com uma <strong>primeira tendência da potencial distribuição pluviométrica pela nossa geografia</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quarta-e-quinta-feira-novas-superficies-frontais-trarao-mais-uma-dose-de-chuva-vento-e-agitacao-maritima-a-portugal-1787403517236.jpg" data-image="p327nn4lm0dc"><figcaption>A tantos dias de distância, os primeiros sinais nos nossos mapas indicam que a precipitação será mais provável nas regiões situadas a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela, com particular ênfase para as que se situam a oeste da Barreira de Condensação. Além disto, um dos aspetos que mais salta à vista é que a maioria das regiões do país será regada, pelo que, em princípio, somente o Algarve e o Baixo Alentejo poderiam "escapar" à precipitação.</figcaption></figure><p>Embora para quarta-feira (26) já se anteveja uma intensificação relativamente generalizada do vento de Sudoeste, com rajadas pontualmente fortes, na ordem dos 50 a 60 km/h, em particular nas áreas montanhosas do Norte e Centro, <strong>é na quinta-feira (27) que os mapas preveem a possibilidade de ocorrer a fase mais agreste do vento</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784993" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/domingo-e-segunda-feira-24-em-portugal-mapas-da-meteored-revelam-que-depressao-atipica-traz-chuva-trovoada-e-vento.html" title="Domingo e segunda-feira 24 em Portugal: mapas da Meteored revelam que depressão atípica traz chuva, trovoada e vento">Domingo e segunda-feira 24 em Portugal: mapas da Meteored revelam que depressão atípica traz chuva, trovoada e vento</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/domingo-e-segunda-feira-24-em-portugal-mapas-da-meteored-revelam-que-depressao-atipica-traz-chuva-trovoada-e-vento.html" title="Domingo e segunda-feira 24 em Portugal: mapas da Meteored revelam que depressão atípica traz chuva, trovoada e vento"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/domingo-e-segunda-feira-24-em-portugal-mapas-da-meteored-revelam-que-depressao-atipica-traz-chuva-trovoada-e-vento-1787401868868_320.jpg" alt="Domingo e segunda-feira 24 em Portugal: mapas da Meteored revelam que depressão atípica traz chuva, trovoada e vento"></a></article></aside><p>Perpetiva-se, então, <strong>a possibilidade de rajadas mais fortes na quinta-feira (27), de até 75 km/h</strong>, e durante um período diurno mais longo, possivelmente mais prováveis nas regiões a norte do rio Mondego, especialmente nas áreas montanhosas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quarta-e-quinta-feira-novas-superficies-frontais-trarao-mais-uma-dose-de-chuva-vento-e-agitacao-maritima-a-portugal-1787403740419.jpg" data-image="fa258ave7atp"><figcaption>Ainda muito sujeita a ajustes devido à distância temporal (aproximadamente 5 dias), a previsão atualmente disponível indica a possibilidade das rajadas de vento localmente mais fortes atingirem velocidades em torno dos 75 km/h.</figcaption></figure><p>Quanto à <strong>agitação marítima, este é um dos elementos cuja incerteza é maior na previsão</strong>, mas as primeiras projeções indicam que o estado do mar poderá revelar-se relativamente revolto, embora provavelmente só a partir de quinta-feira (27), e a abranger principalmente o litoral Norte e Centro, possivelmente com ondas de altura máxima entre 3,5 e 4,5 metros.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/quarta-e-quinta-feira-novas-superficies-frontais-trarao-mais-uma-dose-de-chuva-vento-e-agitacao-maritima-a-portugal-1787404132926.jpg" data-image="ojtfba34o57w"><figcaption>Neste mapa da temperatura a 700 hPa pode-se verificar como o ar frio de origem polar ou ártica se insere na circulação depressionária que irá interferir no estado do tempo em Portugal continental em meados da próxima semana, podendo provocar uma importante descida das temperaturas na quinta-feira, 27 de agosto.</figcaption></figure><p>Adicionalmente, o já referido vale depressionário, incorporado numa circulação favorável ao transporte de ar mais frio de origem setentrional (polar marítimo ou ártico), arrastará uma massa de ar mais fria até latitudes como a nossa, <strong>provocando uma descida das temperaturas bastante significativa, que será sentida especialmente na quinta-feira (27)</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quarta-e-quinta-feira-novas-superficies-frontais-trarao-mais-uma-dose-de-chuva-vento-e-agitacao-maritima-a-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Domingo e segunda-feira 24 em Portugal: mapas da Meteored revelam que depressão atípica traz chuva, trovoada e vento]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/domingo-e-segunda-feira-24-em-portugal-mapas-da-meteored-revelam-que-depressao-atipica-traz-chuva-trovoada-e-vento.html</link><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 13:31:12 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma depressão atípica para agosto vai aproximar-se de Portugal continental amanhã (23), trazendo uma mudança significativa do tempo. Chuva por vezes intensa, trovoadas, rajadas superiores a 70 km/h e agitação marítima serão os principais fenómenos a acompanhar.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xazrxii"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xazrxii.jpg" id="xazrxii"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma depressão atlântica pouco habitual para esta altura do ano vai condicionar o estado do tempo em Portugal continental entre <strong>domingo, 23, e segunda-feira, 24 de agosto</strong>. A passagem do sistema deverá trazer <strong>chuva por vezes intensa, trovoadas e vento forte</strong>, com os maiores acumulados previstos no litoral Norte e Centro.</p><h2>Uma depressão atípica em pleno mês de agosto</h2><p>O sistema depressionário formou-se no Atlântico Norte e tem vindo a deslocar-se em direção à Península Ibérica. Trata-se de uma situação pouco habitual em agosto, não só pela trajetória da depressão, mas também pela sua organização e pela quantidade de precipitação que poderá deixar em algumas regiões.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/domingo-e-segunda-feira-24-em-portugal-mapas-da-meteored-revelam-que-depressao-atipica-traz-chuva-trovoada-e-vento-1787402732821.jpg" data-image="m781esc6ukmk" alt="Imagem de satélite (visível)" title="Imagem de satélite (visível)"><figcaption>O NHC está a acompanhar a depressão no nordeste do Atlântico, atribuindo-lhe 20% de probabilidade de adquirir características subtropicais ou tropicais antes de se aproximar de Portugal e do noroeste de Espanha.</figcaption></figure><p>O sistema despertou inclusivamente a atenção do <strong>National Hurricane Center (NHC)</strong>, que, na atualização deste sábado, atribuiu uma probabilidade de <strong>20% de adquirir características subtropicais ou tropicais</strong> antes de encontrar condições ambientais menos favoráveis no domingo à noite.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Até ao momento, <strong>esta depressão não recebeu um nome próprio</strong>. Independentemente da sua eventual classificação, os impactos em Portugal serão determinados pela trajetória, vento e precipitação associados ao sistema, pelo que será importante acompanhar as próximas atualizações.</p><h2>Domingo de manhã: a chuva começa pelo litoral</h2><p>Durante a madrugada e início da manhã deste domingo, <strong>23 de agosto</strong>, já poderão ocorrer períodos de precipitação fraca em alguns pontos do litoral, nomeadamente nas regiões de <strong>Viana do Castelo e Braga</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/domingo-e-segunda-feira-24-em-portugal-mapas-da-meteored-revelam-que-depressao-atipica-traz-chuva-trovoada-e-vento-1787400982768.jpg" data-image="rdiw43abggjb" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>A chuva começa a chegar ao litoral durante a manhã de domingo. Pelas 09:00, a precipitação já deverá afetar pontos do litoral Norte, enquanto uma extensa frente se aproxima rapidamente da restante costa ocidental.</figcaption></figure><p>Contudo, será durante a manhã que uma faixa de precipitação muito mais organizada associada à depressão começará a aproximar-se da costa ocidental. Pelas <strong>09:00</strong>, os mapas da Meteored já mostram chuva no litoral Norte, enquanto a frente se posiciona imediatamente a oeste do restante território.</p><p>Nas horas seguintes, a situação deverá agravar-se. A faixa de chuva deverá alcançar progressivamente grande parte da faixa litoral entre <strong>Viana do Castelo e Lisboa</strong>, apresentando-se localmente moderada a forte.</p><h2>Entre a tarde e a noite de domingo haverá risco de trovoada</h2><p>Por volta das <strong>15:00</strong>, a frente deverá estar bem estabelecida sobre o litoral ocidental, com precipitação desde o Minho até à região de Lisboa. Posteriormente, deverá progredir para leste, levando a chuva também a várias regiões do interior.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/domingo-e-segunda-feira-24-em-portugal-mapas-da-meteored-revelam-que-depressao-atipica-traz-chuva-trovoada-e-vento-1787401048457.jpg" data-image="o9qgy4dum8e3" alt="Densidade de raios" title="Densidade de raios"> <figcaption>A passagem da frente poderá ser acompanhada por trovoadas durante a tarde, com o modelo a sinalizar maior atividade elétrica em vários pontos da faixa litoral, sobretudo entre Viana do Castelo e Setúbal.</figcaption></figure><p>Além da chuva, existe possibilidade de <strong>trovoada</strong>, acompanhando aproximadamente o avanço desta faixa de instabilidade. Os mapas de densidade de raios mostram atividade elétrica potencial sobretudo junto ao litoral durante a tarde, com alguns dos sinais mais expressivos entre as regiões de <strong>Viana do castelo e Setúbal.</strong></p><p>O IPMA colocou sob <strong>aviso amarelo por trovoada oito distritos: Viana do Castelo, Braga, Aveiro, Coimbra, Leiria, Santarém, Lisboa e Setúbal</strong>. A janela de maior instabilidade poderá prolongar-se desde a manhã até ao final do dia, pelo que poderão ocorrer períodos de chuva mais intensa acompanhados de trovoada.</p><h2>Segunda-feira, dia 24, o núcleo aproxima-se e a chuva torna-se mais abrangente</h2><p>A depressão não desaparecerá com a passagem da primeira frente. Durante a noite de domingo para segunda-feira, o seu núcleo continuará a aproximar-se da costa portuguesa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/domingo-e-segunda-feira-24-em-portugal-mapas-da-meteored-revelam-que-depressao-atipica-traz-chuva-trovoada-e-vento-1787401680208.jpg" data-image="emwa5d90gdv5" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>Na manhã de segunda-feira, o núcleo da depressão estará mais próximo da costa portuguesa. A precipitação torna-se mais abrangente, alcançando grande parte do Norte e Centro e vários setores do interior.</figcaption></figure><p>Na manhã de segunda-feira, os mapas previstos para as <strong>10:00</strong> mostram precipitação bastante mais abrangente, atingindo não apenas o litoral, mas também diversas regiões do interior Norte e Centro. Poderão ainda surgir períodos de chuva no Sul, embora de forma menos expressiva.</p><p>Será, portanto, um dia com uma sensação de <strong>tempo bastante instável para agosto</strong>, com muita nebulosidade, períodos de chuva e temperaturas condicionadas pela passagem da depressão.</p><h2>Rajadas acima dos 70 km/h: vento agrava-se durante a tarde</h2><p>A chuva não será o único fenómeno a acompanhar. À medida que o centro da depressão passa a noroeste do território, deverá ocorrer um <strong>reforço significativo do vento</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/domingo-e-segunda-feira-24-em-portugal-mapas-da-meteored-revelam-que-depressao-atipica-traz-chuva-trovoada-e-vento-1787401784364.jpg" data-image="8dawlma4aw47" alt="Rajada de vento (km/h)" title="Rajada de vento (km/h)"><figcaption>A aproximação do núcleo depressionário deverá provocar um agravamento do vento durante a tarde de segunda-feira, com rajadas generalizadas de 50 a 70 km/h e valores localmente superiores a 70 km/h.</figcaption></figure><p>Por volta das <strong>14:00 de segunda-feira</strong>, o modelo ECMWF projeta rajadas generalizadas na ordem dos <strong>50 a 70 km/h</strong>, com valores localmente superiores. Em zonas do interior Norte e Centro, algumas projeções apontam para <strong>rajadas acima dos 70 km/h</strong>.</p><p>O vento deverá igualmente contribuir para um <strong>agravamento da agitação marítima na costa ocidental.</strong></p><h2>Viana do Castelo poderá ser a região onde mais chove</h2><p>O mapa de precipitação acumulada até às <strong>23:00 de segunda-feira</strong> permite perceber claramente quais serão as regiões potencialmente mais afetadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/domingo-e-segunda-feira-24-em-portugal-mapas-da-meteored-revelam-que-depressao-atipica-traz-chuva-trovoada-e-vento-1787401868868.jpg" data-image="rtye65z0srf8" alt="Precipitação acumulada" title="Precipitação acumulada"> <figcaption>O litoral Norte e Centro deverá concentrar os maiores acumulados deste episódio. Viana do Castelo destaca-se, com valores localmente superiores a 60 mm, seguindo-se distritos como Braga, Porto, Aveiro e Viseu; Lisboa também poderá registar acumulados significativos.</figcaption></figure><p>Os maiores acumulados concentram-se no <strong>litoral Norte e Centro</strong>, aumentando de forma bastante evidente em direção ao Minho. Algumas zonas do distrito de <strong>Viana do Castelo poderão aproximar-se ou ultrapassar os 60 mm</strong>, tornando esta a região onde, segundo a previsão atual, deverá chover mais.</p><p>Também se destacam acumulados consideráveis em <strong>Braga, Porto, Aveiro e Viseu</strong>, com valores localmente entre cerca de <strong>30 e 40 mm</strong>, enquanto Lisboa poderá aproximar-se dos <strong>25 mm</strong>. No interior e sobretudo no Sul, os acumulados deverão ser bastante inferiores.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784906" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-para-a-ultima-semana-de-agosto-uma-nova-frente-podera-trazer-mais-chuva-a-partir-de-quarta-feira.html" title="Tempo em Portugal para a última semana de agosto: uma nova frente poderá trazer mais chuva a partir de quarta-feira 26">Tempo em Portugal para a última semana de agosto: uma nova frente poderá trazer mais chuva a partir de quarta-feira 26</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-para-a-ultima-semana-de-agosto-uma-nova-frente-podera-trazer-mais-chuva-a-partir-de-quarta-feira.html" title="Tempo em Portugal para a última semana de agosto: uma nova frente poderá trazer mais chuva a partir de quarta-feira 26"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-para-a-ultima-semana-de-agosto-uma-nova-frente-podera-trazer-mais-chuva-a-partir-de-quarta-feira-1787325738200_320.png" alt="Tempo em Portugal para a última semana de agosto: uma nova frente poderá trazer mais chuva a partir de quarta-feira 26"></a></article></aside><p>Estamos, assim, perante um episódio que merece atenção: <strong>uma depressão pouco habitual para agosto, capaz de trazer em cerca de 48 horas chuva significativa, trovoadas, vento forte e agitação marítima a Portugal continental</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/domingo-e-segunda-feira-24-em-portugal-mapas-da-meteored-revelam-que-depressao-atipica-traz-chuva-trovoada-e-vento.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O turismo comunitário: conheça o novo paradigma global em que a população local define as regras da viagem]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-turismo-comunitario-conheca-o-novo-paradigma-global-em-que-a-populacao-local-define-as-regras-da-viagem.html</link><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Para lá do sobreturismo, o novo paradigma global onde as populações residentes decidem como, quando e onde acolher os viajantes. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-turismo-comunitario-as-origens-de-regresso-1787308586562.png" data-image="jag6cpbik7b2"><figcaption>No Butão, é proibido escalar cumes sagrados habitados por espíritos ancestrais, impondo um turismo focado na preservação cultural.</figcaption></figure><p>Numa época marcada pela exaustão e pelos protestos globais contra os danos do turismo de massas, emerge uma alternativa transformadora: <strong>o turismo comunitário</strong>. </p><div class="texto-destacado">Em vez de se vergar às exigências e à velocidade da indústria convencional, este novo paradigma inverte a lógica do setor, colocando uma questão central: e se as regras de visitação fossem ditadas por quem habita o local? </div><p>O território deixa de ser um mero cenário para passar a ser o principal decisor, <strong>exigindo que o viajante se adapte aos ritmos e restrições locais.</strong> Países como o Butão já aplicam esta visão através de taxas elevadas, guias obrigatórios e restrições de acesso a locais sagrados, garantindo a proteção das suas tradições ancestrais.</p><h2>Os contrastes da Ásia: de Bali a Kerala</h2><p>No continente asiático, o conceito ganha urgência perante realidades opostas. <strong>Bali representa o limite da degradação turística não planeada, onde a especulação imobiliária que destruiu arrozais para criar empreendimentos</strong> e a priorização de investidores externos resultaram num forte impacto ambiental e em inundações desastrosas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-turismo-comunitario-as-origens-de-regresso-1787308897493.png" data-image="s2do57ogwr8b"><figcaption>Na comunidade de Munduk, em Bali, os residentes organizam limpezas mensais ao longo do leito do rio e das cinco cascatas para além da prática da agricultura.</figcaption></figure><p>No entanto, em localidades balinesas como Munduk, a própria população organizou-se para gerir os seus recursos, <strong>limpando rios e regulando a pegada do visitante.</strong> Em contraste direto, o estado de Kerala, na Índia, demonstra como o turismo comunitário pode ser institucionalizado com sucesso. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-turismo-comunitario-as-origens-de-regresso-1787309031111.png" data-image="33q1x6sfj62x"><figcaption>Em Kerala, na Índia, o programa de gastronomia local convida os viajantes a comer diretamente nas cozinhas das famílias, do campo para a mesa.</figcaption></figure><p><strong>Assente no corte com intermediários para beneficiar artesãos e agricultores, no empoderamento financeiro de milhares de mulheres</strong> e na promoção da neutralidade carbónica, o modelo de Kerala substitui o consumo impessoal por uma proximidade real, acolhendo os turistas diretamente nas casas das famílias locais.</p><h2>Empoderamento e impacto social no Quénia</h2><p>A transição para um modelo em que a comunidade dita as regras ganha também uma expressão profunda no continente africano. Na região do Masai Mara, no Quénia,<strong> onde os arrendamentos de longo prazo a grandes operadores privados habitualmente retiram o controlo do território aos seus habitantes originários, surgiram projetos de resistência</strong> liderados pela comunidade masai em parceria com a cooperação internacional, como o SAWA MARA – The Masai Eco Lodge.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-turismo-comunitario-as-origens-de-regresso-1787309133056.png" data-image="ssal66b36a36"><figcaption>No lodge Masai Mara, os viajantes são obrigados a levar de regresso a casa todo o plástico que introduzem.</figcaption></figure><p>Neste projeto, <strong>o alojamento é gerido pela população local, opera a energia solar, partilha água potável</strong> com a vizinhança e impõe uma política de resíduo zero. O seu verdadeiro impacto reside na distribuição da riqueza: 100% dos rendimentos revertem para o desenvolvimento comunitário, financiando uma escola para mais de 250 crianças e garantindo trabalho a mais de 1200 mulheres através de uma cooperativa de artesanato. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761830" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/aldeias-de-montanha-lancam-escolas-de-agroecologia-para-promover-turismo-comunitario.html" title="Aldeias de Montanha lançam Escolas de Agroecologia para promover turismo comunitário">Aldeias de Montanha lançam Escolas de Agroecologia para promover turismo comunitário</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/aldeias-de-montanha-lancam-escolas-de-agroecologia-para-promover-turismo-comunitario.html" title="Aldeias de Montanha lançam Escolas de Agroecologia para promover turismo comunitário"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aldeias-de-montanha-lancam-escolas-de-agroecologia-para-promover-turismo-comunitario-1775049520209_320.jpg" alt="Aldeias de Montanha lançam Escolas de Agroecologia para promover turismo comunitário"></a></article></aside><p>Em suma, ao devolver o poder de decisão à população local, a viagem transforma-se num ato sustentável de preservação, dignidade e justiça social.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Medina%2C%20Alberto" data-year="2026" data-title="Turismo%20comunitario%3A%20cuando%20el%20destino%20decide%20c%C3%B3mo%20viajas" data-url="https%3A%2F%2Fwww.traveler.es%2Farticulos%2Fturismo-comunitario-cuando-el-destino-decide-como-viajas">Medina, Alberto. (2026). <a href="https://www.traveler.es/articulos/turismo-comunitario-cuando-el-destino-decide-como-viajas" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Turismo comunitario: cuando el destino decide cómo viajas</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-turismo-comunitario-conheca-o-novo-paradigma-global-em-que-a-populacao-local-define-as-regras-da-viagem.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Fica a meia hora de Loulé e é um dos lugares mais surpreendentes do Algarve ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/fica-a-meia-hora-de-loule-e-e-um-dos-lugares-mais-surpreendentes-do-algarve.html</link><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 07:33:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Nem só de praias vive o Algarve. Esta aldeia tem serras, ribeiras, uma cascata e até uma bandeira gigante. “É uma das mais bonitas de Portugal.”</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-fica-a-meia-hora-de-loule-e-e-um-dos-lugares-mais-surpreendentes-do-algarve-1784397555272.jpg" data-image="q7de9x5ykgfi" alt="Alte" title="Alte"><figcaption>Há um Algarve que poucos conhecem. Foto: JF Alte</figcaption></figure><p>Quando se pensa no <strong>Algarve</strong>, é natural que as praias sejam as primeiras imagens a surgir, principalmente durante este mês. No entanto, basta afastar-se um pouco da costa para descobrir um lado completamente diferente da região. </p><div class="texto-destacado">Entre serras, ribeiras e ruas tranquilas encontra-se Alte, uma aldeia do concelho de Loulé que, ano após ano, continua a figurar entre as mais bonitas de Portugal.</div><p>Aqui há, sim, as casas caiadas de branco e as chaminés rendilhadas típicas do Algarve. Mas também há ruas estreitas em calçada e inúmeros vasos de flores que criam um ambiente bem mais acolhedor do que os paredões cheias de turistas. E, mesmo com a crescente popularidade entre turistas portugueses e estrangeiros, pode dizer-se que <strong>Alte mantém uma autenticidade difícil de encontrar</strong>.</p><p>Não nos surpreende, portanto, que seja apontado tantas vezes como <strong>um das aldeias fora do radar a visitar</strong>.</p><p>“Alte é frequentemente descrita como uma das aldeias mais típicas, bonitas e autênticas de Portugal”, escreve a ‘Versa’. “Mas não é apenas a beleza da aldeia que conquista quem a visita. Nas redes sociais acumulam-se vídeos e fotografias de alguns dos recantos naturais mais impressionantes da região, e até do país, responsáveis por atrair visitantes durante todo o ano.”</p><p>“Um destino que cativa tanto pela sua simplicidade quanto pela grandiosidade da sua paisagem, tornando cada visita uma experiência especial”, nota por sua vez o ‘The Portugal News’.