<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Tue, 19 May 2026 04:00:22 +0000</lastBuildDate><pubDate>Tue, 19 May 2026 04:00:22 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Como sobreviviam os humanos aos grandes terramotos no Paleolítico? Uma investigação feita em Portugal explica]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-sobreviviam-os-humanos-aos-grandes-terramotos-no-paleolitico-uma-investigacao-feita-em-portugal-explica.html</link><pubDate>Mon, 18 May 2026 16:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Estudo sobre o sítio arqueológico de Vale Boi, em Vila do Bispo, conclui que comunidades humanas do Paleolítico Superior desenvolveram estratégias para enfrentar sismos e instabilidade ambiental entre 30 mil e 24 mil anos atrás.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sobreviviam-os-humanos-aos-grandes-terramotos-no-paleolitico-uma-investigacao-feita-em-portugal-explica-1779110632965.jpg" data-image="6x37hxdqe3ti" alt="Estação arqueológica de Vale Boi, situada perto da aldeia de Vale de Boi, no concelho de Vila do Bispo, em Portugal." title="Estação arqueológica de Vale Boi, situada perto da aldeia de Vale de Boi, no concelho de Vila do Bispo, em Portugal."><figcaption>Estudo que analisou um sítio arqueológico em Vila do Bispo, no Algarve, refere que muito antes das primeiras sociedades agrícolas e/ou urbanas, os sismos já condicionam a vida humana. Imagem: © Bextrel - Wikimedia Commons</figcaption></figure><p> A investigação, publicada na revista <em>'Ciências Arqueológicas e Antropológicas'</em> e liderada por <strong>Alvise Barbieri</strong>, investigador do Centro Interdisciplinar de Arqueologia e Evolução do Comportamento Humano da Universidade do Algarve, e <strong>Javier Sánchez Martínez</strong>, investigador do Instituto Catalão de Paleoecologia Humana e Evolução Social (IPHES-CERCA), traz à tona algumas das primeiras provas conhecidas de resiliência nas sociedades paleolíticas perante os riscos geológicos. </p><h2>Caçadores-recoletores possuíam estratégias complexas para enfrentar sismos</h2><p>No estudo ficou demonstrado que os grupos de caçadores-recoletores que habitavam o sítio arqueológico de Vale Boi, em Vila do Bispo, distrito de Faro, entre 30.000 e 24.000 anos atrás, já tinham desenvolvido estratégias complexas para lidar com atividades sísmicas extremas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A investigação focou-se no sítio de Vale Boi, uma localização situada numa área tectonicamente ativa do sul da Península Ibérica.<br><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p> A combinação de <strong>dados arqueológicos, geológicos e cronológicos</strong> com técnicas de ponta, entre as quais a<strong> tomografia de resistividade elétrica</strong>, permitiu aos cientistas reconstruir o impacto dos sismos nesta povoação costeira. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-sobreviviam-os-humanos-aos-grandes-terramotos-no-paleolitico-uma-investigacao-feita-em-portugal-explica-1779110450560.jpg" data-image="8jm9u29uzqp9"><figcaption>Foram identificadas falhas e eventos de queda de rochas causados por sismos de magnitude superior a 5,7. Isto provocou várias alterações constantes na paisagem, afetando as áreas ocupadas pelos humanos do Paleolítico Superior.</figcaption></figure><h2>Adaptação da mobilidade, modificação do uso do solo e fortalecimento das redes sociais</h2><p>Contrariando outros contextos pré-históricos em que desastres como os sismos conduziam a prolongados períodos de abandono, <strong>os caçadores-recoletores de Vale Boi mantiveram a sua ocupação nesta área, adaptando a sua mobilidade, uso do solo e redes sociais</strong> para reduzir os riscos associados à atividade sísmica.</p><div class="texto-destacado">"Nestes contextos de crise ambiental e geológica, <strong>os grupos humanos fortaleceram as suas redes sociais e as relações com comunidades mais distantes</strong>. A partilha de informação, contactos e recursos deve ter funcionado como uma proteção contra situações de incerteza e risco", esclarece Sánchez Martínez, citado pela agência de notícias Efe.</div><p>Por vezes, <strong>abandonaram temporariamente o sítio</strong> ou reduziram a duração das suas ocupações, enquanto noutras ocasiões <strong>reorganizaram o uso do espaço</strong> para minimizar a exposição a quedas de rochas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="756042" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-os-gatilhos-de-sismos-impossiveis-em-regioes-estaveis.html" title="Cientistas descobrem os gatilhos de sismos 'impossíveis' em regiões estáveis">Cientistas descobrem os gatilhos de sismos "impossíveis" em regiões estáveis</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-os-gatilhos-de-sismos-impossiveis-em-regioes-estaveis.html" title="Cientistas descobrem os gatilhos de sismos 'impossíveis' em regiões estáveis"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-descobrem-os-gatilhos-de-sismos-impossiveis-em-regioes-estaveis-1772050359885_320.png" alt="Cientistas descobrem os gatilhos de sismos 'impossíveis' em regiões estáveis"></a></article></aside><p>Além disto, a investigação científica revela uma <strong>alteração significativa na dieta das comunidades de Vale Boi </strong>durante períodos de maior instabilidade geológica. Ao aumentarem consideravelmente a exploração de recursos marinhos e costeiros, isto permitiu-lhes <strong>diversificar as fontes de alimento</strong>, reduzindo a dependência de recursos terrestres em alturas de incerteza ambiental.</p><h3><em>Referências da notícia</em></h3><p><em>Barbieri, A., Sánchez Martínez, J., Belmiro, J. et al. Early evidence of earthquake management through mobility and social network adjustments at Vale Boi (SW Iberia). Archaeol Anthropol Sci 18, 25 (2026). <a href="https://sapo.pt/artigo/estudo-realizado-em-portugal-indica-que-humanos-adaptaram-a-sua-mobilidade-no-paleolitico-para-sobreviver-a-sismos-6a0856ed4faa8527a1bb0a9b" target="_blank">https://doi.org/10.1007/s12520-025-02400-6</a></em></p><p><em><a href="https://sapo.pt/artigo/estudo-realizado-em-portugal-indica-que-humanos-adaptaram-a-sua-mobilidade-no-paleolitico-para-sobreviver-a-sismos-6a0856ed4faa8527a1bb0a9b" target="_blank">Estudo realizado em Portugal indica que humanos adaptaram a sua mobilidade no paleolítico para sobreviver a sismos</a>. Conta Lá - Sapo/Agência Lusa. 16 de maio de 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-sobreviviam-os-humanos-aos-grandes-terramotos-no-paleolitico-uma-investigacao-feita-em-portugal-explica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Prevê-se um bloqueio escandinavo até 10 dias que poderá mudar o tempo em Portugal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/preve-se-um-bloqueio-escandinavo-ate-10-dias-que-podera-mudar-o-tempo-em-portugal.html</link><pubDate>Mon, 18 May 2026 15:17:19 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Um bloqueio escandinavo poderá alterar o estado do tempo em Portugal continental nos próximos dias, favorecendo uma subida acentuada das temperaturas, ambiente mais seco e valores acima dos 30 ºC em várias regiões do interior.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaa5e4a"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaa5e4a.jpg" id="xaa5e4a"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Os modelos meteorológicos apontam para um bloqueio escandinavo que poderá <strong>persistir até 10 dias</strong> e alterar o estado do tempo em Portugal continental. Este padrão atmosférico deverá <strong>favorecer o reforço das altas pressões</strong> <strong>e a expansão gradual de uma massa de ar mais quente,</strong> proveniente do Norte de África, sobre a Península Ibérica.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>A influência deste bloqueio deverá começar a sentir-se a partir de terça-feira, 19 de maio, tornando-se <strong>mais evidente entre quarta e sábado</strong>. Depois de vários dias marcados por instabilidade, aguaceiros e temperaturas relativamente contidas para a época, o tempo tenderá a tornar-se mais seco, quente e estável em grande parte do território continental.</p><h2>Interior Sul poderá registar as temperaturas mais elevadas da semana</h2><p>A mudança do padrão atmosférico deverá favorecer uma <strong>subida acentuada das temperaturas</strong> entre quarta e sexta-feira, sobretudo nas regiões do interior Centro e Sul. Os modelos meteorológicos apontam para máximas entre <strong>32 e 36 ºC no Alentejo</strong> e valores próximos ou superiores a 30 ºC em distritos como Santarém, Castelo Branco, Portalegre e Évora. Em alguns locais do vale do Guadiana e do interior alentejano, os termómetros poderão atingir valores mais elevados nas horas de maior aquecimento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/preve-se-um-bloqueio-escandinavo-ate-10-dias-que-podera-mudar-o-tempo-em-portugal-1779114018499.png" data-image="cpx87o7bt44j"><figcaption>A previsão do ECMWF para a tarde de sexta-feira destaca o reforço do calor em Portugal continental, sobretudo no interior Sul. Os termómetros poderão atingir 35 a 36 ºC no Alentejo, enquanto várias regiões do interior Centro e do vale do Tejo deverão ultrapassar os 30 ºC sob influência de uma massa de ar mais quente associada ao bloqueio escandinavo.</figcaption></figure><p>Os mapas de anomalia térmica indicam temperaturas entre <strong>6 e 10 ºC acima da média para esta altura do ano </strong>em várias regiões do território continental, especialmente no interior Norte, Centro e Sul ao longo da semana.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/preve-se-um-bloqueio-escandinavo-ate-10-dias-que-podera-mudar-o-tempo-em-portugal-1779114218629.png" data-image="mvwxqfz7rrud"><figcaption>O mapa de anomalia térmica previsto para a tarde de sexta-feira evidencia um episódio de calor acima do normal para a época em Portugal continental. Em várias regiões do interior Norte, Centro e Sul, as temperaturas poderão situar-se entre 6 e 10 ºC acima da média climatológica, com os desvios mais expressivos a ocorrer junto à fronteira leste e no Alentejo.</figcaption></figure><p>Os modelos mantêm uma <strong>tendência de diminuição gradual da precipitação</strong> a partir da segunda metade da semana, sobretudo nas regiões do Sul e interior. No litoral Norte e Centro poderão persistir alguns períodos de nebulosidade matinal e vento moderado, mas sem sinais de instabilidade persistente ou chuva significativa.</p><h2>Influência atlântica deverá limitar o calor no litoral</h2><p>Apesar do aumento generalizado das temperaturas, o <strong>litoral oeste deverá manter valores mais moderados devido à </strong><strong>influência marítima</strong> e ao vento de norte e noroeste. As máximas deverão variar entre 22 e 28 ºC junto à faixa costeira, embora Lisboa possa aproximar-se dos 30 ºC em períodos mais quentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/preve-se-um-bloqueio-escandinavo-ate-10-dias-que-podera-mudar-o-tempo-em-portugal-1779114319294.png" data-image="7t8le02a4y2e"><figcaption>O mapa de rajadas previsto para a tarde de sábado mostra um aumento do vento no litoral oeste de Portugal continental devido ao reforço do gradiente de pressão. As rajadas poderão atingir 40 a 55 km/h entre o litoral Centro e a faixa costeira da região de Lisboa, enquanto no interior o vento deverá soprar geralmente moderado, em muitos casos associado ao aquecimento diurno.</figcaption></figure><p>O vento poderá soprar moderado a forte no litoral ocidental durante a tarde, com rajadas entre <strong>40 e 55 km/h</strong>, sobretudo a norte do Cabo Raso. No interior, o ambiente deverá tornar-se progressivamente mais seco e quente, com tardes de forte sensação de calor e noites mais amenas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769396" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/dorsal-africana-sobre-portugal-o-calor-anomalo-ate-10-c-ligara-marraquexe-a-lisboa.html" title="Dorsal africana sobre Portugal: o calor anómalo (até +10 ºC) ligará Marraquexe a Lisboa">Dorsal africana sobre Portugal: o calor anómalo (até +10 ºC) ligará Marraquexe a Lisboa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/dorsal-africana-sobre-portugal-o-calor-anomalo-ate-10-c-ligara-marraquexe-a-lisboa.html" title="Dorsal africana sobre Portugal: o calor anómalo (até +10 ºC) ligará Marraquexe a Lisboa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/dorsal-africana-sobre-portugal-o-calor-anomalo-ate-10-c-ligara-marraquexe-a-lisboa-1779106830366_320.jpg" alt="Dorsal africana sobre Portugal: o calor anómalo (até +10 ºC) ligará Marraquexe a Lisboa"></a></article></aside><p> Ainda assim, pequenas alterações na posição da dorsal subtropical ou da circulação atlântica poderão influenciar a intensidade do aquecimento previsto para o final de maio, sobretudo nas regiões costeiras, pelo que será importante <strong>acompanhar as próximas atualizações</strong> dos modelos meteorológicos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/preve-se-um-bloqueio-escandinavo-ate-10-dias-que-podera-mudar-o-tempo-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Investigadores portugueses lançam Íris ao mar: o robô que recupera redes de pesca fantasma]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-portugueses-lancam-iris-ao-mar-o-robo-que-recupera-redes-de-pesca-fantasma.html</link><pubDate>Mon, 18 May 2026 14:11:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>As artes de pesca perdidas são uma das principais ameaças à vida marinha, mas a tecnologia desenvolvida pela Universidade do Porto está a localizar e a recuperar estas armadilhas mortais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-portugueses-lancam-iris-ao-mar-o-robo-que-recupera-redes-de-pesca-fantasma-1779108672893.jpg" data-image="2w9tnznpp2o0" alt="robô Irís deteta e resgata redes de pesca perdidas no mar" title="robô Irís deteta e resgata redes de pesca perdidas no mar"><figcaption>Equipado com inteligência artificial e visão computacional, o robô ÍRIS mergulha até 500 metros para encontrar redes de pesca fantasma. Foto: INESC TEC</figcaption></figure><p>As redes fantasma estão entre as maiores ameaças à biodiversidade marinha. Abandonados ou perdidos no mar, somam mais de <strong>600 mil toneladas anuais</strong>, correspondendo a 10% de todo o lixo marinho. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Fabricadas em materiais duradouros como o nylon, permanecem no ambiente por mais de seis séculos enquanto continuam a pescar de forma indiscriminada.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Depositadas no fundo do mar, capturam tartarugas, mamíferos e aves marinhas, estimando-se, inclusive, que até <strong>30% da diminuição</strong> de certas populações de <strong>peixes</strong> resulte deste fenómeno. </p><p>O impacto também é dramático para os pescadores. Além da redução dos stocks disponíveis para a atividade comercial, as redes prendem-se a restos de equipamentos antigos, gerando p<strong>rejuízos financeiros avultados </strong>e riscos operacionais constantes.</p><h2>Testes reais em Vila do Conde e Póvoa de Varzim</h2><p>Para travar este ciclo destrutivo, surgiu o NetTag+. O projeto reúne um consórcio liderado pelo <strong>Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental</strong> (CIIMAR), da Universidade do Porto, envolvendo 15 parceiros de sete países.</p><p>A solução está suportada em marcadores acústicos inteligentes, que permitem a localização precisa das artes de pesca quando estas se perdem. A tecnologia está a ser testada em condições reais no <strong>Atlântico</strong> e no <strong>Mediterrâneo</strong>, com um foco particular nas comunidades de Vila do Conde e da Póvoa de Varzim.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-portugueses-lancam-iris-ao-mar-o-robo-que-recupera-redes-de-pesca-fantasma-1779108854591.jpg" data-image="uu4jyt1xh1yr" alt="Pescadores remendam as artes de pesca" title="Pescadores remendam as artes de pesca"><figcaption>As comunidades piscatórias de Vila do Conde e Póvoa de Varzim estão a ajudar os cientistas a combater o flagelo das redes de pesca abandonadas no mar. Foto: WWF Mediterranean</figcaption></figure><p>Quando uma rede desaparece no oceano, os investigadores ativam o <strong>robô ÍRIS</strong>. O aparelho autónomo, desenvolvido pelo INESC TEC, consegue mergulhar até 500 metros de profundidade para realizar missões de busca. </p><p>Comunicando-se através de um hidrofone instalado nas próprias redes, opera como um par de olhos subaquáticos. Com um <strong>computador de bordo</strong> avançado e sistemas de navegação por som, o robô <strong>calcula distâncias </strong>e orienta-se sozinho até ao alvo, mesmo quando a visibilidade na água é nula.</p><h2>Recuperação inteligente no fundo do mar</h2><p>Assim que a ÍRIS encontra o equipamento, inicia-se uma <strong>fase complexa de recolha</strong>. O robô utiliza um sistema mecânico para prender um cabo de recuperação à rede detetada. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/investigadores-portugueses-lancam-iris-ao-mar-o-robo-que-recupera-redes-de-pesca-fantasma-1779108953966.jpg" data-image="ve5fryc3glcm" alt="embarcação do projeto NETTAG+" title="embarcação do projeto NETTAG+"><figcaption>O projeto NetTag+ está a ser testado nas águas atlânticas e mediterrânicas, contando com o envolvimento de sete países. Foto: WWF Mediterranean</figcaption></figure><p>Graças à <strong>inteligência artificial</strong> e à <strong>visão computacional</strong>, a máquina distingue a rede de outros objetos naturais no fundo do mar, identificando o ponto mais seguro para a fixação do cabo e garantindo um <strong>resgate bem-sucedido</strong>. A arte de pesca é, depois, puxada para a superfície por uma embarcação de apoio ou pela autoridade portuária competente. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Esta inovação permite operar em zonas profundas onde a intervenção de mergulhadores humanos seria demasiado perigosa. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O sistema foi projetado para ser versátil, podendo ser utilizado mesmo em embarcações de pequena dimensão, tornando a solução escalável para diferentes frotas pesqueiras nacionais e internacionais.</p><h2>O papel crucial das comunidades piscatórias</h2><p>Embora não operem o robô diretamente por questões de custos, os pescadores desempenham uma função fundamental na eficácia do sistema. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="688964" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/barcos-de-pesca-movidos-a-hidrogenio-vao-navegar-nas-aguas-portuguesas-a-partir-de.html" title="Barcos de pesca movidos a hidrogénio vão navegar nas águas portuguesas a partir de 2027">Barcos de pesca movidos a hidrogénio vão navegar nas águas portuguesas a partir de 2027</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/barcos-de-pesca-movidos-a-hidrogenio-vao-navegar-nas-aguas-portuguesas-a-partir-de.html" title="Barcos de pesca movidos a hidrogénio vão navegar nas águas portuguesas a partir de 2027"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/barcos-de-pesca-movidos-a-hidrogenio-vao-navegar-nas-aguas-portuguesas-a-partir-de-1734978588963_320.jpg" alt="Barcos de pesca movidos a hidrogénio vão navegar nas águas portuguesas a partir de 2027"></a></article></aside><p>No dia a dia, as embarcações precisam apenas de sistemas de localização simples e de <strong>redes </strong>equipadas com os <strong>marcadores acústicos</strong>. Através de uma aplicação móvel, os profissionais conseguem recuperar a maioria dos equipamentos perdidos. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O robô ÍRIS fica reservado apenas para intervenções críticas em zonas rochosas ou locais com correntes muito fortes.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Atualmente, cerca de <strong>duzentos pescadores do norte de Portugal </strong>validam a robustez destes protótipos em ambiente real. Além dos testes técnicos, participam em <strong>formações sobre boas práticas ambientais</strong> e campanhas de limpeza. O projeto NetTag+ vai mais longe na sensibilização, distribuindo guias de conduta no oceano e cinzeiros portáteis. </p><h3><em>Referência do artigo</em></h3><p><em><a href="https://nettag.ciimar.up.pt/" target="_blank">Projeto NetTag - Tagging fishing gears and enhancing on board best-practices to promote waste free fisheries</a>. Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR)</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/investigadores-portugueses-lancam-iris-ao-mar-o-robo-que-recupera-redes-de-pesca-fantasma.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Dorsal africana sobre Portugal: o calor anómalo (até +10 ºC) ligará Marraquexe a Lisboa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/dorsal-africana-sobre-portugal-o-calor-anomalo-ate-10-c-ligara-marraquexe-a-lisboa.html</link><pubDate>Mon, 18 May 2026 12:57:02 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O calor está a aproximar-se de Portugal Continental, devendo levar os termómetros a ultrapassarem os 30 ºC em vários locais. Com isto, dar-se-á uma inversão das anomalias térmicas.</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/hYHxP-9qF9k/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=hYHxP-9qF9k" id="hYHxP-9qF9k"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A semana arranca com<strong> temperaturas abaixo da média</strong> em praticamente todo o país, no entanto, esta tendência começará a inverter-se em breve.</p><h2>Subida acentuada das temperaturas devido a massa de ar quente proveniente de África</h2><p>Como temos vindo a avançar na Meteored Portugal, uma massa de ar quente proveniente do Norte de África vai contribuir para uma <strong>subida acentuada das temperaturas nas próximas 48 horas</strong>. Esta subida será sentida de Sul para Norte, levando os termómetros a ultrapassar os 30 ºC em várias cidades do Centro e Sul na quarta-feira. Ainda assim, <strong>as cidades do Porto e Aveiro poderão ser das mais frescas</strong>, com valores máximos de 22 ºC e 20 ºC, respetivamente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/dorsal-africana-sobre-portugal-o-calor-anomalo-ate-10-c-ligara-marraquexe-a-lisboa-1779106688253.png" data-image="324dvss4sh0t" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>Os tons vermelhos indicam temperaturas acima da média. Esta é a distribuição das anomalias positivas para a próxima quinta-feira, dia 21 de maio, às 14h.