<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Fri, 10 Jul 2026 18:30:20 +0000</lastBuildDate><pubDate>Fri, 10 Jul 2026 18:30:20 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Os vegetais que devíamos plantar para sobreviver a um colapso do planeta]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/os-vegetais-que-deviamos-plantar-para-sobreviver-a-um-colapso-do-planeta.html</link><pubDate>Fri, 10 Jul 2026 17:13:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Um estudo calculou a quantidade exata de terra e os alimentos essenciais para manter viva a população de uma cidade de média dimensão, em dois cenários extremos de colapso global.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/autosuficiencia-revelan-que-vegetales-deberiamos-plantar-para-sobrevivir-a-un-colapso-del-planeta-1783342419045.jpg" data-image="ql3kjf1o4jz3" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Um estudo identificou quais são as únicas culturas capazes de evitar a fome no caso de um colapso global.</figcaption></figure><p><strong>Já pensaste alguma vez como farias para sobreviver se amanhã o mundo parasse?</strong> Num cenário de colapso global — uma tempestade solar, uma pandemia extrema ou uma guerra —, as cadeias de abastecimento desapareceriam em poucos dias e os supermercados ficariam vazios.</p><p>Nesse contexto, a diferença entre passar fome ou sobreviver <strong>dependeria do que fôssemos capazes de cultivar </strong>no nosso próprio ambiente. Mas, de quanto terreno é preciso? O que convém plantar?</p><p>Cientistas da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, <strong>investigaram quais as condições necessárias para uma comunidade</strong> sobreviver graças aos alimentos produzidos no seu próprio ambiente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/autosuficiencia-revelan-que-vegetales-deberiamos-plantar-para-sobrevivir-a-un-colapso-del-planeta-1783342646470.jpg" data-image="ixon0aq1xivu" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>Os cientistas afirmam que a agricultura em parques e varandas urbanas constitui a primeira linha de defesa caso o comércio entre em colapso.</figcaption></figure><p>Para a investigação, recolheram os dados geográficos, demográficos e relativos aos solos da cidade de Palmerston North, com 90 000 habitantes, situada a 140 km de Wellington.</p><div class="texto-destacado">A partir desse modelo, calcularam a quantidade exata de calorias e proteínas necessárias para manter viva toda a população, utilizando apenas recursos locais.</div><p>Uma das contribuições mais interessantes do estudo é o <strong>cálculo do espaço físico real de que cada habitante necessita</strong>. O modelo matemático determinou que, em condições climáticas normais, cada pessoa necessita de aproximadamente <strong>115 metros quadrados</strong> de cultivo periurbano para satisfazer as suas necessidades nutricionais básicas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/autosuficiencia-revelan-que-vegetales-deberiamos-plantar-para-sobrevivir-a-un-colapso-del-planeta-1783342806558.jpg" data-image="bgvf6nhk4ajn" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>De acordo com o estudo, uma cidade de média dimensão tem capacidade para alimentar todos os seus habitantes se aproveitar os seus próprios terrenos.</figcaption></figure><p>Segundo os investigadores, se esta escala for transposta para uma cidade de tamanho médio, um município necessitaria de um anel agrícola periférico com pouco mais de 1 100 hectares. Este número demonstra que <strong>a autossuficiência é geograficamente possível, desde que os governos locais protejam os solos</strong> férteis em torno dos centros urbanos e evitem que sejam absorvidos pela construção de habitações ou complexos industriais.</p><p>Para chegar a estas conclusões, os especialistas conduziram a sua análise dividindo a resposta em <strong>dois cenários climáticos específicos com os quais trabalharam</strong> ao longo de toda a investigação.</p><h2>Cenário 1: o colapso do comércio com condições meteorológicas normais</h2><p>Se a catástrofe paralisar os transportes, mas o clima se mantiver estável, o estudo defende que a estratégia ideal deve dividir-se em duas frentes coordenadas: <strong>o centro urbano e as zonas periféricas</strong>.</p><p><strong>No coração da cidade (ervilhas)</strong>: os parques, jardins e varandas urbanas devem ser cobertos de ervilhas. De acordo com o relatório, estas são uma excelente fonte de proteínas, fixam azoto no solo de forma natural e aproveitam muito bem os espaços reduzidos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/autosuficiencia-revelan-que-vegetales-deberiamos-plantar-para-sobrevivir-a-un-colapso-del-planeta-1783342993537.jpg" data-image="jqjcllzmasb8" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>As ervilhas secas forneceriam as proteínas necessárias para fazer face ao isolamento alimentar nas cidades.</figcaption></figure><p>Os cientistas esclarecem que a ideia é consumi-las secas (como ervilhas partidas), o que facilita o seu armazenamento a longo prazo. No entanto, o espaço urbano é limitado. O estudo calcula que, <strong>mesmo utilizando-o a 100%, só seria possível alimentar 20% dos cidadãos</strong>.</p><p>Na periferia, batatas: <strong>para os restantes 80% da população, os autores determinaram que a solução se encontra nos limites da cidade</strong>. O anel agrícola exterior deveria dedicar-se inteiramente à batata, apontada pela investigação como a cultura com maior rendimento calórico por hectare.</p><h2>Cenário 2: o inverno nuclear (frio e escuridão)</h2><p>O segundo cenário hipotético <strong>prevê que o desastre bloqueie a luz solar e faça as temperaturas descerem drasticamente</strong>. Num contexto de inverno permanente, as batatas e as ervilhas morrem devido às geadas.</p><p>As prioridades agrícolas, portanto, transformam-se completamente.</p><p>Dentro da cidade: devem ser priorizados vegetais de folha e raiz resistentes ao frio extremo, <strong>especificamente os espinafres e a beterraba forrageira</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/autosuficiencia-revelan-que-vegetales-deberiamos-plantar-para-sobrevivir-a-un-colapso-del-planeta-1783343236193.jpg" data-image="s1x411b8q2zr" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>O trigo e a beterraba sacarina completam a ração básica necessária para sobreviver a um colapso global.</figcaption></figure><p>Nos arredores: a sobrevivência dependeria de uma combinação matemática exata que os autores calcularam. <strong>97% da área periférica deveria ser destinada ao trigo para garantir a base calórica</strong>. Os restantes 3% são reservados para a cenoura, essencial para fornecer a vitamina A de que o corpo necessita.</p><h2>O fim da pecuária tradicional</h2><p>A investigação analisa também o que aconteceria aos animais de criação num contexto de isolamento total. A conclusão dos cientistas é categórica: <strong>manter gado para a produção de carne ou leite é inviável</strong>. Segundo o relatório, os animais consomem demasiados recursos e convertem a energia vegetal em calorias para consumo humano de forma muito ineficiente.</p><p>Numa situação de emergência, o estudo conclui que as pastagens teriam de ser imediatamente reconvertidas em zonas de cultivo agrícola direto. <strong>A dieta humana passaria a ser estritamente vegetariana</strong>, uma vez que o solo disponível deve ser utilizado exclusivamente para produzir alimentos que vão diretamente do sulco para o prato, sem intermediários de quatro patas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/autosuficiencia-revelan-que-vegetales-deberiamos-plantar-para-sobrevivir-a-un-colapso-del-planeta-1783343460207.jpg" data-image="3stcunyn2acc" alt="plantas" title="plantas"><figcaption>O estudo identificou quais são as únicas culturas capazes de evitar a fome no caso de um colapso global.</figcaption></figure><p>O estudo esclarece que <strong>a teoria é perfeita no papel, mas a prática apresenta desafios gigantescos</strong> numa crise real. Segundo os investigadores, a transição para uma agricultura de emergência requer planeamento prévio.</p><p>O sucesso dependerá da constituição de bancos de sementes locais e da previsão de alternativas energéticas, como pequenas culturas de colza para biocombustível, que permitam fazer funcionar a maquinaria caso haja escassez de petróleo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776209" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/as-fazendas-na-amazonia-que-desafiam-a-agricultura-moderna-e-reforcam-conservacao-da-floresta.html" title="As 'fazendas' na Amazónia que desafiam a agricultura moderna e reforçam a conservação da floresta">As 'fazendas' na Amazónia que desafiam a agricultura moderna e reforçam a conservação da floresta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/as-fazendas-na-amazonia-que-desafiam-a-agricultura-moderna-e-reforcam-conservacao-da-floresta.html" title="As 'fazendas' na Amazónia que desafiam a agricultura moderna e reforçam a conservação da floresta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-fazendas-na-amazonia-que-desafiam-a-agricultura-moderna-e-reforcam-conservacao-da-floresta-1782680920449_320.jpg" alt="As 'fazendas' na Amazónia que desafiam a agricultura moderna e reforçam a conservação da floresta"></a></article></aside><p>Fatores como <strong>a degradação do solo urbano</strong> ou as dificuldades na distribuição de água quando a rede elétrica está em falha são variáveis críticas que a análise destaca.</p><p>Ainda assim, esta investigação demonstra que <strong>as cidades têm um potencial de resiliência muito maior do que imaginamos</strong>. Aprender a cuidar de alguns vasos de plantas hoje é o primeiro passo para construir um futuro mais autossuficiente.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Boyd%20M%2C%20Wilson%20N" data-year="2025" data-title="Resilience%20to%20abrupt%20global%20catastrophic%20risks%20disrupting%20trade%3A%20Combining%20urban%20and%20near-urban%20agriculture%20in%20a%20quantified%20case%20study%20of%20a%20globally%20median-sized%20city" data-url="https%3A%2F%2Fwww.researchgate.net%2Fpublication%2F391525019_Resilience_to_abrupt_global_catastrophic_risks_disrupting_trade_Combining_urban_and_near-urban_agriculture_in_a_quantified_case_study_of_a_globally_median-sized_city">Boyd M, Wilson N. (2025). <a href="https://www.researchgate.net/publication/391525019_Resilience_to_abrupt_global_catastrophic_risks_disrupting_trade_Combining_urban_and_near-urban_agriculture_in_a_quantified_case_study_of_a_globally_median-sized_city" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Resilience to abrupt global catastrophic risks disrupting trade: Combining urban and near-urban agriculture in a quantified case study of a globally median-sized city</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/os-vegetais-que-deviamos-plantar-para-sobreviver-a-um-colapso-do-planeta.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como a cidade de Beja vai desafiar o calor e criar uma rede pioneira de abrigos climáticos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-a-cidade-de-beja-vai-desafiar-o-calor-e-criar-uma-rede-pioneira-de-abrigos-climaticos.html</link><pubDate>Fri, 10 Jul 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Partindo de escassos dois por cento de área verde, a capital do Baixo Alentejo alia-se ao Fundo Ambiental para acelerar uma rede de refúgios térmicos.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/como-a-cidade-de-beja-vai-desafiar-o-calor-e-criar-uma-rede-pioneira-de-abrigos-climaticos-1783687512992.jpg" data-image="85mou7pre5cm" alt="Cidade de Beja" title="Cidade de Beja"><figcaption>A escassa cobertura arbórea agrava o stress térmico em Beja, tornando urgente a criação de refúgios verdes contra o calor. Foto: Vítor Oliveira, de Torres Vedras, Portugal, CC BY-SA 2.0, Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>Quem cresceu nas planícies do <strong>Baixo Alentejo</strong> conhece bem o silêncio pesado que se instala quando o termómetro ultrapassa os 40 graus. Os residentes de <strong>Beja</strong> desenvolveram, ao longo de gerações, uma resiliência cultural única, forçosamente condicionada por <strong>verões tórridos</strong> que fazem parte da sua própria identidade. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O aquecimento global, no entanto, alterou as regras do jogo. Os picos térmicos tornaram-se mais agressivos e a resistência histórica dos habitantes já não basta para proteger uma comunidade cada vez mais envelhecida, na qual grande parte dos habitantes supera os 65 anos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Para proteger a população, são necessárias respostas imediatas que não se compadecem com demoras burocráticas. A estratégia para mudar este destino ganhou forma esta semana através de um protocolo assinado entre a autarquia, o Fundo Ambiental e a Agência para o Clima. </p><p>O objetivo consiste na instalação acelerada de uma <strong>rede de abrigos climáticos</strong> que servirá de <strong>modelo</strong> para o resto do país. Beja assume o desafio de converter as suas debilidades num caso de estudo, mostrando que a adaptação ecológica pode avançar sem o peso da lentidão administrativa.</p><h2>A ilha de calor na malha urbana</h2><p>O ponto de partida deste plano contrasta fortemente com o objetivo final. Beja apresenta um indicador crítico que fundamenta a urgência da intervenção. O seu <strong>coberto arbóreo</strong> urbano não vai além de escassos <strong>dois por cento</strong>. Este número situa-se <strong>cinco vezes abaixo do limiar mínimo</strong> de dez por cento exigido pelo Regulamento Europeu do Restauro da Natureza. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Sem copas de árvores suficientes para criar sombras contínuas ou arrefecer o solo, o asfalto retém a radiação solar e transforma a cidade numa imensa ilha de calor.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Beja irá partir praticamente do zero para inverter a escassez de vegetação. A autarquia prepara a <strong>plantação imediata de 270 novas árvores</strong>, às quais se somam dezenas de exemplares a instalar em caldeiras atualmente desprovidas de arvoredo. A meta consiste em desimpermeabilizar os solos, recuperar a circulação da água e devolver a biodiversidade ao tecido urbano diário.</p><h2>O rigor da meta nórdica no Alentejo</h2><p>A estratégia assenta na célebre <strong>regra 3-30-300</strong>, desenvolvida pelo especialista norueguês Cecil Konijnendijk em 2021. A fórmula estabelece diretrizes simples para promover comunidades mais saudáveis. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A partir de qualquer janela residencial devem avistar-se pelo menos três árvores, a área envolvente precisa de manter 30 por cento de coberto vegetal e nenhum cidadão deve morar a mais de 30 metros de um parque.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Adaptar este modelo internacional à realidade alentejana representa um esforço de engenharia verde sem precedentes. A implementação da rede prevê <strong>corredores pedonais</strong> <strong>sombreados</strong>, o reforço da <strong>arborização em praças e avenidas</strong> e o acompanhamento próximo dos cidadãos idosos em situação de isolamento social.</p><h2>Um corredor de frescura à escala humana</h2><p>O coração pulsante deste projeto reside na requalificação do Jardim Público da cidade. A intervenção pretende dotar o espaço de vegetação densa, superfícies permeáveis, pontos de água e mobiliário construído com materiais não condutores de calor. O objetivo técnico é alcançar uma <strong>redução da temperatura ambiente em até cinco graus</strong> no interior do parque em comparação com o resto da mancha urbana.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/como-a-cidade-de-beja-vai-desafiar-o-calor-e-criar-uma-rede-pioneira-de-abrigos-climaticos-1783687922020.jpg" data-image="ht7uhcw6sj76" alt="Jardim Puúblico de Beja" title="Jardim Puúblico de Beja"><figcaption>O Jardim Público de Beja será intervencionado com nova vegetação e sombreamento para reduzir a temperatura em cinco graus. Foto: Município de Beja</figcaption></figure><p>Além da intervenção no jardim central, a empreitada estende-se ao longo de 12 hectares de espaço natural e contempla a recuperação de dois quilómetros e meio do <strong>Barranco Poço dos Frangos</strong>, uma linha de água vital que cruza o concelho. A <strong>climatização de edifícios públicos, como bibliotecas e centros culturais</strong>, garante igualmente pontos de alívio térmico acessíveis durante as horas de maior calor.</p><h2>Um modelo de rápida execução para o país</h2><p>A iniciativa impulsionada na capital do Baixo Alentejo ambiciona servir de <strong>modelo replicável </strong>para outros municípios portugueses que enfrentam o agravamento do clima. O plano pretende demonstrar que a falta histórica de áreas verdes pode ser revertida com <strong>planeamento focado e vontade política</strong>, sem exigir décadas de espera para gerar impacto real na vida das pessoas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="669621" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-recorrencia-de-fenomenos-meteorologicos-extremos-esta-a-mudar-as-nossas-vidas-abrigos-e-refugiados-climaticos-eventos-extremos.html" title="A recorrência de fenómenos meteorológicos extremos está a mudar as nossas vidas: abrigos e refugiados climáticos">A recorrência de fenómenos meteorológicos extremos está a mudar as nossas vidas: abrigos e refugiados climáticos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-recorrencia-de-fenomenos-meteorologicos-extremos-esta-a-mudar-as-nossas-vidas-abrigos-e-refugiados-climaticos-eventos-extremos.html" title="A recorrência de fenómenos meteorológicos extremos está a mudar as nossas vidas: abrigos e refugiados climáticos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/refugios-y-refugiados-climaticos-1722195524644_320.jpg" alt="A recorrência de fenómenos meteorológicos extremos está a mudar as nossas vidas: abrigos e refugiados climáticos"></a></article></aside><p>Adaptar as cidades à nova realidade meteorológica tornou-se um imperativo de saúde pública. Ao querer transformar ruas expostas à radiação solar em caminhos sombreados e edifícios em refúgios, <strong>Beja pretende provar que é possível mudar o destino</strong> de um concelho e garantir que a população continua a habitar o espaço público com qualidade de vida, segurança e frescura.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="R%C3%A1dio%20Vidigueira" data-year="" data-title="Beja%20vai%20ter%20ref%C3%BAgio%20clim%C3%A1tico" data-url="https%3A%2F%2Fradiovidigueira.pt%2Fbeja-vai-ter-refugio-climatico%2F">Rádio Vidigueira. <a href="https://radiovidigueira.pt/beja-vai-ter-refugio-climatico/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Beja vai ter refúgio climático</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/como-a-cidade-de-beja-vai-desafiar-o-calor-e-criar-uma-rede-pioneira-de-abrigos-climaticos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Astrofísico Zeus Valtierra explica o que são os asteroides troianos e porque orbitam ao lado dos planetas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astrofisico-zeus-valtierra-explica-o-que-sao-os-asteroides-troianos-e-porque-orbitam-ao-lado-dos-planetas.html</link><pubDate>Fri, 10 Jul 2026 15:37:18 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Os asteroides troianos pertencem ao cinturão principal de asteroides, situado entre Marte e Júpiter. Devido à gravidade de Júpiter, estes asteroides acompanham o planeta, tanto à sua frente como atrás dele, atuando como "pastores", explicou Zeus Valtierra, especialista da Meteored.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-son-los-asteroides-troyanos-y-por-que-viajan-con-los-planetas-1782796744243.jpg" data-image="6j2fkzoiklym" alt="Most asteroids have irregular shapes, although some are nearly spherical and often feature pits or craters." title="Most asteroids have irregular shapes, although some are nearly spherical and often feature pits or craters."><figcaption>A maioria dos asteroides tem formas irregulares, embora alguns sejam quase esféricos e apresentem frequentemente depressões ou crateras.</figcaption></figure><p>Hoje, vamos explorar um dos maiores mistérios do cosmos com o <strong>especialista espacial da Meteored,</strong> <strong>Zeus Valtierra</strong>, astrofísico da UNAM, para explicar um fenómeno fascinante que pode parecer ficção científica, mas que, na verdade, faz parte do delicado equilíbrio do nosso sistema solar: os asteroides troianos.</p><p>Mas, primeiro, vamos falar sobre os próprios asteroides. De acordo com a NASA, os asteroides, por vezes chamados de planetas menores, são <strong>vestígios rochosos e sem atmosfera que sobraram da formação inicial do nosso sistema solar</strong>, há cerca de 4,6 mil milhões de anos.</p><div class="texto-destacado">A maioria orbita o Sol entre Marte e Júpiter, dentro do cinturão principal de asteroides, e variam muito em tamanho. Enquanto o maior, Vesta, tem cerca de 530 quilómetros de diâmetro, outros têm menos de 10 metros de diâmetro. A massa combinada de todos os asteroides é ainda menor do que a da Lua da Terra.</div><p>Por vezes, os asteroides e os cometas são empurrados para a vizinhança da Terra pela gravidade de planetas próximos. <strong>Estes objetos são conhecidos como Objetos Próximos da Terra (NEO, sigla em inglês)</strong>. Cerca de 99 por cento de todos os NEO's são asteroides. A sua aproximação máxima ao Sol é inferior a 1,3 vezes a distância da Terra ao Sol.</p><h2>De que são feitos os asteroides?</h2><p><strong>A maioria dos asteroides tem formas irregulares, embora alguns sejam quase esféricos e apresentem frequentemente cavidades ou crateras de impacto</strong>. À medida que percorrem órbitas elípticas em torno do Sol, os asteroides também rodam, por vezes de forma bastante caótica, girando sobre si próprios enquanto se deslocam pelo espaço.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ao longo dos anos, inúmeros filmes retrataram impactos catastróficos de asteroides e até mesmo o fim do mundo. Na realidade, porém, é extremamente improvável que um asteroide suficientemente grande para causar danos generalizados atinja a Terra nos próximos 100 anos — ou mais.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Esta conclusão provém de cientistas do Centro de Estudos de Objetos Próximos da Terra (CNEOS) da NASA, no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), no sul da Califórnia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/que-son-los-asteroides-troyanos-y-por-que-viajan-con-los-planetas-1782796264303.jpg" data-image="qvce91dbanqp" alt="As astronomers continue discovering asteroids hidden in Jupiter's Lagrange points, they name them after heroes of the Trojan War." title="As astronomers continue discovering asteroids hidden in Jupiter's Lagrange points, they name them after heroes of the Trojan War."><figcaption>À medida que os astrónomos continuam a descobrir asteroides escondidos nos pontos de Lagrange de Júpiter, dão-lhes nomes de heróis da Guerra de Tróia.</figcaption></figure><p>A maioria dos objetos que entram na atmosfera terrestre tem <strong>apenas pouco mais de um metro de diâmetro</strong> e entra na atmosfera terrestre várias vezes por ano sem causar quaisquer danos.</p><h2>Zeus Valtierra explica os asteroides troianos</h2><p><strong>Estes asteroides pertencem ao cinturão principal de asteroides, situado entre Marte e Júpiter</strong>. Devido à gravidade de Júpiter, eles viajam ao lado do planeta gigante, tanto à sua frente como atrás dele, atuando como "pastores", explicou o astrofísico Zeus Valtierra, da Meteored.</p><p>Agora, um pouco de história. Segundo a NASA, <strong>a 22 de fevereiro de 1906, o</strong> <strong>astrofotógrafo alemão Max Wolf</strong> ajudou a redefinir, mais uma vez, a nossa compreensão do sistema solar. Ele descobriu um <strong>asteroide com uma órbita particularmente invulgar</strong>. À medida que Júpiter se movia em torno do Sol, o asteroide permanecia à frente do planeta gigante, como se estivesse, de alguma forma, preso na órbita de Júpiter.</p><p>O astrónomo alemão Adolf Berberich reparou que o asteroide se encontrava quase 60 graus à frente de Júpiter. Essa posição específica lembrou ao astrónomo sueco Carl Charlier <strong>um comportamento invulgar previsto mais de um século antes</strong> pelo matemático ítalo-francês Joseph-Louis Lagrange.</p><p>Lagrange propôs que, <strong>se um pequeno corpo, como um asteroide, fosse colocado num dos dois pontos estáveis da órbita de um planeta em torno do Sol</strong> — conhecidos como pontos de Lagrange L4 e L5 —, permaneceria numa posição estável em relação ao planeta devido às forças gravitacionais combinadas do planeta e do Sol.