<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Mon, 28 Sep 2026 20:00:14 +0000</lastBuildDate><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 20:00:14 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Semana com vários períodos de instabilidade nos Açores e na Madeira: veja como o tempo irá evoluir até 3 de outubro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-com-varios-periodos-de-instabilidade-nos-acores-e-na-madeira-veja-como-o-tempo-ira-evoluir-ate-3-de-outubro.html</link><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 17:15:48 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A instabilidade vai marcar o tempo nos Açores e na Madeira esta semana, com períodos de chuva intensa e vento forte. Os acumulados poderão superar os 100 mm nos Açores e aproximar-se dos 50 mm na Madeira.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-grande-instabilidade-nos-acores-e-na-madeira-veja-como-o-tempo-vai-evoluir-nos-proximos-dias-1790615374117.jpg" data-image="iyzw4ix1n1jt"><figcaption>A previsão do modelo europeu para o tempo nos Açores e na Madeira durante esta semana aponta para vários períodos de instabilidade, com chuva intensa, vento forte e acumulados significativos nalgumas zonas.</figcaption></figure><p><strong>Esta semana será marcada por um estado do tempo variável nos arquipélagos</strong>, sobressaindo-se a instabilidade, com períodos de chuva e vento temporariamente mais intensos. Nos Açores, as condições mais adversas deverão ocorrer nos primeiros dias da presente semana, enquanto na Madeira a precipitação ganhará maior expressão a meio da semana, na quarta-feira (30).</p><h2>Açores: chuva volta a intensificar-se e acumulados poderão superar os 100 mm</h2><p><strong>Uma depressão atlântica continua a influenciar o estado do tempo nos Açores,</strong><strong> trazendo chuva forte, trovoada e vento intenso nesta segunda-feira.</strong> A precipitação mais significativa deverá atingir inicialmente o Grupo Central, deslocando-se depois para o Oriental, à medida que o sistema atravessa a região e se aprofunda sobre o Atlântico.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p><strong>Entre terça e quarta-feira, a chuva deverá tornar-se mais fraca e dispersa</strong>, enquanto as temperaturas deverão descer, sobretudo no Grupo Central. Na quarta-feira, as máximas poderão ficar pelos 19 ºC em Angra do Heroísmo, Velas e Lajes do Pico. <strong>A partir de quinta-feira, as temperaturas deverão voltar a subir</strong>, podendo alcançar 27 ºC nas Flores na sexta-feira e 26 ºC na Horta no sábado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-grande-instabilidade-nos-acores-e-madeira-veja-como-o-tempo-vai-evoluir-nos-proximos-dias-1790611060688.jpg" data-image="j989qsnafm9f"><figcaption>A chuva prevista ao longo da semana deverá deixar acumulados muito elevados nos Açores, superando os 100 mm em São Miguel e aproximando-se dos 90 mm no Pico. O contraste será acentuado com Flores e Corvo, onde deverão ficar abaixo dos 10 mm.</figcaption></figure><p>A chuva deverá voltar a intensificar-se entre sexta-feira e sábado. No sábado, <strong>os acumulados poderão superar os 100 mm em São Miguel, com cerca de 112 mm em Ponta Delgada e 84 mm no Nordeste</strong>. No Grupo Central, os valores poderão aproximar-se dos 90 mm no Pico, 75 mm na Terceira e 60 mm no Faial, enquanto Flores e Corvo deverão ficar abaixo dos 10 mm.</p><h2>Madeira: chuva e vento intensificam-se na quarta-feira</h2><p>Na Madeira, a segunda-feira deverá decorrer com tempo maioritariamente seco, embora possa ocorrer precipitação fraca e pontual nas vertentes norte. Na terça-feira, a chuva deverá continuar localizada, sobretudo nas zonas montanhosas e nas vertentes norte e oeste. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790871" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-muda-em-portugal-chuva-regressa-esta-segunda-feira-28-e-devera-ganhar-intensidade-nos-proximos-dias.html" title="Tempo muda em Portugal: chuva regressa esta segunda-feira 28 e deverá ganhar intensidade nos próximos dias">Tempo muda em Portugal: chuva regressa esta segunda-feira 28 e deverá ganhar intensidade nos próximos dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-muda-em-portugal-chuva-regressa-esta-segunda-feira-28-e-devera-ganhar-intensidade-nos-proximos-dias.html" title="Tempo muda em Portugal: chuva regressa esta segunda-feira 28 e deverá ganhar intensidade nos próximos dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-chuva-regressa-esta-segunda-feira-e-devera-ganhar-intensidade-nos-proximos-dias-1790598498448_320.png" alt="Tempo muda em Portugal: chuva regressa esta segunda-feira 28 e deverá ganhar intensidade nos próximos dias"></a></article></aside><p><strong>Na quarta-feira, a instabilidade deverá aumentar</strong>. A chuva deverá começar durante a madrugada, tornando-se mais frequente e intensa ao longo da manhã, sobretudo nas vertentes norte e nordeste e nas regiões montanhosas. O vento também deverá intensificar-se, com <strong>rajadas superiores a 40 km/h em Porto Santo, Gaula, Machico, Ponta do Pargo e Porto Moniz</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-grande-instabilidade-nos-acores-e-madeira-veja-como-o-tempo-vai-evoluir-nos-proximos-dias-1790611631606.jpg" data-image="gmwhzav4gzgy"><figcaption>O vento deverá intensificar-se durante a tarde de quarta-feira, com rajadas superiores a 40 km/h em várias zonas da Madeira e em Porto Santo, atingindo 46 km/h na Gaula e 44 km/h em Machico.</figcaption></figure><p>Durante a tarde, a precipitação deverá enfraquecer, embora possa persistir até à manhã de quinta-feira. O vento deverá manter-se intenso nas primeiras horas de quinta-feira, com <strong>rajadas próximas dos 50 km/h em Porto Santo</strong>. Entre sexta-feira e domingo, deverão predominar períodos de tempo seco mais prolongados, acompanhados por uma subida gradual das temperaturas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/semana-de-grande-instabilidade-nos-acores-e-madeira-veja-como-o-tempo-vai-evoluir-nos-proximos-dias-1790611244817.jpg" data-image="2gqfelwttvk2"><figcaption>A distribuição da chuva deverá ser bastante desigual na Madeira, com os maiores acumulados concentrados nas vertentes norte. Até sábado à noite, poderão atingir 46 mm em Santana e 43 mm em São Vicente, contrastando com cerca de 8 mm no Funchal.</figcaption></figure><p>Até sábado, <strong>os acumulados poderão atingir 45 mm em Santana e até 40 mm em São Vicente</strong>, aproximando-se dos 25 mm em Porto Moniz e dos 20 mm no Curral das Freiras. No Funchal, deverão ser inferiores a 10 mm.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-com-varios-periodos-de-instabilidade-nos-acores-e-na-madeira-veja-como-o-tempo-ira-evoluir-ate-3-de-outubro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Calendário astronómico de outubro: Saturno em oposição, as Oriónidas e a ocultação das Plêiades]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/calendario-astronomico-de-outubro-saturno-em-oposicao-as-orionidas-e-a-ocultacao-das-pleiades.html</link><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 17:09:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Outubro oferece um espetáculo noturno fascinante com chuvas de estrelas cadentes, a máxima aproximação de Saturno e fenómenos lunares, ideais para os amantes da astronomia e da observação noturna.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/calendario-astronomico-de-octubre-saturno-en-oposicion-las-orionidas-y-ocultacion-de-las-pleyades-1790477423716.jpeg" data-image="zv738d25745v"><figcaption>Geralmente, a Lua Cheia de outubro ocupa um lugar especial no imaginário coletivo devido à sua beleza.</figcaption></figure><p>O outono (no hemisfério norte) é, sem dúvida alguma, o início da «época» ideal para explorar o céu noturno. Nos próximos dias, a escuridão prolongada e o ar fresco proporcionarão as condições necessárias para apreciar os fenómenos que irão ocorrer na abóbada celeste.</p><p>Esta época do ano constitui <strong>uma das últimas oportunidades para contemplar a faixa brilhante do centro galáctico da Via Láctea</strong>. O seu brilho característico revela-se após o anoitecer, proporcionando uma perspetiva única de milhões de estrelas e do pó do disco da nossa galáxia.</p><div class="texto-destacado">Ao longo do mês, ocorrerão duas chuvas de meteoros capazes de surpreender a todos. Os clarões terão lugar em datas em que a luz da lua será mínima e, por isso, poderão ser apreciados de melhor forma.</div><p>Os grandes planetas do sistema solar ocuparão posições privilegiadas em relação às constelações tradicionais.<strong> Saturno, Marte e Júpiter apresentarão alinhamentos que permitirão distinguir detalhes</strong>, mesmo a olho nu ou através de instrumentos astronómicos simples.</p><p>A seguir, detalhamos os eventos mais notáveis que poderão ser apreciados em outubro e as informações necessárias para que não perca nenhum deles e saiba como apreciar a Lua de outubro.</p><h2>Saturno em oposição e desfile planetário</h2><p>O quarto dia do mês oferece-nos a melhor oportunidade do ano para contemplar o planeta Saturno em todo o seu esplendor noturno. <strong>O gigante gasoso atingirá o ponto mais próximo da Terra</strong>, exibindo um brilho dourado inconfundível e permanecendo visível durante toda a noite.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calendario-astronomico-de-octubre-saturno-en-oposicion-las-orionidas-y-ocultacion-de-las-pleyades-1790477594721.jpeg" data-image="fj58ky7cy03h"><figcaption>Quando Saturno se encontra em oposição (do outro lado do Sol), é também quando está mais próximo da Terra.</figcaption></figure><p>Em termos astronómicos, <strong>este fenómeno é conhecido como oposição, que ocorre quando um corpo celeste se encontra exatamente oposto ao Sol, em relação à Terra</strong>. Este alinhamento permite que os anéis de Saturno reflitam a luz solar com uma intensidade excecional.</p><p>Para apreciar a estrutura delicada dos seus anéis de gelo e rocha, recomenda-se a utilização de binóculos ou de um pequeno telescópio. Por volta da meia-noite, o astro atingirá uma posição bastante elevada no céu, facilitando uma observação verdadeiramente nítida e impressionante.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790487" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/fora-do-comum-o-telescopio-espacial-roman-da-nasa-ja-esta-a-superar-as-expectativas.html" title="Fora do comum: o Telescópio Espacial Roman da NASA já está a superar as expectativas">Fora do comum: o Telescópio Espacial Roman da NASA já está a superar as expectativas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/fora-do-comum-o-telescopio-espacial-roman-da-nasa-ja-esta-a-superar-as-expectativas.html" title="Fora do comum: o Telescópio Espacial Roman da NASA já está a superar as expectativas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/out-of-this-world-nasa-s-roman-space-telescope-is-already-exceeding-expectations-1790280972468_320.jpeg" alt="Fora do comum: o Telescópio Espacial Roman da NASA já está a superar as expectativas"></a></article></aside><p>Além disso, durante <strong>as primeiras horas do dia 5 de outubro, a Lua em fase minguante fará figura com Marte</strong>. Além disso, muito perto destes dois corpos celestes, os observadores equipados com binóculos poderão avistar o aglomerado da Manjedoura, situado a 600 anos-luz de nós.</p><h3>As Oriónidas e o legado do Halley</h3><p>A atividade de meteoros atingirá o seu auge <strong>entre as noites de 21 e 22 de outubro, com a chegada das Oriónidas</strong>. Esta conhecida chuva de meteoros oferecerá até 20 traços por hora, que atravessarão o céu pouco antes do amanhecer.</p><p>A origem desta chuva remonta aos detritos deixados pelo cometa Halley na sua extensa órbita solar. Quando a Terra atravessa esta densa nuvem de poeira cósmica, os fragmentos desintegram-se a grande velocidade, produzindo os rastros luminosos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/calendario-astronomico-de-octubre-saturno-en-oposicion-las-orionidas-y-ocultacion-de-las-pleyades-1790477975143.jpeg" data-image="1agocxtyiagy"><figcaption>As chuvas de meteoros ocorrem quando a Terra, na sua órbita em torno do Sol, atravessa os resíduos do cometa Halley.</figcaption></figure><p>Nesta ocasião, <strong>a Lua desaparecerá algumas horas antes do amanhecer</strong>, garantindo um céu noturno devidamente escuro. Como sempre, a sugestão é procurar locais afastados da poluição luminosa e olhar para a sua radiante, ou seja, Orion.</p><p>Como prelúdio a este espetáculo,<strong> as Dracónidas proporcionarão brilhos subtis durante as primeiras noites do mês</strong>. Ao coincidir com uma Lua quase nova, o fraco brilho lunar permitirá detetar até mesmo os traços mais ténues perto de Saturno.</p><h3>Lua do Caçador e ocultação das Plêiades</h3><p>A reta final do mês será dominada pela<strong> Lua do Caçador, que atingirá o seu máximo brilho a 26 de outubro</strong>. Esta famosa lua cheia deve o seu nome histórico aos preparativos ancestrais de colheita e caça que antecediam o gélido inverno do norte.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789768" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/foi-descoberta-uma-nova-cratera-na-lua-um-acontecimento-pouco-comum.html" title="Foi descoberta uma nova cratera na Lua, um acontecimento pouco comum!">Foi descoberta uma nova cratera na Lua, um acontecimento pouco comum!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/foi-descoberta-uma-nova-cratera-na-lua-um-acontecimento-pouco-comum.html" title="Foi descoberta uma nova cratera na Lua, um acontecimento pouco comum!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-nouveau-cratere-a-ete-decouvert-sur-la-lune-un-evenement-rare-1789741048151_320.jpeg" alt="Foi descoberta uma nova cratera na Lua, um acontecimento pouco comum!"></a></article></aside><p>Ao surgir no horizonte oriental após o pôr-do-sol, <strong>o disco lunar apresentará um tamanho aparente imponente e estará acompanhado por um tom alaranjado</strong>. Este efeito visual torna-o num dos momentos fotográficos mais esperados do nosso calendário.</p><p>Apenas uma noite depois, <strong>a 27 de outubro, o nosso satélite será protagonista de um belo evento de ocultação lunar </strong>junto ao aglomerado estelar das Plêiades. Durante várias horas, a face brilhante da Lua passará diretamente à frente de algumas estrelas deste famoso aglomerado.</p><div class="texto-destacado">Entende-se por <strong>ocultação lunar</strong> a transição em que o nosso satélite bloqueia temporariamente a visão e a luz de um objeto celeste situado no fundo do espaço.</div><p>Sem dúvida alguma, este alinhamento fascinante encerrará em grande estilo um mês extraordinário para a astronomia e a observação noturna para os amantes do céu.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/calendario-astronomico-de-outubro-saturno-em-oposicao-as-orionidas-e-a-ocultacao-das-pleiades.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que nos vai matar primeiro: a IA ou as alterações climáticas?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-nos-vai-matar-primeiro-a-ia-ou-as-alteracoes-climaticas.html</link><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 16:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Tecnologias como a Inteligência Artificial (IA) prometem, numa primeira fase, resolver problemas como as alterações climáticas, mas acabam por agravá-los ainda mais, ao agravar a situação com outros problemas para os quais não temos soluções.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/what-will-kill-us-first-ai-or-climate-change-1790274359016.jpg" data-image="s6mnxvckiybb" alt="Climate change versus AI" title="Climate change versus AI"><figcaption>O que nos vai matar primeiro: a IA ou as alterações climáticas? Não temos uma resposta clara.</figcaption></figure><p>Alguns dos especialistas que trabalham na área da inteligência artificial (IA) alertaram-nos de que <strong>a superinteligência criada nos próximos anos poderá, potencialmente, acabar com a humanidade</strong>. Os líderes do setor descartaram estes comentários como alarmismo, mas há outra ameaça que se avizinha com força: <strong>as alterações climáticas</strong>. Assim, a humanidade parece estar condenada por ambos os lados. Se uma não nos atingir, a outra fá-lo-á. Então, o que nos matará primeiro?</p><h2>O que se passa com a IA? </h2><p>O advento dos chatbots com IA facilitou-nos, sem dúvida, a vida. Anteriormente, quando tínhamos uma dúvida, digitávamo-la como uma consulta e obtínhamos 100 resultados de pesquisa que tínhamos de analisar para encontrar a resposta certa. <strong>A IA, por outro lado, faz essa análise por nós e dá-nos uma resposta quase completa</strong>.</p><p>Se isto é verdadeira inteligência ou apenas uma previsão precisa de texto, é algo que está aberto a debate. No entanto, os especialistas em IA não estão de todo preocupados com isso. Estão a alertar para o tipo de IA que as empresas estão a desenvolver neste momento, que ainda não foi divulgada ao público, mas que <strong>tem o potencial de se auto-aperfeiçoar e acabar por se tornar mais inteligente do que nós</strong>.</p><p><strong>Jacob Coxon</strong>, que trabalhou na OpenAI e na Anthropic, criadoras do ChatGPT e do Claude, respetivamente, afirmou numa publicação nas redes sociais que a IA que está a ser desenvolvida poderia <strong>"invadir qualquer sistema, revolucionar áreas da noite para o dia e adquirir poder e recursos reais" para nos matar a todos até ao final da década</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">I resigned from Anthropic today. I spent the last three years doing pretraining research at both OpenAI and Anthropic. Neither company is acting responsibly. They are racing straight to self-improving superintelligence and gambling with our lives. More thoughts below.</p>— Jacob Coxon (@hilbertspaess) <a href="https://x.com/hilbertspaess/status/2097476196791709843?ref_src=twsrc%5Etfw">September 9, 2026</a></blockquote></figure><p>Embora os investigadores seniores e os principais executivos tenham conhecimento disto, <strong>não desejam recuar devido ao receio de que, se o fizerem, outra empresa possa chegar lá primeiro</strong>.</p><p>Esta situação pode ser facilmente resolvida se o governo estabelecer algumas medidas de proteção e solicitar às empresas que <strong>parem de desenvolver tais produtos</strong> que possam potencialmente conduzir a uma crise existencial. Mas há outra crise existencial que já se avizinha.</p><h2>São as alterações climáticas um problema mais grave? </h2><p>As temperaturas recorde registadas no verão nos últimos três anos demonstraram que <strong>o impacto das alterações climáticas se torna cada vez mais real a cada dia que passa</strong>. Fenómenos meteorológicos extremos, como secas e inundações, estão a afetar o abastecimento de água e a reduzir o rendimento das colheitas em todo o mundo.</p><p>As temperaturas globais também estão a aumentar de forma constante e, embora isso possa não ser sentido de imediato, está a afetar a produtividade e os meios de subsistência em locais distantes e em toda a parte. Isto pode não ter um impacto imediato, <strong>mas os efeitos podem acumular-se gradualmente e desestabilizar as sociedades rapidamente</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788914" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/relatorio-da-onu-apresenta-os-beneficios-que-existem-ao-combater-as-alteracoes-climaticas-e-a-poluicao-em-conjunto.html" title="Relatório da ONU apresenta os benefícios que existem ao combater as alterações climáticas e a poluição, em conjunto">Relatório da ONU apresenta os benefícios que existem ao combater as alterações climáticas e a poluição, em conjunto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/relatorio-da-onu-apresenta-os-beneficios-que-existem-ao-combater-as-alteracoes-climaticas-e-a-poluicao-em-conjunto.html" title="Relatório da ONU apresenta os benefícios que existem ao combater as alterações climáticas e a poluição, em conjunto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/relatorio-da-onu-apresenta-os-beneficios-que-existem-ao-combater-as-alteracoes-climaticas-e-a-poluicao-em-conjunto-1789513645372_320.jpg" alt="Relatório da ONU apresenta os benefícios que existem ao combater as alterações climáticas e a poluição, em conjunto"></a></article></aside><p><strong>O aumento da implementação da IA está também a agravar ainda mais os efeitos das alterações climáticas</strong>, uma vez que os centros de dados consomem grandes quantidades de água e são alimentados por combustíveis fósseis que aumentam ainda mais as emissões para a atmosfera e aquecem o planeta.</p><p>Muitos tinham anteriormente sugerido que tecnologias como a IA poderiam ajudar-nos a resolver as alterações climáticas e a implementar medidas para evitar um colapso social. A tecnologia atual está longe disso e, <strong>na verdade, está a acelerar o declínio e a empurrar-nos, de uma forma ou de outra, para um colapso</strong>.</p><p>A única forma de travar este processo é <strong>procurar soluções reais</strong>, em vez de esperar que uma tecnologia futurista possa reverter os problemas que enfrentamos.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-nos-vai-matar-primeiro-a-ia-ou-as-alteracoes-climaticas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nomes das tempestades em Portugal para 2026-2027: a lista completa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nomes-das-tempestades-em-portugal-para-2026-2027-a-lista-completa.html</link><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 15:11:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>No início deste mês de setembro foi anunciada a nova lista de nomes das tempestades extratropicais da temporada 2026/2027. Consulte-a e saiba porque é que se atribuem nomes a depressões, bem como algumas curiosidades.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nomes-das-tempestades-em-portugal-para-2026-2027-a-lista-completa-1790605498772.jpg" data-image="wicc1xcnkd1y"><figcaption>Se uma tempestade tropical formada no oceano Atlântico for nomeada pelo National Hurricane Center (NHC) dos EUA e sofrer uma transformação nas suas características termodinâmicas - tornando-se uma tempestade de características extratropicais - manterá o nome atribuído originalmente pelo NHC na comunicação dos serviços meteorológicos europeus, incluindo o IPMA. Porém, as típicas depressões atlânticas, se cumprirem com os critérios de 'grande impacto', receberão um dos nomes da lista para 2025/2026.</figcaption></figure><p>No primeiro dia deste mês de setembro teve início a nova época de nomeação de tempestades extratropicais 2026/2027 na Europa. <strong>Terminará a 31 de agosto de 2027</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>A cada dia 1 de setembro, data que assinala o início do outono climatológico e de uma nova temporada de tempestades extratropicais (e de grande impacto) na Europa, ‘nasce’ uma nova lista de nomes em diferentes grupos europeus.</strong></div><p><strong>Portugal pertence ao Grupo Sudoeste e é representado pelo IPMA</strong>. A lista de nomes para a temporada 2026/2027 foi aprovada e difundida ao público no início deste mês de setembro. Consulte a lista completa na imagem abaixo.</p><h2>Atribuir nomes às tempestades é eficaz na comunicação de fenómenos com potenciais riscos para pessoas e bens</h2><p>Segundo o IPMA,<strong> “a nomeação de tempestades tem-se mostrado eficaz na comunicação da ocorrência destes fenómenos meteorológicos que trazem associadas situações de risco potencial para as vidas e bens dos cidadãos”</strong>.</p><p>Além disto, proporciona <strong>fluidez na comunicação entre os Serviços Meteorológicos de diferentes países e as estruturas de Proteção Civil</strong>. Por último, este método revela uma maior facilidade em identificar e estudar as depressões durante o seu percurso pela Europa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nomes-das-tempestades-em-portugal-para-2026-2027-a-lista-completa-1790605539673.jpg" data-image="ijy0pwcgfxlf"><figcaption>Quando uma tempestade reúne os critérios para a sua nomeação, recorre-se à lista previamente definida por todos os países do Grupo Sudoeste, constituída por 21 nomes, de A a Z, e que alterna entre nomes masculinos e femininos. Segundo o IPMA, “algumas letras foram excluídas pela dificuldade de encontrar nomes percetíveis por todos os parceiros do grupo”. Imagem: AEMET</figcaption></figure><p>Uma tempestade só é nomeada quando certos critérios previamente determinados se cumprem. Entre eles, incluem-se <strong>os impactos e a emissão de avisos de nível laranja ou vermelho</strong>, enquadrados no sistema internacional de avisos meteorológicos (na Europa é o<strong> MeteoAlarm</strong>).</p><div class="texto-destacado"><strong>O vento é o principal elemento meteorológico que contribui para a nomeação de uma tempestade</strong>. No entanto, têm sido sempre tidos em conta outros elementos meteorológicos na nomeação de tempestades, por exemplo a precipitação, desde que o seu impacto tenha potencial para ser severo.