</figcaption></figure><p>No entanto, na quinta-feira, o calor poderá intensificar-se em todo o país, sendo que, mesmo assim, a faixa litoral Norte e Centro deverá registar uma subida mais contida. Ainda assim, para este dia esperam-se máximas até <strong>34 ºC em Beja, 32 ºC em Évora e 30 ºC em Lisboa</strong>, devendo estas serem das cidades mais quentes do continente nesse dia. Já no Norte, a região que sentirá com maior expressão esta subida, deverá ser a do <strong>Vale do Douro, com os termómetros a poderem chegar aos 34 ºC</strong>.</p><h2>Anomalias térmicas positivas poderão alcançar os 10 ºC na quinta-feira</h2><p>Com isto, as <strong>anomalias térmicas positivas irão também aumentar</strong>, sendo mais evidentes ao início da tarde de quinta-feira, onde o Alentejo poderá registar <strong>temperaturas até 10 ºC acima da normal climatológica</strong>, como podemos observar no mapa acima. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Além do Alentejo, muitas outras regiões poderão registar valores anómalos expressivos, na ordem dos 7 ºC a 9 ºC. Na verdade, segundo a atual previsão, <strong>apenas a faixa costeira oeste e sul poderá registar valores de anomalia mais baixos</strong>, mas ainda assim, positivos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769383" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-a-dorsal-africana-entre-quinta-e-sexta-feira-ate-6-capitais-de-distrito-atingirao-os-30-c.html" title="Aproxima-se a dorsal africana: entre quinta e sexta-feira até 6 capitais de distrito atingirão os 30 ºC">Aproxima-se a dorsal africana: entre quinta e sexta-feira até 6 capitais de distrito atingirão os 30 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-a-dorsal-africana-entre-quinta-e-sexta-feira-ate-6-capitais-de-distrito-atingirao-os-30-c.html" title="Aproxima-se a dorsal africana: entre quinta e sexta-feira até 6 capitais de distrito atingirão os 30 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-a-dorsal-africana-entre-quinta-e-sexta-feira-ate-6-capitais-de-distrito-atingirao-os-30-c-1779099816705_320.png" alt="Aproxima-se a dorsal africana: entre quinta e sexta-feira até 6 capitais de distrito atingirão os 30 ºC"></a></article></aside><p>Nos dias seguintes espera-se uma manutenção destes valores, especialmente no Sul do país e ao longo da faixa interior Norte e Centro, ainda que se possam registar algumas descidas localizadas, mas pouco significativas. <strong>Na sexta e no sábado, a região Norte e o litoral da região Centro deverão registar valores entre os 20 ºC e os 25 ºC</strong>, de grosso modo, não se descartando a possibilidade de, a nível local, se registarem valores mais elevados.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/dorsal-africana-sobre-portugal-o-calor-anomalo-ate-10-c-ligara-marraquexe-a-lisboa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Da mina às estrelas! Na Alemanha, a Lusácia transforma-se para acolher um centro de astrofísica de excelência]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/da-mina-as-estrelas-na-alemanha-a-lusacia-transforma-se-para-acolher-um-centro-de-astrofisica-de-excelencia.html</link><pubDate>Mon, 18 May 2026 11:15:13 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A Alemanha transforma Lausitz: de zona mineira a sede do Centro de Astrofísica de Görlitz. O novo observatório de ondas gravitacionais marca um marco científico, suscitando grande entusiasmo na região.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/lausitz-braunkohle-tagebau-bewirbt-sich-als-astronomie-standort-1778155701994.jpeg" data-image="zc5mn9wakink" alt="En la región de Lausitz, existen diversos proyectos destinados a la reconversión de la zona tras la minería a cielo abierto." title="En la región de Lausitz, existen diversos proyectos destinados a la reconversión de la zona tras la minería a cielo abierto."><figcaption>Na região de Lausitz, existem vários projetos destinados à reconversão da zona após a exploração mineira a céu aberto.</figcaption></figure><p>Atualmente, estão a ser realizados estudos de viabilidade promissores. A região da Lusácia oferece uma base ideal para a construção do chamado Telescópio Einstein.</p><h2>A Lusácia possui várias vantagens distintivas</h2><p>Este tipo de telescópios requer um espaço amplo, tranquilidade e, acima de tudo, um terreno estável. Idealmente, <strong>o telescópio deveria situar-se a uma profundidade entre 200 e 300 metros abaixo do solo</strong>. Só assim será possível detetar ondas gravitacionais de forma fiável.</p><p>Além disso, <em>Lusácia</em> possui uma vantagem significativa: o seu leito rochoso é composto por granodiorito, <strong>uma formação geológica que proporciona um nível de estabilidade estrutural que se encontra em muito poucos outros locais</strong>.</p><div class="texto-destacado">"Como toda a gente sabe, quando um camião passa em frente a uma casa, os vidros das janelas começam a vibrar. No entanto, mesmo este movimento é um milhão de vezes maior do que a minúscula variação de comprimento que pretendemos medir", explica o geofísico Andreas Rietbrock, co-líder do projeto do Telescópio Einstein.</div><p>Consequentemente, o telescópio não só é extremamente sensível ao ruído, como também extremamente suscetível a outras formas de movimento do solo e a perturbações subterrâneas. <strong>Christian Stegmann</strong> também aguarda com otimismo estes novos avanços.</p><h2>Um estudo de viabilidade traz esperança</h2><p>Juntamente com <strong>Andreas Rietbrock</strong>, ele lidera o estudo de viabilidade do Telescópio Einstein. Christian Stegmann é professor no Departamento de Física de Astropartículas da Universidade de Potsdam.</p><div class="texto-destacado">"É uma oportunidade única; uma que nos permite olhar para trás no tempo, para eventos que ocorreram há mais de 13 mil milhões de anos, permitindo-nos assim obter uma compreensão completamente nova de toda a evolução do nosso universo, desde as suas origens até aos dias de hoje", explica Stegmann.</div><p>É de salientar que o estudo de viabilidade nesta região é apoiado por uma grande quantidade de dados recolhidos anteriormente. Dispõe-se de uma quantidade incrível de conhecimentos que remontam à época do regime da RDA. No total, <strong>durante esse período foram perfurados cerca de 34 000 poços</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lausitz-braunkohle-tagebau-bewirbt-sich-als-astronomie-standort-1778155951181.jpeg" data-image="aq6vejdsca81" alt="En astronomía, existen muchos tipos diferentes de telescopios, todos los cuales sirven para ayudarnos a comprender mejor nuestro planeta y el universo." title="En astronomía, existen muchos tipos diferentes de telescopios, todos los cuales sirven para ayudarnos a comprender mejor nuestro planeta y el universo."><figcaption>Na astronomia, existem muitos tipos diferentes de telescópios, todos eles destinados a ajudar-nos a compreender melhor o nosso planeta e o universo.</figcaption></figure><p>Consequentemente, a equipa pode recorrer a um verdadeiro tesouro de dados recolhidos tanto por mineiros como por cientistas. <strong>Aproximadamente 2 000 desses 34 000 poços estão a revelar-se de grande utilidade para a equipa de investigação neste momento</strong>. Isto já lhes permitiu identificar outra vantagem importante em relação a outros locais possíveis.</p><h2>A rocha é ideal</h2><p>A rocha conhecida como <strong>granodiorito</strong>, não só é estável e sólida, como também excepcionalmente seca. Como resultado, é provável que os investigadores precisem de instalar menos bombas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768679" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-redemoinho-de-estrelas-mesmo-na-borda-da-via-lactea-a-nova-imagem-do-hubble-que-surpreende-os-astronomos.html" title="Um redemoinho de estrelas mesmo na borda da Via Láctea: a nova imagem do Hubble que surpreende os astrónomos">Um redemoinho de estrelas mesmo na borda da Via Láctea: a nova imagem do Hubble que surpreende os astrónomos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/um-redemoinho-de-estrelas-mesmo-na-borda-da-via-lactea-a-nova-imagem-do-hubble-que-surpreende-os-astronomos.html" title="Um redemoinho de estrelas mesmo na borda da Via Láctea: a nova imagem do Hubble que surpreende os astrónomos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-remolino-de-estrellas-justo-al-borde-de-la-via-lactea-la-nueva-imagen-del-hubble-que-fascina-a-los-astronomos-1778502626324_320.jpg" alt="Um redemoinho de estrelas mesmo na borda da Via Láctea: a nova imagem do Hubble que surpreende os astrónomos"></a></article></aside><p>Caso contrário, essas bombas interfeririam nos sensores sensíveis do telescópio. Em última análise, <strong>não se espera que a decisão final sobre se se deve ou não avançar com o projeto do Telescópio Einstein seja tomada antes de 2027 ou 2028</strong>.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>MDR.de (2026). <a href="https://www.mdr.de/wissen/naturwissenschaften-technik/zukunft-lausitz-weltall-einstein-teleskop-bis-zum-urknall-hoeren-100.html" target="_blank">Einstein-Teleskop in der Lausitz: Das Flüstern des Urknalls hören. Grossprojekt der Forschung. Naturwissenschaft.</a> Wissen. </em></p><p><em>TU Dresden. (2026). <a href="https://einsteintelescope-lausitz.de/" target="_blank">Das Einstein Telescope: Ein neues Fenster zum Universum. Einstein Telescope Lausitz.</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/da-mina-as-estrelas-na-alemanha-a-lusacia-transforma-se-para-acolher-um-centro-de-astrofisica-de-excelencia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Melhor do que relva: alternativas de baixa manutenção para um jardim sustentável]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/melhor-do-que-relva-alternativas-de-baixa-manutencao-para-um-jardim-sustentavel.html</link><pubDate>Mon, 18 May 2026 11:09:02 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Para muitos proprietários de jardins, o relvado sempre verde e bem aparado continua a ser o ideal por excelência. No entanto, este clássico relvado inglês não é, na verdade, assim tão benéfico para a natureza.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/besser-als-rasen-pflegeleichte-alternativen-fur-einen-nachhaltigen-garten-1778421135380.jpeg" data-image="4zgb8xq6kjnf" alt="Las alternativas sostenibles no solo ayudan a la naturaleza, sino que también alivian el bolsillo." title="Las alternativas sostenibles no solo ayudan a la naturaleza, sino que también alivian el bolsillo."><figcaption>As alternativas sustentáveis não só ajudam a natureza, como também aliviam o orçamento.</figcaption></figure><p>De uma perspetiva ecológica, um relvado tão curto não representa um verdadeiro valor. É claro que continua a ser preferível a um terreno árido de betão ou a um pátio da frente pavimentado.</p><h2> Um relvado pode ser muito mais</h2><p>Em épocas de<strong> ondas de calor</strong>, um relvado cortado muito curto beneficia, de facto, de alguns ajustes simples. É possível alcançar rapidamente uma solução a longo prazo que resulte num relvado mais resistente e crie um habitat mais vasto para insetos e outras variedades vegetais. Existem muitas alternativas facilmente acessíveis.</p><p><strong>A alternativa mais simples consiste em plantar um relvado de trevo</strong>. Isto não requer mais do que sementes de trevo e uma ou duas áreas de terreno com a relva removida. A terra solta permite que as sementes de trevo criem raízes com facilidade.</p><h2>O trevo adapta-se rapidamente</h2><p>O trevo começa a crescer ao fim de apenas algumas semanas, formando pequenas manchas junto à relva tradicional que <strong>ajudam a reter a humidade no relvado, atraem insetos e florescem lindamente na primavera</strong>. Outra opção é a criação deliberada de um prado de flores silvestres.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/besser-als-rasen-pflegeleichte-alternativen-fur-einen-nachhaltigen-garten-1778420926995.jpeg" data-image="kv73rvsb45r5" alt="Las mezclas de flores y flores silvestres simplemente necesitan recibir un poco de agua, especialmente en verano." title="Las mezclas de flores y flores silvestres simplemente necesitan recibir un poco de agua, especialmente en verano."><figcaption>Os arranjos de flores e flores silvestres precisam apenas de um pouco de água, especialmente no verão.</figcaption></figure><p>Por vezes, um prado de flores silvestres pode formar-se de forma bastante rápida e natural, bastando deixar a relva evoluir por si só durante algum tempo. Em alternativa, <strong>também é possível adquirir misturas de sementes especializadas num centro de jardinagem</strong>.</p><h2>As misturas florais ajudam os relvados a sobreviver às secas</h2><p>Uma combinação de diversas <strong>gramíneas e plantas herbáceas</strong>, tais como <strong>margaridas, trevo ou consuelda menor</strong>, confere um toque especial ao relvado. Um relvado florido constitui uma opção particularmente excelente para casas com crianças ou animais de estimação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768903" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-gotas-misteriosas-nas-suas-plantas-ao-amanhecer-nao-sao-orvalho-assim-funciona-esse-fenomeno-natural.html" title="As gotas misteriosas nas suas plantas ao amanhecer não são orvalho: assim funciona este fenómeno natural">As gotas misteriosas nas suas plantas ao amanhecer não são orvalho: assim funciona este fenómeno natural</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-gotas-misteriosas-nas-suas-plantas-ao-amanhecer-nao-sao-orvalho-assim-funciona-esse-fenomeno-natural.html" title="As gotas misteriosas nas suas plantas ao amanhecer não são orvalho: assim funciona este fenómeno natural"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/las-misteriosas-gotas-de-tus-plantas-al-amanecer-no-son-rocio-asi-funciona-este-fenomeno-natural-1778763380997_320.jpg" alt="As gotas misteriosas nas suas plantas ao amanhecer não são orvalho: assim funciona este fenómeno natural"></a></article></aside><p>Além disso, e isto não é um pormenor insignificante, um relvado com flores pode voltar a ser cortado rapidamente à altura padrão de um relvado convencional, sempre que se desejar.</p><div class="texto-destacado">"Para criar um, retira-se o relvado existente ou desbasta-se consideravelmente, areja-se o solo e criam-se condições de baixo teor de nutrientes. Posteriormente, semeiam-se flores silvestres autóctones e mantém-se a zona húmida. Importante: os solos excessivamente ricos em nutrientes tendem a favorecer que o relvado volte a crescer rapidamente; por isso, muitas vezes é benéfico incorporar um pouco de areia no solo", salienta Benita Wintermantel.</div><p>Assim, um verdadeiro prado de flores silvestres representa a forma mais bela desta transformação. Não só é excepcionalmente encantador, impressionando com a sua vibrante gama de cores, como também <strong>proporciona um habitat maravilhoso para os insetos</strong>.</p><h2>A opção mais sustentável: a mistura de sementes de flores silvestres</h2><p>Em primeiro lugar, as misturas de flores silvestres podem ser plantadas com sucesso nas margens do jardim, promovendo assim uma maior biodiversidade. No entanto, se houver espaço suficiente, a criação de uma grande área de relvado implica algum trabalho.</p><p>Uma vez estabelecido, no entanto,<strong> o prado de flores silvestres requer uma manutenção extremamente reduzida</strong>. Regra geral, não necessita de fertilizantes e, normalmente, basta cortá-lo uma ou duas vezes por ano.</p><h3><em>Referência da notícia</em></h3><p><em>Utopia.de (2026). <a href="https://utopia.de/ratgeber/rasen-abschaffen-diese-6-umweltfreundlichen-alternativen-sind-sinnvoller-und-schoener-als-gras-v2_911908/" target="_blank">Rasen abschaffen? Diese 6 umweltfreundlichen Alternativen sind sinnvoller und schöner als Gras. Ratgeber. </a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/melhor-do-que-relva-alternativas-de-baixa-manutencao-para-um-jardim-sustentavel.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aproxima-se a dorsal africana: entre quinta e sexta-feira até 6 capitais de distrito atingirão os 30 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-a-dorsal-africana-entre-quinta-e-sexta-feira-ate-6-capitais-de-distrito-atingirao-os-30-c.html</link><pubDate>Mon, 18 May 2026 10:53:03 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Dentro de 48 horas, a subida em latitude de uma poderosa crista africana mudará drasticamente o tempo em Portugal continental, provocando uma subida acentuada das temperaturas. Várias capitais de distrito registarão máximas iguais ou superiores a 30 ºC.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaa4brs"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaa4brs.jpg" id="xaa4brs"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Esta segunda-feira (18), as temperaturas ainda deverão ser muito semelhantes às do passado fim de semana. A diferença começará a notar-se paulatinamente <strong>amanhã - terça-feira, 19 de maio</strong> - quando o ar frio deixar de ser injetado sobre Portugal continental, <strong>fazendo com que o padrão térmico comece finalmente a alterar-se</strong>.</p><h2>Entre 19 e 20 de maio espera-se uma subida acentuada das temperaturas máximas</h2><p>De <strong>terça (19) para quarta-feira (20)</strong> prevê-se o avanço progressivo de uma poderosa <strong>crista (ou dorsal) africana</strong>, altura em que a configuração sinóptica mudará para um cenário de padrão com características de <strong>bloqueio</strong>. Nesta ocasião, tal dever-se-á à expansão desta área de altas pressões em direção à região escandinava, fazendo com que grande parte da <strong>Europa Ocidental fique sob o domínio deste anticiclone</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-a-dorsal-africana-entre-quinta-e-sexta-feira-ate-6-capitais-de-distrito-atingirao-os-30-c-1779099601491.png" data-image="voarbg28af1f"><figcaption>As anomalias térmicas positivas oscilarão normalmente entre 4 a 9 ºC acima da média climatológica de referência, porém, nalgumas zonas do interior Sul e em alguns momentos desta semana poderão registar-se valores localmente superiores (+10 ºC).</figcaption></figure><p>Os mapas de referência da Meteored, baseados no modelo Europeu, identificam uma <strong>massa de ar tropical continental, muito quente e seca, com origem no Norte de África a subir em latitude </strong>em direção a Portugal continental. Os seus efeitos começarão a ser mais notórios a partir de <strong>quarta-feira, 20 de maio</strong>.</p><div class="texto-destacado">A combinação entre uma vasta região anticiclónica, a massa de ar quente e seco e o vento fraco resultará num panorama meteorológico de grande estabilidade atmosférica, de muito calor e no qual a precipitação será escassa e muito localizada.</div><p>Adicionalmente, <strong>as anomalias térmicas positivas previstas entre quarta (20) e sexta (22) serão bastante expressivas (+4 ºC a +9 ºC, podendo localmente atingir +10 ºC)</strong>, o que significa que as temperaturas poderão atingir valores até 10 ºC acima da média climatológica de referência para esta época do ano. Assim, em pleno mês de maio estaremos à beira de testemunhar temperaturas de verão, mais típicas de meses como o de julho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-a-dorsal-africana-entre-quinta-e-sexta-feira-ate-6-capitais-de-distrito-atingirao-os-30-c-1779099132125.png" data-image="k0gn3sd9qp3g"><figcaption>Na próxima sexta-feira, 22 de maio, prevê-se que algumas partes do Baixo Alentejo cheguem mesmo a alcançar uma temperatura de 36 ºC.</figcaption></figure><p>Prevê-se assim que, pelo menos até sexta-feira (22), o estado do tempo em Portugal continental seja marcado por dias geralmente soalheiros, de céu pouco nublado ou limpo e com temperaturas bastante acima da média. Não obstante, observam-se exceções para a Região Norte: <strong>poderá chuviscar na terça-feira (19) no litoral Norte e na sexta-feira (22) no interior Norte</strong>. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Prevê-se que o Vale do Douro, Beira Baixa, Ribatejo, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e diversas zonas do Algarve ultrapassem o patamar dos 30 ºC na segunda metade da semana.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A precipitação expectável para sexta-feira (22) em zonas do interior Norte poderá estar relacionada com a passagem de uma gota fria entre o Norte da Península Ibérica e o Oeste de França.</p><h2>Pico do episódio de calor previsto entre quinta e sexta. Eis as capitais distritais mais quentes</h2><p>Como referido inúmeras vezes nas últimas previsões lançadas pelos especialistas da Meteored Portugal, confirma-se que <strong>quarta-feira (20) será o primeiro dia deste episódio de calor com sabor a verão</strong>, altura em que se prevê que pelo menos 4 capitais de distrito (incluindo a capital do país), atinjam 30 ºC ou mais (Lisboa, Évora, Beja, Santarém).</p><p>No entanto, tal como indicado pelos nossos mapas, <strong>o episódio de calor atingirá o seu auge</strong> em termos de intensidade e área geográfica abrangida <strong>entre quinta (21) e sexta (22)</strong>.</p><table><thead><tr><th>Cidade</th><th>Quinta-feira, 21 de maio - previsão de Temperatura Máxima (ºC)</th><th>Sexta-feira, 22 de maio - previsão de Temperatura Máxima (ºC)</th></tr></thead><tbody><tr><td>Castelo Branco</td><td>30</td><td>32</td></tr><tr><td>Portalegre</td><td>30</td><td>31</td></tr><tr><td>Lisboa</td><td>30</td><td>29</td></tr><tr><td>Santarém</td><td>31</td><td>30</td></tr><tr><td>Évora</td><td>32</td><td>33</td></tr><tr><td>Beja</td><td>34</td><td>35</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Fonte: Mapas da Meteored</td></tr></tbody></table><p><strong>Embora o calor anómalo para a época do ano deva prolongar-se pelo menos até sábado (23)</strong>, parece que a área geográfica da geografia continental portuguesa abrangida pelo calor intenso já será ligeiramente menor neste dia, o que poderá indicar alguma alteração na posição da crista africana.