<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Mon, 05 Oct 2026 16:10:13 +0000</lastBuildDate><pubDate>Mon, 05 Oct 2026 16:10:13 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Há 3 distritos sob aviso laranja de trovoada nas próximas horas: IPMA avisa sobre potenciais fenómenos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ha-3-distritos-sob-aviso-laranja-de-trovoada-nas-proximas-horas-ipma-avisa-sobre-potenciais-fenomenos.html</link><pubDate>Mon, 05 Oct 2026 15:13:06 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>De acordo com a mais recente atualização do IPMA, estão três distritos sob aviso laranja devido ao risco de trovoada, chuva forte, queda de granizo e vento. Consulte aqui a previsão!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbiftlq"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbiftlq.jpg" id="xbiftlq"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como referimos em previsões anteriores, o IPMA lançou uma série de avisos meteorológicos devido à previsão de <strong>tempo adverso, esperado para as próximas horas</strong>. Neste momento, de 10 distritos sob aviso de trovoada, três deles encontram-se sob aviso laranja, dos quais: Guarda, Castelo Branco e Santarém.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Este aviso entrou em vigor às 12h e deverá manter-se até às 21h em Castelo Branco e Santarém e até à meia-noite na Guarda. De acordo com a informação disponibilizada no site do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, este aviso alerta para: "<em>Condições favoráveis para ocorrência de fenómenos meteorológicos localizados, como: <strong>trovoada; precipitação localmente forte</strong>, com acumulação entre 10 a 20 mm em 1 h; <strong>granizo</strong> com diâmetro inferior a 2 cm; <strong>rajadas</strong> entre 70 e 90 km/h.</em>"</p><h2>O que mostram os mapas da Meteored?</h2><p>Segundo a mais recente saída dos nossos mapas, é possível verificar uma <strong>probabilidade crescente de ocorrência de precipitação</strong> nas próximas horas, especialmente entre os distritos da Guarda e de Castelo Branco, como podemos observar no mapa abaixo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ha-3-distritos-sob-aviso-laranja-de-trovoada-nas-proximas-horas-ipma-avisa-sobre-potenciais-fenomenos-1791211126048.jpg" data-image="6xn9khl0znvc" alt="probabilidade de chuva" title="probabilidade de chuva"><figcaption>A probabilidade de chuva nas próximas horas vai aumentar no interior do país. Esta poderá ser acompanhada de trovoada e vento.</figcaption></figure><p>Além da probabilidade de precipitação<strong> localmente intensa</strong> num curto espaço de tempo ser elevada, <strong>acrescem outros fatores</strong> como a possibilidade de trovoada, granizo e aumento da velocidade de rajada. Este conjunto de fenómenos poderá assumir maior relevância nos distritos supracitados. Caso a atual previsão se verifique, estes fenómenos poderão manter-se até ao final do dia de hoje, com provável <strong>perda de intensidade até às últimas horas do dia</strong>.</p><p>Esta instabilidade deve-se à <strong>influência de uma gota fria </strong>que poderá começar a perder força também nas últimas horas do dia, com a consequente diminuição da precipitação e da atividade convectiva, o que deverá traduzir-se num impacto menos expressivo em Portugal Continental, embora ainda seja esperada a ocorrência de chuva fraca a moderada nas horas seguintes, já na madrugada de terça-feira.</p><h2>Nos próximos dias dar-se-á uma melhoria generalizada do estado de tempo</h2><p>"Depois da tempestade, vem a bonança". Ainda que a semana tenha arrancado com vários avisos de Norte a Sul, estes deverão ser levantados, no máximo, até à próxima meia-noite. Tal como referimos acima, <strong>o dia de amanhã e uma parte do dia de quarta-feira ainda poderão trazer alguma chuva</strong>, no entanto, o período mais crítico deverá verificar-se ainda hoje.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791966" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-risco-de-trovoada-leva-ipma-a-emitir-avisos-meteorologicos-em-10-distritos.html" title="Tempo em Portugal esta semana: risco de trovoada leva IPMA a emitir avisos meteorológicos em 10 distritos">Tempo em Portugal esta semana: risco de trovoada leva IPMA a emitir avisos meteorológicos em 10 distritos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-risco-de-trovoada-leva-ipma-a-emitir-avisos-meteorologicos-em-10-distritos.html" title="Tempo em Portugal esta semana: risco de trovoada leva IPMA a emitir avisos meteorológicos em 10 distritos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-esta-semana-risco-de-trovoada-leva-ipma-a-emitir-avisos-meteorologicos-em-10-distritos-1791202315962_320.jpeg" alt="Tempo em Portugal esta semana: risco de trovoada leva IPMA a emitir avisos meteorológicos em 10 distritos"></a></article></aside><p>Desta forma, e tendo em conta a <strong>previsão de dissipação da maior parte da precipitação ao final da tarde de quarta-feira</strong>, espera-se que a segunda metade desta semana seja progressivamente mais estável, à medida que a influência do anticiclone dos Açores se faça sentir. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ha-3-distritos-sob-aviso-laranja-de-trovoada-nas-proximas-horas-ipma-avisa-sobre-potenciais-fenomenos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Portugal pode guardar energia nas rochas profundas com armazenamento de ar comprimido]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/portugal-pode-guardar-energia-nas-rochas-profundas-com-armazenamento-de-ar-comprimido.html</link><pubDate>Mon, 05 Oct 2026 14:15:39 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Investigadores identificam formações geológicas capazes de reter excedentes renováveis e devolvê-los à rede durante períodos de menor produção.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-pode-guardar-energia-nas-rochas-profundas-com-armazenamento-de-ar-comprimido-1791199882056.jpg" data-image="ilc2xctcpeyo" alt="parque eólico" title="parque eólico"><figcaption>A expansão das energias renováveis também aumenta a necessidade de armazenar eletricidade nos períodos de menor produção. Foto: Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Sob os nossos pés, há uma espécie de <strong>armazém </strong>que pode vir a guardar uma das matérias-primas mais importantes da <strong>transição energética</strong>. Não é uma gruta nem uma caverna subterrânea.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg><p><strong><em>São rochas porosas profundas cujos espaços entre os grãos armazenam ar comprimido até ser necessário produzir eletricidade.</em></strong></p><svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>É esta possibilidade que surge no estudo de investigadores da NOVA FCT e do Instituto Dom Luiz, da Universidade de Lisboa. Os autores avaliaram o potencial do <strong>armazenamento subterrâneo de ar comprimido em meios porosos</strong> e, num cenário teórico otimizado, chegaram a uma capacidade de 1 terawatt-hora (1 TWh) num único reservatório.</p><p>Um terawatt-hora corresponde a mil milhões de quilowatt-hora. O valor calculado aproxima-se do <strong>consumo de algumas cidades médias portuguesas</strong>, embora se trate de um máximo teórico obtido numa simulação e não de uma capacidade já disponível no terreno.</p><h2>Uma bateria feita de ar e rocha</h2><p>Nos períodos em que <strong>vento</strong>, <strong>sol</strong> ou <strong>água</strong> produzem mais eletricidade do que a rede precisa, essa energia pode ser usada para comprimir ar atmosférico. O ar é depois injetado num reservatório geológico profundo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-pode-guardar-energia-nas-rochas-profundas-com-armazenamento-de-ar-comprimido-1791200404190.jpg" data-image="0eu005tfeoib" alt="Esquema" title="Esquema"><figcaption>Esquema de uma formação geológica para armazenamento de energia com ar comprimido. A imagem destaca os principais desafios técnicos e geológicos do processo. Imagem: Ricardo Pereira, Geoenergy, 2026</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Os <strong>espaços entre os grãos da rocha</strong>, geralmente preenchidos por água salgada imprópria para consumo, <strong>passam a conter ar</strong>. Quando é preciso produzir eletricidade, o ar é libertado para acionar turbinas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Esta solução armazena energia durante dias ou mais tempo e, ao contrário das que usam hidrogénio ou dióxido de carbono, recorre apenas ao ar.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>O estudo, publicado na revista científica Geoenergy, destaca a<strong> profundidade </strong>como uma variável decisiva. Quanto mais fundo está o reservatório, maiores são as alterações de <strong>pressão</strong> e <strong>temperatura</strong>, que determinam a quantidade de energia armazenável.</p><h2>Três quilómetros abaixo da superfície</h2><p>Foi a uma profundidade máxima de <strong>três mil metros</strong> que os investigadores encontraram, na simulação, o <strong>cenário mais favorável</strong>. Num sistema adiabático e isobárico, calcularam uma densidade energética de até 156 kWh por metro cúbico e uma capacidade total de 1 TWh.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="784339" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-gigantes-de-betao-voltam-a-guardar-o-futuro-dos-cereais-a-energia-renovavel.html" title="Os gigantes de betão voltam a guardar o futuro: dos cereais à energia renovável">Os gigantes de betão voltam a guardar o futuro: dos cereais à energia renovável</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-gigantes-de-betao-voltam-a-guardar-o-futuro-dos-cereais-a-energia-renovavel.html" title="Os gigantes de betão voltam a guardar o futuro: dos cereais à energia renovável"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/os-gigantes-de-betao-voltam-a-guardar-o-futuro-dos-cereais-a-energia-renovavel-1787059442779_320.jpg" alt="Os gigantes de betão voltam a guardar o futuro: dos cereais à energia renovável"></a></article></aside><p>O estudo representa, segundo os autores, a primeira avaliação que cruza de forma sistemática os <strong>controlos geológicos e termodinâmicos</strong> associados à profundidade para estimar esta capacidade. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A conclusão ajuda a perceber por que nem toda a rocha porosa serve. É necessário encontrar a formação certa, com volume suficiente e condições adequadas para reter o ar e permitir a sua recuperação com segurança.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Em Portugal, os primeiros estudos apontam a <strong>Bacia Lusitânica</strong>, entre<strong> Lisboa </strong>e <strong>Aveiro</strong>, como uma zona a explorar. É uma área com formações geológicas relevantes e próxima de centros de consumo e de produção eólica, solar e hídrica. Mas identificar locais promissores é apenas o princípio.</p><h2>A bateria ainda está no papel</h2><p>Entre a simulação e uma instalação real, há uma longa sequência de etapas. São necessários <strong>estudos geológicos</strong>, <strong>sondagens</strong>, um projeto-piloto e vários <strong>testes</strong> antes de uma operação comercial. Os investigadores estimam que esse caminho possa implicar cinco a dez anos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-pode-guardar-energia-nas-rochas-profundas-com-armazenamento-de-ar-comprimido-1791201119185.jpg" data-image="mo0ipyal1s1u" alt="Investigador Ricardo Pereira" title="Investigador Ricardo Pereira"><figcaption>Ricardo Pereira, investigador da GeoBioTec, da NOVA FCT, é o autor principal do estudo. Foto: João Lima/NOVA FCT</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>E falta, ainda, um <strong>enquadramento regulamentar específico</strong> para implementar este tipo de armazenamento subterrâneo. São alguns obstáculos que podem travar o avanço dos projetos, principalmente nas fases de investigação e de caracterização das formações geológicas. Segundo os autores, estas questões precisam de ser resolvidas para que empresas e investidores possam avançar.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O interesse, porém, ultrapassa as fronteiras de Portugal. China e Alemanha estão entre os países que estudam e desenvolvem soluções de armazenamento de ar comprimido.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A ideia deixa, assim, de parecer apenas uma curiosidade geológica. Num sistema elétrico cada vez mais dependente de fontes renováveis, ter energia guardada durante longos períodos pode ser tão importante quanto produzir mais. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="NOVA%20FCT" data-year="" data-title="Portuguese%20research%20shows%20deep%20geological%20formations%20can%20store%20renewable%20energy%20capable%20of%20powering%20a%20city" data-url="https%3A%2F%2Fwww.fct.unl.pt%2Fen%2Fnews%2F2026%2F08%2Fportuguese-research-shows-deep-geological-formations-can-store-renewable-energy-capable-powering-cit">NOVA FCT. <a href="https://www.fct.unl.pt/en/news/2026/08/portuguese-research-shows-deep-geological-formations-can-store-renewable-energy-capable-powering-cit" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Portuguese research shows deep geological formations can store renewable energy capable of powering a city</a>.</cite><br><cite data-author="Ricardo%20Pereira%2C%20Jo%C3%A3o%20Silva%20%26%20Jorge%20Maia%20Alves" data-year="" data-title="Impact%20of%20depth-dependent%20geological%20controls%20for%20assessing%20energy%20capacity%20of%20subsurface%20compressed%20air%20energy%20storage%20in%20porous%20media.%20Geoenergy%20Science%20and%20Engineering" data-url="https%3A%2F%2Fwww.lyellcollection.org%2Fdoi%2Fabs%2F10.1144%2Fgeoenergy2025-058">Ricardo Pereira, João Silva & Jorge Maia Alves. <a href="https://www.lyellcollection.org/doi/abs/10.1144/geoenergy2025-058" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Impact of depth-dependent geological controls for assessing energy capacity of subsurface compressed air energy storage in porous media. Geoenergy Science and Engineering</a>.</cite><br><cite data-author="Ricardo%20Pereira" data-year="" data-title="Geological%20controls%20for%20compressed%20air%20energy%20storage%20in%20porous%20media.%20Geoenergy%20Science%20and%20Engineering" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedirect.com%2Fscience%2Farticle%2Fpii%2FS2949891026001855">Ricardo Pereira. <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2949891026001855" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Geological controls for compressed air energy storage in porous media. Geoenergy Science and Engineering</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/portugal-pode-guardar-energia-nas-rochas-profundas-com-armazenamento-de-ar-comprimido.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tempo em Portugal esta semana: risco de trovoada leva IPMA a emitir avisos meteorológicos em 10 distritos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-risco-de-trovoada-leva-ipma-a-emitir-avisos-meteorologicos-em-10-distritos.html</link><pubDate>Mon, 05 Oct 2026 12:25:21 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Chuva e trovoada deverão afetar vários distritos de Norte a Sul do país, entre hoje e amanhã, sendo que hoje o risco poderá ser mais elevado, de acordo com o IPMA.</p><figure id="first-video" class="video youtube-short"><img src="https://img.youtube.com/vi/4eQ-8FiKs5s/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=4eQ-8FiKs5s" id="4eQ-8FiKs5s"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Esta semana arranca com possibilidade de chuva e trovoada, devido a uma gota fria, tendo levado o IPMA a atualizar os seus avisos, elevando<strong> sete distritos a aviso amarelo</strong> de trovoada (Vila Real, Bragança, Aveiro, Viseu, Coimbra, Portalegre e Évora) <strong>e três a aviso laranja</strong> (Guarda, Castelo Branco e Santarém) para o mesmo fator. </p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p><strong>Estes avisos</strong>, que estão em vigor desde as 12h de hoje, <strong>deverão manter-se, no máximo, até à meia-noite de amanhã</strong>, dia 6, nos distritos de Vila Real, Bragança, Guarda, Aveiro e Viseu. Nos restantes, é esperado que o aviso perdure até às 21h de hoje.</p><h2>Chuva poderá ser mais expressiva no interior do país</h2><p>Ainda que a chuva possa chegar a vários pontos do litoral Norte e Centro, é <strong>expectável que os episódios de chuva mais forte aconteçam no interior do país</strong>, especialmente na região Centro, tal como tem acontecido nos últimos dias. Os nossos mapas indicam <strong>focos de precipitação intensa nos distritos de Évora e Castelo Branco nas próximas horas</strong>, onde esta poderá ocorrer entre 10 a 15 mm por hora.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tempo-em-portugal-esta-semana-risco-de-trovoada-leva-ipma-a-emitir-avisos-meteorologicos-em-10-distritos-1791201977159.jpg" data-image="h5ekmnm6p2vv" alt="densidade de raios" title="densidade de raios"><figcaption>Entre hoje e amanhã poderão aparecer núcleos convectivos que deverão dar origem a trovoadas. No entanto, espera-se que o dia mais crítico seja hoje, dia 5 de outubro.</figcaption></figure><p>Quanto à<strong> trovoada</strong>, tal como podemos observar no mapa acima, <strong>e</strong><strong>sta deverá ser mais abrangente na Região Centro</strong>, podendo ainda contar com períodos mais expressivos nos distritos de Évora, Coimbra e Castelo Branco, segundo a mais recente atualização do ECMWF. Para amanhã espera-se que esta possa ocorrer, ainda que com uma probabilidade menor e com menos intensidade, em vários pontos do Norte e Centro.</p><h2>Melhoria esperada a partir do final do dia de quarta-feira</h2><p>Como referimos acima, esta instabilidade poderá manter-se até amanhã, devendo denotar-se uma <strong>melhoria gradual do estado de tempo a partir de quarta-feira</strong>. Ainda assim, para esse dia, espera-se a ocorrência de chuva fraca a moderada nas regiões Norte e Centro, devendo <strong>dissipar-se até ao final do dia</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791806" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-sobre-o-feriado-5-de-outubro-ha-6-distritos-onde-a-probabilidade-de-chuva-trovoadas-e-granizo-e-maior.html" title="Alfredo Graça sobre o feriado 5 de outubro: 'há 6 distritos onde a probabilidade de chuva, trovoadas e granizo é maior'">Alfredo Graça sobre o feriado 5 de outubro: "há 6 distritos onde a probabilidade de chuva, trovoadas e granizo é maior"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-sobre-o-feriado-5-de-outubro-ha-6-distritos-onde-a-probabilidade-de-chuva-trovoadas-e-granizo-e-maior.html" title="Alfredo Graça sobre o feriado 5 de outubro: 'há 6 distritos onde a probabilidade de chuva, trovoadas e granizo é maior'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-sobre-o-feriado-5-de-outubro-ha-6-distritos-onde-a-probabilidade-de-chuva-trovoada-e-granizo-e-maior-1791119506481_320.png" alt="Alfredo Graça sobre o feriado 5 de outubro: 'há 6 distritos onde a probabilidade de chuva, trovoadas e granizo é maior'"></a></article></aside><p>Desta forma, até ao fim de semana, esperam-se apenas alguns aguaceiros fracos no Sul do país, nos distritos de Beja e Faro, enquanto o restante território deverá manter-se seco e soalheiro. Com isto, já <strong>no sábado, a chuva deverá manter-se afastada do território continental</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tempo-em-portugal-esta-semana-risco-de-trovoada-leva-ipma-a-emitir-avisos-meteorologicos-em-10-distritos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Como a erupção de Pompeia e o relato de Plínio refiniram a precisão do tempo geológico]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-a-erupcao-de-pompeia-e-o-relato-de-plinio-refiniram-a-precisao-do-tempo-geologico.html</link><pubDate>Mon, 05 Oct 2026 07:35:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O legado do Vesúvio, a erupção histórica que calibrou o relógio da Terra. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-a-erupcao-de-pompeia-e-o-relato-de-plinio-refiniram-a-precisao-do-tempo-geologico-1790777306978.png" data-image="kb8t77ypesyz"></figure><p>A precisão na datação de erupções vulcânicas pré-históricas é crucial para compreender a evolução da Terra, calibrar a escala de tempo geológico e correlacionar ciclos climáticos e extinções em massa. </p><div class="texto-destacado">Hoje, dezenas de milhões de pessoas habitam junto a vulcões ativos como os da região de Nápoles. </div><p><strong>Para avaliar riscos vulcânicos e prever futuras erupções, é fundamental estabelecer intervalos de recorrência fiáveis</strong> através da datação precisa de eventos recentes.</p><h2>Desafios do método em eventos recentes </h2><p> O método do árgon40/árgon39 é essencial em geocronologia, mas perde precisão relativa em amostras geológicas jovens. Análises prévias em lavas recentes apresentavam margens de erro superiores a 22%. </p><p>No caso do Vesúvio de 79 d.C., medições anteriores por árgon40/árgon39, radiocarbono e urânio-tório/hélio confirmavam a data histórica, <strong>mas com incertezas de cerca de 100 anos (~5%). </strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-a-erupcao-de-pompeia-e-o-relato-de-plinio-refiniram-a-precisao-do-tempo-geologico-1790777515356.png" data-image="mad26843ihe5"></figure><p>Além disso, vestígios em testemunhos de gelo da Gronelândia <strong>mantinham a dúvida sobre se pertenciam ao Vesúvio ou a erupções contemporâneas nos Açores</strong>.</p><h2>Inovação tecnológica e confirmação histórica </h2><p>Para ultrapassar este obstáculo, os investigadores <strong>extraíram cristais puros de sanidina de pedra-pomes colhida em Oplontis</strong>, perto de Pompeia. Combinando aquecimento incremental por laser, espectrometria de massa de múltiplos detetores com amplificadores ATONA e irradiação otimizada por neutrões, obtiveram uma idade de 1938 ± 13 anos (relativa a 2025), correspondente ao ano de 87 ± 13 d.C.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-a-erupcao-de-pompeia-e-o-relato-de-plinio-refiniram-a-precisao-do-tempo-geologico-1790777794306.png" data-image="7ihkvhc52m6o"></figure><p>Este valor é estatisticamente indistinguível de 79 d.C., <strong>atingindo uma precisão inédita de 0,7% e uma exatidão de 0,4%</strong>. O estudo reavaliou também as fontes romanas de Plínio e Cássio Dio, <strong>confirmando a data de 24 de agosto de 79 d.C. e desmontando hipóteses de uma erupção no outono baseadas em moedas e artefactos mal interpretados</strong>.</p><h2> Um "relógio" afinado para o futuro </h2><p>Como os historiadores já sabiam exatamente o ano em que o Vesúvio entrou em erupção, os cientistas <strong>puderam usar as cinzas deste vulcão como um teste perfeito para afinar os seus próprios instrumentos de medição.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/como-a-erupcao-de-pompeia-e-o-relato-de-plinio-refiniram-a-precisao-do-tempo-geologico-1790777863060.png" data-image="zsww0aci6mqz"></figure><p>Na prática, eles observaram o processo natural em que um elemento da rocha se vai transformando noutro ao longo dos séculos, como a areia a cair lentamente numa ampulheta e conseguiram calcular a velocidade exata a que isso acontece. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="683075" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/uma-analise-de-adn-reescreve-as-historias-das-pessoas-enterradas-em-pompeia.html" title="Uma análise de ADN reescreve as histórias das pessoas enterradas em Pompeia">Uma análise de ADN reescreve as histórias das pessoas enterradas em Pompeia</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/uma-analise-de-adn-reescreve-as-historias-das-pessoas-enterradas-em-pompeia.html" title="Uma análise de ADN reescreve as histórias das pessoas enterradas em Pompeia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/uma-analise-de-adn-reescreve-as-historias-das-pessoas-enterradas-em-pompeia-1731522866613_320.jpg" alt="Uma análise de ADN reescreve as histórias das pessoas enterradas em Pompeia"></a></article></aside><p>Este novo cálculo da "velocidade da areia" tem o dobro da precisão de tudo o que já se tinha conseguido fazer em laboratório. Graças a esta descoberta, a partir de agora,<strong> os cientistas passam a ter uma "ampulheta" muito mais rigorosa para descobrir a idade de qualquer rocha do nosso planeta</strong>, o que vai ajudar também a acertar e melhorar outros métodos de datação famosos, como o do radiocarbono.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Clark%2C%20Gaby" data-year="2026" data-title="Pompeii's%20destruction%20helps%20calibrate%20volcanic%20dating%20to%20within%20decades" data-url="https%3A%2F%2Fphys.org%2Fnews%2F2026-09-pompeii-destruction-calibrate-volcanic-dating.html">Clark, Gaby. (2026). <a href="https://phys.org/news/2026-09-pompeii-destruction-calibrate-volcanic-dating.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Pompeii's destruction helps calibrate volcanic dating to within decades</a>.</cite><br><cite data-author="Paul%20R.%20Renne%2C%20William%20S.%20Cassata%2C%20Caroline%20E.%20J.%20Hasler%2C%20Jack%20N.%20Carter%2C%20Anthony%20J.%20Fuentes%2C%20Andrew%20J.%20Tholt%2C%20Andrea%20Marzoli" data-year="2026" data-title="Pliny%20the%20Younger%20advances%20geochronology" data-url="https%3A%2F%2Fwww.science.org%2Fdoi%2F10.1126%2Fsciadv.aeg2624">Paul R. Renne, William S. Cassata, Caroline E. J. Hasler, Jack N. Carter, Anthony J. Fuentes, Andrew J. Tholt, Andrea Marzoli. (2026). <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.aeg2624" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Pliny the Younger advances geochronology</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/como-a-erupcao-de-pompeia-e-o-relato-de-plinio-refiniram-a-precisao-do-tempo-geologico.