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Assim que três destes asteroides, que ocupavam os pontos de Lagrange, foram descobertos, os astrónomos começaram a questionar-se sobre como lhes dar um nome.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Naquela época, à maioria dos asteroides eram atribuídos nomes de mulheres da mitologia grega ou romana, a menos que as suas órbitas fossem especialmente invulgares. Uma vez que estes objetos se enquadravam certamente nessa descrição, o astrónomo austríaco Johann Palisa sugeriu batizá-los de <strong>Aquiles, Pátroclo e Heitor, em homenagem às personagens da <em>Ilíada</em> de Homero</strong>.</p><p>Aquiles era o herói grego quase invencível (exceto pelo seu famoso calcanhar), enquanto Pátroclo era o seu companheiro mais próximo. Heitor, o príncipe troiano, acabou por matar Pátroclo, e Aquiles vingou o seu amigo matando Heitor. <strong>Os asteroides recém-descobertos receberiam todos nomes inspirados na Ilíada</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769999" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-novo-el-dorado-esta-no-espaco-os-asteroides-troianos-e-a-corrida-pelos-recursos.html" title="O novo 'El Dorado' está no espaço: os asteroides troianos e a corrida pelos recursos">O novo "El Dorado" está no espaço: os asteroides troianos e a corrida pelos recursos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-novo-el-dorado-esta-no-espaco-os-asteroides-troianos-e-a-corrida-pelos-recursos.html" title="O novo 'El Dorado' está no espaço: os asteroides troianos e a corrida pelos recursos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/il-nuovo-el-dorado-e-nello-spazio-gli-asteroidi-troiani-e-la-corsa-alle-risorse-1776847932395_320.jpeg" alt="O novo 'El Dorado' está no espaço: os asteroides troianos e a corrida pelos recursos"></a></article></aside><p>À medida que os astrónomos continuavam a descobrir <strong>asteroides escondidos nos pontos de Lagrange de Júpiter</strong>, deram-lhes <strong>nomes de heróis da Guerra de Tróia</strong>, tendo-se tornado conhecidos como<strong> "asteroides troianos"</strong>.</p><p>O termo "asteroides troianos" acabou por passar a designar os asteroides que ocupam os pontos de Lagrange estáveis de qualquer planeta, embora os nomes da Ilíada continuem reservados para os asteroides troianos de Júpiter.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astrofisico-zeus-valtierra-explica-o-que-sao-os-asteroides-troianos-e-porque-orbitam-ao-lado-dos-planetas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este domingo prevê-se nova queda das temperaturas: eis as únicas capitais distritais com máximas perto dos 30 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/este-domingo-preve-se-nova-queda-das-temperaturas-eis-as-unicas-capitais-distritais-com-maximas-perto-dos-30-c.html</link><pubDate>Fri, 10 Jul 2026 15:07:25 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A entrada de uma massa de ar mais fresco fará descer as temperaturas este domingo em Portugal continental. Apesar do arrefecimento generalizado, cinco capitais distritais continuarão a destacar-se com máximas próximas dos 30 ºC.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xao56cy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xao56cy.jpg" id="xao56cy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois de um início de julho marcado por temperaturas elevadas em grande parte do país, o estado do tempo voltará a mudar este domingo, 12 de julho. A <strong>entrada de uma massa de ar mais fresco de origem atlântica</strong>, associada ao reforço da circulação de oeste a noroeste e ao aumento da nebulosidade, favorecerá uma nova descida das temperaturas máximas. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p> <strong>O arrefecimento será generalizado</strong>, embora algumas capitais distritais do interior continuem a registar as temperaturas mais elevadas do país, com máximas próximas dos 30 ºC.</p><h2>Beja mantém-se como a capital distrital mais quente do país</h2><p>Entre as capitais distritais, <strong>Beja deverá continuar a registar a temperatura máxima mais elevada</strong>, rondando os 29 ºC. Castelo Branco e Évora poderão atingir cerca de 28 ºC, enquanto Santarém deverá alcançar aproximadamente 27 ºC. Nas restantes capitais distritais, as temperaturas máximas deverão permanecer abaixo dos 27 ºC. No litoral, nenhuma capital distrital deverá aproximar-se destes valores máximos durante a tarde de domingo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-domingo-preve-se-nova-queda-das-temperaturas-eis-as-unicas-capitais-distritais-com-maximas-perto-dos-30-c-1783694708826.png" data-image="eyw37ctxyeym"><figcaption>Apesar da descida generalizada das temperaturas, Beja deverá continuar a registar a máxima mais elevada entre as capitais distritais, rondando os 29 ºC, enquanto Castelo Branco e Évora poderão atingir cerca de 28 ºC e Santarém aproximadamente 27 ºC.</figcaption></figure><p><strong>A descida das temperaturas não será uniforme</strong>. As maiores diferenças deverão verificar-se no interior Norte e Centro, onde as máximas poderão diminuir entre <strong>5 e 8 ºC</strong> relativamente aos valores registados na sexta-feira. Já no litoral, onde a influência marítima já vinha moderando o calor nos últimos dias, a redução será menos expressiva, prevendo-se máximas entre os <strong>23 ºC e os 25 ºC </strong>em cidades como Porto, Aveiro, Coimbra e Lisboa. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-domingo-preve-se-nova-queda-das-temperaturas-eis-as-unicas-capitais-distritais-com-maximas-perto-dos-30-c-1783695408994.png" data-image="3bx7fe3brc00"><figcaption>A entrada de uma massa de ar mais fresco de origem atlântica deverá fazer com que as temperaturas fiquem entre 2 e 6 ºC abaixo da média para a época em quase todo o território de Portugal continental durante a tarde de domingo.</figcaption></figure><p>No interior Sul, apesar do arrefecimento, continuarão a registar-se as temperaturas mais elevadas do país, ainda que inferiores às observadas durante os dias mais quentes desta semana.</p><h2>Influência atlântica favorece uma descida generalizada das temperaturas</h2><p>Esta evolução resulta do reforço da influência atlântica, que favorecerá o transporte de ar mais fresco para Portugal continental. Ao mesmo tempo, o aumento da nebulosidade, sobretudo durante a manhã no litoral e nas regiões Norte e Centro, limitará a radiação solar incidente e reduzirá o aquecimento diurno. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/este-domingo-preve-se-nova-queda-das-temperaturas-eis-as-unicas-capitais-distritais-com-maximas-perto-dos-30-c-1783695630026.png" data-image="cgb612w6zuc7"><figcaption>A passagem de uma superfície frontal favorecerá o aumento da nebulosidade e a ocorrência de aguaceiros fracos e dispersos, sobretudo no litoral e nas regiões Norte e Centro, contribuindo para limitar o aquecimento diurno.</figcaption></figure><p>Poderão ocorrer aguaceiros fracos e dispersos, sobretudo no litoral e nas regiões Norte e Centro, embora a precipitação prevista seja, em geral, pouco significativa. <strong>O vento soprará em geral moderado</strong> de oeste ou noroeste, por vezes com rajadas entre 35 e 45 km/h no litoral e nas terras altas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778005" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/superficie-frontal-chega-a-portugal-este-domingo-12-de-julho-saiba-que-regioes-poderao-acumular-ate-5-mm-de-chuva.html" title="Superfície frontal chega a Portugal este domingo, 12 de julho: saiba que regiões poderão acumular até 5 mm de chuva">Superfície frontal chega a Portugal este domingo, 12 de julho: saiba que regiões poderão acumular até 5 mm de chuva</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/superficie-frontal-chega-a-portugal-este-domingo-12-de-julho-saiba-que-regioes-poderao-acumular-ate-5-mm-de-chuva.html" title="Superfície frontal chega a Portugal este domingo, 12 de julho: saiba que regiões poderão acumular até 5 mm de chuva"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/superficie-frontal-chega-a-portugal-este-domingo-12-de-julho-saiba-que-regioes-poderao-acumular-ate-5-mm-de-chuva-1783690007502_320.png" alt="Superfície frontal chega a Portugal este domingo, 12 de julho: saiba que regiões poderão acumular até 5 mm de chuva"></a></article></aside><p>As próximas atualizações permitirão acompanhar a evolução deste arrefecimento e perceber se marcará o início de um período mais ameno ou apenas uma pausa antes de novo aumento das temperaturas nos primeiros dias da próxima semana.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/este-domingo-preve-se-nova-queda-das-temperaturas-eis-as-unicas-capitais-distritais-com-maximas-perto-dos-30-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Superfície frontal chega a Portugal este domingo, 12 de julho: saiba que regiões poderão acumular até 5 mm de chuva]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/superficie-frontal-chega-a-portugal-este-domingo-12-de-julho-saiba-que-regioes-poderao-acumular-ate-5-mm-de-chuva.html</link><pubDate>Fri, 10 Jul 2026 13:27:49 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Este domingo, 12 de julho, a superfície frontal atlântica atualmente posicionada nas imediações do arquipélago da Madeira e associada a uma depressão isolada em altitude, provocará chuva fraca em Portugal continental. Saiba onde.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xao3yie"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xao3yie.jpg" id="xao3yie"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A previsão avançada pela Meteored Portugal continua a confirmar-se: as temperaturas têm vindo a descer de forma lenta, gradual e faseada, primeiro no litoral e, posteriormente, no interior. A esta evolução térmica junta-se, na <strong>tarde desta sexta-feira (10), a possibilidade de alguma instabilidade atmosférica dispersa</strong>, traduzida em aguaceiros e trovoadas no Nordeste Transmontano e, quiçá, algumas zonas do distrito de Vila Real.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>A principal novidade, porém, está reservada para o fim de semana: o modelo ECMWF aponta para <strong>o regresso de precipitação fraca e dispersa ao litoral Norte e Centro no domingo, 12 de julho</strong>, devido à chegada de uma superfície frontal - atualmente localizada nas proximidades do arquipélago da Madeira - e associada a uma depressão isolada em altitude que se desenvolverá sobre o Atlântico.</p><h2>Península Ibérica no centro de um contraste muito forte de massas de ar: fresco no oeste, quente no leste</h2><p>A evolução desta depressão isolada em altitude será determinante para o estado do tempo na Península Ibérica nestes próximos dias. À medida que se organiza sobre o Atlântico, estimulará, em simultâneo, dois cenários distintos: por um lado, <strong>impulsionará ar muito quente desde o Norte de África até ao Mediterrâneo Ocidental, acompanhado por poeiras do Saara</strong>, reforçando a crista anticiclónica situada sobre o leste da Península Ibérica, França e outros países europeus.</p><p>Por outro lado, <strong>permitirá a entrada de ar marítimo mais fresco sobre a metade ocidental da Península Ibérica</strong>, principalmente em Portugal continental, contribuindo para uma descida e normalização das temperaturas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/superficie-frontal-chega-a-portugal-este-domingo-12-de-julho-saiba-que-regioes-poderao-acumular-ate-5-mm-de-chuva-1783688517428.png" data-image="7imrq2ga64ac"><figcaption>A presença muito próxima da depressão isolada em altitude limitará a subsidência associada à crista anticiclónica e favorecerá a entrada de ar mais fresco vindo do Atlântico em Portugal continental. Pelo contrário, no Mediterrâneo ocidental e es-nordeste da Península Ibérica, as temperaturas deverão subir ainda mais.</figcaption></figure><p>Analisando os mapas de referência da Meteored, constata-se que <strong>esta depressão chegará mesmo a aproximar-se significativamente de Portugal continental</strong>, tal como evidenciado no vídeo animado, exposto na parte superior desta notícia, e onde é ilustrada a variável de <strong>geopotencial a 500 hPa</strong>.</p><div class="texto-destacado">Numa primeira fase, a sua deslocação algo errática ocorrerá de oeste para leste,<strong> entre os arquipélagos dos Açores e da Madeira e o Continente</strong>. Mais tarde, já entre segunda (13) e quarta-feira (15), permanecerá relativamente estacionária a noroeste da Península Ibérica, enquanto descreve uma lenta trajetória retrógrada de leste para oeste.</div><p>As cartas sinópticas revelam que esta configuração atmosférica será favorável à intensificação da massa de ar quente sobre a metade oriental da Península Ibérica, sobretudo na região mediterrânica, enquanto que, tal como referido anteriormente, <strong>o nosso país ficará exposto a uma circulação atlântica mais fresca, o que fará com que Portugal continental escape</strong><strong>, de novo, às temperaturas muito elevadas</strong> que voltarão a afetar diversas regiões de Espanha, a França e outros países europeus.</p><h2>Chuva fraca regressa a estas zonas de Portugal continental no próximo domingo</h2><p><strong>Sexta e sábado, dias 10 e 11 de junho, serão geralmente dominados pela estabilidade atmosférica</strong>. Ainda assim, a aproximação gradual da superfície frontal associada à depressão isolada em altitude, produzirá um aumento da nebulosidade, que tenderá a ser mais frequente no litoral Norte e Centro, embora aparecendo ocasionalmente também noutras zonas do país.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/superficie-frontal-chega-a-portugal-este-domingo-12-de-julho-saiba-que-regioes-poderao-acumular-ate-5-mm-de-chuva-1783688833561.png" data-image="qib98ryfjibh"><figcaption>Neste mapa de domingo, 12 de julho, evidencia-se a previsão de ocorrência de precipitação, grosso modo, ao longo do litoral das Regiões Norte e Centro, decorrente da progressão de uma superfície frontal associada à depressão isolada em altitude que entretanto se posicionará a noroeste da Península Ibérica.</figcaption></figure><p>Será precisamente nas regiões acima referidas que se prevê a ocorrência de precipitação no <strong>próximo domingo, 12 de julho</strong>. Tendo em conta a época do ano, a proximidade da crista anticiclónica e a estrutura da depressão que condicionará o tempo no nosso país - bastante distinta das depressões frontais típicas do inverno - <strong>espera-se precipitação escassa e de carácter irregular</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777992" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-39-c-de-temperatura-maxima-eis-os-unicos-distritos-que-se-mantem-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-hoje-e-sabado.html" title="Até 39 ºC de temperatura máxima: eis os únicos distritos que se mantêm sob aviso amarelo de tempo quente hoje e sábado">Até 39 ºC de temperatura máxima: eis os únicos distritos que se mantêm sob aviso amarelo de tempo quente hoje e sábado</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-39-c-de-temperatura-maxima-eis-os-unicos-distritos-que-se-mantem-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-hoje-e-sabado.html" title="Até 39 ºC de temperatura máxima: eis os únicos distritos que se mantêm sob aviso amarelo de tempo quente hoje e sábado"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-35-c-de-temperatura-maxima-eis-os-unicos-distritos-que-se-mantem-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-hoje-e-sabado-1783684464614_320.png" alt="Até 39 ºC de temperatura máxima: eis os únicos distritos que se mantêm sob aviso amarelo de tempo quente hoje e sábado"></a></article></aside><p>Os mapas de referência da Meteored antecipam que <strong>a precipitação, geralmente fraca</strong>, irá distribuir-se principalmente pelo litoral Norte e Centro, desde as primeiras horas da manhã até ao fim da tarde, com acumulados entre <strong>0,5 e 5 mm</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/superficie-frontal-chega-a-portugal-este-domingo-12-de-julho-saiba-que-regioes-poderao-acumular-ate-5-mm-de-chuva-1783688795550.png" data-image="ug3k725xzly1"><figcaption>Distribuição da chuva acumulada no domingo, 12 de julho, em Portugal continental. Como se pode observar, é possível que uma grande parte da precipitação tenda a concentrar-se no litoral das Regiões Norte e Centro.</figcaption></figure><p>Os períodos de chuva deverão ser, na sua maioria, fracos. De acordo com os nossos mapas, é expectável que a fase de maior atividade da precipitação se desenrole entre o final da manhã e durante a tarde, especialmente no<strong> interior montanhoso do Minho, no interior do distrito do Porto, e, de forma mais abrangente, nos distritos de Aveiro, Coimbra, Leiria e Lisboa</strong>.</p><p>Embora previsivelmente a precipitação se concentre maioritariamente no litoral das regiões Norte e Centro, não se descarta a ocorrência de chuviscos residuais mais a sul, designadamente no litoral alentejano e no Barlavento Algarvio. Além disto, <strong>nalguns períodos do próximo domingo (12), a precipitação poderá também estender-se ao interior Norte e Centro e ao Ribatejo</strong>, caindo ocasionalmente em algumas zonas dos distritos de Vila Real, Viseu, Santarém e Guarda.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/superficie-frontal-chega-a-portugal-este-domingo-12-de-julho-saiba-que-regioes-poderao-acumular-ate-5-mm-de-chuva.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 39 ºC de temperatura máxima: eis os únicos distritos que se mantêm sob aviso amarelo de tempo quente hoje e sábado]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-39-c-de-temperatura-maxima-eis-os-unicos-distritos-que-se-mantem-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-hoje-e-sabado.html</link><pubDate>Fri, 10 Jul 2026 12:42:08 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Bragança e Guarda encontram-se ainda sob aviso amarelo de tempo quente, de acordo com o IPMA. Saiba qual a evolução da temperaturas nas próximas horas!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xao211y"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xao211y.jpg" id="xao211y"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal Continental registou uma <strong>descida generalizada dos termómetros nos últimos dias</strong>. Com esta descida, praticamente todos os avisos meteorológicos de tempo quente foram levantados, à exceção de dois: Bragança e Guarda, segundo o IPMA.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Ainda que estes dois distritos tenham também registado uma descida das temperaturas, as mesmas continuam elevadas, pelo que o <strong>aviso amarelo manter-se-á até às 18h de amanhã</strong>, sábado.</p><h2>Distrito de Bragança poderá ser o mais quente do país</h2><p>Face ao resto do país, onde várias cidades do interior deverão registar 30 ºC ou mais, <strong>o distrito de Bragança deverá contar com os valores mais elevados</strong>, especialmente entre hoje e amanhã.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-35-c-de-temperatura-maxima-eis-os-unicos-distritos-que-se-mantem-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-hoje-e-sabado-1783684464614.png" data-image="gx5r1m437cfp" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>O distrito de Bragança deverá registar as temperaturas mais elevadas do país nas próximas horas. O Vale do Douro poderá contar com valores na ordem dos 39 ºC, pelas 15h de amanhã, sábado.</figcaption></figure><p>As temperaturas máximas mais elevadas esperadas para hoje, nestes dois distritos, são de <strong>38 ºC em Bragança e de 35 ºC para a Guarda</strong>. Estes valores não serão registados nas capitais de distrito, mas sim a nível local, como no Vale do Douro (Bragança) e na área compreendida entre Fundão, Belmonte e Penamacor (Guarda).</p><p>Quanto às mínimas mais baixas, esperadas para as 6h de sábado, estas deverão ser de 17 ºC no distrito de Bragança e de 16 ºC na Guarda. Quanto à <strong>noite de hoje</strong>, pelas 23h, <strong>vários locais do distrito de Bragança poderão contar com temperaturas de 27 ºC ou 28 ºC</strong>, sendo que as mais baixas podem ser de 21 ºC ou 22 ºC. Já no distrito da Guarda, a noite será mais fresca, com valores compreendidos entre os 19 ºC e os 25 ºC.</p><h2>Aviso amarelo termina amanhã, e depois?</h2><p>Amanhã, sábado, as temperaturas mais elevadas <strong>em Bragança podem chegar aos 39 ºC</strong>, como podemos observar no mapa acima, também na região do Vale do Douro. Já na Guarda, os termómetros devem ser mais contidos, devendo registar as temperaturas mais elevadas, na ordem dos 35 ºC, no limite norte do distrito. Ainda assim, estes voltarão a ser os dois distritos mais quentes do país.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777825" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-10-mm-gota-fria-funde-se-com-depressao-mais-extensa-entre-amanha-e-terca-feira-eis-as-zonas-afetadas-em-portugal.html" title="Até 10 mm: gota fria funde-se com depressão mais extensa entre amanhã e terça-feira; eis as zonas afetadas em Portugal">Até 10 mm: gota fria funde-se com depressão mais extensa entre amanhã e terça-feira; eis as zonas afetadas em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-10-mm-gota-fria-funde-se-com-depressao-mais-extensa-entre-amanha-e-terca-feira-eis-as-zonas-afetadas-em-portugal.html" title="Até 10 mm: gota fria funde-se com depressão mais extensa entre amanhã e terça-feira; eis as zonas afetadas em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-10-mm-gota-fria-funde-se-com-depressao-mais-extensa-entre-amanha-e-terca-feira-eis-as-zonas-afetadas-em-portugal-1783599152285_320.png" alt="Até 10 mm: gota fria funde-se com depressão mais extensa entre amanhã e terça-feira; eis as zonas afetadas em Portugal"></a></article></aside><p>Como referimos, o aviso termina às 18h de amanhã. Com isto,<strong> as temperaturas noturnas vão descer, assim como as máximas nos dias seguintes</strong>. Desta forma, esperam-se valores abaixo dos 30 ºC na maior parte dos locais de ambos os distritos, à <strong>exceção do Vale do Douro que deverá continuar a registar temperaturas máximas na ordem dos 30 ºC ou mais</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-39-c-de-temperatura-maxima-eis-os-unicos-distritos-que-se-mantem-sob-aviso-amarelo-de-tempo-quente-hoje-e-sabado.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Cientistas confirmam a nova realidade climática da Europa: diga adeus aos verões sem ondas de calor]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cientistas-confirmam-a-nova-realidade-climatica-da-europa-diga-adeus-aos-veroes-sem-ondas-de-calor.html</link><pubDate>Fri, 10 Jul 2026 07:27:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>As ondas de calor têm um impacto forte na economia dos países atingidos, basta pensar nos prejuízos que há na agricultura, mas sobretudo nas pessoas, incluindo um aumento da morbilidade e da mortalidade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-confirmam-a-nova-realidade-climatica-da-europa-diga-adeus-aos-veroes-sem-ondas-de-calor-1782841132393.jpg" data-image="lnx736qe2zlr" alt="Ondas de calor" title="Ondas de calor"><figcaption>Ondas de calor severas têm atingido a Europa desde o início do século.</figcaption></figure><p>A Europa tem de se ir preparando cada vez mais para as ondas de calor severas, pois é o <strong>continente que mais aquece no planeta, com um ritmo de aquecimento duas vezes superior à média global</strong>. </p><h2>Ondas de calor na Europa </h2><p>Apenas algumas semanas após uma onda de calor severa que bateu todos os recordes de maio, a Europa foi afetada por outra onda de calor muito intensa e mais extensa, batendo recordes de junho e anuais.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Milhões de pessoas na Europa ainda vivem atualmente sob calor extremo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Esta onda de calor, que atingiu em particular a Europa Central e Norte está a estender-se atualmente para leste. Prevê-se que uma onda de calor intensa atinja também a Península Ibérica e as regiões da Europa mais a sul.</p><p>Esta onda de calor na Europa é devido à existência de <strong>uma região anticiclónica de bloqueio, estacionária</strong>, o que implica que o ar permaneça na mesma região dias consecutivos e com os movimentos verticais descendentes associados aos anticiclones estes tendem a comprimir o ar aquecendo-o ao atingir o solo. Algumas regiões serão ainda mais afetadas se ficarem <strong>sob a ação de massas de ar que vêm do norte de África</strong>, devido à circulação dos ventos.