</div><p>A rede EUMETNET reúne 33 serviços meteorológicos à escala europeia e foi sob a sua égide que se fundou o projeto conjunto de atribuição de nomes a tempestades por parte dos serviços meteorológicos da Europa.</p><p>O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (<strong>IPMA</strong>) é, como o próprio nome indica, o serviço meteorológico de <strong>Portugal</strong> e pertence ao <strong>Grupo Sudoeste</strong>, no qual se incluem também os serviços meteorológicos de <strong>Espanha (AEMET)</strong>, de <strong>França (Météo-France)</strong>, do <strong>Luxemburgo (MeteoLux)</strong>, da Bélgica (<strong>RMI</strong>) e de <strong>Andorra (Servei Meteorològic Nacional do Principado de Andorra)</strong>.</p><h2>Curiosidades sobre os nomes atribuídos aos centros de ação atmosférica</h2><p>A primeira das curiosidades é que,<strong> na Alemanha, a tradição de atribuir nomes a depressões (centros de baixas pressões) e até mesmo a anticiclones (centros de altas pressões) é antiga</strong>. Desde 1954, o Instituto de Meteorologia da Universidade Livre de Berlim atribui nomes a centros de ação que influenciam o clima na Europa central.</p><p><strong>Inicialmente eram atribuídos nomes femininos às depressões e nomes masculinos aos anticiclones</strong>, tendo sido pré-definidas dez listas de nomes masculinos e dez listas de nomes femininos num total de 260 nomes femininos e 260 nomes masculinos. Quando os nomes esgotavam, começava-se de novo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790872" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/apos-as-tempestades-portugal-prepara-um-plano-de-energia-e-comunicacoes-para-este-inverno.html" title="Após as tempestades, Portugal prepara um plano de energia e comunicações para este inverno">Após as tempestades, Portugal prepara um plano de energia e comunicações para este inverno</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/apos-as-tempestades-portugal-prepara-um-plano-de-energia-e-comunicacoes-para-este-inverno.html" title="Após as tempestades, Portugal prepara um plano de energia e comunicações para este inverno"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/apos-as-tempestades-portugal-prepara-um-plano-de-energia-e-comunicacoes-para-este-inverno-1790596799056_320.jpg" alt="Após as tempestades, Portugal prepara um plano de energia e comunicações para este inverno"></a></article></aside><p>Outra curiosidade prende-se com a entrada em vigor -<strong> a partir do dia 1 de dezembro de 2017 - do atual sistema de atribuição de nomes a depressões e que foi acordado entre os Serviços Meteorológicos de Portugal, Espanha e França</strong> (na altura, apenas estes países pertenciam ao Grupo Sudoeste, só posteriormente é que os Serviços Meteorológicos de Bélgica (2019), Luxemburgo (2021) e Andorra (2025) se juntaram).</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/nomes-das-tempestades-em-portugal-para-2026-2027-a-lista-completa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Após as tempestades, Portugal prepara um plano de energia e comunicações para este inverno]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/apos-as-tempestades-portugal-prepara-um-plano-de-energia-e-comunicacoes-para-este-inverno.html</link><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 14:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Governo lança respostas para assegurar eletricidade e internet em territórios vulneráveis, enquanto Exército desenvolve solução móvel autónoma de apoio ao socorro.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/apos-as-tempestades-portugal-prepara-um-plano-de-energia-e-comunicacoes-para-este-inverno-1790596799056.jpg" data-image="wbrqu12rn4px" alt="Trabalhos de limpeza e reconstrução após a tempestade Kristin" title="Trabalhos de limpeza e reconstrução após a tempestade Kristin"><figcaption>A depressão Kristin destruiu mais de seis mil quilómetros de redes elétricas em todo o país. Foto: Município de Coimbra</figcaption></figure><p>No fim de janeiro, bastaram poucas horas para deixar uma parte do país sem uma das condições mais básicas da vida quotidiana. No pico da depressão Kristin, cerca de <strong>um milhão de clientes ficaram sem eletricidade e mais de seis mil quilómetros de rede foram afetados</strong>. Leiria concentrou uma parte particularmente severa dos cortes.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A sucessão de Kristin, Leonardo e Marta mostrou também que uma falha elétrica pode arrastar outras. O acesso às comunicações ficou comprometido em várias zonas e, quase seis meses após a primeira tempestade, ainda havia cerca de 1600 clientes sem serviços fixos de comunicações, sobretudo na região de Leiria.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>É a pensar nesse intervalo entre a ocorrência e a recuperação definitiva que o Governo prepara um <strong>plano de contingência para infraestruturas críticas</strong> na região Centro. </p><p>O objetivo é proteger populações que continuam a viver com redes em consolidação e garantir respostas mesmo perante episódios meteorológicos menos extremos. Paulo Fernandes, coordenador da <strong>Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro</strong>, explicou recentemente no Parlamento que a prioridade é reduzir situações que possam ocorrer durante um inverno considerado normal.</p><h2>Rede de reserva enquanto a reconstrução continua</h2><p>A solução visa criar alternativas em que as redes convencionais ainda podem falhar. Estão previstos <strong>geradores</strong> e <strong>equipamentos Starlink</strong>, capazes de assegurar ligação à internet por satélite em locais sem conectividade terrestre.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/apos-as-tempestades-portugal-prepara-um-plano-de-energia-e-comunicacoes-para-este-inverno-1790596908408.jpg" data-image="q131zpysoaww" alt="Destruição após a tempestade Kristin em Ourém" title="Destruição após a tempestade Kristin em Ourém"><figcaption>Para evitar falhas de eletricidade e de comunicação, o governo prevê distribuição de geradores e outros equipamentos nas zonas mais afetadas por tempestades. Foto: Município de Ourém</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>A resposta passa também por aproximar os serviços das populações. As viaturas móveis avançadas do <strong>Balcão do Cidadão</strong> terão percursos e posições redefinidos, com deslocações frequentes para acompanhar os locais mais vulneráveis. A estes meios junta-se o <strong>roaming nacional</strong>, permitindo que um telemóvel aceda à rede de outra operadora caso a sua ligação habitual fique indisponível.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768496" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/regiao-de-leiria-cria-rede-propria-de-emergencia-para-evitar-falhas-como-as-ocorridas-na-tempestade-kristin.html" title="Região de Leiria cria rede própria de emergência para evitar falhas como as ocorridas na tempestade Kristin">Região de Leiria cria rede própria de emergência para evitar falhas como as ocorridas na tempestade Kristin</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/regiao-de-leiria-cria-rede-propria-de-emergencia-para-evitar-falhas-como-as-ocorridas-na-tempestade-kristin.html" title="Região de Leiria cria rede própria de emergência para evitar falhas como as ocorridas na tempestade Kristin"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/regiao-de-leiria-cria-rede-propria-de-emergencia-para-evitar-falhas-como-as-de-1778592059118_320.jpg" alt="Região de Leiria cria rede própria de emergência para evitar falhas como as ocorridas na tempestade Kristin"></a></article></aside><p>O modelo está a ser articulado com a E-REDES, com a ANACOM, com as Comunidades Intermunicipais e com os municípios. A estrutura pretende ter o <strong>programa plenamente preparado para o inverno de 2026/2027</strong>, enquanto a recuperação das infraestruturas continua. Segundo Paulo Fernandes, há trabalhos de consolidação com calendários diferentes e alguns poderão prolongar-se para lá dos próximos meses.</p><h2>Exército prepara mais uma resposta</h2><p>É neste mesmo problema, a necessidade de comunicar quando as redes civis deixam de estar disponíveis, que surge mais uma iniciativa. O Exército desenvolveu, com a MEO, uma <strong>Rede Móvel Tática 4G/5G</strong>, num investimento de cerca de 587 mil euros, destinada ao Apoio Militar de Emergência.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A tecnologia cria uma rede autónoma capaz de assegurar voz, dados, vídeo e geolocalização no próprio terreno. Pode ainda recorrer a um satélite para estabelecer ligação ao exterior e interligar-se com outros sistemas, incluindo a rede telefónica pública.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Há duas configurações previstas no modelo a implementar. Uma versão <strong>ManPack </strong>permite transportar rapidamente o equipamento. Outra é montada num atrelado com <strong>gerador próprio</strong> e maior <strong>autonomia energética</strong>. O Exército admite replicar o sistema e interligar diferentes unidades, criando futuras “bolhas em rede”. </p><h2>A lição deixada pelo inverno</h2><p>As duas iniciativas partem de necessidades distintas, mas respondem ao mesmo problema. Numa tempestade de grande escala, recuperar infraestruturas pode demorar dias ou semanas. Até lá, a energia, a conectividade e a capacidade de coordenação não podem depender de uma única rede.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/apos-as-tempestades-portugal-prepara-um-plano-de-energia-e-comunicacoes-para-este-inverno-1790597063382.jpg" data-image="nnfmqhfz8zq8" alt="Destruição após tempestade Kristin em Ansião" title="Destruição após tempestade Kristin em Ansião"><figcaption>O Exército investiu cerca de meio milhão de euros numa rede móvel destinada a apoiar as operações militares de emergência. Foto: Município de Ansião</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp" style="visibility: visible !important; display: contents; --rem: 16;"></superhuman-go-underlines></figure><p>A resposta que agora está a ser preparada pretende criar<strong> alternativas antes de a falha acontecer</strong>, para que o próximo temporal não obrigue o país a começar a reconstruir também as comunicações no preciso momento em que mais precisa delas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Jornal%20P%C3%BAblico" data-year="" data-title="Estrutura%20de%20Miss%C3%A3o%20quer%20planos%20de%20conting%C3%AAncia%20no%20Inverno%20para%20infra-estruturas%20cr%C3%ADticas" data-url="https%3A%2F%2Fwww.publico.pt%2F2026%2F09%2F23%2Fpolitica%2Fnoticia%2Festrutura-missao-quer-planos-contingencia-inverno-infraestruturas-criticas-2189046">Jornal Público. <a href="https://www.publico.pt/2026/09/23/politica/noticia/estrutura-missao-quer-planos-contingencia-inverno-infraestruturas-criticas-2189046" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Estrutura de Missão quer planos de contingência no Inverno para infra-estruturas críticas</a>.</cite><br><cite data-author="Jornal%20Expresso" data-year="" data-title="%E2%80%9CNas%20zonas%20afetadas%20por%20tempestades%2C%20vamos%20ter%20no%20inverno%20um%20plano%20de%20conting%C3%AAncia%20para%20energia%20e%20comunica%C3%A7%C3%B5es%22%2C%20avan%C3%A7a%20Paulo%20Fernandes" data-url="https%3A%2F%2Fexpresso.pt%2Feconomia%2Feconomia_energia%2F2026-09-23-nas-zonas-afetadas-por-tempestades-vamos-ter-no-inverno-um-plano-de-contingencia-para-energia-e-comunicacoes-avanca-paulo-fernandes-1e501969">Jornal Expresso. <a href="https://expresso.pt/economia/economia_energia/2026-09-23-nas-zonas-afetadas-por-tempestades-vamos-ter-no-inverno-um-plano-de-contingencia-para-energia-e-comunicacoes-avanca-paulo-fernandes-1e501969" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">“Nas zonas afetadas por tempestades, vamos ter no inverno um plano de contingência para energia e comunicações", avança Paulo Fernandes</a>.</cite><br><cite data-author="Jornal%20de%20Not%C3%ADcias" data-year="" data-title="Ex%C3%A9rcito%20cria%20rede%20m%C3%B3vel%204G%2F5G%20de%20587%20mil%20euros%20para%20garantir%20comunica%C3%A7%C3%B5es%20em%20cat%C3%A1strofes" data-url="https%3A%2F%2Fwww.jn.pt%2Fnacional%2Fartigo%2Fexercito-cria-rede-movel-4g5g-de-587-mil-euros-para-garantir-comunicacoes-em-catastrofes%2F18129855">Jornal de Notícias. <a href="https://www.jn.pt/nacional/artigo/exercito-cria-rede-movel-4g5g-de-587-mil-euros-para-garantir-comunicacoes-em-catastrofes/18129855" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Exército cria rede móvel 4G/5G de 587 mil euros para garantir comunicações em catástrofes</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/apos-as-tempestades-portugal-prepara-um-plano-de-energia-e-comunicacoes-para-este-inverno.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo muda em Portugal: chuva regressa esta segunda-feira 28 e deverá ganhar intensidade nos próximos dias]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-muda-em-portugal-chuva-regressa-esta-segunda-feira-28-e-devera-ganhar-intensidade-nos-proximos-dias.html</link><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 13:47:28 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A instabilidade prevista para a semana que arranca hoje já levou o IPMA a emitir uma série de avisos amarelos de chuva e trovoada. Confira aqui a previsão!</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/qIyNi8WFSFk/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=qIyNi8WFSFk" id="qIyNi8WFSFk"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A semana arranca cinzenta na maior parte do continente português, sendo esperado o regresso da chuva já nas próximas horas. Esta chuva dever-se-á à presença de um vale depressionário, que deverá resultar ainda na <strong>ocorrência de trovoada e numa descida térmica</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>De acordo com os mapas da Meteored, a <strong>precipitação deverá tornar-se mais expressiva a partir das 15h </strong>de hoje, sendo esperados vários episódios de chuva forte, especialmente no interior Centro e Sul do país. O IPMA emitiu<strong> aviso amarelo de trovoada</strong> para os distritos de Bragança, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora, Beja e Faro, em vigor entre as 12h e as 21h de hoje.</p><h2>Frente fria chega amanhã: estão 5 distritos sob aviso amarelo de chuva</h2><p>Amanhã, terça-feira, com a chegada de uma frente fria, a chuva poderá regressar também a partir das primeiras horas da tarde, devendo contar com maior expressão no noroeste do país, com <strong>previsão de até 20 mm de chuva por hora</strong>, devendo estender-se pelas regiões Norte e Centro, ainda que com menos intensidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-chuva-regressa-esta-segunda-feira-e-devera-ganhar-intensidade-nos-proximos-dias-1790598220705.jpg" data-image="jsg823k2s0cf" alt="chuva prevista" title="chuva prevista"><figcaption>A chegada de uma frente fria prevista para amanhã, terça-feira, levou o IPMA a emitir aviso amarelo de chuva para 5 distritos.</figcaption></figure><p>O<strong> IPMA emitiu aviso amarelo de precipitação para os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real e Aveiro</strong>, em vigor entre as 15h de amanhã e a meia-noite de quarta-feira para os primeiros três, sendo que nos últimos dois, o aviso entra em vigor às 21h de amanhã e manter-se-á até às 3h de quarta-feira, dia 30.</p><h2>Chuva deverá permanecer até ao fim de semana, apesar de uma breve pausa</h2><p>Na quarta-feira, desde a madrugada até às 18h, esperam-se vários períodos de chuva forte, especialmente no Centro do país, ainda que <strong>a mesma se deva dissipar à medida que as horas passam</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790877" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-80-mm-ja-se-dirige-para-portugal-a-frente-fria-que-provocara-uma-mudanca-brusca-de-tempo.html" title="Até 80 mm de chuva: já se dirige para Portugal a frente fria que provocará uma mudança brusca de tempo">Até 80 mm de chuva: já se dirige para Portugal a frente fria que provocará uma mudança brusca de tempo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-80-mm-ja-se-dirige-para-portugal-a-frente-fria-que-provocara-uma-mudanca-brusca-de-tempo.html" title="Até 80 mm de chuva: já se dirige para Portugal a frente fria que provocará uma mudança brusca de tempo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-80-mm-ja-se-dirige-para-portugal-a-frente-fria-que-provocara-uma-mudanca-brusca-de-tempo-1790601381972_320.jpg" alt="Até 80 mm de chuva: já se dirige para Portugal a frente fria que provocará uma mudança brusca de tempo"></a></article></aside><p>Assim, e até à tarde de sexta-feira, dar-se-á uma pausa na chuva, ainda que a nebulosidade se deva manter. No entanto, <strong>é expectável que a partir das 16h de sexta a chuva regresse</strong>, de forma fraca a moderada, devendo ser mais expressiva no interior do país, mas<strong> não se descartando a possibilidade de ocorrência ao longo da faixa litoral</strong>. Esta tendência de dias chuvosos deverá manter-se no fim de semana.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-muda-em-portugal-chuva-regressa-esta-segunda-feira-28-e-devera-ganhar-intensidade-nos-proximos-dias.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 80 mm de chuva: já se dirige para Portugal a frente fria que provocará uma mudança brusca de tempo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-80-mm-ja-se-dirige-para-portugal-a-frente-fria-que-provocara-uma-mudanca-brusca-de-tempo.html</link><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 13:20:21 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Entre amanhã (29) e quarta-feira (30) um rio atmosférico irá intensificar a chuva associada à frente fria que afetará diretamente o Norte e Centro de Portugal e em particular o Minho: nesta região preveem-se até 80 mm.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbdzz8e"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbdzz8e.jpg" id="xbdzz8e"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Estamos prestes a assistir à tão falada<strong> mudança de tempo</strong> após um mês de setembro que foi predominantemente quente, seco e soalheiro.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>O panorama meteorológico vai sofrer uma alteração drástica: um <strong>vale depressionário</strong> muito amplo estender-se-á sobre o Atlântico e, à superfície, formar-se-ão vários centros de baixas pressões, entre os quais uma <strong>depressão que se intensificará de forma explosiva</strong>.</p><h2>A chuva gerada pela frente fria de terça e quarta-feira será reforçada por um rio atmosférico</h2><p>Como explicámos em previsões anteriormente lançadas na Meteored Portugal, um<strong> </strong>vale depressionário irá já nesta <strong>segunda-feira (28)</strong> provocar a ocorrência de<strong> </strong>períodos de<strong> chuva ou aguaceiros irregulares</strong>, por vezes moderados ou fortes e potencialmente acompanhados de<strong> trovoadas, especialmente durante a tarde</strong>, quando se prevê uma maior frequência dos mesmos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-80-mm-ja-se-dirige-para-portugal-a-frente-fria-que-provocara-uma-mudanca-brusca-de-tempo-1790600473809.jpg" data-image="f8hi38h1uuj0"><figcaption>Situação sinóptica desta segunda-feira, 28 de setembro. Uma vasta circulação depressionária que contém várias estruturas frontais associadas: um centro de baixas pressões posicionado a oeste de Portugal continental e que passou pelos Açores entre ontem e hoje, um outro a noroeste da Irlanda e, por fim, entre a Península Ibérica e França, o vale depressionário que nos traz chuva e trovoadas nesta tarde de segunda-feira (28).</figcaption></figure><p>A precipitação, de carácter convectivo e com distribuição e intensidades geralmente irregulares, <strong>terá uma probabilidade maior no interior do distrito de Faro </strong>e em distritos do interior tais como<strong> Évora, Beja, Portalegre, Castelo Branco, Guarda e Bragança, todos sob aviso amarelo emitido pelo IPMA</strong>. Porém, não se exclui que surjam algumas células de instabilidade em zonas mais próximas ao litoral.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-80-mm-ja-se-dirige-para-portugal-a-frente-fria-que-provocara-uma-mudanca-brusca-de-tempo-1790600349005.jpg" data-image="dm252o11th8d"><figcaption>Frente fria a percorrer a geografia de Portugal continental de noroeste para sudeste entre terça (29) e quarta-feira (30).</figcaption></figure><p> No entanto, <strong>é a partir da tarde de terça-feira (29) que será preciso estar atento ao Norte e Centro de Portugal continental, em especial ao Minho</strong> (distritos de Viana do Castelo e Braga), região do Noroeste do país onde se prevê chuva mais intensa devido à chegada de um rio atmosférico. </p><p>De acordo com as últimas previsões do modelo europeu (ECMWF), é a <strong>depressão que passou entre ontem (27) e hoje (28) pelos Açores</strong> que na sua rápida deslocação para nordeste sobre o Atlântico <strong>conduzirá este rio de humidade para a metade ocidental da Península Ibérica</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-80-mm-ja-se-dirige-para-portugal-a-frente-fria-que-provocara-uma-mudanca-brusca-de-tempo-1790600257657.jpg" data-image="vdxew2ix8vqs"><figcaption>A depressão que passou pelos Açores, vinda de sul, irá transportar um elevado teor de vapor de água até à Península Ibérica, com esta humidade subtropical a reforçar a chuva da frente fria associada à depressão muito profunda que se formará mais a norte na terça-feira (29).</figcaption></figure><p> Para que o panorama fique todo mais claro: o centro de baixas pressões que passou pelos Açores irá fundir-se com outro mais a norte, dando origem a<strong> uma só depressão que intensificará de forma explosiva sobre o Atlântico Norte e a oeste da Irlanda durante terça-feira (29)</strong>. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>É a partir da depressão que veio de sul que será canalizada a humidade subtropical (rio atmosférico) que reforçará a chuva da frente fria associada à depressão muito profunda que ‘nascerá’ mais a norte na terça-feira (29).<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>O rio de humidade intensificará a chuva de terça-feira (29) no Minho</strong>, onde poderá ser localmente forte, estendendo-se posteriormente a outras zonas do Norte e Centro do país.</p><h2>A frente fria avançará pelo Norte e Centro entre terça e quarta, a sul do Tejo prevê-se chuva pouco significativa</h2><p>Embora na manhã de terça-feira (29) já exista a possibilidade de chuva pré-frontal nalgumas zonas do país, <strong>as horas mais adversas estão previstas a partir do início/meio da tarde do dia 29 de setembro</strong>.</p><p>Os nossos mapas sugerem que até ao final do episódio de precipitação gerado pela passagem da frente fria em Portugal continental, previsto até ao fim da tarde de quarta-feira (30), <strong>a chuva acumulada atinja entre 50 e 80 mm no Minho</strong>, destacando-se especificamente algumas<strong> áreas de vale e montanha</strong> do distrito de Viana do Castelo, tais como<strong> Soajo, Arcos de Valdevez e Ponte da Barca</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-80-mm-ja-se-dirige-para-portugal-a-frente-fria-que-provocara-uma-mudanca-brusca-de-tempo-1790600111869.jpg" data-image="qz13h9migs3x"><figcaption>A mais recente atualização do modelo europeu antecipa até 80 mm de chuva acumulada nas zonas mais expostas do Alto Minho.</figcaption></figure><p>Com o passar das horas, <strong>especialmente durante a noite de terça-feira (29) e madrugada e manhã de quarta (30), a chuva tenderá a alastrar-se para sul e para leste</strong>, abrangendo outras regiões de Portugal continental onde será pontualmente abundante (distritos de Vila Real, Bragança, Porto, Guarda, Aveiro, Viseu, Coimbra, Leiria, Lisboa, Castelo Branco), mas onde o rio atmosférico não incidirá de forma tão direta.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790712" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-trovoada-vento-e-descida-das-temperaturas-assim-evoluira-o-tempo-em-portugal-ate-quarta-feira-30-de-setembro.html" title="Chuva, trovoada, vento e descida das temperaturas: assim evoluirá o tempo em Portugal até quarta-feira, 30 de setembro">Chuva, trovoada, vento e descida das temperaturas: assim evoluirá o tempo em Portugal até quarta-feira, 30 de setembro</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-trovoada-vento-e-descida-das-temperaturas-assim-evoluira-o-tempo-em-portugal-ate-quarta-feira-30-de-setembro.html" title="Chuva, trovoada, vento e descida das temperaturas: assim evoluirá o tempo em Portugal até quarta-feira, 30 de setembro"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-trovoada-vento-e-descida-das-temperaturas-assim-evoluira-o-tempo-em-portugal-ate-quarta-feira-30-de-setembro-1790525855645_320.jpg" alt="Chuva, trovoada, vento e descida das temperaturas: assim evoluirá o tempo em Portugal até quarta-feira, 30 de setembro"></a></article></aside><p>As projeções atuais do ECMWF insistem numa <strong>distribuição pouco uniforme pelo Norte e pelo Centro, com os acumulados a variarem desde 10 até cerca de 40 mm</strong> nestas zonas. Somente no Minho os valores serão localmente superiores a este patamar, como já foi anteriormente analisado.