<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Fri, 15 May 2026 14:00:19 +0000</lastBuildDate><pubDate>Fri, 15 May 2026 14:00:19 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Astrónomos apresentam uma nova hipótese sobre a origem dos anéis de Saturno]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-apresentam-uma-nova-hipotese-sobre-a-origem-dos-aneis-de-saturno.html</link><pubDate>Fri, 15 May 2026 12:37:58 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A origem dos anéis de Saturno continua a ser objeto de controvérsia na comunidade científica. No entanto, alguns investigadores avançaram com uma teoria que parece explicar por que razão e como é que estes se formaram.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/des-astronomes-emettent-une-nouvelle-hypothese-concernant-l-origine-des-anneaux-de-saturne-1778743829485.jpeg" data-image="09jnod5gixvy" alt="Saturne" title="Saturne"><figcaption>Chrysalis, uma lua hoje desaparecida, seria a origem dos anéis do planeta Saturno!</figcaption></figure><p>Embora os anéis de Saturno sejam frequentemente considerados os objetos celestes mais belos do nosso Sistema Solar, são também alvo de muitos debates, nomeadamente no que diz respeito à<strong> sua origem</strong>. No entanto, uma equipa de investigadores apresentou recentemente uma hipótese interessante a este respeito.</p><h2>Uma lua desaparecida?</h2><p>O planeta Saturno nem sempre esteve adornado com estes magníficos anéis, facilmente identificáveis com um pequeno telescópio. De acordo com estimativas realizadas na sequência da passagem das sondas Voyager e Cassini nas proximidades, estes anéis teriam<strong> apenas 100 milhões de anos</strong>, o que é particularmente "jovem" em comparação com os cerca de 4,5 mil milhões de anos do planeta.</p><div class="texto-destacado">Assim, um evento específico provocou a sua formação enquanto os dinossauros ainda pisavam a superfície do nosso planeta, mas ainda há muitos debates para determinar qual foi. Os cenários são diversos e variados, embora o principal aponte hoje para uma colisão violenta entre dois satélites naturais.</div><p>No entanto, alguns parâmetros não são verdadeiramente explicados por esta hipótese, nomeadamente o facto de os anéis de Saturno serem p<strong>articularmente puros</strong>, quando tal colisão os deveria ter "sujado". Por isso, ainda estão em curso muitas investigações sobre este assunto, e uma equipa de investigadores poderá muito bem ter encontrado <strong>um cenário convincente</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr">Le 15 septembre 2006, la sonde Cassini, a observé le Soleil éclipsé par la planète Saturne. Sa face sombre est éclairée par ses anneaux. Au loin, à gauche de l'image juste au-dessus des anneaux principaux, se trouve le point bleu pâle de la Terre, presque invisible.<br>NASA <a href="https://t.co/MSwsBlXLA1">pic.twitter.com/MSwsBlXLA1</a></p>— Cité de l'espace (@CiteEspace) <a href="https://twitter.com/CiteEspace/status/1967468162921713758?ref_src=twsrc%5Etfw">September 15, 2025</a></blockquote></figure><p>Durante a 57.ª Conferência de Ciência Lunar e Planetária, realizada no Texas, os cientistas apresentaram, de facto, a sua hipótese baseada <strong>numa antiga lua hoje desaparecida</strong>. Denominada Chrysalis, esta teria tido um destino trágico, mas que explicaria a formação dos anéis do gigante gasoso.</p><h2>Um "strip-tease" cósmico?</h2><p>Segundo os autores da hipótese em questão, Chrysalis era uma lua diferenciada, composta por um núcleo rochoso envolto por um espesso manto de gelo, com um diâmetro semelhante ao de Japeto (um satélite de Saturno), ou seja, cerca de <strong>1500 quilómetros</strong>. Esta lua ter-se-ia aproximado demasiado de Saturno, o que teria causado a sua destruição.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768902" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nasa-procura-por-agua-congelada-na-via-lactea-com-um-novo-mapa.html" title="NASA procura por água congelada na Via Láctea com um novo mapa">NASA procura por água congelada na Via Láctea com um novo mapa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nasa-procura-por-agua-congelada-na-via-lactea-com-um-novo-mapa.html" title="NASA procura por água congelada na Via Láctea com um novo mapa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-busca-agua-helada-en-la-via-lactea-con-un-nuevo-mapa-1778373265834_320.jpg" alt="NASA procura por água congelada na Via Láctea com um novo mapa"></a></article></aside><p>No entanto, em vez de se despenhar no planeta ou colidir com outro satélite natural, os investigadores estimam que Chrysalis tenha entrado <strong>numa zona de "strip-tease" gravitacional</strong>, situada entre 60 000 e 90 000 km da superfície de Saturno. Nesta zona, as forças de maré do gigante gasoso teriam, pouco a pouco, "descascado" Chrysalis,<strong> começando pela sua espessa camada de gelo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/des-astronomes-emettent-une-nouvelle-hypothese-concernant-l-origine-des-anneaux-de-saturne-1778744148397.jpeg" data-image="fiazkxynu2nx" alt="Chrysalis" title="Chrysalis"><figcaption>Segundo os cientistas, são os restos da camada de gelo de Chrysalis que teriam dado origem à formação dos anéis de Saturno.</figcaption></figure><p>Essa camada de gelo ejetada da lua teria-se estendido, em seguida, formando um longo fluxo de detritos de gelo muito puros, que acabariam por formar <strong>um anel espesso</strong>, o qual se teria achatado e alargado gradualmente sob o efeito da rotação. Este cenário explica, portanto, <strong>a pureza dos detritos de gelo</strong> que compõem os anéis de Saturno atualmente, mas não só isso.</p><p>A hipótese explica também <strong>a inclinação invulgar de cerca de 27° de Saturno</strong>. Ao perder este grande satélite, o gigante gasoso ter-se-ia inclinado, encontrando finalmente o seu ângulo atual que, tal como na Terra, dá origem às estações do ano. Em comparação, o ângulo do gigante gasoso vizinho, Júpiter, é de apenas 3°.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="761078" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nasa-revela-a-imagem-mais-completa-de-saturno-ate-hoje-capturada-pelos-telescopios-webb-e-hubble.html" title="NASA revela a imagem mais completa de Saturno até hoje, capturada pelos telescópios Webb e Hubble">NASA revela a imagem mais completa de Saturno até hoje, capturada pelos telescópios Webb e Hubble</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nasa-revela-a-imagem-mais-completa-de-saturno-ate-hoje-capturada-pelos-telescopios-webb-e-hubble.html" title="NASA revela a imagem mais completa de Saturno até hoje, capturada pelos telescópios Webb e Hubble"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/saturno-telescopios-espaciales-webb-y-hubble-1774499325258_320.png" alt="NASA revela a imagem mais completa de Saturno até hoje, capturada pelos telescópios Webb e Hubble"></a></article></aside><p><strong>Resta agora saber o que aconteceu à Chrysalis</strong>. Com efeito, o gelo arrancado pela influência de Saturno terá deixado o núcleo rochoso a vaguear na órbita do gigante gasoso. De acordo com as simulações dos investigadores, este terá sido ejetado para uma órbita excêntrica por ser demasiado denso, mas o desenrolar da sua história ainda é incerto.</p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><em><a href="https://www.lesnumeriques.com/astronomie-conquete-spatiale/saturne-l-origine-des-anneaux-expliquee-par-le-strip-tease-gravitationnel-de-la-lune-chrysalis-n255732.html" target="_blank">Saturne : l'origine des anneaux expliquée par le “strip-tease gravitationnel” de la lune Chrysalis</a>, Les Numériques (11/05/20026), Brice Haziza<a href="https://www.hou.usra.edu/meetings/lpsc2026/pdf/1132.pdf" target="_blank"><br></a></em></p><p><em><a href="https://www.hou.usra.edu/meetings/lpsc2026/pdf/1132.pdf" target="_blank"> Tidal stripping of Chrysalis as the origin of Saturn’s young icy rings</a>, 57th LPSC (2026), Yifei Jiao, Francis Nimmo , et al.</em> </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-apresentam-uma-nova-hipotese-sobre-a-origem-dos-aneis-de-saturno.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[5 plantas que se reproduzem sozinhas: encha o seu jardim de cor sem esforço]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/5-plantas-que-se-reproduzem-sozinhas-encha-o-seu-jardim-de-cor-sem-esforco.html</link><pubDate>Fri, 15 May 2026 12:31:23 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Espécies fáceis de cuidar, que se multiplicam sozinhas e transformam qualquer espaço verde, sem necessidade de experiência.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/5-plantas-que-se-reproducen-solas-llena-tu-jardin-de-color-sin-esfuerzo-1776999252920.jpg" data-image="39aw3mktr7i9" alt="calen" title="calen"><figcaption>Calêndulas no jardim, com tons quentes que se destacam à luz, e sementes que se espalham facilmente, garantindo novas florações ano após ano.</figcaption></figure><p>Há jardins que parecem ter sido concebidos por especialistas, mas que, na realidade, escondem um segredo muito mais simples: <strong>plantas que se reproduzem sozinhas e voltam a cada estação sem intervenção humana</strong>. Escolher bem as espécies pode fazer a diferença entre um espaço que exige manutenção constante e outro que praticamente se sustenta sozinho com o passar do tempo. </p><p>Na Argentina, onde coexistem climas muito diversos e condições muito variáveis consoante a região, existem variedades resistentes que não só sobrevivem, como <strong>se multiplicam com facilidade, enchendo vasos, canteiros e recantos esquecidos de cor</strong>. Estas são cinco das mais escolhidas por jardineiros experientes e também por quem procura resultados visíveis sem dedicar demasiado tempo aos cuidados.</p><h2>Como funcionam as plantas que se reproduzem sozinhas</h2><p>Por trás deste fenómeno existe um processo natural simples, mas muito eficaz: muitas destas espécies produzem sementes em abundância que, ao caírem no solo, <strong>encontram condições favoráveis para germinar sem intervenção humana</strong>, especialmente quando o substrato mantém alguma humidade e não é removido em excesso. A isto acrescenta-se o facto de algumas <strong>também se poderem reproduzir por estacas ou expansão lateral</strong>, o que acelera a sua propagação e lhes permite ocupar novos espaços em pouco tempo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768285" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-carnivoras-eis-as-engenhosas-armadilhas-que-utilizam-para-capturar-insetos.html" title="Plantas carnívoras: eis as engenhosas armadilhas que utilizam para capturar insetos">Plantas carnívoras: eis as engenhosas armadilhas que utilizam para capturar insetos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-carnivoras-eis-as-engenhosas-armadilhas-que-utilizam-para-capturar-insetos.html" title="Plantas carnívoras: eis as engenhosas armadilhas que utilizam para capturar insetos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/le-piante-carnivore-e-le-ingegnose-trappole-che-utilizzano-per-catturare-gli-insetti-1777996171922_320.jpeg" alt="Plantas carnívoras: eis as engenhosas armadilhas que utilizam para capturar insetos"></a></article></aside><p>Este comportamento, conhecido como auto-semeadura ou reprodução espontânea, ocorre porque estas plantas estão adaptadas a ciclos rápidos e a ambientes variáveis, o que lhes permite garantir a sua continuidade geração após geração. Nos jardins domésticos, este mecanismo traduz-se em <strong>mais plantas, mais volume e mais floração sem necessidade de semear a cada estação</strong>, o que reduz o trabalho e faz com que o espaço evolua de forma mais natural.</p><h3>Calêndula: cor constante e fácil reprodução</h3><p>A calêndula é uma das plantas mais gratificantes que se pode ter em casa, uma vez que <strong>floresce durante grande parte do ano e se auto-semeia com grande facilidade, sem necessidade de intervenção humana</strong>. As suas sementes caem no solo, germinam rapidamente e garantem novas plantas a cada estação, mesmo em espaços onde o seu crescimento não foi planeado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/5-plantas-que-se-reproducen-solas-llena-tu-jardin-de-color-sin-esfuerzo-1777004847821.jpg" data-image="cqr3pxuecnuv"></figure><p>Além do seu valor ornamental, tolera diferentes tipos de solo e adapta-se bem a climas temperados, como os de grande parte do país. <strong>A sua manutenção é mínima e a sua capacidade de expansão torna-a uma aliada ideal para quem procura resultados rápidos e duradouros</strong>.</p><h3>Alegria-do-lar: a rainha dos espaços sombreados</h3><p>A clássica alegria-do-lar — muito presente em pátios e varandas argentinas — tem uma vantagem fundamental: <strong>pode reproduzir-se tanto por sementes como por estacas, e até mesmo de forma espontânea em condições favoráveis</strong>. Em ambientes húmidos e com sombra parcial, costuma expandir-se rapidamente e cobrir espaços em pouco tempo.</p><p>A sua floração intensa, com tons que vão do branco ao vermelho profundo, permite manter setores do jardim ativos durante vários meses. <strong>É especialmente útil em zonas onde outras espécies não prosperam por falta de sol direto ou por condições ambientais mais exigentes</strong>.</p><h3>Portulaca: a aliada do sol e da seca</h3><p>Também conhecida como “flor de seda”, a portulaca é ideal para climas quentes e secos, onde outras plantas costumam ter dificuldades para prosperar. <strong>As suas sementes dispersam-se com facilidade e permitem que novas plantas surjam sem serem semeadas manualmente, ocupando espaços de forma natural</strong>.</p><p>Esta espécie suporta altas temperaturas, solos pobres e condições adversas sem perder a capacidade de floração. <strong>Além disso, abre as suas flores com o sol, gerando um efeito visual dinâmico que muda ao longo do dia e confere movimento ao jardim</strong>.</p><h3>Cosmos: flores leves que se multiplicam sozinhas</h3><p>Cosmos: flores leves que se multiplicam sozinhas O cosmos confere um estilo mais natural e descontraído, muito procurado em jardins de baixa manutenção e com estética silvestre. Uma vez estabelecido, <strong>reproduz-se por auto-semeadura, gerando novas plantas todos os anos sem necessidade de intervenção nem cuidados específicos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/5-plantas-que-se-reproducen-solas-llena-tu-jardin-de-color-sin-esfuerzo-1777005023554.jpeg" data-image="oajrf62tl1i9" alt="cosmos" title="cosmos"><figcaption>O cosmos na sua forma mais natural, com flores delicadas que se movem ao sabor do vento e uma auto-semeadura constante que garante novas plantas a cada estação.</figcaption></figure><p>Tolera solos pobres e períodos de seca, o que a torna uma opção fiável para zonas com restrições hídricas.<strong> O seu crescimento espontâneo cria um efeito visual atraente, semelhante ao de um jardim campestre que evolui ao longo das estações</strong>.</p><h3>Verbena: expansão rápida e floração prolongada</h3><p>A verbena combina resistência com estética, uma vez que<strong> se adapta muito bem ao calor, floresce durante longos períodos e multiplica-se tanto por sementes como por expansão natural</strong>. Em jardins ensolarados, pode cobrir grandes superfícies e gerar um impacto visual sustentado ao longo do tempo.</p><p>A sua baixa necessidade de água posiciona-a como uma alternativa estratégica face a verões cada vez mais exigentes.<strong> É uma das espécies mais escolhidas para obter cor e volume sem necessidade de manutenção intensiva nem intervenções constantes</strong>.</p><h2>Um jardim que se multiplica por si só e ganha vida a cada estação</h2><p>Por vezes, a verdadeira mudança num jardim não depende do esforço nem da quantidade de tarefas realizadas, mas sim da escolha inteligente das espécies que o compõem desde o início. <strong>Apostar nestas plantas implica compreender os ciclos naturais</strong> e permitir que a própria dinâmica do ambiente faça grande parte do trabalho.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765953" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-mit-confirma-as-plantas-ouvem-as-gotas-a-cair-e-germinam-ate-40-mais-depressa.html" title="O MIT confirma: as plantas ouvem as gotas a cair e germinam até 40% mais depressa">O MIT confirma: as plantas ouvem as gotas a cair e germinam até 40% mais depressa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-mit-confirma-as-plantas-ouvem-as-gotas-a-cair-e-germinam-ate-40-mais-depressa.html" title="O MIT confirma: as plantas ouvem as gotas a cair e germinam até 40% mais depressa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-mit-lo-confirma-las-plantas-oyen-caer-las-gotas-y-germinan-hasta-40-mas-rapido-1777036934448_320.jpg" alt="O MIT confirma: as plantas ouvem as gotas a cair e germinam até 40% mais depressa"></a></article></aside><p>Com o passar do tempo, estes espaços evoluem de forma quase autónoma e criam uma estética mais orgânica, diversificada e equilibrada. <strong>Porque, em última análise, um jardim que se reproduz sozinho não é negligência: é uma forma mais eficiente, sustentável e consciente de nos ligarmos à natureza</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/5-plantas-que-se-reproduzem-sozinhas-encha-o-seu-jardim-de-cor-sem-esforco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aproxima-se uma noite de 4 ºC nestes distritos do interior de Portugal continental]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-uma-noite-de-4-c-nestes-distritos-do-interior-de-portugal-continental.html</link><pubDate>Fri, 15 May 2026 11:17:28 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A próxima madrugada será bastante fria no Norte e Centro de Portugal continental, especialmente no interior. Até segunda-feira o tempo fresco para a época mantém-se, antes da chegada do calor africano. Consulte a previsão detalhada para os próximos dias!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa9v2da"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa9v2da.jpg" id="xa9v2da"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma massa de ar invulgarmente fria para esta época do ano, de origem polar marítima, está a condicionar o estado do tempo em Portugal continental nesta reta final da semana. Os efeitos mais notórios nas condições meteorológicas do nosso país são <strong>a queda mais expressiva das temperaturas mínimas e a intensificação do vento Norte</strong>. Mesmo as temperaturas máximas mantêm valores abaixo da média climatológica de referência, tal como denotam os mapas de anomalia térmica.</p><p>Apesar da crescente influência e fortalecimento das altas pressões situadas a oes-sudoeste da Península Ibérica, <strong>nesta sexta-feira (15) ainda é expectável a ocorrência de aguaceiros fracos e dispersos nas Regiões Norte e Centro</strong>. O céu manter-se-á nublado ou parcialmente nublado durante grande parte da jornada, mas a partir do início da noite a nebulosidade diminui gradualmente até se dissipar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-uma-noite-de-4-c-nestes-distritos-do-interior-de-portugal-continental-1778841886963.png" data-image="3qiqibkqn8ei"><figcaption>O vento do quadrante Norte produzirá rajadas fortes, de até 60 km/h, na tarde desta sexta-feira, 15 de maio.</figcaption></figure><p>Atenção também à <strong>nortada</strong> desta sexta-feira (15), que soprará com mais intensidade no Centro-Sul do país, podendo atingir rajadas na ordem dos <strong>50-60 km/h, especialmente nos distritos de Leiria, Lisboa, Santarém, Setúbal e Faro</strong> (sobretudo na metade ocidental - Barlavento).</p><h2>A madrugada de sábado, 16 de maio, será bastante fria para a época do ano, sobretudo nestes 4 distritos</h2><p>Prevê-se que <strong>sábado (16) seja um dia anticiclónico</strong>, com tempo estável à superfície, marcado por céu pouco nublado ou limpo. Haverá bancos de <strong>nevoeiro matinal denso</strong>,<strong> </strong>mais localizados no interior Centro do país, salientando-se de modo evidente <strong>a faixa entre Coimbra e Fundão</strong>.</p><p>Adicionalmente, espera-se uma <strong>descida generalizada das temperaturas mínimas em Portugal continental</strong>, sendo particularmente acentuada nas cidades do interior Norte e Centro (período noturno correspondente à madrugada entre a meia-noite e as 07:00).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-uma-noite-de-4-c-nestes-distritos-do-interior-de-portugal-continental-1778842081717.png" data-image="0wtnhxuku19a"><figcaption>Várias cidades do interior registarão na próxima madrugada temperaturas iguais ou inferiores a 5 ºC, destacando-se as capitais distritais de Bragança e Guarda. Na zona da Serra da Estrela haverá zonas com valores próximos aos 0 ºC ou até mesmo abaixo deste patamar.</figcaption></figure><p><strong>A madrugada de sábado, 16 de maio, será acentuadamente fria</strong>, especialmente no Norte e Centro do país entre as 04:00 e as 07:00, contrastando fortemente com as temperaturas diurnas, que registarão uma pequena subida generalizada em relação ao dia de hoje. De entre os 4 distritos mais frios do país, isto é, aqueles que registarão temperaturas mínimas geralmente mais baixas, destacam-se os de <strong>Bragança </strong>e<strong> Guarda</strong>, cujas capitais distritais se prevê que registem <strong>apenas</strong> <strong>4 ºC</strong>.</p><p>Por outro lado, as temperaturas máximas deverão registar uma subida em todo o país, com esta configuração a traduzir-se numa <strong>grande amplitude térmica diária no sábado, 16 de maio</strong>.</p><table><thead><tr><th>Cidade</th><th>Sexta-feira, 15 de maio - previsão de Temperatura Máxima | Temperatura Mínima (ºC)</th><th>Sábado, 16 de maio - previsão de Temperatura Máxima | Temperatura Mínima (ºC)</th></tr></thead><tbody><tr><td>Bragança</td><td>18 | 8</td><td>19 | 4</td></tr><tr><td>Guarda</td><td>12 | 4</td><td>16 | 4</td></tr><tr><td>Vila Real</td><td>17 | 6</td><td>19 | 6</td></tr><tr><td>Viseu</td><td>15 | 7</td><td>19 | 5</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Fonte: Mapas da Meteored</td></tr></tbody></table><p>Além disto, prevê-se uma <strong>nova fase de nortada</strong>, com maior expressividade no período da tarde, desta feita sendo mais intensa na <strong>faixa do litoral entre Viana do Castelo e Lisboa, onde estão previstas rajadas até 55 km/h</strong>. Tanto hoje como amanhã, dias 15 e 16 de maio, a nortada forte contribuirá para agravar o desconforto térmico gerado pela presença do ar polar.</p><p>Em suma, a noite de sexta (15) para sábado (16) em Portugal continental constituirá <strong>o pico de um episódio de frio tardio</strong> numa fase do calendário que ‘casa’ com o fenómeno popularmente associado aos <strong>“Santos do Gelo”</strong>.</p><h2>Anomalias térmicas negativas diurnas e noturnas mantêm-se até segunda-feira, 18 de maio</h2><p>De acordo com os mapas de anomalia de temperatura, <strong>o padrão de temperaturas abaixo da média manter-se-á até segunda-feira (18)</strong>, algo para o qual contribuirá o fortalecimento de uma região de altas pressões nas imediações da nossa geografia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-uma-noite-de-4-c-nestes-distritos-do-interior-de-portugal-continental-1778842265273.png" data-image="d1mfx6rd5vu5"><figcaption>Tal como revela este mapa, até segunda-feira, 18 de maio, mesmo no período diurno espera-se que as temperaturas registem valores inferiores à média climatológica de referência.</figcaption></figure><p>Além do processo de subsidência do ar, que favorecerá <strong>céu pouco nublado e um consequente arrefecimento noturno</strong>, algum ar polar continuará instalado em altitude durante mais duas jornadas, fazendo com que até mesmo as <strong>temperaturas diurnas registem valores ligeiramente inferiores ao normal</strong> nestes dias.