</p><div class="texto-destacado"><strong>A onda de calor de junho que atingiu a Europa é particularmente notável dado que junho não é historicamente o mês mais quente na Europa Ocidental. Em França, Alemanha, Itália, Espanha e sul de Inglaterra, as temperaturas alcançaram 5 a 12 °C acima das médias. </strong></div><p>Foram alcançados novos recordes absolutos de temperaturas máximas em estações meteorológicas de alguns países, tais como, Alemanha (41,7°C), República Tcheca (41,1°C), Polónia (40,5°C) e Dinamarca (37°C).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-confirmam-a-nova-realidade-climatica-da-europa-diga-adeus-aos-veroes-sem-ondas-de-calor-1782856020239.jpg" data-image="t6n5a44375ea" alt="Hidratação" title="Hidratação"><figcaption>Com o calor excessivo, as autoridades de saúde recomendam que o corpo se mantenha sempre hidratado</figcaption></figure><p>Por exemplo, em França foram batidos recordes locais e regionais, com temperaturas a ultrapassarem os 40 °C e no Reino Unido, na Suiça e na Hungria algumas áreas registaram temperaturas recordes para junho.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>De acordo com a Organização Mundial da Saúde, mais de 1.300 mortes em excesso foram registadas na Europa desde o dia 21 de junho.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>No entanto esta onda de calor de junho de 2026 não foi a onda de calor mais grave. A de 2003 foi a que provocou mais mortes, num total cerca de 70 000 mortos na Europa. Particularmente, a Itália, com 20 000, França, com cerca de 15 000, Espanha, com cerca de 12 mil e a Alemanha, com mais de 9 mil, foram os países com maior número de vítimas humanas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>No futuro teremos na Europa ondas de calor mais frequentes, intensas e duradouras. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>De acordo com um estudo de atribuição publicado pela World Weather Attribution, as emissões de combustíveis fósseis agravaram rapidamente as ondas de calor na Europa em apenas algumas décadas.</p><p>As ondas de calor que têm vindo a afetar a Europa teriam sido impossíveis de ocorrerem sem os efeitos das alterações climáticas, ou seja, do aquecimento da atmosfera.</p><h2>Este será um dos maiores riscos meteorológicos para a Europa, seguindo-se as cheias</h2><p>Impulsionado pelo aquecimento global, o fenómeno da onda de calor intensa na Europa, que ocorria em anos muito espaçados, agora acontece praticamente todos os anos, de acordo com estudos recentes.</p><p>Das 52 ondas de calor registadas em França desde 1947, <strong>dois terços ocorreram desde o início do século XXI</strong>.</p><p>Segundo John Kennedy, chefe de informação climática da Organização Meteorológica Mundial (OMM), ondas de calor como esta são o que se espera ver num clima em mudança.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774271" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-indice-de-calor-vai-alem-dos-termometros-a-humidade-multiplica-o-risco-durante-as-ondas-de-calor.html" title="O índice de calor vai além dos termómetros: a humidade multiplica o risco durante as ondas de calor">O índice de calor vai além dos termómetros: a humidade multiplica o risco durante as ondas de calor</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-indice-de-calor-vai-alem-dos-termometros-a-humidade-multiplica-o-risco-durante-as-ondas-de-calor.html" title="O índice de calor vai além dos termómetros: a humidade multiplica o risco durante as ondas de calor"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-indice-de-calor-vai-alem-dos-termometros-a-humidade-multiplica-o-risco-durante-as-ondas-de-calor-1781643749224_320.jpg" alt="O índice de calor vai além dos termómetros: a humidade multiplica o risco durante as ondas de calor"></a></article></aside><p>Atualmente os 40 <sup>o</sup>C não são exclusivos da Europa mediterrânica, mas foram trazidos para Paris, para o sul de Inglaterra, para o norte da Alemanha e para outros países europeus de clima não mediterrânico.</p><p>Nestas primeiras décadas do século XXI, <strong>as ondas de calor têm sido mais intensas, mais frequentes, de maior duração e iniciam-se cada vez mais cedo no ano</strong>, o que interfere de forma grave no calendário escolar.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O calendário climático está a mudar e isso interfere em muitas atividades, não apenas nas explorações agrícolas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O diretor-geral da OMS descreveu o stress térmico como um "assassino silencioso" e solicitou aos governos europeus para implementarem planos de ação para a saúde relacionados com o calor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-confirmam-a-nova-realidade-climatica-da-europa-diga-adeus-aos-veroes-sem-ondas-de-calor-1782856687163.jpg" data-image="wnrmxdoo0mke" alt="Stress térmico" title="Stress térmico"><figcaption>De 18 a 30 junho 2026 - Semana histórica de stress térmico na Europa - Os dados mostram que 45% das 854 cidades analisadas bateram recordes históricos de stress térmico (Temperatura do Bolbo Húmido - medida do stress térmico ambiental sobre o corpo humano) (Fonte: World Weather Attribution)</figcaption></figure><p>Nas últimas ondas de calor severas, a Europa evidenciou a vulnerabilidade e a exposição de muitos dos seus cidadãos a condições de calor desconhecidas. Pouco habituados a este excesso de calor, com poucas habitações, serviços e espaços públicos com ar condicionado, como os hospitais, <strong>maior parte dos cidadãos da Europa encontram-se indefesos perante o aumento térmico</strong>.</p><h2>Da criação de refúgios climáticos nos tecidos urbanos à implementação de mais espaços verdes</h2><p>A Europa está particularmente exposta, pois apenas cerca de 20% das casas europeias têm ar condicionado e grande parte do parque habitacional do continente foi construído para reter o calor em vez de o dissipar.</p><div class="texto-destacado">Atendendo que as ondas de calor serão um fenómeno habitual de todos os verões na Europa, é urgente que sejam tomadas medidas de adaptação a fim de serem mitigados os efeitos do calor extremo, principalmente nos países do centro e norte da Europa, menos aclimatados ao calor, do que os do sul.</div><p><strong>Todos os hospitais da Europa deverão dispor de climatização frente ao calor</strong>. As cidades devem criar redes de refúgios climáticos e as cidades mediterrânicas devem ser revertidas, com mais parques, jardins, jardins, etc. Além disso, os telhados e os terraços devem ser mais frescos, refletores e verdes, para diminuir a absorção da radiação solar durante o dia.</p><p>As ruas das cidades deverão ficar sombrias com toldos nos dias de verão e os solos duros devem ser permeabilizados sem bloquear totalmente a sua capacidade de respirar ou drenar água. Ao evaporar, a superfície refresca-se pela perda de calor latente ou de evaporação.</p><p>Um estudo da Allianz estima que, se episódios de calor intenso se tornarem mais frequentes, <strong>as perdas acumuladas para a economia alemã entre 2026 e 2030 poderão chegar a US$ 131 bilhões</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Martin%20Vide%2C%20J." data-year="2026" data-title="Ya%20no%20habr%C3%A1%20veranos%20sin%20olas%20de%20calor%20en%20gran%20parte%20de%20Europa" data-url="https%3A%2F%2Ftheconversation.com%2Fya-no-habra-veranos-sin-olas-de-calor-en-gran-parte-de-europa-286166">Martin Vide, J.. (2026). <a href="https://theconversation.com/ya-no-habra-veranos-sin-olas-de-calor-en-gran-parte-de-europa-286166" target="_blank">Ya no habrá veranos sin olas de calor en gran parte de Europa</a>.</cite><br><cite data-author="World%20Weather%20Attribution" data-year="2026" data-title="Fossil%20fuel%20emissions%20have%20rapidly%20worsened%20European%20heatwaves%20in%20just%20a%20few%20decades" data-url="https%3A%2F%2Fwww.worldweatherattribution.org%2Ffossil-fuel-emissions-have-rapidly-worsened-european-heatwaves-in-just-a-few-decades%2F">World Weather Attribution. (2026). <a href="https://www.worldweatherattribution.org/fossil-fuel-emissions-have-rapidly-worsened-european-heatwaves-in-just-a-few-decades/" target="_blank">Fossil fuel emissions have rapidly worsened European heatwaves in just a few decades</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/cientistas-confirmam-a-nova-realidade-climatica-da-europa-diga-adeus-aos-veroes-sem-ondas-de-calor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugueses comem 95 quilos de batata por ano. Open Day da Batata reúne empresas e profissionais ligados à fileira]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugueses-comem-95-quilos-de-batata-por-ano-open-day-da-batata-reune-empresas-e-profissionais-ligados-a-fileira.html</link><pubDate>Fri, 10 Jul 2026 06:15:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A 3.ª edição do Open Day da Batata tem lugar a 14 de julho, em Salvaterra de Magos, reunindo produtores, técnicos, empresas e profissionais ligados à fileira da batata. O COTHN – Centro Operativo e Tecnológico Hortofrutícola Nacional e a Porbatata estão na organização.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugueses-comem-95-quilos-de-batata-por-ano-open-day-da-batata-reune-empresas-e-profissionais-ligados-a-fileira-1783605214347.jpg" data-image="8b4uh8ujqyuh" alt="Batatas assadas" title="Batatas assadas"><figcaption>Em 2025, cada português consumiu 94,8 quilos de batata, “o valor mais elevado dos últimos seis anos", apontou, em comunicado, a Porbatata.</figcaption></figure><p>A batata portuguesa é <strong>produzida em todo o país entre os meses de maio a setembro </strong>e o seu consumo está em alta.</p><p>É certo que, <strong>de 2017 a 2021, Portugal experimentou uma tendência de decréscimo consistente</strong>, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), mas os números mais recentes já indicam que o consumo <em>per capita</em> de batata aumentou entre julho de 2021 e junho de 2022.</p><p>A batata - que é um <strong>tubérculo</strong> - é dos <strong>principais fornecedores de energia, a par do pão, da massa, do arroz</strong> ou de outros cereais. E os portugueses incorporam-na cada vez mais na sua alimentação diária.</p><p>Em 2025, <strong>cada português consumiu 94,8 quilos de batata, “o valor mais elevado dos últimos seis anos</strong>", apontou, em comunicado, a Porbatata - Associação da Batata de Portugal, citando dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).</p><h2>Descascar a batata: um desperdício</h2><p>Paradoxalmente, o <strong>desperdício deste alimento é elevado. Desde logo, ao descascá-lo</strong>. </p><div class="texto-destacado">Nesse processo de preparação, uma quantidade considerável de batata é desperdiçada. A <strong>Associação Portuguesa de Nutrição recomenda o aproveitamento integral deste alimento</strong>, seja mantendo a casca, seja utilizando-a noutros preparados. Assada no forno com especiarias, por exemplo, ou em caldos. E as sobras da batata também podem originar novos pratos (purés e sopas, por exemplo).</div><p>A Organização das Nações para a Agricultura e Alimentação estima que <strong>um terço dos alimentos produzidos em todo o mundo (cerca de 1,3 mil milhões de toneladas), é desperdiçado</strong> todos os anos. E a batata é um deles.</p><p>Em Portugal, o valor do desperdício alimentar ronda <strong>um milhão de toneladas por ano</strong>, das quais <strong>324 mil toneladas são diretamente desperdiçadas</strong> pelo consumidor.</p><h2>Batata: 17.210 hectares em Portugal</h2><p>A <strong>cultura da batata em Portugal ocupa uma área de produção cada vez maior</strong>. Depois de ter descido para 14.478 hectares em 2023, em 2024 aumentou para 16.462 hectares e, <strong>em 2025, foi de 17.210 hectares</strong>, números que não eram atingidos desde 2021. A produção deste tubérculo no nosso país atingiu, no mesmo período, 355.790 toneladas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Paulo Simões, presidente da Porbatata, assume que “estes indicadores refletem o impacto positivo das campanhas de promoção desenvolvidas desde 2018” pela Associação. “Queremos que os portugueses reconheçam a batata nacional e a valorizem; a nossa estratégia está a dar frutos e vamos continuar a investir nesse caminho”, acrescentou.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A <strong>Porbatata</strong> – Associação da Batata de Portugal foi criada em setembro de 2016 e <strong>representa esta fileira, desde a batata de semente, produção, comércio e indústria</strong>. Tem como principal missão promover o consumo de batata nacional e organizar o setor.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="723039" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-logica-da-batata-reside-afinal-num-tomate-com-nove-milhoes-de-anos.html" title="A lógica da batata reside afinal num tomate com nove milhões de anos">A lógica da batata reside afinal num tomate com nove milhões de anos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/a-logica-da-batata-reside-afinal-num-tomate-com-nove-milhoes-de-anos.html" title="A lógica da batata reside afinal num tomate com nove milhões de anos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-logica-da-batata-reside-afinal-num-tomate-com-nove-milhoes-de-anos-1754323690812_320.jpg" alt="A lógica da batata reside afinal num tomate com nove milhões de anos"></a></article></aside><p>No <strong>dia 27 de maio, teve lugar em Salvaterra de Magos o arranque da campanha de colheita de 2026</strong>, um evento que contou com a presença do secretário de Estado da Agricultura, João Moura.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugueses-comem-95-quilos-de-batata-por-ano-open-day-da-batata-reune-empresas-e-profissionais-ligados-a-fileira-1783605278441.jpg" data-image="vftlnuojg1tq" alt="Batatas" title="Batatas"><figcaption>A cultura da batata em Portugal ocupa uma área cada vez maior. Depois de ter descido para 14.478 hectares em 2023, em 2024 aumentou para 16.462 hectares e, em 2025, foi de 17.210 hectares.</figcaption></figure><p>O encontro teve como objetivo <strong>aproximar os consumidores</strong> de um dos produtos mais emblemáticos da gastronomia nacional.</p><h2> <em>Open Day</em> da Batata a 14 de julho</h2><p>De há três anos a esta parte, organiza o <strong><em>Open Day</em> da Batata que, este ano, vai ter lugar no dia 14 de julho, em Salvaterra de Magos</strong>. Promete reunir produtores, técnicos, empresas e profissionais ligados à fileira da batata.</p><p>Além da Porbatata, a organização do evento está a cargo da empresa Pelarigo, da Sociedade Agrícola Herdade das Malhadinhas e do <strong>COTHN – Centro Operativo e Tecnológico Hortofrutícola Nacional</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugueses-comem-95-quilos-de-batata-por-ano-open-day-da-batata-reune-empresas-e-profissionais-ligados-a-fileira-1783605377162.jpg" data-image="zbz19jatxgy4" alt="Puré de batata" title="Puré de batata"><figcaption>A Associação Portuguesa de Nutrição recomenda o aproveitamento integral da batata, seja mantendo a casca ou utilizá-la noutros preparados. Assada no forno com especiarias, por exemplo, ou em caldos. </figcaption></figure><p>A 3ª edição do <em>Open Day</em> da Batata constitui “<strong>uma oportunidade privilegiada para promover a partilha de conhecimento entre produtores</strong>, empresas de sementes, técnicos, indústria e restantes agentes da fileira”, refere a organização.</p><p>A edição de 2026 contará com a participação de oito empresas associadas da Porbatata, integradas num<strong> campo de ensaio composto por 12 variedades destinadas ao mercado da indústria</strong>, com aptidão para <em>chips</em>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugueses-comem-95-quilos-de-batata-por-ano-open-day-da-batata-reune-empresas-e-profissionais-ligados-a-fileira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Garrafas plásticas recicladas que não são reutilizadas: um verdadeiro problema ambiental]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/garrafas-plasticas-recicladas-que-nao-sao-reutilizadas-um-verdadeiro-problema-ambiental.html</link><pubDate>Fri, 10 Jul 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Garrafas plásticas que são recicladas em vez de reutilizadas. Isto representa um problema real para grupos de defesa do meio ambiente, para os quais este projeto governamental apenas reforça o uso de plástico.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/bouteilles-plastique-recyclees-environnement-planete-1782975808698.jpg" data-image="k0geutpm1i5p" alt="Garrafas plásticas" title="Garrafas plásticas"><figcaption>Garrafas plásticas: um verdadeiro problema ambiental.</figcaption></figure><p><strong>Revolta ambiental</strong>. ONG's (Organizações Não Governamentais) e algumas autoridades locais eleitas estão a posicionar-se contra uma<strong> proposta do governo francês</strong>.</p><p>O plano prevê a<strong> reciclagem de garrafas plásticas recolhidas, em vez da sua reutilização</strong>. O presidente Emmanuel Macron retomou o projeto no final de maio deste ano, apesar de grupos ambientalistas já terem feito um alerta sobre o assunto algures em 2023.</p><h2>Mas então, porque é que esta distinção é tão importante?</h2><p><strong>A ideia do governo é reciclar garrafas plásticas em vez de reutilizá-las</strong>. Axèle Gibert, coordenadora de prevenção de resíduos da <em>France Nature Environnement</em> (FNE), explica a questão: "Não se trata de um sistema de depósito para reutilização... mas de um sistema que permitirá aos fabricantes recuperar essas garrafas para <strong>produzir ainda mais plástico</strong>"<em>.</em></p><h2>O problema: as garrafas não são lavadas para reutilização posterior</h2><p>Elas serão recicladas. Além disso, muitos críticos do projeto, incluindo funcionários eleitos, querem usar um termo diferente de “depósito”. Segundo eles,<strong> as garrafas não são “retornáveis”</strong>. Até falam em '<em>greenwashing'</em>. Nicolas Garnier, membro da associação Amorce, só vê lucro para os fabricantes. “Esta ampla medida de 'greenwashing' não tem outro objetivo senão vender mais garrafas de plástico descartáveis”.</p><p>Para o presidente da Câmara de Bures-sur-Yvette (Essonne), “teremos agora que tomar medidas que façam o Estado compreender que não deixaremos que este absurdo nos detenha”. Do lado do governo, Mathieu Lefèvre, Ministro Delegado responsável pela Transição Ecológica, explica que “a taxa de recolha e reciclagem de garrafas e outras embalagens de plástico foi de apenas 58,4% em 2024, contra uma meta de 90%”.<em></em></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bouteilles-plastique-recyclees-environnement-planete-1782975865454.jpg" data-image="6ch08vcc4gfq"><figcaption>O uso de plástico continua a destruir o nosso planeta.</figcaption></figure><p>Se esta meta não for atingida, "a implementação de um sistema de depósito para reciclagem tornar-se-á obrigatória a 1 de janeiro de 2029". Segundo Nicolas Garnier, o projeto "custaria aos consumidores entre 1 mil milhão e 3 mil milhões de euros". Há, portanto, <strong>um verdadeiro impasse entre o governo e os críticos do projeto</strong>. Alguns autarcas de várias partes da França, apoiados por sindicatos do setor de gestão de resíduos, estão prontos para adotar medidas drásticas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776459" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/microplasticos-na-praia-da-barra-evidenciam-a-urgencia-de-vigiar-toda-a-costa-portuguesa.html" title="Microplásticos na praia da Barra evidenciam a urgência de vigiar toda a costa portuguesa">Microplásticos na praia da Barra evidenciam a urgência de vigiar toda a costa portuguesa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/microplasticos-na-praia-da-barra-evidenciam-a-urgencia-de-vigiar-toda-a-costa-portuguesa.html" title="Microplásticos na praia da Barra evidenciam a urgência de vigiar toda a costa portuguesa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/microplasticos-na-praia-da-barra-evidenciam-a-urgencia-de-vigiar-toda-a-costa-portuguesa-1782824821075_320.jpg" alt="Microplásticos na praia da Barra evidenciam a urgência de vigiar toda a costa portuguesa"></a></article></aside><p>Mais especificamente, ameaçaram "suspender o pagamento da TGAP" — sigla para a taxa geral sobre atividades poluentes. Esta ameaça poderá concretizar-se caso o governo não mude de rumo e insista em manter a sua posição. Falando em nome dos <strong>opositores </strong>do sistema, o deputado Philippe Vigier lamentou o que descreveu não mais como uma consulta, mas como uma "imposição" por parte do Estado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/bouteilles-plastique-recyclees-environnement-planete-1782975896253.jpg" data-image="n26ua2mh22tj"><figcaption>Empresas industriais estão na mira de grupos ambientalistas.</figcaption></figure><p><strong>Por enquanto, as discussões parecem estar paralisadas</strong>.</p><p>As relações estão tensas e as associações lamentam o facto de o governo permitir que a indústria continue a utilizar plástico — repetidamente — em vez de combater essa prática e tentar minimizar o seu uso.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="20%20Minutes%20avec%20AFP" data-year="2026" data-title="Tax%C3%A9%20de%20%C2%AB%20greenwashing%20%C2%BB%2C%20le%20projet%20du%20gouvernement%20de%20consigne%20pour%20les%20bouteilles%20plastiques%20contest%C3%A9" data-url="https%3A%2F%2Fwww.20minutes.fr%2Fpolitique%2F4232007-20260630-consigne-bouteilles-plastique-taxe-greenwashing-absurdite-projet-gouvernement-conteste">20 Minutes avec AFP. (2026). <a href="https://www.20minutes.fr/politique/4232007-20260630-consigne-bouteilles-plastique-taxe-greenwashing-absurdite-projet-gouvernement-conteste" target="_blank">Taxé de « greenwashing », le projet du gouvernement de consigne pour les bouteilles plastiques contesté</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/garrafas-plasticas-recicladas-que-nao-sao-reutilizadas-um-verdadeiro-problema-ambiental.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nova tecnologia criada em Peniche acelera o crescimento das florestas de algas marinhas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/nova-tecnologia-criada-em-peniche-acelera-o-crescimento-das-florestas-de-algas-marinhas.html</link><pubDate>Thu, 09 Jul 2026 17:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Solução desenvolvida em Portugal triplicou a capacidade produtiva vegetal com laboratórios modulares, combatendo a degradação subaquática sem recorrer a mergulhadores para plantar esporos.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-tecnologia-criada-em-peniche-acelera-o-crescimento-das-florestas-de-algas-marinhas-1783603709114.jpg" data-image="745bb9gf977z" alt="Embarcação com sementes de algas" title="Embarcação com sementes de algas"><figcaption>Pequenas pedras com esporos de algas são lançadas ao mar para restaurar os fundos marinhos de forma barata. Foto: SeaForester</figcaption></figure><p>Nas águas frias que banham a <strong>costa de Peniche</strong>, no distrito de Leiria, há embarcações de pesca que, em vez de redes cheias de peixe, transportam baldes com pequenas pedras salpicadas de verde. Ao serem lançadas borda fora, estas rochas carregam consigo a promessa de reerguer um <strong>mundo subaquático</strong> que está a desaparecer a um ritmo acelerado. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A abordagem é inédita e pertence à SeaForester, uma startup de biologia marinha que escolheu o litoral português para testar uma tecnologia que acelera de forma dramática o restauro de ecossistemas marinhos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A urgência deste projeto ganha especial importância numa altura em que o ecossistema oceânico enfrenta forte degradação. Através da instalação de <strong>viveiros móveis</strong> de terceira geração dentro de <strong>contentores modulares adaptáveis</strong>, a organização conseguiu um feito extraordinário para a biodiversidade marinha. </p><p>O <strong>tempo necessário</strong> para cultivar espécies botânicas marinhas em ambiente controlado encolheu de <strong>doze para apenas sete semanas</strong>. Esta evolução, reforçada por uma nova unidade operacional instalada no decorrer deste ano, <strong>triplicou a capacidade de fornecimento ecológico </strong>da empresa.</p><h2>A revolução prática da gravilha verde</h2><p>O grande trunfo desta operação reside na <strong>eliminação de processos artesanais</strong> dispendiosos. No passado, a plantação dependia do trabalho meticuloso de mergulhadores profissionais, que fixavam cada organismo ao fundo do oceano de forma manual, dispendiosa e morosa.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O método atual utiliza gravilha comum recolhida em terra, em que os esporos de algas de grande porte se agarram com facilidade durante as semanas de incubação laboratorial.