</p><p>Deste modo, tudo indica que os dias mais quentes da semana em Portugal continental serão mesmo <strong>quinta e sexta-feira, 21 e 22 de maio, período durante o qual até 6 capitais distritais irão atingir ou superar os 30 ºC</strong>, com destaque evidente para a cidade de Beja.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-a-dorsal-africana-entre-quinta-e-sexta-feira-ate-6-capitais-de-distrito-atingirao-os-30-c-1779100848399.png" data-image="9j8wlgk2wyuv"><figcaption>Vasta língua de poeiras do Saara acompanhará a deslocação do ar quente, espalhando-se de sul para norte em Portugal continental.</figcaption></figure><p>A incerteza na previsão reside na <strong>duração, intensidade e quão vasta será a área geográfica afetada pelo calor</strong> a partir desta data.</p><h2>Atenção à intrusão de poeiras do Saara. Mapas detetam a sua chegada a partir de quinta-feira, 21</h2><p>Os ventos que irão transportar a massa de ar muito quente e seca desde o Norte de África até à Península Ibérica também serão responsáveis por promover o <strong>levantamento de poeiras saarianas</strong>. Uma vasta "língua" destas partículas em suspensão acompanhará a trajetória do ar africano.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769208" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atlantica-aproxima-se-dos-acores-chuva-intensa-vento-forte-e-mar-agitado-entre-terca-e-quarta-feira.html" title="Depressão atlântica aproxima-se dos Açores: chuva intensa, vento forte e mar agitado entre terça e quarta-feira">Depressão atlântica aproxima-se dos Açores: chuva intensa, vento forte e mar agitado entre terça e quarta-feira</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atlantica-aproxima-se-dos-acores-chuva-intensa-vento-forte-e-mar-agitado-entre-terca-e-quarta-feira.html" title="Depressão atlântica aproxima-se dos Açores: chuva intensa, vento forte e mar agitado entre terça e quarta-feira"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atlantica-aproxima-se-dos-acores-chuva-intensa-vento-forte-e-mar-agitado-entre-terca-e-quarta-feira-1779022475071_320.png" alt="Depressão atlântica aproxima-se dos Açores: chuva intensa, vento forte e mar agitado entre terça e quarta-feira"></a></article></aside><p><strong>À medida que estas se forem espalhando de sul para norte de Portugal continental</strong>, modificarão a tonalidade azul do céu, tornando-o mais <strong>turvo/esbranquiçado ou acastanhado</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-a-dorsal-africana-entre-quinta-e-sexta-feira-ate-6-capitais-de-distrito-atingirao-os-30-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nem Disney, nem Universal: este parque futurista francês foi eleito o melhor do mundo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nem-disney-nem-universal-este-parque-futurista-frances-foi-eleito-o-melhor-do-mundo.html</link><pubDate>Mon, 18 May 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Com experiências imersivas, cinema 4D, tempestades simuladas e tecnologia impressionante, o Futuroscope conquistou visitantes de todo o mundo e lidera agora o ranking do Tripadvisor.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nem-disney-nem-universal-este-parque-futurista-frances-foi-eleito-o-melhor-do-mundo-1779040749345.jpg" data-image="a7u582y92h5c" alt="Futuroscope" title="Futuroscope"><figcaption>Parece saído de 2050. Foto: Futuroscope // JL AUDY, Moment Factory, Geniusandco</figcaption></figure><p>Há parques de diversões que vivem de montanhas-russas gigantes. Outros apostam em personagens famosas, castelos encantados ou desfiles. O <strong>Futuroscope</strong>, por sua vez, decidiu seguir um caminho completamente diferente.</p><div class="texto-destacado">O parque francês juntou tecnologia, imaginação e experiências imersivas num universo onde o futuro parece já ter chegado.</div><p>Não nos espanta, por isso, que tenha sido eleito o <strong>melhor parque temático futurista do mundo</strong>.</p><h2>Uma distinção nos Travellers’ Choice Awards do Tripadvisor</h2><p>Localizado em Chasseneuil-du-Poitou, perto de Poitiers, no oeste de França, o Futuroscope acaba de ser distinguido pelos <strong>Travellers’ Choice Awards</strong> do Tripadvisor como o melhor parque temático e aquático do mundo. Esta classificação baseia-se nas<strong> avaliações reais dos visitantes </strong>ao longo dos últimos 12 meses. O mais impressionante é que menos de 1% dos espaços presentes na plataforma conseguem alcançar esta distinção.</p><div class="texto-destacado">Os Travellers’ Choice Awards do Tripadvisor acabam de lançar uma lista dos melhores parques temáticos do planeta, com base nos destinos que receberam o maior número de avaliações excelentes.</div><p>E a verdade é que basta passar algumas horas por lá para perceber porque é que este parque se tornou um fenómeno tão especial.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="744780" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-romenia-esta-a-construir-o-parque-tematico-mais-ambicioso-da-europa-e-nao-e-a-disneyland.html" title="A Roménia está a construir o parque temático mais ambicioso da Europa — e não é a Disneyland">A Roménia está a construir o parque temático mais ambicioso da Europa — e não é a Disneyland</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-romenia-esta-a-construir-o-parque-tematico-mais-ambicioso-da-europa-e-nao-e-a-disneyland.html" title="A Roménia está a construir o parque temático mais ambicioso da Europa — e não é a Disneyland"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-romenia-esta-a-construir-o-parque-tematico-mais-ambicioso-da-europa-e-nao-e-a-disneyland-1766216882727_320.jpg" alt="A Roménia está a construir o parque temático mais ambicioso da Europa — e não é a Disneyland"></a></article></aside><p>Ao contrário dos parques tradicionais, aqui a ideia não é apenas “andar em atrações”. O Futuroscope aposta em <strong>experiências sensoriais</strong>, efeitos visuais, projeções gigantes, simuladores, cinema 4D e ambientes interativos que fazem sentir que se entrou num filme de ficção científica. Há adrenalina, claro, mas também muita criatividade.</p><p>De acordo com o Tripadvisor, é um lugar para “andar por diversões futuristas, <em>workshops</em> inventivos e atividades aquáticas que mantêm as coisas frescas para crianças e adultos”, e já recebeu mais de <strong>50 milhões de visitantes </strong>desde a sua abertura.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nem-disney-nem-universal-este-parque-futurista-frances-foi-eleito-o-melhor-do-mundo-1779040877566.jpg" data-image="daa9anhozays" alt="Futuroscope" title="Futuroscope"><figcaption>Atividades para adultos e crianças. Foto: Futuroscope // L AUDY, Moment Factory</figcaption></figure><p>Uma das atrações mais populares é “Tornado Chasers”, uma experiência imersiva que coloca os visitantes no centro de uma tempestade através de plataformas dinâmicas, vento, som e um impressionante ecrã LED gigante. Já “La Serre Extraordinaire”, conhecida internacionalmente como Greenhouse of Worlds, mistura natureza e tecnologia num espaço onde plantas, luzes e projeções parecem ganhar vida.</p><h2>Mais do que um parque tradicional</h2><p>O parque ocupa cerca de 60 hectares e reúne dezenas de experiências diferentes, desde simuladores futuristas a espetáculos noturnos, zonas ao ar livre, atrações aquáticas e áreas pensadas para famílias com crianças. Há também espaços climatizados, algo que sabe particularmente bem nos dias mais quentes do verão francês.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="643588" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/chocolate-ou-vinho-neste-parque-tematico-pode-tomar-banho-nos-dois-e-prova-los-tambem-turismo.html" title="Chocolate ou vinho: neste parque temático pode tomar banho nos dois (e prová-los também)">Chocolate ou vinho: neste parque temático pode tomar banho nos dois (e prová-los também)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/chocolate-ou-vinho-neste-parque-tematico-pode-tomar-banho-nos-dois-e-prova-los-tambem-turismo.html" title="Chocolate ou vinho: neste parque temático pode tomar banho nos dois (e prová-los também)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chocolate-ou-vinho-neste-parque-tematico-pode-tomar-banho-nos-dois-1707743917484_320.jpg" alt="Chocolate ou vinho: neste parque temático pode tomar banho nos dois (e prová-los também)"></a></article></aside><p>“Os jardins são bem cuidados, a comida é realmente boa e vale a pena assistir ao espetáculo de luzes noturno”, lê-se.</p><p>Mas talvez o mais interessante no Futuroscope seja o<strong> ambiente</strong>. Mesmo sendo um parque tecnológico, não tem aquela sensação caótica e hipercomercial típica de muitos parques temáticos. Há jardins bem cuidados, arquitetura futurista espalhada por todo o recinto e uma atmosfera mais relaxada, quase cinematográfica. </p><div class="texto-destacado">É um espaço onde tanto crianças como adultos encontram algo que os surpreende.</div><p>Nos últimos anos, o parque tem investido fortemente em novas atrações e experiências mais modernas, o que ajudou a transformar a imagem do Futuroscope junto do público internacional. Em 2024, por exemplo, abriu o <strong>Aquascope</strong>, um parque aquático <em>indoor </em>altamente tecnológico, com projeções digitais, efeitos visuais e até um cinema aquático.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nem-disney-nem-universal-este-parque-futurista-frances-foi-eleito-o-melhor-do-mundo-1779040641680.jpg" data-image="zxj9ionmgp7f" alt="Aquascope" title="Aquascope"><figcaption>Em 2024 abriu o Aquascope. Foto: Futuroscope // Moment Factory</figcaption></figure><p>Outro detalhe curioso é que o Futuroscope não tenta competir diretamente com gigantes como a Disney. Em vez disso, aposta na <strong>originalidade</strong>. Aqui, o foco está mais na inovação, na ciência, na imagem, na exploração sensorial e na ideia de “viajar” através da tecnologia. Talvez por isso continue a atrair milhões de visitantes desde a sua abertura, em 1987. </p><p>Claro que, como acontece em qualquer parque muito popular, existem filas nas atrações mais procuradas, sobretudo na época alta. Ainda assim, muitos visitantes destacam precisamente a diferença da experiência: menos centrada em velocidade pura e mais focada na imersão e no espetáculo.</p><h2>Top 10 dos melhores parques temáticos e aquáticos do planeta</h2><p>Na lista dos Travellers’ Choice Awards do Tripadvisor encontram-se outras duas distinções em França. Uma deles é o Disneyland Park e a outro o Puy du Fou. No Reino Unido, o Blackpool Pleasure Beach também mereceu destaque. </p><p>Estes são os <strong>melhores parques de diversões e aquáticos do mundo</strong>:</p><ol><li>Futuroscope, França</li><li>Beto Carrero World, Brasil</li><li>Waterbom Bali, Indonésia</li><li>Disneyland Park, França</li><li>Beach Park, Brasil</li><li>Garden City Water Park, Camboja</li><li>Puy du Fou, França</li><li>Siam Park, Espanha</li><li>Ramayana Water Park, Tailândia</li><li>Blackpool Pleasure Beach, Reino Unido</li></ol>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nem-disney-nem-universal-este-parque-futurista-frances-foi-eleito-o-melhor-do-mundo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As gotas misteriosas nas suas plantas ao amanhecer não são orvalho: assim funciona este fenómeno natural]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-gotas-misteriosas-nas-suas-plantas-ao-amanhecer-nao-sao-orvalho-assim-funciona-esse-fenomeno-natural.html</link><pubDate>Mon, 18 May 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>As pequenas gotas que aparecem nas folhas ao amanhecer escondem um fenómeno natural pouco conhecido chamado gutação, um processo que revela como as plantas regulam o excesso de água.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-misteriosas-gotas-de-tus-plantas-al-amanecer-no-son-rocio-asi-funciona-este-fenomeno-natural-1778763380997.jpg" data-image="cdm2t7od8lu8" alt="Imagen 1" title="Imagen 1"><figcaption>Gutação, um fenómeno natural do mundo vegetal.</figcaption></figure><p>Se tem <strong>plantas </strong>em casa, provavelmente já notou<strong> pequenas gotas de água nas pontas das folhas ao amanhecer</strong>. A primeira reação costuma ser pensar que é orvalho, principalmente se a humidade estiver alta.</p><p>No entanto, em muitos casos, <strong>esta água não vem do ar, mas da própria planta</strong>. Este <strong>fenómeno é chamado de gutação</strong> e é uma das curiosidades mais impressionantes do mundo vegetal.</p><h2>O que é o fenómeno da gutação?</h2><p>A gutação é<strong> um mecanismo natural pelo qual as plantas expelem o excesso de água acumulada no seu interior</strong>. Ao contrário do orvalho, que se forma pela condensação da humidade do ar em superfícies frias, na gutação a água vem diretamente do interior da planta.</p><div class="texto-destacado">Por outras palavras, as gotas não aparecem do exterior, mas são "libertadas" pela própria folha.</div><p>Este processo ocorre graças a estruturas especializadas chamadas <strong>hidatódios</strong>, <strong>pequenos poros geralmente localizados nas bordas ou pontas das folhas</strong>.</p><p>Quando <strong>a planta absorve mais água do que consegue evaporar por transpiração</strong>, ela gera pressão interna e liberta parte desse líquido através desses canais.</p><h2>Porque é que ocorre a gutação?</h2><p>A gutação <strong>geralmente ocorre à noite ou ao amanhecer</strong>,<strong> quando a transpiração da planta diminui</strong>. Durante o dia, as plantas eliminam água principalmente por evaporação através dos estômatos, pequenos poros presentes nas suas folhas. Mas quando a humidade está alta e as temperaturas estão baixas, essa evaporação é significativamente reduzida.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">La gutación es un proceso que ocurre dentro de la planta durante el cual el agua de los bordes de la hojas es expulsado al exterior a través de unos poros especiales (hidátodos) como consecuencia de alta presión en la raíz. <a href="https://t.co/he4PHPau5w">pic.twitter.com/he4PHPau5w</a></p> Los Árboles Mágicos ️, (by Oscar Gaitan) (@arboles_magicos) <a href="https://twitter.com/arboles_magicos/status/1548568454273564672?ref_src=twsrc%5Etfw">July 17, 2022</a></blockquote></figure><p>Se o substrato estiver muito húmido naquele momento e as raízes continuarem a absorver água, a pressão interna aumenta. Como a planta precisa de equilibrar esse excesso de água, ela <strong>expele pequenas gotículas pelos hidatódios</strong>, razão pela qual a gutação é tão comumente observada no início da manhã.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>De certa forma, pode-se dizer que a planta "transpira", embora o mecanismo seja diferente do da transpiração humana.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>As gotas são geralmente transparentes e pequenas, embora por vezes <strong>possam deixar um resíduo esbranquiçado quando secam devido aos sais minerais</strong> dissolvidos na água.</p><h2>Gutação e orvalho: como diferenciá-los</h2><p>Embora possam parecer semelhantes à primeira vista, existem diferenças claras entre a gutação e o orvalho.<strong> A principal diferença reside na origem da água</strong>.</p><p>O <strong>orvalho é produzido quando o vapor de água presente no ar se condensa em superfícies frias</strong>, como acontece numa janela durante uma noite húmida. Nesse caso, as gotículas podem aparecer em qualquer lugar da folha e também em outros objetos na área circundante.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769045" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-de-vaso-de-baixa-manutencao-e-amigas-dos-polinizadores-para-transformar-um-patio-pequeno.html" title="Plantas de vaso de baixa manutenção e amigas dos polinizadores para transformar um pátio pequeno">Plantas de vaso de baixa manutenção e amigas dos polinizadores para transformar um pátio pequeno</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-de-vaso-de-baixa-manutencao-e-amigas-dos-polinizadores-para-transformar-um-patio-pequeno.html" title="Plantas de vaso de baixa manutenção e amigas dos polinizadores para transformar um pátio pequeno"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-de-vaso-de-baixa-manutencao-e-amigas-dos-polinizadores-para-transformar-um-patio-pequeno-1778883573873_320.jpg" alt="Plantas de vaso de baixa manutenção e amigas dos polinizadores para transformar um pátio pequeno"></a></article></aside><p>A <strong>gutação</strong>, por outro lado, geralmente <strong>ocorre nas pontas e bordas das folhas, precisamente onde se localizam os hidatódios</strong>. Além disso, as gotículas tendem a ser mais densas e pegajosas, pois contêm minerais e outras substâncias derivadas da seiva.</p><p><strong>Outra diferença importante é o momento em que aparecem</strong>. O orvalho depende principalmente das condições atmosféricas, enquanto a gutação está relacionada com atividade interna da planta e ao nível de humidade do substrato.</p><h2>As plantas em que isso é mais percetível</h2><p>Embora a gutação possa ocorrer em muitas espécies, ela é particularmente notável em algumas plantas de interior. <strong>Dois dos exemplos mais conhecidos são a pothos e a alocasia</strong>.</p><h3>Pothos (hera-do-diabo ou jiboia)</h3><p>Uma das plantas mais populares em casas e escritórios devido à sua resistência e facilidade de cuidado, ela<strong> frequentemente apresenta gotículas nas pontas das folhas quando recebe muita água ou quando a humidade do ambiente está alta</strong>. Muitas pessoas até acreditam que a planta está a "chorar".</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/las-misteriosas-gotas-de-tus-plantas-al-amanecer-no-son-rocio-asi-funciona-este-fenomeno-natural-1778763526099.jpg" data-image="lmex6rwxr5tq" alt="Imagen 2" title="Imagen 2"><figcaption>A planta pothos tende a gutar com facilidade.</figcaption></figure><h3>Alocasia</h3><p>Elas também são famosas por este fenómeno. As suas<strong> grandes folhas promovem a acumulação visível de gotículas</strong>, especialmente em ambientes quentes e húmidos.</p><div class="texto-destacado">Por vezes, a gutação é tão abundante que as gotas chegam mesmo a cair no chão.</div><p>Outras plantas tropicais, como monsteras, filodendros ou algumas gramíneas, também podem apresentar gutação regularmente.</p><h2>É algo mau para a planta?</h2><p>Na maioria dos casos, <strong>a gutação é completamente normal e não representa nenhum problema</strong>. Na verdade, indica que a planta está a absorver água ativamente e a regular o seu equilíbrio interno.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A gutação excessiva e constante pode ser um sinal de irrigação excessiva.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Se o solo permanecer constantemente encharcado, as raízes podem sofrer com a falta de oxigénio e ficar mais suscetíveis à podridão.</p><p>Portanto, embora a presença de gotas de água nas folhas não deva ser motivo de alarme, <strong>é aconselhável rever a frequência da rega e garantir que a planta tenha uma drenagem adequada</strong>. Como em muitos fenómenos naturais, o segredo é o equilíbrio.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-gotas-misteriosas-nas-suas-plantas-ao-amanhecer-nao-sao-orvalho-assim-funciona-esse-fenomeno-natural.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Depressão atlântica aproxima-se dos Açores: chuva intensa, vento forte e mar agitado entre terça e quarta-feira]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atlantica-aproxima-se-dos-acores-chuva-intensa-vento-forte-e-mar-agitado-entre-terca-e-quarta-feira.html</link><pubDate>Sun, 17 May 2026 12:55:18 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Entre terça e quarta-feira, os Açores deverão enfrentar chuva persistente, rajadas até 80 km/h e ondulação até 4 metros, sobretudo no Grupo Central, devido à aproximação de uma depressão atlântica que deverá agravar significativamente o estado do tempo no arquipélago.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaa0u42"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaa0u42.jpg" id="xaa0u42"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A aproximação de uma frente associada a uma depressão atlântica deverá provocar um agravamento gradual do estado do tempo nos Açores durante os próximos dias, com <strong>destaque para o Grupo Central</strong>, onde se prevê precipitação frequente e localmente intensa entre terça-feira, 19 de maio, e quarta-feira, 20 de maio.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Numa primeira fase, entre domingo e segunda-feira, a <strong>chuva deverá surgir de forma dispersa e geralmente fraca,</strong> com acumulados pouco significativos na maioria das ilhas. Ainda assim, este será o primeiro sinal da aproximação de uma massa de ar mais húmida e instável sobre o Atlântico central.</p><h2>Grupo Central deverá registar os maiores acumulados </h2><p>A partir de terça-feira, o cenário muda significativamente. A intensificação do fluxo de sudoeste e a maior proximidade da depressão deverão aumentar a frequência e intensidade da precipitação, sobretudo no <strong>Faial, Pico e São Jorge</strong>. Os mapas de precipitação acumulada apontam para <strong>valores superiores a 40 mm </strong>em algumas áreas do Grupo Central, podendo localmente atingir 70 a 80 mm nas zonas montanhosas e vertentes mais expostas ao fluxo húmido marítimo</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atlantica-aproxima-se-dos-acores-chuva-intensa-vento-forte-e-mar-agitado-entre-terca-e-quarta-feira-1779021947770.png" data-image="el0v4ixq2zzj" alt="precipitação acumulada" title="precipitação acumulada"><figcaption>O mapa de precipitação acumulada previsto para a noite de quarta-feira destaca o agravamento do estado do tempo nos Açores, sobretudo no Grupo Central. Os maiores acumulados poderão ocorrer no Pico, Faial e São Jorge, com valores localmente próximos ou superiores a 80 mm devido à persistência da chuva e ao efeito do relevo montanhoso.