</p><h2>Entre fontes, ribeiras e uma das cascatas mais bonitas do Algarve</h2><p>Vamos já esclarecer: grande parte do encanto da aldeia deve-se à<strong> água</strong>, um elemento que marca profundamente a paisagem e a história local. A<strong> ribeira de Alte </strong>atravessa a povoação e alimenta alguns dos seus locais mais emblemáticos, tornando-a um destino muito procurado nos meses de calor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-fica-a-meia-hora-de-loule-e-e-um-dos-lugares-mais-surpreendentes-do-algarve-1784397130825.jpg" data-image="aivpm2hc2ewb" alt="Alte" title="Alte"><figcaption>Está a conquistar cada vez mais visitantes. Foto: Wikimedia // Husond</figcaption></figure><p>Um dos ex-líbris é a <strong>Fonte Grande</strong>, considerada o verdadeiro coração da aldeia. Durante muitos anos foi essencial para o abastecimento de água da população e para as tarefas do dia a dia, como a lavagem da roupa e a rega das hortas. Hoje, continua a ser um dos espaços mais apreciados por quem visita Alte. </p><div class="texto-destacado">As águas límpidas, de tonalidades verde-esmeralda, convidam a um mergulho refrescante, enquanto as árvores e as zonas de descanso proporcionam o cenário ideal para passar algumas horas em contacto com a natureza.</div><p>A poucos minutos do centro encontra-se outro dos locais mais conhecidos da região: a <strong>Queda do Vigário</strong>, também conhecida como Cascata de Alte.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="680858" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/novembro-no-algarve-esta-e-mesmo-a-melhor-altura-do-ano-para-chegar-a-este-destino.html" title="Novembro no Algarve? Esta é mesmo a melhor altura do ano para chegar a este destino">Novembro no Algarve? Esta é mesmo a melhor altura do ano para chegar a este destino</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/novembro-no-algarve-esta-e-mesmo-a-melhor-altura-do-ano-para-chegar-a-este-destino.html" title="Novembro no Algarve? Esta é mesmo a melhor altura do ano para chegar a este destino"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/novembro-no-algarve-esta-e-mesmo-a-melhor-altura-do-ano-para-chegar-a-este-destino-1730308546442_320.jpg" alt="Novembro no Algarve? Esta é mesmo a melhor altura do ano para chegar a este destino"></a></article></aside><p>Alimentada pela ribeira de Alte, esta queda de água, com cerca de<strong> 24 metros de altura</strong>, desce por uma escarpa rochosa até formar uma piscina natural de águas frias e cristalinas. Mesmo nos dias mais quentes de verão, a temperatura da água desafia os mais corajosos, mas isso não impede que seja um dos locais mais procurados do interior algarvio.</p><p>E depois temos a envolvente natural, que ajuda a tornar o cenário ainda mais especial. É que a vegetação ribeirinha, o som constante da água e a tranquilidade do espaço fazem da Queda do Vigário um<strong> excelente local para relaxar, fazer um piquenique ou simplesmente apreciar a paisagem</strong>. Existe ainda uma zona relvada junto à cascata, muito utilizada por quem pretende passar ali parte do dia.</p><p>“Adoramos este lugar e não somos os únicos”, garante a autora do artigo da ‘Versa’. “Basta uma rápida pesquisa nas redes sociais para encontrar dezenas de vídeos com elogios que mostram a transparência da água, o som relaxante da cascata e a tranquilidade que se vive naquele espaço.”</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-fica-a-meia-hora-de-loule-e-e-um-dos-lugares-mais-surpreendentes-do-algarve-1784397280415.jpg" data-image="v59fn4mes7gr" alt="Alte" title="Alte"><figcaption>A aldeia esconde uma cascata impressionante. Foto: JF Alte</figcaption></figure><p> Quem visita a aldeia pode ainda descobrir vários percursos pedestres pela serra, pequenos cafés e restaurantes onde vale a pena provar a gastronomia tradicional algarvia. </p><h2>Uma tradição que pinta a serra de verde e vermelho</h2><p>O melhor da região, é que, há mais para descobrir. Além da natureza, Alte também preserva um<strong> forte espírito comunitário</strong>. </p><p>Um dos exemplos mais curiosos pode ser visto no<strong> Cerro da Galvana</strong>, onde há mais de duas décadas os habitantes mantêm viva uma tradição muito especial: pintar uma<strong> enorme bandeira de Portugal</strong> na encosta da serra para apoiar a Seleção Nacional nas grandes competições internacionais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773883" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/vai-nascer-em-santarem-a-disneylandia-do-futebol.html" title="Vai nascer em Santarém a “Disneylândia do futebol”">Vai nascer em Santarém a “Disneylândia do futebol”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/vai-nascer-em-santarem-a-disneylandia-do-futebol.html" title="Vai nascer em Santarém a “Disneylândia do futebol”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vai-nascer-em-santarem-a-disneylandia-do-futebol-1781474376691_320.jpg" alt="Vai nascer em Santarém a “Disneylândia do futebol”"></a></article></aside><p>A iniciativa nasceu por ocasião do Euro 2000 e, desde então, tornou-se um <strong>símbolo da aldeia</strong>. Recentemente, a tradição regressou a Alte durante o Mundial de 2026 e voltou a mobilizar dezenas de voluntários no Cerro da Galvana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ago-fica-a-meia-hora-de-loule-e-e-um-dos-lugares-mais-surpreendentes-do-algarve-1784397679786.jpg" data-image="jg51479h6j8k" alt="Alte" title="Alte"><figcaption>A tradição regressou a Alte durante o Mundial de 2026. Foto: Facebook // JF Alte</figcaption></figure><p>Hoje, a bandeira mede cerca de <strong>70 metros de comprimento por 50 metros de largura</strong> e é repintada por voluntários da Juventude Altense, com o apoio da Junta de Freguesia. </p><div class="texto-destacado">Mais do que uma demonstração de apoio ao futebol português, esta tradição representa o orgulho dos habitantes na sua terra e o espírito de união que continua a caracterizar Alte.</div><p>“Vista à distância, a bandeira destaca-se na encosta e é facilmente reconhecida por quem passa pela aldeia algarvia, especialmente em períodos de grandes competições internacionais de futebol”, acrescenta a revista ‘NiT’.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Versa%2C%20Teixeira%2C%20I" data-year="2026" data-title="%C3%89%20considerada%20uma%20das%20aldeias%20mais%20bonitas%20de%20Portugal%2C%20esconde%20%C3%A1guas%20esmeralda%20e%20uma%20cascata%20impressionante" data-url="https%3A%2F%2Fversa.iol.pt%2Falgarve%2Floule%2Fe-considerada-uma-das-aldeias-mais-bonitas-de-portugal-esconde-aguas-esmeralda-e-uma-cascata-impressionante%2F20260625%2F6a3bd6edd34edcee7c65a632">Versa, Teixeira, I. (2026). <a href="https://versa.iol.pt/algarve/loule/e-considerada-uma-das-aldeias-mais-bonitas-de-portugal-esconde-aguas-esmeralda-e-uma-cascata-impressionante/20260625/6a3bd6edd34edcee7c65a632" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">É considerada uma das aldeias mais bonitas de Portugal, esconde águas esmeralda e uma cascata impressionante</a>.</cite><br><cite data-author="The%20Portugal%20News" data-year="2026" data-title="J%C3%A1%20visitou%20a%20Queda%20do%20Vig%C3%A1rio%20no%20Algarve%3F" data-url="https%3A%2F%2Fwww.theportugalnews.com%2Fpt%2Fnoticias%2F2026-05-31%2Fja-visitou-a-queda-do-vigario-no-algarve%2F1031329">The Portugal News. (2026). <a href="https://www.theportugalnews.com/pt/noticias/2026-05-31/ja-visitou-a-queda-do-vigario-no-algarve/1031329" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Já visitou a Queda do Vigário no Algarve?</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Castro%2C%20P" data-year="2026" data-title="H%C3%A1%20mais%20de%2020%20anos%20que%20uma%20aldeia%20algarvia%20pinta%20uma%20bandeira%20gigante%20para%20apoiar%20Portugal" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fna-cidade%2Fha-mais-de-20-anos-que-uma-aldeia-algarvia-pinta-uma-bandeira-gigante-para-apoiar-portugal">NiT, Castro, P. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/ha-mais-de-20-anos-que-uma-aldeia-algarvia-pinta-uma-bandeira-gigante-para-apoiar-portugal" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Há mais de 20 anos que uma aldeia algarvia pinta uma bandeira gigante para apoiar Portugal</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/fica-a-meia-hora-de-loule-e-e-um-dos-lugares-mais-surpreendentes-do-algarve.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Vindima: o que a meteorologia de agosto já diz sobre a colheita de setembro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/vindima-o-que-a-meteorologia-de-agosto-ja-diz-sobre-a-colheita-de-setembro.html</link><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A data da vindima não se decide em setembro, decide-se agora. O calor destas semanas, as noites e a chuva que cair até ao fim do mês já estão a escrever o perfil do vinho deste ano.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/vindima-o-que-a-meteorologia-de-agosto-ja-diz-sobre-a-colheita-de-setembro-1786979935679.png" data-image="i9oamb52t4n2"><figcaption>Uvas tintas prontas para vindimar, com o perfil já definido pelo calor e pelas noites das semanas anteriores. </figcaption></figure><p>Há uma pergunta que se repete todos os anos por esta altura, do Peso da Régua a Reguengos de Monsaraz: <strong>quando é que se começa a vindimar?</strong></p><p>A resposta não está no calendário, <strong>está no tempo que fizer nas semanas anteriores</strong>. As uvas não amadurecem por data, amadurecem por acumulação de calor, de luz e de água, e é agosto que faz esse trabalho quase todo.</p><h2>A conta começa no pintor</h2><p>O momento a partir do qual se conta tudo é <strong>aquele em que as uvas mudam de cor e amolecem</strong>. Nas castas tintas passam de verde a arroxeado, nas brancas ficam translúcidas e amareladas.</p><div class="texto-destacado"><strong> Pintor- É a fase em que o bago deixa de crescer e começa a amadurecer</strong>. Para de acumular ácidos e passa a acumular açúcares, muda de cor e amolece. Marca o início da última etapa do ciclo e é a partir daqui que se estima a data da colheita.</div><p>Em condições normais, entre o pintor e a vindima passam cerca de quarenta a cinquenta dias, conforme a casta e a região. Se este ano o pintor foi cedo, a colheita será cedo. <strong>Mas é o tempo de agosto que faz esse intervalo encurtar ou alongar</strong>.</p><h2>O calor não acelera sempre a maturação</h2><p>Até certo ponto, <strong>mais calor significa maturação mais rápida</strong>. A videira trabalha melhor, acumula açúcar mais depressa e a colheita antecipa-se. É o que explica as vindimas cada vez mais cedo dos últimos anos.</p><p>Só que <strong>acima de um certo limiar o efeito inverte-se</strong>. Com temperaturas muito altas, a planta fecha-se para se proteger e praticamente deixa de fabricar açúcar. Os bagos continuam a perder água pelo sol, mas já não recebem nada de novo.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Num calor extremo, o grau sobe porque o bago desidrata, não porque a planta trabalhou. É concentração, não é maturação.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>A diferença é enorme na prática</strong>. Analisa-se o açúcar, o valor está alto, decide-se vindimar, e depois o vinho sai desequilibrado, com muito álcool e taninos verdes. Nesses anos, o açúcar mente sobre o estado real da uva, e a prova do bago vale mais do que o refratómetro.</p><h2>As noites contam tanto como os dias</h2><p><strong>Esta é a parte que quase ninguém olha na previsão, e é decisiva</strong>. Durante a noite a planta respira e gasta parte daquilo que produziu de dia, incluindo os ácidos que dão frescura ao vinho. Quanto mais quente for a noite, mais ácido se perde.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>O que aconteceu em agosto</p></th><th scope="col"><p>O que esperar na vindima</p></th><th scope="col"><p>Decisão</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Calor forte e sem chuva</p></td><td><p>Colheita antecipada, mais álcool, menos acidez</p></td><td><p>Antecipar a data e provar os bagos</p></td></tr><tr><td><p>Noites frescas</p></td><td><p>Boa acidez e mais aroma</p></td><td><p>Manter a data prevista</p></td></tr><tr><td><p>Noites acima dos 20 ºC</p></td><td><p>Acidez baixa, vinhos moles</p></td><td><p>Antecipar a colheita</p></td></tr><tr><td><p>Seca severa e prolongada</p></td><td><p>Maturação parada e bagos murchos</p></td><td><p>Esperar não resolve, avaliar caso a caso</p></td></tr><tr><td><p>Chuva forte no fim do mês</p></td><td><p>Bagos inchados, diluição e podridão</p></td><td><p>Vigiar os cachos e não adiar</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Como o tempo que fez em agosto influencia a vindima. Fonte: elaboração própria.</td></tr></tbody></table><p> Por isso é que as regiões com grande diferença entre a máxima do dia e a mínima da noite dão vinhos mais frescos e mais aromáticos, mesmo com verões quentes. É o caso de zonas como Amarante ou Anadia. Uma série de noites acima dos 20 ºC em agosto é o aviso de que a acidez vai ficar curta. <strong>Na tabela abaixo</strong> é possível avaliar de que forma o tempo que fez/faz em Agosto influencia o sucesso da vindima. </p><h2>A chuva das últimas semanas é a variável que muda tudo</h2><p><strong>Uma chuvada moderada depois de um agosto seco costuma ser bem-vinda</strong>. Desbloqueia a planta, permite acabar a maturação e ainda pode salvar um ano difícil.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/vindima-o-que-a-meteorologia-de-agosto-ja-diz-sobre-a-colheita-de-setembro-1786980158135.png" data-image="1fo9ihdnsjaq"><figcaption>Cachos em maturação na vinha, quando as máximas do dia e as mínimas da noite decidem o resultado. </figcaption></figure><p>O problema é o excesso. Uma parreira que passou semanas com sede absorve água de repente e os bagos incham. Diluem o açúcar, ganham pressão e a película racha. A partir daí é uma questão de dias até aparecerem as podridões, sobretudo se as noites forem húmidas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784127" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nevoeiro-matinal-no-litoral-norte-o-que-muda-nas-hortas-de-viana-do-castelo-ao-porto.html" title="Nevoeiro matinal no litoral norte: o que muda nas hortas de Viana do Castelo ao Porto">Nevoeiro matinal no litoral norte: o que muda nas hortas de Viana do Castelo ao Porto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nevoeiro-matinal-no-litoral-norte-o-que-muda-nas-hortas-de-viana-do-castelo-ao-porto.html" title="Nevoeiro matinal no litoral norte: o que muda nas hortas de Viana do Castelo ao Porto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nevoeiro-matinal-no-litoral-norte-o-que-muda-nas-hortas-de-viana-do-castelo-ao-porto-1786982336030_320.png" alt="Nevoeiro matinal no litoral norte: o que muda nas hortas de Viana do Castelo ao Porto"></a></article></aside><p>É por isso que, <strong>quando se anuncia chuva forte a poucos dias da colheita, a decisão mais comum é vindimar antes</strong>. Perde-se algum grau, mas evita-se perder o cacho inteiro.</p><h2>A hora de colher também é meteorologia</h2><p>Fica um último conselho que faz mais diferença do que parece e que raramente se explica a quem tem uma parreira em casa.</p><div class="texto-destacado"><strong>Colha de madrugada ou logo ao nascer do sol</strong>. Uma uva apanhada às sete da manhã pode estar a 16 ºC, enquanto às três da tarde chega facilmente aos 30 ºC. Uma uva quente entra em fermentação descontrolada, perde aromas e oxida muito mais depressa a caminho de casa.</div><p>Nas próximas semanas, olhe para a previsão da sua zona e repare em três coisas: <strong>as máximas</strong>, para saber se a planta está a trabalhar ou parada,<strong> as mínimas</strong>, para perceber que acidez vai sobrar,<strong> e a probabilidade de chuva</strong>, que é a única capaz de mudar tudo em vinte e quatro horas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/vindima-o-que-a-meteorologia-de-agosto-ja-diz-sobre-a-colheita-de-setembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Consegue sentir o cheiro da chuva antes dela cair? Eis a ciência por trás disso]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/voce-consegue-sentir-o-cheiro-da-chuva-antes-dela-cair-eis-a-ciencia-por-tras-disso.html</link><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Este fenómeno pode frequentemente preceder a chegada de uma pancada de chuva ou de uma tempestade mais intensa, particularmente quando as primeiras gotas caem sobre um solo muito seco.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/si-puo-sentire-l-odore-della-pioggia-prima-che-cade-ecco-la-spiegazione-della-scienza-1785493538327.jpg" data-image="2klj10lq9d46"><figcaption>Por razões puramente físicas, o petricor pode ser detetado antes da chegada da chuva. Quando o ar começa a ficar saturado de água, a tensão superficial tende a diminuir, estimulando a libertação de compostos voláteis.</figcaption></figure><p><strong>Petricor </strong>é o nome que se dá ao <strong>cheiro libertado pelo solo quando chove após um longo período de seca</strong>. Este aroma, que percebemos assim que caem as primeiras gotas de chuva,<strong> provém de uma mistura de compostos voláteis retidos no solo e libertados pela água</strong>.</p><p>Quando a primeira gota de chuva atinge um<strong> solo poroso</strong>, o impacto comprime o ar retido nos poros e forma<strong> minúsculas bolhas</strong>. Estas bolhas sobem à superfície e <strong>estouram</strong>,<strong> lançando no ar aerossóis que contêm geosmina e óleos vegetais</strong>.</p><p>O fenómeno foi filmado em câmara lenta por investigadores do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) em 2015. <strong>Cada gota de chuva gera centenas de aerossóis que se elevam até 10 cm no ar</strong>, o suficiente para chegar ao nosso nariz.</p><h2>Os principais responsáveis por trás deste cheiro</h2><p><strong>Na origem do petricor está a geosmina, produzida por bactérias</strong> filamentosas do género <em>Streptomyces </em>(actinomicetos). Estes microrganismos vivem no solo e, ao morrerem ou se desidratarem, libertam geosmina, uma molécula de álcool com <strong>um odor "terroso" que remete para o solo molhado</strong>.</p><div class="texto-destacado">Além da geosmina, há também óleos vegetais. De facto, durante períodos de seca, plantas e arbustos secretam óleos cerosos para se protegerem da desidratação. Estes óleos acumulam-se nas rochas e no solo.</div><p>Por fim, <strong>antes da chuva</strong>, raios ou correntes descendentes rompem as moléculas de oxigénio (O₂), separando-as em átomos livres que se recombinam para formar ozono. O <strong>ozono tem um cheiro metálico e "elétrico"</strong>, semelhante ao de uma fotocopiadora.</p><h2>O petricor pode ser detetado antes da chegada da chuva?</h2><p>Por razões puramente físicas, <strong>o petricor pode ser detetado antes da chegada da chuva</strong>. À medida que o ar começa a ficar saturado de humidade, a tensão superficial tende a diminuir, favorecendo a libertação de compostos voláteis.</p><p>Além disso, correntes descendentes em redor de nuvens carregadas de chuva tendem a empurrar o ar húmido para baixo, transportando consigo o ozono e os primeiros aerossóis elevados por gotas de chuva distantes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/si-puo-sentire-l-odore-della-pioggia-prima-che-cade-ecco-la-spiegazione-della-scienza-1785493581567.jpg" data-image="eavn6ybxkfrd"><figcaption>Na origem do petricor está a geosmina, produzida por bactérias filamentosas do género <em>Streptomyces </em>(actinomicetos). Estes microrganismos vivem no solo e, ao morrerem ou se desidratarem, libertam geosmina, uma molécula de álcool com um odor "terroso" que remete para o solo molhado.</figcaption></figure><p>Isto significa que,<strong> de 10 a 30 minutos antes da chuva, o nariz humano consegue detetar esses sinais precursores</strong>. É um sinal que os nossos ancestrais caçadores-coletores utilizavam para antecipar a chegada de tempestades e encontrar abrigo seguro.</p><h2>O petricor é mais percetível em certas áreas?</h2><p>Sim, existem áreas onde é mais fácil sentir o cheiro de petricor do que em outras. <strong>As áreas mais propícias são aquelas caracterizadas por solos ricos em argila</strong>, que contêm grandes quantidades de actinomicetos — abrangendo desde zonas rurais e florestas até ao asfalto das cidades.</p><p>Após longos períodos de seca, quando gotas de chuva quentes humedecem o solo — como ocorre durante uma tempestade de verão —, o petricor pode ser detetado a quilómetros de distância.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="743909" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/os-astronautas-explicam-o-estranho-cheiro-do-espaco-como-ele-pode-cheirar-a-metal-e-carne-queimada.html" title="Os astronautas explicam o estranho 'cheiro' do espaço: como ele pode cheirar a metal e carne queimada">Os astronautas explicam o estranho "cheiro" do espaço: como ele pode cheirar a metal e carne queimada</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/os-astronautas-explicam-o-estranho-cheiro-do-espaco-como-ele-pode-cheirar-a-metal-e-carne-queimada.html" title="Os astronautas explicam o estranho 'cheiro' do espaço: como ele pode cheirar a metal e carne queimada"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/asi-explican-los-astronautas-el-extrano-aroma-del-espacio-como-es-posible-que-huela-a-metal-y-carne-quemada-1765548421915_320.jpg" alt="Os astronautas explicam o estranho 'cheiro' do espaço: como ele pode cheirar a metal e carne queimada"></a></article></aside><p>Camelos do deserto conseguem detetar o petricor a quilómetros de distância para encontrar água. Na Austrália, os povos aborígenes chamam esse cheiro de <em>maban</em>, associando-o a mitos de criação.</p><p>Da próxima vez que sentir este aroma inconfundível, lembre-se de que está a inalar uma mensagem química que levou milhões de anos para se formar. Afinal, a nossa querida Terra respira, regenera-se e avisa-nos gentilmente que os céus estão prestes a abrir-se.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/voce-consegue-sentir-o-cheiro-da-chuva-antes-dela-cair-eis-a-ciencia-por-tras-disso.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Da Polónia a Itália a pé: este novo trilho atravessa seis países europeus]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/da-polonia-a-italia-a-pe-este-novo-trilho-atravessa-seis-paises-europeus.html</link><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 17:05:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Do mar Báltico ao Adriático, a rota passa por praias, florestas, cidades históricas e montanhas. Mas, atenção, porque o desafio tem quase 3.500 quilómetros.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/da-polonia-a-italia-a-pe-este-novo-trilho-atravessa-seis-paises-europeus-1786189300686.jpg" data-image="7sxozv0a1bqu" alt="Trilho" title="Trilho"><figcaption>Um trilho, seis países e quase 3.500 km: esta é a nova grande aventura europeia. Imagem ilustrativa. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Há quem atravesse a Europa de avião, de comboio ou de carro. E depois há quem decida fazê-lo a pé, com uma mochila às costas e muitos, muitos quilómetros pela frente. O <strong>Wolf Trail</strong> (Trilho do Lobo) é o novo desafio para quem leva o gosto por caminhadas a sério. Feitas as contas, são quase <strong>3.500 quilómetros </strong>entre o mar Báltico e o Adriático, atravessando seis países. </p><p>Sim, leu bem. É caso para dizer que esta não se trata de uma caminhada para encaixar num fim de semana prolongado. Aliás, percorrer o trajeto completo pode exigir<strong> entre quatro e seis meses</strong>, dependendo do ritmo e das paragens.</p><div class="texto-destacado">A boa notícia é que, pelo caminho, há praias, florestas, aldeias, cidades históricas, vinhas e, claro, montanhas. Muitas montanhas.</div><p><strong>O percurso liga a península de Hel, na Polónia, a Trieste, em Itália</strong>, passando pela Alemanha, Suíça, Áustria e Eslovénia. Ao todo, soma cerca de 3.493 quilómetros e mais de 78.400 metros de desnível positivo. Para ter uma ideia da dimensão do desafio, é como acumular uma subida equivalente a quase nove vezes a altitude do Monte Evereste. </p><h2>De praias do Báltico aos Alpes</h2><p>A aventura começa de forma relativamente simpática. A primeira secção percorre cerca de<strong> 430 quilómetros entre Hel e Świnoujście</strong>, acompanhando a costa báltica polaca. </p><div class="texto-destacado">Há praias de areia, florestas costeiras e paisagens bem diferentes da imagem que muitas pessoas têm quando pensam numa grande travessia europeia.