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Quando as plantas atingem cerca de três centímetros, as <strong>pedras são lançadas</strong> diretamente dos barcos <strong>na área delimitada</strong> para a intervenção. O peso natural do cascalho garante que a estrutura se afunde de imediato, estabilizando no leito arenoso ou rochoso. </p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/nova-tecnologia-criada-em-peniche-acelera-o-crescimento-das-florestas-de-algas-marinhas-1783603903620.jpg" data-image="ogabu1j573oc" alt="Florestas de algas marinhas" title="Florestas de algas marinhas"><figcaption>As florestas de algas marinhas (algas kelp) desempenham um papel crucial na captura e armazenamento de carbono, oferecendo uma poderosa ferramenta natural para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. Foto: CIIMAR</figcaption></figure><p>Com o passar do tempo, as raízes expandem-se para lá da pedra original, fixando-se de forma permanente nas rochas naturais do oceano. Este sistema demonstra <strong>eficácia</strong> mesmo em <strong>fundos marinhos degradados</strong>, zonas habitualmente dominadas por microalgas invasoras que impediriam a sobrevivência de esporos soltos.</p><h2>Um modelo concebido para viajar pelo mundo</h2><p>A eficácia obtida em Peniche abre caminho para uma expansão ambiciosa à escala global. A estrutura baseada em contentores marítimos foi desenhada de raiz para ser facilmente transportável, permitindo a sua replicação em qualquer zona costeira do planeta. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A organização pretende alargar este esforço de replantação a vários pontos críticos da costa portuguesa, tendo já estabelecido parcerias científicas para mapear a vegetação subaquática no continente e nas ilhas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Testes semelhantes já deram provas em Cascais, mas os novos equipamentos estabilizados em Peniche representam a passagem definitiva para a <strong>escala industrial</strong>. Cada ciclo produtivo nestes módulos consegue gerar biomassa suficiente para cobrir uma área superior a um hectare de fundos marinhos. </p><div class="texto-destacado"><strong>“Este viveiro de terceira geração não é apenas uma melhoria, é um salto quântico. Muda fundamentalmente a nossa capacidade de resposta à crise dos oceanos.”</strong><br>Pål Bakken, fundador e CEO da SeaForester.</div><p>O avanço tecnológico resolve um dos maiores problemas das organizações ambientais, permitindo abandonar os pequenos projetos-piloto para abraçar intervenções de grande escala geográfica.</p><h2>Os múltiplos benefícios das florestas azuis</h2><p>A recuperação destas grandes extensões subaquáticas traz vantagens imediatas para a saúde dos oceanos. Estas macroalgas castanhas geram <strong>benefícios </strong><strong>sistémicos</strong><strong> </strong><strong>profundos</strong>, criando estruturas verticais densas que atingem vários metros de altura. </p><div class="texto-destacado">A costa de Peniche e o arquipélago das Berlengas possuem uma enorme biodiversidade com mais de 50 espécies conhecidas de macroalgas. O projeto de conservação da SeaForester foca-se nas algas castanhas gigantes, que formam densas copas subaquáticas, servindo de abrigo, berçário e zona de alimentação para os peixes.</div><p>As florestas de algas são verdadeiras matas subaquáticas, atraindo espécies comercialmente valiosas, como o <strong>sargo</strong> e o <strong>robalo</strong> de volta a locais antes desertificados.</p><p>Além de impulsionar a biodiversidade local, o crescimento rápido destas plantas capta <strong>enormes volumes de dióxido de carbono</strong> através da fotossíntese. Este processo reduz a acidificação das águas costeiras e ajuda a reter o excesso de compostos químicos provenientes da atividade humana em terra, contribuindo para a purificação do meio ambiente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777346" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-algas-nao-sao-plantas-factos-surpreendentes-sobre-a-vida-aquatica-que-precisa-de-saber.html" title="As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber">As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-algas-nao-sao-plantas-factos-surpreendentes-sobre-a-vida-aquatica-que-precisa-de-saber.html" title="As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/seaweeds-aren-t-plants-seven-surprising-facts-about-aquatic-life-1783270730480_320.jpg" alt="As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber"></a></article></aside><p>Não menos importante é a sua função contra o avanço do mar, atuando como <strong>barreiras </strong><strong>naturais </strong>para travar a força das correntes marítimas e reduzir o impacto das ondas, protegendo as praias e arribas da erosão costeira acelerada.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="SeaForester" data-year="" data-title="Restoring%20The%20Forgotten%20Forests%20In%20Our%20Oceans" data-url="https%3A%2F%2Fwww.seaforester.org%2F">SeaForester. <a href="https://www.seaforester.org/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Restoring The Forgotten Forests In Our Oceans</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/nova-tecnologia-criada-em-peniche-acelera-o-crescimento-das-florestas-de-algas-marinhas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O tempo não pára no espaço: um estudo revela porque é que estar em órbita acelera o nosso relógio biológico]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-tempo-nao-para-no-espaco-um-estudo-revela-porque-e-que-estar-em-orbita-acelera-o-nosso-relogio-biologico.html</link><pubDate>Thu, 09 Jul 2026 16:55:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um estudo revelou que a radiação cósmica e a microgravidade provocam alterações no fígado semelhantes ao envelhecimento acelerado. Esta descoberta poderá ajudar a proteger os astronautas e a desenvolver novas terapias para retardar as doenças associadas à idade.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-tiempo-no-se-detiene-en-el-espacio-un-estudio-revela-por-que-estar-en-orbita-acelera-nuestro-reloj-biologico-1783601847391.jpg" data-image="henizjwf9r4a" alt="Astronautas higado espacio" title="Astronautas higado espacio"><figcaption>A astronauta da NASA Tracy Caldwell Dyson observa a Terra a partir da cúpula da Estação Espacial Internacional. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p><strong>Será que uma viagem a Marte pode fazer com que um órgão envelheça décadas em apenas alguns dias?</strong> Esta é a questão inquietante que motivou uma equipa de investigadores da Universidade da Flórida Central (UCF), nos Estados Unidos, cujos resultados sugerem que a exposição ao ambiente espacial desencadeia <strong>alterações biológicas surpreendentemente semelhantes às que ocorrem durante o envelhecimento natural</strong>.</p><p>A investigação, publicada recentemente na revista <em>GeroScience,</em> analisou como <strong>a combinação de microgravidade e radiação cósmica afeta o organismo a nível molecular</strong>. Os cientistas <strong>centraram a sua atenção no fígado</strong>, um dos órgãos metabólicos mais importantes do corpo e especialmente sensível a alterações fisiológicas.</p><p>"O que descobrimos foi que <strong>apenas 24 horas após a exposição à radiação já se verificavam inúmeras alterações genéticas</strong> muito semelhantes às que observamos durante o processo normal de envelhecimento", explicou Michal Masternak, professor da Faculdade de Medicina da UCF e diretor do estudo. Segundo o investigador, se uma pessoa permanecesse muito mais tempo no espaço, os danos potenciais poderiam ser consideravelmente maiores.</p><h2>Uma experiência que simulou uma viagem ao planeta vermelho</h2><p>Para recriar as condições de uma missão de longa duração, os investigadores <strong>desenvolveram em laboratório um ambiente que imitava o espaço profundo</strong>. Os modelos animais permaneceram durante catorze dias submetidos a microgravidade simulada e receberam doses de radiação cósmica galáctica e de partículas solares equivalentes às que os astronautas experimentariam durante uma viagem a Marte.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><strong>Apenas 24 horas após a exposição à radiação, já se observavam inúmeras alterações genéticas muito semelhantes às que se observam durante o processo normal de envelhecimento</strong>.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os efeitos foram evidentes. <strong>O fígado apresentou um aumento da senescência celular</strong>, um processo em que as células deixam de funcionar corretamente, a par de níveis mais elevados de inflamação e fibrose. Se estas alterações persistirem ao longo do tempo, podem deteriorar progressivamente o funcionamento do órgão e até conduzir a uma insuficiência hepática.</p><p>A equipa optou por estudar o fígado porque este atua como um verdadeiro centro de controlo do metabolismo. A sua resposta face ao stress extremo permite detetar rapidamente <strong>alterações que se poderiam alargar a outros sistemas do organismo</strong>.</p><h2>As mesmas alterações foram observadas em astronautas</h2><p>Um dos aspetos mais sólidos do estudo foi a <strong>validação dos resultados com dados obtidos em missões espaciais reais</strong>. Os investigadores compararam as alterações genéticas observadas em laboratório com amostras de sangue de astronautas do histórico projeto NASA <em>Twins Study</em> e da missão privada <em>Inspiration4</em>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-tiempo-no-se-detiene-en-el-espacio-un-estudio-revela-por-que-estar-en-orbita-acelera-nuestro-reloj-biologico-1783601885823.jpg" data-image="44e3iufbfyiq" alt="Astronautas higado espacio" title="Astronautas higado espacio"><figcaption>O professor da UCF, Michal Masternak, e o doutorando em ciências biomédicas, Md Tanjim Alam. Crédito: Eddy Duryea '13.</figcaption></figure><p>A coincidência entre ambos os conjuntos de dados reforçou a hipótese de que <strong>as alterações detetadas não são um fenómeno exclusivo dos modelos experimentais</strong>, mas refletem processos biológicos que também ocorrem em seres humanos expostos ao ambiente espacial.</p><p>Esta descoberta permitiu identificar possíveis alvos moleculares sobre os quais desenvolver estratégias para <strong>proteger quem participar em futuras missões de longa duração à Lua ou a Marte</strong>.</p><h2>Um possível caminho para novas terapias contra o envelhecimento</h2><p>A investigação deu mais um passo em frente ao identificar um grupo de <strong>moléculas conhecidas como antagomirs</strong>, capazes de interagir com os microARN do organismo e modificar várias vias genéticas relacionadas tanto com o envelhecimento como com a inflamação.</p><div class="texto-destacado"><strong>Embora se trate ainda de uma linha de investigação em fase inicial, os cientistas consideram que estas moléculas poderão vir a constituir a base de futuros tratamentos destinados a reduzir a deterioração celular acelerada provocada pelo espaço</strong>.</div><p>As implicações, no entanto, vão muito além da exploração espacial.<strong> Estudar o envelhecimento na Terra requer, normalmente, décadas de acompanhamento, enquanto as condições extremas do espaço parecem acelerar esse processo numa questão de dias ou semanas</strong>. Isto oferece uma oportunidade inédita para compreender mais rapidamente os mecanismos biológicos que desencadeiam a deterioração dos órgãos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776983" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-presente-doce-para-os-astronomos-descobrem-planetas-superesponjosos-mais-leves-do-que-o-algodao-doce.html" title="Um presente doce para os astrónomos: descobrem planetas superesponjosos, mais leves do que o algodão doce">Um presente doce para os astrónomos: descobrem planetas superesponjosos, mais leves do que o algodão doce</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-presente-doce-para-os-astronomos-descobrem-planetas-superesponjosos-mais-leves-do-que-o-algodao-doce.html" title="Um presente doce para os astrónomos: descobrem planetas superesponjosos, mais leves do que o algodão doce"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sweet-treat-for-astronomers-as-they-discover-planets-lighter-than-candy-floss-1782901457857_320.jpeg" alt="Um presente doce para os astrónomos: descobrem planetas superesponjosos, mais leves do que o algodão doce"></a></article></aside><p>Para Masternak, o envelhecimento não se limita ao aparecimento de rugas ou a alterações estéticas. Trata-se de um processo complexo em que vários órgãos e sistemas começam a perder a sua funcionalidade de forma simultânea. Compreender como se inicia essa cascata de eventos poderá permitir <strong>desenvolver terapias capazes de retardar as doenças associadas à idade, preservar a função dos órgãos e melhorar a qualidade de vida de milhões de pessoas</strong>.</p><p>Enquanto as agências espaciais avançam com os preparativos para futuras missões tripuladas à Lua e a Marte, investigações como esta mostram que a exploração espacial não só ajudará a proteger os astronautas, como também poderá tornar-se uma ferramenta fundamental para desvendar um dos maiores desafios da medicina moderna:<strong> compreender por que envelhecemos e como abrandar esse processo</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/o-tempo-nao-para-no-espaco-um-estudo-revela-porque-e-que-estar-em-orbita-acelera-o-nosso-relogio-biologico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O "tubarão que anda" existe mesmo: descoberta de uma nova espécie na Papua-Nova Guiné]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-tubarao-que-anda-existe-mesmo-descoberta-de-uma-nova-especie-na-papua-nova-guine.html</link><pubDate>Thu, 09 Jul 2026 15:42:08 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Foi descoberta uma nova espécie de tubarão-caminhante na Papua-Nova Guiné, praticamente por acaso. Quais são as características deste animal raro, que vive apenas na "Amazónia dos Mares"?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/lo-squalo-che-cammina-esiste-davvero-scoperta-una-nuova-specie-in-papua-nuova-guinea-1783083317409.jpg" data-image="iw4d6ftdcvbu" alt="squalo camminatore" title="squalo camminatore"><figcaption>Dois tubarões-caminhantes no seu habitat natural, o recife de coral</figcaption></figure><p>Os tubarões "caminhantes" são animais dos quais, até hoje, se conhecem apenas algumas espécies. Estão entre os tubarões mais <strong>mansos</strong> que nadam no mar e devem o seu nome ao facto de se deslocarem pelo fundo do oceano graças às barbatanas, sem realmente nadarem.</p><p>Isto torna-os um pouco invulgares, mas não são os únicos peixes que preferem a vida no fundo do mar. No Mediterrâneo, por exemplo, os <strong>baiacus</strong> adoram repousar nos fundos arenosos das lagoas.</p><div class="texto-destacado">Recentemente, foi descoberta uma nova espécie de tubarão-caminhante na barreira de coral da baía de Milne, numa área conhecida como a "Amazónia dos Mares" devido à sua excecional biodiversidade.</div><h2>Uma descoberta acidental</h2><p>A descoberta deve-se à equipa da Universidade de Queensland, na Austrália, que se encontrava a mergulhar na Papua-Nova Guiné para estudar o tubarão-leopardo e o tubarão-papuano.</p><p>Durante a expedição, foi avistado um exemplar com uma <strong>coloração diferente</strong> da das espécies já conhecidas, caracterizada por traços brancos ao longo de todo o corpo e pequenos pontos castanhos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771906" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tartaruga-que-viveu-decadas-com-tubaroes-na-irlanda-reaprende-a-nadar-em-liberdade-no-zoomarine-algarve.html" title="Tartaruga que viveu décadas com tubarões na Irlanda reaprende a nadar em liberdade no Zoomarine Algarve">Tartaruga que viveu décadas com tubarões na Irlanda reaprende a nadar em liberdade no Zoomarine Algarve</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tartaruga-que-viveu-decadas-com-tubaroes-na-irlanda-reaprende-a-nadar-em-liberdade-no-zoomarine-algarve.html" title="Tartaruga que viveu décadas com tubarões na Irlanda reaprende a nadar em liberdade no Zoomarine Algarve"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tartaruga-que-viveu-decadas-com-tubaroes-na-irlanda-reaprende-a-nadar-em-liberdade-no-zoomarine-algarve-1780398546343_320.jpg" alt="Tartaruga que viveu décadas com tubarões na Irlanda reaprende a nadar em liberdade no Zoomarine Algarve"></a></article></aside><p>Intrigados, os membros da equipa continuaram as pesquisas durante dois dias e encontraram outros doze exemplares semelhantes. Os testes genéticos confirmaram, posteriormente, que se trata, de facto, de uma espécie ainda totalmente nova.</p><p>O novo tubarão-caminhante foi batizado de <em>Hemiscyllium dudgeonae</em>, em homenagem a Christine Dudgeon, a primeira investigadora a avistar um exemplar.</p><h2>As características dos tubarões-caminhantes</h2><p>Devido aos seus movimentos lentos, os habitantes da Papua-Nova Guiné chamam a estes tubarões de <em>kadedekedewa</em>, termo que pode ser traduzido como "tubarão preguiçoso".</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lo-squalo-che-cammina-esiste-davvero-scoperta-una-nuova-specie-in-papua-nuova-guinea-1783083380761.jpg" data-image="2p6f857rxrjk" alt="nuovo squalo camminatore" title="nuovo squalo camminatore"><figcaption>A coloração característica do tubarão-caminhante lembra a pelagem manchada do leopardo.</figcaption></figure><p>Sabe-se que a coloração típica destes animais é semelhante à da pelagem dos leopardos e que utilizam<strong> as barbatanas peitorais e pélvicas</strong> para se deslocarem ao longo dos recifes de coral com um movimento ondulatório.</p><p>Vivem em fundos pouco profundos, pobres em oxigénio mas ricos em recantos, o que torna a sua forma de se movimentarem mais adequada para se deslocarem entre fendas, flora marinha e poças isoladas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="744276" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/fosseis-de-tubarao-gigante-de-115-milhoes-de-anos-podem-reescrever-a-evolucao-da-especie.html" title="Fósseis de tubarão gigante de 115 milhões de anos podem reescrever a evolução da espécie">Fósseis de tubarão gigante de 115 milhões de anos podem reescrever a evolução da espécie</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/fosseis-de-tubarao-gigante-de-115-milhoes-de-anos-podem-reescrever-a-evolucao-da-especie.html" title="Fósseis de tubarão gigante de 115 milhões de anos podem reescrever a evolução da espécie"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fosseis-de-tubarao-gigante-de-115-milhoes-de-anos-podem-reescrever-a-evolucao-da-especie-1765479238600_320.jpg" alt="Fósseis de tubarão gigante de 115 milhões de anos podem reescrever a evolução da espécie"></a></article></aside><p>Os tubarões terrestres têm ainda outra particularidade: conseguem <strong>abrandar o ritmo cardíaco </strong>e a respiração, o que lhes permite sobreviver fora de água durante algumas horas. Utilizam esta capacidade para caçar em poças pouco profundas ou na beira-mar, onde se alimentam de crustáceos, peixes pequenos e vermes da areia.</p><h2>Os tubarões-caminhantes, espécies em risco</h2><p>Até à data, as espécies conhecidas de tubarões-caminhantes são apenas <strong>dez</strong>, incluindo a que acaba de ser descoberta.</p><p><strong>Cinco</strong> destas espécies foram declaradas em risco de extinção devido à degradação das barreiras de coral e às atividades de pesca descontroladas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">A rare sighting of epaulette shark swim. It is also known as a walking shark, utilizing its paddle-shaped pectoral fins to 'walk' along the seabed in search of food. <a href="https://t.co/SWRDY0aTLb">pic.twitter.com/SWRDY0aTLb</a></p>— Oceaiii (@oceaiii) <a href="https://x.com/oceaiii/status/2028596100769382548?ref_src=twsrc%5Etfw">March 2, 2026</a></blockquote></figure><p>Sendo os tubarões-caminhantes animais bastante <strong>resistentes</strong>, o facto de estarem em risco constitui um importante sinal de alarme quanto ao estado de saúde de toda a barreira de coral, que é o habitat de milhares de outras formas de vida, mais ou menos frágeis.</p><h2> Os segredos da barreira de coral ainda por descobrir</h2><p>As barreiras de coral da Papua-Nova Guiné distinguem-se por uma variedade de espécies praticamente inigualável no mundo.</p><p>Por exemplo, aqui vivem 75% de todas as espécies de corais duros e 37% das espécies de peixes de recife.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="760784" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/onde-se-pode-admirar-o-coral-gigante-recentemente-descoberto-pelos-cientistas-da-noaa.html" title="Onde se pode admirar o coral gigante recentemente descoberto pelos cientistas da NOAA?">Onde se pode admirar o coral gigante recentemente descoberto pelos cientistas da NOAA?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/onde-se-pode-admirar-o-coral-gigante-recentemente-descoberto-pelos-cientistas-da-noaa.html" title="Onde se pode admirar o coral gigante recentemente descoberto pelos cientistas da NOAA?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ou-peut-on-admirer-le-corail-geant-recemment-decouvert-par-les-scientifiques-de-la-noaa-ocean-pacifique-iles-mariannes-tahiti-1774283456531_320.jpeg" alt="Onde se pode admirar o coral gigante recentemente descoberto pelos cientistas da NOAA?"></a></article></aside><p>O mundo da <strong>criptofauna</strong>, por sua vez, é ainda mais vasto e complexo. Abrange todos os organismos de pequenas dimensões que vivem entre os corais ou em cavidades naturais, como <strong>moluscos, crustáceos e peixes</strong> com poucos centímetros de comprimento, que desenvolveram extraordinárias capacidades de mimetismo e camuflagem.</p><p>Isto porque constituem o alimento dos predadores de maior porte, entre os quais os tubarões-caminhantes. Provavelmente também por esta razão, a verdadeira dimensão da biodiversidade presente na barreira de corais ainda não é totalmente conhecida.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="572301" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/criatura-misteriosa-apelidada-de-sereia-pelos-populares-da-a-costa-na-papua-nova-guine-animal-marinho.html" title="Criatura misteriosa, apelidada de “sereia” pelos populares, dá à costa na Papua-Nova Guiné">Criatura misteriosa, apelidada de “sereia” pelos populares, dá à costa na Papua-Nova Guiné</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/criatura-misteriosa-apelidada-de-sereia-pelos-populares-da-a-costa-na-papua-nova-guine-animal-marinho.html" title="Criatura misteriosa, apelidada de “sereia” pelos populares, dá à costa na Papua-Nova Guiné"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/criatura-misteriosa-apelidada-de-sereia-pelos-populares-da-a-costa-na-papua-nova-guine-1698243091624_320.jpg" alt="Criatura misteriosa, apelidada de “sereia” pelos populares, dá à costa na Papua-Nova Guiné"></a></article></aside><p>Estima-se <strong>em média</strong> que, no recife de coral da Papua-Nova Guiné, sejam descobertas <strong>duas novas espécies por semana</strong>.</p><p>Também o novo tubarão-caminhante foi avistado apenas <strong>uma hora</strong> após o início do mergulho.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Brianna%20Randall" data-year="2026" data-title="A%20new%20species%20of%20walking%20shark%20has%20been%20found%20in%20Papua%20New%20Guinea" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencenews.org%2Farticle%2Fnew-species-walking-shark-dudgeon">Brianna Randall. (2026). <a href="https://www.sciencenews.org/article/new-species-walking-shark-dudgeon" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A new species of walking shark has been found in Papua New Guinea</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-tubarao-que-anda-existe-mesmo-descoberta-de-uma-nova-especie-na-papua-nova-guine.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 10 mm: gota fria funde-se com depressão mais extensa entre amanhã e terça-feira; eis as zonas afetadas em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-10-mm-gota-fria-funde-se-com-depressao-mais-extensa-entre-amanha-e-terca-feira-eis-as-zonas-afetadas-em-portugal.html</link><pubDate>Thu, 09 Jul 2026 13:03:40 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Ao que tudo indica no momento da redação desta previsão, a gota fria poderá fundir-se com uma depressão atlântica e, assim, influenciar de forma mais evidente o estado de tempo em Portugal Continental.