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Qual é a melhor época para andar neste comboio? Sempre que quiser]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/qual-e-a-melhor-altura-para-andar-neste-comboio-sempre-que-quiser.html</link><pubDate>Mon, 05 Oct 2026 06:17:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>55 túneis e 196 pontes. O Bernina Express percorre uma das linhas ferroviárias mais impressionantes da Europa. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/qual-e-a-melhor-altura-para-andar-neste-comboio-sempre-que-quiser-1791055964235.jpg" data-image="el88u5j1wrtu" alt="Comboio Bernina Express" title="Comboio Bernina Express"><figcaption>Este comboio atravessa os Alpes, passa por 196 pontes e chega a Itália entre glaciares e palmeiras. Foto: My Switzerland // André Meler</figcaption></figure><p>Quem é que já sonhou fazer uma<strong> viagem de comboio pela Suíça</strong>? Apostamos que a lista de candidatos é grande. Há, contudo, uma dúvida que chega a quase todos: qual fazer? Sim, porque, num país com montanhas, lagos e paisagens tão incríveis, o que não faltam são percursos ferroviários capazes de transformar uma simples deslocação numa viagem memorável.</p><div class="texto-destacado">Uma das nossas sugestões pode agradar àqueles que procuram opções mais acessíveis, mas tão deslumbrantes quanto as mais luxuosas. </div><p>Estamos a falar do <strong>Bernina Express</strong>. Curioso? Durante cerca de quatro horas, o comboio atravessa os Alpes suíços, sobe até aos 2.253 metros de altitude e depois desce em direção a Itália, onde a paisagem começa a trocar a neve pelas palmeiras.</p><p>O percurso liga Chur, na Suíça, a Tirano, em Itália, passando por St. Moritz e pela região do Passo de Bernina. Pelo caminho, contam-se<strong> 55 túneis e 196 pontes</strong>, numa sucessão de curvas, vales, lagos e montanhas.</p><h2>Uma viagem que começou muito antes do Bernina Express</h2><p>Apesar de hoje ser conhecido sobretudo como uma<strong> viagem panorâmica pelos Alpes</strong>, o Bernina Express aproveita uma infraestrutura ferroviária que tem mais de um século. A Linha do Albula chegou a St. Moritz em 1904, enquanto a ligação entre St. Moritz e Tirano, através da Linha do Bernina, foi concluída em 1910. O próprio Bernina Express só apareceu mais tarde, em 1973, quando a Ferrovia Rética criou este serviço turístico utilizando as duas linhas.</p><p>E há uma razão para esta ferrovia continuar a chamar a atenção mesmo quando não está a transportar turistas de máquina fotográfica em punho. A construção obrigou a encontrar <strong>soluções engenhosas</strong> <strong>para vencer grandes diferenças de altitude </strong>num território particularmente complicado. </p><div class="texto-destacado">A Linha do Bernina chega aos 2.253 metros no Ospizio Bernina e é uma das linhas ferroviárias transalpinas mais altas do mundo, funcionando sem cremalheira.</div><p>O trabalho feito há mais de 100 anos foi tão relevante que a UNESCO incluiu, em 2008, as linhas do Albula e do Bernina na<strong> lista do Património Mundial</strong>. Aliás, a organização destaca precisamente a combinação entre engenharia ferroviária, arquitetura e integração da linha no ambiente alpino.</p><p>É por isso que, neste caso, a própria ferrovia faz parte da atração. É que o comboio não está simplesmente a passar por uma paisagem bonita; está a percorrer uma<strong> obra de engenharia histórica </strong>que ajudou a ligar comunidades isoladas das montanhas.</p><h2>Glaciares, lagos e uma ponte que parece desafiar a montanha</h2><p>Ao longo do percurso há vários momentos em que é difícil não interromper a conversa para olhar pela janela. Um dos mais conhecidos surge ainda na parte norte da viagem: o <strong>Viaduto de Landwasser</strong>, uma estrutura de pedra com cerca de 65 metros de altura e 142 metros de comprimento que atravessa o vale antes de entrar diretamente num túnel. Este é um dos<strong> grandes símbolos da Ferrovia Rética</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/qual-e-a-melhor-altura-para-andar-neste-comboio-sempre-que-quiser-1791056071836.jpg" data-image="njjb8eoguxvh" alt="Bernina Express" title="Bernina Express"><figcaption>Foto: My Switzerland // André Meler</figcaption></figure><p>Mais acima, a paisagem torna-se progressivamente alpina. O comboio passa pela zona de Montebello, com vistas para o maciço do Bernina, e aproxima-se do glaciar Morteratsch. Depois surgem os lagos Lej Pitschen, Lej Nair e Lago Bianco, antes de o percurso atingir o ponto mais elevado, junto ao Ospizio Bernina.</p><p>A partir daí começa a descida. E é precisamente nesta mudança que a viagem ganha outro ritmo. Neste momento, as montanhas continuam presentes, mas a <strong>paisagem vai ficando cada vez mais verde e mediterrânica até chegar a Tirano</strong>, em Itália. A própria Ferrovia Rética resume o percurso com uma expressão bastante apropriada: “from glaciers to palms”.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773463" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/este-e-o-impressionante-trem-bala-submarino-que-a-china-construira-sob-a-agua-ele-viajara-a-250-km-h.html" title="Este é o impressionante comboio-bala submarino que a China construirá sob a água: viajará a 250 km/h">Este é o impressionante comboio-bala submarino que a China construirá sob a água: viajará a 250 km/h</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/este-e-o-impressionante-trem-bala-submarino-que-a-china-construira-sob-a-agua-ele-viajara-a-250-km-h.html" title="Este é o impressionante comboio-bala submarino que a China construirá sob a água: viajará a 250 km/h"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/asi-es-el-impresionante-tren-bala-submarino-que-china-construira-bajo-el-mar-viajara-a-250-km-h-1781102273292_320.png" alt="Este é o impressionante comboio-bala submarino que a China construirá sob a água: viajará a 250 km/h"></a></article></aside><p>Antes de chegar ao destino, há ainda outro momento particularmente curioso: o <strong>Viaduto Circular de Brusio</strong>. Em vez de construir uma descida demasiado inclinada, os engenheiros fizeram a linha descrever uma curva em espiral. É como se o comboio desse uma volta sobre si próprio para perder altitude de forma gradual.</p><h2>O melhor? Pode fazer esta viagem em qualquer época do ano</h2><p>“O Bernina Express é operado por diferentes comboios, cujos tamanhos podem variar. Todos, no entanto, têm a mesma composição e contam com carruagens panorâmicas divididas em primeira e segunda classe”, lê-se na revista ‘NiT’. “Enquanto a primeira tem mais espaço e grandes janelas, a segunda é ligeiramente mais pequena. Um dos destaques do serviço é que<strong> está disponível ao longo de todo o ano</strong>.”</p><div class="texto-destacado">É verdade. O Bernina Express circula durante todo o ano, embora os horários e a frequência variem consoante a época. </div><p>Isto significa que não existe propriamente uma altura certa para fazer o percurso. No verão, os vales estão verdes e as montanhas surgem com menos neve; no outono, aparecem os tons dourados das florestas; no inverno, a linha transforma-se num cenário completamente diferente, com neve a acompanhar boa parte do trajeto.</p><p><strong>Também é possível fazer a viagem no sentido contrário, de Tirano para a Suíça</strong>. E, durante a época em que funciona, há ainda a possibilidade de continuar de Tirano até Lugano no Bernina Express Bus, acrescentando cerca de três horas de viagem panorâmica por estrada.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/qual-e-a-melhor-altura-para-andar-neste-comboio-sempre-que-quiser-1791056132665.jpg" data-image="lplsw58plthl" alt="Bernina Express" title="Bernina Express"><figcaption>Foto: My Switzerland // André Meler</figcaption></figure><p>Quanto aos preços, em 2026, o bilhete normal de segunda classe entre Chur e Tirano custa 66 francos suíços, enquanto a primeira classe fica nos 113 francos. A estes valores <strong>é necessário acrescentar a reserva obrigatória de lugar</strong>: em 2026, a reserva para o percurso completo custa 44 francos na época principal e 40 francos na época baixa. </p><div class="texto-destacado">O Swiss Travel Pass é aceite como título de transporte, mas a reserva continua a ser necessária.</div><p>“Os passageiros com Swiss Travel Pass beneficiam de viagem gratuita, pagando apenas a reserva de lugar”, acrescenta o<em> site </em>‘Ekonomista’.</p><p>“Para o percurso completo, os bilhetes começam nos 83€ na época baixa. Muitos viajantes, por sua vez, optam por comprar o Swiss Pass Travel, um bilhete de transporte que permite viagens ilimitadas em toda a rede de transportes do país”, nota também a ‘NiT’ “É uma boa opção caso tenha mais passeios de comboio em mente, com o preço a começar nos 268€, com três dias de transportes ilimitados.”</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773421" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/atravessar-meia-europa-sem-trocar-de-comboio-ja-e-possivel.html" title="Atravessar meia Europa sem trocar de comboio? Já é possível">Atravessar meia Europa sem trocar de comboio? Já é possível</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/atravessar-meia-europa-sem-trocar-de-comboio-ja-e-possivel.html" title="Atravessar meia Europa sem trocar de comboio? Já é possível"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/atravessar-meia-europa-sem-trocar-de-comboio-ja-e-possivel-1781192372396_320.jpg" alt="Atravessar meia Europa sem trocar de comboio? Já é possível"></a></article></aside><p>Há, por isso, um pequeno detalhe que convém não esquecer na hora de fazer as contas: no Bernina Express, comprar apenas o bilhete não chega.<strong> A reserva de lugar é obrigatória</strong>. </p><div class="texto-destacado">A Ferrovia Rética também disponibiliza lugares panorâmicos em primeira e segunda classe, sendo que ambas têm as grandes janelas que permitem acompanhar a paisagem praticamente sem obstáculos.</div><p>E há uma <strong>alternativa interessante para quem quer poupar</strong>. A mesma Linha do Bernina também é servida por comboios regionais. Não são o Bernina Express, não têm as carruagens panorâmicas nem os mesmos serviços, mas percorrem a mesma linha e permitem conhecer a paisagem. Neste caso, a reserva não é obrigatória e custa 5 francos suíços, caso queira garantir lugar.</p><p>No Bernina Express existe ainda serviço de<em> catering</em> no lugar, com <em>snacks</em> e bebidas, além de Wi-Fi gratuito e um guia digital com informações sobre o percurso. Não há, contudo, um restaurante tradicional com carruagem própria.</p><p>“A bordo do comboio, os passageiros têm ainda a oportunidade de pedir<em> snacks</em> e bebidas. As opções são todas locais e destacam-se o pão de pera com queijo de quinta de Chur (12,62€), batatas fritas Zweifel de paprika (4,23€), fatias de maçã desidratada de Chur (7,40€), entre outros. Na parte das bebidas, destacam-se os vinhos suíços e italianos, a partir de 9,50€.”</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="My%20Switzerland" data-year="" data-title="Do%20Norte%20ao%20Sul%20da%20Europa%20viajando%20em%20comboio%20panor%C3%A2mico%20pela%20Ferrovia%20R%C3%A9tica%2C%20Patrim%C3%B3nio%20Cultural%20da%20UNESCO.%20De%20glaciares%20a%20palmeiras." data-url="https%3A%2F%2Fwww.myswitzerland.com%2Fpt%2Finteresses%2Fbernina-express%2F">My Switzerland. <a href="https://www.myswitzerland.com/pt/interesses/bernina-express/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Do Norte ao Sul da Europa viajando em comboio panorâmico pela Ferrovia Rética, Património Cultural da UNESCO. De glaciares a palmeiras.</a>.</cite><br><cite data-author="Ekonomista%2C%20Pinto%2C%20M" data-year="2025" data-title="Bernina%20Express%3A%20a%20viagem%20mais%20espetacular%20pelos%20Alpes" data-url="https%3A%2F%2Fwww.e-konomista.pt%2Fbernina-express-viagem-pelos-alpes%2F">Ekonomista, Pinto, M. (2025). <a href="https://www.e-konomista.pt/bernina-express-viagem-pelos-alpes/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Bernina Express: a viagem mais espetacular pelos Alpes</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Pincelli%2C%20I" data-year="2026" data-title="Este%20comboio%20panor%C3%A2mico%20atravessa%2055%20t%C3%BAneis%20e%20196%20pontes.%20Funciona%20o%20ano%20inteiro" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fviagens%2Feste-comboio-panoramico-atravessa-55-tuneis-e-196-pontes-funciona-o-ano-inteiro">NiT, Pincelli, I. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/viagens/este-comboio-panoramico-atravessa-55-tuneis-e-196-pontes-funciona-o-ano-inteiro" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Este comboio panorâmico atravessa 55 túneis e 196 pontes. Funciona o ano inteiro</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/qual-e-a-melhor-altura-para-andar-neste-comboio-sempre-que-quiser.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os especialistas confirmam: “a IA ainda tropeça ao prever a intensidade real dos furacões”]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-especialistas-confirmam-a-ia-ainda-tropeca-ao-prever-a-intensidade-real-dos-furacoes.html</link><pubDate>Mon, 05 Oct 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>A inteligência artificial revolucionou a previsão do tempo em poucos anos, e os modelos meteorológicos globais baseados em IA podem gerar previsões que rivalizam com alguns dos melhores sistemas de previsão do mundo baseados na física.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-expertos-lo-confirman-la-ia-todavia-tropieza-al-predecir-la-intensidad-real-de-los-huracanes-1791104920178.jpg" data-image="r5ln9fwpkx58" alt="Olho de um furacão" title="Olho de um furacão"><figcaption>Ocorreu uma rápida intensificação de um grande número de furacões nos últimos anos.</figcaption></figure><p>O progresso na previsão meteorológica com a aplicação de IA deve-se a três fatores: a disponibilidade de enormes quantidades de dados meteorológicos, avanços significativos nos modelos de IA e uma capacidade de processamento sem precedentes.<strong> O debate concentra-se em aprimorar a IA para a previsão meteorológica</strong> através de novos modelos ou hardware, mas, para esses modelos, os dados são cruciais.</p><p>A inteligência artificial tem-se beneficiado, em escala global, de décadas de registos meteorológicos que abrangem todo o planeta.<strong> Trata-se de conjuntos de dados que contêm milhões de exemplos</strong> de como as condições evoluem ao longo do tempo e em diferentes situações atmosféricas, o que permite aos modelos de IA aprender padrões de uma maneira que, há apenas uma década, teria sido impossível.</p><h2>A escala regional das previsões meteorológicas</h2><p>O mundo tem testemunhado uma rápida intensificação de um grande número de furacões, que passaram, em questão de horas, de tempestades relativamente fracas a furacões destrutivos. Um exemplo é o furacão Polo, que se intensificou rapidamente de<strong> tempestade tropical a furacão de categoria 5 em 24 horas</strong>, ao largo da costa do Pacífico mexicano, <strong>em 21 de setembro passado, com ventos de 290 km/h</strong>.</p><div class="texto-destacado">As previsões meteorológicas tornam-se muito mais complexas para a IA ao passar da escala global para a regional. Essa diferença desempenha um papel fundamental na previsão da intensidade de furacões.</div><p>As previsões meteorológicas em escala global não são uniformes; no entanto, as previsões de<strong> intensidade de furacões costumam ser consideradas um problema de previsão regional </strong>relacionado com eventos extremos: chuvas torrenciais, tempestades severas ou rajadas violentas de vento.</p><figure><a href="https://svs.gsfc.nasa.gov/12702" target="_blank"><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-expertos-lo-confirman-la-ia-todavia-tropieza-al-predecir-la-intensidad-real-de-los-huracanes-1791104595318.jpg" data-image="x849premzez9"></a><figcaption>Mapeamento da intensidade do furacão Matthew com dados de satélite na Flórida (2016). Fonte: NASA's Scientific Visualization Studio</figcaption></figure><p>Esses eventos extremos costumam desenvolver-se de forma muito rápida ou deslocar-se rapidamente em curtos períodos de tempo. <strong>O problema reside em capturar esse comportamento com modelos de IA</strong>, pois a deteção desses padrões exige dados com um nível de detalhe muito superior ao que os conjuntos de dados globais atuais costumam fornecer.</p><h2>Duas fontes de dados</h2><p>As previsões com IA baseiam-se fundamentalmente em duas fontes de informação:</p><ul><li><strong>Observações:</strong> diretas e detalhadas, mas que costumam limitar-se a regiões costeiras e apresentam distribuição irregular, ao passo que muitas das etapas mais importantes do desenvolvimento dos furacões ocorrem em mar aberto, onde tais observações são escassas. Satélites modernos podem ajudar a suprir algumas dessas medições, mas não conseguem fazer um scan simultaneamente de toda a estrutura tridimensional de todos os furacões do planeta.</li><li><strong>Simulações de modelos meteorológicos:</strong> combinam condições atmosféricas e conhecimentos de física para fornecer a imagem tridimensional mais completa da atmosfera em alta resolução. Esses dados simulados também não são perfeitos, pois todos os modelos computacionais contêm aproximações e incertezas decorrentes do conhecimento incompleto da atmosfera terrestre, e existem processos em pequena escala que as simulações dos modelos não captam.</li></ul><p>Consequentemente, <strong>não se dispõe atualmente de um conjunto de dados tridimensionais completo e de boa qualidade para treinar um modelo de IA</strong> para a previsão da intensidade de furacões.</p><h2>Um problema adicional: o caos</h2><p>Se, no futuro, os cientistas pudessem medir a totalidade de uma tempestade a cada segundo — abrangendo milhares de tempestades em todo o mundo —, <strong>é possível que a IA não conseguisse prever a intensidade de um furacão com total precisão</strong>. O motivo seria o caos, ou seja, pequenas diferenças no estado inicial de um furacão que podem crescer rapidamente com o passar do tempo.</p><div class="texto-destacado">Os furacões podem conter certo grau de caos que poderia impedir que os modelos de IA prevejam a intensidade de um furacão durante longos períodos de previsão.</div><p>A intensidade de um furacão pode aumentar devido às águas quentes do oceano, ou o seu desenvolvimento pode ser retardado pelo cisalhamento do vento. Se a temperatura do oceano aumenta, a intensidade potencial do furacão também aumenta, e<strong> qualquer pequena perturbação provocará flutuações na intensidade do furacão</strong>. Assim, quanto mais quente estiver a superfície do oceano, maiores serão as flutuações.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/los-expertos-lo-confirman-la-ia-todavia-tropieza-al-predecir-la-intensidad-real-de-los-huracanes-1791123983890.jpg" data-image="kofladx8rpfk" alt="Temperaturas Pacífico" title="Temperaturas Pacífico"><figcaption>A superfície dos mares, no seu conjunto, tem vindo a registar temperaturas sem precedentes no histórico de medições. Isso acrescenta um grau adicional de incerteza difícil de interpretar.</figcaption></figure><p>Essas flutuações não são apenas aleatórias; <strong>ocorrem dentro do que se conhece como um atrator caótico</strong> — um conjunto de possíveis estados de tempestade nos quais o furacão pode evoluir de forma imprevisível, <strong>apresentando um dilema fundamental para o treino de modelos de IA.</strong></p><h2>Objetivos dos modelos de IA</h2><p>Os cientistas procuram que os modelos de IA façam previsões o mais precisas possível; portanto, <strong>o objetivo durante o treino é minimizar a diferença entre a previsão e o que realmente acontece</strong>, até que o modelo de IA alcance o menor erro possível.</p><p>Procura-se também que o modelo de IA capture o caos intrínseco do furacão. No entanto, se um modelo de IA conseguir capturar esse caos, o seu erro não poderá ser reduzido indefinidamente.</p><div class="texto-destacado">Um modelo de IA pode aprender a evolução mais provável de um furacão, suavizando ao mesmo tempo as flutuações imprevisíveis, mas esses dois objetivos entram em conflito.</div><p>Além disso, visto que os dados sempre apresentam certa incerteza, as regras aprendidas por um modelo de IA são apenas aproximadas. Portanto,<strong> a precisão das previsões sobre a intensidade dos furacões piorará em apenas alguns dias</strong>.</p><h2>Como as previsões de furacões podem ser melhoradas?</h2><p>O desafio para os modelos de IA não se limita a obter mais dados, desenvolver melhores redes neurais ou implementar computadores mais rápidos, <strong>mas sim a compreender o comportamento dos furacões</strong> e como surge a variabilidade na sua intensidade.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/fatos-fakes-e-desinformacao-tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-super-el-nino-com-base-na-ciencia.html" title="Factos, notícias 'fake' e desinformação: tudo o que precisa de saber sobre o “Super El Niño”">Factos, notícias 'fake' e desinformação: tudo o que precisa de saber sobre o “Super El Niño”</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/fatos-fakes-e-desinformacao-tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-super-el-nino-com-base-na-ciencia.html" title="Factos, notícias 'fake' e desinformação: tudo o que precisa de saber sobre o “Super El Niño”"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/fatos-fakes-e-desinformacao-tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-super-el-nino-com-base-na-ciencia-1790867606561_320.png" alt="Factos, notícias 'fake' e desinformação: tudo o que precisa de saber sobre o “Super El Niño”"></a></article></aside><p>Ambos os fatores determinam se os modelos de IA conseguem aprender o que é previsível e o que é imprevisível.<strong> Essa distinção limita a precisão das nossas atuais previsões de intensidade de furacões e definirá a próxima geração de sistemas de previsão e avaliação meteorológica</strong>, que deveriam concentrar-se numa faixa de possíveis intensidades de furacões e probabilidades de ocorrência, em vez de um único valor numérico.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/os-especialistas-confirmam-a-ia-ainda-tropeca-ao-prever-a-intensidade-real-dos-furacoes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Pinguins de Humboldt em perigo: super El Niño ameaça uma colónia no Peru que já perdeu 80% dos seus indivíduos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/pinguins-de-humboldt-em-perigo-super-el-nino-ameaca-uma-colonia-no-peru-que-ja-perdeu-80-dos-seus-individuos.html</link><pubDate>Sun, 04 Oct 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>A única espécie de pinguins que habita as costas mais áridas do planeta enfrenta a extinção devido ao aquecimento do oceano e a outros fatores ambientais que já reduziram drasticamente uma das suas principais colónias.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/pinguinos-de-humboldt-en-peligro-super-el-nino-amenaza-a-una-colonia-de-peru-que-ha-perdido-el-80-de-sus-ejemplares-1791064975975.png" data-image="puk096q8h679"><figcaption>O pinguim de Humboldt deve o seu nome à corrente fria que percorre as costas do Chile e do Peru, que, por sua vez, foi batizada em homenagem ao naturalista alemão Alexander von Humboldt.</figcaption></figure><p>Garanto-te que, quando pensas em pinguins, o cenário que te vem à cabeça é um manto branco e gelado, num glaciar recôndito do planeta. Mas, quão louco seria transferir os nossos protagonistas para um deserto onde quase não chove, no meio de rochas, areia e falésias? Não faria sentido, certo?</p><p>Embora pareça uma cena completamente louca e impossível, é uma realidade que ocorre nas costas do Peru e do Chile. É aí que vive o pinguim de Humboldt (<em>Spheniscus humboldti</em>), <strong>uma espécie adaptada a um dos ambientes costeiros mais extremos da América do Sul</strong>. E o que faz um pinguim no deserto?</p><div class="texto-destacado">Ao contrário de outras espécies de pinguins que habitam paisagens nevadas, esta espécie vive nas costas áridas influenciadas pela corrente de Humboldt, um sistema oceânico extraordinariamente ativo que transporta águas frias e ricas em nutrientes para norte.</div><p>Mas não são apenas eles que são singulares por estarem ali; o seu habitat é também uma ligação ideal entre o deserto e o oceano, na qual, literalmente, <strong>qualquer desequilíbrio poderia simplesmente tornar o seu ambiente extremo e comprometer a adaptação da espécie</strong>; o que a torna tão vulnerável.</p><h2>Redução drástica do seu número</h2><p>Uma das colónias que, durante décadas, foi considerada fundamental para a espécie em Punta San Juan, no Peru, enfrenta uma redução drástica do seu número, com uma tendência que preocupa ainda mais do que a própria perda:<strong> a escassa probabilidade de recuperação total e de perpetuação da espécie no futuro.</strong></p><h2>Um impacto que vai além das manchetes: o El Niño põe à prova o futuro da espécie<br></h2><p><strong>Em 2012, foram contabilizados cerca de 3 000 pinguins de Humboldt </strong>na reserva situada no sul do Peru e <strong>13 anos depois, em 2025, restavam menos de 500</strong>, de acordo com o relatório recente publicado na revista científica Science News.