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768815" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-34-c-em-portugal-devido-ao-ar-africano-a-mudanca-de-temperaturas-sera-drastica-avisa-alfredo-graca.html" title="Até 34 ºC em Portugal devido ao ar africano: “a mudança de temperaturas será drástica”, avisa Alfredo Graça">Até 34 ºC em Portugal devido ao ar africano: “a mudança de temperaturas será drástica”, avisa Alfredo Graça</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-34-c-em-portugal-devido-ao-ar-africano-a-mudanca-de-temperaturas-sera-drastica-avisa-alfredo-graca.html" title="Até 34 ºC em Portugal devido ao ar africano: “a mudança de temperaturas será drástica”, avisa Alfredo Graça"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-34-c-em-portugal-devido-ao-ar-africano-a-mudanca-de-temperaturas-sera-drastica-avisa-alfredo-graca-1778761560888_320.png" alt="Até 34 ºC em Portugal devido ao ar africano: “a mudança de temperaturas será drástica”, avisa Alfredo Graça"></a></article></aside><p>A partir de <strong>terça-feira, 19 de maio, o padrão meteorológico registará uma mudança</strong> que se manifestará de modo gradual ao longo da próxima semana, estabelecendo-se uma configuração sinóptica em que predominará <strong>o tempo seco e bastante quente para a época do ano</strong>.</p><p>Em Portugal continental consolidar-se-á um contraste drástico a nível térmico que se verificará numa questão de apenas 5 dias, fomentado pela <strong>subida em latitude de uma massa de ar tropical continental, muito quente e seca, proveniente de África</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-uma-noite-de-4-c-nestes-distritos-do-interior-de-portugal-continental.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O Tibete recupera o seu abastecimento de água graças a uma nova rota eólica que garante água a 2 mil milhões de pessoas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-tibete-recupera-o-seu-abastecimento-de-agua-gracas-a-uma-nova-rota-eolica-que-garante-agua-a-2-mil-milhoes-de-pessoas.html</link><pubDate>Fri, 15 May 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>As "Torres de Água Asiáticas" (AWTs, na sigla em inglês), uma região de altitude com uma elevação média superior a 4000 metros, servem como principal fonte de água doce para quase 2 mil milhões de pessoas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-tibete-recupera-o-seu-abastecimento-de-agua-gracas-a-uma-nova-rota-eolica-que-garante-agua-a-2-mil-milhoes-de-pessoas-1778675340343.jpg" data-image="yvmo4fksu58u" alt="imagem ilustrativa; Nubra" title="imagem ilustrativa; Nubra"><figcaption>Utilizando observações tridimensionais de isótopos de vapor de água atmosférico, os cientistas acompanharam o transporte vertical de humidade durante o inverno e a primavera.</figcaption></figure><p>Embora <strong>a monção de verão indiana seja bem conhecida por moldar os padrões sazonais de chuva que ajudam a alimentar as AWT</strong>, o papel hidrológico dos ventos de oeste de latitudes médias, que dominam os padrões climáticos regionais durante três quartos do ano, não era claro.</p><h2>Nova visão sobre o transporte de humidade pelos ventos de oeste</h2><p>Agora, uma equipa de investigação liderada pelos professores Gao Jing e Yao Tandong, do Instituto de Investigação do Planalto Tibetano da Academia Chinesa de Ciências, em colaboração com cientistas internacionais, <strong>determinou como os ventos de oeste integram a sua humidade no ciclo hidrológico local</strong> em condições sem precipitação.</p><p>Especificamente, os investigadores identificaram um <strong>mecanismo atmosférico de "transporte vertical" </strong>pelo qual a humidade transportada pelos ventos de grande altitude é transportada em direção ao planalto através de um complexo processo de "desacoplamento" noturno.</p><h2>Observações com balões e modelação avançada</h2><p>Neste estudo, os investigadores combinaram observações verticais <em>in situ</em> com o modelo atmosférico de última geração ECHAM6-wiso, que utiliza isótopos, fornecendo a <strong>primeira visão unificada e baseada em processos de como a água atmosférica das Correntes Azuis do Tibete é abastecida</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-tibete-recupera-o-seu-abastecimento-de-agua-gracas-a-uma-nova-rota-eolica-que-garante-agua-a-2-mil-milhoes-de-pessoas-1778676265941.jpg" data-image="bje3iujc16is" alt="Nam Co; Tibete" title="Nam Co; Tibete"><figcaption>A subsidência noturna separa a humidade transportada pelos ventos de oeste da humidade residual da camada limite atmosférica, incorporando o vapor de fontes remotas no balanço hídrico local.</figcaption></figure><p> Utilizando balões especiais "Jimu" presos por hélio, <strong>os investigadores recolheram 32 perfis verticais inéditos de isótopos estáveis de vapor de água atmosférico</strong> (δDᵥ e d-excessoᵥ) e parâmetros meteorológicos em dois locais do Planalto Tibetano: Lulang, um corredor de humidade florestal, e Nam Co, um lago interior de grande altitude. </p><h2>Uma estrutura atmosférica de três camadas</h2><p> Estes isótopos permitiram aos investigadores identificar uma<strong> estrutura atmosférica altamente estratificada</strong>, composta por três camadas: a camada limite atmosférica, localizada a aproximadamente 600 a 900 metros, onde a humidade de origem local é moldada por ciclos diurnos; A camada de mistura, uma zona intermédia entre os 600 e os 1.600 metros, caracterizada por uma variação isotópica mínima; e a troposfera livre, que se encontra acima dos 1.600 a 1.800 metros, onde os ventos de oeste de grande escala transportam humidade através da barreira dos Himalaias. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-tibete-recupera-o-seu-abastecimento-de-agua-gracas-a-uma-nova-rota-eolica-que-garante-agua-a-2-mil-milhoes-de-pessoas-1778676543131.png" data-image="94vk4adwtmei" alt="esquema de transporte de humidade" title="esquema de transporte de humidade"><figcaption>Ilustração esquemática do transporte de humidade associado aos ventos de oeste nas AWT's de Lulang. A interação entre ar frio advectado e ar residual mais quente e húmido origina uma camada mista e uma inversão acima da camada limite atmosférica, promovendo a separação da humidade. As setas laranja representam evaporação e evapotranspiração, e as azuis indicam condensação. Na primavera, a camada limite e a camada mista atingem maiores altitudes do que no inverno. Em Nam Co, a troposfera livre desce a altitudes mais baixas e a camada de mistura é menos espessa do que em Lulang. Crédito: Adaptado de PNAS (2026).</figcaption></figure><p> Os investigadores descobriram que o vapor de água atmosférico transportado pelos ventos de oeste sofre subsidência, com uma descida em grande escala desta humidade em direção à camada limite atmosférica das AWT's. <strong>À medida que esta humidade se afunda, interage com o ar local, criando duas camadas distintas de inversão térmica</strong>. Estas camadas atuam como "tampas" físicas que suprimem a mistura vertical e separam o vapor de água atmosférico em camadas distintas. </p><h2>Separação noturna e integração de humidade</h2><p> Esta separação isola a humidade em altitude, transportada pelos ventos de oeste, do ar local relativamente húmido aprisionado no interior da camada limite atmosférica. A condensação abaixo destas camadas de inversão térmica durante a separação integra a humidade trazida pelos ventos de oeste no balanço local de humidade. Este processo constitui uma <strong>via primária para a integração da humidade transportada pelos ventos de oeste no balanço hídrico local</strong>, mesmo sem precipitação, sustentando a <strong>acumulação de humidade junto à superfície</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="701994" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-origem-de-parte-do-tibete-esta-na-australia-a-surpreendente-conclusao-de-uns-geologos-chineses.html" title="A origem de parte do Tibete está... na Austrália. A surpreendente conclusão de uns geólogos chineses">A origem de parte do Tibete está... na Austrália. A surpreendente conclusão de uns geólogos chineses</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-origem-de-parte-do-tibete-esta-na-australia-a-surpreendente-conclusao-de-uns-geologos-chineses.html" title="A origem de parte do Tibete está... na Austrália. A surpreendente conclusão de uns geólogos chineses"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-origen-del-tibet-esta-en-australia-1742307630902_320.jpeg" alt="A origem de parte do Tibete está... na Austrália. A surpreendente conclusão de uns geólogos chineses"></a></article></aside><p> Os investigadores descobriram que, <strong>mesmo sem precipitação, aproximadamente 30% da humidade transportada pelos ventos de oeste é integrada no ciclo local</strong> através de transições de fase noturnas. </p><h2>Implicações para um clima em aquecimento</h2><p> Estas descobertas são significativas, uma vez que <strong>o aquecimento antropogénico impulsiona rápidas transições hidrológicas, incluindo o recuo acelerado dos glaciares e a alteração dos padrões de escoamento, que afetam a quantidade de humidade que alimenta as AWT's</strong>. Os resultados fornecem parâmetros críticos para melhorar os modelos atmosféricos, otimizar as projeções climáticas para o ciclo da água das AWT e avançar na interpretação climática dos registos isotópicos regionais, como os dos núcleos de gelo. </p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Jing Gao, Tandong Yao, Valérie Masson-Delmotte & Maosheng He. <a href="https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.2529749123" target="_blank">Vertical conveyor driving the integration of moisture transported by the westerlies to the Asian water towers’ atmospheric water cycle</a>. PNAS (2026).</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-tibete-recupera-o-seu-abastecimento-de-agua-gracas-a-uma-nova-rota-eolica-que-garante-agua-a-2-mil-milhoes-de-pessoas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um dos locais mais bonitos dos Açores volta finalmente a abrir a banhos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/um-dos-locais-mais-bonitos-dos-acores-volta-finalmente-a-abrir-a-banhos.html</link><pubDate>Fri, 15 May 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Depois de um verão marcado pela interdição, o Ilhéu de Vila Franca do Campo volta a receber banhistas já nesta época balnear em São Miguel.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/um-dos-locais-mais-bonitos-dos-acores-volta-finalmente-a-abrir-a-banhos-1778752178721.jpg" data-image="fipddjpxrl4k" alt="Ilhéu de Vila Franca do Campo" title="Ilhéu de Vila Franca do Campo"><figcaption>O Ilhéu de Vila Franca volta a receber banhistas este verão. Foto: Wikimedia // Carlos de Paz, CC BY-NC-SA 2.0</figcaption></figure><p>Temos boas notícias para quem sonha mergulhar na <strong>cratera vulcânica mais icónica de São Miguel</strong>. Depois de um verão de 2025 marcado pela interdição total aos banhistas, o <strong>Ilhéu de Vila Franca do Campo</strong> vai reabrir a banhos esta época balnear. </p><div class="texto-destacado">A reabertura marca o regresso de um dos locais mais emblemáticos dos Açores, conhecido pela sua impressionante cratera vulcânica transformada numa piscina natural em pleno Atlântico.</div><p>Situado ao largo da vila de Vila Franca do Campo, na costa sul de São Miguel, o ilhéu é uma das paisagens mais reconhecidas do arquipélago. A poucos minutos de barco da marina, esconde no interior uma lagoa natural de águas calmas e transparentes, formada pela antiga cratera de um vulcão submerso. </p><p>Todos os anos, <strong>milhares de visitantes</strong> passam por ali durante os meses mais quentes, seja para nadar, fazer <em>snorkelling</em> ou simplesmente aproveitar um dos cenários mais especiais da ilha.</p><h2>Encerramento em 2025</h2><p>No ano passado, porém, a zona balnear acabou por<strong> ficar encerrada </strong>devido aos resultados das análises à qualidade da água, situação que impediu os banhos durante toda a época. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768412" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-sao-conhecidas-as-praias-com-bandeira-azul-em.html" title="Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026">Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-sao-conhecidas-as-praias-com-bandeira-azul-em.html" title="Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ja-sao-conhecidas-as-praias-com-bandeira-azul-em-1778573948671_320.jpg" alt="Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026"></a></article></aside><p>“O encerramento a banhos no verão de 2025 não foi uma surpresa de última hora”, escreve o ‘Ekonomista’. “A primeira classificação negativa da qualidade das águas do ilhéu registou-se em 2020, o que desencadeou a criação de um grupo de trabalho com representantes do Governo Regional, do município e de outras entidades.”</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/um-dos-locais-mais-bonitos-dos-acores-volta-finalmente-a-abrir-a-banhos-1778752319747.jpg" data-image="t1qvj0uek06v" alt="Ilhéu de Vila Franca" title="Ilhéu de Vila Franca"><figcaption>É uma das piscinas naturais mais impressionantes dos Açores. Foto: Wikimedia // Jules Verne Times Two</figcaption></figure><p>“Durante anos, foram implementadas medidas de mitigação, incluindo a redução da população de gaivotas, identificadas como uma das fontes de contaminação bacteriana, mas os resultados acumulados ao longo de cinco anos consecutivos determinaram a interdição.”</p><p>Entretanto, após novos trabalhos de monitorização e avaliações realizadas em conjunto com as entidades ambientais, foi <strong>considerada possível a reabertura do espaço aos visitantes</strong>.</p><h2>A reabertura</h2><p>A reabertura foi anunciada a 7 de abril, garantindo que estará disponível na época balnear. Com esta novidade, <strong>o arquipélago passa a ter 88 espaços balneares aprovados para 2026</strong>. Só na costa há 25 espaços diferentes. É a ilha do Pico que tem o maior número de zonas balneares na região, com 26. Segundo o 'Público', seguem-se a ilha Terceira (16), Faial (seis), Graciosa (cinco), Santa Maria (quatro), São Jorge (três), Flores (duas) e Corvo (uma).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="721015" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/acores-em-alta-perceba-como-um-arquipelago-discreto-derrotou-o-havai.html" title="Açores em alta: perceba como um arquipélago discreto derrotou o Havai">Açores em alta: perceba como um arquipélago discreto derrotou o Havai</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/acores-em-alta-perceba-como-um-arquipelago-discreto-derrotou-o-havai.html" title="Açores em alta: perceba como um arquipélago discreto derrotou o Havai"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/acores-em-alta-perceba-como-um-arquipelago-discreto-derrotou-o-havai-1753203243880_320.jpg" alt="Açores em alta: perceba como um arquipélago discreto derrotou o Havai"></a></article></aside><p>Apesar do regresso aos banhos, contudo, continuam a <strong>existir regras apertadas</strong> para proteger o ecossistema sensível do Ilhéu. O acesso diário mantém-se limitado a <strong>400 pessoas</strong>, sendo que<strong> apenas 200</strong> podem permanecer ao mesmo tempo no interior da cratera. </p><div class="texto-destacado">A ligação marítima entre Vila Franca do Campo e o ilhéu continua a ser assegurada pelo Clube Naval local, como já acontecia anteriormente.</div><p>O preço do bilhete de transporte (ida e volta) tem sido de 6€ para residentes nos Açores e 10€ para não residentes.<strong> Os valores para a época de 2026 devem ser confirmados </strong>diretamente na bilheteira <em>online</em> do CNVFC ou na bilheteira física da marina, uma vez que podem sofrer atualizações.</p><p>E, atenção, porque quem visita o ilhéu fora de época ou chega sem reserva arrisca ficar sem acesso por esgotamento da capacidade.</p><h2>Uma boa notícia para a economia local</h2><p>Classificado como Reserva Natural, o ilhéu integra ainda a Rede Natura 2000 e o Açores Geoparque Mundial da UNESCO, estatutos que reforçam a importância ambiental e científica deste pequeno paraíso vulcânico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/um-dos-locais-mais-bonitos-dos-acores-volta-finalmente-a-abrir-a-banhos-1778752518725.jpg" data-image="9vl1uri55gd6" alt="Ilhéu de Vila Franca do Campo" title="Ilhéu de Vila Franca do Campo"><figcaption>O paraíso natural mais famoso de São Miguel. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>A reabertura surge também como uma<strong> boa notícia para a economia local</strong>. Durante o verão, o ilhéu atrai milhares de visitantes e acaba por ter impacto direto em restaurantes, alojamentos, cafés e empresas turísticas da vila de Vila Franca do Campo.</p><p>"Com base em estimativas conservadoras de consumo médio por visitante (entre 40 euros e 60 euros), estima-se que o impacto económico global associado à presença do ilhéu ultrapasse os 3,5 milhões de euros por época balnear", lê-se no <em>site</em> ‘Açoriano Oriental’.</p><p>Para quem planeia visitar São Miguel nos próximos meses, o regresso dos banhos ao ilhéu devolve à ilha uma das suas experiências mais procuradas: mergulhar numa cratera vulcânica rodeada pelo azul do Atlântico.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/um-dos-locais-mais-bonitos-dos-acores-volta-finalmente-a-abrir-a-banhos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[NASA procura por água congelada na Via Láctea com um novo mapa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nasa-procura-por-agua-congelada-na-via-lactea-com-um-novo-mapa.html</link><pubDate>Fri, 15 May 2026 06:17:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O observatório espacial SPHEREx da NASA criou um mapa detalhado do gelo interestelar na Via Láctea, revelando as misteriosas origens químicas da água como a conhecemos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-busca-agua-helada-en-la-via-lactea-con-un-nuevo-mapa-1778373265834.jpg" data-image="jd53175xs2rw"><figcaption>O SPHEREx possui um enorme potencial para estudos galácticos, concentrando-se em Cygnus X, uma região de formação estelar relativamente próxima da Via Láctea.</figcaption></figure><p>Uma das questões fundamentais para a compreensão da vida no universo é a água. Encontrá-la tem sido um dos maiores desafios desde o início da era espacial. A <strong>missão SPHEREx da NASA mapeou o gelo interestelar em detalhes</strong>, capturando espectros infravermelhos em mais de cem cores diferentes.</p><div class="texto-destacado">Estes "gelos" aderem a minúsculas partículas de poeira localizadas em nuvens moleculares dentro da galáxia. Elas são regiões frias e densas conhecidas como berçários, onde inúmeras estrelas nascem.</div><p>Os cientistas do projeto descobriram que <strong>o material congelado inclui moléculas vitais como monóxido de carbono e dióxido de carbono</strong>. Esta mistura gelada é um reservatório fundamental para a química orgânica que pode permitir o <strong>desenvolvimento da vida</strong>.</p><p><strong>Grande parte da água presente no nosso planeta provém de reservas interestelares semelhantes, formadas biliões de anos atrás</strong>. Estes vastos acúmulos fornecem os ingredientes básicos que, eventualmente, permeiam os sistemas planetários jovens durante o seu processo de formação.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-busca-agua-helada-en-la-via-lactea-con-un-nuevo-mapa-1778373284367.jpg" data-image="pfbqx0wcwctm"><figcaption>Os dados fornecidos pela missão mostram que as nuvens interestelares funcionam como enormes glaciares cósmicos com vastas e incalculáveis reservas de água. Estas informações ajudarão a confirmar a nossa ligação química e material com os componentes distribuídos por toda a Via Láctea.</figcaption></figure><p>Os <strong>dados fornecidos pela missão</strong> mostram que as nuvens interestelares funcionam como enormes glaciares cósmicos com vastas e incalculáveis reservas de água. Estas informações ajudarão a confirmar a nossa ligação química e material com os componentes distribuídos por toda a<strong> Via Láctea</strong>.</p><h2>Cartografia Espectral Galáctica</h2><p>O <strong>SPHEREx</strong> utiliza luz infravermelha para detetar regiões moleculares em áreas como Cygnus X e a Nebulosa da América do Norte. O<strong> telescópio identifica moléculas de gelo</strong> medindo os comprimentos de onda específicos que o gelo absorve ao bloquear o brilho das estrelas de fundo.</p><p>O <strong>mapeamento tridimensional ajuda a revelar como os fatores do ambiente espacial influenciam o gelo</strong>, uma vez que pode mostrar como a intensa luz ultravioleta emitida por estrelas jovens altera significativamente a abundância desses elementos no meio cósmico.</p><p>Diferentemente de missões anteriores que analisavam fontes brilhantes individualmente, o instrumento analisa o amplo brilho difuso de fundo, possibilitando a observação da <strong>distribuição espacial de material químico congelado com níveis de detalhe verdadeiramente sem precedentes</strong> na astronomia.</p><p><strong>Esta perspectiva é crucial para a compreensão das enormes taxas de formação molecular em grandes regiões galácticas</strong>, o que representa uma grande vantagem, pois proporciona uma visão geral ampla, impossível de ser obtida com instrumentos terrestres, que só conseguem ampliar ou focar em pequenas regiões.</p><h3>Água e Filamentos Cósmicos</h3><p>As primeiras imagens geradas pela missão mostram linhas de absorção muito nítidas, criadas pela água e pelo dióxido de carbono. Estas zonas absorvem luz, revelando a localização exata de <strong>densas faixas escuras no centro da nossa galáxia</strong> espiral.</p><p>Esta estrutura química gelada traça imensas redes interligadas que seguem o contorno de espessas faixas compostas de material estelar. Estes mantos escuros<strong> protegem, envolvem e isolam a água primordial</strong>, impedindo que ela seja completamente destruída pela radiação ultravioleta presente durante a formação das estrelas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-busca-agua-helada-en-la-via-lactea-con-un-nuevo-mapa-1778373302258.jpg" data-image="xs9rhu0iiw9i"><figcaption>O instrumento SPHEREx da NASA detetou gelo de água (azul) e hidrocarbonetos aromáticos na nuvem Cygnus X. Crédito: NASA/JPL-Caltech/IPAC/Hora et al.</figcaption></figure><p>A <strong>distribuição física da água e do dióxido de carbono é visivelmente semelhante em todos os campos observados</strong>; no entanto, a profundidade relativa alcançada nessas valiosas absorções varia ligeiramente ao longo do mapa devido a diferentes condições físicas.</p><p>Diversos mapas térmicos confirmam que os setores com <strong>as camadas de gelo mais espessas tendem a apresentar temperaturas extremamente baixas</strong>. De facto, esses estudos também ajudaram a corroborar que a formação de moléculas congeladas prospera eficientemente dentro das nebulosas quando protegidas do calor constante.</p><h3>Um contraste químico único</h3><p>Mas os mapas não apenas rastrearam água estelar fria, como também <strong>detetaram abundantes hidrocarbonetos aromáticos policíclicos</strong>, substâncias complexas que brilham intensamente quando aquecidas por raios ultravioleta emitidos diretamente por corpos massivos distribuídos por todo o sistema da Via Láctea.