</p><ul><li>Mais info: <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/sexta-feira-os-distritos-de-braganca-e-vila-real-estarao-expostos-a-aguaceiros-e-trovoadas-eis-as-horas-mais-criticas.html" target="_blank">Sexta-feira, os distritos de Bragança e Vila Real estarão expostos a aguaceiros e trovoadas: eis as horas mais críticas</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xanglne"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xanglne.jpg" id="xanglne"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como avançamos em previsões anteriores, as<strong> próximas horas poderão contar com a influência de uma gota fria</strong>, que poderá contribuir para o surgimento de nuvens de trovoada no nordeste do país, levando à possível ocorrência de chuva e trovoada durante a tarde de amanhã, sexta-feira. Os distritos mais afetados por esta instabilidade deverão ser Vila Real e Bragança.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No entanto, e para além desta interrupção na atual estabilidade atmosférica, é <strong>provável que esta gota fria se funda com uma depressão atlântica </strong>também nos próximos dias. Desta forma, é expectável que a instabilidade comece a surgir ao longo da faixa litoral, especialmente a partir de domingo, tendo em conta o fluxo predominante de oeste, que trará consigo a humidade do oceano para o litoral do país.</p><h2>Gota fria e depressão atlântica serão as protagonistas da instabilidade prevista</h2><p>Com este cenário em vista e reforçando o que mencionamos acima, a instabilidade devida à gota fria deverá afetar o interior Norte do país, mas a partir do momento em que esta se funde com a depressão no Atlântico, <strong>passaremos a sentir estes efeitos no litoral</strong>. No mapa abaixo podemos observar a precipitação acumulada até às 22h de terça-feira, dia 14.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-10-mm-gota-fria-funde-se-com-depressao-mais-extensa-entre-amanha-e-terca-feira-eis-as-zonas-afetadas-em-portugal-1783599152285.png" data-image="io7hdozsqhif" alt="precipitação acumulada" title="precipitação acumulada"><figcaption>A junção de uma gota fria com uma depressão atlântica irá contribuir para um aumento da instabilidade atmosférica em Portugal Continental. A chuva deverá regressar à faixa litoral já no próximo domingo, dia 12.</figcaption></figure><p>Tal como podemos observar, a <strong>precipitação deverá incidir essencialmente sobre a faixa litoral entre Viana do Castelo e Lisboa</strong>, podendo ocorrer de forma pontual noutros locais do interior Norte. </p><h2>Zonas mais afetadas pela chuva entre domingo e terça-feira</h2><p>Entre domingo e terça-feira à noite, a <strong>acumulação de precipitação deverá ser de até 10 mm no distrito de Lisboa</strong>. O litoral Centro e o noroeste poderão contar com acumulações acima de 4 mm. Noutras zonas do litoral a acumulação será menos evidente, podendo contar com valores entre 1 a 3 mm.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777824" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-3-c-a-menos-do-que-hoje-esta-sexta-feira-10-havera-uma-descida-significativa-das-temperaturas-em-7-distritos.html" title="Até 3 ºC a menos do que hoje: esta sexta-feira 10 haverá uma descida significativa das temperaturas em 7 distritos">Até 3 ºC a menos do que hoje: esta sexta-feira 10 haverá uma descida significativa das temperaturas em 7 distritos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-3-c-a-menos-do-que-hoje-esta-sexta-feira-10-havera-uma-descida-significativa-das-temperaturas-em-7-distritos.html" title="Até 3 ºC a menos do que hoje: esta sexta-feira 10 haverá uma descida significativa das temperaturas em 7 distritos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-3-c-a-menos-do-que-hoje-esta-sexta-feira-10-havera-uma-descida-significativa-das-temperaturas-em-7-distritos-1783600670541_320.png" alt="Até 3 ºC a menos do que hoje: esta sexta-feira 10 haverá uma descida significativa das temperaturas em 7 distritos"></a></article></aside><p>É <strong>esperado que esta instabilidade continue até ao final da tarde de quinta-feira</strong>, devendo a chuva persistir até lá, ainda que de forma fraca a moderada. Após esse dia, espera-se o regresso das altas pressões, contribuindo para uma maior estabilidade atmosférica. Contudo, e tendo em conta a variabilidade destes fenómenos, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações em <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/" target="_blank" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">tempo.pt</a>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-10-mm-gota-fria-funde-se-com-depressao-mais-extensa-entre-amanha-e-terca-feira-eis-as-zonas-afetadas-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 3 ºC a menos do que hoje: esta sexta-feira 10 haverá uma descida significativa das temperaturas em 7 distritos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-3-c-a-menos-do-que-hoje-esta-sexta-feira-10-havera-uma-descida-significativa-das-temperaturas-em-7-distritos.html</link><pubDate>Thu, 09 Jul 2026 12:39:04 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A gradual aproximação e instalação de uma massa de ar fresco vinda do Atlântico provocará um alívio térmico generalizado. Nesta sexta-feira, 10 de julho, saiba em que distritos de Portugal continental ocorrerá a descida mais significativa das temperaturas máximas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xangkx6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xangkx6.jpg" id="xangkx6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Esta quinta-feira (9) já se fez sentir um arrefecimento bastante significativo do estado do tempo em Portugal continental, estando previstas temperaturas máximas entre os<strong> 21 ºC no Porto e os 37 ºC em Castelo Branco</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>No vídeo</strong>Inserida na mesma massa de ar fresco proveniente do Atlântico Norte, uma bolsa de ar frio descolar-se-á da circulação principal isolando-se em altitude e estando agora em clara aproximação à costa portuguesa. Após vários dias consecutivos sob calor extremo, esta circulação atmosférica é a responsável pelo <strong>arrefecimento já sentido esta quinta-feira (9) e que continuará a refrescar o país nos próximos dias</strong>.</div><p> A mais recente projeção do modelo de confiança da Meteored - o ECMWF - mantém a tendência de continuidade deste alívio térmico, que voltará a ser expressivo na sexta-feira (10), <strong>quando se prevê uma nova descida das temperaturas máximas em, pelo menos, sete distritos do continente</strong>. </p><h2>É para o interior que se perspetiva um descida mais significativa das temperaturas máximas</h2><p>Deste modo, para amanhã - sexta-feira, 10 de julho - ao passo que as regiões do litoral, regra geral, se manterão sem oscilações significativas nas temperaturas máximas, registando valores idênticos aos desta quinta-feira (9),<strong> é no interior que se sentirá uma frescura mais pronunciada</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-3-c-a-menos-do-que-hoje-esta-sexta-feira-10-havera-uma-descida-significativa-das-temperaturas-em-7-distritos-1783598925654.png" data-image="tzhqi9ixl7rl"><figcaption>A aproximadamente 5500 metros de altitude é percetível a existência de ar mais fresco sobre grande parte da geografia continental já nesta sexta-feira, 10 de julho, detetando-se igualmente a progressão do litoral para o interior da massa de ar vinda do Atlântico.</figcaption></figure><p>A descida prevista resultará não só do afastamento da massa de ar quente responsável pela primeira onda de calor do verão 2026 no nosso país, como também devido à<strong> instalação de uma massa de ar mais fresco procedente do Atlântico Norte, que progredirá lenta e gradualmente de oeste para leste</strong>, abrangendo igualmente as regiões do interior.</p><h2>Saiba quais são os 7 distritos onde ficará mais fresco esta sexta-feira, 10 de julho </h2><p>A entrada gradual da massa de ar fresco e a posterior aproximação da perturbação atmosférica isolada em altitude produzirão diversos efeitos, tanto no litoral, como no interior. Neste contexto, <strong>o vento predominante soprará do quadrante Oeste, favorecendo a advecção de ar marítimo sobre a nossa geografia</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-3-c-a-menos-do-que-hoje-esta-sexta-feira-10-havera-uma-descida-significativa-das-temperaturas-em-7-distritos-1783599189660.png" data-image="9vngiyyrbd64"><figcaption>Esta sexta-feira, 10 de julho, estão previstas temperaturas máximas entre 19 e 26 ºC no litoral, enquanto no interior situar-se-ão geralmente entre 30 e 35 ºC, podendo nalguns locais, como nos vales do Douro e Guadiana atingir valores superiores a 35 ºC.</figcaption></figure><p>Como a Meteored Portugal já havia antecipado, é expectável que o alívio térmico mais acentuado se faça sentir em grande parte das <strong>regiões do interior nesta sexta-feira, 10 de julho</strong>. Os distritos para os quais se prevê uma descida das temperaturas máximas mais evidente serão <strong>Bragança, Castelo Branco, Portalegre, Faro, Coimbra, Viseu e Santarém</strong>.</p><p> Como se pode observar na tabela abaixo exposta, as variações mais significativas dos valores das temperaturas máximas entre hoje e amanhã terão lugar nas capitais distritais de <strong>Portalegre, Castelo Branco e Faro</strong>, com os termómetros a registarem descidas de <strong>2 e 3 ºC</strong>. </p><table><thead><tr><th>Capital de Distrito</th><th>Temperatura Máxima Quinta-feira, 9 de julho</th><th>Temperatura Mínima Quinta-feira, 9 de julho</th><th>Temperatura Máxima Sexta-feira, 10 de julho</th><th>Temperatura Mínima Sexta-feira, 10 de julho</th></tr></thead><tbody><tr><td>Bragança</td><td>36 ºC</td><td>18 ºC</td><td>35 ºC</td><td>17 ºC</td></tr><tr><td>Viseu</td><td>31 ºC</td><td>15 ºC</td><td>30 ºC</td><td>14 ºC</td></tr><tr><td>Castelo Branco</td><td>37 ºC</td><td>17 ºC</td><td>34 ºC</td><td>15 ºC</td></tr><tr><td>Coimbra</td><td>27 ºC</td><td>15 ºC</td><td>26 ºC</td><td>16 ºC</td></tr><tr><td>Portalegre</td><td>34 ºC</td><td>17 ºC</td><td>32 ºC</td><td>16 ºC</td></tr><tr><td>Santarém</td><td>30 ºC</td><td>16 ºC</td><td>29 ºC</td><td>16 ºC</td></tr><tr><td>Faro</td><td>31 ºC</td><td>19 ºC</td><td>28 ºC</td><td>17 ºC</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="5">Observação: neste quadro verifica-se a evolução das temperaturas máximas e mínimas entre hoje e amanhã, dias 9 e 10 de julho. Fonte: elaboração própria com dados da Meteored e IPMA.<br></td></tr></tbody></table><p>Além disto, <strong>as noites apresentar-se-ão substantivamente mais frescas em todo o território nacional, com valores geralmente compreendidos entre 15 e 17 ºC</strong>, algo que contribuirá para uma maior frescura nas casas e para um conforto térmico generalizado, contrastando fortemente com as temperaturas mínimas tropicais dos primeiros dias de julho, cuja persistência de valores elevados durante a noite, impedia o descanso tranquilo de milhões de portugueses.</p><p>Quanto à possibilidade de precipitação, logo nas primeiras horas da manhã poderá <strong>chover com fraca intensidade ou chuviscar nas regiões mais próximas ao mar, em particular no litoral entre Viana do Castelo e Lisboa</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777804" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/sexta-feira-os-distritos-de-braganca-e-vila-real-estarao-expostos-a-aguaceiros-e-trovoadas-eis-as-horas-mais-criticas.html" title="Sexta-feira, os distritos de Bragança e Vila Real estarão expostos a aguaceiros e trovoadas: eis as horas mais críticas">Sexta-feira, os distritos de Bragança e Vila Real estarão expostos a aguaceiros e trovoadas: eis as horas mais críticas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/sexta-feira-os-distritos-de-braganca-e-vila-real-estarao-expostos-a-aguaceiros-e-trovoadas-eis-as-horas-mais-criticas.html" title="Sexta-feira, os distritos de Bragança e Vila Real estarão expostos a aguaceiros e trovoadas: eis as horas mais críticas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sexta-feira-os-distritos-de-braganca-e-vila-real-estarao-expostos-a-aguaceiros-e-trovoadas-eis-as-horas-mais-criticas-1783592329130_320.png" alt="Sexta-feira, os distritos de Bragança e Vila Real estarão expostos a aguaceiros e trovoadas: eis as horas mais críticas"></a></article></aside><p>Já durante a tarde, sobretudo no interior Norte e Centro e com destaque para os distritos de <strong>Vila Real e Bragança</strong>, prevê-se um aumento das nuvens de evolução diurna. Tendo em conta esta configuração sinóptica, está em perspetiva a possibilidade de ocorrência de precipitação convectiva,<strong> sob a forma de aguaceiros geralmente fracos e trovoadas dispersas e irregularmente distribuídas</strong>, sem que isso exclua o risco de precipitação forte e localizada.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-3-c-a-menos-do-que-hoje-esta-sexta-feira-10-havera-uma-descida-significativa-das-temperaturas-em-7-distritos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Sexta-feira, os distritos de Bragança e Vila Real estarão expostos a aguaceiros e trovoadas: eis as horas mais críticas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/sexta-feira-os-distritos-de-braganca-e-vila-real-estarao-expostos-a-aguaceiros-e-trovoadas-eis-as-horas-mais-criticas.html</link><pubDate>Thu, 09 Jul 2026 11:30:46 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A estabilidade atmosférica dos últimos dias poderá ter as horas contadas. Uma gota fria deverá influenciar o estado de tempo em Portugal, especialmente nos distritos de Vila Real e Bragança, já amanhã, sexta-feira.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xanek8e"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xanek8e.jpg" id="xanek8e"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O tempo está a mudar em Portugal Continental, <strong>especialmente do ponto de vista térmico</strong>, onde passamos de dias abrasadores em todo o país, para dias mais amenos, especialmente ao longo da faixa litoral. Ainda assim, espera-se uma descida dos valores também ao longo da faixa interior nos próximos dias, tendo o IPMA levantado a maior parte dos avisos de tempo quente, à exceção de <strong>Bragança e Guarda que devem manter aviso amarelo até às 18h de dia 11</strong>, sábado.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Além desta descida das temperaturas, o desprendimento de uma bolsa de ar frio da corrente de jato, que evoluiu para uma gota fria ou depressão isolada em altitude, irá contribuir para um<strong> aumento da instabilidade atmosférica ao longo do dia de amanhã</strong>, sexta-feira, especialmente nos distritos de Vila Real e Bragança.</p><h2>Trovoada e aguaceiros: as horas mais críticas</h2><p>Segundo a atual previsão, baseada no modelo europeu, ECMWF, a partir das primeiras horas da tarde de amanhã, dia 10 de julho, a <strong>nebulosidade deverá começar a crescer a partir do nordeste do território</strong>, começando, nas horas seguintes, a <strong>ocorrência de chuva fraca a moderada, acompanhada de trovoada</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sexta-feira-os-distritos-de-braganca-e-vila-real-estarao-expostos-a-aguaceiros-e-trovoadas-eis-as-horas-mais-criticas-1783592329130.png" data-image="v3cl8x25mpuw" alt="densidade de raios; trovoada" title="densidade de raios; trovoada"><figcaption>Os distritos de Vila Real e Bragança poderão ser os mais afetados pela trovoada e aguaceiros previstos para amanhã, sexta-feira.</figcaption></figure><p>As horas mais críticas em relação à <strong>precipitação</strong> deverão ser entre as <strong>16h e as 19h</strong>. Já em relação à <strong>trovoada, espera-se a ocorrência mais evidente entre as 15h e as 19h</strong>, ainda que a mesma possa começar a surgir mais cedo, no Nordeste Transmontano, pelas 12h.</p><h2>Cenário provável nas horas seguintes</h2><p>Os nossos mapas preveem que ao final do dia de sexta-feira a atmosfera volte a estabilizar, no entanto, mostram também que <strong>no sábado a trovoada poderá regressar, mas desta vez, a Oeste da Barreira de Condensação</strong>, a partir do início da tarde. À medida que as horas passam, a mesma poderá concentrar-se no noroeste do país. Contudo, não há previsão de chuva, podendo este ser um episódio de trovoada seca.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777807" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atlantica-condiciona-o-tempo-nos-acores-chuva-vento-e-muita-nebulosidade-ate-domingo-e-a-madeira.html" title="Depressão atlântica condiciona o tempo nos Açores: chuva, vento e muita nebulosidade até domingo. E a Madeira?">Depressão atlântica condiciona o tempo nos Açores: chuva, vento e muita nebulosidade até domingo. E a Madeira?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atlantica-condiciona-o-tempo-nos-acores-chuva-vento-e-muita-nebulosidade-ate-domingo-e-a-madeira.html" title="Depressão atlântica condiciona o tempo nos Açores: chuva, vento e muita nebulosidade até domingo. E a Madeira?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atlantica-aproxima-se-dos-acores-chuva-vento-e-muita-nebulosidade-ate-domingo-e-a-madeira-1783593438999_320.png" alt="Depressão atlântica condiciona o tempo nos Açores: chuva, vento e muita nebulosidade até domingo. E a Madeira?"></a></article></aside><p>No <strong>domingo o cenário inverte-se</strong>, pois são esperados alguns períodos de chuva fraca a moderada, especialmente ao longo da faixa litoral, desde a madrugada até ao final da tarde. No entanto, não há previsão de ocorrência de trovoada neste dia.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/sexta-feira-os-distritos-de-braganca-e-vila-real-estarao-expostos-a-aguaceiros-e-trovoadas-eis-as-horas-mais-criticas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Depressão atlântica condiciona o tempo nos Açores: chuva, vento e muita nebulosidade até domingo. E a Madeira?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atlantica-condiciona-o-tempo-nos-acores-chuva-vento-e-muita-nebulosidade-ate-domingo-e-a-madeira.html</link><pubDate>Thu, 09 Jul 2026 11:13:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma depressão atlântica deverá condicionar o estado do tempo nos Açores<strong> </strong>entre hoje e domingo, com mais nebulosidade, chuva e vento. Na Madeira, o cenário será mais estável, embora com alguma humidade<strong> </strong>no ar.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xanfcia"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xanfcia.jpg" id="xanfcia"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O Atlântico vai continuar a marcar o estado do tempo nos arquipélagos portugueses nos próximos dias. Entre hoje e domingo, os <strong>Açores </strong>deverão ficar mais expostos à passagem de uma <strong>depressão atlântica</strong>, enquanto a <strong>Madeira</strong> deverá permanecer numa posição mais protegida, com tempo menos instável.</p><p>Nos Açores, a evolução deverá ser marcada por períodos de <strong>céu muito nublado</strong>, <strong>chuva </strong>ou <strong>aguaceiros e vento</strong> por vezes moderado. Na Madeira, apesar da presença de alguma nebulosidade e humidade, o risco de chuva será bastante mais reduzido.</p><h2>Açores ficam mais expostos à depressão atlântica</h2><p>Os mapas meteorológicos mostram uma <strong>depressão atlântica</strong> a circular nas proximidades dos <strong>Açores</strong>, transportando <strong>ar húmido e instável</strong> para o arquipélago. Esta configuração deverá manter o <strong>céu muito nublado</strong> durante vários períodos, sobretudo entre <strong>sexta-feira e sábado</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atlantica-aproxima-se-dos-acores-chuva-vento-e-muita-nebulosidade-ate-domingo-e-a-madeira-1783593438999.png" data-image="v0086sz2jlkf" alt="Depressão atlântica aproxima-se dos Açores na sexta-feira" title="Depressão atlântica aproxima-se dos Açores na sexta-feira"><figcaption>A nebulosidade deverá aumentar nos Açores à medida que uma depressão atlântica se aproxima do arquipélago, favorecendo períodos de chuva ou aguaceiros.</figcaption></figure><p>A instabilidade não deverá ser constante em todas as ilhas ao mesmo tempo, mas a passagem de <strong>bandas de nebulosidade</strong> poderá originar períodos de <strong>chuva</strong>, especialmente nos <strong>grupos Ocidental e Central</strong>. O Grupo Oriental também poderá ser afetado, embora de forma mais irregular.</p><h2>Humidade disponível ajuda a esta situação</h2><p>Um dos sinais mais evidentes desta situação surge nos mapas de <strong>rios atmosféricos</strong>. Estes mostram <strong>corredores de humidade</strong> a circular pelo Atlântico, associados à <strong>depressão</strong>, e ajudam a explicar o aumento da <strong>nebulosidade </strong>e da <strong>precipitação </strong>nos Açores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atlantica-aproxima-se-dos-acores-chuva-vento-e-muita-nebulosidade-ate-domingo-e-a-madeira-1783593498246.png" data-image="1hcvt02lafey" alt="Corredores de humidade avançam pelo Atlântico" title="Corredores de humidade avançam pelo Atlântico"><figcaption>Os rios atmosféricos mostram o transporte de humidade sobre o Atlântico, ajudando a alimentar a nebulosidade e a chuva previstas para os Açores.</figcaption></figure><p>Apesar disso, não se trata de uma situação extrema. A <strong>humidade disponível</strong> será suficiente para gerar <strong>aguaceiros </strong>e períodos de <strong>chuva</strong>, mas os <strong>acumulados previstos</strong> não apontam, para já, para valores muito elevados na generalidade das ilhas.</p><h2>Chuva deverá ser mais provável nos Açores entre sexta e sábado</h2><p>A <strong>precipitação acumulada</strong> prevista até ao fim de semana mostra valores mais expressivos a norte e noroeste dos <strong>Açores</strong>, com alguma <strong>chuva </strong>a poder atingir várias ilhas. Os <strong>acumulados </strong>deverão ser, em geral, modestos, mas suficientes para deixar o tempo mais instável.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atlantica-aproxima-se-dos-acores-chuva-vento-e-muita-nebulosidade-ate-domingo-e-a-madeira-1783593545575.png" data-image="smgpde79t80q" alt="Precipitação acumulada será mais evidente nos Açores" title="Precipitação acumulada será mais evidente nos Açores"><figcaption>Os acumulados previstos mostram chuva nos Açores durante o fim de semana, embora sem sinais de precipitação muito intensa na maioria das ilhas.</figcaption></figure><p>A partir de <strong>domingo</strong>, a <strong>depressão </strong>deverá começar a afastar-se gradualmente, permitindo uma <strong>melhoria progressiva</strong>. Ainda assim, poderão persistir alguns <strong>aguaceiros ocasionais</strong> e períodos de maior <strong>nebulosidade</strong>.</p><h2>Madeira deverá escapar ao pior da instabilidade</h2><p>Na <strong>Madeira</strong>, o cenário deverá ser diferente. O arquipélago ficará mais afastado da influência direta da <strong>depressão atlântica</strong>, pelo que o tempo deverá manter-se mais estável do que nos <strong>Açores</strong>.</p><p>A <strong>nebulosidade</strong> poderá surgir em alguns períodos, e a <strong>humidade relativa</strong> continuará elevada, mas a <strong>probabilidade de chuva</strong> será baixa durante grande parte do período. A <strong>precipitação</strong>, caso ocorra, deverá ser <strong>fraca e localizada</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atlantica-aproxima-se-dos-acores-chuva-vento-e-muita-nebulosidade-ate-domingo-e-a-madeira-1783593617135.png" data-image="inmtynk3ps8k" alt="Madeira com humidade no ar, mas pouca chuva prevista" title="Madeira com humidade no ar, mas pouca chuva prevista"><figcaption>A Madeira deverá manter alguma humidade disponível na atmosfera, mas ficará afastada da zona mais instável associada à depressão atlântica.</figcaption></figure><p>As <strong>temperaturas </strong>deverão manter-se agradáveis nos dois arquipélagos, sem grandes oscilações. Nos <strong>Açores</strong>, os valores deverão rondar os<strong> 22 a 24 ºC</strong>, enquanto na <strong>Madeira </strong>o ambiente deverá ser ligeiramente mais quente, sobretudo no <strong>Funchal</strong>.