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pinguinos-de-humboldt-en-peligro-super-el-nino-amenaza-a-una-colonia-de-peru-que-ha-perdido-el-80-de-sus-ejemplares-1791064989413.png" data-image="fbyt0s4cjdxq"><figcaption>A alteração do seu habitat, a poluição e o aumento da temperatura do oceano mantêm-na em risco crítico.</figcaption></figure><p>Por que é que se perderam tantos exemplares em pouco mais de uma década? Bem, o declínio foi consequência de vários episódios, nos últimos anos, <strong>de gripe aviária, condições oceânicas associadas ao El Niño e pressão sobre a espécie devido às atividades pesqueiras nas proximidades</strong>.</p><p>Na publicação de 28 de setembro de 2026, indica-se que a reserva peruana de cerca de 54 hectares albergou, durante décadas, a maior colónia de pinguins do país, onde os animais encontravam alimento e criavam a próxima geração da espécie.<strong> E é precisamente aí que reside um dos maiores problemas: o acesso à comida</strong>.</p><p>Mas o que tem a ver a sua alimentação com o aumento das temperaturas e o El Niño? Pois bem, <strong>quando a água aquece, a anchoveta </strong>(uma espécie de peixe, semelhante à anchova, que constitui o principal alimento de que o pinguim necessita) <strong>não chega</strong>; acrescentando mais um problema aos que a espécie já enfrenta para sobreviver.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ao contrário dos pinguins polares, que incubam os seus ovos sobre o gelo ou rochas expostas, os pinguins do deserto escavam os seus ninhos diretamente nas densas camadas de guano acumuladas, que funcionam como isolantes para os seus ovos contra as temperaturas extremas. Para chegar ao mar, têm de atravessar a pé mais de dois quilómetros de deserto.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>E é que a corrente de Humboldt funciona literalmente como uma despensa gigante, transportando água fria para as costas do Peru e do Chile, <strong>o que empurra nutrientes para a superfície, um fenómeno conhecido como afloramento ou <em>upwelling</em></strong>, favorecendo o crescimento do fitoplâncton e, a partir daí, sustentando a extensa rede alimentar da região.</p><h3>Por que razão um oceano mais quente deixa o pinguim de Humboldt sem jantar?</h3><p>A resposta é simples: o El Niño, sendo uma fase quente do Pacífico equatorial que tem um efeito direto neste equilíbrio, <strong>muda tudo, alterando a estrutura do oceano</strong>; uma vez que as suas águas, que são muito mais quentes do que o normal durante este episódio, <strong>empurram para mais fundo e para mais longe da costa a massa de água necessária para a alimentação da espécie</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/pinguinos-de-humboldt-en-peligro-super-el-nino-amenaza-a-una-colonia-de-peru-que-ha-perdido-el-80-de-sus-ejemplares-1791065025799.png" data-image="ed9eu0t1j4ka"><figcaption>O pinguim de Humboldt encontra-se atualmente em risco de extinção devido à perda da maior parte da sua população na última década.</figcaption></figure><p>Embora os pinguins de Humboldt tenham convivido com episódios de El Niño ao longo dos anos e a espécie disponha de mecanismos comportamentais e de adaptação que lhe permitem sobreviver a estas alterações, <strong>as temperaturas atuais durante esta fase estão muito mais elevadas</strong>.</p><div class="texto-destacado">Neste outubro de 2026, enfrentamos um fenómeno extremo do El Niño. Os desequilíbrios climáticos e o aumento acelerado da temperatura do mar ameaçam a estabilidade da nossa espécie num futuro muito próximo.</div><p>Vários estudos documentaram que, durante episódios intensos do El Niño, <strong>algumas espécies podem reduzir ou mesmo suspender temporariamente a reprodução</strong>, deslocar-se para outras zonas e sofrer reduções significativas nas suas populações.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="223911" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conheca-alexander-von-humboldt-pai-das-ciencias-naturais.html" title="Conheça Alexander von Humboldt, pai das Ciências Naturais">Conheça Alexander von Humboldt, pai das Ciências Naturais</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/conheca-alexander-von-humboldt-pai-das-ciencias-naturais.html" title="Conheça Alexander von Humboldt, pai das Ciências Naturais"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/conheca-alexander-von-humboldt-pai-das-ciencias-naturais-223911-1_320.jpg" alt="Conheça Alexander von Humboldt, pai das Ciências Naturais"></a></article></aside><p>O El Niño não vai causar a extinção das espécies, mas põe em evidência os graves desafios do <strong>aquecimento global</strong>. Um fenómeno natural alterado que obriga os ecossistemas a enfrentar impactos muito mais extremos e inéditos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Science%20News" data-year="2026" data-title="Peru%E2%80%99s%20penguins%20are%20on%20the%20brink.%20A%20super%20El%20Ni%C3%B1o%20could%20make%20it%20worse." data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencenews.org%2Farticle%2Fdesert-penguins-climate-el-nino">Science News. (2026). <a href="https://www.sciencenews.org/article/desert-penguins-climate-el-nino" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Peru’s penguins are on the brink. A super El Niño could make it worse.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/pinguins-de-humboldt-em-perigo-super-el-nino-ameaca-uma-colonia-no-peru-que-ja-perdeu-80-dos-seus-individuos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[5000 dias de exploração: Curiosity assinala um marco importante com um postal]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/5000-dias-de-exploracao-curiosity-assinala-um-marco-importante-com-um-postal.html</link><pubDate>Sun, 04 Oct 2026 14:43:37 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Uma paisagem arenosa, um céu azul e uma luz dourada cintilante. Não se trata de uma manhã no deserto na Terra, mas sim de uma fotografia tirada na superfície de Marte, cuja realização demorou 14 anos terrestres.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/5000-days-of-exploration-curiosity-marks-major-milestone-with-a-postcard-1790967876555.jpg" data-image="uzurbjz9mkmh" alt="Martian view" title="Martian view"><figcaption>Cartão postal da NASA composto a partir de imagens da superfície marciana captadas pelo rover Curiosity. A missão do Curiosity centra-se na procura de condições propícias à vida microbiana. Fonte: science.nasa.gov</figcaption></figure><p>O rover Curiosity da NASA aterrou na Cratera Gale em agosto de 2012. Desde então, decorreram <strong>mais de 5 100 dias terrestres</strong>. O calendário marciano avança um pouco mais devagar, pelo que a comemoração marciana dos 5 000 dias — ou sols — <strong>ocorreu no final de agosto</strong>. A NASA divulgou um postal panorâmico da superfície marciana para assinalar a ocasião.</p><p>A crista arenosa <em>Chocolatal</em> foi o local onde foram captadas duas imagens panorâmicas distintas: <strong>a primeira a 30 de agosto, no momento exato em que se atingiram os 5 000 sols, e a outra alguns sols mais tarde, a 2 de setembro</strong>. As imagens, a primeira do nascer do sol e a segunda do pôr do sol, foram combinadas numa imagem composta pelos técnicos da NASA, fundindo tons azuis e dourados numa única captura.</p><h2>Catorze anos de exploração</h2><p><strong>É possível ver partes do próprio Curiosity em primeiro plano na imagem</strong>. Entre elas está a antena de frequência ultra-alta (UHF) utilizada para transmitir dados para a nave espacial que orbita acima. A fonte de energia nuclear do Curiosity, um gerador termoelétrico radioisótopo, também aparece na imagem. As marcas gravadas na superfície empoeirada estendem-se ao longe, em direção ao fundo da Cratera Gale, nas proximidades.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Gale Crater, Through Curiositys Eyes<br><br>Two years ago, NASAs Curiosity rover paused in Gale Crater and looked back across a landscape that feels almost impossible: a dry, sculpted world of layered hills, wind-carved ridges, and ancient lakebed stone all under a thin Martian <a href="https://t.co/w83LQighg8">pic.twitter.com/w83LQighg8</a></p>— Black Hole (@konstructivizm) <a href="https://x.com/konstructivizm/status/2105332594518708327?ref_src=twsrc%5Etfw">September 30, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>O ponto de observação da fotografia situa-se à sombra do Monte Sharp, com 5,4 km de altitude, que o Curiosity vem a escalar há mais de dez anos</strong>. O rover já percorreu pouco menos de 762 metros desde que partiu do fundo da cratera, subindo por um caminho íngreme, arenoso e rochoso.</p><p>O Monte Sharp é o ponto central da missão do Curiosity. <strong>A sua composição sedimentar revela a história climática em camadas do planeta</strong>. O aumento da altitude marca, efetivamente, uma viagem no tempo em Marte. A NASA espera obter informações sobre a transformação do planeta, de uma paisagem rica em água para o deserto que é hoje.</p><h2>Água, matéria orgânica e moléculas de carbono em Marte</h2><p>O Curiosity foi lançado da Terra a 26 de novembro de 2011 e aterrou, mais de oito meses depois, na Cratera Gale, na superfície marciana. Uma missão que, inicialmente, se destinava a durar apenas dois anos terrestres, <strong>estendeu-se agora para mais de catorze (ou sete anos marcianos)</strong>. Poucos meses após a sua aterragem inicial, o Curiosity deparou-se com seixos lisos e arredondados.</p><p>A análise revelou que as suas características sugeriam que tinham sido arrastadas a jusante por um rio. <strong>Em 2015, a NASA confirmou que a Cratera Gale estava repleta de lagos e cursos de água há entre 3,3 e 3,8 mil milhões de anos</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="708727" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/as-5-principais-descobertas-do-curiosity-rover-apos-uma-decada-explorando-marte.html" title="As 5 principais descobertas do Curiosity Rover após uma década a explorar Marte">As 5 principais descobertas do Curiosity Rover após uma década a explorar Marte</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/as-5-principais-descobertas-do-curiosity-rover-apos-uma-decada-explorando-marte.html" title="As 5 principais descobertas do Curiosity Rover após uma década a explorar Marte"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/hallazgos-impresionantes-rover-curiosity-marte-planeta-nasa-anos-recorriendo-suelo-extraterrestre-marciano-tierra-agua-vida-1745988967309_320.jpg" alt="As 5 principais descobertas do Curiosity Rover após uma década a explorar Marte"></a></article></aside><p>Em 2014, o Curiosity identificou <strong>as primeiras moléculas orgânicas em Marte</strong> e continuou a fazê-lo nos anos seguintes. Em 2025, foram descobertos <strong>hidrocarbonetos de cadeia longa</strong>. Em abril de 2026, foram reveladas, através de experiências químicas, <strong>moléculas que servem de precursoras do ADN/ARN</strong>. Embora nenhuma destas evidências constitua uma prova definitiva de que alguma vez existiu vida em Marte, sugere que <strong>as condições do passado poderiam ter permitido a existência de vida microbiana</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/5000-dias-de-exploracao-curiosity-assinala-um-marco-importante-com-um-postal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A gota fria ainda vai influenciar Portugal: chuva e trovoadas antes de uma mudança no tempo até sexta-feira]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-gota-fria-ainda-vai-influenciar-portugal-chuva-e-trovoadas-antes-de-uma-mudanca-no-tempo-ate-sexta-feira.html</link><pubDate>Sun, 04 Oct 2026 13:31:34 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A gota fria continuará a influenciar Portugal nos próximos dias, mantendo a chuva e as trovoadas em algumas regiões. A instabilidade perderá força a partir de terça-feira e um anticiclone poderá trazer uma mudança significativa até sexta-feira.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbhrrv6"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbhrrv6.jpg" id="xbhrrv6"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A instabilidade que marcou o início de outubro ainda não terminou. A gota fria continuará a condicionar o estado do tempo nos próximos dias, com <strong>novos períodos de chuva e trovoada</strong>. No entanto, a tendência aponta para uma mudança gradual durante a semana, culminando num cenário bastante mais estável na sexta-feira (9).</p><h2>Domingo ainda com trovoadas, mas menos intensas</h2><p>Durante a tarde deste domingo (4), Portugal continental continuará sob influência da instabilidade, embora <strong>com menor intensidade do que no sábado</strong>.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Entre Coimbra, Viseu, Guarda e Castelo Branco poderão desenvolver-se aguaceiros acompanhados de trovoada moderada. Neste ambiente convectivo continuam reunidas condições para fenómenos muito localizados, como <strong>rajadas fortes e queda de granizo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-gota-fria-ainda-vai-influenciar-portugal-chuva-e-trovoadas-antes-de-uma-mudanca-no-tempo-ate-sexta-feira-1791117133096.jpg" data-image="vkweronrgpmr" alt="Trovoadas" title="Trovoadas"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-933485">As trovoadas ainda poderão marcar a tarde deste domingo, sobretudo no Centro, embora a instabilidade seja menos intensa do que no sábado, e que durante esta manhã no Alentejo.</figcaption></figure><p><strong>Portalegre, Santarém e Évora também poderão registar alguma instabilidade ao longo da tarde</strong>, mas os sinais atuais sugerem trovoadas mais fracas e pouca precipitação ao contrário do que aconteceu durante a manhã.</p><p>Importa salientar que, neste tipo de situação, <strong>é particularmente difícil determinar com antecedência a localização e intensidade exatas dos aguaceiros, trovoadas ou granizo</strong>. Uma célula convectiva pode afetar uma localidade e deixar outra relativamente próxima praticamente sem precipitação.</p><h2>Segunda-feira: gota fria volta a reforçar a instabilidade</h2><p>Na segunda-feira (5), a gota fria continuará a influenciar diretamente o território continental, dando origem a <strong>um novo período de tempo bastante instável</strong>.</p><p>Durante a tarde, a precipitação deverá avançar inicialmente a partir da região de Lisboa e do litoral Centro, estendendo-se posteriormente para o interior e alcançando também outras regiões do Norte. O período compreendido aproximadamente entre as <strong>14h e as 20h</strong> deverá concentrar a maior atividade.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-gota-fria-ainda-vai-influenciar-portugal-chuva-e-trovoadas-antes-de-uma-mudanca-no-tempo-ate-sexta-feira-1791117169649.jpg" data-image="s2trquc21hsh" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>A gota fria continuará ativa na segunda-feira, com a chuva a atravessar várias regiões de oeste para leste e possibilidade de períodos localmente mais intensos.</figcaption></figure><p>Alguns núcleos poderão produzir chuva temporariamente forte. Na região de Leiria, por exemplo, o modelo ECMWF sinaliza valores próximos dos <strong>10 mm num dos períodos representados durante a tarde</strong>. A passagem da precipitação deverá ser acompanhada por trovoadas, que poderão apresentar localmente maior intensidade.</p><p>Apesar deste cenário, as temperaturas continuarão relativamente amenas e, em alguns locais, até elevadas para esta fase do outono. <strong>Braga poderá atingir cerca de 27 ºC</strong>, enquanto Évora e Beja poderão rondar os 26 a 27 ºC. Já sob maior nebulosidade e precipitação, os termómetros deverão ficar mais contidos, Leiria poderá rondar apenas os 19 ºC durante a tarde.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-gota-fria-ainda-vai-influenciar-portugal-chuva-e-trovoadas-antes-de-uma-mudanca-no-tempo-ate-sexta-feira-1791117221047.jpg" data-image="8yezohcjpapg" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>Apesar da instabilidade, as temperaturas continuarão amenas e localmente elevadas, com Braga a poder atingir cerca de 27 ºC, enquanto as zonas mais chuvosas ficarão mais frescas.</figcaption></figure><p>Esta distribuição evidencia como a própria instabilidade poderá gerar <strong>contrastes térmicos importantes entre diferentes regiões do país</strong>.</p><h2>Terça-feira ainda traz chuva, mas a gota fria começa a perder força</h2><p>Na terça-feira (6), a precipitação poderá continuar presente <strong>de Norte a Sul</strong>, embora de forma muito mais fraca e dispersa. Os acumulados horários previstos são reduzidos na generalidade do território e o sinal de trovoada deverá tornar-se residual.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-gota-fria-ainda-vai-influenciar-portugal-chuva-e-trovoadas-antes-de-uma-mudanca-no-tempo-ate-sexta-feira-1791117271161.jpg" data-image="z17m86lf1jk5" alt="Chuva" title="Chuva"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-9931">Na terça-feira ainda poderá chover de Norte a Sul, mas de forma mais fraca e dispersa sem a presença de núcleos convectivos, num primeiro sinal da perda de influência da gota fria.</figcaption></figure><p>Será, assim, uma fase de transição. A gota fria começará progressivamente a perder influência, ao mesmo tempo, as temperaturas máximas deverão tornar-se mais contidas.</p><p>Entre <strong>quarta e quinta-feira</strong>, os atuais cenários apontam para uma continuação desta tendência. A instabilidade deverá diminuir significativamente e a configuração atmosférica sobre o Atlântico Nordeste começará a reorganizar-se.</p><h2>Sexta-feira poderá trazer uma mudança completa no estado do tempo</h2><p>A alteração mais evidente poderá chegar na segunda metade da semana. A gota fria tenderá a desaparecer e, até sexta-feira (9), <strong>um centro de altas pressões deverá posicionar-se no Atlântico a uma latitude favorável à estabilização do tempo em Portugal</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/a-gota-fria-ainda-vai-influenciar-portugal-chuva-e-trovoadas-antes-de-uma-mudanca-no-tempo-ate-sexta-feira-1791117302339.jpg" data-image="gqbo6n6xf2kf" alt="Situação sinótica" title="Situação sinótica"><figcaption>Até sexta-feira, as altas pressões deverão ganhar protagonismo no Atlântico, favorecendo tempo mais estável, seco e soalheiro em Portugal continental.</figcaption></figure><p>Segundo a atual previsão do ECMWF, este anticiclone poderá funcionar como uma barreira à aproximação da precipitação atlântica. Desta forma, sexta-feira poderá ser <strong>um dia seco em praticamente todo o território continental</strong>, com períodos prolongados de céu pouco nublado ou limpo e temperaturas amenas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791806" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-sobre-o-feriado-5-de-outubro-ha-6-distritos-onde-a-probabilidade-de-chuva-trovoadas-e-granizo-e-maior.html" title="Alfredo Graça sobre o feriado 5 de outubro: 'há 6 distritos onde a probabilidade de chuva, trovoadas e granizo é maior'">Alfredo Graça sobre o feriado 5 de outubro: "há 6 distritos onde a probabilidade de chuva, trovoadas e granizo é maior"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-sobre-o-feriado-5-de-outubro-ha-6-distritos-onde-a-probabilidade-de-chuva-trovoadas-e-granizo-e-maior.html" title="Alfredo Graça sobre o feriado 5 de outubro: 'há 6 distritos onde a probabilidade de chuva, trovoadas e granizo é maior'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-sobre-o-feriado-5-de-outubro-ha-6-distritos-onde-a-probabilidade-de-chuva-trovoada-e-granizo-e-maior-1791119506481_320.png" alt="Alfredo Graça sobre o feriado 5 de outubro: 'há 6 distritos onde a probabilidade de chuva, trovoadas e granizo é maior'"></a></article></aside><p>Contudo, estamos já perante uma previsão de médio prazo. A posição e intensidade do anticiclone ainda poderão sofrer alterações nos próximos dias, pelo que esta tendência deverá continuar a ser acompanhada.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/a-gota-fria-ainda-vai-influenciar-portugal-chuva-e-trovoadas-antes-de-uma-mudanca-no-tempo-ate-sexta-feira.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Alfredo Graça sobre o feriado 5 de outubro: "há 6 distritos onde a probabilidade de chuva, trovoadas e granizo é maior"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-sobre-o-feriado-5-de-outubro-ha-6-distritos-onde-a-probabilidade-de-chuva-trovoadas-e-granizo-e-maior.html</link><pubDate>Sun, 04 Oct 2026 13:15:42 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Diversas zonas de Portugal continental manter-se-ão condicionadas na segunda-feira, dia 5 de outubro e feriado da Implantação da República pela presença de uma gota fria. Saiba os distritos potencialmente mais expostos à ocorrência de aguaceiros, trovoada e queda de granizo.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbhrzwy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbhrzwy.jpg" id="xbhrzwy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O estado do tempo mantém-se altamente incerto e com probabilidade significativa de períodos de instabilidade em Portugal continental devido à presença de uma depressão isolada em altitude - também conhecida como <strong>gota fria</strong> - posicionada a oeste do nosso país.</p><p><strong>Muita gente que reside no litoral e áreas da metade mais ocidental do nosso país poderá questionar veementemente esta afirmação</strong> uma vez que os primeiros dias de outubro têm sido predominantemente soalheiros e secos, sem qualquer pingo de chuva registado.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-sobre-o-feriado-5-de-outubro-ha-6-distritos-onde-a-probabilidade-de-chuva-trovoada-e-granizo-e-maior-1791117917150.jpg" data-image="m6q9rou02tts"><figcaption>A bolsa de ar frio é bem visível a oeste de Portugal continental a aproximadamente 5500 metros de altitude.</figcaption></figure><p>No entanto, isso é facilmente explicável pelo carácter altamente irregular destes núcleos de ar frio em altitude, cuja trajetória e evolução são particularmente difíceis de prever com precisão, acabando por interferir decisivamente na distribuição e intensidade da precipitação convectiva (aguaceiros, trovoada e granizo) - <strong>geralmente muito difícil de modelar com precisão, o que requer um acompanhamento em tempo real pelo radar</strong>.</p><p>Ainda assim, os mapas de previsão da Meteored baseados no modelo europeu (ECMWF) têm sugerido - com bastante insistência - que <strong>o interior do país seria mais afetado, o que acaba por corresponder, em determinados contextos, ao que é relativamente habitual perante este tipo de depressões</strong>.</p><h2>Numa localidade pode chover bastante e a escassos quilómetros de distância o sol estar a brilhar</h2><p>Assim, tal como em <strong>Manteigas choveu com forte intensidade durante algumas horas na noite de sexta-feira (2) para sábado (3)</strong>, o que gerou inundações rápidas, também facilmente associáveis aos declives acentuados desta localidade montanhosa, <strong>em localidades muito próximas pode nem cair gota</strong>.</p><p>Isto é normal, e é o que geralmente ocorre quando estamos perante um bolsa de ar frio isolada em altitude (desprende-se do jato polar), que pode ou não ter um centro de baixas pressões associado à superfície e <strong>gerar precipitação, frequentemente de carácter convectivo, muito irregular no espaço e no tempo</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-sobre-o-feriado-5-de-outubro-ha-6-distritos-onde-a-probabilidade-de-chuva-trovoada-e-granizo-e-maior-1791118200421.jpg" data-image="m459l9nqg7um"><figcaption>Possível distribuição horária da chuva às 18:00 de segunda-feira, 5 de outubro.</figcaption></figure><p>Tanto a influência das altas pressões que se vão atualmente estendendo sobre boa parte da Europa Ocidental, inclusive nas imediações da Península Ibérica, como as características inerentes à irregularidade típica das gotas frias,<strong> ajudam a explicar a ausência generalizada de instabilidade no litoral</strong>.</p><p>Isto não significa que não possam surgir células convectivas localizadas ou que o panorama mude: <strong>tudo depende da trajetória da gota fria e da existência de condições favoráveis </strong>à ocorrência de aguaceiros e trovoadas.</p><h2>O que é expectável para amanhã, segunda-feira, 5 de outubro?</h2><p>Para amanhã - segunda-feira, 5 de outubro, estão previstos períodos de céu muito nublado, especialmente a partir da tarde e um pouco por todo o país. De acordo com a mais recente simulação dos mapas da Meteored, os <strong>aguaceiros, potencialmente acompanhados de trovoada e que poderão ocasionalmente assumir a forma de granizo, deverão ser mais prováveis e frequentes durante a tarde</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791684" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-enfrentam-ultimos-remanescentes-da-depressao-pos-tropical-hanna-esta-ilha-ainda-podera-acumular-quase-70-mm.html" title="Açores enfrentam últimos remanescentes da depressão pós-tropical Hanna: esta ilha ainda poderá acumular quase 70 mm">Açores enfrentam últimos remanescentes da depressão pós-tropical Hanna: esta ilha ainda poderá acumular quase 70 mm</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-enfrentam-ultimos-remanescentes-da-depressao-pos-tropical-hanna-esta-ilha-ainda-podera-acumular-quase-70-mm.html" title="Açores enfrentam últimos remanescentes da depressão pós-tropical Hanna: esta ilha ainda poderá acumular quase 70 mm"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/acores-enfrentam-ultimos-remanescentes-da-depressao-pos-tropical-hanna-esta-ilha-ainda-podera-acumular-quase-70-mm-1791031448328_320.jpg" alt="Açores enfrentam últimos remanescentes da depressão pós-tropical Hanna: esta ilha ainda poderá acumular quase 70 mm"></a></article></aside><p>Deitando um olhar pelos nossos mapas de chuva e nebulosidade, probabilidade de precipitação e densidade de raios, consegue-se interpretar um <strong>padrão comum</strong> no que toca ao comportamento da instabilidade gerada pela influência da gota fria em termos espaciais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-sobre-o-feriado-5-de-outubro-ha-6-distritos-onde-a-probabilidade-de-chuva-trovoada-e-granizo-e-maior-1791118637520.jpg" data-image="1h5djj84lx85"><figcaption>Possível distribuição das descargas elétricas atmosféricas na segunda-feira, 5 de outubro, pelas 16:00.