<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?><rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" version="2.0"><channel><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><description>Notícias de meteorologia - Fique por dentro das últimas Notícias do tempo para Portugal e para o mundo. Nossos especialistas em meteorologia informam sobre atualidade, previsão do tempo e ciência.</description><language>pt-pt</language><lastBuildDate>Sat, 25 Jul 2026 14:40:28 +0000</lastBuildDate><pubDate>Sat, 25 Jul 2026 14:40:28 +0000</pubDate><atom:link href="https://www.tempo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Copyright 2026 Meteored ]]></copyright><image><url>https://www.tempo.pt/imagenes/logo_rss.png</url><title>Meteored Portugal</title><link>https://www.tempo.pt</link><width>144</width><height>144</height></image><sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod><sy:updateFrequency>6</sy:updateFrequency><item><title><![CDATA[Após um fim de semana mais fresco, o calor regressa em força e poderá atingir os 40 °C; IPMA emite 14 avisos amarelos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/apos-um-fim-de-semana-mais-fresco-o-calor-regressa-em-forca-e-podera-atingir-os-40-c-ipma-emite-14-avisos-amarelos.html</link><pubDate>Sat, 25 Jul 2026 12:20:15 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de um fim de semana fresco e com chuva fraca no Norte e Centro, Portugal prepara-se para uma rápida subida das temperaturas, com o calor a aproximar-se, ou mesmo ultrapassar novamente dos 40 ºC.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xas24j2"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xas24j2.jpg" id="xas24j2"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Este fim de semana será marcado por <strong>temperaturas relativamente amenas para a época e alguma chuva fraca no Norte e Centro.</strong> Porém, atmosfera prepara-se para uma mudança rápida. Entre domingo e o início da próxima semana, o calor voltará a intensificar-se, com vários locais do interior a aproximarem-se novamente dos 40 °C.</p><h2>Sábado será o dia mais "fresco" deste período</h2><p>O dia de hoje ficará marcado por um ambiente pouco habitual para a segunda metade de julho. Apesar de estarmos em plena <strong>canícula, </strong>período que corresponde, tradicionalmente, à fase mais quente do verão, entre finais de julho e meados de agosto, as temperaturas estarão bastante contidas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-de-tempo-em-portugal-depois-do-fim-de-semana-mais-fresco-o-calor-regressa-em-forca-e-podera-atingir-os-40-c-1784978857817.png" data-image="p44cf416pm8o" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>O sábado será o dia mais fresco dos próximos dias, com máximas contidas em praticamente todo o país. O litoral Norte e Centro dificilmente ultrapassará os 25 °C, enquanto os valores mais elevados ficarão confinados ao interior.</figcaption></figure><p>As <strong>máximas não deverão ultrapassar os 31 °C</strong> e os valores mais elevados ficarão reservados ao interior do distrito de Bragança, Vale do Tejo, distrito de Castelo Branco, interior alentejano e Algarve. Já no litoral, entre Viana do Castelo e Lisboa, as temperaturas oscilarão entre os 22 e os 25 °C, graças à influência da massa de ar mais fresco proveniente do Atlântico.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Além do arrefecimento, o aumento da nebulosidade será notório entre o Alto Alentejo e o Norte do país.<strong> A chuva, que já se fez sentir durante a manhã, continuará ao longo da tarde sobretudo nos distritos de Coimbra, Viseu, Vila Real, Braga e Bragança.</strong></p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-de-tempo-em-portugal-depois-do-fim-de-semana-mais-fresco-o-calor-regressa-em-forca-e-podera-atingir-os-40-c-1784978971591.png" data-image="edp7aqnhpa01" alt="Chuva (mm)" title="Chuva (mm)"><figcaption>Durante a tarde de sábado, a passagem da depressão em altitude continuará a provocar chuva fraca e dispersa nos distritos de Coimbra, Viseu, Vila Real, Braga e Bragança. Os acumulados serão reduzidos e o episódio deverá terminar durante a noite.</figcaption></figure><p>Os <strong>acumulados horários deverão manter-se abaixo dos 1,5 mm,</strong> pelo que se tratará apenas de um episódio de chuva fraca, com tendência para terminar durante a noite.</p><h2>Domingo marca o início da recuperação das temperaturas</h2><p>A madrugada de domingo (26) ainda será relativamente fresca, com mínimas inferiores ao habitual em vários locais do Norte e Centro, consequência da massa de ar frio que continuará a influenciar o território.</p><p>No entanto, durante a tarde, a recuperação será evidente.<strong> Muitos distritos voltarão a atingir ou ultrapassar os 30 °C, incluindo Braga, Vila Real, Viseu, Castelo Branco e Santarém.</strong> No Baixo Alentejo e no interior algarvio, as máximas poderão aproximar-se dos 35 °C. Apesar desta subida, o litoral continuará ligeiramente mais ameno devido à influência marítima.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-de-tempo-em-portugal-depois-do-fim-de-semana-mais-fresco-o-calor-regressa-em-forca-e-podera-atingir-os-40-c-1784980064552.png" data-image="p4s1yn2ph1sk" alt="Rajada de vento (km/h)" title="Rajada de vento (km/h)"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-341236">O vento será mais notório durante o fim de semana, com rajadas entre 40 e 55 km/h no litoral e nas terras altas do Norte e Centro. A partir de segunda-feira, prevê-se uma diminuição da intensidade do vento, favorecendo a rápida subida das temperaturas.</figcaption></figure><p> O <strong>vento será outro elemento importante deste fim de semana.</strong> Durante sábado e domingo, as rajadas poderão atingir <strong>40 a 55 km/h</strong> em grande parte do litoral e das terras altas do Norte e Centro, devido à circulação em torno da depressão em altitude. Apesar de pontualmente moderadas, estas rajadas não deverão causar impactos relevantes. <strong>A partir de segunda-feira,</strong> com o restabelecimento de um padrão atmosférico mais estável, <strong>o vento perderá intensidade, contribuindo para uma sensação térmica mais elevada e favorecendo o aumento das temperaturas em todo o território. </strong></p><h2>O calor intensifica-se no início da próxima semana</h2><p>Será, contudo, <strong>na segunda-feira (27) que a mudança será mais evidente.</strong> A massa de ar quente voltará a expandir-se sobre a Península Ibérica, fazendo subir significativamente as temperaturas em praticamente todo o território continental.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/mudanca-de-tempo-em-portugal-depois-do-fim-de-semana-mais-fresco-o-calor-regressa-em-forca-e-podera-atingir-os-40-c-1784979575132.png" data-image="8xyzigdukzvv" alt="Temperatura" title="Temperatura"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-404870">Na segunda-feira, o calor intensifica-se de forma significativa. O Vale do Tejo, o interior alentejano e o distrito de Castelo Branco poderão atingir os 40 °C, enquanto também o litoral Norte e Centro regista uma subida acentuada das temperaturas.</figcaption></figure><p>As regiões do Vale do Tejo, interior do distrito de Beja e Alto Alentejo <strong>poderão voltar a registar máximas entre os 39 e os 40 °C.</strong></p><p>Também o litoral Norte e Centro deixará de beneficiar da forte influência marítima observada nos dias anteriores.<strong> Cidades como Braga, Porto, Coimbra e Leiria deverão registar temperaturas bastante superiores às do fim de semana,</strong> consolidando o regresso de um ambiente tipicamente quente de verão.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780356" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-12-c-acima-da-media-temperaturas-disparam-na-proxima-segunda-feira-eis-as-capitais-de-distrito-mais-quentes.html" title="Até 12 ºC acima da média: temperaturas disparam na próxima segunda-feira; eis as capitais de distrito mais quentes">Até 12 ºC acima da média: temperaturas disparam na próxima segunda-feira; eis as capitais de distrito mais quentes</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-12-c-acima-da-media-temperaturas-disparam-na-proxima-segunda-feira-eis-as-capitais-de-distrito-mais-quentes.html" title="Até 12 ºC acima da média: temperaturas disparam na próxima segunda-feira; eis as capitais de distrito mais quentes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ate-12-c-acima-da-media-temperaturas-disparam-na-proxima-segunda-feira-eis-as-capitais-de-distrito-mais-quentes-1784931681625_320.png" alt="Até 12 ºC acima da média: temperaturas disparam na próxima segunda-feira; eis as capitais de distrito mais quentes"></a></article></aside><p>Segundo as previsões atuais,<strong> este padrão de calor deverá manter-se pelo menos até quarta-feira, dia 29 de julho.</strong> </p><div class="texto-destacado"> Face ao aumento previsto das temperaturas, <strong>o IPMA emitiu aviso amarelo para 14 distritos de Portugal</strong> continental devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima, entre segunda-feira, 27 de julho, e terça-feira, 28 de julho. </div><p>Apenas os distritos de Aveiro, Faro, Porto e Viana do Castelo permanecem, para já, fora deste aviso.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/apos-um-fim-de-semana-mais-fresco-o-calor-regressa-em-forca-e-podera-atingir-os-40-c-ipma-emite-14-avisos-amarelos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Refúgios secretos: 5 ilhas europeias longe do turismo de massa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/refugios-secretos-5-ilhas-europeias-longe-do-turismo-de-massa.html</link><pubDate>Sat, 25 Jul 2026 11:03:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Paraísos escondidos da Europa: destinos insulares intocados para quem procura trilhos espetaculares e mergulhos inesquecíveis. Saiba mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/refugios-secretos-5-ilhas-europeias-longe-do-turismo-de-massa-1784715875411.png" data-image="aerox4yn75uq"><figcaption>A Europa tem mais de dez mil ilhas, mas a grande maioria dos turistas concentra-se em menos de um por cento delas.</figcaption></figure><p>A Europa está repleta de ilhas deslumbrantes que, durante os meses de verão, atraem multidões avassaladoras de turistas. </p><div class="texto-destacado">No entanto, para aqueles que procuram escapar da confusão e vivenciar a verdadeira tranquilidade, ainda existem destinos insulares quase intocados e cheios de autenticidade. </div><p>Neste sentido são destacadas <strong>cinco ilhas europeias</strong> alternativas que prometem paisagens incríveis, uma vida selvagem rica e cultura local autêntica, bem longe do turismo de massas.</p><h2>1. Pantelleria, Itália </h2><p>Conhecida como a "Pérola Negra do Mediterrâneo", esta ilha vulcânica situa-se estrategicamente entre a Sicília e a costa da Tunísia. Com um passado marcado pelas passagens de fenícios, bizantinos, árabes e espanhóis, Pantelleria é hoje um santuário de paz. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/refugios-secretos-5-ilhas-europeias-longe-do-turismo-de-massa-1784714928927.png" data-image="y4vt325jkfw1"><figcaption>As suas vinhas são cultivadas dentro de cavidades no solo para proteção contra o vento, uma técnica ancestral reconhecida como Património da UNESCO.</figcaption></figure><p>As suas<strong> enseadas escondidas e as tradicionais casas em forma de cúpula <em>(dammuso)</em> criam o cenário perfeito para relaxar</strong>. O grande destaque é a sua viticultura: a uva aromática zibibbo é cultivada em socalcos vulcânicos através de um método classificado pela UNESCO (<em>vite ad alberello</em>). Os visitantes podem participar nas vindimas e desfrutar de provas de vinhos de excelência, com destaque para o doce passito. </p><h2> 2. Barra, Escócia </h2><p>A chegada a Barra é, por si só, uma aventura inesquecível, uma vez que a pista do seu aeroporto é a própria praia de areia branca de Traigh Mhòr. Embora as suas <strong>águas turquesa lembrem destinos tropicais, a brisa do Atlântico relembra-nos de que estamos nas Hébridas Exteriores.</strong> </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/refugios-secretos-5-ilhas-europeias-longe-do-turismo-de-massa-1784715070598.png" data-image="rc8wrn50gza3"><figcaption>As suas águas albergam os 'Barra Boys', um grupo residente de golfinhos que costuma nadar alegremente ao lado dos barcos.</figcaption></figure><p>É um verdadeiro paraíso para os amantes de vida selvagem: os céus são dominados por águias, enquanto no mar é possível avistar focas, papagaios-do-mar, golfinhos-roaz e, entre junho e setembro, majestosas baleias-anãs. </p><h2>3. Serifos, Grécia </h2><p>Sem grandes estâncias turísticas ou sequer um aeroporto, Serifos manteve o seu charme genuíno, sendo o refúgio eleito por atenienses e artistas em busca de paz. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/refugios-secretos-5-ilhas-europeias-longe-do-turismo-de-massa-1784715151746.png" data-image="0n8goe1zwbch"><figcaption>Segundo a mitologia grega, a ilha tornou-se rochosa porque o herói Perseu usou a cabeça cortada da Medusa para transformar o rei em pedra.</figcaption></figure><p>Esta ilha das Cíclades possui <strong>dezenas de praias de águas cristalinas e uma paisagem rochosa</strong> que, segundo a mitologia grega, resultou de Perseu ter usado a cabeça da Medusa para transformar o cenário em pedra. A pitoresca vila de Chora, com as suas ruelas brancas e moinhos de vento clássicos, é o local ideal para assistir a um magnífico pôr do sol sobre o Mar Egeu. </p><h2>4. El Hierro, Espanha </h2><p>A segunda ilha mais pequena das Canárias,<strong> classificada como Reserva da Biosfera pela UNESCO, exibe algumas das costas mais selvagens da Europa</strong>. Formada por erupções vulcânicas, El Hierro oferece paisagens dramáticas e de contrastes: desde antigas florestas húmidas de laurissilva e o impressionante anfiteatro natural de El Golfo, até campos de lava e árvores de zimbro contorcidas pelo vento. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/refugios-secretos-5-ilhas-europeias-longe-do-turismo-de-massa-1784715316346.png" data-image="ddqmwcaw3onj"><figcaption>É uma ilha pioneira na sustentabilidade, sendo quase 100% autossuficiente através da combinação de energia eólica e hídrica.</figcaption></figure><p>Na ponta sul, a Reserva Marinha Mar de las Calmas revela um ecossistema subaquático espetacular, perfeito para mergulhar ao lado de tartarugas e raias. </p><h2>5. Fasta Åland, Finlândia </h2><p>Situado no Mar Báltico, este arquipélago finlandês (onde a língua oficial é o sueco) engloba milhares de ilhas de granito, florestas de coníferas e pequenas aldeias de madeira. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/refugios-secretos-5-ilhas-europeias-longe-do-turismo-de-massa-1784715550685.png" data-image="9frp5ms8g98m"><figcaption>Nas suas águas foi descoberto o champanhe mais antigo do mundo, perfeitamente conservado num naufrágio do século XIX.</figcaption></figure><p>A ilha principal, Fasta Åland, <strong>é o ponto de partida ideal para mergulhar na profunda cultura nórdica das saunas e da natureza no seu estado mais puro.</strong> Pode relaxar numa tradicional sauna de fumo, alugar caiaques para explorar baías silenciosas ou, para uma desconexão total, passar a noite numa cabana isolada e sem eletricidade na pequena ilha vizinha de Sviskär. </p><h2>E em Portugal? </h2><p>Açores, ancorado no meio do Oceano Atlântico, o arquipélago é um verdadeiro santuário de biodiversidade e tranquilidade, perfeito para quem procura reconectar-se com a natureza no seu estado mais puro.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/refugios-secretos-5-ilhas-europeias-longe-do-turismo-de-massa-1784715627694.png" data-image="rt4c3qwnrx5k"><figcaption>O arquipélago acolhe as únicas plantações de chá da Europa para produção comercial, mantendo processos de colheita totalmente artesanais desde o século XIX.</figcaption></figure><p><strong>Formadas por erupções vulcânicas, as suas nove ilhas oferecem um cenário místico de caldeiras profundas, lagoas duplas rodeadas por vegetação exuberante</strong>, como a emblemática Lagoa das Sete Cidades em São Miguel, campos recobertos de hortênsias e prados de um verde vibrante.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="721257" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ferias-forcadas-as-ilhas-mais-bonitas-onde-ninguem-queria-estar.html" title="Férias forçadas: as ilhas mais bonitas onde ninguém queria estar">Férias forçadas: as ilhas mais bonitas onde ninguém queria estar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ferias-forcadas-as-ilhas-mais-bonitas-onde-ninguem-queria-estar.html" title="Férias forçadas: as ilhas mais bonitas onde ninguém queria estar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ferias-forcadas-as-ilhas-mais-bonitas-onde-ninguem-queria-estar-1753293284564_320.jpg" alt="Férias forçadas: as ilhas mais bonitas onde ninguém queria estar"></a></article></aside><p>Longe do turismo de massa, estas ilhas são santuários perfeitos para quem procura reconectar-se com a natureza. <strong>Aqui, pode percorrer trilhos deslumbrantes entre falésias e crateras vulcânicas, mergulhar em águas cristalinas repletas de grutas e ecossistemas intocados</strong>, e vivenciar o privilégio raro de observar a fauna local no seu estado mais puro e selvagem.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Emma%20Al-Mousawi" data-year="2026" data-title="5%20alternative%20European%20islands%20to%20explore%20this%20summer" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nationalgeographic.com%2Ftravel%2Farticle%2Fbest-alternative-islands-europe-lesser-known-away-from-crowds">Emma Al-Mousawi. (2026). <a href="https://www.nationalgeographic.com/travel/article/best-alternative-islands-europe-lesser-known-away-from-crowds" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">5 alternative European islands to explore this summer</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/refugios-secretos-5-ilhas-europeias-longe-do-turismo-de-massa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Carlos Alves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Poupe água e tempo: como instalar um sistema de rega gota-a-gota "faça você mesmo" no seu pátio]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/poupe-agua-e-tempo-como-instalar-um-sistema-de-rega-gota-a-gota-faca-voce-mesmo-no-seu-patio.html</link><pubDate>Sat, 25 Jul 2026 10:07:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>Instalar um sistema de rega gota-a-gota do tipo "faça você mesmo" no seu pátio é uma forma simples, acessível e eficiente de poupar água, reduzir o tempo de rega e manter as suas plantas saudáveis durante todo o verão.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ahorra-agua-y-tiempo-como-montar-un-riego-por-goteo-casero-en-tu-terraza-1784542825480.jpeg" data-image="3067bae5um0p" alt="Imagem 1" title="Imagem 1"><figcaption>A rega gota-a-gota é uma das formas mais eficientes de otimizar o uso da água.</figcaption></figure><p>Cultivar flores, ervas e legumes em pátios, varandas e pequenos jardins tornou-se um passatempo cada vez mais popular. Um dos maiores desafios durante o verão, no entanto, é <strong>manter as plantas sempre regadas, sem desperdiçar água</strong> ou gastar tempo a regá-las todos os dias.</p><p>Uma solução simples é instalar um sistema de rega gota-a-gota do tipo "faça você mesmo", uma opção acessível, fácil de construir e altamente eficiente.</p><p>Este tipo de rega<strong> leva a água diretamente às raízes de cada planta</strong>, reduzindo as perdas por evaporação e mantendo a humidade do solo uniforme. É também uma solução ideal para quem passa longas horas fora de casa ou viaja durante alguns dias durante o verão.</p><h2>Porquê escolher a irrigação gota-a-gota?</h2><p>Ao contrário da rega com regador ou mangueira, <strong>a rega gota-a-gota fornece pequenas quantidades de água lenta e diretamente à zona radicular</strong>. Isto permite que o solo absorva a humidade de forma mais eficiente, evitando tanto o excesso como a falta de água.</p><p>Algumas das suas principais vantagens incluem:</p><ul> <li>Economia de água superior a 40% em comparação com os métodos de rega tradicionais.</li> <li>Menos ervas daninhas, uma vez que apenas a zona radicular é regada.</li> <li>Menor risco de doenças nas plantas causadas pelo excesso de humidade nas folhas e caules.</li> <li>Maior praticidade, especialmente quando se cuida de um grande número de recipientes.</li> <li>Crescimento mais consistente das plantas.</li> </ul><p>Para culturas como o tomate, o pimento, o morango, a erva e a alface, manter a humidade do solo constante é essencial para produzir culturas saudáveis.</p><h2>Materiais necessários</h2><p><strong>Não precisa de gastar muito para construir um sistema de rega gota-a-gota</strong> em casa. Os materiais mais comuns incluem:</p><ol> <li>Uma torneira exterior ou ligação de água próxima.</li> <li>Um temporizador de rega (opcional, mas altamente recomendado).</li> <li>Tubo de polietileno de 16 mm para a linha principal.</li> <li>Microtubos de 4 mm.</li> <li>Emissores de gotejamento ajustáveis ou com compensação de pressão (recomendados).</li> <li>Conectores, cotovelos e tampas de extremidade.</li> <li>Um furador para perfurar o tubo.</li> </ol><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ahorra-agua-y-tiempo-como-montar-un-riego-por-goteo-casero-en-tu-terraza-1784543719732.jpeg" data-image="z6w9c5dhnuab" alt="Imagem 2" title="Imagem 2"><figcaption>Escolher o caudal de água correto é essencial, pois plantas diferentes têm necessidades de rega diferentes.</figcaption></figure><p>Todos estes materiais estão facilmente disponíveis em centros de jardinagem e lojas de material de rega.</p><h2>Como instalar passo a passo</h2><p>Comece por estender o tubo principal ao longo do caminho onde os seus recipientes estão localizados. <strong>Fixe-o firmemente para que não se desloque</strong>.</p><p>Em seguida, utilize o <strong>furador para fazer pequenos furos na tubagem principal</strong>, onde cada microtubo será ligado. Instale um <strong>gotejador na extremidade de cada tubo</strong> e posicione-o junto à base da planta.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779542" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nao-sao-plantas-invasoras-mas-podem-tomar-conta-do-seu-jardim-se-nao-as-mantiver-sob-controlo.html" title="Não são plantas invasoras, mas podem tomar conta do seu jardim se não as mantiver sob controlo">Não são plantas invasoras, mas podem tomar conta do seu jardim se não as mantiver sob controlo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/nao-sao-plantas-invasoras-mas-podem-tomar-conta-do-seu-jardim-se-nao-as-mantiver-sob-controlo.html" title="Não são plantas invasoras, mas podem tomar conta do seu jardim se não as mantiver sob controlo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/they-re-not-invasive-plants-but-they-can-take-over-your-garden-if-you-don-t-keep-them-under-control-1784424248519_320.jpg" alt="Não são plantas invasoras, mas podem tomar conta do seu jardim se não as mantiver sob controlo"></a></article></aside><p>Após ligar tudo, <strong>abra a água e verifique se todos os emissores estão a funcionar corretamente</strong>. Se algum deles estiver a fornecer água em excesso ou em quantidade insuficiente, a maioria dos modelos pode ser ajustada com facilidade.</p><p>A adição de um<strong> temporizador automático</strong> permite que o sistema funcione de forma totalmente autónoma. Basta definir a duração e a frequência da rega de acordo com a estação do ano.</p><h2>Ajuste a rega ao longo do ano</h2><p><strong>Nem todas as plantas necessitam da mesma quantidade de água</strong>. Durante os meses mais quentes, pode ser necessário regar uma ou até duas vezes por dia, especialmente em vasos expostos a longas horas de luz solar direta.</p><div class="texto-destacado">Na primavera e no outono, regar uma vez por dia ou em dias alternados é normalmente suficiente, enquanto no inverno a necessidade de rega diminui significativamente.</div><p>Também é importante <strong>verificar a humidade do solo regularmente</strong>. Enfiar o dedo alguns centímetros na terra é uma forma rápida e fácil de determinar se as suas plantas precisam mesmo de água.</p><h3>Dicas extra para poupar ainda mais água</h3><p>Além da rega gota-a-gota, existem diversas formas simples de reduzir ainda mais o consumo de água.</p><ul> <li>Adicione cobertura morta ou cascalho sobre o solo para reduzir a evaporação.</li> <li>Agrupe os recipientes para criar um microclima mais húmido.</li> <li>Regar de manhã cedo ou ao pôr do sol.</li> <li>Verifique regularmente se existem fugas nos tubos ou nos gotejadores.</li> <li>Escolha plantas adaptadas ao seu clima local, sempre que possível.</li> </ul><h2>Um pequeno investimento com grandes recompensas</h2><p>Instalar um sistema de rega gota-a-gota do tipo "faça você mesmo" no seu pátio é uma das<strong> melhorias mais práticas para quem gosta de jardinagem</strong> ou de cultivar alimentos em vasos.