</p><p>Ainda de acordo com os mapas de referência para a Meteored, <strong>a sul do rio Tejo a precipitação será geralmente pouco significativa (entre 5 e 10 mm), ou até mesmo inexistente </strong>nalgumas áreas do Baixo Alentejo e em boa parte do Algarve.</p><h2>Atenção ainda às rajadas fortes previstas para amanhã, 29 de setembro</h2><p>A passagem da frente fria pela nossa geografia continental virá acompanhada de vento forte do quadrante Sul. <strong>O período mais adverso está previsto para a tarde de terça-feira (29)</strong>, altura em que as rajadas poderão atingir velocidades compreendidas entre<strong> 60 e 80 km/h nas zonas mais expostas</strong>, a maioria delas situada a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela, tanto no litoral como no interior. </p><p>Porém, há zonas do país - como as <strong>áreas montanhosas do Alto Minho</strong> - onde já se poderá registar <strong>vento forte ainda durante a manhã</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-80-mm-ja-se-dirige-para-portugal-a-frente-fria-que-provocara-uma-mudanca-brusca-de-tempo-1790599977540.jpg" data-image="tqmdj8eal57z"><figcaption>O mapa revela que algumas serras do extremo noroeste de Portugal continental, inseridas no Alto Minho e no Alto Tâmega e Barroso, são as zonas onde se prevê as rajadas mais fortes nesta terça-feira, 29 de setembro, com velocidades estimadas de até 85 km/h. Nas zonas dos distritos do Porto e de Viseu mais expostas aos ventos do quadrante Sul prevê-se a possibilidade de serem registadas rajadas de até 75 km/h.</figcaption></figure><p>Este cenário de vento intenso deverá prolongar-se <strong>até ao final da noite de terça-feira (29)</strong>, persistindo apenas nalguns locais durante a madrugada de quarta-feira (30).</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-80-mm-ja-se-dirige-para-portugal-a-frente-fria-que-provocara-uma-mudanca-brusca-de-tempo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A Europa quer menos turistas, mas está a construir aeroportos para receber mais]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-europa-quer-menos-turistas-mas-esta-a-construir-aeroportos-para-receber-mais.html</link><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 08:41:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A Europa enfrenta uma contradição crescente, tenta aliviar a pressão turística sobre as cidades, enquanto investe em aeroportos capazes de trazer ainda mais visitantes. Fique aqui a saber mais sobre este assunto!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-europa-quer-menos-turistas-mas-esta-a-construir-aeroportos-para-receber-mais-1790064344616.jpeg" data-image="2guidfkos6gp" alt="Aeroporto" title="Aeroporto"><figcaption>O aumento do turismo em destinos europeus está a colocar uma pressão crescente sobre cidades, aeroportos e comunidades locais.</figcaption></figure><p>A Europa enfrenta um paradoxo cada vez mais difícil de ignorar, enquanto várias cidades procuram <strong>limitar os efeitos do turismo excessivo</strong>, muitos dos seus <strong>aeroportos estão a preparar-se para receber ainda mais passageiros</strong>.</p><p>Esta contradição coloca em cima da mesa uma questão essencial, <strong>até onde pode crescer o turismo sem ultrapassar os limites das cidades e do próprio planeta?</strong></p><h2>Mais visitantes num continente já pressionado</h2><p>O problema do chamado <em>overtourism</em> <strong>deixou de ser uma preocupação exclusiva de destinos como Veneza ou Barcelona</strong>. Em várias regiões europeias, o número crescente de visitantes tem provocado <strong>pressão sobre a habitação, os transportes, os espaços públicos e os recursos naturais</strong>.</p><p>Ao mesmo tempo, a resposta dada pelas infraestruturas aeroportuárias aponta numa direção diferente. <strong>Grandes aeroportos europeus estão a preparar novas pistas</strong>, terminais ou outras ampliações para acompanhar o crescimento previsto do tráfego aéreo.</p><div class="texto-destacado">É precisamente esta contradição que está no centro da discussão levantada pelo <em>The New York Times</em> num artigo publicado a 18 de setembro de 2026 sobre a <strong>expansão dos aeroportos europeus num momento em que várias cidades tentam controlar o excesso de turismo</strong>.</div><p>A questão torna-se ainda mais complexa porque os aeroportos não funcionam isoladamente. <strong>Cada nova ligação aérea pode facilitar a chegada de milhares ou milhões de </strong><strong>visitantes</strong>, enquanto os custos dessa pressão, desde o congestionamento à subida dos preços da habitação, são sobretudo sentidos pelas populações locais.</p><h2>Um crescimento com custos ambientais</h2><p>Um recente estudo da organização <em>Transport & Environment</em> analisou os planos de expansão e as previsões de tráfego de 20 dos maiores aeroportos europeus, distribuídos por dez países.</p><p>Segundo a análise, <strong>todos os aeroportos estudados ultrapassariam o respetivo orçamento de carbono compatível com um cenário de aquecimento global de 1,7 °C</strong>. Mesmo considerando aviões mais eficientes e uma maior utilização de combustíveis sustentáveis, os autores concluem que os ganhos tecnológicos não seriam suficientes para compensar o aumento previsto do tráfego.</p><div class="texto-destacado"><strong>“O setor da aviação não pode continuar a crescer sem comprometer os objetivos climáticos da Europa.” </strong><br>De acordo com a Transport & Environment.</div><p>A <em>T&E</em> estima que os planos de expansão analisados acrescentariam cerca de <strong>225 milhões de toneladas de CO₂ </strong>às emissões associadas à capacidade aeroportuária atual até 2050.</p><p>O estudo aponta ainda que <strong>a aviação europeia poderá esgotar o seu orçamento de carbono compatível com 1,5 °C já em 2026</strong> e o correspondente a 1,7 °C em 2033, segundo a metodologia utilizada pela organização.</p><h2>Portugal surge entre os casos mais preocupantes</h2><p>De acordo com a <em>T&E</em>, <strong>os aeroportos de Lisboa e Porto apresentam, entre os 20 aeroportos analisados, um dos maiores níveis de ultrapassagem do orçamento de carbono, </strong>2,8 vezes o valor atribuído no cenário de 1,7 °C.</p><p>A organização calcula ainda que estes dois aeroportos representam aproximadamente<strong> 80% das emissões</strong> da aviação portuguesa.</p><p>A situação torna-se especialmente relevante perante o <strong>projeto de construção de um novo aeroporto para Lisboa e os planos de desenvolvimento da capacidade aeroportuária nacional</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-europa-quer-menos-turistas-mas-esta-a-construir-aeroportos-para-receber-mais-1790064377515.jpeg" data-image="a6np2cm4pqaq" alt="Aumento de passageiros" title="Aumento de passageiros"><figcaption>Mais visitantes significam mais movimento e receitas, mas também podem trazer congestionamento, pressão sobre a habitação e desgaste dos espaços turísticos.</figcaption></figure><p>Segundo a <em>T&E</em>, o novo aeroporto de Lisboa poderá representar <strong>mais 18 milhões de toneladas de CO₂ face ao cenário considerado no estudo </strong>uma quantidade equivalente, na comparação apresentada pela organização, a cerca de metade das emissões anuais de toda a economia portuguesa.</p><h2>Espanha prepara uma grande expansão</h2><p>A discussão não se limita a Portugal.<br>Em Espanha, estão previstas intervenções em 12 dos aeroportos mais movimentados do país, incluindo Madrid, Barcelona, Palma de Maiorca e Málaga. A <em>T&E</em> calcula que estes <strong>quatro aeroportos foram responsáveis por 66% das emissões associadas às partidas em Espanha em 2025</strong>.</p><p>As expansões surgem num país onde algumas das principais cidades e destinos turísticos enfrentam simultaneamente <strong>problemas relacionados com a concentração de visitantes</strong>.</p><p>Palma de Maiorca é um <strong>exemplo particularmente evidente desta tensão</strong>. A ilha depende fortemente do turismo, mas enfrenta também preocupações relacionadas com habitação, mobilidade, pressão sobre os serviços e capacidade dos espaços públicos.</p><h2>A promessa da tecnologia</h2><p>Os defensores da expansão aeroportuária argumentam que o futuro da aviação será mais eficiente. <strong>Aviões com menor consumo de combustível, combustíveis de aviação sustentáveis e novas tecnologias </strong>deverão permitir transportar mais passageiros com menos emissões por viagem.</p><p>A <em>T&E</em>, contudo, contesta que esses ganhos sejam suficientes para acompanhar o crescimento previsto. Na sua análise, <strong>o aumento do número de voos anula</strong> grande parte das melhorias obtidas através da eficiência dos aviões e da utilização de combustíveis sustentáveis.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="755782" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-esta-entre-os-paises-que-mais-podem-reduzir-o-aquecimento-global-causado-pela-aviacao.html" title="Portugal está entre os países que mais podem reduzir o aquecimento global causado pela aviação">Portugal está entre os países que mais podem reduzir o aquecimento global causado pela aviação</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/portugal-esta-entre-os-paises-que-mais-podem-reduzir-o-aquecimento-global-causado-pela-aviacao.html" title="Portugal está entre os países que mais podem reduzir o aquecimento global causado pela aviação"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-esta-entre-os-paises-que-mais-podem-reduzir-o-aquecimento-global-causado-pela-aviacao-1771937442533_320.jpg" alt="Portugal está entre os países que mais podem reduzir o aquecimento global causado pela aviação"></a></article></aside><p>Isto cria um dos principais dilemas da discussão, uma viagem individual pode tornar-se progressivamente menos poluente, mas o <strong>impacto total pode continuar a aumentar se o número de viagens crescer</strong> ainda mais depressa.</p><h2>Turismo: crescimento ou limite?</h2><p>O debate sobre os aeroportos é, por isso, também um <strong>debate sobre o próprio modelo turístico europeu</strong>. O turismo representa uma <strong>importante fonte de emprego, receitas e atividade económica</strong> para numerosas regiões. Ao mesmo tempo, a concentração excessiva de visitantes pode aumentar a <strong>pressão sobre a habitação e os serviços e alterar profundamente a vida das comunidades locais</strong>.</p><p>Para a <em>T&E</em>, os <strong>benefícios económicos da expansão aeroportuária também precisam de ser avaliados com maior cuidado</strong>. A organização cita uma investigação realizada com a <em>New Economics Foundation</em> segundo a qual o crescimento da conectividade aérea impulsiona diretamente o <strong>crescimento económico em apenas 37% das regiões europeias analisadas</strong>.</p><p>Assim, construir mais capacidade aeroportuária não significa necessariamente que <strong>todos os territórios beneficiarão da mesma forma</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Abend%2C%20Lisa" data-year="2026" data-title="Europe%E2%80%99s%20Overtourism%20Problem%20Is%20Getting%20Worse.%20Airports%20Are%20Expanding" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nytimes.com%2F2026%2F09%2F18%2Ftravel%2Feurope-overtourism-airport-expansion.html">Abend, Lisa. (2026). <a href="https://www.nytimes.com/2026/09/18/travel/europe-overtourism-airport-expansion.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Europe’s Overtourism Problem Is Getting Worse. Airports Are Expanding</a>.</cite><br><cite data-author="Miele%2C%20Giacomo" data-year="2026" data-title="Overshoot%3A%20How%20expansion%20plans%20break%20European%20airports%E2%80%99%20carbon%20limits" data-url="https%3A%2F%2Fwww.transportenvironment.org%2Farticles%2Fovershoot-how-expansion-plans-break-european-airports-carbon-limits%3Futm_source%3Dchatgpt.com">Miele, Giacomo. (2026). <a href="https://www.transportenvironment.org/articles/overshoot-how-expansion-plans-break-european-airports-carbon-limits?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Overshoot: How expansion plans break European airports’ carbon limits</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/a-europa-quer-menos-turistas-mas-esta-a-construir-aeroportos-para-receber-mais.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Roedores e pássaros: porque atacam a horta no início do outono]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/roedores-e-passaros-porque-atacam-a-horta-no-inicio-do-outono.html</link><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 07:31:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>De um dia para o outro aparecem sementeiras revolvidas, frutos bicados e galerias junto aos canteiros. Não é coincidência. Setembro é o mês em que a horta passa a ser o melhor restaurante da zona.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/roedores-e-passaros-porque-atacam-a-horta-no-inicio-do-outono-1790349005528.png" data-image="mgu7sa3swthw"><figcaption>Com o arrefecimento das noites, os roedores procuram abrigo e comida junto a construções e hortas.</figcaption></figure><p><strong>Passa-se sempre a mesma coisa por esta altura</strong>. A horta esteve tranquila o verão inteiro e, de repente, semeia-se um canteiro de couves e no dia seguinte está revirado. A fruta que faltava colher aparece bicada. E junto ao muro surgem buracos que não estavam ali na semana passada.</p><p>Não foi a horta que mudou. Foi tudo o resto à volta.</p><h2>O campo está no seu ponto mais pobre do ano</h2><p><strong>Setembro é, em boa parte de Portugal, o fim de cinco ou seis meses sem chuva a sério</strong>. Os cereais foram colhidos em junho, as ervas secaram, os frutos silvestres acabaram e ainda faltam semanas para as primeiras chuvas darem verde novo ao campo.</p><p>Ao mesmo tempo, a horta continua regada, verde e cheia de raízes, folhas e frutos prontos. Num raio de centenas de metros, <strong>é muitas vezes o único sítio onde há água e comida ao mesmo tempo</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Não é a horta que se tornou mais apetecível. É o campo à volta que, nesta altura do ano, deixou de ter o que oferecer.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Depois chegam as primeiras chuvadas e o cenário muda outra vez, mas não para melhor</strong>. O solo amolece, e escavar galerias, que em agosto era trabalho para uma terra dura como cimento, passa a ser fácil.</p><h2>E há visitas que só aparecem agora</h2><p>Parte dos pássaros que começa a dar problemas no outono simplesmente não andava por cá em agosto.</p><div class="texto-destacado"><strong>Migração pós-nupcial-</strong> Deslocação que muitas aves fazem no fim do verão e no outono, depois da época de criação, das zonas onde nidificaram para as zonas onde vão passar o inverno. É por isso que Portugal recebe nesta altura bandos de tordos e de estorninhos vindos do norte e do centro da Europa.</div><p><strong>Um bando de estorninhos pode ter centenas de aves e limpa uma oliveira ou uma figueira numa manhã</strong>. Os tordos preferem fruta madura e olival. Nenhum deles andava pela sua horta em julho, e é por isso que o problema parece surgir do nada.</p><h2>Ler os estragos antes de agir</h2><p>Antes de montar seja o que for, vale a pena perceber quem está a fazer o quê. Os sinais são bastante distintos. Na<strong> tabela abaixo</strong> encontra alguns possíveis sinais de presença de roedores e pássaros na sua horta.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Sinal</p></th><th scope="col"><p>Provável responsável</p></th><th scope="col"><p>O que fazer</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Sementeira revolvida e sementes desaparecidas</p></td><td><p>Pombos e pardais</p></td><td><p>Tapar até à emergência</p></td></tr><tr><td><p>Frutos bicados numa só face</p></td><td><p>Melros e tordos</p></td><td><p>Rede de malha fina</p></td></tr><tr><td><p>Planta que abana e raiz roída por baixo</p></td><td><p>Rato-cego</p></td><td><p>Barreira enterrada</p></td></tr><tr><td><p>Galerias com terra remexida à entrada</p></td><td><p>Ratazana</p></td><td><p>Fechar abrigos e acessos</p></td></tr><tr><td><p>Casca roída na base de árvores jovens</p></td><td><p>Roedores</p></td><td><p>Protetor no tronco</p></td></tr><tr><td><p>Montículos de terra sem plantas danificadas</p></td><td><p>Toupeira</p></td><td><p>Não é preciso fazer nada</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Principais sinais da presença de roedores e pássaros na sua horta. Fonte: Elaboração própria</td></tr></tbody></table><p>Aquela última linha desfaz um mal-entendido antigo. <strong>A toupeira não come raízes</strong>. Alimenta-se de minhocas, larvas e insetos do solo, e a única coisa que faz de mal é <strong>levantar montículos e descalçar alguma planta ao escavar</strong>. Se as raízes estão efetivamente roídas, o responsável é outro animal, que muitas vezes aproveita as galerias já feitas.</p><h2>O que resulta e o que não resulta</h2><p>Comecemos pelo que não resulta, porque poupa dinheiro e desilusões.</p><p><strong>Espantalhos, fitas brilhantes, garrafas penduradas e aparelhos de som funcionam durante três ou quatro dias e deixam de funcionar</strong>. As aves habituam-se muito depressa a qualquer coisa que não represente perigo real, e ao fim de uma semana pousam-lhes em cima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/roedores-e-passaros-porque-atacam-a-horta-no-inicio-do-outono-1790349120543.png" data-image="1vtt9qewbi6a"><figcaption>Espantalhos num campo cultivado, a proteção mais antiga contra aves e uma das menos eficazes.</figcaption></figure><p>O que resulta é a barreira física. Uma <strong>rede de malha fina sobre os canteiros recém-semeados, até as plantas nascerem, resolve praticamente todo o problema das sementeiras</strong>. Em fruteiras pequenas, uma rede bem presa em toda a volta vale mais do que qualquer outra medida.</p><p><strong>Contra os roedores, o trabalho é sobretudo de arrumação</strong>. Retire montes de lenha, palha e entulho encostados às construções, que são abrigo garantido para o inverno. Feche o compostor por baixo com uma rede metálica. Não deixe fruta caída no chão nem sacos de ração ou de sementes ao alcance. E guarde as colheitas de raiz num sítio seco e fechado, porque é isso que atrai a visita à arrecadação.</p><h2>Em vez de combater, dê trabalho a quem já o faz</h2><p>Fica para o fim a medida que menos se ouve falar e que mais efeito tem a médio prazo.</p><p>Uma coruja-das-torres captura vários roedores por noite, e ainda mais quando está a alimentar crias. Um bando de gralhas ou um peneireiro fazem o mesmo de dia. O problema é que, numa horta ou num terreno limpo, essas aves não têm de onde vigiar.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773152" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/codigo-da-comunicacao-entre-ratos-e-decifrado-por-cientistas.html" title="Código da comunicação entre ratos é decifrado por cientistas">Código da comunicação entre ratos é decifrado por cientistas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/codigo-da-comunicacao-entre-ratos-e-decifrado-por-cientistas.html" title="Código da comunicação entre ratos é decifrado por cientistas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/codigo-da-comunicacao-entre-ratos-e-decifrado-por-cientistas-1780942920375_320.jpg" alt="Código da comunicação entre ratos é decifrado por cientistas"></a></article></aside><p>Um simples poste com uma travessa no topo, com dois ou três metros de altura, resolve isso. Chama-se <strong>poleiro de caça e é usado há décadas em agricultura, porque dá às aves de rapina um posto de observação sobre o terreno</strong>. Colocado no outono, costuma começar a ser usado nas semanas seguintes, quando os roedores estão mais ativos.</p><p>Nas próximas semanas, acompanhe as<strong> mínimas</strong> na previsão da sua zona. Quando as noites começarem a descer para<strong> valores de um dígito</strong>, em Chaves ou em Abrantes mais cedo do que em Elvas, é o sinal de que a procura de abrigo vai acelerar. <strong>É essa a altura de fechar acessos</strong>, e não depois de já os ter cá dentro.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/roedores-e-passaros-porque-atacam-a-horta-no-inicio-do-outono.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Será que a violência doméstica também pode estar relacionada com as alterações climáticas?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/sera-que-a-violencia-domestica-tambem-pode-estar-relacionada-com-as-alteracoes-climaticas.html</link><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>À medida que os impactos climáticos se intensificam e eventos como a perda de meios de subsistência, escassez de água, fome, insegurança alimentar e a subnutrição se tornam mais frequentes, são agravadas as vulnerabilidades das pessoas mais impactadas, ou seja, das mulheres.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sera-que-a-violencia-domestica-tambem-pode-estar-relacionada-com-as-alteracoes-climaticas-1790364773920.jpg" data-image="mt53kovwez7l" alt="Seca" title="Seca"><figcaption>As populações mais vulneráveis na África Subsariana são as mulheres e as crianças.</figcaption></figure><p>Para melhor compreender <strong>a escala dos impactos climáticos</strong> nestas questões e designadamente, também na <strong>violência doméstica</strong>, têm-se desenvolvido, em particular nos últimos anos, diversos estudos científicos.</p><h2>Qual o impacto do calor extremo na violência doméstica</h2><p><strong>Os riscos climáticos são particularmente elevados na África Subsariana</strong>, onde as populações estão expostas a uma série de perigos e são altamente vulneráveis aos seus impactos.</p><p>O aumento das temperaturas e do nível do mar, a alteração dos padrões de precipitação e a ocorrência de eventos climáticos extremos ameaçam a saúde e a segurança, a segurança alimentar e hídrica e o desenvolvimento socioeconómico na região.</p><p>Estas ameaças impactam negativamente nas vidas humanas, ecossistemas e economias, com amplas implicações sociais. <strong>Algumas destas implicações podem permanecer invisíveis para o público e para os decisores políticos, como é o caso dos efeitos sobre a violência doméstica</strong>, que ocorre frequentemente num contexto doméstico.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Um estudo recente, desenvolveu mais uma investigação nas ligações entre as alterações climáticas, subida da temperatura, e a violência doméstica na África Subsariana. Os impactos climáticos podem afetar o risco de violência através de múltiplos canais diretos e indiretos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O estudo, publicado na revista<em> Global Environmental Change</em>, reuniu investigadores de instituições da Áustria, Nova Zelândia e África do Sul e baseia-se em dados de 61 Inquéritos Demográficos e de Saúde realizados <strong>entre 2003 e 2024 junto de mulheres dos 15 aos 49 anos em 31 países da África Subsariana</strong>. </p><p>Os investigadores examinaram<strong> a relação entre condições meteorológicas excecionalmente quentes e relatos de violência, e exploraram como o número e a proporção de mulheres afetadas podem mudar até 2050 sob diferentes cenários climáticos e socioeconómicos</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os resultados indicam que condições meteorológicas excecionalmente quentes aumentam o risco de violência por parte do parceiro íntimo, particularmente violência emocional e física. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os autores do estudo não encontraram evidências claras de um efeito na violência sexual, mas verificaram que são<strong> as mulheres das zonas rurais com o ensino primário ou inferior aquelas que são mais afetadas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sera-que-a-violencia-domestica-tambem-pode-estar-relacionada-com-as-alteracoes-climaticas-1790365062891.jpg" data-image="81qk6f17bxui" alt="Violência doméstica" title="Violência doméstica"><figcaption>Apesar dos esforços globais contínuos para eliminar a violência doméstica, incluindo os liderados pelas Nações Unidas (FNUAP, 2024), esta continua muito elevada em muitos países.</figcaption></figure><p>Foram utilizados modelos de efeitos fixos, estimando-se inicialmente os efeitos históricos das anomalias de temperatura, das características individuais e do desenvolvimento socioeconómico regional na violência doméstica.</p><p>De seguida, os autores do estudo <strong>alargaram estas estimativas projetando a prevalência da violência doméstica até 2050 em três cenários climáticos futuros</strong>, considerando as alterações no perigo, na exposição e na vulnerabilidade como elementos do risco para as mulheres.