</p><p>Curiosamente, <strong>não foi encontrada nenhuma sobreposição espacial direta entre as grandes emissões desses hidrocarbonetos e a presença de gelo</strong>. Este contraste ocorre porque as reservas congeladas necessitam de áreas muito escuras e protegidas, enquanto essas moléculas aromáticas requerem fotões energéticos para brilhar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="732429" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/chove-no-sol-e-uns-investigadores-do-instituto-de-astronomia-da-universidade-do-havai-descobriram-porque.html" title="Chove no Sol e uns investigadores do Instituto de Astronomia da Universidade do Havai descobriram porquê">Chove no Sol e uns investigadores do Instituto de Astronomia da Universidade do Havai descobriram porquê</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/chove-no-sol-e-uns-investigadores-do-instituto-de-astronomia-da-universidade-do-havai-descobriram-porque.html" title="Chove no Sol e uns investigadores do Instituto de Astronomia da Universidade do Havai descobriram porquê"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chove-no-sol-e-uns-investigadores-do-instituto-de-astronomia-da-universidade-do-havai-descobriram-porque-1759411664271_320.jpg" alt="Chove no Sol e uns investigadores do Instituto de Astronomia da Universidade do Havai descobriram porquê"></a></article></aside><p>Quando as diferentes camadas interestelares se encontram diante dos sensores do telescópio, podem causar confusão óptica, uma vez que as emissões quentes são frequentemente obscurecidas por densas nuvens ricas em gelo localizadas em primeiro plano, o que complica significativamente a análise dos dados.</p><p>Esta<strong> investigação inicial representa um grande avanço tecnológico rumo a uma melhor compreensão da dinâmica estelar da nossa vizinhança</strong>. Estes tipos de mapas ajudarão, por décadas, a revelar a localização da água primitiva e os segredos químicos responsáveis pela origem do sistema solar.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nasa-procura-por-agua-congelada-na-via-lactea-com-um-novo-mapa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Do interior da Terra ao caos na superfície: o desafio de prever as erupções vulcânicas ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/do-interior-da-terra-ao-caos-na-superficie-o-desafio-de-prever-as-erupcoes-vulcanicas.html</link><pubDate>Fri, 15 May 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A erupção em La Palma mostrou que, apesar da tecnologia e monitorização avançada, prever exactamente quando e onde um vulcão vai explodir continua extremamente difícil. Saiba mais aqui sobre este tema!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-interior-da-terra-ao-caos-na-superficie-o-desafio-de-prever-as-erupcoes-vulcanicas-1778425892395.jpg" data-image="7jx0h4o2eul7" alt="Vulcão em La Palma" title="Vulcão em La Palma"><figcaption>A erupção do Tajogaite, em La Palma, tornou-se um dos fenómenos vulcânicos mais estudados da última década.</figcaption></figure><p>A erupção do <strong>vulcão Tajogaite,</strong> na ilha espanhola de La Palma, em 2021, marcou <strong>um dos episódios vulcânicos mais estudados das últimas décadas</strong>.</p><p>Durante 85 dias, <strong>rios de lava destruíram milhares de edifícios</strong> e alteraram profundamente a paisagem das Canárias.</p><p>Apesar da <strong>intensa monitorização científica antes e durante a erupção</strong>, continua a existir uma pergunta sem resposta definitiva: porque é que é tão difícil prever exactamente quando e onde um vulcão vai entrar em erupção?</p><p>Os avanços científicos dos últimos anos mostram que <strong>os investigadores estão cada vez mais próximos de antecipar sinais de atividade vulcânica</strong>.</p><h2>Porque é que os vulcões continuam imprevisíveis?</h2><p>No entanto, prever uma erupção com precisão continua a ser um <strong>enorme desafio devido à complexidade dos sistemas magmáticos</strong> e às limitações da tecnologia disponível. </p><p>No caso do Tajogaite, os cientistas detetaram <strong>sinais de instabilidade dias antes da erupção</strong>. A atividade sísmica começou a intensificar-se em Setembro de 2021, acompanhada por <strong>deformações do solo e emissões de gases vulcânicos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="388482" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/foi-por-isto-que-o-vulcao-de-la-palma-deu-a-volta-ao-mundo-cumbre-vieja-canarias.html" title="Foi por isto que o vulcão de La Palma deu a volta ao mundo!">Foi por isto que o vulcão de La Palma deu a volta ao mundo!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/foi-por-isto-que-o-vulcao-de-la-palma-deu-a-volta-ao-mundo-cumbre-vieja-canarias.html" title="Foi por isto que o vulcão de La Palma deu a volta ao mundo!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tre-mesi-di-eruzione-alle-canarie-le-curiosita-1640071821881_320.jpg" alt="Foi por isto que o vulcão de La Palma deu a volta ao mundo!"></a></article></aside><p>Estes fenómenos indicavam que o <strong>magma estava a mover-se no interior da crosta terrestre</strong>. Contudo, embora fosse evidente que algo estava prestes a acontecer, <strong>ninguém conseguia determinar com exatidão o local exacto da abertura da fissura eruptiva</strong> nem o momento preciso da explosão. </p><p>Um dos principais problemas está relacionado com o facto de os vulcões funcionarem como <strong>sistemas extremamente complexos e dinâmicos</strong>.</p><h2>O magma no interior da Terra</h2><p>O magma desloca-se através de <strong>fraturas subterrâneas invisíveis</strong>, interage com diferentes tipos de rocha e pode mudar rapidamente de direção ou velocidade.</p><p>Pequenas alterações de pressão no interior do vulcão podem alterar completamente o comportamento da erupção. Por isso, <strong>mesmo com milhares de sensores sísmicos, satélites e modelos computacionais, os cientistas trabalham frequentemente com probabilidades</strong>, e não com certezas absolutas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/do-interior-da-terra-ao-caos-na-superficie-o-desafio-de-prever-as-erupcoes-vulcanicas-1778425923824.jpg" data-image="lb7ozswmj2xf" alt="Vulcão em erupção" title="Vulcão em erupção"><figcaption>Sismos, deformações do solo e emissões de gases são alguns dos sinais monitorizados antes de uma erupção vulcânica, segundo os cientistas.</figcaption></figure><p>Ainda assim, a investigação recente trouxe avanços importantes. Um estudo publicado na revista <em>Science</em> demonstrou que <strong>a combinação de diferentes técnicas de monitorização, como análise sísmica, deformação do solo, composição química das cinzas</strong> e estudo dos cristais vulcânicos, permite reconstruir com maior detalhe os movimentos do magma antes da erupção.</p><p>No Tajogaite, os investigadores identificaram <strong>várias intrusões magmáticas ocorridas entre 2017 e 2021</strong>, mostrando que o sistema vulcânico esteve lentamente a “acordar” durante anos. </p><h2>Padrões sismicos como sinais de alerta</h2><p>Os cientistas descobriram também que certos padrões sísmicos podem <strong>funcionar como sinais de alerta antecipado</strong>.</p><p>Estudos recentes sobre o Tajogaite indicam que parâmetros como a <strong>entropia sísmica, o índice de frequência e a curtose dos sinais sísmicos podem ajudar a prever alterações eruptivas</strong> com várias horas de antecedência. Em alguns casos, foi possível detectar sinais cerca de nove horas antes do início da erupção. </p><p>Apesar destes progressos, <strong>prever erupções vulcânicas continua a ser muito mais difícil</strong> do que prever o estado do tempo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="375051" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/la-palma-como-os-satelites-nos-ajudam-a-monitorizar-as-erupcoes-vulcoes.html" title="La Palma: como os satélites nos ajudam a monitorizar as erupções">La Palma: como os satélites nos ajudam a monitorizar as erupções</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/la-palma-como-os-satelites-nos-ajudam-a-monitorizar-as-erupcoes-vulcoes.html" title="La Palma: como os satélites nos ajudam a monitorizar as erupções"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/la-palma-como-os-satelites-nos-ajudam-a-monitorizar-as-erupcoes-vulcoes-1634398942236_320.jpg" alt="La Palma: como os satélites nos ajudam a monitorizar as erupções"></a></article></aside><p>Na meteorologia existem milhares de <strong>satélites e estações de observação a recolher dados</strong> continuamente sobre a atmosfera.</p><p>Já no interior de um vulcão, <strong>a maior parte dos processos ocorre a vários quilómetros de profundidade</strong>, num ambiente inacessível à observação directa. Os cientistas apenas conseguem inferir o que está a acontecer através de <strong>sinais indiretos, como sismos, deformações do terreno ou emissões gasosas</strong>. </p><h2>A inteligência artificial pode ajudar a prever erupções?</h2><p>Outro obstáculo importante é que cada vulcão possui um <strong>comportamento único</strong>. Alguns entram em erupção após meses de actividade sísmica; outros podem explodir quase sem aviso prévio.</p><p>Além disso, <strong>muitos vulcões passam décadas ou séculos adormecidos, dificultando a recolha de dados</strong> históricos suficientes para treinar modelos preditivos fiáveis. </p><p>A <strong>inteligência artificial poderá desempenhar um papel decisivo</strong> no futuro da vulcanologia.</p><p>Novos sistemas baseados em aprendizagem automática já <strong>conseguem analisar enormes quantidades de dados sísmicos e imagens de satélite em tempo real</strong>, detetando padrões invisíveis ao olho humano.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Algumas experiências recentes demonstraram que algoritmos conseguem identificar sinais precursores de atividade eruptiva com uma antecedência cada vez maior. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Mesmo assim, os especialistas alertam que <strong>dificilmente será possível prever erupções com exatidão absoluta num futuro próximo</strong>. O objetivo atual da ciência não é indicar o minuto exato de uma explosão, mas sim melhorar os sistemas de alerta precoce para proteger populações em risco.</p><p>O caso do Tajogaite mostrou que <strong>a ciência já consegue detetar muitos sinais de perigo</strong> antes de uma erupção acontecer.</p><p>No entanto, também revelou que <strong>os vulcões continuam a ser fenómenos naturais profundamente imprevisíveis</strong>, lembrando-nos de que o interior da Terra permanece, em grande parte, um território desconhecido.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/do-interior-da-terra-ao-caos-na-superficie-o-desafio-de-prever-as-erupcoes-vulcanicas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A aplicação "Weather Replay" do Copernicus recria as condições meteorológicas do passado para qualquer local e hora]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-aplicacao-weather-replay-do-copernicus-recria-as-condicoes-meteorologicas-do-passado-para-qualquer-local-e-hora.html</link><pubDate>Thu, 14 May 2026 16:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Uma nova aplicação do Serviço de Alterações Climáticas do Copernicus, denominada "Weather Replay", funciona como uma máquina do tempo, permitindo aos utilizadores explorar e visualizar eventos meteorológicos e climáticos históricos — tais como tempestades, ondas de calor, inundações, furacões e ciclones — e a sua evolução ao longo do tempo, de forma simples e acessível, em qualquer parte do mundo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/weather-replay-de-copernicus-1778647460807.png" data-image="emkznqefi8nq"><figcaption>Imagem de arquivo gerada pelo Weather Replay que mostra os campos de superfície associados a uma tempestade perto da Península Ibérica. Fonte: Copernicus-ECMWF.</figcaption></figure><p>O Serviço de Alterações Climáticas Copernicus (C3S), implementado pelo Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo (ECMWF), lançou <strong>uma nova aplicação que poderá revelar-se útil </strong>como recurso para a elaboração de futuros relatórios meteorológicos e climáticos.</p><p>A nova aplicação <strong>"Weather Replay" permite aos utilizadores reviver as condições meteorológicas de qualquer local do mundo, hora a hora, desde janeiro de 1940 até poucos dias antes do presente</strong>. Para tal, utiliza o conjunto de dados de reanálise ERA5, o sistema de arquivo ARCO e os poderosos repositórios de dados do ECMWF.</p><h2>Uma máquina do tempo online</h2><p>Esta ferramenta funciona como uma máquina do tempo, permitindo aos utilizadores explorar e visualizar eventos meteorológicos e climáticos históricos, tais como <strong>tempestades, ondas de calor, inundações, furacões e ciclones, bem como a sua evolução ao longo do tempo</strong>.</p><p>Inclui uma seleção de eventos históricos importantes, como o furacão Katrina, o ciclone Nargis, que atingiu Mianmar em maio de 2008, e a onda de calor europeia de 2003. Permite também aos utilizadores<strong> explorar livremente qualquer período ou local do mundo para observar as condições meteorológicas em datas significativas</strong> ou durante eventos históricos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/weather-replay-de-copernicus-1778647477674.gif" data-image="8rmlmfsbf1la"><figcaption>Animação da ferramenta de comparação que mostra as ondas de calor de 2018 e 2025 na Escandinávia. Fonte: Copernicus-ECMWF.</figcaption></figure><p>Chiara Cagnazzo, cientista principal do C3S, supervisiona a produção de muitas das novas aplicações lançadas recentemente pelo serviço. Ela afirmou: "O Weather Replay é um exemplo impressionante do potencial do nosso conjunto de dados de reanálise ERA5, bem como da infraestrutura global dos repositórios de dados do ECMWF. Faz parte de um esforço mais vasto para tornar os nossos dados mais acessíveis aos meios de comunicação social e ao público em geral, e inclui aplicações como o Thermal Trace, o ERA Explorer, o Climate Pulse e outras. <strong>Pode vir a ser um ponto de viragem na ajuda às pessoas para explorarem e compreenderem os nossos dados</strong>."</p><p>Uma vez que a aplicação combina dados históricos de reanálise com atualizações quase em tempo real, poderá revelar-se útil para:</p><ul><li>Informação contextualizada sobre fenómenos meteorológicos extremos.</li><li>Comparações históricas e aniversários.</li><li>Explicações climáticas e investigação de fundo.</li><li>Visualização e narrativa baseadas em dados.</li></ul><p>As variáveis disponíveis incluem, entre outras:</p><ul><li>Temperatura </li><li>Vento e rajadas de vento </li><li>Precipitação </li><li> Pressão média ao nível do mar </li><li>Condições atmosféricas em altitude e padrões da corrente de jato</li></ul><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="749105" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/2025-foi-o-terceiro-ano-mais-quente-ja-registrado-a-nivel-global-segundo-o-copernicus.html" title="2025 foi o terceiro ano mais quente já registado a nível global, segundo o Copernicus">2025 foi o terceiro ano mais quente já registado a nível global, segundo o Copernicus</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/2025-foi-o-terceiro-ano-mais-quente-ja-registrado-a-nivel-global-segundo-o-copernicus.html" title="2025 foi o terceiro ano mais quente já registado a nível global, segundo o Copernicus"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/2025-tercer-ano-mas-calido-a-nivel-global-1768200585644_320.jpg" alt="2025 foi o terceiro ano mais quente já registado a nível global, segundo o Copernicus"></a></article></aside><p>O artigo completo que explica a ferramenta e todas as suas funcionalidades está disponível aqui.</p><p>A aplicação "Weather Replay" completa e todas as suas funcionalidades estão disponíveis aqui: weather-replay.climate.copernicus.eu</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><strong><a href="https://climate.copernicus.eu/" target="_blank"><em>Copernicus-ECMWF</em></a></strong></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-aplicacao-weather-replay-do-copernicus-recria-as-condicoes-meteorologicas-do-passado-para-qualquer-local-e-hora.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calor com sabor a verão em Portugal a partir de 20 de maio: a dorsal africana poderá estender-se até ao Mar Báltico]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-com-sabor-a-verao-em-portugal-a-partir-de-20-de-maio-a-dorsal-africana-podera-estender-se-ate-ao-mar-baltico.html</link><pubDate>Thu, 14 May 2026 15:01:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Portugal deverá manter temperaturas abaixo da média até ao início da próxima semana, antes da chegada de uma massa de ar quente africana que poderá trazer o primeiro episódio de calor significativo desta primavera.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa9pb14"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa9pb14.jpg" id="xa9pb14"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A partir da tarde de hoje, quinta-feira, 14 de maio, o tempo em Portugal continental deverá entrar numa fase mais estável, já sem previsão relevante de precipitação.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ainda assim, o ambiente continuará fresco para a época, sobretudo no Norte e no interior, devido à persistência de uma massa de ar relativamente fria e à <strong>influência de um jato polar ondulado a Norte da Península Ibérica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-com-sabor-a-verao-em-portugal-a-partir-de-20-de-maio-a-dorsal-africana-podera-estender-se-ate-ao-mar-baltico-1778761089587.png" data-image="h5z5mlwl6hxl" alt="Temperatura a 700 hPa" title="Temperatura a 700 hPa"><figcaption>Entre 15 e 17 de maio, o jato polar ondulado continuará a favorecer a entrada de ar mais frio em Portugal, mantendo temperaturas abaixo da média, sobretudo no Norte e no interior.</figcaption></figure><p>Desde a madrugada de sexta-feira (15), até domingo (17), o padrão atmosférico continuará a ser influenciado por um jato polar ondulado, responsável pela chegada de massas de ar mais frio ao continente. Isto significa que as temperaturas deverão manter-se abaixo da média climatológica em grande parte do país, ou seja, com <strong>anomalias térmicas negativas:</strong> valores de temperatura inferiores ao normal para a época do ano.</p><p><strong>As madrugadas de sábado e domingo deverão ser particularmente frescas no Norte e em partes do Centro.</strong> Em alguns locais dos distritos de Bragança, Vila Real e Viana do Castelo, os termómetros poderão descer aos 3 ou 4 ºC. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-com-sabor-a-verao-em-portugal-a-partir-de-20-de-maio-a-dorsal-africana-podera-estender-se-ate-ao-mar-baltico-1778761117245.png" data-image="zcz1l20rne2a" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>As madrugadas de sábado e domingo deverão ser especialmente frias no Nordeste e em zonas montanhosas, com mínimas de 3 a 4 ºC e possibilidade de valores negativos na Serra da Estrela.</figcaption></figure><p>Na Serra da Estrela, <strong>não se excluem novamente valores negativos</strong>. No litoral e no Sul, as temperaturas também serão contidas, embora a proximidade do mar atenue as descidas mais acentuadas.</p><h2>Início da próxima semana marca a viragem térmica</h2><p>A mudança começa a desenhar-se entre segunda e terça-feira, quando as temperaturas deverão subir de forma mais evidente, não só no Sul, mas também no Centro e no Norte. Depois de vários dias com valores de temperatura abaixo da média, <strong>a anomalia térmica passará a positiva em grande parte do territóri</strong><strong>o</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-com-sabor-a-verao-em-portugal-a-partir-de-20-de-maio-a-dorsal-africana-podera-estender-se-ate-ao-mar-baltico-1778761157966.png" data-image="dbc4sfwkacor" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"><figcaption>Entre segunda e terça-feira, as temperaturas voltam a subir em grande parte do país e a anomalia térmica passa novamente a positiva após vários dias de ambiente fresco.</figcaption></figure><p>A quarta-feira, 20 de maio, deverá marcar a transição mais clara para um novo padrão. Nessa altura, uma <strong>dorsal africana</strong> deverá favorecer a subida de uma massa de ar muito quente em direção à Península Ibérica e também a latitudes ainda mais elevadas da Europa.</p><h2>De 20 a 24 de maio: primeiro episódio de calor mais significativo</h2><p> <strong>Este sinal térmico é coerente com os mapas de geopotencial e temperatura a 850 hPa</strong>, muito usados em meteorologia para identificar a origem e a intensidade das massas de ar em altitude antes de o seu efeito se refletir totalmente à superfície.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-com-sabor-a-verao-em-portugal-a-partir-de-20-de-maio-a-dorsal-africana-podera-estender-se-ate-ao-mar-baltico-1778761429838.jpg" data-image="m9rtb0uli1mz" alt="Geopotencial e temperatura" title="Geopotencial e temperatura"><figcaption>Na quarta-feira, 20 de maio, uma dorsal africana começa a impulsionar ar quente para Portugal e para latitudes mais altas da Europa, marcando a viragem para um padrão mais quente.</figcaption></figure><p>Neste caso, mostram claramente a ascensão de ar muito quente de origem africana, que não deverá afetar apenas Portugal. Ao longo destes dias, esse calor tenderá também a propagar-se para latitudes progressivamente mais elevadas da Europa, podendo estender-se até à região do <strong>Mar Báltico</strong>. </p><p>Entre quarta-feira (20) e domingo (24), a tendência deverá ser de subida gradual das temperaturas. O modelo europeu <strong>já aponta para valores superiores a 30 ºC</strong> em várias áreas do país, com maior destaque para o<strong> Algarve, o Alentejo, partes do interior Centro e, no Norte, o vale do Douro</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calor-com-sabor-a-verao-em-portugal-a-partir-de-20-de-maio-a-dorsal-africana-podera-estender-se-ate-ao-mar-baltico-1778761507447.jpg" data-image="txqfannjh9ln" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Entre quarta e sábado, o modelo europeu prevê temperaturas acima dos 30 ºC no Algarve, Alentejo, interior Centro e vale do Douro, naquele que poderá ser o primeiro episódio de calor mais significativo da estação.</figcaption></figure><p>Além do calor, o cenário atual sugere também tempo seco entre 20 e 24 de maio. Para já, <strong>não há indicação relevante de precipitação nem de vento significativo durante este possível episódio de calor</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768815" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-34-c-em-portugal-devido-ao-ar-africano-a-mudanca-de-temperaturas-sera-drastica-avisa-alfredo-graca.html" title="Até 34 ºC em Portugal devido ao ar africano: “a mudança de temperaturas será drástica”, avisa Alfredo Graça">Até 34 ºC em Portugal devido ao ar africano: “a mudança de temperaturas será drástica”, avisa Alfredo Graça</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-34-c-em-portugal-devido-ao-ar-africano-a-mudanca-de-temperaturas-sera-drastica-avisa-alfredo-graca.html" title="Até 34 ºC em Portugal devido ao ar africano: “a mudança de temperaturas será drástica”, avisa Alfredo Graça"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-34-c-em-portugal-devido-ao-ar-africano-a-mudanca-de-temperaturas-sera-drastica-avisa-alfredo-graca-1778761560888_320.png" alt="Até 34 ºC em Portugal devido ao ar africano: “a mudança de temperaturas será drástica”, avisa Alfredo Graça"></a></article></aside><p>Ainda assim, por se tratar de uma previsão de médio prazo, são possíveis ajustes nos próximos dias, sobretudo na intensidade do aquecimento e na distribuição regional das temperaturas. Mesmo assim, tudo indica que Portugal poderá estar prestes a viver o primeiro período de calor mais marcado desta fase da primavera.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/calor-com-sabor-a-verao-em-portugal-a-partir-de-20-de-maio-a-dorsal-africana-podera-estender-se-ate-ao-mar-baltico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Da sabedoria tradicional às evidências científicas: o alho repele insetos e perturba o seu comportamento reprodutivo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/da-sabedoria-tradicional-as-evidencias-cientificas-o-alho-repele-insetos-e-perturba-o-seu-comportamento-reprodutivo.html</link><pubDate>Thu, 14 May 2026 14:33:08 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Há séculos que o alho é utilizado como um método natural para afastar as pragas. Agora, um novo estudo da Universidade de Yale confirma cientificamente que o alho também interfere na capacidade de reprodução das pragas, impedindo o seu acasalamento e a postura de ovos.