</figcaption></figure><p>O relevo das ilhas terá um papel importante neste episódio. Quando o ar húmido marítimo encontra as áreas montanhosas do Pico e do Faial, é forçado a subir, arrefece e favorece uma condensação mais intensa, aumentando os acumulados de precipitação. Por essa razão, os <strong>valores previstos tendem a ser superiores nas zonas altas e encostas voltadas a sudoeste.</strong></p><h2>Rajadas até 80 km/h e ondas até 4 metros entre terça e quarta-feira</h2><p>Além da precipitação, espera-se também um aumento gradual do vento e da agitação marítima. O período mais crítico deverá ocorrer entre a noite de terça-feira e a manhã de quarta-feira, altura em que as rajadas poderão atingir <strong>70 a 80 km/h nas ilhas do Grupo Central e Ocidental.</strong> </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atlantica-aproxima-se-dos-acores-chuva-intensa-vento-forte-e-mar-agitado-entre-terca-e-quarta-feira-1779020326288.png" data-image="s0jrkpuz60ww"><figcaption>O Grupo Central deverá registar os valores mais elevados, com rajadas localmente próximas dos 80 km/h no Pico e Faial, associadas à intensificação do fluxo de sudoeste e à aproximação de uma superfície frontal atlântica.</figcaption></figure><p>O vento deverá soprar predominantemente de sudoeste, <strong>rodando gradualmente para oeste</strong> com a deslocação da depressão para nordeste.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atlantica-aproxima-se-dos-acores-chuva-intensa-vento-forte-e-mar-agitado-entre-terca-e-quarta-feira-1779020340425.png" data-image="o5nokckhaie5"><figcaption>O estado do mar deverá agravar-se nos Açores durante quarta-feira devido à intensificação do vento e à passagem da superfície frontal associada à depressão atlântica. A ondulação mais forte deverá atingir os grupos Ocidental e Central, sobretudo nas costas expostas a oeste e noroeste</figcaption></figure><p>A agitação marítima deverá igualmente aumentar durante este período. As ondas poderão atingir <strong>3 a 4 metros no Grupo Ocidental</strong> e 2 a 3 metros no Grupo Central, sobretudo entre terça à noite e quarta-feira. O mar ficará progressivamente mais cavado nas ilhas mais expostas ao fluxo atlântico.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769090" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depois-do-frio-anormal-portugal-prepara-uma-mudanca-brusca-calor-pode-chegar-ja-na-proxima-semana.html" title="Depois do frio anormal, Portugal prepara uma mudança brusca: calor pode chegar já na próxima semana">Depois do frio anormal, Portugal prepara uma mudança brusca: calor pode chegar já na próxima semana</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depois-do-frio-anormal-portugal-prepara-uma-mudanca-brusca-calor-pode-chegar-ja-na-proxima-semana.html" title="Depois do frio anormal, Portugal prepara uma mudança brusca: calor pode chegar já na próxima semana"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/depois-do-frio-anormal-portugal-prepara-uma-mudanca-brusca-calor-pode-chegar-ja-na-proxima-semana-1778932584363_320.png" alt="Depois do frio anormal, Portugal prepara uma mudança brusca: calor pode chegar já na próxima semana"></a></article></aside><p>No Pico e no Faial, a chuva poderá cair durante várias horas consecutivas, reduzindo a visibilidade e originando <strong>acumulação temporária de água nas vias e pequenas inundações localizadas</strong>. O Grupo Oriental deverá permanecer relativamente mais protegido, embora São Miguel possa ainda registar chuva moderada e rajadas próximas dos 50 km/h durante a madrugada de quarta-feira.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atlantica-aproxima-se-dos-acores-chuva-intensa-vento-forte-e-mar-agitado-entre-terca-e-quarta-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo em Portugal na próxima semana: apesar da presença do anticiclone, poderá chover em alguns locais; saiba onde]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-na-proxima-semana-apesar-da-presenca-do-anticiclone-podera-chover-em-alguns-locais-saiba-onde.html</link><pubDate>Sun, 17 May 2026 11:56:39 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Apesar de uma estabilidade atmosférica dominante na maior parte da semana, esperam-se alguns episódios de chuva fraca. As temperaturas também vão aumentar.</p><ul><li>Mais informações: <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/verao-aproxima-se-rapidamente-de-portugal-mapa-de-anomalia-do-modelo-europeu-mostra-tons-de-vermelho-mais-intensos.html" target="_blank">“Verão aproxima-se rapidamente de Portugal”: mapa de anomalia do modelo europeu mostra tons de vermelho mais intensos</a></li></ul><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xaa0q58"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xaa0q58.jpg" id="xaa0q58"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Este domingo amanheceu com céu geralmente limpo, contando com alguma nebulosidade e <strong>não se descartando a possibilidade de chuva fraca</strong> em alguns locais do litoral Norte e Centro, com tendência a dissipar-se totalmente até ao final da tarde.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>As temperaturas máximas deverão manter-se entre os 15 ºC em Viana do Castelo e os 23 ºC em Lisboa. Segundo o mapa de anomalia térmica, estes <strong>valores encontram-se abaixo da média</strong>. </p><h2>Primeiros dias da semana poderão contar com temperaturas mais baixas e com chuva fraca</h2><p>Amanhã, segunda-feira, poderá ser um <strong>dia seco</strong>, ainda que a nebulosidade possa cobrir todo o continente, não impedindo a possibilidade de abertas de Norte a Sul. As<strong> temperaturas também deverão manter-se abaixo do esperado</strong> para a época, tendo em conta a normal climatológica de referência, com valores máximos esperados entre os 15 ºC em Viana do Castelo e os 22 ºC em Castelo Branco e Beja.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-na-proxima-semana-apesar-da-presenca-do-anticiclone-podera-chover-em-alguns-locais-saiba-onde-1779015998040.png" data-image="fofxiekou8uz" alt="precipitação acumulada" title="precipitação acumulada"><figcaption>Até ao final da semana, algumas zonas do país poderão registar alguns períodos de chuva fraca. O Noroeste deverá contar com a maior acumulação.</figcaption></figure><p>Na terça-feira, a partir das primeiras horas da madrugada, espera-se o <strong>regresso da chuva fraca ao noroeste do país</strong>. Esta deverá persistir nas horas seguintes, especialmente nos distritos de Viana do Castelo e Braga, ainda que de forma pouco significativa. Ao início da tarde, estes períodos de chuva fraca poderão chegar ao distrito de Vila Real, Porto e Aveiro, dissipando-se nas horas seguintes.</p><p>Neste dia já se denotará também uma <strong>subida das temperaturas mais expressiva no Sul e interior Centro do país</strong>. Assim, esperam-se máximas entre os 17 ºC em Viana do Castelo e os 25 ºC em Castelo Branco. Localmente, no Baixo Alentejo, poderão registar-se valores até 27 ºC.</p><h2>A partir de quarta-feira dar-se-á uma melhoria no estado de tempo e uma subida das temperaturas</h2><p>Quarta-feira poderá contar com um<strong> dia seco e soalheiro em todo o país</strong> e com uma <strong>subida dos termómetros mais evidente</strong>, também no Centro e Sul do país, devido à influência de uma massa de ar quente proveniente do Norte de África. Desta forma, esperam-se temperaturas máximas entre os 18 ºC em Viana do Castelo e os 31 ºC em Beja, sendo que localmente, poderão registar-se até 33 ºC no Baixo Alentejo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-na-proxima-semana-apesar-da-presenca-do-anticiclone-podera-chover-em-alguns-locais-saiba-onde-1779018240843.png" data-image="s2719uyxpfri" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>A próxima quinta-feira, dia 21 de maio, poderá ser um dos dias mais quentes do país, com valores até 34 ºC/ 35 ºC nas zonas habitualmente mais quentes.</figcaption></figure><p>No entanto, <strong>será na quinta-feira que todo o país deverá sentir esta influência da massa de ar quente africana</strong>, pois tal como podemos observar no mapa, vários pontos do país poderão registar entre 34 ºC e 35 ºC, especialmente nas regiões Centro e Sul, sendo que a Norte, o Vale do Douro, como é habitual, deverá registar as temperaturas mais elevadas. Ainda assim, várias cidades dos distritos do litoral Norte (Viana do Castelo, Braga e Porto) deverão registar valores próximos dos 30 ºC.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769090" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depois-do-frio-anormal-portugal-prepara-uma-mudanca-brusca-calor-pode-chegar-ja-na-proxima-semana.html" title="Depois do frio anormal, Portugal prepara uma mudança brusca: calor pode chegar já na próxima semana">Depois do frio anormal, Portugal prepara uma mudança brusca: calor pode chegar já na próxima semana</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depois-do-frio-anormal-portugal-prepara-uma-mudanca-brusca-calor-pode-chegar-ja-na-proxima-semana.html" title="Depois do frio anormal, Portugal prepara uma mudança brusca: calor pode chegar já na próxima semana"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/depois-do-frio-anormal-portugal-prepara-uma-mudanca-brusca-calor-pode-chegar-ja-na-proxima-semana-1778932584363_320.png" alt="Depois do frio anormal, Portugal prepara uma mudança brusca: calor pode chegar já na próxima semana"></a></article></aside><p>Na sexta-feira, o cenário muda um pouco. Ainda que o dia amanheça quente, é esperada uma <strong>descida dos valores a partir das primeiras horas da tarde </strong>no litoral Norte e Centro. Ainda assim, esperam-se máximas entre os 18 ºC em Viana do Castelo e os 35 ºC em Beja. Esta <strong>descida dos valores é coincidente com a passagem de alguma instabilidade pelo Norte do país</strong>, que poderá resultar em aguaceiros fracos e dispersos entre as 16h e as 19h, especialmente a Este da Barreira de Condensação.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-na-proxima-semana-apesar-da-presenca-do-anticiclone-podera-chover-em-alguns-locais-saiba-onde.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Especialista explica quais são os 5 alimentos populares que consomem mais água e recursos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/especialista-explica-quais-sao-os-5-alimentos-populares-que-consomem-mais-agua-e-recursos.html</link><pubDate>Sun, 17 May 2026 10:02:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Estes alimentos "da moda" que associamos à saúde escondem um alto consumo de água e recursos, especialmente quando a sua produção entra em conflito com a realidade climática.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/estos-son-los-alimentos-de-moda-que-mas-agua-y-recursos-consumen-y-comemos-sin-pensar-1778075304131.jpg" data-image="f6q44klntcym"><figcaption>O planeta depende do que colocamos nos nossos pratos mais do que imagina.</figcaption></figure><p>Como já comentamos diversas vezes, quem mede o impacto das mudanças climáticas apenas em graus ou eventos climáticos extremos está a deixar de lado uma parte inconveniente da equação: o que colocamos nos nossos pratos. A luta contra as alterações climáticas é ótima até que ela afete os nossos lanches.</p><p>Porque sim, <strong>existem alimentos que parecem saudáveis</strong>, inovadores ou até mesmo "responsáveis", <strong>mas cuja pegada hídrica e ambiental é surpreendentemente alta</strong>. Este é um problema para a sua foto no Instagram? É sim.</p><p>Não se trata de demonizar a comida, mas de entender o contexto: <strong>muitos dos produtos que consumimos hoje sem pensar tornaram-se tendências globais</strong>, e isso multiplica o seu impacto. O que antes era consumo ocasional ou local agora é massivo, intensivo e, muitas vezes, insustentável.</p><h2>Alimentos que consomem grandes quantidades de água e outros recursos</h2><p>Aqui estão alguns deles que merecem, no mínimo, uma pausa antes de encher o seu carrinho.</p><h3>Abacate: o ouro verde com sede infinita</h3><p>O abacate tornou-se um<strong> símbolo de alimentação saudável</strong>. Torradas, saladas, pokes, smoothies… está por toda parte, do momento em que acorda até à hora de dormir. Mas o seu sucesso tem um preço alto: <strong>produzir um quilo de abacates pode exigir cerca de 1.000 litros de água</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/una-experta-analiza-cuales-son-los-5-alimentos-de-moda-que-mas-agua-y-recursos-consumen-1778143717559.png" data-image="g4mtenn8rt85"><figcaption>O estado de São Paulo é o líder da produção de abacate no Brasil.</figcaption></figure><p>Em Espanha, o cultivo de abacate expandiu-se particularmente em áreas como a região de Axarquía, em Málaga, e a Costa Tropical de Granada, onde o clima é favorável… mas<strong> a água certamente não é abundante</strong>. Aqui está o ponto crucial: não se trata apenas da quantidade de água que a cultura necessita, mas também da sua origem.</p><p>Estas regiões sofrem com secas recorrentes e dependem fortemente de reservatórios e aquíferos cada vez mais sobrecarregados. O <strong>aumento da área de cultivo de abacate gerou uma pressão crescente sobre estes recursos</strong>, ao ponto de, por vezes, ter sido necessário restringir a irrigação ou recorrer a soluções de emergência, como a transferência de água ou a utilização de água de reuso.</p><p>Além disso, estamos a falar de <strong>agricultura intensiva, orientada para o mercado</strong>, o que implica produção constante e não sazonal e, portanto, uma demanda contínua por água. O resultado: <strong>um alimento saudável no prato, mas com uma pegada hídrica que nem sempre corresponde à disponibilidade real de água</strong> na região.</p><p>E se importar de outras regiões produtoras, como o Chile ou o México, que também enfrentam stress hídrico, além de competir pela água necessária nesses locais, também terá que ter em conta o custo do petróleo.</p><h3>Morangos: o lado oculto da fruta perfeita</h3><p>O<strong> consumo de morangos fora de época</strong> tem um impacto significativo. Em Espanha, a sua produção concentra-se sobretudo em Huelva, uma das maiores regiões produtoras da Europa.</p><p>O problema? Parte desta produção depende de aquíferos que abastecem áreas protegidas como Doñana, um ecossistema extremamente sensível. A <strong>extração intensiva de água para irrigação </strong>(aliada a períodos de seca) tem contribuído para a degradação das zonas húmidas e para a diminuição do nível do lençol freático.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">Tremendo regalo fresas de Huelva España <a href="https://t.co/qjyNQh0Zoc">pic.twitter.com/qjyNQh0Zoc</a></p>— Rocco Remo Flacco (@roccoremo) <a href="https://twitter.com/roccoremo/status/1772262263669268565?ref_src=twsrc%5Etfw">March 25, 2024</a></blockquote></figure><p>A isto soma-se um modelo de produção muito exigente: <strong>cultivo sob plástico, alto consumo de água, fertilizantes</strong> e um sistema logístico que permite a disponibilidade de morangos praticamente o ano todo. Porque sim, este é o verdadeiro ponto crítico: normalizamos o consumo de morangos a qualquer momento, quando a sua temporada natural é muito mais limitada.</p><p>E <strong>ainda há o</strong> <strong>desperdício</strong>. Os morangos têm uma vida útil muito curta, são sensíveis ao transporte e a amassos, o que significa que uma parcela significativa acaba no lixo. O resultado: estamos a utilizar recursos hídricos em áreas vulneráveis para produzir um alimento que, em muitos casos, acaba no lixo.</p><h3>Pistácio: a nova obsessão crocante</h3><p>Essa noz passou de <strong>um pequeno luxo</strong> consumido aos punhados a ingrediente principal de gelados, cremes, molhos, chocolates… e praticamente uma religião culinária.</p><p>O problema é que a produção de pistácio também envolve um <strong>alto consumo de água </strong>(comparável ao de outras nozes exigentes em recursos hídricos), e o seu cultivo concentra-se em áreas com escassez de água, como a Califórnia ou algumas regiões do Oriente Médio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estos-son-los-alimentos-de-moda-que-mas-agua-y-recursos-consumen-y-comemos-sin-pensar-1778075551726.jpeg" data-image="nbkaydpqsn84" alt="pistaches" title="pistaches"><figcaption>A febre do pistácio levou a um rápido aumento na produção, tornando-a menos sustentável.</figcaption></figure><p>E aqui está a parte desconfortável: não estamos a comer estes alimentos, estamos a evocá-los. Pistácio no café, iogurte, torrada, sobremesa… Porque quando um alimento se torna onipresente, o seu impacto deixa de ser anedótico.</p><p>Às vezes, não é apenas o consumo do alimento em si, mas o enorme aumento na produção para atender à demanda do consumidor num curto período de tempo que torna o<strong> produto completamente insustentável</strong>.</p><h3>Carne bovina: o clássico que ainda se mantém firme</h3><p><strong>Não se trata de uma tendência recente, mas o consumo continua elevado</strong> e, em muitos casos, está a aumentar, especialmente em certos formatos como hambúrgueres gourmet ou dietas ricas em proteínas.</p><p>A carne bovina<strong> é um dos alimentos com maior pegada hídrica</strong>, exigindo cerca de <strong>15.000 litros de água por quilograma</strong>. Este valor é agravado pelas emissões de gases com efeito de estufa e pelo uso intensivo da terra.</p><h3>Quinoa: de alimento local a pressão global</h3><p>Durante séculos, a quinoa foi uma cultura sustentável, adaptada ao ambiente dos Andes. Mas a sua <strong>popularidade </strong><strong>internacional </strong>a transformou num produto de exportação em massa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/una-experta-analiza-cuales-son-los-5-alimentos-de-moda-que-mas-agua-y-recursos-consumen-1778144103962.png" data-image="6xiav9326zr7"><figcaption>Se quer um prato tão completo como a quinoa... opte por lentilhas com arroz. Mais sustentável, igualmente saudável e delicioso... mas com menos marketing.</figcaption></figure><p>Isto<strong> pressionou os recursos locais, alterou o uso da terra</strong> e, em alguns casos, dificultou o acesso das populações locais a estes recursos. É um exemplo claro de como um superalimento pode se tornar insustentável quando globalizado sem controlo.</p><h2>Produtos “eco” do outro lado do mundo: postura ecológica</h2><p>Cada vez mais consumidores optam por<strong> produtos orgânicos</strong>. Alguns acreditam erroneamente que são mais saudáveis ou contêm menos pesticidas; na verdade, <strong>não contêm menos pesticidas, apenas outros diferentes</strong>, e certamente não são mais saudáveis.</p><p>Acrescente a isso o facto de que estes produtos percorrem milhares de quilómetros para chegar às nossas mesas, embalados a vácuo em plástico.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estos-son-los-alimentos-de-moda-que-mas-agua-y-recursos-consumen-y-comemos-sin-pensar-1778075680026.jpeg" data-image="jvz47w0mkzbv" alt="frutas" title="frutas"><figcaption>Se importa produtos "eco" do outro lado do mundo, estes deixam de ser verdadeiramente ecológicos. Pode melhorar isso consumindo produtos da estação e priorizando os locais.</figcaption></figure><p><strong>Um produto com o rótulo "orgânico" pode ter uma pegada de carbono elevada devido ao transporte</strong>. Noutras palavras, "orgânico" nem sempre significa "baixo impacto" se a origem não for levada em consideração. Se você deseja produtos verdadeiramente orgânicos, escolha produtos da estação e, sempre que possível, priorize os locais.</p><h3>Comer melhor não significa comer perfeitamente (mas sim mais consciente)</h3><p>O problema não é consumir esses alimentos, mas consumi-los sem contexto. A chave não é eliminá-los, mas recuperar algo que perdemos: o equilíbrio.</p><ul> <li>Varie a sua alimentação.</li> <li>Priorize produtos locais e da estação.</li> <li>Reduza o consumo impulsivo influenciado por tendências de '<em>influencers</em>'.</li> <li>Entenda que<strong> "saudável" não significa "sustentável"</strong>.</li></ul><p>Porque o<strong> impacto ambiental</strong> não é percetível no prato... mas é no planeta. E cada decisão, por menor que pareça, contribui para o bem-estar.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/especialista-explica-quais-sao-os-5-alimentos-populares-que-consomem-mais-agua-e-recursos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A nova fronteira tectónica de África: evidências de rifteamento continental na Zâmbia]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-nova-fronteira-tectonica-de-africa-evidencias-de-rifteamento-continental-na-zambia.html</link><pubDate>Sun, 17 May 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O rifte do sudoeste de África: como a conectividade com o manto na Zâmbia está a criar a nova Placa San. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-nova-fronteira-tectonica-de-africa-evidencias-de-rifteamento-continental-na-zambia-1778748944194.png" data-image="0far17xu51q3"><figcaption>A descoberta sugere que a Placa Núbia se está a dividir, dando origem a uma nova unidade chamada Placa San.</figcaption></figure><p>Este estudo revelou <strong>e</strong><strong>vidências geoquímicas inéditas que confirmam a existência de uma nova fronteira tectónica em África</strong>, denominada Rifte do Sudoeste Africano (<em>Southwestern Rift of Africa</em>). A investigação focou-se no Rifte de Kafue, na Zâmbia, fornecendo a primeira caracterização geoquímica de fontes termais nesta zona de extensão. </p><h2>Evidências isotópicas e geológicas </h2><p>A principal evidência do estudo reside na análise dos isótopos de hélio e carbono recolhidos em fontes termais e poços geotérmicos. Os investigadores detetaram razões de isótopos de hélio entre 0,14 e 0,7, <strong>valores que excedem a produção crustal em cerca de oito vezes.</strong> Estas descobertas são fundamentais porque as fases iniciais do rifteamento continental são extremamente difíceis de identificar através de sinais superficiais subtis. </p><div class="texto-destacado">O estudo demonstra que as<strong> falhas no Rifte de Kafue funcionam como condutas para fluidos profundos provenientes de zonas de fusão parcial do manto.