</p><div class="texto-destacado">Em todos os cenários futuros, o número absoluto de mulheres afetadas pela violência doméstica aumenta, principalmente devido ao crescimento populacional, enquanto a proporção diminui devido às alterações na composição populacional e ao desenvolvimento económico.</div><p>No cenário climático mais otimista, com forte ação climática e melhoria das condições socioeconómicas, o estudo mostra que a proporção de mulheres afetados pela violência doméstica na África Subsariana <strong>será 10% inferior em 2060 do que no cenário mais pessimista</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>No cenário mais pessimista, o número de mulheres que sofrem violência deverá aumentar em mais de 90 milhões a partir de agora até 2060.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os resultados do estudo sugerem que, embora a redução das emissões globais seja necessária para limitar o risco futuro de violência doméstica relacionada com a temperatura, <strong>as maiores e mais imediatas reduções na violência doméstica provavelmente virão de políticas que reduzam a exposição e a vulnerabilidade, particularmente investimentos na educação feminina, adiamento do casamento e capacitação económica das mulheres</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="716532" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/migracao-climatica-60-pessoas-fogem-a-cada-minuto-e-as-mulheres-sofrem-mais-do-que-nunca.html" title="Migração climática: 60 pessoas fogem a cada minuto e as mulheres sofrem mais do que nunca">Migração climática: 60 pessoas fogem a cada minuto e as mulheres sofrem mais do que nunca</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/migracao-climatica-60-pessoas-fogem-a-cada-minuto-e-as-mulheres-sofrem-mais-do-que-nunca.html" title="Migração climática: 60 pessoas fogem a cada minuto e as mulheres sofrem mais do que nunca"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/migrations-climatiques-chaque-minute-60-personnes-fuient-et-les-femmes-en-souffrent-plus-que-jamais-impacts-changement-climatique-1750426996582_320.jpeg" alt="Migração climática: 60 pessoas fogem a cada minuto e as mulheres sofrem mais do que nunca"></a></article></aside><p>É de referir que os dados históricos de casos de violência doméstica são sempre inferiores à realidade devido ao estigma e medo associados, mas o estudo também conclui que as mulheres mais jovens e com menor escolaridade são as mais propensas a reportar violência doméstica.</p><h2>Necessidade de medidas de mitigação das alterações climáticas</h2><p>Estas descobertas do estudo servem como um<strong> claro apelo à ação</strong>. Se não se fizer um esforço conjunto para reduzir as desigualdades, reforçar as medidas de adaptação e diminuir as emissões de carbono, será necessário ampliar significativamente os esforços para proteger as mulheres e as raparigas da violência.</p><div class="texto-destacado">O estudo demonstra também como <strong>o aumento dos esforços de adaptação e mitigação, bem como o desenvolvimento socioeconómico, podem reduzir conjuntamente a vulnerabilidade e proteger as mulheres e as raparigas.</strong></div><p>Além disso, destaca<strong> o papel crucial da educação</strong> na geração de benefícios diretos e indiretos, ao melhorar o estatuto das mulheres e ao aumentar a sua resiliência ao stress climático.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sera-que-a-violencia-domestica-tambem-pode-estar-relacionada-com-as-alteracoes-climaticas-1790365311924.jpg" data-image="w577h0xzidjh" alt="Emissões" title="Emissões"><figcaption>A redução das emissões de dióxido de carbono é essencial para travar o aquecimento global e estabilizar o clima do planeta.</figcaption></figure><p>O estudo fornece mais evidências do crescente impacto das alterações climáticas nas mulheres e raparigas, enfatizando a <strong>necessidade urgente de alargar o financiamento e as ações para enfrentar estes desafios.</strong></p><p>Os autores referem ainda a importância de se desenvolverem cada vez mais estudos nesta área para complementar as descobertas a que chegaram sobre a <strong>violência doméstica na África Subsariana sob as alterações climáticas e as trajetórias socioeconómicas</strong>.</p><p>Alertam ainda que os resultados sugerem que condições meteorológicas excecionalmente quentes podem agravar os riscos existentes de violência doméstica, <strong>mas a temperatura é apenas uma parte de um quadro muito mais complexo. </strong></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Peisker%2C%20J.%2C%20Hoffmann%2C%20R.%2C%20et%20al." data-year="2026" data-title="Intimate%20partner%20violence%20in%20sub-Saharan%20Africa%20under%20climate%20change%20and%20socioeconomic%20scenarios" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedirect.com%2Fscience%2Farticle%2Fpii%2FS0959378026001135%3Fvia%253Dihub">Peisker, J., Hoffmann, R., et al.. (2026). <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0959378026001135?via%3Dihub" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Intimate partner violence in sub-Saharan Africa under climate change and socioeconomic scenarios</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/sera-que-a-violencia-domestica-tambem-pode-estar-relacionada-com-as-alteracoes-climaticas.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Assim é viver e trabalhar a 4000 metros acima do nível do mar: “Aqui as doenças nem sequer chegam”]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/assim-e-viver-e-trabalhar-a-4-000-m-acima-do-nivel-do-mar-aqui-as-doencas-nem-sequer-chegam.html</link><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A 4000 metros de altitude, Juanito cuida de 150 ovelhas no Equador, enquanto trabalhadores de uma mina na Argentina enfrentam turnos na mesma altitude.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/asi-es-vivir-y-trabajar-a-4-000-metros-sobre-el-nivel-del-mar-aqui-ni-siquiera-llegan-las-enfermedades-1790159819788.jpg" data-image="px34jv9y09af"><figcaption>Juanito, de 71 anos, cuida de cerca de 150 ovelhas nos páramos do Equador, onde vive com parte da sua família a 4.000 metros de altitude. Imagem: @josueyeli/Youtube</figcaption></figure><p>A vida em locais situados <strong>acima de 4000 metros de altitude</strong> tem pouco em comum com a que se desenvolve em altitudes menores. Nos <em>páramos </em>do <strong>Equador</strong>, Juanito mantém um vínculo com a terra há 71 anos e continua a cuidar de cerca de 150 ovelhas. Por outro lado, na <strong>Cordilheira de San Juan</strong>, os trabalhadores da mina Veladero, na <strong>Argentina</strong>, permanecem 15 dias na montanha antes de passar outros 15 em casa.</p><p>São duas formas de viver nas alturas e duas rotinas completamente distintas. Uma está ligada a uma família indígena que vive há gerações no mesmo ambiente; a outra depende de um sistema de turnos que permite manter a atividade de mineração em funcionamento dia e noite. Em ambos os casos, o <strong>corpo e os hábitos precisam de se adaptar</strong> a milhares de metros acima do nível do mar.</p><h2>Viver a 4000 metros junto a um rebanho</h2><p>Juanito vive nas <strong>terras altas do Equador</strong> com parte da sua família. Ele pertence à cultura indígena Panzaleo e nasceu no mesmo lugar que os seus pais. Continua a viver lá aos 71 anos, sem cogitar abandonar uma atividade que conhece desde criança. “Aqui vivemos tranquilos. Somos felizes com a tranquilidade”, explica.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/8tUuYhYap-Q/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=8tUuYhYap-Q" id="8tUuYhYap-Q"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>A sua jornada começa quando ele abre o curral e conduz os animais para as áreas de pastagem. O trajeto pode levar 40 minutos ou até mais. A atividade repete-se dia após dia e faz parte de uma tradição familiar. “O meu pai e a minha mãe também nasceram aqui. Por isso não fomos embora”, conta.</p><p>A moradia também não se parece com uma casa convencional. A família vive em <strong>cabanas feitas de barro e palha</strong>, aquece-se com lenha e dorme sobre colchões de palha cobertos por várias mantas. Também cultiva e colhe alimentos, embora, ocasionalmente, vá à cidade para comprar produtos e vender parte do que produz.</p><h2>Uma rotina marcada pelo frio e pelo isolamento</h2><p>Para Juanito, viver longe das cidades tem uma vantagem relacionada com a tranquilidade. Ele tem seis filhos e seis netos — alguns ainda ao seu lado — e considera que ter permanecido ali permitiu manter um estilo de vida familiar que conhece desde sempre. “Graças a Deus, vivemos com tranquilidade, e <strong>as doenças não chegam aqui</strong>”, afirma.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/asi-es-vivir-y-trabajar-a-4-000-metros-sobre-el-nivel-del-mar-aqui-ni-siquiera-llegan-las-enfermedades-1790159973906.jpg" data-image="srw1ra9kxgji"><figcaption>Juanito mantém uma vida ligada ao pastoreio nos páramos equatorianos, onde acompanha o seu rebanho todos os dias a mais de 4.000 metros de altitude. Imagem: @josueyeli/YouTube</figcaption></figure><p>O trabalho com as ovelhas não ocupa todos os momentos do dia. Durante os deslocamentos com o rebanho, o pastor costuma levar uma flauta andina e tocar enquanto caminha. A sua relação com o instrumento chega a inspirar uma das suas brincadeiras: “ela gosta mais de mim do que a minha mulher”.</p><p>A vida de Juanito tornou-se conhecida por um público mais amplo depois de Josué e Elie, do canal do YouTube “<em>Ecuador y sus paisajes</em>”, terem convivido durante três dias com ele e com a sua família. Essa estadia permitiu mostrar as tarefas quotidianas, o cuidado com os animais e as condições de vida nos <em>páramos</em>. Após mais de sete décadas no local, Juanito resume o seu dia a dia assim: “Somos felizes aqui com a tranquilidade e trabalhamos com as 150 ovelhinhas”.</p><h2>Viver a 4000 metros durante 15 dias seguidos</h2><p>A milhares de quilómetros de distância, a altitude também condiciona a rotina de quem trabalha na<strong> mina Veladero</strong>, situada a mais de 4000 metros na <strong>Cordilheira de San Juan</strong>, a <strong>oeste da província argentina de San Juan</strong>. O complexo prepara-se para completar 20 anos de operação ininterrupta e funciona em trabalho por turnos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/asi-es-vivir-y-trabajar-a-4-000-metros-sobre-el-nivel-del-mar-aqui-ni-siquiera-llegan-las-enfermedades-1790159493041.jpg" data-image="jn2qi6ckqpru"><figcaption>A mina Veladero opera a mais de 4000 metros de altitude, com equipas organizadas em turnos diurnos e noturnos. Imagem: tiempodesanjuan.com</figcaption></figure><p>Os funcionários permanecem <strong>15 dias na montanha</strong> e, depois, dispõem de outros 15 de descanso. O primeiro dia é geralmente destinado à aclimatação, devido aos efeitos que a subida pode provocar. Superada essa fase inicial de adaptação, a atividade prossegue dividida entre turnos diurnos e noturnos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788514" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-topos-das-montanhas-estao-a-ficar-verdes-o-que-a-expansao-da-flora-nas-altitudes-revela-sobre-o-clima.html" title="“Os topos das montanhas estão a ficar verdes”: o que a expansão da flora nas altitudes revela sobre o clima">“Os topos das montanhas estão a ficar verdes”: o que a expansão da flora nas altitudes revela sobre o clima</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-topos-das-montanhas-estao-a-ficar-verdes-o-que-a-expansao-da-flora-nas-altitudes-revela-sobre-o-clima.html" title="“Os topos das montanhas estão a ficar verdes”: o que a expansão da flora nas altitudes revela sobre o clima"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/las-cimas-de-las-montanas-se-estan-volviendo-verdes-lo-que-la-expansion-de-la-flora-en-las-alturas-dice-del-clima-1789291931169_320.png" alt="“Os topos das montanhas estão a ficar verdes”: o que a expansão da flora nas altitudes revela sobre o clima"></a></article></aside><p>Na área de extração, operam 52 camiões que mantêm a atividade de forma contínua. Cada veículo chega a realizar cerca de 600 viagens por turno. A equipa que opera essas máquinas é composta maoritariamente por mulheres, numa atividade que, durante décadas, teve predominância masculina.</p><h2>Dormir, comer e trabalhar de acordo com o turno</h2><p>A rotina diária muda completamente quando chega o turno da noite. Quem trabalha nesse horário almoça entre as 17h e as 19h, enquanto o jantar é servido entre a meia-noite e as 3h da manhã. <strong>O horário de trabalho determina boa parte dos hábitos enquanto permanecem na mina</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">9 de Julio | Día de la Independencia Argentina<br><br>Desde el corazón de la cordillera, teñida de celeste y blanco, nuestro homenaje hoy es trabajar con alegría y el compromiso de cada minero y minera para fortalecer al país ️<a href="https://x.com/hashtag/Veladero?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Veladero</a> <a href="https://x.com/hashtag/Miner%C3%ADa?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Minería</a> <a href="https://x.com/hashtag/D%C3%ADaDelaindependencia?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#DíaDelaindependencia</a> <a href="https://t.co/UqawfFuS24">pic.twitter.com/UqawfFuS24</a></p>— Veladero (@MinaVeladero) <a href="https://x.com/MinaVeladero/status/1545770964818006018?ref_src=twsrc%5Etfw">July 9, 2022</a></blockquote></figure><p>A extração também não pode parar. De facto, manter a atividade permite preservar a estabilidade estrutural da jazida e prevenir problemas como desabamentos ou inundações. Por esse motivo, as equipas são distribuídas entre os turnos diurnos e noturnos.</p><p>O regresso para casa é parte essencial desse sistema. “Os nossos cérebros estão programados para trabalhar apenas 14 dias. Já no 15º dia, queremos descer, ver as nossas famílias, retomar as nossas vidas. Mas somos gratos; esta mina mudou as nossas vidas”, comentaram os trabalhadores de Veladero ao veículo de comunicação argentino “<em>Tiempo de San Juan</em>”.</p><p>Dois <strong>modos de vida</strong> a mais de 4000 metros de altitude, separados por milhares de quilómetros e por trabalhos muito distintos, mas condicionados, em ambos os casos, pela mesma altitude.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/assim-e-viver-e-trabalhar-a-4-000-m-acima-do-nivel-do-mar-aqui-as-doencas-nem-sequer-chegam.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[China vai enviar para os Andes argentinos uma cidade pré-fabricada no valor de 52 milhões de dólares para 5000 mineiros]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/china-vai-enviar-para-os-andes-argentinos-uma-cidade-pre-fabricada-no-valor-de-52-milhoes-de-dolares-para-5000-mineiros.html</link><pubDate>Sun, 27 Sep 2026 17:39:32 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A construção de casas pré-fabricadas na China tem sido considerada a solução mais rentável para alojar cerca de 4 500 pessoas a mais de 4 000 metros de altitude nos Andes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/china-enviara-a-los-andes-argentinos-una-ciudad-prefabricada-de-52-millones-de-dolares-para-5-000-mineros-1789648356559.png" data-image="qgegq5izkhem"><figcaption>Vicuña é o nome de uma empresa conjunta do grande distrito mineiro situado nos Andes, entre a Argentina e o Chile.</figcaption></figure><p>No coração da Cordilheira dos Andes, <strong>a mais de 4 200 metros de altitude</strong>, está prevista a construção de <strong>um enorme acampamento mineiro</strong>, cujos módulos serão fabricados na íntegra na China e transportados até San Juan, na Argentina. <strong>A instalação irá servir o gigantesco projeto Vicuña</strong>, impulsionado pela BHP e pela Lundin Mining, e poderá acolher milhares de trabalhadores através de um sistema de turnos rotativos.</p><h2>Uma cidade modular num local extremo</h2><p>O complexo será construído nas imediações do projeto mineiro Vicuña, na província argentina de San Juan, <strong>perto da fronteira com o Chile</strong>, a mais de 4 230 metros acima do nível do mar e a cerca de 471 quilómetros por estrada da cidade de San Juan.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">¡Vicuña Corp. prepara la inversión extranjera más grande de la historia de Argentina!<br><br>Un proyecto revolucionario está tomando forma en el norte de San Juan: Vicuña Corp., que unirá los gigantes mineros Josemaría y Filo del Sol, podría convertirse en una de las minas más grandes <a href="https://t.co/PfA8TBbNlj">pic.twitter.com/PfA8TBbNlj</a></p>— El Viejo Libertario. (@ViejoLibertario) <a href="https://x.com/ViejoLibertario/status/1952892554862625060?ref_src=twsrc%5Etfw">August 6, 2025</a></blockquote></figure><p>Não se trata, portanto, de construir um bairro convencional numa zona com estradas, serviços e população nas proximidades, mas sim de<strong> o acampamento funcionar praticamente como uma cidade autónoma na alta montanha</strong>, proporcionando alojamento e serviços aos trabalhadores que participam no desenvolvimento da exploração mineira.</p><p><strong>A primeira fase de ampliação do acampamento prevê cerca de 2500 camas</strong>, mas serão necessárias mais camas devido ao sistema de trabalho por turnos habitual na mineração de alta montanha.</p><h3>As casas serão fabricadas na China e chegarão desmontadas</h3><p><strong>Os edifícios serão constituídos por módulos pré-fabricados com estruturas de aço</strong>, fabricados pela empresa chinesa.</p><p><strong>Esses módulos são produzidos antecipadamente e, posteriormente, transportados para a Argentina</strong>, onde são realizadas as tarefas de montagem e ligação das instalações.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr"> | Así son las casas modulares chinas que sorprenden en Mendoza: se instalan en 30 minutos<br><br>Las casas prefabricadas chinas ya son una realidad en Mendoza y comienzan a posicionarse como una alternativa frente a la construcción tradicional. <br><br>Estos módulos habitacionales que <a href="https://t.co/BCF9AdWYNQ">pic.twitter.com/BCF9AdWYNQ</a></p>— LOS ANDES (@LosAndesDiario) <a href="https://x.com/LosAndesDiario/status/2062953612859646267?ref_src=twsrc%5Etfw">June 5, 2026</a></blockquote></figure><p><strong> Este tipo de construção permite reduzir consideravelmente o trabalho que tem de ser realizado diretamente na cordilheira</strong>. Em vez de transportar até mais de 4 000 metros de altitude todos os materiais necessários para construir cada edifício a partir do zero, grande parte do processo industrial é realizada previamente na fábrica </p><h2>Por que razão fabricá-los na China? </h2><p>A escolha dos módulos fabricados na China está relacionada, principalmente, com o custo. <strong>A decisão suscitou debate entre empresas e organizações do setor argentino</strong>, que questionam o facto de uma parte significativa da infraestrutura ser fabricada fora do país, mas há outro aspeto a considerar além das questões económicas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="787188" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/china-testa-modelo-de-aviao-gigante-para-transportar-800-passageiros-a-uma-velocidade-de-1-000-km-h.html" title="China testa modelo de avião gigante para transportar 800 passageiros a uma velocidade de 1.000 km/h">China testa modelo de avião gigante para transportar 800 passageiros a uma velocidade de 1.000 km/h</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/china-testa-modelo-de-aviao-gigante-para-transportar-800-passageiros-a-uma-velocidade-de-1-000-km-h.html" title="China testa modelo de avião gigante para transportar 800 passageiros a uma velocidade de 1.000 km/h"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/china-prueba-un-modelo-de-avion-gigante-para-transportar-a-800-pasajeros-a-una-velocidad-de-1000-km-h-1788337379618_320.jpg" alt="China testa modelo de avião gigante para transportar 800 passageiros a uma velocidade de 1.000 km/h"></a></article></aside><p>Mais concretamente, os prazos de construção, uma vez que uma construção pré-fabricada pode ser consideravelmente mais rápida e previsível. <strong>Este é um dado muito importante quando é necessário construir uma infraestrutura com estas características</strong> num local remoto e a grande altitude.</p><h3>O projeto situa-se num local verdadeiramente inóspito</h3><p><strong>Josemaría encontra-se a mais de 4 200 metros de altitude</strong>, numa região muito montanhosa com condições ambientais extremamente adversas, dificilmente comparáveis às de outras zonas urbanas argentinas.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr">️ China fabricará una ciudad modular para 5.000 trabajadores mineros en la cordillera de San Juan<br><br>El campamento Batidero, vinculado al proyecto de cobre Vicuña, será ampliado mediante módulos habitacionales fabricados principalmente en China y posteriormente ensamblados en la <a href="https://t.co/5ECFyj2jvI">pic.twitter.com/5ECFyj2jvI</a></p>— Reporte Asia (@reporteasia) <a href="https://x.com/reporteasia/status/2098117942034538929?ref_src=twsrc%5Etfw">September 10, 2026</a></blockquote></figure><p>A menor disponibilidade de oxigénio é um dos fatores mais evidentes: a essa altitude, <strong>o ar contém aproximadamente 40% menos oxigénio por unidade de volume do que ao nível do mar</strong>, embora a percentagem de oxigénio na atmosfera continue a ser praticamente a mesma.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/china-vai-enviar-para-os-andes-argentinos-uma-cidade-pre-fabricada-no-valor-de-52-milhoes-de-dolares-para-5000-mineiros.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Este país é considerado pelos investigadores como o local mais seguro para evitar uma catástrofe global]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/este-pais-e-considerado-pelos-investigadores-como-o-local-mais-seguro-para-evitar-uma-catastrofe-global.html</link><pubDate>Sun, 27 Sep 2026 17:31:16 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Guerra nuclear, ciberataques, vírus globais… Será que existe algum lugar na Terra onde estejamos seguros? Os investigadores realizaram um estudo para tentar responder a esta pergunta. Que país é considerado mais seguro do que os outros?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/australie-securite-catastrophe-mondiale-virus-guerre-1790295059470.jpg" data-image="klscqclsgp63" alt="australia" title="australia"><figcaption>Austrália, o país mais seguro.</figcaption></figure><p>Um lugar seguro. A <strong>situação </strong>económica, as alterações climáticas, <strong>os conflitos</strong>… Todos estes são fatores a ter em conta quando se procura compreender o mundo em que vivemos. Ao longo de décadas, temos assistido à deslocação de populações inteiras que procuram escapar de <strong>zonas perigosas</strong>. Hoje em dia, vemos cada vez mais pessoas a partir para fugir de locais particularmente vulneráveis a catástrofes climáticas.</p><h2>Existe algum país onde estas catástrofes tenham praticamente nenhuma possibilidade de ocorrer?</h2><p>Mas então, se algumas regiões estão mais expostas a <strong>ciberataques</strong>; se outras correm maior risco de sofrer tsunamis; ou se uma parte do mundo é afetada por um <strong>vírus</strong> ou outra <strong>doença</strong>, será que ainda existem lugares no planeta onde a vida é boa e onde todos estes riscos são reduzidos, mesmo que ligeiramente? É possível que a Terra ainda abrigue alguns locais considerados refúgios seguros.</p><h3>Quais são os países que apresentam maior risco de catástrofe global?</h3><p>De facto, os investigadores publicaram um estudo na revista Global Challenges. Este estudo identifica os países onde qualquer tipo de <strong>catástrofe</strong> poderia ocorrer com maior facilidade do que noutros, bem como os mais seguros. Para determinar isso, os especialistas distinguiram <strong>três categorias principais de catástrofes</strong> a ter em conta. Posteriormente, analisaram a capacidade dos países para lhes fazer face.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="762111" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-e-a-primavera-ultravioleta-segundo-os-especialistas-o-mundo-seria-assim-apos-uma-guerra-nuclear.html" title="O que é a 'primavera ultravioleta'? Segundo os especialistas, o mundo seria assim após uma guerra nuclear">O que é a "primavera ultravioleta"? Segundo os especialistas, o mundo seria assim após uma guerra nuclear</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-e-a-primavera-ultravioleta-segundo-os-especialistas-o-mundo-seria-assim-apos-uma-guerra-nuclear.html" title="O que é a 'primavera ultravioleta'? Segundo os especialistas, o mundo seria assim após uma guerra nuclear"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/primavera-ultravioleta-y-lluvia-negra-la-ciencia-revela-como-seria-la-tierra-tras-una-guerra-nuclear-1774931895223_320.jpg" alt="O que é a 'primavera ultravioleta'? Segundo os especialistas, o mundo seria assim após uma guerra nuclear"></a></article></aside><p>Por um lado, destacam-se os riscos biológicos. Em seguida, todas as situações que podem bloquear a luz solar. Por fim, a <strong>destruição total</strong> das infraestruturas. Em resumo, isto inclui <strong>doenças infecciosas mortais</strong>, ciberataques e até mesmo guerras nucleares… A investigação realizada por cientistas sobre armas biológicas e segurança alimentar foi necessária para elaborar esta lista.