</p><h2>Fim de semana mais instável nos Açores, mais calmo na Madeira</h2><p>Em resumo, os <strong>Açores </strong>deverão ter um <strong>fim de semana mais instável</strong>, com <strong>céu frequentemente nublado</strong>, períodos de <strong>chuva ou aguaceiros</strong> e <strong>vento </strong>por vezes moderado. A <strong>Madeira </strong>deverá escapar ao pior da instabilidade, mantendo um cenário mais calmo, apesar de alguma <strong>nebulosidade</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777730" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-em-altitude-entre-quinta-feira-e-sabado-estas-serao-as-regioes-mais-expostas-a-aguaceiros-e-trovoadas.html" title="Depressão em altitude entre quinta-feira e sábado: estas serão as regiões mais expostas a aguaceiros e trovoadas">Depressão em altitude entre quinta-feira e sábado: estas serão as regiões mais expostas a aguaceiros e trovoadas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-em-altitude-entre-quinta-feira-e-sabado-estas-serao-as-regioes-mais-expostas-a-aguaceiros-e-trovoadas.html" title="Depressão em altitude entre quinta-feira e sábado: estas serão as regiões mais expostas a aguaceiros e trovoadas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-em-altitude-entre-quinta-feira-e-sabado-estas-serao-as-regioes-mais-expostas-a-aguaceiros-e-trovoadas-1783547033034_320.jpg" alt="Depressão em altitude entre quinta-feira e sábado: estas serão as regiões mais expostas a aguaceiros e trovoadas"></a></article></aside><p>A evolução da <strong>depressão </strong>deverá ser acompanhada nas próximas atualizações, sobretudo nos <strong>Açores</strong>, onde pequenas alterações na trajetória podem mudar a distribuição da <strong>chuva </strong>entre os diferentes grupos de ilhas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atlantica-condiciona-o-tempo-nos-acores-chuva-vento-e-muita-nebulosidade-ate-domingo-e-a-madeira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Afonso Lopes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Depressão em altitude entre quinta-feira e sábado: estas serão as regiões mais expostas a aguaceiros e trovoadas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-em-altitude-entre-quinta-feira-e-sabado-estas-serao-as-regioes-mais-expostas-a-aguaceiros-e-trovoadas.html</link><pubDate>Thu, 09 Jul 2026 06:09:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A aproximação de uma depressão em altitude vai marcar o estado do tempo já a partir do dia de hoje, com descida gradual das temperaturas e aumento da instabilidade, sobretudo no Norte e Centro.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-em-altitude-entre-quinta-feira-e-sabado-estas-serao-as-regioes-mais-expostas-a-aguaceiros-e-trovoadas-1783547033034.jpg" data-image="35ufeinot86s" alt="Chuva e trovão" title="Chuva e trovão"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-734040">Atenção à mudança do tempo. Depressão em altitude traz aguaceiros e trovoadas entre quinta e sábado, na região Norte e Centro.</figcaption></figure><p>Entre esta quinta-feira (9) e sábado (11), uma depressão isolada em altitude aproxima-se de Portugal, favorecendo um ambiente mais fresco, mas também mais instável.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>As trovoadas deverão surgir sobretudo no Norte e Centro, enquanto as temperaturas continuam a descer gradualmente em quase todo o território.</p><h2>Quinta-feira trará uma manhã mais fresca e primeiras trovoadas durante a tarde</h2><p>A mudança começa logo durante a madrugada de quinta-feira. O mapa de geopotencial e temperatura aos <strong>500 hPa (cerca de 5,5 km de altitude)</strong> evidencia uma depressão isolada em altitude (gota fria), uma bolsa de ar frio que se aproxima da costa portuguesa. Esta circulação já será responsável pelo arrefecimento sentido durante esta madrugada e manhã.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-em-altitude-entre-quinta-feira-e-sabado-estas-serao-as-regioes-mais-expostas-a-aguaceiros-e-trovoadas-1783545190678.jpg" data-image="fues87g5ay62" alt="Geopotencial e temperaura 500 hPa" title="Geopotencial e temperaura 500 hPa"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-34922">A cerca de 5,5 km de altitude, uma depressão isolada em altitude (gota fria) aproxima-se de Portugal, dando início à mudança do estado do tempo.</figcaption></figure><p>As temperaturas mínimas deverão situar-se entre <strong>14 e 17 ºC</strong> na maioria do território, <strong>com valores acima dos 20 ºC apenas em alguns locais do interior Norte e Centro e do Algarve</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-em-altitude-entre-quinta-feira-e-sabado-estas-serao-as-regioes-mais-expostas-a-aguaceiros-e-trovoadas-1783546106252.png" data-image="mlnroyn35uwj" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>A manhã de quinta-feira começa bastante mais fresca, com temperaturas próximas da média climatológica na maior parte do país.</figcaption></figure><p>Durante a tarde, apesar de persistirem temperaturas elevadas em zonas do Vale do Douro e do interior, o calor será bastante menos intenso do que nos últimos dias.</p><p>Entre as <strong>14h e as 18h</strong>, aumenta a probabilidade de trovoadas dispersas nos distritos de <strong>Vila Real, Bragança, Guarda, Viseu e Castelo Branco</strong>. A atividade elétrica deverá ser, em geral, fraca, com células muito irregulares e em constante deslocação, podendo ocorrer aguaceiros localizados.</p><h2>Sexta-feira aumenta a instabilidade no Nordeste Transmontano</h2><p>Na sexta-feira, as temperaturas mantêm a tendência de descida no interior, sendo já pouco frequentes máximas superiores a <strong>34 ºC</strong>. Em contrapartida, a instabilidade atmosférica intensifica-se.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-em-altitude-entre-quinta-feira-e-sabado-estas-serao-as-regioes-mais-expostas-a-aguaceiros-e-trovoadas-1783545304135.png" data-image="yxiu7w0map4n" alt="Densidade dos raios" title="Densidade dos raios"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-631364">A instabilidade aumenta na sexta-feira, com maior probabilidade de trovoadas e aguaceiros, especialmente no distrito de Bragança e zonas fronteiriças.</figcaption></figure><p>O distrito de <strong>Bragança</strong>, sobretudo junto à fronteira com Espanha, <strong>apresenta o maior potencial para trovoadas e descargas elétricas entre as 14h e as 19h</strong>. Também os distritos vizinhos, como Vila Real, Guarda e Viseu poderão registar aguaceiros e trovoadas dispersas, associados ao avanço da depressão em altitude.</p><h2>Sábado: calor mais moderado, mas a atmosfera continua instável</h2><p>No sábado, o alívio térmico torna-se mais evidente. Nas capitais de distrito do Sul, as temperaturas máximas já não deverão ultrapassar os <strong>30 ºC</strong>, enquanto o interior Norte continuará a concentrar os valores mais elevados.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-em-altitude-entre-quinta-feira-e-sabado-estas-serao-as-regioes-mais-expostas-a-aguaceiros-e-trovoadas-1783545669175.png" data-image="djz05ijuswss" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>No sábado, o calor continua a perder intensidade, sobretudo no Sul, embora o interior Norte permaneça como a região mais quente do país.</figcaption></figure><p>A atmosfera irá permanecer favorável à formação de trovoadas dispersas durante a tarde.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777643" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/das-poeiras-do-saara-ao-risco-de-trovoadas-eis-a-gota-fria-que-vai-mudar-o-tempo-em-portugal.html" title="Das poeiras do Saara ao risco de trovoadas: eis a gota fria que vai mudar o tempo em Portugal">Das poeiras do Saara ao risco de trovoadas: eis a gota fria que vai mudar o tempo em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/das-poeiras-do-saara-ao-risco-de-trovoadas-eis-a-gota-fria-que-vai-mudar-o-tempo-em-portugal.html" title="Das poeiras do Saara ao risco de trovoadas: eis a gota fria que vai mudar o tempo em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/das-poeiras-do-saara-ao-risco-de-trovoadas-eis-a-gota-fria-que-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-1783515671679_320.jpg" alt="Das poeiras do Saara ao risco de trovoadas: eis a gota fria que vai mudar o tempo em Portugal"></a></article></aside><p>No entanto, devido à elevada variabilidade deste tipo de fenómenos, a localização exata das células convectivas só poderá ser definida com maior fiabilidade nas horas que antecedem o evento, <strong>pelo que será importante acompanhar as atualizações da previsão</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-em-altitude-entre-quinta-feira-e-sabado-estas-serao-as-regioes-mais-expostas-a-aguaceiros-e-trovoadas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[ Árvores gigantes desafiam limites físicos para transportar água e resistir à seca, revela estudo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/arvores-gigantes-desafiam-limites-fisicos-para-transportar-agua-e-resistir-a-seca-revela-estudo.html</link><pubDate>Thu, 09 Jul 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Estudo publicado na Science mostra que espécies tropicais com até 70 metros desenvolveram adaptações internas que garantem o transporte eficiente de água e ampliam a sua resistência aos efeitos das alterações climáticas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/arvores-gigantes-desafiam-limites-fisicos-para-transportar-agua-e-resistir-a-seca-revela-estudo-1783463049011.jpg" data-image="ebjqiupik1p9" alt="Árvores gigantes: pesquisadores escalaram exemplares de até 71 metros para investigar seu sistema hidráulico (Freepik) Este é um trecho original publicado em Exame.com. Leia a matéria completa em https://exame.com/ciencia/como-arvores-gigantes-conseguem-levar-agua-ate-o-topo-estudo-explica/?utm_source=copiaecola&utm_medium=compartilhamento" title="Árvores gigantes: pesquisadores escalaram exemplares de até 71 metros para investigar seu sistema hidráulico (Freepik) Este é um trecho original publicado em Exame.com. Leia a matéria completa em https://exame.com/ciencia/como-arvores-gigantes-conseguem-levar-agua-ate-o-topo-estudo-explica/?utm_source=copiaecola&utm_medium=compartilhamento"><figcaption>Árvores gigantes: investigadores escalaram exemplares de até 71 metros para investigar o seu sistema hidráulico. Crédito: Freepik</figcaption></figure><p><strong>Árvores gigantes das florestas tropicais</strong> conseguem transportar água da raiz até ao topo das suas copas sem comprometer o crescimento, mesmo durante períodos de seca intensa. A descoberta, publicada na revista Science, derruba uma hipótese consolidada na botânica de que árvores muito altas seriam naturalmente mais vulneráveis ao stress hídrico devido aos efeitos da gravidade e à longa distância entre raízes e folhas.</p><p>O estudo revela que estas espécies desenvolveram adaptações internas capazes de compensar as limitações físicas impostas pela altura. Além de explicar como estas árvores continuam a crescer, os resultados reforçam a<strong> sua importância para a regulação do clima</strong>, já que as maiores árvores armazenam grande quantidade de carbono e desempenham papel fundamental no ciclo das chuvas.</p><p>Até então, acreditava-se que a dificuldade em transportar água reduziria a fotossíntese, limitaria o crescimento e aumentaria a mortalidade dessas árvores durante secas prolongadas. Os novos dados, porém, mostram que<strong> espécies gigantes conseguem superar estes desafios de forma mais eficiente</strong> do que se imaginava.</p><h2>Adaptações garantem transporte eficiente de água</h2><p>Os investigadores identificaram que os conduítes do xilema (estrutura responsável por levar água e nutrientes às folhas) aumentam de diâmetro conforme a árvore cresce. Na prática, é como utilizar uma mangueira mais larga para transportar água por uma distância maior, reduzindo a resistência ao fluxo e diminuindo o risco de falhas durante períodos de escassez hídrica.</p><div class="texto-destacado">As folhas também apresentam adaptações importantes. Embora a gravidade reduza naturalmente a sua hidratação, levando ao encerramento precoce dos estomas e à diminuição da fotossíntese, as árvores gigantes desenvolveram maior tolerância a essas condições, mantendo o seu funcionamento fisiológico.</div><p>Segundo o investigador Paulo Bittencourt, autor correspondente do estudo, o<strong>s resultados surpreenderam a equipa</strong>. "É aceite que árvores maiores têm dificuldade em transportar água e, por isso, podem morrer mais em função de secas. Ficamos muito surpreendidos ao verificar que possuem um mecanismo interno de ajuste", afirma.</p><h2>Estudo envolveu árvores de até 71 metros</h2><p>A investigação foi realizada ao longo de mais de dois anos com <strong>38 árvores da família Dipterocarpaceae, na Reserva Florestal Kabili-Sepilok, na ilha de Bornéu</strong>, na Malásia. As espécies analisadas variavam entre 7 e 71 metros de altura, sendo consideradas algumas das árvores com flores mais altas do mundo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/arvores-gigantes-desafiam-limites-fisicos-para-transportar-agua-e-resistir-a-seca-revela-estudo-1783463135339.jpg" data-image="cypea1w7pnf4" alt="Os pesquisadores focaram seus estudos na família de árvores Dipterocarpaceae, as angiospermas mais altas do mundo. A da foto, por exemplo, tem 61 metros de altura" title="Os pesquisadores focaram seus estudos na família de árvores Dipterocarpaceae, as angiospermas mais altas do mundo. A da foto, por exemplo, tem 61 metros de altura"><figcaption>Os investigadores focaram os seus estudos na família de árvores Dipterocarpaceae, as angiospermas mais altas do mundo. Crédito: Palasiah Jotan/Czech University of Life Sciences Prague e Lindsay Banin/UK Centre for Ecology & Hydrology.</figcaption></figure><p>O trabalho de campo exigiu equipas especializadas em escalada de árvores gigantes para recolher amostras nas copas. A experiência adquirida neste projeto também foi partilhada com<strong> escaladores de comunidades ribeirinhas do Amapá</strong>, que passaram a colaborar em estudos semelhantes na Amazónia brasileira.</p><p>Além da Malásia, cientistas investigam árvores gigantes na região do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque e da Floresta Nacional do Amapá. Estimativas apontam que <strong>a Amazónia abriga cerca de 55,5 milhões dessas árvores</strong>, concentradas principalmente em áreas do Escudo das Guianas, onde há maior disponibilidade de água.</p><h2>Alterações climáticas seguem como desafio</h2><p>Para avaliar a resposta das árvores à seca, os investigadores acompanharam o seu crescimento antes, durante e depois do <strong>forte evento de El Niño entre 2023 e 2024</strong>.<strong> </strong>Os resultados mostraram que árvores gigantes e menores sofreram impactos semelhantes, indicando que a altura, por si só, não aumenta a vulnerabilidade ao stress hídrico.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771756" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-nos-revelam-os-aneis-das-arvores-sobre-as-alteracoes-climaticas-na-amazonia.html" title="O que nos revelam os anéis das árvores sobre as alterações climáticas na Amazónia?">O que nos revelam os anéis das árvores sobre as alterações climáticas na Amazónia?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-nos-revelam-os-aneis-das-arvores-sobre-as-alteracoes-climaticas-na-amazonia.html" title="O que nos revelam os anéis das árvores sobre as alterações climáticas na Amazónia?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/what-do-tree-rings-tell-us-about-climate-change-in-the-amazon-1779894931110_320.jpg" alt="O que nos revelam os anéis das árvores sobre as alterações climáticas na Amazónia?"></a></article></aside><p>Os autores destacam que outros fatores, como o <strong>microclima da copa e características anatómicas das folhas</strong>, podem ser mais importantes para explicar a sobrevivência destas espécies diante das alterações climáticas. </p><p>O conhecimento também deve contribuir para <strong>modelos mais precisos sobre o funcionamento das florestas tropicais e orientar estratégias de conservação</strong> de ecossistemas essenciais para o equilíbrio climático global.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Portal%20Amaz%C3%B4nia" data-year="2026" data-title="%C3%81rvores%20gigantes%20de%20florestas%20tropicais%20superam%20limites%20f%C3%ADsicos%20para%20transportar%20%C3%A1gua%20at%C3%A9%20o%20topo%2C%20mostra%20estudo." data-url="https%3A%2F%2Fportalamazonia.com%2Fmeio-ambiente%2Farvores-gigantes-limites-estudo%2F">Portal Amazônia. (2026). <a href="https://portalamazonia.com/meio-ambiente/arvores-gigantes-limites-estudo/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Árvores gigantes de florestas tropicais superam limites físicos para transportar água até o topo, mostra estudo.</a>.</cite></p></section><h3><br></h3>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/arvores-gigantes-desafiam-limites-fisicos-para-transportar-agua-e-resistir-a-seca-revela-estudo.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Novas descobertas fósseis aproximam os neandertais dos humanos modernos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/novas-descobertas-fosseis-aproximam-os-neandertais-dos-humanos-modernos.html</link><pubDate>Wed, 08 Jul 2026 17:07:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Cientistas que estudam fósseis excepcionalmente raros de bebés neandertais descobriram provas surpreendentes que desafiam suposições há muito estabelecidas sobre os nossos antepassados, levantando novas e intrigantes questões sobre o que realmente os distinguia.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/new-fossil-evidence-brings-neanderthals-closer-to-modern-humans-1783444355580.jpg" data-image="gwesixx2hayw" alt="Neanderthal" title="Neanderthal"><figcaption>Imagem gerada de um neandertal. Crédito: Pixabay.</figcaption></figure><p>Um novo estudo levantou a questão de saber se os neandertais são realmente tão diferentes de nós, os humanos modernos. A investigação analisou restos mortais raros de bebés neandertais da caverna de Sesselfelsgrotte, na Baixa Baviera, onde os cientistas descobriram que<strong> os neandertais e os humanos modernos eram mais semelhantes no que diz respeito ao desenvolvimento na primeira infância </strong>do que se supunha anteriormente.</p><p>O estudo foi realizado no âmbito do <strong>projeto SHARP</strong>, financiado pela National Geographic Society e liderado por Alvise Barbieri no Centro Interdisciplinar de Arqueologia e Evolução do Comportamento Humano (ICArEHB) da Universidade do Algarve.</p><h2>Quão diferentes somos?</h2><p>O físico dos neandertais adultos é muito diferente do dos humanos modernos, mas também partilham algumas semelhanças. "Os nossos resultados indicam que <strong>ambas as formas humanas passaram por processos de crescimento surpreendentemente semelhantes</strong>, pelo menos durante as fases finais da gravidez", explicou o Prof. Dr. Thorsten Uthmeier, catedrático de Arqueologia Pré-histórica na FAU.</p><div class="texto-destacado">Estas novas descobertas trazem novos pontos de vista para o debate em curso: <strong>"As análises genéticas demonstraram que os neandertais e os humanos modernos estavam intimamente relacionados</strong>. No entanto, existe um debate intenso sobre se esta relação genética é suficiente para que os neandertais sejam considerados uma subespécie da espécie a que pertencemos, o Homo sapiens."</div><p>A equipa internacional utilizou microtomografia computadorizada de alta resolução (micro-CT) para estudar <strong>os fósseis de três jovens neandertais que viveram há aproximadamente 75 000 a 50 000 anos</strong>. Os fósseis incluíam fragmentos ósseos de um feto neandertal e dentes de leite de duas crianças. As análises do feto, que faleceu perto do momento do nascimento, mostram que o desenvolvimento do esqueleto fetal é semelhante aos padrões que observamos nos humanos atuais.</p><h2>Semelhanças descobertas durante as fases iniciais do desenvolvimento</h2><p>As análises por micro-TC revelaram que os ossos do feto apresentam <strong>características típicas de um crescimento rápido no terceiro trimestre da gravidez</strong>. Em termos gerais, isto demonstra que os neandertais tinham um desenvolvimento pré-natal notavelmente semelhante ao dos humanos modernos.</p><p>Os investigadores descobriram que <strong>alguns ossos apresentavam um crescimento ligeiramente mais avançado do que os dos humanos modernos</strong>. No entanto, estas diferenças não alteram a conclusão deste estudo: parece não haver diferenças fundamentais nos programas biológicos dos neandertais e do Homo sapiens nas fases mais precoces do seu desenvolvimento.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773397" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/porque-e-que-os-neandertais-da-peninsula-iberica-foram-os-ultimos-a-desaparecer-da-europa.html" title="Porque é que os neandertais da Península Ibérica foram os últimos a desaparecer da Europa?">Porque é que os neandertais da Península Ibérica foram os últimos a desaparecer da Europa?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/porque-e-que-os-neandertais-da-peninsula-iberica-foram-os-ultimos-a-desaparecer-da-europa.html" title="Porque é que os neandertais da Península Ibérica foram os últimos a desaparecer da Europa?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/porque-e-que-os-neandertais-da-peninsula-iberica-foram-os-ultimos-a-desaparecer-da-europa-1781184563439_320.jpg" alt="Porque é que os neandertais da Península Ibérica foram os últimos a desaparecer da Europa?"></a></article></aside><p>Os investigadores também conseguiram obter informações valiosas sobre a vida dos jovens neandertais através da análise dos dois dentes de leite. Descobriram distúrbios de mineralização que indicam<strong> problemas fisiológicos antes e pouco depois do nascimento</strong>. Estas alterações podem estar relacionadas com uma carência de vitamina D ou de cálcio, mas a equipa não conseguiu determinar a causa exata.</p><p>Se esta interpretação for confirmada, as descobertas na gruta de Sesselfelsgrotte poderão constituir <strong>a prova mais antiga conhecida </strong>de tais distúrbios de desenvolvimento precoce nos neandertais.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Miszkiewicz%2C%20J.J.%2C%20Godinho%2C%20R.M.%2C%20Sohler-Snoddy%2C%20A.M.%2C%20Pasda%2C%20K.%2C%20Florent%2C%20D.%2C%20Mahoney%2C%20P.%2C%20Rathgeber%2C%20T.%2C%20Posth%2C%20C.%2C%20Thorsten%2C%20U.%20and%20Barbieri%2C%20A." data-year="2026" data-title="Early%20development%20of%20Neanderthals%20revealed%20through%20virtual%20microanatomy." data-url="https%3A%2F%2Froyalsocietypublishing.org%2Frsos%2Farticle%2F13%2F6%2F260485%2F482134%2FEarly-development-of-Neanderthals-revealed-through%3F__cf_chl_f_tk%3D1hpLcvTqbFv7rR993b6wLT9CYl_nBAmwkDW05Lc5LDQ-1783444059-1.0.1.1-hzjQm.SLFgf9.5sxgDe228ZHXj2XE8YhCZNJy5hQIQQ">Miszkiewicz, J.J., Godinho, R.M., Sohler-Snoddy, A.M., Pasda, K., Florent, D., Mahoney, P., Rathgeber, T., Posth, C., Thorsten, U. and Barbieri, A.. (2026). <a href="https://royalsocietypublishing.org/rsos/article/13/6/260485/482134/Early-development-of-Neanderthals-revealed-through?__cf_chl_f_tk=1hpLcvTqbFv7rR993b6wLT9CYl_nBAmwkDW05Lc5LDQ-1783444059-1.0.1.1-hzjQm.SLFgf9.5sxgDe228ZHXj2XE8YhCZNJy5hQIQQ" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Early development of Neanderthals revealed through virtual microanatomy.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/novas-descobertas-fosseis-aproximam-os-neandertais-dos-humanos-modernos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Guia de cuidados com o manjericão: 10 regras para mantê-lo verde, viçoso e perfumado até ao final do verão]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/guia-de-cuidados-com-o-manjericao-10-regras-para-mante-lo-verde-vicoso-e-perfumado-ate-ao-final-do-verao.html</link><pubDate>Wed, 08 Jul 2026 16:21:55 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Com as suas folhas tenras e o seu aroma incomparável, o manjericão é a planta aromática imprescindível do verão numa varanda. Aqui ficam as dicas essenciais para obter uma planta vigorosa, bem frondosa e uma colheita abundante.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-basilico-10-regole-per-averlo-sempre-verde-e-profumato-questa-estate-1782655008003.jpeg" data-image="sebrwmpz4nfa" alt="Guide d'entretien du basilic : 10 règles pour le garder vert, touffu et parfumé jusqu'à la fin de l'été." title="Guide d'entretien du basilic : 10 règles pour le garder vert, touffu et parfumé jusqu'à la fin de l'été."><figcaption>Guia de cuidados com o manjericão: 10 regras para mantê-lo verde, viçoso e perfumado até ao final do verão.</figcaption></figure><p>Poucas plantas evocam tanto o verão como o manjericão. O<strong> aroma intenso das suas folhas recém-cortadas é, há muito, um elemento indispensável da cozinha mediterrânica, apreciada em todo o mundo</strong>. Por si só, realça um prato de massa, uma salada, uma bruschetta ou um molho.</p><p>É o ingrediente principal do pesto, <strong>um dos condimentos mais famosos e apreciados</strong>. O manjericão é também amplamente cultivado em vasos, em varandas e em hortas familiares.</p><p>O manjericão comum (<em>Ocimum basilicum</em>) <strong>é uma planta herbácea anual da família das Lamiáceas</strong>, à qual também pertencem a salva, o alecrim e a hortelã. Originário da Ásia tropical, é hoje cultivado em quase todo o mundo graças ao seu aroma delicado e à sua facilidade de cultivo.</p><div class="texto-destacado">Para além da variedade mais comum, o manjericão genovês, reconhecível pelas suas folhas largas e pelo seu aroma suave e intenso, existem muitas outras variedades, como o manjericão de folhas de alface, o manjericão grego, o manjericão tailandês ou ainda as variedades de folhas roxas. Cada uma possui qualidades aromáticas e ornamentais que lhe são próprias.