</strong> </div><h2>Impacto na tectónica de placas </h2><p>Os dados sugerem que o <strong>Rifte de Kafue faz parte de uma zona de falha ativa contígua com 2500 km de comprimento</strong>, que se estende desde a Tanzânia, passa pela Zâmbia e Botsuana (Rifte de Okavango), até à Namíbia. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-nova-fronteira-tectonica-de-africa-evidencias-de-rifteamento-continental-na-zambia-1778749092888.png" data-image="f328tcmyibse"><figcaption>Esta nova fronteira estende-se por 2.500 km, ligando a Tanzânia à Namíbia e, potencialmente, chegando até à crista média do Atlântico.</figcaption></figure><p>Se confirmada em toda a sua extensão, esta fronteira indicaria a partição da vasta <strong>Placa Núbia de uma nova unidade tectónica denominada Placa San</strong>. </p><div class="texto-destacado">Este sistema ligaria o Sistema de Rifte Africano à Crista Média do Atlântico através da Crista de Walvis. <br></div><p>O estudo compara o estágio do Rifte de Kafue com o mais maduro Sistema de Rifte do Leste Africano (EARS). As assinaturas geoquímicas na Zâmbia assemelham-se às de segmentos jovens do EARS, como o Rifte de Rukwa, <strong>caracterizados por uma elevada concentração de azoto e hélio, mas ainda sem o vulcanismo ativo que domina os riftes em estados mais avançados. </strong></p><h2>Potencial de recursos económicos </h2><p>Para além da importância científica, <strong>estas descobertas destacam um elevado potencial económico para a região.</strong> A combinação de fluxo de fluidos do manto, falhas de escala crustal e baixa sismicidade cria condições favoráveis para:</p><ul><li><strong>Energia geotérmica</strong>: devido às altas anomalias térmicas e circulação de água. </li></ul><ul></ul><ul></ul><ul><li><strong>Hélio e hidrogénio</strong>: a mobilização de gases crustais antigos e a entrada de hélio do manto tornam estas zonas alvos promissores para a exploração de gases economicamente significativos.</li></ul><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="727521" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/fissura-descoberta-no-atlantico-pode-estar-na-origem-dos-grandes-sismos-em-portugal.html" title="Fissura descoberta no Atlântico pode estar na origem dos grandes sismos em Portugal">Fissura descoberta no Atlântico pode estar na origem dos grandes sismos em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/fissura-descoberta-no-atlantico-pode-estar-na-origem-dos-grandes-sismos-em-portugal.html" title="Fissura descoberta no Atlântico pode estar na origem dos grandes sismos em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fissura-descoberta-no-atlantico-pode-estar-na-origem-dos-grandes-sismos-em-portugal-1756826235708_320.jpg" alt="Fissura descoberta no Atlântico pode estar na origem dos grandes sismos em Portugal"></a></article></aside><p>Em conclusão, o estudo fornece a primeira prova direta de interação manto-crosta nesta região central de África, <strong>reforçando a hipótese de que o continente está a iniciar um processo de fratura que poderá levar, a longo prazo, à formação de um novo oceano.</strong></p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><em>Karolytė R, Daly MC, Vivian-Neal P, Hillegonds D, Li L, Sherwood Lollar B and Ballentine CJ (2026) The Southwestern Rift of Africa: isotopic evidence of early-stage continental rifting. Front. Earth Sci. 14:1799564. doi: 10.3389/feart.2026.1799564</em></p><p><em><a href="https://www.agenciasinc.es/Noticias/El-hallazgo-de-una-nueva-frontera-tectonica-en-Zambia-sugiere-el-inicio-de-la-fractura-de-Africa">https://www.agenciasinc.es/Noticias/El-hallazgo-de-una-nueva-frontera-tectonica-en-Zambia-sugiere-el-inicio-de-la-fractura-de-Africa</a></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-nova-fronteira-tectonica-de-africa-evidencias-de-rifteamento-continental-na-zambia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A NASA consegue um avanço crucial rumo a Marte: uma nave espacial experimental rompe a barreira do som]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-nasa-consegue-um-avanco-crucial-rumo-a-marte-uma-nave-espacial-experimental-rompe-a-barreira-do-som.html</link><pubDate>Sun, 17 May 2026 08:02:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A NASA testou com sucesso rotores capazes de ultrapassar Mach 1 em condições marcianas simuladas, um passo importante para o desenvolvimento de aeronaves de maior dimensão que permitam expandir a exploração aérea de Marte.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-logra-un-avance-clave-hacia-marte-una-nave-experimental-ya-rompe-la-barrera-del-sonido-1778881283081.jpg" data-image="z17ivsm5m9mp"><figcaption>O engenheiro Jaakko Karras inspeciona uma pá de um helicóptero marciano antes dos testes supersónicos no JPL em novembro de 2025. Crédito: NASA.</figcaption></figure><p>Durante décadas, voar em Marte foi considerado inviável devido à sua atmosfera rarefeita, que corresponde apenas a 1% da atmosfera terrestre. Portanto, neste ambiente, gerar sustentação aerodinâmica exigiu <strong>repensar as regras clássicas da aviação</strong>, pelo menos aquelas que conhecemos para a Terra.</p><div class="texto-destacado">O helicóptero Ingenuity demonstrou que o voo controlado era possível em Marte, assinalando um marco tecnológico histórico. No entanto, tratava-se apenas de um teste devido ao seu pequeno tamanho, carga útil mínima e alcance limitado.</div><p>Para avançar, os engenheiros começaram a trabalhar em <strong>aeronaves maiores e mais capazes</strong>, que pudessem transportar instrumentos científicos, percorrer distâncias maiores e apoiar diretamente futuras missões robóticas, expandindo a exploração a partir dos céus.</p><p>O principal desafio aerodinâmico, devido a uma atmosfera tão rarefeita, é que <strong>as pás têm de rodar extremamente rápido para gerar a sustentação necessária</strong>, fazendo com que as suas pontas atinjam velocidades próximas ou superiores à velocidade do som. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-logra-un-avance-clave-hacia-marte-una-nave-experimental-ya-rompe-la-barrera-del-sonido-1778881522648.png" data-image="25ukpu5x6nu4"><figcaption>O helicóptero Ingenuity Mars realiza um teste de rotação lenta das pás em abril de 2021, dias antes do seu histórico primeiro voo em Marte. Crédito: NASA/JPL-Caltech/ASU/MSSS.</figcaption></figure><p>O desafio tornou-se interessante quando os <strong>engenheiros decidiram confrontar este limite em vez de o evitar</strong>. Se o regime supersónico era inevitável em Marte, precisava de ser compreendido, medido e controlado desde a fase de projeto, transformando uma dificuldade técnica numa oportunidade para um melhor voo.</p><h2>Testes de rotores supersónicos</h2><p>Os testes foram conduzidos numa câmara especial no Jet Propulsion Laboratory (JPL), capaz de<strong> replicar a pressão e as condições físicas da atmosfera marciana</strong>. Neste ambiente controlado, foram avaliadas pás concebidas para operar de forma estável a velocidades extremas.</p><p>Ao longo de mais de 130 testes, <strong>as pontas das pás ultrapassaram Mach 1 de forma controlada e repetível</strong>, enquanto os sensores de alta precisão registavam vibrações, fluxos de ar e cargas mecânicas, permitindo a validação de modelos aerodinâmicos desenvolvidos nos anos anteriores.</p><p>Os resultados confirmaram que o voo supersónico em Marte é viável e que, ao contrário da Terra, onde a quebra da barreira do som gera ondas de choque intensas, <strong>a baixa densidade marciana reduz significativamente as forças aerodinâmicas envolvidas</strong>.</p><p>Este comportamento permite uma abordagem diferente no design de aeronaves, uma vez que, em vez de limitar a taxa de curva, <strong>os engenheiros podem otimizar a estabilidade, a eficiência energética e a resistência estrutural</strong>, abrindo caminho para veículos aéreos de maiores dimensões. </p><h3>Da experimentação ao futuro da exploração marciana </h3><p>Ao contrário da Ingenuity, que foi concebida unicamente como demonstradora de tecnologia, <strong>as futuras naves marcianas são planeadas como plataformas científicas completas</strong>. Poderão transportar câmaras avançadas, espectrómetros e sensores atmosféricos para estudar o terreno sob novas perspetivas.</p><p>Um dos conceitos analisados é o de um <strong>helicóptero maior que acompanha veículos exploradores ou missões humanas para explorar rotas</strong>, identificar áreas de interesse e aceder a regiões inacessíveis, como desfiladeiros, grutas ou encostas íngremes. </p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/aBJNtvAyt9g/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=aBJNtvAyt9g" id="aBJNtvAyt9g"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Dominar o regime supersónico permite que o <strong>projeto não sacrifique o desempenho</strong>, uma vez que ter estas velocidades elevadas como parte normal da operação reduz os problemas estruturais e expande tanto as capacidades científicas como a autonomia operacional de cada missão.</p><p>Além disso, <strong>o conhecimento adquirido não se limitará a Marte</strong>, uma vez que os princípios aerodinâmicos testados nestes ensaios poderão ser aplicados a outros mundos ou luas com atmosferas diferentes, alargando o papel da exploração aérea em futuras missões planetárias. </p><h3>Um pequeno passo em frente com consequências profundas</h3><p>Quebrar a barreira do som nestes testes não foi um gesto simbólico, mas sim a validação direta de anos de trabalho teórico e experimental, o que demonstra que <strong>os limites clássicos da aviação terrestre não se aplicam da mesma forma em ambientes planetários diferentes do nosso</strong>.</p><p>Este avanço redefine o conceito de voo em Marte, onde o planeta vermelho deixa de ser um local onde voar é quase impossível e se torna um <strong>palco para o desenvolvimento de novas formas de engenharia aeronáutica</strong> adaptadas a condições únicas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766550" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/foi-observada-a-presenca-de-agua-liquida-em-marte-sera-que-esta-e-a-primeira-vez.html" title="Foi observada a presença de água líquida em Marte. Será que esta é a primeira vez?">Foi observada a presença de água líquida em Marte. Será que esta é a primeira vez?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/foi-observada-a-presenca-de-agua-liquida-em-marte-sera-que-esta-e-a-primeira-vez.html" title="Foi observada a presença de água líquida em Marte. Será que esta é a primeira vez?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/marte-e-stata-ssservata-la-presenza-di-acqua-liquida-sul-pianeta-rosso-1740663376494_320.jpg" alt="Foi observada a presença de água líquida em Marte. Será que esta é a primeira vez?"></a></article></aside><p>E embora <strong>não tenha sido anunciada nenhuma missão imediata </strong>baseada nestes rotores, os dados obtidos estão já a influenciar o desenho de projetos futuros. A cada teste, os riscos técnicos são reduzidos e ideias antes descartadas tornam-se opções viáveis para exploração.</p><p>Tal como no caso do Ingenuity, <strong>estes avanços podem parecer pequenos, mas o seu impacto é profundo</strong>. Desta forma, o pequeno passo de quebrar a barreira do som numa câmara de testes pode abrir caminho para novas formas de compreender outros mundos. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/a-nasa-consegue-um-avanco-crucial-rumo-a-marte-uma-nave-espacial-experimental-rompe-a-barreira-do-som.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Lentes amarelas: resolução científica ou marketing?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/lentes-amarelas-resolucao-cientifica-ou-marketing.html</link><pubDate>Sun, 17 May 2026 07:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Os populares óculos amarelos prometem bloquear a luz azul e melhorar o sono, mas os especialistas alertam que o termo biohacking visual mistura ciência real com muito marketing. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/lentes-amarelas-resolucao-cientifica-ou-markting-1778743386532.jpg" data-image="y2za3i5g139x" alt="Ecrãs" title="Ecrãs"><figcaption>Filtrar a luz azul é uma tendência global, contudo os especialistas questionam até onde termina a ciência e começa o marketing do bem-estar digital.</figcaption></figure><p>Os <strong>óculos com lentes amareladas</strong> para filtrar a luz azul, tornaram-se um símbolo moderno do chamado <em>biohacking</em> visual. Prometem <strong>melhorar o sono, reduzir a fadiga ocular, proteger o cérebro</strong> e até aumentar o desempenho cognitivo.</p><p>Segundo um artigo publicado no <em>The Conversation</em>, influenciadores, atletas e empresários exibem estes acessórios como ferramentas quase indispensáveis para sobreviver à vida digital. <strong>Mas até que ponto existe ciência por trás desta tendência?</strong></p><p>O conceito de <em>biohacking</em> parte da ideia de <strong>otimizar o corpo e a mente através de hábitos</strong>, tecnologia ou intervenções específicas.</p><p>No caso visual, a premissa é simples: a <strong>exposição constante à luz artificial, especialmente à luz azul emitida por ecrãs e iluminação LED, estaria a alterar os ritmos naturais do organismo</strong>. A solução proposta seria usar lentes filtrantes capazes de “proteger” o cérebro e os olhos.</p><h2>Sono, ecrãs e ritmo circadiano </h2><p>Vários especialistas em ótica e saúde visual defendem que muitas dessas promessas são exageradas. Estudos recentes indicam que <strong>não existem provas sólidas de que os filtros de luz azul reduzam significativamente a fadiga ocular </strong>ou previnam danos na retina em utilizadores comuns. </p><p>A <strong>fadiga visual digital existe</strong>, mas as causas parecem ser mais simples, e menos misteriosas, do que o <em>marketing</em> sugere.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Passar horas a olhar para perto, piscar menos vezes, manter posturas inadequadas e trabalhar em ambientes mal iluminados são fatores muito mais relevantes para o desconforto ocular do que a própria luz azul. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Ainda assim, há um ponto importante onde a ciência mostra algum consenso, <strong>a luz azul pode interferir no ciclo circadiano</strong>.</p><h2>Conforto visual</h2><p>Durante a noite, a <strong>exposição intensa a ecrãs pode reduzir a produção de melatonina</strong>, hormona essencial para o sono. Neste contexto, filtros mais fortes, ou simplesmente <strong>reduzir o uso de dispositivos antes de dormir</strong>, podem ajudar algumas pessoas a adormecer mais facilmente. </p><p>O problema é que o <strong>discurso comercial</strong> frequentemente transforma uma hipótese moderada numa promessa quase milagrosa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="647872" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/esclarecendo-a-luz-azul-novo-estudo-revela-como-os-ecras-dos-seus-dispositivos-podem-estar-a-afetar-o-seu-sono-e-saude-tecnologia.html" title="Esclarecendo a luz azul: novo estudo revela como os ecrãs dos seus dispositivos podem estar a afetar o seu sono e saúde">Esclarecendo a luz azul: novo estudo revela como os ecrãs dos seus dispositivos podem estar a afetar o seu sono e saúde</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/esclarecendo-a-luz-azul-novo-estudo-revela-como-os-ecras-dos-seus-dispositivos-podem-estar-a-afetar-o-seu-sono-e-saude-tecnologia.html" title="Esclarecendo a luz azul: novo estudo revela como os ecrãs dos seus dispositivos podem estar a afetar o seu sono e saúde"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/research-reveals-gadget-screens-affecting-sleep-health-1709641977142_320.jpeg" alt="Esclarecendo a luz azul: novo estudo revela como os ecrãs dos seus dispositivos podem estar a afetar o seu sono e saúde"></a></article></aside><p>Algumas campanhas sugerem que estes <strong>óculos aumentam o foco mental, produtividade ou até equilíbrio hormonal</strong>. É aqui que o biohacking entra numa zona cinzenta entre a ciência, bem-estar e <em>marketing</em> aspiracional.</p><p>A popularidade destes produtos também revela algo sobre a cultura contemporânea. <strong>Vivemos num ambiente saturado de estímulos digitais e procuramos soluções rápidas</strong> para problemas estruturais: excesso de tempo de ecrã, privação de sono e hiperconectividade. Comprar óculos especiais parece mais fácil do que mudar hábitos.</p><h2>Será uma obsessão moderna?</h2><p>Nas redes sociais, o fenómeno ganhou força uma vez que <strong>combina estética futurista com linguagem científica</strong>.</p><p>Termos como “ritmo circadiano”, “dopamina”, “otimização cognitiva” ou “luz artificial tóxica” criam uma <strong>sensação de sofisticação tecnológica</strong>, mesmo quando usados fora de contexto. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/lentes-amarelas-resolucao-cientifica-ou-markting-1778743416745.jpg" data-image="avyz81sa56r8" alt="Fadiga ocular" title="Fadiga ocular"><figcaption>Horas diante dos ecrãs, menos pestanejar e excesso de foco visual resulta numa fadiga ocular digital.</figcaption></figure><p>Isso não significa que todas as experiências pessoais sejam falsas. <strong>Muitas pessoas relatam sentir menos desconforto ao usar lentes amareladas</strong>. Em fóruns online, alguns utilizadores afirmam notar <strong>melhoria no cansaço ocular ou no sono, enquanto outros consideram o efeito puro placebo</strong>.</p><p>A própria perceção de conforto pode ser real, especialmente quando as <strong>lentes reduzem brilho ou reflexos</strong>. Mas conforto subjetivo não é o mesmo que comprovação clínica.</p><h2>Nem toda a luz azul é prejudicial </h2><p>Outro aspeto relevante é que <strong>nem toda a luz azul é prejudicial</strong>. Durante o dia, ela é essencial para regular o estado de alerta, atenção e equilíbrio biológico. <strong>O corpo humano evoluiu em contacto constante com a luz solar</strong>, que contém quantidades muito superiores de luz azul em comparação com os ecrãs domésticos. </p><p>O crescimento do <em>biohacking</em> visual faz parte de um fenómeno maior: a <strong>tentativa de transformar o quotidiano em desempenho otimizado</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="695525" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-criancas-estao-a-perder-capacidades-motoras-e-os-ecras-podem-ser-os-verdadeiros-culpados.html" title="As crianças estão a perder capacidades motoras e os ecrãs podem ser os verdadeiros culpados">As crianças estão a perder capacidades motoras e os ecrãs podem ser os verdadeiros culpados</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-criancas-estao-a-perder-capacidades-motoras-e-os-ecras-podem-ser-os-verdadeiros-culpados.html" title="As crianças estão a perder capacidades motoras e os ecrãs podem ser os verdadeiros culpados"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-criancas-estao-a-perder-capacidades-motoras-e-os-ecras-podem-ser-os-verdadeiros-culpados-1738753320767_320.jpg" alt="As crianças estão a perder capacidades motoras e os ecrãs podem ser os verdadeiros culpados"></a></article></aside><p>No final, talvez a verdadeira questão não seja se os óculos amarelos funcionam, mas <strong>porque estamos tão dispostos a acreditar que precisamos deles</strong>. A tecnologia <strong>criou novos desconfortos, mas também criou um mercado de soluções rápidas</strong>. Entre ciência legítima e <em>marketing</em> emocional, o consumidor moderno navega numa fronteira cada vez mais difícil de distinguir.</p><p>A recomendação mais consensual entre especialistas continua a ser surpreendentemente simples, <strong>fazer pausas regulares, reduzir o brilho dos ecrãs, dormir melhor, piscar mais frequentemente e limitar a exposição digital antes de dormir</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/lentes-amarelas-resolucao-cientifica-ou-marketing.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estudo sugere que o Sol não nasceu onde está agora, mas foi transportado por uma migração massiva através da Via Láctea]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/estudo-sugere-que-o-sol-nao-nasceu-onde-esta-agora-mas-foi-transportado-por-uma-migracao-massiva-atraves-da-via-lactea.html</link><pubDate>Sun, 17 May 2026 06:04:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Uma nova análise de 6.594 gémeos solares revela que o Sol migrou do centro galáctico entre 4 e 6 mil milhões de anos atrás, tornando a Terra habitável.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/studie-enthuellt-die-sonne-war-teil-einer-massenmigration-sie-verlie-einst-den-inneren-bereich-der-milchstra-e-1773989887074.png" data-image="nnwuehk42ee1" alt="Viagem solar, Via Láctea, Posição, Terra" title="Viagem solar, Via Láctea, Posição, Terra"><figcaption>Visualização da trajetória do Sol (IA): da barra central da Via Láctea à sua posição atual — um fator chave para a zona habitável da Terra.</figcaption></figure><p>O Sol é a estrela que nos é mais familiar; no entanto, as suas origens são surpreendentemente complexas. Novas pesquisas sugerem que se formou originalmente nas regiões internas da Via Láctea ou pode até ter tido origem num sistema estelar binário próximo do centro galáctico, <strong>migrando para a sua órbita atual, no disco galáctico externo, entre 4 e 6 mil milhões de anos atrás</strong>.</p><p>Esta revelação baseia-se no estudo das chamadas “estrelas gémeas solares”: estrelas cuja temperatura, gravidade e composição química são quase idênticas às do Sol. Estas gémeas funcionam como<strong> testemunhas cósmicas, revelando a história tanto do Sol como da Via Láctea</strong>.</p><h2>Gémeos solares como testemunhas precisas</h2><p>As <strong>estrelas gémeas solares permitem determinar a idade, a massa e a composição química de estrelas individuais com uma precisão excecional</strong>. A equipa de investigação, liderada por Daisuke Taniguchi e Takuji Tsujimoto, utilizou o catálogo Gaia DR3 GSP-Spec, que fornece dados sobre milhões de estrelas num raio de aproximadamente 300 parsecs.</p><p>Após passar por rigorosos controlos de qualidade, foi compilado um catálogo de 6.594 gémeos solares; uma<strong> amostra cerca de 30 vezes superior às utilizadas em estudos anteriores</strong>.