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/from-traditional-wisdom-to-scientific-evidence-garlic-repels-insects-and-disrupts-their-reproductive-behavior-1778623572044.jpeg" data-image="8jmpu9ngo2a1" alt="Background of pink garlic bulbs." title="Background of pink garlic bulbs."><figcaption>Um novo estudo da Universidade de Yale confirma que o alho não só afasta as pragas como também perturba o seu comportamento de acasalamento e postura de ovos.</figcaption></figure><p>Há séculos que as pessoas utilizam o alho como tempero para realçar o sabor dos alimentos. Ao mesmo tempo, muitas culturas em todo o mundo têm-no utilizado como forma natural de afastar as pragas. Agora, novas investigações científicas revelam que o alho não é apenas um poderoso repelente natural de insetos, mas também <strong>interfere na capacidade de reprodução das pragas</strong>, impedindo o seu comportamento de acasalamento e postura de ovos.</p><h2>Sabedoria tradicional sobre o controlo de pragas confirmada pela investigação científica</h2><p>Tradicionalmente, as pessoas têm utilizado o alho como um poderoso remédio natural para o controlo de pragas, muito antes de este ter sido objeto de investigação científica. As pessoas utilizam o alho para repelir uma variedade de insetos rastejantes e voadores, incluindo mosquitos. Esta ideia levou <strong>Shimaa Ebrahim</strong>, investigadora do laboratório de John Carlson, a aprofundar a questão.</p><p>Ebrahim procurou compreender como a alimentação influencia o comportamento dos insetos. Começou por testar essa hipótese recolhendo <strong>43 frutas e legumes num supermercado, incluindo alho</strong>.</p><div class="texto-destacado">Transformou-os em purés e ofereceu-os a moscas-da-fruta. O seu objetivo era<strong> identificar quais os alimentos que estimulavam o acasalamento</strong>.</div><p>Os resultados dos testes foram surpreendentes: em vez de aumentar a atividade de acasalamento, o alho teve o efeito oposto. <strong>Impediu completamente o acasalamento</strong>, o que significa que as moscas expostas ao alho não acasalaram e também deixaram de pôr ovos.</p><div class="texto-destacado">Esta não foi uma observação pontual. Amostras de diferentes lojas foram testadas repetidamente e <strong>o resultado permaneceu o mesmo. O alho bloqueava consistentemente a reprodução</strong>. Este forte efeito destacou-se entre todos os outros alimentos testados.</div><p>Acreditava-se geralmente que o efeito do alho nos insetos era impulsionado pelo seu cheiro, mas os testes demonstraram o contrário. Embora o cheiro por si só não afete o comportamento de acasalamento, p<strong>rovar alho impede as moscas-da-fruta de acasalarem</strong>, indicando que o seu impacto reprodutivo depende do sabor e não do cheiro.</p><h2> O efeito de uma única molécula no comportamento reprodutivo das pragas </h2><p>O alho contém muitos compostos, e a equipa de investigação isolou e testou cada um deles separadamente. Identificaram uma única molécula responsável pelo efeito no comportamento reprodutivo das pragas: <strong>o dissulfureto de dialilo</strong>. De acordo com a investigação citada pelo site earth.com, quando as moscas provavam o composto, um recetor sensorial conhecido como TrpA1 era ativado.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Assim que o TrpA1 é ativado, aciona neurónios sensíveis ao amargor. Isto cria um forte sinal interno. O corpo do inseto reage como se já tivesse comido o suficiente. A atividade genética também se altera. Alguns genes associados à saciedade e à redução do apetite tornam-se ativos. A mosca perde o interesse em alimentar-se e acasalar.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Esta mudança <strong>afeta mais fortemente as fêmeas, uma vez que são elas que controlam as decisões de acasalamento</strong>. Quando os seus sinais internos são alterados, a reprodução cessa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/from-traditional-wisdom-to-scientific-evidence-garlic-repels-insects-and-disrupts-their-reproductive-behavior-1778623665727.jpeg" data-image="qksyjryk0lrd" alt="A man farmer holds a harvest of garlic in his hands. Selective focus." title="A man farmer holds a harvest of garlic in his hands. Selective focus."><figcaption>Tradicionalmente, as pessoas têm utilizado o alho como um poderoso remédio natural para o controlo de pragas.</figcaption></figure><p>Os investigadores alargaram ainda mais os seus testes para além das moscas-da-fruta, incluindo duas espécies de mosquitos conhecidas por transmitirem doenças como a dengue e o Zika. O mesmo composto presente no alho produziu o mesmo efeito:<strong> quando os mosquitos</strong> <strong>provaram o dissulfeto de dialilo, o seu comportamento de acasalamento diminuiu drasticamente</strong>.</p><h2>Por que é que esta investigação é importante</h2><p>O estudo sugere que<strong> os compostos presentes no alho podem ajudar a controlar insetos transmissores de doenças</strong>. O alho é utilizado há muito tempo para afastar pragas, e muitas pessoas também recorrem a sprays à base de alho para proteger as culturas.</p><p>De acordo com a equipa de investigadores, o que este estudo acrescenta é uma explicação clara: <strong>identifica o composto exato que pode ser utilizado para alterar o comportamento reprodutivo das pragas</strong>. Este nível de detalhe pode transformar uma prática tradicional numa ferramenta científica, permitindo aos investigadores aperfeiçoar e melhorar as estratégias de controlo de pragas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="748883" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/aliados-de-peso-5-especies-cruciais-no-controlo-de-pragas-em-portugal.html" title="Aliados de peso: 5 espécies cruciais no controlo de pragas em Portugal">Aliados de peso: 5 espécies cruciais no controlo de pragas em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/aliados-de-peso-5-especies-cruciais-no-controlo-de-pragas-em-portugal.html" title="Aliados de peso: 5 espécies cruciais no controlo de pragas em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aliados-de-peso-5-especies-cruciais-no-controlo-de-pragas-em-portugal-1768408876000_320.png" alt="Aliados de peso: 5 espécies cruciais no controlo de pragas em Portugal"></a></article></aside><p>Os métodos atuais de controlo de pragas dependem fortemente de produtos químicos sintéticos, que podem prejudicar espécies não-alvo e contribuir para o desenvolvimento de resistência ao longo do tempo. <strong>O alho oferece uma abordagem alternativa, uma vez que os seus compostos ativos já fazem parte da cadeia alimentar</strong> e são considerados seguros para consumo humano.</p><h3><i>Referência da notícia:</i></h3><p><em>Garlic doesn’t just repel insects – it shuts down reproduction. <a href="https://apple.news/AWCDaK6zPS8i3FvA4oAEKzg" target="_blank">AWCDaK6zPS8i3FvA4oAEKzg</a>. May 12, 2026. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/da-sabedoria-tradicional-as-evidencias-cientificas-o-alho-repele-insetos-e-perturba-o-seu-comportamento-reprodutivo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Soluções naturais reduzem até 40% do stress térmico, mas não chegam para travar as ilhas de calor nas cidades]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/solucoes-naturais-reduzem-ate-40-do-stress-termico-mas-nao-chegam-para-travar-as-ilhas-de-calor-nas-cidades.html</link><pubDate>Thu, 14 May 2026 14:03:10 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Investigação realizada em Lisboa e Islamabad conclui que árvores, água e solos permeáveis aliviam temperaturas extremas, embora os efeitos permaneçam circunscritos às zonas intervencionadas e sejam insuficientes diante do aquecimento futuro.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/solucoes-naturais-reduzem-ate-40-do-stress-termico-mas-nao-chegam-para-travar-as-ilhas-de-calor-nas-cidades-1778763721998.jpg" data-image="9whulk57xd44" alt="Baixa de Lisboa" title="Baixa de Lisboa"><figcaption>Soluções naturais ajudam a arrefecer a cidade, mas a adaptação real em cidades como Lisboa exige mudanças estruturais e cortes radicais nas emissões de poluentes. Foto: Pedro Grão via Pixabay</figcaption></figure><p><strong>Lisboa</strong> pode ganhar algumas décimas de <strong>alívio </strong>durante as <strong>ondas de calor</strong> com mais <strong>árvores</strong>, <strong>solos permeáveis</strong> e espaços com fontes, lagos e espelhos de <strong>água</strong>. Ainda assim, essas medidas terão alcance limitado diante do aumento das temperaturas previsto para as próximas décadas. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Esta é a advertência de um novo estudo internacional que escrutinou estratégias de adaptação climática nas áreas metropolitanas de Lisboa e de Islamabad, capital do Paquistão.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A investigação contou com o contributo de especialistas da Universidade de Lisboa para avaliar o <strong>impacto</strong> de diferentes <strong>soluções baseadas na natureza</strong>. O conceito inclui intervenções como o reforço da mancha arbórea, a criação de áreas verdes, a recuperação de solos capazes de absorver água e a integração de elementos hídricos no espaço urbano.</p><h2>Medições de alta precisão</h2><p>Ao usar modelação climática urbana de alta resolução, o estudo assume especial relevância, investigando o que realmente funciona – e até onde funciona – na adaptação ao calor urbano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/solucoes-naturais-reduzem-ate-40-do-stress-termico-mas-nao-chegam-para-travar-as-ilhas-de-calor-nas-cidades-1778763789208.jpg" data-image="5m2ghittxm3e" alt="Ambiente urbano noturno com rua iliminada e carros estacionados" title="Ambiente urbano noturno com rua iliminada e carros estacionados"><figcaption>A remoção estratégica do asfalto e do cimento é vital para as cidades combaterem as ilhas de calor. Foto: donterase via Pixabay</figcaption></figure><p>A equipa reuniu especialistas europeus e asiáticos que recorreram ao modelo climático UrbClim, capaz de simular condições térmicas à escala do metro. A metodologia incluiu ainda o sistema CLIMADA para medir os efeitos na exposição a temperaturas elevadas, no desconforto térmico e até na perda de sono.</p><h2>Queda abrupta de stress térmico</h2><p>Os resultados revelaram progressos significativos em zonas diretamente intervencionadas. Em alguns casos, os dias de stress térmico diminuíram até 40%. Durante o <strong>período diurno</strong>, as árvores de grande porte demonstraram maior capacidade de reduzir a temperatura e a radiação solar direta. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Já nas horas noturnas, o efeito mais expressivo surgiu da remoção de superfícies impermeáveis, como asfalto ou cimento excessivo, permitindo ao solo urbanizado reter menos calor ao longo do dia.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A diferença entre dia e noite tornou-se uma das dimensões mais importantes do estudo. Enquanto a <strong>sombra</strong> ajuda a aliviar a exposição solar nas ruas e praças, a redução do calor noturno depende, sobretudo, da capacidade do solo de respirar e dissipar energia térmica. </p><p>Esse ponto ganha especial relevância em <strong>geografias mediterrânicas</strong>, onde as <strong>noites tropicais</strong> se tornaram mais frequentes e dificultam a recuperação física da população após episódios de temperaturas extremas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/solucoes-naturais-reduzem-ate-40-do-stress-termico-mas-nao-chegam-para-travar-as-ilhas-de-calor-nas-cidades-1778763894167.jpg" data-image="uz5ixhg819ph" alt="Parque urbano com lago e vegetação" title="Parque urbano com lago e vegetação"><figcaption>Parques e jardins são soluções indispensáveis, sobretudo em cidades mediterrâneas. Foto: Jossy_Justino via Pixabay</figcaption></figure><p>Os investigadores destacam também que os <strong>benefícios destas intervenções diminuem rapidamente fora das áreas onde são aplicadas</strong>. Isso significa que, na prática, pequenas ações dispersas têm impacto reduzido à escala urbana. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Para aumentar a proteção da população, o planeamento deve concentrar esforços em bairros densamente povoados e socialmente vulneráveis, onde a exposição ao calor tende a ser maior.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Essa conclusão aproxima a adaptação climática de áreas como a saúde pública e a justiça climática. Uma rua arborizada junto de <strong>escolas</strong>, transportes ou <strong>zonas residenciais</strong> compactas pode trazer melhorias muito mais contundentes do que intervenções paisagísticas isoladas em áreas menos habitadas. O estudo defende, por isso, uma <strong>lógica de hierarquização baseada no risco humano</strong> e não apenas na disponibilidade de espaço urbano.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="182872" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ilhas-de-calor-que-futuro.html" title="As ilhas de calor: que futuro ?">As ilhas de calor: que futuro ?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/ilhas-de-calor-que-futuro.html" title="As ilhas de calor: que futuro ?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ilhas-de-calor-que-futuro-182872-4_320.jpg" alt="As ilhas de calor: que futuro ?"></a></article></aside><p>Para Lisboa, em particular, as conclusões reforçam prioridades já discutidas por urbanistas e especialistas em clima. Entre elas, surgem a criação de corredores de sombra, a redução de superfícies impermeáveis, a proteção térmica de escolas e lares, além da necessidade de integrar adaptação climática nas decisões de mobilidade, habitação e espaço público.</p><h2>Soluções com abrangência limitada</h2><p>Apesar dos efeitos positivos identificados, os autores advertem que, mesmo com expansão de infraestrutura verde e azul, as medidas analisadas apenas compensam parte do aquecimento projetado para o futuro. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Num cenário de políticas climáticas insuficientes, o aumento das temperaturas ultrapassa a capacidade de adaptação proporcionada por estas soluções.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A investigação afasta, assim, a ideia de que árvores e jardins urbanos são suficientes para resolver o problema do calor extremo nas cidades. As intervenções podem reduzir impactos, melhorar conforto térmico e diminuir riscos para a saúde, mas <strong>não substituem cortes profundos nas emissões de gases</strong> <strong>com efeito de estufa</strong> nem mudanças estruturais na forma como os territórios urbanos são desenhados e utilizados.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em>Niels Souverijns, Dirk Lauwaet, Tiago Capela Lourenço, Inês Gomes Marques, Fahad Saeed , Mariam Saleh Khan, Khadija Irfan, Sarantis Georgiou, Raluca Davidel, Miechel De Paep, Séverine Hermand, Chahan M. Kropf , Kam Lam Yeung, Quentin Lejeune, Inga Menke & Carl F. Schleussner. <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0169204626000459" target="_blank">Combating heat stress through urban planning: Integrated case studies for Lisbon and Islamabad</a>. Landscape and Urban Planning.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/solucoes-naturais-reduzem-ate-40-do-stress-termico-mas-nao-chegam-para-travar-as-ilhas-de-calor-nas-cidades.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Santos do Gelo: Bragança atingirá as temperaturas mais baixas este sábado às 06:00 horas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/santos-do-gelo-braganca-atingira-as-temperaturas-mais-baixas-este-sabado-as-06-00-horas.html</link><pubDate>Thu, 14 May 2026 14:01:03 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Tal como avançamos anteriormente, uma massa de ar polar proveniente do Mar da Gronelândia irá contribuir para uma descida das temperaturas, especialmente no interior Norte e Centro.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/santos-do-gelo-em-portugal-entre-as-04-00-e-as-07-00-de-sabado-as-temperaturas-atingirao-o-seu-valor-mais-baixo.html" target="_blank">Santos do Gelo em Portugal: entre as 04:00 e as 07:00 de sábado as temperaturas atingirão o seu valor mais baixo</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa9p9ks"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa9p9ks.jpg" id="xa9p9ks"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como mencionado pelo nosso especialista da Meteored Portugal, Alfredo Graça, "os Santos do Gelo são referência à devoção a São Mamerto (11 de maio), São Pancrácio (12 de maio) e São Servácio (13 de maio), São Bonifácio (14 de maio) e Santa Sofia (15 de maio)." Segundo a tradição, é esperada, nesta altura do ano, uma <strong>sequência de dias frios que podem causar estragos na agricultura</strong>, sendo, por esse motivo, temidos pelos agricultores. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Este ano, parece que<strong> a ciência e a cultura popular darão as mãos</strong> e farão com que esta tradição ancestral se cumpra, praticamente nas datas certas. Este cumprimento dever-se-á à<strong> chegada de uma massa de ar polar marítimo</strong>, proveniente do Mar da Gronelândia, que resultará numa descida dos termómetros, especialmente no interior Norte e Centro.</p><h2>Bragança será das zonas mais afetadas do país</h2><p>Tanto a cidade como o distrito de Bragança sentirão esta influência polar, seja nas temperaturas mínimas como nas máximas. Em relação às mínimas na cidade de Bragança, <strong>é esperado que o valor mais baixo seja atingido na madrugada de sábado</strong>, pelas 6h da manhã, ainda que<strong> no domingo este valor se possa repetir</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/santos-do-gelo-braganca-atingira-as-temperaturas-mais-baixas-este-sabado-as-06-00-horas-1778763551834.png" data-image="72lj1glwf68e" alt="temperatura do ar à superfície; 6h de sábado, dia 16" title="temperatura do ar à superfície; 6h de sábado, dia 16"><figcaption>Bragança será uma das cidades e distrito mais frios do país na madrugada de sábado.</figcaption></figure><p>Em relação ao distrito de Bragança, <strong>locais como Rio de Onor, Deilão e Babe, podem registar mínimas de 2 ºC</strong> também na madrugada de sábado e tal como podemos observar no mapa acima. Vários outros locais deste distrito poderão registar valores na ordem dos 3 ºC, sendo que os sítios com a <strong>mínima mais elevada</strong> nessa madrugada deverão ser Macedo de Cavaleiros e Mirandela, contando com <strong>6 ºC</strong>.</p><p>Os nossos mapas de anomalia térmica mostram<strong> valores abaixo da média</strong>, tanto nos valores diurnos como nos noturnos, ainda que estes últimos sejam mais significativos. A título de exemplo, o valor que se prevê para a madrugada de sábado na cidade de Bragança (4 ºC), segundo o mapa de anomalia, estará <strong>5 ºC abaixo do expectável para a época</strong>.</p><h2>A cidade da Guarda também registará 4 ºC de mínima na madrugada de sábado</h2><p>A cidade da Guarda, a par com Bragança, <strong>também será uma das mais frias do país</strong>, podendo registar o mesmo valor de temperatura que a cidade de Bragança, na madrugada de sábado. A nível distrital também é esperado que os termómetros se mantenham contidos, com valores, no máximo, até 7 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768815" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-34-c-em-portugal-devido-ao-ar-africano-a-mudanca-de-temperaturas-sera-drastica-avisa-alfredo-graca.html" title="Até 34 ºC em Portugal devido ao ar africano: “a mudança de temperaturas será drástica”, avisa Alfredo Graça">Até 34 ºC em Portugal devido ao ar africano: “a mudança de temperaturas será drástica”, avisa Alfredo Graça</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-34-c-em-portugal-devido-ao-ar-africano-a-mudanca-de-temperaturas-sera-drastica-avisa-alfredo-graca.html" title="Até 34 ºC em Portugal devido ao ar africano: “a mudança de temperaturas será drástica”, avisa Alfredo Graça"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-34-c-em-portugal-devido-ao-ar-africano-a-mudanca-de-temperaturas-sera-drastica-avisa-alfredo-graca-1778761560888_320.png" alt="Até 34 ºC em Portugal devido ao ar africano: “a mudança de temperaturas será drástica”, avisa Alfredo Graça"></a></article></aside><p>Tal como Bragança, também a Guarda registará valores anómalos para a época, sendo que o nosso mapa de anomalia térmica indica temperaturas <strong>até 6 ºC abaixo da normal climatológica de referência</strong>.</p><p>Contudo, é esperado que esta tendência se inverta a partir de segunda-feira, onde se espera já um ligeiro aumento dos valores, que se deverá verificar <strong>progressivamente </strong>nos dias seguintes.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/santos-do-gelo-braganca-atingira-as-temperaturas-mais-baixas-este-sabado-as-06-00-horas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 34 ºC em Portugal devido ao ar africano: “a mudança de temperaturas será drástica”, avisa Alfredo Graça]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-34-c-em-portugal-devido-ao-ar-africano-a-mudanca-de-temperaturas-sera-drastica-avisa-alfredo-graca.html</link><pubDate>Thu, 14 May 2026 12:33:28 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A partir de quarta-feira, 20 de maio, a subida em latitude de uma massa de ar tropical continental resultará em tempo seco e quente, com temperaturas até 34 ºC em boa parte de Portugal continental. Saiba mais detalhes aqui!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa9pa24"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa9pa24.jpg" id="xa9pa24"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>No curto prazo o padrão atmosférico que dominará a meteorologia na Europa é o da crista atlântica, o que, juntamente com a passagem de várias depressões pelas latitudes mais setentrionais do continente, está a permitir a chegada a Portugal de <strong>massas de ar bastante frescas para esta época do ano</strong>.</p><h2>Mudança drástica nas temperaturas prevista a partir de quarta-feira, 20 de maio</h2><p>Porém, entre terça e quarta-feira, dias 19 e 20 de maio, espera-se uma <strong>alteração radical do padrão térmico</strong>. Prevê-se o avanço progressivo de uma <strong>forte crista africana</strong>, altura em que a configuração sinóptica mudará para um cenário de padrão com características de <strong>bloqueio</strong>. Nesta ocasião, tal dever-se-ia à expansão desta área de altas pressões em direção à região escandinava, fazendo com que grande parte da <strong>Europa Ocidental ficasse sob o domínio deste anticiclone</strong>.</p><p>Os mapas de referência da Meteored, baseados no modelo Europeu, identificam uma <strong>massa de ar tropical continental, muito quente e seca, com origem no Norte de África a subir em latitude em direção a Portugal continental</strong>. Os seus efeitos começarão a ser mais notórios a partir de <strong>quarta-feira, 20 de maio</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-34-c-em-portugal-devido-ao-ar-africano-a-mudanca-de-temperaturas-sera-drastica-avisa-alfredo-graca-1778760881537.png" data-image="37qyc9qi1v7i"><figcaption>Previsão da temperatura do ar às 16:00 de terça-feira, 19 de maio. Neste dia surgirão os primeiros sinais tímidos da mudança de tempo, com temperaturas já muito próximas aos 30 ºC no Baixo Alentejo.</figcaption></figure><p>A combinação entre uma vasta região anticiclónica, a massa de ar quente e seco e vento fraco resultará num panorama meteorológico de grande estabilidade atmosférica, sem precipitação. Prevê-se assim que<strong> a semana de 18 a 24 de maio em Portugal continental seja marcada por dias geralmente soalheiros, de céu pouco nublado ou limpo e com temperaturas bastante acima da média</strong>.