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/australie-securite-catastrophe-mondiale-virus-guerre-1790295097908.jpg" data-image="21iwuuqatti4" alt="catastrofe" title="catastrofe"><figcaption>Mesmo com a sua fauna notoriamente perigosa, a nação insular continua a ser a melhor opção.</figcaption></figure><p>Para que um acontecimento seja considerado uma "<strong>catástrofe global"</strong>, tem de dizimar mais de 10 % da população mundial. Os especialistas também tiveram em conta a duração do acontecimento. Assim, este deve prolongar-se pelo menos vários meses, ou mesmo vários anos. Mas onde se pode encontrar refúgio perante todas estas possibilidades tão alarmantes?</p><p>O país que os especialistas consideram mais seguro é a <strong>Austrália</strong>. E isto deve-se a várias razões. Em primeiro lugar, do ponto de vista geográfico, esta vasta nação insular está bastante afastada dos seus vizinhos, o que reduz o risco de conflito, especialmente <strong>de conflito nuclear</strong>. Em segundo lugar, a Austrália mantém-se bastante independente e desenvolveu uma indústria comercial que lhe permite viver dos seus <strong>recursos</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/australie-securite-catastrophe-mondiale-virus-guerre-1790295136181.jpg" data-image="qn7jp6jx3w5l" alt="Francia" title="Francia"><figcaption>França, particularmente em risco.</figcaption></figure><p>Más notícias: no fim da lista encontram-se países como os Estados Unidos, a <strong>Rússia</strong> e até mesmo a <strong>França</strong>. Na verdade, a França parece estar particularmente em risco de sofrer catástrofes nucleares. No entanto, o investigador David Denkenberger matiza esta afirmação, salientando que nenhum país é "<strong>resiliente perante todas as catástrofes"</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="20%20Minutes%20avec%20agence" data-year="2026" data-title="Catastrophe%20mondiale%20%3A%20Ce%20pays%20serait%20le%20refuge%20le%20plus%20s%C3%BBr%2C%20d%E2%80%99apr%C3%A8s%20les%20chercheurs" data-url="https%3A%2F%2Fwww.20minutes.fr%2Fplanete%2F4245286-20260914-catastrophe-mondiale-pays-refuge-plus-apres-chercheurs">20 Minutes avec agence. (2026). <a href="https://www.20minutes.fr/planete/4245286-20260914-catastrophe-mondiale-pays-refuge-plus-apres-chercheurs" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Catastrophe mondiale : Ce pays serait le refuge le plus sûr, d’après les chercheurs</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/este-pais-e-considerado-pelos-investigadores-como-o-local-mais-seguro-para-evitar-uma-catastrofe-global.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chuva, trovoada, vento e descida das temperaturas: assim evoluirá o tempo em Portugal até quarta-feira, 30 de setembro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-trovoada-vento-e-descida-das-temperaturas-assim-evoluira-o-tempo-em-portugal-ate-quarta-feira-30-de-setembro.html</link><pubDate>Sun, 27 Sep 2026 16:27:05 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A depressão muito profunda que se formará no Atlântico Norte circulará muito longe de Portugal continental. Porém, o vale depressionário e frente fria associados ao sistema depressionário, esses sim, é que trarão chuva, trovoada, vento forte e descida das temperaturas nos últimos dias de setembro.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbdl9ri"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbdl9ri.jpg" id="xbdl9ri"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Após a passagem da depressão que afetará o tempo nos Açores entre hoje (27) e amanhã (28), a mesma irá rapidamente movimentar-se para nordeste, deslocando-se sobre alto mar até interagir na terça-feira (29) com outro centro de baixas pressões posicionado mais a norte sobre o Atlântico.</p><p>É durante esta interação e posterior consolidação que a depressão deverá sofrer uma <strong>intensificação muito rápida no Atlântico Norte</strong>, entrando em processo de ciclogénese explosiva e dando origem ao que habitualmente se designa por <strong>ciclone-bomba</strong>.</p><h2>Mudança de tempo na reta final de setembro: eis o que realmente se prevê para Portugal</h2><p>E voltamos a insistir, relembrar e sublinhar, tal como referido de forma clara e bem compreensível nas inúmeras previsões anteriormente publicadas: <strong>este sistema depressionário acima referido NÃO vai afetar diretamente Portugal continental!!</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-trovoada-vento-e-descida-das-temperaturas-assim-evoluira-o-tempo-em-portugal-ate-quarta-feira-30-de-setembro-1790525097158.jpg" data-image="8ftw4r1tteht"><figcaption>O mapa é bastante esclarecedor quanto ao cenário previsto. Na imagem observa-se uma depressão muito profunda formada a oeste da Irlanda na terça-feira, 29 de setembro, com o núcleo relativamente distante de terra firme e com pressão central mínima de 963 hPa, sendo que a frente fria associada ao sistema depressionário é que trará efeitos indiretos ao estado do tempo em Portugal continental nestes próximos dias.</figcaption></figure><p>Somente as suas estruturas frontais associadas é que terão influência no estado do tempo no nosso país: <strong>vale depressionário na segunda (28) e frente fria na terça (29) e na quarta (30)</strong>.</p><div class="texto-destacado">Tal como sempre fizemos questão de salientar de forma clara, explícita e rigorosa em todas as previsões lançadas sobre este assunto aqui na Meteored Portugal, é muito importante que fique cabalmente esclarecido o seguinte: <strong>Portugal não vai ser atingido por qualquer ciclone-bomba nesta reta final de setembro!</strong></div><p>De facto, está prevista a ocorrência de uma <strong>ciclogénese explosiva</strong> (processo ou <strong>ação</strong> de aprofundamento muito rápido de uma depressão extratropical e que dá origem a um <strong>ciclone-bomba</strong>, que é o produto ou <strong>resultado</strong> dessa ação) durante <strong>terça-feira 29 de setembro, sobre o Atlântico Norte e a oeste da Irlanda</strong>, ou seja, a uma distância muito significativa de Portugal continental.</p><p>Não obstante,<strong> Portugal ver-se-á exposto a apenas alguns efeitos indiretos</strong> desse sistema depressionário, registando-se dias perfeitamente típicos de outono.</p><h2>Efeitos previstos na unidade territorial do Continente na segunda, terça e quarta-feira</h2><p><strong>Na segunda-feira, 28 de setembro</strong>, a aproximação de um vale depressionário associado à referida depressão muito profunda irá gerar instabilidade atmosférica, prevendo-se alguma precipitação em Portugal continental - geralmente sob a forma de aguaceiros -, bem como atividade elétrica, com as <strong>trovoadas a serem mais prováveis e frequentes nas regiões do interior</strong> Norte, Centro e Sul, <strong>especialmente durante a tarde</strong>.</p><p>Adicionalmente, é importante referir que não se exclui a possibilidade de parte da precipitação cair sob a forma de <strong>granizo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-trovoada-vento-e-descida-das-temperaturas-assim-evoluira-o-tempo-em-portugal-ate-quarta-feira-30-de-setembro-1790524884606.jpg" data-image="r2reh6upo2tw"><figcaption>Projeção atual do ECMWF para as 16:00 de segunda-feira (28) quanto à possível localização das descargas elétricas atmosféricas.</figcaption></figure><p>De acordo com os mapas de referência da Meteored, baseados no modelo que merece a nossa maior confiança (ECMWF), prevê-se que<strong> entre a tarde de terça (29) e quarta-feira (30) uma frente fria associada à referida depressão atravesse grande parte do nosso país de oeste para leste, originando períodos de chuva, temporariamente mais forte nas regiões Norte e Centro</strong>, embora a precipitação pré-frontal e com distribuição espacialmente irregular possa começar logo pela manhã de terça (29) nalgumas zonas do país.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-trovoada-vento-e-descida-das-temperaturas-assim-evoluira-o-tempo-em-portugal-ate-quarta-feira-30-de-setembro-1790524813279.jpg" data-image="mjyw7fx8x6bb"><figcaption>Possível distribuição da chuva até às 23:00 de quarta-feira, 30 de setembro.</figcaption></figure><p><strong>No que diz respeito às regiões situadas a sul do rio Tejo</strong>, ainda persiste alguma incerteza na previsão, mas os sinais presentes nos nossos mapas meteorológicos insistem, para já, <strong>numa menor probabilidade de ocorrência de chuva significativa</strong>, pelo que não deverá chover tanto como no Norte e Centro do país.</p><p>Enquanto a influência do vale depressionário e da frente fria associada à depressão muito profunda se mantiver, <strong>o vento soprará predominantemente do quadrante Sul entre segunda (28) e quarta-feira (30), com a fase potencialmente mais agreste das rajadas a surgir durante a jornada de terça-feira, 29 de setembro</strong>, em particular desde o final da manhã até ao início da noite.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/chuva-trovoada-vento-e-descida-das-temperaturas-assim-evoluira-o-tempo-em-portugal-ate-quarta-feira-30-de-setembro-1790524649827.jpg" data-image="1o3b836vlg08"><figcaption>As áreas do mapa manchadas a amarelo, laranja e vermelho correspondem às zonas mais expostas às rajadas fortes de vento do quadrante sul que se farão sentir na terça-feira, 29 de setembro.</figcaption></figure><p>Para esse dia, as atuais simulações do modelo europeu (ECMWF) apostam em rajadas fortes na ordem dos <strong>50 a 70 km/h nas Regiões Norte e Centro</strong>, sobressaindo-se quer a faixa costeira ocidental desde Caminha até Sesimbra, quer as terras altas e montanhosas do interior Norte e Centro. Nos locais mais expostos <strong>a intensidade das rajadas poderá atingir 75 km/h, destacando-se particularmente o Alto Minho</strong>.</p><p>Por fim, refira-se ainda que está prevista uma descida das temperaturas face aos valores registados nos últimos dias. <strong>Nos últimos três dias de setembro as temperaturas máximas deverão manter-se geralmente entre 20 e 26 ºC no Norte e no Centro e entre os 25 e os 30 ºC nas regiões a sul do Tejo</strong>, embora não se descarte a possibilidade de baixar até aos 13 ºC nalguns locais do extremo Norte e de subir até aos 32 ºC nalgumas zonas do Sul.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790690" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-sob-aviso-amarelo-chuva-forte-e-rajadas-ate-90-km-h-entre-hoje-e-amanha.html" title="Açores sob aviso amarelo: chuva forte e rajadas até 90 km/h entre hoje e amanhã">Açores sob aviso amarelo: chuva forte e rajadas até 90 km/h entre hoje e amanhã</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-sob-aviso-amarelo-chuva-forte-e-rajadas-ate-90-km-h-entre-hoje-e-amanha.html" title="Açores sob aviso amarelo: chuva forte e rajadas até 90 km/h entre hoje e amanhã"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/acores-sob-aviso-amarelo-chuva-forte-e-rajadas-ate-90-km-h-entre-domingo-e-segunda-feira-1790508568408_320.jpg" alt="Açores sob aviso amarelo: chuva forte e rajadas até 90 km/h entre hoje e amanhã"></a></article></aside><p>É, porém, nas manhãs e noites desta reta final de setembro que se notará uma frescura ainda maior perante os últimos dias, com <strong>temperaturas mínimas que poderão situar-se, de um modo geral, entre 13 e 19 ºC</strong><strong>, perfeitamente típicas do início do outono </strong>e provocadas pela mudança de tempo induzida por toda a movimentação surgida no Atlântico e que, indiretamente, interferirá nas condições meteorológicas em Portugal continental.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/chuva-trovoada-vento-e-descida-das-temperaturas-assim-evoluira-o-tempo-em-portugal-ate-quarta-feira-30-de-setembro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Açores sob aviso amarelo: chuva forte e rajadas até 90 km/h entre hoje e amanhã]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-sob-aviso-amarelo-chuva-forte-e-rajadas-ate-90-km-h-entre-hoje-e-amanha.html</link><pubDate>Sun, 27 Sep 2026 11:59:11 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Os Açores enfrentam um agravamento do estado do tempo entre hoje e segunda-feira. Chuva forte, rajadas até 90 km/h e forte agitação marítima deverão marcar a passagem de uma depressão pelo arquipélago, sob aviso amarelo.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-sob-aviso-amarelo-chuva-forte-e-rajadas-ate-90-km-h-entre-domingo-e-segunda-feira-1790508568408.jpg" data-image="1t3tc9anm5ac" alt="Depressão e sistema frontal afetam os Açores" title="Depressão e sistema frontal afetam os Açores"><figcaption>A imagem de satélite evidencia uma extensa área de nebulosidade sobre os Açores, associada à depressão e ao sistema frontal responsáveis pelo agravamento do estado do tempo, com chuva por vezes forte, vento intenso e possibilidade de trovoada.</figcaption></figure><p>O arquipélago dos Açores prepara-se para um agravamento significativo do estado do tempo entre domingo e segunda-feira, <strong>com chuva por vezes forte, trovoada, vento intenso e forte agitação marítima</strong>. Perante este cenário, o IPMA colocou os três grupos sob <strong>aviso amarelo devido à precipitação</strong>, que poderá ser por vezes forte e acompanhada de trovoada.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p><strong>Este agravamento estará associado à passagem de uma depressão pelos Açores, acompanhada por um sistema frontal</strong> que irá atravessar progressivamente o arquipélago. A perturbação deverá avançar de oeste para leste, afetando primeiro as ilhas do Grupo Ocidental, seguindo-se o Grupo Central e, posteriormente, o Oriental.</p><h2>Flores, Pico, Faial e Graciosa poderão superar os 40 mm de precipitação</h2><p>A partir da tarde de domingo, Flores e Corvo deverão começar a registar períodos de precipitação mais intensa, à medida que a perturbação atravessa o arquipélago de oeste para leste. <strong>Até ao final do dia, os acumulados poderão atingir cerca de 30 mm nas Flores e no Corvo</strong>. Na madrugada e manhã de segunda-feira, a faixa de precipitação mais intensa avança para o Grupo Central, onde Graciosa, Pico e Terceira estarão entre as ilhas mais afetadas pela chuva forte.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-sob-aviso-amarelo-chuva-forte-e-rajadas-ate-90-km-h-entre-domingo-e-segunda-feira-1790507223164.jpg" data-image="bexr68d8kl2j"><figcaption>A chuva por vezes forte deverá afetar sobretudo os grupos Ocidental e Central, avançando progressivamente de oeste para leste e alcançando o Grupo Oriental durante a manhã de segunda-feira.</figcaption></figure><p>O Grupo Central deverá concentrar alguns dos maiores acumulados do episódio. Até ao final de segunda-feira, <strong>poderão ser registados cerca de 45 mm nas Lajes do Pico e de 40 mm na Horta e na Graciosa. Nas Flores, o total poderá aproximar-se dos 45 mm</strong>, enquanto no Corvo são esperados em torno dos 30 mm. Em São Jorge, os acumulados deverão situar-se entre 25 e 30 mm.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-sob-aviso-amarelo-chuva-forte-e-rajadas-ate-90-km-h-entre-domingo-e-segunda-feira-1790507142694.jpg" data-image="5njrni45iqnp"><figcaption>Até ao final de segunda-feira, os maiores acumulados deverão concentrar-se nos grupos Ocidental e Central, superando os 40 mm nas Flores, Pico, Faial e Graciosa.</figcaption></figure><p>A partir da manhã de segunda-feira, a frente alcança progressivamente o Grupo Oriental, prolongando a chuva pelo início da tarde. <strong>Em São Miguel, a precipitação deverá ser menos intensa do que nos grupos Ocidental e Central</strong>. Até ao final do dia, os acumulados deverão rondar superar os 15 mm em Ponta Delgada e aproximar-se dos 20 mm no Nordeste.</p><h2>Vento intensifica-se com rajadas de 90 km/h e forte agitação marítima</h2><p>O vento deverá atingir a maior intensidade entre o final de domingo e a madrugada de segunda-feira no Grupo Ocidental. <strong>No Corvo, as rajadas poderão aproximar-se dos 90 km/h, enquanto nas Flores deverão atingir 75 km/h</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-sob-aviso-amarelo-chuva-forte-e-rajadas-ate-90-km-h-entre-domingo-e-segunda-feira-1790507100192.jpg" data-image="xkxo9trcejj4"><figcaption>A passagem da depressão deverá provocar um reforço do vento nos Açores, com rajadas mais intensas no Grupo Ocidental e valores próximos dos 90 km/h no Corvo.</figcaption></figure><p>Durante a manhã de segunda-feira, o vento mais forte concentra-se no Grupo Central, com rajadas até 80 km/h nas Lajes do Pico e 75 km/h no Topo, em São Jorge.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790605" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atlantica-atinge-os-acores-entre-domingo-e-segunda-feira-ate-60-mm-de-chuva-e-rajadas-superiores-a-75-km-h.html" title="Depressão atlântica atinge os Açores entre domingo e segunda-feira: até 60 mm de chuva e rajadas superiores a 75 km/h">Depressão atlântica atinge os Açores entre domingo e segunda-feira: até 60 mm de chuva e rajadas superiores a 75 km/h</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atlantica-atinge-os-acores-entre-domingo-e-segunda-feira-ate-60-mm-de-chuva-e-rajadas-superiores-a-75-km-h.html" title="Depressão atlântica atinge os Açores entre domingo e segunda-feira: até 60 mm de chuva e rajadas superiores a 75 km/h"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atlantica-atinge-os-acores-entre-domingo-e-segunda-feira-ate-60-mm-de-chuva-e-rajadas-superiores-a-75-km-h-1790437948844_320.jpg" alt="Depressão atlântica atinge os Açores entre domingo e segunda-feira: até 60 mm de chuva e rajadas superiores a 75 km/h"></a></article></aside><p>A agitação marítima aumenta durante segunda-feira, sobretudo nos grupos Ocidental e Central. <strong>Nas Flores e no Corvo, a altura significativa das ondas poderá atingir 4 a 5 metros</strong>, enquanto no Faial, Pico e São Jorge deverá rondar 3 a 4 metros.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-sob-aviso-amarelo-chuva-forte-e-rajadas-ate-90-km-h-entre-hoje-e-amanha.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mosca-da-azeitona: a praga que dispara quando as temperaturas descem]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/mosca-da-azeitona-a-praga-que-dispara-quando-as-temperaturas-descem.html</link><pubDate>Sun, 27 Sep 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Durante o verão o olival esteve calmo e deu a ideia de que o problema tinha passado ao lado. É agora, com as temperaturas a suavizar, que a praga encontra o que esperava.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/mosca-da-azeitona-a-praga-que-dispara-quando-as-temperaturas-descem-1790348139450.png" data-image="m86708d5vrtj"><figcaption>Marcas visíveis na casca das azeitonas, o sinal que indica que o ataque já começou.</figcaption></figure><p><strong>Há uma frase que se ouve muito nos olivais em agosto: este ano não há mosca</strong>. E costuma ser verdade naquele momento, sobretudo depois de semanas de calor a sério.</p><p>O problema é que essa calma não significa ausência. Significa apenas que as condições não estavam do lado da praga. <strong>A partir de setembro, deixam de estar do nosso</strong>.</p><h2>O calor do verão foi o melhor aliado do olival</h2><p><strong>A mosca-da-azeitona </strong>é um inseto muito sensível à temperatura, e essa sensibilidade explica praticamente todo o seu comportamento ao longo do ano.</p><p>Os adultos vivem pouco tempo com calor extremo e, sobretudo, os ovos e as larvas recém-nascidas morrem dentro da azeitona quando a temperatura sobe demasiado. Num agosto alentejano com máximas acima dos 35 ºC, o calor faz sozinho aquilo que nenhum tratamento consegue fazer. <strong>Na tabela abaixo,</strong> consegue avaliar o efeito da temperatura no desenvolvimento da praga em questão e época habitual a monitorizar.</p><table><thead><tr><th scope="col"><p>Temperatura</p></th><th scope="col"><p>Efeito na praga</p></th><th scope="col"><p>Época habitual</p></th></tr></thead><tbody><tr><td><p>Acima de 35 ºC</p></td><td><p>Ovos e larvas jovens morrem dentro do fruto</p></td><td><p>Julho e agosto</p></td></tr><tr><td><p>30 a 35 ºC</p></td><td><p>Reprodução muito reduzida</p></td><td><p>Agosto</p></td></tr><tr><td><p>20 a 30 ºC</p></td><td><p>Condições ideais, ciclo rápido</p></td><td><p>Setembro e outubro</p></td></tr><tr><td><p>15 a 20 ºC</p></td><td><p>Ciclo mais lento, mas contínuo</p></td><td><p>Outubro e novembro</p></td></tr><tr><td><p>Abaixo de 10 ºC</p></td><td><p>Desenvolvimento praticamente parado</p></td><td><p>Dezembro</p></td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Efeito da temperatura no aparecimento da mosca-da-azeitona. Fonte: elaboração própria a partir de valores de referência.</td></tr></tbody></table><p><strong>Repare na terceira linha</strong>. É exatamente a faixa em que setembro se instala em Mirandela, em Moura ou em Castelo Branco, e é por isso que o mês da viragem climática é também o mês da viragem na praga.</p><h2>Três coisas mudam ao mesmo tempo</h2><p><strong>O arrefecimento é o fator principal</strong>, mas não anda sozinho.</p><p><strong>A humidade sobe</strong>, com as primeiras chuvas e com as noites mais frescas, e os adultos sobrevivem bastante mais tempo em ar húmido do que em ar seco. Ao mesmo tempo, a azeitona já engrossou e o caroço endureceu, o que a torna um alvo muito mais apetecível para a <strong>postura</strong>.</p><p>Junte-se a isto o facto de a fêmea pôr centenas de ovos ao longo da vida e percebe-se como um olival aparentemente limpo em agosto pode estar seriamente atacado em meados de outubro.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em agosto foi o calor que fez o trabalho de controlo. A partir de setembro, deixa de o fazer, e nota-se em poucas semanas.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><h2>O que procurar nas azeitonas</h2><p>O sinal que interessa conhecer é a marca deixada pela fêmea quando põe o ovo.</p><div class="texto-destacado"><strong>Picada</strong>- Pequena marca deixada na casca da azeitona no momento da postura. Vê-se melhor contra a luz e tem a forma de um triângulo escuro ou de um ponto acastanhado com poucos milímetros. Mais tarde, quando o adulto sai do fruto, fica um orifício redondo de cerca de um milímetro.</div><p><strong>A diferença entre as duas marcas é importante na prátic</strong><strong>a</strong>. A picada indica que o ataque está a começar e que ainda há margem para agir. O orifício de saída indica que aquela geração já se completou e já andará a atacar os frutos vizinhos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788602" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-de-interior-como-preparar-as-suas-para-o-outono-e-menos-luz.html" title="Plantas de interior: como preparar as suas para o outono e menos luz">Plantas de interior: como preparar as suas para o outono e menos luz</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/plantas-de-interior-como-preparar-as-suas-para-o-outono-e-menos-luz.html" title="Plantas de interior: como preparar as suas para o outono e menos luz"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/plantas-de-interior-como-preparar-as-suas-para-o-outono-e-menos-luz-1789481559691_320.jpeg" alt="Plantas de interior: como preparar as suas para o outono e menos luz"></a></article></aside><p>Para saber onde está, não basta olhar para uma ou outra azeitona. Colha cem azeitonas ao acaso, de várias árvores e de vários lados da copa, e <strong>conte quantas têm marcas</strong>. Essa percentagem diz-lhe mais do que qualquer impressão geral, e vale a pena repetir a contagem todas as semanas a partir de agora.</p><h2>O que se pode fazer num olival pequeno</h2><p>Quem tem meia dúzia de oliveiras em casa tem menos ferramentas do que um produtor, mas não está desarmado.</p><p><strong>As armadilhas de captura são a medida mais acessível</strong>. Garrafas com um atrativo alimentar, penduradas na copa a meia altura e na parte mais soalheira da árvore, capturam adultos e servem também para perceber quando a população começa a subir. Convém colocá-las cedo, antes do pico, e não depois.</p><p><strong>A limpeza do chão</strong> é outra medida que se subestima. Azeitona caída e picada é um viveiro. Recolha e retire, sem a deixar amontoada debaixo da árvore.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mosca-da-azeitona-a-praga-que-dispara-quando-as-temperaturas-descem-1790348280987.png" data-image="i57wa67aicbg"><figcaption>Adulto de mosca-da-azeitona sobre um fruto verde, no momento em que procura local para a postura.