</p><p>Para estas estrelas, a idade, a massa inicial e a metalicidade primordial foram determinadas através de uma <strong>abordagem baseada em modelos</strong> que incorpora modelos estelares físicos e não depende de padrões de treino baseados em dados empíricos.</p><h2>Determinação da idade através de isócronas PARSEC</h2><p>Os investigadores utilizaram isócronas do PARSEC (versão 1.2S), através da interface CMD 3.7, para <strong>calcular a idade, a massa e o estádio evolutivo das estrelas</strong>. Este método compara parâmetros observacionais, como a temperatura superficial, a luminosidade e o teor metálico, com modelos teóricos.</p><h3>Para validar a sua abordagem, testaram-na comparando-a com o nosso próprio sistema solar.</h3><ul><li>A distribuição etária calculada coincidiu com a idade conhecida, entre os 4,5 e os 4,6 mil milhões de anos, bem como com a massa inicial de 1 massa solar.</li><li>Além disso, verificaram a robustez estatística utilizando um catálogo sintético composto por 75.588 estrelas simuladas.</li></ul><h2>Análise da composição química</h2><p>A análise da composição química confirmou tendências já conhecidas: <strong>elementos como o alumínio aumentam com a idade, enquanto o ítrio diminui</strong>. Em contrapartida, as chamadas estrelas enriquecidas, produzidas por processos em estrelas que sofrem intensa nucleossíntese de elementos pesados, são raras ou quase completamente ausentes.<strong> </strong></p><p>Isto deve-se provavelmente à exclusão rigorosa de possíveis sistemas binários, bem como à dificuldade de identificar estrelas com enriquecimento moderado em fenómenos do processo nos dados espectroscópicos do Gaia.</p><h2>Assinaturas químicas e estrelas enriquecidas</h2><p>A idade e os padrões químicos dos "gémeos solares" revelam um pico distinto nas estrelas com idades compreendidas entre os 4 e os 6 mil milhões de anos.</p><div class="texto-destacado">Combinada com a localização destas estrelas perto das regiões internas da Via Láctea, esta descoberta aponta para uma migração massiva de estrelas — um processo em que o Sol também participou.</div><p>Esta migração só foi possível porque, nessa altura, a barra galáctica central ainda estava em fase de formação. Hoje, esta barra atua como uma "barreira de corrotação", <strong>aprisionando as estrelas dentro do centro galáctico</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767097" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/plutao-podera-recuperar-o-seu-estatuto-de-planeta-no-sistema-solar-o-diretor-da-nasa-reabre-o-debate.html" title="Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate">Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/plutao-podera-recuperar-o-seu-estatuto-de-planeta-no-sistema-solar-o-diretor-da-nasa-reabre-o-debate.html" title="Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/pluton-podria-volver-a-ser-planeta-la-nasa-reabre-el-debate-1777885919279_320.jpeg" alt="Plutão poderá recuperar o seu estatuto de planeta no sistema solar: o diretor da NASA reabre o debate"></a></article></aside><p>Esta migração explica <strong>como o nosso sistema solar foi parar a uma região mais tranquila do disco galáctico</strong>, um fator crucial para o surgimento de um planeta habitável.</p><h2>Importância para a Arqueologia Galáctica</h2><p>Este estudo não só fornece informações sobre a história do Sol, como também sobre a <strong>dinâmica da Via Láctea</strong>. Demonstra como as estrelas podem mudar de posição dentro do disco galáctico ao longo de milhares de milhões de anos e como os movimentos maciços são desencadeados por mudanças estruturais, como a formação da barra galáctica.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/studie-enthuellt-die-sonne-war-teil-einer-massenmigration-sie-verlie-einst-den-inneren-bereich-der-milchstra-e-1773990316011.png" data-image="ibv0wz9c3h6d" alt="Representação simbólica: a investigação revela ligações cósmicas ocultas — como a ciência decifra a viagem do Sol e dos seus gémeos pela Via Láctea." title="Representação simbólica: a investigação revela ligações cósmicas ocultas — como a ciência decifra a viagem do Sol e dos seus gémeos pela Via Láctea."><figcaption>Representação simbólica: a investigação revela ligações cósmicas ocultas — como a ciência decifra a viagem do Sol e dos seus gémeos pela Via Láctea.</figcaption></figure><p>Catálogos de grande escala baseados em modelos, como o Gaia DR3 GSP-Spec, permitem, pela primeira vez, realizar este tipo de análise com robusta fiabilidade estatística, abrindo novas perspetivas para a investigação sobre a formação estelar, a migração estelar e as <strong>condições favoráveis à vida habitável dentro das galáxias</strong>.</p><h2>Perspetivas futuras</h2><p>Estudos futuros irão<strong> investigar a migração do Sol e de outras estrelas</strong> semelhantes com maior profundidade, incluindo aspetos relacionados com os elementos alfa e a evolução química da galáxia.</p><p>Missões planeadas, como o projeto de satélite japonês JASMINE, irão<strong> melhorar a precisão destas análises</strong> e possibilitar o rastreamento das trajetórias das estrelas entre regiões galácticas.</p><h3><em>Referência da notícia:</em></h3><p><em>Taniguchi, D., de Laverny, P., Recio-Blanco, A., Tsujimoto, T., Palicio, P.A. (2026). Solar twins in Gaia DR3 GSP-Spec I: <a href="https://www.aanda.org/articles/aa/pdf/2026/03/aa58913-26.pdf">Building a large catalog of solar twins with ages</a>. Astronomy & Astrophysics, 707, A260.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/estudo-sugere-que-o-sol-nao-nasceu-onde-esta-agora-mas-foi-transportado-por-uma-migracao-massiva-atraves-da-via-lactea.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O “comboio mais bonito de Portugal” já tem data para voltar aos carris do Douro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-comboio-mais-bonito-de-portugal-ja-tem-data-para-voltar-aos-carris-do-douro.html</link><pubDate>Sun, 17 May 2026 05:04:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Entre carruagens históricas, vinho do Porto e paisagens de sonho, a experiência ferroviária mais nostálgica do Douro prepara-se para regressar este verão.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-comboio-mais-bonito-de-portugal-ja-tem-data-para-voltar-aos-carris-do-douro-1778922844752.jpg" data-image="jtw6uqzuqexn" alt="Douro" title="Douro"><figcaption>Já pode voltar a viajar no comboio histórico que atravessa o coração do Douro. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>O som do apito vai voltar a ecoar entre as<strong> vinhas do Douro </strong>e, para muitos passageiros, isso só pode querer dizer uma coisa: o <strong>Comboio Histórico do Douro</strong> está de regresso.</p><div class="texto-destacado">É verdade. A locomotiva volta este verão para mais uma temporada de viagens inesquecíveis. </div><p><strong>A partir de 6 de junho e até 18 de outubro</strong>, a emblemática composição da CP volta a percorrer uma das linhas ferroviárias mais bonitas do país, numa experiência que mistura paisagem, tradição e um irresistível ambiente <em>vintage</em>.</p><h2>O percurso</h2><p>Ao longo de cerca de 36 quilómetros, <strong>entre a Régua e o Tua</strong>, a viagem acompanha o rio Douro por entre socalcos, túneis e estações históricas, atravessando o coração do Alto Douro Vinhateiro, região classificada como Património Mundial pela UNESCO. E a verdade é que há poucas formas tão bonitas de descobrir esta zona do país como sentado junto à janela de uma carruagem centenária, com tempo para apreciar cada curva da paisagem.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762471" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/dormir-onde-o-comboio-ja-nao-passa-a-revolucao-turistica-esta-a-chegar-a-chaves.html" title="Dormir onde o comboio já não passa: a revolução turística está a chegar a Chaves">Dormir onde o comboio já não passa: a revolução turística está a chegar a Chaves</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/dormir-onde-o-comboio-ja-nao-passa-a-revolucao-turistica-esta-a-chegar-a-chaves.html" title="Dormir onde o comboio já não passa: a revolução turística está a chegar a Chaves"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/dormir-onde-o-comboio-ja-nao-passa-a-revolucao-turistica-esta-a-chegar-a-chaves-1775474255607_320.jpg" alt="Dormir onde o comboio já não passa: a revolução turística está a chegar a Chaves"></a></article></aside><p>Este ano, tal como aconteceu na temporada passada, o comboio será puxado por uma<strong> locomotiva histórica diesel da década de 60</strong>, pintada com as cores clássicas da CP. </p><div class="texto-destacado">A conhecida locomotiva a vapor continua temporariamente afastada deste percurso devido a restrições técnicas e de segurança em algumas infraestruturas da Linha do Douro. </div><p>“O Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) está a desenvolver uma avaliação específica para determinar se e quando a 0186 poderá regressar à linha com segurança”, escreve o <em>site </em>‘Eknomista’.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-comboio-mais-bonito-de-portugal-ja-tem-data-para-voltar-aos-carris-do-douro-1778922943184.jpg" data-image="vk032hartv7s" alt="Série CP 0180" title="Série CP 0180"><figcaption>Série CP 0180. Foto: CP</figcaption></figure><p>Ainda assim, o charme da experiência mantém-se praticamente intacto: as cinco carruagens históricas em madeira continuam a transportar os passageiros para outra época.</p><p>A viagem começa, então, na <strong>estação da Régua</strong>, onde os passageiros são recebidos com música tradicional da região e um cálice de vinho do Porto. Pouco depois, o comboio segue caminho rumo ao<strong> Tua</strong>, sempre acompanhado por animação regional e cantares típicos que ajudam a tornar o ambiente ainda mais especial.</p><p>No Tua, os passageiros têm algum tempo livre para passear junto ao rio, apreciar a paisagem ou descobrir produtos regionais apresentados por produtores locais. Quem quiser aproveitar a escapadinha para conhecer melhor a região pode ainda visitar o Centro Interpretativo do Vale do Tua, onde os passageiros do comboio histórico têm desconto na entrada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="746594" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/douro-nao-e-so-vinho-prepare-se-para-conhecer-a-nova-rota-turistica-do-azeite-em.html" title="Douro não é só vinho: prepare-se para conhecer a nova rota turística do azeite em 2026">Douro não é só vinho: prepare-se para conhecer a nova rota turística do azeite em 2026</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/douro-nao-e-so-vinho-prepare-se-para-conhecer-a-nova-rota-turistica-do-azeite-em.html" title="Douro não é só vinho: prepare-se para conhecer a nova rota turística do azeite em 2026"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/douro-nao-e-so-vinho-prepare-se-para-conhecer-a-nova-rota-turistica-do-azeite-em-1767105414111_320.jpg" alt="Douro não é só vinho: prepare-se para conhecer a nova rota turística do azeite em 2026"></a></article></aside><p>Por fim, regressa-se novamente à <strong>estação de Régua</strong>, mas não sem antes passar por aquela que é uma das paragens mais aguardadas: o <strong>Pinhão</strong>. A estação é famosa pelos seus painéis de azulejos, que retratam cenas das vindimas, barcos rabelos e o quotidiano duriense. Mesmo para quem já lá passou várias vezes, há sempre qualquer coisa de especial naquele cenário encaixado entre montanhas e vinhas.</p><h2>Mais informações e detalhes</h2><p>As viagens realizam-se aos <strong>sábados e domingos</strong> entre <strong>junho e outubro</strong>, havendo também circulações em algumas quartas-feiras durante os meses de verão. Os bilhetes custam<strong> 60€ para adultos</strong>, <strong>32€ para crianças</strong> entre os 4 e os 12 anos, e existem preços especiais para grupos. Estes já estão disponíveis nas bilheteiras e no<em> site</em> da CP – Comboios de Portugal.</p><div class="texto-destacado">Todas as informações relativas a datas, preços e condições das viagens encontram-se disponíveis online, no site da CP. </div><p>“Para quem quiser transformar o passeio numa escapadinha mais completa, continuam também disponíveis programas que combinam o comboio histórico com cruzeiros no Douro, provas de vinho e estadias em quintas da região”, nota ainda o <em>site</em> ‘Vou Sair’.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-comboio-mais-bonito-de-portugal-ja-tem-data-para-voltar-aos-carris-do-douro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Depois do frio anormal, Portugal prepara uma mudança brusca: calor pode chegar já na próxima semana]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depois-do-frio-anormal-portugal-prepara-uma-mudanca-brusca-calor-pode-chegar-ja-na-proxima-semana.html</link><pubDate>Sat, 16 May 2026 12:38:45 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de vários dias com temperaturas abaixo da média, Portugal deverá assistir a uma rápida inversão térmica no início da próxima semana, com as anomalias a tornarem-se positivas e o calor a ganhar força em várias regiões.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa9ydxy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa9ydxy.jpg" id="xa9ydxy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A tarde deste sábado, 16 de maio, deverá ser marcada por tempo seco na maior parte de Portugal continental, graças à influência de um anticiclone dos Açores em posição favorável para bloquear a entrada de frentes atlânticas.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>A única exceção poderá surgir na Serra da Estrela, onde não se exclui chuva ou chuviscos muito fracos ao final da tarde.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depois-do-frio-anormal-portugal-prepara-uma-mudanca-brusca-calor-pode-chegar-ja-na-proxima-semana-1778932464443.png" data-image="kk0hnon8tt5w" alt="Chuva e pressão atmosférica" title="Chuva e pressão atmosférica"><figcaption>Na tarde de sábado, o anticiclone dos Açores mantém o tempo seco em quase todo o território, mas o litoral continua mais fresco e ventoso do que o interior devido à influência atlântica.</figcaption></figure><p>Em termos térmicos, o contraste entre litoral e interior continuará evidente. <strong>As máximas mais elevadas deverão registar-se no Centro e sobretudo no Sul</strong>, com destaque para o interior alentejano, enquanto as regiões costeiras se mantêm mais frescas devido à influência marítima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depois-do-frio-anormal-portugal-prepara-uma-mudanca-brusca-calor-pode-chegar-ja-na-proxima-semana-1778932535063.png" data-image="wgmuy31pt5t9" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-892772">O mapa detalha os valores previstos para este sábado, 16 de maio, às 16:00, evidenciando o contraste entre as diferentes regiões. O grande destaque vai para o interior do Alentejo, com Mértola a registar 26 °C. Em contrapartida, as regiões do Norte e a faixa litoral vão apresentar um ambiente mais fresco.</figcaption></figure><p>O vento continuará a ser um fator de desconforto, com rajadas moderadas ao longo da faixa costeira, por vezes acima dos <strong>50 km/h entre Lisboa e Porto,</strong> propagando-se gradualmente ao interior ao longo desta tarde.</p><h2>Domingo mantém ambiente fresco para a época</h2><p>No domingo, 17 de maio, a<strong> intrusão de ar mais frio continuará a fazer-se sentir sobre Portugal continental</strong>, associada a um jato polar ainda fraco e ondulado. Por isso, as temperaturas deverão manter-se abaixo do normal para esta altura do ano.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depois-do-frio-anormal-portugal-prepara-uma-mudanca-brusca-calor-pode-chegar-ja-na-proxima-semana-1778932584363.png" data-image="t2rt50v1q4fj" alt="Temperatura 700 hPa" title="Temperatura 700 hPa"><figcaption>Na tarde de domingo, a persistência de ar polar mantém Portugal sob temperaturas abaixo da média climatológica, com anomalias negativas generalizadas e ambiente fresco em praticamente todo o território.</figcaption></figure><p>É aqui que entra o conceito de <strong>anomalia térmica,</strong> trata-se da diferença entre a temperatura prevista e o valor médio climatológico esperado para a data. Quando a anomalia é negativa, significa que o ambiente está mais frio do que seria habitual. No domingo, essa anomalia negativa deverá persistir ao longo das 24 horas, com desvios entre <strong>-2 e -5 ºC</strong> em muitos locais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depois-do-frio-anormal-portugal-prepara-uma-mudanca-brusca-calor-pode-chegar-ja-na-proxima-semana-1778932638899.png" data-image="86l0r0evrnzt" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"><figcaption>No domingo, a persistência de ar mais frio mantém as temperaturas abaixo do normal para a época, com anomalias negativas entre 2 e 5 ºC em grande parte do país.</figcaption></figure><p>Isto confirma o caráter invulgarmente fresco desta semana de maio.</p><h2>Segunda-feira ainda sem grande mudança, terça já com subida térmica</h2><p>No arranque da próxima semana, <strong>o anticiclone dos Açores deverá posicionar-se em latitudes mais baixas.</strong> Essa configuração quase permitirá a aproximação de um rio atmosférico ao Norte de Portugal, mas, para já, esse corredor de humidade não deverá afetar o continente.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769049" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/verao-aproxima-se-rapidamente-de-portugal-mapa-de-anomalia-do-modelo-europeu-mostra-tons-de-vermelho-mais-intensos.html" title="“Verão aproxima-se rapidamente de Portugal”: mapa de anomalia do modelo europeu mostra tons de vermelho mais intensos">“Verão aproxima-se rapidamente de Portugal”: mapa de anomalia do modelo europeu mostra tons de vermelho mais intensos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/verao-aproxima-se-rapidamente-de-portugal-mapa-de-anomalia-do-modelo-europeu-mostra-tons-de-vermelho-mais-intensos.html" title="“Verão aproxima-se rapidamente de Portugal”: mapa de anomalia do modelo europeu mostra tons de vermelho mais intensos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/verao-aproxima-se-rapidamente-de-portugal-mapa-de-anomalia-do-modelo-europeu-mostra-tons-de-vermelho-mais-intensos-1778885689839_320.jpg" alt="“Verão aproxima-se rapidamente de Portugal”: mapa de anomalia do modelo europeu mostra tons de vermelho mais intensos"></a></article></aside><p>Na segunda-feira, as temperaturas ainda deverão ser muito semelhantes às do fim de semana. A<strong> diferença começará a notar-se mais na terça-feira, quando o ar frio deixará de ser injetado sobre Portugal</strong> e o padrão térmico começará finalmente a inverter-se.</p><h2>A partir daí o calor poderá ganhar força</h2><p>A grande mudança térmica deverá surgir depois disso. A terça-feira marcará o início da recuperação, mas será a quarta-feira que poderá abrir caminho a uma segunda metade da semana bastante mais quente. Se a tendência atual se confirmar, Portugal poderá aproximar-se rapidamente de <strong>valores mais típicos de verão, com máximas localmente superiores a 34 ºC</strong> nos dias seguintes.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depois-do-frio-anormal-portugal-prepara-uma-mudanca-brusca-calor-pode-chegar-ja-na-proxima-semana.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Muito mais que pirâmides: o que a selva de Tikal, no Guatemala, ainda esconde após 1000 anos de silêncio]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/muito-mais-que-piramides-o-que-a-selva-de-tikal-na-guatemala-ainda-esconde-apos-1000-anos-de-silencio.html</link><pubDate>Sat, 16 May 2026 11:06:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A maior atração turística do Guatemala é um parque nacional espetacular localizado no norte do país. É um dos poucos locais da UNESCO a ter sido designado Património Mundial tanto Natural como Cultural.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/die-antwort-schlummert-im-regenwald-die-maya-metropole-tikal-behalt-noch-immer-viele-geheimnisse-fur-sich-1778278175469.jpeg" data-image="ehqcz1qdxnyn" alt="Tikal" title="Tikal"><figcaption>A Praça Central de Tikal, que abriga o Templo do Grande Jaguar, é espetacular.</figcaption></figure><p>Dentro do <strong>Parque Nacional de Tikal, no Guatemala</strong>, jazem os <strong>restos de uma cidade que foi habitada por quase 1.000 anos</strong>: um mundo perdido cujas relíquias repousam na selva, mas que permanecem familiares ao público cinematográfico internacional. De facto, <strong>em 1977, o seu maior templo serviu de cenário para o planeta Yavin em <em>Star Wars: Episódio IV</em></strong>.</p><h2>A escrita maia foi decifrada</h2><p><strong>Tikal </strong>é uma das cidades mais importantes do período Clássico Maia e um <strong>paraíso para amantes da natureza, arqueólogos</strong> e qualquer pessoa apaixonada por história. O equilíbrio entre informação e mistério mantém viva a sensação de fascínio.</p><p>De facto, há muito a aprender sobre os rituais e a sorte da classe dominante de Tikal durante o seu apogeu, entre os séculos III e IX. Até mesmo a escrita da antiga cultura Maia foi decifrada. No entanto, <strong>a cidade ainda guarda vários segredos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/nao-e-so-no-egito-piramides-de-22-metros-sao-identificadas-na-amazonia.html" title="Não é só no Egito: pirâmides de 22 metros são identificadas na Amazónia">Não é só no Egito: pirâmides de 22 metros são identificadas na Amazónia</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/nao-e-so-no-egito-piramides-de-22-metros-sao-identificadas-na-amazonia.html" title="Não é só no Egito: pirâmides de 22 metros são identificadas na Amazónia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nao-e-so-no-egito-piramides-de-22-metros-sao-identificadas-na-amazonia-1767721248111_320.jpg" alt="Não é só no Egito: pirâmides de 22 metros são identificadas na Amazónia"></a></article></aside><p>"No<strong> seu auge, a região metropolitana de Tikal contava com quase 200.000 habitantes</strong>, tornando-se uma das maiores cidades do mundo", afirma o guia Pablo. O motivo pelo qual esta megacidade<strong> foi abandonada no século IX</strong> — se foi uma guerra, uma epidemia ou um desastre natural que causou o seu declínio — <strong>permanece um mistério</strong>.