</div><p>Cultivar manjericão é simples e particularmente gratificante, mesmo para jardineiros iniciantes. No entanto, alguns erros frequentes podem comprometer rapidamente o seu crescimento e vigor. Aqui estão dez regras simples para manter um manjericão frondoso, bem verde e perfumado até ao final do verão.</p><h2>1. Transplante o manjericão assim que o comprar</h2><p>As plantas vendidas em supermercados ou em lojas de jardinagem são cultivadas em recipientes muito pequenos, <strong>concebidos mais para a sua comercialização do que para garantir o seu desenvolvimento a longo prazo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-basilico-10-regole-per-mantenerlo-verde-rigoglioso-e-profumato-fino-alla-fine-dell-estate-1782655336245.jpeg" data-image="5yh0y4c7qfsk" alt="Rempotez votre basilic dès son achat." title="Rempotez votre basilic dès son achat."><figcaption>Transplante o seu manjericão assim que o comprar.</figcaption></figure><p>Recomenda-se que <strong>se transplante o manjericão para um vaso maior assim que possível</strong>. Desta forma, as raízes terão mais espaço para se desenvolverem, enquanto o substrato reterá melhor a humidade.</p><h2>2. Utilize um substrato de qualidade e divida o torrão</h2><p>Na altura do transplante, <strong>o ideal é separar cuidadosamente o torrão com as mãos em duas ou mais partes</strong>, e depois replantar cada torrão num vaso distinto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-basilico-10-regole-per-mantenerlo-verde-rigoglioso-e-profumato-fino-alla-fine-dell-estate-1782655416784.jpeg" data-image="0viht8hji4vk" alt="Utilisez un terreau de qualité et divisez la motte" title="Utilisez un terreau de qualité et divisez la motte"><figcaption>Utilize um substrato de qualidade e divida o torrão.</figcaption></figure><p>De facto, o vaso que compra contém frequentemente muitas mudas muito apertadas umas contra as outras<strong>. Se não forem separadas, acabam por entrar em concorrência, o que retarda o crescimento geral do manjericão</strong>. Utilizar um substrato universal de qualidade também ajudará a planta a crescer com vigor.</p><h2>3. Escolha um local bem iluminado, mas evite a luz solar direta nas horas mais quentes</h2><p>O manjericão gosta de luz,<strong> mas no verão, a luz solar direta pode ser demasiado intensa, sobretudo quando a planta é cultivada em vaso</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-basilico-10-regole-per-mantenerlo-verde-rigoglioso-e-profumato-fino-alla-fine-dell-estate-1782655679154.jpeg" data-image="lqmenokjjfp3" alt="Choisissez un emplacement lumineux, mais évitez le soleil direct pendant les heures les plus chaudes." title="Choisissez un emplacement lumineux, mais évitez le soleil direct pendant les heures les plus chaudes."><figcaption>Escolha um local bem iluminado, mas evite a luz solar direta durante as horas mais quentes.</figcaption></figure><p>O ideal é colocá-la num local muito luminoso, onde possa aproveitar o sol nas horas mais frescas do dia, <strong>mas onde fique protegida durante os períodos de calor intenso</strong>.</p><h2>4. Mantenha o substrato sempre ligeiramente húmido</h2><p>O manjericão é uma das plantas aromáticas que menos tolera a falta de água. Bastam algumas horas de stress hídrico para que as suas folhas murchem e a planta perca todo o seu vigor.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-basilico-10-regole-per-mantenerlo-verde-rigoglioso-e-profumato-fino-alla-fine-dell-estate-1782655704411.jpeg" data-image="369664jumugp" alt="Gardez le terreau constamment légèrement humide" title="Gardez le terreau constamment légèrement humide"><figcaption>Mantenha o substrato sempre ligeiramente húmido.</figcaption></figure><p>O substrato deve permanecer sempre ligeiramente húmido, <strong>sem nunca ficar encharcado, para evitar que as raízes apodreçam</strong>.</p><h2>5. Retire as flores assim que estas surgirem</h2><p>Quando o manjericão começa a produzir as suas espigas florais características, <strong>dedica grande parte da sua energia à formação de sementes</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-basilico-10-regole-per-mantenerlo-verde-rigoglioso-e-profumato-fino-alla-fine-dell-estate-1782655741386.jpeg" data-image="d0vbuk1brqef" alt="Retirez les fleurs dès leur apparition." title="Retirez les fleurs dès leur apparition."><figcaption>Retire as flores assim que aparecerem.</figcaption></figure><p>Para prolongar a produção de folhas,<strong> recomenda-se retirar as flores assim que surgirem, cortando as espigas na base com uma tesoura limpa ou simplesmente com os dedos</strong>.</p><h2> Colha as folhas da forma correta </h2><p>Um erro muito comum consiste em colher apenas as folhas maiores.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-basilico-10-regole-per-mantenerlo-verde-rigoglioso-e-profumato-fino-alla-fine-dell-estate-1782655760253.jpeg" data-image="2px9tpmqyttt" alt="Récoltez les feuilles correctement." title="Récoltez les feuilles correctement."><figcaption>Colha as folhas da forma correta.</figcaption></figure><p>Em vez disso, é preferível podar os rebentos jovens, cortando o caule logo acima de um par de folhas. A partir daí,<strong> a planta desenvolverá duas novas ramificações, tornando-se progressivamente mais frondosa e mais produtiva</strong>.</p><h2>7. Evite molhar as folhas</h2><p>Ao regar, <strong>recomenda-se deitar a água diretamente à base da planta, sem molhar a folhagem</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-basilico-10-regole-per-mantenerlo-verde-rigoglioso-e-profumato-fino-alla-fine-dell-estate-1782655795701.jpeg" data-image="rmr257a9vc3b" alt="Évitez de mouiller les feuilles." title="Évitez de mouiller les feuilles."><figcaption>Evite molhar as folhas.</figcaption></figure><p>Com efeito, a humidade persistente nas folhas pode favorecer o desenvolvimento de doenças fúngicas, nomeadamente o míldio do manjericão, uma das doenças mais destrutivas para esta planta.</p><h2>8. Esteja atento às lesmas e às pragas </h2><p><strong>As lesmas, os pulgões e outras pequenas pragas </strong>podem comprometer rapidamente a saúde do manjericão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-basilico-10-regole-per-mantenerlo-verde-rigoglioso-e-profumato-fino-alla-fine-dell-estate-1782655817882.jpeg" data-image="yj07yobos8sj" alt="Gardez les limaces et les ravageurs sous contrôle." title="Gardez les limaces et les ravageurs sous contrôle."><figcaption>Mantenha as lesmas e as pragas sob controlo.</figcaption></figure><p><strong>Recomenda-se inspecionar regularmente as folhas e colocar o vaso longe de zonas particularmente húmidas ou com vegetação densa</strong>, onde estes organismos costumam ser mais numerosos.</p><h2>9. Opte pelo cultivo em vaso</h2><p>O manjericão pode ser cultivado perfeitamente na horta, <strong>mas o cultivo em vaso permite controlar melhor a rega, a exposição ao sol e a qualidade do substrato</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-basilico-10-regole-per-mantenerlo-verde-rigoglioso-e-profumato-fino-alla-fine-dell-estate-1782655971851.jpeg" data-image="zacwjdiprast" alt="Cultivez-le en pot." title="Cultivez-le en pot."><figcaption>Cultive-a num vaso.</figcaption></figure><p>Além disso, se as temperaturas se tornarem excessivas ou se estiverem previstas chuvas fortes, o vaso pode ser facilmente deslocado para um local mais adequado.</p><h2>10. Colha as folhas regularmente</h2><p>Pode parecer paradoxal, <strong>mas colher o manjericão regularmente estimula a planta a produzir novos rebentos e novas folhas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guida-alla-cura-del-basilico-10-regole-per-mantenerlo-verde-rigoglioso-e-profumato-fino-alla-fine-dell-estate-1782655994252.jpeg" data-image="t06wpbo7m419" alt="Récoltez les feuilles régulièrement." title="Récoltez les feuilles régulièrement."><figcaption>Colha as folhas regularmente.</figcaption></figure><p>Se a colheita exceder as suas necessidades de manjericão fresco, as folhas podem ser congeladas, inteiras ou picadas, mantendo a maior parte do seu aroma. <strong>Também pode preparar pesto com antecedência e congelá-lo em pequenas porções, prontas a serem utilizadas ao longo do ano</strong>.</p><h2>Uma colheita para saborear durante todo o ano</h2><p>Ao contrário de muitas outras plantas aromáticas perenes,<strong> o manjericão é uma planta anual cujo crescimento se concentra nos meses de verão</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777346" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-algas-nao-sao-plantas-factos-surpreendentes-sobre-a-vida-aquatica-que-precisa-de-saber.html" title="As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber">As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-algas-nao-sao-plantas-factos-surpreendentes-sobre-a-vida-aquatica-que-precisa-de-saber.html" title="As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/seaweeds-aren-t-plants-seven-surprising-facts-about-aquatic-life-1783270730480_320.jpg" alt="As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber"></a></article></aside><p>É o momento ideal para aproveitar ao máximo a sua extraordinária produtividade, seguindo estas dez regras simples. <strong>As folhas colhidas podem ser consumidas frescas ou conservadas</strong>, o que permite recriar o aroma e o sabor do verão nos seus pratos e receitas ao longo de todo o ano.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/guia-de-cuidados-com-o-manjericao-10-regras-para-mante-lo-verde-vicoso-e-perfumado-ate-ao-final-do-verao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Uma faixa de poeiras do Saara vai avançar para norte e afetar Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-faixa-de-poeiras-do-saara-vai-avancar-para-norte-e-afetar-portugal.html</link><pubDate>Wed, 08 Jul 2026 15:14:11 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma faixa de poeiras do Norte de África deverá atingir Portugal durante o fim de semana, impulsionada por uma depressão isolada, enquanto a entrada de ar mais fresco pelo Atlântico favorecerá uma descida gradual das temperaturas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xamwux2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xamwux2.jpg" id="xamwux2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Uma faixa de poeiras do Saara deverá atingir Portugal continental durante o próximo fim de semana, associada a uma mudança da circulação atmosférica sobre o Atlântico e o território ibérico. </p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>A entrada de ar mais fresco pelo Atlântico Norte, pelo oeste de Portugal, ocorrerá em simultâneo com a <strong>formação de uma depressão isolada em altitude</strong> entre sexta-feira e sábado, um elemento determinante para alterar o escoamento nos níveis médios da atmosfera e transportar partículas minerais desde o Norte de África.</p><h2>Depressão isolada impulsiona a chegada das poeiras</h2><p>Até quinta-feira, a presença de poeiras em Portugal deverá ser pouco relevante. A pluma mantém-se afastada do território continental, enquanto a atmosfera continua dominada por tempo estável e temperaturas elevadas no interior. A partir de sexta-feira, a depressão isolada começará a organizar-se, fazendo rodar o fluxo nos níveis médios da atmosfera para sul e sudeste. Este padrão abrirá um <strong>corredor favorável ao avanço das poeiras para norte</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-faixa-de-poeiras-do-saara-vai-avancar-para-norte-e-atingir-portugal-1783520119299.png" data-image="rj0q69jqc8if"><figcaption>A circulação atmosférica deverá favorecer a chegada de poeiras do Norte de África a Portugal durante o fim de semana. A concentração prevista é, contudo, moderada, sendo mais evidente nas regiões do interior.</figcaption></figure><p>O transporte deverá tornar-se mais evidente entre sábado e domingo. Em Portugal, a chegada das poeiras deverá ser moderada e temporária, <strong>sem sinais de um episódio intenso ou generalizado</strong>. A presença destas partículas deverá aumentar a turbidez da atmosfera, tornando o céu mais esbranquiçado, reduzindo pontualmente a visibilidade e favorecendo a deposição de poeiras sobre superfícies expostas.</p><h2>Entrada de ar atlântico marca a mudança do estado do tempo</h2><p>A mudança de circulação terá também reflexos nas temperaturas. O ar marítimo deverá entrar primeiro pelo litoral oeste, mantendo máximas entre <strong>22 e 27 ºC em várias zonas costeiras</strong>. <strong>No interior,</strong> o calor resistirá durante a fase inicial da transição, com valores ainda próximos de <strong>33 a 36 ºC</strong>, antes de a massa de ar mais fresca ganhar terreno ao longo de domingo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-faixa-de-poeiras-do-saara-vai-avancar-para-norte-e-atingir-portugal-1783520197921.png" data-image="cloihbxkwsfe"><figcaption>A entrada de uma massa de ar mais fresca deverá provocar uma descida das temperaturas no litoral, enquanto o interior continuará a registar valores elevados, que poderão atingir 34 a 36 ºC durante a tarde de sábado.</figcaption></figure><p>O vento deverá rodar progressivamente para oeste e noroeste, favorecendo a renovação da massa de ar sobre Portugal. A <strong>nebulosidade tenderá a aumentar, sobretudo nas regiões Norte e Centro</strong>, acompanhando a aproximação da depressão e a entrada de ar atlântico. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/uma-faixa-de-poeiras-do-saara-vai-avancar-para-norte-e-atingir-portugal-1783520261709.png" data-image="c3oopxoryfoo"><figcaption>A precipitação prevista para Portugal deverá ser pouco significativa, com acumulados baixos e mais prováveis nas regiões Norte e Centro. No restante território, não se prevê precipitação relevante.</figcaption></figure><p>A precipitação prevista deverá ser pouco significativa no território nacional, <strong>limitada a aguaceiros fracos e dispersos</strong>, enquanto a instabilidade mais ativa ficará concentrada no interior da Península Ibérica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777643" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/das-poeiras-do-saara-ao-risco-de-trovoadas-eis-a-gota-fria-que-vai-mudar-o-tempo-em-portugal.html" title="Das poeiras do Saara ao risco de trovoadas: eis a gota fria que vai mudar o tempo em Portugal">Das poeiras do Saara ao risco de trovoadas: eis a gota fria que vai mudar o tempo em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/das-poeiras-do-saara-ao-risco-de-trovoadas-eis-a-gota-fria-que-vai-mudar-o-tempo-em-portugal.html" title="Das poeiras do Saara ao risco de trovoadas: eis a gota fria que vai mudar o tempo em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/das-poeiras-do-saara-ao-risco-de-trovoadas-eis-a-gota-fria-que-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-1783515671679_320.jpg" alt="Das poeiras do Saara ao risco de trovoadas: eis a gota fria que vai mudar o tempo em Portugal"></a></article></aside><p>No início da próxima semana, <strong>o reforço da circulação de oeste deverá favorecer a dispersão gradual das poeiras, consolidando um ambiente mais fresco</strong>, especialmente no litoral e nas regiões Norte e Centro. A evolução dependerá da posição final da depressão e da intensidade do fluxo associado em Portugal continental.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/uma-faixa-de-poeiras-do-saara-vai-avancar-para-norte-e-afetar-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal ajuda a construir satélite que vai desvendar os maiores segredos da matéria escura]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/portugal-ajuda-a-construir-satelite-que-vai-desvendar-os-maiores-segredos-da-materia-escura.html</link><pubDate>Wed, 08 Jul 2026 15:05:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Cientistas portugueses assumem a liderança tecnológica e a análise de dados da missão ARRAKIHS, projeto espacial europeu que ambiciona decifrar a evolução do Universo através de estruturas invisíveis.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-ajuda-a-construir-satelite-que-vai-desvendar-os-maiores-segredos-da-materia-escura-1783515847087.jpg" data-image="noga8cdbdfhj" alt="Galáxia semelhante à Via Láctea" title="Galáxia semelhante à Via Láctea"><figcaption>Simulação da ARRAKIHS mostra restos de estrelas antigas que rodeiam uma galáxia semelhante à Via Láctea. Imagem: Alex Camazón (IEEC)/AMC)</figcaption></figure><p>O espaço profundo pode ser um imenso museu arqueológico onde o passado das galáxias está preservado sob a forma de destroços invisíveis a olho nu. É justamente nesta vasta escuridão que uma equipa de astrofísicos da <strong>Universidade do Porto</strong> planeia mergulhar na próxima década. </p><p class="frase-destacada">Através do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, os cientistas nacionais garantiram um papel crucial na missão ARRAKIHS, um projeto de exploração cósmica cuja fase de construção foi oficialmente validada pela Agência Espacial Europeia.</p><p>Com lançamento agendado para o ano de 2030, este satélite vai viajar pelo cosmos com o objetivo de captar a radiação mais ténue do Universo. A tecnologia de ponta desenvolvida pelo consórcio internacional promete <strong>revolucionar a astronomia moderna</strong>, transformando ideias teóricas em observações reais. </p><p>O contributo da academia portuguesa estende-se desde o desenvolvimento de <strong>software</strong> complexo até à engenharia de <strong>proteção térmica do telescópio</strong>, colocando o país num patamar de relevância internacional.</p><h2>O enigma do modelo padrão da cosmologia</h2><p>A grande meta desta viagem tecnológica prende-se com a <strong>validação</strong> do <strong>modelo de padrões de cosmologia</strong>, a teoria científica dominante que descreve a composição e o nascimento do Universo. Segundo este princípio conceptual, o cosmos é moldado por uma <strong>rede invisível de matéria escura fria</strong>, operando como um andaime a ditar o crescimento das estruturas celestes. </p><p>Embora represente a maior parte da massa do Universo, esta substância misteriosa <strong>não emite luz</strong>, sendo detetável apenas através da força gravítica que exerce nas estrelas vizinhas.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-ajuda-a-construir-satelite-que-vai-desvendar-os-maiores-segredos-da-materia-escura-1783516016339.jpg" data-image="4n53lcqsxhi1" alt="Montagem dos instrumentos científicos da missão ARRAKIHS" title="Montagem dos instrumentos científicos da missão ARRAKIHS"><figcaption>Engenheiros do projeto ARRAKIHS durante a montagem dos instrumentos científicos da missão. Foto: Satlantis, IDR, UPM</figcaption></figure><p>A comunidade científica enfrenta há décadas a <strong>dificuldade de comprovar</strong> se as <strong>simulações matemáticas</strong> <strong>correspondem à realidade das galáxias reais</strong>. É aqui que o satélite europeu assume protagonismo, focando as suas lentes nos halos estelares, que são nuvens gigantescas de astros dispersos e restos fósseis localizados na periferia de galáxias semelhantes à Via Láctea.</p><p>Estas zonas periféricas atuam como um <strong>registo histórico intacto</strong>, preservando os vestígios de colisões cósmicas ocorridas há milhares de milhões de anos.</p><h2>Um centro de dados com comando português</h2><p>A participação nacional nesta aventura espacial vai muito além da consultoria académica. Portugal conquistou a responsabilidade direta pelas operações dos instrumentos e pela gestão do centro de dados científicos da missão. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Na prática, os engenheiros e astrofísicos sediados no Porto vão coordenar o fluxo massivo de imagens recolhidas no espaço, liderando o processamento de grandes volumes de informação digital.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A tarefa, altamente especializada, exige desenvolver algoritmos de processamento de imagem sem precedentes na indústria de software nacional. Os programas de computador criados pelas equipas portuguesas vão limpar o ruído visual das fotografias espaciais, <strong>isolando as componentes estelares de baixo brilho</strong> até agora ocultas aos maiores observatórios terrestres. </p><p>Esta capacitação tecnológica promove o desenvolvimento de competências raras em análise de dados avançada e engenharia de sistemas.</p><h2>Escudo térmico desenhado por engenheiros nacionais</h2><p>A nível industrial, o envolvimento do país materializa-se no desenho e fabrico do <strong>isolamento multicamadas</strong> do telescópio. Trata-se de um subsistema de engenharia crítica concebido para proteger os espelhos e os sensores do satélite contra as oscilações térmicas extremas do ambiente espacial. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Sem esta proteção contra o calor do Sol e o frio do vácuo cósmico, a precisão milimétrica necessária para detetar a luz enfraquecida das velhas estrelas ficaria totalmente comprometida.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O sucesso alcançado nas <strong>fases preliminares do projeto</strong>, consolidadas com a entrega do relatório técnico de definição da Agência Espacial Europeia, resultou de anos de testes inovadores.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-ajuda-a-construir-satelite-que-vai-desvendar-os-maiores-segredos-da-materia-escura-1783516144659.jpg" data-image="a1ms03314f1s" alt="Rastos de luz ténue revelam a história da evolução na periferia de uma galáxia em espiral" title="Rastos de luz ténue revelam a história da evolução na periferia de uma galáxia em espiral"><figcaption>Rastos de luz ténue revelam a história da evolução na periferia de uma galáxia em espiral. Imagem: Nicolas Longeard (EPFL), AMC</figcaption></figure><p>Os cientistas já operaram com sucesso uma câmara de demonstração num observatório espanhol e aperfeiçoaram modelos de alta resolução que antecipam os cenários de fusão galáctica. Estas etapas práticas confirmaram a <strong>viabilidade de uma tecnologia</strong> que promete reescrever os manuais escolares de astrofísica.</p><h2>Nova era para a ciência espacial em Portugal</h2><p>A integração neste consórcio pan-europeu, que reúne mais de <strong>200 especialistas</strong> de 14 países, abre perspetivas promissoras para o ecossistema científico nacional. O projeto vai impulsionar a criação de bolsas de formação especializada, fixando jovens investigadores em território português através do contacto direto com agências internacionais de topo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="776252" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/iris-breda-criou-o-programa-glance-para-ajudar-a-compreender-a-formacao-das-galaxias.html" title="Iris Breda criou o programa GLANCE para ajudar a compreender a formação das galáxias">Iris Breda criou o programa GLANCE para ajudar a compreender a formação das galáxias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/iris-breda-criou-o-programa-glance-para-ajudar-a-compreender-a-formacao-das-galaxias.html" title="Iris Breda criou o programa GLANCE para ajudar a compreender a formação das galáxias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/iris-breda-criou-o-programa-glance-para-ajudar-a-compreender-a-formacao-das-galaxias-1782736871937_320.jpg" alt="Iris Breda criou o programa GLANCE para ajudar a compreender a formação das galáxias"></a></article></aside><p>A tecnologia desenvolvida para mapear os vestígios arqueológicos das galáxias deixará, a longo prazo, um <strong>legado duradouro na indústria aeroespacial portuguesa</strong>. Ao liderar a gestão de dados e a proteção de hardware de uma das missões mais ambiciosas da Europa, a Universidade do Porto quer demonstrar que o futuro da exploração cósmica depende de ferramentas inovadoras desenvolvidas à nossa escala.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Universidade%20do%20Porto" data-year="" data-title="U.Porto%20junta-se%20%C3%A0%20ESA%20para%20explorar%20a%20arqueologia%20das%20gal%C3%A1xias" data-url="https%3A%2F%2Fnoticias.up.pt%2F2026%2F06%2F12%2Funiversidade-do-porto-junta-se-a-esa-para-explorar-a-arqueologia-das-galaxias%2F">Universidade do Porto. <a href="https://noticias.up.pt/2026/06/12/universidade-do-porto-junta-se-a-esa-para-explorar-a-arqueologia-das-galaxias/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">U.Porto junta-se à ESA para explorar a arqueologia das galáxias</a>.</cite><br><cite data-author="Ag%C3%AAncia%20Espacial%20Europeia" data-year="" data-title="Miss%C3%A3o%20Espacial%20ARRAKIHS" data-url="https%3A%2F%2Fwww.arrakihs-mission.eu%2F">Agência Espacial Europeia. <a href="https://www.arrakihs-mission.eu/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Missão Espacial ARRAKIHS</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/portugal-ajuda-a-construir-satelite-que-vai-desvendar-os-maiores-segredos-da-materia-escura.