</p><p>Além de <strong>poupar água e reduzir o tempo</strong> passado a regar, ajuda as plantas a crescerem de forma mais uniforme e a resistirem melhor aos períodos de calor extremo do verão.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777346" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-algas-nao-sao-plantas-factos-surpreendentes-sobre-a-vida-aquatica-que-precisa-de-saber.html" title="As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber">As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/as-algas-nao-sao-plantas-factos-surpreendentes-sobre-a-vida-aquatica-que-precisa-de-saber.html" title="As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/seaweeds-aren-t-plants-seven-surprising-facts-about-aquatic-life-1783270730480_320.jpg" alt="As algas não são plantas: factos surpreendentes sobre a vida aquática que precisa de saber"></a></article></aside><p>O<strong> sistema é simples de instalar e requer pouca manutenção</strong>, sendo uma excelente forma de desfrutar de um pátio exuberante e colorido sem ter de se preocupar em regar todos os dias.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/poupe-agua-e-tempo-como-instalar-um-sistema-de-rega-gota-a-gota-faca-voce-mesmo-no-seu-patio.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[As abelhas nunca se perdem: particulas magnéticas podem explicar este fenómeno ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-abelhas-nunca-se-perdem-particulas-magneticas-podem-explicar-este-fenomeno.html</link><pubDate>Sat, 25 Jul 2026 09:04:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Um novo estudo reforça a ideia de que muitas espécies de abelhas possuem uma bússola biológica que as ajuda a orientar-se durante os seus voos. Será mesmo assim? Venha descobrir!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-abelhas-nunca-se-perdem-particulas-magneticas-podem-explicar-este-fenomeno-1784811829462.jpg" data-image="3rt1notcz5ht" alt="Abelhas e a sua orientação" title="Abelhas e a sua orientação"><figcaption>Cientistas identificaram partículas magnéticas em várias espécies de abelhas.</figcaption></figure><p>Durante décadas, a ciência afirmava que a <strong>capacidade de orientação através do campo magnético da Terra</strong> era uma característica reservada apenas a alguns animais, como as aves migratórias, as tartarugas marinhas ou até mesmo os salmões.</p><p>No entanto, de acordo com investigações recentes <strong>esta habilidade poderá estar muito mais disseminada entre as abelhas </strong>do que se pensava, levantando novas questões sobre a forma como as abelhas encontram alimento e regressam aos seus ninhos.</p><h2>O que é afinal a magnetorreceção e como funciona?</h2><p>Segundo uma investigação publicada na revista <em>Neurobiology</em>, o conceito conhecido como magnetorreceção descreve a <strong>capacidade de detetar o campo magnético terrestre e utilizá-lo como referência para navegação</strong>. Embora este fenómeno já tivesse sido demonstrado em abelhas domésticas, um estudo recente analisou dezenas de espécies diferentes e encontrou partículas ferromagnéticas em grande parte delas.</p><p>Estes <strong>minúsculos cristais, compostos por minerais ricos em ferro, podem funcionar como sensores biológicos</strong> capazes de responder às variações do campo magnético da Terra.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="760203" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/abelhas-surpreendem-cientistas-ao-resolver-contas-simples-de-matematica.html" title="Abelhas surpreendem cientistas ao resolver contas simples de matemática">Abelhas surpreendem cientistas ao resolver contas simples de matemática</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/abelhas-surpreendem-cientistas-ao-resolver-contas-simples-de-matematica.html" title="Abelhas surpreendem cientistas ao resolver contas simples de matemática"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/abelhas-surpreendem-cientistas-ao-resolver-contas-simples-de-matematica-1773426345471_320.jpg" alt="Abelhas surpreendem cientistas ao resolver contas simples de matemática"></a></article></aside><p>A descoberta é particularmente interessante porque as <strong>partículas magnéticas foram identificadas tanto em espécies sociais, que vivem em colónias organizadas, como em espécies solitárias</strong>.</p><p>Isso indica que esta característica poderá ter surgido muito antes da <strong>evolução dos complexos comportamentos sociais</strong> observados nas abelhas atuais, sugerindo tratar-se de uma adaptação ancestral preservada ao longo de milhões de anos. Apesar desta evidência, os investigadores alertam que a presença de partículas magnéticas não prova, por si só, que todas estas espécies utilizem um verdadeiro "GPS biológico".</p><h2>O papel do campo magnético na navegação</h2><p>Demonstrar a magnetorreceção é um enorme desafio experimental, uma vez que <strong>exige observar o comportamento de animais vivos em condições cuidadosamente controladas</strong>, eliminando outros fatores de orientação, como a posição do Sol, a paisagem ou os odores do ambiente.Por esse motivo, <strong>continua a existir alguma incerteza sobre o papel exato destas estruturas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/as-abelhas-nunca-se-perdem-particulas-magneticas-podem-explicar-este-fenomeno-1784811872894.jpg" data-image="b1mo7jhgj0wd" alt="Polinizadores" title="Polinizadores"><figcaption>Para além de serem os mais importantes polinizadores da natureza, as abelhas poderão recorrer ao campo magnético da Terra para encontrar o caminho entre as flores e os ninhos.</figcaption></figure><p>Esta não é, contudo, uma ideia completamente nova. Há mais de duas décadas, diversos estudos já apontavam para a <strong>existência de magnetite, um mineral naturalmente magnético, no organismo das abelhas</strong>.<br>Essas investigações sugeriam que estes insetos poderiam <strong>combinar informação visual com sinais magnéticos</strong> para melhorar a sua orientação durante os voos de procura de alimento.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Ao longo dos anos, experiências demonstraram ainda que <strong>as alterações artificiais do campo magnético podem influenciar determinados comportamentos das abelhas</strong>, reforçando a hipótese de que possuem uma sensibilidade magnética funcional.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>As novas investigações ampliam significativamente esse conhecimento ao mostrar que esta <strong>característica pode estar distribuída por uma grande diversidade de espécies</strong>. Curiosamente, a intensidade do sinal magnético parece variar entre espécies e tende a ser maior em abelhas de maior dimensão corporal.</p><p>Ainda assim, os <strong>cientistas não encontraram uma relação clara entre esta capacidade e fatores como o tipo de ninho ou o comportamento social</strong>, indicando que a evolução da magnetorreceção poderá ser mais complexa do que anteriormente imaginado.</p><h2>A importância desta descoberta para a ciência </h2><p>Compreender como as abelhas se orientam é <strong>mais do que uma curiosidade científica</strong>. Estes insetos desempenham um <strong>papel essencial na polinização de plantas silvestres e culturas agrícolas</strong>, sendo responsáveis por uma parte significativa da produção alimentar mundial.</p><p>Conhecer todos os mecanismos envolvidos na sua navegação poderá <strong>ajudar a perceber de que forma fatores ambientais, como a poluição eletromagnética ou alterações do habitat</strong>, podem afetar a sua capacidade de encontrar flores e regressar aos ninhos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="503591" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/abelhas-medicinais-beneficios-e-riscos-do-consumo-da-propolis-saude.html" title="Abelhas medicinais? Benefícios e riscos do consumo da própolis">Abelhas medicinais? Benefícios e riscos do consumo da própolis</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/abelhas-medicinais-beneficios-e-riscos-do-consumo-da-propolis-saude.html" title="Abelhas medicinais? Benefícios e riscos do consumo da própolis"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/abejas-medicinales-beneficios-y-riesgos-de-la-ingesta-de-propoleo-1685873004662_320.jpeg" alt="Abelhas medicinais? Benefícios e riscos do consumo da própolis"></a></article></aside><p>Além da importância ecológica, este tipo de investigação poderá também inspirar novas tecnologias. Os <strong>sistemas biológicos de navegação são frequentemente utilizados como modelo para desenvolver sensores e equipamentos mais eficientes</strong>, capazes de funcionar em ambientes onde o GPS convencional não está disponível, como túneis, minas ou até futuras missões espaciais.</p><p>Embora permaneçam muitas perguntas por responder, uma conclusão parece cada vez mais sólida: <strong>as abelhas são muito mais sofisticadas do que imaginávamos</strong>. A possibilidade de utilizarem o campo magnético terrestre como complemento aos seus notáveis sistemas de orientação revela que <strong>estes pequenos polinizadores continuam a surpreender a ciência</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Joseph%20L%20Kirschvink%20%2C%20Michael%20M%20Walker%20%2C%20Carol%20E%20Diebel" data-year="2001" data-title="Magnetite-based%20magnetoreception" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencedirect.com%2Fscience%2Farticle%2Fabs%2Fpii%2FS095943880000235X%3Fvia%253Dihub">Joseph L Kirschvink , Michael M Walker , Carol E Diebel. (2001). <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S095943880000235X?via%3Dihub" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Magnetite-based magnetoreception</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/as-abelhas-nunca-se-perdem-particulas-magneticas-podem-explicar-este-fenomeno.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[A descoberta científica no Peru que pode ajudar a proteger o chocolate das alterações climáticas]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-descoberta-cientifica-no-peru-que-pode-ajudar-a-proteger-o-chocolate-diante-da-mudanca-climatica.html</link><pubDate>Sat, 25 Jul 2026 08:09:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Uma equipa internacional identificou quatro novas linhagens genéticas de cacau cultivadas por pequenos agricultores e comunidades indígenas no Peru. Esta descoberta amplia a diversidade conhecida desta cultura e pode fornecer ferramentas para o desenvolvimento de variedades mais resistentes às alterações climáticas e a doenças.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-hallazgo-cientifico-en-peru-que-podria-ayudar-a-proteger-el-chocolate-frente-al-cambio-climatico-1783597952123.jpg" data-image="ze8ogvxv65ip" alt="cacau" title="cacau"><figcaption>Foram descobertos quatro tipos de cacau com genes diferentes.</figcaption></figure><p>O aumento das temperaturas, a maior frequência de secas e a disseminação de doenças ameaçam uma das culturas mais vulneráveis do planeta: o <strong>cacau</strong>. Neste contexto, uma equipa internacional de investigadores identificou <strong>novas linhagens genéticas no Peru</strong> que podem tornar-se uma ferramenta fundamental para o <strong>desenvolvimento de plantas mais resistentes às alterações climáticas</strong>.</p><div class="texto-destacado">O cacau (<em>Theobroma cacao</em>), cujo nome científico significa "alimento dos deuses", só prospera em condições muito específicas de temperatura e humidade. Calor constante, seca prolongada ou o surgimento de novas doenças podem reduzir drasticamente a produção.</div><p>O desafio está no facto de que quase 70% da produção mundial de cacau provém da <strong>África Ocidental</strong>, e muitas dessas <strong>plantações compartilham uma base genética relativamente limitada</strong>. Esta baixa diversidade torna as plantações mais suscetíveis a pragas, patógenos e aos efeitos das alterações climáticas.</p><p>Assim, um estudo publicado na revista <em>PLOS One</em> acaba de fazer uma descoberta que oferece esperança para solucionar este dilema. Investigadores de diversos países<strong> identificaram quatro linhagens genéticas de cacau até então desconhecidas, encontradas em diferentes regiões do Peru</strong>, onde são cultivadas por comunidades indígenas e pequenos agricultores.</p><h2>Um mapa genético muito mais diversificado</h2><p>Até então, os cientistas classificavam a diversidade do cacau em dez grandes grupos genéticos. Para determinar se esta classificação ainda representava toda a variabilidade da espécie, a equipa analisou o<strong> ADN de 390 árvores</strong> silvestres e semissilvestres de <strong>fazendas distribuídas por oito departamentos peruanos</strong>.</p><p>Em vez de estudar a aparência das árvores ou as características dos seus frutos, os investigadores analisaram <strong>192 marcadores genéticos </strong>conhecidos como SNPs, pequenas variações no ADN que atuam como uma impressão digital genética e permitem aos cientistas reconstruir as relações entre diferentes populações.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-hallazgo-cientifico-en-peru-que-podria-ayudar-a-proteger-el-chocolate-frente-al-cambio-climatico-1783598063784.jpg" data-image="hur3exeur0kx"><figcaption>Os investigadores analisaram 192 marcadores genéticos de quase 400 cacaueiros.</figcaption></figure><p>Os resultados mostraram que, <strong>além dos dez grupos já conhecidos, existiam outras quatro linhagens claramente diferentes</strong>. Confirmaram também que cada região mantém a sua própria identidade genética, resultado de uma história evolutiva distinta.</p><p>"O nosso trabalho demonstra que, <strong>embora o cacau peruano compartilhe uma origem comum, cada região possui uma composição genética única</strong>", explicou o investigador Lambert Motilal, autor principal do estudo. Segundo o cientista, este novo mapa genético representa um recurso valioso tanto para a conservação quanto para a produção de cacau de alta qualidade.</p><h2>Um conjunto genético para enfrentar a mudança climática</h2><p>A descoberta não significa que estas novas variedades produzirão automaticamente um chocolate melhor. A sua importância está no facto de que <strong>cada linhagem pode conter genes associados a características úteis para a melhoria e a sobrevivência da cultura</strong>.</p><div class="texto-destacado"><strong>Algumas populações podem apresentar maior resistência a doenças, outras podem tolerar temperaturas mais elevadas ou períodos de seca, enquanto algumas podem desenvolver perfis aromáticos especialmente apreciados no mercado de chocolates finos.</strong></div><p>Os investigadores acreditam que<strong> duas das quatro novas linhagens</strong> apresentam um <strong>potencial </strong>particularmente promissor para a<strong> produção de cacau premium</strong>, um segmento que está a ganhar cada vez mais importância internacionalmente.</p><p>O estudo também permitiu uma<strong> reconstrução mais precisa da origem genética da CCN 51, uma das variedades comerciais mais cultivadas no mundo</strong> devido à sua alta produtividade e resistência a doenças. As análises revelaram que quase metade da sua composição genética provém de uma das linhagens recém-identificadas, chamada Awajún.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="740874" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/conheca-as-flores-que-dao-origem-ao-sabor-e-aroma-do-cacau-do-cafe-e-da-baunilha.html" title="Conheça as flores que dão origem ao sabor e aroma do cacau, do café e da baunilha ">Conheça as flores que dão origem ao sabor e aroma do cacau, do café e da baunilha </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/plantas/conheca-as-flores-que-dao-origem-ao-sabor-e-aroma-do-cacau-do-cafe-e-da-baunilha.html" title="Conheça as flores que dão origem ao sabor e aroma do cacau, do café e da baunilha "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/conheca-as-flores-que-dao-origem-ao-sabor-e-aroma-do-cacau-do-cafe-e-da-baunilha-1763911672645_320.jpg" alt="Conheça as flores que dão origem ao sabor e aroma do cacau, do café e da baunilha "></a></article></aside><p>Os investigadores também destacaram um aspeto importante desta descoberta. As árvores que permitiram expandir o mapa genético do cacau não cresciam em cantos remotos da Amazónia, nem estavam armazenadas em bancos de sementes. Muitas estavam nos <strong>campos e quintais de pequenos agricultores</strong>, onde haviam passado despercebidas pelos cientistas.</p><p>Num cenário em que as alterações climáticas, a expansão da monocultura e a desflorestação ameaçam a diversidade genética de inúmeras culturas, identificar e conservar estas linhagens assume um valor estratégico. Elas não apenas ajudam a reconstruir a história evolutiva do cacau, como também podem fornecer os <strong>genes </strong>necessários para<strong> desenvolver variedades capazes de sustentar a produção de chocolate num clima cada vez mais desafiador</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Motilal%2C%20L.%20A.%20et%20al" data-year="2026" data-title="Genetic%20structure%20of%20traditional%20cacao%20reveals%20four%20new%20genetic%20lineages%20in%20indigenous%20Amazonian%20sites%20in%20Peru" data-url="https%3A%2F%2Fjournals.plos.org%2Fplosone%2Farticle%2Fauthors%3Fid%3D10.1371%2Fjournal.pone.0351690">Motilal, L. A. et al. (2026). <a href="https://journals.plos.org/plosone/article/authors?id=10.1371/journal.pone.0351690" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Genetic structure of traditional cacao reveals four new genetic lineages in indigenous Amazonian sites in Peru</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/a-descoberta-cientifica-no-peru-que-pode-ajudar-a-proteger-o-chocolate-diante-da-mudanca-climatica.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Parece uma maçã comum, mas quando se corta, surge uma surpresa: já está a ser testada na Patagónia]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/plantas/parece-uma-maca-comum-mas-quando-se-corta-surge-uma-surpresa-ja-esta-a-ser-testada-na-patagonia.html</link><pubDate>Sat, 25 Jul 2026 07:04:00 +0000</pubDate><category>Plantas</category><description><![CDATA[<p>A maçã Kissabel, famosa pela sua polpa vermelha, começou a ser avaliada na Patagónia. O objetivo do estudo é determinar se pode abrir novos mercados para a fruticultura argentina.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/parece-una-manzana-comun-pero-al-cortarla-aparece-una-sorpresa-ya-la-prueban-en-la-patagonia-1782185608958.jpg" data-image="ju2fpdnmgekq" alt="maçã" title="maçã"><figcaption> A maçã Kissabel distingue-se pela sua polpa vermelha natural, uma característica que procura conquistar os mercados premium em todo o mundo.</figcaption></figure><p>À primeira vista, parece uma maçã como qualquer outra. No entanto, ao ser cortada, revela um <strong>interior vermelho intenso </strong>que a tornou numa das frutas mais impressionantes desenvolvidas nos últimos anos.</p><div class="texto-destacado">Trata-se da Kissabel, uma família de variedades obtida através de melhoramento convencional que começou agora a ser avaliada no Alto Vale do Rio Negro e em Neuquén. O trabalho está a ser realizado por especialistas do INTA Alto Valle em conjunto com a Moño Azul, empresa do grupo Prima e licenciada na Argentina da IFO (International Fruit Obtention), empresa internacional de melhoramento genético. <br></div><p>A<strong> fruta foi desenvolvida para se destacar nos mercados premium</strong>, onde os consumidores procuram produtos inovadores e estão dispostos a pagar mais por eles. As variedades resultantes combinam sabores equilibrados, boa durabilidade e alto teor de antocianinas, os pigmentos naturais responsáveis pela cor vermelha.</p><h2>O que irá a INTA avaliar antes de considerar a produção comercial?</h2><p>O processo de validação não será rápido. Segundo o INTA, serão <strong>necessárias entre oito a dez épocas para reunir informação suficiente</strong> para decidir se estas variedades podem ser incorporadas na produção regional. </p><p>Durante este período, os investigadores analisarão:</p><ul><li><strong>Adaptação ao clima do Alto Vale.</strong></li><li><strong>A resposta às geadas da primavera.</strong></li><li><strong>Produtividade e rendimento por hectare.</strong></li><li><strong>A qualidade comercial da fruta.</strong></li><li><strong>A intensidade e a uniformidade da cor vermelha da polpa.</strong></li><li><strong>Firmeza e conservação pós-colheita.</strong></li><li><strong>Comportamento perante doenças e pragas.</strong></li><li><strong>Aceitação por parte dos consumidores e dos mercados internacionais.</strong></li></ul><p>Os materiais importados para o país passaram por um <strong>rigoroso processo de quarentena</strong>, de acordo com as normas da Senasa. Atualmente, estão a ser cultivados numa instalação experimental, onde recebem a mesma gestão tecnológica das plantações comerciais do Alto Vale.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/parece-una-manzana-comun-pero-al-cortarla-aparece-una-sorpresa-ya-la-prueban-en-la-patagonia-1782185308520.jpg" data-image="q0qq096acqe6" alt="inta" title="inta"><figcaption>Paula Calvo, técnica do INTA Alto Valle e responsável pela avaliação, analisa os parâmetros de qualidade e maturação das maçãs Kissabel. Foto: INTA</figcaption></figure><p>Os técnicos realizam a <strong>monitorização fenológica duas vezes por semana para acompanhar o desenvolvimento da planta</strong>. Analisam também parâmetros como a firmeza, os sólidos solúveis, a acidez, a degradação do amido e a distribuição da cor na polpa em laboratório para determinar o momento ideal da colheita.</p><h2>Uma história que começou há mais de vinte anos</h2><p>As primeiras pesquisas para a obtenção de maçãs de polpa vermelha surgiram no início deste século, quando várias empresas europeias começaram a trabalhar com material genético que retinha naturalmente esta característica. O desafio era <strong>combinar esta coloração interna marcante com frutos de elevada qualidade</strong>, boa produtividade e aceitação comercial.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/parece-una-manzana-comun-pero-al-cortarla-aparece-una-sorpresa-ya-la-prueban-en-la-patagonia-1782185675385.jpg" data-image="uzjioow925j2" alt="maçã" title="maçã"><figcaption>As plantas são cultivadas em ambiente experimental, sob o mesmo maneio tecnológico utilizado pelos produtores de frutos do Alto Vale. Cortesia: INTA</figcaption></figure><p>Ao longo dos anos, o projeto evoluiu para a marca Kissabel, atualmente desenvolvida pelo consórcio IFORED. Hoje, participam empresas de França, Itália, Alemanha, Reino Unido, Suíça, Espanha, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, Chile e Argentina, entre outros países. </p><p>Embora a Argentina esteja apenas a iniciar as avaliações agronómicas, a <strong>Kissabel já está a ser comercializada em diversos mercados internacionais</strong>. Dependendo da época do ano, pode ser encontrada em supermercados e lojas especializadas em fruta em Itália, França, Alemanha, Reino Unido, Suíça, Bélgica, Espanha, Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia, onde é vendida como fruta premium.</p><h2>Já está disponível para compra na Argentina?</h2><p>Ainda não. <strong>A maçã Kissabel ainda não é produzida comercialmente no país</strong>, uma vez que as plantas cultivadas no Alto Valle fazem parte de um ensaio experimental para avaliar a sua adaptação às condições da Patagónia.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/parece-una-manzana-comun-pero-al-cortarla-aparece-una-sorpresa-ya-la-prueban-en-la-patagonia-1782185710669.jpg" data-image="16o2hqpbmqqy" alt="maçã" title="maçã"> <figcaption data-lt-tmp-id="lt-103921">A maçã Kissabel distingue-se pela sua polpa vermelha natural, uma característica que procura conquistar os mercados premium em todo o mundo.</figcaption></figure><p>Embora não exista uma proibição específica à importação desta variedade, esta não é atualmente comercializada como fruta importada na Argentina. Por isso, <strong>quem quiser experimentar um Kissabel terá de o fazer num dos países onde já é produzido e vendido regularmente</strong>, principalmente na Europa, nos Estados Unidos, na Austrália ou na Nova Zelândia.</p><h2>Uma oportunidade para diferenciar a fruticultura na Patagónia</h2><p>Durante anos, <strong>a produção de maçã no Alto Vale enfrentou o desafio de melhorar a sua competitividade num mercado internacional cada vez mais exigente</strong>. Neste contexto, a incorporação de variedades inovadoras surgiu como uma ferramenta para gerar maior valor acrescentado e aceder a nichos de mercado onde a diferenciação é tão importante como a qualidade da fruta.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="644705" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/sabia-que-todas-as-macas-que-comemos-vem-de-um-unico-local-do-mundo-geografia.html" title="Sabia que todas as maçãs que comemos vêm de um único local do mundo?">Sabia que todas as maçãs que comemos vêm de um único local do mundo?