</div><p>Depois, o cenário começa gradualmente a mudar. A rota entra na Alemanha e <strong>atravessa diferentes paisagens do norte e centro do país</strong>, passando por zonas como a charneca de Lüneburg, a Floresta Negra e a região do Palatinado. Também há espaço para localidades históricas, aldeias e regiões vinícolas, numa mistura que faz com que o Wolf Trail seja muito mais do que uma sucessão de trilhos no meio da natureza.</p><p>A viagem prossegue até ao Lago de Constança e, a partir daí, começa a verdadeira aproximação aos Alpes. A sexta secção conduz os caminhantes em direção aos Alpes de Allgäu, terminando em Oberstdorf. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="758516" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/caminhos-sustentaveis-os-novos-trilhos-de-caminhada-para.html" title="Caminhos sustentáveis: os novos trilhos de caminhada para 2026">Caminhos sustentáveis: os novos trilhos de caminhada para 2026</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/caminhos-sustentaveis-os-novos-trilhos-de-caminhada-para.html" title="Caminhos sustentáveis: os novos trilhos de caminhada para 2026"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/caminhos-sustentaveis-os-novos-trilhos-de-caminhada-para-1773407570740_320.png" alt="Caminhos sustentáveis: os novos trilhos de caminhada para 2026"></a></article></aside><p>É na última parte, contudo, que o grau de exigência sobe consideravelmente. É que <strong>o percurso atravessa os Alpes, passa pelas Dolomitas e pelas montanhas dos Alpes Julianos</strong>, na Eslovénia, antes de chegar finalmente a Trieste.</p><div class="texto-destacado">É precisamente nesta fase que aparecem alguns dos cenários mais impressionantes do percurso, incluindo a Via Alpina, as Dolomitas, classificadas como Património Mundial da UNESCO, e o Parque Nacional de Triglav, na Eslovénia. </div><p>O prémio no final da caminhada é bastante mais simples: chegar ao Adriático e, provavelmente, sentar-se.</p><h2>Não precisa de tirar meio ano de férias</h2><p>Apesar de o Wolf Trail ter sido pensado como uma grande travessia contínua, não é necessário reservar quatro a seis meses da sua vida para o fazer.</p><p><strong>O percurso está dividido em sete secções</strong>, que podem ser realizadas separadamente. A primeira tem cerca de 430 quilómetros e as restantes variam entre aproximadamente 370 e 570 quilómetros. Assim, cada caminhante pode escolher apenas uma parte da rota e regressar noutra ocasião para continuar a aventura.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/da-polonia-a-italia-a-pe-este-novo-trilho-atravessa-seis-paises-europeus-1786189762099.jpg" data-image="sisejr0ze45e" alt="Dolomitas" title="Dolomitas"><figcaption>O trilho passa por paisagens verdadeiramente impressionantes. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Há ainda pontos de entrada que permitem fazer<strong> caminhadas mais curtas</strong>, incluindo percursos de um dia ou primeiros troços de algumas dezenas de quilómetros. Ou seja, não precisa de se comprometer imediatamente com quase 3.500 quilómetros e uma mochila que parece pesar o dobro ao fim da primeira semana.</p><div class="texto-destacado">Em vez de tentar levar comida e equipamento para meses, os caminhantes vão encontrando localidades onde podem comprar mantimentos e tratar das necessidades do dia a dia.</div><p>Aliás, a ideia por trás do projeto é precisamente<strong> popularizar o chamado ‘thru-hiking</strong>’, isto é, percorrer uma rota de longa distância de forma contínua, transportando consigo apenas o essencial e reabastecendo-se pelo caminho. </p><p>“Os caminhantes dependem de ficheiros GPX descarregáveis, mapeados em aplicações tecnológicas, para planear os reabastecimentos diários nas cidades e encontrar parques de campismo legais”, nota a ‘Time Out’.</p><h2>Uma caminhada que exige planeamento</h2><p>Mas aqui, a distância não é o único desafio. O<strong> desnível acumulado ultrapassa os 78.400 metros</strong> e as características do terreno vão mudando bastante ao longo do percurso. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="745766" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/coreia-do-sul-a-pe-7-caminhadas-de-trilhos-urbanos-a-rotas-de-varios-dias.html" title="Coreia do Sul a pé: 7 caminhadas, de trilhos urbanos a rotas de vários dias">Coreia do Sul a pé: 7 caminhadas, de trilhos urbanos a rotas de vários dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/coreia-do-sul-a-pe-7-caminhadas-de-trilhos-urbanos-a-rotas-de-varios-dias.html" title="Coreia do Sul a pé: 7 caminhadas, de trilhos urbanos a rotas de vários dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/coreia-do-sul-a-pe-7-caminhadas-de-trilhos-urbanos-a-rotas-de-varios-dias-1766689953501_320.jpeg" alt="Coreia do Sul a pé: 7 caminhadas, de trilhos urbanos a rotas de vários dias"></a></article></aside><p>Se os primeiros quilómetros, junto ao Báltico e no norte da Alemanha, são relativamente acessíveis, as coisas ficam bem diferentes quando a rota entra nas zonas alpinas.</p><p>Nas últimas secções existem passagens de montanha que podem atingir entre 2.500 e 3.000 metros de altitude. Por isso, <strong>a época do ano é uma questão importante</strong>. Os meses de inverno trazem neve e condições particularmente difíceis nas zonas montanhosas, sendo a janela entre a primavera e o início do outono a opção mais adequada para a travessia completa.</p><p>Também é necessário ter atenção às regras locais de campismo. O Wolf Trail foi desenhado ligando percursos que já existiam, incluindo partes de grandes trilhos europeus como o E1, o E9 e a Via Alpina, mas <strong>a possibilidade de montar tenda não é igual em todos os países</strong>. Na Alemanha, por exemplo, o campismo selvagem está sujeito a regras apertadas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/da-polonia-a-italia-a-pe-este-novo-trilho-atravessa-seis-paises-europeus-1786190123146.jpg" data-image="51wp9kvmotva" alt="Trilho" title="Trilho"><figcaption>Um trilho novo feito de caminhos que já existiam. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Por isso, a rota foi pensada para passar por locais onde os caminhantes podem pernoitar legalmente, incluindo parques de campismo, áreas de<em> trekking</em>, refúgios de montanha e localidades com diferentes opções de alojamento.</p><div class="texto-destacado">O projeto, desenvolvido pela marca alemã de equipamento outdoor Jack Wolfskin, consiste em ligar, então, percursos de longa distância e caminhos históricos que já existiam, criando uma rota contínua entre o Báltico e o Adriático.</div><p>No fundo, a proposta é simples: <strong>transformar vários trilhos numa única grande aventura europeia</strong>, permitindo atravessar seis países sem precisar de entrar num carro para passar de uma paisagem para outra.</p><p>E não se preocupe. Do ponto de vista da segurança, <strong>a rota foi testada</strong> pela canadiana Lauren Roerick. A caminhante de longa distância conta com mais de 13.000 quilómetros percorridos em trilhos como o Pacific Crest Trail, o HexaTrek e o Te Araroa. Em 2026, participou na avaliação do Wolf Trail, analisando as condições do percurso e os desafios práticos associados a uma travessia desta dimensão.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Time%20Out%2C%20Teeling%2C%20R" data-year="2026" data-title="H%C3%A1%20um%20novo%20trilho%20que%20atravessa%20seis%20pa%C3%ADses%20europeus" data-url="https%3A%2F%2Fwww.timeout.pt%2Flisboa%2Fpt%2Fnoticias%2Fha-um-novo-trilho-que-atravessa-seis-paises-europeus-072526">Time Out, Teeling, R. (2026). <a href="https://www.timeout.pt/lisboa/pt/noticias/ha-um-novo-trilho-que-atravessa-seis-paises-europeus-072526" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Há um novo trilho que atravessa seis países europeus</a>.</cite><br><cite data-author="EuroNews" data-year="2026" data-title="Pol%C3%B3nia%20a%20It%C3%A1lia%3A%20novo%20trilho%20de%203%20500%20km%20atravessa%20seis%20pa%C3%ADses%20europeus" data-url="https%3A%2F%2Fpt.euronews.com%2Fviagens%2F2026%2F07%2F22%2Fpolonia-a-italia-novo-trilho-de-3-500-km-atravessa-seis-paises-europeus">EuroNews. (2026). <a href="https://pt.euronews.com/viagens/2026/07/22/polonia-a-italia-novo-trilho-de-3-500-km-atravessa-seis-paises-europeus" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Polónia a Itália: novo trilho de 3 500 km atravessa seis países europeus</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Oliveira%2C%20E" data-year="2026" data-title="S%C3%B3%20para%20os%20mais%20aventureiros%3A%20h%C3%A1%20um%20novo%20trilho%20na%20Europa%20que%20atravessa%20seis%20pa%C3%ADses" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffit%2Fso-para-os-mais-aventureiros-ha-um-novo-trilho-na-europa-que-atravessa-seis-paises">NiT, Oliveira, E. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fit/so-para-os-mais-aventureiros-ha-um-novo-trilho-na-europa-que-atravessa-seis-paises" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Só para os mais aventureiros: há um novo trilho na Europa que atravessa seis países</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/da-polonia-a-italia-a-pe-este-novo-trilho-atravessa-seis-paises-europeus.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Da boca ao intestino: o que podem as bactérias revelar sobre a psicopatia humana?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/da-boca-ao-intestino-o-que-podem-as-bacterias-revelar-sobre-a-psicopatia-humana.html</link><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 16:53:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Estudo sugere que algumas pistas sobre a personalidade podem estar para lá do cérebro. Investigadores do Porto procuraram-nas num território inesperado: as bactérias que vivem na boca e no intestino.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/da-boca-ao-intestino-o-que-podem-as-bacterias-revelar-sobre-a-psicopatia-humana-1787313717536.jpg" data-image="pd6oceeq55zt" alt="Intestino e bactérias" title="Intestino e bactérias"><figcaption>Milhares de microrganismos vivem na boca e no intestino humano, formando ecossistemas que a ciência começa agora a relacionar com o comportamento. Imagem gerada por IA: Adobe Stock</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>O cérebro será o lugar mais óbvio para procurar explicações para alguns dos <strong>traços mais obscuros</strong> da personalidade humana. Mas não foi por aí que seguiram os investigadores do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto. Foram procurar mais abaixo: primeiro na <strong>boca</strong>, depois no <strong>intestino</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O estudo, publicado na revista <em>Translational Psychiatry</em>, analisou a composição da microbiota oral e intestinal de 200 participantes e procurou perceber se existiam associações entre esses microrganismos, determinadas substâncias produzidas pelo organismo e traços associados à psicopatia.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A investigação parte de uma mudança que se tem vindo a afirmar na ciência: o reconhecimento de que o enorme ecossistema de <strong>microrganismos</strong> a viver no nosso corpo não é um mero passageiro. </p><h2>A microbiota e o comportamento humano</h2><p>A <strong>microbiota</strong> participa em processos metabólicos e mantém uma <strong>relação complexa com o organismo</strong>, incluindo através do chamado eixo microbiota-intestino-cérebro.</p><p>A possibilidade de esta relação estar ligada ao <strong>comportamento</strong> não é inteiramente nova. Estudos anteriores já encontraram associações entre a <strong>microbiota</strong> e transtornos como ansiedade e depressão.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O que esta equipa procurou de novo foi saber se existia também uma relação com traços de personalidade associados à psicopatia, como o distanciamento emocional, a impulsividade e tendências antissociais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os investigadores encontraram <strong>diferenças na composição</strong> de algumas <strong>comunidades bacterianas</strong> presentes no intestino e na cavidade oral dos participantes e identificaram relações entre determinadas bactérias e as pontuações obtidas numa escala de avaliação de traços psicopáticos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/da-boca-ao-intestino-o-que-podem-as-bacterias-revelar-sobre-a-psicopatia-humana-1787313839843.jpg" data-image="5u4wv6oa7kfr" alt="Ligação cérebro-intestino" title="Ligação cérebro-intestino"><figcaption>O eixo intestino-cérebro permite a comunicação entre o sistema digestivo e o sistema nervoso central, uma relação que está no centro de novas linhas de investigação. Imagem gerada por IA: Adobe Stock</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Algumas bactérias intestinais, entre elas <em>Allisonella</em>, <em>Prevotella</em>, <em>Ruminococcaceae DTU089</em> e <em>Cloacibacillus evryensis</em>, apresentaram <strong>diferenças de abundância</strong> entre grupos e algumas mostraram associações positivas com essas pontuações. Na boca, <em>Treponema vincentii</em> apresentou uma associação negativa. Nenhuma delas, porém, pode ser considerada “a bactéria da psicopatia”.</p><h2>Depois das bactérias, vieram as moléculas</h2><p>A viagem, contudo, está longe de terminar nos microrganismos. Ao analisar os metabolitos presentes nas amostras, os cientistas encontraram diferenças nos níveis de <strong>glicose</strong> e <strong>taurina</strong> nas fezes. Ambas as substâncias apresentaram associações positivas com as pontuações de traços psicopáticos.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É aqui que o estudo acrescenta uma segunda camada à história. Não estão apenas em causa as bactérias que vivem no organismo, mas também as moléculas que resultam da sua atividade ou que podem ser por ela modificadas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>E se parte dessa química, envolvida na comunicação entre o intestino e o cérebro, também participar nos processos que ajudam a explicar diferenças na forma como algumas pessoas sentem, pensam e se relacionam com os outros? A pergunta é nova. E, por enquanto, continua a ser uma pergunta.</p><h2>A psicopatia não está no intestino</h2><p>A descoberta é intrigante, mas exige cautela. Encontrar diferenças na microbiota ou nos metabolitos associados a pessoas com mais traços psicopáticos <strong>não significa que essas alterações provoquem esses comportamentos</strong>. </p><p>No estudo, os participantes foram avaliados num determinado momento, permitindo identificar <strong>padrões</strong> que aparecem em conjunto, mas sem especificar qual surgiu primeiro nem se um provoca o outro.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Pode ser que determinadas características biológicas contribuam para alterações na microbiota. Pode acontecer o contrário. Ou podem existir outros factores, como a alimentação, o estilo de vida ou o ambiente, que ajudem a explicar simultaneamente as duas coisas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Há ainda outra <strong>distinção</strong> que importa deixar clara. Os investigadores não desenvolveram um <strong>teste</strong> capaz de identificar pessoas com psicopatia através de uma análise às fezes ou à saliva. Também não procuraram diagnosticar psicopatia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="718873" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/genetica-e-psicologia-a-influencia-dos-genes-na-personalidade-humana.html" title="Genética e Psicologia: A Influência dos Genes na Personalidade Humana">Genética e Psicologia: A Influência dos Genes na Personalidade Humana</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/genetica-e-psicologia-a-influencia-dos-genes-na-personalidade-humana.html" title="Genética e Psicologia: A Influência dos Genes na Personalidade Humana"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/genetica-e-psicologia-a-influencia-dos-genes-na-personalidade-humana-1751989213771_320.jpg" alt="Genética e Psicologia: A Influência dos Genes na Personalidade Humana"></a></article></aside><p>O que fizeram foi avaliar <strong>traços psicopáticos</strong>, através de uma escala, e procurar padrões biológicos que pudessem acompanhar a intensidade desses traços. A importância da descoberta não está, por isso, em permitir identificar um “psicopata” através da microbiota. Está a sugerir que a <strong>biologia do comportamento</strong> pode ser ainda mais distribuída pelo organismo do que se pensava.</p><h2>Do microbioma até ao cérebro</h2><p>As bactérias do intestino não estão isoladas do resto do corpo. Através das moléculas que produzem ou transformam, podem participar numa <strong>rede de comunicação</strong> que liga o intestino ao cérebro. É esta relação, conhecida como <strong>eixo microbiota-intestino-cérebro</strong>, que tornou plausível procurar aqui pistas sobre comportamento e personalidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/da-boca-ao-intestino-o-que-podem-as-bacterias-revelar-sobre-a-psicopatia-humana-1787314026824.jpg" data-image="9s3m4k8hl27a" alt="microbiota intestinal" title="microbiota intestinal"><figcaption>Compreender a relação entre microbiota, metabolismo e comportamento poderá abrir novas linhas de investigação, embora ainda não haja tratamentos baseados nesses resultados. Imagem gerada por IA: Adobe Stock</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Neste estudo, as diferenças encontradas na glicose e na taurina acrescentam uma dimensão metabólica às associações observadas entre microbiota e traços psicopáticos. Mas ainda falta <strong>perceber como estas peças se encaixam</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Que bactérias estão envolvidas? Que substâncias produzem ou modificam? E essas alterações têm alguma influência sobre o cérebro ou são apenas uma consequência de outros fatores?<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>São perguntas para investigações futuras. Será necessário acompanhar pessoas ao longo do tempo e, sobretudo, realizar experiências capazes de testar mecanismos de causa e efeito. Só assim será possível perceber se estas <strong>assinaturas biológicas</strong> têm algum papel ativo nos traços estudados ou se são sobretudo consequência de outros processos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="694731" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/portugal-na-vanguarda-da-ciencia-investigadores-usam-alternativas-aos-antibioticos-para-combater-bacterias-resistentes.html" title="Portugal na vanguarda da ciência: investigadores usam alternativas aos antibióticos para combater bactérias resistentes">Portugal na vanguarda da ciência: investigadores usam alternativas aos antibióticos para combater bactérias resistentes</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/portugal-na-vanguarda-da-ciencia-investigadores-usam-alternativas-aos-antibioticos-para-combater-bacterias-resistentes.html" title="Portugal na vanguarda da ciência: investigadores usam alternativas aos antibióticos para combater bactérias resistentes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-na-vanguarda-da-ciencia-investigadores-usam-alternativas-aos-antibioticos-para-combater-bacterias-resistentes-1738261661381_320.jpg" alt="Portugal na vanguarda da ciência: investigadores usam alternativas aos antibióticos para combater bactérias resistentes"></a></article></aside><p>A ligação entre intestino e cérebro tem vindo a ganhar importância na investigação biomédica. A <strong>microbiota intestinal</strong> participa em processos metabólicos e <strong>pode influenciar moléculas</strong> envolvidas na comunicação com o <strong>sistema nervoso</strong>. Alguns metabolitos derivados ou modulados pela atividade microbiana podem, por diferentes vias, participar em processos fisiológicos que afetam o cérebro.</p><h2>O que comemos também faz parte da equação?</h2><p>É aqui que surge uma das possibilidades mais intrigantes, mas também uma das mais especulativas. Se futuras investigações demonstrarem que determinados componentes da microbiota ou certos metabolitos participam efetivamente nas vias que influenciam o comportamento, a <strong>alimentação</strong> ou a <strong>modulação do microbioma</strong> poderão vir a ser estudados como componentes complementares de estratégias de intervenção.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Por agora, porém, essa possibilidade pertence ao futuro. O estudo não testou dietas, probióticos, transplantes de microbiota ou qualquer tratamento para a psicopatia. O que fez foi abrir uma porta.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Durante décadas, a investigação sobre a biologia da psicopatia concentrou-se sobretudo no <strong>cérebro</strong>, no <strong>ADN</strong> e na influência de fatores <strong>sociais</strong> e <strong>ambientais</strong>. Este estudo acrescenta outro território à procura: o ecossistema de microrganismos que vive no nosso corpo. Ainda não sabemos se essas bactérias e moléculas são meras testemunhas do processo ou se têm, de facto, algum papel nele. É essa a pergunta que fica à porta do próximo estudo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Instituto%20de%20Investiga%C3%A7%C3%A3o%20e%20Inova%C3%A7%C3%A3o%20em%20Sa%C3%BAde%20(i3S)%2C%20Universidade%20do%20Porto" data-year="" data-title="i3S%20study%20suggests%20link%20between%20psychopathic%20traits%20and%20gut%20and%20oral%20bacteria" data-url="https%3A%2F%2Fwww.i3s.up.pt%2Fnews.php%3Fv%3D888">Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S), Universidade do Porto. <a href="https://www.i3s.up.pt/news.php?v=888" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">i3S study suggests link between psychopathic traits and gut and oral bacteria</a>.</cite><br><cite data-author="Carolina%20F.%20F.%20A.%20Costa%2C%20Daniel%20Radford-Smith%2C%20Alexandre%20R.%20T.%20Figueiredo%2C%20Rita%20C.%20M.%20Ribeiro%2C%20Sofia%20Pinto%2C%20Fay%20Probert%2C%20Renata%20Barros%2C%20Paula%20Serr%C3%A3o%2C%20Luisa%20Barreiros%2C%20Marcela%20A.%20Segundo%2C%20Daniel%20C.%20Anthony%2C%20Fernando%20Barbosa%2C%20Philip%20W.%20J.%20Burnet%20%26%20Benedita%20Sampaio-Maia" data-year="" data-title="Gut%20and%20oral%20microbiota%20composition%20is%20associated%20with%20psychopathic%20personality%3A%20a%20cross-sectional%20study" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41398-026-04052-z">Carolina F. F. A. Costa, Daniel Radford-Smith, Alexandre R. T. Figueiredo, Rita C. M. Ribeiro, Sofia Pinto, Fay Probert, Renata Barros, Paula Serrão, Luisa Barreiros, Marcela A. Segundo, Daniel C. Anthony, Fernando Barbosa, Philip W. J. Burnet & Benedita Sampaio-Maia. <a href="https://www.nature.com/articles/s41398-026-04052-z" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Gut and oral microbiota composition is associated with psychopathic personality: a cross-sectional study</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/da-boca-ao-intestino-o-que-podem-as-bacterias-revelar-sobre-a-psicopatia-humana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A Grande Galáxia de Andrómeda está a perder brilho à medida que a sua formação de estrelas diminui em 80%]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-grande-galaxia-de-andromeda-esta-a-perder-brilho-a-medida-que-a-sua-formacao-de-estrelas-diminui-em.html</link><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Andrómeda está a abrandar o seu ritmo de formação estelar. O Hubble reconstruiu 500 milhões de anos da sua história e constatou um declínio significativo, sendo a M32 uma possível causa das perturbações locais observadas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-gran-galaxia-andromeda-se-apaga-su-produccion-de-estrellas-se-desploma-un-1786843657321.jpg" data-image="vj1gn0duulr1"><figcaption>A Galáxia de Andrómeda, ou M31, é a galáxia espiral gigante mais próxima da Via Láctea.</figcaption></figure><p>A M31, mais conhecida como <strong>Andrómeda</strong> desde a antiguidade, é uma das nossas vizinhas galácticas mais importantes porque, juntamente com a Via Láctea, domina o Grupo Local. Para além do facto de se prever que entremos em colisão com ela daqui a cerca de 4 mil milhões de anos, a sua proximidade permite-nos utilizá-la como um <strong>laboratório estelar</strong>.</p><p>A sua proximidade — <strong>a cerca de 2,5 milhões de anos-luz de distância</strong> — permite que telescópios espaciais como o Hubble distingam estrelas individuais no seu disco e observem como estes sistemas evoluem com pormenor suficiente para reconstruir a sua história com notável precisão.