</p><p>Recentemente, surgiu a<strong> h</strong><strong>ipótese </strong>de que, durante uma <strong>seca prolongada</strong>, os <strong>habitantes obtinham água potável de reservatórios de água da chuva que podem ter sido contaminados por cianobactérias</strong>.</p><p>Talvez a resposta ainda esteja escondida nas profundezas da própria floresta tropical. "<strong>Dez mil estruturas da cidade antiga ainda precisam ser escavadas</strong>", explica Pablo. Só para ver os vestígios que já foram descobertos, seriam necessários três dias.</p><h3>Um turista desapareceu sem deixar rasto na selva</h3><p>Para uma visão geral concisa, um único dia é suficiente, desde que você leve bastante água, protetor solar e calçados resistentes. A<strong> área urbana abrange 65 quilómetros quadrados, enquanto o centro da cidade se estende por 16</strong>.</p><p>O próprio<strong> parque nacional ocupa uma área de 576 quilómetros quadrados</strong>; um vasto território onde, fora das trilhas que levam à praça principal, onde se encontram os maiores templos, mais de um visitante já se perdeu.</p><p>Devido ao calor, isto pode ser perigoso. Pablo conta a história de <strong>um turista do Texas que desapareceu na selva há dois anos, sem deixar rasto</strong>. "Nem a sua mochila foi encontrada".</p><h2>Uma grande biodiversidade e mil tons de verde</h2><p><strong>Quatrocentas espécies de aves habitam este lugar</strong>, juntamente com 40 espécies de serpentes e cinco espécies de felinos selvagens. Poucas delas são vistas, o que, em alguns casos, é um alívio bem-vindo.</p><p>Isto permite que os visitantes concentrem a sua atenção no <strong>Templo I</strong>, o Templo do Grande Jaguar, com 47 metros de altura, e no <strong>Templo II</strong>, com 40 metros de altura, situado diretamente em frente a ele (estruturas que outrora formavam o epicentro da vida religiosa da cidade), bem como na subida ao Templo IV, construído em homenagem ao vigésimo sétimo governante.</p><p><strong> </strong></p><p>Com 65 metros de altura, é a estrutura mais alta de Tikal e uma das <strong>maiores construções maias já erguidas</strong>. Graças a uma escadaria moderna com corrimãos, a subida é fácil.</p><p>No entanto, o calor do meio-dia torna a subida um pouco desafiadora. Mesmo assim, <strong>a vista deslumbrante da floresta tropical</strong>, resplandecente em mil tons de verde, com os picos de outros templos despontando acima da copa das árvores, compensa amplamente o esforço.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/muito-mais-que-piramides-o-que-a-selva-de-tikal-na-guatemala-ainda-esconde-apos-1000-anos-de-silencio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Plantas de vaso de baixa manutenção e amigas dos polinizadores para transformar um pátio pequeno]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-de-vaso-de-baixa-manutencao-e-amigas-dos-polinizadores-para-transformar-um-patio-pequeno.html</link><pubDate>Sat, 16 May 2026 10:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Que tipos de plantas prosperam em vasos e recipientes, e quais delas são tão agradáveis aos sentidos dos polinizadores?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-de-vaso-de-baixa-manutencao-e-amigas-dos-polinizadores-para-transformar-um-patio-pequeno-1778883573873.jpg" data-image="qe4mmg4v9uyb" alt="plantas em vaso" title="plantas em vaso"><figcaption>Enfeitar o pátio com vasos bonitos e plantas selecionadas é uma atividade divertida e saudável, boa para a alma e para os polinizadores. Crédito: Pixabay.</figcaption></figure><p>Plantar em vasos oferece diversas vantagens para os jardineiros e amantes de jardins, como a<strong> praticidade de mover e reorganizar as plantas</strong>, bem como a possibilidade de iluminar cantos escuros e áreas de pátio. É também possível plantar flores e hortícolas em vasos em locais onde o solo fértil para a plantação tradicional é limitado. Aqui estão algumas plantas para vasos que pode cultivar no seu pátio. </p><h2>Alecrim e tomilho</h2><p>Se estamos a falar de escolher uma planta para vaso com um aroma maravilhoso e um aspeto impactante, que também possa ser utilizada em criações culinárias, vale certamente a pena experimentar a <em>Salvia rosmarinus</em> '<em>Blue Cascade</em>'. Esta variedade de<strong> alecrim trepador</strong> fica deslumbrante durante o período de floração, entre maio e junho, quando as suas delicadas flores azuis se destacam no meio das folhas verde-escuras em forma de agulha, caindo pelas laterais dos vasos e/ou paredes como uma cascata.</p><p><em></em>O <strong>tomilho</strong> '<em>Thymus serpyllum Pink Chintz</em>' é um tomilho perene que forma um tapete, possui um <strong>aroma encantador e belas flores rosadas</strong>, e prospera em pleno sol e solo bem drenado, o que o torna uma escolha perfeita para cultivo em vasos, jardins de cascalho, bordas de muros e jardins de pedra. </p><p>O que é realmente gratificante em escolher qualquer uma destas plantas é que são comestíveis e muito boas para polinizadores como as abelhas.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/ThQ_MUpc0VM/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=ThQ_MUpc0VM" id="ThQ_MUpc0VM"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A <strong>lavanda é uma planta encantadora para ter ao vento junto à porta do jardim</strong> das traseiras ou da entrada da casa, oferecendo um suave aroma que delicia quem passa durante o dia. </p><p><em></em>A <em>Lavandula angustifolia</em> (lavanda comum) e a <em>Lavandula stoechas</em> (lavanda-borboleta ou lavanda-francesa) são <strong>perfeitas para vasos e floreiras</strong>. A lavanda-comum é uma planta naturalmente compacta e, tal como a lavanda-borboleta, aprecia o sol e solos bem drenados. <strong>Ambas as variedades são ótimas para os polinizadores</strong> e produzem bonitas flores roxas. Enquanto a lavanda comum tem um aroma mais delicado e adocicado, a lavanda-borboleta ou lavanda-francesa é mais forte e considerada medicinal. </p><h2>Sálvia</h2><p>As sálvias são plantas com uma<strong> estrutura agradável e que atraem polinizadores</strong>, ideais para vasos e floreiras em pátios. As abelhas adoram-nas, e poderá observar a fascinante dança aérea de muitos destes pequenos insetos durante os meses quentes de verão. </p><p><em></em>A sálvia '<em>Hot Lips</em>' é exatamente o que o nome sugere: <strong>flores bicolores, brancas e vermelhas</strong>, que fazem lembrar um batom. Estas pequenas belezas apreciam o sol pleno e o solo fértil e bem drenado. Recomenda-se remover as hastes florais assim que começarem a murchar para estimular novas florações e mantê-las viçosas durante todo o verão. </p><p><em></em>A salva (<em>Salvia nemorosa Caradonna</em>)<em></em> é outra <strong>planta que atrai insetos polinizadores</strong>. Produz belas flores azul-violeta em caules roxo-escuros, que se destacam no meio da folhagem verde-acinzentada. Esta variedade é tolerante à seca, prosperando em pleno sol e solo bem drenado. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-de-vaso-de-baixa-manutencao-e-amigas-dos-polinizadores-para-transformar-um-patio-pequeno.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[7 Novas Maravilhas de Portugal batem recorde com mais de 600 candidatos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/7-novas-maravilhas-de-portugal-batem-recorde-com-mais-de-600-candidatos.html</link><pubDate>Sat, 16 May 2026 09:06:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Mais de 600 lugares querem entrar para as 7 Novas Maravilhas de Portugal. É “uma das maiores adesões de sempre”, garante a organização.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-novas-maravilhas-de-portugal-batem-recorde-com-mais-de-600-candidatos-1778879672762.jpg" data-image="vuij7uo01hkl" alt="Portugal" title="Portugal"><figcaption>Das praias aos castelos: há mais de 600 candidatos às 7 Novas Maravilhas de Portugal. Foto ilustrativa: Unsplash.</figcaption></figure><p>Mais de 600 candidatos, milhares de votos esperados e uma missão quase impossível: escolher apenas sete.</p><div class="texto-destacado">As 7 Novas Maravilhas de Portugal regressam este ano com números recorde e uma competição que promete pôr portugueses e turistas a olhar para o país com outros olhos.</div><p><strong>Portugal</strong> tem pouco mais de 92 mil quilómetros quadrados, mas aparentemente espaço não lhe falta quando o assunto é beleza. Castelos medievais, praias escondidas, aldeias de pedra, montanhas imponentes e recantos que parecem saídos de um postal. </p><p>Portugal volta a entrar em modo competição com <strong>mais de 600 candidatos</strong> às<strong> 7 Novas Maravilhas de Portugal</strong>, numa edição que mostra como o país continua a multiplicar motivos para surpreender.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="573302" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/as-7-maravilhas-do-mundo-moderno-onde-se-situam-cada-uma-delas-turismo.html" title="As 7 maravilhas do mundo moderno: onde se situam cada uma delas?">As 7 maravilhas do mundo moderno: onde se situam cada uma delas?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/as-7-maravilhas-do-mundo-moderno-onde-se-situam-cada-uma-delas-turismo.html" title="As 7 maravilhas do mundo moderno: onde se situam cada uma delas?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/7-nuevas-maravillas-del-mundo-moderno-1698232887646_320.jpeg" alt="As 7 maravilhas do mundo moderno: onde se situam cada uma delas?"></a></article></aside><p>“As Novas 7 Maravilhas de Portugal registaram<strong> uma das maiores adesões de sempre</strong>, com um total de 629 patrimónios candidatos provenientes de todo o país, incluindo as Regiões Autónomas”, lê-se em comunicado. Os números foram revelados na quinta-feira passada, 7 de maio.</p><p>“A forte participação reflete a diversidade e riqueza cultural de Portugal, bem como o envolvimento das comunidades e instituições nesta edição dedicada ao património.”</p><h2>Qual a região com mais maravilhas?</h2><p>A <strong>região Norte </strong>lidera em termos de volume de candidaturas, com 183 espaços. Segue-se o Centro com 163 e o Alentejo com 83. Em termos de categorias, Religião destaca-se com 160 propostas, seguida de Turismo (137), História (128). Castelos, Grandes Obras, Século XX e Século XXI também fazem parte da lista de categorias.</p><div class="texto-destacado">“Estes resultados evidenciam o peso do património religioso, turístico e histórico na identidade cultural do país”, nota a organização.</div><p>Já Luis Segadães, presidente das 7 Maravilhas de Portugal, considera que “esta seleção<strong> reflete a riqueza, a diversidade e a identidade cultural do país</strong>”. “Mostra um Portugal extraordinário e as pessoas vão perceber exatamente isso quando entrarmos na competição. A próxima fase será marcada pelo orgulho das comunidades e pela forma como cada território se vai mobilizar para defender aquilo que sente como seu e quer ver reconhecido por todos.”</p><h2>Várias etapas</h2><p>Os 629 espaços selecionados vão agora ser avaliados por um painel de 140 especialistas. Destes, <strong>apenas 147 patrimónios vão seguir</strong> para votação pública, prevista para o final de maio.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/7-novas-maravilhas-de-portugal-batem-recorde-com-mais-de-600-candidatos-1778879493608.jpg" data-image="hyvvgeehf0w6" alt="Torre de Belém" title="Torre de Belém"><figcaption>A Torre de Belém foi eleita uma das 7 Maravilhas de Portugal em 2007. Foto: Unsplash.</figcaption></figure><p>“Com transmissão na TVI, as Novas 7 Maravilhas de Portugal entram agora numa nova fase, marcada pela mobilização dos territórios e pela votação pública que irá escolher os patrimónios mais representativos da identidade nacional.”</p><p>A validação das candidaturas fora assegurada após uma análise de todas as propostas submetidas. Aquelas que não cumpriam os critérios definidos no regulamento do concurso acabaram por ser excluídas. De acordo com José Bizarro, partner da PwC (entidade que auditou todo o processo),<strong> a missão cumpriu-se com tranquilidade e sucesso</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="553802" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/as-7-maravilhas-do-mundo-antigo-o-que-aconteceu-com-cada-uma-delas-historia.html" title="As 7 maravilhas do mundo antigo: o que aconteceu com cada uma delas?">As 7 maravilhas do mundo antigo: o que aconteceu com cada uma delas?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/as-7-maravilhas-do-mundo-antigo-o-que-aconteceu-com-cada-uma-delas-historia.html" title="As 7 maravilhas do mundo antigo: o que aconteceu com cada uma delas?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/las-7-maravillas-del-mundo-antiguo-que-fue-de-cada-una-de-ellas-1695825167426_320.jpeg" alt="As 7 maravilhas do mundo antigo: o que aconteceu com cada uma delas?"></a></article></aside><p>“Assegurámos a aplicação rigorosa, transparente e consistente do regulamento. No fim, contribuímos para reforçar a credibilidade de todo o processo e a confiança que o público tem na marca 7 Maravilhas”, diz a PwC.</p><p>A aprovação das candidaturas também contou com a ajuda do Conselho Científico, que é constituído por sete entidades ligadas às áreas do património, turismo, arquitetura, engenharia e administração pública, como o Turismo de Portugal, Infraestruturas de Portugal, Ordem dos Arquitetos, entre outros.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/7-novas-maravilhas-de-portugal-batem-recorde-com-mais-de-600-candidatos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Folhas amarelas nos seus pés de tomate? O que significa quando as folhas perdem a cor?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/folhas-amarelas-nos-seus-pes-de-tomate-o-que-significa-quando-as-folhas-perdem-a-cor.html</link><pubDate>Sat, 16 May 2026 08:03:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>As suas plantas de tomate estão com folhas amareladas? Saiba mais sobre as causas mais comuns – desde a rega inadequada às carências nutricionais – e descubra como agir rapidamente para restaurar a saúde e a produtividade das suas plantas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/hojas-amarillas-en-tus-tomateras-que-significa-que-las-hojas-pierdan-el-color-y-como-solucionarlo-lo-antes-posible-1777892107874.jpg" data-image="3hkbbixadqyw" alt="imagem 1" title="imagem 1"><figcaption>Planta de tomate verde e saudável.</figcaption></figure><p>Os tomates estão entre as plantas mais cultivadas em hortas e jardins comunitários, mas também podem apresentar<strong> sinais de stress com bastante facilidade</strong>. Um dos sinais mais comuns é o amarelecimento das folhas – um sintoma que não deve ignorar se quiser manter as suas plantas saudáveis e produtivas.</p><p>A compreensão de algumas das causas que podem levar ao amarelecimento permite que a deficiência seja corrigida o mais rapidamente possível, para que as plantas possam retomar a sua atividade e voltar a produzir frutos.</p><h2>Porque é que as folhas ficam amarelas?</h2><p>Quando as folhas dos tomateiros perdem a sua cor verde vibrante e começam a ficar amarelados, a planta está a enviar um sinal claro: algo está errado. <strong>Identificar a causa rapidamente</strong> é crucial para implementar uma solução eficaz e evitar que o problema se agrave.</p><h3>Rega incorreta: água a mais ou a menos</h3><p>Uma das causas mais comuns é a <strong>rega inadequada</strong>. Tanto o excesso como a falta de água podem levar ao amarelecimento das folhas. Se o solo permanecer encharcado, as raízes não conseguem respirar adequadamente e ficam enfraquecidas, resultando num amarelecimento generalizado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="766601" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/quer-tomates-com-sabor-a-tomate-siga-estes-conselhos-antes-de-colocar-as-maos-na-terra.html" title="Quer tomates com sabor a tomate? Siga estes conselhos antes de colocar as mãos na terra">Quer tomates com sabor a tomate? Siga estes conselhos antes de colocar as mãos na terra</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/quer-tomates-com-sabor-a-tomate-siga-estes-conselhos-antes-de-colocar-as-maos-na-terra.html" title="Quer tomates com sabor a tomate? Siga estes conselhos antes de colocar as mãos na terra"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quer-tomates-com-sabor-a-tomate-siga-estes-conselhos-antes-de-colocar-as-maos-na-terra-1777563937156_320.jpg" alt="Quer tomates com sabor a tomate? Siga estes conselhos antes de colocar as mãos na terra"></a></article></aside><p>Se a planta tiver sede, as folhas inferiores geralmente amarelecem e secam primeiro. <strong>A solução é regar regularmente</strong>, ajustando a quantidade de água ao clima e às condições do solo, evitando excessos.</p><h3>Deficiência de nutrientes</h3><p>Outra causa comum é a <strong>deficiência de nutrientes</strong>. O azoto, por exemplo, é essencial para o crescimento e coloração verde das folhas. A deficiência faz com que as folhas mais velhas fiquem uniformemente amarelas.</p><p>Pode também ocorrer <strong>deficiência de ferro, magnésio ou potássio</strong>, sendo que cada um destes elementos provoca sintomas diferentes. Nestes casos, a aplicação de um fertilizante equilibrado ou específico pode resolver o problema em poucos dias.</p><h3>Pragas e doenças</h3><p>As<strong> pragas e doenças também podem ser a causa do problema</strong>. Insetos como os pulgões ou as moscas-brancas enfraquecem a planta alimentando-se da sua seiva, enquanto fungos como o <em>oídio</em> ou a <em>Alternaria</em> provocam manchas amarelas que se espalham rapidamente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hojas-amarillas-en-tus-tomateras-que-significa-que-las-hojas-pierdan-el-color-y-como-solucionarlo-lo-antes-posible-1777892344068.jpg" data-image="rtvrv593ot4t" alt="Imagem 2" title="Imagem 2"><figcaption>Bolor numa planta de tomate.</figcaption></figure><p> É importante verificar a parte inferior das folhas e reagir o mais rapidamente possível com medidas apropriadas, sejam elas biológicas ou com agentes direcionados. </p><h3>Poluição ambiental</h3><p>O <strong>ambiente também desempenha um papel importante</strong>. Flutuações repentinas de temperatura, excesso de luz solar ou correntes de ar podem perturbar o equilíbrio da planta.</p><p>As plantas de tomate preferem <strong>condições estáveis, com bastante luz, mas sem extremos</strong>, além de solos bem drenados e ricos em matéria orgânica.</p><h3>Envelhecimento natural da planta</h3><p>É importante lembrar que é perfeitamente normal que as folhas inferiores amarelem e caiam à medida que a planta cresce. <strong>Não há motivo para preocupação, desde que o resto da planta se mantenha saudável e verde</strong>. Basta remover as folhas afetadas para melhorar a circulação do ar.</p><h2>Veja como resolver o problema rapidamente</h2><p>Para resolver o problema o mais rapidamente possível, a <strong>observação atenta é o primeiro passo</strong>. Tenha em atenção que folhas estão afetadas, como o amarelecimento se espalha e em que condições a planta está a crescer.</p><p>Ajuste a rega conforme necessário, forneça nutrientes às plantas quando necessário e combata quaisquer pragas ou doenças. Com uma resposta rápida e adequada, a situação pode ser restaurada para que continue a desfrutar de uma <strong>colheita abundante e saudável</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/folhas-amarelas-nos-seus-pes-de-tomate-o-que-significa-quando-as-folhas-perdem-a-cor.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[“Verão aproxima-se rapidamente de Portugal”: mapa de anomalia do modelo europeu mostra tons de vermelho mais intensos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/verao-aproxima-se-rapidamente-de-portugal-mapa-de-anomalia-do-modelo-europeu-mostra-tons-de-vermelho-mais-intensos.html</link><pubDate>Sat, 16 May 2026 07:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Uma massa de ar quente proveniente no Norte de África irá influenciar as temperaturas a partir do dia 20 de maio. Espera-se uma subida significativa dos valores em todo o país.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xa9wuj4"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xa9wuj4.jpg" id="xa9wuj4"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p><strong>Estes últimos dias e os próximos ainda contarão com temperaturas bastante contidas e abaixo da média</strong>, em praticamente todo o país. Especialmente no que às mínimas diz respeito, devido à influência de uma massa de ar polar, que já referimos em previsões anteriores.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>No entanto, e estas são boas notícias para quem está cansado do frio, espera-se uma <strong>verdadeira reviravolta no cenário térmico em Portugal Continental</strong> a partir do meio da próxima semana.</p><h2>Massa de ar quente vinda de África vai aquecer Portugal Continental</h2><p>Tal como mencionado pela Meteored Portugal nos últimos dias, a partir do dia 20 de maio espera-se uma<strong> mudança radical nas temperaturas máximas</strong>, devido à influência de uma massa de ar quente proveniente do Norte de África, como podemos observar no vídeo acima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/verao-aproxima-se-rapidamente-de-portugal-mapa-de-anomalia-do-modelo-europeu-mostra-tons-de-vermelho-mais-intensos-1778886952230.png" data-image="d35kzcrlzvfj" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Esta é a distribuição das temperaturas à superfície prevista para as 13h de quinta-feira, dia 21 de maio. Regra geral, estas têm tendência a aumentar nas horas seguintes, pelo que os valores poderão ser superiores aos mostrados aqui.</figcaption></figure><p>Esta influência resultará numa <strong>subida acentuada dos valores de temperatura</strong>, de Sul para Norte, de forma progressiva. Isto é, no dia 20, já se poderão registar valores máximos na ordem dos 30 ºC/ 32 ºC no Sul do país, especialmente no Baixo Alentejo. A Norte, a região mais quente deverá ser a do Vale do Douro com valores na ordem dos 28 ºC.