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/sabia-que-todas-as-macas-que-comemos-vem-de-um-unico-local-do-mundo-geografia.html" title="Sabia que todas as maçãs que comemos vêm de um único local do mundo?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sabias-que-todas-las-manzanas-que-comemos-provienen-de-un-unico-lugar-en-el-mundo-1706257155510_320.jpg" alt="Sabia que todas as maçãs que comemos vêm de um único local do mundo?"></a></article></aside><p>Se os testes confirmarem uma boa adaptação ao clima da Patagónia e uma aceitação comercial adequada, <strong>a maçã de polpa vermelha vibrante poderá tornar-se um dos desenvolvimentos mais inovadores na fruticultura </strong>argentina na próxima década, abrindo uma nova oportunidade para os produtores da região. </p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/plantas/parece-uma-maca-comum-mas-quando-se-corta-surge-uma-surpresa-ja-esta-a-ser-testada-na-patagonia.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Até 12 ºC acima da média: temperaturas disparam na próxima segunda-feira; eis as capitais de distrito mais quentes]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-12-c-acima-da-media-temperaturas-disparam-na-proxima-segunda-feira-eis-as-capitais-de-distrito-mais-quentes.html</link><pubDate>Sat, 25 Jul 2026 06:03:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>A próxima semana poderá arrancar com um aumento significativo das temperaturas, especialmente ao longo da faixa litoral, onde as mesmas têm sido mais contidas.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xarwsim"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xarwsim.jpg" id="xarwsim"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Como referimos em previsões anteriores, <strong>Portugal Continental irá registar uma subida acentuada das temperaturas</strong> já no arranque da próxima semana. Esta subida já se poderá sentir amanhã, domingo, mas será na segunda que se tornará mais evidente em toda a geografia.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Esta <strong>subida térmica deverá resultar numa inversão das anomalias térmicas</strong>, face ao dia de hoje, pois ao longo das próximas horas estas poderão ser negativas na maior parte do país, indicando valores abaixo da normal climatológica. No entanto, <strong>nos dias seguintes esperam-se valores acima do normal</strong> também em praticamente todo o território.</p><h2>Subida térmica começa amanhã, mas atinge o seu pico na segunda-feira</h2><p>Entre hoje e amanhã já se poderá registar uma <strong>subida generalizada, ainda que gradual</strong>, em boa parte do continente português. Assim, esperam-se máximas entre os 22 ºC em Viana do Castelo e os 34 ºC em Beja. As cidades do Porto e Lisboa poderão contar com 26 ºC e 29 ºC, respetivamente. Assim sendo, as <strong>anomalias positivas mais pronunciadas não deverão ultrapassar os 3 ºC</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ate-12-c-acima-da-media-temperaturas-disparam-na-proxima-segunda-feira-eis-as-regioes-mais-quentes-1784930866849.png" data-image="o6sa0pw7hn2v" alt="anomalias térmicas" title="anomalias térmicas"><figcaption>Segunda-feira, dia 27 de julho, as anomalias térmicas positivas deverão cobrir Portugal Continental, com valores até 12 ºC acima da média, especialmente ao longo da faixa litoral.</figcaption></figure><p>Todavia, este cenário intensifica-se na segunda-feira, com o regresso de <strong>temperaturas acima dos 30 ºC na maior parte das cidades portuguesas, com exceção de Viana do Castelo</strong>, que deverá manter-se com máxima de 28 ºC. Aveiro, que também costuma ser das capitais de distrito mais frescas, poderá registar até 32 ºC.</p><p>Esta subida irá resultar em <strong>anomalias térmicas positivas de até 12 ºC, indicando temperaturas muito acima da média</strong>, especialmente no litoral Norte e Centro. Segundo a mais recente atualização do nosso modelo de confiança, ECMWF, <strong>estas anomalias elevadas poderão manter-se, pelo menos, até quinta-feira</strong>, ainda que, à medida que os dias passam, estas possam tornar-se mais evidentes desde o litoral para o interior.</p><h2>Saiba quais as capitais de distrito mais quentes</h2><p>Com isto, na segunda-feira, as capitais de distrito mais quentes poderão ser:</p><ul><li><strong>Coimbra</strong>: 39 ºC</li><li><strong>Santarém</strong>: 39 ºC</li><li><strong>Leiria</strong>: 38 ºC</li><li><strong>Évora</strong>: 38 ºC</li><li><strong>Beja</strong>: 38 ºC</li><li><strong>Castelo Branco</strong>: 37 ºC</li><li><strong>Portalegre</strong>: 36 ºC</li></ul><p>Além disto, regiões como o Ribatejo e o Alentejo poderão registar, a nível local, temperaturas até 40 ºC. Assim como, pelas 23h, todas as capitais de distrito poderão contar com temperaturas entre os 23 ºC na Guarda e Leiria e os 28 ºC no Porto, Castelo Branco e Portalegre. <strong>Poucas serão as cidades que deverão baixar dos 20 ºC ao longo da madrugada de terça-feira</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780248" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-termina-mais-fresca-e-instavel-mas-ha-mudanca-a-vista-termometros-podem-voltar-aos-40-c.html" title="Semana termina mais fresca e instável, mas há mudança à vista; termómetros podem voltar aos 40 ºC">Semana termina mais fresca e instável, mas há mudança à vista; termómetros podem voltar aos 40 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-termina-mais-fresca-e-instavel-mas-ha-mudanca-a-vista-termometros-podem-voltar-aos-40-c.html" title="Semana termina mais fresca e instável, mas há mudança à vista; termómetros podem voltar aos 40 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/semana-termina-mais-fresca-e-instavel-mas-ha-mudanca-a-vista-termometros-podem-voltar-aos-40-c-1784890968937_320.png" alt="Semana termina mais fresca e instável, mas há mudança à vista; termómetros podem voltar aos 40 ºC"></a></article></aside><p>Ainda assim,<strong> os dias seguintes podem contar com um pequeno alívio térmico nas cidades costeiras do Norte e Centro</strong>, mantendo-se as temperaturas elevadas nas cidades mais interiores, assim como as anomalias térmicas mais evidentes, também na mesma região.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ate-12-c-acima-da-media-temperaturas-disparam-na-proxima-segunda-feira-eis-as-capitais-de-distrito-mais-quentes.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Nem Algarve, nem Alentejo: esta praia fluvial fica no Norte e tem água a 24 ºC ]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nem-algarve-nem-alentejo-esta-praia-fluvial-fica-no-norte-e-tem-agua-a-24-c.html</link><pubDate>Sat, 25 Jul 2026 05:02:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Apesar da descida das temperaturas prevista para estes dias, este refúgio em Vieira do Minho continua a surpreender pela temperatura da água e pela beleza da paisagem.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/nem-algarve-nem-alentejo-esta-praia-fluvial-fica-no-norte-e-tem-agua-a-24-c-1784655856544.jpg" data-image="3s7pdtiuxwk1" alt="Praia Fluvial da Albufeira do Ermal" title="Praia Fluvial da Albufeira do Ermal"><figcaption>Apesar da descida das temperaturas, há uma praia fluvial onde a água continua surpreendentemente quente. Foto: CM VMinho</figcaption></figure><p>Sim, Portugal tem sítios onde a água ultrapassa os 20 °C. E não, nem todos ficam no sotavento algarvio. </p><p>Se está à procura de sugestões onde passar o fim de semana, apesar da <strong>descida de temperaturas</strong> e da possibilidade de chuva, temos uma opção que poderá ser a indicada. </p><p>“A chuva poderá regressar já na sexta-feira, devido à influência de uma<strong> bolsa de ar frio</strong> que se deslocará para o Norte da Península Ibérica, devendo resultar em alguns períodos de chuva fraca e dispersa nos locais supracitados”, <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/especialista-joana-campos-nos-proximos-dias-as-temperaturas-vao-subir-mas-voltarao-a-descer-ate-ao-fim-de-semana.html" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">avisa</a> Joana Campos.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779537" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/especialista-joana-campos-nos-proximos-dias-as-temperaturas-vao-subir-mas-voltarao-a-descer-ate-ao-fim-de-semana.html" title="Especialista Joana Campos: 'nos próximos dias as temperaturas vão subir, mas voltarão a descer até ao fim de semana'">Especialista Joana Campos: "nos próximos dias as temperaturas vão subir, mas voltarão a descer até ao fim de semana"</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/especialista-joana-campos-nos-proximos-dias-as-temperaturas-vao-subir-mas-voltarao-a-descer-ate-ao-fim-de-semana.html" title="Especialista Joana Campos: 'nos próximos dias as temperaturas vão subir, mas voltarão a descer até ao fim de semana'"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/especialista-joana-campos-nos-proximos-dias-as-temperaturas-vao-subir-mas-voltarao-a-descer-ate-ao-fim-de-semana-1784552333975_320.png" alt="Especialista Joana Campos: 'nos próximos dias as temperaturas vão subir, mas voltarão a descer até ao fim de semana'"></a></article></aside><p>“Assim, e apesar de na quinta-feira já se denotar uma descida das temperaturas máximas,<strong> na sexta-feira esta descida deverá ser mais evidente</strong>, onde apenas Évora, Beja e Faro poderão contar com 30 ºC e todas as restantes capitais de distritos devem registar valores inferiores.”</p><p>“No sábado, esta tendência térmica deverá manter-se, ainda que <strong>a chuva possa dissipar-se quase totalmente</strong>, dando lugar a um dia seco e com céu geralmente limpo.”</p><p>E onde é que o pode passar? Na <strong>Praia Fluvial da Albufeira do Ermal</strong>, em Vieira do Minho.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nem-algarve-nem-alentejo-esta-praia-fluvial-fica-no-norte-e-tem-agua-a-24-c-1784655792907.jpg" data-image="d4affgb7ubq9" alt="Praia Fluvial da Albufeira do Ermal" title="Praia Fluvial da Albufeira do Ermal"><figcaption>É uma boa sugestão para este fim de semana. Foto: CM VMinho</figcaption></figure><p>Sabemos que pode ser verdade. Quando se pensa em praias fluviais no Norte de Portugal, é comum imaginar águas bem frescas. No entanto, esta é uma exceção que tem vindo a surpreender muitos dos visitantes. </p><div class="texto-destacado">Em Vieira do Minho, a Praia Fluvial da Albufeira do Ermal conquistou fama precisamente por oferecer uma temperatura da água mais agradável do que é habitual na região, tornando-se um dos destinos mais procurados nos dias quentes de verão.</div><p>Durante estes meses, <strong>é frequente chegar aos 24 °C</strong> nos períodos mais quentes. Esta característica deve-se à própria configuração da albufeira. É que a zona balnear é relativamente pouco profunda, encontrando-se protegida do vento e recebendo bastante exposição solar. São estes fatores, portanto, que permitem um<strong> aquecimento mais rápido da água </strong>ao longo dos dias de verão.</p><p>O resultado é um local particularmente agradável para quem prefere banhos demorados, sem o choque térmico típico de muitos rios de montanha.</p><h2>Uma praia rodeada de história</h2><p>A paisagem que hoje atrai milhares de visitantes nasceu graças à construção da <strong>Barragem do Ermal</strong>, também conhecida como Barragem de Guilhofrei, inaugurada em 1938 no rio Ave para produção de energia hidroelétrica.</p><p>Com o enchimento da barragem formou-se a albufeira que deu origem à atual praia fluvial. Antes disso, esta zona era conhecida pelos habitantes como Ilha do Ermal, designação que ainda hoje continua a ser utilizada. E porque é que surgiu este nome? Porque o terreno era rodeado por vários cursos de água, criando a aparência de uma pequena ilha.</p><div class="texto-destacado">Atualmente, continua a ser um dos espaços de lazer mais emblemáticos de Vieira do Minho e volta regularmente a distinguir-se pela qualidade da água e das infraestruturas. </div><p>Em 2026, recebeu novamente o galardão <strong>Praia com Qualidade de Ouro</strong>, atribuído pela associação ambientalista Quercus.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="768412" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-sao-conhecidas-as-praias-com-bandeira-azul-em.html" title="Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026">Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/ja-sao-conhecidas-as-praias-com-bandeira-azul-em.html" title="Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ja-sao-conhecidas-as-praias-com-bandeira-azul-em-1778573948671_320.jpg" alt="Já são conhecidas as praias com Bandeira Azul em 2026"></a></article></aside><p>“A zona balnear é um dos espaços de lazer mais emblemáticos do concelho”, escreve a revista ‘NiT’. “Para além da temperatura da água, distingue-se pela paisagem envolvente, marcada pela beleza da Serra da Cabreira.”</p><h2>Muito mais do que banhos</h2><p>O melhor, para quem gosta de férias ativas, é que aqui dificilmente ficará sem opções. A praia dispõe de um <strong>parque aquático insuflável </strong>instalado na albufeira, ideal para famílias e grupos de amigos. Pode ainda experimentar caiaques, pranchas de <em>stand up paddle</em>, gaivotas ou aventurar-se no famoso Teleski Ilha do Ermal, um sistema de cabos que permite praticar <em>wakeboard </em>e esqui aquático sem necessidade de barco.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/nem-algarve-nem-alentejo-esta-praia-fluvial-fica-no-norte-e-tem-agua-a-24-c-1784656148058.jpg" data-image="wx9b6zs837zy" alt="Praia Fluvial da Albufeira do Ermal" title="Praia Fluvial da Albufeira do Ermal"><figcaption>Há muito para fazer. Foto: CM VMinho</figcaption></figure><p>É precisamente esta infraestrutura que tornou a praia conhecida entre os praticantes de desportos náuticos, recebendo visitantes de vários pontos do país. Quanto aos preços, podem ser consultados<em> online</em> e começam nos<strong> 5€ por pessoa</strong>.</p><p>Quem preferir um ritmo mais tranquilo pode simplesmente estender a toalha na relva, fazer um piquenique com vista para a albufeira ou percorrer os caminhos envolventes para observar a paisagem.</p><h2>Um destino perfeito para prolongar a estadia</h2><p>Outra das vantagens desta praia fluvial é permitir que a experiência não termine ao final do dia.</p><p>Junto à albufeira existe uma <strong>área de campismo </strong>muito procurada durante o verão. Nas proximidades encontra também outras opções de alojamento, incluindo alojamentos locais, casas rurais e pequenas unidades de turismo.</p><div class="texto-destacado">A localização é igualmente um excelente ponto de partida para explorar Vieira do Minho e os arredores. </div><p>A poucos quilómetros encontra vários miradouros sobre a Serra da Cabreira, pequenas cascatas e percursos pedestres. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778243" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/agua-do-mar-a-29-c-esta-piscina-promete-mudar-os-seus-mergulhos-em-portugal.html" title="Água do mar a 29 °C? Esta piscina promete mudar os seus mergulhos em Portugal">Água do mar a 29 °C? Esta piscina promete mudar os seus mergulhos em Portugal</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/agua-do-mar-a-29-c-esta-piscina-promete-mudar-os-seus-mergulhos-em-portugal.html" title="Água do mar a 29 °C? Esta piscina promete mudar os seus mergulhos em Portugal"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/agua-do-mar-a-29-c-esta-piscina-promete-mudar-os-seus-mergulhos-em-portugal-1783865254497_320.jpg" alt="Água do mar a 29 °C? Esta piscina promete mudar os seus mergulhos em Portugal"></a></article></aside><p>Se quiser prolongar o passeio, o <strong>Parque Nacional da Peneda-Gerês</strong> fica a cerca de meia hora de autom��vel, oferecendo dezenas de trilhos, lagoas naturais e aldeias típicas.</p><p>“Durante a estadia, pode aproveitar para visitar também a Cascata da Candos, localizada a 15 minutos de carro da praia fluvial, ou o Miradouro e Baloiço da Serradela, a cerca de 20”, recomenda a ‘NiT’. </p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="NiT%2C%20Pincelli%2C%20I" data-year="2026" data-title="A%20praia%20fluvial%20no%20Minho%20com%20%C3%A1gua%20morna%20onde%20tamb%C3%A9m%20pode%20acampar" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nit.pt%2Ffora-de-casa%2Fna-cidade%2Fa-praia-fluvial-no-minho-com-agua-morna-onde-tambem-pode-acampar">NiT, Pincelli, I. (2026). <a href="https://www.nit.pt/fora-de-casa/na-cidade/a-praia-fluvial-no-minho-com-agua-morna-onde-tambem-pode-acampar" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">A praia fluvial no Minho com água morna onde também pode acampar</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/nem-algarve-nem-alentejo-esta-praia-fluvial-fica-no-norte-e-tem-agua-a-24-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Verme marinho da costa portuguesa revela potencial biotecnológico em investigação pioneira do IPMA]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/verme-marinho-da-costa-portuguesa-revela-potencial-biotecnologico-em-investigacao-pioneira-do-ipma.html</link><pubDate>Fri, 24 Jul 2026 16:03:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Um organismo discreto está a despertar o interesse científico graças a propriedades que poderão abrir oportunidades para diferentes setores.</p><figure id="first-image"> <img src="https://services.meteored.com/img/article/verme-marinho-da-costa-portuguesa-revela-potencial-biotecnologico-em-investigacao-pioneira-do-ipma-1784899534949.jpg" data-image="x1epqzy8jj3w" alt="Estuário do Rio Mira" title="Estuário do Rio Mira"><figcaption>O estuário do rio Mira é um dos ecossistemas da costa portuguesa com uma presença significativa do Vermetus triquetrus. Foto: Kyle Taylor, CC BY 2.0, Wikimedia Commons</figcaption></figure><p>As águas costeiras portuguesas escondem muito mais do que espécies conhecidas da ciência. Entre os organismos menos estudados encontra-se o <strong>Vermetus triquetrus</strong>, um gastrópode marinho que vive fixo ao substrato e forma recifes. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Apesar da sua presença relevante na costa nacional, sobretudo no estuário do rio Mira, permaneceu durante décadas praticamente ignorado pelos investigadores. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Agora, um estudo pioneiro conduzido por uma equipa do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) mostra que esta espécie poderá tornar-se uma fonte valiosa de <strong>compostos bioativos</strong> com interesse para áreas tão distintas como a nutracêutica, a cosmética e a indústria farmacêutica.</p><h2>Da composição bioquímica às aplicações em saúde</h2><p>Publicado na revista científica <em>Marine Biotechnology</em>, o trabalho representa o primeiro estudo aprofundado dedicado ao <strong>Vermetus triquetrus</strong>. A investigação analisou a <strong>composição bioquímica</strong> do organismo e avaliou a sua atividade <strong>antioxidante</strong> e <strong>anti</strong>-<strong>inflamatória</strong>, duas características particularmente relevantes na procura de novas moléculas naturais para aplicações em saúde e bem-estar.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Os resultados revelaram níveis elevados de atividade biológica e permitiram identificar uma concentração significativa de <strong>compostos polifenólicos</strong>, sobretudo na massa visceral do animal. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Estas substâncias são amplamente estudadas devido às suas propriedades antioxidantes e ao potencial para integrar <strong>suplementos alimentares</strong>, formulações <strong>cosméticas</strong> ou futuros produtos <strong>farmacêuticos</strong>.</p><h2>Um recurso marinho ainda por descobrir</h2><p>A investigação diferenciou as duas principais unidades anatómicas do organismo, a massa visceral e o manto, permitindo compreender melhor onde se concentram os compostos com maior <strong>interesse biotecnológico</strong>. Segundo os investigadores, esta abordagem abre caminho a <strong>estudos mais aprofundados</strong> sobre a composição química da espécie e ao refinamento das frações extraídas da biomassa.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/verme-marinho-da-costa-portuguesa-revela-potencial-biotecnologico-em-investigacao-pioneira-do-ipma-1784899633806.jpg" data-image="9gb2fs1zov70" alt="Vermetus triquetrus" title="Vermetus triquetrus"><figcaption>Este é o aspeto do verme que, após estudado revelou atividade antioxidante e anti-inflamatória. Imagem: Breves et al./Marine Biotechnology (2026)</figcaption></figure><p>A equipa científica conclui que os resultados obtidos justificam novas etapas de investigação. O objetivo passa por <strong>caracterizar de forma mais detalhada os compostos</strong> presentes e avaliar o seu potencial em diferentes aplicações industriais, desde ingredientes para suplementos alimentares até moléculas que possam contribuir para o desenvolvimento de novos produtos nas áreas cosmética e farmacêutica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="689404" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/sao-vermes-e-cuidam-do-mar-conheca-as-criaturas-que-portugueses-e-espanhois-descobriram.html" title="São vermes e cuidam do mar: conheça as criaturas das águas costeiras que portugueses e espanhóis descobriram">São vermes e cuidam do mar: conheça as criaturas das águas costeiras que portugueses e espanhóis descobriram</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/sao-vermes-e-cuidam-do-mar-conheca-as-criaturas-que-portugueses-e-espanhois-descobriram.html" title="São vermes e cuidam do mar: conheça as criaturas das águas costeiras que portugueses e espanhóis descobriram"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/sao-vermes-e-cuidam-do-mar-conheca-as-criaturas-que-portugueses-e-espanhois-descobriram-1735240612988_320.jpg" alt="São vermes e cuidam do mar: conheça as criaturas das águas costeiras que portugueses e espanhóis descobriram"></a></article></aside><p>O estudo foi assinado por André Breves, Carlos Cardoso, Cláudia Afonso, Joana Matos, Jorge Lobo-Arteaga, Cátia Bartilotti, Sabrina Sales, Sónia Pedro e Narcisa M. Bandarra. De acordo com o IPMA, o artigo <strong>despertou um interesse significativo</strong> na comunidade científica precisamente por explorar um organismo que permanecia praticamente inédito na literatura especializada.</p><h2>Preservar a riqueza do oceano português</h2><p>Esta descoberta integra um esforço científico muito mais abrangente. O trabalho foi desenvolvido no âmbito do projeto <strong>MAR2030 Genemare_Portugal</strong>, iniciativa que pretende criar o primeiro biobanco da biodiversidade marinha das águas portuguesas.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Conhecido como Biobanco Azul – Banco Nacional dos Recursos Vivos Marinhos, o projeto tem como missão caracterizar, conservar e preservar o património biológico marinho nacional. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Ao reunir informação genética, bioquímica e biotecnológica de milhares de espécies, este repositório permitirá <strong>preservar recursos</strong> únicos e disponibilizar conhecimento para futuras investigações.</p><figure> <img src="https://services.meteored.com/img/article/verme-marinho-da-costa-portuguesa-revela-potencial-biotecnologico-em-investigacao-pioneira-do-ipma-1784899775587.jpg" data-image="h1wdoy52k7j3" alt="falésias" title="falésias"><figcaption>O trabalho da equipa do IPMA evidencia a importância de valorizar a investigação sobre o mar português. Foto: Pxhere</figcaption></figure><p>Mais do que um arquivo biológico, o biobanco pretende constituir uma infraestrutura estratégica para valorizar a biodiversidade portuguesa. O projeto abrange organismos que vão desde microrganismos até animais vertebrados e integra diferentes áreas científicas, incluindo <strong>genómica</strong>, <strong>metabolómica</strong> e <strong>biotecnologia</strong> aplicada.</p><h2>Biodiversidade como fonte de inovação</h2><p>A valorização sustentável dos recursos marinhos assume um papel cada vez mais relevante na economia azul. Espécies que durante muito tempo passaram despercebidas podem revelar compostos naturais com <strong>elevado interesse científico e industrial</strong>, contribuindo para a criação de produtos inovadores e de maior valor acrescentado.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O caso do Vermetus triquetrus demonstra precisamente como o conhecimento da biodiversidade pode gerar novas oportunidades. <svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>Embora o percurso até uma eventual aplicação comercial ainda exija investigação adicional, os resultados agora publicados identificam esta espécie como uma promissora fonte de moléculas bioativas.</p><p>Ao mesmo tempo, reforçam a importância de investir na caracterização dos organismos que habitam as águas portuguesas. <strong>Cada nova espécie estudada aumenta o conhecimento sobre os ecossistemas marinhos</strong> e pode revelar recursos capazes de responder a desafios futuros nas áreas da saúde, do bem-estar e da inovação tecnológica.