</figcaption></figure><p>Deste modo, em termos visuais, salta à vista geograficamente <strong>uma maior probabilidade </strong>de aguaceiros, trovoada e possível queda de granizo, de sul para norte durante a tarde, nestes<strong> 6 distritos de Portugal continental: Portalegre, Santarém, Leiria, Coimbra, Castelo Branco e Guarda</strong>.</p><div class="texto-destacado">Entre estes 6 distritos, há 1 distrito do interior Centro que se destaca pela probabilidade de aguaceiros e trovoadas bastante elevada ao final da tarde e início da noite de segunda-feira, 5 de outubro - superior a 75% - correspondentes à região da Beira Baixa, ou seja,<strong> Castelo Branco</strong>.</div><p>Apesar de se prever uma probabilidade de aguaceiros e trovoadas geralmente mais elevada na <strong>região Centro e no Alto Alentejo, logo a partir do meio-dia e com a fase mais adversa a ganhar terreno potencialmente entre as 15:00 e as 20:00</strong> nestas regiões, há diversas outras zonas do país - embora não de forma integral - potencialmente expostas às condições meteorológicas adversas amanhã.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-sobre-o-feriado-5-de-outubro-ha-6-distritos-onde-a-probabilidade-de-chuva-trovoada-e-granizo-e-maior-1791118649365.jpg" data-image="j3p6e3lghi56"><figcaption>A última simulação do modelo Europeu sugere Castelo Branco como um dos distritos mais expostos aos aguaceiros e trovoadas de amanhã, 5 de outubro.</figcaption></figure><p>Isto porque, de acordo com os mapas, a possibilidade de tempo instável existe entre as 12:00 e as 16:00 nos distritos mais a sul como Lisboa, Setúbal, Évora e Beja, e entre as 15:00/16:00 e as 23:00 nos distritos mais a norte, tais como Aveiro, Viseu, Vila Real, Porto, Braga, Bragança e Viana do Castelo, ainda que <strong>a probabilidade seja significativamente menor face aos 6 distritos do Centro-Sul do país inicialmente referidos</strong>.</p><div class="texto-destacado">Adicionalmente, refira-se que, <strong>não só não estará sempre a chover</strong> - pois este tipo de precipitação é geralmente intermitente, com distribuição e intensidade muito variáveis - como <strong>os períodos de instabilidade alternarão com períodos de céu nublado e boas abertas</strong>.</div><p>A única região da geografia de Portugal continental onde a probabilidade de precipitação convectiva é praticamente inexistente no feriado de 5 de outubro é o <strong>Algarve</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-sobre-o-feriado-5-de-outubro-ha-6-distritos-onde-a-probabilidade-de-chuva-trovoadas-e-granizo-e-maior.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Já conhece esta 'cidade morta'? Fica em Portugal e pode ser visitada gratuitamente]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-conhece-esta-cidade-morta-fica-em-portugal-e-pode-ser-visitada-gratuitamente.html</link><pubDate>Sun, 04 Oct 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>No Norte do País, há um antigo povoado onde ainda pode caminhar entre muralhas, casas e ruas com milhares de anos de história. O melhor? Não precisa de pagar entrada.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-conhece-esta-cidade-morta-fica-em-portugal-e-pode-ser-visitada-gratuitamente-1790762041527.jpg" data-image="0waw50cgjdmi" alt="Castro de Monte Mozinho" title="Castro de Monte Mozinho"><figcaption>A “cidade morta” de Portugal tem mais de dois mil anos e pode ser visitada de graça. Foto: CM Penafiel</figcaption></figure><p>O nome é dramático, mas a história é bem mais interessante. Em Penafiel, o <strong>Castro de Monte Mozinho</strong>, também conhecido como a<strong> Cidade Morta</strong>, guarda as ruínas de um povoado que começou a ser construído há mais de dois mil anos. E, sim, hoje ainda pode ser visitado. O melhor é que pode fazê-lo gratuitamente.</p><p>Sobre o nome, a explicação é bastante simples. É que o local foi habitado durante vários séculos, mas <strong>acabou por ser abandonado</strong>. Agora, em vez de moradores, há vestígios de casas, muralhas e outras estruturas que ajudam a perceber como era a vida naquele monte há cerca de dois mil anos.</p><p>“Num monte do concelho de Penafiel, a 408 metros de altitude, existe uma povoação escondida com mais de dois mil anos de história”, escreve a revista ‘NiT. “Já não vive lá ninguém e o que resta são muralhas de pedra e vestígios de antigas habitações que marcaram a região.”</p><p>A ocupar uma área de aproximadamente<strong> 22 hectares</strong> (o equivalente a 30 campos de futebol), Castro de Monte Mozinho fica distribuído pelas freguesias de Galegos, Oldrões e Valpedre. É, por isso, <strong>um dos maiores povoados fortificados de época romana no Norte de Portugal</strong>.</p><h2>Uma cidade com casas, muralhas e guerreiros de pedra</h2><p>Mas a narrativa do povoado começou muito antes. Mais precisamente entre o final do século I a.C. e o início do século I d.C., numa altura em que a presença romana começava a transformar o noroeste da Península Ibérica.</p><p>E não pense que Roma apagou tudo o que já existia. Pelo contrário. Os vestígios encontrados em Monte Mozinho mostram uma <strong>mistura entre tradições castrejas e novas influências romanas</strong>. </p><div class="texto-destacado">Entre as estruturas identificadas estão casas circulares, características de uma tradição mais antiga, mas também habitações de planta quadrada ou retangular.</div><p>Ao longo do tempo, o povoado foi crescendo e ganhou diferentes zonas, ruas e estruturas defensivas. Na parte superior, por exemplo, encontrava-se uma acrópole, delimitada por uma muralha, que terá servido para várias atividades comunitárias.</p><p>É também nesta parte mais elevada do castro que <strong>surgiram alguns dos vestígios mais conhecidos de Monte Mozinho</strong>. À entrada da muralha foram encontradas duas estátuas de guerreiros galaicos, esculpidas em granito. Hoje, quem quiser vê-las terá de passar pelo Museu Municipal de Penafiel, uma vez que as peças já não se encontram junto às ruínas.</p><h2>O que aconteceu à “Cidade Morta”?</h2><p>Apesar das mudanças que foi sofrendo, o povoado continuou ocupado durante vários séculos. Os vestígios arqueológicos apontam para uma <strong>ocupação que se prolongou até, pelo menos, ao século V</strong>.</p><p>Foi a partir dessa altura que o local começou a perder importância e a ser progressivamente abandonado. Não, este não terá sido um acontecimento repentino. Em vez disso, terá sido um processo gradual, com a população a procurar outros espaços para viver.</p><p>“Alguns habitantes terão procurado zonas mais baixas e abertas, enquanto outros terão deixado a região”, lê-se no site ‘Away’.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-conhece-esta-cidade-morta-fica-em-portugal-e-pode-ser-visitada-gratuitamente-1790762273714.jpg" data-image="7r0renyy3y52" alt="Castro de Monte Mozinho" title="Castro de Monte Mozinho"><figcaption>Existe também um Centro Interpretativo do Castro de Monte Mozinho, criado em 2004 para ajudar a explicar a história e a importância do sítio arqueológico. Foto: Museu de Penafiel</figcaption></figure><p>Durante muitos séculos, ficaram apenas as estruturas abandonadas no alto do monte. Só muito mais tarde é que o local voltaria a despertar o interesse de quem queria perceber o que ali tinha acontecido.</p><p>As primeiras investigações modernas remontam ao início do século XX, mas as escavações arqueológicas começaram oficialmente em 1943. Os trabalhos foram retomados décadas mais tarde e permitiram identificar <strong>casas, ruas, muralhas e outros vestígios</strong>, além de objetos como moedas e peças de cerâmica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="781061" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mcdonald-s-preserva-estrada-romana-de-mais-de-2-mil-anos-e-transforma-restaurante-em-museu-na-italia.html" title="McDonald’s preserva estrada romana com mais de 2 mil anos e transforma restaurante em museu na Itália">McDonald’s preserva estrada romana com mais de 2 mil anos e transforma restaurante em museu na Itália</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/mcdonald-s-preserva-estrada-romana-de-mais-de-2-mil-anos-e-transforma-restaurante-em-museu-na-italia.html" title="McDonald’s preserva estrada romana com mais de 2 mil anos e transforma restaurante em museu na Itália"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/mcdonald-s-preserva-estrada-romana-de-mais-de-2-mil-anos-e-transforma-restaurante-em-museu-na-italia-1784665635789_320.jpg" alt="McDonald’s preserva estrada romana com mais de 2 mil anos e transforma restaurante em museu na Itália"></a></article></aside><p>É graças a essas descobertas que hoje é possível reconstruir, pelo menos em parte, a história das pessoas que viveram em Monte Mozinho. </p><h2>Uma visita gratuita em Penafiel</h2><p>A melhor parte é que <strong>não precisa de reservar uma visita guiada nem de comprar bilhete</strong> para conhecer o castro. O acesso ao sítio arqueológico é gratuito e a visita pode ser feita ao ar livre, seguindo a informação existente no local.</p><p>Para complementar o passeio, existe ainda o Centro Interpretativo do Castro de Monte Mozinho, criado em 2004 e ligado ao Museu Municipal de Penafiel. O espaço foi pensado para contextualizar os vestígios encontrados durante as escavações e ajudar a perceber a evolução do povoado.</p><div class="texto-destacado">“Embora possa visitar as ruínas a céu aberto, o museu encontra-se temporariamente encerrado”, avisa a ‘NiT’.</div><p>Nas proximidades existem também estacionamento e um parque de merendas, o que permite prolongar o passeio sem grande planeamento. Ainda assim, há uma regra simples que convém não esquecer: as ruínas são património arqueológico e não devem ser usadas como caminho, banco ou, muito menos, como parede de escalada improvisada.</p><p>“Para quem procura descobrir património português fora dos circuitos turísticos mais conhecidos, a ‘Cidade Morta’ é, assim, um daqueles lugares onde a história deixa de estar apenas nos livros e passa a estar literalmente debaixo dos nossos pés”, garante o site ‘Away’.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Museu%20de%20Penafiel" data-year="2026" data-title="O%20Castro%20de%20Monte%20Mozinho%20integra%20a%20Rede%20de%20Castros%20do%20Noroeste%20Peninsular" data-url="https%3A%2F%2Fwww.museudepenafiel.com%2Fos-nucleos%2Fgaleria">Museu de Penafiel. (2026). <a href="https://www.museudepenafiel.com/os-nucleos/galeria" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">O Castro de Monte Mozinho integra a Rede de Castros do Noroeste Peninsular</a>.</cite><br><cite data-author="NiT%2C%20Pincelli%2C%20I" data-year="2026" data-title="A%20%E2%80%9Ccidade%20morta%E2%80%9D%20com%20mais%20de%20dois%20mil%20anos%20em%20Portugal%20que%20pode%20visitar%20%C3%A0%20borla" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fna-cidade%2Fa-cidade-morta-com-mais-de-dois-mil-anos-em-portugal-que-pode-visitar-a-borla">NiT, Pincelli, I. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/a-cidade-morta-com-mais-de-dois-mil-anos-em-portugal-que-pode-visitar-a-borla" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A “cidade morta” com mais de dois mil anos em Portugal que pode visitar à borla</a>.</cite><br><cite data-author="Away" data-year="2026" data-title="Esta%20%E2%80%9Ccidade%20morta%E2%80%9D%20tem%20mais%20de%202%20mil%20anos%2C%20fica%20em%20Portugal%20e%20%C3%A9%20de%20entrada%20gratuita" data-url="https%3A%2F%2Faway.iol.pt%2Fcidade-morta%2Fcastro-de-monte-mozinho%2Festa-cidade-morta-tem-mais-de-2-mil-anos-fica-em-portugal-e-e-de-entrada-gratuita%2F20260921%2F6ab11a7a0cf23b0ed4fd9005">Away. (2026). <a href="https://away.iol.pt/cidade-morta/castro-de-monte-mozinho/esta-cidade-morta-tem-mais-de-2-mil-anos-fica-em-portugal-e-e-de-entrada-gratuita/20260921/6ab11a7a0cf23b0ed4fd9005" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Esta “cidade morta” tem mais de 2 mil anos, fica em Portugal e é de entrada gratuita</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-conhece-esta-cidade-morta-fica-em-portugal-e-pode-ser-visitada-gratuitamente.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Baleias gigantes invadem a Gronelândia após o degelo: a mudança ecológica histórica que alarma os biólogos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/baleias-gigantes-invadem-a-gronelandia-apos-o-degelo-a-mudanca-ecologica-historica-que-alarma-os-biologos.html</link><pubDate>Sun, 04 Oct 2026 07:33:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O recuo do gelo marinho na costa leste da Gronelândia está a abrir novas áreas às baleias gigantes, que avançam agora para águas antes inacessíveis.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/baleias-gigantes-invadem-a-gronelandia-apos-o-degelo-a-mudanca-ecologica-historica-que-alarma-os-biologos-1789741060057.jpg" data-image="i0tpfsj1j21b" alt="baleias" title="baleias"><figcaption>Até 2006 não havia registo de avistamento de baleia-jubarte nesta região e em 2024 foram registados 150.</figcaption></figure><p>O gelo marinho tem vindo a desaparecer da costa leste da Gronelândia, <strong>permitindo às baleias gigantes aproveitar a situação e deslocar-se para zonas anteriormente inacessíveis</strong>.</p><p>Esta é a conclusão de um estudo de décadas que <strong>registou e filmou centenas de algumas das maiores baleias do mundo</strong>, incluindo baleias-jubarte, baleias-anãs (minke) e baleias-comuns (fin), a alimentarem-se em águas livres de gelo ao longo da costa durante o verão. Historicamente, nenhum destes mamíferos marinhos se encontrava na região, pois o gelo impedia-os de aceder às águas costeiras. </p><p>Agora, <strong>com as alterações climáticas a aquecer o mar e a derreter esse gelo, adaptaram-se</strong>. Os cientistas descrevem o fenómeno como "festins alimentares" sazonais no Ártico, parte de uma grande mudança de regime no ambiente oceânico ao longo da costa leste da Gronelândia. </p><h2>Número de avistamentos aumentou drasticamente</h2><p>A mudança é drástica: os levantamentos realizados a partir de navios na região não registaram um único avistamento de baleia-jubarte até 2006. Em 2007, foram avistadas sete baleias-jubarte e,<strong> em 2024, foram contabilizados 150 avistamentos destas baleias gigantes a partir de embarcações</strong>. </p><p><strong>Os primeiros levantamentos aéreos sistemáticos de baleias de barbas</strong> (grupo que inclui as baleias-comuns, as baleias-anãs e as baleias-jubarte) na costa leste da Gronelândia <strong>foram realizados pelos investigadores durante os verões de 2015 e 2024</strong>. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/baleias-gigantes-invadem-a-gronelandia-apos-o-degelo-a-mudanca-ecologica-historica-que-alarma-os-biologos-1789741947259.jpg" data-image="5e2yr4flf3l5" alt="baleia" title="baleia"><figcaption>Quase 20 mil baleias poderão ter visitado o Mar da Gronelândia no verão de 2024.</figcaption></figure><p>Combinaram esta informação com os rastreios de 15 baleias monitorizadas por satélite e com relatos de caçadores inuit, construindo um panorama do que o investigador-chefe, Prof. Mads Peter Heide-Jørgensen, chamou-lhe uma "grande mudança de regime ecológico". <strong>Estima-se que 4.000 baleias-jubarte, 6.000 baleias-comuns e 6.000 baleias-anãs tenham visitado o Mar da Gronelândia no verão de 2024</strong>. </p><p>O Prof. Heide-Jørgensen, do Instituto de Recursos Naturais da Gronelândia, afirmou que as mudanças na região eram "<strong>provavelmente as mais radicais que podemos observar em qualquer lugar da zona subártica</strong>". Esta transformação é impulsionada pelo aumento das temperaturas do mar e pela disponibilidade de alimento.</p><p><strong>As baleias parecem estar a alimentar-se de peixes que migraram para as águas em aquecimento da costa leste da Gronelândia</strong>. Estimaram que as três espécies de baleias consumiriam pelo menos 800.000 toneladas de peixe e krill durante uma época de alimentação de verão. </p><h2>Adaptação ou benefício face às alterações climáticas</h2><p>Não é claro, a partir deste estudo, se a mudança reflete um aumento geral das populações destas espécies de baleias ou apenas uma redistribuição a partir de outras áreas. Outros especialistas manifestaram preocupação pelo facto de o estudo sugerir um fluxo de entrada destes animais vindos da Gronelândia Ocidental.</p><p>Esta é uma questão sensível na Gronelândia, um país onde se caçam algumas baleias. No entanto, os cientistas afirmaram que as suas descobertas sugerem que<strong> estas baleias de barbas "oportunistas" parecem estar a adaptar-se e podem até estar a beneficiar da mudança</strong>. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="770731" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-sinais-de-autoconsciencia-em-baleias-beluga.html" title="Cientistas descobrem sinais de autoconsciência em baleias-beluga">Cientistas descobrem sinais de autoconsciência em baleias-beluga</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/cientistas-descobrem-sinais-de-autoconsciencia-em-baleias-beluga.html" title="Cientistas descobrem sinais de autoconsciência em baleias-beluga"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/cientistas-descobrem-sinais-de-autoconsciencia-em-baleias-beluga-1779780708249_320.png" alt="Cientistas descobrem sinais de autoconsciência em baleias-beluga"></a></article></aside><p>Outras espécies do Ártico, contudo, estão "em apuros agora", explicou o Prof. Heide-Jørgensen. Animais como narvais e belugas estão a partilhar o habitat com, ou até mesmo a ser deslocados por, estas outras baleias. "<strong>Para algumas espécies, as alterações climáticas não são necessariamente um problema</strong>, pois abrem novas oportunidades", afirmou o Prof. Heide-Jørgensen, "mas outras espécies estão a perder o seu habitat". </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Heide-J%C3%B8rgensen%2C%20M.%2C%20Ditlevsen%2C%20S.%2C%20H%C3%BCllert%2C%20S.%2C%20et%20al" data-year="" data-title="Feeding%20frenzies%20of%20baleen%20whales%20along%20East%20Greenland" data-url="https%3A%2F%2Fwww.frontiersin.org%2Fjournals%2Fmarine-science%2Farticles%2F10.3389%2Ffmars.2026.1839547%2Ffull">Heide-Jørgensen, M., Ditlevsen, S., Hüllert, S., et al. <a href="https://www.frontiersin.org/journals/marine-science/articles/10.3389/fmars.2026.1839547/full" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Feeding frenzies of baleen whales along East Greenland</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/baleias-gigantes-invadem-a-gronelandia-apos-o-degelo-a-mudanca-ecologica-historica-que-alarma-os-biologos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Será que as alterações climáticas têm impacto no futuro do surf em muitas regiões da Terra?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/sera-que-as-alteracoes-climaticas-tem-impacto-no-futuro-do-surf-em-muitas-regioes-da-terra.html</link><pubDate>Sun, 04 Oct 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O surf ganhou importância cultural, social e económica ao longo do último século e hoje é globalmente relevante. Baseado no fenómeno natural da interação das ondas do oceano com a linha de costa, será que o futuro do surf está ameaçado pelas alterações climáticas?</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/sera-que-as-alteracoes-climaticas-tem-impacto-no-futuro-do-surf-em-muitas-regioes-da-terra-1790781320530.jpg" data-image="tvxzxrliauc1" alt="Surf" title="Surf"><figcaption>O surf é uma atividade desportiva muito dependente do estado do mar, mais especificamente das ondas que rebentam junto à costa.</figcaption></figure><p>A prática do surf, que ocorre em muitas zonas costeiras do globo, é importante para esses locais, pois, além de sustentar o lazer e o turismo, é muitas vezes um meio de subsistência para essas regiões.</p><h2>Os melhores picos de surf do mundo estão vulneráveis às alterações climáticas</h2><p>A comunidade ligada ao surf e ao oceano, é a primeira a perceber os impactos no ecossistema do surf, sejam eles causados pela deterioração da qualidade da água, pela perda de habitat, pela poluição por plástico e detritos marinhos e, cada vez mais, pelos impactos das alterações climáticas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sera-que-as-alteracoes-climaticas-tem-impacto-no-futuro-do-surf-em-muitas-regioes-da-terra-1791082048645.jpg" data-image="6biy9stfj0qv"><figcaption>Lixo provocado por turistas num conhecido 'spot' de surf nas Maldivas.</figcaption></figure><p>Embora os surfistas saibam intuitivamente que fatores como a subida do nível do mar e o aumento da atividade das tempestades afetarão as ondas, é também importante demonstrar cientificamente como as alterações climáticas irão moldar e alterar os ecossistemas do surf, de forma a que <strong>seja possível uma melhor preparação para as alterações que se avizinham e integrar a resiliência no planeamento costeiro</strong>.</p><p>Uma equipa de cientistas em parceria com a associação Save the Waves, organização internacional sem fins lucrativos que trabalha com diversas organizações dedicadas à proteção dos ecossistemas de surf e que tem como missão proteger os ecossistemas de surf em todo o mundo, desenvolveu um estudo para analisar a relação do surf e as alterações climáticas.</p><div class="texto-destacado">Este estudo mostra como as ondas dentro da rede de Reservas Mundiais de Surf serão afetadas pelas alterações climáticas de diferentes formas, dependendo de uma variedade de fatores, incluindo a sensibilidade da ondulação à altura do nível do mar, à composição do fundo do mar, à resiliência da linha costeira e muito mais.</div><p>Estando a resiliência da linha de costa relacionada com a degradação por construções, paredões e escassez de sedimentos, a sensibilidade ao nível do mar com o facto do aumento da profundidade da água alterar a quebra da onda e a composição do fundo do mar com o facto de serem os bancos de areia e recifes de corais que dão forma à onda.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sera-que-as-alteracoes-climaticas-tem-impacto-no-futuro-do-surf-em-muitas-regioes-da-terra-1790782059460.jpg" data-image="v2fohlkpmz29" alt="Recifes de corais" title="Recifes de corais"><figcaption>Os recifes de corais moldam o fundo do mar e criam algumas das ondas perfeitas para o surf</figcaption></figure><p>Neste estudo foram analisadas as vulnerabilidades de 57 picos de surf em 8 países, incluindo Portugal, Austrália, Peru, Brasil, EUA, Reino Unido, El Salvador e Costa Rica.</p><p>Estes locais foram selecionados por estarem incorporados na chamada Reserva Mundial de Surf, <strong>um estatuto solicitado pelos atores locais e designado pela associação Save the Waves, com base na importância cultural, histórica e ambiental de cada local para o surf</strong>.</p><p>O Dr. Dan Reineman, consultor e autor principal do estudo, utilizou uma ferramenta que desenvolveu, chamada SurfCAT, Ferramenta de Avaliação da Vulnerabilidade dos Picos de Surf às Alterações Climáticas, para analisar riscos diretos e indiretos.</p><p>Trata-se de uma série de questões, respondidas por 190 especialistas locais, das condições de surf, que gera uma avaliação dos fatores mais influenciados pelas alterações climáticas, <strong>criando-se assim uma base de dados única</strong>.</p><p>Esta ferramenta científica avalia múltiplas métricas de risco, incluindo a sensibilidade do pico de surf ao nível da maré e à subida do nível do mar, o transporte de sedimentos e composição do fundo do mar, a adaptabilidade da linha de costa e o corredor de ondulação, bem como a inclusão no planeamento da adaptação.</p><div class="texto-destacado">Uma das conclusões do estudo é que uma elevada proporção de picos de surf está em risco devido à resiliência da sua linha de costa (89% apresentam risco médio ou elevado), à sensibilidade à subida do nível do mar (79% apresentam risco médio ou elevado) e à composição do fundo marinho (75% apresentam risco médio ou elevado).</div><p>Assim, <strong>a maior parte dos picos de surf selecionados apresentam um risco médio ou elevado de perturbação devido às alterações climáticas.</strong></p><p>Enquanto a subida do nível do mar pode atuar em algumas regiões costeiras a longo prazo, as respostas humanas às alterações climáticas podem ter já um efeito a curto prazo.</p><h2>Além das alterações climáticas, há a intervenção humana a ter também impacto no surf </h2><p>As próprias respostas humanas às alterações climáticas, como, por exemplo, a construção de paredões que também representam ameaças existenciais e imediatas para a qualidade das ondas e a dinâmica de sedimentos.</p><div class="texto-destacado">Por exemplo, o que tem vindo a acontecer em Malibu ao longo dos anos é o resultado da intervenção humana, com a construção de barragens, diques e rios canalizados que privaram esta costa dos sedimentos que formam as suas praias. </div><p>Mas esta situação está a tornar-se rapidamente uma questão climática, porque uma costa desprovida das suas defesas naturais é uma costa sem nada que absorva o que está para vir, designadamente fortes tempestades. E nos próximos meses poderá ocorrer já um evento severo, atendendo ao grau de intensidade do atual El Niño.