</figcaption></figure><p>Se equacionar tratar, duas notas de prudência. Nesta fase do ano, <strong>o intervalo de segurança entre a aplicação e a colheita passa a ser o critério que manda em tudo o resto</strong>, e vem sempre indicado no rótulo. E vale a pena acompanhar os <strong>avisos agrícolas da sua região</strong>, que indicam os momentos em que a intervenção tem mesmo efeito.</p><h2>Antecipar a colheita é quase sempre a melhor decisão</h2><p>Fica o essencial para o fim, porque é o que muda mais resultado.</p><p><strong>Quando a percentagem de frutos picados começa a subir depressa, esperar por mais maturação raramente compensa</strong>. Ganha-se algum rendimento em gordura e perde-se muito mais em qualidade, porque cada larva que se desenvolve abre uma porta a fungos e bactérias e faz subir a acidez do azeite.</p><p>E há um pormenor de última hora que decide a diferença entre um azeite bom e um azeite defeituoso. <strong>Azeitona picada não pode esperar no armazém</strong>. Deve ir para o lagar no próprio dia ou, no limite, no dia seguinte, porque a degradação dentro do fruto é rápida e não se corrige depois.</p><p>Nas próximas semanas, olhe para dois valores na previsão da sua zona: <strong>as máximas e a humidade</strong>. Se as máximas se instalarem entre os 20 e os 30 ºC e vierem dias húmidos, é altura de contar azeitonas todas as semanas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/mosca-da-azeitona-a-praga-que-dispara-quando-as-temperaturas-descem.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rosa Moreira]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A beleza que sufoca: como uma espécie "inofensiva" tornou-se numa ameaça para a Islândia]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-beleza-que-sufoca-como-uma-especie-inofensiva-tornou-se-numa-ameaca-para-a-islandia.html</link><pubDate>Sun, 27 Sep 2026 07:33:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Como uma flor do Alasca para recuperar as terras vulcânicas da Islândia acabou por sufocar a vegetação nativa e dividir a população local. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-beleza-que-sufoca-como-uma-especie-inofensiva-tornou-se-numa-ameaca-para-a-islandia-1790342975316.png" data-image="1jun5yp9vb46"><figcaption>A capital da Islândia, Reiquejavique.</figcaption></figure><p>Na década de 1940, a Islândia debatia-se com um grave e persistente problema ambiental:<strong> a severa erosão do seu solo</strong>. </p><div class="texto-destacado">As características areias negras da ilha, de origem vulcânica, estavam a ser implacavelmente arrastadas para o Oceano Atlântico pelas chuvas intensas e pelos ventos torrenciais. </div><p>Na tentativa de travar esta degradação, <strong>estabilizar as terras e recuperar as florestas nativas perdidas</strong>, as autoridades decidiram importar e plantar uma flor que, décadas mais tarde, se transformaria numa das maiores ameaças ecológicas ao ecossistema da ilha.</p><h2>A solução vinda do Alasca</h2><p>A espécie escolhida foi o <strong>tremoceiro de Nootka</strong> (<em>Lupinus nootkatensis</em>), uma planta herbácea originária do Alasca. Esta flor destaca-se pela sua notável capacidade de enriquecer solos áridos e pobres através do processo de fixação biológica de azoto. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-beleza-que-sufoca-como-uma-especie-inofensiva-tornou-se-numa-ameaca-para-a-islandia-1790342673590.png" data-image="ktvhwcvzb90l"><figcaption>Tremoceiro de nootka azuis em flor (Lupinus nootkatensis) em frente a montanhas vulcânicas, formação de nuvens. Perto de Pingeyri, Fiordes do Oeste, Islândia, Europa.</figcaption></figure><p>O principal impulsionador desta ideia foi <strong>Hákon Bjarnarson</strong>, diretor dos serviços florestais da época, que ficara deslumbrado ao ver os vastos campos do estado norte-americano cobertos por estas flores púrpuras e azuladas. </p><div class="texto-destacado">Convencido da sua utilidade miraculosa, decidiu introduzi-las em solo islandês. Ao longo do tempo, o tremoceiro adaptou-se de tal forma que acabou por se converter num autêntico símbolo nacional. </div><p><strong>As extensas planícies tingidas de violeta tornaram-se num dos grandes atrativos do país e numa das paisagens mais procuradas e fotografadas pelos turistas</strong>. Contudo, o que se ignorava na altura da sua introdução era o seu carácter altamente invasivo. O Instituto Islandês de História Natural já classificou formalmente a planta como espécie invasora. Em 2017, imagens de satélite revelaram que a flor cobria 0,3% do território da ilha. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-beleza-que-sufoca-como-uma-especie-inofensiva-tornou-se-numa-ameaca-para-a-islandia-1790342807025.png" data-image="z8mce7u8smda"><figcaption>Panorama urbano de arquitetura moderna em Reiquiavique com um campo de tremoceiros de nootka (Lupinus nootkatensis) em primeiro plano.</figcaption></figure><p>Embora possa parecer uma percentagem reduzida, os cientistas preveem que a sua presença se multiplique exponencialmente, podendo vir a ocupar até uma sexta parte da superfície do país. <strong>Esta expansão desenfreada é facilitada pelas condições climáticas favoráveis e pela ausência de vegetação islandesa</strong> suficientemente robusta para travar o seu avanço, permitindo-lhe invadir, inclusivamente, áreas naturais protegidas.</p><h2><strong>O impacto na biodiversidade local</strong></h2><p>O impacto na biodiversidade tem sido preocupante. O crescimento adensado e agressivo do tremoceiro está a roubar espaço vital às espécies autóctones. </p><div class="texto-destacado">Os frágeis musgos e líquenes, típicos das paisagens islandesas e conhecidos pelo seu crescimento extremamente lento, estão a ser rapidamente sufocados e deslocados. </div><p><strong>Esta alteração profunda na flora afeta de igual modo a fauna nativa que dela depende, como é o caso da tarambola-dourada</strong>, uma ave cuja sobrevivência está agora ameaçada. </p><p>Curiosamente, o principal <strong>objetivo da introdução da planta, combater a erosão, não foi totalmente bem-sucedido a longo prazo</strong>. Segundo o Governo islandês, 45% dos ecossistemas do país encontram-se atualmente em mau estado, um agravamento face aos 39% registados há cerca de trinta anos.</p><h2>O dilema entre a conservação e a estética</h2><p>Hoje em dia, <strong>os especialistas em restauro ecológico assumem que a erradicação total da planta é uma tarefa irrealista</strong>. A estratégia passa agora por tentar implementar protocolos de contenção para evitar que a praga avance para novos habitats protegidos. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="677620" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/praia-de-areia-preta-na-islandia-que-ja-foi-cenario-de-serie-famosa-guarda-um-perigo-oculto.html" title="Praia de areia preta na Islândia, que já foi cenário de série famosa, guarda um ‘perigo oculto’">Praia de areia preta na Islândia, que já foi cenário de série famosa, guarda um ‘perigo oculto’</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/praia-de-areia-preta-na-islandia-que-ja-foi-cenario-de-serie-famosa-guarda-um-perigo-oculto.html" title="Praia de areia preta na Islândia, que já foi cenário de série famosa, guarda um ‘perigo oculto’"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/praia-de-areia-preta-na-islandia-que-ja-foi-cenario-de-serie-famosa-guarda-um-perigo-oculto-1728388553233_320.jpg" alt="Praia de areia preta na Islândia, que já foi cenário de série famosa, guarda um ‘perigo oculto’"></a></article></aside><p>No entanto, as autoridades enfrentam um obstáculo inesperado:<strong> a oposição de parte da sociedade. Fascinados pela beleza cenográfica dos campos roxos</strong>, muitos habitantes locais e turistas têm utilizado as redes sociais para tentar impedir as ações governamentais de controlo. Ao mesmo tempo, alguns especialistas continuam a defender a eficácia da flor no combate à desertificação, criando um complexo e delicado dilema ambiental.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Mateos%2C%20Ainara" data-year="2026" data-title="En%20los%2040%2C%20Islandia%20introdujo%20una%20flor%20para%20frenar%20la%20erosi%C3%B3n%20del%20suelo%3B%20d%C3%A9cadas%20m%C3%A1s%20tarde%2C%20se%20ha%20convertido%20en%20una%20amenaza%20para%20la%20isla" data-url="https%3A%2F%2Fwww.larazon.es%2Factualidad%2F40-islandia-introdujo-flor-frenar-erosion-suelo-decadas-mas-tarde-convertido-amenaza-isla-p7m_202609196aaecdae7f895d2e41c8263a.html">Mateos, Ainara. (2026). <a href="https://www.larazon.es/actualidad/40-islandia-introdujo-flor-frenar-erosion-suelo-decadas-mas-tarde-convertido-amenaza-isla-p7m_202609196aaecdae7f895d2e41c8263a.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">En los 40, Islandia introdujo una flor para frenar la erosión del suelo; décadas más tarde, se ha convertido en una amenaza para la isla</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-beleza-que-sufoca-como-uma-especie-inofensiva-tornou-se-numa-ameaca-para-a-islandia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estas cidades vão ganhar florestas enormes mesmo à porta de casa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/estas-cidades-vao-ganhar-enormes-florestas-mesmo-a-porta-de-casa.html</link><pubDate>Sun, 27 Sep 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>A Polónia está a criar florestas junto às cidades e a transformá-las em grandes espaços naturais. Saiba tudo sobre este projeto que já arrancou. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/estas-cidades-vao-ganhar-enormes-florestas-mesmo-a-porta-de-casa-1790433732188.jpg" data-image="coxs766lzqw0" alt="Floresta" title="Floresta"><figcaption>Milhares de hectares de floresta vão nascer mesmo ao lado destas cidades. Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>Quem vive numa grande cidade sabe que nem sempre é fácil encontrar um lugar onde o barulho dos carros seja substituído pelo som das árvores. Na Polónia, contudo, encontrou-se, recentemente, uma solução. Qual? Fugir à tendência e <strong>levar ainda mais natureza para junto das zonas urbanas</strong>.</p><p>É isso mesmo. O país está a criar as chamadas <strong>florestas sociais</strong>. E o que é isso? Nada mais, nada menos do que áreas florestais onde a função principal passa a dar maior importância ao bem-estar das populações, ao contacto com a natureza, à recreação e à educação ambiental. </p><div class="texto-destacado">O projeto abrange 11 grandes aglomerações e, no total, envolve mais de 158 mil hectares de floresta.</div><p>E não pense que este é só mais um daqueles projetos que não passa do papel. Aliás<strong>, a primeira grande área a ser oficialmente estabelecida já foi criada</strong> nos arredores de Wrocław, no sudoeste do país. </p><p>Feitas as contas, são cerca de 13 mil hectares, distribuídos por quatro administrações florestais e nove municípios. "Para contextualizar, é aproximadamente do tamanho de Liverpool", explica a revista 'Time Out'. "A ministra do clima e ambiente da Polónia, Paulina Hennig-Kloska, chamou-lhe 'um momento histórico e o início de uma nova abordagem à protecção da floresta'."</p><h2>Menos madeira, mais passeios</h2><p>A ideia não é transformar estas florestas em enormes parques urbanos com bancos, cafés e máquinas de venda automática a cada esquina. Nada disso. Até porque continuam a ser <strong>florestas, com os seus ecossistemas, árvores e animais</strong>. A diferença está na forma como são geridas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/estas-cidades-vao-ganhar-enormes-florestas-mesmo-a-porta-de-casa-1790433992713.jpg" data-image="ix7gv7dkjn5l" alt="Wrocław" title="Wrocław"><figcaption>A primeira abriu nos arredores de Wrocław, a terceira maior cidade da Polónia, cobrindo uns impressionantes 13 mil hectares. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Nas áreas abrangidas, passam a ter maior peso funções como passeios, ciclismo, educação ambiental, atividade física, proteção da biodiversidade e contacto com a natureza. Além disso, a gestão também deve ter em conta a proteção dos recursos hídricos e a prevenção de cheias.</p><p>No caso de Wrocław, <strong>mais de 11 600 hectares ficaram sujeitos a novas regras de gestão</strong>. Uma parte significativa foi classificada como floresta de proteção e a exploração florestal foi adaptada para dar prioridade à função social daquele território. Em determinadas zonas, o corte de árvores fica limitado a situações específicas, como questões de segurança ou problemas sanitários das próprias árvores.</p><div class="texto-destacado">Na prática, isto significa que uma floresta perto da cidade deixa de ser vista apenas como um recurso económico e passa também a ser encarada como um espaço importante para quem vive nas proximidades.</div><p>E há uma razão para isso. Além de proporcionarem sombra e espaços para caminhar ou praticar desporto, as áreas florestais ajudam a reter água, regular temperaturas, proteger os solos, armazenar carbono e criar habitats para inúmeras espécies. <strong>Quanto mais próximas estiverem das cidades, mais fácil é também usufruir destes benefícios </strong>sem ser necessário fazer uma longa viagem.</p><h2>Wrocław foi apenas o começo</h2><p><strong>Esta experiência começou a ser preparada em 2024</strong>, quando as autoridades polacas lançaram um projeto-piloto para identificar as florestas especialmente importantes para as populações das grandes cidades. O processo envolveu autarquias, especialistas, organizações ambientais, representantes dos serviços florestais e outros intervenientes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="769475" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/e-possivel-ter-cidades-verdes-e-crescimento-economico-ao-mesmo-tempo-como-funciona-o-desacoplamento.html" title="É possível ter cidades verdes e crescimento económico ao mesmo tempo? Como funciona o 'desacoplamento'">É possível ter cidades verdes e crescimento económico ao mesmo tempo? Como funciona o "desacoplamento"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/e-possivel-ter-cidades-verdes-e-crescimento-economico-ao-mesmo-tempo-como-funciona-o-desacoplamento.html" title="É possível ter cidades verdes e crescimento económico ao mesmo tempo? Como funciona o 'desacoplamento'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/citta-green-e-crescita-economica-sono-possibili-al-tempo-stesso-cos-e-il-decoupling-e-perche-funziona-1778580804737_320.jpg" alt="É possível ter cidades verdes e crescimento económico ao mesmo tempo? Como funciona o 'desacoplamento'"></a></article></aside><p>Foram identificadas áreas em torno de cidades como Varsóvia, Cracóvia, Łódź, Poznań, Katowice, Szczecin, Kielce, Bielsko-Biała e a área de Gdańsk-Gdynia-Sopot, além de Wrocław e da região de Bydgoszcz-Toruń. No conjunto, representam <strong>mais de 158 mil hectares</strong>.</p><p>Ainda assim, o processo não tem sido igual em todos os locais. Em várias cidades, houve divergências sobre os limites das áreas e sobre a forma como deveriam ser geridas. Por isso, o Ministério do Clima e Ambiente polaco decidiu prolongar os trabalhos e alterar o modelo de implementação do projeto.</p><div class="texto-destacado">Wrocław acabou por avançar primeiro. Em julho de 2026, foi oficialmente criada a sua área de floresta com função social prioritária, tornando-se o primeiro grande exemplo concreto deste novo modelo.</div><p><strong>A aposta polaca é, no fundo, bastante simples</strong>: se as cidades continuam a crescer e cada vez mais pessoas vivem em zonas urbanas, também é preciso garantir que acontece o mesmo com a natureza. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Time%20Out%2C%20Teeling%2C%20R" data-year="2026" data-title="Este%20pa%C3%ADs%20est%C3%A1%20a%20criar%20enormes%20florestas%20%C3%A0%20volta%20das%20principais%20cidades%20%E2%80%93%20a%20primeira%20acaba%20de%20abrir" data-url="https%3A%2F%2Fwww.timeout.pt%2Flisboa%2Fpt%2Fnoticias%2Feste-pais-esta-a-criar-enormes-florestas-a-volta-das-principais-cidades-a-primeira-acaba-de-abrir-080526">Time Out, Teeling, R. (2026). <a href="https://www.timeout.pt/lisboa/pt/noticias/este-pais-esta-a-criar-enormes-florestas-a-volta-das-principais-cidades-a-primeira-acaba-de-abrir-080526" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Este país está a criar enormes florestas à volta das principais cidades – a primeira acaba de abrir</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/estas-cidades-vao-ganhar-enormes-florestas-mesmo-a-porta-de-casa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que acontece quando hackers conseguem enganar o GPS? Noruega faz testes no Ártico]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-acontece-quando-hackers-conseguem-enganar-o-gps-noruega-faz-testes-no-artico.html</link><pubDate>Sun, 27 Sep 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Evento realizado anualmente na Noruega reúne especialistas para simular interferências em sinais de satélite e descobrir como proteger redes elétricas, telecomunicações, transportes e outras infraestruturas essenciais contra ataques.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-acontece-quando-hackers-conseguem-enganar-o-gps-noruega-faz-testes-no-artico-1790260526793.jpg" data-image="cmiaom5pvzdj" alt="O ponto de encontro dos hackers é Andøya, na Noruega" title="O ponto de encontro dos hackers é Andøya, na Noruega"><figcaption>O ponto de encontro dos hackers é Andøya, na Noruega. Crédito: Getty Images</figcaption></figure><p>Numa <strong>ilha remota da Noruega</strong>, cerca de 300 quilómetros a norte do Círculo Polar Ártico, engenheiros, físicos e especialistas em tecnologia reúnem-se todos os anos para<strong> colocar à prova sistemas dos quais depende grande parte da sociedade moderna</strong>. Chamado <strong>Jammertest</strong>, o evento simula ataques contra sinais de navegação por satélite para identificar vulnerabilidades e desenvolver formas de proteção.</p><p>Embora sistemas como o<strong> GPS sejam mais conhecidos por indicar localização e orientar deslocamentos</strong>, eles também fornecem sinais de tempo extremamente precisos. Esta sincronização é utilizada por redes elétricas, telecomunicações, mercados financeiros e sistemas de transporte, entre outras infraestruturas.</p><p>A dependência cria uma vulnerabilidade: os sinais enviados pelos satélites são relativamente fracos e podem sofrer <strong>interferências provocadas por transmissões mais potentes</strong>. Segundo a reportagem da BBC Future, episódios deste tipo aumentaram nos últimos anos, levando países como a Noruega a procurar formas de tornar as suas infraestruturas mais resistentes.</p><h2>Hackers simulam ataques contra GPS</h2><p>Realizado na vila de Bleik, na ilha de Andøya, o Jammertest funciona de maneira semelhante a uma competição de <strong>hacking ético</strong>. Especialistas tentam encontrar vulnerabilidades para que governos, investigadores e empresas possam compreender os riscos e aprimorar os seus sistemas.</p><div class="texto-destacado">Os testes concentram-se principalmente em dois tipos de interferência. O primeiro é o <em>jamming</em>, no qual sinais são saturados até que o serviço fique indisponível. O segundo é o <em>spoofing</em>, técnica capaz de enviar informações falsas de localização e horário aos recetores.</div><p>Numa das experiências realizadas em 2024, sinais manipulados fizeram os <strong>sistemas de um helicóptero de resgate e de um pequeno avião registarem trajetórias diferentes</strong> das rotas realmente percorridas. Noutro teste, a localização indicada por um recetor foi gradualmente deslocada em direção ao mar, embora o equipamento permanecesse em terra.</p><h2>Alternativas procuram reduzir dependência dos satélites</h2><p>Ataques prolongados poderiam <strong>afetar mais do que sistemas de navegação</strong>. Sem a referência temporal fornecida pelos satélites, redes digitais poderiam perder gradualmente a sincronização, dependendo da existência e da capacidade de sistemas terrestres de backup.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-que-acontece-quando-hackers-conseguem-enganar-o-gps-noruega-faz-testes-no-artico-1790260659292.jpg" data-image="ykdinzrb4wuh" alt="Atualmente, todo tipo de sistema depende da tecnologia GPS" title="Atualmente, todo tipo de sistema depende da tecnologia GPS"><figcaption>Atualmente, todo o tipo de sistemas depende da tecnologia GPS. Crédito: Getty Images</figcaption></figure><p>Uma das alternativas testadas é o<strong> White Rabbit</strong>, sistema desenvolvido no CERN, na Suíça, que utiliza fibra óptica e relógios de referência para oferecer sincronização com precisão inferior a um nanossegundo. Tecnologias desse género podem reduzir a dependência direta dos satélites e são mais difíceis de manipular.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/existe-um-gps-da-idade-do-bronze-eis-o-disco-de-nebra-e-o-seu-mapa-celeste-com-3600-anos.html" title="Existe um 'GPS' da Idade do Bronze: eis o disco de Nebra e o seu mapa celeste com 3600 anos">Existe um "GPS" da Idade do Bronze: eis o disco de Nebra e o seu mapa celeste com 3600 anos</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/existe-um-gps-da-idade-do-bronze-eis-o-disco-de-nebra-e-o-seu-mapa-celeste-com-3600-anos.html" title="Existe um 'GPS' da Idade do Bronze: eis o disco de Nebra e o seu mapa celeste com 3600 anos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/il-gps-dell-eta-del-bronzo-esiste-il-disco-di-nebra-e-la-sua-mappa-del-cielo-risalente-a-3-600-anni-fa-1777016761194_320.png" alt="Existe um 'GPS' da Idade do Bronze: eis o disco de Nebra e o seu mapa celeste com 3600 anos"></a></article></aside><p>Especialistas, porém, avaliam que <strong>nenhuma tecnologia isolada consegue substituir todas as funções dos sistemas globais de navegação por satélite</strong>. Por isso, a estratégia passa pela combinação de diferentes soluções e pela criação de sistemas redundantes. Em Andøya, os ataques simulados ajudam justamente a descobrir onde estão as fragilidades antes que interferências reais possam explorá-las.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="BBC%20Brasil" data-year="2026" data-title="A%20remota%20ilha%20onde%20hackers%20se%20preparam%20para%20nos%20defender%20de%20uma%20guerra%20invis%C3%ADvel" data-url="https%3A%2F%2Fwww.bbc.com%2Fportuguese%2Farticles%2Fcke87p208rg9o%3Fshem%3Ddsdf%2Csharefoc%2Cagadiscoversdl%2C%2Csh%2Fx%2Fdiscover%2Fm1%2F4">BBC Brasil. (2026). <a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cke87p208rg9o?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh/x/discover/m1/4" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A remota ilha onde hackers se preparam para nos defender de uma guerra invisível</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-que-acontece-quando-hackers-conseguem-enganar-o-gps-noruega-faz-testes-no-artico.html</guid><dc:creator><![CDATA[João Cunha]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Um geólogo descobriu no Google Earth uma cratera de meteorito com 260 metros no interior da Austrália]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-geologo-descobriu-no-google-earth-uma-cratera-de-meteorito-com-260-metros-no-interior-da-australia.html</link><pubDate>Sat, 26 Sep 2026 17:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Uma imagem do Google Earth permitiu a um investigador descobrir a cratera causada pelo impacto de um meteorito na Austrália, o que foi finalmente confirmado por investigações geológicas posteriores.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-geologo-descubre-en-google-earth-un-crater-de-meteorito-de-260-metros-en-el-interior-de-australia-1790328482081.png" data-image="pup5bc2bshu6"><figcaption>Imagem da cratera no Google Earth.</figcaption></figure><p>O que parecia ser uma curiosa forma circular no meio da Austrália acabou por ser <strong>a marca de um impacto de um meteorito</strong>. E foi descoberta pelo geólogo Arthur Hickman, do Geological Survey of Western Australia.</p><p>A forma chamou rapidamente a atenção do especialista porque tinha <strong>cerca de 260 metros de diâmetro, uma borda elevada e um fundo relativamente plano</strong>, características compatíveis com uma cratera de impacto, mas ainda era necessário realizar uma investigação exaustiva.</p><p>E foi assim, com a investigação geológica subsequente, os trabalhos de campo e, sobretudo,<strong> uma perfuração realizada vários anos depois, que se conseguiu confirmar que a origem deste local foi um meteorito</strong>.</p><h2>Uma forma perfeita escondida no deserto australiano</h2><p><strong>A cratera situa-se aproximadamente a 36 quilómetros a norte de Newman</strong>, na cordilheira de Ophthalmia, na região de Pilbara, uma zona formada por rochas extremamente antigas, pertencentes ao chamado cratão de Pilbara.</p><p>O seu diâmetro médio é de aproximadamente 260 metros, com <strong>uma borda que se eleva cerca de 30 metros acima do fundo relativamente plano da estrutura</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-geologo-descubre-en-google-earth-un-crater-de-meteorito-de-260-metros-en-el-interior-de-australia-1790327961365.jpeg" data-image="oz1sgh24n39o"><figcaption>Região de Pilbara, Austrália.