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779890" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/rede-nacional-de-hubs-azuis-mergulha-no-oceano-para-levar-ciencia-e-inovacao-ate-a-economia-portuguesa.html" title="Rede nacional de Hubs Azuis mergulha no oceano para levar ciência e inovação até à economia portuguesa">Rede nacional de Hubs Azuis mergulha no oceano para levar ciência e inovação até à economia portuguesa</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/rede-nacional-de-hubs-azuis-mergulha-no-oceano-para-levar-ciencia-e-inovacao-ate-a-economia-portuguesa.html" title="Rede nacional de Hubs Azuis mergulha no oceano para levar ciência e inovação até à economia portuguesa"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/rede-nacional-de-hubs-azuis-mergulha-no-oceano-para-levar-ciencia-e-inovacao-ate-a-economia-portuguesa-1784726582546_320.jpg" alt="Rede nacional de Hubs Azuis mergulha no oceano para levar ciência e inovação até à economia portuguesa"></a></article></aside><p>Mais do que uma descoberta isolada, este trabalho evidencia o valor científico do oceano português e o papel do projeto <strong>MAR2030 Genemare_Portugal</strong> na construção de um legado que pretende preservar a biodiversidade marinha, aprofundar o conhecimento sobre os seus recursos vivos e abrir caminho a novas aplicações biotecnológicas baseadas na riqueza natural do país.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Andr%C3%A9%20Breves%2C%20Carlos%20Cardoso%2C%20Cl%C3%A1udia%20Afonso%2C%20Joana%20Matos%2C%20Jorge%20Lobo-Arteaga%2C%20C%C3%A1tia%20Bartilotti%2C%20Sabrina%20Sales%2C%20S%C3%B3nia%20Pedro%20e%20Narcisa%20M.%20Bandarra" data-year="" data-title="Unveiling%20the%20Hidden%20Biotechnological%20Potential%20of%20the%20Vermetid%20Gastropod%20Vermetus%20triquetrus%3A%20Insights%20into%20an%20Unexplored%20Marine%20Resource" data-url="https%3A%2F%2Flink.springer.com%2Farticle%2F10.1007%2Fs10126-026-10632-3">André Breves, Carlos Cardoso, Cláudia Afonso, Joana Matos, Jorge Lobo-Arteaga, Cátia Bartilotti, Sabrina Sales, Sónia Pedro e Narcisa M. Bandarra. <a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s10126-026-10632-3" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Unveiling the Hidden Biotechnological Potential of the Vermetid Gastropod Vermetus triquetrus: Insights into an Unexplored Marine Resource</a>.</cite><br><cite data-author="IPMA" data-year="" data-title="Artigo%20Cient%C3%ADfico%20sobre%20Gastr%C3%B3pode%20Marinho" data-url="https%3A%2F%2Fwww.ipma.pt%2Fpt%2Fmedia%2Fnoticias%2Fdocumentos%2F2026%2FArtigo_cientifico_vermetus_triquetrus.PT.pdf">IPMA. <a href="https://www.ipma.pt/pt/media/noticias/documentos/2026/Artigo_cientifico_vermetus_triquetrus.PT.pdf" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Artigo Científico sobre Gastrópode Marinho</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/verme-marinho-da-costa-portuguesa-revela-potencial-biotecnologico-em-investigacao-pioneira-do-ipma.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O "ar condicionado colonial" de Guanajuato: como as suas ruas estreitas se mantêm frescas sem tecnologia moderna]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-ar-condicionado-colonial-de-guanajuato-como-as-suas-ruas-estreitas-se-mantem-frescas-sem-tecnologia-moderna.html</link><pubDate>Fri, 24 Jul 2026 14:55:42 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Graças ao traçado das suas ruas e ao seu relevo, Guanajuato não é apenas um destino romântico, mas também uma cidade naturalmente concebida para manter um ambiente agradável durante a maior parte do ano.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-aire-acondicionado-colonial-de-guanajuato-asi-refrescan-sus-calles-estrechas-sin-tecnologia-moderna-1784337782288.png" data-image="h0ya3jiwmghs" alt="In 1988, UNESCO recognized Guanajuato's historic center and its nearby mines as a World Heritage Site." title="In 1988, UNESCO recognized Guanajuato's historic center and its nearby mines as a World Heritage Site."><figcaption>Em 1988, a UNESCO reconheceu o centro histórico de Guanajuato e as minas nas suas imediações como Património Mundial.</figcaption></figure><p>Este destino romântico, situado no coração de <strong>Guanajuato</strong>, é um dos locais mais emblemáticos do estado, reconhecido tanto a nível nacional como internacional. A sua arquitetura e a disposição compacta das suas fachadas coloridas inspiraram inúmeras lendas e locais românticos, incluindo o famoso Beco do Beijo.</p><p>As ruas estreitas da cidade e as grandiosas casas coloniais, com os seus tetos altos, paredes grossas de pedra ou adobe e impressionantes pátios centrais, criam um<strong> sistema natural de ventilação cruzada e um efeito de chaminé</strong>.</p><div class="texto-destacado">Estas características arquitetónicas funcionam como um regulador térmico natural, absorvendo o calor durante o dia e libertando-o à noite, à medida que as temperaturas descem após o pôr do sol. Também ajudam a manter os interiores frescos pela manhã e confortavelmente quentes no final do dia.</div><p>Este projeto, que remonta à era colonial, permite que os edifícios — incluindo residências e estabelecimentos comerciais — mantenham uma temperatura interior agradável. <strong>É uma forma natural de reproduzir o efeito refrescante do ar condicionado moderno</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-aire-acondicionado-colonial-de-guanajuato-asi-refrescan-sus-calles-estrechas-sin-tecnologia-moderna-1784337842384.png" data-image="la7t3fk0bent" alt="The city's underground network consists of 23 tunnels, several of which now serve as major traffic routes." title="The city's underground network consists of 23 tunnels, several of which now serve as major traffic routes."><figcaption>A rede subterrânea da cidade é composta por 23 túneis, vários dos quais servem atualmente como importantes vias de tráfego.</figcaption></figure><p><strong>Correntes de ar aceleradas formam-se naturalmente ao longo da sua intrincada rede de ruas</strong>. O contraste entre o ar mais fresco no interior das ruas estreitas e o ar mais quente exposto à luz solar direta reforça ainda mais este fluxo de ar.</p><h2>Mais de 8 quilómetros de ruas interligadas</h2><p>Estas passagens foram originalmente construídas para desviar o curso do rio <strong>e ajudar a prevenir inundações nos túneis de Guanajuato</strong>. Este labirinto colonial é construído principalmente com paredes de pedra, criando uma estrutura robusta e duradoura.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="775880" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/por-que-alguns-locais-nao-querem-mais-fazer-parte-da-lista-do-patrimonio-mundial-da-unesco.html" title="Por que é que alguns locais já não querem fazer parte da Lista do Património Mundial da UNESCO?">Por que é que alguns locais já não querem fazer parte da Lista do Património Mundial da UNESCO?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/lazer/por-que-alguns-locais-nao-querem-mais-fazer-parte-da-lista-do-patrimonio-mundial-da-unesco.html" title="Por que é que alguns locais já não querem fazer parte da Lista do Património Mundial da UNESCO?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/perche-alcune-desitazioni-non-vogliono-piu-essere-parte-della-lista-del-patrimonio-unesco-1781773558638_320.jpg" alt="Por que é que alguns locais já não querem fazer parte da Lista do Património Mundial da UNESCO?"></a></article></aside><p>A ausência de saídas diretas ao longo de muitos troços destas passagens, combinada com diferenças de pressão significativas causadas por variações de altitude e temperatura, bem como pela forma como o ar é canalizado através delas, <strong>cria brisas fortes e frescas que fazem com que os visitantes se sintam como se estivessem a caminhar num túnel de vento</strong>.</p><h3>Um projeto ambicioso que teve início em 1963</h3><p>A construção deste notável sistema de ruas subterrâneas teve início em <strong>1963</strong>. O ambicioso projeto tinha como objetivo <strong>encanar o rio</strong> e <strong>pavimentar a sua superfície</strong> para melhorar as infraestruturas da cidade. Foi concebido para <strong>resolver os problemas de inundações de longa data de Guanajuato</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/el-aire-acondicionado-colonial-de-guanajuato-asi-refrescan-sus-calles-estrechas-sin-tecnologia-moderna-1784337966246.png" data-image="advxap3z971f" alt="Guanajuato's colorful facades take advantage of the orientation of its streets to create shade and reduce direct sunlight." title="Guanajuato's colorful facades take advantage of the orientation of its streets to create shade and reduce direct sunlight."><figcaption>As fachadas coloridas de Guanajuato tiram partido da orientação das suas ruas para criar sombra e reduzir a luz solar direta.</figcaption></figure><p>Ao longo do percurso, visitantes e habitantes locais admiram os enormes arcos de pedra da cidade, que se mantiveram notavelmente bem preservados apesar da passagem do tempo e se tornaram uma das atrações emblemáticas de Guanajuato. <strong>Estes arcos contam parte da história do património de engenharia e arquitetura da cidade</strong>.</p><h3>História, aventura e cultura em cada esquina</h3><p>Explorar as ruas de Guanajuato proporciona aos visitantes uma experiência que combina aventura com história e cultura. Ao passear por estas ruas pitorescas, <strong>tem-se a sensação de que o tempo parou, transportando-nos para outra época</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774004" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/arquitetura-de-vanguarda-calor-a-bombar-o-fiasco-termico-da-estacao-de-nantes.html" title="Arquitetura de vanguarda, calor a bombar: o fiasco térmico da estação de Nantes">Arquitetura de vanguarda, calor a bombar: o fiasco térmico da estação de Nantes</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/arquitetura-de-vanguarda-calor-a-bombar-o-fiasco-termico-da-estacao-de-nantes.html" title="Arquitetura de vanguarda, calor a bombar: o fiasco térmico da estação de Nantes"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/arquitetura-de-vanguarda-calor-de-rachar-o-fiasco-termico-da-estacao-de-nantes-1781601541617_320.png" alt="Arquitetura de vanguarda, calor a bombar: o fiasco térmico da estação de Nantes"></a></article></aside><p><strong>É um local único onde os visitantes podem desfrutar de um ambiente naturalmente fresco enquanto descobrem o carácter autêntico da cidade</strong>, longe da agitação das amplas avenidas e das estradas movimentadas. Se tiver oportunidade, vale bem a pena incluir este destino nas suas próximas férias — ou fazer uma escapadela de fim de semana até lá.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/o-ar-condicionado-colonial-de-guanajuato-como-as-suas-ruas-estreitas-se-mantem-frescas-sem-tecnologia-moderna.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[É assim que o solo guarda a memória de uma seca extrema]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/e-assim-que-o-solo-guarda-a-memoria-de-uma-seca-extrema.html</link><pubDate>Fri, 24 Jul 2026 14:46:10 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>As chuvas regressam, mas o solo nem sempre recupera o seu equilíbrio. Estudos recentes revelam que o solo conserva uma memória das secas passadas, com efeitos duradouros nas plantas, na agricultura e no risco de incêndios.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-sol-peut-il-garder-la-memoire-d-une-secheresse-changement-climatique-1783257568710.jpeg" data-image="tfjh6n39kodv" alt="Plantas de lechuga marchitas y suelo agrietado por la sequía en un huerto: ¿conserva el suelo las cicatrices de este estrés hídrico?" title="Plantas de lechuga marchitas y suelo agrietado por la sequía en un huerto: ¿conserva el suelo las cicatrices de este estrés hídrico?"><figcaption>Alface murcha e solo rachado devido à seca numa horta: será que o solo guarda as marcas deste stress hídrico?</figcaption></figure><p>Por vezes, a chuva basta para devolver o verde às paisagens, mas não para apagar os efeitos de uma seca. Sob a superfície, os solos demoram muito tempo a recuperar o seu equilíbrio.</p><p>A sua estrutura, os seus níveis de humidade e a sua atividade biológica conservam os vestígios dos períodos de escassez de água:<strong> uma verdadeira "memória" que tem repercussões duradouras nos ecossistemas</strong>.</p><h2>Uma memória invisível sob os nossos pés</h2><p>Em locais como a França, esta realidade é especialmente evidente este ano. Segundo a <em>Météo-France</em>, a 15 de julho, a humidade do solo tinha descido para um nível nunca antes observado tão cedo no verão, <strong>ultrapassando os mínimos registados durante as secas de 1976, 2022 e 2025 para essa mesma data</strong>.</p><p>Apesar das trovoadas previstas, as precipitações revelar-se-ão frequentemente insuficientes para reidratar de forma duradoura solos extremamente secos, nos quais a água tende a escorrer em vez de se infiltrar.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/un-sol-peut-il-garder-la-memoire-d-une-secheresse-changement-climatique-1784368054380.jpg" data-image="517qkqy9suit" alt="Une sécheresse historique sur la France hexagonale et la Corse. (c) Meteo-France" title="Une sécheresse historique sur la France hexagonale et la Corse. (c) Meteo-France"><figcaption>Uma seca histórica na França continental e na Córsega. (c) Meteo-France</figcaption></figure><p>Este fenómeno faz parte de uma tendência mais ampla. <strong>Desde o final da década de 1980, as secas do solo tornaram-se mais frequentes, prolongadas e intensas</strong>. A sua frequência, por exemplo em França, <strong>duplicou desde os anos 60 e triplicou no sul do país</strong>.</p><p>Num<strong> cenário de aquecimento de +4 °C</strong>, a França poderá registar mais <strong>39 dias de seca por ano, com até oito meses de solo seco na costa mediterrânica</strong>.</p><h2>O solo: o primeiro elo da resiliência vegetal</h2><p>Durante muito tempo, os investigadores acreditaram que os limites da resiliência das plantas eram determinados principalmente pelas folhas ou pelas raízes. Um estudo publicado na <em>Science</em> <strong>demonstra que o verdadeiro fator limitante costuma ser o solo</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779464" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/restaurar-o-solo-a-maneira-mais-rapida-de-ajudar-a-resfriar-o-planeta.html" title="Restaurar o solo: a maneira mais rápida de ajudar a arrefecer o planeta">Restaurar o solo: a maneira mais rápida de ajudar a arrefecer o planeta</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/restaurar-o-solo-a-maneira-mais-rapida-de-ajudar-a-resfriar-o-planeta.html" title="Restaurar o solo: a maneira mais rápida de ajudar a arrefecer o planeta"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/restaurar-el-suelo-la-forma-mas-rapida-para-ayudar-a-enfriar-el-planeta-1784450180301_320.jpg" alt="Restaurar o solo: a maneira mais rápida de ajudar a arrefecer o planeta"></a></article></aside><p>A água fica retida em poros minúsculos. À medida que o solo seca, as forças físicas que retêm a água tornam-se tão intensas que as raízes têm dificuldade em extraí-la. Quando o potencial hídrico desce abaixo de um limiar crítico, as plantas já não conseguem absorver água suficiente.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="fr" dir="ltr"> La France est dans une situation de sécheresse « exceptionnelle », alerte le gouvernement. Presque tous les départements sont touchés à tel point que dans le sud, certains maires ont décidé de ne plus délivrer de permis de construire. <a href="https://x.com/hashtag/JT20h?src=hash&ref_src=twsrc%5Etfw">#JT20h</a> <a href="https://t.co/zhqwtxhuDM">pic.twitter.com/zhqwtxhuDM</a></p>— Le20h-France Télévisions (@le20hfrancetele) <a href="https://x.com/le20hfrancetele/status/2077461911726063770?ref_src=twsrc%5Etfw">July 15, 2026</a></blockquote></figure><p>Para sobreviver, fecham os seus estômatos <strong>pequenos poros situados no envés das folhas</strong>, com o objetivo de limitar a perda de água. Embora esta estratégia evite a desidratação, também<strong> retarda a fotossíntese, o crescimento e os processos naturais de arrefecimento das plantas.</strong></p><p>Estas descobertas obrigam a repensar a agricultura: adaptar uma cultura já não é apenas uma questão de escolher uma variedade resistente; <strong>também requer ter em conta as propriedades do solo onde cresce</strong>.</p><h2>A microbiota do solo também guarda a memória das secas</h2><p>O solo é mais do que um simples reservatório de água; também <strong>abriga uma vasta microbiota composta por bactérias, fungos e outros microrganismos</strong>. Um estudo publicado na <em>Nature Microbiology</em> revela que estas comunidades também guardam a memória das secas.</p><div class="texto-destacado"><strong>Ao analisar pastagens que recebem entre 400 e 1200 mm de precipitação anual</strong>, os investigadores<strong> descobriram que os solos mais secos albergavam bactérias e genes mais bem adaptados à escassez de água.</strong></div><p>O mais notável é que esta adaptação persistiu após cinco meses de alternância entre condições de seca e rega abundante. Os cientistas denominam este fenómeno de "memória ecológica do solo".</p><p>Esta memória também beneficia as plantas. A microbiota altera a expressão de certos genes envolvidos na gestão da água, melhorando assim a resistência das plantas a futuras secas. Embora os mecanismos exatos ainda não sejam totalmente compreendidos e variem consoante a espécie, <strong>esta descoberta abre vias promissoras para reforçar a resiliência das culturas</strong>.</p><h2>Proteger o solo para aumentar a resiliência</h2><p>Face às <strong>alterações climáticas</strong>, a adaptação depende da promoção de solos biologicamente mais ativos e resilientes.</p><p>Os investigadores recomendam a seleção de culturas com base nas características específicas do terreno e a diversificação da produção agrícola. Espécies mais bem adaptadas a climas secos<strong> como o sorgo, o milho-miúdo, o grão-de-bico ou a batata-doce</strong>, poderão desempenhar um papel cada vez mais importante em determinadas regiões.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="765229" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/agricultura-governo-cria-plataforma-de-suporte-aos-modos-de-producao-biologico-e-producao-integrada.html" title="Agricultura: Governo cria plataforma de suporte aos modos de produção biológico e produção integrada ">Agricultura: Governo cria plataforma de suporte aos modos de produção biológico e produção integrada </a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/agricultura-governo-cria-plataforma-de-suporte-aos-modos-de-producao-biologico-e-producao-integrada.html" title="Agricultura: Governo cria plataforma de suporte aos modos de produção biológico e produção integrada "><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/agricultura-governo-cria-plataforma-de-suporte-aos-modos-de-producao-biologico-e-producao-integrada-1776886937696_320.jpg" alt="Agricultura: Governo cria plataforma de suporte aos modos de produção biológico e produção integrada "></a></article></aside><p>A<strong> agroflorestação</strong>, que integra árvores e culturas, também constitui uma abordagem promissora. Melhora a estrutura do solo, favorece a infiltração da água e limita a evaporação.</p><p>A conservação do solo vai além do âmbito agrícola: <strong>um solo saudável retém mais água, protege contra a erosão, sustenta a biodiversidade e contribui para o armazenamento de carbono</strong>.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="No%C3%A9mie%20Matos" data-year="" data-title="En%20cas%20de%20s%C3%A9cheresse%2C%20il%20faut%20plus%20que%20jamais%20%C3%A9couter%20les%20sols" data-url="https%3A%2F%2Fwww.terrenature.ch%2Fnature%2Fen-temps-de-secheresse-il-faut-plus-que-jamais-ecouter-les-sols%2F">Noémie Matos. <a href="https://www.terrenature.ch/nature/en-temps-de-secheresse-il-faut-plus-que-jamais-ecouter-les-sols/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">En cas de sécheresse, il faut plus que jamais écouter les sols</a>.</cite><br><cite data-author="Tha%C3%AFs%20de%20Bastard" data-year="" data-title="Le%20microbiote%20du%20sol%20%22m%C3%A9morise%22%20les%20s%C3%A9cheresses%20et%20aide%20les%20plantes%20%C3%A0%20s'adapter" data-url="https%3A%2F%2Fwww.sciencesetavenir.fr%2Fnature-environnement%2Fclimat%2Fle-microbiote-du-sol-memorise-les-secheresses-et-aide-les-plantes-a-s-adapter_189209">Thaïs de Bastard. <a href="https://www.sciencesetavenir.fr/nature-environnement/climat/le-microbiote-du-sol-memorise-les-secheresses-et-aide-les-plantes-a-s-adapter_189209" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Le microbiote du sol "mémorise" les sécheresses et aide les plantes à s'adapter</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/e-assim-que-o-solo-guarda-a-memoria-de-uma-seca-extrema.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aguaceiros e altos e baixos na temperatura marcam o estado do tempo até domingo, 26 de julho, em Portugal continental]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aguaceiros-e-altos-e-baixos-na-temperatura-marcam-o-estado-do-tempo-ate-domingo-26-de-julho-em-portugal-continental.html</link><pubDate>Fri, 24 Jul 2026 14:18:27 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Nos próximos dias Portugal continental deverá manter tempo fresco, com aguaceiros mais frequentes no Norte e Centro e alguma variabilidade nas temperaturas, com expectável subida a partir de domingo, 26 de julho.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xart8vm"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xart8vm.jpg" id="xart8vm"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A influência atlântica deverá dominar o estado do tempo em Portugal continental nos próximos dias, favorecendo um ambiente mais fresco, com temperaturas abaixo do habitual para a época. <strong>O Norte e o Centro deverão concentrar a maior probabilidade de aguaceiros</strong>, antes de uma melhoria gradual do tempo no domingo.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações</div><p>O posicionamento do anticiclone dos Açores a oeste da Península Ibérica favorecerá uma circulação de noroeste. Em altitude, a passagem de um cavado permitirá a entrada de ar mais fresco e instável, <strong>promovendo o desenvolvimento de nebulosidade e aguaceiros, sobretudo nas regiões Norte e Centro</strong>.</p><h2>Circulação de noroeste favorece aguaceiros e ambiente fresco</h2><p>Ao longo do dia de hoje, <strong>os</strong> <strong>aguaceiros deverão ocorrer de forma dispersa</strong>, sobretudo no Minho, Douro Litoral e em alguns locais do interior Norte e Centro, geralmente com acumulados pouco significativos. O vento soprará de noroeste, moderado no litoral e fraco a moderado no restante território. As máximas deverão variar entre <strong>22 e 25 ºC no litoral Norte e Centro</strong>, rondando os <strong>28 ºC em Castelo Branco</strong> e os <strong>30 ºC em Beja</strong>, que deverá voltar a registar o valor mais elevado entre as capitais distritais.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aguaceiros-e-temperaturas-abaixo-da-media-marcam-o-estado-do-tempo-ate-domingo-26-de-julho-em-portugal-continental-1784900150392.png" data-image="ybb6kehjr5ha"><figcaption>A passagem de um cavado em altitude deverá favorecer o desenvolvimento de aguaceiros durante o sábado, sobretudo nas regiões Norte e Centro. As áreas montanhosas e o litoral ocidental deverão concentrar a maior probabilidade de precipitação.</figcaption></figure><p>No sábado, a instabilidade deverá manter-se, constituindo-se outro <strong>dia com alguma probabilidade de ocorrência de precipitação</strong>. Os aguaceiros são localmente mais prováveis nas serras do Minho, de Trás-os-Montes e das Beiras, onde os acumulados poderão atingir entre <strong>5 e 10 mm</strong>, enquanto a sul do sistema Montejunto-Estrela deverá continuar a predominar o tempo seco. Será o dia mais fresco do período, com <strong>anomalias térmicas negativas até 5ºC</strong> em vários locais do Norte e Centro. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aguaceiros-e-temperaturas-abaixo-da-media-marcam-o-estado-do-tempo-ate-domingo-26-de-julho-em-portugal-continental-1784899897886.png" data-image="4xujv4ive31g"><figcaption>A entrada de uma massa de ar mais fresca de origem atlântica deverá manter as temperaturas abaixo do habitual em Portugal durante o sábado. As anomalias negativas serão mais expressivas no Norte e no interior, onde os valores poderão situar-se até cerca de 5 ºC abaixo da média para a época.</figcaption></figure><p>As temperaturas máximas deverão rondar os 23 ºC no litoral Norte e Centro, cerca de 26 ºC em Braga, 24 ºC na Guarda, 29 ºC em Castelo Branco, 28 ºC em Évora e entre 30 e 31 ºC em Beja.