</p><p>No dia seguinte, <strong>21 de maio, já se esperam valores iguais ou acima dos 30 ºC em praticamente todo o país</strong>, com algumas exceções, como o noroeste e a faixa litoral, onde a influência marítima contribui para uma contenção dos valores. Nas cotas mais elevadas do Norte e Centro, os valores também serão mais contidos. Para este dia, esperam-se máximas até 34 ºC no Alentejo.</p><h2> Anomalias térmicas vão inverter-se em todo o continente </h2><p>Com esta subida, o modelo europeu mostra-nos mapas de anomalia bastante "vermelhos", indicando <strong>valores acima da normal climatológica</strong>, como podemos ver abaixo. Como comparação, atualmente, este mesmo mapa mostra anomalias negativas em boa parte do continente (tons de azul), devido ao facto de as temperaturas atuais estarem abaixo do normal para a época.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/verao-aproxima-se-rapidamente-de-portugal-mapa-de-anomalia-do-modelo-europeu-mostra-tons-de-vermelho-mais-intensos-1778885700639.png" data-image="r49lmpb9ewxx" alt="anomalia de temperatura" title="anomalia de temperatura"><figcaption>Com a subida acentuada das temperaturas máximas, as anomalias vão inverter-se e passar a positivas em todo o país. Em alguns locais esperam-se valores até 10 ºC acima da normal climatológica de referência.</figcaption></figure><p>No entanto, segundo a mais recente atualização do nosso modelo de confiança, ECMWF, estas anomalias começarão a inverter-se lentamente a partir de segunda-feira, contudo, <strong>será na quarta-feira, dia 20, que o vermelho invadirá a nossa geografia continental</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768995" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudanca-radical-do-tempo-aproxima-se-de-portugal-subida-das-temperaturas-a-partir-de-20-de-maio.html" title="Mudança radical do tempo aproxima-se de Portugal: subida das temperaturas a partir de 20 de maio">Mudança radical do tempo aproxima-se de Portugal: subida das temperaturas a partir de 20 de maio</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/mudanca-radical-do-tempo-aproxima-se-de-portugal-subida-das-temperaturas-a-partir-de-20-de-maio.html" title="Mudança radical do tempo aproxima-se de Portugal: subida das temperaturas a partir de 20 de maio"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-radical-do-tempo-aproxima-se-de-portugal-subida-das-temperaturas-a-partir-de-19-e-20-de-maio-1778852103267_320.png" alt="Mudança radical do tempo aproxima-se de Portugal: subida das temperaturas a partir de 20 de maio"></a></article></aside><p>Ainda assim, espera-se que na quinta-feira, como mostrado acima, estes <strong>valores sejam mais evidentes em todo o território</strong>, com todos os distritos a registarem valores acima da média, entre 2 ºC e 9 ºC, sendo que Faro deverá registar as anomalias mais suaves e Beja poderá registar as mais expressivas, onde localmente, podem chegar aos 10 ºC acima do expectável. Esta <strong>tendência de aumento deverá permanecer até sexta-feira</strong>, devendo no fim de semana registar-se uma nova descida.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/verao-aproxima-se-rapidamente-de-portugal-mapa-de-anomalia-do-modelo-europeu-mostra-tons-de-vermelho-mais-intensos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Exportações da indústria alimentar e das bebidas crescem 2,03% até março, para 1.964 milhões de euros]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/exportacoes-da-industria-alimentar-e-das-bebidas-crescem-2-03-ate-marco-para-1-964-milhoes-de-euros.html</link><pubDate>Sat, 16 May 2026 06:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>O primeiro trimestre de 2026 trouxe boas notícias para a indústria alimentar e das bebidas, que registou um crescimento de 2,03% nas exportações face ao período homólogo de 2025. Foram atingidos 1.964 milhões de euros nas vendas para o exterior. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/exportacoes-da-industria-alimentar-e-das-bebidas-crescem-2-no-arranque-do-ano-para-1-964-milhoes-de-euros-1778870663312.jpg" data-image="xu3wsudstsg8" alt="Indústria alimentar" title="Indústria alimentar"><figcaption>O primeiro trimestre de 2026 trouxe boas notícias para a indústria alimentar e bebidas, que registou um crescimento de 2,03% nas exportações face ao período homólogo de 2025: 1.964 milhões de euros.</figcaption></figure><p>No ano de <strong>2025</strong>, o setor agroalimentar e das bebidas já tinha atingido um <strong>resultado considerado “histórico” nas exportações, registando 10,6 mil milhões de euros </strong>de vendas de produtos para o exterior.</p><p>Este ano, com os números já conhecidos do primeiro trimestre disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), ficou a saber-se que o <strong>total das vendas para o exterior atingiu os 1.964 milhões de euros de janeiro a março</strong>. Mais, só no mês de março, esse aumento foi de 10,98% face ao mês homólogo de 2025.</p><p>Outro dado relevante mostra que a <strong>União Europeia (UE) continua a assumir-se como o principal destino dos produtos alimentares e bebidas</strong> oriundos de Portugal, concentrando 1.350 milhões de euros das exportações destas indústrias nos primeiros três meses do ano.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="743434" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/auto-aprovisionamento-de-cereais-em-portugal-esta-em-19-governo-aprova-estrategia-para-inverter-defice-agroalimentar.html" title="Auto-aprovisionamento de cereais em Portugal está em 19%. Governo aprova estratégia para inverter défice agroalimentar">Auto-aprovisionamento de cereais em Portugal está em 19%. Governo aprova estratégia para inverter défice agroalimentar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/auto-aprovisionamento-de-cereais-em-portugal-esta-em-19-governo-aprova-estrategia-para-inverter-defice-agroalimentar.html" title="Auto-aprovisionamento de cereais em Portugal está em 19%. Governo aprova estratégia para inverter défice agroalimentar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/auto-aprovisionamento-de-cereais-em-portugal-esta-em-19-governo-aprova-estrategia-para-inverter-defice-agroalimentar-1765417811520_320.jpg" alt="Auto-aprovisionamento de cereais em Portugal está em 19%. Governo aprova estratégia para inverter défice agroalimentar"></a></article></aside><p>De acordo com os dados do INE, entre os mercados comunitários que mais cresceram destaca-se a <strong>evolução positiva da Bulgária (+35,1%), da Irlanda (+27,6%) e dos Países Baixos </strong>(+13,7%).</p><p>Já os <strong>mercados extracomunitários representaram 614 milhões de euros</strong> no mesmo período, traduzindo um crescimento de 2,48% face a 2025.</p><h2>Exportações para o Brasil sobrem 16,4%</h2><p>Entre os países fora da Europa que mais contribuíram para esta evolução sobressaem os <strong>crescimentos de São Tomé e Príncipe </strong>(24,3%),<strong> Cabo Verde </strong>(18,0%) <strong>e Brasil</strong> (16,4%). </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/exportacoes-da-industria-alimentar-e-das-bebidas-crescem-2-no-arranque-do-ano-para-1-964-milhoes-de-euros-1778870711622.jpg" data-image="xt6gc3hk4yhi" alt="Indústria alimentar" title="Indústria alimentar"><figcaption>A UE continua a assumir-se como o principal destino dos produtos alimentares e bebidas oriundos de Portugal, concentrando 1.350 milhões de euros das exportações até março.</figcaption></figure><p>Em sentido inverso, as <strong>exportações para Marrocos recuaram 21,0% face ao período homólogo de 2025</strong>, enquanto as vendas para Angola registaram uma quebra de 4,9%. Para os <strong>Estados Unidos a quebra foi de 17,4%</strong>, em consequência da introdução de tarifas aduaneiras sobre diversos produtos agrícolas. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="704056" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tarifas-de-200-as-bebidas-alcoolicas-da-ue-comissario-da-agricultura-quer-mais-diplomacia-agroalimentar.html" title="Tarifas de 200% às bebidas alcoólicas da UE: Comissário da Agricultura quer “mais diplomacia agroalimentar” ">Tarifas de 200% às bebidas alcoólicas da UE: Comissário da Agricultura quer “mais diplomacia agroalimentar” </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/tarifas-de-200-as-bebidas-alcoolicas-da-ue-comissario-da-agricultura-quer-mais-diplomacia-agroalimentar.html" title="Tarifas de 200% às bebidas alcoólicas da UE: Comissário da Agricultura quer “mais diplomacia agroalimentar” "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tarifas-de-200-as-bebidas-alcoolicas-da-ue-comissario-da-agricultura-quer-mais-diplomacia-economica-1743526129599_320.jpg" alt="Tarifas de 200% às bebidas alcoólicas da UE: Comissário da Agricultura quer “mais diplomacia agroalimentar” "></a></article></aside><p>Para a Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares (FIPA), estes números oficiais mostram “<strong>uma indústria capaz de se adaptar, antecipar tendências e responder às exigências</strong> de consumidores cada vez mais informados, ao mesmo tempo que reforça a sua presença em mercados externos”. E tudo isso “contribui para transformar o perfil exportador da economia portuguesa”. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Jorge Tomás Henriques, presidente da FIPA, acredita que, apesar do “contexto marcado por tensões económicas e desafios logísticos”, o setor agroalimentar e das bebidas “continuará a encontrar oportunidades de crescimento”. O responsável defende, por isso, “uma consolidação dos instrumentos ao dispor dos empresários para continuarem a sua afirmação internacional, numa política que vá além do apoio financeiro”.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Com o objetivo de ver o setor “crescer fora da Europa dos 27”, Jorge Henriques sublinha ainda o <strong>papel considerado “estratégico” que o Ministério da Economia e a AICEP </strong>poderão desempenhar na promoção internacional dos produtos portugueses.</p><h2>UE: excedente de 24,7 mil milhões de euros </h2><p>Num contexto mais amplo está o <strong>comércio internacional ao nível da União Europeia</strong>. E, aí, também há boas notícias. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/exportacoes-da-industria-alimentar-e-das-bebidas-crescem-2-no-arranque-do-ano-para-1-964-milhoes-de-euros-1778870774621.jpg" data-image="anmvcelpomhl" alt="Indústria de bebidas" title="Indústria de bebidas"><figcaption>O presidente da FIPA, Jorge Henriques, sublinha o papel “estratégico” que o Ministério da Economia e a AICEP podem desempenhar na promoção internacional dos produtos portugueses.</figcaption></figure><p>O <strong>saldo da balança comercial externa de produtos agrícolas registou um excedente de 24,7 mil milhões de euros </strong>na União Europeia (UE) em 2025, abaixo do homólogo, de 39,2 mil milhões, de acordo com os números do Eurostat divulgados no arranque desta semana. </p><div class="texto-destacado">Os dados dos serviços de estatísticas da UE revelam que as exportações europeias para países terceiros tiveram, em 2025, um aumento homólogo de 1,6%, para um total de 238,2 mil milhões de euros. Já as importações aumentaram 9,3%, para 213,5 mil milhões de euros.</div><p>Os principais destinos de exportação de bens agrícolas da UE em 2025 foram o <strong>Reino Unido </strong>(23,3%,<strong> </strong>55,6 mil milhões de euros)<strong>, seguido pelos Estados Unidos </strong>(12,0%, 28,5 mil milhões de euros)<strong>, Suíça </strong>(5,7%, 13,5 mil milhões de euros) e <strong>China</strong> (4,9%, 11,6 mil milhões de euros).</p><p>Face ao ano de 2024, o <strong>Eurostat destaca que as quotas da maioria dos parceiros apresentaram apenas flutuações menores</strong>. Já os Estados Unidos registaram uma queda de 0,9%, em consequência da <strong>introdução de tarifas aduaneiras</strong> sobre diversos produtos agrícolas.</p><p>A <strong>maioria das importações da UE teve origem no Brasil (8,5%, 18,2 mil milhões de euros), no Reino Unido</strong> (8,0%, 17,1 mil milhões de euros), nos Estados Unidos (6,2%, 13,3 mil milhões de euros) e na China (5,1%, 10,9 mil milhões de euros). A quota de importações da Ucrânia baixou de 6,7% para 5,0%.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/exportacoes-da-industria-alimentar-e-das-bebidas-crescem-2-03-ate-marco-para-1-964-milhoes-de-euros.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Silveira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Será que a composição de espécies nas florestas europeias pode ser afetada pelas alterações climáticas?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/sera-que-a-composicao-de-especies-nas-florestas-europeias-pode-ser-afetada-pelas-alteracoes-climaticas.html</link><pubDate>Sat, 16 May 2026 05:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O clima da Terra tem influência na localização das florestas, no seu crescimento e na própria diversificação das espécies arbóreas nas zonas florestais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sera-que-a-composicao-de-especies-nas-florestas-europeias-pode-ser-afetada-pelas-alteracoes-climaticas-1778684810038.jpg" data-image="kn9e2gpfbckl" alt="Floresta europeia" title="Floresta europeia"><figcaption>As espécies atualmente dominantes nas florestas europeias, estão a ser mais vulneráveis às alterações climáticas.</figcaption></figure><p>Os ecossistemas florestais são estruturados por interações competitivas a longo prazo por recursos essenciais, como a luz, a água, os nutrientes e o espaço. Ao longo de décadas ou séculos, <strong>estas interações determinam quais as espécies que dominam</strong>, como as comunidades florestais evoluem e como os processos dos ecossistemas são regulados.</p><h2>Florestas em transição?</h2><p>Atendendo às alterações climáticas, equipas de cientistas têm investigado <strong>o impacto dessas alterações nas florestas</strong>, nomeadamente na resistência de determinadas espécies à mudança do clima.</p><p>Ao avaliar os impactos das alterações climáticas nas florestas, a atenção centra-se geralmente na<strong> redução do crescimento, no aumento da mortalidade</strong>, no stress hídrico, na atividade dos incêndios e nos surtos de insetos.</p><p>No entanto, por detrás destes processos, existe um mecanismo mais gradual, mas fundamental, <strong>que é a competição entre espécies arbóreas coexistentes.</strong></p><div class="texto-destacado">É assim importante que se consiga responder à seguinte questão: como é que as alterações climáticas afetam o equilíbrio competitivo entre as espécies arbóreas e quais as consequências para a composição florestal futura?</div><p><strong>Mas avaliar as alterações na força competitiva das árvores é um desafio, dado que a competição ocorre ao longo de extensos períodos de tempo.</strong> Além disso, a força competitiva pode variar ao longo da distribuição geográfica e dos estados de vida de uma espécie, limitando a utilidade das avaliações locais de curto prazo e exigindo a consideração de grandes extensões espaço temporais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sera-que-a-composicao-de-especies-nas-florestas-europeias-pode-ser-afetada-pelas-alteracoes-climaticas-1778684960912.jpg" data-image="olndlukt2fmc" alt="IA" title="IA"><figcaption>Atendendo ao grande volume de dados a tratar, vários estudos sobre as florestas e o clima recorrem à Inteligência Artificial.</figcaption></figure><p>Um estudo recente, publicado na <em>Nature - Communications Earth & Environment</em>, teve como objetivo investigar as alterações na competitividade de nove espécies arbóreas principais sob um clima futuro na Europa.</p><div class="texto-destacado">Neste estudo, foram utilizados mais de 135 milhões de anos-simulação de 17 modelos florestais baseados em processos, abrangendo mais de 13.000 localidades na Europa.</div><p>Foi utilizado um modelo de aprendizagem profunda, com recurso à inteligência artificial, aplicado a um enorme volume de dados, com milhões de transições simuladas de estados florestais, <strong>permitindo inferir como os sistemas florestais evoluem ao longo do tempo sob diferentes condições climáticas.</strong></p><div class="texto-destacado">Como conclusão do estudo prevê-se que seis das nove principais espécies de árvores europeias, incluindo todas as coníferas perenes investigadas, percam força competitiva até 2071-2100 sob cenários climáticos severos.</div><p>Também foi revelado que a perda de competitividade das coníferas é consistente em múltiplos cenários climáticos, incluindo o do aquecimento moderado.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="763877" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/cientistas-suecos-as-arvores-plantadas-pelo-homem-armazenam-muito-menos-co2-do-que-as-florestas-primarias.html" title="Cientistas suecos: “as árvores plantadas pelo homem armazenam muito menos CO2 do que as florestas primárias”">Cientistas suecos: “as árvores plantadas pelo homem armazenam muito menos CO2 do que as florestas primárias”</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/cientistas-suecos-as-arvores-plantadas-pelo-homem-armazenam-muito-menos-co2-do-que-as-florestas-primarias.html" title="Cientistas suecos: “as árvores plantadas pelo homem armazenam muito menos CO2 do que as florestas primárias”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/carbone-les-arbres-replantes-par-l-homme-stockent-beaucoup-moins-de-co2-que-les-forets-primaires-1774858502437_320.jpeg" alt="Cientistas suecos: “as árvores plantadas pelo homem armazenam muito menos CO2 do que as florestas primárias”"></a></article></aside><p>Enquanto as coníferas perdem frequentemente força competitiva, as espécies de folha larga ganham-na frequentemente. <strong>Isto pode levar a alterações substanciais na composição e dominância das florestas em toda a Europa.</strong></p><p>Cerca de<strong> 25% das florestas da Europa poderão sofrer uma alteração nas espécies arbóreas dominantes</strong> até ao final do século XXI, sugerindo uma profunda reorganização das florestas europeias induzida pelo clima.</p><h2>Consequências da reorganização da floresta na Europa</h2><p>O aumento das temperaturas amplifica as exigências de evapotranspiração, exacerbando, assim, o défice hídrico. Como resultado, <strong>as coníferas</strong>, especialmente as espécies com nichos climáticos restritos, <strong>sofrem um stress fisiológico cumulativo</strong>, que impede o crescimento e a regeneração.</p><p>Os autores também exploraram as possíveis interações entre a composição florestal e o clima regional. As alterações no albedo, na evapotranspiração e na rugosidade da superfície, <strong>associadas à transição da dominância de coníferas para a de folhosas, podem influenciar os microclimas locais, criando interações complexas que afetam tanto os sistemas florestais como os humanos.</strong></p><p>Além disso, o estudo realça que<strong> o tipo de solo e a variabilidade microclimática têm influência nas respostas das espécies</strong>, mas não compensam totalmente a severidade dos novos extremos climáticos devido às alterações climáticas.</p><p>As coníferas alpinas e boreais, que normalmente prosperam em ambientes mais frios e húmidos, enfrentam a <strong>fragmentação do habitat </strong>à medida que recuam para altitudes ou latitudes mais elevadas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Por outro lado, as florestas de altitudes mais baixas ou do sul enfrentam riscos de mortalidade acrescidos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>À medida que as coníferas diminuem, a composição florestal tenderá para povoamentos mistos ou dominados por folhosas</strong>, alterando os regimes de luz, a ciclagem de nutrientes e a adequabilidade do habitat para a fauna dependente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sera-que-a-composicao-de-especies-nas-florestas-europeias-pode-ser-afetada-pelas-alteracoes-climaticas-1778685167371.jpg" data-image="pii5doe7opml" alt="Madeira" title="Madeira"><figcaption>As espécies coníferas dominam atualmente mais de metade da área florestal da Europa e são essenciais para a produção de madeira.</figcaption></figure><p>A madeira de coníferas é um pilar fundamental das indústrias florestais europeias, contribuindo significativamente para as economias rurais e para o emprego. <strong>As alterações na composição florestal podem perturbar as cadeias de abastecimento, exigindo ajustes na gestão dos recursos, nas políticas comerciais e nas economias locais.</strong></p><div class="texto-destacado">Os autores deste estudo também alertam para o facto destas alterações nas imensas florestas de coníferas do Hemisfério Norte contribuírem para reduzir o potencial das coníferas como sumidouros de carbono do ecossistema, uma função crucial das florestas europeias na mitigação das alterações climáticas.</div><p>Embora as florestas tropicais tenham maior biodiversidade e rotatividade, as imensas florestas de coníferas do Hemisfério Norte representam o <strong>maior sumidouro terrestre de carbono</strong>.</p><p>O estudo defende que a manutenção da presença de espécies de coníferas nas florestas europeias exige <strong>intervenções mais ativas</strong>, uma monitorização mais rigorosa e abordagens de gestão adaptativa integradas em quadros mais vastos de mitigação das alterações climáticas.</p><p><strong>As colaborações interdisciplinares, que integram a ecologia, a genética, a climatologia e a silvicultura, </strong>têm o potencial de gerar soluções inovadoras para a manutenção da saúde florestal no meio das alterações climáticas.<em><br></em></p><h3><em>Referência da notícia: </em></h3><p><em>Marc Grünig, Werner Rammer, Martin Baumann et al., “<a href="https://doi.org/10.1038/s43247-026-03582-0" target="_blank">Loss of competitive strength in European conifer species under climate change</a>”, Nature - Communications earth & Environment, Published: 08 May 2026.</em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/sera-que-a-composicao-de-especies-nas-florestas-europeias-pode-ser-afetada-pelas-alteracoes-climaticas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item></channel></rss>