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="790954" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-el-nino-ja-atingiu-uma-intensidade-recorde-e-nem-sequer-chegou-ao-seu-pico-por-que-2027-preocupa.html" title="O El Niño já atingiu uma intensidade recorde e nem sequer chegou ao seu pico: porque é que 2027 preocupa">O El Niño já atingiu uma intensidade recorde e nem sequer chegou ao seu pico: porque é que 2027 preocupa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/o-el-nino-ja-atingiu-uma-intensidade-recorde-e-nem-sequer-chegou-ao-seu-pico-por-que-2027-preocupa.html" title="O El Niño já atingiu uma intensidade recorde e nem sequer chegou ao seu pico: porque é que 2027 preocupa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-nino-atteint-un-niveau-jamais-vu-si-tot-dans-l-annee-decouvrez-pourquoi-2027-est-deja-dans-le-viseur-changement-climatique-1790501080024_320.jpeg" alt="O El Niño já atingiu uma intensidade recorde e nem sequer chegou ao seu pico: porque é que 2027 preocupa"></a></article></aside><p>O Centro de Previsão Climática da NOAA emitiu um alerta El Niño e estima em <strong>mais de 90% a probabilidade de um evento muito forte na costa da Califórnia neste outono e inverno</strong>, pois a temperatura à superfície ultrapassou o recorde histórico para este fenómeno. </p><p>Malibu é apenas um exemplo visível de uma transformação que se desenrola ao longo de toda a costa da Califórnia, onde a areia que forma as praias foi cortada em quase todas as suas fontes: presa atrás de barragens nos rios que antes a forneciam e selada atrás de paredões nos penhascos que antes a depositavam.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/sera-que-as-alteracoes-climaticas-tem-impacto-no-futuro-do-surf-em-muitas-regioes-da-terra-1790782634097.jpg" data-image="7w28oa6b2aut" alt="Praia em Malibu" title="Praia em Malibu"><figcaption>A faixa de areia de muitas praias da costa da Califórnia está a tornar-se mais estreita</figcaption></figure><p>Estima-se que em Malibu ao longo dos anos, desde que foi construída a barragem de Rindge e construídos paredões ao longo da costa <strong>a contribuição de areia do ribeiro para a costa, de aproximadamente 41.000 metros cúbicos por ano, foi reduzido para cerca de 14.000.</strong></p><div class="texto-destacado">Cerca de 596.300 metros cúbicos de sedimentos permanecem hoje atrás da barragem, aproximadamente metade será areia adequada para praias, de acordo com o Departamento de Parques Estaduais da Califórnia.</div><p>No entanto na Gold Coast, na Austrália, a resposta foi diferente. Não é renunciar à proteção rígida, mas enterrá-la sob uma praia que se compromete a manter, e <strong>incorporar os efeitos do surf no planeamento costeiro, chegando mesmo a projetar um recife artificial com o surf como "prioridade máxima".</strong></p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Conclui-se assim, que os melhores picos de surf do mundo estão vulneráveis às alterações climáticas e à intervenção humana na costa.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>No entanto, é de referir que, em algumas regiões, a intervenção humana na costa é desencadeada como medida de prevenção e proteção a futuros impactos de temporais junto à costa, que, como se sabe, devido às alterações climáticas estão a tornar-se mais intensos e frequentes.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Reineman%2C%20D.%2C%20Hodges%2C%20T.%2C%20Sancho-Gallegos%2C%20D." data-year="2026" data-title="Globally%20significant%20surf%20breaks%20are%20vulnerable%20to%20climate%20change" data-url="https%3A%2F%2Fdoi.org%2F10.1007%2Fs10584-026-04264-8">Reineman, D., Hodges, T., Sancho-Gallegos, D.. (2026). <a href="https://doi.org/10.1007/s10584-026-04264-8" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Globally significant surf breaks are vulnerable to climate change</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/sera-que-as-alteracoes-climaticas-tem-impacto-no-futuro-do-surf-em-muitas-regioes-da-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Teresa Abrantes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Energias renováveis ​​bateram recorde em 2025, mas o mundo ainda está longe da meta climática para 2030]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/energias-renovaveis-bateram-recorde-em-2025-mas-o-mundo-ainda-esta-longe-da-meta-climatica-para.html</link><pubDate>Sun, 04 Oct 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>O mundo adicionou mais capacidade de energia renovável em 2025 do que nunca, mas, segundo um novo relatório da IRENA, o ritmo ainda está longe de ser suficiente para cumprir o compromisso assumido pelos países na COP28.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/draft-renewables-hit-a-record-in-2025-but-the-world-is-still-way-off-its-2030-climate-target-report-finds-1790677376803.png" data-image="6sn67idtz1cq"><figcaption>A capacidade global de energia renovável continuou a crescer a um ritmo recorde, mas os investigadores alertaram que a implementação ainda precisa quase dobrar para atingir a meta de triplicar a capacidade até 2030.</figcaption></figure><p>Na conferência do clima <strong>COP28</strong>, realizada em Dubai em 2023, mais de 100 países assinaram um compromisso de<strong> triplicar a capacidade global de energia renovável até 2030</strong>, ganhando destaque no noticiário mundial.</p><p>Esse foi um dos principais marcos das negociações e, a boa notícia é que a iniciativa parece ter funcionado até agora, já que as fontes renováveis continuaram a crescer desde então.</p><p>A informação consta num novo relatório elaborado pela Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), pela Presidência da COP31 e pela <em>Global Renewables Alliance</em>, indicando que<strong> o mundo adicionou um volume recorde de 690 gigawatts de capacidade de energia renovável em 2025</strong>. No entanto, o relatório também aponta que<strong> isso ainda não é suficiente</strong>.</p><h2>Ainda falta mais da metade do caminho</h2><p>O relatório constatou que, para realmente<strong> cumprir a meta</strong> de triplicar a capacidade de energia renovável, o <strong>mundo precisaria de instalar, em média, cerca de 1.200 GW de nova capacidade renovável a cada ano até 2030</strong>. Ou seja, basicamente, o ritmo atual precisa quase de dobrar.</p><p>A <strong>capacidade global total de energia renovável </strong>atingiu<strong> 5,15 terawatts no final de 2025</strong>, segundo o relatório. A meta necessária para cumprir o compromisso é de 11,2 TW, o que significa que o mundo ainda não chegou nem à metade do caminho, restando poucos anos para o prazo final.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/draft-renewables-hit-a-record-in-2025-but-the-world-is-still-way-off-its-2030-climate-target-report-finds-1790677417627.png" data-image="afyinf6p2a52"><figcaption>O relatório também destacou a necessidade de investimentos muito mais rápidos em redes elétricas, armazenamento e eficiência energética, para que a nova geração renovável possa ser utilizada de forma eficaz.</figcaption></figure><p>O relatório constatou que não são apenas as energias renováveis que estão a ficar para trás. A<strong> eficiência energética também está aquém do necessário</strong>: a intensidade energética deve melhorar cerca de 2% em 2025 — aproximadamente metade da taxa de 4% ao ano exigida para cumprir os compromissos de dobrar a eficiência.</p><p>"As energias renováveis ainda podem reduzir essa lacuna até 2030, mas a eficiência energética está atrasada, a <strong>procura</strong><strong> por eletricidade cresce mais rápido do que o previsto e a infraestrutura da rede não tem acompanhado esse ritmo</strong>", afirmou Francesco La Camera, diretor-geral da IRENA.</p><h2>O problema da rede</h2><p>A questão das redes elétricas é fundamental. Segundo o relatório, será <strong>necessário investir, em média, quase US$ 1 bilião por ano nas redes entre 2026 e 2030</strong> — valor quase duas vezes superior aos US$ 525 mil milhões gastos em 2025. Não faz muito sentido investir forte em energia solar e eólica se não houver como levar a eletricidade para onde ela é necessária.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/paineis-solares-que-nao-fazem-sombra-a-invencao-espanhola-que-revoluciona-a-convivencia-entre-agricultura-e-energia.html" title="'Painéis solares que não fazem sombra': a invenção espanhola que revoluciona a convivência entre agricultura e energia">"Painéis solares que não fazem sombra": a invenção espanhola que revoluciona a convivência entre agricultura e energia</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/paineis-solares-que-nao-fazem-sombra-a-invencao-espanhola-que-revoluciona-a-convivencia-entre-agricultura-e-energia.html" title="'Painéis solares que não fazem sombra': a invenção espanhola que revoluciona a convivência entre agricultura e energia"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/paneles-solares-que-no-hacen-sombra-el-invento-espanol-que-revoluciona-la-convivencia-entre-agricultura-y-energia-1787827287539_320.jpeg" alt="'Painéis solares que não fazem sombra': a invenção espanhola que revoluciona a convivência entre agricultura e energia"></a></article></aside><p>Ben Backwell, presidente da <em>Global Renewables Alliance</em>, afirmou que os governos precisam de "tornar as energias renováveis uma prioridade económica nacional", o que inclui expandir as redes elétricas, ampliar a capacidade de armazenamento e eletrificar residências, transportes e a indústria.</p><p><em></em></p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="IRENA%20via%20Reuters" data-year="September%202026" data-title="%E2%80%8BGlobal%20renewable%20deployment%20must%20double%20to%20hit%202030%20climate%20target%2C%20report%20says" data-url="https%3A%2F%2Fwww.reuters.com%2Fsustainability%2Fcop%2Fglobal-renewable-deployment-must-double-hit-2030-climate-target-report-says-2026-09-21%2F">IRENA via Reuters. (September 2026). <a href="https://www.reuters.com/sustainability/cop/global-renewable-deployment-must-double-hit-2030-climate-target-report-says-2026-09-21/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Global renewable deployment must double to hit 2030 climate target, report says</a>.</cite></p></section><p><em><br></em></p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/energias-renovaveis-bateram-recorde-em-2025-mas-o-mundo-ainda-esta-longe-da-meta-climatica-para.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Se adoras a chuva, estes cinco países onde chove quase o ano inteiro vão cativar-te completamente]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/se-adoras-a-chuva-estes-cinco-paises-onde-chove-quase-o-ano-inteiro-vao-cativar-te-completamente.html</link><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 15:05:23 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Este recurso vital sustenta a vida e contribui para regular a temperatura do planeta. Se gostas de chuva, nestes países podes desfrutar dela praticamente durante todo o ano.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/si-eres-amante-de-las-lluvias-estos-5-paises-donde-llueve-casi-todo-el-ano-te-fascinaran-por-completo-1790624090585.jpg" data-image="4n381iqk670o" alt="Questo fenomeno meteorologico è ciò che guida in modo significativo la vita sul pianeta." title="Questo fenomeno meteorologico è ciò che guida in modo significativo la vita sul pianeta."><figcaption>Este fenómeno meteorológico é o que influencia de forma significativa a vida no planeta.</figcaption></figure><p><strong>Considerada o motor do ciclo hidrológico, a chuva é um recurso vital que sustenta a vida na Terra</strong>. Entre os seus importantes benefícios contam-se a regulação das temperaturas, a purificação do ambiente e um contributo significativo para o bem-estar humano e ambiental.</p><p><strong>Além de alimentar e repor as reservas de rios, lagos, lagoas e bacias, a água da chuva infiltra-se no solo, recarregando os aquíferos</strong>; além disso, atenua os efeitos das ilhas de calor nos espaços urbanos, refrescando o ambiente e reduzindo as temperaturas elevadas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Para quem gosta da chuva, o seu aroma é inconfundível e contribui para manter o bom humor.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p><strong>Para quem gosta da chuva, o seu aroma é inconfundível e contribui para manter o bom humor</strong>. A chuva, de facto, liberta iões negativos no ar que, em concentrações elevadas, estimulam a produção de serotonina, promovendo um estado de relaxamento e bem-estar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/si-eres-amante-de-las-lluvias-estos-5-paises-donde-llueve-casi-todo-el-ano-te-fascinaran-por-completo-1790624388986.jpg" data-image="zolw3f3glxzg" alt="Per le sue condizioni orografiche, fisiche e climatiche, la Colombia è il Paese più piovoso." title="Per le sue condizioni orografiche, fisiche e climatiche, la Colombia è il Paese più piovoso."><figcaption>Devido às suas condições orográficas, físicas e climáticas, a Colômbia é o país mais chuvoso.</figcaption></figure><p>A chuva contribui, de certa forma, para purificar o ar; dependendo da quantidade e da intensidade, logo após a sua passagem pela região, chega ar de melhor qualidade, o que resulta numa melhoria das condições atmosféricas.<strong> Se gostas de ver a chuva e de te molhar, eis os cinco países onde chove praticamente durante todo o ano</strong>.</p><h2>1. Colômbia</h2><p>De acordo com os dados climatológicos, a Colômbia ocupa o primeiro lugar no ranking mundial dos países onde <strong>as precipitações ocorrem praticamente durante todo o ano, com uma média de 3240 milímetros por ano</strong>. A sua localização tropical e a convergência de ventos húmidos favorecem esta característica.</p><p>Embora existam dois períodos principais em que as precipitações são mais frequentes e intensas — de abril a junho e de setembro a novembro —, <strong>a região do Pacífico apresenta níveis extremos e constantes de chuva ao longo de todo o ano</strong>; na região das Caraíbas, por outro lado, as precipitações são mais curtas e variáveis. </p><h3>2. São Tomé e Príncipe</h3><p><strong>Situado muito perto do Equador e caracterizado por altas montanhas que intercetam os ventos húmidos provenientes do mar</strong>, São Tomé e Príncipe é uma pequena nação insular africana situada no Golfo da Guiné, numa zona muito quente onde a água evapora rapidamente, favorecendo a formação de nuvens praticamente todos os dias do ano.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>São Tomé e Príncipe é uma pequena nação insular africana situada no Golfo da Guiné, numa zona muito quente onde a água evapora rapidamente, favorecendo a formação de nuvens praticamente todos os dias do ano.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Os ventos húmidos concentram-se nos altos picos montanhosos, como o Pico de São Tomé. Isto favorece a acumulação de humidade e precipitações intensas. <strong>Esta pequena nação insular africana regista cerca de 3 200 milímetros de chuva ao longo do ano</strong>. A temperatura média atinge os 27 °C nas zonas costeiras e a humidade do ar chega aos 80%. </p><h2>3. Papua-Nova Guiné</h2><p><strong>É um dos países menos explorados do ponto de vista cultural e geográfico pela comunidade científica</strong>; muitas das suas espécies de flora e fauna ainda estão por descobrir. Situa-se na Melanésia, no sudoeste do Pacífico, imediatamente a norte da Austrália.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/si-eres-amante-de-las-lluvias-estos-5-paises-donde-llueve-casi-todo-el-ano-te-fascinaran-por-completo-1790624601310.jpg" data-image="89i1kg8fuejk" alt="Con il suo impressionante Canale, anche a Panama piove per buona parte dell’anno." title="Con il suo impressionante Canale, anche a Panama piove per buona parte dell’anno."><figcaption>Com o seu impressionante Canal, também no Panamá chove durante grande parte do ano.</figcaption></figure><p><strong>Faz parte da Oceânia e regista uma média de mais de 3000 milímetros de precipitação por ano</strong>. As suas imponentes e altas cadeias montanhosas fazem com que os ventos carregados de humidade, ao depararem-se com elas, se condensem, formando nuvens orográficas e provocando chuvas torrenciais; além disso, o norte do país é influenciado pela Zona de Convergência Intertropical, que traz humidade durante grande parte do ano.</p><h3>4. Ilhas Salomão</h3><p>Neste arquipélago situado no sudoeste do Pacífico, próximo da zona equatorial e tropical, <strong>convergem correntes húmidas que transportam nebulosidade e precipitações abundantes</strong>. A região é também afetada pelos alísios de sudeste, que favorecem a formação de nuvens orográficas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="788393" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-geografia-nao-estuda-somente-capitais-paises-e-mapas-descubra-o-fascinio-da-ciencia-da-encruzilhada.html" title="A geografia não estuda somente capitais, países e mapas. Descubra o fascínio da ciência da 'encruzilhada'!">A geografia não estuda somente capitais, países e mapas. Descubra o fascínio da ciência da "encruzilhada"!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-geografia-nao-estuda-somente-capitais-paises-e-mapas-descubra-o-fascinio-da-ciencia-da-encruzilhada.html" title="A geografia não estuda somente capitais, países e mapas. Descubra o fascínio da ciência da 'encruzilhada'!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/a-geografia-nao-estuda-somente-capitais-paises-e-mapas-descubra-o-fascinio-da-ciencia-da-encruzilhada-1789235926711_320.jpg" alt="A geografia não estuda somente capitais, países e mapas. Descubra o fascínio da ciência da 'encruzilhada'!"></a></article></aside><p>O ecossistema predominante é o da floresta tropical, com variações sazonais muito limitadas durante grande parte do ano. <strong>No que diz respeito às temperaturas, raramente se ultrapassam os 32 °C</strong>; o clima é tropical e as precipitações são frequentes.</p><h2>5. Panamá</h2><p> Este país da América Central regista uma média de cerca de 2 928 milímetros de precipitação por ano.<strong> Tem um clima tropical quente e húmido, com uma temperatura média superior a 26 °C</strong>; é um istmo estreito e montanhoso atravessado pelo Canal do Panamá, que liga os oceanos Pacífico e Atlântico.</p><p>A evaporação constante na região favorece uma elevada humidade relativa, o que contribui para a formação de nuvens imponentes com forte desenvolvimento vertical. <strong>A Cordilheira Central faz com que, durante a subida, os ventos húmidos arrefeçam, formando nebulosidade e precipitações intensas de tipo orográfico</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/se-adoras-a-chuva-estes-cinco-paises-onde-chove-quase-o-ano-inteiro-vao-cativar-te-completamente.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Descobrem um fóssil fundamental para a evolução dos anfíbios: dois estudantes batizam-no em homenagem às suas mães]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/descobrem-um-fossil-fundamental-para-a-evolucao-dos-anfibios-dois-estudantes-batizam-no-em-homenagem-as-suas-maes.html</link><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 14:53:14 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Atualmente, Mazon Creek alberga um dos melhores sítios fósseis do mundo, com fósseis que conservam vestígios de tecidos moles e detalhes minuciosos que normalmente se perdem.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/hallan-un-fosil-clave-en-la-evolucion-de-los-anfibios-dos-estudiantes-lo-nombran-en-honor-a-sus-madres-1790831037799.jpg" data-image="x6vt2ivkk9h2" alt="Lo fascinante de Mazon Creek es que conserva todos los detalles inusuales, como las almohadillas de los dedos y los contornos corporales." title="Lo fascinante de Mazon Creek es que conserva todos los detalles inusuales, como las almohadillas de los dedos y los contornos corporales."><figcaption>O que é fascinante em Mazon Creek é que conserva todos os detalhes invulgares, como as almofadas dos dedos e os contornos do corpo.</figcaption></figure><p>A zona em redor de Chicago <strong>há 309 milhões de anos era uma região pantanosa repleta dos primeiros habitantes terrestres</strong>, insetos gigantes e animais aquáticos estranhos. O que outrora foi um viveiro de novas formas de vida que floresceram e evoluíram, tornou-se um dos sítios fósseis do período Carbonífero mais ricos da atualidade.</p><p>Dois jovens estudantes de ciências do Museu Field <strong>acabaram de descrever o último animal descoberto neste local</strong>, e batizaram-no com o nome das suas mães, ambas chamadas Jean.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Trata-se do Jeanerpeton mazonensis, que significa "o réptil de Jean do ribeiro Mazon". A descoberta foi publicada na revista Journal of Vertebrate Paleontology; o J. mazonensis é um antepassado primitivo dos anfíbios atuais. É muito semelhante a uma salamandra, mas um pouco mais rechonchudo, como um sapo gordinho.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A receita perfeita para a fossilização foi a zona pantanosa, onde o sedimento se depositou rapidamente sobre animais e plantas mortos. Atualmente, o Mazon Creek alberga um dos melhores sítios fósseis do mundo, com fósseis que conservam registos de tecidos moles e detalhes finos que normalmente se perdem.</p><p><strong>O que é fascinante em Mazon Creek é que conserva todos os detalhes invulgares, como as almofadas dos dedos</strong> e os contornos corporais, explicou Allison Sefcovic, coautora principal do artigo e bolseira do programa "Mulheres na Ciência 2025" no Field.</p><h2>Descrição do fóssil</h2><p>Neste fóssil descrito por elas, o Jeanerpeton, é possível observar algumas escamas nas costas e pequenas costelas abdominais, denominadas gastralias.</p><p><strong>O reestudo deste fóssil, com especial atenção dedicada ao crânio dorsal e lateral e ao esqueleto axial, revelou diferenças distintivas</strong> em relação aos anfibamiformes contemporâneos e a outros do Permi-Carbonífero, o que permite a designação do novo táxon Jeanerpeton mazonensis, gen. et sp. nov.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hallan-un-fosil-clave-en-la-evolucion-de-los-anfibios-dos-estudiantes-lo-nombran-en-honor-a-sus-madres-1790830378337.jpg" data-image="hxvrtc6jbras" alt="Es similar a una salamandra, pero un poco más gordita, como una regordeta rana. Publicación tomada de la revista de Paleontología de Vertebrados." title="Es similar a una salamandra, pero un poco más gordita, como una regordeta rana. Publicación tomada de la revista de Paleontología de Vertebrados."><figcaption>É semelhante a uma salamandra, mas um pouco mais gordinha, como um sapo rechonchudo. Artigo retirado da revista "Paleontologia dos Vertebrados".</figcaption></figure><p>Estes fósseis são tão surpreendentes que é possível ver até as impressões dos olhos. <strong>Estas descobertas apontam para uma origem há 309 milhões de anos</strong> das características clássicas que observamos nas rãs e salamandras atuais.</p><p>O espécime holótipo do <em>Jeanerpeton mazonensis</em> <strong>consiste num esqueleto bem conservado, quase completo, e numa impressão parcial dos tecidos moles do corpo,</strong> bem como na sua contraparte conservada numa concreção de siderite.</p><p><strong>O fóssil foi descoberto há muitos anos por um colecionador amador e doado ao Museu Field</strong>. À primeira vista, o fóssil foi classificado como pertencente a outra espécie com presença bem estabelecida na região, a Amphibamus grandiceps.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777681" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/novas-descobertas-fosseis-aproximam-os-neandertais-dos-humanos-modernos.html" title="Novas descobertas fósseis aproximam os neandertais dos humanos modernos">Novas descobertas fósseis aproximam os neandertais dos humanos modernos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/novas-descobertas-fosseis-aproximam-os-neandertais-dos-humanos-modernos.html" title="Novas descobertas fósseis aproximam os neandertais dos humanos modernos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/new-fossil-evidence-brings-neanderthals-closer-to-modern-humans-1783444355580_320.jpg" alt="Novas descobertas fósseis aproximam os neandertais dos humanos modernos"></a></article></aside><p>As coautoras principais do estudo, Payton Kohlberg e Allison Sefcovic, fizeram <strong>parte da turma do ano passado do programa de bolsas de estudo para mulheres do Field Museum</strong>, um programa que incentiva as jovens a seguirem carreiras na ciência e nos museus.</p><p>Elas, juntamente com So, fazem parte do grupo de investigação de Arjan Mann, conservador adjunto de peixes fósseis e tetrápodes primitivos do Field Museum, no Centro de Investigação Integrativa Negaunee.</p><p><strong>Esta descoberta e a sua descrição abrem novas perspetivas para os investigadores que continuam a documentar a biodiversidade que outrora habitou o Mazon Creek</strong>. Estas descobertas demonstram a grande variedade de vida que existia em Illinois há mais de 300 milhões de anos.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Allison%20J.%20Sefcovic%2C%20Payton%20J.%20Kohlberg%20%2CCalvino%2C%20Arjan%20Mann" data-year="2026" data-title="Jeanerpeton%20mazonensis%20%2C%20gen.%20et%20sp.%20nov.