</p><h2>Domingo traz tempo mais estável e subida das temperaturas</h2><p>No domingo, dia 26, a atmosfera tornar-se-á mais estável, seca e predominantemente soalheira.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/aguaceiros-e-temperaturas-abaixo-da-media-marcam-o-estado-do-tempo-ate-domingo-26-de-julho-em-portugal-continental-1784899951060.png" data-image="w44q3w1gtwsz"><figcaption>Com o afastamento da instabilidade e o reforço gradual da estabilidade atmosférica, as temperaturas deverão recuperar no domingo, sobretudo no interior. Ainda assim, a influência marítima continuará a limitar a subida dos termómetros junto ao litoral.</figcaption></figure><p><strong>As temperaturas máximas deverão recuperar gradualmente</strong>, aproximando-se dos 30 ºC em Braga, Coimbra e Viseu, dos 32 aos 33 ºC em Castelo Branco, Portalegre e Évora e dos 33 aos 35 ºC em Beja. </p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780264" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-para-25-e-26-de-julho-crista-anticiclonica-mantem-estabilidade-na-madeira-mas-permite-alguma-chuva-nos-acores.html" title="Previsão para 25 e 26 de julho: crista anticiclónica mantém estabilidade na Madeira, mas permite alguma chuva nos Açores">Previsão para 25 e 26 de julho: crista anticiclónica mantém estabilidade na Madeira, mas permite alguma chuva nos Açores</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-para-25-e-26-de-julho-crista-anticiclonica-mantem-estabilidade-na-madeira-mas-permite-alguma-chuva-nos-acores.html" title="Previsão para 25 e 26 de julho: crista anticiclónica mantém estabilidade na Madeira, mas permite alguma chuva nos Açores"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-para-25-e-26-de-julho-crista-anticiclonica-mantem-estabilidade-na-madeira-mas-permite-alguma-chuva-nos-acores-1784894640227_320.png" alt="Previsão para 25 e 26 de julho: crista anticiclónica mantém estabilidade na Madeira, mas permite alguma chuva nos Açores"></a></article></aside><p>Ainda assim, a circulação de noroeste continuará a limitar a subida das temperaturas junto ao litoral, onde o ambiente deverá manter-se mais fresco do que é habitual para a época.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/aguaceiros-e-altos-e-baixos-na-temperatura-marcam-o-estado-do-tempo-ate-domingo-26-de-julho-em-portugal-continental.html</guid><dc:creator><![CDATA[Ana Palma]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Previsão para 25 e 26 de julho: crista anticiclónica mantém estabilidade na Madeira, mas permite alguma chuva nos Açores]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-para-25-e-26-de-julho-crista-anticiclonica-mantem-estabilidade-na-madeira-mas-permite-alguma-chuva-nos-acores.html</link><pubDate>Fri, 24 Jul 2026 12:05:52 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Para este último fim de semana de julho prevê-se um estado do tempo geralmente estável, seco e soalheiro nos Arquipélagos, embora com a possibilidade de períodos de chuva fraca, sobretudo nos Açores. Saiba mais na previsão.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xarseny"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xarseny.jpg" id="xarseny"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Convergindo com o padrão atmosférico dominante das últimas semanas, vão continuar a persistir diferenças entre os arquipélagos dos Açores e da Madeira, sobretudo no que diz respeito à precipitação.</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p>Enquanto nos <strong>Açores</strong> se espera uma reta final da semana com <strong>alguns períodos de chuva</strong> em grande parte das ilhas, <strong>no arquipélago da Madeira é expectável que se mantenha um cenário predominantemente estável e seco</strong>.</p><h2>Até domingo, 26 de julho, esta é a provável evolução da precipitação no arquipélago dos Açores</h2><p>Entre esta sexta-feira (24) e domingo (26), de acordo com a última atualização do ECMWF - o nosso modelo de maior confiança para este horizonte temporal - prevê-se que o arquipélago dos Açores<strong> </strong>registe <strong>vários períodos de chuva fraca, distribuídos de forma dispersa e irregular pelos três grupos de ilhas, especialmente no sábado (25) e no domingo (26)</strong>.</p><p>Mesmo assim, a instabilidade será pouco persistente, <strong>alternando com</strong><strong> períodos de maior estabilidade atmosférica, céu nublado a muito nublado e boas abertas</strong>. Deste modo, prevê-se que a precipitação seja geralmente escassa.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-para-25-e-26-de-julho-crista-anticiclonica-mantem-estabilidade-na-madeira-mas-permite-alguma-chuva-nos-acores-1784893855562.png" data-image="uan18dcdeolb"><figcaption>A precipitação tenderá a concentrar-se nos Grupos Central e Oriental, com acumulados geralmente pouco significativos (um máximo de apenas 9 mm ao cabo de 48 horas). As ilhas onde a probabilidade de chuva é nula ou muito baixa são Corvo, Flores e Faial.</figcaption></figure><p>Embora durante os próximos dias continue a dominar uma crista anticiclónica sobre o Atlântico, mais deslocada para sul do que esteve ao longo da semana e já próxima da posição habitual do anticiclone dos Açores, algumas<strong> linhas de instabilidade fracas e pouco organizadas, alimentadas pela humidade marítima</strong>, poderão enfraquecer pontualmente a influência desta crista e originar <strong>alguns períodos de chuva nas ilhas açorianas</strong>.</p><h2>Madeira com panorama tendencialmente soalheiro e seco, embora com possibilidade de precipitação fraca</h2><p><strong>Quanto ao arquipélago da Madeira, a probabilidade de precipitação é bastante mais reduzida</strong>, mas, mesmo assim, para sábado (25) e domingo (26), os mapas continuam a admitir a possibilidade de ocorrência de<strong> chuva fraca</strong>, embora muito localizada espacialmente, podendo surgir, sobretudo, em <strong>pontos dispersos da vertente norte da ilha da Madeira e nalgumas zonas montanhosas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-para-25-e-26-de-julho-crista-anticiclonica-mantem-estabilidade-na-madeira-mas-permite-alguma-chuva-nos-acores-1784893784767.png" data-image="gyf98944sdk5"><figcaption>A chuva será fraca, irregular, pontual e muito localizada na ilha da Madeira durante este fim de semana.</figcaption></figure><p><strong>No geral são expectáveis dias secos e predominantemente soalheiros, especialmente na Costa Sul</strong>, dado que na Costa Norte e Regiões Montanhosas poderá persistir alguma nebulosidade, transportada pelo vento dominante de nordeste proveniente do Atlântico.</p><p><strong>Ao convergir com o relevo montanhoso da ilha da Madeira, este fluxo de ar húmido é forçado a ascender, arrefece e condensa, favorecendo a formação de nebulosidade e pontualmente de precipitação do tipo orográfico</strong>. Após ultrapassar as Regiões Montanhosas da ilha, o ar desce em direção à Costa Sul mais quente e seco devido ao efeito Foehn, contribuindo para um tempo predominantemente estável e com menor nebulosidade nesta vertente.</p><p>Não obstante, não se descarta a possibilidade de ocorrer algum aguaceiro isolado na Costa Sul, embora a probabilidade seja bastante reduzida.</p><h2>Temperaturas ligeiramente inferiores aos valores médios de referência em grande parte da geografia insular</h2><p>Segundo os mapas de anomalia térmica da Meteored, evidencia-se<strong> a persistência de anomalias térmicas negativas em todas as ilhas açorianas e ainda na ilha da Madeira</strong>, isto é, são expectáveis temperaturas abaixo da média climatológica de referência, pelo menos, até domingo (26). </p><p>Os mapas meteorológicos mostram que somente as ilhas de Porto Santo e Desertas - pertencentes ao arquipélago da Madeira - poderão registar <strong>valores ligeiramente acima do expectável</strong> para a época do ano.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780248" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-termina-mais-fresca-e-instavel-mas-ha-mudanca-a-vista-termometros-podem-voltar-aos-40-c.html" title="Semana termina mais fresca e instável, mas há mudança à vista; termómetros podem voltar aos 40 ºC">Semana termina mais fresca e instável, mas há mudança à vista; termómetros podem voltar aos 40 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-termina-mais-fresca-e-instavel-mas-ha-mudanca-a-vista-termometros-podem-voltar-aos-40-c.html" title="Semana termina mais fresca e instável, mas há mudança à vista; termómetros podem voltar aos 40 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/semana-termina-mais-fresca-e-instavel-mas-ha-mudanca-a-vista-termometros-podem-voltar-aos-40-c-1784890968937_320.png" alt="Semana termina mais fresca e instável, mas há mudança à vista; termómetros podem voltar aos 40 ºC"></a></article></aside><p><strong>Geralmente preveem-se entre 1 e 2 ºC abaixo do normal</strong>, o que indica que as temperaturas, mesmo assim, estarão próximas da média, exceto nalgumas ilhas dos Grupos Central e Oriental - Pico, Terceira e São Miguel - onde se observam anomalias térmicas negativas de -3 ou -4 ºC.</p><p>Quanto às temperaturas máximas, preveem-se valores entre 20 e 24 ºC na maioria das principais localidades e povoações açorianas, exceto na ilha de São Miguel (Grupo Oriental), <strong>onde se prevê uma máxima mais elevada em Ponta Delgada (26 ºC no sábado, 25 e 25 ºC no domingo, 26)</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/previsao-para-25-e-26-de-julho-crista-anticiclonica-mantem-estabilidade-na-madeira-mas-permite-alguma-chuva-nos-acores-1784893476373.png" data-image="cq17qxphq4l0"><figcaption>No último fim de semana de julho prevê-se que as temperaturas máximas possam alcançar os 25 ºC nalgumas localidades do arquipélago da Madeira.</figcaption></figure><p>No que diz respeito ao arquipélago da Madeira as temperaturas máximas durante o fim de semana deverão oscilar geralmente entre os 18 ºC previstos para Curral de Freiras e os 25 ºC esperados em localidades como Ponta do Sol e Paul do Mar. <strong>No Funchal a temperatura máxima irá rondar os 24 ºC</strong>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/previsao-para-25-e-26-de-julho-crista-anticiclonica-mantem-estabilidade-na-madeira-mas-permite-alguma-chuva-nos-acores.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Semana termina mais fresca e instável, mas há mudança à vista; termómetros podem voltar aos 40 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-termina-mais-fresca-e-instavel-mas-ha-mudanca-a-vista-termometros-podem-voltar-aos-40-c.html</link><pubDate>Fri, 24 Jul 2026 11:32:46 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Entre hoje e amanhã, alguns locais do Norte e Centro podem registar a ocorrência de aguaceiros fracos e dispersos, no entanto este cenário muda em breve. Confira aqui a previsão!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xarrszi"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xarrszi.jpg" id="xarrszi"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Esta sexta-feira trouxe de volta a <strong>chuva a alguns locais do Norte e Centro do país</strong>, especialmente ao longo da faixa litoral. Ainda que esta ocorra de forma irregular e fraca, deverá permanecer até amanhã, sábado.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Durante o dia de amanhã, a mesma poderá incidir sobre as mesmas regiões, deixando a região Sul isenta desta instabilidade atmosférica. Ainda assim, espera-se uma<strong> dissipação total da precipitação a partir das últimas horas da tarde</strong>, dando lugar a um resto de fim de semana seco.</p><h2>Temperaturas começam a recuperar no domingo</h2><p>Depois do regresso da estabilidade atmosférica, onde a chuva será deixada de lado, <strong>as temperaturas começam também a recuperar, de forma gradual</strong>. No domingo já se denotará um aquecimento generalizado, onde se esperam máximas entre os 22 ºC em Viana do Castelo e os 34 ºC em Beja. A nível local, alguns pontos do Alentejo podem registar até 36 ºC.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/antevisao-do-tempo-em-portugal-continental-para-a-proxima-semana-1784890653472.png" data-image="iguj6uaxj94x" alt="temperatura do ar à superfície" title="temperatura do ar à superfície"><figcaption>Na segunda-feira, dia 27, os termómetros poderão voltar a registar 40 ºC em vários pontos do Centro e Sul do país.</figcaption></figure><p>Todavia, <strong>será na segunda-feira que os termómetros poderão registar valores acima da média em praticamente todo o território continental</strong>, onde se esperam temperaturas máximas entre os 27 ºC em Viana do Castelo e os 39 ºC em Coimbra. Localmente, várias zonas do Centro e Sul do país poderão registar 40 ºC, podendo este ser um dos dias mais quentes da semana.</p><p><strong>Apenas as capitais de distrito de Viana do Castelo, Aveiro e Faro deverão registar valores inferiores a 30 ºC</strong>, ainda que se aproximem do mesmo. Porto e Lisboa podem contar com 31 ºC e 33 ºC, respetivamente. E depois de Coimbra (a que se espera ser a capital de distrito mais quente), vem Santarém com 38 ºC previstos. Espera-se ainda uma <strong>noite bastante quente</strong> em todo o país neste dia.</p><h2>Valores podem descer no litoral, mas mantêm-se elevados no interior</h2><p>Na<strong> terça-feira dar-se-á uma descida evidente no litoral Norte e Centro</strong>, onde Viana do Castelo poderá registar máxima de 21 ºC e o Porto deverá contar com 25 ºC. Contudo, ao longo da faixa interior o cenário difere, pois os valores deverão manter-se elevados ou até mesmo subir ligeiramente face a segunda-feira, esperando-se entre 33 ºC na Guarda e os 37 ºC em Castelo Branco, Évora e Beja. Localmente,<strong> o vale do Douro pode chegar aos 40 ºC</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780008" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/40-c-em-portugal-a-partir-de-27-de-julho-a-mancha-de-temperaturas-elevadas-ganha-dimensao-nos-mapas-meteorologicos.html" title="40 °C em Portugal a partir de 27 de julho? A 'mancha' de temperaturas elevadas ganha dimensão nos mapas meteorológicos">40 °C em Portugal a partir de 27 de julho? A "mancha" de temperaturas elevadas ganha dimensão nos mapas meteorológicos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/40-c-em-portugal-a-partir-de-27-de-julho-a-mancha-de-temperaturas-elevadas-ganha-dimensao-nos-mapas-meteorologicos.html" title="40 °C em Portugal a partir de 27 de julho? A 'mancha' de temperaturas elevadas ganha dimensão nos mapas meteorológicos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/40-c-em-portugal-a-partir-de-27-de-julho-a-mancha-de-temperaturas-elevadas-ganha-dimensao-nos-mapas-meteorologicos-1784808242014_320.jpg" alt="40 °C em Portugal a partir de 27 de julho? A 'mancha' de temperaturas elevadas ganha dimensão nos mapas meteorológicos"></a></article></aside><p>Na<strong> quarta-feira esta tendência mantém-se, onde no litoral os valores descem mais um pouco e no interior continuam elevados</strong>. Assim, Viana do Castelo poderá contar com máxima de 20 ºC e o Porto com 23 ºC, enquanto Évora e Beja mantêm os 37 ºC. <strong>As noites poderão ser tórridas em vários locais do interior, com valores acima dos 25 ºC</strong>, em contraste com o litoral onde os valores se deverão manter abaixo dos 20 ºC. Para acompanhar todas as atualizações sobre o estado de tempo em Portugal, consulte o <a href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/" target="_blank" data-mrf-recirculation="cuerpo_intext">tempo.pt</a>.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/semana-termina-mais-fresca-e-instavel-mas-ha-mudanca-a-vista-termometros-podem-voltar-aos-40-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[NASA adverte que o asteroide Bennu "poderia colidir com a Terra em 2182 e desencadear o temido inverno global"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nasa-adverte-que-o-asteroide-bennu-poderia-colidir-com-a-terra-em-2182-e-desencadear-o-temido-inverno-global.html</link><pubDate>Fri, 24 Jul 2026 07:33:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>A probabilidade de o asteroide Bennu colidir com a Terra não é alta, mas estudos científicos estão a analisar os efeitos que tal impacto teria sobre o clima e a vida.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-advierte-que-el-asteroide-bennu-podria-colisionar-con-la-tierra-en-2182-y-provocar-el-temido-inverno-global-1784628445410.jpg" data-image="bekqk3vyvi05" alt="Asteroide Bennu" title="Asteroide Bennu"><figcaption>O asteroide Bennu permanecerá sob observação por décadas devido à sua potencial aproximação em 2182 e ao papel que a sua passagem próxima à Terra em 2135 desempenhará.</figcaption></figure><p>Há anos o <strong>asteroide Bennu</strong> figura entre os objetos próximos à Terra monitorizados continuamente pela NASA. A sua órbita aproxima-o do nosso planeta aproximadamente a cada seis anos, e os cálculos atuais indicam uma <strong>chance de 1 em 2.700 — o equivalente a 0,037% — de colisão com a Terra em 24 de setembro de 2182</strong>. A agência espacial americana realça que este risco permanece muito baixo.</p><div class="texto-destacado">Bennu é um asteroide próximo à Terra com um diâmetro de aproximadamente 500 metros e uma massa estimada em 74 milhões de toneladas. A sua composição é rica em carbono e água, e amostras recolhidas pela missão OSIRIS-REx, da NASA, confirmaram a presença de compostos considerados essenciais para a origem da vida.</div><p>As<strong> previsões não descrevem um impacto confirmado</strong>; apenas seguem vários modelos matemáticos baseados em observações feitas até ao momento. Estas estimativas mudam à medida que novos dados sobre a trajetória do asteroide se tornam disponíveis.</p><p>As informações recolhidas durante a <strong>missão OSIRIS-REx </strong>permitiram aprimorar os cálculos orbitais e reduzir parte da incerteza, embora os especialistas continuem a rever as projeções ao longo das próximas décadas.</p><h2>Asteroide Bennu: porque a NASA está a monitorizar a sua trajetória</h2><p>Bennu pertence ao grupo de asteroides próximos à Terra, conhecidos como NEAs. <strong>A sua órbita em redor do Sol aproxima-o periodicamente do nosso planeta</strong>, passando a uma distância de aproximadamente 299 mil km. Embora a maioria das trajetórias calculadas não aponte para uma colisão, a NASA mantém uma <strong>monitorização contínua para acompanhar o seu movimento com maior precisão</strong>.</p><figure class="video"><img src="https://img.youtube.com/vi/63HXoRdtFBo/maxresdefault.jpg" alt="youtube video id=63HXoRdtFBo" id="63HXoRdtFBo"><span class="boton-video-lista-youtube"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><path d="M24.194 7.985h.093l.368.002c2.89.014 14.174.124 17.294.967a5.785 5.785 0 0 1 4.067 4.1c.888 3.345.955 10.049.96 11.041v.249c-.005.992-.072 7.696-.96 11.04a5.786 5.786 0 0 1-4.067 4.101c-3.328.9-15.944.964-17.755.97h-.434c-.962-.003-4.974-.023-9.022-.175l-.715-.029c-3.329-.139-6.562-.372-8.018-.766a5.786 5.786 0 0 1-4.067-4.1c-.363-1.366-.589-3.29-.73-5.158l-.039-.558a93.08 93.08 0 0 1-.19-5.081l-.002-.244V24.095l.002-.244c.015-1.557.125-7.657.96-10.796a5.785 5.785 0 0 1 4.066-4.101c1.456-.393 4.69-.627 8.018-.766l.715-.028c3.572-.135 7.115-.166 8.56-.173l.37-.002h.092Zm-4.922 9.382v13.705l12.023-6.852-12.023-6.853Z" fill="#FFF" fill-rule="evenodd"/></svg></span></figure><p>Um dos momentos mais significativos ocorrerá a <strong>25 de setembro de 2135</strong>, quando <strong>Bennu fizer outra aproximação da Terra</strong>. Os cientistas preveem que este encontro alterará ligeiramente a órbita do asteroide devido à influência gravitacional da Terra. Este evento permitirá atualizar as previsões para o final do século XXII com muito mais precisão.</p><p>Os investigadores também estão a investigar a <strong>possibilidade de o asteroide passar por uma região conhecida como "fechadura gravitacional"</strong>. Se Bennu passasse por essa estreita faixa do espaço, a gravidade da Terra poderia colocá-lo numa trajetória que levaria a um encontro futuro com o planeta. No entanto, os modelos indicam que este cenário representa apenas uma pequena fração de todas as trajetórias analisadas.</p><h2>Asteroide Bennu: as consequências de um impacto na Terra</h2><p>Um estudo baseado em <strong>simulações computacionais </strong>examinou o que aconteceria se um asteroide de aproximadamente 500 metros de diâmetro — de tamanho semelhante ao de Bennu — atingisse a Terra. Além da <strong>destruição imediata no local do impacto</strong>, o estudo conclui que a colisão<strong> lançaria entre 100 e 400 milhões de toneladas de poeira na atmosfera</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-advierte-que-el-asteroide-bennu-podria-colisionar-con-la-tierra-en-2182-y-provocar-el-temido-inverno-global-1784628485514.jpeg" data-image="7o332gde5xh5" alt="Asteroide Bennu" title="Asteroide Bennu"><figcaption>Simulações indicam uma queda na temperatura, redução da precipitação e perturbação atmosférica significativa caso o asteroide Bennu colida com a Terra.</figcaption></figure><p>"O <strong>escurecimento do Sol causado pela poeira desencadearia um abrupto 'inverno de impacto' global</strong>, caracterizado pela redução da luz solar, queda nas temperaturas e diminuição da precipitação na superfície da Terra", explicou a cientista coreana Lan Dai.</p><p>Na<strong> simulação do pior cenário</strong>, a<strong> temperatura média do planeta cairia cerca de 4 graus Celsius</strong>, enquanto a<strong> precipitação diminuiria 15%</strong>. A fotossíntese sofreria uma redução de 20% a 30%, e a camada de ozono perderia aproximadamente 32% da sua espessura. Estes efeitos seriam agravados por uma poderosa onda de choque, terramotos, incêndios florestais, intensa radiação térmica, a formação de uma cratera gigantesca e vastas quantidades de detritos suspensos na atmosfera por vários anos.</p><h2>Missão OSIRIS-REx permitiu conhecer melhor o asteroide Bennu</h2><p>A missão OSIRIS-REx,<strong> lançada a 8 de setembro de 2016</strong>, foi a primeira missão dos EUA projetada para recolher material diretamente de um asteroide e trazê-lo de volta à Terra. A sonda <strong>chegou a Bennu e, a 20 de outubro de 2020</strong>, realizou um estudo detalhado da sua superfície e <strong>obteve amostras de rocha e poeira</strong>, além de recolher informações sobre as forças que alteram lentamente a sua órbita.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="771370" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/missao-psyche-da-nasa-rumo-a-cintura-de-asteroides-ganha-impulso-com-a-aproximacao-a-marte.html" title="Missão Psyche da NASA rumo à Cintura de Asteroides ganha impulso com a aproximação a Marte">Missão Psyche da NASA rumo à Cintura de Asteroides ganha impulso com a aproximação a Marte</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/missao-psyche-da-nasa-rumo-a-cintura-de-asteroides-ganha-impulso-com-a-aproximacao-a-marte.html" title="Missão Psyche da NASA rumo à Cintura de Asteroides ganha impulso com a aproximação a Marte"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nasa-s-psyche-mission-toward-the-asteroid-belt-gains-speed-from-mars-flyby-1779921273156_320.jpg" alt="Missão Psyche da NASA rumo à Cintura de Asteroides ganha impulso com a aproximação a Marte"></a></article></aside><p> <strong>Graças a estes dados, especialistas conseguiram refinar os modelos utilizados para calcular a trajetória futura do asteroide</strong>. A cápsula com as amostras regressou à Terra a 24 de setembro de 2023, pousando numa área de testes do Departamento de Defesa dos EUA, em Utah. Após o resgate, iniciou-se a análise do material, que foi preservado desde os primórdios do Sistema Solar. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/la-nasa-advierte-que-el-asteroide-bennu-podria-colisionar-con-la-tierra-en-2182-y-provocar-el-temido-inverno-global-1784628531620.jpeg" data-image="ow5tv5x3axla" alt="Asteroide Bennu" title="Asteroide Bennu"><figcaption>O asteroide Bennu tem uma chance em 2.700 de colidir com a Terra em 2182. A NASA está a monitorizar a sua trajetória enquanto cientistas analisam as possíveis consequências de uma colisão dessa magnitude.</figcaption></figure><p>A NASA confirmou que <strong>a missão trouxe 121,6 gramas de amostras</strong> — mais que o dobro da meta mínima de 60 gramas. Este material continua a ser estudado para que se compreenda melhor a origem dos asteroides e se determine se corpos deste tipo poderiam ter trazido água e outros compostos para a Terra primitiva.</p><p>Após concluir esta fase, a <strong>sonda </strong>foi renomeada como OSIRIS-APEX e <strong>iniciou uma nova jornada em direção ao asteroide Apophis</strong>, que fará uma aproximação excecionalmente próxima da Terra em 2029.