</p><h2>Várias regiões poderão registar temperaturas até 34 ºC, podendo localmente ser superiores </h2><p><strong>A influência da massa de ar quente deverá prolongar-se, pelo menos, até domingo, 24 de maio</strong>. De acordo com os mapas, alguns dos dias potencialmente mais quentes da próxima semana seriam <strong>sexta-feira (22) e sábado (23)</strong>, altura em que o calor poderá atingir maior expressão em grande parte do território.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-34-c-em-portugal-devido-ao-ar-africano-a-mudanca-de-temperaturas-sera-drastica-avisa-alfredo-graca-1778761332167.jpg" data-image="jzt180aj1vvt"><figcaption>Apesar da incerteza associada a esta previsão de médio prazo, os mapas do modelo Europeu indicam que para datas como sexta-feira e sábado, dias 22 e 23 de maio, o vale do Douro, a Beira Baixa, o Alentejo e o Algarve registem temperaturas máximas entre 30 e 34 ºC, sendo possível que em zonas como o vale do Guadiana e o Sotavento Algarvio se registem valores superiores.</figcaption></figure><p>Caso este cenário se cumpra, Portugal continental poderá entrar no primeiro episódio mais abrangente de temperaturas tipicamente estivais na reta final de maio, registando temperaturas <strong>e</strong><strong>ntre 30 e 34 ºC não só no Alentejo e no Algarve</strong>, mas também em áreas da Região Centro (<strong>Beira Baixa</strong>) e até mesmo da Região Norte (<strong>vale do Douro</strong>). O <strong>vale do Guadiana</strong>, situado no coração do Baixo Alentejo, e algumas zonas do <strong>Sotavento Algarvio</strong>, poderão mesmo registar <strong>máximas iguais ou superiores a 35 ºC</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768770" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/excecoes-na-estabilidade-entre-sexta-e-domingo-aguaceiros-temperaturas-baixas-e-vento-forte-eis-as-zonas-afetadas.html" title="Exceções na estabilidade entre sexta e domingo: aguaceiros, temperaturas baixas e vento forte; eis as zonas afetadas">Exceções na estabilidade entre sexta e domingo: aguaceiros, temperaturas baixas e vento forte; eis as zonas afetadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/excecoes-na-estabilidade-entre-sexta-e-domingo-aguaceiros-temperaturas-baixas-e-vento-forte-eis-as-zonas-afetadas.html" title="Exceções na estabilidade entre sexta e domingo: aguaceiros, temperaturas baixas e vento forte; eis as zonas afetadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/excecoes-na-estabilidade-entre-sexta-e-domingo-aguaceiros-temperaturas-baixas-e-vento-forte-eis-as-zonas-afetadas-1778755733317_320.png" alt="Exceções na estabilidade entre sexta e domingo: aguaceiros, temperaturas baixas e vento forte; eis as zonas afetadas"></a></article></aside><p>Ainda assim, tratando-se de uma <strong>previsão a médio prazo</strong>, convém realçar que pequenas alterações na posição do bloqueio escandinavo ou da massa de ar quente poderão <strong>modificar a intensidade do aquecimento</strong> previsto para Portugal continental.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-34-c-em-portugal-devido-ao-ar-africano-a-mudanca-de-temperaturas-sera-drastica-avisa-alfredo-graca.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Exceções na estabilidade entre sexta e domingo: aguaceiros, temperaturas baixas e vento forte; eis as zonas afetadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/excecoes-na-estabilidade-entre-sexta-e-domingo-aguaceiros-temperaturas-baixas-e-vento-forte-eis-as-zonas-afetadas.html</link><pubDate>Thu, 14 May 2026 12:05:02 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O dia de hoje, quinta-feira, marca o regresso da estabilidade atmosférica, depois de várias dias sob a influência de uma depressão fria estacionária. Contudo, até domingo poderemos contar com algumas exceções nesta estabilidade.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa9p086"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa9p086.jpg" id="xa9p086"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Esta quinta-feira amanheceu com alguma nebulosidade que entretanto se foi dissipando, sendo esperado um<strong> dia com céu geralmente limpo e com temperaturas máximas entre os 15 ºC </strong>em Viana do Castelo<strong> e os 22 ºC</strong> em Lisboa, Beja, Évora e Castelo Branco.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>O dia de hoje marca uma<strong> reviravolta no cenário atmosférico</strong> em Portugal Continental, pois a instabilidade sentida nos últimos dias, devido a uma depressão fria estacionária a oeste do continente finalmente se dissipou e o <strong>anticiclone dos Açores regressou à sua posição habitual</strong>, resultando numa maior estabilidade para o território continental. No entanto, como "nem tudo são rosas", entre amanhã e domingo esperam-se algumas variações no estado de tempo.</p><h2>Sexta-feira trará algumas variações no estado de tempo</h2><p>O dia de amanhã, sexta-feira, poderá contar com mais nebulosidade face ao dia de hoje e <strong>esperam-se alguns aguaceiros fracos a partir das 10h na Região Norte</strong>, que deverão surgir inicialmente no limite norte dos distritos de Vila Real e Bragança, devendo nas horas seguintes estender-se a algumas zonas de Viana do Castelo, Braga e Porto, nestes últimos, com maior probabilidade no litoral.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/excecoes-na-estabilidade-entre-sexta-e-domingo-aguaceiros-temperaturas-baixas-e-vento-forte-eis-as-zonas-afetadas-1778755667147.png" data-image="2y07fzi1gb7h" alt="rajadas de vento" title="rajadas de vento"><figcaption>A velocidade de rajada vai aumentar ao longo do dia de amanhã, sexta-feira, podendo registar valores superiores a 60 km/h em vários pontos do país.</figcaption></figure><p>Nos distritos de Coimbra e Leiria também se esperam alguns aguaceiros fracos, entre as 16h e as 17h. É expectável que a partir dessa hora os mesmos se dissipem totalmente, dando lugar a um <strong>final de tarde seco e soalheiro</strong>. </p><p>Em relação às temperaturas, esperam-se mínimas compreendidas entre os 5 ºC na Guarda e os 15 ºC em Lisboa; e máximas entre os 14 ºC na Guarda e os 22 ºC em Faro, <strong>denotando-se uma descida destas especialmente no Norte e Centro do país</strong>, onde nenhum distrito destas regiões deverá ultrapassar os 19 ºC, devido à influência de uma massa de ar polar, que referimos em previsões anteriores, e que deverá manter-se até ao arranque da próxima semana.</p><h2>Vento com fluxo de norte poderá traduzir-se num maior desconforto térmico</h2><p>Esta descida das temperaturas poderá tornar-se mais desconfortável com o <strong>aumento da velocidade do vento, com fluxo de norte</strong>, que a partir das primeiras horas da madrugada começará a ganhar força, devendo atingir rajadas na ordem dos 60 km/h ou superiores, pelas 12h.</p><p>Como podemos observar no <strong>mapa acima</strong>, as zonas mais afetadas poderão ser algumas regiões montanhosas do Norte e Centro, sendo que esta última região poderá contar com rajadas fortes também no litoral entre Leiria e Lisboa, devendo as mesmas estenderem-se a zonas mais interiores da região. Nas horas seguintes, e <strong>até ao final do dia, espera-se que o vento perca força de forma significativa</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/excecoes-na-estabilidade-entre-sexta-e-domingo-aguaceiros-temperaturas-baixas-e-vento-forte-eis-as-zonas-afetadas-1778758948499.png" data-image="nw3js36tx7ag" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>O aumento da velocidade de rajada, com fluxo de norte, poderá contribuir para um maior desconforto térmico e para a manutenção de valores de temperatura mais baixos, ainda aliado à massa de ar polar proveniente da Gronelândia.</figcaption></figure><p>No entanto, a partir das 10h de sábado, é esperado que <strong>a velocidade de rajada volte a aumentar</strong>, especialmente ao longo da faixa litoral, para valores até aos 55 km/h. Todavia, o mesmo perderá força também ao final do dia, <strong>regressando no domingo, a partir das primeiras horas da tarde</strong>, mas com menos intensidade, com rajadas até 45 km/h.</p><h2>Não se descartam aguaceiros no sábado e no domingo e as temperaturas manter-se-ão baixas</h2><p><strong>Em relação à chuva, no sábado a probabilidade desta é menor</strong>, onde é possível que a mesma ocorra em forma de aguaceiros fracos e dispersos no distrito de Viana do Castelo, mas que se dissipe rapidamente, dando lugar a um dia seco e soalheiro, com alguma nebulosidade no Norte do país.</p><p>Neste dia<strong> esperam-se ainda temperaturas mínimas entre os 4 ºC</strong> em Bragança e Guarda <strong>e os 15 ºC</strong> em Lisboa. Já as máximas poderão manter-se entre os 15 ºC em Viana do Castelo e os 23 ºC em Beja.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768615" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/santos-do-gelo-em-portugal-entre-as-04-00-e-as-07-00-de-sabado-as-temperaturas-atingirao-o-seu-valor-mais-baixo.html" title="Santos do Gelo em Portugal: entre as 04:00 e as 07:00 de sábado as temperaturas atingirão o seu valor mais baixo">Santos do Gelo em Portugal: entre as 04:00 e as 07:00 de sábado as temperaturas atingirão o seu valor mais baixo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/santos-do-gelo-em-portugal-entre-as-04-00-e-as-07-00-de-sabado-as-temperaturas-atingirao-o-seu-valor-mais-baixo.html" title="Santos do Gelo em Portugal: entre as 04:00 e as 07:00 de sábado as temperaturas atingirão o seu valor mais baixo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/santos-do-gelo-em-portugal-entre-as-04-00-e-as-07-00-de-sabado-as-temperaturas-atingirao-o-seu-valor-mais-baixo-1778678952129_320.png" alt="Santos do Gelo em Portugal: entre as 04:00 e as 07:00 de sábado as temperaturas atingirão o seu valor mais baixo"></a></article></aside><p>Quanto a domingo, para além do vento já referido, também se espera a <strong>ocorrência de aguaceiros fracos na faixa litoral a partir das 8h da manhã</strong>, entre os distritos de Porto e Lisboa. Com o passar das horas, poderão registar-se aguaceiros em zonas mais interiores dos distritos mencionados, no entanto, com possibilidade de dissipação total até às 17h.</p><p>Em relação às temperaturas, as mínimas poderão manter-se entre os 4 ºC em Bragança e os 16 ºC em Lisboa; enquanto as máximas poderão oscilar entre os 15 ºC em Viana do Castelo e Guarda e os 22 ºC em Beja e Lisboa, como podemos observar no mapa acima.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/excecoes-na-estabilidade-entre-sexta-e-domingo-aguaceiros-temperaturas-baixas-e-vento-forte-eis-as-zonas-afetadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Poluição do ar associada ao aumento de gordura e perda de massa muscular em idosos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/poluicao-do-ar-associada-ao-aumento-de-gordura-e-perda-de-massa-muscular-em-idosos.html</link><pubDate>Thu, 14 May 2026 06:15:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Estudo em Espanha revela que o carbono negro é o principal poluente associado à degradação da composição corporal em idosos. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/poluicao-do-ar-associada-ao-aumento-de-gordura-e-perda-de-massa-muscular-em-idosos-1778667162116.png" data-image="h3c0phzr0dhr"><figcaption>O carbono negro (BC), um marcador direto da combustão do tráfego automóvel, é considerado potencialmente mais tóxico do que as partículas finas gerais.</figcaption></figure><p>O objetivo principal seria examinar a relação entre<strong> a exposição prolongada a poluentes atmosféricos e a composição corporal (massa gorda total, gordura visceral e massa magra)</strong> em adultos mais velhos com excesso de peso ou obesidade e síndrome metabólica. </p><div class="texto-destacado">A investigação fundamenta-se na hipótese de que indivíduos com excesso de peso podem ser mais vulneráveis aos efeitos nocivos da poluição, devido a mecanismos de stress oxidativo e inflamação crónica.</div><h2>A avaliação da composição corporal e a avaliação de poluição</h2><p>A investigação analisou dados de <strong>1.454 adultos</strong> espanhóis (com idades entre 54 e 75 anos, sendo 48% mulheres) integrados no ensaio clínico PREDIMED-Plus. </p><p>Os investigadores utilizaram as seguintes ferramentas: </p><ul><li><strong>Avaliação da composição corporal:</strong> foram realizados exames de DXA (absorciometria de raios-X de dupla energia) no i<strong>nício do estudo e após 1 e 3 anos de seguimento</strong> para medir com precisão a gordura e a massa magra. </li></ul><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/poluicao-do-ar-associada-ao-aumento-de-gordura-e-perda-de-massa-muscular-em-idosos-1778667289099.png" data-image="wpd1a3bp3g72"><figcaption>Pessoas com obesidade são mais vulneráveis porque inalam mais ar por dia e por cada respiração do que pessoas com peso normal, o que resulta numa dose total de poluentes depositada nos pulmões mais elevada. Imagem gerada por IA.</figcaption></figure><ul><li><strong>Avaliação da poluição:</strong> a exposição anual foi estimada com base no endereço residencial dos participantes, focando-se em três poluentes: carbono negro, partículas finas e dióxido de azoto.</li></ul><p><strong>Os modelos foram ajustados para fatores como idade, sexo, atividade física, tabagismo, dieta e educação. </strong></p><h2>Será que existe uma associação entre a poluição e a massa corporal?</h2><p>Os resultados indicam uma associação clara entre a poluição e a deterioração da composição corporal ao longo de três anos: </p><p><strong>Aumento da massa gorda e perda de massa magra:</strong> níveis mais elevados de poluição foram associados a uma maior percentagem de gordura corporal e a uma menor massa magra, tanto no início como após 3 anos. </p><p><strong>Hierarquia de poluentes:</strong> as associações foram mais fortes para o carbono negro, seguido pelas partículas finas e mais fracas para o dióxido de azoto. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/poluicao-do-ar-associada-ao-aumento-de-gordura-e-perda-de-massa-muscular-em-idosos-1778667512133.png" data-image="0h0up8o8nbca"><figcaption>O aumento da gordura visceral (a mais perigosa para o coração) associado à poluição só foi detetado em participantes com menos de 65 anos. Imagem gerada por IA.</figcaption></figure><p><strong>Gordura visceral (VAT)</strong>: curiosamente, o aumento da gordura visceral associado à poluição foi observado apenas em <strong>participantes com menos de 65 anos</strong>. Os investigadores sugerem que isto se deve à maior plasticidade do tecido adiposo em indivíduos ligeiramente mais jovens. </p><p><strong>Diferenças geográficas:</strong> Barcelona apresentou os níveis mais elevados de poluição, enquanto León e Pamplona/Navarra registaram os níveis mais baixos entre os centros analisados.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="655505" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tera-a-dermatite-atopica-relacao-com-a-poluicao-e-a-meteorologia-cientistas-dao-a-resposta-saude.html" title="Terá a dermatite atópica relação com a poluição e a meteorologia? Cientistas dão a resposta">Terá a dermatite atópica relação com a poluição e a meteorologia? Cientistas dão a resposta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tera-a-dermatite-atopica-relacao-com-a-poluicao-e-a-meteorologia-cientistas-dao-a-resposta-saude.html" title="Terá a dermatite atópica relação com a poluição e a meteorologia? Cientistas dão a resposta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tera-a-dermatite-atopica-relacao-com-a-poluicao-e-a-meteorologia-cientistas-dao-a-resposta-saude-alteracoes-climaticas-1715157940124_320.jpg" alt="Terá a dermatite atópica relação com a poluição e a meteorologia? Cientistas dão a resposta"></a></article></aside><p><strong>A poluição do ar pode promover a acumulação de gordura</strong> e a perda muscular através do stress oxidativo, que induz disfunção mitocondrial no músculo esquelético e inflamação no tecido adiposo. </p><div class="texto-destacado"><strong>Além disso, a poluição pode agravar a resistência à insulina</strong>.</div><p>Em conclusão, <strong>a exposição prolongada à poluição atmosférica, especialmente a derivada do tráfego (carbono negro), é um fator de risco significativo para a saúde metabólica de adultos mais velhos vulneráveis</strong>, contribuindo para o ganho de gordura e a sarcopenia (perda de músculo). Estes achados reforçam a necessidade de considerar fatores ambientais nas estratégias de envelhecimento saudável.<em><br></em></p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><em> Ariadna Curto, Jadwiga Konieczna, Antoni Colom, Itziar Abete, Kees de Hoogh, Gerard Hoek, Jordi Salas-Salvadó, J. Vicente Martín-Sánchez, Ramón Estruch, Josep Vidal, Estefania Toledo, Jesús F. García-Gavilán, José Antonio de Paz, Rosa Casas, Nuria Goñi-Ruiz, Héctor Vázquez-Lorente, Montserrat Fitó, J. Alfredo Martínez, Dora Romaguera; <a href="https://diabetesjournals.org/care/article/doi/10.2337/dc25-2497/164763/Long-term-Air-Pollution-and-Overall-and-Regional" target="_blank">Long-term Air Pollution and Overall and Regional Body Composition in Older Adults With Overweight or Obesity and Metabolic Syndrome. Diabetes Care 2026</a>; dc252497. https://doi.org/10.2337/dc25-2497 </em></p><p><a href="https://www.agenciasinc.es/Noticias/La-exposicion-prolongada-a-la-contaminacion-del-aire-se-asocia-con-un-aumento-de-grasa-corporal" target="_blank"><em>https://www.agenciasinc.es/Noticias/La-exposicion-prolongada-a-la-contaminacion-del-aire-se-asocia-con-un-aumento-de-grasa-corporal</em></a></p><p><a href="https://www.agenciasinc.es/Noticias/La-exposicion-prolongada-a-la-contaminacion-del-aire-se-asocia-con-un-aumento-de-grasa-corporal"></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/poluicao-do-ar-associada-ao-aumento-de-gordura-e-perda-de-massa-muscular-em-idosos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Clima extremo torna os animais mais agressivos: o que revelou um estudo de 33 anos da UCLA]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/clima-extremo-torna-os-animais-mais-agressivos-o-que-revelou-um-estudo-de-33-anos-da-ucla.html</link><pubDate>Thu, 14 May 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Três décadas de observação com macacos-prego revelaram que o clima extremo não apenas destrói habitats, mas também altera as regras sociais dos animais, com consequências preocupantes que a ciência está a começar a medir.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/el-clima-extremo-hace-a-los-animales-mas-agresivos-lo-que-revelo-un-estudio-durante-33-anos-de-la-ucla-1778463192021.jpg" data-image="gkl516lfy84h" alt="macacos" title="macacos"><figcaption>Uma família de macacos-prego-de-cara-branca na floresta tropical da Costa Rica. Após três décadas de estudos realizados pela UCLA e pelo Instituto Max Planck, investigadores determinaram como o clima extremo afeta o comportamento desses animais em sociedade, e os resultados não são nada animadores.</figcaption></figure><p>Os<strong> grupos de animais</strong> funcionam, de certa forma, como equipas desportivas: quanto mais membros, maior a força coletiva para obter alimento e repelir rivais. Mas <strong>quando os recursos são escassos, essa equipe começa a lutar entre si</strong>.</p><div class="texto-destacado">O calor acumulado, as secas prolongadas e as chuvas fora de escala não apenas transformam as paisagens: elas também reescrevem as regras de coexistência entre as espécies.</div><p>Foi exatamente isto que uma equipa de investigadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e do Instituto Max Planck de Comportamento Animal (MPI-AB) documentou.</p><p>Após<strong> 33 anos de monitorização contínua de 335 macacos-prego-de-cara-branca em 12 grupos na Costa Rica</strong>, eles concluíram que <strong>o clima extremo diminui as vantagens da vida em grupo e desencadeia competição, agressão</strong> e, em alguns casos, fragmentação dos grupos. O estudo foi publicado na revista <em>Nature Ecology and Evolution</em> em maio deste ano.</p><h2>O que acontece quando o clima sai do controlo?</h2><p>Em condições normais, grandes grupos de macacos-prego têm uma clara vantagem: dominam os grupos menores e têm acesso às melhores áreas de alimentação. <strong>Durante a estação seca</strong>, quando a água, o alimento e a sombra se concentram perto dos rios, <strong>os grupos maiores aprendem a deslocar-se </strong>para essas áreas, deixando os rivais com menos recursos.</p><div class="texto-destacado">É uma dinâmica que funciona, até que o clima faça o que não deveria.</div><p>Quando ocorrem os fenómenos El Niño — que trazem secas severas — ou La Niña — que trazem chuvas extraordinárias —, todo esse equilíbrio é perturbado. O custo dos alimentos dispara, mesmo para grandes grupos, e a <strong>competição interna torna-se tão intensa </strong>que <strong>as vantagens de viver em grupo praticamente desaparecem</strong>. Alguns indivíduos optam por partir.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/el-clima-extremo-hace-a-los-animales-mas-agresivos-lo-que-revelo-un-estudio-durante-33-anos-de-la-ucla-1778464081836.jpg" data-image="4nzp2ctxlgmt"><figcaption>Ao expandir o seu território e ocupar áreas de grupos menores, os macacos-prego obtiveram acesso a mais oportunidades de forrageamento e a áreas de alimentação menos esgotadas. Populações mais fracas são oprimidas e têm acesso limitado a fontes de alimento.</figcaption></figure><p>A coesão social está a fragmentar-se. E este padrão não é exclusivo dos macacos-prego: um estudo publicado na revista <em>Science of the Total Environment</em> sobre<strong> cabras-monteses dos Apeninos</strong> descobriu que<strong> o aquecimento e as secas cumulativas aumentaram a agressividade entre os indivíduos</strong> a um ponto que, se persistir, projeta um aumento de 50% até 2080.</p><h2>O que isto significa para o futuro?</h2><p>O que complica o cenário é a <strong>velocidade da mudança</strong>. Os animais evoluíram ao longo de milénios para lidar com as variações climáticas sazonais.</p><div class="texto-destacado"><strong>Os extremos do século XXI estão a acontecer mais rápido do que qualquer processo natural de adaptação.</strong></div><p>Quando<strong> os grupos se fragmentam, as populações perdem diversidade genética</strong>, a cooperação na defesa contra predadores diminui e toda a cadeia alimentar que depende dessas espécies é interrompida.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763987" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-comportamento-ousado-dos-animais-urbanos-uma-faceta-do-impacto-global-da-urbanizacao.html" title="O comportamento ousado dos animais urbanos: uma faceta do impacto global da urbanização">O comportamento ousado dos animais urbanos: uma faceta do impacto global da urbanização</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-comportamento-ousado-dos-animais-urbanos-uma-faceta-do-impacto-global-da-urbanizacao.html" title="O comportamento ousado dos animais urbanos: uma faceta do impacto global da urbanização"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-comportamento-ousado-dos-animais-urbanos-1776267783593_320.jpg" alt="O comportamento ousado dos animais urbanos: uma faceta do impacto global da urbanização"></a></article></aside><p>A investigadora Susan Perry, que lidera o projeto em Guanacaste (Costa Rica) há 35 anos, explica sem rodeios: <strong>grandes grupos normalmente compensam os seus custos internos a deslocar grupos mais fracos para territórios menos hospitaleiros</strong>.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/el-clima-extremo-hace-a-los-animales-mas-agresivos-lo-que-revelo-un-estudio-durante-33-anos-de-la-ucla-1778463899514.jpg" data-image="5pkn2ynl4xdd"><figcaption>Um par de macacos dispostos em formação de combate, exibindo uma postura intimidadora. Este comportamento intensifica-se durante períodos de seca, quando a disputa por alimento se torna acirrada.