%3A%20un%20nuevo%20anfibamiforme%20del%20Carbon%C3%ADfero%20superior%2C%20excepcionalmente%20bien%20conservado%2C%20procedente%20del%20yacimiento%20arqueol%C3%B3gico%20de%20Mazon%20Creek%2C%20Illinois." data-url="https%3A%2F%2Fwww.tandfonline.com%2Fdoi%2Ffull%2F10.1080%2F02724634.2026.2698799%23abstract">Allison J. Sefcovic, Payton J. Kohlberg ,Calvino, Arjan Mann. (2026). <a href="https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/02724634.2026.2698799#abstract" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Jeanerpeton mazonensis , gen. et sp. nov.: un nuevo anfibamiforme del Carbonífero superior, excepcionalmente bien conservado, procedente del yacimiento arqueológico de Mazon Creek, Illinois.</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/descobrem-um-fossil-fundamental-para-a-evolucao-dos-anfibios-dois-estudantes-batizam-no-em-homenagem-as-suas-maes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Avisos amarelos do IPMA em Portugal: trovoadas, chuva forte, granizo e rajadas marcam a tarde deste sábado, 3 de outubro]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/avisos-amarelos-do-ipma-em-portugal-trovoadas-chuva-forte-granizo-e-rajadas-marcam-a-tarde-deste-sabado-3-de-outubro.html</link><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 13:07:06 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nove distritos estão sob aviso amarelo este sábado devido ao risco de trovoadas, aguaceiros localmente fortes, granizo e rajadas intensas. A instabilidade deverá atingir o pico durante a tarde, antes de perder força no domingo.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbh6p7q"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbh6p7q.jpg" id="xbh6p7q"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>O primeiro fim de semana de outubro será marcado por <strong>forte instabilidade atmosférica em boa parte de Portugal continental</strong>, associada à presença de uma depressão isolada em altitude, frequentemente designada por gota fria. Este sábado (3) será o dia mais delicado, com possibilidade de aguaceiros localmente fortes, trovoadas, granizo e rajadas intensas.</p><h2>IPMA coloca nove distritos sob aviso amarelo</h2><p>O IPMA mantém este sábado <strong>avisos amarelos de trovoada em nove distritos: Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Guarda, Portalegre, Santarém, Vila Real e Viseu</strong>. Segundo o Instituto, estão reunidas condições para fenómenos meteorológicos localizados, incluindo precipitação de <strong>10 a 20 mm numa hora</strong>, granizo com diâmetro inferior a 2 cm e rajadas entre 70 e 90 km/h. Os avisos prolongam-se até às 22h em Portugal continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/avisos-amarelos-do-ipma-em-portugal-trovoadas-chuva-forte-granizo-e-rajadas-marcam-a-tarde-deste-sabado-1791029502476.jpg" data-image="06io5qzv585h" alt="Avisos Meteorológicos" title="Avisos Meteorológicos"><figcaption>Vários distritos de Portugal continental estão este sábado sob aviso amarelo devido à possibilidade de fenómenos convectivos localmente intensos.</figcaption></figure><p>A natureza convectiva desta situação significa, contudo, que <strong>nem todas as localidades abrangidas pelos avisos irão necessariamente registar estes fenómenos</strong>. Poderão existir diferenças significativas em poucos quilómetros.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Durante a tarde, a precipitação deverá ganhar expressão inicialmente no Nordeste Transmontano. De acordo com os mapas da Meteored, baseados no modelo ECMWF, por volta das 16h já poderão existir núcleos mais organizados entre Vila Real, Viseu e áreas próximas, com acumulados horários localmente próximos aos 10 mm.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/avisos-amarelos-do-ipma-em-portugal-trovoadas-chuva-forte-granizo-e-rajadas-marcam-a-tarde-deste-sabado-1791029534002.jpg" data-image="pagsoryfaorl" alt="Chuva" title="Chuva"><figcaption>Durante a tarde, poderão formar-se núcleos de precipitação mais organizados, sobretudo no Norte e Centro, com chuva localmente forte num curto espaço de tempo.</figcaption></figure><p><strong>Na Guarda, o período entre aproximadamente as 17h e as 19h merece também atenção</strong>, uma vez que a persistência de alguns núcleos poderá resultar em acumulados expressivos num curto intervalo.<strong> Santarém poderá registar atividade convectiva mais intensa ao final da tarde</strong>.</p><h2>Porque podem ocorrer trovoadas, granizo e rajadas fortes?</h2><p>A presença de <strong>ar relativamente quente e húmido junto à superfície, combinada com ar mais frio em altitude</strong>, favorece a instabilidade. O ar mais quente ascende rapidamente, arrefece e condensa, dando origem a nuvens de grande desenvolvimento vertical.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/avisos-amarelos-do-ipma-em-portugal-trovoadas-chuva-forte-granizo-e-rajadas-marcam-a-tarde-deste-sabado-1791029579613.jpg" data-image="olii9yx30uiv" alt="Densidade de raios" title="Densidade de raios"><figcaption>As trovoadas deverão acompanhar alguns dos aguaceiros mais intensos, com maior atividade elétrica prevista em várias zonas do Norte e Centro.</figcaption></figure><p> Dentro destas nuvens formam-se fortes correntes ascendentes e descendentes. É este mecanismo que permite não apenas a ocorrência de chuva intensa e descargas elétricas, mas também a formação de <strong>granizo</strong>. Por sua vez, as correntes descendentes podem atingir rapidamente a superfície e espalhar-se horizontalmente, produzindo <strong>rajadas fortes e muito localizadas</strong>.</p><p> É precisamente o caráter localizado destes fenómenos que torna a previsão mais complexa, uma localidade pode receber um aguaceiro intenso acompanhado de trovoada, enquanto poucos quilómetros ao lado a precipitação poderá ser bastante mais fraca. </p><h2>Chuva e trovoadas perdem força durante a noite</h2><p>A partir do final da tarde e, sobretudo, depois das 21h, a atividade deverá começar gradualmente a diminuir. Os avisos atualmente emitidos pelo IPMA terminam às 22h locais, não existindo, à hora desta atualização, avisos de trovoada para domingo ou segunda-feira.</p><div class="texto-destacado">Apesar disso, <strong>domingo (4) ainda deverá ser um dia instável</strong>, embora bastante menos ativo. Continuam a ser possíveis períodos de chuva e alguma trovoada, mas de forma mais dispersa e, em geral, menos intensa.</div><p>No Sul, Évora e Beja poderão estar entre as áreas onde a precipitação terá maior expressão, sobretudo durante a tarde, aproximadamente entre as 13h e as 19h. Ainda assim, deverá tratar-se maioritariamente de chuva fraca e irregular.</p><h2>Pouca chuva acumulada não elimina episódios intensos</h2><p>O mapa de precipitação acumulada mostra que, no conjunto do episódio, <strong>os valores previstos não são particularmente elevados na generalidade do território</strong>. Contudo, este dado pode esconder a principal característica das situações convectivas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/avisos-amarelos-do-ipma-em-portugal-trovoadas-chuva-forte-granizo-e-rajadas-marcam-a-tarde-deste-sabado-1791029674115.jpg" data-image="krj5rtnmarb5" alt="Precipitação acumulada" title="Precipitação acumulada"><figcaption>Apesar dos episódios localmente intensos, os acumulados previstos para o conjunto do episódio não deverão ser muito expressivos na generalidade do território.</figcaption></figure><p>Uma célula de trovoada pode descarregar uma quantidade significativa de água <strong>numa área muito pequena e em poucos minutos</strong>. Quando a intensidade da chuva ultrapassa temporariamente a capacidade de drenagem, podem ocorrer acumulações rápidas de água e inundações localizadas, mesmo que o total de precipitação de todo o episódio não seja elevado.</p><p>Nestes casos, o <strong>radar de precipitação da Meteored</strong> torna-se particularmente útil, permite acompanhar praticamente em tempo real onde estão os núcleos de chuva, a sua intensidade e a direção em que se deslocam.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791684" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-enfrentam-ultimos-remanescentes-da-depressao-pos-tropical-hanna-esta-ilha-ainda-podera-acumular-quase-70-mm.html" title="Açores enfrentam últimos remanescentes da depressão pós-tropical Hanna: esta ilha ainda poderá acumular quase 70 mm">Açores enfrentam últimos remanescentes da depressão pós-tropical Hanna: esta ilha ainda poderá acumular quase 70 mm</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-enfrentam-ultimos-remanescentes-da-depressao-pos-tropical-hanna-esta-ilha-ainda-podera-acumular-quase-70-mm.html" title="Açores enfrentam últimos remanescentes da depressão pós-tropical Hanna: esta ilha ainda poderá acumular quase 70 mm"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/acores-enfrentam-ultimos-remanescentes-da-depressao-pos-tropical-hanna-esta-ilha-ainda-podera-acumular-quase-70-mm-1791031448328_320.jpg" alt="Açores enfrentam últimos remanescentes da depressão pós-tropical Hanna: esta ilha ainda poderá acumular quase 70 mm"></a></article></aside><p>Na <strong>segunda-feira (5)</strong>, a instabilidade poderá continuar presente, mas a distribuição exata da precipitação dependerá da evolução e posicionamento da depressão, pelo que será importante acompanhar as próximas atualizações.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/avisos-amarelos-do-ipma-em-portugal-trovoadas-chuva-forte-granizo-e-rajadas-marcam-a-tarde-deste-sabado-3-de-outubro.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Açores enfrentam últimos remanescentes da depressão pós-tropical Hanna: esta ilha ainda poderá acumular quase 70 mm]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-enfrentam-ultimos-remanescentes-da-depressao-pos-tropical-hanna-esta-ilha-ainda-podera-acumular-quase-70-mm.html</link><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 12:51:07 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>O primeiro fim de semana de outubro corresponderá à fase final da passagem do sistema pós-tropical Hanna pelo arquipélago dos Açores. Apesar da lenta e gradual perda de intensidade da depressão, ainda persistirão aguaceiros, vento e possibilidade de trovoada, especialmente no Grupo Oriental.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xbh6ure"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xbh6ure.jpg" id="xbh6ure"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Nas últimas horas a<strong> instabilidade associada à ex-depressão tropical Hanna tem vindo a diminuir significativamente nos Açores</strong>, apesar de ainda estar prevista a sua influência sobre os Grupos Central e Oriental do arquipélago.</p><p> Ao início da tarde deste sábado, 3 de outubro, o radar de chuva mostrava que, tanto sobre o Grupo Ocidental, como o Grupo Central, já só restavam vestígios residuais. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-enfrentam-ultimos-remanescentes-da-depressao-pos-tropical-hanna-esta-ilha-ainda-podera-acumular-quase-70-mm-1791029837094.jpg" data-image="m71nsaemupjr"><figcaption>Radar revela em que áreas do arquipélago dos Açores estava a chover ao início da tarde deste sábado, 3 de outubro.</figcaption></figure><p>Aliás, é possível verificar que grande parte das bandas de<strong> nebulosidade e precipitação</strong>, com potencial para ocorrência de<strong> trovoadas, concentrava-se ao largo das ilhas mais orientais - São Miguel e Santa Maria - surgindo maioritariamente sobre o Atlântico</strong> e não tanto em terra firme.</p><h2>Como evoluirá a situação nos Açores na segunda metade deste sábado, 3 de outubro?</h2><p><strong>Na segunda metade deste sábado, 3 de outubro</strong>, as linhas de instabilidade associadas à antiga depressão tropical Hanna continuarão a rodopiar nas imediações dos Açores,<strong> prevendo-se que se desloquem sobretudo na metade mais oriental do arquipélago</strong>. Embora possam surgir períodos de céu muito nublado e boas abertas, ainda haverá espaço para a ocorrência de aguaceiros fracos nos Grupos Ocidental e Central.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-enfrentam-ultimos-remanescentes-da-depressao-pos-tropical-hanna-esta-ilha-ainda-podera-acumular-quase-70-mm-1791030004212.jpg" data-image="67gttfjsb2su"><figcaption>Previsão da distribuição de chuva acumulada até às 23:00 de domingo, 4 de outubro. Perspetiva-se que Santa Maria seja a ilha mais exposta à ocorrência de precipitação pontualmente forte, estimando-se acumulados de quase 70 mm desde a meia-noite de sábado (3) até à última hora de domingo (4).</figcaption></figure><p>Já nas <strong>2 ilhas mais orientais do arquipélago dos Açores</strong> - onde se espera que a instabilidade se prolongue durante mais horas - o cenário previsto aponta para <strong>uma maior frequência de períodos de chuva ou aguaceiros, potencialmente acompanhados de trovoadas</strong>. As condições meteorológicas adversas poderão durar praticamente até às últimas horas da noite deste sábado (3), sobretudo em <strong>Santa Maria - ilha onde se prevê os acumulados de precipitação mais elevados</strong>.</p><p>Ainda na tarde e noite deste sábado prevê-se que boa parte do Grupo Oriental dos Açores enfrente <strong>rajadas fortes de vento (superiores a 50 km/h e até 70 km/h) - sobretudo nas zonas orientais de São Miguel e Santa Maria</strong>. No Grupo Central, sobretudo nas ilhas da Terceira, Graciosa e São Jorge, também estão previstas rajadas pontualmente fortes, de até 50 km/h, nas últimas horas de hoje (3) e durante boa parte do dia de amanhã, 4 de outubro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/acores-enfrentam-ultimos-remanescentes-da-depressao-pos-tropical-hanna-esta-ilha-ainda-podera-acumular-quase-70-mm-1791030287610.jpg" data-image="ni6izc11izrm"><figcaption>As rajadas mais fortes poderão atingir velocidades superiores a 50 km/h na tarde e noite deste sábado, 3 de outubro, sendo mais prováveis e frequentes no Grupo Oriental.</figcaption></figure><p>Esta intensificação temporária do vento estará associada à passagem pelos Açores dos restos da baixa pressão pós-tropical Hanna e ao gradiente de pressão que se estabelecerá entre este sistema e a crista anticiclónica posicionada a nordeste, <strong>forçando os remanescentes de instabilidade a deslocarem-se para oes-sudoeste</strong>.</p><h2>Aguaceiros persistem no domingo, 4 de outubro, alternando com céu muito nublado e boas abertas</h2><p> Deste modo - e da mesma forma que o anticiclone terá um papel importante na evolução da trajetória das linhas de instabilidade pelos Açores, intensificando temporariamente o gradiente de pressão e o vento - essa mesma<strong> região de altas pressões será a responsável por fazer com que o sistema pós-tropical Hanna perca gradualmente intensidade e organização ao longo de domingo (4) </strong>até se dissipar. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="791584" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-avisa-entre-sabado-e-segunda-a-gota-fria-intensificara-aguaceiros-e-trovoada-no-interior-norte-e-centro.html" title="Alfredo Graça avisa: “Entre sábado e segunda a gota fria intensificará aguaceiros e trovoada no interior Norte e Centro'">Alfredo Graça avisa: “Entre sábado e segunda a gota fria intensificará aguaceiros e trovoada no interior Norte e Centro"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/alfredo-graca-avisa-entre-sabado-e-segunda-a-gota-fria-intensificara-aguaceiros-e-trovoada-no-interior-norte-e-centro.html" title="Alfredo Graça avisa: “Entre sábado e segunda a gota fria intensificará aguaceiros e trovoada no interior Norte e Centro'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/alfredo-graca-avisa-entre-sabado-e-segunda-a-gota-fria-intensificara-aguaceiros-e-trovoada-no-interior-norte-e-centro-1790957360415_320.jpg" alt="Alfredo Graça avisa: “Entre sábado e segunda a gota fria intensificará aguaceiros e trovoada no interior Norte e Centro'"></a></article></aside><p><strong>Assim, para domingo, 4 de outubro, prevê-se que alguns aguaceiros fracos e dispersos</strong>, gerados pela desagregação lenta e progressiva do sistema, ainda surjam pelos Açores, sendo, de acordo com a previsão atualmente disponível, <strong>mais prováveis durante a madrugada e primeiras horas da manhã no Grupo Oriental e ao longo do dia no Grupo Central</strong>. Já para o Grupo Ocidental espera-se um panorama estável, com períodos de céu muito nublado e boas abertas.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/acores-enfrentam-ultimos-remanescentes-da-depressao-pos-tropical-hanna-esta-ilha-ainda-podera-acumular-quase-70-mm.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O outono semeia a primavera: a história da fava em Portugal ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-outono-semeia-a-primavera-a-historia-da-fava-em-portugal.html</link><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 08:45:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>No outono, a terra portuguesa recebe as primeiras sementes de fava, uma cultura tradicional que atravessa o inverno e chega à primavera carregada de sabor e tradição. Descubra aqui mais sobre esta cultura!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-outono-semeia-a-primavera-a-historia-da-fava-em-portugal-1790925815941.jpg" data-image="gevfoi7kferf" alt="Favas no outono" title="Favas no outono"><figcaption>No outono, as sementes de fava encontram na terra portuguesa o início de um ciclo que atravessa os meses frios e culmina na primavera.</figcaption></figure><p>Quando os dias começam a ficar mais frescos e a terra recebe as primeiras chuvas de outono, é tempo de <strong>preparar muitas culturas para os meses seguintes</strong>.</p><p>Entre elas está a <strong>fava, uma leguminosa tradicional </strong>que encontra em Portugal condições favoráveis para crescer e que, apesar da sua simplicidade, continua a ter um <strong>lugar importante na agricultura e na gastronomia nacionais</strong>.</p><p>A fava (<em>Vicia faba</em>) é uma das <strong>leguminosas cultivadas há mais tempo pelo ser humano</strong>. Em Portugal, faz parte de uma agricultura marcada pela <strong>diversidade regional e por sistemas de cultivo </strong>onde as leguminosas desempenham um papel particularmente interessante, <strong>além de produzirem alimento, ajudam a enriquecer o solo </strong>através da associação das suas raízes com bactérias capazes de fixar azoto atmosférico.</p><h2>Uma cultura que começa no outono</h2><p>De acordo com o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV) em muitas regiões portuguesas, a fava pode ser <strong>semeada durante o outono, sobretudo entre outubro e novembro</strong>, embora a época adequada dependa das condições locais e da variedade utilizada. A instalação nesta altura permite que as plantas se desenvolvam durante os meses mais húmidos e frescos, ficando preparadas para a produção nos meses seguintes.</p><div class="texto-destacado"><strong>“A fava apresenta um elevado potencial para a sustentabilidade dos sistemas agrícolas, nomeadamente pela sua capacidade de fixação biológica de azoto.”</strong><br>Revista de Ciências Agrárias</div><p>A fava adapta-se relativamente bem ao clima português, embora não goste de solos encharcados. <strong>Prefere terrenos com boa drenagem e exposição solar</strong>, necessitando de água suficiente para se desenvolver, mas sem excesso de humidade junto às raízes.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="675559" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/no-mes-de-outubro-a-rainha-e-a-abobora.html" title="No mês de outubro a rainha é a abóbora!">No mês de outubro a rainha é a abóbora!</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/no-mes-de-outubro-a-rainha-e-a-abobora.html" title="No mês de outubro a rainha é a abóbora!"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/no-mes-de-outubro-a-rainha-e-a-abobora-1727264099024_320.jpg" alt="No mês de outubro a rainha é a abóbora!"></a></article></aside><p><strong>Durante o inverno, a planta permanece em crescimento </strong>e vai formando uma estrutura robusta. Com a chegada de temperaturas mais amenas, surgem as flores, geralmente brancas com manchas escuras, que dão origem às características vagens.</p><h2>Da terra para a mesa</h2><p><strong>A colheita das favas ocorre normalmente na primavera</strong>, quando as vagens ainda estão tenras para consumo em fresco. Dependendo da finalidade, também podem ser deixadas amadurecer para obter sementes secas, que apresentam uma utilização culinária diferente e podem ser armazenadas durante mais tempo.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-outono-semeia-a-primavera-a-historia-da-fava-em-portugal-1790925852471.jpg" data-image="jx2p32cskkkn" alt="Plantação" title="Plantação"><figcaption>Com flores delicadas e características vagens, a fava desenvolve-se durante os meses mais frescos antes de chegar à época de colheita.</figcaption></figure><p>Na cozinha portuguesa, as favas têm uma presença particularmente forte. <strong>Favas guisadas, acompanhadas por enchidos ou outras carnes</strong>, são um dos pratos mais conhecidos, mas esta leguminosa também pode ser utilizada em sopas, saladas, arrozes e preparações vegetarianas.</p><p>Além do seu interesse gastronómico, as favas <strong>fornecem proteína vegetal, fibra, vitaminas e minerais</strong>, tornando-se uma opção nutritiva numa alimentação diversificada.</p><h2>Uma aliada do solo</h2><p>O interesse da fava não termina na produção alimentar. Como acontece com outras leguminosas, <strong>a planta estabelece uma relação simbiótica com bactérias presentes nos nódulos das raízes</strong>. Estas bactérias ajudam a transformar o azoto atmosférico numa forma que a planta consegue utilizar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-outono-semeia-a-primavera-a-historia-da-fava-em-portugal-1790925876295.jpg" data-image="is0tbou7mgqa" alt="À mesa" title="À mesa"><figcaption>Frescas ou secas, as favas fazem parte da tradição gastronómica portuguesa e continuam a levar aos pratos o sabor de uma cultura ancestral.</figcaption></figure><p>Por essa razão, <strong>a fava pode integrar rotações de culturas</strong>, contribuindo para sistemas agrícolas mais diversificados e para uma utilização mais eficiente dos nutrientes do solo. Depois da cultura, os restos vegetais podem ainda contribuir para a matéria orgânica quando incorporados no terreno.</p><p>Num momento em que a agricultura procura soluções que conciliem <strong>produtividade, conservação do solo e diversificação das culturas</strong>, a fava mantém uma importância que vai muito além da tradição.</p><p>Semear favas no outono é, de certa forma, <strong>trabalhar para uma colheita que só chegará meses depois</strong>. A pequena semente enterrada na terra durante os primeiros dias frios dá <strong>início a um ciclo que atravessa o inverno e culmina na primavera,</strong> sendo um exemplo simples da ligação entre o calendário agrícola, o clima e a alimentação portuguesa.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Veloso%2C%20M.%20M.%2C%20Mateus%2C%20C.%20%26%20Suso%2C%20M.%20J." data-year="2016" data-title="Vicia%20faba%20na%20sustentabilidade%20dos%20ecossistemas%20e%20perspetivas%20para%20o%20seu%20melhoramento" data-url="10.19084%2FRCA16098">Veloso, M. M., Mateus, C. & Suso, M. J.. (2016). <a href="10.19084/RCA16098" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Vicia faba na sustentabilidade dos ecossistemas e perspetivas para o seu melhoramento</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/o-outono-semeia-a-primavera-a-historia-da-fava-em-portugal.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Conseguirá escapar desta mansão assombrada em Gaia?]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/conseguira-escapar-desta-mansao-assombrada-em-gaia.html</link><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 07:39:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Durante três dias, uma experiência imersiva transforma uma casa de Vila Nova de Gaia num cenário de terror, com enigmas, atores, sustos e três vidas.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/conseguira-escapar-desta-mansao-assombrada-em-gaia-1790679475371.jpg" data-image="04qlcpbkj9r5" alt="Mansão assombrada" title="Mansão assombrada"><figcaption>Nem todos conseguem sair da “Mansão Assombrada”. Foto: WOW</figcaption></figure><p>Outubro já chegou e todos sabemos o que isso significa: que comece o mês mais assustador do ano. </p><p>É verdade. Se, em alguns locais o <strong>Halloween</strong> dura apenas um dia, noutros contam-se vários dias de sustos. Em <strong>Vila Nova de Gaia</strong> são, pelo menos, três. </p><p>Durante três noites, o <strong>Museu Atkinson </strong>transforma-se no cenário de um jogo de terror onde há enigmas, atores, sustos e até três vidas para gastar. Tudo acontece entre 30 de outubro e 1 de novembro, entre as 16:00 horas e a 1:00 hora da manhã. </p><div class="texto-destacado">Se costuma gostar de filmes de terror, mas prefere estar dentro da história em vez de ficar sentado no sofá a assistir, esta experiência pode ser difícil de ignorar. Este Halloween, o Museu Atkinson, no WOW, em Vila Nova de Gaia, vai transformar-se numa mansão assombrada onde os visitantes deixam de ser meros espetadores e passam a fazer parte do jogo.</div><p>E quanto à narrativa? A história começa com um convite para um baile de máscaras na Casa Atkinson, propriedade do fictício Robert Atkinson, apresentado como um aristocrata e colecionador do século XVIII. O que parecia ser uma festa exclusiva depressa transforma, contudo, num verdadeiro pesadelo.