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/nasa-adverte-que-o-asteroide-bennu-poderia-colidir-com-a-terra-em-2182-e-desencadear-o-temido-inverno-global.html</guid><dc:creator><![CDATA[Tiago Robles]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Microplásticos chegam ao coração: investigação associa um maior risco de enfarte]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/microplasticos-chegam-ao-coracao-investigacao-associa-um-maior-risco-de-enfarte.html</link><pubDate>Fri, 24 Jul 2026 06:19:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Segundo um novo estudo os microplásticos podem representar um novo risco cardiovascular, depois de terem sido encontradas concentrações elevadas de microplásticos em pacientes que sofreram um enfarte. Fique a saber mais aqui!</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/microplasticos-chegam-ao-coracao-investigacao-associa-um-maior-risco-de-enfarte-1784473982540.jpeg" data-image="ue8u29npfhmv" alt="Microplásticos" title="Microplásticos"><figcaption>Os investigadores encontraram níveis mais elevados de microplásticos no sangue de pacientes que sofreram um enfarte.</figcaption></figure><p>Atualmente, os microplásticos deixaram de ser apenas mais um problema ambiental para se tornarem numa <strong>preocupação crescente na saúde humana</strong>.</p><p>De acordo com uma nova investigação pulicada no <em>European Heart Journal</em> estas <strong>partículas microscópicas têm sido detetadas em diversos órgãos humanos</strong>, para além de já terem sido encontradas no ar, na água, nos alimentos e em inúmeros produtos do quotidiano,</p><p>Este estudo reforça a hipótese de que possam estar <strong>associados a um maior risco de enfarte agudo do miocárdio</strong>.</p><h2>O impactos dos microplásticos no organismo</h2><p>A investigação analisou amostras de sangue de <strong>61 pessoas</strong> divididas em três grupos, doentes que tinham sofrido recentemente um enfarte, pacientes com doença coronária estável e indivíduos com artérias coronárias normais.</p><div class="texto-destacado">Os resultados mostraram diferenças marcantes, uma vez que <strong>micro e nanoplásticos foram encontrados em 84% dos doentes que sofreram um enfarte</strong>, enquanto a sua presença foi identificada em 40% dos pacientes com doença coronária estável e em apenas 32% das pessoas sem doença arterial significativa.</div><p>Para além da maior frequência, os investigadores observaram que os <strong>sobreviventes de enfarte apresentavam uma maior diversidade de tipos de plástico na circulação sanguínea</strong>.</p><p>O polietileno, <strong>um dos materiais mais utilizados em embalagens</strong> e produtos descartáveis, foi o polímero mais frequentemente identificado.</p><h2>Uma conexão muito por confirmar</h2><p>Contudo, apesar dos resultados serem relevantes, os autores sublinham que <strong>o estudo não demonstra uma relação de causa efeito</strong>. Ou seja, não é possível afirmar que os microplásticos provoquem diretamente enfartes.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>O que foi identificado é uma associação estatística que merece ser aprofundada em investigações com um maior número de participantes e acompanhamento a longo prazo.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>No entanto, os cientistas admitem que <strong>existem vários mecanismos biológicos que podem explicar esta ligação</strong>. </p><p>Alguns estudos laboratoriais sugerem que as <strong>partículas micro e nanoplásticos podem desencadear processos inflamatórios, aumentar o stress oxidativo</strong>, alterar o funcionamento das células dos vasos sanguíneos e favorecer a instabilidade das placas de aterosclerose. Quando uma dessas placas se rompe, pode formar-se um coágulo capaz de bloquear o fluxo sanguíneo para o coração, originando um enfarte.</p><p>Outro dado interessante do estudo foi a <strong>associação entre os níveis mais elevados de microplásticos e os fatores ambientais. </strong>Os investigadores verificaram que a exposição prolongada à poluição atmosférica e o tabagismo estavam relacionados com uma maior presença destas partículas no sangue.</p><h2>Uma nova preocupação para a medicina </h2><p><strong>Entre fumadores expostos a níveis elevados de poluição, a deteção de microplásticos foi particularmente elevada</strong>, sugerindo que diferentes fontes de exposição podem atuar em conjunto. </p><p>Em 2024, um estudo publicado no <em>New England Journal of Medicine</em> encontrou <strong>partículas de plástico em placas de aterosclerose removidas das artérias carótidas</strong>, verificando que os doentes com essas partículas apresentavam um risco significativamente superior de sofrer enfarte, AVC ou morte durante o período de seguimento.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/microplasticos-chegam-ao-coracao-investigacao-associa-um-maior-risco-de-enfarte-1784554795503.jpeg" data-image="psx8cegaz66p" alt="Circulação sanguinea" title="Circulação sanguinea"><figcaption>Depois de entrarem na corrente sanguínea, os microplásticos podem atingir vários tecidos e órgãos.</figcaption></figure><p>Apesar do crescente número de estudos, a comunidade científica recomenda prudência. <strong>A medição de microplásticos em tecidos humanos continua a enfrentar desafios metodológicos</strong>, incluindo o risco de contaminação das amostras e a necessidade de técnicas laboratoriais mais padronizadas.</p><p>Alguns especialistas alertam que ainda <strong>existem dúvidas sobre a quantidade real destas partículas no organismo e sobre o seu verdadeiro impacto na saúde</strong>. Ainda assim, há consenso quanto a um ponto: a exposição humana aos microplásticos é hoje praticamente inevitável.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="764800" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-inimigo-domestico-a-inalacao-de-microplasticos.html" title="O inimigo doméstico: a inalação de microplásticos">O inimigo doméstico: a inalação de microplásticos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/o-inimigo-domestico-a-inalacao-de-microplasticos.html" title="O inimigo doméstico: a inalação de microplásticos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/o-inimigo-domestico-a-inalacao-de-microplasticos-1776676035683_320.png" alt="O inimigo doméstico: a inalação de microplásticos"></a></article></aside><p>Estas partículas resultam da degradação de plásticos maiores e <strong>podem ser inaladas ou ingeridas através da água, dos alimentos e do ambiente</strong>. A investigação procura agora perceber até que ponto esta exposição contribui para doenças cardiovasculares, inflamatórias e outras patologias crónicas.</p><p>Enquanto a ciência continua a esclarecer estas questões, os especialistas recordam que os principais fatores de prevenção cardiovascular permanecem inalterados: <strong>não fumar, controlar a pressão arterial, manter níveis saudáveis de colesterol e glicemia, praticar atividade física</strong> regular e seguir uma alimentação equilibrada.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Pasquale%20Paolisso%20%2C%20Lucia%20Scisciola%20%2C%20Marta%20Belmonte%20%2C%20Roberto%20Scarsini%20%2C%20Verdiana%20Galli%20%2C%20Emanuele%20Gallinoro%20%2C%20Matteo%20Casenghi%20%2C%20Davide%20Ausiello%20%2C%20Giose%20Vincelli%20%2C%20Pasquale%20Policastro%20%2C%20Marco%20Redivo%20%2C%20Francesco%20Cefal%C3%AC%20%2C%20Angelo%20Fenti%20%2C%20Valeria%20Pellegrini%20%2C%20Giovanni%20Falco%20%2C%20Simona%20Galoppo%20%2C%20Andrea%20Berni%20%2C%20Matteo%20Armillotta%20%2C%20Carmine%20Pizzi%20%2C%20Francesco%20Prattichizzo%20%2C%20Antonio%20Ceriello%20%2C%20Michelangela%20Barbieri%20%2C%20Flavio%20Ribichini%20%2C%20Pasquale%20Iovino%20%2C%20Philip%20Landrigan%20%2C%20Giuseppe%20Paolisso%20%2C%20Raffaele%20Marfella%20%2C%20Emanuele%20Barbato" data-year="2026" data-title="Micro-%20and%20nano-plastics%20in%20the%20coronary%20circulation%20and%20air%20pollution%20exposure%20in%20ischaemic%20heart%20disease%20presentation" data-url="https%3A%2F%2Facademic.oup.com%2Feurheartj%2Fadvance-article-abstract%2Fdoi%2F10.1093%2Feurheartj%2Fehag447%2F8725569%3FredirectedFrom%3Dfulltext">Pasquale Paolisso , Lucia Scisciola , Marta Belmonte , Roberto Scarsini , Verdiana Galli , Emanuele Gallinoro , Matteo Casenghi , Davide Ausiello , Giose Vincelli , Pasquale Policastro , Marco Redivo , Francesco Cefalì , Angelo Fenti , Valeria Pellegrini , Giovanni Falco , Simona Galoppo , Andrea Berni , Matteo Armillotta , Carmine Pizzi , Francesco Prattichizzo , Antonio Ceriello , Michelangela Barbieri , Flavio Ribichini , Pasquale Iovino , Philip Landrigan , Giuseppe Paolisso , Raffaele Marfella , Emanuele Barbato. (2026). <a href="https://academic.oup.com/eurheartj/advance-article-abstract/doi/10.1093/eurheartj/ehag447/8725569?redirectedFrom=fulltext" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Micro- and nano-plastics in the coronary circulation and air pollution exposure in ischaemic heart disease presentation</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/microplasticos-chegam-ao-coracao-investigacao-associa-um-maior-risco-de-enfarte.html</guid><dc:creator><![CDATA[Paula Gonçalves]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Hotéis, lojas e restaurantes escondem obras de arte nesta avenida de Lisboa]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/lazer/hoteis-lojas-e-restaurantes-escondem-obras-de-arte-nesta-avenida-de-lisboa.html</link><pubDate>Fri, 24 Jul 2026 05:01:00 +0000</pubDate><category>Lazer</category><description><![CDATA[<p>Em julho, a Avenida da Liberdade transforma-se numa espécie de galeria a céu aberto, com uma exposição gratuita que convida o público a descobrir 17 artistas em 15 espaços diferentes.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/hoteis-lojas-e-restaurantes-escondem-obras-de-arte-nesta-avenida-de-lisboa-1784317883252.jpg" data-image="2g08hmlrxfqu" alt="Lisboa" title="Lisboa"><figcaption>Esqueça os museus: há uma galeria de arte espalhada por hotéis e lojas de Lisboa. Foto ilustrativa: Pexels</figcaption></figure><p>A <strong>Avenida da Liberdade</strong> transformou–se numa galeria. Sim, uma espécie de galeria distribuída por hotéis, lojas, restaurantes e até escritórios. </p><p>Do que é que estamos a falar? Até <strong>31 de julho</strong>, o Art in Avenida reúne obras de 17 artistas da Sociedade Nacional de Belas-Artes (SNBA), "uma das mais prestigiadas instituições dedicadas às artes em Portugal”, em cerca de 15 espaços ao longo desta artéria da cidade. </p><div class="texto-destacado">O melhor? É que o percurso da terceira edição, que alia cultura, arquitetura e comércio, é totalmente gratuito.</div><p>“Promovida pela Associação Avenida, com curadoria da Sociedade Nacional de Belas-Artes, a iniciativa regressa este ano com uma edição mais ambiciosa”, escreve o <em>site</em> ‘Vou Sair’. “Além de reunir um maior número de artistas e de espaços aderentes,<strong> prolonga-se durante todo o mês de julho</strong>, oferecendo mais tempo para explorar diferentes expressões artísticas ao longo de uma das avenidas mais icónicas da capital.”</p><p>Além de pinturas e fotografias, a exposição reúne obras originais de colagem e de escultura. </p><h2>Uma galeria de arte espalhada pela cidade</h2><p>“O conceito passa por proporcionar uma dupla experiência aos visitantes: descobrir artistas da SNBA e, ao mesmo tempo, <strong>entrar em locais que habitualmente não fazem parte dos circuitos culturais tradicionais</strong>.”</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="777808" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lisboa-fechou-refugios-do-calor-em-plena-onda-de-calor-como-se-explica-este-paradoxo.html" title="Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?">Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/lisboa-fechou-refugios-do-calor-em-plena-onda-de-calor-como-se-explica-este-paradoxo.html" title="Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/lisboa-fechou-refugios-do-calor-em-plena-onda-de-calor-como-se-explica-este-paradoxo-1783594178234_320.jpg" alt="Lisboa fechou refúgios do calor em plena onda de calor. Como se explica este paradoxo?"></a></article></aside><p>A iniciativa convida, assim, o público a descobrir linguagens e expressões artísticas distintas através de uma <strong>exposição gratuita</strong> e acessível a todos.</p><div class="texto-destacado">Promovido pela Associação Avenida, o projeto procura aproximar a arte do quotidiano de quem vive, trabalha ou visita esta área da cidade, reforçando a ligação entre os artistas, os espaços participantes e a comunidade. </div><p>Esta aposta integra a estratégia da associação de dinamizar a Avenida da Liberdade por meio de iniciativas culturais capazes de valorizar a experiência de todos os que frequentam o local.</p><h2>Arte para todos, sem bilhete</h2><p>E onde é que a pode encontrar? <strong>A exposição distribui-se por hotéis, lojas, instituições e outros estabelecimentos</strong> ao longo da Avenida da Liberdade e das ruas envolventes. Entre os artistas representados encontram-se António Roque, Cristina de Brée, Maria José Rodrigues, Isabel Enriquez, João Filgueiras e Bela Branquinho, entre outros, sendo que alguns espaços acolhem obras de mais do que um criador.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/hoteis-lojas-e-restaurantes-escondem-obras-de-arte-nesta-avenida-de-lisboa-1784318152240.jpg" data-image="3n24aqje2znl" alt="Lisboa" title="Lisboa"><figcaption>Passear pela Avenida da Liberdade nunca foi tão artístico. Foto: Pexels</figcaption></figure><p>Os visitantes podem percorrer livremente os diferentes locais aderentes, <strong>sem um itinerário obrigatório ou necessidade de adquirir bilhete</strong>, explorando a mostra ao seu próprio ritmo. </p><p>Participam nesta edição espaços como o Altis Avenida, a Boutique dos Relógios Art Plus, o Bougain Avenida, localizado no Valverde Lisboa Hotel & Garden, a Eleventy Milano, a Elisabetta Franchi, a Generali Tranquilidade, a Livraria Buchholz, a Maison Sisley, o Matiz Lisboa, o Olhar de Prata, a Pinko, o The One Palácio da Anunciada, o Tivoli Avenida Liberdade, a Torres Joalheiros e o Valverde Lisboa Hotel & Garden.</p><h2>Onde pode ver as obras</h2><p>Cada espaço acolhe um ou mais artistas da Sociedade Nacional de Belas-Artes.</p><ul><li>Altis Avenida — António Roque</li><li>Boutique dos Relógios Art Plus — Cristina de Brée</li><li>Bougain Avenida, no interior do Valverde Lisboa Hotel & Garden — Maria José Rodrigues</li><li>Eleventy Milano — Isabel Enriquez</li><li>Elisabetta Franchi — João Filgueiras</li><li>Generali Tranquilidade — Bela Branquinho</li><li>Livraria Buchholz — André Sanchez</li><li>Maison Sisley — Cristina Santos</li><li>Matiz Lisboa — Madalena Raimundo e Teresa Maury</li><li>Olhar de Prata — Marina Pinheiro</li><li>Pinko — Lidia Magalhães</li><li>The One Palácio da Anunciada, na Art Gallery The One — Fernando Tenreiro</li><li>Tivoli Avenida Liberdade — Macarena Tarud e Alexandra Faria</li><li>Torres Joalheiros — Dália Vale Rego</li><li>Valverde Lisboa Hotel & Garden — Zilda Duarte.</li></ul><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="AV%20Liberdade" data-year="2026" data-title="Art%20in%20Avenida%20exp%C3%B5e%20artistas%20da%20Sociedade%20Nacional%20de%20Belas-Artes%20na%20Avenida%20da%20Liberdade" data-url="https%3A%2F%2Favliberdade.com%2Fart-in-avenida-expoe-artistas-da-sociedade-nacional-de-belas-artes-na-avenida-da-liberdade%2F">AV Liberdade. (2026). <a href="https://avliberdade.com/art-in-avenida-expoe-artistas-da-sociedade-nacional-de-belas-artes-na-avenida-da-liberdade/" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Art in Avenida expõe artistas da Sociedade Nacional de Belas-Artes na Avenida da Liberdade</a>.</cite><br><cite data-author="Vou%20Sair" data-year="2026" data-title="H%C3%A1%20uma%20galeria%20de%20arte%20espalhada%20pela%20Avenida%20da%20Liberdade%20e%20pode%20visit%C3%A1-la%20gratuitamente%20em%20julho" data-url="https%3A%2F%2Fvousair.pt%2Fha-uma-galeria-de-arte-espalhada-pela-avenida-da-liberdade-e-pode-visita-la-gratuitamente-em-julho%2F%3Fdoing_wp_cron%3D1784286806.4230129718780517578125">Vou Sair. (2026). <a href="https://vousair.pt/ha-uma-galeria-de-arte-espalhada-pela-avenida-da-liberdade-e-pode-visita-la-gratuitamente-em-julho/?doing_wp_cron=1784286806.4230129718780517578125" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Há uma galeria de arte espalhada pela Avenida da Liberdade e pode visitá-la gratuitamente em julho</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/lazer/hoteis-lojas-e-restaurantes-escondem-obras-de-arte-nesta-avenida-de-lisboa.html</guid><dc:creator><![CDATA[Rita Caeiro]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os animais que podem ser a chave para prevenir a próxima extinção em massa da Terra]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-animais-que-podem-ser-a-chave-para-prevenir-a-proxima-extincao-em-massa-da-terra.html</link><pubDate>Thu, 23 Jul 2026 17:03:00 +0000</pubDate><category>Ciência</category><description><![CDATA[<p>Os cientistas sugerem que a proteção de espécies animais essenciais poderá desempenhar um papel crucial no combate à perda de biodiversidade, com um novo estudo a indicar que ainda há tempo para evitar uma sexta extinção em massa.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/the-animals-that-could-hold-the-key-to-preventing-earth-s-next-mass-extinction-1784565631316.jpg" data-image="ra2jh1en4wa0" alt="gibbon" title="gibbon"><figcaption>Imagem de um gibão. Crédito: Pixabay.</figcaption></figure><p>No seu novo livro, <em>How to Think Like an Ecologist</em>, a professora de biologia Amy B. McEuen sugere que <strong>existe uma forma de travar a perda generalizada de animais e plantas na Terra</strong>: proteger espécies "guarda-chuva", como os símios e os macacos.</p><p>Ao longo da história do planeta, ocorreram cinco eventos de extinção em massa, e <strong>a atividade humana está a conduzir-nos para um sexto</strong>, com o potencial de provocar a perda de 75% de toda a vida na Terra. Até agora, já perdemos ou estamos prestes a perder 25% de todos os mamíferos.</p><h2>O que é uma espécie-guarda-chuva?</h2><p>As espécies-guarda-chuva mencionadas pela Professora McEuen são vertebrados de grande porte, tais como primatas como <strong>gibões, langures, loris, macacos e macacos-de-nariz-achatado</strong>.</p><div class="texto-destacado">No livro, a Professora McEuen aprofunda um estudo de 2025 realizado na província de Yunnan, na China, onde se descobriram fortes indícios de que a proteção dos primatas como espécies-guarda-chuva ajudou a salvaguardar também outras plantas e animais.</div><p>A equipa de investigação utilizou conjuntos de dados relativos a 16 espécies de primatas e descobriu que, se 30% do território de Yunnan fosse destinado à conservação de primatas, 52% do seu sequestro anual de carbono, 52% da conservação da água e 54% da retenção do solo também ficariam protegidos. Descobriram ainda que, onde havia primatas, havia também muitos outros animais. Assim, <strong>ao proteger os seus primatas, seria possível proteger a sua biodiversidade global</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="774872" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/foram-descobertas-dezenas-de-novas-especies-animais-em-angola-um-tesouro-de-biodiversidade-ainda-por-explorar.html" title="Foram descobertas dezenas de novas espécies animais em Angola: um tesouro de biodiversidade ainda por explorar">Foram descobertas dezenas de novas espécies animais em Angola: um tesouro de biodiversidade ainda por explorar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/foram-descobertas-dezenas-de-novas-especies-animais-em-angola-um-tesouro-de-biodiversidade-ainda-por-explorar.html" title="Foram descobertas dezenas de novas espécies animais em Angola: um tesouro de biodiversidade ainda por explorar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/nuove-specie-animali-scoperte-in-angola-un-tesoro-di-biodiversita-ancora-inesplorato-1780583702214_320.jpg" alt="Foram descobertas dezenas de novas espécies animais em Angola: um tesouro de biodiversidade ainda por explorar"></a></article></aside><p>A mesma teoria poderia ser aplicada a outras espécies-guarda-chuva, como os grandes felinos, os ursos, os mamíferos marinhos e as aves de grande porte. Funciona porque os animais de grande porte <strong>precisam de vastas áreas para sustentar as suas populações e, por sua vez, servem de habitat para outras espécies animais</strong>.</p><p>A professora McEuen afirma: "A boa notícia é que os seres humanos ainda não provocaram uma sexta extinção em massa. <strong>A má notícia é que a taxa de perda de biodiversidade está ao mesmo ritmo dos eventos de extinção em massa do passado</strong>. Encontramo-nos num momento crítico, em que o nosso trabalho para travar as extinções poderá ser capaz de impedir uma extinção em massa.</p><p>"Com milhões de espécies para proteger, não temos tempo para proteger uma espécie de cada vez. <strong>Felizmente, existem formas mais eficientes de preservar a biodiversidade, incluindo a utilização de uma abordagem baseada em espécies-guarda-chuva.</strong>"</p><h2>Conseguirá a natureza recuperar?</h2><p>A professora McEuen assegura que a natureza tem grande capacidade de recuperação. As populações de baleias-jubarte recuperaram-se nos últimos anos e contam agora com dezenas de milhares de indivíduos, na sequência da proibição da caça à baleia e do trabalho de conservação. Assim, entre <strong>a capacidade de adaptação dos animais e os esforços de conservação, a natureza consegue recuperar-se</strong>.</p><p>No entanto, a recuperação da natureza é a regra, não a exceção, afirmou a professora McEuen, citando um estudo que analisou as taxas de restauração de ecossistemas numa variedade de diferentes paisagens marinhas e terrestres. Descobriram que<strong> 72% dos ecossistemas recuperaram, pelo menos parcialmente, numa questão de décadas e que cerca de um terço recuperou totalmente</strong>.</p><p>A professora McEuen afirmou: "Para evitar a extinção, as espécies precisam de ter populações numerosas. Mais concretamente, queremos evitar o que os biólogos chamam de “vórtice da extinção”. Quando o número de indivíduos diminui, vários fatores interagem para reduzir ainda mais o tamanho da população, como um redemoinho que arrasta uma espécie até à sua eventual extinção.</p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>“Mas ainda temos tempo, se agirmos agora."<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="MCEUEN%2C%20A.%20B." data-year="2026" data-title="How%20to%20Think%20Like%20an%20Ecologist" data-url="https%3A%2F%2Fwww.routledge.com%2FHow-to-Think-Like-an-Ecologist-A-Non-Scientists-Guide-to-Saving-Our-Planet%2FMcEuen%2Fp%2Fbook%2F9781041210726">MCEUEN, A. B.. (2026). <a href="https://www.routledge.com/How-to-Think-Like-an-Ecologist-A-Non-Scientists-Guide-to-Saving-Our-Planet/McEuen/p/book/9781041210726" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">How to Think Like an Ecologist</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/os-animais-que-podem-ser-a-chave-para-prevenir-a-proxima-extincao-em-massa-da-terra.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Já conhece o ELO? É o seu novo assistente digital que sabe tudo sobre como reciclar corretamente]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ja-conhece-o-elo-e-o-seu-novo-assistente-digital-que-sabe-tudo-sobre-como-reciclar-corretamente.html</link><pubDate>Thu, 23 Jul 2026 16:31:00 +0000</pubDate><category>Atualidade</category><description><![CDATA[<p>Perante as hesitações diárias na hora de separar resíduos em casa, a nova ferramenta digital esclarece dúvidas e apoia o país na melhoria dos resultados ambientais.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-conhece-o-elo-e-o-seu-novo-assistente-digital-que-sabe-tudo-sobre-como-reciclar-corretamente-1784809481908.jpg" data-image="f7k3rx2vlu8q" alt="separação de resíduos nos ecopontos para reciclagem" title="separação de resíduos nos ecopontos para reciclagem"><figcaption>Sete em cada 10 portugueses separam as embalagens, mas destes só um é que separa bem. Foto: Pixel-Shot via Adobe Stock</figcaption></figure><p>Todos os dias, o <strong>dilema</strong> se repete na <strong>cozinha</strong> de milhares de <strong>famílias</strong>. A caixa de pizza engordurada deve seguir para o ecoponto azul? A loiça partida cabe no vidrão? As esferográficas podem ser recicladas? Entre a boa intenção de separar resíduos e a <strong>dúvida</strong> no momento de depositar a embalagem no destino certo, muitos <strong>resíduos</strong> acabam no contentor do lixo comum. </p><div class="frase-destacada"><svg class="abre" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#abre"></use></svg>Foi para resolver estes desvios que a Sociedade Ponto Verde desenvolveu um novo assistente virtual, pronto para esclarecer incertezas em tempo real e guiar a população na gestão correta dos seus resíduos domésticos.<svg class="cierra" viewBox="0 0 40 40"><use xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xlink:href="#cierra"></use></svg></div><p>A ferramenta chama-se ELO, uma denominação construída a partir do final das palavras das três cores dos ecopontos em Portugal. Disponível no sítio de Internet e na aplicação móvel da entidade, o assistente inteligente oferece <strong>orientações </strong><strong>personalizadas </strong>para que cada cidadão possa descartar embalagens sem hesitações.