</p><div class="texto-destacado"><strong>Os programas PHAT e PHAST do Hubble</strong> abrangem dois terços do disco da galáxia e a sua formação estelar, recolhendo medições individuais de quase 200 milhões de estrelas, <strong>o suficiente para reconstruir a sua história com grande precisão</strong>.</div><p>Num novo estudo, os<strong> investigadores analisaram mais de 6 500 pequenas regiões do disco sul</strong><strong>, comparando a cor e o brilho das estrelas para estimar quando nasceram as diferentes populações estelares</strong>. Isto permitiu-lhes reconstruir a forma como a formação estelar evoluiu ao longo dos últimos 500 milhões de anos.</p><p>Ao medirem quantas estrelas de cada tipo aparecem em cada região, os investigadores obtiveram a história de formação estelar mais detalhada até à data. É aqui que a história se torna interessante: os dados revelaram que <strong>a produção de novas estrelas tem vindo a diminuir progressivamente ao longo dos últimos 40 milhões de anos</strong>.</p><h2>Um declínio que se tem vindo a formar ao longo de centenas de milhões de anos</h2><p><strong>O declínio está longe de ser insignificante</strong>. Na área abrangida pelos estudos, a taxa média foi de 0,445 massas solares por ano nos últimos 100 milhões de anos, tendo descido para 0,285 massas solares por ano quando se consideram os últimos 20 milhões de anos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-gran-galaxia-andromeda-se-apaga-su-produccion-de-estrellas-se-desploma-un-1786846271455.jpg" data-image="a3wyb8x6o6tk"><figcaption>Densidade estelar do levantamento PHAST e limites de completude de 50%, calculados com base na densidade estelar local através de amostragem estatística. Crédito: Wainer et al.</figcaption></figure><p>Quando essas medições foram extrapoladas para todo o disco, os investigadores estimaram uma taxa de cerca de 0,67 massas solares por ano nos últimos 100 milhões de anos e de aproximadamente 0,43 nos últimos 20 milhões de anos. <strong>Esta desaceleração torna-se especialmente evidente nos últimos 40 milhões de anos</strong>.</p><p>Se recuarmos no tempo até há cerca de 500 milhões de anos, a Andrómeda formava uma massa solar de estrelas por ano. Mas é aqui que a coisa se torna interessante: <strong>há cerca de 40 milhões de anos, a taxa caiu para quase metade desse nível, sendo a taxa atual ainda mais baixa</strong>, o que aponta para um processo prolongado, em vez de uma paragem repentina.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="707696" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/disposicao-misteriosa-no-universo-galaxias-satelites-de-andromeda-desafiam-a-cosmologia.html" title="Assimetria misteriosa no Universo: galáxias satélites de Andrómeda desafiam a cosmologia">Assimetria misteriosa no Universo: galáxias satélites de Andrómeda desafiam a cosmologia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/disposicao-misteriosa-no-universo-galaxias-satelites-de-andromeda-desafiam-a-cosmologia.html" title="Assimetria misteriosa no Universo: galáxias satélites de Andrómeda desafiam a cosmologia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ratselhafte-anordnung-im-universum-satellitengalaxien-von-andromeda-stellen-kosmologisches-weltbild-infrage-1745095242865_320.png" alt="Assimetria misteriosa no Universo: galáxias satélites de Andrómeda desafiam a cosmologia"></a></article></aside><p>Os investigadores interpretam este comportamento como a fase final de um declínio que teve início muito antes, uma vez que estudos anteriores tinham identificado um episódio significativo de formação estelar há cerca de 2 mil milhões de anos. Desde então, <strong>o disco tem vindo a evoluir gradualmente para um estado menos ativo, aproximando-se do de uma galáxia de transição</strong>.</p><h3>M32, a pequena suspeita</h3><p>Grande parte da formação estelar recente de Andrómeda concentra-se em estruturas em forma de anel, particularmente no chamado <strong>anel de 10 quiloparsecs</strong>. O nome refere-se à sua distância aproximada do centro galáctico — cerca de 32 000 anos-luz — e não ao facto de o anel ter 10 quiloparsecs de espessura.</p><div class="texto-destacado">Um quiloparsec equivale a 3 262 anos-luz, uma vez que um parsec mede aproximadamente 3.26 anos-luz e o prefixo "quilo" multiplica esse valor por mil.</div><p>É precisamente aqui que surge uma das pistas mais intrigantes. <strong>A M32, uma pequena galáxia satélite, situa-se nas proximidades, perto do anel</strong>, onde a formação estelar começou a ficar abaixo da média há cerca de 60 milhões de anos e permaneceu suprimida durante dezenas de milhões de anos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-gran-galaxia-andromeda-se-apaga-su-produccion-de-estrellas-se-desploma-un-1786844594132.jpg" data-image="nmy6czcouvfi"><figcaption>Messier 32, captado pelo Hubble no âmbito do projeto PHAST (Panchromatic Hubble Andromeda Southern Treasury). Crédito: NASA, ESA.</figcaption></figure><p>Entre 50 milhões e 20 milhões de anos atrás, essa região produziu cerca de 40% menos estrelas do que a média do disco, atingindo um mínimo há cerca de 15 milhões de anos. Entretanto, outros setores próximos apresentam um comportamento diferente, o que significa que <strong>o declínio não está a afetar toda a galáxia de forma igual</strong>.</p><p><strong>É por isso que a M32 é considerada uma possível culpada, embora ainda não haja provas definitivas</strong>. Modelos orbitais recentes sugerem que ela possa ter atravessado o disco de Andrómeda há cerca de 20 milhões de anos. O problema é que o declínio observado começou mais cedo, sugerindo que vários fatores possam estar envolvidos.</p><h3>Um resultado que desafia a forma como medimos outras galáxias</h3><p>O estudo também testa uma técnica utilizada para estimar a formação estelar em galáxias distantes. Em geral, não é possível distinguir estrelas individuais, pelo que <strong>a emissão no ultravioleta distante (FUV), combinada com a radiação infravermelha, é utilizada para inferir quanta massa está a ser convertida em estrelas</strong> ao longo de um determinado período.</p><p>Na Andrómeda, esse método produziu uma surpresa: as estimativas foram aproximadamente<strong> 2,1 vezes inferiores às obtidas através da contagem de populações estelares utilizando diagramas de cor-magnitude</strong>. A discrepância surge porque estes indicadores calculam a média da atividade ao longo de intervalos de 100 milhões de anos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784140" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-testemunham-como-uma-estrela-morta-devolve-materia-ao-universo.html" title="Astrónomos testemunham como uma estrela morta devolve matéria ao Universo">Astrónomos testemunham como uma estrela morta devolve matéria ao Universo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-testemunham-como-uma-estrela-morta-devolve-materia-ao-universo.html" title="Astrónomos testemunham como uma estrela morta devolve matéria ao Universo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-testemunham-como-uma-estrela-morta-devolve-materia-ao-universo-1787038356595_320.jpg" alt="Astrónomos testemunham como uma estrela morta devolve matéria ao Universo"></a></article></aside><p>O problema surge quando uma galáxia altera rapidamente a sua taxa de formação estelar, o que significa que partir do pressuposto de uma taxa constante pode introduzir erros significativos. <strong>A equipa confirmou que a história reconstruída a partir de estrelas individuais reproduz corretamente os dados, indicando que o método tradicional está mal calibrado</strong>.</p><p>Andrómeda serve, portanto, como um campo de ensaio para melhorar a forma como interpretamos as galáxias distantes. A sua proximidade permite-nos comparar diferentes métodos e <strong>mostra-nos que, mesmo quando uma galáxia parece estável, pode estar a sofrer alterações significativas</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Tobin%20M.%20Wainer%20et%20al" data-year="2026" data-title="The%20Panchromatic%20Hubble%20Andromeda%20Southern%20Treasury%20(PHAST).%20II.%20The%20Spatially%20Resolved%20Recent%20Star%20Formation%20History%20in%20M31" data-url="https%3A%2F%2Fiopscience.iop.org%2Farticle%2F10.3847%2F1538-4357%2Fae6db9">Tobin M. Wainer et al. (2026). <a href="https://iopscience.iop.org/article/10.3847/1538-4357/ae6db9" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">The Panchromatic Hubble Andromeda Southern Treasury (PHAST). II. The Spatially Resolved Recent Star Formation History in M31</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-grande-galaxia-de-andromeda-esta-a-perder-brilho-a-medida-que-a-sua-formacao-de-estrelas-diminui-em.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo em Portugal para a última semana de agosto: uma nova frente poderá trazer mais chuva a partir de quarta-feira 26]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-para-a-ultima-semana-de-agosto-uma-nova-frente-podera-trazer-mais-chuva-a-partir-de-quarta-feira.html</link><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 15:23:11 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após a passagem da depressão atlântica pouco habitual para agosto na nossa latitude entre domingo (23) e segunda-feira (24), é possível que uma nova frente traga mais períodos de chuva a Portugal continental a partir de quarta-feira (26).</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-para-a-ultima-semana-de-agosto-uma-nova-frente-podera-trazer-mais-chuva-a-partir-de-quarta-feira-1787325091432.jpg" data-image="wpnxh27ny161"><figcaption>Tudo indica que a última semana de agosto em Portugal continental registará características mais típicas do tempo de outono, com temperaturas inferiores à média e precipitação acima do normal para a época do ano.</figcaption></figure><p>É cada vez maior a probabilidade de um <strong>período mais húmido e chuvoso do que o normal na última semana de agosto em Portugal continental</strong>.</p><p><strong>Os mapas de referência da Meteored</strong>, baseados nas últimas e sucessivas atualizações do ECMWF - modelo da nossa maior confiança - têm vindo a apresentar, com frequência crescente, <strong>cenários compatíveis com a ocorrência de chuva no nosso país ao longo da última semana de agosto, pelo menos entre os dias 24 e 26</strong>, e com possibilidade de os períodos de instabilidade se prolongarem para além de quarta-feira (26).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-para-a-ultima-semana-de-agosto-uma-nova-frente-podera-trazer-mais-chuva-a-partir-de-quarta-feira-1787325636871.jpg" data-image="rshyxhky3kgn"><figcaption>As anomalias de precipitação previstas para a última semana de agosto evidenciam valores claramente acima da média climatológica de referência, com o sinal positivo (país 'manchado' em tons de verde) a reforçar a consistência de uma semana que se prevê tendencialmente chuvosa, algo invulgar num mês de verão como o de agosto.</figcaption></figure><p>Pese embora o facto de alguns cenários projetarem acumulações de precipitação elevados nalgumas regiões, a incerteza mantém-se elevada quanto à distribuição e em que períodos choverá mais ou menos. A Climatologia “conta-nos” que agosto é um dos meses habitualmente mais secos do ano em Portugal. Não obstante, caso este cenário efetivamente se confirme, <strong>estaremos perante uma mudança significativa face ao padrão climatológico normal para a época do ano</strong>.</p><h2>Eis o que mostram os nossos mapas a curto e médio prazo</h2><p>A partir de domingo (23) prevê-se uma mudança abrupta no estado do tempo em Portugal continental devido à <strong>chegada de uma depressão atlântica algo “atípica” para um mês de agosto e para as nossas latitudes</strong>, e atualmente situada a nordeste do arquipélago dos Açores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-para-a-ultima-semana-de-agosto-uma-nova-frente-podera-trazer-mais-chuva-a-partir-de-quarta-feira-1787323634932.jpg" data-image="g1xg8j8a2zqq"><figcaption>Depressão "atípica" para um mês de agosto no próximo domingo, dia 23, posicionada a oeste de Portugal continental.</figcaption></figure><p>Entre os seus principais efeitos estarão períodos de<strong> chuva</strong> fraca a moderada e pontualmente intensa, e <strong>vento</strong> forte, sendo mais frequentes e intensos nas regiões situadas a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela, embora os mapas de referência da Meteored sugiram que <strong>toda a geografia de Portugal continental </strong>deva ser alcançada pelas frentes e linhas de instabilidade associadas ao sistema,<strong> especialmente no decorrer de segunda-feira (24)</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784879" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-a-depressao-atlantica-atipica-para-agosto-entre-domingo-e-segunda-feira-portugal-tera-chuva-e-vento-forte.html" title="Aproxima-se a depressão atlântica “atípica” para agosto: entre domingo e segunda-feira Portugal terá chuva e vento forte">Aproxima-se a depressão atlântica “atípica” para agosto: entre domingo e segunda-feira Portugal terá chuva e vento forte</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-a-depressao-atlantica-atipica-para-agosto-entre-domingo-e-segunda-feira-portugal-tera-chuva-e-vento-forte.html" title="Aproxima-se a depressão atlântica “atípica” para agosto: entre domingo e segunda-feira Portugal terá chuva e vento forte"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-a-depressao-atlantica-atipica-para-agosto-entre-domingo-e-segunda-feira-portugal-tera-chuva-e-vento-forte-1787310549822_320.jpg" alt="Aproxima-se a depressão atlântica “atípica” para agosto: entre domingo e segunda-feira Portugal terá chuva e vento forte"></a></article></aside><p>No domingo (23) a precipitação deverá ocorrer no litoral e regiões mais ocidentais do país, mais provável a partir da tarde. <strong>O vento Sul poderá atingir rajadas de até 60/70 km/h</strong>, sobretudo nas áreas mais expostas, e em particular durante a passagem da fase mais ativa da depressão, entre o<strong> final da manhã e durante a tarde de segunda-feira, 24 de agosto</strong>.</p><p>Na terça-feira (25) prevê-se uma melhoria gradual do estado do tempo, embora as “tréguas” possam ser de curta duração. <strong>O que poderá vir depois?</strong></p><h2>Terça de transição entre estados do tempo; novo episódio de chuva na quarta </h2><p>Apesar de estar prevista uma gradual estabilização do estado do tempo na terça (25), <strong>ainda poderão ocorrer períodos de chuva fraca até ao meio da tarde desse dia </strong>nalgumas regiões, especialmente no Norte e Centro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-para-a-ultima-semana-de-agosto-uma-nova-frente-podera-trazer-mais-chuva-a-partir-de-quarta-feira-1787324391644.jpg" data-image="wxyyr39xt6lr"><figcaption>Possível distribuição geográfica da probabilidade de precipitação para a próxima quarta-feira, 26 de agosto. </figcaption></figure><p>Entretanto, os nossos mapas revelam <strong>a possibilidade de a partir da manhã de quarta-feira (26) uma nova frente</strong>, associada a outra depressão que se formará entre o Golfo da Biscaia e as Ilhas Britânicas, poder gerar <strong>novos períodos de chuva por todo o país</strong>, detetando-se o potencial para uma progressiva expansão da precipitação de oeste para leste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-para-a-ultima-semana-de-agosto-uma-nova-frente-podera-trazer-mais-chuva-a-partir-de-quarta-feira-1787324477460.jpg" data-image="r4zk3n4inmsf"><figcaption>Neste mapa, que compreende o período entre as 16:00 de hoje e as 22:00 de quarta-feira (26), observa-se uma possível distribuição da chuva acumulada. Caso o cenário aqui observado se confirme, haverá um contraste nítido entre as regiões situadas a norte e a sul do sistema montanhoso Montejunto-Estrela, com alguns locais do Minho a poder acumular até perto de 65 mm.</figcaption></figure><p>De momento, é expectável para <strong>quarta-feira (26) que as zonas situadas a oeste da Barreira de Condensação, mais expostas aos ventos húmidos de oes-sudoeste, possam ser as mais regadas</strong>. Deste modo, os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra e setores ocidentais de Vila Real e Viseu seriam as zonas de Portugal continental onde potencialmente se registariam os valores mais elevados de chuva acumulada.</p><p>Não obstante, <strong>é provável que a previsão ainda mude substancialmente</strong>, sofrendo ajustes espaciais e temporais decorrentes da trajetória da depressão e das frentes associadas, que modificariam a distribuição e intensidade da chuva e vento atualmente previstos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-para-a-ultima-semana-de-agosto-uma-nova-frente-podera-trazer-mais-chuva-a-partir-de-quarta-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aproxima-se a depressão atlântica “atípica” para agosto: entre domingo e segunda-feira Portugal terá chuva e vento forte]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-a-depressao-atlantica-atipica-para-agosto-entre-domingo-e-segunda-feira-portugal-tera-chuva-e-vento-forte.html</link><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 12:35:10 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Vem aí uma depressão "atípica" para o mês de agosto que mudará o tempo significativamente em Portugal continental entre domingo e segunda-feira, trazendo chuva e vento forte. Consulte a previsão e saiba as regiões mais afetadas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xazlwvm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xazlwvm.jpg" id="xazlwvm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Hoje - sexta-feira (21) - enquanto persiste um estado do tempo estável, seco e soalheiro em Portugal continental, mantido por uma região anticiclónica, vigia-se em simultâneo a evolução de uma <strong>baixa pressão atmosférica localizada atualmente a nordeste do arquipélago dos Açores, cujo núcleo deverá sofrer uma rápida intensificação nas próximas horas</strong>.</p><p>Na sua travessia para es-sudeste sobre o Atlântico, irá originar uma mudança no estado do tempo no nosso país durante o fim de semana de 22 e 23 de agosto, <strong>sobretudo a partir de domingo (23)</strong>.</p><div class="texto-destacado">Nas próximas horas esta depressão deverá intensificar-se rapidamente nas imediações da Península Ibérica, algo pouco habitual em agosto nestas latitudes. Segundo o NHC (Centro Nacional de Furacões EUA), que também monitoriza o sistema, a depressão poderá separar-se da sua frente e adquirir algumas características subtropicais amanhã ou nas primeiras horas de domingo (23), com uma probabilidade de ocorrência que, neste momento, se situa nos 20%.</div><p>Ao contrário de sábado (22), em que o sol ainda será geralmente predominante, <strong>no domingo (23) prevê-se uma aproximação significativa da depressão</strong>, que apresentará frentes em redor do núcleo cada vez mais organizadas e bem definidas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-a-depressao-atlantica-atipica-para-agosto-entre-domingo-e-segunda-feira-portugal-tera-chuva-e-vento-forte-1787309066819.jpg" data-image="q9u37n4u30xm"><figcaption>A depressão atlântica "atípica" para agosto é atualmente visível a nordeste do arquipélago dos Açores no canal de vapor de água das imagens de satélite da Meteored. Prevê-se que sofra uma intensificação rápida nas próximas horas.</figcaption></figure><p>A mudança do tempo irá então tornar-se mais evidente, com um <strong>aumento significativo da nebulosidade, ocorrência dos primeiros períodos de chuva</strong> fraca a pontualmente moderada e viragem do vento, que passará a soprar do quadrante Sul.</p><h2>Saiba o que esperar da chuva e do vento entre domingo e segunda-feira</h2><p><strong>Para domingo (23) preveem-se períodos de chuva, sobretudo a partir do início ou durante a tarde, afetando em particular o litoral e as regiões ocidentais de Portugal continental</strong>, com maior probabilidade na faixa entre Viana do Castelo e Sesimbra. A chuva deverá ser menos provável e até mesmo escassa ou inexistente no interior, sendo pouco provável no litoral a sul do Cabo Raso, onde poderá começar a chover mais para o final do dia (faixa entre Sesimbra e Sagres).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-a-depressao-atlantica-atipica-para-agosto-entre-domingo-e-segunda-feira-portugal-tera-chuva-e-vento-forte-1787309591208.jpg" data-image="f1qj8rtualip"><figcaption>Nas primeiras horas de sábado (22) a tempestade poderá entrar numa fase de desenvolvimento explosivo. Os ventos em mar aberto poderão atingir velocidades semelhantes à de um furacão, com rajadas até 140 km/h, mas manter-se-ão afastados de terra firme.</figcaption></figure><p>Quanto ao vento espera-se que passe a soprar predominantemente do quadrante Sul ainda com intensidade geralmente fraca a moderada. A sua influência ainda não será muito notória neste dia, remetendo-se somente à possibilidade de gerar <strong>rajadas em torno dos 40 ou 50 km/h em algumas zonas dos distritos de Lisboa e Setúbal</strong>.</p><p>Para segunda-feira (24) prevê-se uma progressão da depressão para nordeste, aproximando-se do noroeste de Portugal continental e da Galiza. À medida que o sistema for evoluindo, as frentes associadas poderão tornar-se mais organizadas, produzindo períodos de <strong>chuva que deverão distribuir-se de oeste para leste a partir da madrugada e manhã de segunda-feira (24), tornando-se mais frequentes e abundantes ao longo do dia</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-a-depressao-atlantica-atipica-para-agosto-entre-domingo-e-segunda-feira-portugal-tera-chuva-e-vento-forte-1787310095033.jpg" data-image="0u92x69hi3py"><figcaption>Preveem-se rajadas de até 60/70 km/h na próxima segunda-feira (24). </figcaption></figure><p>Espera-se que a precipitação seja geralmente fraca a moderada, embora possa ser localmente forte em determinados períodos e setores. Em termos de área geográfica abrangida, os nossos mapas continuam a indicar que deverá chover em praticamente todo o país, <strong>sendo mais provável, frequente e abundante nas regiões situadas a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela</strong>, ou seja, grosso modo Regiões Norte e Centro. A precipitação poderá ser pontualmente acompanhada de trovoada nalguns locais em ambos os dias.</p><p>Nas regiões situadas a sul da referida barreira montanhosa, prevê-se chuva menos persistente e frequente, podendo diminuir gradualmente de frequência e intensidade a partir do final da tarde. Quanto ao vento para <strong>segunda-feira (24)</strong> espera-se que sopre do quadrante Sul, com <strong>rajadas de até 60/70 km/h</strong>, especialmente nas zonas mais expostas e em particular entre o final da manhã e o final da tarde.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-a-depressao-atlantica-atipica-para-agosto-entre-domingo-e-segunda-feira-portugal-tera-chuva-e-vento-forte-1787310241750.jpg" data-image="fhh3jpr75qcs"><figcaption>Até às 22:00 de terça-feira, 25 de agosto, prevê-se chuva mais frequente e intensa a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela, evidenciando-se o Minho, com até 50 mm de precipitação acumulada.</figcaption></figure><p>Tendo em conta o grau de<strong> incerteza inerente à previsão, é provável que a mesma ainda venha a sofrer ajustes espaciais e temporais</strong>, quer no que toca à trajetória da depressão e localização do seu núcleo, quer no que toca à distribuição da chuva e intensidade do vento. Aconselhamos, por tudo isto, que continue a <strong>acompanhar as nossas próximas previsões aqui na Meteored Portugal</strong>.