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mudança na localização da gota fria: Marta Godinho analisa os novos riscos meteorológicos para Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudanca-na-localizacao-da-gota-fria-marta-godinho-analisa-os-novos-riscos-meteorologicos-para-portugal.html</link><pubDate>Wed, 08 Jul 2026 14:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A aproximação de uma gota fria vai alterar gradualmente o estado do tempo em Portugal. Depois de vários dias de calor intenso, as temperaturas começam a descer, e a probabilidade de trovoada no Norte e Centro aumenta.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xamvlam"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xamvlam.jpg" id="xamvlam"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Depois de vários dias marcados por calor intenso e persistente, a atmosfera começa finalmente a reorganizar-se sobre Portugal. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p><strong>A</strong> <strong>aproximação de uma depressão isolada em altitude (gota fria) irá alterar o estado do tempo</strong> entre quarta-feira (8) e domingo (12), trazendo temperaturas mais amenas, algum aumento do vento e até possibilidade de trovoadas com chuva e granizo em parte do território.</p><h2>Quarta e quinta-feira, aproxima-se a gota fria e o calor começa a perder força</h2><p>Nos mapas de geopotencial e temperatura a 850 hPa já<strong> é possível identificar uma depressão isolada em altitude, próxima à costa portuguesa</strong>. O contraste de cores é evidente, enquanto a Península Ibérica continua sob uma massa de ar muito quente, a gota fria surge representada por tons mais amarelos, correspondendo a ar significativamente mais frio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-na-localizacao-da-gota-fria-marta-godinho-analisa-os-novos-riscos-meteorologicos-para-portugal-1783512636330.jpg" data-image="jzo655kn2fbk" alt="Geopotêncial e temperatura 850 hPa" title="Geopotêncial e temperatura 850 hPa"><figcaption>A depressão isolada em altitude (gota fria) aproxima-se da costa portuguesa, destacando-se pelo ar mais frio em contraste com a massa de ar quente que ainda domina a Península Ibérica.</figcaption></figure><p>A sua aproximação terá uma <strong>consequência positiva, a descida mais acentuada das temperaturas já durante quinta-feira, dia 9</strong>.<strong> </strong>O litoral ficará sob maior influência atlântica, tornando-se evidente o contraste térmico entre o oeste, bastante mais fresco, e o interior, onde o calor continuará mais resistente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-na-localizacao-da-gota-fria-marta-godinho-analisa-os-novos-riscos-meteorologicos-para-portugal-1783512705066.png" data-image="ypkev2v4cv5m" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption>Na quinta-feira (dia 9), a influência atlântica torna-se mais evidente, com uma descida das temperaturas sobretudo no litoral, enquanto o interior continua significativamente mais quente</figcaption></figure><p>As <strong>rajadas de vento irão amentar de forma generalizada</strong>, mas apenas para valores moderados, traduzindo-se sobretudo numa maior sensação de "ventania".</p><h2>Quinta, sexta e sábado chegam as primeiras trovoadas ao Norte e Centro</h2><p>O contraste entre o ar frio em altitude e a massa de ar quente ainda presente à superfície poderá favorecer o desenvolvimento de<strong> instabilidade atmosférica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-na-localizacao-da-gota-fria-marta-godinho-analisa-os-novos-riscos-meteorologicos-para-portugal-1783512749297.png" data-image="vd0f6mibnk02" alt="Densidade de raios" title="Densidade de raios"><figcaption>A interação entre o ar frio em altitude e a massa de ar quente favorecerá a formação de trovoadas entre sexta e sábado, principalmente nas regiões Norte e Centro, podendo ser acompanhadas por aguaceiros localmente intensos.</figcaption></figure><p>As primeiras trovoadas poderão surgir de forma pontual na quinta-feira, mas <strong>será entre sexta (10) e sábado (11) que o potencial aumenta</strong>. Os modelos concentram o <strong>maior risco nas regiões Norte e Centro,</strong> especialmente no interior transmontano e beirão, onde poderão ocorrer aguaceiros ou granizo a acompanhar estas trovoadas. O Sul deverá permanecer praticamente à margem desta instabilidade.</p><h2>Até domingo: a gota fria evolui e abre caminho a um cenário mais fresco e chuvoso</h2><p>Ao longo dos próximos dias, <strong>esta gota fria deverá fundir-se com uma depressão mais extensa proveniente do Atlântico Norte</strong>, separada da circulação habitual por um jato polar bastante ondulado. Desta evolução <strong>poderá resultar uma depressão já com dimensões consideráveis a oeste de Portugal</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-na-localizacao-da-gota-fria-marta-godinho-analisa-os-novos-riscos-meteorologicos-para-portugal-1783512913834.jpg" data-image="qu31lse5u9kz" alt="Geopotencial 700 hPa" title="Geopotencial 700 hPa"> <figcaption>Ao longo dos próximos dias, a gota fria deverá integrar-se numa depressão mais extensa proveniente do Atlântico Norte, abrindo caminho a uma circulação mais fresca sobre a Portugal continental.</figcaption></figure><p>Embora ainda exista alguma incerteza, os mapas do modelo europeu começam a sugerir que, <strong>durante a semana de 13 a 19 de julho, esta configuração possa favorecer períodos de chuva, sobretudo no Norte e Centro</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777643" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/das-poeiras-do-saara-ao-risco-de-trovoadas-eis-a-gota-fria-que-vai-mudar-o-tempo-em-portugal.html" title="Das poeiras do Saara ao risco de trovoadas: eis a gota fria que vai mudar o tempo em Portugal">Das poeiras do Saara ao risco de trovoadas: eis a gota fria que vai mudar o tempo em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/das-poeiras-do-saara-ao-risco-de-trovoadas-eis-a-gota-fria-que-vai-mudar-o-tempo-em-portugal.html" title="Das poeiras do Saara ao risco de trovoadas: eis a gota fria que vai mudar o tempo em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/das-poeiras-do-saara-ao-risco-de-trovoadas-eis-a-gota-fria-que-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-1783515671679_320.jpg" alt="Das poeiras do Saara ao risco de trovoadas: eis a gota fria que vai mudar o tempo em Portugal"></a></article></aside><p>Lisboa e Setúbal também poderão registar alguns aguaceiros, embora menos significativos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-na-localizacao-da-gota-fria-marta-godinho-analisa-os-novos-riscos-meteorologicos-para-portugal-1783512992242.jpg" data-image="csoovyof39oc" alt="Chuva" title="Chuva"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-904952">O modelo europeu sugere que, durante a semana de 13 a 19 de julho, poderão ocorrer períodos de chuva sobretudo no Norte e Centro, acompanhados por uma descida mais generalizada das temperaturas em Portugal.</figcaption></figure><p>As temperaturas deverão continuar a descer ao longo dos próximos dias, abrangendo também o interior do país, onde o alívio será finalmente mais evidente após uma das ondas de calor mais persistentes deste verão.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudanca-na-localizacao-da-gota-fria-marta-godinho-analisa-os-novos-riscos-meteorologicos-para-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Das poeiras do Saara ao risco de trovoadas: eis a gota fria que vai mudar o tempo em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/das-poeiras-do-saara-ao-risco-de-trovoadas-eis-a-gota-fria-que-vai-mudar-o-tempo-em-portugal.html</link><pubDate>Wed, 08 Jul 2026 13:01:48 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O tempo em Portugal continental vai alterar-se nos próximos dias, estando à vista um alívio térmico generalizado, a possibilidade de aguaceiros e trovoadas dispersas e ainda uma intrusão de poeiras do Saara.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xamvnf6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xamvnf6.jpg" id="xamvnf6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Vem aí uma <strong>mudança significativa no estado do tempo em Portugal continental</strong>, marcada por uma descida gradual das temperaturas, alguma instabilidade atmosférica e uma ligeira intrusão de poeiras do Saara. </p><p>Tal dever-se-á à deslocação da massa de ar muito quente associada à crista anticiclónica, para es-nordeste, rumo a outros países da Europa, passando a afetar de forma mais direta várias regiões espanholas, França e outros países do continente. Assim,<strong> o nosso país ficará exposto à entrada de uma massa de ar mais fresco e húmido proveniente do Atlântico Norte e transportada pelos ventos de Noroeste</strong>.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Ao mesmo tempo, a passagem de uma pequena bolsa de ar frio isolada em altitude na quinta-feira (9) antecederá a formação de uma depressão isolada em altitude (ou gota fria) entre sexta-feira (10) e sábado (11), que acabará por atravessar a Península Ibérica.<strong> Estas duas perturbações, associadas a uma ondulação mais pronunciada da corrente de jato polar, serão cruciais para o alívio térmico e para um ligeiro aumento da instabilidade meteorológica</strong>, mantendo a sua influência durante parte do fim de semana.</p><h2>Descida gradual das temperaturas à medida que o final da semana se aproxima</h2><p>Hoje - quarta-feira, 8 - ainda faz bastante calor em diversas zonas do interior, com máximas próximas entre 35 e 40 ºC. Porém, <strong>após o alívio térmico das temperaturas diurnas que se verificará na quinta-feira (9), espera-se uma nova descida das temperaturas máximas também na sexta-feira (10)</strong>. No dia 10 de julho, prevê-se que variem entre 19 e 26 ºC no litoral e entre 30 e 35 ºC no interior, podendo nos locais mais quente atingir valores entre 36 e 39 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/das-poeiras-do-saara-ao-risco-de-trovoadas-eis-a-gota-fria-que-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-1783513275773.png" data-image="metsi411ezw5"><figcaption>Esta sexta-feira, 10 de julho, já será bem mais notório o registo de temperaturas próximas à média climatológica de referência, sendo inclusive abaixo do normal em várias zonas costeiras ocidentais e meridionais.</figcaption></figure><p><strong>A diminuição das temperaturas será particularmente notória nas regiões do litoral</strong> (incluindo Algarve), onde os valores voltarão a enquadrar-se dentro da média climatológica de julho, ou até mesmo ligeiramente abaixo nalgumas áreas. No interior o ambiente ficará ligeiramente mais fresco e suportável, apesar da persistência de temperaturas elevadas nalgumas zonas. No fim de semana de 11 e 12 de julho o alívio das temperaturas continuará a espalhar-se pela nossa geografia.</p><h2>Risco de aguaceiros e trovoadas dispersas nas próximas tardes, sobretudo nestas zonas</h2><p>O ar frio contido no seio das perturbações isoladas em altitude e associado à advecção de ar fresco proveniente do Atlântico Norte, será responsável pelo risco de gerar <strong>precipitação convectiva, geralmente dispersa e irregularmente distribuída</strong>, embora com possibilidade de ser pontualmente forte à escala local.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/das-poeiras-do-saara-ao-risco-de-trovoadas-eis-a-gota-fria-que-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-1783513303141.png" data-image="eln3c55x99k0"><figcaption>Caso a previsão se concretize, as descargas elétricas terão tendência a concentrar-se no interior Norte e Centro durante as tardes de quinta, sexta e sábado, dias 9, 10 e 11 de julho.</figcaption></figure><p>Apesar da elevada incerteza da previsão quanto aos locais onde ocorrerá trovoada, algo decorrente da trajetória errática deste tipo de bolsas de ar frio e centros de baixas pressões e que já é habitual nestes episódios estivais de precipitação convectiva, os mapas de referência da Meteored, baseados no modelo ECMWF, sugerem que <strong>o risco de ocorrência de</strong><strong> aguaceiros e trovoadas será mais provável durante as tardes de quinta-feira, sexta-feira e sábado, dias 9, 10 e 11 de julho</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777485" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quinta-feira-9-de-julho-a-descida-mais-significativa-das-temperaturas-ocorrera-em-9-distritos-do-interior.html" title="Quinta-feira, 9 de julho, a descida mais significativa das temperaturas ocorrerá em 9 distritos do interior">Quinta-feira, 9 de julho, a descida mais significativa das temperaturas ocorrerá em 9 distritos do interior</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/quinta-feira-9-de-julho-a-descida-mais-significativa-das-temperaturas-ocorrera-em-9-distritos-do-interior.html" title="Quinta-feira, 9 de julho, a descida mais significativa das temperaturas ocorrerá em 9 distritos do interior"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quinta-feira-9-de-julho-a-descida-mais-significativa-das-temperaturas-ocorrera-em-9-distritos-do-interior-1783425358370_320.png" alt="Quinta-feira, 9 de julho, a descida mais significativa das temperaturas ocorrerá em 9 distritos do interior"></a></article></aside><p>A atividade elétrica poderá concentrar-se sobretudo nos distritos de <strong>Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Castelo Branco e em áreas montanhosas do Minho</strong>. O risco estender-se-á, embora com menor frequência, à Beira Baixa e ao Alentejo, podendo surgir de forma mais rara noutros locais do país.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/das-poeiras-do-saara-ao-risco-de-trovoadas-eis-a-gota-fria-que-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-1783513318864.png" data-image="rn1fngac8f47"><figcaption>As últimas saídas do modelo Europeu quanto à distribuição geográfica da precipitação acumulada têm variado bastante, o que demonstra a elevada incerteza na previsão de aguaceiros e trovoadas, muito dependente da trajetória e posição que as perturbações isoladas em altitude acabarem por assumir.</figcaption></figure><p>Ainda assim, espera-se que <strong>a precipitação acumulada seja geralmente escassa, dado que os aguaceiros convectivos são, por norma, bastante variáveis</strong> em termos de distribuição espacial e temporal. Não obstante, a possível ocorrência de um ou outro aguaceiro convectivo forte mantém-se, o que poderá ser bastante prejudicial para algumas culturas agrícolas.</p><h2>Haverá uma ligeira intrusão de poeiras do Saara nestas próximas horas e dias</h2><p>A mudança no padrão meteorológico em Portugal continental será suficientemente significativa para que se registe uma <strong>intrusão de poeiras do Saara, já desde hoje (8) e, pelo menos, até domingo (12)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/das-poeiras-do-saara-ao-risco-de-trovoadas-eis-a-gota-fria-que-vai-mudar-o-tempo-em-portugal-1783513335923.png" data-image="qirfdb0wa7fb"><figcaption>De momento, prevê-se que a intrusão de poeiras do Saara em Portugal continental nestes próximos dias seja relativamente fraca. No entanto, a maior ou menor concentração destas partículas dependerá de possíveis ajustes na trajetória e distribuição dos centros de ação e massas de ar.</figcaption></figure><p>A circulação induzida pela sucessiva passagem de perturbações em altitude sobre a Península Ibérica favorecerá o transporte de poeiras do Norte de África até ao nosso país. Porém, <strong>as concentrações previstas deverão ser reduzidas</strong>, pelo que os seus efeitos serão, previsivelmente, pouco expressivos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/das-poeiras-do-saara-ao-risco-de-trovoadas-eis-a-gota-fria-que-vai-mudar-o-tempo-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Astrónomos alertam: "O espaço está a esgotar-se, milhões de satélites ameaçam apagar as estrelas"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-alertam-o-espaco-esta-se-esgotando-milhoes-de-satelites-ameacam-apagar-as-estrelas.html</link><pubDate>Wed, 08 Jul 2026 07:33:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Um estudo internacional alerta que os planos para lançar milhões de satélites podem comprometer seriamente a observação do universo e alterar para sempre a qualidade do céu noturno.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-astronomos-advierten-el-espacio-se-queda-sin-espacio-millones-de-satelites-amenazan-con-apagar-las-estrellas-1783258355034.jpg" data-image="2n6rkqe7vqfa"><figcaption>Atualmente, os pedidos da SpaceX e da Reflect Orbital estão a ser avaliados pela Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC).</figcaption></figure><p>O número de <strong>satélites a orbitar a Terra</strong> não parou de crescer nos últimos anos. Desde 2019, o número cresceu de alguns milhares para <strong>mais de 14.000</strong>, impulsionado principalmente pela implantação de grandes constelações destinadas a melhorar as telecomunicações globais. Contudo, o que hoje parece ser uma expansão acelerada pode ser apenas o início.</p><p>Um novo <strong>estudo </strong>do Observatório Europeu do Sul (ESO), aceite para publicação na revista<em> Astronomy & Astrophysics</em>, alerta que as propostas atualmente em cima da mesa contemplam o <strong>lançamento de mais de 1,7 milhões de novos satélites</strong>.</p><div class="texto-destacado">Caso se concretize, o impacto na astronomia será de uma magnitude sem precedentes.</div><p>A investigação conclui que, para manter a capacidade de observação dos telescópios modernos,<strong> o número de satélites visíveis deve ser mantido abaixo de 100.000</strong>, desde que sejam também suficientemente ténues para passarem despercebidos a olho nu.</p><h2>Um céu cada vez mais brilhante dificulta a exploração do Universo</h2><p>Este estudo é o primeiro a avaliar de forma abrangente como <strong>as mega-constelações alteram o brilho natural do céu noturno</strong>. Até agora, grande parte da preocupação concentrava-se nos rastos de luz deixados pelos satélites ao cruzarem o campo de visão dos telescópios. No entanto, o problema é muito mais amplo.</p><p>A<strong> luz solar refletida por estas naves espaciais aumenta o brilho de fundo do céu, reduzindo o contraste necessário para detetar objetos extremamente ténues</strong>, como galáxias muito distantes, exoplanetas semelhantes à Terra ou asteroides potencialmente perigosos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-astronomos-advierten-el-espacio-se-queda-sin-espacio-millones-de-satelites-amenazan-con-apagar-las-estrellas-1783258415574.jpg" data-image="iseva6wfa6f5"><figcaption>Centenas de satélites cruzam o céu sobre o Deserto do Atacama (Chile) durante uma exposição de uma hora. Crédito: F. Kamphues, ESO/M. Kornmesser</figcaption></figure><p>“<strong>Até agora, conseguimos continuar a trabalhar, mas a situação está a piorar</strong>”, afirma Olivier Hainaut, astrónomo do ESO e autor principal do estudo. Embora reconheça que algumas empresas, incluindo a <em>SpaceX</em>, tomaram medidas para reduzir o brilho dos seus satélites, ele acredita que a quantidade planeada para os projetos atuais excede em muito o que a astronomia pode tolerar.</p><p>Simulações realizadas pela equipa indicam uma situação preocupante. Uma exposição de duas horas com o <em>Very Large Telescope</em> (VLT) do ESO poderia registar dezenas de rastos de satélites numa única imagem, resultando em perdas de até 28% do campo observado. Em telescópios de campo amplo, como o Observatório Vera C. Rubin, muitas imagens poderiam tornar-se inutilizáveis por várias horas a cada noite.</p><p>Os investigadores apontam que os <strong>satélites </strong>iluminados pelo Sol são muito mais brilhantes do que os objetos astronómicos estudados. Quando um deles cruza a área observada, deixa um rasto luminoso que <strong>obscurece as informações correspondentes ao objeto atrás dele</strong>.</p><h2>Satélites com espelhos: um projeto que traz preocupação</h2><p>Dentre todos os projetos analisados, um em particular gerou considerável preocupação na comunidade científica. Trata-se da <em>Reflect Orbital</em>, uma empresa que propõe implantar uma constelação de satélites equipados com <strong>espelhos capazes de refletir a luz solar de volta para a Terra à noite</strong>.</p><p>A empresa planeia lançar um satélite de teste ainda este ano e atingir uma frota de 50.000 unidades até 2035. De acordo com os cálculos do estudo, <strong>estes seriam os satélites mais brilhantes já colocados em órbita</strong>.</p><p><strong>Dentro do feixe refletido, um destes satélites poderia parecer até quatro vezes mais brilhante do que a Lua cheia</strong>. Mesmo fora dessa área de iluminação direta, o seu brilho seria comparável ao de Vénus e suficiente para aumentar o brilho geral do céu noturno de três a quatro vezes. Nestas condições, um único feixe poderia comprometer certas observações científicas e, com toda a constelação em operação, um grande número de imagens tornar-se-ia inutilizável para investigação.</p><h2>Um limite para proteger a astronomia e o meio ambiente</h2><p>Os autores argumentam que ainda é possível reduzir estes impactos estabelecendo limites para o crescimento das mega-constelações. A sua proposta é que o <strong>número de satélites visíveis não ultrapasse 100.000</strong> e que todos eles <strong>tenham um brilho abaixo da magnitude visual 7</strong>, para que permaneçam invisíveis ao olho humano.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774636" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-captura-exoplaneta-que-esta-evaporando-sob-o-calor-de-seu-proprio-sol.html" title="Telescópio James Webb captura exoplaneta que está a evaporar sob o calor do seu próprio sol">Telescópio James Webb captura exoplaneta que está a evaporar sob o calor do seu próprio sol</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/telescopio-james-webb-captura-exoplaneta-que-esta-evaporando-sob-o-calor-de-seu-proprio-sol.html" title="Telescópio James Webb captura exoplaneta que está a evaporar sob o calor do seu próprio sol"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-telescopio-james-webb-capta-un-exoplaneta-que-se-esta-evaporando-bajo-el-calor-de-su-propio-sol-1781789120425_320.jpg" alt="Telescópio James Webb captura exoplaneta que está a evaporar sob o calor do seu próprio sol"></a></article></aside><p>"Não é um número absoluto; pessoalmente, eu preferiria 50.000", reconhece Hainaut. Mesmo assim, ele acredita que um máximo de 100.000 produziria perdas comparáveis às já causadas por outras limitações técnicas comuns na observação astronómica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-astronomos-advierten-el-espacio-se-queda-sin-espacio-millones-de-satelites-amenazan-con-apagar-las-estrellas-1783258399722.jpg" data-image="onp4rtj4l9g1"><figcaption>O aumento no número de lançamentos e subsequentes reentradas de milhares de satélites também teria consequências para a qualidade do ar, os ecossistemas e os ritmos biológicos.</figcaption></figure><p>Atualmente, os pedidos da <em>SpaceX </em>e da <em>Reflect Orbital </em>estão a ser avaliados pela Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos EUA. O Observatório Europeu do Sul (ESO), juntamente com a Sociedade Real de Astronomia e a União Astronómica Internacional, já apresentou objeções formais, apoiadas pelos resultados desta investigação.</p><p>Para Betty Kioko, responsável pela coordenação da resposta do observatório europeu, a situação é clara: "<strong>Para a astronomia óptica, isto representa uma ameaça existencial</strong>".</p><p>Os investigadores também apontam que o problema vai além da astronomia. O aumento no número de lançamentos e a subsequente reentrada de milhares de satélites também teriam <strong>consequências para a qualidade do ar, os ecossistemas e os ritmos biológicos</strong>, abrindo um debate que envolve tanto o desenvolvimento tecnológico quanto a preservação do céu noturno.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Olivier%20R.%20Hainaut" data-year="2026" data-title="Large%20or%20bright%20satellite%20constellations%3A%20Effects%20on%20observations%2C%20including%20on%20the%20background%20sky%20brightness" data-url="https%3A%2F%2Farxiv.org%2Fabs%2F2604.09427">Olivier R. Hainaut. (2026). <a href="https://arxiv.org/abs/2604.09427" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Large or bright satellite constellations: Effects on observations, including on the background sky brightness</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astronomos-alertam-o-espaco-esta-se-esgotando-milhoes-de-satelites-ameacam-apagar-as-estrelas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item></channel></rss>