</p><h2>O desafio de separar com qualidade</h2>A vontade de contribuir para a sustentabilidade tem vindo a crescer, mas a qualidade da separação fica aquém do exigido. Estudos do setor revelam que <strong>sete em cada dez cidadãos separam os resíduos em casa. Apenas um, no entanto, cumpre corretamente todas as regras do processo</strong>. Esta diferença entre intenção e execução prejudica a taxa final de reaproveitamento e dificulta o trabalho nas unidades de triagem.<br><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-conhece-o-elo-e-o-seu-novo-assistente-digital-que-sabe-tudo-sobre-como-reciclar-corretamente-1784809628122.jpg" data-image="d9zriqye6gw0" alt="separação de resíduos para reciclagem" title="separação de resíduos para reciclagem"><figcaption>A taxa de retoma de embalagens ficou nos 60,5%, um valor que ainda permanece abaixo da meta de 65%. Foto: New Africa, via adobe Stock</figcaption></figure><p>Muitas pessoas limpam as embalagens com água desnecessariamente enquanto outras depositam plásticos não recicláveis no ecoponto amarelo. O novo canal de contacto pretende atuar exatamente na <strong>origem destas falhas</strong> quotidianas, tornando o conhecimento acessível e eliminando <strong>mitos urbanos</strong> sobre a recolha seletiva.</p><h2>As metas europeias e o desempenho nacional</h2><p>O reforço da informação ao cidadão torna-se urgente quando analisamos os números da recolha no país. No último ano, a <strong>taxa de retoma de embalagens</strong> fixou-se em <strong>60,5%</strong>, um valor que permanece abaixo da meta estabelecida de 65%. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ja-conhece-o-elo-e-o-seu-novo-assistente-digital-que-sabe-tudo-sobre-como-reciclar-corretamente-1784811944968.jpg" data-image="nmeezuhvtzo8" alt="Chatbot da Sociedade Ponto Verde" title="Chatbot da Sociedade Ponto Verde"><figcaption>O chatbot da Sociedade Ponto Verde responde a dúvidas em tempo real. Imagem: pontoverde.pt</figcaption></figure><p>Embora os portugueses tenham separado mais dez mil toneladas de resíduos do que no ano anterior, esse c<strong>rescimento de apenas </strong><strong>2%</strong> revela-se insuficiente para cumprir os critérios da Comissão Europeia para esta década.</p><p>A urgência aumenta ao perspetivar o <strong>objetivo de atingir os 70% de reaproveitamento em 2030</strong>. Sem uma alteração substancial nos hábitos da população e sem um ganho de precisão no momento do descarte, a transição para uma economia circular fica seriamente comprometida.</p><h2>Inovação ao serviço da economia circular</h2><p>A aposta neste canal interativo assinala os <strong>30 anos da Sociedade Ponto Verde</strong>, integrando-se na campanha de sensibilização nacional que apela ao esforço coletivo. A tecnologia surge aqui como uma ponte direta entre a ciência do tratamento de resíduos e as rotinas familiares.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="732061" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/guia-pratico-da-reciclagem-saiba-o-que-fazer-com-os-artigos-que-nao-podem-ser-depositados-no-ecoponto.html" title="Guia prático da reciclagem. Saiba o que fazer com os artigos que não podem ser depositados no ecoponto">Guia prático da reciclagem. Saiba o que fazer com os artigos que não podem ser depositados no ecoponto</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/guia-pratico-da-reciclagem-saiba-o-que-fazer-com-os-artigos-que-nao-podem-ser-depositados-no-ecoponto.html" title="Guia prático da reciclagem. Saiba o que fazer com os artigos que não podem ser depositados no ecoponto"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/guia-pratico-da-reciclagem-saiba-o-que-fazer-com-os-artigos-que-nao-podem-ser-depositados-no-ecoponto-1759229072109_320.jpg" alt="Guia prático da reciclagem. Saiba o que fazer com os artigos que não podem ser depositados no ecoponto"></a></article></aside><p>Transformar hesitações em escolhas acertadas é o caminho traçado para assegurar que cada garrafa, lata ou caixa ganhe uma nova vida útil. A <strong>literacia</strong> <strong>ambiental</strong> ganha, assim, um aliado diário, mostrando que o sucesso da sustentabilidade do país depende de <strong>pequenos gestos</strong> bem informados.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Sociedade%20Ponto%20Verde" data-year="" data-title="Com%20o%20ELO%20vamos%2C%20certamente%2C%20chegar%20ao%20Ponto" data-url="https%3A%2F%2Fwww.pontoverde.pt%2Festamos-a-chegar-ao-ponto%2F%3Fgad_source%3D1%26gad_campaignid%3D23991468908%26gbraid%3D0AAAABCGp38HSU9Yr_87Vopiw5Ofztv5LH%26gclid%3DCj0KCQjw94bTBhDQARIsAN3vv0yRv2xKmqhKGH8tXSfeCetC98cF4y5AG0-ds6M87pS9XIt6-PRg_70aAij-EALw_wcB">Sociedade Ponto Verde. <a href="https://www.pontoverde.pt/estamos-a-chegar-ao-ponto/?gad_source=1&gad_campaignid=23991468908&gbraid=0AAAABCGp38HSU9Yr_87Vopiw5Ofztv5LH&gclid=Cj0KCQjw94bTBhDQARIsAN3vv0yRv2xKmqhKGH8tXSfeCetC98cF4y5AG0-ds6M87pS9XIt6-PRg_70aAij-EALw_wcB" target="_blank" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Com o ELO vamos, certamente, chegar ao Ponto</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/ja-conhece-o-elo-e-o-seu-novo-assistente-digital-que-sabe-tudo-sobre-como-reciclar-corretamente.html</guid><dc:creator><![CDATA[Katia Catulo]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os astrónomos descobrem o primeiro par de estrelas que sobreviveu à explosão de uma supernova dupla]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/os-astronomos-descobrem-o-primeiro-par-de-estrelas-que-sobreviveu-a-explosao-de-uma-supernova-dupla.html</link><pubDate>Thu, 23 Jul 2026 16:01:00 +0000</pubDate><category>Astronomia</category><description><![CDATA[<p>Uma equipa de cientistas identificou o primeiro sistema estelar binário candidato conhecido em que ambas as estrelas sofreram supernovas, uma descoberta que poderá ampliar o conhecimento sobre a formação e evolução dos sistemas estelares. </p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-astronomos-descobrem-o-primeiro-par-de-estrelas-que-sobreviveu-a-explosao-de-uma-supernova-dupla-1784809370135.jpg" data-image="eb97jljtcl7p"><figcaption>Eis o IC443, remanescente de supernova, também conhecido como Nebulosa da Medusa.</figcaption></figure><p>Uma equipa internacional de astrónomos descobriu fortes indícios de que dois remanescentes de supernovas, o<strong> IC 443 </strong>(também conhecido como Nebulosa Medusa) e o <strong>G189.6+3.3</strong>, poderão ser o<strong> resultado da evolução de um mesmo sistema estelar binário</strong>. </p><p>Caso esta interpretação seja confirmada, tratar-se-ia da <strong>primeira vez que é identificado um sistema candidato em que ambas as estrelas terminaram a sua vida em explosões de supernova</strong>, um cenário há muito previsto pelos modelos teóricos, mas que nunca tinha sido observado de forma convincente.</p><div class="texto-destacado">O estudo foi publicado na revista <em>Nature Communications</em> e liderado por investigadores da Universidade de Stanford (EUA), tendo combinado <strong>16 anos de observações em raios gama</strong> realizadas pelo Telescópio de Grande Área Fermi com dados de raios X recolhidos pelo eROSITA, complementados por observações noutros comprimentos de onda.</div><p>Os resultados revelam que os remanescentes IC 443 e G189.6+3.3 ocupam o mesmo ambiente físico e se encontram praticamente à mesma distância da Terra, indicando que estão muito próximos um do outro no Espaço. O facto de <strong>estarem perto um do outro torna pouco provável que a sua associação seja uma simples coincidência</strong> e reforça a hipótese de que <strong>ambos tiveram origem em duas estrelas que nasceram juntas e evoluíram como um sistema binário</strong>.</p><p>Se esta hipótese for confirmada, <strong>os dois remanescentes serão um laboratório natural para uma melhor compreensão da evolução </strong>das estrelas massivas e a influência mútua que exercem ao longo do seu tempo de vida.</p><h2>IC443 ou Nebulosa de Medusa é um dos remanescentes de supernova mais estudados</h2><p><strong>Os remanescentes de supernova são nuvens de gás, poeira e outros detritos que se mantêm após a explosão de uma estrela</strong>. À medida que expandem, interagem com o meio interestelar, moldando o ambiente em redor e enriquecendo-o com elementos químicos produzidos no interior das estrelas. </p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/os-astronomos-descobrem-o-primeiro-par-de-estrelas-que-sobreviveu-a-explosao-de-uma-supernova-dupla-1784809487288.jpg" data-image="wgpy9hdwx592"><figcaption>Imagem composta multiespectral da região IC 443. Crédito: Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA.</figcaption></figure><p>Apesar de serem conhecidos centenas destes remanescentes na Via Láctea, <strong>formar relações entre eles permanece desafiante</strong>, especialmente em regiões densamente povoadas e ricas em gás e poeira, onde diferentes estruturas podem sobrepor-se na linha de visão.</p><p>Situado na constelação de Gémeos e a aproximadamente 6000 anos-luz da Terra, o IC443 é um dos remanescentes de supernova mais estudados, precisamente por se encontrar numa região particularmente complexa. De acordo com as estimativas projetadas pelos investigadores, <strong>a estrela que deu origem ao G189.6+3.3 terá explodido entre 20 mil e 100 mil anos antes da estrela que gerou o IC443</strong>.</p><h2>Simulações sugerem ser pouco provável que esta configuração seja resultado de um alinhamento fortuito<br></h2><p>As análises estatísticas indicam que é altamente improvável que esta configuração seja o resultado de um alinhamento fortuito, reforçando a hipótese de que <strong>ambos os objetos são as marcas deixadas pelas duas estrelas de um antigo sistema binário</strong>.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="778016" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astrofisico-zeus-valtierra-explica-o-que-sao-os-asteroides-troianos-e-porque-orbitam-ao-lado-dos-planetas.html" title="Astrofísico Zeus Valtierra explica o que são os asteroides troianos e porque orbitam ao lado dos planetas">Astrofísico Zeus Valtierra explica o que são os asteroides troianos e porque orbitam ao lado dos planetas</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/astrofisico-zeus-valtierra-explica-o-que-sao-os-asteroides-troianos-e-porque-orbitam-ao-lado-dos-planetas.html" title="Astrofísico Zeus Valtierra explica o que são os asteroides troianos e porque orbitam ao lado dos planetas"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/que-son-los-asteroides-troyanos-y-por-que-viajan-con-los-planetas-1782796744243_320.jpg" alt="Astrofísico Zeus Valtierra explica o que são os asteroides troianos e porque orbitam ao lado dos planetas"></a></article></aside><p>Esta descoberta lança uma nova luz para a investigação da evolução das estrelas massivas e poderá contribuir para <strong>compreender melhor a evolução destes sistemas</strong> até ao instante em que as suas estrelas terminam a vida em explosões de supernovas.</p><section class="article-reference redactor-component non-editable reference" data-redactor-type="reference"><h3 class="article-reference__label">Referência da notícia</h3><p class="article-reference__body"><cite data-author="Michailidis%2C%20M.%2C%20Lemoine-Goumard%2C%20M.%2C%20Willcox%2C%20R.%20et%20al." data-year="2026" data-title="Shared%20cloud%20interactions%20unveil%20a%20candidate%20binary-system%20supernova%20pair%20with%20no%20known%20analogue" data-url="https%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Farticles%2Fs41467-026-74978-x">Michailidis, M., Lemoine-Goumard, M., Willcox, R. et al.. (2026). <a href="https://www.nature.com/articles/s41467-026-74978-x" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Shared cloud interactions unveil a candidate binary-system supernova pair with no known analogue</a>.</cite><br><cite data-author="SINC" data-year="2026" data-title="Descubren%20un%20posible%20sistema%20binario%20de%20supernovas" data-url="https%3A%2F%2Fwww.agenciasinc.es%2FNoticias%2FDescubren-un-posible-sistema-binario-de-supernovas">SINC. (2026). <a href="https://www.agenciasinc.es/Noticias/Descubren-un-posible-sistema-binario-de-supernovas" target="_blank" rel="" data-mrf-recirculation="end_article_citation">Descubren un posible sistema binario de supernovas</a>.</cite></p></section>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/astronomia/os-astronomos-descobrem-o-primeiro-par-de-estrelas-que-sobreviveu-a-explosao-de-uma-supernova-dupla.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[O El Niño mais forte dos últimos 155 anos – Meteorologista alerta: "O inverno está a mudar"]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-el-nino-mais-forte-dos-ultimos-155-anos-meteorologista-alerta-o-inverno-esta-a-mudar.html</link><pubDate>Thu, 23 Jul 2026 15:11:13 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>No Pacífico, está a formar-se algo que poderá alterar os mapas meteorológicos a nível mundial. Três grandes modelos meteorológicos estão de acordo – e o inverno na Europa promete ser interessante.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/starkster-el-nino-seit-155-jahren-wetterforscher-warnt-der-winter-kippt-1784723391694.jpg" data-image="sub99v8ffwp7" alt="winter, schneechaos, deutschland" title="winter, schneechaos, deutschland"><figcaption>Graças ao El Niño, a Europa poderá ter um inverno interessante pela frente.</figcaption></figure><p>Acontece a milhares de quilómetros de distância, no meio do Pacífico, e, mesmo assim, diz respeito a todos nós. Ao longo das últimas semanas, uma enorme bolha de água quente foi subindo até à superfície. <strong>El Niño </strong>está de volta – e não como uma brisa suave, mas <strong>numa dimensão que faz até os meteorologistas mais experientes ficarem atentos</strong>. </p><p>As previsões dos serviços meteorológicos americanos, europeus e australianos apontam todas na mesma direção: <strong>estamos a caminhar para um Super-El-Niño</strong>. Os desvios na temperatura do mar poderão atingir três graus acima do valor normal, e localmente até quatro. Nunca se registaram valores destes desde 1870.</p><h2>O que está a acontecer neste momento no Pacífico</h2><p><strong>O El Niño é, na sua essência, um fenómeno simples com um impacto enorme</strong>. Normalmente, os ventos alísios empurram a água quente da superfície para oeste, em direção à Indonésia. Em contrapartida, ao largo da América do Sul, a água fria das profundezas sobe à superfície. É precisamente este mecanismo que está agora a entrar em colapso. <strong>Os ventos alísios enfraquecem e a água quente volta a fluir para leste</strong>.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">Its unreal to see this El Niño continue to astonish. Take a look at the subsurface heat build up in the last few frames of this. The anomalies are backing up, and heating up, like a traffic jam, in the Central Pacific. Theres a ton more fuel left in this tank! And it seems <a href="https://t.co/9WNu4bmrD4">pic.twitter.com/9WNu4bmrD4</a></p>— Jeff Berardelli (@WeatherProf) <a href="https://x.com/WeatherProf/status/2080054492976812417?ref_src=twsrc%5Etfw">July 22, 2026</a></blockquote></figure><p>O que se segue é uma reação em cadeia. <strong>Sobre o oceano aquecido, o ar húmido sobe, a circulação de Walker inverte-se e, com ela, as zonas de chuva deslocam-se por cerca de metade do globo</strong>. A Austrália e a Indonésia ficam secas, enquanto o Peru e o Equador são assolados pela chuva. E a corrente de jato, aquela faixa de ventos fortes a cerca de dez quilómetros de altitude que controla o tempo nas latitudes médias, recebe um forte impulso.</p><h3>O verão quente ganha impulso</h3><p>Para o verão atual, isto não augura nada de bom.<strong> O El Niño eleva ainda mais a temperatura média global, como um amplificador que acrescenta mais algumas décimas de grau a tudo o resto</strong>. Os anos recorde seguem-se quase sempre a fases intensas de El Niño; foi assim em 2016 e será igualmente em 2024.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779581" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-historico-nova-previsao-reforca-previsao-de-aquecimento-acima-de-xx-c-no-pacifico.html" title="Urgente: nova previsão reforça Super El Niño histórico com aquecimento acima de 3 °C">Urgente: nova previsão reforça Super El Niño histórico com aquecimento acima de 3 °C</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/super-el-nino-historico-nova-previsao-reforca-previsao-de-aquecimento-acima-de-xx-c-no-pacifico.html" title="Urgente: nova previsão reforça Super El Niño histórico com aquecimento acima de 3 °C"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/super-el-nino-historico-nova-previsao-reforca-previsao-de-aquecimento-acima-de-xx-c-no-pacifico-1784567519056_320.png" alt="Urgente: nova previsão reforça Super El Niño histórico com aquecimento acima de 3 °C"></a></article></aside><p><strong>As ondas de calor que estamos a viver neste momento não são desencadeadas por isso – mas revelam-se mais intensas</strong> <strong>do que seriam sem este impulso adicional</strong>. Um a dois graus a mais na extremidade superior da escala determinam se uma região atinge 39 ou 41 graus Celsius.</p><h3>E depois chega o inverno</h3><p>É agora que as coisas se tornam realmente interessantes para nós.<strong> Um El Niño forte tem a desagradável tendência de enfraquecer o vórtice polar sobre o Ártico</strong>. Este enorme vórtice de ar funciona como uma tampa que retém o ar polar gelado no Pólo Norte. Se se tornar instável, o ar frio desliza para sul.</p><figure><blockquote class="twitter-tweet"><p lang="en" dir="ltr">It's me again, it's me again.<br><br>Prepared under AtmosLabWX, this figure is based on the established ENSOstratosphere teleconnection framework: tropical Pacific forcing, Aleutian Low/PNA response, enhanced upward Wave-1 planetary-wave activity, and polar vortexSSW probability <a href="https://t.co/Kwp9QNqgb5">pic.twitter.com/Kwp9QNqgb5</a></p>— AtmoslabWX (@AtmoslabWX) <a href="https://x.com/AtmoslabWX/status/2072782010892906868?ref_src=twsrc%5Etfw">July 2, 2026</a></blockquote></figure><p><strong>É precisamente este sinal que surge nos primeiros modelos de longo prazo para o inverno de 2026/27</strong>. Se a isso se juntar ainda um aquecimento estratosférico repentino, a "tampa" pode mesmo voar para longe. <strong>O resultado seriam vagas de frio e neve até altitudes baixas</strong> – precisamente após um dos verões mais quentes da história das medições.</p><h3>Cuidado com as expectativas altas</h3><p><strong>A honestidade aqui é fundamental: uma previsão para o inverno feita em julho não é uma previsão meteorológica, mas sim um cálculo de probabilidades</strong>. O El Niño aumenta significativamente o risco de uma perturbação do vórtice polar, mas não a garante. O inverno de 2015/16 também se seguiu a um Super-El-Niño – e foi muito ameno em maior parte da Europa.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="773412" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/agora-e-oficial-noaa-declara-a-formacao-do-el-nino.html" title="Agora é oficial: NOAA declara a formação do El Niño">Agora é oficial: NOAA declara a formação do El Niño</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/actualidade/agora-e-oficial-noaa-declara-a-formacao-do-el-nino.html" title="Agora é oficial: NOAA declara a formação do El Niño"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/agora-e-oficial-noaa-declara-a-formacao-do-el-nino-1781188337037_320.png" alt="Agora é oficial: NOAA declara a formação do El Niño"></a></article></aside><p><strong>O momento certo é decisivo. Se o vórtice entrar em colapso em janeiro, temos boas hipóteses de neve e geada</strong>. Se isso só acontecer em março, o inverno já terá acabado há muito tempo. Esta distinção passa despercebida em muitas manchetes.</p><h2>O que há a fazer agora</h2><p><strong>As próximas seis a oito semanas darão a resposta. Até ao início de setembro, ficar-se-á a saber se o El Niño mantém o ritmo </strong>ou se abranda a meio do caminho. Só então será possível dizer com segurança para onde isto nos leva.</p><p><strong>Uma coisa já é certa: teremos um inverno que terá de ser acompanhado de perto</strong>. Quem estiver a planear adquirir uma bomba de calor, encomendar gasóleo de aquecimento ou à espera de pneus de inverno, deve acompanhar de perto a evolução da situação. E quem deseja neve tem, pelo menos este ano, melhores argumentos do que o habitual.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/o-el-nino-mais-forte-dos-ultimos-155-anos-meteorologista-alerta-o-inverno-esta-a-mudar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Especialistas em Portugal atentos: modelo ECMWF prevê que os primeiros 10 dias de agosto serão para esquecer]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/especialistas-em-portugal-atentos-modelo-ecmwf-preve-que-os-primeiros-10-dias-de-agosto-serao-para-esquecer.html</link><pubDate>Thu, 23 Jul 2026 13:59:00 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Depois de alguns altos e baixos nas temperaturas, os primeiros dias do mês de agosto podem trazer uma nova subida dos valores, devendo estes serem acima da média. Eis as regiões potencialmente mais quentes!</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xarh77q"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xarh77q.jpg" id="xarh77q"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>A mais recente saída do nosso modelo de confiança, ECMWF, mostra uma <strong>subida gradual dos valores máximos de temperatura</strong> em Portugal Continental, a partir do dia 3 de agosto. Esta poderá ser mais evidente no interior, ainda que vários locais próximos ao litoral também devam sentir esta subida.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Os nossos mapas de anomalia térmica indicam <strong>temperaturas acima da média, de até 3 ºC</strong>,<strong> </strong>em toda a nossa geografia, sendo que apenas uma pequena zona do país, que abrange o litoral Norte, deverá registar anomalias mais contidas, de até 1 ºC, como podemos observar no mapa abaixo.</p><h2>De 3 a 10 de agosto devem registar-se as anomalias mais pronunciadas</h2><p>De acordo com o mapa que se segue, <strong>Portugal Continental contará com temperaturas entre 1 ºC a 3 ºC acima da média</strong>, na maior parte do território. O mesmo modelo, ECMWF, indica ainda que a<strong> região Transmontana e a Beira Alta poderão registar a anomalia mais pronunciada</strong> durante essa semana e que o Sul e uma parte do litoral Norte e Centro possam contar com anomalias menos evidentes.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/especialistas-em-portugal-atentos-modelo-ecmwf-preve-que-os-primeiros-10-dias-de-agosto-serao-para-esquecer-1784807868741.jpg" data-image="lcowtd4n3k3q" alt="anomalias térmicas entre 3 a 10 de agosto" title="anomalias térmicas entre 3 a 10 de agosto"><figcaption>Portugal Continental poderá contar com anomalias térmicas positivas em toda a sua geografia, na semana compreendida entre os dias 3 e 10 de agosto.</figcaption></figure><p>Desta forma, e segundo a nossa previsão numérica, <strong>várias capitais de distrito poderão registar valores próximos dos 40 ºC</strong>, como Santarém, Évora e Beja. Ainda assim, esperam-se valores na ordem dos 30 ºC ou mais em várias cidades do país, podendo as cidades costeiras contarem com valores mais baixos. No entanto, importa salientar que, por se tratar de uma previsão a longo prazo, o seu grau de fiabilidade é mais baixo, pelo que <strong>estes valores poderão sofrer alterações nos próximos dias</strong>.</p><h2>E nas semanas seguintes?</h2><p>A mais recente atualização indica que as<strong> restantes semanas de agosto podem contar com anomalias menos pronunciadas</strong> (até 1 ºC) ou até mesmo nulas, como no caso da última semana, na região algarvia e no interior alentejano. No entanto, isto não significa que estará frio. Apenas que as temperaturas esperadas para essa altura do ano estão próximas da normal climatológica de referência.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="780008" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/40-c-em-portugal-a-partir-de-27-de-julho-a-mancha-de-temperaturas-elevadas-ganha-dimensao-nos-mapas-meteorologicos.html" title="40 °C em Portugal a partir de 27 de julho? A 'mancha' de temperaturas elevadas ganha dimensão nos mapas meteorológicos">40 °C em Portugal a partir de 27 de julho? A "mancha" de temperaturas elevadas ganha dimensão nos mapas meteorológicos</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/40-c-em-portugal-a-partir-de-27-de-julho-a-mancha-de-temperaturas-elevadas-ganha-dimensao-nos-mapas-meteorologicos.html" title="40 °C em Portugal a partir de 27 de julho? A 'mancha' de temperaturas elevadas ganha dimensão nos mapas meteorológicos"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/40-c-em-portugal-a-partir-de-27-de-julho-a-mancha-de-temperaturas-elevadas-ganha-dimensao-nos-mapas-meteorologicos-1784808242014_320.jpg" alt="40 °C em Portugal a partir de 27 de julho? A 'mancha' de temperaturas elevadas ganha dimensão nos mapas meteorológicos"></a></article></aside><p>Desta forma, podemos afirmar que <strong>até ao dia 10 de agosto, Portugal Continental poderá contar com alguns dias consecutivos de temperaturas elevadas</strong>, caso este cenário se mantenha.