</figcaption></figure><p>O caso Hickman é um bom exemplo de como as imagens obtidas por satélite podem mudar <strong>a forma de investigar a superfície terrestre</strong>.</p><p>Antes da existência de ferramentas como o Google Earth, localizar uma estrutura circular com apenas algumas centenas de metros numa região tão extensa <strong>teria exigido percorrer grandes áreas de terreno ou dispor de informação geológica e fotografias aéreas muito detalhadas</strong>.</p><h2>Uma perfuração de quase 65 metros atravessou a cratera</h2><p>Em 2012, o Geological Survey of Western Australia realizou <strong>uma campanha de perfuração científica em colaboração com a empresa mineira Atlas Iron</strong>, que já operava na zona.</p><p>Os investigadores realizaram <strong>uma perfuração vertical até quase 65 metros de profundidade</strong> no centro da estrutura, o que permitiu reconstruir parte da história desta cratera.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="es" dir="ltr"> Un equipo de investigadores ha descubierto el cráter de impacto más antiguo de la Tierra -hasta el momento- en el cratón de Pilbara (Australia), formado hace unos 3500 millones de años, cuando nuestro planeta era un lugar muy diferente. <a href="https://t.co/np0P8Zd8UK">pic.twitter.com/np0P8Zd8UK</a></p>— Un geólogo en apuros ️ (@geologoenapuros) <a href="https://x.com/geologoenapuros/status/1897706387913768966?ref_src=twsrc%5Etfw">March 6, 2025</a></blockquote></figure><p> Os primeiros 48,4 metros eram constituídos praticamente por sedimentos que se tinham acumulado após o impacto e, logo abaixo destes, <strong>apareciam as rochas originais do terreno, mas intensamente fraturadas pelo evento</strong>. </p><p>E quanto mais fundo se perfurava, mais perto estavam os investigadores<strong> das rochas que tinham sofrido diretamente as consequências do impacto</strong>, pelo que a informação era mais fiável e de maior qualidade.</p><h3>O ferro do meteorito deixou a sua assinatura química</h3><p>Os investigadores analisaram materiais provenientes destas perfurações na zona da cratera, encontrando <strong>concentrações elevadas de níquel e elementos do grupo da platina, entre os quais o irídio e o paládio</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="789768" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/foi-descoberta-uma-nova-cratera-na-lua-um-acontecimento-pouco-comum.html" title="Foi descoberta uma nova cratera na Lua, um acontecimento pouco comum!">Foi descoberta uma nova cratera na Lua, um acontecimento pouco comum!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/foi-descoberta-uma-nova-cratera-na-lua-um-acontecimento-pouco-comum.html" title="Foi descoberta uma nova cratera na Lua, um acontecimento pouco comum!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/un-nouveau-cratere-a-ete-decouvert-sur-la-lune-un-evenement-rare-1789741048151_320.jpeg" alt="Foi descoberta uma nova cratera na Lua, um acontecimento pouco comum!"></a></article></aside><p>Além disso, a elevada concentração de níquel apontava para <strong>um meteorito de ferro</strong>.</p><h2>Um meteorito com até 10 metros de diâmetro</h2><p>Os cálculos efetuados pelos investigadores indicam que o objeto que escavou <strong>a cratera pode ter tido cerca de 10 metros de diâmetro</strong>.</p><p>Este valor pode parecer pequeno, mas um objeto com essas dimensões, a viajar a velocidades incalculáveis, <strong>liberta uma enorme quantidade de energia ao colidir com o solo</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">New <a href="https://x.com/hashtag/CurtinResearch?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#CurtinResearch</a> has uncovered the worlds oldest meteorite crater in <a href="https://x.com/hashtag/WesternAustralia?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#WesternAustralia</a>s <a href="https://x.com/hashtag/Pilbara?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#Pilbara</a> region 3.5 billion years old! Led by Professors Tim Johnson and Chris Kirkland, this find could reshape Earths history. <a href="https://x.com/hashtag/EarthScience?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#EarthScience</a> <a href="https://x.com/hashtag/MeteoriteImpact?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#MeteoriteImpact</a> <a href="https://t.co/raH8X9Q6sw">pic.twitter.com/raH8X9Q6sw</a></p>— Curtin Media (@CurtinMedia) <a href="https://x.com/CurtinMedia/status/1899630879791882521?ref_src=twsrc%5Etfw">March 12, 2025</a></blockquote></figure><p>O resultado foi uma depressão que, tal como já foi referido, tinha aproximadamente <strong>260 metros de diâmetro e um desnível de até 30 metros na sua borda</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/um-geologo-descobriu-no-google-earth-uma-cratera-de-meteorito-com-260-metros-no-interior-da-australia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Em 1984, a NASA enviou 3301 abelhas para o espaço para realizar uma experiência invulgar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/em-1984-a-nasa-enviou-3301-abelhas-para-o-espaco-para-realizar-uma-experiencia-invulgar.html</link><pubDate>Sat, 26 Sep 2026 16:37:02 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Uma experiência realizada por estudantes colocou milhares de abelhas dentro de um vaivém espacial para responder a uma pergunta que parecia quase absurda. O que descobriram após sete dias em órbita ainda surpreende os cientistas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/en-1984-la-nasa-mando-3-301-abejas-al-espacio-para-realizar-un-insolito-experimento-1789813339648.jpg" data-image="af75ua7wgm71" alt="nasa" title="nasa"><figcaption>Embora os primeiros dias tenham sido um pouco caóticos, as abelhas adaptaram-se rapidamente. (Imagem gerada por IA)</figcaption></figure><p>Em abril de 1984, enquanto o vaivém espacial Challenger se preparava para realizar a primeira reparação de um satélite na história da exploração espacial, transportava a bordo uma carga muito menos comum do que os habituais instrumentos científicos: uma colónia de cerca de <strong>3 301 abelhas melíferas</strong>, encerradas num módulo concebido especialmente para o voo.</p><div class="texto-destacado">Não era o objetivo principal da missão STS-41-C, mas sim uma experiência patrocinada por estudantes que procurava responder a uma questão muito específica: será que as abelhas conseguem construir um favo sem a ajuda da gravidade?</div><p>Na Terra, as abelhas <strong>utilizam a gravidade como ponto de referência </strong>constante: orientam as células hexagonais dos seus favos para baixo e até a utilizam para comunicarem entre si. Quando uma abelha coletora encontra alimento, regressa à colmeia e executa a famosa "dança das abelhas", um movimento em forma de oito em que o ângulo em relação à vertical do favo indica a direção do sol, e a duração do movimento marca a distância até ao alimento. Retirar essas abelhas do campo gravitacional terrestre equivalia a apagar-lhes, de um dia para o outro, grande parte do seu <strong>sistema de navegação</strong>.</p><p>Os primeiros dias <strong>foram caóticos</strong>. De acordo com o relatório oficial da NASA, as abelhas tentavam voar como de costume e acabavam por se chocar contra as paredes do recinto, incapazes de manter uma trajetória reta sem o sinal gravitacional a que estavam habituadas. Mas a adaptação ocorreu mais rapidamente do que o esperado. Com o passar dos dias, começaram a mover-se de um lado para o outro sem se chocarem e até a flutuar dentro do seu habitat com relativa naturalidade.</p><h2>Um favo quase idêntico ao da Terra</h2><p>O mais impressionante não foi o facto de terem aprendido a movimentar-se, mas sim de terem retomado o seu trabalho habitual. Durante os sete dias que durou a missão, a colónia construiu cerca de <strong>200 centímetros quadrados de favo</strong>, e a análise posterior determinou que a estrutura era praticamente igual à que fabricam na Terra, com a mesma geometria hexagonal de sempre. Além disso, a rainha chegou a pôr cerca de 35 ovos durante a viagem, embora nenhum deles tenha eclodido após o regresso.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">The honey bee waggle dance communicates information about resource location from a foraging worker to nestmates.<br><br>New research in Science shows that this complex dance is in part learned by young bees as they observe more experienced bees. <a href="https://t.co/UFIhTF1Z1N">https://t.co/UFIhTF1Z1N</a> <a href="https://t.co/dQWWzWh2jH">pic.twitter.com/dQWWzWh2jH</a></p>— Science Magazine (@ScienceMagazine) <a href="https://x.com/ScienceMagazine/status/1634266394563862528?ref_src=twsrc%5Etfw">March 10, 2023</a></blockquote></figure><p>Este resultado sugere que o comportamento social e construtivo de uma colónia <strong>não depende tanto da gravidade </strong>como se pensava, mas sim de uma série de instintos que persistem mesmo quando as condições ambientais mudam completamente. Para quem alguma vez se questionou até que ponto os animais estão «programados» pelo seu ambiente, esta experiência é um bom exemplo de que certos comportamentos coletivos são mais resistentes do que parecem.</p><h2>Parte de uma tradição espacial pouco conhecida</h2><p>As abelhas de 1984 não foram os primeiros insetos a viajar para o espaço. As moscas-da-fruta tinham sido os primeiros animais enviados para fora da atmosfera, já em 1947, e, ao longo dos anos, a lista passou a incluir <strong>bichos-da-seda, formigas, aranhas e borboletas</strong>, cada um destinado a responder a uma questão biológica específica: as aranhas para estudar como tecem as suas teias sem gravidade, as formigas para analisar o movimento coletivo, as moscas para investigação genética e sobre radiação.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="786149" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/flores-nectar-e-vida-as-plantas-que-transformam-a-sua-varanda-num-refugio-para-abelhas-e-outros-polinizadores.html" title="Flores, néctar e vida: as plantas que transformam a sua varanda num refúgio para abelhas e outros polinizadores">Flores, néctar e vida: as plantas que transformam a sua varanda num refúgio para abelhas e outros polinizadores</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/flores-nectar-e-vida-as-plantas-que-transformam-a-sua-varanda-num-refugio-para-abelhas-e-outros-polinizadores.html" title="Flores, néctar e vida: as plantas que transformam a sua varanda num refúgio para abelhas e outros polinizadores"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/flores-nectar-y-vida-las-plantas-que-convierten-tu-balcon-en-un-refugio-para-abejas-y-otros-polinizadores-1787587281922_320.jpeg" alt="Flores, néctar e vida: as plantas que transformam a sua varanda num refúgio para abelhas e outros polinizadores"></a></article></aside><p>A escolha de insetos, em vez de animais maiores, tem uma razão prática: são organismos<strong> compactos, baratos de transportar e muito bem estudados</strong> na Terra, o que permite comparar com precisão o seu comportamento normal com o que acontece em microgravidade. O módulo onde as abelhas viajaram, construído pela Honeywell, acabou por ser doado ao Museu Nacional do Ar e do Espaço do Smithsonian, e o mesmo projeto foi reutilizado no ano seguinte para outra experiência com estudantes, desta vez com moscas domésticas.</p><h2>O porquê desta experiência continuar a ser relevante</h2><p>Com o olhar voltado para missões espaciais cada vez mais longas, compreender como se comportam os sistemas biológicos complexos — não apenas organismos individuais, mas c<strong>olónias inteiras com divisão de tarefas </strong>— na ausência de gravidade continua a ser um tema de real interesse para a ciência espacial.</p><div class="texto-destacado"><strong>Investigações posteriores sobre a orientação dos favos revelaram, de facto, que as abelhas são capazes de construir células em orientações verticais, horizontais e intermédias, tanto na Terra como em gravidade zero, o que relativiza um pouco a surpresa inicial do experimento, embora não diminua o mérito da descoberta de 1984.</strong></div><p>Para qualquer pessoa interessada no futuro da exploração espacial, este tipo de testes — modestos, quase curiosos do ponto de vista atual — faz parte da compreensão de que formas de vida terrestres poderiam ser sustentadas, e de que forma, nas viagens de longa duração que a humanidade ainda tem pela frente.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/em-1984-a-nasa-enviou-3301-abelhas-para-o-espaco-para-realizar-uma-experiencia-invulgar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Depressão atlântica atinge os Açores entre domingo e segunda-feira: até 60 mm de chuva e rajadas superiores a 75 km/h]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atlantica-atinge-os-acores-entre-domingo-e-segunda-feira-ate-60-mm-de-chuva-e-rajadas-superiores-a-75-km-h.html</link><pubDate>Sat, 26 Sep 2026 15:55:47 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As frentes associadas a uma depressão que passará pelo arquipélago dos Açores entre domingo e segunda-feira, dias 27 e 28 de setembro, produzirão chuva pontualmente forte e rajadas de vento intensas. Não se exclui o risco de trovoadas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbdb9g6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbdb9g6.jpg" id="xbdb9g6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Um olhar pelo radar e pelos mapas mostra-nos que o Grupo Oriental dos Açores está a ser condicionado a meio da tarde deste sábado, 26 de setembro, pela ocorrência de aguaceiros geralmente fracos. Após a passagem da área de instabilidade que lhes deu origem nas últimas horas, <strong>prevê-se uma nova fase meteorológica instável, ainda mais intensa e abrangente nas ilhas Açorianas entre domingo (27) e segunda-feira (28)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atlantica-atinge-os-acores-entre-domingo-e-segunda-feira-ate-60-mm-de-chuva-e-rajadas-superiores-a-75-km-h-1790436663248.jpg" data-image="114kem8t4hue"><figcaption>À esquerda, neste mapa, observa-se um centro de baixas pressões próximo da Costa Leste dos Estados Unidos, com 994 hPa de pressão central mínima. E à direita observa-se outro centro de baixas pressões, posicionado a oeste do arquipélago dos Açores com 1009 hPa de pressão central mínima. Ambos se situam na mesma circulação depressionária.</figcaption></figure><p>O<strong> </strong>episódio de condições meteorológicas adversas que terá lugar<strong> </strong>entre os dias 27 e 28 de setembro no arquipélago dos Açores será provocado pela<strong> aproximação e passagem de um centro de baixas pressões</strong><strong>, atualmente ainda presente na mesma vasta circulação depressionária</strong> que deu origem a um outro centro de baixas pressões mais profundo e bem próximo da Costa Leste dos Estados Unidos.</p><h2>Uma depressão atlântica irá alcançar os Açores na sua rápida deslocação para leste</h2><p>À medida que a depressão se for deslocando para leste, <strong>as frentes associadas ao sistema depressionário (oclusa, quente e fria) </strong>que afetarão os Açores irão gerar períodos de chuva fraca a moderada e pontualmente fortes, acompanhadas de rajadas de vento intensas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atlantica-atinge-os-acores-entre-domingo-e-segunda-feira-ate-60-mm-de-chuva-e-rajadas-superiores-a-75-km-h-1790437525413.jpg" data-image="e3jldsy9imx9"><figcaption>Neste mapa meteorológico é possível observar-se uma depressão (representada pela letra B) a percorrer os Açores, e em torno da qual se desenvolverá um sistema frontal complexo, caracterizado pela presença simultânea de uma frente fria, de uma frente quente e de uma frente oclusa. Fonte: AEMET</figcaption></figure><p>O mapa acima, concebido pelo AEMET (Agencia Estatal de Meteorología), revela um troço onde a <strong>oclusão</strong> já ocorreu (<strong>linhas roxas</strong> com triângulos e semicírculos alternados virados para o sentido em que a frente avança), mas que ainda se ramifica para uma <strong>frente fria</strong> ativa de um lado (<strong>linha azul </strong>com triângulos apontados na direção do movimento) e uma <strong>frente quente</strong> remanescente do outro (<strong>linha vermelha</strong> com semicírculos apontados na direção do deslocamento).</p><h2>Eis como a chuva e o vento irão afetar os Açores entre domingo e segunda-feira</h2><p>No domingo, 27 de setembro, a depressão estará mais próxima dos Açores, mas com o seu centro e frentes associadas ainda relativamente distantes. <strong>Deste modo, só a partir da tarde de domingo (27) é que se prevê que os primeiros efeitos das frentes associadas a esta baixa atlântica alcancem o Grupo Ocidental (aguaceiros, por vezes fortes, não se excluindo o risco de trovoada)</strong>.</p><p>À noite a instabilidade atmosférica chegará ao Grupo Central, onde também se poderão desencadear aguaceiros pontualmente fortes e acompanhados de trovoada. No Grupo Oriental esperam-se aguaceiros geralmente fracos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atlantica-atinge-os-acores-entre-domingo-e-segunda-feira-ate-60-mm-de-chuva-e-rajadas-superiores-a-75-km-h-1790437121092.jpg" data-image="pk7tyuneqbj1"><figcaption>Em primeiro lugar, é importante perceber que a distribuição e intensidade dos valores de precipitação e vento desta previsão ainda podem sofrer ajustes significativos. No entanto, quanto à precipitação acumulada, as projeções atualmente disponíveis nos nossos mapas antecipam até 40 mm no Grupo Ocidental, até 55 mm no Grupo Central e até 60 mm no Grupo Oriental até às 23:00 horas de segunda-feira, 28 de setembro.</figcaption></figure><p>É, porém, durante a jornada de <strong>segunda-feira, 28 de setembro, que é expectável a fase mais adversa</strong> deste episódio de tempo instável nos Açores. Os mapas da Meteored, baseados no modelo que merece a nossa maior confiança (ECMWF), insistem num estado do tempo geralmente caracterizado por <strong>períodos de chuva ou aguaceiros, por vezes fortes e potencialmente acompanhados de trovoadas nos três Grupos insulares, especialmente no Central e no Oriental</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/depressao-atlantica-atinge-os-acores-entre-domingo-e-segunda-feira-ate-60-mm-de-chuva-e-rajadas-superiores-a-75-km-h-1790437294011.jpg" data-image="377c1z8rhcgn"><figcaption>Na segunda-feira, 28 de setembro, prevê-se a possibilidade de as rajadas de vento poderem atingir velocidades superiores a 75 km/h nalguns locais mais expostos do arquipélago dos Açores.</figcaption></figure><p>Embora a fase mais adversa esteja prevista para segunda-feira (28), os mapas já mostram para o Grupo Ocidental dos Açores a possibilidade de rajadas até 75 km/h a partir do final da tarde de domingo, 27 de setembro. <strong>Na segunda-feira (28) prevê-se que durante os períodos mais agrestes do vento, que soprará geralmente de Sul/Sueste, as rajadas atinjam velocidades em torno dos 80 ou 85 km/h nos Grupos Central e Oriental</strong>, sendo geralmente menos intensas no Grupo Ocidental (até 60 km/h).</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790576" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-na-proxima-semana-chuva-vento-forte-e-descida-das-temperaturas-antes-de-nova-subida.html" title="Tempo em Portugal na próxima semana: chuva, vento forte e descida das temperaturas antes de nova subida">Tempo em Portugal na próxima semana: chuva, vento forte e descida das temperaturas antes de nova subida</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-na-proxima-semana-chuva-vento-forte-e-descida-das-temperaturas-antes-de-nova-subida.html" title="Tempo em Portugal na próxima semana: chuva, vento forte e descida das temperaturas antes de nova subida"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-na-proxima-semana-chuva-vento-forte-e-descida-das-temperaturas-antes-de-nova-subida-1790426020599_320.jpg" alt="Tempo em Portugal na próxima semana: chuva, vento forte e descida das temperaturas antes de nova subida"></a></article></aside><p>Por fim, acrescente-se que após a sua passagem pelos Açores, esta depressão sofrerá um rápido desvio para nordeste, deslocando-se sobre alto mar até se fundir na terça-feira (29) com outro centro de baixas pressões posicionado mais a norte.</p><p>É desta fusão que nascerá o <strong>ciclone-bomba</strong> <strong>do Atlântico Norte</strong> e que, voltamos a insistir, relembrar e sublinhar, tal como referido de forma clara e bem compreensível nas previsões anteriores: <strong>este sistema depressionário NÃO afetará diretamente Portugal continental!!</strong>, somente a sua frente fria associada o fará entre terça (29) e quarta-feira (30).</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/depressao-atlantica-atinge-os-acores-entre-domingo-e-segunda-feira-ate-60-mm-de-chuva-e-rajadas-superiores-a-75-km-h.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo em Portugal na próxima semana: chuva, vento forte e descida das temperaturas antes de nova subida]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-na-proxima-semana-chuva-vento-forte-e-descida-das-temperaturas-antes-de-nova-subida.html</link><pubDate>Sat, 26 Sep 2026 14:06:40 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A última semana de setembro trará uma mudança significativa do tempo em Portugal. Chuva, vento forte e uma descida das temperaturas acompanharão a passagem de uma frente fria entre terça e quarta-feira, dias 28 e 29.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbdagfi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbdagfi.jpg" id="xbdagfi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A última semana de setembro ficará marcada por uma mudança significativa no estado do tempo em Portugal continental. <strong>Chuva, vento e uma descida das temperaturas</strong> serão protagonistas entre segunda e quarta-feira, com a passagem de uma frente fria associada a uma profunda depressão atlântica. Depois, o início de outubro trará maior acalmia e uma recuperação térmica gradual.</p><h2>Segunda-feira a chuva regressa e temperaturas ficam mais contidas</h2><p>A <strong>segunda-feira, dia 28</strong>, já apresentará características mais outonais, com maior humidade, nebulosidade e períodos de chuva em várias regiões do território continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-na-proxima-semana-chuva-vento-forte-e-descida-das-temperaturas-antes-de-nova-subida-1790425926740.jpg" data-image="xag8u2iczikm" alt="Precipitação" title="Precipitação"><figcaption>A chuva regressará na segunda-feira, podendo ser mais significativa no Sul durante a tarde e estendendo-se posteriormente a outras regiões do território.</figcaption></figure><p>Durante a tarde, a precipitação poderá ser <strong>fraca a moderada e mais significativa no Sul</strong>, abrangendo sobretudo áreas do Alentejo. Com o avançar das horas, a instabilidade deverá estender-se também ao interior das regiões Norte e Centro, embora, em geral, com menor intensidade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-na-proxima-semana-chuva-vento-forte-e-descida-das-temperaturas-antes-de-nova-subida-1790425956058.jpg" data-image="nujba5smwj3m" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>A nebulosidade e a precipitação limitarão as temperaturas em várias regiões, enquanto Lisboa e o Vale do Tejo poderão ainda registar valores próximos dos 30 ºC.</figcaption></figure><p>A presença de nebulosidade e precipitação terá reflexos nas temperaturas. Em <strong>Beja, por exemplo, os valores máximos poderão rondar apenas 21 ºC pelas 15 horas</strong>, precisamente durante a passagem da chuva. Em sentido contrário, Lisboa, Vale do Tejo e algumas áreas do distrito de Santarém poderão aproximar-se dos <strong>30 ºC</strong>, caso fiquem à margem da precipitação mais significativa.</p><h2>Terça-feira (29) aproxima-se uma frente fria bem organizada</h2><p>Na madrugada de <strong>terça-feira, dia 29</strong>, poderão ocorrer períodos de chuva pré-frontal, geralmente fraca, sobretudo em áreas do Centro, como os distritos de Leiria, Coimbra, Guarda e Castelo Branco.</p><p>No entanto, a alteração mais importante chegará posteriormente. Uma <strong>frente fria muito bem organizada</strong>, associada a um profundo sistema depressionário no Atlântico Norte, deverá aproximar-se do território continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-na-proxima-semana-chuva-vento-forte-e-descida-das-temperaturas-antes-de-nova-subida-1790426020599.jpg" data-image="m15l15ovmwfw" alt="Precipitação" title="Precipitação"><figcaption>Uma frente fria bem organizada aproximar-se-á de Portugal na terça-feira, trazendo chuva ao Norte e Centro e avançando pelo território durante a noite e madrugada de quarta-feira.</figcaption></figure><p>O núcleo desta depressão permanecerá <strong>muito longe de Portugal</strong>, deslocando-se em direção às latitudes das Ilhas Britânicas. Ainda assim, a sua extensa circulação depressionária terá influência no nosso país através do sistema frontal que se prolongará para sul sobre o Atlântico.