</p><h2>Vestígios da depressão na terça 25 e uma nova frente "à espreita" para quarta 26</h2><p>À medida que o horizonte temporal de previsão se alarga, o grau de confiança nas projeções traçadas pelos modelos é menor. Ainda assim, o modelo ECMWF revela, de momento, que <strong>a depressão atlântica e as suas frentes associadas deixarão de condicionar de forma tão direta o país na terça-feira (25)</strong>, à medida que o centro depressionário se for afastando para latitudes setentrionais, em direção ao Golfo da Biscaia e Ilhas Britânicas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784663" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-a-10-dias-em-portugal-duas-depressoes-atlanticas-irao-trazer-chuva-abundante-e-rajadas-superiores-a-80-km-h.html" title="Tendências a 10 dias em Portugal: duas depressões atlânticas irão trazer chuva abundante e rajadas superiores a 80 km/h">Tendências a 10 dias em Portugal: duas depressões atlânticas irão trazer chuva abundante e rajadas superiores a 80 km/h</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-a-10-dias-em-portugal-duas-depressoes-atlanticas-irao-trazer-chuva-abundante-e-rajadas-superiores-a-80-km-h.html" title="Tendências a 10 dias em Portugal: duas depressões atlânticas irão trazer chuva abundante e rajadas superiores a 80 km/h"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-duas-depressoes-atlanticas-irao-trazer-chuva-abundante-e-rajadas-superiores-a-80-km-h-1787229270290_320.jpg" alt="Tendências a 10 dias em Portugal: duas depressões atlânticas irão trazer chuva abundante e rajadas superiores a 80 km/h"></a></article></aside><p>A instabilidade diminuirá gradualmente até se dissipar e abandonar Portugal continental. Mesmo assim, permanecerão <strong>alguns períodos de chuva fraca em território nacional até ao início ou meio da tarde de terça (25)</strong>, podendo ser mais prováveis e frequentes nas zonas a oeste da Barreira de Condensação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-a-depressao-atlantica-atipica-para-agosto-entre-domingo-e-segunda-feira-portugal-tera-chuva-e-vento-forte-1787309828472.jpg" data-image="rni584upyg98"><figcaption>Perspetiva-se a chegada de uma nova frente na próxima quarta-feira (26) que produzirá mais períodos de chuva no nosso país.</figcaption></figure><p><strong>Uma nova frente</strong>, associada a um sistema depressionário localizado entre o Golfo da Biscaia e as Ilhas Britânicas, <strong>poderá percorrer o país na quarta-feira (26)</strong>, condicionando novamente o estado do tempo e deixando períodos de chuva fraca, mais prováveis nas regiões a oeste da Barreira de Condensação e em particular nas áreas montanhosas do Minho.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-a-depressao-atlantica-atipica-para-agosto-entre-domingo-e-segunda-feira-portugal-tera-chuva-e-vento-forte.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A partir das 16 horas de domingo uma depressão tornará o tempo mais instável no litoral Norte e Centro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-das-16-horas-de-domingo-uma-depressao-tornara-o-tempo-mais-instavel-no-litoral-norte-e-centro.html</link><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 12:03:09 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O estado de tempo em Portugal Continental vai mudar em poucos dias. A chegada de uma depressão atlântica irá resultar em ocorrência de chuva e num aumento da velocidade do vento.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xazlarq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xazlarq.jpg" id="xazlarq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois de uma reta final de semana estável, há mudanças a caminho... literalmente! <strong>Uma depressão encontra-se, neste momento, a caminho de Portugal Continental</strong>, através do Atlântico, onde deverá chegar até nós no próximo domingo, dia 23 de agosto.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Os efeitos esperados são<strong> ocorrência de chuva e aumento da velocidade do vento</strong>, assim como possibilidade de <strong>trovoada</strong>. O litoral Norte e Centro poderá ser a zona mais afetada do país e os efeitos poderão ser mais expressivos entre domingo e segunda-feira.</p><h2>Domingo marca a mudança no cenário atmosférico</h2><p>Na madrugada de domingo <strong>o noroeste do país poderá registar alguns aguaceiros fracos e irregulares</strong>, devido à proximidade da depressão já mencionada. Nas horas seguintes, espera-se que a nebulosidade comece a cobrir uma boa parte do país, adivinhando a chegada da chuva.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-partir-das-16-horas-de-domingo-uma-depressao-tornara-o-tempo-mais-instavel-no-litoral-norte-e-centro-1787309102478.jpg" data-image="nv083uj7pvpw" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>A depressão que se encontra a caminho de Portugal deverá chegar ao nosso território continental no próximo domingo, dia 23. A partir das 16h espera-se um agravamento do estado do tempo.</figcaption></figure><p><strong>Será pelas 16h que uma frente mais ativa tocará em terra</strong>, como podemos observar no mapa acima. Esta resultará em <strong>chuva, por vezes, forte</strong>, em pontos como o noroeste e alguns locais do distrito de Leiria. À medida que as horas avançam, a chuva poderá perder intensidade, mas continuará presente em vários pontos do país de forma mais irregular.</p><p>Além da chuva,<strong> também o vento poderá aumentar de velocidade</strong>, no entanto, não se esperam rajadas superiores a 50 km/h. No litoral Centro, também na região de Leiria poderão ainda <strong>haver episódios de trovoada mais expressiva</strong>, entre as 17h e as 19h, de acordo com a mais recente previsão.</p><h2>Segunda-feira deverá trazer mais chuva e vento</h2><p>Ao longo da madrugada de segunda-feira, dia 24, a chuva poderá ocorrer de Norte a Sul do país, de forma dispersa e sem expressão significativa. No entanto, <strong>a partir das primeiras horas da manhã, esta poderá ocorrer de forma mais organizada</strong>, devendo cobrir a maior parte do território e podendo contar com períodos de chuva mais intensa nas regiões Norte e Centro, com maior probabilidade no litoral.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784641" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vai-formar-se-uma-tempestade-invulgar-para-o-mes-de-agosto-junto-de-portugal-possivel-impacto-na-segunda-feira.html" title="Vai formar-se uma tempestade invulgar para o mês de agosto junto de Portugal: possível impacto na segunda-feira 24">Vai formar-se uma tempestade invulgar para o mês de agosto junto de Portugal: possível impacto na segunda-feira 24</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vai-formar-se-uma-tempestade-invulgar-para-o-mes-de-agosto-junto-de-portugal-possivel-impacto-na-segunda-feira.html" title="Vai formar-se uma tempestade invulgar para o mês de agosto junto de Portugal: possível impacto na segunda-feira 24"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vai-formar-se-uma-tempestade-invulgar-para-o-mes-de-agosto-junto-de-portugal-possivel-impacto-na-segunda-feira-1787223083862_320.jpg" alt="Vai formar-se uma tempestade invulgar para o mês de agosto junto de Portugal: possível impacto na segunda-feira 24"></a></article></aside><p>Neste dia,<strong> as rajadas de vento também poderão ganhar força</strong>, com valores até 70 km/h, devido à passagem deste centro depressionário pela costa noroeste do continente. No entanto, e à medida que a depressão se afasta, o vento perde velocidade e a chuva perde expressão, sendo expectável que na terça-feira se esperem apenas alguns episódios de chuva fraca no Norte e Centro. Contudo, espera-se que na <strong>quarta-feira uma nova frente chegue a Portugal, trazendo mais chuva</strong>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-partir-das-16-horas-de-domingo-uma-depressao-tornara-o-tempo-mais-instavel-no-litoral-norte-e-centro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os Andes cobertos de neve: mais de 7 metros acumulados num inverno extraordinário no Chile e na Argentina]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-andes-cobertos-de-neve-mais-de-7-metros-acumulados-num-inverno-extraordinario-no-chile-e-na-argentina.html</link><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 11:41:16 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Os fortes nevões das últimas semanas transformaram os Andes numa paisagem totalmente branca. Em alguns pontos da cordilheira, acumulam-se vários metros de neve. O bloqueio das estradas e o risco de avalanches complicam a situação.</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/_URbXmskxts/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=_URbXmskxts" id="_URbXmskxts"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A cordilheira dos Andes atravessa um dos invernos mais intensos dos últimos anos. Os sucessivos e abundantes nevões registadas desde meados de julho deixaram <strong>vários metros de neve acumulada em diferentes pontos da alta montanha</strong>, especialmente na zona dos Andes centrais, partilhada pelo Chile e pela Argentina.</p><p>Um dos locais onde a situação se revela mais espetacular é a província argentina de Mendoza. Segundo a <strong>Vialidad Nacional </strong>deste país, <strong>os últimos temporais deixaram até quatro metros de neve acumulada </strong>em alguns setores compreendidos entre Punta de Vacas e Las Cuevas. Trata-se do maior registo para essa zona desde 2008.</p><h2>Mais de sete metros de neve acumulada</h2><p>No lado chileno, o fenómeno também registou valores ainda mais extraordinários. No início de agosto, <strong>a estância de esqui de Portillo tinha acumulado 701 centímetros de neve</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-andes-se-cubren-de-nieve-varios-metros-acumulados-tras-un-invierno-extraordinario-en-chile-y-argentina-1787256552201.jpg" data-image="pqec8031vtre"><figcaption>A extraordinária acumulação de neve é uma boa notícia para as estâncias de esqui do Chile e da Argentina.</figcaption></figure><p>Em pouco mais de uma semana, a cordilheira recebeu uma quantidade de neve comparável à que, noutros invernos, <strong>pode acumular-se ao longo de toda uma temporada</strong>.</p><p>A sucessão de temporais transformou este inverno numa <strong>temporada excecional para grande parte das estâncias de esqui</strong> do Chile e da Argentina. Portillo, Valle Nevado, Las Leñas e outros locais de alta montanha apresentam espessuras de neve muito elevadas, especialmente nas altitudes mais elevadas.</p><h2>Uma fronteira bloqueada durante mais de um mês</h2><p>A intensidade e a persistência dos nevões também tiveram consequências nas ligações entre os dois países. A <strong>passagem internacional Cristo Redentor</strong>, que liga Mendoza à zona central do Chile através da cordilheira, permaneceu encerrada durante semanas devido à neve e ao vento forte.</p><p>O encerramento teve início a 14 de julho e chegou a afetar aproximadamente <strong>80 quilómetros da Estrada Nacional 7</strong>, enquanto as máquinas de remoção de neve trabalhavam sem interrupção para restabelecer o tráfego de veículos. Em alguns troços, a neve atingiu quatro metros de espessura.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-andes-se-cubren-de-nieve-varios-metros-acumulados-tras-un-invierno-extraordinario-en-chile-y-argentina-1787257039104.png" data-image="a7wo3gvgwu6a"><figcaption>A passagem internacional "Los Libertadores", também conhecida como Cristo Redentor, é uma das rotas mais impressionantes que ligam a Argentina ao Chile através da Cordilheira dos Andes.</figcaption></figure><p>A situação obrigou <strong>a manter isolados durante dias os trabalhadores e os habitantes das zonas de alta montanha</strong> e provocou também problemas significativos no transporte de mercadorias. Centenas de camiões ficaram estacionados em ambos os lados da fronteira, enquanto as autoridades aguardavam condições meteorológicas que permitissem reabrir a passagem com segurança.</p><p>Por fim, o Sistema Integrado Cristo Redentor reabriu ao tráfego internacional a 18 de agosto, após<strong> um encerramento que se prolongou por 34 dias</strong> e que se tornou o mais longo registado até à data por este motivo.</p><h2>O risco após o grande nevão</h2><p>Um dos principais problemas após um fenómeno destas características é, precisamente, a enorme quantidade de neve acumulada.<strong> As autoridades mantêm-se em alerta face ao risco de avalanches e deslizamentos</strong>, especialmente nas encostas mais íngremes e nas zonas onde o vento formou grandes acumulações.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="753882" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-enorme-remoinho-de-neve-de-20-metros-surpreende-os-esquiadores-em-hakuba-nos-alpes-japoneses-eis-as-imagens.html" title="Um enorme remoinho de neve de 20 metros surpreende os esquiadores em Hakuba, nos Alpes japoneses: eis as imagens">Um enorme remoinho de neve de 20 metros surpreende os esquiadores em Hakuba, nos Alpes japoneses: eis as imagens</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-enorme-remoinho-de-neve-de-20-metros-surpreende-os-esquiadores-em-hakuba-nos-alpes-japoneses-eis-as-imagens.html" title="Um enorme remoinho de neve de 20 metros surpreende os esquiadores em Hakuba, nos Alpes japoneses: eis as imagens"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-remolino-de-nieve-sorprende-a-los-esquiadores-en-hakuba-los-alpes-japonenes-1770896400397_320.png" alt="Um enorme remoinho de neve de 20 metros surpreende os esquiadores em Hakuba, nos Alpes japoneses: eis as imagens"></a></article></aside><p>A Vialidad Nacional continua, além disso, a realizar operações de limpeza e desobstrução das estradas afetadas. <strong>As condições podem mudar rapidamente em alta montanha</strong>, onde as temperaturas, o vento e as novas precipitações determinam a estabilidade do manto de neve.</p><p>No lado argentino, <strong>as equipas de emergência também tiveram de intervir </strong>para prestar assistência a pessoas que ficaram isoladas devido à acumulação de neve.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-andes-cobertos-de-neve-mais-de-7-metros-acumulados-num-inverno-extraordinario-no-chile-e-na-argentina.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[IPMA revela que o mês de julho de 2026 foi o julho mais seco desde 2000: Teresa Abrantes apresenta os destaques do mês]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ipma-revela-que-o-mes-de-julho-de-2026-foi-o-julho-mais-seco-desde-2000-teresa-abrantes-apresenta-os-destaques-do-mes.html</link><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O mês de julho de 2026, em Portugal continental, classificou-se, do ponto de vista climatológico, como um mês muito quente em relação à temperatura do ar e extremamente seco em relação à precipitação.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-revela-que-o-mes-de-julho-de-2026-foi-o-julho-mais-seco-desde-2000-teresa-abrantes-apresenta-os-destaques-do-mes-1787248180603.jpg" data-image="52qv2rw3dolw" alt="Tempo seco" title="Tempo seco"><figcaption>A seguir a um junho muito quente e muito seco, o mês de julho apresentou-se também muito quente, mas extremamente seco.</figcaption></figure><p>Em julho, o estado do tempo em Portugal continental <strong>foi condicionado predominantemente pela ação de um Anticiclone</strong>, que se localizou em diferentes posições em relação à Península Ibérica, provocando tempo quente com céu limpo ou pouco nublado. No entanto, num período curto a meio do mês, uma depressão complexa atingiu o território, com ocorrência de precipitação significativa só nos distritos de Viana do Castelo e Braga.</p><h2>Temperatura média muito acima dos valores normais para esta altura do ano</h2><p>De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, IPMA, em Portugal continental, no mês de julho, o <strong>valor médio da temperatura média do ar, 24,04 °C, foi 1,41 °C superior ao valor da normal 1991-2020</strong>.</p><p>Julho de 2026 foi o 7º julho mais quente desde 1931 e o 5º desde 2000. O julho mais quente ocorreu em 2022, com 25.14 °C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-revela-que-o-mes-de-julho-de-2026-foi-o-julho-mais-seco-desde-2000-teresa-abrantes-apresenta-os-destaques-do-mes-1787248402771.jpg" data-image="tzwxtt7q0o70" alt="Anomalias da temperatura" title="Anomalias da temperatura"><figcaption>Anomalias da temperatura média do ar no mês de julho, em Portugal continental, em relação aos valores médios no período 1991-2020. Fonte: IPMA</figcaption></figure><p>O <strong>valor médio da temperatura máxima do ar, 31,46 °C</strong>, foi 1,96 °C acima do valor médio no período 1991-2020 e foi o 6ª valor mais alto para o mês de julho, desde 1931. </p><p>O <strong>valor médio da temperatura mínima do ar, 16,61 °C, </strong>registou uma anomalia de 0,86°C superior ao valor normal, sendo o 10º valor mais alto desde 1931 e o 5º desde 2000. O valor mais alto, 17.54 °C, registou.se em 1989.</p><p>O maior valor da temperatura máxima do ar em julho foi <strong>44.3 °C</strong>, que se registou em Mora, no dia 3. O menor valor da temperatura mínima do ar, 5.8 °C, ocorreu em Lamas de Mouro, no dia 23 e o valor mais elevado da temperatura mínima, 28.8 °C, foi registado no dia 5 na estação de Proença-a-Nova, sendo o novo maior valor da temperatura mínima para o mês de julho nesta estação.</p><div class="texto-destacado">Ao longo do mês os valores diários da temperatura média do ar foram superiores ao valor normal 1991-2020, em grande parte dos concelhos, com destaque para a região do interior Norte e alguns concelhos da região Centro.</div><p>Os valores médios de temperatura máxima do ar foram superiores ao normal em grande parte dos concelhos, com destaque para o interior Norte e alguns concelhos do Centro. Os desvios da temperatura máxima do ar variaram entre -2.4 °C no concelho de Viana do Castelo e <strong>+7.2 °C no concelho de Belmonte.</strong></p><p>Os valores médios da temperatura mínima foram mais próximos do valor normal, na generalidade do território.</p><p>Ao longo de mês é de destacar essencialmente dois períodos, um muito quente no início do mês (dias 1 a 8) e um outro quente no final do mês (dias 27 a 29).</p><p>Uma onda de calor, que se iniciou no final de junho, prolongou-se até ao dia 11 de julho, fez-se sentir em quase todo o território e foi registada em 77% das estações do IPMA.</p><div class="texto-destacado">O episódio de onda de calor de 29 de junho a 11 de julho de 2026 identifica-se como uma das mais relevantes da série histórica, apresenta uma persistência suficiente para a colocar entre os episódios de maior duração em Portugal Continental desde 1981.</div><p>No início do mês verificaram-se novos extremos dos valores da temperatura máxima do ar em 5 estações: São Pedro de Moel, Monção, V. Nova da Cerveira. Porto / P. Rubras, Fóia.</p><p>Também foram batidos anteriores recordes da temperatura mínima, que ocorreram em 13 estações, destacando-se Lisboa/Tapada, Cabo Raso, Figueira da Foz, Coimbra/Bencanta e Cabo Raso. </p><p>Em mais de 20% das estações meteorológicas do IPMA, <strong>no período de 2 a 6 julho, registaram-se dias extremamente quentes com temperatura máxima ≥ 40°C</strong>. <strong>Noites tropicais, com temperatura mínima ≥ 20°C</strong>, ocorreram em mais de 35% das estações no mesmo período.</p><h2>A precipitação em julho foi significativamente inferior ao valor normal</h2><p>Ainda de acordo com o IPMA, o mês de julho de 2026 registou um total de precipitação mensal de <strong>0,8 mm, com uma anomalia de -9.1 mm, </strong>muito inferior ao valor médio 1991-2020. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Julho de 2026 é o 8º mais seco deste 1931 e o mais seco desde 2000.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A precipitação de julho corresponde a menos de 8% do valor da normal climatológica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-revela-que-o-mes-de-julho-de-2026-foi-o-julho-mais-seco-desde-2000-teresa-abrantes-apresenta-os-destaques-do-mes-1787249084290.jpg" data-image="9pkd0iblwf6s" alt="Anomalias da precipitação" title="Anomalias da precipitação"><figcaption>Anomalias da quantidade de precipitação, no mês de julho, em Portugal continental, em relação aos valores médios no período 1991-2020. Fonte: IPMA</figcaption></figure><p>Há mais de 10 anos, que a precipitação em julho é inferior ao valor normal.</p><div class="texto-destacado">Com exceção dos distritos de Viana do Castelo e Braga, na generalidade do território continental não ocorreu precipitação durante o mês de julho ou a que ocorreu não foi significativa.</div><p>No dia 24 de julho é de destacar a estação meteorológica de Vila Nova de Cerveira, onde se registaram 25.2 mm de precipitação.</p><h2>Monitorização da Seca – Índice PDSI</h2><p>O valor da quantidade de precipitação acumulada no ano hidrológico 2025/2026 (1 de outubro de 2025 a 30 setembro de 2026) até final de julho, 1048.8 mm, corresponde a 137% do valor de referência 1991-2020.</p><div class="texto-destacado">Este ano hidrológico (período de 1 outubro a 31 julho) corresponde ao 19º mais chuvoso desde 1931 e ao 2º mais chuvoso desde 2000, depois de 2001, com 1301.1 mm.</div><p>Depois de um inverno com valores de precipitação mensal acima do valor normal 1991-2020 e uma primavera com valores inferiores ao normal, verifica-se a continuação de um verão também com valores inferiores à média, <strong>com um mês de julho que se destaca por um total de precipitação mensal acumulado significativamente inferior ao normal.</strong></p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="783681" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-ecmwf-alerta-a-europa-ocidental-registou-o-periodo-de-junho-julho-mais-quente-de-sempre.html" title="O ECMWF alerta: 'A Europa Ocidental registou o período de junho-julho mais quente de sempre'">O ECMWF alerta: "A Europa Ocidental registou o período de junho-julho mais quente de sempre"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-ecmwf-alerta-a-europa-ocidental-registou-o-periodo-de-junho-julho-mais-quente-de-sempre.html" title="O ECMWF alerta: 'A Europa Ocidental registou o período de junho-julho mais quente de sempre'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-ecmwf-avisa-europa-occidental-ha-registrado-su-periodo-de-junio-julio-mas-calido-de-la-historia-1786625233311_320.png" alt="O ECMWF alerta: 'A Europa Ocidental registou o período de junho-julho mais quente de sempre'"></a></article></aside><p>O maior valor mensal da quantidade de precipitação acumulada no ano hidrológico (total outubro a julho) foi registado no concelho de Vila Nova de Cerveira, 2371.3 mm, e o menor valor no concelho de Vila Real de Santo António 451.7 mm.</p><p>À semelhança do mês anterior, também em julho verificou-se uma diminuição generalizada da água disponível no solo na camada dos 0-100 cm. Essa diminuição foi mais acentuada nas regiões do Norte e Centro, sobretudo nas regiões do interior</p><div class="texto-destacado">De acordo com o Índice Meteorológico de Seca, PDSI, índice meteorológico de seca calculado pelo IPMA para monitorização da situação de seca, entre final de junho e final de julho verifica-se que todo o continente ficou na situação de seca, desde a seca fraca à seca severa.</div><p>O agravamento foi particularmente evidente no Alentejo, no Algarve, em alguns concelhos do interior Centro e litoral Norte e também numa pequena área de seca severa no sotavento Algarvio.</p><p>A distribuição percentual por classes do índice PDSI no território continental, no final de julho é a seguinte: <strong>39.1% na classe de seca fraca, 60.3% na classe de seca moderada e 0.6% na classe de seca severa</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ipma-revela-que-o-mes-de-julho-de-2026-foi-o-julho-mais-seco-desde-2000-teresa-abrantes-apresenta-os-destaques-do-mes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Astrónomos testemunham como uma estrela morta devolve matéria ao Universo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-testemunham-como-uma-estrela-morta-devolve-materia-ao-universo.html</link><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 06:15:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Uma rara observação da Nebulosa da Hélice revela como os restos de uma estrela morta são lentamente destruídos, dispersos e reciclados pelo espaço interestelar. Descubra mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-testemunham-como-uma-estrela-morta-devolve-materia-ao-universo-1787038328309.jpg" data-image="tn0ruds9zmn0" alt="Estrela morta no espaço" title="Estrela morta no espaço"><figcaption>Uma rara observação da Nebulosa da Hélice revela como os restos de uma estrela morta são lentamente destruídos, dispersos e reciclados pelo espaço interestelar.</figcaption></figure><p>Uma equipa internacional liderada pelo astrónomo Pieter van Dokkum, da Universidade de Yale encontra-se a estudar, a <strong>cerca de 650 anos-luz da Terra, a constelação de Aquário, considerada a Nebulosa da Hélice</strong>, uma das nebulosas planetárias mais estudadas.