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="735495" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/estes-sao-os-lugares-mais-assombrados-de-portugal-principalmente-este-mes.html" title="Estes são os lugares mais assombrados de Portugal (principalmente este mês)">Estes são os lugares mais assombrados de Portugal (principalmente este mês)</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/estes-sao-os-lugares-mais-assombrados-de-portugal-principalmente-este-mes.html" title="Estes são os lugares mais assombrados de Portugal (principalmente este mês)"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/estes-sao-os-lugares-mais-assombrados-de-portugal-principalmente-este-mes-1761119783228_320.jpg" alt="Estes são os lugares mais assombrados de Portugal (principalmente este mês)"></a></article></aside><p>“À medida que atravessa os seus corredores, a história ganha vida e o baile transforma-se num verdadeiro pesadelo”, lê-se na sinopse.</p><div class="texto-destacado">A experiência combina teatro imersivo, escape room, exploração e efeitos especiais. Dura cerca de 80 minutos e cada sessão pode receber até 15 participantes.</div><p>A partir daí, cabe aos participantes explorar a mansão, encontrar pistas, resolver desafios e interagir com as personagens que vão surgindo pelo caminho. As escolhas feitas durante o percurso podem ainda alterar o desenvolvimento da experiência, por isso não basta seguir o grupo e esperar pelo próximo susto.</p><h2>Há dois níveis de terror</h2><p>Uma das particularidades desta experiência é que cada participante pode escolher o <strong>grau de contacto físico antes de entrar na mansão</strong>. Para isso, existem dois colares diferentes e a escolha deve ser feita logo no início. O que é que isto significa?</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/conseguira-escapar-desta-mansao-assombrada-em-gaia-1790679783496.jpg" data-image="6y4yx6umw933" alt="Halloween" title="Halloween"><figcaption>Está pronto para a aventura? Foto ilustrativa: Unsplash</figcaption></figure><p>O Colar Vermelho, correspondente ao “Terror Absoluto”, e é destinado a quem procura uma <strong>experiência mais intensa</strong>. Nesta modalidade, os atores podem tocar nos participantes, separá-los do grupo ou conduzi-los fisicamente em determinados momentos.</p><p>Para quem prefere manter alguma distância, existe o Colar Verde, associado ao “Terror Contido”. Neste caso, <strong>não há contacto físico</strong> por parte dos atores, mantendo-se a restante experiência e narrativa.</p><div class="texto-destacado">A experiência conta com mais de 30 atores distribuídos pelos diferentes espaços da Casa Atkinson e foi criada especificamente para este projeto.</div><p>Ao longo do percurso, cada jogador dispõe ainda de três vidas. A missão passa por chegar ao fim sem as perder todas, algo que poderá ser mais complicado do que parece quando há uma mansão escura, personagens misteriosas e vários desafios pelo caminho.</p><h2>Quando pode participar?</h2><p>A “Mansão Assombrada: Halloween Experience” acontece no Museu Atkinson, no WOW, em Vila Nova de Gaia, <strong>apenas durante três dias</strong>.</p><p>A 30 de outubro, as sessões começam às 18:00 horas. No dia 31 de outubro, há sessões a partir das 17:00 horas, enquanto a 1 de novembro começam às 16:00 horas.</p><div class="texto-destacado">Os bilhetes têm preços entre 25 e 40 euros, dependendo do dia e do horário escolhido. Os membros do Cartão WOW têm direito a 10% de desconto.</div><p>Avisamos, ainda assim, que a experiência é recomendada para <strong>maiores de 18 anos</strong>. E, se a ideia é participar no próprio Halloween, convém não deixar a compra para o último momento: <strong>algumas sessões já estão esgotadas</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="WOW" data-year="2026" data-title="MANS%C3%83O%20ASSOMBRADA%3A%20HALLOWEEN%20EXPERIENCE%20-%2030%2C%2031%20OUT%20e%201%20NOV" data-url="https%3A%2F%2Fwww.wow.pt%2Fpt%2Fhalloween-experience">WOW. (2026). <a href="https://www.wow.pt/pt/halloween-experience" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">MANSÃO ASSOMBRADA: HALLOWEEN EXPERIENCE - 30, 31 OUT e 1 NOV</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/conseguira-escapar-desta-mansao-assombrada-em-gaia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A escarpa gigante que apagou mil milhões de anos de história geológica no Grand Canyon]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-escarpa-gigante-que-apagou-mil-milhoes-de-anos-de-historia-geologica-no-grand-canyon.html</link><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 06:15:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Os cientistas encontraram provas de que uma escarpa colossal, que se estendia por milhares de quilómetros através da antiga América do Norte, pode ter exposto o núcleo do Grand Canyon quase mil milhões de anos antes de este ser esculpido pelo rio Colorado.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-penhasco-gigante-que-apagou-mil-milhoes-de-anos-de-historia-geologica-no-grand-canyon-1789740041477.jpg" data-image="ocv3wa9vxv5a" alt="Grand Canyon" title="Grand Canyon"><figcaption>O Grand Canyon abrange dois mil milhões de anos da história da Terra, mas mais de metade deste registo está ausente numa superfície de erosão de grande extensão regional, conhecida como a Grande Discordância (<em>Great Unconformity</em>).</figcaption></figure><p>O estudo, liderado pela Universidade de Southampton, no Reino Unido, propõe que uma vasta "grande escarpa" de penhascos rochosos íngremes se <strong>formou quando o supercontinente Rodínia se fragmentou</strong>, há 800 milhões de anos.</p><p>Os especialistas sugerem que os penhascos, com cerca de um quilómetro de altura, se estendiam por grande parte do oeste da América do Norte, <strong>impulsionando a erosão de enormes volumes de rocha e expondo o antigo embasamento cristalino </strong>que hoje é visível no Grand Canyon, no sul do Arizona.</p><h2>2 mil milhões de anos de história... ou mais!</h2><p>O autor principal, o professor de Ciências da Terra Thomas Gernon, de Southampton, afirmou que o <strong>Grand Canyon possui um registo geológico que abrange dois mil milhões de anos</strong>, mas que mais de metade do seu registo rochoso parece estar ausente.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/o-penhasco-gigante-que-apagou-mil-milhoes-de-anos-de-historia-geologica-no-grand-canyon-1789740551199.jpg" data-image="501zairzojy5" alt="Grand Canyon" title="Grand Canyon"><figcaption>Esta "Grande Escarpa da Laurência" (<em>Great Escarpment of Laurentia</em>), formada há cerca de 800–750 milhões de anos, ocupava uma posição semelhante à de grandes escarpas originadas durante a fragmentação do Gondwana no Mesozóico e sofreu magnitudes de exumação semelhantes.</figcaption></figure><p>De acordo com as conclusões da investigação, esta antiga e imensa escarpa estendia-se por áreas que hoje correspondem aos estados do Arizona, Utah, Idaho, Wyoming, Colorado, Texas, Oklahoma, Arkansas, Missouri e Illinois. F<strong>oi nesta região que uma erosão intensa acabou por expor algumas das rochas mais antigas da América do Norte</strong>, sendo o Grand Canyon o exemplo mais famoso, afirmou o professor Gernon.</p><p>Os investigadores combinaram <strong>reconstruções da tectónica de placas com dados sobre a evolução da paisagem</strong> para recriar como a porção ocidental da América do Norte evoluiu durante a fragmentação do supercontinente Rodínia.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="754033" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-grande-canhao-do-atlantico-como-as-placas-tectonicas-fraturaram-o-fundo-do-mar-e-formaram-fendas-profundas.html" title="O Grande Canhão do Atlântico: como as placas tectónicas fraturaram o fundo do mar e formaram fendas profundas">O Grande Canhão do Atlântico: como as placas tectónicas fraturaram o fundo do mar e formaram fendas profundas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-grande-canhao-do-atlantico-como-as-placas-tectonicas-fraturaram-o-fundo-do-mar-e-formaram-fendas-profundas.html" title="O Grande Canhão do Atlântico: como as placas tectónicas fraturaram o fundo do mar e formaram fendas profundas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/el-gran-canon-del-atlantico-como-las-placas-tectonicas-fracturaron-el-fondo-marino-y-formaron-profundas-fosas-1770748724465_320.jpeg" alt="O Grande Canhão do Atlântico: como as placas tectónicas fraturaram o fundo do mar e formaram fendas profundas"></a></article></aside><p>A análise mostrou que o Grand Canyon ocupava, em relação à antiga margem continental, uma posição semelhante à de muitas das grandes escarpas atuais da África do Sul e do Brasil. À medida que a escarpa recuava lentamente em direção ao interior do continente ao longo de dezenas de milhões de anos, <strong>estima-se que tenha removido até oito quilómetros de rocha em alguns locais</strong>. Os resultados corroboram as evidências de que a região sofreu uma erosão extraordinária, removendo entre cinco a dez quilómetros de rocha, <strong>muito antes da formação do atual desfiladeiro</strong>.</p><h2>Esta escarpa pode ter influenciado o rumo de outras coisas</h2><p>O estudo revela ainda que a antiga escarpa pode ter influenciado muito mais do que apenas o Grand Canyon. Ao criar uma orla montanhosa duradoura em torno da Laurentia ocidental, o antigo núcleo da América do Norte, <strong>pode ter determinado o curso dos rios, os locais de acumulação de sedimentos e os momentos em que a subida do nível do mar inundou o continente</strong> antes da chamada Explosão Cambriana, período em que a vida complexa se diversificou rapidamente.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Gernon%2C%20T.%2C%20Hincks%2C%20T.%2C%20Rugen%2C%20E.%2C%20et%20al" data-year="" data-title="Exhumation%20of%20Grand%20Canyon%E2%80%99s%20basement%20along%20the%20Great%20Escarpment%20of%20Laurentia" data-url="https%3A%2F%2Fpubs.geoscienceworld.org%2Fgsa%2Fgeology%2Farticle%2Fdoi%2F10.1130%2FG55133.1%2F734969%2FExhumation-of-Grand-Canyon-s-basement-along-the">Gernon, T., Hincks, T., Rugen, E., et al. <a href="https://pubs.geoscienceworld.org/gsa/geology/article/doi/10.1130/G55133.1/734969/Exhumation-of-Grand-Canyon-s-basement-along-the" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Exhumation of Grand Canyon’s basement along the Great Escarpment of Laurentia</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-escarpa-gigante-que-apagou-mil-milhoes-de-anos-de-historia-geologica-no-grand-canyon.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Factos, notícias 'fake' e desinformação: tudo o que precisa de saber sobre o “Super El Niño”]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/fatos-fakes-e-desinformacao-tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-super-el-nino-com-base-na-ciencia.html</link><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Existe mesmo um “Super” El Niño? A origem dele foi um terramoto no Japão? O ONI alcançou 3,1 °C na semana passada? E os modelos, "projetam" ou “preveem” uma intensificação do fenómeno até ao inverno? Vamos desvendar os termos que têm vindo a causar confusão - até mesmo entre os profissionais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/fatos-fakes-e-desinformacao-tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-super-el-nino-com-base-na-ciencia-1790867631236.png" data-image="nwg359e8ty47" alt="Na ciência, alguns termos são reservados para conceitos específicos, e embora estejam relacionados, não significam a mesma coisa. Na imagem, a anomalia de TSM do dia 29 de setembro de 2026. Créditos: NOAA Coral Reef." title="Na ciência, alguns termos são reservados para conceitos específicos, e embora estejam relacionados, não significam a mesma coisa. Na imagem, a anomalia de TSM do dia 29 de setembro de 2026. Créditos: NOAA Coral Reef."><figcaption>Na ciência, alguns termos são reservados para conceitos específicos e, embora possam estar relacionados, não significam a mesma coisa. Na imagem, a anomalia de TSM do dia 29 de setembro de 2026. Créditos: NOAA Coral Reef.</figcaption></figure><p>Desde meados de abril de 2026 o assunto do<strong> “Super El Niño” tomou conta dos media </strong>e das redes sociais. Nessa altura, os modelos climáticos começaram a indicar o desenvolvimento de um fenómeno muito forte, com possibilidade de se tornar o evento mais intenso da história dos registos. </p><div class="texto-destacado">Porém, juntamente com a popularização do “Super El Niño”, também crescem as <em>fake news </em>(notícias falsas) e a desinformação que, embora não seja exatamente uma informação falsa, ela chega à população de forma muito distorcida e sem rigor científico. </div><p>Sabia que <strong>o termo “Super” El Niño não existe na ciência</strong>? Que um terramoto no Japão não é capaz de gerar o aquecimento que estamos a observar no Oceano Pacífico? E, afinal, qual é a real intensidade atual do fenómeno,<strong> existe um ONI semanal? </strong>A seguir, tudo o que precisa de saber para combater a desinformação.</p><h2>O Super El Niño não existe?</h2><p>Não,<strong> cientificamente não existe uma categoria de “super” El Niño</strong>. O fenómeno El Niño é classificado de acordo com as anomalias de temperatura da superfície do mar (TSM) na região de monitorização denominada Niño 3.4, no Oceano Pacífico equatorial central:</p><ul><li><strong>Fraco:</strong> +0,5 °C ≤ anomalia trimestral &lt; +1,0 °C</li><li><strong>Moderado:</strong> +1,0 °C ≤ anomalia trimestral &lt; +1,5 °C</li><li><strong>Forte:</strong> +1,5 °C ≤ anomalia trimestral &lt; +2,0 °C<br></li><li><strong>Muito forte:</strong><strong> anomalia trimestral ≥ +2,0 °C</strong></li></ul><p>Ou seja, o que tem vindo a ser convencionado como<strong> “Super El Niño” é, na verdade, um evento “muito forte”</strong>. A mesma classificação vale para La Niña, mas com os limiares negativos. </p><h2>O El Niño foi causado por um terramoto no Japão?</h2><p>Não, o <strong>El Niño-Oscilação Sul</strong> (ENSO) é um <strong>fenómeno natural</strong> de variabilidade climática<strong> e cíclico</strong> que resulta da interação entre o oceano e a atmosfera no Pacífico tropical. Apresenta diferentes <strong>fases</strong> que <strong>se intercalam</strong>, sendo o <strong>El Niño</strong> a fase quente, a <strong>La Niña</strong> a fase fria e uma <strong>condição neutra</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fatos-fakes-e-desinformacao-tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-super-el-nino-com-base-na-ciencia-1790868679751.png" data-image="iv47hwt3zikb" alt="Representação esquemática das fases El Niño e La Niña, onde laranja representa aquecimento, azul resfriamento, as nuvens indicam maior convecção e as setas onde o ar desce, desfavorecendo nuvens e chuva. Créditos: NOAA." title="Representação esquemática das fases El Niño e La Niña, onde laranja representa aquecimento, azul resfriamento, as nuvens indicam maior convecção e as setas onde o ar desce, desfavorecendo nuvens e chuva. Créditos: NOAA."><figcaption>Representação esquemática das fases El Niño e La Niña, onde laranja representa aquecimento, azul arrefecimento, as nuvens indicam maior convecção e as setas onde o ar desce, desfavorecendo nuvens e chuva. Créditos: NOAA.</figcaption></figure><p>A sua evolução envolve mudanças nos ventos alísios, na circulação atmosférica, na temperatura da superfície do mar e na distribuição do calor armazenado no oceano.</p><div class="texto-destacado">Portanto, o aquecimento observado em 2026 na região do Pacífico central não está relacionado com um terramoto ocorrido no Japão em abril de 2026, ao contrário do que circula em algumas reportagens.</div><p>Terramotos submarinos podem provocar perturbações importantes no oceano, como tsunamis, por exemplo, mas não são o mecanismo responsável pela formação de um evento de El Niño.<strong> Os modelos já indicavam um cenário de El Niño antes mesmo do terramoto</strong>.</p><h2>Qual a diferença entre "previsão" e "projeção"?</h2><p>Os termos <strong>“previsão” e “projeção” não são sinónimos</strong> em meteorologia. Na ciência, alguns termos estão reservados para um conceito específico e, neste caso:</p><ul><li><strong>Previsão</strong>: é uma <strong>estimativa</strong> das<strong> condições meteorológicas</strong> futuras <strong>baseadas</strong> no <strong>estado atual do sistema </strong>e na sua evolução esperada</li><li><strong>Projeção</strong>: é uma <strong>estimativa</strong> <strong>condicionada</strong> a determinados<strong> cenários futuros</strong>, como diferentes trajetórias de emissões e concentrações de gases com efeito de estufa - como nas simulações do clima para o final do século, reportadas pelo IPCC.</li></ul><p>Portanto, quando falamos sobre a<strong> evolução do El Niño</strong> estamos a falar de <strong>previsões</strong>, e não de projeções.</p><h2>E o “ONI da semana passada”?</h2><p>Outra <strong>confusão</strong> que tem vindo a ganhar espaço em muitos sites é sobre a<strong> intensidade do El Niño</strong>. Até fevereiro de 2026, o índice o <strong>ONI</strong> (<em>Oceanic Niño Index</em>) era amplamente utilizado para classificar o ENOS, mas ele foi <strong>substituído</strong> pelo índice relativo <strong>RONI</strong> (<em>Relative Oceanic Niño Index</em>).</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/fatos-fakes-e-desinformacao-tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-super-el-nino-com-base-na-ciencia-1790869100823.png" data-image="deqxbejo85sz" alt="ONIRONI" title="ONIRONI"><figcaption>Diferença entre os índices ONI e RONI, utilizados pela NOAA, que realçam a alteração na classificação dos eventos El Niño e La Niña na última década. Créditos: Meteored/NOAA.</figcaption></figure><p>Enquanto o <strong>ONI</strong> utiliza as <strong>anomalias absolutas </strong>(diferença entre a TSM média na região e na sua climatologia) o <strong>RONI</strong> utiliza <strong>anomalias relativas</strong>, ou seja, além da diferença em relação à climatologia, ele também desconta o aquecimento médio dos oceanos tropicais, procurando isolar o sinal do El Niño do aquecimento global de fundo.</p><div class="texto-destacado">Tanto o ONI quanto o RONI representam uma média de 3 meses de anomalias de TSM na região Niño 3.4. </div><p>Recentemente, <strong>muitos portais têm vindo a associar anomalias absolutas de TSM com o ONI </strong>em afirmações como<strong> </strong>“o ONI alcançou 3,1 °C na última semana”. Este tipo de afirmação não faz sentido cientificamente, uma vez que o ONI é uma média de três meses, e não semanal. <strong>O que alcançou 3,1 °C na última semana foi a anomalia absoluta de TSM, e não o ONI</strong>. O último ONI (junho-julho-agosto) foi de 1,8 °C, e será atualizado em breve (julho-agosto-setembro).</p><p>Esta diferença importa, especialmente quando queremos caracterizar a intensidade de um El Niño e compará-lo com eventos históricos. Embora seja interessante acompanhar a evolução do ENSO “em tempo real” (anomalias diárias ou semanais), mas a <strong>intensidade final do fenómeno é dada pela média móvel de 3 meses </strong>(RONI ou ONI).</p><h2>A importância de combater a desinformação</h2><p>O <strong>Relatório de Riscos Globais 2026</strong>, elaborado pelo Fórum Económico Mundial, aponta a <strong>desinformação</strong> e a disseminação de notícias falsas entre os<strong> 4 principais riscos globais</strong> dos próximos 10 anos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="[object Object]" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><span class="encabezado"><h5 class="titular s"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/eventos-climaticos-extremos-assumem-o-topo-dos-riscos-globais-em-2036-segundo-o-forum-economico-mundial.html" title="Eventos climáticos extremos assumem o topo dos riscos globais em 2036, segundo o Fórum Económico Mundial">Eventos climáticos extremos assumem o topo dos riscos globais em 2036, segundo o Fórum Económico Mundial</a></h5></span><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/eventos-climaticos-extremos-assumem-o-topo-dos-riscos-globais-em-2036-segundo-o-forum-economico-mundial.html" title="Eventos climáticos extremos assumem o topo dos riscos globais em 2036, segundo o Fórum Económico Mundial"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/eventos-climaticos-extremos-assumem-o-topo-dos-riscos-globais-em-2036-segundo-o-forum-economico-mundial-1768670040998_320.png" alt="Eventos climáticos extremos assumem o topo dos riscos globais em 2036, segundo o Fórum Económico Mundial"></a></article></aside><p><strong>Combater a desinformação</strong> não significa apenas identificar o que é falso. <strong>Significa</strong> também <strong>impedir</strong> que uma<strong> informação verdadeira </strong>seja <strong>transformada</strong> em <strong>algo que ela não é</strong>. E, na ciência, isso começa por uma coisa aparentemente simples: usar cada termo para aquilo que ele realmente significa.</p><p>Ter <strong>acesso a informações científicas de qualidade</strong> é <strong>fundamental</strong> para que a <strong>população compreenda os riscos</strong> associados aos fenómenos meteorológicos e à crise climática, <strong>participe</strong> de forma consciente <strong>nas discussões</strong> <strong>e possa cobrar dos seus governantes medidas efetivas</strong> para enfrentá-la. Para tal, a ciência precisa de ser não apenas comunicada com clareza, mas também com rigor.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/fatos-fakes-e-desinformacao-tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-super-el-nino-com-base-na-ciencia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Maria Pereira Nunes]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Corrente de jato e ânsia por doces em dias cinzentos: neurociência explica a procura de comida de conforto com mau tempo]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/corrente-de-jato-e-ansia-por-doces-em-dias-cinzentos-neurociencia-explica-a-procura-de-comida-de-conforto-com-mau-tempo.html</link><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 20:48:08 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Vês o céu cinzento e tudo o que o teu corpo quer é devorar uma taça de bolachas de chocolate? Não te preocupes, não é falta de força de vontade. Há uma explicação para isso e até tem um nome: a corrente de jato.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/cielo-gris-apetece-manta-peli-y-dulces-la-neurociencia-detras-de-los-atracones-tiene-explicacion-el-jet-stream-1790869184171.png" data-image="56phvqr3cxjp"><figcaption>Os dias cinzentos dão-nos vontade de comer doces; o culpado tem um nome: a corrente de jato polar ou corrente de jato.</figcaption></figure><p><strong>Esquece a culpa, não estás a falhar como pessoa </strong>e não mereces castigar-te com um batido desintoxicante no dia seguinte. Trata-se de<strong> física atmosférica e neurociência</strong>.</p><p>Embora gostemos de nos considerar seres completamente independentes que tomam decisões lógicas e puramente racionais no nosso dia-a-dia, <strong>a nossa biologia continua intimamente ligada ao que se passa a milhares de quilómetros acima de nós</strong>, mais concretamente na corrente de jato (a famosa corrente de jato polar).</p><p><strong>Compreender esta ligação ajuda-nos a libertar-nos de culpas desnecessárias</strong> e a reconhecer que muitos dos nossos comportamentos alimentares sazonais são o <strong>resultado de um mecanismo evolutivo perfeitamente natural</strong>.</p><h2>O que é que a corrente de jato tem a ver com o teu frigorífico?</h2><p>Para compreender este ciclo outonal em que nos vemos envolvidos dia após dia, <strong>precisamos de olhar para o céu e deixar de procurar alguém a quem culpar</strong>. A corrente de jato é um canal estreito de ventos fortes que flui a grande altitude ao longo do Hemisfério Norte e atua como uma barreira invisível que separa o ar polar do ar tropical.</p><p>Quando este rio de ar abranda ou faz meandros, ocorrem os famosos padrões de bloqueio atmosférico, mantendo os padrões meteorológicos estagnados durante semanas. <strong>O que é que isto significa para o seu dia-a-dia?</strong></p><p>Períodos intermináveis de tempo estagnado, céus completamente cinzentos, humidade persistente, nevoeiro matinal ou sistemas de baixa pressão que parecem nunca mais se afastarem. E <strong>é precisamente aqui que a atmosfera começa a alterar as nossas prioridades nutricionais sem que nos apercebamos</strong>.</p><h2>Cérebro cinzento, frigorífico cheio: a armadilha da serotonina</h2><p>Quando o céu fica cinzento e os níveis de luz solar descem drasticamente — algo muito comum a meio do outono e durante períodos de alta pressão estagnada —, <strong>os nossos olhos deixam de enviar ao cérebro os sinais de luz necessários para manter níveis ótimos de serotonina</strong>, o neurotransmissor que regula o bem-estar, o humor e a sensação de saciedade.</p><p>À medida que os níveis de serotonina descem, <strong>o cérebro entra num estado subtil de alerta ou de melancolia ligeira que interpretamos como mau humor</strong>. E o que faz o corpo automaticamente para recuperar a felicidade que perdeu e acalmar o sistema nervoso?</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cielo-gris-apetece-manta-peli-y-dulces-la-neurociencia-detras-de-los-atracones-tiene-explicacion-el-jet-stream-1790695043962.jpg" data-image="z3cdkewkt8yk" alt="Comida" title="Comida"><figcaption>Sweet treats are almost inevitable during periods of grey skies</figcaption></figure><p><strong>Procure a glicose de libertação rápida</strong>, porque os alimentos ultraprocessados e os açúcares atuam no nosso cérebro como fogos de artifício: um pico de prazer instantâneo seguido, passado algum tempo, por uma queda vertiginosa.