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/especialistas-em-portugal-atentos-modelo-ecmwf-preve-que-os-primeiros-10-dias-de-agosto-serao-para-esquecer.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[40 °C em Portugal a partir de 27 de julho? A "mancha" de temperaturas elevadas ganha dimensão nos mapas meteorológicos]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/40-c-em-portugal-a-partir-de-27-de-julho-a-mancha-de-temperaturas-elevadas-ganha-dimensao-nos-mapas-meteorologicos.html</link><pubDate>Thu, 23 Jul 2026 12:37:27 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Após uma breve descida das temperaturas nos próximos dois dias, Portugal prepara-se para uma nova subida do calor. Os termómetros poderão aproximar-se ou ultrapassar os 40 ºC no interior, antes de uma nova descida no final de julho.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xarhc0q"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xarhc0q.jpg" id="xarhc0q"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Portugal Continental prepara-se para uma <strong>nova subida dos termómetros durante a próxima semana</strong>. Os modelos meteorológicos apontam para máximas próximas ou superiores a 40 °C em algumas regiões do país, embora o calor possa voltar a perder intensidade na reta final de julho.</p><h2>Sexta e sábado serão os dias mais frescos</h2><p>Entre <strong>24 e 25 de julho</strong>, uma massa de ar mais frio influenciará sobretudo as regiões Norte e Centro, trazendo não só uma descida das temperaturas, mas também mais nebulosidade, vento e precipitação fraca.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/40-c-em-portugal-a-partir-de-27-de-julho-a-mancha-de-temperaturas-elevadas-ganha-dimensao-nos-mapas-meteorologicos-1784807907155.png" data-image="iupw4ycqg3gx" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>A entrada de uma massa de ar mais frio fará descer as temperaturas nas regiões Norte e Centro. As serras poderão voltar a registar máximas inferiores a 20 °C.</figcaption></figure><p>Os efeitos serão particularmente evidentes nas terras altas, onde as temperaturas máximas dificilmente ultrapassarão os <strong>20 °C</strong>. Nos distritos de <strong>Viana do Castelo, Braga, Porto e Vila Real</strong>, as máximas deverão situar-se entre os <strong>22 e os 24 °C</strong>, enquanto a faixa litoral até Lisboa permanecerá relativamente fresca. A exceção será o distrito de <strong>Bragança</strong>, onde algumas zonas de vale poderão aproximar-se dos <strong>30 °C</strong>.</p><h2>Domingo marca o regresso gradual do calor</h2><p>No <strong>domingo, 26 de julho</strong>, inicia-se uma recuperação das temperaturas. O Norte do país voltará a registar máximas superiores a <strong>30 °C</strong>, sobretudo nos distritos de Braga e Vila Real, embora o litoral entre Viana do Castelo e Lisboa continue sob influência marítima, mantendo valores mais amenos.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/40-c-em-portugal-a-partir-de-27-de-julho-a-mancha-de-temperaturas-elevadas-ganha-dimensao-nos-mapas-meteorologicos-1784807944699.png" data-image="tplfdqjl1xei" alt="Anomalia da temperatura" title="Anomalia da temperatura"><figcaption>O domingo marcará o início da recuperação das temperaturas. Apesar da subida dos termómetros, o mapa de anomalias mostra um cenário próximo da normalidade climatológica para a época.</figcaption></figure><p>Apesar desta subida, o domingo deverá ser um dia típico de verão. O mapa de anomalias de temperatura mostra que grande parte do território apresentará valores muito próximos da média climatológica para a época. Algumas regiões poderão registar<strong> anomalias positivas de cerca de</strong> <strong>2 a 3 °C</strong>, enquanto outras permanecerão praticamente na média ou ligeiramente abaixo dela.</p><h2>Os 40 °C poderão regressar a partir de 27 de julho</h2><p>É entre <strong>27 e 28 de julho</strong> que a mudança se torna mais evidente. Os mapas do ECMWF mostram a expansão da massa de ar quente sobre praticamente todo o território continental, com a "mancha" de temperaturas elevadas a ganhar cada vez maior dimensão.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/40-c-em-portugal-a-partir-de-27-de-julho-a-mancha-de-temperaturas-elevadas-ganha-dimensao-nos-mapas-meteorologicos-1784807967519.png" data-image="jtx2naglgoas" alt="Temperatura" title="Temperatura"><figcaption>A massa de ar quente volta a expandir-se sobre Portugal Continental. Os modelos apontam para temperaturas próximas ou superiores a 40 °C em alguns locais do interior durante os dias 27 e 28.</figcaption></figure><p>As regiões mais quentes deverão localizar-se na <strong>Lezíria do Tejo</strong>, <strong>Médio Tejo</strong>, distrito de <strong>Castelo Branco</strong> e interior do distrito de <strong>Beja</strong>, junto à fronteira com Espanha. Nestes locais, algumas estações meteorológicas poderão atingir ou mesmo ultrapassar os <strong>40 °C</strong>.</p><p>Enquanto isso, o litoral continuará a beneficiar da influência do Atlântico, o que deverá impedir temperaturas tão extremas como as previstas para o interior.</p><h2>Nova descida das temperaturas no final de julho</h2><p>As previsões atuais apontam para uma <strong>nova descida das temperaturas a partir de quarta-feira, 29 de julho</strong>, embora, nesta fase, essa diminuição pareça temporária.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779993" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-para-10-dias-em-portugal-temperaturas-acima-da-media-cobrem-pais-temporariamente-chuva-nao-devera-regressar.html" title="Tendências para 10 dias em Portugal: temperaturas acima da média cobrem país temporariamente; chuva não deverá regressar">Tendências para 10 dias em Portugal: temperaturas acima da média cobrem país temporariamente; chuva não deverá regressar</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-para-10-dias-em-portugal-temperaturas-acima-da-media-cobrem-pais-temporariamente-chuva-nao-devera-regressar.html" title="Tendências para 10 dias em Portugal: temperaturas acima da média cobrem país temporariamente; chuva não deverá regressar"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-para-10-dias-em-portugal-1784804277656_320.png" alt="Tendências para 10 dias em Portugal: temperaturas acima da média cobrem país temporariamente; chuva não deverá regressar"></a></article></aside><p>Importa, no entanto, recordar que esta parte da previsão já se encontra num horizonte temporal relativamente distante. Por esse motivo, a intensidade da descida e os valores exatos das temperaturas ainda poderão sofrer alterações à medida que os modelos meteorológicos forem assimilando novos dados.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/40-c-em-portugal-a-partir-de-27-de-julho-a-mancha-de-temperaturas-elevadas-ganha-dimensao-nos-mapas-meteorologicos.html</guid><dc:creator><![CDATA[Marta Godinho]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tendências para 10 dias em Portugal: temperaturas acima da média cobrem país temporariamente; chuva não deverá regressar]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-para-10-dias-em-portugal-temperaturas-acima-da-media-cobrem-pais-temporariamente-chuva-nao-devera-regressar.html</link><pubDate>Thu, 23 Jul 2026 11:41:15 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>As temperaturas vão descer, mas depois voltam a subir. A chuva pode regressar, mas também deverá dissipar-se logo em seguida. Eis as tendências do estado de tempo para os próximos 10 dias, em Portugal.</p><figure id="first-video" class="video-dailymotion"><div id="player-xargsuy"><img src="https://services.meteored.com/img/video/preview/dailymotion-xargsuy.jpg" id="xargsuy"><span class="boton-video"><svg width="48" height="48" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 48 48"><circle cx="24" cy="24" r="24" style="fill:#fff"/><path d="m20.5 15.2 10.8 7.2c1.1.7 1.2 2.2.2 3l-11 7.3c-1.2.7-2.7-.2-2.7-1.6V16.8c0-1.4 1.5-2.3 2.7-1.6z" style="fill-rule:evenodd;clip-rule:evenodd;fill:#0074ad"/></svg></span></div></figure><p>Entre hoje e sábado, Portugal Continental poderá registar uma <strong>descida generalizada das temperaturas máximas</strong>, devido à influência de uma massa de ar polar marítimo. Além disto, a influência de uma bolsa de ar frio também poderá resultar em alguma instabilidade, especialmente entre sexta-feira e sábado.</p><div class="texto-destacado"> Seja o primeiro a receber as previsões graças ao<a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank"> <strong>nosso canal do WhatsApp</strong></a>. Siga-nos e ative as notificações. </div><p>Esta instabilidade passará por <strong>chuva fraca e irregular já amanhã</strong>, sexta-feira, em vários distritos do litoral Norte e Centro. Com o passar das horas espera-se uma dissipação gradual da mesma, ainda que alguns aguaceiros possam persistir em alguns pontos da mesma região. <strong>Na manhã de sábado, estes períodos de chuva fraca e dispersa voltam a surgir </strong>também com maior expressão no litoral, ainda que possa incidir mais no litoral Centro, dissipando-se até ao final da tarde.</p><h2>Anomalias térmicas voltarão a inverter-se na próxima semana</h2><p>Depois de uma breve descida das temperaturas máximas, os nossos mapas mostram uma <strong>possível subida dos valores a partir de domingo</strong>, dia 26. Esta será mais evidente ao longo da faixa interior, onde se poderão registar máximas de até 34 ºC em Évora e Beja. Esta subida, que deverá manter-se nas horas seguintes, contribuirá para uma<strong> inversão das anomalias térmicas</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-para-10-dias-em-portugal-1784804277656.png" data-image="s5m6oxvbox2j" alt="anomalia térmica" title="anomalia térmica"><figcaption>A partir da próxima semana, especialmente nos primeiros dias, as anomalias térmicas positivas voltam a cobrir o país, com exceção de alguns pontos. Estas poderão ser de até 9 ºC acima da normal climatológica de referência.</figcaption></figure><p>Como podemos observar no mapa acima, na segunda-feira, dia em que as <strong>temperaturas irão subir de forma significativa em todo o país</strong>, as anomalias térmicas deverão ser positivas na maior parte do território, com exceção de alguns locais do Algarve (a azul) e de Lisboa, que poderão registar valores abaixo da média. Já <strong>ao longo da faixa litoral acontece o oposto, visto que se deverão registar valores acima do expectável</strong>, com temperaturas até 9 ºC acima da média.</p><p>Para este dia, 27 de julho, <strong>esperam-se máximas acima dos 30 ºC em todas as capitais de distrito, menos Viana do Castelo e Aveiro</strong>, que deverão contar com 28 ºC e 27 ºC, respetivamente. A capital mais quente deste dia deverá ser Santarém, com 38 ºC, podendo <strong>a nível local, registar até 40 ºC</strong>. No Norte, Braga poderá ser a cidade mais quente, com 35 ºC, e no Sul, Évora e Beja poderão contar com 37 ºC.</p><h2>Subida dos termómetros não será mantida por muito tempo</h2><p>No entanto, na <strong>terça-feira poderemos registar uma leve descida das temperaturas máximas</strong>, pois o fluxo de oeste voltará a tornar-se predominante, ao contrário do fluxo de segunda-feira, que será de sul/sudeste na maior parte da geografia, contribuindo para um maior aquecimento. Na<strong> quarta e na quinta-feira esta tendência de descida deverá permanecer em todo o país</strong>, mantendo-se um contraste entre o interior e o litoral, mas sem temperaturas excessivas.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/tendencias-para-10-dias-em-portugal-1784806048040.jpg" data-image="ma1krbpnl7x0" alt="temperatura à superfície" title="temperatura à superfície"><figcaption>Depois de alguns altos e baixos, espera-se uma breve recuperação das temperaturas na sexta-feira, dia 31 de julho.</figcaption></figure><p>Ainda assim,<strong> na sexta-feira, dia 31 de julho, os termómetros voltam a subir de forma generalizada</strong>. Todavia, esta subida será mais contida na faixa litoral Norte e Centro. Segundo o que conseguimos apurar no momento da redação desta previsão, <strong>no sábado, dia 1 de agosto, poderá dar-se uma nova descida </strong>das temperaturas máximas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779995" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ar-polar-maritimo-e-chuva-fraca-de-pouca-dura-domingo-26-de-julho-com-intensificacao-do-calor-e-maximas-ate-37-c.html" title="Ar polar marítimo e chuva fraca de “pouca dura”: domingo, 26 de julho, com intensificação do calor e máximas até 37 ºC">Ar polar marítimo e chuva fraca de “pouca dura”: domingo, 26 de julho, com intensificação do calor e máximas até 37 ºC</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ar-polar-maritimo-e-chuva-fraca-de-pouca-dura-domingo-26-de-julho-com-intensificacao-do-calor-e-maximas-ate-37-c.html" title="Ar polar marítimo e chuva fraca de “pouca dura”: domingo, 26 de julho, com intensificação do calor e máximas até 37 ºC"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-maritimo-e-chuva-fraca-de-pouca-dura-domingo-26-de-julho-com-intensificacao-do-calor-e-maximas-ate-37-c-1784804877842_320.jpg" alt="Ar polar marítimo e chuva fraca de “pouca dura”: domingo, 26 de julho, com intensificação do calor e máximas até 37 ºC"></a></article></aside><p>Apesar destas variações de temperatura entre hoje e o arranque do mês de agosto, <strong>é esperada uma persistência da estabilidade atmosférica</strong>, devido à influência das altas pressões, que deverá manter a chuva afastada do nosso território continental. Com isto, aconselhamos que se mantenha atento às próximas atualizações da Meteored Portugal.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/tendencias-para-10-dias-em-portugal-temperaturas-acima-da-media-cobrem-pais-temporariamente-chuva-nao-devera-regressar.html</guid><dc:creator><![CDATA[Joana Campos]]></dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ar polar marítimo e chuva fraca de “pouca dura”: domingo, 26 de julho, com intensificação do calor e máximas até 37 ºC]]></title><link>https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ar-polar-maritimo-e-chuva-fraca-de-pouca-dura-domingo-26-de-julho-com-intensificacao-do-calor-e-maximas-ate-37-c.html</link><pubDate>Thu, 23 Jul 2026 11:23:55 +0000</pubDate><category>Previsão</category><description><![CDATA[<p>Aos dois dias geralmente mais frescos do que o normal para a época do ano e caracterizados pela ocorrência de chuva fraca nalgumas regiões, seguir-se-á um domingo (26) marcado pela intensificação do calor em Portugal continental, com temperaturas máximas até 37 ºC.</p><figure id="first-image"><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-maritimo-e-chuva-fraca-de-pouca-dura-domingo-26-de-julho-com-intensificacao-do-calor-e-maximas-ate-37-c-1784804877842.jpg" data-image="fjyp830bjepo"><figcaption>Nalgumas regiões do interior, a temperatura máxima subirá 5 ou 6 ºC de sábado (25) para domingo (26).</figcaption></figure><p>Após vários dias praticamente estacionária a noroeste da Galiza, uma bolsa de ar frio isolada em altitude irá deslocar-se gradualmente para leste nas próximas horas. À medida que for atravessando o norte da Península Ibérica durante o dia de amanhã - sexta-feira, 24 de julho -, <strong>provocará uma descida significativa das temperaturas e alguma chuva em Portugal continental</strong>. Estes efeitos serão mais evidentes entre sexta-feira (24) e sábado (25).</p><div class="texto-destacado">Seja o primeiro a receber as previsões graças ao <strong><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029VaxX6njIyPtRY4lOMd1b" target="_blank">nosso canal do WhatsApp</a></strong>. Siga-nos e ative as notificações.</div><p><strong>Para domingo (26)</strong> prevê-se uma subida das temperaturas máximas, tanto no litoral como no interior, estando previstos <strong>até 37 ºC de temperatura máxima</strong> em localidades do vale do Guadiana e Sotavento Algarvio, tais como<strong> Mértola e Alcoutim</strong>.</p><h2>Frescura e precipitação escassa serão temporárias</h2><p>Hoje - quinta-feira (23) - prevê-se uma descida das temperaturas mas somente nalgumas regiões, sendo <strong>sexta-feira (24) e sábado (25), os dias em que a entrada de ar de origem polar marítimo será mais evidente</strong>, proporcionando um ambiente consideravelmente mais fresco.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-maritimo-e-chuva-fraca-de-pouca-dura-domingo-26-de-julho-com-intensificacao-do-calor-e-maximas-ate-37-c-1784803740685.png" data-image="yy6c0dfrgz1c"><figcaption>Sexta-feira (24) claramente mais fresca. As anomalias térmicas negativas serão geralmente suaves, mas algumas zonas do país poderão registar entre 4 e 6 ºC abaixo da média, o que já é significativo para a época do ano.</figcaption></figure><p>Confirmando as previsões avançadas com bastante antecedência pela Meteored Portugal (a primeira há mais de 5 dias), <strong>os mapas continuam a prever que a passagem da bolsa de ar frio gere alguma precipitação amanhã e no sábado, dias 24 e 25 de julho</strong>. Espera-se que a chuva se concentre sobretudo nas regiões situadas a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela. Mesmo assim, tudo indica que será um episódio com precipitação escassa.</p><p>De acordo com os mapas de referência da Meteored, <strong>a chuva, que será geralmente fraca e irregular, distribuir-se-á pelos distritos de</strong> <strong>Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria e partes do de Lisboa, bem como em alguns setores de Vila Real, Viseu </strong>e muito ocasionalmente noutros pontos do interior Norte e Centro. Graças ao efeito de barreira imposto pelo relevo montanhoso do sistema Montejunto-Estrela, será pouco provável que a precipitação alcance as regiões mais a leste e mais a sul.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-maritimo-e-chuva-fraca-de-pouca-dura-domingo-26-de-julho-com-intensificacao-do-calor-e-maximas-ate-37-c-1784803931921.png" data-image="97hay57py07q"><figcaption>A distribuição de precipitação acumulada continua a indicar que irá chover de forma geralmente pouco significativa entre sexta (24) e sábado (25) nas regiões situadas a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela.</figcaption></figure><p>Os cenários atualmente perspetivados pelos modelos sugerem acumulados a variar entre 1 e 11 mm ao longo de 48 horas,<strong> valores que são reduzidos, mas relativamente relevantes tendo em conta que climatologicamente estamos na canícula</strong>, o período estatisticamente mais quente e seco do ano.</p><div class="texto-destacado"> Acresce ainda que, nalgumas zonas, a precipitação poderá ser acompanhada de <strong>trovoadas isoladas</strong>. </div><p><strong>A Região de Aveiro continua a destacar-se como a zona onde poderá chover mais, com acumulados até 11 mm</strong>. Porém, devido à evolução frequentemente difícil de antecipar deste tipo de sistemas de baixas pressões e à incerteza inerente às previsões, a distribuição da precipitação poderá ainda sofrer alguns ajustes até ao início do episódio.</p><h2>Domingo 26 marca uma viragem no tempo, com subida generalizada das temperaturas máximas à vista</h2><p>Tudo indica que o estado do tempo voltará a mudar <strong>a partir de domingo (26), estando à vista uma subida das temperaturas máximas em quase todo o território de Portugal continental</strong>, ligeira na maioria das regiões, mas mais acentuada em algumas zonas do interior.</p><p>Tal como se observa na tabela abaixo, tanto o litoral como o interior, aqui representados por algumas capitais de distrito, <strong>vão registar um aumento das máximas</strong>, com este dia a representar o início de um possível novo episódio de tempo quente.</p><table><thead><tr><th> Cidade </th><th> Temperatura máxima Sábado, 25 de julho </th><th>Temperatura máxima Domingo, 26 de julho </th></tr></thead><tbody><tr><td>Braga</td><td>30 ºC</td><td>32 ºC</td></tr><tr><td>Porto</td><td>24 ºC</td><td>26 ºC</td></tr><tr><td>Leiria </td><td>25 ºC</td><td>27 ºC</td></tr><tr><td>Lisboa</td><td>28 ºC</td><td>29 ºC</td></tr><tr><td>Faro </td><td>32 ºC</td><td>30 ºC</td></tr><tr><td>Bragança</td><td>29 ºC</td><td>31 ºC</td></tr><tr><td>Viseu</td><td>26 ºC</td><td>32 ºC</td></tr><tr><td>Castelo Branco</td><td>29 ºC</td><td>34 ºC</td></tr><tr><td>Coimbra</td><td>27 ºC</td><td>30 ºC</td></tr><tr><td>Évora</td><td>31 ºC</td><td>35 ºC</td></tr><tr class="pie-tabla"><td colspan="3">Fonte: Mapas da Meteored e IPMA</td></tr></tbody></table><p>Em contraste com os dois dias anteriores, em que haverá nebulosidade e até alguma precipitação, <strong>o céu pouco nublado ou limpo será dominante em Portugal continental no domingo (26)</strong>. </p><p>A ausência de nebulosidade permitirá uma <strong>maior insolação</strong> e, consequentemente, um <strong>aquecimento mais eficiente</strong> da superfície. A isto juntam-se a subsidência associada ao <strong>anticiclone e a entrada mais expressiva de ar quente e seco</strong> procedente do Norte de África e do interior da Península Ibérica, transportado por uma crista subtropical com fluxo de sul/sudeste.</p><p>Acrescente-se ainda que, localmente, o efeito de encaixe do relevo afunilado de vales fluviais como os do Douro, Tejo e Guadiana permitirá uma maior acumulação do calor diurno, <strong>favorecendo temperaturas ainda mais elevadas nas localidades aí inseridas e adjacentes</strong>.</p><figure><img src="https://services.meteored.com/img/article/ar-polar-maritimo-e-chuva-fraca-de-pouca-dura-domingo-26-de-julho-com-intensificacao-do-calor-e-maximas-ate-37-c-1784804225556.png" data-image="tqsdap9p7ccx"><figcaption>Prevê-se uma temperatura máxima de 37 ºC em localidades como Mértola e Alcoutim, ambas situadas no Sul de Portugal continental.</figcaption></figure><p>Assim, <strong>não é de surpreender que esteja prevista uma subida generalizada das temperaturas máximas no nosso país</strong>, com os valores mais elevados previstos para vales do Douro, Tejo e Guadiana, Beira Baixa, Alentejo e Sotavento Algarvio (entre 31 e 37 ºC).</p><p>Segundo o modelo de confiança da Meteored - o ECMWF - <strong>Mértola e Alcoutim, destacam-se, para já, como as localidades com maior probabilidade de registar as temperaturas mais elevadas</strong>. Por outro lado, algumas zonas do Algarve, como por exemplo a cidade de Faro, poderão apresentar uma ligeira descida das temperaturas máximas.</p><aside class="article-body-container redactor-component non-editable" data-article="779936" data-redactor-type="newsinserter" data-mrf-recirculation="cuerpo_relacionada"><article class="article-in-body articulo-mas-noticias foto-derecha non-editable"><div class="encabezado col"><span class="text_seccion_art">Artigo relacionado</span><span class="link_bold"><a class="non-editable" href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-tera-um-breve-alivio-do-calor-ate-sabado-mas-as-temperaturas-voltam-a-subir-a-partir-de-domingo.html" title="Portugal terá um breve alívio do calor até sábado, mas as temperaturas voltam a subir a partir de domingo">Portugal terá um breve alívio do calor até sábado, mas as temperaturas voltam a subir a partir de domingo</a></span></div><a class="imagen " href="https://www.tempo.pt/noticias/previsao/portugal-tera-um-breve-alivio-do-calor-ate-sabado-mas-as-temperaturas-voltam-a-subir-a-partir-de-domingo.html" title="Portugal terá um breve alívio do calor até sábado, mas as temperaturas voltam a subir a partir de domingo"><img class="img-body non-editable" src="https://services.meteored.com/img/article/portugal-tera-um-breve-alivio-do-calor-ate-sabado-mas-as-temperaturas-voltam-a-subir-a-partir-de-domingo-1784746535712_320.png" alt="Portugal terá um breve alívio do calor até sábado, mas as temperaturas voltam a subir a partir de domingo"></a></article></aside><p>Por fim, importa esclarecer que,<strong> embora se preveja uma intensificação do calor nos primeiros dias da última semana de julho, sobretudo na segunda-feira (27)</strong>, a previsão continua a apresentar algum grau de incerteza quanto à duração e à intensidade deste eventual episódio.</p><p>Aliás, a distribuição e a maior ou menor intensidade do calor em Portugal continental dependerão, em grande medida, da interação entre os principais centros de ação (anticiclones e depressões), da trajetória das massas de ar e dos padrões de circulação atmosférica que se tornarem dominantes na nossa latitude.</p>]]></description><guid isPermaLink="true">https://www.tempo.pt/noticias/previsao/ar-polar-maritimo-e-chuva-fraca-de-pouca-dura-domingo-26-de-julho-com-intensificacao-do-calor-e-maximas-ate-37-c.html</guid><dc:creator><![CDATA[Alfredo Graça]]></dc:creator></item></channel></rss>