</p><p>De acordo com estes investigadores, a sua aparência resulta das <strong>camadas exteriores de uma estrela semelhante ao Sol, expelidas para o espaço após a sua morte</strong>. Estes conseguiram observar uma fase particularmente difícil de detetar, o momento em que esse material estelar <strong>deixa de formar estruturas compactas e começa a misturar-se com o gás extremamente ténue </strong>que preenche o espaço entre as estrelas.</p><p>A descoberta surgiu através do <strong>MOTHRA, um novo sistema de observação concebido para detetar estruturas astronómicas </strong>extremamente ténues. Embora ainda esteja em construção, o instrumento <strong>revelou na periferia da Nebulosa da Hélice uma rede de estruturas </strong>que tinha passado despercebida em observações anteriores.</p><h2>Ondas provocadas por restos de uma estrela</h2><p>Nesta investigação, publicada na revista <em>Nature</em>, os investigadores <strong>identificaram 22 arcos completos ou parciais</strong>, conhecidos como <em>bow shocks</em>, ondas de choque semelhantes às que se formam diante de um barco em movimento.</p><p>Neste caso, porém, não existe qualquer barco, sendo <strong>os responsáveis pelas ondas pequenos aglomerados de material expelido pela estrela morta</strong>, que se deslocam rapidamente através do meio interestelar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780022" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/os-astronomos-descobrem-o-primeiro-par-de-estrelas-que-sobreviveu-a-explosao-de-uma-supernova-dupla.html" title="Os astrónomos descobrem o primeiro par de estrelas que sobreviveu à explosão de uma supernova dupla">Os astrónomos descobrem o primeiro par de estrelas que sobreviveu à explosão de uma supernova dupla</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/os-astronomos-descobrem-o-primeiro-par-de-estrelas-que-sobreviveu-a-explosao-de-uma-supernova-dupla.html" title="Os astrónomos descobrem o primeiro par de estrelas que sobreviveu à explosão de uma supernova dupla"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-astronomos-descobrem-o-primeiro-par-de-estrelas-que-sobreviveu-a-explosao-de-uma-supernova-dupla-1784809370135_320.jpg" alt="Os astrónomos descobrem o primeiro par de estrelas que sobreviveu à explosão de uma supernova dupla"></a></article></aside><p>À medida que estes fragmentos avançam, comprimem o gás à sua frente. Essa <strong>interação produz ondas de choque que fazem o gás emitir luz</strong>, tornando visível uma parte do material que, de outra forma, seria praticamente impossível de observar.</p><p>As imagens revelaram ainda uma pista fundamental, <strong>os arcos não apresentam todos o mesmo aspeto. Mais próximos da estrela central, são maiores, estreitos e bem definidos</strong>. À medida que se afastam, tornam-se menores, difusos e fragmentados.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os arcos traçam a destruição dos aglomerados à medida que estes interagem com o meio envolvente.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para os astrónomos, esta transformação funciona como um registo da destruição progressiva dos fragmentos.</p><h2>Cerca de 10 mil anos desaparecerem</h2><p>A análise sugere que estes <strong>aglomerados conseguem permanecer relativamente coesos durante aproximadamente 10 mil anos</strong> depois de ficarem expostos ao meio interestelar. Ao longo desse período, a interação com o gás envolvente vai desgastando os fragmentos, até que o material se dispersa e se mistura com o espaço entre as estrelas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/astronomos-testemunham-como-uma-estrela-morta-devolve-materia-ao-universo-1787038356595.jpg" data-image="3hqckrzmhu9w" alt="Imagens Hα da Nebulosa da Hélice obtidas através do MOTHRA." title="Imagens Hα da Nebulosa da Hélice obtidas através do MOTHRA."><figcaption>Esta imagem da Nebulosa da Hélice obtida pelo MOTHRA, revela estruturas ténues e numerosos arcos de choque até então não detetados, formados pela interação do material estelar com o meio interestelar.</figcaption></figure><p>É precisamente esta <strong>passagem de matéria que ainda pode ser reconhecida como proveniente de uma estrela</strong> para gás difuso no meio interestelar, que os cientistas procuravam observar.</p><p>O fenómeno é importante porque <strong>as estrelas não são apenas objetos que nascem, evoluem e morrem</strong>. Ao longo da sua existência, transformam elementos químicos e, no final, devolvem parte da sua matéria ao espaço. Esse material pode posteriormente integrar novas nuvens de gás, estrelas e sistemas planetários.</p><h2>Uma antevisão do futuro do Sol</h2><p>A Nebulosa da Hélice oferece também uma <strong>espécie de janela para o futuro</strong> distante do nosso próprio Sistema Solar.</p><p>O Sol não terá exatamente a mesma evolução que a estrela que originou a nebulosa, mas deverá seguir um percurso semelhante, ou seja, <strong>depois de esgotar o combustível no seu núcleo, expandir-se-á e perderá as suas camadas exteriores</strong>, deixando para trás uma anã branca. O material libertado acabará por se dispersar no meio interestelar.</p><p>Isso significa que <strong>os átomos que hoje fazem parte do Sol serão, num futuro extremamente distante, devolvidos à galáxia</strong>, tal como aconteceu anteriormente com matéria proveniente de outras estrelas e que acabou por integrar a nuvem da qual nasceram o Sol, a Terra e os restantes corpos do Sistema Solar.</p><h2>Um novo olhar sobre o Universo invisível</h2><p>A descoberta demonstra também o potencial do MOTHRA. O sistema <strong>utiliza múltiplas lentes e foi desenvolvido para captar luz bastante fraca</strong>, permitindo estudar estruturas que escapam aos telescópios convencionais.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777406" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-alertam-o-espaco-esta-se-esgotando-milhoes-de-satelites-ameacam-apagar-as-estrelas.html" title="Astrónomos alertam: 'O espaço está a esgotar-se, milhões de satélites ameaçam apagar as estrelas'">Astrónomos alertam: "O espaço está a esgotar-se, milhões de satélites ameaçam apagar as estrelas"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-alertam-o-espaco-esta-se-esgotando-milhoes-de-satelites-ameacam-apagar-as-estrelas.html" title="Astrónomos alertam: 'O espaço está a esgotar-se, milhões de satélites ameaçam apagar as estrelas'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/los-astronomos-advierten-el-espacio-se-queda-sin-espacio-millones-de-satelites-amenazan-con-apagar-las-estrellas-1783258355034_320.jpg" alt="Astrónomos alertam: 'O espaço está a esgotar-se, milhões de satélites ameaçam apagar as estrelas'"></a></article></aside><p>O instrumento ainda não está concluído, mas os resultados obtidos na Nebulosa da Hélice mostram o que poderá ser possível observar no futuro. Quando estiver totalmente operacional, <strong>deverá permitir investigar outras regiões de brilho muito ténue e revelar detalhes</strong> sobre a forma como a matéria se distribui e evolui no Universo.</p><p>A Nebulosa da Hélice <strong>deixa, assim, de ser apenas uma imagem impressionante da morte de uma estrela</strong>. Torna-se também um retrato de continuidade, uma estrela morre, mas a sua matéria não desaparece, ela é transformada, dispersa e devolvida à galáxia, onde poderá um dia fazer parte de algo completamente novo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Van%20Dokkum%2C%20P.%2C%20Abraham%2C%20R.%2C%20Bowman%2C%20W.P.%20et%20al" data-year="2026" data-title="Numerous%20bow%20shocks%20in%20the%20outer%20Helix%20Nebula" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1038%2Fs41586-026-10724-z">Van Dokkum, P., Abraham, R., Bowman, W.P. et al. (2026). <a href="https://doi.org/10.1038/s41586-026-10724-z" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Numerous bow shocks in the outer Helix Nebula</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-testemunham-como-uma-estrela-morta-devolve-materia-ao-universo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Super El Niño: nova previsão aponta evento excecional com anomalia superior a 3,4 °C]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-nova-previsao-aponta-evento-excepcional-com-anomalia-superior-a-3-4-c.html</link><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A atualização da pluma de modelos climáticos do El Niño divulgada na tarde de quarta-feira (19) reforça a expectativa de um dos eventos mais intensos da história, com anomalias a aproximarem-se de 3,5 °C durante o pico do evento.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-nova-previsao-aponta-evento-excepcional-com-anomalia-superior-a-3-4-c-1787174595191.png" data-image="fndocse87ebt" alt="anomalai" title="anomalai"><figcaption>A anomalia de temperatura da superfície do mar observada no último dia 18/08/2026 supera 5 °C numa ampla área do centro-leste do Pacífico. Créditos: Meteored/Adaptado de NOAA Coral Reef.</figcaption></figure><p>A <strong>mais recente pluma de previsões para o El Niño</strong>, um dos principais produtos utilizados mundialmente para acompanhar a evolução e antecipar a intensidade do El Niño-Oscilação Sul (ENOS), foi<strong> atualizada na tarde desta quarta-feira (19)</strong>. O novo conjunto de previsões reforça um cenário que tem vindo a ganhar força nas últimas atualizações: o <strong>El Niño de 2026/2027 poderá atingir uma intensidade excecional</strong>, com anomalias de temperatura a aproximarem-se de<strong> 3,5 °C </strong>no Oceano Pacífico equatorial central no pico do evento.</p><p>A <strong>pluma reúne previsões de diferentes modelos climáticos </strong>e permite acompanhar a<strong> possível evolução</strong> das temperaturas da superfície do mar nos próximos meses. Nesta <strong>nova atualização</strong>, a maior parte dos modelos aponta para uma<strong> intensificação do aquecimento até outubro</strong>, onde se prevê que valores próximos a <strong>3,5 °C</strong> se mantenham até ao trimestre de<strong> novembro-janeiro</strong>. Se confirmado, o evento<strong> poderá entrar para a história</strong> como o<strong> El Niño mais intenso já observado</strong>. Confira os detalhes.</p><h2>Pico do evento pode alcançar 3,5 °C</h2><p>Enquanto a <strong>previsão </strong>divulgada em <strong>julho</strong> indicava um pico próximo de<strong> 3,1 °C</strong>, a <strong>atualização</strong> divulgada no final da tarde <strong>da passada quarta-feira (19) </strong><strong>elevou</strong> esse valor <strong>para quase 3,5 °C</strong>, considerando a média dos modelos dinâmicos, representada pela linha rosa espessa no gráfico abaixo. Uma linha vermelha foi adicionada no nível de 3,5 °C para destacar o patamar excecional alcançado pela previsão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-nova-previsao-aponta-evento-excepcional-com-anomalia-superior-a-3-4-c-1787174381070.png" data-image="itsp7i65t259" alt="Previsão de anomalia relativa de TSM no Niño 3.4 iniciada em agosto, destacando o valor máximo previsto na linha vermelha. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI." title="Previsão de anomalia relativa de TSM no Niño 3.4 iniciada em agosto, destacando o valor máximo previsto na linha vermelha. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI."><figcaption>Previsão de anomalia relativa de TSM no Niño 3.4 iniciada em agosto, destacando o valor máximo previsto na linha vermelha. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI.</figcaption></figure><p>Os<strong> modelos dinâmicos</strong> são <strong>baseados</strong> em <strong>equações</strong> que representam os <strong>processos físicos</strong> da atmosfera e do oceano e<strong> simulam diretamente </strong>a <strong>evolução</strong> do sistema climático. Já os <strong>modelos estatísticos</strong> utilizam <strong>relações</strong> identificadas a partir do <strong>comportamento passado</strong> do clima para estimar a evolução futura. </p><p>Para a previsão do ENOS, os <strong>modelos dinâmicos apresentam</strong>, em geral,<strong> melhor desempenho</strong>, razão pela qual esta análise dá maior peso a esse conjunto de previsões. Ainda assim, os <strong>modelos estatísticos também apontam para </strong>um evento excecional, com a média das previsões a indicarem um <strong>pico</strong> próximo de <strong>3 °C</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-nova-previsao-aponta-evento-excepcional-com-anomalia-superior-a-3-4-c-1787174392587.png" data-image="h59j9gsmp69l" alt="Previsão de anomalia relativa de TSM no Niño 3.4 iniciada em julho, destacando o valor máximo ligeiramente superior a 3°C previsto na linha vermelha. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI." title="Previsão de anomalia relativa de TSM no Niño 3.4 iniciada em julho, destacando o valor máximo ligeiramente superior a 3°C previsto na linha vermelha. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI."><figcaption>Previsão de anomalia relativa de TSM no Niño 3.4 iniciada em julho para fins de comparação, destacando o valor máximo ligeiramente superior a 3 °C previsto na linha vermelha. Créditos: Elaborado por Meteored/Adaptado de IRI.</figcaption></figure><p>Outro ponto importante é que, desde o final de 2025, a <strong>pluma de modelos do IRI </strong><strong>deixou de incluir</strong> as previsões do modelo do <strong>Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF), um dos principais sistemas de previsão climática do mundo</strong>. A atualização divulgada pelo ECMWF no início de agosto também indicou valores máximos da ordem de 3,5 °C. Portanto, caso essa previsão fosse incorporada na média apresentada pelo IRI, o pico previsto poderia ser ainda maior.</p><h2>Nova média reúne todos os modelos e reforça cenário acima de 3 °C</h2><p><strong>A atualização da passada quarta-feira (19)</strong> também <strong>apresenta</strong> uma<strong> mudança</strong> importante na forma de<strong> visualização das previsões</strong>. Além das médias separadas entre modelos dinâmicos e estatísticos, o <strong>gráfico passa a destacar</strong>, através da <strong>linha azul espessa</strong>, a<strong> média de todos os modelos disponíveis</strong>. Esta combinação fornece uma visão mais ampla do conjunto das previsões e reduz a dependência de um único tipo de modelo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-alcancara-intensidade-muito-forte-em-breve-e-noaa-aumenta-escala-para-8-c.html" title="Super El Niño prestes a alcançar intensidade muito forte e NOAA aumenta escala para 8 °C">Super El Niño prestes a alcançar intensidade muito forte e NOAA aumenta escala para 8 °C</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-alcancara-intensidade-muito-forte-em-breve-e-noaa-aumenta-escala-para-8-c.html" title="Super El Niño prestes a alcançar intensidade muito forte e NOAA aumenta escala para 8 °C"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-alcancara-intensidade-muito-forte-em-breve-e-noaa-aumenta-escala-para-8-c-1786405094530_320.png" alt="Super El Niño prestes a alcançar intensidade muito forte e NOAA aumenta escala para 8 °C"></a></article></aside><p>Quando considerada essa<strong> média geral</strong>, o cenário também aponta para um<strong> pico superior a 3 °C</strong>. Se essa previsão se confirmar, o <strong>El Niño de 2026/2027</strong> <strong>ultrapassará</strong> com folga <strong>o maior valor </strong>de<strong> Índice Niño Oceânico (ONI) </strong>registado na série apresentada pela NOAA, de<strong> +2,6 °C</strong> no trimestre novembro-dezembro-janeiro de <strong>2015</strong><strong>/201</strong><strong>6</strong>, tornando o evento <strong>potencialmente</strong> o <strong>mais intenso já observado </strong>em termos desse índice.</p><h2>Temperatura do Niño 3.4 bate recorde há 80 dias consecutivos</h2><p><strong>Os sinais de um El Niño excecional</strong>, no entanto,<strong> não aparecem apenas nas previsões </strong>para os próximos meses. A <strong>temperatura da superfície do mar</strong> na região de monitorização do fenómeno conhecida como Niño 3.4 já <strong>apresenta um comportamento sem precedentes</strong>. </p><p>O <strong>gráfico</strong> do <em>Climate Reanalyzer</em>, elaborado com dados do conjunto NOAA Optimum Interpolation Sea Surface Temperature (OISST), mostra a <strong>evolução diária das temperaturas</strong> na região entre 5°N e 5°S e 120°W e 170°W, onde o El Niño é monitorizado. A<strong> curva vermelha</strong> <strong>representa 2026</strong>, enquanto as linhas cinzas mostram os restantes anos da série histórica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-nova-previsao-aponta-evento-excepcional-com-anomalia-superior-a-3-4-c-1787174407220.png" data-image="bkwd3eao3amw" alt="Temperatura da superfície do mar diária observada na região do Niño 3.4, destaca aquecimento recorde desde junho de 2026 (linha vermelha). Créditos: Climate Reanalyzer." title="Temperatura da superfície do mar diária observada na região do Niño 3.4, destaca aquecimento recorde desde junho de 2026 (linha vermelha). Créditos: Climate Reanalyzer."><figcaption>Temperatura da superfície do mar diária observada na região do Niño 3.4, destaca aquecimento recorde desde junho de 2026 (linha vermelha). Créditos: Climate Reanalyzer.</figcaption></figure><p><strong>A partir do início de junho</strong>, a <strong>temperatura</strong> do <strong>Niño 3.4 </strong>passou a manter-se <strong>continuamente acima dos valores registados</strong> nos mesmos períodos dos <strong>anos anteriores</strong>. Considerando os dados desde 1982, são cerca de <strong>80 dias consecutivos</strong> em que a região permanece em<strong> níveis recordes</strong> para a época do ano. </p><p>O cenário é ainda mais expressivo porque, enquanto a <strong>climatologia</strong> e a maioria dos anos anteriores apresentam temperaturas próximas ou<strong> abaixo de 28 °C</strong> durante o inverno do Hemisfério Sul, a<strong> temperatura em 2026 </strong>permanece acima deste valor desde abril, com os dados preliminares mais recentes a <strong>chegarem perto de 29,5 °C</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-nova-previsao-aponta-evento-excepcional-com-anomalia-superior-a-3-4-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Efeitos da roupa interior sintética: descubra como estes tecidos podem afetar os equilíbrios hormonais]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/efeitos-da-roupa-interior-sintetica-descubra-como-estes-tecidos-podem-afetar-os-equilibrios-hormonais.html</link><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 17:07:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Por trás da estética, da durabilidade e dos designs apelativos da lingerie sintética, esconde-se um fator de risco para a saúde íntima que é frequentemente ignorado.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/efectos-de-la-ropa-interior-sintetica-descubre-la-forma-en-que-estas-telas-influyen-en-tus-desbalances-hormonales-1786512674873.jpg" data-image="zb2sgroz5fa9" alt="Scientific evidence confirms that wearing synthetic underwear may expose us to chemicals capable of disrupting female hormonal health." title="Scientific evidence confirms that wearing synthetic underwear may expose us to chemicals capable of disrupting female hormonal health."><figcaption>As evidências científicas confirmam que o uso de roupa interior sintética pode expor-nos a substâncias químicas capazes de perturbar a saúde hormonal feminina.</figcaption></figure><p>A utilização de <strong>roupa interior</strong> fabricada com <strong>materiais sintéticos </strong>tem sido alvo de investigação por parte de vários grupos de investigação, que identificaram <strong>potenciais riscos para a saúde</strong>. Algumas destas conclusões provêm da China e de países europeus, onde foram detetados bisfenóis nestas peças de vestuário.</p><p>Este produto químico é utilizado nos processos de fabrico têxtil como estabilizador de cor e pode ser encontrado em <strong>peças de vestuário feitas de poliéster, poliamida e elastano</strong>, incluindo peças com renda ou brilhantes.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Estima-se que cerca de 30 por cento da roupa interior feminina analisada contivesse bisfenóis e, em 10 por cento dos casos, os níveis excederam os limites considerados seguros.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Sabe-se que e<strong>stas substâncias químicas interferem com o sistema endócrino e podem afetar funções hormonais essenciais</strong>. São conhecidas como desreguladores endócrinos e podem ser absorvidas diretamente através da mucosa íntima para a corrente sanguínea.</p><h2>Desreguladores endócrinos</h2><p><strong>Os bisfenóis podem interferir em processos vitais relacionados com o metabolismo, o crescimento e a reprodução</strong>. A exposição prolongada a estas substâncias tem sido associada a distúrbios hormonais e metabólicos, afetando particularmente a fertilidade e o equilíbrio hormonal nas mulheres, enquanto que nas raparigas pode contribuir para a puberdade precoce.</p><p>De acordo com os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, um dos principais riscos potenciais associados a estas substâncias é o <strong>cancro</strong>, uma vez que a exposição tem sido associada a tumores dependentes de hormonas, como o <strong>cancro da mama</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/efectos-de-la-ropa-interior-sintetica-descubre-la-forma-en-que-estas-telas-influyen-en-tus-desbalances-hormonales-1786513901477.jpg" data-image="pnso2nqzqrjf" alt="Compounds found in dyes are among the most harmful pollutants for the environment, textile factory workers and people who wear the garments." title="Compounds found in dyes are among the most harmful pollutants for the environment, textile factory workers and people who wear the garments."><figcaption>Os compostos presentes nos corantes estão entre os poluentes mais nocivos para o ambiente, para os trabalhadores das fábricas têxteis e para as pessoas que usam as peças de vestuário.</figcaption></figure><p>Podem também surgir <strong>problemas reprodutivos</strong>, incluindo infertilidade, para além da puberdade precoce já mencionada. Podem ainda contribuir para distúrbios metabólicos associados à obesidade, à diabetes e à síndrome metabólica ovariana poliendócrina.</p><div class="texto-destacado">De acordo com a Agência Europeia do Ambiente, o BPA pode também afetar a função cognitiva, causar danos nos olhos, irritar os pulmões e desencadear reações alérgicas na pele quando a exposição é prolongada e ocorre em níveis elevados.</div><p>Por este motivo, é importante <strong>evitar a compra de produtos falsificados ou de imitação</strong>, uma vez que os seus processos de fabrico não são regulamentados e pode haver pouca informação sobre a sua qualidade ou sobre a forma como são produzidos, armazenados e distribuídos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="691991" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/texteis-toxicos-como-as-substancias-quimicas-presentes-no-nosso-vestuario-afetam-a-nossa-saude-e-o-ambiente.html" title="Têxteis tóxicos: como as substâncias químicas presentes no nosso vestuário afetam a nossa saúde e o ambiente">Têxteis tóxicos: como as substâncias químicas presentes no nosso vestuário afetam a nossa saúde e o ambiente</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/texteis-toxicos-como-as-substancias-quimicas-presentes-no-nosso-vestuario-afetam-a-nossa-saude-e-o-ambiente.html" title="Têxteis tóxicos: como as substâncias químicas presentes no nosso vestuário afetam a nossa saúde e o ambiente"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/texteis-toxicos-como-as-substancias-quimicas-presentes-no-nosso-vestuario-afetam-a-nossa-saude-e-o-ambiente-1736778339758_320.jpg" alt="Têxteis tóxicos: como as substâncias químicas presentes no nosso vestuário afetam a nossa saúde e o ambiente"></a></article></aside><p><strong>No México, até 19 por cento dos casos de vaginite são causados pelo fungo Candida albicans</strong>. Os fatores predisponentes para esta infeção incluem climas quentes ou temperados, obesidade e deficiências do sistema imunitário.</p><p>Outros fatores incluem o uso frequente de produtos que contêm substâncias químicas ou alérgenos locais, tais como um <strong>DIU, roupa muito justa ou roupa interior sintética, bem como hiperglicemia, duches vaginais e uso de tampões</strong>.</p><p>À luz destas conclusões, a ginecologista e oncologista Arcelia Varela recomenda: </p><ul> <li>Optar por<strong> roupa interior feita de fibras naturais</strong>, como o algodão, que tem menos probabilidades de conter bisfenóis.