</figcaption></figure><p>Sob as condições climáticas extremas de hoje, este mecanismo atinge o seu limite. O que a ciência está a começar a entender é que <strong>o clima não muda apenas o termómetro: ele muda quem vive com quem, como estas pessoas se organizam e se essa sociedade pode sustentar-se</strong>. Cedo ou tarde, isso afeta a todos nós.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Perry, S. et al. (2026). "<a href="https://vwww.nature.com/articles/s41559-026-03048-8" target="_blank">Environmental fluctuations alter the competitive trade-offs of group size in a social primate</a>." Nature Ecology & Evolution. </em></p><p><em>Max Planck Institute of Animal Behavior (2026). "<a href="https://www.ab.mpg.de/857503/news_publication_26449175_transferred" target="_blank">How do climate extremes alter animal societies?</a>"<br></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/clima-extremo-torna-os-animais-mais-agressivos-o-que-revelou-um-estudo-de-33-anos-da-ucla.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um redemoinho de estrelas mesmo na borda da Via Láctea: a nova imagem do Hubble que surpreende os astrónomos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-redemoinho-de-estrelas-mesmo-na-borda-da-via-lactea-a-nova-imagem-do-hubble-que-surpreende-os-astronomos.html</link><pubDate>Wed, 13 May 2026 15:39:29 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>O telescópio espacial revelou uma nova imagem da NGC 3137, uma galáxia semelhante à Via Láctea que permite estudar o nascimento e a evolução das estrelas com um nível de detalhe extraordinário.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-remolino-de-estrellas-justo-al-borde-de-la-via-lactea-la-nueva-imagen-del-hubble-que-fascina-a-los-astronomos-1778502626324.jpg" data-image="knnllnc4gay1" alt="Hubble telescopio galaxia espiral NGC 3137" title="Hubble telescopio galaxia espiral NGC 3137"><figcaption>O Hubble captou a galáxia espiral NGC 3137, situada a 53 milhões de anos-luz, revelando estruturas semelhantes às da Via Láctea.</figcaption></figure><p>O histórico telescópio espacial Hubble voltou a surpreender a comunidade científica com uma <strong>imagem espetacular da galáxia espiral NGC 3137</strong>, localizada a cerca de 53 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Antlia.</p><div class="texto-destacado">A fotografia, divulgada recentemente pela Agência Espacial Europeia (ESA), mostra com enorme precisão uma <strong>estrutura galáctica repleta de aglomerados estelares, nuvens de poeira e regiões ativas de formação estelar</strong>.</div><p>A nova observação representa uma oportunidade única para os astrónomos estudarem o ciclo de vida das estrelas <strong>numa galáxia que apresenta características semelhantes às da Via Láctea</strong>. Na imagem, podem observar-se múltiplos aglomerados onde nascem novas estrelas a partir do colapso de gigantescas nuvens de gás e poeira presentes no meio interestelar.</p><h2>Um sistema galáctico semelhante ao entorno da Via Láctea</h2><p>A NGC 3137 suscita ainda um interesse especial, pois acredita-se que faça parte do grupo de galáxias NGC 3175, um conjunto comparável ao Grupo Local ao qual pertence a nossa galáxia. <strong>Este sistema seria composto por duas grandes galáxias espirais — NGC 3137 e NGC 3175 — juntamente com numerosas galáxias anãs</strong>, cujo número exato ainda não foi possível determinar.</p><p>Os cientistas consideram que o estudo deste tipo de agrupamentos ajuda a <strong>compreender melhor como as galáxias evoluem e como interagem gravitacionalmente entre si </strong>ao longo de milhares de milhões de anos.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/Ji-a1lL3IOg/sddefault.jpg" alt="youtube video id=Ji-a1lL3IOg" id="Ji-a1lL3IOg"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A imagem gerada pelo Hubble combina observações realizadas em seis bandas de cor diferentes, uma técnica que <strong>permite destacar diferentes componentes físicos da galáxia</strong>. Entre eles, destaca-se uma complexa rede de nuvens escuras de poeira que rodeia o núcleo galáctico, onde se estima que exista um buraco negro supermassivo equivalente a cerca de 60 milhões de vezes a massa do Sol.</p><h2>O nascimento e o envelhecimento das estrelas, numa única imagem</h2><p>A inclinação da NGC 3137 em relação à Terra oferece ainda uma perspetiva privilegiada da sua estrutura espiral. <strong>Em primeiro plano, também se podem ver estrelas pertencentes à Via Láctea, enquanto ao fundo aparecem galáxias ainda mais distantes</strong>.</p><p><strong>As imagens foram obtidas pela equipa científica do projeto PHANGS</strong> (Physics at High Angular resolution in Nearby GalaxieS), no âmbito do programa de observação #17502. Esta iniciativa combina dados do telescópio Hubble, do telescópio espacial James Webb e do radiotelescópio ALMA, instalado no deserto de Atacama, no Chile.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767972" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/da-terra-para-a-artemis-a-nasa-divulga-milhares-de-imagens-de-alta-resolucao-da-missao-artemis-ii.html" title="Da Terra para a Artemis: a NASA divulga milhares de imagens de alta resolução da missão Artemis II">Da Terra para a Artemis: a NASA divulga milhares de imagens de alta resolução da missão Artemis II</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/da-terra-para-a-artemis-a-nasa-divulga-milhares-de-imagens-de-alta-resolucao-da-missao-artemis-ii.html" title="Da Terra para a Artemis: a NASA divulga milhares de imagens de alta resolução da missão Artemis II"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/earth-to-artemis-nasa-drops-thousands-of-high-resolution-images-from-artemis-ii-1778186269296_320.jpeg" alt="Da Terra para a Artemis: a NASA divulga milhares de imagens de alta resolução da missão Artemis II"></a></article></aside><p>O objetivo do projeto é <strong>analisar aglomerados estelares em 55 galáxias próximas</strong> e desenvolver o estudo mais completo já realizado até agora sobre a formação estelar em galáxias espirais do universo próximo.</p><p><strong>A imagem permite também identificar diferentes fases da vida das estrelas</strong>. As regiões avermelhadas correspondem a estrelas recém-nascidas que ainda permanecem envoltas nas suas nebulosas de origem. Os aglomerados azuis indicam estrelas jovens e quentes, enquanto as zonas avermelhadas e empoeiradas revelam populações estelares muito mais antigas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-redemoinho-de-estrelas-mesmo-na-borda-da-via-lactea-a-nova-imagem-do-hubble-que-surpreende-os-astronomos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cinco dicas para que a sua lavanda fique radiante no vaso, floresça mais e perfume toda a casa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/cinco-dicas-para-que-a-sua-lavanda-fique-radiante-no-vaso-floresca-mais-e-perfume-toda-a-casa.html</link><pubDate>Wed, 13 May 2026 15:29:26 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Resiste ao calor, requer poucos cuidados e enche o ambiente com o seu aroma. Mas, para que a lavanda se mantenha compacta, verde e repleta de flores, há algumas dicas que vale a pena pôr em prática.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cinco-consejos-para-que-tu-lavanda-este-radiante-en-la-maceta-florezca-mas-y-perfume-toda-la-casa-1778160895743.jpg" data-image="8evsgtogre4l" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Resistente e aromática, é uma das plantas mais procuradas para varandas e terraços.</figcaption></figure><p><strong>Digamos assim: que planta nobre é a lavanda</strong>. Suporta o sol intenso, cresce com poucos cuidados e desabrocha as suas flores perfumadas sem pedir muito em troca, ao mesmo tempo que atrai abelhas, afasta alguns insetos e transforma qualquer varanda num recanto mais agradável.</p><p><strong>Tanta generosidade merece bem um pouco de atenção da nossa parte</strong>. Ou, pelo menos, evitar alguns erros básicos para que continue a crescer saudável e cheia de flores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cinco-consejos-para-que-tu-lavanda-este-radiante-en-la-maceta-florezca-mas-y-perfume-toda-la-casa-1778160933253.jpg" data-image="67wr9xhlwjhf" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>As suas flores violetas não servem apenas de decoração: também atraem abelhas e outros polinizadores.</figcaption></figure><p><strong>Em vasos, pode crescer perfeitamente</strong>, desde que receba o que mais precisa — sol e um solo com boa drenagem — e não seja cuidada "em demasia".</p><p>Porque é aí que surge um dos erros mais comuns: tratá-la como uma planta tropical sedenta. <strong>A lavanda é originária de regiões secas e ensolaradas do Mediterrâneo</strong>. Está habituada ao calor, ao vento e a solos pobres. Por outras palavras, sofre mais com o excesso de água do que com a falta dela.</p><h2>1. Escolher um vaso com boa drenagem</h2><p>Para que a lavanda cresça bem em varandas ou terraços, o recipiente não é um pormenor insignificante. <strong>O ideal é escolher um vaso fundo — com pelo menos 30 centímetros</strong> — e, acima de tudo, com bons orifícios de drenagem.</p><p><strong>A razão é simples: as raízes não toleram ficar encharcadas</strong>. Quando a água se acumula, surgem fungos, as raízes apodrecem e a planta <strong>começa a secar a partir da base</strong>, mesmo que o problema tenha sido precisamente o excesso de rega.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cinco-consejos-para-que-tu-lavanda-este-radiante-en-la-maceta-florezca-mas-y-perfume-toda-la-casa-1778160999330.jpg" data-image="w4cpl8izhklh" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>O excesso de água é um dos principais inimigos da lavanda em vasos.</figcaption></figure><p><strong>Os vasos de barro ou terracota costumam funcionar muito bem</strong> porque permitem que a humidade evapore mais rapidamente do que nos recipientes de plástico. Também ajuda colocar uma camada de pedras ou pedaços de cerâmica no fundo antes de adicionar o substrato.</p><h2>2. Proporcione-lhe o máximo de sol possível</h2><p>Se tivéssemos de resumir os cuidados com a lavanda numa única frase, provavelmente seria esta: <strong>e</strong><strong>la precisa de sol. Muito sol</strong>. A planta cresce melhor quando recebe pelo menos seis horas de luz direta por dia. </p><p><strong>Nas varandas, uma orientação para sul ou sudoeste costuma ser ideal em grande parte de Portugal</strong>. E se for ficar no interior, é aconselhável colocá-la junto a uma janela bem iluminada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cinco-consejos-para-que-tu-lavanda-este-radiante-en-la-maceta-florezca-mas-y-perfume-toda-la-casa-1778161084864.jpg" data-image="ogyodv1m0ui5" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Em vasos com boa drenagem, a lavanda pode florescer durante grande parte do ano.</figcaption></figure><p>Quando lhe falta luz, <strong>a lavanda fica demasiado esticada, perde a forma compacta e floresce menos</strong>. É uma planta que "avisa" rapidamente quando não está no local certo.</p><p>Também aprecia ambientes bem ventilados. <strong>O ar em movimento ajuda a manter a folhagem seca</strong> e reduz o aparecimento de doenças fúngicas, algo especialmente importante em varandas fechadas ou pátios húmidos.</p><h2>3. Regue menos do que pensa</h2><p>O melhor é esperar que o substrato esteja seco antes de voltar a regar. <strong>No verão, precisará de um pouco mais de água, especialmente em vasos expostos ao sol forte</strong>, mas mesmo assim é aconselhável evitar o excesso.</p><p>No inverno, por outro lado, <strong>pode passar vários dias — ou até semanas — sem rega</strong>, dependendo da temperatura e da humidade ambiente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cinco-consejos-para-que-tu-lavanda-este-radiante-en-la-maceta-florezca-mas-y-perfume-toda-la-casa-1778162598036.jpg" data-image="2lpfqtiyh7an" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Regar em excesso pode danificar as raízes e favorecer o aparecimento de fungos.</figcaption></figure><p><strong>Um truque simples é tocar na terra com o dedo</strong>: se ainda estiver fresca ou húmida a alguns centímetros de profundidade, é melhor esperar.</p><p>Também é aconselhável <strong>regar diretamente sobre o substrato e não sobre as folhas ou flores</strong>. A humidade acumulada na parte aérea favorece o aparecimento de fungos.</p><h2>4. Podá-la para estimular a formação de novas flores</h2><p>Muitas lavandas começam lindas e, com o tempo, <strong>acabam por ficar lenhosas, desarrumadas e com um aspeto descuidado</strong>. A diferença reside, geralmente, na poda.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cinco-consejos-para-que-tu-lavanda-este-radiante-en-la-maceta-florezca-mas-y-perfume-toda-la-casa-1778162807567.jpg" data-image="isqcrd2ahkrc" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>A lavanda precisa de muito sol e pouca rega para crescer saudável e repleta de flores.</figcaption></figure><p><strong>Após a floração, é aconselhável cortar os ramos secos </strong>e aparar ligeiramente a folhagem para estimular novos rebentos. Além disso, uma poda mais profunda no final do inverno ou início da primavera ajuda a manter uma forma compacta e favorece uma floração mais abundante.</p><p>Mas atenção: há um limite importante. <strong>Não se deve podar na madeira velha e seca onde já não há folhas</strong>, porque, a partir daí, muitas vezes não volta a rebentar.</p><h2>5. Protegê-la do frio excessivo</h2><p>Embora tolere bastante bem o frio, <strong>as geadas intensas podem danificá-la, sobretudo em vasos</strong>, onde as raízes ficam mais expostas do que no solo.</p><p><strong>Em zonas frias, é aconselhável colocá-la perto de uma parede protegida</strong>, sob um beiral ou transferi-la para um local protegido durante as noites mais rigorosas do inverno.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cinco-consejos-para-que-tu-lavanda-este-radiante-en-la-maceta-florezca-mas-y-perfume-toda-la-casa-1778162487972.jpg" data-image="1u9q0jv5t4i9" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Além de ser uma planta ornamental, a lavanda é utilizada em óleos essenciais, incensos e saquinhos aromáticos.</figcaption></figure><p>Para além das suas flores violetas e do seu aroma característico, a lavanda tem outras utilizações que explicam a sua popularidade. <strong>As suas flores secas são utilizadas em incensos, óleos essenciais e saquinhos aromáticos</strong> para roupeiros. Também costuma ser cultivada perto de hortas, pois atrai polinizadores como abelhas e borboletas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="760783" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-escolher-arvores-de-fruto-que-crescem-rapidamente-e-dao-frutos-cedo-tanto-em-pomares-como-em-vasos.html" title="Como escolher árvores de fruto que crescem rapidamente e dão frutos cedo, tanto em pomares como em vasos">Como escolher árvores de fruto que crescem rapidamente e dão frutos cedo, tanto em pomares como em vasos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/como-escolher-arvores-de-fruto-que-crescem-rapidamente-e-dao-frutos-cedo-tanto-em-pomares-como-em-vasos.html" title="Como escolher árvores de fruto que crescem rapidamente e dão frutos cedo, tanto em pomares como em vasos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/como-elegir-arboles-frutales-que-crezcan-rapido-y-den-frutos-pronto-1773902889893_320.jpg" alt="Como escolher árvores de fruto que crescem rapidamente e dão frutos cedo, tanto em pomares como em vasos"></a></article></aside><p>E talvez seja aí que reside parte do seu encanto: exige pouco, é bastante tolerante e retribui em grande medida. <strong>Sol, drenagem e alguma moderação na rega costumam ser suficientes</strong> para que um simples vaso se transforme, durante grande parte do ano, numa pequena explosão violeta na varanda.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/cinco-dicas-para-que-a-sua-lavanda-fique-radiante-no-vaso-floresca-mais-e-perfume-toda-a-casa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mudanças no tempo em Portugal: prevê-se um bloqueio escandinavo nos últimos dez dias de maio]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-preve-se-um-bloqueio-escandinavo-nos-ultimos-dez-dias-de-maio.html</link><pubDate>Wed, 13 May 2026 15:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os modelos meteorológicos apontam para uma alteração da circulação atmosférica no final de maio. Um bloqueio escandinavo poderá favorecer a subida de ar mais quente sobre a Península Ibérica, trazendo temperaturas acima da média e tempo mais estável a Portugal continental.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-preve-se-um-bloqueio-escandinavo-nos-ultimos-dez-dias-de-maio-1778674444254.jpg" data-image="b88qrar2f8i6" alt="Mudança no padrão atmosférico poderá trazer tempo mais estável a Portugal no final de maio" title="Mudança no padrão atmosférico poderá trazer tempo mais estável a Portugal no final de maio"><figcaption>Os modelos meteorológicos apontam para uma alteração gradual da circulação atmosférica sobre a Europa durante os últimos dias de maio. Depois de várias semanas marcadas por instabilidade, aguaceiros e trovoada, Portugal continental poderá entrar num período mais quente e estável devido à influência de um bloqueio escandinavo.</figcaption></figure><p>Os modelos meteorológicos começam a apontar para uma alteração do padrão atmosférico sobre a Europa durante os últimos dez dias de maio. O ECMWF destaca um aumento significativo da probabilidade de um bloqueio escandinavo, capaz de favorecer a <strong>subida gradual de ar mais quente sobre a Península Ibérica</strong> e alterar o estado do tempo em Portugal continental.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações</div><p>Esta possível mudança surge depois de várias semanas marcadas por uma circulação atmosférica instável sobre a Península Ibérica. <strong>Portugal tem estado sob influência de uma depressão fria nas proximidades do território continen</strong><strong>tal</strong>, responsável por períodos de aguaceiros, trovoada e temperaturas geralmente contidas para a época.</p><h2>Bloqueio escandinavo poderá favorecer subida do calor em Portugal</h2><p>Os bloqueios atmosféricos correspondem a <strong>áreas de altas pressões persistentes no norte da Europa capazes de alterar a circulação habitual da atmosfera</strong>. Neste caso, os ensembles do ECMWF mostram um aumento expressivo da probabilidade do regime “Block” entre aproximadamente 19 e 26 de maio, sugerindo o desenvolvimento de um bloqueio sobre a região escandinava.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-preve-se-um-bloqueio-escandinavo-nos-ultimos-dez-dias-de-maio-1778674877396.jpg" data-image="vcbk4z4xi7kh"><figcaption>O gráfico dos regimes atmosféricos do ECMWF mostra um aumento significativo da probabilidade do regime “Block” (a vermelho) entre 19 e 26 de maio. Este padrão está associado à presença de altas pressões persistentes sobre o norte da Europa e Escandinávia, capazes de alterar a circulação atmosférica habitual. Em consequência, as depressões atlânticas tendem a circular por latitudes mais elevadas, favorecendo a expansão de ar mais quente desde o Norte de África até à Península Ibérica.</figcaption></figure><p>Quando este tipo de padrão se instala, as depressões atlânticas tendem a circular por latitudes mais altas, <strong>reduzindo a influência direta do Atlântico sobre a Península Ibérica</strong>. Ao mesmo tempo, cria-se um cenário favorável à expansão de uma crista subtropical desde o Norte de África até ao sudoeste da Europa.</p><p>Os mapas mais recentes já começam a mostrar sinais dessa mudança, com uma <strong>massa de ar progressivamente mais quente</strong> a aproximar-se da Península Ibérica durante a segunda quinzena de maio.</p><h2>Temperaturas poderão ultrapassar os 30 ºC em algumas regiões</h2><p>A confirmar-se este cenário, <strong>as temperaturas deverão subir de forma gradual</strong> em várias regiões do território continental, sobretudo no interior Norte e Centro, vale do Tejo, Alentejo e Algarve.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-preve-se-um-bloqueio-escandinavo-nos-ultimos-dez-dias-de-maio-1778675000787.jpg" data-image="hthdst54qgl3"><figcaption>As previsões do ECMWF para 22 de maio apontam para uma subida significativa das temperaturas em Portugal continental, sobretudo no interior Norte e Centro, vale do Tejo, Alentejo e Algarve. Em algumas regiões do interior Sul, as máximas poderão aproximar-se ou ultrapassar os 30 ºC caso se confirme a entrada de uma massa de ar mais quente associada à crista subtropical.</figcaption></figure><p>Em alguns pontos do interior Sul, especialmente no Alentejo e vale do Guadiana, as máximas poderão aproximar-se ou <strong>ultrapassar os 30 ºC</strong> durante os últimos dias de maio. Já em áreas do interior Centro e vale do Tejo, os valores poderão variar entre 28 e 31 ºC.</p><p>No litoral oeste, a influência marítima deverá continuar a limitar a subida das temperaturas, mantendo <strong>máximas geralmente mais moderadas</strong>. As temperaturas mínimas também poderão subir, sobretudo nas regiões do Sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudancas-no-tempo-em-portugal-preve-se-um-bloqueio-escandinavo-nos-ultimos-dez-dias-de-maio-1778675107312.png" data-image="y4fes4v7y2dt"><figcaption>As previsões do ECMWF para 22 de maio sugerem vento geralmente fraco a moderado em Portugal continental, num cenário associado ao enfraquecimento da influência atlântica e à aproximação de uma massa de ar mais quente sobre a Península Ibérica. Ainda assim, poderão ocorrer períodos de vento moderado no litoral e terras altas.</figcaption></figure><p>O vento não deverá assumir grande destaque neste possível episódio de calor. Dependendo da evolução da circulação atmosférica, <strong>poderá ainda ocorrer transporte de poeiras </strong>provenientes do Norte de África.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768632" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/dorsal-africana-aponta-para-portugal-o-modelo-europeu-define-a-data-para-o-primeiro-episodio-de-calor-com-sabor-a-verao.html" title="Dorsal africana aponta para Portugal: o modelo europeu define a data para o primeiro episódio de calor com sabor a verão">Dorsal africana aponta para Portugal: o modelo europeu define a data para o primeiro episódio de calor com sabor a verão</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/dorsal-africana-aponta-para-portugal-o-modelo-europeu-define-a-data-para-o-primeiro-episodio-de-calor-com-sabor-a-verao.html" title="Dorsal africana aponta para Portugal: o modelo europeu define a data para o primeiro episódio de calor com sabor a verão"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/dorsal-africana-aponta-para-portugal-o-modelo-europeu-define-a-data-para-o-primeiro-episodio-de-calor-com-sabor-a-verao-1778674346933_320.jpg" alt="Dorsal africana aponta para Portugal: o modelo europeu define a data para o primeiro episódio de calor com sabor a verão"></a></article></aside><p>Ainda assim, alterações na posição do bloqueio escandinavo ou da massa de ar quente poderão modificar a intensidade do aquecimento previsto para Portugal continental.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudancas-no-tempo-em-portugal-preve-se-um-bloqueio-escandinavo-nos-ultimos-dez-dias-de-maio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Adeus às quatro estações: os cientistas explicam a variabilidade das estações na nova era climática]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/adeus-as-quatro-estacoes-os-cientistas-explicam-a-variabilidade-das-estacoes-na-nova-era-climatica.html</link><pubDate>Wed, 13 May 2026 14:53:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Surpreendentemente, muito pouca investigação foi feita sobre a utilização de dados climatológicos para refinar a definição das estações do ano à escala local. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/adeus-as-quatro-estacoes-os-cientistas-explicam-o-desaparecimento-da-primavera-e-do-outono-na-nova-era-climatica-1778671625838.jpg" data-image="761la519dz1j" alt="quatro estações" title="quatro estações"><figcaption>Um dos elementos mais visíveis das alterações climáticas antropogénicas é o aumento da temperatura, que, por sua vez, modifica a forma e a duração das quatro estações. As consequências? Verões mais longos, que se aproximam da primavera e do outono, invernos mais curtos, primaveras mais precoces e outonos mais tardios.</figcaption></figure><p>Estudar precisamente como, em que medida, a que ritmo e com que intensidade estas mudanças estão a ocorrer e com que intensidade se projeta que ocorram no futuro é de enorme interesse devido às suas inúmeras consequências. Estas <strong>consequências vão para além dos ecossistemas naturais</strong>, incluindo o consumo e a gestão de energia, o conforto da população e a alteração do ciclo anual e dos seus efeitos.</p><p>O conceito ou a definição de verão ou inverno é intuitivo e aparentemente simples. No entanto, <strong>definir e calcular as estações do ano de forma rigorosa e objetiva é muito complexo</strong>; há muitas subtilezas e nuances a considerar. De facto, não existe consenso na comunidade científica ou nos centros de investigação climática sobre a forma de as definir.</p><h2>Como definimos um dia de verão?</h2><p> Existem várias formas de definir as estações do ano, dependendo da perspetiva adotada. Por um lado, existe a <strong>definição astronómica ou climática</strong>: do ponto de vista astronómico, é determinada pelos solstícios e equinócios, enquanto que, na perspetiva climatológica, é definida por períodos fixos de três meses. </p><p>Estas definições são, portanto, invariáveis. Assim, astronomicamente, o verão dura de 21 de junho a 21 de setembro (com pequenas variações de ano para ano). E, <strong>do ponto de vista climatológico, corresponde aos meses de junho, julho e agosto</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/adeus-as-quatro-estacoes-os-cientistas-explicam-o-desaparecimento-da-primavera-e-do-outono-na-nova-era-climatica-1778672328261.jpg" data-image="kxzoow8yxbsp" alt="verão" title="verão"><figcaption>Há várias formas de se classificarem as estações ou o início das mesmas.</figcaption></figure><p>Por outro lado, <strong>existe a definição meteorológica ou térmica</strong>. Determinar se um dia específico, fora do calendário fixo, corresponde a condições de verão, outono, inverno ou primavera pode ser feito com base no comportamento da sua temperatura diária (média, máxima ou mínima).</p><p> Assim, <strong>uma definição amplamente aceite na comunidade científica define um dia de verão como aquele em que a temperatura máxima ultrapassa os 25°C</strong>. Este valor é uma média global. No entanto, é lógico que aqueles que vivem em regiões montanhosas ou desérticas, ou perto dos pólos ou do equador, possam não concordar totalmente que esta temperatura deva definir os seus dias de verão. Entre outros exemplos, <strong>o serviço meteorológico sueco estabelece o início da estação com uma temperatura média diária de 10°C</strong>. </p><h2>Outras abordagens possíveis para classificar os dias de verão</h2><p> Alguns estudos propõem a <strong>obtenção do valor numérico para cada região através da sua temperatura média climatológica</strong> (dos últimos 30 a 40 anos), embora não exista uma proposta geral quanto à extensão da área e ao período a utilizar. </p><p>Além disso, <strong>existe a possibilidade de utilizar o 75º percentil da temperatura máxima, mínima ou média</strong>. Assumindo que as temperaturas flutuam de forma suave e uniforme ao longo do ano, com o ciclo anual dividido em quatro partes iguais, o 75.º percentil corresponderia aos 25% dos dias mais quentes — ou seja, os dias de verão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/adeus-as-quatro-estacoes-os-cientistas-explicam-o-desaparecimento-da-primavera-e-do-outono-na-nova-era-climatica-1778672997018.jpg" data-image="p2czjkmfcaip" alt="cerejeira japonesa" title="cerejeira japonesa"><figcaption>A cerejeira japonesa, com mais de 1.000 anos de dados, permite a análise das variações sazonais da temperatura em escalas de tempo enormes. </figcaption></figure><p> Outra abordagem interessante é <strong>analisar as estações do ano utilizando a distribuição de frequências das temperaturas diárias ao longo do ano</strong>. Esta distribuição é aproximadamente simétrica, com um pico central (a soma dos dias da primavera e do outono) e duas caudas (verão e inverno). As alterações projetadas pelo aquecimento global, tanto na média como na amplitude desta distribuição, como demonstrado nos relatórios do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC), podem ser úteis para o estudo das alterações sazonais.</p><p>Existem também estudos que<strong> examinam as estações do ano sob perspetivas muito diferentes, como a fenológica</strong>: baseada no crescimento e floração da vegetação. Como exemplo ilustrativo, a cerejeira japonesa, com mais de 1.000 anos de dados, permite a análise das variações sazonais da temperatura em escalas de tempo enormes. Embora estes estudos sejam limitados na sua representatividade em grandes regiões, demonstram claramente a <strong>ligação entre os ecossistemas naturais e o aquecimento global</strong>. </p><h2>Como estão as estações do ano a mudar devido ao aquecimento global?</h2><p> Determinar o início e o fim de uma estação torna-se mais complexo quando consideramos que <strong>as alterações climáticas estão a transformar os padrões</strong>. Diversos estudos indicam mudanças muito significativas na duração e extensão das estações, particularmente do verão: um <strong>aumento de mais de um dia por ano nas últimas três décadas em várias megacidades </strong>(Sydney, Minneapolis, Tóquio); um <strong>aumento de pelo menos uma semana na maior parte do Hemisfério Norte</strong> nas últimas décadas; e cerca de 2,5 dias por década na Europa nos últimos 70 anos. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="733042" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-estacoes-do-ano-sao-mais-complexas-do-que-se-pensava-novo-estudo-revela-ciclos-sazonais-ocultos-na-terra.html" title="As estações do ano são mais complexas do que se pensava: novo estudo revela ciclos sazonais ocultos na Terra">As estações do ano são mais complexas do que se pensava: novo estudo revela ciclos sazonais ocultos na Terra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-estacoes-do-ano-sao-mais-complexas-do-que-se-pensava-novo-estudo-revela-ciclos-sazonais-ocultos-na-terra.html" title="As estações do ano são mais complexas do que se pensava: novo estudo revela ciclos sazonais ocultos na Terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-estacoes-do-ano-sao-mais-complexas-do-que-se-pensava-novo-estudo-revela-ciclos-sazonais-ocultos-na-terra-1759831619125_320.jpg" alt="As estações do ano são mais complexas do que se pensava: novo estudo revela ciclos sazonais ocultos na Terra"></a></article></aside><p> Estudando as projeções futuras, <strong>os invernos, tal como definidos pelos valores do século XX, praticamente desaparecerão da Península Ibérica</strong> até ao final do século XXI. Globalmente, todas as projeções de emissões de gases com efeito de estufa indicam<strong> verões com uma duração de cerca de seis meses e invernos com menos de dois meses</strong>. Em suma, o aquecimento global já alterou significativamente as estações do ano, principalmente as mais extremas (verão e inverno). <em><br></em></p><h3><em>Referência da notícia<a href="https://us-climate.blogspot.com/2017/12/defining-seasons.html" target="_blank"><br></a></em></h3><p><a href="https://us-climate.blogspot.com/2017/12/defining-seasons.html" target="_blank"><em>Brian B.'s Climate Blog</em></a></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/adeus-as-quatro-estacoes-os-cientistas-explicam-a-variabilidade-das-estacoes-na-nova-era-climatica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Investigador português ajuda a contar ursos polares na Gronelândia]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/investigador-portugues-ajuda-a-contar-ursos-polares-na-gronelandia.html</link><pubDate>Wed, 13 May 2026 13:49:28 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Por ser uma das regiões mais remotas e inacessíveis do planeta, os cientistas sabem muito pouco sobre a espécie. Um novo estudo internacional irá ajudar a planear medidas de conservação mais adequadas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigador-portugues-ajuda-a-contar-ursos-polares-na-gronelandia-1778678894031.jpg" data-image="nmjjylwnoa9p" alt="Urso polar da Gronelândia" title="Urso polar da Gronelândia"><figcaption>O urso polar da Gronelândia está a deslocar-se mais para sul para sobreviver ao degelo progressivo do Ártico. Foto: Universidade de Lisboa</figcaption></figure><p>No extremo oriental da Gronelândia, onde o mar se fragmenta em placas brancas e os fiordes são corredores de sobrevivência, um grupo internacional de cientistas tentou responder a uma pergunta que há décadas escapava ao conhecimento científico. Quantos ursos polares vivem nesta região remota e de acesso difícil?</p><p>Entre os investigadores esteve <strong>Tiago André Marques</strong>, professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e membro da Universidade de St. Andrews, na Escócia. O cientista português integrou uma equipa liderada pela Universidade de Washington, com contributos da Dinamarca, Noruega, Canadá e Gronelândia. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O trabalho incidiu sobre uma subpopulação de <em>Ursus maritimus</em> que vive isolada no sudeste do território, adaptada a fiordes onde o gelo marinho se forma e desaparece de forma sazonal.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Esta espécie distingue-se por habitar uma das <strong>zonas mais inóspitas do Ártico</strong>, onde o gelo não é apenas habitat, mas também estrada, plataforma de caça e base de permanência. </p><p>O degelo progressivo, no entanto, está a alterar este equilíbrio, obrigando os animais a percorrer longas distâncias, mais para o norte. Embora a mudança de comportamento sugira pressão ambiental crescente, a dimensão real da população permanecia até agora desconhecida.</p><h2>Uma contagem no limite do gelo</h2><p>O estudo publicado na revista Endangered Species Research procurou preencher essa lacuna através de uma metodologia desenhada para lidar com ambientes extremos. Entre março e maio de 2023, a equipa realizou <strong>voos sistemáticos</strong> sobre cerca de 1,5 milhões de quilómetros quadrados de gelo marinho. Ao longo de <strong>106 horas de observação aérea</strong>, foram registados 108 indivíduos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigador-portugues-ajuda-a-contar-ursos-polares-na-gronelandia-1778678989412.jpg" data-image="4che5etipa8n" alt="Tiago André Marques, professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa" title="Tiago André Marques, professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa"><figcaption>Tiago André Marques é professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e investigador na Universidade de St. Andrews, na Escócia. Foto: Universidade de Lisboa</figcaption></figure><p>A estratégia combinou estas observações com uma técnica de ecologia quantitativa, conhecida como <strong>amostragem por distâncias</strong>. O princípio é simples na teoria, mas bastante exigente na sua execução. </p><p>Os aviões seguem rotas previamente definidas enquanto os investigadores registam a presença dos animais e a distância a que são avistados. Esses dados permitem calcular a probabilidade de deteção e extrapolar a abundância total na área estudada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigador-portugues-ajuda-a-contar-ursos-polares-na-gronelandia-1778679068331.jpg" data-image="wwtzp77n6ouj" alt="Ursos polares da Gronelândia" title="Ursos polares da Gronelândia"><figcaption>Os ursos polares habitam uma das zonas mais inóspitas do Ártico, onde o gelo desempenha uma função vital para a sua sobrevivência. Foto: Universidade de Lisboa</figcaption></figure><p>“Este era o último segmento populacional da espécie para o qual não existia uma estimativa fiável”, explica Tiago André Marques, citado no comunicado da Universidade de Lisboa. O objetivo consistia precisamente em transformar observações pontuais num <strong>retrato estatístico consistente</strong>, capaz de sustentar decisões e planeamento de políticas de conservação.</p><h2>Um número que expõe fragilidades</h2><p>A análise aponta para cerca de 2 275 indivíduos na região estudada. O valor, embora significativo, ganha outra leitura quando enquadrado no panorama de extrema fragilidade da <strong>espécie</strong>, classificada como <strong>vulnerável</strong> na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza. A sobrevivência destes animais depende diretamente da presença de gelo marinho, o elemento que está a derreter com o aquecimento global.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="760568" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/existe-uma-preocupacao-crescente-com-o-futuro-da-criosfera-no-artico-designadamente-com-a-camada-de-gelo-da-gronelandia.html" title="Existe uma preocupação crescente com o futuro da criosfera no Ártico, designadamente com a camada de gelo da Gronelândia">Existe uma preocupação crescente com o futuro da criosfera no Ártico, designadamente com a camada de gelo da Gronelândia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/existe-uma-preocupacao-crescente-com-o-futuro-da-criosfera-no-artico-designadamente-com-a-camada-de-gelo-da-gronelandia.html" title="Existe uma preocupação crescente com o futuro da criosfera no Ártico, designadamente com a camada de gelo da Gronelândia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/existe-uma-preocupacao-crescente-com-o-futuro-da-criosfera-no-artico-designadamente-com-a-camada-de-gelo-da-gronelandia-1774392059750_320.jpg" alt="Existe uma preocupação crescente com o futuro da criosfera no Ártico, designadamente com a camada de gelo da Gronelândia"></a></article></aside><p>O <strong>isolamento do leste da Groenlândia</strong> dificultava até agora campanhas regulares de monitorização, o que tornou este estudo especialmente relevante. Para os autores, trata-se de uma <strong>referência inicial</strong> que permitirá acompanhar mudanças futuras numa das populações mais inacessíveis do planeta.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigador-portugues-ajuda-a-contar-ursos-polares-na-gronelandia-1778679178535.jpg" data-image="sq47lp8b0g5o" alt="Gelo do Ártico" title="Gelo do Ártico"><figcaption>O manto de gelo da Gronelândia está a atingir um ponto crítico, derretendo a uma velocidade sete vezes mais rápida do que nos anos 1990. Foto: Universidade de Lisboa</figcaption></figure><p>Mais do que um número, o trabalho oferece um ponto de partida para compreender como esta subpopulação poderá reagir a um ambiente em transformação acelerada.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A questão que permanece em aberto é até que ponto os <em>Ursus maritimus</em> conseguirão se adaptar a um mundo com menos gelo, em que as rotas tradicionais de caça e deslocação podem deixar de existir.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A ausência de gelo coloca <strong>perguntas</strong> <strong>fundamentais </strong>sobre o <strong>futuro da espécie</strong>, adverte o investigador português. Sem esse suporte físico, desaparece toda a paisagem que estrutura a sua ecologia. O trabalho agora divulgado não encerra essa dúvida, mas delimita com maior precisão o território da <strong>incerteza</strong> científica.</p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em>Kristin L. Laidr, Tiago A. Marques, Benjamin Cohen, Rikke G. Hansen, Eric V. Regehr, Marie J. Zahn, Jon Aars, Jasmine Ware, Harry L. Stern, Fernando Ugarte. <a href="https://www.int-res.com/journals/esr/articles/esr01479" target="_blank">First abundance estimates for the East Greenland polar bear subpopulation</a>. Endangered Species Research</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/investigador-portugues-ajuda-a-contar-ursos-polares-na-gronelandia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Dorsal africana aponta para Portugal: o modelo europeu define a data para o primeiro episódio de calor com sabor a verão]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/dorsal-africana-aponta-para-portugal-o-modelo-europeu-define-a-data-para-o-primeiro-episodio-de-calor-com-sabor-a-verao.html</link><pubDate>Wed, 13 May 2026 13:47:05 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma massa de ar quente africana poderá atingir Portugal a partir de 20 de maio, com o modelo europeu a apontar para o primeiro episódio de calor mais generalizado da temporada.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/dorsal-africana-aponta-para-portugal-o-modelo-europeu-define-a-data-para-o-primeiro-episodio-de-calor-com-sabor-a-verao-1778674346933.jpg" data-image="7efj3190rk0r" alt="Episódio de calor" title="Episódio de calor"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-894529">Os modelos atmosféricos começam a indicar a chegada de uma massa de ar quente de origem africana, capaz de elevar as temperaturas para valores superiores a 30 ºC em várias regiões de Portugal, a partir de dia 20 de maio.</figcaption></figure><p>A tarde desta quarta-feira, 13 de maio, ainda deverá trazer precipitação a vários pontos de Portugal continental. No Alentejo e no Algarve, a chuva tende a surgir de forma fraca e dispersa, enquanto no Norte e no Centro poderão ocorrer <strong>períodos mais ativos, sobretudo em distritos como Vila Real, Bragança e Guarda,</strong> com acumulados horários superiores a 6 mm.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dorsal-africana-aponta-para-portugal-o-modelo-europeu-define-a-data-para-o-primeiro-episodio-de-calor-com-sabor-a-verao-1778671904855.png" data-image="djqjbzjoncz7" alt="Chuva" title="Chuva"> <figcaption>Na tarde de 13 de maio, a chuva ainda afeta várias regiões de Portugal, com maior intensidade no Norte e Centro.</figcaption></figure><p>Ao mesmo tempo, o ambiente continua fresco para a época. <strong>A madrugada de quinta-feira será particularmente fria no Nordeste transmontano e em áreas montanhosas do Norte, com mínimas próximas dos 4 ºC</strong> em alguns pontos de Bragança, Vila Real e Viana do Castelo.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong> <a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Em várias destas regiões, os valores de temperatura deverão manter-se entre 3 e 5 ºC abaixo da média climatológica.</p><h2>Quinta e sexta: menos chuva, mas ainda com vento e temperaturas contidas</h2><p>Na quinta-feira, o tempo tenderá a estabilizar gradualmente, embora ainda com vento moderado, sobretudo no litoral Norte e Centro. Em alguns locais, como nos distritos de Lisboa e Leiria, <strong>as rajadas poderão aproximar-se dos 60 km/h</strong>, com o vento a propagar-se também ao interior ao longo do dia. O vento irá prolongar-se também durante a sexta-feira, dia 15.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dorsal-africana-aponta-para-portugal-o-modelo-europeu-define-a-data-para-o-primeiro-episodio-de-calor-com-sabor-a-verao-1778672212108.png" data-image="i0u2evi103b2" alt="Rajada de vento" title="Rajada de vento"><figcaption>Rajadas de vento poderão aproximar-se dos 60 km/h no litoral Centro durante a tarde de sexta-feira, com destaque para os distritos de Lisboa e Leiria, onde se prevê a maior intensidade do vento.</figcaption></figure><p>A sexta-feira deverá ser maioritariamente seca, salvo raros episódios de chuva muito fraca no Norte e Centro durante a manhã ou início da tarde. Nesta fase, o padrão atmosférico já começa a mudar, <strong>a instabilidade vivida nos últimos dias perde expressão, </strong>mas as temperaturas continuam relativamente contidas.</p><h2>Fim de semana mais estável, mas sem calor imediato</h2><p>Para o fim de semana de 16 e 17 de maio, o cenário mais provável aponta para um <strong>sábado sem chuva e para um domingo com possibilidade de precipitação</strong> <strong>fraca no Norte e Centro.</strong> No geral, o anticiclone dos Açores deverá reforçar-se e começar a proteger Portugal de novas frentes atlânticas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768502" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/esta-sexta-feira-uma-massa-de-ar-vinda-do-mar-da-gronelandia-vai-chegar-a-portugal-sao-esperados-mais-5-dias-sem-calor.html" title="Esta sexta-feira, uma massa de ar vinda do Mar da Gronelândia vai chegar a Portugal: são esperados mais 5 dias sem calor">Esta sexta-feira, uma massa de ar vinda do Mar da Gronelândia vai chegar a Portugal: são esperados mais 5 dias sem calor</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/esta-sexta-feira-uma-massa-de-ar-vinda-do-mar-da-gronelandia-vai-chegar-a-portugal-sao-esperados-mais-5-dias-sem-calor.html" title="Esta sexta-feira, uma massa de ar vinda do Mar da Gronelândia vai chegar a Portugal: são esperados mais 5 dias sem calor"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/esta-sexta-feira-uma-massa-de-ar-vinda-do-mar-da-gronelandia-vai-chegar-a-portugal-sao-esperados-mais-5-dias-sem-calor-1778595157586_320.png" alt="Esta sexta-feira, uma massa de ar vinda do Mar da Gronelândia vai chegar a Portugal: são esperados mais 5 dias sem calor"></a></article></aside><p>Ainda assim, isso não significa calor imediato. A madrugada de sábado poderá ser fresca, embora durante o dia já se note alguma recuperação térmica, sobretudo no Sul. A maior parte do país deverá continuar com valores moderados, sem um aquecimento abrupto nesta fase.</p><h2>O que mostram os mapas de geopotencial e temperatura a 850 hPa?</h2><p> A verdadeira alteração do padrão térmico deverá surgir a meio da próxima semana. Os mapas de geopotencial e temperatura a 850 hPa são muito relevantes em meteorologia porque <strong>ajudam a identificar a origem e a evolução das massas de ar em altitude</strong>, antes de o seu efeito se refletir totalmente à superfície. Neste caso, mostram uma <strong>massa de ar muito quente de origem africana a subir em direção a Portugal a partir de</strong> <strong>20 de maio</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dorsal-africana-aponta-para-portugal-o-modelo-europeu-define-a-data-para-o-primeiro-episodio-de-calor-com-sabor-a-verao-1778672821998.jpg" data-image="25tlpfzhgc21" alt="Geopotêncial 850 hPa" title="Geopotêncial 850 hPa"><figcaption>Os mapas de 850 hPa mostram a ascensão de uma massa de ar muito quente de origem africana, com subida térmica prevista entre 20 e 24 de maio e pico de calor provável entre sexta e sábado.</figcaption></figure><p>Essa advecção quente deverá prolongar-se, pelo menos, até <strong>domingo, 24 de maio</strong>, o que indica que a mudança começará a notar-se na quarta-feira, mas que os dias potencialmente mais quentes deverão ser <strong>sexta-feira (22) e sábado (23)</strong>, quando o calor poderá atingir maior expressão em grande parte do território. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dorsal-africana-aponta-para-portugal-o-modelo-europeu-define-a-data-para-o-primeiro-episodio-de-calor-com-sabor-a-verao-1778673188981.jpg" data-image="l9nuim2kzs45" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-672135">o modelo europeu prevê uma subida térmica acentuada em Portugal continental, com máximas já superiores a 30 ºC em várias áreas do Alentejo, interior Centro e Norte.</figcaption></figure><p>Se esta configuração se confirmar, o país poderá entrar no primeiro episódio de calor com características de verão, com temperaturas superiores a 30 ºC não só no Sul, mas também em áreas do Centro e até do Norte.