</p><p><strong>É aqui que entram em cena os famosos alimentos reconfortantes</strong>. O nosso corpo anseia por hidratos de carbono refinados e gorduras, porque representam o atalho mais rápido e barato para sintetizar triptofano e<strong> produzir serotonina</strong> <strong>à força</strong>.</p><p>O<strong> tempo estagnado</strong>, orquestrado pelas<strong> </strong>oscilações da <strong>corrente de jato</strong>, <strong>reprogramou temporariamente os nossos desejos</strong> para <strong>compensar a falta de luz no exterior</strong>.</p><h2>Como combater a "fome sazonal" com base na ciência e sem dramatismos</h2><p>A indústria alimentar conhece muito bem este mecanismo e, muitas vezes, aproveita-se das nossas fraquezas sazonais, mas também p<strong>odemos defender-nos com base na ciência e no bom senso, sem recorrer a restrições absurdas nem demonizar os alimentos</strong>. A chave está em antecipar os sinais ambientais de forma inteligente.</p><p>Uma excelente estratégia consiste em dar prioridade aos hidratos de carbono complexos de alta qualidade, em vez dos açúcares simples. Se o seu corpo estiver a pedir comida reconfortante, <strong>dê-lhe um pouco — da forma correta</strong>. Troque a farinha branca por <strong>batata-doce assada, abóbora assada, leguminosas da época ou cereais integrais</strong>. Estes alimentos irão manter os seus níveis de glicose no sangue estáveis e evitar o efeito rebote de um pico de açúcar, que só agrava a fome voraz.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/cielo-gris-apetece-manta-peli-y-dulces-la-neurociencia-detras-de-los-atracones-tiene-explicacion-el-jet-stream-1790695153281.jpg" data-image="bk3rxrrrcykc" alt="dulce" title="dulce"><figcaption>Existem alternativas para satisfazer a vontade de comer algo doce, como fruta ou farinhas integrais.</figcaption></figure><p>É também essencial <strong>procurar a luz natural sempre que possível, saindo ao ar livre a meio do dia</strong>, mesmo que o céu esteja coberto por uma inversão térmica ou por uma área estagnada de baixa pressão; os níveis de luz ao ar livre continuam a ser consideravelmente mais elevados do que os de qualquer escritório com iluminação artificial,<strong> o que ajuda a conter essa fome emocional</strong>.</p><h2>Deixe a culpa ser levada pela chuva</h2><p><strong>Temos de parar de nos culpar</strong>: compreender que um apetite voraz em dias de mau tempo é um mecanismo de sobrevivência evolutivo ajuda-nos a tirar um pouco do drama da situação. <strong>O corpo está simplesmente a tentar proteger-se do frio e da escuridão lá fora</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775749" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/verao-saiba-porque-e-que-perdemos-o-apetite-em-dias-de-calor-intenso.html" title="Verão: saiba porque é que perdemos o apetite em dias de calor intenso">Verão: saiba porque é que perdemos o apetite em dias de calor intenso</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/verao-saiba-porque-e-que-perdemos-o-apetite-em-dias-de-calor-intenso.html" title="Verão: saiba porque é que perdemos o apetite em dias de calor intenso"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/quando-o-calor-do-verao-nos-tira-o-apetite-1782546327023_320.jpg" alt="Verão: saiba porque é que perdemos o apetite em dias de calor intenso"></a></article></aside><p>Por isso, da próxima vez que a corrente de jato bloquear o tempo por cima da tua cabeça e sentires uma atração magnética pelo armário, lembra-te de que <strong>não tens um problema de autocontrolo</strong>; é simplesmente a atmosfera a dizer-te que <strong>hoje é um dia para cuidares de ti por dentro, enquanto os céus recuperam o seu ritmo natural</strong>.</p><ol></ol>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/corrente-de-jato-e-ansia-por-doces-em-dias-cinzentos-neurociencia-explica-a-procura-de-comida-de-conforto-com-mau-tempo.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Guerra no espaço: os EUA confirmam, pela primeira vez, que destacaram armas para o espaço]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/guerra-no-espaco-os-eua-confirmam-pela-primeira-vez-que-destacaram-armas-para-o-espaco.html</link><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 20:36:25 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Os Estados Unidos reconheceram, pela primeira vez, que mantêm armas de controlo espacial em órbita, uma revelação que suscita novas questões sobre tecnologia militar, segurança de satélites, tratados internacionais e estabilidade global.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/guerra-en-el-espacio-exterior-ee-uu-confirma-por-primera-vez-que-ha-desplegado-armas-en-el-espacio-1790280628983.jpeg" data-image="u2h4juup3umf"><figcaption>Sem surpresa para ninguém, os EUA anunciaram que dispõem de armas espaciais colocadas em órbita, embora não tenham especificado de que tipo são.</figcaption></figure><p>Há alguns dias, <strong>a 14 de setembro, o secretário da Força Aérea dos Estados Unidos, Troy Meink</strong>, confirmou publicamente que o país dispõe de «armas de controlo espacial em órbita», capazes, segundo ele, de defender as suas forças contra ações hostis.</p><p>A declaração, proferida durante a<strong> Air Space and Cyber Conference em National Harbor, Maryland</strong>, foi relevante não porque ficámos a saber que essas implantações tinham começado, mas porque, pela primeira vez, um funcionário público do Pentágono reconheceu que tais sistemas já estão operacionais.</p><p>Meink não revelou quantas armas existem, quando foram lançadas, que órbitas ocupam nem como funcionam, o que deixa em aberto questões sobre se poderão ser sistemas físicos, eletrónicos ou de outro tipo, nem que alvos concretos poderão afetar.</p><div class="texto-destacado">Durante anos, Washington tinha falado de ameaças espaciais e do desenvolvimento de capacidades defensivas, mas evitava referir abertamente a existência de armas já posicionadas em órbita.</div><p>Esta confirmação não significa que os Estados Unidos tenham colocado pela primeira vez tecnologia militar no espaço. Na verdade, os satélites militares existem há décadas; o que é novo é o reconhecimento explícito de sistemas classificados como armas de "controlo espacial".</p><h2>O que quer dizer com "armas espaciais"?<br></h2><p>O termo pode sugerir projéteis ou lasers, mas as possibilidades são vastas. <strong>A própria Força Espacial dos Estados Unidos define as operações contraespaciais como atividades orbitais, eletromagnéticas e cibernéticas</strong> destinadas a obter ou preservar o controlo sobre o ambiente espacial.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guerra-en-el-espacio-exterior-ee-uu-confirma-por-primera-vez-que-ha-desplegado-armas-en-el-espacio-1790280925590.jpeg" data-image="xen3exnicdwh"><figcaption>O problema de destruir um objeto em órbita reside no facto de os seus destroços se transformarem em lixo espacial potencialmente perigoso.</figcaption></figure><p>Nesse contexto, uma capacidade não tem necessariamente de destruir um satélite; basta interferir nas comunicações, bloquear sinais, afetar sensores, alterar ligações de dados ou impedir temporariamente que uma nave adversária cumpra a sua missão.</p><p>Existem também <strong>opções cinéticas, capazes de causar danos físicos através de impactos ou intercetores</strong>. No entanto, a destruição de um objeto em órbita pode gerar milhares de fragmentos que continuam a viajar a grande velocidade, tornando-se perigosos para qualquer outro objeto na mesma órbita.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="643224" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-novo-telescopio-espacial-nancy-grace-roman-da-nasa-vai-medir-a-expansao-acelerada-do-universo-astronomia.html" title="O novo Telescópio Espacial Nancy Grace Roman da NASA vai medir a expansão acelerada do Universo">O novo Telescópio Espacial Nancy Grace Roman da NASA vai medir a expansão acelerada do Universo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-novo-telescopio-espacial-nancy-grace-roman-da-nasa-vai-medir-a-expansao-acelerada-do-universo-astronomia.html" title="O novo Telescópio Espacial Nancy Grace Roman da NASA vai medir a expansão acelerada do Universo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nuevo-telescopio-de-la-nasa-permitira-medir-la-expansion-acelerada-del-universo-astronomia-cosmologia-1707422154184_320.jpeg" alt="O novo Telescópio Espacial Nancy Grace Roman da NASA vai medir a expansão acelerada do Universo"></a></article></aside><p>Por enquanto, não há provas públicas que permitam identificar qual destas tecnologias corresponde ao sistema anunciado por Meink. Os especialistas têm referido bloqueadores e outras capacidades não cinéticas como possibilidades, mas estas continuam a ser meras especulações enquanto a informação permanecer confidencial.</p><h3>China, Rússia e uma competição que já tinha começado</h3><p>O anúncio surge depois de a Força Espacial ter <strong>adotado, em 2025, uma doutrina orientada para alcançar a "superioridade espacial"</strong> que contempla a guerra orbital, eletromagnética e cibernética, além de ações defensivas e ofensivas sob a direção de comandos de combate.</p><p>Washington defende que essa mudança responde ao crescimento das capacidades da China e da Rússia. A Força Espacial afirma que ambos os países desenvolvem sistemas capazes de prejudicar ou interromper serviços, incluindo bloqueadores, lasers terrestres e veículos capazes de manobrar perto de outros satélites.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/guerra-en-el-espacio-exterior-ee-uu-confirma-por-primera-vez-que-ha-desplegado-armas-en-el-espacio-1790281903789.jpeg" data-image="ffj7kb9zj8yo"><figcaption>As operações com lasers podem ter consequências graves, uma vez que podem danificar a infraestrutura de outros satélites.</figcaption></figure><p>É importante distinguir essa avaliação norte-americana de um facto acordado internacionalmente. A China e a Rússia rejeitam que as suas políticas sejam utilizadas como justificação para uma expansão militar norte-americana e, na sequência do anúncio de Meink, ambos os governos apelaram para que se evitasse uma corrida ao armamento no espaço.</p><p>A dependência moderna dos satélites explica por que razão <strong>estas capacidades têm consequências que vão além das forças armadas</strong>. A navegação, as comunicações, a observação meteorológica, a sincronização financeira e inúmeros serviços civis utilizam infraestruturas orbitais, pelo que um conflito poderia ter efeitos indiretos em países inteiros.</p><h3>Um tratado espacial</h3><p><strong>O Tratado do Espaço Ultraterrestre de 1967 estabelece limites importantes</strong>, mas não proíbe todas as armas convencionais em órbita. O seu artigo IV impede a colocação de armas nucleares ou outras armas de destruição maciça à volta da Terra e proíbe atividades militares específicas em corpos celestes.</p><p>Trata-se de uma diferença jurídica muito importante, uma vez que a presença de armas convencionais em órbita não implica automaticamente uma violação do tratado, embora intensifique o debate sobre as normas aplicáveis às tecnologias modernas. Muitas das capacidades atuais nem sequer existiam quando <strong>o acordo foi redigido há quase seis décadas</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="710182" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/lixo-espacial-detetado-com-infrassons-eis-como-os-cientistas-localizam-os-objetos-que-caem-do-espaco.html" title="Lixo espacial detetado com infrassons: eis como os cientistas localizam os objetos que caem do espaço">Lixo espacial detetado com infrassons: eis como os cientistas localizam os objetos que caem do espaço</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/lixo-espacial-detetado-com-infrassons-eis-como-os-cientistas-localizam-os-objetos-que-caem-do-espaco.html" title="Lixo espacial detetado com infrassons: eis como os cientistas localizam os objetos que caem do espaço"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/basura-espacial-detectada-con-infrasonidos-asi-rastrean-los-cientificos-los-objetos-que-caen-del-espacio-1746884144024_320.jpg" alt="Lixo espacial detetado com infrassons: eis como os cientistas localizam os objetos que caem do espaço"></a></article></aside><p>Outro risco é o dos detritos orbitais: um teste antissatélite russo realizado em 2021 destruiu um satélite do próprio país e criou milhares de fragmentos. As colisões subsequentes podem gerar ainda mais lixo espacial, aumentando o perigo para veículos que não têm nada a ver com isso nem o temem.</p><p>É assim que este anúncio abre uma fase de incerteza, na qual a doutrina norte-americana, com as suas operações ofensivas e defensivas, pode desencadear uma das piores catástrofes da era moderna.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/guerra-no-espaco-os-eua-confirmam-pela-primeira-vez-que-destacaram-armas-para-o-espaco.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[IPMA mudou os avisos de trovoada e passou a considerar chuva intensa, granizo e vento forte]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-mudou-os-avisos-de-trovoada-e-passou-a-considerar-chuva-intensa-granizo-e-vento-forte.html</link><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 17:07:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A nova escala fornece uma leitura mais precisa do risco, facilitando decisões em casos de instabilidade atmosférica. Saiba quando o fenómeno é mais frequente e como se proteger.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-mudou-os-avisos-de-trovoada-e-passou-a-considerar-chuva-intensa-granizo-e-vento-forte-1790945182516.jpg" data-image="eodj1nkxk6zk" alt="Trovoada" title="Trovoada"><figcaption>Os novos critérios do IPMA para avisos de trovoada passam a incluir outros fenómenos meteorológicos associados com potencial impacto. Foto: Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Um <strong>aviso de trovoada</strong> já não significa apenas que há<strong> </strong><strong>relâmpagos </strong>a<strong> </strong>caminho. A partir da revisão recentemente feita pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o alerta passou a incluir também alguns dos fenómenos mais perigosos que podem acompanhar uma célula convectiva, como <strong>chuva muito</strong> <strong>intensa</strong>, <strong>granizo</strong> e <strong>rajadas fortes</strong>.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg> A alteração visa alinhar os avisos meteorológicos com o que as pessoas podem vir a enfrentar no terreno.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Até agora, a classificação assentava sobretudo nas previsões de ocorrência, frequência e distribuição das descargas elétricas. Os <strong>novos critérios</strong> <strong>cruzam essa informação com a intensidade de outros fenómenos associados</strong> e o potencial de impacto.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-mudou-os-avisos-de-trovoada-e-passou-a-considerar-chuva-intensa-granizo-e-vento-forte-1790945571896.jpg" data-image="433puv9a7bfr" alt="Chuva intensa" title="Chuva intensa"><figcaption>A cor do aviso passou a refletir, além da frequência das descargas, perigos como chuva intensa, rajadas ou granizo. Foto: Pixabay</figcaption><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></figure><p>Isso também muda a forma de interpretar as três cores. Um aviso amarelo não significa simplesmente “alguns relâmpagos”. Pode indicar condições favoráveis a <strong>trovoadas acompanhadas de precipitação forte, granizo ou rajadas</strong> que já justificam cuidados maiores. Nos níveis superiores, a possibilidade de fenómenos severos ou extremos aumenta.</p><h2>O que passa a significar cada cor</h2><p>Os critérios definidos pelo IPMA para Portugal continental estabelecem três patamares. Os valores de chuva e vento ajudam a entender a dimensão do perigo associado a cada aviso.</p><table><thead><tr><th>Aviso</th><th>O que pode acontecer</th></tr></thead><tbody><tr><td><strong>Amarelo</strong></td><td>Trovoada localizada, 10 a 20 mm de chuva numa hora, granizo inferior a 2 cm e rajadas entre 70 e 90 km/h</td></tr><tr><td><strong>Laranja</strong></td><td>Trovoada severa localizada, 20 a 40 mm numa hora, granizo igual ou superior a 2 cm e rajadas a partir de 90 km/h</td></tr><tr><td><strong>Vermelho</strong></td><td>Trovoadas extremas localizadas, pelo menos 40 mm numa hora, granizo de grandes dimensões e rajadas muito destrutivas</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="2">Fonte: IPMA</td></tr></tbody></table><p><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></p><p>A mudança mais importante é a cor do aviso que passa a transmitir mais informação sobre <strong>o tipo de perigo esperado</strong>, e não apenas sobre a presença ou frequência de descargas elétricas. O IPMA enquadra esta revisão num processo mais amplo de modernização do sistema de avisos meteorológicos, que deverá continuar nos próximos meses. </p><h2>Mais do que um relâmpago</h2><p>A importância desta alteração percebe-se melhor olhando para o que será expectável durante uma <strong>trovoada intensa</strong>. Uma célula convectiva pode descarregar grande quantidade de chuva num curto período, provocar granizo e gerar rajadas capazes de derrubar ramos, árvores ou estruturas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>A chuva intensa também pode provocar inundações rápidas em zonas urbanas, sobretudo se os sistemas de drenagem estiverem obstruídos. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A <strong>circulação rodoviária</strong> pode tornar-se perigosa devido à água acumulada e a Proteção Civil recomenda especial atenção em zonas historicamente vulneráveis e junto de linhas de água. O aviso deve ser lido, por isso, como uma indicação para adaptar comportamentos. Não é preciso esperar pelo primeiro trovão para começar a agir.</p><h2>O que fazer durante uma trovoada</h2><p>Quanto mais intensa for a situação prevista, mais importante é reduzir a exposição. O IPMA recomenda <strong>procurar abrigo numa casa ou num carro</strong> e afastar-se de árvores isoladas e locais elevados. Se não existir um refúgio próximo, deve manter-se uma posição baixa, sem se deitar no chão. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="8171" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/divulgacao/tempestades-como-se-formam-raios-e-trovoes-.html" title="Tempestades: Como se formam relâmpagos e trovões?">Tempestades: Como se formam relâmpagos e trovões?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/divulgacao/tempestades-como-se-formam-raios-e-trovoes-.html" title="Tempestades: Como se formam relâmpagos e trovões?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tempestades-como-se-formam-raios-e-trovoes--8171-1_320.jpg" alt="Tempestades: Como se formam relâmpagos e trovões?"></a></article></aside><p>A Proteção Civil acrescenta outros cuidados, sobretudo diante de chuva intensa e vento. Entre as medidas estão <strong>desobstruir previamente os sistemas de escoamento de água</strong>, evitar zonas inundáveis e adotar uma condução defensiva. Também deve ser evitada a permanência junto de árvores ou de estruturas que possam cair. </p><table><thead><tr><th>Situação</th><th>O mais seguro é</th></tr></thead><tbody><tr><td>Está ao ar livre</td><td>Procurar abrigo num edifício ou veículo e afastar-se de árvores isoladas e zonas elevadas</td></tr><tr><td>Está a conduzir</td><td>Reduzir a velocidade, aumentar a atenção e evitar zonas com água acumulada</td></tr><tr><td>Há chuva intensa</td><td>Não atravessar zonas inundadas nem permanecer junto de linhas de água</td></tr><tr><td>Há vento forte</td><td>Manter distância de árvores, estruturas suspensas e elementos que possam cair</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="2">Fontes: IPMA e ANPEC</td></tr></tbody></table><p><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines> <superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines><superhuman-go-underlines data-grammarly-shadow-root="true" class="dnXmp"></superhuman-go-underlines></p><p>A trovoada não é apenas um fenómeno típico dos dias quentes de verão. Os dados mais recentes do IPMA mostram uma forte variabilidade entre anos e estações. Em 2025, o outono concentrou 43,1% das descargas elétricas atmosféricas nuvem-solo e <strong>novembro</strong> foi o mês com maior número de descargas desde 2010. <strong>Abril</strong> e junho também estiveram entre os meses com mais ocorrências. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Em 2024, pelo contrário, o verão concentrou a maior parcela das descargas nuvem-solo, seguido da primavera. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Embora o aquecimento do solo possa favorecer trovoadas de verão, sobretudo no interior e durante a tarde, os episódios podem surgir noutras alturas e estar associados a sistemas depressionários e frentes. O próprio IPMA identifica a <strong>instabilidade atmosférica</strong>, a <strong>humidade</strong> e a <strong>ascensão do ar</strong> como ingredientes fundamentais para a formação destes fenómenos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ipma-mudou-os-avisos-de-trovoada-e-passou-a-considerar-chuva-intensa-granizo-e-vento-forte-1790946549779.jpg" data-image="ei754qs9wk06" alt="relâmpagos" title="relâmpagos"><figcaption>Árvores isoladas e locais elevados são de evitar quando há trovoada. Foto: Pixabay</figcaption></figure><p>Há, por isso, uma mudança que vale a pena reter. <strong>Consultar um aviso de trovoada passa a ser também uma forma de saber o que pode vir com os relâmpagos</strong>. E essa informação pode ser decisiva para escolher entre continuar o caminho, mudar o percurso ou simplesmente procurar abrigo.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referências da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Instituto%20Portugu%C3%AAs%20do%20Mar%20e%20da%20Atmosfera" data-year="" data-title="IPMA%20atualiza%20crit%C3%A9rios%20do%20aviso%20meteorol%C3%B3gico%20de%20trovoada" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ipma.pt%2Fpt%2Fmedia%2Fnoticias%2Fnews.detail.jsp%3Fy%3D2026%26f%3DCriterios_aviso_trovoada.html">Instituto Português do Mar e da Atmosfera. <a href="https://www.ipma.pt/pt/media/noticias/news.detail.jsp?y=2026&f=Criterios_aviso_trovoada.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">IPMA atualiza critérios do aviso meteorológico de trovoada</a>.</cite><br><cite data-author="IPMA" data-year="" data-title="Crit%C3%A9rios%20de%20emiss%C3%A3o%20dos%20avisos%20meteorol%C3%B3gicos" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ipma.pt%2Fpt%2Fenciclopedia%2Fotempo%2Fsam%2Findex.html%3Fpage%3Dcriterios.xml">IPMA. <a href="https://www.ipma.pt/pt/enciclopedia/otempo/sam/index.html?page=criterios.xml" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Critérios de emissão dos avisos meteorológicos</a>.</cite><br><cite data-author="Autoridade%20Nacional%20de%20Emerg%C3%AAncia%20e%20Prote%C3%A7%C3%A3o%20Civil" data-year="" data-title="Precipita%C3%A7%C3%A3o%20forte%2C%20vento%20e%20trovoada%20%E2%80%93%20medidas%20preventivas" data-url="https%3A%2F%2Fprociv.gov.pt%2Fmedia%2Fwkoa3jp4%2Faviso-%25C3%25A0-popula%25C3%25A7%25C3%25A3o-_-precipita%25C3%25A7%25C3%25A3o-forte-vento-e-trovoada-medidas-preventivas-_-06jun2024.pdf">Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil. <a href="https://prociv.gov.pt/media/wkoa3jp4/aviso-%C3%A0-popula%C3%A7%C3%A3o-_-precipita%C3%A7%C3%A3o-forte-vento-e-trovoada-medidas-preventivas-_-06jun2024.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Precipitação forte, vento e trovoada – medidas preventivas</a>.</cite><br><cite data-author="IPMA" data-year="" data-title="O%20que%20fazer%20quando%20somos%20surpreendidos%20por%20uma%20trovoada%20e%20nos%20encontramos%20no%20exterior%3F" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ipma.pt%2Fpt%2Feducativa%2Ffaq%2Fmeteorologia%2Fobservacao%2Ffaq_0001.html">IPMA. <a href="https://www.ipma.pt/pt/educativa/faq/meteorologia/observacao/faq_0001.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">O que fazer quando somos surpreendidos por uma trovoada e nos encontramos no exterior?</a>.</cite><br><cite data-author="IPMA" data-year="" data-title="Boletim%20Descargas%20el%C3%A9tricas%202024" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ipma.pt%2Fpt%2Fmedia%2Fnoticias%2Fdocumentos%2F2025%2FBoletim_anual_DEA_2024.pdf">IPMA. <a href="https://www.ipma.pt/pt/media/noticias/documentos/2025/Boletim_anual_DEA_2024.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Boletim Descargas elétricas 2024</a>.</cite><br><cite data-author="IPMA" data-year="" data-title="Boletim%20Descargas%20el%C3%A9tricas%202025" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ipma.pt%2Fpt%2Fmedia%2Fnoticias%2Fdocumentos%2F2026%2FBoletim_anual_DEA_2025.pdf">IPMA. <a href="https://www.ipma.pt/pt/media/noticias/documentos/2026/Boletim_anual_DEA_2025.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Boletim Descargas elétricas 2025</a>.</cite><br><cite data-author="IPMA" data-year="" data-title="%C3%81rea%20Educativa%20-%20Trovoadas" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ipma.pt%2Fpt%2Feducativa%2Ffenomenos.meteo%2Findex.jsp%3Fpage%3Ddea.trov.xml%26print%3Dtrue">IPMA. <a href="https://www.ipma.pt/pt/educativa/fenomenos.meteo/index.jsp?page=dea.trov.xml&print=true" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Área Educativa - Trovoadas</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ipma-mudou-os-avisos-de-trovoada-e-passou-a-considerar-chuva-intensa-granizo-e-vento-forte.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item></channel></rss>