</li><li><strong>Evitar o contacto prolongado</strong> da pele com peças de <strong>vestuário sintéticas</strong>, especialmente em áreas sensíveis.</li><li><strong>Lavar a roupa nova antes de a usar</strong>, para ajudar a remover possíveis resíduos químicos provenientes do processo de fabrico.</li><li>Procurar marcas que certifiquem que os seus <strong>têxteis estão isentos de substâncias químicas nocivas</strong>.</li><li>Consultar um <strong>especialista em saúde feminina caso sinta algum desconforto</strong> e optar por roupa interior feita de fibras naturais em vez de sintéticas.</li> </ul><p>Todos os anos, são compradas <strong>80 mil milhões de peças de vestuário novas em todo o mundo</strong>, e muitos destes produtos são fabricados na China, na Índia e no Bangladesh, onde foram detetados inúmeros <strong>contaminantes</strong>, incluindo o <strong>antimónio</strong>.</p><div class="texto-destacado">Os compostos presentes nos corantes estão entre os poluentes mais nocivos para o ambiente, para os trabalhadores das fábricas têxteis e para as pessoas que usam as peças de vestuário. Os corantes são também uma das fontes mais significativas de poluição da indústria têxtil, afetando tanto o ambiente como a saúde dos trabalhadores.</div><p>Nos últimos anos, numerosos estudos científicos revelaram evidências de <strong>efeitos adversos para a saúde entre as pessoas que trabalham diretamente na produção têxtil</strong>.</p><p>A literatura científica que aborda as vulnerabilidades de saúde dos trabalhadores do setor do vestuário pronto a vestir no Sul e Sudeste Asiático é limitada. Atualmente, <strong>sabe-se relativamente pouco sobre os tipos específicos de vulnerabilidades de saúde enfrentadas pelos trabalhadores têxteis</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Herman%20Autrup%2C%20Frank%20A%20Barile%2C%20Sir%20Colin%20Berry%2C%20Bas%20J%20Blaauboer%2C%20Alan%20Boobis%2C%20Herrmann%20Bolt%2C%20Christopher%20J%20Borgert%2C%20Wolfgang%20Dekant%2C%20Daniel%20Dietrich%2C%20Jose%20L%20Domingo%2C%20Gio%20Batta%20Gori%2C%20Helmut%20Greim%2C%20Jan%20Hengstler%206%2C%20Sam%20Kacew%2C%20Hans%20Marquardt%2C%20Olavi%20Pelkonen%2C%20Kai%20Savolainen%2C%20Pat%20Heslop-Harrison%2C%20Nico%20P%20Vermeulen" data-year="2020" data-title="Human%20exposure%20to%20synthetic%20endocrine%20disrupting%20chemicals%20(S-EDCs)%20is%20generally%20negligible%20as%20compared%20to%20natural%20compounds%20with%20higher%20or%20comparable%20endocrine%20activity%3A%20how%20to%20evaluate%20the%20risk%20of%20the%20S-EDCs%3F" data-url="https%3A%2F%2Fpmc.ncbi.nlm.nih.gov%2Farticles%2FPMC7367909%2F">Herman Autrup, Frank A Barile, Sir Colin Berry, Bas J Blaauboer, Alan Boobis, Herrmann Bolt, Christopher J Borgert, Wolfgang Dekant, Daniel Dietrich, Jose L Domingo, Gio Batta Gori, Helmut Greim, Jan Hengstler 6, Sam Kacew, Hans Marquardt, Olavi Pelkonen, Kai Savolainen, Pat Heslop-Harrison, Nico P Vermeulen. (2020). <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7367909/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Human exposure to synthetic endocrine disrupting chemicals (S-EDCs) is generally negligible as compared to natural compounds with higher or comparable endocrine activity: how to evaluate the risk of the S-EDCs?</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/efeitos-da-roupa-interior-sintetica-descubra-como-estes-tecidos-podem-afetar-os-equilibrios-hormonais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um dos maiores povoados da Idade do Bronze em Portugal vai passar a ser visitável]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-dos-maiores-povoados-da-idade-do-bronze-em-portugal-vai-passar-a-ser-visitavel.html</link><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 16:05:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Entre Mombeja e Beringel (Beja), um dos maiores povoados da Idade do Bronze Final da Península Ibérica irá "ganhar vida". Outeiro do Circo receberá um novo projeto arqueológico, com investimento de 50 mil euros da Câmara Municipal de Beja.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/um-dos-maiores-povoados-da-idade-do-bronze-em-portugal-vai-passar-a-ser-visitavel-1787237264891.jpg" data-image="u3mk0wgh0pct"><figcaption>O investimento de 50 mil euros da Câmara Municipal de Beja neste novo projeto arqueológico irá permitir não só aprofundar o conhecimento científico do sítio, mas também criar condições para a sua futura visitação. Imagem: Câmara Municipal de Beja</figcaption></figure><p>O projeto que será desenvolvido entre este ano e 2029 arrancou na passada segunda-feira (17) com uma campanha arqueológica que se prolongará até ao dia 11 de setembro, sob a responsabilidade do investigador <strong>Nelson J. Almeida</strong>, professor de Arqueologia na Universidade de Évora.</p><p>Em declarações à Lusa, Nelson J. Almeida refere que os trabalhos no sítio arqueológico concentrar-se-ão <strong>"numa nova área de 53 metros quadrados"</strong> que permitirá ficar a conhecer <strong>"um troço da muralha" construída há cerca de três mil anos</strong>.</p><h2>Uma “janela” para o poder na Idade do Bronze</h2><p>Perceber o papel desta muralha prende-se, sobretudo, com a possibilidade de ajudar a reconstruir a organização e a importância que este povoado assumiu no território. Os investigadores vão procurar compreender <strong>“(...) mais sobre esta muralha da Idade do Bronze, com cerca de 3.000 anos, assim como a relação que tem com eventuais estruturas no entorno do povoado"</strong>, afirma o investigador da Universidade de Évora.</p><p>Segundo Nelson J. Almeida, o projeto irá abranger, <strong>até 2029, "novos trabalhos de caracterização, através da aplicação de técnicas geofísicas"</strong> e o "estudo de eventuais estruturas que existam, nomeadamente junto a uma possível segunda entrada para o povoado".</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A investigação arqueológica será acompanhada por estudos de caracterização, conservação e avaliação patrimonial, procurando transformar os resultados científicos em conhecimento acessível à sociedade. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A particularidade desta iniciativa consistirá na aproximação de duas dimensões que nem sempre caminham lado a lado: <strong>a investigação académica e a educação patrimonial</strong>. De acordo com Almeida, estão previstas ações dirigidas não só à população local, mas também com alcance nacional e internacional, tendo em vista o reforço da importância deste património pré-histórico.</p><h2>Do laboratório ao território, uma preparação para o futuro</h2><p>O regresso aos trabalhos de campo ocorrem após uma pausa que teve início em 2021. Durante este período, a investigação não parou por completo. De acordo com um comunicado da Câmara de Beja, a suspensão dos trabalhos de campo há cinco anos visou permitir <strong>"uma série de estudos laboratoriais e de gabinete, dedicados à vasta coleção de cerca de 30.000 artefactos aí recolhidos"</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/um-dos-maiores-povoados-da-idade-do-bronze-em-portugal-vai-passar-a-ser-visitavel-1787237714004.jpg" data-image="4083oszmijih"><figcaption>As escavações arqueológicas irão manter-se abertas ao público nos dias úteis entre as 08:30 e as 12:30, permitindo aos mais curiosos acompanhar de perto o trabalho desenvolvido pelos cientistas. Imagem meramente ilustrativa.</figcaption></figure><p>A nova equipa junta investigadores que agora assumem responsabilidades no projeto a anteriores responsáveis científicos, <strong>preservando uma linha de investigação e divulgação construída ao longo de 18 anos</strong>.</p><p>E há uma particularidade que promete aproximar aproximar a arqueologia de quem a observa de fora: <strong>as escavações continuam abertas ao público. Segundo a autarquia, de segunda a sexta-feira, entre as 08:30 e as 12:30</strong>, qualquer visitante poderá acompanhar diretamente o trabalho levado a cabo pelos arqueólogos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769637" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-idade-da-corda-as-invencoes-da-idade-da-pedra-criadas-por-mulheres-que-a-arqueologia-ignorou.html" title="A Idade da Corda: as invenções da Idade da Pedra criadas por mulheres que a arqueologia ignorou">A Idade da Corda: as invenções da Idade da Pedra criadas por mulheres que a arqueologia ignorou</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-idade-da-corda-as-invencoes-da-idade-da-pedra-criadas-por-mulheres-que-a-arqueologia-ignorou.html" title="A Idade da Corda: as invenções da Idade da Pedra criadas por mulheres que a arqueologia ignorou"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/edad-de-cuerda-los-inventos-de-la-edad-de-piedra-hecho-por-las-mujeres-que-la-arqueologia-ignoro-1779139998411_320.jpg" alt="A Idade da Corda: as invenções da Idade da Pedra criadas por mulheres que a arqueologia ignorou"></a></article></aside><p><strong>Com cerca de 17 hectares, o Outeiro do Circo terá sido um importante centro de poder regional antes da emergência de Beja como cidade, já na Idade do Ferro</strong>. O sítio arqueológico, conhecido desde o século XVIII, primeiramente estudado pelos cientistas em 1977 e alvo de trabalhos arqueológicos entre 2008 e 2021, está prestes a assistir ao desenrolar de um novo capítulo na sua história: transformar as descobertas do passado numa experiência de património acessível no futuro.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Ag%C3%AAncia%20Lusa" data-year="2026" data-title="Um%20dos%20maiores%20povoados%20da%20Idade%20do%20Bronze%20ser%C3%A1%20visit%C3%A1vel" data-url="https%3A%2F%2Fwww.noticiasaominuto.com%2Fpais%2F3037591%2Fum-dos-maiores-povoados-da-idade-do-bronze-sera-visitavel">Agência Lusa. (2026). <a href="https://www.noticiasaominuto.com/pais/3037591/um-dos-maiores-povoados-da-idade-do-bronze-sera-visitavel" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Um dos maiores povoados da Idade do Bronze será visitável</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-dos-maiores-povoados-da-idade-do-bronze-em-portugal-vai-passar-a-ser-visitavel.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quanto peso consegue suportar um nenúfar gigante?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/quanto-peso-consegue-suportar-um-nenufar-gigante.html</link><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 15:44:01 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Os Kew Gardens, em Londres, competem com jardins de todo o mundo num concurso anual que elege a folha de nenúfar gigante mais resistente do mundo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/how-much-weight-can-a-giant-water-lily-hold-1787130921665.jpeg" data-image="hhbp1g2jwjur" alt="Riesenwasserlilien haben Blätter, die bis zu drei Meter lang sind" title="Riesenwasserlilien haben Blätter, die bis zu drei Meter lang sind"><figcaption>Os nenúfares têm folhas que chegam a medir três metros de comprimento</figcaption></figure><p>Esta semana deu-se o pontapé de saída para um concurso anual que visa eleger <strong>a folha de nenúfar mais resistente do mundo</strong>. Entre os participantes que inscreveram o seu exemplar mais robusto na competição, encontravam-se também os Kew Gardens, de Londres.</p><p>Os nenúfares-de-Victoria têm uma <strong>incrível capacidade de flutuação</strong>, uma vez que os grandes canais nas nervuras das folhas se enchem de ar, o que faz com que a folha flutue à superfície da água e as raízes sejam abastecidas com oxigénio. </p><p>Além disso, as folhas estão repletas de espinhos defensivos que as protegem de peixes, aves e outros potenciais predadores.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Exercícios divertidos como o "Waterlily Weigh-Off" provam, mais uma vez, que a natureza consegue sempre superar as nossas expectativas e lembrar-nos de como o mundo à nossa volta é, de facto, extraordinário.<br><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O<strong> nenúfar boliviano</strong>, também conhecido como Victoria boliviana, é hoje considerado a <strong>maior espécie de nenúfar do mundo</strong>.</p><p>As suas folhas podem atingir<strong> até três metros de largura</strong>, e a planta está fixada no fundo da água por caules subaquáticos que podem atingir até oito metros de comprimento.</p><p>As grandes flores são inicialmente brancas, para atrair os polinizadores, e tornam-se <strong>cor-de-rosa após a libertação do pólen</strong>. Florescem apenas durante uma ou duas noites.</p><h2>A espécie só foi descoberta em 2022</h2><p><strong>A Victoria boliviana é a maior das três espécies de nenúfares gigantes</strong> que se podem ver atualmente no Conservatório da Princesa de Gales, em Kew.</p><div class="texto-destacado">A espécie só foi identificada cientificamente como nova há poucos anos por uma equipa de especialistas em horticultura e arte botânica em Kew.</div><p>Exemplares da Victoria boliviana encontravam-se nos jardins botânicos há mais de 180 anos, mas tinham sido <strong>erroneamente identificados como Victoria amazonica</strong>, o nenúfar que recebeu o nome da Rainha Vitória em 1837.</p><p>A coleção inclui ainda o nenúfar de Santa Cruz (V. cruziana), originário da América do Sul, bem como a Eurayle ferox, proveniente do sul da Ásia (Índia) e do leste da Ásia (da China ao Japão).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/how-much-weight-can-a-giant-water-lily-hold-1787130959399.jpg" data-image="b6ps1q6uth17" alt="Botaniker in Kew haben die Pflanze mit ihrem eigenen Körpergewicht getestet" title="Botaniker in Kew haben die Pflanze mit ihrem eigenen Körpergewicht getestet"><figcaption>Os botânicos de Kew testaram a planta utilizando o próprio peso corporal</figcaption></figure><p> A Victoria boliviana detém três recordes mundiais do Guinness nas categorias <strong>"maior espécie de nenúfar", "maior folha de nenúfar" e "maior folha inteira"</strong>. O maior exemplar alguma vez documentado foi medido nos jardins de <strong>La Rinconada, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia</strong>, com uma largura de 3,2 metros. </p><h2>Qual é a capacidade do exemplar de Kew?</h2><p><strong>O "Weigh-Off" mundial</strong> é organizado pelos Jardins Botânicos de Denver, no Colorado. <strong>Jardins públicos e jardins zoológicos de todo o mundo colocam pesos diferentes nas folhas das suas nenúfares</strong>.</p><p>Em edições anteriores, os jardineiros utilizaram objetos do quotidiano, que iam desde baldes cheios de moedas a aparelhos de ginástica, passando por bebidas conhecidas e até pelos seus próprios corpos; <strong>em 2025, participaram mais de 40 organizações</strong>.</p><p>No ano passado, Kew participou no concurso com um peso de 76,5 kg. A competição foi vencida pelos <strong>Bok Tower Gardens, na Flórida (EUA)</strong>, que atingiram um total de 83 kg na balança.</p><p><strong>Este ano, Kew elevou ainda mais a fasquia com uma participação de 102 kg</strong>. O peso foi testado pelo cientista hortícola Martin Silnevs, que se colocou na plataforma com equipamento completo e botas de pesca.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="424712" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/especie-recem-identificada-e-o-maior-nenufar-conhecido-do-mundo-victoria-boliviana.html" title="Espécie recém-identificada é o maior nenúfar conhecido do mundo">Espécie recém-identificada é o maior nenúfar conhecido do mundo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/especie-recem-identificada-e-o-maior-nenufar-conhecido-do-mundo-victoria-boliviana.html" title="Espécie recém-identificada é o maior nenúfar conhecido do mundo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/especie-recem-identificada-e-o-maior-nenufar-conhecido-do-mundo-1657096370060_320.jpg" alt="Espécie recém-identificada é o maior nenúfar conhecido do mundo"></a></article></aside><p>Depois, juntou-se-lhes o seu colega Aidan Pike, mas isso foi demasiado para a estrutura, que cedeu sob a carga adicional e ruiu.</p><p>A dupla testou ainda outra plataforma da estrutura, carregando-a com pilhas de feijão cozido em latas; <strong>foi registado um peso total de 81 kg antes de a plataforma ceder</strong>.</p><div class="texto-destacado">Silnevs afirmou: <strong>"Pisar na folha de nenúfar pareceu-me tão irreal e foi, de facto, um verdadeiro ato de fé! Contraria toda a lógica que um delicado nenúfar possa suportar um peso superior a 100 kg e, no entanto, conseguiu."</strong></div><p>"Experiências divertidas como o “Waterlily Weigh-Off” provam, mais uma vez, que a natureza consegue sempre superar as nossas expectativas <strong>e lembrar-nos de como o mundo à nossa volta é, na verdade, extraordinário."</strong></p><p>Os resultados do concurso serão anunciados a <strong>28 de agosto</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/quanto-peso-consegue-suportar-um-nenufar-gigante.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O maior tesouro por descobrir em Portugal está no mar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-maior-tesouro-por-descobrir-em-portugal-esta-no-mar.html</link><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 15:05:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Plataforma digital desenvolvida por investigadores do Porto reúne, pela primeira vez, o conhecimento disperso sobre as maiores riquezas do oceano e abre caminho às descobertas do futuro.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-maior-tesouro-por-descobrir-em-portugal-esta-no-mar-1787230506802.jpg" data-image="dy0bv60u9ylq" alt="criaturas marinhas" title="criaturas marinhas"><figcaption>Nas profundezas do oceano vivem organismos que podem guardar algumas das próximas grandes descobertas da ciência. Foto: Franziska_Stier/Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Durante séculos, os mapas marítimos serviram para responder a uma das perguntas mais importantes da História: <strong>como chegar até lá?</strong> Traçavam rotas, assinalavam portos e cartografavam continentes ainda desconhecidos, permitindo aos navegadores aventurarem-se por mares nunca antes navegados.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Portugal volta a desenhar um mapa do oceano. O destino já não é um novo território, mas sim o conhecimento.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A criação da <strong>primeira plataforma digital reúne os biobancos marinhos portugueses</strong> e marca simbolicamente esta mudança. Desenvolvido pelo Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR), da Universidade do Porto, o novo portal cartografa milhares de amostras biológicas preservadas em diferentes instituições nacionais. </p><p>O acervo tem como intuito tornar o <strong>conhecimento acessível à comunidade científica</strong> e aproximar Portugal de uma nova etapa da <strong>economia azul</strong>. A transformação vai muito além da tecnologia, refletindo a forma como o país passou a olhar para o mar.</p><h2>Um novo olhar sobre o nosso mar</h2><p>A relação de Portugal com o oceano foi construída em torno da <strong>pesca</strong> e da <strong>exploração dos seus recursos</strong>. Mais tarde, durante a expansão marítima dos séculos XV e XVI, tornou-se uma <strong>vasta rede de rotas comerciais</strong> que ligava continentes, transportava mercadorias e sustentava um império.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Atualmente, continua a ser um ativo estratégico. Mas a riqueza que dele se espera já não depende apenas do que pode ser retirado das suas águas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O conceito de economia azul ganhou, na última década, um lugar central nas políticas europeias e nacionais, propondo um equilíbrio entre <strong>desenvolvimento económico,</strong> <strong>inovação tecnológica</strong> e <strong>conservação</strong> dos ecossistemas marinhos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-maior-tesouro-por-descobrir-em-portugal-esta-no-mar-1787230616182.jpg" data-image="o8eqwnvh35zm" alt="Coleção de culturas marinhas" title="Coleção de culturas marinhas"><figcaption>A Coleção de Culturas Microbianas do CIIMAR (CM2C) é um dos cinco biobancos integrados na plataforma digital. Foto: CIIMAR</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>As atividades tradicionais, como a <strong>pesca</strong>, a <strong>aquacultura</strong> ou o <strong>turismo costeiro</strong>, coexistem agora com setores emergentes, como a produção de <strong>energia renovável</strong> <strong>offshore</strong>, a <strong>biotecnologia marinha</strong> ou a utilização sustentável dos <strong>recursos genéticos</strong> do oceano.</p><h2>Tesouros subaquáticos por revelar</h2><p>É neste novo paradigma que os biobancos assumem um papel cada vez mais relevante. A investigadora do CIIMAR, Rita Costa, descreve-os como <strong>"tesouros subaquáticos" </strong>e a<strong> </strong>expressão não podia ser mais feliz.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780275" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/verme-marinho-da-costa-portuguesa-revela-potencial-biotecnologico-em-investigacao-pioneira-do-ipma.html" title="Verme marinho da costa portuguesa revela potencial biotecnológico em investigação pioneira do IPMA">Verme marinho da costa portuguesa revela potencial biotecnológico em investigação pioneira do IPMA</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/verme-marinho-da-costa-portuguesa-revela-potencial-biotecnologico-em-investigacao-pioneira-do-ipma.html" title="Verme marinho da costa portuguesa revela potencial biotecnológico em investigação pioneira do IPMA"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/verme-marinho-da-costa-portuguesa-revela-potencial-biotecnologico-em-investigacao-pioneira-do-ipma-1784899633806_320.jpg" alt="Verme marinho da costa portuguesa revela potencial biotecnológico em investigação pioneira do IPMA"></a></article></aside><p>Se, ao longo dos séculos, os tesouros do mar foram procurados nas rotas comerciais, nas capturas de peixe ou nas especiarias transportadas pelos navios, hoje podem encontrar-se em seres tão discretos como uma <strong>microalga</strong>, uma <strong>bactéria</strong> <strong>marinha</strong>, uma esponja ou um coral.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>São estes organismos que os biobancos preservam. E o novo portal faz por eles aquilo que as antigas cartas náuticas fizeram pelos navegadores: mostra onde estão.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Em vez de orientar embarcações através dos oceanos, este mapa orienta investigadores através de um <strong>património biológico disperso por diferentes instituições portuguesas</strong>, como a Coleção de Culturas de Biotecnologia Azul e Ecotoxicologia, a Coleção de Culturas Microbianas do CIIMAR (CM2C) ou a Algoteca do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Cada ponto assinalado representa um acervo, uma amostra preservada e uma potencial descoberta.</p><h2>Navegar pelo conhecimento disperso</h2><p>Mas um biobanco não é apenas um lugar onde se armazenam organismos. É uma biblioteca viva da biodiversidade marinha. Cada amostra guarda <strong>informação genética</strong>, <strong>ecológica</strong> e <strong>evolutiva</strong> que poderá revelar-se decisiva para responder a perguntas que a ciência ainda nem sequer formulou. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É esse património, boa parte dele ainda oculto, que a nova plataforma reúne, permitindo que investigadores possam <strong>encontrar</strong>, <strong>comparar</strong> e <strong>utilizar</strong> <strong>recursos biológicos</strong> que até agora se encontravam fragmentados em diferentes coleções.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O mapa permite localizar mais de <strong>dez mil amostras </strong><strong>biológicas </strong>e centenas de espécies preservadas em<strong> cinco</strong><strong> biobancos nacionais</strong>. Para um investigador que procure determinado organismo ou pretenda comparar materiais recolhidos em diferentes regiões, a plataforma reduz tempo, evita duplicações e facilita novas colaborações entre equipas nacionais e internacionais.</p><p>Se os biobancos guardam tesouros, esta<strong> plataforma</strong><strong> é o </strong><strong>mapa </strong>que permitirá achá-los. A importância deste trabalho, porém, vai muito além da investigação científica.