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/dorsal-africana-aponta-para-portugal-o-modelo-europeu-define-a-data-para-o-primeiro-episodio-de-calor-com-sabor-a-verao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Santos do Gelo em Portugal: entre as 04:00 e as 07:00 de sábado as temperaturas atingirão o seu valor mais baixo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/santos-do-gelo-em-portugal-entre-as-04-00-e-as-07-00-de-sabado-as-temperaturas-atingirao-o-seu-valor-mais-baixo.html</link><pubDate>Wed, 13 May 2026 13:31:32 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A chegada de uma massa de ar polar marítimo irá causar uma descida quase generalizada das temperaturas entre sexta e sábado em Portugal continental: saiba as mínimas previstas e as capitais distritais mais expostas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa9lvny"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa9lvny.jpg" id="xa9lvny"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os <strong>Santos do Gelo</strong> são referência à devoção a São Mamerto (11 de maio), São Pancrácio (12 de maio) e São Servácio (13 de maio), São Bonifácio (14 de maio) e Santa Sofia (15 de maio).</p><p>Segundo a tradição ancestral europeia, este breve período traz consigo uma última vaga ou <strong>episódio de frio tardio na primavera</strong>, capaz de arruinar as colheitas em fase mais adiantada, razão pela qual estas datas eram temidas pelos agricultores. É por isso que <strong>estes santos persistem na memória coletiva em associação ao frio e ao gelo</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong><br>Uma massa de ar invulgarmente fria para esta época do ano chegará na reta final desta semana a Portugal continental. Os efeitos mais notáveis nas condições meteorológicas do nosso país serão a queda mais expressiva das temperaturas mínimas e a intensificação do vento Norte. <br><br>Adicionalmente, embora a probabilidade seja bastante reduzida, vislumbra-se a possibilidade de queda de neve em cotas altas, bem como o risco de formação de geadas localizadas na extremidade setentrional do Nordeste Transmontano.</div><p>Amanhã - <strong>quinta-feira (14)</strong> - uma frente pouco organizada e de fraca atividade produzirá precipitação no extremo norte da Península Ibérica. <strong>Portugal continental escapará à chuva amanhã, dia 14</strong>, embora não se descarte totalmente a possibilidade de ocorrência de chuviscos dispersos e muito residuais no Alto Alentejo, no Algarve e em pontos do extremo Norte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/santos-do-gelo-em-portugal-entre-as-04-00-e-as-07-00-de-sabado-as-temperaturas-atingirao-o-seu-valor-mais-baixo-1778676783276.png" data-image="9c4ezndbq5dp"><figcaption>Precipitação fraca e dispersa no Norte e Centro prevista para sexta-feira, 15 de maio, devido à passagem de uma frente pouco ativa e em fase de dissipação.</figcaption></figure><p>Ainda assim, <strong>amanhã (14) prevê-se, de um modo geral, um tempo dominado por céu nublado ou parcialmente nublado</strong>, tornando-se gradualmente pouco nublado a partir do final da tarde. As temperaturas máximas ainda deverão subir no Algarve.</p><h2>Entre sexta e sábado o ar polar marítimo instala-se na Península Ibérica; efeitos em Portugal continental</h2><p>A referida frente constituirá a “porta de entrada” para <strong>a massa de ar frio pós-frontal que penetrará na Península Ibérica na sexta-feira (15)</strong>, provocando uma descida das temperaturas máximas no Norte e Centro, e uma descida generalizada das mínimas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/santos-do-gelo-em-portugal-entre-as-04-00-e-as-07-00-de-sabado-as-temperaturas-atingirao-o-seu-valor-mais-baixo-1778676939737.png" data-image="dhmv0a5k09m0"><figcaption>Neste mapa da temperatura a cerca de 3000 metros de altitude observa-se o ar polar marítimo plenamente instalado na Península Ibérica às 14:00 de sexta-feira, 15 de maio, chegando a espalhar-se praticamente de norte a sul de Portugal continental.</figcaption></figure><p>Neste dia a massa de ar polar marítimo estender-se-á de norte a sul de Portugal continental, sendo especialmente notória no interior Norte e Centro. <strong>O vento Norte intensificará a sensação de frio, agravando o desconforto térmico</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768498" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/santos-do-gelo-na-madrugada-de-sabado-duas-capitais-distritais-poderao-registar-temperaturas-inferiores-a-5-c.html" title="Santos do Gelo: na madrugada de sábado, duas capitais distritais poderão registar temperaturas inferiores a 5 ºC">Santos do Gelo: na madrugada de sábado, duas capitais distritais poderão registar temperaturas inferiores a 5 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/santos-do-gelo-na-madrugada-de-sabado-duas-capitais-distritais-poderao-registar-temperaturas-inferiores-a-5-c.html" title="Santos do Gelo: na madrugada de sábado, duas capitais distritais poderão registar temperaturas inferiores a 5 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/santos-do-gelo-na-madrugada-de-sabado-duas-capitais-distritais-poderao-registar-temperaturas-inferiores-a-5-c-1778594059475_320.png" alt="Santos do Gelo: na madrugada de sábado, duas capitais distritais poderão registar temperaturas inferiores a 5 ºC"></a></article></aside><p>Ainda para sexta-feira (15), desde a madrugada até meio da tarde, prevê-se a possibilidade de ocorrência de <strong>chuva ou aguaceiros fracos e dispersos nas regiões a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela</strong>, tanto no litoral como no interior.</p><p>Na manhã de sexta-feira (15), e durante um período muito breve, <strong>não se descarta a possibilidade de queda de neve nos pontos de maior altitude da Serra da Estrela</strong>, embora a probabilidade seja muito reduzida. Nas regiões situadas a sul do rio Tejo o céu manter-se-á pouco nublado ou limpo.</p><h2>Madrugada de sábado (16) será muito fria, especialmente nestas capitais distritais</h2><p><strong>No sábado (16) prevê-se uma descida generalizada das temperaturas mínimas em Portugal continental</strong>, sendo particularmente acentuada nas cidades do interior Norte e Centro. Por outro lado, as temperaturas máximas deverão registar uma subida em todo o país, com esta configuração a traduzir-se numa <strong>grande amplitude térmica diária no sábado, 16 de maio</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/santos-do-gelo-em-portugal-entre-as-04-00-e-as-07-00-de-sabado-as-temperaturas-atingirao-o-seu-valor-mais-baixo-1778677298070.png" data-image="m4bndn9jehbb"><figcaption>Na madrugada de sábado, 16 de maio, para além do frio generalizado e atípico em pleno mês de maio, evidenciado por este mapa de previsão da temperatura do ar medido à superfície, poderão ser registados valores negativos nalguns locais do interior Norte - por exemplo no extremo setentrional Nordeste Transmontano (-1 ºC, por exemplo) - onde não se exclui o risco de formação de geadas localizadas. </figcaption></figure><p>A <strong>madrugada gélida de sábado, 16 de maio</strong>, em particular no Norte e Centro do país <strong>entre as 04:00 e as 07:00</strong>, irá contrastar fortemente com o período diurno, que será claramente mais quente em relação ao dia anterior de um modo geral, tal como podemos constatar na<strong> tabela abaixo</strong>.</p><table><thead><tr><th>Cidade</th><th>Sexta-feira, 15 de maio - previsão de Temperatura Máxima | Temperatura Mínima (ºC)</th><th>Sábado, 16 de maio - previsão de Temperatura Máxima | Temperatura Mínima (ºC)</th></tr></thead><tbody><tr><td>Braga</td><td>17 | 10</td><td>18 | 6</td></tr><tr><td>Porto</td><td>18 | 12</td><td>17 | 9</td></tr><tr><td>Coimbra</td><td>18 | 10</td><td>20 | 8</td></tr><tr><td>Vila Real</td><td>17 | 8</td><td>19 | 5</td></tr><tr><td>Bragança</td><td>17 | 7</td><td>18 | 4</td></tr><tr><td>Viseu</td><td>17 | 8</td><td>20 | 5</td></tr><tr><td>Guarda</td><td>13 | 5</td><td>14 | 3</td></tr><tr><td>Castelo Branco</td><td>19 | 9</td><td>21 | 8</td></tr><tr><td>Portalegre</td><td>18 | 8</td><td>19 | 8</td></tr><tr><td>Évora</td><td>18 | 10</td><td>21 | 9</td></tr><tr><td>Beja</td><td>19 | 10</td><td>22 | 9</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Fonte: Mapas da Meteored</td></tr></tbody></table><p>Em resumo, os Santos do Gelo farão jus ao seu nome devido a este episódio de frio tardio, com <strong>vento Norte intenso e anomalias térmicas negativas expressivas que evidenciam temperaturas claramente abaixo da média para a época do ano</strong>.</p><p>No entanto, este episódio não será tão severo como noutros países europeus, uma vez que não são expectáveis geadas intensas e/ou queda de neve ou granizo. Caso aconteçam na nossa geografia continental, ocorrerão <strong>de um modo muito localizado e efémero</strong>, tal como explicado acima.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/santos-do-gelo-em-portugal-entre-as-04-00-e-as-07-00-de-sabado-as-temperaturas-atingirao-o-seu-valor-mais-baixo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-sao-conhecidas-as-praias-com-bandeira-azul-em.html</link><pubDate>Wed, 13 May 2026 06:17:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Portugal volta a destacar-se internacionalmente com 438 praias e marinas galardoadas, embora este ano haja menos distinções. Saiba o que aconteceu e quais são as regiões em destaque.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-sao-conhecidas-as-praias-com-bandeira-azul-em-1778573948671.jpg" data-image="8tv3s8t86sgm" alt="Praia" title="Praia"><figcaption>Portugal mantém-se no topo mundial, mesmo com menos distinções. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Quando escolhe o destino de férias para o verão, costuma dar preferência a <strong>praias com Bandeira Azul</strong>? Então, há novidades: já foram divulgadas as praias distinguidas este ano. A notícia menos boa é que há menos seis do que em 2025 (mas há uma explicação para isso, já lá vamos). </p><p>Ainda assim, este verão, <strong>438 praias e marinas </strong>vão hastear a Bandeira Azul. O anúncio foi avançado a 30 de abril, por José Archer, presidente da Associação Bandeira Azul da Europa, segundo avançou a Agência Lusa, aqui citada pela ‘SiC Notícias’.</p><p>"Tivemos menos galardões do que ano passado, mas isso também teve a ver essencialmente com as<strong> condições climatéricas </strong>que ocorreram durante a época balnear, que penalizam sempre a qualidade da água balnear, portanto não há uma situação preocupante, é uma situação pontual", disse José Archer.</p><div class="texto-destacado">Segundo o responsável, a novidade principal é o facto de este ano ser um ano de transição em relação aos critérios de obtenção da bandeira azul, que vão mudar a partir de 2027.</div><p>"Vamos ter mais critérios e vamos ter uma metodologia diferente com auditores externos na validação das candidaturas. É um ano de transição (...), tem a ver com a nova diretiva do consumidor que entra em vigor em setembro."</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768273" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-mergulho-no-interior-159-praias-fluviais-prontas-para-refrescar-o-verao-de.html" title="O mergulho no interior: 159 praias fluviais prontas para refrescar o verão de 2026">O mergulho no interior: 159 praias fluviais prontas para refrescar o verão de 2026</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-mergulho-no-interior-159-praias-fluviais-prontas-para-refrescar-o-verao-de.html" title="O mergulho no interior: 159 praias fluviais prontas para refrescar o verão de 2026"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-mergulho-no-interior-159-praias-fluviais-prontas-para-refrescar-o-verao-de-1778507020186_320.jpg" alt="O mergulho no interior: 159 praias fluviais prontas para refrescar o verão de 2026"></a></article></aside><p>Desta forma, para assegurar que as novas praias, e eventuais reentradas, se possam candidatar em 2027, haverá este ano ainda um período extraordinário, em julho e agosto, de candidaturas. Estas serão, depois, apresentadas e analisadas na reunião do Júri Internacional, em 16 de setembro.</p><h2>438 praias e marinas com Bandeira Azul em 2026</h2><p>Entre as <strong>396 praias </strong>(sem contar com as marinas), 350 são costeiras e 46 interiores. As zonas balneares estão distribuídas por<strong> 100 concelhos</strong>. Um dos destaques vai para o concelho da Sertã, que se candidatou, este ano, pela primeira vez à Bandeira Azul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-sao-conhecidas-as-praias-com-bandeira-azul-em-1778574175491.jpg" data-image="67pi1ew2bmzv" alt="Praia da Rocha" title="Praia da Rocha"><figcaption>O Algarve é a região com mais praias distinguidas. Foto: Wikimedia // Steven Fruitsmaak</figcaption></figure><p>Já o Algarve é a região com mais locais galardoados (94 no total), seguido do norte (88), Tejo (80), Açores (57), centro (47), Alentejo (45) e Madeira (27).</p><p>A primeira Bandeira Azul costeira vai ser hasteada a <strong>8 de junho</strong>, na praia de Mira. Já a praia fluvial de Mourão, no Alentejo, vai ter a bandeira hasteada a 14 de junho. No que diz respeito às marinas, a primeira será a de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, nos Açores, a 15 de junho.</p><h2>Portugal destaca-se a nível mundial</h2><p>José Archer referiu ainda que <strong>Portugal continua “muito destacado” internacionalmente</strong>, ocupando “o quinto lugar a nível das praias costeiras galardoadas” e “em segundo lugar a nível mundial” em praias do interior.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767862" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-espuma-do-mar-nao-e-apenas-um-fenomeno-natural-mas-tambem-um-alerta-ambiental-da-saude-das-praias-e-dos-oceanos.html" title="A espuma do mar não é apenas um fenómeno natural, mas também um alerta ambiental da 'saúde' das praias e dos oceanos">A espuma do mar não é apenas um fenómeno natural, mas também um alerta ambiental da 'saúde' das praias e dos oceanos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-espuma-do-mar-nao-e-apenas-um-fenomeno-natural-mas-tambem-um-alerta-ambiental-da-saude-das-praias-e-dos-oceanos.html" title="A espuma do mar não é apenas um fenómeno natural, mas também um alerta ambiental da 'saúde' das praias e dos oceanos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quando-a-espuma-do-mar-e-um-alerta-ambiental-1778257068104_320.jpg" alt="A espuma do mar não é apenas um fenómeno natural, mas também um alerta ambiental da 'saúde' das praias e dos oceanos"></a></article></aside><p>"Considerando a dimensão do nosso território, é francamente gratificante e é, de facto, o resultado de todo o trabalho e da alteração de comportamentos que (...) as pessoas têm hoje em dia", salientou.</p><p>A lista completa das praias e marinas galardoadas este ano pode ser <strong>consultada </strong><em><strong>online</strong></em>. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-sao-conhecidas-as-praias-com-bandeira-azul-em.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O mecanismo oculto do clima: a QBO e a sua influência no frio e na atmosfera]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-mecanismo-oculto-do-clima-a-qbo-e-sua-influencia-no-frio-e-na-atmosfera.html</link><pubDate>Wed, 13 May 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A cerca de 30 quilómetros acima do equador, os ventos mudam de direção periodicamente. É um fenómeno invisível, mas os seus efeitos podem ser sentidos a milhares de quilómetros de distância.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-mecanismo-oculto-del-clima-la-qbo-y-su-influencia-en-el-frio-y-la-atmosfera-1778134103563.png" data-image="mnlp3m0t3f1p"><figcaption>Próximo ao equador, a convecção gera ondas que se propagam para cima e são o motor da QBO (Oscilação Quase-Bienal).</figcaption></figure><p>Existem mudanças na atmosfera que não vemos nem sentimos diretamente, mas que indicam o que acontece abaixo. Processos que parecem estar a reescrever a sua própria estrutura a partir de cima. E um deles ocorre <strong>a cerca de 30 km de altitude, na estratosfera equatorial</strong>.</p><p>Lá, <strong>os ventos nem sempre sopram na mesma direção. De tempos em tempos, eles mudam</strong>. E o que antes soprava para leste começa a soprar para oeste, e vice-versa. Um vai e vem dentro de um padrão surpreendentemente ordenado.</p><div class="texto-destacado">A Oscilação Quase-Bienal (QBO) domina a variabilidade da estratosfera equatorial (≈16–50 km de altitude) e é observada como regimes de ventos de leste e oeste que se propagam para baixo, num ciclo médio de 28 a 29 meses.</div><p>Esta é a <strong>Oscilação Quase-Bienal (QBO)</strong>, um dos ritmos atmosféricos mais regulares, que se repete aproximadamente<strong> a cada 28 meses, alternando entre uma fase leste (ventos vindos do leste) e uma fase oeste</strong>. Em ambas as fases, os ventos atingem velocidades entre 10 e 20 m/s.</p><p>Mas <strong>o interessante não é a mudança de direção, e sim como e por que esta mudança ocorre</strong>. Não se trata de uma viragem repentina nem instantânea. Ela tem origem nas camadas superiores da atmosfera e desce lentamente a uma taxa de cerca de 1 km por mês, como se a atmosfera estivesse a reorganizar-se em camadas. E o que a impulsiona não é o vento em si, mas as ondas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-mecanismo-oculto-del-clima-la-qbo-y-su-influencia-en-el-frio-y-la-atmosfera-1778133628502.png" data-image="bumt5g39ikyz"><figcaption>Na QBO, os ventos na estratosfera equatorial alternam entre fases de leste e oeste, modulando a circulação atmosférica global.</figcaption></figure><p>Existem <strong>ondas que se originam nos trópicos</strong>, em tempestades, em nuvens profundas, no calor ascendente. Elas sobem até se romperem, <strong>empurrando o fluxo numa direção ou outra</strong>. E embora isso ocorra sobre o equador (entre 5° de latitude norte e sul), os seus efeitos não param por aí.</p><h2>Mecanismo oculto do vento</h2><p>A verdadeira <strong>força motriz por trás da QBO não são os ventos em si, mas sim a interação de várias ondas atmosféricas</strong>.</p><p>Por um lado, existem ondas que empurram os ventos para leste (como as <strong>ondas de Kelvin</strong>). Por outro, existem ondas que favorecem um fluxo para oeste (como as <strong>ondas de Rossby-gravidade</strong>). Estas ondas são geradas na troposfera tropical (entre a superfície e aproximadamente 16 km de profundidade). E ambos os tipos estão presentes o tempo todo.</p><p>Mas a <strong>estratosfera </strong>não deixa tudo passar. Quando já há vento a soprar numa determinada direção (por exemplo, para oeste), ele bloqueia as ondas que viajam nessa mesma direção e permite a passagem apenas daquelas que viajam na direção oposta (para leste).</p><p>Estas ondas sobem e, ao atingirem a estratosfera, quebram, como ondas na praia. Ao quebrarem, libertam energia e transferem-na para o fluxo de ar, empurrando-o na sua direção. Com o tempo, formam <strong>uma camada oposta acima, que desce lentamente, revertendo o ciclo</strong>.</p><h2>A influência da QBO</h2><p>Poderíamos pensar que algo que acontece no equador ficaria aí restrito. Mas na atmosfera, não funciona assim. A QBO <strong>modifica a distribuição de energia e modula a circulação global, especialmente no inverno</strong>. Não, ela não causa o frio, mas altera o equilíbrio em termos de possibilidades.</p><p>Durante a<strong> fase leste</strong>, a estratosfera arrefece ainda mais e as ondas conseguem propagar-se para latitudes mais altas. Isto perturba o vórtice polar, aumentando a probabilidade do seu enfraquecimento e permitindo que <strong>massas de ar frio cheguem mais ao sul</strong>. Isso significa <strong>mais frentes frias e fenómenos invernais mais intensos, como ventos do norte</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-mecanismo-oculto-del-clima-la-qbo-y-su-influencia-en-el-frio-y-la-atmosfera-1778132968133.png" data-image="22mwu5gm1cn6"><figcaption>A QBO é observada como faixas que alternam entre ventos de leste (E) e de oeste (W) e descem lentamente na estratosfera equatorial até cerca de 16 km. Imagem: NASA.</figcaption></figure><p>Entretanto, na<strong> fase oeste</strong>, a QBO atua como uma barreira para estas ondas. O vórtice permanece mais estável e as <strong>entradas de ar frio em direção às baixas e médias latitudes são menos frequentes ou menos intensas</strong>.</p><div class="texto-destacado">Ao alterar a circulação atmosférica, a forma como o ozono e o vapor de água se distribuem nos trópicos também se modifica.<br></div><p>Mas a sua influência não termina aí. Dependendo da sua fase, ela <strong>pode modificar o cisalhamento do vento no Atlântico, uma variável fundamental para o desenvolvimento de ciclones</strong>. Em certos anos, isto pode tanto favorecer quanto inibir (quando há alto cisalhamento) a intensificação de furacões. Estes não são efeitos isolados. A QBO atua como um modulador silencioso.</p><h2>A QBO está a mudar?</h2><p>Durante décadas, a QBO foi considerada um dos relógios atmosféricos mais confiáveis. Um ciclo quase regular e previsível. Até recentemente. <strong>Nos últimos anos, foram observadas perturbações incomuns no seu comportamento</strong>. A mais significativa ocorreu em 2016 e, em menor grau, em 2020.</p><p>E o contexto importa. O aumento dos gases com efeito de estufa não só aquece a superfície, como também arrefece a estratosfera. Assim, a forma como as ondas são geradas e se propagam a partir da troposfera também se altera. E a QBO depende precisamente disso. Se as ondas mudam, o sistema muda.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-desaceleracao-da-circulacao-oceanica-nos-tempos-antigos-aponta-para-riscos-climaticos-futuros.html" title="A desaceleração da circulação oceânica nos tempos antigos aponta para riscos climáticos futuros">A desaceleração da circulação oceânica nos tempos antigos aponta para riscos climáticos futuros</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/a-desaceleracao-da-circulacao-oceanica-nos-tempos-antigos-aponta-para-riscos-climaticos-futuros.html" title="A desaceleração da circulação oceânica nos tempos antigos aponta para riscos climáticos futuros"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-desaceleracao-da-circulacao-oceanica-nos-tempos-antigos-aponta-para-riscos-climaticos-futuros-1719173619284_320.jpg" alt="A desaceleração da circulação oceânica nos tempos antigos aponta para riscos climáticos futuros"></a></article></aside><p>Estudos recentes sugerem que <strong>este padrão pode tornar-se mais irregular, menos estável ou até mesmo enfraquecer</strong>. Ainda não há uma resposta definitiva. Mas há um sinal claro. Um sistema que funcionou como um relógio por décadas está a começar a perder a sua precisão.</p><p>A QBO não é visível num mapa meteorológico nem mencionada na previsão diária. Mas ela está lá. Porque o frio que às vezes sentimos não se origina atrás de uma frente fria, mas sim numa mudança invisível nos ventos, a cerca de 30 km acima do equador.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Baldwin, M.P., Gray. L.J., Dunkerton, T.J. y colaboradores. (2001). <a href="https://agupubs.onlinelibrary.wiley.com/doi/epdf/10.1029/1999RG000073" target="_blank">The Quasi-Biennial Oscillation</a>. Reviews of Geophysics 39.</em></p><p><em>Luo, F., Xie, F. Zhou, T. y colaboradores. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41467-026-68922-2" target="_blank">The disappearing quasi-biennial oscillatin under sustained global warming</a>. Nature Communications 17. </em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-mecanismo-oculto-do-clima-a-qbo-e-sua-influencia-no-frio-e-na-atmosfera.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item></channel></rss>