</p><p>A frente deverá atravessar Portugal de oeste para leste, trazendo <strong>chuva mais generalizada e localmente persistente</strong>. De acordo com as atuais projeções, o período mais chuvoso poderá concentrar-se entre o final de terça-feira e as primeiras horas de quarta-feira.</p><div class="texto-destacado">Apesar da grande distância do núcleo da depressão, será uma das frentes associadas a este sistema que ficará responsável pela chuva mais generalizada em Portugal continental.</div><p>O <strong>vento será outro elemento a acompanhar</strong>. A aproximação frontal favorecerá um reforço temporário do vento de sudoeste, especialmente no litoral. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-na-proxima-semana-chuva-vento-forte-e-descida-das-temperaturas-antes-de-nova-subida-1790426104929.jpg" data-image="yqkh3bx890ta" alt="Rajada de vento (km/h)" title="Rajada de vento (km/h)"><figcaption>A passagem da frente será acompanhada por um reforço temporário do vento, com rajadas que poderão superar os 70 km/h no extremo Norte e vento mais intenso ao longo da faixa costeira.</figcaption></figure><p>As rajadas poderão <strong>ultrapassar os 70 km/h no extremo Norte</strong>, sendo também expectável um aumento da intensidade do vento ao longo de grande parte da faixa costeira.</p><p>A mudança do tempo prolongar-se-á pela <strong>quarta-feira, dia 30</strong>. Durante a madrugada e as primeiras horas da manhã, aproximadamente <strong>entre a meia-noite e as 10 horas</strong>, a frente fria bem organizada continuará a atravessar Portugal continental, mantendo períodos de <strong>chuva generalizada e, pontualmente, mais intensa</strong>, à medida que progride de oeste para leste.</p><h2>Quinta-feira traz acalmia, mas a instabilidade não desaparece totalmente</h2><p>Na <strong>quinta-feira, dia 1 de outubro</strong>, prevê-se uma acalmia generalizada da precipitação. O cenário deverá ser bastante menos chuvoso, embora ainda possa persistir alguma instabilidade localizada.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790465" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-uma-batalha-de-massas-de-ar-em-portugal-poeiras-chuva-e-vento-moldam-o-tempo-durante-6-dias.html" title="Aproxima-se uma batalha de massas de ar em Portugal: poeiras, chuva e vento moldam o tempo durante 6 dias">Aproxima-se uma batalha de massas de ar em Portugal: poeiras, chuva e vento moldam o tempo durante 6 dias</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aproxima-se-uma-batalha-de-massas-de-ar-em-portugal-poeiras-chuva-e-vento-moldam-o-tempo-durante-6-dias.html" title="Aproxima-se uma batalha de massas de ar em Portugal: poeiras, chuva e vento moldam o tempo durante 6 dias"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/aproxima-se-uma-batalha-de-massas-de-ar-em-portugal-poeiras-chuva-e-vento-moldam-o-tempo-durante-6-dias-1790349410602_320.jpg" alt="Aproxima-se uma batalha de massas de ar em Portugal: poeiras, chuva e vento moldam o tempo durante 6 dias"></a></article></aside><p>Será, assim, um dia de transição, depois da passagem frontal e da entrada da massa de ar atlântica que marcará o final de setembro.</p><h2>Sexta-feira, temperaturas recuperam, mas poderá voltar a chover</h2><p>Na <strong>sexta-feira, dia 2</strong>, as temperaturas deverão iniciar uma ligeira recuperação, especialmente nas regiões do Sul. Em algumas zonas do interior alentejano, as máximas poderão voltar a aproximar-se dos <strong>30 ºC</strong>, enquanto o litoral e as regiões do Norte continuarão mais frescos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-na-proxima-semana-chuva-vento-forte-e-descida-das-temperaturas-antes-de-nova-subida-1790426815672.jpg" data-image="pxvizdb1x1sy" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Depois do arrefecimento associado à passagem frontal, as temperaturas deverão recuperar na sexta-feira, sobretudo no Sul, onde as máximas poderão voltar a aproximar-se dos 30 ºC.</figcaption></figure><p>Apesar desta recuperação térmica, poderão surgir novamente alguns sinais de instabilidade, com possibilidade de precipitação sobretudo no <strong>interior Centro e nordeste transmontano</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-na-proxima-semana-chuva-vento-forte-e-descida-das-temperaturas-antes-de-nova-subida.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Esqueça os destinos de sempre: estes 10 lugares vão dar que falar em 2027]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esqueca-os-destinos-de-sempre-estes-10-lugares-vao-dar-que-falar-em.html</link><pubDate>Sat, 26 Sep 2026 08:47:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Nem Roma, nem Paris, nem Santorini. No próximo ano, diga adeus à confusão. Se quer viajar sem encontrar multidões, estes 10 destinos são apostas a considerar.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/esqueca-os-destinos-de-sempre-estes-10-lugares-vao-dar-que-falar-em-1790191289558.jpg" data-image="7gm8hmar1tq3" alt="Viajar" title="Viajar"><figcaption>O mundo ainda tem lugares pouco explorados, e estes 10 estão na mira para 2027. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Paris, Roma, Barcelona ou Banguecoque? Se já conhece os destinos que aparecem todos os anos nas listas de viagens, talvez esteja na altura de olhar para o mapa com outros olhos. </p><p>A pensar precisamente nisso, a Intrepid Travel, uma empresa australiana especializada em viagens de aventura e experiências em pequenos grupos, reuniu <strong>dez lugares menos procurados que estão a ganhar condições para receber mais visitantes</strong>. Tudo pensado para que 2027 seja recheado de novas aventuras. </p><div class="texto-destacado">A lista é divulgada desde 2018 e é elaborada pela Intrepid com contributos das suas equipas locais, especialistas em destinos, organismos de turismo e da agência de tendências Globetrender.</div><p>Não, a ideia aqui não é encontrar destinos completamente secretos. Afinal, uma lista publicada na <em>internet</em> tem precisamente o efeito contrário. O objetivo da “Not Hot List” é chamar a atenção para <strong>regiões que continuam fora dos grandes circuitos turísticos</strong>, mas que têm natureza, património, cultura e novas razões para serem descobertas.</p><p>E como é que se chega a esta lista? A seleção é feita tendo em conta três fatores: o número relativamente reduzido de visitantes face a destinos semelhantes, a capacidade existente para receber mais turistas de forma responsável e a existência de novas iniciativas, melhorias de acessibilidade ou acontecimentos que tornam 2027 particularmente interessante para uma visita. </p><p>Pronto para conhecer o top 10 dedestinos menos conhecidos do mundo para fugir ao turismo de massas em 2027?</p><h2>1. Reserva Nacional de Samburu, Quénia</h2><p>A compilação começa em África, mas longe dos circuitos mais concorridos dos safaris quenianos. A <strong>Reserva Nacional de Samburu</strong>, no norte do Quénia, é atravessada pelo rio Ewaso Ng’iro, essencial para a vida selvagem numa paisagem muito mais seca e acidentada do que aquela que muitos associam aos safaris africanos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/esqueca-os-destinos-de-sempre-estes-10-lugares-vao-dar-que-falar-em-1790191570519.jpg" data-image="w5bw05fe42jf" alt="Reserva Nacional de Samburu" title="Reserva Nacional de Samburu"><figcaption>Uma opção diferente para quem procura os tradicionais safaris africanos. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>Além de elefantes, leopardos, leões e girafas, <strong>Samburu é conhecida por espécies menos comuns</strong>, como a zebra-de-Grevy, a girafa reticulada, a avestruz-somali, o órix-beisa e o gerenuk.</p><div class="texto-destacado">Samburu também se distingue pelo envolvimento das comunidades locais na <strong>conservação</strong>. </div><p>Segundo a Intrepid, a reserva recebe apenas uma fração dos visitantes de destinos quenianos mais conhecidos, o que ajuda a explicar a aposta neste território como alternativa aos safaris mais concorridos.</p><h2>2. Mestia, Geórgia</h2><p>Nas montanhas do Cáucaso, <strong>Mestia parece pertencer a outro capítulo da Europa</strong>. A localidade situa-se na região histórica de Svaneti e é uma das principais pontas de partida para quem quer conhecer esta zona montanhosa da Geórgia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="767370" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-pais-inventou-o-vinho-ha-milhares-de-anos-mas-continua-fora-do-radar-turistico.html" title="Este país inventou o vinho há milhares de anos, mas continua fora do radar turístico">Este país inventou o vinho há milhares de anos, mas continua fora do radar turístico</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/este-pais-inventou-o-vinho-ha-milhares-de-anos-mas-continua-fora-do-radar-turistico.html" title="Este país inventou o vinho há milhares de anos, mas continua fora do radar turístico"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/este-pais-inventou-o-vinho-ha-milhares-de-anos-mas-continua-fora-do-radar-turistico-1778004634141_320.jpg" alt="Este país inventou o vinho há milhares de anos, mas continua fora do radar turístico"></a></article></aside><p>Aliás, Mestia está mesmo a ser apresentada para 2027 como uma porta de entrada para atividades ao longo de todo o ano, incluindo <em>trekking</em>, neve e outras experiências de natureza. Ainda assim, o acesso continua a exigir alguma paciência: a estrada que liga Zugdidi a Mestia percorre cerca de 136 quilómetros pelo vale do Enguri e, no inverno, as condições meteorológicas podem alterar os tempos de viagem.</p><h2>3. Terras Altas do Norte, Jordânia</h2><p>A Jordânia é muito mais do que Petra e Wadi Rum. Nas <strong>Terras Altas do Norte</strong>, sobretudo na região de Ajloun, o cenário muda para colinas verdes, florestas, aldeias e olivais. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/esqueca-os-destinos-de-sempre-estes-10-lugares-vao-dar-que-falar-em-1790194223166.jpg" data-image="4n6cmtn4ehep" alt="Ajloun" title="Ajloun"><figcaption>É também aqui que se encontra o Castelo de Ajloun, uma fortificação medieval construída no século XII. Foto: Wikimedia // Freedom's Falcon</figcaption></figure><p>A região tem vários percursos pedestres e permite dar a conhecer uma faceta mais rural do país, longe dos circuitos turísticos mais conhecidos. Para 2027, a Intrepid Travel está a apostar numa nova viagem que inclui esta zona.</p><h2>4. Whitehorse, Yukon, Canadá</h2><p>Montanhas, rios, florestas e enormes espaços naturais fazem de<strong> Whitehorse uma escolha para quem prefere natureza em vez de cidades cheias de turistas</strong>. A capital do território canadiano de Yukon é também um dos locais procurados para observar a aurora boreal, sobretudo entre o final do verão e o início da primavera.</p><p>A cidade funciona como ponto de partida para explorar a região e tem vindo a desenvolver novas experiências ligadas à cultura local, vida selvagem e aventura.</p><h2>5. Alónissos, Grécia</h2><p>Esqueça, por agora, Santorini e Mykonos. <strong>Alónissos, nas Espórades do Norte</strong>, aposta num ritmo bem diferente, com praias, florestas, pequenas povoações e vários percursos pedestres.</p><div class="texto-destacado">Entre mergulhos e caminhadas, é uma das propostas para quem quer conhecer a Grécia sem enfrentar as multidões das ilhas mais famosas.</div><p>A ilha faz parte do Parque Nacional Marinho de Alónissos e das Espórades do Norte, uma área protegida onde vive a foca-monge do Mediterrâneo.</p><h2>6. Díli, Timor-Leste</h2><p>Praias tropicais, montanhas e uma história marcada pela presença portuguesa, pela ocupação indonésia e pela independência de Timor-Leste fazem de <strong>Díli um destino bastante diferente dos grandes clássicos do Sudeste Asiático</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="782550" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-florestas-secretas-de-taiwan-guardam-alguns-dos-maiores-gigantes-da-asia.html" title="As florestas secretas de Taiwan guardam alguns dos maiores gigantes da Ásia">As florestas secretas de Taiwan guardam alguns dos maiores gigantes da Ásia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-florestas-secretas-de-taiwan-guardam-alguns-dos-maiores-gigantes-da-asia.html" title="As florestas secretas de Taiwan guardam alguns dos maiores gigantes da Ásia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/as-florestas-secretas-de-taiwan-guardam-alguns-dos-maiores-gigantes-da-asia-1786142274067_320.jpg" alt="As florestas secretas de Taiwan guardam alguns dos maiores gigantes da Ásia"></a></article></aside><p>A melhoria das ligações aéreas é uma das razões que colocam a capital timorense no radar para 2027. Sim, porque, em 2026, a Aero Dili começou a operar uma ligação direta entre Díli e Darwin, na Austrália, facilitando o acesso ao país.</p><h2>7. Pekoe Trail, Sri Lanka</h2><p>Em vez de atravessar o Sri Lanka apenas de carro ou comboio, há outra possibilidade: <strong>percorrê-lo a pé</strong>. O Pekoe Trail estende-se por cerca de 300 quilómetros, divididos em 22 etapas, pelas montanhas centrais do país.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/esqueca-os-destinos-de-sempre-estes-10-lugares-vao-dar-que-falar-em-1790194416687.jpg" data-image="8u1rdrcvmwl3" alt="Sri Lanka" title="Sri Lanka"><figcaption>Outra sugestão. Foto: Unsplash</figcaption></figure><p>O caminho passa por antigas plantações de chá, florestas, aldeias e pequenas localidades, permitindo conhecer uma zona rural que fica muitas vezes fora dos itinerários tradicionais. Para 2027, a Intrepid Travel acrescentou uma nova viagem dedicada a este percurso.</p><h2>8. Liepāja, Letónia</h2><p>Na costa do Báltico,<strong> Liepāja</strong> prepara-se para ter um ano especialmente movimentado. Em 2027, a cidade será uma das <strong>duas Capitais Europeias da Cultura</strong>, juntamente com Évora, com centenas de eventos previstos ao longo do ano.</p><div class="texto-destacado">Fora da programação cultural, há uma longa praia e o antigo bairro militar de Karosta, uma das zonas mais curiosas da cidade. </div><p>Entre os locais a visitar está uma antiga prisão militar que funcionou até 1997 e que hoje pode ser conhecida pelos visitantes.</p><h2>9. Carretera Austral, Chile</h2><p>A <strong>Carretera Austral</strong> não é propriamente um destino onde se chega e fica tudo feito. A Ruta 7 atravessa mais de 1200 quilómetros da Patagónia chilena, ligando pequenas localidades e passando por montanhas, florestas, rios, lagos, glaciares e áreas protegidas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="748655" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/com-os-cientistas-portugueses-o-observatorio-europeu-no-chile-ganhou-superpoderes.html" title="Com os cientistas portugueses, o Observatório Europeu no Chile ganhou superpoderes">Com os cientistas portugueses, o Observatório Europeu no Chile ganhou superpoderes</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/com-os-cientistas-portugueses-o-observatorio-europeu-no-chile-ganhou-superpoderes.html" title="Com os cientistas portugueses, o Observatório Europeu no Chile ganhou superpoderes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/com-os-cientistas-portugueses-o-observatorio-europeu-no-chile-ganhou-superpoderes-1768226541149_320.jpg" alt="Com os cientistas portugueses, o Observatório Europeu no Chile ganhou superpoderes"></a></article></aside><p>É uma viagem pensada para quem gosta de estrada, natureza e alguma aventura. O percurso exige tempo e planeamento, mas permite conhecer uma das zonas mais remotas e selvagens do Chile.</p><h2>10. Dalsland, Suécia</h2><p>A fechar a relação está<strong> Dalsland</strong>, no oeste da Suécia, uma região de florestas, lagos e pequenas localidades. Aqui, o grande atrativo é precisamente a natureza. </p><div class="texto-destacado">Conte com percursos para caminhadas e ciclismo, além de vários canais e lagos que podem ser explorados de canoa.</div><p>Entre as novidades está a Lelångenleden, uma rota de bicicleta com cerca de 180 quilómetros que acompanha, em parte, o percurso de uma antiga linha ferroviária. É uma proposta para quem prefere trocar os pontos turísticos mais concorridos por dias passados ao ar livre.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Intrepid" data-year="2026" data-title="2027%20Not%20Hot%20List" data-url="https%3A%2F%2Fwww.intrepidtravel.com%2Feu%2Fnot-hot-list">Intrepid. (2026). <a href="https://www.intrepidtravel.com/eu/not-hot-list" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">2027 Not Hot List</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/esqueca-os-destinos-de-sempre-estes-10-lugares-vao-dar-que-falar-em.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Notícia animadora: esforços e colaboração ambiental a nível global mantêm camada de ozono em rota de recuperação!]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/noticia-animadora-esforcos-e-colaboracao-ambiental-a-nivel-global-mantem-camada-de-ozono-em-rota-de-recuperacao.html</link><pubDate>Sat, 26 Sep 2026 07:29:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A camada de ozono é uma camada gasosa composta pelo gás ozono (O<sub>3</sub>), localizada na estratosfera entre 15 e 35 km de altitude e funciona como um escudo protetor da Terra, que nos protege contra os raios ultravioleta nocivos do sol.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/noticia-animadora-que-resulta-de-esforcos-e-colaboracao-ambiental-a-nivel-global-1790205390019.jpg" data-image="xklankjn43a4" alt="Camada de ozono" title="Camada de ozono"><figcaption>A camada de ozono protege-nos da radiação UV prejudicial ao ser humano.</figcaption></figure><p>No entanto, desde a década de 1970 começou-se a verificar um lento e constante declínio no volume total de ozono, rarefação da camada de ozono, que era maior por cima da Antártida, a que se chamou Buraco do Ozono. Mas a situação tem vindo a alterar-se. </p><h2>Notícia animadora</h2><p>A Organização Meteorológica Mundial, OMM, coordena uma rede global de observações terrestres da camada de ozono operadas pelos Serviços Meteorológicos e Hidrológicos Nacionais e outros parceiros. </p><p>Estas observações são fornecidas principalmente por espectrofotómetros, <strong>que medem a coluna total de ozono, ou a espessura da camada de ozono, e por sondagens de ozono, que recolhem informação sobre a distribuição vertical do ozono na atmosfera.</strong></p><p>O sistema de observação terrestre é complementado por medições de satélite, que ajudam a alargar a cobertura a regiões com poucos dados.</p><p>No seu Boletim sobre UV e Ozono, publicado anualmente, a OMM fornece atualizações sobre o estado da camada de ozono, o buraco na camada de ozono da Antártida e os desenvolvimentos científicos relacionados.</p><div class="texto-destacado">No último Boletim, divulgado no Dia Mundial do Ozono, 16 de setembro, a OMM informa que em 2025, o buraco na camada de ozono da Antártida foi um dos mais pequenos das últimas décadas.</div><p>O buraco na camada de ozono do ano passado situou-se entre o quarto e o quinto mais pequeno desde 1992, ano em que foram observados padrões de depleção severa.</p><div class="texto-destacado">O ano de 2025 foi o segundo ano consecutivo em que o buraco na camada de ozono apresentou uma profundidade e extensão significativamente abaixo da média de 1990-2010.</div><p>O tamanho do buraco na camada de ozono da Antártida varia de ano para ano porque as condições atmosféricas influenciam a quantidade de ozono que desaparece após o inverno austral. </p><p>No entanto, além disso, <strong>o processo de decomposição da camada de ozono na atmosfera, a partir da década de 1970, foi causado pela ação do homem, com a emissão de gases</strong> clorofluorcarbonetos (CFCs), usados em sprays, que degradaram a camada de ozono durante muitos anos, provocando a sua decomposição.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/noticia-animadora-que-resulta-de-esforcos-e-colaboracao-ambiental-a-nivel-global-1790206677624.jpg" data-image="mb47vokhftmt" alt="Clorofluorcarbonetos" title="Clorofluorcarbonetos"><figcaption>A emissão de gases clorofluorcarbonetos são prejudiciais à camada de ozono </figcaption></figure><p>Ao abrigo do Protocolo de Montreal, acordo internacional histórico para a eliminação gradual das substâncias químicas que destroem a camada de ozono e que entrou em vigor em 1992, <strong>têm sido desenvolvidos esforços conjuntos a nível internacional que têm dado frutos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765617" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mit-descobre-substancia-quimica-chave-que-pode-atrasar-a-recuperacao-da-camada-de-ozonio-em-7-anos.html" title="MIT descobre substância química chave que pode atrasar a recuperação da camada de ozono em 7 anos">MIT descobre substância química chave que pode atrasar a recuperação da camada de ozono em 7 anos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/mit-descobre-substancia-quimica-chave-que-pode-atrasar-a-recuperacao-da-camada-de-ozonio-em-7-anos.html" title="MIT descobre substância química chave que pode atrasar a recuperação da camada de ozono em 7 anos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mit-descobre-substancia-quimica-chave-que-pode-atrasar-a-recuperacao-da-camada-de-ozonio-em-7-anos-1777112025636_320.jpg" alt="MIT descobre substância química chave que pode atrasar a recuperação da camada de ozono em 7 anos"></a></article></aside><p>Além deste Protocolo, é de referir a Emenda de Kigali de 2016. A emenda prevê uma redução gradual dos hidrofluorocarbonetos (HFCs), utilizados em tecnologias de refrigeração e outros equipamentos. Estes gases não danificam a camada de ozono, mas alguns retêm milhares de vezes mais calor do que o dióxido de carbono, fazendo da sua redução uma parte importante dos esforços para limitar o aquecimento global.</p><p>A notícia animadora do último Boletim da OMM <strong>confirma que a camada de ozono continua em rota de recuperação a longo prazo</strong>.</p><div class="texto-destacado">De acordo com a OMM, com a recuperação da camada de ozono, em curso desde 2000, e a recuperação completa da camada de ozono, prevista dentro de algumas décadas, pode descrever-se o progresso que se tem verificado como um caso de sucesso ambiental. </div><p>Um buraco mais pequeno na camada de ozono é uma notícia bem-vinda, embora os cientistas necessitem de décadas de medições para separar os efeitos das alterações nos padrões climáticos, da recuperação impulsionada pela queda dos níveis de substâncias químicas que destroem a camada de ozono.</p><h2>Uma camada de ozono em recuperação não elimina os riscos da radiação UV</h2><p>Atendendo que a camada do ozono absorve cerca de 90% da radiação ultravioleta (UV) nociva emitida pelo sol, a sua recuperação é importante para a saúde humana, embora a quantidade de radiação UV que atinge as pessoas dependa também da cobertura de nuvens e da duração da insolação.</p><p>As medições citadas no boletim da OMM mostram que a radiação UV aumentou até 20% em algumas partes da Europa desde meados da década de 1990, impulsionada principalmente <strong>pela menor quantidade de nuvens e pela maior duração da insolação</strong>. </p><p>Uma maior exposição aumenta o risco de cancro de pele e outras doenças relacionadas com os raios UV, dando às autoridades de saúde pública uma razão para manter a proteção contra os raios UV firmemente na agenda, mesmo enquanto a camada de ozono recupera.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/noticia-animadora-que-resulta-de-esforcos-e-colaboracao-ambiental-a-nivel-global-1790206219242.jpg" data-image="8fmjyp9jft85" alt="Cancro da pele" title="Cancro da pele"><figcaption>Os raios UV são nocivos para as pessoas </figcaption></figure><p>O progresso contínuo depende do conhecimento sobre o que está a ser libertado para a atmosfera, principalmente após emissões inesperadas de substâncias controladas terem exposto lacunas que requerem atenção regulamentar.</p><div class="texto-destacado">Nas últimas quatro décadas, as medições atmosféricas demonstraram reduções significativas nas concentrações de substâncias controladas que destroem a camada de ozono.</div><p>É por isso que <strong>a monitorização atmosférica continua a ser essencial</strong> para apoiar ações regulamentares direcionadas por parte das autoridades nacionais. </p><p>O número de estações ativas que utilizam instrumentos tradicionais de monitorização do ozono desceu de cerca de 130 no início da década de 2000 para cerca de 110, com os encerramentos a afetarem frequentemente locais onde as medições já são escassas. </p><p>Os instrumentos mais modernos expandiram-se rapidamente, mas o seu foco, na qualidade do ar, deixa uma necessidade contínua de observações dedicadas à camada de ozono que protege a vida abaixo dela.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/noticia-animadora-esforcos-e-colaboracao-ambiental-a-nivel-global-mantem-camada-de-ozono-em-rota-de-recuperacao.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item></channel></rss>