</p><h2>A ciência voltada para a inovação</h2><p>À medida que a <strong>economia azul</strong> ganha expressão, a biodiversidade marinha deixa de ser apenas um património natural para assumir também um <strong>papel estratégico</strong> na inovação. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Moléculas produzidas por organismos marinhos já estão na origem de novos medicamentos, ingredientes cosméticos, enzimas utilizadas em processos industriais e soluções sustentáveis para setores tão distintos como a aquacultura, a alimentação e os materiais biodegradáveis.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Conhecer essa diversidade biológica, preservá-la e disponibilizá-la à comunidade científica tornou-se, por isso, uma condição essencial para <strong>transformar conhecimento em inovação</strong>, sem comprometer a conservação dos ecossistemas marinhos. É esse equilíbrio que o novo mapa pretende reforçar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-maior-tesouro-por-descobrir-em-portugal-esta-no-mar-1787230930526.jpg" data-image="qergjjhjv4l2" alt="Barco à vela no oceano" title="Barco à vela no oceano"><figcaption>Durante séculos navegámos este oceano. Agora estamos também a mapear a sua extraordinária biodiversidade. Foto: Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Portugal já deu ao mundo cartas náuticas para navegar por oceanos desconhecidos. Cada nova rota expandiu a compreensão do nosso planeta. Os <strong>mapas voltam hoje a ocupar um lugar central na relação do país com o mar.</strong> Mas já não apontam para novos territórios. Orientam, antes, os investigadores para um património biológico que sempre esteve submerso e que, finalmente, está a emergir.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Universidade%20do%20Porto" data-year="" data-title="CIIMAR%20cria%20mapa%20digital%20dos%20biobancos%20marinhos%20portugueses" data-url="https%3A%2F%2Fnoticias.up.pt%2F2026%2F07%2F11%2Fciimar-cria-mapa-digital-dos-biobancos-marinhos-portugueses%2F">Universidade do Porto. <a href="https://noticias.up.pt/2026/07/11/ciimar-cria-mapa-digital-dos-biobancos-marinhos-portugueses/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">CIIMAR cria mapa digital dos biobancos marinhos portugueses</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-maior-tesouro-por-descobrir-em-portugal-esta-no-mar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tendências a 10 dias em Portugal: duas depressões atlânticas irão trazer chuva abundante e rajadas superiores a 80 km/h]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-a-10-dias-em-portugal-duas-depressoes-atlanticas-irao-trazer-chuva-abundante-e-rajadas-superiores-a-80-km-h.html</link><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 14:35:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os últimos 10 dias de agosto poderão trazer uma mudança pouco habitual para o verão em Portugal. Duas depressões atlânticas e respetivas frentes poderão deixar chuva persistente, vento forte e temperaturas mais frescas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xazb4qi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xazb4qi.jpg" id="xazb4qi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A reta final de agosto poderá assumir contornos pouco habituais para a época em Portugal Continental. Depois de alguns dias mais estáveis, as previsões do modelo europeu apontam para a aproximação de <strong>duas depressões atlânticas e respetivas frentes</strong>, com chuva, vento forte e temperaturas mais contidas.</p><h2>Esta quinta-feira já se sente uma mudança no estado do tempo</h2><p>Esta quinta-feira, dia 20, apresenta-se bastante diferente do início da semana. As temperaturas estão mais baixas e o céu deverá permanecer <strong>muito nublado em várias regiões</strong>, existindo ainda possibilidade de aguaceiros ou chuviscos.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>A precipitação prevista será, contudo, <strong>pouco organizada e bastante dispersa</strong>, podendo surgir no Algarve, sobretudo no interior leste, nas regiões de Setúbal e Lisboa, em alguns pontos do litoral oeste entre Mafra e Leiria, assim como no interior Centro e no Norte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-duas-depressoes-atlanticas-irao-trazer-chuva-abundante-e-rajadas-superiores-a-80-km-h-1787229136024.jpg" data-image="emt8ej2mm6mb" alt="Temperatura 700 hPa" title="Temperatura 700 hPa"> <figcaption>A ondulação do jato polar permite a descida de ar mais frio para latitudes mais a sul. Embora a massa de ar polar não esteja diretamente sobre Portugal, a circulação atmosférica favorece a chegada de ar mais fresco ao território.</figcaption></figure><p>Esta mudança está relacionada com uma ondulação mais pronunciada da corrente de <strong>jato polar</strong>, que permitiu que uma massa de ar polar mais frio descesse para latitudes inferiores às habituais. Mesmo que este ar mais frio não se encontre diretamente sobre Portugal, a circulação atmosférica associada está a favorecer a <strong>chegada de</strong> <strong>ar mais fresco ao território continental</strong>.</p><h2>Sexta-feira e sábado dão uma pequena trégua</h2><p>A sexta-feira, dia 21, e o sábado, dia 22, poderão constituir uma pequena janela de estabilidade antes de uma mudança bastante mais significativa. De acordo com a atual atualização da Meteored, serão potencialmente os <strong>últimos dias sem precipitação significativa antes de um período mais chuvoso</strong>, que poderá prolongar-se até perto de dia 28.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-duas-depressoes-atlanticas-irao-trazer-chuva-abundante-e-rajadas-superiores-a-80-km-h-1787229180514.jpg" data-image="a92ydtkpd636" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption>Sexta-feira e sábado poderão ser os últimos dias de tempo maioritariamente seco antes da chegada das depressões atlânticas. As máximas deverão ficar abaixo dos 33 ºC, com o litoral significativamente mais fresco.</figcaption></figure><p>As temperaturas manter-se-ão relativamente moderadas para agosto, especialmente junto ao litoral. <strong>As máximas não deverão ultrapassar os 32 ºC</strong> no território continental durante estes dois dias.</p><p>Na sexta-feira, o calor estará mais concentrado no interior Centro, nomeadamente no distrito de Castelo Branco. No sábado, o padrão altera-se ligeiramente, com Bragança e Vila Real a destacarem-se entre as <strong>regiões potencialmente mais quentes</strong>.</p><h2>Uma depressão atlântica chega a Portugal no domingo (23)</h2><p>A partir de domingo, dia 23, o cenário meteorológico poderá mudar substancialmente. Uma <strong>depressão bem organizada no Atlântico Norte</strong> deverá aproximar-se suficientemente da Península Ibérica para produzir efeitos diretos em Portugal, uma configuração particularmente interessante tendo em conta que estamos em pleno mês de agosto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-duas-depressoes-atlanticas-irao-trazer-chuva-abundante-e-rajadas-superiores-a-80-km-h-1787229219752.jpg" data-image="wdjo6bfon0du" alt="Pressão e chuva" title="Pressão e chuva"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-124857">Uma depressão atlântica bem organizada aproxima-se de Portugal no domingo (23), transportando uma extensa frente de precipitação. A chuva poderá começar a tornar-se mais generalizada a partir do meio dia.</figcaption></figure><p>Segundo a previsão atual, os primeiros efeitos mais evidentes poderão começar a fazer-se sentir <strong>por volta das 12 horas de domingo</strong>, com a aproximação de uma frente atlântica bem definida. A faixa de precipitação deverá avançar sobre o continente, podendo estender-se de norte a sul e deixando para trás um cenário muito diferente daquele que habitualmente associamos ao verão.</p><p>Na segunda-feira, dia 24, o núcleo depressionário deverá posicionar-se a noroeste de Portugal. Para além da chuva, será necessário acompanhar atentamente o <strong>vento</strong>, que poderá tornar-se forte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-duas-depressoes-atlanticas-irao-trazer-chuva-abundante-e-rajadas-superiores-a-80-km-h-1787229270290.jpg" data-image="mwa3b6cv5u5t" alt="Rajada de vento (km/h)" title="Rajada de vento (km/h)"><figcaption>Com o núcleo da depressão a noroeste do território, o vento deverá intensificar-se na segunda-feira. No Norte, as rajadas poderão atingir ou ultrapassar os 80 km/h nas zonas mais expostas.</figcaption></figure><blockquote> <p>No Norte, a previsão é de rajadas de vento que localmente poderão atingir ou mesmo superar os 80 km/h, especialmente nas regiões mais expostas.</p> </blockquote><p>A influência desta depressão deverá manter a<strong> sensação de tempo instável entre domingo e terça-feira, dia 25, </strong>embora existam ainda alguma incerteza quanto à distribuição e intensidade exatas da precipitação.</p><h2>E depois? Uma nova frente poderá chegar entre terça e quarta-feira</h2><p>A atmosfera poderá não dar grande descanso. Entre terça-feira, dia 25, e quarta-feira, dia 26, uma <strong>nova depressão atlântica</strong>, desta vez centrada entre a Península Ibérica e as Ilhas Britânicas, poderá enviar outra frente em direção ao território português.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-duas-depressoes-atlanticas-irao-trazer-chuva-abundante-e-rajadas-superiores-a-80-km-h-1787229331070.jpg" data-image="rcswrlpifhi4" alt="Pressão e chuva" title="Pressão e chuva"><figcaption>Uma segunda depressão, posicionada a norte/noroeste da Península Ibérica, deverá encaminhar uma nova frente para Portugal. A chuva poderá voltar a apresentar-se organizada e persistente, sobretudo no Norte e Centro.</figcaption></figure><p>O núcleo depressionário não deverá atravessar diretamente Portugal. Contudo, uma das suas frentes apresenta-se, nas atuais projeções, <strong>extensa, organizada e com precipitação persistente</strong>, contrastando com os aguaceiros dispersos previstos para esta quinta-feira. Esta poderá ser uma situação potencialmente bastante chuvosa para a época do ano, sobretudo no <strong>Norte e Centro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-a-10-dias-em-portugal-duas-depressoes-atlanticas-irao-trazer-chuva-abundante-e-rajadas-superiores-a-80-km-h-1787229571403.jpg" data-image="lkz9hhaipdcj" alt="Precipitação acumulada (mm)" title="Precipitação acumulada (mm)"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-292072">O ECMWF concentra os maiores acumulados de precipitação no Norte e Centro, sobretudo no noroeste, onde algumas áreas poderão superar os 100 mm. Para sul, os acumulados diminuem progressivamente, refletindo uma passagem menos persistente das frentes atlânticas.</figcaption></figure><p>O mapa de precipitação acumulada do ECMWF desde o dia de hoje (20) até ao início de sexta-feira, dia 28, evidencia precisamente esta distribuição. <strong>N</strong><strong>oroeste de Portugal apresenta os acumulados mais elevados</strong>, com áreas onde o modelo sugere totais superiores a 100 mm. Os acumulados diminuem gradualmente em direção ao interior e, sobretudo, ao Sul, onde a chuva deverá ser menos persistente e os totais consideravelmente inferiores.</p><h2>Últimos dias de agosto com tendência para uma melhoria</h2><p>A partir de dia 28 aumenta consideravelmente a incerteza, como é natural numa previsão desta distância temporal. Ainda assim, os atuais cenários apontam para uma <strong>melhoria gradual do estado do tempo nos últimos três dias de agosto</strong>, com redução da precipitação e maior estabilização atmosférica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784641" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vai-formar-se-uma-tempestade-invulgar-para-o-mes-de-agosto-junto-de-portugal-possivel-impacto-na-segunda-feira.html" title="Vai formar-se uma tempestade invulgar para o mês de agosto junto de Portugal: possível impacto na segunda-feira 24">Vai formar-se uma tempestade invulgar para o mês de agosto junto de Portugal: possível impacto na segunda-feira 24</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vai-formar-se-uma-tempestade-invulgar-para-o-mes-de-agosto-junto-de-portugal-possivel-impacto-na-segunda-feira.html" title="Vai formar-se uma tempestade invulgar para o mês de agosto junto de Portugal: possível impacto na segunda-feira 24"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vai-formar-se-uma-tempestade-invulgar-para-o-mes-de-agosto-junto-de-portugal-possivel-impacto-na-segunda-feira-1787223083862_320.jpg" alt="Vai formar-se uma tempestade invulgar para o mês de agosto junto de Portugal: possível impacto na segunda-feira 24"></a></article></aside><p>Até lá, a última dezena de agosto poderá trazer uma sequência meteorológica pouco típica do verão português: <strong>duas depressões atlânticas, passagens frontais, períodos de chuva potencialmente persistente e episódios de vento forte</strong>. As próximas atualizações serão essenciais para determinar a trajetória exata das depressões e, consequentemente, onde e quanto poderá chover.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-a-10-dias-em-portugal-duas-depressoes-atlanticas-irao-trazer-chuva-abundante-e-rajadas-superiores-a-80-km-h.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo no fim de semana em Portugal: há uma depressão a caminho, mas antes os dias serão secos e soalheiros]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-no-fim-de-semana-em-portugal-ha-uma-depressao-a-caminho-mas-antes-os-dias-serao-secos-e-soalheiros.html</link><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 13:19:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>"A calma antes da tempestade". É assim que podemos caracterizar a reta final desta semana em Portugal Continental, de acordo com a mais recente previsão do ECMWF. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xazaqsi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xazaqsi.jpg" id="xazaqsi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A penúltima semana do mês de agosto está quase a terminar e espera-se que a reta final da mesma possa trazer uma mudança ao nosso cenário atmosférico. Mas<strong> antes disso, dar-se-á uma melhoria do estado de tempo</strong> face ao dia de hoje, quinta-feira.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>É esperado que nas próximas horas a chuva caia em alguns distritos do país, como avançamos aqui, na Meteored Portugal. Ainda assim, <strong>esta chuva deverá ser fraca e dispersa e poderá dissipar-se totalmente</strong> à medida que as horas passam.</p><h2>Sexta-feira e sábado deverão ser dias secos e soalheiros</h2><p>Ao que tudo indica, segundo a mais recente saída do ECMWF, o dia de amanhã, 21 de agosto, poderá contar com alguma nebulosidade matinal em vários pontos de Norte a Sul do país, no entanto, com o passar das horas, espera-se que esta se dissipe, dando lugar a um<strong> dia com céu limpo e sem previsão de chuva</strong>. As temperaturas máximas deverão manter-se entre os 20 ºC em Viana do Castelo e os 30 ºC em Castelo Branco.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-no-fim-de-semana-em-portugal-ha-uma-depressao-a-caminho-mas-antes-os-dias-serao-secos-e-soalheiros-1787228400538.jpg" data-image="087cbebwgeen"><figcaption>A aproximação de uma depressão à nossa geografia irá resultar num aumento da humidade relativa do ar, especialmente a partir de domingo, dia 23 de agosto.</figcaption></figure><p>Para sábado, as temperaturas deverão manter-se sem grandes variações face ao dia de sexta-feira. Quanto à atmosfera, é expectável a formação de algumas nuvens no Norte do país, a partir das 16h, que <strong>à medida que o tempo passa, deverão tornar-se mais espessas e estender-se também à região Centro</strong>, especialmente ao litoral. Ainda assim, não se prevê ocorrência de precipitação neste dia.</p><h2>Depressão aproxima-se do continente e deverá chegar no domingo, dia 23</h2><p>No mapa acima podemos ver um centro de baixas pressões a aproximar-se de Portugal Continental na madrugada de domingo, que resultará num <strong>aumento da humidade, mesmo ao longo do dia, a partir dessa data</strong>. Desta forma, o dia de domingo poderá contar com um aumento da nebulosidade a partir das primeiras horas do dia, que deverá cobrir toda a geografia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-no-fim-de-semana-em-portugal-1787227382492.jpg" data-image="8r8us7fuy8y4" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>No domingo chega uma depressão a Portugal Continental, que deverá fazer-se sentir a partir das 12h.</figcaption></figure><p><strong>A partir das 12h, os nossos mapas mostram a chegada da chuva ao litoral</strong> entre Caldas da Rainha e Lisboa, onde poderão ocorrer <strong>episódios de chuva forte</strong>. Esta chuva mais intensa é esperada também para Setúbal a partir das 14h, podendo permanecer no distrito nas horas seguintes. Durante a tarde e noite de domingo, vários outros distritos poderão contar com chuva, ainda que esta possa ser menos expressiva em relação às zonas acima citadas, como podemos observar no mapa acima.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784636" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-10-c-abaixo-da-media-uma-massa-de-ar-polar-esta-a-aproximar-se-de-portugal-e-provocara-um-novo-arrefecimento.html" title="Até 10 °C abaixo da média: uma massa de ar polar está a aproximar-se de Portugal e provocará um novo arrefecimento">Até 10 °C abaixo da média: uma massa de ar polar está a aproximar-se de Portugal e provocará um novo arrefecimento</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-10-c-abaixo-da-media-uma-massa-de-ar-polar-esta-a-aproximar-se-de-portugal-e-provocara-um-novo-arrefecimento.html" title="Até 10 °C abaixo da média: uma massa de ar polar está a aproximar-se de Portugal e provocará um novo arrefecimento"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-10-c-abaixo-da-media-uma-massa-de-ar-polar-esta-a-aproximar-se-de-portugal-o-que-provocara-um-novo-arrefecimento-1787221215916_320.png" alt="Até 10 °C abaixo da média: uma massa de ar polar está a aproximar-se de Portugal e provocará um novo arrefecimento"></a></article></aside><p>Na <strong>segunda-feira, espera-se uma intensificação deste fenómeno</strong>, onde uma boa parte do continente deverá registar ocorrência de precipitação. Para esse dia também se espera um aumento da velocidade do vento, assim como um agravamento do estado do mar, à medida que este centro depressionário se dirige para nordeste da Península Ibérica.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-no-fim-de-semana-em-portugal-ha-uma-depressao-a-caminho-mas-antes-os-dias-serao-secos-e-soalheiros.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 10 °C abaixo da média: uma massa de ar polar está a aproximar-se de Portugal e provocará um novo arrefecimento]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-10-c-abaixo-da-media-uma-massa-de-ar-polar-esta-a-aproximar-se-de-portugal-e-provocara-um-novo-arrefecimento.html</link><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 12:17:14 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de uma descida acentuada das temperaturas em praticamente todo o país, espera-se um novo arrefecimento no arranque da próxima semana, onde os termómetros poderão registar valores até 10 ºC abaixo da média.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaza9wq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaza9wq.jpg" id="xaza9wq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal Continental registou uma <strong>descida acentuada das temperaturas entre terça e quarta-feira</strong>. Esta descida trouxe as anomalias térmicas negativas de volta a alguns locais (valores abaixo da média), no entanto, espera-se que nos próximos dias este arrefecimento se torne mais evidente.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Apesar de estarmos em agosto, o verão climatológico está a chegar ao fim e os termómetros já começam a dar evidências. De acordo com os nossos mapas, entre hoje e o arranque da próxima semana, a <strong>aproximação de uma massa de ar polar à nossa geografia </strong>irá resultar numa maior expressão das anomalias térmicas negativas, como referimos acima, à medida que os dias passam.</p><h2>Temperaturas vão oscilar, mas valores abaixo da média devem prevalecer</h2><p>Ainda que a influência da massa de ar polar seja evidente em praticamente todo o território entre hoje e amanhã, <strong>espera-se que no sábado e no domingo as temperaturas subam no Nordeste Transmontano</strong>, resultando em anomalias térmicas positivas nessa região, ou seja, valores até 4 ºC acima da média.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-10-c-abaixo-da-media-uma-massa-de-ar-polar-esta-a-aproximar-se-de-portugal-o-que-provocara-um-novo-arrefecimento-1787220814178.jpg" data-image="alcd0v21t06d" alt="anomalia térmica negativa" title="anomalia térmica negativa"><figcaption>O arranque da próxima semana poderá trazer anomalias térmicas negativas mais expressivas a Portugal Continental.</figcaption></figure><p>No entanto, <strong>no resto do país, os valores abaixo da média devem manter-se</strong>, com maior expessão no Ribatejo e no Algarve, no fim de semana, com temperaturas até 9 ºC abaixo da média na primeira região e até 7 ºC na segunda, especialmente no domingo.</p><h2>Na segunda-feira, esperam-se temperaturas até 10 ºC abaixo da média</h2><p>Para os próximos dias, é expectável que a ondulação da corrente de jato favoreça a aproximação de uma massa de ar mais fria, de origem polar, a Portugal Continental. Esta alteração na circulação atmosférica contribuirá para uma <strong>descida acentuada das temperaturas, que poderão ser de até 10 ºC abaixo dos valores médios para a época</strong>, como podemos observar no mapa acima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-10-c-abaixo-da-media-uma-massa-de-ar-polar-esta-a-aproximar-se-de-portugal-o-que-provocara-um-novo-arrefecimento-1787224608377.jpg" data-image="s6witc0cl6iy" alt="massa de ar polar" title="massa de ar polar"><figcaption>A ondulação da corrente de jato irá favorecer a aproximação de uma massa de ar polar ao território português, favorecendo a descida das temperaturas.</figcaption></figure><p>Nesse dia, esperam-se valores máximos entre os 19 ºC em Viana do Castelo, Braga, Bragança, Vila Real e Guarda e os 27 ºC em Beja. A região Norte deverá registar os valores máximos mais baixos do país, devendo a cidade do Porto, com 21 ºC, ser a única capital de distrito da região a registar valores superiores a 20 ºC. <strong>Esta tendência deverá manter-se nos dias seguintes, com maior expressão no Norte do país</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784641" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vai-formar-se-uma-tempestade-invulgar-para-o-mes-de-agosto-junto-de-portugal-possivel-impacto-na-segunda-feira.html" title="Vai formar-se uma tempestade invulgar para o mês de agosto junto de Portugal: possível impacto na segunda-feira 24">Vai formar-se uma tempestade invulgar para o mês de agosto junto de Portugal: possível impacto na segunda-feira 24</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/vai-formar-se-uma-tempestade-invulgar-para-o-mes-de-agosto-junto-de-portugal-possivel-impacto-na-segunda-feira.html" title="Vai formar-se uma tempestade invulgar para o mês de agosto junto de Portugal: possível impacto na segunda-feira 24"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/vai-formar-se-uma-tempestade-invulgar-para-o-mes-de-agosto-junto-de-portugal-possivel-impacto-na-segunda-feira-1787223083862_320.jpg" alt="Vai formar-se uma tempestade invulgar para o mês de agosto junto de Portugal: possível impacto na segunda-feira 24"></a></article></aside><p>Quanto às anomalias, estas deverão ser mais evidentes na região Centro, entre os distritos de Viseu e Castelo Branco, onde os valores de até 10 ºC abaixo da média se esperam, na segunda-feira. Já na terça-feira, esta anomalia poderá ser mais expressiva no Norte, com <strong>temperaturas até 9 ºC abaixo da média, especialmente nas cotas mais elevadas</strong>, onde se esperam máximas entre os 15 ºC e os 18 ºC.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-10-c-abaixo-da-media-uma-massa-de-ar-polar-esta-a-aproximar-se-de-portugal-e-provocara-um-novo-arrefecimento.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item></channel></rss>